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	<title>Educação Física &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Nov 2025 19:51:25 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Educação Física &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<item>
		<title>BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO FUNCIONAL PARA OS IDOSOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 20:24:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[BENEFITS OF FUNCTIONAL TRAINING FOR THE ELDERL BENEFICIOS DEL ENTRENAMIENTO FUNCIONAL PARA LAS PERSONAS&#160;MAYORES REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101722 João Felipe da SilvaEdson Leandro BiageOrientadora: Profa. Denise Oliveira RESUMO: Este estudo teve como propósito analisar os benefícios do treinamento funcional na prevenção de doenças em pessoas idosas, destacando sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">BENEFITS OF FUNCTIONAL TRAINING FOR THE ELDERL</p>



<p class="wp-block-paragraph">BENEFICIOS DEL ENTRENAMIENTO FUNCIONAL PARA LAS PERSONAS&nbsp;MAYORES</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511101722</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">João Felipe da Silva<br>Edson Leandro Biage<br>Orientadora: Profa. Denise Oliveira</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO:</strong> Este estudo teve como propósito analisar os benefícios do treinamento funcional na prevenção de doenças em pessoas idosas, destacando sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida e autonomia funcional. O objetivo principal foi identificar, por meio de uma revisão bibliográfica, os efeitos do treinamento funcional sobre a saúde física e mental de idosos. A metodologia empregada consistiu em uma pesquisa descritiva e qualitativa, baseada em revisão de literatura científica obtida em bases de dados como Scielo, Lilacs e Google Acadêmico, com enfoque em estudos que relacionam o treinamento funcional à prevenção de doenças e ao envelhecimento saudável. Os resultados indicam que o treinamento funcional promove ganhos significativos em força muscular, equilíbrio, coordenação motora, resistência e bem-estar psicológico, além de contribuir para a prevenção de quedas e o controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e osteoporose. Também se observou melhora nas capacidades cognitivas e sociais, especialmente em idosos com doenças degenerativas, como o Alzheimer. Conclui-se que o treinamento funcional é uma ferramenta eficaz e acessível na promoção da saúde e da qualidade de vida na terceira idade, ressaltando-se a importância da orientação profissional para garantir segurança, motivação e resultados positivos no processo de envelhecimento ativo e saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Treinamento Funcional, Idoso e Doenças&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT:</strong> This study aimed to analyze the benefits of functional training in disease prevention in older adults, highlighting its contribution to improving quality of life and functional autonomy. The main objective was to identify, through a literature review, the effects of functional training on the physical and mental health of older adults. The methodology employed consisted of descriptive and qualitative research, based on a review of scientific literature obtained from databases such as Scielo, Lilacs, and Google Scholar, focusing on studies linking functional training to disease prevention and healthy aging. The results indicate that functional training promotes significant gains in muscle strength, balance, motor coordination, endurance, and psychological well-being, in addition to contributing to fall prevention and the control of chronic diseases such as hypertension, diabetes, and osteoporosis. Improvements in cognitive and social skills were also observed, especially in older adults with degenerative diseases such as Alzheimer&#8217;s. It is concluded that functional training is an effective and accessible tool in promoting health and quality of life in old age, highlighting the importance of professional guidance to ensure safety, motivation and positive results in the process of active and healthy aging.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Functional Training, Elderly and Diseases&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento Funcional teve a sua origem com os profissionais da fisioterapia, esses profissionais utilizavam exercícios que eram semelhantes ao padrão de movimento que eram necessários na reabilitação dos pacientes, possibilitando que eles ter um breve retorno para a realização de suas funções rotinas, tendo um bom desempenho e sem possuir dores, após as cirurgias ou lesões. Monteiro e Carneiro (2010) citam que o treinamento funcional teve sua origem nos Estados Unidos por volta de 1970.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora no Brasil o treinamento funcional chegou através do professor Luciano D’Elia, com o início em São Paulo em uma academia na década de 90, na sua origem era utilizado em esportes de lutas, que logo foi ganhando diversos participantes, devido aos seus benefícios. No Brasil, existem três vertentes para o treinamento funcional a primeira é mais voltada à prática esportiva, outra advém do pilates que é focada no Power House também chamada CORE e a última versão são exercícios voltados para a melhoria das capacidades funcionais, cabendo ao profissional da educação física escolher qual linha de trabalho é mais adequada para cada aluno. Segundo D’Elia, 2005, O treinamento funcional é empurrar, estabilizar, levantar, agachar, arremessar, correr ou saltar, para fazer com que o corpo se torne uma ferramenta que faça ou produza movimentos mais eficientes, que melhore a performance e que previne lesões e contendo uma evolução constante.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento Funcional é baseado na melhoria dos aspectos neurológicos que afetam a capacidade funcional do corpo, por meio dos exercícios que estimulam diversos componentes do sistema nervoso. (Campos e Neto, 2004).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa modalidade de treino, define-se por um novo conceito de força, que se utiliza do próprio corpo como o seu instrumento de trabalho, além de utilizar recursos como as bolas suíças, elásticos e outros instrumentos que causam desequilíbrio, obtendo benefícios na resistência muscular, coordenação motora, condicionamento cardiovascular, força, flexibilidade e propriocepção cita (MONTEIRO EVANGELISTA, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca pela longevidade na atualidade, está diretamente relacionada com a qualidade de vida, logo nos remetemos a essa pergunta; o que é ter qualidade de vida? segundo MINAYO et al, (2000), o conceito de qualidade de vida refere-se a um mínimo de condições para que os indivíduos nela inseridos, possam desenvolver o máximo de suas potencialidades, sejam estas, viver, sentir, amar, trabalhar, produzir bens e serviços, fazendo ciência ou artes. E a referida conceituação, se liga diretamente a ideia de longevidade ou viver um pouco mais do que é esperado segundo padrões impostos pela OMS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento é um processo natural que causa uma redução do sistema nervoso central (SNC) e por consequência comprometendo o sistema neuromuscular, o que leva a perda de força muscular, amplitude de movimentos e equilíbrio, levando a ter limitações na capacidade funcional. A prática de exercícios físicos pode acarretar essas alterações no organismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade física e o exercício físico aplicado em idosos, são elementos que promovem a prevenção, manutenção ou reabilitação funcional, controle de doenças crônicas como: diabetes, hipertensão, obesidade e principalmente doenças que atingem o aparelho circulatório, pois no processo de envelhecimento observa-se diminuição das funções imunológicas do indivíduo, também quedas hormonais, além do declínio nas capacidades funcionais, consequentemente, aspectos psicológicos decorrentes de perdas graduais e contínuas (CAVALLI et al 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do IBGE, no ano de 2030, o Brasil terá a sexta população mundial em números absolutos de idosos. As doenças ligadas ao processo de envelhecimento levam ao dramático aumento do custo das assistências de saúde, além de importantes repercussões sociais, com grande impacto na economia dos países. A maioria das evidências mostram que o melhor modo de otimizar e promover a saúde do idoso é prevenir seus problemas médicos mais frequentes, (NOBREGA et al, 1999).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, NOBREGA et al. (1999), entende que estas intervenções devem ser direcionadas em especial, à prevenção das doenças cardiovasculares, consideradas a principal causa de morte nessa faixa etária. Por outro lado, o sedentarismo e a incapacidade funcional, causando dependência de segundos e terceiros, são as maiores adversidades da saúde associada ao envelhecimento. As principais causas de incapacidade são as doenças crônicas, incluindo as sequelas dos acidentes vasculares encefálicas, as fraturas, as doenças reumáticas e as doenças cárdio vasculares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspectiva apresentada, considerando que a má qualidade de vida e as doenças adquiridas no processo de envelhecimento da pessoa idosa, estão intimamente associadas ao sedentarismo, questiona-se: quais benefícios, a Educação Física, sob a ótica da aplicação do treinamento funcional, pode proporcionar em idosos?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Objetivo geral desta pesquisa, foi identificar através de um estudo bibliográfico, quais são os benefícios que o treinamento funcional pode proporcionar aos idosos, através de práticas regulares de exercícios físicos para a prevenção de doenças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os objetivos específicos visam apontar como o treinamento funcional pode resultar na prevenção de doenças aumentando a qualidade de vida do idoso, influenciando tanto no aspecto físico e psicológico, e também demonstrar como o treinamento funcional pode ser uma ferramenta motivacional para a prática dessa modalidade nessa faixa etária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Who, (2004) apud Cortes-Neto et al., (2010), é preciso evitar ao máximo o envelhecimento funcional, que torna o idoso dependente do cumprimento das atividades cotidianas mais simples (andar, agachar, subir escadas, arrumar a casa etc.).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>MATERIAIS E MÉTODOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica, vez que, utilizou-se da produção de autores reconhecidos na comunidade cientifica, voltados para a investigação do treinamento funcional do idoso; é descritiva, pois expõe as características de determinado população e fenômeno, ou seja, buscou-se expor as caraterísticas de grupos, como distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde físico mental, dentre outros, no presente caso a pessoa idosa praticante de treinamento funcional; é também positivista, visto que consiste na observação do fenômeno concreto, exposto pela ciência, sem qualquer atributo teológico ou metafisico tendo como base o mundo físico ou material (MATTOS, ROSSETO JÚNIOR e BLECHER, 2008).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo científico faz um corte temporal entre autores da Educação Física, autores de Medicina na área da geriatria e fisioterapia, que associam a atividade física e o treinamento resistido e treinamento funcional aplicado a melhor idade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo foi constituído por um levantamento bibliográfico de dados encontrados na literatura já existente, consistindo assim, em uma revisão de literatura. Foram pesquisados 114 artigos científicos, sendo 20 utilizados na produção dessa pesquisa. Utilizou-se pesquisas a bases de dados online da Scielo Acadêmico, Lilacs e Google&nbsp;Scholar e Acadêmico, Portal de Periódicos da CAPES, artigos originais e de revisão (MATTOS, ROSSETO JÚNIOR e BLECHER, 2008).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.&nbsp;RESULTADOS E </strong><strong>DISCUSSÕES</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática de exercícios físicos traz uma diferença notável na qualidade de vida dos idosos, seja na prevenção de doenças físicas, psicológicas ou até mesmo na autoestima dos idosos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade de vida pode ser afetada de maneira negativa, com a redução da força muscular e a diminuição de disfunções cardiovasculares, o treinamento em circuito, que é uma das características do funcional melhora a qualidade de vida dos idosos, com exercícios específicos para força, equilíbrio e atividades específicas do dia a dia.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Teixeira et al. (2010), o aumento da força e densidade óssea e a melhora do equilíbrio são variáveis importantes para o idoso. Essas melhoras podem diminuir o risco de queda, melhorar a realização das atividades diárias e a qualidade de vida dos idosos. Assim, o programa de treinamento funcional demonstra resultados importantes para um envelhecimento mais saudável.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento funcional melhora habilidades do dia a dia em pessoas idosas como a força de membro superiores e superiores, equilíbrio estático e dinâmico, velocidade, tempo de reação, controle, coordenação motora e também o condicionamento aeróbio, esses elementos são a base para o treinamento funcional. Os sistemas cardiovascular e respiratório trabalham de forma simultânea, sendo importante para a qualidade de vida dos idosos. O programa de TF aprimora o condicionamento físico para atividades diárias. Além do Treinamento Funcional, a qualidade de vida não está relacionada somente ao exercício físico, está relacionada também ao desempenho de funções físicas, intelectuais e psicológicos, pode estar relacionado com o bem estar familiar e ao ambiente de trabalho junto de colegas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 DOENÇAS FÍSICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento Funcional está relacionado como uma forma de prevenção às doenças físicas, por tanto o objetivo desse estudo foi realizar uma pesquisa onde a intenção foi obter resultados com o TF para idosos através de um programa de dois meses de exercícios funcionais em um grupo de idosas, avaliando quais seriam os impactos instrumentais de uma vida diária (AIVD) e no equilíbrio unipodálico. O objetivo desse programa foi saber se após o treinamento funcional, as participantes tivessem melhora no equilíbrio e na execução das Atividades Instrumentais de Vida Diária&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo foi realizado na Clínica Escola do Centro Universitário de Belo Horizonte, onde tiveram voluntárias, acima de 60 anos, onde os nomes delas estavam em uma lista de espera para atendimento fisioterápico. Participaram do estudo 7&nbsp; idosas de comunidade, sedentárias, sem distinção de raça ou classe social. Foram excluídas as idosas com alterações cognitivas, avaliados por um mini exame do estado mental, com doenças neurológicas, quadros álgicos e fraturas que tivessem ocorrido com menos de um ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi utilizado a escala de Lawton para avaliação funcional de desempenho da (AIVD), como capacidades de preparar uma refeição, limpeza doméstica, tomar remédios, subir escadas, caminhar, fazer compras e utilizar transporte coletivo.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Marra <em>et al</em>.<sup>10</sup> reportaram, com base em Lawton e Broody<sup>9</sup>; que a confiabilidade inter-examinador foi de 0,91 e o coeficiente de reprodutibilidade, de 0,96. O questionário foi aplicado em forma de entrevista, por apenas um examinador previamente treinado, em ambiente adequado e reservado. As respostas foram anotadas e o escore total foi calculado conforme a orientação dos autores. O escore final varia de 0 a 30 pontos sendo que, quanto mais elevada a pontuação, maior a independência do indivíduo.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O equilíbrio estático foi solicitando-se que a voluntária permanecesse em apoio unipodal pelo maior tempo possível, mantendo as mãos na cintura e os olhos abertos. Se a participante atingisse 30 segundos nessa posição, o procedimento era repetido com os olhos fechados, após um intervalo de descanso de dois minutos. O tempo de sustentação foi registrado em segundos, sendo considerado para análise o melhor desempenho entre três tentativas. O teste foi aplicado em ambos os membros inferiores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após as avaliações, as voluntárias iniciaram os exercícios funcionais relacionada às tarefas executadas no dia-dia das participantes, como levantar e sentar, equilíbrio, caminhada e coordenação, os exercícios foram realizados através de uma supervisão direta, com sessões de 50 minutos, com três vezes na semana, durante oito semanas (2 meses). Os exercícios foram adequados de acordo com a capacidade física voluntária. Em todas as sessões eram monitoradas a pressão arterial e a frequência cardíaca das participantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as participantes informaram que utilizavam medicamentos ao menos três vezes ao dia. Quatro voluntárias relataram uma queda nos últimos seis meses, sem lesões musculoesqueléticas. Nas comparações dos resultados de antes e depois, não houve uma diferença significativa na permanência do apoio unipolático, medidos em segundos, em ambos os membros inferiores (p&gt;0,105), mesmo esse tempo tenha sido superior após o programa. Já relacionado às atividades instrumentais de uma vida diária (AIVD), obteve uma diferença significativa entre antes e depois dos exercícios funcionais. Que pode ser visto através da tabela abaixo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Valores (média ± desvio padrão) do tempo (em segundos) de apoio unipodal e do índice de Lawton, antes e depois do programa, e valor de p da comparação entre os dois momentos</strong>.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Escores&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Antes&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Depois</strong>&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>p</strong>&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Apoio MID&nbsp;(s)&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">5,9 ± 3,3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7,1 ± 4,1&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,105&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Apoio MIE&nbsp;(s)&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,6 ± 2,8&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">5,7 ± 4,3&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,340&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Índice&nbsp;Lawton&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">27,3 ± 2,6&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">29,0 ± 0,8&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">0,042&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">MID = membro inferior direito; MIE = membro inferior esquerdo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Adaptado de Lustosa et al. (2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o programa de exercícios funcionais, obteve uma melhora significativa das idosas no desempenho, prevenindo quedas dos idosos, melhora do equilíbrio e das atividades instrumentais de uma vida diária (AIVD).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 FATORES PSICOLÓGICOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da idade vem a existência de algumas limitações do corpo humano, como por exemplo o declínio do desempenho funcional, esse processo vem acompanhado de condições de caráter crônico e progressivo, podendo comprometer as funções cognitivas, vascular, nervosa, podendo causar perdas funcionais. Uma das principais doenças que atingem o sistema cognitivo de idosos é a doença Alzheimer, que é uma doença cerebral cognitiva, que prejudicam os pacientes em suas atividades físicas diárias e seu desempenho em fatores sociais e ocupacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ainda não foi descoberto a cura ou alguma forma de reverter a deterioração causada pela DA. As opções disponíveis visam avaliar as alterações de comportamento, com o uso de medicamentos e exercícios físicos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e sua família.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto foi realizado um estudo registrado no Brazilian Clinical Trials (RBR3v7cmx), caracteriza-se por um delineamento longitudinal, com o objetivo de verificar os efeitos do treinamento funcional (TF) e do convívio social sobre a função cognitiva e a capacidade funcional de idosos diagnosticados com doença de Alzheimer (DA), em três grupos de idosos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo A: idosos com DA submetidos a um programa de Treinamento funcional com a duração de 12 semanas;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo B: idosos com DA, participantes de um programa de convívio social, igualmente desenvolvido ao longo de 12 semanas;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo C: idosos com DA sem qualquer intervenção, caracterizado como grupo controle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes foram instruídos a manter sua rotina habitual, bem como o uso contínuo das medicações prescritas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de Treinamento Funcional teve uma duração de 12 semanas, sendo desenvolvido, as segundas, quartas e sexta-feira, com uma hora duração cada sessão, das 16h às 17h. com o objetivo de ter um maior número de participantes, o protocolo foi produzido em 3 semestres. As sessões foram produzidas por um profissional da Educação Física com experiência em TF e atividades físicas para idosos com DA, obteve auxílio de estagiários e profissionais da fisioterapia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do estudo indicaram que o treinamento funcional com duração de 12 semanas proporcionou melhora na memória e na capacidade de manter mentalmente a informação, o convívio social promoveu melhora nas funções cognitivas avaliadas e na realização das atividades de vida diária, sendo assim ambas foram importantes para amenizar o processo de deterioração da Doença Alzheimer.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento Funcional necessita de um professor para orientar os alunos para interagir nas atividades físicas e adotar práticas que os motivem os alunos nas academias. Na fase inicial o professor indica quais são os movimentos fundamentais, as habilidades devem ser analisadas como o estágio inicial para que o aluno possa desempenhar os exercícios físicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor deve ter uma noção do seu papel no processo de aprendizagem do aluno e também o comando de desequilibrar o aluno e notar o grau que ele se posiciona. Para o desenvolvimento do aluno iniciante, a Educação Física em academias assume um papel indispensável. O processo de treino promove a evolução integral ao trabalhar continuamente os aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais, resultando em um progresso de qualidade, contínuo e equilibrado. Baseando-se em Cezario (2016), a premissa é clara: o movimento humano e a mente estão inseparavelmente ligados durante a atividade física. Portanto, nessas práticas, é vital que o aluno internalize que seus gestos e ações motoras estão constantemente vinculados à sua inteligência, e essa relação intrínseca deve ser sempre considerada e honrada.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Gramms e Lotz (2017) expressam como “um termo que tem sido aplicado para manifestar a ampla experiência que a pessoa vivencia em compatibilidade ao trabalho. Qualidade de vida no treinamento se define como ações específicas que têm em vista a melhoria de forma contínua dos processos estratégicos, tecnológicos, humanos e corporais de uma atividade física. Em outras palavras, essa prática visa oferecer aos alunos condições mais favoráveis e uma maior atenção, proporcioná-los, dessa forma, uma zona de treinamento que possibilite o crescimento dos movimentos e dos coadjuvantes durante o exercício de suas tarefas.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma o acompanhamento possibilita a expansão dos segmentos de atuação do profissional neste setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando que o objetivo do presente estudo é a análise dos benefícios do treinamento funcional para idosos na prevenção de doenças, verificou-se que os resultados obtidos, demonstram inúmeros benefícios à saúde física e mental da pessoa idosa, aumentando de forma significativa sua perspectiva e qualidade de vida, que podem ser obtidos, tanto de forma preventiva como no processo de reabilitação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Treinamento Funcional com base na pesquisa que tivemos, mostrou-se ser eficaz na melhora do equilíbrio, coordenação motora, força muscular, resistência e autonomia nas atividades do dia-dia, além de ter contribuição para a socialização e para o bem-estar psicológico dos praticantes. Os benefícios são cruciais para a redução de quedas, controle de doenças crônicas e para preservação da capacidade funcional, tais aspectos fundamentais para um envelhecimento saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, constatou que a atuação de um profissional de Educação Física é indispensável no processo, uma vez que a orientação adequada e o acompanhamento contínuo garantem a segurança, a individualização e a motivação dos idosos durante as práticas, desta forma o treinamento funcional destaca-se como uma ferramenta acessível e versátil para a promoção da saúde e da qualidade de vida na terceira idade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo reforça a importância da continuidade das pesquisas na área, visando ampliar o conhecimento sobre os efeitos do treinamento funcional em diferentes contextos e populações idosas. Com o envelhecimento crescente da população brasileira, vem se tornando cada vez mais necessário investir em estratégias que promovam o envelhecimento ativo, saudável e com autonomia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALLI, A. S. et al. <strong>Motivação de pessoas idosas para a prática de atividade física: estudo comparativo entre dois programas universitários</strong> -Brasil e Portugal.&nbsp;Rev Bras de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, 255-264, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CEZÁRIO, Amândia Elizabeth Da Silva. <strong>Influência da atividade física no desenvolvimento motor e rendimento escolar em crianças do Fundamental.</strong>&nbsp;Caucaia-CE, Atlas. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GRAMMS, L. C.; LOTZ, E. G. <strong>Gestão da qualidade de vida no trabalho</strong>. Curitiba:&nbsp;Inter Saberes, 2017. Disponível em:&nbsp;https://books.google.com.br/books/about/Gest%C3%A3o_da_qualidade_de_vida_no _trabalho.html?id=pP_3zwEACAAJ&amp;redir_esc=y</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUSTOSA, L. P.; OLIVEIRA, L. A.; SANTOS, L. S.; GUEDES, R. C.; PARENTONI, A. N.; PEREIRA, L. S. M. <strong>Efeito de um programa de treinamento funcional no equilíbrio postural de idosas da comunidade</strong>. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 153-156, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marra TA, Pereira LSM, Faria CDCM, Pereira DS, Martins MAA, Tirado MGA. <strong>Avaliação das atividades de vida diária de idosos com diferentes níveis de demência</strong>. Rev Bras Fisioter. 2007;11(4):267-73&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS, MAURO GOMES DE; ROSSETO JÚNIOR, ADRIANO JOSÉ; BLECHER, SHELLY. <strong>Metodologia da pesquisa em educação física: construindo sua monografia, artigos e projetos. </strong>3ª ed. São Paulo: Phorte, 2008.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">MINAYO MCS, HARTZ ZMA, BUSS PM<strong>. Qualidade de vida e saúde: um debate necessário. </strong>Ciênc. Saúde Coletiva 2000; 5:7-18. Disponível em: &lt; https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S141381232000000100002 &amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em 13 de set. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOBREGA, et al. <strong>Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Atividades Física e Saúde no Idoso</strong>. Rev Bras Med Esporte &#8211; Vol. 5 n.6 – Nov/Dez,1999.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEDROSO, Renata Valle. <strong>Efeitos do treinamento funcional na cognição e capacidade funcional de idosos com doença de Alzheimer</strong>. 2017. Tese (Doutorado em Fisioterapia) &#8211; Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista &#8220;Júlio de Mesquita Filho&#8221;, Presidente Prudente, 2017. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/items/8ab7192b-d7ab-4a35-96d3-3473755308c5.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, L. E. P. P.; SILVA, K. N. G.; IMOTO, A. M.; TEIXEIRA, T. J. P.; KAYO, A. H.; MONTENEGRO-RODRIGUES, R.; TREVISANI, V. F. <strong>Progressive load training for the quadríceps muscle associated with propriocepti on exercises for the prevention of falls in post menopausal women with osteoporosis: a randomized controlled trial.</strong> Osteoporosis International, London, v. 21, n. 4, p. 589-96, 2010.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EPISTEMOLOGIA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: OS CAMINHOS DE PESQUISA DO CONCEITO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO ENSINO MÉDIO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/epistemologia-e-educacao-fisica-escolar-os-caminhos-de-pesquisa-do-conceito-de-promocao-da-saude-no-ensino-medio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 15:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 150/SET 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=233784</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509071242 SOUZA, Alejandro Weyber Rodrigues de1SOUSA, Marcos Saulo Patrício de2LACERDA, Maria de Fátima de3TOLEDO, Renata Ferraz de4 RESUMO Este trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a promoção da saúde no contexto da Educação Física Escolar, com recorte temporal entre 2004 a 2024. Para isso, é realizada uma análise crítica das bases epistemológicas que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509071242</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">SOUZA, Alejandro Weyber Rodrigues de<sup>1</sup><br>SOUSA, Marcos Saulo Patrício de<sup>2</sup><br>LACERDA, Maria de Fátima de<sup>3</sup><br>TOLEDO, Renata Ferraz de<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a promoção da saúde no contexto da Educação Física Escolar, com recorte temporal entre 2004 a 2024. Para isso, é realizada uma análise crítica das bases epistemológicas que têm norteado as pesquisas de pós-graduação <em>stricto sensu </em>no Brasil, envolvendo a temática da promoção da saúde no Ensino Médio. Após a revisão, foram selecionados doze trabalhos que versam sobre o assunto, revelando uma diversidade de perspectivas teórico-metodológicas. Os resultados revelam que grande parte dos trabalhos não afirmam uma vinculação a uma base epistemológica. No entanto, após análises criteriosas, foram observados elementos que nos permitiram identificar aproximações teórico-metodológicas. Em última análise, esta revisão evidencia a complexidade do tema e o modo como as diferentes abordagens epistemológicas podem ser utilizadas para a realização de pesquisas no campo da Educação Física Escolar que envolva a temática da promoção da saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Promoção da saúde; Educação Física Escolar; Ensino Médio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção da saúde no contexto da Educação Física Escolar é uma temática de grande relevância nos estudos e pesquisas escolares. Esta abordagem se faz essencial diante dos desafios enfrentados pela sociedade, como o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados, que contribuem para o aumento das doenças crônicas não transmissíveis. No ambiente escolar, a disciplina de Educação Física desempenha um papel crucial na formação integral dos estudantes, não apenas em termos físicos, mas também na promoção de hábitos saudáveis e na conscientização sobre a importância da atividade física regular e de uma alimentação balanceada (LIMA, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, é importante salientar que, conforme diversos autores da pedagogia da Educação Física, a disciplina não se limita apenas à prática de atividade física, mas também proporciona reflexões sobre a importância dos cuidados com a saúde em diferentes aspectos da vida humana. Conforme aponta Barbosa (2023), é a partir de uma visão holística da saúde que se reconhece sua amplitude conceitual para além da simples ausência de doenças, abrangendo o bem-estar físico, mental e social dos sujeitos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, é importante destacar que a promoção da saúde no contexto da Educação Física Escolar não se restringe apenas ao ambiente escolar em si, mas se estende para além dos muros das instituições de ensino. A família, a comunidade e até mesmo políticas públicas de saúde e educação desempenham papéis relevantes nesse processo formativo. Portanto, é preciso promover uma articulação entre diferentes atores e instâncias sociais, visando criar um ambiente propício para a promoção da saúde e o desenvolvimento de hábitos saudáveis ao longo da vida dos estudantes (LUZ, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste cenário, o estudo por ora apresentado, nos mobiliza a seguinte indagação: Como se apresenta as bases epistemológicas que têm norteado as pesquisas de pós-graduação <em>stricto sensu </em>no Brasil, envolvendo a temática da promoção da saúde na disciplina da Educação Física no contexto do Ensino Médio? Assim, fundamentado nessa questão norteadora, o objetivo do presente estudo consiste em conhecer e analisar as bases epistemológicas que orientam as pesquisas no Brasil e que estejam relacionadas à promoção da saúde no ensino médio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange aos procedimentos metodológicos, o trabalho em questão está assentado no contexto bibliográfico, o qual realizamos um levantamento bibliográfico na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Capes – BDTD-CAPES. De forma qualitativa e quantitativa, analisamos as bases epistemológicas orientadoras das pesquisas em promoção da saúde no Ensino Médio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BASES PISTEMOLÓGICAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: BREVES REFLEXÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes abordagens teórico-metodológicas têm orientado as pesquisas em Educação Física Escolar. Dentre elas, o positivismo, a fenomenologia e o marxismo tem sido as mais expressivas. Cabe ressaltar que outras abordagens teóricas foram desenvolvidas nos últimos tempos, porém, as três bases mencionadas continuam sendo referência na maioria das pesquisas científicas na área. Portanto, apresentaremos uma conceituação breve sobre as bases epistemológicas mencionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O positivismo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A base positivista tem como fundador o filósofo Auguste Comte (1798 – 1857). Essa corrente filosófica surgiu na França no início do século XIX e ancorada no pensamento iluminista. Na perspectiva da ciência, na Educação Física, as pesquisas positivistas são ligadas às Ciências Naturais, (KUHN, 2017), ou seja, apresentam uma perspectiva de pesquisa “mensurável, testável, operacionalizável”. Também pode-se dizer que são quantificáveis, e na maioria das vezes generalizáveis (FRASSON, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse preâmbulo, é oportuno frisar que diversos estudos demonstram o modo pelo qual o positivismo se consagrou como uma das correntes filosóficas mais presentes no âmbito da Educação Física. Embasada nas instituições militares e médicas, esses grupos sociais portavam a simbologia e a promessa da “ordem” e do “progresso” necessários aos imperativos nacionalistas que tomavam o mundo. Os médicos higienistas influenciaram decisivamente o referencial de conhecimentos necessários para o desenvolvimento desta área do conhecimento, sendo utilizada como um mecanismo a mais na construção do homem novo, sendo, dessa maneira, sujeito do capital. (SOARES, 2001).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, apontamos como características de um estudo positivista os seguintes elementos: a classificação, a enumeração, a quantificação, a objetividade, a ausência de valores pessoais ou juízo moral do pesquisador associados ao processo de pesquisa, a linguagem impessoal, dentre outros. Neste estudo, nos embasamos nesses conceitos para apontar aproximações das pesquisas selecionadas com a base epistemológica positivista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A fenomenologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva, Lopes e Diniz, (2006), ao trabalhar com a conceituação da fenomenologia, colocam que esta base epistemológica busca o estudo dos fenômenos, tanto do que aparece à consciência, como também daquilo que lhe é dado. Historicamente falando, a fenomenologia emergiu no final do século XIX e início do século XX, na Alemanha. Conforme estudos, foi desenvolvida inicialmente por Edmundo Husserl, (1859-1938), sob a influência do pensamento de Platão, Descartes e Brentano. Ao mesmo tempo em que foi influenciado, Husserl influenciou outros pensadores como: Martin Heidegger, Alfredo Schutz, Jean Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma simplória, é possível afirmar que, centralizando o processo sujeito e objeto em direção à subjetividade, a abordagem fenomenológica se caracteriza pela dinâmica inferencial do sujeito (pesquisador), que trabalha o objeto de estudo desde a experiência fenomenológica da pesquisa até a sua essência. Nesse contexto, conhecer é compreender os fenômenos em suas diversas manifestações e nos contextos de onde se expressam. Assim, os fenômenos não são de certa forma analisados, e sim, compreendidos por meio de significados e processos de recuperação de contextos (GAMBOA, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a pesquisa fenomenológica na Educação Física busca compreender as experiências do “mundo vivido”; descrever o fenômeno experimentado; e promover uma conceituação reflexiva. Além disso, é atribuída às pesquisas em Educação Física a possibilidade de recusa das hipóteses que consideram a estrutura anatômica como princípio dos comportamentos humanos, pois essa base epistemológica compreende que os comportamentos não se dão apenas pelo estabelecimento de sua estrutura orgânica, mas também por sua relação com o meio, ou seja, a subjetividade é muito presente (MERLEAU-PONTY, 2018). Nesses moldes, vale reforçar que a análise dos trabalhos selecionados neste estudo se pautou nessas características.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O marxismo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desvelar aquilo que constitui a condição humana é tarefa necessária para uma pesquisa qualitativa de grande relevância teórica. Sobre isso, o filósofo e revolucionário alemão Karl Marx (1818-1883) muito nos ajuda nessa tarefa. Seus fundamentos e categorias de análise são fundamentais para a compreensão de qualquer fenômeno, segundo sua lógica. De início, percebe-se nos estudos marxistas que a categoria trabalho é indispensável para a compreensão do jogo de relações instaladas nos espaços sociais. Manacorda (2007) tem esse entendimento e cita uma passagem de Marx para reforçar o caráter histórico e constituinte do conceito de trabalho humano:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;para afirmarem-se pessoalmente (ou como pessoas), devem abolir a própria condição de existência tal como tem se apresentado até hoje, que é, ao mesmo tempo, a condição de existência de toda a sociedade até hoje &#8211; o trabalho&#8221; (MANACORDA: 2007, p. 59).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessas afirmações, nota-se que é por meio do trabalho que o homem se faz homem. Nesses moldes marxistas, o trabalho não se resume a emprego, salário ou dinheiro, mas sim a ação. Do mesmo modo, a cultura não se resume a patrimônio ou a arte apenas, mas sim a produção humana. Em outras palavras, uma produção delineada pela ação: a ação dos homens sobre o meio e sobre outros homens. Ainda sobre o trabalho, Marx (1985) afirma:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] a existência [&#8230;] de cada elemento da riqueza material não existente na natureza, sempre teve de ser mediada por uma atividade especial produtiva, adequada a seu fim, que assimila elementos específicos da natureza a necessidades humanas específicas. Como criador de valores de uso, como trabalho útil, é o trabalho, por isso, uma condição de existência do homem, independente de todas as formas de sociedade, eterna necessidade natural de mediação do metabolismo entre homem e natureza e, portanto, da vida humana. (MARX, 1985a, p.50)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se, nas ideias de Marx, o caráter do trabalho enquanto elemento de ação e de base para a sobrevivência humana. Esse processo é desencadeado pelo domínio e transformação da natureza como produção material de condições mais favoráveis à sobrevivência dos homens. Em todo esse processo pela busca da sobrevivência humana, o trabalho é elemento chave e são atreladas a diversos outros elementos constituintes da sociedade humana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o modo de produção capitalista, Marx apreendeu o trabalho como uma categoria fundamental para o entendimento da sociedade e percebeu que ele, o trabalho, se associava/relacionava a outras categorias e conceitos, como por exemplo: a) a produção de mais valia; b) a formação da sociedade de classes; c) os burgueses; d) os proletários; e) a mercadoria como resultado do trabalho social cristalizado e alienado; f) o fetichismo em volta da mercadoria fruto do trabalho humano; g) o sistema de mercantilização universal; h) a coisificação; i) a alienação. Marx via esses conceitos dialéticos como fundamentais para a compreensão das estruturas sociais, das rupturas, das continuidades, das múltiplas relações estabelecidas nos espaços, das próprias dinâmicas socioespaciais e socioculturais dos espaços. Em síntese, é preciso afirmar a existência de um entravamento diário entre os elementos constituintes do espaço, cabendo ao pesquisador desvendá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mostrar todo esse processo, Marx desenvolveu um método categórico de pesquisa. A priori, não estava nos planos de Marx apresentar um método novo de pesquisa, mas sim entender a dinâmica do modo de produção capitalista. No entanto, ao buscar entendimentos sobre a realidade capitalista marcada por contradições, Marx demonstrou como desvelou o jogo de relações e os interesses mascarados no sistema capitalista. Todo esse percurso realizado por Marx fez/faz de seu método uma referência para as pesquisas preocupadas com o entendimento das questões sociais: pesquisas que denunciam e anunciam verdades acerca da realidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra característica marcante da base epistemológica marxista está no conceito de dialética. Sobre esse assunto, embora Marx tenha a dialética como um dos fundamentos de sua teoria, ela nasceu na Grécia Antiga muito antes dele. Vários filósofos tiveram o contato com a dialética e a percebiam de diferentes maneiras. A princípio, significava descobrir as contradições contidas no raciocínio do adversário. Descartes, por exemplo, chegou a afirmar que a dialética se fazia a partir da análise e da síntese de um fato ou fenômeno. Hegel, antecessor de Marx, fez da dialética um fundamento de suas pesquisas. Porém, Marx desenvolveu uma dialética um pouco diferente da dialética de Hegel. Enquanto este último limitava-se ao mundo do espírito, a dialética de Marx promoveu uma inversão: introduziu-a na matéria (GADOTTI, 1990). Segundo Souza &amp; Domingues (2009),</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Marx distancia-se do modo hegeliano abstrato e a-histórico de entender o homem, ao afirmar que “não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência” (MARX, 1986, p.37). Quando Marx fala da produção da vida, ele está tratando de uma atividade produtiva concreta que decorre da maneira de viver do homem. Esta noção de produção do homem pelo trabalho, ocupa um papel de suma importância no seu pensamento. É da produção que ele parte para explicar a própria sociedade, é pela produção que se entende o caráter social e histórico do homem (SOUZA &amp; DOMINGUES: 2009, p.02).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Como se vê, os referidos autores corroboram para o entendimento da diferença entre Marx e Hegel. Gadotti (1990) também se posiciona em seu texto e salienta que o que distingue Marx de Hegel é a explicação do movimento do qual tratará o parágrafo seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dialética de Marx não é apenas um método para se chegar à verdade. É uma concepção do homem, da sociedade e da relação homem-mundo (GADOTTI, 1990). Nesse sentido, todas as coisas encontram-se relacionadas e em constante movimento. Percebe-se, nesse processo, que todas as coisas, fatos e fenômenos estão conectados e em constante processo de transformação. Por mais que se pense que a sociedade se encontra estagnada, sem mudanças e sem rupturas, Marx nos mostra por meio da sua dialética o movimento contínuo ao qual marcaram e marcam as sociedades humanas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, em Marx tudo se encontra em constante movimento. Perceber o movimento das coisas, dos fatos e fenômenos, suas rupturas e continuidades requer um trabalho minucioso. Somente desse modo pode-se ter um entendimento real da sociedade e suas relações. Em outras palavras, pesquisar é partir em busca do entendimento da realidade concreta, pensada socialmente, em suas conjunturas e relações. Melhor dizendo,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O real é um movimento contraditório, marcado por conflitos e interesses antagônicos. A ciência da história deve buscar desvendar esse movimento que é a base para a compreensão da economia, da história, da política, enfim, de qualquer campo de estudo (SOUZA &amp; DOMINGUES: 2009, p.06).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, tudo está relacionado, seja de forma direta ou indireta. Não há algo sequer que exista ou sobreviva isoladamente neste mundo: todas as coisas se relacionam de modos diferentes uns com os outros. Esses modos diferentes de relações são fortificados por amarras sociais, culturais, econômicas e políticas na qual cada uma se manifesta de um modo próprio/particular, mas ao mesmo tempo participa e se relaciona com o modo geral/global. Esse é o movimento da dialética marxista: o movimento se dá por meio do jogo de relações que os objetos apresentam e que jamais encontram-se estagnados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se, nessa conjuntura, que os fundamentos de Marx não se dissociam. Eles se complementam e fornecem bases para o pesquisador compreender a lógica permeada pelo objeto de pesquisa: o movimento, a dialética, a contradição, a totalidade, a práxis e a história. Foi com base nessas ideias e conceitos que analisamos os trabalhos selecionados para este estudo sobre promoção da saúde no Ensino Médio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ASPECTOS METODOLÓGICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atender aos objetivos elencados no presente estudo, inicialmente realizou-se um levantamento de trabalhos na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Capes – BDTD-CAPES. A escolha por este banco de dados se deu pelos seguintes quesitos: a) permite uma maior abrangência nacional, considerando-se a exigência de Programas de Pós-graduação em todas as regiões do país; b) os Programas dedicam-se em grande parte à formação docente e ao seu desenvolvimento para a atuação no ensino e na pesquisa, concentrando grande parte da pesquisa sobre os temas educacionais e, particularmente, sobre o trabalho docente; c) a avaliação contínua dos Programas de Pós-graduação pela Capes e, consequentemente, a qualidade acadêmica e científica das dissertações e teses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pautados na pergunta norteadora da investigação, o período de busca abrangeu os últimos 20 anos, de 2004 a 2024, visando incorporar as produções sobre o tema. As categorias de busca foram cuidadosamente selecionadas para englobar os aspectos essenciais do tema, a saber: a) educação física escolar; b) promoção da saúde; c) ensino médio. Com esses indicadores, foram encontrados um total de 110 trabalhos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de seleção foram definidos de forma a abarcar trabalhos que explorassem especificamente a relação entre Educação Física Escolar e promoção da saúde no Ensino Médio, publicados no período estabelecido e disponível na base de dados da Capes. Por outro lado, foram excluídos trabalhos que não apresentavam relação direta com o tema proposto; trabalhos duplicados; ou que não explorassem a temática em sua completude. Após a análise dos resumos, introdução e considerações finais das teses e dissertações da Capes, foram selecionados 12 trabalhos. Assim, a finalidade dessa análise visou identificar a base epistemológica e o tipo de análise adotados nas pesquisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os procedimentos de análise, os trabalhos selecionados foram catalogados por meio de um processo de aproximação de bases epistemológicas e organizados em uma tabela (Tabela 01). A referida tarefa foi necessária para dinamizar os processos da pesquisa e facilitar a apresentação dos resultados:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>1. Tabela de catalogação dos trabalhos selecionados</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="487" height="290" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-236.png" alt="" class="wp-image-233787" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-236.png 487w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-236-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 487px) 100vw, 487px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="490" height="911" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-237.png" alt="" class="wp-image-233788" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-237.png 490w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-237-161x300.png 161w" sizes="(max-width: 490px) 100vw, 490px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="489" height="214" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-238.png" alt="" class="wp-image-233789" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-238.png 489w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-238-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme apresentado na tabela, observa-se um quantitativo de 07 trabalhos com aproximações do positivismo. Pela análise dos trabalhos, foram observadas inúmeras preocupações destes trabalhos que, em sua totalidade, estavam centrados na quantificação; objetividade pautada em hipóteses; a ausência de valores pessoais ou juízo moral por parte dos pesquisadores, além da linguagem impessoal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, foi evidenciado nas análises um quantitativo de 04 trabalhos que se aproximam da base epistemológica da fenomenologia. Nestes trabalhos foram identificadas intencionalidades relacionadas à descrição de fenômenos experimentados, “mundo vivido” e em um deles a recusa de hipóteses que consideram a estrutura anatômica como princípio dos comportamentos humanos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a tabela ainda mostra a presença de 01 trabalho que se aproxima da base epistemológica marxista. Com base na análise, foi identificada na pesquisa inúmeros momentos de citações de Marx como fundamentação para a análise, além do fato de promover um estudo pautado no movimento histórico e dialético; na contradição das relações humanas; e na totalidade que são fundamentos da base epistemológica marxista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio deste estudo, é evidenciado que a perspectiva positivista está presente na maioria das pesquisas envolvendo a temática “promoção da saúde no Ensino Médio”. Ainda, conforme debates e discussões, observamos que não existe uma única forma considerada correta para produzir conhecimento científico. No entanto, é impossível produzir ciência desconectado de uma base epistemológica. Outro ponto de chegada permitida por este estudo está no fato de que cada base epistemológica proporciona um direcionamento do olhar para a realidade e, por isso, podemos ter diferentes olhares para uma mesma realidade. Em outras palavras, as possibilidades são infinitas. Dizer isso não isenta os estudos de rigorosidade teórico-metodológica. Tampouco dizer que ciência se produz de qualquer modo, sem referências e/ou parâmetros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalizando, é preciso dizer que os embates e tensões entre as correntes epistemológicas perpetuarão nos programas de pós-graduação <em>Stricto Sensu</em> e pesquisas. Porém, é importante ressaltar que a diversidade epistemológica enriquece o campo da pesquisa e proporciona inúmeras possibilidades para a compreensão de um mesmo fenômeno e/ou realidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, T. P. S. <strong>Reflexões sobre a saúde nas aulas de educação física escolar: aproximações com a saúde coletiva e a pedagogia histórico-crítica</strong>. Dissertação de Mestrado. Goiás. Universidade Federal de Goiás, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DORNELLES, V. S. R. <strong>Atividade Física no contexto de escolares do Ensino Médio do Estado do Rio Grande do Sul</strong>. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRASSON, J. S; NETO, V. M; WITTIZORECKI, E. S. A produção científica resultante de teses e dissertações em programas de pós-graduação em educação física no período de 2013 a 2017. <strong>Movimento</strong>, v. 25, 2019. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/85355. Acesso em: 26 maio. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GAMBOA, S.S; CHAVES, M; TAFFAREL, C<strong>. </strong>A pesquisa em educação física no Nordeste brasileiro (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), 1982-2004: balanço e perspectivas. <strong>Revista Brasileira de Ciências do Esporte</strong>, v.29, n.1, p.89-106, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GADOTTI, Moacir. “A dialética: concepção e método” in: Concepção Dialética da Educação. 7 ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1990. p. 15-38.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IANNI, Octavio. <strong>Karl Marx</strong>. São Paulo: Ática, 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNIOR, A. S. C. B. <strong>Os sentidos da Promoção da Saúde no contexto escolar: da Reforma Sanitária ao Neoliberalismo</strong>. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, M. M. <strong>Educação física escolar e promoção de saúde no ensino médio: possibilidades e contribuições a partir da perspectiva de estudantes e docentes</strong>. Dissertação de Mestrado. São Paulo. Universidade Estadual Paulista, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUZ, J. C. O. <strong>O tema saúde na educação física escolar: tecitura histórica e proposições curriculares atuais</strong>. Dissertação de Mestrado. Brasília. Universidade de Brasília, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANACORDA, Mario Alighiero. <strong>Marx e a pedagogia moderna</strong>. Campinas: Alínea, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANTOVANI, T. V. L. <strong>Aspectos sociais na saúde como tema Educação Física Escolar: uma investigação sobre a própria prática</strong>. Dissertação de Mestrado. São Paulo. Universidade São Judas Tadeu, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARX, Karl. <strong>O Capital: crítica da economia política</strong>. Tradução por Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. São Paulo: Abril Cultural, 1985.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MERLEAU-PONTY, M. <strong>Fenomenologia da percepção</strong>. 5. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, L. C. V. <strong>Análise dos efeitos de um programa de Educação Física relacionado à promoção da saúde sobre a aptidão física de escolares</strong>. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, S. J. M; LOPES R. L. M; DINIZ, N. M. F. Fenomenologia.<strong> Revista Brasileira de Enfermagem</strong>, p. 255,256. Disponível em <a href="https://doi.org/10.1590/S0034-71672008000200018">https://doi.org/10.1590/S0034-71672008000200018</a>. Acesso em 15 de junho de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, D. V. <strong>Significado das ações de promoção da saúde e atividade física de adolescentes do Ensino Médio no município de Campo Largo (PR)</strong>. Dissertação de Mestrado. São Paulo. Universidade de São Paulo, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOARES, C. L. <strong>Educação física: raízes europeias e Brasil</strong>. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, O. M; DOMINGUES, A. <strong>O materialismo-histórico: uma nova leitura da forma de ser dos homens</strong>. Nupem: 2009. Disponível em: http://www.fecilcam.br/nupem/anais_iv_epct/PDF/ciencias_humanas/10_MARTINS_DOMINGUES.pdf</p>



