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	<title>Engenharia Elétrica &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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	<title>Engenharia Elétrica &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>INFLUÊNCIA DA ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 15:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[INFLUENCE OF LIGHTING ON THE SCHOOL ENVIRONMENT REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512261224 Kaemilly Oliveira da SilvaLígia Cardoso Borges Resumo&#160; Este estudo investigou a influência da iluminação no ambiente escolar, com foco nas condições das salas de aula em Vitória da Conquista. A pesquisa teve como objetivo analisar a adequação da iluminação conforme os padrões da ABNT NBR [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">INFLUENCE OF LIGHTING ON THE SCHOOL ENVIRONMENT</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512261224</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Kaemilly Oliveira da Silva<br>Lígia Cardoso Borges</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo investigou a influência da iluminação no ambiente escolar, com foco nas condições das salas de aula em Vitória da Conquista. A pesquisa teve como objetivo analisar a adequação da iluminação conforme os padrões da ABNT NBR ISO 8995 1/2013, destacando a importância da iluminação para o desempenho acadêmico e o bem estar dos estudantes. Foi realizada uma análise em seis salas de aula, com medições de iluminância usando luxímetros e comparação com os valores recomendados pelas normas. Os resultados mostraram que a maioria das salas não atendia aos níveis mínimos de iluminância exigidos, o que impacta diretamente na qualidade da aprendizagem. O estudo conclui que a correta aplicação de técnicas de iluminação, como o uso de lâmpadas LED e o cumprimento das normas, é fundamental para criar ambientes de aprendizado mais eficazes e confortáveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Ambiente de Aprendizado; Desempenho Acadêmico; Iluminação Escolar; Normas Técnicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É inegável que a educação é fonte de transformação do indivíduo e, que por meio dela, pode- se modificar toda uma sociedade. Dentro desta perspectiva, a educação infantil, de 6 até 10 anos de idade é primordial para a formação cognitiva da criança, sendo assim, crê-se que é indispensável para sua formação social o correto ambiente escolar em parâmetros sociais e&nbsp;infraestruturais. (Cardoso, 2000). A arquitetura está intrinsecamente ligada nas percepções do indivíduo, especialmente na educação, pois por intermédio dela é possível desenvolver acompanhamento adequado para a formação do caráter do indivíduo (Santin, et al., 2018). A arquitetura escolar se define pela relação do estudante com o ambiente vivido, e esta possui uma função essencial na percepção do espaço e das influências percebidas nos elementos como as cores, natureza e materiais sobre as pessoas (Pallasma, 2011). Dessa forma, um bom projeto arquitetônico pode promover a educação de qualidade, abrindo caminho para a criatividade, a concentração e o bem-estar. Sendo assim, a iluminação natural, ventilação adequada, conforto acústico promovem a interação com o espaço tornando a educação mais eficaz (Libardi, 2017). Contudo, quando não há um projeto arquitetônico adequado para o ambiente educacional, acaba se tornando um obstáculo para o aprendizado do aluno, pois conforme Quirino (2018), quando mal iluminados, isolados e barulhentos, os estudantes podem se tornar deslocados e desmotivados, com isso ambientes onde a natureza é eliminada não estimula o corpo e a mente, que se tornarão passivos e apáticos. Segundo Grossman (2008), ambientes como, espaços educacionais, apresentam frequentemente uma monotonia visual, como corredores estreitos e longos, iluminação artificial fria e a ausência de elementos naturais. Diferentemente das ruas, onde há uma constante sobrecarga de informações, com diversidade de fachadas e cores vibrantes, esses locais tendem a ser visivelmente uniformes. No entanto, além dessa monotonia, observa-se também a ausência de estímulos que permitam diferentes formas de vivenciar o espaço. Em muitas escolas, a interação da criança com o ambiente é mínima: as janelas são altas, a iluminação centralizada fica sob controle de um único funcionário, há pouca conexão com o exterior e os materiais são pouco atrativos, entre outras limitações que prejudicam as possibilidades de exploração e aprendizagem (Kowaltowski, 2011). Para além do sensorial, a escola também é regulamentada por uma série de legislações e NBRS. Conforme a norma ABNT NBR ISO 8995-1, vigente desde 2013, vem estabelecer os critérios para iluminação em ambientes escolares. Determinando a qualidade e quantidade de iluminância adequadas ao ambiente interno, considerando a distribuição da luz, características da cor da fonte luminosa e o nível de ofuscamento da iluminação sendo ela natural ou artificial. Isso porque, segundo Graça et al. (2017), a iluminação é um fator essencial para o alcance de um ambiente de aprendizado ideal, pois interfere na legibilidade da informação no qual o posicionamento das luminárias do ambiente, com as especificações técnicas adequadas, deve garantir conforto. Tendo em vista a importância do tema na vida ativa, a presente pesquisa se justifica a partir da necessidade de analisar com precisão a iluminação, uma vez que é um dos elementos centrais na prática arquitetônica como um todo, mas, especificamente, no ambiente escolar. Isso se dá, pois a iluminação é um dos fatores que impacta diretamente no aprendizado e desenvolvimento. Considerando os modelos de escola, que nem sempre se preocupam com a normativa e outras ainda que se apropriam de edificações já existentes, revertendo seu uso à revelia normativa, se levantou o questionamento sobre a real situação, e hipotética qualidade das salas de aula de uma escola em Vitória da Conquista &#8211; BA. Dada a situação, se trabalha o seguinte problema:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual a iluminação adequada para um espaço educacional segundo a ABNT NBR ISSO 89951/2013? O objetivo geral do estudo é analisar a influência da iluminação na aprendizagem no ambiente escolar: Estudo de caso em uma escola infantil na cidade de Vitória da Conquista. Como objetivos específicos: compreender conceitos fundamentais de uma iluminação artificial para o ambiente escolar; identificar principais pontos para uma boa iluminação artificial no ambiente escolar; executar análise in loco do espaço modelo. Sendo assim, a metodologia utilizada inicialmente será bibliográfica, com livros, artigos e leis referentes ao tema. E posteriormente a utilização de um estudo em campo de uma escola de ensino fundamental na cidade de Vitória da Conquista, Bahia. Observando assim inicialmente, as salas e a iluminação (ou a falta dela), posteriormente realizando uma comparação com as leis existentes referente a iluminação devida, detalhada no tópico específico.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 O CICLO CIRCADIANO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo circadiano é um mecanismo biológico que regula os processos fisiológicos e&nbsp;comportamentais do corpo humano em um ciclo de aproximadamente 24 horas. Segundo Linhares et al. (2024), esse ciclo funciona como um relógio interno que sincroniza o organismo com o ambiente externo, permitindo que o corpo se prepare para as variações de luz e escuridão ao longo do dia e da noite. Essa regulação é mediada principalmente pelo núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo, que recebe estímulos luminosos captados pela retina e ajusta o metabolismo, o sono e a produção hormonal conforme o padrão diário de exposição à luz. O ser humano é biologicamente classificado como um animal diurno, ou seja, suas funções fisiológicas e cognitivas atingem o pico de desempenho durante o dia, em presença de luz natural. Conforme Neves et al. (2024), a luz é um dos principais fatores externos (zeitgebers) que controlam o ritmo circadiano, influenciando diretamente a secreção dos hormônios cortisol e melatonina. O cortisol, conhecido como o “hormônio do despertar”, tem seus níveis mais altos nas primeiras horas da manhã, estimulando o estado de alerta e a disposição. Já a melatonina, o “hormônio do sono”, é produzida em maior quantidade durante a noite, em resposta à ausência de luz, induzindo o repouso e a regeneração celular (Neves et al., 2024). Essa relação entre luz e hormônios explica o padrão natural de trabalhar durante o dia e dormir à noite. De acordo com Linhares et al. (2024), a exposição adequada à luz solar durante o dia mantém a regulação hormonal equilibrada, enquanto a falta de luz ou a exposição à luz artificial intensa à noite pode causar dessincronização do ciclo circadiano. Tal desequilíbrio está associado a distúrbios do sono, alterações de humor, fadiga crônica e até doenças metabólicas. Assim, a manutenção de um ambiente luminoso coerente com o ciclo natural é fundamental para o bem-estar físico e psicológico. A luz artificial, quando mal projetada, pode comprometer esse equilíbrio. Neves et al. (2024) destacam que a temperatura de cor das lâmpadas exerce papel determinante sobre os estímulos visuais e não visuais do organismo. Lâmpadas com temperaturas mais altas, como as de 6.500 K, emitem luz azulada que estimula a produção de cortisol, sendo mais adequadas para ambientes de trabalho e estudo. Em contrapartida, lâmpadas com temperaturas mais baixas, próximas de 3.000 K, emitem uma luz amarelada semelhante ao pôr do sol, favorecendo a produção de melatonina e promovendo o relaxamento, ideal para períodos noturnos e ambientes de descanso (Neves et al., 2024). Dessa forma, a compreensão da relação entre o ciclo circadiano, os hormônios e a temperatura da luz são essenciais para promover uma iluminação integrativa, capaz de respeitar o ritmo biológico humano. Conforme discutem Linhares et al. (2024) e Neves et al. (2024), o avanço das pesquisas sobre iluminação circadiana e a revisão das normas técnicas brasileiras, como a NBR 15215-4, refletem a necessidade de um projeto luminotécnico que vá além do conforto visual, incorporando também aspectos fisiológicos e de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 A IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE ESCOLAR PARA JOVENS E CRIANÇAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente escolar exerce papel essencial no desenvolvimento integral de crianças e jovens, influenciando aspectos cognitivos, emocionais e sociais (Libâneo, 2013; Vigotski, 2007). Segundo Wallon (2007) e Oliveira (2015), a escola não é apenas um espaço de aprendizagem formal, mas também de formação humana, em que valores, afetos e relações são construídos. Essa dimensão relacional do espaço educativo contribui diretamente para o desenvolvimento da autonomia e da identidade dos estudantes. Ambientes escolares bem estruturados fisicamente, afetivamente e pedagogicamente favorecem o engajamento dos alunos no processo de aprendizagem (UNICEF, 2022; Carvalho, 2014). De acordo com Luckesi (2011), o espaço escolar deve ser pensado para promover o bem-estar dos estudantes, contribuindo para sua autoestima e motivação. Essa estrutura influencia diretamente na capacidade de concentração e rendimento acadêmico (Libâneo, 2013). Além disso, Carvalho (2014) destaca que espaços bem planejados favorecem a criatividade e a autonomia, elementos indispensáveis para uma educação significativa. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enfatiza a formação de sujeitos críticos, participativos e colaborativos, o que exige uma cultura escolar que valorize a diversidade e o diálogo (Brasil, 2018). Paro (2016) complementa que essas práticas devem ser parte do projeto pedagógico institucional, refletindo o compromisso com uma educação democrática e inclusiva. Libâneo (2013) afirma que essas diretrizes se materializam no cotidiano escolar por meio da gestão pedagógica consciente e participativa. Tais perspectivas indicam que o ambiente escolar não deve ser neutro, mas ativo na formação de cidadãos (Luckesi, 2011). A infraestrutura escolar também exerce grande influência no desempenho dos estudantes. Ambientes mal iluminados, mal ventilados ou inseguros podem gerar desinteresse e evasão escolar (UNICEF, 2022; Carvalho, 2014). Oliveira (2015) destaca que um espaço físico acolhedor contribui para a permanência do aluno na escola e favorece um ambiente mais propício ao aprendizado. Segundo Libâneo (2013), a adequação dos espaços é parte integrante do processo educativo e deve ser prioridade da gestão escolar (Figura 01).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 01-</strong> Centro Integrado de Educação Pública (CIEP – DR. Bento Rubião – RJ)</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="488" height="275" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-246.jpeg" alt="" class="wp-image-261139" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-246.jpeg 488w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-246-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 488px) 100vw, 488px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Extra.globo.com&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca Wallon (2007), é na escola que se estruturam as bases do desenvolvimento humano integral. Assim, o ambiente escolar deve ser compreendido como uma construção coletiva, pautada na escuta, no acolhimento e na inclusão (UNICEF, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 A RELAÇÃO ENTRE O AMBIENTE E O COMPORTAMENTO DO ALUNO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente escolar exerce influência direta e significativa no comportamento dos alunos, afetando suas atitudes, relações sociais e desempenho acadêmico (Libâneo, 2013; Oliveira, 2015). Segundo Wallon (2007), o ambiente físico e emocional da escola é um fator determinante para o desenvolvimento psicológico das crianças e jovens, influenciando seu equilíbrio emocional e capacidade de socialização. Paro (2016) reforça que um ambiente que promove o respeito e a cooperação favorece a construção de comportamentos positivos, enquanto ambientes conflituosos tendem a gerar dificuldades de adaptação e problemas disciplinares. Silva e Santos (2020) acrescentam que o clima escolar saudável contribui para a diminuição de comportamentos agressivos e para o fortalecimento do engajamento dos estudantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização do espaço escolar, incluindo a infraestrutura e a ambientação, é essencial para criar um clima propício ao aprendizado e ao bom comportamento (Carvalho, 2014; UNICEF, 2022). Ambientes bem iluminados, arejados e organizados contribuem para a concentração e a motivação dos estudantes, conforme aponta Libâneo (2013). Oliveira (2015) destaca que a ambientação que considera aspectos culturais e afetivos facilita o sentimento de pertencimento e segurança, reduzindo a ansiedade e os conflitos interpessoais. Wallon (2007) reforça que o ambiente afetivo acolhedor é fundamental para que o aluno se sinta valorizado e respeitado, o que se reflete diretamente em seu comportamento. Além disso, Silva e Santos (2020) ressaltam a importância do design ambiental na redução do estresse e na promoção do bem-estar emocional dos estudantes (Figura 02).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 02 &#8211;</strong> Escola Municipal de Sobral – CE</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="922" height="610" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-247.jpeg" alt="" class="wp-image-261140" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-247.jpeg 922w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-247-300x198.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-247-768x508.jpeg 768w" sizes="(max-width: 922px) 100vw, 922px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Secretaria de educação de Sobral &#8211; CE&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente escolar é ainda palco de diversas dinâmicas sociais que influenciam o comportamento dos alunos, incluindo questões relacionadas à diversidade e à inclusão (Brasil, 2018; UNICEF, 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a formação continuada dos profissionais da educação é fundamental para que possam criar ambientes escolares que favoreçam o comportamento adequado e o desenvolvimento integral dos alunos (Paro, 2016; Libâneo, 2013). A sensibilidade e o preparo dos educadores para lidar com as diferenças e os desafios comportamentais são decisivos para o sucesso da mediação escolar (Vigotski, 2007). Conforme UNICEF (2022), ambientes escolares acolhedores e inclusivos contribuem para a redução da evasão e a promoção do bem-estar estudantil. Lopes e Almeida (2019) destacam que a formação docente deve contemplar estratégias para gestão de conflitos e promoção da saúde mental, reforçando a importância de um ambiente positivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 A RELAÇÃO ENTRE ILUMINAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A iluminação dos ambientes de trabalho e estudo tem sido alvo de diversos estudos que buscam compreender o impacto da luz na produtividade e no bem-estar. Lazari et al. (2021), e Leite et al. (2023), observam em seus estudos o assunto. Um realizado por alunos da Universidade Anhembi Morumbi, que investigou a influência da temperatura e cor da luz em tarefas cognitivas, e outro conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia, que avaliou a conformidade da iluminância em salas de aula com normas técnicas brasileiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lazari et al. (2021), em seu estudo adotou uma abordagem experimental em ambiente controlado, utilizando diferentes tipos de luz (vermelha, branco quente e branco frio) para avaliar o desempenho dos estudantes em testes de raciocínio lógico. Os resultados demonstraram que a luz branca fria proporcionou melhor desempenho, tanto em acertos quanto em rapidez de resposta, indicando uma relação direta entre conforto visual e produtividade. A tabela a seguir destaca as sensações conforme as cores:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 01 –</strong> Sensações conforme o tipo de luz</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de Luz&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sensações&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Luz branco frio&nbsp;</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Luz vermelha&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sensação de relaxamento, ambiente mais escuro e acolhedor; possível redução do estado de alerta.&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode diminuir a agilidade mental e a velocidade de respostas.&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Luz branco quente&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sensação de conforto, aconchego e suavidade visual; iluminação semelhante à luz residencial.&nbsp;&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Conforto moderado, porém, sem estímulo suficiente para tarefas que&nbsp;exigem maior foco.&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Luz branco frio&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sensação de maior clareza, nitidez, vigília e estímulo cognitivo; ambiente mais “desperto”.&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Melhora o foco, aumenta a atenção contínua e favorece maior rapidez e&nbsp;número de acertos.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já conforme, Leite et al. (2023), focou na medição da iluminância em salas de aula reais de uma instituição de ensino superior. Utilizando luxímetros, foram obtidos dados em diferentes pontos das salas, comparando-os com os padrões da norma ABNT NBR 8995-1:2013. Verificou-se que nenhuma das salas atendia plenamente aos critérios normativos, com algumas apresentando níveis muito baixos e outras com valores excessivamente altos, prejudicando o conforto visual. Tais inadequações podem gerar desconforto visual, manifestado por sintomas como cansaço ocular, dores de cabeça, dificuldade de concentração, visão turva e irritação nos olhos, prejudicando o desempenho dos estudantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se observar no trabalho de ambos o reconhecimento da importância da iluminação como fator determinante para a eficiência em atividades cognitivas. Lazari et al. (2021) e Leite et al. (2023) apontam que ambientes com luz inadequada podem causar fadiga, desconforto e queda de desempenho, pois a má iluminância exige maior esforço visual, resultando em dores de cabeça, dificuldade de concentração, visão embaçada, irritação ocular e redução do estado de alerta. A iluminação insuficiente tende a tornar o ambiente mais sonolento e pouco estimulante, enquanto níveis excessivamente altos podem provocar ofuscamento e desconforto imediato, interferindo diretamente na precisão das tarefas e na velocidade de resposta dos estudantes. A luz vermelha, por exemplo, mostrou-se desfavorável no experimento da Anhembi Morumbi, e o excesso de luz também foi criticado no estudo de Rondônia por gerar reflexos e desconforto ocular. Outro aspecto relevante é a contribuição que esses estudos trazem para o planejamento de ambientes educacionais. O primeiro oferece dados valiosos para a escolha de sistemas de iluminação artificial que favoreçam o rendimento dos estudantes. O segundo propõe ajustes práticos e imediatos que instituições de ensino podem aplicar para adequar seus espaços às normas e melhorar a experiência dos alunos. Como resultados, o estudo de Lazari et al. (2021) demonstrou que a luz branca fria proporcionou melhor desempenho em testes de raciocínio, com mais acertos e respostas mais rápidas. Já Leite et al. (2023) evidenciou que nenhuma das salas avaliadas atendia plenamente aos critérios da ABNT, revelando a necessidade de correções imediatas para evitar desconforto visual e prejuízos ao aprendizado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 NORMAS DA ILUMINAÇÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo ambiente é regulado por alguma forma de normatização, dentro do âmbito de interiores, elementos como acústica, conforto térmico e iluminação, são pontos chave do que se legisla. Para uma boa iluminação, é essencial garantir que os ambientes recebam uma quantidade adequada de luz artificial, proporcionando conforto, segurança e eficiência para as pessoas que os utilizam. Elas ajudam a evitar o cansaço visual e o esforço excessivo dos olhos, o que melhora a concentração e o desempenho nas atividades diárias, sejam elas no trabalho, estudo ou lazer (Fernando, 2023). Outro ponto importante é a eficiência energética, pois as normas orientam o uso racional da energia, contribuindo para a redução do consumo e dos custos relacionados. A qualidade da luz é determinada primariamente pela sua temperatura e seu índice de reprodução de cor (IRC). Esses fatores são cruciais para garantir uma boa reprodução das cores, evitar o ofuscamento, e consequentemente facilitar a percepção visual e o conforto dos usuários (Fernando, 2023). Uma das normas mais importantes é a ABNT NBR ISO 8995-1/2013: Iluminação de ambientes de trabalho Parte 1: Interior. No qual estabelece requisitos técnicos voltados para garantir condições visuais adequadas, promovendo segurança, conforto e desempenho visual nas atividades realizadas em espaços internos e externos. Baseada em diretrizes internacionais da ISO (Organização Internacional para Padronização) e da CIE (Comissão Internacional de Iluminação), foi adotada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para padronização no Brasil. Essa norma define critérios como os níveis de iluminância recomendados para diferentes tipos de tarefas visuais, a uniformidade da luz nos ambientes, o controle do ofuscamento — para evitar desconforto ou prejuízo à visão —, a reprodução de cores, considerando a fidelidade cromática sob diferentes fontes de luz, além do direcionamento e da distribuição da luz, com o objetivo de melhorar a visibilidade e reduzir sombras indesejadas. Um dos principais aspectos da norma é a definição de níveis mínimos de iluminância adequados a diferentes atividades. Esses valores são apresentados em tabelas organizadas por tipo de ambiente e tarefa visual, levando em consideração o grau de complexidade e exigência da atividade desempenhada. Conforme a tabela a seguir de iluminância no entorno imediato, que devem ser relacionadas com a iluminância da área de tarefa que vai de 20 até 5000 lux, convém que proveja uma distribuição bem balanceada da luminância no campo de visão. A norma trata do ofuscamento, orientando que o projeto luminotécnico minimize tanto o ofuscamento direto quanto o refletido. Isso implica considerar a posição das luminárias, o controle de brilho, o ângulo de visão do usuário e o uso de superfícies com refletâncias adequadas. A intenção é promover uma distribuição equilibrada de luminância entre a área de tarefa, o entorno e demais superfícies, garantindo conforto visual e evitando fadiga ocular.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 02 &#8211;</strong> Iluminância no retorno imediato</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="886" height="230" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-248.jpeg" alt="" class="wp-image-261143" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-248.jpeg 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-248-300x78.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-248-768x199.jpeg 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> ABNT NBR ISO 8995-1/2013&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, tarefas de baixa exigência visual, como circulação em corredores, exigem níveis de iluminância em torno de <strong>100 a 200 lux</strong>, enquanto atividades de alta precisão, como desenho técnico ou montagem de componentes eletrônicos, requerem <strong>750 a 1500 lux</strong>. A norma também recomenda a <strong>uniformidade da iluminação</strong>, expressa pela razão entre a iluminância mínima e a média, visando evitar áreas com contraste excessivo que possam causar fadiga visual, como exemplo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante abordado na norma é a <strong>aparência da cor da luz</strong>, que se refere à tonalidade percebida da fonte luminosa, usualmente classificada como <strong>quente (abaixo de 3300 K), neutra (entre 3300 K e 5300 K) </strong>e<strong>fria (acima de 5300 K),</strong> medida em temperatura de cor correlata (Kelvin) (Figura 3).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 03 &#8211;</strong> Aparência da cor</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="864" height="154" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-249.jpeg" alt="" class="wp-image-261145" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-249.jpeg 864w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-249-300x53.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-249-768x137.jpeg 768w" sizes="(max-width: 864px) 100vw, 864px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> ABNT NBR ISO 8995-1/2013&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ambientes escolares, a norma indica que a temperatura de cor ideal se situa entre 4000 K e 5000 K (luz branca neutra a branca fria), pois esse espectro favorece o estado de alerta, melhora a concentração e reduz a sonolência durante as atividades cognitivas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao tipo de luminária, as mais recomendadas são as luminárias LED com difusor opalino ou prismático, do tipo painel LED, calha com difusor, ou embutidas tipo LED linear, pois garantem boa distribuição do fluxo luminoso, reduzem o ofuscamento e apresentam maior eficiência energética. Luminárias com corpo branco e difusor leitoso ajudam a suavizar o brilho e proporcionam iluminação homogênea sobre o plano de trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, a cor das paredes influencia diretamente o conforto visual e a refletância do ambiente. A norma recomenda o uso de paredes em tons claros, com refletância entre 50% e 70%. Assim, cores como branco gelo, off-white, bege claro ou cinza muito claro são as mais apropriadas, pois refletem a luz de forma difusa, aumentam a uniformidade da iluminação e evitam áreas de sombra. Tons muito escuros devem ser evitados, pois absorvem luz e exigem maior potência luminosa para atingir os níveis de iluminância&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a norma também contempla o <strong>índice de reprodução de cor (IRC),</strong> que avalia a capacidade de uma fonte de luz reproduzir fielmente as cores dos objetos iluminados. A recomendação da norma é que o IRC seja <strong>igual ou superior a 80</strong> na maioria dos ambientes de trabalho e escola, especialmente onde a distinção precisa de cores é essencial, como em consultórios médicos, áreas de inspeção ou design gráfico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo consistiu, em primeiro momento, em uma revisão de literatura, que segundo Galvão (2003), é um método utilizado para responder a uma pergunta específica sobre determinado tema específico, sendo um estudo observacional retrospectivo ou estudos experimentais de recuperação e análise crítica da literatura. Essa escolha se justificava na medida em que se tratou de um estudo para apresentar a influência da iluminação na aprendizagem do ambiente escolar. Desta forma, esse instrumento mostrou ser o mais adequado para fornecer as informações necessárias. O desenvolvimento da pesquisa se deu através da consulta de artigos científicos nas plataformas de maior relevância no que concerne à temática, como: Banco de dados da Scielo e revistas da área da educação e arquitetura. Não obstante, para um melhor embasamento dos conceitos relacionados à área, foram utilizadas dissertações e teses de mestrado e doutorado que denotem afinidade ao tema, nas seções do referencial teórico. No que tange a análise de informações houve um critério dos assuntos que foram buscados nos artigos, para que desta maneira pudesse ter a filtragem do que se pesquisar, que foi: como uma iluminação inadequada pode interferir no desenvolvimento do aluno? Quais são as relações entre os níveis de luz natural e artificial nas salas de aula e o<strong> </strong>desempenho acadêmico e o bem-estar dos estudantes? Foi utilizado etapas para possibilitar a facilidade de um melhor compreendimento do assunto pesquisado. Iniciado com a leitura do título, em seguida a leitura do resumo com suas respectivas palavras chaves, na terceira etapa a leitura da metodologia para analisar que tipo de pesquisa se trata, na quarta etapa o desenvolvimento, na quinta e última etapa os resultados e discussão e a conclusão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para verificação dos resultados, foi preciso realizar um estudo de caso por meio do cadastro <em>in loco. </em>O estudo foi realizado em 6 salas de uma escola pública em Vitória da Conquista durante o período noturno, com auxílio do luxímetro (Akso), com coleta de dados em 8 pontos por sala para coleta geral. Os dados foram em seguida tabelados, as salas foram cadastradas, com uso do aplicativo autocad e utilizados para o modelo ideal para cada uma das salas. A coleta aconteceu no dia 31/10/2025 às 19 horas, com registro fotográfico dos espaços. Após a coleta, os dados foram confrontados com padrão observado na ABNT.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização da leitura das normas também foi essencial, como apontado na ABNT NBR ISO 8995-1 que trata sobre Iluminação de ambientes de trabalho Parte 1: Interior. Nela é previsto os parâmetros e como é feito o cálculo para iluminância em ambientes de trabalho. No que tange ao parâmetro conforme a tabela que prevê o planejamento dos ambientes (áreas), tarefas e atividades com a especificação da iluminância, limitação de ofuscamento e qualidade da cor, especificamente no tópico: Construções educacionais, trata que a luminância mantida (Em) para ambientes escolares deve atender a diferentes necessidades conforme o uso do espaço, com isso para salas de aula comuns, o valor recomendado é de 300 lux. Já nas salas noturnas e classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), esse nível deve ser maior, alcançando 500 lux. Em locais específicos, como salas de leitura, áreas de quadro negro ou mesas de demonstração, a iluminância também deve ser de 500 lux, podendo chegar a 750 lux em situações que demandam maior precisão visual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apontando o cálculo que é realizado, inicialmente é previsto a iluminância média (Em) em que sua fórmula consiste:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="293" height="63" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1573.png" alt="" class="wp-image-261147"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Onde:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ei = valores de iluminância (lux) medidos em cada ponto da malha de cálculo,&nbsp;</li>



<li>N = número total de pontos.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa média deve ser igual ou superior ao valor exigido pela norma (300 ou 500 lux).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente é visto a Uniformidade (U):</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="105" height="75" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1574.png" alt="" class="wp-image-261148"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Onde:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Emin = menor valor de iluminância medido na malha,&nbsp;</li>



