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	<title>Volume 30 – Edição 156/MAR 2026 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Mar 2026 13:17:11 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 30 – Edição 156/MAR 2026 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>NEGÓCIOS E PUNIÇÃO: AS CRÍTICAS À INFLUÊNCIA DAS EMPRESAS PRIVADAS NA SEGURANÇA PENITENCIÁRIA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/negocios-e-punicao-as-criticas-a-influencia-das-empresas-privadas-na-seguranca-penitenciaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 17:01:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061402 Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva RESUMO&#160; O artigo &#8220;Negócios [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061402</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo &#8220;Negócios e Punição: As Críticas à Influência das Empresas Privadas na Segurança Penitenciária&#8221; aborda uma questão cada vez mais relevante e controversa no sistema de justiça criminal em muitos países. A influência crescente das empresas privadas na administração de prisões e instituições penitenciárias tem gerado uma série de críticas e preocupações. Uma das principais preocupações relacionadas a essa influência é a busca pelo lucro no sistema prisional. Empresas privadas muitas vezes operam prisões com base em contratos que estabelecem metas de ocupação, o que pode criar um incentivo perverso para a manutenção de altas taxas de encarceramento. Isso levanta preocupações éticas sobre a priorização dos interesses financeiros sobre a reabilitação e a justiça no sistema penal. Outra crítica significativa se relaciona às condições de detenção em prisões operadas por empresas privadas. Relatos de superlotação, falta de assistência médica adequada e problemas de segurança têm surgido em muitas dessas instituições. A busca por redução de custos por parte das empresas pode levar a cortes no pessoal e em programas de reabilitação, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de violência e a reincidência de detentos. A falta de transparência e de supervisão adequada sobre as operações dessas empresas também é motivo de preocupação. A privatização do sistema prisional muitas vezes significa uma redução no escrutínio público e no acesso à informação sobre o funcionamento interno dessas instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Privatização. Segurança penitenciária. Críticas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The article &#8220;Business and Punishment: Criticism of the Influence of Private Companies in Penitentiary Security&#8221; addresses an increasingly relevant and controversial issue in the criminal justice system in many countries. The growing influence of private companies in the management of prisons and penitentiary institutions has generated a series of criticisms and concerns. One of the main concerns related to this influence is the search for profit in the prison system. Private companies often operate prisons based on contracts that set occupancy goals, which can create a perverse incentive to maintain high incarceration rates. This raises ethical concerns about the prioritization of financial interests over rehabilitation and justice in the criminal justice system. Another significant criticism relates to the conditions of detention in prisons operated by private companies. Reports of overcrowding, lack of adequate medical care and security problems have emerged in many of these institutions. Companies&#8217; drive to reduce costs can lead to cuts in staff and rehabilitation programs, which, in turn, can increase the risk of violence and recidivism among inmates. The lack of transparency and adequate oversight over the operations of these companies is also a cause for concern. Privatization of the prison system often means a reduction in public scrutiny and access to information about the inner workings of these institutions.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Privatization. Penitentiary security. Reviews.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp;&nbsp; INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência crescente das empresas privadas na administração de prisões e instituições penitenciárias é um tema de grande relevância e controvérsia no âmbito do sistema de justiça criminal em diversos países. Este artigo, intitulado &#8220;Negócios e Punição: As Críticas à Influência das Empresas Privadas na Segurança Penitenciária,&#8221; tem como objetivo abordar essa questão complexa e multifacetada que vem ganhando destaque nos debates sobre o sistema penal contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais preocupações que permeiam a influência das empresas privadas na segurança penitenciária está relacionada à busca pelo lucro nesse contexto. Muitas dessas empresas operam prisões com base em contratos que estabelecem metas de ocupação, criando, assim, um incentivo que pode ser considerado perverso: manter altas taxas de encarceramento. Essa prática suscita preocupações éticas profundas, uma vez que levanta questionamentos sobre a priorização dos interesses financeiros em detrimento da reabilitação e da justiça no sistema penal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra crítica relevante recai sobre as condições de detenção em prisões operadas por empresas privadas. Relatos de superlotação, carência de assistência médica adequada e problemas de segurança têm emergido em muitas dessas instituições. A busca incessante por redução de custos por parte das empresas frequentemente resulta em cortes no pessoal e nos programas de reabilitação, o que, por sua vez, pode ampliar o risco de violência entre os detentos e aumentar as taxas de reincidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de transparência e de supervisão adequada sobre as operações dessas empresas representa um ponto crítico a ser considerado. A privatização do sistema prisional muitas vezes implica em uma redução no escrutínio público e na limitação do acesso à informação sobre o funcionamento interno dessas instituições, levantando questões sobre a responsabilidade e a prestação de contas das empresas envolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, este artigo se propõe a aprofundar a análise das críticas direcionadas à influência das empresas privadas na segurança penitenciária, bem como a explorar as implicações dessas críticas para o sistema de justiça criminal e para a sociedade em geral. Será realizado um exame detalhado das práticas das empresas privadas nesse setor, das condições de detenção em prisões privatizadas e das implicações éticas e sociais desse fenômeno. Por meio dessa análise, busca-se lançar luz sobre um tema que demanda atenção crítica e a busca por soluções que garantam a integridade do sistema penal e o respeito pelos direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp;&nbsp; DESENVOLVIMENTO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência crescente das empresas privadas na administração de prisões e instituições penitenciárias tem gerado uma série de críticas e preocupações no sistema de justiça criminal em muitos países. Uma das principais preocupações relacionadas a essa influência é a busca pelo lucro no sistema prisional. Empresas privadas muitas vezes operam prisões com base em contratos que estabelecem metas de ocupação, o que pode criar um incentivo perverso para a manutenção de altas taxas de encarceramento. Isso levanta preocupações éticas sobre a priorização dos interesses financeiros sobre a reabilitação e a justiça no sistema penal.(AMARAL,2016).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra crítica significativa se relaciona às condições de detenção em prisões operadas por empresas privadas. Relatos de superlotação, falta de assistência médica adequada e problemas de segurança têm surgido em muitas dessas instituições. A busca por redução de custos por parte das empresas pode levar a cortes no pessoal e em programas de reabilitação, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de violência e a reincidência de detentos. (ASSIS, 2007)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de transparência e de supervisão adequada sobre as operações dessas empresas também é motivo de preocupação. A privatização do sistema prisional muitas vezes significa uma redução no escrutínio público e no acesso à informação sobre o funcionamento interno dessas instituições. (BENETI, 1996, p. 10)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas críticas fundamentais à influência das empresas privadas na segurança penitenciária destacam a necessidade de uma análise aprofundada e de debates públicos substanciais sobre o modelo de privatização nesse setor. É crucial encontrar um equilíbrio entre a gestão eficiente das prisões e a preservação dos princípios de justiça, reabilitação e respeito pelos direitos humanos, garantindo assim um sistema penal mais justo e responsável. (ASSIS, 2007)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 A influência das empresas privadas na segurança penitenciária e as críticas que isso tem gerado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente influência das empresas privadas na administração de prisões e instituições penitenciárias tem sido objeto de um intenso debate e provocado uma série de críticas e preocupações em vários países. Uma das críticas mais proeminentes se relaciona ao incentivo financeiro que as empresas privadas têm para manter altas taxas de encarceramento. Muitos contratos firmados entre essas empresas e governos estabelecem metas de ocupação das prisões, o que cria um incentivo perverso para a manutenção de altos níveis de detenção. Isso levanta preocupações éticas profundas, já que pode parecer que o lucro está sendo priorizado em detrimento da justiça e da reabilitação no sistema penal. (CAPEZ, 2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra crítica significativa diz respeito às condições de detenção em prisões operadas por empresas privadas. Relatos de superlotação, falta de assistência médica adequada, má qualidade da alimentação e problemas de segurança têm surgido em muitas dessas instituições. O motivo por trás disso muitas vezes está na busca por redução de custos por parte das empresas, o que pode levar a cortes no pessoal e nos programas de reabilitação. Essas condições precárias podem aumentar o risco de violência entre os detentos e contribuir para a reincidência de prisioneiros após sua liberação, o que representa uma preocupação tanto do ponto de vista humanitário quanto do ponto de vista da eficácia do sistema penal. (CAPEZ, 2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de transparência e de supervisão adequada sobre as operações das empresas privadas é motivo de preocupação. A privatização do sistema prisional muitas vezes resulta em uma redução no escrutínio público e em um acesso limitado à informação sobre o funcionamento interno dessas instituições. Isso torna difícil para as partes interessadas, incluindo grupos de defesa dos direitos humanos e a sociedade em geral, avaliar plenamente as condições e o desempenho das prisões privatizadas. A ausência de uma supervisão rigorosa pode permitir práticas inadequadas e abusivas por parte das empresas, sem que haja uma prestação de contas adequada. (PEREZ LUÑO, 1999).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a influência crescente das empresas privadas na administração de prisões e instituições penitenciárias levanta uma série de críticas e preocupações que vão desde questões éticas até preocupações práticas relacionadas à qualidade e à eficácia do sistema penal. O debate sobre a privatização do sistema prisional continua a evoluir, à medida que governos, organizações da sociedade civil e especialistas buscam encontrar um equilíbrio entre eficiência financeira e justiça no tratamento dos detentos. Essa é uma questão complexa que exige um exame aprofundado e uma avaliação contínua para garantir que os sistemas penais sirvam aos interesses da justiça e da sociedade como um todo. (MIRABETE,2008)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca pelo lucro no sistema prisional é uma questão central que suscita preocupações profundas e justificadas. Empresas privadas que operam prisões frequentemente estabelecem contratos com governos que incluem cláusulas que estipulam metas de ocupação. Essas metas podem criar um incentivo perverso para manter altas taxas de encarceramento, uma vez que as empresas têm interesse financeiro direto em manter as prisões cheias. Isso levanta uma série de preocupações éticas e práticas que merecem uma análise detalhada. (NUNES, 2009, p. 230)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, a busca pelo lucro no sistema prisional pode ser vista como incompatível com os princípios fundamentais da justiça e da reabilitação. Quando as empresas têm um interesse financeiro direto em manter as prisões ocupadas, pode haver pressão para prender um número cada vez maior de indivíduos, mesmo que isso não seja necessário do ponto de vista da segurança pública. Isso coloca em risco a ideia de que a punição deve ser proporcional ao delito cometido e que o sistema penal deve se concentrar na reabilitação e reintegração dos detentos na sociedade. (PIOVESAN, 2003, p.70)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a priorização dos interesses financeiros sobre a reabilitação e a justiça no sistema penal pode levar a práticas questionáveis. Por exemplo, pode haver incentivos para cortar custos, como reduzir pessoal, programas de reabilitação e serviços de saúde, a fim de aumentar os lucros. Isso pode resultar em condições de detenção precárias, falta de acesso a cuidados médicos adequados e uma falta de oportunidades para que os detentos se reabilitem. A busca pelo lucro também pode contribuir para a superlotação das prisões, o que, por sua vez, pode levar a um ambiente mais volátil e perigoso tanto para os prisioneiros quanto para os funcionários. (QUEIROZ, 2008, p.93)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a influência do setor privado no sistema prisional pode minar o princípio da imparcialidade e da igualdade perante a lei. Se as empresas têm um interesse financeiro em manter altas taxas de encarceramento, isso pode levar a uma abordagem mais agressiva na aplicação das leis, potencialmente resultando em um foco excessivo em infrações menores e em comunidades marginalizadas. Isso levanta questões sobre se o sistema penal está sendo usado de maneira justa e equitativa. (OLIVEIRA, 2007, p. 01)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a busca pelo lucro no sistema prisional também pode dificultar o monitoramento e a supervisão adequada das operações das empresas privadas. A falta de transparência em relação às operações das prisões privatizadas pode limitar a capacidade das partes interessadas, incluindo grupos de defesa dos direitos humanos e a sociedade em geral, de avaliar plenamente as condições e o tratamento dos detentos. Isso cria um ambiente em que práticas inadequadas ou abusivas podem ocorrer sem uma prestação de contas adequada. (ROCHA, 2004, p.35)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a busca pelo lucro no sistema prisional é uma questão complexa que envolve implicações éticas, práticas e de justiça. É fundamental que as sociedades considerem cuidadosamente essas preocupações e busquem equilibrar a eficiência financeira com os princípios fundamentais da justiça, da reabilitação e do respeito pelos direitos humanos no sistema penal. (SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As críticas às condições de detenção em prisões operadas por empresas privadas são justificadas por uma série de problemas recorrentes. A superlotação é uma das principais preocupações, pois as empresas privadas muitas vezes operam com o objetivo de maximizar o lucro, o que pode resultar na superpopulação de detentos em espaços já limitados. Isso compromete não apenas a dignidade dos presos, mas também a segurança de todos os envolvidos, incluindo funcionários e outros detentos. (SIQUEIRA, 2009, p. 252)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de assistência médica adequada em prisões privatizadas é um ponto crítico. As empresas, em busca de economia de custos, podem não fornecer os cuidados médicos necessários aos detentos, o que coloca em risco sua saúde e bem-estar. A ausência de serviços médicos adequados pode resultar em condições de saúde deterioradas, propagação de doenças e até mesmo tragédias evitáveis. (SIQUEIRA, 2009, p. 252)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os problemas de segurança também são uma preocupação, uma vez que a redução de custos por parte das empresas pode levar a cortes no pessoal de segurança. Isso pode criar ambientes prisionais propensos a distúrbios, violência entre detentos e até mesmo fugas. A falta de pessoal qualificado para manter a ordem e garantir a segurança dos prisioneiros e do público em geral é uma consequência direta dessa busca implacável por economia. (SARLET,2001, p.59).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a redução de programas de reabilitação e educação de qualidade nas prisões privatizadas contribui para o ciclo de reincidência. A falta de investimento em programas que visam a reintegração dos detentos na sociedade pode resultar em uma taxa mais alta de retorno à criminalidade após a libertação, o que é prejudicial tanto para os indivíduos quanto para a sociedade em geral. (SLAIBI, 2006, p.128).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os direitos humanos são universais, imutáveis e derivam da própria natureza humana, formando o núcleo básico desses direitos. Sua compreensão e designação são resultantes da combinação do jusnaturalismo e culturalismo, tendo como base principal a dignidade da pessoa humana. A dignidade humana é um valor supremo que engloba todos os direitos humanos e é o fundamento essencial desses direitos. Cada indivíduo possui um valor intrínseco e absoluto que compõe sua dignidade e é expresso através dos direitos humanos. (SIQUEIRA, 2009, p.258).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de transparência e supervisão adequada nas operações das empresas privadas no sistema prisional é uma questão complexa que requer uma análise mais profunda. Uma das preocupações centrais relacionadas a essa falta de transparência é a falta de informações acessíveis ao público e aos órgãos de supervisão sobre o funcionamento interno das prisões privatizadas. Isso cria uma lacuna na prestação de contas e na capacidade de monitorar efetivamente as práticas dessas empresas. (SIQUEIRA, 2009, p.258).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de supervisão adequada também pode levar a problemas de qualidade e segurança nas prisões operadas por empresas privadas. Quando não há órgãos reguladores eficazes ou supervisão rigorosa, as empresas podem ser tentadas a cortar custos de maneira que afete adversamente as condições de detenção. Isso pode resultar em superlotação, falta de assistência médica adequada, falta de programas de reabilitação e até mesmo questões de segurança dentro das prisões. (ROCHA, 2004)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de supervisão pode permitir que ocorram abusos por parte das empresas privadas. Sem um monitoramento eficaz, essas empresas podem não ser responsabilizadas por práticas que violem os direitos dos detentos ou que coloquem em risco sua integridade. Isso cria um ambiente propício para o mau funcionamento e abusos, que podem prejudicar gravemente a vida dos detentos. (ROCHA, 2004)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução do escrutínio público e do acesso à informação também pode minar a capacidade de promover reformas e melhorias no sistema prisional. A falta de transparência torna mais difícil para ativistas, defensores dos direitos humanos e órgãos de fiscalização identificar problemas e pressionar por mudanças significativas. Isso pode resultar na perpetuação de práticas inadequadas e em uma falha em abordar as questões subjacentes do sistema prisional. (SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a falta de transparência e supervisão adequada nas operações das empresas privadas que atuam na segurança penitenciária apresenta sérios riscos e desafios. Para mitigar esses problemas, é essencial que sejam implementadas medidas eficazes de regulamentação, supervisão e prestação de contas, garantindo que a administração prisional, seja ela pública ou privada, seja conduzida de maneira justa, segura e respeitosa dos direitos humanos. (SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3&nbsp;&nbsp; CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a influência das empresas privadas na segurança penitenciária é um tema de relevância global que suscita preocupações éticas, práticas e sociais. As críticas apresentadas ao longo deste artigo destacam a complexidade desse fenômeno e suas implicações para o sistema de justiça criminal e para a sociedade em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As preocupações relacionadas à busca pelo lucro no sistema prisional, a qualidade das condições de detenção em prisões privatizadas e a falta de transparência e supervisão adequada são questões fundamentais que demandam atenção crítica. A necessidade de um diálogo aberto e inclusivo, envolvendo governos, organizações da sociedade civil, especialistas e empresas privadas, é evidente para a busca de soluções eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação das agências reguladoras e dos órgãos de supervisão desempenha um papel crucial na garantia de que as empresas privadas atuem em conformidade com princípios éticos e legais. A transparência e a responsabilização são essenciais para prevenir abusos e negligências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto crucial que merece destaque é a necessidade de um diálogo aberto e inclusivo sobre esse tema. Governos, organizações da sociedade civil, especialistas em direitos humanos e representantes das empresas privadas devem participar ativamente dessas discussões. A busca por soluções eficazes não pode ser unilateral, e a colaboração entre essas partes é fundamental para aprimorar o sistema penal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, é imperativo que o foco do sistema penal seja a justiça, a reabilitação e o respeito pelos direitos humanos dos detentos, em vez do lucro. A sociedade deve manter uma vigilância constante sobre essa influência, buscando soluções e melhorias que promovam um sistema penal mais justo, humano e eficaz em benefício de todos os cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARAL, Cláudio do Prado. Um novo método para execução da pena privativa de liberdade. Revista de Informação Legislativa – RIL. a.53 n.209 jan./mar. 2016. Brasília, 2016b. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/ 519998/001063180.pdf?sequence=1, acesso em 20 de Set de 2023.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSIS, Rafael Damasceno de. As prisões e o direito penitenciário no Brasil, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BENETI. Sidnei Agostinho. Execução Penal. São Paulo: Saraiva, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal. 26ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUÑO, Antonio Enrique Pérez Luño. Derechos Humanos, Estado de Derecho y Constitucion. 6 ed. Madrid: Tecnos, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução penal. 11. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, p.89, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES, Adeildo. Da Execução Penal. 1ª ed. – Rio de Janeiro: Forense 2009, p. 230.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Câmara Hilderline. A Falência da Política Carcerária Brasileira. Artigo Científico. 3ª Jornada Internacional de Políticas Públicas, São Luiz- MA, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o princípio da dignidade humana. Revista do Advogado, v.23, n.70, jul. de 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUEIROZ, Paulo. Direito Penal: Parte Geral.4. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris.p.93, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Cármen Lúcia Antunes (Coord.). O direito à vida digna. Belo Horizonte: Fórum, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, V. É. da S. (2019). Estabelecimentos prisionais agrícolas no Brasil: Uma ferramenta de ressocialização, gestão pública sustentável e fomento ao setor agroindustrial. 2019. Dissertação para obtenção do título de Mestre, programa de Pós-Graduação em Sistemas Agroindustriais &#8211; Universidade Federal de Campina Grande, Pombal PB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARLET. Ingo Wolfgang. Dignidade da pessoa humana e direitos fundamentais na Constituição Federal de 1988. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIQUEIRA Jr., Paulo Hamilton. A dignidade da pessoa humana no contexto da pós- modernidade: o direito no MIRANDA, Jorge; SILVA, Marco Antonio Marques da (coordenação). Tratado Luso-Brasileiro da Dignidade da Pessoa Humana. São Paulo: Quartier Latin, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SLAIBI FILHO, Nagib. Direito Constitucional. 2. ed. Rio de janeiro: Forense, 2006.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do curso de Direitos Humanos e Perícia Criminal.</p>
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		<title>A EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE DIGITAL E SUAS RAÍZES HISTÓRICAS¹</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-evolucao-da-sociedade-digital-e-suas-raizes-historicas%c2%b9/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 16:37:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061328 Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva RESUMO O título &#8220;A [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061328</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O título &#8220;A Evolução da Sociedade Digital e suas Raízes Históricas&#8221; aponta para uma exploração profunda das relações entre o desenvolvimento tecnológico e as mudanças sociais ao longo da história. Para entender essa evolução, é necessário mergulhar nos marcos históricos que moldaram a sociedade digital contemporânea. Um aspecto crucial desse estudo é a análise das inovações tecnológicas que pavimentaram o caminho para a sociedade digital. Desde a Revolução Industrial, que trouxe a mecanização e a produção em massa, até os avanços mais recentes em inteligência artificial e computação quântica, cada período histórico teve seu impacto na forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia e com o mundo ao seu redor. Além disso, é fundamental examinar como essas mudanças tecnológicas se entrelaçaram com eventos históricos significativos, como as duas guerras mundiais, a Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim. A interseção entre eventos históricos e avanços tecnológicos muitas vezes resultou em transformações sociais profundas, desde a forma como as pessoas se comunicam até como a economia global opera. A revolução da informação, com a disseminação da internet e das redes sociais, é um ponto crucial dessa narrativa. Ela não apenas conectou o mundo de maneira sem precedentes, mas também levantou questões sobre privacidade, segurança cibernética e desigualdade digital que são fundamentais para entender a sociedade digital atual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Evolução. Sociedade digital. Raízes históricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The title &#8220;The Evolution of the Digital Society and its Historical Roots&#8221; points to an indepth exploration of the relationships between technological development and social changes throughout history. To understand this evolution, it is necessary to delve into the historical milestones that shaped contemporary digital society. A crucial aspect of this study is the analysis of technological innovations that paved the way for the digital society. From the Industrial Revolution, which brought mechanization and mass production, to the most recent advances in artificial intelligence and quantum computing, each historical period has had its impact on the way people relate to technology and the world around them. . Furthermore, it is essential to examine how these technological changes intertwined with significant historical events, such as the two world wars, the Cold War and the fall of the Berlin Wall. The intersection between historical events and technological advances has often resulted in profound social transformations, from how people communicate to how the global economy operates. The information revolution, with the spread of the internet and social networks, is a crucial point in this narrative. It has not only connected the world in unprecedented ways, but also raised questions about privacy, cybersecurity and digital inequality that are fundamental to understanding today&#8217;s digital society.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Evolution. Digital society. Historical roots.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário atual, a sociedade digital é uma realidade inegável e ubíqua que permeia todas as esferas da vida moderna. A forma como nos comunicamos, trabalhamos, consumimos informação e interagimos com o mundo ao nosso redor está profundamente enraizada na tecnologia digital. No entanto, essa sociedade digital não surgiu do nada, mas é o resultado de uma longa e complexa evolução que tem suas raízes profundamente entrelaçadas com os marcos históricos que moldaram nossa trajetória como civilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao explorar a evolução da sociedade digital e suas raízes históricas, embarcamos em uma jornada fascinante que nos permite compreender como chegamos a esse ponto de interconexão global e dependência da tecnologia digital. Para tal, é essencial recuar no tempo e examinar os momentos-chave que deram forma à nossa sociedade digital contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa análise nos leva a considerar as revoluções tecnológicas que ocorreram ao longo da história. Desde a Revolução Industrial, que trouxe consigo a mecanização e a produção em massa no século XIX, até os avanços mais recentes em inteligência artificial, computação em nuvem e internet das coisas, cada onda de inovação tecnológica desempenhou um papel fundamental na construção dessa sociedade digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a evolução da sociedade digital não é um processo linear e isolado. Ela está intrinsecamente ligada a eventos históricos significativos que moldaram o mundo, como as duas guerras mundiais e a Guerra Fria. A interseção entre esses eventos históricos e os avanços tecnológicos frequentemente resultou em mudanças sociais profundas e impactos de longo alcance.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma parte crucial dessa narrativa é a revolução da informação, que se manifestou com a disseminação da internet e das redes sociais. Esse fenômeno conectou o globo de maneira sem precedentes, alterando fundamentalmente a forma como as pessoas se relacionam e compartilham informações. No entanto, também trouxe à tona questões complexas relacionadas à privacidade, segurança cibernética e desigualdade digital que moldam nossa sociedade digital atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, esta investigação pretende traçar uma linha do tempo abrangente e contextualizada que explora como as raízes históricas influenciaram a evolução da sociedade digital. Esta é uma exploração multidisciplinar que busca compreender as complexas interações entre tecnologia, história e sociedade, oferecendo uma visão completa e esclarecedora dessa trajetória única.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. DESENVOLVIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer da história, a evolução da sociedade digital tem sido moldada por uma série de avanços tecnológicos fundamentais, que tiveram impactos significativos em nossa forma de vida. A Revolução Industrial, por exemplo, marcou o início da automatização e da mecanização das tarefas, lançando as bases para a futura revolução digital. Com a introdução de máquinas a vapor e a expansão das ferrovias, a sociedade experimentou uma transformação nas formas de produção, transporte e comunicação. Isso, por sua vez, impulsionou a necessidade de sistemas de registro e gerenciamento de informações mais eficientes, levando ao desenvolvimento de tecnologias como o telégrafo e as primeiras calculadoras mecânicas. (MOSCOVICI,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, foi no século XX que testemunhamos saltos significativos em direção à sociedade digital. A Segunda Guerra Mundial, por exemplo, desempenhou um papel crucial na aceleração da pesquisa e desenvolvimento de computadores. O Colossus, o primeiro computador digital programável, foi construído para decifrar códigos nazistas, e sua inovação serviu como base para o desenvolvimento de computadores modernos. A Guerra Fria, com sua corrida armamentista e espaço, também impulsionou avanços tecnológicos, culminando na criação da ARPANET, precursora da internet. (CASTELLS, 2000)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revolução da informação desencadeada pela internet nas últimas décadas representou um ponto de virada na sociedade digital. A capacidade de trocar informações instantaneamente em escala global revolucionou a maneira como nos comunicamos, acessamos o conhecimento e conduzimos negócios. A crescente conectividade trouxe consigo desafios e oportunidades. As redes sociais, por exemplo, forneceram plataformas para o compartilhamento de ideias, mas também levantaram questões sobre privacidade, desinformação e polarização. (BARDIN,2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade digital é intrinsecamente interligada com questões éticas e sociais. O rápido avanço tecnológico frequentemente supera nossa capacidade de regulamentação e compreensão. A coleta massiva de dados pessoais, a inteligência artificial e a automação do trabalho são áreas em que a ética e a responsabilidade desempenham um papel vital. Como resultado, é essencial que a sociedade continue a debater e desenvolver marcos regulatórios para garantir que a tecnologia seja usada para o benefício de todos. (CHIZZOTTI,2006)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o entendimento das raízes históricas da sociedade digital nos permite navegar com discernimento e responsabilidade no mundo digital em constante evolução. A história nos ensina que avanços tecnológicos podem ser ferramentas poderosas para o progresso humano, mas também nos alerta para os perigos que podem surgir quando não são acompanhados de um pensamento ético e crítico. A sociedade digital é uma obra em andamento, e nosso papel é moldar seu desenvolvimento com sabedoria e em consideração ao bem-estar de todos os seus membros. (CAMPOS,2008)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 A progressão da sociedade digital e suas raízes históricas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender plenamente a sociedade digital e suas raízes históricas, é fundamental realizar uma exploração aprofundada das relações intrincadas entre o desenvolvimento tecnológico e as mudanças sociais que moldaram nosso mundo. Essa jornada pelo tempo nos leva a examinar os marcos históricos que contribuíram para a formação da sociedade digital tal como a conhecemos hoje. (BOBBIO,1992)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das peças centrais desse quebra-cabeça histórico reside na análise das inovações tecnológicas que abriram o caminho para a sociedade digital. Ao longo da história, várias descobertas e avanços tecnológicos desempenharam papéis essenciais nesse processo de transformação. A Revolução Industrial, por exemplo, foi um divisor de águas que testemunhou o surgimento de máquinas e processos de produção que redefiniram o trabalho e as relações sociais. Esse período histórico inaugurou uma era de automação que continuou a se desenvolver ao longo dos séculos. (BOBBIO,1992)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro marco significativo na trajetória para a sociedade digital foi a invenção da eletricidade e seu subsequente domínio. A eletrificação permitiu a expansão das redes de comunicação e eletrônicas, viabilizando a transmissão de informações a longas distâncias. Esse avanço tecnológico foi fundamental para o desenvolvimento da telegrafia, do telefone e, posteriormente, da internet. A eletricidade também impulsionou a revolução dos meios de comunicação, com a criação do rádio e da televisão, que desempenharam papéis cruciais na formação da sociedade de informação. (MOSCOVICI,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A computação, por sua vez, representou um salto gigantesco na evolução tecnológica e em nossa jornada em direção à sociedade digital. O desenvolvimento de computadores e a posterior miniaturização de dispositivos eletrônicos abriram um mundo de possibilidades na criação, armazenamento e compartilhamento de informações. A criação da World Wide Web (WWW) na década de 1990 marcou o início de uma era digital verdadeiramente global, conectando pessoas e informações em escala nunca antes vista. (HUXLEY,1980)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses marcos, é crucial considerar como essas inovações tecnológicas interagiram com as mudanças sociais ao longo do tempo. À medida que a sociedade se adaptava a novas tecnologias, novos padrões de trabalho, comunicação e interação social emergiam. A rápida difusão de dispositivos móveis, redes sociais e outras tecnologias digitais na era contemporânea exemplifica como o desenvolvimento tecnológico continua a influenciar e moldar nossa sociedade de maneiras profundas e multifacetadas. (HUXLEY,1980)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a análise das raízes históricas da sociedade digital requer uma imersão completa no cenário histórico e tecnológico que possibilitou essa transformação. Somente ao entender como as inovações tecnológicas e as mudanças sociais estão interconectadas ao longo da história, podemos apreciar plenamente a complexidade e a magnitude dessa evolução em direção a uma sociedade cada vez mais digitalizada. (CASTELLS, 2000)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a Revolução Industrial, que trouxe a mecanização e a produção em massa, até os avanços mais recentes em inteligência artificial e computação quântica, cada período histórico teve seu impacto na forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia e com o mundo ao seu redor. A Revolução Industrial, que teve início no final do século XVIII, marcou o início de uma era de transformação tecnológica e social. A introdução de máquinas movidas a vapor e processos de produção mecanizados revolucionou a indústria, impulsionou o crescimento urbano e criou uma nova dinâmica nas relações de trabalho. O surgimento de fábricas e a concentração da força de trabalho em centros urbanos foram marcos cruciais na transição para uma sociedade mais industrializada. (PINHEIRO,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante a se considerar é a influência da eletrificação. A introdução da eletricidade como fonte de energia no final do século XIX e início do século XX transformou radicalmente a forma como as pessoas viviam e trabalhavam. A eletricidade permitiu a iluminação noturna, tornando as cidades mais vibrantes e abrindo espaço para atividades noturnas. Além disso, a eletrificação viabilizou o desenvolvimento de sistemas de comunicação mais eficientes, como o telefone e o telégrafo, que encurtaram as distâncias e aceleraram a disseminação de informações. (GONÇALVES,1994)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O século XX testemunhou eventos históricos cruciais que moldaram a relação entre tecnologia e sociedade. As duas guerras mundiais foram marcadas por avanços tecnológicos significativos, desde a automação de processos industriais até o desenvolvimento de computadores para cálculos complexos. Durante a Guerra Fria, a corrida espacial levou à conquista do espaço sideral, com a União Soviética lançando o primeiro satélite artificial, o Sputnik, e os Estados Unidos chegando à Lua com o programa Apollo. (GADOTTI,1997)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda do Muro de Berlim em 1989 e o colapso subsequente da União Soviética marcaram o fim de uma era na história mundial. O advento da globalização, impulsionado pela disseminação da tecnologia de informação e comunicação, conectou o mundo de maneiras sem precedentes. O surgimento da World Wide Web em 1991 e o subsequente boom da internet abriram novas possibilidades de comunicação, comércio e acesso à informação em escala global. As mudanças sociais e políticas resultantes dessas transformações tecnológicas continuam a moldar o mundo contemporâneo. Portanto, analisar a interseção entre a evolução tecnológica e os eventos históricos é fundamental para compreendermos a sociedade digital atual.&nbsp; (LIMA JUNIOR,2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A interseção entre eventos históricos e avanços tecnológicos tem um impacto profundo nas transformações sociais. A revolução da informação, marcada pela disseminação da internet e das redes sociais, representa um dos pontos mais cruciais nessa interação. A internet, inicialmente desenvolvida como uma ferramenta de comunicação militar durante a Guerra Fria, evoluiu para se tornar uma rede global que conecta bilhões de pessoas em todo o mundo. Essa conexão global transformou radicalmente a forma como as pessoas se comunicam, compartilham informações e interagem socialmente. (MOSCOVICI,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ascensão das redes sociais, a partir do início do século XXI, ampliou ainda mais essa revolução da informação. Plataformas como o Facebook, Twitter e Instagram permitiram que as pessoas se conectassem instantaneamente, compartilhassem suas vidas, opiniões e experiências em escala global. Isso não apenas aproximou indivíduos geograficamente distantes, mas também deu voz a grupos e causas que anteriormente tinham dificuldade em alcançar visibilidade. (YOUSSEF,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, junto com os benefícios da conectividade global vieram desafios significativos. Questões de privacidade se tornaram proeminentes à medida que a coleta de dados pessoais se tornou uma prática comum em muitas plataformas digitais. Preocupações com segurança cibernética também surgiram, à medida que hackers e criminosos exploraram vulnerabilidades na infraestrutura digital. Além disso, a desigualdade digital se tornou uma questão crítica, com muitas pessoas em todo o mundo ainda sem acesso à internet ou a recursos tecnológicos essenciais. (VEEN,2006)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão desses desafios e suas implicações é essencial para entender a sociedade digital contemporânea. À medida que continuamos a depender cada vez mais da tecnologia para diversas facetas de nossas vidas, a interseção entre eventos históricos e avanços tecnológicos continuará a moldar o futuro da sociedade digital. Desse modo, a análise dessas transformações sociais é fundamental para adaptar políticas públicas, práticas empresariais e comportamentos individuais às demandas e desafios desse cenário em constante evolução. (HAN,2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revolução da informação, com suas implicações sociais, não se limita apenas à conectividade global e às redes sociais. Ela também desempenhou um papel fundamental na forma como a economia global opera. O comércio eletrônico, por exemplo, cresceu exponencialmente com a ascensão da internet, permitindo que empresas e consumidores realizassem transações online, independentemente da sua localização geográfica. Isso não apenas impulsionou o crescimento econômico, mas também reconfigurou os mercados tradicionais, criando oportunidades para pequenas empresas competirem em escala global. (HAN,2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa revolução econômica trouxe consigo novos desafios. A automação e a inteligência artificial estão transformando os mercados de trabalho, com o potencial de substituir muitos empregos tradicionais. Essa mudança na força de trabalho levanta questões sobre o futuro do emprego e a necessidade de desenvolver habilidades e educação adaptadas a um mundo cada vez mais digital. (LIMA JUNIOR,2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a revolução da informação também trouxe questões éticas e culturais à tona. A disseminação de notícias falsas e desinformação nas redes sociais desafiou a integridade da informação e a confiança na mídia. A polarização política, muitas vezes exacerbada pelo compartilhamento seletivo de informações, criou divisões sociais em muitas sociedades. (GONÇALVES,1994)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a análise da interseção entre eventos históricos e avanços tecnológicos na sociedade digital contemporânea não se limita apenas ao âmbito tecnológico, mas também aborda questões econômicas, éticas e culturais. Compreender essas dinâmicas complexas é essencial para navegar com sucesso em um mundo digital em constante mudança e para moldar políticas e práticas que promovam uma sociedade digital mais inclusiva, justa e ética. (CASTELLS, 2000)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, em um mundo em constante evolução, onde a tecnologia digital se tornou uma parte intrínseca de nossas vidas, refletir sobre a evolução da sociedade digital e suas raízes históricas é essencial para compreendermos o contexto em que vivemos. Esta jornada nos levou a explorar as origens da revolução digital, desde os primórdios da Revolução Industrial até os avanços recentes em inteligência artificial e conectividade global. No entanto, essa exploração não se limitou apenas à tecnologia, mas também se aprofundou nas complexas interações entre eventos históricos e avanços tecnológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao considerar as raízes históricas da sociedade digital, não podemos deixar de notar o impacto profundo que eventos como as duas guerras mundiais e a Guerra Fria tiveram na moldagem do cenário tecnológico e social. Esses momentos críticos da história proporcionaram o terreno fértil para inovações tecnológicas, enquanto também impuseram desafios éticos e políticos que ainda ressoam em nossa sociedade digital contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revolução da informação, catalisada pela internet e pelas redes sociais, é um dos marcos mais significativos dessa jornada. Ela conectou bilhões de pessoas ao redor do mundo, transformou a maneira como consumimos informação e nos relacionamos, mas também trouxe à tona questões urgentes sobre segurança cibernética, privacidade e desigualdade digital. É uma demonstração clara de como avanços tecnológicos têm o poder de remodelar sociedades inteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que a sociedade digital é uma criação complexa e multifacetada, resultado de uma interconexão única entre história e tecnologia. Esta exploração detalhada nos permitiu traçar uma linha do tempo que nos leva desde os primeiros motores a vapor até os smartphones de última geração, mostrando como cada inovação se encaixou em um quebra-cabeça mais amplo. Ao longo dessa jornada, também identificamos os desafios e dilemas éticos que surgem quando a tecnologia se entrelaça com nossa existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consequentemente, compreender a evolução da sociedade digital e suas raízes históricas é fundamental para navegarmos com sabedoria em um mundo cada vez mais digitalizado. A história nos ensina que avanços tecnológicos são inevitáveis, mas também nos alerta para a necessidade de abordar questões como ética, privacidade e inclusão digital com cuidado e responsabilidade. Em um futuro cada vez mais interconectado, a história continuará a ser escrita, e nosso papel é moldar essa narrativa com discernimento e consideração pelo bem-estar de todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOBBIO, N. A Era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS, Daniel Corrêa. Atuando em psicologia do trabalho,psicologia organizacional e recursos humanos. Rio de Janeiro: LTC, 2008</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. In: A Sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000. v. 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Rio de Janeiro: Vozes, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã. São Paulo: Editora Cortez, 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, M. Augusta S. Sentir, pensar, agir &#8211; corporeidade e educação. Campinas: Papirus, 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HAN, Byung Chul. Sociedade da Transparência. Rio de Janeiro: Editora Vozes, RJ. 2017</p>



