REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202508131808
Alexandre Rosa de Oliveira2; Evandro Pfeiff Oliveira; Filipe Bello da Cunha; Hildamar Pfeiff Oliveira; José Leandro Martins Cardoso; Juliana Liberalesso Hennemann; Luan de Lima Braga; Marcelo Azevedo Trindade; Marília Paschoal do Vale; Matheus Nascimento Dias Coffy; Neidi Cabreira; Venâncio Fernandes Mantovani
RESUMO
As cidades inteligentes emergem como uma solução inovadora e necessária frente aos desafios da urbanização moderna, promovendo sustentabilidade, ética e inovação como pilares essenciais para o desenvolvimento urbano. Essas cidades utilizam tecnologias avançadas, como Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial, para melhorar a eficiência dos recursos naturais, reduzir impactos ambientais e elevar a qualidade de vida da população. Por meio da gestão inteligente de energia, mobilidade urbana sustentável e monitoramento ambiental, consolidam-se como espaços voltados para o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Além disso, o compromisso ético com a inclusão social e a acessibilidade se destaca, garantindo que as soluções tecnológicas sejam aplicadas de forma equitativa, beneficiando diferentes camadas sociais. A inovação, por sua vez, torna-se a força motriz das cidades inteligentes, gerando novos modelos de negócios, empregos e oportunidades. No entanto, desafios como a governança eficiente, proteção de dados e a desigualdade no acesso à tecnologia precisam ser enfrentados. Assim, as cidades inteligentes configuram-se como um paradigma transformador para a sustentabilidade urbana, demandando planejamento estratégico e políticas públicas que promovam soluções integradas e equilibradas.
Palavras-chave: Sustentabilidade. Ética. Inovação.
ABSTRACT
Smart cities emerge as an innovative and necessary solution to the challenges of modern urbanization, promoting sustainability, ethics, and innovation as essential pillars for urban development. These cities leverage advanced technologies, such as the Internet of Things (IoT) and artificial intelligence, to enhance natural resource efficiency, reduce environmental impacts, and improve citizens’ quality of life. Through intelligent energy management, sustainable urban mobility, and environmental monitoring, they establish themselves as spaces focused on balancing economic growth and environmental preservation. Furthermore, the ethical commitment to social inclusion and accessibility stands out, ensuring that technological solutions are applied equitably, benefiting various social strata. Innovation, in turn, becomes the driving force of smart cities, generating new business models, jobs, and opportunities. However, challenges such as efficient governance, data protection, and inequality in technology access must be addressed. Thus, smart cities are a transformative paradigm for urban sustainability, requiring strategic planning and public policies that foster integrated and balanced solutions.
Keywords: Sustainability.Ethics.Innovation.
1 INTRODUÇÃO
As cidades inteligentes surgem como um conceito estratégico no cenário da urbanização contemporânea, integrando tecnologia, inovação e sustentabilidade para enfrentar os desafios atuais. Em meio ao crescimento exponencial das populações urbanas, a demanda por recursos naturais cresce de forma alarmante, exigindo alternativas capazes de harmonizar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. A implementação de tecnologias como sensores inteligentes, inteligência artificial e sistemas integrados representa uma resposta eficiente a essas demandas, oferecendo ferramentas que otimizam recursos e promovem maior qualidade de vida para os habitantes.
Além disso, a gestão eficiente de recursos naturais e práticas como mobilidade urbana sustentável tornam-se pilares essenciais para essas cidades. As tecnologias utilizadas possibilitam uma redução significativa no consumo de energia, controle de emissões de poluentes e aumento da eficiência no transporte público, transformando a maneira como as cidades operam e interagem com seus habitantes. Assim, a sustentabilidade emerge como uma prioridade central no desenvolvimento das cidades inteligentes.
Outro ponto fundamental é a ética, especialmente no que diz respeito à acessibilidade e inclusão social. A transformação tecnológica nas cidades precisa ser acompanhada por políticas públicas que garantam equidade e justiça social, assegurando que todas as camadas da população tenham acesso aos benefícios gerados pelas inovações. A ausência desse compromisso ético pode agravar desigualdades preexistentes, ampliando a exclusão social em vez de reduzi-la.
