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	<title>Volume 28 – Edição 139/OUT 2024 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 17:28:58 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 28 – Edição 139/OUT 2024 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>PRÁTICAS EDUCATIVAS DE HIGIENE PESSOAL PARA ALUNOS DA APAE EM PORTO NACIONAL, TO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 19:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202411301632 Ana Luísa Ferreira Labre; Anne Karoline Patriota Dantas de Oliveira; Clara Antonia Rosa Pimenta; Ellen Carla Gonçalves Arantes; Giovana Manuella Fernandes Barroso; Gustavo Henrique Moraes Oliveira; Laura Mell Santos Lustosa; Mateus Emanuel Segalla Ribeiro; Victor Barretos Cavalcante Parente Lira; Edinaura Rios Cunha RESUMO Higiene pessoal é um conjunto de cuidados que tomamos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202411301632</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Luísa Ferreira Labre; Anne Karoline Patriota Dantas de Oliveira; Clara Antonia Rosa Pimenta; Ellen Carla Gonçalves Arantes; Giovana Manuella Fernandes Barroso; Gustavo Henrique Moraes Oliveira; Laura Mell Santos Lustosa; Mateus Emanuel Segalla Ribeiro; Victor Barretos Cavalcante Parente Lira; Edinaura Rios Cunha</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Higiene pessoal é um conjunto de cuidados que tomamos com o nosso corpo para manter a saúde e o bem-estar. Esses cuidados incluem lavar as mãos com água e sabão, escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, tomar banho regularmente e manter as unhas limpas e cortadas. Lavar bem as mãos antes de comer, depois de usar o banheiro e ao chegar em casa ajuda a prevenir doenças e infecções. Ao escovar os dentes, usamos a escova e o creme dental para evitar cáries e manter o hálito fresco. Banho diário e troca de roupas limpas evitam o acúmulo de suor e sujeira na pele, ajudando a proteger o corpo. Esses hábitos fazem com que nos sintamos mais confortáveis e nos ajudam a cuidar da nossa saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Higiene pessoal; Educação em saúde; Práticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A higiene pessoal é um elemento essencial para o bem-estar e a inclusão social de indivíduos com necessidades especiais. No contexto educacional, práticas educativas voltadas para a higiene promovem autonomia, saúde e melhor convivência. Este trabalho tem como objetivo analisar a implementação de práticas educativas de higiene pessoal entre alunos da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Porto Nacional-Tocantins, destacando suas contribuições para o desenvolvimento social e cognitivo desses estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto foi proposto por um grupo de alunos do terceiro período do curso de Medicina do ITPAC em Porto Nacional – TO. A ideia foi promover educação em higiene e saúde pessoal para alunos da APAE, com foco nas crianças do fundamental entre 7 e 8 anos, com diferentes graus e tipos de deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa aconteceu na Escola Especial Mãe Tia Eulina Braga, escolhida por ser o espaço adequado para atender o público-alvo, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor para as atividades educativas adaptadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização da ação aconteceu no dia 24 de outubro de 2024. Para o trabalho ter maior efetividade, os alunos contaram com a ajuda de professores e funcionários da APAE, que auxiliaram na dinâmica e acompanhamento das crianças. Essa colaboração foi fundamental para garantir que as atividades fossem inclusivas e acessíveis a todos do público-alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de um projeto de extensão focado exclusivamente na educação em saúde e sem coleta de dados pessoais ou clínicos, não foi necessário a aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), mantendo-se um caráter educativo e de promoção à saúde. O ITPAC desempenhou um papel central, conectando o grupo executor com a escola e proporcionando os recursos necessários para a implementação das atividades planejadas, tais como palestras lúdicas e interativas, além da entrega de kits de higiene pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do projeto indicam impactos significativos na promoção de práticas de higiene pessoal entre os alunos da APAE de Porto Nacional-TO. Por meio de ações educativas lúdicas, a conscientização sobre a importância da higiene foi ampliada, resultando em maior engajamento dos participantes nas atividades propostas. A abordagem adotada proporcionou um aprendizado inclusivo e acessível, contemplando as necessidades específicas do público-alvo (Morais, 2022; Silva, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A execução das palestras e dinâmicas reforçou conceitos básicos de higiene, como lavagem das mãos, higiene bucal e cuidados corporais. Estas atividades, aliadas à distribuição de kits de higiene, facilitaram a adoção das práticas aprendidas. Segundo Mantovani (2020), o fortalecimento de hábitos higiênicos desde cedo é essencial para a formação de comportamentos saudáveis, especialmente entre indivíduos com deficiência, que enfrentam barreiras adicionais na adoção de rotinas de autocuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os desafios estruturais da APAE, como a escassez de recursos e infraestrutura limitada, foram destacados ao longo do projeto. Essa realidade evidenciou a necessidade de políticas públicas mais efetivas para garantir melhores condições de ensino e suporte às pessoas com deficiência (PPP-APAE PORTO, 2024). A literatura aponta que ambientes adaptados são essenciais para a eficácia das práticas de higiene e inclusão social (Silva, 2022; Garcia, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante foi o impacto do envolvimento familiar, que se mostrou crucial para a consolidação dos hábitos aprendidos. Conforme relatado por Santos et al. (2021), o apoio de cuidadores e familiares contribui significativamente para a manutenção das práticas de higiene e o desenvolvimento de autonomia entre pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o projeto reafirmou a importância de metodologias inclusivas e adaptadas, como o uso de recursos visuais e dinâmicas interativas, para garantir o aprendizado e a participação ativa dos alunos (Santos, 2023; Bordignon et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações realizadas no projeto evidenciaram a relevância de práticas educativas inclusivas para a promoção da higiene pessoal e do bem-estar entre alunos com necessidades especiais da APAE de Porto Nacional-TO. O uso de metodologias lúdicas, a distribuição de kits de higiene e o envolvimento de professores, familiares e colaboradores foram fundamentais para o sucesso das atividades e para o fortalecimento de comportamentos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados positivos, os desafios estruturais da instituição reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas ao suporte de pessoas com deficiência, garantindo que iniciativas como esta possam ser ampliadas e continuadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos, G. M. V. dos; PícoliI, A.; Salgado, A. L.; Ferreira, A. C. D.; Silveira, C. de P.; Takeshita, I. M. Cuide-se para Cuidar: a promoção do autocuidado entre mães de crianças com deficiência por meio da extensão universitária. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 11, p. e8956, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escola Especial Mãe Tia Eulina Braga (APAE). Projeto Político Pedagógico. Porto Nacional, Tocantins, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garcia, W. P., &amp; de Pereira, A. P. A. A pessoa com deficiência intelectual e a compreensão de sua existência. Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies, 27(2), 179-187, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva, L. C. R. da. “Aprendendo sobre Autocuidado”: tecnologia educacional para as adolescentes com deficiência intelectual. Trabalho de Conclusão de Curso (Terapia Ocupacional) &#8211; Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>O ITINERÁRIO TERAPÊUTICO DE MULHERES TRANS AO ACESSO NO SERVIÇO DE SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-itinerario-terapeutico-de-mulheres-trans-ao-acesso-no-servico-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 09:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[THE THERAPEUTIC ITINERARY OF TRANS WOMEN TO ACCESS THE HEALTH CARE SERVICE. REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202411300630 Elias Coutinho Guilherme1, Kamila Ribeiro Gurgel2, Mabilla Paulina Ipuchima da Silva3, Mayra da Silva Leitão4, Sara Fonseca de Sousa5, Willams Costa de Melo6, Adriano dos Santos Oliveira7 RESUMO O itinerário terapêutico de pessoas transgênero no acesso aos serviços de saúde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE THERAPEUTIC ITINERARY OF TRANS WOMEN TO ACCESS THE HEALTH CARE SERVICE.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202411300630</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elias Coutinho Guilherme<sup>1</sup>, Kamila Ribeiro Gurgel<sup>2</sup>, Mabilla Paulina Ipuchima da Silva<sup>3</sup>, Mayra da Silva Leitão<sup>4</sup>, Sara Fonseca de Sousa<sup>5</sup>, Willams Costa de Melo<sup>6</sup>, Adriano dos Santos Oliveira<sup>7</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O itinerário terapêutico de pessoas transgênero no acesso aos serviços de saúde pode ser permeado por&nbsp; barreiras&nbsp; &nbsp;simbólicas,&nbsp; &nbsp;técnicas&nbsp; &nbsp;e organizacionais. Algumas das dificuldades enfrentadas são: Preconceito, Falta de informação, Despreparo dos profissionais de saúde, falhas no processo de referência e regulação, desarticulação com a Rede de Atenção Básica e a Rede de Atenção Psicossocial. Para a construção do itinerário terapêutico da população transgênero, foi importante ouvir como ocorrem os processos pela procura de saúde, os problemas e dificuldades encontrados e as experiências adquiridas no processo do cuidado, além de ouvir como foi ser tratado/a e como é se reconhecer como transgênero</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Violência, Preconceito, Cuidados de enfermagem, Assistência humanizada, Saúde Pública.