<p class="wp-block-paragraph">VÁZQUEZ, A. S. <strong>Filosofia da práxis</strong>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Estudante do segundo ano do curso de Doutorado em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu – USJT.<br><sup>2</sup>Estudante do segundo ano do curso de Doutorado em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu – USJT.<br><sup>3</sup>Estudante do segundo ano do curso de Doutorado em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu – USJT.<br><sup>4</sup>Docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu – USJT.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O ENSINO DA DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA INFLUÊNCIA NO BEM-ESTAR FÍSICO E MENTAL DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-ensino-da-danca-nas-aulas-de-educacao-fisica-e-sua-influencia-no-bem-estar-fisico-e-mental-dos-alunos-do-ensino-fundamental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 19:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 145/ABR 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=208787</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202504141657 Igor dos Santos de Paula1 RESUMO&#160; A dança vem crescendo gradativamente como atividade extracurricular, mas parece difícil referir-se à dança de ensino escolar. Nesse sentido, a dança requer reflexão, pois existe em diferentes lugares, em diferentes âmbitos e tem diferentes propósitos. Projetos de educação em dança devem ser incentivados nas escolas, devendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202504141657</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Igor dos Santos de Paula<sup>1</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança vem crescendo gradativamente como atividade extracurricular, mas parece difícil referir-se à dança de ensino escolar. Nesse sentido, a dança requer reflexão, pois existe em diferentes lugares, em diferentes âmbitos e tem diferentes propósitos. Projetos de educação em dança devem ser incentivados nas escolas, devendo haver infraestrutura para isso, como: equipamento de som e salas adequadas. Na educação básica, nas escolas regulares, costuma ser considerado conteúdo de educação física e, esse fato está claramente expresso nos Parâmetros Curriculares Nacionais e na Base Nacional Comum Curricular, embora também seja tratado no setor de artes, que inclui: dança visual, teatral e musical para a aprendizagem. A dança desenvolvida pela educação física nas escolas deve-se tornar mais abrangente e diversificada como ferramenta de ensino, ajudando o aluno a se conhecer e a se vivenciar plenamente, desenvolvendo habilidades motoras, psicológicas e perceptivas. A educação física é uma disciplina que separa a linguagem corporal e a expressão, sendo a dança abordada como um elemento desta matéria. De acordo com as diretrizes da Lei n. 9394/1996 e as Bases de Educação, arte e educação física são disciplinas obrigatórias, ensinando a diversificação da dança em vários aspectos. Desta forma, conclui-se que a dança pode contribuir de forma positiva para o bem-estar físico dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Educação Física, Dança, Dança na escola, Ensino Fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança faz parte do tecido histórico da humanidade, sendo construída a partir da mistura e diversidade civilizacional, necessidades, cultos e crenças. Nesse sentido, a dança é uma expressão cultural que combina: movimento físico, música, ritmo, expressão e emoções múltiplas. A dança como expressão cultural tem história, cultura, sensibilidade e significado do povo que ela reproduz, sendo uma forma de linguagem, um modo de expressão que interage com o mundo. Partindo do entendimento e manifestação social da dança como uma das mais importantes formas de expressão humana, é importante ressaltar que ela enriquece a vida de quem a pratica (MATOS, VERDE; CORRÊA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Envolve práticas físicas refletidas na forma de movimento e emoção, atendendo a todos os alunos, independentemente de sexo, idade, raça, situação econômica ou outros fatores. Ressalta-se que a dança é uma cultura, uma expressão corporal, uma comunicação e, por isso, contém muitos conceitos que precisam ser compreendidos e estudados de forma específica. O conhecimento da própria cultura, como estratégia de transferência de conhecimento que integra a prática, é uma forma de enriquecer teoricamente (BEZERRA&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança pode ser um meio de motivar os alunos a experimentar novas práticas, dando exemplos anteriores de sua importância e necessidade, devendo inspirar a criatividade para se expressar. Encorajá-los a se envolver de forma integrada, com conteúdo, sentimentos e emoções, para a sua formação, contribuindo para o processo de harmonia e socialização no próprio ambiente escolar (MATOS; VERDE; CORRÊA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança na escola e a educação física também podem ser consideradas como meio de desenvolvimento infantil em todos os aspectos da vida. Ela traz para o aluno uma nova experiência prática, torna as aulas mais divertidas e variadas, o que traz motivação. Além de estimular novos movimentos e liberdade de expressão (ROCHA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança é rica, mas, muitas vezes, os professores não sabem como utilizar essa ferramenta. Por causa disso, eles transmitem indevidamente a lição sem o conhecimento adequado, o que pode afetar o desenvolvimento do aluno e causar outros problemas. Por este motivo, é preciso alcançar novas propostas e criar novos desafios, reconhecendo a dança como uma importante ferramenta de trabalho, uma vez que ela aperfeiçoa suas habilidades e complementa educacionalmente o aluno e sua educação (FREIRES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que tem a ver com a dança no ambiente escolar é um desafio, porque raramente esta prática é discutida na escola. A dança pode trazer autonomia aos alunos, além de ser um conteúdo informativo e inovador, voltado para o desenvolvimento destes através da tomada de decisão na expressão corporal e autonomia (ROCHA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo é utilizar a literatura para demonstrar os diversos benefícios que a dança pode trazer como disciplina escolar e a sua importância no desenvolvimento de diversas habilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que a construção de estudos científicos requer um percurso metodológico. A partir disso, pretende-se desenvolver, sistematicamente, a metodologia do referido estudo. Ou seja, pretende se baseá-lo em uma estrutura qualitativa frente a pesquisa bibliográfica, sendo realizada a discussão dos tópicos destacados por meio de artigos e leituras documentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. DESENVOLVIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 A DANÇA E SUAS QUESTÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança é uma atividade rítmica e artística, que possibilita a expressão por meio de gestos e coreografias, transmitindo diferentes emoções de diversas formas e com diferentes objetivos. Ela existe em diferentes lugares e em diferentes culturas, cada qual com o seu ritmo. Esta forma de expressão, também, tem se mostrado importante no processo de ensino e aprendizagem (MATOS; VERDE; CORRÊA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria prática de exercícios é conhecida por proporcionar benefícios físicos e psicológicos para quem a pratica. Com o passar dos anos, a escola começou a valorizar o movimento e, a dança, surgiu como tema. Para os alunos, a dança, além de estimular por meio de batidas musicais, é uma forma de desenvolver a criatividade e a invenção de comandos (BEZERRA&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, verifica-se que, ainda hoje, esta prática é pouco discutida nas instituições de ensino, tornando-se algo, didaticamente, difícil de ser implementado e utilizado pelo professor (MATOS; VERDE; CORRÊA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança deve ser abordada em todos os níveis da educação básica. Na infância, as crianças estão em constante movimento e usam essa mobilidade para buscar conhecimento do ambiente. Pular, correr, dançar e girar faz parte do ambiente social da criança. O movimento do corpo de uma criança é uma importante fonte de aprendizado que conecta mente e habilidades motoras, não apenas pelas respostas funcionais que as crianças exercitam, mas também pela alegria do movimento e da livre expressão. Cabe, então, ao professor, sugerir esses estímulos, pois é através do movimento que as crianças aprendem e desenvolvem aspectos cognitivos, sendo este um recurso necessário para muitos aspectos do desenvolvimento (MARTINEZ; CHAVES, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Praticar atividade física com liberdade de escolha melhora o desempenho escolar das crianças. O discente deve estar confortável praticando e o ambiente deve ser propício para ela. Nesse cenário, a dança na educação infantil merece um tratamento específico e diferenciado, para que a criança não desenvolva aspectos de retenção da dança durante outras fases da vida (FREIRES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se que a necessidade da educação física na educação infantil está se tornando cada vez mais evidente. A educação física está relacionada ao processo de ensino e aprendizagem, pois contribui para a formação integral dos alunos desde o ensino fundamental e melhora as habilidades motoras. Ela não é apenas uma disciplina importante no currículo educacional dos alunos, mas também uma parte obrigatória da educação básica, caracterizando-se por uma aprendizagem lúdica e prazerosa, acompanhada de momentos de socialização (BEZERRA&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que os alunos do ensino fundamental tenham muita vontade de se movimentar, entretanto, eles ficam inquietos e, em muitos casos, exceto no recreio, os alunos só se movimentam nas aulas de educação física. Isto pode ser reflexo das questões de gênero que começam a surgir na escola primária, prevalecendo o tradicionalismo de “Coisas para meninos e coisas para meninas”. Sendo assim, sabendo que a dança é importante no processo educativo dos alunos, mas que as questões de gênero surgem no ensino básico, os professores devem estar atentos, reconhecendo a etnia, a raça, a não discriminação e a orientação sexual (ROCHA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento do aluno envolve uma progressão evolutiva em vários aspetos que se aplicam ao longo do ciclo de vida escolar. Este percurso nem sempre é linear, devido a diferentes áreas comportamentais, como: disposições emocionais, cognitivas, psicológicas, sociais e motoras. Toda expressão do indivíduo é trazida ao mundo através do corpo, especificamente movimento (MATOS; VERDE; CORRÊA, 2019). É o movimento corporal que leva as pessoas à comunicação, aprendendo a assimilação, sentindo o que está ao seu redor, sendo cercado e tocado em um ambiente social. Por este motivo, o ensino de dança torna-se fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. ANÁLISE DOS RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas de educação física têm por finalidade apoiar o desenvolvimento físico, motor e psicomotor das crianças no seu cotidiano, sendo o ambiente educativo mais eficaz e concreto para a sua realização. Salienta-se que muitas crianças são expostas à atividade física pela primeira vez na escola, se relacionando, de forma direta, com as questões de melhora da cognição e da capacidade motora. A atividade física é essencial para melhorar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas em todas as idades, bem como para prevenir doenças, trazendo benefícios fisiológicos, psicológicos e sociais (MATOS; VERDE; CORRÊA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a aprovação da Lei Simplificada (Lei n. 9394/1996), a educação física tornou-se relevante no currículo e na proposta educacional das escolas, passando a fazer parte dos componentes curriculares da educação básica nacional. De acordo com a Lei de Diretrizes e Fundamentos da Educação (LDB), o Ensino Fundamental I compreende a faixa etária de 1 a 5 anos, e de 6 a 10 anos. Nessa idade, o campo da dança facilita o processo de ensino e aprendizagem, por ser uma fonte de informação necessária para a formação de cidadãos críticos e reflexivos. Alunos do ensino fundamental, portanto, são obrigados a participar das aulas de educação física “independente de cor, raça, etnia ou classe social” (MARTINEZ; CHAVES, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a prática da educação física no ensino fundamental é importante e essencial, pois prevê a participação em atividades culturais, como: jogos, esportes, artes marciais, ginástica e dança; proporcionando, aos alunos, recreação, interação, expressão de sentimentos, afeto e sentimentos, fornecendo a oportunidade de desenvolver habilidades físicas, sociais e psicológicas por meio da atividade física. A prática nesta área favorece, portanto, a autonomia e a liberdade do aluno, permitindo-lhe desenvolver as suas atividades, coordenar os seus esforços, planear as suas metas e objetivos, conhecer as suas capacidades e limitações para a saúde (FREIRES&nbsp;<em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esta razão, a dança deve ser incorporada em todos os planos educacionais. A educação física tende a trazer conhecimento, buscar reconhecimento, respeito e fruição das diversas expressões, reconhecendo-as como recursos valiosos para a integração entre as pessoas e entre diferentes grupos sociais. Por outro lado, com o avanço da tecnologia e a diversificação dos recursos tecnológicos, as crianças têm adotado um estilo de vida sedentário, que pode trazer danos a longo prazo (JESUS; JESUS, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fator causa grandes problemas e prejudica a saúde, por isso os objetivos do esporte escolar, dentro da educação física, incluem: educar os indivíduos por meio da atividade física para a promoção da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática da educação física nas escolas, proporciona aos alunos o desenvolvimento das dimensões: motoras, cognitivas, emocionais e sociais, que relacionam corpo e mente de forma integrada, possibilitando-lhes uma qualidade de vida saudável. No entanto, tem sido enfatizada a importância do ensino dessa disciplina para o desenvolvimento humano voltado para a saúde física e mental dos alunos, bem como a importância de formar os alunos para se tornarem cidadãos responsáveis ​​na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a inegável importância das aulas de educação física no ambiente escolar, é válido ressaltar que esta deve fazer parte da rotina educacional, auxiliar na atividade física, aumentar a participação e a sociabilidade na prática física e desenvolver a motricidade de forma adequada, sendo essencial para o desenvolvimento morfofisiológico do aluno, incentivando o desenvolvimento do potencial físico e melhora do desempenho físico do aluno (FREIRES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta faixa etária, entre os 6 e os 10 anos, o desenvolvimento infantil sofre diversas alterações, por isso, a estimulação deve ser constante e inserida no cotidiano da criança para auxiliar no processo de aprendizagem. Além disso, o corpo também precisa ser educado. Tudo o que influencia o comportamento e o caráter é a educação. Os movimentos corporais utilizados principalmente na primeira fase do ensino fundamental, devem ser entendidos como um valioso recurso pedagógico (JESUS; JESUS, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de medidas direcionadas em uma ou duas habilidades motoras, pelo menos duas vezes por semana, pode ajudar os alunos a realizar tarefas adequadas em seu desenvolvimento físico. As aulas de educação física visam melhorar e corrigir o desenvolvimento do movimento físico, proporcionando, aos alunos, uma variedade de estímulos e movimentos que desenvolvem habilidades físicas e motoras. É uma disciplina que une a cultura física com os alunos por meio de jogos, esportes, artes marciais, ginástica e dança, para formar cidadãos vitais e buscar uma melhor qualidade de vida (FREIRES&nbsp;<em>et al</em>., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio da educação física, o desenvolvimento de habilidades motoras inclui os fatores biológicos, físicos e ambientais aos quais os alunos estão expostos, bem como a extensão e a relevância para o desenvolvimento da atividade motora básica, como: equilíbrio e lateralidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao se tratar do desenvolvimento físico e/ou motor, é importante compreender o conceito de capacidade ou capacidade física, que constitui “um conjunto de características de um organismo que emerge no curso de sua interação com o meio” (JESUS; JESUS, 2022, p. 748).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais habilidades são divididas em dois grupos, sendo o primeiro grupo direcionado às habilidades físicas relacionadas à saúde, como: composição corporal, força, resistência e flexibilidade. O segundo grupo inclui as habilidades motoras, que consistem em: coordenação, equilíbrio, mobilidade, força e velocidade (LIMA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoordenação motora em crianças, geralmente, se refere à instabilidade das habilidades motoras, causada pelo funcionamento imperfeito de condições funcionais, físicas, sensoriais, neurológicas e musculares, associada ao comprometimento da condução motora. Isso pode invariavelmente levar a mudanças na qualidade do movimento e redução da potência do motor. Os hábitos, o desenvolvimento físico e motor das crianças, estão sendo afetados pela “era digital”, levando a mudanças em sua qualidade de vida, que, atualmente, estão associadas a diversas doenças crônicas, como: obesidade, doenças cardiovasculares, osteoporose, hipertensão e diabetes (ALMEIDA&nbsp;<em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho físico está, portanto, associado à saúde em termos de melhoria do índice cardiopulmonar, força/resistência muscular, flexibilidade e percentual de gordura corporal, reduzindo, assim, o risco de desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas. Um dos elementos-chave que a atividade física pode abordar é a flexibilidade. A flexibilidade é um componente fundamental da aptidão física relacionada à saúde, levando à elasticidade dos músculos e tecidos conjuntivos combinada com o movimento articular (FREITAS<em>&nbsp;et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de atividade física sem frequência e qualidade pode levar a problemas de coordenação que afetam negativamente o desenvolvimento cognitivo, bem como os processos de aprendizagem motora (LIMA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo buscou explorar a dança como forma de incentivo para alunos participarem das aulas de educação física, uma vez que a aula de dança proporciona condições para que os alunos demonstrem suas emoções através do movimento, proporcionando melhor desenvolvimento motor e cognitivo, revelando a importância de trabalhar a dança na escola para que todos possam alcançar seus objetivos e superar seus medos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dança certamente influencia no desenvolvimento dos discentes e melhora suas relações dentro e fora da escola. Ela traz alegria, aprendizado e conhecimento de novas culturas e ritmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, que a dança na educação física é uma forma de ensinar, socializar e desenvolver novos conhecimentos, além de abordar a satisfação e autoestima de forma a atender às suas necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Hilgeany de Freitas Timoteo.&nbsp;<em>et al.</em>&nbsp;Lazer na Educação Física escolar: percepções dos professores de educação física das escolas estaduais de educação profissional.&nbsp;In:&nbsp;<strong>Educação Física e Suas Interfaces: lazer, aventura e meio ambiente – Volume 2</strong>. Editora Científica Digital., 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BEZERRA, Thaise Oliveira.&nbsp;<em>et al</em>. Saberes em Dança percebidos entre escolares de uma escola pública da cidade de Altamira/PA.&nbsp;<strong>Revista de Educação, Saúde e Ciências do Xingu</strong>, v. 1, n. 2, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREIRES, Antonia Laurentino.<em>&nbsp;et al</em>. Educação física nos anos iniciais do ensino fundamental: um estudo de caso a partir das percepções de professores da Escola Vereador João Gonçalves do Município de Marizópolis, Paraíba.&nbsp;<strong>Research, Society and Development</strong>, v. 11, n. 4, p. e33011422255-e33011422255, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JESUS, Leonardo Leite de; JESUS, Lídia Batista Leite de. Jogos esportivos coletivos na educação física escolar.&nbsp;<strong>Revista Científica FESA</strong>, v. 1, n. 17, p. 44-63, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Ana Catarina Ferreira Bacalhau de Sousa.&nbsp;<strong>Crianças na escola! (Re) pensar o bem-estar no processo de ensino aprendizagem</strong>. Relatório de Estágio (Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico) – Universidade dos Açores. Ponta Delgada, 2022. 205 f.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOS, Meriane Teixeira de; VERDE, Evandro Jorge Souza Ribeiro Cabo; CORRÊA, Lionela Da Silva. Educação Física e os temas transversais.&nbsp;<strong>Revista Ensino de Ciências e Humanidades – Cidadania, Diversidade e Bem Estar – RECH</strong>, v. 3, n. 1, p. 382-4-2, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINEZ, Vera M.; CHAVES, Fernando Edi. A motivação nas aulas de educação física no ensino médio.&nbsp;<strong>Temas em Educação Física Escolar, Rio de Janeiro</strong>, v. 5, n. 1, p. 56-80, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Mariana Amarante.&nbsp;<strong>O papel do professor de Educação Física escolar frente ao comportamento sedentário em crianças e adolescentes do Ensino Fundamental</strong>. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Educação Física), Departamento de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022. 49 f.<strong>&nbsp;</strong><sup>[1]</sup>&nbsp;Pós Graduação (Lato Sensu) em Musculação e Treinamento de Força – UFRJ. Pós Graduação (Lato Sensu) em Educação Física Escolar – UNIBF. Graduação em Licenciatura em Educação Física – UFRJ. Bacharelado em Educação Física. ORCID<strong>:&nbsp;</strong>0000-0003-0064-6920.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Declaro que sou autor(a) deste Trabalho de Conclusão de Curso<strong>.</strong> Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OS EFEITOS ATENUANTES DA HIDROGINÁSTICA NOS SINTOMAS DE FIBROMIALGIA EM MULHERES ATIVAS DA TERCEIRA IDADE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-efeitos-atenuantes-da-hidroginastica-nos-sintomas-de-fibromialgia-em-mulheres-ativas-da-terceira-idade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 16:37:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 144/MAR 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=201803</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503091336 Luciano DornellesAndreia Regina da SilvaMarta Baggio MessiasPeter Yago Silva do RosárioTatiane Aparecida Teixeira RicardoViviane Dantas LimaOrientador: Prof. Ms. Luciano Dornelles 1 Introdução&#160; A hidroginástica é um exercício físico realizada parcialmente dentro da água, com ênfase na posição vertical, de baixo impacto, com ou sem o uso de equipamentos, visando melhorar o condicionamento físico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202503091336</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Luciano Dornelles<br>Andreia Regina da Silva<br>Marta Baggio Messias<br>Peter Yago Silva do Rosário<br>Tatiane Aparecida Teixeira Ricardo<br>Viviane Dantas Lima<br>Orientador: Prof. Ms. Luciano Dornelles</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 Introdução&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidroginástica é um exercício físico realizada parcialmente dentro da água, com ênfase na posição vertical, de baixo impacto, com ou sem o uso de equipamentos, visando melhorar o condicionamento físico relacionado à saúde e contribuir para o bem-estar físico e psicológico dos praticantes (LIMA et al., 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios físicos motivados pela hidroginástica, também ajuda na socialização, no fortalecimento do sistema imunológico e contribui para a manutenção da saúde mental, tratando a depressão e desestimulando o desenvolvimento de doenças degenerativas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a prática regular da hidroginástica tem sido recomendada como uma opção não farmacológica para o tratamento da fibromialgia. Diversos estudos têm observado, resultados benéficos, como a redução da dor, melhora do sono, diminuição do cansaço, aumento da capacidade funcional e outros aspectos que contribuem para a qualidade de vida dos indivíduos afetados (BLOEDOW; SILVA; GUIMARÃES, 2021; e Kümpel, 2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa modalidade de exercício é comumente recomendada para idosos, visando aliviar as dores causadas pela fibromialgia. Segundo, (LEÃO et al. 2019), a hidroginástica é uma modalidade que traz benefícios significativos para a qualidade de vida dos idosos, sendo recomendada como uma opção terapêutica eficaz. É importante ressaltar que a hidroginástica deve ser realizada em piscina aquecida, uma vez que a água fria pode provocar contração muscular intensa, aumentando a dor experimentada pelos indivíduos com fibromialgia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA et al., (2019) conceituam que a fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa crônica de etiopatogenia complexa, multifatorial e ainda não completamente esclarecida. A característica mais marcante da FM é a dor musculoesquelética generalizada, associada a distúrbios do sono, fadiga, alterações cognitivas e desordens psíquicas. A prevalência da FM varia entre 0,2 e 6,6% na população geral, sendo as mulheres mais acometidas que os homens, em uma proporção de 9:1, sendo mais frequente na faixa etária entre 40 e 55 anos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com OLIVEIRA JÚNIOR (2018) a fibromialgia afeta uma impressionante prevalência de 2% da população mundial. A fisiopatologia da 4 fibromialgia está associada ao sofrimento, sendo que as intervenções farmacológicas frequentemente envolvem o uso de antidepressivos. Vale ressaltar que o tratamento da fibromialgia é caracterizado por intervenções que visam aliviar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibromialgia pode estar associada com a depressão e a hidroginástica pode ajudar aliviar as dores e combater o estresse. Com um estilo de vida saudável, uma alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos, é possível a melhora dos sintomas e até a prevenção da fibromialgia.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 Justificativa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidroginástica é um exercício físico que fortalece os músculos, melhora o equilíbrio e tem sido reconhecida por sua eficácia no tratamento da fibromialgia. Essa condição é caracterizada por dores musculares intensas, fadiga e outros sintomas, como dores de cabeça e articulares. Além disso, a perda de força muscular pode levar à perda de equilíbrio em alguns casos. Embora medicamentos controlados sejam utilizados para aliviar os sintomas, eles podem causar efeitos colaterais indesejados, como náuseas, tonturas, palpitações e sonolência e outros.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidroginástica tem se mostrado uma opção terapêutica efetiva para os portadores de fibromialgia. Os exercícios realizados na água proporcionam uma eficácia de auto impacto na musculatura, reduzindo dores nas articulações e outros benefícios. Além disso, a resistência da água ajuda a fortalecer a musculatura, contribuindo para a redução das dores musculares.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a hidroginástica não seja capaz de curar a fibromialgia, ela traz benefícios significativos. Os exercícios promovem o alongamento e relaxamento muscular, melhoram a postura e o condicionamento físico geral. Além disso, a prática regular da hidroginástica influencia positivamente o humor, dispondo mais prazer e bem-estar. Os portadores de fibromialgia podem encontrar na hidroginástica uma atividade física confortável e recomendada pelos profissionais de saúde.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da prevalência da fibromialgia na população idosa, investigar os efeitos da hidroginástica no tratamento dessa condição em mulheres idosas se torna fundamental. Compreender melhor os benefícios dessa atividade física específica pode contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais seguras e eficazes, oferecendo alternativas para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados pela fibromialgia.<strong> </strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 Objetivos&nbsp;</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Objetivos Gerais:</strong> O presente trabalho tem por objetivo geral investigar os efeitos atenuantes da hidroginástica nos sintomas de fibromialgia em mulheres ativas da terceira idade. Para alcançar esse objetivo, serão realizadas revisões bibliográficas e pesquisas empíricas que visam avaliar a eficácia da hidroginástica como intervenção não-farmacológica no manejo dos sintomas de fibromialgia. Serão avaliados os resultados, mediante os estudos realizados que favorecem a prática da hidroginástica na redução dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida. Além disso, serão investigados os efeitos positivos da hidroginástica e sua viabilidade como uma atividade física segura. Com o objetivo de contribuir na criação de programas voltados à hidroginástica em mulheres ativas da terceira idade.<strong>&nbsp;</strong></li>
</ol>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li><strong>Objetivos Específicos:</strong> Aspira estudar e analisar os diferentes benefícios da hidroginástica no tratamento da fibromialgia com enfoque principal em mulheres da terceira idade, investigando os resultados obtidos, tais como, a redução dos sintomas e o período que o corpo sinta para agir os efeitos positivos da realização regular do exercício, de que trata o presente estudo.<strong>&nbsp;</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 Metodologia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A condução deste trabalho fundamentou-se em uma abordagem metodológica cuidadosamente elaborada. Inicialmente, realizou-se um abrangente levantamento bibliográfico em respeitadas bases científicas, a saber, SCIELO, PUBMED, Google Acadêmicos e LILACS. Para a efetividade desta pesquisa, foram empregados descritores criteriosamente selecionados, abordando temas como hidroginástica, hidroterapia, fibromialgia em mulheres idosas, educação física na hidroginástica, melhora física em ambiente aquático, acompanhamento físico e reabilitação, e efeitos atenuantes da hidroginástica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos artigos compreendeu o período de 2003 a 2023, visando abranger contribuições significativas e contemporâneas para o escopo deste estudo. Critérios de inclusão e exclusão foram rigidamente aplicados para garantir a relevância e qualidade dos trabalhos incorporados. A pesquisa se limitou a estudos disponíveis em idiomas compreensíveis pela equipe de pesquisa, abrangendo ensaios clínicos, revisões sistemáticas, estudos de caso e pesquisas originais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação dos artigos transcorreu em diversas etapas, iniciando-se com a análise dos títulos e resumos para identificação preliminar de estudos pertinentes. Posteriormente, procedeu-se à leitura integral dos artigos selecionados. A organização e síntese dos dados foram meticulosamente conduzidas, proporcionando uma visão abrangente e fundamentada sobre os efeitos atenuantes da hidroginástica em mulheres idosas com fibromialgia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este método de revisão bibliográfica foi adotado para compilar informações abrangentes e atualizadas sobre os efeitos da hidroginástica no tratamento da fibromialgia, fornecendo uma base sólida para a análise e discussão dos resultados neste trabalho, visando à compilação de informações sólidas e atualizadas. A análise resultante estabelece uma base robusta para as conclusões e discussões a serem desenvolvidas ao longo deste trabalho, conferindo-lhe rigor metodológico e respaldo acadêmico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 Desenvolvimento&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Conceituando fibromialgia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fibromialgia é uma dor muscular sem causas definidas, são dores na maioria das vezes profundas. A população de idosos que apresentam os sintomas, geralmente não consegue um diagnóstico já no início. São dores que surgem sem esforço, elas aparecem no decorrer da vida da pessoa, geralmente por acontecimentos fortes na vida, traumas, depressão. Seguidamente os portadores sentem uma leve dor, mas por terem vivido traumas ou até mesmo por serem idosos supõem ser dor da idade e passam a conviver com dores que pioram muito com o tempo, afetando psicológico, físico, emocional e muitas vezes moral. A fibromialgia afeta mais mulheres, geralmente acima de 35 anos, raramente homens e mulheres mais jovens.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acerca da fibromialgia, vejamos o entendimento do autor LINARES:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“A síndrome da fibromialgia (SFM) é uma doença crônica de origem desconhecida caracterizada por dores musculares difusas, distúrbios do sono, fadiga e presença de múltiplos pontos dolorosos, denominados tender points. Muitos portadores da SFM apresentam condições de ansiedade e depressão que afetam a qualidade de vida. LINARES CU, et al. (2014 v.54, n.2)’’&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Fibromialgia tem como sintomas principais, dores em todo o corpo e músculos, inicialmente os portadores não conseguem identificar onde encontra-se a dor. Isso acontece porque a fibromialgia causa cansaço intenso, falta de sono (ele dorme, porém, acorda fadigado, ou até mesmo que não dormiu) causando desconforto e stress.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibromialgia no ponto de vista epidemiológico, o que chama a atenção no cenário da FM é sua alta prevalência em mulheres. HEYMANN RE, et al (2004; v.31, n. 3).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre essa questão entendo o autor SOUZA que:&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Trata-se de uma enfermidade frequente na população entre os 35 e 44 anos, numa proporção de até nove mulheres para cada homem acometido. No Brasil está presente em até 2,5% da população geral e estima-se que acometa de 2% a 4% da população mundial. Estudos mostram, ainda, um aumento para 5% das mulheres nos Estados Unidos e 4,7% da população de alguns países da Europa’’. SOUZA JB, et al. (2018).’’&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente os portadores de fibromialgia se sentem deprimidos, magoados, estressados, sendo que, esses sintomas estimulam as dores, isso refere-se a coisas negativas que o cérebro capta. Se os portadores de fibromialgia não estiverem bem dentro de si, ou acontecer por infelicidade que os desequilibre emocionalmente, certamente aumentará seu sofrimento causados pelas dores. Os principais pontos sensoriais que podem ser diagnosticados um portador de fibromialgia são os seguintes: dores nos joelhos, cotovelos, frente e atrás do pescoço, superior do peito, superior das nádegas, atrás dos ombros e no quadril.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como aponta WIELENSKA RC (2001), o humor é considerado um modelo complexo de comportamentos, sentimentos, pensamentos, estados corporais e emocionais. Ainda sobre estes sintomas BRANDT R (2010), entende que os tipos de humor incluem fatores psicológicos, como depressão, raiva, confusão mental, bem como as variáveis, psicossomáticas, fadiga, vigor e tensão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico da Fibromialgia é essencialmente eficaz para o seu tratamento, ponto que deve ser analisada por médicos especialistas em terapia da dor, onde observam os sintomas mais comuns, a ansiedade, dores e todas as sensibilidades causadas nos músculos, entre outros sintomas que vão se agravando com passar dos tempos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo JONES:&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O exercício físico é um fator importante para melhoria da qualidade de vida do paciente, mas deve ser planejado para não se tornar extenuante. Levando em consideração que ainda não existem exames que podem diagnosticar a fibromialgia, nem tampouco existe cura, porém existem formas de controlar, que são através da vida saudável. JONES JR; CLARK SR. (28. 419-36,2002).’’&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos considerar também que:&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A atividade física apresenta um efeito analgésico; por estimular a liberação de endorfinas, funciona como antidepressivo; e proporciona uma sensação de bem-estar global e de autocontrole. Esta deve ser bem dosada para que não seja muito extenuante, seu início deve ser leve e a sua &#8220;intensidade&#8221; aumentada gradativamente. Deve ser bem planejada para ser tolerada desde o início e para manter a adesão do paciente por um período prolongado. JONES KD.&nbsp;(13:277-93,2002).’’&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para BUSCH AJ (2011) e NEUMANN J (2014), podemos considerar que o exercício aeróbico melhora a função física e o bem-estar. O exercício terrestre ou aquático foi considerado igualmente eficaz, no entanto, em pacientes descondicionados, o exercício em ambiente aquático pode ser particularmente valioso.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 Hidroginástica</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidroginástica, modalidade de exercícios realizados em meio aquático, emerge como uma prática altamente recomendada para promover o condicionamento físico e fortalecimento muscular. Sua universalidade é inequivocamente evidente, conquistando adeptos de diferentes faixas etárias, dada a sua natureza de baixo impacto, tornando-a acessível e benéfica para uma gama diversificada de indivíduos (BONACHELA, 1994). Originada na Alemanha, essa forma de atividade física surgiu inicialmente para atender a um público idoso, oferecendo uma prática segura e benéfica tanto para o corpo quanto para a mente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O notável crescimento da popularidade da hidroginástica no Brasil, especialmente entre a população idosa, a consagra como uma das atividades físicas mais praticadas, marcando a paisagem do exercício nacional (Carvalho et al., 2008). Entre seus inúmeros benefícios, destacam-se a perda de peso, aprimoramento da circulação sanguínea, otimização da capacidade respiratória, fortalecimento muscular abrangente, incremento da flexibilidade, aprimoramento da coordenação motora e, não menos importante, indução ao relaxamento físico e mental (BONACHELA, 1994). Além disso, a hidroginástica firmou-se como uma opção terapêutica para condições específicas, como a Fibromialgia, proporcionando alívio eficaz das dores musculares e contribuindo para uma melhoria geral na qualidade de vida (ASSIS et al., 2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fundamentos da hidroginástica estão intrinsecamente ligados às propriedades físicas da água, onde a resistência e a flutuabilidade desempenham papéis cruciais. Princípios físicos como a Lei de Pascal e o Princípio de Arquimedes são os pilares que sustentam essa prática, influenciando diretamente na flutuabilidade do corpo e na resistência proporcionada pelo meio aquático (Bonachela, 1994). A necessidade de uma supervisão profissional durante as sessões de hidroginástica é imperativa, assegurando a execução correta dos exercícios e, por conseguinte, a segurança dos praticantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista social, a hidroginástica emerge como uma atividade capaz de promover um robusto bem-estar psicológico. Através da elevação da autoestima, fortalecimento da autoconfiança e fomento da socialização, essa prática transcende os limites físicos, tornando-se um instrumento de integração e estímulo mental (BONACHELA, 1994). As observações realizadas ao longo do tempo indicam que a adesão regular à hidroginástica resulta em benefícios multifacetados, desde a melhoria da aptidão física até impactos positivos na qualidade de vida, incluindo a redução de dores e otimização do sono (Dias et al., 2007).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A heterogeneidade de exercícios e a abordagem coletiva, enfocando aspectos como coordenação motora, aptidão cardiorrespiratória, flexibilidade e fortalecimento muscular, atestam a relevância da hidroginástica no contexto das atividades diárias (BONACHELA, 1994). Recomendações emanadas de órgãos de saúde globais, como a American College of Sports Medicine (ACSM, 1998) e Simão (2009), robustecem o apelo da prática regular de exercícios físicos, sendo a hidroginástica uma opção que se destaca por sua versatilidade e inclusividade. Nesse cenário, a contribuição positiva da hidroginástica para uma vida saudável transcende as dimensões físicas, evidenciando-a como uma escolha que amalgama eficácia, segurança e prazer na promoção do bem-estar integral.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.3 Mulheres na atividade física</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios físicos têm sido amplamente indicados como parte do tratamento na Síndrome da Fibromialgia (SFM). O interesse pelos exercícios físicos vem crescendo desde o final da década de 80 (McCain et al., 1988). Desde então, os experimentos vêm propondo várias formas de intervenção através de diferentes tipos de exercícios físicos para a adequação e complemento ao tratamento. De forma geral, as investigações revelam que os exercícios físicos devem fazer parte dos recursos para promover a melhora da função física de pessoas com fibromialgia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A serotonina, neurotransmissor regulador da percepção da dor, apresenta níveis mais baixos nos indivíduos com fibromialgia (Russel et al., 1994). Se os níveis de serotonina são normais, a dor será moderada, porém, se estiverem mais baixos, a transmissão da dor será ampliada. Sabe-se que a prática do exercício físico apresenta um efeito analgésico e funciona como um antidepressivo, além de proporcionar uma sensação de bem-estar global e de autocontrole (Sabbag et al., 2000).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios físicos aeróbicos são os mais utilizados nos experimentos que pretendem verificar os efeitos sobre os sintomas da SFM. A caminhada tem aparecido com destaque dentre os exercícios aeróbicos recomendados para pessoas com SFM, devido à praticidade de implementação, custos reduzidos e baixa complexidade de execução. É quase consenso entre os pesquisadores que este tipo de exercício é o que traz mais benefícios aos portadores de fibromialgia. Resultados favoráveis também foram encontrados em programas de exercícios físicos realizados em água aquecida (hidroginástica). Gowans et al., (1999) encontraram melhoras na capacidade aeróbica, na fadiga e na percepção da dor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bennett et al. (1996), avalia o impacto de um programa de terapia em grupo de pacientes com fibromialgia. As sessões consistiam de modificações comportamentais, técnicas de redução do estresse, programa de exercícios físicos enfatizando a melhora da flexibilidade, além de sessões de assistência aos familiares. Foram obtidos resultados promissores a curto e longo prazo. Os programas propostos geralmente empregam o uso de técnicas de alongamento ou relaxamento como forma de potencializar os efeitos desejados e minimizar os indesejados. Esta associação mostra-se positiva e complementar, pois reduz o número de lesões e aumenta a sensação de bem-estar assim como os outros componentes indicadores de qualidade de vida. Todavia, o uso isolado de exercícios de flexibilidade, de relaxamento ou técnicas alternativas de alívio de dor (banhos quentes, compressas) mostra-se insuficiente para promover impacto suficiente a ponto de serem recomendados como única forma de combate aos sintomas da síndrome.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que pessoas com SFM experimentam aumento da dor, cerca de 24 horas, após uma sessão de exercícios físicos devido a uma combinação de tensão muscular e baixa condição física (Bennet, 1993). Embora, muitas pessoas se sentem desencorajadas para praticar atividades físicas, poupando os movimentos nos locais dolorosos por temerem agravamento dos sintomas, é importante esclarecer-lhes que os exercícios físicos podem promover o relaxamento nos locais de dor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhos científicos parecem ser favoráveis a exercícios leves a moderados, realizados de forma progressiva e em pequenas quantidades, evitando sobrecargas e esforços repetitivos, e, tomando cuidado com a postura. O limite do esforço pode e deve ser determinado pela própria pessoa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, pode-se notar que os exercícios aeróbios de baixa intensidade parecem ser os mais eficazes. A fibromialgia é uma síndrome crônica que causa sofrimento físico e emocional importante a seus portadores. Uma vez que as causas sociais, afetivas e profissionais possuem importante papel na incapacidade e morbidade destes pacientes, é fundamental reduzir o impacto na saúde. A prática regular de exercícios físicos pode ser adotada como uma abordagem de otimização do tratamento, promovendo a melhora da dor e redução do impacto dos outros sintomas, restabelecendo a capacidade física, mantendo a funcionalidade e promovendo a melhora da qualidade de vida dos portadores da SFM<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 Considerações Finais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome da fibromialgia (FM) apresenta-se como uma condição desafiadora, impactando não apenas o corpo, mas também a esfera emocional e social dos indivíduos afetados. No escopo deste trabalho, exploramos a hidroginástica como uma modalidade de exercício físico que demonstra eficácia no tratamento dos sintomas da FM, especialmente em mulheres idosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo desta revisão, ficou claro que a hidroginástica, realizada em ambiente aquático, proporciona benefícios significativos para as mulheres idosas com FM. Diversos estudos, como os de Bloedow, Silva e Guimarães (2021) e Kümpel (2020), corroboram a eficácia dessa prática, evidenciando resultados como a redução da dor, melhora do sono, diminuição do cansaço e aumento da capacidade funcional. Além disso, a recomendação de Leão et al. (2019) destaca a hidroginástica como uma opção terapêutica eficaz, especialmente em piscinas aquecidas para evitar desconfortos musculares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre fibromialgia, depressão e a eficácia da hidroginástica como uma abordagem não farmacológica foi abordada. A fibromialgia, uma síndrome complexa, apresenta uma prevalência significativa, especialmente em mulheres. Seus sintomas vão além das dores musculares, afetando o sono, cognição e o estado psicológico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hidroginástica, por sua vez, emerge como uma alternativa terapêutica valiosa. Seus fundamentos físicos, aliados à resistência e flutuabilidade da água, contribuem para uma prática de baixo impacto, acessível a diferentes faixas etárias. A relevância da supervisão profissional durante as sessões é destacada para garantir a segurança e eficácia dos exercícios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que, na população idosa, compreender e incorporar a hidroginástica como parte do tratamento da FM é crucial. A perda de força muscular associada à fibromialgia pode ser abordada de maneira eficaz por meio dos exercícios na água, que proporcionam benefícios como o fortalecimento muscular, melhora na circulação sanguínea e redução das dores articulares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a prática regular de hidroginástica não apenas alivia os sintomas físicos, mas também contribui para o bem-estar psicológico. A socialização, o aumento da autoestima e a sensação de bem-estar global são aspectos impactantes relatados por praticantes dessa atividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, diante da complexidade da fibromialgia e da necessidade de abordagens multifacetadas, a hidroginástica destaca-se como uma estratégia terapêutica complementar. Seus efeitos positivos não se limitam à esfera física, mas transcendem para a melhoria da qualidade de vida, proporcionando uma abordagem holística para o manejo da fibromialgia em mulheres idosas. Considerando a prevalência crescente dessa síndrome, explorar e compreender a eficácia da hidroginástica é um passo significativo em direção à promoção de uma vida saudável e ativa para essa população específica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7 Referências Bibliográficas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BLOEDOW, L. D. L. S.; SILVA, P. C. DA; GUIMARÃES, P. DOS S. Efeito de intervenções aquáticas sobre os sintomas da fibromialgia: uma revisão. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e400101522937, 28 nov. 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KÜMPEL, Claudia et al. Estudo comparativo dos efeitos da hidroterapia e método Pilates sobre a capacidade funcional de pacientes portadores de fibromialgia. Acta Fisiátrica, v. 27, n. 2, p. 64-70, 2020.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Juliana Moreira et al. A influência da música na resposta afetiva e na percepção subjetiva de esforço durante a prática de hidroginástica. Faculdadefama.edu.br, 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEÃO, Luciano Amado et al. Benefícios das atividades aquáticas para idosos. Revista de atenção à saúde, v. 17, n. 61, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA JÚNIOR, J. O. DE; ALMEIDA, M. B. DE. The current treatment of fibromyalgia.&nbsp;Brazilian Journal of Pain, v. 1, n. 3, 2018.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, J. P. R. et al.. O cotidiano de mulheres com fibromialgia e o desafio interdisciplinar de empoderamento para o autocuidado. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 40, p. e20180411, 2019.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos, Michele R. dos, Moro, Claudia M.C. e Vosgerau, Dilmeire S.R&#8230;Protocolo para avaliação física em portadores de síndrome de fibromialgia. Revista Brasileira de Reumatologia [online]. 2014, v. 54, n. 2 [Acessado 28 Outubro 2023], pp. 117-123. Disponível em: . ISSN 180&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brandt, Ricardo et al. Perfil de humor de mulheres com fibromialgia. Jornal Brasileiro de Psiquiatria [online]. 2011, v. 60, n. 3 [Acessado 29 Outubro 2023], pp. 216-220. Disponível em: . Epub 01 Nov 2011. ISSN 1982-0208. https://doi.org/10.1590/S004720852011000300011.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Provenza, JR et al. Fibromialgia. Revista Brasileira de Reumatologia. 2004, v. 44, n. 6, pp. 443-449. Disponível em: &lt;&gt;. Epub 28 Abr 2011. ISSN 1809-4570.&nbsp;REFERÊNCIAS: Oliveira, José Oswaldo de e Almeida, Mauro Brito de. The current treatment of fibromyalgia. BrJP [online]. 2018, v. 1, n. 3 [Acessado 31 Outubro 2023], pp. 255-262. Disponível em: . ISSN 2595-3192. https://doi.org/10.5935/2595-0118.20180049&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa, Larissa Pereira e Ferreira, Márcia de Assunção. FIBROMYALGIA FROM THE&nbsp;GENDER PERSPECTIVE: TRIGGERING, CLINICAL PRESENTATION AND COPING. Texto &amp; Contexto &#8211; Enfermagem [online]. 2023, v. 32 [Acessado 31 Outubro 2023], e20220299. Disponível em: . Epub 29 Maio 2023. ISSN 1980-265X.&nbsp;https://doi.org/10.1590/1980-265XTCE-2022-0299en. https://doi.org/10.1590/1980-265XTCE-2022-0299pt&gt;. Epub 29 Maio 2023. ISSN 1980-265X. https://doi.org/10.1590/1980265X-TCE-2022-0299en.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jones KD, Clark SR. Individualizing the exercise prescription for persons with fibromyalgia. Rheum Dis Clin North Am 28:419-36, 2002&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUIRINO, Karine Paz. A motivação em praticantes de hidroginástica. (Trabalho de conclusão de graduação) (monografia) &#8211; Escola de Educação Física. Curso de Educação Física: Licenciatura Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRS, Porto Alegre, 2009.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BONACHELA, Vicente. Hidro localizada. Rio de Janeiro, Sprint, 2001&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSIS, R.S.; SILVA JÚNIOR, L.F.S; SANTOS, L.R.; NAVARRO, A.C. A hidroginástica melhora o condicionamento físico dos idosos. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. Versão eletrônica.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, A. Hidroginástica, 2007. Disponível em: http://adsonbarros.blogspot.com/2007/08/html. Acesso em 01 de março de 2016.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABOARRAGE, Nino. Hidrotreinamento. Shape, 2003.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIAS, M.C., MATSUDO, S.M., CONTI, M.A., MATSUDO, V.R&#8230; Percepção da influência da atividade física na vida de mulheres acima de 60 anos de idade: o que o discurso revela? Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 2007; 15(3): 87-94<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bennett, R. M., Burckhardt, C. S., Clark, S. R., O’Reilly, C. A., Wiens, A. N. &amp; Campbel, S. M. (1996). Group treatment of fibromyalgia: a 6 month outpatient program. Journal of Rheumatology, 23(3), 521-528.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bennett, R. M. (1993). The origin of myopain: an integrated hypothesis of focal muscle changes and sleep disturbance in patients with fibromialgia. Journal of Musculoskeletal Pain, 1(3/4), 95-112.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gowans, S. E., deHueck, A., Voss, S. &amp; Richardson, M. (1999). A randomized, controlled trial of exercise and education for individuals with fibromyalgia. Arthritis Care &amp; Research, 12(2), 120-128.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">McCain, G., Bell, D. A., Mai, F. M. &amp; Halliday, P. D. (1988). A controlled study of the effects of a supervised cardiovascular fitness training program on the manifestations of primary fibromyalgia. Arthritis &amp; Rheumatism, 31(9), 1135-1141&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Russel, I. J., Orr, M. D. Littman, B. Vipraio, G. A., Alboukrek, D. Michalek, J. E., Lopez, Y. &amp; Mackillip, F. (1994). Elevated cerebrospinal fluid levels of substance P in patients with the fibromialgia syndrome. Arthritis &amp; Rheumatism, 37(11), 1593- 1601.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabbag L. M. S., Dourado, M. P., Yasbek, J. P., Novo, N. F., Kaziyama, H. H. S., Miyazaki, M. H. &amp; Battistella, L. R. (2000). Estudo ergométrico evolutivo de portadoras de fibromialgia primária em programa de treinamento cardiovascular supervisionado. Acta Fisiátrica, 7(1), 29-34.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>QUEDA DE IDOSOS: RELAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR COM OS ÍNDICES DE QUEDAS NA TERCEIRA IDADE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/queda-de-idosos-relacao-da-forca-muscular-com-os-indices-de-quedas-na-terceira-idade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 18:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=197557</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502121365 João Victor Alvarez Xavier de OliveiraNatalia de Oliveira, Lucca Fazan Dilmar Pinto Guedes Junior Krom Marsili GuedesLucas Maceratesi EnjiuVinícius Lauria Leonardo Lima Marcelo Vasques CasatiRoberto MelchiorRodrigo Pereira da Silva Resumo: As quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, com consequências que vão desde a perda da independência até a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502121365</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">João Victor Alvarez Xavier de Oliveira<br>Natalia de Oliveira, Lucca Fazan<br> Dilmar Pinto Guedes Junior<br> Krom Marsili Guedes<br>Lucas Maceratesi Enjiu<br>Vinícius Lauria<br> Leonardo Lima<br> Marcelo Vasques Casati<br>Roberto Melchior<br>Rodrigo Pereira da Silva</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo:</strong> As quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, com consequências que vão desde a perda da independência até a mortalidade. A diminuição da força muscular ao longo do envelhecimento é um fator de risco reconhecido para quedas. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre a força muscular e a incidência de quedas em idosos. Métodos: Foram avaliados 130 idosos, com idade entre 60 e 94 anos, utilizando um questionário sobre histórico de quedas, a Escala de Morse para avaliação de risco de queda e um dinamômetro para medir a força de preensão palmar. Resultados<strong>:</strong> Os resultados demonstraram uma correlação significativa entre maior força muscular e menor risco de quedas. Além disso, os participantes que realizavam atividade física apresentaram maior força muscular em comparação aos sedentários. Conclusão<strong>:</strong> Os achados deste estudo reforçam a importância da força muscular na prevenção de quedas em idosos. A prática regular de atividade física, que contribui para o aumento da força muscular, emerge como uma estratégia eficaz para reduzir o risco de quedas nessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Quedas em idosos. Força muscular. Atividade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resume</strong>: Falls in the elderly represent a serious public health problem, with consequences ranging from loss of independence to mortality. The decrease in muscle strength with aging is a recognized risk factor for falls. This study aimed to evaluate the association between muscle strength and the incidence of falls in the elderly. Methods: A total of 130 elderly individuals, aged between 60 and 94 years, were evaluated using a questionnaire on fall history, the Morse Fall Scale to assess fall risk, and a dynamometer to measure handgrip strength. Results: The results showed a significant correlation between greater muscle strength and lower risk of falls. In addition, participants who engaged in physical activity had greater muscle strength compared to sedentary individuals. Conclusion: The findings of this study reinforce the importance of muscle strength in preventing falls in the elderly. Regular physical activity, which contributes to increased muscle strength, emerges as an effective strategy to reduce the risk of falls in this population.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Falls in the elderly. Muscle strength. Physical activity.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de envelhecimento é algo que vem para todos, e pode variar de indivíduo para indivíduo. Juntamente a esse processo, algumas variáveis são mais decisivas, como estilo de vida, condições socioeconômicas e doenças crônicas. (FECHINE et. al 2012). Segundo o autor, pode-se indicar que os indivíduos envelhecem de formas diversas; idade biológica, idade social e de idade psicológica, podendo ter grandes diferenças em sua idade cronológica. (FERRÃO, et al 2012). Segundo a OMS, a terceira idade tem início entre os 60 e 65 anos, porém, isto é definido para efeitos de pesquisas, tendo em vista que os processos de envelhecimento são definidos principalmente pelos fatores indicados acima. (OMS, 2002)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento fisiológico compreende a alterações orgânicas e mentais devido a idade avançada do organismo fazendo com que perca a capacidade de manter o equilíbrio corporal. (IWASAKI S et al 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento pode ser compreendido a partir de 3 subdivisões: envelhecimento primário, secundário e terciário. O envelhecimento primário normal atinge a todos, sendo essa uma característica da nossa espécie, ocorrendo de forma gradual e progressiva. (BIRREN E SCHROOTS, et al 1996). O envelhecimento secundário é resultante das interações das influências externas, podendo ser variado entre os indivíduos em diferentes meios. (NETTO 2002). Já o envelhecimento terciário ou terminal é caracterizado por profundas perdas físicas e cognitivas. ((BIRREN E SCHROOTS, et al 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shepard classifica o envelhecimento em 4 estágios: meia idade (45 a 59 anos), idoso (60 a 74 anos), Anciano (75 a 90 anos) e Velhice extrema (acima de 90 anos). (SHEPARD et al 2003). Essas alterações fisiológicas e músculo-articulares associadas a inatividade, causam ao idoso uma condição degenerativa crescente, tendendo a perda de equilíbrio, comprometimento da marcha e os problemas psicológicos. (MATSUDO et al 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As quedas são fatores de extremo risco, afinal, os idosos podem ser acometidos ao longo dos anos de doenças degenerativas que, se não devidamente tratadas e acompanhadas, podem causar complicações e sequelas, comprometendo a sua independência. Esses aspectos corroboram na perda de postura, falta de coordenação motora, equilíbrio e aspectos cognitivos.&nbsp; (BENTO et al. 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os anos 2000 a 2019 foram registrados 135.209 óbitos devido a quedas em idosos, dos quais 51,41% ocorreram em mulheres concentrando-se na faixa &gt;80 anos. (GONÇALVES et al. 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É natural que esse processo tenha como consequência o declínio da força muscular, apontada como um dos fatores responsáveis pela maior incidência de quedas. O sedentarismo é frequente na população idosa, contribuindo para a deterioração do controle postural. (FERRETTI et al, 2013). O envelhecimento por si só não é causa de quedas, apesar de as alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento favorecerem sua ocorrência. (ALMEIDA et al, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como analisado, em grande parte do processo a redução de força muscular é uma das características que mais vem sofrendo mudanças ao longo dos anos, sendo que o objetivo do presente estudo é analisar&nbsp; se a redução de força muscular influência nos altos índices de quedas?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o parecer favorável do comitê de ética e pesquisa da Universidade Metropolitana de Santos e a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido por parte dos voluntários, a amostra foi composta por 130 idosos, entre 60 a 94 anos de idade, sendo 50 homens e 80 mulheres. O objetivo foi avaliar a associação entre forma muscular e índice de quedas. A análise foi feita através de 3 critérios de avaliação: Questionário, Escala Morse e Avaliação física com dinamômetro hidráulico. O experimento envolveu idosos acima de 60 anos, sedentários ou praticantes de atividade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação foi tabulada através do google forms, cujo a entrevista foi presencial. deu-se presencialmente com o participante. Para participar do experimento, os idosos assinaram um termo de Consentimento Livre e Esclarecido (de acordo com a Lei 196/96 do CNS (Conselho Nacional de Saúde). O questionário solicitou as informações básicas do idoso, como: nome, idade, e se o idoso pratica atividade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escala de Morse é um instrumento de rastreio utilizado em ambiente de saúde para detectar riscos de quedas. É composta por seis critérios, que são avaliados e pontuados de 0 a 30 pontos, resultando em um escore de risco, os critérios são: Histórico de quedas nos últimos três meses, diagnóstico secundário, apoio para caminhar, terapia intravenosa, postura no andar e na transferência e estado mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O instrumento foi aplicado a 130 alunos, praticantes de musculação e sedentários, do sexo feminino e masculino no ano de 2024. Dentre eles, 79 idosos são praticantes de musculação (18 homens e 61 mulheres), e 51 idosos não são praticantes. (32 homens e 19 mulheres). Os entrevistados que praticavam, fazem sessões de musculação no mínimo 3 vezes na semana com duração média de 50 minutos.&nbsp; As avaliações foram realizadas de forma individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram coletados os dados da avaliação com o uso de dinamômetro de preensão manual. Na avaliação, foi solicitado que o aluno se posicionasse sentado em um banco estando o braço flexionado a 90 graus. Ao sinal do profissional, o participante deveria apertar com o máximo de força. O dispositivo registra a quantidade de força de preensão manual gerada pelo aluno, com resultados expressos em quilograma ou libras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="770" height="416" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-411.png" alt="" class="wp-image-197560" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-411.png 770w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-411-300x162.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-411-768x415.png 768w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="786" height="531" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-434.png" alt="" class="wp-image-197598" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-434.png 786w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-434-300x203.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-434-768x519.png 768w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 79 praticantes que praticavam AF, 10 idosos caíram (2 homens e 8 mulheres) e 69 idosos não caíram (16 homens e 53 mulheres). A média de força no braço esquerdo é de 35kg e 37kg no braço direito. 51 idosos não são praticantes de AF, 31 idosos já caíram (17 homens e 14 mulheres) e 29 idosos não caíram (15 homens e 5 mulheres).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da força de preensão palmar é amplamente utilizada na prática clínica como um indicador importante da força geral do corpo, principalmente em relação à saúde funcional de indivíduos idosos ou com condições neurológicas. A literatura aponta que a mão dominante, no caso a direita para pessoas destras, tende a ser mais forte, com uma diferença média de 10%, em relação à mão não dominante (GODOY et al., 2004). Essa assimetria de força pode ter implicações em atividades diárias e em estratégias de reabilitação, com a mão dominante assumindo maior carga em tarefas de manipulação e levantamento de objetos. Contudo, essa diferença de força não é observada entre indivíduos canhotos, sugerindo uma variação individualizada em relação à dominância da mão (GODOY et al., 2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sobre a avaliação da força de preensão palmar também discutem as diferentes metodologias empregadas para essa medição, com a angulação do braço sendo um fator que pode afetar os resultados. Em protocolos que variam em relação à posição do corpo e à angulação do cotovelo, os resultados são muitas vezes conflitantes. A mudança na angulação do cotovelo durante a flexão e a extensão influencia diretamente a contração dos músculos envolvidos, com impacto no torque gerado pelos músculos flexores e extensores do cotovelo (HAMILTON et al., 2002; LATEGAN et al., 2007). No entanto, a literatura também sugere que, apesar da alteração nas condições de angulação, há uma compensação na força gerada pelos músculos flexores e extensores, o que pode justificar a ausência de diferenças significativas entre os valores médios de força de preensão palmar, independentemente do protocolo utilizado (KENDALL et al., 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores devem ser levados em consideração quando da escolha do protocolo em estudos clínicos e experimentais, pois podem influenciar tanto a padronização dos resultados quanto a interpretação dos dados, como indicado por Caputo et al. (2014), que concluíram que a mensuração da força de preensão palmar, nas amostras estudadas, se mostrou independente da angulação do cotovelo e do posicionamento corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao impacto da força muscular nas condições de saúde, especialmente entre idosos, a força muscular é um indicador importante para a previsão de diversos fatores de risco, incluindo quedas e fraturas. Fatores como a dificuldade de locomoção, idade avançada, sexo masculino e dificuldade para realizar atividades básicas, como ir ao banheiro, têm sido consistentemente associados a uma maior taxa de mortalidade entre idosos (MAIA et al., 2006). Isso ressalta a necessidade de intervenções voltadas para o fortalecimento muscular e a manutenção da funcionalidade, com ênfase na mobilidade e na independência dos idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A força nos membros inferiores é especialmente importante para a prevenção de quedas em idosos. Estudos demonstraram que idosos com uma boa classificação de força nos membros inferiores têm uma probabilidade significativamente menor de sofrer quedas. Streit et al. (2011) afirmaram que idosos que possuíam uma boa força muscular nos membros inferiores tinham duas vezes menos chances de sofrer quedas quando comparados a aqueles com força muscular classificada como &#8220;ruim&#8221;. Esse dado é fundamental para a implementação de programas de exercícios de força voltados para o fortalecimento dos músculos das pernas, especialmente considerando o aumento da população idosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a força muscular e as quedas é ainda mais crítica quando se observa as consequências das fraturas em idosos. O índice de fraturas no fêmur no Brasil é significativamente alto, especialmente entre mulheres com mais de 60 anos, que representam 67,5% dos casos. Essa taxa é superior à observada entre homens da mesma faixa etária, o que implica não apenas em uma questão de saúde pública, mas também em custos financeiros e sociais elevados, com a reabilitação de fraturas fêmur envolvendo tratamentos caros e longos períodos de recuperação (SOARES et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo interessante apontou que a falta de atividade física está diretamente associada ao aumento da taxa de quedas entre os idosos. Pimentel et al. (2009) destacaram que o grupo de idosos sedentários apresentou uma taxa de quedas 15 vezes maior do que o grupo de idosos fisicamente ativos. Essa informação reforça a importância da prática regular de exercícios físicos, especialmente aqueles voltados para o fortalecimento muscular e a melhora da coordenação motora, como uma forma eficaz de prevenção de quedas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as quedas em idosos podem resultar não apenas em lesões físicas, mas também em sérios impactos psicológicos, como o medo de cair novamente, o que pode levar ao aumento da imobilidade e, por conseguinte, à perda de funcionalidade e independência. Isso cria um ciclo vicioso que agrava ainda mais a saúde do idoso e aumenta o risco de novas quedas (KENDALL et al., 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes atuais recomendam um regime de exercícios multifacetado que inclui treinamento aeróbico, de resistência, de equilíbrio e de flexibilidade por meio de atividades estruturadas e incidentais (estilo de vida integrado).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso global sobre recomendações ideais de exercícios para aumentar a longevidade saudável em adultos mais velhos (ICFSR), recomenda programas de exercícios personalizados têm se mostrado eficazes em ajudar adultos mais velhos a manter suas capacidades funcionais, estendendo seu tempo de saúde e melhorando sua qualidade de vida. Particularmente importantes são os exercícios anabólicos, como o treinamento de resistência progressiva (TRP), que são indispensáveis ​​para manter ou melhorar a capacidade funcional em adultos mais velhos, particularmente aqueles com fragilidade, sarcopenia ou osteoporose, ou aqueles hospitalizados ou em cuidados residenciais para idosos. Intervenções de exercícios multicomponentes que incluem tarefas cognitivas melhoram significativamente as características da fragilidade (baixa massa corporal, força, mobilidade, nível de PA e vigor físico) e função cognitiva, prevenindo quedas e otimizando a capacidade funcional durante o envelhecimento. É importante ressaltar que a PA/exercício exibe características de dose-resposta e varia entre os indivíduos, necessitando de modalidades personalizadas adaptadas a condições médicas específicas. A precisão nas prescrições de exercícios continua sendo uma área significativa de pesquisa adicional, dado o impacto global do envelhecimento e os amplos efeitos da PA (IZQUIERDO et. al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a importância da força muscular na saúde dos idosos, especialmente nos membros inferiores, a implementação de programas de exercícios físicos adaptados, que priorizem o aumento da força e a prevenção de quedas, é fundamental. A integração de protocolos que considerem a força de preensão palmar como indicador da saúde geral e a utilização de estratégias de fortalecimento muscular podem ser fatores determinantes para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, contribuindo para a redução das taxas de quedas e fraturas, bem como para a diminuição dos custos sociais e financeiros gerados por essas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, podemos concluir que os idosos praticantes de atividade física apresentaram uma média maior de 8kg de força com o braço esquerdo e 9 kg no braço direito a mais que os participantes sedentários. Dos 41 idosos que já caíram 10 são praticantes de atividade física sendo 31 não praticantes. E dos 27 idosos que apresentaram risco alto de queda, nenhum deles fazem a pratica de atividade física. Já dos idosos que apresentaram risco baixo 77 são praticantes de atividade física e 21 não são praticantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens apresentaram maior risco elevado de queda comparado as mulheres (16 homens e 11 mulheres), sendo as mesmas as que mais praticam atividade física comparado aos homens (61 mulheres e 18 homens).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, ST, Soldera CLC, Carli GA, Gomes I, Resende TL. Analysis of extrinsic and intrinsic factors that predispose elderly individuals to fall. Rev Assoc Med Bras (1992) 2012; 58(4): 427-33. https://doi.org/10.1590/S0104-42302012000400012</p>



