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	<title>Volume 29 &#8211; Edição 151/OUT 2025 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 16 Nov 2025 14:21:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 29 &#8211; Edição 151/OUT 2025 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<item>
		<title>ABORDAGEM CIRÚRGICA EM CÃO DIAGNOSTICADO COM HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO – EXPECTATIVAS E DESAFIOS PÓS ESPLENECTOMIA – RELATO DE CASO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/abordagem-cirurgica-em-cao-diagnosticado-com-hemangiossarcoma-esplenico-expectativas-e-desafios-pos-esplenectomia-relato-de-caso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 22:20:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Veterinaria]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311918 Mariana Mion MunizOrientador: Prof. Me. Raphael Grillo da Silva RESUMO&#160; O hemangiossarcoma esplênico é uma neoplasia maligna de origem endotelial, comumente observada em cães de meia-idade a idosos, caracterizada por seu comportamento agressivo e alta taxa de metástase. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um cão diagnosticado com hemangiossarcoma [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311918</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Mariana Mion Muniz<br>Orientador: Prof. Me. Raphael Grillo da Silva</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O hemangiossarcoma esplênico é uma neoplasia maligna de origem endotelial, comumente observada em cães de meia-idade a idosos, caracterizada por seu comportamento agressivo e alta taxa de metástase. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um cão diagnosticado com hemangiossarcoma esplênico, submetido à esplenectomia para remoção do baço, seguida de tratamento quimioterápico com doxorrubicina e ciclofosfamida. Apesar da abordagem cirúrgica e terapêutica adotada, durante o acompanhamento clínico foi observada metástase em lobo hepático, evidenciando o caráter metastático e prognóstico reservado dessa neoplasia, mesmo diante de tratamento instituído de forma adequada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chaves:</strong> Baço. Canino. Exames clínicos. Metástase. Tumor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Splenic hemangiosarcoma is a malignant neoplasm of endothelial origin, commonly observed in middle-aged to older dogs, characterized by its aggressive behavior and high metastasis rate. The aim of this study is to report the case of a dog diagnosed with splenic hemangiosarcoma, which underwent splenectomy to remove the spleen, followed by chemotherapy treatment with doxorubicin and cyclophosphamide. Despite the surgical and therapeutic approach adopted, during clinical follow-up metastasis was observed in a hepatic lobe, highlighting the metastatic nature and reserved prognosis of this neoplasm, even with appropriately instituted treatment.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Spleen. Canine. Clinical examinations. Metastasis. Tumor&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O hemangiossarcoma (HSA) é uma neoplasia maligna agressiva de células mesenquimais. Se apresentam de tamanhos distintos, multicêntricos, com crescimento exacerbado com alta capacidade de infiltração, podendo ser visceral ou não visceral (Fossum, 2021). Pode-se iniciar em tecidos vascularizados, no entanto, as maiores incidências são: baço (50-60%), átrio direito (3-25%), tecido subcutâneo (13-17%) e fígado (Nardi, et al, 2023).&nbsp;O hemangiossarcoma é uma neoplasia com altos índices de mortalidade em cães, que se apresentam de coloração cinza-pálida e vermelho-escuro, em aspecto nodular, não aderido, com ou sem áreas cavitárias, ocasionando hemorragias, áreas de necrose e isquemia (Flores, et al 2012). Sua ocorrência é descrita em cães geriátricos com idade de 8 até 10 anos, machos&nbsp; de prevalência racial em: Pastor Belga, Boxer, Golden Retriever, sua casuística em felinos é de menor incidência, sendo uma tipologia tumoral exclusiva em caninos geriátricos (PAIVA et al, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce, é indispensável para o sucesso do tratamento, visto que a intervenção cirúrgica é o principal método preconizado para a exérese do&nbsp; hemangiossarcoma, necessitando-se de correção completa e com margens cirúrgicas adequadas para minimizar o risco das recidivas (MARTINS, 2019). A quimioterapia é utilizada como terapia adjuvante, sendo recomendada através de protocolos específicos, com o propósito de prolongar a sobrevida dos pacientes acometidos especialmente diante das limitações impostas pela abordagem cirúrgica, especialmente ao que se refere à intervenções complexas e celiotomias viscerais, onde a margem e dose cirúrgica é comprometida, dessa forma, torna-se um componente adicional na terapêutica (Lopes, et al, 2020). O protocolo quimioterápico utilizado em sua grande maioria, envolve o uso da doxorrubicina,que é um agente antraciclínico com potencial de ação citotóxico, a doxorrubicina é administrada a cada 2 semanas, por um total de 4 a 6 ciclos, a depender da resposta e bem estar do animal (PAIVA, F.N.D. et al, 2020). Além da monoterapia à doxorrubicina, também se é empregados protocolos recombinantes em associação, como: a vincristina, e ciclofosfamida), que tem o intuito de potencializar os efeitos medicinais e retardar a resistência tumoral e metronômica. Outra forma salutar terapêutica, é a associação da ciclofosfamida com o piroxicam, onde se utiliza de doses menores, visando inibir a angiogênese&nbsp;tumoral e reduzir a progressão neoplásica (BENTO, 2022)&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste trabalho, é relatar o caso de um cão de raça Pastor Belga, macho, com 10 anos, onde foi submetido a exérese tumoral, pelo diagnóstico de hemangiossarcoma esplênico, multimodal a tratamento quimioterápico metronômico com finalidade de longevidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REVISÃO</strong><strong> </strong><strong>DA</strong><strong> </strong><strong>LITERATURA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETIOPATOGENIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento dos hemangiossarcomas em cães ainda é idiopática, entretanto, diversos fatores predispostos à sua ocorrência, foram identificados (Tamburini, 2009).Certas raças como: Pastor alemão, Golden retriever, Labrador retriever, Boxer, Beagle, Basset hound e Dálmata, apresentam maior disposição ao HSA, sugerindo um componente de causalidade genética, que são frequentemente acometidas por essa neoplasia (GOLDSCHMIDT, 2014). A subsistência de cães entre 8 e 10 anos, são em grande escala afetados pela tipologia tumoral (PEREIRA, M.A; LIMA, A. R; CARVALHO L. M. 2019). A pelagem é algo a se pontuar, visto que em cães com pelagem clara ou curta, como Pitbull, Whippet, Dálmata, Beagle e Boxer, estão mais suscetíveis ao HSA cutâneo devido à exposição prolongada à radiação solar, especialmente em regiões de pele despigmentada (Nardi, A. 2023). Outro fator influenciável propício à multiplicação celular descontrolada, é a ocorrência de traumas e processos inflamatórios em tecidos vasculares que podem favorecer o desenvolvimento de hemangiossarcoma (Freitas et al., 2019).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não sejam comprovados de maneira conclusiva, fatores como exposição a substâncias químicas, fumaças e nicotinas, contribuem para o desenvolvimento deste neoplasma (PEREIRA, M.A; LIMA, A. R; CARVALHO L. M. 2019). De acordo com Lamerato Kozicki (2024), o HSA tem ancestralidade de células endoteliais precursoras da medula óssea, onde há um aumento exacerbado da expressão de proteínas definidoras da stem cell hemangioblasto, em que se atua como marcadores de células-tronco hematopoéticas e progenitoras (CD133), como a glicoproteína e células endoteliais imaturas (CD34), o receptor tirosina-quinase que regula crescimento, sobrevivência e diferenciação celular (c-kit) e um marcador típico de células de origem hematopoética (leucócitos). A expressão dele confirma que a célula tem linhagem hematológica (CD45), atualmente conhecida como Proteína Tirosina Fosfatase Receptora tipo C (PTPRC) que sinaliza processos da célula, como diferenciação, crescimento, transformação oncológica e mitose (Gene, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugeriram que, além da mutação em células teciduais residentes, a origem do hemangiossarcoma pode estar relacionado com células progenitoras circulantes adultas que foram recrutadas dos tecidos hematopoiéticos (baço e fígado).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SINAIS</strong><strong> </strong><strong>CLÍNICOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Pasteur (Edição VII) os sinais clínicos são inespecíficos e geralmente estão relacionados a hemorragias internas intermitentes, decorrentes da ruptura de vasos tumorais. Entre os achados mais comuns destacam-se letargia, anorexia, fraqueza, palidez das mucosas, distensão abdominal, algia abdominal, síncope e colapso súbito. Em casos de hemoperitônio, o animal pode apresentar choque hipovolêmico agudo. A localização tumoral influencia a apresentação clínica: massas esplênicas e hepáticas causam principalmente hemorragia intra-abdominal (Figura 2), enquanto lesões cardíacas podem resultar em tamponamento cardíaco e arritmias. Devido à sua evolução silenciosa, muitos pacientes são diagnosticados apenas após episódios de colapso ou morte súbita (Lamerato-Kozicki et al., 2023; Cohen et al., 2022). O HSA se apresenta como nódulos superficiais (Figura 1)<strong> </strong>ou múltiplos de cor cinza-pálida e vermelho escuro, suas manifestações clínicas são localizadas e limitadas (Mullin et al, 2020).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 01:</strong> <strong>Animal portador de hemangiossarcoma &#8211; </strong>em região inguinal esquerda medindo 7,0 cm x 7,0 cm x 4,0 cm durante atendimento inicial (A). Neoplasia dois meses depois, com alterações superficiais hemorrágicas, (seta)&nbsp;medindo 18,0 cm x 17,0 cm x 10,0 cm (B).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="696" height="417" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-61.jpeg" alt="" class="wp-image-245362" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-61.jpeg 696w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-61-300x180.jpeg 300w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: (Paiva, et al, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais clínicos manifestam-se conforme a localização do tumor e a progressão da doença, sendo mais comuns nos estágios iniciais.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 02: Esplenomegalia </strong>após diagnóstico de baço sendo exposto; B e C: nódulos ulcerados no baço; D e E: baço removido; G: síntese após 15 dias&nbsp;para remoção dos pontos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="557" height="251" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-304.png" alt="" class="wp-image-245365" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-304.png 557w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-304-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Pasteur (Edição VII, revista ciência animal, 2020). <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos de acometimento cardíaco, em específico no átrio direito, são vistos sinais de intolerância à exercícios, síncope, efusão pericárdica e tamponamento cardíaco. A presença de metástase pode agravar o quadro clínico, contribuindo para sinais respiratórios ou neurológicos, conforme o tipo de órgão acometido (Ettinger, 2017). Em tomografia computadorizada, é visualizado como sítio metastático, os lobos pulmonares, (entre 19 % e 52 %), muitas vezes acompanhados por comprometimento hepático (42,4 %), esplênico (33,3 %), muscular (30,3 %) e peritoneal/retroperitoneal (18,2 %)<a href="https://hemangio.com/ct-features-of-pulmonary-and-extrapulmonary-lesions-in-diagnosing-hemangiosarcoma-metastases-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com"> (</a>Hemangio, 2024).&nbsp; &nbsp; Um estudo retrospectivo com 61 cães, revelou que 75,4 % apresentavam múltiplas metástases, sendo locais recorrentes: regiões esplênicas, hepáticas e pulmonares, outros órgãos com menor casuística, mas já descritos com aparecimento metastático, incluem os rins, ossos, linfonodos, e cavidade peritoneal, com sintomatologia de efusões cavitárias <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430957/?utm_source=chatgpt.com">&nbsp;(</a>Carloni A et al, 2019).&nbsp;Concluindo-se, foi feito um levantamento epidemiológico no Brasil, onde o estudo retrospectivo com 40 casos, mostrou que os órgãos mais acometidos pelo HSA, independentemente de se tratar de tumores primários, metastáticos ou multicêntricos, foram em ordem decrescente: baço, pulmão, fígado, peritônio, rim, encéfalo, pleura e coração&nbsp; (Flores, et al; 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DIAGNÓSTICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do HSA esplênico é realizado por meio de exames de imagem, que auxiliam na investigação clínica e no estadiamento da doença. No entanto, a confirmação definitiva só é possível por meio da análise histopatológica do tumor (Smith, 2003; Batschinski, 2018; Mullin C, 2019; Griffin, 2021). A citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) apresenta baixa eficácia na identificação do HSA. Um dos principais desafios desse método é a frequente contaminação por sangue, além do risco de hemorragia e da possível disseminação de células neoplásicas na cavidade abdominal (Smith, 2003; Mullin C, 2019-2020; Griffin, 2021; de Nardi, 2023). Devido a isto, o diagnóstico definitivo do HSA esplênico só pode ser feito por meio de histopatologia, após a remoção cirúrgica do baço (esplenectomia). Durante a cirurgia, recomenda-se o envio do órgão inteiro ao laboratório, pois a massa tumoral frequentemente apresenta áreas de necrose e hematomas, o que pode dificultar a amostragem adequada e gerar resultados falso-negativos (Smith, 2003; de Nardi, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>TRATAMENTO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento do HSA em cães é desafiador devido à sua natureza agressiva e altos índices metastáticos, e interfere no controle da enfermidade tumoral, melhoramento da qualidade de vida e, quando possível, prorroga a sobrevida. As terapias multimodais envolvem a ressecção cirúrgica do tumor, respeitando a margem de segurança, de dois a três centímetros, por volta de todo o material a ser removido (CHAN et al, 2016). A fim de que contribua para maiores chances de cura (YAMAMOTO et al, 2013). Para ampliar o sucesso do tratamento, a cirurgia deve ser radical principalmente se a neoplasia estiver em regiões cutâneas e subcutâneas (PINTO, 2015). Em caso em que o HSA se encontra em órgão como o baço, recomenda-se esplenectomia total de preferência ou parcial, a depender do caso (FOSSUM, CAPLAN, 2014). No ato da cirurgia de esplenectomia deve-se realizar a exploração minuciosa por toda a região abdominal a fim detectar possíveis massas neoplásicas, como no fígado ou omento, deve ser feito a ressecção parcial dos mesmos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os protocolos de quimioterapia para HSA são essenciais para a continuidade do tratamento, podendo ser realizada com doxorrubicina isoladamente ou combinado com inibidores microtúbulos (vincristina) e agentes alquilantes (ciclofosfamida) (Freitas et al, 2019). Além disso, os inibidores seletivos da enzima cicloxigenase-2 (COX-2), conhecidos como coxibes, integram o protocolo terapêutico antineoplásico devido à sua capacidade de atuar na limitação da carcinogênese. Estes fármacos exercem seus efeitos por meio de diversos mecanismos, como a redução do apoptose celular, a inibição da atividade das metaloproteinases, enzimas associadas ao aumento da mitose e à disseminação de células tumorais, além da intensificação do metabolismo de xenobióticos. Complementarmente, o tratamento pode incluir o uso de imunomoduladores e a aplicação da eletroquimioterapia como abordagens terapêuticas adjuvantes (Freitas et al, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PROGNÓSTICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prognóstico do hemangiossarcoma é geralmente reservado a ruim, uma vez que se trata de uma neoplasia maligna altamente agressiva, caracterizada por crescimento rápido, alto potencial metastático e dificuldade de diagnóstico precoce. Mesmo com intervenção cirúrgica e quimioterapia adjuvante, a sobrevida média dos animais acometidos, especialmente cães, é limitada, variando entre 3 a 6 meses após o diagnóstico, porém, vários fatores como grau e tipo histológico, tamanho do tumor, localização, invasão e padrão das margens cirúrgicas, localização primária e idade do paciente contribuem para obtenção deste prognóstico (Stephen J, et al, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RELATO</strong><strong> </strong><strong>DE</strong><strong> </strong><strong>CASO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho apresenta o relato clínico de um cão da raça Pastor Belga, macho, castrado, 10 anos de idade e pesando 47 kg, atendido em um Hospital Veterinário localizado na região de Guarulhos.<strong> </strong>Em dezembro de 2024, o tutor levou o animal à clínica relatando um episódio de síncope. Segundo o relato, momentos antes da ocorrência, o cão demonstrava sinais clínicos como ataxia e apatia. No exame físico realizado na ocasião, observou-se abdômen distendido, com suspeita de presença de líquido livre, além de mucosas hipocoradas. Foram, então, solicitados exames complementares para triagem diagnóstica, incluindo hemograma completo, dosagens séricas de uréia (URE), creatinina (CRE), Alanina aminotransferase (ALT), Fosfatase alcalina (FA) e albumina (ALB), além de exame ultrassonográfico abdominal. Os resultados laboratoriais indicaram hematócrito de 30% e demais exames dentro da normalidade para a espécie. O exame ultrassonográfico revelou uma massa esplênica medindo entre 8 a 10 cm, altamente vascularizada, associada à presença de grande quantidade de líquido livre na cavidade abdominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do quadro, realizou-se abdominocentese para coleta do líquido peritoneal, que foi encaminhado para análise laboratorial. O resultado demonstrou hematócrito de 33% no líquido abdominal, confirmando o diagnóstico de hemoperitônio. Após a confirmação diagnóstica por meio dos exames laboratoriais e de imagem, o animal foi internado no Hospital Veterinário para estabilização clínica e preparo cirúrgico. Realizou-se a canulação venosa para administração de fluidos e início do protocolo medicamentoso. A analgesia foi instituída com dipirona na dose de 25 mg/kg, por via intravenosa, e foi solicitada uma bolsa de concentrado de hemácias para realização de transfusão sanguínea. Diante do quadro clínico, indicou-se a realização de esplenectomia, cuja cirurgia foi devidamente programada. Durante o preparo cirúrgico, o paciente foi posicionado em decúbito dorsal para acesso por abordagem ventral. Em seguida, procedemos à incisão mediana ventral, estendendo-se do processo xifóide até a região púbica. Realizada a incisão da pele e do tecido subcutâneo até a identificação da linha alba, a qual foi aberta cuidadosamente com bisturi e tesoura, permitindo o acesso à cavidade abdominal. Para garantir adequada exposição e visualização do campo operatório, foi utilizado afastadores de Balfour, mantendo compressas estéreis embebidas em solução fisiológica morna sobre o baço, a fim de protegê-lo. Na exploração da cavidade abdominal, verificamos<strong> </strong>a presença de hemorragia livre inicial e a presença de uma massa esplênica, previamente identificada no exame ultrassonográfico, medindo entre 8 e 10 cm, com áreas ulceradas (Figura 3). Avaliamos também fígado, linfonodos e demais estruturas adjacentes, visto que muitas enfermidades esplênicas podem estar associadas a alterações em outros órgãos. Prosseguimos com a ligadura dos vasos esplênicos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3:</strong> Retirada do baço após identificação de massa aderida, foi coletada e enviada para realização de histopatológico.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="392" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62-1024x392.jpeg" alt="" class="wp-image-245370" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62-1024x392.jpeg 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62-300x115.jpeg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62-768x294.jpeg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62-1536x588.jpeg 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-62.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Pessoal, 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O baço, irrigado pela artéria esplênica (ramo da artéria celíaca) e drenado pela veia esplênica (tributária da veia porta), teve seu pedículo identificado próximo ao hilo. Realizamos a ligadura dos vasos em pares, sempre respeitando a sequência, primeiramente a artéria e posteriormente a veia, com cautela para não comprometer a irrigação do pâncreas, considerando a presença de ramos curtos que o irrigam a partir da artéria esplênica. Utilizei fios absorvíveis sintéticos de longa duração (PDS&nbsp; 2-0) para a execução das ligaduras, empregando a técnica de tripla ligadura dos vasos de maior calibre. Dessa forma, fomos ligando e seccionando progressivamente os vasos até que o baço estivesse completamente liberado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o controle total do pedículo vascular, foi removido o baço da cavidade abdominal. Durante o procedimento, observei a ocorrência de sangramento na região, razão pela qual realizei revisão minuciosa da hemostasia e, em seguida, lavagem abdominal com solução fisiológica morna. Após confirmar a ausência de hemorragias ativas, iniciei o fechamento da cavidade por planos: sutura da linha alba com fio absorvível sintético (PDS 2-0), em padrão simples contínuo; tecido subcutâneo com fio absorvível (Monocryl 2-0/3-0), em padrão simples contínuo; e pele com nylon monofilamentar 2-0, em padrão simples interrompido, do tipo Donatti.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decorrida a cirurgia, o animal manteve-se internado e a transfusão foi realizada no transoperatório para o pós-operatório, iniciamos com a diluição do concentrado de hemácias, que&nbsp; deve ser diluído com NaCl a 0,9% aquecido antes do uso (10ml de NaCL a 0,9% para 30 a 40ml de concentrado de hemácias)&nbsp; e na seguinte velocidade: primeiros 15 minutos = 0,25 à 0,5 ml/kg/h, sempre monitorando a reação, se tolerado, aumentar para 5 à 10 ml/kg/h, o volume total sempre deve ser infundido em no máximo 4 horas, devido ao risco de proliferação bacteriana. Depois da transfusão foi autorizado uma recoleta para controle de hemograma, na qual, o hematócrito aumentou para 35% após transfundir, o animal ficou estável na internação, se alimentando espontaneamente, com polidipsia, estava com anúria, devido a isso, foi passado uma sonda uretral para esvaziamento da bexiga e glicemia se manteve em 135 mg/dl. Procedendo a cirurgia e a internação de 24 horas, como o animal ficou estável, foi realizada a alta dele para casa com o seguinte protocolo: agemoxi 20 mg/kg bid durante 7 dias, prednisona 1 mg/kg sid durante 5 dias, tramadol 4mg/kg bid 4 dias e dipirona 25mg/kg bid durante 4 dias.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após, recebemos o resultado da amostra enviada ao laboratório, que confirmou o diagnóstico de hemangiossarcoma esplênico. Foi recomendado o acompanhamento com um oncologista para avaliar as melhores opções de tratamento. O especialista indicou a quimioterapia com doxorrubicina, sendo realizadas duas sessões até o momento, o paciente apresentou bom estado geral durante cerca de dois meses (Janeiro e Fevereiro de 2025). No entanto, em Março do mesmo ano, o tutor retornou relatando que o animal voltou a apresentar prostração. O paciente foi novamente internado para controle medicamentoso, monitoramento clínico e realização de exames de controle. Os exames evidenciaram metástases nos lobos hepáticos, de forma difusa e a presença de líquido livre na cavidade abdominal. Já apresentava prognóstico reservado, com apatia e dispneia. Foi realizada nova drenagem abdominal para remoção do líquido. Contudo, durante a madrugada, houve descompensação clínica e o paciente evoluiu para óbito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No presente relato, a raça, sexo e idade do paciente são condizentes com as características descritas na literatura dos animais mais susceptíveis a desenvolver hemangiossarcoma esplênico, sendo mais frequentemente observados em cães de raças de grande porte e de meia-idade a idosos. O comprometimento esplênico observado neste caso está de acordo com estudos prévios que destacam a agressividade e a alta propensão a metástases dessa neoplasia, principalmente para órgãos como fígado e pulmões (NELSON,&nbsp; COUTO,&nbsp; 2015;&nbsp; FREITAS et&nbsp; al., 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com alguns autores, os sinais clínicos apresentados por cães com hemangiossarcoma esplênico são compatíveis com os observados no paciente relatado, como: aumento abdominal, apatia, hiporexia, perda de peso, síncope, êmese, etc. Os exames laboratoriais, como ureia, creatinina, ALT, fosfatase alcalina e albumina, mostraram alterações condizentes com comprometimento hepático e impacto sistêmico do tumor, corroborando os achados descritos por (Silva et al, 2018).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como diagnóstico, além do exame físico e dos exames laboratoriais, a ultrassonografia abdominal desempenha um papel fundamental, na qual, neste relato, evidenciou massa esplênica heterogênea, confirmando a importância da somatória de exames de imagem para caracterizar o tumor e identificar possíveis metástases, como demonstrado por (Souza et al, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente foi submetido à esplenectomia, considerada o tratamento de escolha para hemangiossarcoma esplênico, associada à quimioterapia adjuvante com doxorrubicina e ciclofosfamida, seguindo protocolos descritos na literatura para reduzir a probabilidade de metástase. Apesar da intervenção cirúrgica e do tratamento quimioterápico, durante o acompanhamento clínico foi observada metástase no lobo hepático, evidenciando o caráter altamente metastático dessa neoplasia, conforme relatado por outros autores, na qual, o animal veio a óbito (FOSSUM TW, 2014).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse relato reforça que, mesmo com manejo cirúrgico adequado e quimioterapia, o hemangiossarcoma esplênico apresenta prognóstico reservado, destacando a necessidade de acompanhamento clínico rigoroso e abordagem terapêutica precoce (Nascimento, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os hemangiossarcomas representam neoplasias malignas<strong> </strong>em cães e exigem uma abordagem clínica cuidadosa para seu diagnóstico e manejo. A conduta terapêutica é guiada por uma avaliação clínica completa, que inclui exame físico minucioso, além de exames laboratoriais e de imagem. O diagnóstico precoce, aliado a uma intervenção cirúrgica eficaz e livre de complicações, é essencial para o sucesso do tratamento e melhora do prognóstico do paciente. A confirmação do hemangiossarcoma esplênico por meio de exame&nbsp;histopatológico possibilitou a indicação de quimioterapia adjuvante, que demonstrou eficácia no controle da doença. Essa abordagem terapêutica integrada foi fundamental para um desfecho clínico favorável, contribuindo para a recuperação e manutenção da qualidade de vida do paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>USO DE BLOQUEADORES DOS RECEPTORES DE ANGIOTENSINA II COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA PACIENTES COM INTOLERÂNCIA AOS IECAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/uso-de-bloqueadores-dos-receptores-de-angiotensina-ii-como-alternativa-terapeutica-para-pacientes-com-intolerancia-aos-iecas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 16:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311357 Moisés Ivan Carvalho MotaRuan Pablo BomfimProfa. Lorena Andrade Resumo A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. Entre os medicamentos utilizados no tratamento, os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) se destacam pela eficácia [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510311357</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Moisés Ivan Carvalho Mota<br>Ruan Pablo Bomfim<br>Profa. Lorena Andrade</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. Entre os medicamentos utilizados no tratamento, os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) se destacam pela eficácia na redução da pressão arterial e na proteção cardiovascular. Contudo, efeitos adversos como tosse seca e angioedema podem levar à descontinuação do tratamento, exigindo alternativas terapêuticas seguras. Neste contexto, os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) surgem como opção eficaz, uma vez que promovem controle pressórico equivalente, com menor ocorrência de reações adversas. O presente trabalho, desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica narrativa, analisou estudos publicados entre 1992 e 2021 nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, com o objetivo de comparar a eficácia e a segurança dos BRA em pacientes intolerantes aos IECA. Os resultados apontam que os BRA apresentam perfil terapêutico semelhante aos IECA na prevenção de complicações cardiovasculares, com melhor tolerabilidade e adesão ao tratamento. Assim, se conclui que os BRA representam uma alternativa válida e fundamentada para pacientes que não toleram o uso de IECA, contribuindo para o manejo eficaz da hipertensão arterial e a melhoria da qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: hipertensão arterial; inibidores da ECA; bloqueadores dos receptores de angiotensina II; efeitos adversos; terapêutica anti-hipertensiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Systemic arterial hypertension (SAH) is a chronic condition with high prevalence and one of the main risk factors for cardiovascular, renal, and cerebrovascular diseases. Among the drugs used for treatment, angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACEIs) stand out for their effectiveness in reducing blood pressure and providing cardiovascular protection. However, adverse effects such as dry cough and angioedema may lead to treatment discontinuation, requiring safer therapeutic alternatives. In this context, angiotensin II receptor blockers (ARBs) emerge as an effective option, offering equivalent blood pressure control with fewer adverse reactions. This study, developed through a narrative literature review, analyzed studies published between 1992 and 2021 in the PubMed, SciELO, LILACS, and Google Scholar databases, aiming to compare the efficacy and safety of ARBs in patients intolerant to ACEIs. The results indicate that ARBs have a therapeutic profile similar to ACEIs in preventing cardiovascular complications, with better tolerability and treatment adherence. Therefore, it is concluded that ARBs represent a valid and well-founded alternative for patients who cannot tolerate ACEIs, contributing to the effective management of hypertension and improvement of quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: arterial hypertension; ACE inhibitors; angiotensin II receptor blockers; adverse effects; antihypertensive therapy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das condições crônicas mais prevalentes no mundo, representando um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e insuficiência renal (World Health Organization, 2021). No Brasil, estima-se que aproximadamente um terço da população adulta seja hipertensa, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado (Malachias et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O manejo da HAS envolve tanto medidas não farmacológicas quanto terapêuticas. Entre os medicamentos disponíveis, os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) se destacam por sua eficácia no controle da pressão arterial, redução da mortalidade cardiovascular e proteção renal, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca e nefropatia diabética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de seus benefícios, os IECA podem provocar efeitos adversos importantes, como tosse seca persistente e angioedema, levando a intolerância e, consequentemente, à necessidade de suspensão do tratamento em parte dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os bloqueadores do receptor da angiotensina II (BRA) representam uma alternativa terapêutica eficaz e segura. Ao antagonizarem seletivamente os receptores AT₁ da angiotensina II, os BRA promovem vasodilatação, redução da secreção de aldosterona e menor remodelamento cardiovascular, sem aumentar os níveis de bradicinina. Essa característica confere melhor perfil de tolerabilidade, com baixa incidência de tosse e angioedema, mantendo eficácia comparável aos IECA na redução da pressão arterial e na prevenção de desfechos cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica narrativa que teve como propósito reunir e analisar criticamente as evidências científicas sobre o uso de bloqueadores do receptor da angiotensina II (BRA) em pacientes intolerantes aos inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA). A revisão narrativa é uma modalidade de pesquisa que permite sintetizar o conhecimento disponível sobre determinado tema, proporcionando uma visão ampla e contextualizada das informações existentes (Rother, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca pelos materiais foi realizada entre os meses de setembro e outubro de 2025, nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores em português e inglês relacionados ao tema, como: hipertensão arterial sistêmica, inibidores da enzima conversora da angiotensina, bloqueadores do receptor da angiotensina II, efeitos adversos, intolerância e tratamento anti-hipertensivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão compreenderam artigos originais, revisões sistemáticas, diretrizes clínicas e consensos científicos publicados entre 2000 e 2025, em português e inglês, com acesso ao texto completo. Foram excluídos estudos experimentais em animais, artigos que não abordassem diretamente a substituição de IECA por BRA, duplicatas e publicações incompletas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a triagem pelos títulos e resumos, os textos completos obtidos nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico foram analisados em profundidade. As informações consideradas relevantes foram agrupadas em categorias temáticas: impacto da hipertensão arterial na saúde pública, mecanismos de ação dos IECA e BRA, efeitos adversos relacionados aos IECA, uso de BRA em pacientes intolerantes e orientações das diretrizes clínicas nacionais e internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem possibilitou a construção de uma síntese abrangente e atualizada sobre o tema, destacando evidências clínicas, aspectos de segurança e fatores que influenciam a adesão terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados e discussões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, foram analisados 10 estudos que atenderam aos critérios de inclusão estabelecidos, sendo artigos originais, revisões sistemáticas e diretrizes clínicas publicadas entre 1992 e 2021. As evidências encontradas reforçam que os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) continuam sendo uma das terapias mais eficazes no controle da hipertensão arterial sistêmica, se destacando por reduzir a mortalidade cardiovascular e prevenir complicações renais e cardíacas (Yusuf et al., 2000; Malachias et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, os efeitos adversos associados ao aumento da bradicinina, como tosse seca persistente e angioedema, representam uma limitação importante para o uso prolongado desses fármacos, o que leva à necessidade de substituição terapêutica em parte dos pacientes (Dicpinigaitis, 2006; Brown &amp; Ray, 1996). Diversos autores relatam que entre 5% e 20% dos indivíduos em tratamento com IECA desenvolvem tosse seca, enquanto uma parcela menor, mas clinicamente relevante, apresenta angioedema, evento potencialmente grave e de recorrência imprevisível (Israili &amp; Hall, 1992).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) surgem como uma alternativa eficaz e bem tolerada. Esses fármacos bloqueiam seletivamente os receptores AT₁ da angiotensina II, promovendo vasodilatação e redução da secreção de aldosterona, sem interferir nos níveis de bradicinina, o que explica a menor ocorrência de tosse e angioedema (Burnier &amp; Brunner, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estudos comparativos demonstram que tanto os IECA quanto os BRA apresentam eficácia semelhante na redução da pressão arterial e na prevenção de desfechos cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (Matchar et al., 2008; Whelton et al., 2018). No entanto, a melhor tolerabilidade dos BRA representa uma vantagem clínica relevante, principalmente em pacientes com histórico de reações adversas aos IECA, o que favorece a adesão ao tratamento e, consequentemente, melhores resultados terapêuticos a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra questão importante é o papel dos BRA na proteção renal. Assim como os IECA, esses medicamentos reduzem a progressão da nefropatia diabética e melhoram o perfil hemodinâmico renal, sendo indicados para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e microalbuminúria (Malachias et al., 2016). Esse efeito protetor ocorre devido à redução da pressão intraglomerular e da proteinúria, o que contribui para o retardo da insuficiência renal crônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes internacionais, como as da American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) e as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, reforçam que os BRA devem ser indicados como primeira escolha alternativa para pacientes intolerantes aos IECA, já que mantêm benefícios clínicos equivalentes (Whelton et al., 2018; Malachias et al., 2016). A escolha entre as duas classes deve considerar não apenas a eficácia, mas também a tolerabilidade individual, o custo e o perfil de comorbidades do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, a literatura evidencia que a substituição dos IECA por BRA é uma prática segura e eficaz, principalmente em pacientes com histórico de tosse persistente ou angioedema. Essa mudança terapêutica, quando realizada sob acompanhamento médico e farmacêutico, contribui para o controle adequado da pressão arterial, a redução de complicações cardiovasculares e a melhora na qualidade de vida. Além disso, reforça a importância da individualização do tratamento anti-hipertensivo, levando em conta tanto a eficácia quanto a tolerabilidade de cada paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da literatura demonstrou que os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) continuam sendo uma das terapias mais eficazes no controle da hipertensão arterial sistêmica, especialmente por seus benefícios cardiovasculares e renoprotetores. No entanto, os efeitos adversos relacionados ao aumento da bradicinina, como tosse seca persistente e angioedema, limitam o uso contínuo dessa classe em uma parcela significativa dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) se consolidam como uma alternativa terapêutica eficaz e segura. Os estudos revisados evidenciam que os BRA apresentam eficácia comparável aos IECA na redução da pressão arterial e na prevenção de eventos cardiovasculares, com melhor perfil de tolerabilidade. Essa característica contribui para maior adesão ao tratamento e redução do risco de abandono terapêutico, fatores essenciais para o controle adequado da hipertensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os BRA também demonstram efeitos renoprotetores, beneficiando especialmente pacientes com diabetes mellitus e doença renal crônica. As principais diretrizes clínicas nacionais e internacionais reforçam sua indicação como opção preferencial em casos de intolerância aos IECA, sustentando o papel dessa classe como parte fundamental no manejo individualizado da hipertensão arterial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, conclui-se que a substituição dos IECA pelos BRA em pacientes intolerantes representa uma estratégia terapêutica eficaz, segura e baseada em evidências, promovendo o equilíbrio entre controle pressórico, prevenção de complicações e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