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à saúde é um dos direitos fundamentais do ser humano e está formalmente na Constituição Federal Brasileira (1988), que determina o acesso universal e igualitário de todo e qualquer cidadão brasileiro às ações e aos serviços de saúde. Embora este direito constitucional seja para todos e todas, ainda encontramos populações em extrema vulnerabilidade pela sociedade e na saúde, como é o caso das pessoas trans. (DANTAS, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à saúde de transexuais vem sendo conquistado por meio de intensa mobilização social, que se refletem em políticas específicas para esta população. Mas apesar destas políticas, nota-se uma desassistência a este grupo em relação a seu cuidado em saúde levando-o a desenhar diversos itinerários terapêuticos na busca pelo cuidado. (DANTAS, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta pelos direitos civis e o reconhecimento legal das identidades trans é multifacetada, envolvendo diversos aspectos sociais, políticos e culturais. Uma das áreas mais cruciais é o reconhecimento legal e a proteção dos direitos básicos. No âmbito legal, as pessoas trans frequentemente enfrentam barreiras ao buscar documentos que condizem com sua identidade de gênero, à identidade de gênero escolhida pode ser complexa e variar significativamente de país para país ou mesmo dentro de diferentes regiões dentro de um mesmo país. (SANTOS; COSTA 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenham sido feitos avanços significativos em muitos lugares, ainda há desafios substanciais a serem enfrentados. A luta por direitos civis e reconhecimento legal das identidades trans é contínua e requer o apoio contínuo de governos, instituições, organizações e da sociedade como um todo para garantir uma sociedade mais inclusiva e igualitária para todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero. (SANTOS; COSTA 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As demandas de saúde das pessoas trans vão além daquelas relacionadas à adequação do corpo ao gênero que se identificam. Envolve atenção a sintomas agudos como dor de cabeça e febre, bem como o acompanhamento de doenças crônicas, por exemplo, diabetes e hipertensão. Isto é, eventos não relacionados à hormonização. E, assim como as pessoas cisgênero, isto é, que se identificam com o gênero atribuído ao nascimento, as pessoas trans também precisam realizar consultas e exames preventivos. Ter acesso pleno à saúde é também uma forma de reduzir a vulnerabilidade social desta população. (MONTEIRO, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portaria (nº 1.693) do Ministério da Saúde, publicada em maio de 2024, trouxe uma boa notícia! Ela promete facilitar o acesso das pessoas trans a muitos procedimentos, incluindo exames e consultas de rotina. Com a medida, vários serviços poderão ser acessados por ambos os sexos. (MONTEIRO, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Ministério da Saúde deve garantir atendimento médico a pessoas transexuais e travestis inclusive em especialidades relativas a seu sexo biológico. O entendimento foi firmado no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 787, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. (BRASIL, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, no julgamento do mérito, realizado na sessão virtual encerrada em 28/6, o ministro reiterou que o Ministério da Saúde deve atualizar os sistemas do SUS para garantir o pleno acesso a atendimentos médicos pela população trans, informando as mudanças aos estados e municípios. Para o ministro, deve ser permitido o acesso das políticas públicas sem a imposição de barreiras burocráticas, que, além de comprometer sua própria efetividade, “são aptas a causar constrangimento, discriminação e sofrimento à pessoa trans”. (BRASIL, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conscientização e a educação para combater estereótipos e preconceitos, e direitos civis e reconhecimento legal das identidades trans que requer o apoio contínuo de governos, instituições, organizações e da sociedade, independentemente de sua identidade de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisar como são traçados os itinerários terapêuticos da população transexual; pontuar barreiras e potencialidades da rede assistencial no cuidado de transexuais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</h5>



<h5 class="wp-block-heading">2.1 Contextualização e Enfoque teórico sobre o itinerário terapêutico saúde trans.</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de conhecimento é um acontecimento de longa data, presente em ao longo dos séculos. A sociedades não tem buscado e nem possui muitas informações sobre mulheres trans, as mulheres trans frequentemente não se sentem acolhidas nem dentro e fora de suas residências, a busca por aceitação, respeito, direitos e constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, para que pessoas trans sintam-se acolhidas e aumentem sua procura por serviços de saúde, e ter o direito de exercido pela saúde com condições favoráveis às suas necessidades. No entanto, é necessário romper resistências de profissionais de saúde, e da sociedade como um todo para isso, o Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral LGBT (<strong>Ministério da Saúde, 2013</strong>) estabelece estratégias para as gestões em todas as esferas, no processo de enfrentamento das iniquidades e desigualdades em saúde, com ênfase na população LGBT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No intuito de garantir que os princípios do SUS, como a universalização, integralidade e equidade todos sejam respeitados, esse documento vislumbra ações que devem permear o atendimento às pessoas trans, dentre as quais o uso do nome social, a cultura, à diversidade de gênero e a escuta de suas realidades. Algumas mulheres trans realizam acompanhamento psicológico e psiquiátrico no CAPS II, como orienta o protocolo do Processo Transexualizador no SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entanto, observa-se a importância em exigir os direitos de ter seu nome social no cartão SUS, junto com seu nome de registro, o qual ele chama de “nome morto”. Essa busca por direitos foi possível através de um processo de politização, por meio de redes de contato estabelecidos entre os participantes, junto a outros homens trans de outros estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, podemos perceber a importância da politização, como um modo de resistência frente às ofensivas estigmatizantes. A aliança construída junto a outros homens trans garantiu a algum dos participantes informações importantes na construção de um movimento em direção à busca de seus direitos enquanto pessoa LGBTQIA+ e como cidadão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paiva (2002</strong>) ressalta que a politização envolve a luta contra as mais diversas opressões e pode ser vista como uma resposta, em nível coletivo, aos processos de direito. abuso. Sendo assim, as mulheres continuaram a ser vítimas de abusos físicos e psicológicos, sem amparo legal ou reconhecimento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ainda podemos identificar o estigma operando através de discursos que regulam o acesso a determinados procedimentos, condicionado a um laudo, muitas vezes pautado, sob o crivo de um especialista, que autoriza ou não o uso desses instrumentos, após uma longa espera (Magno, Dourado, &amp; Silva, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada de pessoas trans no processo transexualizador de modificação corporal ainda se dá por intermédio da necessidade de uma categorização psiquiátrica, que viabiliza ou restringe a realização dos procedimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dinâmica pode estar associada à frase de Michel Foucault “fazer viver ou deixar morrer” (Foucault, 1999, p. 220), revelando em que medidas investe-se ou, por outro lado, deixa-se de investir em determinados sujeitos e grupos sociais. Butler (2003) afirma que os gêneros, enquanto construções performativas, possibilitam que os “sujeitos gendrados” se tornem inteligíveis (reconhecidos social e culturalmente), modulando expectativas e pressões sociais. Segundo a autora, a reiteração entre a norma e o sexo materializam os corpos, sendo que tal engendramento legitima corpos que estão de acordo com o binarismo e com a heterossexualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa legitimação passa então a segregar, estigmatizar ou até mesmo eliminar corpos que não performam de acordo com a “normalidade” esperada socialmente (Butler, 2003).