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	<title>Estética &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 15 Aug 2025 13:23:50 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Estética &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA E RESPOSTA AOS TRATAMENTOS COM TOXINA BOTULÍNICA TIPO A: INVESTIGAÇÃO CLÍNICA PARA MELHORIA DOS RESULTADOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/tolerancia-imunologica-e-resposta-aos-tratamentos-com-toxina-botulinica-tipo-a-investigacao-clinica-para-melhoria-dos-resultados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 16:02:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 149/AGO 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[IMMUNE TOLERANCE AND RESPONSE TO TREATMENTS WITH BOTULINUM TOXIN TYPE A: CLINICAL INVESTIGATION TO IMPROVE RESULTS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508111300 Riceli de Carvalho Fagundes1Vitor Hugo dos Santos2Henrique José do Nascimento3 RESUMO A toxina botulínica – Botulinum Neurotoxin (BoNT) é amplamente utilizada para fins estéticos, visando a redução de rugas e linhas de expressão facial por meio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">IMMUNE TOLERANCE AND RESPONSE TO TREATMENTS WITH BOTULINUM TOXIN TYPE A: CLINICAL INVESTIGATION TO IMPROVE RESULTS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508111300</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Riceli de Carvalho Fagundes<sup>1</sup><br>Vitor Hugo dos Santos<sup>2</sup><br>Henrique José do Nascimento<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica – Botulinum Neurotoxin (BoNT) é amplamente utilizada para fins estéticos, visando a redução de rugas e linhas de expressão facial por meio de injeções nos músculos-alvo. Seus efeitos são temporários, com duração de três a seis meses, tornando necessárias novas aplicações para a manutenção dos resultados. Embora o uso de BoNT seja considerado seguro e eficaz, a administração repetida pode levar à formação de anticorpos neutralizantes, comprometendo a eficácia do tratamento. Este estudo clínico observacional avaliou 50 pacientes (11 homens e 39 mulheres), com idades entre 25 e 65 anos, para analisar a eficácia da toxina botulínica tipo A (Botulift®) na musculatura facial. O procedimento foi realizado por um cirurgião-dentista qualificado, com avaliações de revisão aos 15 dias e três meses após a aplicação. Os resultados demonstraram que 90% dos pacientes perceberam paralisia muscular dentro de 72 horas após a aplicação. Durante as consultas de revisão, 22% necessitaram de uma dose complementar, limitada a um máximo de 10 unidades internacionais (UI). O retorno gradual da função muscular variou entre os pacientes: 23% relataram recuperação a partir de dois meses, 72% após três meses e 5% mantiveram a redução da força muscular por mais de seis meses. Além disso, 6 pacientes apresentaram diminuição do tempo de ação da toxina e foram tratados com a administração de fitase + zinco, resultando em melhora na resposta clínica em cinco deles. Conclui-se que a aplicação de BoNT é uma opção eficaz e bem tolerada para a paralisia da musculatura facial, porém a variação na duração dos efeitos sugere a necessidade de novos estudos para aprimorar a compreensão da persistência dos resultados e otimizar a eficácia do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Toxina Botulínica Tipo A, Imunogenicidade, Estética, Rugas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Botulinum Neurotoxin (BoNT) is widely used for aesthetic purposes, aiming to reduce wrinkles and facial expression lines through targeted muscle injections. Its effects are temporary, lasting three to six months, requiring new sessions to maintain the results. Although BoNT is considered safe and effective, repeated administration can lead to the formation of neutralizing antibodies, potentially compromising treatment efficacy. This observational clinical study evaluated 50 patients (11 men and 39 women), aged 25 to 65 years, to analyze the effectiveness of botulinum toxin type A (Botulift®) on facial muscles. The procedure was performed by a qualified dental surgeon, with follow-up assessments at 15 days and three months post-application. Results showed that 90% of patients experienced muscle paralysis within 72 hours after the injection. During follow-up visits, 22% required a complementary dose, limited to a maximum of 10 international units (IU). The gradual return of muscle function varied among patients: 23% reported recovery after two months, 72% after three months, and 5% maintained reduced muscle strength for more than six months. Additionally, six patients showed a reduced duration of BoNT effects and were treated with phytase + zinc supplementation, which improved clinical response in five of them. It is concluded that BoNT application is an effective and well-tolerated option for facial muscle paralysis. However, the variation in the duration of effects highlights the need for further studies to better understand result persistence and optimize treatment efficacy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Botulinum Toxin Type A, Immunogenicity, Aesthetics, Wrinkles.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">La toxina botulínica – Botulinum Neurotoxin (BoNT) se utiliza ampliamente con fines estéticos, con el objetivo de reducir las arrugas y líneas de expresión facial mediante inyecciones en los músculos objetivo. Sus efectos son temporales, con una duración de tres a seis meses, lo que requiere nuevas aplicaciones para mantener los resultados. Aunque el uso de BoNT se considera seguro y eficaz, la administración repetida puede provocar la formación de anticuerpos neutralizantes, comprometiendo la efectividad del tratamiento. Este estudio clínico observacional evaluó a 50 pacientes (11 hombres y 39 mujeres) de entre 25 y 65 años para analizar la eficacia de la toxina botulínica tipo A (Botulift®) en la musculatura facial. El procedimiento fue realizado por un cirujano dentista calificado, con evaluaciones de seguimiento a los 15 días y tres meses después de la aplicación. Los resultados mostraron que el 90% de los pacientes experimentó parálisis muscular dentro de las 72 horas posteriores a la inyección. Durante las consultas de revisión, el 22% requirió una dosis complementaria, limitada a un máximo de 10 unidades internacionales (UI). El retorno gradual de la función muscular varió entre los pacientes: el 23% informó recuperación después de dos meses, el 72% después de tres meses y el 5% mantuvo la reducción de la fuerza muscular durante más de seis meses. Además, seis pacientes presentaron una reducción en la duración de los efectos de BoNT y fueron tratados con suplementación de fitasa + zinc, lo que mejoró la respuesta clínica en cinco de ellos. Se concluye que la aplicación de BoNT es una opción eficaz y bien tolerada para la parálisis de la musculatura facial. Sin embargo, la variabilidad en la duración de los efectos resalta la necesidad de más estudios para comprender mejor la persistencia de los resultados y optimizar la efectividad del tratamiento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras-clave:</strong> Toxina Botulínica Tipo A, Inmunogenicidad, Estética, Arrugas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica (BoNT), comumente conhecida pelo nome comercial Botox®, tem sido amplamente utilizada para fins estéticos, especialmente na redução de rugas dinâmicas e linhas de expressão facial. Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio da liberação de acetilcolina nas terminações nervosas, impedindo a contração muscular e promovendo uma aparência mais suave e rejuvenescida. Esse efeito é particularmente útil em áreas como a testa, a glabela e os ao redor dos olhos. Seu uso em dermatologia estética cresceu exponencialmente nas últimas décadas, tornando-se um dos procedimentos minimamente invasivos mais populares em clínicas especializadas (DOVER et al., 2018). O procedimento consiste na aplicação de pequenas injeções diretamente nos músculos-alvo, utilizando seringas de baixa gramatura para garantir precisão e minimizar desconforto. A quantidade de toxina utilizada varia de acordo com a área tratada e a necessidade do paciente, sendo que profissionais experientes conseguem personalizar a dose para evitar efeitos adversos, como a paralisia excessiva da musculatura facial. Os efeitos da toxina botulínica são temporários, durando geralmente entre três a seis meses, o que torna necessárias novas aplicações para a manutenção dos resultados desejados (HEFTER et al., 2012). É importante destacar que a periodicidade da aplicação deve respeitar um intervalo mínimo recomendado, pois o uso excessivo pode aumentar a resistência do organismo à toxina. Pacientes que utilizam a BoNT por longos períodos podem desenvolver estratégias para prolongar sua eficácia, como ajustes na dosagem e no espaçamento das aplicações. Quando administrada por profissionais qualificados, a BoNT é considerada segura e eficaz, sendo uma alternativa não cirúrgica amplamente aceita para tratamentos estéticos faciais. No entanto, erros na técnica de aplicação podem levar a resultados indesejados, como assimetria facial, ptose palpebral ou um efeito congelado, que compromete a expressão natural do rosto (DE SOUSA, 2022). Por isso, é essencial que os profissionais realizem um mapeamento cuidadoso da musculatura antes da aplicação, garantindo que a substância seja injetada nos pontos corretos. Além disso, a qualidade do produto utilizado influencia diretamente nos resultados, pois diferentes formulações podem apresentar variações na potência e na durabilidade dos efeitos.&nbsp; Ademais, novas formulações da toxina, desenvolvidas com tecnologia avançada, apresentam proteínas mais purificadas, o que reduz significativamente a chance de indução imunológica (CARR et al., 2021). A eficácia da toxina botulínica pode variar de acordo com diversos fatores, incluindo a massa muscular do paciente, a técnica de aplicação e o tipo de formulação utilizada. Indivíduos com maior volume muscular na face, como homens ou atletas, tendem a necessitar de doses mais elevadas para obter os mesmos resultados observados em pacientes com musculatura menos desenvolvida. Bem como, a precisão na escolha dos músculos-alvo é crucial para garantir um efeito natural e harmonioso, evitando paralisia excessiva ou insuficiente. Profissionais experientes realizam um mapeamento anatômico detalhado antes do procedimento, levando em consideração características individuais do rosto e a movimentação natural da expressão facial (FILHO et al., 2023). Além das características fisiológicas individuais, o estilo de vida do paciente também pode influenciar diretamente na durabilidade dos efeitos da BoNT. Estudos indicam que a prática regular de atividade física intensa pode acelerar a metabolização da toxina, reduzindo sua efetividade e exigindo reaplicações mais frequentes. Isso ocorre porque o aumento da circulação sanguínea nos músculos tratados pode facilitar a eliminação da substância pelo organismo. Outros hábitos, como o consumo excessivo de bebidas com cafeína, podem impactar o metabolismo geral e, consequentemente, diminuir o tempo de ação da toxina. O uso concomitante de certos medicamentos, como antibióticos aminoglicosídeos e bloqueadores neuromusculares, pode potencializar ou reduzir os efeitos da toxina, tornando essencial uma avaliação criteriosa do histórico clínico do paciente antes da aplicação (CAMPOS; MIRANDA, 2021). Pesquisas recentes indicam que a suplementação com fitase e zinco pode auxiliar na potencialização e prolongamento dos efeitos da BoNT, reduzindo o impacto da resposta imunológica e melhorando a absorção da toxina pelas terminações nervosas. O zinco desempenha um papel fundamental no metabolismo dos neurotransmissores e pode atuar como um cofator na ligação da toxina à membrana celular, aumentando sua eficácia. Já a fitase, uma enzima que melhora a biodisponibilidade de minerais no organismo, pode contribuir para a absorção adequada do zinco, potencializando seus benefícios (SOUZA GCA ,2024). A diversidade de formulações disponíveis no mercado, as variações individuais na resposta ao tratamento e os fatores externos que influenciam a metabolização da toxina tornam essencial a realização de estudos adicionais para padronizar protocolos e otimizar os resultados. A evolução da pesquisa nessa área deve continuar fornecendo insights valiosos para aprimorar os tratamentos disponíveis, garantindo maior previsibilidade nos resultados e satisfação dos pacientes que buscam esse tipo de intervenção (LOPES et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo irá verificar com uma abordagem cuidadosa quais problemas são comumente enfrentados para garantir resultados satisfatórios no uso da toxina botulínica para tratamentos estéticos e terapêuticos. Irá propor como hipóteses da não-eficácia tanto em relação ao efeito esperado quanto à sua permanência no organismo do paciente. Objetivando verificar o índice de não-efetividade da BoNT relacionado à imunogenicidade: Investigar quais os mecanismos de ação que ativam a imunogenicidade do organismo em relação à BoNT e examinar as variações na resposta imune entre diferentes grupos submetidos ao tratamento estético-terapêutico com o emprego da BoNT.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 50 pacientes, com idades variando de 25 a 65 anos, sendo 39 mulheres e 11 homens. Na cidade de Volta Redonda/ Rio de Janeiro . O objetivo foi avaliar a eficácia da toxina botulínica tipo A (Botulift®) na musculatura facial. A seleção dos pacientes foi realizada por convite, com 74 convidados, sendo que 50 aceitaram e forneceram consentimento informado, conforme o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os critérios de inclusão foram pacientes que buscavam tratamento estético com toxina botulínica. Os critérios de exclusão envolveram pacientes com histórico de reações adversas à toxina ou condições médicas que contra indicariam o uso da substância. A toxina botulínica tipo A (Botulift®) foi reconstituída conforme as instruções da bula, utilizando solução salina estéril. Após a reconstituição, a toxina foi armazenada entre 2°C e 8°C, seguindo as recomendações do fabricante, e foi utilizada dentro do prazo de validade. A aplicação foi realizada de forma dose-dependente, com uma dose mínima de 50 unidades internacionais (UI), sendo que a média aplicada foi de 100 UI por paciente. As áreas de aplicação foram o músculo prócero, o músculo corrugador do supercílio, o músculo frontal, o músculo orbicular dos olhos, e o músculo nasal, com foco no terço superior facial. A administração foi realizada por um profissional qualificado, utilizando técnica precisa para garantir eficácia e segurança. Após a aplicação, foi realizada uma consulta de revisão após 15 dias para avaliação do efeito máximo e das assimetrias, e uma segunda revisão após 3 meses para avaliar a força de contração muscular. A avaliação da tolerância imunológica seguiu os seguintes critérios: Reações adversas cutâneas e sistêmicas, Avaliação clínica da eficácia através da reavaliação dos sintomas, Histórico de tratamento e duração, Preparação da toxina, Histórico e predisposição imunológica do paciente. &nbsp; O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário de Volta Redonda/ Fundação Oswaldo Aranha &#8211; UNIFOA, sob o CAAE nº 79897324.5.0000.5237 e o parecer nº 6.881.632.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o procedimento de aplicação de toxina botulínica tipo A (Botulift ®), os pacientes relataram um nível de dor variando entre 1 e 3 na escala de 1 a 10. Esse intervalo de dor é indicativo de um desconforto leve a moderado, sugerindo que a aplicação foi geralmente bem tolerada pelos pacientes, sendo um indicativo de que o procedimento é relativamente confortável, o que é uma consideração importante para a aceitação e satisfação geral dos pacientes com o tratamento estético (Rahman; Carruthers, 2024). Em relação aos efeitos adversos observados durante o estudo, cinco pacientes relataram cefaleia leve após a aplicação da toxina botulínica. É relevante notar que essa cefaleia foi descrita como leve e não exigiu tratamento medicamentoso adicional. Isso sugere que, apesar da ocorrência de efeitos colaterais, eles foram relativamente benignos e não interferiram significativamente na experiência geral dos pacientes. A ausência de necessidade de intervenção adicional para a cefaleia é um aspecto positivo, pois indica que os efeitos adversos foram gerenciáveis e não comprometeram a segurança e a eficácia do tratamento. Essa observação é crucial para a avaliação da segurança do procedimento, pois mostra que os efeitos adversos associados são raros e de baixa severidade, o que é um bom indicativo da profilaxia e do gerenciamento eficaz dos efeitos colaterais (Viggiani; Sabec-Pereira, 2023). A análise dos resultados demonstrou que 90% dos pacientes notaram o início da paralisia da musculatura facial dentro de 72 horas após a aplicação da toxina botulínica. Esse resultado é de grande importância, pois revela que a toxina botulínica tipo A tem um início de ação relativamente rápido. Para os pacientes que buscam resultados estéticos de forma eficiente e em um período relativamente curto, a rápida manifestação dos efeitos desejados é uma vantagem significativa. A eficácia do tratamento em iniciar a paralisia muscular rapidamente pode contribuir para uma alta taxa de satisfação dos pacientes, que podem perceber e aproveitar os resultados do tratamento em um tempo mais breve (Rahman; Carruthers, 2024). Após a aplicação, foram realizadas consultas de revisão 15 dias depois para verificar a simetria da contração muscular. Durante essas consultas, 18% dos pacientes necessitaram de uma dose complementar pontual, com um máximo de 10 unidades internacionais. A necessidade de doses complementares é uma resposta esperada devido às variabilidades individuais na resposta ao tratamento. A baixa porcentagem de pacientes que precisaram de ajuste adicional sugere que, na maioria dos casos, a dose inicial foi suficiente para alcançar os resultados desejados, e apenas um pequeno número de pacientes apresentou necessidade de correção adicional (Rangel; Araújo; Silva, 2023). O retorno gradual do movimento muscular foi observado em uma parte dos pacientes: 23% relataram o retorno da função muscular a partir de 2 meses após a aplicação, 72% após 3 meses, e 5% apresentaram uma redução da força de contração muscular por mais de 6 meses. Esses dados indicam que a duração da eficácia da toxina botulínica pode variar entre os pacientes. Enquanto a maioria dos pacientes mantém os efeitos do tratamento por aproximadamente 3 meses, alguns indivíduos podem experimentar um retorno gradual da função muscular antes desse período ou uma persistência na redução da força muscular por um período mais longo. A variação na duração dos efeitos sugere que a resposta ao tratamento é individual e que a eficácia da toxina botulínica pode ser influenciada por fatores específicos de cada paciente. Esses resultados reforçam a necessidade de personalização do tratamento e acompanhamento contínuo para otimizar os resultados e gerenciar as expectativas dos pacientes de forma eficaz (Souza, 2024). Os resultados obtidos no estudo evidenciam a eficácia da aplicação de toxina botulínica tipo A (Botulift ®) na paralisia da musculatura facial, refletida na alta taxa de sucesso observada. A eficácia do tratamento foi confirmada por 90% dos pacientes, que notaram o início da paralisia muscular dentro de 72 horas após a aplicação. Esse dado é significativo, pois indica que a toxina botulínica tipo A atua rapidamente, proporcionando resultados estéticos de forma eficiente. O início precoce da paralisia é um indicador positivo para os pacientes que buscam resultados visíveis em um curto período, o que pode aumentar a satisfação com o tratamento. Dentre os pacientes, cinco foram selecionados para a utilização da medicação oral pré-aplicação da BoNT (fitase + zinco). Entre os cinco, quatro apresentaram melhora da resposta e duração da toxina, enquanto 1 paciente apresentou resistência à toxina e não se beneficiou da medicação oral pré-aplicação (Viggiani; Sabec-Pereira, 2023; Rangel; Araújo; Silva, 2023). A análise da necessidade de doses complementares revelou que apenas 18% dos pacientes necessitaram de ajustes adicionais. Essa baixa taxa de necessidade de doses complementares sugere que a dose inicial da toxina botulínica foi suficiente para a maioria dos pacientes, e que o tratamento é geralmente eficaz e duradouro. No entanto, a necessidade de ajustes em uma pequena parcela dos pacientes pode ser atribuída a variabilidades individuais na resposta ao tratamento. A manutenção da eficácia por 3 meses para a maioria dos pacientes reforça a durabilidade do tratamento, embora a resposta individual possa variar (Rahman; Carruthers, 2024). Enquanto a maioria dos pacientes mantém os efeitos desejados por 3 meses, alguns podem experimentar um retorno da função muscular antes desse período. Essa variação sugere que a resposta ao tratamento pode ser influenciada por fatores individuais, como características fisiológicas e metabolismo do paciente. Essas observações sublinham a importância de ajustar as expectativas dos pacientes quanto à duração dos efeitos e considerar a possibilidade de tratamentos de manutenção para otimizar os resultados (Souza, 2024; Viggiani; Sabec-Pereira, 2023).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong>: Resultados do Estudo de Toxina Botulínica Tipo A (Botulift®) &#8211; Efeitos e Duração</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Resultado</strong></td><td><strong>Valor</strong></td><td><strong>Observações</strong></td></tr><tr><td><strong>Nível de dor durante a aplicação (escala 1-10)</strong></td><td>1 a 3</td><td>Indicação de desconforto leve a moderado</td></tr><tr><td><strong>Relato de cefaleia leve após aplicação</strong></td><td>5 pacientes</td><td>Cefaleia não exigiu tratamento medicamentoso adicional</td></tr><tr><td><strong>Início da paralisia muscular após aplicação</strong></td><td>90% dos pacientes (dentro de 72h)</td><td>Indicação de ação rápida da toxina botulínica</td></tr><tr><td><strong>Necessidade de doses complementares (15 dias após)</strong></td><td>18% dos pacientes</td><td>Ajustes pontuais com até 10 unidades internacionais</td></tr><tr><td><strong>Retorno gradual da função muscular (2 a 3 meses)</strong></td><td>23% aos 2 meses, 72% aos 3 meses</td><td>5% apresentaram redução prolongada da função muscular</td></tr><tr><td><strong>Duração da eficácia (média)</strong></td><td>3 meses para 72% dos pacientes</td><td>Algumas variações individuais, 5% com duração maior</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se ainda a ocorrência de um caso específico dentro da amostra estudada, em que um dos pacientes apresentava histórico prévio de resistência à toxina botulínica. Este paciente necessitou de uma reavaliação clínica após 21 dias da aplicação inicial, em função do retorno precoce da movimentação do músculo frontal, mesmo tendo recebido a dose de reforço conforme protocolo. Tal situação reforça a hipótese de uma resposta imunogênica já estabelecida, uma vez que o retorno da contração muscular ocorreu antes do período usual de eficácia esperado. Seguindo as recomendações de intervalo mínimo entre as aplicações, respeitou-se o período de quatro meses antes de realizar nova intervenção. Na ocasião, procedeu-se ao uso de medicação adjuvante prévia à nova aplicação de toxina botulínica. Ainda assim, observou-se a manutenção da resistência, sem melhora clínica do resultado, evidenciando a persistência do quadro de imunogenicidade e a ineficácia da toxina naquele paciente. A compreensão desses resultados é essencial para a prática clínica e para a formulação de recomendações para futuros tratamentos. Os dados obtidos ressaltam a eficácia da toxina botulínica tipo A na paralisia facial, ao mesmo tempo que indicam a necessidade de consideração de variabilidades individuais na resposta ao tratamento. A capacidade do procedimento de oferecer resultados rápidos e eficazes, juntamente com a tolerância ao tratamento e a gestão eficaz dos efeitos adversos, sublinha o potencial da toxina botulínica como uma opção viável e segura para tratamentos estéticos faciais. No entanto, as variações na duração dos efeitos e a necessidade de ajustes adicionais indicam que a personalização do tratamento e o acompanhamento contínuo são fundamentais para maximizar a satisfação e os resultados para cada paciente. Essas informações são cruciais para informar os pacientes e os profissionais de saúde sobre o perfil de segurança do tratamento, ajudando a garantir que as expectativas sejam geridas de forma realista e que a experiência do paciente seja otimizada. As futuras pesquisas poderão explorar mais a fundo os fatores que influenciam a duração dos efeitos e a eficácia a longo prazo, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de tratamento e gerenciamento de efeitos colaterais (Rahman; Carruthers, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação de toxina botulínica tipo A (Botulift®) demonstrou ser uma opção eficaz e bem tolerada para a paralisia da musculatura facial, com baixos níveis de dor e efeitos colaterais mínimos. A eficácia do tratamento foi observada por até 3 meses na maioria dos pacientes, evidenciando que a toxina botulínica proporciona resultados estéticos satisfatórios em um prazo relativamente curto. A introdução da suplementação com fitase + zinco, administrada antes da aplicação, foi analisada em uma subamostra de pacientes, com alguns mostrando uma resposta positiva à toxina botulínica, indicando um possível efeito prolongado. A conformidade com as diretrizes de reconstituição e armazenamento da toxina botulínica foi crucial para garantir a eficácia e a segurança do procedimento. A baixa necessidade de doses complementares e a tolerância positiva dos pacientes sustentam a conclusão de que o tratamento com toxina botulínica tipo A é uma opção viável e eficaz para a paralisia facial, proporcionando resultados satisfatórios com um bom perfil de segurança e baixo risco de imunogenicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. Hefter H, Hartmann C, Kahlen U, Moll M, Bigalke H. Prospective analysis of neutralising antibody titres in secondary non-responders under continuous treatment with a botulinumtoxin type A preparation free of complexing proteins: a single cohort 4-year follow-up study. BMJ Open. 2012 Aug 4;2(4):e000646. doi: 10.1136/bmjopen-2011-000646. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22864418/. Acesso em: 25 abr 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Dover JS, Monheit G, Greener M, Pickett A. Botulinum Toxin in Aesthetic Medicine: Myths and Realities. Dermatol Surg. 2018 Feb;44(2):249-260. doi: 10.1097/DSS.0000000000001277. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29016535/. Acesso em: 25 abr 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. de Sousa MÉR. Indicações e contraindicações da toxina botulínica para harmonização orofacial: uma revisão integrativa da literatura. (Monografia). Especialização Lato Sensu Harmonização Orofacial. Área de concentração Odontologia. Faculdade Sete Lagoas – FACSETE, Belo Horizonte; 2022. Disponível em: https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/aef2e9068d7ce77221f287f59f7566ea.pdf. Acesso em: 05 mai 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Carr WW, Jain N, Sublett JW. Immunogenicity of Botulinum Toxin Formulations: Potential Therapeutic Implications. Adv Ther. 2021 Oct;38(10):5046-5064. doi: 10.1007/s12325-021-01882-9. Epub 2021 Sep 13. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34515975/. Acesso em: 25 abr 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Filho ML, Sugihara RT, Muknicka DP. Mecanismos de ação e indicações da Toxina Botulínica. Res Soc Dev. 2023;12(6):e42223. doi: https://doi.org/10.33448/rsd-v12i6.42223. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/42223/34133. Acesso em: 05 mai 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Nascimento DA do, Hespanhol ES. Toxina botulínica e seus interferentes para uma possível durabilidade prolongada no uso estético. (Monografia). Curso de Graduação em Biomedicina. FAM &#8211; Faculdade de Americana, Americana/SP; 2020. Disponível em: http://appavl.psxsistemas.com.br:882/pergamumweb/vinculos/000028/000028b9.pdf. Acesso em: 06 mai 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. Dalpias T, Fraporti L, Pilatti F, Trevisan T, Saurin R, Oro NA. Mecanismo de ação da toxina botulínica tipo A. Rev Ciên Saúde &#8211; REVIVA. 2023;2(1):351. Disponível em: https://revistas.uceff.edu.br/reviva/article/view/351. Acesso em: 05 mai 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. Campos EP, Miranda CV de. Toxina botulínica tipo A: ações farmacológicas e uso na estética facial. Rev Saúde Mult. 2021 mar;9(1):42-51. Disponível em: http://revistas.famp.edu.br/revistasaudemultidisciplinar/article/download/167/158. Acesso em: 05 mai 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. Parra AML. Aspectos funcionais da toxina botulínica. (Monografia). Especialização Lato Sensu. Área de concentração: Harmonização Orofacial. FACSETE &#8211; Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas, Sete Lagoas/MG; 2022. Disponível em: https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/1760301e6c96ade1fcb28197f09570b6.pdf. Acesso em: 06 mai 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">11. Pier CL, Chen C, Tepp WH, Lin G, Janda KD, Barbieri JT, Pellett S, Johnson EA. Botulinum neurotoxin subtype A2 enters neuronal cells faster than subtype A1. FEBS&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">17. Nestor M, Ablon G, Pickett A. Key Parameters for the Use of Abobotulinumtoxin A in Aesthetics: Onset and Duration. Aesthet Surg J. 2017 May 1;37(suppl_1):S20-S31. doi: 10.1093/asj/sjw282. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28388717/. Acesso em: 25 abr 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">19. Bernardes NB, Moraes LN, Vasconcelos EH, Pereira CD, Pinto MPC, Caetano CC, Oliveira UPS da S. O Uso da Toxina Botulínica Tipo A em Pacientes com Disfunções Motoras Geradas por Síndromes Neurológicas. Id Online Rev Mult Psic. 2021 Jul;15(56):559-576. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/3146/4957. Acesso em: 07 mai 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">22. Rahman E, Carruthers JDA. Immunogenicity of Botulinum Toxin A: Insights. Dermatol Surg. 2024 Sep 1;50(9S):S117-S126. doi: 10.1097/DSS.0000000000004293. Epub 2024 Jun 28. PMID: 39196845. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1097/DSS.0000000000004293. Acesso em: 10 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">23. Rangel AP, Araújo DAD, Silva JId. Fitase + zinco: um novo advento para o botox. Recife: O Autor; 2023. 20&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">24. Souza GCA. A influência da suplementação de zinco nos efeitos da toxina botulínica. Rev Soc Científica. 2024;7(1):4458-4474. doi: 10.61411/rsc202466617. Disponível em: https://doi.org/10.61411/rsc202466617. Acesso em: 10 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">25. Viggiani DFE, Sabec-Pereira DK. Efeito prolongado da toxina botulínica associada à suplementação com zinco e fitase. Arq Ciênc Saúde UNIPAR. 2023;27(7):3733-3745. doi: 10.25110/arqsaude.v27i7.2023-031. Recebido em: 23 jun. 2023. Aceito em: 21 jul. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.25110/arqsaude.v27i7.2023-031. Acesso em: 10 mar. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1,2,3</sup>Centro Universitário de Volta Redonda -UNIFOA.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O MICROAGULHAMENTO PARA CALVÍCIE NO TRATAMENTO DA ALOPÉCIA ANDROGENÉTICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-microagulhamento-para-calvicie-no-tratamento-da-alopecia-androgenetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 18:58:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411151557 Daclê Franco de Castro Botelho Resumo O microagulhamento se apresenta como uma alternativa promissora e eficaz no tratamento da alopecia androgenética, promovendo a regeneração capilar por meio da estimulação da circulação sanguínea e da ativação de fatores de crescimento no couro cabeludo. o objetivo geral do presente trabalho foi abordar sobre o [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411151557</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Daclê Franco de Castro Botelho</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">Resumo</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O microagulhamento se apresenta como uma alternativa promissora e eficaz no tratamento da alopecia androgenética, promovendo a regeneração capilar por meio da estimulação da circulação sanguínea e da ativação de fatores de crescimento no couro cabeludo. o objetivo geral do presente trabalho foi abordar sobre o microagulhamento. Enquanto os objetivos específicos foram discorrer sobre alopecia, abranger sobre o microagulhamento bem com sua técnica, salientar sobre os efeitos e abordar sobre o microagulhamento no tratamento de alopecia androgenética (AGG). O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica. O microagulhamento tem se destacado como uma abordagem eficaz no tratamento da alopecia androgenética, demonstrando resultados positivos tanto em homens quanto em mulheres. Ao provocar microperfurações no couro cabeludo, essa técnica estimula a regeneração celular e a liberação de fatores de crescimento, como VEGF, FGF e IGF, favorecendo a angiogênese e a ativação de células tronco no bulbo capilar. Além de melhorar a densidade e a espessura dos fios, o microagulhamento potencializa a absorção de substâncias tópicas, como o minoxidil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Microagulhamento. Alopecia androgenética. Fatores de crescimento. Regeneração capilar. Tratamento.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Abstract</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Microneedling presents itself as a promising and effective alternative in the treatment of androgenetic alopecia, promoting hair regeneration through the stimulation of blood circulation and the activation of growth factors in the scalp. The general objective of the present study was to address microneedling. While the specific objectives were to discuss alopecia, to cover microneedling as well as its technique, to highlight the effects and to address microneedling in the treatment of AGG. The present work is a bibliographic review. Microneedling has stood out as an effective approach in the treatment of androgenetic alopecia, demonstrating positive results in both men and women. By causing microperforations in the scalp, this technique stimulates cell regeneration and the release of growth factors, such as VEGF, FGF and IGF, favoring angiogenesis and the activation of stem cells in the hair bulb. In addition to improving the density and thickness of the hairs, microneedling enhances the absorption of topical substances, such as minoxidil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Microneedling. Androgenetic alopecia. Growth factors. Hair regeneration. Treatment.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Introdução</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética, comumente conhecida como calvície, é uma condição caracterizada pela perda gradual de cabelo, afetando tanto homens quanto mulheres. Essa forma de alopecia é definida em dois tipos principais, a masculina, que se apresenta com o afinamento e a queda dos fios na região da linha capilar frontal e no topo da cabeça, e a alopecia androgenética (AAG) feminina, que geralmente causa um afinamento difuso do cabelo na parte superior da cabeça, preservando a linha frontal (LIMA; LIMA; TAKANO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fatores que melhoram para o desenvolvimento da alopecia androgenética são predominantemente genéticos e hormonais. A predisposição genética é um dos principais determinantes, com a condição frequentemente sendo herdada de familiares. Além disso, a presença de hormônios androgênicos, como a testosterona, desempenha um papel crucial. Os andrógenos, em particular o diidrotestosterona (DHT), podem miniaturizar os folículos capilares, levando à redução do diâmetro dos fios e à diminuição da densidade capilar ao longo do tempo (WALL et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência da alopecia androgenética é significativa, afetando uma grande parte da população mundial. Estima-se que até 50% dos homens e uma porcentagem específica das mulheres experimentam alguma forma de perda de cabelo em suas vidas. Essa condição não afeta apenas a aparência física, mas também pode ter um impacto emocional e psicológico profundo. Muitas pessoas que lidam com a alopecia androgenética relatam sentimentos de baixa autoestima, ansiedade e depressão, resultando em uma diminuição na qualidade de vida. Portanto, é crucial entender essa condição em suas múltiplas dimensões para abordar eficazmente suas implicações e buscar tratamentos adequados (QUIRINO; ROCHA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mediante ao exposto, levantou-se a seguinte questão norteadora: qual a importância da utilização do microagulhamento no tratamento da alopecia androgenética?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a problemática o objetivo geral do presente trabalho foi abordar sobre o microagulhamento. Enquanto os objetivos específicos foram discorrer sobre alopecia, abranger sobre o microagulhamento bem com sua técnica, salientar sobre os efeitos e abordar sobre o microagulhamento no tratamento de AGG.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Metodologia</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho é uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos selecionados a partir das bases de dados online sendo Periódicos Capes, BVS, PubMed e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos publicados em português ou inglês entre 2014 e 2024, abrangendo um período de 10 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram: artigos científicos publicados em inglês ou português que abordassem o tema proposto nos resumos e objetivos, e que tenham sido publicados dentro do intervalo de tempo especificado. Foram excluídos artigos duplicados, incompletos, pagos e aqueles que, após leitura completa, não correspondiam aos requisitos do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de seleção dos artigos seguiu as seguintes etapas: inicialmente, foram eliminadas as duplicações. Os artigos restantes foram então avaliados com base no título, resumo e texto completo. Apenas os artigos que atendiam aos critérios de elegibilidade mencionados foram selecionados. Quando a elegibilidade não pôde ser confirmada durante a triagem inicial, o texto completo dos artigos foi examinado de forma criteriosa para decidir sobre a inclusão.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Desenvolvimento</h5>