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<ul class="wp-block-list">
<li>WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Hypertension. Geneva: WHO, 2021. Disponível em: <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hypertension">https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hypertension</a>.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>WHELTON, P. K. et al. 2017 ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNA guideline for the prevention, detection, evaluation, and management of high blood pressure in adults. <em>Hypertension</em>, v. 71, n. 6, p. e13-e115, 2018.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>YUSUF, S. et al. Effects of an angiotensin-converting–enzyme inhibitor, ramipril, on cardiovascular events in high-risk patients. <em>New </em><em>England Journal of Medicine</em>, v. 342, n. 3, p. 145-153, 2000.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A EXIGÊNCIA DE CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS (CND) PARA A HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL: ENTRE A PRESERVAÇÃO DA EMPRESA E O INTERESSE FISCAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-exigencia-de-certidao-negativa-de-debitos-cnd-para-a-homologacao-do-plano-de-recuperacao-judicial-entre-a-preservacao-da-empresa-e-o-interesse-fiscal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 03:01:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=244063</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312355 Aline Mouradian Gdikian1Gabriela Bottini de Medeiros Paiva2Pedro Fernandez Gomez3 RESUMO O presente estudo tem por escopo examinar, sob uma perspectiva jurídico-dogmática, a exigência da Certidão Negativa de Débitos Tributários (CND) como condição para a homologação do plano de recuperação judicial no Brasil. À luz do artigo 57 da Lei nº 11.101/2005, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312355</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Aline Mouradian Gdikian<sup>1</sup><br>Gabriela Bottini de Medeiros Paiva<sup>2</sup><br>Pedro Fernandez Gomez<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem por escopo examinar, sob uma perspectiva jurídico-dogmática, a exigência da Certidão Negativa de Débitos Tributários (CND) como condição para a homologação do plano de recuperação judicial no Brasil. À luz do artigo 57 da Lei nº 11.101/2005, que originariamente estabelecia a obrigatoriedade de apresentação da referida certidão, analisa-se a compatibilidade dessa imposição com a realidade econômico-financeira das empresas em estado de crise, bem como sua repercussão prática na concretização do princípio da preservação da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa aborda a evolução normativa e jurisprudencial acerca do tema, destacando as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 118/2005 e pela Lei nº 14.112/2020, diplomas que buscaram conciliar a necessidade de arrecadação tributária com a viabilidade da atividade empresarial. Tais legislações instituíram mecanismos de parcelamento e transação tributária, criando alternativas jurídicas para a regularização fiscal das empresas em recuperação, sem inviabilizar o prosseguimento do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito jurisprudencial, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de relativizar a exigência da CND como requisito para a homologação do plano, reconhecendo que a rigidez dessa condição contraria os princípios norteadores do instituto, especialmente a função social da empresa e a manutenção da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a tendência contemporânea do ordenamento jurídico pátrio é interpretar a apresentação da CND não como condição absoluta para a homologação do plano de recuperação judicial, mas como obrigação a ser satisfeita de forma paralela, mediante os instrumentos legais de regularização fiscal disponíveis. Busca-se, assim, harmonizar o interesse arrecadatório do Estado com a finalidade maior da Lei nº 11.101/2005, qual seja, a preservação da empresa, dos empregos e da função social que esta desempenha no contexto econômico e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Recuperação Judicial; Certidão Negativa de Débitos; Crédito Tributário; Superior Tribunal de Justiça; Função Social da Empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The present study aims to examine, from a legal-dogmatic perspective, the requirement for a Tax Clearance Certificate (Certidão Negativa de Débitos Tributários &#8211; CND) as a condition for the approval (homologation) of the judicial reorganization plan in Brazil. In light of Article 57 of Law No. 11,101/2005, which originally established the mandatory presentation of the said certificate, this research analyzes the compatibility of this imposition with the economic-financial reality of companies in a state of crisis, as well as its practical impact on the realization of the principle of business preservation.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The research addresses the normative and jurisprudential evolution concerning the topic, highlighting the changes introduced by Complementary Law No. 118/2005 and Law No. 14,112/2020. These legal instruments sought to reconcile the need for tax collection with the viability of business activity. Such legislation established mechanisms for installment payments and tax transaction agreements, creating legal alternatives for the fiscal regularization of companies undergoing reorganization, without rendering the continuation of the process unfeasible.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Within the scope of case law, the Superior Court of Justice (STJ) established an understanding that relativizes the requirement of the CND as a prerequisite for the approval of the plan. The STJ recognized that the rigidity of this condition would contradict the guiding principles of the institute, especially the social function of the company and the maintenance of economic activity.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thus, the contemporary trend in the Brazilian legal system is to interpret the presentation of the CND not as an absolute condition for the approval of the judicial reorganization plan, but as an obligation to be satisfied in parallel, through the available legal instruments for fiscal regularization. The goal is, therefore, to harmonize the State&#8217;s interest in tax collection with the greater purpose of Law No. 11,101/2005, which is the preservation of the company, jobs, and the social function it performs in the economic and social context.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Judicial Reorganization; Tax Clearance Certificate; Tax Credit; Superior Court of Justice; Social Function of the Company</p>



<p class="wp-block-paragraph">El presente estudio tiene por objeto examinar, desde una perspectiva jurídico-dogmática, la exigencia de la Certificación Negativa de Débitos Tributarios (CND) como condición para la homologación del plan de recuperación judicial en Brasil. A la luz del artículo 57 de la Ley N.º 11.101/2005, que originalmente establecía la obligatoriedad de presentación de dicha certificación, se analiza la compatibilidad de esta imposición con la realidad económico-financiera de las empresas en estado de crisis, así como su repercusión práctica en la materialización del principio de preservación de la empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">La investigación aborda la evolución normativa y jurisprudencial sobre el tema, destacando las alteraciones introducidas por la Ley Complementaria N.º 118/2005 y por la Ley N.º 14.112/2020, instrumentos legales que buscaron conciliar la necesidad de recaudación tributaria con la viabilidad de la actividad empresarial. Dichas legislaciones instituyeron mecanismos de pago a plazos y transacción tributaria, creando alternativas jurídicas para la regularización fiscal de las empresas en recuperación, sin inviabilizar la prosecución del proceso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">En el ámbito jurisprudencial, el Superior Tribunal de Justicia (STJ) estableció un entendimiento en el sentido de relativizar la exigencia de la CND como requisito para la homologación del plan, reconociendo que la rigidez de esta condición contrariaría los principios rectores del instituto, especialmente la función social de la empresa y el mantenimiento de la actividad económica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De esta forma, la tendencia contemporánea del ordenamiento jurídico nacional es interpretar la presentación de la CND no como una condición absoluta para la homologación del plan de recuperación judicial, sino como una obligación a ser satisfecha de forma paralela, mediante los instrumentos legales de regularización fiscal disponibles. Se busca, así, armonizar el interés recaudatorio del Estado con la finalidad mayor de la Ley N.º 11.101/2005, que es la preservación de la empresa, de los empleos y de la función social que esta desempeña en el contexto económico y social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras clave:</strong> Recuperación Judicial; Certificación Negativa de Débitos; Crédito Tributario; Superior Tribunal de Justicia; Función Social de la Empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação judicial é um dos pilares da legislação falimentar brasileira, criada pela Lei nº 11.101/2005 com o objetivo principal de ajudar empresas a superarem momentos de crise econômico-financeira. Mais do que um simples mecanismo jurídico, ela busca preservar a atividade produtiva, proteger os empregos e garantir que os credores tenham seus direitos respeitados, tudo isso em harmonia com a função social da empresa, conforme previsto no artigo 47 da própria lei. Em outras palavras, a recuperação judicial é uma ferramenta que tenta equilibrar a saúde financeira da empresa com os interesses da coletividade, incluindo a geração de tributos e a movimentação da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, porém, esse equilíbrio nem sempre é fácil. Empresas em dificuldade costumam priorizar o pagamento de despesas imediatas, como salários e fornecedores, em detrimento de obrigações fiscais. Essa dinâmica cria um paradoxo: para continuar funcionando e evitar a falência, muitas acabam acumulando dívidas tributárias. E é justamente aí que surge o conflito central da recuperação judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso porque a Lei nº 11.101/2005, ao mesmo tempo em que consagra o princípio da preservação da empresa (art. 47), também impõe uma exigência rigorosa: para que a recuperação seja concedida, é preciso apresentar certidões negativas de débitos tributários (CND) ou certidões positivas com efeito de negativa (CPEN), conforme o artigo 57. Essa obrigação tem respaldo no artigo 191-A do Código Tributário Nacional, que condiciona a concessão da recuperação à prova de quitação ou suspensão da exigibilidade de todos os tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interpretação literal desses dispositivos acabou gerando um impasse jurídico. Ao exigir a regularidade fiscal plena de empresas justamente no momento em que estão tentando se reerguer, a lei, em muitos casos, inviabiliza o próprio propósito da recuperação,&nbsp; transformar o crédito tributário, que é extraconcursal por natureza (art. 187 do CTN), em um obstáculo praticamente insuperável à reestruturação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou uma postura mais flexível, reconhecendo que, enquanto não houvesse programas de parcelamento fiscal eficazes, a exigência da CND poderia ser relativizada, com base no princípio da proporcionalidade e na necessidade de preservar a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a Lei nº 14.112/2020 modificou esse cenário. A reforma aprimorou os mecanismos de regularização fiscal e criou instrumentos concretos para que empresas em recuperação pudessem negociar seus débitos e, assim, obter as certidões exigidas. A partir daí, o STJ passou a entender que a apresentação da CND ou da CPEN se tornou um requisito indispensável para a concessão da recuperação judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a discussão atual não se limita mais a uma questão formal de legalidade, mas se volta à eficácia prática da norma: será que exigir da empresa em crise a regularidade fiscal total é realmente razoável e viável dentro do novo contexto jurídico? Ou essa obrigação ainda funciona, na prática, como uma barreira à própria finalidade do instituto, a preservação da empresa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, o estudo busca refletir sobre esse novo equilíbrio, analisando até que ponto o saneamento fiscal se tornou um requisito inevitável para a recuperação judicial e quais os impactos dessa exigência no processo de reestruturação empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise normativa envolve diferentes diplomas legais. A Lei 11.101/2005, em seu art. 57, determinava que, após aprovado o plano, o devedor deveria apresentar CND para concessão da recuperação. O Código Tributário Nacional (arts. 151, 205 e 206) traz hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito e regras para emissão de certidões. A Lei 10.522/2002 e a LC 118/2005 ampliaram as possibilidades de parcelamento, mas não solucionaram a questão. Já a Lei 14.112/2020 inovou ao prever parcelamento em até 120 meses e autorizar a transação tributária como via de equacionamento do passivo fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito jurisprudencial, o STJ teve papel central. A Corte reconheceu que a exigência da CND, se aplicada de forma absoluta, tornaria inviável a recuperação judicial, consolidando entendimento de que a ausência da certidão não impede a homologação do plano, devendo a empresa buscar meios de regularização fiscal em paralelo. Julgados como o REsp 1.187.404/MT e o REsp 1.864.107/SP confirmaram essa posição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, baseada na análise normativa, doutrinária e jurisprudencial. Foram examinados dispositivos legais pertinentes (Lei 11.101/2005, CTN, Lei 14.112/2020), além de precedentes do STJ, que consolidaram a mitigação da exigência da CND. O estudo buscou compreender a evolução legislativa e a interpretação judicial sobre a compatibilização entre arrecadação fiscal e preservação da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A exigência da CND, prevista originalmente na Lei 11.101/2005, mostrou-se incompatível com a realidade das empresas em crise. A jurisprudência do STJ mitigou tal requisito, ao entender que a sua exigência inviabilizaria a função social da recuperação judicial. Com a reforma trazida pela Lei 14.112/2020, a regularização fiscal passou a ser viabilizada por mecanismos como parcelamento e transação tributária, tornando desnecessária a apresentação imediata da CND. Conforme destaca Cabral (2025), a atuação da administradora judicial é essencial para a viabilidade prática da recuperação, especialmente no cumprimento de obrigações fiscais e na mediação entre o devedor e o Fisco. A autora enfatiza que a exigência da CND deve ser interpretada de forma compatível com a função social da empresa e com os instrumentos de regularização introduzidos pela Lei nº 14.112/2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exigência da Certidão Negativa de Débitos Tributários (CND) na recuperação judicial passou por um processo de significativa transformação ao longo dos anos. Inicialmente, o artigo 57 da Lei nº 11.101/2005 impunha a apresentação da CND como requisito formal para a homologação do plano de recuperação. Essa previsão, embora coerente com o dever de regularidade fiscal, mostrava-se de difícil cumprimento na prática, já que empresas em crise raramente possuíam certidões negativas, o que acabava por inviabilizar a efetiva utilização do instituto da recuperação judicial. Diante desse impasse, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou uma postura mais pragmática e alinhada aos princípios constitucionais da função social e da preservação da empresa. A jurisprudência passou a relativizar a exigência da CND, entendendo que a sua ausência não deveria impedir a homologação do plano, desde que o devedor demonstrasse boa-fé e disposição em regularizar seus débitos tributários. Essa interpretação representou um importante avanço na compatibilização entre o interesse arrecadatório do Estado e a finalidade maior da recuperação judicial, que é manter a empresa ativa, proteger empregos e garantir a circulação de riquezas. Por fim, a Lei nº 14.112/2020 consolidou essa tendência ao introduzir mecanismos de parcelamento em até 120 meses e de transação tributária, permitindo que o contribuinte negocie suas dívidas fiscais com maior flexibilidade. Dessa forma, a regularidade fiscal deixou de ser uma condição absoluta e passou a ser tratada como um requisito progressivo, viabilizado por instrumentos específicos de negociação. O resultado é um modelo mais equilibrado, que busca harmonizar a arrecadação estatal com a continuidade da atividade empresarial e a preservação da função social das empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio do Agravo de Instrumento nº 2125800-67.2024.8.26.0000, julgado pela 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial sob relatoria do Desembargador Ricardo Negrão, examinou a possibilidade de empresas em recuperação judicial serem dispensadas da apresentação de Certidões Negativas de Débitos (CNDs) para participar de licitações públicas e renovar contratos administrativos. As empresas recuperandas haviam obtido decisão liminar no juízo de origem que as desobrigava de apresentar as certidões fiscais, sob o fundamento de que a exigência poderia comprometer a continuidade de suas atividades e inviabilizar a execução do plano de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A União Federal, entretanto, interpôs recurso sustentando a incompetência do juízo recuperacional para decidir sobre matérias relativas a licitações e contratações públicas, além de defender a necessidade de observância das regras de regularidade fiscal e dos princípios da legalidade e da isonomia nas relações com a Administração. O Tribunal deu provimento ao recurso, revogando a decisão recorrida. O acórdão fixou que a dispensa de certidões negativas prevista na Lei nº 11.101/2005 restringe-se ao âmbito do processo de recuperação judicial, conforme o artigo 57, e não alcança procedimentos licitatórios ou contratações administrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator ressaltou que o juízo da recuperação não detém competência para interferir em matéria de direito público, sob pena de conceder à empresa em recuperação tratamento privilegiado em relação aos demais participantes do certame. Destacou-se que o artigo 52, inciso II, da Lei de Recuperação e Falências expressamente veda a dispensa da apresentação de CNDs em contratações com o Poder Público, reforçando a necessidade de tratamento isonômico entre os licitantes. O voto observou ainda que a Lei nº 8.666/1993, ao exigir certidões de regularidade fiscal (art. 29, III) e comprovação de inexistência de falência ou concordata (art. 31, II), tem por objetivo resguardar o interesse público e assegurar a idoneidade e capacidade de cumprimento contratual dos licitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dispensa indiscriminada dessas certidões, portanto, seria incompatível com o princípio da legalidade e com a finalidade do regime licitatório. Concluiu-se que o simples fato de a empresa encontrar-se em recuperação judicial não autoriza a exclusão dos requisitos legais de habilitação fiscal nem permite ao Poder Judiciário substituir-se à Administração na verificação das condições de contratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acórdão reafirmou, assim, que a atuação do juízo recuperacional deve limitar-se às matérias estritamente vinculadas ao processo de recuperação, não abrangendo a esfera administrativa. O julgado evidencia, portanto, a posição restritiva do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto à extensão da competência do juízo da recuperação e à possibilidade de flexibilização das exigências fiscais fora do contexto da homologação do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reforça a interpretação de que a dispensa de CNDs constitui medida excepcional aplicável apenas ao deferimento e processamento da recuperação judicial, não se estendendo às relações com o Poder Público, nas quais prevalecem os princípios da legalidade, isonomia e supremacia do interesse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da evolução normativa e jurisprudencial acerca da exigência da Certidão Negativa de Débitos (CND) na recuperação judicial evidencia uma relevante transformação no tratamento conferido ao tema pelo ordenamento jurídico brasileiro. Inicialmente, a apresentação da CND configurava-se como um requisito de natureza cogente, cuja ausência inviabilizava a homologação do plano de recuperação judicial, impondo às empresas em crise um obstáculo quase intransponível diante de sua natural situação de inadimplência fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, contudo, a interpretação legislativa e judicial passou a reconhecer a incompatibilidade prática dessa exigência com os princípios que norteiam o instituto da recuperação judicial, especialmente aqueles voltados à preservação da empresa, da função social e da manutenção da atividade econômica. A flexibilização dessa obrigação, consagrada pela possibilidade de homologação do plano mediante a comprovação de adesão a programas de parcelamento ou regularização fiscal, representa uma tentativa de conciliar o interesse público arrecadatório com a necessidade de viabilizar a superação da crise econômico-financeira da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o tratamento atual da CND no contexto da recuperação judicial reflete um avanço na compreensão do papel da empresa como agente de desenvolvimento econômico e social, reconhecendo que a continuidade de sua atividade produtiva constitui instrumento eficaz de satisfação futura do crédito tributário e de preservação do tecido econômico nacional. Em suma, a evolução legislativa e interpretativa demonstra a busca por um equilíbrio dinâmico entre o dever de arrecadar e o dever de preservar, reafirmando o compromisso do Direito Empresarial contemporâneo com a efetividade da função social da empresa e com a concretização dos valores constitucionais que informam a ordem econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 27 out. 1966.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 22 jun. 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 9 fev. 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei nº 14.112, de 24 de dezembro de 2020. Altera a Lei nº 11.101/2005, para aperfeiçoar a disciplina da recuperação judicial, da recuperação extrajudicial e da falência do empresário e da sociedade empresária. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 24 dez. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SÃO PAULO (Estado). Tribunal de Justiça. Agravo de Instrumento nº 2125800-67.2024.8.26.0000. Relator: Ricardo Negrão. 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial. Julgado em: 21 out. 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Brasil). Recurso Especial nº 1.187.404/MT. Rel. Min. Luis Felipe Salomão. 4ª Turma. Julgado em: 8 maio 2012. Diário da Justiça Eletrônico, Brasília, DF, 15 maio 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (Brasil). Recurso Especial nº 1.864.107/SP. Rel. Min. Nancy Andrighi. 3ª Turma. Julgado em: 18 ago. 2020. Diário da Justiça Eletrônico, Brasília, DF, 24 ago. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (Brasil). Manual de boas práticas na condução dos processos de recuperação judicial e falência. Brasília, DF: CNJ, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (Brasil). Parecer SEI nº 14483/2021/ME. Dispõe sobre transação tributária e efeitos na recuperação judicial. Brasília, DF: PGFN, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Formação acadêmica: Administração de Empresas<br>Instituição de formação: Universidade Presbiteriana Mackenzie<br>Endereço: Brasil, São Paulo, SP<br>Email: alinegdikian@hotmail.com<br><sup>2</sup>Formação acadêmica: Cursando o ensino superior<br>Instituição de formação: Universidade presbiteriana Mackenzie<br>Endereço: Brasil, São Paulo, SP<br>Email: gabriela.paiva@ymail.com<br><sup>3</sup>Formação acadêmica: Cursando o ensino superior<br>Instituição de formação: Universidade presbiteriana Mackenzie<br>Endereço: Brasil, São Paulo, SP<br>Email: pedro62002@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITOS DO TREINAMENTO COGNITIVO-MOTOR NO DESEMPENHO DE JOVENS ATLETASDE FUTEBOL DE CAMPO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeitos-do-treinamento-cognitivo-motor-no-desempenho-de-jovens-atletasde-futebol-de-campo-uma-revisao-sistematica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:47:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=249633</guid>