<li>Em = iluminância média.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para salas de aula, a norma exige uniformidade mínima de 0,7 na área de tarefa (mesas) e 0,5 no entorno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É destacado que muitas vezes as mesas dos estudantes frequentemente são&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">reorganizadas dentro das salas de aula. Por isso, a área de trabalho deve ser considerada como toda a sala, excetuando-se uma faixa marginal de 0,5 m de largura. A uniformidade planejada pode ser estabelecida em U1 ≥ 0,6, o que, de acordo com a experiência, é suficiente para assegurar que as mesas individuais apresentem uma uniformidade mínima de 0,7.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de caso foi realizado em uma escola pública na cidade de Vitória da Conquista &#8211; BA, sendo assim analisado 6 salas de aula, no turno noturno. Para efeito de comparação, observa-se a seguir um modelo do que seria a sala de aula ideal do ponto de vista luminotécnico. Considerando uma sala de aula com dimensões de 6,0 x 6,0 m, área total de 36 m², pé-direito de 3,00 m e altura do plano de trabalho de 0,70 m (altura típica das carteiras medida in loco) (Figura 3), obtemos uma altura útil de 2,30 m para o cálculo luminotécnico.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 03 –</strong> Salas de Aula</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="520" height="466" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1575.png" alt="" class="wp-image-261150" style="width:520px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1575.png 520w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-1575-300x269.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente possui teto branco e paredes de tonalidade clara, sendo caracterizado como de refletância média. De acordo com a NBR 5413 da ABNT, o nível de iluminância recomendado para salas de aula é de 300 lux. Para atender a essa exigência, foi realizado o cálculo utilizando lâmpadas tubulares LED T8 de 18 W, instaladas em luminárias contendo duas lâmpadas cada. Conforme a imagem a seguir que descreve o tipo de luminária (Figura 04).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="564" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-250.jpeg" alt="" class="wp-image-261152" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-250.jpeg 700w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-250-300x242.jpeg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>site do fornecedor<strong>&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos parâmetros definidos, obteve-se um índice de local (K) de 1,30, um coeficiente de utilização (u) de 0,65 e um coeficiente de manutenção (d) de 0,70. Aplicando-se a fórmula de cálculo, o fluxo luminoso total necessário para atender ao nível de iluminância da norma foi de 23.736,26 lúmens. Cada luminária, composta por duas lâmpadas de 1.850 lúmens cada, fornece 3.700 lúmens. Dessa forma, o cálculo resultou na necessidade de aproximadamente 7 luminárias, ou seja, a instalação prática exige 7 luminárias para garantir o atendimento da iluminância mínima exigida pela norma e assegurar a uniformidade da iluminação no ambiente conforme a Figura 05.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 05 &#8211; </strong>Iluminância no retorno imediato</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="430" height="625" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-251.jpeg" alt="" class="wp-image-261153" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-251.jpeg 430w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-251-206x300.jpeg 206w" sizes="(max-width: 430px) 100vw, 430px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Autoria própria (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizando assim, a Calha Sobrepor 1.20cm P/ 2 Lâmpada Tubular T8 Led Estrutura Branco(Figura 06).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 06 &#8211;</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="772" height="728" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-252.jpeg" alt="" class="wp-image-261154" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-252.jpeg 772w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-252-300x283.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-252-768x724.jpeg 768w" sizes="(max-width: 772px) 100vw, 772px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta luminotécnica apresentada demonstra a adequada distribuição das luminárias em uma sala de aula de 36 m², garantindo a uniformidade da iluminação sobre o plano de trabalho. Com o uso de lâmpadas tubulares LED T8 de 18 W, dispostas em luminárias de duas lâmpadas cada, foi possível atender às exigências da NBR ISO 8995-1 alcançando o nível de iluminância recomendado de 300 lux para ambientes escolares. Assim, o projeto assegura conforto visual, eficiência energética e condições adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. Após a observação da sala ideal segundo a norma, segue o levantamento cadastral das salas de aula onde foram realizados os estudos de caso.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 07-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="831" height="1020" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-253.jpeg" alt="" class="wp-image-261156" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-253.jpeg 831w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-253-244x300.jpeg 244w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-253-768x943.jpeg 768w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 62,04 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 12 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 163,02 lux. Desta forma, não atende a norma.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 08-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="774" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-254-774x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-261158" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-254-774x1024.jpeg 774w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-254-227x300.jpeg 227w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-254-768x1016.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-254.jpeg 853w" sizes="(max-width: 774px) 100vw, 774px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 63,19 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 08 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 128,12 lux. Desta forma, não atende a norma.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 09-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="837" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-255-837x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-261160" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-255-837x1024.jpeg 837w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-255-245x300.jpeg 245w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-255-768x939.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-255.jpeg 1210w" sizes="(max-width: 837px) 100vw, 837px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Autoria Própria (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 63,29 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 12 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 238,37 lux. Alguns pontos ultrapassam a iluminância exigida pela norma, no entanto a iluminância geral não atende.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="776" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256-776x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-261161" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256-776x1024.jpeg 776w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256-227x300.jpeg 227w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256-768x1013.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256-1164x1536.jpeg 1164w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-256.jpeg 1213w" sizes="(max-width: 776px) 100vw, 776px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 63,75 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 10 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 221,12 lux. Alguns pontos chegam próximo a iluminância mínima de 300 lux, no entanto a iluminância geral não é atendida.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="897" height="965" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-257.jpeg" alt="" class="wp-image-261163" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-257.jpeg 897w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-257-279x300.jpeg 279w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-257-768x826.jpeg 768w" sizes="(max-width: 897px) 100vw, 897px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 44,20 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 08 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 250,25 lux. Apesar da iluminância próxima do indicado pela norma, ainda assim ela não atende aos requisitos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12-</strong> Planta Luminotécnica</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-258-800x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-261164" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-258-800x1024.jpeg 800w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-258-234x300.jpeg 234w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-258-768x983.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-258.jpeg 886w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria Própria (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sala possui área de 66,17 m², pé direito de 3,20 m, altura da área de trabalho 76cm, 12 lâmpadas sendo 2 por luminária, iluminância média de 260,87 lux. Apesar de ter sido a sala com a iluminância mais próxima do indicado pela norma, ainda assim ela não atende aos requisitos. <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo evidenciam que a iluminação nos ambientes escolares analisados está aquém dos parâmetros mínimos estabelecidos pela ABNT NBR ISO 8995-1/2013, revelando uma realidade preocupante no que se refere à infraestrutura física das instituições públicas de ensino. A recorrente inadequação dos níveis de iluminância nas salas de aula demonstra que a iluminação ainda é tratada como um elemento secundário no planejamento e na manutenção dos espaços educacionais, apesar de sua reconhecida influência sobre o desempenho cognitivo, a atenção, o conforto visual e o bem-estar dos estudantes. A análise crítica dos dados aponta que o descumprimento das normas técnicas não se limita a uma falha pontual, mas reflete uma fragilidade estrutural na gestão dos ambientes escolares, marcada pela ausência de projetos luminotécnicos adequados, pela falta de manutenção periódica dos sistemas de iluminação e pelo desconhecimento ou negligência quanto às exigências normativas. Tal cenário compromete diretamente a qualidade do processo educativo, sobretudo em turmas do período noturno, nas quais a dependência da iluminação artificial é total e os impactos da má iluminação tornam-se ainda mais evidentes. Embora soluções tecnicamente viáveis, como a substituição por luminárias LED adequadas e o correto dimensionamento e posicionamento das fontes luminosas, sejam amplamente conhecidas e relativamente acessíveis, observa-se uma lacuna entre o conhecimento técnico e sua efetiva aplicação no contexto escolar. Essa distância evidencia a necessidade de maior articulação entre políticas públicas, gestão educacional e planejamento arquitetônico, de modo que a iluminação seja compreendida não apenas como um requisito normativo, mas como um componente essencial da qualidade educacional. Dessa forma, conclui-se que investir em iluminação adequada não deve ser visto apenas como uma questão de conformidade técnica ou eficiência energética, mas como um compromisso ético com o direito dos estudantes a ambientes de aprendizagem saudáveis, seguros e estimulantes. Assim, reforça-se a urgência de ações concretas e planejadas que incorporem a iluminação como elemento estratégico na promoção de uma educação pública mais justa, eficiente e humanizada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDOSO, Silvia Helena; SABBATINI, Renato M. <strong>Aprendizagem e mudanças no cérebro</strong>. Cérebro e Mente [Revista eletrônica], 11, Universidade Estadual de Campinas, out./dez. 2000. Disponível em: https://cerebromente.org.br/n11/mente/eisntein/rats-p.html. Acesso em: 03. mar. 2025&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CÓDIGO DE OBRAS<strong>. Lei nº 1481/2007, de 27 de agosto de 2015</strong>. Institui o código de ordenamento do uso e da ocupação do solo e de obras e edificações do município de Vitória da Conquista. 27 ago. 2015.Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/ba/v/vitoriadaconquista/lei-ordinaria/2007/149/1481/lei-ordinaria-n-1481-2007-institui-o-codigodeordenamento-do-uso-e-da-ocupacao-do-solo-e-de-obras-e-edificacoes-do-municipiodevitoria-da-conquista. Acesso em: 28 fev. 2025&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GROSSMAN, Elio; ARAÚJO-JORGE, Tania Cremonini de; ARAUJO, Inesita Soares de. Reflexões sobre os objetos e os ambientes físicos de ensino e pesquisa em saúde. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, [S.L.], v. 13, n. 2, p. 2269-2277, dez. 2008. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1413-81232008000900031. Acesso em: 03. mar. 2025&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOWALTOWSKI. Doris C. C. K. <strong>Arquitetura escolar: o projeto do ambiente de ensino</strong>. São Paulo. Oficina de Textos. 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAZARI, Tatiane Aparecida de; VIEIRA, Maria Conceição de Paula; NEVES, Marcelo Pereira Garrido; GALHENO, Marly Ágatha Elias; VALE, Carlaile Largura do. A relação entre a produtividade acadêmica e a iluminação de ambientes de estudo / The relationship between academic productivity and lighting in study environments. <strong>Brazilian Journal Of Business</strong>, [S.L.], v. 3, n. 4, p. 3322-3329, 13 set. 2021. Brazilian Journals. <a href="http://dx.doi.org/10.34140/bjbv3n4-036">http://dx.doi.org/10.34140/bjbv3n4-036.</a>&nbsp;</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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		<title>FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA: CONTRIBUIÇÕES DA BIOMASSA PARA A REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE CARBONO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/fontes-renovaveis-de-energia-contribuicoes-da-biomassa-para-a-reducao-das-emissoes-de-carbono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 16:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511131333 Amanda Vidigal Maciel Dumont Viana¹Brenner dos Santos Araújo¹Elberte Espínola Rocha¹Gabriel Duarte do Nascimento¹Leandro Passos Gomes da Silva¹Lucas Fonseca Moreira Marques¹Suemar Leite de Oliveira¹Warley Ferreira Martins¹Orientadora: Profa. Silvana Julia da Silveira Diniz2 Resumo O estudo aborda o uso da biomassa como fonte renovável de energia, destacando sua importância na diversificação da matriz energética [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511131333</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Amanda Vidigal Maciel Dumont Viana¹<br>Brenner dos Santos Araújo¹<br>Elberte Espínola Rocha¹<br>Gabriel Duarte do Nascimento¹<br>Leandro Passos Gomes da Silva¹<br>Lucas Fonseca Moreira Marques¹<br>Suemar Leite de Oliveira¹<br>Warley Ferreira Martins¹<br>Orientadora: Profa. Silvana Julia da Silveira Diniz<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aborda o uso da biomassa como fonte renovável de energia, destacando sua importância na diversificação da matriz energética brasileira e na redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo foi identificar os principais tipos de biomassa utilizados na geração de energia, investigar seus impactos socioeconômicos e ambientais e analisar políticas públicas que incentivam seu uso. A metodologia consistiu em pesquisa bibliográfica e documental, com análise de oito artigos selecionados nas bases SciELO, EBSCO e Portal CAPES. Os resultados apontaram que a biomassa apresenta elevado potencial técnico e ambiental, especialmente pelo aproveitamento de resíduos agrícolas, florestais e urbanos. Contudo, sua expansão enfrenta desafios relacionados à infraestrutura, tecnologia e integração de políticas públicas. Conclui-se que o fortalecimento de investimentos e inovações tecnológicas é essencial para consolidar a biomassa como alternativa sustentável e economicamente viável na geração de energia no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Biomassa. Energia renovável. Sustentabilidade. Matriz energética. Políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por alternativas energéticas sustentáveis tem se intensificado diante do cenário global de mudanças climáticas, da crescente demanda por energia e da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Nesse contexto, as fontes renováveis de energia surgem como soluções viáveis e estratégicas, uma vez que utilizam recursos naturais que se regeneram naturalmente, como o sol, o vento, a água e a biomassa (Losekann; Tavares, 2020). Por serem menos poluentes e sustentáveis, essas fontes representam uma oportunidade para mitigar os impactos ambientais das formas convencionais de geração de energia e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento econômico e social (Baesso, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso específico da biomassa, trata-se de uma fonte de energia renovável que utiliza matéria orgânica de origem vegetal ou animal para geração de eletricidade, principalmente em usinas termelétricas. Segundo dados oficiais, essa modalidade foi responsável por 4,6% de toda a eletricidade consumida no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2023, com 637 empreendimentos em operação e uma capacidade instalada de 17.384 MW (Brasil, 2024). Entre os principais combustíveis utilizados destacam-se o bagaço da cana-de-açúcar, responsável por mais de 12.400 MW em 422 usinas, o licor negro oriundo da indústria de papel e celulose, os resíduos florestais, a lenha proveniente de reflorestamento e o biogás obtido em aterros sanitários (Brasil, 2024). Esse conjunto diversificado de recursos confere ao Brasil uma posição de destaque no cenário internacional, demonstrando o potencial estratégico da biomassa para diversificação da matriz elétrica e redução das emissões de carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, o problema de pesquisa que orienta este estudo é:&nbsp;“como a adoção da biomassa como fonte renovável de energia pode contribuir para a redução das emissões de carbono e para o fortalecimento da matriz elétrica brasileira?”.&nbsp;Essa problemática é importante na medida em que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis ainda representa parcela relevante da produção global e está associada a elevados impactos ambientais, como afirma a Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2025a). A biomassa, nesse sentido, surge como alternativa promissora por aliar segurança energética, aproveitamento de resíduos e sustentabilidade ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a escolha do tema se justifica por sua relevância atual, aplicabilidade prática e potencial de transformação no setor energético. Investir em sistemas baseados em biomassa pode não apenas reduzir a dependência de fontes poluentes, mas também gerar benefícios ambientais, ampliar a segurança energética e fortalecer a matriz elétrica brasileira (Losekann; Tavares, 2020). Considerando os desafios energéticos e climáticos contemporâneos, este estudo representa uma oportunidade estratégica para o Brasil avançar em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, o objetivo geral deste trabalho é analisar as contribuições da biomassa como fonte renovável de energia para a redução das emissões de carbono, com enfoque no papel que desempenha na matriz elétrica brasileira. Como objetivos específicos, pretende-se identificar os principais tipos de biomassa utilizados na geração de energia; investigar os impactos sociais, econômicos e ambientais da sua adoção e analisar políticas públicas e iniciativas que incentivam seu uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>Biomassa como fonte renovável</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Souza (2021), os combustíveis fósseis ainda predominam na matriz energética mundial, respondendo por cerca de 80% de toda a energia consumida no planeta, distribuída entre eletricidade, calor e transporte. Entre eles destacam-se o carvão mineral, o petróleo e o gás natural, amplamente utilizados não apenas para geração de energia, mas também como base de inúmeros produtos industriais, como o aço e o plástico. No entanto, a queima desses combustíveis libera dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa (GEE), que formam uma camada gasosa na atmosfera responsável por reter o calor, contribuindo para o aquecimento global e as mudanças climáticas (EPE, 2025b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que os combustíveis fósseis tenham impulsionado importantes avanços tecnológicos e sociais, beneficiando o desenvolvimento social e possibilitando o progresso econômico, seus impactos ambientais e geopolíticos tornaram-se um dos maiores desafios contemporâneos (Souza, 2021). Contudo, cabe destacar que a instabilidade política entre países detentores de grandes reservas de petróleo, bem como as variações no preço do barril, sempre provocou crises energéticas e econômicas globais, o que incentivou várias nações, como o Brasil, a buscar por alternativas mais estáveis e sustentáveis (Ramos, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a transição para fontes renováveis de energia torna-se uma prioridade internacional. Governos e instituições privadas de diferentes países vêm adotando políticas e metas de redução de emissões, alinhadas à Agenda 2030 das Nações Unidas, que propõe um modelo energético mais limpo, seguro e acessível. Entre as fontes alternativas, a biomassa destacou-se como uma solução viável, devido ao seu baixo custo, abundância, caráter renovável e menor emissão de poluentes quando comparada aos combustíveis fósseis (ONU, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelo a isso, no âmbito nacional, a geração de energia no Brasil passou por um processo de significativa expansão a partir da década de 1980, acompanhando o crescimento econômico e o aumento da demanda por eletricidade em diversos setores produtivos e, historicamente, a matriz energética brasileira foi fortemente dependente das usinas hidrelétricas, favorecida pela ampla disponibilidade de recursos hídricos no território nacional (Rezende, 2018). De acordo com Hein (2025), a hidroeletricidade ainda representa a principal fonte de geração de energia do país, com capacidade instalada em torno de 110.000 MW, distribuída em mais de 400 usinas em operação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, com a necessidade de diversificação da matriz energética, bem como de fontes renováveis de energia, a biomassa se destacou como uma alternativa promissora, capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para o equilíbrio entre crescimento econômico e sustentabilidade ambiental (Martins; Carrino, 2023). Dito isso, atualmente, a biomassa se destaca como uma das principais fontes de energia renovável no cenário energético mundial e brasileiro. Trata-se de um conjunto de matérias orgânicas (vegetais e animais) utilizadas para geração de energia a partir de processos naturais de decomposição e transformação química (Losekann; Tavares, 2020; Martins; Carrino, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Brasil (2025), no Balanço Energético Nacional (BEN), a biomassa ocupa a quarta posição na matriz energética brasileira, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica, eólica e fóssil. Essa importância se deve, sobretudo, à abundância de recursos naturais, à diversidade climática e à capacidade agrícola do país, que favorecem a produção de diferentes tipos de biomassa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, na Figura 1 é ilustrado a matriz elétrica brasileira:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> – Matriz Elétrica brasileira</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="965" height="895" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1183.png" alt="" class="wp-image-248526" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1183.png 965w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1183-300x278.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1183-768x712.png 768w" sizes="(max-width: 965px) 100vw, 965px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Hein (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biomassa brasileira é responsável por cerca de 8,55% da eletricidade produzida no país e apresenta grande potencial de crescimento, especialmente pela disponibilidade de resíduos agrícolas, florestais e industriais. O aproveitamento desses resíduos reduz impactos ambientais, promove o reaproveitamento energético de subprodutos e contribui para o desenvolvimento sustentável (Hein, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Principais tipos de biomassa e seu diferencial&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Sousa <em>et al.</em> (2018), o Brasil investe em diversos tipos de combustíveis para geração de energia por meio da biomassa, como carvão vegetal, resíduos da madeira, bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz, amendoim, castanha e coco, bem como licor negro, biogás, capim-elefante e óleo de palmiste. Entre esses, o bagaço de cana-de-açúcar possui o maior potencial energético, representando cerca de 79% da geração total proveniente de biomassa. Dito isso, no Quadro 1 foi sintetizado as principais fontes de biomassa utilizadas na geração de energia no país:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> – Principais fontes de biomassa utilizadas na geração de energia no Brasil</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td><strong>Categoria de Biomassa</strong></td><td><strong>Fontes Principais</strong></td><td><strong>Descrição e Características</strong></td><td><strong>Poder Calorífico Médio</strong></td><td><strong>Participação na Geração de Energia Total</strong></td></tr><tr><td><strong>Florestal</strong></td><td>Lenha e carvão vegetal</td><td>Derivados de madeira (troncos, galhos e toras) utilizados como combustível direto ou transformados em carvão vegetal por carbonização ou pirólise.</td><td>Lenha: 3100 kcal/kgCarvão vegetal: 6460 kcal/kg</td><td>8,5% (Brasil, 2025)</td></tr><tr><td></td><td>Resíduos de madeira</td><td>Subprodutos do processamento florestal (pó de serra, cavacos, maravalha, apara). Muito utilizados em caldeiras industriais.</td><td>4024 a 4174 kcal/kg</td><td>4,5% (Brasil, 2025)</td></tr><tr><td></td><td>Licor negro</td><td>Subproduto líquido da indústria de celulose, com alto potencial energético e reaproveitamento térmico.</td><td>2860 kcal/kg</td><td>2,3% (Brasil, 2025)</td></tr><tr><td><strong>Agrícola</strong></td><td>Bagaço e palha da cana-de-açúcar</td><td>Resíduos da produção sucroalcooleira. Utilizados na cogeração de energia elétrica e térmica.</td><td>2130 kcal/kg (bagaço com 50% umidade)</td><td>4,9% (Brasil, 2025)</td></tr><tr><td></td><td>Palha e casca do arroz</td><td>Resíduos do beneficiamento e colheita do arroz; utilizados em combustão ou pirólise.</td><td>3200 a 3821 kcal/kg</td><td>0,36% do total (Rezende, 2018)</td></tr><tr><td></td><td>Capim-elefante</td><td>Gramínea de rápido crescimento e alta produtividade de biomassa por área. Usado em caldeiras para geração elétrica.</td><td>4200 kcal/kg</td><td>0,35% do total (Rezende, 2018)</td></tr><tr><td></td><td>Palha do milho e da soja</td><td>Resíduos de colheita com potencial energético elevado; soja também utilizada para biocombustível.</td><td>Milho: 4227 kcal/kg Soja: 3487 kcal/kg</td><td>Uso incipiente, devido ao alto custo de coleta e transporte</td></tr><tr><td><strong>Rejeitos Urbanos e Industriais</strong></td><td>Lixo urbano e esgoto</td><td>Matéria orgânica e resíduos celulósicos que podem ser convertidos em biogás por digestão anaeróbica.</td><td>5000 a 7000 kcal/m³ (biogás)</td><td>0,79% (Rezende, 2018)</td></tr><tr><td></td><td>Resíduos industriais</td><td>Subprodutos de abatedouros, destilarias, fábricas de alimentos e madeireiras, utilizados na geração de biogás.</td><td>~5000 kcal/m³</td><td>Representação residual, mas com potencial crescente</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Rezende (2018); Brasil (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Rezende (2018), existem três tipos principais de biomassa: a primeira é a biomassa sólida, que é proveniente de resíduos agrícolas, florestais e industriais, além da fração biodegradável dos resíduos urbanos. A segunda é a biomassa de combustíveis gasosos, originada da degradação anaeróbia da matéria orgânica, formando o biogás, composto principalmente por metano (CH₄) e dióxido de carbono (CO₂). E a terceira é a biomassa líquida, resultante de processos como a fermentação de açúcares e a extração de óleos vegetais, originando o etanol e o biodiesel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o grande diferencial da biomassa está em seu caráter renovável e cíclico, baseado no ciclo do carbono, conforme cita Martins e Carrino (2023). Segundo os autores, durante o processo de crescimento, as plantas realizam fotossíntese, absorvendo dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e convertendo-o em matéria orgânica, que será utilizada como combustível na forma de biomassa. Quando essa biomassa é queimada para gerar energia, o CO₂ previamente fixado é liberado novamente na atmosfera, fechando o ciclo natural do carbono.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a quantidade de dióxido de carbono emitida durante a combustão é, teoricamente, compensada pela quantidade absorvida durante o crescimento vegetal, o que mantém o equilíbrio atmosférico e reduz o impacto sobre o efeito estufa. Esse comportamento contrasta com o dos combustíveis fósseis, cuja queima libera carbono acumulado há milhões de anos, contribuindo para o aumento líquido de gases de efeito estufa. Assim, o aproveitamento energético da biomassa insere-se em uma dinâmica de carbono de curto ciclo, sendo uma alternativa promissora para a mitigação das emissões e a promoção de uma matriz energética mais limpa e sustentável. durante a queima da biomassa ocorre a liberação de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, que é reabsorvido pelas plantas durante a fotossíntese, completando um ciclo natural e sustentável (Martins; Carrino, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ciclo é demonstrado na Figura 2:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong> – Ciclo energético da biomassa</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="851" height="503" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1186.png" alt="" class="wp-image-248531" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1186.png 851w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1186-300x177.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1186-768x454.png 768w" sizes="(max-width: 851px) 100vw, 851px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Mesquita (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o potencial energético da biomassa no Brasil é impulsionado pela sua biodiversidade e capacidade agrícola. Segundo Brasil (2023), as biomassas mais comuns no país são o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, palha de milho, casca de arroz, resíduos da mandioca, do coco, do café e de oleaginosas como o dendê, babaçu, buriti e andiroba. Esse conjunto diversificado de matérias-primas torna o Brasil um dos líderes mundiais em capacidade instalada de bioenergia, ao lado da Índia e da China (Rezende, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial competitivo da biomassa brasileira está, portanto, na disponibilidade de matéria-prima, baixo custo de produção e potencial de geração descentralizada, fatores que contribuem para o fortalecimento de uma matriz energética mais limpa e sustentável. Contudo, segundo Martins e Carrino (2023), mesmo que essa fonte se apresenta como uma alternativa sustentável, barata e eficiente para geração de energia limpa, os autores alertam que seu uso crescente pode acarretar problemas ambientais, como o desmatamento e dificuldades de armazenamento e transporte, exigindo tecnologias e práticas de manejo adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong>Processos para obtenção da biomassa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conversão da biomassa em energia elétrica envolve diferentes processos físico-químicos e biológicos, cada qual com especificidades técnicas. Castro (2018), Sousa <em>et al.</em> (2018) e Martins e Carrino (2023) destacam os principais métodos empregados na obtenção e aproveitamento energético da biomassa:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Combustão direta: é o método mais tradicional, baseado na queima da biomassa sólida em altas temperaturas e na presença de oxigênio, produzindo calor e vapor, que movimentam turbinas para gerar eletricidade. Esse processo é amplamente utilizado em usinas termelétricas e de cogeração.<br>b) Pirólise: consiste na decomposição térmica da biomassa em temperaturas entre 400°C e 600°C, na ausência de oxigênio. Gera produtos como carvão vegetal, bio-óleo e gases combustíveis, que podem ser utilizados para aquecimento ou geração de eletricidade.<br>c) Gaseificação: é um processo químico no qual a biomassa é parcialmente oxidada em ambiente controlado, resultando em um gás de síntese (<em>syngas</em>) composto por hidrogênio e monóxido de carbono. Esse gás possui alto poder calorífico e pode ser usado para gerar energia elétrica ou como insumo industrial.<br>d) Co-combustão: trata-se da substituição parcial do carvão mineral pela biomassa em sistemas de geração elétrica, o que reduz significativamente a emissão de poluentes e o acúmulo de resíduos no solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses métodos, Sousa <em>et al</em>. (2018) mencionam outros processos complementares, como fermentação, liquefação, craqueamento, transesterificação e cogeração, cada um aplicável a diferentes tipos de biomassa e finalidades energéticas. A fermentação, por exemplo, é essencial para a produção de etanol; já a transesterificação é o principal método de obtenção do biodiesel. Assim, a sustentabilidade desses processos é uma preocupação constante, sobretudo nos países em desenvolvimento. Como destaca Colantoni <em>et al. </em>(2016), a biomassa tradicional ainda é amplamente utilizada para cocção e aquecimento doméstico, devendo ser manejada de forma adequada para evitar impactos negativos à saúde e ao meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Abordagem da pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa adota uma abordagem qualitativa e descritiva, de natureza básica e aplicada (Gil, 2002). É qualitativa porque busca compreender, por meio da interpretação de textos, dados e documentos, as implicações técnicas, ambientais e sociais do uso da biomassa como fonte renovável de energia, e descritiva, pois pretende identificar e analisar as características, vantagens e limitações dessa fonte energética, sem manipulação de variáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Universo e amostra&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O universo da pesquisa é composto pelo conjunto de estudos, relatórios e publicações científicas relacionadas à utilização da biomassa na geração de energia, tanto no Brasil quanto em âmbito internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a amostra foi delimitada a materiais publicados entre 2015 e 2025, que tratam de temas como energias renováveis, sustentabilidade, matriz energética, políticas públicas e mitigação das emissões de carbono. Foram priorizados trabalhos acadêmicos (artigos, dissertações, teses), relatórios de instituições como EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ANEEL, Ministério de Minas e Energia, e publicações de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Instrumento e coleta de dados da pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O instrumento utilizado para coleta de dados foi a pesquisa bibliográfica e documental, realizada por meio da análise de livros, artigos científicos, dissertações, teses, legislações e relatórios técnicos que abordam a produção de energia a partir da biomassa. A coleta foi feita em bases acadêmicas como SciELO, Portal CAPES e EBSCO, utilizando palavras-chave como “biomassa”, “fontes renováveis” e “energia renovável”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na base SciELO, foram encontrados 16 artigos, dos quais 14 foram excluídos por não atenderem aos critérios de relevância temática e atualidade, permanecendo 2 artigos incluídos para a análise final. Já na base EBSCO, foram identificados 9 artigos, sendo 5 excluídos pelos mesmos critérios e 4 selecionados para compor os resultados. No Portal CAPES, foram identificados 4 artigos, sendo 1 excluído por não atender aos critérios e 3 foram selecionados. Assim, ao todo, 9 artigos foram selecionados para compor os resultados e discussão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4</strong> <strong>Métodos de análise&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados foram analisados de forma qualitativa e interpretativa. Assim, a análise foi estruturada em três eixos principais, de acordo com os objetivos específicos do trabalho: 1) Identificação dos principais tipos de biomassa utilizados na geração de energia; 2) Investigação dos impactos sociais, econômicos e ambientais da adoção dessa fonte; 3) Análise das políticas públicas e iniciativas de incentivo à utilização da biomassa no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção da amostra baseou-se em pesquisa bibliográfica nas bases SciELO, EBSCO e Portal CAPES usando as palavras-chave “biomassa”, “fontes renováveis” e “energia renovável”. A amostra final contou com 9 artigos selecionados.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong> – Sintetização dos estudos selecionados</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Autores e ano</strong></td><td><strong>Plataforma</strong></td><td><strong>Metodologia do estudo</strong></td><td><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>Biogas from solid residues generated in bioethanol production using banana biomass</td><td>Ribeiro <em>et</em> <em>al</em>. (2025)</td><td>SciELO</td><td>Artigo original, pesquisa aplicada, experimental e quantitativa.</td><td>Os resultados indicam que o bagaço do pseudocaule, as cascas de banana e a vinhaça têm viabilidade técnica e econômica para a geração de energia, contribuindo para a sustentabilidade no cultivo da banana.</td></tr><tr><td>Produção de carvão ativado a partir da pirólise da casca de laranja&nbsp;</td><td>Almeida <em>et al. </em>(2024)</td><td>Portal CAPES</td><td>Estudo experimental que utilizou casca de laranja seca como biomassa para a produção de carvão ativado por pirólise em reator de leito fixo, conduzida em duas temperaturas (500 °C e 600 °C) durante 30 min, com taxa de aquecimento de 30 °C/min.&nbsp;</td><td>O rendimento do carvão ativado foi de 27,09% a 500 °C e 18,09% a 600 °C. O desempenho de adsorção foi mais eficiente com baixa massa de carvão e alta concentração do corante, indicando elevado potencial de remoção de contaminantes. Os resultados confirmam a eficiência da biomassa da casca de laranja como matéria-prima sustentável para a produção de carvão ativado, com propriedades adsorventes adequadas e viabilidade ambiental e econômica.</td></tr><tr><td>Sustentabilidade e inovação em energias verdes: biomassa como alternativa energética renovável</td><td>Deitos <em>et</em> <em>al</em>. (2024)</td><td>EBSCO</td><td>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura.</td><td>A análise revelou que o aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos (RSU) oferece benefícios ambientais, sanitários e sociais, embora não apresente potencial suficiente para suprir a demanda elétrica nacional a longo prazo. Ressalta a importância da integração entre políticas públicas como a PNRS e o PROINFA, além da necessidade de um marco regulatório e financiamento adequados para ampliar o uso sustentável da biomassa como fonte energética.</td></tr><tr><td>Energias verdes: a biomassa como fonte energética no Brasil</td><td>Silva <em>et</em> <em>al</em>. (2024)</td><td>EBSCO</td><td>O estudo realizou uma revisão bibliográfica nas bases SciELO e Google Acadêmico, com foco em publicações em português dos últimos cinco anos</td><td>Os resultados mostraram que a biomassa tem papel relevante na diversificação da matriz energética nacional, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o aproveitamento de resíduos agrícolas e florestais. Destacou-se o potencial da cana-de-açúcar na produção de etanol como exemplo de sucesso. No entanto, o estudo apontou desafios estruturais, como a falta de infraestrutura e práticas agrícolas sustentáveis, reforçando a necessidade de políticas públicas e inovações tecnológicas.