REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202508110708
Adair Francisco de Aquino2
Diana Martinez Ribeira Ramos3
Lindineia dos Santos Souza4
RESUMO
O presente artigo tem por finalidade mostrar a dislexia como um transtorno de aprendizagem que aparece primeiro na escola durante a fase de alfabetização e alguns sintomas anteriores a ela, qual a sua causa, algumas dificuldades apresentadas por um disléxico, bem como as características, os desenvolvimentos das habilidades, como o professor lida com estas situações e esclarecer como a dislexia é confundida com problemas de adaptação escolar, principalmente com os de atraso de desenvolvimento, de dificuldades iniciais na aprendizagem da leitura e escrita.
PALAVRA-CHAVE: Dislexia. Leitura e Escrita.
ABSTRACT
This article aims to show dyslexia as a learning disorder that appears first in school during the literacy and some symptoms prior to it, what its cause, some difficulties presented by a dyslexic, and the characteristics, developments skills, as the teacher deals with these situations and explain how dyslexia is confused with school adjustment problems, especially with the late development of early difficulties in reading and writing.
KEYWORDS: Dyslexia. Reading and Writing.
INTRODUÇÃO
O presente artigo tem por finalidade explanar o conceito de dislexia e a sua dificuldade na aprendizagem da escrita em educandos com dislexia, deverá existir um aperfeiçoamento técnico deve ser elaborado pelos professores pais e psicólogos. A escrita revela-se indispensável ao processo de comunicação. Trata-se de uma questão que deve ser especialmente trabalhada na fase infantil, pois e nesta fase que começa o processo de construção de conhecimento.
Um educando disléxico por sua vez, apresenta dificuldade nesta aprendizagem, com dificuldades na percepção do conhecimento. Ou seja, o mesmo tem dificuldades de compreensão e de assimilação de certas palavras, e este problema em determinadas ocasiões não é percebida pelos educadores, ou pais, contudo não significa que o mesmo seja um mau aluno, apenas necessita de atenção e incentivo a mais dos professores tanto quanto dos pais.
Os procedimentos metodológicos utilizados para o presente trabalho foi a pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo do tipo quantitativa.
A metodologia utilizada para realização deste trabalho foi a pesquisa bibliográfica para embasar-se teoricamente e também uma pesquisa de campo feita em uma escola estadual de ensino fundamental e Médio situada nesta cidade Ariquemes-RO, tendo como população de amostra os docentes do ensino fundamental de 6° ao 9° ano.
Este artigo está organizado da seguinte forma: inicialmente apresenta-se o histórico e conceito sobre dislexia, bem como as características de um disléxico, o papel do professor e por fim o resultado de uma pesquisa de campo feita aos docentes do ensino fundamental.
1. ORIGEM E CONCEITO SOBRE DISLEXIA
1.1 ORIGENS DA DISLEXIA
A dislexia surgiu na Alemanha no ano de 1881, com o nome de afasia foi descoberta por Berklan e logo após definida a como dislexia por Rudolf Berlin um médico oftamologista que usou este termo para referir se a um jovem com dificuldade no aprendizado da escrita e leitura.
No final do século XIX foram surgindo as primeiras descrições sobre dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, onde crianças apresentavam problemas com a leitura e escrita, mas, não tinham deficiências que explicassem estas dificuldades. Assim, médicos como, Pringle Mongan que também era escritor, o oftalmologista James Hinshelwood e o neurologista Samuel Orton, começaram a desenvolver pesquisas sobre o caso, isto acarretou diversas definições sobre dislexia.
Em relatos anteriores a dislexia já havia sido estudada por alguns pesquisadores, após os pacientes terem sofrido alguma lesão pós-traumática.