</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.2 Contextualização dos cuidados de enfermagem às vítimas de Violência Doméstica</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermagem enquanto ciência do cuidado ao ser humano na sua totalidade regulamentada pela Lei do Exercício nº 7.498 de 25 de junho de 1986, responsável pela assistência direta e indireta da população, a fim de prestar uma assistência digna, holística, sem segregação por juízo de valor, discriminação social, racial, por gênero ou orientação sexual, ou por intolerância religiosa. A atenção à saúde da população vem de acordo com os preceitos éticos e legais da profissão compreendendo que para um cuidado integral ao ser humano, é necessária uma visão holística do cuidado compreendendo a subjetividade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, os profissionais de enfermagem têm um papel crucial na identificação e atendimento dessas vítimas, começando pelo respeito e acolhimento. A triagem inicial é fundamental, envolvendo uma avaliação física detalhada e uma triagem psicológica adequada para detectar sinais desse abuso sexual, físico e emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os princípios éticos são vivenciados com respeito à dignidade do usuário, à população Trans (Transexuais, Transgêneros e Travestis) tem o mesmo direito de atendimento. A formação teórico científica em relação à assistência aos pacientes Trans deve ser elaborada durante a graduação, para que esse profissional tenha conhecimento para o atendimento e a capacidade de planejar a educação permanente na sua equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criar diálogos acerca do indivíduo Trans &#8211; Transexuais, Transgêneros e Travestis, é garantir e oportunizar um atendimento, um acolhimento digno e que de fato seja compreendida suas complexidades e peculiaridades e esse enfoque é capaz de gerar resultados positivos na atenção à população. (BRASIL, 2013)</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo é de natureza qualitativa, uma vez que investiga questões relacionadas a significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, buscando assim aprofundar uma realidade que não pode ser quantificada, mas sim aprofundada e compreendida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo adota uma abordagem qualitativa, utilizando a pesquisa bibliográfica como principal método de investigação. O foco é analisar o itinerário terapêutico de mulheres trans ao acesso de serviços de saúde: seguridade dos direitos humanos. Para isso, foram revisados artigos acadêmicos, relatórios de organizações não governamentais e estudos que discutem a intersecção entre os direitos humanos e diferença de gênero e como a falta de informações exercem uma visão negativa e disseminação de grandes problemas, causando impacto nos seus leitores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi organizada em três etapas principais. Primeiramente, será realizada uma busca sistemática em bases de dados como Google acadêmico, Scielo, utilizando palavras-chave como &#8220;mulheres trans&#8221;, &#8220;itinerário&#8221;, &#8220;serviço de saúde&#8221; “direitos humanos”, “crimes”, “leis”, “conscientização” e diversas outras. A partir da seleção dos textos mais relevantes, foi feita uma leitura crítica, destacando as principais contribuições que as informações sobre os assuntos nos oferecem, além das informações, leis e deveres que nos protegem e garantem a liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, os dados coletados nas pesquisas foram organizados em categorias temáticas, permitindo uma análise comparativa das diferentes perspectivas sobre como o sistema único de saúde não oferece planos e projetos voltados as mulheres trans. Também forma discutidos os limites e desafios que essas plataformas enfrentam nesse contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, o presente estudo buscou investigar a importância da rede de apoio social e do suporte oferecido pela mesma na identidade social, e consequentemente no sentimento de pertença de sujeitos trans à sociedade da qual fazem parte, integram, exercem seus deveres e, portanto, merecem representatividade e garantia dos direitos universais previstos por lei. Buscou-se atentar aqui para a necessidade de mais pesquisas que envolvam o público em questão apesar de que as questões que envolvem as mulheres trans têm ganhado maior destaque em escala midiática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas atuais mudanças da sociedade, ainda há pouca visibilidade no que diz respeito às questões ligadas à transexualidade; muito ainda precisa ser feito e os cuidados para com esta parcela populacional precisam ser reafirmados. Nesse sentido, os horizontes desse estudo apontam para o fato de sensibilizar profissionais das áreas sociais, de saúde e de educação para a transformação de ideias preconcebidas que mantêm desigualdades entre seres humanos, visando à compreensão dessa questão, além de poderem construir em conjunto políticas públicas que possam atender as reais demandas deste grupo social.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4&nbsp; RESULTADOS E DISCUSSÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados e discussões baseiam-se na seleção de 10 artigos científicos. Os dados extraídos desses artigos foram analisados e organizados em um quadro resumo, que inclui os seguintes elementos: título, autor, ano de publicação, base de dados, objetivo da pesquisa e principais ideias apresentadas.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Autor/ano</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Base de Dados</strong></td><td><strong>Objetivos</strong></td></tr><tr><td>Santos &amp; Shimizu et al., 2014</td><td>Identificar e analisar a estrutura das representações sociais dos profissionais de saúde sobre transexualidade.</td><td>Estudo exploratório.</td><td>Evidenciar o tema transexualidade nos serviços de saúde é fundamental para construção de representações sociais sobre essa questão..</td></tr><tr><td>Silva &amp; Cerqueira – San 2014</td><td>papel do enfermeiro no atendimento à mulher em situação dos direitos: revisão da literatura</td><td>Revisão bibliográfica.</td><td>Devido à forte estigmatização e preconceito, estes indivíduos necessitam de uma rede de apoio social que favoreça o desenvolvimento de uma experiência identitária, pautada na não patologização e na integração social.</td></tr><tr><td>Morera &amp; Padilha, 2015</td><td>assistência de enfermagem às mulheres trans,</td><td>Contemporânea</td><td>Descrever acerca da assistência de enfermagem às mulheres trans.</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>Buscou explorar a ideia de identidade social em transexuais e travestis a partir dos conceitos de gênero, corpo, sexualidade e da importância e influência.</td><td>Revista Eletrônica</td><td>Devido à forte estigmatização e preconceito, estes indivíduos necessitam de uma rede de apoio social que favoreça o desenvolvimento de uma experiência identitária, pautada na não patologização e na integração social.</td></tr><tr><td></td><td>Analisar alguns aspectos histórico conceituais da transexualidade.</td><td>Revisão narrativa da literatura</td><td>caracterização analógica no caso dos homossexuais e transexuais é completamente contrária, caracterizada pela ausência de aceitação total e da definição de papeis funcionais ou socialmente valorizados.</td></tr><tr><td>Santos &amp; Santos 2015</td><td>Este estudo tem como objetivo a análise das publicações acadêmicas quanto às ações de atenção à saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (LGBTT)</td><td>Revisão Bibliográfica.</td><td>Os estudos indicaram que, além de ações voltadas para a saúde de LGBTT, há necessidade de um novo olhar diante da atuação ética e bioética entre o</td></tr><tr><td>SILVA, J.B.F &amp; SILVA PE, 2017</td><td>Descrever a evolução histórica das políticas públicas LGBT no Estado da Paraíba, Brasil</td><td>Estudo documental de abordagem qualitativa.</td><td>Entende-se, como elaboração de políticas públicas, o procedimento por meio do qual os governos manifestam seus propósitos em programas e ações, visando à produção de resultados ou mudanças desejadas em curto, médio e em longo prazo.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado nos resultados das pesquisas, compreende-se que a enfermagem é imprescindível para mulheres trans, que a competência e sensibilidade de cuidar de pessoas, independente de cultura, etnia, costumes, gênero, orientação sexual, religião e valores pessoais que norteiam a vida do profissional, seguindo os princípios presentes na Constituição Federal de 1988 e no SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para (Morera e Padilha, 2015) a necessidade do transgênero de fazer parte de um gênero deve ser observado não como a antibiológico, porém como uma nova construção individual sobre um público que não é socialmente aceito. O Trans deve ser enxergado naturalmente como todos os outros na sociedade e ser assistido com igualdade as suas necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores ressaltam que a realidade da estigmatização e da marginalização imposta pela sociedade que considera como anormal, surgiram simultaneamente, no cenário social, algumas demarcações que segregavam (mais do que integravam) esses indivíduos. (Silva e Filho et al., 2017) ressaltam o direito da população Trans . (Morera e Padilha, 2015) ao acesso à saúde digna. A formulação de políticas públicas de saúde no SUS, de maneira a intervir na superação deste tipo de relação social, marcada pela opressão dentro dos serviços de saúde, se faz necessária, além de ser coesa com os princípios e diretrizes do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo o profissional de enfermagem deve possuir um olhar abrangente em relação aos estigmas da sociedade deixando de lado suas concepções particulares e representando uma categoria que assiste o usuário de maneira integral. (Morera e Padilha, 2015) concluem que falta ainda o reconhecimento de certos direitos e a destruição dos muros estigmatizantes, discriminatórios e patologizantes que estão de pé em todos os âmbitos sociais e o desconhecimento da população acerca dos direitos do público Trans tem como resposta o aumento da discriminação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento às mulheres trans no sistema de saúde no Brasil enfrenta desafios significativos, mas também há avanços importantes devido