<h6 class="wp-block-heading">Alopecia androgenética</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Ao abordar a perda de cabelo, é essencial compreender suas causas. A avaliação dos fios e suas características, realizada principalmente por meio da tricoscopia, é uma das principais formas de diagnóstico dessa condição. Este equipamento permite observar de maneira detalhada o cabelo e a couro cabeludo, possibilitando ao profissional analisar a espessura dos fios e as disfunções do couro cabeludo. Outra técnica utilizada para esta análise é a fototricoscopia, que envolve a captura de imagens microscópicas. Desta forma, torna-se viável identificar o tipo de alopecia, permitindo uma orientação mais precisa ao paciente (CORRÊA <em>et al.,</em> 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto relevante a ser considerado na avaliação é o ciclo capilar do paciente afetado pela alopecia. Para isso, é necessário inicialmente explicar o que compreende o ciclo capilar, que se divide em quatro fases principais: anágena, catágena, telógena e kenógena. A fase anágena, a mais longa do ciclo, dura de dois a sete anos e é responsável pelo desenvolvimento e crescimento capilar. Posteriormente, o cabelo entra na fase catágena, descrito pela involução e desprendimento da papila dérmica, com duração de aproximadamente duas semanas. A seguir, ocorre a fase telógena, que dura cerca de três meses, onde acontece o desprendimento total do folículo piloso, levando à queda do cabelo. Por fim, o bulbo pode permanecer em repouso na fase kenógena (FAISSAL; BRANDÃO, 2021; WALL <em>et al.,</em> 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ciclo se repete ao longo da vida, de forma individualizada para cada fio de cabelo. Em pacientes com alopecia androgenética, observa-se um processo de miniaturização do fio, caracterizado pela redução da fase anágena e pelo aumento do período de repouso. Além disso, ocorre a transformação dos cabelos terminais em velos, resultando na diminuição da densidade capilar. Essas alterações são influenciadas por fatores genéticos e pela resposta atípica de alguns folículos aos hormônios androgênicos presentes no organismo. Além disso, fatores emocionais também podem estar associados ao surgimento e agravamento da patologia (WALL <em>et al.,</em> 2022).</p>



<h6 class="wp-block-heading">Mecanismo de ação do microagulhamento</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O microagulhamento, também conhecido como terapia de indução percutânea de colágeno, consiste em um procedimento que visa gerar lesões controladas na pele, sem realmente danificá-la. Ao provocar perfurações na pele, o procedimento desencadeia um processo inflamatório, levando à liberação de fatores de crescimento e incentivando a produção de colágeno e elastina (LIMA; SOUZA; GRIGNOLI, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>roller</em> foi um dos primeiros instrumentos destinados ao microagulhamento e evoluiu com a técnica. Ele consiste em um dispositivo manual, composto por um rolo de polietileno recoberto com microagulhas estéreis, de aço inoxidável ou titânio. As agulhas são organizadas em fileiras, e a quantidade pode variar de 192 a 540 microagulhas, dependendo do modelo. Seu uso é realizado por meio de rolamentos em diferentes direções: longitudinal, vertical e diagonal (JIA <em>et al.,</em> 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A caneta de microagulhamento, por sua vez, é um equipamento elétrico que atua de forma vibratória. Composta por uma base reutilizável e um encaixe para um conjunto de agulhas específicas, geralmente encontradas em modelos de 9 a 12 agulhas, possui grande alcance devido ao seu formato e tamanho, permitindo fácil acesso a regiões de difícil alcance. Outra vantagem do equipamento é a possibilidade de alterar o tamanho do conjunto de agulhas durante o procedimento, conforme o efeito desejado (LIMA; LIMA; TAKANO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento das proteínas de colágeno e elastina, ocorre pela perda da integridade da barreira espetacular, resultando na dissociação dos queratinócitos e na liberação de citocinas, o que gera a vasodilatação dérmica e a migração dos queratinócitos para o reparo do tecido. As citocinas são mediadores químicos extremamente importantes no processo inflamatório, no crescimento e no reparo tecidual, pois ativam e regulam os processos celulares. Sua liberação acontece em casos de lesões dérmicas (LIMA; LIMA; TAKANO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com as lesões ocasionadas pela técnica, o tecido passa por um período de cicatrização, dividido em três fases: inflamatória, proliferativa e remodelamento. A primeira fase dura de 1 a 3 dias, período em que ocorre a vasodilatação e a liberação de diversas substâncias. Em seguida, entre o terceiro e o quinto dia, na segunda fase, ocorrem os processos de epitelização, neoangiogênese e depósito de colágeno, para iniciar o fechamento da ferida (QUIRINO; ROCHA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consoante, na terceira fase, ocorre a maturação, etapa em que o colágeno do tipo III é substituído pelo colágeno tipo I, mais duradouro; essa fase pode durar de 28 dias a 2 anos. Devido à ativação do mecanismo de regeneração da pele, ocorre a ativação de células-tronco foliculares e a liberação de fatores de crescimento, como: Fator de Crescimento do Endotélio Vascular (VEGF), β-catenina, Wnt3a e Wnt10b, resultando em uma melhora expressiva no crescimento capilar (FERREIRA; AITA; MUNERATTO, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de seus benefícios, o microagulhamento pode atuar também como <em>Drug</em> <em>Delivery</em>. Devido às microlesões ocasionais, canais microscópicos são gerados, facilitando a permeação de ativos em diferentes camadas da pele e permitindo a passagem de moléculas maiores que não seriam absorvidas naturalmente. Assim, é possível potencializar os resultados do tratamento. Após 5 minutos da aplicação, observa-se uma retração dos canais, e após 24 horas ocorre o fechamento completo (FAGHIHI <em>et al.</em> 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica pode ser de acordo com a lesão que ocasiona, dividindo-se nas seguintes categorias: superficial (microagulhas de 0,25 mm a 0,5 mm); moderada (microagulhas de 1,0 mm a 1,5 mm); e profundas (microagulhas acima de 2,0 mm). Para o tratamento de AAG, de acordo com Ocampo-garza <em>et al.</em> (2020) e Faghihi <em>et al.</em> (2021), ainda existem divergências no tamanho ideal de microagulhas. Eles afirmam que normalmente são utilizadas agulhas de 0,5 a 2,5 mm, porém não há uma fundamentação que embase essa escolha. Já Faghihi <em>et al.</em> (2021) relatam que a utilização mais comum na literatura é de agulhas de 1,5 mm, mas seu estudo demonstra resultados promissores em uma profundidade de 0,6 mm.</p>



<h6 class="wp-block-heading">Microagulhamento no tratamento de AAG</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O microagulhamento no tratamento da alopecia androgenética age pela liberação de fatores de crescimento, como VEGF, β-catenina, Wnt3a e Wnt10b, provenientes de plaquetas. Esse mecanismo é resultado da regeneração da pele e da ativação de células-tronco localizadas no bulbo capilar. Os fatores de crescimento mais relevantes no ciclo capilar incluem o VEGF, o fator de crescimento insulínico (IGF) e o fator de crescimento de fibroblastos (FGF) (LIMA; LIMA; TAKANO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica de microagulhamento é considerada eficaz para tratar alopecias em homens e mulheres. Ao provocar microperfurações no couro cabeludo, o procedimento incentiva a angiogênese, promovendo a vasodilatação e, consequentemente, a liberação de citocinas e interleucinas. Além disso, essa abordagem favorece a orientação de princípios ativos, caracterizando a entrega de medicamentos, sendo os mais comuns os fatores de crescimento e o minoxidil (QUIRINO; ROCHA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O microagulhamento tem sido empregado no tratamento da alopecia androgenética com resultados esmagadores, destacando-se pela praticidade e segurança, além de ser uma alternativa viável para aqueles que não podem ou não desejam usar tratamentos sistêmicos. Contudo, não há evidências suficientes para estabelecer uma profundidade ideal da agulha. A literatura indica que o uso mais comum é de agulhas de 1,5 mm, embora não se utiliza todo o cumprimento da agulha na aplicação, o que não causa uma lesão completa, resultando em um dano menor do que o esperado (FAISSAL; BRANDÃO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colpo e Brandão (2020) relatam um caso de um paciente masculino de 44 anos, relatado com AAG e com histórico familiar de calvície. O paciente decidiu não usar medicamentos orais e participou de quatro sessões mensais de microagulhamento com um rolo de 540 agulhas de 1,5 mm, associado a fatores de crescimento capilar, incluindo VEGF, FGF, IGF, peptídeos de cobre (25 mg/5 ml), Nacetilcisteína (1%), silício orgânico (0,1%), procaína (0,7%), D-pantenol (1,5%) e crisina (60 mcg). Além disso, o paciente aplicou 20 gotas de minoxidil tópico a 5% todas as noites. Os resultados mostraram redução na rarefação capilar e amplitude na densidade dos fios, com maior resistência ao teste de atração, confirmando a eficácia do microagulhamento combinado com ativos no tratamento da AAG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma pesquisa descritiva, Silva e Maguns (2018) estudaram uma paciente do sexo feminino, de 34 anos, com alopecia androgenética (AAG) na região bitemporal, entre agosto e novembro de 2017. Após uma anamnese minuciosa, a paciente foi tratada com um rolo de microagulhamento com 540 microagulhas de 0,5 mm. Posteriormente, foi aplicado um cosmético contendo fatores de crescimento, como 1% de fator de crescimento epidérmico (EGF), 1% de IGF-I, 1% de fator de crescimento fibroblástico básico (bFGF) e 1% de peptídeos de cobre. Foram realizadas seis sessões, com intervalos de quinze dias, totalizando três meses de tratamento. Os resultados obtidos foram positivos, melhorando a aparência dos cabelos e prevenindo a progressão da área afetada, sem apresentar efeitos colaterais. Os autores enfatizam que, apesar dos resultados satisfatórios, são necessários mais estudos para validar a eficácia do protocolo utilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dias e Rezende (2022) relatam o caso de uma paciente do sexo feminino, de 48 anos, que estava na menopausa e foi detectada com AAG. Esse paciente utilizou minoxidil 5% de forma tópica uma vez ao dia e finasterida 5 mg via oral por um ano, mas decidiu interromper o tratamento devido aos efeitos colaterais. Após seis meses sem tratamento, ela iniciou um protocolo de microagulhamento utilizando uma caneta com duas agulhas de 1,5 mm, em uma frequência de 90 Hz, com intervalos de quinze dias entre as sessões. Após a quarta sessão, foi observado um aumento na densidade capilar devido ao aumento do diâmetro dos fios. Os autores mencionam que, embora não exista um protocolo rígido em relação ao tamanho da agulha, estudos sugerem que 1,5 mm é considerado ideal, pois é bem tolerado pelos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gubert (2017) selecionou um voluntário do sexo masculino, de 34 anos, para um tratamento com microagulhamento. O autor utilizou um aparelho Derma Roller com agulhas de 0,75 mm e uma solução tópica de minoxidil sulfato a 5%, aplicada mensalmente durante seis meses, além da aplicação domiciliar de minoxidil sulfato a 5% uma vez ao dia. Os resultados foram avaliados por meio de fotografias, mostrando uma diferença na espessura dos fios. O paciente apresentou melhora no crescimento capilar, enquanto a avaliação do profissional indicou um aumento de 50% na melhora do quadro clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faghihi <em>et al. </em>(2021) conduziram uma pesquisa para comparar dois tamanhos diferentes de agulhas e analisar a combinação da técnica com minoxidil. Foram escolhidos sessenta pacientes, com idades entre 18 e 45 anos, relatados com AAG moderada a grave. Os participantes foram distribuídos em três grupos: um grupo controle, que recebeu aplicação de loção tópica de minoxidil a 5%, duas vezes ao dia; o grupo A, que utilizou loção tópica de minoxidil a 5% em conjunto com microagulhamento quinzenal a uma profundidade de 1,2 mm; e o grupo B, que recebeu loção tópica de minoxidil a 5% acompanhada de microagulhamento quinzenal a uma profundidade de 0,6 mm. Os resultados referentes à melhoria na espessura e densidade dos fios de cabelo indicaram que a combinação de minoxidil com microagulhamento é mais eficaz, especialmente com o uso de agulhas de 0,6 mm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é importante destacar que, apesar de uma técnica demonstrar resultados promissores, não está isenta de possíveis efeitos adversos e contraindicações. Esses incluem a realização do procedimento em áreas com lesões expostas, lesões com pústulas e nódulos actínicos, herpes ativo, regiões em cicatrização ou com queloides, uso de isotretinoína, além de contraindicações em gestantes, lactantes e pacientes com rosáceas ou alergias (FAISSAL; BRANDÃO, 2021).</p>



<h6 class="wp-block-heading">Considerações Finais</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O microagulhamento tem se destacado como uma abordagem eficaz no tratamento da alopecia androgenética, demonstrando resultados positivos tanto em homens quanto em mulheres. Ao provocar microperfurações no couro cabeludo, essa técnica estimula a regeneração celular e a liberação de fatores de crescimento, como VEGF, FGF e IGF, favorecendo a angiogênese e a ativação de células tronco no bulbo capilar. Além de melhorar a densidade e a espessura dos fios, o microagulhamento potencializa a absorção de substâncias tópicas, como o minoxidil.&nbsp;</p>



<h6 class="wp-block-heading">Referências</h6>



<p class="wp-block-paragraph">COLPO, M.; BRANDÃO, B. Male androgenetic alopecia: a case report of treatment with microneedling associated with growth factors and topical minoxidil. <strong>BWS Journal</strong>, v. 3, p. 1-6, 2020. Disponível em: https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/54. Acesso em: 01 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORREA, L. <em>et al.</em> Androgenetic Alopecia: A Review of Treatments. <strong>Integrative journal of literature</strong>, Belo Horizonte, p. 1-8, 2022. Disponível em: https://repositorioapi.animaeducacao.com.br/server/api/core/bitstreams/b5c48ae6-d451-44a9-a97b88eb953f992b/content. Acesso em: 01 nov. 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ENGLISH, R.; RUIZ, S.; DOAMARAL, P. Microneedling and its use in hair loss disorders: a systematic review. <strong>Dermatology and Therapy</strong>, p. 1-20, 2022.Disponível           em:https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/12533/TCC%20Erica%20Bas so.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y. acesso em: 01 nov. 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, A.; AITA, D.; MUNERATTO, M. Microneedling: a review. <strong>Rev. bras. cir. plást,</strong> v. 35, n. 2, p. 228-234, 2020. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1103836. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FAGHIHI, G. <em>et al.</em> Microneedling in androgenetic alopecia; Comparing Two Different Microneedle Depths. <strong>Journal of Cosmetic Dermatology</strong>, v. 20, n. 4, p. 1241-1247, 2021. Disponivel em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32897622/. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUBERT, L. <strong>Treatment of androgenetic alopecia by associating the use of minoxidil with the microneedling technique</strong>: case report. Abstract: Regional University of the Northwest of the State of Rio Grande do Sul, 2018.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">LIMA, M.; LIMA, E.; TAKANO, D. Microneedling: experimental study and classification of the injury caused. <strong>Surgical &amp; cosmetic dermatology</strong>, v. 5, n. 2, p. 110-114, 2014. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio2169. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OCAMPO‐GARZA, S. <em>et al</em>. Microneedling: a new therapeutic approach for androgenetic alopecia, a review of the literature. <strong>Dermatologic therapy</strong>, v. 33, n. 6,2020.                                                 Disponível                                      em:https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/12533/TCC%20Erica%20Bas so.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y. acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUIRINO, L.; ROCHA, G. Cocktail of Growth Factors Including Fibroblast Growth Factor 9 (Cellcurin) Serum in the Treatment of Androgenetic Alopecia. <strong>BWS Journal</strong>, v. 4, p. 1–12, 2021. Disponível em: https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/211. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, J.; MAGUNS, E. Microneedling associated with growth factors in the treatment of female androgenetic alopecia. <strong>Conversas Interdisciplinares</strong>, v. 15, n.1, 2018. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/ci/article/download/4887/pdf. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WALL, D. <em>et al.</em> Advances in hair growth. <strong>Resenhas do corpo docente</strong>. v. 11, 2022. Disponível &nbsp;&nbsp;&nbsp; em: https://www.scielo.br/j/qn/a/PYNT9rQhqmy9XYC6QZpkwfD/?format=pdf. Acesso em: 30 out. 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INTERCORRÊNCIAS NO USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NA HARMONIZAÇÃO OROFACIAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/intercorrencias-no-uso-do-acido-hialuronico-na-harmonizacao-orofacial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2024 11:49:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411050856 Maria de Fátima Monteiro da Silva Brenha[1]Clélea de Oliveira Calvet[2] RESUMO Introdução: Nos últimos anos, a busca por melhorias na estética facial tem se tornado uma preocupação crescente na sociedade, levando ao aumento da popularidade de procedimentos como a harmonização orofacial. Essa prática envolve um conjunto de intervenções estéticas destinadas a aprimorar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411050856</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maria de Fátima Monteiro da Silva Brenha<a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a><br>Clélea de Oliveira Calvet<a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introdução: Nos últimos anos, a busca por melhorias na estética facial tem se tornado uma preocupação crescente na sociedade, levando ao aumento da popularidade de procedimentos como a harmonização orofacial. Essa prática envolve um conjunto de intervenções estéticas destinadas a aprimorar a simetria e a aparência da face, promovendo uma imagem mais harmoniosa. Um dos principais componentes utilizados nesses procedimentos é o ácido hialurônico (AH), um composto biocompatível que ajuda a preencher sulcos, rugas e a realçar determinadas áreas específicas. Entretanto, embora o uso do AH seja amplamente aceito e elogiado por seus benefícios estéticos, ele não está isento de complicações, o que levanta questões sobre a segurança desses procedimentos. Intercorrências, como incidentes, ocorrências, assimetrias indesejadas e até infecções, podem ocorrer. Nesse contexto, a hialuronidase surge como uma ferramenta crucial para mitigar esses efeitos adversos, estimulando a manipulação do ácido hialurônico aplicado. Objetivos: O objetivo deste artigo é explorar as intercorrências associadas ao uso do ácido hialurônico em procedimentos de harmonização orofacial, enfatizando a necessidade de compreensão e manejo dessas complicações para garantir a segurança dos pacientes. Além disso, busca-se discutir o papel da hialuronidase como uma solução eficaz para reverter ou corrigir problemas decorrentes da aplicação das implicações do AH, bem como sua importância nos procedimentos de correção estética. Metodologia: A metodologia adotada foi baseada em uma revisão bibliográfica de estudos recentes sobre o uso do ácido hialurônico na harmonização orofacial, focando em seus benefícios e possíveis complicações. Foram incluídos artigos que discutem as intercorrências mais comuns e a maneira de tratá-las, além de estudos que abordam a eficácia da hialuronidase na reversão de resultados insatisfatórios. As fontes evidenciadas incluem artigos de revisão com o objetivo de fornecer uma visão abrangente sobre o tema. Resultados: A revisão revelou que o ácido hialurônico é amplamente utilizado em procedimentos estéticos, apresentando bons resultados na maioria dos casos. Contudo, existem riscos de proteção à sua aplicação, como proteção contra danos temporários, e, em casos mais graves, infecciosos, necrose tecidual ou assimetrias superficiais indesejadas. O tratamento dessas complicações pode ser feito com o uso da hialuronidase, uma enzima que quebra as moléculas do ácido hialurônico, revertendo seus efeitos. A hialuronidase mostrou-se uma ferramenta extremamente útil e eficaz, especialmente em casos de aplicação conveniente ou de efeitos colaterais graves. Estudos também indicam que, quando aplicada corretamente, a harmonização orofacial com AH resulta em alta satisfação dos pacientes. Conclusão: Conclui-se que, embora o ácido hialurônico seja um dos principais agentes utilizados em procedimentos de harmonização orofacial devido à sua segurança e eficácia, as intercorrências associadas ao seu uso não podem ser negligenciadas. A hialuronidase se destaca como uma solução essencial para mitigar complicações, proporcionando uma margem de segurança adicional para os procedimentos. No entanto, a segurança e o sucesso desses procedimentos dependem da qualificação e experiência dos profissionais responsáveis, além da comunicação clara entre pacientes e médicos sobre os riscos envolvidos. A escolha de um profissional qualificado e a adesão rigorosa às recomendações pós-tratamento são essenciais para minimizar os riscos e garantir resultados superiores. Assim, o conhecimento profundo tanto sobre o uso do ácido hialurônico quanto sobre as técnicas de correção com hialuronidase é indispensável para garantir procedimentos estéticos seguros e eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras</strong>&#8211;<strong>chave</strong>: Ácido hialurônico<strong>. </strong>Intercorrências. Hialuronidase. Procedimento dérmico. Procedimentos estéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introduction: In recent years, the search for improvements in facial aesthetics has become a growing concern in society, leading to the increased popularity of procedures such as orofacial harmonization. This practice involves a set of aesthetic interventions aimed at improving the symmetry and appearance of the face, promoting a more harmonious image. One of the main components used in these procedures is hyaluronic acid (HA), a biocompatible compound that helps fill grooves, wrinkles and highlight specific areas. However, although the use of HA is widely accepted and praised for its aesthetic benefits, it is not free from complications, which raises questions about the safety of these procedures. Intercurrences, such as incidents, occurrences, unwanted asymmetries and even infections, can occur. In this context, hyaluronidase emerges as a crucial tool to mitigate these adverse effects, stimulating the manipulation of the applied hyaluronic acid. Objectives: The aim of this article is to explore the complications associated with the use of hyaluronic acid in orofacial harmonization procedures, emphasizing the need to understand and manage these complications to ensure patient safety. In addition, it seeks to discuss the role of hyaluronidase as an effective solution to reverse or correct problems arising from the application of HA implications, as well as its importance in aesthetic correction procedures. Methodology: The methodology adopted was based on a bibliographic review of recent studies on the use of hyaluronic acid in orofacial harmonization, focusing on its benefits and possible complications. Articles that discuss the most common complications and how to treat them were included, as well as studies that address the effectiveness of hyaluronidase in reversing unsatisfactory results. The sources highlighted include review articles with the aim of providing a comprehensive overview on the subject. Results: The review revealed that hyaluronic acid is widely used in aesthetic procedures, presenting good results in most cases. However, there are risks associated with its application, such as protection against temporary damage and, in more severe cases, infections, tissue necrosis or unwanted surface asymmetries. These complications can be treated with hyaluronidase, an enzyme that breaks down hyaluronic acid molecules, reversing their effects. Hyaluronidase has proven to be an extremely useful and effective tool, especially in cases of convenient application or severe side effects. Studies also indicate that, when applied correctly, orofacial harmonization with HA results in high patient satisfaction. Conclusion: It is concluded that, although hyaluronic acid is one of the main agents used in orofacial harmonization procedures due to its safety and efficacy, the complications associated with its use cannot be overlooked. Hyaluronidase stands out as an essential solution to mitigate complications, providing an additional safety margin for the procedures. However, the safety and success of these procedures depend on the qualifications and experience of the professionals responsible, as well as on clear communication between patients and physicians about the risks involved. Choosing a qualified professional and strictly adhering to post-treatment recommendations are essential to minimize risks and ensure superior results. Therefore, in-depth knowledge of both the use of hyaluronic acid and the correction techniques with hyaluronidase is essential to ensure safe and effective aesthetic procedures.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Hyaluronic acid. Intercurrences. Hyaluronidase. Dermal procedure. Aesthetic procedures.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a busca pela beleza e pelo rejuvenescimento facial tem se tornado uma preocupação central na sociedade contemporânea. A harmonização orofacial emerge como uma solução popular e eficaz para atender a essa demanda crescente. No coração dessa prática está o ácido hialurônico&nbsp; conhecido por sua capacidade de preenchimento e hidratação da pele. A “ [..} Odontologia não fica a margem dessa corrida pelo o que é belo. Proporcionar um sorriso harmonioso com uma face equilibrada passou a ser&nbsp; desenvolvido&nbsp; pelos&nbsp; profissionais&nbsp; da&nbsp; área,&nbsp; sendo&nbsp; bastante&nbsp; procurado&nbsp; por&nbsp; pessoas&nbsp; que&nbsp; querem&nbsp; atingir uma beleza facial harmônica (NOGUEIRA et al, 2020, p. 104).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A harmonização orofacial é um conjunto de procedimentos estéticos que visa melhorar a estética e a proporção facial, muitas vezes utilizando substâncias para preenchimento de áreas específicas. Embora, o preenchimento dérmico, &nbsp;seja geralmente seguro quando realizado por profissionais, como cirurgiões-dentistas e dermatologistas, há intercorrências e complicações potenciais associadas ao uso do ácido hialurônico (PIRES; RIBEIRO, 2021, p. 255).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, discutiremos algumas das intercorrências e complicações mais comuns que podem ocorrer durante ou após uma harmonização orofacial com &nbsp;a utilização do ácido hialurônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo humano, que desempenha um papel importante na hidratação e na preenchimento da pele. É frequentemente utilizado em procedimentos estéticos, como preenchimento de rugas, aumento dos lábios e restrição facial, devido à sua capacidade de reter água e criar volume. Na harmonização orofacial, o ácido hialurônico é frequentemente usado para melhorar a simetria facial, suavizar rugas e realçar características como o contorno dos lábios e das bochechas (THOMÉ et al, 2020, p. 107).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Torna-se fundamental que os procedimentos sejam realizados por profissionais especializados e experientes, em um ambiente seguro e seguindo protocolos adequados. Além disso, os pacientes devem ser informados sobre as possíveis intercorrências e complicações, para que possam tomar decisões conscientes sobre o tratamento e estar cientes dos cuidados pós-tratamento necessários para minimizar os riscos. A comunicação aberta entre o paciente e o profissional é essencial para alcançar resultados estéticos seguros na harmonização orofacial com ácido hialurônico livres de intercorrências (THOMÉ et al, 2020, p. 108).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As intercorrências relacionadas ao uso do ácido hialurônico na harmonização orofacial podem abranger uma ampla gama de eventos adversos, desde efeitos colaterais leves até complicações mais graves e podem estar relacionadas com a qualidade dos produtos quanto ou as condições do paciente (alérgico, portador de infecção)(Lima et al, 2016, p. 11; COSTA et al, 2021, p. 9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na eventualidade de complicação a hialuronidase é uma ferramenta valiosa para lidar com essas intercorrências, pois pode ajudar a reverter ou corrigir problemas associados ao AH. Trata-se de uma enzima que, assim, como o ácido hialurônico, existe na derme e desempenha um papel na degradação do ácido hialurônico, pois,&nbsp; ajuda a manter a estrutura e a função dos tecidos conjuntivos, como pele e cartilagem atua quebrando as moléculas de ácido hialurônico, o que pode ser útil em diversos procedimentos médicos e cosméticos (BALASSIANO;&nbsp; BRAVO, 2014, p. 340-341).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia&nbsp; empregada nesta pesquisa envolverá uma revisão abrangente da literatura existente, coleta de dados culminando na apresentação dos resultados de forma clara e concisa. Com isso, almeja-se fornecer uma visão aprofundada sobre o tópico e promover um entendimento mais completo das intercorrências relacionadas ao ácido hialurônico na harmonização orofacial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Bases de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na seleção dos artigos, foram utilizadas as seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), <em>Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO), <em>Us National Library of Medicine National Institutes of Health </em>(PubMed) e Google Acadêmico</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Descritores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Para a busca dos estudos serão utilizados os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): ácido hialurônico,&nbsp; intercorrências e hialuronidase. A seleção de artigos possibilitará fundamentar os objetivos traçados focando em estudos que discutam&nbsp; os tipos de intercorrências, incidências, fatores de risco, técnicas de aplicação, produtos utilizados, tratamentos recomendados e resultados.na harmonização orofacial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Critérios de inclusão e exclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa será realizada no período de 2013 a 2023. Serão estabelecidos como critérios de inclusão artigos escritos em português, com disponibilidade de texto completo publicados em periódicos nacionais e em bases científicas da área, como critérios de exclusão: trabalhos publicados anteriores a 2013 e que não tratem da área de interesse desta pesquisa e artigos científicos sem disponibilidade do texto na íntegra <em>online. </em>A pesquisa se deu a partir da leitura dos títulos e resumos dos trabalhos publicados que atenderam ao tema deste estudo.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.4 Estruturação do Artigo</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo está organizado em seções lógicas, como introdução, revisão da literatura, metodologia, resultados, discussão e conclusão, garantindo uma narrativa coesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão de literatura discorrerá sobre o envelhecimento da face, conceitos e técnicas de harmonização orofacial, aplicabilidade do ácido hialurônico e as intercorrências no uso dessa substância.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 FACE HUMANA E O ENVELHECIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A face humana é uma área particularmente visível e sensível às mudanças relacionadas ao envelhecimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento cutâneo pode ser intrínseco ou cronológico, aquele que surge com a idade influenciado por fatores genéticos, ou extrínseco ou actínico aquele que surge influenciado por fatores externos tal como o tabaco, poluição, hábitos de vida e predominantemente, a radiação solar (fotoenvelhecimento). Surgem, com a idade, alterações bioquímicas que conduzem a manifestações clínicas ao nível cutâneo, como rugas, aumento de espessura, pigmentações, entre outras (RUIVO, 2014, p. 5).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de envelhecimento “apresenta-se através de rugas, flacidez, perda de elasticidade e perda de expressões. Em alguns casos podem surgir melanomas benignos, dermatite seborreica e angiomas” (RUIVO, 2014, p. 5).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da elasticidade da pele pode levar à flacidez em várias áreas do rosto, como a região do pescoço e da mandíbula. A gordura facial diminui com a idade, resultando em perda de volume nas bochechas e áreas ao redor dos olhos, o que pode fazer com que o rosto pareça afundado. As pálpebras também podem ser afetadas, com a pele ficando mais solta e a formação de bolsas sob os olhos. A perda de contorno facial, incluindo a definição da mandíbula e do queixo, pode resultar em uma aparência menos jovem. A exposição ao sol ao longo dos anos pode causar manchas escuras, sardas e irregularidades na pigmentação da pele. Assim, “as influências multifatoriais sejam elas genéticas, metabólicas, adquiridas ou extrínsecas provenientes do ambiente vão agir em sentidos diversos, as quais implicam no conhecimento da estrutura da pele e de seu funcionamento” (Johner; Goelzer Neto, 2021, p. 5-6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater esses efeitos do envelhecimento, muitas pessoas recorrem a procedimentos de rejuvenescimento facial, como preenchimento dérmico, toxina botulínica, cirurgia plástica, tratamentos a laser e cuidados com a pele. A escolha dos tratamentos depende das necessidades individuais do paciente e dos resultados desejados. Além disso, a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo proteção solar, uma dieta equilibrada e não fumar, também pode ajudar a retardar os sinais de envelhecimento da face (Johner; Goelzer Neto, 2021, p. 13; LIMA et al, 2021, p.19).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se a necessidade da avaliação da face &nbsp;que constitui &nbsp;primeiro passo para a realização de qualquer procedimento estético, assim, &nbsp;“a análise facial pode acontecer de forma subjetiva ou objetiva. A análise subjetiva depende de extrema experiência e sensibilidade, já a análise objetiva envolve registros através de fotografias e vídeos”(TEDESCO, 2019, p.6;).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se ser “necessário conhecer da constituição da epiderme, derme, do tecido subcutâneo, dos ossos da face e também, da musculatura, vascularização, inervação sensitiva e motora” (OLIVEIRA et al, 2023, p.1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (2023) completa,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento anatômico é essencial na realização de procedimentos cirúrgicos e no uso de algumas tecnologias. Pode evitar lesões desses nervos em locais onde se superficializam e em seus trajetos mais comuns. A lesão de nervos motores pode trazer assimetrias faciais permanentes. [&#8230;], Portanto, o conhecimento da anatomia facial é imprescindível para médicos que trabalham com procedimentos estético invasivos e cirurgias, e representa um grande diferencial desses profissionais. Conhecer bem a anatomia e se atualizar constantemente traz mais segurança, melhores resultados e minimiza o risco de possíveis complicações nos procedimentos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">É importante evidenciar que todo procedimento estético deve ser realizado por profissionais experientes, respeitando as características únicas de cada paciente e evitando resultados excessivos ou pouco naturais. Um planejamento cuidadoso e uma avaliação completa do paciente são essenciais para alcançar os melhores resultados (Lacerda, 2021, s/p).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 HARMONIZAÇÂo OROFACIAL: </strong><strong>inovações e avanços</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A harmonização facial é um conjunto de procedimentos estéticos que visa melhorar a simetria, proporção e equilíbrio facial para criar uma aparência mais harmônica e agradável. Essa prática ganhou popularidade na área da medicina estética e é realizada por profissionais especializados, como dermatologistas, cirurgiões plásticos e dentistas, que possuem conhecimento profundo da anatomia facial (CFO, 2019, s/p).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toledo (2021, p. 2) sobre esclarece:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O sorriso precisa ser entendido como complemento das demais estruturas da face, como lábios, nariz, linhas de expressão e, por isso, integradas no atendimento odontológico. A harmonização orofacial é, portanto, um conjunto de técnicas que visa extrair o que uma pessoa tem de mais belo e estético, ressaltando melhores contornos e, desse modo, distraindo impressões do tempo, além de solucionar questões funcionais como cefaleias; em suma, é uma técnica que busca proporcionar equilíbrio entre a relação estética e funcional, tanto do sorriso, quanto do rosto do paciente</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A Resolução CFO 198 de 2013 reconhece a harmonização como especialidade dentro da odontologia.&nbsp;&nbsp; Segundo Garbin et al (2019, p. 177)&nbsp; a norma (CFO 198, 2013)&nbsp; especifica as áreas que o profissional da odontologia pode atuar podendo “fazer uso da toxina botulínica, preenchedores faciais, agregados leucoplaquetários autólogos, intradermoterapia e biomateriais indutores de colágeno”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se, mais uma vez, &nbsp;que cada paciente é único, portanto, os tratamentos devem ser personalizados para atender às suas necessidades específicas. Assim, a realização de anamnese é fundamental, onde o histórico dos pacientes será investigado e avaliados casos de distúrbios hemorrágicos, herpes, quadros alérgicos, tendência à formação de queloides e uso de medicamentos, assim como a avaliação à injeção possibilitando a reação do paciente e a escolha do melhor produto a ser utilizado ( PARADA et al, 2016, p. 343).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Preenchedores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Os preenchedores são substâncias injetáveis ​​que são usadas para encher áreas do rosto que podem estar afundadas, enrugadas ou desproporcionais, constituindo</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;[&#8230;] um novo avanço para o cirurgião-dentista, pois com eles&nbsp;&nbsp; no&nbsp;&nbsp; seu&nbsp;&nbsp; arsenal&nbsp;&nbsp; terapêutico&nbsp;&nbsp; será&nbsp;&nbsp; um&nbsp; &nbsp;grande&nbsp;&nbsp; acréscimo&nbsp;&nbsp; no&nbsp;&nbsp; plano&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; tratamento multidisciplinar,&nbsp; podendo&nbsp; ser&nbsp; usado&nbsp; superficial&nbsp; profundamente&nbsp; nos&nbsp; tecidos&nbsp; faciais,&nbsp; para diversos tipos de tratamento (THOME et al, 2020, p. 105).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A substância é a prioridade para “oferecer&nbsp; bom&nbsp; resultado&nbsp; cosmético,&nbsp; ter&nbsp; longa&nbsp; duração,&nbsp; ser estável&nbsp; e seguro, com mínima complicação(THOME et al, 2020, p. 105).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem vários tipos de preenchedores disponíveis, cada um com suas próprias características, indicações e durabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tipos mais comuns de preenchedores incluem o ácido hialurônico, policaprolactona (ellancé), hidroxiapatia de cálcio (radiesse) e PMMA. O ácido hialurônico é um preenchedor muito popular e versátil. Ele é usado para tratar uma variedade de áreas, incluindo lábios, linhas de marionete, sulco nasogeniano e maçãs do rosto. O ácido hialurônico é naturalmente encontrado na pele e é seguro, reversível e de longa duração (COSTA et al, 2021, p. 8; PIRES et al, 2021, p.56). Os cuidados são essenciais na aplicabilidade,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Um preenchedor facial precisa contar com critérios tais como: não ser infeccioso, não ser pirogênico, ser biocompatível, simples de injetar, não ser migratório, provocar o menor desconforto possível e dor ao longo e/ou depois do procedimento, com longa duração, aparência natural depois do procedimento e custo acessível. Tratam-se de atributos que os preenchedores dérmicos precisam possuir e que são muito bem respondidos pelo AH, o que o faz ser um produto amplamente aceito no mundo para realização do preenchimento cutâneo temporário (CROCCO et al., 2012) (COSTA et al, 2021, p. 5)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox, sendo “usada&nbsp; em&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; bruxismo,&nbsp; hipertrofia&nbsp; do&nbsp; masseter, disfunções&nbsp;&nbsp; têmporo-mandibulares,&nbsp;&nbsp; sialorréia,&nbsp;&nbsp; assimetria&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; sorriso” (THOME et al, 2020, p.106).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos bioestimuladores, estes podem ser classificados de acordo à durabilidade e absorção no organismo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os bioestimuladores são classificados quanto à durabilidade e a absorção pelo organismo, existindo os biodegradáveis, que tem sua absorção pelo próprio organismo, através de mecanismos fagocitários naturais, e semipermanentes, que possuem duração entre 18 meses e 5 anos. Dentro dessa categoria estão o ácido Poli-L-láctico (PLLA), hidroxiapatita de cálcio (CaHA), e a policaprolactona (PCL).Também existe o bioestimulador classificado como não biodegradável, que não é fagocitado e permanece indefinidamente no organismo. Nessa categoria está o polimetilmetacrilato (PMMA)&nbsp; (LIMA; SOARES, 2020, p. 3).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Cada tipo de preenchedor tem suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha do preenchedor certo depende das necessidades e objetivos individuais do paciente, bem como das recomendações do profissional de saúde. É importante discutir todas as opções disponíveis com um médico qualificado antes de realizar qualquer procedimento de preenchimento facial para determinar qual é o mais adequado para você. Além disso, é crucial procurar um profissional experiente e licenciado para a aplicação de preenchedores, pois a técnica adequada é fundamental para obter resultados seguros e naturais &nbsp;&nbsp;(LIMA; SOARES, 2020, p. 15; THOME et al, 2020, p. 108).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Técnicas e tecnologias na harmonização orofacial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A procura por procedimentos estéticos minimamente invasivos cresceu bastante nos últimos anos, o Brasil aparece em terceiro lugar no ranking de procedimentos não cirúrgicos, segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (PARADA et al, 2016, p. 343).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do material escolhido para os procedimentos torna-se de suma importância, Costa et al, chama a atenção para o uso de agulhas e cânulas que “são dispositivos principais no desenvolvimento de preenchimento, e cada uma apresenta vantagens e desvantagens de acordo com a área a ser tratada, as profundidades de injeção específicas e as técnicas a serem utilizadas” (COSTA et al, 2021, p.4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da escolha dos materiais, a combinação de técnicas tem como objetivo promover o equilíbrio e harmonização do rosto do paciente.&nbsp;&nbsp; O quadro 1 mostra os principais procedimentos e suas indicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadro 1. Principais procedimentos da Harmonização orofacial e suas indicações</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="866" height="738" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-320.png" alt="" class="wp-image-171704" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-320.png 866w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-320-300x256.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-320-768x654.png 768w" sizes="(max-width: 866px) 100vw, 866px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">FONTE: MACHADO, 2020, p. 18</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>29ª edição da Feira e Congresso Estetika</strong><em>, realizada no São Paulo Expo, em São Paulo apresenta como novidades,</em><em></em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">duas propostas de tratamento inovadoras. Uma das propostas é um&nbsp;programa de tratamento completo com foco rejuvenescedor, chamado&nbsp;Hyalunol C: “Reúne os&nbsp;ativos mais consagrados e inovadores da cosmetologia e dermatologia&nbsp;estética, que são&nbsp;vitamina C ultraconcentrada, 13 tipos diferentes de&nbsp;ácido hialurônico&nbsp; e nano moléculas de&nbsp;retinol. Uma verdadeira&nbsp;harmonização tópica full face, com suavização de rugas e linhas de expressão, além da ação antigravidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A outra proposta de tratamento da&nbsp;Cosmobeauty&nbsp;foi o&nbsp;programa de tratamento para região dos olhos,&nbsp;chamado&nbsp;Clary Max Pro. “É um protocolo completo com ativos avançados para atuar na&nbsp;redução de bolsas, olheiras e linhas de expressão, promovendo um verdadeiro&nbsp;resurfacing&nbsp;para o local. [&#8230;] O&nbsp;equipamento I-Eye&nbsp;promove um circuito de ciclotermia (quente e frio) e associação de massagem modular exclusiva para melhorar a drenagem da região e promover alívio e bem-estar potencializando a terapia como um todo” (ESTETIKA, 2023).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A Odontologia vivencia a busca&nbsp; </em>de conhecimentos que aumentem as chances de melhora na qualidade de vida do paciente, refletindo , assim,&nbsp; positivamente sobre o bem-estar biopsicossocial (PIRES; RIBEIRO, 2021, p. 258).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>5 As Intercorrências como Desafios na Jornada Estética</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios, é crucial compreender que qualquer procedimento médico, por mais seguro que seja, apresenta riscos e desafios potenciais (MANGANARO, 2022, p. 205).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As intercorrências relacionadas ao uso de ácido hialurônico na harmonização orofacial podem variar em gravidade e inclusão necessitando de mais “conscientização e compreensão a respeito dos eventos adversos (EAs) que podem surgir como consequência do seu uso” (ALMEIDA et al, 2017, p. 205).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Intercorrências e complicações com ácido hialurônico e a toxina botulínica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que, a aplicação de ácido hialurônico e toxina botulínica (Botox) sejam procedimentos estéticos relativamente seguros quando realizados por profissionais qualificados e em ambientes apropriados,&nbsp; eles podem estar sujeitos a intercorrências e complicações. Parada et al (2016, p. 343) informa que “No contexto dos procedimentos estéticos devem ser avaliados: tipo de procedimentos estéticos prévios, tipo de preenchedores e reação alérgica prévia a preenchedores ou anestésicos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas intercorrências podem acontecer, segundo Manganaro et al (2022)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] &nbsp;podem ocorrer complicações precoces e tardias com vários níveis de gravidade. O aumento da realização desses procedimentos estéticos dérmicos pode ser acompanhado de fatores que comprometem a segurança do paciente e a reputação dos profissionais (MANGANARO et al, 2022, p. 205)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Após a aplicação do ácido hialurônico, muitos pacientes experimentaram hematomas (manchas roxas) e edema (inchaço) na área tratada. Isso é uma resposta natural ao corpo à manipulação dos tecidos e à injeção da substância. Segundo Parada et al (2016, p. 344,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O edema é uma das complicações mais comuns em preenchimentos. Geralmente é localizado e autolimitado. As áreas mais propensas são os lábios e a região periorbital. A escolha correta do produto para a área de tratamento, bem como o plano correto de tratamento, ajuda a preveni-lo. A aplicação de gelo, a elevação da cabeça, anti-histamínicos e prednisona orais, por curto espaço de tempo foram descritos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Outro efeito adverso encontrado foi infecção que no início apresentam “endurecimento, eritema, sensibilidade e prurido podendo evoluir para nódulos flutuantes e apresentarem&nbsp; febre e calafrios”. O tratamento se dar a partir de aplicação de antibióticos (PARADA et al, 2016, p. 345).&nbsp; O quadro 2 mostra o diagnóstico e o tratamento para a formação de nódulos de início precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadro 1: Diagnóstico e tratamento&nbsp; de nódulos</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="872" height="503" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-321.png" alt="" class="wp-image-171705" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-321.png 872w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-321-300x173.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-321-768x443.png 768w" sizes="(max-width: 872px) 100vw, 872px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">FONTE: PARADA et al, 2016, p. 210</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Quadro 3 e 4 mostram os tipos de eventos adversos de início precoce e tardio&nbsp; na aplicabilidade do ácido hialurônico e o correspondente tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadro 3; Eventos adversos com ácido hialurônico de início imediato</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="945" height="928" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-322.png" alt="" class="wp-image-171706" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-322.png 945w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-322-300x295.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-322-768x754.png 768w" sizes="(max-width: 945px) 100vw, 945px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">FONTE: PARADA et al, 2016, p. 208</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadro 3; Eventos adversos com ácido hialurônico de início precoce</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="914" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-323-914x1024.png" alt="" class="wp-image-171707" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-323-914x1024.png 914w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-323-268x300.png 268w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-323-768x861.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-323.png 945w" sizes="(max-width: 914px) 100vw, 914px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">FONTE: PARADA et al, 2016, p. 209</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que os pacientes estejam cientes dessas possíveis intercorrências e complicações antes de optarem pela harmonização orofacial com ácido hialurônico. Além disso, é fundamental que escolham profissionais especializados e especializados, sigam as instruções pós-tratamento e relacionem qualquer preocupação imediatamente para garantir resultados seguros e superiores (MANGANARO et al, 2022, p. 215).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à toxina botulínica, comumente conhecida pelo nome comercial Botox, é frequentemente utilizada na harmonização orofacial, um procedimento estético que visa melhorar a aparência e a simetria do rosto, principalmente na região da face e da boca. A toxina botulínica atua relaxando temporariamente os músculos, o que pode ter vários efeitos benéficos na harmonização orofacial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lima et al, (2022, p. 24) “podem ser encontrados relatos na literatura de dores de cabeça, ptose palpebral excessiva, pálpebras pesadas, sorriso assimétrico, paralisação excessiva de músculos da mímica facial, equimoses, edemas, prurido, eritema local. diplopia, paresia local, olho seco, náusea, sangramento local, cefaléia e boca seca” dentre as complicações apresentadas com esta substância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como contraindicações, as autoras advertem que: “paciente imunodeprimidos e/ou com condição sistêmica comprometida ou não controlada, gestantes, lactantes, pacientes com alergias aos componentes do produto” não devam fazer uso deste procedimento (LIMA et al, 2020, p. 24).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 Hialuronidase</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hialuronidase, uma substância que ocorre naturalmente no corpo e que ajuda a manter a estrutura e a função dos tecidos conjuntivos, como pele e cartilagem e atua quebrando as moléculas de ácido hialurônico, o que pode ser útil em diversos procedimentos médicos e cosméticos (BALASSIANO; BRAVO, 2014, p. 340-341).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 1: Aplicação de hialuronidase e degração do ácido hialurônico</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="925" height="364" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-324.png" alt="" class="wp-image-171708" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-324.png 925w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-324-300x118.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-324-768x302.png 768w" sizes="(max-width: 925px) 100vw, 925px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; FONTE: LIMA et al, 2020, p. 19</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hialuronidase tem várias aplicações, sendo mais notável na medicina estética como uma ferramenta para corrigir ou desfazer procedimentos de preenchimento com ácido hialurônico. Quando injetada em áreas onde o ácido hialurônico foi examinado em complicações, a hialuronidase ajuda a quebrar o preenchimento e restaurar uma aparência mais natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Parada (2016, p. 349) em caso de intercorrências a hialuronidase</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">pode ser injetada lenta e diretamente no local de injeção do AH. É importante massagear para a obtenção do efeito terapêutico. O tratamento com Hial deve ser realizado tão rapidamente quanto possível. Um artigo de revisão argumenta que, injetada a Hial dentro de dois dias, pode-se esperar recuperação completa. Ao contrário, sendo tardia a injeção de Hial, o risco de cicatrizes no tecido aumenta</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Balassiano e Bravo (2014, p. 341) que os efeitos adversos com o uso da hialuronidase são raros, sendo locais como edema, calor, eritema e ardência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a hialuronidase é usada para remover ou ajustar o ácido hialurônico injetado anteriormente, caso o paciente não esteja satisfeito com os resultados ou em ocorrências de complicações (PARADA, 2016, p. 349).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3 Informações e cuidados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica são amplamente utilizados para fins estéticos, mas exigem cuidados adequados para garantir resultados seguros e satisfatórios (NOGUEIRA et al, 2020, p. 108).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes dos procedimentos é importante&nbsp; certificar-se de escolher um profissional de saúde qualificado, como um dermatologista, cirurgião plástico ou cirurgião-dentista, que tenha treinamento e experiência na administração desses tratamentos. Agendar consulta inicial com o profissional para discutir suas expectativas, histórico médico e qualquer condição de saúde preexistente para obter informações detalhadas sobre os procedimentos, incluindo os benefícios, riscos e possíveis intercorrências (LIMA et al, 2022, p. 10;38;76, RODRIGUES, 2021, p. 26;70).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os procedimentos torna-se fundamental observar que o procedimento seja realizado em um ambiente limpo e estéril, com materiais descartáveis e agulhas esterilizadas,&nbsp; discutir as opções de anestesia ou anestésicos tópicos para minimizar o desconforto durante o procedimento (RUBEZ, 2023, s/p).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os procedimentos evitar exercícios intensos e atividades que possam aumentar a circulação sanguínea na área tratada, assim como exposição direta ao sol, saunas e banhos quentes durante as primeiras 24-48 horas. Também, o paciente não usar maquiagem pesada na área tratada no dia do procedimento, mantendo a pele da área tratada limpa e hidratada conforme orientação do profissional (RUBEZ, 2023, s/p).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se o acompanhamento médico para avaliação pós-procedimento e informe seu médico sobre quaisquer efeitos colaterais incomuns ou complicações, como infecção, reações alérgicas graves ou assimetria notável para resolver quaisquer dúvidas ou preocupações (THOME, 2020, p. 108; LIMA et al, 2022, p. 78; RODRIGUES, 2021, RUBEZ, 2023, s/p).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba&nbsp; que os resultados dos procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica podem ser graduais e podem levar alguns dias a semanas para se tornarem visíveis. Seguir esses cuidados e diretrizes fornecidas pelo profissional ajudará a garantir a segurança e a eficácia dos procedimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica e a alcançar resultados estéticos desejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa revisão abrangente das intercorrências associadas ao uso de ácido hialurônico na harmonização orofacial revelou um conjunto de informações críticas para profissionais de saúde e pacientes. Identificamos diversas intercorrências, incluindo incidentes, assimetria, complicações vasculares e reações adversas. Essas consequências podem afetar tanto a aparência quanto a segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento cutâneo é um processo natural, influenciado por fatores genéticos e externos, como exposição ao sol, tabaco e poluição. Isso leva a várias alterações na pele, incluindo rugas, flacidez, perda de elasticidade e pigmentações (COSTA et al, 2021, p. 4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater esses efeitos do envelhecimento, as pessoas recorrem a diversos procedimentos estéticos, incluindo preenchimento térmico, toxina botulínica e outros tratamentos. A escolha do tratamento depende das necessidades individuais do paciente. Além disso, um estilo de vida saudável, como proteção solar, dieta equilibrada e não fumar, pode ajudar a retardar os sinais de envelhecimento (LIMA et al, 2021, p.10-70).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva et al (2022, p. 92) mostram que avaliação facial é crucial antes de qualquer procedimento estético, além de análise subjetiva e objetiva da estrutura da pele e seu funcionamento. Além disso, o conhecimento anatômico é essencial para evitar complicações e garantir melhores resultados em procedimentos estéticos invasivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A harmonização orofacial é uma prática que se tornou popular e é realizada por profissionais especializados, como dentistas e dermatologistas. A escolha do preenchedor adequado, seja ácido hialurônico, toxina botulínica ou bioestimuladores, depende das necessidades individuais do paciente e das recomendações do profissional. A combinação de técnicas e tecnologias inovadoras também é usada para atingir resultados mais eficazes(PIRES; RIBEIRO, 2021, p. 253).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante estar atento às intercorrências e complicações possíveis em procedimentos estéticos, como hematomas, edemas, infecções e outros efeitos adversos (MANGANARO, 2021, p. 205). Balassiano &amp; Bravo (2014, p. 341) atestam que a hialuronidase é uma substância que pode ser usada para desfazer ou ajustar procedimentos com ácido hialurônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a escolha de um profissional atualizado, a discussão detalhada do procedimento, a adesão aos cuidados pré e pós-tratamento e o acompanhamento médico são essenciais para garantir resultados seguros e superiores em procedimentos de harmonização orofacial. A conscientização sobre as possíveis intercorrências e complicações também é fundamental para os pacientes que buscam tratamentos estéticos (MANGANARO, 2022, p. 209; FERREIRA; TAMEIRÃO, 2022, p. 206).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A harmonização orofacial é uma área da medicina estética que visa aprimorar a simetria e proporção facial, fornecendo resultados estéticos desejados. No entanto, à medida que a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos, como preenchimento dérmico e toxina botulínica, aumenta, é crucial compreender os benefícios, riscos e complicações associados a esses tratamentos. A conclusão desta pesquisa destaca a importância de uma abordagem cuidadosa e informada quando se trata de harmonização orofacial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento cutâneo é um processo natural, influenciado por fatores genéticos e ambientais. Ele resulta em uma série de alterações na pele que inclui rugas, flacidez, perda de elasticidade e pigmentações. Conhecer as causas e efeitos do envelhecimento é essencial para abordar essas questões estéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A harmonização orofacial oferece uma variedade de procedimentos estéticos, desde preenchimentos com ácido hialurônico até aplicação de toxina botulínica. A escolha do tratamento certo depende das necessidades individuais do paciente e das recomendações de um profissional de saúde qualificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção é um componente fundamental na garantia da segurança dos pacientes que buscam procedimentos estéticos. A compreensão das causas potenciais dessas intercorrências e a adoção de práticas clínicas seguras são imperativas para minimizar riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de intercorrências ocorrerem, é essencial que os profissionais de saúde estejam preparados para uma gestão eficaz. Discutimos várias opções de tratamento e diretrizes para abordar essas situações de forma adequada, enfatizando a importância da ação rápida e de encaminhamentos adequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de fornecer informações aos profissionais de saúde, é crucial que os pacientes estejam cientes dos riscos e benefícios dos procedimentos na área periocular. A educação do paciente desempenha um papel fundamental na tomada de decisões informadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo objetivou promover práticas seguras na medicina estética, destacando a importância da pesquisa, da formação profissional contínua e da consulta a especialistas multidisciplinares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o uso de ácido hialurônico na harmonização orofacial pode proporcionar benefícios estéticos significativos, mas não está isento de intercorrências. A conscientização, a prevenção, o tratamento adequado e a educação são fundamentais para garantir a segurança e a satisfação dos pacientes. Profissionais de saúde e pacientes devem colaborar para tomar decisões informadas e alcançar resultados estéticos desejados com riscos minimizados. O conhecimento é a chave para um futuro mais seguro e mais dominador na medicina estética na área da face.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida, Ada Trindade de; Banegas, Raul; Boggio, Ricardo; Bravo, Bruna; Braz, André; Casabona, Gabriela; Coimbra, Daniel; Espinosa, Silvia; Martinez, Carolina Diagnóstico e tratamento dos eventos adversos do ácido hialurônico: recomendações de consenso do painel de especialistas da América Latina <strong>Surgical &amp; Cosmetic Dermatology,</strong> vol. 9, núm. 3, 2017, pp. 204-213 Sociedade Brasileira de Dermatologia Rio de Janeiro, Brasil .</p>