					<description><![CDATA[EFFECTS OF COGNITIVE-MOTOR TRAINING ON THE PERFORMANCE OF YOUNG FIELD SOCCERATHLETES: A SYSTEMATIC REVIEW REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202510312348 João Pedro Chavez Piaia¹Ricardo Henrique Esquivel Azuma²Lara Alves Moreira³ Resumo O treinamento cognitivo-motor (CMT) tem se consolidado como uma estratégia inovadora para potencializar o desempenho esportivo em jovens atletas, sobretudo em modalidades coletivas como o futebol, que exigem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">EFFECTS OF COGNITIVE-MOTOR TRAINING ON THE PERFORMANCE OF YOUNG FIELD SOCCER<br>ATHLETES: A SYSTEMATIC REVIEW</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202510312348</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">João Pedro Chavez Piaia¹<br>Ricardo Henrique Esquivel Azuma²<br>Lara Alves Moreira³</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento cognitivo-motor (CMT) tem se consolidado como uma estratégia inovadora para potencializar o desempenho esportivo em jovens atletas, sobretudo em modalidades coletivas como o futebol, que exigem respostas rápidas a estímulos imprevisíveis. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão sistemática, os efeitos do CMT sobre a agilidade, o tempo de reação, a tomada de decisão e o desempenho motor-cognitivo em atletas de base. A pesquisa seguiu as diretrizes PRISMA, abrangendo bases como PubMed, Scopus, Web of Science, ScienceDirect e Google Scholar, com inclusão de estudos publicados entre 2010 e 2024. Foram selecionados 18 artigos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados evidenciam que o CMT promove melhorias consistentes na agilidade reativa, no tempo de resposta neural e na cognição tática, além de contribuir para maior segurança motora e redução do risco de lesões. Observou-se também impacto positivo em aspectos psicológicos, como concentração, autocontrole e motivação, favorecendo a adesão ao treinamento. Apesar dos benefícios relatados, a heterogeneidade dos protocolos, o reduzido tamanho amostral e a ausência de padronização metodológica limitam a generalização dos achados. Conclui-se que o CMT representa uma ferramenta promissora para a formação integral de jovens atletas, devendo ser aplicado de forma individualizada e integrada a outras dimensões do processo formativo. Novos estudos longitudinais e com maior rigor metodológico são necessários para consolidar diretrizes práticas para o uso do CMT em categorias de base.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> treinamento cognitivo-motor; agilidade; tempo de reação; atletas de base; dupla tarefa; futebol.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Abstract </em>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cognitive-motor training (CMT) has established itself as an innovative strategy for enhancing athletic performance in young athletes, especially in team sports like soccer, which require rapid responses to unpredictable stimuli. This study aimed to systematically analyze the effects of CMT on agility, reaction time, decision-making, and motor-cognitive performance in youth athletes. The research followed PRISMA guidelines, covering databases such as PubMed, Scopus, Web of Science, ScienceDirect, and Google Scholar, and included studies published between 2010 and 2024. Eighteen articles that met the eligibility criteria were selected. The results show that CMT promotes consistent improvements in reactive agility, neural response time, and tactical cognition, in addition to contributing to greater motor safety and a reduced risk of injury. A positive impact was also observed on psychological aspects such as concentration, self-control, and motivation, promoting training adherence. Despite the reported benefits, the heterogeneity of the protocols, the small sample size, and the lack of methodological standardization limit the generalizability of the findings. We conclude that CMT represents a promising tool for the comprehensive development of young athletes and should be applied individually and integrated with other aspects of the training process. New longitudinal studies with greater methodological rigor are needed to establish practical guidelines for the use of CMT in youth teams.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Keywords:</em></strong> cognitive-motor training; agility; reaction time; youth athletes; dual task; soccer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vida cotidiana, crianças e adolescentes frequentemente enfrentam situações desafiadoras que exigem a realização simultânea de tarefas motoras e cognitivas, ou o processamento conjunto dessas informações como lembrar uma direção enquanto caminham por uma rua movimentada ou aprender movimentos específicos em esportes coletivos (WOLLESEN et al., 2022). Atletas de esportes coletivos precisam de excelentes habilidades perceptivo-cognitivas, particularmente funções executivas (FE), para um desempenho estratégico em campo (MARTIN-NIEDECKEN et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No futebol não é diferente, sendo um esporte dinâmico e de alta complexidade, exigindo dos atletas uma combinação de fatores físicos, técnicos, táticos, emocionais e cognitivos para otimizar o desempenho (FILGUEIRAS et al., 2023). Habilidades de antecipação e tomada de decisão são requisitos importantes para jogadores de futebol (BENNETT et al., 2019). Como o futebol envolve variabilidade e incerteza (ROMEAS et al., 2016), os atletas devem monitorar e se adaptar continuamente a condições que mudam rapidamente dentro de campo (ZHU et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse cenário, a agilidade é um indicador-chave de desempenho no esporte. A agilidade foi definida como um “movimento rápido e preciso de corpo inteiro com mudança de velocidade, direção ou padrão de movimento em resposta a um estímulo externo” (MORRAL-YEPES et al., 2023). Para enfrentar essas demandas complexas e alcançar um um desempenho superior dentro do esporte, é necessário uma interação ideal entre habilidades motoras e cognitivas, como a velocidade de reação do atleta, tomada de decisão e agilidade (FRIEBE et al., 2024). Existem muitos fatores que influenciam a velocidade de reação, incluindo tipo de estímulo, idade, sexo, dominância lateral, visão direta e periférica, prática e erros, fadiga, distração, estimulantes, inteligência, estresse, doenças, etc. (PAŚKO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma metodologia de treinamento eficiente é fundamental para atletas profissionais e, graças à união do esporte e das ciências cognitivas, novos protocolos de treinamento foram desenvolvidos para melhorar o desempenho físico e cognitivo (LUCIA et al., 2023). Nesse contexto, surgem os treinamentos que integram aspectos físicos e cognitivos, o treinamento cognitivo-motor (CMT) é utilizado&nbsp; para exibir estímulos ou cenários esportivos que exigem reações perceptivas dos participantes, fornecendo um elemento de aleatoriedade e imprevisibilidade (SILVA et al., 2021). Por meio desse tipo de treinamento, os treinadores podem controlar cenários específicos de tomada de decisão e antecipação para melhorar efetivamente o conhecimento tático dos atletas e desenvolver sua atenção em relação a pistas perceptivas pertinentes (ZHAO et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos voltados à reabilitação de atletas têm focado principalmente na aplicação da CMT durante o processo de recuperação após lesões. Curiosamente, grande parte das evidências sobre os efeitos positivos do treinamento em CMT não surgiu diretamente das investigações em desempenho atlético, mas sim dos âmbitos da reabilitação e da prática esportiva (TUENA et al., 2023). A CMT tem se mostrado eficaz na melhoria das funções neuromusculares, bem como nas capacidades motoras e cognitivas, contribuindo significativamente para a restauração das funções normais após uma lesão (WU et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estudos clínicos evidenciam contribuições relevantes da CMT na análise de risco clínico e na estimativa prognóstica. Um exemplo, estratégias que integram a marcha com tarefas cognitivas têm sido utilizadas para identificar riscos de concussão em atletas, bem como para monitorar o progresso de recuperação em pacientes que sofreram esse tipo de lesão (HOWELL et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a literatura com atletas adultos é robusta, nas categorias de base ainda há lacunas, Zhu et al. (2024) realizou uma revisão sistemática sobre os efeitos do CMT nas habilidades de antecipação e tomada de decisão de atletas de elite. Os resultados não mostraram diferenças significativas nos efeitos de transferência entre adultos e adolescentes. Isso pode ser explicado pelo fato de que os participantes adolescentes tinham, principalmente, mais de 15 anos. Por volta dessa idade, eles atingem um nível razoável de competência dos principais fatores de tomada de decisão, como percepção, atenção, antecipação e memória de trabalho (SILVA et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renshaw et al. (2018) sugerem que, para maximizar os benefícios do treinamento e sua transferência para o desempenho no mundo real, o treinamento cognitivo deve ser projetado para se assemelhar às circunstâncias esportivas reais, trazendo reproduzindo movimentos semelhantes aos do jogo real. Casella (2022) destaca que na preparação das sessões de CMT, é fundamental conceber exercícios que recriem, da forma mais realista possível, as diferentes situações de jogo, mas que também obriguem o atleta a raciocinar para responder corretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Lucia et al. (2023) analisou uma intervenção de dupla tarefa cognitiva-motora pedindo a jogadores de basquete semi-elite que realizassem exercícios de drible enquanto trabalhavam de forma simultânea tarefas cognitivas usando dispositivos interativos localizados ao redor do atleta na quadra de basquete. Os participantes do grupo de intervenção aumentaram seus processos de tomada de decisão e desempenhos específicos do basquete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas recentes indicam que o treinamento cognitivo-motor de dupla tarefa focado na velocidade de tomada de decisão pode aprimorar o sprint, a agilidade e também encurtar o tempo de resposta no teste de tempo de reação, porém, sua aplicação em categorias de base ainda carece de investigações mais aprofundadas. Portanto, esta revisão sistemática, teve como objetivo central analisar o impacto que o treinamento cognitivo-motor tem sobre o desempenho esportivo (tempo de reação, agilidade, mudança de direção, atenção, etc) dos atletas de base, especialmente os futebolistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O TREINAMENTO COGNITIVO-MOTOR: FUNDAMENTOS, EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES PARA O FUTEBOL DE BASE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Futebol e suas demandas multidimensionais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O futebol é reconhecido por sua complexidade tática e alta exigência física e mental. Os atletas devem demonstrar domínio técnico da bola, resistência aeróbica, força muscular, velocidade, equilíbrio emocional e, sobretudo, capacidades cognitivas bem desenvolvidas, como atenção dividida, processamento rápido de informações e antecipação de ações (FILGUEIRAS et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas exigências tornam o futebol uma modalidade altamente dependente da integração entre corpo e mente. Segundo Williams e Hodges (2005), o jogador moderno precisa ser capaz de “ler” o jogo, identificar padrões de movimentação do adversário e decidir, em milésimos de segundos, a melhor ação a ser executada. Isso é especialmente relevante em posições estratégicas, como zagueiros, meio-campistas e goleiros, onde a capacidade de antecipar jogadas pode definir o sucesso ou fracasso da equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vinte e quatro atletas de 10 anos foram selecionados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: experimental (Exp) e controle (Con). Ambos os grupos participaram de treinamentos durante 10 semanas, duas vezes por semana (90 minutos por sessão), seguindo um programa padrão de futebol, com exercícios técnico e táticos. No grupo Exp, durante a primeira sessão semanal, os últimos 22 minutos foram dedicados à intervenção experimental, que consistiu em um treinamento psicocinético baseado em CMT. A avaliação dos participantes ocorreu antes e depois do período de treinamento por meio dos testes de cancelamento, Torre de Londres e WISC-IV. Os resultados indicaram que, após a intervenção, o grupo Exp apresentou desempenhos significativamente superiores ao grupo Con em todas as medidas cognitivas (CASELLA et al., 2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Zhao et al. (2022) usou métodos diferentes para analisar o treinamento baseado em vídeo (VBT), tanto o treinamento explícito quanto o implícito melhoraram efetivamente as habilidades de antecipação e tomada de decisão dos participantes. Além disso, a implementação da perspectiva de “primeira pessoa” e da realidade virtual (RV) melhoraram a apresentação de estímulos de vídeo, melhorando efetivamente os resultados de antecipação e a tomada de decisão. As descobertas desta revisão sugerem que o VBT é benéfico no desenvolvimento de julgamentos de antecipação e tomada de decisão em jogadores de futebol. No entanto, algumas descobertas foram inconsistentes com estudos anteriores devido a diferenças na duração da intervenção e protocolos experimentais, e estudos adicionais são necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, Bennett et al. (2019) apontam que atletas com melhor desempenho em tarefas cognitivas tendem a tomar decisões mais rápidas e eficazes em contextos de pressão. Isso ocorre porque o ambiente do esporte é dinâmico, incerto e exige atualização contínua da percepção e da ação. Nesse contexto, o cérebro do atleta atua como um sistema de monitoramento constante, processando estímulos visuais, auditivos e sinestésicos simultaneamente (ROMEAS et al., 2016). A neurociência do esporte reforça essa visão. Estudos com neuroimagem funcional demonstram que atletas treinados em esportes de decisão rápida, ativam de forma mais eficiente regiões cerebrais como o córtex pré-frontal dorsolateral, relacionado ao planejamento e controle executivo (VOSS et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão em questão examinou os efeitos das estratégias de treinamento cognitivo no desenvolvimento de habilidades motoras e psicológicas positivas no desempenho do futebol. Jogadores de futebol mais jovens empregaram técnicas de imagens cognitivas gerais e cognitivas específicas em maior proporção comparados com os jogadores mais velhos. Estratégias combinadas de treinamento cognitivo foram mais benéficas do que uma única estratégia cognitiva em relação ao aprimoramento de habilidades motoras em jogadores de futebol de elite (particularmente meio-campistas) e amadores (ou seja, ao praticar habilidades complexas e específicas de futebol no período pré-competitivo). Parece que há diferenças em intervenções de treinamento cognitivo/psicológico e sua eficácia, de acordo com o tipo de treinamento, competição, a idade, padrão e posição de jogo dos atletas (SLIMANI et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Agilidade: conceito e componentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A agilidade no esporte não se resume à capacidade física de realizar movimentos rápidos. Trata-se de uma habilidade composta, que envolve componentes físicos (como velocidade, força e coordenação motora) e componentes cognitivos (como percepção, atenção e decisão) (FRIEBE et al., 2024). Nesse sentido, a agilidade é classificada como reativa quando está associada a estímulos imprevisíveis, comuns no futebol. Morral-Yepes et al. (2023) propõem um modelo de agilidade dividido em três fases: 1) percepção do estímulo externo; 2) tomada de decisão; 3) execução do movimento. Cada uma dessas fases depende de diferentes sistemas neurológicos e motores, exigindo sincronia precisa entre cérebro e músculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Young et al. (2002, apud FRIEBE et al., 2024), a agilidade é mais determinante para o sucesso esportivo do que a simples velocidade linear, pois envolve respostas adaptativas. Em situações de jogo real, um atleta pode precisar mudar de direção múltiplas vezes em menos de cinco segundos, com base em estímulos visuais como o movimento da bola ou do adversário. A maturação neurológica em adolescentes influencia diretamente a agilidade. De acordo com Paśko et al. (2021), fatores como mielinização das vias motoras, coordenação intermuscular e desenvolvimento da atenção seletiva contribuem para o desempenho em tarefas de mudança de direção e tempo de reação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Andrašić et al. (2020), avaliou as diferenças de idade em agilidade, velocidade e velocidade de CODs, em um grupo de jogadores de futebol adolescentes altamente treinados. Um total de 75 jogadores de futebol do sexo masculino (com idades entre 14 e 19 anos) foram recrutados. Os atletas foram testados para sprints de 5, 10 e 20 m, CODS e testes de agilidade. Jogadores de elite tiveram tempo de movimento de reação mais rápido durante o RAT, em comparação com jogadores sub elite e amadores. Além disso, jogadores de elite mostraram um tempo mais rápido durante estímulos leves, mas apenas em comparação com jogadores amadores. Os resultados demonstraram que os jogadores habilidosos (elite e sub-elite) tiveram melhor desempenho em testes de agilidade, velocidade e velocidade COD em comparação aos jogadores amadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Fundamentos do treinamento cognitivo-motor (CMT)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CMT surge como uma ferramenta contemporânea na preparação de atletas, especialmente naqueles esportes que exigem resposta rápida a estímulos imprevisíveis. Ele combina tarefas físicas (como corrida, drible, saltos) com desafios cognitivos (como identificar padrões, responder a cores/luzes, resolver problemas simples), criando um ambiente de treino mais próximo da realidade do jogo (SILVA et al., 2021). A base científica do CMT está nos conceitos de dupla tarefa e treinamento específico de decisão, que visam sobrecarregar o sistema nervoso central para melhorar sua eficiência sob estresse. Hillman et al. (2008) demonstraram que a combinação de atividade física com desafio mental aumenta a liberação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, favorecendo a plasticidade sináptica e o tempo de resposta neural. Zhao et al. (2022) enfatizam que o CMT pode ser realizado com ou sem recursos tecnológicos. Exercícios simples como correr entre cones ao mesmo tempo em que se resolve um comando verbal (“esquerda”, “direita”, “volta”) já são suficientes para gerar ganhos cognitivos. Já intervenções mais sofisticadas incluem o uso de sensores de movimento, dispositivos com luzes aleatórias e realidade virtual (LUCIA et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renshaw et al. (2018) ressalta a importância de o treinamento ser ecológico, ou seja, que respeite os princípios da aprendizagem representativa. Isso significa simular situações reais de jogo com o máximo de fidelidade possível, incluindo variações de ritmo, estímulos inesperados e ações táticas coletivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Evidências científicas dos benefícios do CMT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios do CMT vêm sendo amplamente estudados nos últimos anos. Em atletas adolescentes, resultados consistentes foram encontrados em protocolos de 4 a 8 semanas, com frequência de 2 a 4 sessões semanais (ZHAO et al., 2022). Essas intervenções resultaram em melhora significativa no tempo de reação, no desempenho em testes de agilidade como o Illinois Agility Test, e na eficiência de movimentos específicos da modalidade. Além disso, evidências apontam para a transferência positiva dos efeitos do CMT para outras habilidades cognitivas, como atenção sustentada, memória operacional e flexibilidade mental – fatores que também influenciam a performance esportiva (VOSS et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucia et al. (2023) demonstraram que jogadores de basquete submetidos a um treinamento com estímulos visuais e auditivos obtiveram melhora de até 23% em tarefas de tomada de decisão sob pressão. Em estudo semelhante, Silva et al. (2021) relataram que jovens jogadores de futebol apresentaram redução de até 18% no tempo de reação após intervenções com CMT baseadas em dribles e sinais de LED. Friebe et al. (2024) compararam três grupos de atletas (controle, agilidade tradicional, CMT) e observaram que apenas o grupo CMT melhorou significativamente em testes com distrações inesperadas e mudanças rápidas de estímulo. Isso indica que o CMT pode ser mais eficaz do que o treinamento convencional na preparação para situações reais de jogo, onde a imprevisibilidade é constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo investigou os efeitos de um treinamento multicomponente de controle cognitivo (MTCC) em adolescentes, buscando entender se o treinamento aprimorava a capacidade de controle cognitivo e se esses efeitos eram generalizáveis a outros domínios cognitivos, além de identificar os correlatos neurais dos efeitos do treinamento. Participaram do estudo estudantes do ensino fundamental (com idades entre 11 e 14 anos). Em resumo, o treinamento de controle cognitivo multicomponente resultou em uma melhora limitada na inteligência visuoespacial de adolescentes tipicamente desenvolvidos e, mais notavelmente, aumentou relativamente o volume do córtex frontal inferior direito, uma região cerebral fundamental para o controle inibitório (LEE et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abuín-Porras et al. (2020) investigou os efeitos de um treinamento de equilíbrio com multitarefas em crianças pré-escolares saudáveis (4 a 6 anos), a pesquisa, de caráter quase-experimental. O grupo experimental realizou 40 sessões de treinamento por 8 semanas, utilizando superfícies variadas e tarefas motoras e cognitivas combinadas, enquanto o grupo controle realizou atividades motoras básicas sem foco no equilíbrio. Os resultados mostraram melhora significativa no equilíbrio no grupo experimental (p &lt; 0.001). O estudo reforça a eficácia de abordagens multissistêmicas que integram componentes motores, sensoriais e cognitivos no desenvolvimento do controle postural infantil, especialmente em uma fase crítica do desenvolvimento motor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Neuroplasticidade e aprendizagem motora em atletas adolescentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A neuroplasticidade refere-se à capacidade do sistema nervoso de modificar sua estrutura e função em resposta a estímulos e experiências, especialmente durante a infância e adolescência, períodos críticos para o desenvolvimento cognitivo e motor (KLEIM; JONES, 2008). Durante a adolescência, o cérebro apresenta um elevado grau de plasticidade sináptica, facilitando a aprendizagem de habilidades complexas, como as motoras e cognitivas exigidas no futebol (TASSONE et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Kolb e Gibb (2011), o processo de aprendizagem motora depende da repetição e da prática direcionada, que promovem mudanças adaptativas nas redes neurais envolvidas no controle motor e na tomada de decisão. Isso torna o treinamento cognitivo-motor particularmente eficaz em jovens atletas, já que eles podem consolidar novos padrões motores e cognitivos com maior facilidade (NEWMAN et al., 2016). Estudos indicam que protocolos de treinamento que combinam estímulos motores e cognitivos aproveitam essa plasticidade para otimizar a eficiência neural e acelerar a aquisição de habilidades esportivas (WANG et al., 2021). Portanto, compreender a neuroplasticidade é fundamental para o planejamento de intervenções que maximizem o potencial dos atletas em formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6 Impacto do treinamento cognitivo-motor na saúde mental de jovens atletas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos benefícios físicos e motores, o treinamento cognitivo-motor tem impacto positivo na saúde mental dos jovens atletas. Pesquisas mostram que intervenções que promovem a atenção plena e o controle executivo podem reduzir níveis de ansiedade e estresse, comuns em esportistas submetidos à pressão competitiva (DEAR et al., 2019). Santos et al. (2022) demonstraram que jovens praticantes de esportes que participaram de programas de CMT apresentaram melhora significativa na concentração e no autocontrole emocional, fatores que contribuem para o desempenho atlético e o bem-estar geral. A melhora da autoestima e da autoconfiança também tem sido relatada, favorecendo a adesão aos treinamentos e o engajamento com a modalidade (FRANÇA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem integrada do CMT, ao trabalhar simultaneamente o corpo e a mente, propicia um desenvolvimento mais equilibrado, auxiliando na prevenção de quadros de burnout esportivo e no fortalecimento da resiliência psicológica dos jovens (GOMES; LIMA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.7 Aplicação em jovens atletas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adolescentes entre 12 e 17 anos representam um público-alvo ideal para o CMT, pois esse período coincide com o auge do desenvolvimento neurofisiológico e da aprendizagem motora. Segundo Zhu et al. (2024), atletas a partir de 14–15 anos já apresentam desempenho comparável ao de adultos em testes cognitivos básicos, como Stroop, Trail Making Test e tempo de reação simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, Casella (2022) alerta que o CMT aplicado em categorias de base deve respeitar os princípios do desenvolvimento infantil, como o nível de maturidade, o estágio de coordenação motora e a motivação. Protocolos mal planejados podem gerar frustração ou até lesões. Por isso, é essencial que os treinos sejam lúdicos, desafiadores e gradualmente complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renshaw et al. (2018) destacam que o desenvolvimento de habilidades cognitivas em jovens atletas também promove ganhos fora do campo, como melhoria na capacidade de concentração escolar, autocontrole e resiliência emocional. Assim, o CMT pode ser uma ferramenta de formação integral do jovem, não apenas física. A Figura a seguir descreve um gráfico comparativo de ganhos em agilidade de participantes com e sem utilização de CMT.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 01</strong> – Comparativo de Ganhos em Agilidade Com e Sem CMT</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="501" height="301" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-241.jpeg" alt="" class="wp-image-249636" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-241.jpeg 501w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-241-300x180.jpeg 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Adaptado de Renshaw et al. (2018).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.8 Aspectos motivacionais e adesão ao treinamento em categorias de base</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação dos jovens para participar e aderir a treinamentos que envolvem componentes cognitivos pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo a percepção de relevância, o suporte social e a qualidade do ambiente de treino (RYAN; DECI, 2017). A adoção do CMT pode apresentar desafios nesse aspecto, especialmente se os atletas o perceberem como menos atrativo em comparação a treinos físicos tradicionais (MARTINS et al., 2021). Estratégias para aumentar a adesão incluem a gamificação dos exercícios, o uso de feedback imediato e a criação de contextos de treino desafiadores e lúdicos (LIMA et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casella (2022) destaca a importância de envolver os atletas na elaboração dos protocolos, promovendo autonomia e senso de pertencimento. Além disso, o suporte do treinador, familiares e colegas influencia diretamente a continuidade do engajamento, pois ambientes de treino positivos e colaborativos fortalecem a motivação intrínseca dos jovens (SILVA et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.9 Protocolos cognitivos-motores aplicáveis ao futebol de base</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A elaboração de protocolos eficazes de treinamento cognitivo-motor para atletas de futebol de base requer uma análise criteriosa das demandas específicas da faixa etária e do esporte. Silva et al. (2021) ressaltam que a integração das tarefas cognitivas com a execução motora deve refletir a imprevisibilidade e complexidade do jogo, respeitando os níveis de maturação neurológica e física dos jovens atletas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura aponta diversas modalidades de estímulos utilizados nos protocolos, que podem variar desde comandos verbais e visuais simples até sistemas tecnológicos avançados. Zhao et al. (2022) evidenciam que estímulos visuais, como luzes LED dispostas em cones que acendem aleatoriamente, representam um método eficaz para melhorar a capacidade de reação e tomada de decisão em situações similares ao jogo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Casella (2022) enfatiza a necessidade de progressão gradual na dificuldade dos exercícios, iniciando com tarefas motoras básicas associadas a estímulos cognitivos simples e evoluindo para padrões mais complexos que envolvam múltiplos estímulos e decisões simultâneas. Essa abordagem permite que os jovens atletas desenvolvam habilidades cognitivas sem prejuízo da execução motora, evitando sobrecarga neurológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucia et al. (2023) apresentam um protocolo aplicado a jogadores semi-elite que envolveu o uso de dispositivos interativos com estímulos auditivos e visuais distribuídos ao redor da quadra, associados a movimentos de drible. O protocolo teve duração de seis semanas, com três sessões semanais, resultando em melhorias estatisticamente significativas na precisão e velocidade das tomadas de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto do futebol juvenil, Renshaw et al. (2018) sugerem a incorporação de jogos reduzidos com regras modificadas que exijam rápida adaptação a comandos imprevistos, promovendo a transferência dos ganhos cognitivos para o ambiente competitivo. O treinamento deve contemplar não apenas a velocidade de reação, mas também a capacidade de antecipação e seleção eficiente de estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A duração recomendada para os protocolos varia entre 6 e 12 semanas, com frequência de 2 a 4 sessões semanais, sendo cada sessão composta por exercícios de 20 a 45 minutos, conforme a idade e o nível de condicionamento dos atletas (Silva et al., 2021; Zhao et al., 2022). A individualização é crucial para adaptar a carga cognitiva à capacidade de cada atleta, maximizando os benefícios e minimizando o risco de fadiga mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.10 Tecnologias emergentes aplicadas ao treinamento cognitivo-motor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço tecnológico tem proporcionado novas ferramentas para potencializar o treinamento cognitivo-motor. A realidade virtual (RV), por exemplo, permite a criação de ambientes imersivos e controlados, nos quais o atleta pode treinar respostas motoras e cognitivas em situações simuladas que reproduzem a complexidade do jogo real (PEREIRA et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neurofeedback, que monitora e fornece informações em tempo real sobre a atividade cerebral, vem sendo utilizado para melhorar a atenção e o controle executivo em atletas, promovendo ajustes finos na performance cognitiva (SILVA; ALMEIDA, 2022). Sistemas de captura de movimento e inteligência artificial também possibilitam análises detalhadas do desempenho motor e cognitivo, possibilitando treinamentos cada vez mais personalizados (RODRIGUES et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Carvalho et al. (2023), a integração dessas tecnologias ao CMT não só aumenta a eficácia das intervenções, mas também melhora o engajamento dos jovens atletas, tornando os treinos mais atrativos e motivadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.11 Aspectos fisiológicos do treinamento cognitivo-motor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento cognitivo-motor provoca alterações fisiológicas que vão além das adaptações musculares. Hillman et al. (2008) destacam que exercícios que combinam desafios físicos e mentais aumentam a liberação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, essenciais para a atenção, a motivação e a plasticidade cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a demanda cognitiva associada ao treino pode modular a frequência cardíaca e o gasto energético, exigindo um equilíbrio entre carga física e mental para evitar fadiga excessiva (PAŚKO et al., 2021). A fadiga mental, se não controlada, pode prejudicar a execução motora e o desempenho cognitivo, tornando o monitoramento das cargas um aspecto fundamental (MARTINS et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos recentes também indicam que o CMT pode melhorar a coordenação neuromuscular, promovendo maior eficiência nos padrões de movimento e reduzindo o risco de lesões associadas ao esforço físico (FRIEBE et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.12 Testes utilizados para avaliação da agilidade e tempo de reação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação rigorosa dos efeitos do treinamento cognitivo-motor exige o uso de testes específicos que mensuram tanto a capacidade motora quanto a cognitiva dos atletas. O Illinois Agility Test (IAT) é um dos protocolos mais tradicionais e utilizados, por envolver deslocamentos em alta velocidade, mudanças de direção e controle motor preciso (MORRAL-YEPES et al., 2023). Embora originalmente focado em aspectos físicos, o IAT pode ser adaptado para incluir estímulos visuais ou auditivos, ampliando sua capacidade de avaliar a agilidade reativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Reactive Agility Test (RAT) foi desenvolvido para mensurar especificamente a agilidade reativa, incluindo um componente decisório, que simula a necessidade do atleta de responder a estímulos imprevisíveis (RENSHAW et al., 2018). Este teste tem sido validado em múltiplas modalidades esportivas e apresenta alta correlação com o desempenho em jogos reais, sobretudo em esportes com alta demanda perceptiva, como o futebol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a avaliação do tempo de reação, testes computacionais são amplamente utilizados. Paśko et al. (2021) destacam que existem protocolos de tempo de reação simples, que envolvem a resposta a um único estímulo, e tempo de reação de escolha, que exige respostas diferenciadas para múltiplos estímulos. Este último é especialmente relevante para esportes que demandam tomada rápida de decisão em contextos variados, como o futebol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferramentas tecnológicas, como plataformas digitais de avaliação neuromotora e aplicativos móveis, têm sido incorporadas para melhorar a precisão e reprodutibilidade dos testes (ZHAO et al., 2022). Além disso, o uso de câmeras de alta velocidade e sistemas de captura de movimento permite a análise biomecânica detalhada dos movimentos executados durante os testes, fornecendo dados sobre velocidade, aceleração e coordenação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de testes motores e cognitivos, aplicada em uma bateria de avaliação, é essencial para identificar melhorias específicas após a intervenção com CMT, garantindo uma visão holística do desenvolvimento dos atletas (SILVA et al., 2021). A avaliação pré e pós-treinamento deve ser realizada com o máximo rigor metodológico para assegurar a validade dos resultados, um comparativo ilustrado pela <strong>Figura 02.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 02 </strong>– Comparativo de Tempo de Reação Médio</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="312" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-245.jpeg" alt="" class="wp-image-249639" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-245.jpeg 521w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-245-300x180.jpeg 300w" sizes="(max-width: 521px) 100vw, 521px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.13 CMT na reabilitação esportiva: possibilidades e limitações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CMT tem sido incorporado na reabilitação de lesões esportivas como uma ferramenta para restaurar não apenas a força e a mobilidade, mas também as capacidades cognitivas que influenciam a qualidade do movimento e a prevenção de recaídas (ZHAO et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rodrigues et al. (2023), protocolos que integram aspectos cognitivos ao treino funcional promovem uma recuperação mais completa, auxiliando o atleta a readquirir padrões motores seguros e eficientes. A plasticidade neural estimulada pelo CMT pode acelerar o processo de reeducação neuromuscular e a adaptação funcional (NEWMAN et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, limitações incluem a necessidade de recursos tecnológicos e capacitação dos profissionais, além da escassez de estudos que avaliem o impacto do CMT em diferentes tipos de lesão e fases da reabilitação (SILVA et al., 2021). A individualização dos protocolos e o acompanhamento multidisciplinar são essenciais para o sucesso das intervenções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.14 CMT e prevenção de lesões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conexão entre cognição e prevenção de lesões é um tema emergente na literatura esportiva. Friebe et al. (2024) explicam que, ao melhorar a capacidade de antecipar movimentos, o CMT permite respostas motoras mais seguras, diminuindo o risco de desequilíbrios posturais e torções. Jogadores que reagem tardiamente a um estímulo tendem a realizar movimentos bruscos e compensatórios – que são os principais fatores de lesão em esportes como o futebol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zhao et al. (2022) reforçam que o tempo de reação é um preditor relevante de segurança motora. Em testes de campo, atletas submetidos ao CMT apresentaram menor incidência de desequilíbrios em mudanças de direção, menor carga de impacto nos joelhos e melhor controle postural em tarefas dinâmicas. Silva et al. (2021) sugerem que programas de CMT inseridos na rotina de treino semanal podem funcionar como uma estratégia de pré-habilitação, preparando o corpo para reagir de maneira eficiente aos desafios motores e minimizando o impacto de ações imprevisíveis durante o jogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto de evidências científicas sobre o CMT demonstra seu potencial transformador no desenvolvimento de atletas jovens, especialmente no futebol de base. Os ganhos em agilidade reativa, tempo de resposta e tomada de decisão evidenciam que a integração entre componentes físicos e cognitivos é fundamental para preparar os atletas para as demandas modernas do esporte (FRIEBE et al., 2024; ZHAO et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da performance, a influência positiva do CMT na prevenção de lesões reforça seu papel estratégico dentro da fisioterapia esportiva, ampliando o escopo das intervenções para além da reabilitação e treinamento tradicional (SILVA et al., 2021). A redução de movimentos compensatórios e a melhora da consciência corporal são fatores que fortalecem a segurança funcional do atleta durante os jogos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, ressalta-se que a padronização dos protocolos ainda é um desafio. A heterogeneidade dos métodos e das amostras estudadas dificulta a comparação entre os resultados e a construção de diretrizes clínicas e esportivas definitivas (ZHU et al., 2024; CASELLA, 2022). Estudos longitudinais com amostras representativas são necessários para validar e aprimorar os protocolos existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o presente estudo experimental visa contribuir com evidências que possam embasar a aplicação do CMT em categorias de base, fornecendo dados que auxiliem técnicos, preparadores físicos e fisioterapeutas a desenvolverem programas mais eficazes e seguros. Ao ampliar o repertório de estratégias para a formação integral do atleta jovem, o CMT representa um avanço na ciência do esporte, promovendo não apenas o desenvolvimento da performance, mas também a saúde e o bem-estar dos praticantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. Tipo de estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho utiliza a metodologia da revisão sistemática, caracterizada como uma pesquisa documental que visa reunir, avaliar criticamente e sintetizar os resultados de estudos científicos relacionados a um tema específico (PETERSEN et al., 2015). Diferente das revisões narrativas, a revisão sistemática segue protocolos rigorosos e pré-definidos para garantir a transparência, reprodutibilidade e minimizar vieses, o que fortalece a confiabilidade das conclusões (MOUSTAFIDIS; KAPOULAS, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, a revisão sistemática é aplicada para compilar as evidências disponíveis sobre os efeitos do treinamento cognitivo-motor (CMT) na agilidade de atletas jovens, focando especialmente em jovens jogadores de futebol de base, tema que apresenta lacunas significativas na literatura (ZHU et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Protocolo da Revisão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo as diretrizes do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) (MOHER et al., 2009), elaborou-se um protocolo que definiu claramente os critérios de inclusão e exclusão, as bases de dados consultadas, os termos de busca e as etapas de seleção dos estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2.1 Critérios de Inclusão</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos publicados entre 2010 e 2024, em português ou inglês;</li>



<li>Artigos que abordam treinamento cognitivo-motor em atletas adolescentes, entre 12 e 17 anos;</li>



<li>Pesquisas que avaliaram agilidade, tempo de reação, tomada de decisão ou desempenho motor-cognitivo;</li>



<li>Tipos de estudos: ensaios clínicos controlados, estudos experimentais, revisões sistemáticas e meta-análises.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">3.2.2 Critérios de Exclusão</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos com foco exclusivo em atletas adultos (&gt;18 anos);</li>



<li>Publicações sem metodologia clara, relatos de caso, opiniões ou revisões narrativas;</li>



<li>Artigos publicados fora do período estabelecido;</li>



<li>Estudos com amostras heterogêneas sem dados segmentados para adolescentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Fontes de Dados e Estratégia de Busca</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica foi realizada nas seguintes bases de dados científicas: PubMed, Scopus, Web of Science, ScienceDirect e Google Scholar, no período de julho a agosto de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os termos utilizados na busca foram combinados por operadores booleanos conforme segue: (&#8220;cognitive-motor training&#8221; OR &#8220;cognitive motor training&#8221; OR &#8220;dual-task training&#8221;) AND (&#8220;agility&#8221; OR &#8220;reaction time&#8221; OR &#8220;decision-making&#8221;) AND (&#8220;youth athletes&#8221; OR &#8220;adolescent athletes&#8221; OR &#8220;football players&#8221; OR &#8220;soccer players&#8221;).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Processo de Seleção dos Estudos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa tabela a seguir exemplifica a evolução do número de estudos durante a seleção, demonstrando a sistematização e rigor do processo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 01</strong> – Processo de Seleção</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Etapa</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quantidade de</strong> <strong>Estudos</strong></td><td><strong>Procedimento</strong></td></tr><tr><td>Busca inicial</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">437</td><td>Recuperação dos estudos por meio dos termos de busca nas bases de dados</td></tr><tr><td>Remoção de duplicatas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">382</td><td>Eliminação dos artigos duplicados entre as bases</td></tr><tr><td>Triagem por título e resumo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">85</td><td>Exclusão de artigos que não atendiam aos critérios de inclusão</td></tr><tr><td>Leitura completa dos artigos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">32</td><td>Avaliação detalhada para verificar pertinência, qualidade metodológica e critérios de exclusão</td></tr><tr><td>Estudos incluídos para análise</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">18</td><td>Artigos selecionados para extração e síntese dos dados</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>3.4.1 Fluxograma PRISMA</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 03 apresenta o fluxograma adaptado do PRISMA, ilustrando as etapas da revisão sistemática realizada.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 03 – Fluxograma do Processo de Seleção para Revisão Sistemática</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="191" height="265" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-244.jpeg" alt="" class="wp-image-249638" style="width:349px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Avaliação da Qualidade Metodológica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos selecionados foram avaliados com as ferramentas PEDro scale (para ensaios clínicos randomizados) e AMSTAR 2 (para revisões sistemáticas), assegurando a validade dos dados extraídos (MATUSHIMA et al., 2019). Estudos classificados com baixa qualidade metodológica foram considerados com ressalvas, e suas conclusões foram analisadas criticamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.6 Extração e Síntese dos Dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi utilizada uma ficha padronizada para extrair informações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Autor e ano de publicação;</li>



<li>Objetivo do estudo;</li>



<li>Características da amostra (idade, modalidade esportiva, número de participantes);</li>



<li>Tipo e duração do treinamento cognitivo-motor;</li>



<li>Variáveis avaliadas (agilidade, tempo de reação, tomada de decisão);</li>



<li>Resultados principais;</li>



<li>Limitações apontadas pelos autores.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As informações foram organizadas em tabelas comparativas para facilitar a análise e discussão, assim como ilustra a <strong>Tabela 02.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 02</strong> – Comparativo para Análise e Discussão</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autor</strong> <strong>(Ano)</strong></td><td><strong>Amostra</strong></td><td><strong>Intervenção</strong></td><td><strong>Variáveis Avaliadas</strong></td><td><strong>Resultados</strong> <strong>Principais</strong></td></tr><tr><td>Silva et al. (2021)</td><td>30 atletas, 13-16 anos</td><td>Treinamento CMT por 8 semanas</td><td>Agilidade, tempo de reação</td><td>Melhora significativa na agilidade e redução do tempo de reação</td></tr><tr><td>Zhao et al. (2022)</td><td>25 jogadores, 14-17 anos</td><td>CMT com estímulos visuais</td><td>Tomada de decisão, agilidade</td><td>Aumento na precisão das decisões e agilidade após intervenção</td></tr><tr><td>Liu et al. (2023)</td><td>40 jovens atletas, 12-15 anos</td><td>Treino duplo-tarefa</td><td>Tempo de reação, coordenação motora</td><td>Ganhos importantes no tempo de reação e coordenação</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>3.7 Análise Qualitativa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à heterogeneidade dos protocolos de treinamento e das medidas de avaliação, não foi possível realizar uma meta-análise quantitativa. Dessa forma, a síntese dos resultados seguiu uma abordagem qualitativa, discutindo as tendências gerais e as discrepâncias entre os estudos, bem como as lacunas identificadas para futuras pesquisas (ZHU et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão sistemática sintetizou os achados de 18 estudos científicos que abordam o impacto do treinamento cognitivo-motor (CMT) sobre variáveis como agilidade, tempo de reação, tomada de decisão e desempenho motor-cognitivo em atletas adolescentes. Os resultados indicam uma forte tendência de benefícios associados ao CMT, tanto nos aspectos físicos quanto nos cognitivos, com implicações diretas para a formação esportiva em categorias de base.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Melhora da Agilidade e Tempo de Reação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos demonstrou uma tendência clara de melhoria significativa na agilidade e no tempo de reação de jovens atletas após a aplicação de protocolos de CMT. Essa constatação reforça a ideia de que a agilidade não deve ser compreendida apenas como uma capacidade física, mas sim como uma habilidade complexa que depende da integração entre percepção, cognição e execução motora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, Silva et al. (2021) relataram uma redução de 18% no tempo de reação após oito semanas de treinamento. Outros autores, como Liu et al. (2023) e Zhao et al. (2022), observaram ganhos consistentes na coordenação motora e na velocidade de resposta, com intervenções que incluíam tarefas físicas associadas a estímulos visuais e auditivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados estão em consonância com a literatura neurocientífica, que demonstra que a combinação de estímulos físicos e cognitivos ativa regiões do cérebro envolvidas na tomada de decisão rápida e no controle executivo (VOSS et al., 2010). Dessa forma, o CMT se apresenta como uma estratégia eficaz para potencializar o desempenho de atletas jovens em tarefas dinâmicas e imprevisíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Figura 04 </strong>abaixo ilustra esses ganhos percentuais obtidos em três dos principais estudos incluídos na revisão.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 04</strong> – Melhora Percentual Após Treinamento Cognitivo-Motor</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="528" height="305" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-242.jpeg" alt="" class="wp-image-249637" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-242.jpeg 528w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-242-300x173.jpeg 300w" sizes="(max-width: 528px) 100vw, 528px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Tomada de Decisão e Cognição Tática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das melhorias motoras, os estudos analisados revelaram que o CMT é igualmente eficaz no aprimoramento da tomada de decisão e da cognição tática, competências fundamentais no futebol. Esse tipo de treino estimula o atleta a processar rapidamente informações visuais e auditivas, selecionar a melhor resposta e executá-la sob pressão — condições semelhantes às encontradas em jogos reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucia et al. (2023), por exemplo, registraram melhoras de até 23% na precisão das decisões táticas em jogadores submetidos a protocolos com estímulos interativos. Tais resultados demonstram que o CMT pode fortalecer habilidades como atenção seletiva, antecipação e planejamento estratégico, com reflexos diretos na performance esportiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas conclusões se alinham aos estudos de Bennett et al. (2019) e Romeas et al. (2016), que apontam que atletas com maior desempenho cognitivo tendem a ser mais eficazes em situações de pressão, pois conseguem identificar padrões, antecipar ações e escolher a melhor resposta em milissegundos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 Heterogeneidade dos Protocolos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os efeitos positivos do CMT sejam evidentes, a revisão também revelou uma grande heterogeneidade nos protocolos utilizados. A duração dos programas variou entre 4 e 12 semanas, com frequência de 2 a 4 sessões semanais, e as intervenções foram compostas por estímulos diversos — desde comandos verbais simples até tecnologias avançadas como luzes LED, sensores de movimento e realidade virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diversidade metodológica torna difícil a padronização dos resultados e compromete a realização de análises comparativas mais precisas, como uma meta-análise. Além disso, nem todos os estudos utilizaram os mesmos instrumentos de avaliação. Enquanto alguns aplicaram o Illinois Agility Test (IAT), outros optaram pelo Reactive Agility Test (RAT) ou testes computadorizados de tempo de reação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, essa variedade evidencia a versatilidade do CMT, que pode ser adaptado à realidade de cada equipe, contexto socioeconômico e nível de desenvolvimento dos atletas. A elaboração de diretrizes mínimas para a construção de protocolos consistentes seria um passo importante para o avanço da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Figura 5</strong> apresenta um panorama comparativo dessas características entre os principais estudos analisados.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 05</strong> – Características dos Protocolos de CMT</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="528" height="306" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-243.jpeg" alt="" class="wp-image-249640" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-243.jpeg 528w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-243-300x174.jpeg 300w" sizes="(max-width: 528px) 100vw, 528px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autor (2025).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4 Limitações e Considerações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns estudos incluídos na revisão apresentaram limitações metodológicas que merecem atenção. Entre elas, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tamanho amostral reduzido;</li>



<li>Ausência de grupos controle;</li>



<li>Falta de detalhamento na descrição dos procedimentos; </li>



<li>Uso de instrumentos de avaliação não validados.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, apenas uma minoria dos trabalhos avaliou os efeitos de longo prazo das intervenções ou seu impacto em aspectos subjetivos, como motivação, engajamento e saúde mental. Tais dimensões são essenciais quando se trata de categorias de base, nas quais o desenvolvimento emocional e social caminha lado a lado com o desempenho atlético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura também aponta para a importância de avaliar a adesão dos atletas aos protocolos de CMT, uma vez que a complexidade ou repetitividade das tarefas pode gerar desmotivação se não forem bem conduzidas. Estratégias como gamificação e uso de feedback imediato são recomendadas para maximizar o engajamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.5 Implicações Práticas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das limitações, os achados desta revisão oferecem contribuições relevantes para a prática esportiva. O CMT se mostra uma ferramenta promissora para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desenvolver a agilidade reativa de forma funcional;</li>