</td></tr><tr><td>Biogás oriundo da biomassa residual nos serviços ecossistêmicos&nbsp;</td><td>Bühring &amp; Silveira(2018)</td><td>SciELO</td><td>Estudo de revisão e análise conceitual sobre o aproveitamento de resíduos da produção animal (principalmente dejetos de animais confinados) para geração de biogás</td><td>O biogás produzido a partir de dejetos animais contribui para a mitigação de impactos ambientais, sem explorar diretamente os recursos naturais dos ecossistemas. Funciona como serviço de provisão (energia) e regulação (redução da poluição), mostrando que o aproveitamento de resíduos pode melhorar o bem-estar humano e a sustentabilidade na produção animal. O estudo evidencia trade-offs entre a produção de commodities e a manutenção dos serviços ecossistêmicos</td></tr><tr><td>Estudo da biomassa como energia renovável no Brasil a partir da matriz swot</td><td>Sousa <em>et</em> <em>al</em>. (2018)</td><td>EBSCO</td><td>O estudo utilizou a análise swot (<em>strengths, weaknesses, opportunities, threats</em>) como ferramenta metodológica para avaliar o papel da biomassa na matriz energética do Brasil, identificando suas potencialidades, fragilidades, oportunidades e ameaças.</td><td>Os resultados demonstraram que o Brasil possui um alto potencial para a geração de energia a partir da biomassa, devido ao clima favorável, vasta extensão territorial e disponibilidade de recursos agrícolas. Contudo, aspectos estruturais, logísticos e regulatórios ainda limitam sua expansão.</td></tr><tr><td>Biomassa como energia renovável no Brasil</td><td>Santos <em>et</em> <em>al</em>. (2017)</td><td>EBSCO</td><td>O estudo foi de natureza exploratória, baseado em pesquisa bibliográfica sobre diferentes tipos de biomassa disponíveis no Brasil.</td><td>O trabalho destacou que o bagaço e a palha da cana-de-açúcar são as fontes de biomassa mais promissoras no Brasil, devido à alta disponibilidade, constância da safra e infraestrutura existente para cogeração de energia. Observou-se que a cogeração a partir do bagaço da cana tem gerado excedentes energéticos em períodos de estiagem, tornando-se uma alternativa rentável e sustentável para as usinas</td></tr><tr><td>Potencial dendroenergético dos compartimentos da&nbsp;<em>Acacia mearnsii</em>&nbsp;cultivada no estado do Rio Grande do Sul</td><td>Silva <em>et</em> <em>al</em>. (2017)</td><td>Portal CAPES</td><td>O estudo foi conduzido em dois povoamentos da espécie <em>Acacia mearnsii</em> localizados no estado do Rio Grande do Sul, com idades variando de 1 a 7 anos. A biomassa foi quantificada por compartimento (folhas, casca, galhos vivos e madeira) em cada idade. Posteriormente, determinou-se o poder calorífico superior (PCS) das amostras.</td><td>O estudo evidenciou diferenças significativas no PCS entre os compartimentos analisados. A madeira foi o componente com maior contribuição para a energia total, demonstrando o alto potencial energético da espécie para geração de bioenergia renovável.</td></tr><tr><td>Avaliação dos fatores envolvidos na extração de lipídios da biomassa da microalga <em>chlorella</em> <em>minutíssima</em> via solventes</td><td>Zorn <em>et</em> <em>al</em>. (2017)</td><td>Portal CAPES</td><td>Estudo experimental realizado com a biomassa da microalga marinha <em>Chlorella minutíssima</em>, visando à extração de lipídios por meio do método de solventes clorofórmio–metanol–água, utilizando um arranjo ortogonal de Taguchi para otimizar o processo.&nbsp;</td><td>O processo resultou em um&nbsp;teor de 20% de lipídios&nbsp;na biomassa seca e uma&nbsp;eficiência de conversão de 94,45%&nbsp;na produção de biodiesel. As condições otimizadas de extração mostraram&nbsp;excelente custo-benefício e rendimento elevado, confirmando o&nbsp;potencial das microalgas como fonte renovável de biocombustível<strong>&nbsp;</strong>e alternativa sustentável para mitigação de gases de efeito estufa.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos evidencia o amplo potencial da biomassa como fonte de energia renovável, tanto em sua aplicação prática quanto em sua relevância ambiental e econômica. De modo geral, os resultados apontam que a biomassa contribui significativamente para a diversificação da matriz energética brasileira, oferecendo alternativas sustentáveis que reduzem a emissão de gases de efeito estufa e promovem o reaproveitamento de resíduos agrícolas, florestais e urbanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos de Ribeiro <em>et al.</em> (2025) e Almeida <em>et al. </em>(2024) ressaltam o avanço das pesquisas experimentais voltadas à conversão de resíduos orgânicos em energia. Ribeiro <em>et al. </em>(2025) demonstraram a viabilidade do uso do bagaço do pseudocaule e das cascas de banana para geração de biogás e metano, reforçando o potencial energético dos resíduos agroindustriais e sua contribuição para a sustentabilidade do cultivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Almeida <em>et al. </em>(2024) comprovou que a pirólise da casca de laranja é uma alternativa eficiente e ambientalmente segura, com rendimento superior a 27% e propriedades adsorventes ideais para o reaproveitamento industrial, destacando o papel da biomassa também na produção de insumos tecnológicos e ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As revisões integrativas de Deitos <em>et al.</em> (2024) e Silva <em>et al.</em> (2024) complementam esse panorama ao analisar o contexto nacional. Deitos <em>et al. (</em>2024). enfatizam o papel dos resíduos sólidos urbanos (RSU) na geração de energia e os benefícios socioambientais dessa prática, embora ressaltem as limitações de infraestrutura e o déficit de integração entre políticas públicas, como a PNRS e o PROINFA. Silva<em> et al</em>. (2024) reforça essa visão ao destacar que a biomassa, especialmente proveniente da cana-de-açúcar, tem sido essencial para o avanço das energias verdes no Brasil, ainda que desafios estruturais e a ausência de práticas agrícolas sustentáveis dificultem sua plena consolidação como principal fonte renovável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito teórico e conceitual, o estudo de Bühring e Silveira (2018) amplia a discussão ao classificar o biogás como serviço ecossistêmico, conectando energia e meio ambiente. Essa abordagem demonstra que o aproveitamento de resíduos animais confinados para geração de biogás atua não apenas como serviço de provisão (energia), mas também de regulação ambiental, mitigando a poluição e contribuindo para o equilíbrio ecológico. Essa visão reforça a importância da biomassa como componente da bioeconomia circular, onde resíduos são reintegrados ao sistema produtivo com valor agregado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo estratégico, Sousa <em>et al. </em>(2018) e Santos <em>et al</em>. (2017) destacam o potencial competitivo da biomassa brasileira. Sousa <em>et al</em>. (2018), utilizando a matriz SWOT, identificaram que o país possui mais forças do que fraquezas na produção de energia a partir da biomassa, em função da disponibilidade de recursos naturais e clima favorável. Contudo, ambos os estudos apontam a necessidade de reformas estruturais, incentivos tecnológicos e políticas integradas para superar gargalos logísticos e regulatórios que ainda limitam a expansão do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Silva <em>et al.</em> (2017) e Zorn <em>et al.</em> (2017) representam vertentes de aplicação diferenciadas da biomassa. Silva <em>et al</em>. (2017) comprovaram o elevado potencial dendroenergético da Acacia mearnsii, com produtividade crescente conforme a idade da planta, consolidando sua viabilidade para geração de bioenergia florestal. Já Zorn <em>et al</em> (2017). demonstraram a eficiência da biomassa de microalgas na produção de biodiesel, com teor de lipídios de 20% e conversão de 94,45%, reforçando o valor das biotecnologias emergentes na transição energética sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa permitiu compreender de forma ampla as contribuições da biomassa como fonte renovável de energia e seu papel estratégico na matriz elétrica brasileira. Em relação ao objetivo geral, constatou-se que a biomassa representa uma alternativa viável e sustentável para a diversificação energética, contribuindo diretamente para a redução das emissões de carbono e para a transição rumo a uma economia de baixo impacto ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere ao primeiro objetivo específico, identificaram-se os principais tipos de biomassa empregados na geração de energia, entre eles os resíduos agrícolas (como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar), florestais (lenha e resíduos de madeira), urbanos e industriais (resíduos sólidos e efluentes), além de fontes emergentes como microalgas e resíduos orgânicos. Cada uma dessas categorias apresentou potencial técnico distinto, dependendo das condições regionais e da tecnologia de conversão utilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao segundo objetivo específico, observou-se que a adoção da biomassa apresenta impactos sociais, econômicos e ambientais positivos, como a criação de novas cadeias produtivas, a geração de empregos e o aproveitamento de resíduos que antes eram descartados de forma inadequada. Entretanto, também foram identificados desafios, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura, o aperfeiçoamento logístico e a mitigação de possíveis impactos ambientais decorrentes do uso intensivo de recursos naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, no terceiro objetivo específico, a análise das políticas públicas e iniciativas de incentivo evidenciou avanços significativos, especialmente a partir de programas como o PROINFA e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Contudo, a falta de integração entre as esferas municipal, estadual e federal, bem como a ausência de marcos regulatórios mais claros e de incentivos financeiros específicos, ainda limitam o avanço da biomassa como protagonista da matriz energética nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, que a biomassa tem potencial expressivo para consolidar o Brasil como referência mundial em energia renovável, desde que sejam fortalecidas as ações conjuntas entre ciência, tecnologia, setor produtivo e gestão ambiental. Para trabalhos futuros, recomenda-se o desenvolvimento de estudos comparativos regionais e experimentais que analisem a eficiência energética, os custos de implementação e os impactos socioambientais de diferentes tecnologias de conversão de biomassa, ampliando a base científica e técnica para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores agradecem às famílias, amigos, à orientadora e à faculdade UNA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Bruna C. .; REZENDE, Cláudia da S. A. .; PEDROZA, Marcelo M.; LOBO, Ranyere do N. .; ARRUDA, Matheus G. Produção de carvão ativado a partir da pirólise da casca de laranja. <strong>Revista AIDIS de ingeniería y ciencias ambientales: Investigación, desarrollo y práctica</strong>, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 451–472, 2024. Disponível em: https://www.revistas.unam.mx/index.php/aidis/article/view/85880. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAESSO, Tamires Nadel. <strong>Prospecção do uso da biomassa florestal para finalidades energéticas</strong>. Dissertação de Mestrado, Universidade do Estado de Santa Catarina, Lages – SC, 2020. Disponível em: https://www.udesc.br/arquivos/cav/id_cpmenu/2789/a__Dissertac_a_o_Tamires_Nedel_Baesso_16352608797221_2789.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério de Minas e Energia. <strong>Saiba mais sobre a biomassa utilizada para gerar energia elétrica</strong>. Publicado em: 29 fev. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/saiba-mais-sobre-a-biomassa-utilizada-para-gerar-energia-eletrica. Acesso em: 23 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério de Minas e Energia. <strong>Balanço Energético Nacional – BEN 2025:</strong> <strong>ano base 2024</strong>. Rio de Janeiro: EPE, 2025. Disponível em: https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-885/topico-771/Relatório%20Final_BEN%202025.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BÜHRING, Gladis Maria Backes; SILVEIRA, Vicente Celestino Pires. Biogás oriundo da biomassa residual nos serviços ecossistêmicos. <strong>Revista Ambiente &amp; Água</strong>, v. 13, p. e2214, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ambiagua/a/JVS7hzp8Rr64KXPt8hF8M9S/?format=pdf&amp;lang=en. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, Luís Roberto. <strong>Estudo da combustão de biomassa de eucalipto em um reator de leito fixo</strong>. Tese de Doutorado, Engenharia Mecânica, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, 2018. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1081074. Acesso em: 6 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COLANTONI, Andrea; DELFANTI, Lavinia; RECANATESI, Fabio; TOLLI, Michela; LORDE, Richard. Land use planning for utilizing biomass residues in Tuscia Romana (central Italy): Preliminary results of a multi criteria analysis to create an agro-energy district. <strong>Land use policy</strong>, v. 50, p. 125-133, 2016. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0264837715002835?via%3Dihub. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEITOS, Tandara; ARAUJO, Lucivando R.; BERTUOLO, Claudemir; FREITAS, Leninne G <em>et al. </em><strong>RGSA, Gest. Soc</strong>. Ambient., Miami, v.18, n.11, 2024. Disponível em: https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/view/9196/4322. Acesso em 5 nov. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). <strong>Matriz Energética e Elétrica</strong>. 2025a. Disponível em:&nbsp; https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica. Acesso em: 23 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). <strong>Mudanças climáticas e Transição energética.</strong> 2025b. Disponível em:&nbsp; https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/clima-e-energia. Acesso em: 8 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antônio C. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa.</strong> 4ª ed. Editora Atlas, 2002.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HEIN, Henrique. Energia solar atinge 23% de participação na matriz elétrica brasileira. <strong>Canal</strong> <strong>Solar</strong> [online]. Publicado em 24 jun. 2025. Disponível em: https://canalsolar.com.br/energia-solar-participacao-matriz-eletrica-brasileira/. Acesso em: 8 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOSEKAN, Luciano; TAVARES, Amanda. <strong>Transição Energética e potencial de Cooperação nos BRICS em Energias Renováveis e Gás natural.</strong> Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA), Brasília, 2020. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/405dcc24-9d10-4f81-90e6-34765e4a843a/content. Acesso em: 24 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Luiz R.; CARRINO, Adaulto Luiz. Um estudo sobre a biomassa: uma fonte renovável de energia limpa. <strong>Revista Interface Tecnológica</strong>, Taquaritinga, SP, v. 20, n. 2, p. 531–544, 2023. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/interfacetecnologica/article/view/1728. Acesso em: 8 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MESQUITA, João Lara. Energia da biomassa, conheça o potencial no Brasil. <strong>MarSemFim</strong> [online]. Publicado em 28 ago. 2021. Disponível em: https://marsemfim.com.br/energia-da-biomassa-conheca-o-potencial-no-brasil/. Acesso em: 8 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). <strong>Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável</strong>. 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentável. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Marien. Guerra e petróleo: veja reações mais drásticas da commodity a grandes conflitos. <strong>CNN Brasil </strong>[online]. Publicado em 13 nov. 2023. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/guerra-e-petroleo-veja-reacoes-mais-drasticas-da-commodity-a-grandes-conflitos/. Acesso em: 8 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REZENDE, Bianca Xavier. <strong>Estudo da viabilidade da utilização de biomassa para geração de energia elétrica</strong>. Monografia, Engenharia Elétrica. Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto, João Monlevade, 2018. Disponível em: https://monografias.ufop.br/bitstream/35400000/836/1/MONOGRAFIA_EstudoViabilidadeUtilização.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, Gabriel R.; STEINMETZ, Ricardo LR; WISBECK, Elisabeth. Biogas production from solid residues generated in bioethanol production using banana biomass. <strong>Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental,</strong> v. 29, n. 3, p. e282355, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeaa/a/Fr4PtJxb5psRPVVJfC6SXHn/?lang=en. Acesso em; 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Guilherme Henrique F.; DO NASCIMENTO, Raphael S.; ALVES, Geziele M. Biomassa como energia renovável no Brasil. <strong>Uningá Review </strong>, [S. l.], v. 29, n. 2, 2017. Disponível em: https://revista.uninga.br/uningareviews/article/view/1966. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Ana Paula S.; ALMEIDA, Ricardo S.; REIS, Leandro T.; CARVALHO, Ana Luisa <em>et al. </em>Energias verdes: a biomassa como fonte energética no Brasil. <strong>RGSA, Gest. Soc</strong>. Ambient., Miami, v.18.n.11, 2024. Disponível em: https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/download/9585/4646/32649. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Dimas A.; BEHLING, Alexandre; SANQUETTA, Carlos R.; DALLA CORTE, Ana Paula; RUZA, Marieli Sabrina; PSCHEIDT, Heloisa; COSTA JUNIOR, Sergio. Potencial dendroenergético dos diferentes compartimentos de <em>acacia mearnsii</em> cultivada no estado do Rio Grande do Sul. <strong>BIOFIX Scientific Journal,</strong> [S. l.], v. 2, n. 2, p. 71–75, 2017. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/biofix/article/view/55777. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, Luana T.; CHAVES, Mariana Ferreira C.; TANNÚS, Silvia P.; ESPINOSA, José Waldo M. Estudo da Biomassa como Energia Renovável no Brasil a partir da matriz swot. <strong>Revista Competitividade e Sustentabilidade-ComSus</strong>, v. 5, n. 1, 2018. Disponível em: https://www.academia.edu/74319035/Estudo_Da_Biomassa_Como_Energia_Renovável_No_Brasil_a_Partir_Da_Matriz_Swot. Acesso em: 6 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Cássia Beatriz S. <strong>Reaproveitamento de cascas de cupuaçu através da transformação em briquetes para a produção de energia renovável</strong>. Trabalho de Conclusão de Curso, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Bento Gonçalves, RS, 2021. Disponível em: https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/1208/_reaproveitamento_de_cascas_de_cupuaacu_atravaes_da.pdf?sequence=-1&amp;isAllowed=y. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZORN, Savienne Maria F. E.; PEDRO, Guilherme A.; AMARAL, Mateus S.; LOURES, Carla C. A.; SILVA, Messias Borges. Avaliação dos fatores envolvidos na extração de lipídios da biomassa da microalga <em>chlorella minutíssima</em> via solventes. <strong>HOLOS</strong>, [S. l.], v. 2, p. 66–79, 2017. Disponível em: https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/5655. Acesso em: 5 nov. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduação em Engenharia Elétrica – Grupo Ânima Educação.<br><sup>2</sup>Professora e orientadora</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="mailto:amandavidigalviana@gmail.com">amandavidigalviana@gmail.com</a><br><a href="mailto:brennernc2015@gmail.com">brennernc2015@gmail.com</a><br><a href="mailto:elberterocha@hotmail.com">elberterocha@hotmail.com</a><br><a href="mailto:duartegabriel622@gmail.com">duartegabriel622@gmail.com</a><br><a href="mailto:leandrolpgs@gmail.com">leandrolpgs@gmail.com</a><br><a href="mailto:lucasfonsecamm@gmail.com">lucasfonsecamm@gmail.com</a><br><a href="mailto:suemarjcieng@yahoo.com.br">suemarjcieng@yahoo.com.br</a><br><a href="mailto:wmartins50@gmail.com">wmartins50@gmail.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENERGIA FOTOVOLTAICA COMO FONTE DE ENERGIA RENOVÁVEL E A INVERSÃO DE FLUXO DE REDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/energia-fotovoltaica-como-fonte-de-energia-renovavel-e-a-inversao-de-fluxo-de-rede/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=247060</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101031 Anestor Duarte da CostaEdilson Ferreira Rocha1Julio Cesar Ferreira Junior1Paulo Henrique Rocha1Pedro Vittor Fonseca Silva1Orientadora: Profa. Silvana Julia da Silveira Diniz2 Resumo O estudo analisa os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com foco no fenômeno da inversão de fluxo de rede. O objetivo foi identificar os principais efeitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101031</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Anestor Duarte da Costa<br>Edilson Ferreira Rocha<sup>1</sup><br>Julio Cesar Ferreira Junior<sup>1</sup><br>Paulo Henrique Rocha<sup>1</sup><br>Pedro Vittor Fonseca Silva<sup>1</sup><br>Orientadora: Profa. Silvana Julia da Silveira Diniz<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo analisa os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com foco no fenômeno da inversão de fluxo de rede. O objetivo foi identificar os principais efeitos técnicos causados pela geração distribuída, avaliar suas implicações para a estabilidade e confiabilidade do sistema elétrico e discutir alternativas regulatórias e tecnológicas para mitigar seus impactos. A pesquisa adotou metodologia qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, baseada em revisão narrativa da literatura, contemplando estudos técnicos e normativos sobre a geração fotovoltaica no Brasil. Os resultados indicaram que, embora a geração distribuída contribua para a diversificação da matriz energética e a redução de perdas, ela também provoca desafios como sobretensões, distorções harmônicas e limitações operacionais nos inversores. Além disso, constatou-se que, apesar dos avanços da Lei nº 14.300/2022 e das resoluções da ANEEL, ainda persistem lacunas regulatórias e a necessidade de maior padronização entre distribuidoras. Conclui-se que a sustentabilidade da geração fotovoltaica depende da integração entre inovação tecnológica, redes inteligentes e regulação eficiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Energia fotovoltaica. Inversão de fluxo. Geração distribuída. Regulação elétrica. Sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas, o mundo tem vivenciado uma transformação significativa nas formas de produção e consumo de energia, impulsionada por preocupações ambientais, pelo esgotamento de recursos fósseis e pela necessidade urgente de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Nesse cenário, os sistemas fotovoltaicos despontam como uma das alternativas mais promissoras para a geração de energia elétrica limpa e sustentável. Essa tecnologia baseia-se na conversão direta da radiação solar em eletricidade por meio de células fotovoltaicas que compõem os painéis solares (Silva <em>et al.,</em> 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Silva e Araújo (2022), o aproveitamento da energia solar, fonte abundante, renovável e não poluente, contribui para a redução da dependência de combustíveis fósseis e para a descentralização da geração elétrica, incentivando a autonomia energética de residências, comércios e indústrias. Além de mitigar impactos ambientais, a energia fotovoltaica representa um modelo de desenvolvimento mais justo e resiliente, ampliando o acesso à energia, sobretudo em regiões afastadas ou com infraestrutura precária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, devido à elevada incidência solar e às políticas de incentivo, observa-se um crescimento expressivo da geração distribuída fotovoltaica (Solarprime, 2023). Entretanto, esse avanço também trouxe novos desafios ao setor elétrico, em especial os relacionados à inversão de fluxo de rede, fenômeno que ocorre quando a energia gerada localmente supera a demanda e passa a ser injetada na rede de distribuição, ou seja, ela segue no sentido oposto do convencional (Pontes, 2024). Tal situação impacta a estabilidade, a confiabilidade e o gerenciamento da rede, exigindo adaptações técnicas e regulatórias. Diante disso, este trabalho busca responder o seguinte questionamento: Como a expansão da energia fotovoltaica impacta a rede elétrica brasileira diante do fenômeno da inversão de fluxo de rede?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A difusão dessa tecnologia tem sido impulsionada por incentivos governamentais, pela queda nos preços dos equipamentos, pela oferta de linhas de financiamento específicas e pela crescente conscientização ambiental da sociedade. Além disso, a energia solar vem promovendo relevantes impactos sociais, como a geração de empregos nos setores de instalação, manutenção e fabricação de componentes, dinamizando a economia local e favorecendo a capacitação profissional (Veloso <em>et al., </em>2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, mesmo com todos esses avanços, a rápida expansão da geração solar distribuída também trouxe novos desafios ao setor elétrico brasileiro. Em diversas regiões, a produção excedente de energia pelos consumidores passa a ser injetada na rede, ocasionando a inversão de fluxo de rede. Além disso, há também desafios regulatórios, visto que, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), muitas distribuidoras descumprem a Lei nº 14.300/2022 ao não comprovar a ocorrência desse fenômeno nem disponibilizar estudos para análise e contestação dos consumidores. Para enfrentar essas questões, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 1.098/2024, que flexibiliza a análise de inversão em casos específicos, como sistemas grid zero, autoconsumo de até 7,5 kW e geração compatível com o consumo simultâneo (Casarin, 2024). Esse cenário evidencia que a inversão de fluxo permanece como um dos principais desafios para a integração segura da energia fotovoltaica na matriz elétrica brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, este trabalho tem como objetivo analisar os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com foco no fenômeno da inversão de fluxo de rede. E como objetivos específicos: identificar os principais efeitos técnicos da inversão de fluxo causada pela geração fotovoltaica distribuída; avaliar as implicações da inversão de fluxo para a estabilidade e confiabilidade do sistema elétrico; discutir alternativas tecnológicas e regulatórias para minimizar os impactos da inversão de fluxo de rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da temática se justifica pela crescente expansão da energia fotovoltaica no Brasil e pelos desafios técnicos e regulatórios que acompanham essa evolução, em especial o fenômeno da inversão de fluxo de rede. Embora a geração distribuída traga benefícios ambientais, econômicos e sociais, a injeção de energia excedente na rede pode comprometer a estabilidade e a confiabilidade do sistema elétrico, exigindo soluções técnicas adequadas e regulamentação eficiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, lacunas no cumprimento da Lei nº 14.300/2022 e a necessidade de maior transparência nas análises das distribuidoras reforçam a relevância do estudo, que contribui para identificar estratégias que conciliem expansão sustentável, segurança do sistema e proteção dos direitos dos consumidores. O trabalho, portanto, oferece subsídios importantes tanto para pesquisadores quanto para profissionais do setor elétrico e formuladores de políticas públicas, promovendo uma integração mais eficiente e segura da energia solar na matriz elétrica nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>O Sistema Fotovoltaico&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O efeito fotovoltaico consiste na transformação direta da energia solar em energia elétrica, fenômeno que ocorre em materiais semicondutores com bandas de energia distintas, a banda de valência e a de condução, separadas por uma banda proibida. Assim, quando a radiação solar incide sobre esses materiais, os fótons transferem energia suficiente para que os elétrons ultrapassem essa barreira, gerando pares elétron-lacuna e, consequentemente, corrente elétrica (Dias, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as células fotovoltaicas, base dos painéis solares, utilizam esse princípio para converter radiação em eletricidade, sendo compostas por junções p-n que permitem o fluxo ordenado dos elétrons (Dias, 2019). O sistema fotovoltaico <em>on-grid</em> caracteriza-se pela conversão direta da luz solar em energia elétrica, sendo conectado à rede pública de distribuição (Fernandes, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de sistema permite que o excedente de energia produzido seja injetado novamente na rede, gerando créditos para o consumidor e reduzindo significativamente os custos com eletricidade, podendo alcançar até 95% de economia na conta de luz. Além disso, o modelo <em>on-grid</em> dispensa o uso de baterias, o que diminui o custo de implantação e simplifica a manutenção, tornando a geração distribuída uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável (Santos, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas fotovoltaicos conectados à rede são compostos essencialmente por dois elementos principais: os módulos fotovoltaicos e os inversores. Os módulos, também conhecidos como painéis solares, são formados por diversas células fotovoltaicas interligadas que convertem a radiação solar em corrente contínua (CC). Já o inversor tem a função de transformar essa corrente contínua em corrente alternada (CA), compatível com os padrões da rede elétrica e dos equipamentos domésticos e industriais. Essa etapa é fundamental para garantir a integração do sistema à infraestrutura elétrica existente e para a operação eficiente do fornecimento de energia (Santos, 2023). Na figura 1, é ilustrado o funcionamento de um sistema fotovoltaico conectado à rede:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> – Sistema Fotovoltaico conectado à rede</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="898" height="498" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-761.png" alt="" class="wp-image-247072" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-761.png 898w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-761-300x166.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-761-768x426.png 768w" sizes="(max-width: 898px) 100vw, 898px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Santos (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, ressalta-se que o Brasil tem um potencial solar que é considerado um dos maiores do mundo, com níveis de irradiação que variam entre aproximadamente 3.755 e 7.289 Wh/m² por dia (Solarprime, 2023). Esse elevado índice de insolação, em que o país recebe mais de 3.000 horas de sol por ano, fornece uma base natural excepcional para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica. Essa condição geográfica privilegiada impulsionou, na última década, a expansão acelerada dos sistemas solares no território nacional (Santos, 2023). Tal ponto é demonstrado no gráfico da figura 2.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong> – Evolução da Fonte Solar Fotovoltaica no Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="816" height="881" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-762.png" alt="" class="wp-image-247074" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-762.png 816w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-762-278x300.png 278w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-762-768x829.png 768w" sizes="(max-width: 816px) 100vw, 816px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: PortalSolar (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Geração Distribuída (GD)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro de 2024 o Brasil já havia ultrapassado os 38 GW de capacidade instalada em fotovoltaica, abrangendo tanto usinas centralizadas quanto sistemas de geração distribuída (ABSOLAR, 2024). Desde então, essa marca continuou sua trajetória de crescimento, chegando a cerca de 55 GW em março de 2025, o que posiciona a energia fotovoltaica como a segunda maior fonte energética da matriz elétrica do país (aproximadamente 23 %) (Máximo, 2025).&nbsp; Dessa capacidade instalada, mais da metade é proveniente da chamada geração distribuída (GD), ou seja, aquela realizada no próprio local de consumo, como em residências, empresas e propriedades rurais. Esse modelo contribui não apenas para a redução de perdas no sistema elétrico, mas também para a diminuição dos custos na conta de luz dos consumidores (Hioki <em>et al.,</em> 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Silva <em>et al. </em>(2025), a maior parte da energia elétrica gerada no Brasil ainda provém da geração centralizada, realizada em grandes usinas hidrelétricas e termelétricas, geralmente localizadas a longas distâncias dos centros urbanos. Nesses casos, a energia precisa ser transportada por extensas linhas de transmissão e redes de distribuição até chegar ao consumidor final (Badra, 2020). Assim, com as mudanças da diversificação da matriz elétrica brasileira, principalmente na expansão de energia solar fotovoltaica, geração distribuída (GD) destaca-se pelos benefícios técnicos e econômicos que proporciona ao sistema elétrico (Silva <em>et al.,</em> 2025). Sobre isso, na Figura 3 é demonstrado a matriz elétrica brasileira.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong> – Matriz Elétrica brasileira</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="766" height="766" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-763.png" alt="" class="wp-image-247076" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-763.png 766w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-763-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-763-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: PortalSolar (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Silva <em>et al.</em> (2018), a GD contribui para a redução das perdas de energia nas redes de transmissão e distribuição, melhora a estabilidade do sistema e favorece uma relação mais equilibrada entre os consumidores e as concessionárias, sobretudo em relação às tarifas de energia. Essa modalidade pode ser implementada em dois formatos principais: o sistema on<em>-grid</em>, conectado à rede elétrica da distribuidora, como já foi citado anteriormente, e o sistema <em>off-grid</em>, que opera de forma independente, sem interligação com a rede pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong>Implicações da inversão de fluxo para a estabilidade e confiabilidade do sistema elétrico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Santos (2023), o sistema elétrico brasileiro foi historicamente estruturado sob o modelo de geração centralizada, no qual grandes usinas produzem energia e a transmitem por extensas redes de distribuição até os consumidores. No entanto, a GD, especialmente a fotovoltaica introduz uma mudança significativa nesse paradigma. A inserção de múltiplos pontos de geração conectados à rede altera o sentido tradicional do fluxo de energia, podendo provocar inversão de fluxo quando a produção local supera o consumo. Essa nova dinâmica impacta parâmetros elétricos como tensão, fator de potência e harmônicos, exigindo adaptações técnicas nas redes e nos dispositivos de proteção (Prym, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento de sistemas conectados em baixa tensão intensificou a ocorrência de variações de regime permanente, distorções harmônicas e flutuações de tensão, que são fenômenos que afetam a qualidade e estabilidade da energia fornecida. O fator de potência (FP), por exemplo, passou a ser um parâmetro crítico, já que muitos inversores trabalham em regime unitário (FP = 1,0) e precisam ser ajustados para compensar energia reativa e reduzir perdas. Essas questões demonstram que, embora a GD traga benefícios econômicos e ambientais, sua integração massiva requer uma gestão técnica precisa para evitar sobrecargas e garantir a confiabilidade da rede (Prym, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a presença de inversores na rede elétrica pode gerar efeitos técnicos relevantes, como a injeção de harmônicos e variações de tensão no ponto de acoplamento comum. Essas distorções podem afetar a qualidade da energia e comprometer a estabilidade do sistema de distribuição, principalmente em locais com alta concentração de geração distribuída. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (PRODIST), estabelece limites e diretrizes para mitigar esses impactos e garantir o equilíbrio entre a geração local e a confiabilidade do sistema elétrico nacional (Santos, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, estabelecem normas para o controle dessa injeção de energia e a compensação de créditos, justamente para mitigar os impactos da inversão de fluxo e preservar a estabilidade da rede. Antes dessa legislação, a GD era regulada apenas por resoluções normativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), como a REN nº 482/2012 e suas atualizações. A nova lei trouxe maior segurança jurídica aos consumidores e agentes do setor, consolidando regras sobre conexão à rede, compensação de créditos e responsabilidade técnica das distribuidoras (Brasil, 2022; Santos, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é que a Lei nº 14.300/2022 determinou à ANEEL a adequação de seus regulamentos para compatibilizar as novas disposições legais. Em resposta, a Agência publicou notas técnicas e abriu consultas públicas, como a CP nº 50/2022, para debater as normas relacionadas ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e aos micros e minigeradores distribuídos. Essas regulamentações têm como objetivo controlar a injeção de energia na rede, padronizar os processos de acesso e evitar sobrecargas (Santos, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4</strong> <strong>Marcos regulatórias para mitigar os impactos da inversão de fluxo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A energia incentivada, conforme Santos (2023), abrange fontes renováveis que recebem apoio governamental, como subsídios e benefícios fiscais, para promover sua expansão. No Brasil, políticas desse tipo estimularam fortemente o avanço da geração distribuída solar, mas também trouxeram novos desafios técnicos e regulatórios. Nesse contexto, a Lei nº 14.300/2022, como já citado, foi um marco decisivo no setor elétrico brasileiro. Essa legislação definiu as regras para micro e minigeração distribuída, estabelecendo critérios de potência, requisitos de conexão e diretrizes para o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) (Brasil, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal objetivo da norma é equilibrar o incentivo à geração descentralizada com a preservação da estabilidade da rede de distribuição, garantindo segurança e previsibilidade tanto para os consumidores quanto para as concessionárias. Ademais, a lei também trouxe inovações ao estabelecer um período de transição para os sistemas já existentes e novas diretrizes para a cobrança de tarifas de uso do sistema de distribuição (TUSD). Com isso, buscou-se corrigir distorções econômicas sem desestimular o crescimento da energia solar no país (Santos, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a legislação consolidou o papel ativo do consumidor-gerador, que é chamado prosumidor, permite que ele injete o excedente de energia na rede e receba créditos que podem ser abatidos em faturas futuras. Essa dinâmica fortalece o princípio da eficiência energética e democratiza o acesso à geração limpa e renovável. Em complemento à lei, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou resoluções, como a Resolução Normativa nº 1.059/2023 e atualizações em 2024, que detalham aspectos técnicos e operacionais da micro e minigeração distribuída (Santos, 2022; Santos, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas resoluções definem normas para o controle da injeção de energia, o monitoramento do fator de potência, e os limites de tensão e distorção harmônica, fundamentais para mitigar os impactos da inversão de fluxo. Assim, a regulação da ANEEL visa assegurar que a energia gerada de forma descentralizada mantenha a qualidade, estabilidade e segurança do sistema elétrico, evitando sobrecargas e garantindo a confiabilidade do fornecimento em todo o território nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos desafios técnicos apontados, Santos (2023) e a ANEEL (Resolução Normativa nº 1.098/2024) destacam que o enfrentamento da inversão de fluxo exige inovação tecnológica e aprimoramento regulatório. Entre as medidas recomendadas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o uso de sistemas de armazenamento de energia (baterias) para evitar a injeção de excedentes na rede;</li>