Como Nicholas Cambier que lia normalmente, mas que, depois de um derrame perdeu a capacidade de ler, condição chamada de alexia adquirida. O doutor Sir William também constatou que seu paciente tinha uma profunda dificuldade ao se referir aos objetos, mas comuns e ao ser levado ao hospital ele disse: vejo as palavras, mas não consigo entendê-las. (SHAYWITZ, 2008, p. 26)
Constatando que os pacientes podiam ler e escrever, mas não conseguiam absorver os conhecimentos. Pringle Mongan foi o primeiro médico a estudar uma mente saudável, livre de qualquer trauma ou lesões pós-traumáticas, seu primeiro caso estudado foi de um menino de 14 anos que desde os sete anos estudava na escola, mas não conseguia ler corretamente:
Ele sempre foi um menino brilhante e inteligente, rápido nos jogos, e em nenhum aspecto inferior aos colegas da mesma idade. Sua grande dificuldade foi – e permanece – sua incapacidade de ler, e escrever assim define Morgan, (apud, SHAYWITZ, 2008).
Baseados nestes fatos outros médicos começaram a estudar este caso, que a princípio era algo intrigante para a medicina começaram a aperfeiçoar-se no assunto:
Em 1895, um cirurgião oftalmologista inglês, James Hinshelwood, (in Coles, 1987), analisado alguns casos de adultos que, por traumatismo craniano, perderam a faculdade de ler, deu o nome a esta enfermidade de “cegueira verbal”. Mais tarde, chamou de “cegueira verbal congênita” o problema de algumas crianças que não aprendiam ou tinham dificuldade para ler. Afirmava que muitas delas, para compensar, memorizavam certas palavras, (OLIVEIRA, 2002, p.126).
Devido a ciência médica da época ser muito limitada referindo-se ao estudo do cérebro, Hinshelwood ficou incapacitado de estudar a analogia, onde mesmo com algumas advertências tentou provar que a cegueira verbal congênita era um provável causa dos problemas de linguagem.
Samuel Orton era um neurologista americano, que pesquisava em indivíduos problemas de trocas de letras e confusão de imagens. Afirmava que essas distorções dos símbolos eram causadas por distorções na simetria dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo do cérebro.
Segundo Gislene de Campos, para Orton:
A criança normal seria aquela que tem uma maior maturidade cerebral, pois, à medida que cresce seus hemisférios cerebrais esquerdo e direito desempenham funções distintas e assim ela supera as confusões de imagens em espelho. A criança com dificuldade de leitura, portanto, seria aquela que ainda está nestas confusões cerebrais devido a uma maior lentidão do desenvolvimento de seu cérebro. (OLIVEIRA, 2002, p.127).
Orton tinha como alvo em suas pesquisas encontrar métodos multissensoriais, que pudessem ajudar as crianças com dificuldades de leitura. Seu objetivo era de abranger e unir os sentidos de movimento, tato, audição e visão no movimento da leitura e escrita.
1.2 CONCEITO DE DISLEXIA
Segundo Associação Nacional de Dislexia, a palavra dislexia é derivada do grego “dis” (dificuldade) e “lexia” (linguagem), sendo definida como uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura. (IANHEZ, on-line,2002).
No entanto, a dislexia não é causada por uma baixa de inteligência, o que ocorre é um espaço súbito entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar, sendo que o problema não é comportamental, psicológico, ou de motivação social. O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da dislexia. Uma criança com deficiência mental, não pode ser considerada disléxico.
A dislexia é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de aprendizagem da leitura e escrita levando a erros na ortografia, não é uma doença, mas um distúrbio com várias características, onde o individuo que a possui, troca letras ou palavras, ou seja, o mesmo tem dificuldades de compreensão e de assimilação de certas palavras, e este problema em determinadas ocasiões não é percebida pelos educadores, ou pais, contudo não significa que o mesmo seja um mau aluno, apenas requer atenção e incentivo a mais em relação aos demais alunos.
Dislexia segundo Sally Shaywitz é um tipo de desorientação causada por uma habilidade cognitiva natural que pode substituir percepções sensoriais normais por conceituações; dificuldades com leitura, escrita, fala e direção, que se originam de desorientações por confusões com relação aos símbolos. A escrita revela-se indispensável ao processo de comunicação. Trata-se de uma questão que deve ser especialmente trabalhada na fase infantil, pois é nesta fase que começa o seu processo de construção de conhecimento.