<p class="wp-block-paragraph">BENTO, Paulo Cesar Barauce et al. Exercícios físicos e redução de quedas em idosos: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Cineantropometria &amp; Desempenho Humano, v. 12, p. 471-479, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELKA, Rebecca D.; DEBELISO, Mark. Hand grip strength and older adults: Is hand grip strength associated with self-efficacy in older adults. Journal of Physical Activity Research, v. 4, n. 1, p. 41-46, 2019.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">CAPUTO, Eduardo Lucia; SILVA, Marcelo Cozzensa da; ROMBALDI, Airton José. Comparação entre diferentes protocolos de medida de força de preensão manual. Revista da Educação Física/UEM, v. 25, p. 481-487, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE GODOY, José Roberto Pimenta et al. Força de aperto da preensão palmar com o uso do dinamômetro Jamar: revisão de literatura. Lecturas: Educación Física y Deportes, v. 10, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRETTI F, Lunardi D, Bruschi L. Causes and consequences of fall among elderly people at home. Fisioter Mov 2013; 26(4): 753-62. https://doi.org/10.1590/S0103-51502013000400005</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRÃO, João Tiago. O Efeito do Envelhecimento na Qualidade de Vida e no Comportamento de Consumo. 2012. Tese de Doutorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, Ilana Carla Mendes et al. Tendência de mortalidade por quedas em idosos, no Brasil, no período de 2000–2019. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 25, p. e220031, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HAMILTON, N.; LUTTGENS, K. Kinesiology: scientific basis of human motion. New York: McGraw-Hill, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IZQUIERDO, Mikel; BARRETO, Philipe De Souto, Heike,Hidenori Arai; et al Fiatarone Singh, Global consensus on optimal exercise recommendations for enhancing healthy longevity in older adults (ICFSR), The Journal of nutrition, health and aging,Volume, 29, https://doi.org/10.1016/j.jnha.2024.100401.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IWASAKI S, YAMASOBA T. Dizziness and imbalance in the elderly: age-related decline in the vestibular system. Aging Dis 2015; 6(1): 38-47.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KENDALL, F. P.; McCREARY, E. K.; PROVAMCE P. G. Muscles testing and function: with posture and pain. 5 ed. Baltimore: Lippincott Williams &amp; Wilkins, 2005.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">MATSUDO, Sandra Marcela Mahecha. Envelhecimento, atividade física e saúde. Boletim do Instituto de Saúde-BIS, n. 47, p. 76-79, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MERQUIADES, Jucicleide Herculano et al. A importância do exercício físico para a qualidade de vida dos idosos. RBPFEX-Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 3, n. 18, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOREIRA, Demóstenes et al. Quantificação do grau de melhora da força de preensão palmar em pacientes portadores de hanseníase submetidos a neurólise dos nervos ulnar e mediano: relato de um caso. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 5, n. 2, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETTO, M.P. História da velhice no século XX: Histórico, definição do campo e temas básicos. In E.V. Freitas., L. Py., A.L. Néri., F.A.X. Cançado., M.L. Gorzoni, M.L e S.M. Rocha (Eds.), Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p.1-12, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIMENTEL, Renata Martins; SCHEICHER, Marcos Eduardo. Comparação do risco de queda em idosos sedentários e ativos por meio da escala de equilíbrio de Berg. Fisioterapia e pesquisa, v. 16, p. 6-10, 2009.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, Angela dos Santos Bersot; PEREIRA, João Santos. Melhora do equilíbrio e redução da possibilidade de queda em idosas após os exercícios de Cawthorne e Cooksey. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 71, p. 38-46, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SHEPHARD. R.J. Envelhecimento, atividade física e saúde. São Paulo: Phorte, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOARES, Danilo Simoni et al. Fraturas de fêmur em idosos no Brasil: análise espaço-temporal de 2008 a 2012. Cadernos de Saúde Pública, v. 30, n. 12, p. 2669-2678, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STREIT, Inês Amanda et al. Aptidão física e ocorrência de quedas em idosos praticantes de exercícios físicos. Revista Brasileira de Atividade Física &amp; Saúde, v. 16, n. 4, p. 346-352, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TROMPIERI, Nicolino. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, v. 1, n. 20, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WILSON, T.R. Aging and the Body’s System Changes. Journal of Aging Research. 2018; 8(2): 35-42.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BIRREN, J.E., E SCHROOTS, J.J.F. History, concepts and theory in the psychology of aging. In J.E. Birren e K.W. Schaie (Eds.), Handook of The Psychology of Aging. 4ª Edition. San Diego: Academic Press, p.3-23, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, Ilana Carla Mendes et al. Tendência de mortalidade por quedas em idosos, no Brasil, no período de 2000–2019. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 25, p. e220031, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TROMPIERI, Nicolino. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, v. 1, n. 20, 2012.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Universidade Metropolitana de Santos, Faculdade de Educação Física de Santos (FEFIS), Santos, São Paulo, Brasil.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Grupo de estudos Multidisciplinar em Educação Física e Esportes &#8211; GEMEFE &#8211; FEFIS.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E MOBILIDADE ARTICULAR EM MULHERES COM CÂNCER PÓS MASTECTOMIZADA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/relacao-entre-o-nivel-de-atividade-fisica-e-mobilidade-articular-em-mulheres-com-cancer-pos-mastectomizada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 16:51:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=193985</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501241249 Paulo Ruan De Andrade RodriguesOrientação: Prof. Dra. Keyla Brandão CostaCoorientadora: MS. Rafaella Fernanda Lauria de Souza 1&#160; INTRODUÇÃO O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns em mulheres em todo o mundo, representando uma significativa carga de morbidade e mortalidade (WHO, 2021). De acordo com dados epidemiológicos globais, é estimado [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501241249</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Paulo Ruan De Andrade Rodrigues<br>Orientação: Prof. Dra. Keyla Brandão Costa<br>Coorientadora: MS. Rafaella Fernanda Lauria de Souza</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">1&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns em mulheres em todo o mundo, representando uma significativa carga de morbidade e mortalidade (WHO, 2021). De acordo com dados epidemiológicos globais, é estimado que em torno de 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados em 2020, com uma taxa de mortalidade de aproximadamente 685 mil óbitos (Bray et al., 2018). No Brasil, o câncer de mama também é uma preocupação de saúde pública, sendo o tipo mais comum entre as mulheres, com uma incidência de cerca de 66.280 casos novos por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2021). Em Recife, uma das principais cidades do nordeste brasileiro, as taxas de incidência e mortalidade também refletem a realidade nacional, com um número considerável de casos diagnosticados anualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caracterizada pelo crescimento anormal de células malignas no tecido mamário, o câncer de mama pode se apresentar de diversas formas, desde pequenos nódulos indolores até tumores de tamanho considerável que causam deformidades na mama. Além disso, é uma doença que pode se manifestar de maneira assintomática em estágios iniciais, tornando o diagnóstico precoce um desafio crucial. Entre os sinais e sintomas mais comuns estão a presença de nódulos palpáveis na mama, alterações na pele da mama, retrações, secreções mamárias anormais e dor (American Cancer Society, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastectomia, que é a remoção cirúrgica total ou parcial da mama, é frequentemente indicada como parte do tratamento para o câncer de mama, especialmente em estágios avançados da doença (National Cancer Institute, 2024). Apesar de ser um procedimento necessário para combater a doença, a mastectomia pode ter um impacto significativo na qualidade de vida das mulheres, afetando sua autoestima, imagem corporal e mobilidade (Silva &amp; Faria, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a prática de atividade física tem se mostrado uma estratégia importante não apenas para promover a recuperação física pós-cirúrgica, mas também para melhorar a saúde mental, a autoconfiança e a mobilidade das pacientes após a mastectomia (Courneya et al., 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exercício físico é uma prática essencial para a manutenção da saúde e o bem-estar, sendo amplamente reconhecido por seus benefícios tanto para a saúde física quanto mental. Ele promove a melhoria da condição cardiovascular, muscular e óssea, além de ser fundamental na prevenção e tratamento de várias doenças crônicas. No contexto da reabilitação pós-cirúrgica, como após a mastectomia, o exercício físico desempenha um papel ainda mais significativo, auxiliando na recuperação da funcionalidade e qualidade de vida. Estudos recentes, como o conduzido por Souza et al. (2021), demonstram que a prática regular de exercícios pode ser eficaz na recuperação da amplitude de movimento do ombro e na diminuição do risco de linfedema, complicações comuns após a mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o trabalho de Silva et al. (2022) aponta que a atividade física regular, especialmente programas de exercícios supervisionados, pode reduzir sintomas de depressão e ansiedade, proporcionando uma melhora no bem-estar psicológico das pacientes. A inclusão de exercícios físicos também tem mostrado benefícios na melhoria da qualidade do sono e da capacidade funcional, facilitando a reintegração social e a realização de atividades cotidianas (Ferreira et al., 2023). Portanto, a implementação de programas de exercícios físicos adaptados e supervisionados é crucial para a recuperação física e psicológica, além de promover o bem-estar das mulheres após a mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastectomia, procedimento cirúrgico frequentemente necessário no tratamento do câncer de mama, pode acarretar diversas consequências osteomioarticulares significativas, afetando a mobilidade articular e a qualidade de vida das pacientes. Estudos brasileiros apontam que uma das principais consequências é a redução da amplitude de movimento do ombro, frequentemente observada após a cirurgia, o que pode resultar em dor crônica e dificuldade para realizar atividades diárias (Ferreira et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Santos e Lima (2021), a rigidez articular e a diminuição da força muscular são comuns após a mastectomia, exacerbadas pela presença de linfedema, o que pode levar a um impacto negativo na funcionalidade e na mobilidade geral da paciente. Além disso, Ribeiro et al. (2022) destacam que a limitação na mobilidade articular pode contribuir para o desenvolvimento de distúrbios posturais e compensatórios, que, por sua vez, podem causar desconforto e complicações musculoesqueléticas adicionais. Portanto, a abordagem de reabilitação que inclui exercícios físicos e terapias específicas é essencial para mitigar essas consequências e promover a recuperação funcional completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudar a relação entre o nível de atividade física e a mobilidade articular em mulheres pós-mastectomizadas é crucial, pois pode fornecer compreensões valiosas para a reabilitação e a melhoria da qualidade de vida dessas pacientes. A mastectomia frequentemente resulta em limitações significativas na mobilidade articular do ombro e do braço, impactando a funcionalidade e o bem-estar das mulheres (Zhou et al., 2022). Evidências recentes demonstram que a atividade física regular pode ser uma intervenção eficaz para suavizar essas limitações e promover a recuperação (Schmitz et al., 2019; Cormie et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programas de exercícios direcionados têm mostrado benefícios na restauração da amplitude de movimento e na redução da dor (Dieli-Conwright et al., 2020). Assim, entender melhor essa relação é essencial para desenvolver protocolos de reabilitação personalizados, melhorar a qualidade de vida e apoiar a recuperação integral das mulheres após a mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto acima, apresentamos o seguinte problema de pesquisa: Qual a relação entre nível de atividades físicas e o nível de mobilidade articular em mulheres com câncer pós-mastectomizadas? Como objetivo, esta pesquisa se propõe a analisar a relação entre nível de atividade física e nível de mobilidade articular em mulheres com câncer que passaram por mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa configura-se como uma revisão integrativa da literatura, cujo objetivo é sintetizar e analisar criticamente os estudos disponíveis sobre a relação entre atividade física e mobilidade articular em mulheres pós-mastectomizadas. A revisão integrativa segue as seguintes etapas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;1. Identificação do problema de pesquisa: Qual a relação entre o nível de atividade física e a mobilidade articular em mulheres que passaram por mastectomia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;2. Busca na literatura: Foram utilizadas bases de dados como PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), empregando descritores como &#8216;atividade física&#8217;, &#8216;mobilidade articular&#8217;, &#8216;mastectomia&#8217; e &#8216;câncer de mama&#8217;, com os operadores booleanos AND e OR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;3. Seleção dos estudos: Aplicação dos critérios de inclusão e exclusão previamente definidos para selecionar estudos relevantes e recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Extração e categorização dos dados: Dados extraídos foram organizados em categorias temáticas para análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;5. Avaliação crítica: Os estudos selecionados foram avaliados quanto à qualidade metodológica e relevância dos achados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;6. Síntese dos resultados: A partir da análise temática, os dados foram organizados de forma narrativa e/ou em tabelas para sumarizar os principais achados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo configura-se como uma revisão bibliográfica descritiva, cujo propósito é investigar a literatura existente sobre o impacto da atividade física na mobilidade articular e na funcionalidade do ombro em mulheres que passaram por mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optou-se pela revisão integrativa em virtude de sua capacidade de sintetizar e realizar uma análise crítica de estudos prévios, proporcionando uma visão consolidada das evidências sobre os efeitos da atividade física na reabilitação de mulheres pós-mastectomizadas. Ademais, essa abordagem possibilita identificar lacunas na literatura e sugerir novas direções para investigações futuras (Petticrew; Roberts, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão foi conduzida por meio da análise de artigos científicos, publicações em periódicos e outros materiais relevantes disponíveis nas principais bases de dados, tais como PubMed, SciELO e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado um levantamento de referências utilizando palavras-chave como atividade física AND mobilidade articular AND mastectomia AND exercício AND câncer de mama (em português e inglês).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para assegurar a qualidade da revisão, foram estabelecidos critérios rigorosos de inclusão e exclusão, detalhados a seguir:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios de Inclusão:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tipo de Estudo: Somente estudos primários, como ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte, e estudos transversais, que abordam a atividade física como intervenção para a mobilidade articular e a funcionalidade do ombro em mulheres que passaram por mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">População: Mulheres adultas (≥18 anos) que passaram por mastectomia, unilateral ou bilateral com ou sem outras intervenções (radioterapia, quimioterapia), e que participaram de programas de reabilitação física, com foco específico na mobilidade articular do ombro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ano de Publicação: Estudos publicados entre&nbsp; 2017 a 2024, para garantir que a revisão inclua as pesquisas mais atuais sobre a intervenção de atividade física na recuperação pós-mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intervenção: Pesquisas que investigam os efeitos da atividade física (como exercícios de resistência, flexibilidade e fortalecimento muscular) sobre a mobilidade articular e funcionalidade do ombro em mulheres pós-mastectomizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idioma: Apenas estudos publicados em português, inglês ou espanhol, para garantir a acessibilidade e qualidade da análise.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 RESULTADOS DA REVISÃO INTEGRATIVA</h5>