<p class="wp-block-paragraph">BALASSIANO, Laila Klotz de Almeida; BRAVO, Bruna Souza Felix. Hialuronidase: uma necessidade de todo dermatologista que aplica ácido hialurônico injetável. <strong>Surg Cosmet Dermatol</strong> 2014;6(4):338­43. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/2655/265535765003.pdf. Acesso em 12 de mai. De 2023.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CFO. Conselho Federal de Odontologia. <strong>RESOLUÇÃO CFO-198, de 29 de janeiro de 2019.</strong> Reconhece a Harmonização Orofacial como especialidade odontológica, e dá outras providências. [acesso em 03 de junho 2020]. Disponível em: https://sistemas.cfo.org.br/visualizar/atos/RESOLU%C3%87%C3%83O/SEC/2019/198. Acesso em 10 de abri de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Luana Alves; SILVA, Brenda Rezende Trindade; FERREIRA, Ketlen de Sousa. 2021. Ácido Hialurônico injetável na harmonização facial: Indicações e possíveis efeitos colaterais. Disponível em: https:repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/19315. Acesso em 15 de abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAHER, José Carlos; SILVA, Suellen Vieira da;&nbsp; CAMPOS, Amanda Costa; DIAS, Ronan Caputi Silva; DAMASIO, Anderson de Azevedo; COSTA, Rafael Sabino Caetano. Complicações vasculares dos preenchimentos faciais com ácido hialurônico: confecção de protocolo de prevenção e tratamento. <strong>Rev. Bras. Cirurgia Plástica</strong>, 2020;35(1):2-7. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcp/a/bH39HpzQWcSXQzXHdrpycKQ/?format=pdf&amp;lang=pt. Acesso em 15 de mai. De 2023.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIA, Thaís Rayanne Faria; BAROBOSA JÚNIOR,&nbsp; José. Possíveis intercorrências do preenchimento facial com ácido hialurônico<strong>. Revista Conexão Ciência</strong>. Vol. 15,&nbsp; Nº 3 I, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARBIN,&nbsp; Artenio José Isper;&nbsp; WAKAYAMA, Bruno; SALIBA, Tânia Adas; ADAS SALIBA GARBIN, Clea. Adas. Harmonização orofacial e suas implicações na odontologia. <strong><em>Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research</em></strong> – BJSCR. Vol.27,n.2,pp.116-122, Jun – Ago 2019.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Graduanda do Curso de Odontologia da Faculdade EDUFOR. E-mail: fafamonteirobrenha0@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Profª Dra. do Curso de odontologia da EDUFOR.E-mail: clelea.calvet@edufor.edu.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TECNOLOGIA COMBINADA DE ENDOLASER E ULTRASSOM MICRO E MACROFOCADO PARA HARMONIZAÇÃO FACIAL E CORPORAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/tecnologia-combinada-de-endolaser-e-ultrassom-micro-e-macrofocado-para-harmonizacao-facial-e-corporal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 00:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102410162134 Priscila D’ Orleans Rabelo de Menezes        RESUMO           Com o desenvolvimento tecnológico e o crescente interesse por centros que oferecem tratamentos estéticos para o corpo e o rosto, a área de harmonização facial e abdominal demanda inovação contínua nas abordagens, métodos, terapias e ferramentas utilizadas em procedimentos estéticos. A técnica [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102410162134</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Priscila D’ Orleans Rabelo de Menezes</p>