<p class="wp-block-paragraph">HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. São Paulo: Abril Cultural,1980.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA JUNIOR, Jayme Benvenuto. Os Direitos Humanos econômicos, sociais e culturais. Rio de Janeiro: Renovar, 2001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOSCOVICI, S. Textos em representações sociais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINHEIRO, Patricia Peck Garrido. Direito digital: da inteligência artificial às legaltechs. Revista dos Tribunais, vol. 987/2018, p. 25-37, jan. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VEEN, Win; VRAKKING, Bem. Homo zappiens: educando na era digital. São Paulo, Artmed, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YOUSSEF, Alexandre.Novo poder: democracia e tecnologia. Belo Horizonte: Letramento, 2018.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Artigo científico apresentado ao Grupo Educacional IBRA como requisito para a aprovação na disciplina de TCC.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DA PERÍCIA CRIMINAL NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-importancia-da-pericia-criminal-na-protecao-dos-direitos-humanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 16:16:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602061316 Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva RESUMO&#160; A perícia criminal [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602061316</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alessandra Fróes Fraga Neis; Ana Luisa Araujo Sulzbach; Carlos Alexandre Cirne Lopes; Cristiano Beckenkamp; Elidiane de Oliveira; Gabrielle Oliveira e Silva Vaz; Isadora Carlotto Minozzo; Juliana Lúcia de Quadros; Manuela Anete de Lemos Peliciolli; Muriel Thaisi de Freitas Eidt; Raquel Abib Grassi; Rodrigo Fernandes da Cunha da Silva</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal desempenha um papel fundamental na proteção dos direitos humanos, uma vez que desempenha um papel crucial na busca da verdade e na garantia da justiça em investigações criminais. Essa importância reside no fato de que a perícia criminal fornece uma abordagem objetiva e científica para a coleta, análise e interpretação de evidências relacionadas a crimes, ajudando a assegurar que os direitos fundamentais dos indivíduos sejam respeitados ao longo do processo legal. Em primeiro lugar, a perícia criminal contribui para a busca da verdade ao fornecer análises imparciais de evidências, como análise de DNA, balística, análise de documentos, exames de local de crime, entre outros. Isso ajuda a identificar os verdadeiros culpados, evitando condenações injustas e garantindo que a justiça seja feita. Além disso, a perícia criminal desempenha um papel importante na documentação de crimes contra os direitos humanos, como genocídios e crimes de guerra. Ela coleta e preserva evidências que podem ser usadas para responsabilizar os perpetradores por violações graves dos direitos humanos perante tribunais nacionais e internacionais. A perícia também contribui para a transparência e a prestação de contas no sistema de justiça criminal, permitindo que as autoridades e o público confiem nas conclusões baseadas em evidências científicas. Isso é essencial para garantir que os direitos dos acusados sejam protegidos e que as vítimas recebam justiça. Em resumo, a importância da perícia criminal na proteção dos direitos humanos é evidente em sua capacidade de buscar a verdade, evitar injustiças, documentar crimes graves e assegurar a transparência e a prestação de contas no sistema de justiça. Ela desempenha um papel essencial na garantia de que os direitos fundamentais sejam respeitados em investigações criminais e na promoção de um sistema de justiça mais justo e equitativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Direitos humanos. Perícia criminal. Justiça.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Forensics plays a fundamental role in protecting human rights, as it plays a crucial role in seeking the truth and ensuring justice in criminal investigations. This importance lies in the fact that forensic forensics provides an objective and scientific approach to the collection, analysis and interpretation of evidence related to crimes, helping to ensure that the fundamental rights of individuals are respected throughout the legal process. Firstly, forensics contributes to the search for truth by providing impartial analyzes of evidence, such as DNA analysis, ballistics, document analysis, crime scene examinations, among others. This helps identify the true culprits, preventing unfair convictions and ensuring justice is served. Furthermore, forensics plays an important role in documenting crimes against human rights, such as genocide and war crimes. It collects and preserves evidence that can be used to hold perpetrators of serious human rights violations accountable before national and international courts. Forensics also contributes to transparency and accountability in the criminal justice system, allowing authorities and the public to trust conclusions based on scientific evidence. This is essential to ensure that the rights of the accused are protected and that victims receive justice. In summary, the importance of forensic expertise in protecting human rights is evident in its ability to seek the truth, prevent injustice, document serious crimes and ensure transparency and accountability in the justice system. It plays an essential role in ensuring that fundamental rights are respected in criminal investigations and in promoting a fairer and more equitable justice system.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Human rights. Criminal expertise. Justice.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp; INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal, como componente vital do sistema de justiça, desempenha um papel de extrema relevância na defesa e proteção dos direitos humanos. Ela representa a encruzilhada onde a busca pela verdade e a garantia da justiça se encontram de maneira inequívoca, moldando a forma como a sociedade lida com investigações criminais e suas implicações nos direitos individuais. A importância da perícia criminal neste contexto é inquestionável, uma vez que proporciona uma abordagem objetiva e científica na coleta, análise e interpretação das evidências relacionadas a crimes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, a perícia criminal exerce sua influência na busca pela verdade, oferecendo análises imparciais de provas cruciais, como análise de DNA, balística, análise de documentos, exames de local de crime e muito mais. Essa abordagem meticulosa e fundamentada em evidências ajuda a estabelecer a identidade dos verdadeiros culpados, evitando injustiças e garantindo que a justiça seja efetivamente aplicada, cumprindo seu propósito de proteger os direitos fundamentais dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia criminal desempenha um papel vital na documentação de crimes que envolvem violações dos direitos humanos, tais como genocídios e crimes de guerra. Nesses cenários de extrema gravidade, os peritos criminais coletam e preservam evidências essenciais que podem ser apresentadas perante tribunais nacionais e internacionais, permitindo a responsabilização dos perpetradores e a defesa dos direitos humanos de suas vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contribuição da perícia não se limita apenas à busca pela verdade e à documentação de crimes, mas também se estende à promoção da transparência e prestação de contas no sistema de justiça criminal. Seu papel é de confiança, garantindo que as conclusões sejam baseadas em métodos científicos sólidos, reforçando a confiabilidade das autoridades e estabelecendo um terreno fértil para a justiça prevalecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a perícia criminal é um elemento essencial na proteção dos direitos humanos, com sua capacidade inegável de buscar a verdade, evitar injustiças, documentar os mais graves crimes e promover a transparência no sistema de justiça. Em seu âmago, ela se erige como um pilar de defesa dos direitos fundamentais, contribuindo para um sistema de justiça mais justo e equitativo, onde a verdade e a justiça se encontram no centro da busca por um mundo mais seguro e respeitoso para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp; DESENVOLVIMENTO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância da perícia criminal na proteção dos direitos humanos é ainda mais evidente quando se considera seu papel na prevenção de condenações injustas. Com as análises científicas precisas e imparciais que os peritos criminais fornecem, há uma redução significativa do risco de pessoas inocentes serem erroneamente condenadas por crimes que não cometeram. Isso não apenas protege o direito à liberdade e à justiça de indivíduos inocentes, mas também fortalece a confiança do público no sistema de justiça. (BORIN,2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia criminal desempenha um papel crucial na responsabilização de agentes do Estado ou grupos que cometem violações dos direitos humanos. Em casos de abusos graves, como tortura, desaparecimentos forçados ou massacres, a coleta e a análise de evidências forenses podem ser cruciais para responsabilizar os perpetradores perante a lei. Isso envia uma mensagem clara de que a impunidade não será tolerada e que os direitos humanos serão defendidos vigorosamente. (BUTTY,2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal também contribui para a prevenção de futuros crimes e violações dos direitos humanos. A análise das evidências pode fornecer informações valiosas sobre padrões de criminalidade e tendências, permitindo que as autoridades desenvolvam estratégias eficazes de prevenção e intervenção. (BORIN,2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a importância da perícia criminal na proteção dos direitos humanos transcende as barreiras do sistema de justiça criminal. Ela desempenha um papel essencial em garantir que a verdade seja descoberta, que a justiça seja alcançada e que os direitos fundamentais sejam respeitados em uma sociedade que busca um mundo mais seguro, justo e equitativo para todos os seus membros. Portanto, é essencial reconhecer e valorizar o papel crucial desempenhado pela perícia criminal nesse contexto.&nbsp; (VAUREK,2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1&nbsp;&nbsp; A relevância da perícia criminal na preservação dos direitos humanos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal, como um componente vital do sistema de justiça, desempenha um papel de extrema relevância na defesa e proteção dos direitos humanos. Ela representa a encruzilhada onde a busca pela verdade e a garantia da justiça se encontram de maneira inequívoca, moldando a forma como a sociedade lida com investigações criminais e suas implicações nos direitos individuais. A importância da perícia criminal neste contexto é inquestionável, uma vez que proporciona uma abordagem objetiva e científica na coleta, análise e interpretação das evidências relacionadas a crimes. (FONSECA,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro plano, a perícia criminal desempenha um papel essencial na busca pela verdade em processos judiciais. Por meio de métodos científicos rigorosos, peritos criminais são capazes de fornecer análises imparciais e precisas das evidências, como análise de DNA, balística, análise de documentos e exames de locais de crime. Essa imparcialidade é crucial para a identificação dos verdadeiros culpados, reduzindo substancialmente o risco de condenações injustas e garantindo que a justiça seja efetivamente aplicada, salvaguardando os direitos fundamentais dos indivíduos. (LINHARES,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, segundo Linhares (2013), a perícia criminal desempenha um papel vital na documentação de crimes que envolvem graves violações dos direitos humanos, como genocídios e crimes de guerra. Nestes contextos de extrema gravidade, os peritos criminais coletam e preservam evidências essenciais que podem ser apresentadas perante tribunais nacionais e internacionais, possibilitando a responsabilização dos perpetradores e a defesa dos direitos humanos das vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contribuição da perícia não se limita apenas à busca pela verdade e à documentação de crimes. Ela também promove a transparência e a prestação de contas no sistema de justiça criminal. Sua credibilidade e base científica reforçam a confiabilidade das autoridades e estabelecem um terreno sólido para a justiça prevalecer. Ademais, a perícia criminal desempenha um papel crucial na prevenção de futuros crimes e violações dos direitos humanos. A análise das evidências pode fornecer informações valiosas sobre padrões de criminalidade e tendências, permitindo que as autoridades desenvolvam estratégias eficazes de prevenção e intervenção. (MAXIMIANO,2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a importância da perícia criminal na proteção dos direitos humanos transcende as barreiras do sistema de justiça criminal. Ela desempenha um papel essencial em garantir que a verdade seja descoberta, que a justiça seja alcançada e que os direitos fundamentais sejam respeitados em uma sociedade que busca um mundo mais seguro, justo e equitativo para todos os seus membros. Portanto, é essencial reconhecer e valorizar o papel crucial desempenhado pela perícia criminal nesse contexto. (MAXIMIANO,2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal desempenha um papel essencial na busca pela verdade em investigações criminais. Em primeiro lugar, sua influência se faz sentir na coleta, análise e interpretação das evidências mais cruciais. Os peritos criminais realizam análises imparciais e fundamentadas em evidências, abrangendo diversas áreas, como análise de DNA, balística, exames de documentos, bem como inspeções detalhadas nos locais de crime, entre outras técnicas especializadas. Essa abordagem meticulosa e cientificamente embasada desempenha um papel fundamental na identificação dos verdadeiros culpados. (RANGEL,2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imparcialidade da perícia criminal, segundo Riccardi (2016),&nbsp; é um componente crucial para evitar injustiças no sistema de justiça. Ao fornecer análises baseadas em evidências, ela contribui para a proteção dos direitos fundamentais dos indivíduos envolvidos em investigações criminais. A certeza de que as análises são conduzidas sem viés ou influência externa reforça a confiabilidade do sistema e a justiça na aplicação da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ao estabelecer a identidade dos verdadeiros culpados, a perícia criminal cumpre seu propósito de assegurar que a justiça seja efetivamente aplicada. Isso não apenas protege os direitos dos acusados, garantindo que apenas os responsáveis sejam responsabilizados, mas também proporciona justiça às vítimas, que muitas vezes aguardam ansiosamente por respostas e reparação. Dessa forma, a perícia criminal desempenha um papel fundamental na harmonização dos objetivos do sistema de justiça e na salvaguarda dos direitos individuais. (RICCARDI,2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia criminal também desempenha um papel importante na construção de um sistema de justiça confiável e transparente. O público pode confiar nas conclusões baseadas em evidências científicas, o que contribui para a credibilidade das autoridades e das instituições responsáveis pela aplicação da lei. Essa confiança do público é essencial para o funcionamento adequado do sistema de justiça e para a manutenção da ordem pública. (SILVIANO,2003)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a perícia criminal, por meio de sua abordagem objetiva e fundamentada em evidências, desempenha um papel crucial na busca pela verdade, na prevenção de injustiças, na garantia da justiça e na manutenção da confiança do público no sistema de justiça criminal. Suas contribuições são fundamentais para a proteção dos direitos fundamentais dos indivíduos envolvidos em investigações criminais e para a promoção de um sistema de justiça equitativo e eficaz. (SOPRAN,2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal é uma disciplina fundamental no campo da investigação criminal, desempenhando um papel essencial na documentação de crimes que envolvem violações dos direitos humanos. Entre esses crimes de extrema gravidade, destacam-se genocídios e crimes de guerra, que exigem uma abordagem meticulosa e especializada para coletar e preservar evidências cruciais. A atuação dos peritos criminais nessas situações é crucial para garantir a responsabilização dos perpetradores e a proteção dos direitos humanos das vítimas. (RANGEL,2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em cenários de genocídio, por exemplo, a perícia criminal desempenha um papel fundamental na coleta de provas que podem ser usadas para identificar os responsáveis por massacres em massa e outras atrocidades. Isso não apenas busca garantir que os culpados sejam levados à justiça, mas também ajuda a estabelecer um registro histórico preciso dos eventos, o que é fundamental para prevenir a negação e distorção dos fatos no futuro. (MAXIMIANO,2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto de crimes de guerra, os peritos criminais têm a tarefa de documentar os danos causados a civis, a infraestrutura civil e as normas internacionais humanitárias. Suas investigações e relatórios desempenham um papel importante em processos legais que visam responsabilizar indivíduos por violações graves do direito internacional. Além disso, essas evidências podem ser usadas para reforçar a pressão internacional por justiça e ajudar a prevenir futuros crimes de guerra. (VAUREK,2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a perícia criminal desempenha um papel crítico na promoção da justiça e da responsabilidade em situações de violações graves dos direitos humanos. O trabalho dos peritos criminais não apenas contribui para a punição dos culpados, mas também serve como um mecanismo de dissuasão para evitar futuros abusos e proteger os direitos fundamentais de todas as pessoas, independentemente de sua origem étnica, nacionalidade ou religião. Portanto, a importância da perícia criminal na documentação de crimes de genocídio e de guerra não pode ser subestimada, pois desempenha um papel vital na busca por justiça e na preservação da memória histórica. (SOPRAN,2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contribuição da perícia criminal é de extrema importância, indo além da simples busca pela verdade e da documentação de crimes. Ela desempenha um papel crucial na promoção da transparência e prestação de contas dentro do sistema de justiça criminal. Ao aplicar métodos científicos rigorosos, a perícia assegura que as conclusões sejam confiáveis e baseadas em evidências sólidas. Isso é fundamental para manter a integridade das autoridades envolvidas no processo de investigação e julgamento, bem como para estabelecer um ambiente propício para a justiça prevalecer. (FONSECA,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confiança no sistema de justiça é essencial para uma sociedade democrática e civilizada. A perícia criminal desempenha um papel central nesse aspecto, pois sua imparcialidade e rigor científico garantem que as conclusões não sejam influenciadas por viés político, preconceitos ou interesses pessoais. Isso reforça a confiabilidade das instituições responsáveis pela aplicação da lei e, por sua vez, fortalece a fé do público no sistema de justiça. (BUTTY,2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia também desempenha um papel importante na prevenção de erros judiciais. Através de análises forenses meticulosas, ela ajuda a evitar que indivíduos inocentes sejam condenados injustamente, ao mesmo tempo em que auxilia na identificação e condenação dos verdadeiros culpados. Esse aspecto da perícia é fundamental para garantir que a justiça seja realmente cega e que ninguém seja privado de sua liberdade indevidamente. (BUTTY,2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação de métodos científicos sólidos pela perícia também ajuda a manter a integridade das evidências coletadas durante as investigações. Isso reduz a possibilidade de contaminação, manipulação ou destruição de provas, garantindo que o processo judicial seja justo e imparcial. Além disso, a perícia desempenha um papel vital na preservação da cadeia de custódia, garantindo que todas as evidências sejam rastreáveis e incontestáveis. (SILVIANO,2003)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal, ao agir como um baluarte da objetividade e da ciência dentro do sistema de justiça criminal, contribui para a criação de um ambiente em que todos os indivíduos, independentemente de sua origem ou status, tenham igualdade perante a lei. Sua atuação é essencial para proteger os direitos individuais e a justiça como um todo, promovendo assim uma sociedade mais justa e transparente. (LINHARES,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a contribuição da perícia criminal vai além da mera resolução de crimes. Ela desempenha um papel vital na promoção da transparência, na garantia de prestação de contas e na manutenção da integridade do sistema de justiça. Sua aplicação rigorosa de métodos científicos solidifica a confiabilidade das autoridades e estabelece um terreno sólido para a justiça prevalecer, contribuindo para a construção de uma sociedade baseada na igualdade e no respeito pelos direitos individuais. (FONSECA,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal desempenha um papel crucial na proteção dos direitos humanos, atuando como um elemento essencial no sistema de justiça. Sua capacidade inegável de buscar a verdade é fundamental para garantir que nenhuma pessoa seja injustamente acusada ou condenada. Isso não apenas protege os direitos individuais dos acusados, mas também fortalece a confiança da sociedade no sistema legal. (BORIN,2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia criminal desempenha um papel fundamental na documentação dos crimes mais graves, como genocídios e crimes de guerra. Ao coletar evidências irrefutáveis, ela contribui para a responsabilização dos perpetradores e a busca por justiça em nível nacional e internacional. Isso envia uma mensagem clara de que a comunidade global não tolera violações dos direitos humanos e está empenhada em garantir que os responsáveis enfrentem as consequências de seus atos. (LINHARES,2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção da transparência no sistema de justiça é outra faceta importante da perícia criminal. Ao basear suas conclusões em métodos científicos sólidos e evidências objetivas, ela ajuda a evitar a influência de preconceitos, interesses pessoais ou políticos no processo legal. Isso assegura que as decisões judiciais sejam tomadas com base na verdade e na justiça, contribuindo para um sistema de justiça mais justo e equitativo. (SILVIANO,2003)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cerne de seu trabalho, a perícia criminal se ergue como um pilar de defesa dos direitos fundamentais. Ela atua como uma guardiã da verdade, assegurando que os direitos individuais sejam protegidos e que os responsáveis por crimes graves sejam responsabilizados por suas ações. Sua contribuição é essencial para a construção de um sistema de justiça mais justo e equitativo, onde a verdade e a justiça são valores centrais na busca por um mundo mais seguro e respeitoso para todos. A perícia criminal desempenha um papel vital nessa jornada em direção a uma sociedade que valoriza e protege os direitos humanos. (RANGEL,2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3&nbsp; CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia criminal, como um elemento central do sistema de justiça, desempenha um papel de extrema relevância na defesa e proteção dos direitos humanos. A sua importância reside na sua capacidade de contribuir significativamente para a busca da verdade e a garantia da justiça durante investigações criminais. Essa relevância está ancorada na abordagem objetiva e científica que a perícia criminal oferece para a coleta, análise e interpretação das evidências relacionadas a crimes, assegurando que os direitos fundamentais dos indivíduos sejam respeitados ao longo de todo o processo legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, a perícia criminal é um instrumento crucial na busca pela verdade, fornecendo análises imparciais e científicas de evidências, incluindo análises de DNA, balística, análise de documentos e exames de locais de crime. Essa imparcialidade é essencial para identificar os verdadeiros culpados, reduzindo substancialmente o risco de condenações injustas e garantindo que a justiça seja efetivamente alcançada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a perícia criminal desempenha um papel vital na documentação de crimes que envolvem graves violações dos direitos humanos, como genocídios e crimes de guerra. Nesses contextos de extrema gravidade, os peritos criminais coletam e preservam provas essenciais que podem ser apresentadas perante tribunais nacionais e internacionais, possibilitando a responsabilização dos perpetradores e a defesa dos direitos humanos das vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contribuição da perícia não se limita apenas à busca da verdade e à documentação de crimes. Ela também promove a transparência e a prestação de contas no sistema de justiça criminal. Sua credibilidade e base científica reforçam a confiabilidade das autoridades e estabelecem um terreno sólido para a justiça prevalecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a importância da perícia criminal na proteção dos direitos humanos é incontestável. Sua capacidade de buscar a verdade, evitar injustiças, documentar crimes graves e promover a transparência no sistema de justiça é crucial para garantir que os direitos fundamentais sejam respeitados em investigações criminais e para impulsionar um sistema de justiça mais justo e equitativo. A perícia criminal se destaca como um pilar de defesa dos direitos humanos, contribuindo para um mundo mais seguro e respeitoso para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a investigação forense desempenha um papel fundamental na busca pela verdade e na resolução de crimes. Através da aplicação de métodos científicos e do uso de diversas ferramentas especializadas, os investigadores forenses são capazes de coletar, analisar e interpretar evidências cruciais que podem revelar informações vitais para a solução de casos criminais. Esse campo multidisciplinar combina conhecimentos da ciência, tecnologia e diversas áreas especializadas, permitindo que os avanços científicos e técnicos aprimorem continuamente as técnicas investigativas utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BORIN, Olivério. Ciências forenses: métodos modernos. São Pualo, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BUTTY, Bart. T. Estudos sobre genética molecular. Araraquará, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONSECA, Claudia; GARRIDO, Rodrigo Grazinoli. Os Limites do “Humano”: Restos humanos em um laboratório de genética forense. Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares, v. 20, n. 1, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LINHARES, Maria S. novos métodos para análise de genética forense. Rio de Janeiro: editora paraíso, 2013</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMIANO, Lucho. Biomedicina na sociedade contemporânea. Santa Maria, 2001.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RANGEL, Rui . NOÇÕES GERAIS SOBRE OUTRAS CIÊNCIAS FORENSES . 2004. 58 f. Artigo (Medicina)- Faculdade de Medicina da Universidade do Porto , Universidade do Porto, Portugal, 2004. Disponível em: &lt;http://medicina.med.up.pt/legal/NocoesGeraisCF.pdf&gt;. Acesso em: 24 Out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RICCARDI, P.L.T Métodos avançados sobre biomarcadores de identificação de amostras biológicas. Porto/ Portugal: Universidade do Porto, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVIANO, RACHEL. A biologia Molecular e Hematologia Forense. Universidade de Coimbra, Portugal, 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOPRAN, Jessica; DO BOMFIM, Fernando Russo Costa. O Uso dos Marcadores Epigenéticos na Área Forense. Brazilian Journal of Forensic Sciences, Medical Law and Bioethics, 8(2), 43-43, 2019. </p>