A dislexia é um funcionamento característico do cérebro para o processamento da linguagem, esta é a causa de erros de milhões de alunos brasileiros. Pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, indicam que os disléxicos verificam as informações de um modo diferente, isso conclui que as pessoas são únicas; cada uma com suas características, capacidades e incapacidades próprias. A dislexia se origina de um talento perceptivo. (DAVIS, 2004, p.258).
A Associação Brasileira de Dislexia tem o seguinte conceito:
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica. (ABD, on-line, 2009)
Sobre as análises de estudos vale ressaltar que alguns destes distúrbios acima presenciados, são notados na fase de aprendizagem, mas em alguns casos esta problemática pode se estender na fase adulta, onde cada disléxico possui dificuldades diferenciadas, como dificuldade na palavra escrita onde o mesmo troca algumas palavras, diferente das outras pessoas que não possui dislexia.
2 DISLEXIA: SINTOMAS E CARACTERÍSTICAS
Os primeiros indícios da dislexia surgem na fase de alfabetização, onde a criança começa desenvolver seu vocabulário passando a ter dificuldades no som e na dicção. Esses indícios ocorrem quando há um atraso na fala que aparentemente pode ser inocente, mas no futuro acarreta uma dificuldade de leitura. Em casos familiares, a dislexia é hereditária, onde o incide é alto, podendo acontecer casos, passando de pai para filho.
Na escrita a dislexia abrange problema de coordenação motora, onde o aluno tem dificuldades de manusear o lápis quando escreve ou pinta, de soletração e trocas de palavras.
Confusão no reconhecimento de sinais orientados diferentemente (letras simétricas): d e b; n e u; p e q. Discriminação auditiva pobre que se traduz pela confusão entre letras foneticamente semelhantes: t e d; f e v; p e b; ch e f. Leitura escrita em espelho (imagem especular). Repetição de palavras ou silabas. Omissão das letras, palavras e, silabas. Pular uma linha ou perder a linha quando lê, se perceber, (OLIVEIRA, 1997, p. 131).
Diante de tantas dificuldades, os disléxicos têm facilidade de se desenvolver em outras áreas, como a artística e científica. Como é o caso de muitos famosos.
2.1 CARACTERISTICAS DA DISLEXIA NAS FASES DA PRÉ- ESCOLA, ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Segundo Shaywitz (2006, p. 102), na pré – escola é a fase na qual ocorrem os primeiros indícios da dislexia e são geralmente percebidos quando a criança demora e começa a falar características como:
- Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns.
- Falta de interesse pelas rimas.
- Palavras malpronunciadas; persistência da chamada linguagem de bebê.
- Dificuldades em aprender (e lembrar) o nome das letras.
Segundo Shaywitz (2006, p.103), no ensino fundamental os adolescentes com dislexia possuem problemas na fala e de leitura que são:
- Não ser capaz de encontrar a palavra correta, confundindo palavras que tenham sonoridade semelhante.
- Necessidade de tempo para elaborar uma resposta oral ou incapacidade de dar uma resposta verbal rápida quando questionado.
- Dificuldades de lembrar partes isoladas de informação verbal (memória imediata) – problema ao lembrar datas, nomes, números de telefone, listas aleatórias.
- Medo acentuado em voz alta; evitar ler em voz alta.
- A leitura em voz alta é entrecortada e trabalhosa, não é fluente nem suave.
Segundo Shaywitz (2006, p.104) no ensino médio as dificuldades ficam mais expressivas, porque nesta fase ocorre o acúmulo das fases anteriores, diante destas situações podemos observar as seguintes características:
- Pronúncia equivocada de nomes de pessoas e de lugares; ignora partes de uma palavra.
- Histórico infantil de problema de leitura e de ortografia.
- Substituição de palavras que não conseguem ler por palavras inventadas.
- Leitura lenta de quase tudo: livros, manuais, legendas em filmes estrangeiros.
- Maus resultados em testes de múltiplas escolhas.
