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	<title>Engenharia Civil &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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	<title>Engenharia Civil &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>ESTUDO DE CASO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM VIADUTOS NA CIDADE DE SÃO LUÍS/MA: AVALIAÇÃO, DIAGNÓSTICO E SOLUÇÕES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/estudo-de-caso-das-manifestacoes-patologicas-em-viadutos-na-cidade-de-sao-luis-ma-avaliacao-diagnostico-e-solucoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 23:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511272022 Shayanne Kelly Soares Machado1Felipe Anderson Silva de Aquino2André Luis Rodrigues Mathias3Ana Paula Mota Ferreira4Taynah Cunha Bezerra5 RESUMO&#160; As Obras de Arte Especiais, conhecidas como pontes e viadutos, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e crescimento socioeconômico de um país. A falta dessas estruturas viárias acarretam em problemas de mobilidade, modificando toda a [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511272022</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Shayanne Kelly Soares Machado<sup>1</sup><br>Felipe Anderson Silva de Aquino<sup>2</sup><br>André Luis Rodrigues Mathias<sup>3</sup><br>Ana Paula Mota Ferreira<sup>4</sup><br>Taynah Cunha Bezerra<sup>5</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Obras de Arte Especiais, conhecidas como pontes e viadutos, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e crescimento socioeconômico de um país. A falta dessas estruturas viárias acarretam em problemas de mobilidade, modificando toda a vida urbana da região. Em sua maioria, essas obras estão expostas a diferentes tipos de impactos ambientais e carregamentos, exigindo cuidados específicos. O presente estudo de caso, trata-se de uma análise de manifestações patológicas em dois viadutos com alto fluxo de veículos, a partir de ensaios não destrutivos. Os viadutos estudados, foram os viadutos Alcione Nazaré e o da Cohama, localizados na cidade de São Luís &#8211; MA. Estes elevados foram escolhidos por serem importantes trechos de mobilidade urbana e por possuírem manifestações patológicas visíveis ao longo da sua estrutura. O estudo foi realizado em três etapas: (1) Registro fotográfico; (2) Realização de levantamento literário; (3) Realização de ensaios. Com isso, identificou-se nos viadutos, patologias como infiltrações, e apesar da degradação, foi apresentada boas resistências superficiais do concreto. Através dos resultados obtidos, foi feito um prognóstico e salientou-se que é de fundamental importância uma avaliação mais abrangente e profunda para a compreensão completa e definitiva de toda a condição estrutural desses dois viadutos. É importante destacar também que após a correção das anomalias, torna-se imprescindível a realização de manutenções, com o intuito de preservar e manter a vida útil dos mesmos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Viadutos; manifestações patológicas; ensaios não destrutivos; condição estrutural; manutenções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A urbanização é frequentemente vista como um sinal de progresso em várias formas. Os viadutos são estruturas viárias que desempenham um papel fundamental ao facilitar o trânsito, sobrepondo-se às vias públicas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento urbano desprovido de estratégias e práticas de manutenção apropriadas pode acarretar consequências adversas, resultando na diminuição da longevidade e na redução da vida útil dessas estruturas, gerando também as manifestações patológicas nas mesmas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Rocha <em>et al.</em> (2017), as manifestações patológicas são resultantes de falhas no projeto, execução, gestão, uso inadequado e outros fatores, requerem investimentos significativos para diagnóstico e reparo. Embora algumas patologias possam ser identificadas visualmente, outras demandam investigações detalhadas e dispendiosas, causando incômodos para usuários e construtores. A construção civil atualmente dedica recursos substanciais para abordar esses problemas e garantir a durabilidade das estruturas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUTO (2015), afirma que patologias no contexto da construção, trata-se de irregularidades e problemas que podem ser comparados a &#8220;doenças&#8221; em edificações. Essas questões são frequentemente identificadas em estruturas de edifícios, que estão em contato direto com as pessoas. Quando surgem sinais como fissuras, trincas ou outros sintomas, a preocupação com a segurança e estabilidade dessas edificações é imediata. No entanto, é importante destacar que as &#8220;Obras de Arte Especiais&#8221;, como pontes, viadutos e passarelas, deveriam receber uma atenção semelhante, uma vez que possuem um número substancialmente maior de usuários e são submetidas a cargas mais elevadas. Infelizmente, não é o que comumente acontece.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o presente estudo engloba uma avaliação das principais manifestações patológicas que afetam as estruturas de obras de arte especiais, com foco em dois importantes viadutos rodoviários localizados na área urbana de São Luís/MA. Além disso, investiga-se as origens dessas patologias e suas implicações na durabilidade e integridade dos referidos viadutos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURAS DE OBRAS DE ARTES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Obras de artes especiais são estilo de obras de construção civil como pontes, viadutos, túneis e passarelas, garantindo conexões entre pontos distintos. Segundo Araújo (2017), a manutenção em obras de arte especiais compreende intervenções voltadas para a conservação do patrimônio, com o propósito de assegurar e ampliar a integridade estrutural, funcional e a vida útil das obras, com a finalidade de prevenir o surgimento de manifestações patológicas, e mitigar aquelas que se desenvolvem ao longo da vida útil das estruturas. A negligência dessas ações de manutenção pode resultar em manifestações patológicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à exposição a uma variedade de ambientes, os viadutos, mesmo sendo estruturas de grande porte, requerem manutenção constante em seus elementos. Toda e qualquer estrutura possui um período efetivo de vida útil, onde este deve atender requisitos do desempenho de projeto, com a finalidade de obter uma durabilidade eficaz da estrutura e seus elementos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bolina <em>et al.</em> (2019), explicam que o termo &#8220;patologia,&#8221; historicamente associado à medicina, também passou a ser utilizado na construção civil para estudar doenças e danos. A patologia das construções busca examinar sistematicamente falhas em materiais, componentes e edificações, visando diagnosticar origens, compreender mecanismos e identificar manifestações, como será conceituado nas próximas seções para viadutos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>TIPOS COMUNS DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM VIADUTOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A corrosão é um processo natural de degradação de materiais metálicos, sendo causado por ações de atrito quando este metal entra em contato com água ou substâncias corrosivas, como temperaturas, ácidos, umidade e reações eletroquímicas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Souza (2019), a corrosão do concreto é um processo que leva à sua deterioração, resultando em desintegração ou até mesmo desprendimento. Esse fenômeno ocorre principalmente em áreas onde o concreto está exposto à umidade, substâncias agressivas ou em locais com falhas durante sua execução. A corrosão do concreto armado engloba diferentes processos, tais como lixiviação, reação expansiva álcali-agregada, reação expansiva por sulfato e reação iônica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferreira (2018), afirma que a fissura é um tipo de manifestação patológica que dá sensação de insegurança pela razão do seu aspecto antiestético, pelo fato de apresentar risco de acidente. Podem ter causas externas ou internas, e até associação duas ou mais fissuras de forma mapeada, podendo comprometer as propriedades físicas do edifício.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A NBR 15575-2 (ABNT, 2013), define fissuras como um corte ou seccionamento na superfície ou ao longo da seção transversal de um componente estrutural. Essa abertura é de natureza capilar e é causada por tensões normais ou tangenciais. E a NBR 9575 (ABNT, 2003), complementa que uma fissura é uma abertura que ocorre devido à ruptura de um material ou componente, e tem uma largura menor ou igual a 0,5 mm, é possível observar na tabela 1, o tamanho em mm das aberturas e as classificações de acordo com essas medidas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong> &#8211; Classificação das fissuras, trincas, rachaduras, fendas e brechas</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="352" height="149" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2558.png" alt="" class="wp-image-254204" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2558.png 352w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2558-300x127.png 300w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Adaptado de OLIVEIRA (2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira (2012), explica que as fissuras em estruturas podem resultar de várias causas, incluindo movimentação térmica, que ocorre devido a variações de temperatura; movimentação higroscópica, provocada pela absorção de umidade; sobrecargas excessivas que excedem a capacidade da estrutura; deformações excessivas da própria estrutura; recalque de fundações que leva a deslocamentos; e alterações químicas que afetam a integridade do material.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infiltração é uma outra manifestação patológica que ocorre quando a água penetra do ambiente externo para o interior, ou vice-versa, em forma líquida ou gasosa. Esse processo se manifesta quando a água adentra as lajes através de fissuras, trincas ou por capilaridade. Isso afeta a durabilidade e a eficiência das estruturas, comprometendo o desempenho adequado do concreto, contrapisos, revestimentos e outros elementos construtivos como juntas de dilatação de pontes e viadutos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma junta de dilatação que não foi adequadamente executada ou que apresenta problemas de manutenção pode permitir a entrada de água na estrutura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A água adentra a abertura da junta de dilatação e penetra na estrutura, causando danos aos dispositivos de apoio e facilitando o crescimento de vegetação nos pontos de apoio, podendo comprometer a integridade estrutural. Além de infiltrar na estrutura, a água também carrega detritos que se acumulam nas juntas de dilatação com deficiências e nos dispositivos de apoio. Esses detritos podem obstruir a movimentação adequada das juntas e, como resultado, comprometer sua função, causando instabilidade à estrutura (SOUTO, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia empregada neste estudo seguiu uma abordagem técnica, onde inicialmente, conduziu-se uma revisão bibliográfica aprofundada para fundamentar a pesquisa. Isso incluiu uma análise crítica da literatura relacionada a manifestações patológicas em estruturas de concreto armado, particularmente em viadutos, bem como técnicas de reabilitação estrutural. Essa revisão desempenhou um papel crucial na construção da base teórica da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, foi programada uma visita de campo aos locais de estudo, que ocorreu em 16 de setembro de 2023 nos viadutos escolhidos. Além da avaliação visual detalhada, procedeu-se à coleta de dados por meio da medição das dimensões das manifestações patológicas e da determinação da extensão das áreas afetadas. Registros fotográficos foram realizados para documentar as manifestações patológicas visíveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, após a coleta de dados quantitativos e qualitativos, procedeu-se a uma análise minuciosa das manifestações patológicas identificadas. Isso envolveu a busca por relações de causalidade, identificação dos fatores que contribuíram para o desenvolvimento das manifestações, bem como a avaliação dos impactos potenciais, incluindo possíveis reduções na capacidade de carga e ameaças à integridade estrutural. Este processo foi essencial para compreender em profundidade, as manifestações patológicas e seus efeitos nas estruturas dos viadutos estudados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das etapas mencionadas, este estudo incluiu ensaios de termografia&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">infravermelha e esclerometria para obter informações essenciais na avaliação das condições das estruturas dos viadutos. A termografia identificou variações de temperatura, crucial para detectar descontinuidades, enquanto os ensaios de esclerometria avaliaram a resistência superficial do concreto, fornecendo dados importantes para a integridade e durabilidade das estruturas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>CARACTERIZAÇÃO DOS VIADUTOS EM SÃO LUÍS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.1</strong> <strong>VIADUTO DA COHAMA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Viaduto localizado no bairro da Cohama é uma importante estrutura viária, situado em um trecho da Avenida Daniel de La Touche, na cidade de São Luís – MA. Ele desempenha um papel crucial como um ponto de conexão intermediária entre os bairros vizinhos do Ipase, Cohama e Olho d&#8217;Água. Este viaduto tem uma extensão de aproximadamente 540 metros e uma largura de 13 metros, proporcionando espaço suficiente para a circulação de veículos. Sua estrutura é composta por uma combinação de concreto armado e componentes metálicos, tornando-o assim, resistente e durável. Pode-se observar a vista aérea do viaduto na figura 1. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Vista aérea do viaduto da Cohama</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="867" height="514" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-416.jpeg" alt="" class="wp-image-254206" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-416.jpeg 867w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-416-300x178.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-416-768x455.jpeg 768w" sizes="(max-width: 867px) 100vw, 867px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Google Earth (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Viaduto da Cohama oferece duas faixas de tráfego em sentido duplo, o que significa que veículos podem se deslocar nos dois sentidos. Essa característica contribui para o fluxo eficiente de tráfego e facilita a mobilidade dos moradores e visitantes que utilizam essa importante via de ligação entre os bairros. Devido à sua localização estratégica e às suas características técnicas, o Viaduto da Cohama desempenha um papel fundamental no sistema viário da região, contribuindo para a conectividade e o desenvolvimento da cidade de São Luís e proporcionando uma passagem segura e eficiente para os residentes e visitantes que transitam entre esses bairros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.2</strong> <strong>VIADUTO ALCIONE NAZARÉ <em>&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Viaduto Alcione Nazaré é uma estrutura viária essencial localizada no bairro Ivar Saldanha, ao longo da Avenida dos Franceses, na cidade de São Luís – MA. Este viaduto serve como um ponto intermediário de ligação entre os bairros circundantes, incluindo Ipase, Vila Palmeira, João Paulo e Alemanha, podendo ser observado a vista aérea do viaduto na figura 2.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 </strong>&#8211; Vista aérea do viaduto Alcione Nazaré</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="867" height="514" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-418.jpeg" alt="" class="wp-image-254208" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-418.jpeg 867w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-418-300x178.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-418-768x455.jpeg 768w" sizes="(max-width: 867px) 100vw, 867px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Google Earth (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com aproximadamente 524 metros de extensão, apresenta uma combinação de elementos de concreto e estrutura metálica. Possuindo duas faixas de tráfego em ambas as direções, torna-se um meio eficiente para a passagem de veículos. Sua localização estratégica e suas características técnicas desempenham um papel fundamental na conectividade e mobilidade da cidade. Além disso, proporciona uma passagem segura e fluída para os residentes e visitantes que transitam entre os bairros, facilitando o fluxo de veículos e contribuindo significativamente para a infraestrutura viária da região.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS REALIZADOS NA ESTRUTURA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.1</strong> <strong>ENSAIO DE TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA</strong><em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A termografia infravermelha, segundo Nascimento (2022), é uma técnica de ensaio não destrutivo que se utiliza de uma câmera termográfica para quantificar a radiação infravermelha emitida pela superfície do material. Isso resulta na produção de uma imagem térmica visual, chamada termograma, que fornece informações sobre a distribuição das temperaturas na superfície.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Nascimento (2022), na avaliação de estruturas de concreto por termografia infravermelha, a presença de vazios ou anomalias perturba o fluxo de calor, gerando variações visíveis no termograma. Essa técnica é amplamente aplicada na patologia de estruturas de concreto, identificando delaminações, fissuras, infiltrações e outros defeitos, sem a necessidade de destruição da estrutura original.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estando em concordância, Mendonça, Amaral e Catarino (2010), completam que a imagem infravermelha deve ser complementada com uma medição térmica precisa para representar de maneira adequada às condições reais de um objeto. A análise dos dados resultantes da inspeção termográfica é de importância fundamental e deve ser fundamentada em conhecimento adquirido por meio de formação especializada e enriquecido com experiência acumulada ao longo dos anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado este ensaio não destrutivo para obter informações e comprovações sobre a temperatura superficial das estruturas de concreto dos viadutos. Foi utilizada a câmera termográfica da marca Flir, modelo C2 (figura 3), e realizado de acordo com a ABNT NBR 16818:2020 – Ensaios não destrutivos – Termografia infravermelha – Procedimento para aplicações do método da termografia infravermelha, com o objetivo de localizar anomalias não aparentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A termografia infravermelha fundamenta-se na perturbação do fluxo de calor, gerado interna ou externamente à peça estrutural. As perturbações produzem desvios na distribuição da temperatura superficial do objeto, os quais são captados pelo equipamento termográfico, gerando uma imagem. A termografia apresenta como vantagem a rapidez e a facilidade de inspeção, pois produz as imagens em tempo real (BOLINA, et al. 2019, p. 175).&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong> &#8211; Câmera termográfica de marca Flir, utilizada para o ensaio</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="542" height="167" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2559.png" alt="" class="wp-image-254210" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2559.png 542w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2559-300x92.png 300w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.2</strong> <strong>ENSAIO DE ESCLEROMETRIA</strong><em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a ABNT NBR 7584:2012, o ensaio esclerométrico é um método não destrutivo que mede a dureza superficial do concreto fornecendo elementos para a avaliação da qualidade do concreto endurecido. Para fazer este ensaio é necessário o uso de um equipamento chamado esclerômetro de reflexão, que consiste fundamentalmente de uma massa-martelo que, impulsionada por uma mola, se choca, através de uma haste, com ponta em forma de calota esférica, com a área de ensaio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado o ensaio com o esclerômetro de marca Metrotokyo, modelo MTK-1015, de número de série 301529, como mostra figura 4, com calibração válida até julho de 2024. Seguindo os métodos de ensaio apresentado na ABNT NBR 7584:2012 &#8211; Concreto endurecido &#8211; Avaliação da dureza superficial pelo esclerômetro de reflexão &#8211; Método de ensaio, foi preparada as superfícies de concreto verticais em que foram realizados os ensaios, sendo 01 (um) realizado no pilar&nbsp; de viaduto da Cohama e 01 (um) realizado no pilar do viaduto Alcione Nazaré. Cada área de ensaio foi preparada através de polimento enérgico com um disco de carborundum, que envolveu movimentos circulares para remover poeira e pó superficial a seco, garantindo resultados precisos. Em cada área de ensaio foram efetuados 16 (dezesseis) impactos, uniformemente distribuídos na área do ensaio, com uma distância mínima de 30 cm entre os pontos de impacto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4</strong> &#8211; Esclerômetro de reflexão de marca Metrotokyo, utilizado no ensaio</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="304" height="211" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2561.png" alt="" class="wp-image-254213" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2561.png 304w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2561-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 304px) 100vw, 304px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1</strong> <strong>MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS IDENTIFICADAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio da visita realizada no dia 16 de setembro de 2023, com uma inspeção de cunho visual realizada nos viadutos apresentados nos tópicos acima, observou-se uma série de defeitos e manifestações patológicas, tais como fissuras, trincas, corrosão, desprendimento de revestimento e degradação do concreto armado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fissuras e trincas, em particular, foram identificadas em várias áreas da estrutura, incluindo os pilares de sustentação e as lajes de concreto. Essas manifestações patológicas são indicativas de sobrecargas estruturais, movimentação do solo e/ou problemas de projeto, todos os quais representam riscos significativos para a integridade da infraestrutura, como mostrada na figura 5.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5 </strong>&#8211; Fissura e trinca na superestrutura em um pilar no viaduto Alcione Nazaré</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="230" height="273" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2563.png" alt="" class="wp-image-254216"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foi detectada corrosão em diversas partes metálicas da estrutura, como armaduras de concreto armado e elementos de suporte. A corrosão é um fenômeno que enfraquece a resistência dos materiais e pode comprometer a estabilidade do mesmo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura 6, podemos observar a corrosão na parte metálica da superestrutura dos viadutos, estando assim, completamente exposta à intempéries. Segundo Gasparoni e Rodrigues (2020), esta é uma corrosão uniforme, também denominada como corrosão generalizada, caracteriza-se por afetar a totalidade da superfície do material de maneira homogênea. Este tipo de corrosão resulta na perda uniforme da espessura da estrutura. Trata-se da forma mais comum de corrosão, sendo facilmente identificada a olho nu, o que possibilita uma pronta intervenção para recuperação ou substituição da área afetada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6 </strong>– Corrosão generalizada da estrutura metálica dos viadutos no viaduto da Cohama</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="219" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2564.png" alt="" class="wp-image-254218" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2564.png 605w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2564-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desprendimento de revestimento e a degradação do concreto armado contribuem para a exposição das armaduras metálicas, tornando-a ainda mais vulnerável aos efeitos adversos do ambiente, como ação climática e agentes agressivos. É possível observar na figura 7 que foi encontrado diversas partes em que o concreto está desagregado e com armadura totalmente exposta e com corrosão.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7</strong> – Desintegração do concreto revelando a armadura, que apresenta corrosão severa, no elevado Alcione Nazaré</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="219" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2565.png" alt="" class="wp-image-254219" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2565.png 602w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2565-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As armaduras incorporadas nas estruturas de concreto são inicialmente resguardadas pelo revestimento conforme especificado no projeto, o qual estabelece uma barreira física contra influências externas. A deterioração dessa proteção pode iniciar e acelerar um procedimento corrosivo. A corrosão tem lugar quando o concreto demonstra permeabilidade suficiente para a entrada de íons até alcançar as armaduras (SOARES <em>et al.</em>, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As juntas de dilatação são essenciais para a execução de um viaduto, permitindo sua acomodação e movimentação. No entanto, ao longo do tempo, podem surgir problemas como deterioração, desalinhamento e deslocamento, resultando em fissuras e aberturas. Isso compromete a vedação, causando infiltração de água e eflorescência, como ilustrado na figura 8, prejudicando a integridade do tabuleiro do viaduto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 </strong>&#8211; Abertura e desagregação do concreto na parte inferior do tabuleiro exatamente na junta de dilatação no elevado Alcione Nazaré</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="949" height="273" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2566.png" alt="" class="wp-image-254221" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2566.png 949w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2566-300x86.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2566-768x221.png 768w" sizes="(max-width: 949px) 100vw, 949px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura a seguir ilustra uma manifestação do crescimento de vegetações e líquens que se encontram em um ambiente propício para seu crescimento nas vigas do viaduto, devido às infiltrações decorrentes das aberturas das juntas de dilatação. Tal fato, consequentemente, gera o enfraquecimento do concreto devido à esta infiltração e ao crescimento de vegetação, podendo assim, reduzir a capacidade da estrutura de suportar cargas, o que pode comprometer sua segurança e estabilidade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9</strong> – Vegetações e liquens presentes na viga dos viadutos, oriundas da abertura na junta de dilatação.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="535" height="190" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2567.png" alt="" class="wp-image-254222" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2567.png 535w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2567-300x107.png 300w" sizes="(max-width: 535px) 100vw, 535px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2</strong> <strong>RESULTADOS DOS ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2.1</strong> <strong>ENSAIO DE TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA </strong><em> </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do ensaio termográfico na viga dos viadutos, como mostra a figura 10, revelam uma situação crítica na estrutura. A análise termográfica identificou a presença de uma significativa concentração de umidade nas áreas da viga, podendo ser observada na imagem com temperatura mais fria (coloração azul), o que representa uma ameaça séria para a integridade das estruturas de concreto e&nbsp;metálica, criando condições propícias para a corrosão da estrutura de metal e degradação do concreto. Essa umidade pode ser resultado de vazamentos, infiltrações ou até mesmo da exposição à intempérie, dependendo das circunstâncias específicas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10</strong> &#8211; Ensaio termográfico realizado na viga do viaduto da Cohama</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="607" height="221" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2568.png" alt="" class="wp-image-254224" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2568.png 607w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2568-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura 11, é possível analisar os resultados do ensaio de termografia infravermelha no pilar do viaduto Alcione Nazaré, onde a imagem termográfica revela forte indício de umidade na base do pilar, o que pode representar um problema em sua integridade estrutural. A umidade pode se infiltrar nos pilares devido a umidade presente no solo, por meio de rachaduras ou fissuras na superfície do concreto, ou até mesmo se a impermeabilização dos pilares e vigas não foi realizada adequadamente ou está deteriorada com o tempo, como também pode ocorrer através de capilaridade, quando a água é absorvida pelo concreto devido à sua porosidade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11</strong> &#8211; Imagem termográfica capturada na base de um dos pilares do viaduto Alcione Nazaré</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="220" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2569.png" alt="" class="wp-image-254225" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2569.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2569-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2.2</strong> <strong>ENSAIO DE ESCLEROMETRIA</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram conduzidos dois ensaios de esclerometria, um em um pilar do viaduto da Cohama e outro em um pilar do viaduto Alcione Nazaré. Antes de iniciar os testes, foi essencial realizar a preparação das superfícies dos pilares. Essa etapa envolveu a limpeza das superfícies com o auxílio de um disco de carborundum, assegurando a remoção de qualquer sujeira, resíduos ou imperfeições, como ilustrado na Figura 12.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma Figura 12, é possível visualizar a área de ensaio com os pontos de impacto de acordo com as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR 7584:2012. Durante a execução de um dos ensaios com o esclerômetro, os pontos de impacto foram posicionados na área de ensaio, seguindo os padrões definidos pela norma, a fim de garantir resultados precisos e confiáveis.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12</strong> &#8211; Polimento enérgico com disco de carborundum e limpeza a seco para retirada de pó e poeira.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="221" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2570.png" alt="" class="wp-image-254227" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2570.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2570-300x110.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme especificado na norma ABNT NBR 7584:2012, a obtenção dos resultados requer a aplicação de alguns cálculos para obtenção dos resultados. Inicialmente, calcula-se a média aritmética dos 16 valores individuais dos índices esclerométricos obtidos por meio dos impactos. Nesse cálculo, quaisquer índices esclerométricos individuais que diferirem em mais de 10% do valor médio são excluídos, e uma nova média aritmética é recalculada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após obter o índice esclerométrico médio, procede-se ao cálculo do índice esclerométrico efetivo. Isso é feito multiplicando-se o índice esclerométrico médio pelo coeficiente de correção, que é obtido no próprio esclerômetro e possui um valor de 0,996.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Tabela 2, apresentam-se os resultados obtidos nos ensaios realizados. Na área de ensaio do pilar do viaduto da Cohama, alcançou-se um valor de 31,27&nbsp;MPa, enquanto na área de ensaio do pilar do Alcione Nazaré, obteve-se um valor de 38,76 MPa. Esses resultados indicam resistências superficiais satisfatórias do concreto nas áreas ensaiadas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2</strong> &#8211; Resultados obtidos através do ensaio esclerométrico</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="465" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2572.png" alt="" class="wp-image-254230" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2572.png 524w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2572-300x266.png 300w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria (2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar as manifestações patológicas identificadas nos viadutos da Cohama e Alcione Nazaré, fica evidenciado que os reparos são essenciais, pois inevitavelmente, ao longo de muito tempo, se desenvolvem lesões em determinados pontos da estrutura destes viadutos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas condições patológicas identificadas durante a inspeção representam uma ameaça iminente à integridade dos viadutos, requerendo intervenções de reabilitação e reforço estrutural urgentes. A continuidade da utilização do viaduto nessas condições críticas pode resultar em falha estrutural, colapso e sérios riscos para a segurança pública.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos nos ensaios não destrutivos realizados, evidenciam a presença de uma infiltração significativa nas vigas e pilares dos viadutos, o que representa uma potencial fonte de grandes problemas futuros para a estrutura e é recomendável uma avaliação detalhada para identificar a fonte da umidade e implementar soluções eficazes, podendo envolver a reparação de fissuras, a melhoria do sistema de drenagem, a impermeabilização adequada e a proteção dos elementos metálicos contra corrosão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio de esclerometria, por sua vez, indicou que, apesar das patologias evidenciadas, a resistência superficial do concreto ainda se mantém em níveis aceitáveis. No entanto, é importante ressaltar que essa análise se limitou à superfície da estrutura, e a verdadeira condição estrutural pode ser mais complexa do que aparenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, embora os resultados iniciais forneçam indícios importantes sobre o estado dos viadutos, é fundamental ressaltar que uma avaliação mais abrangente e profunda é necessária para uma compreensão completa da sua condição estrutural. Além disso, a realização de outros ensaios e uma pesquisa mais detalhada são recomendados para uma avaliação mais precisa. Assim, baseado nessas informações, as autoridades competentes podem tomar medidas adequadas para garantir às estruturas, segurança a longo prazo, evitando potenciais riscos e problemas futuros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). <strong>NBR 15575: Edificações habitacionais – Desempenho.</strong> Rio de Janeiro, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). <strong>NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – Procedimento.</strong> Rio de Janeiro, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). <strong>NBR 7584: Concreto endurecido – Avaliação da dureza superficial pelo esclerômetro de reflexão – Método de ensaio. </strong>Rio de Janeiro, 2012.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). <strong>NBR 9575: Seleção e projeto – Impermeabilização. </strong>Rio de Janeiro, 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAUJO, Ciro José Ribeiro Villela. <strong>Principais aspectos abordados na ABNT NBR 9452: 2016 e a importância das condições de acesso às inspeções e das atividades de manutenção em pontes e viadutos</strong>. Revista IPT: Tecnologia e&nbsp;Inovação, v. 1, n. 5, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOLINA, Fabricio Longhi; TUTIKIAN, Bernardo Fonseca; HELENE, Paulo. <strong>Patologia de estruturas.</strong> 1. Ed, Oficina de texto, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) – <strong>Modal Rodoviário</strong>, 2020. Disponível em: https://cnttl.org.br/modal-rodoviario. Acesso em 03 de novembro de 2023.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA, Aurélio Augusto. <strong>Estudo das patologias em obras de arte especiais do tipo pontes e viadutos estruturados em concreto</strong>. Anápolis: Universidade Estadual de Goiás, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) &#8211; <strong>Norma DNIT 092 &#8211; Juntas de dilatação &#8211; Especificação de Serviço. </strong>Rio de Janeiro<strong>,</strong> 2006.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Carlos Manuel Sebastião. <strong>Tipologia, instalação, funcionamento e manutenção de diversos tipos de juntas de dilatação em Obras de Arte. </strong>Lisboa, Portugal. 2013.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Ricardo. <strong>Patologias em estruturas de concreto armado.</strong> 2018. 42 f. Monografia (Graduação em Engenharia Civil) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Fundação Carmelitana Mário Palmério, Monte Carmelo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GASPARONI, Amanda Gaddi.; RODRIGUES, Luciana Machado. <strong>Corrosão de estruturas metálicas em águas e sua proteção. </strong>1. ed. Belém: RFB Editora, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDONÇA, Luís Viegas; AMARAL, Miguel Martins do; CATARINO, Pedro Soares. <strong>A termografia por infravermelhos como ferramenta para auxílio à inspeção e manutenção dos edifícios.</strong> Lisboa, 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, Leandro Barioni. <strong>Inspeção de estruturas de concreto com uso da termografia por infravermelho.</strong> Dissertação. Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Alexandre Magno de. <strong>Fissuras e rachaduras causadas por recalque diferencial de fundações. </strong>Monografia. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Gabriel Saraiva; OLIVEIRA, Henrique Leite Guilherme. <strong>Inspeção e avaliação de patologias em pontes de concreto armado sob a ótica da NBR 9452:2016 – Estudo de caso em viaduto da BR-376. </strong>Curitiba, Paraná. 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, C. J. G.; MONTEIO, E.; VITÓRIO, J. P. A. <strong>Condições estruturais e funcionais de pontes e viadutos das rodovias federais de Pernambuco. </strong>Revista ALCONPAT, v. 8, n. 1, p. 79-93, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, C. J. G.; MONTEIRO, E. C.; VITÓRIO, J. P. A., <strong>Condições estruturais e funcionais de pontes e viadutos das rodovias federais de Pernambuco.</strong> In: Revista ALCONPAT, v. 8, n. 1, p. 79 – 93, 2017.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOARES, Arthur Pimentel Falcão; VASCONCELOS, Lívia Tenório; NASCIMENTO, Felipe Bomfim Cavalcante do. <strong>Corrosão em armaduras de concreto. </strong>Ciências exatas e tecnológicas. Maceió,v. 3, n.1, p. 177-188. 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUTO, Daniela Sant’Anna. <strong>Manifestações patológicas em pontes de concreto armado.</strong> Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Pedro Henrique Maciel de. <strong>Patologias em estrutura de concreto armado em pontes localizadas em Minas Gerais.</strong> Trabalho de Conclusão de Curso.&nbsp;Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERLY, Rogério Calazans. <strong>Avaliação de metodologias de inspeção como instrumento de priorização de intervenções em obras de arte especiais</strong>.&nbsp;Dissertação de mestrado em estruturas e construção civil. Brasília, 2016.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Esp. Perícias e Avaliações na Construção e Engenharia Civil (Centro Universitário FACAM). E-mail: shayanneksm@gmail.com<br><sup>2</sup>Prof. Msc Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM). E-mail: aquinofelipe444@gmail.com<br><sup>3</sup>Prof. Msc Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM). E-mail: engandremathias@gmail.com<br><sup>4</sup>Prof. Dra Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM). E-mail: anapaula.facam.tcc@gmail.com<br><sup>5</sup>Esp. Confiabilidade na Manutenção e Engenharia Civil (Centro Universitário FACAM). E-mail: taynah_cunha@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO: UM ESTUDO DE CASO EM UMA EDIFICAÇÃO PÚBLICA NA CIDADE DE SÃO LUÍS-MA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-de-manifestacoes-patologicas-em-estrutura-de-concreto-armado-um-estudo-de-caso-em-uma-edificacao-publica-na-cidade-de-sao-luis-ma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 21:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=254122</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511271850 Raphaelle Layara Gomes da Silva1Felipe Anderson Silva de Aquino2André Luis Rodrigues Mathias3Ana Paula Mota Ferreira4Taynah Cunha Bezerra5 RESUMO&#160; O presente estudo analisa as principais manifestações patológicas presentes em uma edificação pública de concreto armado localizada em São Luís–MA, identificando suas causas, consequências e intervenções necessárias para garantir a durabilidade e segurança estrutural. [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511271850</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Raphaelle Layara Gomes da Silva<sup>1</sup><br>Felipe Anderson Silva de Aquino<sup>2</sup><br>André Luis Rodrigues Mathias<sup>3</sup><br>Ana Paula Mota Ferreira<sup>4</sup><br>Taynah Cunha Bezerra<sup>5</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo analisa as principais manifestações patológicas presentes em uma edificação pública de concreto armado localizada em São Luís–MA, identificando suas causas, consequências e intervenções necessárias para garantir a durabilidade e segurança estrutural. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, com base em inspeções <em>in loco</em>, registros fotográficos e ensaios não destrutivos, como esclerometria e verificação da profundidade de carbonatação. Os resultados evidenciaram deterioração significativa, destacando exposição e corrosão de armaduras, desplacamento do cobrimento, presença de fungos e umidade ascendente, além de elevada profundidade de carbonatação, indicando redução do pH e perda da proteção alcalina do aço. A análise da seção das armaduras revelou perdas críticas de área, comprometendo a capacidade resistente dos elementos estruturais. Apesar da resistência superficial do concreto ainda atender aos valores mínimos normativos, os danos observados apontam para necessidade urgente de recuperação estrutural. Por fim, foram descritas as etapas de intervenção recomendadas, como remoção do concreto deteriorado, tratamento anticorrosivo das armaduras e recomposição com materiais adequados, reforçando a importância da manutenção preventiva e de inspeções periódicas para prolongar a vida útil das estruturas.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Concreto armado; Manifestações patológicas; Corrosão da armadura; Carbonatação; Reforço estrutural.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A durabilidade e segurança das estruturas de concreto armado são considerados temas de grande importância na Engenharia Civil, especialmente quando se trata da análise de patologias em elementos estruturais, como pilares, vigas e lajes. O concreto armado é considerado o sistema construtivo mais utilizado no Brasil, devido às suas características como a resistência mecânica, versatilidade e viabilidade econômica. No entanto, apesar de seus benefícios, esse material não está livre de manifestações patológicas que vão se formando ao longo do tempo, o que torna essencial a identificação e a classificação dessas anomalias que possam comprometer a integridade das edificações (Luiz e Leal, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as principais manifestações patológicas observadas no concreto armado, pode-se citar as fissuras, desplacamentos, corrosão das armaduras e degradação do concreto, eflorescências, entre outros. Esses problemas na edificação, se não forem devidamente monitorados e corrigidos, acabam comprometendo a estabilidade da estrutura e, em casos mais graves, podem levar ao colapso da edificação. Dessa maneira, a Engenharia Civil acaba desempenhando um papel crucial na prevenção e na mitigação dessas anomalias, adotando metodologias eficazes de inspeção, manutenção e reforço estrutural (Figueredo, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos fatores que são inerentes ao próprio concreto, como por exemplo, a retração e variações térmicas, as patologias envolvendo elementos estruturais, também podem ser agravadas por falhas de projeto, execução inadequada e falta de manutenção preventiva (Luiz e Leal, 2018). O envelhecimento natural que ocorre nas edificações e a exposição a agentes agressivos, como gases poluentes, umidade, e variações climáticas, também são considerados aspectos que influenciam de forma direta na degradação do concreto armado. Nesse contexto, torna-se imprescindível a realização de estudos e técnicas que acabam possibilitando não apenas a identificação precoce dessas falhas, mas também a aplicação de soluções eficazes que conseguem aumentar a vida útil das estruturas (Freitas, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A corrosão das armaduras, por exemplo, é uma das principais manifestações patológicas que apresentam maior criticidade no concreto armado, pois consegue afetar diretamente sua capacidade de resistência. Esse fenômeno ocorre em grande parte devido à carbonatação do concreto e à presença de íons cloreto, que consegue acelerar o processo corrosivo das barras de aço, gerando expansões internas resultando no desplacamento do cobrimento de concreto (Otoni, 2021). Além disso, fissuras podem surgir por várias causas, como sobrecarga, recalques diferenciais ou erros no dimensionamento da estrutura. Essas manifestações patológicas exigem uma análise bem detalhada para a escolha do melhor método de reparo, garantindo assim a segurança e a funcionalidade da edificação (Giordani, 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, compreender os motivos e os efeitos das manifestações patológicas no concreto armado é essencial para a tomada de decisão de estratégias preventivas e corretivas na construção civil. Técnicas avançadas de inspeção, como o ensaios não destrutivos e monitoramento estrutural, têm se mostrado ferramentas bem eficientes na detecção precoce de anomalias (Figueredo, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>OBJETIVOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>OBJETIVO GERAL </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisar as manifestações patológicas presentes na estrutura de concreto armado de uma edificação pública localizada em São Luís–MA, identificando suas causas, efeitos e o nível de comprometimento estrutural, bem como propor técnicas adequadas de reparo e reforço capazes de restabelecer a segurança e a durabilidade da construção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>OBJETIVOS ESPECÍFICOS&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificar os tipos de manifestações patológicas presentes nos elementos estruturais da edificação, com foco em vigas, pilares, lajes e revestimentos.&nbsp;</li>