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<p class="wp-block-paragraph">       <strong>RESUMO          </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o desenvolvimento tecnológico e o crescente interesse por centros que oferecem tratamentos estéticos para o corpo e o rosto, a área de harmonização facial e abdominal demanda inovação contínua nas abordagens, métodos, terapias e ferramentas utilizadas em procedimentos estéticos. A técnica de redução de gordura a laser tem se destacado como uma solução eficaz e amplamente adotada para quem deseja tratar áreas específicas do corpo sem a necessidade de intervenções cirúrgicas. Este método apresenta várias vantagens, incluindo precisão na eliminação de depósitos de gordura, redução do desconforto e tempos de recuperação mais curtos. Adicionalmente, a possibilidade de associar o laser a outras tecnologias, como a ultrassonografia, potencializa os resultados, promovendo uma definição mais acentuada e uma estética mais equilibrada. Este trabalho tem como finalidade, por meio de uma revisão da literatura, apresentar um panorama histórico e médico-estético, além de destacar a aplicabilidade da técnica exclusiva SculptLaserHD, explicando seus avanços. Isso se deve ao fato de que os métodos empregados têm um impacto direto nos tecidos biológicos, variando conforme o tipo de onda e as células afetadas, resultando em ativação da microcirculação, efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, além de estimular o crescimento e a regeneração celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Descritores</strong>: Definição Abdominal, Gordura Localizada, SculptLaserHD.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>       ABSTRACT        </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">With technological development and the growing interest in centers offering aesthetic treatments for the body and face, the field of facial and abdominal harmonization demands continuous innovation in approaches, methods, therapies, and tools used in aesthetic procedures. The laser fat reduction technique has emerged as an effective and widely adopted solution for those seeking to treat specific areas of the body without the need for surgical interventions. This method offers several advantages, including precision in eliminating fat deposits, reduced discomfort, and shorter recovery times. Additionally, the ability to combine laser treatment with other technologies, such as ultrasonography, enhances results, promoting a more defined appearance and a more balanced aesthetic. This work aims, through a literature review, to present a historical and medical-aesthetic overview, as well as to highlight the applicability of the exclusive SculptLaserHD technique, explaining its advancements. This is due to the fact that the employed methods have a direct impact on biological tissues, varying according to the type of wave and the affected cells, resulting in the activation of microcirculation, antiinflammatory and analgesic effects, as well as stimulating cellular growth and regeneration.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Descriptors</strong>: Abdominal Definition, Localized Fat, SculptLaserHD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por padrões de beleza sempre esteve presente na história da  humanidade, refletindo mudanças culturais, sociais e tecnológicas ao longo dos séculos. Desde os tempos antigos, em que a estética era relacionada a divindades e status social, até a contemporaneidade, onde a aparência se tornou um reflexo de saúde e bem-estar, o ideal de beleza evoluiu significativamente. Na sociedade atual, a imagem corporal é constantemente moldada por influências midiáticas e sociais, que promovem um padrão estético muitas vezes inatingível, gerando um aumento na demanda por intervenções estéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, os procedimentos estéticos se tornaram mais acessíveis e diversificados, abrangendo desde tratamentos faciais até procedimentos abdominais. O desejo de um corpo esculpido e de uma pele rejuvenescida levou ao crescimento exponencial de clínicas e profissionais especializados em estética. As tecnologias emergentes, como os lasers e técnicas de ultrassonografia, têm possibilitado a realização de procedimentos menos invasivos, que prometem resultados rápidos e eficazes, atraindo uma clientela cada vez mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rejuvenescimento facial, por exemplo, tem ganhado destaque com o advento de técnicas que utilizam luz e calor para estimular a produção de colágeno, melhorando a textura da pele e reduzindo sinais de envelhecimento. Esse cenário é complementado por procedimentos que visam a harmonização facial, os quais buscam equilibrar as proporções do rosto, alinhando-se às expectativas contemporâneas de beleza ideal. Nesse contexto, a estética não se resume apenas a um desejo superficial, mas se entrelaça com questões de autoestima e autoimagem, refletindo uma busca incessante por aceitação e valorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Fechine e Trompieri (2019), o envelhecimento não é influenciado apenas pela genética, mas também pelos hábitos adquiridos ao longo da vida, visto que o ciclo de nascer, crescer e envelhecer é um fenômeno natural. A maneira como esses processos ocorrem está intimamente ligada ao histórico pessoal, bem como às predisposições genéticas de cada indivíduo. É relevante mencionar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como idosos aqueles com 65 anos ou mais em países desenvolvidos e 60 anos ou mais em países em desenvolvimento. Fatores demográficos, como as condições de vida proporcionadas pelo ambiente, também desempenham um papel crucial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o envelhecimento populacional e a urbanização, ao longo do último século, marcaram um ponto alto no desenvolvimento humano, mas também apresentam desafios significativos para o presente e o futuro. O aumento da expectativa de vida resulta de avanços substanciais na saúde pública e nas condições de vida (Perezet al., 2012). De acordo com Barros (2019), as inovações nas áreas de saúde e tecnologia têm proporcionado à população uma qualidade de vida superior nesta fase. Portanto, é essencial investir em iniciativas de prevenção ao longo de toda a vida, dado seu potencial para enfrentar os desafios atuais e, cada vez mais, os futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a população começou a se preocupar mais com a estética, buscando rejuvenescer a aparência a qualquer custo. É importante ressaltar que, historicamente, tanto globalmente quanto no Brasil, o conceito de rejuvenescimento facial era amplamente associado a procedimentos cirúrgicos invasivos, especialmente em técnicas de lifting parcial e total do rosto. Atualmente, há uma tendência crescente por procedimentos menos invasivos, rápidos e simples, que não interrompam a rotina diária dos pacientes por longos períodos. Esses métodos podem oferecer resultados eficazes, seguros, duradouros e com um aspecto natural. O envelhecimento está ligado a fatores tanto internos quanto externos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais alterações observadas em mulheres de 30 a 60 anos, resultantes do processo contínuo de envelhecimento, incluem o surgimento de pequenas rugas, diminuição da gordura subcutânea e redução na produção de colágeno e elastina. Também é notável uma queda na renovação celular da pele. A gravidade e o envelhecimento muscular contribuem para a formação de dobras mais evidentes, acentuando a flacidez da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tecido adiposo desempenha diversas funções essenciais, como o armazenamento de energia, a secreção de proteínas, a proteção contra traumas e o isolamento térmico. É composto por adipócitos, que podem aumentar ou diminuir de volume de acordo com a quantidade de triglicerídeos armazenados. Quando há um crescimento descontrolado desse tecido, isso é classificado como gordura localizada, que pode ter causas genéticas ou ser influenciada por alterações posturais e circulatórias. Fatores predisponentes incluem idade, sexo, desequilíbrios hormonais, genética, estresse, tabagismo, sedentarismo, disfunções corporais e hábitos alimentares inadequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eliminar essas gorduras é um desafio que envolve aspectos metabólicos, uma vez que o organismo utiliza essas reservas para gerar energia após a utilização da glicose presente no sangue. Existem várias abordagens para eliminar essas gorduras indesejadas, tanto isoladamente quanto em combinação. Nos últimos anos, os métodos não invasivos têm ganhado destaque por sua praticidade e por apresentarem menos contraindicações em comparação com procedimentos invasivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia do laser, associada a técnicas de ultrassonografia, surge como uma resposta a essa demanda por procedimentos que minimizam o tempo de recuperação e os riscos envolvidos. O uso do laser para a queima de gordura localizada permite resultados visíveis em um curto espaço de tempo, sem a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas. Essa abordagem não apenas altera a percepção do corpo, mas também transforma a relação das pessoas com sua imagem, promovendo uma nova perspectiva sobre o que é considerado belo e saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica SculptLaserHD exemplifica essa revolução na estética contemporânea, oferecendo uma solução inovadora e eficaz para a eliminação de gorduras localizadas. Ao focar na região abdominal e na definição facial, essa técnica se destaca por sua capacidade de atender às demandas de um público que busca resultados tangíveis sem os traumas de procedimentos cirúrgicos tradicionais. Combinando a tecnologia de ponta com o conhecimento de profissionais da saúde, o SculptLaserHD promete transformar não apenas o corpo, mas também a forma como os indivíduos se vê e se sentem em relação à própria aparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo tem como objetivo apresentar a técnica SculptLaserHD em detalhes, explorando seus benefícios, o mecanismo de ação e os resultados esperados. A análise dessa tecnologia não apenas ilumina as inovações no campo da estética, mas também convida à reflexão sobre as implicações sociais e pessoais que emergem da busca por um ideal de beleza em constante transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>       METODOLOGIA           </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho consiste em uma revisão bibliográfica narrativa e descritiva de artigos e estudos sobre a aplicação de endolasers, seguida da associação com ultrassom microfocado após um período de 30 dias, focando na harmonização facial e na estética corporal, especialmente em relação à gordura localizada na região abdominal. Foram considerados artigos e publicações de revistas científicas dos últimos cinco anos, em português e inglês, extraídos de bases de dados virtuais como Scielo, Capes, Pubmed, Biblioteca Virtual de Saúde e Science Direct. Embora a maioria dos artigos analisados esteja dentro do recorte temporal, também foram incluídos aqueles de relevância clínica anterior, tendo em vista que o SculptLaserHD representa um método inovador e exclusivo em nossa empresa. As palavras-chave utilizadas na pesquisa foram: “Definição Abdominal”, “Gordura Localizada” e “SculptLaserHD”. Artigos que não estavam diretamente relacionados ao tema foram excluídos da análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha por endolasers e ultrassom microfocado se justifica pela crescente demanda por procedimentos estéticos não invasivos, que promovem resultados eficazes com menor tempo de recuperação. Esses métodos têm se destacado na prática clínica pela capacidade de tratar áreas específicas com precisão, oferecendo aos pacientes uma alternativa segura às intervenções cirúrgicas. Além disso, a combinação dessas tecnologias pode potencializar os resultados, proporcionando uma definição mais acentuada na região abdominal e uma aparência mais harmoniosa no rosto. Essa sinergia entre as técnicas não só melhora os resultados estéticos, mas também contribui para o aumento da satisfação dos pacientes, que buscam intervenções que se integrem de forma natural em suas rotinas diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância deste estudo também reside na necessidade de embasar práticas clínicas em evidências científicas, uma vez que a estética é uma área em constante evolução. O entendimento dos mecanismos de ação dessas tecnologias, bem como a análise dos resultados obtidos em diferentes contextos clínicos, pode guiar os profissionais na escolha dos métodos mais adequados para cada paciente. Além disso, a identificação de possíveis contraindicações e limitações é essencial para garantir a segurança e eficácia dos procedimentos. Dessa forma, este trabalho não apenas contribuirá para o aprimoramento das práticas de harmonização facial e estética corporal, mas também fornecerá um panorama atualizado sobre as inovações tecnológicas na área, promovendo um melhor atendimento e resultados mais satisfatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo apresenta uma revisão bibliográfica elaborada por Biolchini, que abrange diversas etapas de planejamento. A primeira fase envolve a escolha das palavras-chave relevantes para a pesquisa. Durante a fase de execução, os artigos são selecionados com base em critérios de inclusão e exclusão; os critérios de inclusão consideram publicações entre 2010 e 2020, em língua portuguesa. Por outro lado, os critérios de exclusão abrangem trabalhos em idiomas distintos e aqueles que não atendem ao objetivo proposto. Por fim, a análise dos dados resulta em uma discussão aprofundada sobre os temas abordados na pesquisa. O propósito dessa revisão foi destacar os tratamentos disponíveis para a remoção de gordura localizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>       RESULTADOS E DISCUSSÃO    </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados desta pesquisa demonstram a ampla gama de publicações científicas relacionadas à aplicação do laser em tratamentos estéticos. No entanto, ao investigar a redução de medidas e a harmonização corporal e facial por meio do método de endolaser, nota-se uma escassez de estudos aprofundados nesse contexto. Essa carência é refletida na quantidade de artigos que foram excluídos da análise, uma vez que não apresentavam uma conexão direta com os objetivos deste estudo ou não abordavam o tema com a profundidade necessária. Além disso, alguns textos, apesar de parecerem relevantes à primeira vista, abordavam o assunto de maneira superficial em seus resumos e discussões. De acordo com a literatura, o termo &#8220;endolaser&#8221; já foi mencionado desde o início dos anos 2000 (Longo et al., 2022), período em que o uso de lasers CO2 e Erbium YAG visava alcançar resultados estéticos com menor trauma e morbidade. Inicialmente, a técnica incorporava uma microcânula conectada a uma fibra óptica para a emissão do laser, e com o tempo, descobriu-se que essa tecnologia poderia liquefazer o tecido adiposo, coagular pequenos vasos sanguíneos e induzir a neocolagênese, resultando em remodelação e tonificação dos tecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a ação do endolaser tenha começado focada no tecido subcutâneo, seus efeitos na derme se mostraram notáveis (Sadoughifar et al., 2023). Pesquisas comparativas entre a lipoaspiração tradicional e a lipoaspiração assistida por laser (Lipolaser) revelaram uma taxa de contração tecidual significativamente maior nas áreas tratadas com laser em comparação às que foram apenas lipoaspiradas. Após três meses de tratamento, observou-se que a firmeza e a sustentação da pele eram consideravelmente superiores no lado tratado com laser (Meyer et al., 2020). Assim, embora o endolaser atue predominantemente em tecidos subdérmicos, ele é capaz de promover rejuvenescimento facial através de três mecanismos principais: a suspensão dos tecidos moles, a estimulação da produção de colágeno e a melhoria na textura da pele. A técnica, inicialmente descrita utilizando lasers de diodo e ND com comprimentos de onda variando entre 920 nm e 1440 nm, tornou-se mais acessível com a popularização do laser diodo de 1470 nm, que é considerado seguro e eficaz, frequentemente empregado sem a necessidade de lipoaspiração, utilizando apenas a fibra óptica. Essa evolução trouxe uma abordagem menos invasiva, mantendo a eficácia na redução do tecido subcutâneo e na tonificação da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como Dell’Avanzato (2022) e Sigova et al. (2023) destacam que os dispositivos de laser diodo a 980 nm têm a água, tanto intra quanto extracelular, como cromóforo. Descobriu-se que a curva de absorção da gordura humana se comporta de maneira distinta da água, favorecendo uma lipólise eficaz sem a necessidade de altas energias. Assim, este comprimento de onda se revela um método excelente para a solubilização uniforme do tecido adiposo, alterando a permeabilidade das membranas dos adipócitos. Os pesquisadores notaram que o laser diodo a 1470 nm possui alta afinidade por água e gordura, permitindo uma penetração profunda nos tecidos, sendo mais eficiente em áreas ricas nesses elementos (Sadoughifar et al., 2016). O glicerol presente na gordura também facilita a eficácia do laser. Modelos matemáticos demonstraram que o efeito fototérmico do endolaser ocorre a temperaturas entre 48 e 50 °C nas profundezas dos tecidos (0,8 cm abaixo da derme), enquanto a temperatura máxima na superfície da pele atinge 41 °C. A difusão do calor também provoca um aumento de temperatura na derme reticular inferior. Assim, a irradiação do laser não apenas induz a lipólise das células adiposas, mas também estimula a produção de colágeno e elastina na derme, resultando em um enrijecimento e retração visíveis da pele, efeitos que podem ser imediatos ou progressivos ao longo do tempo. O endolaser é, portanto, uma abordagem eficaz para a liquefação do tecido adiposo através da fototermólise (Nilforoushzadeh et al., 2022). Estudos indicam que a lipólise a laser é apropriada para qualquer área com tecido adiposo indesejado e flacidez moderada. O candidato ideal para esse procedimento é geralmente uma pessoa magra e saudável, com depósitos localizados de gordura (Ferreira et al., 2022). Scrimali et al. (2013) relataram resultados positivos e segurança na utilização do endolaser para aprimorar o contorno facial, observando melhorias significativas na aparência da região tratada, como na redução da gordura nas bochechas e na retração da pele, que ajudaram a minimizar os sulcos nasolabiais. Stebbins et al. (2011) comentaram que o endolaser, em combinação com outras técnicas, se tornou parte integrante dos protocolos de tratamento de profissionais da área, como o uso do laser fracionado de dióxido de carbono, que potencializa a neocolagênese e o endurecimento cutâneo. Dell&#8217;Avanzato (2018) também mencionou o uso de ultrassom microfocado após o Endolift para um rejuvenescimento mais suave do rosto, pescoço e corpo, buscando resultados máximos ao tratar as camadas mais profundas da hipoderme até a fáscia muscular (SMAS), proporcionando assim um efeito lifting imediato e prolongado. Longo et al. (2022) conduziram um estudo com 96 indivíduos apresentando flacidez na parte inferior do rosto, utilizando o Endolift em combinação com fotobiomodulação a laser (multi-comprimento de onda), e os resultados mostraram que o grupo que recebeu ambos os tratamentos obtiveram resultados terapêuticos superiores em comparação aos grupos que utilizaram os recursos separadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta técnica de endolaser quando associada após 30 (trinta) dias a aplicação de ultrassom, demonstrou uma eficácia muito acima das demais técnicas já conhecidas, o que foi batizada de SculptLaserHD. Este nome advém da reunião do termos esculpir com o laser aplicado posterior a ultrassonografia HD livre, o que é amplamente reconhecida por sua segurança e por apresentar poucos efeitos adversos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos de edema e eritema leves após o tratamento com endolaser são comuns e, embora possam causar alguma preocupação inicial aos pacientes, geralmente se resolvem em um período que varia de algumas horas a até três dias (Gonzales et al., 2015). Essa resposta transitória da pele pode ser considerada uma parte natural do processo de cicatrização e regeneração tecidual, refletindo a ativação das respostas inflamatórias benéficas que ocorrem após a aplicação do laser. Além disso, a leveza e a brevidade desses efeitos colaterais contribuem para a atratividade da técnica, especialmente quando comparada a abordagens mais invasivas, que frequentemente resultam em tempos de recuperação mais prolongados e complicações maiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rápida resolução dos efeitos adversos também sugere um perfil de segurança que pode aumentar a aceitação do endolaser entre os pacientes, muitos dos quais buscam opções de rejuvenescimento que não interfiram significativamente em suas rotinas diárias. Em um cenário em que a demanda por tratamentos estéticos minimamente invasivos continua a crescer, a habilidade do endolaser de proporcionar resultados satisfatórios com efeitos colaterais gerenciáveis pode posicioná-lo como uma escolha preferencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a observação de que esses fenômenos inflamatórios são geralmente leves pode incentivar a realização de múltiplas sessões de tratamento, potencializando os resultados estéticos ao longo do tempo sem comprometer a saúde e o bem-estar do paciente. Essa característica torna o endolaser uma opção viável tanto para indivíduos que buscam melhorias estéticas significativas quanto para aqueles que desejam um rejuvenescimento gradual e controlado, reforçando a importância de um acompanhamento clínico adequado e da comunicação clara sobre o que esperar após os procedimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dor percebida pelos pacientes durante os procedimentos de endolaser é geralmente classificada como leve a moderada, com uma pontuação média de 3,1 em uma escala de 0 a 10 (Nilforoushzadeh et al., 2022). Esse nível de desconforto é considerado bastante tolerável, especialmente quando comparado a outras intervenções estéticas mais invasivas, onde a dor pode ser mais intensa e persistente. Essa tolerabilidade é um fator significativo que contribui para a crescente popularidade da técnica, pois muitos pacientes estão em busca de soluções que não apenas ofereçam resultados eficazes, mas também causem o mínimo de sofrimento possível durante o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ausência de relatos de efeitos adversos ou dor residual em muitos estudos (Dell&#8217;Avanzato &amp; Dell&#8217;Avanzato, 2021) reforça a segurança do endolaser como uma opção viável no campo da estética. Esse aspecto é particularmente relevante em um momento em que a conscientização sobre o bem-estar e a experiência do paciente está em alta. O fato de que muitos indivíduos não experimentam dor significativa após os procedimentos pode aumentar a adesão a múltiplas sessões de tratamento, permitindo uma progressão contínua em direção aos objetivos estéticos desejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados positivos em relação à dor também podem impactar a percepção do endolaser entre profissionais de saúde e esteticistas, que são essenciais na recomendação de tratamentos. Quando a segurança e a eficácia são corroboradas por evidências científicas e experiências positivas de pacientes, a aceitação e a confiança na técnica tendem a aumentar, incentivando mais profissionais a incorporá-la em suas práticas. Dessa forma, a combinação de dor controlada, resultados visíveis e a segurança geral do procedimento torna o endolaser uma alternativa atraente para aqueles que desejam melhorar sua aparência sem os desafios associados a intervenções mais invasivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática clínica ao longo do tempo corroborou a segurança do endolaser, uma vez que nenhum paciente apresentou queimaduras, lesões vasculares ou episódios de dor intensa ou parestesia. Apenas três pacientes relataram a ocorrência de hematomas leves na área de inserção da microcânula, todos com resolução espontânea em até trinta dias, o que ainda é auxiliado pelas sessões de ultrassom, estimulando o desfazimento do edema e o relaxamento da tensão na região.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas evidências reforçam a eficácia da técnica não apenas em termos de resultados estéticos, mas também em relação à segurança e ao bem-estar dos pacientes durante e após os procedimentos. O manejo cuidadoso dos efeitos colaterais, aliado a um acompanhamento clínico rigoroso, tem se mostrado fundamental para garantir que os pacientes se sintam confortáveis e confiantes ao optar pelo SculptLaserHD. A capacidade de oferecer resultados visíveis sem comprometer a integridade física ou emocional do paciente torna essa técnica uma escolha atraente para aqueles que buscam rejuvenescimento e contorno corporal. Além disso, a redução da ansiedade associada a possíveis efeitos adversos promove uma experiência mais positiva, incentivando os indivíduos a se submeterem a múltiplas sessões de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aceitação crescente do SculptLaserHD como uma abordagem viável e preferível para o tratamento estético se deve também à transparência nas informações fornecidas aos pacientes. Profissionais de saúde estão cada vez mais empenhados em educar seus pacientes sobre o que esperar durante e após o tratamento, incluindo uma discussão honesta sobre os potenciais efeitos colaterais e a dor esperada. Essa comunicação aberta não apenas ajuda a gerenciar as expectativas, mas também fortalece a relação entre o profissional e o paciente, criando um ambiente de confiança que é vital para a satisfação geral. Além disso, a personalização das abordagens de tratamento, considerando fatores como tipo de pele, idade e objetivos estéticos individuais, tem se mostrado uma estratégia eficaz para melhorar os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contínua evolução dos protocolos de tratamento é um aspecto crucial para maximizar os benefícios do SculptLaserHD. À medida que novas pesquisas emergem e novas tecnologias são incorporadas, os profissionais da área estética têm a oportunidade de atualizar suas técnicas e abordagens, garantindo que os pacientes tenham acesso às melhores opções disponíveis. A integração de tecnologias complementares, como o ultrassom microfocado, também permite um potencial sinérgico, potencializando os resultados e proporcionando um rejuvenescimento mais abrangente. Essa dinâmica de evolução constante e aprimoramento das técnicas não apenas aumenta a eficácia do tratamento, mas também solidifica a posição do SculptLaserHD como uma referência no campo da estética não invasiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado prático obtido, temos, após uma avaliação preliminar do paciente e a viabilidade clínica do mesmo, uma eficácia estética em um grupo de 06 (seis) indivíduos que passaram por tratamentos com endolaser para harmonização e redução de gordura localizada e já apresentam resultados visíveis em relação a flacidez cutânea. A investigação incluiu análises clínicas detalhadas e comparação de fotografias antes e depois dos procedimentos. A média de redução na adipometria foi significativa, demonstrando resultados positivos em diferentes perfis biológicos, abrangendo uma diversidade de etnias, idades, estilos de vida, hábitos alimentares e gêneros.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="428" height="407" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1308.png" alt="" class="wp-image-165501" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1308.png 428w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1308-300x285.png 300w" sizes="(max-width: 428px) 100vw, 428px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 1 – Paciente do sexo feminino, 42 anos, que passou pelo procedimento de SculptLaserHD na área abdominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fotodocumentação revelou melhorias visuais notáveis, e todos os participantes relataram uma satisfação geral de 100%, classificando os resultados como positivos ou extremamente positivos. Em termos de complicações, apenas 1% dos pacientes apresentou hiperpigmentação temporária, que se dissipou com o tempo. A pesquisa destacou que a eficácia dos tratamentos foi consistente entre os variados perfis dos pacientes, sem diferenças significativas nos resultados em relação aos comprimentos de onda utilizados, ambos demonstrando eficiência no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cargas de comprimentos de onda, demonstraram ao longo dos tratamentos uma eficácia significativa nos resultados observados, superando em 40% a proposta apresentada ao cliente. A avaliação da adipometria indicou uma redução média de 4 cm em diversas áreas tratadas: na região supraumbilical, a diminuição variou de 2 a 4 cm; na área umbilical, entre 1 e 3,5 cm; e na região infraumbilical, também de 1 a 3,5 cm.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="507" height="507" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1309.png" alt="" class="wp-image-165502" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1309.png 507w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1309-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1309-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 507px) 100vw, 507px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="558" height="534" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1310.png" alt="" class="wp-image-165503" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1310.png 558w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1310-300x287.png 300w" sizes="(max-width: 558px) 100vw, 558px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 2 e 3 – Pacientes do sexo feminino, 52 anos e 58 anos, que passaram pelo procedimento de SculptLaserHD na área abdominal. Apresentando maiores porcentágens de perda de medidas após o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a análise da perimetria revelou uma redução média de 6 cm. Nas medições específicas, a região supraumbilical apresentou uma diminuição de 3 a 4 cm; a área umbilical teve uma redução de 4 a 6 cm; e a região infraumbilical mostrou uma diminuição de 5 a 6 cm, conforme a média de todos os participantes. Esses resultados reafirmam a eficácia das técnicas utilizadas na redução de gordura localizada, contribuindo para um contorno corporal mais definido e satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A drenagem linfática é uma abordagem terapêutica que pode ser indicada após o procedimento de endolaser para tratar gordura localizada e flacidez. Seu objetivo é estimular o sistema linfático, favorecendo a eliminação de toxinas e subprodutos do metabolismo. Essa técnica pode auxiliar na diminuição do edema, acelerar o processo de recuperação e aprimorar os resultados do tratamento, além de reduzir a ocorrência de fibrose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o uso de cintas modeladoras pode ser integrado ao póstratamento de endolaser. Essas cintas oferecem compressão na área tratada, proporcionando suporte adicional e colaborando na remodelação do tecido adiposo. A combinação de drenagem linfática com o uso de cintas modeladoras pode potencializar os efeitos do tratamento, promovendo um contorno corporal mais definido e uma recuperação mais eficiente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="665" height="446" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1311.png" alt="" class="wp-image-165504" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1311.png 665w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1311-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 665px) 100vw, 665px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 4 – Pacientes do sexo feminino, 31 anos de idade, que apresentou o mais rápido resultado no procedimento de SculptLaserHD na área abdominal. Com redução de medidas após a segunda semana de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A colaboração entre os profissionais de educação física e nutricionistas não se limita apenas à criação de planos de exercícios e dietas, mas também envolve a educação contínua dos pacientes sobre a importância de um estilo de vida saudável. Através de palestras e consultas, os pacientes aprendem sobre a relação entre nutrição, atividade física e saúde mental, compreendendo que a melhoria estética vai além da aparência física. Essa abordagem holística ajuda a cultivar uma mentalidade positiva e uma motivação que vão se refletir em suas escolhas diárias, facilitando a adesão a novos hábitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, a prática regular de exercícios físicos pode promover uma melhora significativa na composição corporal. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e natação, ajudam a queimar calorias e a reduzir a gordura corporal, enquanto o treinamento de força auxilia no aumento da massa muscular, que por sua vez, pode acelerar o metabolismo basal. Essa combinação não só contribui para a redução das medidas de cintura e rosto, mas também melhora a postura e a saúde cardiovascular, gerando um impacto positivo no bem-estar geral. Assim, os pacientes não apenas observam mudanças em suas dimensões físicas, mas também sentem-se mais dispostos e energizados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="391" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1312.png" alt="" class="wp-image-165505" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1312.png 681w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1312-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 5 – Pacientes do sexo feminino, 45 anos, que passou pelo procedimento de SculptLaserHD na área das costas, popularmente apelidada de “back rolls” ou dobras nas costasabdominal. Ganhou-se maior definição na cintura e no contorno corporal após o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a continuidade dessas práticas é essencial para a manutenção dos resultados a longo prazo. Após o término dos tratamentos estéticos, o suporte contínuo de profissionais capacitados se torna um diferencial. Programas de acompanhamento e reavaliação periódica permitem ajustes nas rotinas de exercícios e na dieta, garantindo que os pacientes permaneçam no caminho certo para seus objetivos. Com isso, a construção de novas medidas de cintura e rosto se transforma em um processo sustentável, onde os pacientes aprendem a cuidar de si mesmos, integrando a estética à saúde e ao bem-estar, e promovendo um estilo de vida equilibrado que perdura ao longo do tempo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="637" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1313.png" alt="" class="wp-image-165506" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1313.png 640w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1313-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1313-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 6&nbsp; – Pacientes do sexo feminino, 29 anos, que passou pelo procedimento de SculptLaserHD na face. Apresentando melhoria na harmonização facial e na autoestima da paciente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="627" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1314.png" alt="" class="wp-image-165507" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1314.png 643w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1314-300x293.png 300w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Perfil 7 – Pacientes do sexo feminino, 61 anos, que ainda está em tratamento na área do braço. Apresentando reduções menos intensas, mas visivelmente consideráveis na perda de medidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>       CONSIDERAÇÕES FINAIS         </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da técnica SculptLaserHD não apenas transformou sua aplicação, mas também ampliou as oportunidades de tratamento disponíveis. O método, que antes era predominantemente associado a procedimentos invasivos, agora se destaca como uma terapia não invasiva eficaz, que pode ser integrada a uma variedade de contextos clínicos. Essa adaptação possibilitou que uma gama diversificada de profissionais de saúde adotasse a técnica, tornando-a acessível a um público mais amplo. O resultado é um aumento significativo na aceitação do endolaser e da ultrassom, que é visto como uma opção viável e atraente para aqueles que buscam melhorar sua estética sem os riscos associados a cirurgias mais invasivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da técnica SculptLaserHD não apenas transformou sua aplicação, mas também ampliou as oportunidades de tratamento disponíveis. O método, que antes era predominantemente associado a procedimentos invasivos, agora se destaca como uma terapia não invasiva eficaz, que pode ser integrada a uma variedade de contextos clínicos. Essa adaptação possibilitou que uma gama diversificada de profissionais de saúde adotasse a técnica, tornando-a acessível a um público mais amplo. O resultado é um aumento significativo na aceitação do endolaser e da ultrassom, que é visto como uma opção viável e atraente para aqueles que buscam melhorar sua estética sem os riscos associados a cirurgias mais invasivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante dessa evolução é a capacidade do endolaser de ser utilizado em conjunto com outros tratamentos estéticos. A sinergia entre diferentes modalidades terapêuticas permite um plano de cuidados mais abrangente e personalizado, potencializando os resultados. Por exemplo, a combinação de endolaser com técnicas de contorno facial ou corporal pode resultar em uma remodelação mais eficiente dos tecidos, promovendo um efeito estético que atende às expectativas dos pacientes. Isso não apenas aprimora a experiência do paciente, mas também fortalece a posição do dermatologista como um profissional que oferece soluções completas e integradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ênfase crescente na educação dos profissionais de saúde é um fator crucial para a evolução do SculptLaserHD. Com a contínua formação em novas tecnologias e práticas, os dermatologistas estão mais bem preparados para aplicar essas técnicas de forma segura e eficaz. A capacitação contínua não só melhora a qualidade do atendimento, mas também promove um ambiente de confiança entre profissionais e pacientes. À medida que mais médicos se especializam no uso do endolaser, espera-se que o procedimento se torne ainda mais refinado e adaptado às necessidades individuais dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão da importância de uma alimentação equilibrada e da prática regular de exercícios físicos é cada vez mais reconhecida como fundamental para otimizar os resultados de tratamentos estéticos. Esses fatores não apenas melhoram a aparência física, mas também desempenham um papel crucial na saúde mental e emocional dos pacientes. A combinação de uma dieta nutritiva com atividade física regular promove a liberação de endorfinas, que podem melhorar o humor e aumentar a autoestima, criando um ciclo positivo que complementa as melhorias estéticas alcançadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a adoção de hábitos saudáveis contribui para a manutenção dos resultados obtidos com procedimentos estéticos, como o endolaser. A prática de exercícios físicos auxilia na tonificação muscular e na queima de gordura, ajudando a manter as medidas desejadas. Por outro lado, uma alimentação balanceada pode prevenir o ganho de peso e minimizar o acúmulo de gordura localizada, questões que muitas vezes podem comprometer os resultados a longo prazo. Portanto, a educação dos pacientes sobre a importância de integrar essas práticas em suas rotinas diárias é essencial para garantir a eficácia dos tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde, incluindo nutricionistas e educadores físicos, desempenham um papel vital nesse processo ao fornecer orientações personalizadas e apoio contínuo. Eles podem ajudar a identificar as necessidades específicas de cada paciente, elaborar planos alimentares adequados e sugerir regimes de exercícios que se adaptem ao estilo de vida individual. Essa orientação não apenas melhora a adesão aos novos hábitos, mas também assegura que os pacientes sintam-se apoiados em sua jornada, aumentando a probabilidade de sucesso a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, ao enfatizar a importância de um estilo de vida saudável em conjunto com os tratamentos estéticos, promove-se uma abordagem mais abrangente que valoriza o bem-estar integral. Essa filosofia não só incentiva os pacientes a buscarem resultados estéticos, mas também a investirem em sua saúde física e mental. Assim, a sinergia entre intervenções estéticas e hábitos saudáveis se torna um modelo eficaz para alcançar uma vida mais equilibrada e satisfatória, refletindo na confiança e na satisfação dos indivíduos com sua imagem e, por consequência, com sua qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS  </strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Menezes, Priscila D`Orleans, SculptLaserHD:<br>Tecnologia Combinada na Harmonização Facial e<br>Corporal. 2024; Botoharmonize. Ano. Pág. Se<br>publicado.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">E-mail do autor: botoharmonize@gmail.com</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="765" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-765x1024.png" alt="" class="wp-image-165510" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-765x1024.png 765w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-224x300.png 224w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-768x1028.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-1147x1536.png 1147w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315-1530x2048.png 1530w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-1315.png 1819w" sizes="(max-width: 765px) 100vw, 765px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>USO DA TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DE SEQUELAS DECORRENTE DA PARALISIA FACIAL DE BELL: REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/uso-da-toxina-botulinica-no-tratamento-de-sequelas-decorrente-da-paralisia-facial-de-bell-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 16:59:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 138/SET 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=159662</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249201358 Louise Bárbara Azevedo da Silva1Myrella Reis Moreira2Eduarda Miranda Cattoni3Flávia Layza Braga Pereira4Ricardo Phillipe Couto de Araújo5 Diogo Henrique Juliano Pinto de Moura6 Larissa Rodrigues Soares7Lavinia Luzzi Pereira8Leticia Daniele Fridel9 Leandro Gabryell Albuquerque de Carvalho10 Joceane Maria de Jesus de Souza Vieira11Davi Scapin Cadore12 Rebeca Godoi Guedes de Oliveira13Rosanne da Silva Brabo14Emilly Gomes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249201358</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Louise Bárbara Azevedo da Silva<strong><sup>1</sup></strong><br>Myrella Reis Moreira<sup><strong>2</strong></sup><br>Eduarda Miranda Cattoni<sup><strong>3</strong></sup><br>Flávia Layza Braga Pereira<sup><strong>4</strong></sup><br>Ricardo Phillipe Couto de Araújo<sup><strong>5</strong></sup><br> Diogo Henrique Juliano Pinto de Moura<sup><strong>6</strong></sup><br> Larissa Rodrigues Soares<sup><strong>7</strong></sup><br>Lavinia Luzzi Pereira<sup><strong>8</strong></sup><br>Leticia Daniele Fridel<sup><strong>9</strong></sup><br> Leandro Gabryell Albuquerque de Carvalho<sup><strong>10</strong></sup><br> Joceane Maria de Jesus de Souza Vieira<sup><strong>11</strong></sup><br>Davi Scapin Cadore<sup><strong>12</strong></sup><br> Rebeca Godoi Guedes de Oliveira<sup><strong>13</strong></sup><br>Rosanne da Silva Brabo<sup><strong>14</strong></sup><br>Emilly Gomes Pereira da Gama<sup><strong>15</strong></sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introdução: A paralisia facial de Bell é a neuropatia periférica mais comum do nervo facial. Essa condição tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, afetando tanto a estética quanto a função, com complicações que incluem incapacidade de fechar o olho, perda de movimento muscular e, em casos prolongados, o desenvolvimento de movimentos involuntários dos músculos. Nas últimas décadas, a toxina botulínica tipo A tem sido estudada para tratar diversas condições neuromusculares. Por ser uma neurotoxina que inibe a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, bloqueando temporariamente a transmissão do impulso nervoso ao músculo. Esse bloqueio leva à paralisia muscular localizada, o que é benéfico para tratar espasmos, contrações involuntárias e sincinesias que podem ocorrer em pacientes com paralisia de Bell, especialmente na fase de recuperação tardia. Objetivo: Avaliar o uso da toxina botulínica no tratamento de sequelas decorrente da paralisia facial de bell Metodologia: Esta revisão de literatura foi realizada com base em artigos científicos dispostos nas bases de dados MEDLINE via PubMed <em>(</em><em>Medical Literature Analysis and Retrieval System Online</em><em>),</em> LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a seleção dos estudos foram utilizados, como critérios de inclusão, artigos que estivessem dentro da abordagem temática, disponíveis na íntegra e de forma gratuita, nos idiomas inglês, português e espanhol. Como parâmetros de exclusão foram retirados artigos duplicados e que fugiam do tema central da pesquisa. Conclusão: A toxina botulínica se consolida como uma opção terapêutica complementar no tratamento da paralisia de Bell, especialmente em casos com sequelas persistentes, contribuindo significativamente para a reabilitação funcional e estética dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras – Chave: </strong>Paralisia de Bell. Toxinas Botulínicas Tipo A. Nervo Facial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisia facial de Bell, também conhecida como paralisia de Bell, é uma condição neurológica que afeta o nervo facial (VII par craniano), responsável pelos movimentos dos músculos faciais. Ela resulta em uma paralisia súbita ou fraqueza repentina e unilateral (afetando um dos lados da face), que geralmente ocorre sem uma causa clara identificável, mas acredita-se que esteja associada a processos inflamatórios do nervo, muitas vezes desencadeados por infecções virais, como o vírus herpes simples (HSV). A paralisia de Bell é a forma mais comum de paralisia facial periférica, representando cerca de 70% dos casos (Knox, 1998).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nervo facial faz parte da inervação de grande parte dos músculos faciais, além de conduzir estímulos para algumas glândulas salivares e lacrimais, e está envolvido nas sensações gustativas da língua. Na paralisia de Bell, o nervo facial sofre inflamação, edema e compressão à medida que passa pelo canal ósseo estreito do osso temporal, causando a interrupção na condução nervosa. Isso resulta na incapacidade de controlar os músculos faciais do lado afetado, levando a sintomas como fraqueza muscular, perda de expressão facial, dificuldade para fechar o olho ou mover a boca, e em alguns casos, dor ou desconforto facial. Além disso, pode haver perda de sensibilidade ao gosto nos dois terços anteriores da língua, aumento da sensibilidade ao som e dor ao redor da mandíbula ou atrás da orelha. Estima-se que 20% dos casos evoluam com algum tipo de sequela, que varia de grau leve até a paralisia completa uni ou bilateral (Lazarini; Fouquet, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisia facial de Bell é uma condição idiopática, ou seja, sua causa exata é desconhecida. No entanto, várias hipóteses têm sido sugeridas para explicar o desenvolvimento dessa neuropatia, sendo a mais aceita a de que a inflamação e o edema do nervo facial sejam desencadeados por uma reativação de infecções virais latentes. A principal teoria que relaciona a paralisia de Bell a uma infecção viral é baseada na associação com o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1). Esse vírus pode permanecer em estado latente nos gânglios neurais após uma infecção inicial. Quando reativado, possivelmente em resposta a fatores estressores como imunossupressão ou trauma, o HSV-1 pode desencadear um processo inflamatório que afeta o nervo facial, impedindo a transmissão do impulso nervoso. Outros vírus associados incluem o herpes-zóster, o vírus Epstein-Barr (EBV), e o citomegalovírus (CMV) (Santos; Adour, 1993).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é a possível predisposição genética para o desenvolvimento da paralisia de Bell. Casos familiares da condição sugerem que fatores genéticos possam influenciar a suscetibilidade à inflamação ou disfunção do nervo facial. Além disso, uma resposta autoimune também tem sido considerada, onde o sistema imunológico atacaria erroneamente o nervo, resultando em edema e inflamação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REVISÃO DA LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas da paralisia de Bell geralmente se manifestam de forma aguda, com piora dentro de 48 a 72 horas. O sintoma mais proeminente da paralisia facial de Bell é a fraqueza muscular súbita, que afeta um lado da face. Isso resulta na incapacidade de controlar os músculos faciais, levando a uma assimetria evidente. Pacientes podem relatar dificuldade em realizar expressões faciais, como sorrir ou franzir a testa, assim como uma sensação de rigidez ou peso no lado afetado (Burelo-Peregrino&nbsp;<em>et al.,&nbsp;</em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos lados da face parece &#8220;caído&#8221;, com o canto da boca e a pálpebra inferior deslocados para baixo. Essa assimetria é perceptível durante atividades como falar, comer e sorrir. Um dos sinais mais comuns e incômodos é a dificuldade ou impossibilidade de fechar completamente a pálpebra no lado afetado, o que aumenta o risco de ressecamento ocular e lesões na córnea. O comprometimento da mímica e da expressão facial impacta os aspectos psicológicos e sociais, impactando significativamente a aparência, na comunicação verbal e não verbal e, consequentemente, nas interações interpessoais, além de ansiedade, tensão emocional e depressão (Silva et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido ao comprometimento do nervo facial, os pacientes podem apresentar dificuldade para piscar ou fechar completamente o olho do lado afetado. Essa incapacidade de lubrificar adequadamente o olho pode levar a ceratite e epífora. Em alguns casos, pode ocorrer a chamada lagoftalmia, quando a pálpebra superior não consegue cobrir o globo ocular. O nervo facial também é responsável pela condução de estímulos gustativos na parte anterior da língua. Pacientes com paralisia facial de Bell podem relatar uma diminuição ou perda do paladar no lado afetado, o que pode afetar a percepção de sabores (Peitersen, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, os pacientes podem experimentar hiperacusia, que é a sensibilidade aumentada a sons. Isso ocorre porque o nervo facial também controla o músculo estapédio, localizado no ouvido médio. Quando esse músculo não funciona corretamente, os sons podem parecer mais altos e desconfortáveis no ouvido do lado afetado. Embora a paralisia facial de Bell não seja tipicamente associada a dor intensa, alguns pacientes relatam desconforto ou dor leve a moderada no lado afetado da face ou ao redor da orelha. Esse desconforto pode preceder o aparecimento da fraqueza muscular. Embora a condição seja temporária na maioria dos casos, a gravidade dos sintomas varia. Em alguns indivíduos, a recuperação completa pode ocorrer em algumas semanas ou meses, enquanto outros podem apresentar sequelas permanentes (Peitersen, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico da paralisia de Bell é, em grande parte, clínico e feito por exclusão, uma vez que não há exames laboratoriais ou de imagem específicos para confirmá-la. Para descartar outras causas de paralisia facial, como tumores, AVC, ou doenças infecciosas como a doença de Lyme, os médicos podem solicitar exames de imagem como a ressonância magnética (RM), pois apresenta captação de contraste pelo nervo facial afetado, além de sua extensão (Engstrom et al., 1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da paralisia de Bell podem variar de acordo com a gravidade do comprometimento do nervo facial e a rapidez com que o tratamento é iniciado. Embora a maioria dos pacientes recupere-se completamente, há casos em que ocorrem sequelas permanentes. Prevê-se que 20% dos casos progridam com algum tipo de sequela, que pode variar desde um grau de paralisia uni ou bilateral (Lazarini; Fouquet, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns pacientes experimentam dor ou desconforto facial prolongado, mesmo após a recuperação motora. A hiperacusia, que é a sensibilidade aumentada aos sons, pode persistir devido à disfunção do nervo que inerva o músculo estapédio no ouvido médio, resultando em uma percepção anormal de sons. O impacto emocional da paralisia facial pode ser profundo. A perda da simetria facial e a incapacidade de expressar emoções podem levar à diminuição da autoestima, ansiedade e depressão. Em casos em que a recuperação completa não ocorre, as sequelas físicas podem exacerbar esses problemas psicológicos, afetando a qualidade de vida do paciente (Stuart; Byrne, 2004)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos pacientes com paralisia de Bell recupera-se totalmente dentro de 3 a 6 meses, especialmente se o tratamento for iniciado logo após o aparecimento dos sintomas. No entanto, uma pequena porcentagem de pacientes pode sofrer sequelas como fraqueza facial residual ou movimentos involuntários, que ocorrem quando os nervos se regeneram de maneira incorreta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta revisão de literatura foi realizada com base em artigos científicos dispostos nas bases de dados MEDLINE via PubMed <em>(</em><em>Medical Literature Analysis and Retrieval System Online</em><em>),</em> LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a seleção dos estudos foram utilizados, como critérios de inclusão, artigos que estivessem dentro da abordagem temática, disponíveis na íntegra e de forma gratuita, nos idiomas inglês, português e espanhol. Como parâmetros de exclusão foram retirados artigos duplicados e que fugiam do tema central da pesquisa. Para busca dos artigos foram utilizadas as palavras-chave “Paralisia de Bell”; “Toxinas Botulínicas Tipo A”; e “Nervo Facial”, indexadas aos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox, é amplamente utilizada no tratamento de diversas condições médicas, incluindo as sequelas decorrentes da paralisia facial de Bell. Esta condição neurológica resulta na fraqueza ou paralisia súbita dos músculos de um lado do rosto, causada por uma disfunção do nervo facial. Embora a condição geralmente apresente um bom prognóstico com recuperação espontânea na maioria dos casos, alguns pacientes desenvolvem sequelas permanentes, como sinquinesias e hiperatividade muscular. Nesses casos, o uso da toxina botulínica pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes ao proporcionar alívio dos sintomas motores residuais (Majid, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição da liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, bloqueando temporariamente a transmissão dos impulsos nervosos que causam a contração muscular. Essa inibição promove o relaxamento dos músculos hiperativos ou espásticos, reduzindo as sinquinesias e as disfunções faciais que ocorrem após a regeneração nervosa incorreta no contexto da paralisia de Bell (Fujita; Hurtado, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem diferentes tipos de toxina botulínica (A e B), sendo a toxina botulínica tipo A a mais utilizada em tratamentos médicos. Quando aplicada em pequenas quantidades diretamente nos músculos afetados, a toxina age por um período de 3 a 6 meses, permitindo uma melhora temporária nos sintomas, com necessidade de reaplicações conforme necessário. O tratamento da paralisia de Bell inclui o uso de corticosteroides, como a prednisona, que ajudam a reduzir a inflamação do nervo facial. Em alguns casos, antivirais também podem ser prescritos, como Aciclovir, embora sua eficácia ainda seja debatida (Jaspers;&nbsp; Pijpe;&nbsp; Jansma, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os movimentos involuntários que ocorrem quando os músculos faciais se contraem simultaneamente de forma anormal, pode ser melhorado com a aplicação de toxina botulínica ao reduzir esses movimentos, proporcionando uma aparência mais natural e simétrica. A injeção de toxina botulínica nos músculos orbiculares dos olhos, por exemplo, pode ajudar a prevenir o fechamento involuntário das pálpebras durante o sorriso, melhorando a simetria facial e a capacidade de expressar emoções de forma natural (Markus&nbsp;<em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O procedimento de aplicação da toxina botulínica é relativamente simples e minimamente invasivo, ele é realizado em ambiente ambulatorial e não requer anestesia geral. O profissional utiliza uma agulha fina para injetar pequenas quantidades da toxina nos músculos faciais específicos. O efeito começa a ser percebido em alguns dias e pode durar de três a seis meses, dependendo do paciente e da dose utilizada (Majid, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso da toxina botulínica não é indicado nos estágios iniciais da paralisia facial de Bell, mas tem sido amplamente empregado no manejo de sequelas crônicas, particularmente em pacientes que apresentam movimentos involuntários que ocorrem durante a tentativa de movimentar músculos faciais voluntários, como fechamento involuntário dos olhos ao sorrir ou franzir a testa (Cunha, 2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios, o uso da toxina botulínica apresenta algumas limitações. Como os efeitos são temporários, o tratamento requer reaplicações periódicas, o que pode se tornar oneroso ao longo do tempo. Além disso, a resposta ao tratamento pode variar entre os pacientes, com alguns necessitando de ajustes na dose ou na localização das injeções para obter os melhores resultados. Outro aspecto importante a ser considerado é que a toxina botulínica não cura a paralisia facial de Bell ou reverte o dano nervoso. Seu uso está restrito ao manejo de sequelas e ao alívio dos sintomas associados, sendo essencial que o paciente mantenha expectativas realistas quanto aos resultados do tratamento (Lazarini; Fouquet, 2006).</p>