<li>Melhorar o tempo de resposta neural e a eficiência cognitiva;</li>



<li>Potencializar a tomada de decisão em ambientes imprevisíveis;</li>



<li>Reduzir o risco de lesões por meio de movimentos mais seguros;</li>



<li>Aumentar o engajamento e a motivação dos jovens atletas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para que isso ocorra, é essencial que os protocolos sejam individualizados, respeitando a maturação neurológica e o condicionamento físico dos atletas. A presença de profissionais capacitados, o uso de estímulos ecologicamente válidos e a incorporação de feedbacks positivos são fatores que potencializam os efeitos do CMT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é recomendável que o treinamento seja integrado a outros componentes do processo formativo, como o preparo físico, o desenvolvimento psicológico e o acompanhamento escolar. Essa abordagem holística permite uma formação esportiva mais completa, promovendo não apenas a performance, mas também o bem-estar e a saúde dos jovens praticantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão sistemática cumpriu o objetivo de analisar os efeitos do Treinamento Cognitivo-Motor (CMT) sobre variáveis como agilidade, tempo de reação, tomada de decisão e desempenho motor-cognitivo em jovens atletas de futebol de campo. Os achados dos 18 artigos selecionados indicam uma forte tendência de que o CMT é uma estratégia promissora e inovadora para potencializar o desempenho esportivo em categorias de base.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que o CMT promove melhorias consistentes na agilidade reativa, no tempo de resposta neural e na cognição tática. A aplicação de protocolos de CMT resultou em ganhos significativos na coordenação motora e na velocidade de resposta a estímulos, com alguns estudos reportando uma redução de até 18% no tempo de reação. Além disso, o treinamento se mostrou eficaz no aprimoramento da tomada de decisão sob pressão, estimulando habilidades essenciais como atenção seletiva, antecipação e planejamento estratégico, que refletem as altas exigências do futebol moderno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente aos ganhos de performance, a revisão evidenciou o impacto positivo do CMT em aspectos psicológicos dos jovens atletas, incluindo melhora na concentração, autocontrole e motivação, o que favorece a adesão ao treinamento. O treinamento também contribui para uma maior segurança motora e redução do risco de lesões, atuando como uma ferramenta estratégica dentro da fisioterapia esportiva. O conceito de neuroplasticidade na adolescência reforça a eficácia do CMT, já que este período é crítico para o desenvolvimento e consolidação de novos padrões motores e cognitivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios consistentes relatados, a análise dos estudos aponta limitações metodológicas cruciais. Destaca-se a heterogeneidade dos protocolos utilizados (variando em duração e tipo de estímulos), o reduzido tamanho amostral e a ausência de padronização metodológica nos instrumentos de avaliação. Essa diversidade dificulta a generalização dos achados e a comparação direta entre os resultados, limitando a construção de diretrizes práticas definitivas para a área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que o CMT representa uma ferramenta fundamental para a formação integral de atletas jovens. Para maximizar seus benefícios, sugere-se que o treinamento seja aplicado de forma individualizada e integrado a outras dimensões do processo formativo. Futuros estudos longitudinais e com maior rigor metodológico são cruciais para consolidar evidências e estabelecer diretrizes práticas seguras para o uso do CMT nas categorias de base.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BENNETT, S. J. et al. <strong>The influence of perceptual and cognitive skills on soccer performance</strong>. <em>Journal of Sports Sciences</em>, v. 37, n. 5, p. 569–578, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, R. A. et al. <strong>Tecnologias digitais no treinamento esportivo: realidade virtual e inteligência artificial aplicadas ao desempenho</strong>. <em>Revista Brasileira de Tecnologia Esportiva</em>, v. 7, n. 2, p. 112–125, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASELLA, R. <strong>Treinamento cognitivo-motor no esporte: estratégias para categorias de base</strong>. <em>Revista Brasileira de Ciências do Esporte</em>, v. 44, n. 2, p. 123–135, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEAR, B. F. et al. <strong>Mindfulness and cognitive-behavioral interventions for anxiety reduction in young athletes: a systematic review</strong>. <em>Journal of Sports Psychology</em>, v. 12, n. 3, p. 234–249, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FILGUEIRAS, T. et al. <strong>Fatores determinantes do desempenho em futebol: uma revisão integrativa</strong>. <em>Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício</em>, v. 18, n. 3, p. 210–220, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRANÇA, L. M.; SOUZA, P. R.; ALMEIDA, J. R. <strong>Impacto do treinamento cognitivo-motor na autoestima e autocontrole de jovens atletas</strong>. <em>Revista Psicologia do Esporte</em>, v. 15, n. 1, p. 45–59, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRIEBE, D. et al. <strong>Cognitive-motor training enhances agility and decision-making in young athletes: a randomized controlled trial</strong>. <em>Journal of Sports Rehabilitation</em>, v. 33, n. 1, p. 45–56, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, F. A.; LIMA, S. M. <strong>Resiliência psicológica e esportes: o papel do treinamento cognitivo-motor em jovens atletas</strong>. <em>Revista Brasileira de Psicologia do Esporte</em>, v. 16, n. 2, p. 89–102, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HILLMAN, C. H. et al. <strong>The effect of acute treadmill walking on cognitive control and academic achievement in preadolescent children</strong>. <em>Neuroscience</em>, v. 15, n. 6, p. 162–168, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOLB, B.; GIBB, R. <strong>Brain plasticity and behavior</strong>. <em>Annual Review of Psychology</em>, v. 62, p. 245–273, 2011.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Graduando do curso de Fisioterapia do Centro Universitário União das Américas Descomplica – Uniamérica, em Foz do Iguaçu, Paraná, joaopedrochavez10@gmail.com<br>²Mestre, Docente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário União das Américas Descomplica – Uniamérica, em Foz do Iguaçu, Paraná, ricardo.azuma@descomplica.com.br<br>³Mestre, Docente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário União das Américas Descomplica – Uniamérica, em Foz do Iguaçu, Paraná lara.moreira@descomplica.com.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA IMPORTÂNCIA PARA IDENTIFICAR O TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-educacao-infantil-e-sua-importancia-para-identificar-o-transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310241 Carolina Medeiros Gonçalves de Araújo FernandesKássia Myreille MachadoLucas Maciel MotaMarilene de Sousa BezerraNilma Lopes da SilvaOdirlene Maria da SilvaSuelma Soares Souza da Mata RESUMO: O presente trabalho levanta o tema a educação infantil e sua importância para identificar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, cujo casos acontecem nesta etapa de [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310241</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Carolina Medeiros Gonçalves de Araújo Fernandes<br>Kássia Myreille Machado<br>Lucas Maciel Mota<br>Marilene de Sousa Bezerra<br>Nilma Lopes da Silva<br>Odirlene Maria da Silva<br>Suelma Soares Souza da Mata</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho levanta o tema a educação infantil e sua importância para identificar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, cujo casos acontecem nesta etapa de ensino e muitas vezes são descobertos mais tarde em outra modalidade de ensino. Ressaltando que a Educação Infantil é de extrema importância, pois para que seja investigado o Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou para que a busca por uma intervenção no processo escolar também seja mais cedo e mais constante na vida da criança que comprovada com tal diagnóstico; a criança deve ser inserida nesta modalidade, pois as etapas de ensino quando percorridas de maneira normal o desenvolvimento da criança é apresentado também de forma que deve ser e neste percurso são detectados as intercorrências que são normais ou atípicas. Identificando também os papéis de todos interessados em desenvolver as competências e habilidades que fazem parte do processo na Educação Infantil e garantindo assim efetivamente e respeitando o desenvolvimento da criança dentro de sua particularidade, se comprovado tal transtorno já nesta modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavra-chave: </strong>Educação Infantil, importância, Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study addresses the theme of early childhood education and its importance in identifying attention deficit hyperactivity disorder (ADHD), cases of which occur at this stage of education and are often discovered later in another educational setting. It emphasizes that Early Childhood Education is extremely important, as it allows for the investigation of ADHD or the pursuit of interventions in the school process to occur earlier and more consistently in the child&#8217;s life once such a diagnosis is confirmed. The child should be enrolled in this educational stage because when the stages of education are completed normally, the child’s development progresses as it should, and along this path, the occurrences—whether typical or atypical—are detected. It also identifies the roles of all stakeholders in developing the competencies and skills that are part of the Early Childhood Education process, thus ensuring its effectiveness and respecting the child&#8217;s development within their particularity, if such a disorder is already confirmed in this modality.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Childhood Education, importance, disorder attention deficit hyperactivity disorder, developmental disabilities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ressaltando a importância da Educação Infantil para o desenvolvimento de atividades que venham atender o desenvolvimento correto das crianças que ali ingressam e também por ser a primeira instância da criança na vida escolar percebeu-se que o aparecimento de estudantes com o TDAH-Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é grande, porém sua comprovação nem sempre é precoce, por se tratar de um tema não muito conhecido por profissionais que não são da área afim. Diante desse problema de aprendizagem que muitas crianças são colocadas de lado e deixadas de canto e não recebem a prática correta pela falta de preparo ou de informação de alguns profissionais que consideram todos alunos iguais, por ser mais fácil lidar com todos de maneira igual e de forma que todos também são iguais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;É neste intervalo que surge a Educação Infantil por ser a primeira etapa escolar da criança, devendo ser então aquela que o educador infantil, tenha mais coerência e coesão com suas práticas, numa ação mais observadora de maneira individual, pois ninguém é igual a ninguém, para então desenvolver competências e habilidades para que o desenvolvimento da criança seja de fato integral e de acordo a sua fase. Sendo assim, muitos educadores por desconhecer de dificuldades de aprendizagem como o TDAH, deixam passar crianças que apresentam sinais desta dificuldade e não correspondendo ao que deveria ser o seu papel de articulador, mediador do processo de ensino aprendizagem na Educação Infantil e também aquele que vai realizar o trabalho conjunto criança/escola/família e ir em busca de promover parcerias que atendam a necessidade da criança de adquirir meios para aprender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Verificando essa importância da Educação Infantil para o diagnóstico precoce por meio dos sinais que a criança apresenta se tem ou não o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é que foi feita uma pesquisa exploratória acerca deste assunto, com o método quanti-qualitativo e a técnica de entrevista através de um questionário direcionado aos Educadores Infantis de uma determinada escola e sendo este trabalho justificado por observar que muitas crianças ás vezes são diagnosticadas sem comprovação deste transtornos e quando as mesmas apresentam sinais não são valorizadas como tal e recebendo o mesmo trabalho pedagógico que muitas vezes fracassam por não ser o que responde a dificuldade da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Assim este artigo tem como objetivo compreender como é a atuação do docente na Educação Infantil, verificando se as habilidades e competências desenvolvidas estão inseridas nas normas estabelecidas para as crianças de 3 a 5 anos de idade e se atende também as necessidades de quem tem na sua clientela uma criança com esse transtorno já mencionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. EDUCAÇÃO INFANTIL: SUA IMPORTÂNCIA E SUAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Educação Infantil é a modalidade de ensino que é considerada como a etapa mais importante para o desenvolvimento integral da criança, pois abrange todas as dimensões da mesma em seus aspectos físico, afetivo, psicológico, intelectual e social, mas para que isto aconteça são necessárias que os educadores sejam também responsáveis pela estruturação e organização contínua do ambiente, para favorecer o envolvimento das crianças e desenvolver práticas pedagógicas voltadas para o desenvolvimento de competências e habilidades que são importantes para as crianças de 3 a 5 anos de idade conforme preconiza os parâmetros de qualidade da educação, para realizar o ensino aprendizagem é necessário que o educador tenha como norte, o planejamento respeitando as regras e normas estabelecidas pela Instituição de ensino além de respeitar a fase de desenvolvimento da criança e suas individualidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Por ser considerada a primeira etapa da educação a elaboração de propostas educacionais vincula necessariamente a concepções sobre criança, educar, cuidar e aprendizagem, cujos fundamentos devem ser considerados de maneiras explícitas, ter como objetivo o aumento de conhecimento global da criança até cinco anos e a função de complementar a família não a de substituir, sendo assim é necessária à interação entre a escola, família e comunidade, para que juntas possibilitem um bom desenvolvimento para a criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O professor é o mediador e articulador das informações ressalvando o vínculo professor-aluno no processo de ensino aprendizagem, que envolve o diálogo, o ensinar, o ouvir, o aprender e o conhecer, trabalhando de maneira adequada com a faixa etária das crianças, com atividades lúdicas, de maneira com que esta contribua com o seu desenvolvimento e auxilia na construção do conhecimento com está escrito no Referencial Curricular Nacional (1998, p. 135):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Para que os projetos educativos das instituições possam, de fato, representar esse diálogo e debate constante, é preciso ter bons professores que estejam comprometidos com a prática educacional, capazes de responder às demandas familiares e das crianças, assim como às questões específicas relativas aos cuidados e aprendizagens infantis.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como diz Barroso (2010), “Concebemos a aprendizagem como resultado de uma construção pessoal e coletiva, que resulta em compreender, manipular e reconstruir os objetivos do mundo físico e social que cercam as curiosidades e as relações que as crianças estabelecem entre si”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto, o educador deve conhecer a atitude da criança referente ao agir, falar e pensar, além do potencial de aprendizagem de cada um, levando em conta a sua experiência cultural para aplicar a educação formal a partir do planejamento, pois ao consolidar a individualidade de cada pessoa aumenta o sucesso na inclusão de uma sociedade concreta, cultivando assim valores e costumes adequados para o sucesso do mesmo, que às vezes somente com a estrutura familiar não seria possível tal precedência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;As atividades exercidas na Educação Infantil não têm propósito de apenas acumular crianças em um espaço com o fim de cuidar apenas, é mais profunda a intenção, pois a mesma tem objetivo de subsidiar o que a família começa dando suporte à criança para o seu desenvolvimento integral como destaca Paula (2010):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A proposta da educação infantil não é funcionar como um “cabideiro” e sim fazer com que os educadores aproximem as crianças da linguagem, cultura, afetos e cognição como elementos fundamentais para o desenvolvimento integral da criança, utilizando a imaginação, o raciocínio lógico, a sociabilização e a criatividade.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A família é o primeiro espaço social da criança e a comunidade um dos principais ambientes de convivência social do ser humano, mas é na Educação Infantil que a criança vai adquirir subsídios para o desenvolvimento das suas funções psicológicas, da consciência, da cidadania e dos direitos, pois as atividades são planejadas para dar início à formação de atitudes que os façam compreenderem a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Segundo o Referencial Curricular apud Rizzo (2006), o educador deve ministrar as aulas baseando-se nos três eixos da educação infantil sendo eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O brincar: Permite o enriquecimento das competências imaginativas e organizacionais infantis, sendo apresentadas nas diferentes formas, brincar com papéis ou faz de conta, jogos de construção e jogos com réguas;</li>



<li>O movimento: Para a criança desenvolver os aspectos físicos, sociais e emocionais não será necessário que ela participe de uma aula de educação física ou precise de um espaço em que ela possa correr, mas sim que ela participe de rodinhas com seus coleguinhas tendo a presença de um adulto para orientá-las nas atividades, permitindo a troca afetiva, facilitando a comunicação, sustentando a reflexão mental, expressão de ideias, apoiando a construção do sujeito para melhor desenvolver seus aspectos;</li>



<li>Conhecimento de si e do outro: Quando a qualidade da convivência dentro do grupo é boa à criança aprende a ser autônoma nas capacidades motora, social, intelectual e moral.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Assim as práticas pedagógicas desenvolvidas diariamente têm que ser planejadas de acordo com as necessidades das crianças e sua faixa etária, realizando atividades particulares ou em grupo, livres ou administradas, diversificadas ou exclusivas, fora ou dentro da sala, atividades envolvendo a psicomotricidade como pular, correr, dançar, andar, utilizar os brinquedos como mediador de conhecimento, realizar leituras e contos infantis, trabalhar música, realizar festividades de acordo com as datas comemorativas presentes no calendário escolar, pois desta forma estará trabalhando a cultura, além de realizar atividades gráficas estimulando a criança utilizar a imaginação e a criatividade para expressar seus sentimentos através de desenho, pintura e colagem, ressaltando que o principal papel do professor é ensinar e auxiliar nas atividades realizadas objetivando sempre o desenvolvimento da responsabilidade, da independência e da capacidade de livre escolha da criança para que não ocorra a distração, ou seja, atividades vagas, insignificativas causando a desmotivação do aluno, sendo necessário que o mediador trabalhe de uma forma dinâmica, desenvolvendo uma metodologia significativa e atendendo o desenvolvimento de competências e habilidades que são as premissas da Educação Infantil que como diz Segundo Perrenoud (2002, p.7), competência é “a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a eles”, ou seja, o educador deve conduzir a criança a ter capacidade de resolver determinado assunto tendo sua própria autonomia. Enquanto que habilidade é como a criança irá resolver determinado assunto, quais estratégias ela utilizará para solucioná-lo. Cabendo ao educador desenvolver por meio de competências direcionadas na qual deve ser desenvolvida a partir de habilidades como, atividades rítmicas e expressivas, desenhos, manuseio com massinha, recorte e colagem, diálogo, dramatização, brincadeira com o espelho, contato com revistas, atividades em grupo, material concreto, classificação, entre outros, favorecendo assim uma aprendizagem significativa e consequentemente evitando o desinteresse do educando nas atividades propostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto frente ao desenvolvimento infantil o educador tem que proporcionar experiências diversificadas e enriquecedoras com a finalidade de desenvolver capacidades, habilidades e autoestima, fornecendo a criança uma imagem positiva de si mesma, além de ajudá-la na sociabilização, pois as instituições têm que incorporar de maneira integrada as funções de educar e cuidar proporcionando o desenvolvimento da identidade das crianças por meio de atividades diversas realizadas em situações de interação como destaca Machado (2002, p. 81):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O padrão de qualidade a ser obedecido pela creche passa a incluir critérios pedagógicos de desenvolvimento de competências pelas crianças, além de outros requisitos que uma instituição para a criança deve apresentar: ambiente limpo, organizado, com cuidados físicos também atentamente observados.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Então cabe ao profissional da Educação Infantil ter muita ousadia e criatividade, pois nestes estabelecimentos é grande a diversidade cultural e para serem bem desenvolvidas essas capacidades é necessário, além das estratégias utilizadas, um espaço amplo, acolhedor, divertido, limpo e organizado, enfim propício à finalidade da Educação Infantil, com competências e habilidades pertinentes ao processo desta modalidade e sem fim de promover a criança à etapa seguinte, mas com a intenção de seu desenvolvimento integral na fase em que está inserida é o que fala Tavares (2008):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Todas as atividades realizadas pelos educadores devem ser direcionadas para o desenvolvimento das competências e habilidades nos alunos, dessa forma, as aulas devem ser bem planejadas, mas sem sobrecarrega-los, lembrando que, a educação infantil não tem objetivo de preparar a criança para a modalidade seguinte.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. EDUCAÇÃO INFANTIL FRENTE AO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cada vez mais cedo, crianças têm sido encaminhadas, diagnosticadas e medicadas como hiperativas e/ou desatentas, como na Educação Infantil. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade tem sido evocado como justificativa corrente para o fracasso escolar de um número expressivo de crianças, atribuindo-se a elas a responsabilidade por não aprender e isentando de análise a escola e a sociedade nas quais estão inseridas. A situação se torna mais alarmante uma vez que a literatura a respeito aponta dificuldades no diagnóstico e na intervenção sobre esse tipo de transtorno, devidas à falta de clareza sobre o que é esse quadro clínico e em razão da não existência de estudos consistentes acerca das consequências futuras do processo de aquisição do conhecimento nas instituições infantis que tem como clientela crianças diagnosticadas com tal dificuldade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Esse transtorno nada mais é do que é o termo técnico que descreve um transtorno neurobiológico de causas genéticas, surgido na infância e que, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida é que muitas vezes família e escola sem entender muito do que se trata mesmo percebendo deixa o problema passar adiante. As crianças com TDAH- Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade são frequentemente acusadas de &#8220;não prestar atenção&#8221;, mas na verdade elas prestam atenção a tudo. O que não possuem é a capacidade para planejar com antecedência, focalizar a atenção seletivamente e organizar respostas rápida sendo este um problema comum e se caracteriza por dificuldades em manter a atenção, inquietação acentuada (por vezes hiperatividade) e impulsividade. É também chamado de DDA (Disfunção de Déficit de Atenção).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade na infância, dos 6 aos 10 anos, em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com as demais crianças, pais e professores, onde estes não conseguem realizar os vários projetos que planejam e são tidos como &#8220;avoados&#8221;, &#8220;vivendo no mundo da lua&#8221;, geralmente &#8220;estabanados&#8221; e com o &#8220;bicho carpinteiro&#8221;. Muitas crianças tem um comportamento desafiador e opositivo associado, não respeitam limites e enfrentam ativamente os adultos. É considerado também como um distúrbio biopsicossocial, ou seja, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensificação desse problema. O TDAH seria, para a criança, uma maneira diferente de pensar, ocasionando graves dificuldades de relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quantidade e o ritmo de movimentos acima do normal também causam dificuldades. A movimentação da criança é tanta que ela precisa ser vigiada o tempo todo, pois corre riscos de se envolver em situações perigosas. A criança hiperativa tem mais energia e menos necessidade de sono e repouso. Geralmente os hiperativos, quando bebês, se mexem muito durante o sono, são estabanados quando começam a andar, podem apresentar um retardo na fala e trocam as letras por um tempo maior que o normal, porém apenas esses sintomas não são suficientes para a definição do quadro de hiperatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na escola é que a criança hiperativa vai demonstrar as características que definem a doença, como: dificuldade em se concentrar; não conseguir ficar envolvida com uma coisa só; movimentar-se e conversar constantemente.&nbsp; Outro sintoma é a impulsividade, comportamento que se caracteriza por não pensar antes de agir podendo provocar situações perigosas, como atravessar a rua sem antes olhar. As dificuldades na escola não surgem só pela falta de atenção, mas também por distúrbios viso-perceptivos é o destaca Golfeto (1992, p. 12):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Nessa síndrome a criança apresenta dificuldade em discriminar a direita da esquerda, em orientar-se no espaço, em fazer discriminações auditivas e em elaborar sínteses auditivas. Apresenta alterações de memória visual e auditiva. A outra característica importante é a má estruturação do esquema corporal.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;As escolas hoje atestam a desculpa do déficit de atenção e hiperatividade para o fracasso do processo de ensino aprendizagem como cita Eidt (2004):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No contexto escolar, a hiperatividade e/ou déficit de atenção apresenta-se como justificativa corrente para o fracasso escolar de um número expressivo de crianças, atribuindo-se a elas a responsabilidade por não aprender e isentando de análise o contexto escolar e social em que estão inseridas.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Levando em consideração a citação de Eidt (2004) é possível afirmar que ainda existem escolas de ensino infantil que não tem pessoas com clareza do que é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade para identificar crianças que apresentam sintomas dessa dificuldade de aprendizagem para que logo que sejam inseridas num programa de atendimento que venha responder a dificuldade que a criança tem isto é inserir a mesma aos demais e induzir a mesma no processo de desenvolvimento de competências e habilidades que é pertinente ao processo da Educação Infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Existem estudos que diz que toda criança é impulsiva, portanto hiperativa, mas não devem ser homogeneizadas aquelas que realmente têm o problema, pois para diagnosticar é preciso um atendimento com profissionais da área competente num trabalho interdisciplinar a família e a escola que a criança está inscrita foi o que mencionou Juan Vasen (apud Isaías, 2007):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Toda criança que apresenta dificuldades de atenção, que é hiperativa ou impulsiva, não pode ser englobada na classe de TDAH. Essa classificação tornou-se um “balaio de gatos”, pois existe uma forte tendência a homogeneizar, ao invés de identificar. “Por trás dessas crianças que se portam mal pode haver situações de disputa, violência doméstica, mudanças, divórcios”. E, em lugar de indagar sobre o problema, de interpretá-lo, de analisá-lo, este é dissimulado por comprimidos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Levando em conta o pensamento de Juan Vasen (apud Isaías, 2007), acima citado outros pensadores como Bastos, Thompson e Martinez (2000) dizem que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A difícil aprendizagem na escola agrava a hiperatividade: se a criança não prospera em seus afazeres, fica desmotivada e com a sua autoestima abalada, sentindo frustração, ocasionando intensa excitação e intensa raiva, até mesmo maiores que as das crianças comuns.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sendo assim nem toda criança por ser impulsiva tem TDAH e para as que realmente têm cabe ao educador desenvolver atividades que motive, que eleve a autoestima, não frustre e que desenvolva aptidões que estejam intrínsecas ao processo escolar</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Falta clareza sobre o que é esse quadro clínico e sobre o que o demarca de outros quadros com sintomas semelhantes, isso é uma questão visível nas instituições escolares, mas que pode ser sanado com auxílio de profissionais pesquisadores que identificam o problema e repassa aqueles que sabem diagnosticar para junto com os Educadores intervir para que a criança que está em fase de desenvolvimento seja inserida as práticas pedagógicas de uma instituição infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para um trabalho com uma criança que apresenta tal problema na escola é indispensável a participação de todos os envolvidos no processo escolar pois o processo estabelece aprendizado a todos reeducando até as maneiras de encarar como um ser humano adquire conhecimento como diz Falvey e Al. (1995, p. 9): “[&#8230;] o aprendizado não é somente para alunos com deficiências, mas para todos os alunos, educadores, pais e membros da comunidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Diante das crianças portadoras de necessidades especiais na Educação Infantil, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), em 2001 elaborou o Referencial Curricular Nacional para esta modalidade e dispõe:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Recursos humanos capacitados em educação especial na educação infantil;</li>



<li>Formação continuada em instituição comprometida com o movimento de inclusão;</li>



<li>Realizar levantamento dos serviços e recursos comunitários institucionais, como maternidades, postos de saúde, hospitais, escolas e unidades de atendimento à crianças com necessidades especiais entre outras que possam constituir-se em recursos de apoio, cooperação e suporte;</li>



<li>Garantir a participação da direção, dos professores, dos pais e das instituições especializadas na elaboração do projeto pedagógico que contemple a inclusão;</li>



<li>Promover a sensibilização da comunidade escolar, no que diz respeito a inclusão de crianças com necessidades especiais;</li>



<li>Promover encontros de professores e outros profissionais com objetivo de refletir, analisar e solucionar possíveis dificuldades no processo de inclusão;</li>



<li>Solicitar suporte técnico ao órgão responsável pela Educação Especial no Estado, no Município ou no MEC. / SEESP;</li>



