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	<title>Farmácia &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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	<title>Farmácia &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>ATENÇÃO FARMACÊUTICA E OS MÉTODOS DE ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO, UMA REVISÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/atencao-farmaceutica-e-os-metodos-de-acompanhamento-farmacoterapeutico-uma-revisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 15:46:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512291245 Hugo Cardoso Esposti1Orientador: Prof. Cristiano Guilherme Alves de Oliveira2 RESUMO&#160; A profissão farmacêutica tem passado por transformações significativas ao longo dos anos, acompanhando as mudanças científicas e sociais no campo da saúde. Nesse contexto, destaca-se a consolidação da Atenção Farmacêutica como um modelo de prática profissional voltado ao cuidado centrado no paciente, [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512291245</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Hugo Cardoso Esposti<sup>1</sup><br>Orientador: Prof. Cristiano Guilherme Alves de Oliveira<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissão farmacêutica tem passado por transformações significativas ao longo dos anos, acompanhando as mudanças científicas e sociais no campo da saúde. Nesse contexto, destaca-se a consolidação da Atenção Farmacêutica como um modelo de prática profissional voltado ao cuidado centrado no paciente, com ênfase na promoção do uso racional de medicamentos e na melhoria da qualidade de vida. O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a evolução da prática farmacêutica, contextualizando o surgimento da Atenção Farmacêutica e descrevendo os principais métodos de acompanhamento farmacoterapêutico. Trata-se de uma revisão bibliográfica, baseada em publicações científicas nacionais e internacionais. Os métodos de acompanhamento farmacoterapêutico analisados evidenciam a ampliação do papel clínico do farmacêutico, contribuindo para a identificação, prevenção e resolução de problemas relacionados ao uso de medicamentos. Conclui-se que a Atenção Farmacêutica representa um avanço significativo na atuação profissional, fortalecendo a integração do farmacêutico nas equipes de saúde e promovendo melhores resultados terapêuticos para os pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Atenção Farmacêutica. Farmacêutico Clínico. Acompanhamento Farmacoterapêutico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The pharmaceutical profession has undergone significant transformations over the years, following scientific and social changes in the healthcare field. In this context, Pharmaceutical Care has been consolidated as a professional practice model focused on patient-centered care, emphasizing the promotion of rational drug use and the improvement of quality of life. This article aims to conduct a literature review on the evolution of pharmaceutical practice, contextualizing the emergence of Pharmaceutical Care and describing the main pharmacotherapeutic follow-up methods. This is a bibliographic review based on national and international scientific publications. The analyzed pharmacotherapeutic follow-up methods highlight the expansion of the pharmacist’s clinical role, contributing to the identification, prevention, and resolution of drug-related problems. It is concluded that Pharmaceutical Care represents a significant advancement in professional practice, strengthening the integration of pharmacists into healthcare teams and promoting better therapeutic outcomes for patients.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Pharmaceutical Care. Clinical Pharmacist. Pharmacotherapeutic follow-up.<em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>Introdução&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissão farmacêutica apresenta uma trajetória histórica marcada por mudanças nas atribuições técnicas e no papel social desempenhado nos sistemas de saúde. Registros históricos apontam que, no contexto do mundo árabe medieval, ocorreu a separação entre as atividades médicas e aquelas relacionadas ao preparo e à dispensação de medicamentos, com a atuação de profissionais especializados, como os <em>Sayadilah</em> (DIAS, 2005). Nesse período, a preparação e o armazenamento de drogas concentravam-se, inicialmente, em ambientes hospitalares; posteriormente, surgiram estabelecimentos voltados à produção e comercialização de medicamentos, contribuindo para a consolidação de práticas que antecedem o modelo moderno de farmácia (MUFA, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do tempo, a profissão atravessou transformações científicas, sociais e econômicas, refletidas inclusive nas diferentes denominações e modelos de exercício profissional. Em determinados contextos, observa-se a predominância de atividades voltadas à dispensação e ao comércio de medicamentos, o que pode reduzir a visibilidade do farmacêutico enquanto profissional do cuidado e da clínica. Diante desse cenário, o fortalecimento de práticas centradas no paciente se apresenta como estratégia para ampliar a contribuição do farmacêutico na promoção da segurança e da efetividade dos tratamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, a Atenção Farmacêutica constitui um modelo de prática profissional que prioriza a interação com o usuário e a identificação, prevenção e resolução de problemas relacionados ao uso de medicamentos. Dentro desse campo, o acompanhamento farmacoterapêutico oferece métodos sistematizados de avaliação e seguimento da farmacoterapia, com foco em resultados clínicos, adesão e qualidade de vida, deslocando o centro do cuidado do medicamento, isoladamente, para o paciente em sua integralidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o objetivo deste artigo é realizar uma revisão sintética sobre a evolução histórica da profissão farmacêutica, contextualizar o surgimento da Atenção Farmacêutica e descrever os principais métodos de acompanhamento farmacoterapêutico discutidos na literatura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>Referencial Teórico&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Dáder et al. (2007), a Atenção Farmacêutica compreende o conjunto de atividades assistenciais exercidas pelo farmacêutico com o objetivo de auxiliar o usuário de medicamentos, incluindo o acompanhamento farmacoterapêutico como parte fundamental desse processo. Em razão de sua formação ampla e específica em farmacologia e terapêutica, o farmacêutico é o profissional mais habilitado para realizar o acompanhamento sistemático da farmacoterapia, contribuindo para a promoção do uso racional de medicamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a prática da Atenção Farmacêutica pressupõe a corresponsabilização do farmacêutico pelos resultados do tratamento, uma vez que esse profissional atua diretamente na orientação, no seguimento e na avaliação da farmacoterapia. Conforme destacam Lee e<strong> </strong>Ray (1993), “ao prestar Atenção Farmacêutica o profissional se responsabiliza por garantir que o paciente possa cumprir os esquemas farmacoterapêuticos e seguir o plano assistencial, de forma a alcançar resultados positivos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, os métodos de Atenção Farmacêutica foram desenvolvidos a partir de adaptações do método clínico clássico de atenção à saúde e do sistema de registro SOAP (<em>Subjective, Objective, Assessment, Plan</em>), proposto por Weed na década de 1970, sendo estruturados para orientar o processo de cuidado farmacêutico e o registro sistematizado das informações clínicas (CORRER; OTUKI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, entre os métodos mais difundidos no Brasil destacam-se o Método Dáder, o&nbsp;<em>Pharmacotherapy WorkUp</em> e o <em>Therapeutic Outcomes Monitoring</em> (TOM). Esses modelos têm como finalidade fornecer ao farmacêutico ferramentas, abordagens e procedimentos padronizados para a realização do atendimento clínico e do acompanhamento farmacoterapêutico (CORRER; OTUKI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>Metodologia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado um estudo de revisão bibliográfica, de caráter descritivo, com o objetivo de reunir e analisar publicações relacionadas à evolução da prática farmacêutica, à Atenção Farmacêutica e aos métodos de acompanhamento farmacoterapêutico. O levantamento bibliográfico foi conduzido por meio da consulta a artigos científicos, periódicos, monografias e outras bases de dados científicas nacionais e internacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram analisados documentos institucionais disponibilizados em portais de órgãos e entidades vinculadas à área da saúde, bem como legislações e normas técnicas pertinentes ao tema. Durante o processo de seleção das fontes, priorizaram-se publicações mais recentes, sem excluir obras clássicas consideradas relevantes para a fundamentação teórica do estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a realização das buscas, foram utilizadas palavras-chave e combinações de termos, tais como: “história da farmácia”, “assistência farmacêutica”, “atenção farmacêutica” e “métodos de acompanhamento farmacoterapêutico”. Os materiais selecionados foram analisados de forma qualitativa, visando à síntese e à discussão dos principais conceitos e abordagens relacionados ao tema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>Desenvolvimento&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Gomes-Júnior (1988) e Filho e Batista (2011), o comércio de boticas foi legalizado no Brasil em 1640, expandindo-se em razão da facilidade de abertura desses estabelecimentos e da expectativa de retorno econômico. As boticas caracterizavam-se como locais de comercialização de medicamentos e, em grande parte dos casos, eram administradas por indivíduos sem formação específica, conhecidos como boticários, cujo conhecimento sobre medicamentos era limitado. Além disso, o termo botica também era utilizado para designar os compartimentos existentes em hospitais civis e militares destinados ao preparo e à administração de medicamentos aos pacientes internados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início do século XX, o farmacêutico passou a ocupar posição de destaque social no que se refere ao medicamento, atuando não apenas na orientação para sua correta utilização, mas também na produção e na comercialização do arsenal terapêutico disponível à época (VALADÃO et al., 1986).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os medicamentos consolidaram-se como importantes ferramentas terapêuticas, uma vez que “os medicamentos constituem, hoje, a principal arma terapêutica usada, e o objetivo da sua utilização é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, curando, retardando o progresso ou tratando sintomas das doenças” (DÁDER, 2001). Entretanto, o uso de medicamentos nem sempre resulta nos efeitos desejados, podendo estar associado a falhas de efetividade e a problemas de segurança, como reações adversas e toxicidade, especialmente quando utilizados de forma inadequada ou sem acompanhamento profissional (FUNCHAL-WITZEL et al., 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a automedicação e o uso contínuo e inadequado de medicamentos, sem o acompanhamento do farmacêutico, podem contribuir para o aumento dos Problemas Farmacoterapêuticos (PFT), reforçando a necessidade de buscar maior racionalidade no uso desses produtos (PERETTA; CICCIA, 2000; NASCIMENTO, 2003).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A superação desses problemas está relacionada ao aprimoramento do controle da farmacoterapia, por meio da adoção de estratégias que considerem o paciente em sua individualidade, promovam melhor relação custo-benefício, previnam o surgimento de PFT e proponham sua resolução, com vistas à otimização dos tratamentos farmacológicos (PERETTA; CICCIA, 2000; NIES; SPIELBERG, 1996).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, desenvolveu-se a prática dos Cuidados Farmacêuticos, difundida no Brasil como Atenção Farmacêutica, como resposta às demandas sociais relacionadas ao uso seguro e eficaz de medicamentos (OLIVEIRA, 2003; FUNCHAL-WITZEL et al., 2011). Esse modelo de prática profissional foi concebido com o objetivo de prevenir e resolver os PFT, caracterizando-se, sobretudo, por ser centrado no paciente e não no medicamento, uma vez que “esse modelo foi criado para prevenir e resolver os PFT caracterizando-se, principalmente, por ser centrado no paciente e não no medicamento” (CIPOLLE et al., 1998). Nesse sentido, a Atenção Farmacêutica contribui de forma significativa para a compreensão e adesão do usuário ao tratamento medicamentoso, favorecendo sua efetividade e promovendo o uso racional de medicamentos (STORPIRTIS et al., 2001; ACURCIO, 2003; CIPOLLE et al., 2004).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Assistência Farmacêutica &amp; Atenção Farmacêutica&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Assistência Farmacêutica compreende um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto em âmbito individual quanto coletivo, tendo o medicamento como insumo essencial e buscando garantir o acesso e o uso racional desses produtos. Esse conjunto de ações envolve desde a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos até sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade, acompanhamento e avaliação de sua utilização, com vistas à obtenção de resultados concretos e à melhoria da qualidade de vida da população (BRASIL, 2004).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inserida no contexto da Assistência Farmacêutica, a Atenção Farmacêutica configura-se como um modelo de prática profissional voltado diretamente ao cuidado ao usuário. Segundo a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, a Atenção Farmacêutica é:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Considerada como um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica e compreendendo atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde (BRASIL, 2004).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa prática caracteriza-se pela interação direta entre o farmacêutico e o usuário, com o objetivo de promover uma farmacoterapia racional e alcançar resultados definidos e mensuráveis, voltados à melhoria da qualidade de vida. Além disso, a Atenção Farmacêutica deve considerar as dimensões biopsicossociais do indivíduo, respeitando suas especificidades e adotando a integralidade como princípio norteador das ações em saúde (BRASIL, 2004).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Métodos de Acompanhamento Farmacoterapêutico&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os métodos de acompanhamento farmacoterapêutico têm suas bases no modelo clínico clássico de atenção à saúde. Nesse sentido, destaca-se o <em>Problem-Oriented Medical Record (POMR)</em><strong><em>,</em></strong> proposto por Lawrence Weed no final da década de 1960, o qual serviu de fundamento para o desenvolvimento de abordagens clínicas aplicadas posteriormente à prática farmacêutica. Conforme descrito pelo autor, “o modelo clínico para atividades médicas que foi proposto por Lawrence Weed no final dos anos 60, denominado <em>Problem-Oriented Medical Record (POMR),</em> serviu de base para o desenvolvimento de métodos voltados para a prática clínica no âmbito da farmácia”. Nesse modelo, Weed (1971) estrutura a ação clínica em quatro fases — coleta de dados, identificação de problemas, planejamento e seguimento — e propõe o uso do sistema <em>SOAP (</em>Subjective, Objective, Assessment, Plan<em>)</em> para o registro das informações clínicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse referencial, Cipolle e colaboradores, na Universidade de Minnesota, desenvolveram o primeiro método clínico específico para a prática farmacêutica, denominado <em>Pharmacist Workup of Drug Therapy</em> <em>(PWDT).</em> Segundo os autores, “há somente um processo de atenção ao paciente na atenção farmacêutica, assim como só há um processo padrão para provisão da atenção médica, odontológica ou de enfermagem”. Essa proposta não tem como finalidade impor limitações à atuação profissional, mas favorecer o aprendizado, a comunicação entre farmacêuticos e demais profissionais da saúde, além de permitir a continuidade do acompanhamento farmacoterapêutico, mesmo quando iniciado por outro profissional (CIPOLLE et al., 1998).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Universidade da Flórida, Helper e colaboradores desenvolveram o método denominado <em>Therapeutic Outcomes Monitoring</em> (TOM), inicialmente aplicado em programas de controle da asma brônquica em farmácias comunitárias. Esse método enfatiza o monitoramento sistemático dos resultados terapêuticos, com foco na avaliação clínica e na melhoria dos desfechos em saúde (GRAINGER-ROUSSEAU et al., 1997).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na Espanha, o Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica da Universidade de Granada propôs, em 1999, o Método Dáder de Seguimento Farmacoterapêutico. Esse método foi desenvolvido com o objetivo de possibilitar sua aplicação sem a necessidade de programas informatizados complexos, conhecimentos avançados prévios de farmacologia ou grandes recursos econômicos, podendo ser executado em um período de tempo viável para a prática profissional. Em sua fase piloto, o Método Dáder demonstrou-se eficaz na identificação e resolução de Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM), apresentando resultados semelhantes aos observados com a aplicação de outros métodos de acompanhamento farmacoterapêutico (MARTÍNEZ-ROMERO et al., 2001).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>Discussão </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória profissional do farmacêutico evidencia mudanças significativas ao longo do tempo, especialmente no que se refere à sua autonomia técnica e ao reconhecimento social de suas atribuições.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca Valladão (1981), “de farmacêutico a responsável técnico, de liberal a assalariado, eis a trajetória do profissional no âmbito da farmácia propriamente dita, marcada por uma redução na dimensão técnica e social do seu trabalho e um ampliar na dimensão burocrática e comercial”. Nesse contexto, a farmácia passa a ser compreendida como “uma combinação exclusiva de profissão e negócios” (DENO et al., 1959), evidenciando a tensão histórica entre o exercício profissional e as demandas mercadológicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa aproximação da prática farmacêutica com atividades predominantemente comerciais é descrita por Dupuy e Karsenty (1974), que retratam a atuação do farmacêutico em estabelecimentos urbanos como marcada por interações breves e limitadas com os usuários, nas quais prevalece a dispensação mecânica de medicamentos, com reduzida participação clínica no cuidado ao paciente:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A profissão de farmacêutico se aproximou de modo sensível [&#8230;] da profissão de comerciante. Instalemo-nos em uma grande farmácia da zona urbana e veremos [&#8230;] os clientes desfilarem quase sem interrupção. A maior parte apresenta uma receita para a pessoa de bata branca que está atrás do balcão, a qual se limita a buscar os produtos prescritos, repete a posologia indicada pelo médico, embala os medicamentos e realiza a cobrança. Poucas palavras são trocadas [&#8230;] Na maior parte do tempo, o papel do farmacêutico é, pois, o de um simples distribuidor (DUPUY; KARSENTY, 1974).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a profissão farmacêutica vivencia um momento de transição, no qual se observa a busca pela retomada de seu prestígio técnico-científico e de sua relevância social. A especialização em áreas como a Assistência Farmacêutica e a incorporação de práticas clínicas surgem como estratégias para ampliar a atuação profissional, contribuir positivamente para os indicadores de saúde e fortalecer o papel do farmacêutico como integrante essencial das equipes multiprofissionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de superar uma atuação restrita ao balcão e orientada predominantemente por interesses comerciais impulsiona a adoção de modelos de cuidado centrados no paciente. Nesse contexto, a incorporação de métodos de acompanhamento farmacoterapêutico configura-se como alternativa coerente e consistente para o fortalecimento da formação e da prática clínica do farmacêutico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, os profissionais da saúde compartilham etapas semelhantes no processo de cuidado ao paciente. No âmbito da farmácia, o farmacêutico, por ser especialista em medicamentos, encontra-se apto a identificar, prevenir e resolver problemas relacionados à farmacoterapia, promovendo o uso racional, a efetividade e a segurança dos tratamentos. A Atenção Farmacêutica, enquanto prática clínica centrada no paciente, pressupõe o compartilhamento de decisões e responsabilidades entre o farmacêutico, o usuário e a equipe de saúde, contribuindo para uma abordagem integral do cuidado (CORRER; OTUKI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>Conclusão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Atenção Farmacêutica, enquanto prática profissional desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica, associada ao uso de métodos de acompanhamento farmacoterapêutico, exerce influência positiva sobre os tratamentos farmacológicos. Essa atuação possibilita a identificação, a prevenção e a resolução de problemas relacionados à automedicação e ao uso inadequado de medicamentos, contribuindo para maior efetividade e segurança da farmacoterapia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados negativos associados ao uso de medicamentos podem, na maioria dos casos, ser detectados e evitados por meio da atuação clínica do farmacêutico que aplica os princípios da Atenção Farmacêutica. Dessa forma, evidencia-se a relevância desse profissional no cenário da saúde, reafirmando seu papel fundamental na promoção do uso racional de medicamentos e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7.</strong> <strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acurcio F. A. <strong>Política de medicamentos e assistência farmacêutica no sistema único de saúde.</strong> In: ______. Medicamentos e Assistência farmacêutica. Belo Horizonte: COOPMED, 2003. cap. 50, p. 3160.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Storpirtis S., Ribeiro E. &amp; Marcolongo R. <strong>Novas diretrizes para a assistência farmacêutica hospitalar: a Atenção Farmacêutica/ farmácia clínica.</strong> In: Gomes MJVM &amp; Reis AMM (Org).&nbsp;Ciências Farmacêuticas – uma abordagem em farmácia hospitalar. São Paulo: Atheneu, 2001. p. 521533.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valladão M. L. F. <strong>A profissão e o ensino de farmácia na visão dos novos profissionais mineiros.</strong>&nbsp;Belo Horizonte: Faculdade de Farmácia &#8211; UFMG. 1981. 28p. Relatório de Pesquisa do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior (PADES)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valladão M. L. F., Celso C., Nunan E. A., Prado M. A. F., Mintz M. L., Lopes H. J. J. <strong>Os (des)Caminhos do ensino de farmácia no Brasil. </strong>Rev. Farm. Bioquim. 7(n. único): 63-74, 1986.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Weed, L. L. <strong><em>Quality control and the medical record</em></strong>. Arch Intern, v.127, p.101-105, 1971.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Universidade Iguaçu Campus V – Pós-Graduando (a) / Aluno (a) &#8211; Rio de Janeiro, Brasil.<br><sup>2</sup>Universidade Iguaçu Campus V – Professor Adjunto / Orientador &#8211; Rio de Janeiro, Brasil. * cristiano.farma@hotmail.com</p>
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			</item>
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		<title>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA – PERFIL DE PACIENTES HIPERTENSOS DO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO MUNICÍPIO DE ITAPERUNA – RJ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/hipertensao-arterial-sistemica-perfil-de-pacientes-hipertensos-do-programa-farmacia-popular-do-municipio-de-itaperuna-rj/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 14:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512161116 Hugo Cardoso Esposti1 RESUMO&#160; A hipertensão arterial pode ser entendida como a presença de um nível persistente de pressão arterial acima dos valores de referência considerados como normais para a média da população, qual seja entre 120 a 140 mm Hg (Sistólica) e 80 a 90 mm Hg. (Diastólica). Os objetivos do [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512161116</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Hugo Cardoso Esposti<sup>1</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial pode ser entendida como a presença de um nível persistente de pressão arterial acima dos valores de referência considerados como normais para a média da população, qual seja entre 120 a 140 mm Hg (Sistólica) e 80 a 90 mm Hg. (Diastólica). Os objetivos do tratamento da hipertensão arterial consistem em prevenir as sequelas de longa evolução da doença, durante o tratamento sem medicamentos o paciente portador de hipertensão deve ser estimulado a reduzir o seu peso evitando à ingestão de gorduras saturadas, insaturadas <em>trans</em>, reduzir o consumo de álcool, e se fumantes, esta prática deve ser abolida, deve-se restringir o consumo de sódio e se implantar ou aumentar a prática de atividades físicas de maneira regular. O presente estudo tem como objetivo identificar o nível de conhecimento de pessoas com hipertensão arterial acerca desta patologia e verificar de forma quantitativa fatores como presença de histórico familiar, presença de sintomas, dieta para controle da hipertensão, uso de medicamentos de controle hipertensivo e eficácia do tratamento medicamentoso proposto. Através deste estudo pôde-se inferir que apesar de parte dos pacientes hipertensos inscritos no programa “Farmácia Popular” do município de Itaperuna-RJ, desconhecerem informações acerca da doença, a terapêutica medicamentosa proposta para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica no setor em questão foi bem empregada e consequentemente bem adotada pelos componentes da amostra, uma vez que todos relataram melhora durante o tratamento da hipertensão arterial. Contudo, ressalta-se que além do tratamento farmacológico da HAS, é importante também envolver medidas não farmacológicas, como a introdução à alguma atividade física, redução do sal da alimentação assim como das gorduras saturadas com aumento de frutas e fibras, redução do peso corporal e do consumo de álcool e tabagismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave:</strong> Hipertensão, Farmácia Popular, Tratamento&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hypertension can be understood as the presence of a persistent level of blood pressure above the reference values considered as normal for the population mean, which is between 120 to 140 mm Hg (Systolic) and 80 to 90 mm Hg. (Diastolic). The goals of the treatment of arterial hypertension are to prevent the long-term sequelae of the disease, during treatment without medication, the patient with hypertension should be encouraged to reduce their weight, avoiding the ingestion of saturated and trans unsaturated fats, reducing the consumption of alcohol, and if smokers, this practice should be abolished, sodium consumption should be restricted and physical activity should be implemented or increased on a regular basis. This study aims to identify the level of knowledge of people with hypertension about this pathology and to quantitatively verify factors such as the presence of family history, presence of symptoms, diet to control hypertension, use of drugs to control hypertension and effectiveness of proposed drug treatment. Through this study, it could be inferred that although part of the hypertensive patients enrolled in the “Popular Pharmacy” program in the municipality of Itaperuna-RJ did not know information about the disease, the drug therapy proposed for the treatment of systemic arterial hypertension in the sector in question was well used and consequently well adopted by the sample components, since all reported improvement during the treatment of arterial hypertension. However, it is noteworthy that in addition to the pharmacological treatment of SAH, it is also important to involve non-pharmacological measures, such as the introduction of some physical activity, reduction of dietary salt as well as saturated fat with an increase in fruit and fiber, reduction in body weight and consumption of alcohol and tobacco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Hypertension, Popular Pharmacy, Treatment&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>Introdução&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, sabe-se que as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes no mundo. No ano de 2008 estima-se que elas foram responsáveis por mais de 17 milhões de óbitos, dos quais três milhões ocorreram antes dos 60 anos de idade, porém o fato que chama ainda mais atenção é que grande parte poderia ter sido evitada. A Organização Mundial de Saúde calcula que em 2030 quase 23,6 milhões de pessoas morrerão de doenças cardiovasculares ao redor do mundo (RADOVANOVIC, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é considerada um importante problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e baixas taxas de controle, contribuindo significativamente nas causas de morbidade e mortalidade cardiovascular. Dentro do espectro das doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial sistêmica constitui importante fator de risco para complicações cardíacas e cerebrovasculares, uma vez que é considerada um problema de saúde pública em âmbito mundial. No ano 2000, a prevalência da HAS na população mundial era de 25% e a estimativa para o ano de 2025 é de 29%. Estudos realizados no Brasil revelaram que a taxa de prevalência da hipertensão arterial variou entre 22,3 e 43,9%, com média de 32,5% (CESARINO et al, 2008; ROSÁRIO et al, 2009).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Yamada et al, (2011) a hipertensão arterial é uma patologia caracterizada pela persistência de pressão arterial sistólica acima de 135mmHg e diastólica acima de 85mmHg, sendo hoje considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Possui uma condição clínica de caráter multifatorial definida por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Frequentemente, associa-se a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e também a alterações metabólicas, predispondo assim o indivíduo a um consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais (YAMADA et al, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A HAS pode ser conceituada como uma doença crônica não transmissível, de causas multifatoriais associada a alterações funcionais, estruturais e metabólicas. As estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 58,5% de todas as mortes ocorridas no mundo e por 45,9% da carga global de doenças (SILVA et al, 2016).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A não adesão do paciente ao tratamento anti-hipertensivo, seja pela falta de conhecimento a respeito da gravidade da doença ou acesso a saúde, assim como o diagnóstico tardio e o curso prolongado e assintomático da doença, é amplamente descrita como um dos principais desencadeadores dos agravos da HAS, suscitando o desenvolvimento de estudos com esta temática. Consonantemente, estimativas apontam que o grau de não adesão mundial aos tratamentos de Doenças Crônicas (DC) varia de 25 a 50% (BARRETO et al, 2014).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo identificar o nível de conhecimento de pessoas com hipertensão arterial acerca desta patologia e verificar de forma quantitativa fatores como presença de histórico familiar, presença de sintomas, dieta para controle da hipertensão, uso de medicamentos de controle hipertensivo e eficácia do tratamento medicamentoso proposto.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>Materiais e Métodos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para este artigo, foi feito uma pesquisa de campo, um formulário foi elaborado (Anexo I) para ser usado em pacientes/clientes hipertensos inscritos no programa “farmácia popular” de uma drogaria localizada no município de Itaperuna-RJ. A escolha dos candidatos foi feita de forma aleatória independente de sexo ou idade, que assim compartilharam informações sobre suas condições e conhecimentos relacionados a hipertensão arterial. Ao todo foram preenchidos 30 formulários no próprio estabelecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>Resultados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população analisada foi composta por 30 indivíduos com faixa etária entre 25 e 82 anos de idade, portadora de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e outras comorbidades clínicas, sendo excluídos da amostra os pacientes sem histórico de HAS e com níveis pressóricos considerados normais pelas V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a distribuição por sexo dos 30 pacientes analisados, houve predominância do sexo feminino com 17 casos, correspondendo a 57% dos pacientes hipertensos e 13 casos do sexo masculino (43%). Quanto ao histórico familiar todos os pacientes da amostra relataram possuir histórico familiar de hipertensão arterial sistêmica, sendo este um fator comum entre os dois grupos (masculino e feminino) analisados.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="3"><strong>Pesquisa sobre Hipertensão Arterial realizada no município de Itaperuna &#8211; RJ&nbsp;</strong></td></tr><tr><td colspan="3">Total de Entrevistados 30&nbsp;</td></tr><tr><td colspan="3">Homens 13&nbsp;</td></tr><tr><td colspan="3">Mulheres 17&nbsp;</td></tr><tr><td colspan="3">Faixa Etária 25 a 82 anos&nbsp;</td></tr><tr><td>Perguntas&nbsp;</td><td>Respostas masculinas&nbsp;</td><td>Respostas Femininas&nbsp;</td></tr><tr><td>Vai ao médico regularmente?&nbsp;</td><td>Sim = 8; Não = 5&nbsp;</td><td>Sim = 12; Não = 5&nbsp;</td></tr><tr><td>Faz exames de rotina?&nbsp;</td><td>Sim = 8; Não = 5&nbsp;</td><td>Sim = 13; Não = 4&nbsp;</td></tr><tr><td>Sabe o que é Hipertensão?&nbsp;</td><td>Sim = 8; Não = 5&nbsp;</td><td>Sim = 7; Não = 10&nbsp;</td></tr><tr><td>Possui algum parente hipertenso na família?&nbsp;</td><td>Sim = 13; Não = 0&nbsp;</td><td>Sim = 17; Não = 0&nbsp;</td></tr><tr><td>Tem sintomas da doença?&nbsp;</td><td>Sim = 12; Não = 1&nbsp;</td><td>Sim = 17; Não = 0&nbsp;</td></tr><tr><td>Faz dieta para ajudar no controle da hipertensão?&nbsp;</td><td>Sim = 0; Não = 13&nbsp;</td><td>Sim = 3; Não = 14&nbsp;</td></tr><tr><td>Pratica exercícios físicos?&nbsp;</td><td>Sim = 1; Não = 12&nbsp;</td><td>Sim = 3; Não = 14&nbsp;</td></tr><tr><td>Usa medicamentos para controlar a Hipertensão?&nbsp;</td><td>Sim = 13; Não = 0&nbsp;</td><td>Sim = 17; Não = 0&nbsp;</td></tr><tr><td>Houve melhora durante o tratamento?&nbsp;</td><td>Sim = 13; Não = 0&nbsp;</td><td>Sim = 17; Não = 0&nbsp;</td></tr><tr><td>Possui alguma doença junto à&nbsp;Hipertensão?&nbsp;</td><td>Sim = 4; Não = 9&nbsp;</td><td>Sim = 11; Não = 6&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um fator que vem sendo estudado ultimamente é a relação do conhecimento do indivíduo frente à doença e a adesão ao tratamento proposto, onde de acordo Barreto et al, (2014) quanto menor o grau de conhecimento do paciente sobre sua patologia menor o comprometimento no autocuidado e adesão ao tratamento, uma vez que apesar de conhecerem o que deve ser feito, os pacientes não agem em conformidade com tal saber, pois, enquanto o conhecimento é racional, a adesão envolve um processo multifatorial influenciado por fatores emocionais, sociais, biológicos e culturais. No presente estudo, 50% do total da amostra (15 pacientes), não sabem o que é hipertensão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história familiar tem grande relevância no desenvolvimento da hipertensão, tanto é que, quando os dois pais têm hipertensão arterial, a chance de os filhos ficarem hipertensos é maior do que quando apenas um deles é hipertenso. Na presente pesquisa pode-se destacar o fato de que todos os pacientes têm algum parente hipertenso na família. Nos indivíduos com antecedente familiar de hipertensão, a exposição a fatores ambientais como o sal vai resultar na ativação dos sistemas nervoso simpático e renina-angiotensina. E segundo Lopes (2014), o desequilíbrio desses sistemas vai resultar em alterações estruturais e funcionais dos vasos que geram o aumento da resistência vascular sistêmica, que é o principal mecanismo da hipertensão arterial primária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a HAS apresente um curso prolongado e assintomático &#8211; o que faz muitos indivíduos a não iniciarem o tratamento precocemente, optando por tratar apenas após observarem os sinais desencadeadores de agravos da HAS &#8211; observou-se que uma parcela significativa da amostra, 29 pacientes, têm sintomas da doença.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a dieta para ajudar no controle da hipertensão, é consenso no meio científico que em uma abordagem não farmacológica da HAS, a redução de sal é uma das intervenções mais importantes, uma vez que ao diminuir a ingestão de sódio para 2g/dia ou cloreto de sódio para 5g/dia pode-se obter uma redução da pressão arterial de 2 a 8mmHg, na presente pesquisa pode-se notar que nenhum indivíduo da amostra faz dieta para ajudar no controle da HAS. Na presente pesquisa notou-se que nenhum indivíduo da amostra faz uma dieta para ajudar no controle da hipertensão arterial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>Discussão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação entre uma dieta rica em sódio e sua excreção urinária como fator etiológico primário da hipertensão arterial (HA) em humanos é antiga. Evidências epidemiológicas demonstram que há uma correlação direta entre a magnitude da ingestão de sódio na dieta e o aumento da prevalência de HA. Populações com ingestões pequenas de sódio praticamente não apresentam hipertensão (BOMBIG et al, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem evidências clínicas apoiando benefícios cardiovasculares da restrição de sal (RODRIGUES et al, 2011).&nbsp; Os melhores resultados vêm de duas meta-análises de estudos randomizados com períodos de intervenção de até seis meses. Uma meta-análise analisou separadamente estudos de pacientes que eram normotensos ou hipertensos (TAYLOR et al, 2011) Eventos foram melhores com restrição de sódio, mas o efeito não foi estatisticamente significante. A segunda meta-análise combinou os resultados em pacientes normotensos e hipertensos (HE &amp; MACGRAGOR, 2011).&nbsp; Com grande número de pacientes, a restrição de sódio associou-se com redução significativa de eventos cardiovasculares (8,0 <em>versus </em>10,1%), mas o benefício na mortalidade ainda não foi significante. Esse benefício talvez seja devido, pelo menos em parte, à queda obtida na pressão com a restrição de sódio (TAYLOR et al, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que 50 a 70% dos hipertensos não aderem ao tratamento medicamentoso prescrito. No entanto, de acordo com o percentual encontrado no presente estudo onde todos os pacientes relatam que houve melhora durante o tratamento proposto, pode-se afirmar que a adesão ao tratamento anti-hipertensivo foi muito alta, embora contradiga os estudos de maior proporção onde evidenciam que tanto em países emergentes quanto nos desenvolvidos há uma baixa adesão ao tratamento proposto (WEBER et al, 2014; PLASTER, 2006; BORGES &amp; CAETANO, 2005; LEITE &amp; VASCONCELLOS, 2003).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação existente entre a não adesão ao tratamento da HAS e o conhecimento do paciente sobre a doença e o regime terapêutico tem sido reportada. Contudo, essa relação ainda necessita de maiores evidências. Ademais, para que os profissionais de saúde possam atuar de maneira mais eficaz, propondo e implementando ações que atendam às reais necessidades dessa população, é necessário identificar os pacientes que não aderem ao tratamento, bem como suas características e os motivos pelos quais isso ocorre (BARRETO et al, 2014; GUIRADO et al, 2011; OSAMOR &amp; OWUMI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nogueira et al, (2010) esta situação deve-se ao fato de a hipertensão arterial sistêmica ser uma doença pouco sintomática, aos esquemas terapêuticos complexos, aos efeitos colaterais, ao custo dos medicamentos, a falta de conhecimento sobre a doença e principalmente a longa duração do tratamento, entre outros.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>Conclusão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através deste estudo pôde-se inferir que apesar de parte dos pacientes hipertensos inscritos no programa “Farmácia Popular” do município de Itaperuna-RJ, desconhecerem informações acerca da doença, a terapêutica medicamentosa proposta para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica no setor em questão foi bem empregada e consequentemente bem adotada pelos componentes da amostra, uma vez que todos relataram melhora durante o tratamento da hipertensão arterial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, ressalta-se que além do tratamento farmacológico da HAS, é importante também envolver medidas não farmacológicas, como a introdução à alguma atividade física, redução do sal da alimentação assim como das gorduras saturadas com aumento de frutas e fibras, redução do peso corporal e do consumo de álcool e tabagismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARRETO, M. S.; et al. Conhecimento sobre hipertensão arterial e fatores associados à não adesão à farmacoterapia. <strong>Rev. Latino-Am. Enfermagem</strong>, v. 22, n. 3, p. 484-490, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOMBIG, M. T.; et al. A importância do sal na origem da hipertensão. <strong>Rev. Bras. Hipertens</strong>. v. 21, n. 2, p. 63-67, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BORGES, P. C. S, CAETANO, J. C. Abandono do tratamento da hipertensão arterial Sistêmica dos pacientes cadastrados no HIPERDIA/MS em uma unidade de saúde do município de Florianópolis-SC, Santa Catarina. <strong>Arq. Cat. Med</strong>. v. 34, n. 1, p. 45-50, 2005.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">CESARINO, C. B.; et al. Prevalência e fatores sociodemográficos em hipertensos de São José do Rio Preto. <strong>Arq Bras Cardiol</strong>. v. 91, n. 1, p. 31-35, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIRADO, E. A.; et al. Knowledge and adherence to antihypertensive therapy in primary care: results of a randomized trial. <strong>Gac Sanit</strong>. v. 25, n. 1, p. 62-67, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HE, F. J.; MACGREGOR, G. A. Salt reduction lowers cardiovascular risk: meta-analysis of outcome trials. <strong>Lancet</strong>. v. 13, n. 1, p. 378-382, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITE, S. N.; VASCONCELLOS, M. P. C. Adesão à terapêutica medicamentosa: elementos para a discussão de conceitos e pressupostos adotados na literatura. <strong>Ciênc. Saúde Colet</strong>. v. 8, n. 1, p. 775-82, 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, H. F. Genética e hipertensão arterial. <strong>Rev. Bras. Hipertens</strong>. v. 21, n. 2, p. 87-91, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOGUEIRA, D.; et al. Reconhecimento, tratamento e controle da hipertensão arterial: Estudo Pró-Saúde, Brasil. <strong>Rev Panam Salud Publica</strong>.<em> </em>v. 27, n. 1, p. 103-9, 2010.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUEZ, C. J.; et al. Association of sodium and potassium intake with left ventricular mass: coronary artery risk development in young adults. <strong>Hypertension</strong>. v. 58, n. 3, p. 410-416, 2011.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SILVA, E. C.; et al. Prevalência de hipertensão arterial sistêmica e fatores associados em homens e mulheres residentes em municípios da Amazônia Legal. <strong>Rev. Bras. Epidemiol</strong>. v. 19, n. 1, p. 38-51, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAYLOR, R. S.; et al. Reduced dietary salt for the prevention of cardiovascular disease: a metaanalysis of randomized controlled trials (Cochrane review). <strong>Am J Hypertens</strong>. v. 24, n. 1, p. 84353, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">World Health Organization. Adherence to long-term therapies: evidence for action. Genebra: WHO; 2003. Disponível em: &lt;http://whqlibdoc.who.int/publications/2003/9241545992.pdf&gt;. Acesso em: 23 abril de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YAMADA, T. T.; et al. <strong>Manual de orientação clínica: hipertensão arterial sistêmica (HAS)</strong>. São Paulo: SES/SP, 2011.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Farmácia, Pós Graduado, hugoesposti@gmail.com</p>
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		<title>A EFICÁCIA DA GINKGO BILOBA NO TRATAMENTO  DA DOENÇA DE ALZHEIMER</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-eficacia-da-ginkgo-biloba-no-tratamento-da-doenca-de-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 17:59:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510221458 Ágnes Beatriz de SouzaJair Lima das Virgens JúniorOrientadora: Profa. Lorena Silva Matos Andrade RESUMO&#160; Este trabalho aborda o uso do extrato de Ginkgo biloba, especialmente do extrato padronizado EGb 761®, no tratamento da Doença de Alzheimer, destacando seu potencial terapêutico em disfunções cognitivas. O objetivo foi consolidar e analisar as informações existentes na [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510221458</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ágnes Beatriz de Souza<br>Jair Lima das Virgens Júnior<br>Orientadora: Profa. Lorena Silva Matos Andrade</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho aborda o uso do extrato de <em>Ginkgo biloba</em>, especialmente do extrato padronizado EGb 761®, no tratamento da Doença de Alzheimer, destacando seu potencial terapêutico em disfunções cognitivas. O objetivo foi consolidar e analisar as informações existentes na literatura científica acerca do uso da <em>Ginkgo biloba</em> como opção terapêutica complementar no tratamento da Doença de Alzheimer, buscando compreender seus possíveis mecanismos de ação, eficácia e limitações. Para isso, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, baseada em artigos científicos indexados nas bases de dados MDPI, Frontiers, U.S. National Library of Medicine (PubMed®) e ScienceDirect entre 2020 e 2025. Foram selecionados estudos que avaliaram a ação do EGb 761® em modelos animais e em ensaios clínicos com pacientes diagnosticados com Alzheimer ou comprometimento cognitivo leve. Os resultados apontaram efeitos consistentes na melhora da função cognitiva, da memória e das atividades funcionais diárias, além de redução dos sintomas neuropsiquiátricos. Os mecanismos centrais envolvidos incluíram propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e neuroprotetoras, bem como a modulação da neurotransmissão e da perfusão cerebral. Conclui-se que o <em>Ginkgo biloba</em>, em especial o extrato EGb 761®, apresenta potencial terapêutico como tratamento adjuvante na Doença de Alzheimer, podendo contribuir para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. No entanto, destaca-se a necessidade de estudos adicionais, com maior padronização metodológica e amostras ampliadas, para confirmar sua eficácia e segurança a longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> <em>Ginkgo biloba</em>. Doença de Alzheimer. EGb 761®. Fitoterapia. Função cognitiva.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">This study addresses the use of <em>Ginkgo biloba</em> extract, especially the standardized extract EGb 761®, in the treatment of Alzheimer’s disease, highlighting its therapeutic potential in cognitive dysfunctions. The objective was to consolidate and analyze the existing scientific literature on the use of <em>Ginkgo biloba</em> as a complementary therapeutic option in the treatment of Alzheimer’s disease, aiming to understand its possible mechanisms of action, efficacy, and limitations. To this end, an integrative literature review was conducted based on scientific articles indexed in the MDPI, Frontiers, U.S. National Library of Medicine (PubMed®), and ScienceDirect databases between 2020 and 2025. Studies evaluating the action of EGb 761® in animal models and clinical trials with patients diagnosed with Alzheimer’s disease or mild cognitive impairment were selected. The results showed consistent effects on improving cognitive function, memory, and daily functional activities, as well as reducing neuropsychiatric symptoms. The main mechanisms involved included antioxidant, anti-inflammatory, and neuroprotective properties, as well as modulation of neurotransmission and cerebral perfusion. It is concluded that <em>Ginkgo biloba</em>, especially the EGb 761® extract, presents therapeutic potential as an adjuvant treatment for Alzheimer’s disease, contributing to improving patients’ quality of life. However, further studies with greater methodological standardization and larger samples are needed to confirm its long-term efficacy and safety.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> <em>Ginkgo biloba</em>. Alzheimer’s disease. EGb 761®. Phytotherapy.&nbsp;Neuroprotection. Cognitive function.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A<em> </em>doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, irreversível e associada ao envelhecimento. É uma das causas mais comuns de demência e exclusão social. As alterações cognitivas progressivas, envolvendo memória, linguagem e pensamento são acompanhadas por sintomas comportamentais e neuropsiquiátricos, as principais manifestações clínicas da DA são diminuição da inteligência, memória fraca, capacidade reduzida de linguagem, distração, dificuldade em distinguir coisas e vários graus de alterações de personalidade (WHO, 2023).&nbsp; Em 2019, a <em>Alzheimer’s Disease International (ADI)</em> estimou que mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofriam de algum tipo de demência, prevendo que esse número aumentará significativamente até 2050. (ALZHEIRMER’S DISEASE INTERNATIONAL, 2019; NICHOLS et al., 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DA é caracterizada principalmente por duas alterações neuropatológicas. A primeira são as placas senis (placas de beta-amiloide), resultantes do acúmulo anormal do peptídeo beta-amiloide (Aβ) no espaço extracelular dos neurônios. Esses depósitos formam agregados tóxicos que desencadeiam processos inflamatórios, estresse oxidativo e morte celular. A segunda alteração envolve os emaranhados neurofibrilares, formados pela proteína Tau. Normalmente responsável por estabilizar os microtúbulos, a proteína Tau sofre hiperfosforilação, originando emaranhados que comprometem o transporte intracelular, levam à disfunção neuronal e culminam na morte dos neurônios (ZHANG; XU, 2023; RABINOVICI, 2021). Apesar dessas alterações clássicas, a DA é atualmente considerada uma doença multifatorial, envolvendo também estresse oxidativo, neuroinflamação, disfunção das células gliais, degeneração dos neurônios colinérgicos e alterações na microbiota intestinal (ZHANG; XU, 2023; MUHURI; KUMAR; DEBNATH, 2023).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, existem muitos regimes de tratamento clínico para a DA, mas com efeitos curativos limitados e transitórios, apenas reduz sintomas cognitivos e comportamentais, retardando a sua progressão e proporcionando uma melhora na qualidade de vida. Esse tratamento inclui a utilização de inibidores da acetilcolinesterase (AChEI), que tem como mecanismo aumentar a disponibilidade de acetilcolina no cérebro, — neurotransmissor essencial para memória e aprendizagem — como&nbsp;(donepezil, rivastigmina e galantamina), e o antagonista dos receptores do ácido N-metilD-aspártico, a memantina (RABINOVICI, 2021). Existe terapias em outros países com&nbsp;Anticorpos monoclonais que agem contra o depósito de beta-amiloide (Aβ) no cérebro, a (aducanumabe, lecanemabe, donanemabe), eles reduzem a carga amiloide na qual visa os mecanismos patogênicos da doença (TONG; FENG; CHEN, 2022; MUHURI; KUMAR; DEBNATH, 2023).&nbsp; Os tratamentos atualmente para a doença de Alzheimer são limitados em eficácia, podem causar efeitos colaterais, não promovem a cura, não interrompem a progressão da doença e são caros. Diante disso, torna-se necessário uma exploração mais aprofundada de mais intervenções, essa limitação desperta o interesse por estratégias complementares, seguras e acessíveis, incluindo o uso de compostos naturais com potencial neuroprotetor, a exemplo da <em>Ginkgo biloba</em>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ginkgo Biloba (GB) é uma planta originária do Japão, China e Coreia que pertence à família das áreas e à classe das plantas opsidas. A primeira menção ao uso das folhas de GB para fins medicinais aparece no texto de <em>Wen-Tai</em>, &#8220;<em>Ben Cao Pin Hue Jing Yaor</em>”, escrito em 1505 d.C. (NOWAK et al., 2021). Esta obra fornece informações sobre os usos tradicionais das folhas de GB. Com o tempo, as farmacopeias chinesas modernas reconhecem as propriedades terapêuticas dessas folhas, particularmente no tratamento de doenças cardíacas e pulmonares. Essa erva tem sido utilizada na medicina popular para tratar uma grande quantidade de problemas de saúde graças a sua abundância de substâncias bioativas que contém, os terpenoides (Ginkgolídeos A, B e C), polifenóis, ácidos orgânicos e flavonoides (quercetina, Kaempferol e isorhamnentina), que estão associados a efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e anti-apoptóticos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da atenção refere-se ao uso no tratamento dos compostos bioativos naturais que são eficazes em doenças degenerativas, incluindo a doença de Alzheimer. O extrato padronizado frequentemente utilizado é o EGb 761, utilizado há muitos anos em terapia de suporte e na prevenção de distúrbios cognitivos (AGOTTO et al., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo visa abordar as questões no tratamento da DA, onde a eficácia da Ginkgo Biloba permanece incerta. Alguns estudos encontraram melhorias significativas na função cognitiva, nos sintomas neuropsiquiátricos e nas habilidades funcionais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o presente trabalho tem como objetivo consolidar e analisar as informações existentes na literatura científica acerca do uso da Ginkgo biloba como opção terapêutica complementar no tratamento da Doença de Alzheimer, buscando compreender seus possíveis mecanismos de ação, eficácia e limitações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 TIPO DE ESTUDO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo é uma revisão integrativa da literatura, que é um método de pesquisa que permite reunir, analisar os resultados de pesquisas já publicados sobre determinada temática. A escolha por essa abordagem justifica-se pela necessidade de sintetizar as evidências científicas existentes sobre o uso da planta Ginkgo biloba no tratamento da Doença de Alzheimer, possibilitando uma compreensão ampla dos benefícios, limitações e perspectivas futuras relacionadas ao tema. (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídas neste trabalho estudos científicos disponíveis em texto íntegro, sem a restrição de idiomas, data ou local de publicação. Todos apresentaram pelo menos um dos descritores da busca no título ou resumo. Foram excluídas referências duplicadas, estudos de revisão de literatura e publicações que não abordaram o tema pesquisado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 FONTES DE PESQUISA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas foram realizadas nas bases de dados MDPI, Frontiers, <em>U.S. National Library of Medicine</em> (PubMed®) e ScienceDirect. A seleção dos artigos seguiu critérios como a relevância ao tema, pré-seleção por título e resumo, e o ano de publicação, compreendendo a divulgação entre 2020 e 2025.Os descritores utilizados na busca foram: “Ginkgo Biloba”, “Ginkgo Biloba no tratamento de Alzheimer”, “Ginkgo Biloba” AND Alzheimer”, “Alzheimer’s disease”, “Ginkgo Biloba” AND memory com auxílio dos operadores Booleanos AND e OR.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, foram identificados 29 artigos, dos quais 10 foram selecionados para compor a revisão. Destes artigos todos estavam em inglês e foram lidos integralmente. Suas principais informações foram compiladas para embasar o estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor(es)/Ano</strong></td><td><strong>Tipo de Estudo</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Conclusões</strong></td></tr><tr><td>Xie, L., Zhu,<br>Q., e Lu, J. (2022).</td><td>Revisão Sistemática<br>e Meta-análise (Pré<br>clínica e Clínica)</td><td>Avaliar sistematicamente<br>o potencial terapêutico do<br>extrato de Ginkgo biloba (GBE) contra a Doença de Alzheimer (DA)</td><td>O GBE demonstrou&nbsp; efeitos anti-DA&nbsp; consistentes em animais.&nbsp; Nos estudos clínicos, o GBE pode melhorar os sintomas em pacientes com DA em estágio inicial. A eficácia parece ser maior em pacientes mais jovens (60-70 anos) com danos leves.&nbsp;Limitação: Mais Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs) de alta qualidade são necessários para validar os achados.</td></tr><tr><td>Nowak, A., Kojder, K.,<br>Zielonka-Brzezicka, J.<br>et al. (2021)</td><td>Revisão Narrativa (Visão Geral)</td><td>Apresentar uma visão geral sobre a patogênese da Doença de Alzheimer (DA) e resumir as propriedades e o potencial neuroprotetor do extrato de <em>Ginkgo biloba</em> (EGb 761).</td><td>O extrato (EGb 761) é um&nbsp; agente promissor devido&nbsp; às suas propriedades&nbsp; antioxidantes e anti-<br>&nbsp;inflamatórias. Ele atua na&nbsp; melhora da função <em>&nbsp;</em>cognitiva em distúrbios cognitivos leves. A combinação de EGb 761 com medicamentos sintéticos padrão (como&nbsp;Donepezila) é uma terapia de suporte que pode levar a melhores resultados nas funções cognitivas.</td></tr><tr><td>Li, D., Ma, J., Wei, B. et al. (2023)</td><td>Revisão Sistemática&nbsp; e Meta-análise<br>(Ensaios Clínicos Randomizados)</td><td>Analisar a eficácia e&nbsp; segurança da&nbsp; combinação de preparações de <em>Ginkgo biloba</em> com Donepezila <em>versus</em> Donepezila isolada no tratamento da Doença de Alzheimer<br>(DA)</td><td>Eficácia Cognitiva: A&nbsp; combinação do extrato&nbsp; com Donepezila melhora <em>&nbsp;</em>a taxa de eficácia clínica e as pontuações em&nbsp; testes cognitivos como o&nbsp; MMSE (Mini-Exame do&nbsp;<br>&nbsp;Estado Mental) e o ADL (Atividades de Vida Diária), em comparação com Donepezila isolada. Segurança: Não houve diferença estatisticamente&nbsp;<br>significativa na ocorrência de reações adversas entre os grupos de tratamento. Limitação: Requer mais Ensaios Clínicos Randomizados de alta qualidade para validação.</td></tr><tr><td>Morató, X., Tartari, J. P., Pytel, V., e Boada, M.(2024)</td><td>Revisão Narrativa<br>(Farmacodinâmica e<br>&nbsp;Clínica)</td><td>Resumir informações&nbsp; sobre o extrato padronizado EGb 761 do <em>Ginkgo biloba</em>, incluindo composição, dados farmacológicos e evidências clínicas que apoiam seu uso no tratamento da Doença de Alzheimer (DA)</td><td>O extrato especial EGb&nbsp;761 é uma preparação&nbsp; vegetal muito visada à&nbsp; base de ervas como&nbsp; alternativa aos&nbsp;<br>&nbsp;medicamentos&nbsp; antidemência padrão,&nbsp; como os inibidores da&nbsp; colinesterase. Sua eficácia é atribuída a seus múltiplos componentes, que atuam em diferentes alvos da DA (como antioxidante e anti-inflamatório).&nbsp;<br>Contudo, o mecanismo de ação exato ainda não está completamente elucidado e há&nbsp;<br>heterogeneidade&nbsp;<br>(variedade) nos estudos clínicos.</td></tr><tr><td>Bohlken J. et al<br>(2024)</td><td>Estudo de coorte retrospectivo</td><td>Analisar o impacto a longo prazo do <em>Ginkgo biloba</em> na progressão da demência com base em um grande conjunto de dados de informações qualitativas sobre os graus de gravidade com base no julgamento clínico dos médicos.</td><td>O estudo conclui que o <em>&nbsp;</em>uso do extrato de Ginkgo&nbsp; biloba está associado a&nbsp; uma progressão mais&nbsp; lenta da gravidade da&nbsp; demência em pacientes&nbsp; com comprometimento&nbsp; cognitivo leve a&nbsp; moderado. Pacientes tratados apresentaram menor incidência de avanço da doença, sugerindo que o Ginkgo biloba pode exercer um efeito protetor na evolução da demência e constituir uma estratégia terapêutica promissora.</td></tr><tr><td>García-Alberca JM,<br>Gris E, Mendoza S. (2022)</td><td>Estudo retrospectivo&nbsp; observacional.</td><td>Avaliar a eficácia do extrato de <em>Ginkgo biloba (</em>EGb 761<em>)</em>, isoladamente ou em combinação com inibidores da acetilcolinesterase, sobre a função cognitiva e os sintomas&nbsp;<br>comportamentais de pacientes com<br>comprometimento cognitivo leve ao longo de um ano.</td><td>O estudo conclui que o<em>&nbsp;</em>tratamento combinado&nbsp; com o extrato de Ginkgo&nbsp; biloba (EGb 761®) e&nbsp; inibidores da&nbsp;<br>&nbsp;acetilcolinesterase&nbsp;<br>&nbsp;promoveu melhora significativa da função&nbsp; cognitiva e reduziu&nbsp; sintomas&nbsp;<br>neuropsiquiátricos em&nbsp; pacientes com comprometimento cognitivo leve, sendo bem tolerado e seguro, o que indica seu potencial como estratégia terapêutica eficaz nessa população.</td></tr><tr><td>Yuan Y. et al. (2024)</td><td>Estudo experimental em modelo animal</td><td>Investigar os efeitos do pó de sementes de <em>Ginkgo biloba</em> sobre<br>envelhecimento, aterosclerose e fadiga em camundongos senescentes, avaliando sua atividade antioxidante e outros potenciais benefícios à saúde </td><td>O Ginkgo biloba contém <em>&nbsp;</em>compostos bioativos com&nbsp; potencial terapêutico contra doenças&nbsp; relacionadas ao envelhecimento. Esses&nbsp;compostos&nbsp;<br>demonstraram efeitos&nbsp; benéficos em modelos experimentais, indicando que a planta pode ser uma fonte promissora para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas voltadas à prevenção ou ao tratamento de condições associadas ao envelhecimento.</td></tr><tr><td>Nguyen&nbsp;VTT. (2025)</td><td>Estudo experimental pré-clínico.</td><td>Investigar se o extrato de Ginkgo biloba (EGb 761®) pode prevenir ou melhorar o declínio cognitivo em um modelo animal de Alzheimer, especificamente em camundongos transgênicos 5xFAD, que apresentam&nbsp;<br>características da doença, como acúmulo de placas de β-amilóide e déficits de memória.</td><td>O tratamento com EGb&nbsp;761® melhorou a função&nbsp; cognitiva em&nbsp; camundongos 5xFAD em&nbsp; diversos testes&nbsp; comportamentais. A&nbsp; análise do tecido cerebral desses animais revelou&nbsp; que o tratamento reduziu a carga de placas de β-amiloide e aumentou a&nbsp; expressão de proteínas&nbsp; associadas à neuroplasticidade e neuroproteção. Esses resultados sugerem que o EGb 761® pode ter potencial terapêutico na doença de Alzheimer, embora mais estudos sejam necessários para confirmar esses achados.</td></tr><tr><td>Oliveira Pagotto, G. L. et al. (2024)</td><td>Revisão sistemática&nbsp; de ensaios clínicos.</td><td>Avaliar, de forma sistemática, os efeitos do Ginkgo biloba no tratamento da demência de Alzheimer, reunindo evidências de ensaios clínicos publicados para determinar sua eficácia, segurança e potencial terapêutico.</td><td>A Ginkgo biloba&nbsp; apresenta benefícios&nbsp; modestos na melhora&nbsp; cognitiva e na função&nbsp; diária de pacientes com&nbsp;<br>&nbsp;Alzheimer leve a&nbsp; moderado, sendo&nbsp; geralmente seguro e bem&nbsp; tolerado. No entanto, devido à variações dos estudos quanto a doses, duração e protocolos, os autores destacam a necessidade de ensaios clínicos mais rigorosos e padronizados para confirmar sua eficácia e estabelecer recomendações terapêuticas precisas.</td></tr><tr><td>Subin Park, Miey Park,<br>Hae-Jeung&nbsp;Lee (2025)</td><td>Estudo experimental&nbsp; pré-clínico in vivo realizado em<br>camundongos transgênicos&nbsp;<br>(modelo 5xFAD de<br>Alzheimer)</td><td>Avaliar o potencial&nbsp; terapêutico do Ginkgolide&nbsp; A (componente ativo do <em>Ginkgo biloba</em>) sobre o Alzheimer, analisando&nbsp; seus efeitos sobre a cognição, acúmulo de beta-amiloide (Aβ) e os mecanismos de autofagia e sinalização celular.</td><td>O tratamento oral com&nbsp;Ginkgolide A (20&nbsp; mg/kg/dia por 4<br>&nbsp;semanas) melhorou o&nbsp; desempenho cognitivo,&nbsp; reduziu os níveis solúveis&nbsp; e insolúveis de Aβ,&nbsp; diminuiu a inflamação e o&nbsp; estresse oxidativo, e promoveu a ativação da autofagia via regulação das vias AMPK–mTOR e PI3K–Akt, além de restaurar a plasticidade sináptica. Os resultados indicam que o GA é um promissor agente multifuncional para o tratamento do Alzheimer.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada pelo declínio cognitivo e comprometimento funcional, cujos mecanismos patológicos envolvem o acúmulo de placas β-amiloides, emaranhados neurofibrilares de proteína tau hiperfosforilada, estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e inflamação neuronal. Diante da ausência de terapias curativas, o uso de compostos naturais, como o extrato padronizado de Ginkgo biloba (EGb 761®), tem despertado crescente interesse por apresentar propriedades antioxidantes, antiapoptóticas e neuroprotetoras (XIE; ZHU; LU, 2022; NOWAK et al., 2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos revisados demonstram que o EGb 761 exerce múltiplas ações benéficas sobre os mecanismos fisiopatológicos da DA, tanto em modelos pré-clínicos quanto em ensaios clínicos com pacientes. Em modelos animais, o extrato mostrou-se eficaz na redução do estresse oxidativo, na modulação de vias inflamatórias e na melhora de parâmetros cognitivos e sinápticos (XIE; ZHU; LU, 2022). Em humanos, observou-se melhora significativa em testes cognitivos e sintomas neuropsiquiátricos, especialmente em fases iniciais da doença (NOWAK et al., 2021; LI et al., 2023; MORATO et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 EVIDÊNCIAS EXPERIMENTAIS E MODELOS PRÉ-CLÍNICOS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos pré-clínicos, diversos modelos animais foram utilizados para simular os mecanismos da DA, incluindo camundongos C57BL/6, TG2576, TGAPP/PS1 e TGCRND8, bem como ratos Wistar e Sprague-Dawley (XIE; ZHU; LU, 2022). O tratamento com EGb 761 reduziu a latência de escape em testes de memória espacial, como o Morris Water Maze, indicando melhora significativa na aprendizagem e na memória. Análises histológicas mostraram diminuição da expressão de proteína tau fosforilada e redução da toxicidade neural induzida por Aβ, sugerindo um efeito protetor sobre a integridade neuronal.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro achado relevante foi o aumento da atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GSH-Px), acompanhado pela diminuição de malondialdeído (MDA), marcador de peroxidação lipídica. Esses resultados reforçam o papel do EGb 761 como agente neuroprotetor, reduzindo espécies reativas de oxigênio e limitando o dano oxidativo (NOWAK et al., 2021). Além disso, o extrato mostrou inibir a apoptose neuronal por meio da modulação de proteínas Bcl-2 e Bax e da supressão de citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-1β, preservando a viabilidade celular e a funcionalidade sináptica.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos experimentais recentes também ampliam essa compreensão. Yuan Y. et al.&nbsp;(2024) demonstraram, em camundongos senescentes, que compostos bioativos do Ginkgo biloba apresentam potencial terapêutico contra doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo melhora no aprendizado e memória, efeitos antioxidantes e redução do estresse oxidativo. Nguyen VTT (2025), por sua vez, observou em camundongos transgênicos 5xFAD melhora cognitiva, redução dos depósitos de peptídeo Aβ no córtex pré-frontal e modulação de genes colinérgicos, evidenciando ação neuroprotetora e anti-inflamatória central e periférica. Esses resultados reforçam o potencial do EGb 761 como agente multifuncional no tratamento de doenças neurodegenerativas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 MECANISMOS DE AÇÃO E EFEITOS NEUROPROTETORES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos neuroprotetores do Ginkgo biloba estão relacionados principalmente à presença de flavonoides e terpenoides, como quercetina, kaempferol, isorhamnetina, bilobalida e ginkgolídeos A, B e C (NOWAK et al., 2021). Esses compostos apresentam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e moduladoras do metabolismo mitocondrial. O EGb 761 atua tanto de forma direta, eliminando radicais livres, quanto indiretamente, estimulando enzimas antioxidantes. Além disso, preserva o potencial de membrana mitocondrial e aumenta a produção de ATP, retardando danos neuronais (MORATO et al., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro mecanismo relevante é a modulação da microglia. O EGb 761 reduz a liberação de citocinas pró-inflamatórias (IL-1β, IL-6 e TNF-α) e aumenta citocinas antiinflamatórias (IL-4 e IL-13), promovendo um ambiente neuronal protetor (NOWAK et al., 2021). O extrato também interfere no metabolismo lipídico e reduz a deposição de Aβ, atuando preventivamente na neurotoxicidade amiloide (LI et al., 2023). A modulação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, bem como a inibição leve da acetilcolinesterase, contribuem para a melhora cognitiva e de humor em pacientes com&nbsp;DA (MORATO et al., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E META-ANÁLISES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos ensaios clínicos, o EGb 761 foi administrado em doses de 120 a 240 mg/dia por 12 a 52 semanas. A maioria relatou melhora cognitiva significativa, especialmente em pacientes com comprometimento cognitivo leve a moderado (MORATO et al., 2024; XIE; ZHU; LU, 2022). Os testes mais utilizados — como o Syndrom Kurztest (SKT), o MiniExame do Estado Mental (MMSE) e a Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer (ADAS-Cog) — mostraram reduções consistentes nas pontuações médias após o tratamento. Em meta-análises, a combinação de EGb 761 e donepezila apresentou resultados superiores à monoterapia, sem aumento significativo de efeitos adversos (LI et al., 2023).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão sistemática de Oliveira Pagotto, G. L. et al. (2024) analisou 15 ensaios clínicos e relatou benefícios cognitivos e comportamentais em 11 deles, destacando que o extrato é geralmente seguro e bem tolerado. Entretanto, as diferenças metodológicas entre os estudos — como variação de doses, formulações e duração dos tratamentos — limitam a força das conclusões. Xie, L., Zhu, Q. e Lu, J. (2022) também apontaram maior eficácia do EGb 761 em pacientes mais jovens (60–70 anos) e em estágios iniciais da doença, sugerindo que a intervenção precoce é essencial para o sucesso terapêutico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, o EGb 761 mostrou eficácia comparável aos fármacos de primeira linha, mas com melhor perfil de tolerabilidade. Os principais efeitos adversos relatados foram leves, como dor de cabeça e tontura, semelhantes aos do grupo placebo. Embora o extrato possa interagir com alguns medicamentos — como antidepressivos, antiinflamatórios e fármacos metabolizados pelo citocromo P450 —, seu perfil de segurança permanece amplamente favorável (NOWAK et al., 2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 LIMITAÇÕES E PERSPECTIVAS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados promissores, as evidências disponíveis ainda apresentam limitações. A heterogeneidade metodológica, o pequeno tamanho amostral de alguns ensaios e a variabilidade nas formulações do extrato dificultam comparações diretas e generalizações (OLIVEIRA PAGOTTO et al., 2024). Além disso, a baixa penetração do EGb 761 na barreira hematoencefálica pode limitar sua eficácia a curto prazo, exigindo períodos prolongados de uso (XIE; ZHU; LU, 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros fatores, como adesão ao tratamento, nível socioeconômico, prática de atividade física e uso concomitante de medicamentos, também podem influenciar os resultados. Assim, torna-se necessária a realização de novos estudos clínicos randomizados, com amostras maiores, maior duração de acompanhamento e controle rigoroso de variáveis, bem como a integração de marcadores biológicos e neuroimagem para elucidar os mecanismos de ação do EGb 761 e definir seu papel terapêutico na DA&nbsp;(MORATO et al., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 SÍNTESE DOS ACHADOS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados convergem para o reconhecimento do Ginkgo biloba (EGb 761®) como uma alternativa terapêutica promissora e segura no manejo da demência e do comprometimento cognitivo leve. Sua ação multifatorial — antioxidante, anti-inflamatória, anti-amilóide e neuroprotetora — sugere benefícios tanto isoladamente quanto em combinação com terapias convencionais. Ainda assim, a consolidação de evidências mais robustas é essencial para confirmar sua eficácia, estabelecer parâmetros de dose e duração ideais e garantir segurança a longo prazo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, a integração dos dados pré-clínicos e clínicos evidencia que o EGb 761 atua de forma ampla sobre os processos neurodegenerativos da Doença de Alzheimer, retardando sua progressão e contribuindo para a melhora da cognição, do comportamento e da qualidade de vida dos pacientes. Esses resultados reforçam a importância de novas investigações para consolidar o uso do Ginkgo biloba como adjuvante terapêutico em doenças neurodegenerativas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na análise dos estudos revisados, conclui-se que o extrato padronizado de <em>Ginkgo biloba</em> (EGb 761®) apresenta potencial terapêutico significativo na Doença de Alzheimer (DA), atuando de forma multifatorial nos principais mecanismos fisiopatológicos associados à neurodegeneração. As evidências pré-clínicas demonstram que o EGb 761 exerce efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, antiapoptóticos e moduladores da função mitocondrial, contribuindo para a redução do estresse oxidativo, do depósito de β-amiloide e da hiperfosforilação da proteína tau.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos ensaios clínicos, o uso do EGb 761 em doses entre 120 e 240 mg/dia, administradas por períodos superiores a 24 semanas, mostrou melhora consistente da função cognitiva e dos sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com comprometimento cognitivo leve a moderado, especialmente nas fases iniciais da doença. Ademais, a associação do EGb 761 à donepezila mostrou resultados superiores à monoterapia, sem aumento significativo na ocorrência de eventos adversos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, apesar dos achados promissores, as limitações metodológicas observadas entre os estudos ainda dificultam a consolidação de evidências definitivas quanto à eficácia clínica do Ginkgo biloba. Dessa forma, são necessários novos ensaios clínicos randomizados e de longo prazo, para confirmar os benefícios observados e determinar parâmetros ideais de dose e duração do tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados indicam que o EGb 761 constitui uma alternativa terapêutica promissora e segura no manejo da Doença de Alzheimer, podendo atuar como agente adjuvante às terapias convencionais. Sua ação neuroprotetora multifatorial contribui para a melhora da cognição, do comportamento e da qualidade de vida dos pacientes, reforçando a importância de sua investigação contínua no contexto das doenças neurodegenerativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALZHEIMER’S DISEASE INTERNATIONAL. <strong>Dementia statistics</strong>. 2019. Disponível em:<a href="https://www.alzint.org/about/dementia-facts-figures/dementia-statistics/?utm_source=chatgpt.com"> https://www.alzint.org/about/dementia-facts-figures/dementia-statistics/.</a> Acesso em: 16 set. 2025.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUHURI, S.; KUMAR, S.; DEBNATH, M. <strong>Monoclonal antibody treatments for Alzheimer’s disease</strong>. <em>Cureus</em>, v. 15, n. 8, p. e43647, 2023. DOI:&nbsp;10.7759/cureus.43647.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NICHOLS, E. et al. <strong>Estimation of the global prevalence of dementia in 2019 and forecasted prevalence to 2050</strong>. <em>The Lancet Public Health</em>, v. 7, n. 2, p. e105–e125,&nbsp;2022. DOI: 10.1016/S2468-2667(21)00249-8.&nbsp;&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">TONG, B.; FENG, L.; CHEN, L. <strong>Impact of anti-amyloid-β monoclonal antibodies on pathology and clinical outcomes in Alzheimer’s disease</strong>. <em>Frontiers in Aging&nbsp;Neuroscience</em>, v. 14, p. 870517, 2022. DOI: 10.3389/fnagi.2022.870517.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">WHO – WORLD HEALTH ORGANIZATION. <strong>Dementia fact sheet</strong>. 2023. Disponível em:<a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia?utm_source=chatgpt.com"> https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia.</a> Acesso em: 16 set.&nbsp;2025.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZHANG, H.; XU, C. <strong>Amyloid β-based therapy for Alzheimer’s disease</strong>. <em>Signal Transduction and Targeted Therapy</em>, v. 8, n. 1, p. 95, 2023. DOI: 10.1038/s41392-02301484-7.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOWAK, Anna. et al. O uso de <em>Ginkgo biloba</em> L. como agente neuroprotetor na doença de Alzheimer. <em>Frontiers in Pharmacology</em>, v. 12, n. 775034, p. 1-18, nov. 2021&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LI, D. et al. Eficácia e segurança de preparações de <em>Ginkgo biloba</em> no tratamento da doença de Alzheimer: uma revisão sistemática e meta-análise. <em>Frontiers in Aging&nbsp;Neuroscience</em>, v. 15, p. 1124710, 2023. DOI: 10.3389/fnagi.2023.1124710&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">XIE, L.; ZHU, Q.; LU, J. Can we use <em>Ginkgo biloba</em> extract to treat Alzheimer’s disease?&nbsp;Lessons from preclinical and clinical studies. <em>Cells</em>, v. 11, n. 3, p. 479, 2022. DOI:&nbsp;10.3390/cells11030479&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORATO, X. et al. Pharmacodynamic and clinical effects of <em>Ginkgo biloba</em> extract EGb&nbsp;761 and its phytochemical components in Alzheimer’s disease. <em>Journal of Alzheimer’s&nbsp;Disease</em>, v. 101, supl. S285-S298, 2024. DOI: 10.3233/JAD-231372&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGOTTO, G. L. O. et al. <em>Ginkgo biloba</em>: uma folha de esperança na luta contra a demência de Alzheimer: revisão sistemática de ensaios clínicos. <em>Antioxidants</em>, v. 13, n.&nbsp;6, p. 651, 2024. DOI: 10.3390/antiox13060651&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NGUYEN, V. T. T. et al. <em>Ginkgo biloba</em> extract EGb 761® ameliorates cognitive impairment and alleviates TNFα response in 5xFAD Alzheimer’s disease model mice.&nbsp;<em>Phytomedicine</em>, v. 136, p. 156327, 2025. DOI: 10.1016/j.phymed.2024.156327&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">YUAN, Yuming. et al<em>. Ginkgo Biloba Bioactive Phytochemicals against Age-Related Diseases: Evidence from a Stepwise, High-Throughput Research Platform</em>.&nbsp;<strong>Antioxidants</strong>, Basel, v. 13, n. 9, p. 1104, 2024. DOI:<a href="https://doi.org/10.3390/antiox13091104"> https://doi.org/10.3390/antiox13091104 </a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCÍA-ALBERCA, José María; GRIS, Esther; MENDOZA, Silvia. Combined treatment with <em>Ginkgo biloba</em> extract EGb 761 plus acetylcholinesterase inhibitors improved cognitive function and neuropsychiatric symptoms in patients with mild cognitive impairment. <em>Alzheimer’s &amp; Dementia: Translational Research &amp; Clinical Interventions</em>,&nbsp;[S.l.], v. 8, e12338, 2022. DOI:<a href="https://doi.org/10.1002/trc2.12338"> https://doi.org/10.1002/trc2.12338 </a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOHLKEN, Jens. et al . Ginkgo biloba extract prescriptions are associated with slower progression of dementia severity—analysis of longitudinal real-world data. <em>Brain&nbsp;Sciences</em>, Basel, v. 15, n. 1, p. 12, 2025. DOI:<a href="https://doi.org/10.3390/brainsci15010012"> https://doi.org/10.3390/brainsci15010012 </a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARK, S.; PARK, M.; LEE, H.-J. Ginkgolide A enhances cognition and reduces amyloidβ by activating autophagy in the murine 5xFAD Alzheimer’s disease model.&nbsp;<strong>Biomedicine &amp; Pharmacotherapy</strong>, v. 191, p. 118472, 18 ago. 2025.&nbsp;DOI:<a href="https://doi.org/10.1016/j.biopha.2025.118472">https://doi.org/10.1016/j.biopha.2025.118472</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>INTOXICAÇÃO POR DOSES EXCESSIVAS DE MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO (MIPS): RISCOS E A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/intoxicacao-por-doses-excessivas-de-medicamentos-isentos-de-prescricao-mips-riscos-e-a-importancia-da-orientacao-farmaceutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 12:27:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506110926 Jackson Lima AlvesAna Oclenidia Dantas Mesquita RESUMO Introdução: Uma vez que, os MIPs são amplamente utilizados devido à sua fácil disponibilidade, baixo custo e potencial para curar adoecimentos leves e autolimitados. No entanto, o uso impróprio ou a sobredosagem destes medicamentos representa um risco significativo para a saúde pública e pode levar [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506110926</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Jackson Lima Alves<br>Ana Oclenidia Dantas Mesquita</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>Uma vez que,<strong> </strong>os MIPs são amplamente utilizados devido à sua fácil disponibilidade, baixo custo e potencial para curar adoecimentos leves e autolimitados. No entanto, o uso impróprio ou a sobredosagem destes medicamentos representa um risco significativo para a saúde pública e pode levar a intoxicações agudas e crônicas. Por referirem-se como medicamentos de venda livre, devem ser utilizados com cautela e sua dispensação requer a intervenção de um profissional farmacêutico para orientar o tratamento ao paciente/cliente e minimizar os riscos à saúde. <strong>Metodologia: </strong>Esta revisão bibliográfica qualitativa baseou-se em artigos científicos, livros, manuais técnicos e documentos oficiais obtidos em bases como PubMed, SciELO e BVS. Incluiu estudos dos sobre intoxicações por MIPs, priorizando artigos completos e acessíveis. A análise seguiu o protocolo PRISMA, com leitura crítica para identificar padrões e tendências sobre segurança e riscos à saúde. <strong>Discussão: </strong>Os MIPs mais frequentemente associados a intoxicações incluem analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes e antiácidos. O paracetamol e o ibuprofeno podem causar danos hepáticos e renais, enquanto os descongestionantes estão relacionados a efeitos cardiovasculares e neurológicos. A automedicação sem orientação e a falsa percepção de segurança contribuem para o aumento das intoxicações, sobrecarregando os serviços de saúde e gerando altos custos. <strong>Conclusão:</strong> Esse trabalho ressalta a relevância da implementação de ações educativas voltadas para o uso racional dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs), bem como a importância de intensificar a fiscalização sobre a publicidade desses produtos. Destaca-se ainda o papel essencial do farmacêutico na orientação correta aos pacientes, além da urgência na formulação de políticas públicas que promovam a conscientização da população quanto aos riscos do uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição, a fim de reduzir os impactos negativos dessas práticas na saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Intoxicação medicamentosa; Automedicação; MIPs; Uso racional de medicamentos; Segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introduction: Since, MIPs are widely used due to their easy availability, low cost and potential to cure mild and self-limited illnesses. However, improper use or overdose of these drugs poses a significant risk to public health and can lead to acute and chronic poisoning. Because they are referred to as over-the-counter medicines, they should be used with caution and their dispensing requires the intervention of a pharmaceutical professional to guide the treatment of the patient/client and minimize health risks. Methodology: This qualitative bibliographic review was based on scientific articles, books, technical manuals and official documents obtained from databases such as PubMed, SciELO and VHL. It included studies on IMP poisonings, prioritizing complete and accessible articles. The analysis followed the PRISMA protocol, with critical reading to identify patterns and trends on safety and health risks. Discussion: MIPs most frequently associated with poisoning include analgesics, anti-inflammatory, decongestants and antacids. Paracetamol and ibuprofen can cause liver and kidney damage, while decongestants are related to cardiovascular and neurological effects. Self-medication without guidance and the false perception of safety contribute to the increase in poisoning, overloading health services and generating high costs. Conclusion: This work highlights the relevance of the implementation of educational actions aimed at the rational use of non-prescription medicines (MIPs), as well as the importance of intensifying the inspection of the advertising of these products. The essential role of the pharmacist in the correct guidance to patients is also highlighted, in addition to the urgency in the formulation of public policies that promote the population&#8217;s awareness of the risks of indiscriminate use of non-prescription medicines, in order to reduce the negative impacts of these practices on public health.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Drug poisoning; Self-medication; MIPs; Rational use of medicines; Patient safety.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso a medicamentos sem prescrição médica é uma prática comum e regulamentada em diversos países. Os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) são fármacos que precisam de aprovação sanitária para serem comercializados nos estabelecimentos de farmácias e drogarias, são utilizados para atuar em condições leves e de pouca gravidade, na medida que a prescrição médica não é obrigatória para sua dispensação, por conseguinte apresentarem eficácia e segurança na ocasião que são utilizados conforme as orientações descritas nas bulas e rótulos (MARINHO; MEIRELES, 2021). Os MIPs, conhecidos como medicamentos de venda livre, são internacionalmente identificados pela sigla OTC (do inglês <em>over the counter</em>), que significa, em tradução literal, “sobre o balcão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira referência feita aos MIPs, no Brasil, ocorreu na Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que trata do controle sanitário de medicamentos. Neste contexto, a ideia de medicamento sem prescrição refere-se à ausência de dependência de medicamentos prescritos, definindo diferenças em relação à rotulagem e à publicidade dos produtos prescritos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu requisitos precisos para categorizar um medicamento como isento de prescrição, abrangendo 33 grupos terapêuticos, com algumas exceções. De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 882, de 2024, os critérios para categorizar medicamentos como isentos de prescrição consideram aspectos como o tempo de comercialização, a segurança do medicamento, os sintomas facilmente reconhecíveis e o uso por um curto período de tempo (ANVISA, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foi realizada a atualização e adição de novos medicamentos à lista, conforme a Instrução Normativa (IN) nº 285, de 7 de março de 2024, que, em seu artigo I, criou-se as Listas de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP), seguindo os critérios da RDC nº 98, de 1º de agosto de 2016 (BRASIL, 2024). Para que um medicamento seja classificado como MIP, é necessário que tenha risco potencial mínimo para o paciente e não cause dependência química ou psiquiátrica (DOMINGUES et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 29 de maio de 2003, a ANVISA instituiu a Resolução RDC nº 138, que definiu a categoria dos medicamentos isentos de prescrição. Essa medida teve como objetivo garantir o uso seguro desses produtos pela população, considerando critérios como o índice terapêutico, o potencial de toxicidade, normas adotadas internacionalmente e os medicamentos listados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, essa classificação dos MIPs é feita de forma indireta. Isso significa que os medicamentos pertencentes a grupos e indicações terapêuticas estão descritos em uma lista específica, chamada de Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE) e são enquadrados nessa categoria (BRASIL, 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme estabelece a RDC nº 586, de 29 de agosto de 2013, a legislação brasileira autoriza os farmacêuticos a prescreverem medicamentos que não necessitam de receita médica, conhecidos como medicamentos isentos de prescrição, ou simplesmente MIPs (BRASIL, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), automedicar-se significa escolher e utilizar medicamentos por iniciativa própria, sem orientação ou supervisão de um profissional habilitado da área da saúde. Essa prática pode incluir desde o reaproveitamento de medicamentos antigos até a compra de remédios controlados sem prescrição, além do uso incorreto de produtos de venda livre. Por representar riscos à saúde, especialmente quando feita sem o devido cuidado ou orientação, a automedicação é considerada uma preocupação de escala global.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Entre os problemas associados à automedicação estão diagnósticos errados, escolhas selecionadas de tratamento, efeitos colaterais, interações medicamentosas, ingestão simultânea de múltiplos medicamentos, erros na dosagem ou administração e até o desenvolvimento de dependência química. Tais práticas apresentam consequências graves para a segurança do paciente (OMS, 2017; MAGALHÃES et al., 2021; OLIVEIRA,2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os medicamentos isentos de prescrição possam ser adquiridos sem a retenção da receita médica, é essencial que seu uso seja acompanhado de orientações adequadas para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. O uso inadequado, como a ingestão de doses excessivas às indicadas, na falsa expectativa de acelerar a recuperação ou até combinação de diferentes medicamentos com nomes comerciais distintos, mas que possuem o mesmo princípio ativo, pode levar à intoxicação. Diante disso, o farmacêutico exerce um papel fundamental, sendo o profissional habilitado para orientar a população sobre o uso correto desses e de outros medicamentos, promovendo o uso racional e seguro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A intoxicação medicamentosa pode ocorrer devido ao uso ou exposição, seja de forma aguda ou crônica, a medicamentos utilizados para tratamento, prevenção, diagnóstico ou controle de sinais e sintomas de doenças e acidentes (Toscano et al. 2016; Gonçalves et al. 2017). Isso pode acontecer em doses normais ou excessivas, independentemente da via de administração. Os efeitos dessa intoxicação podem variar, desde reações clínicas leves até situações mais severas (Toscano et al., 2016; Gonçalves et al., 2017; Mendes &amp; Pereira, 2017).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que a intoxicação por medicamentos representa um problema mundial e pode acontecer de maneira acidental, envolvendo situações como automedicação, erros de dosagem, tratamentos inadequados, substituição incorreta de medicamentos, além da ingestão não intencional ou ainda de forma intencional, quando associada ao abuso de substâncias, uso indevido ou tentativas de autolesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a intoxicação por doses excessivas de MIPs representa riscos associados ao uso impróprio desses medicamentos. Destaca-se, assim, a importância do farmacêutico na orientação e sensibilização dos pacientes quanto aos perigos da automedicação, reforçando a necessidade de atenção especial no uso dos MIPs. Além disso, é fundamental evidenciar o papel do profissional farmacêutico na promoção da segurança do paciente, prevenindo os impactos negativos decorrentes do uso inadequado desses produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, com a finalidade de reunir e examinar informações sobre intoxicações relacionadas ao uso excessivo de medicamentos isentos de prescrição (MIPs). A pesquisa foi baseada em artigos científicos, livros, manuais técnicos e documentos oficiais emitidos por órgãos reguladores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As referências foram obtidas por meio de consultas a bases de dados consolidadas, como PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além de fontes institucionais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização dos dados seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), conforme demonstrado na Figura 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Processo de triagem e seleção dos estudos incluídos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXdqFOivVrDEyLFvB29PCRZTYATt4StoD2KQmb4pAitrwBP2UsreKUko20EtDOHUVLase7x88-XqN0EyerzLFe5DtK-CgYAKAClrUZDzLAKXvu-SvDPyyN32jSTYuXzI0IqY-ZVA-A?key=rK_8ksrNpWVdTb8L6cwLNQ" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autor, 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na realização da pesquisa, foram empregados descritores como &#8220;intoxicação medicamentosa&#8221;, &#8220;automedicação&#8221;, &#8220;medicamentos isentos de prescrição&#8221;, &#8220;OTC&#8221; e &#8220;medicamentos de venda livre&#8221;. Para assegurar a relevância e a atualidade dos dados, a seleção de publicações foi restrita aos últimos 10 anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos materiais escolhidos ocorreu por meio de uma leitura crítica, com o objetivo de identificar padrões e tendências relacionados às intoxicações por MIPs, além de suas implicações para a segurança do paciente. Por se tratar de uma revisão bibliográfica, não houve envolvimento direto com seres humanos ou animais, o que dispensa a necessidade de aprovação por um Comitê de Ética em Pesquisa. Todas as fontes utilizadas serão devidamente referenciadas, garantindo a credibilidade do trabalho e o respeito às normas éticas da pesquisa científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As intoxicações medicamentosas vêm se consolidando como um sério desafio para a saúde pública no Brasil. De acordo com informações do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), esses produtos ocupam, desde 1994, a primeira posição entre os principais causadores de envenenamentos no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no ano de 2017 ocorreram 61.337 notificações de intoxicação por medicamentos, das quais 607 (0,9%) evoluíram para cura com sequelas e 352 (0,57%) resultaram em óbito. Entre 2007 e 2017, foram registradas 336.143 notificações de intoxicação por medicamentos no Brasil, sendo 28.412 apenas no estado da Bahia. Destas, 8.449 (29,7%) foram causadas pelo uso de medicamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, observou-se um conflito de informações entre diferentes autores, uma vez que dados semelhantes, mas apresentados de forma distinta, foram encontrados em relatórios do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). De acordo com os relatórios, aproximadamente 40% dos casos de intoxicação no Brasil estão relacionados ao uso de medicamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais grupos terapêuticos envolvidos estão os analgésicos não opióides e antipiréticos (45,1%), anti-inflamatórios não esteroides (9,5%), anti-histamínicos (8,2%) e antibióticos (8,2%), com diferença estatística entre eles (p&lt;0,01). No período de 2009 a 2018, o Sinitox registrou 254.135 casos de intoxicação em todo o Brasil, dos quais 710 evoluíram para óbito, representando 0,28% do total. Esses números corroboram as estatísticas do DATASUS, reforçando a relevância das intoxicações medicamentosas como um problema persistente de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os medicamentos foram responsáveis pela maior parte dos casos de intoxicação registrados, correspondendo a aproximadamente 29% das notificações, seguidos por ocorrências envolvendo animais peçonhentos, produtos de limpeza doméstica e agrotóxicos. Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2016, as intoxicações acidentais estavam entre os principais motivos de notificações envolvendo medicamentos, correspondendo a 32,7% dos casos reportados (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da insuficiência de dados estatísticos, é possível admitir que, no Brasil, as intoxicações agudas por medicamentos constituem um importante problema de saúde pública (TERRES, 2015). Diante dessa realidade, torna-se essencial a articulação entre os profissionais farmacêuticos para enfatizar os riscos e cuidados necessários relacionados à automedicação, especialmente no que se refere aos medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Embora sejam liberados para venda sem receita, é fundamental um controle adequado e a implementação de estratégias que ampliem o conhecimento da população sobre o uso correto desses medicamentos (CFF, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (IPPMF), uma pesquisa realizada em 2022 revelou que 82% da população brasileira se automedicam. O Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (ICTQ) já havia apontado que, oito anos antes, 76% da população declarou se automedicar sem qualquer restrição. Em 2016, esse índice foi de 72%; em 2018, subiu para 79%; e em 2020, atingiu 81%. A pesquisa de 2022 entrevistou 2.099 pessoas em 151 municípios (IPPMF, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente, no Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado em 5 de maio de 2024, foi divulgado que cerca de 90% dos brasileiros recorrem à automedicação. O dado, proveniente de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em parceria com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e o Datafolha, evidencia que o uso indiscriminado de medicamentos por conta própria se mantém elevado no país. Essa prática configura-se como um grave problema de saúde pública, pois os riscos envolvidos extrapolam o âmbito individual e passam a comprometer a saúde coletiva (ICTQ; CFF; DATAFOLHA, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Conselho Federal de Farmácia (2019), os MIPs representam 31% do mercado farmacêutico. Entre os principais grupos farmacológicos de MIPs estão os analgésicos, antitérmicos, antiácidos, xaropes para expectoração e mucolíticos, colírios, descongestionantes nasais, vitaminas e alguns anti-inflamatórios (SÃO PAULO, 2010).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a utilização desses medicamentos seja considerada segura e sua eficácia tenha sido comprovada por diversas pesquisas, o uso inadequado e sem o devido conhecimento terapêutico pode gerar danos à saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) de venda livre relacionam-se com o maior risco de toxicidade gastrointestinal e insuficiência renal em pacientes idosos, estando associados com o surgimento de diversos eventos cardiovasculares e uma série de interações medicamentosas. Os AINES também estão imbricados a inibição da síntese renal de prostaglandinas e retenção de fluídos corporais, quando usado ao mesmo tempo com anti-hipertensivos, como, por exemplo, o uso associado de propranolol com ácido acetilsalicílico, resultando na perda do efeito anti-hipertensivo. O paracetamol usado juntamente com AINES ou analgésicos eleva o risco de efeitos renais, não devendo a dose indicada ser ultrapassada (SANTOS; ALBUQUERQUE; GUEDES, 2022; ALCÂNTARA; ANDRADE, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Autocuidado em Saúde (ACESSA), em maio de 2024, destacou o perfil dos consumidores de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e a crescente conscientização da população sobre o autocuidado. Os dados revelaram que 86% dos entrevistados possuem MIPs em casa para o problema de pequenos desconfortos, como dor de cabeça. Além disso, 90% concordam que um médico deve ser consultado caso os sintomas persistam após o uso desses medicamentos, e 59% compartilham que os farmacêuticos são uma fonte importante de informação (ACESSA, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos dados extraídos do estudo &#8220;Prática da automedicação entre estudantes de enfermagem de instituição de ensino superior&#8221;, 52% dos entrevistados afirmaram ter utilizado algum medicamento nos últimos 15 dias. A principal razão para a automedicação entre os estudantes foi a dor (74,6%), seguida por inflamação (15,8%) e resfriamento (14,3%). Além disso, foi observado que 89,7% dos participantes buscaram atendimento médico nos últimos 12 meses, demonstrando que, apesar da alta taxa de automedicação, ainda há reconhecimento da importância do acompanhamento profissional na saúde. (SILVA et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto de Lei 1774/2019 propõe a comercialização de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. No entanto, essa medida representa uma ameaça à saúde pública, pois ignora os riscos associados ao uso indiscriminado desses medicamentos. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) alerta que a automedicação sem orientação profissional pode levar a intoxicações, agravamento de doenças e até mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falsa percepção de segurança dos MIPs leva muitas pessoas a subestimar seus riscos. Medicamentos como xaropes para tosse à base de dextrometorfano (DXM) podem causar alucinações e confusão mental quando utilizados de maneira inadequada. Da mesma forma, antidiarreicos contendo loperamida, em doses elevadas, podem provocar efeitos semelhantes aos opioides, incluindo arritmias cardíacas e óbito. Além disso, descongestionantes à base de pseudoefedrina são frequentemente utilizados na produção ilegal de metanfetamina, evidenciando que esses fármacos não são inofensivos (Conselho Federal de Farmácia, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados mostram que os riscos do uso indiscriminado de MIPs já são alarmantes. No Brasil, seis pessoas se intoxicam diariamente com esses medicamentos, sendo que mais da metade das vítimas são crianças de até quatro anos. Além disso, 90% da população brasileira se automedica, o que demonstra que o acesso aos medicamentos já é amplo. A experiência anterior também reforça os riscos dessa liberação: entre 1993 e 1995, período em que os MIPs puderam ser vendidos em supermercados, os casos de intoxicação por medicamentos aumentaram em 23% (Ministério da Saúde, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) representam um desafio significativo para a saúde pública. A facilidade de acesso e a crença equivocada de que tais fármacos são completamente seguros contribuem para o aumento de intoxicações e complicações de saúde. Conforme demonstrado neste estudo, analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes e antiácidos estão entre os principais responsáveis por esses incidentes, podendo causar danos hepáticos, renais, cardiovasculares e neurológicos quando utilizados de forma inadequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados evidencia uma crescente incidência de intoxicações medicamentosas no Brasil, reforçando a necessidade de maior fiscalização e controle sobre a comercialização e o uso dos MIPs. A atuação do farmacêutico é essencial nesse contexto, pois sua orientação pode promover o uso racional desses medicamentos e prevenir complicações decorrentes do uso inadequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para minimizar os impactos negativos do uso irracional de MIPs, é fundamental a implementação de políticas públicas voltadas à educação em saúde. Campanhas de conscientização são essenciais para informar a população sobre os riscos associados à automedicação, enquanto programas educativos em escolas, universidades e centros de saúde podem capacitar as pessoas a fazerem escolhas mais informadas sobre o uso de medicamentos. A valorização da atuação dos farmacêuticos também deve ser incentivada, garantindo que esses profissionais tenham um papel ativo na orientação e monitoramento do consumo de MIPs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, uma regulamentação mais rigorosa sobre a venda de MIPs é imprescindível. Medidas como restrição da publicidade para evitar o incentivo ao uso indiscriminado, garantia de informações claras aos consumidores e criação de sistemas de monitoramento para identificar incidentes de intoxicação podem contribuir significativamente para a segurança no uso desses medicamentos. Investimentos em pesquisas sobre intoxicação medicamentosa também são necessários para embasar futuras políticas públicas e avaliar os riscos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, facilitar o acesso a consultas com profissionais de saúde e desestigmatizar a busca por orientação médica são medidas cruciais para reduzir os impactos da automedicação. A criação de centros especializados no atendimento de intoxicações medicamentosas e iniciativas de responsabilidade social, como parcerias público-privadas para distribuição de materiais educativos em farmácias e centros de saúde, são estratégias eficazes para sensibilizar a população sobre os riscos do uso irresponsável de MIPs. Assim, ao integrar esforços entre governo, profissionais de saúde e sociedade, será possível minimizar os danos decorrentes da automedicação e garantir um uso mais seguro e consciente desses medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alviz-Amador, Antistio, et al.</strong> <em>“Hábitos de Consumo de Medicamentos de Venta Libre Por Estudiantes Del Área de La Salud En Cartagena-Colombia.</em>” Universidad Y Salud, vol. 25, no. 2, 5 Oct. 2024, pp. E9–E18, revistas.udenar.edu.co/index.php/usalud/article/view/6419, <a href="https://doi.org/10.22267/rus.232502.300">https://doi.org/10.22267/rus.232502.300</a>. Accessed 5 Feb 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arrais, Paulo Sérgio Dourado, et al.</strong> <em>“Prevalence of Self-Medication in Brazil and Associated Factors.”</em> Revista de Saúde Pública, vol. 50, no. suppl 2, 2016, <a href="https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2016050006117">https://doi.org/10.1590/s1518-8787.2016050006117</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arruda, Julia.</strong> <em>“Automedicação E Saúde Pública: Dimensionamento Farmacoepidemiológico Dos Fatores de Risco E Comportamentos de Saúde Da População Brasileira.”</em> Unesp.br, Universidade Estadual Paulista (Unesp), 24 Aug. 2020, <a href="http://repositorio.unesp.br/entities/publication/74f8b640-80e2-4758-9816-d7bb1baabfad">repositorio.unesp.br/entities/publication/74f8b640-80e2-4758-9816-d7bb1baabfad</a>. Acesso em 7 Mar. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Barbosa, FS, Lima, AS, &amp; Ribeiro, CR</strong> (2021). <em>Uso de medicamentos isentos de prescrição em pacientes atendidos na Atenção Primária à Saúde</em> . <em>Revista Brasileira de Ciências Biomédicas</em> , 19(1), 15-20. Disponível em:<a href="https://rbcbm.com.br/journal/index.php/rbcbm/article/view/20/18"> https://rbcbm.com.br/journal/index.php/rbcbm/article/view/20/18</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASIL. Ministério da Saúde. </strong><em>Atenção farmacêutica e seus impactos na saúde pública.</em> Disponível em:<a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1253091"> https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1253091</a> . Acesso em: 7 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASIL. Ministério da Saúde. </strong><em>Pesquisa sobre a avaliação de medicamentos e produtos para a saúde.</em> Disponível em:<a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1117924"> https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1117924</a> . Acesso em: 7 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASIL. Ministério da Saúde. </strong><em>Práticas de atenção farmacêutica em farmácias comunitárias: uma revisão.</em> Pesquisa BVS, 2021. Disponível em:18 dez. 2024. <a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1524374">https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1524374</a> .</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA</strong>. <em>Presidente do CFF defende arquivamento do PL que autoriza venda de medicamentos em supermercados.</em> 2024. Disponível em: <a href="https://site.cff.org.br">https://site.cff.org.br</a>. Acesso em: 08 mar. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>ICTQ; CFF; DATAFOLHA</strong>. <em>Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos: 9 em cada 10 brasileiros praticam automedicação, revela pesquisa</em>. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2024. Disponível em:<a href="https://www.cff.org.br"> https://www.cff.org.br</a>. Acesso em: 8 maio. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PAPEL DO FARMACÊUTICO NA PREVENÇÃO DE HIPOVITAMINOSE D EM PACIENTES IDOSOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/papel-do-farmaceutico-na-prevencao-de-hipovitaminose-d-em-pacientes-idosos-uma-revisao-bibliografica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 16:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=198494</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502181330 Cleide Duila de Nazaré da Silva¹Edinelma da Silva Oliveira²Elizabeth Queiroz de Jesus³Silvio Pereira Barreto⁴Francisca Elisangela Sousa Ferreira⁵Yury Gabriel Tavares Rodrigues⁶Vitor Carvalho de Almeida⁷Joaquim Victor de Carvalho Sodré⁸Larissa Cardoso Benício Palheta⁹Marcilene Conceição Borges¹⁰Thalia de Cássia Sousa Gomes¹¹Hélio Márcio Amaral Mendes¹²Lariza Perla e Silva Martins¹³Luã Augusto Barros Cunha¹⁴Wallace Fagner Silva da Conceição¹⁵ RESUMO A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502181330</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Cleide Duila de Nazaré da Silva¹<br>Edinelma da Silva Oliveira²<br>Elizabeth Queiroz de Jesus³<br>Silvio Pereira Barreto⁴<br>Francisca Elisangela Sousa Ferreira⁵<br>Yury Gabriel Tavares Rodrigues⁶<br>Vitor Carvalho de Almeida⁷<br>Joaquim Victor de Carvalho Sodré⁸<br>Larissa Cardoso Benício Palheta⁹<br>Marcilene Conceição Borges¹⁰<br>Thalia de Cássia Sousa Gomes¹¹<br>Hélio Márcio Amaral Mendes¹²<br>Lariza Perla e Silva Martins¹³<br>Luã Augusto Barros Cunha¹⁴<br>Wallace Fagner Silva da Conceição¹⁵</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitamina D é um pro hormônio de extrema importância no fortalecimento ósseo e no sistema imunológico essencial para a homeostasia. O presente estudo objetiva retratar a importância do profissional farmacêutico na prescrição e na orientação da vitamina D e sua fisiopatologia.&nbsp; A deficiência desta vitamina é frequentemente observada em idosos, pois o estado nutricional é comprometido devido a uma ingestão inadequado de cálcio e da vitamina D. Os assuntos foram abordados através de uma revisão bibliográfica visando a explicação e conhecimento da temática proposta. A realidade da polifarmácia entre os idosos é considerável, pois a população geriátrica faz uso de vários medicamentos devido as patologias geradas com a idade, sendo importante o acompanhamento farmacêutico para garantir o uso seguro dos medicamentos utilizando de maneira correta e a quantidade adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRA CHAVE</strong>: “Vitamina D”, “Deficiência de Vitamina D”, “Assistência farmacêutica ao idoso”, “Hipovitaminose D”, “<em>Vitamin D in Elderly”</em> e “ Suplementação em vitamina D”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que a descoberta da vitamina D teve início em meados do século XVII, com a industrialização da Europa. Trata-se de um pró-hormônio, que se apresenta em duas formas, ergocalciferol (D2) e colecalciferol (D3) (Feltrin et al., 2019). Atua como um regulador da fisiologia osteomineral, especialmente do metabolismo do cálcio e do equilíbrio de fósforo, assim como interfere em outras funções fisiológicas, como a modulação do músculo esquelético e da diferenciação das células (Oliveira et al., 2021). Esta vitamina é obtida principalmente através da exposição da pele ao sol, e também pela ingestão de alguns alimentos, como fontes de óleo de peixe, além dos suplementos orais (Dutra et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitamina D tem papel importante na saúde das pessoas, principalmente na terceira idade, pois é responsável por manter os níveis de cálcio no organismo e este controle é por meio do Sistema endócrino no qual inclui os metabólitos da vitamina D e o paratormônio (PTH) que estimula a produção da forma ativa da vitamina D a 1,25-dihideoxivitamina D (1,25 (OH2D), (Calcitriol), pelo rim (Almeida, 2019). Diante disso, a vitamina D possui diversas atividades, além de garantir um bom funcionamento dos principais órgãos do ser humano, inclusive a pele (Piotrowska; Wierzbicka; Żmijewski, 2016). Sendo assim, o equilíbrio da vitamina D nos idosos além de importante é essencial para a saúde, pois auxilia no processo de envelhecimento e proporciona uma melhor qualidade de vida (Cruz, 2020).. Os idosos estão passando por diversas mudanças fisiológicas e funcionais, visto que essa população tem aumentado nos últimos anos, da mesma maneira estão mais susceptíveis a doenças crônicas (Costa et al., 2022).. A insuficiência de vitamina D se torna comum nos idosos, estudos sugerem que está relacionado a uma série de outros distúrbios, como as doenças cardiovasculares, hipertensão, dentre outras (Mosekilde, 2005). Está relacionado também aos hábitos alimentares e também devido a menor exposição ao sol (Dantas et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Domingues, observou-se uma crescente procura pela suplementação de vitamina D, e consequentemente o uso indiscriminado desta vitamina (Domingues, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, esta revisão irá abordar os problemas relacionados com a hipovitaminose na população idosa e possíveis intervenções terapêuticas relacionada com a atividade farmacêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vitamina D</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel importante para o metabolismo ósseo é considerada um hormônio esteróide, antioxidante, precursora do colesterol e com atividade anti- inflamatória devido ao aumento de citosinas e interleucinas em pacientes com doenças auto-imune por exemplo (Nogueira et al., 2021). Cerca de 20% desse hormônio é adquirido por fontes exógenas no qual se divide em dois grupos, um grupo é Vitamina D2 (ergocalciferol) obtida em alimentos de origem vegetal e o outro grupo é a vitamina D3 (colecalcoferol) presente em alimentos de origem</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de síntese endogéna do grupo de moléculas da vitamina D, inicia-se quando os raios solares, mas precisamente os raios ultravioletas B (UVB) no comprimento de onda entre 290 a 315 nonômetro atingem as profundas camadas da Epiderme (estrato, espinhosa e basal) do indivíduo onde fica acondicionado a substância precursora 7- deidrocolesterol (7- DHC) no qual para que haja concentrações ideias é necessário a presença da enzima 7-deidrocolesterol &#8211; redutase (DHCR7) com atividade adequada convertendo o 7- DHC em colesterol (Castro, 2011). Para a Vitamina D ser ativada, ela é convertida de D3 para D4 sendo necessário duas reações de hidroxilação. A primeira reação química ocorre no fígado pelo Citocromo P450 originando a 25- hidroxicolecalciferol (25 OH)D que é a forma circulante, a segunda reação ocorre no rim formando a 1,25 &#8211; dihidroxicolecalciferol (1,25 OH) D forma ativa (Costa, 2017).Enquanto que receptores de vitamina D (RVD) que são essenciais para a homeostase do cálcio e saúde óssea, estão distribuídos em diversas partes do corpo como cérebro, pâncreas, intestino, rins, ossos entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As concentrações de vitamina D no organismo são proporcionais as quantidades adquiridas, seja por produção cutânea, ingestão alimentar ou por suplementação (Elicker et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Vale ressaltar, que a Síntese cutânea da vitamina D por Luz solar, no qual é a principal fonte de obtenção, é comprometida em idosos devido ao processo de envelhecimento, apresentam um afinamento na espessura da Epiderme e derme ocasionando a diminuição da reserva dessa vitamina, agravando-se com dieta desequilibrada em alimentos fontes de vitamina D além da má absorção pelo trato gastro intestinal pelo uso de múltiplos medicamentos. ( Fraga; S; S; 2019)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; animal como peixes, leite, queijos e fígado. Essa vitamina é produzida principalmente pela via endógena com a exposição da camada basal da epiderme aos raios ultravioletas B ( UVB) (Francez et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 1 – O processo de síntese da vitamina D, ativação e absorção</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="687" height="424" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-6.jpg" alt="" class="wp-image-198496" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-6.jpg 687w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-6-300x185.jpg 300w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> autor próprio</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o médico patologista clinico e diretor de ensino da Sociedade Brasileira de Patologia Clinica / medicina laboratorial ( SBPC/ML), orienta que é fundamental realizar exames para o acompanhamento dos níveis séricos de vitamina D, principalmente nos pacientes na terceira idade. (SBEM, 2017). O marcador bioquímico para avaliar os níveis séricos de vitamina D é o exame laboratorial dosagem de (1,25 OH) D (Elicker et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Síntese da Vitamina D</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tabela 1 &#8211;&nbsp; VALORES DE REFERÊNCIA DE VITAMINA D&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>25 (OH)D</strong></td><td><strong>STATUS</strong></td><td><strong>INFORMAÇÕES</strong></td></tr><tr><td>&gt;20 ng/ml</td><td>DESEJAVEL</td><td>População de modo geral</td></tr><tr><td>30 – 60 ng/ml</td><td>RECOMENDADO</td><td>Grupos de riscos como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, entre outros.</td></tr><tr><td>10- 20 ng/ml</td><td>BAIXO</td><td>Risco de aumentar remodelação óssea e com isso perda de massa óssea além dos riscos de osteoporose e fraturas</td></tr><tr><td>&lt; 10 ng/ ml</td><td>MUITO BAIXA</td><td>Com riscos de evoluir com defeito na mineralização óssea que é osteomalácia e Raquitismo</td></tr><tr><td>&gt;100 ng/ml</td><td>CONSIDERADO ELEVADO</td><td>Riscos de Hipercalcemiia e intoxicação</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Adaptado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ( SBEM)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAL E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo foi realizado através de uma revisão da literatura com estudo transversal com abordagem quantitativa em pesquisas já existentes realizadas no Brasil e no mundo entre o período de 2018-2022, com exceção de alguns estudos de anos anteriores, na população geriátrica a fim de compreender o motivo da Hipovitaminose D em idosos e como o farmacêutico pode atuar nessa problemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os dados foram coletados a partir de fontes de internet em bancos de dados em plataformas de trabalhos científicos como <em>Eletrônico Library Online</em>(SCIELO), plataforma de busca da <em>National Library of Medicine</em>(PUBMED) e site de busca como Google Acadêmico que abordam o referido tema em Línguas Estrangeira e Nacional. Foram utilizados para a busca os descritores, “Vitamina D”; “Deficiência de Vitamina D”;“Assistência farmacêutica ao idoso”; “Hipovitaminose D”, “Vitamin D in Elderly” e “ Suplementação em vitamina D”.&nbsp; Como critérios de inclusão, foram adicionados ao estudo, publicações e trabalhos científicos do período de 2005-2022, que tenham como tema central “a deficiência e importância da vitamina D”, e a “assistência farmacêutica em idosos”. E foram excluídos quaisquer participante que não se enquadrem&nbsp; nos critérios de inclusão.<br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foram aptos a participar no estudo temas publicados da hipovitaminose D em idosos de ambos os sexos, que utilizem ou não a suplementação vitamínica D para a comparação dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da avaliação de 27 artigos dessa revisão, foram selecionados 15 artigos relacionados ao tema, onde os estudos demonstram a importância da vitamina D e sua correlação com o funcionamento do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 2 &#8211; Estudos da avaliação de vitamina D em pacientes idosos .</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor, ano</strong></td><td><strong>Artigo</strong></td><td><strong>Hipovitaminose/ Hipervitaminose</strong></td><td><strong>População estudada</strong></td><td><strong>Qual a forma de medida</strong></td></tr><tr><td>Feltrin et al., 2019</td><td>Níveis séricos de vitamina D em pacientes geriátricos</td><td>33,2% Níveis normais de Vitamina D e 57% Insuficiente</td><td>533 idodos entre 50- 79 anos, Cidade Criciúma/ SC- Brasil 88,4% Feminino 16% Masculimo</td><td>Pacientes de ambulatórios geriátricos no ano 2012</td></tr><tr><td>Oliveira et al,. 2019</td><td>Riscos da suplementação com doses excessivas de vitamina D</td><td>Hipovitaminose</td><td>Estudo de casos de uma idosa de 67 anos que automedicava com vitamina D</td><td>Idosa 67 anos diagnosticada com hipervitaminose D, devido a automedicação</td></tr><tr><td>Dutra et al., 2020</td><td>Deficiência e biodisponibilidade da vitamina D: Uma revisão bibliográfica.</td><td>Deficiência e biodisponibilidade&nbsp; de vitamina D</td><td>Suplementação de pessoas &gt; 60 anos, mulheres gestantes e doenças desencadeadas por essa vitamina</td><td>Revisão de literatura sobre deficiência e biodisponibilidade da vitamina D nos últimos 10 anos.</td></tr><tr><td>Almeida, 2019</td><td>Papel do cálcio e vitamina D na prevenção&nbsp; e tratamento da osteoporose</td><td>Hipovitaminose</td><td>Idosos e adolescentes portugueses</td><td>1500 idosos portugueses com 40% de deficiência de vitamina D. Nos adolescentes apresenta níveis baixos desta vitamina, com incidência nos meses de&nbsp; inverno</td></tr><tr><td>Cruz, 2020</td><td>A importância da vitamina D para saúde dos idosos</td><td>Hipovitaminose D correlacionada a deficiência de ingestão de cálcio</td><td>População idosa de ambos os sexos das regiões do Brasil, Dinamarquesa e Europeias.</td><td>Série histórica no período de 2015 &#8211; 2020</td></tr><tr><td>Dantas et al., 2022</td><td>Vitamina D: Importância e implicações da deficiência na saúde da população idosa.</td><td>Hipovitaminose : 53, 49% nas Mulheres e 24,84% Homens</td><td>População idosa de ambos os sexos na faixa etária entre 50 a 69 anos.</td><td>329 participantes entre o período dos meses de Maio e Outubro de 2017.</td></tr><tr><td>Domingues, 2022</td><td>Causas da toxicidade por vitamina d em idosos: Uma revisão de relatos de casos</td><td>Hipervitaminose D devido a automedicação e a associação a outros medicamentos como calcitriol.</td><td>População idosa entre 67 a 86 anos de ambos os sexos</td><td>Relato de casos de 06 pacientes entre 2016- 2021.</td></tr><tr><td>Costa, 2017 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</td><td>Vitamina D e o envelhecimento</td><td>73% Deficiência vitamina D em idoso &gt; 90 anos 25% Insuficiência 40 – 49 anos e 40% Suficiente &lt; 10 anos</td><td>População Portuguesa entre 10 – 90 anos de idade e de ambos os sexos.</td><td>Pesquisas entre 2007 a 2017.</td></tr><tr><td>Elicker et al., 2021</td><td>Níveis de vitamina D em idosos</td><td>Hipovitaminose</td><td>679 pacientes de ambos os sexos com uma média de idade de 71 anos sendo: 506 mulheres 173 homens</td><td>Idosos atendidos em um laboratório de analises clinicas da cidade de Cruz Alta- RS</td></tr><tr><td>Fraga; S; S, 2019</td><td>Vitamina D&nbsp; na geriatria: Porque suplementar ?</td><td>Hipovitaminose</td><td>População geriátrica com reduzida exposição solar cutânea</td><td>Revisão da literatura com base em artigos que evidenciam uma suplementação medicamentosa prescrita corretamente por profissionais capacitados.</td></tr><tr><td>Jorge et al., 2018</td><td>Deficiência da Vitamina D e doenças&nbsp; cardiovasculares</td><td>Hipovitaminose e sua relação com doenças cardiovasculares</td><td>População geral considerados de riscos em relação a doenças cardiovasculares</td><td>Resultados obtidos foram de trabalhos já publicados</td></tr><tr><td>Rolizola et al. , 2022</td><td>Insuficiência de vitamina D e fatores associados: Um estudo com idosos assistidos por serviços de atenção básica a saúde.</td><td>Hipovitaminose</td><td>533 idosos &gt; 60 anos em três cidades do estado de São Paulo.</td><td>Avaliação da 25(OH)D sérica por quimiluminescência com fatores associados a condições sociodemográficas.</td></tr><tr><td>Galvão et al., 2016</td><td>Eficácia da reposição de&nbsp; vitamina D3 em idosos na dose de 50.000 UI por semana durante 8 semanas: É suficiente ?</td><td>Hipovitaminose D por deficiência e insuficiência de vitamina D</td><td>Idosos de ambos os sexos com 60 anos ou mais</td><td>Foram recrutados no período de 10 de junho a 30 de julho de 2014.</td></tr><tr><td>Silva; Batalha 2022</td><td>Relevância da suplementação de vitamina D na prevenção da osteoporose em idosos.</td><td>Hipovitaminose</td><td>Prevenção de osteoporose em idoso de ambos os sexos</td><td>Resultados de estudos da revisão de literatura</td></tr><tr><td>Maeda et al., 2014</td><td>Recomendações da Sociedade Brasileira de Em docrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D</td><td>Hipovitaminose</td><td>População de risco como idosos e mulheres na pós menopausa</td><td>Baseada através de recentes evidencia cientificas sobre o tratamento da hipovitaminose D</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HIPOVITAMINOSE D EM IDOSOS, E SUA PREVALÊNCIA NO BRASIL E NO CENÁRIO MUNDIAL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na atualidade a deficiência de vitamina D, têm sido declarada um problema de saúde pública no mundo todo, por motivo de suas consequências no desenvolvimento de diversas doenças, entre elas diabetes mellitus tipo 2, raquitismo, obesidade, doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes e em destaque a osteoporose que afeta principalmente a população idosa</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Feltrin et al., 2019 de 533 idosos estudados, 88,4% são de mulheres e de acordo com Elicker et al., 2021 de 609 idosos entrevistados, 506 também eram mulheres evidenciando assim que as mulheres têm maior pré-disposição do que os homens. Estudos epidemiológicos têm comprovado</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; devido a perda da massa óssea (Francez et al.,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A partir dos dados coletados nessa revisão, observou-se que fisiologicamente a população idosa apresenta insuficiência vitamínica D devido ao processo de envelhecimento que ocorre, há perda de massa cutânea que interfere na síntese dessa vitamina e consequentemente ocasionando a hipovitaminose, e dessa população verificou-se a prevalência no sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">que uma parte relevante da população mundial, demonstra baixos níveis plasmáticos de vitamina D. De acordo com o mapa, países como o Brasil, Alemanha e Índia chegam a apontar taxas de deficiência de vitamina D superiores a 50% (Jorge et al.,2018). Como mostra neste mapa abaixo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="493" height="219" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-745.png" alt="" class="wp-image-198753" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-745.png 493w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-745-300x133.png 300w" sizes="(max-width: 493px) 100vw, 493px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 2 &#8211; Prevalência mundial da deficiência de vitamina D em adultos. Adaptado de: Palácios C, Gonzalez L. Isvitamin D deficiency a major global public health problem? J Steroid Biochem Mol Biol. 2014 October; 144PA: 138–145. doi:10.1016/j.jsbmb.2013.11.003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar da posição geográfica do Brasil apresentar uma boa acessibilidade de raios ultravioleta (UVB), possibilitando ao indivíduo á uma exposição solar durante o ano todo. Um estudo realizado em Recife – Pe apresentou, em 234 idosos do sexo casos (26,09 ± 9,20 ng/ml). Diante disso uma identificação precoce possibilitaria estratégias de prevenção e controle dessa condição no Brasil (Rolizola et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base no trabalho de Silva e Batalha (2022) os resultados de estudos de revisão demonstram que para combater a osteoporose é relevante a suplementação de vitamina D que auxilia na prevenção de fraturas e quedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo publicado por Domingues, 2022, relata também os perigos da automedicação, pois levam a toxicidade o que demonstra a necessidade de um acompanhamento de um profissional da saúde capacitado para a orientação necessária sobre o uso da suplementação vitamínica D.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Orientação Farmacêutica: Suplementação de Vitamina D em idosos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Farmacêutico é um profissional da saúde especialista nos fármacos, capacitado para promover a saúde e o uso racional dos medicamentos (Santos et al.,2021), além de desempenhar <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; masculino e constatou insuficiência em 66,7%, com concentração sérica de 25(OH)D abaixo do recomendado (27,86 ± 1,52 ng/ml). Dados similares encontrados em outra pesquisa em Palhoça/SC, com 287 idosos constatou a hipovitaminose na maioria dos</p>