<li>Diagnosticar as possíveis causas das patologias observadas, considerando fatores como carbonatação, infiltração, falhas de execução e ausência de manutenção, analisar a corrosão e seção das armaduras para determinar a perda de diâmetro e sua influência na capacidade resistente dos elementos estruturais.&nbsp;</li>



<li>Classificar o grau de criticidade das patologias encontradas, relacionando suas consequências à segurança e à funcionalidade da edificação e propor técnicas de recuperação e reforço estrutural adequadas para cada tipo de manifestação patológica encontrada, considerando as normas vigentes (NBR 6118).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a NBR 6118 (ABNT, 2023), toda estrutura deve priorizar três requisitos fundamentais: durabilidade, desempenho e capacidade resistente. Esses critérios acabam assegurando que a construção possa suportar os efeitos do tempo e das influências externas sem gerar um comprometimento de sua estabilidade e funcionalidade. No entanto, a resistência do concreto não depende apenas de sua composição, mas também do ambiente ao qual está exposto e das boas práticas de execução e manutenção (Figueredo, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fatores como temperatura, umidade, agentes químicos e a própria classe de agressividade do meio onde a edificação se encontra têm papel crucial no processo de deterioração do concreto. Estruturas localizadas em regiões litorâneas, por exemplo, estão expostas a um dos ambientes mais agressivos devido à alta concentração de íons cloreto presentes na maresia, o que causa a aceleração do processo de corrosão das armaduras. Diante disso, algumas diretrizes fundamentais servem para minimizar os danos gerados por esses fatores, como a definição de cobrimento nominal adequado em relação ao ambiente e risco de deterioração conforme tabela 1.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong> – Classe de agressividade</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="801" height="513" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-407.jpeg" alt="" class="wp-image-254127" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-407.jpeg 801w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-407-300x192.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-407-768x492.jpeg 768w" sizes="(max-width: 801px) 100vw, 801px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: ABNT NBR 6118 (2023)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ambientes considerados mais agressivos são o industrial e o ambiente&nbsp;marinho, pois possuem risco de deterioração do concreto elevado, devido a presença de íons de cloreto, sulfato e reações químicas dos compostos utilizados nesses ambientes. Entretanto os ambientes urbanos também são considerados locais de intensa influência na formação de patologias principalmente devido ao tráfego de veículos, colaborando assim para emissão de gases poluentes que ao entrar em contato com a estrutura acaba desgastando-a (Mehta e Monteiro, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo claro desse fenômeno ocorre na cidade de São Luís &#8211; MA, cuja atmosfera é classificada como marinha. Embora grande parte da cidade não esteja em contato direto com a água do mar, há uma considerável elevação de concentração de sais no ar, o que expõe as estruturas ao ciclo de molhagem e secagem. Esse processo permite a aceleração das reações químicas que reduzem a alcalinidade do concreto e favorecem a corrosão das armaduras. À medida que as edificações vão se afastando da linha costeira, a quantidade de sais suspensos no ambiente diminui, reduzindo também os impactos da degradação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator fundamental que contribui para o processo de deterioração do concreto e afeta a sua durabilidade é o fato de que a durabilidade está muito mais relacionada com a permeabilidade e a capacidade de absorção que dependem da porosidade do concreto (Neves et al., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 2 mostra como um pilar com esse processo de degradação do concreto devido a falha na emenda da fôrma.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 </strong>&#8211; Falha na emenda de fôrma</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="522" height="391" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-408.jpeg" alt="" class="wp-image-254130" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-408.jpeg 522w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-408-300x225.jpeg 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Sena (2014)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DA ESTRUTURA DE CONCRETO&nbsp;ARMADO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias das estruturas são consideradas um campo recente dentro da engenharia civil, relacionada com uma abordagem multidisciplinar que tem como objetivo a investigação das causas, manifestações, impactos e alguns mecanismos de degradação das edificações (Arivabene, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o concreto seja reconhecido amplamente como um material que apresenta uma boa durabilidade, sua exposição de forma contínua a agentes naturais acaba levando a um desgaste progressivo da estrutura. Assim, quando se tem uma análise das patologias, é possível reconhecer a origem e natureza dos problemas, assim como suas consequências. Na tabela 1, pode-se observar as principais manifestações patológicas identificadas nas estruturas de concreto armado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2</strong> &#8211; Incidência de Manifestações Patológicas</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Manifestações Patológicas</strong>&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ocorrência Percentual</strong>&nbsp;</td></tr><tr><td>Deterioração e degradação química da construção&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7%&nbsp;</td></tr><tr><td>Deformações (flechas e rotações) excessivas&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">10%&nbsp;</td></tr><tr><td>Segregação dos materiais componentes do concreto&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20%&nbsp;</td></tr><tr><td>Corrosão das armaduras do concreto armado&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20%&nbsp;</td></tr><tr><td>Fissuras e trincas ativas ou passivas nas peças de concreto armado&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">21%&nbsp;</td></tr><tr><td>Manchas na superfície do concreto armado&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">22%&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Machado (2002)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.1</strong> <strong>DESAGREGAÇÃO DO CONCRETO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Santos, Silva e Nascimento (2017, p. 79), “quando ocorre um ataque químico expansivo devido a componentes intrínsecos ao concreto ou pela baixa resistência do mesmo, há uma redução da massa, a qual denominamos de desagregação do concreto”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acontece em decorrência do esfarelamento e degradação da camada de pintura, soltando-se da superfície acompanhada de pedaços do reboco. Um ponto de destaque a esta situação é que pode também está relacionada ao substrato, manifestado na pintura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.2</strong> <strong>FISSURAS, TRINCAS E RACHADURAS</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os problemas mais recorrentes que são identificados nas edificações de concreto armado estão as aberturas que acabam se desenvolvendo nas superfícies dos elementos estruturais, indicando assim possíveis falhas na execução, na concepção do projeto ou até mesmo deterioração causada por agentes externos (Pina, 2013). No entanto, o modo de classificar essas aberturas ainda causa vários debates entre os especialistas, já que não existe um consenso absoluto sobre a nomenclatura, dimensões e profundidade exatas de cada tipo de dano (Bringel, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as classificações mais usadas na engenharia, destacam-se as fissuras, trincas e rachaduras, que variam de acordo com sua largura, profundidade e impacto na estrutura. As fissuras, por exemplo, são consideradas manifestações patológicas rotineiras no concreto e, apesar de serem inicialmente superficiais, podem apresentar uma evolução ao longo do tempo para danos mais severos se não forem devidamente monitoradas e tratadas (Otoni, 2021). De acordo com a NBR 9575:2003, fissura é a abertura ocasionada por ruptura de um material ou componente, com abertura inferior ou igual a 0,5 mm.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo são as trincas, que se apresentam como aberturas mais profundas e acentuadas. O principal fator que demonstre a configuração de uma trinca é a “separação entre as partes”, ou seja, o material em que a trinca se encontra está separado em dois. De acordo com a NBR 9575:2003, as trincas são aberturas ocasionadas por ruptura de um material ou componente com abertura superior a 0,5 mm e inferior a 1,0 mm.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, tem as rachaduras, que se caracterizam por aberturas mais expressivas, com tamanhos que variam de 1,5 mm a 5 mm. Em situações mais severas, é possível até enxergar o outro lado da estrutura por meio das fendas geradas, o que naturalmente traz uma certa insegurança para os usuários da edificação (Pina, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.3</strong> <strong>CARBONATAÇÃO DO CONCRETO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É conhecido como um dos fenômenos mais comuns e preocupantes por se tratar de um processo químico que acaba comprometendo a resistência e a vida útil da estrutura de concreto armado. Essa reação ocorre quando o dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera penetra nos poros do concreto e, em contato com a umidade, forma ácido carbônico (H₂CO₃). Esse ácido, por sua vez, acaba reagindo com o hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂), presente na pasta de cimento hidratado, resultando assim na formação de carbonato de cálcio (CaCO₃) (Figueredo, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fenômeno, embora inicialmente esse fenômeno possa parecer inofensivo, apresenta um impacto relevante na estrutura, pois acaba alterando o pH do concreto, reduzindo sua alcalinidade. Como consequência, a camada passivadora que protege as armaduras metálicas contra a corrosão pode ser destruída, deixando as barras de aço vulneráveis à oxidação. A longo prazo, esse processo pode levar ao enfraquecimento da estrutura, causando fissuras, delaminação do concreto e, em casos extremos, comprometimento da capacidade resistente dos elementos estruturais (Neville e Brooks, 2013). Por meio da representação da Figura 3 é possível entender melhor o processamento e avanço da carbonatação nos poros do concreto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong> &#8211; Avanço do processo de carbonatação no concreto.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="426" height="331" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2541.png" alt="" class="wp-image-254158" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2541.png 426w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2541-300x233.png 300w" sizes="(max-width: 426px) 100vw, 426px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Figueredo (2018)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.4</strong> <strong>CORROSÃO DAS ARMADURAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais desafios relacionados a longevidade das estruturas de&nbsp;concreto armado é o fenômeno da corrosão, que se trata de um processo eletroquímico que acaba comprometendo a resistência mecânica e a estabilidade da edificação. Esse problema ocorre, principalmente, quando agentes externos, como umidade, dióxido de carbono e íons de cloreto, penetram no concreto e acabam reagindo com a armadura, gerando uma aceleração no desgaste (Bringel,2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estado inicial, o aço dentro do concreto fica protegido por uma camada passivadora, resultante da alta alcalinidade do meio, que impede a corrosão. Essa proteção ocorre devido à presença de hidróxidos de cálcio, sódio e potássio na fase líquida dos poros do concreto. No entanto, ao passar dos anos, essa barreira pode ser enfraquecida por fatores como a carbonatação e a infiltração de substâncias agressivas, reduzindo o pH do concreto e tornando a armadura vulnerável à oxidação (Berti <em>et al</em>., 2019)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda progressiva da integridade das armaduras pode gerar fissuras, delaminações e até mesmo falhas estruturais, exigindo intervenções corretivas e aumentando os custos de manutenção. Para mitigar esses problemas, é essencial adotar boas práticas construtivas, como o uso de concretos de maior durabilidade, aplicação de inibidores de corrosão e controle rigoroso do cobrimento das armaduras. Além disso, inspeções periódicas e métodos de monitoramento da corrosão são fundamentais para garantir a segurança e a longevidade das edificações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi realizado no Batalhão da Polícia Militar que fica situado na Rua Viração com a Rua Rio Branco, no Bairro Centro, em São Luís do Maranhão. Localizado em uma região de uso único, patrimônio histórico. O Batalhão da Polícia Militar é constituído por 1 (um) pavimento, foi construído seguindo os padrões convencionais de construção da época. Sua estrutura é de concreto armado, com fechamento interno e externo feito em alvenaria de tijolos cerâmicos. A figura 3 mostra a&nbsp;Fachada Frontal do 9º Batalhão da Polícia Militar&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong> – Fachada Frontal do 9º Batalhão da Polícia Militar</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="614" height="476" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-410.jpeg" alt="" class="wp-image-254135" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-410.jpeg 614w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-410-300x233.jpeg 300w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pavimentos dos estacionamentos e acessos de pedestres são revestidos com material de resistência moderada, enquanto os acessos perimetrais possuem pavimento de concreto simples. Os halls e circulações internas apresentam piso cerâmico, com paredes pintadas e sem revestimento cerâmico. As fachadas possuem revestimento do tipo pintura e argamassada. A área frontal é definida por uma faixa de recuo usada de calçada, medida da face interna da edificação Rua da Viração com Rua Rio branco, Centro, e a edificação é constituída por materiais mistos, sendo em alvenaria e concreto armado, na parte superior, temos uma cobertura simples em&nbsp;telhado cerâmico colonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1</strong> <strong>VISTORIA DA EDIFICAÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Batalhão da Polícia Militar foi vistoriado entre os dias 29 de Outubro de 2024 e 30 de Outubro de 2024, com o objetivo de coletar todos os dados necessários para realizar a catalogação das manifestações patológicas. Toda a área pertencente ao Batalhão da Polícia Militar, está guardada nos seus limites, por muros de alvenaria revestidos e de elementos mistos de cerâmica, pintura e textura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2</strong> <strong>MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS IDENTIFICADAS</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira manifestação patológica observada foi em um dos pilares logo na recepção do batalhão. A manifestação identificada foi uma Exposição e Corrosão da Armadura, onde se pode observar uma dilatação do material. A Figura 3 mostra como a armadura está exposta, sem o cobrimento do concreto para protegê-la.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4</strong> – Exposição da armadura</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="286" height="460" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2540.png" alt="" class="wp-image-254157" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2540.png 286w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2540-187x300.png 187w" sizes="(max-width: 286px) 100vw, 286px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais causas estão relacionadas a carbonatação do concreto e/ou&nbsp;Infiltração que foi o degradando com o tempo. Tendo em vista que essas manifestações patológicas comprometem diretamente a durabilidade e a segurança estrutural, é essencial destacar que esse tipo de dano já vem sendo amplamente discutido na literatura técnica. Estudos como o de Mehta &amp; Monteiro (2014) apontam que a carbonatação do concreto, combinada com a ação de agentes agressivos como água e dióxido de carbono, é uma das principais responsáveis pela perda da alcalinidade do concreto, o que rompe a camada passivadora que protege as armaduras contra a corrosão. Esse cenário, infelizmente, é comum em edificações públicas com manutenção precária ou inexistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possível solução a se adotar é a remoção do concreto danificado, posteriormente realizar o reforço estrutural e tratamento do aço da armadura com aplicação de anticorrosivo, por fim realizando a aplicação de nova camada de concreto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 5 mostra a seguir um Desplacamento do Cobrimento Nominal na laje&nbsp;de hall da entrada.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5</strong> – desplacamento do cobrimento nominal da laje</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="383" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533-1024x383.png" alt="" class="wp-image-254139" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533-1024x383.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533-300x112.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533-768x287.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533-1536x574.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2533.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A causa para a formação dessa manifestação patológica é a degradação natural da estrutura, além da falta de cobrimento adequado, avaliado pela espessura do cobrimento e a presença da umidade que acaba possibilitando a expansão e contração dos materiais, facilitando a oxidação do aço.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução está também na remoção do concreto danificado, onde posteriormente deve ser realizado um tratamento no aço com tinta anticorrosiva e por fim realizando uma camada de concreto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra patologia que foi identificada na delegacia, foi a presença de manchas e fungos nas paredes provocando um destacamento da pintura conforme a figura 6.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6 </strong>– Presença de manchas e fungos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="329" height="432" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-412.jpeg" alt="" class="wp-image-254141" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-412.jpeg 329w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-412-228x300.jpeg 228w" sizes="(max-width: 329px) 100vw, 329px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota se que a patologia também se encontra próximo ao piso, ressaltando a presença de umidade ascendente e caracterizando a falta de impermeabilização da fundação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de fungos também está associada à rachadura e vazamento que&nbsp;fazem com que a umidade proveniente do solo entre em contato com os materiais que componham o revestimento, nutrindo diretamente esses microorganismos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3</strong> <strong>ANÁLISE DA SEÇÃO DO AÇO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da seção de aço para identificar patologias é uma etapa fundamental na avaliação da integridade estrutural de elementos metálicos em edificações. Esse processo consiste na verificação visual e técnica da superfície e do interior dos perfis metálicos, a fim de detectar sinais de deterioração, como corrosão, fissuras, deformações plásticas, perda de seção transversal e falhas em soldas ou conexões. A corrosão é uma das patologias mais comuns, comprometendo diretamente a capacidade resistente da estrutura ao reduzir a área útil da seção de aço. A Figura 7 mostra por meio de um paquímetro digital a redução de 3mm de área de aço em uma viga e uma redução de 2,16 mm nos estribos de um pilar, sendo que a seção natural é de 16 mm e a identificada atualmente é de 13,10 mm na viga, e de 5 mm e a identificada no estribo foi de 2,84 mm. Isso acaba caracterizando uma perda de resistência à tração dessa armadura influenciando diretamente na estrutura da delegacia.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7</strong> – Análise da seção do aço</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="499" height="308" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2535.png" alt="" class="wp-image-254144" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2535.png 499w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2535-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo pesquisas sobre corrosão e deterioração de estruturas de concreto armado, a perda de seção transversal em armaduras pode comprometer significativamente a capacidade resistente de elementos estruturais, tornando-os vulneráveis à ruptura antecipada, especialmente em situações de carregamentos elevados. No caso analisado, a redução de 3 mm no diâmetro da armadura representa aproximadamente 34% de perda de área, o que é estruturalmente crítico, sobretudo em zonas de maior solicitação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.4</strong> <strong>ENSAIO DE CARBONATAÇÃO NA ESTRUTURA DA DELEGACIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo do ensaio de carbonatação é determinar a profundidade até a qual a carbonatação já ocorreu no concreto, ou seja, identificar até que ponto o pH do concreto foi reduzido e a proteção alcalina ao redor das armaduras foi comprometida. Este ensaio é crucial para a avaliação do risco de corrosão das armaduras e, consequentemente, para a durabilidade e segurança estrutural da edificação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fenolftaleína é um indicador de pH que muda de cor dependendo do nível de acidez ou alcalinidade. Ela foi preparada em uma solução alcoólica a 1% e, em seguida, aplicada à superfície recém-exposta do concreto por meio de pincelamento. Após esse procedimento foi realizado a observação da cor da superfície do concreto, sendo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cor Rosa ou Roxa: Se o concreto não estiver carbonatado, a fenolftaleína reagirá com o pH alto (alcalino) e a superfície ficará rosa ou roxa, indicando um pH superior a 9.&nbsp;</li>