<h6 class="wp-block-heading">3.1 Patomecânica do Câncer de Mama</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é uma das formas mais comuns de câncer entre mulheres em todo o mundo, com uma prevalência alarmante. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que em 2022 tenham ocorrido cerca de 66 mil novos casos no Brasil. A identificação precoce desempenha um papel fundamental na melhoria dos resultados do tratamento e na redução da mortalidade associada a essa doença. A conscientização sobre os sinais e sintomas do câncer de mama, como a presença de nódulos, alterações na pele da mama, secreção mamária anormal e mudanças no formato ou tamanho do seio, é essencial. Além disso, a realização regular de auto exames das mamas e exames clínicos periódicos são importantes para detectar qualquer alteração suspeita e encaminhar para avaliação médica adequada. Essas práticas são apoiadas por diretrizes de organizações de saúde reconhecidas, como o INCA e a Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é uma preocupação de saúde global, afetando milhões de mulheres em todo o mundo a cada ano. No Brasil, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) indicam que o câncer de mama foi responsável por mais de 18 mil óbitos em 2020. Na cidade do Recife, estima-se que a taxa de incidência seja de 80 casos a cada 100 mil mulheres, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Recife (INCA, 2022). Estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento são implementadas em níveis nacional e local para lidar com essa questão de saúde pública. Tais iniciativas são respaldadas por estudos epidemiológicos e relatórios de vigilância do câncer produzidos por instituições como o INCA e a Secretaria de Saúde do Recife.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastectomia completa, que envolve a remoção cirúrgica total da mama afetada pelo câncer, é frequentemente parte do tratamento para estágios avançados da doença. Segundo dados do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do INCA, cerca de 60% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama no Brasil passam por mastectomia. Essa abordagem cirúrgica busca eliminar o tumor e prevenir sua disseminação para outros tecidos ou órgãos. As indicações para mastectomia completa são baseadas em critérios clínicos e patológicos específicos, que são avaliados pela equipe multidisciplinar envolvida no cuidado do paciente. Diretrizes clínicas atualizadas, incluindo aquelas emitidas pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), fornecem orientações para a seleção apropriada de pacientes para essa intervenção cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a mastectomia completa, muitas mulheres enfrentam desafios relacionados à funcionalidade e à mobilidade dos membros superiores do lado operado. Dados do Departamento de Fisioterapia do INCA indicam que até 70% das mulheres submetidas à mastectomia apresentam algum grau de disfunção do ombro no pós-operatório. Programas de reabilitação e fisioterapia desempenham um papel crucial na recuperação física e emocional dessas pacientes. Exercícios terapêuticos específicos, incluindo aqueles que visam fortalecer os músculos do braço e do ombro, são prescritos para restaurar a amplitude de movimento e promover a independência funcional. Estudos científicos recentes, assim como diretrizes de reabilitação pós-mastectomia, fornecem evidências para essas intervenções. A atuação de fisioterapeutas especializados nesse contexto é essencial para garantir uma abordagem abrangente e eficaz no cuidado pós-operatório dessas pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2&nbsp; Atividade Física, Mobilidade Articular e Câncer</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade física e o fortalecimento muscular são componentes essenciais para a promoção da saúde e do bem-estar. A atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gasto energético acima dos níveis de repouso (Lima et al., 2021). Já o fortalecimento muscular refere-se ao processo de aumento da força e resistência dos músculos por meio do treinamento progressivo de cargas. Essas práticas têm sido associadas não apenas à melhoria da composição corporal e da capacidade funcional, mas também à redução do risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e osteoporose (Malta et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demografia da prática de atividade física tem sido objeto de interesse em estudos epidemiológicos recentes. Evidências sugerem que a adesão à atividade física varia significativamente entre diferentes grupos demográficos, incluindo idade, gênero, nível socioeconômico e local de residência (Sá et al., 2020;). Por exemplo, enquanto os jovens tendem a ser mais ativos fisicamente, os idosos enfrentam maiores desafios para manter um estilo de vida ativo devido a questões como a diminuição da capacidade física e doenças crônicas. Além disso, disparidades socioeconômicas e ambientais também influenciam a participação em atividades físicas, destacando a necessidade de estratégias de promoção da saúde mais inclusivas e acessíveis ( Tavares et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática regular de atividade física desempenha um papel fundamental na promoção da mobilidade articular e na prevenção de disfunções musculoesqueléticas. O movimento regular das articulações durante atividades físicas variadas contribui para a preservação da amplitude de movimento, flexibilidade e estabilidade articular (Franco et al., 2020). Contudo, exercícios específicos de mobilidade, como alongamentos e exercícios de flexibilidade, podem ajudar a reduzir a rigidez muscular e a prevenir lesões relacionadas à falta de mobilidade. Portanto, integrar atividades que promovam a mobilidade articular em programas de exercícios é crucial para manter a saúde musculoesquelética e a qualidade de vida ao longo do tempo ( Gomes et al.,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilidade articular é crucial para a realização de atividades diárias e a manutenção da qualidade de vida. Trata-se da capacidade de movimento das articulações em toda sua amplitude, sendo influenciada por fatores como flexibilidade muscular, saúde das articulações e tecidos conectivos, além de condições neurológicas. A prática regular de exercícios de alongamento e flexibilidade é fundamental para preservar e melhorar a mobilidade articular, contribuindo para a prevenção de lesões musculoesqueléticas e o aumento da independência funcional (Gonçalves et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após intervenções como fisioterapia e prática regular de atividade física, observa-se frequentemente uma melhora significativa na mobilidade articular. A fisioterapia oferece técnicas específicas, como exercícios de mobilidade, manipulações articulares e terapias manuais, que visam restaurar a amplitude de movimento comprometida por lesões ou condições patológicas (Nunes et al., 2019;). Além disso, a inclusão de programas de atividade física adaptados às necessidades individuais dos pacientes pode proporcionar benefícios adicionais, como fortalecimento muscular e melhoria da propriocepção, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e autonomia funcional (Salvini et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilidade dos membros superiores em pacientes mastectomizadas é frequentemente comprometida devido aos efeitos da cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A perda de flexibilidade e força muscular nessas pacientes pode afetar negativamente suas atividades cotidianas e qualidade de vida (Moraes et al., 2018). Nesse contexto, intervenções que visam melhorar a mobilidade articular, como exercícios de alongamento e fortalecimento muscular específicos para a região dos ombros e membros superiores, são fundamentais na reabilitação pós-operatória. Estudos destacam a eficácia de programas de fisioterapia direcionados para promover a recuperação da mobilidade e funcionalidade dos membros superiores em mulheres mastectomizadas, contribuindo para uma melhor reintegração às atividades diárias e à autoimagem positiva (Ferreira et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes da American College of Sports Medicine (ACSM) para mulheres com câncer de mama enfatizam a importância da atividade física durante e após o tratamento, com foco na recuperação da mobilidade, força muscular e na melhoria do bem-estar psicológico. A ACSM recomenda que mulheres com câncer de mama participem de atividades físicas regulares, com a adaptação do tipo e intensidade do exercício conforme o estágio da doença e os efeitos do tratamento. As diretrizes sugerem a prática de atividades aeróbicas, como caminhadas, natação ou ciclismo, por pelo menos 150 minutos por semana, com intensidade moderada. Para aqueles que não podem realizar exercícios aeróbicos por 150 minutos, é recomendado o máximo possível dentro das suas capacidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ACSM sugere exercícios de resistência (como o uso de pesos leves ou faixas elásticas) pelo menos duas vezes por semana, visando fortalecer a musculatura e melhorar a função dos membros superiores, especialmente após a mastectomia, para prevenir complicações como linfedema, rigidez articular e perda de força muscular. As diretrizes também destacam a importância dos exercícios de flexibilidade e alongamento, que podem ajudar a restaurar a amplitude de movimento no ombro e reduzir a dor associada à mastectomia. A ACSM orienta que os programas de exercício sejam individualizados, levando em conta a condição física da paciente e quaisquer limitações decorrentes do tratamento do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo, apresentamos um quadro com os principais artigos selecionados, considerando os critérios de inclusão estabelecidos:</p>