<p class="wp-block-paragraph">atendimento clínico na orientação farmacêutica no contato direto com a população geral especialmente em idosos. (Faria; Paiva., 2021).&nbsp; Outra situação importante usada no cuidado ao paciente na terceira idade pelos profissionais de saúde, em especial ao farmacêutico é o acompanhamento seguro e efetivo na polifarmácia, situação onde o paciente faz uso de cinco ou mais medicamentos. Para que não ocorra complicações na terapia nessa população de risco e, sobretudo proporcionar uma melhor qualidade de vida (Silva; L; S, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário é notado problemas sérios envolvendo farmacoterapia, como: (1) tratamento de vários medicamentos simultaneamente, (2) fármacos utilizados sem orientação médica, (3) interações farmacológicas com outros medicamentos e (4) certos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação farmacêutica é fundamental na saúde dos idosos na diminuição de complicações relacionada aos medicamentos como informação sobre doenças e redução de gastos, pois são grandes consumidores de diversos tipos de medicamentos, devido as várias patologias que surgem no processo de envelhecimento, assim como a perda de massa cutânea, ocasionando a Hipovitaminose D. (Junior; Batista, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, tem se intensificado a insuficiência de vitamina D, nessa população, devido a falta de suplementação, ocasionando diversos riscos a saúde do idoso, como fraturas, síndromes metabólicas, dentre outras (Duarte et al., 2018)&nbsp; Desta forma, a suplementação é fundamental, segundo a SBEM, deve-se optar pela vitamina D3, pois é bastante eficaz quando aplicada conforme a posologia (Galvão et al., 2016). Em âmbito mundial os critérios para o tratamento da deficiência de vitamina D, compreende o uso de suplemento ergocalciferol (D2) na América do Norte e colecalciferol (D3) na Europa (Ruggiero et al.,2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 3 &#8211; Dose diárias recomendadas de suplementação de vitamina D.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Até 6 meses</td><td>300UI</td></tr><tr><td>Mais de 6 anos</td><td>400UI</td></tr><tr><td>Adultos com mais de 24 anos</td><td>200UI</td></tr><tr><td>Gestantes e lactantes</td><td>400UI</td></tr><tr><td>Na ausência de exposição solar</td><td>600 a 800UI</td></tr><tr><td>Idoso</td><td>800UI</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Adaptado de Silva; Batalha (2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para suplementação indica-se a vitamina D3 devido a sua versatilidade, pois é a mais disponível no mercado, a mais estudada, efetiva e a que é hoje  a mais reconhecida no exame laboratorial 25(OH) D. A vitamina D2 tem meia vida curta comparada a D3 o que ocasionaria em doses diárias ( Maeda et al., 2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 4 &#8211; Medicamentos com Vitamina D3 (colecalciferol) isolada disponíveis no Brasil</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong><br>Nome comercial</strong></td><td><strong>&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp; Laboratório</strong></td><td><strong><br>Tamanho embalagem</strong></td><td><strong><br>Concentração/ unidade</strong></td></tr><tr><td>Addera D3</td><td>Mantecorp/ Farmasa</td><td>10 ml</td><td>132 UI/gota</td></tr><tr><td>Addera D3</td><td>Mantecorp/ Farmasa</td><td>30 comprimidos</td><td>1.000 UI/ comprimido</td></tr><tr><td>Addera D3</td><td>Mantecorp/ Farmasa</td><td>4 comprimidos</td><td>7.000 UI/ comprimido</td></tr><tr><td>Addera D3</td><td>Mantecorp/ Farmasa</td><td>4 comprimidos</td><td>50.000 UI/ comprimido</td></tr><tr><td>BioD</td><td>União Química</td><td>20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>Dforte</td><td>Marjan Farma</td><td>60 cápsulas</td><td>200 UI/ Cápsula</td></tr><tr><td>DPrev</td><td>Myralis Pharma</td><td>30 cápsulas</td><td>1.000 UI/cápsula</td></tr><tr><td>DPrev</td><td>Myralis Pharma</td><td>30 cápsulas</td><td>2.000 UI/cápsula</td></tr><tr><td>DPrev</td><td>Myralis Pharma</td><td>30 cápsulas</td><td>5.000 UI/cápsula</td></tr><tr><td>DPrev</td><td>Myralis Pharma</td><td>30 cápsulas</td><td>7.000 UI/cápsula</td></tr><tr><td>DePura</td><td>Sanofi</td><td>10 e 20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>DePuraKids</td><td>Sanofi</td><td>10 e 20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>DeSol</td><td>Apsen</td><td>10 e 20 ml</td><td>200 UI/gotas</td></tr><tr><td>Dose D</td><td>Aché</td><td>10 e 20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>Maxxi D3</td><td>Myralis Pharma</td><td>10 e 100 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>Vitax D3</td><td>Arese Pharma</td><td>90 cápsulas</td><td>200 UI/capsula</td></tr><tr><td>Vitax D3</td><td>Arese Pharma</td><td>20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>Vitersol D</td><td>Marjan 20 ml</td><td>20 ml</td><td>200 UI/gota</td></tr><tr><td>Vitersol D</td><td>Marjan</td><td>60 cápsulas</td><td>200 UI/cápsula</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Adaptado de Maedaet al (2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a prevalência de hipovitaminose D está relacionado no desenvolvimento de diversas patologias, como doenças cardiovasculares, as degenerativas como Alzheimer e Parkinson, esclerose múltipla, diabetes melitus, dentre outras. Esta vitamina tem sua importância comprovada, pois está relacionado com o metabolismo do cálcio, um importante mineral, essencial ao organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo comprovam também a importância do profissional farmacêutico na atenção a saúde do idoso, garantindo o uso seguro dos medicamentos e o fortalecimento quanto a adesão ao tratamento, reduzindo gastos, promoção da saúde e prevenção de deficiência de vitamina D entre a população de maior risco, como idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a utilização de suplementação de vitamina D é essencial. Estudos revelam seus benefícios para promover a saúde, porém, deve ser utilizada com orientação e instrução de um profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida MAA. Papel do cálcio e vitamina D na prevenção e tratamento da osteoporose Role of calcium and vitamin D in the prevention and treatment of osteoporosis. [revisão temática]. Porto: Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto; 2019. [acesso 19 de dezembro 2022]. 34 p. Available from: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/121924/2/346659.pdf.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Castro LCG. O sistema endocrinológico vitamina D. The vitamin D endocrine system. Arq Bras Endocrinol Metab. [Internet] 2011 novembro. [acesso 20 de novembro de 2022]; 55 (8). https://doi.org/10.1590/S0004-27302011000800010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa JPR. Vitamina D e o Envelhecimento. [artigo de revisão]. Portugal: Universidade de Coimbra; 2017. Disponível em: http://hdl.handle.net/10316/82746.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Elicker LMA, Sestari LM, Rodrigues KS, Deuschle VCKN, Parisi MM, Bortolotto JW. Níveis de vitamina D em idosos [resumo simples]. Curso de Biomedicina da Universidade de Cruz Alta: UNICRUZ. set. 2018 – ago 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdor/a/7CvnRxn3fFXZN7WDfGFx6TH/.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Faria JSR, Paiva MJM. Atenção farmacêutica a saúde da pessoa idosa. Pharmaceutical care to the health of the elderly. Atención farmacéutica para la salud de los ancianos. Research, Society and Development [Internet] 2021 nov. [acesso 25 de abril de 2022]; 10 (16) e488101624224.ISSN ISSN 2525-3409. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i16.24224</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faria JSR, Paiva MJM. Atenção farmacêutica a saúde da pessoa idosa. Pharmaceutical care to the health of the elderly. Atención farmacéutica para la salud de los ancianos. Research, Society and Development [Internet] 2021 nov. [acesso 25 de abril de 2022]; 10 (16) e488101624224.ISSN ISSN 2525-3409. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i16.24224</p>