<p class="wp-block-paragraph">VAUREK, Amanda Czarnobai et al. Estudo comparativo do teste imunocromatográfico para detecção de sangue humano utilizado em análises clínicas com aplicação na biologia forense. Rev. Bras. Crimin. 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do curso de Direitos Humanos e Perícia Criminal.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COMPREENDER A AUTONOMIA DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/compreender-a-autonomia-do-enfermeiro-na-atencao-primaria-em-saude-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:24:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061224 Letícia Barreto Dias1Matheus de Souza Freitas2Suzanny Brito do Rosário³Fabiana Paes Nogueira Timoteo4 RESUMO Introdução. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o eixo central do sistema de saúde brasileiro, reconhecida como porta de entrada do SUS e responsável pela coordenação do cuidado. Estruturada pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), tem nas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061224</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Letícia Barreto Dias<sup>1</sup><br>Matheus de Souza Freitas<sup>2</sup><br>Suzanny Brito do Rosário³<br>Fabiana Paes Nogueira Timoteo<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Introdução</strong>. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o eixo central do sistema de saúde brasileiro, reconhecida como porta de entrada do SUS e responsável pela coordenação do cuidado. Estruturada pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), tem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) o principal ponto de atenção, oferecendo ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação voltadas a todas as fases da vida. Sua operacionalização ocorre, principalmente, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), que fortalece os princípios de universalidade, equidade e integralidade. Nesse contexto, a enfermagem assume papel essencial na efetividade e humanização do SUS. O enfermeiro, além do cuidado direto, exerce funções gerenciais, educativas e administrativas, regidas pela Lei nº 7.498/1986 e pela PNAB, consolidando sua autonomia técnica e científica. Na ESF, destaca-se como protagonista no cuidado familiar e comunitário, realizando consultas, aplicando protocolos clínicos, conduzindo ações de prevenção e liderando iniciativas educativas e de promoção da saúde. Assim, compreender a autonomia do enfermeiro na APS é fundamental para avaliar sua contribuição na qualificação do cuidado e fortalecimento do sistema de saúde. <strong>Objetivo.</strong> Compreender a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde. <strong>Metodologia. </strong>Trata-se de umarevisão integrativa da literatura<strong>, </strong>de abordagemquali-quantitativa<strong>, </strong>que busca compreender a percepção do enfermeiro sobre sua autonomia na Atenção Primária à Saúde (APS)<strong>. Resultados.</strong> Foi observado majoritariamente a autonomia do enfermeiro em consultas de enfermagem principalmente as relacionadas a saúde da mulher, no exercício do cuidado com feridas e ostomias, incluindo gestão e liderança. <strong>Conclusão</strong>. A autonomia do enfermeiro vai além do cuidado técnico, abrangendo gestão, trabalho em equipe e tomada de decisão, com papel estratégico no cuidado integral e humanizado. Apesar dos avanços, ainda há limites impostos pela hierarquia do sistema e pela falta de valorização profissional. A escassez de estudos sobre o tema destaca a importância de compreender e ampliar a autonomia do enfermeiro na APS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRA-CHAVE</strong>:&nbsp; Autonomia. Enfermeiro. Atenção Primária. SUS. Gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Atenção Primária à Saúde (APS) compõe a rede poliárquica das Redes de Atenção à Saúde, sendo reconhecida como a porta de entrada preferencial e o eixo central dos sistemas de saúde. Atua como coordenadora do cuidado e ponto de maior proximidade com o território e a população adscrita, sendo estruturada no Brasil a partir das normas e diretrizes estabelecidas pela Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), cujas premissas foram pactuadas em 2006, expressas na PNAB de 2011 e reafirmadas pela Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. (GALVÃO et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a Unidade Básica de Saúde (UBS) representa o ponto de atenção prioritário, destinada à oferta de serviços essenciais de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, articulando ações individuais e coletivas. Entre suas atribuições destacam-se consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de condições crônicas, imunização, pré-natal, atenção à saúde da criança, do adolescente, do adulto e do idoso, além de iniciativas educativas e intersetoriais voltadas ao fortalecimento dos determinantes sociais da saúde. (BRASIL, 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a APS, pela sua capilaridade e descentralização, é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e desempenha papel essencial na organização do cuidado em saúde no Brasil. Sua operacionalização ocorre predominantemente por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), que integra equipes multiprofissionais mínimas a especialistas de diferentes áreas. Esse modelo de atenção fortalece a integralidade da assistência, garantindo um atendimento pautado nos princípios da universalidade, equidade e integralidade, fundamentais para a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida da população (BRASIL, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermagem globalmente configura-se como uma profissão de relevante importância social e histórica, inserida no processo de trabalho em saúde e em articulação com os demais membros da equipe multiprofissional. Nesse cenário, o enfermeiro assume papel de protagonista, exercendo sua autonomia técnica e científica como condição estratégica para a efetividade, a resolutividade e a humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). (GALVÃO et al., 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua atuação não se limita ao cuidado direto, mas abrange também funções administrativas, gerenciais e educativas, as quais são regulamentadas pela Lei nº 7.498/1986, que dispõe sobre o exercício profissional da enfermagem, e pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que estabelece a integralidade do cuidado em todos os ciclos de vida, nos âmbitos individual, familiar e comunitário. Assim, a autonomia do enfermeiro ultrapassa a dimensão individual do trabalho e expressa-se na capacidade de tomar decisões clínicas e gerenciais com liberdade e responsabilidade, sempre dentro dos limites legais e éticos que fundamentam sua prática. (PNAB/1986)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Estratégia Saúde da Família (ESF), que reorienta o modelo de atenção à saúde colocando a família no centro do cuidado, o enfermeiro emerge como uma peça-chave. Este profissional mobiliza um conjunto diversificado de saberes e competências para enfrentar os mais variados desafios da comunidade (LOPES, et. al., 2020). Entre suas atribuições essenciais, destacam-se a realização da consulta de enfermagem, aplicando a Sistematização da Assistência de Enfermagem, a prevenção de agravos à saúde e a aplicação de protocolos clínicos para o acompanhamento no pré-natal, puerpério e do recém-nascido. Ademais, o enfermeiro é responsável por estratégias como a supervisão direta do tratamento da tuberculose, campanhas de conscientização sobre HIV, o suporte à adesão à terapia antirretroviral e, de modo mais amplo, a promoção da saúde por meio de ações educativas, grupos de terapia comunitária, liderança e desenvolvimento de outros profissionais (PIRES, et. al., 2022). Diante desses elementos configura-se de forma relevante compreender a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde, através de sua percepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo se trata de uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualiquantitativa, elaborada com o propósito de compreender como o enfermeiro percebe sua autonomia na Atenção Primária à Saúde (APS). A revisão integrativa permite reunir e analisar resultados de diferentes pesquisas, promovendo uma visão ampla e fundamentada sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca dos estudos foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e PubMED, utilizando os descritores cruzados concomitantemente “Enfermeiro and Atenção Primária à Saúde and</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autonomia”. Inicialmente, foram encontrados 415 artigos. Destes, 10foram excluídos por serem duplicatas. A triagem dos títulos resultou na exclusão de mais 395 artigos. Foram analisados 10 resumos, 7 artigos foram então avaliados na íntegra, e 5 foram finalmente incluídos na revisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2025, em língua portuguesa, disponíveis em texto completo, e que abordassem diretamente a autonomia do enfermeiro no contexto da APS. Foram excluídos materiais duplicados, resumos, teses, dissertações e publicações que não tratassem especificamente do tema (conforme a Figura 1). Os resultados dos artigos foram organizados em formato de tabela, inserindo o autor e os principais resultados obtidos (Tabela 2).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="336" height="241" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36.png" alt="" class="wp-image-266590" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36.png 336w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 336px) 100vw, 336px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS/DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>ESTUDO</strong></td><td><strong>PRINCIPAIS RESULTADOS</strong></td></tr><tr><td>Busatto LS et. al., 2024 &nbsp;</td><td>Destaca-se a autonomia do enfermeiro nas ações de saúde da mulher e planejamento familiar, apresentando algumas limitações como a solicitação de alguns exames, no entanto essa autonomia resulta na resolutividade da assistência.</td></tr><tr><td>Galvão JJ et. al., 2024 &nbsp;</td><td>Nota-se que o enfermeiro reconhece a autonomia na prescrição de medicamentos e solicitação de exames, nas áreas de gestão/gerência e na prática assistencial dos programas de saúde pública da APS e nas práticas individuais e coletivas voltadas a prevenção;</td></tr><tr><td>Vendruscolo C et al, 2020 &nbsp;</td><td>Identifica-se o enfermeiro como peça fundamental nas discussões de caso da equipe multidisciplinar, atuando como mediador da comunicação entre os demais profissionais; se identifica como líder, estando preparado para o trabalho em equipe, além de coordenar grupos na unidade e convocar os pacientes para participar.</td></tr><tr><td>Sacramento RS et al, 2023.</td><td>A autonomia do enfermeiro na APS manifesta-se pela SAE e pelo Processo de Enfermagem, permitindo consultas resolutivas, solicitação de exames e prescrição conforme protocolos, além de fortalecer o vínculo com o usuário e a qualidade do cuidado.</td></tr><tr><td>Geremia DS et. al., 2024.</td><td>Observa-se autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde se evidencia no cuidado à mulher, no atendimento de ISTs e no tratamento de feridas. Na consulta de enfermagem, o profissional toma decisões embasadas em protocolos e evidências científicas, conforme a Lei do Exercício Profissional, fortalecendo a resolutividade da assistência e seu protagonismo no cuidado.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados revelaram que a autonomia do enfermeiro na APS é compreendida como um processo em construção, fortemente relacionado à ampliação do papel desse profissional dentro das equipes multiprofissionais e à consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo de atenção. Observou-se que a autonomia é exercida principalmente por meio da consulta de enfermagem, da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), da educação em saúde e da gestão do cuidado, evidenciando o protagonismo do enfermeiro na coordenação e continuidade da atenção à saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Sacramento et al (2023), A autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS) manifesta-se por meio da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e do Processo de Enfermagem, que tornam a consulta mais efetiva e resolutiva, permitindo ao&nbsp; profissional solicitar exames e prescrever medicamentos conforme protocolos institucionais. Esse exercício autônomo também se expressa no acolhimento e na escuta qualificada, que favorecem a resolução de demandas e o fortalecimento do vínculo com o usuário. Além disso, o enfermeiro desempenha papel essencial na coordenação e gestão dos serviços de saúde, contribuindo significativamente para a qualidade do cuidado e para a melhoria dos indicadores assistenciais na unidade básica de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pôde ser observado grande autonomia do enfermeiro no âmbito da saúde da mulher, conforme mencionados em dois estudos (Geremia et al e Busatto et al), o enfermeiro possui autonomia nas ações de saúde da mulher e planejamento familiar, apresentando algumas limitações como a solicitação de alguns exames, no entanto essa autonomia resulta na resolutividade da assistência, visto que o enfermeiro compreende uma desconstrução da subordinação em relação ao profissional médico. Nessas mesmas pesquisas foram mencionados o atendimento de pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os resultados indicam que a autonomia do enfermeiro na APS é reconhecida como elemento essencial para a efetividade do cuidado, a humanização do atendimento e a integralidade das ações em saúde<strong>.</strong> Segundo Vendruscolo et al (2020) em seu artigo descreve o enfermeiro como peça fundamental nas discussões de caso da equipe multidisciplinar, atuando como mediador da comunicação entre os demais profissionais garantindo a integralidade da assistência; se identificando como líder, estando preparado para o trabalho em equipe, além de coordenar grupos na unidade e convocar os pacientes para participar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da APS, conforme Galvão et al (2024) relata-se a autonomia na prescrição de medicamentos e solicitação de exames, seguindo protocolos pré-estabelecidos. Além disso, também foram mencionados autonomia nas áreas de gestão/gerência e na prática assistencial dos programas de saúde pública da APS e nas práticas individuais e coletivas voltadas a prevenção sendo o enfermeiro um elo de resolutividade entre profissional e usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.&nbsp; CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática autônoma do enfermeiro ultrapassa o cuidado técnico, abrangendo dimensões como gestão, referência para usuários e outros profissionais, trabalho em equipe, gestão de pessoas, cuidado integral à saúde e tomada de decisão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mesmo diante de desafios, os enfermeiros vêm assumindo um papel estratégico na oferta de um cuidado integral e humanizado, frequentemente exercendo funções que ultrapassam as práticas tradicionais da enfermagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa autonomia ainda enfrenta limites impostos pela estrutura hierárquica do sistema e pela necessidade de maior valorização e reconhecimento do papel estratégico do enfermeiro no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se a escassez de estudos que abordem essa temática, o que reforça a relevância do presente trabalho para uma melhor compreensão sobre como se manifesta a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS) e como ele se percebe nesse processo, além de servir como incentivo para o desenvolvimento de novas pesquisas sobre o assunto. <sub>&nbsp;</sub></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL.Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986.Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção<em>1</em>, Brasília, DF, 26 jun. 1986. Disponível em: <a href="https://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-1986_4161.html">https://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-1986_4161.html.</a> Acesso em: 03 maio. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série Pactos pela Saúde, v. 4). Acesso em:&nbsp; 28 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017<strong>.</strong> Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1<em>,</em> Brasília, DF, 22 set. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BUSATTO, LS.; et al. Atenção à saúde da mulher na Atenção Primária: percepções sobre as práticas de enfermagem. Enfermagem em Foco<em>,</em> São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202403SUPL1, 2024. DOI: <a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">https://doi.org</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">/10.21675/2357</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">707X.2024.v15.e</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">202403SUPL1</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">.</a> Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a 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<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, JJ.; et al. Autonomia do enfermeiro no exercício das práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Enfermagem em Foco, São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202415SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202415SUPL1. Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">content/uploads/articles_xml/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a 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<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, JJ.; et al. Autonomia do enfermeiro no exercício das práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Enfermagem em Foco, São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202415SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202415SUPL1. Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">content/uploads/articles_xml/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a 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<p class="wp-block-paragraph">LOPES OCA, et al. Competências dos enfermeiros na estratégia Saúde da Família. Esc Anna Nery 2020;24(2):e20190145 Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/zB5Npy99wyPDGX4jXzdNDYp/?format=pdf&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/ean/a/zB5Npy99wyPDGX4jXzdNDYp/?format=pdf&amp;lang=pt </a>Acesso em: 28 set 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEREMIA, DS.; et al. Autonomia profissional do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde: perspectivas para a prática avançada. Enfermagem em Foco, v. 15, supl. 1, p. e-202417SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202417SUPL1. Acesso em: 08 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIRES, RCC, LUCENA, AD, MANTESSO, JBO. Atuação do enfermeiro na atenção primária à saúde (APS): uma revisão integrativa da literatura. São Paulo: Rev Recien. 2022; 12(37):107-114. Disponível em: <a href="https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600">https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600</a><a href="https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600">.</a> Acesso em: 28 set. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">SACRAMENTO, RC.; et al. Dimensões assistenciais do trabalho do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde<em>.</em> Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 57, 2023. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com">https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt</a><a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com">.</a> Acesso em: 18 abr. 2025.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">VENDRUSCOLO, C.; et al. Ações do enfermeiro na interface com os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 54, 2020. DOI: 10.1590/S1980-220X2019008903642. Disponível em: <a href="https://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342020000100486&amp;utm_source=chatgpt.com">https://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342020000100486.</a> Acesso em: 8 ago. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmica concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>2</sup>Acadêmico concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>3</sup>Acadêmica concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>4</sup>Enfermeira. Mestre em Saúde Pública pela Universidade do Oeste do Paraná -UNIOESTE. Professora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário FACP. Orientadora do presente trabalho. fabiana.timoteo@facp.br. leticiadias.1202@gmail.com. coordenacaoadm.matheus@gmail.com. zannysu@yahoo.com.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A INFLUÊNCIA DA DIETA MEDITERRÂNEA RICA EM MICRONUTRIENTES E ANTIOXIDANTES E SUA AÇÃO NA FASE DE TRATAMENTO E CONTROLE DOS SINTOMAS DA ENDOMETRIOSE &#8211; UMA REVISÃO SISTEMÁTICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-influencia-da-dieta-mediterranea-rica-em-micronutrientes-e-antioxidantes-e-sua-acao-na-fase-de-tratamento-e-controle-dos-sintomas-da-endometriose-uma-revisao-sistematica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 20:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[THE INFLUENCE OF THE MEDITERRANEAN DIET RICH IN MICRONUTRIENTS AND ANTIOXIDANTS AND ITS ACTION IN THE TREATMENT AND CONTROL OF ENDOMETRIOSIS SYMPTOMS &#8211; A SYSTEMATIC REVIEW REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603051758 Helda Pastana da Rocha¹Msc. Carla Acatauassú Ferreira²Simone do Socorro Fernandes Marques³Jamilie Suelen dos Prazeres Campos Resumo O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">THE INFLUENCE OF THE MEDITERRANEAN DIET RICH IN MICRONUTRIENTS AND ANTIOXIDANTS AND ITS ACTION IN THE TREATMENT AND CONTROL OF ENDOMETRIOSIS SYMPTOMS &#8211; A SYSTEMATIC REVIEW</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603051758</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Helda Pastana da Rocha¹<br>Msc. Carla Acatauassú Ferreira²<br>Simone do Socorro Fernandes Marques³<br>Jamilie Suelen dos Prazeres Campos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da Literatura, realizada no segundo semestre de 2025, um delineamento de pesquisa que permite a busca, a avaliação e a síntese criteriosa de evidências científicas, apresentando uma abordagem qualitativa destinada a sintetizar resultados de pesquisas sobre um tema de forma sistemática, ordenada e abrangente. A endometriose é uma condição inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, causando dor pélvica, infertilidade e outros sintomas. Os tratamentos convencionais incluem cirurgias e terapias hormonais, mas podem ter efeitos colaterais e não garantem alívio total dos sintomas. Nesse cenário, cresce o interesse por estratégias complementares, como a alimentação, especialmente a dieta mediterrânea, reconhecida por suas propriedades anti-inflamatória e antioxidantes. Rica em frutas, vegetais, peixes, azeite de oliva extra virgem, grãos integrais e ervas, e pobre em alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares, essa dieta fornece compostos bioativos, que combatem o estresse oxidativo e modulam a inflamação e o sistema imune. Estudos preliminares, indicam que a adesão à dieta mediterrânea pode reduzir a dor pélvica e a dispareunia em mulheres com endometriose. Apesar de resultados promissores, são necessários estudos mais amplos e com maior rigor metodológico para confirmar sua eficácia. O acompanhamento nutricional individualizado também favorece a adesão e os benefícios da dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves</strong>: Endometriose. Dieta Mediterrâneo. Micronutrientes. Antioxidantes. Inflamação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, diversas evidências científicas atribuem benefícios à Dieta do Mediterrâneo, sobretudo no que se refere à prevenção e ao manejo de doenças cardiovasculares. Entretanto, estudos recentes têm ampliado o interesse por esse padrão alimentar no contexto de doenças inflamatórias crônicas, como a endometriose. Essa patologia afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, especialmente nos ovários, tubas uterinas e cavidade pélvica, estando associada à dor crônica, inflamação e redução da qualidade de vida (LAMCEVA et al., 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento convencional da endometriose envolve, de modo geral, intervenções cirúrgicas associadas ao uso de terapias hormonais e analgésicas (COSTA et al., 2023). No entanto, tais abordagens nem sempre promovem alívio completo dos sintomas ou apresentam viabilidade a longo prazo, principalmente em função de efeitos colaterais. Diante disso, cresce o interesse por estratégias complementares capazes