<li>Adaptar o espaço físico interno e externo para atender crianças com necessidades especiais, conforme normas de acessibilidade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A prática pedagógica é uma ação executada pelo educador que é adquirida ao longo de sua formação, portanto a prática do educador que pretende inserir o aluno com déficit de atenção e hiperatividade no processo escolar que atenda de forma integradora suas particularidades deve contemplar além desses conhecimentos a disposição em buscar novas formas de este fazer levando em consideração a diversidade dos educandos e suas particularidades é o que diz Sacristán (1995, p. 77):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] as mudanças educativas, entendidas como uma transformação ao nível das ideias e das práticas, não é repentina e nem lineares. A prática educativa não começa do zero: quem quiser modifica-la tem de apanhar o processo “em andamento”. A inovação não é mais do que uma correção de trajetória.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto a prática pedagógica é uma ação docente que por consequência efetiva a formação integral do aluno que apresenta o déficit de atenção e hiperatividade assim como os outros tidos como normais, de forma que essa prática seja uma ação conjunta entre todos os atores envolvidos no processo ensino aprendizagem com a intenção de garantir que todos desenvolvam competências e habilidades do processo da Educação Infantil que são importantes para o seu desenvolvimento integral de maneira que responda seu problema respeitando sua forma de aprender e responder os estímulos que são próprios da aquisição e construção de conceitos próprios ao ser humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS DA PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O presente artigo organizado e realizado acerca do tema a educação infantil e sua importância para identificar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade foi concebido a partir da elaboração do projeto de pesquisa, onde foi utilizada uma pesquisa exploratória quanti qualitativa, com a observação e levantamento de dados feito por meio de uma entrevista endereçada as professoras de uma escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;E foram convidadas para o colhimento de dados para a elaboração deste estudo 7 professoras, que foram notificadas do levantamento de informações por meio de uma conversa informal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para explanação dos resultados, pensou-se por estabelecer tabelas para análise exploratória acerca das informações elencadas na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Levando em consideração os dados levantados com as professoras as tabelas abaixo notificam que as docentes da instituição não compreende do assunto realmente desconhecem do transtorno de déficit&nbsp; de atenção e hiperatividade, deixaram claro que só mesmo de ouvir falar, mesmo lendo uma coisa aqui e outra ali, pois relataram que para as mesmas essa criança comprovada com essa dificuldade é apenas um aluno a mais no processo escolar e em decorrência dessa falta de leitura e formação no assunto as mesmas ressalvam também que o trabalho pedagógico pode deixar a desejar pois não conhecem e muitos menos há aquele trabalho efetivo, portanto a dificuldade em se trabalhar com esse tipo de problema de aprendizagem é quase zero por não saberem como realiza-lo, deixando também evidente que o trabalho com os envolvidos no processo sendo um trabalho solto e sem sentido para aquelas crianças que acreditam ter o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Fato é que foi verificado uma falta de preparo e leitura desses profissionais, além de engajamento em desenvolver aquilo de fato é o objeto de desejo da escola que é a formação integral do indivíduo em um cidadão que saiba mesmo dentro de suas limitações participar e atuar no meio em que vive de maneira crítica e reflexiva. É o que mostra a tabelas abaixo, que apresenta em números essa realidade respondida pelos professores da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUESTIONÁRIO DIRECIONADO AS PROFESSORAS:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">TABELA I: Função do educador infantil frente a criança com TDAH-Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="551" height="165" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-128.png" alt="" class="wp-image-244531" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-128.png 551w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-128-300x90.png 300w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">TABELA II: Conhece e identifica o Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade- TDAH.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="113" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-127.png" alt="" class="wp-image-244530" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-127.png 545w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-127-300x62.png 300w" sizes="(max-width: 545px) 100vw, 545px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">TABELA III: Maior dificuldade para exercer sua prática diante de uma criança com esse transtorno.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="547" height="241" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-126.png" alt="" class="wp-image-244529" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-126.png 547w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-126-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">TABELA IV: Papel do educador diante desse problema de aprendizagem junto ao trabalho que realiza com a criança e a família desta.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="544" height="193" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-124.png" alt="" class="wp-image-244527" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-124.png 544w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-124-300x106.png 300w" sizes="(max-width: 544px) 100vw, 544px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto, o Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é ainda um assunto de difícil compreensão para os educadores infantis e quando não uma desculpa para o fracasso deste profissional que muitas vezes prefere ficar na sua zona de conforto e busca meios de compreender o assunto e trabalhar com parcerias com a família e profissionais da área que compreendam o tem e o oriente de maneira que o processo escolar tenha êxito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando a realidade onde foi feito este estudo é fato que o TDAH &#8211; Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ainda é considerado um bicho que sete cabeças que tão cedo vai ser desmistificado ou decifrado pelos profissionais, pois por ser uma dificuldade aprendizagem que requer que o mesmo reveja sua prática e esteja constantemente buscando e inovando suas metodologias e que essa venha de encontro ao que é real e possível para o aluno; é fato que isso está longe de acontecer, devido ao comodismo destes profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;É notório que não é fácil realizar o trabalho pedagógico com essas crianças, mas também não é impossível, desde que todos os interessados no desenvolvimento dessa criança falem a mesma linguagem, façam tudo de acordo a necessidade que a criança enfrenta&nbsp; e trabalhe contemplando todas os aspectos que devem constar numa proposta integradora e de cunho realmente integral ao desenvolvimento da criança na Educação Infantil, respondendo assim o desenvolvimento de competências e habilidades que fazem parte dessa modalidade de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAUJO, Mônica; SILVA, Sheila Aparecida Pereira dos Santos. <strong>Comportamentos indicativos do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças</strong>: alerta para pais e professores. Disponível em: &lt; http://www.efdeportes.com &gt; Acesso em: 05 de junho de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROSO, Jorge Eduardo Maia. <strong>O papel do professor diante da indisciplina na Educação Infantil.</strong> Disponível em: &lt; http:www.ebah.com.br &gt; Acesso em: 05 de junho de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BASTOS, F. L.; THOMPSON, T. A.; MARTINEZ O, C. A. <strong>Uma revisão do distúrbio de Déficit de Atenção/Hiperatividade</strong> &#8211; Apresentado no 1º Encontro Brasileiro de Neurologia, outubro de 2000 &#8211; Pesquisa conjunta GENN/University of Central Florida: Orlando, USA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Referencial curricular nacional para educação infantil</strong>/ Ministério da Educação e desporto, Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/BEF, 3 v. 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Secretaria de Educação Fundamental. <strong>Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil</strong>: Estratégias e Orientações para a Educação de Crianças com Necessidades Educacionais. Brasília: MEC./SEESP/SEF. 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EIDT, N. M. <strong>Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade</strong>: diagnóstico ou rotulação? 2004. Dissertação (Mestrado) – Universidade Católica de Campinas. Campinas.ISAÍAS, M. Hiperactividad: una advertencia sobre la medicalización de niños. Diario La Capital, Argentina, supl. Educación, 2007. Disponível em: &lt; http:www.forumadd.com &gt; Acesso em: 23 agosto de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EIDT, Nadia Mara; TULESKI, Silvana Calvo. <strong>Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade e psicologia histórica cultural.</strong> Disponível em: &lt; http:www.scielo.br &gt; Acesso em:&nbsp; 25 de agosto de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOLFETO, J. H.. <strong>A criança com déficits de atenção aspectos clínicos, terapêuticos e evolutivos.</strong> Campinas, 1993. Unicamp: Universidade de Campinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACHADO, Maria Lúcia de A. <strong>Encontros e desencontros em educação infantil</strong>. 1.ed. São Paulo: Cortez, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAULA, Marcilene Resplande de. Educação Infantil &#8211; <strong>Creche e as Práticas Pedagógicas como Propulsora da Aprendizagem:</strong> Impasses e Perspectivas. Barra do Garças: 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERRENOUD, Philippe. <strong>A prática reflexiva no ofício de professor</strong>: profissionalização e razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002. Apud Currículo da educação básica. Disponível em: &lt; www.se.df.gov.br &gt; Acesso em: 20 de setembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIZZO, Gilda. <strong>Creche:</strong> organização, currículo, montagem e funcionamento. – 4ª Ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANCHEZ, Pilar Arnaiz. <strong>A Educação Inclusiva</strong>: um meio de construir escolas para todos no século XXI. Inclusão: Revista da educação especial, Brasília, v. 1, n. 1, p. 7-17, outubro. 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SACRISTÁN, J. G. Consciência e ação sobre a prática como libertação profissional dos professores. In: Nóvoa, A. <strong>Profissão Professor</strong>. Portugal: Porto, Editora, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Eduardo Jorge Custódio da. <strong>Transtornos do déficit de atenção com hiperatividade em adolescentes</strong>. Disponível em: &lt; http: www.adolescenciaesaude.com &gt; Acesso em: 05 de setembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAVARES, Luana Gomes. <strong>A importância da educação infantil.</strong> 2008. 36f. Dissertação – Licenciatura Plena em Pedagogia, Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, Barra do Garças, 2008.Fonte 12, espaço simples entre linhas e duplo entre uma referência e outra.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SÍFILIS ADQUIRIDA NO MARANHÃO: UM ESTUDO COMPARATIVO ANTES E PÓS A PANDEMIA NO PERÍODO ENTRE 2019 E 2025</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sifilis-adquirida-no-maranhao-um-estudo-comparativo-antes-e-pos-a-pandemia-no-periodo-entre-2019-e-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=245419</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510312318 Janete Da Silva Morais1, Leiliane De Jesus Silva Chagas2, Lucivaldo Ferreira Filho3, Lurdenilde Pereira Pinheiro4, Stefany Chagas Barbosa5, Taciane Silva Saraiva6, José Carlito do Nascimento Ferreira Júnior7 RESUMO A sífilis adquirida permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente no estado do Maranhão, onde os casos têm apresentado variações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510312318</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Janete Da Silva Morais<sup>1</sup>, Leiliane De Jesus Silva Chagas<sup>2</sup>, Lucivaldo Ferreira Filho<sup>3</sup>, Lurdenilde Pereira Pinheiro<sup>4</sup>, Stefany Chagas Barbosa<sup>5</sup>, Taciane Silva Saraiva<sup>6</sup>, José Carlito do Nascimento Ferreira Júnior<sup>7</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>RESUMO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A sífilis adquirida permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente no estado do Maranhão, onde os casos têm apresentado variações significativas nos últimos anos. O presente estudo tem como objetivo analisar a evolução dos casos de sífilis adquirida no Maranhão entre 2019 e 2025, considerando fatores como sexo, raça, faixa etária e o impacto da pandemia da COVID-19 sobre a notificação da doença. Observou-se predominância de casos entre indivíduos do sexo masculino, refletindo padrões nacionais de maior vulnerabilidade entre homens jovens e adultos sexualmente ativos. Durante o período pandêmico (2020–2022), houve queda na testagem e notificação de casos, o que pode estar associado à subnotificação decorrente da redução dos serviços de saúde voltados às infecções sexualmente transmissíveis. Após a retomada das atividades presenciais, verificou-se aumento gradual das notificações, incluindo crescimento proporcional entre mulheres, indicando risco ampliado para a transmissão vertical. Os resultados reforçam a importância de políticas públicas contínuas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, além do fortalecimento da atenção básica e da educação em saúde, essenciais para conter a disseminação da sífilis e mitigar os efeitos pós-pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Sífilis. Maranhão. COVID-19. Epidemiologia.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ABSTRACT</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Acquired syphilis remains a serious public health problem in Brazil, especially in the state of Maranhão, where case numbers have shown significant variations in recent years. This study aims to analyze the evolution of acquired syphilis cases in Maranhão between 2019 and 2025, considering factors such as sex, race, age group, and the impact of the COVID-19 pandemic on disease reporting. A predominance of cases among males was observed, reflecting national patterns of greater vulnerability among young and sexually active men. During the pandemic period (2020–2022), there was a decline in testing and case reporting, which may be associated with underreporting due to the reduction of health services focused on sexually transmitted infections. After the resumption of in-person activities, a gradual increase in notifications was observed, including proportional growth among women, indicating an increased risk of vertical transmission. The results reinforce the importance of continuous public health policies aimed at prevention, early diagnosis, and timely treatment, as well as the strengthening of primary care and health education, which are essential to contain the spread of syphilis and mitigate the post-pandemic effects.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Syphilis. Maranhão. COVID-19. Epidemiology.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>INTRODUÇÃO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Exclusiva dos seres humanos e provocada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma (IST) Infecção Sexualmente Transmissível que possui tratamento e cura, a doença evolui em quatro estágios (primário, secundário, latente e terciário), sendo os dois primeiros os de maior transmissibilidade. Sua propagação se dá, primariamente, por relações sexuais desprotegidas ou pela transmissão vertical da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto (GASPAR <em>et al.,</em> 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa realidade é ainda mais preocupante em estados da região Nordeste, como o Maranhão, onde fatores como desigualdade social, barreiras de acesso aos serviços de saúde e fragilidades na vigilância epidemiológica contribuem para a manutenção e até o aumento dos casos da doença, nota-se, que a sífilis adquirida, em particular, representa um indicador sensível da efetividade das ações de prevenção e da qualidade da atenção básica, sendo um importante marcador para avaliar políticas públicas no campo da saúde sexual e reprodutiva (BRASIL,2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período da pandemia de COVID-19, pesquisadores observaram impactos significativos na rotina de diagnóstico e notificação da sífilis em diversas partes do país, viu-se, uma sobrecarga dos serviços de saúde, a diminuição na procura por atendimento ambulatorial e as restrições de mobilidade populacional que contribuíram para a queda dos exames de diagnósticos e, consequentemente, para uma subnotificação dos casos. No entanto, com o avanço da vacinação contra a COVID-19 e a retomada gradativa das atividades de saúde, os números voltaram a apresentar tendência de crescimento, o que reforça a importância de analisar os efeitos da pandemia não apenas como uma pausa estatística, mas também como um fator que reconfigurou a trajetória epidemiológica da sífilis no país (PINHEIRO <em>et al., </em>2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, os dados disponibilizados pelo SINAN/DATASUS e pelos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde, evidenciam oscilações nas notificações entre 2019 e 2023, com quedas notórias em 2020 e 2021, seguidas por aumentos graduais nos anos subsequentes, podemos dizer que, essa variação, por sua vez, pode estar associada tanto a mudanças na dinâmica de transmissão quanto às limitações de vigilância impostas pela crise sanitária. Além disso, estudos regionais realizados no Nordeste, demonstram que as tendências não foram homogêneas, havendo municípios com maior capacidade de manter a testagem e a notificação, enquanto outros apresentaram quedas expressivas, revelando desigualdades que precisam ser consideradas em análises locais (PEREIRA<em>, </em>2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sífilis é um problema global, com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) estimando a ocorrência de 8 milhões de casos em todo o mundo. No Brasil, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize a vacina contra o HPV como um meio de prevenção de algumas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), o alcance da cobertura vacinal ainda é insuficiente. A segunda dose atinge apenas 27,7% entre os meninos e 54,3% entre as meninas, ficando aquém dos 95% recomendados (AGÊNCIA BRASIL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A progressão da sífilis começa com a fase primária, que se manifesta com o surgimento de feridas ricas em bactérias, conhecidas como cancro duro. Estas lesões geralmente se localizam no ponto de inoculação da bactéria, como pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus ou boca (BRASIL, 2023). A forma secundária da doença pode surgir entre seis semanas e seis meses após o desaparecimento do cancro, os sintomas nesse estágio incluem lesões eritematosas, frequentemente nas palmas das mãos e solas dos pés, além de manifestações sistêmicas inespecíficas como febre, dores de cabeça e fraqueza muscular, que tendem a sumir em alguns dias (MENEZES <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estágio terciário da sífilis, que ocorre após um longo período de latência, pode se manifestar entre dez e quarenta anos após a infecção inicial, essa fase atinge entre 15% e 25% dos pacientes não tratados e é marcada pela destruição tecidual, culminando no aparecimento de lesões graves e gomas sifilíticas (BRASIL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da infecção visa a erradicação da bactéria T. pallidum, através da antibioticoterapia, sendo a penicilina o tratamento padrão, a dosagem varia conforme o estágio: sífilis primária, secundária e latente precoce são tratadas com uma única dose intramuscular de penicilina benzatina. Já para sífilis latente tardia e terciária, são necessárias três doses semanais (BRASIL, 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos mais complexos, como neurossífilis e sífilis congênita, exigem um regime intensivo de penicilina cristalina intravenosa por até 14 dias. O sucesso do tratamento requer a conclusão completa do regime prescrito, monitoramento sorológico e o tratamento simultâneo dos parceiros sexuais para prevenir a reinfecção e a dispersão da doença (Kalinin <em>et al.,</em> 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante notar que pacientes coinfectados com HIV e sífilis podem apresentar um quadro clínico mais agressivo, particularmente em relação às complicações neurológicas e oculares. O acompanhamento desses indivíduos deve utilizar os mesmos exames do diagnóstico, exigindo avaliações clínicas e sorológicas trimestrais durante o primeiro ano e, posteriormente, a cada dois anos após o tratamento (MOREIRA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a relevância e o impacto da sífilis para a saúde pública, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise crítica retrospectiva dos casos de sífilis adquirida notificados no Maranhão, no período de 2019 a 2025.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>METODOLOGIA</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi de caráter exploratória e descritiva, com abordagem quantitativa, utilizando o levantamento bibliográfico e dados secundários. Foram coletadas informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), referentes aos casos confirmados de sífilis adquirida no estado do Maranhão entre os anos de 2019 e 2025. Além disso, realizou-se um levantamento bibliográfico em bases de dados como SciELO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os descritores “sífilis adquirida”, “Maranhão”, “epidemiologia” e “notificação”. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis em português e com acesso gratuito. Trabalhos repetidos, incompletos ou que não abordavam o tema central foram excluídos. Após a triagem, foram selecionados 10 artigos que auxiliaram na fundamentação teórica da pesquisa. Os dados obtidos foram organizados e analisados no software Microsoft Excel 2019, sendo os resultados apresentados em tabelas e gráficos. Por se tratar de informações públicas e de acesso aberto, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme as Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos a partir da análise dos dados epidemiológicos da sífilis adquirida no Brasil e, especificamente, no estado do Maranhão entre os anos de 2019 e 2025, revelam um comportamento oscilante nas notificações, diretamente influenciado pela pandemia de COVID-19 e pelas condições estruturais dos serviços de saúde pública. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis do Ministério da Saúde, em 2019 foram notificados 164.681 casos de sífilis adquirida, evidenciando a contínua expansão da doença em todas as regiões do país (Brasil, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada da pandemia em 2020, observou-se uma queda expressiva no número de notificações, com registro de 126.192 casos, o que representa uma redução significativa em comparação ao ano anterior. Esse declínio, contudo, não indica uma diminuição real da incidência da doença, mas sim um reflexo da desorganização temporária dos serviços de saúde, da priorização do enfrentamento à COVID-19 e da consequente subnotificação de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante esse período, muitos ambulatórios de referência suspenderam as atividades presenciais, reduzindo o número de consultas, testagens e tratamentos ofertados à população, especialmente em regiões com menor infraestrutura, como o interior do Maranhão (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos subsequentes, a partir de 2021, houve uma retomada gradual dos serviços de saúde, acompanhada de uma ampliação das ações de testagem e prevenção, resultando novamente em um aumento das notificações. Em nível nacional, foram registrados 173.391 casos em 2021, 218.500 em 2022 e 242.578 em 2023, demonstrando uma tendência de crescimento que sugere tanto a reestruturação das atividades de vigilância quanto o impacto residual das falhas no controle da doença durante a pandemia (BRASIL, 2024).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1.</strong> Casos de Sifilis Adquirida no Maranhão, no período de 2019 a 2025</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="601" height="325" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-38.png" alt="" class="wp-image-245845" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-38.png 601w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-38-300x162.png 300w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Ministério da Saúde/SVSA &#8211; Sistema de Informação de Agravos de Notificação &#8211; Sinan Net</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">No estado do Maranhão, o comportamento epidemiológico seguiu o padrão observado nacionalmente. Em 2019, o estado apresentava uma taxa de detecção crescente, refletindo avanços na notificação e ampliação da cobertura de testes rápidos, contudo, em 2020, as notificações diminuíram, coincidindo com o período mais crítico da pandemia, quando houve redução do acesso da população aos serviços de atenção básica e aos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), (NASCIMENTO <em>et al.,</em> 2023).</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O retorno progressivo das atividades de saúde e a retomada das ações de vigilância a partir de 2021 possibilitaram o aumento dos registros de casos, especialmente nas regiões metropolitanas e pólos urbanos, onde há maior oferta de diagnóstico. Esse comportamento foi confirmado em estudos regionais que identificaram subnotificação e fragilidades nos serviços durante o período pandêmico (OLIVEIRA <em>et al.,</em> 2022).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2.</strong> Faixa etária dos casos de sífilis adquirida no Maranhão.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="608" height="350" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-331.png" alt="" class="wp-image-245429" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-331.png 608w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-331-300x173.png 300w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No estado do Maranhão, a sífilis adquirida apresenta maior incidência entre jovens adultos, especialmente na faixa etária de 20 a 39 anos, essa predominância pode ser explicada pelo aumento da atividade sexual nessa fase da vida, associado à redução do uso de preservativos, múltiplas parcerias e, em alguns casos, à baixa adesão às medidas de prevenção e testagem regular para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) (BRASIL,2024). Um estudo realizado entre os anos de 2019 a 2021 identificou que a maioria dos casos confirmados de sífilis ocorreu em pessoas de 20 a 39 anos, representando mais da metade das notificações no período analisado (ANDRADE <em>et al.,</em> 2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados semelhantes foram encontrados em uma análise regional no Nordeste, que mostrou que 57,1% dos casos de sífilis adquirida concentraram-se nessa mesma faixa etária, reforçando um padrão epidemiológico comum entre os estados nordestinos (CALDAS; SAMPAIO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Boletim Epidemiológico de Sífilis de 2022, publicado pelo Ministério da Saúde, também evidencia que as faixas etárias de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos são as mais atingidas pela sífilis adquirida em todo o país, com destaque para o crescimento dos casos entre jovens e adultos jovens (BRASIL, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, essa tendência se mantém, o que indica a necessidade de fortalecer estratégias educativas, testagem rápida e ampliação do acesso ao tratamento precoce para essa população. Dessa forma, observa-se que o grupo de 20 a 39 anos continua sendo o mais vulnerável à infecção por sífilis adquirida no Maranhão, demonstrando a importância de políticas públicas voltadas à educação sexual, prevenção combinada e ampliação do diagnóstico precoce, especialmente nos serviços de atenção primária à saúde (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com estimativas baseadas em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e em proporções regionais fornecidas pelo Ministério da Saúde, o número total de casos no período é estimado em aproximadamente 16.500 notificações, entre o período de 2019 a 2024. (BRASIL,2024).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3.</strong> Casos de sífilis adquirida por raça/cor no Maranhão (2019–2024)</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="341" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-332.png" alt="" class="wp-image-245436" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-332.png 596w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-332-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Quando analisada a variável raça/cor, observa-se que a população parda é a mais afetada, representando cerca de 42% dos casos notificados, seguida pela branca com 34%, e pela preta, com aproximadamente 12%. As categorias indígena e amarela apresentam proporções inferiores a 1%, o que pode refletir tanto a menor representatividade populacional desses grupos quanto a subnotificação nos registros de saúde. Aproximadamente 10% dos casos apresentaram raça/cor ignorada ou não informada, o que reforça a necessidade de aprimoramento na coleta desses dados nos serviços de vigilância epidemiológica (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse padrão também é observado em análises de abrangência nacional, pois, podemos observar que, o Boletim Epidemiológico de Sífilis (2024) do Ministério da Saúde destaca que, no Brasil, 42,0% dos casos de sífilis adquirida ocorreram em pessoas pardas, 34,6% em brancas e 11,9% em pretas, demonstrando que o perfil do Maranhão segue a tendência nacional. Além disso, fatores como desigualdade social, acesso limitado aos serviços de saúde e vulnerabilidade socioeconômica podem contribuir para a maior incidência em determinados grupos raciais, especialmente entre indivíduos pardos e pretos, que frequentemente encontram barreiras no diagnóstico e tratamento precoce (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise epidemiológica dos casos de sífilis adquirida no Maranhão entre os anos de 2019 e 2024 revela que a distribuição por sexo segue o mesmo padrão observado em nível nacional. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis do Ministério da Saúde &nbsp; de 2024, aproximadamente 57,1% dos casos notificados no Brasil, ocorreram em indivíduos do sexo feminino, enquanto 42,9% foram registrados em indivíduos do sexo masculino, considerando a soma de casos de sífilis adquirida, em gestantes e congênita (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estudos regionais indicam que, quando se trata exclusivamente da sífilis adquirida, há predominância do sexo masculino entre os casos, uma pesquisa conduzida na Região Nordeste, incluindo o Maranhão, demonstrou que 58,9% das notificações ocorreram em homens, contra 41,1% em mulheres, é notório que, esse cenário é coerente com o perfil epidemiológico observado em outras regiões do país e pode estar relacionado a maior exposição a comportamentos de risco, baixo uso de preservativos e menor adesão masculina aos serviços de saúde preventiva (SOUZA <em>et al.,</em> 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento do número de casos entre os homens também pode refletir o avanço das estratégias de testagem nos últimos anos, com ampliação do acesso ao diagnóstico rápido e integração das ações de prevenção em unidades básicas de saúde. Entretanto, o Maranhão ainda enfrenta desafios relacionados à subnotificação e desigualdade no acesso à saúde, que impactam diretamente a identificação precoce da infecção (SILVA <em>et al.,</em> 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados referentes aos casos de sífilis adquirida no Maranhão entre os anos de 2019 a 2025, evidenciam uma maior prevalência entre indivíduos do sexo masculino, o que está em conformidade com o perfil epidemiológico observado em outras regiões do país. Essa predominância pode estar relacionada a fatores comportamentais e socioculturais, como maior número de parceiros sexuais, menor uso de preservativos, e baixa adesão aos serviços de saúde, especialmente entre homens jovens e adultos sexualmente ativos (MARQUES <em>et al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período pandêmico (2020–2022), houve redução na testagem e no diagnóstico de sífilis em ambos os sexos, o que contribuiu para uma subnotificação dos casos, observa-se que, as medidas de isolamento social e o redirecionamento dos recursos de saúde para o enfrentamento da COVID-19, limitaram o acesso aos exames e consultas, resultando em atraso no diagnóstico e no tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Esse cenário impactou diretamente o controle da sífilis adquirida, podendo justificar as oscilações observadas nas notificações durante o período (SILVA <em>et al.</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da predominância masculina, observa-se também um crescimento gradual nos casos entre mulheres nos anos subsequentes à pandemia, este aumento pode estar relacionado ao retorno dos atendimentos presenciais, maior acesso às unidades básicas de saúde e intensificação das campanhas de prevenção. Além disso, o aumento da sífilis entre mulheres em idade fértil representa um importante fator de risco para a transmissão vertical, o que reforça a necessidade de vigilância constante e ações educativas direcionadas à saúde sexual e reprodutiva (CERQUEIRA <em>et al.,</em> 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão desses resultados reforça que a pandemia de COVID-19 impactou de forma significativa o controle das ISTs, incluindo a sífilis, diminuindo os diagnósticos oportunos, a interrupção de tratamentos e a descontinuidade na vigilância ativa, que fizeram favorecer o aumento da transmissão após o relaxamento das medidas restritivas. Esse cenário acentua a necessidade de fortalecer as ações de rastreamento e tratamento precoce, bem como as estratégias de educação em saúde sexual, especialmente em populações vulneráveis e de difícil acesso, que muitas vezes enfrentam barreiras culturais, geográficas e econômicas no Maranhão (SANTOS <em>et al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante destacar o papel fundamental dos profissionais de enfermagem nesse contexto, pois, são eles que, na linha de frente da Atenção Primária, realizam a triagem, o aconselhamento, a testagem e o acompanhamento dos pacientes diagnosticados com sífilis. Após a pandemia, a requalificação dos profissionais e a integração das ações de prevenção e tratamento voltadas às ISTs tornaram-se prioridades. A atuação da enfermagem é essencial para o controle da sífilis, uma vez que envolve desde a administração da penicilina benzatina até a vigilância de parceiros e a notificação dos casos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação &#8211; SINAN (BRASIL, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ao comparar o período anterior à pandemia (2019) e o período posterior (2020–2025), observa-se que a sífilis adquirida apresentou uma tendência de queda temporária nas notificações durante a pandemia, seguida de um recrudescimento expressivo dos casos nos anos seguintes. Essa dinâmica reflete não apenas as limitações impostas pela COVID-19, mas também desafios estruturais persistentes na rede de atenção à saúde, na vigilância epidemiológica e na continuidade do cuidado (MOREIRA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, os resultados reforçam a necessidade de fortalecer os serviços de atenção básica, garantir o fornecimento contínuo de insumos diagnósticos e terapêuticos, além de promover ações educativas permanentes voltadas à prevenção das ISTs. Assim, a análise do comportamento da sífilis adquirida antes e após a pandemia no Maranhão demonstra que, embora tenha havido avanços na vigilância e no diagnóstico, o estado ainda enfrenta desafios significativos para o controle da doença (OLIVEIRA <em>et al.,</em> 2022).&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>CONCLUSÃO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong></strong>A análise dos casos de sífilis adquirida no Maranhão entre 2019 e 2025 evidencia que, embora os esforços de vigilância epidemiológica tenham se intensificado nos últimos anos, a pandemia da COVID-19 representou um marco de retrocesso temporário no controle das infecções sexualmente transmissíveis. As restrições sanitárias e a sobrecarga dos serviços de saúde provocaram uma diminuição na testagem e na notificação de casos, mascarando a real magnitude da doença durante o período crítico da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o cenário pós-pandêmico revela uma retomada expressiva das notificações, especialmente entre indivíduos do sexo masculino, grupo que historicamente apresenta maior vulnerabilidade devido a fatores comportamentais e menor procura por serviços de saúde. Paralelamente, observa-se um aumento proporcional dos casos entre mulheres, o que acende um alerta para o risco de transmissão vertical e a necessidade de intensificar as ações voltadas à saúde sexual e reprodutiva. Dessa forma, conclui-se que o enfrentamento da sífilis no Maranhão exige uma abordagem contínua e integrada, envolvendo testagem em massa, educação em saúde, acompanhamento dos parceiros sexuais e fortalecimento da atenção básica. Além disso, é imprescindível que as estratégias de prevenção e diagnóstico sejam mantidas mesmo diante de crises sanitárias, garantindo a sustentabilidade das políticas públicas e a redução das desigualdades regionais e de gênero associadas à doença.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>REFERÊNCIAS</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Agência Brasil. <strong>dezembro Vermelho:</strong> os desafios da prevenção de ISTs e do HIV. [S. l.]: Caroline Pessoa, 2023. Disponível em:&nbsp; &lt; https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2023-12/dezembro-vermelho-os-desafios-da-prevencao-de-ists-e-do-hiv#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20Minist%C3%A9rio,%C3%A9%20a%20vacina%C3%A7%C3%A3o%20contra%20HPV &gt;. Acesso em: 27 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Heuler Souza et al. Caracterização epidemiológica dos casos de sífilis em mulheres. Ciência &amp; Saúde, [S.L.], v. 12, n. 1, p. 32124, 1 mar. 2019. EDIPUCRS. http://dx.doi.org/10.15448/1983-652x.2019.1.32124.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis – Número Especial. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: &lt; https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2022/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out-2022 &gt;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis 2024. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 26 set. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2023). Boletim epidemiológico sífilis 2023.&lt; https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/ epidemiologicos/especiais/2023/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out.2023/view &gt;. Acesso em: 26 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CALDAS, R. M.; SAMPAIO, Y. S. B. Pobreza no nordeste brasileiro: uma análise multidimensional. Rev. Econ. Contemp., v. 19, n. 1, p. 74-96, abr. 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/198055271914.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerqueira, J. D. M.; Pires, B. S.; Silva, J. M.; Araújo, L. M.; Soares, L. C. O.; Lopes, M. G. A.; Souza, R. T. O. (2024). <em>Impacto da pandemia por COVID-19 na incidência de sífilis em gestantes do Nordeste brasileiro</em>. Diálogos &amp; Ciência, 3(2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">GASPAR, Pâmela Cristina et al. <strong>Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020:</strong> testes diagnósticos para sífilis. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 30, p. e2020630, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KALININ, Y. et al. Sífilis: aspectos clínicos, transmissão, manifestações orais, diagnóstico e tratamento. Odonto, [S.L.], v. 23, n. 45-46, p. 65-76, 31 dez. 2015. Instituto Metodista de Ensino Superior. http://dx.doi.org/10.15603/2176-1000/odonto.v23n45-46p65-76.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARANHÃO. Secretaria de Estado da Saúde (SES/MA). Capacitação de profissionais para diagnóstico e monitoramento de ISTs. Governo do Maranhão, 2024. Disponível em: https://www.ma.gov.br/noticias/ses-capacita-profissionais-da-rede-de-saude-para-diagnostico-e-monitoramento-de-ists. Acesso em: 20 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEZES, Iasmin Lima <em>et al.</em> <strong>Sífilis adquirida no Brasil:</strong> análise retrospectiva de uma década (2010 a 2020). Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 6, pág. e17610611180, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i6.11180</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sífilis. Brasil: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: &lt; https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis &gt;. Acesso em: 02 Set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOREIRA, Gabriela Bragança Costa e <em>et al</em>. ADOLESCENTES E AS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: COMPORTAMENTOS DE RISCO E FATORES CONTEXTUAIS QUE CONTRIBUEM PARA O AUMENTO DA INCIDÊNCIA NO BRASIL. REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS MÉDICAS, Belo Horizonte, v. 5, n. 1, p. 59-66, 2021</p>



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<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, J. F. et al. Impactos da pandemia de COVID-19 sobre a vigilância e o tratamento da sífilis adquirida no Nordeste brasileiro. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 56, n. 117, p. 1–10, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Alana Lopes et al. IMPACTO DA ESCOLARIDADE NA TRANSMISSÃO DO HIV E DA SÍFILIS. <strong>REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS MÉDICAS</strong>, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 19-23, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINHEIRO, Pedro. Sífilis &#8211; Sintomas, VDRL e Tratamento. MD. Saúde. Disponível em:&lt; http://www.mdsaude.com/2009/01/dst-sifilis.html&gt;. Acesso em: 25 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. A. et al. Atenção primária à saúde e o enfrentamento da sífilis: desafios pós-pandemia<strong>. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical</strong>, v. 56, p. 89–97, 2023.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, K. R.; SOUZA, C. V. G.; DELAGE, P. E. G. A.; MATOS, E. C. Intervenção com educação e saúde na escola para prevenção da sífilis: relato de experiência. Experiência. <strong>Rev. Científica de Extensão, </strong>v. 9, n. 1, p. 63-71, jul. 2023. DOI: https://doi.org/10.5902/2447115170247.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">SOUZA, J. L.; LIMA, A. P.; SANTOS, R. M. <strong>Perfil sociodemográfico dos casos de sífilis adquirida no Nordeste do Brasil (2013–2023).</strong> <em>Revista Interfaces: Saúde, Humanas e Tecnologia</em>, v. 11, n. 2, 2024.Disponível em: https://interfaces.unileao.edu.br. Acesso em: 29 out. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>5</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>6</sup>graduanda do curso de Enfermagem da Faculdade Supremo Redentor (FACSUR)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>7</sup>Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Naturais – Biologia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mestre em Ensino de Biologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO, CONSEQUÊNCIAS NO ORGANISMO E IMUNIZAÇÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/virus-sincicial-respiratorio-consequencias-no-organismo-e-imunizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=244053</guid>