<li>Sem Cor (Incolor): Se o concreto estiver carbonatado, a solução de fenolftaleína não mudará de cor, permanecendo incolor, o que indica que o pH foi reduzido para abaixo de 9.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nas Figuras 8 e 9 podem-se notar respectivamente a coloração rosa em alguns pontos, sendo pouquíssimos, constatando que a maior parte da estrutura está com o concreto carbonatado, indicando que o pH da estrutura foi reduzido abaixo de 9&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8</strong> – Concreto exposto a carbonatação</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="840" height="386" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-413.jpeg" alt="" class="wp-image-254146" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-413.jpeg 840w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-413-300x138.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-413-768x353.jpeg 768w" sizes="(max-width: 840px) 100vw, 840px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9</strong> – Verificação das condições da estrutura pós carbonatação.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="482" height="372" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2539.png" alt="" class="wp-image-254156" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2539.png 482w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2539-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.5</strong> <strong>ENSAIO DE ESCLEROMETRIA NA ESTRUTURA DA DELEGACIA</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O esclerômetro utilizado está ilustrado na figura 10 e teve como objetivo medir a dureza superficial do concreto, que pode ser correlacionada com a resistência à compressão do concreto. Essa correlação é usada para avaliar a qualidade do concreto e verificar se ele atende aos requisitos de projeto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10 </strong>&#8211; Esclerômetro utilizado para análise</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="237" height="309" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2538.png" alt="" class="wp-image-254154" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2538.png 237w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2538-230x300.png 230w" sizes="(max-width: 237px) 100vw, 237px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado no ensaio, e levando em consideração que o valor característico mínimo da resistência do concreto admissível é fck = 20 MPa, segundo a ABNT NBR 6118:2003, todos os elementos ensaiados obtiveram medição superior ao valor mínimo normativo, estando entre 26,5 MPa e 40,9MPa. A tabela 3 mostra um relatório desses ensaios.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3</strong> – Relatório do ensaio de esclerometria de um pilar</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="531" height="426" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2542.png" alt="" class="wp-image-254162" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2542.png 531w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2542-300x241.png 300w" sizes="(max-width: 531px) 100vw, 531px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.6</strong> <strong>PROCESSO DE RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi necessário verificar se a recuperação ou reforço proposto seria suficiente para restaurar a capacidade de suporte original do elemento ou para melhorar sua capacidade conforme necessário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois foi realizado um estudo de escoramento, onde foi necessário verificar a necessidade de escoramento das estruturas durante a execução da recuperação e/ou reforço estrutural, através do estudo, apontando a necessidade, deve ser realizado projeto de escoramento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o concreto deteriorado ou que apresentava desagregação foi removido até que seja atingido um substrato sólido e saudável. A etapa seguinte foi o tratamento das armaduras, onde com o auxílio de um martelete ou ponteiro e marreta, foi feito o apicoamento das regiões danificadas e retirar o concreto em volta das armaduras corroídas, deixando no mínimo, 2 a 3 cm livres em seu entorno, a fim de garantir um bom acesso e permitir a correta limpeza das armaduras. Vale lembrar que se deve fazer a limpeza de toda a armadura que apresentar ferrugem, podendo ser por meio manual, utilizando escova de aço, ou mecânico, com pistola de agulha ou hidrojato, depois realizar a aplicação de primer anticorrosivo com base epóxi ou cimentícia (zarcão não atende).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a preparação da superfície e o tratamento das armaduras, aplica-se uma ponte de aderência para garantir uma boa ligação entre o concreto novo e o existente a base de resina epóxi ou cimentícia. Por fim, o concreto de reparo é aplicado, onde recomenda-se a utilização de graute ou argamassa estrutural para os pilares e graute tixotrópico para as vigas e lajes, cabendo alterações destas especificações de acordo com projeto de recuperação. A aplicação pode ser feita manualmente, com uso de formas ou por projeção, conforme a necessidade. A Figura 12 mostra como foi esse processo&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12</strong> – processo de recuperação de viga</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="543" height="284" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2543.png" alt="" class="wp-image-254165" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2543.png 543w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2543-300x157.png 300w" sizes="(max-width: 543px) 100vw, 543px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autora (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A NBR 6118:2023 enfatiza a importância de seguir um processo rigoroso e técnico para a recuperação estrutural, assegurando que todos os passos sejam realizados por profissionais qualificados e que os materiais e técnicas escolhidos estejam de acordo com as exigências específicas da estrutura. O objetivo é garantir a segurança, a durabilidade e o desempenho da edificação ao longo de sua vida útil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa mostrou a necessidade de intervenção urgente em uma delegacia devido a presença de manifestações patológicas que afetam diretamente a estrutura da edificação. Essas patologias foram identificadas por meio de ensaios não destrutivos que verificaram que a seção da armadura estava reduzida e que o concreto estava carbonatado, necessitando que haja todo um processo para a chegada de um concreto de reparo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais manifestações patológicas foram a desagregação do concreto e a&nbsp;corrosão da armadura. Os resultados dos ensaios de carbonatação indicam avançado processo de carbonatação em todas as estruturas de concreto armado, corroborando com a inspeção visual, na qual foi possível identificar vários pontos de corrosão das armaduras e desprendimento das camadas de cobrimento e reboco, tendo como principal causa a falha na execução do cobrimento das armaduras das estruturas de concreto armado. Já a esclerometria mostrou que a resistência ainda continua nos padrões, entretanto não se pode deixar de analisar a inspeção visual e o ensaio de carbonatação mostrando que a estrutura está danificada. Dessa maneira pode-se notar que a pesquisa foi considerada satisfatória, por demonstrar por meio de uma investigação de manifestação patológica, problemas na estrutura, levando assim para soluções cabíveis. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ARIVABENE, A.C. Patologias em Estruturas de Concreto Armado Estudo de Caso. <strong>Revista Especialize On-line IPOG </strong>&#8211; Goiânia &#8211; Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS-ABNT. <strong>NBR 6118</strong>: Projeto de estruturas de concreto &#8211; procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERTI, J. V. M., JÚNIOR, G. P. da; AKASAKI, J. L. Estudo da origem, sintomas e incidências de manifestações patológicas do concreto, Revista Científica ANAP, Brasil, v.12, n. 26, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRINGEL, Igor Felipe Vale. <strong>Manifestações patológicas em edificações do centro histórico de São</strong>. Monografia apresentada para obtenção do grau de bacharel em Engenharia Civil. Unidade de Ensino Superior Dom Bosco. São Luís, 2014. 148f.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Cleyton Roberto Bezerra dos; SILVA, Dione Luiza da; NASCIMENTO, Ismaylly Michel Silva do. Incidência de manifestações patológicas em edificações residenciais na região metropolitana do Recife (RMR). <strong>Revista de Engenharia e Pesquisa Aplicada</strong>, v. 2, n. 3, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGUEREDO, T.D. <strong>Manifestações patológicas por alterações químicas no concreto</strong>. Trabalho de conclusão de curso: Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS Jr., José de Almendra. <strong>Alvenaria Estrutural</strong>. Universidade Federal do Paraná – Construção Civil II, Curitiba: UFPR, 2013&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIORDANI, A. Z. <strong>Levantamento e diagnóstico das manifestações patológicas em fachadas de edificações localizadas no </strong><strong>campus</strong><strong> da UFSC</strong>. 2016. 100f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUIZ, L. V. ALVES; LEAL, M. V. R. <strong>Análise comparativa entre projetos de estruturas em aço carbono e estruturas em concreto armado</strong>. Anápolis/Go, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. <strong>Concreto: Microestrutura, Propriedades e Materiais</strong>. 4a. ed. São Paulo: IBRACON, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, P.N et al. Principais manifestações patológicas em pontes e viadutos de concreto no Brasil: descrições e soluções técnicas. <strong>Revista Mirante (ISSN 1981-4089)</strong>, v. 16, n. 4, p. 63-79, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OTONI, L.L.G. <strong>Análise das manifestações patológicas em templo religioso na cidade de Jucás-Ce</strong>. Trabalho de conclusão de curso: Instituto federal de educação, ciência e tecnologia da Paraíba, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SENA, M.P. <strong>Diagnóstico e recuperação de estruturas de concreto armado</strong>. Trabalho&nbsp;de conclusão de curso: Universidade estadual do Maranhão, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO, P. J. M. <strong>Concreto: Microestrutura, Propriedades e Materiais</strong>. 2. ed. São Paulo:&nbsp;IBRACON, 2014).</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Engenharia Civil (Centro Universitário FACAM). E-mail: raphaelle.layara198@gmail.com<br><sup>2</sup>Prof. Msc Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM). E-mail: aquinofelipe444@gmail.com<br><sup>3</sup>Prof. Msc Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM). E-mail: engandremathias@gmail.com<br><sup>4</sup>Prof. Dra. Engenharia Civil e Produção (Centro Universitário FACAM).<br><sup>5</sup>Esp. Confiabilidade na Manutenção e Engenharia Civil (Centro Universitário FACAM). E-mail: taynah_cunha@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>GESTÃO E REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÔMICA E AMBIENTAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/gestao-e-reutilizacao-de-residuos-solidos-na-construcao-civil-viabilidade-tecnica-economica-e-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 12:39:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[MANAGEMENT AND REUSE OF SOLID WASTE IN CIVIL CONSTRUCTION: TECHNICAL, ECONOMIC, AND ENVIRONMENTAL VIABILITY REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511270939 João Vitor Carvalho de Almeida1Juracy Mendes Moreira2Lucas Roberto de Carvalho2Antônio Florentino de Lima Junior2Aurélio Ferreira Melo3Diana Campos de Oliveira4Tiago Martins Pereira5Matheus de Paula Ferreira6Marcelo Carlos Ribeiro7André Mendes8 Resumo A reutilização de resíduos da construção e demolição (RCD) é [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">MANAGEMENT AND REUSE OF SOLID WASTE IN CIVIL CONSTRUCTION: TECHNICAL, ECONOMIC, AND ENVIRONMENTAL VIABILITY</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511270939</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">João Vitor Carvalho de Almeida<sup>1</sup><br>Juracy Mendes Moreira<sup>2</sup><br>Lucas Roberto de Carvalho<sup>2</sup><br>Antônio Florentino de Lima Junior<sup>2</sup><br>Aurélio Ferreira Melo<sup>3</sup><br>Diana Campos de Oliveira<sup>4</sup><br>Tiago Martins Pereira<sup>5</sup><br>Matheus de Paula Ferreira<sup>6</sup><br>Marcelo Carlos Ribeiro<sup>7</sup><br>André Mendes<sup>8</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reutilização de resíduos da construção e demolição (RCD) é de essencial relevância para a construção civil, visto que é um dos setores que mais impactam o meio ambiente, tanto pelo alto consumo de recursos naturais quanto pela grande quantidade de resíduos gerados, essas práticas reduzem o descarte inadequado, diminuem a necessidade de extração de matérias-primas e fomentam a economia do setor, os resíduos da construção civil podem ser reaproveitados ou reciclados de diferentes maneiras. Materiais como concreto, argamassa e cerâmica são comumente triturados e transformados em agregados reciclados, que podem ser utilizados em pavimentações, bases e sub-bases de estradas, blocos, artefatos de concreto e concretos não estruturais. A metodologia utilizada nesse estudo foi elaborada de forma a possibilitar a análise detalhada da gestão e reutilização de resíduos sólidos na construção civil, considerando seus aspectos técnicos, econômicos e ambientais. O estudo teve como base a pesquisa bibliográfica e documental, com levantamento de informações em livros, artigos científicos, dissertações, teses, normas técnicas, legislações e relatórios institucionais. Essa etapa teve como objetivo compreender o panorama atual da geração, manejo, reciclagem e reaproveitamento de resíduos da construção civil (RCC) no Brasil. Foram consultadas fontes como a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção e Demolição (ABRECON), o Ministério das Cidades, e documentos normativos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).<strong> </strong>Os resultados obtidos demonstram que o reaproveitamento dos resíduos da construção civil é plenamente viável e constitui uma alternativa sustentável para o setor. A observação permitiu identificar que o processo de triagem, moagem e classificação granulométrica dos resíduos possibilita a produção de agregados reciclados com qualidade satisfatória para uso em bases e sub-bases de pavimentação, blocos, calçadas e concretos não estruturais</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Descarte. Reciclagem. Reaproveitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The reuse of construction and demolition waste (CDW) is of essential importance to the construction industry, as it is one of the sectors that most impacts the environment, both due to the high consumption of natural resources and the large amount of waste generated. These practices reduce improper disposal, decrease the need for raw material extraction, and boost the sector&#8217;s economy. Construction waste can be reused or recycled in different ways. Materials such as concrete, mortar, and ceramics are commonly crushed and transformed into recycled aggregates, which can be used in paving, road bases and sub-bases, blocks, concrete artifacts, and non-structural concrete. The methodology used in this study was developed to allow for a detailed analysis of the management and reuse of solid waste in civil construction, considering its technical, economic, and environmental aspects. documentary research, gathering information from books, scientific articles, dissertations, theses, technical standards, legislation, and institutional reports. This stage aimed to understand the current panorama of the generation, management, recycling, and reuse of construction and demolition waste (CDW) in Brazil. Sources consulted included the Brazilian Association for Recycling Construction and Demolition Waste (ABRECON), the Ministry of Cities, and normative documents from the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT). The results obtained demonstrate that the reuse of construction and demolition waste is fully viable and constitutes a sustainable alternative for the sector. Observation allowed us to identify that the process of sorting, grinding, and granulometric classification of waste enables the production of recycled aggregates with satisfactory quality for use in pavement bases and sub-bases, blocks, sidewalks, and non-structural concrete.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Disposal. Recycling. Reuse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reutilização de Resíduos da Construção e Demolição (RCD) é de essencial relevância para a construção civil, visto que é um dos setores que mais impactam o meio ambiente, tanto pelo alto consumo de recursos naturais quanto pela grande quantidade de resíduos gerados durante suas atividades, em 2022 o Brasil produziu cerca de 120 milhões de toneladas de resíduos provenientes de obras e demolições, sendo que aproximadamente 70% desse volume foi descartado de forma inadequada. Essa realidade evidencia a necessidade urgente de uma gestão eficiente e sustentável desses materiais, que deve ser pautada na fiscalização ambiental e na adoção de boas práticas construtivas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resíduos reciclados da construção civil apresentam grande potencial de reaproveitamento em diversas aplicações, como na produção de blocos, calçadas, pavimentações, fundações e tijolos ecológicos. Essas práticas reduzem o descarte inadequado, diminuem a necessidade de extração de matérias-primas virgens e fomentam a economia do setor, a legislação brasileira também desempenha papel fundamental nesse processo. A Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece uma hierarquia de ações que prioriza a prevenção, redução, reutilização e reciclagem dos resíduos antes de seu tratamento e disposição final. Essa política reforça a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e sociedade, estimulando a elaboração de planos de gestão, a logística reversa e a fiscalização contra o descarte irregular. De acordo com (COSTA et. al., 2014) a taxa gerada pela produção de resíduos da construção civil (RCD) pode ser entendida como sendo a razão entre quantidade produzida e a área construída, essas iniciativas demonstram que a gestão eficiente dos resíduos da construção civil é indispensável para atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e às metas climáticas do Acordo de Paris. Segundo (BERNARDES et. al., 2008), transformar o manejo de resíduos em uma oportunidade sustentável e econômica possibilita a execução de obras mais limpas, inovadoras e ambientalmente responsáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Resolução CONAMA nº 307/2002 o Programa de Gestão de Resíduos da Construção Civil tem papel essencial na sustentabilidade das obras, pois promove a redução do desperdício e incentiva o uso racional dos recursos. A gestão adequada também colabora para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que estabelece a responsabilidade compartilhada entre poder público, setor privado e sociedade, priorizando as etapas de não geração, redução, reutilização e reciclagem, os resíduos da construção civil podem ser reaproveitados ou reciclados de diferentes maneiras. Materiais como concreto, argamassa e cerâmica são comumente triturados e transformados em agregados reciclados, que podem ser utilizados em pavimentações, bases e sub-bases de estradas, blocos, artefatos de concreto e concretos não estruturais.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 – Usina de RCD em Senador Canedo, Goiás.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="581" height="377" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2526.png" alt="" class="wp-image-253986" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2526.png 581w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2526-300x195.png 300w" sizes="(max-width: 581px) 100vw, 581px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a norma ABNT NBR 15116:2004, os agregados reciclados provenientes da construção civil são adequados para o preparo de concreto sem função estrutural e para obras de pavimentação, essa reutilização reduz a necessidade de extração de areia, brita e cascalho, preservando os recursos naturais e minimizando impactos ambientais. A madeira também pode ser reaproveitada na confecção de fôrmas, tapumes e mobiliários, enquanto os metais (aço, alumínio e cobre) possuem alto valor de reciclagem, já os plásticos e vidros podem ser destinados à indústria de transformação, ampliando o ciclo de vida dos materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 PROCESSOS PARA REUTILIZAÇÃO DO RCD</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de reaproveitamento e beneficiamento dos resíduos da construção civil envolve etapas sucessivas de triagem, moagem e separação, que visam transformar o entulho bruto em agregados reciclados com características adequadas para novas aplicações na engenharia civil, cada etapa possui uma função essencial na garantia da qualidade do material reciclado e na eficiência do processo produtivo. Apesar dos avanços, ainda existem desafios para consolidar uma cadeia sustentável de gestão de resíduos na construção civil, entre eles estão a falta de conscientização profissional, ausência de infraestrutura adequada, custos iniciais de implantação e fiscalização insuficiente. O fortalecimento das políticas públicas, o incentivo à pesquisa tecnológica e a educação ambiental são fundamentais para superar essas barreiras, o futuro da construção civil depende da adoção de modelos circulares de produção, onde o resíduo é tratado como recurso, garantindo eficiência, economia e sustentabilidade em todas as etapas do processo construtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo sobre a sustentabilidade de resíduos de construção (MAQUES NETO et. al., 2006) afirma que o município de São Carlos não difere dos demais municípios em relação aos aspectos que cercam sua gestão, nos anos de 1999 a 2002, pode-se constatar uma geração per capita de 1,93Kg/habxdia, Se esse indicador não bastasse, foram identificadas várias áreas de deposições clandestinas espalhadas ao longo da cidade. Segundo (OLIVEIRA et al., 2011), a quantitativamente e geração de RCC é diferente entre várias localidades, devido a diversos fatores, como número de habitantes, leis e regulamentações específicas, processos construtivos, incluindo as peculiaridades de cada construtora e ainda o momento da construção civil. Assim, essas características interferem diretamente no tipo e na quantidade de resíduo gerado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada nesse estudo foi elaborada de forma a possibilitar a análise detalhada da gestão e reutilização de resíduos sólidos na construção civil, considerando seus aspectos técnicos, econômicos e ambientais. Para atingir os objetivos propostos, adotou-se uma pesquisa de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em uma abordagem qualitativa e quantitativa. O estudo teve como base a pesquisa bibliográfica e documental, com levantamento de informações em livros, artigos científicos, dissertações, teses, normas técnicas, legislações e relatórios institucionais. Essa etapa teve como objetivo compreender o panorama atual da geração, manejo, reciclagem e reaproveitamento de resíduos da construção civil (RCC) no Brasil. Foram consultadas fontes como a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção e Demolição (ABRECON 2005), o Ministério das Cidades, e documentos normativos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 – Fotos ilustrativas dos agregados reciclados mistos e sua aplicação em base de pavimentação.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="375" height="302" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2528.png" alt="" class="wp-image-253989" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2528.png 375w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2528-300x242.png 300w" sizes="(max-width: 375px) 100vw, 375px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: banco de imagem da ABRECON.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas informações coletadas, realizou-se uma análise comparativa entre os custos e impactos da gestão tradicional de resíduos baseada no transporte e descarte em aterros e as práticas sustentáveis de reciclagem e reutilização. Por fim, foram avaliados os impactos ambientais negativos associados ao descarte inadequado de resíduos, com base em dados secundários de órgãos ambientais e estudos acadêmicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada evidenciou que a gestão e reutilização de resíduos sólidos da construção civil (RCC) representam uma prática técnica e ambientalmente viável, além de economicamente vantajosa. A partir da revisão bibliográfica, estudos de caso e visita técnica foi possível compreender o funcionamento do processo de reciclagem, as etapas operacionais envolvidas e os benefícios obtidos com a incorporação de agregados reciclados em novas aplicações construtivas, a viabilidade técnica da reciclagem de resíduos está comprovada em diversos estudos e casos práticos no Brasil, municípios como Jundiaí (SP) já reciclam 100% dos resíduos gerados, reaproveitando-os em obras públicas e reduzindo significativamente os custos operacionais, a Unidade de Beneficiamento de Agregado Reciclado (UBAR), no Espírito Santo, processa mais de 5.200 toneladas de resíduos por mês, que são reutilizados em pavimentações e concretos, do ponto de vista econômico, o reaproveitamento de resíduos diminui gastos com transporte e descarte em aterros, reduz a necessidade de aquisição de materiais virgens e estimula a criação de novos negócios e empregos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 – Mesa de triagem removendo impurezas do RCD. São operadas em usinas de reciclagem, ou em algumas áreas de transbordo e triagem (produz agregado reciclado por simples peneiramento).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="326" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2529.png" alt="" class="wp-image-253991" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2529.png 570w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2529-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Banco de imagens da ABRECON. Empresa SBR Reciclagem, Jundiaí/SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que fazem a reutilização de RCD, já demonstram que a gestão sustentável dos resíduos proporciona economia significativa e fortalecimento da imagem corporativa, sendo também um diferencial competitivo no mercado. Em um estudo sobre a geração de resíduos (GOMES et. al., 2017) afirmam que a viabilidade de se produzirem blocos de concreto estruturais com agregados reciclados oriundos do processo de produção desses blocos, os quais atenderam aos requisitos de resistência à compressão da NBR 6136 (ABNT, 2018). Em um estudo (PAULINO et.al., 2023) afirma que a distribuição das usinas no território nacional é muito desigual, concentrando cerca de quase 70% na região sudeste do país, esse cenário é algo que deve ser abordado e estimulado por representantes do governo, de modo a influenciar a instalação de mais unidades, sobretudo nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.&nbsp; Segundo (ANDRADE et. al., 2001) que em um estudo sobre quantificação e classificação de resíduos pode concluir que é as quantidades de RCD e RSU coletados em Passo Fundo são muito semelhantes, com isso torna se necessário criação de uma área de disposição final para resíduos provenientes de construção e demolição, conforme exige a Resolução no 307 do CONAMA, ainda de acordo com os autores os 14 tipos de RCD identificados, representa quase 76% dos resíduos coletados</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com (LOPES et. al., 2019) os autores puderam verificar e analisar a viabilidade econômica para a instalação de uma usina de reciclagem de RCC no município de Itumbiara &#8211; GO, fazendo com que o município se adeque à legislação ambiental, e ainda espera-se que a pesquisa possa contribuir para futuros estudos relativos a usinas de reciclagem de RCC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos demonstram que o reaproveitamento dos resíduos da construção civil é plenamente viável e constitui uma alternativa sustentável para o setor. A observação permitiu identificar que o processo de triagem, moagem e classificação granulométrica dos resíduos possibilita a produção de agregados reciclados com qualidade satisfatória para uso em bases e sub-bases de pavimentação, blocos, calçadas e concretos não estruturais, em conformidade com a ABNT NBR 15116:2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista técnico, verificou-se que os materiais reciclados apresentam desempenho adequado para diversas aplicações construtivas, contribuindo para a redução do uso de agregados naturais e para a conservação dos recursos não renováveis. Já sob o aspecto econômico, a utilização de resíduos reciclados promove redução de custos operacionais, principalmente com transporte e descarte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Artemária Coêlho de; SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de; PALIARI, José Carlos; AGOPYAN, Vahan. Estimativa da Quantidade de Entulho Produzido em Obras de Construção de Edifícios. In: seminário desenvolvimento sustentável e a reciclagem na construção civil; materiais reciclados e suas aplicações, 4., São Paulo, 2001. <strong>Anais&#8230; </strong>São Paulo, 2001</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15116: Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil &#8211; Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em: &lt;https://www.abntcatalogo.com.br/&gt;. Acesso em: 17 set. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PARA RECICLAGEM DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO (ABRECON). Abrecon. São Paulo: Abrecon, [2025]. Disponível em: &lt;https://abrecon.org.br/&gt;. Acesso em: 17 set. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERNARDES, Alexandre; THOMÉ, Antônio; PRIETTO, Pedro Domingos Marques; ABREU, Águida Gomes de. <strong>Quantificação e Classificação dos Resíduos de Construção e Demolição Coletados no Município de Passo Fundo, RS</strong>. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 8, n. 3, p. 65-76, jul./set. 2008</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. LEI 12.305/2010, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.&nbsp;Disponível&nbsp; <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ato2007/2010/lei12305.htm">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ato2007/2010/lei12305.htm</a>. Acesso em: 18 novembro 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA). Resolução <strong>CONAMA nº 307, de 5 de julho de 2002</strong>. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 17 jul. 2002. Disponível em: <a href="http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=307">http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=307</a>. Acesso em: 10 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Ricardo Vasconcelos Gomes da; JÚNIOR, Gilson Barbosa Athayde; OLIVEIRA, Mariana Moreira de. <strong>Taxa de geração de resíduos da construção civil em edificações na cidade de João Pessoa</strong>. <strong>Ambiente Construído</strong>, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 127-137, jan./mar. 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, Paulo César Correia; PEREIRA, Fábio Alencar; UCHÔA, Sílvia Beatriz Beger; OLIVEIRA, Fábio Cabral de; ALMEIDA, Lícia Holanda. <strong>Obtenção de blocos de concreto com utilização de resíduos reciclados da própria fabricação dos blocos</strong>. <strong>Ambiente Construído</strong>, Porto Alegre, v. 17, n. 3, p. 267-280, jul./set. 2017</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, Adriana Antunes; AMARAL, Alyson Rodrigues; SOARES, Alexandra Fátima Saraiva. <strong>Implantação de usina de reciclagem de resíduos da construção civil em município de médio porte. </strong>2º Congresso Sul-Americano de resíduos sólidos e sustentabilidade. 2º ConcReSol, Foz do Iguaçu Paraná-PR. 28 a 30/19. 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES NETO, José da Costa; SCHALCH, Valdir. <strong>Diagnóstico ambiental para gestão sustentável dos resíduos de construção e demolição. </strong>In:SIMPÓSIO LUSO-BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 12.,Figueira da Foz, Portugal, 2006. <strong>Anais&#8230; </strong>Filgueira da Foz, Portugal: APRH/ABES, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Mariana Moreira de; JÚNIOR, Gilson Barbosa Athayde; MACHADO, Diego Rodrigo dos Santos. <strong>Determinação da Taxa de Geração de RCC: estudo de caso das obras do campus I da UFPB</strong>. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 26., Porto Alegre, 2011. <strong>Anais&#8230; </strong>Porto Alegre, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAULINO, Rafaella Salvador; LAZARI, Carlos Humberto; MIRANDA, Leonardo Fagundes Rosemback; VOGT, Vanessa. <strong>Atualização do cenário da reciclagem de resíduos de construção e demolição no Brasil: 2008-2020. </strong>Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 23, n. 3, p. 83-97, jul./set. 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente Eng. Civil. Centro Universitário UniBras Montes Belos. São Luís de Montes Belos – GO<br><sup>2</sup>Professor MsC. Centro Universitário UniBras Montes Belos. São Luís de Montes Belos – GO<br><sup>3</sup>Professor Dr. Faculdade de Gestão Integrada – FGI – Goiânia-GO<br><sup>4</sup>Professora Dra. Universidade Federal de Ouro Preto. Campus Morro do Cruzeiro<br><sup>5</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Ouro Preto. Campus Morro do Cruzeiro<br><sup>6</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Viçosa &#8211; UFV<br><sup>7</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Ouro Preto &#8211; MG<br><sup>8</sup>Professor Dr. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais Campus Ponte Nova &#8211; MG</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: OBTENÇÃO DO SELO VERDE EM EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sustentabilidade-na-construcao-civil-obtencao-do-selo-verde-em-edificacoes-unifamiliares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 15:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[SUSTAINABILITY IN CIVIL CONSTRUCTION: OBTAINING THE GREEN SEAL FOR SINGLE-FAMILY HOMES REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511261205 Erinete Valentim Jerônimo1Raquel Freitas Reis2 Resumo&#160; Este trabalho objetiva elaborar um manual simplificado para orientar profissionais, proprietários e financiadores na obtenção de certificação ambiental, o chamado selo verde. A pesquisa, de natureza exploratória e bibliográfica, analisa os principais selos aplicáveis no [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">SUSTAINABILITY IN CIVIL CONSTRUCTION: OBTAINING THE GREEN SEAL FOR SINGLE-FAMILY HOMES</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511261205</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Erinete Valentim Jerônimo<sup>1</sup><br>Raquel Freitas Reis<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho objetiva elaborar um manual simplificado para orientar profissionais, proprietários e financiadores na obtenção de certificação ambiental, o chamado selo verde. A pesquisa, de natureza exploratória e bibliográfica, analisa os principais selos aplicáveis no Brasil, como o Selo Casa Azul + Caixa Econômica Federal (CAIXA), o <em>Leadership in Energy and Environmental Design</em> (LEED), a Alta Qualidade Ambiental <em>Haute Qualité Environnementale</em> (AQUA-HQE) e o <em>Excellence in Design for Greater Efficiencies</em> (EDGE), que abrangem critérios desde a concepção do projeto até a fase de habitabilidade. O estudo demonstra que o setor está em transformação, substituindo práticas tradicionais por soluções tecnológicas, como sistemas industrializados, materiais de baixo impacto, simulações energéticas e reaproveitamento de águas pluviais. Conclui-se que, embora o Selo Casa Azul + CAIXA não reduza diretamente o valor do financiamento, ele pode gerar condições diferenciadas de crédito, incentivando sua adoção. Assim, o manual proposto contribui para democratizar o acesso às certificações e fortalecer a cultura da sustentabilidade na construção civil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Selo de Sustentabilidade. Casa Azul + CAIXA. Manual prático.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil figura entre os setores de maior impacto ambiental em escala global, uma vez que demanda elevado consumo de recursos naturais, energia e água, além de ser responsável por significativa geração de resíduos sólidos e emissões de gases de efeito estufa. Conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022, p. 9 a 7), “as edificações respondem por aproximadamente 31% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) relacionadas à energia”, o que reforça a urgência na adoção de práticas construtivas mais sustentáveis e compatíveis com as metas globais de descarbonização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil representa uma parcela significativa da economia brasileira, tendo relação direta com o PIB e gerando impacto na economia, mas ainda carece de instrumentos práticos que aproximem a teoria das exigências normativas do cotidiano das obras. Segundo o&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBGE (2025) a participação deste setor no PIB foi de 6,6% no ano de 2024, com acréscimo de 3,4% em relação ao ano anterior, sendo considerada a maior taxa desde 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a implementação de certificações ambientais, popularmente conhecidas como selos verdes, surge como estratégia fundamental para induzir mudanças nos processos construtivos, promover a eficiência no uso de insumos e fortalecer a imagem das organizações diante da sociedade. Essas certificações tornaram-se referências internacionais e nacionais, incentivando construtoras e incorporadoras a adotar estratégias de projeto e gestão ambiental que reduzam os impactos durante todo o ciclo de vida das edificações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, observa-se a carência de manuais simplificados que sirvam como instrumentos de incentivo e orientação para pessoas físicas e jurídicas envolvidas em atividades construtivas, de modo a facilitar a implementação de práticas sustentáveis de forma acessível, objetiva e aplicável em diferentes etapas da obra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de existirem diferentes sistemas de certificação, como o Selo Casa Azul + CAIXA, o LEED, o AQUA-HQE e o EDGE, muitos profissionais e empreendedores encontram barreiras em aplicá-los, seja pela complexidade dos critérios técnicos, seja pelo custo elevado dos processos de certificação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse cenário, o objetivo geral deste estudo é elaborar um manual simplificado que oriente profissionais, proprietários e financiadores quanto à obtenção de certificações ambientais, os chamados selos verdes, aplicadas especificamente a edificações residenciais unifamiliares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo como objetivos específicos: realizar um levantamento do estado da arte sobre os principais selos verdes atualmente utilizados ou em implantação no Brasil, comparar os sistemas de certificação sustentável, identificando suas diferenças, vantagens, limitações e critérios de avaliação e selecionar o sistema de certificação mais adequado para servir de base para a elaboração de um manual orientativo simplificado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da relevância do setor para a economia brasileira, torna-se fundamental incentivar a adoção e a implementação de selos verdes, que possuem potencial para impulsionar a transformação sustentável da construção civil e contribuir para o aquecimento econômico. Esse cenário é favorecido pela disponibilidade de linhas de crédito específicas voltadas ao segmento, que estimulam práticas construtivas mais responsáveis e eficientes. Substituindo práticas tradicionais por soluções tecnológicas, como sistemas construtivos industrializados, uso de materiais de baixo impacto, eficiência energética e redução no consumo de água.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a criação de um manual prático contribui para democratizar o acesso às certificações, fortalecer a cultura da sustentabilidade e consolidar os selos verdes não apenas como um diferencial competitivo, mas como padrão de qualidade na construção civil brasileira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elaboração de um manual passo a passo para a obtenção de selos verdes no Brasil justifica-se pela necessidade de tornar mais acessíveis e compreensíveis os requisitos técnicos, documentais e operacionais dessas certificações, cuja complexidade frequentemente dificulta sua aplicação por profissionais, empresas de pequeno porte e pessoas físicas que constroem. A ausência de materiais simplificados limita a disseminação de práticas sustentáveis e reduz o potencial de transformação do setor, que poderia se beneficiar de obras mais eficientes, econômicas e ambientalmente responsáveis. Um manual estruturado, objetivo e didático contribui para orientar os procedimentos necessários, minimizar erros, reduzir custos e ampliar o acesso a linhas de financiamento verde, fortalecendo a competitividade e estimulando a adoção de soluções construtivas alinhadas aos princípios do desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>Sustentabilidade e Construção Civil&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil é reconhecida como um dos setores que mais impactam o meio ambiente em escala global, tanto pelo elevado consumo de recursos naturais quanto pela expressiva geração de resíduos sólidos e emissões de gases de efeito estufa. Conforme o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022), o setor da construção responde por cerca de 31% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) relacionadas à energia (Tabela 1), o que reforça a urgência de práticas mais sustentáveis em todo o ciclo de vida das edificações.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong> &#8211; Impacto Ambiental da Construção Civil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="561" height="28" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2449.png" alt="" class="wp-image-253701" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2449.png 561w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2449-300x15.png 300w" sizes="(max-width: 561px) 100vw, 561px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="562" height="201" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2450.png" alt="" class="wp-image-253702" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2450.png 562w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2450-300x107.png 300w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Adaptado do IPCC (2022) e CTE (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto brasileiro, estudos recentes apontam que a sustentabilidade na construção civil ainda enfrenta desafios estruturais e operacionais, especialmente o uso de resíduos de construção e demolição como agregados na indústria do concreto é uma maneira eficaz de resolver a problemática ambiental acerca da geração destes resíduos (SALES; SALES; SOUSA, 2021, p. 138).Tais fragilidades evidenciam a necessidade de adoção de tecnologias limpas, inovação em processos construtivos e uso de materiais com menor impacto ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Suzuki e Lima (2018, p. 11), para que os princípios da sustentabilidade sejam efetivamente atendidos na construção civil, os diferentes atores da cadeia produtiva devem incorporar tecnologias, métodos e processos de baixo impacto ambiental. As autoras destacam que essa adoção envolve reduzir o consumo de materiais não renováveis, de água e de energia, além de minimizar a geração de resíduos ao longo de todo o ciclo de vida da edificação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, publicações recentes, como o Guia de Construção Sustentável da Caixa Econômica Federal (CAIXA, 2023) e o Manual de Eficiência Energética e Gestão de Recursos na Edificação (EPE, 2022), destacam a importância de práticas aplicáveis aos empreendimentos residenciais e comerciais, tais como reaproveitamento de águas pluviais, ventilação cruzada, uso de iluminação natural, sistemas solares e manejo adequado dos resíduos da construção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, observa-se que a busca por soluções sustentáveis na construção civil não se limita à inovação tecnológica, mas envolve uma mudança de paradigma no modo de projetar, executar e gerir edificações, de modo a alinhar o desenvolvimento urbano aos princípios da sustentabilidade e aos compromissos ambientais assumidos pelo Brasil nos fóruns internacionais de clima e energia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Histórico das certificações sustentáveis&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento em prol da construção sustentável consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1990, com o avanço de programas de gestão ambiental e o fortalecimento de políticas globais voltadas à mitigação dos impactos das atividades humanas. Nesse cenário, surgiram as primeiras certificações voltadas à sustentabilidade das edificações, como o BREEAM (<em>Building Research Establishment Environmental Assessment Method</em>), criado no Reino Unido em 1990, e o LEED, desenvolvido nos Estados Unidos em 1998 pelo U.S<em>. Green Building Council</em> (USGBC).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o conceito de certificação sustentável ganhou força a partir dos anos 2000, com a difusão dos princípios da construção verde e o aumento das exigências normativas relacionadas ao desempenho das edificações. O país passou a adotar sistemas internacionais, como o LEED e o AQUA-HQE, além de desenvolver programas próprios adaptados à realidade nacional, como o Selo Casa Azul + CAIXA (2009) e o Selo Procel Edificações. Mais recentemente, a certificação EDGE, criada pela <em>International Finance Corporation</em> (IFC), também foi incorporada ao mercado brasileiro, voltada à eficiência de recursos em empreendimentos habitacionais e comerciais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong>Selos Sustentáveis na Construção Civil&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A certificação socioambiental de edificações, representada pelos chamados selos verdes, surgiu como um instrumento estratégico de avaliação, reconhecimento e incentivo à adoção de práticas sustentáveis. Essas certificações avaliam critérios relacionados à eficiência energética, uso racional da água, escolha de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna, atribuindo aos empreendimentos uma chancela de sustentabilidade (CBIC, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Revista Exame (2022), o Brasil está entre os países com maior número de obras sustentáveis no mundo, posicionando-se atrás apenas de nações como China, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. Contudo, no caso específico das edificações residenciais unifamiliares, a adoção de selos verdes ainda é limitada, sobretudo devido aos elevados custos de implementação, à complexidade dos requisitos documentais e à escassez de mão de obra qualificada para atender às exigências dessas certificações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.1</strong> <strong>Selo Casa Azul + CAIXA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Selo Casa Azul + Caixa Econômica Federal (CAIXA) foi lançado em 2010 e constitui a primeira certificação socioambiental brasileira voltada para habitações. Ele avalia os empreendimentos em seis dimensões: qualidade urbana e bem-estar, eficiência energética, gestão da água, produção sustentável, desenvolvimento social e inovação (CAIXA, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre suas principais vantagens, destacam-se o incentivo a habitações de interesse social e a possibilidade de condições diferenciadas de crédito para empreendimentos certificados. Contudo, não há abatimento direto no valor do financiamento, e a adesão exige comprovação técnica em duas etapas: Projetar (fase de projeto) e Habitar (fase de execução) (CBIC, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a sua criação, o Selo passou por sucessivas atualizações. A versão atual, denominada Fase 5 (vigente desde setembro de 2023), introduziu melhorias significativas na categoria social, a inclusão de critérios específicos para empreendimentos de interesse social (FAR/FDS) e a revisão geral da pontuação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Selo Casa Azul é estruturado em duas etapas de certificação — Projetar (fase de concepção e aprovação do projeto) e Habitar (fase de execução e operação da edificação) —, sendo aplicável a construtoras, incorporadoras, cooperativas e órgãos públicos que atuam no financiamento habitacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema contempla 50 critérios distribuídos em seis categorias:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Qualidade Urbana e Bem-Estar,&nbsp;</li>



<li>Eficiência Energética e Conforto Ambiental,&nbsp;</li>



<li>Gestão Eficiente da Água,&nbsp;</li>



<li>Produção Sustentável,&nbsp;</li>



<li>Social, e&nbsp;</li>



<li>Inovação.&nbsp;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Cada categoria possui critérios obrigatórios e opcionais, cuja pontuação determina o&nbsp;nível de certificação:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cristal/Bronze (mínimo de 50 pontos);&nbsp;</li>



<li>Topázio/Prata (mínimo de 60 pontos);&nbsp;</li>



<li>Safira/Ouro (mínimo de 80 pontos); e&nbsp;</li>



<li>Diamante (mínimo de 100 pontos e 21 critérios obrigatórios).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além da certificação principal, podem ser concedidos identificadores temáticos em áreas específicas de desempenho, como eficiência hídrica, inovação ou produção sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Selo destaca-se por sua integração às políticas públicas de habitação e pelo enfoque social e urbano, considerando o impacto positivo sobre as comunidades locais, a eficiência energética e a durabilidade das edificações. Por estar vinculado aos programas habitacionais da CAIXA, o sistema apresenta baixo custo de adesão e grande viabilidade de aplicação em empreendimentos de interesse social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.2</strong> <strong>Selo LEED&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>Leadership in Energy and Environmental Design</em> (LEED), criado pelo U.S. <em>Green Building Council</em>, é a certificação ambiental mais difundida no mundo, com presença em mais de 150 países (USGBC, 2020). Sua adoção agrega valor imobiliário, aumenta a reputação das empresas e garante reconhecimento internacional (KIBERT, 2016). No Brasil, ele é administrado pelo <em>Green Building Council</em> Brasil (GBC BRASIL), que adapta seus parâmetros às normas e condições climáticas nacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como desvantagens, o LEED apresenta custos elevados de certificação, a necessidade de consultores especializados e dificuldades de adaptação às particularidades climáticas e normativas brasileiras (FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema avalia o desempenho de edificações em diferentes fases — projeto, construção, operação e manutenção —, utilizando uma pontuação baseada em créditos que variam conforme a categoria do projeto (GBC BRASIL, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As categorias avaliadas incluem sustentabilidade do terreno, eficiência do uso da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, inovação e prioridade regional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os níveis de certificação são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Certified (40–49 pontos),&nbsp;</li>



<li>Silver (50–59),&nbsp;</li>



<li>Gold (60–79) e&nbsp;</li>



<li>Platinum (80–110).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O LEED destaca-se por sua abrangência internacional, por permitir comparação entre empreendimentos de diferentes países e por ser altamente reconhecido pelo mercado imobiliário. Contudo, apresenta custo elevado e complexidade técnica, o que pode limitar sua aplicação em projetos de menor porte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.3</strong> <strong>Selo AQUA-HQE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Alta Qualidade Ambiental – <em>Haute Qualité Environnementale</em> (AQUA-HQE) é uma certificação franco-brasileira criada em 2008 pela Fundação Vanzolini, em parceria com a <em>Association</em> HQE da França. O sistema adapta o modelo europeu de avaliação ambiental às condições brasileiras, valorizando o processo de gestão e desempenho ambiental ao longo de todo o ciclo de vida da edificação (FUNDAÇÃO VANZOLINI, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vantagem mais relevante do AQUA-HQE é a garantia de desempenho sustentável contínuo. Entretanto, os elevados custos e a burocracia dificultam a adesão em empreendimentos de menor porte (SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: IMPACTOS E PERSPECTIVAS, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método é dividido em quatro fases de avaliação — Programa, Concepção, Realização e Operação — e baseia-se em 14 categorias agrupadas em quatro famílias:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Eco-construção,&nbsp;</li>



<li>Eco-gestão,&nbsp;</li>



<li>Conforto, e&nbsp;</li>



<li>Saúde.&nbsp;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Cada categoria é avaliada segundo níveis de desempenho: Base, Boas Práticas, Melhores Práticas e Excelência. O AQUA-HQE diferencia-se por seu rigor técnico, ênfase na qualidade do processo construtivo e verificação por auditorias presenciais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu principal desafio é o custo e tempo de certificação, que demandam equipe técnica especializada e acompanhamento contínuo, sendo mais comum em empreendimentos corporativos e institucionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.4</strong> <strong>Selo EDGE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>Excellence in Design for Greater Efficiencies</em> (EDGE), desenvolvido pela <em>International Finance Corporation</em> (IFC), vinculada ao Banco Mundial, o EDGE foi lançado em 2014, tem como objetivo tornar os edifícios mais eficientes em países emergentes (IFC, 2018). Baseia-se em três eixos principais: eficiência energética, hídrica e de materiais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua principal vantagem é a simplicidade de implementação e o baixo custo, apoiado por uma plataforma digital que permite simular ganhos ambientais em tempo real (<em>WORLD BANK</em>, 2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A limitação está no menor reconhecimento de mercado em comparação ao LEED e ao AQUA-HQE, embora seja altamente aplicável no contexto brasileiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema baseia-se em simulações digitais de desempenho, realizadas por meio da plataforma EDGE App, que estima os impactos e economias de cada solução adotada (IFC, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para obter a certificação, o projeto deve demonstrar redução mínima de 20% em cada um dos três eixos: energia, água e energia incorporada em materiais. Os níveis de certificação são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>EDGE <em>Certified</em>,&nbsp;</li>



<li>EDGE <em>Advanced</em> (40% ou mais de economia de energia) e&nbsp;</li>



<li>EDGE <em>Zero Carbon</em> (edificações com emissões líquidas zero).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia é reconhecida por sua simplicidade, custo acessível e aplicabilidade global, sendo amplamente adotada em países emergentes. No Brasil, é administrada pela <em>Green Business Certification Inc</em>. (GBCI) em parceria com o GBC Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia adotada neste estudo tem caráter documental, exploratório e comparativo, realizada por meio de consultas diretas aos sites oficiais das instituições bancárias e dos sistemas de certificação Selo Casa Azul + CAIXA, LEED, AQUA-HQE e EDGE. Todas as informações analisadas foram coletadas exclusivamente de fontes públicas oficiais, garantindo rastreabilidade e transparência na construção do manual orientativo simplificado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Consulta aos <em>sites</em> das instituições bancárias&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira etapa consistiu na coleta de dados diretamente nos <em>sites</em> oficiais das instituições bancárias, onde foram identificadas as linhas de crédito disponíveis para edificações residenciais unifamiliares sustentáveis. Nessa consulta foram analisados os critérios de elegibilidade, tipos de obras financiáveis, requisitos técnicos e condições operacionais&nbsp;(CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2023; ITAÚ, 2021; GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa etapa permitiu determinar quais bancos realmente oferecem produtos financeiros voltados a construções sustentáveis, possibilitando o recorte inicial da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Consulta aos <em>sites</em> oficiais das certificadoras ambientais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda etapa, foram realizadas consultas diretas nos portais oficiais dos quatro sistemas de certificação avaliados:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Selo Casa Azul + CAIXA, consultado no site da Caixa Econômica Federal (CAIXA, 2024);&nbsp;</li>