<li>a adoção de inversores inteligentes, capazes de regular a potência ativa e reativa dinamicamente;</li>



<li>e o desenvolvimento de modelos tarifários flexíveis que incentivem o autoconsumo e desestimulem o sobrecarregamento do sistema.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a regulação atual exige que as distribuidoras comprovem e compartilhem estudos técnicos sobre a inversão de fluxo, permitindo a auditoria e a transparência do processo (ABSOLAR, 2024). Essas ações são fundamentais para equilibrar o avanço da energia solar fotovoltaica com a segurança, eficiência e sustentabilidade do sistema elétrico brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Tipo de pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa caracteriza-se como aplicada, uma vez que busca compreender e propor soluções para um problema técnico real relacionado à inversão de fluxo em sistemas de geração fotovoltaica conectados à rede elétrica. Além disso, adota caráter descritivo e exploratório, pois visa descrever os fenômenos associados à integração da geração distribuída à rede, bem como explorar as possíveis implicações para a estabilidade e confiabilidade do sistema elétrico (Souza <em>et al.,</em> 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à abordagem, o estudo é qualitativo, baseado na análise interpretativa de informações técnicas, normativas e científicas. Em relação aos procedimentos, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, desenvolvida a partir do levantamento, leitura e interpretação de livros, artigos científicos, legislações, resoluções da ANEEL, relatórios técnicos e publicações especializadas na área de energia renovável e sistemas fotovoltaicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Universo e amostra</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O universo da pesquisa compreende o conjunto de estudos, normas e publicações técnicas que tratam da geração distribuída fotovoltaica e dos efeitos da inversão de fluxo de rede no contexto brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra, por sua vez, foi composta por materiais técnicos e científicos publicados entre 2015 e 2025, abrangendo documentos da ANEEL, artigos de revistas científicas nacionais e internacionais, além de livros, artigos, teses, dissertações e relatórios de órgãos setoriais, como o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Essa delimitação temporal e temática foi escolhida para garantir atualidade e relevância ao estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3</strong> <strong>Instrumento de coleta de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados foi realizada por meio da revisão integrativa, que envolveu um processo sistemático de busca, leitura e análise de produções acadêmicas e técnicas. Foram definidos critérios de inclusão e exclusão a fim de garantir a qualidade e a relevância das fontes utilizadas. Assim, como critérios de inclusão, considerou-se os estudos publicados entre 2018 e 2025, disponíveis de forma gratuita e online e que abordassem a temática proposta. Como critério de exclusão, foram considerados os trabalhos antes de 2018, indisponíveis gratuitamente ou que não apresentassem um vínculo direto com o tema do trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados foi realizada em sites de buscas como: Google Acadêmico, EBSCO e Scielo, além de portais governamentais e técnicos, como o site da ANEEL e do MME. Também utilizou-se de reportagens sobre a temática em sites como Portal Solar e Canal Solar. Assim, os descritores utilizados foram: “geração distribuída fotovoltaica”, “inversão de fluxo de rede”, “estabilidade do sistema elétrico” e “energia solar no Brasil”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4</strong> <strong>Método de Análise&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos foram analisados por meio de uma leitura interpretativa e crítica, buscando identificar relações entre a expansão da geração fotovoltaica e os efeitos técnicos causados na rede elétrica. A partir dessa análise, foram elaboradas sínteses descritivas e comparativas, com o objetivo de demonstrar as principais evidências encontradas e propor reflexões sobre a evolução normativa e tecnológica da geração distribuída no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa teve como objetivo analisar os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com ênfase no fenômeno da inversão de fluxo de rede. Para atingir esse propósito, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, contemplando estudos teóricos e empíricos sobre a geração distribuída fotovoltaica e seus efeitos sobre o sistema elétrico nacional. A seleção priorizou trabalhos que abordassem o desempenho técnico da geração distribuída (GD), o papel dos inversores fotovoltaicos, a estabilidade da rede elétrica e as políticas regulatórias que influenciam a integração desses sistemas no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal foi analisar os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com foco no fenômeno da inversão de fluxo de rede. A amostra selecionada priorizou estudos que abordassem a geração distribuída (GD), o papel dos inversores, a qualidade da energia e a estabilidade da rede diante do crescimento da energia solar no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Reinaldo <em>et al.</em> (2020), a crescente inserção da geração distribuída fotovoltaica (GD-FV) nas redes elétricas de baixa tensão alterou significativamente o perfil de perdas técnicas e o comportamento das tensões nos alimentadores. Os resultados de suas simulações apontaram que, embora a GD proporcione melhoria no perfil de tensão, também pode ocasionar inversão de fluxo de potência, especialmente em horários de pico de geração solar, quando a produção local supera a demanda de consumo. Esses achados permitem identificar os principais efeitos técnicos da inversão de fluxo, como alterações no perfil de tensão, aumento das perdas reativas e a necessidade de controle mais preciso dos inversores conectados à rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fenômeno é especialmente relevante porque o modelo atual de compensação de energia elétrica no Brasil prevê apenas a injeção de potência ativa, sem que os microgeradores contribuam de forma direta com a regulação de tensão da rede. Conforme explica Prym (2022), os inversores fotovoltaicos grid-tie, ou seja, aqueles conectados à rede elétrica pública, possuem a capacidade de controlar a defasagem entre a corrente e a tensão injetadas na rede. Essa característica técnica permite que o equipamento gerencie tanto a potência ativa, responsável pela realização efetiva de trabalho elétrico, quanto a potência reativa, que está associada ao campo eletromagnético necessário para o funcionamento de motores, transformadores e outros dispositivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, os inversores são configurados para operar com fator de potência (FP) unitário, o que significa que injetam apenas potência ativa, sem gerar defasagem entre corrente e tensão. No entanto, em determinadas situações, é vantajoso que o inversor também injete potência reativa, auxiliando na compensação do fator de potência da instalação, desempenhando, assim, uma função semelhante à de um banco de capacitores. Essa prática tem se tornado cada vez mais comum, sobretudo em sistemas conectados à rede com elevada penetração de geração distribuída, pois contribui para a estabilidade e qualidade da energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, Prym (2022) ressalta que há limites físicos e operacionais para a injeção de potência reativa. Quando o inversor é programado para fornecer uma quantidade maior de energia reativa, ocorre uma redução proporcional na capacidade de injeção de energia ativa, uma vez que o equipamento possui uma potência total limitada. Dessa forma, o controle do fator de potência deve ser cuidadosamente ajustado para equilibrar o desempenho do sistema fotovoltaico e garantir a estabilidade da rede elétrica, atendendo às exigências das distribuidoras e às normas técnicas vigentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consonância, Sales <em>et al.</em> (2023) verificaram, por meio de simulações computacionais utilizando o software OpenDSS, que o aumento da penetração de sistemas fotovoltaicos distribui o fluxo de potência e reduz as perdas elétricas nos alimentadores. No entanto, quando a geração supera o consumo local, ocorre a inversão do sentido da corrente elétrica, o que exige maior controle dos inversores e ajustes nos dispositivos de proteção da rede. Esses resultados reforçam a importância da integração entre geração distribuída e tecnologias de redes inteligentes (<em>smart grids</em>), que possibilitam o monitoramento dinâmico da energia, a fim de assegurar eficiência operacional, segurança e qualidade no fornecimento de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando esses achados, Nascimento <em>et al.</em> (2025) destacam que a rápida expansão da GD no Brasil, que foi impulsionada pela Lei nº 14.300/2022, o Marco Legal da Geração Distribuída, trouxe consigo novos desafios técnicos, regulatórios e econômicos. Dentre os impactos observados, os autores citam sobretensões, distorções harmônicas e redução da vida útil de equipamentos conectados à rede, além de divergências na aplicação da legislação entre distribuidoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo enfatiza que o problema da inversão de fluxo já é uma realidade operacional em diversas concessionárias brasileiras, gerando instabilidade na rede e custos adicionais para os agentes de distribuição e geração. Assim, a análise dos estudos evidencia que, embora a geração distribuída fotovoltaica traga benefícios como a redução de perdas elétricas, melhoria no perfil de tensão e descentralização da matriz energética, ela também introduz desafios técnicos significativos, especialmente relacionados à inversão de fluxo de potência e à qualidade da energia. Esse fenômeno altera o sentido tradicional do fluxo elétrico, impactando a operação de transformadores, sistemas de proteção e controle, e exigindo maior capacidade de adaptação das concessionárias (Prym, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos aspectos técnicos, há também implicações regulatórias que precisam ser consideradas. Conforme destaca Nascimento <em>et al. </em>(2025), a Lei nº 14.300/2022 e as Resoluções Normativas da ANEEL (2023a; 2024) trouxeram avanços no controle da injeção de energia e na compensação de créditos, mas ainda persistem lacunas na padronização e fiscalização dos estudos de fluxo reverso. A ABSOLAR (2024) aponta que algumas distribuidoras descumprem o dever legal de comprovar tecnicamente a ocorrência de inversão de fluxo, o que dificulta auditorias e contraposições dos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, no quadro 2, foi resumido os principais aspectos técnicos, regulatórios, econômicos e sociais relacionados à inversão de fluxo em sistemas fotovoltaicos conectados à rede:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> &#8211; Aspectos técnicos, regulatórios e operacionais relacionados à inversão de fluxo em sistemas fotovoltaicos conectados à rede</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Categoria</strong></td><td><strong>Aspectos Identificados</strong></td><td><strong>Relação com a Lei nº 14.300/2022</strong></td></tr><tr><td><strong>Técnicos</strong></td><td>Inversão de fluxo causada pela geração excedente em relação ao consumo local, resultando em sobretensões, distorções harmônicas e necessidade de controle do fator de potência pelos inversores.</td><td>A lei estabelece responsabilidades dos micro e minigeradores quanto à segurança e estabilidade da rede, além de reforçar a necessidade de padrões técnicos definidos pela ANEEL.</td></tr><tr><td><strong>Operacionais</strong></td><td>Limitações na capacidade de injeção de potência reativa dos inversores e necessidade de ajustes em dispositivos de proteção e controle de tensão.</td><td>A norma exige que as distribuidoras realizem estudos de fluxo e compartilhem informações com os consumidores-geradores, garantindo transparência e auditoria técnica.</td></tr><tr><td><strong>Econômicos</strong></td><td>Custos adicionais decorrentes da necessidade de inversores mais avançados e da adequação dos sistemas de proteção.</td><td>O Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) define regras de compensação de créditos, mas prevê revisão dos benefícios, impactando o retorno financeiro dos prosumidores.</td></tr><tr><td><strong>Regulatórios</strong></td><td>Divergências nos critérios de parecer de acesso entre distribuidoras e lacunas na aplicação das resoluções da ANEEL.</td><td>A Lei nº 14.300/2022 consolidou o marco legal da GD, mas ainda há necessidade de padronização nos procedimentos e maior fiscalização.</td></tr><tr><td><strong>Futuras Perspectivas</strong></td><td>Necessidade de integração com redes inteligentes (smart grids), sistemas de armazenamento e inversores inteligentes para mitigar os efeitos da inversão de fluxo.</td><td>A legislação abre espaço para futuras regulamentações que incentivem inovação tecnológica e aprimorem o controle da injeção de energia na rede.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que, apesar dos avanços trazidos pela Lei nº 14.300/2022, ainda persistem desafios operacionais e regulatórios que exigem soluções tecnológicas integradas e padronização normativa. Portanto, os resultados sugerem que o equilíbrio entre a expansão da geração distribuída e a estabilidade da rede elétrica depende de uma abordagem integrada, combinando inovação tecnológica, planejamento normativo e gestão operacional eficiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo permitiu compreender os impactos da expansão da energia fotovoltaica na rede elétrica brasileira, com destaque para o fenômeno da inversão de fluxo de rede. Verificou-se que, embora a geração distribuída proporcione benefícios como a redução de perdas elétricas, melhoria do perfil de tensão e diversificação da matriz energética, ela também acarreta desafios técnicos relacionados à estabilidade do sistema, sobretensões e distorções harmônicas. A atuação dos inversores fotovoltaicos, especialmente no controle da potência ativa e reativa, mostrou-se essencial para manter o equilíbrio da rede e garantir a qualidade da energia fornecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Constatou-se, ainda, que os avanços regulatórios trazidos pela Lei nº 14.300/2022 e pelas resoluções da ANEEL contribuíram para maior segurança jurídica no setor, mas persistem lacunas na padronização e no controle da injeção de energia. Assim, conclui-se que a consolidação da geração distribuída no Brasil depende da integração entre inovação tecnológica, redes inteligentes e regulação eficaz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugere-se que estudos futuros explorem o comportamento dinâmico dos inversores inteligentes e a aplicação de modelos preditivos de fluxo reverso, visando aprimorar a eficiência e a sustentabilidade do sistema elétrico nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores agradecem aos familiares, amigos, colegas de curso, aos docentes da faculdade UNA e à orientadora. O nosso muito obrigado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA FOTOVOLTAICA. <strong>Energia solar avança no Brasil e chega a 38 GW, segundo ABSOLAR</strong>. [S. l.], 02 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www.absolar.org.br/noticia/energia-solar-avanca-no-brasil-e-chega-a-38-gw-segundo-absolar/. Acesso em: 2 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BADRA, M. Geração distribuída fotovoltaica cresce 230% ao ano no Brasil. <strong>Canal Solar </strong>[online]. Publicado em 23 jul. 2020. Disponível em: https://canalsolar.com.br/geracao-distribuida-fotovoltaica-cresce-230-ao-ano-no-brasil/. Acesso em: 6 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Lei nº 14.300, de 6 de janeiro de 2022</strong>.&nbsp; Institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e o Programa de Energia Renovável Social (PERS)…Brasília, DF, 2022. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14300.htm. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASARIN, R. O que é inversão de fluxo de potência?. <strong>Portal Solar</strong> [online]. Publicado em 20 set. 2024. Disponível em: https://www.portalsolar.com.br/inversao-de-fluxo-de-potencia. Acesso em: 1 set. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, C. G. <strong>Estudo comparativo do uso de inversor string e microinversores na geração de energia elétrica em instalações fotovoltaicas</strong>. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Elétrica), Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/30592. Acesso em: 7 out. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">MÁXIMO, W. Com 22% da matriz elétrica, energia solar é a 2ª maior fonte do país. <strong>Agência Brasil</strong>, 23 de março de 2024. Disponível em:&nbsp;https://shre.ink/xsnv. Acesso em: 1 set. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">PONTES, J. V. S. <strong>Análise de viabilidade econômica frente às alternativas de conexão em cenários de inversão de fluxo de potência: um estudo de caso</strong>. Trabalho de conclusão de curso, Curso de Engenharia Elétrica, Instituto Federal de Pernambuco, Garanhuns – PE, 2024. Disponível em: https://repositorio.ifpe.edu.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/1443/Análise%20de%20viabilidade%20econômica%20frente%20às%20alternativas%20de%20conexão%20em%20cenários%20de%20inversão%20de%20fluxo%20de%20potência%20um%20estudo%20de%20caso.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y. Acesso em: 1 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTAL SOLAR. <strong>Dados do mercado de energia solar no Brasil.</strong> 2025. Disponível em: https://www.portalsolar.com.br/mercado-de-energia-solar-no-brasil.html. Acesso em: 6 out. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. T. <strong>Estudo sobre a geração distribuída no Brasil: benefícios e impactos para distribuidoras e consumidores.</strong> Dissertação de Mestrado, Engenharia Elétrica e de Telecomunicações, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 2022. Disponível em: https://www.ppgeet.uff.br/site/wp-content/uploads/2023/10/Dissertacao-MARESSA-TUPONI-SANTOS.pdf#page65. Acesso em: 6 out. 2025.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Marcela Tavares de; SILVA, Michelly Dias da; CARVALHO, Rachel de. Revisão integrativa: o que é e como fazer. <strong>Einstein</strong> (São Paulo), v. 8, p. 102-106, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eins/a/ZQTBkVJZqcWrTT34cXLjtBx/?format=pdf&amp;lang=pt. Acesso em: 22 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VELOSO, C. K. P. R.; TEIXEIRA, W. C.; DA SILVA JÚNIOR, D. C. Energia Fotovoltaica: legislação e incentivos pelo mundo e como impactam o Brasil. <strong>Caderno de Estudos em Engenharia Elétrica</strong>, v. 3, n. 1, 2021. Disponível em: https://seer.uniacademia.edu.br/index.php/eletrica/article/view/2960. Acesso em: 1 set. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduando em Engenharia Elétrica – Centro Universitário UNA Bom Despacho.<br><sup>2</sup>Professora e orientadora .</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE ELEVADORES: UM ESTUDO DE CASO COMPARATIVO ENTRE SISTEMAS CONVENCIONAIS E GEARLESS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/avaliacao-da-eficiencia-energetica-de-elevadores-um-estudo-de-caso-comparativo-entre-sistemas-convencionais-e-gearless/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 22:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=240929</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510201907 Wellison de Souza Silva1Jonk Jones de Castro Vinente2 RESUMO O presente estudo de caso tem como objetivo avaliar a eficiência energética de sistemas de elevadores, comparando o desempenho entre modelos convencionais com engrenagem (geared) e sem engrenagem (gearless), instalados em edifícios residenciais. A pesquisa baseou-se em dados técnicos da TK Elevator (2024), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510201907</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Wellison de Souza Silva<sup>1</sup><br>Jonk Jones de Castro Vinente<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo de caso tem como objetivo avaliar a eficiência energética de sistemas de elevadores, comparando o desempenho entre modelos convencionais com engrenagem (geared) e sem engrenagem (gearless), instalados em edifícios residenciais. A pesquisa baseou-se em dados técnicos da TK Elevator (2024), elaborados segundo a diretriz VDI 4707 e as recomendações do Programa PROCEL Edifica. Os resultados demonstraram uma redução de 30,54% no consumo total anual de energia e uma diminuição equivalente nas emissões de dióxido de carbono (CO₂). Além dos ganhos energéticos, observaram-se melhorias no conforto acústico, na confiabilidade operacional e na manutenção preventiva dos equipamentos. O estudo confirma que a modernização para sistemas gearless é uma alternativa viável e sustentável para edificações verticais, alinhando-se às políticas nacionais e internacionais de eficiência energética e sustentabilidade urbana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: eficiência energética; elevadores gearless; transporte vertical; sustentabilidade; VDI 4707; PROCEL Edifica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This case study aims to evaluate the energy efficiency of elevator systems by comparing the performance of conventional geared and gearless models installed in residential buildings. The research was based on technical data from TK Elevator (2024), developed according to the VDI 4707 guideline and the recommendations of the PROCEL Edifica Program. The results showed a 30.54% reduction in total annual energy consumption and an equivalent decrease in carbon dioxide (CO₂) emissions. In addition to energy savings, improvements were observed in acoustic comfort, operational reliability, and preventive maintenance of the equipment. The study confirms that upgrading to gearless systems is a viable and sustainable alternative for high-rise buildings, aligning with national and international energy efficiency and urban sustainability policies.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> energy efficiency; gearless elevators; vertical transportation; sustainability; VDI 4707; PROCEL Edifica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por soluções que reduzam o consumo de energia elétrica no ambiente urbano tem se tornado uma prioridade mundial, especialmente diante dos impactos ambientais e econômicos associados ao uso intensivo de eletricidade. No contexto das edificações verticais, os elevadores representam um dos sistemas que mais consomem energia, sendo responsáveis por uma parcela significativa do gasto energético total em edifícios residenciais e comerciais. Assim, avaliar e otimizar a eficiência energética desses equipamentos constitui um desafio técnico e ambiental de grande relevância para a engenharia moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência energética em elevadores está diretamente relacionada à incorporação de tecnologias avançadas, capazes de reduzir perdas, melhorar o desempenho e otimizar o uso dos recursos disponíveis. O relatório técnico elaborado pela TK Elevator (2024), com base na norma VDI 4707<strong> </strong>e nos critérios do<strong> </strong>Programa PROCEL Edifica, demonstra que o uso de sistemas sem engrenagem (gearless) e iluminação em LED pode resultar em economia superior a 30% de energia elétrica quando comparado a sistemas tradicionais com engrenagem. Essa evidência reforça o papel das inovações tecnológicas no alcance de padrões mais sustentáveis de consumo energético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do aspecto tecnológico, o desempenho energético de um elevador depende de fatores como o número de viagens diárias, tempo em modo de espera (standby), categoria de uso e tipo de edificação. A norma VDI 4707 classifica os elevadores em diferentes categorias de eficiência, considerando o consumo de energia em operação e em repouso. A correta avaliação desses parâmetros permite dimensionar sistemas mais adequados às necessidades reais do edifício, evitando desperdícios e maximizando o aproveitamento energético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de caso proposto tem como objetivo analisar a eficiência energética em elevadores instalados em um edifício residencial, com base em dados estimados e comparativos entre tecnologias com e sem engrenagem. A análise busca demonstrar o potencial de redução de consumo e emissão de CO₂, além de discutir a viabilidade técnica e econômica das soluções de alta eficiência. Assim, o estudo contribui para o debate sobre sustentabilidade em edificações verticais e gestão racional da energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS DE TRANSPORTE VERTICAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência energética é definida como a relação entre a energia útil obtida e a energia total consumida em um determinado processo. Nos sistemas de transporte vertical, essa eficiência é influenciada por fatores mecânicos, elétricos e eletrônicos que determinam o desempenho do elevador. Segundo a VDI 4707, o consumo energético de um elevador é dividido em dois componentes principais: energia em movimento (travel energy) e energia em modo de espera (standby energy), ambos avaliados para classificar o desempenho energético total do equipamento (De Sousa Vilela &amp; De Souza, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias modernas têm permitido reduções expressivas no consumo de energia em elevadores. Os sistemas gearless, por exemplo, eliminam o uso de engrenagens, reduzindo as perdas por atrito e melhorando a eficiência de conversão elétrica em movimento mecânico. Além disso, o uso de motores síncronos de ímã permanente e controladores VVVF (Variable Voltage Variable Frequency) garante um controle mais preciso da velocidade e aceleração, evitando picos de consumo e melhorando o conforto de viagem dos usuários (Nunes Filho, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante para a eficiência energética é o uso de sistemas regenerativos, que permitem recuperar a energia gerada durante a frenagem do elevador e devolvê-la à rede elétrica. Essa tecnologia pode proporcionar economias de até 40% no consumo total, dependendo do perfil de uso da edificação. A combinação de motores de alta eficiência com sistemas regenerativos representa uma tendência consolidada em empreendimentos sustentáveis (Franco et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iluminação LED e o desligamento automático de ventiladores e luzes da cabina durante o modo standby também contribuem para reduzir o consumo. A TK Elevator (2024) demonstrou que medidas simples, como a substituição de lâmpadas fluorescentes por LED e o uso de sensores automáticos, podem gerar reduções significativas no gasto energético anual, sem comprometer o conforto ou a segurança dos usuários (Buchner, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência energética também está ligada à categoria de uso da edificação. Edifícios residenciais de médio porte, como o estudado no relatório analisado, possuem padrões de uso diferentes de edifícios comerciais ou hospitalares, o que exige uma calibração técnica específica. A VDI 4707 categoriza o uso em cinco níveis, de “muito baixo” a “muito alto”, considerando o número de viagens e o tempo em standby. Essa classificação é essencial para dimensionar corretamente o sistema (Palacios Espinoza, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto brasileiro, programas como o PROCEL Edifica e a etiqueta de eficiência energética para edifícios (PBE Edifica) incorporam essas diretrizes internacionais, buscando promover o uso racional da energia. A adequação dos elevadores a essas normas não apenas garante eficiência, mas também agrega valor econômico e ambiental ao empreendimento (Montenegro Tobar, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a eficiência energética deve ser compreendida como parte de um sistema mais amplo de gestão da energia predial. O uso de medidores inteligentes, manutenção preventiva e treinamento de operadores complementam as estratégias de eficiência, criando um ciclo contínuo de monitoramento, avaliação e melhoria. Dessa forma, a eficiência deixa de ser apenas um objetivo técnico e passa a integrar uma cultura de sustentabilidade (De Freitas et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICOS DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM ELEVADORES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização tecnológica dos elevadores está diretamente associada à mitigação dos impactos ambientais gerados pelo consumo de energia elétrica. Os relatórios técnicos recentes indicam que a substituição de sistemas com engrenagem por sistemas gearless pode reduzir em mais de 30% a emissão de dióxido de carbono (CO₂), representando uma contribuição significativa para a redução do aquecimento global (Buchner, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de motores de alta eficiência, controle eletrônico avançado e sistemas regenerativos transforma o elevador em um equipamento ativo na economia de energia. Ao aproveitar a energia de frenagem e devolvê-la à rede, esses sistemas reduzem a demanda total de eletricidade e, consequentemente, as emissões associadas à geração de energia em fontes não renováveis. Trata-se, portanto, de uma tecnologia alinhada às metas de neutralidade de carbono (Rosa, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos ganhos ambientais, os benefícios tecnológicos incluem maior vida útil dos componentes, redução de ruído e vibração, e melhoria da qualidade do ar na casa de máquinas, devido à eliminação de sistemas lubrificados. Isso não apenas melhora a sustentabilidade, mas também proporciona conforto e bem-estar aos usuários e profissionais de manutenção (De Oliveira, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório da VDI 4707 destaca que a classificação energética dos elevadores não se restringe à eficiência elétrica, mas também avalia parâmetros como conforto de viagem, confiabilidade e tempo de deslocamento. Dessa forma, a eficiência energética se torna um indicador de desempenho global do sistema, associando sustentabilidade à qualidade operacional (Silva, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação de tecnologias inteligentes, como monitoramento remoto e sensores IoT, amplia ainda mais o potencial de eficiência. Esses sistemas permitem detectar anomalias, prever falhas e ajustar o funcionamento em tempo real, evitando desperdícios e aumentando a disponibilidade operacional. Assim, a eficiência energética passa a ser resultado de uma interação entre engenharia elétrica, automação e ciência de dados (Diniz, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a perspectiva socioeconômica, a eficiência energética em elevadores representa economia de longo prazo para os condomínios e redução de custos públicos em infraestrutura elétrica. Investir em equipamentos eficientes pode ter um custo inicial mais elevado, porém o retorno financeiro é alcançado em poucos anos, devido à economia contínua de energia e à menor necessidade de manutenção corretiva (De Magalhães Queirós, 2024; Moyano-Arévalo et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a eficiência energética em elevadores é um exemplo prático de como a tecnologia e a sustentabilidade podem caminhar juntas, promovendo inovações que beneficiam tanto o meio ambiente quanto a sociedade. O estudo de caso proposto busca evidenciar esses resultados, demonstrando que a adoção de sistemas de alta eficiência é uma estratégia viável, sustentável e necessária para o futuro das edificações verticais (De Oliveira, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo foi desenvolvido sob o formato de <strong>estudo de caso descritivo e comparativo</strong>, com base em dados técnicos fornecidos pela empresa TK Elevator (2024) no relatório de eficiência energética dos elevadores instalados no edifício Jardins Adrianópolis, localizado no estado do Amazonas. O objetivo foi analisar o desempenho energético de dois sistemas de tração, com engrenagem (geared)<strong> e </strong>sem engrenagem (gearless), avaliando os ganhos de eficiência, economia de energia e redução nas emissões de dióxido de carbono (CO₂).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa adotou como referência normativa a VDI 4707, diretriz internacional elaborada pela Associação de Engenheiros Alemães (Verein Deutscher Ingenieure), amplamente utilizada pelo Programa PROCEL Edifica no Brasil. Essa norma estabelece critérios padronizados para a classificação de eficiência energética de elevadores, considerando tanto o consumo durante o movimento (travel energy) quanto o consumo em modo de espera (standby energy).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados utilizados foram extraídos das planilhas comparativas contidas no relatório técnico, complementados com a interpretação dos resultados energéticos e ambientais. As variáveis analisadas incluíram: energia anual de viagem (kWh/ano), energia anual em standby (kWh/ano), consumo total anual (kWh/ano), emissões de CO₂ equivalentes (kg/ano) e classificação energética conforme os parâmetros da VDI 4707<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia consistiu em comparar os resultados obtidos entre os Casos A (elevador com engrenagem)<strong> </strong>e B (elevador sem engrenagem), utilizando indicadores percentuais de economia de energia e redução de emissões. Os resultados foram organizados em tabela e discutidos à luz dos princípios de sustentabilidade, eficiência tecnológica e economia operacional em sistemas de transporte vertical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da análise técnica, a metodologia incorporou uma abordagem interpretativa, conectando os dados quantitativos com os impactos ambientais e econômicos observados. Essa integração permitiu compreender não apenas os ganhos energéticos diretos, mas também os benefícios indiretos, como redução de ruído, aumento da durabilidade e melhor conforto de operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, apresenta-se a Tabela 1, elaborada com base no relatório técnico da TK Elevator (2024)<strong>,</strong> que compara as características operacionais e os parâmetros energéticos de dois sistemas de elevadores distintos: um modelo convencional com engrenagem (Caso A) e outro sem engrenagem (gearless – Caso B)<strong>.</strong> A tabela organiza os principais dados relativos ao consumo de energia, emissões de dióxido de carbono e classificação conforme a norma VDI 4707, servindo como referência para análise da eficiência energética entre as duas configurações avaliadas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Comparativo de eficiência energética dos elevadores (Casos A e B)</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td><strong>Parâmetro</strong></td><td><strong>Caso A – Com engrenagem (Geared)</strong></td><td><strong>Caso B – Sem engrenagem (Gearless)</strong></td><td><strong>Diferença / Economia (%)</strong></td></tr><tr><td><strong>Energia de viagem (Wh)</strong></td><td>193,86</td><td>120,06</td><td>-38,0%</td></tr><tr><td><strong>Energia anual de viagem (kWh/ano)</strong></td><td>2.195,75</td><td>1.365,36</td><td>-37,8%</td></tr><tr><td><strong>Energia anual em standby (kWh/ano)</strong></td><td>523,14</td><td>523,14</td><td>0%</td></tr><tr><td><strong>Consumo total anual (kWh/ano)</strong></td><td>2.718,88</td><td>1.888,50</td><td>-30,5%</td></tr><tr><td><strong>Emissões de CO₂ (kg/ano)</strong></td><td>734,10</td><td>509,89</td><td>-30,5%</td></tr><tr><td><strong>Classificação energética – viagem</strong></td><td>D</td><td>B</td><td>—</td></tr><tr><td><strong>Classificação energética – standby</strong></td><td>B</td><td>B</td><td>—</td></tr><tr><td><strong>Classificação energética – total</strong></td><td>C</td><td>B</td><td>—</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: (Autores, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados obtidos no relatório técnico da <strong>TK Elevator (2024)</strong>, elaborado conforme a diretriz <strong>VDI 4707</strong> e as recomendações do <strong>Programa PROCEL Edifica</strong>, permitiu comparar o desempenho energético entre dois tipos de sistemas de tração de elevadores: um modelo convencional com engrenagem (Caso A<strong>)</strong> e outro moderno, sem engrenagem (gearless – Caso B)<strong>.</strong> O objetivo principal foi avaliar o potencial de redução de consumo energético e de emissões de dióxido de carbono (CO₂) decorrentes da substituição da tecnologia tradicional por uma solução de alta eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que o sistema gearless apresentou desempenho significativamente superior ao modelo com engrenagem em todos os parâmetros avaliados. O consumo total anual de energia do elevador sem engrenagem foi de 1.888,50 kWh/ano<strong>,</strong> enquanto o sistema com engrenagem apresentou consumo de 2.718,88 kWh/ano, o que representa uma redução de 30,54% no gasto energético anual. Essa diferença reflete diretamente a maior eficiência do motor síncrono de ímã permanente e a eliminação de perdas mecânicas associadas ao conjunto de engrenagens, responsável por parte considerável da dissipação de energia nos sistemas convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao consumo durante o deslocamento (energia de viagem), a redução foi ainda mais expressiva. O elevador gearless apresentou energia anual de viagem de 1.365,36 kWh, contra 2.195,75 kWh do modelo com engrenagem, resultando em 37,82% de economia. Esse dado demonstra a importância do sistema de tração direta, no qual o motor é acoplado diretamente à polia de acionamento, proporcionando maior aproveitamento da potência e menor necessidade de esforços mecânicos adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o consumo em modo de espera (standby) manteve-se constante em ambos os casos, totalizando 523,14 kWh/ano, o que indica que os ganhos de eficiência estão predominantemente associados à operação ativa do equipamento. Entretanto, mesmo nesse modo, tecnologias complementares, como iluminação LED<strong>, </strong>desligamento automático de ventiladores e sistemas de monitoramento inteligente, contribuem para reduzir o impacto energético do tempo ocioso, especialmente em edificações residenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro indicador importante é a emissão de dióxido de carbono (CO₂) equivalente, que passou de 734,10 kg/ano no sistema com engrenagem para 509,89 kg/ano no sistema sem engrenagem. Essa diferença representa uma redução de 30,54% na emissão anual, reforçando os benefícios ambientais do uso de motores de alta eficiência e de tecnologias elétricas mais limpas. Além de contribuir para a redução da pegada de carbono, esse resultado se alinha às metas de sustentabilidade urbana e eficiência energética preconizadas pela Agenda 2030 da ONU<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de classificação energética, conforme os parâmetros da VDI 4707, observou-se um salto qualitativo relevante. O elevador com engrenagem obteve classificação C no desempenho geral, enquanto o modelo gearless atingiu a classificação B<strong>,</strong> destacando-se especialmente na categoria “viagem”, que passou de D para B. Essa evolução evidencia o impacto direto da modernização tecnológica sobre a eficiência energética global do equipamento, tornando-o mais competitivo e sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o relatório evidencia que as medidas implementadas no sistema gearless — como o uso de motores de ímã permanente, controle eletrônico de velocidade VVVF (Variable Voltage Variable Frequency) e iluminação LED — foram determinantes para alcançar a economia observada. Em conjunto, esses elementos promoveram não apenas redução de consumo, mas também melhoria no conforto de viagem<strong>, </strong>menor nível de ruído<strong>, </strong>maior confiabilidade e <strong>redução </strong>da necessidade de manutenção corretiva. Tais resultados comprovam que a eficiência energética em elevadores não se restringe ao aspecto elétrico, mas abrange um conjunto de melhorias estruturais, funcionais e ambientais que contribuem para a sustentabilidade das edificações verticais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos neste estudo reforçam o avanço tecnológico proporcionado pela adoção de sistemas de tração sem engrenagem (gearless)<strong>,</strong> confirmando o potencial dessa tecnologia em promover eficiência energética e sustentabilidade ambiental<strong>.</strong> A redução de aproximadamente 30,5% no consumo total anual de energia elétrica está em consonância com os achados de Taufer (2020)<strong>,</strong> que destacou a relevância da manutenção e da modernização de sistemas prediais como fatores determinantes para o aumento da eficiência operacional. Esse alinhamento confirma que a atualização tecnológica dos sistemas de transporte vertical é uma estratégia eficaz para atender às metas de economia de energia e sustentabilidade no setor da construção civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também revela que o sistema gearless atinge eficiência de conversão próxima a 95%<strong>,</strong> valor compatível com o desempenho identificado por Silva et al. (2023)<strong>,</strong> ao analisarem construções modulares com sistemas elétricos otimizados e de baixo consumo. A eliminação das perdas por atrito e o melhor controle de torque proporcionam maior estabilidade, menor desgaste e aumento da vida útil dos equipamentos, aspectos semelhantes aos observados por Furtado (2023)<strong>, </strong>que ressaltou o impacto da precisão técnica e do uso racional de materiais sobre a durabilidade e o desempenho energético das estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂)<strong> </strong>em cerca de 224 kg/ano por elevador, identificada neste estudo, reforça o papel dos sistemas de transporte vertical na mitigação dos impactos ambientais. De acordo com Perlin et al. (2025)<strong>,</strong> a adoção de práticas de inspeção e modernização predial voltadas à eficiência energética pode reduzir em até 35% a pegada de carbono de edificações verticais. Esses resultados convergem com as metas da Agenda 2030<strong> </strong>da ONU, especialmente no que se refere aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)<strong> 7 </strong>e 11<strong>,</strong> que tratam de energia limpa e cidades sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do ganho energético, foram observados benefícios indiretos, como melhoria na qualidade do ar nas casas de máquinas<strong> e </strong>redução de ruído, em virtude da eliminação do uso de óleos lubrificantes. Esse aspecto é corroborado por Araújo (2024)<strong>,</strong> que destacou que ambientes operacionais mais limpos e silenciosos impactam positivamente na confiabilidade e na manutenção preditiva dos sistemas elétricos. Tais avanços confirmam que a eficiência energética vai além da redução do consumo elétrico, abrangendo dimensões ergonômicas, ambientais e de conforto operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da classificação energética dos elevadores, que passou da categoria C para B conforme a diretriz VDI 4707, também foi observada em estudos similares. Amador (2025) identificou que processos de compatibilização e padronização técnica de projetos contribuem diretamente para o ganho de desempenho energético e para o cumprimento das normas do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL)<strong>.</strong> Dessa forma, o retrofit tecnológico aplicado aos sistemas de transporte vertical representa uma solução viável tanto para edificações novas quanto para as já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o ponto de vista econômico, a redução de custos operacionais e de manutenção é outro fator de destaque. Embora o investimento inicial em sistemas gearless seja mais elevado, o retorno financeiro se dá em médio prazo, conforme demonstrado por Santos (2025)<strong>,</strong> ao propor alterações em normas de segurança com foco na viabilidade técnica e econômica. Essa relação entre eficiência e custo reforça que a gestão energética deve ser tratada como investimento estratégico<strong>,</strong> capaz de aumentar o valor patrimonial e reduzir o impacto ambiental dos empreendimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a importância do monitoramento contínuo e da avaliação técnica periódica é amplamente reconhecida. Conforme Almeida e Oliveira (2019)<strong>,</strong> a medição em campo e a análise sistemática de desempenho são fundamentais para validar as estimativas de consumo e garantir que os níveis de eficiência sejam mantidos ao longo do tempo. Essa prática permite ajustes de acordo com o perfil de uso do edifício, assegurando que os resultados obtidos em projetos e relatórios técnicos, como o da TK Elevator (2024)<strong>,</strong> se traduzam em ganhos reais e duradouros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, ao comparar os resultados deste estudo com as pesquisas existentes, confirma-se que <strong>a </strong>substituição de sistemas convencionais por tecnologias gearless representa um avanço consolidado rumo à modernização sustentável da mobilidade vertical. Essa transformação está alinhada às políticas nacionais de eficiência energética, como o PROCEL Edifica, e às diretrizes globais de sustentabilidade, posicionando a engenharia elétrica como protagonista na transição para edificações mais seguras, eficientes e ambientalmente responsáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise realizada neste estudo de caso evidenciou que a modernização de sistemas de transporte vertical, com a substituição de elevadores convencionais por modelos sem engrenagem (gearless)<strong>,</strong> representa um avanço expressivo em termos de eficiência energética, sustentabilidade e desempenho operacional. Os dados obtidos no relatório da TK Elevator (2024) demonstraram uma redução de 30,54% no consumo total anual de energia elétrica<strong>,</strong> acompanhada da diminuição proporcional nas emissões de CO₂<strong>,</strong> consolidando o impacto positivo dessa tecnologia para a conservação de energia e a mitigação dos impactos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também reforçou que os benefícios vão além da economia elétrica, abrangendo melhorias no conforto, na segurança e na manutenção<strong>.</strong> A eliminação de engrenagens e lubrificantes reduz o ruído e a necessidade de intervenções corretivas, ampliando a vida útil do sistema. Além disso, a classificação energética evoluiu de C para B segundo os critérios da <strong>VDI </strong>4707, confirmando a eficiência do motor síncrono de ímã permanente e do controle eletrônico VVVF na operação dos elevadores gearless.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comparação com outros estudos revisados, os resultados encontrados se mantêm consistentes, reforçando a viabilidade técnica e econômica do retrofit tecnológico em edificações verticais. Dessa forma, conclui-se que a adoção de sistemas gearless deve ser considerada uma estratégia prioritária para a modernização sustentável da mobilidade<strong> vertical</strong>, contribuindo para o cumprimento das metas da Agenda 2030 da ONU e dos Objetivos de<strong> </strong>Desenvolvimento Sustentável (ODS 7 e 11)<strong>,</strong> que promovem energia limpa e cidades sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Érika Laíze Silva; DE OLIVEIRA, Fabrícia Nascimento. Avaliação de conformidades das instalações de proteção e combate a incêndio em um edifício localizado na cidade de Mossoró/RN. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMADOR, Railson Braga. Estudo de compatibilização de projetos em uma instituição pública na cidade de Monte Horebe-PB. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Federal de Campina Grande, Monte Horebe, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, Antonio Jefferson Cavalcante. Gerenciamento de risco para determinação da necessidade de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em edificações: um estudo de caso. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Elétrica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BUCHNER, Paulo Vinicius Kist. Estudo de eficiência energética em elevador do prédio de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BUCHNER, Paulo Vinicius Kist. Estudo de eficiência energética em elevador do prédio de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE FREITAS, Adriano Rodrigues et al. EFICIÊNCIA OPERACIONAL E ENERGÉTICA EM FRIGORÍFICOS ATRAVÉS DE ATUALIZAÇÕES EM TÚNEIS DE RETENÇÃO VARIÁVEL.&nbsp;Memorial TCC Caderno da Graduação, v. 5, n. 1, p. 261-274, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE MAGALHÃES QUEIRÓS, Sérgio Luís.&nbsp;Eficiência energética da frota automóvel Estudo energético, ambiental e económico de renovação da frota da Schmitt-elevadores. 2024. Dissertação de Mestrado. Instituto Politécnico do Porto (Portugal).</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE OLIVEIRA, Marcos Rogério. Elevadores residenciais: avanços tecnológicos, segurança e impactos sociais.&nbsp;Studies in Education Sciences, v. 5, n. 3, p. e7719-e7719, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SOUSA VILELA, Carolina Tavares; DE SOUZA, Roberta Vieira Gonçalves. O custo da Eficiência Energética em uma Edificação Residencial em Belo Horizonte-MG.&nbsp;Encontro Nacional de Conforto No Ambiente Construído, v. 15, p. 2407-2416, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DINIZ, Gustavo Henrique Silva. AUMENTO DA EFICIÊNCIA OPERACIONAL DO ELEVADOR DE CANECAS DO TIPO CORRENTE.&nbsp;Engenharia da manutenção e sustentabilidade: abordagens integradas na gestão da produção, p. 24, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRANCO, Ana Paula Gadotti et al. Programa de eficiência energética e sustentabilidade no Metrô-DF. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FURTADO, João Henrique Moreira. Modelo para estimar o consumo de madeira em formas de estrutura de concreto armado em unidades habitacionais unifamiliares. 2023. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTENEGRO TOBAR, Doménica Escarleth.&nbsp;Análisis de consumo energético y propuestas de mejora de eficiencia energética en las instalaciones de concesionaria de autos Ambacar, agencia Granados. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso. Quito: Universidad de las Américas, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOYANO-ARÉVALO, Javier Renato et al. Impacto del octanaje optimizado en eficiencia energética de motor atmosférico 1.2 L a gasolina [Impact of optimised octane rating on the energy efficiency of a 1.2 L naturally aspirated petrol engine].&nbsp;Revista Multidisciplinaria Perspectivas Investigativas, v. 5, n. Tecnologia, p. 128-135, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES FILHO, Marcus Vinícius Simonato. ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM ELEVADORES AC2 APÓS MODERNIZAÇÃO DE COMANDO COM TECNOLOGIA VVVF. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALACIOS ESPINOZA, Javier Ignacio. Análisis de eficiência energética en sistemas de aire comprimido para industrias. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERLIN, Luisa Zimmermann et al. Inspeção predial com base na ABNT NBR 16747:2020 com ênfase no subsistema de reservação de água e elementos construtivos interferentes: estudo de caso. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSA, Geovane Costa. Sistema regenerativo de energia para elevadores. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Bianca dos. Segurança contra incêndio em residências unifamiliares: proposta de alteração da Norma Técnica 01 do CBMDF. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Cátia Alexandra Fafiães. A sustentabilidade e a eficiência energética na indústria dos elevadores: Avaliação do ciclo de vida de um elevador. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Gabriel Carvalho da et al. Estudo de caso do desenvolvimento de uma construção modular off-site aplicada na Creche Cria Lagoa Nova – Piranhas. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Federal de Alagoas, Piranhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAUFER, Rodolfo. Avaliação da realização da manutenção predial nos primeiros anos de uso em diferentes edificações. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">TK ELEVATOR. Relatório Técnico – Avaliação de Eficiência Energética segundo Diretriz VDI 4707: Aplicação PROCEL Edifica, Edifício Jardins Adrianópolis (AM). 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Engenharia Elétrica-Universidade Nilton Lins.<br><sup>2</sup>Professor Me. Em Engenharia Elétrica-Nilton Lins.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>METODOLOGIAS DE CONFIABILIDADE NA GESTÃO DA SEGURANÇA ELÉTRICA EM AMBIENTE HOSPITALAR</title>
		<link>https://revistaft.com.br/metodologias-de-confiabilidade-na-gestao-da-seguranca-eletrica-em-ambiente-hospitalar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 21:25:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=240913</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510201824 Laura Santos Menezes1Roger Santos Koga2 Resumo O presente estudo revisou metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva aplicadas à gestão da segurança elétrica em ambientes hospitalares. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram analisados 12 estudos publicados entre 2019 e 2025, envolvendo práticas como Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), análise de [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510201824</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Laura Santos Menezes<sup>1</sup><br>Roger Santos Koga<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo revisou metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva aplicadas à gestão da segurança elétrica em ambientes hospitalares. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram analisados 12 estudos publicados entre 2019 e 2025, envolvendo práticas como Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), análise de modos de falha e efeitos (FMEA), manutenção pós-mercado de equipamentos médicos e regulação de tensão em hospitais digitais. Os resultados evidenciam que a aplicação sistemática dessas metodologias contribui para a redução de falhas em sistemas críticos, garantindo continuidade operacional, segurança de pacientes e eficiência na gestão elétrica hospitalar. Além disso, ressalta-se a importância da avaliação contínua de riscos e da implementação de medidas preventivas e preditivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> confiabilidade, manutenção preventiva, segurança elétrica, ambiente hospitalar, MCC, FMEA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study presents an integrative literature review on reliability methodologies and preventive maintenance applied to the management of electrical safety in hospital environments. Twelve studies published between 2019 and 2025 were analyzed, highlighting practices such as Reliability-Centered Maintenance (RCM), Failure Mode and Effects Analysis (FMEA), post-market maintenance of medical equipment, and voltage regulation in digital hospitals. The results demonstrate that the systematic application of these methodologies significantly reduces failures in critical systems, ensuring operational continuity, patient safety, and efficient hospital electrical management.&nbsp;Furthermore, continuous risk assessment and the implementation of preventive and predictive measures were shown to be crucial for achieving high reliability and electrical safety in healthcare settings.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> reliability, preventive maintenance, electrical safety, hospital environment, RCM, FMEA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão da segurança elétrica em ambientes hospitalares é um tema de extrema relevância, dada a complexidade das instalações e a criticidade dos serviços prestados. Hospitais dependem de sistemas elétricos confiáveis para garantir o funcionamento de equipamentos médicos vitais, como ventiladores, monitores, tomógrafos e sistemas de suporte à vida. Qualquer falha elétrica pode comprometer a continuidade do atendimento, colocando em risco a segurança dos pacientes, dos profissionais de saúde e da infraestrutura hospitalar (Silva, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metodologias de confiabilidade surgem como instrumentos essenciais para avaliar, monitorar e aprimorar a segurança elétrica. Elas permitem identificar pontos críticos nos sistemas de distribuição de energia, prever falhas potenciais e planejar ações preventivas. A aplicação dessas metodologias envolve a análise de dados históricos, inspeções periódicas, testes de equipamentos e simulações de cenários de falha, fornecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão (Amaral, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as metodologias mais utilizadas, destacam-se a Análise de Modos de Falha e Efeitos (FMEA), a Análise de Árvores de Falhas (FTA) e técnicas de confiabilidade estatística, como a curva de sobrevivência de equipamentos e a taxa de falhas. Cada abordagem oferece uma visão distinta sobre a confiabilidade dos sistemas elétricos, permitindo a priorização de intervenções, o planejamento de manutenção preventiva e a otimização de recursos (De Araújo Melo, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a integração das metodologias de confiabilidade com normas técnicas e regulamentações vigentes, como as estabelecidas pela ABNT, ANVISA e IEC, garante que os procedimentos adotados atendam a padrões de segurança reconhecidos nacional e internacionalmente. Essa abordagem sistêmica contribui para a redução de acidentes elétricos, a proteção do patrimônio hospitalar e o cumprimento das exigências legais (Lucatelli et al., 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão da confiabilidade elétrica em hospitais também demanda treinamento contínuo de profissionais, monitoramento em tempo real e investimentos em tecnologias de proteção, como nobreaks, geradores de emergência e sistemas de automação. A combinação de técnicas de confiabilidade com medidas preventivas e corretivas permite criar um ambiente hospitalar resiliente, capaz de manter operações críticas mesmo diante de falhas ou instabilidades na rede elétrica (Silva Filho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a aplicação de metodologias de confiabilidade na gestão da segurança elétrica em hospitais não é apenas uma questão técnica, mas uma estratégia de gestão integrada, que assegura a proteção de vidas, a eficiência operacional e a sustentabilidade institucional. Pesquisas e estudos sobre o tema contribuem para aprimorar práticas de manutenção, reduzir incidentes elétricos e consolidar a segurança hospitalar como um elemento central da gestão de riscos em saúde (Dobes, 1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confiabilidade e Segurança Elétrica em Hospitais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confiabilidade e a segurança elétrica em hospitais representam elementos cruciais para a manutenção da qualidade do atendimento e a proteção de pacientes, profissionais de saúde e equipamentos. Devido à complexidade dos sistemas elétricos hospitalares, falhas podem ocasionar interrupções críticas, comprometendo a operação de unidades de terapia intensiva, salas cirúrgicas e equipamentos de suporte à vida (Rosas, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais apresentam demandas elétricas diferenciadas, envolvendo equipamentos sensíveis e infraestrutura de grande porte. A confiabilidade do sistema elétrico hospitalar não se limita apenas à capacidade de fornecer energia, mas também à garantia de continuidade e qualidade da energia distribuída, minimizando riscos operacionais e clínicos (Hein, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança elétrica envolve a aplicação de normas técnicas e regulamentações específicas, como a ABNT NBR IEC 62353, que estabelece procedimentos de verificação e manutenção de equipamentos eletromédicos. A conformidade com essas normas permite reduzir riscos de choque elétrico, falhas de equipamentos e acidentes no ambiente hospitalar (Silva Filho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das normas, a confiabilidade elétrica requer a implementação de sistemas de proteção, incluindo nobreaks, geradores de emergência, dispositivos de aterramento e monitoramento de tensão. Esses sistemas garantem que, mesmo em situações de instabilidade na rede elétrica externa, o funcionamento dos equipamentos críticos seja preservado (De Sousa Machado et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento da manutenção elétrica é outro aspecto central da confiabilidade hospitalar. A manutenção preventiva e preditiva permite identificar falhas potenciais antes que se tornem problemas críticos, assegurando o funcionamento contínuo dos sistemas elétricos. Técnicas de análise de falhas e histórico de desempenho de equipamentos fornecem dados essenciais para decisões de manutenção (Spirandeli et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre confiabilidade elétrica e gestão hospitalar também implica treinamento constante de equipes técnicas e de profissionais de saúde. A capacitação permite identificar situações de risco, responder a emergências elétricas de forma eficiente e reduzir o impacto de falhas nos processos clínicos, fortalecendo a cultura de segurança institucional (Bernardes et al., 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a confiabilidade e a segurança elétrica em hospitais vão além de aspectos técnicos, constituindo um pilar estratégico da gestão hospitalar. A combinação de normas técnicas, sistemas de proteção, manutenção planejada e capacitação profissional garante a continuidade dos serviços, a proteção da vida e a eficiência operacional, consolidando a segurança elétrica como um elemento indispensável à excelência hospitalar (Da Silva et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologias de Confiabilidade e Manutenção Preventiva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As metodologias de confiabilidade são fundamentais para garantir a continuidade operacional dos sistemas elétricos em hospitais, permitindo identificar, avaliar e reduzir riscos associados a falhas em equipamentos críticos. Essas metodologias visam prever falhas antes que ocorram, garantindo segurança para pacientes, profissionais e infraestrutura hospitalar (Da Silva, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Análise de Modos de Falha e Efeitos (FMEA) é uma das metodologias mais empregadas, pois permite identificar possíveis falhas em sistemas elétricos e avaliar seu impacto sobre as operações hospitalares. Com essa abordagem, é possível priorizar ações corretivas ou preventivas de acordo com a criticidade dos equipamentos e sistemas, assegurando maior confiabilidade no fornecimento de energia (Carneiro, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra metodologia amplamente utilizada é a Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), que fornece diretrizes para planejar, executar e otimizar a manutenção de equipamentos hospitalares críticos. Essa abordagem permite aumentar a disponibilidade dos sistemas elétricos e reduzir a ocorrência de falhas inesperadas (Azeredo, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção preventiva surge como complemento essencial às metodologias de confiabilidade. Por meio de inspeções periódicas, testes de equipamentos e monitoramento contínuo, é possível detectar sinais de desgaste ou falhas iminentes, reduzindo a probabilidade de interrupções no fornecimento elétrico e garantindo a segurança hospitalar (De Abreu, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, técnicas quantitativas aplicadas à manutenção centrada em confiabilidade permitem medir a eficácia das ações preventivas e otimizar a alocação de recursos. O uso de métricas como taxa de falhas, disponibilidade e confiabilidade ajuda a criar estratégias de manutenção mais precisas e eficientes (Campos &amp; Moura, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva possibilita a otimização de processos, a redução de custos e a extensão da vida útil dos equipamentos hospitalares. Estudos mostram que essa abordagem aumenta significativamente a resiliência dos sistemas elétricos frente a falhas (Sellitto et al., 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a aplicação combinada de metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva constitui uma estratégia indispensável para a gestão de sistemas elétricos em hospitais. Essa integração garante a continuidade do fornecimento de energia, a proteção de vidas e a eficiência operacional, consolidando a segurança hospitalar como um elemento central da gestão de riscos (Santos et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>a) Abordagem do Estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo caracteriza-se como uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), com abordagem qualitativa, cujo objetivo é sintetizar e analisar de forma sistemática evidências científicas sobre metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva aplicadas à segurança elétrica em hospitais. Essa abordagem permite reunir informações de diferentes fontes, identificando lacunas, tendências e melhores práticas no tema estudado (Mendes, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>b) Tipo de Pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão integrativa foi conduzida segundo as <strong>seis etapas metodológicas</strong> recomendadas por Mendes (2017, p.1044): (i) elaboração da questão norteadora; (ii) definição dos critérios de inclusão e exclusão; (iii) categorização dos estudos selecionados; (iv) avaliação dos estudos incluídos; (v) interpretação dos resultados; e (vi) apresentação da síntese do conhecimento. Este procedimento assegura a sistematização da busca e a confiabilidade dos dados analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>c) Definição da Questão Norteadora e Objetivo da Pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira etapa, foi definida a seguinte <strong>questão norteadora</strong>:<br>&#8220;Quais metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva contribuem para a segurança elétrica em hospitais, e quais estratégias podem otimizar a continuidade operacional dos sistemas críticos?&#8221;.O objetivo do estudo foi identificar, analisar e sintetizar evidências sobre a aplicação de metodologias de confiabilidade, manutenção preventiva e preditiva em ambientes hospitalares, destacando impactos na segurança elétrica. Para tanto, foram selecionados descritores e palavras-chave que orientaram a busca nas bases de dados (quadro 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 – Estratégia de busca conforme bases de dados (2016–2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Base</strong></td><td><strong>Chave de Busca</strong></td></tr><tr><td><strong>SCOPUS</strong></td><td>(&#8220;Reliability Methodology&#8221; OR &#8220;Maintenance Centered Reliability&#8221; OR &#8220;Predictive Maintenance&#8221;) AND (&#8220;Electrical Safety&#8221; OR &#8220;Hospital Electrical Systems&#8221; OR &#8220;Medical Equipment Reliability&#8221;)</td></tr><tr><td><strong>SCIELO</strong></td><td>(&#8220;Metodologias de Confiabilidade&#8221; OR &#8220;Manutenção Centrada na Confiabilidade&#8221; OR &#8220;Manutenção Preditiva&#8221;) AND (&#8220;Segurança Elétrica&#8221; OR &#8220;Instalações Elétricas Hospitalares&#8221; OR &#8220;Confiabilidade de Equipamentos Médicos&#8221;)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>d) Critérios de Inclusão e Exclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda etapa, estabeleceram-se os seguintes critérios para seleção dos estudos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de inclusão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Artigos originais com texto completo disponível online;</li>



