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	<title>Volume 12 &#8211; Edição 62/MAI 2018 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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	<item>
		<title>INOVAÇÕES TECNOLOGIA EM SAÚDE</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2018 02:03:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10208190 Kamilla Oliveira Pereira1Juliana de Moraes Baldan2Coautora: Vanessa Greta Bottini Introdução &#160;O texto da introdução deverá contemplar uma pequena revisão sobre a temática na qual o trabalho está inserido. Deverá ainda apresentar o contexto geral do trabalho.&#160; É obrigatório sublinhar os itens Introdução, Objetivo, Metodologia, Resultados e Conclusão como apresentado neste modelo; o [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10208190</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Kamilla Oliveira Pereira<sup>1</sup><br>Juliana de Moraes Baldan<sup>2</sup><br>Coautora: Vanessa Greta Bottini</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O texto da introdução deverá contemplar uma pequena revisão sobre a temática na qual o trabalho está inserido. Deverá ainda apresentar o contexto geral do trabalho.&nbsp; É obrigatório sublinhar os itens Introdução, Objetivo, Metodologia, Resultados e Conclusão como apresentado neste modelo; o texto deve corresponder ao conteúdo do Relatório Final e da Apresentação Oral, pois os avaliadores receberão uma cópia do Caderno de Resumos antes de virem ao evento; erros ortográficos e gramaticais depreciam o trabalho e devem ser evitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Identificar e analisar as novas tecnologias em saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Método</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica. Foi realizado busca eletrônica nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde e SciELO (Scientifc Eletronic Library Online), artigos publicados no período de 2006 até a atualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia gera impacto significativo no processo de trabalho em saúde para toda a equipe multidisciplinar, sendo designada como a aplicação dos conhecimentos científicos de modo sistemático no auxílio para atender de uma forma diferenciada o ser humano. Dentro disso é importante salientar ainda que o uso da tecnologia não deve ser identificado como paradigma de cuidado contrário ao indivíduo, e sim que pode ser usado como fator de humanização ,principalmente nos locais tecnologicamente como cuidados intensivos (BAGGIO,2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada dia as políticas indutoras de inovação busca propiciar um ambiente favorável a aplicação das novas tecnologias na prática profissional visando gerar mais saúde e qualidade de vida identificando a saúde e a vida humana como um bem social, acompanhada da importância do desenvolvimento socioeconômico do país, pois a inovação depende da produção de tecnologias avançadas de cuidados de enfermagem e da equipe multiprofissional, do avanço da ciência em saúde e de nova pedagogia do ensinar – aprender. A soma de esforços, a determinação para alcançar metas, a implementação de novas estratégias para avanços nas descobertas, o estímulo ao potencial criativo na construção de conhecimentos avançados e tecnologias de alto impacto na sociedade são uma prática social desafiadora e que ainda exige muita dedicação. (ERDMANN,2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1</strong>&#8211; BAGGIO, M.A.; ERDMANN, A.L.; SASSO, G.T.M.D. <strong>Cuidado humano e tecnologia na enfermagem contemporânea e complexa</strong>. Florianopolis. Texto Contexto Enferm, 2010 Abr-Jun; 19(2): 378-85. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v19n2/21.pdf. Acesso em : 05 abr de 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2</strong> -ERDMAN, A.L. <strong>A inovação em enfermagem</strong>. Florianopolis.<strong>Rev . ciencia Y Enfemeria</strong> XIX (3), 2013. Disponievel em: http://www.scielo.cl/pdf/cienf/v19n3/art_01.pdf. Acesso em: 01 mar 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 &#8211; </strong>PEREIRA CDFD, PINTO DPSR, TOURINHO SVT, SANTOS VEPS<strong>. Tecnologia em enfermagem e o impacto na prática assistencial. </strong>Rio Grande do Norte. Revista Brasileira de Inovação Tecnológica em Saúde, On-Line, Desde 2010. Disponivel em: <strong>http://www.periodicos.ufrn.br/reb/article/view/3331/2727. </strong>Acesso e 02 de mar de 2016</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Aluna do curso de enfermagem da Faculdade Anhanguera Unian<br><sup>2</sup>Profª. Mestre em Enfermagem da Faculdade Anhanguera Unian</p>
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		<title>INOVAÇÃO E TECNOLOGIA EM SAÚDE: VISÃO E PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 May 2018 01:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10208165 Kamilla Oliveira PereiraCoautora: Vanessa Greta BottiniOrientador: Prof.ª Cleide Leni 1 INTRODUÇÃO O ser humano busca constantemente pelos avanços tecnológicos para a sua sobrevivência desde os tempos mais remotos, como com a descoberta dos instrumentos tecnológicos ou do fogo. Neste sentido, a industrialização determinou avanços que promoveram o crescimento e desenvolvimento de todos [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10208165</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Kamilla Oliveira Pereira<br>Coautora: Vanessa Greta Bottini<br>Orientador: Prof.ª Cleide Leni</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano busca constantemente pelos avanços tecnológicos para a sua sobrevivência desde os tempos mais remotos, como com a descoberta dos instrumentos tecnológicos ou do fogo. Neste sentido, a industrialização determinou avanços que promoveram o crescimento e desenvolvimento de todos os campos do conhecimento, inclusive o da saúde, com equipamentos sofisticados e uso da informática que possibilitaram a luta contra as doenças e a busca por melhorias nas condições de saúde e de vida (PEREIRA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo tecnologia nos direciona, frequentemente, ao aspecto trabalho-intervenção-produção-máquina, logo, nos mantêm reféns do mundo das máquinas produtivas, escravos de uma lógica reducionista e dissociada das interações entre cuidado e trabalho. Esse termo também nos remete aos centros especializados tais como os de terapia intensiva, nos quais o ser humano permanece exposto a todo um aparato tecnológico, ou seja, a uma multiplicidade de aparelhos sofisticados e complexos que podem determinar, por exemplo: os padrões ventilatórios, identificar os sinais vitais e controlar os valores hemodinâmicos. Assim, como em outras situações, são as técnicas e procedimentos invasivos que definem a complexidade do tratamento (KOERICH, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura aponta quando se dissera acerca de inovações tecnológicas em saúde que o termo tecnologia não pode ser visto apenas como um produto, mas sim como um processo de instrumentos e conhecimento que interligados fundamentam e delimitam as diversas maneiras de cuidar e promover a humanização (SALVADOR, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia gera impacto significativo no processo de trabalho, principalmente para enfermagem, sendo designada como a aplicação dos conhecimentos científicos de modo sistemático no auxílio para melhor atender e cuidar do ser humano. É imprescindível destacar que o uso da tecnologia não deve ser entendido como paradigma de cuidado contrária ao indivíduo, até mesmo nos ambientes mais tecnologicamente intensivos de cuidados, e sim que pode ser até fator de humanização para o paciente e familiar (PEREIRA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A incorporação de novas tecnologias acarreta novas demandas, muitas vezes aumentando a intensidade do trabalho, requisitando a multidisciplinaridade do conhecimento e trabalhadores com especialidades diversas e complementares. O processo de inovação é complexo, não linear, incerto e requer interação entre os profissionais, instituições e gestores (SALVADOR, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de produtos tecnológicos e a aplicação de tecnologias baseadas no computador, como os sistemas de informação para o cuidado em saúde, têm se tornado um processo em permanente evolução e desenvolvimento. Expansão nos avanços nas telecomunicações, informação e na rede de tecnologias têm levado a emergência de um novo e revolucionário paradigma para o cuidado em saúde. O conhecimento e novas experiências que transcendem as fronteiras das disciplinas tradicionais, tais como os serviços de saúde remotos, a saúde on-line e o cuidado baseado na evidência, têm gerado complexos e novos desafios na prestação do cuidado em enfermagem, uma vez que novas habilidades precisarão ser aprendidas com a utilização destas tecnologias (BAGGIO,2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visando medidas de incentivo a enfermagem vem estabelecendo a inovação tecnológica, à pesquisa científica especialmente em atividades de inovações, que buscam propiciar um ambiente favorável a aplicação de novas tecnologias na prática profissional, visando gerar qualidade de vida e mais saúde, reconhecendo a vida humana e a saúde com um bem social, acompanhada da importância do desenvolvimento sócio econômico do país (ERDMANN, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da saúde, a tecnologia não se opõe ao toque humano, mas se configura como agente e objeto deste toque. As ambiguidades das tecnologias uma vez produto uma vez significado e uma vez produto uma vez processo não a caracterizam como desumana, mas confirma seu lado objetivo e seu lado social. Descartando, sua finalidade em tornar cada vez mais eficiente a atividade humana através da produção ou aperfeiçoamento das tecnologias, que direta e/ou indiretamente, estão a serviço do cuidado (PEREIRA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado em enfermagem e saúde ou seus processos gerenciais e ações práticas podem ser facilitados pelas tecnologias, todavia nenhuma tecnologia poderá substituir a relação e a compreensão intersubjetiva entre os seres humanos. A capacidade de empatia, de identificação, de abertura, de projeção, de generosidade e de solidariedade é expressa na relação de comunhão, de troca e de interação entre os seres (BAGGIO, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação em realizar este estudo surgiu primeiramente do interesse pelo tema envolvendo as inovações em saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, busquei me aprofundar e cheguei ao questionamento: com tantas tecnologias e invenções, quais as inovações atuais em saúde?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem deste tema mostra-se relevante devido ao aumento das inovações tecnológicas nos serviços de saúde, no qual se faz necessário um processo assertivo, a fim de priorizar o atendimento, oferecer assistência rápida, minimizando a ansiedade da equipe, paciente ou /acompanhante. Foi identificado também que, além da vivência prática na qual nos deparamos diariamente com situações inesperadas, a atuação de qualidade exige avanço de tecnologias, conhecimento científico, raciocínio clínico, flexibilidade e comunicação aliados à agilidade e trabalho em equipe.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos resultados obtidos será possível identificar as novas tecnologias em saúde. Durante o processo de levantamento bibliográfico foi verificada a diversidade de estudos que abordam esta temática, porém não tive a oportunidade de evidenciar estudos que identifiquem as novas tecnologias em saúde, justificando assim a relevância deste estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa bibliográfica implica em um conjunto ordenado de procedimentos de busca por soluções, atento ao objeto de estudo, e, por isso, não pode ser aleatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica possibilita um amplo alcance de informações, além de permitir a utilização de dados dispersos em inúmeras publicações, auxiliando também na construção, ou na melhor definição do quadro conceitual que envolve o objeto de estudo proposto (BARROS, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa teve como objetivo identificar e analisar as novas tecnologias em saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado busca eletrônica nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde e SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), artigos publicados no período de 2006 até a atualidade, no idioma português usando as palavras chaves: inovações em saúde, tecnologias hospitalar e tecnologia em enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período de coleta de dados foi de dezembro à março. Foram encontrados um total de 25 artigos, porém foram utilizados 12 artigos relacionados a Enfermagem e tecnologia, tecnologias hospitalar e inovações em saúde . Como critério de exclusão foram descartados artigos em que a temática não era pertinente aos objetivos do presente trabalho ou artigos com duplicidade de conteúdo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No desenvolvimento do trabalho, após a busca e seleção de todos os estudos, foi feita uma leitura minuciosa de todos os artigos e foi transcrito alguns na parte da introdução com finalidade de esclarecer pontos importantes do tema e outros nos resultados demonstrando os resultados de estudos mais recentes na literatura científica. Para análise e síntese dos artigos, estes foram lidos, resumidos e posteriormente os conteúdos semelhantes foram agrupados em categorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1 PROBLEMA DE PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os avanços na tecnologia e inovações&nbsp; no âmbito hospitalar, quais as novas tecnologias na saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2 Objetivos do trabalho</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Geral:</strong><br>Identificar e analisar as novas tecnologias em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Específicos:</strong><br>Identificar e analisar a equipe multidisciplinar, principalmente a enfermagem frente às novas tecnologias em saúde.<br>Reconhecer as novas tecnologias em saúde<br>Verificar o impacto positivo e negativo em relação às novas tecnologias em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução de novas tecnologias traz novas demandas, muitas vezes aumentando a intensidade do trabalho, requisitando a multidisciplinaridade do conhecimento e trabalhadores com especialidades diversas e complementares. O processo de inovação é conjunto, não linear, incerto e necessita de interação entre profissionais, instituições e gestores (BARRA, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes a tecnologia é definida como máquinas, equipamentos e aparelhos e para muitos, é sinônimo de técnica. Existem também os que a consideram como ferramenta, como instrumento. Tecnologia também é definida como processo, compreendendo certos saberes constituído para a geração e utilização de produtos e para organizar as relações humanas (KOERICH, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de produtos tecnológicos e a aplicação de tecnologias baseadas no computador, como os sistemas de informação para o cuidado em saúde, têm se tornado um processo em permanente evolução e desenvolvimento. Expansão nos avanços nas telecomunicações, informação e na rede de tecnologias têm levado a emergência de um novo e revolucionário paradigma para o cuidado em saúde. O conhecimento e novas experiências que transcendem as fronteiras das disciplinas tradicionais, tais como os serviços de saúde remotos, a saúde on-line e o cuidado baseado na evidência, têm gerado complexos e novos desafios na prestação do cuidado em enfermagem, uma vez que novas habilidades precisarão ser aprendidas com a utilização destas tecnologias (BAGGIO,2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas descobertas e avanços tecnocientificas na área da saúde requer investimentos crescentes, pois envolvem novos medicamentos e vacinas, próteses, órteses, exoesqueletos, máquinas e equipamentos para diagnóstico e intervenção, robôs cirúrgicos, informação e comunicação instantânea, prontuário eletrônico único nacional e integrado para o acesso internacional, implantes e, inclusive, a produção artificial de células humanas, são exemplos de campos de investimentos e trabalho de milhares de técnicos e cientistas (LORENZETTI, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia pode ser desdobrada em produtos/ “coisas” materiais (como produtos para satisfação de necessidades) e em “coisas” não materiais (processos de trabalho, certos saberes constituídos para geração de produtos e inclusive para organizar as ações humanas nos processos produtivos incluindo tecnologias de relações de trabalho. A expressão tecnologia compreende tecnologias materiais e não materiais (ERDMANN, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias em saúde são diferenciadas em três tipos: tecnologias duras que são constituídas por equipamentos do tipo máquinas, normas, rotinas; tecnologias leves &#8211; duras são os saberes estruturados, como a anatomia, fisiologia, clínica médica e as tecnologias leves que estão relacionadas com o conhecimento da produção das relações entre sujeitos, acolhimento e vínculo (LOPES et al., 2009).<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse ângulo, a equipe multidisciplinar precisa estar em constantemente processo de capacitação teórico – prática, aprendendo e pesquisando, conhecendo as novas tecnologias, analisando seus conceitos e as políticas que os permeiam, além de ser um profissional competente capaz de integrar e aplicar os novos adventos ao processo de cuidar em saúde (BAGGIO,2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Arone, E.M.; Cunha I.CK.O. <strong>Avaliação tecnológica como competência do enfermeiro: reflexões e pressupostos no cenário da ciência e tecnologia</strong>. Rio de Janeiro. Rev bras enferm, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAGGIO, M.A.; ERDMANN A.L.; SASSO, G.T.M.D. <strong>Cuidado humano e tecnologia na enfermagem contemporânea e complexa</strong>. Florianopolis. Texto Contexto Enferm, 2010 Abr-Jun; 19(2): 378-85. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v19n2/21.pdf. Acesso em : 05 abr de 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barra, D.C.C.; Nascimento, E.R.P.; Martins, J.J.; Albuquerque, G.L.; Erdmann, A.L. <strong>Evolução histórica e impacto da tecnologia na área da saúde da enfermagem. </strong>Rio de Janeiro. Rev eletrônica enferm. 2006; 8(03): 422-430.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barros, A.J.D.S.; LEHFELD, N.A.D.S. <strong>Fundamentos de Metodologia Científica</strong>. 3.Ed. Rio de Janeiro. Pearson Prentice Hall; 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, S.; OLIVEIRA, M.A.F.; SILVA, A.L.A. <strong>Práticas inovadoras para o cuidado em saúde</strong>.São Paulo. Rev.esc.enferm.USP&nbsp;vol.41&nbsp;no.spe&nbsp;.&nbsp;Dec.&nbsp;2007. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342007000500013. Acesso em 20 jan 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">ERDMAN, A.L. <strong>A inovação em enfermagem</strong>. Florianopolis.Rev . CIENCIA Y ENFERMERIA XIX (3), 2013. Disponível em: http://www.scielo.cl/pdf/cienf/v19n3/art_01.pdf. Acesso em: 01 mar 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOERICH, M.S.; et al. <strong>Tecnologias de cuidado em saúde&nbsp; e enfermagem e suas perspectivas filosóficas</strong>. Florianópolis. Texto Contexto Enferm, 2006; 15 (Esp): 178-85. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v15nspe/v15nspea22. Acesso em: 05 abr de 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOVAES, H.M.D.; CARVALHEIRO, J.R. <strong>Ciência, tecnologia e inovação em saúde e desenvolvimento social e qualidade de vida: teses para debate. </strong>São Paulo. Rev . Ciência &amp; Saúde Coletiva, 12(Sup): 1841-1849, 2007. Disponível em : http://www.scielosp.org/pdf/csc/v12s0/07.pdf. Acesso em 20 jan 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, C.D.F.D.; PINTO, D.P.S.R.; TOURINHO, S.V.T.; SANTOS, V.E.P.S. <strong>Tecnologia em enfermagem e o impacto na prática assistencial</strong>. Rio Grande do Norte. Revista Brasileira de Inovação Tecnológica em Saúde, On-Line, Desde 2010. Disponível em: http://www.periodicos.ufrn.br/reb/article/view/3331/2727. Acesso e 02 de mar de 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lopes, M.M.B.; Carvalho, J.N.; Backes, M.T.S.; Erdmann, A.L.; Meirelles, B.H.S. <strong>Políticas e tecnologias de gestão em serviços de saúde e de enfermagem</strong>. Acta paul. enferm. [periódico na Internet]. 2009; 22(6): [aproximadamente 8 p.]. Disponível em: www.scielo.br/scielo.php?pid=s003471672007000600019&amp;script=sci_arttext</p>



<p class="wp-block-paragraph">LORENZETTI, J.; TRINDADE, L.L.; PIRES, D.E.P.; RAMOS, F.R.S. <strong>Tecnologia, inovação tecnológica e saúde: uma reflexão necessária</strong>. Florianopolis. Texto Contexto Enferm, 2012 Abr-Jun; 21(2): 432-9. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v21n2/a23v21n2.pdf. Acesso em: 23 de mar de 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;SALVADOR, P.T.C.O.; OLIVEIRA, R.K.M.; COSTA, T.D.C.; SANTOS, V.E.P.; TOURINHO, F.S.V. <strong>Tecnologia e inovação para o cuidado em enfermagem</strong>. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2012 jan/mar; 20(1):111-7. Disponivel em: http://www.facenf.uerj.br/v20n1/v20n1a19.pdf. Acesso em: 19 jan de 2016</p>



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		<title>GESTÃO NO SERVIÇO DE ENFERMAGEM</title>
		<link>https://revistaft.com.br/gestao-no-servico-de-enfermagem/</link>
		