					<description><![CDATA[RESPIRATORY SYNCYTIAL VIRUS, CONSEQUENCES IN THE BODY AND IMMUNIZATION REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312332 Maria Goretti Sabino Cordeiro1Professora/orientadora: Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva2 RESUMO: O artigo refere-se a uma abordagem sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e indica ações preventivas e imunológicas diante de infecções no trato respiratório inferior, a exemplo das pneumonias e bronquites em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">RESPIRATORY SYNCYTIAL VIRUS, CONSEQUENCES IN THE BODY AND IMMUNIZATION</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510312332</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maria Goretti Sabino Cordeiro<sup>1</sup><br>Professora/orientadora: Dra. Rozineide Iraci Pereira da Silva<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong>O artigo refere-se a uma abordagem sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e indica ações preventivas e imunológicas diante de infecções no trato respiratório inferior, a exemplo das pneumonias e bronquites em bebês, adultos&nbsp; e idosos, portanto é necessário conhecer e atuar em medidas de tratamento e prevenção. A metodologia adotada para apresentação deste artigo baseou-se em pesquisa bibliográfica, através de um levantamento em fontes, como: artigos, acervos online e sites direcionados à esclarecimentos sobre a importância de tratamento e imunização&nbsp; viral, através de vacinas,&nbsp; com suas respectivas características e ações no organismo. O conhecimento do combate às infecções advindas do vírus sincicial respiratório, justifica o objetivo deste trabalho, cuja fundamentação teórica foi embasada em dados de sites de artigos científicos, à citar: Scielo, ministério da saúde, agência de vigilância sanitária, sociedade brasileira de infectologia. Os descritores utilizados relacionam-se à prevenção e tratamento do vírus sincicial respiratório, diante de suas causas e consequências, como também, diante de inovações relacionadas ao SUS devido a disponibilidade&nbsp; vacinal,&nbsp; na rede coletiva, ampliando possibilidades de qualidade de vida. O artigo tem como objeto de discussão e avaliação o alcance dos objetivos e viabilização dos mesmos. As considerações finais relacionam-se ao estabelecimento de metas discutidas em encontros e comitês. para estabelecimento de políticas públicas estabelecidas em legalidade em torno da vacinação, disponibilizada pelo SUS para diferentes faixas etárias, abordadas neste artigo. Neste contexto, menciona-se a importância da assistência farmacêutica para o paciente, em um compromisso de eficiência e segurança, à medida que garanta qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave: </strong>Vacinação. Vírus Sincicial. Tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT:</strong> This article discusses respiratory syncytial virus (RSV) and recommends preventive and immunological measures for lower respiratory tract infections, such as pneumonia and bronchitis in infants, adults, and the elderly. Therefore, it is essential to understand and implement treatment and prevention measures. The methodology adopted for this article was based on bibliographic research, through a survey of sources such as articles, online collections, and websites focused on clarifying the importance of viral treatment and immunization through vaccines, their respective characteristics and effects on the body. Knowledge of how to combat infections caused&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">by the respiratory syncytial virus justifies the objective of this work, whose theoretical foundation was based on data from scientific article websites, namely: Scielo, the Ministry of Health, the Health Surveillance Agency, the Brazilian Society of Infectious Diseases, etc. The descriptors used relate to the prevention and treatment of the respiratory syncytial virus, considering its causes and consequences, as well as to innovations related to the SUS due to the availability of vaccines in the public health system, expanding possibilities for improving quality of life. The article discusses and evaluates the achievement of the objectives and their feasibility. The final considerations relate to the establishment of goals discussed in meetings, committees, etc., for the establishment of legally established public policies around vaccination, made available by the SUS for different age groups, as addressed in this article. In this context, the importance of pharmaceutical care for the patient is mentioned, in a commitment to efficiency and safety, as it ensures quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Vaccination. Syncytial Virus. Treatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp; INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um agente infeccioso que ataca os pulmões e as vias respiratórias. Comum em bebês e crianças , porém pode afetar adultos e idosos. O VSR é transmitido através da tosse ou espirro, contaminação em objetos e superfícies. O vírus permanece nas mucosas dos olhos, boca e nariz e pode espalhar-se por dois a oito dias, ou mais, principalmente, em bebês ou pessoas com o sistema imunológico fraco. A doença tem um período de incubação de quatro a cinco dias, e os sintomas baseiam-se em infecções e problemas graves nas vias respiratórias. A infecção pelo VSR é comum em crianças até os dois anos, porém&nbsp; pode haver reinfecção ao longo da vida ( M S, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As infecções agudas do trato respiratório inferior (IATRIs) é&nbsp; bastante comum em populações de baixa e média rendas, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR), o agente de infecções agudas do trato respiratório inferior, a exemplo da bronquiolite, e se desenvolve entre lactentes e crianças até dois anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  O Polivizumabe é o anticorpo que age nas infecções do trato respiratório causado pelo VSR. O monitoramento do uso do palivizumabe em pacientes pediátricos de alto risco é essencial e reduz as taxas de internações e de mortalidade pelo VSR. Estudos observacionais&nbsp; sobre o risco de infecções graves pelo VSR, em crianças, indicam &nbsp; reações positivas de acordo com os critérios clínicos estabelecidos no Protocolo Federal da Portaria nº 522 de 13/05/2013, em uma instituição de saúde, onde são&nbsp; estabelecidos, parâmetros e padrões, na garantia de uma maior agilidade e eficiência dos processos. Os foram favoráveis à imunização passiva com o palivizumabe tornando-se uma ferramenta importante na prevenção de infecções pelo VSR.(LIMA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cita-se no artigo outros tipos de anticorpos e vacinas com suas amplas características de acordo com a faixa etária, ampliando um leque de conhecimentos científicos no combate a doenças ocasionadas pelo vírus sincicial respiratório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp; FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O VSR é o principal agente das infecções nas vias respiratórias inferiores, tais como, bronquiolite e pneumonias. Em bebês, com até cinco meses de idade, alguns fatores interferem, tais como: A prematuridade; Doenças pulmonares crônicas; Problemas no coração; Sistema imunológico enfraquecido. Diante destes fatores surgem altas taxas de complicações e mortes, quando infectados pelo vírus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indicado para doenças ocasionadas pelo vírus, o palivizumabe é utilizado em ocasiões de alto risco, principalmente, em pacientes pediátricos .Entretanto, no SUS é indicado apenas para crianças prematuras, nascidas com menos de 28 semanas ou crianças com doença pulmonar crônica ou cardíaca congênita com disfunções orgânicas, até dois anos de idade.&nbsp; ( M S, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Palivizumabe é um anticorpo monoclonal imunoglobulina G, subclasse 1 (IgG1) humanizado indicado para infecções do trato respiratório causado pelo VSR. Apresenta inibição e neutralização ao ligar-se à glicoproteína F do VSR, alvo principal das vacinas e pós-fusão. Age bloqueando a ligação e absorção pelos receptores celulares do hospedeiro, inibindo a replicação e a propagação do VSR ( LIMA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No Brasil, em 2013, o Ministério da Saúde (MS) aprovou o uso em larga escala, do polivizumabe, porém não foi possível devido o alto custo da medicação, sendo assim, adotou-se, através de um protocolo federal, em 2014, critérios de inclusão de forma gratuita, pelo SUS (FERRONE, 2014)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A posologia recomendada de Palivizumabe, princípio ativo da marca Synagis é de uma solução injetável de 100 mg/ml, Indicada para a prevenção de doença grave do trato respiratório inferior causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). A dose deve ser igual a: peso do paciente (kg) x 15 mg/kg ÷ 100 mg /ml de palivizumabe, sendo que, os volumes superiores a 1 ml devem ser administrados em doses divididas. A 1ª dose deve ser&nbsp; administrada 1 mês antes do período previsto da sazonalidade de circulação do VSR. Doses subsequentes devem ser administradas, mensalmente, durante o período sazonal, sendo em geral, 5 doses anuais, com um tempo de uso de&nbsp; até 2 anos de idade, por via intramuscular. Uma&nbsp; solução injetável em frasco-ampola destinado&nbsp; à&nbsp; dose única deve conter 0,5 mL ou 1,0 mL de solução. Tem garantia de segurança e eficácia em crianças prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional), em crianças portadoras de displasia broncopulmonar e&nbsp; portadores de cardiopatia congênita em crianças de 2 anos de idade (LIMA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O lançamento de um novo anticorpo monoclonal o “Nirsevimabe” é indicado para recém-nascidos, bebês de até 1 ano de idade e crianças até 2 anos vulneráveis ao VSR, é administrado em dose única. Tem&nbsp; o nome comercial Beyfortus, com&nbsp; distribuição regular do produto em clínicas e laboratórios, cujo princípio ativo é o&nbsp; Nirsevimabe, cuja função é proteger os bebês contra o VRS, através de transferência de soros e vacinação materna direcionada, ou seja, proteção passiva e imediata pela administração de injeção, prevenindo contra doenças graves, como a bronquiolite ( ANVISA, 2023)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina para as gestantes, é aplicada no final da gravidez, pois a mesma, transfere anticorpos para o bebê, e o nirsevimabe, um tipo de Beyfortus, protege o lactente com o sistema imunológico em formação. Há a transferência dos anticorpos para o feto pela placenta, principalmente, no último trimestre da gestação (MS, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outra prevenção vacinal contra o vírus sincicial respiratório é a vacina recombinante A e B, indicada para imunização ativa, prevenindo doenças do trato respiratório inferior (DTRI) causada por subtipos do vírus sincicial respiratório VSR-A e VSR-B em adultos com 60 anos de idade ou mais. Esta vacina utiliza como alvo para o sistema imune as glicoproteínas G e F que são componentes virais, especialmente do vírus sincicial respiratório (VSR), desempenhando papéis importantes na infecção e são alvos para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos. A glicoproteína G é responsável pela adesão do vírus nas células das vias aéreas, e&nbsp; é alvo de anticorpos neutralizantes, induzidos pela infecção, embora surjam mutações rápidas, o que pode afetar a eficácia das respostas imunes. A glicoproteína F presente&nbsp; na superfície do envelope do VSR média a entrada do vírus nas células que revestem o trato respiratório, através da fusão&nbsp; da membrana viral com a membrana da célula hospedeira ou seja, quando a membrana celular e o envelope do vírus se fundem, permitindo a entrada deste no citosol da célula. A proteína F, juntamente com a proteína G do VSR, constituem um dos principais antígenos estimuladores de anticorpos neutralizantes virais&nbsp; e importante para o desenvolvimento de medicamentos antivirais. ( SBIm- 2024)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A glicoproteína F é também o principal alvo para o desenvolvimento de vacinas, como a<a href="https://www.google.com/search?rlz=1C1JJTC_pt-PTBR1076BR1076&amp;cs=0&amp;sca_esv=6a2da25b2ac48ac6&amp;sxsrf=AE3TifOos5Y2toGGZ3TNAnIA3zcSxKPr9A%3A1758384561056&amp;q=Arexvy&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwio84353OePAxWULbkGHfM9ARcQxccNegQIBxAB&amp;mstk=AUtExfAuG2cBbhS5pWKllxBHuYSwOUit5uDyjyqAdAOwcjgatIgZ30Gw4a4lAaNAInzxBrXCefb6zADX1Iwf30_o8o4fIVzUbgeK2yx01s39cYtZ8PsU8V0P7qE0dCJnmXE1lzcBQ9z39sofuIY8067DhnVGLOBEJOEQjI1o6h8b49071n5ufc4s6uZrY2jJA1FPcd_KvKY_RvXI1njV96AzTB16EuqJxmk3TKJMNTwv-CVvXjSBSgsXn-8W7DFRgPV2TnVc5Q2XSkcYOsG0gOZ1uSPV&amp;csui=3"> Arexvy</a> e a Abrysvo e outros tratamentos antivirais contra o VSR, estabilizada na sua forma de pré-fusão metaestável, alvo importante para anticorpos neutralizantes. &nbsp; A proteína F( fusão) desencadeia a resposta imune que neutraliza o vírus, haja visto, que quando o mesmo é exposto a essa proteína, conduz o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos que neutralizam a proteína F do vírus, impedindo que ele infecte as células do trato respiratório. Essa proteção é importante para grupos vulneráveis, como bebês e idosos, diante de complicações graves, como bronquiolite e pneumonia, causadas pelo VSR. ( JASON, 2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A diferença principal entre as composições das vacinas Arexvy® e Abrysvo®,&nbsp; é que a vacina Arexvy® utiliza a glicoproteína pré-fusional do subgrupo A do VSR, variação antigênica e de sequência, especialmente, na proteína G do vírus, constituindo a parte mais variável do vírus sincicial respiratório, com distintos genótipos dentro do subgrupo com sistema adjuvante, pertencente à família&nbsp; Pneumoviridae, causadora de infecções em crianças pequena, enquanto a vacina Abrysvo® é bivalente, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, sem adjuvantes. No entanto, estas diferenças de subgrupos virais se refere às proteínas estruturais&nbsp; do vírus&nbsp; ligadas&nbsp; à gravidade&nbsp; da doença ou resposta imunológica. Pode ocorrer&nbsp; mudanças nas sequência de aminoácidos e diferentes cepas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina Abrysvo® é recomendada para mulheres grávidas, servindo de&nbsp; proteção ao&nbsp; bebê pela transferência dos anticorpos da mãe durante a gestação e é licenciada pela ANVISA à partir da 24ª semana de gestação. A SBIm (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomenda a vacina à partir de 28 semanas de gestação. Somente a vacina Abrysvo® está licenciada para administração em gestantes à partir de 18 anos. Se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido e não haverá transferência de anticorpos . Nessa situação, deve ser considerada a administração de anticorpo monoclonal (nirsevimabe ou palivizumabe) no bebê. A administração entre 18 e 49 anos de idade deve ocorrer em situações de risco em infecções ocasionada pelo VSH.. Reações adversas moderadas são comuns e a persistência deve-se encaminhar aos serviços de saúde.( SBIm-2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina&nbsp; contra o (VSR) A e B é administrada em gestantes, no segundo ou terceiro trimestre, favorecendo o bebê. É também recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para pessoas a partir dos 70 anos de idade, pessoas de 50 a 69 anos com risco para doença grave pelo VSR, tais como: Cardiopatias, pneumopatias, diabetes, obesidade, nefropatias, hepatopatias e imunossupressão e idosos fragilizados. O uso concomitante com outras vacinas para a faixa etária é aceitável, embora com atenção e segurança, observando estudos sobre o assunto. A dose da vacina é única. (SBIm-2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os eventos supostamente atribuíveis à vacinação e imunização (ESAVIs) são em geral moderados, destacando-se : Dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, cefaléia e mialgia. Embora não apresente reação tóxica. A vacina Abrysvo® não apresenta &nbsp; reações adversas nos lactentes nascidos de mães vacinadas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="667" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-193.jpeg" alt="" class="wp-image-244054" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-193.jpeg 767w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-193-300x261.jpeg 300w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>IMUNIZAÇÃO CONTRA O VSR</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="582" height="378" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-34.png" alt="" class="wp-image-245329" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-34.png 582w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-1-34-300x195.png 300w" sizes="(max-width: 582px) 100vw, 582px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="583" height="323" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2-16.png" alt="" class="wp-image-245330" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2-16.png 583w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2-16-300x166.png 300w" sizes="(max-width: 583px) 100vw, 583px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria, 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3&nbsp; METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este artigo baseou-se em pesquisa bibliográfica. Através do levantamento bibliográfico em fontes como sites como Scielo biblioteca virtual, Órgãos governamentais, encontros, Google acadêmico, favorecendo&nbsp; a&nbsp; estudo com estas bases eletrônicas de dados, para&nbsp; uma compreensão científica da pesquisa, principalmente, por ter fundamentação nacional. Foram inclusos artigos atualizados, relevantes ao tema em estudo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os descritores utilizados relacionam-se à saúde coletiva em torno de assuntos que envolvam o conhecimento sobre o vírus sincicial respiratório,&nbsp;doenças respiratórias e vacinação, com esclarecimentos sobre a propagação viral e incidência em doenças respiratórias, culminando com a&nbsp; imunização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os dados evidenciam o tipo de pesquisa e reflete o compromisso na eficiência, segurança e garantia de qualidade de vida, diante de sintomas relacionados ao VSR.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os títulos e resumos dos artigos relevantes foram lidos e articulados para a formação deste trabalho. As referências foram inclusas ao artigo principal&nbsp; para garantir a integralidade da busca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4&nbsp; RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante do que foi abordado foram destacados, em relação à vacinação, suas características e efeitos imunológicos, observando as possibilidades de adquiri-las para imunização em diversas faixas etárias e tratamento sorológico, observando a trajetória do SUS ( Sistema Único de Saúde ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A incorporação da vacina do vírus sincicial respiratório A e B (recombinante) (Abrysvo®), da Pfizer, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, é indicada para idosos, gestantes (para proteção do recém-nascido) e pessoas com comorbidades a partir de 18 anos. para prevenção da doença respiratórias e do doença grave do trato respiratório inferior causada pelo VSR. Em bebês,é indicada até os seis meses de idade, protegidos pela vacina administrada na gestante (Abrysvo) ou pelo anticorpo monoclonal injetável (Beyfortus/Nirsevimabe).&nbsp; O Beyfortus é uma proteção direta para o bebê, sendo especialmente recomendado para bebês saudáveis no primeiro ano de vida e para crianças de maior risco até os dois anos.(MS, 2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A imunização ativa, em gestantes, com 32 a 36 semanas, no Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e para prevenção da doença do trato respiratório inferior (DTRI), da bronquiolite e pneumonias, associadas ao VSR, em crianças, desde o nascimento até os 6 meses de idade, também foi&nbsp; indicada para pessoas maiores de 60 anos de idade, fazendo parte da política de saúde do SUS. A vacina estará disponível no SUS a partir de novembro de 2025, inicialmente para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, A vacina é de dose única. (MS,2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As&nbsp; duas vacinas, Arexvy® e Abrysvo®, estão disponíveis; A Arexvy®, produzida pela GSK (Glaxo Smith Kline),&nbsp; empresa biofarmacêutica global e multinacional britânica que pesquisa, desenvolve e fabrica medicamentos, vacinas e produtos de saúde. A vacina Arexvy®&nbsp; é indicada para idosos, principalmente com comorbidades, e a Abrysvo®, da Pfizer, indicada para idosos, gestantes (p/ proteção o recém-nascido) e pessoas com comorbidades a partir de 18 anos. Ambas são vacinas recombinantes inativadas, portanto, sem capacidade de causar a doença. Utilizam como alvo para o sistema imune as glicoproteínas F do VSR, estabilizadas na conformação de pré-fusão, tornando-se mais estável para exposição de epítopos ao apresentar diante do sistema imune. A diferença principal em suas composições é que a vacina Arexvy® utiliza a glicoproteína pré-fusional do subgrupo A do VSR e possui&nbsp; sistema adjuvante, enquanto a vacina Abrysvo® é bivalente, composta pelas glicoproteínas pré-fusão dos subgrupos A e B, explicitamente,&nbsp; VSR-A, patógeno respiratório causador de infecções do trato respiratório inferior em crianças pequenas e VSR-B causador de bronquiolite e pneumonia em crianças, adultos e idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas, porém, trata-se de&nbsp; uma pré- fusão&nbsp; sem adjuvantes. A contra indicação refere-se à possibilidades de anafilaxia, em alguns casos, após o uso de algum componente da vacina ou à dose anterior&nbsp; &nbsp; (ANVISA-2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina confere proteção ao recém-nascido através da passagem de anticorpos da mãe para o bebê, aprovada no Brasil em abril de 2024 e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em fevereiro de 2025. A vacina estimula a mãe a produzir anticorpos contra os vírus A e B. Esses anticorpos são transferidos para o feto através da placenta, protegendo-o nos primeiros seis meses de vida. Desta maneira previne-se a doença do trato respiratório inferior , principalmente, em lactantes&nbsp; nos primeiros meios de vida.. . Estudos revelam que a vacinação recombinante diminue casos de infecções graves de vias aéreas inferior, durante um período de 180 dias após o nascimento do bebê, embora apresente&nbsp; eventos&nbsp; adversos como : Dor local, muscular e dor de cabeça, e eventos graves&nbsp; no primeiro mês após a vacinação, e&nbsp; partos prematuros em mães vacinadas, embora com baixo em desfecho. (CONITEC,2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5&nbsp; CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao Abordar tratamento baseado em anticorpos verificou-se que a eficácia do Palivizumabe na redução de pacientes pediátricos hospitalizados&nbsp; de alto risco, torna necessário um estudo de fármacoeconomia para avaliar o alto custo inviabilizando o acesso na maioria populacional, além do monitoramento do paciente. O monitoramento de pacientes torna-se essencial para padronização de procedimentos elevando a qualidade e produtividade do processo em hospitais (CONASS-2013).&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No monitoramento de pacientes, a presença do profissional farmacêutico no seguimento dos mesmos, e no processo e implementação do protocolos trouxe uma melhora da assistência prestada e estabelecendo padrões de segurança diante do monitoramento. É viável destacar o anticorpo monoclonal injetável (Beyfortus /Nirsevimabe),&nbsp; proteção&nbsp; direta&nbsp; para&nbsp; o&nbsp; bebê, no primeiro ano de vida, e para crianças com maior risco até dois anos, ou seja, tornar viável e com constante avaliação pela rede SUS, acessível à população, em uma esfera de saúde coletiva. Assim sendo, o destaque à assistência farmacêutica fundamenta-se em esclarecimentos a pacientes e no desenvolvimento dos protocolos clínicos baseados em um trabalho de seguimento farmacoterapêutico, investindo em segurança e eficácia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da vacinação contra o VSR o Ministério da Saúde anunciou que: à partir de novembro de 2025, o SUS passará a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), Assim sendo, cada região com seus respectivos estados e municípios receberá a vacina, no mês de novembro e  poderá organizar-se para estabelecimento do calendário vacinal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Novembro de 2025 , a vacinação será iniciada, e foi aprovada pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), no Sistema Único de Saúde. Este é um  órgão do Ministério da Saúde, responsável por avaliar e recomendar a inclusão de novos medicamentos, equipamentos, vacinas, protocolos de diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para , posteriormente,  incorporar ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina será produzida, no Brasil, em parceria entre o Instituto Butantã e a Pfizer, garantindo segurança e qualidade para população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANVISA<strong> </strong>AGÊNCIA NACIONAL DE&nbsp; VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA)<strong> Anvisa aprova medicamento para prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR)</strong>, 2023. Disponível em :<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">https://www.gov.br/anvisa/pt</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio"></a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">br/assuntos/noticias</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">anvisa/2023/anvisa</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">aprova</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">medicamento</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">para</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">prevencao</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio"></a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">do</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">virus</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">sincicial</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2023/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio">respiratorio.</a> Acesso em<strong>: </strong>04/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong><strong> Arexvy (vacina vírus sincicial (recombinante, adjuvada): novo registro. </strong>2023Disponível em:<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~"><strong> </strong></a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">https://www.gov.br/anvisa/pt</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~"></a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">br/assuntos/medicamentos/novos</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">medicamentos</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">e</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">indicacoes/arexvy</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">vacina</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~"></a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">virus</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">sincicial</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">recombinante</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">adjuvada</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">novo</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">&#8211;</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~">registro#:~</a><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/arexvy-vacina-virus-sincicial-recombinante-adjuvada-novo-registro#:~"> </a>Acesso em: 03/09/2025<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BOLETIM DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA-Disponível em:<a href="http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf"> </a><a href="http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf">http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2</a><a href="http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf">&#8211;</a><a href="http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf">2.pdf</a><a href="http://www.spsp.org.br/site/asp/boletins/AT2-2.pdf"> </a>&nbsp;In: <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">LIMA, MJ </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">Bizarria</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">;</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a>ARCHONDO, ME del Llan<a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO">o</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a>&nbsp;y&nbsp; SILVA, A Ribeiro<a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA"> </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">da</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">.</a>In:<strong> Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo.</strong> Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36. <a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel">https://dx.doi.org/.Disponível</a><a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel"> </a>em:Acesso em:27/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONASS<strong> (</strong>CONSELHO&nbsp; NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE) <strong>&#8211;</strong> Atualização sobre situação do medicamento palivizumabe, incorporado no sus para profilaxia do vírus sincicial respiratório (vsr) | Nota Técnica | 20| 2013. Disponível em : <a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">https://www.conass.org.br/wp</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf"></a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf </a>Acesso em: 20/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;Portaria sectics/ms nº 14,&nbsp; </strong>24 /02/ 2025. Disponível em : <a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">https://www.conass.org.br/wp</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">&#8211;</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">content/uploads/2013/09/NT</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">&#8211;</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">20</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">&#8211;</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">2013</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf"></a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf">Palivizumabe.pdf</a><a href="https://www.conass.org.br/wp-content/uploads/2013/09/NT-20-2013-Palivizumabe.pdf"> </a>Acesso em: 20/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONITEC (COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS)&nbsp; <strong>Relatório de recomendação &#8211; medicamento</strong> Nº 975<strong>.</strong>Brasília, DF | fevereiro de 2025 Disponível em:<a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-no-975-vacina-vsr">https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de</a><a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-no-975-vacina-vsr"></a><a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-no-975-vacina-vsr">recomendacao-no-975-vacina-vsr.</a> Acesso em:23/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERONE EA, BEREZIN EM, DURIGON GS, FINELLI C, FELÍCIO MCC, STORNI JG, ET AL. Clinical and epidemiological aspects related to the detection of adenovirus or respiratory syncytial virus in infants hospitalized for acute lower respiratory tract infection. J Pediatr (Rio J). 2014;90(1):42-49 Disponível em:http://www.sciencedirect.com/science/article&nbsp; In: <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">LIMA, MJ </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">Bizarria</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">;</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO">ARCHONDO, ME del Llano</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a>&nbsp;y&nbsp; <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">SILVA, A Ribeiro da</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">.</a><strong> Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo.</strong> Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1,pp.33-36<a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel">https://dx.doi.org/.Disponível</a><a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel"> </a>em: <a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S1699-714X2020000100010&amp;script=sci_abstract">https://scielo.isciii.es/scielo.php </a><a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S1699-714X2020000100010&amp;script=sci_abstract">_abstract.</a> Acesso em:14/09/2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22McLellan%20JS%22%5BAuthor%5D">JASON S MCLELLAN</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22McLellan%20JS%22%5BAuthor%5D"> </a>,<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Ray%20WC%22%5BAuthor%5D"> </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Ray%20WC%22%5BAuthor%5D">WILLIAM C RAY</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Ray%20WC%22%5BAuthor%5D"> </a>,<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Peeples%20ME%22%5BAuthor%5D"> </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Peeples%20ME%22%5BAuthor%5D">MARK E PEEPLES</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=%22Peeples%20ME%22%5BAuthor%5D"> </a>&nbsp;<strong>Structure and Function of RSV Surface Glycoproteins. </strong>Pubmed, National Library of Medicine,2013,Disponível em:https://<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/"> </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/"> </a>Acesso em: 23/09/2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">LIMA, MJ Bizarria</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">;</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO">ARCHONDO, ME del Llano</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> </a>&nbsp;y&nbsp; <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">SILVA, A Ribeiro </a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">da</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">.</a><strong> Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo.</strong> Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1,pp.33-36.Disponível em: <a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php-sci_abstract">https://scielo.isciii.es/scielo.php</a><a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php-sci_abstract">&#8211;</a><a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php-sci_abstract">sci_abstract.</a> Acesso em:14/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE &#8211; <strong>Vírus Sincicial Respiratório (VSR) Relatório para sociedade</strong> <strong>informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS</strong> nº498| Novembro/2024. Disponívelem:<a href="https://www.gov.br/conitec/ptbr/midias/consultas/relatorios/2024/sociedade/relatorio-para-sociedade-no-498-vacina-virus-sincicial">https://www.gov.br/conitec/ptbr/midias/consultas/relatorios/2024/s ociedade/relatorio-para-sociedade-no-498-vacina-virus-sincicial.</a>&nbsp; Acesso /; 14/09/2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS) &#8211; Portaria de nº 522 de 2013Disponível em: <a href="https://bvsms.saude.gov.br/Acesso">https://bvsms.saude.gov.br/Acesso </a>em: 16/09/2025. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <strong>Protocolo de uso do Palivizumabe</strong>. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF. 15 de maio de 2013. Seção 1.P43Disponível em:<a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfilgestor/assistencia-farmaceutica/palivizumabe_portaria_522_2013.pdf"> http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfilgestor/assistencia</a><a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfilgestor/assistencia-farmaceutica/palivizumabe_portaria_522_2013.pdf"></a><a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfilgestor/assistencia-farmaceutica/palivizumabe_portaria_522_2013.pdf">farmaceutica/palivizumabe_portaria_522_2013.pdf.</a> [ Links ] In: <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">LIMA, MJ Bizarria;</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> ARCHONDO, ME del Llano </a>&nbsp;y&nbsp; <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">SILVA, A Ribeiro da.</a><strong> Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo.</strong> Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36. <a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel">https://dx.doi.org/.Disponível </a>em:. Acesso em:14/09/2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</strong><strong> Saúde incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório. </strong>Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/saude-incorpora-vacina-para-protegergestantes-e-bebes-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr. Acesso em:20/09/2025.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">THOMAZINI,C. Synagis®Palivizumabe. Disponívelem:<a href="https://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/"> https:</a> <a href="https://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/">//www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/.</a> In:<a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=LIMA,+MJ+BIZARRIA">LIMA,MJ Bizarria;</a><a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=ARCHONDO,+ME+DEL+LLANO"> ARCHONDO, ME del Llano </a>&nbsp;y&nbsp; <a href="http://scielo.isciii.es/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=article%5Edlibrary&amp;format=iso.pft&amp;lang=e&amp;nextAction=lnk&amp;indexSearch=AU&amp;exprSearch=SILVA,+A+RIBEIRO+DA">SILVA, A Ribeiro da.</a><strong> Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo.</strong> Rev. OFIL·ILAPHAR [online]. 2020, vol.30, n.1, pp.33-36.&nbsp; Epub 18Ene-2021. ISSN 1699-714X.&nbsp; <a href="https://dx.doi.org/10.4321/s1699-714x20200001000010.Dispon%EDvel">https://dx.doi.org/ </a>Disponível em: <a href="https://scielo.isciii.es/scielo.php?pid=S1699-714X2020000100010&amp;script=sci_abstract">https://scielo.isciii.es/scielo.php.</a> Acesso em:14/09/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SBIm (Sociedade Brasileira de Infectologia)<strong> Vacinas VSR (vírus sincicial respiratório)</strong> – 2025 Disponível em: <a href="https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio">https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas</a><a href="https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio"></a><a href="https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio">disponiveis/vacinas-vsr-virus-sincicial-respiratorio </a>. Acesso em : 04/08/2025. &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- <strong>Vacina Vírus Sincicial Respiratório &#8211; VSR</strong> <strong>(Abrysvo®Pfizer</strong>), &nbsp;&nbsp; laboratórios reunidos, 2024. Disponível em: <a href="https://vacinas.labreunidos.com.br/vacina-virus-sincicial-respiratorio-vsr-abrysvor-pfizer">https://vacinas.labreunidos.com.br/vacina-virus-sincicial-respiratorio-vsr</a><a href="https://vacinas.labreunidos.com.br/vacina-virus-sincicial-respiratorio-vsr-abrysvor-pfizer"></a><a href="https://vacinas.labreunidos.com.br/vacina-virus-sincicial-respiratorio-vsr-abrysvor-pfizer">abrysvor-pfizer# </a>Acesso em:10/08/2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Doutoranda Christian Business School-CBS, mgsabinocordeiro@gmail.com.<br><sup>2</sup>PhD. Doutora em Ciências da Educação, professora orientadora da Christian Business School, rozineide.pereira1975@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRATAMENTO DE REABSORÇÃO RADICULAR EXTERNA NO TERÇO APICAL: REVISÃO DA LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/tratamento-de-reabsorcao-radicular-externa-no-terco-apical-revisao-da-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=244056</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510312324 Wany Oliveira Azevedo Barros1Orientador: Prof. Esp. e Ms. Antônio Henrique Braitt2 RESUMO&#160; A reabsorção radicular externa no terço apical é um fenômeno patológico que compromete a integridade dentária. Este estudo, baseado em revisão de literatura, busca analisar os fatores etiológicos, a fisiopatologia, os métodos diagnósticos e as abordagens terapêuticas. Foram consultadas bases [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510312324</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Wany Oliveira Azevedo Barros<sup>1</sup><br>Orientador: Prof. Esp. e Ms. Antônio Henrique Braitt<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabsorção radicular externa no terço apical é um fenômeno patológico que compromete a integridade dentária. Este estudo, baseado em revisão de literatura, busca analisar os fatores etiológicos, a fisiopatologia, os métodos diagnósticos e as abordagens terapêuticas. Foram consultadas bases como Google Acadêmico, Scielo e CAPES, priorizando publicações dos últimos cinco anos. Os resultados mostram que traumas, infecções endodônticas e forças ortodônticas excessivas são os principais desencadeadores. O diagnóstico precoce com auxílio da tomografia computadorizada de feixe cônico é essencial. Entre as terapias destacam-se o tratamento endodôntico convencional e o uso de hidróxido de cálcio. Conclui-se que a conduta clínica deve ser individualizada e que estratégias preventivas e diagnósticas avançadas podem preservar os dentes afetados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Reabsorção radicular externa. Endodontia. Diagnóstico. Tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reabsorção Radicular Externa (RRE) no terço apical é um fenômeno patológico de grande relevância na endodontia e na periodontia, caracterizado pela perda progressiva da estrutura dentária devido à ação de células clásticas1. Esse processo pode ser desencadeado por diversos fatores, incluindo traumas dentários, inflamações crônicas, tratamentos ortodônticos e patologias periapicais2. A identificação precoce e a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos são fundamentais para o estabelecimento de abordagens terapêuticas eficazes e para a preservação da integridade dentária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura evidencia que a RRE ocorre como uma resposta do organismo a estímulos nocivos que afetam a homeostase dos tecidos periodontais e endodônticos3. Estudos radiográficos e histológicos demonstram que essa condição está associada à ativação de osteoclastos e células relacionadas, que promovem a degradação progressiva da dentina e do cemento radicular4.&nbsp; A severidade da reabsorção pode variar de um processo leve e autolimitado até casos mais agressivos que levam à perda dentária irreversível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os fatores etiológicos mais comuns, o movimento ortodôntico excessivo e a força mecânica exacerbada sobre os dentes têm sido amplamente associados ao desenvolvimento da reabsorção radicular apical5. Além disso, infecções endodônticas e traumas diretos podem desencadear respostas inflamatórias intensas, resultando em degradação radicular acentuada 6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre a reabsorção radicular externa no terço apical, abordando seus fatores etiológicos, fisiopatologia, métodos de diagnóstico e possibilidades terapêuticas. A compreensão detalhada desse fenômeno contribuirá para a implementação de estratégias preventivas e interventivas mais eficazes na prática clínica odontológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O propósito deste trabalho é analisar, por meio de uma revisão da literatura, os fatores etiológicos, e as abordagens terapêuticas da reabsorção radicular externa no terço apical, com o intuito de contribuir para um melhor manejo clínico dessa condição, identificar os principais fatores etiológicos associados à reabsorção radicular externa no terço apical, revisar as estratégias terapêuticas utilizadas para minimizar os danos e preservar a estrutura radicular e avaliar os métodos de diagnóstico disponíveis para a detecção da reabsorção radicular externa no terço apical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabsorção radicular externa no terço apical representa um problema clínico de grande impacto na odontologia, uma vez que pode comprometer a funcionalidade e a longevidade dos dentes afetados. O diagnóstico precoce e a adoção de condutas terapêuticas eficazes são fundamentais para evitar a progressão da reabsorção e reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas, como a exodontia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a complexidade dos mecanismos envolvidos na RRE e sua etiologia multifatorial torna essencial uma investigação aprofundada sobre o tema. A literatura apresenta avanços no entendimento da fisiopatologia e das abordagens terapêuticas, mas ainda existem desafios quanto à eficácia das estratégias de prevenção e tratamento. Dessa forma, este estudo busca reunir e analisar criticamente as evidências científicas disponíveis, contribuindo para a qualificação do atendimento odontológico e para a formulação de diretrizes mais assertivas no manejo dessa condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento gerado poderá beneficiar não apenas os profissionais da odontologia, proporcionando melhores condutas clínicas, mas também os pacientes, que terão acesso a diagnósticos mais precisos e tratamentos mais conservadores. Assim, a realização desta pesquisa se justifica pela necessidade de aprofundamento teórico e clínico acerca da reabsorção radicular externa no terço apical, promovendo avanços na prevenção e no tratamento dessa condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. REFERENCIAL TEÓRICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Conceitos Fundamentais e Classificação da Reabsorção Radicular Externa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reabsorção Radicular Externa (RRE) é um processo patológico caracterizado pela perda progressiva do tecido dentário, especialmente do cemento e da dentina, devido a atividade de células clásticas. Essa condição pode ser classificada conforme sua localização (apical, cervical ou lateral) e etiologia (inflamatória, traumática ou de substituição)7. A RRE no terço apical é particularmente relevante na prática odontológica, pois pode comprometer a integridade estrutural do dente e sua longevidade funcional. A identificação precoce e a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos são fundamentais para o estabelecimento de abordagens terapêuticas eficazes e para a preservação da integridade dentária 8.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Etiologia e Fatores de Risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da RRE apical, incluindo traumas dentários, infecções endodônticas, tratamentos ortodônticos e predisposições genéticas. Estudos recentes destacam que dentes com tratamento endodôntico prévio apresentam menor incidência de RRE induzida por movimentações ortodônticas, sugerindo que a vitalidade pulpar pode influenciar na susceptibilidade a reabsorção 8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pesquisas identificam polimorfismos genéticos associados a casos extremos de RRE pós-tratamento ortodôntico, indicando uma predisposição genética em determinadas populações8.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Mecanismos Biológicos Envolvidos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A RRE envolve uma complexa interação entre células clásticas, mediadores inflamatórios e fatores genéticos. A ativação de osteoclastos e odontoblastos é mediada por citocinas pró-inflamatórias, como interleucinas e fator de necrose tumoral alfa (TNF-), que promovem a degradação do tecido radicular 8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de infecções ou traumas pode intensificar essa resposta, levando a uma reabsorção mais agressiva. A compreensão desses mecanismos é essencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4&nbsp; Diagnóstico e Tecnologias Emergentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce da RRE é essencial para o sucesso do tratamento. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) tem se mostrado uma ferramenta eficaz na detecção de lesões reabsortivas, permitindo uma avaliação tridimensional precisa da extensão e localização da reabsorção 7. Recentemente, foi desenvolvido um kit para detecção de RRE baseado na análise de biomarcadores presentes no fluido gengival, oferecendo uma abordagem menos invasiva e potencialmente mais sensível para o diagnóstico precoce8.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Abordagens Terapêuticas Atuais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O manejo da RRE apical depende da etiologia e da extensão da lesão. Em casos associados a infecções endodônticas, a terapia endodôntica convencional, com adequada desinfecção e obturação do canal radicular, é indicada. O uso de hidróxido de cálcio como medicação intracanal tem sido eficaz na inibição da atividade clástica9.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações relacionadas ao tratamento ortodôntico, a moderação das forças aplicadas e o monitoramento radiográfico regular são essenciais para minimizar o risco de RRE. Além disso, a endodontia regenerativa tem emergido como uma alternativa promissora, especialmente em casos de reabsorção associada a traumas em dentes imaturos8.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho é uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com base em uma revisão de literatura sobre o tema em questão. Segundo Gil10, a pesquisa qualitativa preocupa-se com um nível de realidade que não pode ser quantificado, trabalhando com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optou-se pela pesquisa exploratória, pois busca proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito10. O caráter descritivo justifica-se pela intenção de observar, registrar e analisar os fenômenos estudados sem interferência no ambiente 11.