de modular os principais mecanismos fisiopatológicos da doença, como a inflamação crônica e o estresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica aponta que o desenvolvimento da endometriose resulta de interações complexas entre vias imunológicas, inflamatórias e hormonais, além da influência de fatores ambientais e genéticos. Nesse cenário, os padrões alimentares ganham relevância, uma vez que a dieta é reconhecida como um fator modificável capaz de influenciar essas vias (NOORMOHAMMADI et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os padrões alimentares estudados, destaca-se a dieta mediterrânea, tradicionalmente adotada por populações da região do Mediterrâneo. Caracterizada pelo consumo elevado de frutas, vegetais, peixes, azeite de oliva extravirgem, grãos integrais e ervas, associada à redução de alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares, essa dieta tem demonstrado potenciais efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios (RIZZO et al., 2022). Estudos preliminares indicam redução da dor e melhora da qualidade de vida, embora sejam necessários ensaios clínicos randomizados mais robustos para consolidar essas evidências. Ressalta-se, ainda, a importância da individualização das intervenções nutricionais, considerando as necessidades específicas de micronutrientes de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Endometriose no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometriose é a doença feminina do século XX, já conhecida desde o século XVII. É definida como uma patologia crônica recorrente, devido a alocação patológica de tecido endometrial funcional, além dos limites da cavidade uterina e miométrica (COSTA et. al., 2023). Caracteriza-se como uma doença inflamatória crônica marcada por dor pélvica, fadiga e impacto significativo na qualidade de vida (CIRILLO et al., 2023). Segundo as autoras, a condição afeta mulheres em idade reprodutiva no mundo e apresenta alta heterogeneidade clínica, podendo variar desde quadros assintomáticos até dor pélvica incapacitante. Isso reforça a necessidade de terapias complementares que atuem nos mecanismos inflamatórios e oxidativos envolvidos na fisiopatologia da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometriose é caracterizada por um estado inflamatório persistente, associado ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), ativação exacerbada do fator nuclear kappa B (NF-κB) e elevação de citocinas pró-inflamatórias, como TNFα, IL-6 e IL-1β. Esses mesmos mediadores inflamatórios são amplamente discutidos por Nani et al. (2021) como elementos-chave na obesidade, reforçando a existência de vias fisiopatológicas compartilhadas entre ambas as condições. Evidências recentes apontam que disfunções no sistema imunológico desempenham papel central na patogênese da doença, especialmente no microambiente imunológico do endométrio eutópico e das lesões ectópicas. Estudos demonstram que mulheres com endometriose apresentam um desequilíbrio na resposta imune, marcado por um perfil pró-inflamatório persistente, com alterações quantitativas e funcionais de células inmunológicas como macrófagos, células dendríticas, linfocitos T reguladores e células natural killer (VALLVÉ-JUANICO; HOUSHDARAN; GIUDICE, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, esta condição de natureza crônica e progressiva afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil, e constitui uma das principais causas de internações ginecológicas no país. O processo inflamatório crônico provocado pela endometriose pélvica, envolve uma síndrome complexa relacionada ao ciclo do estrogênio no organismo feminino, alterando o comportamento do tecido endometrial com suas células mesenquimais anormais, levando ao extravasamento retrógrado para a cavidade abdominal inferior. Todo esse processo desencadeia fatores hormonais, neurológicos e imunológicos e acentuam os sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção à endometriose tem ganhado destaque no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, que registra aumento expressivo na busca por atendimento, refletindo maior conscientização da população e aprimoramento do acesso aos serviços. Na Atenção Primária à Saúde (APS), observou-se crescimento de 30% nos atendimentos relacionados ao diagnóstico da doença entre 2022 e 2024, passando de 115.131 para 144.977 registros. Apenas entre 2023 e 2024, foram realizados mais de 260 mil atendimentos, reforçando o papel fundamental da APS no reconhecimento inicial dos sintomas e no encaminhamento adequado das pacientes (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Quadros et al., 2024, os resultados apontaram 56.867 internações por endometriose no Brasil, durante o período analisado. As regiões com maiores índices foram sudeste com 43,35%, seguida pelo nordeste com 25,95%. A maioria das internações ocorreram de forma eletiva, representando 76,56%, enquanto as de urgência representaram 23,43%. As faixas de idade predominantes foram de 40 a 49 anos, relação cor/raça, as mulheres pardas foram mais acometidas com 44,45%, seguidas das brancas com 35,40%. Os dados refletem a desigualdade regional e socioeconômica no acesso ao diagnóstico e tratamento da endometriose no território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadros também define o padrão ouro para o diagnóstico da doença são os exames de laparoscopia, ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Contudo, a demora no diagnóstico e a carência de profissionais qualificados dificultam o manejo da endometriose e impactam de forma significativa a qualidade de vida, bem estar emocional e produtividade laboral das mulheres. Os estudos epidemiológicos mostram a necessidade de políticas públicas voltadas para a detecção precoce, capacitação de profissionais de saúde, distribuição equitativa de recursos hospitalares e aprimoramento de estratégias de prevenção do tratamento da doença no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para a endometriose é definido de acordo com a gravidade dos sintomas, disseminação da doença e locais de implantação, idade e a vontade da paciente em gestar. São usados medicamentos anti inflamatórios não esteroidais, medicamentos de supressão ovariana: progestágenos, contraceptivos orais combinados (COCs), inibidores de aromatase (IA), entre outros. E quando os sintomas perduram ou prevalecem efeitos adversos dos fármacos, indica-se tratamento cirúrgico (COSTA et al., 2023). Apesar de ser considerada uma doença benigna, necessita de atenção aos riscos e complicações, sendo indispensáveis, pois se não forem tratados, podem levar à morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, observa-se que a endometriose tem recebido atenção crescente tanto em âmbito clínico quanto em políticas públicas, revelando um contexto de fortalecimento do cuidado integral às mulheres. O aumento no número de atendimentos, às novas tecnologias incorporadas e a ampliação das opções terapêuticas refletem esforços contínuos para melhorar o diagnóstico, reduzir a dor e aprimorar a qualidade de vida das pacientes, tornando a doença um tema central no campo da saúde da mulher (BRASIL, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Dieta do mediterrêneo e o tratamento da endometriose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender os elementos que historicamente compõem a dieta mediterrânea, torna-se fundamental para interpretar sua aplicação contemporânea. E esta dieta se consolidou nas últimas décadas como um dos padrões alimentares mais estudados no mundo, devido à sua relação com benefícios cardiometabólicos, neuroprotetores e ambientais. Godos et al. (2024, p. 2) apontam que o interesse científico e social por esse padrão se intensificou pelo fato de a dieta “combinar benefícios à saúde com elevada palatabilidade”, além de ser reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica tem demonstrado que fatores dietéticos exercem influência significativa sobre a fisiopatologia e o risco de desenvolvimento da endometriose. Mazza et al.(2023) destacam que muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação, com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Esse aspecto é particularmente relevante, considerando que a endometriose é uma condição inflamatória crônica e estrogêniodependente, na qual processos oxidativos e respostas imunológicas exacerbadas desempenham papel central. Nos últimos anos, ela também tem apontado o papel da alimentação como potencial modulador da inflamação e do estresse oxidativo, ambos centrais na progressão da endometriose. O estudo de Cirillo et al. (2023) propõe avaliar especificamente a influência da Dieta Mediterrânea sobre a percepção da dor e parâmetros oxidativos em mulheres diagnosticadas com a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os tratamentos médicos e cirúrgicos sejam utilizados de forma ampla, muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Nesse sentido, o estudo transversal feito por&nbsp; Mazza et al. (2023), o qual foi realizado por meio de um questionário online aplicado a 4.078 mulheres italianas com diagnóstico autorreferido de endometriose, cujo dados&nbsp; abrangeram características sociodemográficas, informações clínicas, hábitos alimentares e o impacto dos sintomas da doença na vida diária. Os resultados demonstraram que 66,44% das participantes relataram mudanças nos hábitos alimentares após o diagnóstico. Dentre as principais estratégias adotadas pelas entrevistadas estão dieta anti-inflamatória que representou 8%, dieta mediterrânea 7,1%, dieta isenta de glúten 15%, cetogênica 4%. Além do aumento de consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas e peixes, e a exclusão ou redução do consumo de alimentos considerados pró inflamatórios, laticínios, produtos à base de soja, gorduras saturadas, açúcares simples e alimentos fritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências recentes indicam que a microbiota intestinal exerce papel relevante na fisiopatologia da endometriose, especialmente por sua influência nos processos inflamatórios e no metabolismo estrogênico. Nesse contexto, estratégias nutricionais que promovam o equilíbrio da microbiota intestinal emergem como abordagens complementares promissoras no manejo da endometriose (MARTIRE et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hábitos&nbsp; alimentares&nbsp; ricos&nbsp; em&nbsp; antioxidantes,&nbsp; fibra,&nbsp; ácidos&nbsp; graxos poliinsaturados e compostos bioativos apresentam potencial de reduzir processos inflamatórios sistêmicos, o que pode exercer impactos positivos na progressão da endometriose. Além de grande parte das mulheres diagnosticadas com a doença, adotarem algum tipo de modificação dietética com o intuito de amenizar sintomas como dor e desconforto pélvico, reforçando a percepção de que a alimentação desempenha papel terapêutico complementar (ABULUGHOD et al., 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a Dieta Mediterrânea se destaca como uma estratégia nutricional potencialmente benéfica para mulheres com endometriose, ao favorecer a ingestão de alimentos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, como frutas, hortaliças, azeite de oliva, peixes e oleaginosas. Conforme observado no estudo CADIMED, a redução de fontes específicas de gordura saturada e a substituição por ácidos graxos insaturados contribuem para a modulação de marcadores inflamatórios e metabólicos, mecanismos que podem atuar de forma semelhante na atenuação da progressão da endometriose (CHÁVEZ-ALFARO et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante refere-se ao alto consumo de compostos bioativos presentes na dieta mediterrânea, como polifenois, ácidos graxos monoinsaturados e ômega-3, reconhecidos por sua ação antioxidante e anti-inflamatória. Esses nutrientes podem reduzir a produção de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio, processos diretamente implicados na dor e na progressão das lesões endometrióticas. Embora o estudo de Bruna-Mejias et al. (2025) tenha como foco a síndrome metabólica, os mecanismos fisiológicos descritos são semelhantes aos envolvidos na endometriose, permitindo uma extrapolação teórica consistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta mediterrânea é um hábito alimentar saudável que enfatiza o consumo de frutas, vegetais e azeite, além de limitar o consumo de carne, de acordo com a figura 01. Estudos anteriores demonstraram que a adesão diária à dieta mediterrânea tem um efeito positivo sobre doenças cardiovasculares, diabetes, artrite, câncer e apneia obstrutiva do sono, e também está associada a uma redução significativa da mortalidade total.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="480" height="705" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34.png" alt="" class="wp-image-266584" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34-204x300.png 204w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 01: Pirâmide da Dieta do Mediterrânio. Disponível em:https://oldwayspt.org/product/mediterranean-diet-pyramid-poster/ Acesso em: 13/11/2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tehrani et al. (2025)&nbsp; investigou os efeitos da dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva sobre marcadores inflamatórios sistêmicos. O azeite é o pilar fundamental da Dieta Mediterrânea. O oleocantal é um componente minoritário do azeite com forte atividade anti-inflamatória. De Roos B et al. apud Tsigalu, 2020, estudaram os efeitos de um produto derivado do azeite, denominado extrato de alperujo (rico em compostos bioativos, principalmente polifenois), na função plaquetária. Como as plaquetas são essenciais na hemostasia, cicatrização de feridas e respostas inflamatórias, concluíram que o extrato de alperujo pode proteger contra a adesão e ativação plaquetária e possivelmente apresentar propriedades anti-inflamatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro componente frequentemente associado à dieta, é o vinho tinto, consumido com moderação, especialmente durante as refeições. Para os autores, a evidência científica aponta que a ingestão habitual e moderada “está associada à redução do risco cardiovascular” (GODOS et al., 2024, p. 6), muito em função de polifenois como o resveratrol. Todavia, os autores ressaltam limitações metodológicas importantes nas pesquisas que avaliam o consumo de álcool, o que reforça a necessidade de investigações futuras sobre padrões de consumo e não apenas sobre quantidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, a pesquisa reforça de forma robusta a importância de padrões alimentares antiinflamatórios e equilibrados como parte das estratégias de prevenção e manejo da endometriose. A adoção da Dieta Mediterrânea se destaca como abordagem nutricional eficaz, tanto por sua composição rica em compostos bioativos quanto por seu caráter protetor frente às vias moleculares envolvidas na doença. Assim, recomenda-se a ampliação de estudos longitudinais e intervenções clínicas para aprofundar a compreensão dos mecanismos envolvidos e confirmar tais associações em diferentes populações. Por exemplo, um estudo prospectivo de Marziali, 2023, demonstrou que a adoção da dieta mediterrânea por seis meses resultou em significativa diminuição da intensidade da dor pélvica, dispareunia e disfunções urinárias ou intestinais, bem como reduziu marcadores de estresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. &nbsp;METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da Literatura, um delineamento de pesquisa que permite a busca, a avaliação e a síntese criteriosa de evidências científicas, apresentando uma abordagem qualitativa destinada a sintetizar resultados de pesquisas sobre um tema de forma sistemática, ordenada e abrangente. A obtenção de dados se deu a partir de artigos publicados em revistas científicas disponibilizados em bases indexadoras como: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Pubmed, Science Direct , Literatura Latinoamericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Google Acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SCIELO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As palavras-chaves utilizadas para a pesquisa foram: Endometriose, Dieta mediterrânea, Micronutrientes, Antioxidantes e Inflamação. Foi proposta, para avaliação, a classificação de seis níveis de evidências provenientes das pesquisas. Essa classificação considera abordagem metodológica do estudo, o delineamento de pesquisa empregado e o seu rigor (Quadro 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 </strong>– Nível de Evidências Oxford Centre for Evidence-Based Medicine.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp;</td><td>Natureza do Estudo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível I</td><td>Evidências oriundas de revisão sistemática ou metaanálise de todos relevantes ensaios clínicos randomizados controlados ou provenientes de diretrizes clínicas baseadas em revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados controlados.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível II</td><td>&nbsp; Evidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível III</td><td>&nbsp; Evidências obtidas de estudos quase-experimentais, como ensaio clínico não randomizado, grupo único pré e pósteste, séries temporais ou caso-controle.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível IV</td><td>&nbsp; Evidências originárias de estudos não experimentais, como pesquisa descritiva, correlacional e comparativa, pesquisas com abordagem metodológica qualitativa e estudos de caso.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível V</td><td>&nbsp; Evidências &nbsp;oriundas de dados de avaliação de programas, dados obtidos de forma sistemática.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível VI</td><td>&nbsp; Evidências a partir de opiniões de especialistas, relatos de experiência, consensos, regulamentos e legislações.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: University of Oxford, 2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo foram incluídos artigos originais completos disponibilizados na íntegra, gratuitos, publicados no período de 2018 a 2025, em língua portuguesa, inglesa e espanhol; e preferencialmente, com delineamento observacional, clínico, controlado e randomizado, de acordo com o tema da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram excluídos da pesquisa, artigos incompletos e indisponíveis, publicados antes do ano de 2019; bem como, aqueles que se encontraram em qualquer outro idioma que não os supracitados no estudo. Além disso, os artigos que estavam duplicados, com metodologias inconsistentes, resumos de anais e congressos, monografias, teses, revisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos estudos seguiu as recomendações do PRISMA. Inicialmente, foram identificados 593 artigos, nas bases de dados PubMed, Scielo, Scopus e Google acadêmico. Após a remoção de duplicatas, 200 estudos foram submetidos a triagem por leitura de títulos e resumos, dos quais 125 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. Os artigos restantes (n=75) foram avaliados na íntegra, sendo excluídos 50 por motivos como inadequação ao tema, período fora do recorte temporal e ausência de dados relevantes. Ao final, 25 estudos foram incluídos na revisão, como demonstra a figura abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 02 &#8211; Fluxograma do processo de seleção dos estudos segundo PRISMA</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="792" height="648" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35.png" alt="" class="wp-image-266585" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35.png 792w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35-300x245.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35-768x628.png 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pela autora, 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cruzamento dos descritores definidos para esta revisão sistemática resultou em um total de 200 identificados nas bases de dados consultadas. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 25 artigos foram considerados elegíveis e incluídos para análise final, por apresentarem relação direta com o tema deste estudo. Ademais, em relação ao idioma das publicações, observou-se a predominância de artigos em língua inglesa, o que evidencia a concentração da produção científica nessa comunidade acadêmica. Quanto ao período de publicação, os anos entre 2022 a 2025, destacando-se como os mais representativos, indicando um aumento no interesse científico pelo tema nesse intervalo temporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere ao delineamento metodológico, a maioria dos estudos incluídos correspondeu a 21 estudos, demonstrando uma tendência da literatura em investigar a temática por meio de abordagens empíricas e experimentais. Os países com maior número de publicações foram Estados Unidos da América e países europeus, refletindo os principais centros de pesquisa voltados à nutrição e à saúde da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das produções científicas revelou que os estudos concentram-se principalmente na avaliação dos efeitos de micronutrientes, compostos antioxidantes e padrões alimentares da dieta mediterrânea sobre processos inflamatórios em diversas doenças, incluindo a endometriose. Dessa forma, o conjunto das evidências selecionadas fornece uma base relevante para compreender o potencial dessa abordagem nutricional no apoio ao tratamento e controle dos sintomas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela abaixo, apresenta os artigos selecionados a partir dos critérios definidos na metodologia, e os resultados serão analisados e discutidos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 </strong>&#8211; Caracterização dos artigos selecionados para análise sobre a influência da dieta do mediterrâneo no tratamento de doenças, as quais podem ser tratadas e controladas a partir de dieta rica em micronutrientes e antioxidantes.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autores</strong> <strong>Título</strong></td><td><strong>Idioma</strong> <strong>Ano</strong></td><td><strong>Revista</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Metodologia</strong></td><td><strong>E</strong></td><td><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>ARMOUR, Mike; SINCLAIR, Justin; CHALMERS, K. Jane; SMITH, Caroline A. <em>Self-</em> <em>management strategies amongst Australian women with endometriosis:</em> <em>a national online survey.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2019</td><td>BMC Compleme ntary and Alternative Medicine</td><td>Determinar a prevalência de uso, segurança e efetividade autorreferida das estratégias de automanejo em mulheres com endometriose</td><td>Estudo transversal com questionário online aplicado a 484 mulheres (18–45 anos) com diagnóstico confirmado por laparoscopia; análise estatística descritiva e inferencial (p &lt; 0,05)</td><td>&nbsp; IV</td><td>Os resultados demonstraram que metade das mulheres da pesquisa, relatou&nbsp; que, realizar modificações alimentares, incluindo dietas, como a do Mediterrâneo, vegana, sem glúten, e FODMAP. A efetividade autorreferida das mudanças alimentares apresentou média de 6,4, em escala de 0 a 10, para redução da dor, posicionando-se entre as estratégias melhores avaliadas.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>LIU, Eniao et al, <em>Effects of omega-3 Polyunsaturate d fatty acids on endometriosis.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2025</td><td>Science Direct</td><td>Avaliar o papel das mudanças alimentares conforme o padrão da dieta Mediterrânea, na percepção da dor em mulheres com endometriose e sua relação com estresse oxidativo.</td><td>Estudo próprospectivo com intervenção alimentar (perfil de estudo humano)</td><td>V</td><td>Os resultados demonstram que os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 (PUFAs alfa -3) podem reduzir a resposta inflamatória em pacientes com endometriose,&nbsp; especificamente diminuindo os níveis de citocinas pró inflamatórias como TNF-alfa, IL6 e IL-1,indicando potenciais&nbsp; benefícios&nbsp; clínicos em suas propriedades antiinflamatórias.</td></tr><tr><td>CIRILLO, M. et a<em>l. Mediterranean diet and oxidative stress: A relationship with pain perception in endometriosis.</em></td><td><em><sup>&nbsp;</sup></em>Inglês <em>&nbsp;</em>2023 <em>&nbsp;</em> <em>&nbsp;</em></td><td>International Journal &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; of Molecular Sciences</td><td>Avaliar o papel&nbsp; das mudanças alimentares de acordo com o padrão da Dieta Mediterrânea (MD) na percepção da dor em mulheres com endometriose, bem como investigar a relação entre essa dieta e marcadores de estresse oxidativo.</td><td>Estudo prospectivo longitudinal com acompanhamento ao longo do tempo.