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		<pubDate>Sun, 27 May 2018 01:12:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10208155</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Kamilla Oliveira Atolino<br>Coautora: Vanessa Greta Bottini</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reengenharia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>reengenharia</strong>&nbsp;é um sistema administrativo criado no início da década de 90 por Michael Hammer e James Champy. Ela é muito utilizada para manter as empresas competitivas no mercado, mantendo-as com foco no alcance de objetivos e metas, transformando seus processos e atividades de negócio, através do “rompimento” com costumes obsoletos.&nbsp;Suas primeiras aplicações foram realizadas em empresas dos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta ferramenta por si tem o objetivo aumentar a produtividade junto com a redução de custos, satisfazendo cada vez mais clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, o sistema administrativo denominada reengenharia&nbsp;pode ser definido como: <em>“(…) um&nbsp;redesenho de processos, que envolve a readequação dos processos empresariais,&nbsp;estruturas organizacionais,&nbsp;sistemas de informação e valores da organização, objetivando uma guinada nos resultados dos negócios da organização”.&nbsp;</em><strong><em>Stair e Reynolds (2002, p.39).</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização desta ferramenta de gestão deve sempre primar por&nbsp;<strong>repensar e reinventar</strong>&nbsp;os procedimentos principais da organização, tais como: serviço prestado ao cliente, desenvolvimento de novos produtos,&nbsp;cultura organizacional, etc.. Com o objetivo claro de aumentar a&nbsp;produtividade,&nbsp;através da&nbsp;<strong>redução de&nbsp;custos</strong>&nbsp;e do aumento do grau de satisfação do&nbsp;cliente.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="378" height="229" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4551.png" alt="" class="wp-image-112636" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4551.png 378w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4551-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 378px) 100vw, 378px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Métodos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como dito anteriormente, a&nbsp;<strong>reengenharia</strong>&nbsp;questiona toda a forma de trabalhar de uma organização, gerando uma redefinição total de processos. Por este motivo, a sua utilização e implementação precisa passar primeiro por um processo de definição de estratégia e recolhimento de informações sobre necessidades e expectativas dos&nbsp;<em>stakeholders</em>, a fim de mapear os processos que requerem melhorias. Feito isso, os gestores poderão vislumbrar quais são os pontos que devem ser otimizados e os que serão descartados, caso não tenham valor real para a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma simples e objetiva, a metodologia de implementação de processos de <strong>reengenharia</strong>&nbsp;pode-se estruturar em quatro fases, são elas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Preparação:</strong>&nbsp;Listar todos os processos da organização, selecionar aqueles que serão redefinidos e viabilizar os recursos necessários para esta atividade;</li>



<li><strong>Planejamento:</strong>&nbsp;Garantir os recursos necessários: tempo, dinheiro e pessoas; estruturar as equipes de trabalho e distribuir as tarefas entre seus membros;</li>



<li><strong>Implementação:</strong>&nbsp;Analisar os processos selecionados (responsável, envolvidos, pontos fracos e pontos fortes), reinventar o processo, avaliar o impacto das mudanças e implementá-lo;</li>



<li><strong>Avaliação:</strong>&nbsp;Medir e comunicar os resultados obtidos, controlar o processo como um todo e gerir o impacto das alterações efetuadas em outros processos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;reengenharia introduz mudanças significativas em três níveis gerenciais da organização, são eles: operacional, de gestão de processos e de gestão de negócios. Veja abaixo cada um deles detalhadamente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Operacional</strong>&nbsp;– as pessoas passam a trabalhar em equipes multifuncionais e as relações hierárquicas, que geralmente criam conflitos são&nbsp;<strong>eliminadas</strong>. O excesso de hierarquias, com grande diluição de responsabilidade, torna o processo decisório lento e burocratizado;</li>



<li><strong>Gestão de processos</strong>&nbsp;– neste nível, ocorrem as maiores mudanças no que tange a aplicação das inovações tecnológicas. Os processos são todos integrados e informatizados;</li>



<li><strong>Gestão de negócios&nbsp;</strong>– neste nível ocorrem as maiores mudanças na empresa. Rompem-se as barreiras com clientes e fornecedores, e todos integrados, repensam os negócios, e até criam novos negócios e produtos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Já as melhorias obtidas pela utilização desta ferramenta podem ser observadas em três níveis gerais:&nbsp;redução de custos, redução de tempo das atividades e melhoria da qualidade dos serviços prestados. Isto se deve, principalmente, ao aumento da eficiência nos processos e atividades do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Críticas à reengenharia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças geradas pelo processo de reengenharia criam resistências por parte dos colaboradores que já estão acostumados a trabalhar de uma determinada forma. Isto gera uma grande dificuldade para a organização, que precisa driblar esta resistência e fazer com que seus colaboradores entendam os reais benefícios deste novo&nbsp;sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra crítica à reengenharia é a sua possível relação com os processos de&nbsp;<a href="http://www.sobreadministracao.com/downsizing-o-que-e-e-como-funciona/"><strong>downsizing</strong></a>, que visam a uma reestruturação interna da empresa através, basicamente, da redução do número de colaboradores nas organizações. Isto gera muita insegurança por parte dos trabalhadores e um olhar de desconfiança por parte dos críticos de plantão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aplicação da Prática da reengenharia na enfermagem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre horas de cuidado de enfermagem, grupo de funcionários qualidade no cuidado e resultados no paciente se dá o nome de REESTRUTURAÇÃO E REENGENHARIA ocorre em muitos hospitais que atendem pacientes graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A REESTRUTURAÇÃO e a REENGENHARIA foram feitas para reduzir custos, aumentar a eficiência e diminuir desperdícios, retrabalho e remodelar a forma de oferecer cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intensidade de trabalho de saúde depende da reestruturação e reengenharia e costuma incluir modelos de alocação de funcionários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os chefes de unidades precisam compreender o efeito de grandes reestruturação e reengenharia sobre os funcionários e as políticas de organização de horários. Uma avaliação rigorosa das atuais políticas de alocação de pessoal, elaboração de turnos de trabalho designação de paciente é necessário ao mesmo tempo em que as organizações são reestruturadas e novos modelos de prática passam por reengenharia, mudar essas políticas costuma envolver consequências de longo alcance, mas é necessário para que novos modelos de atendimento sejam implantados com sucesso.É fundamental possuir uma quantidade adequada de enfermeiro treinados e informados para que sejam atendidos os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caracterizações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reengenharia vem para modificar o processo, proporcionando mudanças importantes para uma estrutura organizacional, valores organizacionais e sistemas de informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas mudanças criam resistência aos colaborados já que se consolidam numa forma de trabalho e resulta na grande dificuldade para organização fazendo com que os colaboradores ou funcionários resistam e tenha dificuldade na aceitação do novo sistema que só irá gerar benefícios à forma de trabalho imposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfermagem funcional ou método funcional com definição no atendimento de enfermagem de acordo com as tarefas que devem ser realizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vantagens</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Forma econômica de oferecer cuidado atendimento com o mínimo de pessoal</li>



<li>Eficiência e rapidez nas tarefas executadas</li>



<li>Maior produtividade</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desvantagens</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Diminuição da qualidade de assistência</li>