às políticas públicas de saúde para pessoas transgênero. A Política Nacional de Saúde Integral da População LGBTQIA+: Implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essa política busca assegurar o acesso igualitário e integral aos serviços de saúde, incluindo atenção especializada para pessoas trans. O próprio governo federal, por meio da Portaria nº 2.803/2013 procurou regulamentar o Processo Transexualizador no SUS, garantindo o acesso a procedimentos como terapia hormonal e cirurgias de redesignação sexual. (Morera e Padilha, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, alguns desafios ainda persistem no atendimento. Por exemplo, as mulheres trans frequentemente enfrentam atitudes transfóbicas por parte de profissionais de saúde, o que as desencoraja a procurar atendimento. Isto se deve ao fato que muitos profissionais de saúde não têm treinamento adequado para lidar com as especificidades da saúde trans, como cuidados relacionados à terapia hormonal ou acompanhamento psicológico. Além disso, existe a dificuldade de Registro de nome social, embora isto seja assegurado em serviços públicos, ainda há relatos de resistência ou desconhecimento dessa norma por parte dos profissionais. (Morera e Padilha, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em se tratando de itinerário terapêutico para acessar os serviços de saúde, muitas vezes, as mulheres trans precisam superar barreiras culturais e familiares antes mesmo de procurar atendimento médico. Além do acesso que pode ser restrito, devido à falta de serviços especializados em algumas regiões, tais como endocrinologistas, psicólogos, psiquiatras e cirurgiões, além de terapias hormonais e cirurgias, dependendo das necessidades individuais. Sem mencionar as filas longas e burocracias, muito embora não se pode negar os avanços recentes na construção de ambulatórios específicos nas grandes capitais do país.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa revela que a atuação dos profissionais de enfermagem contribui significativamente para a mitigação dos impactos físicos e psicológicos das mulheres trans, atrelando a uma abordagem interdisciplinar e intersetorial pelo qual, é essencial para atender às necessidades específicas das mulheres trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sensibilização e educação da sociedade sobre os direitos promovem a prevenção e mudança de comportamentos. O estudo aqui, atinge os objetivos ao compreender a importância da assistência de enfermagem e a efetividade de suas práticas a atender todos com o mesmo direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As descobertas desta pesquisa ressaltam ainda, a relevância da enfermagem no cuidado integral às mulheres trans. A aplicação de cuidados humanizados e empáticos, bem como a atuação da equipe multiprofissional de saúde, são essenciais para a identificação e acolhimento para as mulheres trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, conclui-se que a enfermagem desempenha um papel fundamental não apenas no atendimento clínico, mas também na educação da sociedade e na atualidade, o universo Trans tem estado em evidência para formulações de políticas públicas em saúde a favor dessa população visto que, reconhecido pelo Ministério da Saúde como determinante e condicionante em saúde devido aos aspectos de vulnerabilidade que cercam essa população, entretanto é um público ainda muito compreendido pelos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando abordamos os princípios do SUS, integralidade, equidade e universalidade, entende-se que na assistência ao indivíduo ele será então compreendido pelo profissional de saúde seja esse indivíduo heteronormativo dentro dos padrões instituídos pela sociedade, como também a população Trans (travestis, transexuais e transgêneros) que fogem a essa regra social.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5 REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">DANTAS, Beatriz Rodrigues Silva Selles. <strong>BUSCAS PELO CUIDADO: O ITINERARIO TERAPEUTICO DE TRANSEXUAIS NO MUNICIPIO DE NITEROI</strong>. 2021. 114 f. Dissertação (MESTRADO) &#8211; Curso de Saúde da Família, Universidade Federal Fluminense, Niteroi, 2021. Disponível em: https://profsaude-abrasco.fiocruz.br/tcm/buscas-cuidado-itinerario- terapeutico-transexuais-municipio-niteroi. Acesso em: 18 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Carlos; COSTA, Luan (org.). <strong>LUTA PELOS DIREITOS CIVIS E RECONHECIMENTO LEGAL DAS IDENTIDADES TRANS</strong>. 2024. Disponível em: https://www.ongarco.org/post/luta-pelos-direitos-civis-e-reconhecimento-legal-das- identidades- trans?gad_source=1&amp;gclid=Cj0KCQjwpvK4BhDUARIsADHt9sQ2mZhGzOzOO4MM7Vd7fQJ lz8fLVRNPEBXs4foR4zqbHj_EzTC2UKUaAlruEALw_wcB. Acesso em: 18 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO, Dhiego. <strong>Como é o acesso à saúde pública para pessoas trans no Brasil? </strong>2024. Disponível em: https://www.invivo.fiocruz.br/saude/saude-publica-para- pessoas-rans/#:~:text=Adequa%C3%A7%C3%A3o%20do%20corpo%20%C3%A0%20identidade,% C3%9Anico%20de%20Sa%C3%BAde%20(SUS). Acesso em: 18 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Supremo Tribunal Federal. <strong>Sus Deve Garantir Atendimento A Pessoas Trans Também em Relação Ao Sexo Biológico</strong>, <strong>Decide Stf</strong>. Brasilia: Saraiva, 2024. Disponível em: Https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/sus-deve-garantir-atendimento-a-pessoas-trans- tambem-em-relacao-ao-sexo-biologico-decide- stf/#:~:text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF,relativas%20a%20seu%20sex o%20biológico.4. Acesso em: 18 out. 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DEPRESSÃO GERIÁTRICA: DIFERENÇAS NA APRESENTAÇÃO E INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/depressao-geriatrica-diferencas-na-apresentacao-e-influencia-na-qualidade-de-vida-do-idoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 00:26:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=182152</guid>

					<description><![CDATA[GERIATRIC DEPRESSION: DIFFERENCES IN PRESENTATION AND INFLUENCEON THE ELDERLY’S QUALITY OF LIFE REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102411292126 Ana Carolina Deichsel ¹Ana Clara Aguilera Tesser ²Helena Eduarda Terres Hennrichs³Laura Furtado Malta4Cristiano da Silva Granadier5 RESUMO: Introdução: O crescimento da população idosa no Brasil, impulsionado por avanços em saúde e educação, traz desafios significativos, especialmente em relação à saúde mental. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>GERIATRIC DEPRESSION: DIFFERENCES IN PRESENTATION AND INFLUENCEON THE ELDERLY’S QUALITY OF LIFE</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102411292126</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Carolina Deichsel ¹<br>Ana Clara Aguilera Tesser ²<br>Helena Eduarda Terres Hennrichs³<br>Laura Furtado Malta<sup>4</sup><br>Cristiano da Silva Granadier<sup>5</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: Introdução: </strong>O crescimento da população idosa no Brasil, impulsionado por avanços em saúde e educação, traz desafios significativos, especialmente em relação à saúde mental. A depressão entre idosos está associada a piores condições clínicas e maior risco de hospitalizações. É essencial monitorar esses indivíduos para intervenções precoces, melhorar sua qualidade de vida e reduzir os impactos negativos da doença. <strong>Objetivo: </strong>realizar uma abordagem multidisciplinar da incidência da depressão geriátrica, relacionando artigos e diretrizes atuais de modo a conhecer manifestações da doença no público supracitado e como essa incidência afeta o bem- estar dessa população já fragilizada. <strong>Metodologia: </strong>o artigo apresenta uma revisão integrativa sobre depressão geriátrica, analisando artigos e diretrizes de bases como SCIELO, Pubmed e Lilacs. Foram utilizados descritores específicos em português e inglês para a seleção de estudos publicados entre 2018 e 2023. Os resultados são apresentados em quadros e tabelas. <strong>Resultados: </strong>realizou se uma busca nas bases de dados utilizando os termos “Idoso fragilizado”,</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Transtorno depressivo” e “Saúde mental” e foram encontrados artigos sobre depressão geriátrica, os quais buscou-se limitar a gama de estudos para artigos que contemplassem propostas de incidência dessa doença. <strong>Considerações Finais: </strong>a depressão geriátrica é complexa e multifatorial, influenciada por fatores sociais, psicológicos e de saúde. Grupos de convivência e atividades físicas são importantes para lidar com essa enfermidade. A fragilidade física e a multimorbidade aumentam a probabilidade de depressão, tornando diagnósticos precoces e medidas sociais cruciais para mitigar o impacto da depressão nesta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Idoso fragilizado; Transtorno depressivo; Saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT: </strong><strong>Introduction: </strong>The growth of the elderly population in Brazil, driven by advances in health and education, brings significant challenges, especially in relation to mental health. Depression among the elderly is associated with worse clinical conditions and a higher risk of hospitalizations. It is essential to monitor these individuals for early interventions, improve their quality of life and reduce the negative impacts of the disease.