<figure style="font-size:10px" class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor</strong></td><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Revista</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Metodologia</strong></td><td><strong>Resultado</strong></td></tr><tr><td>Dieli-Conwright et al.</td><td>2020</td><td><strong>JAMA Oncology</strong></td><td><strong>Avaliar os efeitos de exercícios aeróbicos e de resistência em sobreviventes de câncer de mama.</strong></td><td><strong>Ensaio clínico randomizado com sobreviventes de câncer com sobrepeso</strong></td><td><strong>conduzido por meio de um ensaio clínico randomizado, mostrou que programas estruturados de exercícios aeróbicos e de resistência resultaram em uma melhoria significativa na amplitude de movimento do ombro. As participantes apresentaram um aumento médio de 18% na amplitude de movimento, acompanhado de uma redução de 30% na dor musculoesquelética em relação ao grupo controle.</strong></td></tr><tr><td><strong>Ferreira et al</strong></td><td><strong>2020</strong></td><td><strong>Revista Brasileira de Mastologia</strong></td><td><strong>Examinar intervenções para melhorar a mobilidade do ombro e prevenir linfedema empacientes pós-mastectomizadas.</strong></td><td><strong>Revisão de intervenções fisioterapêuticas para pacientes pós-mastectomia.</strong></td><td><strong>destacou que a mobilidade do ombro pode ser restaurada de forma eficaz por meio de intervenções fisioterápicas e programas de exercícios. As mulheres que participaram dessas intervenções tiveram uma melhoria de 22% na amplitude de movimento do ombro e uma redução de 28% no risco de linfedema. Adicionalmente, o estudo apontou melhorias significativas na qualidade de vida das participantes, especialmente em aspectos relacionados à funcionalidade diária e à redução de dores.</strong></td></tr><tr><td><strong>Schmitz et al.</strong></td><td><strong>2019</strong></td><td><strong>Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise</strong></td><td><strong>Avaliar a segurança e benefícios do levantamento de peso para mulheres pós-mastectomizadas.</strong></td><td><strong>Ensaio clínico com levantamento de peso supervisionado</strong></td><td><strong>observaram que as participantes apresentaram uma redução de 50% no risco de linfedema e um aumento de 20% na força muscular dos membros superiores. Esses resultados reforçam que exercícios de resistência, quando supervisionados, são seguros e eficazes para a recuperação funcional em mulheres pós-mastectomizadas.</strong></td></tr><tr><td><strong>Zhou et al.</strong></td><td><strong>2022</strong></td><td><strong>Breast Cancer Research and Treatment</strong></td><td><strong>Analisar os efeitos combinados de exercícios de resistência e flexibilidade em pacientes pós-mastectomia.</strong></td><td><strong>Revisão de intervenções combinadas de exercícios.</strong></td><td><strong>intervenções que combinam exercícios de resistência e flexibilidade resultaram em uma redução de 35% na rigidez articular e um aumento de 25% na força muscular das participantes. Além disso, o estudo destaca que essa abordagem combinada contribuiu para uma redução de 40% na incidência de complicações pós-operatórias, como o linfedema.</strong></td></tr><tr><td><strong>Ferreira et al.</strong></td><td><strong>2023</strong></td><td><strong>Fisioterapia em Movimento</strong></td><td><strong>Discutir a importância da personalização nos programas de reabilitação pós-mastectomia</strong></td><td><strong>Estudo sobre individualização de programas de exercícios.</strong></td><td><strong>analisou programas de exercícios personalizados e constatou que a qualidade do sono melhorou em 42%, enquanto a capacidade funcional teve um aumento de 30% entre as mulheres que participaram de programas regulares de atividade física adaptada às suas necessidades específicas.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão de estudos sobre a atividade física em mulheres pós-mastectomizadas revelou que a prática regular de exercício físico tem efeitos significativamente positivos na mobilidade articular e funcionalidade do ombro. Diversos estudos, como o de Dieli-Conwright et al. (2020), examinaram os efeitos de exercícios de resistência progressiva em mulheres com disfunções musculoesqueléticas pós-mastectomia. O protocolo incluiu o uso de pesos leves para fortalecimento dos membros superiores e exercícios específicos para o aumento da amplitude de movimento, realizados de forma supervisionada duas vezes por semana, ao longo de 10 semanas. Os resultados mostraram avanços significativos na mobilidade articular, com redução de dores e aumento da independência funcional. exercícios de flexibilidade e fortalecimento muscular, são capazes de melhorar a amplitude de movimento do ombro e reduzir a dor musculoesquelética em mulheres após a mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes achados corroboram com os de Ferreira et al. (2020), foram realizados exercícios de reabilitação focados na mobilidade do ombro. As pacientes participaram de sessões de alongamentos ativos e passivos, além de exercícios de amplitude de movimento (flexão, abdução e rotação) com progressão gradual de intensidade. Esses exercícios, realizados três vezes por semana durante 12 semanas, resultaram em melhorias na amplitude de movimento, redução de dor e maior funcionalidade do membro superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados extraídos também indicou que a intensidade e a regularidade dos exercícios são determinantes para a eficácia das intervenções. De acordo com Schmitz et al. (2019), realizado uma revisão sobre os benefícios da atividade física em sobreviventes de câncer de mama, destacando a eficácia de exercícios de resistência e aeróbicos no manejo das limitações articulares. Programas que incluíram o uso de faixas elásticas para fortalecimento e caminhadas moderadas durante pelo menos 12 semanas foram associados a melhoras na força muscular, na flexibilidade e na funcionalidade do membro superior, reduzindo significativamente o impacto negativo da mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Além disso, o estudo de Zhou et al. (2022) avaliou os efeitos de exercícios combinados de resistência e flexibilidade em mulheres pós-mastectomia. As pacientes realizaram movimentos resistidos utilizando faixas elásticas e pequenos pesos para fortalecimento muscular, associados a exercícios de alongamento dinâmico e estático para os ombros e membros superiores. O protocolo, realizado por 12 semanas, demonstrou melhoras significativas na flexibilidade, na força muscular e na amplitude de movimento do membro superior, sendo eficaz também na redução de rigidez articular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Assim como, Ferreira et al. (2023) investigaram os efeitos de exercícios combinados, envolvendo fortalecimento muscular, alongamento e atividades aeróbicas leves. As sessões, realizadas sob supervisão profissional, incluíram movimentos específicos para recuperação da mobilidade articular, como elevações dos braços e rotações externas do ombro, além de caminhadas de baixa intensidade. O protocolo, aplicado ao longo de 16 semanas, demonstrou reduzir a rigidez articular e promover melhoras na funcionalidade do ombro, auxiliando também na recuperação da autoconfiança das participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados da revisão sugerem que a atividade física regular deve ser integrada no tratamento pós-mastectomia, principalmente considerando a sua contribuição para a recuperação da funcionalidade e a autonomia física das mulheres. A individualização dos programas de exercício é crucial para atender às necessidades específicas de cada paciente, considerando fatores como o estágio de recuperação e a presença de comorbidades. A implementação de diretrizes de reabilitação, conforme discutido por instituições como o&nbsp; Ministério da Saúde e ACSM, pode melhorar a qualidade de vida das mulheres pós-mastectomizadas, além de prevenir complicações musculoesqueléticas a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados evidenciam que a atividade física regular, especialmente quando supervisionada e adaptada às necessidades individuais, proporciona benefícios significativos para a recuperação funcional e a qualidade de vida de mulheres pós-mastectomizadas. Além disso, as intervenções personalizadas destacam-se como essenciais para a redução de complicações pós-operatórias, como dor crônica e linfedema, promovendo a autonomia física e o bem-estar das pacientes.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5.REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. L.; LIMA, E. T. Impacto da mastectomia na função do ombro e na força muscular: uma revisão dos efeitos osteomioarticulares. <em>Jornal Brasileiro de Oncologia e Reabilitação</em>, v. 13, 2024.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EDUCAÇÃO FÍSICA, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO CORPO NA ADOLESCÊNCIA E O BULLYING GORDOFÓBICO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/educacao-fisica-representacoes-sociais-do-corpo-na-adolescencia-e-o-bullying-gordofobico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 01:05:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[PHYSICAL EDUCATION, SOCIAL REPRESENTATIONS OF THE BODY IN ADOLESCENCE AND GORDOPHOBIC BULLIYNG REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501212145 Gisélia dos Santos Dutra 1Dr. Cezar Luis Seibt  2 RESUMO: O presente artigo é um recorte de uma dissertação para o Mestrado em Educação e Cultura da Universidade Federal do Pará cujo objetivo é investigar a relação entre a representação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHYSICAL EDUCATION, SOCIAL REPRESENTATIONS OF THE BODY IN ADOLESCENCE AND GORDOPHOBIC BULLIYNG</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501212145</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gisélia dos Santos Dutra <strong><sup>1</sup></strong><br>Dr. Cezar Luis Seibt  <strong><sup>2</sup></strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO:</strong> O presente artigo é um recorte de uma dissertação para o Mestrado em Educação e Cultura da Universidade Federal do Pará cujo objetivo é investigar a relação entre a representação social do corpo e o <em>bullying</em> gordofóbico nas aulas de Educação Física da Escola Rui Barbosa de Tucuruí-PA. As taxas de obesidade em crianças e adolescentes aumentaram significativamente e isso nos faz pensar que este público necessita de atenção e cuidados na escola, já que é nela que passam parte do tempo e acabam sofrendo com alguns preconceitos. Esta é uma pesquisa com abordagem qualitativa que visa compreender o lado subjetivo do objeto de estudo, analisado a partir das experiências individuais, mediante a entrevista semiestruturada, realizada com alunos da escola. De acordo com os autores citados na pesquisa, tais como Merleau-Ponty (1992) e Moscovici (2003), a sociedade impõe padrões de beleza trazendo como consequência o imperativo de conformação do ser humano a esses padrões, e isso afeta diretamente o desenvolvimento dos adolescentes que não se ajustam a eles. Entende-se que há necessidade de flexibilizar o currículo escolar às diferenças corporais, de modo que a educação precisa ser repensada, pois o preconceito e a discriminação na escola afetam negativamente o aprendizado e o desenvolvimento destes alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE:</strong> Bulliyng Gordofóbico; Educação Física; Representação Social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT:</strong> This article is an excerpt from a dissertation for the Masters in Education and Culture at the Federal University of Pará whose objective is to investigate the relationship between the social representation of the body and fatphobic bullying in Physical Education classes at Escola Rui Barbosa de Tucuruí-PA. Obesity rates in children and adolescents have increased significantly and this makes us think that they need attention and care at school, since that is where they spend part of their time and end up suffering from some prejudices. This is research with a qualitative approach that aims to understand the subjective side of the object of study analyzed from individual experiences, through semi-structured interviews, carried out with school students. According to the authors cited in the research, Merleau-Ponty (1992), Moscovici (2003), society imposes beauty standards, resulting in the reduction of human beings to their image and this directly affects the development of adolescents who are not part of of this standard. It is understood that there is a need to make the school curriculum more flexible to body differences, education needs to be rethought, as prejudice and discrimination at school negatively affect the learning and development of these students.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS:</strong> Fatphobic Bullying; Physical education; Social Representation.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APRESENTAÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa parte das primeiras experiências com o estágio no Curso de Educação Física, onde pudemos observar que a maioria dos professores se orienta por compreensões que valorizam o culto ao corpo e a seleção de alunos ágeis e talentosos para o esporte. Nem todos os alunos participam das aulas práticas, alguns por vergonha de se expor ou por falta de habilidades e outros por serem excluídos pelos colegas de turma ou até mesmo pelos próprios professores. A Educação Física competitivista ainda é muito presente nas aulas, ou seja, muitos professores focam na competição, no treinamento desportivo e na conquista de medalhas como promoção das escolas. Isso acaba excluindo os alunos menos habilidosos e o que era para ser uma aula para todos acaba se tornando uma espécie de escolinha preparatória para pequenos grupos de esporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A genética, a diversidade e o biotipo são fatores importantíssimos para a aula de Educação Física, mas acabam sendo desconsiderados até mesmo pelos próprios professores da disciplina que enxergam o aluno gordo como incapaz e improdutivo na prática de determinadas modalidades. Esse tipo de comportamento evidencia que a ideologia vigente está ligada aos padrões corporais, desconsiderando as diferenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa apresenta algumas experiências vivenciadas por estudantes vítimas de <em>bullying</em>, mais especificamente de <em>bullying</em> gordofóbico e dos tipos de violências resultantes destas práticas nas aulas de Educação Física da Escola Rui Barbosa. Explanamos ainda, sobre a relação entre o <em>bullying</em> gordofóbico, que também pode ser chamado aqui de gordofobia, e a representação social do corpo. O objetivo deste estudo é investigar qual a influência do <em>bullying </em>gordofóbico na aprendizagem e no desenvolvimento escolar dos alunos que se consideram vítimas desta prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utiliza como base teórica a Teoria das Representações Sociais, desenvolvida por Serge Moscovici, além das concepções de corpo de Merleau-Ponty (1992), Ramos (2019), e outros autores que discutem temas relacionados à Educação Física, <em>bullying</em>, gordofobia e violências na sala de aula. A abordagem utilizada é qualitativa, buscando compreender o lado subjetivo do objeto de estudo por meio de entrevistas semiestruturadas com alunos da Escola Rui Barbosa, em Tucuruí-PA, por meio da observação direta intensiva, o que permite examinar os fatos e fenômenos relacionados ao tema estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O corpo, a gordofobia e o <em>bullying</em> gordofóbico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória da vivência e da compreensão do corpo humano acompanha as concepções culturais que se alteram ao longo da história das civilizações, com cada sociedade e cultura moldando o corpo, valorizando distintas características e enfatizando certos atributos em detrimento de outros, estabelecendo seus próprios ideais. Desse modo, surgem os padrões de beleza, sensualidade, saúde e postura, que fornecem diretrizes para a construção das identidades corporais e sexuais. Ao longo do tempo, esses modelos moldaram a narrativa corporal, servindo como instrumentos de codificação de significado e impulsionadores da história do corpo, como notam Barbosa, Matos e Costa (2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo é idealizado, moldado e aprimorado através de treinamento, indicando que não é simplesmente um produto da natureza, mas sim, criado em uma sociedade. Segundo Merleau-Ponty (1992), vivemos numa época que pode ser considerada a &#8220;civilização da vergonha&#8221;, em contraposição à visão judaico-cristã, caracterizada como a &#8220;civilização da culpa&#8221;. Assim, a imagem ideal corresponde ao conceito de cidadania, incentivando os indivíduos a tentarem alcançá-la através do modelamento e aprimoramento do corpo por meio de exercícios e dietas. O corpo é, segundo o mesmo autor, considerado um elemento de glorificação e interesse do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a sociedade enxerga o corpo magro como o corpo ideal, surge o preconceito com os corpos que não se encaixam neste padrão e isso acaba criando espaço para o surgimento do <em>bullying</em> e da gordofobia. Segundo Ramos (2019), ao reconhecer que a construção das identidades é moldada por inter-relações, torna-se evidente que comportamentos gordofóbicos contribuem para processos de seletividade e rejeição de indivíduos gordos que não se enquadram nos padrões estabelecidos pelo grupo dominante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, como poderíamos definir este termo gordofobia? É importante destacar que, apesar de estar em constante discussão entre os pesquisadores e estudiosos da área, este termo não está incluso no dicionário oficial. Desta forma, abordaremos as definições de alguns autores para compreender melhor este tema. De acordo com Araújo (2017), a gordofobia é um sistema que oprime os corpos gordos, que os estigmatiza, desvaloriza e hostiliza através de agentes sociais, midiáticos, culturais e médicos, estabelecendo padrões corporais aceitáveis e valorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Noronha e Deufel (2014) a gordofobia é uma manifestação de desconforto ou indignação quando alguém se depara com pessoas gordas que não se encaixam nos padrões estéticos predominantes, muitas vezes, resultando em formas de violência verbal, moral, psicológica ou física. Pode-se considerar que dentre estas violências, a mais comum é a violência verbal, afinal, muitas pessoas não sabem o que é gordofobia e acabam utilizando expressões que depreciam o corpo gordo sem entender as consequências disto. Temos como exemplo a expressão “fazendo gordice”, frase que nos remete à ideia de que a pessoa gorda só faz coisas erradas ou coisas ruins, que suas atitudes estão ligadas a forma do seu corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas escolas são muitos os apelidos atrelados aos alunos gordos, tais como “baleia”, “bola”, “rolha de poço”, entre outros. Estes termos não devem ser ignorados e vistos como brincadeiras de criança, não deveriam ser utilizados para fazer piadas com o tipo físico de ninguém. Alguns estudiosos até criaram o termo &#8220;<em>bullying</em> gordofóbico&#8221; para se referir às frequentes agressões sofridas por estudantes gordos em ambientes escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discorrendo especificamente sobre o &#8220;<em>bullying </em>gordofóbico”, Ramos (2019) o conceitua a partir da combinação de <em>bullying</em> + gordofobia, empregando-o para descrever as agressões sistemáticas frequentemente direcionadas a pessoas com corpos gordos nos ambientes escolares, já que o fenômeno do <em>bullying</em> é especialmente prevalente nestes espaços de aprendizado. Esta visão negativa do corpo gordo é algo banalizado em nossa sociedade, e a escola é um espaço onde é perceptível este tipo de preconceito. Pode-se comprovar este fato através de comportamentos ofensivos, dirigidos àqueles alunos considerados gordos ou “acima do peso ideal” no cotidiano escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva <em>et al.</em> (2018) enfatizam que isso ocorre quando os indivíduos adotam imagens de corpos que lhes são vendidos como o ideal de perfeição, magros e brancos, ressaltando que as visões sociais são construídas a partir de classes, raças e gêneros, onde o padrão de beleza é, normalmente, eurocêntrico e exclusivo. Essa dinâmica implica danos significativos nos processos educativos deste público, acarretando sérios problemas em seu desenvolvimento e permanência nos ambientes escolares e, desta forma, abre espaço para a desistência escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante frisar as diferenças entre o <em>bullying</em> gordofóbico e a gordofobia, distinguindo-se pelo fato de que o <em>bullying</em> gordofóbico ocorre no âmbito escolar de maneira sistemática e frequente, apresentando variações constantes nas formas de violência praticadas. Essas variações acabam por causar desgaste emocional e psicológico nas vítimas, mantendo-as em um estado constante de dor e sofrimento, sendo que esse cenário contribui para o baixo rendimento escolar e até mesmo para a evasão escolar, podendo resultar em traumas irreversíveis e, em casos mais graves, levar a comportamentos auto lesivos ou tentativas de suicídio, advertem Silvestre, Soares e Sabota (2020). De acordo com Ramos (2019), o <em>bullying</em> gordofóbico agrava ainda mais a vulnerabilidade dos estudantes que são vítimas desse tipo de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Já a gordofobia manifesta-se de maneira mais isolada e em contextos diversos. Além disso, a gordofobia é caracterizada, em grande parte, por afetar predominantemente mulheres, refletindo as dinâmicas de uma sociedade patriarcal e machista, na qual o corpo feminino é frequentemente prejulgado e objetificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredita-se que a escola, como um espaço destinado à formação abrangente dos indivíduos para uma participação plena na sociedade, tem a responsabilidade de criar oportunidades de aprendizado tanto no currículo quanto na interação social. Portanto, é importante integrar atividades relacionadas ao cuidado e respeito pela diversidade de corpos. É um desafio importante para as escolas que elas ofereçam formação adequada para lidar com as questões relacionadas ao fenômeno do <em>bullying</em> e do <em>bullying</em> gordofóbico. A negligência nesse aspecto abrange desde a falta de oportunidades de formação até a ausência de reconhecimento profissional nesse domínio (Oliveira; Mamedio, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O <em>bullying</em> gordofóbico nas aulas de Educação Física</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Educação Física se diferencia dos demais componentes curriculares devido à sua natureza que demanda a exposição do corpo através do movimento para a execução das atividades nas aulas práticas. Nesse contexto, torna-se evidente a disparidade nas habilidades motoras dos estudantes, pois há diferentes níveis e habilidades entre os alunos e alunas, maior ou menor adaptação aos ideais das atividades (Castro; Nicoletti; Cardoso, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>bullying</em> gordofóbico manifesta-se, por isso, facilmente no contexto das aulas de Educação Física, uma vez que essa disciplina, historicamente, tem sido permeada por padrões estéticos excludentes. Nesse espaço, a discriminação pode ocorrer de diversas formas, desde atitudes mais sutis até comportamentos abertamente preconceituosos. O culto ao corpo magro, frequentemente reforçado em ambientes esportivos, segundo Santuchi <em>et al. (</em>2023), contribui para marginalizar estudantes que não se adequam a esse padrão, resultando em exclusão e constrangimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme os mesmos autores (2023), a ênfase na aptidão física e na estética corporal, sem considerar a diversidade de corpos e habilidades, mina o propósito inclusivo da Educação Física. Dessa forma, é importante que os educadores repensem as práticas pedagógicas, adotando abordagens que promovam a aceitação da diversidade corporal e desafiem os estigmas associados aos corpos gordos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às abordagens pedagógicas atualmente empregadas nas aulas de Educação Física, ainda observamos a presença arraigada do modelo competitivista em muitas escolas. Essa metodologia foi difundida no Brasil após a Segunda Guerra Mundial e ganhou força durante a ditadura militar. Sob essa perspectiva, a Educação Física restringe-se ao desporto, intensificando a prática esportiva como forma de preparar jovens brasileiros para as Olimpíadas, com o objetivo de conquistar medalhas e enaltecer o país. Assim, consolidou-se uma cultura que prioriza o gosto pelo esporte, sem contemplar o ensino da disciplina em sua amplitude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que, a partir do momento em que ocorre a seleção de alunos mais habilidosos e ágeis para a prática de atividades físicas — sobretudo no esporte —, abre-se espaço para diversas formas de <em>bullying</em>, incluindo o <em>bullying </em>gordofóbico. Essa situação evidencia a falta de inclusão nessas aulas, uma vez que não são realizadas adaptações que considerem a diversidade corporal presente no ambiente escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroborando com este pensamento, Silva <em>et al.</em> (2018) ressaltam que a falta da inclusão reflete uma abordagem excludente e que os professores de Educação Física têm o desafio de corrigir essas disparidades, implementando estratégias que garantam a participação equitativa dos alunos, independentemente de sua composição corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de existirem outras abordagens pedagógicas que exploram o desenvolvimento do ser humano em sua totalidade através do exercício físico, infelizmente o que se pode observar é que a Educação Física ainda é sinônimo de desporto, e este busca, muitas vezes, o aprimoramento físico e técnico do indivíduo. Desse modo a competitividade deixa a Educação Física atrelada ao esporte que, nas análises de Bracht (1992), é visto como elemento hegemônico da cultura do movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda está enraizada em nós a cultura de que a aula de Educação Física pode ser utilizada como escolinha de futebol, onde se prioriza o treinamento desportivo. Neste caso, o professor se torna um treinador desta modalidade esportiva e aqueles alunos escolhidos e mais habilidosos são os atletas. Seguindo esta lógica, a prática esportiva que seria apenas um meio de educação pelo movimento, acaba transformando-se num fim em si mesmo, e a exclusão dos alunos menos habilidosos e dos alunos considerados gordos começa a existir trazendo vários impactos negativos para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira e Mamedio (2016), sugerem intervenções educativas focadas na multifatorialidade da condição, para evitar que surjam os estereótipos prejudiciais. Salientam também a necessidade de uma abordagem inclusiva nas atividades físicas, com a adaptação dos exercícios de modo a atender às diferentes capacidades físicas, criando ambiente mais acolhedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de atividades que incentivem a participação de todos, independentemente do porte físico, é um meio eficaz de desconstruir estereótipos. Competições baseadas em habilidades individuais e coletivas, ao invés de critérios estéticos, podem contribuir para uma mudança de paradigma. Em linhas gerais, o professor de Educação Física é uma das peças principais em todo este processo de aprendizagem justa e igualitária. Segundo Santuchi <em>et al.</em> (2023), a conscientização sobre a influência da linguagem, da representação visual e da avaliação dos corpos nas aulas de Educação Física também é essencial para cultivar um ambiente educacional equitativo e saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade física no âmbito escolar pode, então, contribuir para que o indivíduo desenvolva relações satisfatórias e uma autoimagem saudável de si. A prática física pode auxiliar os alunos a atingirem o equilíbrio entre a saúde do corpo e a saúde mental, e isto só é possível se o educador proporcionar a integração entre a teoria e prática dos conteúdos da Educação Física, ou seja, valorizar aptidões físicas diversas, além de fomentar a vivência de valores como o respeito e a dignidade de cada ser humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>REPRESENTAÇÃO SOCIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serge Moscovici (1925 &#8211; 2014), psicólogo e sociólogo romeno que se radicou na França, propôs a teoria das representações sociais na década de 1960 como uma abordagem inovadora para entender como as pessoas constroem significados compartilhados sobre objetos, eventos e fenômenos em seu ambiente social. Sua teoria desafia as concepções tradicionais de cognição social ao enfatizar a natureza dinâmica e coletiva do pensamento humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Oliveira (2004), as representações sociais desempenham um papel fundamental na compreensão dos processos cognitivos e sociais que moldam a percepção e interpretação do indivíduo em relação ao mundo que o cerca. Esta afirmação nos leva a compreender que as representações sociais não são apenas reflexos da realidade dos indivíduos, mas sim, construções sociais que surgem da interação e convivência entre os mesmos e suas culturas. O autor destaca em seu estudo os processos de ancoragem e objetivação, nos quais os conceitos estão atrelados com as experiências individuais e, só depois, objetivados em um contexto social mais amplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de Moscovici ser uma grande referência quando se trata de representações sociais, ele próprio mostra em sua obra que o pioneiro a introduzir tais reflexões foi Émile Durkheim, porém, sob a denominação de &#8220;representação coletiva”, indicando a distinção entre o pensamento social e o pensamento individual. Moscovici (2003) mostra que em Durkheim o pensamento individual seria essencialmente um fenômeno psíquico, indo além da mera atividade cerebral. Além disso, o pensamento social não seria simplesmente a agregação dos pensamentos individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moscovici (2003) analisa a Representação Social quanto ao produto, focalizando no conhecimento de senso comum que guia interpretações e comunicações. Na visão do autor, o conhecimento de senso comum não é como uma falha em relação à ciência, mas sim, um conhecimento prático e verdadeiro que explica as práticas específicas, enquanto a teoria enfatiza a interpretação deste conhecimento, diferenciando-o da abordagem científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo das representações sociais nos traz uma preocupação relevante para este estudo ao pautarmos as discussões em torno do senso comum no meio acadêmico e científico. Geralmente, o senso comum é visto com desconfiança ou descrença, o que é muito controverso, visto que, o senso comum está no centro de muitas descobertas importantes da humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumir a perspectiva da Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici nesta pesquisa implica em reconhecer o papel fundamental dessas representações nas relações sociais e práticas, além de reconhecer o senso comum como legítimo e influenciador na produção do conhecimento científico. A proposta do autor, uma perspectiva meticulosa e aprofundada baseada no pensamento sociológico, permite enriquecer a compreensão dos fenômenos sociais.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong> Representação social do corpo e gordofobia</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a representação social do corpo e a gordofobia é um tema amplo e complexo, que abrange dimensões sociais, culturais e psicológicas. A gordofobia, definida como o preconceito e a discriminação contra pessoas gordas, é frequentemente sustentada por representações sociais que reforçam estigmas e estereótipos negativos. Essas representações são influenciadas por diversos fatores, como a mídia, a cultura popular e as dinâmicas das interações sociais cotidianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mídia desempenha um papel central na perpetuação da gordofobia, especialmente por meio da representação do corpo gordo. Arruda e Heidemann (2022), em sua análise da série <em>Orange Is The New Black</em>, destacam como a representação de mulheres lésbicas e gordas frequentemente apresenta distorções que contribuem para a marginalização dessas identidades. Apesar de abordar questões de diversidade, a série frequentemente recorre a estereótipos que reforçam a exclusão de corpos gordos dos padrões de feminilidade e aceitação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa representação negativa é destacada também pelo estudo de Araújo et al. (2018), que analisaram comentários de internautas sobre gordofobia. Os autores identificaram que as percepções sociais sobre corpos gordos são frequentemente marcadas por preconceito, desdém e desumanização. Esses comentários, muitas vezes, refletem estereótipos que associam corpos gordos à falta de disciplina, saúde ou valor pessoal, perpetuando uma visão discriminatória e excludente. Tal dinâmica evidencia como o discurso <em>online</em> pode servir como um espaço de reprodução de gordofobia, contribuindo para a manutenção de estigmas sociais e reforçando barreiras na aceitação e inclusão de corpos diversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a gordofobia está profundamente enraizada em uma cultura que associa a magreza a padrões ideais de saúde e beleza. Paim (2019) destaca que essa percepção distorcida contribui para a exclusão social e para a internalização de sentimento de culpa por pessoas gordas que, frequentemente, passam a acreditar que seus corpos são inadequados e que não merecem reconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão para se adequar a padrões estéticos irrealistas cria um ciclo de discriminação que permeia diversas esferas da vida, incluindo o ambiente escolar. Souza e Gonçalves (2021) enfatizam que a gordofobia vivenciada nesse contexto impacta negativamente o desenvolvimento psíquico e social de alunos gordos. Esses estudantes frequentemente enfrentam <em>bullying</em>, exclusão social e a falta de representatividade, o que pode gerar baixa autoestima, insegurança e dificuldades na formação de vínculos interpessoais. Além disso, o ambiente escolar, em vez de ser um espaço de acolhimento e aprendizado, muitas vezes reforça estereótipos, contribuindo para a perpetuação da gordofobia e das desigualdades estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos psicológicos da gordofobia são profundos e de longo prazo. Junior <em>et al.</em> (2023) e Paim (2019) apontam que a discriminação baseada no peso pode gerar problemas significativos de autoestima e saúde mental, estabelecendo um ciclo vicioso no qual a percepção negativa do corpo é internalizada e se transforma em uma realidade vivida. Essa internalização de estigmas pode levar a comportamentos de evitação, incluindo o receio de buscar atendimento médico ou de participar de atividades sociais. Tais comportamentos não apenas isolam ainda mais as pessoas gordas, mas também ampliam os prejuízos psicológicos e sociais, dificultando a quebra desse ciclo opressor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa coerção à aceitação dos padrões de beleza muitas vezes leva os alunos gordos a se sentirem inadequados e excluídos, o que pode resultar em um ciclo vicioso de sofrimento psíquico e social. Além disso, a cultura escolar, que muitas vezes perpetua estereótipos negativos sobre corpos gordos, contribui para um ambiente hostil que pode agravar esses problemas (Souza; Gonçalves, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gordofobia é intensificada por normas sociais e culturais que exaltam corpos magros como símbolos de saúde e beleza, promovendo a ideia de que alunos gordos são menos dignos de respeito e consideração. Essa dinâmica é agravada por representações midiáticas que consolidam ideais de beleza inatingíveis, aumentando a pressão sobre os jovens para que se ajustem a esses padrões. Arruda (2021) afirma que essa combinação de fatores contribui para a exclusão social, o reforço de estereótipos e o desenvolvimento de inseguranças, criando barreiras para o bem-estar emocional e para a aceitação de diferentes formas corporais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A representação social do corpo tem um papel crucial na formação de atitudes e comportamentos em relação ao <em>bullying</em> gordofóbico, um fenômeno que se intensifica na adolescência, período marcado por transformações físicas e psicológicas significativas. A insatisfação com a imagem corporal é frequentemente alimentada por padrões de beleza promovidos pela mídia e pela sociedade. Essas transformações corporais, especialmente durante a adolescência, podem gerar sofrimento e preocupações com a aceitação social, levando a uma busca incessante por um corpo idealizado que muitas vezes é inatingível, mostram Oliveira e Machado (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta insatisfação com a imagem corporal afeta uma parcela significativa de adolescentes, inclusive em áreas rurais onde, embora as normas de beleza possam diferir, são influenciadas pela mídia. A pressão para se adequar a esses padrões contribui para o surgimento de comportamentos prejudiciais, como dietas restritivas e exercícios físicos em excesso. Essa situação é frequentemente agravada por experiências de <em>bullying</em>, que reforçam a insatisfação corporal e amplificam os impactos negativos na saúde física e mental dos jovens (Batista et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As redes sociais desempenham um papel crucial na construção da imagem corporal contemporânea, predominantemente ignorando a diversidade nas representações corporais, o que alimenta a exclusão de indivíduos que não se enquadram nos padrões de beleza predominantes, reforçando um culto à magreza que marginaliza corpos fora desse ideal. Essa exclusão é intensificada pelo ambiente digital, que promove comparações sociais incessantes, fazendo com que os jovens se sintam pressionados a se comparar com padrões irrealistas apresentados <em>online</em>. Lira et al. (2017) asseveram que essa dinâmica não apenas afeta a autoestima, mas também contribui para comportamentos prejudiciais relacionados à imagem corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater a gordofobia de forma eficaz, é essencial continuar explorando e questionando as representações sociais que marginalizam corpos gordos. Isso exige a promoção de discursos que valorizem a diversidade corporal, a implementação de políticas públicas que previnam a discriminação e a conscientização coletiva sobre os danos causados pelos padrões estéticos excludentes. Além disso, é crucial incentivar a mídia, as instituições educacionais e os espaços de convivência a adotar práticas inclusivas que respeitem e celebrem todas as formas corporais, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e acolhedora para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>  O AMBIENTE NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações obtidas pela pesquisa de campo destacam as experiências vividas pelos pré-adolescentes no ambiente escolar, relacionadas a vivências e representações sociais sobre o <em>bullying</em> gordofóbico, conforme emergiram nas respostas e relatos dos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise explora como alunos da Escola Rui Barbosa se posicionam sobre o tema gordofobia dentro do ambiente escolar, especialmente no contexto das aulas de Educação Física, onde os corpos são constantemente colocados em evidência. A partir das respostas fornecidas, foi possível observar padrões que nos permitem compreender como esse preconceito se manifesta, afeta a autoestima e limita a participação nas atividades desta disciplina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes da pesquisa demonstraram uma compreensão clara sobre o conceito de gordofobia, associando o termo à exclusão e ao preconceito com base no peso. O “Aluno A” por exemplo, define gordofobia como “preconceito e discriminação contra pessoas gordas, uma realidade para muitas pessoas”. Essa visão também é compartilhada pelo “Aluno B”, que descreve a gordofobia como o “preconceito e a discriminação com pessoas acima do peso”. O reconhecimento desse preconceito é uma constante nas respostas, sugerindo que a questão da gordofobia já é conhecida e vivenciada por muitos, ainda que o enfrentamento e superação dessa discriminação sejam desafios contínuos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão da gordofobia, ou o preconceito contra pessoas com sobrepeso e obesidade, é uma realidade amplamente presente nas sociedades atuais. Esse estigma se manifesta em diversos contextos, como na saúde, na educação e nas interações sociais, gerando consequências prejudiciais para aqueles que sofrem com esse preconceito. Pesquisas indicam que essa discriminação não só marginaliza indivíduos com obesidade, mas também afeta de forma negativa sua saúde mental, física e social (Westbury <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Świder (2023) destaca que a falta de entendimento sobre a obesidade e os preconceitos que a acompanham contribuem para a inércia em políticas sociais e de saúde. Reforça a estigmatização da obesidade como uma questão de justiça social e aponta a necessidade de priorizar o tema na saúde pública. A internalização desse estigma leva a complexas consequências biopsicossociais, como depressão e ansiedade, frequentemente intensificadas pela discriminação vivida em contextos sociais e de trabalho (Świder <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das respostas revela que as aulas de Educação Física são um espaço em que o corpo dos alunos é constantemente julgado, especialmente para aqueles acima do peso. Esse julgamento tem um impacto emocional significativo, fazendo com que muitos alunos se sintam excluídos e envergonhados. O “Aluno A” revelou: “Não gosto muito de participar das aulas porque sinto que os outros alunos têm preconceito comigo”. Essa percepção de exclusão também foi mencionada pelo “Aluno C”, que relatou: “Eu sempre era excluída dos jogos porque ninguém me colocava nos times por eu ser gorda e não conseguir correr direito”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo de Campana (2014) aponta que a forma física do professor de Educação Física influencia significativamente a disposição dos alunos em participar das aulas. Estudantes de Educação Física, que deveriam atuar como agentes de transformação, também acabam reforçando a pressão por um corpo ‘ideal’. Isso indica que a cultura da avaliação corporal abrange todos os envolvidos no ambiente escolar, não se restringindo apenas aos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva et al. (2020) reforçam essa observação, destacando que alunos de Educação Física, especialmente homens, demonstram uma preocupação intensa com a aparência física, associando-a à sua competência profissional. Essa busca por um corpo padronizado e musculoso é uma expressão clara da pressão social que envolve as aulas de Educação Física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do desenvolvimento físico, a Educação Física envolve aspectos sociais e culturais que moldam a percepção e a avaliação dos corpos. A Educação Física, de acordo com Bargas <em>et al.</em> (2020), ao adotar discursos médicos e higienistas, contribui para a normalização de certos comportamentos e padrões corporais, reforçando a ideia de que alguns corpos têm mais valor do que outros. Esse processo de normalização transcende as aulas de Educação Física, impactando a cultura escolar como um todo, onde o controle sobre o corpo e o comportamento é prática comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ficou evidente durante as entrevistas na Escola Rui Barbosa que a vergonha e a exposição pública são temas recorrentes entre os alunos que foram entrevistados, o “Aluno D” por exemplo, descreveu uma situação em que sua professora de Educação Física levou uma balança para a sala de aula e verificou seu pesou na frente de todos os alunos da turma, afirmando que ele era “uma criança gordinha”. Esse tipo de experiência cria barreiras emocionais e acaba afastando estes alunos das atividades físicas gerando sentimentos de constrangimento e desvalorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das evidências encontradas nos referenciais teóricos utilizados nesta pesquisa podemos notar a importância de a Educação Física Escolar focar não só nos aspectos físicos, mas também no respeito à diversidade corporal, para que se minimizem os comportamentos gordofóbicos nas aulas práticas, pois é perceptível que estas atitudes podem influenciar negativamente no aprendizado e no desenvolvimento dos alunos que se consideram vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que sejam disseminados dentro das escolas programas preventivos e ações que possam combater os casos já existentes de <em>bullying</em> gordofóbico e outras formas de violência e discriminação que acontecem no ambiente escolar. Por fim, é essencial que toda a comunidade escolar se conscientize da necessidade de respeitar os biotipos e a diversidade corporal e não fomentar o preconceito e a discriminação em todas as esferas escolares, inclusive, nas aulas práticas de Educação Física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel dos professores nesse contexto é crucial pois, como figuras de autoridade e referência, eles têm a responsabilidade de criar um ambiente inclusivo e seguro para todos os alunos, independentemente do tipo físico. Quando os professores assumem uma postura de neutralidade ou aceitação destes comportamentos preconceituosos, podem acabar reforçando a normalização do <em>bullying</em> gordofóbico. Por outro lado, quando adotam posturas ativas contra a discriminação e promovem a valorização da diversidade corporal, contribuem para desenvolver a empatia e o respeito entre os estudantes, promovendo uma cultura escolar inclusiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a formação dos professores merece uma atenção especial, de modo a capacitá-los para lidar com questões de preconceito e diversidade, com a inclusão de temas como gordofobia e aceitação corporal nos currículos de formação continuada. Há também o desafio de prepará-los para reconhecer e intervir em situações de discriminação de forma assertiva e informada. Além disso, a implementação de práticas pedagógicas que considerem a individualidade dos alunos, como a adaptação de atividades físicas para promover a participação plena, pode minimizar os efeitos da gordofobia e estimular um ambiente de acolhimento e respeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criação de políticas escolares de combate à gordofobia também se faz necessária, incluindo campanhas de conscientização que envolvam toda a comunidade escolar. Através de ações como rodas de conversa e palestras sobre aceitação corporal, é possível sensibilizar os estudantes para os impactos negativos do preconceito e promover a valorização da diversidade. Esses esforços contribuem para o desenvolvimento de um ambiente escolar onde todos, independentemente de sua aparência, se sintam seguros e valorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTUNES, Deborah Christina; ZUIN, Antônio Álvaro Soares. <strong>Do bullying ao preconceito: os desafios da barbárie à educação.</strong> Psicologia &amp; Sociedade, [<em>s. l.</em>], v. 20, p. 33–41, 2008.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ARRUDA, Agnes de Sousa; HEIDEMANN, Vanessa. LÉSBICA GORDA NÃO PERFORMA FEMINILIDADE: Um estudo a partir de Orange Is The New Black. <strong>ILUMINURAS</strong>, [s. l.], v. 23, n. 62, 2022.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">CAMPANA, Angela Nogueira Neves Betanho. <strong>Aspectos da “drive for muscularity” em estudantes de Educação Física</strong>. [<em>S. l.</em>], 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, Adrielly Silva; NICOLETTI, Lucas Portilho; CARDOSO, Vinícius Denardin. <strong>Exclusão e auto-exclusão nas aulas de Educação Física do Ensino Fundamental </strong><strong></strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1  </strong>0000-0001-8734-4460</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2 </strong> 0000-0003-0166-0919</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Universidade Federal do Pará</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FATORES MOTIVADORES PARA A PREFERÊNCIA DO BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM DETRIMENTO DA LICENCIATURA NA CIDADE DE SÃO LOURENÇO &#8211; MINAS GERAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/fatores-motivadores-para-a-preferencia-do-bacharelado-em-educacao-fisica-em-detrimento-da-licenciatura-na-cidade-de-sao-lourenco-minas-gerais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 01:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=192064</guid>