<li>Fragmentação de cuidados</li>



<li>Compromisso com tarefas e não com o paciente</li>



<li>O paciente não identifica o profissional responsável</li>



<li>Baixa satisfação do profissional</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluímos que a reengenharia é uma forte aliada da organização, mas a importância das pessoas é fundamental. É fato que a redefinição de processos diminui custo e tempo,Investimento nos princípios da divisão de trabalho para estabelecer procedimentos para proteger a saúde&nbsp; e a segurança das pessoas que trabalham nas empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Administração e Liderança em Enfermagem teoria e Pratica Bessie L. Marquis -Carol J. Houston</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Administração em Enfermagem Paulina Kurcgant</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DO IMPACTO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DO BIODIESEL DE SOJA  ATRAVÉS DO CICLO DE VIDA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-do-impacto-ambiental-na-producao-do-biodiesel-de-soja-atraves-do-ciclo-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 20:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Agrárias]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10051321 Alexandre Custodio PintoIvan dos Santos LopesLucas Rodrigues Ferreira CoutoWillians dos Santos JesusOrientador: Marcos Henrique Gomes RESUMO&#160; O projeto tem como objetivo analisar os impactos ambientais na produção do&#160; Biodiesel de soja através do ciclo de vida. Nessa análise será levado em&#160; consideração o mercado da soja, análise de impactos da produção da [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10051321</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alexandre Custodio Pinto<br>Ivan dos Santos Lopes<br>Lucas Rodrigues Ferreira Couto<br>Willians dos Santos Jesus<br>Orientador: Marcos Henrique Gomes</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto tem como objetivo analisar os impactos ambientais na produção do&nbsp; Biodiesel de soja através do ciclo de vida. Nessa análise será levado em&nbsp; consideração o mercado da soja, análise de impactos da produção da matéria prima&nbsp; (soja) para produção do combustível, em comparação com o diesel produzido de&nbsp; origem não renovável, destacando e comparando os impactos relativos à produção&nbsp; do diesel de origem fóssil e ao etanol produzido através da esterificação da cana de&nbsp; açúcar. Esse estudo se faz necessário para avaliar a eficiência do bicombustível de&nbsp; soja, em termos de emissões de gases do efeito estufa GEE. A metodologia&nbsp; abordada nesta pesquisa é a análise de dados estatísticos, bibliográficos e de&nbsp; simulação via <em>Simapro</em>, um <em>software </em>que é responsável por análise em bancos de&nbsp; dados mundiais e gerar perspectivas confiáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave: </strong>impactos ambientais, biodiesel, ciclo de vida, diesel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The project aims to analyze the environmental impacts in the production of soy&nbsp; biodiesel through the life cycle. In the analysis will take into account the soybean&nbsp; market, analyzing impacts of the production of raw materials (soybeans) to produce&nbsp; the fuel, in comparison with the diesel produced from non-renewable sources,&nbsp; highlighting and comparing the impacts of the production of the source Diesel Fossil&nbsp; and ethanol produced by esterification of sugar cane.This study is necessary to&nbsp;evaluate the soy biofuel efficiency, in terms of GHG greenhouse gas emissions. This&nbsp; paper is divided into five chapters: the first, the whole theme related to soy, in the&nbsp; second chapter, the soybean as raw material for biodiesel production in the third&nbsp; chapter, the analysis of soy lifecycle with an emphasis on production biofuel, fourth&nbsp; chapter, analysis of statistical data in SimaPro simulation software, fifth chapter,&nbsp; analysis of statistical data of environmental impacts.The methodology addressed in&nbsp; this research is the analysis of statistical data, bibliographic and simulation via&nbsp; SimaPro, software that is responsible for analysis on global databases and generate&nbsp; reliable prospects.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> environmental impacts, biodiesel, life cycle, diesel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante várias gerações o ser humano vem utilizando os recursos naturais sem&nbsp; preocupação, zelo ou o menor apreço pelo meio ambiente, para benefício e conforto próprio, porém estudos realizados nas décadas dos anos 80 e 90 realizados por&nbsp; SACHS (1981), SACHS (1986) e STRONG (1992), afirmam que essa conduta&nbsp; consumista e irresponsável não seria admissível, pois os recursos naturais não são&nbsp; infinitos, forçando a humanidade a repensar conceitos de conduta e responsabilidades impulsionando o homem contemporâneo a uma postura voltada&nbsp; para envolvimentos eco sustentáveis , sabendo das necessidades relativas ao consumo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, nas sociedades em processo de industrialização ocorre o&nbsp; paradigma do conforto decorrente das tecnologias frente ao uso adequado dos&nbsp; recursos naturais, dos quais são em grande parte de origem fóssil e esses por sua&nbsp; vez é um dos maiores contribuintes para o aumento dos gases de efeito estufa,&nbsp; portanto uma alternativa apresentada pelos cientistas é a substituição dos&nbsp; combustíveis fósseis por fontes renováveis, os bicombustíveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este projeto apresenta através do estudo do ciclo de vida da produção do biodiesel de soja uma alternativa de reduzir o impacto ambiental oriundos deste&nbsp; processo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estudo de <em>LCA </em>(<em>Life Cycle Assessment</em>) do biodiesel a base de soja, é&nbsp; extremamente necessário, pois a tecnologia renova-se a cada dia, e com a&nbsp; crescente demanda energética, tornasse necessária a busca de fontes de energias&nbsp; renováveis que possam suprir esse consumo desenfreado da população mundial e&nbsp; onde tornasse imprescindível também que tomemos nota da importância dos índices&nbsp; de <em>FER (fóssil energyratio)</em>o qual foi o ponto de partida do estudo proposto, e&nbsp; também utilizado em outros estudos realizado por PRADHAN ET AL. (2008) e citado&nbsp; por SHEEHAN ET AL. (1998).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. SOJA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A soja é classificada como um grão proteico e oleaginoso, pois cerca de 40% &nbsp;do seu peso seco é formado por proteínas, e 20% formado por óleo. Essas &nbsp;características permitem um uso amplo e como uma porcentagem de &nbsp;aproveitamento alto em torno de 95%, as utilizações mais comuns são produção de &nbsp;óleo vegetal e alimentação animal. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a aplicação da soja e dos seus derivados é muito extensa, pois é possível &nbsp;aproveitar até os resíduos do grão após a extração do óleo, esse material é &nbsp;conhecido como farelo sendo empregada na a alimentação humana e animal, utiliza se também para a produção de bicombustíveis, cosméticos, entre outros. Somente &nbsp;em exportações, por exemplo, nos Estados Unidos, o Complexo Soja que&nbsp; compreende grão, farelo e óleo movimentou a importância de US$ 17,1 bilhões em &nbsp;2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grão oleaginoso mais plantado e que ocupa a maior área no território &nbsp;nacional com certeza é a soja, sua produção no todo é de 60 milhões de toneladas &nbsp;por ano, apesar de expressiva ainda perde para os Estados Unidos em tamanho &nbsp;produzido, o que justifica tamanho plantio no Brasil é que 80% do bicombustível&nbsp;produzido no Brasil vêm de origem da soja, como descreve ANGELO (2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também sendo amplamente usada na indústria de cosméticos como matéria&nbsp; prima para sabonetes, batons, hidratantes loções e outros mais. Sendo muito&nbsp; importante vislumbrar outra qualidade da soja que é 20% de sua massa&nbsp; total é de óleo, material do qual pode ser aproveitado de várias formas e apenas 4%&nbsp; do seu total é usado na produção de biodiesel. GELDER e KUEPPER(2012). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço na produtividade de soja tem tido um grande aumento nos últimos &nbsp;anos não só por conta das áreas que foram sendo cultivadas durante este período, mas também com a implantação de novas tecnologias quanto ao processo de &nbsp;semeadura e manejo incrementado ao processo produtivo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segue destaque de áreas (municípios) que tiveram esse aumento ao longo das &nbsp;últimas décadas. FREITAS (2011)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; produtividade de soja por município no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="684" height="511" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1245.png" alt="" class="wp-image-99804" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1245.png 684w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1245-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Instituto de Economia Agrícola &#8211; BARBOSA e ASSUMPÇÃO (2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1 HISTÓRIA DA SOJA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os historiadores do EMPRAPA <em>(</em>Empresa Brasileira de Pesquisa &nbsp;Agropecuária Sistemas de Produção) esse grão chegou ao Brasil dos Estados &nbsp;Unidos em 1882 trazida pelo Professor Gustavo Dutra, da Escola de Agronomia da &nbsp;Bahia. Mas somente em 1891 que começaram os estudos e testes para adaptar &nbsp;esse cultivo ao nosso país, porém esses estudos também mantinham a linha dos &nbsp;Estados Unidos que era para a utilização da cultura forrageira, ou seja, &nbsp;planta cultivada com finalidade da alimentação de animais das propriedades e não &nbsp;como planta produtora de óleos e farelos vegetais para consumo humano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas em 1900 o Instituto de Agronomia de Campinas, distribuiu gratuitamente &nbsp;sementes oriundas do sul dos Estados Unidos (região com o clima e ecossistema &nbsp;mais próximo ao do Brasil) para produtores de São Paulo e do Rio Grande do Sul,&nbsp; pois nessas regiões as condições climáticas são parecidas com a região de onde as &nbsp;sementes vieram.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em meados dos anos 50 o governo brasileiro lança um programa de incentivo &nbsp;ao cultivo de alguns grãos, dentre ele a soja, pois depois de vários estudos &nbsp;começaram a ver no cultivo da soja com um potencial maior, além de forragem, &nbsp;começaram a ver na soja um cultivo potencialmente lucrativo e com diversificação da &nbsp;utilização, ou seja, podendo ser utilizado para consumo humano também, partir &nbsp;deste momento o cultivo da soja começou a ser realizado com mais intensidade. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1914 no Estado de Rio Grande do Sul no Município de Santa Rosa tivemos o &nbsp;primeiro registro de cultivo de soja em larga escala, a área cultivada foi de 640 &nbsp;hectares, rendendo uma produção de 450 toneladas com a média de 700 kg/ha. &nbsp;Apesar de que somente a partir de 1960 a soja realmente se tornou importante &nbsp;economicamente por causa dos vários incentivos políticos e econômicos. Com isso &nbsp;o cultivo da soja multiplicou-se por cinco, passando de 260 toneladas e 98% desta &nbsp;produção era oriunda do Rio Grande do Sul.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ainda segundo historiadores da EMBRAPA só podemos considerar a soja &nbsp;um agronegócio nas décadas de 1980 e 1990 quase 100 anos depois de sua &nbsp;chegada no Brasil, pois esse cultivo também começou a ser introduzido na região &nbsp;Centro-oeste, região onde se adaptou muito bem como podemos ver no gráfico a&nbsp; seguir que mostra essa evolução tonelada por Estado:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 1 &#8211; evolução da produção de soja por estado de 1960 a 2003.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="712" height="431" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1244.png" alt="" class="wp-image-99803" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1244.png 712w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1244-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 712px) 100vw, 712px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: USDA-Brasil (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A soja é um produto agrícola multifuncional por seu baixo valor no mercado e&nbsp; seu fácil cultivo e suas qualidades físicas como possuir mais de 40% de sua&nbsp; composição sendo proteínas, muito importantes para todos os seres vivos. Com&nbsp; isso podemos observar que somente a soja teve um crescimento expressivo ao&nbsp; longo de três décadas como podemos analisar no gráfico da EMBRAPA a seguir:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 2 &#8211; Áreas dos principais cultivos no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="691" height="476" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1243.png" alt="" class="wp-image-99802" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1243.png 691w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1243-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 691px) 100vw, 691px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: USDA-Brasil (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento das populações mundial ocasiona um alto consumo de carne&nbsp; animal, então por ter um baixo custo no mercado à soja é utilizado na forma de&nbsp; farelo para reforçar a ração de consumo animal (como insumo). Mas também houve&nbsp; um forte crescimento na indústria alimentícia humana, onde a soja é processada e&nbsp; utilizada em forma de leites sem lactose, tofu, óleo e matéria prima de vários outros.&nbsp; BELLAVER, C. ET al.(2001)&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8221;No ano passado, 270 milhões de toneladas de soja foram&nbsp;produzidas e 93% deste cultivo são oriundas de apenas seis países:&nbsp;Brasil, Estados Unidos, Argentina, China, Índia e Paraguai. Além&nbsp;disso, a projeção é de um aumento de 59% da produção até 2021-22&nbsp;para atender ao mercado chinês que passa a importar cada vez mais&nbsp;soja. &#8221;</em>COMINESI (2014)&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2 CUSTOS DO PLANTIO DE SOJA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um agricultor toma a decisão de plantar soja em sua propriedade&nbsp; segundo a EMBRAPA tem que levar em consideração que a produção de soja&nbsp; convencional (o grão sem alteração genética) na safra de 2009/2010, por exemplo, foi de R$1.130 por hectare, sendo 75% do custo com insumos. Insumos&nbsp; compreendem como; adubo, sementes, defensivo e inoculantes. Pois essa cultura&nbsp; pode ser susceptível a 40 doenças diferentes que podem causar de 15% a 20 % de&nbsp; perda no plantio, podendo chegar até mesmo a 100%.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.3 ALTERNATIVAS DE BIOCOMBUSTÍVEL (BIODIESEL)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os combustíveis de origem fóssil têm sido amplamente usados de várias&nbsp; formas por vários anos, mas esses recursos têm saturado o meio ambiente com&nbsp; inúmeros impactos negativos, ao tanto no solo, na água e na atmosfera, causando&nbsp; muitos transtornos e perturbações ambientais, considerando os fatos que o diesel&nbsp; possui partes altamente tóxicas como o enxofre e hidrocarbonetos, e o mais&nbsp; consumido globalmente, sendo assim sua combustão é um dos grandes vilões ao&nbsp; meio ambiente. Esses recursos têm sido foco de discussões entre países que&nbsp; propõem debates e acordos em relação a fontes menos poluidoras. CARVALHO&nbsp; (2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como foi discutido no fórum RIO-92, com o Protocolo de Quioto, que&nbsp; tenta estipular limite para a emissão de gases poluidores provenientes quase em&nbsp; sua totalidade de combustíveis fósseis a fim de amenizar ou cessar alguns&nbsp; problemas como efeito estufa, <em>El nino</em>, Catharina e outros. CARVALHO (2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Protocolo de Kyoto, assinado e ratificado pelo Brasil, estabelece que os&nbsp; países desenvolvidos signatários tenham um prazo até 2012 para reduzir as&nbsp; emissões de gases do efeito estufa em cerca de 5%, em relação ao total observado&nbsp; em 1990, o que trará grandes responsabilidades ao setor de&nbsp; transporte. CARVALHO(2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, estudos atuais e noticiados mostraram que ao invés de diminuir, as emissões aumentaram em 16,2% de 2005 a 2012 TUFFANI (2015), e que segundo&nbsp; levantamento da secretaria da convenção-quadrada nações unidas sobre mudanças&nbsp; climáticas (UNFCCC) apenas 37 países sendo grande parte da união europeia&nbsp; superaram a meta de reduzir em 5 % nas emissões até 2012. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2 &#8211; Protocolo de Kyoto pelo mundo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="636" height="580" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1242.png" alt="" class="wp-image-99801" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1242.png 636w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1242-300x274.png 300w" sizes="(max-width: 636px) 100vw, 636px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Folha do Estado de São Paulo 16/10/2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra grande preocupação é que combustíveis fósseis são recursos não&nbsp; renováveis, como na definição da frase podem acabar, então a busca por fontes que&nbsp; possam poluir muito menos, serem também fontes de energia renováveis e que&nbsp; tenham viabilidade econômica traz muito interesse aos países e pesquisadores Esse&nbsp; pensamento seria uma realidade satisfatória e muito desejada, mas é utópica para a&nbsp; tecnologia contemporânea que vivemos, pois mesmo com utilizando recurso&nbsp; renováveis de origem vegetal, ainda acontecem vários impactos ambientais.&nbsp; GHASSAN ET AL (2003).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da população brasileira tem aumentado com a necessidade cada vez&nbsp; maior de transporte de itens de consumo, locomoção e produção de alimentos. Os dados são atualizados pelas fontes governamentais somente a cada 10 anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fato contribuiu em muito com o consumo de diesel ao longo dos anos,&nbsp; como pode ser visto nos gráficos que refletem as compras e vendas entre o período&nbsp; de 10 anos de 2005 a 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse aumento foi demonstrado de 35 milhões de metros cúbicos em 2000 para 44 milhões de metros cúbicos em 2009, o balancete mais recente é de 2013 mostrando&nbsp; o consumo de mais 58 milhões. Como mostrado no gráfico 1 dessa subida conforme&nbsp; as vendas durante a década, no gráfico 2 temos as vendas mensais de diesel pelas&nbsp; distribuidoras no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 3 &#8211; Vendas Totais de Diesel Anual no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="635" height="293" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1241.png" alt="" class="wp-image-99800" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1241.png 635w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1241-300x138.png 300w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística – ZÍLIO (2015).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1 &#8211; Vendas Mensais, Pelas Distribuidoras de DIESEL (M³).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="601" height="252" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1240.png" alt="" class="wp-image-99799" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1240.png 601w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1240-300x126.png 300w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística &#8211; ZÍLIO(2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a quantidade de diesel que vem sendo utilizada no Brasil aumentou&nbsp; consideravelmente, a produção interna não acompanhou a demanda sendo&nbsp; necessário importar uma parcela oscilante, mas também crescente para conseguir suprir sua demanda interna, com isso o valor do produto fica mais caro ao&nbsp; consumidor.Como podemos observar nos gráficos a seguir, usando como período a&nbsp; última década. No gráfico 3 vemos a subida das vendas totais do diesel em m³ e no&nbsp; gráfico 4 vemos as vendas mais detalhadas por m³ao mês. ZÍLIO (2015)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 4 – Importações de Diesel (m³) Participação Anual&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="631" height="301" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1239.png" alt="" class="wp-image-99797" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1239.png 631w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1239-300x143.png 300w" sizes="(max-width: 631px) 100vw, 631px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística &#8211; Zílio (2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos visualizar mais amplamente ano a ano, mês a mês durante o período&nbsp; de 2005 a 2014, porém no ano de 2015, o balancete está alimentado somente até o&nbsp; mês de agosto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 2 – Importações de Diesel (m³) Participação Mensal.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="661" height="296" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1238.png" alt="" class="wp-image-99796" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1238.png 661w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1238-300x134.png 300w" sizes="(max-width: 661px) 100vw, 661px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística &#8211; Zílio (2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para um entendimento mais claro, os gráficos anteriores mostram a quantidade do&nbsp; produto que entra no mercado brasileiro de combustíveis em (m³). No gráfico 5 temos mais detalhado mês a mês das porcentagens de diesel importado&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 5 &#8211; Porcentagem de Diesel Importado ao Consumo Anual Nacional.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="245" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1237.png" alt="" class="wp-image-99795" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1237.png 510w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1237-300x144.png 300w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística &#8211; Zílio (2015).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 3 &#8211; Porcentagem de Diesel Importado ao Consumo Mensal Nacional.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="589" height="231" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1236.png" alt="" class="wp-image-99793" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1236.png 589w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1236-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 589px) 100vw, 589px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Coordenadoria de Economia e Estatística &#8211; Zílio (2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. ANÁLISE DO POTENCIAL DE PRODUÇÃO DA MATÉRIA PRIMA PARA O&nbsp; BIODIESEL NO BRASIL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil possui grande viabilidade para a produção de matéria oleaginosa para&nbsp; ser utilizado como base para o biodiesel, por ser um país com grande extensão&nbsp; territorial, com predominância de clima tropical que favorece as culturas soja, cocos,&nbsp; girassol, amendoim e outras plantas oleaginosas, mas também possibilita culturas&nbsp; de climas mais amenos ou mais secos, pois o Brasil possui regiões que podem&nbsp; oferecer outras possibilidades viáveis a produção de matéria vegetal para a&nbsp; produção Biodiesel.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Parente (2003) o Brasil é considerado um país com alto índice de&nbsp; potência quanto à produção de material orgânico por tudo que pode oferecer em&nbsp; termos territoriais e recursos hídricos. Pois apresenta um elevado aproveitamento na&nbsp; quantidade dessas matérias orgânicas para os mais variados fins.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“a National Biodiesel Board, instituição americana formada por&nbsp;&nbsp;Organizações estatais afirmam depois de estudos e pesquisas que o Brasil&nbsp; tem reais condições de apresentar um resultado acima da média referente&nbsp; à substituição da demanda do diesel comum, proveniente de fonte&nbsp; mineral, pela produção de biodiesel, proveniente de materiais orgânicos.” </em>PARENTE (2003)&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1. DECOMPOSIÇÃO DAS DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Destacam-se ainda alguns pontos importantes dos estudos e dados levantados pela&nbsp; <em>National Biodiesel Board, </em>das diferentes regiões do Brasil, no qual, segue breve&nbsp; resumo decompondo-as de forma a mostrar estímulos, motivações e vantagens&nbsp; oferecidos por cada uma de suas diferentes culturas. Como, por exemplo, nos&nbsp; menciona PARENTE (2003) e os dados estatísticos da ABIOVE (Associação&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasileira de Óleos Vegetais) que segue a seguir:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O Complexo Soja tem um papel importante no desenvolvimento da&nbsp;economia brasileira. Em 2011, foram movimentados cerca de 24 bilhões&nbsp; de dólares apenas nas exportações de soja, farelo e óleo. A sojicultura brasileira gera 1,5 milhão de empregos em 17 Estados do País</em>. ” PARENTE (2003).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As populações das cidades em que foi implantado o programa de incentivo a&nbsp; plantação tem melhorado seu poder aquisitivo. Com os subsídios em tecnologia,&nbsp; áreas de cultivos, processamento de grãos e refino de óleos tem dado resultados&nbsp; positivos em produtividade e também na melhoria do IDH (Índice de&nbsp; desenvolvimento humano) nas populações das regiões PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos realizados pelo PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para&nbsp; Desenvolvimento em alguns municípios em que a soja foi muito importante no papel&nbsp; social, diretamente e indiretamente tem alavancado o IDH das regiões com&nbsp; empregos, aumento na escolaridade, capacitação profissional em várias áreas,&nbsp; aumento na renda e atraindo mais indústrias e comércios. Como podemos ver no&nbsp; gráfico do IDH dos municípios. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 6 – IDH das cidades produtoras de soja.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="523" height="245" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1235.png" alt="" class="wp-image-99792" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1235.png 523w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1235-300x141.png 300w" sizes="(max-width: 523px) 100vw, 523px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Biodiesel – Aventura tecnológica num país engraçado Parente (2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1. REGIÃO NORTE E CENTRO &#8211; OESTE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecida como a pré-amazônia, essa região abrange estados como,&nbsp; Maranhão, Tocantins e partes de Piauí e Mato Grosso. A pré-amazônia possui&nbsp; imensas florestas babaçu com milhões de hectares, tem um grande potencial na&nbsp; produção de coco de babaçu, equivalente a uma marca que excede os 40 milhões&nbsp; de coco de babaçu por ano, que é capaz de gerar 17 toneladas de óleo de babaçu&nbsp; que consequentemente produziria 20 bilhões de litros de biodiesel por ano.&nbsp; PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pré-Amazônia é por natureza uma região que além de seus recursos com a&nbsp; floresta babaçu se torna maior em relação ao seu potencial na produção de&nbsp; oleaginosas, cultivando a qualidade daquilo que é específico no seu ramo de&nbsp; atividade, aumentando assim o seu potencial produtivo. Esses são estímulos e&nbsp; motivações oferecidos por essa região para a produção do biodiesel tornando-a uma&nbsp; região de ocupação e renda. PARENTE (2003).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2. AMAZÔNIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta região também possui um solo fértil, porém de pouca profundidade.&nbsp; Entretanto, essa região se destaca pela utilização em grande escala da energia&nbsp; oriunda do óleo diesel mineral, embora o custo do transporte do diesel mineral para&nbsp; essa região torna-se superfaturado, chegando a ser o triplo do valor de regiões onde&nbsp; existam refinarias. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.3. NORDESTE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa região consiste na abrangência dos Estados do Nordeste que pertencem&nbsp; ao polígono das secas, como é mais conhecido. Isto quer dizer que é uma região&nbsp; que vive periodicamente com as secas que por tal consequência reuniu um povo a&nbsp; mercê da miséria rural da região. Contudo algum recurso tem se demonstrado por&nbsp; demais satisfatórios em lugares em que as condições são menos agressivas e&nbsp; nobres como, por exemplo, na horticultura, floricultura e fruticultura, levando em consideração que esse fator demanda da irrigação sendo uma forte aliada no cultivo&nbsp; da agricultura e sua produção. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo PARENTE (2003), a produção do biodiesel o Nordeste oferece&nbsp; algumas espécies de oleaginosas, além também das xerófilas como; pinhões e&nbsp; leucena que seriam de proveito para a produção do óleo vegetal para esse fim, no&nbsp; entanto alguns estudos e análises são de suma importância para que se possa ter&nbsp; uma exatidão quanto à inclusão de tais materiais na agricultura da região. Porém&nbsp; considerando o clima semiárido da região, a mamoneira se torna uma das grandes&nbsp; vantagens, além do que nas mais importantes atividades da agricultura local a&nbsp; mamona se torna uma fonte importante de óleo vegetal e insumo alimentício para a&nbsp; pecuária, onde em uma área de um hectare correspondem a 8 toneladas de gás&nbsp; carbono absorvido pela atmosfera.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora isso, a grande motivação que essa região do Nordeste oferece para a&nbsp; produção do biodiesel, é a possibilidade de diminuir as condições miseráveis a qual&nbsp; as famílias de uma boa parte da região (aproximadamente 2.000.000 famílias)&nbsp; flagelados das secas vivem, tornando-os pessoas com mais dignidades e sem fome.&nbsp; Para ter uma noção do tamanho do benefício que isso traria a região, com o cultivo&nbsp; da mamona de 2 milhões de famílias seria possível se ter 6 milhões de toneladas da&nbsp; safra global de mamonas, considerando uma participação familiar com média de 3&nbsp; toneladas por ano de sementes de mamonas, que consequentemente possibilitaria&nbsp; atingir a marca de 3 bilhões de litros na produção do biodiesel, trazendo ao bolso de&nbsp; cada família uma renda sobressalente superior a R$ 1.500,00. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.4. REGIÃO SUL E SUDESTE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Região que tem sua agricultura em torno da cultura climática, tendo a soja&nbsp; como um forte produto de valor para a produção energética. Considerando que são&nbsp; frequentes as estiagens nessa região, o girassol por sua vez se torna um recurso a&nbsp; ser analisado quanto ao seu potencial para o programa energético devido a sua alta&nbsp; produtividade e resistência. Quanto ao fato de analisar, isto quer dizer que pode ser&nbsp; indicado para a produção do biodiesel e/ou seu óleo a ser comercializado ao segmento alimentício, o que para o mercado energético seria o deslocamento do&nbsp; que excede os outros óleos como a soja por exemplo. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O incentivo que essa região oferece é de poder estabilizar o preço no mercado&nbsp; energético o uso alternativo do biodiesel por consequência de o óleo de soja&nbsp; apresentar constantes queda no mercado alimentício. PARENTE (2003).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o Brasil apresenta reais condições, estímulos e motivações&nbsp; suficientes para a cadeia produtiva do biodiesel sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comprovadamente apresenta variados tipos de matérias primas regionalizadas&nbsp; com grande portfólio para uma expansão de grande porte na agricultura e&nbsp; agronegócio sendo o único país no mundo capaz de expandir essa matéria prima&nbsp; para a produtividade do biodiesel sustentável. CRESTANA (2005)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 3 &#8211; produtos possíveis para produção de biodiesel.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="556" height="537" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1234.png" alt="" class="wp-image-99791" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1234.png 556w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1234-300x290.png 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Revista Globo Rural ed. 299 – 09/2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2. BIODIESEL X DIESEL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O biodiesel tem como diferencial ser um produto totalmente biodegradável,&nbsp; sendo obtido de triglicerídeos comuns com uma cadeia curta de álcool metanol ou&nbsp; álcool etanol, formando assim um conjunto de substância como ácidos graxos&nbsp; etílicos ou metílicos dependendo da cadeia utilizada para a reação. O biodiesel pode&nbsp; ser considerado ambientalmente correto levando em consideração o prisma&nbsp; combustível, por não agredir bruscamente o meio ambiente, não interferindo em&nbsp; biomas, fauna e flora, sendo renovável ao contrário do diesel mineral produzido a&nbsp; partir do petróleo. PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo PARENTE (2003), o diesel comum tem em sua composição&nbsp; elementos nocivos que durante sua combustão são liberados interferindo nos&nbsp; ecossistemas (fauna e flora), ocasionando a baixa de componente desses sistemas,&nbsp; podendo até mesmo causar um dano que poderá futuramente evoluir para o&nbsp; extermínio do bioma, sendo os principais: o enxofre e os hidrocarbonetos, o enxofre&nbsp; causa envenenamento do sistema respiratório dos seres vivos levando a sua&nbsp; falência e os hidrocarbonetos causam em elevadas quantidades efeito estufa,&nbsp; esterilização do solo, rios,lagos e chuva ácida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O biodiesel em sua forma mais pura é chamado de B/100, por ser produzido&nbsp; com 100% de matéria orgânica proveniente de várias fontes como: soja, milho,&nbsp; girassol, mamona, amendoim, entre outros, que possuem grande quantidade de&nbsp; lipídios e óleos vegetais, podem ser também sucedidos em sua produção com óleos&nbsp; de proveniência animal (gordura). PARENTE (2003)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O biodiesel-100 tendo como uma visão mais ambiental do que o diesel mineral,&nbsp; por possuir uma porcentagem de biodiesel puro em sua composição final. Essa&nbsp; porcentagem pode chegar até 20% de biodiesel puro e 80% de diesel mineral,&nbsp; chegando à classificação de B/20. PARENTE (2003)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1 O USO DO BIODIESEL COMO COMBUSTÍVEL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O biodiesel sem a adição de diesel mineral popularmente conhecido como&nbsp; forma pura gera complicações em motores a diesel sem manufatura apropriada, pela&nbsp; sua alta acidez. Essa acidez ocasiona um desgaste nos componentes dos motores&nbsp; com o seu uso prolongado, a sua viscosidade também é um empecilho, pois não é&nbsp; tão eficaz em motores que possuem bicos injetores. Mesmo tendo 5% a menos de&nbsp; octanagem em relação ao diesel comum, o que não é um problema, pois a sua&nbsp; queima durante a combustão é de 100% sem deixar resíduos sólidos, ao contrário&nbsp; do diesel que a sua queima libera uma considerável porcentagem de resíduos sólidos, sendo assim, quase equivalente durante a queima. PARENTE (2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. ANÁLISE DE CICLO DE VIDA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do Ciclo de vida de um produto nos permite analisar toda a cadeia&nbsp; produtiva, tendo condições de quantificar e apontar os impactos ambientais em&nbsp; todas as etapas de produção até a destinação final do mesmo, proporcionando uma&nbsp; visão de quão benéfico pode ou não ser a confeccioná-lo, e também oferecendo ao&nbsp; consumidor final o poder de ter uma escolha mais consciente em suas tomadas de&nbsp; decisões. LASSIO (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo de consumo cotidiano, além do que para os empresários é&nbsp; possível aproveitar esse estudo de várias formas diferentes, como por exemplo, ’’&nbsp; alterando alguma etapa, por outra similar mais barata, ou reciclando algum resíduo&nbsp; com isso gerando mais um fonte de renda na produção do produto. (NBR ISO&nbsp; 14041). LASSIO (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os EUA tem sido um exemplo prático disso ao ter muitas empresas adquirindo&nbsp; matéria prima renovável. Bilhões têm sido investidos nas mais altas tecnologias a fim&nbsp; de se alcançar o mais alto padrão de qualidade na produção do biodiesel a base das&nbsp; oleaginosas. Todo esse processo segue mostrado na figura a seguir. LASSIO (2013).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 4 &#8211; Ciclo de vida dos bicombustíveis.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="475" height="314" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1233.png" alt="" class="wp-image-99790" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1233.png 475w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1233-300x198.png 300w" sizes="(max-width: 475px) 100vw, 475px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: DOE (Departamento de Energia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas os empresários estão focados em reduzir a emissão dos&nbsp; gases causadores do efeito estufa, reduzindo o consumo dos recursos hídricos,&nbsp; consumindo uma quantidade menor de energia elétrica, fazendo com que seus&nbsp; produtos tenham uma confecção menos agressiva ao meio ambiente, esse vem&nbsp; sendo um dogma tanto o poder público quanto o privado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como podemos observar na Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981, artigo 2°:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“<em>A política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a&nbsp;preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propiciando&nbsp; a vida, visando assegurar, no país condições ao desenvolvimento&nbsp; socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e a preservação&nbsp; da dignidade da vida humana.” </em>SALLES (2014).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa preocupação vem permeando a sociedade capitalista desde meados das&nbsp; décadas de 80 e 90. RODRIGUES (2015)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa breve explanação sobre a importância do estudo do ACV (Avaliação&nbsp; do Ciclo de Vida) e sua relevância a preservação dos recursos naturais, o presente&nbsp; trabalho tem por objetivo o ciclo de vida de um produto específico o biodiesel&nbsp; produzido a partir da soja, grão que segundo Conab 2006 grão com maior área&nbsp; cultivada no Brasil, porém somente 3% da produção é destinada a produção de&nbsp; bicombustível, o restante 97% tem outra destinação. LASSIO (2013)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 7 &#8211; Área de grão plantada no brasil 1994/1995 a 2004/2005 em mil hectares.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="529" height="217" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1231.png" alt="" class="wp-image-99788" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1231.png 529w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1231-300x123.png 300w" sizes="(max-width: 529px) 100vw, 529px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Conab, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 DEFINIÇÕES DE OBJETIVO E ESCOPO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o momento de limitar os parâmetros do modelo sistêmico, que mesmo&nbsp; que haja simplificação não se altere os resultados, nem tão pouco se perca o foco. Quando mencionamos o escopo partimos de 3 prismas: duração, largura e&nbsp; profundidade, ou seja, o tempo de duração, os níveis de análise e sua profundidade&nbsp; a fim de atender os parâmetros norteados pelo objetivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas delimitações servem como os dogmas norteados, porém deve atentar&nbsp; que é um documento e poderá conter adaptações para que tal se configure.&nbsp; A NBR ISO 14041 (2004) nos fala da seguinte maneira sobre a definição ACV&nbsp; (Avaliação de Ciclo de Vida):&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">⮚ Função do sistema de produto: define a que se presta o sistema que está&nbsp; sendo analisada; qual sua função.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">⮚ Unidade funcional: é a unidade de medida da função anteriormente&nbsp; estabelecida. Esta define a quantificação das funções do sistema, provendo uma&nbsp; referência para a qual as quantificações das entradas e saídas do sistema (aspectos&nbsp; ambientais) serão normalizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">⮚ Fluxo de referência: é o resultado dessa quantificação da unidade funcional.&nbsp; A quantidade de produto necessária para cumprir a função. O fluxo de referência é&nbsp; utilizado para calcular as entradas e saídas do sistema, as comparações entre&nbsp; sistemas devem ser feitas com base na mesma unidade funcional na forma de seus&nbsp; fluxos de referência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">⮚ Fronteiras do sistema de produto: Define os processos elementares a serem&nbsp; incluídos no sistema a ser modelado, representando a delimitação da sua&nbsp; abrangência, considerando diversas dimensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 INVENTÁRIO DE CICLO DE VIDA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a NBR1404, 2004 esse é o momento de elaborar um modelo&nbsp; estabelecendo o fluxo ambiental de entrada e saída do produto, cálculo e dados&nbsp; estatísticos agrupados e associados sistemicamente, similar a uma tabela. Essa&nbsp; etapa pode ocorrer complicações uma vez que não se encontre informações&nbsp; pertinentes e plausíveis do objeto estudado ou se ocorrer a necessidade de analisar&nbsp; a fim de produzir a estimativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 AVALIAÇÃO DE IMPACTO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A NBR ISO 14041,2004 nos diz a avaliação de impactos é: os impactos ao&nbsp; meio ambiente estão ligados aos dados elencados no inventário, neste momento&nbsp; existe a necessidade estabelecer as metas, os objetivos norteadores e as extensões,&nbsp; até onde deverão ser estudadas as conseqüências para analisar e mensurar a&nbsp; extensão dos potenciais danos ao meio ambiente proveniente ao produto estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. SIMULAÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Simulação apresenta-se como uma ferramenta para a tomada de decisão&nbsp; indicando informações para que seja possível tomar decisões e prever fatos e eventuais problemas de uma determinada situação real, evitando que erros&nbsp; indesejáveis venham comprometer o desenvolvimento de um projeto. Com o auxílio da tecnologia da simulação é possível testar mais de uma correção para cada erro&nbsp; apresentado e verificar mediante o escopo e o objetivo que se pretende atingir a&nbsp; mais viável e pertinente. BANKS ET AL (1999)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia tem se avançado de forma acelerada e conquistado cada vez&nbsp; mais as pessoas, conscientizando-as e fazendo com que as empresas dos mais&nbsp; diversos segmentos procurem se atualizar de forma a oferecer produtos e serviços&nbsp; de boa qualidade e que tenham sua cota de preocupação quanto aos impactos&nbsp; ambientais a qual o processo durante todo ciclo de vida do mesmo possa causar ao&nbsp; sistema global. RANGEL (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço de forma brusca de novos produtos e serviços são em virtude de&nbsp; estudos e análises através de resultados obtidos por simulações que&nbsp; consequentemente geram toda essa alta competitividade mundial. O autor ainda&nbsp; justifica dizendo que na verdade, é que através da simulação se consegue ter um&nbsp; panorama da situação atual e/ou futura, permitindo-nos evitar desperdícios&nbsp; comprometendo o desenvolvimento e desempenho de produtos e processos. A sua&nbsp; eficiência nos mantém informados, e em muitos casos nos orienta a definir métricas&nbsp; em busca de melhorias a diferentes mudanças do processo, produtos e materiais.&nbsp; GUPTA ET AL (2001)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 </strong><strong><em>SOFTWARES </em></strong><strong>DE SIMULAÇÃO PARA IMPACTO AMBIENTAL.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>software </em>de simulação vem auxiliando, se tornando uma ferramenta que fornece&nbsp; dados de estudos anteriores comprovados ajudando a formar um cenário com as&nbsp; possibilidades de comparação entre as diversas situações possíveis para o projeto.&nbsp; Com isso torna-se mais fácil analisar as perspectivas do escopo simulado, sem a&nbsp; necessidade de um estudo prático onde demandaria muito tempo para uma média confiável entre diversas situações no ciclo de vida dos produtos em questão no&nbsp; estudo desse projeto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.1 </strong><strong><em>SOFTWARE SOLIDWORKS&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">GASI ET AL (2014) na análise do estudo comparativo do impacto ambiental de&nbsp; polímeros têxteis utilizou o <em>software Solidworks sustainability</em>, e com isso, pôde&nbsp; observar resultados que lhe mostraram a inferioridade do impacto a nível ambiental&nbsp; do poliéster em relação ao a poliamida 6 na fabricação do produto <em>T-shirts</em>. Embora&nbsp; o estudo não seja focar nos impactos ambientais causados na utilização nem na&nbsp; produção do produto, e sim uma comparação entre os dois materiais (poliéster e&nbsp; poliamida 6), a análise lhe permitiu também descrever por intermédio dessa&nbsp; ferramenta (<em>software solidwork</em>) todo o potencial de ambos os materiais para o&nbsp; impacto ambiental. De acordo com GASI, essa ferramenta (<em>software solidworks</em>)&nbsp; após receber todos os dados do produto em questão, permitiu fazer simulações com resultados de aspecto ambiental durante todas as fases do ciclo de vida do produto,&nbsp; a saber, da extração da matéria-prima a eliminação pós uso do mesmo. Esses&nbsp; resultados proporcionam as devidas informações para que se possam tomar&nbsp; decisões as mais diferentes mudanças sustentáveis durante todo o processo da <em>LCA </em>do produto.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 5 – <em>solidworks </em>sustentável.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="517" height="236" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1230.png" alt="" class="wp-image-99787" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1230.png 517w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1230-300x137.png 300w" sizes="(max-width: 517px) 100vw, 517px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>Mechworks </em>11/2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>solidworks-sustainability </em>fornece total confiança quanto à análise dos&nbsp; impactos ambientais do seu projeto. Sua ampla biblioteca de ferramentas lhe permite em tempo real e instantaneamente correções quanto a material, processo e&nbsp; configurações do seu projeto para que possa torná-lo um trabalho ambientalmente&nbsp; amigo da natureza. LASSIO (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.2 </strong><strong><em>SOFTWARE </em></strong><strong>UMBERTO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">IBRAHIM ET AL (2007) para realizar o projeto de análise de ciclo de vida de&nbsp; sacos plásticos produzidos por reciclagem (estudo de caso em Seropédica – RJ)&nbsp; utilizou a ferramenta <em>software </em>Umberto por ser um instrumento de pesquisa científica&nbsp; voltado a identificar e monitorar as condições mais favoráveis tanto do aspecto&nbsp; ambiental como do aspecto financeiro da análise <em>LCA</em>. Segundo IBRAHIM ET AL o&nbsp; <em>software </em>Umberto foi essencial para o projeto, pois após um levantamento de todo o&nbsp; processo puderam observar resultados que os auxiliaram a tomar medidas corretas&nbsp; na pretensão de redução de custos proporcionando maiores ganhos com o produto&nbsp; e a viabilidade com impactos ambientais.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 6 &#8211; Umberto <em>know the flow</em>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="394" height="234" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1229.png" alt="" class="wp-image-99786" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1229.png 394w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1229-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Enciclo 09/2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma ferramenta que vem atraindo cada vez mais os especialistas no&nbsp; segmento de análise do ciclo de vida por apresentar variados recursos e uma&nbsp; ligação física e ao mesmo tempo logicamente correta entre dois ou mais sistemas&nbsp; operacionais. IBRAHIM ET AL (2007)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.3 </strong><strong><em>SOFTWARE IWM </em></strong><strong>2.5 (</strong><strong><em>INTEGRATED WASTE MANAGEMENT MODEL</em></strong><strong>)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALENCAR (2013) em seu projeto intitulado Diagnóstico e inventário de ciclo de&nbsp; vida do sistema de gerenciamento de resíduos sólidos do município de Imperatriz – MA, com a utilização do instrumento da <em>LCA </em>teve como um de seus grandes aliados&nbsp; a essa análise no segmento ambiental o <em>software IWM </em>2.5, que com os seus dados&nbsp; e resultados referentes à análise e inventário de materiais e energia apresentada&nbsp; pôde ser adaptado e monitorado posteriormente pela ferramenta da <em>Microsoft Office </em>(<em>Excel</em>). ALENCAR salienta ainda que o <em>software IWM </em>2.5 seja indispensável para a&nbsp; execução do projeto por ser uma ferramenta capaz de apresentar dados confiáveis&nbsp; quanto aos cálculos do inventário de emissões, ou seja, o mesmo se dispõem de um&nbsp; banco de dados como suporte de decisão que oferece resultados sólidos referentes&nbsp; a escolha de variados tipos diferentes de gerenciamento de resíduos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.4 </strong><strong><em>SOFTWARE BEES </em></strong><strong>3.0&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA (2007) na análise ambiental da viabilidade de seleção de produtos&nbsp; da construção civil utilizou o <em>software BEES </em>3.0, ferramenta americana com base na&nbsp; ISO 14040 (1997), que apesar de oferecer um amplo banco de dados e fluxos, suas&nbsp; normas e técnicas de cálculos apresentam uma base no conceito americano,&nbsp; limitando a sua utilização como, por exemplo, no nosso país (Brasil) que podem ter&nbsp; algumas características divergentes em materiais e técnicas de construção. Contudo, Oliveira defende o emprego do <em>software BEES </em>3.0 no Brasil mesmo que esse&nbsp; tenha que sofrer algumas mudanças e ajustes, pois segundo ele (OLIVEIRA) essa&nbsp; ferramenta apresenta todos os recursos necessários para <em>LCA </em>de impactos&nbsp; ambientais de grande proporção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.5. </strong><strong><em>SOFTWARE </em></strong><strong>GABII4&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">JACOMEL ET AL (2013) no projeto de sustentabilidade ambiental e <em>LCA </em>de&nbsp; produto (estudo comparativo entre duas embalagens), aplicou o uso da ferramenta&nbsp; <em>software </em>GaBi 4, desenvolvida com a finalidade de analisar critérios do aspecto&nbsp; sustentável de produtos. JACOMEL comenta que essa ferramenta é apropriada para&nbsp; o segmento de <em>LCA </em>na qual tem o feito de monitorar e medir os impactos ambientais&nbsp; de produtos que apresentam um alto índice de reprovação por parte da ineficiência de&nbsp; seus materiais no ramo ambiental. Com isso (JACOMEL ET AL) no projeto em&nbsp; questão pôde apresentar resultados convincentes com relação aos produtos e&nbsp; materiais de estudos através dos dados adquiridos comprovando assim a eficácia da&nbsp; presente ferramenta <em>software </em>GaBi 4 para LCA para o impacto ambiental quanto&nbsp; para a sustentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 7 – Software Gabi 4.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="551" height="440" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1228.png" alt="" class="wp-image-99785" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1228.png 551w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1228-300x240.png 300w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>ThinkStep </em>– Gabi 08/2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.6 </strong><strong><em>SOFTWARE AUTOMOD&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">RENGEL (2013) para o seu projeto que tem por objetivo o uso da modelagem e&nbsp; simulação para a implantação de uma nova célula de teste funcional de lavadoras de&nbsp; roupas utilizou a ferramenta <em>software AutoMod </em>com a finalidade de simular uma&nbsp; situação através de análises de sistemas onde o mesmo oferece recursos de alto&nbsp; desempenho para a modelagem de complexas situações. Segundo RENGEL essa&nbsp; ferramenta por oferecer tal capacidade possui algumas vantagens, entre elas; a de&nbsp; transmitir através de dados precisos e detalhados se o sistema irá transcorrer&nbsp; conforme o planejado e a melhora do desempenho do sistema quando necessário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1.7 </strong><strong><em>SOFTWARE SIMAPRO&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">SEVENCAN (2013) para seu projeto <em>life cycle assessment of Power generation alternatives for a stand-alonemobilehouse </em>(avaliação do ciclo de vida da geração de&nbsp; energia alternativas para uma casa móvel autônomo) utilizou a ferramenta <em>SimaPro </em>onde obteve os resultados esperados do seu projeto com base nos cálculos das&nbsp; mais diversas gerações de energia híbrida alternativas. SEVENCAN (2013) diz ainda&nbsp; que as análises feitas pela ferramenta <em>SimaPro </em>lhe proporcionaram confiança e muita&nbsp; segurança para eventuais decisões futuras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um dos que reúne os mais e principais bancos de dados com um amplo e&nbsp; eficiente método na avaliação do ciclo de vida de produtos, processos e serviços.&nbsp; Tem sua versão 8 disponível gratuitamente com uma limitação de modelagem de&nbsp; sistemas para estudantes e especialistas no segmento de <em>LCA</em>. Também é uma&nbsp; ferramenta que aborda análise do ciclo de vida consequencial do <em>ecoinvet </em>de fácil&nbsp; entendimento, de fácil criação de novos projetos e com profunda análise de matérias&nbsp; e identificação dos impactos ambientais. SEVENCAN (2013)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 8 – <em>Software SimaPro</em>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="489" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1226.png" alt="" class="wp-image-99783" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1226.png 524w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1226-300x280.png 300w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: ACV Brasil 08/2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2. ESCOLHA DO </strong><strong><em>SOFTWARE&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse projeto utilizamos a ferramenta <em>SimaPro </em>por se tratar de um excelente&nbsp; instrumento para o segmento LCA, oferecendo que precisamos com amplo banco de&nbsp; dados para recolher, analisar e monitorar nosso projeto de forma clara e objetiva,&nbsp; pois o <em>SimaPro </em>é uma ferramenta de fácil compreensão para a sua utilização&nbsp; seguindo os princípios da Norma ISO 14040. (2004)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ferramenta <em>SimaPro </em>ainda nos oferece uma oportunidade de fazermos&nbsp; alguns testes <em>free </em>com uma quantidade de simulações estipulada pelo próprio site&nbsp; no qual através de um simples cadastro como aluno baixamos a ferramenta e&nbsp; passamos a utilizá-la nesse projeto em questão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. METODOLOGIA DA PESQUISA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho deu-se com a relação entre a <em>LCA </em>e o comparativo entre o&nbsp; bicombustível e o diesel fóssil, implementada às pesquisas qualitativas e&nbsp; quantitativas correlacionadas ao impacto ambiental. LASSIO (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho contempla em sua primeira parte como já decorrido, todas&nbsp; as pesquisas literárias para a fundamentação teórica no que diz respeito ao&nbsp; segmento de <em>LCA</em>, por meios de Artigos, Revistas, Sites, e análises feita por&nbsp; intermédio de experimentos práticos. LASSIO ( 2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda parte em virtude de todos os dados levantados, inseridos e&nbsp; analisados pelo <em>software SimaPro </em>o qual fez um levantamento de quantidades e&nbsp; considerações básicas de insumos mais essenciais no ciclo de vida da produção do&nbsp; biodiesel. Por consequência o mesmo mobilizou a <em>LCA </em>obedecendo às exigências&nbsp; normativas apresentando resultados sólidos e confiáveis para interpretações, análise&nbsp; e eventuais sugestões. LASSIO (2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação foi submetida dentro do contexto da metodologia da <em>LCA</em>. Desse&nbsp; modo, foi extraído todo o objetivo e escopo das análises feitas, no qual&nbsp; são identificadas em seu conteúdo os impactos relevantes ao meio ambiente que por&nbsp; meio de inventário do ciclo de vida os mesmos puderam ser avaliados. LASSIO&nbsp; (2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises e seus respectivos resultados foram gerados por meio da&nbsp; ferramenta <em>SimaPro </em>que consequentemente nos transmitiu dados ilustrados em&nbsp; gráficos baseados no inventário de cada processo do ciclo de vida na produção do&nbsp; biodiesel.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma melhor compreensão dos resultados obtidos foram criados também&nbsp; além dos gráficos gerados um fluxograma e esquema do seu processo. LASSIO&nbsp; (2013)&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 9 – Fluxograma <em>LCA </em>(<em>Life CicleAssessment</em>).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="457" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1225.png" alt="" class="wp-image-99782" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1225.png 580w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1225-300x236.png 300w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>ADEME/MATE </em>2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há estudos semelhantes feitos por especialistas no assunto da ACV, como&nbsp; também por estudantes, inclusive sobre o mesmo tema. Alguns com foco não só no&nbsp; ciclo de vida da produção como em todo processo do produto, por exemplo;&nbsp; ANÁLISE DO CICLO DE VIDA DO BIODIESEL DE SOJA de autoria de Carlos Alejos&nbsp; Altamirano do Programa de Planejamento Energético – COOPE – UFRJ, chegando&nbsp; a conclusões muito similares no contexto geral sobre a utilização do produto&nbsp; biodiesel, afirmando, por exemplo, que atualmente o produto não pode ser&nbsp; considerado totalmente sustentável. ALTAMIRANO (2010)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra situação bastante parecida é o trabalho realizado pelos estudantes Bruno&nbsp; Manoel Tavares e Sheila Regina Rocha da Silva com o tema; BIODIESEL – FONTE&nbsp; DE COMBUSTÍVEL LIMPO ATUANDO COMO RICA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E&nbsp; ECOLÓGICA NA REGIÃO DE LINS. Embora esse projeto tenha um objetivo muito&nbsp; similar ao nosso trabalho que é o estudo da cadeia produtiva e chegar à conclusão&nbsp; apresentando uma alternativa sustentável, esse projeto realizado pelos estudantes&nbsp; Bruno e Sheila foi sustentado com dados colhidos referentes à produção do&nbsp; biodiesel em uma empresa da própria região, ou seja, um estudo de caso. O que&nbsp; diferencia seu trabalho com o trabalho aqui apresentado é a não utilização do&nbsp; <em>software </em>(recurso de uma ferramenta de análise), visto apenas utilizar dados&nbsp; fornecidos pela empresa patrocinadora do projeto. Outro fator muito importante e&nbsp; relevante para o seu projeto é que a vista de todos os resultados obtidos tornou se&nbsp; muito vantajoso o produto em questão partindo do principio de que toda matéria&nbsp; prima utilizada pela empresa vem de um processo de reciclagem, tornando viável&nbsp; não só para a empresa como também para o meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode – se observar na figura a seguir o comparativo entre três produtos em %.&nbsp; A comparar;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 Kg de Etanol&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 Kg de Diesel fóssil&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 Kg de Biodiesel&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As categorias avaliativas foram;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>∙ </strong>Saúde Humana&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>∙ </strong>Qualidade do Ecossistema&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>∙ </strong>Mudança Climática&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>∙ </strong>Recursos&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Gráfico 8 – Comparação dos ciclos de vida referente a danos ambientais&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="379" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1224.png" alt="" class="wp-image-99781" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1224.png 597w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1224-300x190.png 300w" sizes="(max-width: 597px) 100vw, 597px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>Software SimaPro </em>– Método <em>Impact </em>2002+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico acima mostra um resultado referente a danos ambientais dos&nbsp; respectivos produtos (Etanol, Diesel e bicombustível) em três categorias distintas. A&nbsp; primeira delas foi avaliar o percentual de danos à saúde humana, o qual em todo&nbsp; seu ciclo de vida fica comprovado à eminência de graves danos causados pelo ciclo&nbsp; de vida do etanol que consequentemente acaba influenciando em todo ecossistema&nbsp; comprometendo assim a qualidade do meio ambiente. Entretanto podemos também observar que na categoria mudanças climáticas o grande vilão se torna o diesel&nbsp; fóssil acarretando assim um grande prejuízo ambiental se estende aos recursos que&nbsp; também de certa forma apresenta um ciclo de vida danoso ao meio ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o produto do biodiesel embora considerado um produto de fonte renovável&nbsp; ainda apresenta algumas deficiências em seu ciclo de vida referente a mudanças&nbsp; climáticas e ainda sim um pequeno percentual de danos ambientais na categoria&nbsp; recursos, como mostra o gráfico apresentado pela simulação através do <em>software&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>SimaPro </em>nas comparações dos ciclos de vida através do método <em>Impact </em>2002+.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base em todos os dados e informações elencadas nesta pesquisa deve se concluir que o ciclo de vida de um produto engloba todo o processo de produção&nbsp; deste produto desde a produção da matéria prima até ao consumidor final, como nos&nbsp; reafirma a ISO 14041 e podemos observar no esquema ilustrativo a seguir:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 10 &#8211; Ciclo de vida de um produto.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="684" height="553" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1223.png" alt="" class="wp-image-99780" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1223.png 684w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1223-300x243.png 300w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: AZEVEDO (2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em toda a cadeia produtiva, no ciclo de vida do biodiesel, a&nbsp; forma como ele é produzido, os materiais que são utilizados, os insumos e manejos que a soja é manufaturada, conclui-se que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a ótica da queima do combustível e liberação de partículas tóxicas no ar,&nbsp; as emissões de gás carbono considerando o diesel a base de petróleo e o biodiesel&nbsp; combustível com base orgânica, o mais viável é o bicombustível, pois ocorre uma&nbsp; quantidade menor de emissões de partículas tóxicas no ar, mas quando analisamos&nbsp; o biodiesel com a ótica do ciclo de vida, essa opção não é tão viável&nbsp; ecologicamente, pois nas atuais condições de produção da soja atualmente, temos&nbsp; um alto índice de emissão de gás carbônico e outros ofensivo ambientais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente associamos esse combustível uma melhor opção, pois partimos&nbsp; sempre das mudanças climáticas, fenômeno que é intensificado por causa das altas&nbsp; emissões de gás carbônico liberada pelos combustíveis fósseis, mas para produzir o&nbsp; bicombustível são liberadas altas taxas também de gás carbônico durante toda a&nbsp; cadeia de produção do biodiesel, tornando &#8211; o até mesmo essa comparação desleal&nbsp; e injusta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta pesquisa fica claro o potencial menos poluente deste novo combustível,&nbsp; mas precisamos considerar que não da forma como é feita atualmente, pois ele&nbsp; reduz a emissão de poluição do ar, mas a sua cadeia produtiva afeta tão&nbsp; severamente o meio ambiente quanto os combustíveis fósseis, por exemplo, os&nbsp; pesticidas, que tem efeito acumulativo dentro dos ecossistemas, poluindo os&nbsp; recursos hídricos e lençóis freáticos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos considerar em um futuro próximo, estudos para criar maneiras de&nbsp; reduzir os impactos ambientais da produção do biodiesel com base na análise do&nbsp; ciclo de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BIBLIOGRAFIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Gestão Ambiental – <strong>Avaliação&nbsp; do Ciclo de Vida – Definição de objetivo e escopo e análise de inventário</strong>. NBR&nbsp; ISO 14041. Rio de Janeiro, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALENCAR, J. C. <strong>Diagnóstico e inventário de ciclo de vida do sistema de&nbsp; gerenciamento de resíduos sólidos de Imperatriz </strong>– Ma Santa Cruz do Sul Abril,&nbsp; 2013&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANGELO, Miguel<strong>. Revista online BIODIESELBR. </strong>29 de janeiro de 2006 <strong>O DIESEL </strong><strong>&nbsp;</strong><strong>BRASIL. </strong>Disponível em: http://www.biodieselbr.com/plantas/soja/soja.htm &nbsp;em16/10/2015 ás 11:30. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANGELO, Miguel<strong>. Revista online BIODIESELBR. </strong>29 de janeiro de 2006 às 22:01&nbsp; matéria <strong>Diesel Combustível</strong>. Disponível em: http:// www.biodieselbr.com/ 18 de&nbsp; Março de 2015 às 23:37)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALTAMIRANO, C. A. <strong>Análise do ciclo de vida do Biodiesel de soja</strong>. Programa de&nbsp; Planejamento Energético – COOPE – UFRJ 2010&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARGOZINO, Alex <strong>FOLHA DE SÃO PAULO: </strong>Disponível em:&nbsp; http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/02/1590476-dez-anos-depois-protocolo de-kyoto-falhou-em-reduzir-emissoes-mundiais.shtml .Acesso em 16/10/2015 ás&nbsp; 14:27&nbsp;</p>