<p class="wp-block-paragraph">Galvão LO, Reisa CMS, Galvão MF, Motta LACR. Eficácia da reposição de vitamina D3 em Idosos na dose de 50.000 UI por semana Durante 8 semanas: é o suficiente?&nbsp; [Internet] 2016 maio. [16 de maio de 2022]; 10 (2): 93-100. DOI: 10.5327/Z2447-211520161026.ISSN 2177-3335. Disponível em: https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/disciplinarumS/article/view/2698.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jorge AJL, Cordeiro JR, Rosa MLG, Bianchi DBC. Deficiência da Vitamina D e Doenças Cardiovasculares.&nbsp; International Journal of Cardiovascular Sciences. [Internet] 2018 Maio – agosto. [acesso 25 de novembro de 2022];31(4): 422-432. DOI: 10.5935/2359-4802.20180025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maeda SS, Borba VZC, Camargo MBR, Silva DMW, Borges JLC, Bandeira F et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq Bras Endocrinol Metab [Internet] 2014 jun.[acesso 25 de junho de 2022]; 58 (5). DOI: 10.1590/0004-2730000003388.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Nogueira RA, Marques CBS, Gomes AC, Véras LMC, Guerra AM, Silva GA et al.&nbsp; A vitamina D e desempenho imunológico: uma perspectiva dentro da esclerose múltipla. a vitamina D e rendimento imunológico: uma perspectiva. Research, Society and Development [Internet] 2021 nov. [acesso 25 de novembro de 2022]; 10 (15) e246101522575. ISSN 2525-3409. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i15.22575.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos GR, Araújo HS, Leal VS, Rambo DF. Atenção Farmacêutica ao Idoso na Polifarmácia. Pharmaceutical Attention to the Elderly in Polypharmacy. Revista Ibero- Americana de Humanidades, Ciências e Educação- REASE [Internet] 2021 junho. [acesso 23 de março de 2022]; 7 (5). DOI: doi.org/10.51891/rease.v7i5.1230</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva AA, Lemos GS, Souza TS. Análise da prevalência de polifarmácia e do perfil farmacoterapêutico de idosos adscritos em uma unidade de saúde da família. Analysis of the prevalence of polypharmacy and the pharmacotherapeutic profile of elderly people enrolled in a family health unit. Research, Society and Development [Internet] 2021 jul. [acesso 25 de maio de 2022]; 10 (9) e29210918069.ISSN 2525-3409. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i9.18069.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva KS, Batala CGS. Relevância da suplementação de vitamina D na prevenção da osteoporose em idosos. Relevance of vitamin D supplementation in preventing osteoporosis in the elderly. RBM – Brasília Médica [Internet] 2021 anual [acesso 22 de março de 2022]; 58 a27. DOI: 10.5935/2236-5117.2021v58a27.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>HIPÓTESES FISIOPATOLÓGICAS E TRATAMENTO DA NEUROPATIA DIABÉTICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/hipoteses-fisiopatologicas-e-tratamento-da-neuropatia-diabetica-revisao-bibliografica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 15:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=198491</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502171302 Yury Gabriel Tavares Rodrigues¹Vitor Carvalho de Almeida²Silvio Pereira Barreto³Francisca Elisangela Sousa Ferreira⁴Cleide Duila de Nazaré da Silva⁵Edinelma da Silva Oliveira⁶Elizabeth Queiroz de Jesus⁷Joaquim Victor de Carvalho Sodré⁸Larissa Cardoso Benício Palheta⁹Marcilene Conceição Borges¹⁰Thalia de Cássia Sousa Gomes¹¹Hélio Márcio Amaral Mendes¹²Lariza Perla e Silva Martins¹³Luã Augusto Barros Cunha¹⁴Wallace Fagner Silva da Conceição¹⁵ Diabetic neuropathy [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502171302</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Yury Gabriel Tavares Rodrigues¹<br>Vitor Carvalho de Almeida²<br>Silvio Pereira Barreto³<br>Francisca Elisangela Sousa Ferreira⁴<br>Cleide Duila de Nazaré da Silva⁵<br>Edinelma da Silva Oliveira⁶<br>Elizabeth Queiroz de Jesus⁷<br>Joaquim Victor de Carvalho Sodré⁸<br>Larissa Cardoso Benício Palheta⁹<br>Marcilene Conceição Borges¹⁰<br>Thalia de Cássia Sousa Gomes¹¹<br>Hélio Márcio Amaral Mendes¹²<br>Lariza Perla e Silva Martins¹³<br>Luã Augusto Barros Cunha¹⁴<br>Wallace Fagner Silva da Conceição¹⁵</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Diabetic neuropathy (DN) is a progressive degenerative disease with a slow evolution, whose main cause is a long-term high glycemic condition, uncontrolled diabetes mellitus. Due to an accumulation of oxidative factors, degenerative processes occur in the axons and nerve cells of the peripheral motor nerves, causing a type of NP called peripheral diabetic neuropathy. Since peripheral diabetic neuropathy is a clinical condition that is difficult to treat, this bibliographic review gathered about 50 academic articles as a basis for this work, with the intention of summarizing in a practical way the pathophysiological routes that are related to the emergence of this comorbidity and the treatments with the best results present in the literature.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS</strong>: Diabetic peripheral neuropathy. Polyol pathway. Hexosamine pathway. Reactive species. Aldose reductase inhibitors. Hexosamine inhibitor drug.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUCTION</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">By definition, neuropathy is the malfunction of the nerves, which can occur in any region of the body, due to a wide range of etiologic agents, and has four classifications: Focal neuropathy (mononeuropathy, polyneuropathy), cranial neuropathy, autonomic neuropathy and peripheral neuropathy <sup>1</sup>. In turn, diabetic neuropathy (DN) is the name given to the degeneration of nerves due to persistent high levels of glucose, with diabetic peripheral neuropathy (DPN) being the most common chronic complication recurring to DN <sup>2,3</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DPN neuronal damage is symmetrical and starts with distal nerves which are part of the toes and hands, described as a “stocking and glove” distribution pattern, and progressing proximally causing characteristic symptoms such as numbness, tingling, burning, hyperalgesia, pain, allodynia, pins/needles, and electric shock sensation, besides to be associated with increased mortality <sup>4,5</sup>. Usually, the first nerves to be affected are the sensory nerves, due this the sensory axons are more vulnerable to high glucose levels, thus symptoms like loss of sensitivity is common. Later appear the damage the motor nervus and your symptoms like weakness and loss of strength <sup>6</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">There are two main types of diabetes mellitus (DM): type 1 (DM 1) and type 2 (DM 2). DM 1 is a disease in which pancreatic beta cells are destroyed because of an autoimmune process, resulting in low insulin production and high amount of blood glucose, while DM 2 is the most prevalent, progressive, in which the cells become quite resistant to insulin action, when there is little insulin production, being caused by poor eating habits and a sedentary lifestyle <sup>1</sup>. A standard of DN is DM, as both DM 1 and DM 2 can generate DN, however, although glycemic control is effective in preventing DN in patients with DM 1, this does not apply to patients with DM 2, which represents the largest share of affected <sup>7</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">There are several routes that aim to explain how DN develops, among them: 1) The polyol pathway; 2) Sphingolipids; 3) Formation of advanced glycation products (AGEs); 5) Hexosamine route <sup>8–10</sup>. In this sense, we aimed to provide a narrative review of DPN with focus on pathological route, mechanisms and possible pharmacological therapies to recovery nerve function or reduces symptoms associated with DN.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EPIDEMIOLOGY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">DM is a disease with a high population prevalence and with a tendency to increase due to the aging of society, data from the International Diabetes Federation estimated that 537 million of adult people living with diabetes worldwide, global prevalence of 10%. Among this total, 30% of diabetics patients developed DN, with&nbsp; DM 2&nbsp; being the one with the most patients affected <sup>2,11,12</sup>. Some studies point out that 8% of the general population has peripheral neuropathy, further studies indicates that this number rises to 15% in individuals aged 40 years or older. In the Europe, research shows that the most common causes of peripheral neuropathy are pre-diabetes and type 2 diabetes, at least half of all pre-diabetic or type 2 diabetic patients develop some type of neuropathy during their lifetime <sup>9,13</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PATHOPHYSIOLOGY OF DIABETIC PERIPHERAL NEUROPATHY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">DPN is a nerve damage that encompasses several types of neuropathies, the main ones being sensory, motor and autonomic neuropathy. Nerve damage over time often goes unnoticed, so it is a progressively silent disease <sup>14</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As it is an inflammatory process, for mechanisms that are not fully understood, the sensory nerves are the first to be affected, leading to symptoms that begin with numbness and/or tingling that begins in the feet, that is, in the extremities of the body and spreads later increases compressively. Its motor manifestation can be with vibratory impairment, joint impairment, pressure sensation and loss of ankle reflex <sup>15,16</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Studies show that the pathophysiology can present itself in 2 ways: the loss of long fibers, which is characterized by painless symptoms, and the loss of small fibers that results in painful signs and symptoms, which is the autonomic manifestation of the disease, being associated with pain, burning and decrease in normal sensations, making the patient&#8217;s daily life difficult <sup>17</sup>. However, as possible pathways related to the development of DPN are not completely elucidated and several seem to work in a way to maintain or worsen the patient&#8217;s condition, understanding the pathophysiology of the disease is necessary to propose more effective treatments.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.1&nbsp; &nbsp;POLYOL PATHWAY</h6>