					<description><![CDATA[Factors Influencing the Preference for a Bachelor’s Degree in Physical Education Instead of a Licentiate Degree in Physical Education in São Lourenço &#8211; Minas Gerais REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501131979 Yago Silva Salviano¹Johnny Neri Rezende²Sergio Ribeiro Barbosa³ RESUMO No Brasil, estima-se que o número de ingressantes em cursos de bacharelado tenha sido mais de três vezes maior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>Factors Influencing the Preference for a Bachelor’s Degree in Physical Education Instead of a Licentiate Degree in Physical Education in São Lourenço &#8211; Minas Gerais</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501131979</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Yago Silva Salviano¹<br>Johnny Neri Rezende²<br>Sergio Ribeiro Barbosa³</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, estima-se que o número de ingressantes em cursos de bacharelado tenha sido mais de três vezes maior que em cursos de licenciatura em 2023. O objeto do estudo foi investigar os fatores que motivam a escolha do Bacharelado em Educação Física em detrimento da Licenciatura. Trata-se de um estudo observacional de cunho transversal realizado com 70 alunos, homens e mulheres, de diversos períodos do curso de bacharelado em Educação Física de uma faculdade do sul de Minas, que participaram de forma voluntária do estudo, respondendo ao Questionário de Preferências de Formação em Educação Física e a um questionário sociodemográfico. Os resultados indicam que aspectos relacionados à percepção de desvalorização da profissão do licenciado em Educação Física estiveram entre as mais frequentemente queixadas. Além disso, os alunos consideraram que o bacharelado oferece um maior campo de atuação em relação a licenciatura. As experiências prévias em aulas de educação física não foram capazes de explicar a escolha entre as modalidades e grande parte da amostra relatou desejo de cursar a licenciatura após completar a formação em bacharelado. Acredita-se que o governo possa propor medidas sociais e salariais que solucionem essa desvalorização, como a criação de um piso salarial mais elevado e/ou aumento no número de vagas para docentes em concursos públicos, bem como trazer de volta a Licenciatura Plena, que abrange todas as áreas da Educação Física, para que não haja necessidade de escolhas prévias de atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> <strong>Educação Física; </strong><strong>Licenciatura; Ensino Superior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">In Brazil, it is estimated that the number of students enrolling in bachelor’s degree programs was more than three times higher than in teaching degree programs in 2023. This study aimed to understand the reasons why students prefer a Bachelor’s Degree in Physical Education over a Licentiate Degree. This is a cross-sectional observational study conducted with 70 male and female students from different semesters of the Bachelor’s Degree in Physical Education at a college in southern Minas Gerais. Participants voluntarily took part by completing the Physical Education Training Preferences Questionnaire and a sociodemographic survey. The results indicate that aspects related to the perceived devaluation of the teaching profession in Physical Education were among the most frequently reported complaints. Students also believed that a bachelor’s degree provides broader career opportunities compared to a teaching degree. Previous experiences in physical education classes were not sufficient to explain the choice between the two types of programs. Furthermore, a significant portion of the sample expressed interest in pursuing a licentiate degree after completing their bachelor’s studies. It is believed that the government could address this issue by implementing social and salary-related measures, such as raising the minimum wage or increasing the availability of teaching positions in public institutions. Additionally, reintroducing the Full Licentiate Degree, which integrates all areas of Physical Education, could eliminate the need for students to make early career choices.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: Physical Education; Teaching Degree; Higher Education.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Almeida, Tartuce e Nunes (2014) realizado com jovens estudantes do 3° ano do Ensino Médio de oito cidades brasileiras mostrou que, mesmo há dez anos, os formandos já não apresentavam interesse em ingressar em cursos de licenciatura. Nele, 83% da amostra afirmava com clareza o fato de não ter a intenção de ser professor e 32% dos alunos diziam que até pensaram na docência, mas acabaram desistindo da ideia. Os autores relatam ainda que as principais justificativas encontradas para tal foram a baixa remuneração, as más condições de trabalho, o fato de terem que lidar com alunos rebeldes e a falta de reconhecimento social da profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mais recentes mostram que a escolha por cursos de bacharelado se mantém forte devido à percepção de maior prestígio e oportunidades profissionais, especialmente em áreas fora do ensino. (FOLLE, A.; FARIAS, G. O.; BOSCATTO, J. D.; NASCIMENTO, J. V., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, os dados do último Censo do Ensino Superior (MEC/INEP, 2023) nos mostram que o número de ingressantes em cursos gerais de bacharelado foi mais de 3x maior que em cursos de licenciatura em 2023 e indicam que, mesmo com aumento da busca por essa área em relação aos últimos anos, os cursos de bacharelado seguem com maior demanda entre a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Teóricos da área acreditam que a explicação para esta baixa procura pela licenciatura esteja relacionada às funestas condições de trabalho dos professores e à sua má remuneração (ASCOM ADUFG-SINDICATO, 2023). Com isso, o governo afirmou a criação de um programa de incentivo financeiro aos acadêmicos de licenciatura, como uma adaptação do já conhecido “Pé-de-Meia”, que por enquanto abrange apenas estudantes do Ensino Médio (VIEIRA, 2024). O novo Pé-de-Meia prevê uma bolsa de mais de R$ 500,00 para alunos de licenciatura matriculados em universidades federais, como forma de contribuir para a formação de cada vez mais professores (VIEIRA, 2024). Segundo Vieira (2024), estuda-se ainda a possibilidade de se utilizar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como forma de selecionar professores para lecionar nos colégios públicos brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A licenciatura em Educação Física apresenta algumas vantagens como o custo-benefício do curso, a alta demanda de professores no mercado de trabalho, a vasta gama de especializações, a flexibilidade de atuação dentro do meio escolar, acadêmico e autônomo e a possibilidade de realizar concursos públicos na área, que permite que o indivíduo receba um salário que pode até mesmo superar o valor de R$ 6.000,00. Ainda assim segue as tendências do mercado superior e está em menor procura (UNOPAR, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Ghilardi (1998), a criação do bacharelado fez com que a grade curricular dos cursos de Educação Física passasse por uma reestruturação que objetivava a preparação de seus discentes para as novas demandas do mercado de trabalho, que já não estavam mais exclusivamente nas escolas, dividindo os concluintes em professores (licenciados) e profissionais (bacharéis). Isso fez com que os indivíduos que possuíssem algum interesse em cursar uma faculdade de Educação Física tivessem que escolher superficial e previamente a área em que gostariam de exercer sua profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Rodrigues e Forell (2023) diz que a escolha dos acadêmicos de Educação Física por uma área ou outra advém da sua relação prévia com o esporte, seja ela na escola ou nas brincadeiras e práticas infanto-juvenis. Ainda mais, acredita-se que a decisão de seguir a licenciatura ou o bacharelado em Educação Física é influenciada por aspectos extras, mas que poucos estudos conseguiram de fato apresentar descritivamente dados que possam auxiliar a entender essa tomada de decisão pelo acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por tal, o presente estudo assume como objetivo identificar os fatores que levam os ingressantes de cursos de Educação Física do Sul de Minas Gerais a escolherem o bacharelado em detrimento da licenciatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo observacional de cunho transversal. Os dados foram coletados por estudantes em nível superior do curso de formação em Educação Física. Homens e mulheres, alunos de diversos períodos do curso de bacharelado em Educação Física de uma faculdade do Sul de Minas compuseram a amostra, participando de forma voluntária do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo seguiu respeitando integralmente os princípios éticos nacionais e internacionais estabelecidos na Declaração de Helsinque e com as prerrogativas do CEP/CONEP quanto a pesquisas que objetivam o aprofundamento teórico de situações que emergem espontânea e contingencialmente na prática profissional, sem a revelação de dados que possam identificar o sujeito (VAN DELDEN &amp; VAN DER GRAAF, 2017; INSTITUTO FEDERAL GOIANIA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para identificar as principais causas para a alta procura do curso de bacharelado em Educação Física em detrimento do curso de licenciatura, um questionário denominado de Questionário de Preferências de Formação em Educação Física foi utilizado (Apêndice I). O questionário foi elaborado pelos presentes autores (mediante a carência de estudos específicos da temática) e aprovado por professores universitários com formação em licenciatura plena e com titulação mínima de mestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um total de 11 perguntas (Q1 – Q11) foi direcionado para entender as justificativas de preferências. O acadêmico responderia cada questão com a utilização de uma escala <em>Likert</em>, contendo 5 opções de respostas: Discordo totalmente, discordo, não concordo nem discordo, concordo, concordo totalmente. Ao final, uma décima segunda pergunta solicitou aos alunos que destacassem as três que mais teriam a capacidade de responder a sua não escolha inicial pela modalidade de licenciatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a caracterização da amostra, variáveis sociodemográficas também foram coletadas. Uma questão específica sobre a motivação principal pelo curso de bacharelado também foi somada ao estudo. Alunos previamente formados em licenciatura, que cursavam essa modalidade e/ou que não aceitaram participar de forma voluntária do estudo não foram incluídos na amostra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> (SPSS) 20.0 foi utilizado na interpretação dos dados. Para a análise exploratória das informações da amostra em geral empregou-se estatística descritiva, com frequência, média e desvio padrão, quando apropriado. O programa Microsoft Excel foi utilizado para a construção dos gráficos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um total de 70 alunos participou do estudo. 53% eram do sexo masculino e 77,1% de formação em escolas públicas. Todas as variáveis de caracterização da amostra podem ser visualizadas na Tabela 01. Destacamos que as parcelas mais significativas dos alunos revelaram a escolha pelo bacharelado com base no interesse pelos esportes (41,4%) e por poder trabalhar em academia e centros de treinamento (42,9%). O interesse por saúde recebeu 12,9% das justificativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 01 Análise descritiva da amostra estudada.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td rowspan="2">Sexo</td><td>Masculino</td><td>53 (75,7%)</td></tr><tr><td>Feminino</td><td>17 (24,3%)</td></tr><tr><td>Idade (anos)</td><td>&nbsp;</td><td>22,4 (±4,1)</td></tr><tr><td rowspan="2">Formação em escola</td><td>Pública</td><td>54 (77,1%)</td></tr><tr><td>Privada</td><td>12 (17,1%)</td></tr><tr><td rowspan="3">Ano de conclusão do ensino médio</td><td>2021 – 23</td><td>32 (45,0%)</td></tr><tr><td>2018 – 20</td><td>25 (35,71%)</td></tr><tr><td>2017 ou antes</td><td>11 (15,71%)</td></tr><tr><td>Período acadêmico</td><td>&nbsp;</td><td>4 (±2,0)</td></tr><tr><td rowspan="5">Motivação para realizar o curso de bacharelado em educação física</td><td>Interesse pelo esporte</td><td>29 (41,4%)</td></tr><tr><td>Saúde, bem-estar e reabilitação</td><td>9 (12,9%)</td></tr><tr><td>Ginástica e Artes Corporal</td><td>0</td></tr><tr><td>Academias e centros de treinamento</td><td>30 (42,9%)</td></tr><tr><td>Estética (hipertrofia e emagrecimento)</td><td>2 (2,9%)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As respostas dadas ao Questionário de Preferências de Formação em Educação Física são exibidas na Tabela 02. Aspectos relacionados à percepção de desvalorização da profissão do licenciado em Educação Física estiveram entre as mais frequentemente queixadas (Q1 e Q2). Além disso, os alunos consideraram que o bacharelado oferece um maior campo de atuação em relação à licenciatura (Q8 e Q11).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verificamos também que as experiências prévias em aulas de educação física não foram capazes de explicar a escolha entre as modalidades (Q4 – Q6). Por fim, e curiosamente, grande parcela dos alunos da amostra relatou desejo de cursar a licenciatura após completar a formação em bacharelado (Q9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 02: Opiniões acerca da atuação na área de licenciatura.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td rowspan="5">Q1</td><td rowspan="5">A profissão de professor escolar é atualmente uma profissão desvalorizada dentro da Educação</td><td>Discordo Totalmente</td><td>0</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>6 (8,6%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>6 (8,6%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>36 (51,4%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>22 (31,4%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q2</td><td rowspan="5">Sinto que a sociedade valoriza mais o profissional de Educação Física no ambiente não escolar</td><td>Discordo Totalmente</td><td>1 (1,4%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>7 (10,0%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>7 (10,0%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>30 (42,9%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>25 (35,7%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q3</td><td rowspan="5">A remuneração no campo da licenciatura é menor em relação ao do bacharelado.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>3 (4,3%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>11 (15,7%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>28 (40,0%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>21 (30,0%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>7 (10%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q4</td><td rowspan="5">Não tive boas experiências na aula de educação física escolar.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>14 (20%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>25 (35,7%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>14 (20,0%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>10 (14,3%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>7 (10,0%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q5</td><td rowspan="5">Tive aulas de educação física escolar de baixa qualidade.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>1 (8,6%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>22 (31,4%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>15 (21,4%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>18 (25,7%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>9 (12,9%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q6</td><td rowspan="5">A qualidade das aulas de educação física escolar que vivenciei me influenciaram a não escolher a Licenciatura.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>13 (18,6%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>30 (42,9%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>14 (20,0%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>9 (12,9%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>4 (5,7%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q7</td><td rowspan="5">As condições de trabalho na escola não são favoráveis (materiais, espaços, carga horária).</td><td>Discordo Totalmente</td><td>2 (2,9%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>8 (11,4%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>11 (15,7%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>39 (55,7%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>10 (14,3%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q8</td><td rowspan="5">Sinto que a formação em licenciatura me limitaria na escolha de áreas de atuação.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>4 (5,7%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>10 (14,3%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>14 (20,0%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>27 (38,6%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>15 (21,4%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q9</td><td rowspan="5">Tenho interesse em complementar minha formação de bacharel com a licenciatura futuramente.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>4 (5,7%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>5 (7,1%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>4 (5,7%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>23 (32,9%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>34 (48,6%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q10</td><td rowspan="5">A profissão de professor de Educação Física oferece estabilidade financeira.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>2 (2,9%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>5 (7,1%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>16 (22,9%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>32 (45,7%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>15 (21,4%)</td></tr><tr><td rowspan="5">Q11</td><td rowspan="5">O bacharelado oferece mais oportunidades de inovação e empreendedorismo em comparação com a licenciatura.</td><td>Discordo Totalmente</td><td>1 (1,4%)</td></tr><tr><td>Discordo</td><td>1 (1,4%)</td></tr><tr><td>Não concordo nem discordo</td><td>6 (8,6%)</td></tr><tr><td>Concordo</td><td>33 (47,1%)</td></tr><tr><td>Concordo totalmente</td><td>29 (41,4%)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Exibe-se na Figura 01 as frequências das respostas quando os acadêmicos foram questionados sobre quais teriam a capacidade de melhor responder a sua não escolha inicial pela modalidade de licenciatura. Q11 e Q1 receberam a maior importância. Já Q6, Q9 e Q10 foram as de menor relato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 01: Frequência de motivos para a não escolha de licenciatura.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="849" height="485" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-520.png" alt="" class="wp-image-192066" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-520.png 849w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-520-300x171.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-520-768x439.png 768w" sizes="(max-width: 849px) 100vw, 849px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A licenciatura em Educação Física tem sido uma área pouco procurada pelos alunos, apresentando um número de matrículas inferior ao do bacharelado (MEC/INEP, 2023). Schwerz et al. (2020) defendem que o aumento do número de vagas ofertadas em cursos de licenciatura poderia facilitar o acesso a esses cursos, permitindo a formação de mais professores. O autor propõe, inclusive, que o governo invista não apenas na fase acadêmica, mas também nas fases anterior (fornecendo uma base sólida para o ingresso no Ensino Superior) e posterior (garantindo direitos e uma carreira docente de qualidade). Tais medidas poderiam impactar positivamente não só a formação de professores de Educação Física, mas também de outras áreas do ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, um olhar mais específico sobre a problemática deveria ser previamente trabalhado. Nosso estudo traz uma perspectiva diferenciada, analisando os motivos pelos quais a área escolar é percebida como menos atraente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente observa-se que parte do interesse dos acadêmicos pelo bacharelado recai sobre o interesse pelos esportes. Logo, um ponto importante para flexibilizar as escolhas pode ser o reforço de que o esporte pode ser trabalhado nas escolas contribuindo para seus fins pedagógicos, além de considerar fatores como motricidade, saúde e a competições escolares em si (TARDIN &amp; ROMERO, 2020). Apesar de menor expressividade, o aspecto saúde recebeu 12,9% das justificativas. A pesquisa de Lopes et al. (2023) concluiu que os esportes e as atividades físicas voltadas à saúde têm sido interesse de muitos acadêmicos bacharelandos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A escolha pela licenciatura em Educação Física muitas vezes reflete fatores motivacionais ligados ao desejo de usar o esporte como ferramenta pedagógica. Estudos recentes destacam a relevância de práticas esportivas escolares como incentivo ao desenvolvimento educacional e social. (ASSÍS et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, o reforço da Educação Física escolar como capaz de promover saúde em jovens e adolescentes também poderia ser um tópico melhor explorado (BARBOSA, MASSAHUD, BARRETO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi possível identificar que a percepção de desvalorização da profissão na área da Educação foi a variável que obteve o maior número de respostas “concordo” e “concordo totalmente” entre os participantes. A pesquisa de Adams (2022), realizada com coordenadores de cursos superiores de licenciatura em disciplinas das ciências da natureza, revelou que fatores como a falta de autonomia, reconhecimento, boa remuneração e possibilidade de progressão na carreira sustentam a desvalorização dos professores, incluindo os de Educação Física escolar. A autora sugere que o governo invista em melhores condições salariais e profissionais, contribuindo para a melhoria do ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os alunos participantes demonstraram acreditar que o bacharelado oferece um campo de atuação mais amplo em comparação à licenciatura. No entanto, o licenciado em Educação Física pode atuar no âmbito escolar, abrangendo toda a educação básica (do ensino infantil ao médio), em escolas públicas e privadas, com a responsabilidade de promover a prática esportiva e atividades físicas para os alunos (UNILEÃO, 2022). Essa informação deveria ser mais amplamente difundida entre os estudantes do ensino médio, inclusive por meio de seus professores de Educação Física, para que possam fazer escolhas mais informadas sobre o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As experiências prévias nas aulas de Educação Física e as ações dos professores escolares mostraram-se fatores de pouca influência na escolha dos alunos. Novas análises considerando variáveis explicativas como tipo de escola e maior caracterização das aulas de educação física vivenciadas poderiam permitir melhor leitura desses resultados. Ainda assim, o estudo de Silva, Chiminazzo e Fernandes (2021), realizado com estudantes do ensino médio de ambos os sexos, mostrou que a maioria (96%) participava das aulas de Educação Física, e apenas 9,2% relataram desmotivação em relação a essas atividades. O restante indicou sentir-se “motivado” ou “mais ou menos motivado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da baixa atratividade da licenciatura, mais de 88% da amostra considerou importante complementar a formação em bacharelado com a licenciatura. A pesquisa de Tulio, Santos e Nunes (2024) revelou que indivíduos recém-formados em Educação Física enfrentam dificuldades no mercado de trabalho, como má remuneração, desigualdade de gênero e altas exigências. Supõe-se que, devido a esses desafios, muitos alunos busquem complementar sua formação com a licenciatura ou o bacharelado, na esperança de aumentar suas chances de conseguir uma colocação digna no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados relevantes, este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas, como o tamanho reduzido da amostra, o que pode restringir a generalização dos resultados. Além disso, o fato de a pesquisa ter sido realizada em apenas uma instituição pode trazer insights locais, mas dificulta a extrapolação dos dados. Uma abordagem interessante seria aplicar o questionário também a alunos de licenciatura, permitindo identificar possíveis divergências entre as áreas e criar estratégias específicas para atrair e reter estudantes. Análises considerando subgrupos poderiam oferecer resultados ainda mais direcionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aspectos como a desvalorização da profissão, a limitação do campo de atuação e a má remuneração no meio escolar se mostraram mais frequentes como motivadores para a escolha do bacharelado pelos alunos. Acredita-se que, para aumentar o interesse da população pelo ramo docente, o governo possa propor medidas sociais e salariais que solucionem essa desvalorização, como a criação de um piso salarial mais elevado e/ou aumento no número de vagas para docentes em concursos públicos. Outra medida cabível seria o retorno da Licenciatura Plena, que abrange todas as áreas da Educação Física, bacharelado e licenciatura, para que não haja necessidade de escolhas prévias de atuação por conta de limites de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>ADAMS, F. W. A desvalorização e desprofissionalização docente: o olhar de coordenadores de cursos de licenciatura em Ciências da Natureza : The devaluation and deprofessionalization of teachers: the view of coordinators of degree courses in Natural Sciences.&nbsp;<strong>Revista Cocar</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 16, n. 34, 2022.</li>



<li>ALMEIDA, P. A. de; TARTUCE, G. L. B. P.; NUNES, M. M. R. Quais as razões para a baixa atratividade da docência por alunos do Ensino Médio?.<strong>&nbsp;Psicol. Ensino &amp; Form.</strong>, Brasília,&nbsp;v. 5,&nbsp;n. 2,&nbsp;p. 103-121, 2014.</li>



<li>ASCOM ADUFG-SINDICATO. Jovens têm se afastado das carreiras em licenciatura, aponta Enade.&nbsp;<strong>Adufg-Sindicato Notícias</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 25 maio 2023.</li>



<li>ASSÍS, A. F. de; BENTO, L. E.; PINHO, S. T. de; DELANI, D. Graduação em Educação Física: motivos de ingresso, interrupção e permanência em cursos de Licenciatura e Bacharelado. <strong>Revista Brasileira de Ciências do Esporte</strong>, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbce/a/qncZ3pwBsq6Zrs8mVqkds6p/. Acesso em: 29 dez. 2024.</li>



<li>BARBOSA, S. R.; MASSAHUD, A. R. ; BARRETO, S. M. G.. PROPOSTAS PARA REDUÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: ATUAÇÕES PELA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. In: Galdino Souza; Walk Loureiro. (Org.). <strong>Bacharelado em Educação Física: temas emergentes na iniciação à pesquisa</strong>. 2ed. Santa Maria: Arco Editores, 2022, v. II, p. 1-371.</li>



<li>BRASIL. Ministério da Educação; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. <strong>Censo da Educação Superior 2023</strong>. 2023.</li>



<li>FOLLE, A.; FARIAS, G. O.; BOSCATTO, J. D.; NASCIMENTO, J. V. Construção da carreira docente em educação física: escolhas, trajetórias e perspectivas. lo<strong>ass</strong>, 2020. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1153/115315234003.pdf. Acesso em: 29 dez. 2024.</li>



<li>GHILARDI, R. Formação Profissional em Educação Física: A Relação Teoria e Prática.&nbsp;<strong>Monografia apresentada ao curso de Educação Física &#8211; Universidade São Judas Tadeu (SP)</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 4, p. 1-11, 1 jun. 1998.</li>



<li>LOPES, S. S. et al.. Apropriações e Configurações das Competências na Formação do Bacharel em Educação Física: Uma Revisão Sistemática.&nbsp;<strong>LICERE &#8211; Revista do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer</strong>, Belo Horizonte, v. 25, n. 4, p. 238–267, 2023.</li>



<li>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituto Federal Goiano. Pesquisas que não precisam de avaliação sistema Cep/Conep.&nbsp;<strong>Instituto Federal Goiano &#8211; MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 8 jul. 2022.</li>



<li>RODRIGUES, G. C.; FORELL, L. Percepções sobre licenciatura para acadêmicos de educação física de instituições privadas de ensino em Porto Alegre.&nbsp;<strong>Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Profissional em Educação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Unidade Litoral Norte, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação.</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 1-102, 2023.</li>



<li>SCHWERZ, R. C. et al.. Considerações sobre os indicadores de formação docente no Brasil. <strong>Pro-Posições</strong>, v. 31, p. e20170199, 2020.</li>



<li>SILVA, S. R. da; CHIMINAZZO, J. G. C.; FERNANDES, P. T. Motivação na educação física escolar: Teoria da Autodeterminação.&nbsp;<strong>CADERNO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 19, p. 1-17, 2021.</li>



<li>TARDIN, H. P.; ROMERO, L. R. O ESPORTE NA ESCOLA A PARTIR DO CURRICULO DO ESTADO DE SÃO PAULO.&nbsp;<strong>Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 17, p. 250–263, 2020.</li>



<li>TULIO, M. de S.; SANTOS, E. H. R.; NUNES, J. E. D. DESAFIOS DOS RECÉM-FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM INGRESSAR NO MERCADO DE TRABALHO.&nbsp;<strong>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia como requisito parcial para obtenção do título de bacharel e licenciatura.</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 1-21, 2024.</li>



<li>UNILEÃO. Quais as áreas de atuação do profissional de Educação Física?.&nbsp;<strong>Blog UNILEÃO</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 17 nov. 2022.</li>



<li>UNOPAR. 7 motivos para fazer Licenciatura em Educação Física.&nbsp;<strong>Notícias Educação Física&nbsp;</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 25 jun. 2020.</li>



<li>VAN DELDEN, J. JM; VAN DER GRAAF, R. Revised CIOMS International Ethical Guidelines for Health-Related Research Involving Humans.&nbsp;<strong>JAMA</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 135-136, 10 jan. 2017.</li>



<li>VIEIRA, L. Pé-de-meia ‘licenciatura‘: governo prevê bolsa acima de R$ 500 para incentivar estudantes a se tornarem professores.&nbsp;<strong>G1 &#8211; Educação</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 1 nov. 2024.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APÊNDICE</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Questionário utilizado na coleta de dados para o estudo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="687" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-521-687x1024.png" alt="" class="wp-image-192068" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-521-687x1024.png 687w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-521-201x300.png 201w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-521-768x1144.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-521.png 845w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /></figure>