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objective: </strong>to carry out a multidisciplinary approach to the incidence of geriatric depression, relating current articles and guidelines in order to understand the manifestations of the disease in the aforementioned population and how this incidence affects the well-being of this already fragile population. <strong>Methodology: </strong>the article presents an integrative review on geriatric depression, analyzing articles and guidelines from databases such as SCIELO, Pubmed and Lilacs. Specific descriptors in Portuguese and English were used to select studies published between 2018 and 2023. The results are presented in tables. <strong>Results: </strong>a search was carried out in the databases using the terms “Frail elderly”, “Depressive disorder” and “Mental health” and articles on geriatric depression were found, for which we sought to limit the range of studies to articles that contemplated proposals for the incidence of this disease. <strong>Final Considerations: </strong>geriatric depression is complex and multifactorial, influenced by social, psychological and health factors. Social groups and physical activities are important to deal with this disease. Physical frailty and multimorbidity increase the likelihood of depression, making early diagnosis and social measures crucial to mitigate the impact of depression in this population.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Fragile elderly; Depressive disorder; Mental health.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>INTRODUÇÃO</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento repentino da população idosa no Brasil atualmente foi resultado dos avanços na área da saúde, melhorias na educação e no saneamento básico, além do aumento da escolaridade feminina. Isso levou a uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho e à ampla utilização de métodos contraceptivos. Público esse que tem entre as principais causas de mortalidade as doenças cardiovasculares, os cânceres e as enfermidades respiratórias, representando aproximadamente 60% dos óbitos entre homens e mulheres (Barbosa <em>et al</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, é notório que idosos os quais sofrem de depressão apresentam pior evolução em suas demais condições clínicas, estando mais suscetíveis a hospitalizações, quedas, comprometimento cognitivo e demência. Eles costumam sentir-se desmotivados e sem propósito, sintomas que requerem atenção especial devido à sua ligação com pensamentos suicidas. Assim, é crucial monitorar atentamente o comportamento dos idosos para possibilitar uma intervenção no tempo adequado para o tratamento (Dias <em>et al</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a depressão intensifica a incapacidade, diminui a qualidade de vida e está relacionada ao aumento de consultas médicas e atendimentos em pronto-socorro, ao maior consumo de medicamentos, ao risco elevado de uso de álcool ou substâncias ilícitas, além de prolongar internações hospitalares e elevar os custos gerais com cuidados de saúde. Além de atuar como um fator de risco para se desenvolver Alzheimer, demências e doenças vasculares (Tavares, Silva e Trajano, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, vale se reforçar que a população idosa demanda uma atenção maior em relação à saúde, especialmente no que se refere às doenças mentais, que comprometem significativamente a qualidade de vida desses indivíduos. Pois, o Estatuto</p>



<p class="wp-block-paragraph">do Idoso garante o direito a um envelhecimento saudável, com acesso a serviços de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde. Por isso, é fundamental abordar a depressão em idosos, buscando estratégias para prevenir, tratar e minimizar seus impactos, considerando a perda cognitiva que pode ser ocasionada pela doença (Costa <em>et al</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, esse artigo busca realizar uma abordagem multidisciplinar da incidência da depressão geriátrica, relacionando artigos e diretrizes atuais de modo a conhecer manifestações da doença no público supracitado e como essa incidência afeta o bem-estar dessa população já fragilizada. Doravante, tais apresentações em associação a práticas clínicas adotadas no tratamento dessa mazela facilitarão a proposição de ações de cuidado e manejo pelos gestores públicos otimizando a saúde mental da população como um todo.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li>METODOLOGIA</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo se trata de uma revisão integrativa, em que se foi analisado artigos científicos e diretrizes sobre o tema da depressão geriátrica. Nesse enfoque, foi utilizado como base de dados a Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), a Pubmed e a Lilacs. E para a seleção dos artigos, utilizou-se os descritores “Idoso fragilizado”, “Transtorno depressivo” e</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Saúde mental”, os quais são encontrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), e combinados com operador boleano AND. Sendo que para os descritores em inglês, utilizou-se os termos correspondentes encontrados no MeSH: “Fragile elderly”, “Depressive disorder” e “Mental health”, também utilizando a combinação com o operador boleano AND.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, dentre os artigos e diretrizes pesquisados, foram adotados como critérios de inclusão: artigos originais, de estudo de campo, e de relatos de experiência; os quais continham texto completo para serem analisado e que foram publicados em português, espanhol e inglês, no período de 2018 a 2023. Tais objetos de análise abrangiam os temas de Medicina, Geriatria e Psiquiatria. E como critérios de exclusão, evitou-se o uso de artigos de revisão de literatura, publicações anteriores a 2018 e as que não estavam interligadas ao objetivo de estudo proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, os resultados da análise estão apresentados em quadros e tabelas relacionando informações sobre apresentações da doença e manejo clínico da depressão geriátrica. Por fim, a pesquisa analisou informações sobre depressão dos idosos, sendo essas, de domínio público, disponíveis para acesso nos sítios eletrônicos supracitados. Sendo que tais bases de dados não permitem a identificação de pessoas e não foi necessário a submissão do projeto de pesquisa à apreciação de um Comitê</p>



<p class="wp-block-paragraph">de Ética em Pesquisa.</p>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li>RESULTADOS</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, realizou se uma busca nas bases de dados utilizando os termos “Idoso</p>



<p class="wp-block-paragraph">fragilizado”, “Transtorno depressivo” e “Saúde mental” e foram encontrados aproximadamente 580 artigos da temática proposta sendo 449 da LILACS, 70 da SCIELO e 62 da Pubmed e duas diretrizes sobre o tema, uma da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e uma da Sociedade Americana de Geriatria (AGS), as quais versam sobre o manejo da depressão geriátrica e a importância de se usar ferramentas diagnósticas como a Escala de Depressão Geriátrica (GDS). Sendo que, após uma leitura inicial dos títulos e resumos, foram selecionados 38 artigos para análise, posteriormente 29 artigos foram excluídos por duplicidade e a falta de coerência com o tema abordado. Os detalhes sobre a seleção dos artigos estão apresentados no Quadro 1.</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="6"><strong>Quadro 1 &#8211; Etapas da seleção de artigos para a revisão de literatura</strong></td></tr><tr><td><strong>Base de dados</strong></td><td><strong>Total de artigos captados</strong></td><td><strong>1ª etapa:</strong> <strong>exclusão</strong> <strong>por título e resumo</strong></td><td><strong>2ª etapa:</strong> <strong>exclusão por</strong> <strong>duplicidade e coerência</strong></td><td><strong>3ª etapa: leitura na íntegra</strong></td><td><strong>Artigos selecionados</strong></td></tr><tr><td>SciELO, PubMed, Lilacs</td><td>580</td><td>537</td><td>38</td><td>9</td><td>9</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Autores do artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doravante, apesar da expressiva gama de estudos sobre o assunto “depressão geriátrica” foi restrito o número de trabalhos que abordam as apresentações dessa doença, a Tabela 1 explicita as informações obtidas por esses estudos, expondo os resultados obtidos pelos autores em seus trabalhos, os quais agregam práticas e informações úteis para um melhor atendimento a quem possui essa enfermidade.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autoria / ano do estudo</strong></td><td><strong>Tipo de estudo</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Evidência</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Souza <em>et al</em>., 2022</td><td>Estudo descritivo- exploratório e quantitativo</td><td>Estimar a prevalência de depressão e ansiedade entre uma população de idosos institucionalizados e verificar possíveis fatores associados.</td><td>Evidencia-se o profundo impacto exercido pelas diferentes condições materiais e simbólicas de existência intra-institucionais sobre a subjetividade individual de cada idoso residente em Instituições de Longa Permanência para Idosos.</td></tr><tr><td>Melo <em>et al</em>., 2020</td><td>Estudo descritivo</td><td>Analisar a relação entre fragilidade, sintomas depressivos e qualidade de vida de idosos cuidadores de outros idosos inseridos em contexto de alta vulnerabilidade social.</td><td>Idosos cuidadores frágeis e com sintomas depressivos apresentaram pior percepção sobre a qualidade de vida.</td></tr><tr><td>Leite <em>et al.</em>, 2020</td><td>Estudo transversal</td><td>Avaliar a associação entre depressão, os fatores sociodemográficos e os riscos para a saúde em idosos.</td><td>A depressão estava associada a fatores modificáveis e que podem ser prevenidos. Desta forma, o diagnóstico precoce destes fatores de risco, a inclusão de atividades sociais, físicas e cognitivas devem ser consideradas para sua prevenção.</td></tr><tr><td>Amaral <em>et al.