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		<title>GESTÃO DA MANUTENÇÃO: APLICADA EM TEMPOS DE CRISE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/gestao-da-manutencao-aplicada-em-tempos-de-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10051300</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Willians dos Santos Jesus<br>Orientador: Prof. Luiz Prodomo</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alguns a manutenção pode estar desativada ou mesmo sucumbida as novas tecnologias, ela sempre esteve presente nas indústrias e nas situações mais difíceis (financeiramente) mostrou-se como estratégica, para obtenção de resultados, teve seu início no século XVI, quando surgiu o primeiro relógio mecânico neste caso os primeiros técnicos de montagem e assistência. Levou prestígio na primeira revolução industrial e consolidou-se como uma necessidade da produção na época da segunda guerra mundial. No início as reconstruções depois da guerra moldaram seu desempenho na indústria nas bases da engenharia de manutenção. Nos tempos de hoje com a concorrência ampliada, os produtos sendo cada vez mais especulados pela agilidade na entrega e confiança, não deixando de se relevar a qualidade do produto final, entregue ao consumidor, o bom funcionamento e o estado de conservação das máquinas onde a produção é confeccionada tem sido uma motivação para alavancar cada vez mais a exigência da qualidade e planejamento da manutenção, este planejamento da origem direta dos tipos de manutenção, preventiva e corretiva. Neste trabalho vamos explicar os tipos de manutenção e exemplificar um determinado caso de serviços realizados em casos de prevenção e correção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Manutenção. Indústria. Engenharia. Preventiva. Corretiva.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">For some the maintenance may be disabled or even succumbed to new technologies, it has always been present in industries and in the most difficult situations (financially) proved to be strategic, to obtain results, had its beginning in the sixteenth century , when the first mechanical clock in this case arose the first technicians of assembly and assistance. It gained prestige in the first industrial revolution and consolidated itself as a necessity of production at the time of World War II. At the outset, the reconstructions after the war shaped its performance in the industry on the bases of maintenance engineering Nowadays, with increased competition, products are increasingly speculated by the agility in delivery and trust, while noting the quality of the final product delivered to the consumer, the proper functioning and the state of preservation of the machines where the production is made has been a motivation to leverage more and more the quality requirement and maintenance planning, this planning of the direct origin of the types of maintenance, preventive and corrective. In this work, we will explain the types of maintenance and exemplify a particular case of services performed in cases of prevention and correction.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Maintenance. Industry. Engineering. Preventive. Corrective.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda expansão tecnológica como as ferramentas de suporte a decisões, o sumiço das fronteiras, a admissão da sustentabilidade e a responsabilidade dentro das empresas, são as fontes imprescindíveis de uma evolução da economia mundial. Ao tempo que a concorrência entre as produções é mais evidente, as indústrias procuram responder ao mercado inovando e melhorando seus produtos continuamente. Assim é preciso que as atividades de manutenção se integrem a processo de produção caminhando juntamente para mesma meta, todavia nem sempre é possível seguir o planejado, seja por uma necessidade produtiva, ou até mesmo por limitações financeira, que inviabilizam uma prevenção a falha, e que ao decorrer desta monografia apresentarei, como decisões como esta podem custar bem mais caro para a empresa, pois os impactos sentidos, podem ser danosos, e em alguns casos irreversíveis, podendo levar até a desativação de um equipamento ou linha. A maior ligação entre os setores de Manutenção e Produção se dá nas ações diretas de qualidade e produtividade, assim a equipe e a organização da manutenção devem ser preparadas e vinculadas ao sistema. Para isso seus gestores devem possuir profundo conhecimento dos fatores de produção, de tal forma, que seu planejamento esteja sempre ligado na prevenção de futuras quebras ou paradas na linha de produção, e quando isso ocorrer inesperadamente e a ação for corretiva, deve-se executar os serviços com agilidade, presteza e segurança. A falta de programação ou até mesmo situações inesperadas, quando uma empresa assume o risco de não realizar uma manutenção preventiva eficaz, trocar peças de desgastes comum, ela acaba entrando em uma zona obscura, pois fica impossível aos manutentores, prever quando de fato ocorrerá, onde acontecerá a quebra, e qual a gravidade e os impactos que resultarão da mesma,&nbsp; em muitas empresas leva a necessidade e a aquisição de peças ou mesmo equipamentos com a devida emergência, deixando assim o responsável pela compra de peças sem limites de negociação elevando assim, os custos, sem contar também o fato de que muitas empresas deixaram de adquirir maquinário nacional, o mesmo que seja americano ou europeu, e muitas estão recorrendo por uma questão econômica de menor investimento inicial a compra de maquinas importadas da Ásia, e em sua maioria de origem chinesa, taiwanesa e coreanas, como citado anteriormente o custo inicial dessas maquinas é mais barato em comparativo a maquinas nacionais, mas quando se faz necessário a importação de peças de reposição, esbarra-se em outras fronteiras, que são a variabilidade de custo de moeda, o alto custo de fretes aéreos, a demora de envios via navios, retenção de materiais em alfandegas, e muitas vezes a empresa fica refém do fabricante, pois sem os desenhos mecânicos, referencias construtivas ou diagramas elétricos, ficam engessados e sem a possibilidade de desenvolver outras formas de repor a peça do equipamento que ocorreu a avaria , ou seja, deixando a manutenção de determinado equipamento inviável para a produção na qual ele está ligado com relação ao custo das peças de reposição, o tempo que a máquina será reestabelecida e como essa parada afeta a linha que esta máquina está instalada e em casos piores quando trata-se de maquinas gargalo, onde toda a produção de uma fábrica passa por ela, tornando catastrófico e muitas vezes irreversíveis os danos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da ideologia de cada administração de empresa pode circular três paradigmas bastante conhecidos do setor industrial, que são:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Paradigma do Passado: o homem da manutenção fica realizado quando executa um bom reparo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Paradigma do presente: o homem da manutenção se realiza quando também evita a necessidade de uma recuperação de falha;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Paradigma do futuro: o homem da manutenção sente-se realizado quando ele consegue evitar todas as falhas não planejadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo estáticas, a maioria das empresas trabalha com paradigma do passado e uma parte pequena já consegue atuar com o paradigma do presente e a menor parte já evoluiu para o paradigma do futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessária uma programação da atuação da manutenção, administrando assim diversas variáveis que venham a colidir com seu funcionamento, hoje em dia com os custos de cada ação dentro da indústria podendo ser configurados no valor final do produto, provando fisicamente que a produção tem espaço no mercado, e pode ser bem recebida pelo cliente, em tempos de crise econômica é ainda maior esta evidência, (MORTELARI; SIQUEIRA; PIZZATI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O que é a gestão da manutenção</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É a complexa atividade, de manter uma empresa e seus equipamentos funcionando de modo seguro e produtivo, prever as quebras, realizar acompanhamentos através de indicadores e inspeções, a manutenção deve agregar a empresa, este é o motivo pelo que devemos entender que a manutenção e sua gestão de qualquer equipamento independe da situação financeira da empresa, pois, uma boa gestão de intervenções pode trazer lucro ou mesmo reduzir os custos de operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma linha de produção não sendo parada de em virtude da quebra do equipamento ou maquinário, onde a atuação da manutenção em determinada condição pode acarretar em atrasos na linha de produção, danos maiores em peças coligadas ao sistema danificado, custos maiores para entrega imediata de peças, deslocamento de pessoal, entre outros, a boa gestão deve estar sempre controlando através de gráficos e planilhas os recursos técnicos disponíveis das máquinas, e as ferramentas para este controle deve-se evitar:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) As paradas não programadas;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) O alto custo da manutenção inadequada, hoje temos uma grande qualidade em softwares, onde pode-se organizar e gerir passo a passo essa gestão;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Desrespeito aos prazos de entrega da produção;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) A ineficiência da segurança no trabalho, onde uma quebra de maquinário pode causar um acidente com operador;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) Aumento de custos, consequentemente queda no rendimento;</p>