<h5 class="wp-block-heading">5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisia facial de Bell é uma condição complexa, com causas multifatoriais, muitas vezes associadas a processos inflamatórios de origem viral. Suas consequências podem variar desde uma recuperação completa sem sequelas até complicações permanentes que afetam a função e a estética facial, além de impactar a saúde ocular e o bem-estar emocional. O tratamento precoce, com o uso de toxina botulínica tem se mostrado uma opção terapêutica eficaz para o tratamento das sequelas motoras da paralisia facial de Bell, especialmente em casos de sinquinesias e espasmos faciais. Sua capacidade de relaxar músculos hiperativos, aliada à segurança e à natureza temporária de seus efeitos, torna-a uma ferramenta valiosa no manejo de complicações que impactam a função e a estética facial dos pacientes. No entanto, é importante que o tratamento seja conduzido por profissionais especializados e que o acompanhamento seja contínuo para ajustar a terapia de acordo com as necessidades individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Burelo-Peregrino EG, Salas-Magaña M, Arias-Vázquez PI, Tovilla-Zarate CA, Bermudez-Ocaña DY, López-Narváez ML, Guzmán-Priego CG, González-Castro TB, Juárez-Rojop IE. Efficacy of electrotherapy in Bell&#8217;s palsy treatment: A systematic review. J Back Musculoskelet Rehabil. 2020;33(5):865-874.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cunha, S. C. N. Paralisia facial periférica: Diagnóstico e Tratamento. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Engstrom M, Abdsaleh S, Ablstrom H, Jonhansson L, Stalberg E, Jonsson L. Serial gadolinium-enhanced magnetic resonance imageing and assessment of facial nerve function in Bell’s palsy. Otolaryngol Head Neck Surg 1997; 117:559-566</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fujita RLR, Hurtado CCN. Aspectos relevantes do uso da toxina botulínica no tratamento estético e seus diversos mecanismos de ação. Int Saber Científico. 2019;8(1):120.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jaspers&nbsp; GWC,&nbsp; Pijpe&nbsp; J,&nbsp; Jansma&nbsp; J.&nbsp; The&nbsp; use&nbsp; of&nbsp; botulinum&nbsp; toxin&nbsp; type&nbsp; A&nbsp; in&nbsp; cosmetic&nbsp; facial&nbsp; procedures.&nbsp; Int&nbsp; J&nbsp; Oral&nbsp; Maxillofac Surg. 2010;40(2):127–33.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Knox GW. Treatment controversies in Bell palsy. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1998;124:821-3.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lazarini PR, Fouquet ML. Paralisia facial: avaliação, tratamento e rea­bilitação. São Paulo: Lovise; 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Markus, G. W.S. et al. Polydioxanone and Botulinum Toxin threads as an alternative in the treatment of Facial Bell’s Palsy: experience report. Research, Society and Development, v. 10, n. 16, p. e513101623724, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Majid OW. Clinical use of botulinum toxins in oral and maxillofacial surgery. Int J Oral Maxillofac Surg. 2010 Mar;39(3):197-207.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peitersen E. Bell’s palsy: the spontaneous course of 2,500 peripheral facial nerve palsies of different etiologies. Acta Otolaryngol Suppl. 2002;549:4-30</p>



<p class="wp-block-paragraph">Salinas RA, Alvarez G, Alvarez MI, Ferreira J. Corticosteroids for Bell’s palsy (idiopathic facial paralysis). Cochrane Database Syst Rev. 2002;(1):CD001942. medicamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos DQ, Adour KK. Bilateral facial paralysis related to sexually transmitted herpes simplex: clinical course and MRI findings. Otolaryngol Head Neck Surg. 1993;108:298-303.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva MFF, Peres SV, Tessitore A, Paschoal JR, Cunha MC. Aplicação da escala psicossocial de aparência facial na avaliação da paralisia facial periférica: estudo piloto. Audiol Commun Res. 2016;21(0):e1618.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stuart RM, Byrne PJ. The importance of facial expression and the management of facial nerve injury. Neurosurg Q. 2004;14(4):239-48</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Discente do curso superior de Odontologia do Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU) – <em>Campus </em>Graças, Recife – PE, Brasil. E-mail: louiseazevedo.odonto@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup> Discente do curso superior de Odontologia do Centro Universitário Tiradentes (UNIT) – <em>Campus </em>Farolândia, Aracaju – SE, Brasil. E-mail: myrellamoreiratrabalho@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a></a><sup>3</sup> <a></a>Formada no curso superior de Odontologia pela Universidade Cesumar (UNICESUMAR) – <em>Campus </em>Portão, Curitiba &nbsp;– PR, Brasil. E-mail: dudscattoni@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup> Discente do curso superior de Odontologia do Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (UNIFAMAZ) – <em>Campus </em>Belém<em>,</em> Belém – AM, Brasil. E-mail: flavinx26@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a></a><a></a><sup>5</sup> Formado no curso superior de Odontologia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) – <em>Campus </em>Recife, Recife&nbsp;&nbsp;&nbsp; – PE, Brasil. E-mail: ricphillipe@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a></a><sup>6</sup> Discente do curso superior de Odontologia da Fundação Universitária Vida Cristã (UNIFUNVIC) – <em>Campus </em>Pindamonhagaba, Pindamonhagaba – SP, Brasil. E-mail: diogohjmoura@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a></a><sup>7</sup> Formada no curso superior de Odontologia pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) – <em>Campus </em>Imbiribeira, Recife – PE, Brasil. E-mail: larissasoares.odonto@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a></a><sup>8</sup> Discente do curso superior de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – <em>Campus </em>Curitiba, Curitiba – PR, Brasil. E-mail: laviluzzi11@gmail.com;<a></a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>9 </sup>Formado&nbsp; no curso superior de Odontologia pela Faculdade Meridional (IMED) – <em>Campus</em>&nbsp; Mont Serrat, Porto Alegre – RS, Brasil. E-mail draleticiafridel@outlook.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>10 </sup>Mestrando em Cirurgia Bucomaxilofacial pela Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) – <em>Campus </em>Campinas, Campinas – SP, Brasil. E-mail: leandrocarvalhobmf@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>11</sup> Formada no curso superior de Odontologia pela Universidade Estácio de Sá (ESTÁCIO) – <em>Campus</em> Recife, Recife – PE, Brasil. E-mail: 2025joceane@gmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>12</sup> Formado no curso superior de Odontologia pela Centro Universidade Comunitária da Região de Chapecó – <em>Campus&nbsp; </em>Chapecó, Chapecó – SC, Brasil. E-mail: davicadoree@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>13 </sup>Formada no curso superior de Odontologia pelo Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ)– <em>Campus&nbsp; </em>Belém, Belém– PA, Brasil. E-mail: rebecagodoi@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>14 &nbsp;</sup>Discente do curso superior de Odontologia do Centro Universitário do Pará (CESUPA) – <em>Campus </em>Belém, Belém – PA, Brasil. E-mail: nursingrosanne@hotmail.com;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>15 </sup>Pós Graduanda em Patologia Oral e Maxilofacial pela Faculdade Metropolitana (FAMEESP) – <em>Campus </em>Ribeirão Preto<em>,</em> Ribeirão Preto – SP, Brasil. E-mail: dra.emillygama@gmail.com;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>THE USE OF HYALURONIC ACID IN LIP FILLERS: A CASE REPORT</title>
		<link>https://revistaft.com.br/the-use-of-hyaluronic-acid-in-lip-fillers-a-case-report/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 16:49:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 138/SET 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO EM PREENCHIMENTO LABIAL: RELATO DE CASO EL USO DEL ÁCIDO HIALURÓNICO EN LOS RELLENOS LABIALES: RELATO DE UN CASO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249091348 Letícia Fabiana Sampaio Quaresma1Marivone Batista Ribeiro Polesso2 ABSTRACT In recent decades, the search for aesthetic procedures has grown, reflecting the growing desire for improvements in physical appearance and [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO EM PREENCHIMENTO LABIAL: RELATO DE CASO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EL USO DEL ÁCIDO HIALURÓNICO EN LOS RELLENOS LABIALES: RELATO DE UN CASO</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249091348</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Letícia Fabiana Sampaio Quaresma<strong><sup>1</sup></strong><br>Marivone Batista Ribeiro Polesso<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">In recent decades, the search for aesthetic procedures has grown, reflecting the growing desire for improvements in physical appearance and self-esteem. Orofacial harmonization stands out in this context for offering minimally invasive techniques, such as lip fillers with hyaluronic acid, which provide quick and effective results. The objective of this study is to report a clinical case of lip fillers with hyaluronic acid, detailing the diagnosis, the technique used and the results obtained. Patient S.O.G., 20 years old, came to the Orofacial Harmonization clinic of the Faculty of Amazonas complaining of thin lips and poorly defined contours. After a clinical evaluation and detailed anamnesis, a treatment plan was developed that included the use of 1 mL of Hyaluronic Acid (RENNOVA LIFT).® The procedure resulted in a satisfactory increase in lip volume and definition of contours, meeting the patient&#8217;s expectations. It is concluded that lip fillers with hyaluronic acid are an effective and safe technique, providing natural and satisfactory aesthetic results, confirming its feasibility and benefits in the context of orofacial harmonization.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Orofacial harmonization. Lip filler. Hyaluronic acid. Aesthetic procedures.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas, a busca por procedimentos estéticos tem crescido, refletindo o desejo crescente por melhorias na aparência física e autoestima. A harmonização orofacial destaca-se nesse contexto por oferecer técnicas minimamente invasivas, como o preenchimento labial com ácido hialurônico, que proporcionam resultados rápidos e eficazes. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de preenchimento labial com ácido hialurônico, detalhando o diagnóstico, a técnica utilizada e os resultados obtidos. Paciente S.O.G., 20 anos, procurou a clínica de Harmonização Orofacial da Faculdade do Amazonas com a queixa de lábios finos e contornos pouco definidos. Após uma avaliação clínica e anamnese detalhada, foi elaborado um plano de tratamento que incluiu o uso de 1 mL de ácido hialurônico (RENNOVA LIFT®). O procedimento resultou em um aumento satisfatório do volume labial e definição dos contornos, atendendo às expectativas da paciente. Conclui-se que o preenchimento labial com ácido hialurônico é uma técnica eficaz e segura, proporcionando resultados estéticos naturais e satisfatórios, confirmando sua viabilidade e benefícios no contexto da harmonização orofacial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Harmonização orofacial. Preenchimento labial. Ácido hialurônico. Procedimentos estéticos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1 INTRODUCTION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">In recent decades, the search for aesthetic procedures has intensified significantly, reflecting people&#8217;s growing desire to improve their physical appearance and, consequently, their self-esteem. People&#8217;s appearance is significantly related to psychological well-being and social life. Given this, this search for aesthetic perfection is not limited to invasive plastic surgeries, but also includes minimally invasive procedures that provide quick and effective results (1,2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Within this context, orofacial harmonization has gained prominence as a multidisciplinary area that encompasses various techniques to improve facial aesthetics and orofacial functionality. Orofacial harmonization involves procedures such as the application of botulinum toxin, collagen biostimulators, support threads and facial fillers, with the aim of providing a harmonious balance between the different structures of the face. Due to their less invasive nature and shorter recovery time compared to traditional surgeries, these procedures are increasingly in demand (3,4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lip fillers with hyaluronic acid are a popular and effective treatment for orofacial harmonization. This, in turn, aims to increase the volume and redefine the contour of the lips, using substances such as hyaluronic acid, which is a natural component of the skin&#8217;s extracellular matrix. The popularity of lip fillers can be attributed to its ability to provide immediate and natural results, as well as its reversibility, since hyaluronic acid can be degraded by specific enzymes if necessary (5,6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The effectiveness of hyaluronic acid as a lip filler material has been widely documented in the scientific literature. The application of hyaluronic acid on the lips not only improves the aesthetic appearance but also contributes to the hydration and elasticity of the local skin. In addition, studies indicate that lip fillers with hyaluronic acid have a favorable safety profile, with low complication rates when performed by qualified professionals (7,8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Despite the benefits, it is crucial that lip fillers are performed with a personalized approach, taking into account the individual characteristics of each patient. Detailed prior evaluation and proper planning are essential to achieve satisfactory aesthetic results and avoid complications. In addition, the choice of the type and concentration of hyaluronic acid should be made based on the specific needs of each case, aiming for a natural and harmonious result (9,10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In addition to aesthetics, lip fillers can also have functional benefits. The application of hyaluronic acid to the lips can help correct asymmetries, improve lip contour definition, and even assist in the rehabilitation of patients with orofacial problems resulting from trauma or congenital conditions (11,12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Another important aspect to consider is the longevity of the results. Although hyaluronic acid is naturally degraded by the body over time, the effects of lip fillers can last anywhere from 6 to 12 months, depending on factors such as the patient&#8217;s metabolism and the technique used. The durability, coupled with the safety of the procedure, makes lip fillers an attractive choice for those who want to improve the appearance of their lips without compromising their naturalness (7,13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thus, the objective of this study is to report a clinical case of lip fillers with hyaluronic acid, detailing the diagnosis, the technique used and the results obtained, highlighting the indications and benefits of this procedure in the context of orofacial harmonization.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 CASE REPORT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Patient S.O.G., 20 years old, came to the Orofacial Harmonization Specialization Clinic (HOF) of the Faculty of Amazonas (IAES) with the complaint of wanting to increase the lip volume to obtain a more defined and attractive contour. During the anamnesis, it was found that the patient did not present relevant systemic alterations, being healthy and without a history of allergies or other medical conditions that could contraindicate the procedure.</p>



<p class="wp-block-paragraph">After anamnesis and clinical evaluation, it was observed that the patient had thin lips, with little definition of contour, which motivated her to seek aesthetic treatment (Figures 1, 2 and 3). The patient demonstrated realistic expectations regarding the expected results and was duly informed about the procedure, possible risks, and postoperative care.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="475" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-779.png" alt="" class="wp-image-157566" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-779.png 761w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-779-300x187.png 300w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A treatment plan was developed that consisted of lip fillers using a 1 mL syringe of hyaluronic acid (RENNOVA LIFT®) of medium cross-linking, a high-quality product known to provide natural and long-lasting results (Figure 3).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="315" height="252" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-780.png" alt="" class="wp-image-157567" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-780.png 315w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-780-300x240.png 300w" sizes="(max-width: 315px) 100vw, 315px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As a way to start the aesthetic procedure, rigorous antisepsis of the perioral region was performed with 2% chlorhexidine (Riohex®), to ensure a contamination-free environment. With the patient seated in the chair at a 45º angle, the labiogram was demarcated and then anesthesia was performed using 2% lidocaine anesthetic solution with epinephrine 1:100,000 to minimize discomfort during the procedure.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The procedure was initiated by the lower lip, where two 0.05 mL retroinjections of the product were made in the contour of the lower lip, one on the right side and one on the left lower contour. After that, a bolus of 0.2 mL was injected into the vermilion region of the right lip and another 0.15 mL into the vermilion of the left lip. Next, filling of the upper lip was initiated through the lip filter with a backinjection of 0.1 mL of the product on each side. Cupid&#8217;s bow was filled with 0.025 mL of product on the right side and 0.025 mL on the left side.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuation of the procedure involved two retroinjections into the contour of the upper lip, one with 0.05 mL on the left side and the other with 0.1 mL on the right side. Two beams were made in the vertical direction coming out of the highest point of the cupid&#8217;s bow, each with 0.05 mL of product, both on the right and left sides. Throughout the procedure, the patient was monitored for comfort and possible adverse reactions, and there were no complications.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Post-procedure recommendations included applying ice for the first few hours to minimize swelling, avoiding manipulating the application site, not exposing yourself to the sun or excessive heat, and not wearing makeup for the first 24 hours. In addition, it was advised to avoid heavy physical or sports activities in the first three days.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The patient&#8217;s images were captured for evaluation of the results (Figures 5, 6 and 7 A-B). Leaving satisfied with the immediate results, presenting more voluminous and well-defined lips, according to your expectations and what was planned in the treatment.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="739" height="448" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-781.png" alt="" class="wp-image-157568" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-781.png 739w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-781-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 739px) 100vw, 739px" /></figure>



<h5 class="wp-block-heading">3 DISCUSSION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">This study addressed orofacial harmonization by means of lip fillers using hyaluronic acid (Rennova Lift®) in a young, healthy patient with aesthetic complaints of thin lips. The results showed that the procedure achieved a significant increase in lip volume and a more attractive definition of lip contours, meeting the patient&#8217;s expectations.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The findings of this study indicate that lip fillers with hyaluronic acid are an effective technique to improve lip aesthetics, resulting in increased volume and contour definition. The use of 1 mL of Rennova Lift® proved to be adequate to obtain natural and harmonic results. The patient&#8217;s satisfaction with the results reinforces the effectiveness of the procedure and the importance of the appropriate selection of the product and the application technique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The results of this study are in accordance with the existing literature. Valente et al. (7) stated that hyaluronic acid is an effective and safe dermal filler for improving the volume and appearance of the lips. Byrro et al. (14) They also highlighted that lip fillers with hyaluronic acid are safe and effective procedures, providing high patient satisfaction.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Scarano et al. (15) and Czumbel et al. (8) corroborate these findings, showing that cross-linked hyaluronic acid is a safe and effective material for lip augmentation, with significant improvements in the volume and overall appearance of the lips. Taylor et al. (2019) added that in individuals with black skin, hyaluronic acid fillers are also effective, demonstrating improvement in lip fullness and reduction of perioral lines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stojanovič et al. (16) and Pinheiro et al. (17) reinforce that fillers with hyaluronic acid are effective and safe to increase the overall volume of the lips, which is relevant for clinical application. Friedman et al. (18) highlighted the low incidence of adverse events associated with the use of non-animal stabilized hyaluronic acid gel for soft tissue augmentation, indicating high biocompatibility of the material.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hyaluronic acid, a natural component of the skin, provides hydration and volume, which explains the results observed. The back-injection technique and the use of small amounts at specific points allowed for an even distribution of the product, avoiding irregularities and providing a more defined and attractive lip contour. Rho et al. (19) highlight that fillers with intermediate reticulation density, such as the one used in this study, are particularly effective for increasing lip volume.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Among the strengths of this study, the use of a well-established technique and the choice of a quality product stand out, which together contributed to the positive results observed. However, the main limitation is the sample size, which is restricted to a single patient, which limits the generalizability of the results. Future studies with larger samples are needed to confirm these findings.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The findings of this study have significant practical implications for the clinical practice of orofacial harmonization. Hyaluronic acid lip fillers can be an effective option for patients seeking aesthetic lip improvements without resorting to invasive procedures. Czumbel et al. (8) They reinforce that, although hyaluronic acid is effective, professionals must be aware of the possible adverse effects, such as sensitivity, swelling and bruising, and be prepared to manage them appropriately.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colon et al. (20) emphasized the need to monitor adverse events such as swelling, lumps, and firmness, especially in facial regions such as the lips. Proper management of these effects is crucial to ensure patient safety and satisfaction. In the case presented here, the patient did not present adverse effects such as those reported in the existing literature.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Future research should explore larger and diversified samples to validate the results found. Additionally, comparative studies between different types of hyaluronic acid and application techniques can provide valuable insights to optimize lip filler results. Demosthenous et al. (21) suggest that the efficacy and tolerability of dermal fillers should be evaluated over time, which may be a focus for subsequent research.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Therefore, lip filler with Hyaluronic Acid (Rennova Lift®) has been shown to be an effective and safe technique for aesthetic enhancement of the lips. This study contributes to the existing literature by confirming the efficacy of the procedure and reinforcing the importance of appropriate technique and product choice. The positive results obtained and the patient&#8217;s satisfaction highlight the potential of this treatment in clinical practice.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aesthetic procedures, when performed ethically and responsibly, can improve the self-esteem and psychological well-being of patients. It is crucial for providers to properly inform patients about the risks and benefits, ensuring informed consent and realistic expectations. Signorini et al. (22) underline the importance of preventing and properly treating complications from hyaluronic acid fillers, ensuring patient safety.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 CONCLUSION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">It is concluded that lip filler with Hyaluronic Acid (Rennova Lift®) is an effective and safe technique to increase the volume and define the contours of the lips, meeting the aesthetic expectations of the young and healthy patient studied. The positive results observed corroborate the existing literature and indicate that this approach is a viable option for the aesthetic improvement of the lips.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERENCES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">1. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alexandrova-Karamanova A. Appearance self-attitudes and health and well-being of Bulgarian adolescents. Cent Eur J Paediatr. 2020;16(1):69–82.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Woodspring N. Aging appearance and its significance to well-being. Vol. 3, Innovation in Aging. 2019. p. S605.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Czumbel LM, Farkasdi S, Gede N, Mikó A, Csupor D, Lukács A, et al. Hyaluronic acid is an effective dermal filler for lip augmentation: a meta-analysis. Front Surg. 2021 Aug 6;8:1–16.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Corduff N, Juniarti L, Lim TS, Lin F, Mariwalla K, Pavicic T, et al. Current Practices in Hyaluronic Acid Dermal Filler Treatment in Asia Pacific and&nbsp; Practical Approaches to Achieving Safe and Natural-Looking Results. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2022;15:1213–23.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">13. &nbsp;&nbsp; Xie Y, Wu S, Li S, Li Q, Zhao H. Evaluation of the long-term safety and biodegradability of hyaluronic acid dermal&nbsp; fillers (YVOIRE(®) ) for the correction of nasolabial folds: Two multicenter, prospective, observational cohort studies. J Cosmet Dermatol. 2022 Jun;21(6):2387–97.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">15. &nbsp;&nbsp; Scarano A, Puglia F, Cassese R, Mordente I, Amore R, Ferraro G, et al. Hyaluronic acid fillers in lip augmentation procedure: a clinical and&nbsp; histological study. J Biol Regul Homeost Agents. 2019;33(6 Suppl. 2):103-108. DENTAL SUPPLEMENT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16. &nbsp;&nbsp; Stojanovič L, Majdič N. Effectiveness and safety of hyaluronic acid fillers used to enhance overall lip fullness: a systematic review of clinical studies. J Cosmet Dermatol. 2019;18(2):436–43.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. &nbsp;&nbsp; Pinheiro MVB, Bagatin E, Hassun KM, Talarico S. Adverse effect of soft tissue augmentation with hyaluronic acid. J Cosmet Dermatol. 2005 Sep;4(3):184–6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18. &nbsp;&nbsp; Friedman PM, Mafong EA, Kauvar ANB, Geronemus RG. Safety data of injectable nonanimal stabilized hyaluronic acid gel for soft&nbsp; tissue augmentation. Dermatologic Surg&nbsp; Off Publ Am Soc Dermatologic&nbsp; Surg [et al]. 2002 Jun;28(6):491–4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19. &nbsp;&nbsp; Rho N-K, Goo BL, Youn S-J, Won C-H, Han K-H. Lip Lifting Efficacy of Hyaluronic Acid Filler Injections: A Quantitative&nbsp; Assessment Using 3-Dimensional Photography. J Clin Med. 2022 Aug;11(15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">20. &nbsp;&nbsp; Colon J, Mirkin S, Hardigan P, Elias MJ, Jacobs RJ. Adverse events reported from hyaluronic acid dermal filler injections to the facial region: a systematic review and meta-analysis. Cureus. 2023;15(4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">21. &nbsp;&nbsp; Demosthenous N, Eccleston D, Figueiredo V, Uva L, Kerson G, Silberberg M. A Prospective, Open-Label, Multicenter, Real-World Study of VYC-17.5L Hyaluronic&nbsp; Acid Dermal Filler in the Lips. Aesthetic Surg journal Open forum. 2022;4:ojac047.</p>



<p class="wp-block-paragraph">22. &nbsp;&nbsp; Signorini M, Liew S, Sundaram H, De Boulle KL, Goodman GJ, Monheit G, et al. Global Aesthetics Consensus: Avoidance and Management of Complications from Hyaluronic Acid Fillers-Evidence- and Opinion-Based Review and Consensus Recommendations. Plast Reconstr Surg. 2016 Jun 1;137(6):961e-971e.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1</strong> Specialist in Orofacial Harmonization<br>Institution: Faculdade do Amazonas – IAES (Manaus, AM)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2</strong> Specialist in Orofacial Harmonization<br>Institution: Faculdade do Amazonas – IAES (Manaus, AM)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MECHANICAL LIPOSUCTION OF DOUBLE CHINS: CASE REPORT</title>
		<link>https://revistaft.com.br/mechanical-liposuction-of-double-chins-case-report/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 16:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 138/SET 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[LIPOASPIRAÇÃO MECÂNICA DE PAPADA: RELATO DE CASO LIPOSUCCIÓN MECÁNICA DE PAPADA: REPORTE DE UN CASO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249091334 Luciana Vieira de A. Soares1Marivone Batista Ribeiro Polesso2 ABSTRACT Beauty standards, especially those that emphasize symmetry and facial harmony, have influenced self-perception and self-esteem, resulting in an increase in the demand for aesthetic interventions. The presence of [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>LIPOASPIRAÇÃO MECÂNICA DE PAPADA: RELATO DE CASO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LIPOSUCCIÓN MECÁNICA DE PAPADA: REPORTE DE UN CASO</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249091334</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Luciana Vieira de A. Soares<strong><sup>1</sup></strong><br>Marivone Batista Ribeiro Polesso<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Beauty standards, especially those that emphasize symmetry and facial harmony, have influenced self-perception and self-esteem, resulting in an increase in the demand for aesthetic interventions. The presence of submental fat, or jowls, is a common aesthetic concern, and its reduction is crucial for facial harmonization. Different techniques, such as liposuction, are used to treat this condition, each with its advantages and limitations. This study aims to report a clinical case of mechanical liposuction of double chins, describing the procedure, the results obtained, and its implications for facial aesthetics. The case involves a 40-year-old patient who sought treatment to reduce submental fat and improve facial contour. After clinical evaluation, it was decided to perform mechanical liposuction. The procedure was performed at the specialization clinic in Orofacial Harmonization of the Faculty of Amazonas &#8211; IAES. Mechanical double chin liposuction has been shown to be effective in improving facial contour and reducing submental fat, with satisfactory aesthetic results. Procedure customization and close monitoring are essential for treatment safety and success.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Jowls, Mechanical Liposuction, Facial Aesthetics, Deoxycholic Acid, Orofacial Harmonization.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os padrões de beleza, especialmente aqueles que enfatizam a simetria e a harmonia facial, têm influenciado a autopercepção e a autoestima, resultando em um aumento na procura por intervenções estéticas. A presença de gordura submentoniana, ou papada, é uma preocupação estética comum, e sua redução é crucial para a harmonização facial. Diferentes técnicas, como a lipoaspiração, são usadas para tratar essa condição, cada uma com suas vantagens e limitações. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico de lipoaspiração mecânica de papada, descrevendo o procedimento, os resultados obtidos, e suas implicações na estética facial. O caso envolve uma paciente de 40 anos que procurou tratamento para reduzir a gordura submentoniana e melhorar o contorno facial. Após avaliação clínica, decidiu-se pela lipoaspiração mecânica. O procedimento foi realizado na clínica de especialização em Harmonização Orofacial da Faculdade do Amazonas &#8211; IAES. A lipoaspiração mecânica de papada demonstrou ser eficaz na melhoria do contorno facial e redução da gordura submentoniana, com resultados estéticos satisfatórios. A personalização do procedimento e o monitoramento rigoroso são essenciais para a segurança e sucesso do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Papada, Lipoaspiração Mecânica, Estética Facial, Ácido Deoxicólico, Harmonização Orofacial.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1 INTRODUCTION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The beauty standards imposed by society have exerted a growing influence on the perception of personal image, highlighting symmetry and facial harmony as predominant aesthetic ideals. These references, widely disseminated through social media and popular culture, significantly affect self-esteem and self-perception, leading to an increase in the demand for aesthetic interventions. In this context, the presence of submental fat, commonly known as jowls, emerges as one of the most frequent concerns among individuals seeking to align with these patterns (1,2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Facial aesthetics proves to be a crucial component not only in promoting well-being, but also in improving the quality of life of patients. Aesthetic procedures aimed at rejuvenating and perfecting the facial contour are increasingly valued for their positive impact on personal satisfaction and self-confidence. The reduction of double chins, notably, stands out for its significant contribution to the harmonization of the face, underlining the importance of effective therapeutic approaches in this field (3,4).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consequently, the double chin, associated with aging, weight gain and genetic factors, is a relevant aesthetic concern, which directly affects the mandibular and cervical contour. Anatomical alterations, such as those mentioned, can generate dissatisfaction with one&#8217;s own image, which drives the search for appropriate aesthetic solutions. In the face of this growing demand, several treatment methods have been developed and improved to meet patient expectations (5,6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In this sense, the available therapeutic options stand out, which include both non-invasive methods, such as cryolipolysis and radiofrequency, and surgical techniques, such as liposuction. Each approach has its advantages and limitations, depending on the patient&#8217;s profile and the desired results. Specifically, liposuction continues to be one of the most effective alternatives for the removal of localized fat, especially in the submental region (5,7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mechanical liposuction has gained prominence for its precision and effectiveness in removing fat. However, like any invasive procedure, it has both advantages and disadvantages. Among the main advantages, the efficient removal of significant volumes of fat in a single session and the durability of the results obtained stand out. On the other hand, the disadvantages include possible complications, such as bruises, infections, and irregularities on the surface of the skin (8,9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In terms of safety, the complication rates associated with mechanical liposuction are relatively low, especially when the procedure is performed by qualified professionals in appropriate facilities. In Brazil, the popularity of this procedure reflects a global trend, where liposuction remains among the most frequently performed cosmetic surgeries. It is indicated mainly for patients with localized fat deposits that do not respond to conservative interventions, such as diet and exercise, while its contraindications encompass individuals with health conditions that increase surgical risk (10,11).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Additionally, patient satisfaction with the results of mechanical double chin liposuction tends to be high, especially when the procedure meets expectations of facial contour and definition. However, it is essential that patients are fully informed about the possibilities and limitations of the treatment, in order to ensure a satisfactory experience and results consistent with their expectations (5,8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In addition to the aesthetic advantages, mechanical double chin liposuction can also provide significant psychological benefits. Studies indicate that improving facial appearance is closely linked to an increase in self-esteem and personal satisfaction. Patients who undergo this type of intervention often report greater confidence in their social interactions and improved overall well-being. These positive psychological effects reinforce the importance of aesthetic procedures that go beyond superficiality, addressing deeper issues related to self-perception and quality of life (8,12,13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">On the other hand, it is crucial to consider the potential complications associated with mechanical liposuction. Although complication rates are low, as mentioned earlier, the success of the procedure depends on a careful evaluation of the patient and strict adherence to safety protocols. Complications such as asymmetries, changes in sensitivity, and visible scarring can occur, especially in cases where the technique is not performed accurately. Therefore, the choice of qualified professionals and clear communication between specialist and patient about the expectations and risks involved are essential to minimize these adverse events and ensure satisfactory results (8,10,14).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Based on these considerations, the present study aims to report a clinical case of mechanical liposuction of double chins, detailing the process, the results obtained and its implications for facial contour and harmony.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 CASE REPORT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Patient E.S.M.Z., 40 years old, female, attended the specialization clinic in Orofacial Harmonization of the Faculty of Amazonas &#8211; IAES, reporting as her main complaint: &#8220;I would like to improve the contour of my face and reduce the double chin, which has caused me aesthetic discomfort and affects my self-esteem.&#8221; The patient presented complaints related to the accumulation of submental fat, evidenced by a pronounced double chin that interferes with the harmony of the facial contour.</p>