</td><td>V</td><td>Aumentos no escore de adesão à Dieta Mediterrânea foram associados a melhorias nos marcadores de estresse oxidativo e, por sua vez, à redução de sintomas dolorosos.&nbsp; &nbsp;</td></tr><tr><td>MAZZA, Elisa et al. <em>The impact of endometriosis on dietary choices and activities of everyday life: a cross-sectional study.</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Frontiers in Nutrition, Lausanne</td><td>Demonstrar o impacto de diferentes&nbsp; intervenções dietéticas sobre os sintomas e a qualidade de vida de pacientes com endometriose</td><td>Estudo transversal com coleta de dados por meio de um inquérito online (online survey) aplicado a mulheres italianas com diagnóstico prévio de endometriose.</td><td>V</td><td>O estudo revelou uma mudança nos hábitos alimentares, com aumento no consumo de vegetais, frutas (10%), cereais, leguminosas (6,6%) e peixe (4,5%), enquanto houve redução no consumo de laticínios (18,4%), alimentos à base de soja (6,7%) e gorduras saturadas (8%). As mudanças nos hábitos alimentares correlacionaram-se com os estágios da endometriose e com a qualidade de vida diária.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>NOORMOHAM MADI, M. <em>Mediterranean diet adherence and healthy diet indicator might decrease odds of endometriosis.</em></td><td>Inglês 2025</td><td>Scientific Reports</td><td>Investigar a associação entre a adesão à dieta mediterrânea e o IDH com a probabilidade de endometriose em mulheres iranianas.</td><td>Estudos quaseexperimen tais, como ensaio clínico não randomizado, grupo único pré e pós-teste, séries temporais ou casocontrole.</td><td>II</td><td>Os resultados deste estudo demonstraram claramente que uma maior adesão à dieta mediterrânea esteve associada a uma redução de 94% na probabilidade de endometriose, e um IDH mais elevado esteve associado a uma redução de 95% na probabilidade.</td></tr><tr><td>SCAVONE, M.;GIZZI, C.; ALBINO E. <em>Relationship between Symptoms in women with Endometriosis and lifestyles: a</em> <em>Qualitative Interview Study.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2022</td><td>The EuroBiotec h Journal</td><td>Analisar a relação entre estilo de vida (IMC, atividade física, sono e alimentação) e sintomas em mulheres com endometriose .&nbsp;</td><td>Estudo observacional, transversal, de abordagem qualitativa, realizado por meio de questionário&nbsp; online aplicado a 735 mulheres italianas com diagnóstico de endometriose.&nbsp;</td><td>&nbsp; IV</td><td>Observou-se associação entre dieta próinflamatória (leite, açúcar, carnes processadas, álcool) e a piora da dor em pacientes com endometriose, contudo, atividade física regular e alimentação equilibrada, associaram-se à redução dos sintomas.</td></tr><tr><td>YOUDEFLU,&nbsp; S.; JAHANIAN SADATMAHAL LEH, A.; KAZEMNEJAD,&nbsp; A. <em>The association</em> <em>of food consumption and nutrient intake with endometriosis risk in Iranian</em> <em>women: A case-control study.</em></td><td>Inglês 2019</td><td>Internation al Journal of Reproducti ve BioMedicin e</td><td>Avaliar a relação entre consumo alimentar e ingestão de nutrientes com o risco de endometriose</td><td>Estudo casocontrole com 156 mulheres (78 com endometriose confirmada por laparoscopia e 78 controle). Avaliação dietética por Questionário de Frequência alimentar (FFQ) validado com 147 itens. Análise por regressão logística ajustada para idade, IMC, ingestão energética e renda.</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV</td><td>Maior consumo de proteína (especialmente animal) ácidos graxos monoinsaturados, EPA, DHA, fibras solúveis, associouse à menor chance de endometriose. Maior consumo de vegetais (principalmente amarelos), frutas, leguminosas,laticíni os,carne vermelha, batata e óleo líquido mostrou associação protetora. Consumo de batata frita associou-se ao aumento do risco&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>ROSHAN ZADEH, G et al. <em>The</em> <em>relationship between dietary micronutrients and endometriosis: A case-control study</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Internation al Journal of Reproducti ve BioMedicin e</td><td>Analisar &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a relação entre ingestão &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; de micronutrient es e risco de endometriose por meio de delineamento caso-controle com confirmação diagnóstica laparoscópica .</td><td>Estudo observacional analítico do tipo caso-controle</td><td>IV</td><td>Os resultados contribuíram para fortalecer a hipótese de que padrões alimentares ricos em micronutrientes antioxidantes e moduladores hormonais, como a Dieta Mediterrânea, podem exercer papel relevante na prevenção e no manejo da endometriose.</td></tr><tr><td>MOLINA N.M et al. <em>Endometrial whole metabolome profile at the receptive phase:</em> <em>influence of Mediterranean</em> <em>Diet and infertility.</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Frontiers in Endocrinol ogy</td><td>Demonstrar que o padrão da Dieta Mediterrânea tem desempenha do um papel benéfico no manejo da endometriose e na fertilidade.</td><td>Estudo transversal</td><td>IV</td><td>Os resultados demonstram que adesão à dieta mediterrânea pareceu estar associada ao perfil metabolômico endometrial de forma dependente do estado de saúde do útero, entre esses metabólitos, os lipídios constituíram a maior parte, com predominância de ácidos graxos poliinsaturados</td></tr><tr><td>ROSHANZADE H, G et al. The relationship between dietary micronutrients and endometriosis: A case-control study.</td><td>Inglês 2023</td><td><em>Revista</em> <em>Internacion</em> <em>al de</em> <em>Reproduçã</em> <em>o</em> <em>Biomédica</em></td><td>Investigar a relação entre micronutrient es da dieta e o risco de endometriose .</td><td>Estudo de casocontrole</td><td>IV</td><td><em>A análise dos dados mostrou &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma relação significativa entre micronutrientes como potássio (OR: 0,74; IC: 0,56-0,99; p = 0,01), cálcio (OR:</em> <em>0,70; IC: 0,52-0,94; p = 0,003), e também entre as vitaminas C (OR: 0,70; IC: 0,520,94; p = 0,02), B2 (OR: 0,73; IC: 0,550,98; p = 0,01) e B12 (OR: 0,71; IC: 0,530,95; p = 0,02) com a endometriose, de modo que aquelas que &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; consumiam menos micronutrientes apresentavam maior risco de desenvolver endometriose.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">NE: nível de evidência. Fonte: autores da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em consideração os resultados obtidos pelos autores acima citados, constatouse que, a dieta do mediterrâneo é um grande aliado ao tratamento de diversas patologias, dentre estas, a endometriose. O estudo de Roshanzadeh et al. (2023) analisa a relação entre ingestão de micronutrientes e risco de endometriose por meio de delineamento caso-controle com confirmação diagnóstica laparoscópica. Os autores identificam associação inversa entre maior consumo de cálcio, potássio, vitaminas B2, B6, B12, vitamina C e betacaroteno e a ocorrência da doença. Esses resultados sugerem que a ingestão inadequada desses micronutrientes pode estar relacionada ao aumento do risco de desenvolvimento da endometriose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta mediterrânea é reconhecida por seu elevado teor de compostos antioxidantes, ácidos graxos monoinsaturados (principalmente do azeite de oliva, fibras, vitaminas e polifenois), os quais possuem propriedades anti inflamatórias e moduladoras do estresse oxidativo. Considerando que a endometriose é uma condição inflamatória&nbsp; crônica dependente de estrogênio, a modulação desses mecanismos pode representar uma estratégia terapêutica complementar relevante. De acordo com Molina et al. (2023), as alterações no metaboloma endometrial estão relacionadas a fatores de infertilidade, especialmente em mulheres com endometriose, e que a dieta mediterrânea parece influenciar esse perfil de maneira dependente do contexto uterino, apoiando a hipótese de que padrões alimentares saudáveis podem contribuir como estratégia complementar no manejo da endometriose e na promoção de um microambiente endometrial mais favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências adicionais corroboram o papel benéfico da dieta mediterrânea e de componentes anti-inflamatórios na modulação da inflamação e na redução da dor associada à endometriose. A literatura contemporânea destaca que o desenvolvimento da patologia envolve interações complexas entre vias imunológicas, inflamatórias e hormonais, além de fatores ambientais e genéticos. Nesse contexto, o estudo de padrões alimentares têm ganhado relevância, uma vez que a dieta é reconhecida como um fator modificável capaz de modular tais vias fisiopatológicas (NOORMOHAMMADI et al.,2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados de pesquisas realizadas demonstram que a dieta pode desempenhar um papel importante no tratamento, controle e até mesmo na prevenção da endometriose, com alguns estudos demonstrando que ela pode influenciar positivamente a percepção da dor em mulheres com endometriose. A doença envolve processos inflamatórios. Embora os tratamentos médicos e cirúrgicos sejam utilizados de forma ampla, muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Nesse sentido, o estudo transversal feito por&nbsp; Mazza et al.(2023), o qual foi realizado por meio de um questionário online aplicado a 4.078 mulheres italianas com diagnóstico autorreferido de endometriose, cujo dados&nbsp; abrangeram características sociodemográficas,informações clínicas, hábitos alimentares e o impacto dos sintomas da doença na vida diária. Os resultados demonstraram que 66,44% das participantes relataram mudanças nos hábitos alimentares após o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão sistemática evidencia que a Dieta Mediterrânea, por sua composição rica em micronutrientes e antioxidantes, apresenta potencial relevante como estratégia auxiliar no tratamento e no controle dos sintomas da endometriose. Os estudos analisados, em consonância com o objetivo proposto, apontam que vitaminas antioxidantes, minerais como zinco e selênio, além de ácidos graxos mono e poli-insaturados, exercem papel fundamental na modulação do ambiente inflamatório, do estresse oxidativo e da resposta imunológica, processos intimamente relacionados à fisiopatologia da endometriose. Observa-se que, a adoção contínua desse padrão alimentar pode contribuir para o equilíbrio hormonal e para a redução da intensidade da dor e da progressão das lesões, impactando positivamente a qualidade de vida das mulheres acometidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta revisão sistemática, conclui-se que, a dieta mediterrânea se configura como uma estratégia nutricional complementar relevante no manejo da endometriose, ao atuar sobre mecanismos fisiopatológicos centrais da doença, especialmente a inflamação crônica e o estresse oxidativo. A adoção desse padrão alimentar demonstra potencial para modular respostas imunológicas e inflamatórias envolvidas na progressão da patologia, alinhando-se ao objetivo de investigar a influência da alimentação no controle da endometriose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os compostos antioxidantes e anti-inflamatórios característicos da dieta mediterrânea contribuem para a proteção celular e para a redução de processos inflamatórios sistêmicos, ampliando sua aplicabilidade clínica. Evidencia-se que, a individualização das intervenções nutricionais é essencial para otimizar os efeitos terapêuticos, considerando as necessidades específicas de micronutrientes de cada paciente. Assim, a dieta mediterrânea se apresenta como uma abordagem promissora no suporte ao tratamento convencional da endometriose, reforçando a importância da nutrição como ferramenta adjuvante no cuidado integral da mulher. No entanto, reconhece-se a necessidade de estudos clínicos randomizados com maior robustez metodológica para consolidar sua efetividade e orientar recomendações nutricionais baseadas em evidências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABULUGHOD, Nour; VALAKAS, Stefanie; EL-ASSAAD, Fatima. <strong>Intervenções dietéticas e nutricionais para o tratamento da endometriose.</strong> <em>Nutrients, </em>Basileia, v. 16, n.23, p.3988, 2024. DOI: 10.3390/nu16233988. Disponível em: https://www.mdpi.com/journal/nutrients. acesso em: 25 de novembro de 2025</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Helda Pastana da Rocha, Bacharel em Nutrição, Universidade da Amazônia (Rod. BR 316, 3000, Ananindeua &#8211; PA), e-mail: heldarocha60@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Msc. Carla Acatauassu, Mestra em Ciências Aplicadas a Pediatria, Universidades Federal de São Paulo, Especialista em nutrição clínica pelo Centro Universitário são camilo &#8211; SP e-mail: carla.moura@prof.cesupa.br</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES: REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/infeccoes-de-vias-aereas-superiores-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 02:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266485</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603022318 Cadma da Silva Pereira; Cristhiane Taimara Haito; Daniela Falcão Nobre; Flori Menezes da Silva; Luciana Serafim; Márcia Viana Carlos Cardoso do Canto; Paula Tamires Lenes da Silva Santos Carvalho; Rafaela Rodrigues Gomes Alencar; Hialli Cristine Oliveira Chaves; Tatiane Santana Lima Resumo Veremos, que as infecções de vias aéreas superiores (IVAS) representam uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603022318</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Cadma da Silva Pereira; Cristhiane Taimara Haito; Daniela Falcão Nobre; Flori Menezes da Silva; Luciana Serafim; Márcia Viana Carlos Cardoso do Canto; Paula Tamires Lenes da Silva Santos Carvalho; Rafaela Rodrigues Gomes Alencar; Hialli Cristine Oliveira Chaves; Tatiane Santana Lima</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Veremos, que as infecções de vias aéreas superiores (IVAS) representam uma das principais causas de atendimento ambulatorial em todo o mundo, especialmente na população pediátrica. São majoritariamente de etiologia viral, embora infecções bacterianas também possam ocorrer. O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca das IVAS, abordando aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos, clínicos, diagnósticos, terapêuticos e preventivos. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica baseado em artigos científicos publicados nos últimos anos em bases de dados como PubMed, SciELO e diretrizes de sociedades médicas. Conclui-se que o diagnóstico é predominantemente clínico e que o uso racional de antibióticos é essencial para evitar resistência bacteriana. Palavra chave: Infecção respiratória; Vias aéreas superiores; Faringite; Sinusite; Pediatria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">We will see that upper respiratory tract infections (URTIs) represent one of the main causes of outpatient care throughout the world, especially in the pediatric population. They are mostly of viral etiology, although bacterial infections can also occur. The present work aims to carry out a literature review on URTIs, covering epidemiological, pathophysiological, clinical, diagnostic, therapeutic and preventive aspects. This is a bibliographic review study based on scientific articles published in recent years in databases such as PubMed, SciELO and guidelines from medical societies. It is concluded that the diagnosis is predominantly clinical and that the rational use of antibiotics is essential to avoid bacterial resistance. Keyword: Respiratory infection; Upper airways; Pharyngitis; Sinusitis; Pediatrics.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Infecções de vias aéreas superiores são uma das queixas mais comuns, senão a mais comum, no pronto-socorro. O diagnóstico clínico de resfriado comum em detrimento de outros diagnósticos, ou seja, não necessitando de antibiótico, é uma das decisões mais comuns no pronto-socorro. A maioria das rinossinusites tem etiologia viral. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“O principal marcador de etiologia bacteriana é o tempo de sintomas maior que 10 dias. A faringite bacteriana merece tratamento com antibioticoterapia em crianças, pois resulta em uma redução importante de febre reumática aguda. A doença mais frequente no mundo industrializado é o resfriado comum. A definição é acometimento leve de vias aéreas superiores por um dos 200 subtipos de vírus associados ao resfriado. Apesar do acometimento leve, por sua larga incidência, apresenta um custo econômico grande tanto no tratamento quanto na perda de produtividade. A incidência é de cinco a sete episódios em crianças pré-escolares e até dois a três por ano em adultos. Em contabilidade norte-americana, resfriados isoladamente são responsáveis por um número expressivo de ausências no trabalho e na escola. O vírus mais comum é o rinovírus, que, sozinho, possui mais de 100 sorotipos e causa de 30 a 50% dos resfriados. Coronavírus, antes da pandemia de 2020, causavam 10 a 15% dos casos (aqui não está incluído o SARS-CoV-2, que é o coronavírus responsável pela COVID-19”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º.ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, temos os vírus de influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório. A maioria desses vírus é capaz de reinfecção na reexposição, mas os episódios subsequentes são mais leves. A transmissão ocorre por contato de pele (p. ex., mãos) e por pequenas gotículas provenientes de tosse ou espirro, porém, este tem menor importância. O período de incubação (contato com vírus até sintomas) é de 12 a 72 horas. A presença do vírus nas secreções atinge o pico logo no segundo dia de infecção e reduz significativamente no quinto dia, mas pode persistir por até duas semanas. O vírus se mantém viável por até duas horas na pele e por várias horas em fômites.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de povidine aquoso com 2% de iodo levou à diminuição importante de transmissão de rinovírus em comparação ao controle. Em estudos, álcool em gel não se mostrou consistente na prevenção de transmissão. Um estudo com brinquedos em consultórios pediátricos mostrou contaminação com rinovírus ou enterovírus em 20% dos casos. A saliva não é meio eficiente de transmissão – 90% das pessoas com resfriado não tinham vírus detectável na saliva. Atividade física moderada diminui o número de infecções por ano, enquanto dormir pouco ou mal e estresse psicológico o aumentam. A gravidade da doença é pior em pacientes com comorbidades, imunodeficiências, desnutrição e tabagismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro clínico é composto por espirros, congestão nasal, secreção nasal(rinorreia), dor de garganta, tosse, conjuntivite, estado febril, cefaleia e  mal-estar. Crianças podem apresentar dificuldade com alimentação, hiporexia e dificuldade para dormir. Os sintomas principais em escolares são congestão nasal, rinorreia e tosse.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A tosse pode afetar o sono da criança e pode durar de uma a duas semanas além da resolução dos demais sintomas. Não é possível determinar o vírus de acordo com os sintomas apresentados. A resposta imune à infecção é a principal responsável pelos sintomas e não o dano viral direto. Febre pode acontecer em crianças. O curso da doença típico tem sintomas nasais predominantes no segundo e terceiro dias, seguido de predomínio da tosse no quarto e quinto dias. O aspecto da secreção (mesmo purulenta) não tem correlação com a etiologia, seja viral ou bacteriana. Os sintomas persistem por 3 a 14 dias (na maioria dos pacientes, até 10 dias)”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças, os sintomas persistem por mais tempo. Tabagistas costumam ter episódios um pouco mais longos. O principal fator que aumenta a suspeita de rinossinusite bacteriana é a duração dos sintomas por mais de 10 dias, com intensidade crescente. O exame físico pode mostrar inflamação conjuntival, edema de mucosa nasal, eritema de arcos faríngeos e adenopatia discreta. O pulmão tipicamente é limpo na ausculta, mas a infecção viral pode provocar broncoespasmo nos suscetíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnóstico e manejo de rinossinusite aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AINE: anti-inflamatórios não esteroides; AMX: amoxicilina; ATB: antibioticoterapia; CLAV: clavulanato; RSA: rinossinusite aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é clínico, baseado principalmente na história e no exame físico. Exames complementares não são geralmente necessários. A radiografia torácica é indicada se houver algum achado positivo no exame do pulmão ou em casos em que o episódio pode ser mais grave (comorbidades e idosos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resfriado é distinto de influenza, faringite, bronquite aguda, rinossinusite, rinite e coqueluche.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante esclarecer o paciente sobre a benignidade da doença e sobre o tempo dos sintomas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Podem ser prescritos sintomáticos conforme as queixas do paciente. Não há indicação de antibióticos para o resfriado comum, pois não há qualquer benefício e o paciente ainda se expõe a seus efeitos colaterais. Essa é talvez a decisão médica mais recorrente no trabalho no pronto-socorro.</strong> <strong>Em um estudo com 21.867 atendimentos por infecção de vias aéreas superiores, em 44% houve prescrição de antibiótico. Um dos principais fatores associados à decisão de prescrever antibiótico não foi qualquer característica clínica do paciente, mas sim o número de horas que o médico estava plantão. Essa tendência talvez se explique pelo fato de o esforço de orientar o paciente ser maior que simplesmente prescrever um antibiótico”. Conforme, (Marchini [et al.].Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças, hidratação adequada com líquidos mornos pode ajudar e não possui contraindicação. Mel tem um benefício discreto na tosse noturna e provavelmente não traz malefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sistemática mostrou benefício de ipratrópio para melhora de rinorreia e espirros, mas não de congestão. Anti-histamínicos mostram pouca melhora dos sintomas (em alguns pacientes, há melhora de rinorreia e espirros) e manifestam mais os efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Expectorantes também não tiveram benefício.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Descongestionantes aliviam temporariamente a congestão nasal. Seu uso deve ser limitado a duas a três doses, pois pode haver rinite de rebote com uso prolongado. Corticoide tópico tem benefício comprovado na rinite alérgica, mas não tem papel no resfriado comum.  Em uma revisão sistemática com 13 estudos, o consumo de zinco dentro de 24 horas do início dos sintomas resultou em melhora significativa dos sintomas em comparação ao placebo. Efeitos colaterais como náuseas e gosto ruim foram comuns. A forma intranasal é associada a hiposmia e anosmia. Não há benefício com o consumo de vitamina C. Infusão nasal de salina hipertônica ou salina normal mostrou benefício em um estudo controlado, mas não em outro; e para mais da metade dos pacientes neste último estudo, a infusão foi irritante”</strong>. <strong>Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A dor de garganta responde bem a analgésicos leves como aspirina, paracetamol e dipirona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anti-inflamatórios ajudam com a cefaleia, otalgia, dor articular, mal-estar e espirros, mas não no que diz respeito a tosse, rinorreia ou duração dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um episódio de resfriado comum pode ser seguido de rinossinusite. Mesmo nesse caso, a principal etiologia ainda é viral.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Como mencionado anteriormente, o resfriado é estímulo para broncorreatividade e exacerbação de asma. Outra complicação ainda é a disfunção da tuba auditiva com acometimento do ouvido médio – ainda assim, por vírus, em geral. O vírus sincicial respiratório pode a cometer vias aéreas inferiores, especialmente nos extremos de idade e imuno comprometidos. Essas infecções podem complicar com exacerbação de condições crônicas. Em crianças menores que dois anos, o vírus sincicial respiratório causa a bronquiolite”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O Coxsackievírus A é associado à herpangina (febre e pápulas ulceradas na orofaringe posterior).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meningite asséptica é vista com enterovirus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RINITE ALÉRGICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar nessa possibilidade em pacientes com fatores de risco:</p>