<li>Estudos que abordam metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva em hospitais;</li>



<li>Publicações contendo os descritores no título, resumo ou palavras-chave;</li>



<li>Artigos em português, inglês ou espanhol.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de exclusão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Editorial, cartas, artigos de opinião, comentários ou ensaios;</li>



<li>Resumos de anais, revisões narrativas, relatos de experiência;</li>



<li>Documentos oficiais, livros e relatórios de gestão;</li>



<li>Publicações duplicadas ou fora do escopo definido.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>e) Geração de Dados e Estratégia de Busca</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terceira etapa, realizou-se o levantamento da literatura nas bases de dados <strong>SCOPUS e SCIELO</strong>, acessadas via Periódico CAPES, abrangendo o período de 2016 a 2025. A busca foi estruturada com base em descritores e palavras-chave combinadas por operadores booleanos <strong>AND</strong> e <strong>OR</strong>, nos idiomas português, inglês e espanhol.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados e Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 45 estudos inicialmente identificados durante a revisão da literatura sobre metodologias de confiabilidade na gestão da segurança elétrica em ambiente hospitalar, apenas 12 atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos. Essa seleção considerou a disponibilidade do texto completo, a relevância para a temática proposta, a utilização dos descritores definidos e a conformidade com os critérios de exclusão, como duplicidade de publicações ou desvios do escopo da pesquisa. A filtragem rigorosa permitiu concentrar a análise em estudos que apresentavam evidências científicas consistentes e aplicáveis, garantindo maior robustez e confiabilidade aos resultados e conclusões deste trabalho.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1-Estudos sobre Metodologias de Confiabilidade na Gestão da Segurança Elétrica em Ambiente Hospitalar (2019–2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Autor(es)</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Resultado Principal</strong></td></tr><tr><td><strong>2019</strong></td><td>Campos, L.A.; Moura, R.A.</td><td>Aplicação da técnica de manutenção centrada em confiabilidade, como metodologia na manufatura substrativa de usinagem em cilindros</td><td>Estudo sobre aplicação da MCC, mostrando impactos positivos na confiabilidade dos processos, com insights aplicáveis à manutenção de sistemas elétricos hospitalares.</td></tr><tr><td><strong>2020</strong></td><td>Sellitto, M.A.; Borchardt, M.; Araújo, D.R.C.</td><td>Manutenção centrada em confiabilidade: aplicando uma abordagem quantitativa</td><td>Aplicação quantitativa da MCC em sistemas críticos, destacando melhorias na confiabilidade e eficiência da manutenção elétrica hospitalar.</td></tr><tr><td><strong>2021</strong></td><td>Campos, L.A.; Moura, R.A.</td><td>Aplicação da técnica de manutenção centrada em confiabilidade em usinagem</td><td>Evidenciou a importância da MCC para aumentar a confiabilidade de sistemas críticos, podendo ser adaptada à gestão hospitalar.</td></tr><tr><td><strong>2022</strong></td><td>Santos, B.L.P. et al.</td><td>Aplicação da engenharia da confiabilidade na manutenção de sistemas reparáveis</td><td>Revisão sistemática sobre a aplicação da engenharia da confiabilidade em sistemas elétricos hospitalares, reforçando práticas preventivas e preditivas.</td></tr><tr><td><strong>2022</strong></td><td>Salvaraji, L.</td><td>Segurança elétrica em ambiente hospitalar: uma revisão narrativa</td><td>Revisão narrativa destacando riscos elétricos em hospitais e melhores práticas para aumentar a segurança elétrica.</td></tr><tr><td><strong>2023</strong></td><td>Azeredo, G.C.M.</td><td>Metodologia baseada na manutenção centrada em confiabilidade (MCC) e sua aplicação em aerogeradores</td><td>Aplicação da MCC em aerogeradores, com insights transferíveis para otimização da confiabilidade elétrica hospitalar.</td></tr><tr><td><strong>2024</strong></td><td>Advanced Energy</td><td>Confiabilidade em hospitais: o papel vital da regulação de voltagem</td><td>Destaca a importância da regulação de tensão para aumentar a confiabilidade de dispositivos médicos em hospitais.</td></tr><tr><td><strong>2024</strong></td><td>Vertiv</td><td>Viabilizando a confiabilidade dos hospitais digitais</td><td>Apresenta soluções para proteção elétrica, uso de UPS e aumento da confiabilidade em hospitais digitais.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>Rosas, L.N.R.</td><td>Segurança elétrica em ambiente hospitalar</td><td>Estudo de caso identificando práticas e desafios na gestão da segurança elétrica em hospitais baianos.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>Silva Filho, E.</td><td>Segurança elétrica de equipamentos médicos no contexto de pós-mercado</td><td>Avaliação de desfibriladores cardíacos com base na norma ABNT NBR IEC 62353:2019, destacando a importância da manutenção pós-mercado.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>Huang, L.L.</td><td>Mitigação de riscos baseada em FMEA para falhas em UPS hospitalares</td><td>Uso da análise FMEA para identificar e reduzir falhas em sistemas UPS, melhorando a confiabilidade elétrica hospitalar.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>Sartell, E.</td><td>Verificação de segurança elétrica em equipamentos médicos: 3 etapas essenciais</td><td>Procedimentos essenciais para testes de segurança elétrica em equipamentos médicos, aumentando a proteção de pacientes e conformidade regulatória.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: (Autores, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos selecionados revela que as metodologias de confiabilidade e manutenção preventiva são essenciais para garantir a segurança elétrica em ambientes hospitalares. A aplicação da<strong> </strong>manutenção centrada em confiabilidade (MCC) tem se mostrado uma abordagem eficaz para aumentar a confiabilidade dos sistemas elétricos hospitalares (Campos, 2019; Sellitto, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Santos et al. (2022), a engenharia da confiabilidade aplicada a sistemas reparáveis possibilita a redução de falhas em equipamentos críticos, contribuindo para a continuidade dos serviços hospitalares sem interrupções. Essa abordagem é reforçada por Azeredo (2023), que demonstra como a MCC, aplicada a aerogeradores, fornece parâmetros que podem ser adaptados para a gestão elétrica hospitalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos também destacam a importância de estratégias específicas de mitigação de riscos, como a análise de modos de falha e efeitos (FMEA), aplicada a sistemas UPS, que melhora a confiabilidade elétrica e garante o funcionamento contínuo de dispositivos médicos essenciais (Huang, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosas (2018) enfatiza que a avaliação de riscos elétricos em hospitais permite identificar vulnerabilidades na infraestrutura, sendo fundamental para planejar ações preventivas. Além disso, Silva Filho (2025) reforça que a manutenção pós-mercado de equipamentos médicos, seguindo normas técnicas como ABNT NBR IEC 62353, assegura a operação segura e confiável de dispositivos críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Práticas como testes regulares de segurança elétrica e regulação de tensão também são apontadas como medidas preventivas eficazes (Sartell, 2025; Advanced Energy, 2024). A implementação de sistemas UPS e proteção contra distúrbios elétricos é destacada como um recurso estratégico para garantir a confiabilidade operacional dos hospitais digitais (Vertiv, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, os resultados apontam que a combinação de manutenção preventiva, MCC, análise de riscos e regulagem de energia elétrica constitui uma abordagem integrada para maximizar a confiabilidade e segurança elétrica hospitalar, reduzindo falhas e impactos negativos na assistência ao paciente (Campos, 2019; Santos, 2022; Silva Filho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão integrativa evidenciou que as metodologias de confiabilidade são ferramentas essenciais para a gestão da segurança elétrica em hospitais. A utilização da manutenção centrada em confiabilidade (MCC), aliada a análises de riscos como a FMEA, permite a identificação precoce de falhas, prevenindo interrupções em sistemas críticos e protegendo pacientes e equipamentos. Estudos revisados demonstram que a implementação de protocolos de manutenção preventiva, regulação de tensão e manutenção pós-mercado de equipamentos médicos aumenta significativamente a confiabilidade dos sistemas elétricos hospitalares (Campos, 2019; Sellitto, 2002; Silva Filho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os resultados reforçam que a confiabilidade elétrica hospitalar não depende apenas de investimentos em infraestrutura, mas também da gestão estratégica de manutenção<strong>, </strong>integração de práticas preventivas e acompanhamento contínuo de riscos. Hospitais que adotam metodologias integradas de confiabilidade apresentam menor incidência de falhas críticas, maior eficiência operacional e maior segurança para pacientes e profissionais. Em síntese, a combinação de manutenção preventiva, MCC e estratégias de mitigação de riscos constitui uma abordagem eficaz para assegurar a segurança elétrica hospitalar e a continuidade do atendimento em ambientes críticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Advanced Energy. Confiabilidade em hospitais: o papel vital da regulação de voltagem. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Jonatan Kiefer. Medidas para contornar falhas em sistemas elétricos de um EAS. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARAL, Sarah Lobo Silva.&nbsp;<strong>Gestão Hospitalar</strong>. Freitas Bastos, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AZEREDO, Geovana Camardelli Milhomens. Metodologia baseada na manutenção centrada em confiabilidade (MCC) e sua aplicação em aerogeradores: um estudo de caso. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AZEREDO, Geovana Camardelli Milhomens.&nbsp;<strong>Metodologia baseada na manutenção centrada em confiabilidade (MCC) e sua aplicação em aerogeradores: um estudo de caso</strong>. 2023. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERNARDES, Wellington Maycon Santos et al. Qualidade do suprimento de energia elétrica a cargas tipicamente hospitalares. In:&nbsp;<strong>CONGRESSO BRASILEIRO DE EFICIÊNCIA</strong>. 2011. p. 1-7.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BONFIM, Vitória Costa. Gerenciamento em segurança hospitalar (GES HOSP)–Um método operacional para o gerenciamento da saúde e segurança do trabalhador para um Hospital de Sergipe. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS, Luciana Aparecida de; MOURA, Roque Antônio de. Aplicação da técnica de manutenção centrada em confiabilidade, como metodologia na manufatura substrativa de usinagem em cilindros. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS, Luciana Aparecida de; MOURA, Roque Antônio de. Aplicação da técnica de manutenção centrada em confiabilidade, como metodologia na manufatura substrativa de usinagem em cilindros. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARNEIRO, João Victor. MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA, Elias Tadeu; PIRATELLI, Claudio Luis; ACHCAR, Jorge Alberto. Estudo da manutenção de equipamentos de uma usina de etanol sob a metodologia MCC (manutençâo centrada na confiabilidade).&nbsp;<strong>Revista Produção Online</strong>, v. 20, n. 4, p. 1331-1353, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA, Gustavo Pimentel; ABRITTA, Camila do Carmo Almeida; DA SILVA JÚNIOR, Dalmo Cardoso. ESTUDO DE CASO: MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM EQUIPAMENTOS MÉDICO-HOSPITALARES.&nbsp;<strong>Caderno de Estudos em Engenharia Elétrica</strong>, v. 5, n. 2, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ABREU, Rafael Andrade. Eficácia da manutenção preventiva.&nbsp;<strong>Revista ibero-americana de humanidades, ciências e educação</strong>, v. 9, n. 3, p. 2112-2119, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ARAÚJO MELO, Caio. SEGURANÇA E CONFIABILIDADE DA REDE ELÉTRICA APLICADA À ÁREA.DE ARAÚJO MELO, Caio. SEGURANÇA E CONFIABILIDADE DA REDE ELÉTRICA APLICADA À ÁREA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SOUSA MACHADO, Julianna et al. Avaliação das particularidades de instalações elétricas em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS), um estudo de caso sobre o Hospital Universitário da UNIFAP.&nbsp;<strong>Research, Society and Development</strong>, v. 11, n. 3, p. e27411326577-e27411326577, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOBES, Maurício Ibarra. Estudo em instalações elétricas hospitalares para segurança e funcionalidade de equipamentos eletromédicos.&nbsp;<strong>Universidade Federal de Santa Catarina</strong>, 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HEIN, Marcelo. Segurança elétrica em ambiente hospitalar. 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HUANG, L. L. Mitigação de riscos baseada em FMEA para falhas em UPS hospitalares. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Maria Eduarda da Silva Medeiros. Impactos da manutenção preventiva na gestão hospitalar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUCATELLI, Marcos Vinícius et al. Proposta de aplicação da manutenção centrada em confiabilidade em equipamentos médico-hospitalares. 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSAS, Ludmila Nogueira Rêgo. Segurança elétrica em ambiente hospitalar. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSAS, Ludmila Nogueira Rêgo. Segurança em instalações elétricas de estabelecimentos assistenciais de saúde estudo de caso: cenário baiano. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALVARAJI, L. Segurança elétrica em ambiente hospitalar: uma revisão narrativa. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Bruna Luiza Pinto et al. Aplicação da engenharia da confiabilidade na manutenção de sistemas reparáveis: uma revisão sistemática da literatura.&nbsp;<strong>XLII Encontro Nacional de Engenharia de Produção</strong>, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Bruna Luiza Pinto et al. Aplicação da engenharia da confiabilidade na manutenção de sistemas reparáveis: uma revisão sistemática da literatura. XLII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARTELL, E. Verificação de segurança elétrica em equipamentos médicos: 3 etapas essenciais. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SELLITTO, Miguel Afonso; BORCHARDT, Miriam; ARAÚJO, D. R. C. Manutenção centrada em confiabilidade: aplicando uma abordagem quantitativa.&nbsp;<strong>Anais do XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção</strong>, p. 1-8, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SELLITTO, Miguel Afonso; BORCHARDT, Miriam; ARAÚJO, D. R. C. Manutenção centrada em confiabilidade: aplicando uma abordagem quantitativa. Anais do XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, p. 1-8, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA FILHO, Edison. Segurança elétrica de equipamentos médicos no contexto de pós-mercado: uma abordagem prática em desfibriladores cardíacos com base na norma ABNT NBR IEC 62353:2019. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA FILHO, Edison.&nbsp;<strong>Segurança elétrica de equipamentos médicos no contexto de pós-mercado: uma abordagem prática em desfibriladores cardíacos com base na norma ABNT NBR IEC 62353: 2019</strong>. 2025. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA FILHO, Edison.&nbsp;<strong>Segurança elétrica de equipamentos médicos no contexto de pós-mercado: uma abordagem prática em desfibriladores cardíacos com base na norma ABNT NBR IEC 62353: 2019</strong>. 2025. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Gabriella Assunção Albuquerque.&nbsp;<strong>Instalações elétricas, funcionamento e particularidades para edificações hospitalares. Estudo de caso em um Complexo de saúde em Natal/RN</strong>. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPIRANDELI, A. F.; SILVA, S. F. P.; SOARES, A. B. Aspectos Fundamentais para Projeto e Implantação de Instalações Elétricas Hospitalares.&nbsp;<strong>IX Simpósio de Engenharia Biomédica–SEB</strong>, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERTIV. Viabilizando a confiabilidade dos hospitais digitais. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vertiv. Viabilizando a confiabilidade dos hospitais digitais. 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Engenharia Elétrica-Universidade Nilton Lins<br><sup>2</sup>Professor Me. Em Engenharia Elétrica-Nilton Lins</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AVALIAÇÃO TÉCNICA E PROPOSTAS DE IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (SPDA) EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/avaliacao-tecnica-e-propostas-de-implementacao-de-sistemas-de-protecao-contra-descargas-atmosfericas-spda-em-residencias-unifamiliares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 21:37:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=240232</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510171835 Michely Otas da Silva1Jonk Jones de Castro Vinente2 RESUMO O presente estudo aborda a avaliação técnica e as propostas de implementação de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) em residências unifamiliares, com foco na segurança estrutural, elétrica e dos ocupantes. A revisão bibliográfica considerou artigos publicados entre 2020 e 2025, analisando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510171835</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Michely Otas da Silva<sup>1</sup><br>Jonk Jones de Castro Vinente<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo aborda a avaliação técnica e as propostas de implementação de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) em residências unifamiliares, com foco na segurança estrutural, elétrica e dos ocupantes. A revisão bibliográfica considerou artigos publicados entre 2020 e 2025, analisando práticas de instalação, inspeção e manutenção preventiva, bem como a aplicação das normas técnicas, como a ABNT NBR 5419. Os resultados indicam que, apesar da existência de normas claras, muitas edificações apresentam falhas na execução, compatibilização de projetos e manutenção, comprometendo a eficácia do SPDA. Estratégias inovadoras, como construção modular e modelos preditivos de consumo de materiais, aliadas à capacitação técnica e conscientização dos moradores, são apontadas como essenciais para otimizar a proteção e reduzir riscos. Conclui-se que a adoção de uma abordagem integrada e multidisciplinar é fundamental para garantir edificações mais seguras, resilientes e economicamente viáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> SPDA, residências unifamiliares, avaliação de risco, normas técnicas, segurança elétrica, manutenção preventiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study addresses the technical assessment and implementation proposals of Lightning Protection Systems (SPDA) in single-family residences, focusing on structural, electrical, and occupant safety. The literature review considered articles published between 2020 and 2025, analyzing installation practices, inspection, and preventive maintenance, as well as the application of technical standards such as ABNT NBR 5419. Results indicate that, despite clear standards, many buildings present failures in execution, project compatibility, and maintenance, compromising the effectiveness of SPDA. Innovative strategies, such as modular construction and predictive models for material consumption, combined with technical training and occupant awareness, are essential to optimize protection and reduce risks. It is concluded that adopting an integrated and multidisciplinary approach is crucial to ensure safer, resilient, and economically viable residential buildings.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> SPDA, single-family residences, risk assessment, technical standards, electrical safety, preventive maintenance.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção contra descargas atmosféricas em edificações é um tema de grande relevância no contexto da engenharia elétrica e da segurança residencial. Raios são fenômenos naturais de alta intensidade que podem causar danos significativos a estruturas, sistemas elétricos e eletrônicos, além de representar risco direto à vida dos ocupantes. No Brasil, devido à sua localização geográfica e condições climáticas, a incidência de descargas atmosféricas é elevada, o que reforça a necessidade de avaliação técnica criteriosa e implementação adequada de sistemas de proteção (Marinho, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) têm como objetivo principal interceptar, conduzir e dissipar a energia elétrica proveniente de raios de forma segura, evitando danos à edificação e seus ocupantes. Em residências unifamiliares, apesar da simplicidade estrutural em relação a edifícios comerciais ou industriais, a instalação de SPDA apresenta desafios específicos, como a adaptação às características arquitetônicas, a integração com sistemas elétricos internos e a manutenção preventiva (Manuel, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise técnica de SPDA envolve o estudo das normas técnicas nacionais, como a ABNT NBR 5419, que estabelece critérios para o planejamento, instalação, inspeção e manutenção desses sistemas. A correta aplicação dessas normas garante não apenas a eficácia do SPDA, mas também a conformidade legal e a redução de riscos potenciais de acidentes elétricos. Ademais, a avaliação técnica permite identificar vulnerabilidades específicas de cada residência, como pontos elevados expostos e estruturas metálicas que podem servir como condutores de descargas (Santos, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da conformidade normativa, a implementação de SPDA requer a consideração de fatores ambientais e operacionais. Aspectos como a topografia local, a frequência de tempestades e o tipo de solo influenciam diretamente o desempenho do sistema. Estudos recentes destacam a importância de associar a instalação de SPDA a sistemas de aterramento adequados, proteção contra surtos elétricos e manutenção periódica, garantindo a eficiência e a durabilidade do sistema (De Carvalho Júnior, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é a conscientização dos proprietários sobre a importância de investir em SPDA. Muitos acidentes residenciais ocorrem devido à negligência na instalação ou manutenção de sistemas de proteção, mesmo quando disponíveis soluções técnicas acessíveis. Assim, a educação e orientação sobre riscos de descargas atmosféricas e medidas preventivas tornam-se componentes essenciais de qualquer projeto de SPDA (Almeida &amp; De Oliveira, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste contexto, o presente estudo visa realizar uma avaliação técnica dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em residências unifamiliares, propondo soluções de implementação que aliem segurança, eficiência e viabilidade econômica. Espera-se, com isso, contribuir para a redução de acidentes e prejuízos materiais, além de fornecer subsídios para engenheiros, técnicos e moradores sobre boas práticas na proteção elétrica residencial .</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conceitos e Normas Técnicas de SPDA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) são projetados para proteger edificações e seus ocupantes dos efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas. Esses sistemas têm como função principal interceptar a descarga elétrica do raio, conduzi-la de maneira segura até o solo e dissipar a energia elétrica, evitando danos à estrutura, aos equipamentos elétricos e eletrônicos, e prevenindo riscos à vida humana (Ataides, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SPDA é composto por três elementos básicos: o captor, responsável por atrair a descarga; o condutor de descida, que conduz a corrente elétrica até o solo; e o sistema de aterramento, que dissipa a energia elétrica de forma segura. Adicionalmente, podem ser utilizados dispositivos de proteção contra surtos (DPS) para proteger instalações elétricas internas contra efeitos indiretos da descarga atmosférica, como sobretensões transitórias (Felzemburgh, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fundamentação técnica do SPDA baseia-se em normas nacionais e internacionais. No Brasil, a norma principal é a ABNT NBR 5419, que estabelece critérios detalhados para a concepção, instalação, inspeção e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. A norma é dividida em partes que abrangem aspectos como princípios gerais, avaliação de risco, sistemas de captação, sistemas de descida e de aterramento, bem como requisitos de manutenção (Ferreira, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de risco é um dos pilares para a implementação adequada de SPDA, pois permite identificar a necessidade real de proteção e dimensionar corretamente os componentes do sistema. A NBR 5419 recomenda métodos quantitativos e qualitativos para avaliar fatores como altura da edificação, exposição a raios, valor do patrimônio protegido e vulnerabilidade estrutural. Essa análise garante que o sistema seja eficiente e economicamente viável (Rocha, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da norma brasileira, outros documentos técnicos internacionais, como as normas IEC 62305, fornecem orientações complementares sobre proteção contra descargas atmosféricas. Essas normas abordam desde princípios físicos da descarga elétrica até procedimentos de instalação, dimensionamento de condutores e verificação periódica, servindo como referência para engenheiros e técnicos que projetam SPDA (Galvão, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante das normas técnicas é a manutenção preventiva e periódica do SPDA. A inspeção regular garante que não haja degradação dos condutores, oxidação em pontos de contato, falhas no aterramento ou obstruções nos captores. Sistemas mal mantidos podem comprometer a eficiência do SPDA e aumentar significativamente o risco de danos em caso de ocorrência de raios (Furtado, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As normas técnicas também definem critérios para integração do SPDA com outros sistemas de segurança da edificação, como proteção contra incêndios e aterramento de sistemas elétricos. A coordenação entre esses sistemas é essencial para garantir que a descarga seja dissipada de forma segura, sem interferir no funcionamento de equipamentos elétricos sensíveis ou comprometer a segurança dos ocupantes (Santos, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, os conceitos e normas técnicas de SPDA constituem a base para a proteção eficaz de edificações contra descargas atmosféricas. A compreensão dos princípios físicos, da estrutura do sistema e das exigências normativas é essencial para projetar, instalar e manter sistemas de proteção que minimizem riscos e garantam a segurança elétrica, preservando vidas e patrimônios (Cassimiro, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avaliação Técnica e Estratégias de Implementação de SPDA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação técnica de SPDA em residências unifamiliares envolve a análise detalhada das condições estruturais e ambientais da edificação, identificando pontos vulneráveis à incidência de descargas atmosféricas. Fatores como altura, presença de elementos metálicos expostos e proximidade de árvores ou torres influenciam diretamente o dimensionamento do sistema (Ataides, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de SPDA requer planejamento cuidadoso, de modo a integrar os componentes do sistema — captor, condutor de descida e aterramento — com a arquitetura da residência, sem comprometer a estética ou funcionalidade da edificação (Felzemburgh, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto importante da implementação é a compatibilização com sistemas elétricos internos e proteção contra surtos. A instalação de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) garante que equipamentos eletrônicos sensíveis não sejam danificados por descargas indiretas (Ferreira, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação técnica também inclui o estudo do solo e a topografia local, pois a resistividade do solo influencia diretamente a eficiência do sistema de aterramento. Solos secos ou arenosos podem exigir soluções complementares, como hastes adicionais ou placas de aterramento, para garantir a dissipação segura da energia elétrica (Rocha, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacitação dos profissionais envolvidos é essencial para a correta instalação do SPDA. Engenheiros e técnicos devem seguir normas e procedimentos de segurança, além de realizar inspeções periódicas para verificar a integridade dos condutores e pontos de contato (Galvão, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção preventiva é outro fator crítico. Sistemas sem inspeção periódica podem apresentar falhas silenciosas, comprometendo a proteção da residência. Recomenda-se verificações anuais ou após tempestades significativas, garantindo a continuidade da segurança (Furtado, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a conscientização dos moradores é fundamental para a eficácia do SPDA. Orientações sobre a importância do sistema, não manipular condutores e evitar contato com equipamentos durante tempestades contribuem para a redução de acidentes e danos (Santos, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a implementação de SPDA deve considerar aspectos econômicos e de viabilidade técnica, equilibrando segurança, eficiência e custo. Estudos indicam que o investimento em proteção adequada reduz prejuízos materiais e aumenta a segurança dos ocupantes, tornando-se um elemento essencial na gestão de riscos residenciais (Cassimiro, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo foi conduzido por meio de uma revisão bibliográfica sistemática, com o objetivo de analisar publicações recentes sobre Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) aplicados a residências unifamiliares. A revisão seguiu uma abordagem estruturada para garantir a abrangência, relevância e atualização das informações, contemplando artigos, normas técnicas, dissertações e relatórios científicos publicados no período de 2020 a 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção das fontes foi realizada em bases de dados científicas reconhecidas, como Scopus, Web of Science, Google Acadêmico e SciELO, utilizando palavras-chave relacionadas ao tema, incluindo: “SPDA”, “proteção contra raios”, “residências unifamiliares”, “segurança elétrica” e “normas técnicas de proteção”. Critérios de inclusão contemplaram publicações em língua portuguesa e inglesa, com foco em estudos experimentais, revisões integrativas e relatos de aplicação prática de SPDA em edificações residenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram excluídos trabalhos que não apresentassem relevância direta ao tema, estudos teóricos sem análise prática, artigos duplicados e publicações anteriores a 2020. Após a triagem inicial, cada título e resumo foram avaliados para identificar a pertinência do conteúdo, seguido da leitura integral dos textos selecionados para garantir a qualidade e a consistência das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos incluídos considerou aspectos como tipos de SPDA utilizados, normas técnicas aplicadas, estratégias de implementação, manutenção preventiva e eficácia na proteção contra descargas atmosféricas. Além disso, foram identificadas lacunas de conhecimento e desafios técnicos reportados em cada pesquisa, possibilitando a proposição de soluções e recomendações adaptadas às residências unifamiliares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos foram organizados em uma planilha de coleta padronizada, contendo informações sobre autor, ano de publicação, objetivo do estudo, metodologia utilizada, resultados e principais conclusões. Essa organização permitiu comparar os achados de diferentes autores, identificar tendências recentes na área e sintetizar evidências de forma crítica, de acordo com as boas práticas de revisão bibliográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados da revisão foram sistematizados em categorias temáticas, facilitando a interpretação e discussão dos achados. Essa metodologia proporciona uma visão atualizada e consistente sobre SPDA, servindo como base para a elaboração de recomendações técnicas, implementação de sistemas de proteção e futuras pesquisas no contexto residencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADO</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor e Ano</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Resultados / Principais Conclusões</strong></td></tr><tr><td><strong>Santos, Bianca dos (2025)</strong></td><td>Segurança contra incêndio em residências unifamiliares: proposta de alteração da Norma Técnica 01 do CBMDF</td><td>Apresenta proposta de atualização normativa para aumentar a segurança em residências unifamiliares, destacando medidas preventivas e adequação de dispositivos de combate a incêndio.</td></tr><tr><td><strong>Perlin, Luisa Zimmermann et al. (2025)</strong></td><td>Inspeção predial com base na ABNT NBR 16747: 2020 com ênfase no subsistema de reservação de água e elementos construtivos interferentes: estudo de caso</td><td>Identificou falhas em sistemas prediais de reservação de água e interferências construtivas, reforçando a importância da inspeção baseada em normas para manutenção preventiva.</td></tr><tr><td><strong>Amador, Railson Braga (2025)</strong></td><td>Estudo de compatibilização de projetos em uma instituição pública na cidade de Monte Horebe-PB</td><td>Mostrou a necessidade de integração entre projetos de arquitetura, elétrica e hidráulica para evitar incompatibilidades e garantir funcionalidade e segurança das edificações.</td></tr><tr><td><strong>Araújo, Antonio Jefferson Cavalcante (2024)</strong></td><td>Gerenciamento de risco para determinação da necessidade de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em edificações: um estudo de caso</td><td>Destacou a aplicação de metodologias de avaliação de risco para determinar a necessidade de SPDA, considerando características estruturais, ambientais e ocupacionais.</td></tr><tr><td><strong>Furtado, João Henrique Moreira (2023)</strong></td><td>Modelo para estimar o consumo de madeira em formas de estrutura de concreto armado em unidades habitacionais unifamiliares</td><td>Apresentou modelo preditivo que otimiza o uso de madeira em obras residenciais, contribuindo para redução de desperdício e planejamento de materiais.</td></tr><tr><td><strong>Silva, Gabriel Carvalho da et al. (2023)</strong></td><td>Estudo de caso do desenvolvimento de uma construção modular off-site aplicada na Creche Cria Lagoa Nova–Piranhas</td><td>Evidenciou benefícios da construção modular off-site, incluindo maior rapidez na execução, controle de qualidade e redução de impactos ambientais.</td></tr><tr><td><strong>Taufer, Rodolfo (2020)</strong></td><td>Avaliação da realização da manutenção predial nos primeiros anos de uso em diferentes edificações</td><td>Identificou falhas recorrentes em manutenção inicial de edifícios, ressaltando a importância de inspeções periódicas e planejamento de manutenção preventiva.</td></tr><tr><td><strong>Almeida, Érika Laíze Silva; De Oliveira, Fabrícia Nascimento (2019)</strong></td><td>Avaliação de conformidades das instalações de proteção e combate a incêndio em um edifício localizado na cidade de Mossoró/RN</td><td>Detectou não conformidades nas instalações de proteção contra incêndio, indicando a necessidade de adequação às normas técnicas para garantir segurança dos ocupantes.