</em>, 2018</td><td>Estudo transversal</td><td>Analisar a associação entre multimorbidade e depressão e qualidade de vida em idosos da Estratégia de Saúde da Família (ESF).</td><td>Observou-se que idosos com depressão representaram 27% da amostra, sendo essa doença em maior proporção entre os com multimorbidade em comparação àqueles sem. Os idosos com multimorbidade tiveram duas vezes mais chance de apresentar depressão.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Rodrigues <em>et al.</em>, 2022</td><td>Estudo descritivo e documental</td><td>Descrever os episódios depressivos em idosos residentes no estado do Ceará no último quinquênio.</td><td>O conhecimento do perfil de mortalidade por episódios depressivos da população idosa representa uma estratégia de entendimento das possibilidades de intervenções presentes e futuras a serem trabalhadas pelos profissionais de saúde, bem como da diversificação do acometimento e perfil de idosos com depressão nas diferentes regiões e estados Brasileiros, considerando a necessidade de mais estudos dessa magnitude.</td></tr><tr><td>Volz <em>et al.</em>, 2023</td><td>Estudo descritivo e quantitativo</td><td>Avaliar a incidência cumulativa de depressão e seus fatores associados na população idosa, residente na zona urbana do Município de Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil.</td><td>Os resultados reforçam o caráter multidimensional e dinâmico da depressão, que alterna episódios curtos e longos, podendo se tornar recorrente e de curso crônico.</td></tr><tr><td>Cardoso <em>et al.</em>, 2019</td><td>Revisão bibliográfic a</td><td>Verificar a relação entre a depressão, a inapetência e a qualidade de vida em idosos.</td><td>Constatou-se na presente revisão que a depressão foi relacionada a inapetência em idosos, os principais fatores desencadeantes encontrados foram: sexo, qualidade de vida, fatores socioeconômicos e o sentimento de solidão.</td></tr><tr><td>Silva <em>et al.</em>, 2023</td><td>Revisão integrativa</td><td>Identificar os fatores de risco para a depressão em pessoas idosas.</td><td>Constatou-se que os fatores de riscos para a depressão em idosos incluem baixo nível de escolaridade, estado civil divorciado, solteiro ou viúvo, presença de mais de uma patologia crônica, ausência de atividades sociais, de lazer e de práticas de atividades físicas.</td></tr><tr><td>Oliveira <em>et al.</em>, 2019</td><td>Estudo descritivo</td><td>Avaliar sinais de depressão em idosos participantes e não participantes de grupo de convivência.</td><td>Os grupos mostraram-se relevantes, pois podem ser considerados preventivos, proporcionando aos idosos uma melhor interação social e enfrentamento do processo de envelhecimento.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Explora os estudos encontrados sobre as diferentes apresentações da depressão geriátrica.</p>



<ol start="4" class="wp-block-list">
<li>DISCUSSÃO</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira <em>et al. </em>(2018) em seu estudo descritivo explora a importância de grupos de convivência para a prevenção de sintomas de depressão em idosos. O estudo, realizado na Bahia, revelou que um a cada três dos idosos que frequentaram tais grupos apresentaram sinais depressivos, em comparação com o grupo dos que não participavam que metade dos integrantes avaliados não possuíam a enfermidade. A pesquisa destaca ainda que essas turmas promovem interação social, ajudam no enfrentamento das dificuldades associadas ao envelhecimento e são eficazes para a saúde mental dos idosos, conforto na qualidade de vida e redução da depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro enfoque, Cardoso <em>et al. </em>(2019) trabalha em sua revisão a ideia de que a depressão, a inapetência e a qualidade de vida estão interligadas na população idosa. Para tanto, defende a perspectiva de que a depressão é mais frequente entre idosos que possuem fatores como sexo feminino, baixa escolaridade e ausência de vínculo conjugal. O estudo também destacou a associação entre o declínio cognitivo e a incapacidade funcional com a redução na ingestão alimentar e a piora da qualidade de vida. Assim, enfatiza a vulnerabilidade dos idosos à depressão, agravada por limitações econômicas e isolamento social, e recomenda que os profissionais de saúde observem esses fatores para promover uma intervenção precoce e eficaz que previna o agravamento dos sintomas depressivos e suas consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, Souza <em>et al. </em>(2022) abordou um grupo de idosos institucionalizados em seu trabalho e, ao examinar a perspectiva da saúde desse público, destaca-se uma prevalência significativa de sintomas de ansiedade (51,28%) e depressão (48,72%) entre os participantes, com fatores como doenças crônicas, dores frequentes, má qualidade de alimentação e baixa satisfação com a vida associada ao aumento dos sintomas depressivos. Além disso, o estudo descritivo-exploratório sugere que as condições intra-institucionais, como a falta de autonomia e o rígido controle institucional, impactam melhorias na saúde mental dos idosos, contribuindo para o</p>



<p class="wp-block-paragraph">aumento de quadros depressivos. Esses resultados reforçam a necessidade de melhorar a infraestrutura e o atendimento nas instituições, bem como de desenvolver políticas que promovam o bem-estar psicossocial dos idosos institucionalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, sob a perspectiva da relação entre a qualidade de vida e a depressão geriátrica, Melo <em>et al. </em>(2020) analisou uma amostra de 40 cuidadores idosos, majoritariamente do sexo feminino, de faixa etária entre 60 e 69 anos, casados e aposentados, com predominância de escolaridade primária e uma percepção razoável de saúde. As doenças mais comuns relatadas por esses cuidadores incluíam DPOC, acidente vascular encefálico, câncer, anemia e diabetes, gerando uma alta carga de comorbidades. Mais da metade do grupo apresentava condição de pré-fragilidade, com critérios de fragilidade relacionados à redução da atividade física, baixa força de preensão palmar e perda de peso não intencional. Além disso, cuidadores frágeis e com sintomas depressivos apresentaram escores mais baixos de qualidade de vida (SF-6D), especialmente quando houve redução da atividade física, enfatizando a interdependência entre fragilidade, saúde mental e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leite <em>et al. </em>(2020), em seu estudo transversal, apontaram que a depressão foi associada ao baixo nível educacional (&lt;8 anos), dependência em atividades instrumentais da vida diária, presença de cinco ou mais doenças crônicas, ocorrência de quedas no último ano e dificuldades de sono e visão. A análise indica que muitos desses fatores são modificáveis e podem ser envolvidos de maneira preventiva, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e de intervenções focadas na inclusão de atividades sociais, físicas e cognitivas para reduzir a vulnerabilidade dos idosos à depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, Amaral e<em>t al. </em>(2018) revelou uma associação significativa entre multimorbidade e sintomas depressivos, apontando que a prevalência de depressão entre idosos com múltiplas condições crônicas é algumas vezes maior em comparação com aqueles sem essa condição. Esses resultados corroboram o que foi relatado na tese de Souza <em>et al. </em>(2022) ao indicar que a multimorbidade está associada a uma piora na qualidade de vida, maior uso de serviços de saúde e aumento da vulnerabilidade emocional e física, fatores esses que contribuem para o agravamento da depressão. Observou-se também que idosos com multimorbidade registraram escores mais baixos de qualidade de vida, o que é consistente com estudos que associam a presença de múltiplas condições crônicas a menores índices de bem-estar e independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observando a perspectiva social, destaca-se que limitações para atividades básicas e a restrição de saídas de casa estão associadas a um risco mais elevado de</p>



<p class="wp-block-paragraph">depressão. Nesse viés, Volz <em>et al. </em>(2023) retoma a ideia de Oliveira e<em>t al. </em>(2018) ao associar a importância de redes de apoio social e estruturas como grupos de convivência, que promovam maior integração social, melhoram a autoestima e mantêm sentimentos de isolamento e solidão, fatores diretamente relacionados ao risco de depressão em idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva <em>et al. </em>(2021) identificaram a importância do diagnóstico precoce e do reconhecimento desses fatores para a implementação de intervenções que promovam a saúde mental e a qualidade de vida no combate à depressão geriátrica. A revisão integrativa evidencia que os idosos sem uma rede de apoio social sólida, com histórico de conflitos familiares, baixos recursos financeiros e condições de saúde fragilizadas apresentam maior risco de desenvolver depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma abordagem mais delicada, Rodrigues <em>et al. </em>(2022) em seu estudo descritivo e comportamental discorre sobre a mortalidade por episódios depressivos elencando que a depressão, agravada por fatores como solidão, conflitos familiares, doenças crônicas e mudanças financeiras, pode impactar severamente a qualidade de vida e até resultar em mortalidade entre idosos. Sendo que tais autores trabalharam na elaboração de um perfil dos idosos que faleceram e que padeciam de depressão e a constatação desse padrão foi de encontro ao relacionado por teses supracitadas acima, o que traz a necessidade de que o poder público trabalhe mais com a população geriátrica com o fito de mitigar a incidência de depressão nesse público.</p>



<ol start="5" class="wp-block-list">