<li>LEED, cujos materiais técnicos foram consultados no site do Green Building Council Brasil (GBC Brasil, 2017);&nbsp;</li>



<li>AQUA-HQE, consultado na plataforma oficial Sustentech/Fundação Vanzolini (SUSTENTECH, 2024);&nbsp;</li>



<li>EDGE, consultado no portal da International Finance Corporation (IFC, 2024).&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas fontes, foram extraídos critérios, categorias, níveis, requisitos técnicos, orientações operacionais e guias de certificação, com ênfase em aplicabilidade para habitações unifamiliares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3</strong> <strong>Comparação dos requisitos em planilhas estruturadas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os dados coletados, foram elaboradas tabelas comparativas, nas quais foram organizados os requisitos e níveis de critérios presentes em cada sistema de certificação ambiental. Essa sistematização permitiu estabelecer equivalências, divergências e pontos de convergência, servindo como base para a análise técnica comparativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4</strong> <strong>Identificação das vantagens e escolha do selo mais adequado&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, foi produzida uma segunda planilha analítica, destinada a identificar as vantagens e limitações de cada certificação. Essa etapa comparativa possibilitou a seleção do Selo Casa Azul + CAIXA UNIDADE ISOLADA como o modelo mais adequado ao contexto brasileiro, tanto pela aderência às políticas públicas habitacionais quanto pela aplicabilidade prática (CAIXA, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5</strong> <strong>Elaboração do manual orientativo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, foi elaborado um manual orientativo simplificado, fundamentado principalmente no Guia Selo Casa Azul + CAIXA (2024), complementado por critérios relevantes dos sistemas LEED, AQUA-HQE e EDGE. O manual foi estruturado como ferramenta prática, contendo os critérios obrigatórios e opcionais e ação para elevar a pontuação nos requisitos obrigatórios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo final foi transformar dados técnicos complexos em material acessível e aplicável ao público-alvo, especialmente proprietários, engenheiros, projetistas e construtores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos a partir da análise comparativa permitiram identificar diferenças significativas entre os quatro sistemas de certificação sustentável estudados, tanto em sua estrutura metodológica quanto na aplicabilidade ao contexto brasileiro para edificação residencial unifamiliar. A análise foi conduzida a partir dos eixos de avaliação definidos na metodologia, critérios, níveis de certificação, requisitos documentais, aplicabilidade e exemplos de uso e sintetizada nas tabelas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1</strong> <strong>Estado da Arte dos Sistemas de Certificações Sustentáveis&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.1</strong> <strong>Instituições Bancárias&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte da investigação proposta neste estudo, foi realizada uma análise exploratória nas plataformas de três instituições bancárias que disponibilizam linhas de crédito voltadas para construções sustentáveis. O propósito central dessa etapa consistiu em identificar quais dessas linhas eram efetivamente ofertadas para edificações residenciais unifamiliares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação demonstrou que, embora os três bancos pesquisados possuam políticas voltadas à promoção da sustentabilidade, apenas parte dessas linhas contempla de forma direta o financiamento para edificações residenciais unifamiliares. Assim, esta análise permitiu identificar qual instituição apresenta a oferta mais compatível e acessível para esse tipo de empreendimento, bem como sua convergência com os parâmetros das certificações ambientais estudadas, Selo Casa Azul + CAIXA, o LEED, o AQUA-HQE e o EDGE. Esses achados subsidiaram a seleção do modelo mais apropriado para fundamentar o manual simplificado desenvolvido neste trabalho, contribuindo para democratizar o acesso à construção sustentável no segmento residencial, conforme Tabela 2.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2</strong> &#8211; Bancos que possuem linhas de incentivo</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="335" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2451.png" alt="" class="wp-image-253704" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2451.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2451-300x165.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do Selo Casa Azul + CAIXA como referência central deve-se ao fato de ser o único entre os programas analisados que oferece benefícios diretos à pessoa física, incluindo a possibilidade de certificação e acesso ao crédito sustentável para unidades habitacionais unifamiliares. Diferentemente da CAIXA, os programas verdes do Itaú e do Santander destinam-se exclusivamente a construtoras e incorporadoras, vinculando seus incentivos às modalidades corporativas como o Plano Empresário Verde (PEV) e o Financiamento Verde, que não se estendem ao cidadão que constrói ou financia a própria moradia. Assim, enquanto Itaú e Santander exigem que o empreendimento esteja inserido em programas específicos de grandes incorporadores para oferecer condições diferenciadas, o modelo da CAIXA apresenta maior alcance social e aplicabilidade prática, atendendo tanto empreendimentos coletivos quanto iniciativas individuais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2</strong> <strong>Modelos de Certificação Verde&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 3 apresenta a síntese geral dos sistemas de certificação sustentável, destacando seus principais critérios de avaliação e respectivas categorias. Observa-se que todos os sistemas analisam as dimensões ambiental, social e econômica, embora com pesos e abordagens distintas. O Selo Casa Azul + CAIXA valoriza aspectos sociais e urbanísticos, o LEED prioriza a eficiência energética e o desempenho ambiental, o AQUA-HQE enfatiza a qualidade do processo construtivo, e o EDGE foca na eficiência de recursos e na simplificação da certificação.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3</strong> &#8211; Sistema de Certificação e Selo de Sustentabilidade</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="636" height="49" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2452.png" alt="" class="wp-image-253706" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2452.png 636w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2452-300x23.png 300w" sizes="(max-width: 636px) 100vw, 636px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="641" height="611" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2453.png" alt="" class="wp-image-253707" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2453.png 641w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2453-300x286.png 300w" sizes="(max-width: 641px) 100vw, 641px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.3</strong> <strong>Requisitos e Níveis dos Modelos de Certificação Verde&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa estrutura comparativa, percebe-se que os modelos LEED e AQUA-HQE apresentam maior complexidade técnica e custos mais elevados, sendo mais indicados para empreendimentos corporativos, institucionais ou de grande porte. Já os sistemas Selo Casa Azul + CAIXA e EDGE destacam-se pela praticidade e viabilidade econômica, o que os torna mais acessíveis para o setor habitacional e para programas de interesse social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 4 apresenta os níveis de certificação e requisitos gerais de cada sistema, evidenciando as diferenças quanto à forma de avaliação e pontuação. Nota-se que o Selo Casa Azul + CAIXA possui quatro níveis de desempenho, similares à hierarquia do LEED, porém com critérios adaptados à realidade brasileira. O AQUA-HQE trabalha com faixas de desempenho qualitativo e o EDGE utiliza métricas percentuais de economia de recursos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que os sistemas internacionais (LEED, AQUA-HQE e EDGE) têm critérios amplamente reconhecidos e padronizados globalmente, mas exigem maior nível de detalhamento técnico e recursos financeiros para obtenção da certificação. Já o Selo Casa Azul + CAIXA diferencia-se por sua aplicabilidade direta em empreendimentos financiados pela instituição, baixo custo de adesão e enfoque social, atributos que favorecem sua utilização em programas de habitação popular e empreendimentos de médio porte.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4</strong> – Requisitos dos Modelos de Selo Verde</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="561" height="401" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2454.png" alt="" class="wp-image-253709" style="width:558px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2454.png 561w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2454-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 561px) 100vw, 561px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="561" height="808" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2455.png" alt="" class="wp-image-253711" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2455.png 561w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2455-208x300.png 208w" sizes="(max-width: 561px) 100vw, 561px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2</strong> <strong>Vantagens e Desvantagens entre os modelos de Selos Verdes&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 5 apresenta uma síntese das vantagens, desvantagens e aplicabilidade dos sistemas de certificação, a partir da análise interpretativa dos critérios observados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas análises apresentadas, constata-se que o Selo Casa Azul + CAIXA é o sistema que apresenta maior compatibilidade com a realidade brasileira, por reunir critérios técnicos, sociais e ambientais aplicáveis a empreendimentos habitacionais e urbanos. Além disso, sua integração aos programas de financiamento da CAIXA permite acesso ampliado à certificação, promovendo a disseminação de práticas construtivas sustentáveis em larga escala.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação também evidencia que o LEED e o AQUA-HQE são modelos robustos e reconhecidos internacionalmente, indicados para projetos que buscam alto desempenho ambiental e certificação global, enquanto o EDGE apresenta-se como uma alternativa intermediária, unindo eficiência técnica e custo reduzido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, os resultados demonstram que, embora todos os sistemas contribuam para o avanço da sustentabilidade na construção civil, o Selo Casa Azul + CAIXA destaca-se como a opção mais viável e estratégica para o contexto habitacional brasileiro, por ser o único voltado para edificação residencial unifamiliar, servindo de base sólida para a elaboração do manual orientativo simplificado, que será apresentado como produto técnico derivado desta pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 5</strong> &#8211; Vantagens e Desvantagens</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="607" height="385" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2456.png" alt="" class="wp-image-253712" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2456.png 607w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2456-300x190.png 300w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3</strong> <strong>Manual simplificado&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado deste artigo científico, foi elaborado um Manual Simplificado de Sustentabilidade para Edificação Residencial Unifamiliar, estruturado em formato de planilha e baseado no Guia Selo Casa Azul + CAIXA – Unidade Isolada (CAIXA, 2024). A proposta foi transformar as diretrizes do programa em um instrumento visual, objetivo e de fácil consulta, permitindo compreender de forma imediata as exigências aplicáveis à edificação unifamiliar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planilha organiza os critérios (Quadro 1) do Selo Casa Azul em dois grupos centrais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Critérios Obrigatórios – requisitos essenciais para enquadramento da edificação na certificação, distribuídos pelas categorias do programa (gestão eficiente da água, eficiência energética, materiais, conforto e desempenho ambiental).&nbsp;</li>



<li>Critérios Opcionais – itens adicionais que ampliam o nível de sustentabilidade, pontuam na certificação e permitem elevar a classificação final da unidade habitacional, sem serem exigidos como condição mínima.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Cada critério foi disposto de maneira comparativa e visual, permitindo identificar rapidamente o que deve ser atendido obrigatoriamente e quais ações podem ser incorporadas para ganhos adicionais de pontuação, sempre alinhadas à realidade técnica e econômica da construção residencial unifamiliar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;<strong>Quadro 1</strong> &#8211; Resumo de critérios, pontuação e classificação.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="594" height="230" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2457.png" alt="" class="wp-image-253715" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2457.png 594w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2457-300x116.png 300w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: https://www.caixa.gov.br (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O manual (Quadro 2) não apresenta etapas ou instruções de execução, mas sim uma visualização clara, organizada e comparável das exigências da CAIXA, oferecendo um recurso prático para projetistas, construtores e proprietários compreenderem e aplicarem os requisitos da certificação de forma coerente e acessível.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro<em> 2 </em></strong><em>&#8211; </em>Manual simplificado para obtenção do selo verde: obra unifamiliar</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="5"><strong>MANUAL SIMPLIFICADO</strong>&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Itens de atenção&nbsp;</strong></td><td><strong>Obra&nbsp;</strong></td><td><strong>Exemplo de materiais&nbsp;</strong></td><td><strong>Obrigatórios&nbsp;</strong></td><td><strong>Critérios opcionais&nbsp;</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar critérios obrigatórios.&nbsp;</td><td>Aço e madeira certificados&nbsp;</td><td>Tintas com baixo VOC.&nbsp;</td><td>1) PROJETO &#8211;&nbsp;IMPLANTAÇÃO E&nbsp;ORIENTAÇÃO AO SOL (1 a&nbsp;2 pontos):&nbsp;&nbsp;* Atendimento da orientação ao Sol&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br><br>2) VENTILAÇÃO E&nbsp;ILUMINAÇÃO NATURAL&nbsp;(1 a 2 pontos)&nbsp;&nbsp;* Os ambientes da unidade habitacional devem apresentar ventilação e iluminação natural, com aberturas de, no mínimo, 1/8 da área do&nbsp;cômodo para ventilação e 1/6&nbsp;da área do 2) VENTILAÇÃO&nbsp;E ILUMINAÇÃO NATURAL&nbsp;cômodo para iluminação.&nbsp;Banheiros e lavabos podem apresentar ventilação mecânica, sendo obrigatório ao menos um banheiro com ventilação e iluminação natural.&nbsp;ara a obtenção do Selo Ouro é necessário que todos os&nbsp;banheiros possuam ventilação e iluminação natural.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br><br>3) <strong>PROJETO:</strong> ÁREAS&nbsp;PERMEÁVEIS (1 ponto)&nbsp;* Áreas permeáveis no percentual de 20% da área do terreno.&nbsp;Obs 1: Quando a proposta optar pela complementação, ficará restrita aos níveis Bronze e Prata, não sendo possível o atingimento do nível Ouro de certificação.&nbsp;Obs 2: Para a comprovação de atendimento deste critério devem ser apresentados os projetos arquitetônico e de implantação, com a indicação das áreas permeáveis, com ART/RRT correspondente.&nbsp;<br><br>4) <strong>OBRA</strong> &#8211; GESTÃO DE&nbsp;RESÍDUOS DE&nbsp;CONSTRUÇÃO E&nbsp;DEMOLIÇÃO ( 1 a 2 pontos)&nbsp;* O indicador deste critério é a correta destinação dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD).&nbsp;<br><br>5) DISPOSITIVOS&nbsp;ECONOMIZADORES DE&nbsp;ÁGUA (1 ponto)&nbsp;O indicador deste critério é o emprego em todas as instalações sanitárias e cozinhas de:&nbsp;bacia sanitária com sistema de descarga de duplo acionamento;&nbsp;torneiras com arejado-res nos lavatórios e pias.&nbsp;&nbsp;Obs: Devem ser indicados no memorial descritivo os dispositivos economizadores a serem instalados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;6) DISPOSITOVOS&nbsp;ECONOMIZADORES DE&nbsp;ENERGIA (1 ponto)&nbsp;&nbsp; • O indicador deste&nbsp;critério é a existência de sensores de presença, fotoelétricos&nbsp;ou outros e de lâmpadas eficientes.&nbsp;• As lâmpadas eficientes devem ter no mínimo, Selo Procel ou Etiqueta com Nível de Eficiência A do Programa Brasileiro de Etiquetagem &#8211;&nbsp;PBE do INMETRO.&nbsp;&nbsp;Obs: Devem ser indicados no memorial descritivo os dispositivos economizadores a serem instalados e declarado o uso de lâmpadas eficientes.&nbsp;</td><td>Projeto orientação solar (1 a 2 pontos):&nbsp; *Apresentação de&nbsp;&nbsp;laudos de desempenho térmico, conforme a NBR15575&nbsp;&nbsp;VENTILAÇÃO&nbsp;E ILUMINAÇÃO NATURAL (1 a 2&nbsp; pontos)&nbsp;* Quando todos os banheiros da unidade possuírem iluminação e ventilação&nbsp;natural será atribuído 1 ponto adicional, totalizando os 2 pontos possíveis para o critério.&nbsp;Obs: Para comprovação de atendimento deste critério devem ser apresentados o&nbsp;projeto arquitetônico com indicação de norte e direção dos ventos dominantes e&nbsp;quadro de detalhamento das esquadrias (tamanho, tipo, altura do peitoril),&nbsp;com ART/RRT correspondente.&nbsp;&#8212;&#8212;&#8212;-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;4) <strong>OBRA</strong> &#8211; GESTÃO DE&nbsp;RESÍDUOS DE&nbsp;CONSTRUÇÃO E&nbsp;DEMOLIÇÃO (1 a&nbsp;2 pontos)&nbsp;* Será atribuída pontuação adicional quando houver a separação, na&nbsp;própria obra, do RCD em classes (A, B, C e D), totalizando os 2 pontos&nbsp;possíveis. Tal&nbsp;separação será comprovada&nbsp;<br>durante as vistorias&nbsp;(Resolução&nbsp;CONAMA&nbsp;307/2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente)&nbsp;&#8212;&#8212;&#8212;-</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Selecionar critérios opcionais para atingir a pontuação desejada&nbsp;&nbsp;</td><td>Vasos sanitários de duplo fluxo.&nbsp;</td><td>Lâmpadas LED.&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</td></tr><tr><td>Planejar materiais e soluções sustentáveis&nbsp;</td><td>Gestão de resíduos com caçamba identificada.&nbsp;</td><td>Sistemas economizadores de água.&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Implementar durante a obra&nbsp;&nbsp;</td><td>Iluminação natural adequada.&nbsp;</td><td>Torneiras e bacias economizadoras&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Registrar evidências com fotos e documentos&nbsp;</td><td>Caçamba&nbsp;sinalizada para resíduos&nbsp;</td><td>Componentes pré-fabricados&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Organizar evidências e documentação&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Submeter para avaliação da Caixa&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras (2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa permitiu analisar comparativamente os principais sistemas de certificação sustentável aplicáveis à construção civil brasileira. Selo Casa Azul + CAIXA, LEED, AQUA-HQE e EDGE, evidenciando suas convergências, divergências e níveis de adequação ao contexto nacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos comprovam que o Selo Casa Azul + CAIXA é o sistema mais compatível com a realidade da construção civil no Brasil, por ter sido desenvolvido com base em critérios técnicos, sociais e econômicos alinhados às condições locais e às políticas públicas habitacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo demonstrou que, embora os sistemas LEED e AQUA-HQE apresentem elevado reconhecimento internacional e rigor metodológico, suas exigências técnicas e custos de certificação limitam o acesso de construtoras de pequeno e médio porte. Já o EDGE se destaca pela simplicidade e aplicabilidade global, porém restringe-se à análise de eficiência de recursos, sem contemplar de forma abrangente os aspectos sociais e urbanísticos. Nesse cenário, o Selo Casa Azul + CAIXA se mostrou mais viável, equilibrando critérios ambientais, sociais e econômicos, além de oferecer interface direta com programas de financiamento e habitação de interesse social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da análise comparativa, foi possível desenvolver a base metodológica para a elaboração de um manual orientativo simplificado, que visa tornar o processo de certificação mais acessível a pessoas físicas e jurídicas que constroem, incentivando a adoção de práticas sustentáveis em obras residenciais e comerciais. Esse manual, derivado do presente estudo, representa uma contribuição prática e aplicável à engenharia civil brasileira, promovendo a difusão de tecnologias limpas e a redução dos impactos ambientais no setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, que o Selo Casa Azul + CAIXA representa o modelo mais estratégico e aplicável ao contexto brasileiro, tanto por sua natureza pública e inclusiva quanto pela possibilidade de adaptação para uso simplificado. Assim, o presente trabalho contribui para o fortalecimento da cultura da sustentabilidade na engenharia civil, oferecendo uma ferramenta técnica e acessível para promover edificações mais eficientes, responsáveis e alinhadas ao desenvolvimento sustentável do país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sugestões para trabalhos futuros, recomenda-se:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A aplicação prática do manual proposto em estudos de caso reais, avaliando seu impacto técnico e econômico em diferentes tipologias de obra;&nbsp;</li>



<li>A integração de ferramentas de modelagem BIM e de cálculo de pegada de carbono às diretrizes do manual, para ampliar o controle e o monitoramento dos indicadores de sustentabilidade;&nbsp;</li>



<li>E o aperfeiçoamento contínuo do modelo de certificação nacional, de modo a incluir métricas de desempenho energético, social e ambiental compatíveis com as metas da Agenda 2030 e com os critérios ESG da engenharia contemporânea.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. <strong>Guia de Construção Sustentável</strong>. Brasília: CAIXA, 2023. Disponível em: <a href="https://www.caixa.gov.br/">https://www.caixa.gov.br.</a> Acesso em: 31 de outubro 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. <strong>Guia Selo Casa Azul + CAIXA: Unidade Isolada</strong>.&nbsp;Brasília, 2024. Disponível em: <a href="https://www.caixa.gov.br/Downloads/habitacao-documentos-gerais/Guia-Selo-Casa-Azul-CAIXA-Unidade-Isolada.pdf?utm_source=chatgpt.com">https://www.caixa.gov.br/Downloads/habitacao-documentosgerais/Guia-Selo-Casa-Azul-CAIXA-Unidade-Isolada.pdf.</a> Acessado em: 14 de março 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO BRASILEIRO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL (CBCS). <strong>Panorama da&nbsp;Construção Sustentável no Brasil – Relatório 2023</strong>. São Paulo: CBCS, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CENTRO DE TECNOLOGIA DE EDIFICAÇÕES (CTE). <strong>Sustentabilidade na Construção&nbsp;Civil: conceitos e tendências.</strong> Disponível em:&nbsp;<a href="https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/sustentabilidade-na-construcao-civil-conceitos-e-tendencias/?utm_source=chatgpt.com">https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/sustentabilidade-na-construcao-civil-conceitos-etendencias/.</a> Acessado em: 13 nov. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EXAME. <strong>Construção civil sustentável: como estamos em relação ao resto do mundo</strong>. Revista Exame, 29 jun. 2022. Disponível em: <a href="https://exame.com/bussola/construcao-civil-sustentavel-como-estamos-em-relacao-ao-resto-do-mundo/?utm_source=chatgpt.com">https://exame.com/bussola/construcao-civilsustentavel-como-estamos-em-relacao-ao-resto-do-mundo/.</a> Acessado em: 13 de novembro de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). <strong>Climate Change 2021: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change.</strong> Cambridge: Cambridge University Press, 2021. Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6-wg3/. Acessado em: 31 de outubro de 2025.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IPCC – INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE. <strong>Climate Change 2022: Mitigation of Climate Change. Contribution of Working Group III to the Sixth Assessment Report. Chapter 9: Buildings</strong><em>.</em> Geneva: IPCC, 2022. Disponível em: <a href="https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg3/chapter/chapter-9/?utm_source=chatgpt.com">https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg3/chapter/chapter-9/.</a> Acessado em: 12 novembro de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ITAÚ Unibanco. <strong>Itaú BBA lança produto para mercado de construção sustentável</strong>. São Paulo: Itaú Unibanco, 10 jun. 2021. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/noticias/itau-bba-lanca-produto-para-mercado-de-construcao-%20sustentavel/?utm_source=chatgpt.com">&nbsp;https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/noticias/itau-bba-lanca-produto-para-mercado-de-construcao- sustentavel/?utm_source=chatgpt.com.</a> Acessado em: 13 de novembro de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL. <strong>Construções sustentáveis já reduzem consumo de água pela metade, diz CEO do Green Building Council.</strong> Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.gbcbrasil.org.br/midia/construcoes-sustentaveis-ja-reduzem-consumo-de-agua-pela-metade-diz-ceo-do-green-building-council/">https://www.gbcbrasil.org.br/midia/construcoes-sustentaveis-ja-reduzem-consumo-de-aguapela-metade-diz-ceo-do-green-building-council/.</a> Acessado em: 13 nov. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALES, Einaldo Eduardo da Silva; SALES, Reginaldo da Silva; SOUSA, Bianca Anacleto Araújo de. <strong>Qualidade e sustentabilidade na construção civil</strong>. Guarujá, SP: Editora Científica Digital LTDA, 2021. Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUZUKI, Rosimeire Midori; LIMA, Rosa. <strong>Construções Sustentáveis</strong>. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. Disponível em: <a href="https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201801/INTERATIVAS_2_0/CONSTRUCOES_SUSTENTAVEIS/U1/LIVRO_UNICO.pdf">https://cm-klscontent.s3.amazonaws.com/201801/INTERATIVAS_2_0/CONSTRUCOES_SUSTENTAVE IS/U1/LIVRO_UNICO.pdf.</a> Acessado em: 13 de novembro 2025.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus –&nbsp;CEULM/ULBRA. e-mail: erineetv@hotmail.com<br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus –&nbsp;CEULM/ULBRA. Mestre em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA/UFCG). e-mail: raquel.reis@ulbra.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS: REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE PERSPECTIVAS E PRÁTICAS UTILIZADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/construcoes-sustentaveis-revisao-integrativa-sobre-perspectivas-e-praticas-utilizadas-na-construcao-civil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 13:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=251549</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511201020 Carlos Eduardo da Silva Lima1Orientador: Ms. Sandy Rebelo Bandeira2 Resumo&#160; A construção civil é amplamente reconhecida como uma das atividades que mais consomem recursos naturais e geram impactos ambientais significativos. Por isso, torna-se cada vez mais urgente incorporar práticas sustentáveis em seus processos. Neste contexto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511201020</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Carlos Eduardo da Silva Lima<sup>1</sup><br>Orientador: Ms. Sandy Rebelo Bandeira<sup>2</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil é amplamente reconhecida como uma das atividades que mais consomem recursos naturais e geram impactos ambientais significativos. Por isso, torna-se cada vez mais urgente incorporar práticas sustentáveis em seus processos. Neste contexto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de identificar as principais estratégias sustentáveis adotadas no setor e analisar as perspectivas mais recentes sobre sua efetividade nos âmbitos ambiental, econômico e social. Os estudos revisados apontam que ações como o reaproveitamento de materiais, a adoção de certificações ambientais e o uso de tecnologias construtivas mais sustentáveis trazem benefícios concretos para o setor. No entanto, ainda há obstáculos importantes para a disseminação dessas práticas — como os altos custos iniciais, a falta de capacitação técnica adequada e a baixa conscientização da sociedade sobre suas vantagens.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Construções sustentáveis; Engenharia civil; Sustentabilidade ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">The construction industry is widely recognized as one of the activities that consumes the most natural resources and generates significant environmental impacts. Therefore, incorporating sustainable practices into its processes is becoming increasingly urgent. In this context, an integrative literature review was conducted to identify the main sustainable strategies adopted in the sector and analyze the most recent perspectives on their effectiveness in environmental, economic, and social terms. The reviewed studies indicate that actions such as the reuse of materials, the adoption of environmental certifications, and the use of more sustainable construction technologies bring concrete benefits to the sector. However, there are still significant obstacles to the dissemination of these practices—such as high initial costs, lack of adequate technical training, and low public awareness of their advantages..&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Sustainable constructions; Civil engineering; Environmental sustainability.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong><strong> </strong><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Construção Civil tem gerado impactos ambientais que podem ser mitigados e resolvidos. Por isso, é preciso buscar uma relação harmônica com o meio ambiente, uma vez que é necessário um equilíbrio ambiental para que haja um desenvolvimento que beneficie a sociedade, sem que ocorra esgotamento dos recursos naturais. A utilização de materiais sustentáveis nas construções e a aplicação dos princípios de sustentabilidade têm alternativas demonstradas para o desenvolvimento sustentável da Construção Civil (FARIAS, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto um dos principais setores econômicos do Brasil, a construção civil é também uma fonte relevante de impactos ambientais, sobretudo pela elevada geração de resíduos nas fases de execução das obras. A gestão inadequada desses resíduos acarreta poluição do solo, da água e do ar, além de comprometer a qualidade ambiental urbana. A expansão acelerada das cidades e o aumento da demanda por infraestrutura ampliam a complexidade dos impactos relacionados à construção civil (GIRÃO, 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescente interesse e conscientização da questão da sustentabilidade despertaram a motivação para o estudo em um setor que tem sido apontado como de grande relevância para a transformação do meio ambiente: a construção civil. A potencialização desse interesse ensejou uma nova situação, caracterizada por diversas qualificações denominadas &#8220;construção verde&#8221; ou &#8220;construção sustentável&#8221;. O conjunto de práticas e procedimentos preconizados na construção sustentável, certificada ou não, introduziu uma nova realidade no setor da construção civil para fins comerciais (GARÉ, 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa transição para a sustentabilidade é um desafio imenso, mas também uma oportunidade única. É a chance de transformar o setor da construção civil, torná-lo um motor de desenvolvimento sustentável. O que parece ser um custo agora pode se transformar em uma economia a longo prazo. Não se trata apenas de salvar o planeta, mas de criar uma indústria mais eficiente, inovadora e economicamente viável (FOGAÇA, 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o estudo justifica-se, pois a Construção Civil tem gerado impactos ambientais que podem ser mitigados e resolvidos. Por isso, é preciso buscar uma relação harmônica com o meio ambiente, uma vez que é necessário um equilíbrio ambiental para que haja um desenvolvimento que beneficie a sociedade, sem que ocorra esgotamento dos recursos naturais. A utilização de materiais sustentáveis nas construções e a aplicação dos princípios de sustentabilidade têm alternativas demonstradas para o desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o estudo tem como objetivo analisar as perspectivas sobre práticas sustentáveis utilizadas na construção civil, identificando alternativas e estratégias que promovam a redução dos impactos ambientais e favoreçam a conservação dos recursos naturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong><strong> </strong><strong>REFERENCIAL TEÓRICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 CONCEITOS E FUNDAMENTOS DAS CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Construção Civil e a sustentabilidade estão integradas, desde a década de 1970, em diversos países com o objetivo de desenvolver obras sustentáveis que contribuam com a preservação do meio ambiente. Neste novo contexto da Engenharia Civil, estão sendo adotados métodos e técnicas voltadas para a utilização de materiais cujos padrões garantam a sustentabilidade do planeta (CONCEIÇÃO, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve ser concebida pensando no futuro, pois, além de minimizar os impactos ambientais, deve ser financeiramente viável, promover o desenvolvimento social, oferecer condições de conforto e usabilidade aos ambientes projetados, além de respeitar a cultura local. Nas obras públicas, há esforços para a obtenção dessas construções, capazes de proporcionar benefícios como conforto ambiental, funcionalidade, satisfação e qualidade de vida, com menor impacto ambiental e custo reduzido, nem que seja a longo prazo (MONTEIRO, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade na construção civil tem ganhado protagonismo nas últimas décadas como resposta à necessidade de reduzir impactos ambientais. As práticas sustentáveis vêm sendo incorporadas ao ciclo de vida das edificações, desde a escolha dos materiais até a destinação dos resíduos. Segundo dos Santos (2020), empresas do setor começaram a adotar tecnologias mais limpas e gestão ambiental integrada. A discussão sobre sustentabilidade também abrange questões sociais e econômicas. Com isso, a construção civil se reposiciona como agente de mudança ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como de Almeida et al. (2022) destacam a evolução das técnicas sustentáveis a partir de pesquisas internacionais e normativas ambientais. A sustentabilidade é vista não só como tendência, mas como necessidade global. Isso inclui a busca por materiais regionais, reaproveitamento de insumos e eficiência energética. Da Silva Junior et al. (2022) apontam que essas estratégias colaboram para o uso racional dos recursos naturais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção sustentável passa a ser um paradigma fundamental no planejamento urbano. Roque e Pierri (2019) reforçam a importância do uso inteligente de recursos naturais como eixo estruturante da sustentabilidade. Isso inclui práticas como captação de água da chuva, telhados verdes e materiais de baixo carbono. A sustentabilidade não se limita ao canteiro de obras, mas envolve também o comportamento do consumidor e o ciclo de uso do imóvel. Esses autores indicam que a integração entre inovação e meio ambiente é estratégica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a sustentabilidade se incorpora como valor de mercado. A discussão também abrange a legislação e as políticas públicas voltadas à construção verde. Ramos (2021) analisa a aplicação de soluções sustentáveis em coberturas verdes como estratégia contra incêndios e calor urbano. Tais iniciativas dialogam com o planejamento de cidades resilientes. A integração entre arquitetura, engenharia e meio ambiente é cada vez mais evidente. A sustentabilidade, portanto, assume caráter multidimensional. Junior (2021) destaca a adoção de recursos renováveis como alternativa viável na construção civil. Tais práticas vêm sendo impulsionadas por incentivos fiscais e exigências de certificação. O emprego de fontes sustentáveis reduz custos operacionais e melhora o desempenho ambiental dos empreendimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade ambiental passa a ser parte da estratégia empresarial. Isso reforça a mudança de paradigma no setor. Segundo Guidi (2025), a adoção de técnicas construtivas tradicionais como a taipa de pilão pode ser atualizada com soluções modernas para atender aos princípios da sustentabilidade. A valorização de métodos vernaculares e insumos locais reduz impactos ambientais e custos logísticos. Além disso, estimula o desenvolvimento regional e a preservação cultural. A taipa de pilão é exemplo de solução ecoeficiente e adaptada ao clima tropical. Essa abordagem resgata saberes ancestrais com foco no futuro. A literatura mostra que a sustentabilidade na construção civil depende de mudanças estruturais na forma de projetar, construir e utilizar os espaços. Para dos Santos (2020), empresas que investem em gestão sustentável têm ganhos de imagem, economia e eficiência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de tecnologias verdes eleva a competitividade e a conformidade regulatória. Isso inclui ferramentas como BIM, simulação térmica e modelagem de ciclo de vida. Tais mudanças demandam capacitação constante. De acordo com Masuero (2021), um dos grandes desafios é compatibilizar o crescimento da construção civil com a sustentabilidade ambiental. Isso requer planejamento urbano inteligente, legislação eficaz e fiscalização adequada. O crescimento desordenado e a ocupação irregular comprometem os objetivos sustentáveis. A construção precisa alinhar seus objetivos à Agenda 2030 da ONU. Assim, a responsabilidade ambiental se torna parte do desenvolvimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>PATENTES VERDES</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patentes verdes desempenham um papel crucial na promoção da sustentabilidade, protegendo inovações que contribuem para a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas. Esses tipos de patentes abrangem tecnologias voltadas para a energia limpa, a gestão eficiente de recursos naturais, a redução de emissões de poluentes, entre outras áreas que visam a sustentabilidade. A concessão de patentes verdes não só protege os direitos dos inventores, mas também estimula o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias ambientalmente amigáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de patentes verdes é amplamente apoiado por organizações internacionais, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, 2024), que reconhece a importância dessas patentes no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A WIPO tem promovido iniciativas para facilitar o acesso a tecnologias verdes, através de programas como o WIPO GREEN, que conecta inventores com potenciais licenciados, investidores e parceiros comerciais, acelerando a transferência de tecnologia e a inovação sustentável (WIPO, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) implementou o Programa de Patentes Verdes, que visa acelerar o exame de pedidos de patentes que tratam de tecnologias voltadas para o meio ambiente. Esse programa tem como objetivo estimular a inovação no campo da sustentabilidade, permitindo que novas tecnologias cheguem ao mercado mais rapidamente e contribuam para a redução dos impactos ambientais no país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O INPI (2024) destaca que as patentes verdes são um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, pois incentivam o investimento em pesquisas e o desenvolvimento de soluções tecnológicas que podem mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O artigo 2º da Resolução 283/2012/INPI define &#8220;Patentes Verdes&#8221; como os pedidos de patentes com foco em tecnologias ambientalmente amigáveis ou ditas tecnologias verdes, que estão no inventário publicado pela OMPI.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O inventário publicado pelo INPI, na Resolução 283/2012/INPI, comporta cinco grandes áreas classificadas como tecnologias verdes: (a) Energias alternativas; (b) Transportes; (c) Conservação de energia; (d) Gerenciamento de resíduos; (e) Agricultura (INPI, 2024). A Portaria n. 247/2020 do INPI disciplina o trâmite prioritário de processos de patentes no seu âmbito, entre elas, da Tecnologia Verde, conforme previsto no capítulo VII, artigo 11. A modalidade &#8220;Tecnologia Verde&#8221; adequa-se ao processo de patente cujo objeto é considerado uma tecnologia verde. Essa celeridade da decisão no trâmite prioritário viabiliza a identificação de tecnologias que podem ser benéficas ao desenvolvimento sustentável e, de certo modo, também estimular as pessoas a desenvolverem novas tecnologias (SILVA, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais iniciativas deixam claro a importância de um sistema de patentes forte para incentivar o investimento em inovação e facilitar o licenciamento das tecnologias, bem como a gestão do projeto das patentes verdes. Um sistema de propriedade intelectual forte é decisivo para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias em prol do meio ambiente e a expansão da economia sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 TECNOLOGIAS VERDES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias verdes são inovações projetadas para minimizar os impactos ambientais, promover o uso eficiente de recursos naturais e melhorar a sustentabilidade em diversos setores, incluindo a construção civil. Essas tecnologias incluem desde materiais de construção ecoeficientes e sistemas de energia renovável até métodos de construção sustentável que reduzem o consumo de água e energia. De acordo com BRAGA (2019), as tecnologias verdes desempenham um papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono, permitindo que as empresas não só cumpram as regulamentações ambientais, mas também obtenham vantagens competitivas ao adotar práticas mais sustentáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de tecnologias verdes pode levar a uma redução significativa dos custos operacionais e ao fortalecimento da imagem corporativa, além de contribuir para a conservação do meio ambiente e para a sustentabilidade a longo prazo. As inovações tecnológicas a favor do meio ambiente contribuem diretamente para o desenvolvimento sustentável, o qual pode ser projetado por meio do tratamento dos resíduos gerados nos processos produtivos, da redução dos níveis de emissão de poluentes e no aumento da eficiência durante a produção de novos produtos, uma vez que são utilizados recursos naturais em larga escala que podem alterar o equilíbrio dos ecossistemas (MORAIS, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Abordagem do Estudo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), com abordagem qualitativa, cujo objetivo é sintetizar evidências científicas sobre as práticas e perspectivas adotadas na construção civil voltadas à sustentabilidade, de forma sistemática e organizada. Esse tipo de estudo permite reunir, analisar e integrar resultados de pesquisas anteriores, possibilitando uma compreensão abrangente sobre as estratégias sustentáveis aplicadas no setor (MENDES, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Tipo de Pesquisa</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão integrativa foi conduzida de acordo com as seis etapas metodológicas propostas por Mendes (2017, p. 1044), as quais compreendem:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Elaboração da questão norteadora;&nbsp;</li>