Paralelamente, a inovação é um dos principais vetores das cidades inteligentes, impulsionando novas oportunidades econômicas, geração de empregos e criação de negócios. Esse processo é essencial para sustentar a dinâmica econômica de cidades que buscam se tornar modelos de desenvolvimento sustentável. A combinação entre tecnologia, ética e inovação estabelece um novo paradigma urbano que busca equilibrar o progresso com os princípios de responsabilidade e inclusão.
Dessa forma, as cidades inteligentes não apenas se apresentam como uma solução para os problemas urbanos contemporâneos, mas também oferecem uma visão de futuro mais sustentável e resiliente. O planejamento estratégico, aliado à colaboração entre governo, setor privado e sociedade civil, constitui o alicerce para transformar essas ideias em realidade, promovendo cidades mais justas, eficientes e sustentáveis.
2. DESENVOLVIMENTO
As cidades inteligentes têm o potencial de revolucionar o modelo de urbanização ao integrar tecnologias avançadas com a sustentabilidade ambiental e social. Por meio do uso de ferramentas como sensores inteligentes e inteligência artificial, essas cidades são capazes de monitorar e gerenciar de forma eficiente recursos essenciais, como energia, água e transporte. Essa abordagem não apenas melhora a eficiência operacional, mas também reduz significativamente os impactos ambientais gerados pela urbanização descontrolada. Dessa forma, as cidades inteligentes promovem uma convivência mais harmônica entre as atividades humanas e os ecossistemas urbanos, atendendo às demandas contemporâneas de forma inovadora e sustentável (CABRAL, 2016).
Além da eficiência tecnológica, a mobilidade urbana sustentável é um dos pilares fundamentais das cidades inteligentes. A adoção de soluções como veículos elétricos, sistemas de transporte público integrados e ciclovias contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e melhora a qualidade do ar nas áreas urbanas. Essas iniciativas transformam a maneira como as pessoas se deslocam, promovendo uma alternativa mais limpa e eficiente em comparação aos modelos tradicionais de transporte. Essa transição, no entanto, requer investimentos em infraestrutura e políticas públicas que incentivem o uso de meios de transporte mais sustentáveis, reforçando o compromisso com a sustentabilidade ambiental e o bem-estar coletivo (CARNEIRO, 2020).
Outro aspecto crucial para o sucesso das cidades inteligentes é a inclusão social, que deve ser promovida por meio de políticas públicas baseadas na ética e na equidade. O acesso às tecnologias urbanas deve ser garantido para todos os cidadãos, independentemente de sua condição socioeconômica, para evitar que as inovações tecnológicas ampliem desigualdades já existentes. Soluções inclusivas, como programas de alfabetização digital e acessibilidade a serviços básicos, são essenciais para garantir que a população mais vulnerável também se beneficie das transformações urbanas. Dessa forma, as cidades inteligentes podem consolidar-se como espaços verdadeiramente democráticos e justos (CARDOSO, 2016).
A governança desempenha um papel indispensável na implementação bem sucedida de cidades inteligentes, pois exige uma coordenação eficiente entre diferentes setores da sociedade. Governos, empresas privadas e a sociedade civil precisam atuar de forma colaborativa para criar políticas integradas que favoreçam o desenvolvimento sustentável e o uso ético da tecnologia. Além disso, questões relacionadas à proteção de dados e privacidade devem ser cuidadosamente administradas para evitar abusos e garantir que as inovações tecnológicas sejam utilizadas de forma responsável e transparente (FERREIRA, 2019).
Dessa forma, o impacto ambiental das cidades inteligentes reforça a importância de soluções tecnológicas voltadas para a preservação do meio ambiente. A utilização de tecnologias para monitorar e reduzir emissões de poluentes, gerenciar resíduos e otimizar o uso de recursos naturais demonstra o potencial dessas cidades para mitigar os efeitos da crise climática. Além disso, a conscientização ambiental deve ser promovida entre os cidadãos, integrando a educação ambiental como parte do planejamento urbano. Esse equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade ambiental é essencial para assegurar que o crescimento urbano seja sustentável e resiliente a longo prazo (FRUTUOSO, 2018).