<li>CONSIDERAÇÕES FINAIS</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, percebeu-se que a depressão geriátrica revela um quadro complexo e multifatorial, o qual evidencia que a interação entre fatores sociais, psicológicos e de saúde é crucial para entender a prevalência e a gravidade dos sintomas depressivos entre os idosos. Assim, destaca-se a importância dos grupos de convivência, que promovem a interação social e o enfrentamento das dificuldades do envelhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a relação entre fragilidade física e saúde mental, mostra que idosos com condições de pré-fragilidade apresentam índices mais baixos de qualidade de vida, especialmente quando há redução da atividade física. E a presença de multimorbidade também mostra um fator crítico, na qual idosos com múltiplas condições crônicas têm uma prevalência significativamente maior de sintomas depressivos. Assim, as evidências sugerem que políticas públicas externas para o bem-estar psicossocial dos idosos, incluindo diagnósticos precoces e intervenções sociais e cognitivas, são</p>



<p class="wp-block-paragraph">essenciais para mitigar o impacto da depressão nessa população crescente. A integração de cuidados de saúde mental com estratégias sociais pode ser um caminho promissor para melhorar a qualidade de vida dos idosos e reduzir a incidência da depressão.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Amaral TLM, Amaral C de A, Lima NS de, Herculano PV, Prado PR do, Monteiro GTR. Multimorbidade, depressão e qualidade de vida em idosos atendidos pela Estratégia de Saúde da Família em Senador Guiomard, Acre, Brasil. <strong>Ciênc saúde coletiva </strong>[Internet].</p>



<p class="wp-block-paragraph">2018Sep;23(9):3077–84. Available from: https://doi.org/10.1590/141381232018239.22532016</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barbosa, MD, Aragão, BF, Silva, FP, Nascimento, KC, Lima, RC, Silva, KN, Lima, TN, Oliveira, TS, Furtado, VC, &amp; Lima, FM (2023). Instrumentos para avaliação de sintomas de depressão em idosos trabalhadores. <em><strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde</strong></em><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cardoso, KV; Martins, RS; Komoni, G; Oliveira, JA; Chaud, DMA (2019). Qualidade de vida, depressão e inapetência em idosos: Uma revisão bibliográfica. <strong>Disciplinarum Scientia</strong><em><strong>. </strong></em>Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 20, n. 1, p. 109-121, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa, TN, Rodrigues, NL, Assis, CT, Barbosa, AN, Brazão, GB, Galvão, JM, Gonçalves, IR, &amp; Morikawa, NM (2021). Correlação de depressão com uso de medicamentos e doenças crônicas em idosos atendidos em centro de especialidades de Belém – PA. <em><strong>Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento</strong></em><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dias, Casio Antônio, et al. “Depression in the elderly: causes, consequences and nursing actions for prevention and follow-up.&#8221; <strong>Brazilian Journal of Health Review </strong><em>5.3 </em>(2022): 11801-11821.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leite T da SM, Fett CA, Stoppiglia LF, Neves T, Figueiredo KRFV, Rodrigues RAS, et al.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prevalência e fatores associados à depressão em idosos: um estudo transversal. <strong>Medicina</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>(Ribeirão Preto) </strong>[Internet]. 14º de outubro de 2020 [citado 30º de outubro de 2024];53(3):205-</p>



<p class="wp-block-paragraph">14. Disponível</p>



<p class="wp-block-paragraph">em: https:/<a href="http://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/165929">/www.re</a><a href="http://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/165929">vistas.usp.br/rmrp/article/view/165929</a><a href="http://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/165929"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Melo, LA; Jesus, ITM; Orlandi, FS; Gomes, GAO; Zazzetta, MS; Brito, TRP; Santos- Orlandi, AA (2020). Fragilidade, depressão e qualidade de vida: um estudo com idosos cuidadores. <strong>Rev Bras Enferm</strong>. 2020;73(Suppl 3): e20180947.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira, AG; Abreu, SSS; Macedo, MASS; Duarte, SFP; Reis, LA; Lima, PV (2019). Grupos de convivência como suporte na prevenção da depressão em idosos. <strong>Rev Enferm Contemp</strong>, Salvador, 2019 Abril; 8(1):17-24.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS RODRIGUES, A. C. S. .; SOUZA, N. K. M. de .; BRITO, N. S.; SILVA, J. P. X.; MACHADO, L. D. S. .; DE MORAES BEZERRA, A. Perfil de mortalidade por episódios depressivos em idosos no estado do Ceará. <strong>Revista Brasileira de Educação e Saúde</strong>, <em>[S. l.]</em>, v. 12, n. 2, p. 164–170, 2022. DOI: 10.18378/rebes.v12i2.9334. Disponível em: https://<a href="http://www.gvaa.com.br/revista/index.php/REBES/article/view/9334">www.gvaa.com.br/revista/index.php/REBES/article/view/9334. A</a>cesso em: 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva, ACO; Bezerra, GD; Santos, MEN; Silva, MS; Pereira, NS; Araruna, VHC; Oliveira, VAA; Sena, ASR; Marinho, VF; Santos, RL (2021). Fatores de risco associados à depressão geriátrica: revisão integrativa da literatura. <strong>Rev Enferm Atual In Derme</strong><em>. </em>v. 95, n. 34, 2021 e-021065.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza, RADC; Cavalcanti, JB; Dantas, FG; Araújo, LB; Francisco, TPM (2022). Prevalência de depressão e ansiedade entre idosos institucionalizados em Campina Grande, Paraíba. <strong>Research, Society and Development</strong>. v. 11, n. 14, e323111434583, 2022 (CC BY 4.0).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tavares Lima Trajano, E., Aurélio dos Santos Silva, M., &amp; Alexsandra da Silva Neto</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trajano, L. (2022). A INCIDÊNCIA E AS CAUSAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19. <em><strong>Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano</strong></em><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Volz, PM; Dilélio, AS; Facchini, LA; Quadros, L de CM; Tomasi, E; Kessler, M; Wachs, LS; Machado, KP; Soares, MU; Thumé, E (2023). Incidência de depressão e fatores associados em idosos de Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil. <strong>Cad. Saúde Pública </strong>2023; 39(10): e00248622.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹ Acadêmica do Curso de Medicina – Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos<br>² Acadêmica do Curso de Medicina – Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos<br>Professor do Curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos<br>Acadêmica do Curso de Medicina – Centro Universitário Maurício de Nassau<br>Acadêmica do Curso de Medicina – Universidade Rio Verde</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DOS PAIS E EDUCADORES NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA INFÂNCIA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reflexao-sobre-a-importancia-do-papel-dos-pais-e-educadores-no-desenvolvimento-de-habilidades-socioemocionais-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 21:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=182010</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411291041 Ana Lara Rodrigues de Almeida1Ilayne Luiza Pinheiro Matias2Orientadora: Me. Andréia Ayres Gabardo 3 Resumo: Este estudo busca destacar a relevância do papel dos pais e educadores no desenvolvimento de habilidades socioemocionais (HSE) durante a infância, fundamental para o bem-estar e sucesso das futuras gerações em um mundo em constante transformação. As HSE, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411291041</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Lara Rodrigues de Almeida<strong><sup>1</sup></strong><br>Ilayne Luiza Pinheiro Matias<strong><sup>2</sup></strong><br>Orientadora: Me. Andréia Ayres Gabardo<strong><sup> 3</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo: </strong>Este estudo busca destacar a relevância do papel dos pais e educadores no desenvolvimento de habilidades socioemocionais (HSE) durante a infância, fundamental para o bem-estar e sucesso das futuras gerações em um mundo em constante transformação. As HSE, como autocontrole, empatia e decisões responsáveis, são essenciais para o desenvolvimento integral dos indivíduos, afetando sua autoestima, desempenho escolar e sucesso profissional. A pesquisa enfatiza a importância dos pais e educadores nesse processo, demonstrando que seu papel ativo no cultivo dessas habilidades desde cedo é crucial para preparar as crianças para os desafios sociais e emocionais da vida, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>habilidades socioemocionais; pais e filhos; infância; ambiente escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract: </strong>This study aims to highlight the relevance of the role of parents and educators in developing socio-emotional skills (SES) during childhood, which are essential for the well-being and success of future generations in a constantly changing world. SES, such as self-control, empathy, and responsible decision-making, are crucial for the comprehensive development of individuals, impacting their self-esteem, academic performance, and professional success. The research emphasizes the importance of parents in this process, showing that their active role in nurturing these skills from an early age is essential to preparing children for the social and emotional challenges of life, contributing to a more balanced and healthy society.