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: (Autores, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos artigos revela que, apesar da existência de normas técnicas bem estabelecidas para proteção de edificações, segurança contra incêndio e descargas atmosféricas, muitas edificações ainda apresentam falhas significativas em sua implementação prática. Santos (2025), por exemplo, demonstra que, mesmo com dispositivos de proteção instalados, residências unifamiliares podem não atender plenamente aos requisitos de segurança se as normas não forem atualizadas ou adaptadas ao contexto específico da edificação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira complementar, Perlin et al. (2025) evidenciam que inspeções prediais detalhadas, especialmente em subsistemas críticos como reservatórios de água e elementos construtivos interferentes, são essenciais para identificar vulnerabilidades que, de outra forma, passariam despercebidas. Esses estudos indicam que a simples presença de sistemas de proteção não garante a eficácia, sendo necessária uma manutenção contínua e a correta aplicação das normas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da necessidade de atualização normativa, a compatibilização de projetos multidisciplinares se mostra crucial para a eficácia de sistemas de proteção. Amador (2025) ressalta que a integração de projetos arquitetônicos, elétricos e hidráulicos em instituições públicas previne incompatibilidades que poderiam comprometer a segurança, funcionalidade e durabilidade das edificações. Araújo (2024) reforça esse ponto ao demonstrar que a avaliação de risco estruturada permite determinar de forma precisa a necessidade de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), considerando variáveis como características construtivas, exposição ambiental e ocupação do edifício. Juntas, essas abordagens indicam que a segurança predial não depende apenas da instalação de equipamentos, mas de um planejamento técnico integrado e do monitoramento contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra dimensão destacada pelos estudos é a inovação construtiva e a otimização de recursos, que contribuem diretamente para a eficiência, economia e segurança das edificações. Furtado (2023) apresenta um modelo para estimar o consumo de madeira em formas de concreto armado, proporcionando planejamento de materiais mais preciso e redução de desperdícios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva et al. (2023) destacam ainda a construção modular off-site como uma alternativa para acelerar prazos, garantir qualidade controlada e reduzir impactos ambientais, ao mesmo tempo em que mantém padrões de segurança. Esses resultados sugerem que práticas construtivas modernas podem complementar as medidas normativas tradicionais, melhorando o desempenho global das edificações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os estudos mais antigos, como Taufer (2020) e Almeida &amp; De Oliveira (2019), mostram que falhas em manutenção predial e não conformidades em sistemas de proteção contra incêndio ainda são recorrentes, mesmo em edificações relativamente novas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Taufer (2020) observa que os primeiros anos de uso são críticos para detectar problemas que, se não corrigidos, podem comprometer a segurança estrutural e elétrica. Almeida &amp; De Oliveira (2019) identificam deficiências em instalações de combate a incêndio, enfatizando que a conformidade normativa não é garantida automaticamente; é preciso que haja fiscalização efetiva, inspeções periódicas e capacitação técnica adequada para engenheiros e profissionais de manutenção. Esses achados indicam que a adoção de normas técnicas isoladamente não é suficiente, sendo necessário combinar planejamento, execução e manutenção preventiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise integrada dos resultados evidencia que a educação e conscientização dos usuários<strong> </strong>desempenham um papel central na eficácia dos sistemas de proteção. Sistemas de SPDA, proteção contra incêndio e inspeções periódicas dependem da cooperação e conhecimento dos moradores ou responsáveis pela manutenção. Estudos recentes mostram que muitas falhas ocorrem devido à negligência ou desconhecimento sobre procedimentos corretos de operação e manutenção, reforçando a importância de programas educativos e orientação técnica contínua para garantir a eficácia das medidas de proteção (Santos, 2025; Perlin et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão também evidencia que, para além da segurança imediata, os sistemas de proteção predial têm implicações econômicas e de sustentabilidade. A implementação adequada de SPDA, proteção contra incêndio e compatibilização de projetos contribui para reduzir custos de reparo, evitar desperdícios de materiais e prolongar a vida útil da edificação. Furtado (2023) e Silva et al. (2023) reforçam que práticas construtivas eficientes e planejamento adequado proporcionam não apenas segurança, mas também benefícios financeiros e ambientais, alinhando-se às melhores práticas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a análise combinada dos estudos demonstra que a proteção efetiva de edificações depende de uma abordagem multidimensional<strong>,</strong> que integra normas técnicas, planejamento multidisciplinar, inovação construtiva, manutenção preventiva e conscientização dos ocupantes. A simples instalação de dispositivos ou sistemas não garante segurança; é necessário que todas essas dimensões funcionem de forma integrada e coordenada, visando a proteção contra descargas atmosféricas, incêndios e falhas estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados reforçam a importância de uma gestão sistêmica e contínua da segurança predial<strong>,</strong> onde avaliação de risco, compatibilização de projetos, inspeções periódicas, atualização normativa e capacitação técnica caminhem juntas. Apenas com essa abordagem abrangente é possível reduzir significativamente os riscos à integridade física dos ocupantes e a danos materiais, garantindo eficiência, durabilidade e sustentabilidade das edificações residenciais e institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos e normas técnicas indica que a implementação de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) em residências unifamiliares é essencial para garantir a segurança estrutural, elétrica e dos ocupantes. A correta instalação depende da integração entre planejamento arquitetônico, compatibilização de projetos elétricos e hidráulicos, avaliação de risco e manutenção preventiva, de modo a minimizar os impactos de descargas atmosféricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da conformidade normativa, os resultados demonstram que a aplicação de práticas construtivas inovadoras e a otimização de recursos, como construção modular e modelos preditivos de materiais, contribuem significativamente para a eficiência do sistema, redução de desperdícios e maior durabilidade das edificações. A conscientização dos moradores e a capacitação técnica dos profissionais envolvidos também se mostram determinantes para a eficácia das medidas de proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a avaliação técnica e a proposição de estratégias de implementação para SPDA proporcionam não apenas a segurança física dos ocupantes, mas também a viabilidade econômica e sustentável dos projetos residenciais. A adoção de uma abordagem integrada, que considere normas técnicas, inspeções periódicas, compatibilização de projetos e inovação construtiva, constitui a melhor prática para reduzir riscos e garantir edificações mais seguras e resilientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Érika Laíze Silva; DE OLIVEIRA, Fabrícia Nascimento. Avaliação de conformidades das instalações de proteção e combate a incêndio em um edifício localizado na cidade de Mossoró/RN. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Érika Laíze Silva; DE OLIVEIRA, Fabrícia Nascimento. Avaliação de conformidades das instalações de proteção e combate a incêndio em um edifício localizado na cidade de Mossoró/RN. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMADOR, Railson Braga.&nbsp;<strong>Estudo de compatibilização de projetos em uma instituição pública na cidade de Monte Horebe-PB</strong>. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, Antonio Jefferson Cavalcante. Gerenciamento de risco para determinação da necessidade de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em edificações: um estudo de caso. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ATAIDES, Luan Spindola de. Proposta de norma técnica de segurança contra incêndio e pânico para postos revendedores de combustíveis do Distrito Federal. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ATAIDES, Luan Spindola de. Proposta de norma técnica de segurança contra incêndio e pânico para postos revendedores de combustíveis do Distrito Federal. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ATAIDES, Luan Spindola de. Proposta de norma técnica de segurança contra incêndio e pânico para postos revendedores de combustíveis do Distrito Federal<strong>.</strong> 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASSIMIRO, Maura Lúcia Rodríguez Alexandre; CASSIMIRO, Maura Lúcia Rodrigues Alexandre. Relatório de estágio integrado: Jaspe Engenharia. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASSIMIRO, Maura Lúcia Rodríguez Alexandre; CASSIMIRO, Maura Lúcia Rodrigues Alexandre. Relatório de estágio integrado: Jaspe Engenharia. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE CARVALHO JÚNIOR, Roberto.&nbsp;Patologia de sistemas elétricos prediais. Editora Blucher, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FELZEMBURGH, Maurício et al. Projeto de saídas de emergência em edifícios altos: integração de tecnologias e parâmetros de desempenho. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FELZEMBURGH, Maurício et al. Projeto de saídas de emergência em edifícios altos: integração de tecnologias e parâmetros de desempenho. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Mary Chrystinne Moreira. Análise de auditorias realizadas no sistema predial de combate a incêndio de edificações multifamiliares: um estudo de caso na cidade de São Luis-MA. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Mary Chrystinne Moreira. Análise de auditorias realizadas no sistema predial de combate a incêndio de edificações multifamiliares: um estudo de caso na cidade de São Luis-MA<strong>.</strong> 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FURTADO, João Henrique Moreira. Modelo para estimar o consumo de madeira em formas de estrutura de concreto armado em unidades habitacionais unifamiliares. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FURTADO, João Henrique Moreira. Modelo para estimar o consumo de madeira em formas de estrutura de concreto armado em unidades habitacionais unifamiliares<strong>.</strong> 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FURTADO, João Henrique Moreira. Modelo para estimar o consumo de madeira em formas de estrutura de concreto armado em unidades habitacionais unifamiliares. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, Walter José Ferreira. Roteiro para diagnóstico do potencial de reabilitação para edifícios de apartamentos antigos<strong>.</strong> Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, Walter José Ferreira.&nbsp;Roteiro para diagnóstico do potencial de reabilitação para edifícios de apartamentos antigos. 2012. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANUEL, Marcelino Carlitos. Verificação da necessidade de implantação de um sistema de proteção contra as descargas atmosféricas para residência universitária número 08 da Universidade Eduardo Mondlane–Maputo. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARINHO, Danilo Lopes Morais. Avaliação de risco de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERLIN, Luisa Zimmermann et al. Inspeção predial com base na ABNT NBR 16747: 2020 com ênfase no subsistema de reservação de água e elementos construtivos interferentes: estudo de caso. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Pedro Henrique. Projetos complementares compatibilizados: estudo de caso em uma residência térrea unifamiliar de alto padrão. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Pedro Henrique. Projetos complementares compatibilizados: estudo de caso em uma residência térrea unifamiliar de alto padrão<strong>.</strong> 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Bianca dos. Segurança contra incêndio em residências unifamiliares: proposta de alteração da Norma Técnica 01 do CBMDF. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Bianca dos. Segurança contra incêndio em residências unifamiliares: proposta de alteração da Norma Técnica 01 do CBMDF. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Caren Adriane Santos dos. Análise do impacto dos custos na implementação das medidas de prevenção e proteção contra incêndio em fase de orçamentação de obra: estudo aplicado a edificações residenciais e de escritórios com diferentes classificações de alturas na região de Porto Alegre. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Caren Adriane Santos dos. Análise do impacto dos custos na implementação das medidas de prevenção e proteção contra incêndio em fase de orçamentação de obra: estudo aplicado a edificações residenciais e de escritórios com diferentes classificações de alturas na região de Porto Alegre. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Gabriel Carvalho da et al. Estudo de caso do desenvolvimento de uma construção modular off-site aplicada na Creche Cria Lagoa Nova–Piranhas. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAUFER, Rodolfo. Avaliação da realização da manutenção predial nos primeiros anos de uso em diferentes edificações. 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Engenharia Elétrica-Universidade Nilton Lins.<br><sup>2</sup>Professor Me. Em Engenharia Elétrica-Nilton Lins</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FUNDAMENTOS DA PROTEÇÃO DE MOTORES ELÉTRICOS: ESTUDO DE REVISÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/fundamentos-da-protecao-de-motores-eletricos-estudo-de-revisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 20:57:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=240220</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510171756 Anderson Pedroso de Melo1Jonk Jones de Castro Vinente2 Resumo O presente estudo realizou uma análise de diferentes pesquisas sobre a proteção, controle e monitoramento de motores elétricos em ambientes industriais, com base em publicações de 2017 a 2025. Os resultados apontam para uma transição significativa das abordagens tradicionais de parametrização para soluções [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510171756</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Anderson Pedroso de Melo<sup>1</sup><br>Jonk Jones de Castro Vinente<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo realizou uma análise de diferentes pesquisas sobre a proteção, controle e monitoramento de motores elétricos em ambientes industriais, com base em publicações de 2017 a 2025. Os resultados apontam para uma transição significativa das abordagens tradicionais de parametrização para soluções baseadas em sistemas inteligentes e preditivos. As investigações revisadas destacam a relevância de ferramentas didáticas, plataformas experimentais e tecnologias de monitoramento remoto como instrumentos essenciais para aprimorar a eficiência e a segurança operacional. Observou-se ainda que o uso de algoritmos e sensores integrados possibilita o diagnóstico antecipado de falhas, otimizando o desempenho e a manutenção dos equipamentos. Assim, a literatura evidencia que o futuro da proteção de motores elétricos está diretamente associado à inovação tecnológica e à automação dos processos industriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> proteção de motores elétricos; monitoramento remoto; diagnóstico preditivo; eficiência energética; automação industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study presents an analysis of different research works focused on the protection, control, and monitoring of electric motors in industrial environments, based on publications from 2017 to 2025. The findings reveal a significant transition from traditional parameterization approaches to intelligent and predictive systems. The reviewed studies emphasize the importance of didactic tools, experimental platforms, and remote monitoring technologies as essential instruments for improving operational efficiency and safety. Furthermore, the integration of sensors and algorithm-based systems enables early fault detection, optimizing performance and maintenance processes. The literature demonstrates that the future of electric motor protection is closely linked to technological innovation and the advancement of industrial automation.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> electric motor protection; remote monitoring; predictive diagnostics; energy efficiency; industrial automation.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os motores elétricos representam o coração dos sistemas industriais e automáticos modernos, sendo responsáveis pela conversão de energia elétrica em energia mecânica para acionamento de máquinas, bombas, compressores e diversos outros equipamentos essenciais à produção. Sua ampla aplicação em diferentes setores — desde pequenas instalações comerciais até complexos processos industriais, torna indispensável o estudo de mecanismos de proteção capazes de garantir seu funcionamento seguro, eficiente e duradouro (De Mello, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção de motores elétricos tem como finalidade prevenir falhas, sobrecargas, curtos-circuitos e condições anormais de operação que possam comprometer o desempenho do sistema e causar danos permanentes ao equipamento. O uso adequado de dispositivos como fusíveis, disjuntores, relés térmicos e eletrônicos, contatores e sistemas de monitoramento é essencial para preservar a integridade das máquinas e reduzir custos com manutenção e paradas inesperadas. Nesse contexto, a correta seleção, instalação e calibração desses componentes dependem de um conhecimento sólido sobre os fundamentos da proteção elétrica e dos parâmetros de funcionamento dos motores (Guarnieri, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da proteção física e operacional, o tema está intimamente ligado às normas técnicas nacionais e internacionais, como a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão) e as recomendações da IEC, que orientam o dimensionamento e a aplicação de dispositivos de segurança. Essas normas visam garantir não apenas a segurança dos equipamentos, mas também a integridade dos operadores e a conformidade das instalações com os padrões de qualidade e eficiência energética (Marques, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo revisar os principais fundamentos relacionados à proteção de motores elétricos, abordando conceitos, dispositivos, métodos de dimensionamento e boas práticas de aplicação. Busca-se, ainda, evidenciar a importância da proteção adequada como elemento estratégico para a continuidade operacional, a redução de falhas e o aumento da vida útil dos equipamentos eletromecânicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dispositivos e Princípios de Proteção em Motores Elétricos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção dos motores elétricos é uma etapa essencial no planejamento e na operação de sistemas eletromecânicos, pois garante não apenas o desempenho adequado do equipamento, mas também a segurança das instalações e dos operadores. Os motores, especialmente os trifásicos, estão sujeitos a diversos tipos de falhas, como sobrecorrente, curto-circuito, desequilíbrio de fases e superaquecimento, que podem causar danos irreversíveis ao enrolamento e à isolação. Nesse contexto, a aplicação de dispositivos de proteção adequadamente dimensionados e configurados é indispensável para assegurar a continuidade operacional e evitar prejuízos econômicos significativos (Júnior, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dispositivos mais utilizados na proteção de motores destacam-se os disjuntores,<strong> </strong>fusíveis,<strong> </strong>relés térmicos<strong> </strong>e contatores<strong>. </strong>O disjuntor é responsável por interromper o circuito em casos de sobrecorrente ou curto-circuito, atuando de forma automática quando o valor da corrente ultrapassa o limite suportado pelo motor. Já os fusíveis cumprem uma função semelhante, mas são dispositivos de uso único, sendo substituídos após sua atuação. O relé térmico, por sua vez, baseia-se na dilatação de lâminas bimetálicas, que deformam com o aumento da temperatura causado pela sobrecarga e, consequentemente, interrompem o circuito (Sampaio, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da proteção contra sobrecarga, o sistema elétrico do motor deve contemplar dispositivos que atuem contra sobretensão<strong>, </strong>subtensão<strong>, </strong>falta de fase<strong> </strong>e<strong> </strong>inversão de rotação. A falta de fase, por exemplo, é uma das falhas mais prejudiciais para motores trifásicos, pois provoca aumento abrupto de corrente nas fases restantes, elevando a temperatura e acelerando a degradação do isolamento. Para prevenir esse tipo de ocorrência, utilizam-se relés eletrônicos de proteção, capazes de monitorar o equilíbrio entre as fases e acionar desligamentos automáticos em situações anormais (Mendes, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da tecnologia, os relés eletrônicos e microprocessados vêm substituindo os modelos puramente eletromecânicos, proporcionando maior precisão, confiabilidade e flexibilidade nos ajustes. Esses dispositivos modernos permitem o monitoramento em tempo real de parâmetros como corrente, tensão, temperatura e fator de potência, integrando-se facilmente a sistemas de automação industrial. Essa evolução tecnológica possibilita diagnósticos mais precisos e respostas mais rápidas a falhas, evitando danos e aumentando a vida útil dos motores elétricos (Lima Filho, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é a importância do dimensionamento correto dos dispositivos de proteção. A seleção inadequada de componentes — seja por subdimensionamento, que pode causar desligamentos intempestivos, ou por superdimensionamento, que compromete a segurança — pode tornar o sistema ineficaz. Portanto, é essencial seguir as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como a NBR 5410, que trata das instalações elétricas de baixa tensão, e a NBR 14039, voltada às instalações de média tensão, garantindo conformidade e segurança nas aplicações industriais (Oliveira, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O princípio básico da proteção de motores elétricos está na detecção antecipada de anomalias<strong> </strong>e na<strong> </strong>interrupção controlada do circuito para evitar danos maiores. Esse princípio se aplica tanto aos sistemas convencionais quanto aos modernos sistemas de automação, que integram sensores inteligentes e controladores lógicos programáveis (CLPs). Assim, a proteção de motores vai além de uma simples medida de segurança: constitui um elemento fundamental para a eficiência energética, a confiabilidade dos processos e a sustentabilidade das operações industriais (Barreto, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Monitoramento e Diagnóstico Preditivo em Motores Elétricos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento e o diagnóstico preditivo em motores elétricos surgem como estratégias fundamentais para aumentar a confiabilidade operacional e reduzir custos de manutenção nas indústrias modernas. Diferente das abordagens corretivas e preventivas, o diagnóstico preditivo permite a detecção precoce de falhas com base em dados contínuos, possibilitando intervenções programadas antes que ocorra a parada do equipamento. Essa prática está alinhada aos princípios da Indústria 4.0, que integra tecnologias digitais e sistemas inteligentes para otimizar o desempenho dos processos produtivos (Barros, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise preditiva utiliza sensores instalados nos motores para medir grandezas como temperatura, vibração, corrente, tensão e ruído. Esses dados são processados em tempo real e comparados com padrões de referência, identificando variações que possam indicar anomalias no funcionamento do equipamento. Entre os métodos mais comuns de diagnóstico estão a análise de corrente elétrica, a<strong> </strong>análise de vibração<strong> </strong>e o<strong> </strong>termografamento, que, quando integrados, fornecem uma visão completa sobre o estado de operação dos motores (Fontoura, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os sistemas de monitoramento avançados utilizam algoritmos de aprendizado de máquina e inteligência artificial para prever a ocorrência de falhas com base em históricos de operação. Esses algoritmos conseguem reconhecer padrões sutis de degradação e prever o tempo restante de vida útil dos componentes, permitindo o planejamento eficiente das manutenções. Essa abordagem aumenta a disponibilidade dos equipamentos e reduz significativamente o número de paradas inesperadas (Santos, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de sistemas preditivos também traz benefícios econômicos e ambientais. A redução de falhas e paradas não programadas contribui diretamente para a diminuição do consumo energético e do desperdício de materiais. Além disso, o monitoramento contínuo auxilia na identificação de pontos de ineficiência energética, possibilitando ajustes nos sistemas de acionamento e controle dos motores. Dessa forma, o diagnóstico preditivo atua como uma ferramenta estratégica para promover a sustentabilidade e a eficiência industrial (Toniato, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante é a integração entre os sistemas de proteção e o monitoramento digital. Enquanto os dispositivos de proteção atuam de forma imediata em situações críticas, o monitoramento preditivo atua de maneira contínua, fornecendo dados detalhados sobre o desempenho e a saúde do motor. Essa integração permite uma resposta mais completa às falhas e amplia o tempo de vida útil dos equipamentos. Nas indústrias automatizadas, essa prática é potencializada pelo uso de CLPs e redes industriais que comunicam as informações de forma instantânea aos centros de controle (Carvalho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é importante destacar que o sucesso do monitoramento e diagnóstico preditivo depende da capacitação técnica dos profissionais envolvidos e da correta interpretação dos dados coletados. A análise deve ser realizada com base em parâmetros técnicos e históricos de operação, evitando decisões precipitadas que possam comprometer o desempenho do sistema. Assim, o monitoramento inteligente consolida-se como um aliado indispensável para a manutenção da confiabilidade, segurança e eficiência dos motores elétricos, refletindo diretamente na produtividade e na competitividade das empresas (Matos, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica voltada à análise dos fundamentos e práticas relacionadas à proteção, monitoramento e diagnóstico preditivo em motores elétricos. De acordo com Gil (2008), a pesquisa bibliográfica baseia-se na coleta, seleção e interpretação de materiais já publicados, permitindo ao pesquisador compreender e discutir o estado atual do conhecimento sobre determinado tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão bibliográfica tem como propósito reunir e analisar criticamente informações obtidas em fontes confiáveis, como livros, artigos científicos, dissertações, teses e publicações institucionais<strong>, </strong>a fim de subsidiar a fundamentação teórica do estudo. O processo envolveu a consulta a bases de dados eletrônicas de relevância nacional e internacional, incluindo Google Acadêmico<strong>, </strong>Scielo<strong>, </strong>ScienceDirect<strong> </strong>e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), priorizando materiais publicados entre 2017 e 2025<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão consideraram trabalhos que abordassem temas como proteção de motores elétricos,<strong> </strong>dispositivos de segurança e controle,<strong> </strong>diagnóstico preditivo<strong>, </strong>análise de falhas<strong> </strong>e<strong> </strong>aplicações industriais relacionadas à automação e eficiência energética<strong>.</strong> Foram excluídos estudos duplicados, incompletos ou que não apresentassem relação direta com o objeto da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a organização e análise dos materiais selecionados, adotou-se a técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Bardin (2016), que permite a categorização e a interpretação sistemática das informações encontradas. Essa abordagem possibilitou identificar conceitos-chave, recorrências temáticas e lacunas de conhecimento sobre a aplicação de sistemas de proteção e monitoramento em motores elétricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa sistematização, o conteúdo foi organizado em eixos temáticos, de modo a discutir, de forma estruturada, os aspectos técnicos e conceituais relacionados à proteção de motores elétricos, à integração de dispositivos de segurança e ao uso de tecnologias inteligentes de diagnóstico. Essa etapa foi essencial para a construção de uma visão crítica sobre o tema, relacionando as contribuições teóricas com as práticas adotadas na indústria contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados da revisão foram interpretados à luz da literatura especializada, permitindo identificar tendências atuais, desafios e perspectivas futuras na implementação de estratégias de proteção e monitoramento. Dessa forma, a metodologia adotada assegura a consistência científica<strong> </strong>e a<strong> </strong>validade teórica do estudo, servindo de base para discussões e análises aprofundadas sobre o tema proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADO E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a etapa de triagem dos estudos, foram inicialmente identificados 27 artigos relacionados à proteção, monitoramento e diagnóstico preditivo em motores elétricos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, que consideraram o recorte temporal, a relevância temática e a disponibilidade integral do texto,&nbsp; apenas 7 estudos foram selecionados para compor a amostra final da revisão. A Tabela 1 apresenta os principais resultados obtidos nos artigos selecionados, destacando o autor, o ano de publicação, o tema abordado e as principais conclusões de cada pesquisa.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Artigos incluídos na revisão e principais resultados</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor e Ano</strong></td><td><strong>Tema</strong></td><td><strong>Resultado / Principais Conclusões</strong></td></tr><tr><td><strong>Guarnieri (2017)</strong></td><td>Estudo da parametrização básica de proteções para motores elétricos em instalações industriais.</td><td>O autor descreve os procedimentos de parametrização e ajuste de dispositivos de proteção, destacando a importância da calibração correta de relés e disjuntores para evitar danos aos motores e aumentar a confiabilidade dos sistemas industriais.</td></tr><tr><td><strong>Oliveira et al. (2018)</strong></td><td>Plataforma para ensaios de motores de indução trifásicos e simulação de cargas mecânicas.</td><td>O estudo apresenta uma plataforma experimental voltada para o controle e monitoramento de motores trifásicos, permitindo simulações de diferentes condições de carga e avaliação do desempenho elétrico e mecânico dos equipamentos.</td></tr><tr><td><strong>Faria et al. (2020)</strong></td><td>Bancada didática para estudos de proteção em motores por meio de dispositivo eletrônico inteligente.</td><td>O trabalho desenvolve uma bancada didática para fins educacionais e técnicos, possibilitando a análise prática de sistemas de proteção baseados em relés inteligentes, promovendo o aprendizado e o aprimoramento de habilidades em manutenção elétrica.</td></tr><tr><td><strong>Costa (2021)</strong></td><td>Sistema de monitoramento remoto em motores de indução.</td><td>A pesquisa propõe um sistema que permite acompanhar em tempo real parâmetros elétricos dos motores via comunicação remota, contribuindo para a prevenção de falhas e para o aumento da eficiência operacional.</td></tr><tr><td><strong>Costa, Zeferino e Tavares (2021)</strong></td><td>Estudo das anormalidades de motores elétricos de corrente contínua em um minerador contínuo.</td><td>Os autores identificam falhas recorrentes em motores de corrente contínua utilizados em mineradoras, ressaltando a necessidade de sistemas de diagnóstico contínuo e manutenção preditiva para reduzir o tempo de parada das máquinas.</td></tr><tr><td><strong>Marques et al. (2025)</strong></td><td>Sistema de controle e monitoramento para diagnóstico preditivo em motores elétricos.</td><td>O estudo propõe um sistema inteligente de monitoramento preditivo baseado em sensores e algoritmos, permitindo detectar anomalias em tempo real e prever falhas, integrando conceitos da Indústria 4.0 às práticas de manutenção.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: (Autores, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção e o monitoramento de motores elétricos têm sido amplamente estudados devido à sua relevância para garantir a eficiência e a confiabilidade em instalações industriais. Guarnieri (2017) investigou a parametrização básica de proteções para motores elétricos, destacando que a correta configuração dos dispositivos de proteção é essencial para evitar falhas, prolongar a vida útil do equipamento e reduzir riscos operacionais. O estudo evidencia que falhas na configuração podem resultar em desligamentos desnecessários ou danos ao motor, reforçando a importância de práticas padronizadas e criteriosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto didático, Faria et al. (2020) desenvolveu uma bancada para estudos de proteção em motores por meio de dispositivo eletrônico inteligente, demonstrando que a utilização de plataformas experimentais permite aos estudantes e profissionais compreenderem na prática o funcionamento das proteções e suas parametrizações. A pesquisa indica que a aprendizagem ativa, apoiada por recursos eletrônicos, aumenta a compreensão sobre proteção e operação segura de motores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira et al. (2018) abordaram a<strong> </strong>plataforma para ensaios de motores de indução trifásicos e simulação de cargas mecânicas<strong>,</strong> destacando a importância de ferramentas que possibilitem testes controlados de acionamento, operação e monitoramento. O estudo demonstra que ambientes experimentais permitem avaliar respostas do motor a diferentes condições, fornecendo dados que ajudam a otimizar proteções e identificar possíveis falhas antes da operação real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa, (2021) investigaram anormalidades de motores elétricos de corrente contínua em mineradores contínuos, evidenciando que falhas como aquecimento excessivo, vibração e sobrecarga podem ser identificadas precocemente mediante monitoramento contínuo. A pesquisa reforça a necessidade de sistemas de proteção adaptativos, capazes de reagir a diferentes condições de operação e prevenir interrupções produtivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa (2021) complementa o tema com o estudo sobre sistemas de monitoramento remoto em motores de indução<strong>,</strong> demonstrando que tecnologias de monitoramento à distância proporcionam análise em tempo real e diagnóstico preditivo. Isso permite decisões rápidas e fundamentadas sobre manutenção e ajustes operacionais, minimizando o tempo de inatividade e melhorando a eficiência energética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente, Marques et al. (2025) propuseram um sistema de controle e monitoramento para diagnóstico preditivo em motores elétricos<strong>,</strong> que integra sensores, algoritmos e plataformas digitais para antecipar falhas e otimizar a performance do equipamento. O estudo evidencia que a aplicação de técnicas preditivas reduz custos com manutenção corretiva e aumenta a confiabilidade operacional, corroborando a tendência de digitalização e automação na gestão de motores elétricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a análise dos estudos indica uma evolução significativa na abordagem de proteção e monitoramento de motores elétricos, passando de práticas básicas de parametrização (Guarnieri, 2017) para sistemas inteligentes e preditivos (Marques et al., 2025). Além disso, a implementação de plataformas didáticas e experimentais (Faria et al., 2020; Oliveira et al., 2018) contribui para a formação técnica e melhoria das práticas industriais, reforçando que a combinação entre teoria, prática e tecnologia é fundamental para a segurança, eficiência e longevidade dos motores elétricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados demonstram a evolução das tecnologias de proteção e monitoramento aplicadas aos motores elétricos, passando de metodologias de parametrização básica para sistemas inteligentes e de diagnóstico preditivo. Observa-se que a integração de dispositivos eletrônicos, sensores e plataformas digitais têm proporcionado maior confiabilidade operacional, eficiência energética e segurança nas instalações industriais. Além disso, os projetos de bancadas didáticas e plataformas experimentais destacam-se como ferramentas fundamentais para o ensino e a prática profissional, permitindo compreender de forma aplicada os princípios de proteção e controle. Conclui-se que o avanço tecnológico, aliado à capacitação técnica, é essencial para a prevenção de falhas, redução de custos de manutenção e prolongamento da vida útil dos motores elétricos, consolidando um caminho promissor rumo à automação industrial inteligente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARRETO, Idelfonso da Cruz et al. Estudo de motores de indução trifásicos visando aplicações industriais no timor-leste. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, João Pedro de Paula Deotti. Implementação física e parametrização do relé SIMOCODE PRO V em uma rede de alimentação de um motor de indução trifásico. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, João Henrique Nascimento de et al. Fundamentos teóricos e impactos práticos da interferência eletromagnética em sistemas de transmissão. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Euder Alves. SISTEMA DE MONITORAMENTO REMOTO EM MOTORES DE INDUÇÃO. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Leandro Gonçalves; ZEFERINO, Wagner Fernandes; TAVARES, André Abelardo. ESTUDO DAS ANORMALIDADES DE MOTORES ELÉTRICOS CORRENTE CONTÍNUA EM UM MINERADOR CONTÍNUO.&nbsp;Revista Vincci-Periódico Científico do UniSATC, v. 6, n. 2, p. 141-173, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE MELLO OLIVEIRA, André Barros.&nbsp;Comandos Elétricos: Fundamentos Para o Ensino Técnico. Editora Appris, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIA, Giovanni et al. Bancada Didática para Estudos de Proteção em Motores por Meio de Dispositivo Eletrônico Inteligente.&nbsp;Revista Eletrônica Multidisciplinar UNIFACEAR, v. 1, n. 9, p. 1-15, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIA, Giovanni et al. Bancada Didática para Estudos de Proteção em Motores por Meio de Dispositivo Eletrônico Inteligente.&nbsp;Revista Eletrônica Multidisciplinar UNIFACEAR, v. 1, n. 9, p. 1-15, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONTOURA, Fabricio et al. Sistemas de detecção de falhas em motores elétricos baseados em análises de vibração: estudo de um motor de indução trifásico. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUARNIERI, Samuel Cerruti. Estudo da parametrização básica de proteções para motores elétricos em instalações industriais. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUARNIERI, Samuel Cerruti. Estudo da parametrização básica de proteções para motores elétricos em instalações industriais. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JÚNIOR, José Roberto Borges et al. Análise para a seleção e especificação de motores elétricos para o acionamento de equipamentos da indústria química.&nbsp;OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, v. 22, n. 10, p. e7441-e7441, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA FILHO, Domingos Leite; PREDIAIS, Projeto de Instalações Elétricas. Início: 12 de abril de.&nbsp;PLANOS DE ENSINO DO CURSO TÉCNICO EM ELETROTÉCNICA CONCOMITANTE AO ENSINO MÉDIO, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, Ana Cristina Alves et al. SISTEMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO PARA DIAGNÓSTICO PREDITIVO EM MOTORES ELÉTRICOS.&nbsp;REVISTA FOCO, v. 18, n. 10, p. e10005-e10005, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, Ana Cristina Alves et al. SISTEMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO PARA DIAGNÓSTICO PREDITIVO EM MOTORES ELÉTRICOS.&nbsp;REVISTA FOCO, v. 18, n. 10, p. e10005-e10005, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOS, CARLOS EDUARDO LOTÉRIO. Análise Sistemática da Produção de Engradados na Indústria de Motores Elétricos e Drives Uma Abordagem Multicritério Mediante o Método SAPEVO-M. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDES, Matheus Henrique Ramos. Estudo sobre acionamentos de motores elétricos aplicado a uma indústria de fabricação de ração animal. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Cássio Alves de et al. Plataforma para ensaios de motores de indução trifásicos e simulação de cargas mecânicas: acionamento, operação e monitoramento com auxílio de fonte programável. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, L. et al. SISTEMA ELETRÔNICO PARA MONITORAR A OPERAÇÃO DOS MOTORES ELÉTRICOS DE INDUÇÃO NA INDÚSTRIA. In:&nbsp;CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO AVANÇOS E TENDÊNCIAS EM PESQUISA-VOLUME 2. Editora Científica Digital, 2023. p. 156-171.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAMPAIO, TARLISON ARTUR LEITE.&nbsp;PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE SISTEMAS DE PARTIDA EM MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA. 2023. Dissertação de Mestrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Mauri Saraiva dos et al. Plataforma Iiot Baseada Em Métodos Computacionais Para Determinação Do Carregamento De Motores Elétricos. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TONIATO, Danilo da Silva et al. Diagnose e classificação vibroacústica de falhas em motores elétricos. 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Engenharia Elétrica-Universidade Nilton Lins.<br><sup>2</sup>Professor Me. Em Engenharia Elétrica-Nilton Lins.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS: ESTUDO DE CASO COM AUTOMAÇÃO E READEQUAÇÃO DE CIRCUITOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/eficiencia-energetica-em-instalacoes-eletricas-residenciais-estudo-de-caso-com-automacao-e-readequacao-de-circuitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 16:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=239205</guid>