<p class="wp-block-paragraph">f) A não aceitação do cliente final;</p>



<p class="wp-block-paragraph">g) Cancelamento de compra, não comercialização do produto final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim a <strong>Gestão de Manutenção</strong> é muito importante, seus gestores podem garantir que seus colaboradores possam estar focados diretamente com a produção, atingindo metas traçadas para atender a demanda e as necessidades dos clientes, de uma empresa no geral organizada (RIBEIRO, 2014).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; Organograma da Manutenção.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="897" height="406" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1206.png" alt="" class="wp-image-99747" style="aspect-ratio:2.20935960591133;width:636px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1206.png 897w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1206-300x136.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1206-768x348.png 768w" sizes="(max-width: 897px) 100vw, 897px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços podem ser divididos por <strong>“Manutenção Planejada” </strong>e<strong> “Manutenção não Planejada”</strong> dentro delas podemos subdividir assim:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) <strong>Manutenção planejada preventiva:</strong> toda intervenção feita para evitar queda no rendimento das máquinas e equipamentos, e pode envolver outros setores como, o de compras para aquisição de peças de reposição, a produção com planejamento de parada e remanejamento do pessoal, a manutenção conforme a indicação do fabricante de cada equipamento, da gestão que pode antecipar serviços e ferramentas que serão utilizados na mão de obra. As preventivas também devem ser utilizadas para preenchimento de fichários e gráficos para o acompanhamento de desgaste natural das peças e equipamentos da máquina elaborando assim a compra de peças de reposição e paradas antes que a surpreenda a produção;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) <strong>Manutenção planejada preditiva: </strong>toda parada elaborada para analisar os dados específicos e o desempenho variável de cada equipamento, estes dados podem ser a temperatura, a vibração as análises químicas e físicas de cada peça, todas as informações coletadas podem ser colocadas em gráficos de vitalidade da máquina em um contexto geral, podem determinar o tempo de vida útil e agendar nova intervenção, sem as consequências de uma parada repentina;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) <strong>Manutenção planejada corretiva: </strong>é o serviço já esperado, o que &nbsp; torna a possibilidade de planejar os recursos para sua execução, a decisão da gestão em adotar este tipo de intervenção, quando envolve diversos fatores, a parada do equipamento o remanejamento da equipe, a segurança dos colaboradores, a organização dos serviços e se for o caso da necessidade de terceirização de serviços técnicos e suas disponibilidades;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) <strong>Manutenção não-planejada corretiva:</strong> é o tipo de intervenção mais desagradável dentro de uma indústria, pois é uma surpresa, não tem nada de planejamento de nenhuma forma, pode até ter peças de reserva, mas a atuação fica comprometida, pois, nada fora preparado para esta intervenção, a produção fica parada os colaboradores que trabalham na linha ficam com o tempo ocioso, e vendo pelo lado da equipe de manutenção, em certos casos aquilo que estava programado não poderá ser feito, o custo de toda obra não-planejada ficaria mais elevado, sendo assim, a produção acarretará com um prejuízo não esperado a manutenção terá gastos não-previstos a empresa vai ter que absorver o prejuízo. Todo sistema deve ter metas claras para serem realizadas, e dessa forma entender as fórmulas de organizar e gerir a manutenção não é uma tarefa difícil, mas ter o dimensionamento da importância dessa organização para a engrenagem da produção é o que a torna imprescindível para as empresas de sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 A EFICIÊNCIA DE UM TRABALHO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência de uma gestão de manutenção podemos observar em determinados casos onde os técnicos em manutenção devem estar aplicando uma intervenção em uma máquina secundária e deixando toda uma linha de produção parada, como exemplo os técnicos estão trabalhando na correção de uma dobradora de tubos que possui kits de tubos em estoque e deixando parada uma perfiladeira de perfis que faz parte de uma linha de produção onde outras máquinas dependem da liberação de peças perfiladas para dar continuidade no processo de produção, se o responsável pela manutenção da fábrica não compreender do processo e as necessidades de fabricação da empresa, no mínimo para definir quais os serviço são prioridades para a linha de produção e as máquinas mais importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma maneira quando o gerente específica na ordem de serviços de determinada máquina a necessidade de cinco técnicos para realização do serviço, quando na verdade seria necessário apenas um mecânico e um eletricista para execução do serviço em questão, isso pode levar a ampliação dos custos de mão de obra para determinados serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2 CONTROLE DOS CUSTOS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este controle tem sua importância, mas a formulação deste valor não passa por responsabilidade total da manutenção, o orçamento anual do departamento de manutenção é decidido pela diretoria sobre os relatórios das ocorrências do ano anterior e das novas reformas que precisam ser feitas, para que a empresa mantenha a média de produção e possa crescer. Em resumo, o gestor deve trabalhar com os valores que lhe são direcionados. O responsável da manutenção deve programar este custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3 COMPATIBILIDADE CONFORME A LEI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gestores da manutenção precisam garantir que as intervenções possam ser realizadas de acordo com as normas da empresa em questão, as leis e regulamentações locais, estaduais e federais, principalmente no que se diz respeito à segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo clássico é muito fácil e mais simples agendar apenas um técnico para um serviço em um equipamento, mas se houver uma regulamentação de segurança que exija no mínimo dois funcionários para executar a tarefa, pode ser em ambiente confinado, em altura, a empresa que desobedecer às normas pode sofrer uma multa por não atender o regulamento ou mesmo ser interditada a sequência. Parte do trabalho de um gerente de manutenção é fazer com todos os regulamentos relevantes sejam executados, que eles sejam seguidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim que se define a importância de ter alguém responsável, gerenciando esse processo, pode-se iniciar a implantação na empresa. Pesquisar sempre a orientação de profissionais para que possa ser conhecido a melhor forma de realizar uma melhoria, este processo vai deixar o vício que manutenção industrial apenas das despesas e este setor pode lhe garantir os lucros, será preciso uma análise de cada equipamento, seus dados de fabricação, suas instalações e ferramentas, preocupando-se sempre com a restauração, prevenção e mesmo a substituição de elementos para manter sua vida útil ativa e sua produção sempre qualificada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O real significado é “Realizar um serviço de manutenção não é tampar buracos ou cobrir lacunas em uma produção quando uma máquina quebrar, e sim, prevenir e abolir paradas e quebras inesperadas por mau funcionamento” (AMARAL, 2016, p. 30).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2 – Organograma Funcional da Manutenção.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/tVKn3kx2Kv4_BsKDmWCVVenq6P9HptJVTVjXbLp-u8zjZwgIx7iK0jGhAMIDpEP3qwyj_si5oE4P-oHcgiNA6VSBaJ5EnPBppp1Qi1_K5dDmMoyL2P7ZAqdndAofA5E9aP78ZIGkBxsQc4g6oXDQYzc" width="746" height="472"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Teclub, 2017&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. A NEGLIGÊNCIA LIGADA AOS CUSTOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que foi criada 1940 a industrialização mundial intensificou o valor de uma boa gestão da manutenção, está prestação de serviço foi se aprimorando gradativamente e se aperfeiçoando ao longo das décadas, hoje em vista da luta pacífica pela concorrência e a melhora de preços na fabricação as indústrias do mundo inteiro passaram a investir em manutenção preventiva e preditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto pode traduzir que as estratégias mal elaboradas podem afetar profundamente os valores finais do produto podendo acarretar prejuízos no destaque produtivo até mesmo, podendo levar a empresa à falência, devido a não permanência no comércio, e perda de espaço financeiro diante dos clientes no produto final a curto prazo ou mesmo a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É muito importante reduzir custos para um aumento dos lucros da empresa, no entanto a verdadeira inteligência de uma estratégia são as perspectivas a longo prazo. Onde os gestores podem apalpar e relatar suas evoluções preenchendo seus relatórios e avaliando seu crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a estes fatores não deixe levar pelas tentações de uma intervenção onde você poderá usar custos baixos no momento, sem planejamento, sem a troca recomendada de peças, sem qualidade do serviço, sem a recomendação e análise da procedência e qualidade das peças, pois, a manutenção pode sair cara, em determinado momento quando a produção estiver no ritmo acelerado sua máquina pode não corresponder e parar repentinamente sua produção, trazendo prejuízos não esperados, fora o possível princípio de acidente pessoal, dependendo da situação de quebra da máquina ou do tipo de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. SETE PASSOS PARA UMA MANUTENÇÃO DE SUCESSO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria das empresas o sucesso das medidas de qualidade e produtividade estão relacionadas a um ponto comum a “Humano-dependência” e isso ocorre devido a necessidade técnica do conhecimento a dedicação e o envolvimento do pessoal, principalmente da manutenção dos operadores e responsáveis pela organização. Mesmo quando o mundo for direcionado e comandado por máquinas de alta geração, poderá ocorrer a queda da asa de uma mosca em um circuito eletrônico podendo causar uma pane e isso só será sanado com a intervenção de um técnico de manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção tem evoluído todo esse tempo com a mistura da filosofia, técnica, métodos e ferramentas é possível descrever sete itens para este sucesso:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) CMMS Com Base em Dados;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Gestão Visual e Indicadores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) PPCM;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Manutenção Preventiva;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) TPM;</p>