2.1 O Impacto Duradouro das Cidades Inteligentes: Inovação, Ética e Sustentabilidade Urbana
As cidades inteligentes emergem como uma solução estratégica para enfrentar os desafios da urbanização contemporânea, sendo impulsionadas por tecnologias que integram sustentabilidade e inovação. Em um contexto onde o crescimento demográfico nas cidades gera pressão sobre os recursos naturais, é fundamental adotar ferramentas tecnológicas capazes de oferecer alternativas que harmonizem desenvolvimento econômico e preservação ambiental. A implementação de sistemas inteligentes, como redes urbanas interconectadas, permite a otimização de processos urbanos, promovendo eficiência no uso de energia, água e transporte, ao mesmo tempo em que reduz os impactos negativos sobre o meio ambiente (PEREIRA, 2017).
Além de mitigar os efeitos ambientais da urbanização acelerada, as cidades inteligentes redefinem o conceito de qualidade de vida ao criar ambientes urbanos mais saudáveis e organizados. Tecnologias avançadas, como a análise preditiva de dados e sensores urbanos, possibilitam identificar e resolver problemas em tempo real, garantindo um funcionamento mais eficiente das cidades. Essa abordagem inovadora reflete a necessidade de priorizar a sustentabilidade no planejamento urbano, oferecendo benefícios concretos tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente (ROCHA, 2018).
A integração tecnológica em cidades inteligentes também reflete o papel das políticas públicas na gestão sustentável das áreas urbanas. Governos locais e empresas privadas devem trabalhar em conjunto para implementar tecnologias que atendam às demandas crescentes da população urbana, enquanto garantem a sustentabilidade de longo prazo. Estratégias como sistemas de transporte público inteligente, energia renovável e programas de educação ambiental são exemplos de como as cidades podem inovar sem comprometer o equilíbrio ecológico (SILVA, 2019).
Adicionalmente, o impacto positivo das cidades inteligentes vai além das questões ambientais, englobando também a eficiência administrativa. Soluções baseadas em big data e inteligência artificial otimizam processos burocráticos e promovem uma governança mais ágil, capaz de atender às necessidades de uma população crescente. Essa abordagem torna as cidades inteligentes um modelo indispensável para a gestão urbana do século XXI, criando sistemas que alinham inovação tecnológica com responsabilidade ambiental e social (TORRES, 2020).
Outrossim as cidades inteligentes representam um paradigma que vai além do simples uso da tecnologia para resolver problemas urbanos. Elas são instrumentos para uma transformação estrutural na maneira como as cidades são projetadas e gerenciadas, tornando-as mais adaptáveis às demandas atuais e futuras. Esse modelo exige, contudo, um compromisso sólido com a sustentabilidade e o desenvolvimento inclusivo, elementos indispensáveis para consolidar as cidades inteligentes como referências globais de urbanização responsável (MENDES, 2019).
A gestão eficiente dos recursos naturais é uma prioridade central para o sucesso das cidades inteligentes, sendo reforçada por práticas que promovem a sustentabilidade no planejamento urbano. Tecnologias como redes elétricas inteligentes, sistemas de monitoramento hídrico e transporte público conectado tornam possível reduzir o desperdício de recursos e aumentar a eficiência operacional das cidades. Essas iniciativas, além de contribuírem para a sustentabilidade ambiental, transformam a forma como as cidades se relacionam com seus habitantes, promovendo um ambiente urbano mais equilibrado e sustentável (PEREIRA, 2017).
A mobilidade urbana sustentável, um dos pilares das cidades inteligentes, representa uma revolução no modo como as pessoas se deslocam dentro das áreas urbanas. A integração de veículos elétricos, transporte público automatizado e ciclovias planejadas resulta em uma redução drástica das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o uso de ferramentas digitais, como aplicativos de mobilidade e gestão do tráfego em tempo real, melhora a experiência dos usuários e reduz os congestionamentos. Essa transformação é essencial para enfrentar os desafios das cidades densamente povoadas, onde a mobilidade eficiente é fundamental para a qualidade de vida (ROCHA, 2018).
Por outro lado, a eficiência na gestão de recursos energéticos é outro ponto de destaque nas cidades inteligentes. Tecnologias como sistemas de energia renovável distribuída e prédios autossuficientes em energia têm demonstrado ser soluções viáveis para reduzir a dependência de fontes fósseis e mitigar os impactos ambientais. Essa abordagem combina planejamento estratégico e inovação tecnológica para atender às demandas energéticas de forma mais limpa e eficiente, garantindo a resiliência urbana no longo prazo (SILVA, 2019).