<p class="wp-block-paragraph">História familiar de atopia, Homens, Primeiro filho, uso precoce de antibiótico, Exposição a alérgenos, IgE sérico &gt; 100 UI/mL antes dos 6 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presença de alérgeno específico de IgE. Os sintomas são paroxismos de espirros, rinorreia, obstrução nasal e prurido nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gotejamento pós-nasal, tosse, irritabilidade e fadiga também são comuns. Alguns pacientes têm prurido do palato e ouvido médio. Pode haver conjuntivite alérgica simultânea (prurido, lacrimejamento e queimação dos olhos). No exame físico, pode ser vista a fáscies alérgica: palato alto, boca aberta, maloclusão dentária, alteração do nariz por prurido persistente e edema e escurecimento infraorbitário por venodilatação subcutânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COQUELUCHE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da vacinação da <em>Bordetella pertussis</em>, os casos se tornaram muito mais raros, mas a epidemiologia mudou de crianças para adolescentes e adultos. O período de incubação é de 7-21 dias após a exposição (geralmente até 10 dias).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“É caracterizada por três fases: fase catarral, fase paroxística e fase convalescente. A fase catarral dura uma a duas semanas e apresenta malestar, rinorreia, tosse leve, estado febril, lacrimejamento excessivo e edema conjuntival. A fase paroxística começa na segunda semana e pode durar dois a três meses. O sintoma clássico é a tosse paroxística – tosse grave e vigorosa durante uma expiração. A inspiração vigorosa entre paroxismos causa o <em>whooping</em>. Após um paroxismo, pode haver síncope ou êmese. A tosse pode ser pior à noite. Fora a tosse, geralmente não há outro sintoma. A fase convalescente apresenta uma redução gradual da tosse e dura uma a duas semanas. Para diagnóstico de pacientes com uma a duas semanas de sintomas, pedir a cultura e proteína C-reativa (PCR) para <em>B. pertussis</em>. Em duas a quatro semanas de sintomas, a cultura perde sensibilidade, mas ainda recomenda-se pedir os dois exames. Após quatro semanas, apenas a sorologia para <em>Bordetella </em>é útil. Trata-se de doença de notificação compulsória. É importante fazer a prevenção da transmissão para crianças comunicantes com o paciente (90% de sucesso de transmissão em crianças suscetíveis)”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observar crianças com esquema de vacinação incompleto por 14 dias a partir do contato. Crianças já vacinadas, mas que não receberam o reforço após um ano da última dose do esquema básico, deverão recebê-lo o mais breve possível após a exposição. Opções de tratamento são eritromicina, azitromicina ou claritromicina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RINOSSINUSITES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução e definições</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A rinossinusite é definida como uma doença inflamatória do nariz e dos seios paranasais sintomática. O termo rinossinusite é preferível a sinusite, pois raramente se tem inflamação dos seios paranasais sem inflamação da mucosa nasal. Pode ser causada por múltiplas etiologias, incluindo alérgenos, irritantes ambientais e infecção, com os quadros virais sendo a sua principal etiologia. Infecções bacterianas representam de 2 a 10% de todos os casos de rinossinusites infecciosas. A doença é extremamente comum e pelo menos uma em cada sete pessoas desenvolverá pelo menos um episódio sintomático de rinossinusite anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico requer pelo menos dois sintomas, um dos quais deve ser coriza ou obstrução nasal; os outros sintomas incluem dor facial ou alteração no olfato. Algumas definições são importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Definida por sintomas que duram menos de 12 semanas, com resolução completa; quadros com menos de quatro semanas podem ser considerados agudos e entre 412 semanas são chamados preferencialmente de subagudos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As rinosinusites agudas podem ser subdivididas em:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda viral (resfriado comum): definida por duração dos sintomas menor que 10 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite não viral aguda: definida por um aumento nos sintomas após 5 dias ou sintomas persistentes após 10 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda bacteriana: sugerida pela presença de critérios diagnósticos que serão discutidos posteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Infectious Disease Society of America considera os seguintes critérios diagnósticos para rinossinusites:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios maiores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Descarga nasal anterior purulenta.</li>