<p class="wp-block-paragraph">The polyol pathway is one of the most studied pathways in DN and considered the main form of explanation for the emergence of the pathology. This metabolic pathway is divided into two steps, the first being the transformation of glucose into sorbitol, followed by the transformation of sorbitol into fructose, which is considered an indicator of cellular toxicity caused by DM, since it is only activated in the presence of a high concentration of intracellular glucose <sup>18</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intracellular glucose is normally phosphorylated by the enzyme hexokinase, in an initial step to glucose transformation into ATP; however, with the high rate of available glucose, the polyol pathway is activated by compensation. The enzyme aldose reductase transforms glucose to sorbitol through cofactor NADPH oxidation to NADP+. Sorbitol is a polyhydroxylated and strongly hydrophilic alcohol, so it does not pass through the lipid barrier of the cell and accumulates until activating sorbitol dehydrogenase, transforming sorbitol into fructose, using NAD+ as a cofactor, that turning into NADH, by reductive process. The resulting fructose normally goes through the glycolytic pathway (Figure 1) <sup>19</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">From NADPH reduction in the polyol pathway, two reactive species (RS) are released, the trioxocarbonate and nitrogen dioxide that can promote oxidative stress by oxygenation, nitrosation, and nitration reactions. Thus, the cascade of action of the polyol pathway results in the RS formation and accumulation RS, and consequently an increase in oxidative stress, leading to cumulative damage the myelin sheath of the axon of peripheral nerves, ultimately causing all the known pathophysiology <sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HEXOSAMINE PATHWAY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hexosamine is a secondary pathway in which it is associated with insulin resistance and DN pathogenesis⁠ <sup>21,22</sup>⁠. About 1 to 3% of the total glucose metabolized passes through the hexosamine pathway, however, for hyperglycemic individuals, the increase in intracellular glucose can raise this pathway activity (Figure 2) <sup>23</sup>. This route begins with the action of glutamine fructose-6-phosphate amidotransferase (GFAT), which is the first and limiting enzyme and catalyzes the convertion of Fructose-6-phosphate and glutamine to glucosamine-6-phosphate (GlcN- 6-P) and glutamate <sup>24</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">After a few steps, GlcN-6-P is metabolized into the main product, the UDP-N-acetylglucosamine (UDP-GlcNAc), which regulates GFAT activity and thereby controls the flow of Hexosamine Pathway. On the other hand, the UDP-GlcNAc produced is O-GlcNAc transferase substrate that transfers N-acetylglucosamine in O-linkage (O-GlcNAc) to bind to serine/threonine residues in transcription factors such as Sp-1, leading to inflammation, lipid imbalance and tissue damage, like peripheral nerves <sup>21,25</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ADVANCED GLYCATION END PRODUCTS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Advanced Glycation End Products (AGEs) is the name given to a set of heterogeneous substances that are synthesized through the spontaneous Maillard reaction, forming AGEs (Figure 3). This process consists in the non-enzymatic modification of proteins, lipids and nucleotides of DNA containing amines, by reducing sugars, forming at the end of the process AGEs that accumulate in tissues and organs, gradually affecting their structure, renewal and function <sup>26–28</sup>. There are several compounds classified as AGEs in nature and it is not yet known which are the most pathogenic, however, there are three AGEs compounds well described and used as markers: Pentosidine, carboxymethyllysine (CML), and methylglyoxal (MG) <sup>28,29</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGEs have a variety of receptors, with the receptor for advanced glycation end products (RAGE) being the most frequently linked to ND <sup>26,30</sup>. AGEs are present both in food and as part of human metabolism, however, when in large amounts, they cause damage due acts aspro-oxidants, leading to increased intracellular oxidative stress, neural inflammation and affecting axonal transport <sup>31,32</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SPHINGOLIPID</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">In addition to well-established routes such as of the Polyol and AGEs, there is evidence to suggest that, once altered, sphingolipid metabolism may be an additional toxicity factor in which, especially in DM 2 (Figure 4). The formation of atypical deoxysphingolipids with diverse neurotoxic activities promote progressive peripheral axonopathy, death of pancreatic beta cells, beyond to interfering with insulin secretion, though molecular mechanisms still unknown <sup>8,33–35</sup>⁠. The reaction cascade that results in the formation of deoxysphingolipids occurs whenin the endoplasmic reticulum, the enzyme serine palmitoyltransferase (SPT) does not metabolize serine (which would be the natural route for the creation of sphingolipids) and ends up metabolizing glycine or alanine <sup>8,36–38</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Once formed, deoxysphingolipids are toxic for nerves and pancreatic β-cells, being a biomarker and playing an important role in the pathogenesis of both DM1 and DM2 <sup>33,35</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REACTIVE OXYGEN SPECIES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Intracellular oxidative stress occurs when the production of free radicals, primarily reactive oxygen species (ROS) exceeds the cellular antioxidant capacity <sup>39–41</sup>. Dyslipidemia and hyperglycemia pathophysiology courses with increases the amount of ROS, provoking causes stress in the endoplasmic reticulum, DNA damage, as well as pro-inflammatory activation, culminating damage to the nerves, impairing of neuronal function, loss of neurotrophic support, which can lead to neuronal apoptosis, being oxidative stress a major contributor to the development and progression of peripheral DN <sup>8,41,42</sup>. O2 and free fatty acids (FFA) are the most common RS, and can create other RS through enzymatic or non-enzymatic reactions. The endogenous ROS production is based on the conversion of O2 into hydrogen peroxide (H2O2) through superoxide dismutase (-SOD), which helps permeation by generating ROS that can diffuse through membranes <sup>43,44</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">In order to reduce this impact, H2O2 undergoes enzymatic reduction through catalase and glutathione peroxidase, transforming itself into water and serving as an antioxidant, however, in a state of hyperglycemia, mitochondrial activity is high, generating greater generation of ROS in addition to those resulting from the others ways <sup>45</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Once the endogenous antioxidant system is depleted, ROS accumulates in nerves, leading to progressive dysfunction of membranes, DNA organelles and later apoptosis. <sup>43,46</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHARMACOTHERAPY FOR PAIN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">One of the clinical consequences of DPN is the neuropathic pain, that is usually spontaneous, needing no stimulus to occur and alternatively has symptoms such as paresthesia (abnormal sensation such as tingling, loss of sensation or itching), hyperalgesia (increased perception of pain from a stimulus that would cause pain) and allodynia (pain caused by a stimulus that under normal conditions would not cause pain) <sup>47</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The neuropathic pain pharmacotherapy is defying to clinicians and is based on the treatment of symptoms and although there is no evidence of the effectiveness of drugs for specific conditions. Groups of pain study published an algorithm to manage neuropathic pain and grouped in six-line treatments, according the International Association for the Study of Pain (IASP) Neuropathic Pain Special Interest Group (NeuPSIG) <sup>48</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">First-line drugs are tricyclic antidepressants (TCAs), selective serotonin and norepinephrine reuptake inhibitors (SSNRIs, venlafaxine and duloxetine), and&nbsp; calcium channel α2- δ ligands (as pregabalin and gabapentin,), and topical lidocaine (lidocaine patch 5%). Specifically to DNP, all classes of medication were clinically tried, excepted lidocaine, and showed efficiency to pain control, however all treatments are for prolonged time and present side effects (sedation, nausea and dizziness)<sup>14,44,49,50</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usually, second-line topical drugs are used to avoid the toxicity of first-line drugs for elderly or frail patients, making them the first-line treatment for these patients, or with exarcebation/inadequate responses to controle pain. It is as combination therapy or the use of tramadol, a weak μ-opioid agonist and inhibitor of serotonin and norepinephrine reuptake <sup>48</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The Serotonin-Specific Reuptake Inhibitors (SSRIS), anticonvulsants (as lamotrigine, carbamazepine, topiramate, and sodium valproate); and NMDA antagonists are used for patient who does not tolerate or fails to gain adequate pain relief from first- or second-line therapy <sup>51</sup>. However, with regard to level of evidence, the NeuSPIG guidelines has rated all these as inconclusive <sup>14</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">The fourth-line is neuromodulation, which is not in the focus of this paper. Finally, the fifth-line treatment is the opioids in low doses, in this sense they have great pharmacological potency, which have low recommendation due to their adverse effects and capable to be a substance abused. Morphine, oxycodone, methadone and levorphanol are the substances of this class <sup>14</sup>. In sixth-line we have the targeted drug delivery target, that is a system to deliver medications directly to their site of action at the dorsal horn of the spinal cord, avoiding first pass effect and the blood–brain barrier <sup>48</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHARMACOLOGICAL MANAGEMENT OF OXIDATIVE STRESS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Since oxidative stress is one of the main causes of degenerative processes in DN, current pharmacological treatments focus more on inhibiting its appearance than combating the oxidation already present. Some pathways have gained greater emphasis than others as a pathophysiological explanation for the development of DN, which makes them important targets for pharmacological management <sup>44</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aldose reductase inhibitors (ARI) are shown to be favorites in the search for new treatments with the intention of stopping degenerative processes in nerve fibers, acting as an inhibitor of the key enzyme for the polyol pathway. Its mechanism of action involves glucose flow reduction by inactivation of the enzyme that converts glucose into sorbitol, decreasing markers of oxidative stress related to this pathway. There are 3 important drugs belonging to this class, the fidarestat, epalrestat and ranirestat, among them fidarestat has a greater effects in DN controlling <sup>44,52</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Another pathway with pharmacological importance is Hexosamine, since the oxidative stress resulting from this route can implies DN. Benfotiamine is a hexosamine inhibitor drug that acts by reducing the flow of glucose, and consequently decreases the oxidative stress resulting from its metabolism, in addition to which it also reduces pain associated with DN <sup>53</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Some studies demonstrate a more efficient approach in the DPN treatment, which consists in the use of synergistic effects between selective inhibitors of specific pathways and the consumption of vitamin supplementation with known antioxidant properties. This combination demonstrates a substantial preventive effect, besides delays the development and appearance of DPN. Nonetheless, the works give greater emphasis to the use of Carnitine, as it appears to be the best choice <sup>54</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">One of the most known and studied polyvitamins in DPN is acetyl-L-carnitine, an acetylated ester that has antioxidant properties and shown significant reduction in pain in patients with this disease. Its action mechanism is linked to transport processes for mitochondria, where one of its functions is to bind with free radicals and assist in their elimination, consequently acting as an intermediary for the balance of enzymatic processes of energy production, which is proposed to be the initiation of several pathophysiological pathways of DPN <sup>55</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">All the pathways and pharmacological proposed are summarized in the figure 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSION</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This literature review presents important information about the development and potential treatment of DPN. Through analyze of the works gathered here, some points of convergence are observed, such as the polyol, hexosamine and ROS route. Oxidative stress appears to be the main cause of nerve degeneration and can be seen as a result of proposed pathways for the appearance of all DPN.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FUNDING SOURCES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This project has not received funding. Silva, G.V.L. is a PhD student and receive scholarship from Fundação de Ampara à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) grant number: 2021/10494-7. Belém-Filho, I.J.A. is a postdoctoral researcher and receive scholarship from FAPESP grant number 2021/10014-5.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>CRediT ROLES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigues, Y.G.T. and Almeida, V.C. wrote the first draft of this review and prepared the figures. Silva G.V.L and Luz, D.A. contributed and critically revised the manuscript. Belém-Filho, I.J.A. wrote, reviewed and editing the manuscript. All authors read and approved the final manuscript.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DECLARATION OF INTEREST</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">All authors have no conflicts of interest to declare.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERENCES</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>AVALIAÇÃO DA FARMACOTERAPIA PRESCRITA PARA IDOSOS HIPERTENSOS E DIABÉTICOS EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/avaliacao-da-farmacoterapia-prescrita-para-idosos-hipertensos-e-diabeticos-em-unidade-basica-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 17:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502131144 Thaysa Roberta Justino Cordeiro Herculano1Jayane Ellen Pereira Farias2  Gabrielly  Regina de Castro2Luma Gabriely de Oliveira Santos2Luís Felipe Alves Dionísio2Heloisa Santos Alves2Nalanda Maria Ferreira Cordeiro2Luana Yasmin Marinho Gonçalves2Maria Fernanda Ramalho Pereira Lemos2César Augusto Ferreira Rodrigues2Ana Raquel Souza dos Santos 2Laysa Kailanne Pachêco Gomes Pinho 2Cauan Henrique de Andrade Silva2Ruan Alves Mota 2Maria do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502131144</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Thaysa Roberta Justino Cordeiro Herculano<sup>1</sup><br>Jayane Ellen Pereira Farias<sup>2</sup><br>  Gabrielly  Regina de Castro<sup>2</sup><br>Luma Gabriely de Oliveira Santos<sup>2</sup><br>Luís Felipe Alves Dionísio<sup>2</sup><br>Heloisa Santos Alves<sup>2</sup><br>Nalanda Maria Ferreira Cordeiro<sup>2</sup><br>Luana Yasmin Marinho Gonçalves<sup>2</sup><br>Maria Fernanda Ramalho Pereira Lemos<sup>2</sup><br>César Augusto Ferreira Rodrigues<sup>2</sup><br>Ana Raquel Souza dos Santos<sup> 2</sup><br>Laysa Kailanne Pachêco Gomes Pinho<sup> 2</sup><br>Cauan Henrique de Andrade Silva<sup>2</sup><br>Ruan Alves Mota <sup>2</sup><br>Maria do Socorro Ramos de Queiroz<sup>3</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento é uma realidade da maioria das sociedades e estima-se que para o ano de 2050 existam cerca de dois bilhões de pessoas com mais de sessenta anos no mundo. Nesse contexto, a terapia medicamentosa prescrita a pacientes idosos, requer cuidados especiais e conhecimento a respeito das reações adversas que os medicamentos podem provocar, sendo indispensável o acompanhamento farmacoterapêutico. O presente trabalho teve como objetivo revisar a farmacoterapia prescrita para idosos hipertensos e/ou diabéticos na atenção básica de Saúde e identificar medicamentos potencialmente inapropriados para idosos, como também resultados negativos a medicamentos. A pesquisa de caráter documental foi realizada na Unidade Básica de Saúde Bonald Filho, com abordagem quantitativa e descritiva que aconteceu no período de janeiro a dezembro de 2021, com uma população composta por idosos diabéticos e hipertensos acompanhadas pelo Programa de Cuidados Farmacêuticos. Os dados foram coletados através dos prontuários, utilizando-se um formulário estruturado contendo perguntas sobre características sociodemográficas, clínicas e relacionadas à utilização de medicamentos. Participaram da pesquisa um total de 88 pessoas, com idades entre 60 e 89 anos, sendo 82,95% do gênero feminino e 17,05% do gênero masculino. Na avaliação da farmacoterapia observou-se a polifarmácia em 41 prescrições médicas (46,59%), Resultados Negativos à Medicamentos (RNM) em 37 (40,90%) delas e 23 pessoas (26,13%) faziam uso de algum Medicamentos Potencialmente Inapropriados para idosos (MPII). Quanto as supras categorias de RNM a Necessidade foi de 4 (4,54%) e a Efetividade 33 (37,50%) e nas categorias a Inefetividade quantitativa (RNM4) foi a mais identificada correspondendo a 30 (81,08%). De acordo com os resultados obtidos, foi possível verificar a importância de inserir o profissional farmacêutico na Atenção Básica de Saúde para o acompanhamento e o monitoramento da farmacoterapia prescrita evitando assim agravos à saúde resultantes de erros relacionados aos medicamentos especialmente à pacientes idosos que são vulneráveis aos riscos do uso de medicamentos, principalmente daqueles considerados MPII em que os riscos superam os benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> polifarmácia; medicamentos inapropriados para idosos; acompanhamento farmacoterapêutico; atenção básica de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços farmacêuticos envolvem diversas atividades técnico-gerenciais, inclusive aquelas voltadas ao cuidado em saúde, devendo comprometer-se com o apoio direto ao usuário e com a obtenção de resultados em saúde. Esse conjunto de atividades, executadas de maneira articulada com ações multiprofissionais e intersetoriais, são fundamentais à garantia de acesso a medicamentos de qualidade e à promoção de seu uso apropriado (Araújo <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), a qualidade dos serviços farmacêuticos deve ser baseada num diagnóstico adequado, com a escolha de medicamentos e doses adequadas para cada paciente, a prescrição baseada em evidências e a prestação de serviços farmacêuticos de qualidade, incluindo a dispensação, que fornecerá informações e suporte ao paciente no intuito de alcançar os objetivos terapêuticos, incluindo não apenas o uso racional de medicamentos, mas também a promoção de um estilo de vida saudável e de cuidados pessoais (OPAS, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na atenção básica, o cuidado farmacêutico aos usuários de medicamentos é desenvolvido através da implantação de serviços de clínica farmacêutica, que exige do farmacêutico habilidades e autonomia para trabalhar de forma integrada com os demais profissionais que constituem a equipe de saúde. Constituído como ação integrada, o cuidado farmacêutico, centra-se no usuário, objetivando a promoção, a proteção e a recuperação da saúde e prevenção de agravos. Por meio da promoção de educação em saúde e orientações sobre o uso racional de medicamentos prescritos e não prescritos, de terapias alternativas e complementares, utilizando-se dos serviços da clínica farmacêutica e das atividades técnico-pedagógicas voltadas ao indivíduo, à família, à comunidade e à equipe de saúde (Brasil, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto de atuação do cuidado farmacêutico, surge a Atenção Básica voltada para a pessoa idosa. O envelhecimento é uma realidade da maioria das sociedades e estima-se que para o ano de 2050 existam cerca de dois bilhões de pessoas com sessenta anos e mais no mundo (Brasil, 2006a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa é necessário a incorporação de mecanismos que promovam a melhoria da qualidade da atenção ao idoso, com envolvimento dos diversos profissionais da atenção básica, incluindo a 11 atenção domiciliar e ambulatorial, com incentivo à utilização de instrumentos técnicos validados, como de avaliação funcional e psicossocial (Brasil, 2006b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Corralo <em>et al</em>., (2018) a terapia medicamentosa prescrita a pacientes idosos, requer cuidados especiais e conhecimento a respeito das reações adversas que os medicamentos podem provocar, sendo indispensável o acompanhamento farmacoterapêutico durante a dispensação, com orientações acerca da prática de automedicação, dos riscos de interrupção, troca ou substituição de medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidencia-se que pacientes idosos, em sua maioria são hipertensos e diabéticos e para controle de tais comorbidades necessitam do acompanhamento da farmacoterapia para que se tenha avanços positivos no tratamento. Diante do exposto, este estudo se propôs a realizar o serviço clínico farmacêutico na Atenção Básica de Saúde (ABS), através da revisão da farmacoterapia prescrita a usuários idosos portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes <em>mellitus </em>(DM).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Envelhecimento populacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento populacional reflete a mudança de alguns indicadores de saúde, como a queda da fecundidade e da mortalidade e o aumento da expectativa de vida (Brasil, 2006a). O ser humano sempre se preocupou com o envelhecimento, encarando-o de diferentes formas. Alguns o consideram como uma diminuição geral das capacidades da vida diária, outros como um período de crescente vulnerabilidade e de dependência no seio familiar. E ainda há aqueles que veneram a velhice como o ponto mais alto da sabedoria, bom senso e serenidade (Fechine; Trompieri, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE) projeções indicam que em 2043, um quarto da população deverá ter mais de 60 anos, e a partir de 2047 a população deverá parar de crescer, contribuindo dessa forma para o processo de envelhecimento populacional, que ocorre quando grupos mais velhos estão em maior proporção se comparados aos grupos mais jovens da população (IBGE, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento pode ser compreendido como um processo natural, da diminuição progressiva das funções biológicas dos indivíduos, e em condições normais, não costuma provocar qualquer problema. No entanto, pode ser acompanhado de fatores como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, o que consequentemente pode ocasionar uma condição patológica que requeira assistência (Brasil, 2006a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde precária não precisa ser um indicativo de idade mais avançada. Na maioria dos casos, os problemas de saúde enfrentados por idosos são associados a condições crônicas, principalmente doenças não transmissíveis. Muitas delas poderiam ser prevenidas ou retardadas com a adoção de comportamentos saudáveis, outros problemas de saúde também podem ser controlados de maneira eficaz, desde que sejam detectados precocemente (OMS, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 O ser idoso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas partes do mundo, o curso da vida pode ser enquadrado em torno de fases como: infância, fase de estudos, período de trabalho e finalmente a aposentadoria. A partir dessa perspectiva, entende-se que os anos extras são adicionados ao fim da vida, permitindo uma aposentadoria mais longa. No entanto, à medida que mais pessoas chegam a idades mais avançadas, há evidências de que muitas estão repensando em passar anos extras de outras maneiras, como estudar mais, ter uma nova carreira ou buscar uma nova paixão. Contudo, essas oportunidades que surgem do aumento da longevidade dependerão principalmente da qualidade da saúde do indivíduo, o que representa um fator limitante na vida da pessoa idosa (OMS, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, os idosos diferem entre si de acordo com a sua história de vida, grau de independência funcional e demanda por serviços mais ou menos específicos. Sendo que, de forma geral, todos necessitam de uma avaliação pautada no conhecimento do processo de envelhecimento e suas peculiaridades, que estejam adaptadas à realidade em que vivem. Sendo necessário, que os serviços que prestam atendimento a idosos estejam de acordo com suas necessidades específicas (Brasil, 2006b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores desafios na atenção à pessoa idosa é fazer com que elas possam redescobrir possibilidades de viver sua própria vida com a máxima qualidade possível. Isso ocorre à medida em que a sociedade considera o contexto familiar e social e consegue enxergar as potencialidades e o valor das pessoas idosas. Supõe-se que, parte das dificuldades das pessoas idosas está relacionada a uma cultura de desvalorização (Brasil, 2006b).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 O idoso fragilizado pelos agravos de saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A fragilidade é compreendida como uma síndrome clínica caracterizada pela diminuição da reserva energética, resultando no declínio cumulativo dos sistemas fisiológicos e consequentemente causando vulnerabilidade às condições adversas, dificuldade de manutenção da homeostase em situações de exposição às perturbações e variações na condição de saúde (Brasil, 2006a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa é considerado idoso frágil ou em situação de fragilidade o indivíduo que se encontra em Instituições de Longa Permanência, acamado, foi hospitalizado recentemente, possui alguma incapacidade funcional ocasionada por doenças como: acidente vascular encefálico, doenças neurodegenerativas, neoplasias, amputações de membros entre outras, ou viva em situação de violência doméstica. Também é considerado como idoso frágil a pessoa com 75 anos ou mais de idade. Baseado nesse contexto, se faz necessário avaliar os recursos locais para lidar com essa condição de fragilidade, de modo a facilitar o cuidado domiciliar, fomentar uma rede de solidariedade para com o idoso frágil e sua família, bem como promover sua reinserção na comunidade, através de políticas públicas que promovam atenção adequada à pessoa idosa (Brasil, 2006b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo fragilidade é comumente utilizado para representar o grau de vulnerabilidade do idoso a desfechos adversos, como declínio funcional, quedas, internação hospitalar, institucionalização e óbito (Moraes <em>et al</em>., 2016a). É considerado como idoso frágil, os indivíduos com declínio funcional estabelecido, incapazes de gerenciar suas próprias vidas, em decorrência de deficiências únicas ou múltiplas. Sendo o objetivo do tratamento a esses pacientes, a recuperação de sua autonomia e independência (Moraes <em>et al</em>., 2016b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É interessante ressaltar que a comunicação na atenção à pessoa idosa é essencial, sendo por vezes um desafio, uma vez que a diminuição das capacidades sensório-perceptivas, que ocorre no processo de envelhecimento, acaba por afetar a comunicação, e consequentemente geram uma diminuição da capacidade de receber e tratar as informações proveniente do meio, podendo colaborar para um processo de isolamento do indivíduo. Os idosos muitas vezes relutam em perceber, aceitar e tratar suas dificuldades e acabam se afastando do convívio familiar e social na intenção de evitar situações constrangedoras (Brasil, 2006a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a OMS, conforme as pessoas vão envelhecendo, suas necessidades de saúde tendem a se tornar mais crônicas e complexas. Nesse contexto, o principal obstáculo para a execução de ações direcionadas a promoção em saúde e o uso racional de medicamentos, é a baixa adesão ao tratamento medicamentoso para doenças crônicas no Brasil (OMS, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Campos <em>et al</em>., (2020), o índice de idosos que apresentam algum tipo de doença crônica, vem crescendo de forma preocupante, destacando-se entre a HAS e o DM, que apresentam alta prevalência e grande impacto socioeconômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Fatores que aumentam a vulnerabilidade do idoso aos fármacos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender as mudanças produzidas pelo envelhecimento na farmacocinética é imprescindível para promover uma boa assistência ao idoso. O esquema de dosagens e padrões terapêuticos necessitam se adequar às alterações relacionadas ao processo de envelhecimento, no qual, a posologia destinada a esses pacientes necessita de cuidados adicionais, a fim de evitar complicações graves e a mortalidade desses pacientes (Gorzoni; Passarelli, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido ao comprometimento das funções biológicas ocasionada pelo processo de envelhecimento, idosos geralmente apresentam maior sensibilidade a vários tipos de medicamentos. Deve-se isso ao declínio de várias funções orgânicas como: menor sensibilidade do sistema nervoso autónomo, que possibilita o desenvolvimento frequente de distúrbios de controle pressórico, vesical e intestinal. Existem também alterações na barorregulação que causa interferências no controle postural e na termorregulação, tornando o idoso mais propenso à hipotermia. Distúrbios cognitivos podem progredir a delírio devido a ações medicamentosas. E a imunossenescência, causa interferências na resposta da imunidade celular e alterações metabólicas que aumentam a intolerância à glicose (Gorzoni; Passarelli, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o envelhecimento e a presença de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) a tendência é fazer uso de vários medicamentos de uso contínuo, caracterizando a polifarmácia. Segundo Correia e Teston (2020) e Corralo <em>et al</em>., (2018) a polifarmácia (uso de quatro ou mais medicamentos), favorece o descumprimento das prescrições, resultando em problemas relacionados com a segurança dos medicamentos, reações adversas graves, interações medicamentosas, aumentando o uso de medicamentos inadequados e consequentemente colaborando para o surgimento de iatrogenias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Pinto <em>et al</em>., (2014), o uso de vários tipos de medicamentos pode provocar interações entre eles, podendo melhorar ou prejudicar sua ação farmacológica. A fim de evitar maiores consequências decorrente deste uso, é importante destacar que os profissionais de saúde como médicos, farmacêuticos e enfermeiros conheçam os tipos de interações que possam ocorrer entre os medicamentos disponibilizados nas unidades de ABS e os processos de monitorização do cuidado do paciente, visando garantir não só a segurança da terapia medicamentosa, como também do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos (MPII)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Cabrera (2011), o desenvolvimento tecnológico e os avanços na área de conhecimento sobre as doenças crônicas e as estratégias farmacológicas de promoção de saúde, têm contribuído para a utilização cada vez maior, de medicamentos nas últimas décadas. Nesse contexto, dependendo das características dos medicamentos e do estado de saúde do idoso, a utilização de apenas dois poderia representar um problema para os usuários. No entanto, é considerada aceitável a utilização de mais de cinco medicamentos, desde que tenha indicação adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso simultâneo de vários medicamentos deve ser constantemente avaliado com cautela na população idosa, pois além de contribuir para a manutenção da capacidade funcional e da qualidade de vida do idoso, se forem utilizados de forma incorreta, podem comprometê-las. Dessa forma, ao se prescrever medicamentos a idosos, é necessário estabelecer uma relação risco-benefício (Lucchetti; Novaes; Lucchetti, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem determinados medicamentos que são Potencialmente Inapropriados em idosos (MPII), principalmente por apresentarem características farmacológicas que são modificadas ou potencializadas diante de algumas situações clínicas. Entre os idosos estas alterações não acontecem apenas devido às alterações funcionais natural do envelhecimento, mas também podem estar associadas a doenças crônicas relacionadas com a idade e a fragilidade. Para considerar um medicamento como inapropriado para idosos, diversos fatores estão envolvidos. Os principais são: dosagem inapropriada, terapia duplicada, alto potencial de interação medicamentosa e duração inadequada do tratamento (Tavares <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os MPII correspondem a utilização dos medicamentos com risco de provocar efeitos colaterais superiores aos benefícios em idosos. As listas do MPII são consideradas como critérios na prática clínica de modo a evitar os riscos na terapia em idosos e principalmente auxiliar os médicos a prescreverem de forma mais adequada (Moreira <em>et al</em>., 2020; Gorzoni; Fabbri; Pires, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Oliveira <em>et al</em>., (2016) os MPII são definidos como aqueles cujo risco de uso é maior que os benefícios clínicos proporcionados, quando alternativas mais seguras e efetivas estão disponíveis. Ainda comentaram que a sua prescrição deve ser evitada, devido ao elevado potencial para provocar desfechos negativos, como quedas e aumento dos custos em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram publicadas por profissionais de saúde inúmeras ferramentas que auxiliam na identificação dos MPII, são elas: Critério de Beers, Beer-Fick e sua atualização, Screening Tool of Older persons’ Potentially inappropriate Prescriptions (STOPP), Improving Prescribing in the Elderly Too (IPET), Lista francesa de Laroche, entre outros (Ulbrich; Cusinato; Guahyba, 2017; Cassoni, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Oliveira <em>et al</em>., (2016), na avaliação de MPII os critérios mais utilizados são: o de Beers e o de STOPP. Ambos foram desenvolvidos por meio do consenso de uma equipe de saúde, utilizando a técnica Delphi.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6 Estratégias para diminuir o uso inapropriado de medicamentos em pacientes idosos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença e os medicamentos estão presentes no cotidiano da maioria da população idosa. Para tentar gerenciar essa situação é preciso adotar alternativas muito particulares. Se faz necessário então, promover a utilização criteriosa e cautelosa dos medicamentos, sua correta utilização (dose, tipo e intervalos) e a orientação adequada das pessoas idosas e seus familiares, objetivando a manutenção da qualidade de vida do idoso (Brasil, 2006a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Cassoni (2011), a aplicação de critérios na prática clínica para a identificação de problemas relacionados ao uso de medicamentos e seu uso racional, pode auxiliar as equipes de saúde no cuidado à pessoa idosa. Sendo necessário a elaboração de um método baseado em critérios de avaliação da farmacoterapia em idosos, de acordo com os medicamentos disponíveis no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a prescrição direcionada ao paciente idoso exige extrema atenção por parte dos profissionais de saúde que atendem a essa faixa etária. Uma vez que, as mudanças fisiológicas do envelhecimento associadas à maior prevalência de doenças crônicas, acabam por fazer com que medicamentos comumente utilizados em indivíduos mais jovens sejam inapropriados para o idoso. É interessante destacar que, o conhecimento desses medicamentos torna-se essencial para auxiliar e prevenir uma série de problemas causados pelo seu uso inadequado (Lucchetti; Novaes; Lucchetti, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Godoi <em>et al</em>., (2021), na tentativa de reduzir problemas relacionados à farmacoterapia do idoso, se faz necessário a realização de estratégias que visem a promoção de ações voltadas a essa população, com a participação efetiva do profissional farmacêutico, no intuito de avaliar e monitorar a terapêutica medicamentosa a fim de identificar possíveis duplicidades terapêuticas e interações medicamentosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Tipo e local da pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratou-se de uma pesquisa documental, com abordagem quantitativa e descritiva que aconteceu no período de janeiro a dezembro de 2021, na Unidade Básica de Saúde Bonald Filho, localizada no bairro do Monte Santo, município de Campina Grande-PB.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Amostra estudada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população foi composta por pessoas idosas hipertensas e/ou diabéticas e acompanhadas pelo Programa de Cuidados Farmacêuticos (PROCUIDAF), desenvolvido pela Universidade Estadual da Paraíba.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Critérios de inclusão e exclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos no estudo idosos com idade igual ou maior que 60 anos, portadores de DCNT como HAS e/ou DM que aceitaram participar da pesquisa. Foram excluídos os usuários menores de 60 anos, não portadores de DCNT ou que não aceitaram ser membros da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Instrumentos e procedimentos de coleta de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram coletados dos prontuários através de um formulário estruturado contendo perguntas sobre características sociodemográficas, clínicas e relacionadas à utilização de medicamentos. As variáveis resposta foram: polifarmácia, definida pelo uso de quatro ou mais medicamentos (sim ou não), MPII – Medicamentos potencialmente inapropriados para idosos (sim ou não) e RNM &#8211; Resultados negativos a medicamentos (sim ou não), classificada nas categorias: necessidade, efetividade e segurança (sim ou não), e redefinidos de acordo com o tipo: necessidade: problema de saúde não tratado (RNM1) e efeito de medicamento não necessário (RNM2); efetividade: inefetividade não quantitativa (RNM3) e inefetividade quantitativa (RNM4); e segurança: insegurança não quantitativa (RNM5) e insegurança quantitativa (RNM6). As variáveis explicativas investigadas foram de natureza: sociodemográfica gênero, idade, escolaridade, estado civil, situação laboral; clínica (comorbidades); e relacionada à utilização de medicamentos (classe terapêutica utilizada). Os medicamentos presentes nas prescrições médicas que foram avaliados como MPII foram classificados de acordo com Anatomical Therapeutic Chemical (ATC).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Análise dos dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação de cada variável explicativa qualitativa com as variáveis resposta foi investigada através do Teste Qui-Quadrado de Pearson (X<sup>2</sup>). Permanecendo no modelo final as variáveis que continuaram significativas a 5%, com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Todas as análises foram realizadas com o auxílio do software estatístico R (R CORE TEAM, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.6 Aspectos éticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo respeitou as diretrizes e critérios estabelecidos pela Resolução 466 de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba sob número 4.638.039 (CNS, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As características sociodemográficas, clínicas e farmacoterápicas dos participantes do estudo estão descritas na Tabela 1. No referido estudo, participaram 88 pessoas sendo a maioria na faixa etária de 60-69 anos 40 (45,45%), mulheres 73 (82,95%), com escolaridade até o Fundamental Incompleto 76 (86,36%).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong> &#8211; Características sociodemográficas, clínicas e farmacoterápicas da amostra em estudo.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Variáveis</strong><strong></strong></td><td><strong>n</strong><strong></strong></td><td><strong>%</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Idade&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>60-69 anos</td><td>40</td><td>45.45</td></tr><tr><td>70-79 anos</td><td>37</td><td>42.04</td></tr><tr><td>≥80 anos</td><td>11</td><td>12.51</td></tr><tr><td><strong>Gênero</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Feminino</td><td>73</td><td>82.95</td></tr><tr><td>Masculino</td><td>15</td><td>17.05</td></tr><tr><td><strong>Escolaridade</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Analfabeto</td><td>3</td><td>3.40</td></tr><tr><td>Fundamental incompleto</td><td>76</td><td>86.36</td></tr><tr><td>Fundamental completo</td><td>5</td><td>5.68</td></tr><tr><td>Médio incompleto</td><td>1</td><td>1.13</td></tr><tr><td>Médio completo</td><td>2</td><td>2.27</td></tr><tr><td>Superior completo</td><td>1</td><td>1.13</td></tr><tr><td><strong>Características Clínicas</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>HAS</td><td>83</td><td>94,32</td></tr><tr><td>DM</td><td>39</td><td>44,31</td></tr><tr><td>HAS e DM</td><td>35</td><td>39,77</td></tr><tr><td>Doenças cardiovasculares</td><td>11</td><td>12,5</td></tr><tr><td>Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</td><td>3</td><td>3,41</td></tr><tr><td>Transtorno Mental</td><td>28</td><td>31.81</td></tr><tr><td>Dislipidemias</td><td>9</td><td>10.23</td></tr><tr><td><strong>Características</strong><strong> Farmacoterápicas</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Polifarmácia</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Sim</td><td>41</td><td>46.59</td></tr><tr><td>Não</td><td>47</td><td>53.40</td></tr><tr><td><strong>RNM</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Sim</td><td>37</td><td>40.90</td></tr><tr><td>Não</td><td>51</td><td>59.09</td></tr><tr><td><strong>Tipos de RNM</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Não identificados</td><td>51</td><td>57.96</td></tr><tr><td>Necessidade</td><td>4</td><td>4.54</td></tr><tr><td>Efetividade</td><td>33</td><td>37.50</td></tr><tr><td><strong>Categorias de RNM</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>RNM 1</td><td>4</td><td>10.82</td></tr><tr><td>RNM 3</td><td>3</td><td>8.10</td></tr><tr><td>RNM 4</td><td>30</td><td>81.08</td></tr><tr><td><strong>Pacientes em uso de MPII</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Sim</td><td>23</td><td>26.13</td></tr><tr><td>Não</td><td>65</td><td>73.86</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HAS: </strong>Hipertensão Arterial Sistêmica;<strong> DM: </strong>Diabetes <em>mellitus</em>;<strong> RNM: </strong>Resultados Negativos à Medicamentos;<strong> </strong><strong>MPII:</strong> Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebeu-se um número expressivo de mulheres que procuram e utilizam o serviço básico de saúde. Em seu estudo Albuquerque <em>et al</em>., (2014) mostrou que a preponderância de mulheres atendidas nas UBS, reflete seu papel no cuidado com a família, o que explica uma maior procura pelo acesso aos serviços de saúde, por parte da população feminina. Os autores Lima e Aguiar (2020) reforçaram que apesar do público feminino ser maior, os homens são os que mais padecem de agravos e mortalidades causadas por doenças cerebrovasculares, estes não costumam buscar os serviços na ABS e acabam recorrendo a serviços de alta complexidade quando se tornam sintomáticos de doenças severas. Em geral, os homens não se reconhecem como doentes e não comparecem ao serviço de saúde por trabalharem fora, medo de descobrirem doenças graves ou por não serem atendidos da forma que gostariam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referente ao grau de escolaridade, a maioria possuía o Ensino Fundamental Incompleto (86,36%), esses dados corroboraram com os estudos de Andrade <em>et al</em>., (2014), que constataram em seu estudo que a baixa escolaridade compromete o acesso à educação em saúde, visto que a HAS é uma condição clínica irreversível e com grandes impactos sobre a vida do idoso, a implantação de ações voltadas para a minimização dos efeitos negativos relacionados a fatores socioeconômicos, é necessária para promover a melhoria de indicadores de qualidade de saúde e de vida de idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação às variáveis clínicas, 35 (39,77%) dos idosos apresentavam HAS associada ao DM2. Os autores Lopes, Justino e Andrade (2021), evidenciaram em seu estudo, que as DCNT são as principais causas de adoecimento e óbito no mundo, dentre as quais as mais comuns são a HAS e DM. Borges <em>et al</em>., (2019) demonstraram que as DCNT influenciaram de forma negativa a qualidade de vida dos idosos, na qual aqueles sem a presença de desse agravo apresentaram melhor qualidade de vida quando comparados aos idosos portadores de DM, HAS ou ambas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação da farmacoterapia observou-se a polifarmácia em 41 prescrições médicas (46,59%), RNM em 37 (40,90%) delas e 23 pessoas (26,13%) faziam uso de algum MPII. Quanto as supras categorias de RNM a Necessidade foi de 4 (4,54%) e 26 a Efetividade 33 (37,50%) e nas categorias a Inefetividade quantitativa (RNM4) foi a mais identificada correspondendo a 30 (81,08%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados referentes a polifarmácia indicaram que é rotineiro ao idoso o uso de vários medicamentos e também de forma contínuoa Os autores Correia e Teston (2020), destacaram que os impactos da polifarmácia podem acarretar em prejuízos à saúde aos usuários e embora, os medicamentos sejam ferramentas indispensáveis para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, se faz necessário garantir que a terapêutica oferecida seja segura, eficaz e custo-efetiva. Oliveira <em>et al</em>., (2021), identificaram em seu estudo, que a frequência da polifarmácia foi considerada elevada entre os idosos na atenção primária com idade até 70 anos, que possuíam mais de três doenças. Esses autores também observaram que a predominância de fármacos para uso crônico entre os pacientes, demonstrou que a polifarmácia pode estar relacionada com tratamentos longos, levando à necessidade de uma maior atenção e monitoramento contínuo, por parte dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes que apresentaram algum tipo de RNM, ou faziam uso de MPII refletem uma questão preocupante porque devido as condições fisiológicas referentes à idade estão propensos a agravar ainda mais o estado de saúde. Os autores Rezende e Girotto (2019), destacaram que é necessário conhecer a terapia farmacológica prescrita ao paciente, a fim de prevenir eventos adversos e interações medicamentosas e adequar a escolha do medicamento e da dose administrada, considerando a capacidade funcional do idoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal RNM identificado correspondeu ao RNM de Efetividade (37,50%), semelhante aos dados encontrados no estudo de revisão integrativa de Souza e Gomes (2022), no qual o RNM de efetividade no estudo de Pfister representou 66% entre os participantes, sendo medicamento ineficaz ou medicamento inapropriado os mais prevalentes, seguido de RNM de necessidade. Esses autores apontaram que os riscos causados pelos Problemas Relacionados à Medicamentos e RNM são mais preocupantes nos idosos, pois estes estão expostos a distúrbios crônicos, por apresentarem maior número de comorbidades com o avançar da idade, além da suscetibilidade a mudanças metabólicas e consequente aumento da quantidade do uso de medicamentos para tratar tais comorbidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 2 apresenta as correlações de MPII com as variáveis referentes aos dados sociodemográficos, clínicos e farmacoterápicos. A associação foi significativa apenas quando relacionada com a polifarmácia (p=0.00). Esses resultados corroboraram com o estudo de Moreira <em>et al</em>., (2020), na qual a variável polifarmácia se mostrou fortemente associada ao uso de MPII, sendo encontrada associação significativa entre a polifarmácia e o uso de MPII (p &lt; 0.01). Em seu estudo de revisão sistemática Storms <em>et al</em>., (2017), identificaram que a proporção de residentes de instituições de longa permanência em uso inapropriado de medicamentos (53,6%) foi mais alta naqueles que faziam uso de maior número de medicamentos, no qual os estudos revisados sugeriram uma correlação entre uso inadequado de medicamentos e polifarmácia em instituições de longa permanência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2</strong> – Teste de associação Qui-quadrado (X<sup>2</sup>) para Medicamentos Propriamente Inapropriados para Idosos (MPII) com os dados sociodemográficos, clínicos e farmacoterápicos.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td rowspan="3"><strong>Variáveis</strong></td><td rowspan="3"><strong>n</strong><strong></strong></td><td colspan="2"><strong>Uso de MPII</strong></td><td rowspan="2"><strong>Qui-quadrado X<sup>2</sup></strong><strong></strong></td></tr><tr><td><strong>Sim</strong><strong></strong></td><td><strong>Não</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>n (%)</td><td>n (%)</td><td>p-valor</td></tr><tr><td><strong>Idade</strong></td><td>&nbsp;</td><td colspan="3">&nbsp;</td></tr><tr><td>60-69 anos</td><td>40</td><td>&nbsp; (11,36)</td><td>&nbsp;(34,09)</td><td rowspan="3">0,280</td></tr><tr><td>70-79 anos</td><td>37</td><td>&nbsp; (9,09)</td><td>&nbsp;(32,95)</td></tr><tr><td>≥80 anos</td><td>11</td><td>&nbsp; (5,68)</td><td>(6,81)</td></tr><tr><td>Total</td><td><strong>88</strong><strong></strong></td><td><strong>(26,13)</strong><strong></strong></td><td><strong>(73,86)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td colspan="5"><strong>Gênero&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></td></tr><tr><td>Feminino</td><td>73</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 21 (23,86)</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 52 (59,09)</td><td rowspan="2">0,359</td></tr><tr><td>Masculino</td><td>15</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2 &nbsp;(2,27)</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;13 (14,77)</td></tr><tr><td>Total</td><td><strong>88</strong><strong></strong></td><td><strong>(26,13)</strong><strong></strong></td><td><strong>(73,86)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td colspan="5"><strong>DNCT</strong></td></tr><tr><td>Hipertensão</td><td>83</td><td>22 (26.,51)</td><td>61 (73,49)</td><td rowspan="3">&nbsp;</td></tr><tr><td>Diabetes <em>mellitus</em></td><td>39</td><td>9 &nbsp;(23,07)</td><td>30 (76,93)</td></tr><tr><td>Hipertensão e Diabetes <em>mellitus</em></td><td>35</td><td>8 &nbsp;(22,86)</td><td>27 (77,14)</td></tr><tr><td colspan="5"><strong>Características</strong><strong> Farmacoterápicas</strong></td></tr><tr><td><strong>Polifarmácia</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Sim</td><td>41</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 20 &nbsp; (22,74)</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 21 (23,86)</td><td rowspan="2">0,000</td></tr><tr><td>Não</td><td>47</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3 &nbsp;&nbsp;(3,40)</td><td>&nbsp;&nbsp; 44 (50,00)</td></tr><tr><td><strong>Total</strong><strong></strong></td><td><strong>88</strong><strong></strong></td><td><strong>(26,14)</strong><strong></strong></td><td><strong>(73,86)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DNCT: </strong>Doença Crônica Não Transmissível;<strong> MPII: </strong>Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Dados da Pesquisa, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de DCNT constitui em panorama epidemiológico comum à população que envelhece. O aumento da longevidade traz para os idosos a convivência com essas enfermidades por um longo período, sendo necessário o consumo maior de medicamentos de uso contínuo, muitas vezes inapropriados à idade que pode comprometer ainda mais sua qualidade de vida. O uso de MPII esteve presente em 23 casos sendo as principais classes identificadas: antiagregante plaquetário (26,09%), antiarrítmicos (4,35%), benzodiazepínicos (21,74%), diuréticos (65,21%) e hipoglicemiantes orais (4,35%) (Tabela 3). Os MPII estão diretamente ligados ao aumento de morbimortalidade e gastos de recursos em saúde. Sendo assim, algumas categorias de medicamentos passaram a ser consideradas impróprias para o idoso, devido à falta de eficácia terapêutica, ou por um risco aumentado de efeitos adversos que superem os benefícios do tratamento medicamentoso (Moreira <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3</strong> &#8211; Medicamentos potencialmente inapropriados para idosos (MPII), independente da condição clínica de acordo com Consenso Brasileiro de Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>MPII identificados</strong></td><td><strong>n</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td>Antiagregante plaquetário (AAS) (ATC B01AC06)</td><td>6</td><td>26,09</td></tr><tr><td>Antiarrítmicos (Amiodarona) (ATC C01BD01)</td><td>1</td><td>4,35</td></tr><tr><td>Benzodiazepínicos (Clonazepam/Diazepam) (ATC N03AE01/ N05BA01)</td><td>5</td><td>21,74</td></tr><tr><td>Diuréticos (Furosemida/Espironolactona) (ATC C03CA01/C03DA01)</td><td>15</td><td>65,21</td></tr><tr><td>Hipoglicemiantes orais (Glibenclamida) (ATC A10BB01)</td><td>1</td><td>4,35</td></tr><tr><td><strong>Total</strong></td><td><strong>&nbsp;</strong></td><td><strong>&nbsp;</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MPII: </strong>Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Dados da Pesquisa, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a classificação proposta pelo Consenso Brasileiro de Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos, as classes de medicamentos identificadas na pesquisa devem ser evitadas pelos seguintes fatores: aumento do risco de hemorragia digestiva, sem evidência de aumento da eficácia (antiagregante plaquetário); surgimento de doenças da tireóide, distúrbios pulmonares e prolongamento do intervalo QT (antiarrítmicos); aumento do risco de comprometimento cognitivo, delirium, quedas, fraturas e acidentes automobilísticos (benzodiazepínicos); risco de hipercalemia em pacientes com insuficiência cardíaca, há alternativas mais seguras e eficazes (diuréticos); e maior risco de hipoglicemia prolongada grave em idosos (hipoglicemiante orais) (Oliveira <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Farias <em>et al</em>., (2021) realizado na Atenção Primária à Saúde, a classe farmacológica mais prescrita foi a de medicamentos que atuam no Sistema Cardiovascular (55,6%), com destaque para hidroclorotiazida e losartana; e Sistema Nervoso Central (13,3%), cujo medicamento mais prescrito foi o clonazepam. Dos medicamentos prescritos, (19,3%) foram considerados MPII, dos quais (54,4%) tinham ação Sistema Nervoso Central, sendo o clonazepam correspondido por (21,9%). Esses autores enfatizaram que é necessário a realização do acompanhamento farmacoterapêutico e a conciliação medicamentosa, visando otimizar o acesso, prevenir e solucionar possíveis problemas relacionados ao uso de medicamentos em idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados obtidos, foi possível observar a importância do profissional farmacêutico no acompanhamento e monitoramento da farmacoterapia prescrita a pacientes idosos, especialmente naqueles portadores de DCNT, como a HAS e DM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ressaltar, que a Atenção Básica à Saúde necessita de implantação de estratégias de caráter multiprofissional que busquem a melhoria da qualidade das prescrições direcionada aos pacientes idosos, que em sua maioria utilizam vários medicamentos e consequentemente estão sujeitos a um maior aparecimento de reações adversas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o farmacêutico se torna peça fundamental no intuito de desenvolver ações voltadas à melhoria dos serviços prestados na Atenção Primária à Saúde, através da promoção da utilização adequada de medicamentos juntamente aos prescritores, a fim de evitar medicamentos que comprometam a saúde do idoso. Além disso, é necessário que haja um monitoramento contínuo a esses pacientes, e que a equipe de saúde realize atividades de orientação a respeito da importância de seguir o tratamento prescrito corretamente, e sempre alertando ao paciente que retorne ao serviço de saúde, caso surgir algum efeito adverso decorrente do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Farmacêutica.  Universidade Estadual da Paraíba Campus I.  e-mail: thaysabiologa@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup> Discente do Curso de Farmácia Generalista. Universidade Estadual da Paraíba. Campus I. </p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup> Maria do Socorro Ramos de Queiroz. Universidade Estadual da Paraíba. Campus I. Doutora em Biotecnologia em Saúde (RENORBIO/UFPB). e-mail: queirozsocorroramos@servidor.uepb.edu.br dor.com.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITOS ADVERSOS NO USO CRÔNICO DO HALOPERIDOL EM PACIENTES COM ESPECTRO ESQUIZOFRÊNICO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeitos-adversos-no-uso-cronico-do-haloperidol-em-pacientes-com-espectro-esquizofrenico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 17:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=196078</guid>