O monitoramento ambiental também desempenha um papel crítico no desenvolvimento das cidades inteligentes. Sensores espalhados por áreas urbanas possibilitam o rastreamento de níveis de poluição, qualidade do ar e mudanças climáticas em tempo real. Com essas informações, gestores urbanos podem implementar políticas públicas mais assertivas, garantindo a saúde ambiental das cidades e a segurança da população. Essa abordagem integrada entre tecnologia e gestão ambiental reflete o compromisso das cidades inteligentes com a sustentabilidade (TORRES, 2020).
Dessa forma, a gestão eficiente de recursos naturais nas cidades inteligentes vai além da implementação de tecnologias modernas. Ela envolve um planejamento robusto e uma visão holística que integrem inovação, governança e engajamento social, garantindo que o crescimento urbano seja sustentável e beneficie todas as partes da sociedade. A sustentabilidade torna-se, assim, um elemento indispensável para a longevidade e o sucesso dessas cidades (MENDES, 2019).
A ética desempenha um papel indispensável no sucesso das cidades inteligentes, especialmente no que se refere à inclusão social e à equidade no acesso às tecnologias urbanas. Em um contexto onde as inovações tecnológicas têm o potencial de transformar a vida urbana, é essencial garantir que os benefícios sejam distribuídos de maneira justa. Programas de acessibilidade digital e políticas públicas voltadas para a inclusão das populações mais vulneráveis são cruciais para evitar que as desigualdades sociais se ampliem no processo de urbanização tecnológica (CABRAL, 2016).
O acesso equitativo à tecnologia nas cidades inteligentes requer a implementação de estratégias que combatam a exclusão digital. Isso pode ser alcançado por meio de programas de alfabetização tecnológica, distribuição de dispositivos digitais e disponibilização de internet acessível para todas as regiões urbanas. Essas medidas são fundamentais para garantir que os avanços tecnológicos promovam inclusão social e democratizem o acesso aos serviços urbanos, em vez de concentrar os benefícios em apenas uma parcela da população (CARDOSO, 2016).
Outro ponto relevante é a necessidade de um planejamento urbano que priorize a acessibilidade universal nos serviços públicos. Soluções como transporte público adaptado para pessoas com mobilidade reduzida e plataformas digitais acessíveis para pessoas com deficiência garantem que as cidades inteligentes sejam projetadas com base em princípios éticos sólidos. Essa abordagem reflete um compromisso com a construção de espaços urbanos mais justos e inclusivos (CARNEIRO, 2020).
Além disso, a ética nas cidades inteligentes está diretamente relacionada ao uso responsável e transparente dos dados coletados por tecnologias urbanas. A proteção de dados pessoais e a privacidade dos cidadãos devem ser priorizadas no desenvolvimento de políticas públicas, assegurando que a coleta de informações seja feita de forma ética e respeite os direitos individuais. A falta de um compromisso ético nesse sentido pode gerar desconfiança da população e comprometer o avanço das cidades inteligentes (FERREIRA, 2019).
Ademais, as cidades inteligentes não podem ser concebidas apenas como um modelo tecnológico de urbanização. Elas devem ser espaços que promovam inclusão, acessibilidade e respeito aos princípios éticos, garantindo que todas as camadas da sociedade se beneficiem igualmente das inovações. Esse compromisso ético é indispensável para que as cidades inteligentes sejam reconhecidas como um modelo de desenvolvimento justo e responsável (FRUTUOSO, 2018).
A inovação surge como um dos principais motores das cidades inteligentes, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias que transformam a dinâmica urbana. Por meio de avanços como inteligência artificial, sistemas automatizados e plataformas de análise de dados, as cidades tornam-se capazes de gerenciar recursos e serviços de forma mais eficiente e responsiva. Esse processo cria um ambiente propício para o surgimento de novos modelos de negócios e oportunidades de geração de empregos, contribuindo para o crescimento econômico sustentável das áreas urbanas (CABRAL, 2016).