<li>Descarga nasal posterior (purulenta ou não).</li>



<li>Congestão ou obstrução nasal.</li>



<li>Sensação de face congesta.</li>



<li>Dor ou sensação de pressão facial.</li>



<li>Hiposmia ou anosmia.</li>



<li>Febre (em quadros agudos).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios menores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cefaleia.</li>



<li>Dor auricular ou sensação de pressão em ouvidos.</li>



<li>Halitose.</li>



<li>Dor dental.</li>



<li>Tosse.</li>



<li>Febre (em casos crônicos).</li>



<li>Fadiga.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diagnóstico, são necessários dois critérios maiores ou um maior e dois menores. A maior dificuldade no manejo desses pacientes, no entanto, é a distinção entre os quadros virais e bacterianos. O padrão-ouro para essa distinção é a cultura de aspirado do seio nasal, que não é uma conduta que pode ser realizada rotineiramente na prática médica; assim, a IDSA sugere o diagnóstico de etiologia bacteriana nas seguintes situações:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas persistentes com duração maior que 10 dias, sem evidência de melhora clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas graves, incluindo febre acima de 39°C e descarga purulenta nasal por pelo menos 3-4 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Piora de sintomas de um quadro inicialmente leve e que a princípio estava em melhora de pelo menos 5-6 dias de duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes europeias utilizam outros critérios para definir etiologia bacteriana e indicação de antibioticoterapia, que são os seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descarga incolor (com predominância unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Secreções purulentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor local grave (com predominância unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Febre (&gt; 38°C).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C-reativa aumentadas. Deterioração clínica depois de um quadro inicialmente leve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a recomendação dessas diretrizes, a presença de três ou mais sintomas é ndicativo de etiologia bacteriana e requer antibioticoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite crônica</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A rinossinusite crônica (com ou sem pólipos), por sua vez, é definida por mais de 12 semanas de sintomas sem resolução completa.Os seguintes pontos são importantes em relação à história de rinossinusite aguda: Obstrução ou congestão nasal deve ser caracterizada como unilateral ou bilateral, pois a rinossinusite aguda é geralmente associada a sintomas bilaterais. Com sintomas unilaterais, deve-se lembrar da possibilidade (embora rara) de uma malignidade subjacente.A secreção nasal (rinorreia ou gotejamento nasal, ou posterior) deve ser analisada para avaliar e registrar o caráter, a quantidade e o padrão de secreção nasal ao longo do tempo.A presença de dor facial ou sensação de pressão sem obstrução nasal ou secreção é altamente improvável em decorrência da sinusite. Dor facial unilateral isolada também é pouco provável de indicar sinusite, podendo ser de origem odontológica.Mudança, redução ou perda do sentido do olfato são comuns à rinossinusite aguda.Episódios curtos em que constam sintomas frequentes com resolução completa são usualmente associados à rinossinusite viral aguda, enquanto episódios pouco frequentes, de maior duração sem resolução, são sugestivos de rinossinusite crônica”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas respiratórios podem incluir faringe, laringe, traqueia ou irritação, causando dor de garganta, mudança na voz e tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas de mal-estar sistêmicos, dor de cabeça e febre também podem ocorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exame físico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o paciente aparentemente apresentar comprometimento sistêmico, devem ser avaliadas a frequência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura. A febre &gt; 38°C é mais frequentemente associada à infecção bacteriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percussão ao longo dos maxilares, etmoidais e seios frontais ou o ato de inclinarse para a frente podem exacerbar a dor ou pressão facial. No entanto, a sensibilidade e a especificidade desses sinais é baixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação dos pacientes inclui rinoscopia anterior (com um otoscópio ou espéculo nasal) e a procura de secreção mucopurulenta ou pólipos nasais (pólipos podem às vezes ser confundidos com um corneto inferior inchado).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra patologia nasal, como uma neoplasia, particularmente na presença de pólipo unilateral ou de massa e secreção de sangue nasal associado, deve ser considerada em casos prolongados e refratários à terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de dúvida diagnóstica, os pacientes devem ser encaminhados para endoscopia nasal, que atualmente é o melhor método para o exame nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exames complementares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, exames complementares são desnecessários. Culturas de secreções nasais normalmente não são realizadas. Culturas obtidas endoscopicamente têm indicação apenas em casos refratários sem resposta inicial à antibioticoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exames de imagem não costumam ser úteis no manejo desses pacientes; da mesma forma, a radiografia simples dos seios não é recomendada para o diagnóstico e manejo da rinossinusite aguda. Quando indicado um exame de imagem, a tomografia computadorizada (TC) é a investigação preliminar. Se existe suspeita de complicações, intervenção cirúrgica é considerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o quadro clínico não é claro e a TC ajudará no diagnóstico diferencial, esta também é recomendada. Frisa-se que a TC não ajuda na distinção etiológica entre viral ou bacteriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achados sugestivos na TC incluem presença de níveis hidroaéreos, edema de mucosa e bolhas de ar nos seios da face. Provas inflamatórias podem ajudar no diagnóstico de etiologia bacteriana, mas raramente são realizadas ou indicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico diferencial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte das patologias do diagnóstico diferencial é descartada pela história e pelo exame físico. Alguns dos diagnósticos diferenciais incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor dental (especialmente em casos de dor facial unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor facial nevrálgica (atípica).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor nas articulações temporomandibulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Migrânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neuralgia do trigêmeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arterite temporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neoplasias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento e manejo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes devem se manter bem hidratados, sendo o uso de analgésicos indicado conforme sintomas. Glicocorticoides nasais tópicos e irrigação com salinas nasais podem ser testadas; existe evidência suficiente para considerar o uso de corticosteroides nasais (como furoato de mometasona 50 μg <em>spray </em>nasal duas vezes ao dia durante 7-14 dias) como tratamento isolado ou adjuvante nos pacientes com indicação do uso de antibióticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com mais de 10 dias de sintomas ou gravemente sintomáticos, como já discutido, podem ter indicação de antibióticos. Casos leves podem ser tratados apenas com sintomáticos e reavaliados em 48-72 horas. O tratamento antibiótico é usualmente administrado como monoterapia no tratamento da doença moderada (cobertura deve ser para <em>S. pneumoniae, H. influenzae </em>e <em>M. catarrhalis</em>); terapia em combinação com antibióticos pode ser considerada para pacientes com doença grave.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“O uso de amoxicilina-clavulanato ao invés da amoxicilina é assunto de debate e depende da resistência antimicrobiana populacional, mas a primeira é recomendada na maioria das diretrizes. A dose é de 500 mg/125 mg por via oral, três vezes ao dia, ou de 875 mg por dia, duas vezes ao dia. Em locais com alta resistência à pneumococo e doença grave, podem-se considerar altas doses de amoxicilina-clavulanato – 2 g, duas vezes ao dia. Em pacientes alérgicos à penicilina, doxiciclina (100 mg por via oral duas vezes ao dia) ou claritromicina (500 mg por via oral duas vezes ao dia) seriam escolhas razoáveis, embora os macrolídeos não sejam recomendados como opções de primeira linha nas diretrizes da IDSA, que prefere levofloxacina como opção para esses pacientes. Cefalosporinas de segunda geração, como a cefuroxima, também são boas opções terapêuticas (500 mg 12/12 h). É preciso lembrar que as quinolonas podem induzir <em>delirium </em>em pacientes idosos. Para pacientes com doença não complicada, o tempo recomendado de tratamento</strong> <strong>é de cinco a sete dias; em crianças, tratamento por 10-14 dias é recomendado. Descongestionantes nasais são uma opção para tratamento sintomático, mas não devem ser usados por mais de 10 dias, pois podem induzir rinite medicamentosa. O benefício dessa opção é pequeno e as diretrizes da IDSA não recomendam seu uso. Os anti-histamínicos não têm um papel no tratamento da rinossinusite aguda e, portanto, não são indicados. Inalações de vapor também não têm demonstrado benefício consistente no tratamento, mas alguns estudos clínicos mostraram alívio sintomático. Irrigação nasal pode ser realizada”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes sem melhora com curso de antibióticos por 5 a 7 dias podem ter o uso deles prolongado por até 10 dias; nesse caso, TC de seios nasais ou culturas obtidas por endoscopia podem ser indicadas para dirigir o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de sinais de complicações iminentes (orbital, intracranianas etc.) deve levar à avaliação por especialista imediatamente; essas circunstâncias incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edema periorbital ou celulite, Deslocamento de globo ocular, Visão dupla, Oftalmoplegia, Redução da acuidade visual, Edema frontal. Sinais de meningite ou sinais neurológicos focais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FARINGITE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A faringite é um processo inflamatório na faringe, sendo definida clinicamente pelo desconforto ou dor na garganta e podendo ocorrer devido a causas infecciosas e não infecciosas. A faringite é uma das razões mais comuns para visitas ao médico entre adultos e crianças. Cerca de 15 milhões de atendimentos ambulatoriais foram atribuídos à faringite em 2007 nos Estados Unidos. Dor de garganta é ainda responsável por aproximadamente 1% a 2% de todas as visitas ao consultório médico e por 6% de todas as visitas aos pediatras e médicos de família. Apenas 515% dos casos de faringite são secundários a estreptococo, que é a principal causa bacteriana; ainda assim, cerca de dois terços dos pacientes com essa queixa acabam recebendo antibióticos para seu tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Etiologia e fatores de risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As causas de faringite podem ser infecciosas e incluem vírus respiratórios como rinovírus e adenovírus, além de coronavírus, influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório. Outros vírus importantes incluem Epstein-Barr, coxsackie, HIV primário e herpes simples.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as etiologias bacterianas, a principal são os estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, mas podem ser citados ainda <em>Arcanobacterium (Corynebacterium) haemolyticum</em>, <em>Corynebacterium diphtheriae</em>, <em>Neisseria gonorrhoeae</em>, <em>Chlamydia pneumoniae</em>, tularemia, <em>Mycoplasma pneumoniae </em>e <em>Fusobacterium necrophorum</em>. As causas não infecciosas incluem alergia e fatores ambientais, principalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fatores de risco para faringite variam de acordo com a causa subjacente. Tabagismo (ou exposição – tabagismo passivo) e história de rinite alérgica são associados a maior risco de desenvolvimento de faringite.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Variabilidade sazonal também é comum em causas alérgicas de faringite e em muitas causas infecciosas, tais como vírus respiratórios e os estreptococos do grupo A beta-hemolítico, que são mais comuns no inverno e no início da primavera. Como essas infecções são comumente transmissíveis, contato próximo com alguém que tenha faringite ou exposição ao frio também aumentam o risco de contraí-las. Outras causas, como a <em>Neisseria gonorrhoeae </em>e o HIV, têm fatores de risco comportamentais bem descritos (p. ex., atividade sexual).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A queixa principal é desconforto ou dor na garganta, principalmente ao engolir; febre é frequente principalmente em pacientes com faringite estreptocócica, mas pode ocorrer em outras etiologias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Os pacientes podem ainda se queixar de mal-estar e cefaleia, além de edema em região cervical por aumento de linfonodos e dor em região cervical anterior.As infecções virais apresentam quadro que muitas vezes se sobrepõe a quadros bacterianos, mas sintomas respiratórios, como congestão nasal, coriza, rouquidão e sinais de rinossinusite, são mais frequentes nas infecções virais. Alguns vírus podem ter sinais característicos e sintomas adicionais, em particular os vírus Epstein-Barr (linfadenopatia generalizada e esplenomegalia), adenovírus (conjuntivite e linfadenopatia pré-auricular) e herpes simples (gengivoestomatite). A faringite bacteriana é mais comumente causada pelo <em>Streptococcus pyogenes </em>e é responsável por 5% a 15% dos casos em adultos e por 20% a 30% em crianças. Afeta principalmente as crianças de 5-15 anos de idade (idade de pico, 7-8 anos), e a prevalência é maior no inverno e no início da primavera, em climas temperados. O <em>Streptococcus pyogenes </em>deve ser o principal agente avaliado em pacientes com faringite, por sua frequência, por suas complicações não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda, e por suas complicações supurativas, como abscesso periamigdaliano e retrofaríngeo, linfadenite cervical, sinusite e otite média. O início imediato da terapia antibiótica para faringite é associado a redução do tempo de sintomas, interrupção da transmissão interpessoal e prevenção da IRA e complicações supurativas. Outros patógenos incluem estreptococos do grupo C e do grupo G”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a faringite possa ser causada por uma ampla variedade de agentes patogênicos, ou estes são muitos difíceis de diagnosticar, ou os agentes etiológicos não necessitam de tratamento, ou ainda são autolimitados, sem sequelas significativas. Por isso, não são necessários testes de laboratório adicionais ou tratamento empírico. No entanto, certos agentes, como o HIV e o <em>Corynebacterium diphtheriae</em>, devem ser considerados em pacientes específicos com os fatores de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infecção primária pelo HIV pode não ter sinais ou sintomas clínicos antes da soroconversão; a maioria desenvolve uma síndrome retroviral aguda. Os sintomas geralmente começam uma a cinco semanas depois que o vírus é contraído e persistem durante duas semanas, em média, embora possam continuar por oito semanas ou mais. Febre e fadiga são os sintomas mais comuns; e faringite é relatada em mais de 70% dos pacientes. A síndrome retroviral aguda pode ser confundida com mononucleose infecciosa, embora a primeira seja mais suscetível de ser associada a faringite não exsudativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção de um elevado índice de suspeição para o HIV, especialmente em pacientes com fatores de risco, como atividade sexual de alto risco ou uso de drogas intravenosas, é particularmente importante durante a fase aguda, uma vez que a soroconversão pode não ter ocorrido e a sorologia pode ser negativa. Nesse caso, o diagnóstico pode ser feito apenas com a detecção do RNA vírus do HIV ou pela pesquisa do antígeno p24.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A difteria, por sua vez, é uma doença infecciosa que pode gerar risco à vida. Causada por <em>C. diphtheriae</em>, a doença é rara hoje devido à vacinação universal. A difteria, como doença secundária a <em>C. ulcerans</em>, tem sido relatada em vários países desenvolvidos, incluindo partes dos Estados Unidos, mas é rara em humanos. Ela cursa com um exsudato grosso e cinza na faringe. Essa pseudomembrana pode ser limitada às amígdalas ou, se grave, pode estender-se para faringe, laringe e traqueia, resultando em edema importante de pescoço e obstrução das vias aéreas. A imunidade a <em>C. diphtheriae </em>diminui com a idade, com mais de 90% das crianças em idade escolar apresentando imunidade em comparação a 30% dos adultos com idades entre 60-69 anos. A difteria deve ser suspeitada com base em motivos clínicos, especialmente se o paciente tem fatores de risco epidemiológicos, como vacinação incompleta e viagens para região endêmica ou exposição a indivíduos que tenham estado nessas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dos pacientes com faringite, deve-se principalmente verificar a possibilidade de infecção pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A.&nbsp; São características dessa etiologia as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Início súbito de dor de garganta, Idade entre 5-15 anos, Febre, Cefaleia, Petéquias em palato, Náuseas, vômitos, dor abdominal, Exsudato tonsilar, Adenite cervical anterior, A faringite estreptocócica ocorre principalmente no inverno e início de primavera. Erupção escarlatiniforme pode ser associada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Características fortemente sugestivas de faringite viral, por sua vez, são:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conjuntivite, Coriza, Tosse, Diarreia, Rouquidão, Exantema viral, Estomatite ulcerativa leve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São características sugestivas de uma doença grave ou sequelas de faringite:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disfagia, Estridor, Babação, Disfonia, Edema cervical significativo, Desconforto respiratório, Faringe pseudomembrana, Instabilidade hemodinâmica, Risco comportamental para HIV (p. ex., uso de drogas, sexo anal), Múltiplos parceiros sexuais, Viajantes, Falta de imunização para difteria, Disfagia e disfonia sugerem acometimento do nervo laríngeo recorrente e, portanto, acometimento grave de lojas cervicais – parafaríngeo, abscesso periamigdaliano, espaço submandibular (angina de Ludwig).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro organismo causador de faringite é o <em>Fusobacterium necrophorum</em>, que é o patógeno causador mais comum da síndrome de Lemierre, uma infecção do espaço parafaríngeo que leva à tromboflebite séptica da veia jugular interna, com bacteremia e nódulos pulmonares metastáticos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A síndrome de Lemierre pode ser complicada por septicemia, êmbolos sépticos pulmonares, complicações intracranianas operatórias, abscesso e erosão da artéria carótida, o que pode ser fatal.Deve-se suspeitar da síndrome de Lemierre quando o paciente tem calafrios, febre alta e edema cervical unilateral. Vários relatos europeus também sugerem um possível papel causal de <em>F. necrophorum </em>em faringites complicadas em pacientes obstétricos. A síndrome de Lemierre também pode ser causada por <em>Staphylococcus aureus </em>resistente à meticilina (MRSA-CA); da comunidade. Como a terapia de primeira linha para <em>F. necrophorum </em>(isto é, ampicilinasulbactam) não trata a infecção por agentes meticilino-resistentes, deve-se considerar a adição de vancomicina para esse tipo de infecção.Embora a maioria dos casos de faringite resulte de infecção, muitos processos não infecciosos podem levar à irritação faríngea. Essas causas são geralmente identificadas por uma história cuidadosa e por exame físico. Uma história de tabagismo e ar umidificado pode associar-se a faringite não infecciosa, assim como trauma faríngeo, lesões inalatórias, ingestão de substâncias cáusticas, como produtos químicos ou fumaça, ou trauma penetrante direto. Esses pacientes podem apresentar-se com estado geral comprometido e com achados adicionais de pneumonite ou</strong> <strong>comprometimento das vias aéreas. Disfagia e sensação de corpo estranho deve levar à consideração desses diagnósticos”.</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A IDSA sugere que o uso de um sistema de pontuação clínica pode reduzir testes e tratamento desnecessários para pacientes com risco muito baixo para faringite estreptocócica. Sistemas de pontuação para essa infecção foram desenvolvidos, incluindo o de Centor e McIsaac. O critério de McIsaac é baseado no critério de Centor acrescentando a idade. Há evidências para uso desses critérios na exclusão do diagnóstico: adultos com zero a um ponto são considerados de baixo risco para a faringite estreptocócica e não requerem avaliação adicional, antibiótico ou outro tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IDSA e o American College of Physicians concordam que adultos com dois a três critérios devem ser avaliados para faringite estreptocócica com um teste para antígeno de rápida detecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, as diretrizes para manejo de pacientes com quatro critérios diferem entre as sociedades profissionais. Embora a ACP recomende considerar o tratamento empírico em adultos com quatro critérios, isso não é recomendado pela IDSA ou pela American Heart Association, pois mesmo com três a quatro critérios, apesar de sensibilidade razoável, a especificidade do sistema de pontuação não é tão boa (ou seja, muitos pacientes vão receber antibiótico que não precisam).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios de Centor para diagnóstico de faringite estreptocócica:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exsudatos tonsilares, Adenopatia cervical dolorosa, História de febre, Ausência de tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério de McIsaac acrescenta nos critérios de Centor a seguinte pontuação por idade:</p>