<p class="wp-block-paragraph">During the anamnesis, it was observed that the patient uses hormone replacement medication and is lactose intolerant. In addition, it has a history of high exposure to the sun, which may have contributed to the degradation of skin elasticity and fat accumulation in the submental region. The information was relevant for treatment planning, considering the potential implications of such conditions on recovery and aesthetic outcome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Physical examination revealed a significant accumulation of fat in the submental region, with slightly flaccid skin. The mandibular contour was compromised by the double chin, which justified the need for intervention to restore facial harmony (Figures 1 A-C).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="382" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-772.png" alt="" class="wp-image-157557" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-772.png 752w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-772-300x152.png 300w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">The proposed treatment was mechanical double chin liposuction. All associated risks, as well as the details of the proposed treatment, were clearly explained to the patient, including possible complications and the recovery process. After receiving and understanding all this information, the patient agreed to participate in the procedure and signed the Informed Consent Form and Image Use Authorization.</p>



<p class="wp-block-paragraph">For the precise definition of the area to be treated, the patient was positioned in the dental chair at right angles, with the Frankfurt plane parallel to the ground. Using a surgical marking pen, the region of submental fat to be removed was delineated (Figures 2 and 3). The demarcation was performed with special attention to the area immediately above the hyoid bone and 10 mm below the base of the mandible, with the aim of protecting important anatomical structures, such as glands, vessels, and nerves. Thus ensuring a clear definition of the area to be aspirated, allowing precise and safe surgical planning for mechanical double chin liposuction.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="377" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-773.png" alt="" class="wp-image-157558" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-773.png 660w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-773-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">To perform mechanical liposuction of the double chin, an anesthetic button was applied 1 cm below the gnathium point (Figure 4). In this same location, a small incision of 0.5 mm was made in the dermis to allow the creation of the wig for insertion of the cannula (Figure 5). One hundred then, Klein&#8217;s solution was injected into the entire previously delimited region (Figure 6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Klein&#8217;s solution was prepared according to the following formula: 04 drops of epinephrine, 04 ml of lidocaine, 04 ml of sodium bicarbonate and 32 ml of saline solution. This solution was carefully infiltrated into the submental area to promote vasoconstriction and analgesia, facilitating the removal of fat and minimizing discomfort during the procedure.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="679" height="661" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-774.png" alt="" class="wp-image-157559" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-774.png 679w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-774-300x292.png 300w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">After 2 minutes, allowing the onset of the anesthetic effect, a single-hole cannula was introduced between the dermis and the platysmal fascia, connected to the vacuum suction pump hose. The procedure began with fan movements, alternating from right to left and left to right, with the aim of releasing the fibrous septal attachments between the subdermal layer and the platysmal fascia. This fan motion helps to detach the fat tissue from the underlying fascia, making it easier to remove fat.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Then, the adipose tissue was aspirated through the vacuum pump for 30 minutes. The aspiration technique focused on removing the surrounding adipose tissue and promoting tissue tunneling, which aids in the contraction and formation of collagen, thereby improving the contour of the neck. Tunneling with the cannula was performed in linear and uniform lines, with the surgeon&#8217;s dominant hand controlling the cannula and the other hand adjusting the position of the instrument during the movements (Figures 7 A-B).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="646" height="365" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-775.png" alt="" class="wp-image-157560" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-775.png 646w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-775-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Finally, a &#8220;milking&#8221; was performed with both hands, from bottom to top and towards the incision, to drain all the fluid and floating blood, with the intention of preventing postoperative edema and hematomas. The access incision was sutured with 4-0 nylon thread (Figures 8 A-B). A compression band was applied over the site, and postoperative guidance was provided to the patient to ensure adequate recovery (Figures 9 A-B).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="352" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-776.png" alt="" class="wp-image-157561" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-776.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-776-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="344" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-777.png" alt="" class="wp-image-157562" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-777.png 574w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-777-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Immediately after liposuction, the results before and after the procedure were compared. A significant improvement in the contour of the face and a visible reduction of the double chin were observed, evidencing the effectiveness of the technique applied (Figures 10 A-B).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="620" height="335" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-778.png" alt="" class="wp-image-157563" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-778.png 620w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-778-300x162.png 300w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">In the postoperative period, the patient was prescribed dipyrone 500 mg, to be administered every 4 hours in case of pain in the first 24 hours. In addition, the use of Diprospan 1 tablet intramuscularly has been recommended to aid in the reduction of inflammation and edema. The postoperative guidelines included care for the treated area and the importance of following medical recommendations to ensure adequate recovery and optimized results.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="353" height="365" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1045.png" alt="" class="wp-image-158168" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1045.png 353w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1045-290x300.png 290w" sizes="(max-width: 353px) 100vw, 353px" /></figure>



<h5 class="wp-block-heading">3 DISCUSSION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Mechanical double chin liposuction, as discussed in the clinical case described, is a technique that aims to improve facial contour, especially in patients with submental fat accumulation (8). According to Fernandes (5), double chin liposuction is effective in redefining the facial contour and improving the aesthetics of the neck, corroborating the choice of procedure for the patient in the case presented. Moneró et al. (7) emphasize that, when combined with non-invasive techniques, liposuction can provide significant aesthetic results, in line with the objective of the treatment proposed for our patient.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The study by Leite et al. (10), which discusses the limitations of liposuction, especially in terms of complications and the need for additional techniques to achieve optimal results. Shridharani and Chandawarkar (15) suggest that liposuction can lead to irregularities on the surface of the skin and that combination with additional techniques, such as the use of deoxycholic acid, may be necessary to improve outcomes. This aspect highlights the importance of careful planning and the choice of complementary techniques, such as the inclusion of deoxycholic acid in the patient&#8217;s treatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The use of Klein&#8217;s solution, as described, is widely accepted for infiltration during liposuction due to its vasoconstrictor and anesthetic properties (16). According to Morales López (17), Klein&#8217;s solution reduces bleeding and improves the precision of liposuction, which is in line with the approach adopted in the patient&#8217;s case. Del Vecchio et al. (18) highlight that adequate infiltration of Klein&#8217;s solution contributes to a better visualization of adipose tissue and facilitates its removal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">However, Del Vecchio et al. (18) suggest that the efficacy of Klein&#8217;s solution may vary depending on the individual characteristics of the patients and the technique used. They point out that, in some cases, the solution may not be sufficient to fully control bleeding, requiring the use of additional techniques to ensure optimal results. This point highlights the need to evaluate each patient individually and adjust the techniques as necessary, which was considered in the approach to the patient in the case presented.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The tunneling technique, performed in linear and uniform movements, is essential to ensure the efficient removal of adipose tissue and promote collagen formation, as described by Lima (19). Marten and Elyassnia (20) They state that performing controlled movements during liposuction is crucial to avoid the formation of irregularities and improve the contour of the neck. In the case of the patient, the careful application of this technique helped to achieve a satisfactory aesthetic result.</p>



<p class="wp-block-paragraph">On the other hand, Bhojwani&#8217;s study (21) notes that improper tunneling can lead to complications such as irregular contours and unsatisfactory aesthetic results. They emphasize the importance of precise technical execution and strict postoperative follow-up to minimize risks. This aspect was carefully monitored in the patient&#8217;s case, with measures to prevent edema and bruising and ensure a consistent final result.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Performing &#8220;milking&#8221; to drain fluids and free-floating blood is an important practice to avoid postoperative complications. According to Zingaretti et al. (22), the post-liposuction drainage technique is effective in reducing the risk of hematomas and edema, which is confirmed by the protocol followed in the treatment of the patient. Zingaretti et al. (22) They highlight that adequate drainage contributes to a faster recovery and to obtaining more predictable results.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Postoperative follow-up and guidance provided to the patient are essential to ensure recovery and satisfaction with the results. According to Richards, Schleicher and Zins (23), adherence to postoperative guidelines and the use of appropriate medications are crucial to minimize discomfort and improve final aesthetics. In the case of the patient, the administration of dipyrone and Diprospan, as well as the use of a compression band, were essential measures to ensure a smooth recovery and a satisfactory aesthetic result.</p>



<p class="wp-block-paragraph">This clinical case of mechanical double chin liposuction for the patient exemplifies the effectiveness of the technique when well planned and executed. The combination of liposuction, Klein solution infiltration, and complementary techniques such as the use of deoxycholic acid and adequate drainage demonstrate the importance of a multifaceted approach to achieve optimal results and minimize risks. The reviewed literature offers support for the techniques used and highlights the need for personalized adjustments according to the characteristics of each patient.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Although mechanical double chin liposuction was effective for the patient, some limitations are important. A significant limitation of this study is that it relies on a single case of mechanical double chin liposuction. The analysis was performed exclusively with one patient, which limits the generalizability of the results to a broader population. Studies with larger sample sizes are needed to validate the efficacy and safety of the technique in different patient profiles and to identify variations in results and possible complications. The inclusion of a diverse population would allow for a more comprehensive evaluation of the technique and contribute to the development of more robust guidelines that are adaptable to the varied needs of patients.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 CONCLUSION</h5>



<p class="wp-block-paragraph">It is concluded that mechanical double chin liposuction can be effective to improve facial contour and reduce submental fat. The treatment presented satisfactory aesthetic results and was successfully performed. Procedure customization and close monitoring remain crucial to optimize outcomes and ensure patient safety.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERENCES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">1. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Marinho B, Gonçalves J, Perdigão N, Serafim G. Resultados do HIFU na redução do volume submandibular: uma análise detalhada. Rev Científica Ipedss. 2023;03(02):1–10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Oliveira MC, Costa RP. Busca por perfeição estética x saúde: imposição social sobre a beleza. Brazilian J Heal Rev. 2021 Nov 17;4(6 SE-Original Papers):25398–406.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Albuquerque KLC de, Silva LB da, Teixeira HS. Autoestima e qualidade de vida: uma relação com a estética. Res Soc Dev. 2022;11(16):e496111638541.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">5. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fernandes L. Lipoaspiração de papada para o rejuvenescimento facial: relato de caso. Aesthetic Orofac Sci. 2022 Jul 16;3(2):25–36.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Oliveira TAV da S, Moreira AG. Lipectomia cervicomentual. Simmetria Orofac Harmon Sci. 2022;4(13):62–70.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Veiga Moneró E, Yokota Guedes R, Luiza Siqueira Borges M, Borges Matos A, Paiva do Nascimento K, Raquel de Sousa Silva L, et al. Eficácia e segurança da criolipólise na redução de gordura submentoniana: uma revisão integrativa. Brazilian J Implantol Heal Sci. 2024 May 18;6(5 SE-Revisão de Literatura):1324–37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ferrão Júnior JP, Cordeiro LBST, Azevedo KMPF. Lipoaspiração submentual mecânica: um relato de caso clínico. Orofac Harmon. 2023;1(3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Santos E, Lima M. Drenagem linfática no pós-operatório em lipoaspiração. Medicus. 2020;2(2):30–6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leite AMCS, Leite ICS, Rosa ML da S, de Almeida RM, Santos MVM, de Carvalho CCT, et al. Complicações em cirurgias e procedimentos lipoaspirativos: uma revisão da literatura. Arq Ciências da Saúde da UNIPAR. 2023 Jul 20;27(7):3624–31.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Barbosa MMS, Napoleão LD, Oliveira SV, Amâncio N de FG. Cirurgia plástica no Brasil: aspectos relacionados ao pré e pós-operatório. Peer Rev. 2024 Jan 19;6(1):362–77.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Salomão AC de M, Silva LL de O, Santos JR. Benefícios dos procedimentos estéticos na melhora da autoestima. Res Soc Dev. 2021;10(16):e590101624308.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lira FKA, Silveira MR, dos Santos BLM, Linhares Filho AHF, Cavalcante MC da S, de Sá Costa AVB, et al. Avaliação dos efeitos neurobiológicos e psicológicos dos procedimentos estéticos. Brazilian J Dev. 2023 May 17;9(05 SE-Original Papers):16742–57.</p>



<p class="wp-block-paragraph">14. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cárdenas-Camarena L. Lipoaspiration and its complications: a safe operation. Plast Reconstr Surg. 2003 Oct;112(5):1433–5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Shridharani SM, Chandawarkar AA. Injection Adipocytolysis with ATX-101 (Deoxycholic Acid) for Body Contouring. Vol. 5, Plastic and Reconstructive Surgery Global Open. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Goyal NN. Tumescent anaesthesia for liposuction surgery: A review. Dermatological Rev. 2021;2(4):180–7.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Morales López L, Morales-Castellanos G. Valores hemáticos en pacientes sometidos a liposucción con anestesia general más solución de Klein sin lidocaína. Mediciencias UTA. 2019 Jun 1;3(2 SE-Artículo original de investigación):64–8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Del Vecchio D, Wall Jr. S, Stein MJ, Jovic TH, Whitaker IS. Simultaneous Separation and Tumescence: A New Paradigm for Liposuction Donor Site Preparation. Aesthetic Surg J. 2022 Dec 1;42(12):1427–32.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lima EV de A. Dermal tunneling: a proposed treatment for depressed scars. An Bras Dermatol. 2016 Oct;91(5):697–9.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Marten T, Elyassnia D. Neck Lift: Defining Anatomic Problems and&nbsp;Choosing Appropriate&nbsp; Treatment&nbsp;Strategies. Clin Plast Surg. 2018 Oct;45(4):455–84.</p>



<p class="wp-block-paragraph">21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bhojwani A. Addressing the “Double Chin:” Trends in Submental Contouring. J Dermatology Cosmetol. 2016;1(1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">22. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Zingaretti N, Albanese R, Pisano G, Isola M, Giusti A, De Martino M, et al. Evaluation of Kinesio Taping for Edema, Ecchymosis, and Pain After Liposuction: A&nbsp; Prospective Pilot Study. Aesthetic Surg J. 2023 Sep;43(10):NP787–96.</p>



<p class="wp-block-paragraph">23. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Richards BG, Schleicher WF, Zins JE. Putting it all together: recommendations for improving pain management in plastic&nbsp; surgical procedures-surgical facial rejuvenation. Plast Reconstr Surg. 2014 Oct;134(4 Suppl 2):108S-112S.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1</strong> Specialist in Orofacial Harmonization<br>Institution: Faculdade do Amazonas – IAES (Manaus, AM)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2</strong> Specialist in Orofacial Harmonization<br>Institution: Faculdade do Amazonas – IAES (Manaus, AM)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITOS DA FOTOBIOMODULAÇÃO COM LASER DE BAIXA INTENSIDADE EM UM CASO DE CRIANÇA COM DERMATITE ATÓPICA: RETRATADO COM IMAGENS DAS LESÕES NA PELE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeitos-da-fotobiomodulacao-com-laser-de-baixa-intensidade-em-um-caso-de-crianca-com-dermatite-atopica-retratado-com-imagens-das-lesoes-na-pele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 18:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248281550 Milene Dos Santos Bressanin1Tatiane Rossini De Azevedo Bressanin2 RESUMO  A Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira, que interfere no sono e nas atividades de vida diárias, além do elevado custo financeiro para aquisição de medicamentos e controle das manifestações clínicas, [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248281550</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Milene Dos Santos Bressanin<strong><sup>1</sup></strong><br>Tatiane Rossini De Azevedo Bressanin<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira, que interfere no sono e nas atividades de vida diárias, além do elevado custo financeiro para aquisição de medicamentos e controle das manifestações clínicas, afetando de 15% a 24% das crianças brasileiras. No entanto, existem poucos estudos referentes a métodos terapêuticos que empreguem lasers no tratamento de eczemas atópicos. O uso dos lasers e de outras tecnologias relacionadas é importante para muitos tratamentos dermatológicos. Técnicas cientificamente comprovadas, aparelhos aprovados pela Anvisa e a capacitação do profissional que irá executá-los são pontos importantes que devem ser avaliados por quem irá submeter-se a esses procedimentos. O presente relato de caso investiga os efeitos do laser de baixa intensidade na dermatite atópica e no aumento da qualidade de vida. Focamos no caso de uma criança de 9 anos com dermatite atópica aguda acompanhada de varias lesões e desconforto nas atividades diárias, que apresentou melhora do quadro clinico e psicossocial. Concluímos que a fotobiomodulação é eficaz na dermatite atópica, melhorando as lesões, controlando o processo inflamatório, diminuindo a coceira, aumentando a hidratação da pele e proporcionando melhora da qualidade de vida no caso relatado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras Chaves</strong>: Dermatite atópica; Fotobiomodulação; Inflamação, Laser, Qualidade de vida; Hidratação da pele; Coceira; Lesão</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Atopic dermatitis is a chronic disease that causes inflammation of the skin, leading to manifestations of lesions and itching, which interfere with sleep and daily activities. The cost of treatment can be expensive, therefore it is necessary to spend a fair amount of money to purchase medications to control clinical manifestations. This is the reality of 15 to 24% Brazilian children. However, there are few studies regarding therapeutic methods that use lasers in the treatment of atopic eczema. The use of lasers and other related technologies is important to many dermatologic treatments. Equipment approved by the Brazilian National Health Surveillance Agency (Anvisa), scientifically proven techniques and professional training are important points that must be evaluated by those who will undergo these procedures. This case report investigates the effects of low-intensity laser on atopic dermatitis and the increase in quality of life. We focused on the case of a 9-year-old child with acute atopic dermatitis accompanied by several injuries and discomfort in daily activities, who showed improvement in her clinical and psychosocial condition with laser treatment. The article concluded that photobiomodulation is effective in atopic dermatitis by ameliorating lesions, controlling the inflammatory process, reducing itching, increasing skin hydration and providing an improvement in quality of life in the reported case.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Atopic dermatitis; Photobiomodulation; Inflammation; Laser; Quality of life; Skin hydration; Itch; Lesion</p>



<h5 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite atópica afeta de 15% a 24% das crianças e cerca de 7% dos adultos (1). Este estudo trata-se do uso do laser de baixa intensidade no processo de reparo tecidual das lesões típicas de dermatite atópica (DA), buscando uma terapia sem reações adversas e de fácil aplicabilidade, aumentando a qualidade de vida do portador da patologia, descrevendo um caso clínico de criança de 9 anos, sexo feminino em período de crise da dermatite em questão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse do tema surgiu após crises intensas prejudicando a qualidade de vida e para aliviar o sofrimento físico e psicoemocional da criança.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dermatite Atópica (DA) é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Não é contagiosa e sua causa exata é desconhecida. A dermatite atópica costuma ocorrer entre pessoas da mesma família, juntamente com a asma ou a rinite alérgica. Pode surgir ou ser desencadeada por substâncias que provocam reações alérgicas, como as presentes nos pêlos de animais de estimação; condições ambientais, como roupas que provocam coceira; ou emoções, como o estresse e ansiedade. Embora o problema permaneça durante toda a vida, os sintomas podem desaparecer à medida que a pessoa envelhece, mas a pele continuará seca e sensível. Os sintomas variam de acordo com a fase da doença, podendo ocorrer em três estágios: fase infantil (3 meses a 2 anos de idade), fase pré-puberal (2 a 12 anos de idade) e fase adulta (a partir de 12 anos de idade). (2)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lesão elementar mais importante da dermatite atópica é o eczema, que significa inflamação da pele, com presença de: eritema, pápulas, seropápulas, vesículas, escamas, crostas e liquenificação (a depender do estágio da doença, se aguda, intermediária ou crônica)(3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de DA é geralmente clínico, com base na história, morfologia, distribuição das lesões cutâneas, sinais clínicos associados e exclusão de múltiplas condições eritematosas e eczematosas. (4) Os avanços tecnológicos permitem aos clínicos determinar um grande número de biomarcadores através de fluidos corporais, o que resultará em uma melhor caracterização e estratificação dos pacientes com dermatite atópica. (5)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fisiopatologia da DA está ligada a deficiência da barreira epitelial, devido a redução do conteúdo de ceramidas, tanto no estrato córneo quanto nas subfrações ; alteração genéticas nas proteínas estruturais, a filagrina, proteína importante para a estrutura do envelope cornificado e crucial para o alinhamento da queratina e elevação do pH cutâneo na DA, o que facilita a proliferação de bactérias como a S. aureus. Tais alterações promovem predisposição para barreira epidérmica alterada, agravando e promovendo o desenvolvimento da DA. (5)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DA ativa o sistema imune, ocorre a hiperplasia da epiderme e disfunção da barreira epitelial. Os principais mecanismos incluem anormalidades na diferenciação dos queratinócitos, levando a um estrato córneo defeituoso e sensibilização de IgE. (7)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe prevalência de alergia alimentar em crianças com dermatite atópica moderada a grave apresentando IgE positivo para vários alimentos, particularmente leite, ovo, trigo, amendoim ou soja.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao tratamento é importante medidas gerais no cuidado à pele. É fundamental evitar o ressecamento da pele, bem como agentes irritantes e alérgenos e atenção a fatores e alimentos inflamatórios. A água quente contribui com ressecamento da pele e dos cabelos. (8)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo dos fenômenos luminosos, da natureza da luz e o desenvolvimento de aplicações destes ocorre desde a antiguidade (9). O emprego da luz solar sobre os sistemas biológicos vem desde os primórdios, sendo seus benefícios destacados em algumas das respectivas propriedades terapêuticas, especialmente no combate aos processos dolorosos e de inflamação (10). Os homens pré-históricos endeusaram o sol e conseqüentemente a luz solar, os quais foram considerados sagrados, sendo a eles atribuídos a capacidade de afastar maus espíritos capazes de provocar doenças. Os deuses solares da Antiguidade eram considerados deuses da saúde e da cura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na laserterapia de baixa intensidade, o estímulo pode ser o tempo de aplicação ou a densidade de potência, alternando as técnicas e a irradiação. Este alcançando o limite necessário provocando então a ação biológica, e por isso a bioestimulação tem um sucesso maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fotobiomodulação (FBM), anteriormente conhecida como terapia a laser de baixa intensidade (LLLT), consiste na aplicação de luz (Laser ou LED) com efeito terapêutico para modulação (ativação ou inibição) dose-dependente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dose-dependência reflete diretamente no objetivo do tratamento tendo relação com comprimento de onda, potência, energia e tempo de exposição. Esses fatores devem ser considerados na escolha do aparelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fotobiomodulação controla o processo inflamatório imediato; aumenta a absorção de cosméticos e modula o tecido conjuntivo na regeneração e cicatrização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse relato torna se importante no impacto social e econômico dessa doença, especialmente nos casos mais graves, devido sua interferência no sono e nas atividades de vida diárias, além do elevado custo financeiro para aquisição de medicamentos para controle das manifestações clínicas, buscando uma terapia sem reações adversas e de fácil aplicabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, por não apresentar um tratamento único e eficaz, ausência de estudos e terapias específicas no tratamento na DA, este estudo tem como objetivo investigar os efeitos da fotobiomodulação em um caso de dermatite atópica.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">RELATO DE CASO&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Criança do sexo feminino, 9 anos , natural do Rio de Janeiro-RJ, com diagnóstico de dermatite atópica desde os 2 anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mãe relatou que iniciou com sintomas aos 2 anos quando já desfraldada, utilizando vaso sanitário, apresentando algumas lesões na pele na região posterior da coxa. (Figura 1)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="250" height="264" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1321.png" alt="" class="wp-image-154972"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fig1</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fez uso de corticóides tópicos, anti-histamínicos e algumas vezes corticóides orais. Apresentava também diagnóstico de rinite alérgica e alergia à proteína do leite (APLV). Tendo controle momentaneamente das lesões com o tratamento do dermatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após 5 anos teve uma crise muito forte da dermatite que durou cerca de uma semana com muitas coceiras na madrugada sem conseguir dormir. A mãe ressaltou que as lesões não eram somente no local de costume, surgiram novas lesões nas dobras dos braços e atrás do joelho. (Figura 2 e 3)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na consulta da dermatologista foi trocado o corticóide tópico e o anti-histamínico, que usado emergencialmente, obteve melhora.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="732" height="306" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1322.png" alt="" class="wp-image-154973" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1322.png 732w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1322-300x125.png 300w" sizes="(max-width: 732px) 100vw, 732px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> Durante a pandemia apresentava queixas de dores de cabeça freqüentes e enjôos.desconforto emocional e manisfetações típicas da dermatite atópica. Foi avaliada por uma nova dermatologista alterando o tratamento controlando a crise da dermatite, temporariamente, e apresentou o seguinte laudo: </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="945" height="164" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1323.png" alt="" class="wp-image-154974" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1323.png 945w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1323-300x52.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1323-768x133.png 768w" sizes="(max-width: 945px) 100vw, 945px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A dermatite começou a oscilar (figura 4) e passou a ser assistida pela psicóloga uma vez na semana. Não houve melhora significativa e o quadro evoluiu para uma crise incontrolável, tornando ate a água do banho insuportável.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="369" height="430" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1324.png" alt="" class="wp-image-154975" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1324.png 369w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1324-257x300.png 257w" sizes="(max-width: 369px) 100vw, 369px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fig 4</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com os cuidados diários com a pele e com a alimentação, não solucionou as lesões. (figura 5)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="377" height="400" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1325.png" alt="" class="wp-image-154976" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1325.png 377w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1325-283x300.png 283w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fig 5</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após várias avaliações, trocas de medicamentos e tratamentos sem sucesso, com o aumento das lesões pelo corpo, principalmente nas pernas, os responsáveis pela criança decidiram mudar radicalmente o tratamento tornando o menos agressivo, pesquisando e procurando ajuda em profissionais com terapias menos invasiva e mais natural, com tentativas de melhora ainda sem sucesso. Surgiu a procura da fotobiomodulação, após várias buscas realizadas pela mãe, encontrando em um trabalho anterior, que a FBM melhora a quantidade de água na pele e controla o tamanho das lesões (11). Além do esgotamento psicológico em tratamentos sem sucessos, pois a crise que a filha se encontrava causava muita dor e sofrimento (Fig.6)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="311" height="415" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1326.png" alt="" class="wp-image-154977" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1326.png 311w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1326-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 311px) 100vw, 311px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fig 6</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar aos profissionais capacitados a regressão das lesões iniciaram após a terapia com o laser de baixa intensidade (fotobiomodulação)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O instrumento utilizado para o presente estudo foi o equipamento Therapy Xt – DMC ®, que tem a função de emitir a luz do laser vermelha de baixa potência (100 mW).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo realizado surgiu após avaliações das lesões com a aplicação pontual, deposição de energia a 1 cm das bordas, distância entre 1 &#8211; 2 cm entre os pontos, usando as doses de energia em J/cm2, associado a um disparo de varredura, onde o aplicador é posicionado sendo movimentado sobre a área total da lesão durante a irradiação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura 7, as lesões em fase aguda foi usado 3J/cm2;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura 8, as lesões em fase intermediaria foi usado 2J/cm2; Na figura 9, as lesões em fase crônica foi usado 1J/cm2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro momento foi realizado sessões diárias durante 7 dias já obtendo ótimo resultado conforme figura 10 e 11 comparativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Protocolo idealizado por Tatiane Rossini de Azevedo Bressanin fundamentado no estudo da fotobiomodulação avaliado junto com a Enfermeira Milene dos Santos Bressanin.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="722" height="537" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1327.png" alt="" class="wp-image-154978" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1327.png 722w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1327-300x223.png 300w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Orientamos a mãe procurar hidratar a pele com produtos naturais livre de substancias que pudesse agredir ou irritar a pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi dado uma pausa de 2 semanas, retornando com sessões diárias por mais 7 dias consecutivos, obtendo melhora das lesões e hidratação da pele, como mostra a figura 12.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após esses dois períodos de sessões diárias, inserimos no protocolo uma sessão de manutenção mensal e quando houvesse surgimento de alguma lesão causada por algum gatilho. Já que a dermatite atópica é multifatorial, apresenta gatilhos de fundo emocional e não tem cura.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="383" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1328.png" alt="" class="wp-image-154979" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1328.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1328-235x300.png 235w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 12         </p>



<h5 class="wp-block-heading">DISCUSSÃO&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a laserterapia é usada no espectro eletromagnético visível, existe uma fotobioestimulação inicial na mitocôndria, a qual ativa uma cadeia de eventos biológicos e atua na produção de espécies reativas de oxigênio tendo um papel fundamental no aumento da proliferação de queratinócitos.(12)&nbsp; A mitocôndria possui um importante papel no controle da apoptose.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas realizadas com lasers de baixa intensidade revelaram o aumento da funcionalidade mitocondrial, acarretando maior capacidade de regeneração e cicatrização dos tecidos, além de não provocar ação degenerativa nos espécimes irradiados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São muitas as variáveis a serem controladas quando se trabalha com laserterapia: comprimento de onda, frequência, potência de saída, diâmetro do spot, tempo de irradiação, intensidade, dose e intervalos de tratamento. O tamanho do spot e o tempo de exposição são de importância significante porque eles determinam a intensidade e a dose e, portanto, as respostas celulares para a incidência da luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflamação não infecciosa é tradicionalmente tratada com drogas antiinflamatórias esteróides e não-esteróides. Os glicocorticóides são potentes agentes antiinflamatórios esteróides largamente utilizados que apresentam capacidade de inibir a enzima fosfolipase A2 e a cicloxigenase-2 (COX-2). Esta inibição reduz os níveis de ativação do ácido araquidônio e a produção de prostaglandinas, respectivamente, proporcionando um alto poder antiinflamatório. Entretanto, muitas técnicas são alternativas, como a estimulação elétrica, ondas curtas, infravermelho, ultrassom e laser têm sido usados satisfatoriamente no tratamento de pacientes com doenças inflamatórias. (13)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São relatados como efeitos fotobiológicos associados a LLLT: efeito antiinflamatório que ocorre pela redução da capacidade dos linfócitos em reagir a estímulos antigênicos. Também mostrou que o LLLT reduz o edema, estimula a neoangiogenese, regeneram os vasos linfáticos e veias, melhora a atividade tissular decorrentes de mudanças do conteúdo de prostaglandina e de enzimas específicas. (14)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação ao processo inflamatório a ação da LLLT sobre os tecidos, pode estar relacionada na possível inibição do surgimento dos fatores quimiotáticos nos estágios iniciais da inflamação, interferindo nos efeitos dos mediadores químicos induzidos pela inflamação e provocando a inibição da síntese das prostaglandinas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testes laboratoriais controlados têm demonstrado que o TLBP pode reduzir a inflamação através da redução dos níveis PGE-2 e inibição da cicloxigenase-2 (COX-2) em culturas de células, mas a efetividade clínica destes achados tem sido questionada em revisões sistemáticas de diversas condições patológicas. (13)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A TLBP exerce efeitos antiinflamatórios importantes nos processos iniciais da cicatrização, como a redução de mediadores químicos (PGE2, histamina), de citocinas (IL-1, IL-2, IL-6, IL-10, TNFα), diminuição da migração de células inflamatórias (leucócitos, neutrófilos), redução do edema e incremento de fatores de crescimento (FCF, bFGF, IGF-1, IGFBP3), contribuindo diretamente para o processo de reabilitação tecidual. (15)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, vários estudos comprovam que o laser consegue inibir fatores antiinflamatórios e citocinas importantes como IL17 e TNFα. Atuando beneficamente na Dermatite Atópica</p>



<h5 class="wp-block-heading">CONCLUSÃO&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este caso traz a fotobiomodulação como uma proposta terapêutica. Sendo a dermatite atópica um processo inflamatório, apresentando alterações na barreira cutânea e desregulação do sistema imunológico, a fotobiomodulação contribui para diminuição da sensação de coceira, melhora das erupções cutâneas e tem efeito sobre células da pele como fibroblastos, além de interferir positivamente na organização e deposição de fibras colágenas e síntese de colágeno, bem como na diminuição das células inflamatórias, formação de tecido de granulação e reorganização do estrateo córneo que consegue impedir a saída de água da epiderme, ajudando na hidratação da pele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluindo beneficamente os efeitos da fotobiomodulação na Dermatite Atópica, melhorando as lesões, controlando o processo inflamatório, diminuindo a coceira, aumentando a hidratação da pele e proporcionando qualidade de vida no caso relatado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer deste estudo, foram encontrados poucos estudos referentes a métodos terapêuticos que empreguem lasers no tratamento de eczemas atópicos, justificando a importância desta pesquisa. Assim, busca-se incentivar a investigação de estudos de caso em pacientes acometidos pelo quadro clínico citado, sendo necessários estudos mais apurados para a confirmação dos resultados obtidos, como o aumento e pareamento da amostra a ser estudada para obtenção de uma estatística mais fundamentada.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h5>



<ol class="wp-block-list">
<li>Sociedade Brasileira de Dermatologia. Diponivel em : &lt; https://www.sbd.org.br> </li>



<li> Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual de Saúde. Dermatiote Atópica. Disponivel em: &lt;https://bvsms.saude.gov.br/dermatite-atopica/>.</li>



<li>Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira. Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Postagens: Principais Questões sobre Dermatite Atópica: desafios no diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro, 06 dez. 2021. Disponível em:&lt;https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-crianca/principais-questoes-dermatiteatopica-diagnostico-tratamento/>. </li>