- Falta de vontade de ler por prazer.
- Ortografia que permanece problemática e preferência por palavras menos complexas ao escrever.
Diante destas situações fica evidente como é difícil a vida de um indivíduo disléxico, pois os mesmos aprendem mais tardios aos demais que não possuem dislexia, contudo vale ressaltar que não deixam de ter qualidades, onde a maioria dos disléxicos tem obtenção para profissões como engenharia, arquitetura, produções artísticas entre outras.
3 A RELAÇÃO DA LEITURA E ESCRITA NO PORTADOR DE DISLEXIA
Na metodologia escolar, ambas tem muitas afinidades, pois quando se lê adquire o domínio da escrita, e lendo desenvolve seu vocabulário.
Em relação ao um aluno disléxico essas duas cognições causam o mesmo e feito, pois se o mesmo tem uma leitura ruim, da mesma forma ele terá uma escrita ruim, isso acontece porque há memória curta, distração na leitura, falta de agilidade e baixa concentração da parte dos disléxicos, bem como incentivo e apoio dos professores. Estas dificuldades causam o recuo dos mesmos não apresentando o rendimento esperado, pois eles se acham diferentes se sentem incapazes de acompanhar os demais.
Quando um professor não tem conhecimento sobre a dislexia faz seu próprio diagnóstico, na maioria das vezes acha que o aluno é preguiçoso ou têm falta de interesse em aprender ou até mesmo desorganizado. Diante a estes fatos, a maioria abandona a escola por falta de apoio tanto dos pais quanto dos professores.
3.1 O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES ESCRITAS DE UM DISLÉXICO
Verifica-se que os leigos atribuem um conceito único aos disléxicos de que esses são pessoas com muita criatividade, mas dificuldades na leitura. No contexto de aprendizagem deve-se considerar que eles têm dificuldades específicas, portando deve-se avaliar constantemente o aprendizado de um disléxico.
Ao trabalhar com um aluno disléxico o professor necessita ser habilitado sobre o que é dislexia quais as suas causas e consequências, saber discernir e como agir diante desta dificuldade dar assistência ao aluno encaminhá-lo ao psicólogo proporcionando incentivo e possibilidade de escolhas.
Desta forma, é importante avaliar as dificuldades nos primeiros estágios, conhecer a experiência do aluno, fazer com que o mesmo sente-se sempre na primeira carteira de frente ao professor facilitando o auxílio em seu desenvolvimento, não desenvolver atividades escritas todos os dias, fazer o uso do projetor, oferecer demonstrações práticas como o uso de vídeos, que auxiliam o disléxico no manejo do dicionário instigando a curiosidade diante ás novas palavras, usarem descrições se houver muitos erros na escrita não criticando o aluno, dando ao mesmo uma atividade de fácil resolução, tais como pinturas nas quais são percebidas as habilidades motoras pelos traçados de um desenho.
Sugerir sempre que as letras ovais devem ser fechadas e claras e a altura das letras deve ser igual e as mesmas devem ser escritas de formas cursivas. Desta forma, o disléxico favorecerá seu aprendizado de uma forma continua, com o passar do tempo cada disléxico irá se aperfeiçoando.
3.2 O PAPEL DO PROFESSOR
É necessário que o professor permaneça diariamente atento e apto para lidar com este fato, conhecendo as leis, participando do cotidiano escolar de seu aluno, conhecendo as dificuldades e os diferentes sintomas, conversar primeiramente com os pais se os mesmos ainda não perceberá o distúrbio de seu filho, sugerir um encaminhamento clínico, e posteriormente diagnosticado a dislexia, é necessário que ele se dedique ainda mais ao aluno em sala de aula, e ao longo do tratamento, que envolve em partes iguais a escola, a família.
Deve-se ressaltar que alunos com este distúrbio de aprendizagem são amparados por leis como necessidades de educações básicas (NEE) pela Lei de Diretrizes e Bases, são elas:
Art. 5° Consideram-se educando com necessidades educacionais especiais os que durante o processo educacional, apresentarem:
I – dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) Aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específicas:
b) Aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III – altas habilidades/ superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes, (Instituto Benjamin Constant, 2009, online).