<p class="wp-block-paragraph">3-14 anos: 1 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15-44 anos: 0 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">45 anos ou mais: –1 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças abaixo de 1 ano de idade, os sintomas são mais inespecíficos, incluindo hiporexia, incômodo e febre baixa. Abaixo de 3 anos de idade os sintomas continuam inespecíficos, como congestão nasal, coriza, febre baixa, linfadenopatia cervical dolorosa. Uma pista nessa faixa etária é a exposição a casos conhecidos ou surtos na creche ou escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em crianças mais velhas que 3 anos, os sintomas são mais específicos e de início abrupto. Febre, cefaleia, dor abdominal, náuseas e vômitos podem acompanhar dor de garganta. A dor de garganta leva a hiporexia. Outros sintomas são aumento de amídalas com presença de pus, linfadenopatia cervical dolorosa, petéquias em palato, <em>rash </em>escarlatiniforme. Sintomas de resfriado geralmente estão ausentes (coriza, conjuntivite, tosse, disfonia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças com suspeita de faringite estreptocócica do grupo A, seja por sintomas descritos acima ou exposição a alguém com faringite estreptocócica, sugere-se a realização de um teste rápido para detecção de antígeno. Em casos de teste rápido negativo, recorre-se a cultura de garganta, pois pode haver até 30% de falsonegativo com o teste rápido. (Inclusive recomenda-se coletar dois <em>swabs </em>simultaneamente. Um vai para o teste rápido; se o teste rápido vem negativo, o outro é usado para a cultura.) Em adultos não se recomenda a realização de cultura. Alternativamente, ao invés de um teste rápido, pode-se usar um teste molecular – neste caso, se for negativo, não há necessidade de cultura de garganta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exames complementares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na grande maioria dos casos, não existe necessidade de exames diagnósticos para avaliar faringite. Em crianças, em que o estreptococo é a possível etiologia, podemse realizar testes diagnósticos, que são indicados conforme as características clínicas e epidemiológicas, conforme já discutido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testes não costumam ser necessários para documentar agentes virais respiratórios no cenário ambulatorial porque a conduta é raramente modificada, com a exceção do vírus influenza, que pode necessitar tratamento antiviral, principalmente nas circunstâncias de epidemias de influenza com maior morbidade e mortalidade, como a que se deu pelo p-H1N1 de 2009.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A cultura da garganta é o padrão-ouro para a detecção da presença de estreptococo no trato respiratório superior, confirmando o diagnóstico de faringite aguda. A acurácia diagnóstica é reduzida quando o espécime não é obtido das tonsilas. A sensibilidade de uma única cultura de garganta é de 90% a 95% e a especificidade é &gt; 95%. Apesar de um atraso de até 48 horas para confirmar o diagnóstico, o início do tratamento tardio, até nove dias após o início dos sintomas, ainda é suficiente para que a terapia antibiótica evite febre reumática e outras complicações da faringite estreptocócica.Faringite estreptocócica é uma doença autolimitada; sem tratamento, febre e outros sintomas geralmente desaparecem dentro de alguns dias. Quando são prescritos antibióticos adequados, melhora substancial dentro de 24-48 horas do início da terapêutica é esperada, isto é, cerca de 18- 24 horas mais rapidamente que sem terapia”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Se os sintomas de um paciente persistirem para além desse período, entre outras explicações possíveis, pode-se ter uma complicação supurativa limitadora da resposta à terapia antibiótica, como um abscesso peritonsilar ou retrofaríngeo ou adenite supurativa, podendo requerer intervenção cirúrgica; nesse caso, exames de imagem como TC de região cervical podem auxiliar no manejo dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As complicações supurativas da faringite estreptocócica resultam da disseminação da infecção para estruturas contíguas, e elas incluem abscesso peritonsilar e retrofaríngeo. Entre as complicações não supurativas, a febre reumática e a glomerulonefrite são as mais temidas, sendo mediadas imunologicamente. A febre reumática se manifesta em média de 2-3 semanas após o início da faringite estreptocócica. Outras complicações não supurativas são a escarlatina, a síndrome do choque tóxico estreptocócico, a artrite reativa e a desordem neuropsiquiátrica autoimune pediátrica (PANDAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda é importante, na avaliação, descartar diagnósticos potencialmente perigosos que incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Epiglotite: costuma cursar com odinifagia, estridor e desconforto respiratório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abscesso peritonsilar: quadro de dor grave e alterações da voz, além de edema da região cervical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infecções submandibulares: em geral, apresentam febre, calafrios e rigidez cervical, frequentemente com incapacidade para falar. Infecções retrofaríngeas: podem ocorrer por trauma distante e por infecções a distância; dificuldade em engolir e respirar pode ser indicativa do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com raras exceções, a faringite é autolimitada e se resolve sem tratamento. No entanto, existem fortes evidências de que a terapia com antibióticos para faringite estreptocócica diminui o tempo de sintomas e complicações. Quando a terapia antibiótica adequada é dada para o período de tempo necessário para erradicar o estreptococo da faringe, o paciente se beneficia de uma reduzida duração dos sintomas e de diminuição de transmissão de doenças.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Essa complicação é evitável se um antibiótico apropriado é iniciado dentro de nove dias após o início dos sintomas. Artrite reativa pósestreptocócica é uma entidade distinta da febre reumática. Ao contrário da febre reumática, a artrite é a única manifestação, ocorre precocemente após faringite estreptocócica, e tem resposta à aspirina ou a outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (a artrite é muito menos dramática que aquela observada na febre reumática). A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) ocorre geralmente 10-14 dias após a infecção estreptocócica e caracteriza-se por hematúria, proteinúria, azotemia e hipertensão. Ao contrário da febre reumática, pode ocorrer após infecções tanto por faringite estreptocóccica como por infecções de pele pelo mesmo agente, não sendo prevenível com o tratamento antibiótico apropriado”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A febre reumática afeta quase 20 milhões de pessoas em todo o mundo. A cada ano, cerca de 233.000 pessoas morrem de complicações da febre reumática é a principal causa de mortes cardíacas em pacientes com menos de 50 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500.000 pessoas a cada ano adquirem febre reumática e, portanto, sua prevenção com o tratamento adequado da faringite estreptocócica em crianças é de suma importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As opções antibióticas para faringite pelo estreptococo incluem penicilina intramuscular, penicilina V oral, amoxicilina oral, cefalosporinas, como cefalexina ou cefadroxila, clindamicina e macrolídeos, como claritromicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações da IDSA e de outras associações enfatizam que a penicilina V administrada por via oral, durante 10 dias, ou a penicilina benzatina G aplicada como uma única injeção intramuscular representam a opção de tratamento recomendada para a maioria dos pacientes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Devido à sua relativa longa meia-vida, a amoxicilina administrada uma vez por dia durante 10 dias é uma alternativa aceitável por via oral, o que proporciona facilidade de administração em comparação à penicilina V. Em casos de alergia à penicilina, evidência de alta qualidade apoia o uso de cefalexina e cefadroxila como substitutos aceitáveis em pessoas sem um tipo de reação 1 de hipersensibilidade à penicilina. A cefadroxila é uma opção interessante por ter posologia duas vezes ao dia, comparada à quantidade de quatro vezes ao dia da cefalexina. Existe ainda moderada evidência para utilização de clindamicina, azitromicina ou claritromicina. Com a exceção de azitromicina, a qual pode ser administrada uma vez por dia durante cinco dias, todas as opções de antibióticos orais requerem 10 dias de administração para completamente erradicar o estreptococo da garganta”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Fortes evidências de vários estudos de alta qualidade suportam os benefícios de antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, na redução de febre e dor entre crianças e adultos com faringite. Embora não tão eficazes como AINEs, o acetaminofeno também tem se demonstrado um analgésico eficaz em pacientes com faringite. Quanto à aspirina, apesar de também ser eficaz para reduzir a dor em adultos com infecção respiratória superior, é evidente que deve ser evitada em crianças, devido ao risco de síndrome de Reye. Uma variedade de agentes tópicos, como pastilhas, lavagens e <em>sprays</em>, pode fornecer alívio sintomático temporário na faringite aguda, mas as pastilhas devem ser evitadas em crianças, pois podem causar asfixia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gargarejo com água salgada também pode fornecer alívio, embora não tenha sido bem estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de vários estudos sugerirem que os corticosteroides sistêmicos diminuem a duração e gravidade dos sinais e sintomas em faringite estreptocócica, a evidência de benefício é limitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com episódios repetidos de faringite estreptocócica, a amigdalectomia é uma opção frequentemente considerada para adultos e crianças. No entanto, esse procedimento não é isento de morbidade e, muito raramente, é associado a morte. Embora amigdalectomia tenha um claro benefício em alguns pacientes com respiração anormal durante o sono e com comorbidades associadas, quando feita exclusivamente para faringite recorrente fornece apenas benefício de duração relativamente curta para uma pequena fração dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com recomendações da IDSA, a tonsilectomia pode ser considerada no paciente sem uma explicação alternativa para recidiva da faringite cujos episódios não diminuem em frequência ao longo do tempo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Um estudo controlado randomizado foi realizado em 187 crianças com recorrência grave de faringite por estreptococo. As crianças receberam amigdalectomia/adenoamigdalectomia ou manejo não cirúrgico e foram seguidas durante três anos. Embora o grupo cirúrgico tenha apresentado menos recorrências de faringite após dois anos, nenhuma diferença significativa foi observada no ano três, e crianças do grupo não cirúrgico também tiveram redução tanto na frequência quanto na gravidade das infecções ao longo do tempo. Os investidores fizeram um estudo semelhante em 328 crianças, que foram moderadamente afetadas com recorrência de faringite estreptocócica e que demonstraram resultados semelhantes. Nesses estudos, as complicações relacionadas à cirurgia ocorreram em 14% e 8% dos pacientes, respectivamente”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendações definitivas do benefício da amigdalectomia para faringite recorrente não podem ser realizadas neste momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OTITE MÉDIA AGUDA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A otite média aguda (OMA) é definida como infecção do ouvido médio, primariamente uma infecção da infância. Nessa faixa etária é a causa mais comum de prescrição de antibiótico. Mais de 80% das crianças terão pelo menos um episódio de OMA durante a vida e, aos 3 anos de idade, até 40% terão pelo menos três episódios, com enormes custos para a saúde pública. A amamentação parece ser protetora. A OMA é muito menos comum em adultos, sendo tratada com os mesmos antibióticos que em crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA e as infecções respiratórias superiores ocorrem principalmente no inverno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fisiopatologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A disfunção da tuba auditiva é o mais importante fator na fisiopatologia da OMA. Impede a drenagem da orelha média que fornece proteção contra secreções nasofaríngeas e reduz a pressão no ouvido médio, acabando por aumentar a probabilidade da ocorrência de OMA. Em crianças pequenas, a tuba auditiva é curta e horizontal. Com o crescimento, a tuba dobra em comprimento e torna-se mais oblíqua, o que está associado a diminuição da incidência de OMA em adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, a tuba é fechada, mas abre-se durante a mastigação e deglutição. Causas de disfunção da tuba auditiva:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Rinite alérgica, rinite sazonal, Infecções de vias aéreas superiores, Obstrução mecânica por adenoides hipertrofiadas, Culturas de orelha média foram positivas para vírus em 48% a 70% dos casos, com coinfecção viral e bacteriana ocorrendo em 45% a 66% das amostras. O vírus sincicial respiratório é o vírus mais comum, mas o vírus da parainfluenza, o vírus da gripe, o rinovírus e o adenovírus também foram encontrados na orelha média das crianças. A etiologia bacteriana mais comum é <em>Streptococcus pneumoniae</em>, além de <em>Haemophilus influenzae </em>e <em>Moraxella catarrhalis</em>. A miringite bolhosa é uma variante das OMA em que se verifica a presença de bolhas na membrana timpânica (MT) em até 5% dos casos de OMA em crianças menores de 2 anos. Embora anteriormente se acreditasse que pudesse ser causada por <em>Mycoplasma pneumoniae</em>, as culturas não encontram esse agente frequentemente. A miringinite bolhosa é, portanto, tratada com os mesmos antibióticos”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 70% das crianças com conjuntivite purulenta podem ter OMA, um complexo de sintomas descrito como síndrome da otite conjuntivite, que é predominantemente causada por <em>H. influenza</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros organismos menos comuns que podem causar OMA incluem <em>Mycobacterium tuberculosis </em>(principalmente em crianças) e <em>Chlamydia trachomatis </em>(mais comumente observada em crianças &lt; 6 meses).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A otalgia unilateral ou bilateral é o sintoma mais importante para fazer o diagnóstico de OMA e usualmente é o sintoma inicial e costuma aparecer de forma abrupta e intensa. Os pacientes com OMA frequentemente têm história de sintomas respiratórios como tosse e coriza nos dias anteriores ao aparecimento da otalgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros sintomas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falta de apetite, Diarreia, Vômitos, Febre, Desequílibrio e tonturas, Redução da audição, Crianças menores: tocar frequentemente os ouvidos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Avaliação da membrana timpânica (MT) por otoscópio. Inspeção do canal externo para observar sinais de eritema. Se o canal é ocluído com cerúmen, curetagem pode limpar o canal para melhorar a visibilidade. Pode-se retirar o cerúmen utilizando peróxido de hidrogênio a 3% ou gotas emulsionantes, seguido de irrigação suave. A membrana timpânica normal pode ser vermelha, rosa, amarela ou um padrão de cinza perolado ou translúcido. A presença de eritema em si não indica infecção porque o choro ou a febre podem causar hiperemia. No entanto, uma MT que é intensamente vermelha (definida como hemorrágica, forte ou moderadamente vermelha) é um achado extremamente sugestivo de OMA. A presença de opacificação, bolhas, níveis de fluido de ar ou retração da MT sugere efusão em orelha média. O valor preditivo do exame otoscópico em crianças é descrito como de 80 a 95% em crianças”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nasofibroscopia pode ser solicitada em pacientes com OMA recorrente e exames de cultura e exames laboratoriais séricos são raramente necessários. Em pacientes com suspeita de complicações podem ser solicitados exames como liquor e TC de crânio entre outros, conforme suspeita diagnóstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico diferencial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA não é comum em crianças menores de 6 meses como resultado da proteção de anticorpos maternos adquiridos. Além de OMA, outras causas de otalgia incluem otite média externa (OME), trauma, corpos estranhos e complicações da OM, como a mastoidite e a dor referida nos dentes, seios, garganta ou articulação temporomandibular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manejo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA geralmente é uma doença autolimitada e um período de observação pode ser uma opção de tratamento inicial, seguida do uso de antibióticos se a condição do paciente não melhora em 72 horas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes internacionais recomendam os seguintes critérios diagnósticos para OMA:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaulamento moderado a grave da MT ou novo aparecimento de otorreia não devida a OME ou Crianças que apresentam abaulamento leve da MT e dor de ouvido recente (&lt;48 horas), tocando, esfregando a orelha (em uma criança que não fala) ou eritema intenso da MT.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A OMA pode causar dor substancial, que deve ser adequadamente abordada. O paracetamol e o ibuprofeno são analgésicos de primeira linha seguros em crianças. O uso de opioides não foi bem estudado em crianças. A benzocaína, um anestésico local, pode ser útil em alguns pacientes com MT intacta. As crianças menores de 2 anos, aquelas com OMA bilateral, ou aquelas com otorreia obtêm o maior benefício do tratamento com antibióticos, mas, como mais de 80% dos casos de OMA se resolvem de forma espontânea, o uso de observação inicial é defendido por vários autores. Essa abordagem de espera vigilante por 48 horas resulta em taxas mais baixas de bactérias resistentes aos antibióticos. Em pacientes com OMA unilateral sem otorreia, a observação é uma opção se o diagnóstico for incerto. Para crianças menores de 2 anos deve-se iniciar o antibiótico se a criança apresentar: Toxemia, Otalgia persistente> 48 horas, Temperatura > 39°C nas últimas 48 horas. Dificuldade de seguimento após a consulta, Piora do quadro ou o paciente parar de apresentar melhorar 48 a 72 horas após o início da otalgia, Crianças com mais de 2 anos podem ser tratadas ou clinicamente observadas. O tratamento é necessário apenas para pacientes com doença grave, definidos como: Otalgia grave, Temperatura superior a 39°C, Otorreia, Uma abordagem descrita em crianças é prescrever os antibióticos no departamento de emergência, mas orientar seu início apenas se não houver melhora em 48 horas. Não há dados sobre o uso da observação em pacientes adultos”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Revisões sistemáticas revelaram que os antibióticos são modestamente mais eficazes do que nenhum tratamento, mas de 4% a 10% das crianças apresentam efeitos adversos com o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta aos antibióticos é apenas um dos vários fatores que afetam o desfecho clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento historicamente tem duração de 10 dias. Os pacientes com menos de 2 anos, aqueles com perfuração de MT ou aqueles com infecções crônicas ou recorrentes devem ser tratados com um curso de 10 dias. Crianças com idade superior a 2 anos com uma primeira infecção e uma MT intacta podem ser tratadas com um curso de 5 a 7 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com OMA sem melhora pode-se considerar a realização de timpanocentese e drenagem realizada por especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antibióticos na otite média aguda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esquema Antibiótico Dose</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira linha Amoxacilina 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses 500 mg 8/8 horas ou</p>



<p class="wp-block-paragraph">875 mg 12/12 h 250 mg 8/8 h</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alergia à amoxacilina Cefuroxima 15 mg/kg 12/12 h</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ceftriaxona 50 mg/kg/dia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Azitromicina 10 mg/kg primeiro dia e 5 mg/kg dias subsequentes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uso recente de amoxacilina Amoxacilina-clavulânico 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falha de tratamento Amoxacilina-clavulânico 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses Ceftriaxona 50 mg/kg/dia</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As IVAS, apesar de geralmente autolimitadas, têm impacto significativo na saúde pública. A maioria é causada por vírus e não necessita de antibióticos, porém há uso excessivo desses medicamentos em muitos contextos. A educação sobre etiologia viral e critérios para tratamento antibiótico é essencial. Além disso, complicações como sinusite bacteriana, otite média ou febre reumática (no caso de faringite estreptocócica) tornam importante a correta avaliação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, realizada por meio de pesquisa em bases de dados científicas (PubMed, SciELO e Google Acadêmico), utilizando descritores como “infecções respiratórias superiores”, “faringite”, “sinusite” e “etiologia viral”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2026, em língua portuguesa e inglesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As infecções das vias aéreas superiores são frequentes, especialmente em crianças. O diagnóstico clínico correto e a distinção entre etiologia viral e bacteriana são fundamentais para um tratamento eficaz. A prevenção, com medidas simples de higiene e vacinação, pode reduzir significativamente a ocorrência e disseminação dessas infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências bibliográficas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicina de emergência : abordagem prática / editores Ludhmila Abrahão Hajjar &#8230;[et al.]. &#8211; 18. ed.,  rev. E atual. &#8211; Santana de Parnaíba [SP] : Manole, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bird J, et al. Adults acute rhinosinusitis. BMJ. 2013;346:f2687.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chow AW, Benninger MS, Brook I, et al. IDSA clinical practice guideline for acute bacterial rhinosinusitis in children and adults. Clin Infect Dis. 2012;54:e72.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Pfaff JÁ, Moore GP. Otolaringology. In: Rosen’s Emergency Medicine. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosenfeld RM et al. Clinical practice guidelines: Otitis media. Otolaringology. 2016;151:S1-S4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosenfeld RM, Piccirillo JF, Chandrasekhar SS, et al. Clinical practice guideline (update): adult sinusitis. Otolaryngol Head Neck Surg. 2015;152:S1.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Wilson JF. In the clinic. Acute sinusitis. Ann Intern Med. 2010;153:ITC31.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRYAN, G. et al. Upper Respiratory Infections in Children. Journal of Pediatrics, 2019. </p>



<p class="wp-block-paragraph">SMITH, M. Diagnosis and Management of Sinusitis. Clinical Infectious Diseases, 2020.</p>



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