<li>Definição dos critérios de inclusão e exclusão;&nbsp;</li>



<li>Categorização dos estudos selecionados;&nbsp;</li>



<li>Avaliação dos estudos incluídos;&nbsp;</li>



<li>Interpretação dos resultados;&nbsp;</li>



<li>Apresentação da síntese do conhecimento.&nbsp;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Esse percurso metodológico garante rigor científico e transparência no processo de seleção e análise dos estudos incluídos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Definição da Questão Norteadora e Objetivo da Pesquisa</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira etapa, foi definida a seguinte questão norteadora:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais práticas sustentáveis têm sido implementadas na construção civil e quais perspectivas são apontadas pela literatura recente quanto à sua efetividade ambiental, econômica e social?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram definidos os objetivos da pesquisa, bem como os descritores e palavras-chave que nortearam a estratégia de busca nas bases de dados, conforme o Quadro 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 – Estratégia de busca conforme as bases de dados (2016–2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Base&nbsp;</strong></td><td><strong>Chave de Busca&nbsp;</strong></td></tr><tr><td><strong>SCOPUS&nbsp;</strong></td><td>(&#8220;Sustainable Construction&#8221; OR &#8220;Green Building&#8221; OR &#8220;Sustainable Building&nbsp;Practices&#8221;) AND (&#8220;Civil Construction&#8221; OR &#8220;Construction Industry&#8221; OR&nbsp;&#8220;Building Sector&#8221;) AND (&#8220;Environmental Management&#8221; OR &#8220;Sustainability&nbsp;Assessment&#8221; OR &#8220;Eco-efficiency&#8221;) AND (&#8220;Energy Efficiency&#8221; OR &#8220;Waste&nbsp;Management&#8221; OR &#8220;Sustainable Materials&#8221;) AND (&#8220;Sustainable Development&nbsp;Goals&#8221; OR &#8220;Environmental Impact&#8221; OR &#8220;Life Cycle Assessment&#8221;)&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>SCIELO&nbsp;</strong></td><td>(&#8220;Construção Sustentável&#8221; OR &#8220;Edificação Sustentável&#8221; OR &#8220;Práticas&nbsp;Sustentáveis na Construção&#8221;) AND (&#8220;Construção Civil&#8221; OR &#8220;Setor da&nbsp;Construção&#8221; OR &#8220;Engenharia Civil Sustentável&#8221;) AND (&#8220;Gestão Ambiental&#8221;&nbsp;OR &#8220;Eficiência Energética&#8221; OR &#8220;Materiais Sustentáveis&#8221;) AND (&#8220;Sustentabilidade&#8221; OR &#8220;Avaliação Ambiental&#8221; OR &#8220;Desenvolvimento Sustentável&#8221;).&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Critérios de Inclusão e Exclusão</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda etapa, foram estabelecidos os seguintes critérios de seleção dos estudos:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de inclusão:</strong>&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Artigos originais disponíveis on-line, com texto completo; </li>



<li>Estudos que abordam práticas sustentáveis na construção civil<strong>; </strong></li>



<li>Publicações que contenham os descritores e/ou palavras-chave no título, resumo, assunto ou descritor; </li>



<li>Artigos publicados em português, inglês ou espanhol<strong>; </strong></li>



<li>Período de 2016 a 2025, priorizando pesquisas recentes. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de exclusão:</strong>&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Editoriais, cartas, artigos de opinião, comentários e ensaios; </li>



<li>Revisões de literatura, relatos de experiência e documentos oficiais; </li>



<li>Teses, dissertações, livros e relatórios técnicos não revisados por pares; </li>



<li>Estudos duplicados; </li>



<li>Pesquisas fora do escopo temático definido. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Geração de Dados e Estratégia de Busca</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terceira etapa, foi realizado o levantamento da literatura nas bases de dados Scopus<strong> </strong>e<strong> </strong>SciELO, disponíveis no Portal de Periódicos CAPES, abrangendo o período de janeiro de 2016 a setembro de 2025<strong>.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de busca foi estruturada a partir dos descritores e palavras-chave combinadas com os operadores booleanos AND<strong> e </strong>OR, em três idiomas (português, inglês e espanhol), para garantir amplitude e precisão na identificação dos estudos relevantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa estratégia, foram identificados 73 estudos<strong>.</strong> Realizou-se, então, a primeira triagem, com leitura dos títulos e resumos para verificar o cumprimento dos critérios de inclusão e exclusão, além da eliminação de duplicatas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, os artigos pré-selecionados foram lidos na íntegra na segunda triagem, resultando em 14 incluídos na síntese final. Os dados foram organizados em tabelas e sistematizados conforme o fluxograma PRISMA (Figura 1), que ilustra as etapas de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong>&#8211; Fluxograma do processo de busca e seleção dos estudos a partir da<br>metodologia PRISMA.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="730" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2002.png" alt="" class="wp-image-251569" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2002.png 557w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-2002-229x300.png 229w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pela autor (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.6 Seleção de Estudos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na<strong> </strong>quarta etapa, os artigos selecionados foram lidos na íntegra, com o intuito de verificar sua conformidade com os objetivos da pesquisa. As informações extraídas foram: Ano de publicação; Título e autores; Periódico e país/estado de origem; Palavras-chave e descritores; Base de dados; Tipo de pesquisa; Referencial teórico; Método de análise de dados; Contexto do estudo. Esses dados foram organizados em tabela no<strong> </strong>Microsoft Excel para facilitar a análise posterior.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.7 Modelo de Análise dos Dados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta etapa<strong>,</strong> os dados foram analisados qualitativamente por meio de leitura interpretativa e categorização dos conteúdos dos artigos. <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.8 Síntese dos Resultados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, na sexta etapa, foi realizada a síntese narrativa dos achados, mediante avaliação criteriosa dos estudos selecionados. Essa síntese buscou integrar as evidências disponíveis de forma crítica e coerente, respondendo à questão norteadora da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADO E DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados de pesquisas realizadas entre os anos de 2016 e 2025, que abordam as práticas e tendências das construções sustentáveis no Brasil e no exterior. A tabela 1 evidencia a evolução dos estudos quanto à aplicação de materiais ecológicos, eficiência energética e políticas de incentivo. Esses dados permitem compreender o avanço do setor frente aos desafios ambientais e tecnológicos atuais.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Resultados de pesquisas sobre Construções Sustentáveis (2016–2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor (Ano)&nbsp;</strong></td><td><strong>Título&nbsp;</strong></td><td><strong>Resultados Principais&nbsp;</strong></td></tr><tr><td><strong>Fogaça, Anna&nbsp;</strong><strong>Carolina; Scapin,&nbsp;</strong><strong>Juliana; Passini,&nbsp;</strong></td><td>Impactos da construção civil no meio ambiente e práticas sustentáveis.&nbsp;</td><td>Evidencia o papel da engenharia e da arquitetura no desenvolvimento sustentável, abordando técnicas construtivas ecológicas como telhados&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Aline Ferrão&nbsp;</strong><strong>Custodio (2025)&nbsp;</strong></td><td></td><td>verdes, reaproveitamento de água e uso de materiais locais (bambu, adobe, taipa de pilão). Mostra a importância das normas e selos de qualidade para obras sustentáveis e o retorno de técnicas tradicionais adaptadas à contemporaneidade.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>De Azevedo, Marcos Cruz et&nbsp;</strong><strong>al. (2025)&nbsp;</strong></td><td>Construção sustentável no contexto da engenharia civil.&nbsp;</td><td>Destaca estratégias para reduzir consumo de recursos e resíduos, integrando tecnologias renováveis (energia solar, materiais recicláveis) e certificações (LEED, ISO 14001). Conclui que a construção sustentável é oportunidade estratégica de competitividade e valor ambiental.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pereira, Solany Santos et al.&nbsp;</strong><strong>(2024)&nbsp;</strong></td><td>Inovações na engenharia civil: uma análise das novas tendências em materiais de construção.&nbsp;</td><td>Identifica práticas sustentáveis aplicáveis a edificações diversas. Os resultados mostram ganhos econômicos e ambientais com o uso de materiais reciclados e sistemas de eficiência energética, embora persistam desafios quanto ao custo inicial e resistência cultural.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Broggio, Lucas;&nbsp;</strong><strong>Xavier, Renata&nbsp;</strong><strong>Lucon; Serra,&nbsp;</strong><strong>Sheyla Mara&nbsp;</strong><strong>Baptista (2023)&nbsp;</strong></td><td>Certificações ambientais na construção civil: contribuições para o desenvolvimento sustentável do espaço urbano.&nbsp;</td><td>Analisa 26 empreendimentos e demonstra que, embora ainda pouco adotadas, certificações como LEED e AQUA promovem diretrizes de sustentabilidade, eficiência energética e uso racional da água, incentivando práticas mais responsáveis.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Moreira, Ivan&nbsp;</strong><strong>Roberto; Rios, Angélica Vinci do Nascimento&nbsp;</strong><strong>Gimenes (2023)&nbsp;</strong></td><td>Tecnologias sustentáveis aplicadas na engenharia civil: um estudo de caso no município de Paranavaí-PR.&nbsp;</td><td>Aponta tecnologias sustentáveis regionais (telhados verdes, placas solares, pavimentos permeáveis). Identifica baixa adoção de práticas sustentáveis, mas&nbsp;potencial elevado de aplicação com capacitação técnica e políticas locais.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>De Souza,&nbsp;</strong><strong>Cleidman&nbsp;</strong><strong>Euzébio (2023)&nbsp;</strong></td><td>Sustentabilidade na construção civil:&nbsp;benefícios econômicos e ambientais.&nbsp;</td><td>A partir de revisão bibliográfica, reforça a necessidade de regulamentar práticas sustentáveis para preservar recursos naturais. Conclui que a sustentabilidade gera benefícios sociais, ambientais e econômicos de longo prazo.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Juliani, Daniéli;&nbsp;</strong><strong>Vaguetti, Marcos&nbsp;</strong><strong>Alberto Oss; Dos&nbsp;</strong><strong>Santos, Taís&nbsp;</strong><strong>Carvalho (2022)&nbsp;</strong></td><td>Construções sustentáveis: um estudo de caso da Casa Popular Eficiente da UFSM.&nbsp;</td><td>Demonstra, por meio de Avaliação Pós-Ocupação, a eficácia de materiais ecológicos e de baixo custo (telha Tetra Pak, tijolo solo-cimento). A Casa Popular Eficiente é exemplo de aplicação prática de sustentabilidade e conforto ambiental.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Lima, Jardel&nbsp;</strong><strong>Santos; Gomes,&nbsp;</strong><strong>João Lucas&nbsp;</strong><strong>(2022)&nbsp;</strong></td><td>Concreto sustentável aplicado à construção civil.&nbsp;</td><td>Analisa o uso de escória de aciaria como agregado alternativo em concretos. Resultados comprovam conformidade com normas técnicas e viabilidade econômica e ambiental do material reciclado em habitações sustentáveis.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Monteiro, Jeanni Alves Nunes et al. (2022)&nbsp;</strong></td><td>Proposta de implementação do conceito de construções sustentáveis nas edificações do IFAM.&nbsp;</td><td>Propõe implementação de práticas sustentáveis nas edificações do IFAM (AM). Identifica barreiras regionais como mão de obra limitada e falta de certificação. Apresenta guia prático e plano de retrofit como produtos finais.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Da Silva, J. F.;&nbsp;</strong><strong>Dib, R.; De&nbsp;</strong><strong>Engenharia&nbsp;</strong><strong>Civil, alunos do curso (2021)&nbsp;</strong></td><td>Análise comparativa de uma construção sustentável e convencional.&nbsp;</td><td>Compara desempenho econômico e estrutural entre edificações sustentáveis e convencionais. Mostra que o custo inicial é maior, mas o uso de energia fotovoltaica compensa o investimento em cerca de 6 anos.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Carneiro, Rian&nbsp;</strong><strong>Vieira Leite; De&nbsp;</strong><strong>Almeida&nbsp;</strong><strong>Campos, Ana&nbsp;</strong><strong>Rita Sulz (2021)&nbsp;</strong></td><td>Modelagem de informações na implementação de construções sustentáveis com assistência de recursos tecnológicos.&nbsp;</td><td>Demonstra que o BIM potencializa o planejamento sustentável, unindo tecnologia e visão ecológica, promovendo obras mais eficientes e com menor impacto ambiental.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Franco, Barbara&nbsp;</strong><strong>Pereira;&nbsp;</strong><strong>Lacerda, Frank&nbsp;</strong><strong>Carlos Ramos;&nbsp;</strong><strong>Miranda, Danilo&nbsp;</strong><strong>Carvalho (2020)&nbsp;</strong></td><td>A aplicação de métodos sustentáveis na&nbsp;construção civil: captação e reaproveitamento de água das chuvas através da cobertura verde.&nbsp;</td><td>Aponta o telhado verde como técnica sustentável eficaz, reduzindo enchentes urbanas e melhorando o conforto térmico e a umidade do ar.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Lucena, A. F. E.;&nbsp;</strong><strong>Miotto, J. L.; De Mori, L. M.&nbsp;</strong><strong>(2020)&nbsp;</strong></td><td>Avaliação de práticas sustentáveis aplicáveis ao projeto e construção de edificações do setor financeiro.&nbsp;</td><td>Identifica práticas sustentáveis eficazes, como ventilação natural e coleta de recicláveis. Conclui que tais estratégias reduzem impactos ambientais e elevam a eficiência dos empreendimentos.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Lima, Mikael&nbsp;</strong><strong>Rodrigues de&nbsp;</strong><strong>(2020)&nbsp;</strong></td><td>Construção sustentável em Mossoró/RN: uma visão do público sobre o tema e as influências do BIM.&nbsp;</td><td>Analisa a percepção pública sobre o uso do BIM na sustentabilidade. Resultados mostram potencial de redução de custos e aumento da produtividade, mas percepção limitada entre os entrevistados.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor, 2025&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As construções sustentáveis vêm se consolidando como um eixo fundamental para o desenvolvimento da engenharia civil contemporânea, à medida que o setor busca reduzir os impactos ambientais e adotar práticas mais responsáveis no uso de recursos naturais. Para FOGAÇA (2025), a sustentabilidade na construção está diretamente ligada à adoção de técnicas ecológicas, como o reaproveitamento de água, o uso de materiais locais e o emprego de tecnologias que reduzam a pegada ambiental das edificações. Nesse mesmo sentido, DE AZEVEDO (2025) reforça que as estratégias sustentáveis representam não apenas um imperativo ambiental, mas também uma oportunidade de competitividade no mercado, destacando a importância das certificações ambientais, como LEED e ISO 14001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA (2024) aponta que o avanço tecnológico tem possibilitado a incorporação de novos materiais de construção com menor impacto ambiental, embora o custo inicial elevado e a resistência cultural ainda sejam entraves para a plena implementação dessas práticas. BROGGIO (2023), ao analisar empreendimentos certificados, mostra que as certificações ambientais contribuem para o desenvolvimento urbano sustentável, promovendo o uso racional da água e da energia, além de incentivar novas políticas de sustentabilidade na construção civil. Em consonância, MOREIRA (2023) evidencia que a adoção de tecnologias sustentáveis ainda é limitada em alguns contextos regionais, devido à falta de capacitação técnica e incentivos governamentais, mas destaca o potencial de crescimento dessas práticas com políticas públicas direcionadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para DE SOUZA (2023), a sustentabilidade deve ser compreendida como um princípio estruturante das atividades construtivas, trazendo benefícios ambientais, sociais e econômicos de longo prazo. JULIANI (2022) reforça essa visão ao demonstrar, por meio de estudo de caso, que edificações sustentáveis, mesmo de baixo custo, podem oferecer conforto ambiental e eficiência energética, comprovando que práticas ecológicas são viáveis em diferentes escalas de projetos. LIMA (2022), ao investigar o uso de resíduos industriais na produção de concreto, comprova que materiais alternativos podem manter a qualidade técnica exigida, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental e o custo final da construção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO (2022) destaca a relevância da inserção do conceito de sustentabilidade nas instituições públicas, apontando a necessidade de formação e planejamento estratégico para que práticas sustentáveis sejam integradas desde a concepção até a execução dos projetos. DA SILVA (2021) reforça que, embora o custo inicial de obras sustentáveis seja superior ao convencional, o investimento é compensado a médio prazo com a redução do consumo energético e o uso de fontes renováveis, como a energia solar. CARNEIRO (2021) complementa essa análise ao demonstrar que o uso de tecnologias digitais, como o Building Information Modeling (BIM), potencializa o planejamento sustentável e otimiza a gestão de recursos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de uma abordagem voltada ao reaproveitamento de recursos hídricos, FRANCO (2020) mostra que o uso de coberturas verdes é uma alternativa eficaz para o controle térmico e o armazenamento de águas pluviais, contribuindo para a mitigação de enchentes urbanas. LUCENA (2020) confirma que práticas simples, como ventilação natural e separação de resíduos, já apresentam resultados expressivos em termos de eficiência ambiental, especialmente em edificações corporativas. Por sua vez, LIMA (2020) identifica que a percepção pública sobre construções sustentáveis ainda é limitada, o que revela a necessidade de ampliar a educação ambiental e a conscientização da sociedade sobre o papel da sustentabilidade no setor da construção civil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, observa-se uma convergência entre os autores analisados quanto à importância de integrar sustentabilidade, tecnologia e gestão ambiental nos processos construtivos. Os estudos apontam que a construção civil sustentável não se limita à adoção de materiais ecológicos, mas envolve uma mudança de paradigma que engloba planejamento estratégico, inovação tecnológica, políticas públicas e conscientização social. Assim, a literatura indica que o avanço das construções sustentáveis no Brasil depende da articulação entre diferentes atores, governo, universidades, empresas e sociedade, para que o setor alcance efetivamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promova um modelo construtivo mais ético e equilibrado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a adoção de práticas sustentáveis na construção civil é fundamental para reduzir os impactos ambientais do setor sem comprometer o desenvolvimento econômico e social. A revisão integrativa demonstrou que estratégias como o emprego de materiais ecológicos (incluindo técnicas construtivas tradicionais adaptadas), a implementação de tecnologias verdes (por exemplo, sistemas de energia solar, reúso de água, BIM para eficiência de projeto) e a obtenção de certificações ambientais (LEED, AQUA, entre outras) têm apresentado resultados positivos. Essas práticas contribuem para a eficiência no uso de recursos, diminuição de resíduos e emissões, além de gerarem benefícios econômicos (redução de custos operacionais, valorização do empreendimento) e benefícios sociais (melhoria do conforto e saúde nos edifícios, desenvolvimento regional e preservação cultural quando envolvem materiais locais).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, persistem desafios importantes para a consolidação de um modelo construtivo mais sustentável. Barreiras como o alto custo inicial, a resistência cultural a inovações e a falta de capacitação técnica e de incentivos adequados ainda limitam uma adoção mais ampla dessas práticas. Superar esses entraves exige políticas públicas eficazes, educação ambiental e colaboração entre governo, empresas, universidades e sociedade, de forma a alinhar o setor da construção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, vale destacar que a inovação tecnológica contínua – incentivada por iniciativas como patentes verdes e prospecção tecnológica – desempenha um papel estratégico, facilitando o surgimento de soluções cada vez mais eficientes e acessíveis. Em suma, a transição para edificações sustentáveis representa não apenas uma necessidade ética e ambiental, mas também uma oportunidade de evolução competitiva para o setor da construção civil, capaz de gerar valor socioeconômico de longo prazo e assegurar um desenvolvimento urbano equilibrado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRAGA, Juliano; CARDOSO, Phillip. Gestão por metas e indicadores de sustentabilidade. Gestão ambiental para cidades sustentáveis. São Paulo: Editora Oficina de Textos, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BROGGIO, Lucas; XAVIER, Renata Lucon; SERRA, Sheyla Mara Baptista. Certificações ambientais na construção civil: contribuições para o desenvolvimento sustentável do espaço urbano. Simpósio Nacional de Gestão e Engenharia Urbana, v. 4, n. 00, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARNEIRO, Rian Vieira Leite; DE ALMEIDA CAMPOS, Ana Rita Sulz. Modelagem de informações na implementação de construções sustentáveis com assistência de recursos tecnológicos. Anais dos Seminários de Iniciação Científica, n. 25, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONCEIÇÃO, Jansen Ferreira; DOS SANTOS, Mischelle Paiva. Construção Sustentável. Epitaya E-books, v. 1, n. 6, p. 426-458, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA, J. F.; DIB, R.; DE Engenharia Civil, Alunos do Curso. Análise comparativa de uma construção sustentável e convencional. 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ALMEIDA, Camila Dornelas et al. O cenário latino-americano da sustentabilidade na construção civil contemporânea. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE AZEVEDO, Marcos Cruz et al. Construção sustentável no contexto da engenharia civil.&nbsp;Editora Impacto Científico, p. 20-37, 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SOUZA, CLEIDMAN EUZÉBIO. Sustentabilidade na construção civil: benefícios econômicos e ambientais. Multidebates, v. 7, n. 4, p. 300-307, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIAS, Lucas Menezes; MARINHO, Jefferson Luiz Alves. Construções sustentáveis: Perspectivas sobre práticas utilizadas na construção civil. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 3, p. 16023-16033, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FOGAÇA, Anna Carolina; SCAPIN, Juliana; PASSINI, Aline Ferrão Custodio. Impactos da construção civil no meio ambiente e práticas sustentáveis. In: CONGRESSO SULAMERICANO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E SUSTENTABILIDADE–CONRESOL. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRANCO, Barbara Pereira; LACERDA, Frank Carlos Ramos; MIRANDA, Danilo Carvalho. A aplicação de métodos sustentáveis na construção civil: um estudo sobre a captação e reaproveitamento de água das chuvas através da cobertura verde. 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARÉ, José Carlos. Contribuições da construção civil brasileira para o desenvolvimento sustentável. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIRÃO, Patrícia Brena Nogueira; SEVERINO, Aline Alves; DE ARAÚJO LEITE, Mariana. Avaliação de práticas sustentáveis e de gerenciamento de resíduos na construção civil: análise de impactos e propostas mitigadoras. Seminário de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, v. 1, 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIDI, Mariana Alves. Taipa de pilão: desempenho estrutural e sustentabilidade na indústria da construção civil: revisão sistemática. Revista AIDIS de Ingeniería y Ciencias Ambientales, v. 26, n. 04, p. e13123, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL. Índice Brasil de Inovação e&nbsp;Desenvolvimento: IBID. 1.ª ed. Rio de Janeiro: INPI, 2024. 60 p.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JULIANA, Daniéli; VAGUETTI, Marcos Alberto Oss; DOS SANTOS, Taís Carvalho. Construções sustentáveis: um estudo de caso de apoio da casa popular eficiente da UFSM. MIX Sustentável, v. 8, n. 4, p. 133-139, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Jardel Santos; GOMES, João Lucas. Concreto sustentável aplicado à construção civil. RECIMA21-Revista Científica Multidisciplinar-ISSN 2675-6218, v. 3, n. 1, p. e3122376e3122376, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Mikael Rodrigues de. Construção sustentável em Mossoró/RN: uma visão do público sobre o tema e as influências do BIM. 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUCENA, A. F. E.; MIOTTO, J. L.; DE MORI, L. M. Avaliação de práticas sustentáveis aplicáveis ao projeto e construção de edificações do setor financeiro. Engenharia Civil UM, n.&nbsp;57, p. 50-58, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MASUERO, Angela Borges. Desafio da Construção Civil: crescimento com sustentabilidade. 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO, Jeanni Alves Nunes et al. Proposta de implementação do conceito de construções sustentáveis nas edificações do IFAM. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOREIRA, Ivan Roberto; RIOS, Angélica Vinci do Nascimento Gimenes. Tecnologias sustentáveis aplicadas na engenharia civil: um estudo de caso no município de Paranavaí-PR. Calunga AE-Revista Interdisciplinar de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, v. 1, n. 2, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Rui Manuel da Silva. Sustentabilidade na construção civil, coberturas “Verdes” recursos naturais e sustentabilidade na construção civil. Research, Society and Development Ambiental. Matéria (Rio de Janeiro), v. 26, n. 04, p. e13123, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROQUE, Rodrigo Alexander Lombardi; PIERRI, Alexandre Coan. Uso inteligente de 8, n. 2, p. e3482703-e3482703, 2019. Ambiental. Matéria (Rio de Janeiro), v. 26, n. 04, p. e13123, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS JUNIOR, J. E. Estudo prospectivo e desenvolvimento de sistema de monitoramento da pega do concreto em estruturas a partir de sensores elétricos e optoeletrônicos. 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA JÚNIOR, Carlos Alberto da; JESUS, Dosil Pereira de; GIROTTO JÚNIOR, Gildo. Química Verde e a Tabela Periódica de Anastas e Zimmerman: tradução e alinhamentos com o desenvolvimento sustentável. Química Nova, v. 45, p. 1010-1019, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">WORLD INTELLECTUAL PROPERTY ORGANIZATION. World Intellectual Property&nbsp;Report: Making innovation policy work for development. Genebra: WIPO, 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Engenharia Civil Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) – Manaus – AM – Brasil, e-mail: Carlos.k1.silva@hotmail.com<br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Engenharia Civil&nbsp; na Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) – Manaus – AM – Brasil. Mestre em Engenharia de Processos (UFPA) . e-mail: Bandeira.San@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PRAÇA INTELIGENTE: TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE NA REVITALIZAÇÃO DA PRAÇA CENTRAL DE MOSSÂMEDES &#8211; GO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/praca-inteligente-tecnologia-e-sustentabilidade-na-revitalizacao-da-praca-central-de-mossamedes-go/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 14:43:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=250237</guid>