Desta forma observa-se que estes alunos têm os direitos e são protegidos por leis e têm a opção da escolha de como farão suas provas.
Não compreendo o que tenho, sou inteligente e tenho facilidade para matemática: se o professor levasse em conta apenas a minhas respostas orais, eu seria primeiro da classe: mas infelizmente sou o ultimo, pois mesmos os meus colegas poucos dotados aprendem sem dificuldades o que eu, apesar de todos os meus esforços não consigo: ler e escrever (MASSI, 2007 p.27).
Após observar este relato fica claro que para a maioria dos disléxicos a forma mais adequada de fazerem provas é de forma oral, pois eles se sentem seguros e capacitados.
4 METODOLOGIA DA PESQUISA
Os procedimentos metodológicos utilizados para o presente trabalho foram uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo do tipo quantitativa.
Inicialmente realizou-se uma pesquisa bibliográfica exploratória buscando embasamento teórico, feita em livros e sites,
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Boa parte dos estudos exploratórios pode ser definida como pesquisas bibliográficas. (GIL, 2007. p. 44).
A partir desta pesquisa buscou-se alcançar os resultados esperados em relação aos professores, alunos disléxicos, onde através dos materiais usados compreender melhor a dislexia e seu contexto.
Também realizou-se a pesquisa de campo, a fim verificar em relação aos professores o tratamento que os mesmos dão aos seus alunos disléxicos, nesta pesquisa os professores foram escolhidos de forma aleatória, contribuindo para a coleta dos dados aqui expostos.
Os resultados não apenas sobre os dados que pode ser mensurados, em especial sobre os dados que foram afirmativos, em relação aos métodos utilizados pelos educadores em sala de aula.
É uma pesquisa que busca conhecer aspectos importantes e peculiares do comportamento humano em sociedade. Envolve estudos de satisfação, de interesses, de opinião de pessoas ou grupos de pessoas sobre aspectos de sua realidade. (FURASTÉ, 2006, p. 35).
O local da pesquisa de campo foi em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, no período vespertino. A escola encontra-se situada na cidade de Ariquemes-RO.
O instrumento para a coleta de dados foi o questionário com perguntas fechadas. Elaborou-se um questionário direcionado para os educadores, onde as referidas questões foram de igual teor a todos os educadores.
No questionário para educadores foram realizadas 07 questões fechadas, dirigidas a 10 professores de Língua Portuguesa dos 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental, de uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio – Ariquemes/RO.
4.1 RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1.1 PESQUISA REALIZADA COM OS EDUCADORES
A seguir serão apresentados os resultados obtidos na pesquisa realizada, através da aplicação de um questionário fechado (Apêndice A), com os educadores da Língua Portuguesa.
Constatou-se que a maioria dos educadores questionados (60%) sabe identificar um educando com dislexia, através de observações e conhecimento sobre a dislexia, sendo que dos educadores pesquisados (40%) relataram não saber identificar um aluno com dislexia.
GRÁFICO 01: Você saberia identificar um educando com dislexia
Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
Observou-se que dos educadores questionados (70%) disseram terem educandos com a dislexia, onde esses apresentam dificuldades em compreender os conteúdos propostos na sala de aula e (30%) relataram não terem educandos com dislexia.
GRÁFICO 02: Em sua classe há algum educando disléxico
Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
Ressaltou nos dados obtidos neste questionamento que as características do educando com a dislexia às vezes são pouco notadas pelos os educadores, sendo estas distinções: distúrbio na leitura (40%), distúrbio na escrita (30%), falta de percepção de ritmo (20%) e o problema de coordenação motora (10%).
GRÁFICO 03: Quais as características notadas nestes educando com dislexia
Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
Verificou que dos educadores que tinha um aluno com dislexia na sala de aula (70%) disseram não ter uma aula com métodos diferenciados para estes, passando a utiliza-se somente de aulas convencionais. Sendo que (30%) dos educadores relataram que utilizavam de atividades diferenciadas (Apêndice B) que é um recurso didático de fácil assimilação para estes educando.