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			</item>
		<item>
		<title>BARREIRAS E MOTIVADORES PARA A PRÁTICA DE MUSCULAÇÃO POR IDOSOS NO SUL DE MINAS GERAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/barreiras-e-motivadores-para-a-pratica-de-musculacao-por-isosos-no-sul-de-minas-gerais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 01:51:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[OBSTACLES AND INCENTIVES FOR WEIGHT TRAINING PRACTICE AMONG THE ELDERLY IN SOUTHERN MINAS GERAIS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1025011319761 Yago Silva Salviano¹Johnny Neri Rezende² Sergio Ribeiro Barbosa³ RESUMO No Brasil, calcula-se que menos de 10% dos idosos praticantes de exercícios físicos sejam adeptos da musculação. O objeto do estudo é identificar os fatores que impedem e/ou motivam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBSTACLES AND INCENTIVES FOR WEIGHT TRAINING PRACTICE AMONG THE ELDERLY IN SOUTHERN MINAS GERAIS</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1025011319761</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Yago Silva Salviano¹<br>Johnny Neri Rezende²<br> Sergio Ribeiro Barbosa³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, calcula-se que menos de 10% dos idosos praticantes de exercícios físicos sejam adeptos da musculação. O objeto do estudo é identificar os fatores que impedem e/ou motivam os idosos a praticarem a musculação no Sul de Minas Gerais. Trata-se de um estudo observacional de cunho transversal, realizado com 103 idosos de ambos os sexos com mais de 60 anos de cidades do Sul de Minas Gerais, sendo 53 praticantes de musculação e 50 não praticantes. Coletaram-se informações sociodemográficas, de atividade física e empregaram-se o Questionário de Motivação para a Prática de Exercícios e o Questionário Sobre Barreiras para a Prática de Atividades Físicas para Idosos. Os resultados sugerem que o sexo não interfere nas barreiras e nos motivadores. Idosos mais novos e com maior renda são mais adeptos da musculação e relatam melhor qualidade de vida e saúde que os demais. Indivíduos não praticantes apresentam doenças crônicas com mais frequência. Saúde e qualidade de vida se mostram as variáveis mais importantes para motivá-los a prática, enquanto estética se mostra a menos importante. As principais barreiras relatadas foram o fato de sentirem que não conseguiriam continuar/desistiriam da musculação, preguiça/desmotivação e não gostar de atividade física. Em conclusão, homens e mulheres idosas apresentam barreiras e motivadores semelhantes para a prática da modalidade. Possuir essas informações permite que academias e professores foquem nos fatores corretos ao tentarem atrair esse público para a musculação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idoso; Treinamento Resistido; Exercício Físico; Envelhecimento Saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">In Brazil, it is estimated that less than 10% of elderly individuals who practice physical exercise are adept at weight training. The objective of the study is to identify the factors that prevent and/or motivate elderly individuals to practice weight training in the South of Minas Gerais. It is a cross-sectional observational study, conducted with 103 elderly individuals of both sexes over 60 years of age from cities in the South of Minas Gerais; 53 of the participants practice weight training, while 50 do not. Sociodemographic and physical activity information were collected, as well as the Motivation Questionnaire for the Practice of Exercise and the Questionnaire on Barriers to the Practice of Physical Activities for Elderly Individuals. The results suggest that gender does not interfere with the barriers and motivators. Younger elderly individuals with higher incomes are more likely to practice weight training and report better quality of life and health than others. Individuals who do not practice weight training have chronic diseases more frequently. Health and quality of life are the most important variables to motivate them to practice, while aesthetics is the least important one. The main barriers reported were the fact that they felt they would not be able to continue the weight training, laziness / lack of motivation and not enjoying physical activity. In conclusion, elderly men and women share similar barriers and motivators to practice the sport. Having this information enables gyms and instructors to focus on the right factors when trying to attract this audience to weight training.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elderly; Strength Training; Physical Exercise; Healthy Aging.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A musculação apresenta inúmeros benefícios aos seus praticantes, sendo essencial para a manutenção de uma vida saudável e do bem-estar como um todo. De acordo com a Universidade Estadual da Pensilvânia (2023), os ganhos promovidos pelo treinamento resistido vão além da massa muscular, sendo percebidos também no controle do peso e da glicose no sangue, no aumento da densidade óssea, no desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio e na redução da fadiga, além da melhoria promovida em outros quadros, como o sono, a ansiedade, a depressão e a diminuição do risco de câncer. Além disso, em contexto geral espera-se que a musculação apresente bons resultados na redução do risco de mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares (15 e 19%, respectivamente) entre seus adeptos (SHAILENDRA et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerando o público idoso, a musculação é um fator importante para a promoção e conservação de independência e mobilidade, aumentando seu percentual de massa muscular, densidade óssea e força. Segundo Liu e Latham (2023), o treinamento resistido progressivo é uma abordagem amplamente eficaz para melhorar a função física em idosos, promovendo benefícios significativos na mobilidade, força e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coelho et al. (2014) destacam que idosos submetidos a esse tipo de treinamento apresentam níveis de força superiores àqueles que praticam outros tipos de exercício ou que não praticam exercício algum. Somam-se ainda os trabalhos de Pedro e Amorim (2008) e Cunha et al. (2024), que associam a modalidade com melhoras no equilíbrio, prevenção do risco de quedas e diminuição dos sintomas depressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo “<em>Efeitos do treinamento resistido na força e capacidade funcional em populações idosas: uma revisão sistemática</em>”, feito por Garcia, L. et al. (2022), demonstraram que o treinamento resistido é uma estratégia eficaz para melhorar a força muscular e a capacidade funcional em idosos, superando outras modalidades de exercício em resultados para qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estima-se que o Brasil seja o segundo país com maior quantidade de academias, atrás apenas dos Estados Unidos. Também desponta entre a população com maiores números de praticantes. Contraditoriamente, menos de 10% dos idosos praticantes regulares de exercício físico são também praticantes de musculação (AMARO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Zawadski e Vagetti (2007), para entender o comportamento humano, é necessário entender primeiro suas motivações e preocupações, para que se possa identificar as necessidades e vontades de cada um. Uma ampla revisão conduzida por Burton et al. (2017) identificou 92 motivadores e 24 barreiras para a prática de musculação por pessoas mais velhas, destacando-se a prevenção da deterioração, a redução do risco de quedas, a construção de músculos como motivadores, o medo de parecer muito musculoso e o anseio da musculação resultar em problemas cardiovasculares agudos como barreiras (apesar da probabilidade mínima).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como complemento, Rogers et al. (2021) destacaram, em uma revisão sistemática, fatores que influenciam a adesão de idosos a atividades de força e equilíbrio, incluindo suporte social, acessibilidade e percepção de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento dos motivadores e barreiras desse público se torna fundamental para a elaboração de políticas público-privadas voltadas à escolha e a adesão ao exercício resistido. Todavia, apesar da ampla literatura sobre a temática, pesquisas regionais são necessárias para contextualizar as ações, tornando-as mais assertivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBJETIVOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como objetivo principal identificar os fatores que motivam os idosos do sul de Minas Gerais a buscarem a prática de musculação e a permanecerem nela, tão quanto, possíveis barreiras para a prática. Busca-se, além disso, compreender como questões variáveis como sexo, idade, renda, status de saúde e histórico de exercício físico podem interferir nos resultados da pesquisa.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo observacional de cunho transversal, realizado com idosos da cidade de São Lourenço &#8211; Sul de Minas Gerais. Os dados foram coletados por estudantes em nível superior do curso de formação em Educação Física de uma instituição local. Para tal, espaços como academias, estúdios, centros de musculação, praças públicas, postos de saúde, associação de aposentados e igrejas foram utilizados como pontos de coleta de informações. O desenho do estudo é apresentado no fluxograma representado na Figura 01. Todos os questionários aplicados encontram-se nos apêndices do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios de Inclusão e não-inclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A amostra foi selecionada de forma aleatória por conveniência. Homens e mulheres com mais de 60 anos que aceitaram participar de forma voluntária do estudo compuseram a amostra. A assinatura no Termo de Compromisso Livre e Esclarecido também foi considerado como necessário para a sequência no estudo. A incapacidade de responder aos testes e questionários de forma independente mediante outras deficiências também foi considerado como fator de não inclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 01: Fluxograma do estudo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="732" height="322" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-518.png" alt="" class="wp-image-192054" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-518.png 732w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-518-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 732px) 100vw, 732px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Escala de Lawton.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Escala ou Índice de Lawton (LAWTON &amp; BRODY, 1969) é uma ferramenta utilizada para mensurar a funcionalidade e independência de um indivíduo ao realizar as atividades instrumentais do dia a dia (AIVDs, Atividades Instrumentais da Vida Diária). Ela apresenta 9 atividades, que são avaliadas com notas de 1 (totalmente dependente) a 3 (independente) e que somadas fornecem uma pontuação que ajudam a estabelecer o nível de funcionalidade do indivíduo em questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionário IPAQ versão curta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) (CRAIG et al., 2003) é uma ferramenta que tem como objetivo mensurar o grau de atividade física semanal de um indivíduo. Ele é formado por 8 questões, que aludem a 4 domínios. As respostas dessas questões são utilizadas para estimar o gasto calórico semanal total da pessoa, além de definir seu grau de atividade física e sua classificação como muito ativo, ativo, insuficientemente ativo e sedentário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionário de Motivação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Questionário de Motivação para a Prática de Exercícios (MENEGUZZI e VOSER, 2011) tem como objetivo mensurar o nível de importância que os frequentadores de academias dão a cada variável, dentre elas a estética, a reabilitação, o condicionamento, a saúde, o fator social, o controle do estresse e da ansiedade, entre outros, podendo adicionar novas variáveis caso o aluno ache necessário. O nível de importância é avaliado com a ajuda de uma Escala <em>Likert</em>, sendo 1 (Nada Importante), 2 (Pouco Importante), 3 (Importante), 4 (Muito Importante) e 5 (Extremamente Importante).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionário de Barreiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Questionário Sobre Barreiras para a Prática de Atividades Físicas para Idosos (QBPAFI) (HIRAYAMA; GOBBI; COSTA, 2006) é uma ferramenta criada com o objetivo de verificar possíveis causas que viriam a dificultar ou impedir a prática regular de exercícios físicos por idosos. Ele apresenta ao indivíduo 22 barreiras e solicita que o mesmo indique, em uma Escala <em>Likert</em>, a regularidade com que cada barreira aparece em sua vida, sendo 1 (sempre), 2 (muitas vezes), 3 (algumas vezes), 4 (poucas vezes) e 5 (nunca), com perguntas que abrangem questões físicas, ambientais e psicológicas, por exemplo, de modo a possibilitar uma avaliação quantitativa da percepção dessas barreiras. Neste estudo, foi utilizada uma breve adaptação deste questionário, evidenciando que todas as perguntas são focadas no treinamento resistido (musculação).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Variáveis explicativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Busca-se, além disso, compreender se questões como sexo, idade, renda, status de saúde, presença de doenças crônicas, frequência de visitas médicas e o histórico de exercício físico interferem nos resultados da pesquisa. Essas variáveis foram coletadas através de questionário sociodemográfico simples, elaborado pelos próprios autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aspectos éticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este estudo seguiu respeitando integralmente os princípios éticos nacionais e internacionais estabelecidos na Declaração de Helsinque e com as prerrogativas do CEP/CONEP quanto a <strong>pesquisas que objetivam o aprofundamento teórico de situações que emergem espontânea e contingencialmente na prática profissional, sem a revelação de dados que possam identificar o sujeito</strong> (VAN DELDEN &amp; VAN DER GRAAF, 2017; INSTITUTO FEDERAL GOIANIA, 2022). Em reforço, todos os participantes deste estudo concederam sua concordância ao assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Análise Estatística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> (SPSS) 20.0 foi utilizado na interpretação dos dados. Para a análise exploratória das informações da amostra em geral e das barreiras e motivadores para a prática de musculação, empregou-se estatística descritiva, com frequência, média e desvio padrão, quando apropriado. As diferenças entre grupos foram testadas nos casos de proporção pelo teste do <em>qui-quadrado</em>, e no caso de variáveis contínuas pelo teste <em>t</em>. Considerou-se para o nível de significância entre as variáveis o valor de p &lt; 0,05. O programa Microsoft Excel (2021) foi utilizado para a construção dos gráficos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final de 2 meses de coleta, 103 indivíduos participaram do estudo. 53 indivíduos eram praticantes de musculação, enquanto os demais não realizavam exercício físico ou optavam por outras modalidades. Na tabela 01 encontramos as análises descritivas da amostra, observando-se em destaque que os indivíduos mais novos e com maior renda apresentavam maior frequência de escolhas pela musculação. Os mesmos também relatavam perceber mais vezes a saúde como muito boa e um estilo de vida muito ativo em comparação ao outro grupo. Indivíduos com doenças crônicas, em especial diabetes, foram menos frequentes em praticar o treinamento resistido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TABELA 01: Análise descritiva da amostra estudada.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Variável</strong></td><td><strong>Praticantes de musculação</strong> <strong>n = 53</strong></td><td><strong>Não praticantes</strong> <strong>n = 50</strong></td><td><strong>Total</strong></td><td><strong>p</strong></td></tr><tr><td><strong>Sexo, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Masculino</strong><strong></strong></td><td>25 (47,1%)</td><td>25 (50,0%)</td><td>50 (48,5%)</td><td>0,774</td></tr><tr><td><strong>Feminino</strong><strong></strong></td><td>28 (58,3%)</td><td>25 (50,0%)</td><td>53 (51,5%)</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Idade, anos (±dp)</strong></td><td>67,1 (±5,9)</td><td>71,0 (±7,0)</td><td>69,0 (±6,7)</td><td>0,003*</td></tr><tr><td><strong>Renda Mensal Familiar, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Menos que 3 mil</strong><strong></strong></td><td>12 (22,6%)</td><td>25 (50,0%)</td><td>37 (35,9%)</td><td rowspan="4">0,003*</td></tr><tr><td><strong>De 3 até 6 mil</strong><strong></strong></td><td>14 (26,4%)</td><td>16 (32,0%)</td><td>30 (15,5%)</td></tr><tr><td><strong>Mais que 6 mil</strong><strong></strong></td><td>19 (35,8%)</td><td>5 (10,0%)</td><td>24 (23,3%)</td></tr><tr><td><strong>Não respondeu</strong><strong></strong></td><td>8 (15,0%)</td><td>3 (6,0%)</td><td>12 (11,6%)</td></tr><tr><td><strong>Frequência de vista médica, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Uma vez por ano</strong></td><td>29 (54,7%)</td><td>27 (54,0%)</td><td>56 (54,3%)</td><td rowspan="3">0,993</td></tr><tr><td><strong>2 a 3 vezes por ano</strong></td><td>17 (32,0%)</td><td>16 (32,0%)</td><td>33 (32,0%)</td></tr><tr><td><strong>4 vezes por ano</strong></td><td>7 (13,2%)</td><td>7 (14,0%)</td><td>14 (13,5%)</td></tr><tr><td><strong>Plano de Saúde, n (%)</strong><strong></strong></td><td>36 (67,9%)</td><td>31 (62,0%)</td><td>67 (65,0%)</td><td>0,529</td></tr><tr><td><strong>Doença Crônica, n (%)</strong></td><td>22 (41,5%)</td><td>37 (74,0%)</td><td>59 (57,2%)</td><td>0,001*</td></tr><tr><td><strong>Hipertensão arterial, n (%)</strong><strong></strong></td><td>15 (28,3%)</td><td>20 (40,0%)</td><td>35 (33,9%)</td><td>0,210</td></tr><tr><td><strong>Diabetes, n (%)</strong></td><td>5 (9,4%)</td><td>13 (26,0%)</td><td>18 (17,4%)</td><td>0,027*</td></tr><tr><td><strong>Doença cardíaca, n (%)</strong><strong></strong></td><td>3 (5,6%)</td><td>3 (6,0%)</td><td>6 (5,8%)</td><td>0,941</td></tr><tr><td><strong>Doença respiratória, n (%)</strong></td><td>0</td><td>4 (8,0%)</td><td>4 (3,8%)</td><td>0,036*</td></tr><tr><td><strong>Percepção de Saúde, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Excelente ou Muito Boa</strong><strong></strong></td><td>32 (60,3%)</td><td>14 (28,0%)</td><td>46 (44,6%)</td><td rowspan="3">0.004*</td></tr><tr><td><strong>Boa ou Regular</strong><strong></strong></td><td>20 (37,7%)</td><td>35 (70,0%)</td><td>55 (55,3%)</td></tr><tr><td><strong>Ruim</strong><strong></strong></td><td>1 (1,8%)</td><td>1 (2,0%)</td><td>2 (1,94%)</td></tr><tr><td><strong>Escala de Lawton (±dp)</strong></td><td>26,4 (±1,1)</td><td>25,3 (±3,3)</td><td>25,8 (±2,5)</td><td>0,027*</td></tr><tr><td><strong>Nível de atividade física, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sedentarismo</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>5 (10%)</td><td>5 (4,8%)</td><td rowspan="4">0,020*</td></tr><tr><td><strong>Insuficientemente ativo</strong><strong></strong></td><td>4 (7,5%)</td><td>5 (10%)</td><td>8 (7,7%)</td></tr><tr><td><strong>Ativo</strong><strong></strong></td><td>9 (16,9%)</td><td>15 (30,0%)</td><td>24 (23,3%)</td></tr><tr><td><strong>Muito ativo</strong><strong></strong></td><td>40 (75,4%)</td><td>25 (50,0%)</td><td>65 (63,1%)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">*diferença estatística considerando o valor de p &lt; 0,05.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 02 temos a análise direcionada aos praticantes de musculação. Verificamos que o sexo não interfere na motivação pela prática. Observa-se também que estética foi a variável que recebeu menor importância enquanto variável motivadora para a prática. Em contrapartida, saúde e qualidade vida foram as variáveis de maior importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TABELA 02: Motivadores para a prática de musculação entre praticantes.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Variável</strong></td><td><strong>Sexo Masculino</strong> <strong>n = 25</strong></td><td><strong>Sexo Feminino</strong> <strong>n = 28</strong></td><td><strong>Total</strong> <strong>&nbsp;</strong> <strong>N = 53</strong></td><td><strong>p</strong></td></tr><tr><td><strong>Condicionamento físico/Melhora da performance, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td rowspan="3">0,862</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong><strong></strong></td><td>4 (50%)</td><td>4 (50%)</td><td>8 (15,1%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong><strong></strong></td><td>21 (46,7%)</td><td>24 (53,3%)</td><td>45 (84,9%)</td></tr><tr><td><strong>Estética, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong></td><td>7 (41,2%)</td><td>10 (58,5%)</td><td>17 (32,1%)</td><td rowspan="3">0,666</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong></td><td>9 (56,3%)</td><td>7 (43,8%)</td><td>16 (30,2%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong></td><td>9 (45%)</td><td>11 (55%)</td><td>20 (37,7%)</td></tr><tr><td><strong>Saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td rowspan="3">0.471</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong><strong></strong></td><td>2 (33,3%)</td><td>4 (66,7%)</td><td>6 (11,3%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong><strong></strong></td><td>23 (48,9%)</td><td>24 (51,1%)</td><td>47 (88,7%)</td></tr><tr><td><strong>Integração Social, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong></td><td>1 (20%)</td><td>4 (80%)</td><td>5 (9,4%)</td><td rowspan="3">0,197</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong></td><td>9 (64,3%)</td><td>5 (35,7%)</td><td>14 (26,4%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong></td><td>14 (44,1%)</td><td>19 (55,9%)</td><td>34 (64,2%)</td></tr><tr><td><strong>Redução de ansiedade e estresse (questões psicológicas, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong><strong></strong></td><td>2 (66,7%)</td><td>1 (33,3%)</td><td>3 (5,7%)</td><td rowspan="3">0..717</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong><strong></strong></td><td>4 (40%)</td><td>6 (60%)</td><td>10 (18,9%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong><strong></strong></td><td>19 (47,5%)</td><td>21 (52,5%)</td><td>40 (75,5%)</td></tr><tr><td><strong>Reabilitação, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Pouco Importa</strong></td><td>4 (7,5%)</td><td>0</td><td>4 (7,5%)</td><td rowspan="3">0,084</td></tr><tr><td><strong>Importa</strong></td><td>3 (37,5%)</td><td>5 (62,5%)</td><td>8 (15,1%)</td></tr><tr><td><strong>Muito importante</strong></td><td>18 (43,9%)</td><td>23 (56,1%)</td><td>41 (77,4%)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 03 temos a análise direcionada aos não praticantes de musculação, buscando compreender as barreiras para a prática da modalidade. Verificamos que o sexo não interfere nas barreiras pela prática da musculação por pessoas idosas. Também observamos que as barreiras mais comuns frequentemente relatadas como “sempre ou muitas vezes atrapalhariam” foram sentir que não conseguiria dar continuidade ou desistiria da musculação, se sentir preguiçoso ou desmotivado e não gostar de atividade física. A figura 02 mostra de maneira crescente a frequência das barreiras relatadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TABELA 03: Barreiras para a prática de musculação entre não praticantes</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Variável</strong></td><td><strong>Sexo Masculino</strong> <strong>n = 25</strong></td><td><strong>Sexo Feminino</strong> <strong>n = 25</strong></td><td><strong>Total</strong> <strong>&nbsp;</strong> <strong>N = 50</strong></td><td><strong>p</strong></td></tr><tr><td><strong>Não tenho tempo livre suficiente, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>4 (50%)</td><td>4 (50%)</td><td>8 (16%)</td><td rowspan="3">0,678</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>2 (33,3%)</td><td>4 (66,7%)</td><td>6 (12%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>19 (38%)</td><td>17 (34%)</td><td>36 (72%)</td></tr><tr><td><strong>Já sou suficientemente ativo, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>6 (54.5%)</td><td>5 (45,5%)</td><td>11 (22%)</td><td rowspan="3">0,941</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>3 (50%)</td><td>3 (50%)</td><td>6 (12%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>16 (48,5%)</td><td>17 (51,5%)</td><td>33 (66%)</td></tr><tr><td><strong>Não tenho ninguém para me acompanhar, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>3 (33,3%)</td><td>6 (66,7%)</td><td>9 (18%)</td><td rowspan="3">0,269</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>22 (53,7%)</td><td>19 (46,3%)</td><td>41 (82%)</td></tr><tr><td><strong>Não tenho dinheiro suficiente para isso, n (%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>3 (37,5%)</td><td>5 (62,5%)</td><td>8 (16%)</td><td rowspan="3">0,423</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>0</td><td>1 (100%)</td><td>1 (2%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>22 (53,7%)</td><td>19 (46,3%)</td><td>41 (82%)</td></tr><tr><td><strong>Sou velho demais para isso, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>3 (75%)</td><td>1 (25%)</td><td>4 (8%)</td><td rowspan="3">0,101</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>3 (100%)</td><td>0</td><td>3 (6%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>19 (44,2%)</td><td>24 (55,8%)</td><td>43 (86%)</td></tr><tr><td><strong>Tenho doença, lesão ou uma incapacidade que dificulta ou me impede, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>4 (44,4%)</td><td>5 (55,6%)</td><td>9 (18%)</td><td rowspan="3">0,574</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>1 (100%)</td><td>0</td><td>1 (2%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>20 (50%)</td><td>20 (50%)</td><td>40 (80%)</td></tr><tr><td><strong>Minha saúde é muito ruim, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td rowspan="3">0,384</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>2 (33%)</td><td>4 (66,7%)</td><td>6 (12%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>23 (52,3%)</td><td>21 (47,7%)</td><td>44 (88%)</td></tr><tr><td><strong>Sou muito tímido ou encabulado, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>1 (25%)</td><td>3 (75%)</td><td>4 (8%)</td><td rowspan="3">0,134</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>3 (100%)</td><td>0</td><td>3 (6%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>21 (48,8%)</td><td>22 (51,2%)</td><td>43 (86%)</td></tr><tr><td><strong>Tive experiências desagradáveis com exercícios físico, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>1 (100%)</td><td>1 (2%)</td><td rowspan="3">0,600</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>1 (50%)</td><td>1 (50%)</td><td>2 (4%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>24 (51,1%)</td><td>23 (48,9%)</td><td>47 (94%)</td></tr><tr><td><strong>Não existem instalações adequadas perto da minha casa, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>1 (50%)</td><td>1 (50%)</td><td>2 (4%)</td><td rowspan="3">0,600</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>1 (100%)</td><td>0</td><td>1 (2%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>23 (48,9%)</td><td>24 (51,1%)</td><td>45 (94%)</td></tr><tr><td><strong>Preciso descansar e relaxar no meu tempo livre, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>6 (60%)</td><td>4 (40%)</td><td>10 (20%)</td><td rowspan="3">0,774</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>2 (50%)</td><td>2 (50%)</td><td>4 (8%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>17 (47,2%)</td><td>19 (52,8%)</td><td>36 (72%)</td></tr><tr><td><strong>Sou muito preguiçoso ou desmotivado</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>7 (41,2%)</td><td>10 (58,8%)</td><td>17 (34%)</td><td rowspan="3">0,586</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>4 (62,5%)</td><td>3 (37,5%)</td><td>8 (16%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>13 (26%)</td><td>12 (24%)</td><td>24 (50%)</td></tr><tr><td><strong>Tenho medo de me machucar, cair ou prejudicar minha saúde, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>4 (66,7%)</td><td>2 (33,3%)</td><td>6 (12%)</td><td rowspan="3">0,356</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>3 (75%)</td><td>1 (25%)</td><td>4 (8%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>18 (45%)</td><td>22 (55%)</td><td>40 (80%)</td></tr><tr><td><strong>Não gosto de atividade física, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>9 (50%)</td><td>9 (50%)</td><td>18 (36%)</td><td rowspan="3">0,565</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>3 (75%)</td><td>1 (25%)</td><td>4 (8%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>13 (46,4%)</td><td>15 (53,6%)</td><td>28 (56%)</td></tr><tr><td><strong>Não tenho roupas ou equipamentos adequados, n (%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>4 (80%)</td><td>1 (20%)</td><td>5 (10%</td><td rowspan="3">0,284</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>2 (66,7%)</td><td>1 (33,3%)</td><td>3 (6%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>19 (45,2%)</td><td>23 (54,8%)</td><td>42 (84%)</td></tr><tr><td><strong>Estou muito gordo ou muito magro, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>3 (50%)</td><td>3 (50%)</td><td>6 (12%)</td><td rowspan="3">0,362</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>4 (80%)</td><td>1 (20%)</td><td>5 (10%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>18 (46,2%)</td><td>21 (53,8%)</td><td>39 (78%)</td></tr><tr><td><strong>Não tenho energia, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>4 (50%)</td><td>4 (50%)</td><td>8 (16%)</td><td rowspan="3">0,678</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>4 (66,7%)</td><td>2 (33,3%)</td><td>6 (12%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>17 (47,2%)</td><td>19 (52,8%)</td><td>36 (72%)</td></tr><tr><td><strong>Não acredito que atividade física faça bem, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>3 (75%)</td><td>1 (25%)</td><td>4 (8%)</td><td rowspan="3">0,297</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>22 (47,8%)</td><td>24 (52,2%)</td><td>46 (92%)</td></tr><tr><td><strong>Sinto falta de segurança no ambiente (violência) , n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>0</td><td>0</td><td rowspan="3">0,637</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>2 (40%)</td><td>3 (60%)</td><td>5 (10%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>23 (51,1%)</td><td>22 (48,9%)</td><td>45 (90%)</td></tr><tr><td><strong>O clima é desfavorável, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>2 (40%)</td><td>3 (60%)</td><td>5 (10%)</td><td rowspan="3">0,819</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>3 (60%)</td><td>2 (40%)</td><td>5 (10%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>20 (50%)</td><td>20 (50%)</td><td>40 (80%)</td></tr><tr><td><strong>Tenho incontinência urinária, n(%)</strong><strong></strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong><strong></strong></td><td>3 (100%)</td><td>0</td><td>3 (6%)</td><td rowspan="3">0,081</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong><strong></strong></td><td>0</td><td>2 (100%)</td><td>2 (4%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong><strong></strong></td><td>22 (48,9%)</td><td>23 (51,1%)</td><td>45 (90%)</td></tr><tr><td><strong>Não conseguiria dar continuidade ou desistiria, n(%)</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Sempre ou muitas vezes</strong></td><td>10 (55,6%)</td><td>8 (44,4%)</td><td>18 (36%)</td><td rowspan="3">0,229</td></tr><tr><td><strong>Algumas vezes</strong></td><td>4 (80%)</td><td>1 (20%)</td><td>5 (10%)</td></tr><tr><td><strong>Poucas vezes ou nunca</strong></td><td>11 (40,7%)</td><td>16 (59,3%)</td><td>27 (54%)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">FIGURA 02: Principais barreiras percebidas para a prática de musculação.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="792" height="504" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-519.png" alt="" class="wp-image-192057" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-519.png 792w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-519-300x191.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-519-768x489.png 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme nossas pesquisas, esse é o primeiro estudo que tenta entender as barreiras e os motivadores para a prática de musculação por idosos na região do Sul de Minas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indivíduos de maior renda se mostraram mais adeptos da musculação, o que indica que o poder financeiro está relacionado com a prática dessa modalidade. Imagina-se que os idosos de baixa renda vejam os valores das academias como uma barreira que os impede de começar ou que a busca por uma melhor remuneração demande um pouco mais do seu tempo livre. Segundo Jones et al. (2021), idosos de baixa renda enfrentam barreiras econômicas e sociais significativas para a prática de exercícios físicos, sugerindo a necessidade de intervenções voltadas à equidade. O estudo de Pinheiro, Silva e Petroski (2010), realizado com adultos desistentes da musculação, mostra também que indivíduos de menor renda possuem menos tempo e disposição para a prática, pois eles, diferentemente daqueles de maior renda, assumem os deveres e afazeres de casa e do trabalho por conta própria, sem o auxílio de empregados. Infere-se ainda que indivíduos de maior renda apresentam uma condição financeira que os permite frequentar centros de treinamento de melhor estrutura, além da possibilidade de contratar um treinador pessoal para receber atendimento personalizado, fatores que podem aumentar a adesão à prática. Supõe-se também que a cultura familiar seja um fator preponderante para a prática ou não prática de musculação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se que indivíduos com doenças crônicas como a diabetes foram menos adeptos da musculação. Isso pode se justificar pelo fato de não terem orientação médica adequada, não conhecerem os benefícios da musculação e/ou terem medo de piorar com a prática, entre outros. Além de cogitarem que talvez não possuam condições financeiras ou físicas apropriadas para realizarem exercícios físicos. Por outro lado, o oposto também se faz real: o sedentarismo aumenta o risco de sofrer com essas patologias. Segundo Montenegro (2015), o TR pode provocar mudanças fisiológicas benéficas no organismo desses pacientes, promovendo uma melhora na sua qualidade de vida e minimizando as chances de complicação desses casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os idosos adeptos da musculação relataram um melhor nível de saúde em relação aos não adeptos, podendo-se associar essa diferença à prática da modalidade. Conforme Fragala et al. (2019), o treinamento resistido desempenha um papel crucial na saúde de idosos, promovendo benefícios preventivos e terapêuticos, como maior independência funcional e redução do risco de doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos os grupos demonstraram boa frequência na prática de exercícios físicos, porém o grupo de praticantes do TR foi mais frequentemente classificado como muito ativo quando comparado ao grupo de não praticantes. Supõe-se que o nível de atividade física é maior em idosos praticantes de musculação por conta de melhorar sua qualidade de vida, assim como praticantes de outros exercícios, como mostra o estudo de Silva (2012). A musculação é capaz de aumentar a disposição, motivação e independência, fatores que são essenciais para elevar o grau de atividade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como no estudo de Meurer, Benedetti e Mazo (2010), pudemos verificar que o sexo não interfere na motivação pela prática de musculação por pessoas idosas, isso permite que profissionais de Educação Física e donos de academia se especializem e se preparem para atender essa população de forma específica e personalizada, criando um ambiente acolhedor e dialogando com os alunos acerca de saúde, acima de tudo, mas sempre abertos às mudanças de motivadores. Nossos trabalhos também coincidiram ao mostrar que a estética, aliada à competitividade, são os fatores de menor importância para levar esse público à prática de atividades físicas, enquanto a saúde, o prazer e a sociabilidade se destacaram como os mais importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fator implica diretamente na atuação dos profissionais da Educação Física, mostrando que os serviços prestados a esse público não têm a necessidade imediata de serem voltados aos ganhos visuais, estéticos e/ou externos, mas à melhoria da qualidade de vida e da saúde, bem como a interação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aspectos como acreditar que não conseguiria dar continuidade ou desistiria, não gostar de atividade física e se considerar muito preguiçoso ou desmotivado se mostraram as principais barreiras relatadas para a prática. Isto sugere que professores e donos de centros de treinamento devem se atentar ao propor exercícios físicos para esse grupo, fazendo-o de uma forma que o agrade e incentivando-o para que, com o aumento da motivação, seja possível manter sua continuidade. Por esse motivo, se faz por excelência a realização de mais estudos sobre a temática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo, por sua vez, pode utilizar dados como esses para criar políticas públicas que levem a atividade física para esses grupos de forma prazerosa e leve, como sugere Cavalli et al. (2014), bem como capacitar os Agentes Comunitários de Saúde para que, ao visitarem uma residência, sejam capazes de dissertar sobre os benefícios do exercício físico no âmbito da saúde para aqueles indivíduos que ali vivem. Essas atitudes proporcionariam maior qualidade de vida à população, levando à uma economia de recursos públicos gastos com tratamentos médicos, ao passo que desafogaria as Unidades Básicas de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível notar no estudo que o sexo não interfere nas barreiras para a prática de musculação por pessoas idosas, indicando que os programas para atrair essa população para a prática podem ser generalizados, ou seja, não tem a necessidade de focar apenas em homens ou apenas em mulheres, mas oferecer atividades e comportamentos que sejam atrativos para esse público. Pinheiro, Silva e Petroski (2010) sugerem ainda que donos de academias ofereçam descontos na mensalidade e flexibilizem seu horário de funcionamento, atitudes que podem trazer cada vez mais idosos para a musculação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os proprietários de centros de treinamento e profissionais de Educação Física devem se atentar não só às barreiras que impedem idosos de praticarem a musculação, mas também aos motivos que os incentivam, de modo a mantê-los empolgados e animados em continuar. Uma estratégia seria adaptar a musculação à uma prática prazerosa ao indivíduo, como prescrever alguns exercícios de força voltados ao futebol à algum idoso que se identifique com a modalidade (PINHEIRO; SILVA; PETROSKI, 2010). Faz-se importante ainda a demonstração dos resultados em ganhos de saúde obtidos com o hábito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Limitações do Estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa apresenta certas limitações a serem consideradas, dentre elas a pequena amplitude da amostra, podendo limitar os resultados, bem como o fato de não ter sido realizado um teste de rastreio cognitivo com os participantes. Sugere-se, caso seja realizada uma reprodução desta pesquisa, a utilização de um teste cognitivo que abranja todos os indivíduos participantes. Faz-se interessante ainda a busca por um número amostral mais amplo e a realização de uma divisão de grupos entre “praticantes de musculação apenas”, “praticantes de musculação e outro exercício físico”, “não praticantes de musculação, mas praticantes de outro exercício físico” e “totalmente sedentários”, além de especificar uma faixa etária limite para participação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a análise dos dados coletados, foi possível associar fatores sociodemográficos à prática de musculação por idosos. Esses dados podem ser usados, não só por futuros pesquisadores para embasar novos estudos sobre o assunto, mas também por professores e donos de academias, para que promovam iniciativas efetivas que atraiam esses idosos para a prática da musculação, bem como permitir que o governo crie políticas públicas de oferta de exercícios físicos para essa população, promovendo saúde de forma mais econômica e natural. Em reforço, devem se atentar em questões sobre idade, renda, objetivos voltados para saúde e qualidade de vida e, por fim, pela quebra do desinteresse da prática por muitos idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>AMARO, D. Número de idosos que frequentam academias corresponde a 9,69%.&nbsp;<strong>Edição do Brasil</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 29 abr. 2022.</li>



<li>BURTON, E.&nbsp;<em>et al</em>. Motivators and Barriers for Older People Participating in Resistance Training: A Systematic Review.&nbsp;<strong>Journal of Aging and Physical Activity</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 25, p. 311-324, 2017.</li>



<li>CAVALLI, A. S.&nbsp;<em>et al</em>. Motivação de pessoas idosas para a prática de atividade física: estudo comparativo entre dois programas universitários – Brasil e Portugal.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 255-264, 2014.</li>



<li>COELHO, B. DOS S. et al. Comparação da força e capacidade funcional entre idosos praticantes de musculação, hidroginástica e não praticantes de exercícios físicos. <strong>Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia</strong>, v. 17, n. 3, p. 497–504, jul. 2014.</li>



<li>CRAIG, C. L.&nbsp;<em>et al</em>. International Physical Activity Questionnaire: 12-Country Reliability and Validity.&nbsp;<strong>Official Journal of the American College of Sports Medicine</strong>: MEDICINE &amp; SCIENCE IN SPORTS &amp; EXERCISE, [<em>s. l.</em>], p. 1381-1395, Janeiro 2003.</li>



<li>CUNHA, P. M.&nbsp;<em>et al</em>. Can resistance training improve mental health outcomes in older adults? A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.&nbsp;<strong>Psychiatry Research</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 333, Março 2024.</li>



<li>ESTADO DE MINAS. Brasileiros estão em 2º no ranking mundial dos que mais vão a academias.&nbsp;<strong>Estado de Minas</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 18 jan. 2023.</li>



<li>FRAGALA, M. S., et al. (2019). Resistance Training for Older Adults: Position Statement From the National Strength and Conditioning Association. <strong>The Journal of Strength and Conditioning Research</strong>, 33(8), 2019.</li>



<li>HIRAYAMA, M. S.; GOBBI, S.; COSTA, J. L. R. ATIVIDADE FÍSICA E DOENÇA DE PARKINSON: MUDANÇA DE COMPORTAMENTO, AUTO-EFICÁCIA E BARREIRAS PERCEBIDAS.&nbsp;<strong>Dissertação apresentada ao Instituto de Biociências do Campus de Rio Claro, Universidade Estadual Paulista, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Ciências da Motricidade</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 1-135, Abril 2006.</li>



<li>JONES, A. et al. Socioeconomic disparities in physical activity among aging populations. <em><strong>International Journal of Geriatric Medicine</strong></em>.2021.</li>



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<li>MEURER, S. T.; BENEDETTI, T. R. B.; MAZO, G. Z. MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS, AUTOESTIMA E APTIDÃO FUNCIONAL DE IDOSOS: interpretações baseadas na teoria da autodeterminação.&nbsp;<strong>Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Educação Física, Área de Concentração: Atividade Física relacionada à saúde. Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 1-140, 2010.</li>



<li>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituto Federal Goiano. Pesquisas que não precisam de avaliação sistema Cep/Conep.&nbsp;<strong>Instituto Federal Goiano &#8211; MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 8 jul. 2022.</li>



<li>MONTENEGRO, L. de P. MUSCULAÇÃO PARA A QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE DE HIPERTENSOS E DIABÉTICOS TIPO 2.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 9, p. 105-109, Jan./Fev. 2015.</li>



<li>O GLOBO. Musculação: o que é, benefícios e riscos.&nbsp;<strong>O Globo</strong>, [<em>S. l.</em>], p. 1, 25 out. 2023.</li>



<li>PEDRO, E. M.; AMORIM, D. B. Análise comparativa da massa e força muscular e do equilíbrio entre indivíduos idosos praticantes e não praticantes de musculação.&nbsp;<strong>Conexões</strong>, Campinas, SP, v. 6, p. 174–183, 2008.</li>



<li>PINHEIRO, K. C.; SILVA, D. A. S.; PETROSKI, E. L.&nbsp;Barreiras percebidas para prática de musculação em adultos desistentes da modalidade.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Atividade Física &amp; Saúde</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 15, p. 157-162, 2010.</li>



<li>ROGERS, N. T., et al. (2021). Barriers and facilitators to older adults’ participation in strength and balance activities: A systematic review. <strong>BMJ Open</strong>, 11(4), 2021.</li>



<li>SHAILENDRA, P.&nbsp;<em>et al</em>. Resistance Training and Mortality Risk: A Systematic Review and Meta-Analysis.&nbsp;<strong>American Journal of Preventive Medicine</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 63, p. 277-285, Agosto 2022.</li>



<li>SILVA, M. F. DA . <em>et al</em>.. Relação entre os níveis de atividade física e qualidade de vida de idosos sedentários e fisicamente ativos. <strong>Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia</strong>, v. 15, n. 4, p. 634–642, out. 2012.</li>



<li>VAN DELDEN, J. J. M.; VAN DER GRAAF, R. Revised CIOMS International Ethical Guidelines for Health-Related Research Involving Humans.&nbsp;<strong>JAMA</strong>, [<em>s. l.</em>], p. 135-136, 10 jan. 2017.</li>



<li>ZAWADSKI, A. B. R.; VAGETTI, G. C. Motivos que levam idosas a freqüentarem as salas de musculação.&nbsp;<strong>Movimento &amp; Percepção</strong>, [<em>s. l.</em>], v. 7, p. 45-60, jan./jun. 2007.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APÊNDICE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionários utilizados na coleta de dados para o estudo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="690" height="986" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.jpeg" alt="" class="wp-image-192060" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.jpeg 690w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5-210x300.jpeg 210w" sizes="(max-width: 690px) 100vw, 690px" /></figure>