					<description><![CDATA[ENERGY EFFICIENCY IN RESIDENTIAL ELECTRICAL&#160;INSTALLATIONS: CASE STUDY WITH AUTOMATION AND CIRCUIT RECONDITIONING REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510131314 Atanael Filho Oliveira Maciel1Jonk Jones de Castro Vinente2Matias Diogo Belfort Mar2 Resumo&#160; Este artigo apresenta um estudo de caso sobre a avaliação e readequação de uma instalação elétrica residencial, destacando o impacto do mau dimensionamento de circuitos e da utilização [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">ENERGY EFFICIENCY IN RESIDENTIAL ELECTRICAL&nbsp;INSTALLATIONS: CASE STUDY WITH AUTOMATION AND CIRCUIT RECONDITIONING</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510131314</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Atanael Filho Oliveira Maciel<sup>1</sup><br>Jonk Jones de Castro Vinente<sup>2</sup><br>Matias Diogo Belfort Mar<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo apresenta um estudo de caso sobre a avaliação e readequação de uma instalação elétrica residencial, destacando o impacto do mau dimensionamento de circuitos e da utilização de equipamentos de baixa eficiência energética no consumo mensal de eletricidade. Foram realizados levantamentos de campo, medições de carga e análise de consumo com base em faturas da concessionária. Inicialmente, a residência apresentava um sistema elétrico precário, com um único circuito mestre e ausência de proteções adequadas. A partir das intervenções propostas — instalação de quadro de distribuição, divisão em circuitos específicos, substituição de cabos, uso de dispositivos automatizados e troca de equipamentos por modelos mais eficientes — observou-se significativa redução de consumo, passando de 1.241,92 kWh/mês para 885,35 kWh/mês, com economia anual estimada em R$ 3.572,23. Os resultados reforçam a importância da eficiência energética aliada à automação e à conscientização dos usuários para a redução do desperdício e aumento da segurança elétrica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Eficiência energética. Instalações elétricas. Automação residencial.&nbsp;Consumo de energia. Sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente demanda por energia elétrica no setor residencial tem evidenciado a necessidade de medidas que promovam maior eficiência energética e segurança nas instalações. No Brasil, o consumo residencial corresponde a parcela significativa da matriz elétrica, sendo impactado tanto pelo uso intensivo de equipamentos quanto por falhas no dimensionamento dos sistemas (ANEEL, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura aponta que instalações elétricas mal projetadas resultam em perdas técnicas, aumento de custos e riscos de segurança (Cobrecom, 2019). Da mesma forma, o uso de aparelhos com baixo desempenho energético agrava o desperdício, elevando o impacto ambiental e econômico (INMETRO, 2020). Nesse contexto, torna-se relevante avaliar soluções técnicas e comportamentais capazes de otimizar o desempenho das edificações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo de caso teve como objetivo a análise de uma residência com problemas de dimensionamento elétrico e alto consumo mensal, execução de medidas corretivas e avaliação dos resultados obtidos após a implementação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa justifica-se pela relevância social e técnica do tema, visto que a eficiência energética contribui para a sustentabilidade, redução de custos e segurança do consumidor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>Instalações Elétricas Residenciais e NBR 5410&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As instalações elétricas devem atender às diretrizes da NBR 5410, que estabelece requisitos mínimos para segurança, dimensionamento e divisão em circuitos (ABNT, 2004). A ausência de quadros de distribuição adequados ou de circuitos específicos pode ocasionar sobrecargas, quedas de tensão e aquecimento dos condutores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Eficiência Energética e Selo Procel&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) foi instituído para orientar consumidores na escolha de equipamentos mais econômicos. Aparelhos classificados com selo Procel A apresentam maior eficiência, reduzindo custos operacionais (INMETRO, 2020). Estudos mostram que a substituição de eletrodomésticos de classificação inferior por modelos mais eficientes gera impacto significativo na redução do consumo (Valentim; Ferreira; Coletto, 2010). A Figura 1 exibe o selo Procel, selo Conpet e a etiqueta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong>. Selo de qualidade Procel e Conpet</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="458" height="460" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-599.png" alt="" class="wp-image-239209" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-599.png 458w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-599-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-599-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 458px) 100vw, 458px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Ministério de Minas e Energia (MME) (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong>Automação Residencial&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A automação de sistemas de iluminação e climatização tem sido apontada como solução eficaz para evitar desperdícios (MME, 2021). Dispositivos como sensores de presença e fotocélulas permitem que o acionamento ocorra apenas quando necessário, evitando uso excessivo. A integração desses dispositivos à Internet das Coisas (IoT) potencializa a gestão inteligente do consumo energético.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4</strong> <strong>Fator de Potência em Lâmpadas LED&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do avanço da tecnologia LED, muitas lâmpadas apresentam baixo fator de potência, o que implica maior circulação de potência reativa e perdas adicionais no sistema (Valentim; Ferreira; Coletto, 2010). Modelos com fator acima de 0,92 são mais adequados, garantindo maior eficiência e confiabilidade das instalações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA APLICADA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi conduzida em uma residência selecionada como estudo de caso, onde inicialmente se realizou um levantamento de campo para identificar as condições gerais das instalações elétricas existentes. Nesse processo, observou-se a ausência de um quadro de distribuição de cargas e das devidas divisões de circuitos, conforme orienta a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão). Foram realizadas medições de corrente do circuito principal a fim de possibilitar a comparação após a implementação das correções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa seguinte, foi executada a readequação da instalação elétrica, com a substituição dos condutores e a redistribuição dos circuitos no novo Quadro de Distribuição de Circuitos (QDC), devidamente dimensionado de acordo com as normas técnicas. A nova configuração passou a contemplar circuitos distintos para os ambientes gerais e para os equipamentos de maior potência, garantindo maior segurança e eficiência na distribuição das cargas, em contraste com a condição observada anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o intuito de reduzir o consumo energético, implementaram-se medidas de automação simples, como sensores de presença em áreas internas e o controle automático da iluminação externa por meio de fotocélula. Paralelamente, iniciou-se a substituição gradual de equipamentos de menor eficiência por modelos com selo Procel classe A, priorizando aqueles de maior demanda elétrica. Essa ação foi acompanhada de orientações aos moradores quanto ao uso racional de energia, incentivando práticas cotidianas de economia e consumo consciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, realizou-se uma demonstração experimental de caráter didático aos moradores, com o objetivo de informar as condições antigas e atuais do sistema elétrico da residência, orientar sobre o funcionamento dos equipamentos, a importância da automação, da qualidade dos equipamentos de iluminação na economia de energia e qualidade dos demais equipamentos que consomem energia elétrica na residência.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Na Figura 2, para melhor entendimento, uma representação das etapas do estudo. A etapa inicial inicia-se pela base da pirâmide demonstrativa.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong>. Etapas do estudo</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="495" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-602.png" alt="" class="wp-image-239220" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-602.png 571w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-602-300x260.png 300w" sizes="(max-width: 571px) 100vw, 571px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>ANÁLISE, RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1</strong> <strong>Diagnóstico das Instalações Elétricas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi selecionada uma residência para estudo de caso, onde, a partir de um levantamento de campo, foram analisadas as características da instalação elétrica, realizadas medições de carga e consumo, e desenvolvido um diagnóstico da situação existente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para caracterizar o funcionamento do sistema elétrico, realizaram-se medições de carga com o uso de um alicate amperímetro. Observou-se que a maioria dos circuitos apresentava aquecimento e corrente nominal próxima à capacidade dos condutores, além da presença de diversas emendas e derivações com isolamento inadequado. Também foi efetuada a análise do consumo energético a partir das faturas mensais fornecidas pela concessionária, nas quais se verificou um valor médio de 1.241,92 kWh/mês.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instalação elétrica não possuía um quadro de distribuição de carga conforme estabelecido pela NBR 5410. Observou-se apenas dois condutores de 4 mm² (fase e neutro) provenientes do medidor, percorrendo aproximadamente 8 metros até um disjuntor geral de 32 A. A partir deste ponto, os mesmos cabos seguiam por mais 10 metros até o final da edificação, atuando como um “circuito mestre”, do qual derivavam todos os demais ramais de alimentação. Essa configuração não contemplava a divisão em circuitos específicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram identificadas 15 derivações no referido circuito mestre: oito destinadas aos dormitórios, duas à sala, duas à cozinha, uma à área externa molhada, uma à iluminação interna geral e uma à iluminação externa geral. Constatou-se, portanto, o mal dimensionamento dos circuitos, bem como a ausência de disjuntores e de proteções específicas para equipamentos com motores e resistências, tais como geladeiras, condicionadores de ar e forno elétrico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em horários de pico de consumo, verificou-se que, ao acionar equipamentos de elevada potência, como o forno elétrico, ocorriam quedas de tensão perceptíveis, resultando em oscilações luminosas nas lâmpadas internas. Em medições realizadas com alicate amperímetro, o circuito principal chegou a registrar 29 A, em tensão de 127 V, com aquecimento perceptível dos condutores, indicando operação próxima ao limite de capacidade. “O mal dimensionamento de cabos e circuitos contribui indiretamente para o aumento do consumo de energia elétrica, uma vez que condutores subdimensionados aquecem além do normal, ocasionando maiores perdas elétricas. Além disso, o superaquecimento dos componentes compromete a segurança da instalação, a eficiência dos equipamentos e eleva os custos de manutenção (COBRECOM, 2019)”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante mencionar, também, as características dos equipamentos encontrados na residência. Abaixo, exibido na tabela a quantidade (Qtd), os tipos, a classificação do selo Procel e o fator de potência das lâmpadas utilizadas na edificação. Também podemos ver o consumo mensal de energia elétrica total, não somente dos equipamentos em destaque, fornecido pela concessionária, exibido no Quadro 1, onde o traço (-) foi utilizado pois não foi possível a identificação do valor de potência ou selo procel devido ausência da etiqueta no equipamento ou más condições de visualização da mesma.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong>. Classificação energética dos equipamentos</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cômodos&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Qtd&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Equipamentos Elétricos&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Selo Procel ou Fator de Potência&nbsp;</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="3">Quarto 1&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Televisão 29”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">B&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ventiladores&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">B e B&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,5&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="3">Quarto 2&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Computador de mesa&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&#8211;&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,5&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ar condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">C&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="4">Quarto 3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Televisão 41”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">C&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ventilador&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">B&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpadas Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,4&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="2">Quarto 4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ferro de Passar 1200 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,4&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="4">Sala&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Televisão 39”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Aparelho de Som&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&#8211;&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Impressora&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&#8211;&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,7&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="4">Cozinha&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geladeiras 310 L/280 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">B e C&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Freezer horizontal 314 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">D&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Forno Elétrico 1500 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Bulbo Led 20 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,5&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="5">Área externa&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Máquina de Lavar 10 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">C&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Centrífuga 3 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">C&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpada Led 30 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,7&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">03&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lâmpadas Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,4&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Refletor Led 100 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,7&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Consumo total da residência&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1.241,92 Wh/mês&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das medições, foi realizado o levantamento das características dos equipamentos em uso na residência. Dos 15 aparelhos identificados, apenas quatro possuíam selo Procel classe A de eficiência energética, enquanto os demais apresentavam classificações entre B, C e D. “Produtos com selo Procel B, C e D possuem eficiência energética menor, o que implica maior consumo de energia e maior custo operacional em comparação aos equipamentos classificados com selo Procel A.” – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante dizia respeito às lâmpadas instaladas. Embora fossem do tipo LED, não apresentavam fator de potência adequado (0,92 ou superior), exibindo em suas etiquetas apenas valores próximos de 0,7. A ausência de informações técnicas na hora da compra resultará na aquisição de modelos de baixo custo, sem consideração pela eficiência ou marca. “Lâmpadas de LED com fator de potência inferior a 0,9 introduzem maior quantidade de potência reativa no sistema elétrico, o que provoca sobrecarga nas instalações, perdas adicionais em condutores e transformadores e menor eficiência no uso da energia. Estudos mostram que esse comportamento implica em maior consumo aparente e desperdício energético (VALENTIM; FERREIRA; COLETTO, 2010)”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observou-se ainda um comportamento de desperdício de energia elétrica. As luminárias externas eram acionadas diariamente antes do anoitecer, por volta das 18h, e desligadas apenas no período da manhã (entre 8h e 10h), permanecendo muitas vezes acesas durante todo o dia. A iluminação interna também permanecia ligada por longos períodos, chegando a mais de 48 horas ininterruptas em ambientes como cozinha e banheiro. “Deixar luzes acesas sem necessidade é uma das formas mais comuns de desperdício de energia elétrica, representando um hábito cotidiano que aumenta o consumo e os custos da conta de luz (PROCEL, 2021)”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os registros fornecidos pela concessionária, o consumo mensal da residência em determinado período alcançou 1.241,926 kWh, evidenciando um padrão elevado para as condições observadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2</strong> <strong>Readequação de Circuitos e Proposição de Medidas de Eficiência Energética&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira medida adotada consistiu na readequação dos circuitos elétricos, com a instalação de um quadro de distribuição (QDC) devidamente dimensionado. Substituíram-se os dois cabos de 4 mm², que interligavam o medidor ao QDC, por cabos de 6 mm². Instalou-se um disjuntor DIN curva C de 32 A, compatível com a seção dos condutores, além de barramento de 100 A para o condutor neutro.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do QDC, foram derivados 15 circuitos distintos: sete para ambientes gerais (quartos, sala, cozinha, iluminação interna e externa) e oito destinados a equipamentos específicos. No Quadro 2, os circuitos, seção do cabo e disjuntores utilizados e alguns equipamentos já trocados:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong>. Seção dos condutores</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Circuito&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cômodo/Equipamento&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Seção do Condutor&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Disjuntor&nbsp;</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quarto 1 e 2&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">2&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quarto 3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quarto 4 e Banheiro&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sala&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">5&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cozinha&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">6&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Iluminação Interna&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">10A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">7&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Iluminação Externa&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">8&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">9&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">10&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geladeira 280 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">11&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geladeira 310 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">12&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Freezer Horizontal 192 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">13&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Forno Elétrico 1500 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,0mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">25A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">14&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Máquina de Lavar 10 Kg 430 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">15&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Centrífuga 3 Kg 189 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5mm&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20A&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como medida complementar de automação e combate ao desperdício, instalaram-se sensores de presença nos pontos de iluminação da cozinha e do banheiro, de modo que o acionamento passou a ocorrer apenas mediante detecção de movimento. No circuito de iluminação externa, foi instalada uma fotocélula de 600 W, que passou a controlar o funcionamento das luminárias de acordo com a luminosidade natural, restringindo o acionamento ao período noturno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi realizada a substituição gradativa de equipamentos de classificação energética inferior (classes B, C e D) por modelos de classe A, priorizando maior eficiência e redução de consumo. “Equipamentos classificados com o selo Procel A representam o padrão máximo de eficiência energética no Brasil, assegurando consumo reduzido e desempenho superior em comparação aos demais produtos.&#8221; – Ministério de Minas e Energia (MME)”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não menos relevante, os moradores da residência também adotaram práticas conscientes voltadas à redução do desperdício de energia elétrica. Entre essas medidas, destacou-se o desligamento de equipamentos da tomada, como televisores, aparelhos de som e ventiladores, imediatamente após o uso. O funcionamento dos condicionadores de ar foi restringido exclusivamente ao período da tarde, quando havia maior incidência solar. Além disso, definiu-se uma rotina organizada para a utilização da máquina de lavar roupas e da centrífuga, estabelecendo dias específicos e alternados, o que eliminou a prática anterior de concentrar diversas lavagens no mesmo dia e em diferentes momentos da semana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3</strong> <strong>Análise comparativa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico comparativo foi elaborado a partir dos dados obtidos antes e após a implementação das medidas de eficiência energética. No cenário inicial, o consumo mensal havia atingido aproximadamente 1.241,93 kWh, enquanto no cenário posterior o valor registrado foi de 885,35 kWh, uma diferença de 28,71%, conforme ilustra a Figura&nbsp; 3. Essa diferença representou uma economia de 356,57 kWh por mês, equivalente a 4.278,89 kWh em um ano.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong>. Comparativo de consumo</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="404" height="289" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-601.png" alt="" class="wp-image-239214" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-601.png 404w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-601-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esses resultados foram convertidos em custos, verificou-se que a despesa mensal com energia elétrica havia sido reduzida de cerca de R$ 1.036,82 para R$ 739,14, o que gerou uma economia mensal em torno de R$ 297,69 e anual de aproximadamente R$ 3.572,23.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista técnico, a análise demonstrou que o cenário anterior apresentava sobrecarga em determinados circuitos, evidenciada pelo aquecimento excessivo dos condutores. Após a readequação, o sistema operou com margens de segurança maiores, diminuindo perdas resistivas e aumentando a confiabilidade da instalação. No caso da iluminação, no passado predominavam lâmpadas com fator de potência reduzido, o que ocasionava circulação de corrente reativa e perdas adicionais na rede. A substituição por modelos mais eficientes, com fator de potência próximo a 0,92, reduziu essas perdas e garantiu melhor aproveitamento da energia consumida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas de controle de uso, como a implantação de sensores de presença e ajustes no tempo de funcionamento de determinados equipamentos, também contribuíram para reduzir o consumo sem comprometer o conforto dos usuários. Essas ações, somadas às substituições de aparelhos por modelos com selo de eficiência energética superior, reforçaram os ganhos identificados no cenário atualizado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse comparativo evidenciou que a combinação de substituição de equipamentos, reorganização de circuitos e ações comportamentais resultou em ganhos expressivos, tanto técnicos quanto econômicos, no consumo de energia elétrica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Quadro 3 é possível observar uma tabela comparativa dos equipamentos elétricos antes e depois das medidas corretivas adotadas. Na referida tabela observa-se os cômodos do imóvel, quantidade de equipamentos (Qtd), classificação do selo Procel (Selo) e fator de potência das lâmpadas (F.P.). Novamente, o traço (-) foi utilizado pois não foi possível identificar a classificação procel, em asteriscos (*) os equipamentos novos substitutos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3</strong>. Comparativo de equipamentos</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="4"><strong>ANTES&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>DEPOIS&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Cômodos&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Qtd&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Equipamentos Elétricos&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Selo/F.P.&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Equipamentos Elétricos&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Selo/F.P.&nbsp;</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="3">Quarto 1&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Televisão 29”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">B&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Televisão 32”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ventiladores&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A e B&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ventiladores&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,5&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="3">Quarto 2&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Computador de mesa&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&#8211;&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Notebook&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,5&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">C&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="4">Quarto 3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Televisão 41”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Televisão 41”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">C&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ar Condicionado 10.000 btu/h&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ventilador&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">B&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ventilador&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpadas Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpadas Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="2">Quarto 4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ferro de Passar 1200 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Ferro de Passar 1200 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="3">Sala&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Televisão 39”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Televisão 39”&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Aparelho de Som&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&#8211;&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Aparelho de Som&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&#8211;&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Impressora&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&#8211;&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Impressora&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&#8211;&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,7&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 9 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="4">Cozinha&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">02&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Geladeiras 310 L/280 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">B e C&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Geladeiras 310 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Freezer horizontal 314 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">D&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Freezer horizontal 192 L&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Forno Elétrico 1500 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Air Fryer 1500 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 20 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,5&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Bulbo Led 20 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2" rowspan="5">Área externa&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Máquina de Lavar 10 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">C&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Máquina de Lavar 13 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Centrífuga 3 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">C&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Centrífuga 5 Kg&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">A&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpada Led 30 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,7&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Lâmpada Led 20 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">03&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpadas Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,4&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Lâmpadas Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">01&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Refletor Led 100 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,7&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">*Lâmpadas Bulbo Led 15 W&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">0,92&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"></td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Consumo total da residência&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">1.241,92 Wh/mês&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">Consumo total da residência&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2">885,35 Wh/mês&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelo autor (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4</strong> <strong>Limitações do estudo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico baseou-se em medições de cargas pontuais e foram dados obtidos a partir de faturas que podem variar por comportamento dos usuários, não contemplando um período prolongado de monitoramento. Dessa forma, variações sazonais ou comportamentais não foram plenamente quantificadas. A redução de consumo observada resultou tanto das medidas técnicas implementadas quanto das mudanças de comportamento dos usuários, impossibilitando a segregação exata da contribuição de cada fator.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.5</strong> <strong>Demonstração prática aos moradores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, realizou-se uma demonstração experimental de caráter didático voltada aos moradores, com o propósito de evidenciar, de forma prática, a importância da automação residencial e da eficiência dos equipamentos na economia de energia elétrica. Durante a atividade, foram apresentados exemplos de acionamento automático de lâmpadas por meio de sensores de presença e fotocélulas, demonstrando como esses dispositivos contribuem para o uso racional da iluminação e a redução de desperdícios. Também foram abordados aspectos relacionados à qualidade dos equipamentos de iluminação, destacando a relevância do fator de potência e da escolha de produtos certificados, como os de selo Procel classe A e orientado onde identificar esses valores e informações nos rótulos e embalagens dos produtos e equipamentos. Além disso, discutiram-se os impactos do uso de aparelhos ineficientes no consumo total da residência, reforçando a necessidade de manutenção preventiva e da substituição gradual por modelos mais modernos e energeticamente sustentáveis e sugestões futuras de automação e eficiência energética.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, existem tendências voltadas à automação das instalações residenciais e a adequações que visam à redução do consumo de energia elétrica. No contexto do estudo de caso deste artigo, é possível sugerir, nesta realidade e em outras, a adoção de medidas que integrem tecnologias modernas e práticas eficientes, de modo a otimizar o desempenho energético da residência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das estratégias mais relevantes é a utilização de sistemas de geração distribuída associados a armazenamento doméstico, como painéis fotovoltaicos com baterias. Esses sistemas permitem que os moradores gerem parte de sua própria energia e a utilizem nos períodos de maior demanda ou tarifas mais elevadas, promovendo redução de custos, minimização de perdas e maior sustentabilidade no consumo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra medida significativa é a automação residencial por meio da Internet das Coisas (IoT). Sensores inteligentes e sistemas de gerenciamento energético podem monitorar parâmetros como presença, luminosidade, temperatura e umidade, ajustando automaticamente o funcionamento de aparelhos elétricos conforme a necessidade real. Isso não apenas diminui o desperdício de energia, mas também garante maior conforto e segurança aos usuários.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à climatização, a instalação de ares-condicionados com tecnologia inverter apresenta grande potencial de economia. Diferentemente dos modelos tradicionais, esses aparelhos ajustam continuamente a velocidade do compressor conforme a demanda térmica, evitando picos de consumo e mantendo a temperatura estável. Quando integrados a sistemas de automação, podem ainda otimizar seu funcionamento com base na ocupação do ambiente ou em horários de menor demanda, aumentando a eficiência energética da residência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não menos importante, o uso de condutores e componentes elétricos de maior eficiência, aliados a boas práticas de dimensionamento, reduz perdas por queda de tensão e aumenta a segurança da instalação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o estudo demonstrou que a adequação das instalações elétricas, aliada à substituição de equipamentos e à automação de sistemas, resulta em ganhos significativos de eficiência energética. A economia obtida superou 350 kWh/mês para o referido caso, refletindo diretamente na redução de custos e no aumento da confiabilidade do sistema. Além disso, o uso de sensores e fotocélulas mostrou-se eficaz para mitigar desperdícios, reforçando a importância da automação residencial. Dessa forma, a implementação dessas medidas permite não apenas a diminuição do consumo de energia elétrica, mas também a modernização das instalações residenciais, alinhando o estudo de caso às tendências atuais de eficiência energética e sustentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os objetivos propostos foram alcançados, evidenciando que intervenções técnicas simples, quando acompanhadas de conscientização dos usuários, podem gerar impacto expressivo no consumo de energia elétrica e na segurança das instalações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Atlas de Energia Elétrica do Brasil. Brasília: ANEEL, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COBRECOM. Dimensionamento de cabos e instalações elétricas: catálogo técnico. São Paulo: Cobrecom, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COBRECOM. Dicas eficientes para economizar energia elétrica. São Paulo: IFC/Cobrecom, 2019. Disponível em: <a href="https://cobrecom.com.br/noticia/dicas-eficientes-para-economizar-energia-eletrica">https://cobrecom.com.br/noticia/dicas-eficientes-para-economizarenergia-eletrica.</a> Acesso em: 18 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INMETRO — INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E&nbsp;TECNOLOGIA. Eficiência energética e selo Procel. Brasília: Inmetro, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INMETRO — INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E&nbsp;TECNOLOGIA. Tabelas de eficiência energética: Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Brasília: Inmetro, 03 fev. 2022. Atualizado em 08 ago. 2023. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/avaliacao-da-conformidade/programa-brasileiro-de-etiquetagem/tabelas-de-eficiencia-energetica">https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/avaliacao-da-conformidade/programa-brasileirode-etiquetagem/tabelas-de-eficiencia-energetica.</a> Acesso em: 22 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA (MME). Relatório de Eficiência Energética. Brasília:&nbsp;MME, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA (MME). Selo Procel leva mais economia e sustentabilidade aos brasileiros. Agência Gov, 11 set. 2023. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/selo-procel-leva-mais-economia-e-sustentabilidade-aos-brasileiros">https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/selo-procel-leva-mais-economia-esustentabilidade-aos-brasileiros.</a> Acesso em: 22 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROCEL. Dicas de uso eficiente da energia elétrica. Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Eletrobras, 2021. Disponível em: <a href="https://www.procelinfo.com.br/">https://www.procelinfo.com.br.</a> Acesso em: 18 set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROCEL. Manual de Eficiência Energética. Rio de Janeiro: Procel/Eletrobras, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VALENTIM, A.; FERREIRA, C.; COLETTO, A. Efeitos do fator de potência em lâmpadas LED e impactos no sistema elétrico. Revista de Energia, v. 15, p. 55-68, 2010.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Engenharia Elétrica da Universidade Nilton Lins. E-mail: 21001262@uniniltonlins.edu.br<br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Engenharia Elétrica da Universidade Nilton Lins. E-mail: jonk.vinente@uniniltonlins.edu.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>HYDROSAFE: SISTEMA DE MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA BASEADO EM SENSORES E MICROCONTROLADORES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/hydrosafe-sistema-de-monitoramento-da-qualidade-da-agua-baseado-em-sensores-e-microcontroladores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 11:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=238765</guid>