<p class="wp-block-paragraph">f) Processo Permanente de Melhoria;</p>



<p class="wp-block-paragraph">g) Gestão estratégica e por processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.1 CMMS</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um sistema avançado e moderno que possui várias funções como o levantamento dos dados de todos os ativos da empresa mesmo sendo prédios, máquinas, ferramental qualquer componente, a geração e atualização dos planos de manutenção, a criação de um arquivo técnico de todos os ativos, o acompanhamento de serviços terceirizados, o cadastro em planilha de peças para reposição e materiais de consumo, programação de serviços: periódicos, acumulativos, agendadas, por eventos e falhas, direcionar as solicitações novas de serviço, a criação de gráficos e relatórios que indiquem, o desempenho da manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma adequada aplicação do CMMS na unidade fabril pode trazer:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Melhoria nos controles de almoxarifado;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Eliminação das causas reais de falhas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Simplificar todo processo de planejamento;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Ampliar a produtividade do pessoal da manutenção;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) Reduzir o tempo de parada das máquinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;tecnologia CMMS&nbsp;é capaz ajustar todos os processos dentro da indústria resultando em melhores operações, planejamento, controle e desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos da aplicação CMMS é o controle, para que este programa tenha um funcionamento objetivo a base de informações devem ser confiáveis, pois, todas as áreas da empresa poderão fazer consultas de quais serviços estão programados, quando está programada está parada, qual máquina será necessário parar, quanto tempo está previsto, qual será o custo geral deste serviço, quais equipamentos serão trocados a manutenção será possível prever quantos colaboradores serão necessários para execução de cada serviço elétrico ou mecânico, por fim, podemos dizer que essa organização traz um custo menor de manutenção e consegue manter as linhas em produção e funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2 GESTÃO VISUAL E INDICADORES</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão visual ou “Gestão na Vista” é uma prática de gerir qualquer área colocando seus resultados à mostra de todos, em um local de livre acesso para qualquer funcionário, pois, todos devem estar direcionados para o mesmo objetivo, como no exemplo que segue de uma gestão à vista.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 3 – Modelo de gestão a vista</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="502" height="407" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1673.png" alt="" class="wp-image-101008" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1673.png 502w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1673-300x243.png 300w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem visual, detalhada de cada setor pode ser feita sem altos investimentos, pois os colaboradores de outros setores podem conhecer dados pelos quais sua empresa percorre e atravessa, as dificuldades e os benefícios, se ela ou sua equipe está evidenciando o alcance das metas de cada mês, ou quais os setores que estão com dificuldades e quais estão se saindo bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda esta transparência é eficaz e pode trazer melhorias e benefícios a todos, pois, a solução de um problema pode surgir em uma conversa ao tomar um café.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação do mapa com as condições da empresa pode oferecer de imediato um retorno de confiabilidade dos colaboradores, desde o mais simples funcionário até a mais alta diretoria pode obter as informações. Este método de gestão visa levar as informações ao maior número de pessoas possíveis, isso leva ao enriquecimento do relacionamento entre a empresa e seus funcionários, buscando assim maior entendimento de algumas ações e informações de parte da cultura da empresa ao qual se trabalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores e desempenho, também são de grande importância e na manutenção ainda mais, devido a toda sua intervenção significa parada do equipamento, e se não for planejada pode ser pior ainda <strong>(</strong>RIBEIRO, 2014).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 4 – Indicadores de Manutenção.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/IydmdKs-ilrSjYd_DA0Dqzhqxv8QK3WMDPp15BXu-NcOnsg6CPrQV7OJmEQP85SavFj2P6dVbaAxlqb4km4J9SMY9BuMpCkA-XYe1gVXxAAg9NqDDE3Cq1ONPB6fI_HiTpdPfYDAjMOdCI1b41u4WA" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores apresentados vão direcionar os trabalhos, indicam os pontos fracos, onde os gestores devem aprimorar suas atividades de organização e planejamento, as indicações devem ser conter a realidade do dia-dia da fábrica, a gestão à vista contém vários quadros e podem ser encontrados em alguns pontos da fábrica de fácil visualização e acesso, são diversas informações mostradas através de gráficos e tabelas de simples entendimento. Essas informações toda a equipe precisa ter o entendimento seu significado por que estes dados estão ligados com o chão de fábrica, por exemplo um indicador semanal de falha e quebra de máquinas e equipamentos, assim a equipe de produção vai estar ciente das metas e que suas ações podem ser avaliadas e suas atividades refletem diretamente nos resultados da produção (MORTELARI; SIQUEIRA; PIZZATI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3 PPCM</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Planejamento, a Programação e o Controle da Manutenção devem fazer parte do dia-dia de cada empresa, todas as indústrias possuem os mesmos problemas em seus maquinários e equipamentos e sempre reclamam da falta de investimento em recursos financeiros e mão de obra para execução de serviços. Todo e qualquer investimento pode estar disponível, mas se a empresa não puder contar com um bom planejamento é uma boa programação de ações, não chegará aos resultados esperados. A solução para este desenvolvimento é a criação de um setor especializado nisso o PPCM que é:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Planejar as atividades de Manutenção;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b)Programar sua execução, data e horário e tempo estimado;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Mensurar tudo que fora feito;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Verificar todo procedimento executado da forma mais produtiva possível;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) Analisar possíveis melhorias no processo de execução dos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal função do PPCM é a eliminação de desperdícios, pode-se dizer que uma ação realizada sem planejamento e fora dos procedimentos levam mais de 70% de itens aos desperdícios (MORTELARI; SIQUEIRA; PIZZATI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PPCM pode ser dividido em três aptidões a primeira é padronizar todos os trabalhos executados pela manutenção, a segunda é a de definir quando será aplicada o tempo que levará e qual o número de pessoas vai ser necessário para realização e por fim temos a terceira aptidão que é o controle de tudo que possa ocorrer na execução do serviço os imprevistos, a melhoria, a organização prévia do que vai ser utilizado, essa fase também avalia os resultados de todo processo, esse trabalho deve ser realizado em conjunto com todos setores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.4 MANUTENÇÃO PREVENTIVA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todas as empresas a quebra de máquinas e paradas da linha de produção sem programação, acarretam vários déficits sendo eles atrasos no cronograma de entregas, não funcionamento das máquinas e tempo ocioso dos funcionários, aumento dos custos e o desarranjo total pois será necessário intervir no caso de quebra repentina e deixar parado o que estava programado. Com o intuito de não acontecer este imprevisto, as empresas incluíram no seu dia-dia a “Manutenção Preventiva” (MP), é uma ação organizada para reduzir gastos, eliminando a possibilidade de falhas e paradas inesperadas da linha de produção. A “MP” é planejada de forma que pode anteceder a quebra dos equipamentos, ocorrendo em paradas periódicas e utilizando os registros dos fabricantes e dados coletados a cada intervenção, podem-se trocar peças e efetuar ajustes que vão manter a máquina trabalhando por um tempo predeterminado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos adicionar a essa categoria as revisões do equipamento, a lubrificação das partes móveis que são necessárias, os planos de inspeção, os planos de calibragem dos equipamentos e ferramentais, e aferição. Todo e qualquer tipo de parada imprevista por quebra deve ser relacionado em planilhas e históricos de manutenção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas da&nbsp;Manutenção Preventiva são:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a)Reduzir Custos – Eliminar paradas sem programação, reduzir horas ociosas dos operadores, evitar horas extras da manutenção;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Qualidade da Produção – Pelo desempenho estabilizado das máquinas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Ampliação da Produção – Com as reduções das paradas imprevistas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Manter a vida útil das Máquinas e Equipamentos – uma máquina que se mantém a MP, com certeza vai permanecer e trabalhar regulada por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em vista estes quatro modelos objetivos pode-se afirmar que a MP tem seus pontos negativos como as falhas na elaboração dos trabalhos quanto ao tempo e aos recursos aplicados, programar paradas desnecessárias, substituir componentes visualmente sem danos, entre outros baixos rendimentos ou qualidades de execução. Estas são algumas das deficiências que podem levantar a MP. Mesmo assim as vantagens são maiores que as desvantagens ao final do controle (MORTELARI; SIQUEIRA; PIZZATI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.5 TPM&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Manutenção Produtiva Total, é um método que pode identificar as perdas existentes no processo de produção e sua administração, este procedimento só é possível com a participação de todos os envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TPM1 – Soma a liberação da máquina e a confiabilidade de sua produção com a boa relação entre a manutenção e a operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TPM2 – Exemplifica o operador mantenedor, o envolvimento dos operadores para manter a máquina em operação permanente, efetuando pequenas regulagens, lubrificação e ajustes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TPM3 – A administração das conexões da linha de processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TPM4 – Quando os colaboradores estão todos motivados a promover melhorias na forma de produzir cada item aumentando assim os lucros e a produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O “<strong>TPM</strong><strong><em>”</em></strong><strong> </strong>tem por objetivo garantir a manutenção preventiva e o envolvimento de todos, onde resume a união do ser humano com a máquina (RIBEIRO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.6 PROCESSO PERMANENTE DE MELHORIA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um bom desempenho da manutenção traduz seu esforço em estar sempre em busca das melhorias, assim, se a equipe quiser atuar eficazmente e melhorar seu desempenho, é necessário resolver as reais causas da falha de cada intervenção, montando assim um histórico de deficiência para cada máquina ou equipamento. Uma das grandes perdas em uma empresa e o retrabalho, quando a máquina ou equipamento não recebe a devida atenção ou troca de peças isso pode contar para o processo de melhoria, por muitas vezes o pessoal da manutenção é obrigado a realizar serviços de intervenção não suficientes para assegurar o funcionamento normal da máquina dessa forma tendo a obrigação de refazer os trabalhos, parando o processo novamente e por várias vezes danificando as peças novamente e até outras peças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É só verificar as Ordens de Serviços de várias empresas e podemos concluir que esta é uma grande deficiência das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando verificado que a causa deste, retrabalho é a desatenção, falha no método de abordagem, falta de habilidade do técnico, de paciência na execução, falta de qualidade do serviço e falha da prevenção de acidentes a situação é mais séria do que se pode prever.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluindo, este processo de melhoria sempre transfere a manutenção de uma empresa para o papel de grande importância na organização (RIBEIRO, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.7 GESTÃO ESTRATÉGICA E PROCESSOS DA MANUTENÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um gerenciamento coerente da manutenção deve levar em conta dois sistemas estruturais: a gestão estratégica, e a gestão por processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão Estratégica, pode-se definir que essa gestão tem uma temática de sistematização interativa e contínua que tende a assegurar a direção a ser tomada a agilidade do dia-dia da manutenção, a organização deve proceder dentro desta padronização isso vai contribuir com o sucesso da intervenção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um processo que envolve o diagnóstico do problema, qual a solução a ser tomada, planos de ação, monitoramento dessas ações, análise dos resultados e comparativos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter uma manutenção direcionada para as melhorias constantes de ações e realizações não apenas resolver de imediato o problema do ativo, e sim, deixar o ativo à disposição em excelente funcionamento para produção, com baixos custos e a segurança otimizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão por Processos é a parte da gestão que é focada na otimização e melhoria do seguimento de processo, desenvolvida para realizar a intervenção no menor prazo e a maior qualidade, integrando assim o melhor desempenho com o mínimo uso de recursos possíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está totalmente baseado em alcançar o resultado mais eficiente com o menor tempo de parada da máquina, isso reflete diretamente na produção do equipamento e o horário ocioso dos operadores, buscando assim a redução de custos do produto final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Engenharia de Manutenção<em> </em>não pode realizar todas estas atividades de planejamento, coordenação, análise, controle e levantamento de dados sozinha, na empresa, é necessário o cooperativismo de todos, principalmente da produção e seus operadores (ZEN 2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. EXEMPLO NÃO PLANEJADO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo dessa atividade ocorreu assim, era uma guilhotina de seis metros em uma indústria metalúrgica, ela fabricava torres de transmissão telefônicas e elétricas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 5 &#8211; Guilhotina Gasparinni 6,0 metros frontal</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/AOf9ijr6uPw-ygVVdBvLCE3EYDJ7lvHgKZaZNjmy39fuDsRuK0GfuTW6E4M4qJyFUSCwr_mlApg9fmJhQcuo-HsGxRcW3SRgA7Kch9hkKMFLv8-zondiEtGx6Z_WYlTW44fF7ySHbDko8HR_G2_Eiw" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Gasparinni, 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocorreu em um determinado momento da produção em que a gerência de produção não queria parar para a manutenção ou ao menos fazer a preventiva conforme havia sido programado, em determinado momento, a produção não conseguia atingir a produção de corte das peças com a qualidade exigida, mas para não pararem a produção os responsáveis decidiram tocar a produção e direcionaram as peças com mal acabamento para quatro funcionários fazerem ajustes com lixadeiras elétricas. Até que o inevitável aconteceu, duas das facas de corte quebraram e a ferramenta que as mesmas eram fixadas travou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pessoal da manutenção foi chamado, mas nada poderia ser feito e a produção parou, pois, as peças que eram cortadas ali eram de extrema necessidade para montagem de uma da torre. No momento todos os funcionários da manutenção foram redirecionados para guilhotina, todos os demais serviços teriam que esperar parados, inacabados por tempo indeterminado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciou-se então a análise para descobrir como seria executado o serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora o responsável pela produção não apareceu, apenas o pessoal da manutenção o único recado era que <strong>“Toda produção dependia do que fosse feito e resolvido”,</strong> dessa forma o pessoal planejou rapidamente em emergência:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Destravar a ferramenta e as duas facas quebradas, ligadas ao sistema hidráulico;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Revisar o funcionamento por PLC do sistema hidráulico;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Desmontar a traseira da máquina para ter acesso a troca das facas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">d) Jogo de facas reserva no almoxarifado;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e) Revisão do painel elétrico, e os acionamentos eletrônicos no painel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim que fora estipulado um cronograma de ações emergenciais o mais complicado seria o destravar a ferramenta e duas facas quebradas depois de nove horas a equipe conseguiu destravar o equipamento, mas foi necessário a desmontagem de uma parte do hidráulico, devido às normas trabalhistas os funcionários apenas poderiam fazer duas horas extras. No início do segundo dia, foi iniciado a montagem da parte hidráulica, enquanto os demais trabalhavam na desmontagem traseira os eletricistas faziam a revisão do quadro elétrico e do painel, mas algum detalhe seria necessário estar com tudo pronto para testar.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 6 &#8211; Guilhotina Gasparinni 6,0 metros, traseira.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="504" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1213.png" alt="" class="wp-image-99760" style="aspect-ratio:1.492063492063492;width:424px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1213.png 752w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1213-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Gasparinni, 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">Roda traseira teve que ser desmontada para dar acesso a fixação das facas, ao desmontar as chapas de encosto o pessoal deve marcar cada peça e seu devido lugar de reposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada faca tinha 100 x 35 x 2000 mm e pesava 65 quilos cada uma, era um jogo de seis réguas com os dois lados afiados.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 7 – Jogo de facas para Guilhotina</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="464" height="368" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1674.png" alt="" class="wp-image-101009" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1674.png 464w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-1674-300x238.png 300w" sizes="(max-width: 464px) 100vw, 464px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Gasparinni, 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para troca desse jogo de facas é necessária uma equipe de quatro funcionários sendo dois na traseira e dois na parte da frente para soltar os parafusos de fixação, a equipe fez a retirada e a montagem da parte de cima primeiro, mas foram fixadas as facas sem o torque necessário recomendado pelo fabricante da máquina, o jogo de baixo também fora trocado em seguida foi dado torque conforme indicação do fabricante da guilhotina. Depois foi montada a parte traseira por uma equipe e a frontal por outra, por final da montagem instalaram a proteção por fim fizeram a regulagem das facas, o acionamento e o comando para finalizar a intervenção foram feitos alguns testes de corte e algumas regulagens foram definidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um levantamento geral o gestor da produção foi responsabilizado pelo erro que cometeu, pois, os custos dessa parada não planejada foram quatro vezes maiores, quanto a parada programada que tinha para guilhotina, pois cinco máquinas ficaram paradas, pois, os técnicos foram remanejados, as facas quebradas e os respectivos jogos não podem ser reaproveitados, fora a produção atrasada. Resumindo de uma forma bastante eficiente, toda operação planejada deve ser recebida de uma forma geral, desde a diretoria até a limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção é e tem um importante cenário dentro de qualquer empresa, está mais que confirmado, como pudemos analisar neste trabalho de todos exemplos descritos 100% deles é direcionado ao valor final do produto produzido dentro da indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda e qualquer informação sobre as máquinas e os equipamentos devem ser usados para melhoria em cada intervenção, a antecipação de uma quebra pode resultar em benefícios financeiros para a empresa, onde todos podem ganhar com os sucessos atingidos e aplicados pela manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O material comercializado no mercado nacional e internacional, e em tempos de crise econômica que aflige não só no Brasil, mas de um modo geral no mundo inteiro, cada minuto que o setor puder administrar a redução e programar suas atuações e melhorar os valores gastos com a manutenção, todas as intervenções devem ser controladas e planejadas da forma que um esclarecimento visual aberto para todos os interessados deve ser de fácil acesso, assim, todos caminham no mesmo sentido e vão trabalhar pelo mesmo objetivo, sabendo o que deve ser feito e onde podem chegar.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LISTA DE ABREVIATURAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CM: Custo de Materiais</p>



<p class="wp-block-paragraph">HE/HT: Horas Extras / Horas Trabalhadas</p>



<p class="wp-block-paragraph">IMF: Custo Total da Manutenção por Faturamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">MO: Custo da Mão-de-Obra</p>