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		<title>PREVALÊNCIA, EFETIVIDADE, MOTIVADORES E BARREIRAS: DADOS SOBRE A PRÁTICA DE FORTALECIMENTO MUSCULAR ENTRE CORREDORES DE RUA AMADORES BRASILEIROS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/prevalencia-efetividade-motivadores-e-barreiras-dados-sobre-a-pratica-de-fortalecimento-muscular-entre-corredores-de-rua-amadores-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 12:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 142/JAN 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[PREVALENCE, EFFECTIVENESS, MOTIVATORS, AND BARRIERS: DATA ON MUSCLE STRENGHTHENING PRACTICES AMONG AMATEUR STREET RUNNERS IN BRAZIL REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501140908 Eduardo de Freitas Silva¹Wesley Gomes do Patrocínio²Johnny Neri Rezende³Sergio Ribeiro Barbosa ⁴ RESUMO São aproximadamente 10 milhões de entusiastas de corrida no Brasil. Importunamente, até 65% dos corredores sofreram lesões anualmente. Essas lesões estão relacionadas a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>PREVALENCE, EFFECTIVENESS, MOTIVATORS, AND BARRIERS: DATA ON MUSCLE STRENGHTHENING PRACTICES AMONG AMATEUR STREET RUNNERS IN BRAZIL</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501140908</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eduardo de Freitas Silva¹<br>Wesley Gomes do Patrocínio²<br>Johnny Neri Rezende³<br>Sergio Ribeiro Barbosa ⁴</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">São aproximadamente 10 milhões de entusiastas de corrida no Brasil. Importunamente, até 65% dos corredores sofreram lesões anualmente. Essas lesões estão relacionadas a fatores como impacto e técnica inadequada, sendo o fortalecimento muscular uma estratégia recomendada para preveni-las. Este estudo investigou a prevalência de lesões em corredores amadores que realizam ou não fortalecimento muscular, analisando interações com variáveis sociodemográficas, de saúde e com volume, intensidade e frequência, além de estudar as barreiras para a prática do fortalecimento. A pesquisa foi conduzida com 161 indivíduos. Observamos que solteiros tendem a realizar mais o treinamento de fortalecimento. O nível de escolaridade também parece influenciar nos resultados encontrados. O grupo que realiza treinamento de fortalecimento, utiliza-se com mais frequência de treinos intervalados e de técnicas de relaxamento. As mulheres realizam o fortalecimento mais regularmente do que os homens. Os praticantes regulares de exercícios de fortalecimento perceberam a saúde como ‘’muito boa’’ mais vezes do que os praticantes irregulares. Outro ponto interessante observado foi que os praticantes irregulares usam com mais frequência remédios para dor. Além disso, quando a prescrição do treino de fortalecimento é feita por profissionais de Educação Física aumentou-se as chances da regularidade. Tarefas domésticas, jornada de trabalho extensa e falta de interesse estão entre as principais barreiras. Espera-se que os resultados ajudem a entender as estratégias de prescrição e adesão ao treino de fortalecimento, auxiliando na prevenção de lesões, na melhoraria da performance e na saúde dos corredores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Corrida de rua, lesão, fortalecimento muscular, atleta amador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">There are approximately 10 million running enthusiasts in Brazil. Unfortunately, up to 65% of runners suffer injuries annually. These injuries are related to factors such as impact and improper technique, with muscle strengthening being a recommended strategy for prevention. This study investigated the prevalence of injuries in amateur runners who do or do not engage in muscle-strengthening exercises, analyzing interactions with sociodemographic and health variables as well as volume, intensity, and frequency. It also explored barriers to practicing muscle strengthening. The research was conducted with 161 individuals. We observed that single individuals tend to perform strengthening training more frequently. Educational level also appears to influence the results found. The group that performs strengthening training more often uses interval training and relaxation techniques. Women practice strengthening exercises more regularly than men. Regular practitioners of strengthening exercises were more likely to perceive their health as &#8220;very good&#8221; compared to irregular practitioners. Another interesting finding was that irregular practitioners use pain medication more frequently. Additionally, when muscle-strengthening training is prescribed by Physical Education professionals, adherence increases. Domestic chores, long work hours, and lack of interest are among the main barriers. The findings are expected to help understand strategies for prescribing and adhering to strengthening exercises, aiding in injury prevention, performance improvement, and the health of runners.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Road running, injury, muscular strengthening, amateur athlete.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório do Vigitel Brasil (2022), a taxa de sedentarismo na população adulta brasileira é preocupante. Cerca de <strong>40,8% dos adultos não atingem o nível recomendado de 150 minutos de atividade física moderada por semana</strong>, considerando atividades no lazer, trabalho, transporte e atividades domésticas, porém, o número de praticantes de corrida de rua vem crescendo de forma importante, ultrapassando os 10 milhões de entusiastas (GONÇALVES et al., 2016). Segundo o relatório <em>Strava® </em>Year in Sport (2023), principal comunidade digital para pessoas ativas no mundo com mais de 120 milhões de usuários, a corrida foi o esporte mais praticado do mundo no ano de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Federação Paulista de Atletismo (2024), o número de eventos de corrida de rua aumentou em 218% e o montante de corredores em 275% ao longo dos últimos dez anos. Esse fenômeno se deve pelo fato da modalidade ser de fácil acesso e de baixo custo. Além disso, o conhecimento sobre os benefícios para a saúde adquiridos pela modalidade contribui para o aumento de sua procura. De acordo com estudos recentes, os benefícios mais notados são a melhora no condicionamento físico, a melhora na autoestima e a perda de peso. Indivíduos engajados tendem a minimizar as chances de adquirir diabetes e hipertensão, por exemplo (THOMPSON, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, contrapondo seus presumíveis benefícios, a frequência anual de lesões é elevada, afetando entre 24% e 65% dos praticantes, com 5,1% tendo algum tipo de lesão recentemente (ABIKO et al., 2017). As pesquisas informam que os principais locais de acometimento são os membros inferiores, com ênfase no joelho, mas também afetando panturrilhas, glúteos, coxas e tornozelo (APARECIDA et al., 2023). As lesões osteomioarticulares estão associadas com causas diversas, como o impacto gerado pela corrida, associação com a amplitude da passada, as alterações de força de músculos do glúteo e quadril, o local da prática, os equipamentos utilizados, o volume e a intensidade inadequados, as características físicas e anatômicas, e por fim, a falta de acompanhamento profissional especializado (RAPOSO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias comuns a todos os treinadores para reduzir os riscos de lesões em corredores são os ajustes de objetivos e cargas dos treinos, correção de falhas técnicas no movimento, equipamentos próprios e ajustados para a prática segura e a prevenção efetiva com acompanhamento profissional (SANTOS; NASCIMENTO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Notadamente, visualiza-se o fortalecimento muscular como capaz de reduzir a incidência de lesões, uma vez que proporciona equilíbrio, resistência e força para todas as musculaturas envolvidas no movimento, além de preparar o corpo para manter o ritmo e distribuir os impactos de maneira eficiente para tendões, articulações e músculos (RAPOSO et al., 2021). O fortalecimento muscular é plausível, inclusive, para corredores amadores, já que os mesmos, muitas vezes ainda não possuem a devida preparação musculoesquelética para a prática da modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contraditoriamente, enquanto estudos e pesquisadores já posicionam o fortalecimento muscular em destaque para esportes de equipe ou individuais em alto rendimento (LAUERSEN et al., 2018), a literatura mostra-se rasa quanto aos reais benefícios dessa associação para corredores recreativos. Além disso, nenhum estudo descreve os hábitos de treinamento de fortalecimento dos corredores recreativos ou esclarece as preferências e barreiras à participação nesta população, conforme nossas pesquisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBJETIVOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem como objetivo investigar a prática de fortalecimento muscular entre corredores amadores e analisar diferentes aspectos relacionados a essa prática. Inicialmente, buscou-se estratificar a forma como corredores amadores realizam o fortalecimento muscular e avaliar sua possível associação com lesões, performance e saúde dos praticantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assume-se também como objetivo entender as associações entre a prática de fortalecimento muscular e variáveis explicativas, como a distância alvo do atleta amador, o volume de treino semanal, o sexo, a idade e o tempo de treinamento. Finalmente, foram exploradas as possíveis barreiras enfrentadas pelos corredores amadores ao incorporar o fortalecimento muscular em suas rotinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo observacional e explicativo, realizado com atletas amadores nacionais da modalidade de corrida de rua de diferentes distâncias. Os dados foram coletados utilizando-se de um questionário online. Os participantes foram acessados através de profissionais vinculados com a prescrição de treinamentos para esse público, de organizadores de eventos afins, através das redes sociais dos pesquisadores e, presencialmente, durante eventos esportivos da modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo seguiu respeitando integralmente os princípios éticos nacionais e internacionais estabelecidos na Declaração de Helsinque e com as prerrogativas do CEP/CONEP quanto a pesquisas que objetivam o aprofundamento teórico de situações que emergem espontânea e contingencialmente na prática profissional, sem a revelação de dados que possam identificar o sujeito (VAN DELDEN; VAN DER GRAAF, 2017; INSTITUTO FEDERAL GOIANA, 2022). Em reforço, todos os participantes deste estudo concederam sua concordância no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) apresentado ao início do questionário online.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de Inclusão e Exclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram considerados como critérios de inclusão para o estudo estar praticando corrida de rua há pelo menos seis meses de maneira ininterrupta e ter participado de pelo menos uma prova da modalidade no último ano. A distância mínima selecionada para o estudo foi de 5 quilômetros, não havendo limite superior da prova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas atletas amadores foram considerados para o presente estudo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é considerado um atleta amador, o indivíduo que pratica alguma atividade física pelo menos três vezes por semana, com duração mínima de 30 minutos. O atleta amador geralmente possui seu próprio emprego e não tem sua vida totalmente ligada à corrida e/ou depende financeiramente dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indivíduos que não aceitaram participar de forma voluntária da pesquisa ou não responderem de forma integral ao questionário foram excluídos das análises.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coleta de Dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a prática de realizar pesquisas de maneira online tem se tornado cada vez mais comum e confiável, principalmente devido ao avanço das tecnologias e à ampla adoção de ferramentas digitais. A popularização da internet e a facilidade de acesso a plataformas digitais permitiram a realização de estudos com uma amostra diversificada e em larga escala, oferecendo uma coleta de dados eficiente e econômica. Além disso, os métodos de pesquisa online são frequentemente acompaNa tabela 01 encontramos a caracterização da amostra de corredores e uma análise dicotômica entre os praticantes e não praticantes de treinamento de fortalecimento muscular. Observamos que um maior número de solteiros realiza treinamento de fortalecimento do que não realiza, assim como um maior número de casados como não adeptos ao trabalho de fortalecimento. O nível de escolaridade também parece influenciar a favor da prática.nhados por técnicas robustas de validação e análise de dados, o que contribui para a confiabilidade dos resultados (SILVA et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionário para esta pesquisa foi construído e aplicado pelo <em>Google Forms</em>, uma ferramenta online amplamente utilizada para a criação e distribuição de formulários e questionários. O <em>Google Forms</em> permite a criação de questionários personalizados com uma variedade de tipos de perguntas, como múltipla escolha, respostas abertas e escalas de avaliação. A ferramenta é intuitiva e oferece recursos para coleta e organização de dados em tempo real, facilitando a análise das respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados por meio deste questionário são de responsabilidade dos pesquisadores responsáveis e foram armazenados de forma segura na conta <em>Google</em> dos pesquisadores. O <em>Google</em> oferece uma infraestrutura robusta de segurança para proteger os dados armazenados, incluindo criptografia de dados e controles de acesso rigorosos. A plataforma assegura que as informações pessoais dos participantes sejam mantidas em sigilo e acessíveis apenas para aqueles com permissão apropriada. Esse nível de segurança garante a integridade e a confidencialidade dos dados, proporcionando confiança tanto para os pesquisadores quanto para os participantes da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Questionário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionário online foi dividido em cinco sessões sequencialmente organizadas onde foram coletadas informações sócio demográficas, características da prática amadora de corrida de rua, histórico de lesões, características do fortalecimento muscular e possíveis barreiras para a sua realização (o questionário completo encontra-se no apêndice A).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionário sócio demográfico foi importante para a compreensão de certos fatores que afetam o comportamento e as necessidades dos participantes desta pesquisa. Foram coletadas informações como gênero, data de nascimento, faixa etária e histórico de doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, foi realizada a coleta de dados sobre a prática amadora da corrida de rua. Essa coleta foi importante para a compreensão do perfil dos praticantes, seus objetivos, frequência de treinos e desafios. Essas informações ajudaram a identificar padrões de comportamento, motivações e necessidades. Além disso, elas forneceram uma visão mais precisa das condições em que a corrida é praticada, contribuindo para a criação de estudos iniciativas que atendam melhor esse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira sessão coletou dados sobre o histórico de lesões dos participantes. Essas questões foram importantes para se entender como as lesões poderiam influenciar o desempenho, a recuperação e a segurança dos participantes, assim como a efetividade do treinamento de fortalecimento muscular em reduzir sua incidência e complicações. Elas permitem analisar fatores de risco, personalizar intervenções e contribuir com dados relevantes para a prevenção de lesões em atividades futuras, além de enriquecer o embasamento científico do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após esta, foram investigadas questões sobre o fortalecimento muscular dos participantes. Dados como volume e intensidade de treino, tipos de exercícios e local do treinamento são essenciais para avaliar a relação entre a força muscular e o desempenho físico, a prevenção de lesões e a qualidade de vida. Elas ajudaram a identificar como diferentes métodos de fortalecimento impactam a prática da corrida, contribuindo para análises mais precisas e fundamentadas, além de orientar recomendações personalizadas em programas de treinamento ou reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, caso o participante não realizasse o fortalecimento muscular, foi aplicado um questionário de barreiras. Questões sobre as barreiras para a prática do fortalecimento são pertinentes para identificar os fatores que dificultam a adesão a programas de treinamento, como falta de tempo, motivação ou recursos. Entender essas barreiras ajuda a propor soluções práticas e estratégias que possam melhorar a sua participação e os resultados, contribuindo para a efetividade dos programas de fortalecimento muscular e para o desenvolvimento de recomendações mais acessíveis e realistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Análise Estatística</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> (SPSS) 20.0 foi utilizado na interpretação dos dados. Para a análise exploratória das informações da amostra em geral e suas comparações, empregou-se estatística descritiva analisando-se a frequência. As diferenças entre grupos foram testadas nos casos de proporção pelo teste do <em>qui-quadrado</em>. Considerou-se para o nível de significância entre as variáveis o valor de p &lt; 0,05.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi respondida por 193 indivíduos. Todavia, 28 foram excluídos por não terem atendido aos critérios de inclusão da pesquisa. Com isso, 161 indivíduos fizeram parte da amostragem final. 95% dos respondentes são moradores da região sul mineira. Os demais, moradores do estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 01 encontramos a caracterização da amostra de corredores e uma análise dicotômica entre os praticantes e não praticantes de treinamento de fortalecimento muscular. Observamos que um maior número de solteiros realiza treinamento de fortalecimento do que não realiza, assim como um maior número de casados como não adeptos ao trabalho de fortalecimento. O nível de escolaridade também parece influenciar a favor da prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda considerando a tabela 01, observamos que, descritivamente, os corredores que praticam fortalecimento muscular pontuam mais vezes a saúde como ‘’muito boa’’, além disso, realizavam com mais frequência checkups em saúde. Um último ponto interessante de ser citado é o fato de apenas 12,5% da amostra usar medicamentos regularmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 01: Caracterização da amostra.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="544" height="274" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-556.png" alt="" class="wp-image-192120" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-556.png 544w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-556-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 544px) 100vw, 544px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="526" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-557.png" alt="" class="wp-image-192121" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-557.png 546w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-557-300x289.png 300w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentamos na tabela 02 os resultados referentes à caracterização do treinamento de corrida e possíveis relações com o treino de fortalecimento. De forma significativa, constatou-se que o grupo que realizava treinamento de fortalecimento, realizava com mais frequência treinos intervalados. Não foram observadas diferenças importantes em outras variáveis nesse quesito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 02: Caracterização do treino de corrida.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="551" height="755" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-558.png" alt="" class="wp-image-192122" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-558.png 551w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-558-219x300.png 219w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 03 apresentamos as variáveis associadas com o histórico de lesões. Podemos observar que o uso de técnicas de relaxamento por praticantes de fortalecimento foi mais comum, o que pode indicar uma relação entre o fortalecimento muscular e a recuperação mais eficiente de lesões. Descritivamente, observamos que os não praticantes de fortalecimento sentem mais dor em locais de lesão prévia, possivelmente por uma não recuperação completa da área lesada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 03: Associação do treino de fortalecimento com lesões relacionadas à corrida e dor muscular.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="542" height="286" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-559.png" alt="" class="wp-image-192123" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-559.png 542w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-559-300x158.png 300w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise apresentada na tabela 04, optamos por uma fragmentação, considerando apenas os praticantes de fortalecimento muscular. Na situação, eles foram divididos entre praticantes regulares e não regulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">            Nessa nova análise, constatamos que mulheres realizavam o fortalecimento mais regularmente do que homens. Além disso, os praticantes regulares de exercício de fortalecimento perceberam a saúde como ‘’muito boa’’ mais vezes do que os praticantes irregulares. Outro ponto interessante observado foi que os praticantes irregulares de treinamento de fortalecimento usam com mais frequência remédios para dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">            Além disso, quando a prescrição do treino de fortalecimento é feita por profissionais de Educação Física, aumentam-se as chances da regularidade e treinos em academia, de 1 a 2 vezes por semana, com duração de até 60 minutos parecem ser uma boa estratégia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 04: Prática regular de fortalecimento e variáveis de interesse.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="558" height="750" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-560.png" alt="" class="wp-image-192124" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-560.png 558w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-560-223x300.png 223w" sizes="(max-width: 558px) 100vw, 558px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="453" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-561.png" alt="" class="wp-image-192125" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-561.png 567w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-561-300x240.png 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, na tabela 05 observamos as principais barreiras relatadas para a prática de treinamento de fortalecimento por corredores amadores. Tarefas domésticas, jornada de trabalho extensa e falta de interesse estão entre as principais barreiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 05: Barreiras para a prática do treinamento de fortalecimento por corredores amadores.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="181" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-562.png" alt="" class="wp-image-192126" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-562.png 545w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-562-300x100.png 300w" sizes="(max-width: 545px) 100vw, 545px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="549" height="520" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-564.png" alt="" class="wp-image-192128" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-564.png 549w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-564-300x284.png 300w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, precisamos reforçar a relevância desse trabalho. Assume-se como o primeiro com tais características, incentivando que novos trabalhos afins sejam produzidos, auxiliando na adequação da prescrição de treinos para corredores amadores brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como resultado inicial, observamos que solteiros realizam de forma mais frequente o trabalho de fortalecimento. Alguns fatores poderiam explicar o fato de solteiros realizarem mais fortalecimento do que não solteiros; primeiramente, solteiros tendem a ter maior flexibilidade de tempo, o que lhes permite se dedicar mais à prática de exercícios físicos. Pesquisas sobre o impacto de relacionamentos sugerem que indivíduos sem dependentes ou parceiro fixo têm mais liberdade para organizar sua agenda de exercícios (BIDDLE et al., 2005). Além disso, a imagem corporal e autoestima desempenham um papel significativo na motivação para atividades físicas, especialmente o fortalecimento muscular. Estudos indicam que tanto homens quanto mulheres podem buscar a musculação para melhorar a aparência física e aumentar a confiança, e essa busca por autossatisfação pode ser mais proeminente em solteiros, que não têm um parceiro fixo (CASH; SMOLAK, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Também encontramos que casados tendem a praticar menos fortalecimento muscular do que solteiros, o que pode ser explicado por uma combinação de fatores relacionados à dinâmica do relacionamento, à gestão de tempo e ao comportamento social. Geralmente, pessoas casadas têm mais responsabilidades compartilhadas, como cuidar dos filhos e administrar a casa, o que pode reduzir o tempo disponível para atividades físicas. Além disso, casais tendem a preferir atividades físicas em grupo ou que envolvam mais interação social, como caminhadas ou esportes coletivos, em vez de se dedicarem a exercícios solitários e mais desafiadores, como a musculação (BIDDLE et al., 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro ponto interessante observado é que pessoas de maior escolaridade foram mais adeptas ao trabalho de fortalecimento. Conhecidamente, pessoas com maior nível de escolaridade tendem a valorizar mais a prática de atividades físicas, o bem-estar e a saúde em geral, incluindo o fortalecimento muscular. Isso está relacionado a um maior conhecimento sobre os benefícios a longo prazo do exercício, como a preservação da massa muscular e a prevenção de lesões. Segundo um estudo de Biddle et al. (2005), indivíduos com mais educação são mais propensos a praticar atividades físicas regulares, uma vez que compreendem melhor o impacto positivo dessas atividades na saúde física e mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valorizando a corrida como possibilidade real de cuidados em saúde, independente da prática ou não do trabalho de fortalecimento, verificou-se que apenas 12% da amostra estudada era usuária de medicamentos regulares. Segundo pesquisas do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo(2023), mais de 70% da população brasileira faz uso de medicamentos regularmente. O fato de corredores fazerem baixo uso de medicamentos pode ser explicado por uma combinação de fatores relacionados ao estilo de vida saudável, à percepção de saúde e ao comportamento em relação ao cuidado físico. Os benefícios trazidos pela prática da corrida podem levar os corredores a precisarem menos de medicamentos, uma vez que a prática regular de exercício físico pode prevenir ou controlar muitas condições de saúde (CRF-SP, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A observação de que corredores praticantes de treinamento de fortalecimento realizam checkups de saúde com mais frequência sugere uma forte conexão com a preocupação com o bem-estar físico e a prevenção de lesões e doenças, o que também pode influenciar diretamente a prática de treinamento de fortalecimento muscular. Essa frequência nos checkups pode indicar que os corredores estão mais atentos à sua saúde e ao seu corpo, o que se reflete na conscientização de que a prática de fortalecimento muscular é fundamental para melhorar o desempenho e prevenir problemas de saúde a longo prazo (HASKELL et al., 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, a combinação de exercícios aeróbicos (corrida) e anaeróbicos (fortalecimento muscular) é reconhecidamente uma abordagem eficaz para melhorar a saúde física geral. Vários estudos mostram que tanto a corrida quanto o fortalecimento muscular são benéficos para a saúde cardiovascular e ajudam na prevenção de doenças crônicas (como diabetes e hipertensão), além de promoverem a saúde óssea e muscular (BIDDLE; FOX; BOUTCHER, 2005). Esses benefícios físicos podem contribuir para uma maior percepção de saúde &#8220;muito boa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando variáveis do treinamento de corrida, observamos que o grupo fortalecimento realizava com mais frequência o treino intervalado. O treino intervalado de corrida é uma técnica de treinamento que combina períodos de alta intensidade e baixa intensidade durante a prática, com variações de velocidade.&nbsp; Alguns benefícios do treinamento intervalado são: aumento da queima calórica, melhora da capacidade cardiovascular, aumento da velocidade de força e quebra da rotina. O fortalecimento muscular neste caso pode colaborar na melhora de performance do corredor e na prevenção de lesões, além de dar suporte para treinos de maior intensidade (LAVIE SPORTS, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também observamos o uso mais regular de técnicas de relaxamento pelo grupo fortalecimento. Estudos sobre o uso de técnicas de relaxamento em conjunto com o treinamento de força mostram que elas podem ajudar a diminuir a inflamação muscular e a melhorar a circulação sanguínea, o que acelera a recuperação e reduz o risco de lesões (KIECOLT-GLASER et al., 2010). Além disso, a redução do estresse muscular pode contribuir para uma maior adesão aos treinos, pois o praticante se sente menos sobrecarregado fisicamente e psicologicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descritivamente, os não praticantes de fortalecimento apresentavam mais dor em locais de lesão prévia. Alerta-se para isso pois o corpo pode adotar <strong>compensações posturais inadequadas</strong> para evitar dor ou desconforto nas áreas lesionadas, o que pode gerar sobrecarga em outras regiões, uma vez que as estruturas responsáveis pelo movimento correto já foram comprometidas e não receberam o tratamento e fortalecimento adequados (PADUA et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um segundo momento, optamos por verificar se a regularidade do treinamento de fortalecimento poderia comprometer os resultados esperados. Aqui, novos pontos se destacaram, reforçando a pertinência do trabalho contínuo e organizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre isso, incialmente verificamos que as mulheres eram mais regulares na prática do que os homens. Além dos conhecidos benefícios do fortalecimento muscular aliado à prática da corrida, mulheres, geralmente, também buscam o fortalecimento muscular para controle de peso e manutenção da composição corporal. O aspecto psicológico também é relevante, já que o fortalecimento pode reduzir a ansiedade e melhorar o bem-estar emocional, fatores esses que estão mais presentes no público feminino (HERRING et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indivíduos que fazem o fortalecimento muscular regularmente, geralmente, demonstram uma maior disciplina e compromisso com a saúde. Uma prática contínua está associada a um estilo de vida mais saudável e com hábitos de autocuidado mais consistentes, o que pode se traduzir na percepção de uma saúde ‘’muito boa’’ (SCHUCH et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso mais frequente de medicamentos para dor entre praticantes irregulares de fortalecimento muscular encontrado no estudo pode ser justificado por uma adaptação muscular inadequada (volume e intensidade inadequados), maior risco de lesões devido a desequilíbrios musculares, recuperação insuficiente e menor resistência muscular, resultando em dores frequentes e procuras de alívios rápidos, como anti-inflamatórios e relaxantes musculares, por exemplo (VIEIRA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto interessante observado é que quando a prescrição é feita por profissionais de Educação Física, a regularidade tende a ser maior. Além de prescrever os treinos adequados e ajustados aos objetivos individuais, os profissionais de Educação Física desempenham um papel educacional, esclarecendo aos corredores sobre os benefícios do fortalecimento muscular para a corrida. O conhecimento de que o fortalecimento melhora a prática da corrida pode incentivar os corredores a manterem uma prática regular (LOPES; SILVA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi observado que treinos em academia, de uma a duas vezes por semana, com duração de até 60 minutos parecem aumentar as chances de prática regular de fortalecimento. A prescrição de treinos curtos e objetivos pode ser facilmente integrada à rotina de corredores, sem comprometer o desempenho na corrida, ajudando na prevenção de lesões e melhora do desempenho. Além disso, essa prática regular pode aumentar a adesão a longo prazo ao fortalecimento muscular, já que sessões mais curtas são mais acessíveis e menos desgastantes. A informação também pode ser usada para educar corredores, enfatizando a importância do fortalecimento muscular, mesmo que curto, para a performance e saúde a longo prazo (MIKKOLA et al., 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Passos (2022), o treinamento de força é essencial para a prevenção de lesões em corredores amadores, pois contribui para o fortalecimento das estruturas musculares e articulares, reduzindo o impacto nas articulações e melhorando a eficiência biomecânica durante a corrida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, na análise de barreiras para a prática de fortalecimento destacamos aspectos importantes, como o fato de que tarefas domésticas, jornada de trabalho extensa e falta de interesse estão entre as principais barreiras para que corredores não queiram realizar fortalecimento. Treinos curtos e eficientes na academia, treinos combinados com mesclas de exercícios, treinos com horários flexíveis e ajustáveis e feedbacks a motivações constantes ao aluno podem ser estratégias pertinentes para contornar essa situação e treinadores devem estar atentos a isso (GOMES; FARIAS; SOUZA, 2021). Segundo Christofoletti e colaboradores (2022), ressalta que a prática de atividade física no Brasil é influenciada por barreiras culturais e socioeconômicas, que variam de acordo com fatores demográficos e contextuais, exigindo estratégias específicas para aumentar a adesão em diferentes grupos populacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos esforços para garantir a qualidade e a precisão dos dados, este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas. A amostra foi relativamente pequena e homogênea, composta por indivíduos, sobretudo, da mesma região, o que pode ter restringido a generalização dos resultados para um público mais amplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a pesquisa não controlou completamente variáveis externas, como fatores individuais de nutrição e genética, que podem influenciar o risco de lesões. Para futuros estudos, recomenda-se uma amostra maior e mais heterogênea, além de um controle mais rigoroso das variáveis externas, o que permitiria uma análise mais robusta e conclusões mais precisas sobre os efeitos da combinação de fortalecimento, corrida e prevenção de lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo destacam a importância do fortalecimento muscular adequado e regular como uma estratégia eficaz para a prevenção de lesões e melhora do desempenho e saúde física geral entre corredores. A análise dos dados sugere que indivíduos que incorporam exercícios de fortalecimento muscular em sua rotina de treinamento apresentam melhores dados em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo contribui ainda para a compreensão de como o fortalecimento muscular, quando realizado de forma adequada e integrada ao treinamento de corrida, pode trazer inúmeros benefícios ao praticante. As conclusões fornecem informações valiosas para treinadores, fisioterapeutas e profissionais da área de saúde, que podem orientar os atletas a incorporarem programas de fortalecimento de maneira eficiente. Além disso, abre possibilidades para novas pesquisas que explorem como aperfeiçoar o fortalecimento muscular para diferentes perfis de corredores e suas necessidades específicas de prevenção de lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BIDDLE, S. J. H.; FOX, K. R.; BOUTCHER, S. H. <em>Physical activity and psychological well-being</em>. Routledge, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASH, T. F.; SMOLAK, L. <em>Body image: A handbook of science, practice, and prevention</em>. 2. ed. Guilford Press, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRF-SP. Pesquisa aponta que 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar. <em>Conselho Regional de Farmácia de São Paulo</em>, 30 abr. 2023. Disponível em: https://www.crfsp.org.br/noticias/10535-pesquisa-aponta-que-77-dos-brasileiros-tem-o-habito-de-se-automedicar.html#:~:text=S%C3%A3o%20Paulo%2C%2030%20de%20abril,medicamentos%20nos%20%C3%BAltimos%20seis%20meses. Acesso em: 9 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHRISTOFOLETTI, M., et al. Barreiras e facilitadores para a prática de atividade física em diferentes domínios no Brasil: uma revisão sistemática. <em>Ciência &amp; Saúde Coletiva</em>, 27(9), 3487–3502. 2022. https://doi.org/10.1590/1413-81232022279.04902022</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo sobre musculação e prevenção de lesões na corrida. 2020. Disponível em: https://revistaeletronica.unicruz.edu.br/index.php/biomotriz/article/download/490/389. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FEDERAÇÃO PAULISTA DE ATLETISMO. <strong>Crescimento no número de eventos de corrida de rua e praticantes no Brasil</strong>. Dados extraídos de análises de popularidade da modalidade. Disponível em: https://www.scielo.br ou https://repositorio.utfpr.edu.br. Acesso em: 3 dez. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, A. R.; FARIAS, D. L.; SOUZA, A. M. Barreiras e facilitadores para a prática de exercício físico em adultos: uma revisão sistemática. <em>Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde</em>, v. 26, p. e0218, 2021. DOI: 10.12820/rbafs.26e0218.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HASKELL, W. L.; LEE, I. M.; PATE, R. R.; POWELL, K. E.; BLAIR, S. N.; FRANKLIN, B. A.; BAUMAN, A. Physical activity and public health: Updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. <em>Circulation</em>, v. 116, n. 9, p. 1081-1093, 2007. DOI: 10.1161/CIRCULATIONAHA.107.185649.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HERRING, M. P., et al. Effects of exercise training on anxiety symptoms among patients: A systematic review and meta-analysis. <em>Health Psychology</em>, v. 33, n. 6, p. 625-636, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KIECOLT-GLASER, J. K., et al. Stress, inflammation, and yoga practice. <em>Psychosomatic Medicine</em>, v. 72, n. 2, p. 148-153, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAVIE SPORTS. Treino intervalado de corrida: benefícios e como fazer. <em>Lavie Sports</em>. Disponível em: https://www.laviesports.com.br/m/blog/6517338458a77b10cc2f9c0e/treino-intervalado-de-corrida-beneficios-e-como-fazer. Acesso em: 9 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, J. F.; OLIVEIRA, M. A.; SILVA, C. A. Avaliação dos efeitos de diferentes métodos de treinamento de força sobre a performance de corredores de longa distância. <em>Revista Brasileira de Atividade Física &amp; Saúde</em>, v. 25, n. 4, p. 290-295, jul./ago. 2022. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/716/723. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, L. M.; SOARES, A. L. A correlação entre o fortalecimento muscular e a redução do risco de lesões em corredores. <em>REASE: Revista Eletrônica de Atividade Física e Saúde</em>, v. 22, n. 1, p. 15-23, jan. 2024. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/6395/2465. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIKKOLA, J.; RUSKO, H.; NUMMELA, A.; PAAVOLAINEN, L.; HÄKKINEN, K. Concurrent endurance and strength training: Effects on performance and neuromuscular characteristics in endurance athletes. <em>International Journal of Sports Medicine</em>, v. 28, n. 7, p. 602-608, 2007. DOI: 10.1055/s-2007-964849.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). <strong>Vigitel Brasil 2022: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico</strong>. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 3 dez. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PADUA, D. A.; BELL, D. R.; CLARK, M. A. Neuromuscular characteristics of individuals displaying excessive medial knee displacement. <em>Journal of Athletic Training</em>, v. 47, n. 5, p. 525-536, 2012. DOI: 10.4085/1062-6050-47.5.10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PASSOS, Ricardo P. et al. LESÃO EM CORREDORES: ASPECTOS PREVENTIVOS ATRAVÉS DO TREINAMENTO DE FORÇA.&nbsp;<strong>Revista CPAQV &#8211; Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida&nbsp;</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 14, n. 3, 2022.&nbsp;DOI: 10.36692/v14n3-01R.&nbsp;Disponível em: https://revista.cpaqv.org/index.php/CPAQV/article/view/974.. Acesso em: 28 dez. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, D. S.; LIMA, A. J. Fortalecimento muscular como estratégia preventiva de lesões: uma revisão sobre a prática de corrida. <em>Medicus</em>, v. 15, n. 4, p. 95-103, set. 2022. Disponível em: https://cognitionis.inf.br/index.php/medicus/article/view/216/166. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">c, J. F.; OWEN, N. <em>Physical Activity and Behavioral Medicine</em>. Thousand Oaks: Sage Publications, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, A. S.; LIMA, R. P. Musculação e corrida: um estudo sobre a relação entre o fortalecimento muscular e a prevenção de lesões em corredores. <em>Revista Brasileira de Ciência e Movimento</em>, v. 36, n. 3, p. 45-53, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/12221/1/JDS23012018.pdf. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHUCH, F. B.; VANCAMPFORT, D.; FIRTH, J.; ROSENBAUM, S.; MUGISHA, J.; WARD, P. B.; STUBBS, B. Physical activity and sedentary behavior in people with major depressive disorder: A systematic review and meta-analysis. <em>JAMA Psychiatry</em>, v. 75, n. 7, p. 749-758, 2018. DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2018.1089.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, J. F. Planejamento de treinamento para corredores iniciantes. 2024. Documento Google. Disponível em: https://docs.google.com/document/d/1dmUrGEODxM4VlWLGBi7J_Ls59JrZGPPi6AAhrvrmlmk/edit?usp=sharing. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, J. R.; OLIVEIRA, P. F. A importância do fortalecimento muscular para corredores de rua. In: <em>XVI Congresso Brasileiro de Fisioterapia</em>, 2021, São Paulo. <em>Anais&#8230;</em> São Paulo: Uninove, 2021. p. 100-110. Disponível em: https://docs.uninove.br/arte/email/img/2022/jan/coma_xvi_2021.pdf#page=16. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, R. P.; COSTA, E. F. Musculação e corrida: a importância do fortalecimento na prevenção de lesões. <em>Fisioterapia Brasil</em>, v. 20, n. 6, p. 432-439, 2023. Disponível em: https://www.convergenceseditorial.com.br/index.php/fisioterapiabrasil/article/view/4845/7333. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, A. M. et al. <strong>Uso de questionário online e divulgação virtual como estratégia de coleta de dados em um estudo realizado na Alemanha</strong>. <em>Texto Contexto Enferm</em>. 2016. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br. Acesso em: 3 dez. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, J. H.; FERREIRA, P. M. O impacto do treinamento de força sobre a prevenção de lesões em corredores. <em>Cinergis</em>, v. 28, n. 3, p. 123-134, out. 2023. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/article/view/7798. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STRAVA. Strava Year in Sport 2023: Awards honor the most motivating athletes. <em>Strava</em>, 2023. Disponível em: https://press.strava.com/articles/strava-year-in-sport-2023-awards-honor-the-most-motivating-athletes. Acesso em: 17 nov. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APÊNDICE – QUESTIONÁRIO APLICADO NA PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este apêndice apresenta o questionário utilizado para a coleta de dados na pesquisa realizada para a elaboração deste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A pesquisa teve como objetivo analisar a relação entre o fortalecimento muscular e a prevenção de lesões em corredores, buscando entender como os atletas utilizam o fortalecimento muscular como uma estratégia para evitar lesões durante a prática da corrida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionário foi desenvolvido para abordar as percepções e práticas dos corredores em relação aos exercícios de fortalecimento muscular e da corrida, com foco nas suas características. As questões foram estruturadas de maneira a coletar informações sobre a frequência de treinamento, tipos de exercícios realizados, áreas do corpo mais focadas no fortalecimento, entre outros; a percepção dos participantes sobre a eficácia dessas práticas na prevenção de lesões e possíveis barreiras para a prática do fortalecimento. A seguir, são apresentadas as perguntas aplicadas aos participantes, que responderam ao questionário online por meio da plataforma <em>Google Forms</em>, facilitando a coleta de dados de maneira eficiente e organizada</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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