					<description><![CDATA[SMART SQUARE: TECHNOLOGY AND SUSTAINABILITY IN THE REVITALIZATION OF THE CENTRAL SQUARE OF MOSSÂMEDES – GO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511171143 Guilherme Henrique Ferreira Rodrigues1Juracy Mendes Moreira2Antônio Florentino de Lima Júnior2Marcelo Alves Paixão Júnior3Aurélio Ferreira Melo4Diana Campos de Oliveira5Tiago Martins Pereira5Jose Marcelo de Oliveira6André Mendes7Elielton Olímpio da Silva Júnior8 RESUMO A praça central de Mossâmedes (GO), fundada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">SMART SQUARE: TECHNOLOGY AND SUSTAINABILITY IN THE REVITALIZATION OF THE CENTRAL SQUARE OF MOSSÂMEDES – GO</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511171143</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Guilherme Henrique Ferreira Rodrigues<sup>1</sup><br>Juracy Mendes Moreira<sup>2</sup><br>Antônio Florentino de Lima Júnior<sup>2</sup><br>Marcelo Alves Paixão Júnior<sup>3</sup><br>Aurélio Ferreira Melo<sup>4</sup><br>Diana Campos de Oliveira<sup>5</sup><br>Tiago Martins Pereira<sup>5</sup><br>Jose Marcelo de Oliveira<sup>6</sup><br>André Mendes<sup>7</sup><br>Elielton Olímpio da Silva Júnior<sup>8</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A praça central de Mossâmedes (GO), fundada no século XVIII como aldeamento indígena e símbolo da resistência cultural liderada por Damiana da Cunha, enfrenta desafios como infraestrutura defasada e baixa atratividade turística. Este projeto propõe sua revitalização por meio da integração de tecnologias inteligentes — como iluminação LED solar, Wi-Fi público, mobiliário urbano modular e um aplicativo turístico com realidade aumentada, visando conciliar preservação histórica e modernização. A metodologia combina diagnóstico participativo (oficinas comunitárias e análise técnica in loco), prototipagem de soluções adaptadas à escala reduzida da cidade e implementação escalonada, priorizando baixo custo e uso de materiais locais. Os resultados esperados incluem redução de 40% no consumo energético, aumento de 30% no fluxo de visitantes e fortalecimento da identidade cultural através de narrativas digitais sobre a trajetória indígena e colonial do local. A relevância do trabalho reside em seu caráter inovador e oferece um modelo replicável para cidades históricas de pequeno porte, demonstrando que é possível harmonizar com eficiência técnica e autenticidade patrimonial. Além disso, promove inclusão digital com oficinas de capacitação para moradores, garantindo autonomia na gestão das tecnologias. O projeto contribui para debates acadêmicos sobre cidades inteligentes inclusivas e destaca o potencial de Mossâmedes como caso emblemático de revitalização que une passado e futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Atratividade. Patrimônio. Histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The central square of Mossâmedes (GO), founded in the 18th century as an indigenous settlement and a symbol of the cultural resistance led by Damiana da Cunha, faces challenges such as outdated infrastructure and low tourist appeal. This project proposes its revitalization through the integration of smart technologies—such as solar LED lighting, public Wi-Fi, modular urban furniture, and a tourist app with augmented reality—aiming to reconcile historical preservation and modernization. The methodology combines participatory diagnosis (community workshops and on-site technical analysis), prototyping of solutions adapted to the reduced scale of the city, and phased implementation, prioritizing low cost and the use of local materials. Expected results include a 40% reduction in energy consumption, a 30% increase in visitor flow, and the strengthening of cultural identity through digital narratives about the indigenous and colonial history of the site. The relevance of this work lies in its innovative nature and it offers a replicable model for small historical cities, demonstrating that it is possible to harmonize technical and heritage aspects efficiently. Furthermore, it promotes digital inclusion with training workshops for residents, ensuring autonomy in the management of technologies. The project contributes to academic debates on inclusive smart cities and highlights the potential of Mossâmedes as an emblematic case of revitalization that encompasses both past and future.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Attractiveness. Heritage. History.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revitalização tecnológica de espaços públicos históricos tem ganhado relevância no debate sobre cidades sustentáveis e inteligentes, sobretudo em contextos urbanos que buscam conciliar preservação patrimonial com inovação funcional. Segundo (MORUZZI e CARRASCO 2021), intervenções em áreas históricas devem preservar as características originais do espaço, ao mesmo tempo em que se adaptam às necessidades contemporâneas de uso, acessibilidade e segurança. De acordo com (MEDEIROS e SILVA 2022), tecnologias de baixo impacto visual como iluminação LED autossuficiente, mobiliário urbano modular e conectividade digital vêm sendo empregadas em diversos centros urbanos como alternativas para requalificação de praças e ruas históricas, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural e estímulo ao turismo local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (DELGADO 2005) no Brasil, iniciativas de revitalização tecnológica são mais frequentes em cidades com alto valor turístico consolidado, como Ouro Preto, Salvador e Paraty. Contudo, cidades pequenas com patrimônio histórico relevante permanecem à margem dessas políticas, muitas vezes pela escassez de recursos, pela invisibilidade institucional ou pela ausência de projetos adaptados à sua realidade. Nesse contexto, torna-se fundamental investigar como a engenharia urbana pode desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis, de baixo custo e compatíveis com a estética patrimonial, é nesse panorama que se insere o presente trabalho, cujo foco é a cidade de Mossâmedes, no interior de Goiás. Fundada no século XVIII como aldeamento indígena de São José de Mossâmedes, a cidade possui uma praça central que reúne elementos simbólicos e arquitetônicos da formação histórica da região, como a Igreja Matriz e o traçado colonial simplificado, apesar de seu valor cultural, a praça encontra-se em estado de deterioração, com iluminação ineficiente, mobiliário degradado e baixa atratividade turística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mossâmedes é descrita como parte integrante do circuito de cidades que testemunharam a ocupação do Brasil Central, embora seja menos conhecida que patrimônios mundiais como Ouro Preto ou Goiás Velho, sua praça central e arquitetura colonial simplificada encapsulam séculos de história goiana, a cidade simboliza tanto a resistência cultural quanto a estagnação socioeconômica, tendo sido emancipada apenas em 1953. O tema principal desse estudo visa encontrar meios para ampliar estudos sobre tecnologia aplicada a patrimônios históricos, especialmente em municípios fora dos circuitos turísticos tradicionais, onde a escassez de pesquisas limita a replicabilidade de modelos bem-sucedidos, integrar teorias de engenharia urbana com antropologia cultural, e propor intervenções que valorizam a trajetória indígena e colonial de Mossâmedes, exemplificada pela atuação de Damiana da Cunha e pela resistência da Igreja Matriz. Oferecer um modelo replicável para cidades históricas de pequeno porte, combinando baixo custo operacional e preservação estética, adaptado às limitações geográficas e orçamentárias locais, fortalecendo o comércio e a autoestima da comunidade, promover inclusão digital, com Wi-Fi público e oficinas comunitárias, reduzindo a lacuna tecnológica em áreas periféricas. Em síntese, este trabalho não apenas propõe melhorias concretas para Mossâmedes, mas também preenche uma lacuna acadêmica, demonstrando que inovação e tradição podem coexistir em cidades pequenas, desde que adaptadas às suas singularidades. Em um estudo sobre cidade inteligente e sustentável (CORREIA e MARTINS, 2022), os autores utilizaram uma metodologia denominada de Smart City Laguna, além de uma abordagem qualitativa e uma pesquisa bibliográfica, os autores puderam concluir que a metodologia soma elementos básicos tanto do conceito de cidade inteligente quanto de cidade sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com (SILVA et. al., 2020) em uma pesquisa que investigado uma cidade inteligente focou seu estudo em uma praça na cidade de Juazeiro do Norte (CE) como sendo um local de forte visibilidade e grande número de visitantes no decorrer do dia, sua metodologia para condução do estudo baseou em registros fotográficos e em entrevista com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia deste trabalho está organizada em etapas interligadas, combinando abordagens qualitativas e quantitativas, adaptadas às especificidades de Mossâmedes. Inicia-se com um diagnóstico participativo, envolvendo levantamento histórico-documental, análise de arquivos municipais, registros do IPHAN e fontes secundárias (ex.: site da AGM-GO) para mapear a trajetória da praça desde sua fundação no século XVIII, com ênfase nas transformações arquitetônicas e usos sociais ao longo do tempo. Realização de vistorias para identificar problemas estruturais (ex.: infraestrutura elétrica defasada, estado de conservação do mobiliário) e potencialidades (ex.: áreas com maior insolação para instalação de painéis solares), utilizando ferramentas como fotogrametria digital e medições de fluxo de pessoas. Oficinas participativas com moradores, comerciantes e lideranças locais para identificar demandas prioritárias (ex.: segurança, acessibilidade) e validar propostas tecnológicas, garantindo que as soluções respeitem a identidade cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia adota um enfoque adaptativo, permitindo ajustes conforme os resultados parciais, assegurando que as soluções propostas sejam tanto tecnicamente robustas quanto culturalmente sensíveis, o projeto proposto será desenvolvido com base em um estudo teórico com previsão de execução simulada dividida em três etapas principais, ao longo de um período total estimado de 12 meses. Na sequência, a fase de projeto técnico-piloto incluirá uma prototipagem de tecnologias-chave, testes controlados de iluminação solar em um trecho da praça, em parceria com empresas locais, para avaliar eficiência energética e aceitação estética, desenvolvimento interativo do aplicativo turístico, criação de versões beta em colaboração com estudantes do Instituto Federal Goiano (Campus Morrinhos), incorporando feedbacks via questionários online e sessões de usabilidade com grupos focais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação escalonada seguirá critérios de custo-benefício e complexidade, instalação de iluminação inteligente e Wi-Fi gratuito, priorizando áreas de maior circulação, introdução de mobiliário modular e sistema de monitoramento, com treinamento de moradores para operação básica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre tecnologia, sustentabilidade e identidade cultural reforça a importância da engenharia urbana como agente de transformação social, apontando caminhos para um desenvolvimento mais equilibrado entre tradição e modernidade. De acordo (BARBOSA 2021) que em um trabalho de pesquisa sobre praças públicas, utilizou uma metodologia de caráter exploratório, sendo levantadas diversas teóricas relacionadas à pesquisa bibliográfica, com o objetivo de propor parâmetros que podem se aplicar a outros projetos semelhantes, o autor pode concluir como sendo essencial os aspectos sustentáveis aplicáveis aos espaços públicos de convívio comunitário. Segundo (CIVALE, 2015) que em um trabalho de revitalização da Praça XV de Novembro no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, o autor conclui destacando a importância da discussão do patrimônio cultural como política pública. Em um estudo sobre a revitalização da praça Santos Dumont no estado do Paraná<strong> (</strong>MARCHI e PEZZINI 2015), buscou fazer um resgate histórico da arquitetura, utilizado uma metodologia investigativa dos temas arquitetura, urbanismo e paisagismo, com o objetivo de elaborar um projeto que possa melhorar a qualidade de vida de todos os usuários, os autores puderam concluir a importância da arquitetura e tudo o que a ela se relaciona na preservação de um patrimônio histórico. Em um estudo sobre regeneração das praças Praça Mauá e Praça XV, Rio de Janeiro (TRICÁRICO et. al., 2023), segundo os autores as teorias da urbanização, e categorias de análise do espaço estão relacionadas, historicamente, à Geografia, de modo que, metodologicamente, poder-se-ia integrar teorias da urbanização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo sobre a permanências na paisagem histórica a praça sete de setembro no centro histórico de Natal-RN os autores (QUEIROZ e NOBRE 2024) puderam concluir da necessidade de salvaguarda das áreas livres existentes no conjunto arquitetônico e paisagístico de Natal (RN), ainda segundo os autores o espaço pode influenciar e ser influenciado pelas mudanças que acontecem em seu entorno, os autores finalizam esperando que seu estudo possa contribuir para futuras intervenções de preservação no patrimônio histórico do estado. Segundo (OLIVEIRA e CASTILHO 2022) concluíram em seu estudo sobre revitalização urbana da área central de Campo Grande, MS<strong>, </strong>que a participação pública nos processos de tomada de decisão do plano ainda é realizada de forma insatisfatória, uma vez que ainda é regida pelos princípios neoliberais e resulta mais em um processo de consulta imposto de forma vertical do que em um diálogo ativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos concluir que a revitalização tecnológica da Praça Central de Mossâmedes demonstra ser uma estratégia viável para unir preservação histórica e inovação urbana, promovendo inclusão digital e fortalecimento cultural. O projeto reafirma que é possível transformar pequenos centros históricos em espaços inteligentes, sustentáveis e socialmente participativos, sem comprometer sua autenticidade patrimonial. Além disso, o estudo evidencia o potencial de Mossâmedes como referência para outras cidades históricas de pequeno porte, ao propor soluções de baixo custo e impacto visual reduzido que valorizam a memória local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, Junior Adeildo. <strong>A avaliação dos aspectos sustentáveis em praças públicas – o caso da “praça da sé”, crato/ce. </strong>SBQP 2021 – Londrina, Brasil, 17 a 19 de novembro de 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">CIVALE, Leonardo. <strong>Sobre Luzes e Sombras: A revitalização da Praça XV de Novembro no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro e o papel da paisagem urbana como patrimônio cultural (1982-2012). </strong>Caderno de Geografia, v.25, n.44, 2015</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORREIA, Arícia Fernandes; MARTINS, Robson. <strong>A cidade inteligente e sustentável: o exemplo da Smart City Laguna.&nbsp; </strong>Revista Bras. de Dir. Urbanístico – RBDU | Belo Horizonte, ano 8, n. 14, p. 67-82, jan./jul. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">DELGADO, Andréa Ferreira. <strong>GOIÁS: A invenção da cidade “patrimônio da humanidade”. </strong>Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 23, p. 113-143, jan/jun 2005</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCHI, Letícia de Melo; PEZZINI, Camila. <strong>Fundamentos arquitetônicos: revitalização da praça Santos Dumont – Santa Helena – PR. </strong>Anais do 13º Encontro Científico Cultural Interinstitucional – 2015. ISSN 1980-7406</p>



<p class="wp-block-paragraph">MEDEIROS, Rafael de; SILVA, Juliana Costa da. <strong>Cidades inteligentes e inclusão digital: um olhar para pequenas e médias localidades brasileiras</strong><strong><em>.</em></strong> Revista de Engenharia Urbana, v. 15, n. 2, p. 45-63, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORUZZI, Anelise Pereira; CARRASCO, Adriana. <strong>Inovação social e sustentabilidade urbana em espaços públicos históricos</strong><em>. </em>Revista Brasileira de Planejamento Urbano e Regional, v. 14, n. 3, p. 98–117, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Lina Yule Queiroz de; CASTILHO, Maria Augusta de. <strong>O plano de revitalização urbana da área central de Campo Grande, MS. </strong>INTERAÇÕES, Campo Grande, MS, v. 23, n. 1, p. 133-148, jan./mar. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUEIROZ, Ana Karla Pires de Sousa; NOBRE, Paulo José Lisboa. <strong>Transformações e permanências na paisagem histórica a praça sete de setembro no centro histórico de </strong>N<strong>atal-RN. </strong>Contemporânea – Revista de Ética e Filosofia Política, v. 3, n. 6, 2023. ISSN 2447-0961.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Valéria Rozendo; SOUZA, Carlos Felipe; OLIVEIRA, Elane Abreu de. <strong>Uma praça inteligente? Apontamentos sobre o projeto piloto de smart place em Juazeiro do Norte-CE. </strong>Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – VIRTUAL – 1º a 10/12/2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRICÁRICO, Luciano Torres; GARCIA, Thaís; TOMELIN, Carlos Alberto; Rossini, Diva de Mello. <strong>Sintaxe do espaço de praças como signo para regeneração urbana turística: Praça Mauá e Praça XV, Rio de Janeiro. </strong>INTERAÇÕES, Campo Grande, MS, v. 24, n. 1, p. 31-50, jan./mar. 2023</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente Eng. Civil – Centro Universitário Montes Belos (UniBras) – São Luís de Montes Belos – GO.<br><sup>2</sup>Professor MsC. – Centro Universitário Montes Belos (UniBras) – São Luís de Montes Belos – GO.<br><sup>3</sup>Professor MsC. Universidade Estadual de Goiás (UEG) – São Luís de Montes Belos – GO.<br><sup>4</sup>Professor Dr. Faculdade de Gestão Integrada – FGI – Goiânia-GO.<br><sup>5</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Ouro Pretos, Campus Morro do Cruzeiro.<br>&nbsp;<sup>6</sup>Professor MsC. Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). Colégio Estadual Alvino Pereira Rocha.<br><sup>7</sup>Professor Dr. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais. Campus Ponte Nova.<br><sup>8</sup>Professor Especialista. Centro Universitário UniBras Montes Belos. São Luís de Montes Belos &#8211; Goiás.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>USO DA TECNOLOGIA BIM POR DISCENTES NA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS DO LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR</title>
		<link>https://revistaft.com.br/uso-da-tecnologia-bim-por-discentes-na-elaboracao-dos-projetos-do-laboratorio-de-engenharia-civil-de-uma-instituicao-de-ensino-superior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 13:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=249372</guid>

					<description><![CDATA[USE OF BIM TECHNOLOGY BY STUDENTS IN THE PREPARATION OF CIVIL ENGINEERING LABORATORY PROJECTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511151052 David Antonio Fontenele Sousa1Francisco Hamilton Damasceno Filho2Pedro Henrique Magalhães Sousa2Raimundo Bernardo De Oliveira Rodrigues2Wemerson de Lima Souza2Humberto de Melo Menezes2 Resumo A tecnologia BIM tem transformado a construção civil ao integrar etapas projetuais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">USE OF BIM TECHNOLOGY BY STUDENTS IN THE PREPARATION OF CIVIL ENGINEERING LABORATORY PROJECTS AT A HIGHER EDUCATION INSTITUTION</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511151052</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">David Antonio Fontenele Sousa<sup>1</sup><br>Francisco Hamilton Damasceno Filho<sup>2</sup><br>Pedro Henrique Magalhães Sousa<sup>2</sup><br>Raimundo Bernardo De Oliveira Rodrigues<sup>2</sup><br>Wemerson de Lima Souza<sup>2</sup><br>Humberto de Melo Menezes<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia BIM tem transformado a construção civil ao integrar etapas projetuais em ambiente 3D, aumentando precisão, eficiência e colaboração. Permitindo a análise detalhada, reduzindo erros, custos, e integrando disciplinas de forma inteligente. No Brasil, cresce seu uso acadêmico e profissional, desenvolvendo habilidades técnicas e práticas colaborativas, aproximando estudantes do mercado. Objetiva-se relatar a experiência dos estudantes de Engenharia Civil aplicando a tecnologia BIM via Autodesk Revit, integrando projetos acadêmicos e aprimorando eficiência, colaboração, precisão e qualidade técnica na elaboração dos projetos. Este estudo trata-se de um relato de experiência, narrativo e descritivo, de cinco estudantes de Engenharia Civil da FACIBI, no desenvolvimento de projetos de instalações do laboratório em 2025.1. A experiência permitiu vivência prática, consolidando conhecimentos teóricos, desenvolvendo competências técnicas e interpessoais, e aproximando os alunos das exigências do mercado, fortalecendo a formação de futuros engenheiros em um setor digital e colaborativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Reforma Predial. Tecnologia BIM. Projeto Arquitetônico. Laboratórios. Engenharia Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a tecnologia BIM (Building Information Modeling) tem promovido muitas transformações no processo projetual da construção civil. Essa metodologia trouxe grandes e significativos avanços ao integrar diferentes etapas do desenvolvimento de projetos em um ambiente tridimensional, possibilitando maior precisão, eficiência e colaboração entre os profissionais envolvidos. O uso do BIM representa uma evolução em relação aos métodos tradicionais de elaboração de projetos, uma vez que permite a integração de informações de maneira dinâmica e interativa, reduzindo erros e retrabalhos ao longo da execução da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o BIM proporciona uma análise completa e detalhada do processo construtivo antes mesmo do início da execução, o que permite identificar interferências e inconsistências por meio de simulações digitais que reproduzem o comportamento real dos elementos da construção (Rezende, 2008). De acordo com Costa, Figueiredo e Ribeiro (2015), essa tecnologia também pode ser compreendida como um processo de modelagem e de organização de informações voltado à criação, comunicação e análise de um modelo de edificação (building model), integrando de forma inteligente as diversas disciplinas envolvidas em um projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o BIM tenha surgido e se consolidado primeiramente em países com maior tradição tecnológica, como Estados Unidos e Reino Unido, essa tecnologia vem ganhando espaço gradualmente no cenário nacional. Ademais, no Brasil, observa-se que empresas que antes demonstravam resistência à sua adoção agora reconhecem suas vantagens e passam a incorporar o uso da metodologia em suas rotinas de trabalho, impulsionadas pelos benefícios relacionados à produtividade, sustentabilidade e pelo controle de custos (Costa; Figueiredo; Ribeiro, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário de inovação e modernização da indústria da construção civil, surge a necessidade de formar profissionais capacitados para atuar com essas novas tecnologias. Dessa forma, buscando aprimorar as práticas acadêmicas, promover maior integração entre teoria e prática, os discentes da Faculdade Ibiapaba (FACIBI) adotaram a metodologia BIM na elaboração dos projetos de reforma do laboratório de Engenharia Civil da instituição, como parte de um projeto de extensão universitária. Essa iniciativa possibilitou o desenvolvimento de habilidades técnicas relacionadas ao uso de softwares especializados, o protagonismo estudantil, bem como a vivência de um processo colaborativo semelhante ao encontrado no mercado de trabalho atual, e a aplicação de ferramentas tecnológicas no contexto acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, este trabalho tem como objetivo apresentar o relato de experiência vivenciada pelos estudantes do curso de Engenharia Civil na aplicação prática e integrada da metodologia BIM, utilizando o software Autodesk Revit para o desenvolvimento detalhado dos projetos do laboratório de materiais de construção, bem como das instalações elétricas, hidrossanitárias e estruturais vinculadas ao espaço acadêmico da instituição. Por fim, é importante destacar que a experiência possibilitou uma compreensão mais ampla e prática dos benefícios proporcionados pela metodologia BIM, especialmente no que se refere à integração eficiente de informações, à otimização do tempo, à redução de erros e ao aprimoramento da qualidade técnica e colaborativa dos projetos desenvolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo caracteriza-se como um relato de experiência, de natureza narrativa e descritiva, elaborado a partir da vivência por 5 (cinco) discentes do 4º semestre do curso de Engenharia Civil da Faculdade Ibiapaba (FACIBI), localizada no município de Tianguá-CE. A experiência relatada refere-se à utilização da tecnologia BIM no desenvolvimento de projetos das instalações do laboratório de materiais e instalações da instituição, durante o semestre 2025.1, em um projeto de extensão universitária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento da atividade seguiu três etapas principais. Inicialmente, realizou-se o planejamento e levantamento de informações, por meio de reuniões com a coordenação do curso e professores orientadores, com o objetivo de alinhar as necessidades do novo laboratório e compreender suas demandas estruturais e funcionais, seguido do levantamento métrico e arquitetônico do espaço cedido pela instituição. Em seguida, os discentes iniciaram o desenvolvimento dos projetos utilizando o software Autodesk Revit e aplicando a metodologia BIM, organizando-se de forma colaborativa para dividir responsabilidades entre as disciplinas complementares, arquitetura, instalações elétricas, hidrossanitárias e projeto estrutural. Reconhecendo a importância da integração entre essas áreas. Por fim, os arquivos individuais foram integrados em formato IFC (Industry Foundation Classes), permitindo a compatibilização dos modelos e identificação de interferências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção da metodologia BIM tem se destacado na construção civil devido às suas inúmeras vantagens, sua crescente disseminação no setor e, especialmente, pela obrigatoriedade de sua aplicação em obras públicas federais no Brasil, conforme estabelecido no Decreto nº 10.306/2020. De acordo com Eastman et al. (2014), o BIM oferece suporte significativo às práticas da construção civil, proporcionando maior integração entre as disciplinas envolvidas e promovendo a colaboração simultânea entre os membros da equipe projetual. Além disso, essa metodologia possibilita que, ainda nas fases iniciais, o proprietário tenha acesso a estimativas de custos e cronogramas da edificação, conferindo maior assertividade ao planejamento. Nesse contexto, o desenvolvimento de modelos representativos em duas ou três dimensões (2D/3D) permite a antecipação de análises de viabilidade, facilitando a identificação e correção de incompatibilidades antes da elaboração dos modelos executivos. Dessa forma, observa-se uma redução significativa no tempo de desenvolvimento dos projetos, bem como na ocorrência de erros, visto que as alterações são automaticamente refletidas em todas as representações do modelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Eastman et al. (2014), BIM (Building Information Modeling) é definida como uma tecnologia de modelagem e um conjunto associado de processos com intuito de produzir, comunicar e analisar modelos de construção. Em paralelo, a visão de Menegaro (2017), mostra a ferramenta BIM como metodologia integradora entre projetos e projetistas, atribuindo redução de custos gerados, entre as principais vantagens, contribuindo de forma eficaz para o desenvolvimento de suas etapas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, para o desenvolvimento da atividade por meio da utilização da tecnologia BIM, o processo de elaboração dos projetos realizados pelos acadêmicos foi organizado em três etapas principais. Na primeira etapa, ocorreu o planejamento e o levantamento de informações por meio de uma reunião com a coordenação do curso e os professores orientadores, com o objetivo de alinhar as necessidades do novo laboratório e compreender as demandas estruturais e funcionais do espaço. Na sequência, os discentes executaram o levantamento métrico, arquitetônico do espaço cedido pela instituição de forma direta e tradicional, utilizando trenas e fitas métricas. Para Bastian (2015), o método direto e tradicional de medição consiste em técnicas nas quais o operador ou realiza contato físico direto com o objeto ou superfície a ser medido. Por meio desse contato, obtêm-se valores precisos de dimensões, distâncias, volumes ou características físicas, sem a necessidade de cálculos intermediários ou estimativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o planejamento e levantamento foi utilizado o software Autodesk Revit para realização do desenho de planta baixa da edificação atual, que posteriormente foi utilizada como base para os projetos de reforma. É importante destacar que o Autodesk Revit é um software que permite modelar formas, estruturas e sistemas com precisão paramétrica, facilitando o gerenciamento de projetos por meio de revisões instantâneas em plantas, elevações e cortes. Além disso, promove a colaboração eficiente entre equipes multidisciplinares, integrando informações essenciais para o desenvolvimento de projetos mais sustentáveis e de maior qualidade (Queiroz; Grigoletti; Santos. 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência foi realizado o projeto arquitetônico (FIGURA 01) em grupo também utilizando-se do software Autodesk Revit. Para Eastman <em>et al.</em> (2014) a tecnologia BIM pode dar suporte e incrementar muitas práticas do setor da construção civil, permitindo colaboração simultânea da equipe em variadas etapas do projeto. Diante dessa prerrogativa, após conclusão do projeto arquitetônico, os trabalhos foram distribuídos entre os estudantes, de modo que cada um pudesse se aprofundar em uma disciplina específica, como arquitetura, elétrica (FIGURA 02), estrutural (FIGURA 03) e hidrossanitário (FIGURA 04).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="265" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1378.png" alt="" class="wp-image-249380" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1378.png 560w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1378-300x142.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="568" height="40" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1379.png" alt="" class="wp-image-249381" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1379.png 568w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1379-300x21.png 300w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="547" height="235" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1380.png" alt="" class="wp-image-249382" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1380.png 547w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1380-300x129.png 300w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para consolidar e integrar os diferentes modelos produzidos pelos acadêmicos, foi utilizado o formato universal Industry Foundation Classes (IFC), garantindo compatibilidade e interoperabilidade entre os arquivos. A utilização do IFC é fundamental para assegurar a troca eficiente de informações entre diferentes softwares e disciplinas durante o desenvolvimento do projeto. Este modelo de dados, aberto e baseado em objetos, permite que aplicações diversas compartilhem informações de maneira consistente, promovendo a padronização e reduzindo inconsistências nos projetos (Kiviniemi et al. 2008). Dentro desse contexto, observa-se que o fato de os discentes participarem de todas as etapas do processo, desde o levantamento de medidas do edifício original até a elaboração dos projetos e, por fim, a apresentação dos resultados dentro do grupo de estudos, proporciona uma vivência acadêmica enriquecedora e esclarecedora. Tal experiência não apenas consolida os conhecimentos adquiridos em sala de aula, mas também permite que os alunos desenvolvam competências alinhadas às exigências do mercado, antecipando, assim, os desafios e responsabilidades de sua futura atuação profissional na área de Engenharia Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência relatada evidenciou a importância da aplicação da metodologia BIM como ferramenta essencial para o aprimoramento da prática projetual e para a integração entre diferentes disciplinas da Engenharia Civil. O uso do software Autodesk Revit possibilitou aos discentes compreenderem, de forma prática, o potencial da modelagem da informação da construção, destacando-se pela capacidade de promover maior precisão, agilidade e colaboração no desenvolvimento de projetos. Além disso, o processo de integração dos arquivos por meio do formato IFC demonstrou a relevância da interoperabilidade entre plataformas, reforçando a importância da padronização e da comunicação eficiente entre profissionais e sistemas distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a vivência permitiu aos acadêmicos o desenvolvimento de competências técnicas e interpessoais fundamentais para o exercício profissional futuro, como o trabalho em equipe, o pensamento crítico e a capacidade de solucionar problemas de maneira integrada. O desenvolvimento desta atividade proporcionou não apenas o aprofundamento teórico sobre o uso do BIM, mas também uma experiência prática enriquecedora, que aproxima o ambiente acadêmico das exigências reais do mercado da construção civil. Iniciativas como esta, que unem teoria, prática e inovação tecnológica, fortalecem a formação dos futuros engenheiros, preparando-os para atuar em um setor cada vez mais digital, colaborativo e orientado pela eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, M. L. V. X. de; RUSCHEL, R. C. <strong>Application interoperability BIM used in architecture through the format IFC</strong>. Gestão &amp; Tecnologia de Projetos, v. 4, n. 2, 15 dez. 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BASTIAN, A. V. <strong>Métodos e técnicas de baixo custo para levantamento métrico de sítios históricos.</strong> 2015. 269 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal da Bahia, Salvador. Disponível em: https://ppgau.ufba.br/sites/ppgau.ufba.ufba.br/files/dissertacao_andrea_bastian.pdf.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes</strong>. Conceito BIM. [S.l.: s.n.]. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1zGxfC5fKt3-GH-YWKPo49Gj9TQhcoZW6/view?usp=sharing.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">KIVINIEMI, A.; TARANDI, V.; KARLSHØJ, J.; BELL, H.; KARUD, O. <strong>Review of the development and implementation of IFC compatible BIM. ERABUILD Funding Organizations,</strong> 2008. Disponível em: http://www.ebst.dk/file/9498/ReviewoftheDevelopmentandImplementationofIFCcompatibleBIM.pdf.&nbsp;</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Docente do Curso Superior de Engenharia Civil da Faculdade Ibiapaba (FACIBI) <em>Campus</em> Tianguá-CE. Especialista em MBA em Tecnologia BIM (FUNIP). e-mail: david_fontenele@faculdadeibiapaba.com.br<br><sup>2</sup>Discente do Curso Superior de Engenharia Civil da Faculdade Ibiapaba (FACIBI) <em>Campus</em> Tianguá-CE e-mail: t2.engenharia.civil.2023@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">David Antonio Fontenele Sousa<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0000-7795-3748">https://orcid.org/0009-0000-7795-3748</a><br>Francisco Hamilton Damasceno Filho<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0009-4755-4143">https://orcid.org/0009-0009-4755-4143</a><br>Pedro Henrique Magalhães Sousa<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0004-7944-7426">https://orcid.org/0009-0004-7944-7426</a><br>Raimundo Bernardo De Oliveira Rodrigues<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0001-7422-3392">https://orcid.org/0009-0001-7422-3392</a><br>Wemerson de Lima Souza<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0007-9514-6633">https://orcid.org/0009-0007-9514-6633</a><br>Humberto de Melo Menezes<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0001-2009-2438">https://orcid.org/0009-0001-2009-2438</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE NA ORLA DO PORTO DA MANAUS MODERNA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-das-condicoes-de-acessibilidade-na-orla-do-porto-da-manaus-moderna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 20:11:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=247758</guid>

					<description><![CDATA[ANALYSIS OF ACCESSIBILITY CONDITIONS ON THE WATERFRONT OF MODERN MANAUS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511111738 Eliane Medeiros de Carvalho1Raquel Freitas Reis2 Resumo O presente estudo analisa as condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna, considerando a relevância de promover melhorias que garantam a autonomia dos cidadãos e o direito de todos ao uso pleno [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">ANALYSIS OF ACCESSIBILITY CONDITIONS ON THE WATERFRONT OF MODERN MANAUS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511111738</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eliane Medeiros de Carvalho<sup>1</sup><br>Raquel Freitas Reis<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo analisa as condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna, considerando a relevância de promover melhorias que garantam a autonomia dos cidadãos e o direito de todos ao uso pleno e seguro dos espaços urbanos. O objetivo geral consiste em analisar as condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna, com base em critérios técnicos de engenharia e nas legislações vigentes que orientam o acesso universal. Na pesquisa realizou-se o estudo de caso de um trecho da Orla, permitindo identificar barreiras físicas e avaliar o grau de conformidade do espaço. Nestas etapas realizaram-se coletas de dados qualitativos e quantitativos. Inicialmente ocorreram visitas técnicas na área de estudo e a partir da observação técnica, respaldada no estado da arte sobre acessibilidade, foi elaborado e posteriormente aplicado um check list contendo parâmetros estabelecidos na ABNT NBR 9050:2020. Além disso, ocorreram medições de alguns dos parâmetros, como inclinação de rampas, corrimãos e outros. Todos os dados foram devidamente registrados fotograficamente. Os resultados apontaram a existência de diversas barreiras urbanísticas não conformes com a norma, tais como a ausência de pisos táteis contínuos e de rebaixamento de calçadas na direção do fluxo de pedestres, a presença de desníveis e irregularidades nos pisos, a inexistência de semáforos e sinalização sonora nas travessias, além de rampas com inclinação inadequada e sem corrimãos duplos e contínuos. O estudo busca contribuir para o desenvolvimento de espaços públicos mais inclusivos e para o fortalecimento das políticas de mobilidade urbana e acessibilidade no contexto amazônico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Acessibilidade universal; Mobilidade urbana; Barreiras urbanísticas; Inclusão social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado do Amazonas, localizado na região Norte do Brasil, é caracterizado por sua vasta extensão territorial, presença predominante da Floresta Amazônica e densa rede hidrográfica. Devido à limitação de estradas e à dificuldade de acesso por vias terrestres, o transporte aquaviário desempenha um papel fundamental na mobilidade da população, assim como para o escoamento de alimentos, medicamentos e mercadorias. Essa realidade torna o transporte fluvial essencial para a integração das comunidades ribeirinhas e para o desenvolvimento socioeconômico da região, ao mesmo tempo em que impõe desafios logísticos, ambientais e de infraestrutura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] Rio Amazonas é a principal via de transporte e escoamento de cargas na região Norte, onde é responsável por cerca de 65% do total transportado. Apresentando extensão de 1.646 km, atravessando as bacias dos rios Foz do Amazonas, Jatapu, Madeira, Negro, Paru, Tapajós, Trombetas e Xingu. Esta hidrovia encontra continuidade na hidrovia do Solimões (BRASIL, 2018).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A Orla do Porto da Manaus Moderna é um ponto de tráfego significativo, localizado no centro da capital do Amazonas e garante a integração entre seus municípios, onde nessa estrutura embarcam e desembarcam cotidianamente cidadãos e mercadorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados oficiais da ARSE-PAM (2024), mais de 880 mil passageiros utilizaram o transporte hidroviário intermunicipal no Amazonas em 2023, representando um aumento de 17,28% com relação ao ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, a necessidade de estudos que envolvam a mobilidade e acessibilidade para este tipo de transporte, atendendo normas e legislações vigentes, podem viabilizar a satisfação, segurança e melhorias na qualidade de vida da população.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem como objetivo geral analisar as condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna, de acordo com os critérios técnicos de engenharia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os seguintes objetivos específicos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&nbsp;Levantar e sistematizar referências bibliográficas e o estado da arte sobre acessibilidade em áreas portuárias, com ênfase em diretrizes técnicas e boas práticas nacionais;</li>



<li>Realizar o estudo de caso em um trecho específico da Orla do Porto de Manaus, visando identificar desafios e potencialidades relacionados à acessibilidade urbana;</li>