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão de literatura está sendo realizada por meio da consulta a fontes secundárias como livros, artigos científicos, dissertações e teses disponíveis em bases de dados eletrônicas (Google Acadêmico, Scielo, CAPES e outras), com ênfase em publicações dos últimos cinco anos. Foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: relevância temática, atualidade e vínculo direto com o objeto de estudo. Textos repetidos, desatualizados ou com conteúdo irrelevante para os objetivos do trabalho foram excluídos da análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção e organização dos dados seguiram os princípios da análise qualitativa, por meio da identificação de abordagens recorrentes, argumentos principais e lacunas teóricas. As informações extraídas das fontes foram organizadas em categorias temáticas a partir de uma leitura exploratória, seletiva e analítica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a metodologia adotada permitiu uma compreensão ampla e crítica do tema estudado, fornecendo uma base teórica sólida para discussão e fundamentação dos resulta</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a realização desta pesquisa, espera-se obter uma compreensão aprofundada sobre a reabsorção radicular externa no terço apical, abordando os fatores etiológicos, os métodos diagnósticos e as estratégias terapêuticas mais eficazes descritas na literatura científica recente. A sistematização desses conhecimentos visa contribuir para a formação crítica e técnica dos profissionais da área odontológica, especialmente os envolvidos com a endodontia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa é que os resultados obtidos sirvam de base teórica sólida para a prática clínica, auxiliando no diagnóstico precoce e na escolha de intervenções mais adequadas para minimizar os impactos dessa condição sobre a saúde bucal dos pacientes. Além disso, pretende-se que a pesquisa incentive novos estudos sobre o tema, fomentando o interesse científico e promovendo uma abordagem cada vez mais precisa e individualizada no tratamento da reabsorção radicular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo acadêmico, os resultados poderão ser utilizados como material de apoio para estudos futuros, servindo como referência para trabalhos de conclusão de curso, artigos e projetos de extensão. No campo profissional, a aplicabilidade se relaciona com a melhoria na conduta clínica e na tomada de decisões embasadas em evidências científicas, contribuindo para melhores prognósticos e qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabsorção radicular externa no terço apical representa um desafio clínico relevante. O diagnóstico precoce, a correta identificação da etiologia e o uso de terapias adequadas são determinantes para o prognóstico. Avanços em técnicas regenerativas e exames de imagem tridimensionais ampliam as possibilidades de preservação dos dentes e contribuem para melhores resultados clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. NE, M. A. et al. <strong>Reabsorção radicular externa: aspectos clínicos e terapêuticos. </strong>Journal of Dental Research, v. 99, n. 2, p. 45–50, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. ANDREASEN, J. O. et al. <strong>Traumatized teeth: treatment and prognosis. Dental Traumatology</strong>, v. 28, n. 1, p. 1–10, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. SOUSA, A. F. et al.<strong> Resposta dos tecidos periapicais em casos de reabsorção radicular externa. Endodontia Atual</strong>, v. 4, n. 2, p. 33–40, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. SILVA, R. F. et al. <strong>Estudo histológico da reabsorção radicular externa induzida por trauma</strong>. Revista Brasileira de Odontologia, v. 76, n. 2, p. 122–129, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. SOREGEN, T. M. et al. <strong>Reabsorção radicular induzida por movimentação ortodôntica: fatores de risco e prevenção</strong>. Dental Press Journal of Orthodontics, v. 26, n. 1, p. 65–72, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. KIM, S. Y. et al. <strong>External root resorption associated with orthodontic treatment: a review of clinical cases.</strong> International Endodontic Journal, v. 53, n. 7, p. 1001–1010, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. TOMAZINHO, F. S. et al. <strong>Diagnóstico por imagem e tratamento de reabsorções radiculares apicais</strong>. Revista OdontoCiência, v. 38, n. 1, p. 45–53, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. AFONSO, J. et al. <strong>Fisiopatologia e abordagem clínica da reabsorção radicular externa: revisão integrativa</strong>. Revista Brasileira de Odontologia, v. 81, n. 3, p. 55–62, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. JUSTO, M.M, ABREU, F. P. <strong>Tratamento endodôntico em casos de reabsorção radicular: uma revisão de literatura</strong>. Revista de Odontologia da UNESP, v. 51, n. 4, p. 1–8, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10. GIL, A. C. <strong>Métodos e técnicas de pesquisa social</strong>. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11. VERGARA, S. C.<strong> Projetos e relatórios de pesquisa em administração</strong>. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2005.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do curso de Odontologia da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: wany0livira@hotmail.com<br><sup>2</sup>Docente do curso de Odontologia da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: antoniohenriquebraitt@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O CONHECIMENTO E OS HÁBITOS DE CONSUMO DE MEL ENTRE CONSUMIDORES DO ESTADO DE SÃO PAULO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-conhecimento-e-os-habitos-de-consumo-de-mel-entre-consumidores-do-estado-de-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 02:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[“KNOWLEDGE AND CONSUMPTION HABITS OF HONEY AMONG CONSUMERS IN THE STATE OF SÃO PAULO” REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310134 Brenda Nunes Carneiro1Juliana Frias2 Resumo O presente estudo teve como objetivo analisar o conhecimento e os hábitos de consumo de mel entre consumidores do estado de São Paulo, relacionando-os ao nível de escolaridade e à percepção sobre os [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">“KNOWLEDGE AND CONSUMPTION HABITS OF HONEY AMONG CONSUMERS IN THE STATE OF SÃO PAULO”</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202510310134</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Brenda Nunes Carneiro<sup>1</sup><br>Juliana Frias<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve como objetivo analisar o conhecimento e os hábitos de consumo de mel entre consumidores do estado de São Paulo, relacionando-os ao nível de escolaridade e à percepção sobre os benefícios e formas adequadas de uso e armazenamento do produto. A pesquisa, de natureza aplicada, quantitativa e descritiva, foi realizada por meio de questionário digital aplicado a 109 participantes. Os resultados revelaram que o consumo de mel ainda é predominantemente ocasional, sendo majoritariamente associado a situações terapêuticas, como o tratamento de gripes e resfriados. Observou-se, ainda, que grande parte dos entrevistados desconhece outros produtos apícolas, como própolis, geleia real e pólen, e que há lacunas de conhecimento quanto às práticas de armazenamento e validade do mel. Tais resultados indicam a necessidade de estratégias educativas e de divulgação científica que valorizem o mel como alimento funcional e promovam o consumo consciente. Conclui-se que o aumento do conhecimento sobre o produto e seus derivados pode contribuir para o fortalecimento do setor apícola, a ampliação do consumo regular e a valorização de produtos naturais brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Mel. Apicultura. Consumo. Hábitos alimentares. Produtos apícolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apicultura representa uma das atividades agropecuárias mais antigas e sustentáveis praticadas pela humanidade, destacando-se tanto por sua relevância ecológica quanto econômica. No Brasil, o setor apícola tem se consolidado como uma importante fonte de renda para pequenos e médios produtores, além de contribuir para a preservação ambiental por meio da polinização realizada pelas abelhas, responsável pela manutenção de grande parte da biodiversidade vegetal (ROSA et al., 2024; KLOSOWSKI; KUASOSKI; BONETTI, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mel, principal produto da apicultura, é amplamente valorizado não apenas por seu sabor e propriedades nutricionais, mas também por seus reconhecidos efeitos terapêuticos, antioxidantes e antimicrobianos (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023; BONSIGNORE; MARTINOTTI; RANZATO, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de sua importância, o consumo de mel ainda é limitado e, muitas vezes, associado apenas a situações específicas, como o tratamento de gripes e resfriados (ALVES et al., 2021; BARBOSA et al., 2020). Esse padrão revela uma percepção restrita sobre o potencial nutricional e funcional do produto, em contraste com seu valor agregado e benefícios amplamente documentados na literatura científica (VASCONCELOS et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, observa-se um baixo nível de conhecimento da população sobre os demais produtos derivados das abelhas, como própolis, geleia real e pólen apícola, que apresentam propriedades bioativas e aplicabilidade alimentar e medicinal (GIAMPIERI et al., 2022; LOPES et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O armazenamento e o prazo de validade do mel também são aspectos frequentemente negligenciados pelos consumidores. Pesquisas recentes indicam que boa parte da população desconhece as condições ideais de conservação do produto, o que pode comprometer sua qualidade físico-química e segurança alimentar (ŠEDÍK; HUDECOVÁ; POCOL, 2023; BAIG et al., 2023). Tais lacunas de conhecimento revelam a necessidade de estratégias educativas e informativas que promovam o consumo consciente e a valorização dos produtos apícolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o presente estudo busca analisar o perfil, o conhecimento e os hábitos de consumo de mel entre consumidores do estado de São Paulo, relacionando-os ao grau de escolaridade e à percepção sobre os benefícios e formas adequadas de uso e armazenamento. A pesquisa também pretende identificar o nível de familiaridade do público com outros produtos apícolas, como a própolis e a geleia real, contribuindo para uma compreensão mais ampla sobre a valorização e o potencial de mercado do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>A apicultura e as abelhas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1 Apicultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apicultura consiste na criação racional de abelhas do gênero <em>Apis</em> com finalidade comercial ou recreativa, realizada em locais controlados pelo homem para seu próprio benefício. Essa prática possui terminologia e técnicas específicas que visam otimizar a produção e garantir o bem-estar das colônias (MARTINHO et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a atividade teve início em 1839, quando o padre Antônio Carneiro introduziu colônias da espécie <em>Apis mellifera</em>, trazidas da região do Porto, em Portugal, para o Rio de Janeiro, com o objetivo de produzir cera destinada à confecção de velas, utilizadas nos rituais da Igreja Católica (SILVA, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a apicultura encontra-se em expansão em diversos países, destacando-se no Brasil como uma importante alternativa de geração de renda para a agricultura familiar. Essa atividade exige baixo investimento inicial, apresenta boa adaptabilidade a diferentes ambientes rurais e contribui significativamente para o desenvolvimento sustentável (ROSA et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço do conhecimento técnico, o ser humano passou a compreender a importância de proteger os enxames, adotando colmeias racionais e práticas de manejo sustentáveis. Essas medidas visam maximizar a produção de mel e outros produtos apícolas, preservando, ao mesmo tempo, a integridade e o equilíbrio das abelhas (CARVALHO; FERRAREZI JUNIOR, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, o setor apícola brasileiro alcançou um faturamento de aproximadamente R$ 470 milhões, com a exportação de 24 mil toneladas de mel. O produto nacional é amplamente reconhecido pela sua pureza e qualidade, sendo altamente valorizado nos mercados europeu e norte-americano (GUIMARÃES, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do valor econômico, a apicultura ressalta o papel essencial das abelhas para a agricultura e para o equilíbrio ambiental, uma vez que cerca de 70% das plantas utilizadas na alimentação humana dependem da polinização realizada por esses insetos (KLOSOWSKI; KUASOSKI; BONETTI, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2</strong> <strong>As abelhas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As abelhas são insetos voadores pertencentes ao grupo dos artrópodes, classe dos insetos e ordem <em>Hymenoptera</em>. Descendentes das vespas, diferenciam-se destas por sua alimentação: enquanto as vespas se nutrem de pequenos insetos e aranhas, as abelhas alimentam-se predominantemente de pólen e néctar (MARTINHO et al., 2022). De acordo com a Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A., 2020), o corpo das abelhas é dividido em três partes principais: cabeça, tórax e abdômen, conforme ilustrado na Figura 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Características gerais da abelha</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="334" height="236" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-26.jpeg" alt="" class="wp-image-244514" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-26.jpeg 334w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-26-300x212.jpeg 300w" sizes="(max-width: 334px) 100vw, 334px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Santos et al. (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As abelhas são insetos sociais, organizados em colônias altamente estruturadas que funcionam como um verdadeiro superorganismo. Nessas sociedades, cada indivíduo desempenha funções específicas que asseguram a sobrevivência e o equilíbrio do grupo. As colônias são compostas por três castas morfológica e funcionalmente distintas: a rainha, as operárias e os zangões (MARTINHO et al., 2022), conforme demonstrado na Figura 2. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2:</strong> Colônia</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="246" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-31.jpeg" alt="" class="wp-image-244516" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-31.jpeg 496w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-31-300x149.jpeg 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Santos et al. (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rainha, responsável pela reprodução da colônia, desenvolve-se a partir de um ovo fecundado depositado em um alvéolo maior e alimentado exclusivamente com geleia real, uma substância rica em proteínas, vitaminas e hormônios. Essa dieta especial estimula o desenvolvimento de seus órgãos reprodutores, diferenciando-a das demais castas (ZANGIROLAMI; SANTOS JUNIOR, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fecundação ocorre durante o voo nupcial, realizado por volta do nono dia de vida, quando vários zangões são atraídos pelo feromônio liberado pela rainha. Geralmente, de seis a oito zangões participam da fecundação, e o sêmen armazenado na espermateca permite que a rainha continue fertilizando ovos ao longo de toda a vida (FRATINI et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As operárias, embora também sejam fêmeas, possuem órgãos reprodutores atrofiados e o ovipositor transformado em ferrão, utilizado para a defesa da colônia. Essa diferenciação ocorre em função da alimentação larval: enquanto a rainha recebe exclusivamente geleia real, as larvas destinadas a se tornarem operárias passam a ingerir mel e pólen a partir do terceiro dia de vida (ZANGIROLAMI; SANTOS JUNIOR, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo de vida das operárias é marcado pela execução de diferentes tarefas conforme sua idade e desenvolvimento glandular. Nos primeiros dias, dedicam-se à limpeza dos alvéolos e ao cuidado das larvas recém-nascidas. Entre o quinto e o décimo dia, tornam-se nutrizes, alimentando as larvas com geleia real. Do décimo ao vigésimo dia, passam a produzir cera, construir favos e manipular o néctar e o pólen. Posteriormente, entre o 18º e o 21º dia, atuam na defesa da colmeia, utilizando o ferrão e o veneno. Após essa fase, exercem a função de campeiras, coletando néctar, pólen, resinas e água até o fim da vida (ZANGIROLAMI; SANTOS JUNIOR, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os zangões, por sua vez, compõem a casta masculina da colônia e desenvolvem-se a partir de ovos não fertilizados. Sua função principal é fecundar a rainha durante o voo nupcial, morrendo logo após o acasalamento ou, em média, seis semanas após o nascimento. Em períodos de escassez, são frequentemente expulsos da colônia para reduzir o consumo de recursos. São maiores que as operárias, menores que a rainha e desprovidos de ferrão (MARTINHO et al., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento das três castas segue quatro estágios fundamentais: ovo, larva, pupa e adultos. Durante a fase larval, há um notável aumento de peso, no qual as operárias ampliam cerca de 900 vezes o peso inicial do ovo, a rainha 1.700 vezes e os zangões 2.300 vezes (WANG; MA; XU, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho coletivo das abelhas é essencial para a manutenção e o equilíbrio da colônia, refletindo um sistema de cooperação altamente eficiente. Além disso, esse comportamento desempenha um papel crucial na produção de mel e na manutenção dos ecossistemas, evidenciando a importância ecológica e econômica desses insetos (SANTOS et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 O mel: composição, propriedades e controle de qualidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1 Formação e composição do mel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores ou de secreções vegetais e secreções de insetos sugadores; as abelhas coletam essas substâncias, adicionam enzimas (como invertase e glicose oxidase) e reduzem o teor de água por desidratação dentro da colmeia, resultando numa matriz complexa de açúcares, água, enzimas, ácidos orgânicos, aminoácidos, minerais e compostos fenólicos (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os açúcares representam a maior fração do mel, tipicamente 70–85% com predominância de monossacarídeos (frutose e glicose), disacarídeos em menor proporção e traços de oligosacarídeos; a proporção frutose/glucose influencia propriedades físicas como cristalização e doçura percebida (YOUNG; BLUNDELL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A água no mel costuma ficar entre 15% e 20%; esse baixo teor, combinado ao elevado teor de açúcares, confere baixa atividade de água e dificulta o crescimento microbiano, sendo um dos fatores de conservação natural do produto. Entretanto, um teor de água elevado (acima dos limites legais) favorece fermentações indesejadas por leveduras; por isso o controle higrométrico é crítico na qualidade do mel (CAMARGO et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enzimas de origem enzimática apícola como a invertase (sacarase), diastase (amilase) e glicose oxidase são adicionadas pelas abelhas e permanecem no mel; a atividade diastática e o índice de HMF (hidroximetilfurfural) são amplamente usados para avaliar frescor e dano térmico do mel (BRAGA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compostos fenólicos e flavonoides, originários das plantas visitadas, ocorrem em concentrações variáveis e são responsáveis por parte das propriedades antioxidantes e por sinais químicos de autenticidade (YOUNG; BLUNDELL, 2023).&nbsp; Aminoácidos e proteínas ocorrem em baixos teores; a principal proteína é a apidaecina/albumina, e aminoácidos como prolina são usados como indicadores da maturação e autenticidade do mel (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ácidos orgânicos (ácido glucônico, acético, fórmico, entre outros) contribuem para o pH e acidez do mel; o ácido glucônico é formado pela ação da glicose oxidase e está associado às propriedades antimicrobianas de alguns méis (CAMARGO et al., 2025). Minerais e vitaminas aparecem em traços, mas são relevantes para o perfil nutricional: potássio, cálcio, ferro e cobre são os minerais mais citados, e suas concentrações ajudam a distinguir méis de diferentes origens (ROSA et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compostos voláteis e aromáticos derivados secundários das plantas e transformações enzimáticas definem grande parte do perfil sensorial (aroma e sabor) do mel e têm sido extensivamente mapeados por cromatografia nos últimos 10 anos (ZHANG et al., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2 Propriedades físico-químicas e sensoriais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As propriedades físico-químicas fundamentais do mel incluem teor de água, açúcar total, relação frutose/glucose, pH, acidez livre, condutividade elétrica, índice diastático e teor de HMF (CAMARGO et al., 2025). A cristalização é um fenômeno físico influenciado pela proporção frutose/glucose, presença de partículas nucleantes e condições de armazenamento (BRAGA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O pH do mel costuma situar-se entre 3,2 e 4,5, conferindo acidez que contribui à estabilidade microbiológica e ao perfil de sabor (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023). A condutividade elétrica, relacionada ao conteúdo mineral, é empregada para diferenciar méis florais de méis de melato e identificar origem geográfica (ROSA et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice de HMF é um marcador de aquecimento excessivo e envelhecimento do mel: valores baixos indicam processamento adequado e frescor (YOUNG; BLUNDELL, 2023). Propriedades sensoriais, como cor, aroma, sabor, viscosidade e textura, derivam diretamente da composição química e do processamento (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Métodos instrumentais e análises sensoriais padronizadas têm sido combinados para caracterizar perfis voláteis e gustativos do mel (ZHANG et al., 2023). A atividade microbiológica do mel é geralmente baixa devido a seus atributos físico-químicos, mas contaminações por leveduras podem ocorrer quando o teor de água é elevado (CAMARGO et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalhos sobre méis orgânicos e comerciais mostram diferenças significativas em parâmetros como teor de água e condutividade (ROSA et al., 2024). A integração entre parâmetros físico-químicos e avaliações sensoriais é essencial para a avaliação da qualidade comercial (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Inspeção, Comercialização e Benefícios do Mel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.2 Inspeção e Comercialização do Mel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comercialização do mel exige avaliação contínua das propriedades físico-químicas (umidade, açúcares, acidez e diástase) que determinam sua qualidade e aptidão para venda; essas análises são usadas tanto por laboratórios oficiais quanto por certificadoras privadas para validar rótulos e origens florais (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mercados como a União Europeia estão em processo de implementar normas mais rigorosas de rotulagem e rastreabilidade para o mel, a partir de 2026 os rótulos deverão indicar os países de origem em ordem decrescente e a percentagem de cada origem para misturas de mel. Essas regras visam reforçar os requisitos de qualidade, combate à adulteração e transparência ao consumidor, complementando e atualizando os padrões internacionais existentes (UNIÃO EUROPEIA, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autenticidade do mel, detecção de adulteração por açúcares industriais ou mistura com xarope, tornou-se um foco central da inspeção, estimulando o uso de técnicas analíticas modernas (perfil isotópico, cromatografia, marcadores fenólicos) para proteção do mercado e do consumidor (ZHANG et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de selo de inspeção está correlacionada à maior incidência de não conformidades físico-químicas, como amostras comercializadas em feiras e sem inspeção, as quais apresentam, com maior frequência, irregularidades que podem afastar compradores e prejudicar a reputação do produtor (PEREIRA et al., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zhang et al (2023) é necessária a ressaltam a importância da rastreabilidade e da certificação (origem floral, apicultura orgânica, certificações geográficas) como instrumentos que aumentam o valor agregado do mel no mercado nacional e internacional e facilitam a fiscalização sanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As práticas inadequadas de manejo pós-colheita (contaminação por água, armazenamento inadequado, aquecimento excessivo) impactam parâmetros de qualidade e podem levar à rejeição na inspeção; por isso, as boas práticas de fabricação são frequentemente recomendadas entre apicultores que visam comercialização em mercados exigentes (ABDI; TOLA; KUYU, 2024).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Autoridades regulatórias, como ANVISA e órgãos de defesa agropecuária, têm estratégia de fiscalização que combina inspeção documental (rotulagem, lote, certificado) com amostragem laboratorial, permitindo controle de segurança alimentar e combate à fraude (ANVISA, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios de agências de alimentos, como a Food Standards/UK) e pesquisas sobre autenticidade destacam que a transparência na cadeia (contratos, origem, análises publicadas) reduz conflitos de mercado e ajuda o consumidor a distinguir méis premium de produtos adulterados. (FSA / UK, 2023).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mercados que exigem certificação técnica e controles de qualidade conseguem preços mais altos e penetração internacional; por outro lado, a complexidade normativa pode representar barreira para pequenos produtores sem apoio técnico (ZHANG et al., 2023; MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas recentes realizadas por Pereira et al. (2023) e Abdi; Tola; Kuyu (2024) recomendam integração entre políticas públicas, assistência técnica e laboratórios regionais para ampliar a capacidade de inspeção, reduzindo irregularidades e incentivando a comercialização formal, estratégia estas que beneficia saúde pública, valor agregado e sustentabilidade do setor apícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.3 Benefícios do Mel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mel apresenta efeitos benéficos notáveis em diversos contextos, como melhora de sintomas de tosse em crianças, aceleração da cicatrização de feridas e benefícios sobre parâmetros lipídicos e glicêmicos quando comparado a outros adoçantes (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propriedades antimicrobianas do mel são atribuídas à alta osmolaridade, baixo pH, peróxido de hidrogênio gerado por enzimas e compostos fenólicos; estes mecanismos explicam a eficácia do mel em curativos tópicos e em inibir bactérias multirresistentes in vitro (LUCA; PAULIUC; OROIAN, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel antioxidante do mel, ligado à sua fração fenólica, possui potencial antioxidante e pode modular o estresse oxidativo sistêmico e contribuir para efeitos anti-inflamatórios observados em modelos celulares e humanos (BONSIGNORE; MARTINOTTI; RANZATO, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensaios clínicos compilados por Morales, Huertas e Pérez, (2023) mostram que em algumas populações, como em pacientes com mucosite por quimiorradioterapia, que o uso tópico ou oral de mel reduziu dor e facilitou a recuperação da mucosa, sugerindo papel adjuvante em terapias oncológicas de suporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação imunomoduladora do mel, observada em estudos experimentais e revisões, indica que compostos presentes no mel podem influenciar citocinas inflamatórias e células imunes locais, o que ajuda a explicar efeitos observados em cicatrização e infecções cutâneas (LUCA; PAULIUC; OROIAN, 2024); BONSIGNORE; MARTINOTTI; RANZATO, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo moderado de mel, substituindo outros açúcares, pode melhorar tolerância glicêmica e perfis lipídicos em alguns estudos, porém a heterogeneidade dos tipos de mel e doses exige cautela antes de recomendações generalizadas (ZHANG et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sobre microbiota e segurança alimentar, discutem que, embora o mel contenha microbiota e compostos bioativos potencialmente benéficos, a segurança para populações vulneráveis (crianças &lt;1 ano) e risco de botulismo exigem atenção regulatória e orientação para o consumidor (LUCA; PAULIUC; OROIAN, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicações emergentes do mel em doenças crônicas (potencial cardioprotetor, anti-inflamatório sistêmico e ações neuroprotetoras), mas ressaltam a necessidade de estudos clínicos padronizados para definir doses, tipos de mel e indicações precisas (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mel é um alimento funcional com potencial terapêutico e nutricional significativo, mas que seu uso clínico deve considerar: origem do mel, padrão de qualidade, contraindicações (ex.: lactentes) e orientação profissional para integração em regimes terapêuticos (MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023; BONSIGNORE; MARTINOTTI; RANZATO, 2024).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Tipo de pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa é de natureza aplicada, uma vez que busca gerar informações úteis para o setor apícola e para o desenvolvimento de estratégias de conscientização sobre o consumo e a comercialização do mel. Classifica-se como quantitativa, pois utiliza dados numéricos para descrever e analisar as tendências observadas, e descritiva, por buscar compreender as características e comportamentos de um grupo específico de consumidores (GIL, 2017). O caráter exploratório justifica-se pela escassez de estudos voltados à percepção do consumidor sobre produtos apícolas no contexto urbano do estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 População e amostra</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população da pesquisa compreende consumidores de mel residentes no estado de São Paulo. A amostra foi composta por 109 participantes, selecionados por conveniência, que responderam voluntariamente ao questionário digital disponibilizado por meio de plataformas on-line. O critério de inclusão foi a concordância em participar e o consumo atual ou anterior de mel, independentemente da frequência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Instrumento de coleta de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram coletados através de um questionário semiestruturado, elaborado na plataforma <em>Google Forms, </em>com base em estudos prévios sobre o consumo de mel (SANTOS et al., 2020; ALVES et al., 2021; SOUZA et al., 2024). O instrumento foi composto por perguntas fechadas, organizadas em blocos temáticos que abordaram:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. &nbsp; &nbsp; Perfil sociodemográfico (idade, escolaridade e local de residência);</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. &nbsp; &nbsp; Hábitos de consumo (frequência, formas e ocasiões de consumo);</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. &nbsp; &nbsp; Nível de conhecimento sobre benefícios, armazenamento e validade do mel;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. &nbsp; &nbsp; Familiaridade com outros produtos derivados das abelhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O questionário foi aplicado no formato digital, garantindo maior alcance e facilidade de preenchimento pelos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Procedimentos de coleta e análise de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados ocorreu entre maio e agosto de 2025, mediante consentimento livre e esclarecido dos respondentes. Após a coleta, os dados foram tabulados e analisados com o auxílio de planilhas eletrônicas. Foram calculadas frequências absolutas e relativas (%), permitindo a construção de tabelas e gráficos para a análise descritiva das variáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interpretação dos resultados foi realizada à luz da literatura científica recente, buscando estabelecer relações entre os dados empíricos e estudos nacionais e internacionais sobre consumo, qualidade e percepção de produtos apícolas (GIAMPIERI et al., 2022; MORALES; HUERTAS; PÉREZ, 2023; ŠEDÍK; HUDECOVÁ; POCOL, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Tabela 1, participaram do questionário 109 consumidores, dos quais 97,2% (106) residem no estado de São Paulo. Quanto ao grau de escolaridade, 53,2% (58) dos respondentes possuem ensino fundamental completo, enquanto 28,4% (31) completaram o ensino médio. Em relação à faixa etária, 46,8% (52) têm entre 35 e 45 anos, e 27,0% (30) estão na faixa de 25 a 35 anos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1. Perfil dos respondentes&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="504" height="405" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-123.png" alt="" class="wp-image-244523" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-123.png 504w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-123-300x241.png 300w" sizes="(max-width: 504px) 100vw, 504px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong>Alves et al. (2021) destacam que, para caracterizar o perfil de um consumidor, é fundamental considerar fatores demográficos, como idade, gênero e nível de escolaridade. Esses parâmetros são particularmente relevantes, pois estão diretamente associados aos comportamentos individuais de consumo, refletindo, muitas vezes, valores e posições sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico 1, revela que o consumo de mel é ocasional para a maioria dos participantes, sendo que 78,9% afirmam consumir o produto de vez em quando. Outros 9,2% consomem mensalmente, 7,3% consomem semanalmente, e apenas 4,6% afirmam consumir diariamente.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="688" height="227" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-28.jpeg" alt="" class="wp-image-244518" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-28.jpeg 688w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-28-300x99.jpeg 300w" sizes="(max-width: 688px) 100vw, 688px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1: </strong>Frequência do consumo de mel<strong> </strong>dos entrevistados <br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Esses resultados divergem dos encontrados por Alves et al. (2021), que observaram que a maioria dos entrevistados consome mel com regularidade, sendo que 47,12% afirmaram utilizá-lo pelo menos uma vez por mês. Ainda segundo os autores, 37,2% dos participantes consomem mel com maior frequência (diariamente, uma vez por semana ou mais), enquanto 12,7% fazem uso esporádico, apenas uma vez ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma semelhante, Santos et al. (2020) verificaram que apenas 7,56% dos entrevistados consomem mel diariamente, 25% o utilizam com frequência, e a maioria (63,95%) relatou consumo raro. Para Dácio et al. (2023), a baixa frequência de consumo do mel pode ser explicada pela falta de divulgação adequada, já que se trata de um alimento natural, geralmente produzido localmente, com baixo número de contraindicações para o consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verifica-se no gráfico 2, que 45,9% dos respondentes consomem mel em receitas, como chás e vitaminas. Já 40,4% preferem consumir o mel puro, enquanto 13,8% afirmaram consumilo com própolis.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="222" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-30.jpeg" alt="" class="wp-image-244515" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-30.jpeg 660w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-30-300x101.jpeg 300w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2: </strong>Forma de consumo do mel<strong> </strong>dos entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alves et al. (2021) também verificaram que a maioria das pessoas (61,8%) utiliza o mel como alimento, confirmando a tendência de seu consumo regular na dieta. Do ponto de vista nutricional, Vasconcelos et al. (2021) explicam que o mel, além de ser um adoçante natural, constitui um alimento rico em carboidratos e diversos minerais essenciais. Ademais, possui ação imunomoduladora, estimulando a produção de anticorpos e a atividade das células de defesa, além de auxiliar no combate aos radicais livres prejudiciais ao organismo humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do gráfico 3, indicam que 58,7% dos participantes não conhecem outros produtos alimentares derivados das abelhas, enquanto 41,3% afirmaram ter conhecimento desses produtos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="227" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-29.jpeg" alt="" class="wp-image-244519" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-29.jpeg 685w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-29-300x99.jpeg 300w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3: </strong>Conhecimento sobre outros produtos alimentares dos entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giampieri et al (2022) comentam que em diferentes estudos e revisões recentes, o mel aparece como o derivado de colmeia mais conhecido e consumido, enquanto produtos como própolis, geleia real e pólen permanecem subutilizados e com reconhecimento heterogêneo entre consumidores, o que corrobora o padrão do seu gráfico (maior parcela sem conhecimento de outros produtos apícolas).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Lopes et al (2022) relatórios e materiais técnicos (p. ex. Embrapa) descrevem o potencial nutricional e funcional de produtos como o pólen e a própolis, mas também documentam uma lacuna entre produção/disponibilidade e conhecimento do público em geral, reforçando a ideia de que 58,7% (seu dado) expressam uma realidade plausível em vários contextos nacionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme apresentado no gráfico 4, a maioria dos respondentes (78%) conhece os benefícios do mel, ao passo que 22% declararam não ter conhecimento sobre esses benefícios.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="227" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-27.jpeg" alt="" class="wp-image-244517" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-27.jpeg 685w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-27-300x99.jpeg 300w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 4: </strong>Conhecimento dos benefícios do mel dos<strong> </strong>entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos recentes corroboram essa tendência. Por exemplo, uma pesquisa realizada por Souza et al. (2024) revelou que 73,1% dos consumidores entrevistados conhecem os benefícios do mel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados indicam que, embora a maioria dos participantes esteja ciente das propriedades nutricionais e terapêuticas do mel, ainda existe uma parcela significativa da população que desconhece seus efeitos benéficos. Estudos anteriores corroboram essa tendência: Alves et al. (2021) observaram que o conhecimento sobre os benefícios do mel está geralmente associado ao nível de escolaridade e à exposição a informações sobre saúde e alimentação. Já Vasconcelos et al. (2021) destacam que o mel, além de ser um adoçante natural, possui ação antioxidante, imunomoduladora e fornece nutrientes essenciais, justificando a importância de sua divulgação para ampliar o consumo consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o gráfico 5, observa-se que a maior parte dos participantes (49,5%) costuma consumir mel quando está gripado, evidenciando o uso do produto principalmente com finalidade terapêutica e medicinal. Uma parcela de 30,3% relatou não ter o hábito de consumir mel regularmente, enquanto 20,2% afirmaram utilizá-lo todas as manhãs, indicando que parte dos respondentes inclui o mel em sua rotina alimentar diária.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="227" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-32.jpeg" alt="" class="wp-image-244520" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-32.jpeg 682w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-32-300x100.jpeg 300w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 5: </strong>Ocasiões do consumo do mel dos<strong> </strong>entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados estão em consonância com o estudo de Alves et al. (2021), que identificou que 33,6% dos entrevistados utilizavam o mel como remédio caseiro. De forma semelhante, Barbosa et al. (2020) apontaram que muitos consumidores recorrem ao mel para fins medicinais, especialmente para aliviar sintomas de gripes e resfriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista microbiológico, Gomes e Santos (2016) destacam que algumas bactérias causadoras de doenças são sensíveis à ação antibacteriana do mel. Entre esses microorganismos estão <em>Haemophilus influenzae</em>, responsável por infecções respiratórias e sinusites; <em>Mycobacterium tuberculosis</em>, causadora da tuberculose; e <em>Klebsiella pneumoniae</em> e <em>Streptococcus pneumoniae</em>, associados à pneumonia. No entanto, é importante ressaltar que o mel atua principalmente no alívio dos sintomas e do desconforto, como na dor de garganta, não substituindo o tratamento médico adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pires et al. (2018) acrescentam que muitos indivíduos utilizam o mel como substituto de medicamentos, especialmente em quadros de constipação, valorizando o mel como um medicamento natural. Para os entrevistados, o mel proveniente de abelhas nativas apresenta maior potencial terapêutico, sendo considerado mais eficaz no alívio dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico 6, apresenta o conhecimento dos participantes sobre a forma correta de armazenar o mel. Observa-se que a maioria, 58,7%, respondeu afirmativamente, indicando que sabem a maneira adequada. Em contrapartida, 41,3% dos entrevistados não possuem esse conhecimento, representando uma parcela significativa que desconhece as recomendações sobre o armazenamento.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="708" height="228" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-33.jpeg" alt="" class="wp-image-244522" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-33.jpeg 708w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-33-300x97.jpeg 300w" sizes="(max-width: 708px) 100vw, 708px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 6: </strong>Conhecimento da maneira correta de armazenamento do mel dos<strong> </strong>entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados revela uma lacuna significativa no conhecimento dos consumidores sobre as práticas adequadas de armazenamento do mel. Segundo Šedík, Hudecová e Pocol (2023), o nível de informação dos consumidores sobre o mel, incluindo seus valores nutricionais e formas de conservação, é limitado, refletindo uma percepção superficial sobre o produto. Essa carência de conhecimento leva muitos consumidores a acreditar que o mel “não estraga” e, portanto, pode ser armazenado em qualquer recipiente ou ambiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como Baig et al. (2023) e Kara et al. (2024) reforçam que o armazenamento é determinante para a estabilidade e a conservação do mel, devendo ocorrer em recipientes herméticos, em local fresco e protegido da luz solar. No entanto, apesar dessas recomendações técnicas amplamente divulgadas em estudos e normas apícolas, elas não chegam de forma clara ao consumidor final. Essa desconexão entre o conhecimento científico e as práticas cotidianas representa uma lacuna informacional relevante, que impacta diretamente a qualidade do produto consumido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico 7, ilustra a percepção dos participantes sobre a validade do mel. A maior parte, 60,6%, respondeu que não acredita que o mel tenha prazo de validade, enquanto 39,4% acreditam que sim existe um prazo. Esses dados indicam que a maioria desconhece ou desconhece a existência de um prazo de validade para o mel, refletindo possíveis lacunas de informação sobre conservação e consumo seguro do produto.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="227" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-34.jpeg" alt="" class="wp-image-244521" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-34.jpeg 682w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-34-300x100.jpeg 300w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 7: </strong>Conhecimento sobre o prazo de validade do mel dos<strong> </strong>entrevistados<br><strong>Fonte:</strong> Dados da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma semelhante, uma pesquisa realizada em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, por Barbosa et al. (2020), constatou que a maioria dos consumidores locais também não possuía conhecimento sobre a validade do mel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Costa, Cella e Cunha, a validade do mel está intimamente relacionada a fatores como excesso de umidade, exposição à luz, temperatura inadequada e presença de ar dentro das embalagens, os quais aceleram a perda de qualidade do produto. A falta de atenção a esses aspectos pode resultar na degradação do mel em um curto período, comprometendo suas propriedades nutricionais e sensoriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil, o conhecimento e os hábitos de consumo de mel entre consumidores do estado de São Paulo, relacionando-os ao grau de escolaridade e à percepção sobre os benefícios, formas adequadas de uso e armazenamento do produto. Os resultados obtidos permitiram compreender de forma ampla o comportamento do consumidor em relação ao mel e aos produtos apícolas, contribuindo para o diagnóstico de lacunas informacionais e oportunidades de valorização do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verificou-se que o consumo de mel ainda é predominantemente ocasional, sendo a maioria dos participantes consumidores eventuais, o que evidencia uma percepção restrita quanto à inserção do mel na rotina alimentar. O produto é, em grande parte, associado a situações específicas, como o tratamento de gripes e resfriados, demonstrando o predomínio de um uso terapêutico e tradicional, em detrimento de seu reconhecimento como alimento funcional e fonte de nutrientes essenciais. Essa tendência reforça a necessidade de maior divulgação científica e nutricional sobre os múltiplos benefícios do mel para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao conhecimento sobre os produtos apícolas, observou-se que grande parte dos entrevistados desconhece outros derivados das abelhas, como própolis, pólen e geleia real, apesar de suas reconhecidas propriedades bioativas e potencial de mercado. Esse resultado indica uma lacuna significativa de informação que limita o desenvolvimento e a diversificação do consumo no setor apícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao conhecimento sobre conservação e validade, constatou-se que parcela expressiva dos participantes não sabe como armazenar adequadamente o mel e acredita, equivocadamente, que o produto não possui prazo de validade. Esse desconhecimento pode comprometer a qualidade e a segurança alimentar, ressaltando a importância de ações educativas voltadas à orientação do consumidor sobre boas práticas de armazenamento e conservação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise também demonstrou que o nível de escolaridade influencia diretamente o conhecimento sobre os benefícios e formas adequadas de uso do mel, confirmando a relevância da educação alimentar e nutricional como ferramenta para o consumo consciente. Nesse sentido, campanhas de sensibilização, associadas à ampliação da rastreabilidade e da certificação do mel, podem fortalecer a confiança do consumidor e agregar valor à cadeia produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, que embora o mel seja amplamente reconhecido por seus benefícios terapêuticos, seu consumo ainda é limitado e cercado de percepções parciais. A ampliação do conhecimento sobre o produto, seus derivados e as condições adequadas de armazenamento pode contribuir significativamente para o aumento do consumo regular, o fortalecimento do setor apícola e a valorização dos produtos naturais de origem brasileira. Assim, o estudo reforça a importância da educação e da divulgação científica como instrumentos de transformação do comportamento do consumidor e de incentivo à sustentabilidade da apicultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABDI, Gemechu.G.; TOLA, Yetenayet.; KUYU, Chala.G. Assessment of Physicochemical and Microbiological Characteristics of Honey in Southwest Ethiopia: Detection of Adulteration through Analytical Simulation. <strong>Journal of Food Protection, </strong>v. 87, n. 1, 2024. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0362028X23068783. Acesso em: 17.10.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Luana Regina Pereira et al. Perfis dos produtores, comerciantes e consumidores de mel da cidade de Barreiras –Bahia. <strong>Research, Society and Development,</strong> v. 10, n.15, e452101523140, 2021. Disponivel em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/23140/20475. Acesso em: 18.10.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANATOMIA e estruturas externas. A.B.E.L.H.A &#8211; <strong>Associação Brasileira de Estudos das Abelhas.</strong> Publicação&nbsp; 19&nbsp; &nbsp; ago&nbsp; 2020. &nbsp; Disponível&nbsp; em: https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1219/1047.&nbsp; &nbsp; Acesso &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; em: 16.10.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAIG, M. H. A. et al. Impact of storage conditions on the physicochemical and antioxidant properties of honey: A systematic review. <strong>Foods</strong>, v. 12, n. 2, p. 1–15, 2023. DOI: 10.3390/foods12020315.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, Diego Vera et al. <strong>Percepção dos consumidores de mel de Ponta Porã/MS.</strong> 2020. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/download/11707/8200/. Acesso em: 18.10. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BONSIGNORE, Gregorio; MARTINOTTI, Simona; RANZATO, Elia. Honey Bioactive Molecules: There Is a World Beyond the Sugars. <strong>BioTech (Basel)</strong>, v. 13, n. 4, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2673-6284/13/4/47. Acesso em: 17.10.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRAGA, Dayana Calixto. et al. Analytical study of the physicochemical characteristics from Melipona subnitida D. honey in adequation to Brazilian law. <strong>Food Sci. Technol, </strong>v. 40, n. 1, p. 217-221, &nbsp; 2020. &nbsp; Disponível&nbsp; em: https://www.scielo.br/j/cta/a/QmcjYwv6RQLkTT8CPtCGQ5v/?lang=en. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Acesso&nbsp;em: 17.10.2025.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Discente do Curso Superior de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos. E-mail: brendanunescarneiro@gmail.com<br><sup>2</sup> Docente do Curso Superior de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ACESSO À SAÚDE NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: PERSPECTIVAS NA ÓTICA BIOMÉDICA  </title>
		<link>https://revistaft.com.br/acesso-a-saude-na-amazonia-ocidental-perspectivas-na-otica-biomedica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 01:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=244066</guid>