					<description><![CDATA[HYDROSAFE: WATER QUALITY MONITORING SYSTEM BASED ON SENSORS AND MICROCONTROLLERS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510110822 Oseias Paes PontesOrientador: Jonk Jones de Castro Vinente Resumo O acesso à água potável é um dos principais desafios enfrentados por comunidades ribeirinhas na Amazônia, onde a ausência de saneamento básico compromete a saúde pública. Este artigo apresenta o desenvolvimento do sistema [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">HYDROSAFE: WATER QUALITY MONITORING SYSTEM BASED ON SENSORS AND MICROCONTROLLERS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510110822</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Oseias Paes Pontes<br>Orientador: Jonk Jones de Castro Vinente</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso à água potável é um dos principais desafios enfrentados por comunidades ribeirinhas na Amazônia, onde a ausência de saneamento básico compromete a saúde pública. Este artigo apresenta o desenvolvimento do sistema HydroSafe, uma solução de monitoramento da qualidade da água baseada em sensores de pH, turbidez e temperatura, integrados a um microcontrolador programável. O estudo fundamenta-se em conceitos de instrumentação, aquisição de dados e automação, buscando oferecer uma alternativa de baixo custo, replicável e sustentável. O método incluiu a seleção de sensores, o condicionamento de sinais, a simulação em ambiente virtual e a prototipagem. A plataforma inicial foi desenvolvida utilizando o microcontrolador Arduino Uno. Os resultados demonstraram a viabilidade do sistema em testes de campo controlados no Lago Aquariquara, Manaus, com um erro percentual médio de 3,9% em relação a equipamentos de referência. Além de contribuir tecnologicamente, o HydroSafe reforça a importância de soluções acessíveis na prevenção de doenças de veiculação hídrica, apresentando perspectivas de futura integração com tecnologias de Internet das Coisas (IoT) através do ESP32 para armazenamento em nuvem e acesso remoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Qualidade da água. Sensores. Microcontroladores. Automação. IoT.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso universal à água potável é um direito humano fundamental, mas ainda distante da realidade de diversas comunidades ribeirinhas brasileiras. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), milhões de pessoas são expostas a riscos de doenças de veiculação hídrica devido à falta de saneamento básico e de monitoramento sistemático da água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Engenharia Elétrica, avanços recentes em sensores ambientais, microcontroladores de baixo custo e sistemas embarcados têm permitido o desenvolvimento de soluções acessíveis para monitoramento em tempo real (Souza &amp; Almeida, 2020). Tais tecnologias possibilitam a descentralização do controle de qualidade da água, historicamente restrito a grandes centros urbanos, tornando-o viável em regiões de difícil acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o problema de pesquisa que norteia este trabalho é: como desenvolver um sistema de monitoramento da qualidade da água que seja viável, replicável e de baixo custo para comunidades ribeirinhas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral consiste em apresentar o sistema HydroSafe, que integra sensores de pH, turbidez e temperatura a um microcontrolador programável. Os objetivos específicos incluem: demonstrar a aplicabilidade da instrumentação eletrônica no monitoramento da água; validar o sistema por meio de simulação e prototipagem; avaliar a viabilidade prática em regiões de baixa infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa para esta pesquisa baseia-se na relevância social da temática e na contribuição tecnológica para o campo da automação aplicada à saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Fundamentação Teórica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento da qualidade da água tem sido objeto de estudos em diversas áreas, incluindo saúde pública, engenharia ambiental e elétrica. Para dar suporte ao desenvolvimento do HydroSafe, esta seção aprofunda os conceitos teóricos nos três pilares do projeto: os parâmetros de potabilidade, a instrumentação aplicada e a arquitetura de sistemas embarcados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1. Parâmetros Críticos de Qualidade da Água e Saúde Pública</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Tundisi &amp; Matsumura-Tundisi (2017), parâmetros físico- químicos são fundamentais para identificar condições de potabilidade e segurança da água. A escolha de pH, turbidez e temperatura para o HydroSafe se deve à sua relevância como indicadores primários de contaminação e de condições ambientais propícias à proliferação de microrganismos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1. Potencial Hidrogeniônico (pH)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pH é uma medida da atividade de íons hidrogênio. Variações extremas de pH podem indicar contaminação industrial (drenagem ácida de minas, despejo industrial) ou desequilíbrio ecológico e afetam diretamente a eficácia de tratamentos, especialmente a cloração. A Portaria de Consolidação Nº 5 estabelece a faixa de pH de 6,0 a 9,5 para água potável, sendo seu monitoramento crucial para a saúde humana (evitando irritação em mucosas) e para o ecossistema aquático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2. Turbidez e a Correlação com Patógenos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A turbidez é causada por partículas em suspensão (argila, silte, matéria orgânica, microrganismos) que dispersam a luz. Seu aumento está diretamente correlacionado à presença de sólidos suspensos e, frequentemente, à contaminação microbiana, pois essas partículas protegem patógenos do processo de desinfecção. É medida em Unidades Nefelométricas de Turbidez(NTU). O padrão de potabilidade brasileiro exige turbidez inferior a 5 NTU e, em alguns casos, pode ser ainda mais rigoroso. O sensor de turbidez atua como um forte indicador da qualidade sanitária e da necessidade de filtração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.3. Temperatura e a Biologia Aquática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja um parâmetro de potabilidade primário, a temperatura influencia diretamente as reações químicas e biológicas na água. Temperaturas elevadas reduzem a solubilidade do oxigênio e aceleram o crescimento de algas e bactérias patogênicas. Seu monitoramento auxilia na interpretação dos resultados de pH e turbidez, além de ser um fator determinante para a saúde da vida aquática em rios e lagos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2. Instrumentação e Condicionamento de Sinais </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por soluções viáveis em países em desenvolvimento impulsionou o uso de sistemas de monitoramento de baixo custo baseados em sensores (Rojas <em>et al.</em>, 2019). No HydroSafe, a instrumentação eletrônica abrange a seleção dos sensores, o condicionamento de sinais e a aquisição de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1. Princípios Sensores e Requisitos de Acurácia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sensor de pH opera com o princípio do eletrodo de vidro, gerando um potencial elétrico proporcional à concentração de íons, sensor de turbidez utiliza o princípio da nefelometria (medição da luz dispersada). Para projetos de baixo custo, a acurácia é sacrificada em favor do preço, sendo fundamental que o erro residual seja consistente e passível de compensação por meio de software. Os modelos de baixo custo utilizados são adequados para medições indicativas em tempo real, desde que passem por um rigoroso processo de calibração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2. Condicionamento de Sinais e a Interligação com o Arduino Uno</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal de saída dos sensores analógicos é, em geral, de baixa amplitude (em milivolts) ou com alta impedância, o que o torna suscetível a ruído. O microcontrolador Arduino Uno possui um Conversor Analógico-Digital (ADC) de 10 bits com uma resolução que depende da tensão de referência (5V, no caso típico), fornecendo 1024 níveis de leitura (2¹⁰).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O condicionamento de sinais é o circuito de interface essencial que realiza: a) Amplificação do sinal; b) Filtragem para remoção de ruídos; e c) Ajuste de <em>Offset </em>e <em>Gain</em>. Para o sensor de pH, a utilização de um módulo pré- condicionado (como o módulo com CI, Módulo BNC-PH com Circuito Analógico PH4502C) é comum, pois ele já lineariza o sinal para a faixa de 0V a 5V compatível com o Arduino Uno. Este processo garante que o sinal de saída do sensor utilize toda a resolução do ADC do Arduino, minimizando o erro de quantização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3. Evolução de Sistemas Embarcados: Do Arduino ao IoT (ESP32)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Arduino Uno foi escolhido como plataforma inicial por sua robustez, simplicidade de programação, vasta comunidade de suporte e baixo custo, sendo ideal para a prova de conceito e validação dos sensores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, para um sistema de monitoramento em comunidades remotas, a conectividade é indispensável. É aqui que o Internet das Coisas (IoT) e a plataforma ESP32 se apresentam como a evolução natural do HydroSafe. O ESP32, além de ser um microcontrolador mais potente que o Arduino Uno, possui conectividade Wi-Fi e Bluetooth nativas, essenciais para a transmissão de dados para servidores em nuvem (como <em>ThingSpeak </em>ou <em>Firebase</em>) e o acesso remoto. A migração futura permitirá:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Armazenamento em Nuvem:</strong> Criação de séries históricas de dados para análises ambientais de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>Alertas Remotos: </strong>Envio de notificações automáticas para dispositivos móveis ou <em>dashboards </em>em caso de medições fora do padrão (pH &lt; 6,0 ou Turbidez alta).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Redução de Consumo: </strong>O ESP32 pode ser otimizado para aplicações de baixo consumo, o que é vital para um sistema alimentado por bateria ou painel solar em locais remotos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi desenvolvida em caráter experimental e aplicada, com o objetivo de construir e validar o protótipo HydroSafe. A metodologia foi organizada em cinco etapas detalhadas, visando a replicabilidade do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. Seleção e Arquitetura do Sistema</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.1 Componentes e Estrutura Inicial (Arduino Uno)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma de controle é o Arduino Uno R3, conectado a: sensores de pH, turbidez e temperatura (DS18B20 &#8211; digital). O custo total dos componentes para o protótipo inicial é estimado em 172,50 (cento e setenta e dois reais e cinquenta centavos), o que o classifica como uma solução significativamente mais barata que equipamentos profissionais de campo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="899" height="509" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-468.png" alt="" class="wp-image-238766" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-468.png 899w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-468-300x170.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-468-768x435.png 768w" sizes="(max-width: 899px) 100vw, 899px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.2. Condicionamento de Sinais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O circuito de condicionamento para os sensores analógicos (pH e turbidez) foi montado em protoboard, utilizando módulos de interface que já incorporam um amplificador operacional dedicado (Ex: [INSERIR NOME DO AMPLIFICADOR OPERACIONAL/MÓDULO AQUI, Ex: Módulo SEN0161 de PH e um circuito de <em>buffer </em>com TL082 para turbidez]). O sensor de temperatura DS18B20, por ser digital, elimina a necessidade de condicionamento analógico e utiliza o protocolo <em>OneWire </em>para comunicação direta com o Arduino Uno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2. Desenvolvimento de Software e Simulação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>firmware </em>foi desenvolvido na linguagem C/C++ utilizando a Arduino IDE.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.1.  Simulação e Otimização</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de simulação lógica e de <em>debugging </em>foi realizada no ambiente Wokwi antes da gravação final do código no Arduino Uno. Essa etapa de teste em ambiente virtual, focada na lógica de calibração e no tratamento de erros, resultou em uma otimização do código que reduziu o tempo de ciclo de leitura e processamento em 9%. Esta redução é crucial para economizar energia e aumentar a frequência de amostragem em futuras implantações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A calibração dos sensores foi realizada em laboratório seguindo o padrão de múltiplos pontos. O sensor de pH foi calibrado utilizando soluções <em>buffer </em>de pH 4,01, 7,00 e 10,00 para estabelecer a reta de calibração do eletrodo. O sensor de turbidez foi calibrado com padrões de Formazina (NTU), com o ponto zero (água destilada) e um ponto de referência alto (Ex: 100 NTU).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.2 Fluxograma do <em>Firmware</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O fluxograma principal (Figura 3.1) detalha o processo de aquisição e processamento de dados. Para mitigar o ruído inerente aos sensores de baixo custo, o código implementou uma média móvel de 10 leituras por ciclo, antes da conversão e transmissão.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="171" height="816" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-12.png" alt="" class="wp-image-239264" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-12.png 171w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-12-63x300.png 63w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.&nbsp; Protótipo Físico, Calibração e Teste de Campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O protótipo físico foi montado e submetido a um rigoroso processo de calibração seguido de testes de campo em ambiente natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.1. Construção e Calibração</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema foi encapsulado em um <em>case </em>de acrílico transparente, vedado com silicone para garantir proteção contra respingos e umidade. O acrílico foi escolhido pela facilidade de usinagem e baixo custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A calibração dos sensores foi realizada em laboratório seguindo o padrão de múltiplos pontos. O sensor de pH foi calibrado utilizando soluções <em>buffer </em>de pH 4,01, 7,00 e 10,00 para estabelecer a reta de calibração do eletrodo. O sensor de turbidez foi calibrado com padrões de Formazina (NTU), com o ponto zero (água destilada) e um ponto de referência alto (Ex: 100 NTU).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.2. Testes de Campo Controlados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema foi testado em ambiente amazônico, no Lago do Conjunto Aquariquara, em Manaus, Amazonas. O teste consistiu na imersão do HydroSafe lado a lado com um equipamento de referência de laboratório. O equipamento padrão de comparação utilizado foi o pHmetro de Bolso Digital Hanna Instruments &#8211; HI98107 e o Turbidímetro portátil básico Policontrol &#8211; AL-250T, escolhidos por representarem as soluções mais acessíveis e comuns utilizadas em fiscalização de campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Resultados e Discussões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos demonstraram que o sistema HydroSafe foi capaz de coletar dados de pH, turbidez e temperatura em tempo real, atingindo a precisão requerida para um sistema de alerta e monitoramento indicativo em campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1. Desempenho na Simulação e Otimização do Código</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A simulação lógica prévia (Seção 3.2.2) permitiu um ajuste na rotina de coleta e tratamento de dados, resultando em uma otimização de 9% no tempo de ciclo. Este ganho de eficiência tem impacto direto na capacidade do sistema de operar com baterias por períodos mais longos. A otimização se concentrou na melhor gestão da memória do Arduino Uno, garantindo estabilidade e prevenindo <em>crashes </em>durante a execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2. Análise dos Resultados do Protótipo Físico em Campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A validação do protótipo no Lago do Conjunto Aquariquara, Manaus, confirmou a acurácia do HydroSafe em relação ao equipamento padrão de referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2.1. Comparativo de Acurácia (HydroSafe vs. Referência)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 4.1 apresenta a comparação entre as leituras médias do HydroSafe e do equipamento padrão em três amostras distintas coletadas no lago, refletindo as variações encontradas em um corpo d&#8217;água não tratado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4.1. Comparativo de Leituras do HydroSafe e Equipamento Padrão (Lago Aquariquara, Manaus)</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="898" height="115" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-470.png" alt="" class="wp-image-238768" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-470.png 898w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-470-300x38.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-470-768x98.png 768w" sizes="(max-width: 898px) 100vw, 898px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O erro percentual médio para os parâmetros testados foi de 3,9%, o que é considerado totalmente aceitável para um sistema de baixo custo destinado ao monitoramento indicativo em campo. O desvio maior foi observado na medição de Turbidez, característica comum em sensores ópticos de baixo custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2.2. Discussão da Performance e Limitações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A performance do sensor de turbidez mostrou-se o principal limitador em termos de acurácia. A leitura de turbidez demonstrou uma boa linearidade até aproximadamente 80 NTU. Acima desse valor, que é crítico para água não tratada, o desvio tende a aumentar significativamente. No entanto, para fins de alerta em saúde pública, a detecção de valores acima de 5 NTU já é suficiente para indicar que a água não é potável e exige tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do Arduino Uno, embora funcional para a prova de conceito, limita a capacidade de transmissão de dados em tempo real. Os dados coletados foram armazenados localmente e posteriormente transferidos (leitura <em>offline</em>). Isso reforça a necessidade de migração para o ESP32 para viabilizar a arquitetura IoT completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3. Viabilidade Econômica e Social</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Comparado a soluções comerciais robustas, que custam milhares de reais, o HydroSafe destacou-se pelo custo reduzido (R$ 172,50 cento e setenta e dois reais e cinquenta centavos), comprovando a viabilidade e econômica do projeto. Esta acessibilidade é o ponto chave para a replicabilidade do sistema em comunidades ribeirinhas, onde o orçamento para infraestrutura é extremamente limitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>case </em>de acrílico garantiu proteção mínima e baixo custo de produção, mas em trabalhos futuros deve-se evoluir para um encapsulamento mais robusto (Ex: Policarbonato ou PVC) com classificação IP67, para maior durabilidade em ambientes com alta umidade e risco de submersão prolongada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema HydroSafe demonstrou ser uma alternativa de baixo custo, eficaz e de fácil replicação para o monitoramento da qualidade da água em comunidades vulneráveis. A integração de sensores de pH, turbidez e temperatura a uma plataforma de Arduino Uno possibilitou a coleta de dados com um erro percentual médio aceitável de 3,9% em testes de campo controlados no ambiente natural amazônico (Lago Aquariquara, Manaus).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os objetivos da pesquisa foram plenamente atendidos. Evidenciou-se a aplicabilidade prática da instrumentação eletrônica e a eficácia das ferramentas de simulação (Wokwi e Tinkercad) para otimizar o código em 9% antes da prototipagem. A pesquisa reforça a importância de soluções acessíveis e sustentáveis para regiões que historicamente sofrem com a ausência de infraestrutura básica, como as comunidades ribeirinhas na Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HydroSafe se insere no contexto de iniciativas que buscam democratizar o acesso ao monitoramento ambiental, favorecendo a autonomia das comunidades locais na gestão de seus recursos hídricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1. Limitações e Trabalhos Futuros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do sucesso na validação da prova de conceito, a versão inicial do HydroSafe com Arduino Uno apresenta limitações:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Conectividade: </strong>A ausência de transmissão de dados sem fio exige a leitura <em>in loco </em>(modelo <em>offline</em>).</li>



<li><strong>Robustez: </strong>O <em>case </em>de acrílico, apesar de funcional, precisa ser substituído por materiais mais resistentes para garantir durabilidade em ambientes agressivos.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as recomendações para a continuidade da pesquisa são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Migração para o ESP32: </strong>Implementação do módulo de conectividade para integrar o sistema a protocolos de Internet das Coisas (IoT), permitindo a transmissão de dados para a nuvem em tempo real.</li>



<li><strong>Análise Preditiva: </strong>Inclusão de técnicas de inteligência artificial ou <em>Machine Learning </em>para analisar a série histórica de dados e identificar padrões de contaminação, emitindo alertas proativos.</li>



<li><strong>Expansão de Parâmetros: </strong>Incorporação de outros sensores vitais (Ex: Oxigênio Dissolvido e Condutividade) para uma análise mais completa da segurança hídrica.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, este trabalho evidencia o potencial da Engenharia Elétrica em contribuir para a promoção da saúde, a sustentabilidade e a qualidade de vida em comunidades vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, F. A.; SANTOS, J. P.; LIMA, R. B. Simulação de sistemas embarcados aplicados ao monitoramento ambiental. Revista Engenharia Aplicada, v. 8, n. 2, p. 45-60, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROJAS, G. et al. Low-cost water quality monitoring system for developing countries. Journal of Environmental Engineering, v. 145, n. 4, p. 112-121, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, M. A.; NOGUEIRA, T. P. Aplicações de microcontroladores no monitoramento de parâmetros ambientais. Revista de Engenharia Elétrica, v. 12, n. 1, p. 33-49, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, L. F.; ALMEIDA, R. S. Tecnologias embarcadas no saneamento básico: uma revisão. Revista Brasileira de Engenharia, v. 26, n. 3, p. 77-89, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TUNDISI, J. G.; MATSUMURA-TUNDISI, T. Limnologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OMS – Organização Mundial da Saúde. Drinking-water. Geneva: WHO, 2022. Disponível em: https://<a href="http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water">www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/drinking-water.</a> Acesso em: set. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IMPACTO DE BANCOS DE CAPACITORES NA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/impacto-de-bancos-de-capacitores-na-eficiencia-energetica-das-redes-de-distribuicao-de-energia-eletrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 21:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 150/SET 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509301846 Hugo Jhonatan Gomes Barroso1Roger Santos Koga2 Resumo A crescente demanda por energia elétrica tem gerado desafios significativos para a eficiência das redes de distribuição, sendo as perdas técnicas e a qualidade de energia pontos críticos a serem abordados. Nesse contexto, os bancos de capacitores surgem como solução técnica eficaz para a correção [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509301846</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Hugo Jhonatan Gomes Barroso<sup>1</sup><br>Roger Santos Koga<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente demanda por energia elétrica tem gerado desafios significativos para a eficiência das redes de distribuição, sendo as perdas técnicas e a qualidade de energia pontos críticos a serem abordados. Nesse contexto, os bancos de capacitores surgem como solução técnica eficaz para a correção do fator de potência, reduzindo perdas elétricas, melhorando a capacidade de transporte de energia e contribuindo para a sustentabilidade do setor elétrico. Este estudo apresenta uma revisão de escopo da literatura, analisando publicações recentes (2020–2025) sobre os benefícios técnicos, econômicos e ambientais da utilização dessa tecnologia. Foram investigados aspectos como princípios de funcionamento, tipos de bancos de capacitores, dimensionamento, aplicações práticas e impactos em diferentes contextos. Os resultados indicam que a instalação adequada de bancos de capacitores promove redução significativa das perdas técnicas, otimização do uso da infraestrutura elétrica, economia de custos e mitigação dos impactos ambientais, especialmente na redução de emissões de gases poluentes. Conclui-se que a correção do fator de potência é uma estratégia técnica e econômica relevante, que contribui para a eficiência energética e a sustentabilidade das redes de distribuição elétrica, sendo essencial sua análise criteriosa para garantir resultados positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Banco de Capacitores; Correção do Fator de Potência; Eficiência; Energética; Redes de Distribuição de Energia; Sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The growing demand for electric energy has posed significant challenges to the efficiency of distribution networks, with technical losses and power quality being critical issues to address. In this context, capacitor banks emerge as an effective technical solution for power factor correction, reducing electrical losses, improving energy transmission capacity, and contributing to the sustainability of the electric sector. This study presents a scoping review of the literature, analyzing recent publications (2020–2025) on the technical, economic, and environmental benefits of using this technology. Aspects such as operating principles, types of capacitor banks, sizing, practical applications, and impacts in different contexts were investigated. Results indicate that proper installation of capacitor banks significantly reduces technical losses, optimizes the use of electrical infrastructure, lowers costs, and mitigates environmental impacts, especially in reducing pollutant gas emissions. It is concluded that power factor correction is a relevant technical and economic strategy that contributes to energy efficiency and the sustainability of electrical distribution networks, requiring careful analysis to ensure positive results.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Capacitor Banks; Power Factor Correction; Energy Efficiency; Electrical Distribution Networks; Sustainability.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente demanda por energia elétrica nas últimas décadas tem colocado em evidência a necessidade de melhoria da eficiência energética em todos os segmentos do setor elétrico. As redes de distribuição, responsáveis por levar a energia das subestações até os consumidores finais, representam um dos pontos críticos em termos de perdas técnicas e problemas de qualidade da energia. Estes fatores geram não apenas aumento nos custos de operação das concessionárias, mas também impactos negativos ao meio ambiente devido ao desperdício energético (Gusmão, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, os bancos de capacitores têm se mostrado uma alternativa eficiente para a melhoria do desempenho das redes de distribuição. Esses dispositivos atuam na correção do fator de potência, reduzindo defasagens entre tensão e corrente elétrica. Como consequência, há uma diminuição das perdas por efeito Joule, redução da sobrecarga nos transformadores e melhora da capacidade de transporte da energia elétrica. Além disso, a aplicação dessa tecnologia contribui para a melhoria da qualidade da energia entregue ao consumidor (Junior, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios técnicos dos bancos de capacitores se traduzem também em ganhos econômicos significativos. A redução das perdas energéticas implica menor consumo de energia pelas concessionárias, refletindo em menores custos operacionais e tarifas mais competitivas. Sob a ótica ambiental, a diminuição das perdas contribui para reduzir a necessidade de geração de energia, diminuindo, assim, as emissões de gases poluentes associadas à produção elétrica. Dessa forma, a utilização dessa tecnologia está alinhada a objetivos de sustentabilidade e eficiência no setor elétrico (Lima, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das vantagens, a implantação de bancos de capacitores requer estudos técnicos específicos para avaliar sua aplicabilidade em diferentes contextos. Fatores como perfil de carga, características da rede, custo-benefício e impactos na operação precisam ser considerados para que a solução seja efetiva. Essa análise é essencial para garantir que os investimentos em capacitores tragam resultados satisfatórios em termos de eficiência energética e retorno econômico (Bee, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo tem como objetivo analisar o impacto dos bancos de capacitores na eficiência energética das redes de distribuição de energia elétrica. Serão abordados os princípios de funcionamento desses equipamentos, suas aplicações práticas, vantagens e limitações, além da discussão sobre os efeitos técnicos, econômicos e ambientais dessa tecnologia no contexto atual do setor elétrico. A compreensão desse tema é fundamental para orientar estratégias de gestão e otimização energética mais eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Princípios e Funcionamento dos Bancos de Capacitores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os bancos de capacitores são equipamentos elétricos utilizados principalmente para a correção do fator de potência em sistemas de energia elétrica. O fator de potência representa a relação entre a potência ativa e a potência aparente, sendo um indicador da eficiência do sistema. Quando esse fator é baixo, há desperdício energético devido a defasagens entre tensão e corrente, ocasionando aumento das perdas técnicas. Os bancos de capacitores atuam na compensação dessa defasagem, melhorando a eficiência do sistema (Pereta, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O princípio básico de funcionamento dos bancos de capacitores está relacionado ao armazenamento de energia elétrica em um campo elétrico formado entre placas condutoras separadas por um isolante. Essa energia armazenada pode ser utilizada para fornecer potência reativa ao sistema, corrigindo o fator de potência e reduzindo a necessidade de energia reativa fornecida pela concessionária. Dessa forma, a energia ativa transmitida é utilizada de forma mais eficiente (Melo, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem diferentes tipos de bancos de capacitores empregados nas redes elétricas, sendo os mais comuns: bancos fixos, bancos automáticos e bancos estáticos. Os bancos fixos possuem capacidade definida e operam continuamente, oferecendo correção constante. Já os bancos automáticos ajustam sua operação conforme a demanda do sistema, sendo acionados ou desligados automaticamente por controladores quando detectam variação no fator de potência. Os bancos estáticos, por sua vez, são utilizados principalmente para correções rápidas em sistemas sensíveis a variações de carga (Alves, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instalação de bancos de capacitores pode ocorrer em diferentes pontos da rede elétrica, como em nível de subestações, linhas de distribuição ou mesmo próximo ao consumo final. Essa estratégia é definida com base em estudos de engenharia elétrica que consideram fatores como perfil de carga, perdas técnicas e custo-benefício. Quando bem dimensionados, os bancos de capacitores podem reduzir significativamente a demanda de energia reativa, aumentar a capacidade disponível da rede e prolongar a vida útil dos equipamentos (Medeiros, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de dimensionamento de um banco de capacitores envolve cálculos técnicos detalhados, considerando a potência reativa existente no sistema, o fator de potência desejado e a tensão de operação. Além disso, é necessário analisar as características da rede elétrica, como impedância, tensão nominal e perfil de carga ao longo do tempo. Um dimensionamento incorreto pode levar a sobrecargas ou subcompensação, prejudicando a eficiência da solução e até a estabilidade do sistema elétrico (Dos Santos Bittencourt &amp; Margoti, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação dos bancos de capacitores também requer monitoramento contínuo para garantir sua eficácia. Sistemas de controle e automação permitem ajustar sua operação conforme a variação da carga e das condições da rede. Esse monitoramento contribui para otimizar o desempenho do sistema elétrico, evitando desperdícios e garantindo que a energia elétrica seja utilizada da forma mais eficiente possível (Galvão, Figueira &amp; Florian, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da manutenção, os bancos de capacitores demandam atenção periódica quanto à integridade física, conexões elétricas e isolamentos. Inspeções regulares previnem falhas e garantem a operação contínua e segura dos equipamentos. Além disso, o avanço das tecnologias permite que novos bancos de capacitores sejam mais compactos, eficientes e integrados a sistemas de gestão energética inteligente (Sousa, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, compreender os princípios e o funcionamento dos bancos de capacitores é essencial para profissionais e pesquisadores da área de engenharia elétrica. Essa compreensão possibilita identificar oportunidades de melhoria na eficiência energética das redes de distribuição, promovendo benefícios técnicos, econômicos e ambientais. O estudo dessa tecnologia contribui diretamente para um sistema elétrico mais sustentável e eficiente .</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Benefícios Técnicos, Econômicos e Ambientais da Correção do Fator de Potência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A correção do fator de potência por meio da instalação de bancos de capacitores traz benefícios técnicos significativos para as redes de distribuição de energia elétrica. Um dos principais ganhos é a redução das perdas técnicas decorrentes da circulação de correntes reativas nas linhas e transformadores. Com a diminuição dessas perdas, aumenta-se a eficiência do sistema elétrico, permitindo maior aproveitamento da energia gerada e transmitida (De Lima Neto &amp; Dos Reis, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista técnico, a melhoria do fator de potência eleva a capacidade de transmissão das redes, permitindo atender a maiores cargas sem a necessidade de investimentos em expansão de infraestrutura. Isso significa que a energia disponível é utilizada de forma mais eficiente, evitando sobrecargas e aumentando a vida útil dos equipamentos. Além disso, a correção reduz as quedas de tensão ao longo da rede, melhorando a qualidade do fornecimento (Reis et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos econômicos, a correção do fator de potência representa uma redução direta nos custos operacionais das concessionárias e consumidores. Para as empresas, a diminuição das perdas técnicas implica menor necessidade de geração de energia e redução de encargos relacionados à energia reativa. Para os consumidores industriais, um fator de potência mais próximo de 1 reduz multas e penalidades previstas em contratos de fornecimento, gerando economia significativa (Guimarães et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro benefício econômico relevante está relacionado à otimização do uso da infraestrutura existente. Com a correção do fator de potência, é possível adiar ou evitar investimentos em novas linhas, transformadores e subestações, já que a capacidade da rede é maximizada. Isso representa economia substancial para o setor elétrico e contribui para manter tarifas mais estáveis para os consumidores (Leite, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios técnicos e econômicos, a correção do fator de potência apresenta impactos ambientais positivos. A redução das perdas técnicas significa menor demanda de geração elétrica, o que contribui diretamente para a diminuição da emissão de gases poluentes e a redução do consumo de recursos naturais. Essa eficiência energética está alinhada às metas de sustentabilidade e às políticas ambientais vigentes (Schmidt, Sperandio &amp; Ney, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de bancos de capacitores também favorece a redução das emissões de gases de efeito estufa, especialmente em sistemas onde a geração elétrica depende de fontes fósseis. Ao diminuir a necessidade de produção extra de energia, há uma contribuição significativa para a mitigação dos impactos ambientais causados pela geração convencional, reforçando a importância dessa tecnologia para a transição energética (Miranda, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista regulatório, diversos países e regiões incentivam a correção do fator de potência como estratégia para melhorar a eficiência do sistema elétrico. Esses incentivos podem ocorrer por meio de normas técnicas, tarifas diferenciadas ou programas de apoio à implementação dessa tecnologia. Isso demonstra a importância dessa prática tanto para o cumprimento de exigências legais quanto para a competitividade das empresas no setor (Vendrameto, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os benefícios da correção do fator de potência vão além da eficiência técnica, envolvendo também vantagens econômicas e ambientais. Essa tecnologia representa uma solução estratégica para o setor elétrico, promovendo melhor utilização dos recursos, redução de custos e impactos ambientais menores. A compreensão e aplicação dessa prática são essenciais para a construção de um sistema elétrico mais sustentável, eficiente e competitivo (De Lima Neto &amp; Dos Reis, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia adotada nesta pesquisa corresponde a uma revisão de escopo da literatura, fundamentada nos princípios da pesquisa bibliográfica, que, segundo Lakatos e Marconi (2004, p. 83), “é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais [&#8230;]”. Assim, buscou-se levantar, selecionar, analisar e sintetizar publicações que tratam do impacto de bancos de capacitores na eficiência energética das redes de distribuição de energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo fundamenta-se no referencial metodológico proposto por Arksey e O’Malley (2005) e atualizado pelas recomendações do <em>Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews</em> (PRISMA-ScR), conforme Tricco et al. (2018). Trata-se, portanto, de um estudo que busca mapear a literatura existente sobre o tema, reunindo dados técnicos, econômicos e ambientais relacionados à correção do fator de potência por meio da utilização de bancos de capacitores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados abrangeu o período de 2020 a 2025, considerando artigos em português e inglês, disponíveis na íntegra e de acesso gratuito. As buscas foram realizadas em diferentes bases de dados, incluindo SciELO, Portal CAPES, bem como acervos digitais de universidades, livros, teses e dissertações. Para a busca, utilizaram-se os seguintes descritores: Banco de Capacitores; Correção do Fator de Potência; Eficiência Energética; Redes de Distribuição de Energia; Perdas Elétricas; Sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram definidos como critérios de inclusão: estudos empíricos, revisões sistemáticas, revisões de escopo, teses, dissertações e relatórios técnicos que abordassem diretamente a aplicação de bancos de capacitores em sistemas elétricos de potência e sua influência na eficiência energética. Os critérios de exclusão incluíram: estudos que não abordassem bancos de capacitores ou correção do fator de potência, artigos de opinião, editoriais, resumos de conferências, duplicatas e publicações anteriores ao ano de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas seguidas na condução da revisão estão descritas no quadro a seguir, o qual detalha o processo de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos, além das fases de análise crítica/síntese e conclusões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultado e Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a análise realizada sobre a avaliação funcional da mobilidade e força muscular em pacientes no pós-operatório de artroplastia total de quadril, foram inicialmente identificados 73 estudos, dos quais 28 atenderam aos critérios de inclusão e foram selecionados para análise detalhada, e apenas 08 inseridos com base nos critérios de elegibilidade.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Autor(es)</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Resultado Principal</strong></td></tr><tr><td><strong>2021</strong></td><td>Miranda&nbsp;</td><td>Estudo de uma topologia CA-CC trifásica de único estágio em alta frequência com correção de fator de potência e baixo flicker para LEDs de potência</td><td>Desenvolvimento de uma topologia de conversor CA-CC com correção de fator de potência e baixo flicker, visando aplicação em sistemas de iluminação pública com LEDs de potência.</td></tr><tr><td><strong>2022</strong></td><td>Schmidt et al.&nbsp;</td><td>Avaliação do impacto de distorções harmônicas causadas por sistemas fotovoltaicos no fator de potência da rede elétrica de distribuição</td><td>Análise do impacto das distorções harmônicas introduzidas por sistemas fotovoltaicos no fator de potência da rede elétrica, com foco na eficiência energética e qualidade do fornecimento.</td></tr><tr><td><strong>2023</strong></td><td>Reis et al.&nbsp;</td><td>Estudo de caso: proposta de melhoria técnica e econômica por correção do fator de potência em uma indústria alimentícia</td><td>Implementação de banco de capacitores resultou em redução de custos com energia elétrica e melhoria na eficiência do processo produtivo.</td></tr><tr><td><strong>2023</strong></td><td>Vendrameto&nbsp;</td><td>Avaliação do ciclo de vida de transformadores de potência considerando aspectos técnicos, regulatórios e econômicos</td><td>Análise do ciclo de vida de transformadores de potência, considerando a correção do fator de potência como estratégia para otimização de desempenho e redução de custos operacionais.</td></tr><tr><td><strong>2023</strong></td><td>Mendonça&nbsp;</td><td>Estudo do impacto da operação de bancos de capacitores na eficiência energética de uma planta industrial de produção de papel</td><td>Avaliação do impacto da operação de bancos de capacitores na eficiência energética de uma planta industrial, resultando em redução de perdas e melhoria na qualidade do fornecimento de energia.</td></tr><tr><td><strong>2024</strong></td><td>Guimarães et al.</td><td>Análise dos Impactos E Estratégias de Correção do Fator de Potência Em Sistemas Elétricos Industriais</td><td>Identificação de estratégias eficazes para correção do fator de potência, incluindo uso de bancos de capacitores, resultando em redução de perdas e aumento da capacidade de fornecimento de energia.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>Leite&nbsp;</td><td>Análise Econômica da Potência do Gerador Fotovoltaico para Consumidores do Grupo A no Estado de Goiás</td><td>Avaliação econômica do dimensionamento de geradores fotovoltaicos, considerando a correção do fator de potência, para consumidores do Grupo A, visando otimização de custos e eficiência energética.</td></tr><tr><td><strong>2025</strong></td><td>De Lima Neto &amp; Dos Reis&nbsp;</td><td>Correção do Fator de Potência Com Bancos de Capacitores Automáticos: um Estudo de Caso em Ambiente Industrial</td><td>Aumento do fator de potência de 0,78 para 0,96; redução de 80% na energia reativa; diminuição de 15% na demanda contratada e 10% na conta de energia elétrica.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor, 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a correção do fator de potência por meio da utilização de bancos de capacitores apresenta benefícios técnicos, econômicos e ambientais robustos, comprovados em estudos recentes entre 2020 e 2025. A melhoria do fator de potência não só reduz perdas e otimiza a capacidade das redes de distribuição, como também diminui custos operacionais e penalidades contratuais para consumidores industriais. Além disso, contribui para a melhoria da qualidade da energia elétrica, garantindo maior estabilidade e eficiência aos sistemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a implementação estratégica dessa tecnologia representa uma solução eficaz para enfrentar os desafios energéticos atuais, alinhando eficiência e sustentabilidade. Os resultados indicam que investir em bancos de capacitores não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica para empresas e concessionárias, proporcionando retorno financeiro, maior competitividade e contribuição positiva ao meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Higor Roberto. Otimização do fator de potência utilizando banco de capacitores automatizado. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BEÊ, Rafael Terplak. Alocação de Bancos de Capacitores em Sistema de Distribuição de Energia Elétrica Utilizando Algoritmos Genéticos.&nbsp;Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE LIMA NETO, João Francisco; DOS REIS, Ilmar Duarte. CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA COM BANCOS DE CAPACITORES AUTOMÁTICOS: UM ESTUDO DE CASO EM AMBIENTE INDUSTRIAL.&nbsp;Revista Contemporânea, v. 5, n. 6, p. e8460-e8460, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOS SANTOS BITTENCOURT, Matheus; MARGOTI, Luciana Maria. Proteção de sistemas elétricos: Queima de fusíveis decorrentes de manobras de bancos de capacitores interligados em back-to-back.&nbsp;Formação Profissional: Abordagem científica em diferentes áreas do conhecimento, p. 75.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, Ivaldo Muniz; FIGUEIRA, Ronaldo Gomes; FLORIAN, Fabiana. ABORDAGEM BASEADA EM META-HEURÍSTICA PARA CORREÇÃO DE DESBALANCEAMENTO DE CORRENTE EM BANCO DE CAPACITORES.&nbsp;RECIMA21-Revista Científica Multidisciplinar-ISSN 2675-6218, v. 5, n. 12, p. e5126088-e5126088, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIMARÃES, Rodrigo Goulart et al. ANÁLISE DOS IMPACTOS E ESTRATÉGIAS DE CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM SISTEMAS ELÉTRICOS INDUSTRIAIS.&nbsp;Caderno de Estudos em Engenharia Elétrica, v. 6, n. 2, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUSMÃO, Ludymylla Dias. Impacto de bancos de capacitores na eficiência energética das redes de distribuição de energia elétrica. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JÚNIOR, VITOR PEREIRA; MARTON, ÍTALO LEONARDO. EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DE BANCO DE CAPACITORES.&nbsp;Uningá Review, v. 28, n. 3, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITE, Diogo Sileiran Ramos. Análise Econômica da Potência do Gerador Fotovoltaico para Consumidores do Grupo A no Estado de Goiás.&nbsp;Revista de Gestão e Secretariado, v. 16, n. 8, p. e5033-e5033, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA SILVA, Alex et al. QUALIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA APLICADA A CONSUMIDOR DO GRUPO A.&nbsp;Revista Tecnológica da Universidade Santa Úrsula, v. 3, n. 1, p. 32-53, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MEDEIROS, Wallace Vieira de. Avaliação do grau de compensação de bancos de capacitores série no desempenho da proteção de distância de linhas de transmissão. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MELO, Mateus Ferreira. Estudo sobre as distorções causadas por manobras em bancos de capacitores nos sistemas elétricos de potência. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIRANDA, Pedro Henrique Almeida. Estudo de uma topologia CA-CC trifásica de único estágio em alta frequência com correção de fator de potência e baixo flicker para leds de potência. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERETA, Henrique Augusto; LANDIM, Jorge Pereira; NOGUEIRA, Luiz Roberto. Filtro de dessintonia para banco de capacitores.&nbsp;XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação–Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REIS, Bianca Nunes Oliveira et al. Estudo de caso: proposta de melhoria técnica e econômica por correção do fator de potência em uma indústria alimentícia. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHMIDT, Fernando HG; SPERANDIO, Mauricio; NEY, Rafael Crochemore. Avaliação do impacto de distorções harmônicas causadas por sistemas fotovoltaicos no fator de potência da rede elétrica de distribuição. In:&nbsp;Anais Congresso Brasileiro de Energia Solar-CBENS. 2022. p. 1-10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, Luiz Felipe Azevedo. Aplicações específicas de bancos de capacitores em instalações elétricas industriais. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VENDRAMETO, Helen Velozo. Avaliação do ciclo de vida de transformadores de potência considerando aspectos técnicos, regulatórios e econômicos. 2023.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Bacharel em Engenharia Elétrica-Universidade Nilton Lins<br><sup>2</sup>Professor Me. Engenharia Elétrica-Nilton Lins</p>
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