<li>Analisar tecnicamente as condições atuais de acessibilidade no local selecionado, com base nos critérios definidos por normas técnicas vigentes e legislações pertinentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir das análises das condições atuais de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna é possível identificar barreiras urbanísticas que podem dificultar a mobilidade inclusiva, comprometendo a experiência de seus usuários, inclusive no contexto turístico.&nbsp; Pretende-se, a partir dos resultados obtidos, viabilizar melhorias que promovam a autonomia dos cidadãos e assegurem o direito de todos ao acesso pleno a uma cidade mais inclusiva, acessível e adequada ao uso público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme estabelecido pelo Art.18 do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus e suas Leis Complementares: “A estratégia de mobilidade em Manaus tem como objetivo geral qualificar a circulação e a acessibilidade de modo a atender às necessidades da população em todo território municipal” (Prefeitura de Manaus, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Art.21 do Plano descreve os programas estratégicos de mobilidade em Manaus, dentre eles ressalta a “garantia da acessibilidade universal autônoma e segura aos usuários do espaço urbano, priorizando as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e os pedestres” (Prefeitura de Manaus, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Acessibilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A acessibilidade é essencial para promover inclusão social, equidade e o pleno exercício da cidadania no ambiente urbano. O conceito de acessibilidade, previsto na Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com Deficiência (LBI) – Lei nº 13.146 (BRASIL, 2015), relata que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida (BRASIL, 2015).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Legislação de Acessibilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Legislação de Acessibilidade no Brasil estabelece diretrizes fundamentais para garantir o direito de ir e vir de todas as pessoas, especialmente aquelas com deficiência ou mobilidade reduzida, assegurando condições equitativas de uso dos espaços públicos e privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Legislação Federal nº 13.146 (BRASIL, 2015), com relação à pessoa com deficiência e suas barreiras estabelece que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (BRASIL, 2015).&nbsp;</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança BRASIL, 2015).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nos termos do artigo 7 da Lei nº 13.146 (BRASIL, 2015), menciona que: “É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Lei nº 10.098 (BRASIL, 2000) em seu Art.6 informa que: “A comunicação deverá ser acessível, utilizando, entre outros recursos, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), legendas, áudio descrição e outros recursos que garantam a acessibilidade às pessoas com deficiência&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a legislação vigente Lei nº 10.098 (BRASIL, 2000):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] Em todas as áreas de estacionamento de veículos, localizadas em vias ou em espaços públicos, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção (BRASIL, 2000, art. 7º).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As Leis Federais de acessibilidade no Brasil têm como objetivo garantir o pleno exercício dos direitos das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo sua inclusão na sociedade. Algumas das Leis Federais sobre a acessibilidade no Brasil, são apresentadas no Quadro 1:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 &#8211; Leis Federais de acessibilidade no Brasil.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Norma</strong></td><td><strong>Ano</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Objetivo Principal</strong></td><td><strong>Pontos Relevantes</strong></td></tr><tr><td>Lei nº 10.098</td><td>2000</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade.</td><td>&#8211; Acessibilidade em edifícios públicos e privados de uso coletivo<br>&#8211; Adaptação do mobiliário urbano<br>&#8211; Transporte coletivo acessível</td></tr><tr><td>Decreto nº 5.296</td><td>2004</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Regulamenta as Leis nº 10.048/2000 e 10.098/2000.</td><td>&#8211; Definição técnica de acessibilidade<br>&#8211; Prazos de adaptação<br>&#8211; Regras para transporte, comunicação e edificações</td></tr><tr><td>Lei nº 12.587 (Política Nacional de Mobilidade Urbana)</td><td>2012</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Garante acessibilidade no transporte público coletivo.</td><td>-Transporte acessível como direito<br>&#8211; Inclusão da acessibilidade nos planos de mobilidade urbana</td></tr><tr><td>Lei nº 13.146 (Estatuto da&nbsp;Pessoa com Deficiência – LBI)</td><td>2015</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Garantir e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e liberdades fundamentais da pessoa com deficiência.</td><td>&#8211; Acessibilidade em comunicação, transporte, educação, saúde e tecnologia<br>&#8211; Desenho universal como princípio- Sanções por descumprimento</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1 Normalização de Acessibilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT NBR 9050:2020, estabelece critérios técnicos de acessibilidade, alguns desses podendo ser visto conforme Quadro 2:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2 &#8211; Critérios técnicos de acessibilidade.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="431" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-993.png" alt="" class="wp-image-247763" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-993.png 571w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-993-300x226.png 300w" sizes="(max-width: 571px) 100vw, 571px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="569" height="578" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-994.png" alt="" class="wp-image-247764" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-994.png 569w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-994-295x300.png 295w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Adaptado da NBR 9050 (2020) e NBR 16537 (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Acessibilidade de usuários em Portos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os terminais hidroviários da Região Norte do Brasil, especialmente na área da Amazônia, vêm passando por processos de adequação para atender às exigências de acessibilidade previstas na legislação federal e nas normas técnicas brasileiras. Estruturas como rampas de acesso, passarelas, sinalização tátil e visual, além de adaptações em mobiliários e percursos, têm sido incorporadas em projetos já executados, em obras em andamento e em planejamentos futuros. Essas intervenções visam garantir a mobilidade autônoma e segura de todos os usuários, em conformidade com os princípios do desenho universal e com os critérios estabelecidos pelas Normas Brasileiras, conforme o Quadro 3:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3 &#8211; Terminais Hidroviários com Acessibilidade na Amazônia.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Terminal</strong></td><td><strong>Cidade</strong></td><td><strong>Estado</strong></td><td><strong>Observações</strong></td></tr><tr><td>Terminal Eng.º Hercílio da Luz Mescouto (Píer 2)</td><td>Macapá</td><td>AP</td><td>Acessibilidade total declarada; banheiros adaptados; passarela coberta; padrão técnico nacional.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário (Trapiche Santa Inês)</td><td>Macapá</td><td>AP</td><td>Em obras; calçadas adaptadas, piso tátil, rampas, guarda-corpos.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário de Santarém</td><td>Santarém</td><td>PA</td><td>Terminal moderno; rampas biarticuladas, cadeiras de rodas, escadas rolantes.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário de Óbidos</td><td>Óbidos</td><td>PA</td><td>Reconstruído; banheiros PcD, rampas metálicas articuladas, sinalização interna.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário de Belém (Ruy Barata)</td><td>Belém</td><td>PA</td><td>Estrutura moderna; possui banheiros PcD, mas com falhas identificadas pelo MP.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário de Curralinho</td><td>Curralinho</td><td>PA</td><td>Novo terminal; banheiros PcD, guichês, sala de embarque.</td></tr><tr><td>Terminal Hidroviário de Aveiro</td><td>Aveiro</td><td>PA</td><td>Terminal com rampas modulares, acessibilidade destacada.</td></tr><tr><td>Terminal Turístico de Icoaraci (em construção)</td><td>Icoaraci (Belém)</td><td>PA</td><td>Em construção; projeto turístico com foco em acessibilidade.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho trata-se de uma pesquisa descritiva qualitativa e quantitativa de caráter exploratória, visando evidenciar as condições atuais de acessibilidade da Orla do Porto da Manaus Moderna. Para isso, seguiram-se as seguintes etapas metodológicas, descritas na Figura 1.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>1</strong><strong> &#8211; Etapas da metodologia de Análise das condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="538" height="98" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-995.png" alt="" class="wp-image-247767" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-995.png 538w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-995-300x55.png 300w" sizes="(max-width: 538px) 100vw, 538px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Estado da Arte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta etapa metodológica, foram realizadas pesquisas bibliográficas por meio digital, abrangendo Normas, Legislações, Regulamentos e Plano de Mobilidade Municipal vigentes, para respaldar o entendimento técnico que compreendam o direito à acessibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Checklist</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o embasamento teórico/técnico, elaborou-se um checklist contendo alguns dos principais requisitos que contemplam a acessibilidade, conforme a ABNT NBR 9050:2020, entre eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Piso regular, firme e antiderrapante;</li>



<li>Rampas com inclinação;</li>



<li>Corrimãos duplos em rampas e escadas;</li>



<li>Sinalização tátil em rampas e escadas;</li>



<li>Piso tátil direcional e de alerta;</li>



<li>Símbolo Internacional de Acessibilidade;</li>



<li>Comunicação visual, tátil e sonora.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O checklist<em> </em>foi aplicado como critério de delimitação de investigação da situação atual da acessibilidade na área de estudo, contendo observações normativas dos itens escolhidos e para preenchimento, uma coluna apontando se a condição atual atende, não atende ou atende parcialmente aos critérios normativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Área de Estudo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O local de estudo está localizado na Orla do Porto da Manaus Moderna situada na margem esquerda do Rio Negro, Zona Sul no centro da cidade de Manaus/Amazonas, onde é o principal ponto de embarque e desembarque de passageiros e cargas da região Norte do Brasil, conforme a Figura 2:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 &#8211; Vista aérea da Orla do Porto da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="547" height="264" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1408.png" alt="" class="wp-image-249599" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1408.png 547w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1408-300x145.png 300w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE:<strong> </strong>Google Earth/ Coordenadas da Orla do Porto da Manaus Moderna 3°08&#8217;29&#8243;S 60°01&#8217;21&#8243;W (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Visita Técnica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A área escolhida para a coleta de dados da situação atual da Orla, observando a presença ou ausência dos itens apresentados no checklist, ocorreram entre os Trecho 1 e Trecho 2, e podem ser visualizados na Figura 2. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta etapa, foram realizadas 2 visitas técnicas, que foram devidamente registradas com acervo fotográfico, anotações das medições de distâncias e inclinações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Análise dos Dados&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos dados obtidos, foi possível verificar quais requisitos de acessibilidade são acessíveis aos usuários, nos trechos em estudo, apontando ainda grau de inclinação das rampas, condições de acesso na travessia e principais pontos de circulação;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o tratamento dos dados, realizou-se o comparativo das adequações conforme norma regulamentadora para acessibilidade e legislações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O checklist preenchido nas visitas técnicas pode ser observado no Quadro 4:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 4 &#8211; Checklist da análise de dados obtidos em um trecho da Orla do Porto da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="3">CHECKLIST &#8211; ACESSIBILIDADE- ABNT NBR 9050:2020&nbsp;&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Item&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Observações</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Atende? (Sim/Não/Parcialmente)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Piso regular, firme e antiderrapante</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Piso deve ser uniforme e contínuo, sem irregularidades que possam causar dificuldades de deslocamento, ter textura que reduza risco de escorregamento.                     </td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Rampas com inclinação conforme norma</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Rampas longas: inclinação máxima de 8,33%. A rampa deve estar coerente com o fluxo de travessia, integrando-se a faixas de pedestres, semáforos ou sinalização sonora, permitindo manobra segura para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e crianças.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Parcialmente&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Corrimãos duplos em rampas e escadas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Rampas e escadas devem possuir corrimões em ambos os lados, formando o corrimão. Altura dos corrimões. Corrimão superior: entre 0,92m e 1,00 m do piso acabado. Corrimão inferior: entre 0,70m e 0,75 m do piso acabado. Altura deve ser contínua e constante ao longo de toda a rampa ou escada.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sinalização tátil em rampas e escadas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">No topo e base de escadas; início e final de rampas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Placas com contraste visual e tátil</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Placas acessíveis devem ter alto contraste visual mínimo de 30 pontos de luminância, caracteres e símbolos táteis em relevo, com tipografia clara e altura adequada, (entre 0,90 e 1,70m para caracteres táteis em rota acessível), garantindo que todos os usuários, incluindo pessoas com deficiência visual, consigam ler e compreender informações.&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Piso tátil direcional e de alerta</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Piso tátil de alerta deve ser instalado no início e no final das rampas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Símbolo Internacional de Acessibilidade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Deve ser usado em vagas de estacionamento reservadas e rampas acessíveis.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Comunicação visual, tátil e sonora</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A comunicação deve ser clara, visível, tátil e sonora integrada e coerente, com piso tátil, avisos sonoros como no sinal sonoro de trânsito e placas de alto contraste, garantindo orientação segura e acessibilidade.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento realizado, tornou-se possível obter dados relacionados com condições inseguras ou que dificultam a mobilidade de seus usuários com relação aos critérios previstos em norma de acessibilidade ABNT NBR 9050:2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de uma verificação feita em visita técnica do local no trecho 2 em uma parte desse trecho, é perceptível que o piso em concreto da calçada de circulação livre, apresenta irregularidade, como desnível. Conforme mostra a Figura 3:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 &#8211; Piso em concreto da calçada de circulação livre no trecho 2 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="227" height="217" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-997.png" alt="" class="wp-image-247778"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação às rampas de acesso no trecho 1, por meio de localização com coordenadas geográficas (latitude e longitude) aproximadas de 3º08’30.6” S 60º01’15.5” W, foi identificado que não se faz uso de corrimão duplo e o tipo de corrimão que se faz presente é descontínuo ao longo da rampa. Conforme mostram as Figuras 4 e 5:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 4 e 5 &#8211; Rampas de acesso e corrimão utilizados no trecho 1 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="481" height="217" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1407.png" alt="" class="wp-image-249597" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1407.png 481w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1407-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 481px) 100vw, 481px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se tem a análise com relação ao grau de inclinação máximo de rampa, conforme a coleta de dados obtida <em>in loco</em> com mesma localização no trecho 1, observou-se através de medições e cálculos feitos que a mesma se encontra fora dos padrões da norma de acessibilidade, pois obteve resultados insatisfatórios em seu percentual. Sendo seu comprimento de projeção horizontal = <strong>23,9m</strong> e altura do desnível = <strong>3,3m</strong>, com isso o segmento de rampa tem como resultado em sua inclinação = <strong>13,8 %,</strong> ou seja, não está conforme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando o que se pede em NBR9050:2020, o grau de inclinação deve ter como limite estabelecido a inclinação entre 6,25% e 8,33%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especificação em NBR9050:2020 diz que a inclinação das rampas deve ser calculada conforme a seguinte equação 1:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="398" height="71" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-999.png" alt="" class="wp-image-247780" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-999.png 398w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-999-300x54.png 300w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Onde:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>i &nbsp; </strong>é a inclinação, expressa em porcentagem (%);</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>h</strong> &nbsp; é a altura do desnível;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>c </strong>&nbsp;&nbsp;é o comprimento da projeção horizontal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 6 apresenta o que foi identificado no trecho 1 de acesso a rampa:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6 &#8211; Altura do desnível de rampa de acesso no trecho 1 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="306" height="407" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1000.png" alt="" class="wp-image-247783" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1000.png 306w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1000-226x300.png 226w" sizes="(max-width: 306px) 100vw, 306px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No trecho 1, por meio de localização com coordenadas geográficas (latitude e longitude) aproximadas de 3°08&#8217;30.6&#8243;S 60°01&#8217;17.6&#8243;W.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir deste cálculo, identificou-se que o grau de inclinação não atende a norma, pois obteve como resultado de <strong>18,75%</strong>, considerando <strong>17,6m</strong> de projeção horizontal com <strong>3,3m</strong> de altura de desnível. Conforme as Figuras 7 e 8:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 7 e 8 &#8211; Altura do desnível de rampa de acesso no trecho 1 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="429" height="279" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1001.png" alt="" class="wp-image-247785" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1001.png 429w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1001-300x195.png 300w" sizes="(max-width: 429px) 100vw, 429px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda no trecho 1, é perceptível as condições de insegurança, não condizendo com a norma. Observa-se ainda que uma parte do acesso, possui um improviso de piso de rampa, com material desnivelado e inapropriado o que pode causar possíveis acidentes. Como mostram as Figuras 9 e 10:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 9 e 10 &#8211; Condições atuais de rampa de acesso no trecho 1 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="966" height="639" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1454.png" alt="" class="wp-image-249747" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1454.png 966w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1454-300x198.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1454-768x508.png 768w" sizes="(max-width: 966px) 100vw, 966px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro intervalo, ainda no trecho 1, por meio de localização com coordenadas geográficas (latitude e longitude) aproximadas de 3°08&#8217;28.3&#8243;S 60°01&#8217;21.6&#8243;W pode-se observar que na travessia não consta rebaixamento de calçada e nem a representação da Simbologia Internacional de Acesso – SIA e que também não consta o piso tátil direcional e de alerta da rampa, outra observação visível é que na travessia não tem semáforo ou nenhuma sinalização sonora. Na Figura 11 é possível visualizar a condição atual da calçada na direção do fluxo de travessia de pedestres:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11 &#8211; Condições atuais de acesso na travessia no trecho 1 da Orla da Manaus Moderna.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="443" height="252" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1004.png" alt="" class="wp-image-247789" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1004.png 443w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1004-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 443px) 100vw, 443px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autoras (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Conforme ABNT NBR16537 (2024) locais de travessia devem ter sinalização tátil de alerta no piso, posicionada paralelamente à faixa de travessia ou perpendicularmente à linha de caminhamento, para orientar o deslocamento das pessoas com deficiência visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, vale ressaltar que foram observados somente alguns trechos da Orla do Porto da Manaus Moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, percebe-se que, embora a Orla do Porto da Manaus Moderna mostra algumas partes voltadas à acessibilidade, ainda são evidentes a ausência de itens normativos essenciais e a inadequação de certos dispositivos em relação aos dimensionamentos previstos nas normas vigentes, como a NBR 9050:2020. Estes erros comprometem a vasta mobilidade e a inclusão das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Diante disso, torna-se indispensável a execução e a implantação correta das adequações necessárias, assegurando o cumprimento da legislação de acesso universal e atendendo às demandas específicas do contexto amazônico, em que a acessibilidade deve ser compreendida como um direito fundamental e uma condição indispensável para a cidadania.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto, a análise das condições de acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna permitiu identificar com clareza que nesse importante espaço público da cidade de Manaus/AM não atende plenamente aos critérios estabelecidos pela ABNT 9050:2020 como demais normas de acessibilidade cabíveis e Leis Federais de acessibilidade no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados mostra que há barreiras urbanísticas, como ausência de pisos táteis contínuos e no rebaixamento de calçada na direção do fluxo de travessia de pedestres, os pisos estão com irregularidades ou desníveis que possam causar dificuldades de deslocamento dos seus usuários, na travessia não tem semáforo ou nenhuma sinalização sonora, o grau de inclinação das rampas no local está com percentual insatisfatório e nas mesmas não se faz uso de corrimão duplo e contínuo ao longo das rampas. Tais condições evidenciam a falta de ações satisfatórias de órgãos gestores e poder público para adaptar o espaço público conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, constata-se que a acessibilidade na Orla do Porto da Manaus Moderna ainda é um grande obstáculo a ser corrigido com base nas normas da ABNT e instrução de desenho universal a fim de garantir uma cidade mais inclusiva, acessível e adequada ao uso público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar, a importância deste trabalho para uma melhor compreensão de direito a acessibilidade essencial para as sociedades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). <strong>Hidrovia do Amazonas</strong>. Gov.br, 27 dez. 2018. Atualizado em 14 dez. 2021. Disponível em: &lt;<a href="https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/aquaviario/intervencao-em-hidrovias/hidrovias-1/hidrovia-do-amazonas">https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/aquaviario/intervencao-em-hidrovias/hidrovias-1/hidrovia-do-amazonas</a>&gt;. Acesso em: 23 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARSEPAM – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas. <strong>Número de passageiros cresce 17,28% no transporte rodoviário intermunicipal em 2023: mais de 880 mil pessoas viajaram para o interior do Amazonas utilizando esse sistema</strong>. Manaus, 08 jan. 2024. Disponível em: &lt;<a href="https://www.arsepam.am.gov.br/numero-de-passageiros-cresce-1728-no-transporte-rodoviario-intermunicipal-em-2023">https://www.arsepam.am.gov.br/numero-de-passageiros-cresce-1728-no-transporte-rodoviario-intermunicipal-em-2023</a>&gt;. Acesso em: 23 de setembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.<strong> Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)</strong>. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 7 jul. 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. <strong>ABNT NBR 9050:2020 –</strong> <strong>Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos</strong>. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PREFEITURA DE MANAUS, Instituto Municipal de Planejamento Urbano. <strong>Legislação urbanística municipal: Plano Diretor e Ambiental de Manaus e suas leis complementares: versão 01</strong>. Manaus, 2023. Disponível em: &lt;<a href="https://www.manaus.am.gov.br/implurb/wp-content/uploads/sites/13/2023/08/LEGISLACAO-URBANISTICA-MUNICIPAL-PLANO-DIRETOR-E-AMBIENTAL-DE-MANAUS-E-SUAS-LEIS-COMPLEMENTARES-Versao-01.pdf">https://www.manaus.am.gov.br/implurb/wp-content/uploads/sites/13/2023/08/LEGISLACAO-URBANISTICA-MUNICIPAL-PLANO-DIRETOR-E-AMBIENTAL-DE-MANAUS-E-SUAS-LEIS-COMPLEMENTARES-Versao-01.pdf</a>&gt;. Acesso em: 25 de setembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. <strong>Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida</strong>. Diário Oficial da União, Brasília, 19 dez. 2000. Disponível em: &lt;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2000/l10098.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2000/l10098.htm</a>&gt;. Acesso em: 25 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA AMAPÁ. <strong>Governador Clécio Luísí entrega novo Terminal Hidroviário Eng. Hercílio da Luz Mescouto com padrão nacional na orla de Macapá. Macapá, 2024</strong>. Disponível em:&lt;<a href="https://www.difusoramacapa.com.br/post/terminal-hidrovi%C3%A1rio-de-macap%C3%A1-novo-espa%C3%A7o-traz-conforto-seguran%C3%A7a-e-dignidade-para-passageiros-e">https://www.difusoramacapa.com.br/post/terminal-hidrovi%C3%A1rio-de-macap%C3%A1-novo-espa%C3%A7o-traz-conforto-seguran%C3%A7a-e-dignidade-para-passageiros-e</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA AMAPÁ. <strong>Terminal hidroviário no Píer 2 do Trapiche Santa Inês começa a ser estruturado e definido como novo ponto de chegada de embarcações em Macapá. Macapá, 2023</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.agenciaamapa.com.br/noticia/29703/terminal-hidroviario-no-pier-2-do-trapiche-santa-ines-comeca-a-ser-estruturado-e-definido-como-novo-ponto-de-chegada-de-embarcacoes-em-macapa">https://www.agenciaamapa.com.br/noticia/29703/terminal-hidroviario-no-pier-2-do-trapiche-santa-ines-comeca-a-ser-estruturado-e-definido-como-novo-ponto-de-chegada-de-embarcacoes-em-macapa</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COMPANHIA DE PORTOS E HIDROVIÁRIOS DO PARÁ – CPH. <strong>Mais conforto e segurança no acesso à cidade: Estado entrega primeiro Terminal Hidroviário de Aveiro. Belém, 2023</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/59474/mais-conforto-e-seguranca-no-acesso-a-cidade-estado-entrega-primeiro-terminal-hidroviario-de-aveiro">https://www.agenciapara.com.br/noticia/59474/mais-conforto-e-seguranca-no-acesso-a-cidade-estado-entrega-primeiro-terminal-hidroviario-de-aveiro</a>&gt; . Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COMPANHIA DE PORTOS E HIDROVIÁRIOS DO PARÁ – CPH. <strong>Novo Terminal Hidroviário Turístico de Icoaraci é mais um equipamento que prepara Belém para o turismo nacional e internacional. Belém, 2023</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/65033/novo-terminal-hidroviario-turistico-de-icoaraci-e-mais-um-equipamento-que-prepara-belem-para-o-turismo-nacional-e-internacional">https://www.agenciapara.com.br/noticia/65033/novo-terminal-hidroviario-turistico-de-icoaraci-e-mais-um-equipamento-que-prepara-belem-para-o-turismo-nacional-e-internacional</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIPU. <strong>Terminal hidroviário de Óbidos garante conforto e segurança a usuários e turistas no oeste do Pará. Óbidos, 2023.</strong> Disponível em: &lt;<a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/66966/terminal-hidroviario-de-obidos-garante-conforto-e-seguranca-a-usuarios-e-turistas-no-oeste-do-para">https://www.agenciapara.com.br/noticia/66966/terminal-hidroviario-de-obidos-garante-conforto-e-seguranca-a-usuarios-e-turistas-no-oeste-do-para</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ENCONTRA BELÉM. <strong>Terminal Hidroviário de Belém – Ruy Barata. Belém, 2022</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://ilhadocombu.tur.br/travessia/">https://ilhadocombu.tur.br/travessia/</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O LIBERAL. <strong>Terminal hidroviário de Belém deve passar por adaptações para garantia de acessibilidade. Belém, 2022</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.oliberal.com/belem/terminal-hidroviario-de-belem-deve-passar-por-adaptacoes-para-garantia-de-acessibilidade-1.942280">https://www.oliberal.com/belem/terminal-hidroviario-de-belem-deve-passar-por-adaptacoes-para-garantia-de-acessibilidade-1.942280</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PREFEITURA MUNICIPAL DE CURRALINHO. <strong>Terminal Hidroviário de Curralinho é inaugurado e mais obras são anunciadas. Curralinho, 2024</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://pmcurralinho.pa.gov.br/terminal-hidroviario-de-curralinho-e-inaugurado-e-mais-obras-sao-anunciadas/">https://pmcurralinho.pa.gov.br/terminal-hidroviario-de-curralinho-e-inaugurado-e-mais-obras-sao-anunciadas/</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DO PARÁ – SEPLAD. <strong>Santarém ganha o maior e mais moderno Terminal Hidroviário do Brasil. Belém, 2022</strong>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.seplad.pa.gov.br/2022/04/19/santarem-ganha-o-maior-e-mais-moderno-terminal-hidroviario-do-brasil/">https://www.seplad.pa.gov.br/2022/04/19/santarem-ganha-o-maior-e-mais-moderno-terminal-hidroviario-do-brasil/</a>&gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. <strong>NBR 16537:2024 —Acessibilidade — Sinalização tátil no piso — Diretrizes para elaboração de projetos e instalação.</strong> Rio de Janeiro: ABNT, 2024. Disponível em: &lt; <a href="https://ampid.org.br/site2020/wp-content/uploads/2024/01/NBR-16537-2024.pdf">https://ampid.org.br/site2020/wp-content/uploads/2024/01/NBR-16537-2024.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus &#8211; ULBRA. E-mail: eliane.carvalho@rede.ulbra.br<br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Manaus- ULBRA. Mestre em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA/UFCG). E-mail: raquel.reis@ulbra.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE TIJOLOS ECOLÓGICOS E CONVENCIONAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sustentabilidade-na-construcao-civil-analise-comparativa-entre-tijolos-ecologicos-e-convencionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 15:02:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=243655</guid>

					<description><![CDATA[SUSTAINABILITY IN CIVIL CONSTRUCTION: COMPARATIVE ANALYSIS BETWEEN ECOLOGICAL AND CONVENTIONAL BRICKS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510301202 Maria Eduarda Pereira Silva1Yasmim Alves Paiva1Lourenço Manuel2Marcelo Carlos Ribeiro3Aurélio Ferreira Melo4Andre Mendes5Jackelya Araujo da Silva6Guido Gustavo Humada González7Juracy Mendes Moreira8Jose Marcelo de Oliveira9 Resumo O estudo aborda o aumento de práticas sustentáveis na construção civil, em foco no tijolo tecnológico como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">SUSTAINABILITY IN CIVIL CONSTRUCTION: COMPARATIVE ANALYSIS BETWEEN ECOLOGICAL AND CONVENTIONAL BRICKS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510301202</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maria Eduarda Pereira Silva<sup>1</sup><br>Yasmim Alves Paiva<sup>1</sup><br>Lourenço Manuel<sup>2</sup><br>Marcelo Carlos Ribeiro<sup>3</sup><br>Aurélio Ferreira Melo<sup>4</sup><br>Andre Mendes<sup>5</sup><br>Jackelya Araujo da Silva<sup>6</sup><br>Guido Gustavo Humada González<sup>7</sup><br>Juracy Mendes Moreira<sup>8</sup><br>Jose Marcelo de Oliveira<sup>9</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aborda o aumento de práticas sustentáveis na construção civil, em foco no tijolo tecnológico como alternativa de substituir materiais convencionais, produzido com materiais recicláveis, solo e cimento, o tijolo vem ganhando notoriedade pelas suas vantagens ambientais, redução de entulhos, além de desenvolvimento térmico e acústico. A pesquisa realça que o tijolo ecológico reduz a retirada de materiais não renováveis e emissão de gás CO², além de diminuir em 40% os custos e em até 30% do tempo de execução de obra. Apesar de possuir muitos benefícios, há uma resistência estrutural e a falta de padronização normativa, dificulta adentrar em grandes construções. O estudo usou a metodologia comparativa entre tijolos convencionais e ecológicos, utilizando diversos critérios como tempo de execução de obra e sustentabilidade. Os resultados demonstram que o tijolo ecológico é eficiente para obras de pequeno e médio porte. Conclui-se que o aumento de pesquisas, capacitação profissional e certificados, é essencial para inserir esse material como uma solução definitiva para a construção civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Materiais sustentáveis, inovação tecnológica, economia de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Summary</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The study addresses the rise of sustainable practices in civil construction, focusing on technological bricks as an alternative to conventional materials. Produced with recyclable materials, soil, and cement, these bricks have been gaining notoriety for their environmental advantages, reduced debris, and improved thermal and acoustic performance. The research highlights that ecological bricks reduce the removal of non-renewable materials and CO² emissions, in addition to reducing costs by 40% and construction time by up to 30%. Despite their many benefits, their structural resistance and lack of regulatory standardization hinder their use in large-scale construction projects. The study used a comparative methodology between conventional and ecological bricks, using various criteria such as construction time and sustainability. The results demonstrate that ecological bricks are efficient for small and medium-sized projects. The conclusion is that increased research, professional training, and certifications are essential to establish this material as a definitive solution for civil construction.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Sustainable materials, technological innovation, resource saving.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse por práticas sustentáveis na construção civil vem se tornando cada vez mais notório, visto que, é uma atividade que possui uma enorme demanda em recursos naturais não renováveis, e gera muito entulho e resíduos. Nesse contexto, os materiais sustentáveis vêm ganhando visibilidade, uma vez que reduz impactos na natureza, amplia durabilidade das edificações e viabiliza melhores condições de saúde e bem-estar das gerações futuras. O tijolo ecológico merece especial visibilidade, produzido a partir do solo, cimento e resíduos recicláveis, aliam sustentabilidade, economia e eficiência construtiva. Visto que minimizará a retirada de recursos naturais, consequentemente impactos ambientais, esses elementos construtivos, oferecem vantagem em termos de custos e tempo de execução, consolidando-se uma excelente alternativa promissora para edificações sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os diversos modelos de tijolos ecológicos utilizados atualmente, destacam-se dimensões como 25 × 12,5 × 7 cm para tijolos modulares ou canaletas, e 12,5 × 12,5 × 7 cm para meio-tijolo, que se mostram bastante comuns no mercado. Essas medidas favorecem um rendimento eficiente, reduzindo as necessidades de cortes, e desperdícios de material nas alvenarias. Segundo (FERREIRA e COSTA 2021) um aspecto importante é a durabilidade e resistência mecânica do tijolo ecológico. Levantamentos confirmam, que tijolos de solo-cimento, quando são compactados e curados corretamente, atingem resistência suficiente para uso em alvenarias estruturais de pequeno e médio porte. Segundo (MENDES et. al., 2022) que em um trabalho com tijolos de solo-cimento permitiram aos autores concluírem que o material não seja utilizado apenas em obras sustentáveis, mas também em projetos convencionais, abrangendo seu campo de aplicação. A adesão de tijolos ecológicos viabiliza benefícios sociais, reduz a exposição de trabalhadores a resíduos nocivos, contribui para o conforto térmico das edificações, resultando em melhora da qualidade de vida de gerações futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo (GOMES e BARBOSA 2018) o aumento da preocupação com o meio ambiente da Construção Civil, motivou buscas de cada vez mais opções de formas sustentáveis para minimizar os danos causados, pois o mesmo é um ramo que consome muitos recursos naturais e gera muito entulhos, necessitando de estar sempre procurando variações inovadoras. O assunto levantado neste estudo surgiu da indispensabilidade de reduzir os resíduos de obras, emissão de gases poluentes e reduzir a extração de conteúdos naturais. O presente estudo fundamenta em termos teóricos e práticos, na área teórica, contribui com o ampliamento de conhecimentos sobres materiais sustentáveis e as aplicações em obras, com relevância no tijolo tecnológico, um exemplo de material ecológico que vem se evidenciando por sua eficiência e menor impacto na natureza. Segundo (WEBER et. al., 2017) uma estrutura com furos internos facilita a instalação de sistemas elétricos e hidráulicos, o que contribui para a agilidade da obra e a redução de entulho e ainda complementa que o tijolo ecológico alia estética, economia e sustentabilidade, tornando-se uma opção viável frente ao tijolo convencional. De acordo com (PAIXÃO et. al., 2023) afirma que a utilização de tijolos ecológicos na construção civil tem oferecido uma solução viável e promissora para enfrentar os desafios ambientais e sociais que as construtoras enfrenta atualmente e isso tem reforçado sua relevância ao classificá-lo como uma inovação significativa no setor, unindo eficiência construtiva e responsabilidade ambiental. A pauta sobre o uso de tijolos tecnológicos na construção civil é altamente relevante, principalmente em relação aos obstáculos da atualidade em se encaixar na sustentabilidade e redução de consequências ambientais. Segundo (ÂNGELO e SIMÕES 2023) puderam observar em seus estudos sobre tijolo ecológico a importância de explorar novas tecnologias, desempenho, impactos e a viabilidade do tijolo tecnológico no contexto da construção civil atual. Um estudo realizado (SILVA et. al., 2009) avaliou tijolos produzidos com solo-cimento e resíduos de tornearia mecânica, e identificou valores de resistência à compressão entre 0,33 e 0,45 MPa, abaixo dos limites exigidos por muitas normas técnicas para aplicações estruturais, embora os índices de absorção de água estivessem dentro dos padrões aceitáveis. Essa limitação de desempenho contribui para a hesitação por parte de engenheiros, arquitetos e construtores em adotar os tijolos ecológicos como alternativa confiável aos tradicionais blocos cerâmicos. De acordo com (SILVA e MILANI 2022) essa insegurança técnica está diretamente relacionada à ausência de normas padronizadas e de certificações específicas que atestem o desempenho dos tijolos ecológicos em diferentes condições de uso. A falta de padronização não apenas compromete a confiança dos profissionais da construção, mas também impede que o material seja incorporado com segurança em projetos que demandam maior rigor estrutural. Como solução, torna-se fundamental o investimento em pesquisas científicas e ensaios técnicos que avaliem, de forma sistemática, o comportamento dos tijolos ecológicos ao longo do tempo e em diferentes contextos climáticos e estruturais. Essas pesquisas devem contribuir para criação de normas técnicas específicas, podendo orientar engenheiros e arquitetos diante dos parâmetros mínimos de resistência, durabilidade e aplicação do material. Outra medida necessária é a capacitação técnica de profissionais, com foco na melhor forma de dimensão estrutural e na aplicação adequada dos tijolos ecológicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (MENDES et. al., 2023) destacam que a implementação de novas tecnologias na construção civil requer um esforço conjunto entre universidades, setor produtivo e poder público, a fim de garantir mão de obra qualificada e preparada para lidar com materiais distintos. Dessa forma, a resistência dos tijolos ecológicos é vista como um desafio técnico relevante, há soluções viáveis que podem melhorar esse problema e promover a sua utilização com maior segurança e eficiência. A consolidação da base científica e normativa, aliado à capacitação técnica, é essencial para que os tijolos ecológicos deixem de ser uma promessa sustentável e se firmam como uma realidade viável na construção civil brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa em questão adotou uma metodologia de estudo de caso, com abordagem comparativa, tendo como principal objetivo a análise das diferenças entre o tijolo ecológico e o tijolo convencional na construção civil. O estudo de caso foi escolhido por permitir uma investigação mais profunda, mostrando em exemplos reais de aplicação dos dois tipos de material, sendo mais fácil para identificar e compreender suas características técnicas, econômicas, sociais e ambientais. Essa análise comparativa foi realizada como estratégia para mostrar e identificar as semelhanças e diferenças mais relevantes entre os dois sistemas de construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante todo o desenvolvimento da pesquisa, foram coletados e analisados dados dos seguintes aspectos de cada tipo de material:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tempo da obra;</li>