GRÁFICO 04: No caso de houver um educando disléxico em sua sala, haveria uma aula com a utilização de métodos diferenciados para os mesmos
Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
Quando questionados sobre quais os conteúdos que os educandos com dislexia possuem maiores dificuldades, os educadores descreveram que (60%) está relacionado com a leitura de textos e atividades propostas, (30%) com a escrita, não conseguindo fazer distinção das palavras exemplo: b/d, p/q, e (10%) apresentado as duas dificuldades: leitura e a escrita.
GRÁFICO 05: Quais destes conteúdos seus educandos com dislexia apresentam maiores dificuldades
Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
A maioria dos educadores (80%) relatou que se utiliza de atividade escrita, como instrumento de avaliação dos educandos com dislexia e (20%) disseram que utiliza de atividade oral.
GRÁFICO 06: Quais destes métodos você utiliza como instrumento de avaliação para esses educandos dentro da sala de aula

Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
Diante dos resultados da pesquisa, percebe-se que cabe ao educador conhecer as características dos educandos com dislexia, para poder utiliza-se de métodos diferenciados de acordo com os níveis de dislexia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É de suma necessidade que os educadores tenham conhecimento sobre a dislexia e uma atenção especial e consequentemente saibam trabalhar com aluno disléxico, pois o mesmo necessita de maior atenção e métodos diferenciados, para seu pleno desenvolvimento intelectual, e assim, consiga ter o melhor aproveitamento possível de seus estudos.
A dislexia não envolve somente dificuldade de leitura, a escrita e soletração também são afetadas. Isso dificulta o desempenho do indivíduo que a possui, e consequentemente o seu comportamento passa a ser retraído, fazendo com que seus outros talentos fiquem ocultos. Pois, cada disléxico possui características e sintomas diferentes, que se faz necessário uma observação detalhada para verificar quais as dificuldades que imperam no indivíduo com dislexia, e desta maneira poder, da melhor forma possível, ajudá-lo.
Ressaltando que somente profissionais treinados e capacitados podem diagnosticar se realmente um indivíduo possui dislexia, onde este profissional irá empregar testes e técnicas, no qual esses procedimentos tornaram a vida do disléxico mais fácil.
Nota-se que com as hipóteses levantadas adquiriu conhecimentos amplos sobre a dislexia com suas dificuldades na leitura e escrita. Contudo percebe-se que há profissionais habilitados em educação para este transtorno.
As sugestões de métodos a serem utilizados são: incluir o disléxico com os demais educandos sem restrições, para que possam fazer trabalhos em grupos, desenvolver trabalhos orais, músicas, teatro e dança, despertando o desejo do educando de se comprometer e aprender, fazendo da escola um lugar de encontro, havendo respeito entre todos.
REFERÊNCIAS
DAVIS, Ronald D. O Dom da Dislexia. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para Trabalho Científico: elaboração e formatação, 14. ed. Porto Alegre: S.M, 2006.
GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
MASSI, Gisele. A Dislexia em Questão, São Paulo: Plenus Editora, 2007.
OLIVEIRA, Gisele de Campos. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
SHAYWITZ, Sally. Entendendo a Dislexia: Um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura. Tradução Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.
A Educação Especial na Educação Básica. Instituto Benjamin Constant. Disponível em: http://www.ibc.gov.br/?itemid=83> Acesso em: 11/novembro/2009.
DISLEXIA – Definição, Sinais e Avaliação. ABD: Associação Brasileira de Dislexia. Disponível em: http://www.dislexia.org.br/abd/dislexia.html> Acesso em: 09/novembro/2009.
1Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do titulo de Licenciado em Letras e Inglês das faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR.
2Professor Orientador e docente das Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR. E-mail: aquinoarq@hotmail.com
3Discente do Curso de Letras e Inglês. E-mail: didi-martinez@hotmail.com
4Discente do Curso de Letras e Inglês. E-mail: neiasouza_01@hotmail.com