<p class="wp-block-paragraph">MP: Manutenção Preventiva</p>



<p class="wp-block-paragraph">MTBF: Tempo Médio Entre Falhas</p>



<p class="wp-block-paragraph">MTTR: Tempo Médio Entre Reparos&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PPCM: Planejamento, Programação e Controle da Manutenção</p>



<p class="wp-block-paragraph">TPM: Manutenção Produtiva Total</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARAL, F. <strong>A gestão da manutenção na indústria</strong>. 1 ed. São Paulo: Lidel –Zamboni, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BÍBLIA. <strong>A Bíblia Sagrada</strong>: Antigo e Novo Testamento. Brasília: Sociedade Bíblia do Brasil, 1969.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GASPARINNI. <strong>Guilhotina Gasparinni 6 metros. </strong>2018. Disponível em: &lt;<a href="http://site.gasparini.ind.br.plumeria.arvixe.com/Home/Guilhotina/1%3e.%20Acesso%20em%20">http://site.gasparini.ind.br.plumeria.arvixe.com/Home/Guilhotina/1&gt;. Acesso em </a>23 out 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORTELARI, D.; SIQUEIRA, K.; PIZZATI, N. <strong>O RCM. </strong>2 ed. São Paulo: RG editores, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, H. <strong>A Bíblia do TPM.</strong> 1 ed. São Paulo: PDCA, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, H. <strong>Guia de implantação do 5s</strong>. 3 ed. São Paulo: PDCA, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TECLUB. <strong>Organograma funcional da manutenção. </strong>2017. Disponível em: &lt;<a href="http://teclub.com.br/2017/07/29/o-que-e-manutencao-industrial-de-maquinas-equipamentos/">http://teclub.com.br/2017/07/29/o-que-e-manutencao-industrial-de-maquinas-equipamentos/</a>&gt;. Acesso em 19 set. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEN, M. <strong>O fator humano na manutenção</strong>. 1 ed. São Paulo: Qualitymark, 2004.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INTERNAL HEXAGONAL IMPLANTS vs. EXTERNAL HEXAGONAL IMPLANTS vs. MORSE TAPER</title>
		<link>https://revistaft.com.br/internal-hexagonal-implants-vs-external-hexagonal-implants-vs-morse-taper/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 May 2018 02:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8342858 Dra. Andresa Rodrigues Lopes1 SUMMARY Oral rehabilitation on dental implants depends on a series of factors related to the osseointegration process and the connection of the prosthetic implant abutment to the crown. The osseo integrable implant platform (cervical region of the implant) is considered critical and receives the placement of the prosthetic [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8342858</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Dra. Andresa Rodrigues Lopes<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Oral rehabilitation on dental implants depends on a series of factors related to the osseointegration process and the connection of the prosthetic implant abutment to the crown. The osseo integrable implant platform (cervical region of the implant) is considered critical and receives the placement of the prosthetic component, influencing the transmission of occlusal forces to the bone. Lack of adaptation between the prosthetic component and the implant platform can lead to treatment failure, primarily due to the induction of tensions and infiltration of microorganisms. The success of this type of implant prosthesis is directly linked to the health of the surrounding tissues, as well as the precision and adaptation of the prosthetic components. The geometry of these components can play a decisive role in this success, as they may have the ability to better distribute forces, thus reducing the load on the adjacent bone. Along with these factors, an unbalanced occlusion, meaning extreme occlusal force, especially during chewing, can lead to high levels of stress on the bone and abutment screw, potentially causing complications in the prosthetic/implant system, such as bone resorption, screw loosening, implant fractures, and/or prosthetic component fractures (abutment screw). The occurrence of screw loosening connecting the prostheses to the implants is common, with single implants, especially in the posterior region, having more complicated biomechanics due to higher occlusal forces in these regions, which can lead to elevated levels of stress at the implant-prosthesis interface. The most frequently used implants have external hexagonal (EH), internal hexagonal (IH), and internal conical or Morse taper (CM) connections. Although external hex implants have been the most marketed for years and offer a wide variety of prosthetic components, facilitating choice, they have limitations regarding the height of the hexagon to ensure the final aesthetics of the implant prosthesis. Thus, it seems essential to establish a comparison between internal hex, external hex, and Morse taper implants.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Osseo integrated implants, external hex, internal hex, Prostheses, prosthetic connection</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.0 LITERATURE REVIEW</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tooth loss is a problem that is leading to aesthetic, functional, and often psychological consequences in the global population. Significant advances in Dentistry have shown results in new techniques and materials for the development of prostheses that are increasingly similar to natural teeth, both aesthetically and biomechanically. Initially, only fully edentulous patients were rehabilitated with implant-supported prostheses through the Bränemark system. However, a significant number of longitudinal studies have been described in the literature, demonstrating a high success rate in this type of rehabilitation, exceeding 90% (Motta, 2002). This success led dentists to also create single-tooth prostheses supported by Osseointegrated Implants.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Despite the high success rate mentioned above, longitudinal studies have also shown a high incidence of mechanical complications. For example, in 2000, ECKERT et al. reported that the failure of screws in single-tooth prostheses occurred with an incidence of approximately 7.1%. Clinical factors are reported to be possible causes of screw loosening, resulting in the loss of preload, which translates into the tension generated in the screw during initial tightening. Therefore, controlling excessive occlusal loads on implants and achieving harmony in the biomechanics of the prosthesis-implant-bone system is essential (Binon, 2000-b). Other associated causes may include geometric design and the precision of adaptation in the union of components. From a biomechanical standpoint, the main difference between implant systems is the shape of the hexagon. There are different types of prosthetic connections, but the two major categories are external and internal connections, which can be further subdivided into various types. However, the majority of studies focus on external hexagonal connections (Ferreira et al., 2007). The small size of this type of hexagon makes the stability of the connection dependent on the retention screw, explaining the high rates of loosening in longitudinal studies. In internal connections, it is possible to create a deeper connection with greater contact between the abutment walls and the internal walls of the implant, reducing the possibility of micromovements during loading and not overloading the retention screw (Maeda, 2006). In vitro studies have demonstrated the superiority of internal connections in terms of stability (Khaisat et al., 2002). External hexagon connections were initially used for fully edentulous patients. In partial and single-tooth prostheses, this interface and its screw are more exposed to various types of loads, with lever arms and lateral forces being the most damaging. In these cases, the frictional retention power of the internal hexagon, which is approximately four times greater, prevents screw loosening. To address some of these inherent problems, solutions such as torque wrenches, screw surface technology, platform size, and materials have been investigated to achieve a fixed preload and increase retention forces (Binon, 2000-</p>



<p class="wp-block-paragraph">a). Mc Glumply et al. (1998) mentioned that optimal adaptation tolerance, minimal rotational freedom, improved physical properties, and appropriate torque application are crucial for good biomechanics of the assembly. However, once disadapted, the component also leads to a decrease in preload and consequently higher stresses on the screw and the bone around the implant, leading to fractures and microfractures and even bone loss (Misch, 2000). The choice of components, retention level of prostheses to abutments, and prosthesis design are also fundamental in the analysis of the biomechanics of these implant-supported prostheses and, consequently, in their prognosis. Schawarz (2000) commented that the nature of such complications can be directly linked to the loss of preload. This preload is the only force that resists functional/occlusal forces to prevent the abutment from loosening from the implant. However, these forces seem to play an important role in loosening screws in hexagonal implants. If this preload is exceeded by occlusal force, the screw tends to loosen. Gratton et al. (2001) state that preload is influenced by the initial torque established, component adaptation, geometric design of the prosthetic connection, cyclic fatigue, and chewing load on the system. Martin et al. (2001) stated that this preload is related to the type of material used in the production of components and screws, showing that the physical properties of each material lead to a greater bonding power between the involved parts. Guichet et al. (2002) commented that splinting, despite not having adequate passivity in most cases, helps dissipate forces around the implant.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Goodacre et al. (2003), through a systematic literature review, described the most common causes of clinical complications related to implants and implantsupported prostheses. Ten studies reported the incidence of fistulas at the implant-abutment connection level. The average incidence from combined data was 1%. The loss of abutment screws was detected in 6% of prostheses, with 45% of these losses occurring in single crowns. The average loss of abutment screws in single implants using old screw designs was 25%; however, when analyzing more recent studies, this average drops to 8%, indicating a substantial improvement with the creation of new screw designs. Sixteen studies showed fractures of abutment screws with an average incidence of 2%. The average incidence of implant fractures was 1%. The biomechanics of implant-supported prostheses are a complex system. Their high success rates are documented by numerous clinical research studies, but this type of prosthesis is not free from mechanical complications. Among the most frequently cited complications are loosening or fracture of intermediate screws, especially in single-tooth prostheses. Keating (2004) provided an engineering perspective on methods of connecting prosthetic intermediates to implants. In his work, he emphasized the direction of chewing forces and their effect on the implant assembly, showing that chewing forces can be vertical, inclined, lateral, and torsional. Rosen et al. (2004) showed that another important clinical aspect to consider regarding biomechanics is the type of prostheses to be fabricated: cemented or screw-retained, and single or splinted. Biomechanically, screw-retained prostheses have disadvantages because, besides not allowing any alteration in the abutment in the laboratory, under the risk of increased transmission of tensions and consequently loss of preload, these prostheses have a perforation in the occlusal region of the crown to receive the fixation screw, thus hindering the achievement of occlusal contacts that direct forces in the axial direction along the long axis of the implant. Kim et al. (2005) described that to minimize prosthetic complications on implants in daily clinical practice, fundamental biomechanical criteria and conditions were established. These include the reduction or absence of cantilevers, reduction of occlusal tables, slight cuspal inclinations, centralization of occlusal contacts, the use of splints in patients with functional habits, in other words, protective occlusion for the implant (OPI), which is essential for the long-term success of these rehabilitations.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.0 COMPARISON BETWEEN PLATFORMS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The characteristics of the platform can affect the success of the implant. In an implant with an internal hexagon (HI), the anti-rotational device of the prosthetic abutment is designed within the body of the implant. The anti-rotational device is typically deeper within the HI body compared to external hexagon (HE) implants. However, since the anti-rotational device is wider than the prosthetic abutment screw, the wider diameter of the body in the platform region is reduced (BERNARDES et al., 2006). Consequently, the threads on the external part of the implant cannot be designed in the region or above the anti-rotational device of the implants. Moreover, larger smooth surfaces and shear forces are observed above the first thread of the implant compared to HE implants. Threads can progress more coronally with HE implants because the diameter of the prosthetic abutment screw is narrower, and the outer wall of the body is thicker. For this reason, threads can reach the most coronal region of the implant (MISCH, 2008). Regarding aesthetics, there is no difference when an internal or external hexagon system is used, and this condition is impossible to verify unless the prosthesis is removed (STEVÃO, 2005). Partial and single-tooth prostheses with HE connections have an interface and their screw more exposed to various types of loads, with lever arms and lateral forces being the most detrimental. In these cases, the frictional retention power of the internal hexagon is approximately four times greater, preventing this problem from occurring, thus avoiding screw loosening (BINON, 2000). Internal hexagon and Morse taper systems have been compared. For this study, a simulated metal-ceramic crown was created on intermediates of each system, and a force of 100N was applied to the vestibular cusp. The resulting stress was measured in the prosthesis, intermediate, implant, and adjacent bone. The internal hexagon system caused greater stress in the alveolar bone and the prosthesis but less in the prosthetic intermediate. On the other hand, the Morse taper system resulted in higher stress in the intermediate but lower stress in the alveolar bone and the prosthesis. The authors suggested that the Morse taper system could lead to less bone resorption than the internal hexagon, believing that the shape of its prosthetic intermediate dissipates forces generated in the prosthesis more evenly (QUARESMA, 2008). Meanwhile, when comparing the external connection system with the Morse taper system using cyclic loading simulation of 380 N in the long axis of the implant at 15° and 30°, in all situations, the Morse taper connection proved to be more effective in distributing forces to the implants, while the external connection concentrated much more forces on the threads of the prosthetic screw (HIMMLOVA et al., 2003). According to the authors, this could be indicative of the high number of screw failures in external connection systems (PIMENTEL, 2009). Several studies have demonstrated and confirmed the biomechanical superiority of internal connections (TAVAREZ, 2003), (MAEDA et al., 2007). In turn, clinical evaluation also suggests a lower rate of mechanical complications in the internal hexagon system, with a 16% loosening rate, while 84% occurred in the external hexagon system (GONÇALVES et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.0 FINAL CONSIDERATIONS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Implants are the most favorable option in terms of oral rehabilitation. However, the distribution of stresses in these implants is not yet clearly defined in the literature. Regarding connection systems, it can be said that Morse taper systems are more favorable in terms of biomechanics and microbiology. However, the external hexagon (HE) is more versatile and can be used in any situation, provided it is properly planned, and the use of a narrower abutment seems to transfer the area of occlusal forces absorption to the center of the implant. Despite the significant contradictions found in the literature, it seems clear that all implant systems are susceptible to bacterial infiltration. Linking bone loss to implant types cannot yet be conclusive. Nevertheless, it is suggestive that Morse taper-type implants cause less bone loss. The explanation for these results is not yet fully understood. However, it is believed that a combination of favorable factors for this system, both mechanical and biological, may be involved.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.0 REFERENCES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALBREKTSON, T.; ZARB, G.; WORTHINGTON, P.; ERIKSSON, A.R. The long term efficacy of currently used dental implants: a review and proposed criteria of success. Int J Oral Maxillofac Implants.1986;1(1):11-25.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERNARDES, S.R.; ARAÚJO, C.A.; NETO, A.J.F.; GOMES, V.L.; NEVES, F.D. Análise fotoelástica da união de pilar a implantes de hexágono externo e interno. Implant News. 2006; 3 : 355-9.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRANEMARK, P.I. Osseointegration and its experimental background. J Prosthet Dent. 1983; 50(3):399-410.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRANEMARK, P.I.; ZARB, G.; ALBREKTSSON, T. Introduction to osseointegration. In Tissue-Integrated Protheses; osseointegration in clinical dentistry. 5 ed. Chicago: Quintessence Booksd, 1985, p. 11-76. [LIVRO]&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ÇEHERELI, M.C.; AKÇA, K.; IPLIKÇIOGLU, H. Force transmission of one- and twopiece morse-taper oral implants: a nonlinear finite element analysis. Clin. Oral Impl. Res. 2004; 15: 481–9.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COVANINI, U.; MARCONCINI, S.; CRESPI, R., BARONE, A. Bacterial plaque colonization around dental implant surfaces. Implant Dent. 2006 Sep;15(3):298304. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRAZ JÚNIOR, A.M.L; DIAS, A.L; PICININI, L.S; OLIVEIRA, R.G. Perspectivas atuais no uso de implantes plat- form switching: relato de caso clínico Innov Implant J, Biomater Esthet, São Paulo, v. 4, n. 3, p. 91-95, set./dez. 2009.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, R; MANFRIN, T.M; MAIA, P; ARAUJO, R.I.S.A; JONAS, G; AMARAL, R. M; VIANA, S.F; FALAVINHA, L. Limitações clínicas nas próteses implantorretidas com conexões tipo cone Morse (sem indexador) Innov Implant J, Biomater Esthet, São Paulo, 2011;v. 6, n. 1, p. 72-79, jan./abr.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS,R; ALMEIDAR, A.A; JR, OLIVEIRA, J.L.G. Tubo-parafuso: uma alternativa viável para próteses fixas im- planto-suportadas.ImplantNews. 2008;5(5):519-25.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">AKOUR, S. N.; FAYYAD, M. A.; NAYFEH, J. F. Finite Element Analyses of two ant rotational designs of implants fixture. <strong>Implant Dentistry</strong>, v.14, n.1, p.77-81, 2005.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">BINON, P. Implants and components: Entering the new millennium. <strong>Int J Oral Maxillofac Implants</strong>, v.15, n.1, p.76-94, 2000a. The external hexagonal interterface and screw-joint stability: A primer on threaded fasteners in implant dentistry. <strong>Quint Dent. Tecnolog</strong>, p.91-105. 2000b.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOGGAN, R. S.; STRONG, J. T.; MISCH, C. E. et al. Influence of hex geometry and prosthetic table width on static and fatigue strength of dental implants. <strong>J. Prosthet. Dent </strong>1999, v.82, n.4, p.436-440.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOZKAYA, D.; MUFTU, S.; MUFTU, A. Evaluation of load transfer characteristics of five implants in compact bone at different load levels by finite element analysis. The <strong>Journal of Prosthetic Dentistry </strong>2004, v. 92, n. 6, p. 523-530.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUARESMA, S.E.; CURY, P.R.; SENDYK, C. A finite element analysis of two different dental implants: stress distri- bution in the prosthesis, abutment, implant, and supporting bone. J Oral Implantol. 2008;34(1):1-6&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAEDA, Y.; MIURA, J.; TAKI, I.; SOGO, M. Biomechanical analysis on plataform switching: is there any biome- chanical rationale? Clin. Or. al Implants. Res. 2007; 18(5):581-4.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIMENTEL, G.H.D. Avaliação in vitro da microinfiltração bacteriana em implantes do tipo Hexágono Externo, Hexágono Interno e Cone Morse. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo.2009</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Dr. Andressa Rodrigues Lopes is a renowned specialist in dental implants and orofacial harmonization, graduated in 2004 from the FEDERAL UNIVERSITY OF ESPÍRITO SANTO &#8211; UFES (ES). She honed her skills through a Specialization in Dental Implants and Oral Rehabilitation at the São Leopoldo Mandic College (SP) in 2007.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SGTMO &#8211; SISTEMA DE GERENCIAMENTO PARA O TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sgtmo-sistema-de-gerenciamento-para-o-transplante-de-medula-ossea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2018 16:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 12 - Edição 62/MAI 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8075710 Alisson Xavier da SilvaIvson Valber dos SantosKarolinny Lins de Oliveira SilvaOrientador: Prof. MSc. Antônio Vicente Lourenco Damaso RESUMO Este trabalho discorre sobre o Sistema de Gerenciamento para o Transplante de Medula Óssea (SGTMO), propondo informatizar o processo de transplante de medula óssea em Pernambuco. A criação deste sistema foi motivada pela falta [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8075710</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alisson Xavier da Silva<br>Ivson Valber dos Santos<br>Karolinny Lins de Oliveira Silva<br>Orientador: Prof. MSc. Antônio Vicente Lourenco Damaso</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho discorre sobre o Sistema de Gerenciamento para o Transplante de Medula Óssea (SGTMO), propondo informatizar o processo de transplante de medula óssea em Pernambuco. A criação deste sistema foi motivada pela falta de sincronismo e automatização das informações tratadas. Visto que o processo é totalmente manual. Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o assunto e através de diferentes informações este trabalho define os princípios de transplante, quais são os pré-requisitos para ser um doador, os exames necessários para o receptor ser transplantado, e entre outros assuntos para entendimento dos trâmites legais associados aos órgãos regulamentadores. O objetivo principal deste trabalho é a construção de um programa capaz de digitalizar e documentar informações e processos feitos pela Central de Transplante de Medula Óssea em Pernambuco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave</strong>: Transplante. Medula Óssea. Digitalizar. Processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This paper discusses the Management System for Bone Marrow Transplantation (SGTMO), proposing to computerize the process of bone marrow transplantation in Pernambuco. The creation of this system was motivated by the lack of synchronization and automation of information handled. Since the process is completely manual. We conducted a literature review on the subject and through this work different information sets out the principles of transplantation, which are the prerequisites to be a donor, the examinations necessary for the receiver to be transplanted, and among other things to understand the legal procedures associated with regulatory bodies. The main objective of this work is to build a program capable of scanning and document and information processes performed by the Central Bone Marrow Transplantation in Pernambuco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Transplantation. Bone Marrow. Scan. Process.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes, o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país, por meio das Centrais Estaduais de Transplantes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em busca de mais informações sobre o assunto decidiu-se procurar a Central de Transplante de Pernambuco, e o Transplante de Medula Óssea de Pernambuco. Constatou-se que os transplantes de órgãos e tecidos são subdivididos em grupos, a fim de estabelecer maior controle e fidelidade dos dados que serão tratados, ou seja, uma equipe e um sistema informatizado para controlar uma especialidade. Porém verificou-se que o processo de Transplante de Medula Óssea em Pernambuco é o único que não possui um sistema informatizado para controlar e garantir a integridade das informações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle dos Transplantes de Medula Óssea em Pernambuco é feito pelos Bancos de Sangue e pela Central de Transplante, que utilizam processos não informatizados e manuais, como: trocas de informações por e-mail, cartas e telefone. O registro de informações é feito por planilhas eletrônicas, manipuladas por pessoas responsáveis, tornando as informações inseguras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Definiu-se criar um programa capaz de auxiliar os responsáveis no controle de informações de pacientes, médicos e enfermeiros, garantindo assim maior segurança nas informações registradas, tal como a lista de prioridade de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 CONCEITOS BÁSICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir serão descritos parâmetros básicos utilizados para elaboração do <em>software</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Transplante de Órgãos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Transplantes de órgãos caracterizam-se por uma intervenção terapêutica em que órgãos de pacientes vivos ou falecidos, diagnosticados por morte encefálica, ou seja, destruição completa ou irreversível do cérebro e tronco cerebral, porém, com batimentos cardíacos e com circulação sanguínea mantida temporária e artificialmente, são transplantados em pacientes com doenças terminais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na doação de órgãos em geral, existem vários critérios para doador e receptor, no caso do doador, a pessoa deve estar no estágio de morte encefálica, que pode ser causada pelo Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), Acidente Vascular Encefálico (hemorrágico ou isquêmico), Encefalopatia Anóxica e Tumor Cerebral Primário. Na verificação para a doação dos órgãos o doador deve encontrar-se em óbito, onde serão feitos vários diagnósticos antes da retirada de seus órgãos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Dr. Edson de Oliveira Andrade, Presidente do Conselho Federal de Medicina, relata que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é definido pela resolução CFM 1480/97, devendo ser registrado em prontuário, um Termo de Declaração de Morte Encefálica, devendo os elementos dos exames neurológicos que demonstram ausência dos reflexos do tronco cerebral, bem como o relatório de um exame complementar.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário certificar-se de que o paciente tenha identificação e registro hospitalar, a causa do coma seja conhecida e estabelecida, não estar hipotérmico (temperatura abaixo de 35º), não esteja usando drogas depressoras do Sistema Nervoso Central e não esteja em hipotensão arterial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essas certificações, o paciente deve se submeter a dois exames clínicos para avaliação do tronco cerebral, esses exames são feitos por dois médicos diferentes, nos quais não estejam participando da captação e transplante dos órgãos, com intervalo de tempo entre um exame e outro definido por idade de acordo com a Resolução CFM 1480/97, feito os exames clínicos o paciente ainda se submeterá a um exame complementar que demonstre ausência de perfusão sanguínea ou ausência de atividade elétrica cerebral ou ausência metabólica cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família é comunicada da morte encefálica, pelo próprio médico do paciente ou pelo médico da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou pela equipe de captação, que o paciente está em óbito, mas que ele pode salvar várias vidas através da doação. É feita a inscrição nas Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOs) e o médico também informará por telefone a Central do seu estado o nome do paciente, a causa da morte, a idade e o hospital onde se encontra, para converter-se em doador efetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.1 Legislação dos Transplantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe a lei que rege as doações de órgãos. A Lei Nº 9434/97, no anexo 1, também conhecida como Lei dos Transplantes<em>, </em>trata das questões da disposição <em>Post Mortem </em>de tecidos, órgãos e partes do corpo humano para fins de transplante; dos critérios para transplante com doador vivo e das sanções penais e administrativas pelo não cumprimento da mesma. Foi regulamentada pelo Decreto Nº 2268/97, que estabeleceu também o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), os Órgãos Estaduais e as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.2 Doadores</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem transplantes de órgãos e tecidos que são feitos por doadores vivos, é o caso dos rins, onde é doado um rim (doação inter-vivos), do fígado, parte dele pode ser doada, do pulmão e pâncreas, parte do pulmão e pâncreas pode ser retirada em casos excepcionais, e por último, medula óssea, que pode ser obtida pela aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue periférico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2001, a Lei nº 10.211/01 extinguiu a doação presumida no Brasil e determinou que a doação com doador cadáver só ocorresse com a autorização familiar, independente do desejo em vida do potencial doador. Logo, os registros em documentos de Identificação como o Registro Geral (RG) e Carteira Nacional de Habilitação (CNH), relativos à doação de órgãos, deixaram de ter valor como forma de manifestação de vontade do potencial doador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Doação de Medula Óssea</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Transplante de Medula Óssea, os beneficiados são pessoas portadoras de leucemia, linfomas e aplasias de medula. Esse é um tratamento para doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de medula óssea doente ou deficitária por células normais da medula para a reconstituição de uma medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando o transplante vem do próprio paciente, alogênico quando a medula vem de um doador, ou também, podendo ser feito por células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de um cordão umbilical.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na doação o doador não precisa mudar seus hábitos alimentares e cotidianos, ele é submetido a vários exames clínicos para comprovação do seu estado de saúde, o transplante é feito em sala cirúrgica com duração de aproximadamente duas horas. São realizadas várias punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula, é retirado um volume de no máximo 15%, não causando danos à vida do doador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O receptor recebe a medula como se fosse uma transfusão de sangue, com a adaptação da medula o paciente fica internado no hospital em regime de isolamento recebendo os devidos cuidados durante duas ou três semanas. Após a recuperação da medula o paciente continua o tratamento pelo ambulatório, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário no Hospital-dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que seja feita a doação, é necessário que haja total compatibilidade entre doador e receptor para que não ocorra rejeição da medula, esse teste é chamado histocompatibilidade. De acordo com as leis de genética, a chance do indivíduo de encontrar um doador ideal entre irmãos da mesma mãe e do mesmo pai é de 25%. Quando não se encontra um doador aparentado a solução é ir para os não aparentados que são pessoas voluntárias inscritas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil a dificuldade é maior de encontrar um doador compatível, pois há mistura de raças, mas hoje já existem mais de 12 milhões de pessoas doadoras em todo o mundo. No Brasil, o REDOME já possui mais de 1 milhão e 400 mil doadores inscritos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são feitos cerca de dois transplantes em pessoas não-aparentadas por mês e o autólogo (da pessoa para ela mesma) são feitos cerca de sete transplantes por mês. Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos, gozar de boa saúde, se dirigir ao Hemocentro mais próximo da residência, coletar 5 ml de sangue e fazer a tipagem HLA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong></strong><strong>3</strong><strong> CENÁRIO ATUAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como foi dito na introdução deste trabalho, atualmente os trâmites legais utilizados no processo de transplante de medula óssea em Pernambuco é totalmente manual, não existe sistema para controlar as informações registradas, ou seja, toda e qualquer informação é documentada em papéis e planilhas alimentadas por pessoas responsáveis por determinada tarefa. A autenticação desses é confirmada por meio de carimbos e assinaturas. Para transferir informações é utilizado <em>e-mail, </em>aparelho de telefax, carta e ligações telefônicas (como ilustra a Figura 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; Processo de comunicação entre hospital e central de transplante.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="405" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1574.png" alt="" class="wp-image-84344" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1574.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1574-300x206.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 2 retrata o documento disponibilizado pela Central de Transplante de Pernambuco. Segundo responsáveis pela Central, este documento é utilizado na inscrição do Paciente que será candidato a transplante, no caso, de Medula Óssea. Após seu cadastramento o candidato será inserido na fila de pessoas a serem transplantadas, com o grau de prioridade definido pelo responsável da central de transplante.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2 &#8211; Formulário de inscrição do candidato a transplante de medula óssea.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="503" height="652" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1575.png" alt="" class="wp-image-84345" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1575.png 503w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1575-231x300.png 231w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte – Central de Transplante de Pernambuco, 2012</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 SGMTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Observando o cenário atual, nós propomos um sistema <em>web</em> para gerenciar essa comunicação entre os hospitais e a central. O Sistema de Gerenciamento para o Transplante de Medula Óssea (SGTMO) é uma ferramenta para o processo de controle de dados, fornecendo uma maneira eficiente de armazenamento e troca de informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, descreve-se os requisitos que o sistema atende, a modelagem, arquitetura e versão implementada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Requisitos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os requisitos do sistema foram levantados em reuniões com responsáveis pelo Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital Português e também com a Central de Transplante de Pernambuco (CT-PE). Nessas reuniões, foram identificadas algumas tarefas que o sistema deverá desempenhar, evitando as dificuldades na comunicação entre as duas entidades responsáveis e melhorando o desempenho dessa interligação. Os seguintes requisitos foram levantados:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">a) Disponibilizar cadastro de usuários e pacientes para administradores;<br>b) Disponibilizar cadastro de pacientes para usuários;<br>c) Possibilitar a criação da lista de pacientes através do administrador;<br>d) Controlar informações de pacientes e usuários;<br>e) Registrar modificações feitas por usuários.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de levantar os requisitos, nós podemos dar início a modelagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Modelagem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta seção apresenta a modelagem (que segue o padrão UML) do sistema considerando os requisitos mostrados anteriormente. O primeiro diagrama é o de caso de uso, seguido pelo diagrama de Entidade-Relacionamento e, por fim, a Arquitetura Cliente-Servidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2.1 Caso de uso</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso de uso é uma maneira formal de capturar e expressar a interação e o diálogo entre usuários do sistema, denominados atores e o próprio sistema (CONALLEN, 2003). Seguindo essa definição, a Figura 3 ilustra os atores (representados por bonecos) e as ações (representadas por círculos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema possui dois atores: o administrador e o usuário. O Administrador exerce controle total do sistema, sendo o ator principal na maioria dos casos de uso. Pode realizar todas as operações sobre cadastros, tais como inserir, alterar ou remover dados e também realizar consultas nos cadastros de trabalhos, de ocorrências, de usuários, de contatos, de pacientes e de funcionários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, o usuário tem o papel de manter o cadastro de trabalhos, podendo realizar as operações de inserção, alteração e remoção destes e até mesmo realizar consultas para encontrar trabalhos já cadastrados.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="559" height="528" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1581.png" alt="" class="wp-image-84351" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1581.png 559w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1581-300x283.png 300w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">4.2.2 Entidade-Relacionamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de definidos os requisitos e quais são os usuários e as respectivas ações, o próximo passo foi elaborar o diagrama entidade-relacionamento. “O modelo entidade-relacionamento (E-R) tem por base a percepção de que o mundo real é formado por um conjunto de objetos chamados entidades e pelo conjunto dos relacionamentos entre esses objetos.” (SILBERSCHATZ; KORTH; SUDARSHAN, 1999, p. 21).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagrama E-R desse sistema (ilustrado na Figura 4) tem três tabelas: Hospital, Funcionário e Paciente. A tabela Hospital é utilizada para cadastrar os hospitais associados a algum transplante. Por sua vez, a tabela Funcionário é utilizada na associação de pacientes atendidos pelos funcionários de um determinado hospital. E por fim, a tabela Paciente é agrupada nas tabelas Hospital e Funcionário.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="542" height="371" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1582.png" alt="" class="wp-image-84353" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1582.png 542w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1582-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 Implementação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta seção mostra a arquitetura e algumas imagens do sistema. Esse projeto foi construído na linguagem de programação Java para Web (J2EE) visando criar um produto com maior extensibilidade, re-usabilidade e flexibilidade. Para gerenciar os dados do sistema, foi utilizado o gerenciador de banco de dados (SGBD) MySQL por ser amplamente utilizado no mundo acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3.1 Arquitetura</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SGTMO segue uma arquitetura Cliente-Servidor (ilustrada na Figura 5), onde uma estação de trabalho (cliente) faz requisições à máquina-servidor, com isso o servidor requisitado executa as operações necessárias para realização do pedido. O usuário ou administrador do sistema deve utilizar um navegador Web (cliente) para poder manipular o sistema, este mesmo navegador fará requisições a uma máquina (servidor) responsável por aceitar tais requisições, processá-las e retornar os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o processamento é realizado integralmente do lado do servidor, o cliente recebe apenas o visual do sistema (no formato HTML). Desta maneira, a aplicação do usuário fica mais leve, não exigindo a instalação do sistema (apenas de um navegador de Internet) e nem precisando que a máquina possua uma configuração de <em>hardware</em> robusta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra característica desse modelo é que o servidor não se limita a atender apenas um único cliente por vez. O servidor pode atender vários clientes ao mesmo tempo, podendo desempenhar melhor as suas atividades.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="529" height="300" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1584.png" alt="" class="wp-image-84355" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1584.png 529w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1584-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 529px) 100vw, 529px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">4.3.2 Interface</p>