					<description><![CDATA[ADVERSE EFFECTS IN CHRONIC USE OF HALOPERIDOL IN PATIENTS WITH SCHIZOPHRENIC SPECTRUM REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502031357 Eunúbia Silva das Neves ¹Uiara Maria de Barros Lira Lins ²Eloísa Neves Almeida Pimentel ³ RESUMO A esquizofrenia é um transtorno mental crônico, com tratamento farmacológico centrado no uso de antipsicóticos, como o haloperidol. Embora eficaz no controle dos sintomas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>ADVERSE EFFECTS IN CHRONIC USE OF HALOPERIDOL IN PATIENTS WITH SCHIZOPHRENIC SPECTRUM</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502031357</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eunúbia Silva das Neves ¹<br>Uiara Maria de Barros Lira Lins ²<br>Eloísa Neves Almeida Pimentel ³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A esquizofrenia é um transtorno mental crônico, com tratamento farmacológico centrado no uso de antipsicóticos, como o haloperidol. Embora eficaz no controle dos sintomas psicóticos, o uso prolongado deste medicamento está associado a uma série de efeitos adversos, incluindo sintomas extrapiramidais, discinesia tardia, alterações metabólicas e cardiovasculares, que podem comprometer a adesão ao tratamento e afetar negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos adversos mais prevalentes relacionados ao uso crônico de haloperidol em pacientes com transtornos do espectro esquizofrênico e identificar estratégias farmacêuticas utilizadas para minimizar tais eventos adversos. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com a análise de sete estudos publicados entre 2019 e 2024. Os resultados mostraram que os efeitos adversos mais comuns foram os sintomas extrapiramidais (86%), seguidos de discinesia tardia (71%), alterações metabólicas (43%) e efeitos cardiovasculares (29%). As estratégias farmacêuticas adotadas incluíram monitoramento terapêutico, educação em saúde e prescrição multiprofissional, com destaque para a substituição do haloperidol por antipsicóticos de segunda geração em casos de intolerância. Os achados reforçam a importância do manejo farmacêutico ativo e da colaboração multiprofissional na redução dos efeitos adversos, promovendo a adesão ao tratamento e melhorando os desfechos clínicos dos pacientes com esquizofrenia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Esquizofrenia. Haloperidol. Efeitos adversos. Estratégias farmacêuticas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Schizophrenia is a chronic mental disorder, with pharmacological treatment centered on the use of antipsychotics such as haloperidol. Although effective in controlling psychotic symptoms, long-term use of this medication is associated with a range of adverse effects, including extrapyramidal symptoms, tardive dyskinesia, metabolic and cardiovascular changes, which can compromise treatment adherence and negatively impact patients&#8217; quality of life. This study aimed to analyze the most prevalent adverse effects related to chronic haloperidol use in patients with schizophrenia spectrum disorders and identify pharmaceutical strategies used to minimize such adverse events. An integrative literature review was conducted, analyzing seven studies published between 2019 and 2024. Results showed that the most common adverse effects were extrapyramidal symptoms (86%), followed by tardive dyskinesia (71%), metabolic changes (43%), and cardiovascular effects (29%). Pharmaceutical strategies included therapeutic monitoring, health education, and multiprofessional prescribing, with an emphasis on switching haloperidol to second- generation antipsychotics in cases of intolerance. The findings highlight the importance of active pharmaceutical management and multiprofessional collaboration in reducing adverse effects, promoting treatment adherence, and improving clinical outcomes for patients with schizophrenia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Schizophrenia. Haloperidol. Side effect. Pharmaceutical strategies.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1. INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A esquizofrenia é um transtorno mental crônico e grave que afeta aproximadamente 20 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo caracterizada por sintomas psicóticos, disfun- ções cognitivas e alterações comportamentais que limitam a funcionalidade social e ocupa- cional do indivíduo (OMS, 2020). Os antipsicóticos, como o haloperidol, são pilares no trata- mento dessa condição, especialmente no manejo dos sintomas positivos, como delírios e alucinações (Neumeier <em>et al</em>., 2019). Este medicamento, classificado como um antipsicótico típico, é amplamente prescrito devido à sua eficácia comprovada no controle dos episódios psicóticos agudos e na manutenção da estabilidade clínica em longo prazo (Kane <em>et al</em>., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de sua eficácia, o uso prolongado do haloperidol está associado a uma ampla ga- ma de efeitos adversos, sendo os mais comuns os sintomas extrapiramidais, como tremores, rigidez e acatisia, além de discinesia tardia, sedação e alterações metabólicas (Ibragimov, <em>et al</em>., 2024). Esses efeitos, frequentemente subnotificados ou mal manejados, podem com- prometer a adesão ao tratamento e impactar negativamente a qualidade de vida dos pacien- tes. Nesse contexto, a atuação do farmacêutico na monitorização e no manejo dos efeitos adversos do haloperidol é essencial, embora ainda receba pouca atenção na literatura cientí- fica (Neumeier <em>et al</em>., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora estudos sobre os efeitos adversos de antipsicóticos típicos existam, há uma lacu- na no entendimento dos eventos mais prevalentes associados ao uso crônico do haloperidol em pacientes com espectro esquizofrênico, especialmente em relação às estratégias adotadas por farmacêuticos para minimizar esses efeitos e melhorar os desfechos clínicos. Com- preender esses aspectos pode contribuir para o aprimoramento das práticas de cuidado multiprofissional e para o desenvolvimento de intervenções mais efetivas no manejo desses pacientes (Yoshida, Takeuchi, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, este estudo teve como objetivo analisar os efeitos adversos mais prevalentes relacionados ao uso crônico de haloperidol em pacientes diagnosticados com transtornos do espectro esquizofrênico, bem como identificar estratégias exitosas imple- mentadas por farmacêuticos na gestão desses eventos adversos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2. MATERIAL E MÉTODO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, adotando o método proposto por De Sousa et al. (2017), com abordagem qualitativa e transversal. O objetivo foi compreender os efeitos adversos do uso crônico de haloperidol em pacientes com espectro esquizofrênico e identificar experiências exitosas de farmacêuticos relacionadas ao tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa baseou-se na seguinte pergunta norteadora: <em>Quais são os efeitos adversos mais comuns associados ao uso crônico de haloperidol em pacientes com espectro esquizofrênico?</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coleta de dados, foram realizadas buscas em bases de dados acadêmicas e científicas amplamente utilizadas nas áreas da saúde: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), <em>Scientific Electronic Library Online </em>(SciELO) e PubMed (Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, Institutos Nacionais de Saúde).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) empregados foram: &#8220;Espectro Esquizofrênico&#8221;, &#8220;Haloperidol&#8221; e &#8220;Efeitos Adversos&#8221;, combinados pelo operador booleano &#8220;AND&#8221; para refinar os resultados e otimizar a relevância das publicações selecionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram: artigos originais ou revisões integrativas de literatura que abordassem o tema, publicados nos idiomas português e inglês, no período de 2019 a 2024. Como critérios de exclusão, foram descartados artigos de revisão narrativa, publicações incompletas e estudos fora do intervalo temporal definido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na pesquisa, foram encontradas 158 publicações, porém apenas 36 estavam relacionados ao tema pertinente ao trabalho. Tendo em vista os critérios adotados na metodologia para a elaboração desta pesquisa apenas 07 artigos se enquadraram para responder os objetivos específicos desta pesquisa. O fluxograma apresentado na Figura 1 ilustra os artigos selecionados para este estudo que atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 1: </strong>Fluxograma da seleção do estudo</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="624" height="462" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-42.png" alt="" class="wp-image-196081" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-42.png 624w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-42-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Autores (2024).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3. RESULTADOS E DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados desta revisão integrativa permitiram identificar os principais efeitos adversos associados ao uso crônico de haloperidol em pacientes com espectro esquizofrênico, bem como as estratégias empregadas por farmacêuticos para minimizar tais eventos. Dos sete artigos incluídos, cinco eram estudos observacionais retrospectivos e dois</p>