<li>Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde &#8211; Conitec.. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Dermatite Atópica.Brasilia,    16        março 2023.   Disponivel      em: &lt;https://www.gov.br/conitec/ptbr/midias/consultas/relatorios/2023/20230418_relatorio_de_recomendacao_pcdt_dermatite_at opica_cp_09.pdf>.</li>



<li>F.F. Carvalho Junior, Alergia e imunologia:Abordagens clinicas e prevenções. Cap 7 pag 138-151 Ed Científica Digital</li>



<li>M. Ana Paula. et al. Guia Prático para o manejo da Dermatite Atopica – opinião conjunta de especialistas em alergologia da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rev. Bras. Alerg. Imunopatol, 06/29-06/268,    2006.     Disponível          em:http://www.sbai.org.br/revistas/Vol296/ART_6_06_Guia_Pratico.pdf. acesso em: 20/04/2016</li>



<li>Faria,M.E et AL.Biomarcadores na dermatite atópica. Arquivo de Asma Alergia e Imunologia, Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Vol. 1. n° 4, 2017</li>



<li>Sociedade Brasileira de Dermatologia- Guia do Banho Ano 20221-2022 Pag 8 </li>



<li>Dias, I. F. L. et al. Efeitos da luz em sistemas biológicos. Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas, v. 30, n. 1, p. 33-40, 2009.   </li>



<li>Cavalcanti, T.M.; Almeida &#8211; Barros, R.Q.; Catão, M.H.C.V.; Feitosa, A.P.A.; Lins, R.D.A.U. Conhecimento das propriedades físicas e da interação do laser com os tecidos biológicos na odontologia. An Bras Dermatol., v.86, n.5, p.955-960, 2011.</li>



<li>Tese de mestrado da Universidade Brasil- SP Fotobiomodulação na Dermatite Atópica. Giullia B. Ferraciolli, Silvia C. Nunes </li>



<li>Manfredini D, Guarda-Nardini L, Winocur E, Piccotti F, Ahlberg J, Lobbezoo F. Research diagnostic criteria for temporomandibular disorders: a systematic review of axis I epidemiologic findings. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2011;112(4):453-62.</li>



<li>Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Biociências Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular &#8211; PPGBCM &#8211; Efeito Antiinflamatório da Terapia Laser de Baixa Potência (660 nm) na Pleurisia em Ratos Autor Emerson Soldateli Boschi Karu TI. Laser biostimulation: a photobiological phenomenon. J Photochem Photobiol. 1989; 3(4): 638 -640.</li>



<li>Scielo Brasil, Anais Brasileiro de Dermatologia. Piva, J A. A. C., et AL..Ação da terapia com laser de baixa potência nas fases iniciais do reparo tecidual: princípios básicos. Disponivel em &lt; https://doi.org/10.1590/S0365-05962011000500013></li>
</ol>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1 </strong>Enfermeira Cursando Especialização em Dermatologia e Laserterapeuta milene_ss@yahoo.com.br (21) 97962-5743 https://lattes.cnpq.br/4294435646503267</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2 </strong>Graduanda em Estética e Cosmética; Micropigmentadora, Laserterapeuta e especialista em reparo tecidual tatianerossini@gmail.com (21) 96720-9300 http://lattes.cnpq.br/6357203020112815 </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TERAPIA REGENERATIVA CAPILAR COM CÉLULAS CD34: UM ESTUDO EXPERIMENTAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/terapia-regenerativa-capilar-com-celulas-cd34-um-estudo-experimental/</link>
		
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		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 13:50:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248241050 Jeane Macena Cruz Abrantes1 Resumo: A alopecia androgenética afeta milhões de pessoas, comprometendo significativamente sua qualidade de vida. Este estudo experimental avalia a eficácia da terapia regenerativa capilar utilizando células CD34 em pacientes com alopecia androgenética. Foram conduzidos ensaios clínicos com cinco pacientes que receberam injeções de células CD34 no couro cabeludo. [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248241050</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Jeane Macena Cruz Abrantes<sup><strong>1</strong></sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo:</strong> A alopecia androgenética afeta milhões de pessoas, comprometendo significativamente sua qualidade de vida. Este estudo experimental avalia a eficácia da terapia regenerativa capilar utilizando células CD34 em pacientes com alopecia androgenética. Foram conduzidos ensaios clínicos com cinco pacientes que receberam injeções de células CD34 no couro cabeludo. A densidade capilar dos participantes foi medida antes e após o tratamento para avaliar os resultados. Os achados indicam uma melhora substancial na densidade capilar e na qualidade do cabelo, evidenciando o potencial terapêutico das células CD34 na regeneração capilar. Além disso, os pacientes relataram aumento na autoestima e bem-estar emocional, sublinhando o impacto psicológico positivo desta abordagem. Este estudo contribui para a crescente evidência de que as células CD34 podem representar uma nova fronteira na terapia regenerativa capilar, oferecendo esperança para milhões de indivíduos que sofrem com a perda de cabelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave</strong>: Alopecia androgenética, Células CD34, Regeneração Capilar, Terapia Regenerativa, Ensaio Clínico, Autoestima, Qualidade de Vida.</p>



<h6 class="wp-block-heading">1&nbsp; INTRODUÇÃO</h6>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da estética dermatológica, a alopecia para homens e mulheres representa um problema significativo em todo o mundo. Estimativas indicam que são realizados cerca de 600.000 procedimentos cirúrgicos de restauração capilar realizados por ano no mundo. As estratégias de tratamento tradicionais têm sido amplamente limitadas às modalidades farmacêuticas e cirúrgicas. Nesse sentido, os medicamentos como finasterida e minoxidil requerem um alto grau de conformidade por longos períodos de tempo com diferentes graus de eficácia (Bullo, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética, uma forma comum de perda de cabelo, que influencia tanto homens quanto mulheres. Esta condição é caracterizada pela miniaturização progressiva dos folículos pilosos, resultando em queda de cabelo e, eventualmente, calvície parcial ou total. Segundo Pereira <em>et al</em>., (2023) a perda de cabelo pode ter um impacto profundo na autoestima e na qualidade de vida dos indivíduos afetados, levando a problemas emocionais e psicológicos. Apesar da prevalência da alopecia androgenética, as opções de tratamento ainda são limitadas e muitas vezes apresentam resultados insatisfatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As células CD34 foram identificadas pela primeira vez como um marcador de células-tronco hematopoéticas em meados da década de 1980. O avanço significativo na utilização dessas células para terapias regenerativas, incluindo a regeneração capilar, começou a ganhar atenção na comunidade científica por volta do início dos anos 2000. Pesquisas mais focadas e ensaios clínicos envolvendo células CD34 para regeneração capilar tornaram-se mais proeminentes a partir da década de 2010 (Hashimoto; Afonso, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a biotecnologia tem avançado significativamente, proporcionando novas possibilidades terapêuticas para diversas condições médicas, incluindo a regeneração capilar. Entre essas inovações, a utilização de células-tronco, especificamente células CD34, tem atraído considerável atenção na comunidade científica. As células CD34 são um tipo de célula-tronco hematopoética encontradas na medula óssea e no sangue periférico, conhecidas por suas propriedades regenerativas e capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos pré-clínicos e clínicos iniciais indicam que as células CD34 podem desempenhar um papel crucial na regeneração dos folículos pilosos danificados, promovendo o crescimento capilar. Esses estudos sugerem que as células CD34 podem melhorar a microcirculação no couro cabeludo, aumentar a produção de fatores de crescimento e criar um ambiente favorável para a regeneração dos folículos capilares. No entanto, apesar dos resultados promissores, a aplicação clínica dessas células ainda está em estágio experimental e requer investigação adicional para determinar sua eficácia e segurança a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo visa avaliar a eficácia da terapia regenerativa capilar utilizando células CD34 em pacientes com alopecia androgenética. Para alcançar esse objetivo, conduzimos um ensaio clínico com um grupo de pacientes que receberam injeções de células CD34 no couro cabeludo. A densidade capilar dos participantes foi medida antes e após o tratamento para avaliar o impacto da terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este estudo, espera-se contribuir para a compreensão do potencial terapêutico das células CD34 na regeneração capilar e fornecer evidências que possam apoiar a implementação de novas abordagens no tratamento da alopecia androgenética. Ao explorar essa nova fronteira na biotecnologia, buscamos oferecer esperança para milhões de indivíduos que sofrem com a perda de cabelo, melhorando sua qualidade de vida e bem-estar psicológico</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp; REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>2.1&nbsp; </strong><strong>Alopecia Androgenética</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética é a forma mais prevalente de perda de cabelo, afetando uma grande parcela da população global. Esta condição é caracterizada pela miniaturização progressiva dos folículos pilosos, que ocorre devido à influência dos andrógenos, hormônios masculinos presentes em ambos os sexos. Embora a condição possa afetar tanto homens quanto mulheres, a manifestação e a progressão podem diferir significativamente entre os gêneros. Nos homens, a alopecia androgenética geralmente se apresenta com uma recessão da linha capilar e afinamento na coroa, enquanto nas mulheres é mais comum observar um afinamento difuso no topo da cabeça, preservando a linha capilar frontal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos realizados por Chen <em>et al.,</em> (2022) indicam que a alopecia androgenética afeta uma grande parte da população, com cerca de 50% dos homens e 25% das mulheres experienciando essa condição até os 50 anos. A prevalência ao longo da vida pode chegar a até 80% dos homens e 42% das mulheres aos 70 anos, aumentando com a idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alopecia androgenética é amplamente reconhecida por seu impacto psicológico significativo. A perda de cabelo pode levar a uma diminuição substancial na autoestima e na qualidade de vida, causando problemas emocionais e sociais. Estudos demonstram que indivíduos com alopecia androgenética podem sofrer de ansiedade, depressão e estresse social devido à mudança em sua aparência física (Hunt; McHale, 2005). A percepção pessoal de atratividade e a confiança podem ser severamente afetadas, especialmente em sociedades onde a aparência física é altamente valorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento da alopecia androgenética é influenciado por fatores genéticos e hormonais. A sensibilidade dos folículos pilosos aos andrógenos, particularmente à dihidrotestosterona (DHT), é um fator crítico na miniaturização dos folículos. A DHT é um derivado da testosterona convertido pela enzima 5-alfa-redutase e tem uma afinidade maior pelos receptores androgênicos nos folículos pilosos. A ligação da DHT aos receptores androgênicos nos folículos pilosos desencadeia uma série de eventos que resultam na redução do ciclo de crescimento do cabelo e na miniaturização progressiva dos folículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A genética também desempenha um papel significativo na alopecia androgenética. A condição tende a ser hereditária, com padrões de herança que podem envolver múltiplos genes. Estudos de associação genômica identificaram vários loci genéticos associados à susceptibilidade à alopecia androgenética, incluindo genes que regulam a produção de andrógenos e a função dos folículos pilosos. A variação genética pode influenciar a idade de início, a taxa de progressão e a gravidade da perda de cabelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tratamentos para a alopecia androgenética incluem intervenções médicas e procedimentos cirúrgicos. Os tratamentos médicos mais comuns são o minoxidil e a finasterida. O minoxidil é um vasodilatador tópico que ajuda a prolongar a fase anágena do ciclo capilar e a estimular o crescimento do cabelo (Rogers; Avram, 2008). A finasterida é um inibidor oral da 5-alfa-redutase que reduz os níveis de DHT, ajudando a retardar a progressão da miniaturização dos folículos (Kaufman, 1996). Ambos os tratamentos têm eficácia comprovada, mas podem não ser adequados para todos os pacientes e podem apresentar efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os procedimentos cirúrgicos, como o transplante capilar, oferecem uma solução mais permanente para a alopecia androgenética. O transplante capilar envolve a remoção de folículos pilosos de uma área doadora resistente à DHT e a implantação desses folículos nas áreas afetadas pela calvície. Esta técnica tem se mostrado eficaz em restaurar uma aparência natural do cabelo, embora seja invasiva e possa ser cara. Além disso, a qualidade do resultado pode variar dependendo da habilidade do cirurgião e da saúde dos folículos transplantados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, a biotecnologia tem explorado novas fronteiras no tratamento da alopecia androgenética, incluindo a utilização de células-tronco e terapias regenerativas. As células CD34, um tipo de célula-tronco hematopoética, têm demonstrado potencial na promoção da regeneração capilar através da liberação de fatores de crescimento e da melhora da microcirculação no couro cabeludo. Ensaios clínicos iniciais sugerem que essas terapias podem oferecer uma nova esperança para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais (Fukuoka <em>et al.,</em> 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços nas opções de tratamento, a prevenção da alopecia androgenética continua sendo um desafio. A identificação precoce e a intervenção podem ajudar a retardar a progressão da perda de cabelo, mas a reversão completa da condição ainda não é possível com as tecnologias atuais. A pesquisa contínua é essencial para desenvolver tratamentos mais eficazes e compreensivos que possam beneficiar uma maior parcela da população afetada por essa condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da busca contínua por terapias inovadoras e eficazes para o tratamento da alopecia androgenética, a biotecnologia surge como um campo promissor, oferecendo novas possibilidades e esperanças para aqueles que sofrem dessa condição. Um dos avanços mais intrigantes nesse contexto é o estudo das células CD34 e seu papel na regeneração capilar. Essas células, conhecidas por sua capacidade de promover a regeneração e reparação tecidual, têm mostrado potencial significativo na promoção do crescimento de novos folículos capilares. No próximo tópico, exploraremos em detalhes como as células CD34 podem revolucionar o tratamento da alopecia androgenética e contribuir para uma regeneração capilar eficaz.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>2.2&nbsp; </strong><strong>Células CD34 e Regeneração Capilar</strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A regeneração capilar é um campo de crescente interesse na dermatologia e medicina regenerativa. Entre os diversos mecanismos envolvidos, as células-tronco desempenham um papel crucial na restauração e manutenção da saúde do cabelo. Dentre estas, as células CD34 têm atraído atenção significativa devido ao seu potencial regenerativo e capacidade de diferenciar-se em vários tipos celulares, incluindo os que compõem os folículos capilares (Alonso; Fuchs, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Cotsareli e Millar (2001), as células CD34 são identificadas pela proteína de superfície celular e são marcadores essenciais para a identificação e isolamento de células-tronco hematopoiéticas e mesenquimatosas. Essas células-tronco são reconhecidas por sua notável capacidade de autorrenovação e diferenciação em diversos tipos celulares, características fundamentais para a regeneração e reparação de tecidos danificados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da regeneração capilar, as células CD34 desempenham um papel importante, pois suas propriedades regenerativas promovem o crescimento de novos folículos capilares e a restauração de cabelos danificados. Estudos indicam que a aplicação de terapias baseadas em células CD34 pode oferecer uma abordagem promissora para tratar condições de perda de cabelo, aproveitando o potencial regenerativo dessas células para estimular o crescimento capilar e melhorar a saúde do couro cabeludo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Jahoda e Reynolds (2001), as células CD34 realizam uma função fundamental na regeneração de tecidos, especialmente na formação e manutenção dos vasos sanguíneos e na reparação de tecidos danificados. A capacidade dessas células de se diferenciar em diversos tipos celulares permite que elas contribuam de maneira significativa para a regeneração de tecidos epiteliais e mesodérmicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sua participação na angiogênese, que é essencial para a formação de novos vasos sanguíneos, as células CD34 também auxiliam na restauração de tecidos ao promover a cicatrização e a recuperação de áreas lesionadas. Assim, sua versatilidade e potencial regenerativo fazem das células CD34 um componente crucial na medicina regenerativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento capilar é um processo complexo que envolve a ativação dos folículos capilares e a formação de novos fios de cabelo. As células CD34 têm demonstrado um potencial significativo para estimular esse processo, desempenhando um papel crucial na ativação de células progenitoras dos folículos e na regeneração do microambiente capilar (Kwon, Myung e Sung, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme estudos de Lako <em>et al.,</em> (2002), demonstraram que as células CD34 podem promover a regeneração capilar em modelos animais. Esses estudos indicam que a aplicação de células CD34 pode melhorar tanto a densidade quanto a qualidade do cabelo. A capacidade dessas células de promover a regeneração do folículo capilar e de melhorar o microambiente do couro cabeludo sugere um potencial significativo na terapia capilar. A utilização de células CD34 pode, portanto, representar uma abordagem inovadora e eficaz no tratamento de condições de perda de cabelo, oferecendo novas esperanças para a restauração capilar através de suas propriedades regenerativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia baseada em células CD34 parece promover a revitalização dos folículos capilares e a regeneração do microambiente capilar, resultando em uma maior densidade e qualidade capilar. Esses achados sugerem que as células CD34 podem representar uma solução inovadora e eficaz para tratamentos de perda de cabelo, oferecendo novas perspectivas para a medicina regenerativa capilar (Linder <em>et al</em>., 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de células CD34 promove a regeneração natural dos folículos, revitalizando o crescimento capilar de forma mais eficaz e segura. Além disso, essa abordagem pode evitar complicações comuns em procedimentos tradicionais, como a cicatrização pós-transplante ou as reações adversas aos medicamentos tópicos, proporcionando uma alternativa promissora e menos invasiva para o tratamento da perda de cabelo (Ohyama; Terunuma, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferenciação celular promovida pelas células CD34 contribui para a formação e manutenção dos folículos capilares, resultando em uma melhoria significativa na densidade e qualidade do cabelo. Dessa forma, as células CD34 desempenham um papel crucial na terapia capilar, oferecendo um mecanismo biológico robusto para a regeneração e revitalização capilar (Rendl; Polank;Fuchs, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Tiede <em>et al.,</em> (2007), a resposta ao tratamento pode variar devido a fatores individuais, como a condição inicial dos folículos capilares e o microambiente do couro cabeludo. Além disso, a padronização dos métodos de isolamento, preparação e aplicação das células CD34 é fundamental para garantir resultados consistentes e maximizar os benefícios terapêuticos. A pesquisa contínua e o desenvolvimento de protocolos mais refinados são essenciais para superar essas barreiras e realizar todo o</p>



<p class="wp-block-paragraph">potencial das células CD34 na regeneração capilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Tolar <em>et al.,</em> (2007), estudos adicionais são necessários para monitorar os pacientes ao longo do tempo e identificar quaisquer possíveis complicações ou riscos associados ao tratamento. A pesquisa contínua ajudará a solidificar a base científica e a garantir que as terapias baseadas em células CD34 sejam não apenas eficazes, mas também seguras para uso clínico a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Alonso e Fuchs (2006), a manipulação genética e molecular dessas células permite potencializar suas capacidades regenerativas, oferecendo tratamentos mais eficazes e personalizados para a regeneração capilar. Esses progressos tecnológicos não apenas melhoram os resultados terapêuticos, mas também abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de abordagens avançadas na medicina regenerativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro meio de integração de tecnologias emergentes, como a engenharia de tecidos e a terapia gênica, pode ampliar ainda mais o potencial das células CD34 na regeneração capilar e em outras aplicações clínicas. Esses desenvolvimentos não apenas aprimoram a eficácia dos tratamentos atuais, mas também abrem novas fronteiras para inovações futuras na medicina regenerativa (Alonso; Fuchs, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a combinação da engenharia de tecidos e da terapia gênica com o uso das células CD34 representa um avanço significativo na medicina regenerativa, com a promessa de tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes. A aplicação dessas tecnologias emergentes não só potencializa os resultados clínicos no contexto da regeneração capilar, mas também se estende para outras áreas da medicina, como a reparação de tecidos danificados e o tratamento de doenças genéticas. Esses progressos indicam um futuro onde as terapias regenerativas se tornarão mais acessíveis e integradas ao cuidado padrão, oferecendo soluções inovadoras para desafios médicos complexos e melhorando substancialmente a qualidade de vida dos pacientes.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado um estudo de ensaio clínico experimental com cinco pacientes diagnosticados com alopecia androgenética, tendo como objetivo principal avaliar a eficácia das injeções de células CD34 na regeneração capilar. Este estudo comparativo analisou a melhora do couro cabeludo de cada paciente antes e após as aplicações, utilizando medições detalhadas da densidade capilar e avaliações do estado do couro cabeludo para determinar a eficácia da terapia proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo é de natureza comparativa, focando na análise da melhora do couro cabeludo de cada paciente antes e após as aplicações de células CD34. Para isso, foram realizadas medições detalhadas da densidade capilar como a lavagem do couro cabeludo, massagem craniana, uso de LED azul, aplicação de PRP e injeções de células CD 34. Essas comparações permitiram observar as mudanças e melhorias individuais em cada paciente, proporcionando uma avaliação precisa da eficácia da terapia regenerativa capilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a seleção dos participantes do estudo, os critérios de inclusão definidos foram pacientes de ambos os sexos, com idades entre 26 a 37 anos, que possuam diagnóstico clínico de alopecia androgenética. Adicionalmente, é imperativo que os candidatos não apresentem outras condições capilares que possam interferir nos resultados do tratamento proposto. Estes critérios visam garantir a homogeneidade da amostra e a validade dos achados ao minimizar potenciais fatores de confusão que poderiam impactar a eficácia da terapia regenerativa capilar com células CD34.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de exclusão para o estudo incluem pacientes que apresentaram doenças autoimunes ou infecciosas, uma vez que essas condições podem influenciar os resultados da terapia e introduzir variáveis não controladas. Além disso, serão excluídos indivíduos com histórico de reações adversas a procedimentos injetáveis, para garantir a segurança dos participantes. Pacientes que tenham utilizado outros tratamentos capilares nos últimos seis meses também serão excluídos, a fim de evitar qualquer interferência ou efeito residual que possa comprometer a avaliação da eficácia das injeções de células CD34.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4&nbsp; DESENVOLVIMENTO E RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes participantes do estudo foram selecionados com base em critérios específicos que garantem a homogeneidade da amostra e a validade dos resultados. Todos os participantes foram diagnosticados com alopecia androgenética e atendem aos critérios de inclusão e exclusão definidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes com sensibilidade ao hormônio testosterona, especificamente diagnosticados com alopecia androgenética, apresentavam inicialmente zonas de rarefação capilar no couro cabeludo e queixas de perda de identidade devido à calvície. O tratamento aplicado consistiu na terapia do CD34, onde os pacientes foram submetidos a três sessões. Após 20 dias de tratamento, observou-se uma melhora no quadro clínico dos pacientes. Com 30 dias, a evolução foi ainda mais significativa, indicando uma resposta positiva ao tratamento. A aplicação do CD34 mostrou-se eficaz, promovendo a recuperação capilar e melhorando a autoestima dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo da terapia regenerativa capilar inicia-se com a lavagem do couro cabeludo, utilizando shampoos que podem ser à base de alecrim, babosa, chá verde e jaborandi, e óleos essenciais para garantir que a área esteja limpa e livre de impurezas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, o paciente faz uso cápsula de extrato de <em>Pygeum africanum</em> 300 mg, que possui propriedades anti-inflamatórias que ajudar a reduzir a concentração de DHT no couro cabeludo. Em seguida, é realizada uma massagem craniana para estimular a circulação sanguínea e preparar a pele para os tratamentos subsequentes. Além disso, o uso do LED azul é um passo crucial no processo, pois a luz azul tem propriedades antibacterianas, ajudando na fase do crescimento do cabelo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após esses passos preparatórios, procede-se à centrifugação do sangue coletado do paciente para obter o plasma rico em plaquetas (PRP). Este processo de centrifugação deve ser realizado de maneira específica e precisa; se não for executado corretamente, não é possível separar adequadamente o PRP, comprometendo a eficácia do tratamento. O PRP é então aplicado no couro cabeludo, onde suas propriedades regenerativas ajudam a estimular o crescimento de novos cabelos e a melhorar a saúde dos folículos capilares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da aplicação do PRP, é realizada a aplicação das células-tronco CD34 no couro cabeludo. Posteriormente, o excesso de produto é removido e o paciente é liberado. Em casa, o paciente deve lavar o cabelo com shampoo e condicionador específicos e utilizar um tônico para manter a microbiota do couro cabeludo em equilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, o paciente retorna após um mês para realizar a segunda sessão e mais um mês depois para a terceira sessão.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Figura 1: Paciente 1</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="961" height="604" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1034.png" alt="" class="wp-image-154099" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1034.png 961w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1034-300x189.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1034-768x483.png 768w" sizes="(max-width: 961px) 100vw, 961px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pela autora (2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 1 ilustra o paciente de 37 anos que participou do estudo sobre terapia regenerativa capilar com células CD34. Antes do tratamento, o mesmo apresentava áreas de rarefação capilar significativas no couro cabeludo, o que afetava sua autoestima e identidade pessoal. Após as três sessões de terapia, incluindo a aplicação de PRP e células CD34, observou-se uma melhora notável na densidade capilar e na qualidade do cabelo. Os resultados evidenciam a eficácia do tratamento, proporcionando uma regeneração capilar visível e uma recuperação na confiança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação capilar proporcionou ao paciente um renovado senso de autoestima e uma melhoria na percepção de sua imagem pessoal, refletindo o impacto positivo da terapia tanto no aspecto físico quanto emocional. O sucesso do tratamento no caso deste paciente destaca a eficácia potencial das células CD34 como uma abordagem inovadora e promissora para a regeneração capilar.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Figura 2- Paciente 2</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="871" height="603" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1040.png" alt="" class="wp-image-154105" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1040.png 871w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1040-300x208.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1040-768x532.png 768w" sizes="(max-width: 871px) 100vw, 871px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 2 apresenta o paciente de 26 anos que sofria de alopecia androgenética. No início do estudo, o mesmo tinha áreas extensas de calvície, principalmente na região frontal e no topo da cabeça. O tratamento com células CD34, aliado ao uso de LED azul e massagens cranianas, resultou em uma recuperação eficaz. Após 30 dias de tratamento, houve um aumento significativo na densidade capilar e uma melhoria na aparência geral do cabelo. O paciente relatou um aumento na autoestima e uma maior satisfação com sua aparência física, reforçando a eficácia da terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios estéticos, a terapia regenerativa capilar com células CD34 teve um impacto significativo na qualidade de vida. O paciente relatou uma redução nos níveis de ansiedade e uma melhoria geral no bem-estar emocional. Este efeito psicológico positivo é fundamental, considerando que a alopecia androgenética frequentemente leva a problemas de autoestima e até mesmo depressão. A abordagem holística do tratamento, que incluiu cuidados com o couro cabeludo e técnicas avançadas de biotecnologia, demonstrou não apenas restaurar o cabelo, mas também revitalizar a confiança e a saúde mental do paciente.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Figura 3- Paciente 3</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="873" height="635" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1039.png" alt="" class="wp-image-154104" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1039.png 873w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1039-300x218.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1039-768x559.png 768w" sizes="(max-width: 873px) 100vw, 873px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 3 refere-se a um paciente de 29 anos que participou do estudo clínico. Inicialmente, este paciente apresentava uma perda capilar moderada, com afinamento difuso no couro cabeludo. O protocolo de tratamento com células CD34, combinado com técnicas de preparação do couro cabeludo, mostrou-se eficaz. Após 20 dias, foi possível notar uma densidade capilar melhorada e folículos capilares mais saudáveis. Aos 30 dias, a evolução continuou a ser positiva, indicando que o tratamento não só interrompeu a queda de cabelo, mas também promoveu o crescimento de novos fios, beneficiando significativamente o paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente relatou uma elevação significativa em sua autoconfiança e satisfação com a própria imagem, destacando o impacto positivo da terapia não apenas em seu aspecto físico, mas também em seu bem-estar emocional e social. Esses resultados reforçam a eficácia do tratamento com células CD34, mostrando que, além de interromper a queda, a terapia tem potencial para reverter os efeitos da alopecia androgenética de forma duradoura.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Figura 4 – Paciente 4</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="974" height="732" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1038.png" alt="" class="wp-image-154103" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1038.png 974w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1038-300x225.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1038-768x577.png 768w" sizes="(max-width: 974px) 100vw, 974px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 4 apresenta a paciente de 36 anos que participou do estudo experimental sobre a terapia regenerativa capilar com células CD34. Inicialmente, o paciente apresentava uma área de calvície significativa na região central do couro cabeludo, o que impactava negativamente sua autoestima e bem-estar emocional. Após três sessões de tratamento, que incluíram a aplicação de plasma rico em plaquetas (PRP) e injeções de células CD34, foi observada uma melhora substancial na densidade capilar e na qualidade dos fios. As imagens capturadas antes e após o tratamento evidenciam o crescimento de novos fios e a recuperação da espessura capilar, demonstrando a eficácia da terapia regenerativa com células CD34 em promover a regeneração capilar e a melhora na autoestima do paciente.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5&nbsp; DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo os resultados indicaram uma melhora significativa na densidade capilar dos pacientes após o tratamento com células CD34. Este achado é consistente com a literatura existente, que sugere que as células CD34 possuem propriedades regenerativas e podem contribuir para a regeneração capilar ao melhorar a microcirculação no couro cabeludo e aumentar a produção de fatores de crescimento (Fukuoka <em>et al.,</em> 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos anteriores, como os realizados por Kwon, Myung e Sung (2010), também observaram resultados promissores com a utilização de células CD34 em terapias regenerativas. No presente estudo, a densidade capilar aumentou após apenas 20 dias de tratamento, com uma evolução ainda mais significativa em 30 dias. Esses resultados são comparáveis aos achados de Lako <em>et al.,</em> (2002), que relataram melhorias na densidade e qualidade do cabelo em modelos animais após a aplicação de células CD34.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das melhorias observadas na densidade capilar, os pacientes relataram um aumento na autoestima e uma redução nas queixas de perda de identidade devido à calvície. Este aspecto psicológico é fundamental, uma vez que a alopecia androgenética é conhecida por seu impacto negativo na autoestima e na qualidade de vida dos indivíduos afetados (Hunt; McHale, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de tratamento utilizado no estudo, que incluiu a lavagem do couro cabeludo, massagem craniana, uso de LED azul, aplicação de PRP e injeções de células CD34, mostrou-se eficaz na promoção da regeneração capilar. A combinação dessas técnicas pode ter contribuído para a criação de um ambiente favorável para a regeneração dos folículos capilares, potencializando os efeitos das células CD34 (Rogers &amp; Avram, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os resultados iniciais sejam promissores, é importante considerar a segurança e a eficácia a longo prazo das terapias com células CD34. Estudos adicionais são necessários para monitorar os pacientes ao longo do tempo e garantir que não haja efeitos adversos tardios (Tiede et al., 2007). A variabilidade na resposta ao tratamento observada entre os pacientes também destaca a necessidade de personalização das terapias para maximizar os benefícios individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso contínuo na compreensão dos mecanismos celulares e moleculares das células CD34 pode levar ao desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas ainda mais eficazes. A pesquisa contínua é essencial para explorar todo o potencial das células CD34 na medicina regenerativa e para superar os desafios associados à sua aplicação clínica (Alonso &amp; Fuchs, 2006).</p>



<h5 class="wp-block-heading">6&nbsp; CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo experimental indicam que a terapia regenerativa capilar utilizando células CD34 apresenta um potencial significativo na promoção da regeneração dos folículos capilares em pacientes com alopecia androgenética. Observou-se uma melhora substancial na densidade capilar dos pacientes após apenas 20 dias de tratamento, com evolução ainda mais positiva após 30 dias. Esses achados corroboram com a literatura existente, que sugere que as células CD34 possuem propriedades regenerativas importantes, capazes de melhorar a microcirculação no couro cabeludo e aumentar a produção de fatores de crescimento essenciais para a regeneração capilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das melhorias físicas, os pacientes relataram um aumento na autoestima e uma redução nas queixas de perda de identidade devido à calvície, evidenciando o impacto psicológico positivo desta terapia. Este aspecto é crucial, considerando o impacto significativo que a alopecia androgenética pode ter na qualidade de vida e bemestar emocional dos indivíduos afetados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de tratamento adotado, que incluiu a lavagem do couro cabeludo, massagem craniana, uso de LED azul, aplicação de PRP e injeções de células CD34, mostrou-se eficaz na criação de um ambiente favorável à regeneração capilar. A combinação dessas técnicas parece ter potencializado os efeitos das células CD34, promovendo resultados positivos de maneira mais rápida e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante destacar que a aplicação clínica das células CD34 ainda está em estágio experimental. Estudos adicionais são necessários para monitorar a segurança e a eficácia a longo prazo desta terapia, bem como para otimizar os protocolos de tratamento e personalizá-los de acordo com as necessidades individuais dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomenda-se que futuras pesquisas continuem a explorar o potencial das células CD34 na medicina regenerativa, buscando compreender melhor os mecanismos moleculares e celulares envolvidos e superar os desafios associados à sua aplicação clínica. A continuação dos avanços tecnológicos e científicos neste campo poderá oferecer novas e mais eficazes abordagens terapêuticas para a alopecia androgenética, beneficiando uma maior parcela da população afetada por esta condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, este estudo contribui para a crescente evidência de que as células CD34 podem representar uma nova fronteira na terapia regenerativa capilar, oferecendo esperança para milhões de indivíduos que sofrem com a perda de cabelo. A implementação bem-sucedida dessa abordagem pode melhorar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico dos pacientes, tornando-se uma valiosa adição às opções de tratamento disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALONSO, L.; FUCHS, E. O ciclo do cabelo. <strong>Journal of Cell Science</strong>, 119(3), 391-393. 2006 doi:10.1242/jcs.02793</p>



<p class="wp-block-paragraph">BULLOS, B.S. Alopecia androgenética e seus tratamentos alternativos:&nbsp; uma revisão. <strong>Revista Eletrônica Acervo Médico</strong>. Rio de Janeiro. 6 abr. p.1-6; 2022&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHEN, W., YANG, C.-C., &amp; LIN, L.-Y. Alopecia Androgenética: Atualização Terapêutica. American Journal of Clinical Dermatology<em>.</em>2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">COTSARELIS, G.; MILLAR, S. E. Rumo a uma compreensão molecular da queda de cabelo e seu tratamento. <strong>Trends in Molecular Medicine</strong>, 7(7), 293-301. doi:10.1016/S1471-4914(01)02060-3, 2001</p>