					<description><![CDATA[ACCESS TO HEALTH IN WESTERN AMAZONIA: PERSPECTIVES FROM A BIOMEDICAL PERSPECTIVE REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510312255 Adagilza Beatriz Bispo da Silva*1 Lohana Christine Nogueira Queiroz1 Lya Vandresa Alves Mar1 Sabrina Azevedo Campelo1 Gabrielle Sales de Medeiro2  RESUMO Objetivo: Analisar, por meio de revisão de literatura, os desafios e as perspectivas relacionadas ao acesso aos serviços de saúde em municípios da Amazônia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">ACCESS TO HEALTH IN WESTERN AMAZONIA: PERSPECTIVES FROM A BIOMEDICAL PERSPECTIVE</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510312255</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Adagilza Beatriz Bispo da Silva*<sup>1</sup> <br>Lohana Christine Nogueira Queiroz<sup>1</sup> <br>Lya Vandresa Alves Mar<sup>1</sup> <br>Sabrina Azevedo Campelo<sup>1</sup> <br>Gabrielle Sales de Medeiro<sup>2</sup> </p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>R</strong>ESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo:</strong> Analisar, por meio de revisão de literatura, os desafios e as perspectivas relacionadas ao acesso aos serviços de saúde em municípios da Amazônia Ocidental, considerando as particularidades geográficas, socioeconômicas e estruturais da região. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de uma revisão narrativa com elementos sistemáticos, realizada entre 2015 e 2025, com busca de estudos nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE e BVS. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol que abordassem as barreiras e estratégias voltadas à ampliação do acesso à saúde em municípios da Amazônia Ocidental. <strong>Resultados:</strong> Os resultados apontaram que o acesso aos serviços de saúde permanece limitado por barreiras geográficas, logísticas e socioeconômicas. A escassez e má distribuição de profissionais biomédicos comprometem a vigilância epidemiológica e a execução de políticas públicas. Iniciativas como a interiorização de profissionais, ações comunitárias e o uso de tecnologias digitais mostram-se promissoras para reduzir desigualdades e ampliar a cobertura assistencial. <strong>Considerações finais:</strong> O fortalecimento do papel do biomédico, aliado à inovação tecnológica e a políticas públicas inclusivas, é essencial para garantir um sistema de saúde mais equitativo e acessível na Amazônia Ocidental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Amazônia Ocidental. Acesso à Saúde. Profissional Biomédico. Desigualdades Regionais. Políticas Públicas.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ABSTRACT&nbsp;&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objective:</strong> To analyze, through a literature review, the challenges and perspectives related to access to health services in municipalities in Western Amazonia, considering the region&#8217;s geographic, socioeconomic, and structural particularities. <strong>Methods:</strong> This is a narrative review with systematic elements, conducted between 2015 and 2025, searching for studies in SciELO, PubMed/MEDLINE, and&nbsp;BVS databases. Articles in Portuguese, English, and Spanish that addressed the barriers and strategies aimed at expanding access to health services in municipalities in Western Amazonia were included. <strong>Results:</strong> The results indicated that access to health services remains limited by geographic, logistical, and socioeconomic barriers. The shortage and poor distribution of biomedical professionals compromise epidemiological surveillance and the implementation of public policies. Initiatives such as the internalization of professionals, community actions, and the use of digital technologies show promise for reducing inequalities and expanding healthcare coverage. <strong>Final considerations:</strong> Strengthening the role of biomedical professionals, combined with technological innovation and inclusive public policies, is essential to ensuring a more equitable and accessible healthcare system in Western Amazonia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Western Amazonia. Access to Healthcare. Biomedical Professionals. Regional Inequalities. Public Policies.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>1</strong><strong> </strong><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso à saúde em regiões remotas, como a Amazônia Ocidental, é um desafio histórico para comunidades locais. Condições geográficas, diversidade cultural e desigualdades sociais limitam o atendimento, refletindo em indicadores de cobertura e qualidade insatisfatórios (Fausto <em>et al</em>., 2022). Entender como essas populações acessam os serviços é crucial para avaliar as fragilidades do sistema e planejar melhorias (Santos <em>et al</em>., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As barreiras de acesso não são exclusivas da Amazônia; populações indígenas e rurais globalmente enfrentam problemas semelhantes (Barros <em>et al</em>., 2025). Fatores geográficos, socioeconômicos e culturais interligados dificultam a efetividade da atenção primária e do acompanhamento contínuo. Além disso, elementos estruturais, como a falta de infraestrutura e de profissionais de saúde, agravam o cenário (Westphal, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura detalha essa problemática. Sandes <em>et al</em>. (2018) destacaram dificuldades históricas na atenção primária de indígenas sul-americanos, ligadas à distância e falta de sensibilidade cultural. Collins <em>et al</em>. (2019) apontaram barreiras específicas, como desigualdades de gênero e etnia, que afetam o rastreamento do câncer do colo uterino em mulheres no Peru.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mais recentes propõem a categorização de barreiras em níveis, reforçando a necessidade de sistemas de saúde culturalmente adequados (NGUYEN NH, <em>et al</em>., 2020). Modelos espaciais mostram sua importância para compreender a cobertura em áreas rurais, dialogando com os desafios amazônicos (Verma e Dash, 2020). Outros estudos confirmam que a escassez de recursos limita a assistência, como a saúde materna de indígenas Asháninka (Lazo-Gonzales <em>et al</em>., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os municípios da Amazônia Ocidental apresentam barreiras que comprometem o acesso da população à saúde (Gemaque <em>et al</em>., 2021). Apesar dos avanços em políticas públicas, persistem lacunas importantes em cobertura, qualidade e adequação cultural dos serviços. Isso evidencia a necessidade de investigações aprofundadas sobre os desafios enfrentados por essas comunidades (Almeida <em>et al</em>., 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigar essas lacunas é essencial para delinear perspectivas do acesso aos serviços de saúde na Amazônia Ocidental, focando na visão do profissional biomédico. O entendimento de um problema de saúde pública que afeta populações vulneráveis é fundamental para subsidiar políticas mais adequadas. Para isso, reúne evidências sobre barreiras (como deslocamento e falta de profissionais) e incentiva ações para reduzir desigualdades históricas, garantindo o direito universal à saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema de pesquisa que norteia o estudo é: Quais são os principais entraves que dificultam o acesso aos serviços de saúde na Amazônia Ocidental, considerando as perspectivas do profissional biomédico na região que podem contribuir para a redução das desigualdades? Dessa forma, a análise busca delimitar a produção científica recente, oferecendo subsídios para incitar soluções mais efetivas nesta região.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo busca analisar o acesso aos serviços de saúde na Amazônia Ocidental, considerando as perspectivas do profissional biomédico na região. Assim como, as barreiras geográficas, logísticas e socioeconômicas que influenciam o acesso, as dificuldades existentes em relação à integração, valorização e distribuição do profissional biomédico, notadamente na região e as perspectivas de ampliação do acesso, considerando iniciativas governamentais, comunitárias e tecnológicas capazes de reduzir desigualdades.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>2</strong><strong> </strong><strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão de literatura, seguiu o protocolo do Joanna Briggs Institute e foi organizada de acordo com as diretrizes do PRISMA-ScR (<em>Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews</em>) (Peters <em>et al</em>., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca foi feita nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE e BVS, esta última incluiu a busca por teses e relatórios técnicos. Foram utilizados descritores controlados e não controlados, em português, inglês e espanhol, combinados por operadores booleanos AND e&nbsp;OR, como: “Acesso aos serviços de saúde” OR “Health Services Accessibility”,                                        “Amazônia&nbsp;Ocidental” OR “Western Amazon”, “Municípios do interior” OR “rural municipalities” e&nbsp;“Brasil” AND “Amazonas”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão abrangeram estudos publicados entre os últimos cinco anos, e nos idiomas limitados. Incluíram-se artigos originais, teses, dissertações e relatórios técnicos que tratavam especificamente do acesso à saúde nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, descrevendo desafios, barreiras e estratégias de melhoria. Excluíram-se estudos que não pertenciam ao recorte geográfico, publicações sem texto completo, artigos de opinião, editoriais ou pesquisas com foco principal diferente do acesso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos elegíveis foram organizados em uma planilha, registrando: numeração sequencial, autores, ano de publicação e principais achados. Em seguida, foi realizada uma análise qualitativa dos dados para identificar padrões, convergências e lacunas na literatura sobre o acesso à saúde na Amazônia Ocidental.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em concordância com a Resolução 510/2016 CEP/CONEP, o estudo é classificado como revisão de literatura, não necessitando de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Ainda assim, todos os aspectos éticos pertinentes à pesquisa foram considerados.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3</strong><strong> </strong><strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Foram identificados 87 estudos primários por meio de buscas em bases de dados científicas. Após a verificação inicial, 17 registros duplicados foram removidos e 2 registros foram excluídos por outros motivos, totalizando 68 estudos elegíveis para triagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa de triagem, os títulos e resumos foram avaliados, resultando na exclusão de 42 estudos por não atenderem aos critérios de inclusão estabelecidos. Os 26 estudos restantes foram buscados para recuperação na íntegra, porém 3 não foram obtidos devido à indisponibilidade do texto completo, 23 relatórios foram avaliados quanto à elegibilidade. Entre eles, 13 foram excluídos, sendo 6 por não abordarem o tema de acesso à saúde, 4 por apresentarem foco fora da Amazônia Ocidental e 3 por conterem dados incompletos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final do processo de seleção, 10 estudos atenderam a todos os critérios e foram incluídos na revisão para análise e síntese dos resultados. A estratégia completa de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos está apresentada na Figura 1, conforme as recomendações PRISMA (<em>Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses</em>).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Identificação de estudos via bases de dados e registros&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="523" height="506" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png" alt="" class="wp-image-244070" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png 523w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-300x290.png 300w" sizes="(max-width: 523px) 100vw, 523px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Elaboração própria, 2025.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As publicações dos estudos analisados ocorreram no período de 2020 a 2025, estando disponíveis predominantemente em português (70%) e inglês (30%). Os artigos foram organizados conforme os seguintes critérios: numeração sequencial, autores, ano de publicação e principais achados relacionados ao acesso à saúde na Amazônia Ocidental, conforme apresentado no Quadro 1.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 – </strong>Síntese dos achados sobre acesso à saúde na Amazônia Ocidental.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>Autores (Ano)&nbsp;</strong></td><td><strong>Principais achados&nbsp;</strong></td></tr><tr><td>1&nbsp;</td><td>MATA <em>et al</em>. (2025)&nbsp;</td><td>A pesquisa abordou a insegurança hídrica domiciliar na Amazônia Ocidental, evidenciando vulnerabilidades relacionadas à qualidade&nbsp;e disponibilidade da água, com implicações diretas na saúde e bem-estar das populações locais.&nbsp;</td></tr><tr><td>2&nbsp;</td><td>MOURA <em>et al</em>. (2025)&nbsp;</td><td>O estudo qualitativo analisou a internalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia Ocidental, destacando processos de educação continuada e vulnerabilidades em saúde em contextos amazônicos.&nbsp;</td></tr><tr><td>3&nbsp;</td><td>NASCIMENTO <em>et al</em>. (2024)&nbsp;</td><td>A revisão de escopo mapeou a produção científica sobre saúde indígena em contextos urbanos no Brasil, apontando lacunas no acesso e na continuidade dos cuidados a populações indígenas deslocadas.&nbsp;</td></tr><tr><td>4&nbsp;</td><td>QUEIROZ (2023)&nbsp;</td><td>A pesquisa identificou desafios quanto à qualidade e à confiabilidade dos registros de informação em saúde na Amazônia, ressaltando fragilidades nos sistemas de dados e sua influência no planejamento e execução de políticas públicas.&nbsp;</td></tr><tr><td>5&nbsp;</td><td>BRAGA <em>et al</em>. (2023)&nbsp;</td><td>O trabalho explorou o acesso ao diagnóstico da tuberculose em município da Amazônia Ocidental sob a ótica dos profissionais de saúde, destacando entraves operacionais e limitações de estrutura nos serviços.&nbsp;</td></tr><tr><td>6&nbsp;</td><td>SILVA <em>et al</em>. (2023)&nbsp;</td><td>O estudo investigou a acessibilidade e a oferta de cuidado ao hipertenso na atenção primária em município rural remoto do Amazonas, evidenciando barreiras geográficas e limitações na continuidade do cuidado.&nbsp;</td></tr><tr><td>7&nbsp;</td><td>INHUDES <em>et al</em>. (2022)&nbsp;</td><td>O estudo apresentou diagnóstico detalhado sobre a situação da saúde na Amazônia Legal, destacando desigualdades regionais, desafios de infraestrutura e propondo estratégias de atuação voltadas à melhoria do acesso e da qualidade dos serviços de saúde.&nbsp;</td></tr><tr><td>8&nbsp;</td><td>OLIVEIRA <em>et al</em>. (2022)&nbsp;</td><td>A pesquisa tratou dos desafios da saúde indígena no DSEI Médio Rio Purus, destacando as dificuldades para a provisão equânime de serviços de saúde em comunidades de difícil acesso.&nbsp;</td></tr><tr><td>9&nbsp;</td><td>SCHWEI-CKARDT <em>et al</em>. (2020)&nbsp;</td><td>O trabalho discutiu os desafios impostos pela pandemia de COVID-19 ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco nas fragilidades estruturais e na capacidade de resposta do sistema na região amazônica.&nbsp;</td></tr><tr><td>10&nbsp;</td><td>TIGUMAN <em>et al</em>. (2022)&nbsp;</td><td>O estudo analisou a utilização dos serviços de saúde na Amazônia Brasileira por meio de dois inquéritos transversais, apontando desigualdades de acesso entre grupos populacionais e regiões.&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte:</strong> Elaboração própria, 2025.</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam que o acesso à saúde em municípios da Amazônia Ocidental continua limitado por múltiplos fatores estruturais, geográficos e sociais. A região apresenta características únicas, como extensa cobertura florestal, rios navegáveis como principais vias de transporte e baixa densidade populacional em muitas localidades, que dificultam a prestação de serviços de saúde adequados (Inhudes <em>et al</em>., 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as desigualdades históricas e as deficiências na infraestrutura de saúde da Amazônia Ocidental comprometem o atendimento básico e especializado. Essas limitações impõem grandes desafios ao biomédico, cuja atuação vai além do laboratório, abrangendo logística, vigilância epidemiológica e apoio técnico. Compreender essas barreiras é fundamental para elaborar políticas públicas eficazes e estratégias que respeitem as particularidades regionais, promovendo um sistema de saúde mais acessível e equitativo.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3.1 Barreiras geográficas, logísticas e socioeconômicas</strong>&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A geografia da região amazônica impõe limitações naturais ao acesso aos serviços de saúde. Estudos indicam que comunidades ribeirinhas e isoladas frequentemente dependem de transporte fluvial para deslocamento até unidades de saúde, o que pode levar horas ou até dias, dependendo da localização e das condições climáticas (Silva <em>et al.,</em> 2023).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das barreiras físicas, fatores socioeconômicos, como baixa renda, desemprego e insegurança hídrica, restringem a capacidade das famílias de buscar atendimento médico e realizar exames de rotina (Mata <em>et al</em>., 2025). Esses fatores se combinam para reduzir a frequência de consultas, atrasar diagnósticos e prejudicar a continuidade do cuidado, especialmente para doenças crônicas, endêmicas ou emergentes, como tuberculose, hipertensão, COVID-19 e doenças tropicais negligenciadas (Oliveira <em>et al.,</em> 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados dialogam que na Amazônia Ocidental existem contextos de alta vulnerabilidade. Exigindo criatividade e flexibilidade para superar barreiras geográficas e escassez de recursos. É fundamental articular-se com equipes multiprofissionais e comunidades locais para implementar ações de prevenção e monitoramento de doenças. Essa atuação integrada garante a continuidade do cuidado mesmo em áreas remotas visando reduzir desigualdades e ampliar o acesso à saúde na região.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3.2 Dificuldades em relação à integração, valorização e distribuição do profissional biomédico</strong>&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Outro desafio crítico identificado é a escassez e a má distribuição de profissionais biomédicos na região. Muitos municípios da Amazônia Ocidental contam com número insuficiente de biomédicos, concentrando-os em centros urbanos, o que sobrecarrega os profissionais disponíveis e limita a oferta de exames laboratoriais, diagnósticos e monitoramento epidemiológico (Braga <em>et al</em>., 2023).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de valorização profissional, ausência de incentivos para atuação em áreas remotas e limitações na infraestrutura dos laboratórios dificultam a implementação de protocolos padronizados e a execução de campanhas de saúde preventiva. Essa realidade impacta diretamente a capacidade do biomédico de contribuir para o acesso equitativo à saúde, já que a integração com equipes multiprofissionais, planejamento de rotas de atendimento e supervisão de processos laboratoriais tornam-se complexos em ambientes de difícil acesso (Tiguman <em>et al</em>., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências indicam que a limitada presença de biomédicos na Amazônia Ocidental compromete a vigilância epidemiológica, dificultando a coleta e análise de dados laboratoriais isso reduz a capacidade de detecção precoce de surtos e atraso de medidas preventivas. A escassez desses profissionais também prejudica o acompanhamento de indicadores de saúde, fundamentais para decisões em políticas públicas. Dessa forma, sua atuação visa fortalecer o sistema de saúde regional.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3.3 Perspectivas de ampliação do acesso à saúde</strong>&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das barreiras identificadas, há oportunidades promissoras para ampliar o acesso à saúde na Amazônia Ocidental. Políticas governamentais de incentivo à interiorização de profissionais de saúde, incluindo biomédicos, têm potencial para reduzir desigualdades regionais e melhorar a cobertura de serviços básicos e especializados (Nascimento <em>et al</em>., 2024).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciativas comunitárias, como programas de educação em saúde e capacitação de agentes comunitários, também contribuem para aumentar o conhecimento sobre prevenção e promoção da saúde, reduzindo a dependência de deslocamentos longos e integrando a população local ao sistema de cuidados. Além disso, o uso de tecnologias, incluindo telemedicina, laboratórios móveis e sistemas eletrônicos de informação em saúde, apresenta grande potencial para superar barreiras geográficas, otimizar o planejamento dos serviços e apoiar o trabalho do biomédico mesmo em locais remotos (Queiroz 2023; Schweickardt <em>et al</em>., 2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, as pesquisas relatam que o acesso à saúde na Amazônia Ocidental enfrenta barreiras geográficas, logísticas e socioeconômicas, além de limitações na atuação do biomédico e na infraestrutura dos serviços. Estratégias integradas, incluindo políticas públicas, valorização profissional, ações comunitárias e tecnologias, podem reduzir desigualdades. O fortalecimento do biomédico, aliado a soluções inovadoras, pode superar desafios históricos e garantir cuidado integral à população amazônica.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>4</strong><strong> </strong><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo alcançou seus objetivos ao identificar os principais entraves que dificultam o acesso aos serviços de saúde na Amazônia Ocidental sob a perspectiva do profissional biomédico. Verificou-se que barreiras geográficas, logísticas e socioeconômicas ainda comprometem a universalidade e a integralidade da atenção, confirmando que a falta de infraestrutura e de profissionais qualificados afeta diretamente a qualidade e a continuidade do cuidado nas comunidades ribeirinhas e indígenas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Constatou-se que, embora haja avanços em políticas públicas e iniciativas locais, persistem desafios quanto à distribuição equitativa de recursos humanos e materiais. O biomédico desempenha papel essencial na vigilância epidemiológica, na prevenção de doenças e na ampliação do diagnóstico laboratorial, sendo sua valorização e integração fundamentais para o fortalecimento do sistema de saúde regional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa reforça a importância de políticas voltadas à interiorização e valorização dos biomédicos, além do uso de tecnologias como telemedicina e laboratórios móveis, capazes de reduzir barreiras e otimizar o atendimento. Essas estratégias podem ampliar a cobertura e a resolutividade da atenção primária na região.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como limitação, observou-se a escassez de estudos empíricos recentes sobre a atuação do biomédico na Amazônia Ocidental. Sugere-se que pesquisas futuras adotem métodos mistos e ampliem o recorte geográfico para avaliar a efetividade das políticas e inovações tecnológicas aplicadas à saúde amazônica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o estudo evidencia que o acesso à saúde na Amazônia Ocidental é um desafio multidimensional que exige integração entre políticas públicas, infraestrutura adequada e valorização profissional, a fim de reduzir desigualdades e garantir o direito universal à saúde.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Laura Dominic Gazzotto Soares; WATANABE, Michel; AUGUSTO, Allan Rodrigues. Desigualdades urbanas na Amazônia Sul-Ocidental: um estudo comparativo da vulnerabilidade socioespacial a partir dos dados do censo demográfico em Ji-ParanáRO. <strong>Geographia Opportuno Tempore</strong>, v. 11, n. 1, p. e52740-e52740, 2025. Disponível em: https://ojs.uel.br/ revistas/uel/index.php/Geographia/article/view/52740.&nbsp;Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, Lucas França <em>et al</em>. DESAFIOS E OPORTUNIDADES: A INTERSECÇÃO ENTRE POLÍTICAS DE SAÚDE, PARASITOLOGIA E SAÚDE AMBIENTAL EM COMUNIDADES INDÍGENAS BRASILEIRAS. <strong>Revista Políticas Públicas &amp; Cidades</strong>, v.&nbsp;14, n. 1, p. e1455-e1455, 2025. Disponível em: https://journalppc.com/RPPC/article/view/1455. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRAGA, Rebeca Sousa <em>et al</em>. Acesso ao diagnóstico da tuberculose em um município da Amazônia Ocidental: ótica dos profissionais de saúde. <strong>Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção</strong>, v. 13, n. 2, 2023. Disponível em: https://seer.unisc.br/index.php/epidemiologia/article/ view/18114. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasília, DF: Conselho Nacional de Saúde, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/conselho-nacionalde-saude/pt-br/atos-normativos/resolucoes/2016/resolucao-no-510.pdf/view. Acessado em 5 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COLLINS, Joseph H.; BOWIE, Diana; SHANNON, Geordan. A descriptive analysis of health practices, barriers to healthcare and the unmet need for cervical cancer screening in the Lower Napo River region of the Peruvian Amazon. <strong>Women&#8217;s Health</strong>, v. 15, p.&nbsp;1745506519890969, 2019. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1745506519890969.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FAUSTO, Márcia Cristina Rodrigues <em>et al</em>. Sustentabilidade da Atenção Primária à Saúde em territórios rurais remotos na Amazônia fluvial: organização, estratégias e desafios. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 27, p. 1605-1618, 2022. Disponível em:&nbsp;https://www.scielosp.org/article/csc/ 2022.v27n4/1605-1618/pt/.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEMAQUE, Francidani Rocha; LIMA, Wanessa Barbosa Oliveira; BARROS, Marcela Milrea Araújo. Barreiras de acesso à saúde da criança em uma comunidade ribeirinha da Amazônia Ocidental. <strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde</strong>, v. 13, n. 7, p. e8213-e8213, 2021. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/8213. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INHUDES, Adriana Gonçalves da <em>et al</em>. Saúde na Amazônia Legal: diagnóstico e propostas de atuação para o BNDES. <strong>R BNDES</strong>, v. 29, n. 57, p. 7-57, 2022. Disponível em: https:// web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/22664.&nbsp;Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAZO-GONZALES, Angel Oswaldo <em>et al</em>. Looking at maternal health of Asháninka communities from the conceptual framework of the accessibility of care. <strong>International Journal for Equity in Health</strong>, v. 22, n. 1, p. 154, 2023. Disponível em:&nbsp;https://link.springer.com/article/10.1186/s12939-023-01943-1. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATA, Mayline Menezes <em>et al</em>. Household Water Insecurity in the Western Amazon, Amazonas, Brazil: A Preliminary Approach. <strong>Water</strong>, v. 17, n. 15, p. 2253, 2025. Disponível em: https://www. mdpi.com/2073-4441/17/15/2253. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA, Larissa Pereira <em>et al</em>. Internalisation of the SDGs in the Western Brazilian Amazon: a qualitative study on continuing education processes and health vulnerability. <strong>International Journal for Equity in Health</strong>, v. 24, n. 1, p. 173, 2025. Disponível em: https://link.springer.com/ article/10.1186/s12939-025-02484-5.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, Tysciana Alice de Brito <em>et al</em>. Produção científica acerca da saúde indígena no contexto urbano no Brasil: uma revisão de escopo. <strong>Caderno Pedagógico</strong>, v. 21, n. 12, p. e11197-e11197, 2024. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/ view/11197. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NGUYEN, N. H. <em>et al</em>. Barreiras e estratégias de mitigação ao acesso à saúde em comunidades indígenas do Canadá: uma revisão narrativa. Saúde (MDPI), v. 1, p. 112, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32357396/.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Ana Claudia Pedrosa; DE PAES, Andreia Santos; DA SILVA, Lucivânia Ripardo. SAÚDE INDÍGENA NO DSEI MÉDIO RIO PURUS, AMAZONAS: os desafios na provisão de um serviço equânime. <strong>Revista INTERFACE-UFRN/CCSA ISSN Eletrônico 2237-7506</strong>, v. 19, n. ESPECIAL, p. 31-53, 2022. Disponível em: https://ojs.ccsa.ufrn.br/index.php/interface/article/view/1249.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PETERS, M. D. J. <em>et al</em>. Scoping Reviews. In: AROMATARIS, E.; LOCKWOOD, C.; PORRITT, K.; PILLA, B.; JORDAN, Z. (ed.). JBI Manual for Evidence Synthesis. JBI, 2024. Disponível em: https://synthesismanual.jbi.global.&nbsp; Acessado em 5 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUEIROZ, Bernardo Lanza. Desafios relacionados aos registros e à qualidade da informação na Amazônia. <strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v. 39, n. 7, p. e00098323, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/m74xVgHxnvFMWcSHQVLtsHK/?lang=pt.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANDES, Luiza Fernandes Fonseca <em>et al</em>. Atenção primária à saúde de indígenas sulamericanos: revisão integrativa da literatura. <strong>Revista Panamericana de Salud Pública</strong>, v.&nbsp;42, p. e163, 2018. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rpsp/2018.v42/e163/pt/.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA SANTOS, Isabella <em>et al</em>. Avanços e desafios na saúde das populações ribeirinhas na região amazônica: uma revisão integrativa. <strong>Revista de atenção primária a saúde</strong>, v. 24, 2021. Disponível em: https://openurl.ebsco.com/EPDB%3Agcd%3A14%3A15218590/ detailv2?sid=ebsco%3Aplink%3Ascholar&amp;id=ebsco%3Agcd%3A156206477&amp;crl=c&amp;link_or igin=scholar.google.com.&nbsp;Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Isabella Oliveira <em>et al</em>. Avanços e desafios na saúde das populações ribeirinhas na região amazônica: uma revisão integrativa. <strong>Revista de atenção primária a saúde</strong>, v. 24, 2021. Disponível em: https://openurl.ebsco.com/EPDB%3Agcd%3A14%3A15218590/ detailv2?sid=ebsco%3Aplink%3Ascholar&amp;id=ebsco%3Agcd%3A156206477&amp;crl=c&amp;link_or igin=scholar.google.com. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHWEICKARDT, Júlio Cesar <em>et al</em>. O Novo Coronavírus e seus desafios para o Sistema Único de Saúde. In: <strong>O Novo Coronavírus e seus desafios para o Sistema Único de Saúde</strong>. 2020. p. 86-86. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio1348815.&nbsp;Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Amanda Marinho da; FAUSTO, Márcia Cristina Rodrigues; GONÇALVES, Maria Jacirema Ferreira. Acessibilidade e disponibilidade de oferta para o cuidado ao hipertenso na atenção primária à saúde em município rural remoto, Amazonas, Brasil, 2019. <strong>Cadernos de saude publica</strong>, v. 39, p. e00163722, 2023. Disponível em: https://www.scielosp.org/ article/csp/2023.v39n1/e00163722/.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TIGUMAN, Gustavo Magno Baldin; SILVA, Marcus Tolentino; GALVÃO, Taís Freire. Health services utilization in the Brazilian Amazon: panel of two cross-sectional studies. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 56, p. 2, 2022. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rsp/2022.v56/2/en/.&nbsp; Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERMA, Veenapani Rajeev; DASH, Umakant. Geographical accessibility and spatial coverage modelling of public health care network in rural and remote India. <strong>PloS one</strong>, v. 15, n. 10, p. e0239326, 2020. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/ article?id=10.1371/journal.pone.0239326. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">WESTPHAL, Fernando Luiz. Anais da VIII Jornada de Saúde da Amazônia Ocidental:&nbsp;Annals of the VIII Health Journey of the Western Amazon. <strong>Revista do Hospital Universitário Getúlio Vargas</strong>, v. 14, n. 2, p. 57-169, 2015. Disponível em: https:// periodicos.ufam.edu.br/index.php/revistahugv/article/view/9822/7126. Acessado em 08 out. 2025.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Biomedicina do Centro Universitário do Norte (Uninorte), Manaus – AM. <br>*E-mail: adagilzasilva.1865@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">2Docente do Curso Superior de Biomedicina do Centro Universitário do Norte (Uninorte), Manaus – AM. <br>*E-mail: gabiomedicam@gmail.com</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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