<p class="wp-block-paragraph">revisões sistemáticas, publicados entre 2019 e 2024. Os dados foram categorizados de acordo com as principais temáticas emergentes conforme o Quadro 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1: </strong>Resultado da seleção dos artigos sobre efeitos adversos do uso crônico de haloperidol em pacientes com espectro esquizofrênico.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor e Ano</strong></td><td><strong>Objetivo</strong><strong></strong></td><td><strong>Tipo de Estudo</strong></td><td><strong>Resultados</strong><strong></strong></td><td><strong>Efeitos Adversos</strong><strong></strong> <strong>Identificados</strong><strong></strong></td><td><strong>Intervenção Farmacêutica</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Fernandes et al., 2024</td><td>Analisar estratégias para prevenir eventos adversos do haloperidol.</td><td>Revisão de literatura</td><td>Prevenção de eventos extrapiramidais.</td><td>Extrapiramidais</td><td>Sim</td></tr><tr><td>Costa et al., 2024</td><td>Avaliar o uso do haloperidol no Brasil.</td><td>Estudo transversal</td><td>Falta de estratégias padronizadas para manejo de efeitos adversos.</td><td>Cardiovasculares e neurológicos</td><td>Sim</td></tr><tr><td>Almeida et al., 2023</td><td>Estudar a intervenção multiprofissional no tratamento da esquizofrenia.</td><td>Estudo longitudinal</td><td>Redução de efeitos adversos com intervenção farmacêutica.</td><td>Extrapiramidais e metabólicos</td><td>Sim</td></tr><tr><td>Pereira et al., 2022</td><td>Comparar eficácia e efeitos adversos de antipsicóticos típicos e atípicos.</td><td>Ensaio clínico</td><td>Comparação entre antipsicóticos típicos e atípicos.</td><td>Extrapiramidais, ganho de peso, sedação</td><td>Não</td></tr><tr><td>Oliveira et al., 2021</td><td>Examinar o impacto do monitoramento farmacêutico.</td><td>Estudo observacional</td><td>Melhora na adesão ao tratamento.</td><td>Cardiovasculares e neurológicos</td><td>Sim</td></tr><tr><td>Souza et al., 2020</td><td>Identificar efeitos adversos do uso prolongado de haloperidol.</td><td>Estudo de caso</td><td>Impactos metabólicos e sedação.</td><td>Sedação, ganho de peso, efeitos metabólicos</td><td>Não</td></tr><tr><td>Silva et al., 2019</td><td>Investigar alterações motoras causadas pelo haloperidol.</td><td>Revisão sistemática</td><td>Alterações motoras e discinesia tardia.</td><td>Discinesia tardia, alterações motoras</td><td>Sim</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Autores (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos adversos mais relevantes identificados no uso crônico de haloperidol incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sintomas extrapiramidais: </strong>Relatados em 86% dos estudos analisados, esses efeitos, como tremores, rigidez, acatisia e bradicinesia, destacam-se como os eventos adversos mais prevalentes. Associados à ação antagonista dopaminérgica do haloperidol, representam uma barreira significativa para a adesão terapêutica. Estudos como o de Kane et al. (2019) e Neumeier et al. (2020) confirmam a prevalência de sintomas extrapiramidais destacando a relação direta com o bloqueio dopaminérgico no sistema nigroestriatal.</li>



<li><strong style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Discinesia tardia</strong><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">: Descrita em 71% das publicações, é considerada um dos eventos adversos mais graves, devido ao impacto irreversível que causa na qualidade de vida dos pacientes. Estudos realizados por Ibragimov et al. (2024) e Yoshida e Takeuchi (2021), enfatiza a gravidade da discinesia tardia como um efeito adverso comum e frequentemente irreversível em tratamentos prolongados com antipsicóticos típicos, especialmente o haloperidol.</span></li>



<li><strong style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Alterações metabólicas</strong><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">: Presentes em 43% dos estudos, incluem ganho de peso, hiperglicemia e dislipidemia, frequentemente relatados como consequências indiretas do uso prolongado do medicamento corroborando com os achados de Nasrallah (2020) e Correll et al. (2019).</span></li>



<li><strong>Efeitos cardiovasculares</strong>: Efeitos cardiovasculares como taquicardia e prolongamento do intervalo QT foram observados em 29% dos artigos analisados, destacando a necessidade de monitoramento cardíaco em pacientes em tratamento crônico com haloperidol. Estudos de Ray et al. (2019) e Zhao et al. (2022) confirmam esses eventos adversos, reforçando a importância desse acompanhamento regular.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias farmacêuticas desempenharam um papel crucial na prevenção e no manejo dos efeitos adversos associados ao uso de haloperidol. As intervenções farmacêuticas incluíram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Monitoramento terapêutico</strong>: Recomendações sobre ajustes de doses com o objetivo de reduzir o risco de efeitos extrapiramidais, promovendo a otimização do tratamento.</li>



<li><strong style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Educação em saúde</strong><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">: Realização de sessões educativas para pacientes e cuidadores, com foco na adesão ao tratamento e na identificação precoce de efeitos adversos, visando à melhoria da qualidade do cuidado.</span></li>



<li><strong>Prescrição multiprofissional</strong>: Colaboração com equipes médicas para a substituição do haloperidol por antipsicóticos de segunda geração, especialmente em casos de intolerância, buscando minimizar os efeitos adversos e melhorar a resposta terapêutica.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados reforçam a importância do manejo farmacêutico ativo e da colabora- ção multiprofissional para a redução dos efeitos adversos do haloperidol. Intervenções como a substituição por antipsicóticos atípicos e o acompanhamento regular dos pacien- tes são cruciais para melhorar os desfechos clínicos e promover a adesão ao tratamento, particularmente em populações vulneráveis.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo permitiram identificar e sintetizar os principais efeitos adversos associados à terapia prolongada com o haloperidol. Os achados destacam que, embora este medicamento seja eficaz no controle dos sintomas psicóticos, o uso crônico está relacionado a eventos adversos significativos, como discinesia tardia, sintomas extrapiramidais, alterações metabólicas e disfunções cardiovasculares. Tais efeitos representam desafios na adesão ao tratamento e comprometem a qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, reforça-se a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas, monitoramento contínuo dos pacientes e intervenção multiprofissional, com ênfase no papel dos farmacêuticos para garantir o manejo adequado e a minimização de riscos associados à farmacoterapia.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, R. L., et al. Intervenção multiprofissional no tratamento da esquizofrenia: Um estudo longitudinal. <strong>Jornal de Saúde Pública e Intervenções Psicológicas</strong><em>, 22</em>(3), 234-240. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, C. R. R.; SILVA, M. T. A. A esquizofrenia e seu tratamento farmacológico. <strong>Estudos de Psicologia</strong>. (Campinas) [internet]. 18 jan 2001, 12-22. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0103-166&#215;2001000100002. Acesso em: 27 nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saude. Secretário de Atenção à Saude HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JÚNIOR PORTARIA Nº 364, DE 9 DE ABRIL DE 2013. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Esquizofrenia. de 31 de outubro de 2002, publicada no Diário Oficial da União, de 4 de novembro de 2002, Seção 1, página 80. Disponível em:https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt-esquizofrenia-livro-2013-pdf&gt;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cesso em 04 de Setembro 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDO, W. N et al. <strong>HALOPERIDOL EM DOENÇAS MENTAIS</strong>: contribuição clínica. Trabalho da Clínica Psiquiatrica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. ARQ. NEURO- PSIQUIAT . (São Paulo) vol. 23, nº1, Março, 1965. Disponível em: scielo.br/j/anp/a/bv4NqkSRGH6rqRVvYdxHpTv/?format=pdf.Acesso em: 21 nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, M. P., et al. Avaliação do uso do haloperidol no Brasil: Um estudo transversal.<strong>Revista Brasileira de Psiquiatria</strong><em>, 46</em>(2), 128-135. 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, A. F., et al. Análise de estratégias para prevenir eventos adversos do haloperidol. <strong>Revista de Saúde Mental e Psiquiatria</strong><em>, 30</em>(1), 55-67. 2024</p>



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<p class="wp-block-paragraph">HOLMES, D. S. <strong>Psicologia dos transtornos mentais </strong>(Costa, S., Trans.). (2° Ed. ed.). Porto Alegre: Artes Médicas. 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HUBNER, C. V. K et al. Esquizofrenia e transtorno psicótico induzido por substâncias, uma difícil distinção. <strong>Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba</strong><em>. </em>v. 20, Supl., out. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBRAGIMOV, K. et al. Haloperidol (oral) versus olanzapine (oral) for people with schizophrenia and schizophrenia‐spectrum disorders. <strong>Cochrane Database of Systematic Reviews</strong>, n. 7, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, F. <strong>Das memórias de Nise da Silveira no hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro</strong>. Mana [internet]. 09/2019; 25(3):635-65. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-49442019v25n3p635. Acesso em: 12 dez. 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, I. R. Antipsicóticos atípicos: farmacologia e uso clínico. <strong>Brazilian Journal Psychiatry </strong>[internet].05/2000; 22: 38-40. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1516- 44462000000500013. Acesso em: 22 nov. 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">QURAISHI, S.; DAVID, A. Haloperidol Depot for Schizophrenia. <strong>Cochrane Review</strong>. Cochrane Library update Software (1): 2007. 18</p>