<p class="wp-block-paragraph">As interfaces de um sistema são responsáveis pela interação entre homem e máquina. O sistema tem uma interface amigável ao usuário primário sem se tornar cansativa aos usuários mais experientes. Elas possibilitam ao usuário realizar tarefas de forma rápida, fácil e satisfatória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema possui dois perfis diferentes: unidade, técnico (usuário) e o analista gerencial (Administrador). No entanto, para acessar o sistema tais perfis terão a mesma tela de autenticação. Pode-se visualizar na&nbsp;Figura 6, a tela de <em>login</em> que é composta pela unidade, usuário e senha, que será inicialmente disponibilizada pelo administrador no momento do cadastro de um novo usuário.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="342" height="329" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1585.png" alt="" class="wp-image-84356" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1585.png 342w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1585-300x289.png 300w" sizes="(max-width: 342px) 100vw, 342px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Se os dados informados estiverem corretos, serão enviados à página inicial do sistema. Na tela inicial do sistema há informações básicas do SGTMO, juntamente com um menu (ações permitidas no sistema). Dependendo do grupo do usuário (Administrador ou Técnico), o menu se altera. As páginas que possuem formulários são padronizadas contendo os mesmos <em>layouts</em>, ícones e ações para diferentes objetos existentes no sistema. Na Figura 7 apresenta a página de cadastro de paciente, onde o usuário no sistema pode realizar as tarefas de inclusão, consulta e exclusão.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="314" height="528" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1586.png" alt="" class="wp-image-84357" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1586.png 314w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1586-178x300.png 178w" sizes="(max-width: 314px) 100vw, 314px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados de cadastramento presentes na Figura 5 foram extraídos do documento de inscrição do candidato a transplante, que está presente na Figura 7, documento este fornecido pela Central de Transplante de Pernambuco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 Considerações finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na escolha do tema monográfico enxergamos uma ótima oportunidade para pôr em prática conceitos e parâmetros adquiridos no decorrer do curso, visto que a Central de Transplante de Pernambuco necessita de um sistema informatizado para controlar as informações registradas. A princípio não foi externado em momento algum nas entrevistas, um interesse do órgão público sobre o software, visto que o trabalho há anos é feito da mesma maneira, gerando assim uma motivação ainda mais intensa para o desenvolvimento deste assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal deste estudo foi alcançado, desenvolvendo um <em>software</em> capaz de controlar a entrada e saída de informações, bitolando instrução por instrução com o seu determinado autor, inibindo assim possíveis falhas decorrentes do trabalho manual, melhorando a agilidade e a velocidade com que as informações chegam até as partes, agilidade esta que é necessária no momento do transplante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste, a maior dificuldade foi a falta de informação com relação aos parâmetros e quesitos que são utilizados para construir-se a fila de prioridade com relação aos pacientes candidatos a transplante de medula óssea. Sem essas informações o sistema construído não gera de forma autônoma o grau de prioridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escrita do código inicialmente prevista foi concluída com sucesso, o que permitiu ter-se uma visão mais ampla do assunto. Futuramente para aumentar a cobertura, o <em>software</em> terá que ser capaz de filtrar os dados dos pacientes, criar automaticamente a lista de transplante juntamente com grau de prioridade e fazer uma integração da Central de Transplante com o Banco de Sangue, a fim de associar informações de indivíduos doadores de sangue.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Entenda sobre Doação de Órgão, 6 de agosto de 2002. Disponível em:&nbsp;http://jornal.ofluminense.com.br/sites/default/files/entendadoacao.pdf&nbsp; Acesso em: 19 mar. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Saúde, Legislação sobre o Sistema Nacional de Transplantes, 15 de abril de 2012. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/legislacao.htm# Acesso em: 25 abr. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério da Saúde, Perguntas e Respostas sobre Transplante de Medula Óssea, 1 agosto de 2012. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=125&nbsp; Acesso em: 25 abr. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COULOURIS, George; DOLLIMORE, Jean; KINDBERG, Tim. <strong>Sistemas distribuídos: </strong>conceitos e projeto. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TANENBAUM, A.S; STEEN, M.V. <strong>Sistemas distribuídos: </strong>princípios e paradigmas. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEITEL, Paul; DEITEL, Harvey. <strong>Java:</strong> como programar. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LARMAN, Craig. <strong>Utilizando UML e Padrões:</strong> uma introdução à análise e ao projeto orientado a objetos e ao desenvolvimento iterativo. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APÊNDICE A &#8211; </strong>Roteiro da Entrevista</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Como é feito o transplante de medula em pessoas não aparentadas?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="2">
<li>O que é preciso para ser um doador?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="3">
<li>Há algum incômodo na hora da intervenção cirúrgica?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="4">
<li>Quais os danos que podem ocorrer para o doador? E o receptor?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="5">
<li>Como é feita a comunicação entre a Central de Transplante de PE e os bancos de sangue?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="6">
<li>Como é feita a seleção de pessoas para doação?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="7">
<li>O grau de prioridade é por idade, sexo, ou doença?</li>
</ol>



<ol class="wp-block-list" start="8">
<li>O doador obrigatoriamente tem que estar vivo?</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANEXO A</strong> – Lei Nº 9434 / 97 – Lei dos Transplantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capítulo I &#8211; </strong>Das Disposições Gerais</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 2º </strong>&#8211; A realização de transplantes ou enxertos de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano só poderá ser realizada por estabelecimento de saúde, público ou privado, e por equipes médico cirúrgicas de remoção e transplante previamente autorizadas pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capítulo II </strong>&#8211; Da Disposição “Post Mortem” de Tecidos, Órgãos e Partes do Corpo Humano para Fins de Transplante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 3º </strong>&#8211; A retirada “Post Mortem” de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 8º </strong>&#8211; Após a retirada de partes do corpo, o cadáver será condignamente recomposto e entregue aos parentes do morto ou seus responsáveis legais para sepultamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capítulo III </strong>&#8211; Da Disposição de Tecidos, Órgãos e Partes do Corpo Humano</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivo para Fins de Transplante ou Tratamento</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 9º </strong>&#8211; É permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos, órgãos ou partes do próprio corpo vivo para fins de transplante ou terapêuticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>§ 3º &#8211;</strong> Só é permitida a doação referida neste artigo quando se tratar de órgãos duplos, de partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave comprometimento de suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou deformação inaceitável, e corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à pessoa receptora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capítulo IV </strong>&#8211; Das Disposições Complementares</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 13º</strong> &#8211; É obrigatório, para todos os estabelecimentos de saúde, notificar, às centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos da unidade federada onde ocorrer, o diagnóstico de morte encefálica feito em pacientes por eles atendidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANEXO B</strong> – Lei Nº 10.211/01 &#8211; Lei dos Transplantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Altera dispositivos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que &#8220;dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Capítulo I</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 4º &#8211;</strong> A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas, para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Art. 2º &#8211;</strong> As manifestações de vontade relativas à retirada “Post Mortem” de tecidos, órgãos e partes, constantes da Carteira de Identidade Civil e da Carteira Nacional de Habilitação, perdem sua validade a partir de 22 de dezembro de 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">FILIAÇÃO</p>
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