<p class="wp-block-paragraph">FUKUOKA, H., NARITA, K., &amp; SUGA, H. Terapia de regeneração capilar: aplicação de células-tronco derivadas do tecido adiposo. <strong>Current Stem Cell Research &amp; Therapy</strong>, 12(7), 531-534.2017</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>1</strong></sup> Graduanda em Farmácia pela Faculdade Anhanguera, São Luis-Ma. Graduada em Biomédica pela Faculdade Anhanguera. Especialista em Tricologia Clinica e Saúde Integrativa, pela Escola de Ciências e Terapias Integrativas (ENATI). Especialista em Biomedicina Estética pela Faculdade UYLEYA, Especialista em Tricologia e Terapia Capilar, pela Faculdade Unileya. E-mail: jeannemacenabiomed@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>BOTULÍNICA E SUAS COMPLICAÇÕES NA SAÚDE ESTÉTICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/botulinica-e-suas-complicacoes-na-saude-estetica-uma-revisao-integrativa-da-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 17:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248161440 Clayse Fernanda Mota PingarrilhoJohn Henry De Oliveira ValeWanessa Silva Garcia Medina Resumo Este estudo aborda sobre a toxina botulínica e suas complicações. A cada dia vem aumentando a preocupação com a beleza, o que leva muitos clientes às clínicas de estética, fazendo com que este mercado tem crescimento considerável a cada ano. [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10248161440</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Clayse Fernanda Mota Pingarrilho<br>John Henry De Oliveira Vale<br>Wanessa Silva Garcia Medina</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo aborda sobre a toxina botulínica e suas complicações. A cada dia vem aumentando a preocupação com a beleza, o que leva muitos clientes às clínicas de estética, fazendo com que este mercado tem crescimento considerável a cada ano. Todavia, em termos de procedimentos de saúde, toda intervenção pode trazer consigo alguns riscos, por isso, o objetivo desta pesquisa é apontar os tipos de complicações da aplicação da toxina botulínica na estética facial de acordo com dados fornecidos por meio de uma revisão da literatura atualizada. Os resultados demostraram que apesar de ser um procedimento considerado seguro e minimamente invasivo, a aplicação da TB pode causar algumas complicações como ptose palpebral, edema local, dores de cabeça, disfagia, hipersensibilidade, botulismo, paralisia generalizada e depressão respiratória. Eventos que podem ser transitórios e passageiros, mas que não podem ser ignorados. A sua técnica de aplicação requer cuidados imprescindíveis desde a avaliação clínica, diluição e habilidade de aplicação. É de fundamental importância, que os profissionais da estética responsáveis pela aplicação da TB, se empenhem em todas as etapas do procedimento, para evitar possíveis complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Palavras-chave</em></strong>: Saúde Estética; Toxina Botulínica; Efeitos Adversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study addresses botulinum toxin and its complications. Concern about beauty is increasing every day, which leads many customers to beauty clinics, meaning that this market grows considerably every year. However, in terms of health procedures, every intervention can bring with it some risks, therefore, the objective of this research is to point out the types of complications from the application of botulinum toxin in facial aesthetics according to data provided through a literature review. updated. The results showed that despite being a safe and minimally invasive procedure, the application of TB can cause some complications such as eyelid ptosis, local edema, headaches, dysphagia, hypersensitivity, botulism, generalized paralysis and respiratory depression. Events that may be transitory and fleeting, but cannot be ignored. Its application technique requires essential care, including clinical evaluation, dilution and application skills. It is of fundamental importance that the aesthetic professionals responsible for applying TB are committed to all stages of the procedure, to avoid possible complications.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Aesthetic Health; Botulinum Toxin; Adverse effects.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica (TB) é uma neurotoxina (NT) derivada da fermentação da bactéria anaeróbica <em>gram </em>positiva <em>Clostridium botulinum</em>, sendo um dos compostos naturais mais potentes conhecidos até o momento. Dentre os sete tipos de NT, a do tipo A e tipo B são as empregadas na prática clínica sendo a primeira a mais utilizada. Devido a sua versatilidade e um mecanismo de ação específico tornou-se uma alternativa no uso terapêutico e cosmético devido sua técnica minimamente invasiva. Entretanto, assume-se alguns riscos e possíveis complicações decorrentes do uso dessa substância. A TB é derivada da fermentação da bactéria anaeróbia <em>gram </em>positiva <em>Clostridium botulinum</em>, a neurotoxina (NT) atualmente é denominada <em>Onabotulinum toxin</em>, e possui oito diferentes sorotipos identificados, destes, a do tipo A e B possuem utilidades clínicas, em especial o subtipo A. Os efeitos conhecidos da TB são decorrentes da inibição da liberação de acetilcolina nos terminais nervosos colinérgicos, bloqueando a propagação do impulso nervoso, impedindo assim a contração muscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros estudos sobre a TB foram realizados há cerca de dois séculos, quando o físico e médico alemão Justinus Kerner reconheceu o efeito das NT sobre os músculos esqueléticos e a função parassimpática. TB foi aplicada, pela primeira vez, com fins terapêuticos, por Alan Scott e Edward Schantz, em 1968, para correção do estrabismo, sendo uma alternativa ao método cirúrgico. Esse aumento pela procura de procedimentos estéticos é devido a busca incessante de alcançar padrões de beleza impostos pela sociedade. Um dos procedimentos que vem ganhando notória visibilidade é o uso da toxina botulínica (TB) para fins estéticos, pois possui baixa complexidade em sua aplicação e não ocorre a obrigatoriedade de estar em centro cirúrgico por se tratar de uma técnica minimamente invasiva. A toxina botulínica é uma substância produzida por uma bactéria gram-positiva chamada <em>Clostridium botulinum </em>que paralisa o movimento dos músculos no local onde é aplicada. Por se tratar de um procedimento menos invasivo, alguns profissionais sem domínio da técnica se arriscam fazendo a aplicação, o que pode gerar algumas intercorrências, entre os principais temos: ptose palpebral, olho seco, edema local, boca seca, cefaleia e paresia local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Toxina Botulínica (TB) é um dos compostos naturais mais potentes conhecido até o momento, o seu potencial toxicológico aliado a um mecanismo de ação específico faz da substância um produto muito utilizado no âmbito terapêutico e cosmético. Em busca da melhora da aparência, e muitas pessoas não procuram ter conhecimento se o procedimento possui efeito contrário, e se pode haver qualquer intercorrência ao efeito desejado, e isso tem causado bastante frustações e também formas de atenuar esses efeitos, como contratar um profissional qualificado que atente para as regras da dosagem e aplicação do produto. Mas é importante questionar: Quais são os riscos da aplicação de botox?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que o foco da busca dos procedimentos estéticos é o principalmente o rejuvenescimento, em especial o facial e a melhora da aparência, e muitas pessoas não procuram ter conhecimento se o procedimento possui efeito contrário, e se pode haver qualquer intercorrência ao efeito desejado, e isso tem causado bastante frustações e também formas de atenuar esses efeitos, como contratar um profissional qualificado que atente para as regras da dosagem e aplicação do produto. São muitos os riscos de qualquer procedimento que visa alterar a aparência, mesmo aqueles com o mínimo de intervenção. Existem inúmeras possibilidades de intercorrências que precisam ser levadas em conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da pesquisa é apontar quais são os tipos de complicações da aplicação da toxina botulínica na estética facial de acordo com dados fornecidos por meio de uma revisão da literatura atualizada. Como objetivos específicos buscou-se: Conceituar a toxina botulínica; Especificar quais são os efeitos adversos; Explanar os benefícios do uso da toxina botulínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 TOXINA BOTULÍNICA E AS COMPLICAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 TOXINA BOTULÍNICA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximandamente, cerca de dois séculos se iniciaram as pesquisas acerca da TB, onde Justinus Kerner, um médico e físico alemão fez um estudo sobre as neurotoxinas (NT) e seu efeito sobre os músculos esqueléticos e a função parassimpática, seu primeiro uso foi em 1968 com o intuito de corrigir o estrabismo, por Alan Scott e Edward Shantz. (ALCOLEA, 2011). Em 1992 a TB começou a ter seu lugar nos procedimentos estéticos pelo casal Alastair Carrunthers e Jean Carrunthers. (OLIVEIRA,2021). A toxina botulínica é uma tipo de proteína microbiana, um metabólito produzido pela bactéria <em>Clostridium botulinum </em>causadora da doença botulismo, proteína que tem a função de relaxar a musculatura, possuindo sete diferentes sorotipos (A, B, C, D, E, F e G), que são liberados por meio da lise dessa bactéria, sendo o tipo A o mais utilizado para o rejuvenescimento e prevenção do envelhecimento cutâneo e pode ser aplicado pelas vias intramuscular e/ou subcutânea (ACOSTA, <em>et al</em>, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pele perde sua elasticidade devido à diminuição da produção de colágeno e elastina, e durante a contração os músculos se encurtam, e devido à essa perda de elasticidade diminui e forma rugas dinâmicas, aquelas que dependem do movimento, também chamadas de linhas de expressão (BRITO; BARBOSA, 2020). A TB atua inibindo a liberação da acetilcolina (ACh) – neurotransmissor distribuído no sistema nervoso autônomo; por meio desse mecanismo ocorre a diminuição da contração muscular. Quando aplicada faz um bloqueio da placa motora da fibra muscular causando a redução das rugas (CHAVES; PAULA, 2018). A TB possui uma estrutura molecular formada por cadeia peptídica simples composta por 1205 aminoácidos com peso total de 150 kilodaltons (kDa) e proteínas adicionais, não tóxicas, que estabilizam e protegem o componente ativo. Essa cadeia se divide em três porções: L (tem como função impedir a liberação dos neurotransmissores e assim fazendo o bloqueio das vesículas pré-sinápticas), Hn (faz a internalização e a translocação da cadeia) e Hc (responsável pela ligação com o neurônio motor) (CAVALCANTE; MELO, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2 BENEFÍCIOS DA TOXINA BOTULÍNICA</p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxina botulínica é utilizada em diversas áreas, no entanto, nos últimos anos ela tem ficado em evidência pelo seu histórico estético, posto que se trata de um procedimento minimamente invasivo, portanto não precisa de cirurgia, sendo que isso atrai cada vez mais pessoas que estão insatisfeitas com sua aparência. No entanto, esse procedimento dura em média seis meses (GOUVEIA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca para correção de imperfeições da face vem aumentando cada dia mais. Após a normatização da utilização da TB no Brasil, a mesma passou a ser rotina nos consultórios odontológicos também com finalidade estética, com o intuito de atenuar as pregas e linhas de expressão do rosto, por promover o relaxamento da musculatura facial, tornando a expressão menos contraída. Atualmente, a injeção de TB é o procedimento cosmético mais popular nos Estados Unidos. Embora o rejuvenescimento facial seja considerado cosmético, a aparência física tem grande impacto na qualidade de vida (QV). (FERNANDES, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, temos três TB tipo A aprovadas pelo Ministério da Saúde (MS) para contribuir com o bem-estar social e para uso médico-estético. (CHAVES; PAULA, 2018). A toxina botulínica tipo A (BTA) pode ser utilizada na estética facial, e possui três tipos disponíveis atualmente, que incluem onabotulinum toxina; abobotulinum toxina (produzido no Reino Unido); incobotulinum toxina produzido em Frankfurt, Alemanha (FERREIRA, 2014). O mecanismo de ação da BTA inclui os usos clínicos para o tratamento de linhas dinâmicas da testa, glabela, órbita lateral, nariz e lábios, bem como o tratamento da hipertrofia masseter, bandas plastimais e melhorias da região perioral (CARVALHO, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Toxina Butolínica, é muito usada em ambientes hospitalares, com indicações médico-clínicas precisas e frequentes, por neurologistas, traumatologistas e oftalmologistas, é a seguinte: A. NeuroBloc (Pharmaceutical Eisai, Madri), indicado apenas para o tratamento da distonia cervical (torcicolo).&nbsp; Tipo B. Botox ® (Allergan Pharmaceuticals Ireland, Castlebar Road, Westport, County Mayo, Irlanda), indicado para o tratamento em adultos de blefarospasmo, espasmo hemifacial, torcicolo espasmódico e espasticidade de punho e mão em pacientes que sofreram Acidentes Cerebrais Vascular (ACV) e, em crianças com espasticidade da paralisia cerebral. É também a única TB autorizada para o tratamento da hiperidrose primária e grave da axila (ALCOL EA LÓPES, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação da Toxina Botulínica (TB) é considerada como um benefício para a Medicina Estética, visto que ela pode ser utilizada no tratamento antienvelhecimento &#8211; amenizando as rugas, corrigindo assimetrias e imperfeições no nariz, lábios, sobrancelhas, etc. Pode ser utilizada de maneira corretiva, ou seja, quando já existem rugas no rosto do paciente, ou de maneira preventiva, antes mesmo de elas surgirem, como uma forma de prevenir (SALDANHA; RIBEIRO, 2022). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tipo C. O Dysport (Ipsen Pharma, Sant Feliu de Llobregat-Barcelona, Espanha), com as mesmas indicações do Botox em adultos, está autorizado a tratar a espasticidade dos braços e pernas após o AVC (AVC) (ALCOLEA LÓPES, JM, 2011).&nbsp; Tipo D. Xeomin® (Merz Pharma España SL, Madri, Espanha), é indicado para o tratamento sintomático do blefarospasmo, distonia cervical predominantemente rotacional (torcicolo espasmódico) e espasticidade do membro superior secundário à LCA, manifestada com um padrão clínico de flexão de punho e punho fechado, em adultos (ALCOLEA LÓPES, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre essas utilizações, as injeções de TB geralmente em todos os tratamentos realizados tiveram bons ou muito bons resultados até o momento e quase nenhum efeito colateral, que geralmente desaparece sem sequelas de qualquer tipo. (SANTOS et al, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3 EFEITOS ADVERSOS DO USO DA TOXÍNA BOTULÍNICA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso ocorram repetidas aplicações ou uma aplicação de maneira indevida, podem ocasionar algumas reações adversas, como: edema (no local aplicado) sangramento, perda da expressão, assimetria, ptose palpebral e até mesmo cefaleia. (GRANERO, 2011). Os riscos podem ser minimizados através do uso moderado e consciente e uma boa capacitação profissional, incluindo conhecimentos anatômicos, fisiológicos e farmacológicos para realizar seu trabalho dentro dos protocolos de segurança do paciente (SILVA, 2012). Os efeitos adversos são muitos, e, delicados, que podem assustar quem pretendam fazer a aplicação da Toxina Bultolínica. Com maior frequência, alguns efeitos adversos da aplicação de Botox, são: sonolência, distúrbio da mancha, parestesia (sensações na pele tais como formigamento e sensibilidade), erupção cutânea, mialgia (dor muscular), dor nas extremidades, incontinência urinária, quedas mais frequentes, mal estar generalizado, dor na aplicação, e, ainda astenia (cansaço). (SPOSITO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa feita através por meio da utilização de artigos científicos pesquisados nas bases de dados do Google Acadêmico, Scielo e Medline. Foram selecionados textos completos, nos idiomas português e inglês, publicados entre 2003 e 2021. Para realizar as buscas nas bases de dados foram utilizados os seguintes descritores: estética, saúde, toxina botulínica, efeitos adversos, procedimentos estéticos, medicina, biomedicina. Foram excluídos da pesquisa os artigos que não discorriam sobre o assunto, os que não apresentavam textos completos e os que foram publicados sem menção a nome dos autores.Ao todo foram selecionados 50 artigos de diversas obras literárias, desde livros sobre medicina estética, a artigos científicos especializados sobre o assunto, destes, 25 foram selecionados para compor a revisão da literatura e fundamentar os resultados e discussão dos dados que foram obtidos depois de intensa pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram analisados de forma qualitativa, utilizando-se do método descritivo analítico. Segundo Lakatos (2010) a pesquisa qualitativa é a expressão analítica dos dados coletados tanto de forma teórica quanto estatística, pois, é um método que utiliza de análise reflexiva comparativa entre a teoria e a prática, entre a literatura e a realidade, por fim, fazendo com que o pesquisador se posicione de forma reflexiva sobre o resultado do estudo. O método qualitativo é bastante utilizado, aplicado principalmente na pesquisa de dados subjetivos, em que o participante do estudo tem possibilidade de discorrer de maneira mais abrangente sobre a temática, no caso deste estudo, na área da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa qualitativa é caracterizada como um estudo pormenorizado de um certo fato, objeto, grupo de pessoas ou ator social, assim como fenômenos da realidade. Oferece respostas às questões voltadas para o trabalho por envolver sujeitos sociais. Possui um caráter de aprofundamento estimulando o pesquisado a expressar-se livremente sobre algum tema. O método caracteriza-se pela descrição minuciosa de algum tema ou fato. A pesquisa qualitativa se preocupa com o nível de realidade que não pode ser facilmente quantificado, a intensão é o debate, a discussão do tema, e, não sua quantificação, por isso, este método de análise foi escolhido por ser o mais apropriado a este tipo de estudo, que busca a compreensão de um universo significativo a respeito de teorias apresentadas pelos autores estudados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento cutâneo afeta além da aparência, a função da pele, em razão da diminuição da proliferação celular, e isso faz com que as pessoas, insatisfeitas com o envelhecimento, procurem por soluções de preenchimento fácil, o famoso botox, denominado de Toxina Botulínica (GOUVEIA, 2021). O botox preveni o envelhecimento e promover o rejuvenescimento, inibindo a liberação da acetilcolina. (GOUVEIA; FERREIRA; SOBRINHO, 2020). São notórios os efeitos positivos do procedimento, a ponto que cada dia que passa, mais pessoas procuram por este tratamento estético. (MESKI, 2012). No entanto, da mesma forma que aumentaram a demanda pelo botox, aumentaram as complicações após a aplicação da toxina botulínica. (FERREIRA, 2004).&nbsp; Reforça-se com isso, que é preciso mencionar que já são vários os casos de efeitos adversos que podem ocorrer nesse método de rejuvenescimento tão procurado na estética facial, tais como hematomas, sensibilidade, inflamação, hipoetesia, edemas, hemorragia, dentre outros (NETO, 2016).</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>AUTORES</strong> &nbsp;</td><td><strong>OBJETIVO</strong> &nbsp;</td><td><strong>METODOLOGIA</strong> &nbsp;</td><td><strong>RESULTADOS</strong> &nbsp;</td><td><strong>CONCLUSÃO</strong> &nbsp;</td></tr><tr><td>ACOSTA, Renato Testa et al.</td><td>Investigar o uso da toxina botulínica como meio terapêutico para o tratamento de assimetria fácil.</td><td>&nbsp; &nbsp; Revisão Bibliográfica.</td><td>Demonstrou-se eficiente o uso da toxina botulínica como meio terapêutico para o tratamento de assimetria fácil.</td><td>Conclui-se que o uso da toxina botulínica como meio terapêutico para o tratamento de assimetria fácil, pode trazer bons resultados.</td></tr><tr><td>CHAVES CTM, PAULA FR.</td><td>Averiguar a utilização da toxina botulínica tipo A no rejuvenescimento facial.</td><td>&nbsp; &nbsp; Revisão Bibliográfica.</td><td>Aponta a eficácia da utilização da toxina botulínica tipo A no rejuvenescimento facial.</td><td>Ficou evidenciado que existe eficácia da utilização da toxina botulínica tipo A no rejuvenescimento facial.</td></tr><tr><td>CAVALCANTE, Joyce da Silva; MELO, Juliana Cristina Dias de.</td><td>Apontar o Impacto da Toxina Botulínica na Estética Facial.</td><td>&nbsp; Revisão Bibliográfica.</td><td>A literatura destaca o Impacto da Toxina Botulínica na Estética Facial.</td><td>o Impacto da Toxina Botulínica na Estética Facial.</td></tr><tr><td>FERNANDES KSA.</td><td>Demonstrar que o uso da toxina botulínica e do ácido hialurônico na estética terapêutica.</td><td>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Revisão Bibliográfica</td><td>Demonstrou que a eficácia do uso da toxina botulínica e do ácido hialurônico na estética terapêutica.</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>OLIVEIRA, Gabriel.</td><td>Apontar as complicações do Uso da toxina Botulinica.</td><td>&nbsp; Revisão Bibliográfica</td><td>Apresentou os tipos de complicações com o uso da TB.</td><td>Foi conhecido os vários os tipos de complicações com o uso da TB.</td></tr><tr><td>SANTOS, C. S.; MATTOS, R. M.; FULCO, T. O.</td><td>Abordar sobre a aplicação da toxina Botulínica em Dermatologia e estética e suas complicações.</td><td>&nbsp; &nbsp; Revisão Bibliográfica</td><td>Demonstrou que a aplicação da toxina Botulínica em Dermatologia e estética tem suas complicações em diversos níveis.</td><td>Concluiu-se que a aplicação da TB em Dermatologia e estética tem complicações em diversos níveis.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 1 – Trabalhos mais relevantes para a pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As complicações podem ser leves ou severas. Destaca-se assim, que as leves são assimetrias, cefaleia leve, ptose palpebral e das sobrancelhas, dentre outros, enquanto que as complicações severas incluem paralisia no músculo, lagoftalmo, disfagia, etc. (FERREIRA, 2004).&nbsp; O uso da TB se intensificou nas faixas etárias mais jovens, entre 25 e 41 anos, posto que essa seja a fase em que o processo de envelhecimento se inicia. (CALVACANTE; MELO, 2020). É comum as pessoas começarem a aderir métodos de rejuvenescimento na faixa etária de 20 anos, todavia, segundo ele, há uma massa de pessoas de meia idade, acima de 46 anos que estão investindo bastante em procedimentos estéticos, principalmente as mulheres, tem ficado cada vez mais insatisfeita com suas aparências. (OLIVEIRA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As rugas começam a aparecer na faixa etária de 30 a 40 anos de idade, sendo o sexo feminino o predominante na busca por métodos que as deixam mais jovem. (OLIVEIRA, 2021). O destaque da TB se respalda na sua eficácia para atender tanto homens quanto mulheres, em várias idades diferentes. (MESKI, 2012). O procedimento estético realizado através da TB, pode ocorrer algumas reações adversas, mesmo sendo realizado por bons profissionais, algumas pessoas sofrerão efeitos contrários daqueles que se esperam. (TRELLES, 2011). Grande parte das lesões são transitórias, posto que até na aplicação da injeção pode haver um desconforto, podendo causar eritema, equimose e dor. (NETO, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As complicações da TB podem ser relativas, raras e descritas. As primeiras são dores, hematomas, sintomas de gripe ou gastrintestinais, sensação de fraqueza, ou infecção local, tais complicações são consideradas evitáveis ou fáceis de serem resolvidas. (SANTOS, et al 2015). Os efeitos adversos são considerados leves, mas os maiores a ptose palpebral caia em dois milímetros da pálpebra. (YIANNAKOPOULOU, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As complicações raras, poderão ser atrofia focal, diplopia, dificuldade de acomodação visual, alergia, formação de anticorpos, disfagia, paralisação da face, fraqueza muscular generalizada ou intensa, assimetria, alteração funcional, dentre outros. As complicações descritas são aquelas que decorrem do erro de técnica do profissional, ou seja, erro na avaliação clínica do paciente no tocante ao procedimento realizado, porém, também pode ocorrer erro na dose, ou na forma de diluição (GRANERO, 2010). Doses erradas ou aplicação em local errado pode gerar desvios musculares ou expressões com aspectos artificiais, o que é muito comum acontecer, visto que, constantemente pessoas realizam esses procedimentos e mudam totalmente a expressão da face, ficando muitas vezes até irreconhecível, sendo um dos efeitos adversos da TB. (RIBEIRO, et al 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sendo raros os efeitos colaterais, é possível acontecer, e quando se trata de uma ptose palpebral, em duas semanas pode ser revertido. Todavia, vale ressaltar que é mais comum ter complicações na zona inferior da face do que na exterior, por exemplo, pode ocorrer até mudanças nas cordas vocálicas, bem como infecção respiratória e náuseas. (ZAGUI, 2008). É comum ocorrer efeitos indesejados em qualquer tratamento, estético ou cirúrgico, no entanto, tais riscos devem ser informados antes do paciente se submeter ao procedimento, todavia, é possível evitar essas complicações com as corretas indicações de tratamentos, respeitando o limite de dosagens juntamente com a execução adequada da técnica da aplicação da TB (GOUVEIA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas para este estudo demonstraram que a Toxina Botulínica é um método altamente eficaz e minimamente invasivo, podendo ser usado para substituir em alguns casos de procedimentos cirúrgicos, e consequentemente eliminar os riscos inerentes aos mesmos. Ainda sim vale lembrar, que para evitar complicações e/ou efeitos adversos, o profissional deve ter conhecimentos anatômicos, fisiológicos e farmacológicos, estar capacitado e atualizado para fazer as aplicações, assim pode ser entregue ao paciente um resultado seguro e satisfatório. Assim, é importante destacar que se faz tem a necessidade de se orientar a população sobre os efeitos adversos do uso da Toxina Botulínica, para que estes procurem profissionais capacitados, e mesmo assim, quando houver alguma intercorrência procurar imediatamente atendimento médico para mitigar os efeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos avaliar pela vasta pesquisa bibliográfica realizada, que o maior público dessa prática são as mulheres que sempre procuram o procedimento mais cedo, devido à grande preocupação com as rugas e manchas. E uma porcentagem menor se preocupa diretamente com algo, específico como o nariz, queixo, papada, orelha, mama e gordura localizada. Todavia, é preciso destacar que com o crescimento da dermatologia estética dos homens, que vem procurando tratamento, a procura por parte desse grupo cresceu abundantemente nos últimos anos, dentre sua grande maioria, procura restauração capilar e cirurgias, tornando-se uma parcela importante, aqueles que procuram rejuvenescimento facial focados nos pés de galinha, linhas de expressão glabelar e linhas da testa. Algumas empresas começaram perceber esta potencialidade e a comercializar diretamente a homens, e algumas clínicas alteraram seus horários para acomodar algumas das necessidades ou preferências de pacientes do sexo masculino. E, ambos os gêneros podem vim a sofrer com os efeitos adversos do procedimento da Toxina Botulínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso da Toxina Butolínica para fins estéticos é utilizado a partir de faixas etárias mais jovens, para combater rugas, manchas solares, flacidez e outros sinais de envelhecimento. A Toxina Butolínica é utilizada em procedimentos estéticos para alcançar a harmonia facial e proporcionar satisfação visual para o paciente. Nesta perspectiva é imprescindível e se torna relevante proporcionar ao cliente (homem ou mulher, jovem ou idoso) a adequada utilização dessa toxina para promover um resultado eficiente na estética facial e sem complicações dessa administração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Constatou-se que as complicações da injeção de TB são decorrentes do próprio efeito do produto, podendo ser um desconforto leve ou transitório. A injeção na pele pode causar reações localizadas tais como eritema, dor e equimose. Todavia, a complicação de maior impacto é a ptose palpebral que se caracteriza pela queda de um a dois milímetros na pálpebra e alteração do arco superior da pálpebra. Nota-se que é um tipo de risco que deve ser considerado, principalmente devido a literatura apontar a maior porcentagem de pessoas jovens procurando pelo procedimento, em busca de um padrão estético, e, por isso, qualquer tipo de problema ocasionado com resultado adverso do pretendido pelo cliente, pode levar o profissional a responder algum tipo de processo judicial, por isso, a necessidade de cautela entre a pretensão do cliente, e a probabilidade de efeitos adversos da aplicação da Toxina Botulínica, é recomendável é que o profissional de saúde se cerque de cuidados prévios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o crescimento da demanda por este procedimento estético, a indústria literária deveria ficar atenta a necessidade de mais produções a respeito deste tema, assim como artigos com estudo de casos deveriam ser mais amplamente divulgados, pois, foram escassos quando da busca realizada para este estudo. Se faz necessários mais estudos sobre esta temática, por se tratar de um procedimento que tem avançado na estética e terapêutica e proporcionar melhoria na autoestima dos indivíduos por alcançar a harmonia facial e satisfação do cliente, e também ser objeto de trabalho para diversas categorias profissionais e assim movimentar a economia deste país. É preciso dar maior destaque as complicações da aplicação da Toxina Botulínica, para que possa maximizar benefícios e minimizar riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é importante destacar aqui que a recomendação é que seja dado maior destaque ao tema, por parte dos profissionais da área de estética, com mais debates sobre o assunto, levando-se a público não somente os benefícios da aplicação da Toxina Botulínica, mas principalmente, os efeitos adversos que podem ser uma realidade claramente indesejável por parte dos clientes que recorrem as clínicas de estética em busca de aumentar a beleza facial. A questão dos profissionais que são autorizados a realizar este tipo de procedimento, também é um tema que ainda falta ser mais divulgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ACOSTA, Renato Testa et al. <strong>O uso da toxina botulínica como meio terapêutico para o tratamento de assimetria fácil</strong>. 2015. Disponível em: http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/view/1618/1229 Acesso em 15/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALCOLEA LÓPEZ, J.M.<strong> Actualización sobre aplicaciones de la toxina botulínica en estética facial</strong>. Cir. plást. iberolatinoam. Madrid (Espanha), v.37, n.1, p. 179-190. 2011. Disponível em: em:http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid= S037678922011000100012&amp;lang=pt. Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALLERGAN, Botox® <strong>&#8211; Bula para o paciente, </strong>2014. Disponível em: http://www.allergan.com.br/Bulas/Documents/botox®_paciente.pdf. Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, AS; BARBOSA, DBM. <strong>A Utilização da Toxina Botulínica Tipo A para alcançar a Estética Facial.</strong> Rev. Terra &amp; Cult., Londrina (PR), v. 36, n. 70, p. 75-86, 2020 p. 75-86. Disponível em: http://periodicos.unifil.br/index.php/Revistateste/article/view/1354/1251. Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHAVES CTM, PAULA FR. <strong>A utilização da toxina botulínica tipo A no rejuvenescimento facial.</strong> São Paulo: Revista Saúde em foco, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALCANTE, Joyce da Silva; MELO, Juliana Cristina Dias de. <strong>O Impacto da Toxina Botulínica na Estética Facial.</strong> Goiânia: Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO RMLS, GOMI CF, CARVALO ALS, MATAYOSHI S, MOURA EM. <strong>Tratamento do blefaroespasmo e distonias faciais correlatas com toxina botulínica – estudo de 16 casos</strong>. São Paulo, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES KSA. <strong>O uso da toxina botulínica e do ácido hialurônico na estética terapêutica da odontologia e os limites técnicos científicos do cirurgião-dentista: revisão de literatura. </strong>São Paulo: Revista Biomédica, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA MC, Salles AG, Gimenez RP, Soares MFD.<strong>Complications with the use of botulinum toxin type A in facial rejuvenation: </strong>report of 8 cases. Aesth Plast Surg. 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Maria Geovânia. <strong>Toxina Butolínica: efeios adversos mais frequentes. </strong>Disponível em: https://facemagazine.com.br/toxina-botulinica-efeitos-adversos-mais-frequentes/ Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS HCD, OLIVEIRA KTP. <strong>Uso da toxina botulínica na estética facial: benefícios e complicações. </strong>São Paulo: Revista Biomédica, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOUVEIA, Beatriz Nunes. <strong>O Uso Da Toxina Botulínica Em Procedimentos Estéticos: Uma Revisão Da Literatura</strong>. 2021. Disponível em: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/1385/1/TCC%20O%20uso%20da%20Toxina%20Botulinica%20em%20%20tratamentos%20esteticos_Vers%c3%a3o%20Final_%20Junho%20de%202021.pdf Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOUVEIA, Beatriz Nunes; FERREIRA, Luciana de Lara Pontes; SOBRINHO, Hermínio Maurício da Rocha. <strong>O uso da toxina botulínica em procedimentos estéticos. 2020. </strong>Disponível em: file:///C:/Users/karol/Downloads/72-Texto%20do%20artigo-504-1-10-20201225.pdf Acesso: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GRANERO, L.H.M. <strong>Toxina botulínica &#8211; Entrevista ao Dr. Drauzio Varella.</strong> 2011. Disponível em: &lt; http://drauziovarella.com.br/letras/t/toxina-botulinica-2/&gt;. Acesso: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MESKI, A. P. <strong>Terço superior da face: padrões masculinos e femininos.</strong> São Paulo: Ac Farmacêutica, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETO, Pedro Gonçalves Da Silva Guerra. TOXINA BOTULÍNICA TIPO <strong>A: Ações Farmacológicas E Riscos Do Uso Nos Procedimentos Estéticos Faciais</strong>. 2016. Disponível em: https://www.ccecursos.com.br/img/resumos/toxina-botul-nica-tipo-a-a&#8211;es-farmacol-gicas-e-riscos-do-uso-nos-procedimentos-est-ticos-faciais.pdf. Acesso: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Gabriel. <strong>Toxina botulínica e as suas complicações: Uma revisão de literatura. </strong>2021.Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/201604/Tcc%20Gabriel%20Oliveira.pdf?sequence=1#:~:text=Os%20resultados%20mostraram%20que%20apesar,paralisia%20generalizada%20e%20depress%C3%A3o%20respirat%C3%B3ria. Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, C. S.; MATTOS, R. M.; FULCO, T. O. <strong>Toxina botulínica tipo a e suas&nbsp; complicações na estética facial. </strong>Revista Interdisciplinar Epistemes transversalis, [S.l.], v.9,n.2, p. 95-106, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Thiago José. <strong>Aplicação da toxina Botulínica em Dermatologia e estética e suas complicações: Revisão da Literatura. </strong>Trabalho de obtenção de título de pós-graduação em Dermatologia – Núcleo Alfenas, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALDANHA, Líllidy Júlia da Silva Saldanha; RIBEIRO, Brenda Cristina Morais. <strong>Efeitos adversos da toxina botulínica em tratamento estético. </strong>Catalão: UNACAT, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA JFN. <strong>A aplicação da Toxina Botulínica e suas complicações</strong>. Revisão Bibliográfica. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPOSITO, Maria Matilde de Mello. <strong>Toxina botulínica tipo A: propriedades farmacológicas e uso clínico</strong>. Acta Fisiátrica, v. 11, p. S7-S44, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, I. N. S.; SANTOS, A. C. O.; GONÇALVES, V.M.; CRUZ, E. F. <strong>O uso da toxina botulínica tipo “A” nas rugas dinâmicas do terço superior da face. </strong>Revista da Universidade Ibirapuera, [S.l.], v. 7, p. 31-37, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRELLES, M.A. <strong>Presentación: Toxina botulínica en estética facial.</strong> Cir. plást. iberolatinoam. Madrid(ES) vol.37 no.1, p. 79-80, 2011. Disponível em: http://scielo.isciii.es/pdf/cpil/v37n1/original11.pdf. Acesso em: 01/04/2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YIANNAKOPOULOU, E. <strong>Serious and Long-Term Adverse Events Associated with the Therapeutic and Cosmetic Use of Botulinum Toxin. </strong><strong>Pharmacology</strong>, v. 95, n. 1–2, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAGUI, R. M. B; MATAYOSHI, Suzana; MOURA, Frederico Castelo. <strong>Efeitos adversos associados à aplicação de toxina botulínica na face: revisão sistemática com meta-análise. </strong>Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP – São Paulo – Brasil. Arq Bras Oftalmol. 71(6):894-901, 2008.</p>



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