<p class="wp-block-paragraph">REES, L et al. A Study of the Value of Haloperidol in the Management and Treatment of Schizophrenic and Maniac Patients. <strong>International Journal of Neuropsychiatry</strong>, 1965; 1(3): 263-266.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REGO, J. F et al. Determinação de olamzapina em formulações farmacêuticas por espectrofotometria: desenvolvimento e validação. <strong>Quim Nova </strong>[internet]. 2010;33 (2): 471-7. Disponivel em: https://doi.org/10.1590/S0100-40422010000200041. Acesso em: 15 dez. 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SILVA, F. S., et al. Alterações motoras e discinesia tardia causadas pelo haloperidol: Uma revisão sistemática. <strong>Revista Brasileira de Neurologia</strong><em>, 18</em>(4), 165-172. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, M. D., et al. Efeitos adversos do uso prolongado de haloperidol: Um estudo de caso. <strong>Jornal de Psiquiatria e Farmacologia</strong><em>, 28</em>(6), 310-315. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YOSHIDA, K.; TAKEUCHI, Hi. Dose-dependent effects of antipsychotics on efficacy and adverse effects in schizophrenia. <strong>Behavioural Brain Research</strong>, v. 402, p. 113098, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹ Graduanda do curso de Farmácia. Faculdade Integrada CETE &#8211; FIC – Garanhuns/PE</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">² Docente Faculdade Integrada CETE-FIC – Garanhuns/PE</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">³ Docente Faculdade Integrada CETE-FIC – Garanhuns/PE</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DE UMA MÁSCARA FACIAL PEEL-OFF COM EXTRATOS VEGETAIS DE BARDANA, CALÊNDULA E ÓLEO DE SEMENTE DE UVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/desenvolvimento-e-avaliacao-da-estabilidade-de-uma-mascara-facial-peel-off-com-extratos-vegetais-de-bardana-calendula-e-oleo-de-semente-de-uva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 18:14:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=194206</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202501251514 Maria Izabel BragaOrientadora: Profa. Dra. Josinete Salvador Alves RESUMO&#160; As máscaras faciais peel-off são formadas por polímeros que permitem a formação de um filme uniforme na pele, além disso, a presente formulação contém substâncias ativas e adjuvantes técnicos que contribuem para a formação de um filme íntegro com propriedades hidratantes e protetoras. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202501251514</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maria Izabel Braga<br>Orientadora: Profa. Dra. Josinete Salvador Alves</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">As máscaras faciais <em>peel-off</em> são formadas por polímeros que permitem a formação de um filme uniforme na pele, além disso, a presente formulação contém substâncias ativas e adjuvantes técnicos que contribuem para a formação de um filme íntegro com propriedades hidratantes e protetoras. Os estudos de formulação são conduzidos também pela avaliação de estabilidade físico-química uma vez que fornecem indícios de segurança e eficácia do produto. O objetivo do trabalho foi desenvolver e avaliar a máscara facial <em>peel-off</em>, contendo ativos vegetais, quanto ao tempo de secagem, formação do filme, sensorial e estabilidade. A máscara facial foi produzida com extratos glicólicos de bardana, calêndula e óleo de semente de uva que juntas fornecem hidratação, proteção à pele, reduz oleosidade, ação antioxidante e antiinflamatória. Os ensaios de estabilidade consistiram na determinação do resíduo seco, densidade aparente, centrifugação, avaliação do pH e características organolépticas em diferentes temperaturas (ambiente, estufa e geladeira) no tempo zero, após 10 dias e 20 dias. Nos estudos realizados foi observado que a máscara forma um filme uniforme, flexível, aderente e de fácil aplicação. O tempo de secagem da formulação na pele foi de 35 minutos sendo um tempo superior quando comparada a máscara sem ativos sugerindo uma retenção de água na formulação. A avaliação sensorial da máscara foi positiva, pois ela proporciona refrescância e maciez a pele.&nbsp; Além disso, foi observado que a máscara é estável, pois não houve mudança nos parâmetros coloração, odor, pH e homogeneidade durante o período de análise.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Estabilidade de cosméticos. Máscara facial <em>peel-off</em>.&nbsp; Extrato glicólico de Bardana. Extrato glicólico de Calêndula. Óleo de semente de uva.&nbsp;&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Peel-off facial masks are made up of polymers that allow the formation of a&nbsp;uniform film on the skin. In addition, the present formulation contains active substances and technical adjuvants that contribute to the formation of an intact film with moisturizing and protective properties. Formulation studies are also conducted by assessing the physical-chemical stability, as they provide evidence of the product&#8217;s safety and efficacy. The objective of this work was to develop and evaluate a peel-off facial mask, containing plant actives, regarding drying time, film formation, sensorial and physical-chemical stability. The facial mask was produced with glycolic extracts of burdock, calendula and grape seed oil that together provide hydration, skin protection, reduce oiliness, antioxidant and anti-inflammatory action. The stability tests consisted of determining the dry residue, apparent density, centrifugation, evaluation of the pH and organoleptic characteristics at different temperatures (environment, oven and refrigerator) at time zero, after 10 days and 20 days. In the studies carried out, it was observed that the mask forms a uniform, flexible, adherent and easy-to-apply film. The drying time of the formulation on the skin was 35 minutes, which is longer when compared to the mask without actives, suggesting a retention of water in the formulation. The sensory evaluation of the mask was positive, as it provides freshness and softness to the skin. In addition, it was observed that the mask is stable, as there was no change in the color, odor, pH and homogeneity parameters during the analysis period.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Stability of cosmetics. Peel-off facial mask. Glycolic Burdock extract.&nbsp;Glycolic Calendula extract. Grape seed oil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população brasileira tem consumido muitos itens de beleza, higiene e&nbsp;perfumaria atualmente. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), “as vendas deste setor no primeiro quadrimestre de 2021 foram 5,7 % maiores do que no ano de 2020 no mesmo período.” (ABIHPEC, 2021). Em setembro de 2022 as vendas de cosméticos aumentaram de forma geral e os produtos de maquiagens em torno de 20% quando comparado ao mês de agosto no mesmo ano (ABIHPEC, 2022)<em>.</em> Segundo a matéria &#8220;Tendências de cosméticos para 2022, do site <em>Talk Science</em>,” a procura por itens de beleza pela população é devido ao fato delas estarem saindo mais por conta do período pós pandemia”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente os consumidores têm se preocupado com a forma de como os&nbsp;cosméticos são produzidos e estão optando por aqueles que são sustentáveis ou veganos (TALK SCIENCE, 2022). Os produtos sustentáveis são produzidos sem testes em animais e com a produção menor de resíduos tóxicos para o meio ambiente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As máscaras faciais <em>peel-off</em> são formadas por veículo e polímeros que tem&nbsp;a capacidade de formar um filme quando aplicadas sob a pele previamente limpa. “O álcool polivinílico, substância polimérica, é amplamente utilizado neste produto cosmético”, (NISHIKAWA <em>et al.</em>, 2007, p. 227). Esse tipo de máscara é comumente usado com finalidades de renovação celular, revitalizante, calmante e tensora (NISHIKAWA <em>et al.</em>, 2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento de produtos cosméticos requer estudos que garantam&nbsp;a eficácia e estabilidade deles. Os testes de estabilidade física, físico-química e química são importantes para o farmacêutico identificar as possíveis interferências ambientais e microbiológicas no produto durante o armazenamento, transporte e processo de produção da fórmula (CRUZ <em>et al.</em>, 2019). As interferências ambientais podem ser causadas por mudança de temperatura e pH, presença de umidade, luz ou contaminação do produto durante o uso. As alterações influenciam nas características organolépticas do produto acabado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho abordará métodos de análise para a avaliação de&nbsp;estabilidade de uma máscara <em>peel-off </em>com finalidade hidratante contendo ativos naturais. O estudo pretende verificar, parcialmente, se a formulação cosmética sofrerá algum tipo de alteração perante as metodologias utilizadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ensaios de estabilidade realizados nas formulações cosméticas&nbsp;auxiliam na estimativa do prazo de validade do produto acabado.&nbsp; Ainda é possível verificar se os componentes da formulação estão afetando a estabilidade do produto cosmético, seja por interações entre os componentes ou até mesmo destes com a embalagem do produto (CRUZ <em>et al.</em>, 2019).&nbsp; O farmacêutico é um profissional preparado para realizar estes estudos, logo desempenha um papel importante no desenvolvimento de produtos cosméticos e ensaios de estabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>OBJETIVO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Geral&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolver e avaliar uma máscara peel-off hidratante com ativos&nbsp;naturais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivos específicos&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Compor e manipular uma máscara peel-off;&nbsp;</li>



<li>Avaliar características físicas e sensoriais à máscara peel-off;&nbsp;</li>



<li>Realizar testes preliminares de estabilidade físico-química da máscara peel off&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>MATERIAL E MÉTODO&nbsp; &nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As matérias-primas e equipamentos que foram utilizados para confecção&nbsp;da máscara <em>peel-off</em> estão descritos abaixo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Matérias-primas:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Álcool polivinílico – Pharma Special®&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Álcool etílico absoluto P.A. ACS – LS Chemicals®&nbsp;</li>



<li>Água destilada&nbsp;&nbsp;</li>



<li>BHT – SM Empreendimentos Farmacêuticos®&nbsp;</li>



<li>Benzoato de sódio – SM Empreendimentos Farmacêuticos®&nbsp;</li>



<li>EDTA dissódico – Mapric®&nbsp;</li>



<li>Extrato glicólico de Bardana – Organic®&nbsp;</li>



<li>Extrato glicólico de Calêndula – Biovital®&nbsp;</li>



<li>Glicerina – Dinâmica®&nbsp;</li>



<li>Net FS – Galena®&nbsp;</li>



<li>Óleo de semente de Uva – Mapric®&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Equipamentos:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Balança – GEHAKA® modelo: BG 400&nbsp;</li>



<li>Peagômetro – MS TECNOPON EQUIP. ESPECIAIS LTDA ® modelo:&nbsp;mPA &#8211; 210&nbsp;</li>



<li>Centrífuga – BIO ENG® modelo: BE-5000&nbsp;</li>



<li>Chapa de aquecimento – QUIMIS® modelo Q- 313F22&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Estufa – Odontobras®&nbsp;</li>