Além de fomentar o crescimento econômico, a inovação nas cidades inteligentes desempenha um papel crucial no enfrentamento de desafios globais, como a mudança climática e a desigualdade social. Tecnologias emergentes possibilitam a criação de soluções que atendem às demandas de sustentabilidade, como sistemas de energia renovável e mobilidade elétrica. Essas iniciativas não apenas contribuem para a preservação ambiental, mas também promovem maior equidade no acesso a recursos essenciais, consolidando as cidades inteligentes como modelos de resiliência urbana (CARDOSO, 2016).
A inovação tecnológica também transforma a maneira como os cidadãos interagem com o espaço urbano e os serviços oferecidos pelas cidades. Plataformas digitais, como aplicativos de mobilidade e sistemas integrados de monitoramento, aproximam os habitantes dos serviços públicos, promovendo maior engajamento social. Essa conexão digital, aliada à acessibilidade universal, fortalece a participação cidadã e cria uma cultura de colaboração no planejamento urbano (CARNEIRO, 2020).
Outro aspecto fundamental é o impacto da inovação no planejamento urbano. Ferramentas como simulações digitais e modelos preditivos permitem a criação de estratégias mais precisas e adaptáveis às necessidades das cidades. Essa abordagem orientada por dados possibilita uma tomada de decisão mais assertiva e eficiente, alinhada aos princípios de sustentabilidade e inclusão social. Assim, as cidades inteligentes tornam-se laboratórios de inovação, capazes de testar e implementar soluções em escala (FERREIRA, 2019).
Dessa forma, a inovação tecnológica é o alicerce que sustenta o desenvolvimento das cidades inteligentes, promovendo uma transformação profunda nos sistemas urbanos. Ao combinar criatividade, tecnologia e planejamento estratégico, essas cidades demonstram o potencial de redefinir o conceito de urbanização no século XXI, oferecendo um modelo equilibrado e adaptável às demandas contemporâneas (FRUTUOSO, 2018).
As cidades inteligentes apresentam-se como uma solução abrangente para os problemas urbanos contemporâneos, oferecendo uma visão de futuro mais sustentável e resiliente. Essa perspectiva é alcançada por meio da colaboração estratégica entre diferentes setores da sociedade, como governos, empresas privadas e organizações civis. A implementação de políticas públicas bem planejadas e a integração de tecnologias inovadoras permitem que essas cidades atendam às necessidades sociais, econômicas e ambientais de maneira equilibrada e eficaz (PEREIRA, 2017).
O planejamento estratégico é uma ferramenta indispensável para transformar a ideia de cidades inteligentes em realidade. A criação de estratégias que priorizem a sustentabilidade, como sistemas de transporte inteligente, uso de energia limpa e gestão de resíduos, promove benefícios concretos tanto para os habitantes quanto para o meio ambiente. Além disso, a colaboração entre setores possibilita a otimização dos recursos disponíveis e a construção de um modelo urbano mais eficiente (ROCHA, 2018).
Outro ponto essencial é o papel das políticas públicas na criação de um ambiente regulatório que estimule a inovação e a inclusão. Medidas como incentivos fiscais para projetos sustentáveis e investimentos em infraestrutura tecnológica são fundamentais para garantir o sucesso das cidades inteligentes. Além disso, o envolvimento da sociedade civil no processo de decisão fortalece a legitimidade das iniciativas e promove maior adesão aos projetos urbanos (SILVA, 2019).
A resiliência urbana é outro aspecto relevante das cidades inteligentes, especialmente diante de crises climáticas e sociais. Tecnologias avançadas, como sistemas de monitoramento em tempo real, possibilitam respostas rápidas e eficientes a situações de emergência, minimizando os impactos negativos na população e no ambiente. Essa capacidade de adaptação torna as cidades inteligentes modelos de gestão urbana voltados para o futuro (TORRES, 2020).
Dessa forma, as cidades inteligentes representam um novo paradigma na urbanização global, unindo planejamento estratégico, inovação tecnológica e colaboração social. Esse modelo é capaz de enfrentar os desafios da urbanização moderna de maneira eficiente e sustentável, garantindo um futuro mais equilibrado e inclusivo para as gerações futuras (MENDES, 2019).