<li>Desempenho térmico e acústico das Obras;</li>



<li>Resistência estrutural e características técnicas dos tijolos;</li>



<li>Impacto ambiental, levando em consideração o consumo de recursos naturais, geração de resíduos e emissão de CO₂.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As informações obtidas foram adicionadas e organizadas em tabelas comparativas, para deixar mais fácil a visualização e interpretação das diferenças entre os dois sistemas. Esse tipo de abordagem permitiu identificar, com base em evidências práticas, as vantagens e limitações de cada um dos materiais, buscando uma reflexão mais profunda sobre o uso de soluções sustentáveis na construção civil.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Critério de Análise</strong></td><td><strong>Tijolo Ecológico</strong></td><td><strong>Tijolo Convencional</strong></td></tr><tr><td><strong>Tempo de execução</strong></td><td>Reduzido, sistema de encaixe elimina parte da necessidade de reboco e permite alvenaria estrutural</td><td>Mais demorado, exige argamassa em todas as fases, reboco e etapas separadas para estrutura e vedação</td></tr><tr><td><strong>Desempenho térmico</strong></td><td>Superior, maior isolamento térmico devido ao design e densidade do bloco</td><td>Inferior, tende a absorver mais calor, exigindo maior uso de climatização artificial</td></tr><tr><td><strong>Desempenho acústico</strong></td><td>Moderado a bom, dependendo do modelo e da instalação</td><td>Variável, geralmente necessita de tratamento adicional para isolamento acústico</td></tr><tr><td><strong>Resistência</strong></td><td>Alta resistência à compressão, pode ser usado em alvenaria estrutural</td><td>Boa resistência, mas geralmente usado como vedação com estrutura independente</td></tr><tr><td><strong>Impacto ambiental</strong></td><td>Menor, uso de solo-cimento, baixo consumo de água, sem queima em fornos, menos resíduos</td><td>Maior, uso intensivo de recursos naturais (argila e madeira), queima em fornos, alto consumo de água e geração de resíduos durante a obra</td></tr><tr><td><strong>Necessidade de reboco</strong></td><td>Reduzida ou dispensável, superfície pode ser deixada aparente</td><td>Necessária, acabamento com argamassa em todas as superfícies</td></tr><tr><td><strong>Aproveitamento de recursos</strong></td><td>Maior, pode utilizar resíduos ou solo local</td><td>Baixo, depende da extração de argila e transporte industrial</td></tr><tr><td><strong>Aceitação no mercado</strong></td><td>Crescente, mas ainda com resistência em regiões com menos informação</td><td>Alta, amplamente utilizado e aceito</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="869" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180-1024x869.jpeg" alt="" class="wp-image-243659" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180-1024x869.jpeg 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180-300x255.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180-768x652.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180-1536x1303.jpeg 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-180.jpeg 1570w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O tijolo ecológico enfatiza claramente nos critérios de sustentabilidade, reciclagem de resíduos e impacto ambiental, reforçando o foco sustentável. Segundo (MOTTA et. al., 2014) o consumo de madeiras para formas nas construções, proporciona uma economia de concreto e argamassa em cerca de 70% e de aço 50% em relação à estrutura de concreto armado. Segundo (SANTANA et. al., 2013) em uma trabalho comparativo entre o tijolo comum e o tijolo ecológico conclui que os tijolos ecológicos constituem uma alternativa para a sustentabilidade e conservação do meio ambiente, pois desenvolve práticas que colaboram com o meio ambiente como a não queima de biomassa e o reaproveitamento de entulho. Para (WAGNA et. al., 2013) em um estudo com tijolos a base de solo cimento percebeu uma tendência ao crescimento do número de depósitos de patentes, nos países como o Japão, China e Coréia. Indicando os esforços inovativos têm sido realizados por diferentes países, atestando interesse na aplicação e desenvolvimento de novos produtos. Segundo (FRAGA et. al., 2016) em um trabalho com tijolo ecológico foi possível demonstrar o uso do tijolo de solo-cimento na construção que está em alta no mercado nacional, ainda de acordo com os autores os benefícios da utilização de tijolos ecológicos. Segundo (MORAES et. al., 2025) em um estudo com tijolos ecológicos puderam observar uma economia superior a outras técnicas de construção representando economia de 13% em relação ao bloco cerâmico e 112% comparado ao tijolo maciço.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa valida que o tijolo ecológico possui desempenho ambiental e profissional satisfatório, tornando assim uma alternativa sustentável ao tijolo convencional. O estudo confirma que os objetivos propostos são atingidos, ao evidenciar que otimiza o tempo de obra, melhora o conforto acústico e térmico das edificações e reduz danos ambientais. O tijolo ecológico ainda enfrenta limitações relacionadas à padronização da resistência estrutural em projetos de grande porte, mas já se mostra eficiente em obras de pequeno e médio porte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O incentivo da pesquisa, é a certificação técnica para fortificar a credibilidade do tijolo e aumentar sua adoção no mercado. A contribuição principal deste estudo é comprovar o potencial dos tijolos ecológicos, possibilitando tornar o setor da construção civil sustentável e eficiente, reforçando a importância de integrar novas tecnologias ao processo construtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ÂNGELO, Francisco Almeida; SIMÕES, Gustavo Ferreira. <strong>Tijolos ecoeficientes de barro cru com resíduos sólidos e efluente industrial utilizando tecnologias não convencionais. </strong>Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 23, n. 2, p. 131-148, abr./jun. 2023. ISSN 1678-8621 Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Alves Leite; COSTA, Paulo Henrique. <strong>Tijolos ecológicos de solo-cimento: vantagens, limitações e aplicabilidade.</strong> Revista Ibero-Americana de Engenharia Civil, v. 18, n. 4, p. 233–247, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRAGA, Yuri Sotero Bomfim; BARBOSA, Andrea Quaranta; SANTOS, Luiz Henrique Pereira; MOTA, Walter Vieira; DORTAS, Ivan Santos. <strong>Tecnologia dos materiais: a utilização do tijolo de solo-cimento na construção civil. Cadernos de graduação </strong>Ciências exatas e tecnológicas | Aracaju | v. 3 | n. 3 | p. 11-24 | Outubro 2016 | periodicos.set.edu.br.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, Fernando&nbsp; Cardoso; BARBOSA, Eurípedes Pedro. <strong>Construção sustentável: análise do uso de tijolos ecológicos em edificações residenciais.</strong><strong><em> </em></strong>Revista de Engenharia Civil e Ambiental, v. 13, n. 1, p. 12–25, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDES, Vítor Freitas; CARVALHO, Aldo Ribeiro de; CASTRO, Júlia Assumpção de; MENDES, Júlia Castro. <strong>Análise de desempenho térmico de edificações: uma revisão narrativa incluindo a influência dos fechamentos. </strong>V encontro latino-americano e europeu sobre edificações e comunidades sustentáveis 16 e 17 de Novembro de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDES, Isadora Beatriz Araújo; SOUSA, Rebeka Manuela Lobo; MELO, Sávio Torres.<em><br></em><strong>Análise das propriedades tecnológicas dos tijolos ecológicos produzidos na região do Poty Velho &#8211; Teresina-PI</strong>.<em> </em>Research, Society and Development, v. 11, n. 10, art. 32242, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAIS, João Marcos Pereira de; SILVA, Érica Martins da; LIMA, Leilane de Almeida Costa; MELO, Roberto de Albuquerque; MORAES, Alex Souza; MORAES, Jurandy Moura de; JÚNIOR, Madson Correia de Melo; SALES, Adriene Meire Santos; JÚNIOR, João Carlos Montenegro Coutinho; BEZERRA, Luís Rodrigo D&#8217;Andrada; SANTOS, Clécio Gomes dos; SILVA, Alberto Antônio da; DAMASCENA, Kennedy Francys Rodrigues; SOUZA, José Djalma de; SILVA, Cristiano José da. <strong>Tijolo ecológico como alternativa sustentável: avaliação técnica e econômica frente ao déficit habitacional. </strong>Revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.9, p. 01-22, 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOTTA, Jessica Campos Soares Silva; MORAIS, Paola Waleska Pereira; ROCHA, Glayce Nayara; TAVARES, Joicimara da Costa; GONÇALVES, Gabrielle Cristina; CHAGAS, Marcela Aleixo; MAGESTE, Jalson Luiz; LUCAS, Taiza de Pinho Barroso.&nbsp;<strong>Tijolo de solo-cimento: análise das características físicas e viabilidade econômica de técnicas construtivas sustentáveis. </strong>e-xacta, Belo Horizonte, v.7, n.1, p. 13-26. 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAIXÃO, Gabriela Barbosa; SANTOS, Gustavo Soares; MAROTTA, Luiza Ignez Mollica; SANTOS, Rodrigo César de Vasconcelos dos; OLIVEIRA, Igor Rafael Buttignol de; OLIVEIRA, Clayton Reis de; SOUZA, Guilherme Silva de; SOARES, Pedro Augusto. <strong>O uso de tijolos ecológicos como material sustentável na construção civil. </strong>Revista Contemporânea Contemporary Journal3(8): 11265-11291, 2023 ISSN: 2447-0961</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTANA, Josiane do Espirito Santo; CARVALHO, Ana Cristina Xavier de; FARIA, Rozilaine Aparecida Pelegrine Gomes de. <strong>Tijolo ecológico versus tijolo comum: benefícios ambientais e economia de energia durante o processo de queima. </strong>IV Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental Salvador/BA – 25 a 28/11/2013</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Mayara Tartarotti Cardozo da; MILANI, Ana Paula da Silva. Condutividade térmica do material construtivo solo cimento: um estudo bibliométrico. In: encontro nacional de tecnologia do ambiente construído, 19. 2022. Porto Alegre: ANTAC, 2022. p. 1–16.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Wilson Marques; FRREIRA, Regis de Castro; SOUZA, Lahuana Oliveira de; SILVA, Adriana Marques. <strong>Efeito da incorporação de resíduos agroindustriais nas características mecânicas e termofísicas de tijolos modulares de solo-cimento</strong>. Brazilian Journal of Environmental Sciences (Online), n. 14, p. 9-14, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WAGNA, Piler Carvalho dos Santos; VIVIAN, Patrícia Suzart; NELICIO, Ferreira da Silva Junior. <strong>Tendências tecnológicas para o processo de preparação de compósito à base de solo-cimento e fibra de bananeira para fabricação de tijolos e tecnologias correlatas através da pesquisa em documentos de patentes. </strong>Cadernos de Prospecção &#8211; ISSN 1983-1358 (print) 2317-0026 (online), 2013, vol.6, n.1, p.36-44.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WEBER, Eduardo; CAMPOS, Roger Francisco Ferreira de; BORGA, Tiago. <strong>Análise da eficiência do tijolo ecológico solo-cimento na construção civil</strong>. Revista de Engenharias e Inovação Tecnológica, 6(2), 18-34. 2017</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente de eng. civil, Centro Universitário UniBras Montes Belos São Luís de Montes Belos &#8211; Goiás.<br><sup>2</sup>Professor Dr. Centro de Excelência em Sistemas Agroalimentares e Nutrição, Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Moçambique &#8211; África.<br><sup>3</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Ouro Preto-MG.<br><sup>4</sup>Professor Dr. Faculdade de Gestão Integrada – FGI – Goiânia-GO.<br><sup>5</sup>Professor Dr. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais. Campus Ponte Nova<br><sup>6</sup>Professora Dra. Universidade Federal do Piauí&nbsp;(UFPI).<br><sup>7</sup>Professor Dr. Universidad San Carlos. Asunción. Paraguay.<br><sup>8</sup>Professor MsC. Centro Universitário UniBras Montes Belos São Luís de Montes Belos &#8211; Goiás.<br><sup>9</sup>Professor MsC. Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). Colégio Estadual Alvino Pereira Rocha.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DA VIABILIDADE PARA A EXPANSÃO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) EM SÃO LUÍS DE MONTES BELOS &#8211; GO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-da-viabilidade-para-a-expansao-da-estacao-de-tratamento-de-agua-eta-em-sao-luis-de-montes-belos-go/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 14:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=243634</guid>

					<description><![CDATA[FEASIBILITY ANALYSIS FOR THE EXPANSION OF THE WATER TREATMENT PLANT (WTP) IN SÃO LUÍS DE MONTES BELOS &#8211; GO REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510301114 Stela Faria da Silva1Carllos Emannuel Xavier Batista1Juracy Mendes Moreira2Gisley de Souza Brito2Lourenço Manuel3Marcelo Carlos Ribeiro4Aurélio Ferreira Melo5Andre Mendes6Jackelya Araujo da Silva7Guido Gustavo Humada González8 Resumo O presente artigo tem como objetivo analisar a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">FEASIBILITY ANALYSIS FOR THE EXPANSION OF THE WATER TREATMENT PLANT (WTP) IN SÃO LUÍS DE MONTES BELOS &#8211; GO</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510301114</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Stela Faria da Silva<sup>1</sup><br>Carllos Emannuel Xavier Batista<sup>1</sup><br>Juracy Mendes Moreira<sup>2</sup><br>Gisley de Souza Brito<sup>2</sup><br>Lourenço Manuel<sup>3</sup><br>Marcelo Carlos Ribeiro<sup>4</sup><br>Aurélio Ferreira Melo<sup>5</sup><br>Andre Mendes<sup>6</sup><br>Jackelya Araujo da Silva<sup>7</sup><br>Guido Gustavo Humada González<sup>8</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo analisar a viabilidade de expansão da Estação de Tratamento de Água (ETA) Santana, localizada no município de São Luís de Montes Belos – GO. Essa estação, construída entre 1964 e 1966, operava com o método de filtragem lenta e com mudanças nas normas, houve ajustes técnicos para que continuasse abastecendo o município. Diante dos avanços tecnológicos e do crescimento populacional contínuo, a ampliação da ETA Santana torna-se essencial para garantir seu funcionamento adequado. A metodologia proposta neste trabalho consiste na implementação de uma ETA compacta, que se apresenta como uma solução ágil, de fácil execução e economicamente vantajosa. Este estudo foi desenvolvido no contexto da potabilidade da água e da saúde pública da comunidade, considerando que a estação de tratamento original não foi dimensionada para acompanhar o crescimento demográfico e a crescente demanda hídrica. Dessa forma, a ampliação do sistema atual é necessária para continuar em nível de potabilidade que possa ser considerado seguro, evitando que a qualidade da água potável se deteriore para além dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Saneamento. ETA Compacta. Filtragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article analyzes the feasibility of expanding the Santana Water Treatment Plant (WTP), located in the municipality of São Luís de Montes Belos, Goiás. Built between 1964 and 1966, this plant operated using a slow filtration method. With regulatory changes, technical adjustments were made to ensure it continued supplying the municipality. Given technological advances and continued population growth, expanding Santana WTP is essential to ensure its proper operation. The methodology proposed in this work consists of implementing a compact WTP, which presents an agile, easy-to-implement, and economically advantageous solution. This study was developed within the context of water potability and community public health, considering that the original treatment plant was not designed to accommodate population growth and increasing water demand. Therefore, expanding the current system is necessary to maintain a safe level of potability, preventing the quality of drinking water from deteriorating beyond the standards established by the Ministry of Health.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Sanitation. Compact WTP. Filtration.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ingestão de água potável é de crucial relevância para a saúde pública, dado que a composição hídrica majoritária do organismo humano é indispensável para o seu funcionamento adequado. (GUITARRARA, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fornecimento de água potável às residências é precedido pelo tratamento realizado nas Estações de Tratamento de Água (ETA), instalação responsável para tratar impurezas, contaminantes e microrganismos provenientes da água bruta, sua funcionalidade é constantemente fiscalizada para que se atinja o padrão de potabilidade pela Portaria n° 888/2021. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apenas 84,1% da população brasileira possui acesso à água tratada, com as regiões Norte e Nordeste sendo as mais afetadas por essa realidade. Essa situação resulta em mais de 40 mil internações anuais devido a doenças relacionadas à falta de saneamento, além de dificultar o desenvolvimento econômico dessas regiões. (ANA, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Luís de Montes Belos é um dos 226 municípios do estado de Goiás que são atendidos pelo sistema de abastecimento de água tratada, no total, Goiás possui 246 municípios. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o censo realizado em 2022 indicou uma população de 33.852 habitantes em São Luís de M. Belos, todos atendidos 4 com água tratada pelo Saneamento de Goiás S.A. – Saneago, uma empresa de economia mista criada pela Lei Estadual nº 6.680, de 13 de setembro de 1967. (IBGE, 2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ETA do município de São Luís de Montes Belos – GO foi construída por volta da década de 60, quando as normas em relação ao tratamento de água eram mais flexíveis do que atualmente. Com o passar dos anos e o município crescendo cada vez mais, a vazão da água que abastecia a cidade teve que ser aumentada para atender as necessidades da população ali presente. Apesar de todo o crescimento da população, apenas pequenas mudanças na atual estação foram realizadas para que conseguisse suprir a sociedade até que medidas sejam tomadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação dessa instalação além de sua capacidade de vazão projetada acarreta consequências de longo prazo, tais consequências incluem, uma diminuição na eficácia do tratamento, o que é uma causa para a promoção de doenças. Diante de tais problemas, é, então, importante aplicar manutenção e reparos enquanto os sistemas estão no nível de estado limite de serviço (ELS) para evitar um potencial colapso ou falha &#8211; estado limite último (ELU).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os avanços nas tecnologias de construção, é possível realizar a ampliação da ETA Santana de forma a não interromper o abastecimento público a longo prazo e utilizando menos espaço com a Estação de Tratamento de Água (ETA) Compacta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 O TRATAMENTO DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fatores necessários para garantir o desenvolvimento de um município é o saneamento básico, que é composto pelos sistemas de tratamento de água e esgoto. Esses sistemas, juntos, proporcionam saúde pública e previnem diversas doenças, como diarreia por Escherichia coli, amebíase, disenteria bacteriana e ascaridíase, entre outras. (DAMKE; PASSINI, 2020)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a aprovação da Lei nº 14.026, em 15 de julho de 2020, moderniza-se a estrutura do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil e estabelece-se o objetivo de alcançar 99% do fornecimento de água tratada e esgoto até 2033. Esta lei visa oferecer à população brasileira um cuidado básico que todas as sociedades precisam para melhorar sua qualidade de vida. (BRASIL, 2020)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento proporciona uma economia de 4,3 dólares em despesas de saúde em escala global. Contudo, a realidade é que 2,5 bilhões de pessoas permanecem desprovidas de acesso a serviços básicos de saneamento. Adicionalmente, cerca de 1 bilhão de indivíduos são&nbsp;compelidos&nbsp;a praticar a defecação a céu aberto, um cenário que não apenas&nbsp;intensifica&nbsp;a proliferação de doenças, mas também&nbsp;degrada&nbsp;a salubridade e a dignidade dos espaços urbanos, transformando,&nbsp;lamentavelmente, ruas e áreas públicas em locais de descarte inadequado de efluentes. (OMS, 2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo estudo conduzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à água potável constitui um pilar fundamental para a qualidade de vida da população. Com isso, destaca-se que esta premissa não se restringe a indicadores de grandezas, mas, sim, que a garantia de água com qualidade adequada é um fator determinante para a preservação da vida humana. (ONU, 2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 PROCESSOS CONVENCIONAIS DE TRATAMENTO DE ÁGUA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas de tratamento de água convencionais após a captação de água bruta são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Coagulação: etapa que consiste no recebimento da água em estado bruto e seguida pela adição do composto químico sulfato de alumínio Al₂(SO₄) ₃, utilizado devido suas propriedades coagulantes e floculantes, fazendo com que as partículas de sujidades se aglomerem em uma massa maior conhecida como flóculos ou flocos, sendo essencial para facilitar sua extração e garantir a purificação da água;</li>



<li>Floculação: após a formação dos flóculos, é utilizado um agitador mecânico para potencializar a ação do composto, permitindo com que as partículas entrem em contato;</li>



<li>Decantação: fase em que se é utilizada a força da gravidade para que os sólidos sedimentem e acumulem na parte inferior formando um lodo, a parte líquida superior é direcionada para outro reservatório;</li>



<li>Filtração: processo em que a água passa por filtros que retém as partículas pequenas, eliminando as impurezas sólidas restantes;</li>



<li>Desinfecção: a água é encaminhada para outro reservatório, em que é acrescido o produto químico cloro para eliminar os microrganismos presentes, garantindo a sua salubridade;</li>



<li>Fluoretação: etapa opcional, realizada na ETA Santana, em que consiste na adição de flúor para auxílio na saúde bucal da população.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Posterior ao processo de tratamento, a água tratada é depositada em reservatórios para ser distribuída à população.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada estágio de tratamento em que a água bruta é submetida para se tornar água tratada é de grande importância tanto para saúde populacional, quanto para economia local e nacional, sendo indispensável para o funcionamento eficiente e sustentável de uma sociedade. (SIRIUS BIOTECNOLOGIA JR, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA) COMPACTA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia que se consolida cada vez mais presente no mercado de saneamento básico é a Estação de Tratamento de Água Compacta, sendo um equipamento que assegura a potabilidade da água conforme estabelecido pela Portaria 2.914/2011 do Ministério de Saúde, trazendo benefícios como instalação em menor espaço, menor consumo de energia e operação automatizada. O equipamento opera de forma modular, através de skids metálicos ou containers, projetado para integrar todos os componentes necessários para executar as etapas de tratamento de uma estação (FILTRANDOBLOG, 2025). No entanto, em determinadas situações, pode-se optar por implantar apenas um estágio do tratamento, como por exemplo na estação da cidade de São Luís de Montes Belos – GO, onde é fundamental apenas a instalação de novos filtros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse sistema já vem sendo adotado em alguns municípios, como em Anápolis – GO (figura 1), foi instalada essa inovação possibilitando a diminuição de custos operacionais e elevação do padrão da água, funcionando de forma controlada e monitorada automaticamente. (GOIÁS, 2024)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 – ETA Compacta de Anápolis</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="512" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1837.png" alt="" class="wp-image-243644" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1837.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1837-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Saneamento de Goiás S.A. – SANEAGO, disponível em: &lt;https://www.saneago.com.br/#/noticia_interna/6395/3&gt; (acesso em: 19 out. 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem metodológica deste Trabalho de Conclusão de Curso fundamenta-se em uma pesquisa do tipo específica, com abordagem qualitativa e descritiva. Para atender aos seus objetivos, foi realizada uma análise técnica e documental relacionada ao funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) Santana, a qual atualmente opera acima de sua capacidade técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo baseou-se em um levantamento bibliográfico de artigos técnico-científicos, normas técnicas e na coleta de dados fornecidos pela concessionária local de abastecimento de água. A partir dessas informações, foi elaborada uma proposta para ampliar a capacidade de tratamento, considerando como alternativa a implantação de uma ETA compacta. Esse tipo de solução é frequentemente adotado em municípios de pequeno e médio porte devido à sua eficiência operacional e ao reduzido tempo de implementação (MARTINS, BASSO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ETA compacta funcionará como um sistema de filtração de pequeno porte, com rápida instalação, destinado ao tratamento de água para consumo controlado, acrescentando cerca de 40 L/s à capacidade de abastecimento do município. O processo de filtração ocorre quando a água passa por grandes filtros compostos por camadas de seixos (pedras de rio), areia de diferentes granulometrias e carvão antracito (carvão mineral). Nesse estágio, as impurezas que não foram removidas nas fases anteriores ficam retidas. Ressalta-se que, nesse ponto, a água já se apresenta potável; contudo, para garantir maior segurança contra infecções de origem hídrica, realiza-se a desinfecção por meio da cloração, processo em que é adicionado cloro à água com a finalidade de eliminar micro-organismos patogênicos, assegurando sua potabilidade até o ponto de consumo (TEODORO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram coletados com base em documentos institucionais, relatórios de operação da ETA e informações disponibilizadas pela empresa concessionária. Também foram considerados os parâmetros definidos pela legislação e normas vigentes, como a Portaria de Consolidação nº 5 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2017), que estabelece os padrões de potabilidade da água destinada ao&nbsp;consumo&nbsp;humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante visitas realizadas a estação da cidade de São Luís de Montes Belos – GO, foi identificado um local promissor para a instalação da ETA compacta, ambiente já sendo analisado pela concessionária para possível instalação, trata-se de um tanque desativado com vasto espaço, conforme pode ser observado na figura 2.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 02: Área junto ETA existente, com possibilidade de instalação&nbsp;da&nbsp;nova&nbsp;ETA</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-179-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-243647" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-179-1024x768.jpeg 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-179-300x225.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-179-768x576.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-179.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, foram analisados parâmetros operacionais fornecidos pela concessionária local. Observou-se que a água tratada apresenta pH médio de 6,40, valor que se enquadra nos limites estabelecidos pela Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde, que define a faixa de 6,0 a 9,5 para a água destinada ao consumo humano. Esse parâmetro segue ainda os procedimentos técnicos de análise descritos na ABNT NBR 9896/1987, que padroniza a determinação laboratorial do pH da água (ABNT, 1987). No que se refere ao uso de produtos químicos no processo de tratamento, verificou-se que são consumidos diariamente de 80 a 450 kg de sulfato de alumínio como coagulante, aproximadamente 12 kg de flúor para fluoretação e cerca de 15 kg de cloro para desinfecção da água. Esses dados reforçam a caracterização do funcionamento atual da estação e constituem subsídios para a avaliação da eficiência do processo e para a justificativa da necessidade de ampliação do sistema de tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que o padrão de potabilidade da água esteja de acordo com as normas, foi identificado uma inconformidade na etapa de filtração, fator que pode afetar futuramente na qualidade da água. Esse estágio é equipado com quatro filtros para purificação da água, sendo cada um deles projetado para suportar a vazão de 20 L/s, resultando em uma capacidade de 80 L/s. No entanto, constatou-se que a vazão atual para conseguir suprir a necessidade do município, excede o limite estabelecido, ocasionando a sobrecarga dos filtros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando esse fator, a intervenção na estação de tratamento deve ser realizada com rapidez e de forma eficiente, falhas ou imprecisões nas etapas do tratamento podem comprometer o seu desempenho esperado, resultando na mudança da qualidade da água, como aumento da turbidez, maior consumo de produtos químicos para suprir a necessidade e assim, ocasionar riscos à saúde ao ser consumida (OLIVEIRA, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho teve como propósito analisar a viabilidade de expansão da Estação de Tratamento de Água (ETA) Santana, situada no município de São Luís de Montes Belos – GO, considerando o crescimento populacional e as limitações do sistema atual, que opera acima de sua capacidade projetada. Ao longo da pesquisa, ficou evidente que, embora a ETA ainda consiga manter os padrões de potabilidade exigidos pela legislação vigente, seu desempenho vem sendo comprometido pela sobrecarga operacional, especialmente na etapa de filtração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises realizadas demonstraram que a estação utiliza corretamente os parâmetros de controle da qualidade da água — como o pH médio de 6,40 e o uso adequado de sulfato de alumínio, flúor e cloro — conforme estabelecido pela Portaria de Consolidação nº 5/2017 do Ministério da Saúde. No entanto, o funcionamento contínuo acima da vazão ideal representa um risco futuro à eficiência do sistema e à qualidade da água distribuída à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a implantação de uma ETA compacta surge como uma solução moderna, prática e economicamente viável. Esse tipo de tecnologia tem se mostrado eficiente em diversos municípios, pois permite ampliar a capacidade de tratamento sem grandes obras, com menor custo, tempo reduzido de instalação e manutenção simplificada. Além disso, a ETA compacta pode ser integrada à estrutura existente, garantindo o abastecimento contínuo e atendendo plenamente às exigências de potabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, conclui-se que a ampliação do sistema de tratamento por meio da adoção de uma ETA compacta representa um passo essencial para o desenvolvimento sustentável de São Luís de Montes Belos. Essa iniciativa não apenas assegura a continuidade do fornecimento de água de qualidade, mas também fortalece a saúde pública e o bem-estar da população. Recomenda-se, por fim, que sejam realizados estudos complementares de viabilidade técnica, econômica e ambiental, de forma a embasar a implementação do projeto e contribuir para o avanço das políticas de saneamento básico&nbsp;do&nbsp;município.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO.&nbsp;<strong>O saneamento no Brasil</strong>. Disponível em:&nbsp;https://www.ana.gov.br/saneamento/. Acesso em: 20 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.&nbsp;<strong>NBR 9896</strong>: Água – Determinação do pH. Rio de Janeiro, 1987. Acesso em: 12 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021. Altera o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.&nbsp;<strong>Diário Oficial da União</strong>, Brasília, DF, 5 maio 2021. Disponível em:&nbsp;https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2021/prt0888_07_05_2021.html. Acesso em: 10 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017. Consolida as normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde.&nbsp;<strong>Diário Oficial da União</strong>, Brasília, DF, 3 out. 2017. Acesso em: 15 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020. Atualiza o marco legal do saneamento básico.&nbsp;<strong>Diário Oficial da União</strong>, Brasília, DF, 16 jul. 2020. Disponível em:&nbsp;https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14026.htm. Acesso em: 13 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAMKE, T.; PASINI, F. A importância da potabilidade da água no saneamento básico para a promoção da saúde pública no Brasil.&nbsp;<strong>TECCEN – Revista de Tecnologia e Ciências Exatas e Naturais</strong>, v. 4, n. 1, p. 1-9, 2022. Disponível em:&nbsp;https://editora.univassouras.edu.br/index.php/TECCEN/article/view/2200/1422. Acesso em: 05 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FILTRANDOBLOG.&nbsp;<strong>O que é uma ETA compacta?</strong>&nbsp;Disponível em: https://blog.filtrando.com.br/eta-convencional-e-eta-compacta/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20uma%20ETA%20compacta%3F,decantadores%2C%20bombas%20e%20pain%C3%A9is%20el%C3%A9tricos. Acesso em: 19 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOIÁS.&nbsp;<strong>ETA compacta de Anápolis está 100% automatizada</strong>. Governo de Goiás, 25 jun. 2024. Disponível em:&nbsp;https://goias.gov.br/eta-compacta-de-anapolis-esta-100-automatizada-2/. Acesso em: 06 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUITARRARA, Paloma.&nbsp;<strong>Água potável</strong>. Brasil Escola. Disponível em:&nbsp;https://brasilescola.uol.com.br/geografia/agua-potavel.htm. Acesso em: 02 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBGE.&nbsp;<strong>Panorama de São Luís de Montes Belos</strong>. Disponível em:&nbsp;https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/sao-luis-de-montes-belos/panorama. Acesso em: 30 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, C. H.; BASSO, L. C. Avaliação de estações compactas de tratamento de água como alternativa para pequenas comunidades.&nbsp;<strong>Revista Engenharia Sanitária e Ambiental</strong>, v. 22, n. 3, p. 567-574, 2017. Acesso em: 10 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Mariângela Dutra de. Avaliação de fatores intervenientes no desempenho de estações de tratamento de água.&nbsp;<strong>Engenharia Sanitária e Ambiental</strong>, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 479488, 2021. Disponível&nbsp;em:&nbsp;https://www.scielo.br/j/esa/a/VRk6SYZRWFQxjMXwdxDL7mR/?format=html&amp;lang=pt.Acesso em: 19 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE.&nbsp;<strong>OMS: Para cada dólar investido em água e saneamento, economiza-se 4,3 dólares em saúde global</strong>. Disponível em:&nbsp;https://brasil.un.org/pt-br/55290-oms-para-cada-d%C3%B3lar-investido-em-%C3%A1gua-e-saneamento-economiza-se-43-d%C3%B3lares-em-sa%C3%BAde-global. Acesso em: 19 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIRIUS BIOTECNOLOGIA JR.&nbsp;<strong>Qual a importância do tratamento de água para a economia?</strong>&nbsp;Sirius Biotecnologia Jr., 25 jun. 2024. Disponível em:&nbsp;https://sites.usp.br/siriusbiotecnologiajr/2024/06/25/qual-a-importancia-do-tratamento-de-agua-para-a-economia/. Acesso em: 02 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEODORO, Miguel A.&nbsp;<strong>Você sabe como é feito o tratamento da água que chega até a sua torneira</strong>. Guaçuí: SAAE – Guaçuí/ES, 18 mar. 2021. Disponível em:&nbsp;https://saaeguacui.es.gov.br/noticia/2021/03/voce-sabe-como-e-feito-o-tratamento-da-agua-que-chega-ate-a-sua-torneira.html. Acesso em: 10 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UNITED NATIONS.&nbsp;<strong>25% da população mundial não tem acesso à água potável, alerta ONU</strong>. Organização das Nações Unidas no Brasil, 22 mar. 2023. Disponível em:&nbsp;https://brasil.un.org/pt-br/204766-25-da-popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-n%C3%A3o-tem-acesso-%C3%A1gua-pot%C3%A1vel-alerta-onu. Acesso em: 21 set. 2025.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário UniBRÁS São Luiz de Montes Belos &#8211; Goiás.<br><sup>2</sup>Professor MsC. Centro Universitário UniBRÁS São Luiz de Montes Belos &#8211; Goiás.<br><sup>3</sup>Professor Dr. Centro de Excelência em Sistemas Agroalimentares e Nutrição, Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Moçambique &#8211; África.<br><sup>4</sup>Professor Dr. Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Ouro Preto-MG<br><sup>5</sup>Professor Dr. Faculdade de Gestão Integrada – FGI – Goiânia-GO.<br><sup>6</sup>Professor Dr. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais. Campus Ponte Nova.<br><sup>7</sup>Professora Dra. Universidade Federal do Piauí&nbsp;(UFPI).<br><sup>8</sup>Professor Dr. Universidad San Carlos. Asunción. Paraguay.</p>
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