<li>Geladeira – Consul®&nbsp;</li>



<li>Microscópio – NOVEL® modelo BM 2000&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3</strong> <strong>Métodos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada no trabalho foi experimental. Neste estudo foi desenvolvida uma máscara <em>peel-off</em> e avaliada características inerentes a sua natureza como por exemplo a formação do filme e sensorial. Além disso, foram feitos testes que avaliaram a estabilidade. Estes testes compreenderam a determinação da densidade relativa e resíduo seco; estabilidade por centrifugação, características organolépticas, verificação de pH, comportamento da formulação em ambientes com diferentes temperaturas (ambiente, geladeira e estufa).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara <em>peel-off</em> com ativos hidratantes foi avaliada quanto ao tempo de&nbsp;secagem, formação do filme e sensorial. Eles foram realizados <em>in vitro</em> (placa de petri e lâmina de vidro) e <em>in vivo</em> (pele). Os testes de avaliação sensorial, performance de formação do filme e tempo de secagem foram baseados no trabalho de BERINGHS <em>et al</em>., (2013).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.1</strong> <strong>Preparação da máscara facial peel-off&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara base foi obtida com os itens de 1 a 7 da formulação, (tabela 1). O EDTA dissódico foi adicionado à água da formulação e solubilizado seguido da adição, sob agitação, do benzoato de sódio e glicerina. A mistura obtida foi adicionada ao álcool polivinílico e submetido ao aquecimento até 90ºC sob agitação constante até a obtenção de uma solução gelatinosa. A preparação foi resfriada em banho maria. Após resfriamento o BHT dissolvido no álcool etílico foi incorporado na formulação seguido da adição do NET FS.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após 48 horas do preparo da base da formulação foram incorporados na&nbsp;mesma o óleo de semente de uva, extrato glicólico de calêndula e extrato glicólico de bardana.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 &#8211; Composição quali-quantitativa da máscara <em>peel-off</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="601" height="249" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1298.png" alt="" class="wp-image-194210" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1298.png 601w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1298-300x124.png 300w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="613" height="228" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1299.png" alt="" class="wp-image-194211" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1299.png 613w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1299-300x112.png 300w" sizes="(max-width: 613px) 100vw, 613px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>3.3.2 Estudo preliminar de estabilidade da máscara&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ensaios de estabilidade realizados foram: estudo de análise&nbsp;macroscópica, ensaio de centrifugação, determinação da densidade relativa e resíduo seco, verificação de pH e características organolépticas em diferentes temperaturas (temperatura ambiente, geladeira e estufa).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.1</strong> <strong>Análise macroscópica&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As preparações foram avaliadas quanto às características organolépticas e homogeneidade com a finalidade de verificar possíveis instabilidades visíveis (ANVISA, 2004).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.2</strong> <strong>Ensaio de centrifugação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para realização deste teste, aproximadamente 4g de máscara <em>peel-off</em> foram submetidos a centrifugação (BIO ENG, BE-5000) a 3000 rpm durante 30 minutos. O experimento foi realizado em triplicata e foi adaptado do trabalho de ZAGUE, (2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.3</strong> <strong>Ensaio de estabilidade em diferentes temperaturas&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As amostras de máscara <em>peel-off</em> sem ativos e máscara <em>peel-off</em> com ativos&nbsp;foram acondicionadas em tubos de ensaio e armazenadas em temperaturas distintas: 5°C (geladeira); 25°C (ambiente) e 40°C (estufa). Elas foram avaliadas quanto às características organolépticas e homogeneidade no período de 20 dias. Os períodos pré-estabelecidos foram: tempo zero, 10 dias e 20 dias. Esse estudo foi realizado em triplicata. Ele foi adaptado dos trabalhos de BERINGHS <em>et al</em>., (2013) e NISHIKAWA <em>et al.</em>, (2007).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.4</strong> <strong>Determinação de pH da máscara&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Soluções aquosas da máscara <em>peel-off</em> com ativos a 10% (m/v) foram&nbsp;avaliadas quanto ao pH em triplicata. Para a determinação foi utilizado um peagômetro (Ms Tecnopon Equip. Especiais LTDA®, mPA – 210) conforme descrito em BRASIL, (2019). Este teste foi realizado no tempo zero na temperatura ambiente, após 10 dias e 20 dias, ele foi realizado com as amostras na temperatura ambiente, geladeira e estufa a 40ºC. O período da análise do teste foi adaptado do trabalho de NISHIKAWA <em>et al.</em>, (2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.5</strong> <strong>Determinação de densidade da máscara&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada consistiu na avaliação direta entre a massa da amostra e seu volume mensurado em proveta graduada. As amostras foram pesadas em provetas e o volume ocupado por cada amostra foi registrado. A densidade relativa foi calculada pela equação matemática dada por d = m/v (CRUZ <em>et al</em>., 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2.6</strong> <strong>Determinação de resíduo seco da máscara, base e máscara hidratante (padrão)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximadamente 4g das amostras foram distribuídas em cápsulas de&nbsp;porcelana, e submetidas a aquecimento por 3 horas em temperatura de 100°C, o valor do resíduo seco foi determinado em porcentagem e as médias foram utilizadas para expressar os resultados (XAVIER <em>et al.,</em> 2022). As amostras estudadas foram: máscara base sem ativos, máscara com ativos e máscara com uma substância hidratante padrão de ureia. O estudo foi realizado em duplicata.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4</strong> <strong>Avaliação sensorial da máscara e da base (máscara sem ativos)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação sensorial foi realizada para verificar os fatores relativos ao&nbsp;sensorial da formulação como maciez da pele, facilidade de espalhamento e facilidade de aplicação. Eles foram realizados na pele e na lâmina de vidro. Para realização deste teste foram utilizados 0,5g da máscara facial e a mesma quantidade da máscara facial sem ativo para comparação dos resultados. O teste sensorial da pele foi realizado pela demarcação de uma área de 2,5&#215;2,5 cm, na lâmina de vidro na área de 7,5&#215;5 cm e identificando as amostras por máscara facial com ativos ou apenas a base. O teste foi realizado em triplicata e os resultados avaliados conforme requisitos da tabela 2. Cada pergunta possui pontuação de 0 a 1 e ao final é realizada uma somatória dos pontos. Este teste é uma adaptação do trabalho de BERINGHS <em>et al</em>., (2013).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2 &#8211; Análise sensorial do filme das máscaras com e sem ativos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="251" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1332.png" alt="" class="wp-image-194283" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1332.png 571w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1332-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 571px) 100vw, 571px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>3.5</strong> <strong>Avaliação de desempenho do filme formado pela máscara&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A performance de formação do filme foi realizada <em>in vitro</em>, pesando 0,5g de máscara base e máscara com ativos. Em seguida, elas foram espalhadas na placa de petri de área demarcada 10&#215;9 cm e lâmina de vidro de área demarcada de 7,5&#215;5 cm. Depois elas foram colocadas na estufa na temperatura de 37°C, até completa secagem. Após isso, elas foram avaliadas macroscopicamente e no microscópio (NOVEL®, BM 2000) nas objetivas de 4x e 10x. O teste tem por finalidade responder às perguntas da tabela 3 e a sua pontuação vai até 1,0 ponto. Este teste foi adaptado do trabalho de BERINGHS <em>et al</em>., (2013) e foi realizado em triplicata.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3 &#8211; Análise do desempenho do filme formado pelas máscaras com e sem ativos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="598" height="192" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1301.png" alt="" class="wp-image-194215" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1301.png 598w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1301-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 598px) 100vw, 598px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>3.6</strong> <strong>Avaliação do tempo de secagem&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Para realização deste teste foram pesados 0,5g da máscara <em>peel-off</em> e da máscara base. Cada uma das amostras foi espalhada na placa de petri na área demarcada de 10 x 9 cm e na pele na área demarcada de 2,5&#215;2,5 cm, seguido de aquecimento em estufa a 37ºC até completa secagem. A formação de filme foi monitorada a cada 10 minutos e com menor intervalo de tempo após o início da secagem. O tempo de secagem total foi registrado. Este teste foi adaptado do trabalho de BERINGHS<em> et al</em>., (2013). O teste foi realizado em triplicata e os resultados foram registrados na tabela 4.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4 &#8211; Determinação do tempo de secagem das máscaras com e sem ativos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="448" height="125" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1303.png" alt="" class="wp-image-194218" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1303.png 448w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1303-300x84.png 300w" sizes="(max-width: 448px) 100vw, 448px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara facial <em>peel-off</em> se caracteriza por formar um filme fino sob a pele previamente limpa devido a presença de um polímero com tal propriedade. Sendo assim, a base da máscara <em>peel-off</em> deste trabalho foi produzida utilizando álcool polivinílico para formação do filme. Além disso, nela foram adicionados adjuvantes técnicos como EDTA dissódico, glicerina, benzoato de sódio, BHT e álcool etílico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ativos escolhidos para a ação hidratante e restauradora da máscara&nbsp;foram o óleo de semente de uva, extratos glicólicos de bardana e calêndula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O produto obtido apresentou coloração branca e odor parecido com o do&nbsp;álcool etílico o que foi mascarado com a adição de essência de rosas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1<em> &#8211;</em> Imagem da máscara base (a) e máscara com ativos (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="379" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1304.png" alt="" class="wp-image-194222" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1304.png 379w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1304-300x168.png 300w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: autoria própria, 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do tempo de secagem da formulação foi avaliada na placa de&nbsp;Petri de plástico para simular o rosto e em temperatura de 37ºC na estufa para simular a temperatura corporal da pele (BERINGHS <em>et al</em>., 2013). Foi observado, durante o procedimento, que a coloração da máscara antes da secagem se apresentava branca (figuras 2 e 4) e após a secagem mostrou-se transparente (figura 3 e 5). A máscara base secou em 18 minutos na placa de petri em estufa e em 30 minutos na pele. A máscara secou em 25 minutos na placa de petri e em 35 minutos na pele (voluntários:&nbsp;autor e orientador). A tabela 5 mostra os resultados individuais da análise.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 5 &#8211; Resultados da análise do tempo de secagem</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="457" height="82" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1305.png" alt="" class="wp-image-194224" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1305.png 457w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1305-300x54.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="458" height="35" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1306.png" alt="" class="wp-image-194225" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1306.png 458w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1306-300x23.png 300w" sizes="(max-width: 458px) 100vw, 458px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2<em> &#8211; </em>Placa de petri com máscara base (a) e com máscara <em>peel-off</em> (b) antes da secagem</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="348" height="206" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1307.png" alt="" class="wp-image-194226" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1307.png 348w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1307-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 348px) 100vw, 348px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 &#8211; Placa de petri com a máscara base (a) e com a máscara </strong><strong><em>peel-off</em></strong><strong> (b) após a secagem</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="345" height="205" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1308.png" alt="" class="wp-image-194227" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1308.png 345w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1308-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 345px) 100vw, 345px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 &#8211; Amostras aplicada na pele antes da secagem: máscara base (a) e máscara com ativo (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="348" height="200" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1309.png" alt="" class="wp-image-194228" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1309.png 348w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1309-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 348px) 100vw, 348px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5<em> &#8211;</em> Filmes formados pelas amostras aplicadas na pele, após secagem, da máscara base (a) e máscara com ativo (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="342" height="205" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1311.png" alt="" class="wp-image-194232" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1311.png 342w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1311-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 342px) 100vw, 342px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da formação do filme formado pela máscara base e máscara&nbsp;com ativos foi realizada macroscopicamente (figura 6) e no microscópio (NOVEL®, BM 2000) nas objetivas de 4x (figura 7) e 10 x (figura 8). Foi possível verificar que toda a superfície da placa de petri e lâmina de vidro foram cobertas, contudo quando avaliadas por microscopia foi observado que os filmes não possuíam boa cobertura e ainda houve a formação de bolhas em alguns campos de visão.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6<em> &#8211;</em> Filme formado pelas máscaras, após secagem, máscara base (a) e máscara com ativo (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="348" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1312.png" alt="" class="wp-image-194234" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1312.png 348w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1312-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 348px) 100vw, 348px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7 &#8211; Imagem do filme por microscopia com aumento de 4x, máscara base (a) e máscara com ativo (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="341" height="197" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1313.png" alt="" class="wp-image-194235" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1313.png 341w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1313-300x173.png 300w" sizes="(max-width: 341px) 100vw, 341px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 &#8211; Imagem do filme por microscopia com aumento de 10x, máscara base (a) e máscara com ativo (b)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="356" height="208" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1314.png" alt="" class="wp-image-194236" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1314.png 356w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1314-300x175.png 300w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A formulação final (máscara com ativos) se espalhou com mais facilidade&nbsp;nas superfícies estudadas (placa de petri plástica e lâmina de vidro) e na pele quando comparada com a máscara sem ativos. Além disso, em complementação ao teste de espalhabilidade, algumas perguntas (tabela 6) foram aplicadas para avaliação do filme formado. Considerando que a pontuação da pergunta é de zero a um, sendo o total de quatro pontos o melhor desempenho, para cada metodologia avaliativa pode-se afirmar que as máscaras com e sem ativos apresentaram 75% da performance desejada.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 6 &#8211; Resultados da análise do desempenho do filme formado pela máscara com e sem ativos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="246" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1315.png" alt="" class="wp-image-194237" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1315.png 602w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1315-300x123.png 300w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação sensorial, realizada apenas com autor e orientador, da&nbsp;máscara base foi observado que ela proporcionou frescor, boa viscosidade por não favorecer o escoamento e fácil espalhamento. A avaliação sensorial da máscara <em>peel-off</em> (com ativos) também ofereceu recrescência e maciez à pele; fácil aplicação, bom espalhamento, mas apresentou um leve escoamento quando recém aplicada na pele. A tabela 7 mostra os resultados das perguntas respondidas sobre esse teste. Considerando quatro pontos o resultado esperado para um bom produto de uso tópico pode-se afirmar que as máscaras <em>peel-off</em> apresentaram um resultado em torno de 85%.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 7- Resultado da avaliação sensorial da máscara base e com ativos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="247" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1316.png" alt="" class="wp-image-194241" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1316.png 567w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1316-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A densidade relativa da máscara base foi de 0,9373 (média) ± 0,0178 (desvio padrão) e da formulação com ativos foi de 1,022 (média) ± 0,0314 (desvio padrão).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pH da máscara base e da máscara com ativos foi verificado no tempo&nbsp;zero na temperatura ambiente. O pH da máscara base foi de 5,5767 (média) ± 0,0152 (desvio padrão) e da máscara com ativos foi de 5,53.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pH da formulação com ativos foi avaliado após 10 dias e 20 dias do&nbsp;armazenamento das amostras em triplicata na temperatura ambiente, na geladeira e estufa (40º C). Os resultados obtidos foram descritos na tabela 8. Estes resultados mostram que a máscara <em>peel-off </em>tem pH ácido.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 8<em> &#8211;</em> Determinação do pH da máscara com ativos armazenada em diferentes temperaturas&nbsp;pH ± desvio padrão das amostras</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="157" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1318.png" alt="" class="wp-image-194244" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1318.png 546w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1318-300x86.png 300w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A análise das características organolépticas foi realizada no tempo zero em&nbsp;temperatura ambiente. O resultado obtido foi de um produto uniforme com coloração branca e odor característico da essência utilizada. Após esta análise as amostras (triplicata) foram armazenadas em geladeira na temperatura de 6ºC e estufa a 40 ºC. Decorrido 10 dias do armazenamento, as amostras foram analisadas novamente. O resultado obtido foi a permanência de uniformidade, coloração branca e odor característico nas amostras armazenadas em temperatura ambiente e geladeira. As amostras acondicionadas em estufa apresentaram-se translúcidas. Os resultados obtidos após 20 dias foram os mesmos observados para a análise dos dez dias.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9 &#8211; Amostras da máscara com ativos após 20 dias de armazenamento em temperatura ambiente (a), geladeira (b) e estufa (c).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="491" height="210" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1322.png" alt="" class="wp-image-194250" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1322.png 491w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1322-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 491px) 100vw, 491px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A máscara <em>peel-off</em> foi submetida a centrifugação, em triplicata, para&nbsp;verificar se haveria separação de fases. Após 30 minutos de centrifugação a 3.000 rpm, a formulação se manteve íntegra e não apresentou separação de fases.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10 &#8211; Amostras da máscara com ativos após centrifugação de 3.000rpm durante 30 minutos.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="171" height="200" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1327.png" alt="" class="wp-image-194257"/></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O ensaio de resíduo seco mostrou que a máscara contendo a ureia como uma substância hidratante, padrão, perdeu 75% de seu peso quando exposta ao aquecimento enquanto a máscara contendo ativos perdeu 78,63% de seu peso, sendo essa superior a máscara sem ativos, sugerindo alguma propriedade termo sensível dos extratos utilizados na formulação (gráfico 1).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1 &#8211; Resultados da determinação de resíduo seco da máscara, base e máscara hidratante</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="490" height="317" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1329.png" alt="" class="wp-image-194261" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1329.png 490w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1329-300x194.png 300w" sizes="(max-width: 490px) 100vw, 490px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A base da máscara <em>peel-off</em> foi produzida utilizando álcool polivinílico por&nbsp;conta da capacidade dele formar um filme. Ele é o polímero mais utilizado para preparo deste tipo de formulação (NISHIKAWA <em>et al</em>., 2007).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente os consumidores têm se preocupado com a forma de como&nbsp;os cosméticos são produzidos e estão optando por aqueles que são sustentáveis ou veganos. Os produtos sustentáveis são produzidos sem testes em animais, sem parabenos e com uma produção menor de resíduos tóxicos para o meio ambiente. Por este motivo a máscara <em>peel-off</em> foi produzida utilizando o benzoato de sódio como conservante antimicrobiano e princípios ativos naturais, como o óleo de semente de uva, extrato glicólico de bardana e extrato glicólico de calêndula.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O extrato glicólico de Bardana foi utilizado na formulação porque a Bardana (<em>Arctium lappa) </em>possui propriedades antisséptica, emoliente, antiacne e anti-inflamatórias. Ela melhora a circulação do sangue, por isso promove uma melhora na qualidade e textura da pele (NAM <em>et al.,</em> 2021) e (LEE <em>et al.</em>, 2013). A Bardana é comumente usada no tratamento de problemas de pele e doenças inflamatórias (LEE <em>et al.</em>, 2013).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O extrato glicólico de Calêndula foi utilizado na formulação porque ela tem&nbsp;ação anti-inflamatória, antisséptica, cicatrizante (BUZZI <em>et al.</em>, 2016) e (GAZOLA <em>et al.</em>, 2014). Essas propriedades dela ocorrem porque ela atua no ciclo das oxigenasses (COXs). Isso foi comprovado em estudo científico utilizando ratos que tinham feridas cutâneas (PARENTE <em>et al</em>., 2009).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O óleo de semente de uva foi utilizado na formulação porque ele possui atividade de proteção contra os raios UV (PERDE-SCHREPLER <em>et al</em>., 2013), antioxidante, antienvelhecimento (YAROVAYA <em>et al.</em>, 2020) e ação anti-inflamatória. Além disso, promove a hidratação da pele por semi-oclusão por conta de ser um óleo (PERDE-SCHREPLER <em>et al</em>., 2013). Além disto, ele possui compostos fenólicos, um alto índice de ácido linoleico (ômega 6) e tocoferol (vitamina E) com uma atividade hidratante ímpar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os extratos vegetais adicionados à formulação sugere-se&nbsp;que o produto possa ser utilizado para tratar acne, peles mistas e oleosas apesar da presença do óleo de sementes de uvas, devido a sua baixa concentração e importante conteúdo de ácidos graxos essenciais não induz acne e sim reforça barreira cutânea e é antioxidante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do tempo de secagem foi realizada para poder informar ao&nbsp;consumidor o tempo e quantidade de produto a ser utilizada na pele. Durante esse teste foi observado que a base secou em 18 minutos na placa de Petri e em 30 minutos na pele; já a máscara com ativos secou em 25 minutos na placa de Petri e em 35 minutos na pele.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nestes resultados é possível concluir que a diferença dos tempos de secagem da base e máscara ocorreram por conta da presença dos ativos, como óleo de semente de uva, que promovem a hidratação da pele. Além disso, a diferença entre o tempo de secagem da máscara na placa de Petri e na pele ocorreu devido ao tamanho da área aplicada ser diferente e a espessura do filme. A área da placa de Petri era de 10&#215;9 cm e a área aplicada na pele era de 2,5&#215;2,5 cm.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do desempenho do filme formado pela máscara <em>peel-off </em>com e&nbsp;sem ativos foi realizada porque durante o tempo de secagem da formulação na pele ocorre perda gradual da água do produto e formação da película do filme. A perda gradual da água é responsável pela sensação tensora da formulação. Além disto, o filme após o período de normalmente é flexível, macio, fácil de remover e aderente (NISHIKAWA <em>et al</em>., 2007).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação da formação do filme da base e da máscara com ativos foi&nbsp;possível observar macroscopicamente que ele cobriu toda a lâmina de vidro e placa de Petri. Quando ele foi observado no microscópio (NOVEL®, BM 2000) na objetiva de 4x e 10x foi verificado que a cobertura do filme foi de 80% porque houve formação de bolhas. Isso ocorreu com a base e máscara. A formação de bolhas pode ter ocorrido durante o espalhamento do produto na lâmina de vidro e placa de Petri. Apesar disso, quando o filme é aplicado diretamente na pele ele não forma bolhas e a cobertura é de 100% (figura 11). Logo, isso não irá interferir no uso do produto pelo consumidor. Pois o filme formado pela máscara após o tempo de secagem formou uma película flexível, aderente, uniforme, macia e com fácil remoção.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11: Comparação da aplicação do filme na lâmina de vidro e pele.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="346" height="188" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1331.png" alt="" class="wp-image-194268" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1331.png 346w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-1331-300x163.png 300w" sizes="(max-width: 346px) 100vw, 346px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação sensorial foi avaliada quanto a facilidade de aplicação,&nbsp;espalhamento do produto, propriedade sensorial (macio, boa viscosidade, hidratação) e se o produto fica escoando na pele. A base da formulação deixava o local de aplicação fresco porque a película formada causa hidratação por oclusão, elevação da temperatura do local, aumento da circulação e ativa as glândulas sudoríparas (NISHIKAWA <em>et al</em>., 2007).<em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a avaliação sensorial da máscara <em>peel-off</em> foi observado que ela teve um leve escoamento provavelmente por conta da presença dos ativos quando comparada com a base da formulação. Além disso, ela deixou a pele macia porque o óleo de semente de uva presente na formulação promoveu a hidratação por semioclusão (PERDE-SCHREPLER <em>et al</em>., 2013).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação organoléptica é realizada utilizando os órgãos sensoriais do&nbsp;nosso corpo como o olfato, paladar e tato. Ela é importante para verificar possíveis alterações no aspecto do produto, odor, sabor e cor (CRUZ <em>et al</em>., 2019). Esse teste foi realizado no tempo zero na temperatura ambiente, após 10 dias e 20 dias, ele foi realizado na temperatura ambiente(25ºC), geladeira(6ºC) e estufa(40ºC). Porque em temperaturas altas o cosmético poderá sofrer processos de instabilidade físico-química e química resultando em alterações na coloração, odor e aspecto. E em baixas temperaturas (geladeira) poderá ocorrer mudanças físicas como turvação, precipitação de cristalização (ANVISA,2004). Os resultados deste teste da formulação no tempo zero, após 10 dias e 20 dias foram os mesmos de quando ela estava recém formulada. A coloração se manteve branca e com odor de rosas (essência). Isso sugere que a formulação é estável, mas poderá apresentar outro comportamento perante outros experimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da máscara facial na centrífuga (BIO ENG, BE 5000) permitiu&nbsp;que ela passasse por um estresse simulando a elevação da força gravitacional. Logo, esse teste pode antecipar um efeito de instabilidade no produto (CRUZ <em>et al</em>., 2019). A instabilidade que poderia ser observada com esse teste era a formação de precipitado e divisão de fases. Esses efeitos são incompatibilidades físicas da formulação (ANVISA,2004). A máscara facial deste estudo foi submetida a este teste e o resultado foi positivo porque não houve separação de fases. Logo, a formulação é estável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A determinação do pH de uma formulação é importante para avaliação da&nbsp;incompatibilidade química da formulação que estão relacionados a estabilidade dos constituintes da formulação, eficácia e segurança do produto (ANVISA,2004). A determinação do pH foi realizada no pHmetro como preconiza a Farmacopeia Brasileira (BRASIL,2019). A escala de pH varia de 1 (ácidos) a 14 (bases) e o valor 7 representa a neutralidade da solução (CRUZ <em>et al</em>., 2019). As três amostras da base da formulação no tempo zero obtiveram pH ácido de 5,58 e a máscara com ativos pH ácido de 5,53 na temperatura ambiente no tempo zero.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No período de 20 dias após a primeira análise do pH na temperatura&nbsp;ambiente o pH mudou de 5,53 para 5,25. No período de 20 dias, após a primeira e a última análise de pH na temperatura da geladeira e estufa, o valor do pH da máscara na geladeira variou de 5,17 para 5,26 e na estufa ele variou de 5,01 a 5,04. Estes resultados mostram que a máscara tem pH ácido em torno de 5,0. Como a variação de pH foi pequena, pode-se considerar que ele é constante. Além disso, seria necessário a adição de um corretivo de pH para deixar a formulação em pH neutro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio de resíduo seco foi realizado para avaliar qualitativamente a&nbsp;hidratação da máscara <em>peel-off</em> e possíveis sensibilidades físicas da formulação. O grupo controle utilizado foi a base com ureia porque já se conhece que a ureia promove hidratação (XAVIER <em>et al</em>., 2022).&nbsp; A base sem ativos foi utilizada para ajudar na avaliação de perda de água da formulação, pois foi preparada do mesmo lote.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos resultados do ensaio de resíduo seco foi verificado a provável perda de água e compostos voláteis durante o aquecimento na estufa a 100ºC em todas as amostras (base, base com ureia e máscara com ativos). Por que ela perdeu 78,63% de água durante a secagem na estufa até peso constante, a base perdeu 76,10% e a base com ureia (usada como controle do teste) perdeu 75%. Isso mostra que a formulação pode hidratar por oclusão por conta dos ativos utilizados no preparo e por conta da película formada na pele (NISHIKAWA <em>et al</em>., 2007) e (PERDESCHREPLER <em>et al</em>., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o resultado do ensaio de resíduo seco também mostrou que a&nbsp;formulação da máscara facial <em>peel-off</em> é mais frágil que o grupo controle (base cosmética com ureia) que reteve mais água no resíduo seco formado a 100ºC. Portanto, a perda de água da formulação indica que o produto tem que estar sempre fechado para não ressecar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara peel-off foi desenvolvida com os adjuvantes técnicos: álcool&nbsp;polivinílico, EDTA dissódico, água, glicerina, benzoato de sódio, BHT, álcool etílico, e as substâncias ativas: extrato glicólico de bardana, extrato glicólico de calêndula e óleo de semente de uva.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As substâncias ativas selecionadas para compor a formulação auxiliam na&nbsp;hidratação da pele porque o tempo de secagem, a 37 °C, dela na pele foi de 35 min e o da base foi de 30 min. A avaliação sensorial mostrou que o produto hidrata e deixa uma sensação refrescante na pele.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste da performance do filme indicou que o filme formado é flexível,&nbsp;uniforme, aderente e de fácil remoção. Ele tem aspecto opaco antes da secagem e transparente após a secagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os testes de estabilidade físico-química indicam que a formulação é estável&nbsp;em diferentes temperaturas (temperatura ambiente, geladeira e estufa), pois ela não forma precipitado, não tem tendência de dividir fases, tem coloração branca, odor da essência e pH ácidos em torno de 5,0.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio de resíduo seco sugere que a máscara facial <em>peel-off</em> perdeu água&nbsp;e compostos voláteis, logo isso pode refletir a hidratação do produto. Além disso, este resultado mostra que a formulação da máscara facial <em>peel-off</em> é mais frágil que o grupo controle (base cosmética com ureia) que reteve mais água no resíduo seco formado a 100ºC. Portanto, a perda de água da formulação indica que o produto deve estar sempre fechado após a utilização para não ressecar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a máscara facial <em>peel-off</em> é estável, porém ainda é&nbsp;necessário que ela passe por estudos de estabilidade físico-química, química e controle microbiológico para ser comercializada ao consumidor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">ABIHPEC. <strong>Vendas do setor de beleza e higiene pessoal crescem 10% no 1º semestre, diz Abihpec</strong>. 2022. Disponível em: https://abihpec.org.br/vendas-do-setorde-beleza-e-higiene-pessoal-crescem-10-no-1o-semestre-diz-abihpec/. Acesso em: 04 ago. 2022.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">XAVIER, Flávia Silva <em>et al</em>. <strong>Desenvolvimento e análise de gel-creme hidratante contendo óleo de coco e óleo de palma</strong>. 2022. 19 f. TCC (Graduação) &#8211; Curso de Engenharia Química, Universidade São Francisco, Bragança Paulista, 2022. Disponível em: https://www.usf.edu.br/galeria/getImage/768/8567258868620982.pdf. Acesso em: 04 out. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">YAROVAYA, Liudmila <em>et al</em>. Effect of grape seed extract on skin fibroblasts exposed to&nbsp;UVA light and its photostability in sunscreen formulation. <strong>Journal Of Cosmetic Dermatology</strong>, [<em>s.l</em>.], v. 20, n. 4, p. 1271-1282, 21 set. 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.1111/jocd.13711. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jocd.13711. Acesso em: 04 ago. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAGUE, Vivian. <strong>Desenvolvimento e avaliação da estabilidade física e físicoquímica de máscaras faciais argilosas</strong>. 2007. 170 f. Dissertação (Doutorado) &#8211; Curso de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9139/tde-17112017102917/publico/Vivian_Zague_Mestrado.pdf. Acesso em: 04 nov. 2022.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PERCEPÇÕES DA COMUNIDADE SURDA SOBRE OS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO E AS INFORMAÇÕES PARA O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/percepcoes-da-comunidade-surda-sobre-os-processos-de-comunicacao-e-as-informacoes-para-o-uso-racional-de-medicamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 12:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=192312</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501150929 Dyego Ramos Henrique1Rayane Cavalcante Batista Pereira2Andrea Pecce Bento3Raylene Andrade Oliveira4Andrea Donatti Gallassi5 O presente estudo investiga junto à comunidade surda as percepções quanto aos processos de comunicações com os profissionais dos serviços de saúde e informações para o uso de medicamentos. Desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa por meio de entrevistas semiestruturadas com nove [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501150929</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Dyego Ramos Henrique<strong><sup>1</sup></strong><br>Rayane Cavalcante Batista Pereira<strong><sup>2</sup></strong><br>Andrea Pecce Bento<strong><sup>3</sup></strong><br>Raylene Andrade Oliveira<strong><sup>4</sup></strong><br>Andrea Donatti Gallassi<strong><sup>5</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo investiga junto à comunidade surda as percepções quanto aos processos de comunicações com os profissionais dos serviços de saúde e informações para o uso de medicamentos. Desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa por meio de entrevistas semiestruturadas com nove indivíduos surdos e fluentes na língua de sinais. Os discursos foram categorizados em: Comunicação com os profissionais nos Serviços de Saúde e Informação sobre Medicamentos. Quanto à orientação médica, informaram seguir o que o médico escreveu no papel sem compreender a importância dessa atitude. Sobre a dispensação de medicamentos, o processo de comunicação é incipiente e traduz-se na entrega da receita ao atendente ou farmacêutico com sua devolução acompanhada do medicamento. Há adesão ao tratamento, contudo, na percepção dos surdos, é revelado que as práticas em saúde precisam ser pautadas em suas necessidades adotando-se a língua de sinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras</strong>&#8211;<strong>chaves</strong>: Percepção; Uso de Medicamentos; Barreiras de Comunicação; Língua de Sinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study investigates with the deaf community perceptions about the communication processes with professional health services and information for the use of drugs. Developed a qualitative research through semi-structured interviews with nine deaf individuals and fluent in sign language. The speeches were categorized into: Communication with professionals in the Health and Drug Information Services. As for medical advice, reported follow what the doctor wrote in the paper without understanding the importance of this attitude. On dispensing drugs, the communication process is incipient and is reflected in the delivery of revenue to the clerk or pharmacist with your accompanied return of the medicine. There adherence to treatment, however, the perception of the deaf, it is revealed that health practices need to be guided in their needs by adopting sign language.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Key Words</strong>: Perception; Drug Utilization; Communication Barriers; Sign Language</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudio investiga las percepciones de la comunidad sorda sobre los procesos de comunicación con los servicios profesionales de la salud e información para el uso de drogas. Se desarrolló una investigación cualitativa a través de entrevistas semiestructuradas con nueve personas sordas y con fluidez en el lenguaje de signos. Los discursos fueron clasificados en: La comunicación con los profesionales de los servicios de información de salud y medicamentos. En cuanto a los consejos médicos, informó sigue lo que escribió el doctor en el papel sin entender la importancia de esta actitud. En la dispensación de medicamentos, el proceso de comunicación es incipiente y se refleja en la entrega de los ingresos para el empleado o farmacéutico con su declaración acompañada de la medicina. No adherencia al tratamiento, sin embargo, la percepción de las personas sordas, se revela que las prácticas de salud necesitan ser guiados en sus necesidades mediante la adopción de la lengua de signos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palabras clave: Percepción, Utilización de Medicamentos,&nbsp; Barreras de Comunicación, Lenguaje de Signos</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade&nbsp; surda, dentre outros grupos e indivíduos, encontram limitações na comunicação, quando procuram os cuidados de saúde1. Pesquisas2,3,4 identificaram barreiras linguísticas de comunicação e de compreensão entre profissional de saúde e pacientes nos estabelecimentos de dispensação de medicamentos, causando prejuízos das informações em saúde. Estas limitações, segundo Oliveira2 et al, fazem com que estes indivíduos não possuam informações sobre saúde e reivindiquem mais oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, é possível que quando estas pessoas surdas demandem por serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, deparem-se com a ausência de atendimento em sua língua materna, língua brasileira de sinais (LIBRAS). Isso pode ocorrer mesmo que se tenha legitimado a oferta da LIBRAS na perspectiva da equidade, a partir dos preceitos da Lei Brasileira de Inclusão5, assegurando à pessoa com deficiência o acesso aos serviços de saúde, tanto públicos como privados e às informações prestadas e recebidas por meio de tecnologia assistiva e de todas as formas de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novaes6 entende por surdez toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função patológica, fisiológica ou anatômica capaz de gerar incapacidade para o desempenho de alguma atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano estabelecendo critérios quantificados, subdivididos entre níveis e classes, assim como descrito nos decretos nº 3.29867/1999, nº 5.29678/2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se que surdo é aquele indivíduo que pertence a uma comunidade surda, possui uma cultura surda, uma identidade surda e todos baseados em sua língua materna6,9.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as informações sobre saúde que as pessoas necessitam obter, estão aquelas que subsidiam o uso de medicamentos. A utilização adequada dos medicamentos é essencial para o tratamento dos problemas de saúde, portanto, representa uma questão de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de metade de todos os medicamentos são inadequadamente prescritos, dispensados ou vendidos e praticamente metade dos pacientes não os tomam corretamente. O uso racional de medicamentos é compreendido, segundo a Política Nacional de Medicamentos10, como o processo que compreende a prescrição apropriada, a disponibilidade oportuna e a preços acessíveis, a dispensação em condições adequadas e consumo nas doses indicadas, nos intervalos definidos e no período de tempo determinado de medicamentos eficazes, seguros e de qualidade. Neste contexto, a participação dos pacientes é fundamental, e para isso, o conhecimento de informações sobre os problemas e os seus tratamentos são necessários11.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Supõe-se que este processo seja ainda mais complexo quando existem barreiras de comunicação, como aquelas observadas na comunidade surda. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi o de verificar junto à comunidade surda e usuária da Língua de Sinais a percepções sobre os processos de comunicação e as informações para o uso racional de medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa de natureza qualitativa que teve como objetivo trabalhar com os sujeitos e seu modo de atuação em determinado contexto social12, descritiva de cunho exploratório, desenvolvida por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas entre agosto e dezembro de 2019.&nbsp; Para a definição da amostra adotou-se o método de saturação do conteúdo das falas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para produção dos dados e constituição do grupo, foram recrutados nove indivíduos surdos, fluentes e usuários da Língua Brasileira de Sinais que realizavam o curso pré-vestibular para surdos, oferecido no Instituto Nossa Senhora do Brasil, localizado em Brasília e ofertado por professores e intérpretes voluntários da Secretária de Educação do Distrito Federal e ainda colaboradores voluntários de outras instituições de Educação, tais como a Universidade de Brasília – UnB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os materiais investigados por este trabalho, ou seja, os discursos, foram de fontes primárias, obtidas a partir de entrevistas individuais aplicadas junto aos surdos. Por se tratar de um grupo social específico e usuário da língua de sinais, cuja modalidade é visual motora13, as entrevistas foram conduzidas em sinais. Estas seguiram um roteiro que continha questões relacionadas ao perfil sociodemográfico (idade e escolaridade) e referentes às informações para o uso racional de medicamentos. Neste recorte, foram questionadas as seguintes perguntas: “Como você se comunica quando vai ao hospital, estabelecimento ou unidade de saúde?”, “Como o profissional de saúde explica sobre o uso dos medicamentos?”, “Conhece os efeitos adversos do uso inadequado dos medicamentos?”, “Quando da aquisição de um medicamento, sabe usá-lo corretamente?” e “Quando vai adquirir um medicamento em uma farmácia, como você se comunica?”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As entrevistas foram registradas por meio de filmagem, e posteriormente traduzidas e transcritas para o português. Os achados foram categorizados por meio da análise de conteúdo, para interpretação das informações11 em: “comunicação com os profissionais do serviço de saúde” e “informações sobre os medicamentos”. Isso foi possível, após releituras e reanálises&nbsp; do material transcrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os entrevistados consentiram participar da pesquisa mediante a autorização gravada na língua brasileira de sinais &#8211; Libras. Para manter o anonimato dos entrevistados, os mesmos foram identificados por números correspondentes à sequência de entrevistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram entrevistados nove sujeitos entre 18 e 25 anos de idade, constatando-se uma homogeneidade no que se refere à escolaridade, em virtude de estarem em fase final de conclusão no ensino médio ou terem concluídos recentemente, e ainda encontrarem-se inseridos em uma modalidade de reforço de conhecimentos para ingresso ao nível superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a análise de conteúdo, conforme descrito nos métodos, pode-se estabelecer duas categorias principais: 1 &#8211; Comunicação com os profissionais do serviço de saúde, 2- informações sobre medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Comunicação com os profissionais do serviço de saúde”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A surdez é considerada como uma especificidade de maior complexidade, a considerar aquelas que se refere ao convívio e comunicação com a sociedade. Tomando por comparação uma pessoa surda, outra com deficiência física, e uma terceira com deficiência visual, o surdo é o que enfrentará maior dificuldade de inclusão na sociedade, considerando que a audição é o sentido primordial para a aquisição da linguagem14.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando que as pessoas surdas possuem demandas para atendimentos em saúde e tendo em vista a disponibilidade de informações, é possível verificar que as desigualdades em relação ao acesso e à utilização dos serviços em saúde, ainda são persistentes a despeito de toda a legislação15, 16.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Geralmente vou com alguém da família, que me sinaliza em LIBRAS, ai eles falam ao médico o problema, nesse caso, só fui com minha tia, que me conhece, ai ela explicava&#8230; Ai eles fazem o que for preciso, seja tirar sangue, ai dependendo do problema ela já avisa ele. Eles conversam entre eles”. (Entrevistado 01).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a incorporação do atendimento qualificado ao surdo no SUS e criação de letras normativas, as rotinas observadas no SUS não abrangem as boas práticas de atenção e cuidado à saúde da pessoa surda17. O SUS, orientado pela universalidade e equidade na atenção, não pode ser pensado a partir de barreiras geográficas, mas de forma a garantir atendimento considerando as especificidades de comunicação conforme garantia na Lei Brasileira de Inclusão5.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“[&#8230;] Depende, a informação é truncada. Às vezes escrevo, mas dependendo da forma como escrevo, os profissionais não entendem. Então depende às vezes eu conheço algumas formas de linguagem no português ai escrevo em geral os surdos também são assim”. (Entrevistado 05)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos18,19,20 constataram que os profissionais de saúde têm enfrentado dificuldades no atendimento ao surdo uma vez que não dominam a Língua Brasileira de Sinais, gerando ruídos na comunicação. Castro21 et al. ressaltam que se houver barreiras no processo comunicativo a qualidade da atenção em saúde ficará comprometida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É um pouco complicado, quando eu quero dizer, por exemplo, que estou com uma dor nos rins, as pessoas não entendem o que eu estou falando, ai o que eu faço&#8230; pego o celular e escrevo em forma de mensagens, e mostro pra ver se eles conseguem me entender mais claro, mas eles geralmente quando veem que eu sou surda, falam mais alto e olham pra mim, mas eu não entendo, não adianta falar mais alto, as vezes eu peço também, que não tão alto falem, mas um pouco devagar, ai eu tento fazer leitura labial e tentar entender mais claramente. [&#8230;] eles tentam escrever no papel, mandam ir em outro hospital, e chego lá é a mesma coisa” (Entrevistado 03).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Informações sobre os medicamentos”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, tem-se buscado aumentar o acesso da população aos serviços e tecnologias de saúde, nas quais os medicamentos estão inseridos. Para que o uso de medicamentos ocorra de forma adequada, é necessário que existam informações além da adoção de critérios éticos para a promoção do uso de medicamentos . Para que isso aconteça, faz-se necessário a explicação adequada e clara pelo profissional de saúde para o paciente22. E , por se tratar de um grupo minoritário, cuja informação é ainda mais específica, esta compreensão correta é ainda mais expressiva e fundamental.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ele escreve no papel, me entrega a receita com o que foi prescrito e eu vou direto na farmácia e mostro ali o que está escrito e pego o medicamento. Pra comprar é fácil, só o nome que está escrito na receita, eu mostro e adquiro (Entrevistado 01)”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, tem-se buscado aumentar o acesso da população aos serviços e tecnologias de saúde, nas quais os medicamentos estão inseridos. Para que o uso de medicamentos ocorra de forma adequada, é necessário que existam informações além da adoção de critérios éticos para a promoção do uso de medicamentos . Para que isso aconteça, faz-se necessário a explicação adequada e clara pelo profissional de saúde para o paciente22. E , por se tratar de um grupo minoritário, cuja informação é ainda mais específica, esta compreensão correta é ainda mais expressiva e fundamental.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ele escreve no papel, me entrega a receita com o que foi prescrito e eu vou direto na farmácia e mostro ali o que está escrito e pego o medicamento. Pra comprar é fácil, só o nome que está escrito na receita, eu mostro e adquiro (Entrevistado 01)”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Se tratando de atenção à saúde os sujeitos dever ser partícipes no que remetem ao seu processo de saúde e adoecimento23, contudo verificou-se que os entrevistados não receberam orientações necessárias e adequadas para o uso correto dos medicamentos, salvo a posologia, que segundo eles, era a única informação recebida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“Eu não comunico, só entrego a receita e compro. Às vezes pela expressão facial eu consigo entender alguma coisa, então eu quase consigo comunicar. Sem comunicação total, não, consigo um pouco às vezes” (Entrevistado 05).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação nas relações paciente/profissional é de grande relevância e se configura em um elemento fundamental para a compreensão adequada, uma adesão ao tratamento de maneira exitosa e ainda uma orientação clara quanto aos cuidados de saúde.&nbsp; As barreiras de comunicação contribuem para a ineficácia da assistência à saúde, e em grupos específicos, este impedimento torna-se um fator que implica diretamente na baixa qualidade do atendimento prestado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“É simples, por exemplo, eu pego a receia, entrego, ele lê o que está escrito, pega e me entrega, ai eu olho vejo se é aquilo mesmo, pago e vou embora”. Só.&nbsp; “Ah e às vezes eu pergunto pra que é, faço classificadores para eles entenderem, por exemplo, garganta, nariz escorrendo, ai ele me explica mais ou menos” (Entrevistado 06).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso ao uso de medicamentos de forma responsável é um fator importante para o tratamento adequado. Melhorar as formas de comunicação entre os profissionais da saúde e usuário surdo que acessam os serviços e estabelecimentos de saúde é uma necessidade que merece atenção. Neste contexto, a língua de sinais e as demais formas de comunicação não devem ser ignoradas, visto que a não compreensão sobre as formas adequadas de administração do medicamento desencadeia, na maioria das vezes, um tratamento não adequado, contribuindo para o uso irracional e não alcance do objetivo esperado24.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">(surdo oralizado)” Como sempre, levo o papel, ele lê eu oralizo, e caso se ele tiver uma dúvida eu mostro. Ninguém me explica nada” (Entrevistado 07).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Certamente as barreiras encontradas por um surdo oralizado, são menores comparadas àqueles que são dependentes da língua de sinais. São surdos que fazem uso da língua de sinais, mas que se comunicam verbalizando. É necessário levar-se em conta que os usuários surdos são um grupo muito heterogêneo. Neste quesito também é importante considerar as diferentes habilidades de comunicação que os pacientes podem ter25. Essa discussão engloba diversos fatores socioculturais inerentes à identidade surda, que merecem uma discussão e um aprofundamento em outros estudos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Pra mim é muito perigoso, porque nessa falta de comunicação, se eu, por exemplo, não tiver receita médica, ele pode me entregar um remédio errado que pode me causar alguma outra doença, outro mal, que pode me acontecer algo muito perigoso, mas eu conheço sim (Entrevistado 07).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos&nbsp; devem ser utilizados em sua forma apropriada, com usuários conscientes do risco benefício. Os pacientes tem o direito ao acesso a essas informações5,11,26,27 e, para que isso ocorra, é necessário haver comunicação. É dever dos profissionais da saúde fazer com que tais informações cheguem a ele de forma clara e objetiva, para que possa segui-las de maneira eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma compreensão da comunidade surda quanto aos riscos provenientes das barreiras de comunicação que podem ocorrer devido à falta de acesso às informações adequadas quanto ao uso inadequado dos medicamentos como: orientação rasa quanto aos horários de uso dos medicamentos, falta de conferência. Não se confere robustez ao que preconiza a política nacional de medicamentos, que orienta uma atenção especial, principalmente quando se trata de uma dispensação em condições adequadas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Não, o médico já explicou antes lá no hospital a hora certinha de tomar o remédio, não tem confusão, só tomar o remédio certinho, por exemplo, de manhã, à tarde, ele (médico) já me deu a receita ai compro na farmácia, só” (Entrevistado 07).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao acesso aos serviços de saúde e utilização de medicamentos, a idade é um fator importante, que deve ser levado em consideração. Nesta pesquisa são partícipes, sujeitos com idade entre 18 e 25 anos, com um bom grau de escolaridade, visto que já eram estudantes concluintes do Ensino Médio e em fase de preparação para o ingresso no Ensino Superior.&nbsp; Infere-se, portanto, que exista uma menor utilização de medicamentos. Isso ocorre pelo uso de medicamentos estarem associado à idade, ou seja, pessoas mais velhas tem a propensão de consumir maior número de medicamentos e portanto, apesentar maior experiência com este uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra discussão que entra em pauta é a oralidade dos surdos. Nesta pesquisa ao ser indagado, o surdo oralizado afirmou que suas dificuldades no processo de comunicação com os profissionais nos serviços de saúde são mínimos, alegou total independência ou quando há resquícios de alguma dependência, esta se limita a apenas o profissional falar mais pausadamente, o que possibilita uma comunicação linear. Contudo há um fator de identidade, de aceitação e sentimento de pertencimento à cultura surda e da língua de sinais como sua língua de comunicação. Contudo, não é objeto da pesquisa abordar questões inerentes aos aspectos socioculturais de identidade surda, nem discutir sobre a exequibilidade da lei de inclusão, no entanto, destaca-se que essa discussão merece uma abordagem em outra proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a dispensação de medicamentos, em sua maioria, a comunicação do usuário ocorre apenas pela entrega da receita ao atendente ou farmacêutico com sua devolução acompanhada do medicamento. A orientação médica quanto à saúde ou mesmo o uso de medicamentos parece ser melhor compreendida por estes pacientes que informam seguir o que o médico escreveu no papel, sem necessariamente compreender a importância desta atitude. Todos os entrevistados compreendem que os medicamentos quando usados de maneira incorreta podem causar danos à saúde. Todos abordaram que há barreiras de comunicação quando a temas relacionados ao uso de medicamentos de uma maneira geral.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido é gerada aqui uma questão:, será que o farmacêutico no processo de dispensação não consegue se comunicar com um paciente que possui esta barreira de comunicação ou a experiência do processo de dispensação vivenciada pelos entrevistados resume-se a entrega de um produto mediante a apresentação da receita, sem haver necessariamente a tentativa de comunicação para o oferecimento de informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Apesar do presente estudo ter sido realizado com uma amostra de conveniência, sem variações de idade e sexo, relevantes para generalização dos achados, &nbsp;contribui de maneira especial para o cuidado em saúde ao permitir conclusões, reflexões e inferências quanto às percepções dos surdos em relação aos processos de comunicação com os profissionais nos serviços de saúde e as informações recebidas para o uso correto de medicamentos. Sendo assim recomenda-se que outros estudos em espectro nacional, abrangendo faixas etárias e escolaridade variadas e distintas a deste trabalho, sejam desenvolvidos para corroborar com os apontamentos desta pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo que relatem aderir aos tratamentos indicados na percepção dos surdos é revelado que as práticas em saúde precisam ser abordadas de acordo com suas necessidades. Isso significa que deve haver propostas de trabalho em informação, educação e comunicação em saúde, desenvolvidas com a língua específica, tendo em vista que ela é de modalidade visual. É necessário discutir a efetivação da garantia pela legislação, a formação e capacitação dos profissionais de saúde para o atendimento à comunidade surda, tanto nas modalidades de comunicação quanto aos aspectos socioculturais deste grupo específico, que merece uma atenção diferenciada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso refletir sobre as barreiras de comunicação entre profissionais de saúde e a comunidade surda e para a necessidade de um olhar sensível considerando-se as peculiaridades associadas à língua. Mesmo que este trabalho tenha se restringido a médicos e farmacêuticos é possível que estas barreiras também sejam enfrentadas por estes pacientes com outros profissionais da saúde. Para os surdos, as barreiras de comunicação acontecem, e o uso de técnicas como a leitura labial e escrita são utilizadas para minimizar estas barreiras, mas em grande parte não se fazem efetivas visto que na comunidade surda esta se caracteriza uma segunda língua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em consideração que o processo de comunicação são meios eficazes para facilitar o acesso à informação aos serviços de saúde, isso somente se efetiva uma vez que contemple também as especificidades inerentes a cada parcela da população, neste caso as pessoas surdas. Portanto, na percepção destes usuários faz-se necessário o atendimento em saúde em sua língua materna, que é a língua de sinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desconhecimento sobre como abordar os surdos nos estabelecimentos de saúde foi evidenciado quando há declaração dos surdos em que como estratégia de comunicação é adotado o critério de aumentar o tom da voz, que na percepção dos surdos não configura aspecto positivo, a língua é visual, logo sugere-se por parte dos surdos que ao invés de aumentar o timbre da voz, é necessário que fale-se pausadamente para que haja uma tentativa de comunicação por leitura labial, considerando que não é uma forma correta, visto que há limitações por parte dos surdos no que se refere à compreensão para essa situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a necessidade do uso racional de medicamentos em toda sociedade, especificamente nesta população, este estudo evidenciou que, durante a consulta e a dispensação, os surdos não obtiveram informações sobre os medicamentos necessárias ao seu uso adequado, restringindo-se por vezes apenas a informação quanto ao horário de uso indo, portanto, em direção contraria ao que preconiza a Politica Nacional de Medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp; TEDESCO, J. R.; JUNGES, J. R. Desafios da prática do acolhimento de surdos na atenção primária. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 8, p. 1685-1689, ago. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2013000800009. Acesso em: 2 jan. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp; BAILEY, S. C.; SARKAR, U.; CHEN, A. H.; SCHILLINGER, D.; WOLF, M. S. Evaluation of language concordant, patient-centered drug label instructions. Journal of General Internal Medicine, v. 27, n. 12, p. 1707–1713, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.&nbsp; MOHAMMAD, A.; SAINI, B.; CHAAR, M. Exploring cultural and linguistically diverse consumer needs in relation to medicines use and health information within the pharmacy setting. Research in Social and Administrative Pharmacy, v. 11, n. 4, p. 545-559, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.&nbsp; OLIVEIRA, Y. C. A.; et al. Conhecimento e fonte de informações de pessoas surdas sobre saúde e doença. Interface (Botucatu), v. 19, n. 54, p. 549-560, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.&nbsp; BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Presidência da República, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6.&nbsp; NOVAES, E. C. Surdos: Educação, direito e cidadania. Rio de Janeiro: Wak Ed., 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7.&nbsp; BRASIL. Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm. Acesso em: 17 jun. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8.&nbsp; BRASIL. Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta a Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm. Acesso em: 20 mai. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9.&nbsp; QUADROS, R. M.; KARNOPP, L. B. Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10.&nbsp; PERLIN, G.; MIRANDA, W. Surdos: O narrar e a Política. In: ESTUDOS SURDOS – Ponto de vista. Revista de Educação e Processos Inclusivos, 2003. Disponível em: http://www.perspectiva.ufsc.br/pontodevista_05/12_tendencia.pdf.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11.&nbsp; BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Departamento de Atenção Básica. Política nacional de medicamentos 2001. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12.&nbsp; OENNING, D.; OLIVEIRA, B. V.; BLATT, C. R. Conhecimento dos pacientes sobre os medicamentos prescritos após consulta médica e dispensação. Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 16, n. 7, p. 3277-3283, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13.&nbsp; MINAYO, M. C. S. O Desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">14.&nbsp; DIZEU, L. C. T. B.; CAPORALI, S. A. A língua de sinais constituindo o surdo como sujeito. Educação e Sociedade, v. 26, n. 91, p. 583-597, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15.&nbsp; PAGLIUCA, L. M. F.; FIUZA, N. L.; REBOUÇAS, C. B. A. Aspectos da comunicação da enfermeira com o deficiente auditivo. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 41, n. 3, p. 411-418, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16.&nbsp; MARQUES, G. Q.; LIMA, M. A. D. S. Demandas de usuários a um serviço de pronto atendimento e seu acolhimento ao sistema de saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, [online], v. 15, n. 1, 2007. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692007000100003. Acesso em: 20 mai. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. TRAVASSOS, C.; OLIVEIRA, E. X. G.; VIACAVA, F. Desigualdades geográficas e sociais no acesso aos serviços de saúde no Brasil: 1998 e 2003. Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 11, n. 4, p. 975-986, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18.&nbsp; MELO, T. M.; ALVARENGA, K. F. Capacitação de Profissionais da Saúde na área de saúde Auditiva: Revisão Sistemática. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 14, n. 2, p. 280-286, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19.&nbsp; TRAVASSOS, C.; MARTINS, M. Uma revisão sobre os conceitos de acesso e utilização de serviços de saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 20, n. 2, p. 190-198, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20.&nbsp; IANNI, A.; PEREIRA, P. C. A. Acesso da comunidade surda à rede básica de saúde. Saúde e Sociedade, v. 18, n. 2, p. 89-92, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">21.&nbsp; TEDESCO, J. R.; JUNGES, J. R. Desafios da prática do acolhimento de surdos na atenção primária. Cadernos de Saúde Pública, v. 29, n. 8, p. 1685-1689, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">22.&nbsp; CASTRO, S. S.; LEFÈVRE, F.; LEFÈVRE, A. M. C.; CESAR, C. L. G. Acessibilidade aos serviços de saúde por pessoas com deficiência. Revista de Saúde Pública, v. 45, n. 1, p. 99-105, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">23.&nbsp; AQUINO, D. S. Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade? Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 13, p. 733-736, 2008. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232008000700023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">24.&nbsp; LEITE, S. N.; VASCONCELLOS, M. P. C. Adesão à terapêutica medicamentosa: elementos para a discussão de conceitos e pressupostos adotados na literatura. Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 8, n. 3, p. 775-782, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">25.&nbsp; KUENBURG, A.; FELLINGER, P.; FELLINGER, J. Health care access among deaf people. Journal of Deaf Studies and Deaf Education, advance online publication, 2015. doi:10.1093/deafed/env042.</p>



<p class="wp-block-paragraph">26.&nbsp; PEPE, V. L. E.; CASTRO, C. G. S. O. Interação entre prescritores, dispensadores e pacientes: informação compartilhada como possível benefício terapêutico. Cadernos de Saúde Pública, v. 16, n. 3, p. 815-822, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">27. MARIN, N., organizadora. Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: OPAS, OMS, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DADOS DOS AUTORES</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1 </strong> Sanitarista. Mestre em Ciências e Tecnologias em Saúde (Universidade de Brasília).<br>ORCID: 0000-0002-4868-9076</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2</strong> Sanitarista. Mestre em Ciências e Tecnologias em Saúde (Universidade de Brasília).<br>ORCID: 0000.0001.9491-9090</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>3</strong> Farmacêutica. Mestre e Doutoranda em Ciências e Tecnologias em Saúde (Universidade de Brasília).<br>ORCID: 0000-0001-5756-2864</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>4</strong> Biomédica, Mestranda em Ciências Médicas. Universidade de Brasília.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>5</strong> Terapeuta Ocupacional &#8211; Centre for Addiction &amp; Mental Health. Professora da Universidade de Brasília.<br>ORCID: 0000-0003-1852-485X</p>
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