3. CONCLUSÃO
As cidades inteligentes consolidam-se como uma resposta inovadora e eficiente aos desafios da urbanização moderna, integrando tecnologia, ética e sustentabilidade como elementos centrais para a transformação dos ambientes urbanos. Essas cidades não apenas aproveitam o potencial de tecnologias avançadas, como a Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial, mas também promovem uma reestruturação completa de processos urbanos essenciais, otimizando recursos, reduzindo impactos ambientais e melhorando a qualidade de vida da população de maneira significativa. A sustentabilidade, como um dos pilares fundamentais, exige um planejamento estratégico que vá além de soluções pontuais, abrangendo desde práticas de mobilidade sustentável até a gestão energética integrada e o monitoramento contínuo do meio ambiente.
A ética desempenha um papel indispensável no sucesso das cidades inteligentes, garantindo que as inovações tecnológicas não apenas atendam às demandas do progresso, mas também sejam acessíveis a todos os cidadãos, independentemente de sua condição socioeconômica. A inclusão e a equidade precisam ser prioridades nas políticas públicas para evitar que o avanço tecnológico amplie desigualdades sociais existentes. A transformação urbana precisa ser acompanhada de um compromisso ético que assegure o acesso equitativo aos benefícios tecnológicos, promovendo justiça social e inclusão digital como alicerces de uma sociedade moderna.
A inovação também emerge como uma força motriz essencial para o desenvolvimento das cidades inteligentes. Ela não apenas cria novas oportunidades para o crescimento econômico sustentável, mas também permite a geração de empregos e o surgimento de modelos de negócios disruptivos que atendem às demandas de uma sociedade globalizada e em constante evolução. Essas cidades oferecem condições ideais para experimentação tecnológica e inovação social, consolidando-se como exemplos bem-sucedidos de modernização urbana. Contudo, desafios como a governança eficiente, a proteção de dados e a superação da exclusão digital permanecem críticos e exigem atenção constante para garantir que os benefícios da transformação urbana sejam distribuídos de forma equilibrada.
A colaboração entre governos, setor privado e sociedade civil é uma condição indispensável para a construção de soluções integradas que atendam às necessidades de todos os cidadãos. Esse esforço conjunto deve ser sustentado por investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e capacitação profissional, de modo a criar as bases para uma infraestrutura urbana resiliente e inteligente. Além disso, a educação e a conscientização da população desempenham papéis centrais na promoção de um entendimento mais amplo sobre os benefícios e desafios das cidades inteligentes, fomentando o engajamento coletivo na busca por um futuro mais equilibrado.
Assim, as cidades inteligentes representam um paradigma transformador que redefine o conceito de urbanização no século XXI. Elas moldam um futuro urbano onde inovação, ética e sustentabilidade não apenas coexistem, mas se complementam, criando ambientes resilientes, equitativos e capazes de atender às demandas de um mundo em constante transformação. Com estratégias bem planejadas e a integração de diferentes setores da sociedade, essas cidades podem ser reconhecidas como modelos globais de desenvolvimento responsável e equilibrado, oferecendo caminhos promissores para o futuro da humanidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CABRAL, Carla. Inovação urbana e sustentabilidade digital. Marília, 2016.
CARDOSO, Ana. Ética e tecnologia nas cidades do futuro. São Caetano do Sul, 2016.
CARNEIRO, Luísa. Mobilidade sustentável na era das cidades inteligentes. Recife, 2020.
FERREIRA, Pedro. Governança e inclusão nas cidades inteligentes. Curitiba, 2019.
FRUTUOSO, Marina. Impacto ambiental e tecnologia urbana. Salvador, 2018.
MENDES, Rafael. Cidades conectadas e desafios globais. Belo Horizonte, 2019.
PEREIRA, Sofia. Energia limpa e inovação tecnológica nas cidades. Brasília, 2017.
ROCHA, Vinícius. Planejamento estratégico em cidades inteligentes. Florianópolis, 2018.
SILVA, Camila. Proteção de dados e sustentabilidade urbana. Fortaleza, 2019.
TORRES, Mariana. Inclusão social e urbanização sustentável. Porto Alegre, 2020.
1 Artigo científico apresentado ao Grupo Educacional IBRA como requisito para a aprovação na disciplina de TCC.
2 Discentes do curso de Ciências Sociais.