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Key-words:   </strong>socio-emotional    skills;   parents   and   children;   childhood;  School environment.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o século XX, os avanços científicos impulsionaram um crescimento tecnológico de grandes proporções na história da humanidade. Surgiram progressos em múltiplos domínios, como transporte, comunicação e saúde, e muitos aspectos que eram tangíveis tornaram-se virtuais, incluindo a própria presença física. A realidade é que o mundo se tornou mais dinâmico e complexo, demandando um conjunto de habilidades novas, mais amplo e profundo para lidar com toda essa modernização (RICARTE; BUENO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A velocidade desses avanços têm superado a capacidade humana de assimilá-los, tanto em termos de adaptação aos seus impactos quanto em termos de distribuição equitativa para todos. Frente a esse contexto, é crucial que a atual geração desenvolva competências socioemocionais para enfrentar e se ajustar às profundas transformações demandadas pelo novo cenário, desafios complexos e interligados da sociedade contemporânea, impulsionando êxito individual, profissional e o bem-estar global (OLIVEIRA; MUSZKAT, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Oliveira e Muszkat (2021), as habilidades socioemocionais (HSE) tratam-se de um conjunto de habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos seres humanos, englobando aspectos socioemocionais, afetivos, comportamentais e éticos. É por meio dessas competências que os indivíduos podem regular seu comportamento, oferecendo respostas mais apropriadas nas interações sociais diárias, seja no âmbito familiar, escolar ou em qualquer outro contexto social. Essas habilidades também ajudam na definição de metas pessoais e na elaboração de planos para alcançá-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na contemporaneidade, onde as demandas sociais e emocionais são cada vez mais complexas, surge a necessidade de compreender os motivos pelos quais os pais devem investir ativamente no desenvolvimento das habilidades socioemocionais de seus filhos desde a infância. A problemática central desta pesquisa consistirá em investigar de que forma os pais podem desempenhar um papel eficaz no desenvolvimento das habilidades socioemocionais de seus filhos desde a infância, levando em conta as exigências e complexidades de um mundo em constante transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral deste estudo é descrever a importância do investimento de pais e educadores no desenvolvimento de habilidades socioemocionais na infância. Para alcançar esse objetivo, os objetivos específicos incluem: analisar a contribuição dessas habilidades para o desenvolvimento integral dos indivíduos; destacar a importância de identificar, controlar e expressar emoções; e descrever o papel essencial que pais e educadores desempenham no desenvolvimento das habilidades socioemocionais durante a infância, assim como a contribuição da Psicologia nesse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Damásio (2017), estudos têm demonstrado que pessoas com maiores níveis de HSE apresentam atitudes mais positivas em relação a si mesmo, incluindo maior autoestima, autoeficácia, maior persistência frente a objetivos, melhores relacionamentos interpessoais, maior comprometimento e desempenho escolar, etc. A longo prazo, maiores níveis de HSE estão relacionados com maior nível educacional (i.e., realização de cursos superiores e pós-graduações), maior sucesso profissional, relações familiares e de trabalho mais positivas, melhores índices de saúde mental, reduzida psicopatologia e menores níveis de problemas de conduta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As habilidades socioemocionais têm o potencial de serem desenvolvidas e adquiridas. Neste contexto, atualmente, há um amplo consenso entre pesquisadores e profissionais que trabalham com políticas públicas, respaldando a importância de não se concentrar exclusivamente no desenvolvimento cognitivo, mas também nas habilidades sociais e emocionais de crianças e adolescentes, preparando-os para a vida (WEISSBERG; DURLAK, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme evidenciado por pesquisas sobre o tema, as habilidades socioemocionais são identificadas como fatores de proteção, capazes de reduzir o risco de uma ampla gama de problemas psicológicos na infância, criando possibilidades para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais, como autoconhecimento, autocontrole, perseverança, empatia, decisões responsáveis e comportamentos pró-sociais (Damásio, 2017). Esses achados sugerem que o desenvolvimento adequado das HSE na infância contribui para uma vida saudável. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo explorar a importância de cultivar habilidades socioemocionais durante a infância, destacando os desafios envolvidos e propondo estratégias de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, refletir sobre a importância social do investimento dos pais no desenvolvimento de habilidades socioemocionais na infância é crucial para promover o bem-estar e o sucesso das próximas gerações em um contexto social cada vez mais desafiador e complexo. A escolha desse tema é fundamentada na convicção de que o desenvolvimento socioemocional na infância é essencial para uma vida plena e bem-sucedida. Reconhecemos o papel fundamental dos pais e educadores na promoção dessas habilidades desde os primeiros anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, optamos por abordar essa temática, com a intenção de conscientizar os pais sobre a importância crucial de desenvolver habilidades socioemocionais desde cedo. Acreditando que ela tem o potencial de impactar positivamente não apenas as crianças atuais, mas também as gerações futuras, contribuindo para uma sociedade emocionalmente mais equilibrada e saudável. Além disso, reconhecemos que esse investimento pode ter implicações significativas no desenvolvimento profissional futuro.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp; FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BEM-ESTAR SOCIAL E EMOCIONAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreende-se que as habilidades sociais são desenvolvidas no meio social e são fundamentais para a promoção de interações bem-sucedidas e para a saúde mental. O autor destaca a importância do desenvolvimento de competências sociais e emocionais e oferece abordagens que facilitam esse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Cowen Ricarte; Bueno, (2022, p. 13), há cinco caminhos pelos quais é possível desenvolver o bem estar psicológico:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>formar ligações afetivas precoces saudáveis;</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">adquirir competências apropriadas à idade e à capacidade;</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">ter acesso a ambientes (escola por exemplo) que promovam a obtenção de resultados adaptativos;empoderamento;</span></li>



<li>aquisição de habilidades necessárias para lidar efetivamente com estressores da vida.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O autor destaca que os dois primeiros caminhos, são os mais relevantes para o desenvolvimento da criança na primeira infância. Tendo em vista essa abordagem, fica evidente como o investimento no desenvolvimento de aspectos saudáveis e adaptativos contribui para o bem-estar das crianças, promovendo habilidades socioemocionais que ajudam a evitar comportamentos desadaptativos na infância. De forma semelhante, outros estudos também destacam que, para as crianças se adaptarem às adversidades, como pobreza e negligência, as competências sociais são mais importantes do que fatores cognitivos (Ricarte &amp; Bueno, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas contribuições reforçam a relevância de pais e educadores na modelagem social, incentivando o desenvolvimento de competências sociais e emocionais que proporcionam à criança uma base sólida para enfrentar desafios e construir relacionamentos saudáveis ao longo da vida.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.2&nbsp; PREVENÇÃO DE PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS E EMOCIONAIS NA INFÂNCIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Pela abordagem de Bandura (RICARTE; BUENO, 2022, p.14), &#8220;[&#8230;] a criança aprende aquilo que observa&#8221;. Sendo assim a compreensão do ajustamento social demonstra sua importância, pois será onde contribuirá para a prevenção e redução da severidade de episódios comportamentais sociais futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fator decisivo para a atenção às habilidades socioemocionais é o estudo realizado pelo economista e Prêmio Nobel James Heckman, que demonstrou uma economia de 11 dólares para cada dólar investido em educação e aprendizagem social na primeira infância (RICARTE; BUENO, 2022, p. 15). O economista enfatizou que investir na primeira infância (0 a 6 anos) gera melhores resultados tanto na vida das crianças quanto na fase adulta, além de beneficiar a sociedade como um todo. Assim, o foco fundamental recai sobre a eficácia de programas socioemocionais, que contribuem para ações educacionais e para a prevenção de questões de saúde mental, promovendo um desenvolvimento humano mais robusto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Cunha e Rodrigues (2010), independentemente da idade do indivíduo, nos tempos contemporâneos, ele se depara com circunstâncias que podem gerar níveis significativos de estresse, demandando uma flexibilidade cognitiva ampliada para uma adaptação saudável à realidade em questão. Tal realidade não apenas exige a capacidade de enfrentar adversidades, mas também implica na aquisição de novas competências. Os modelos de competência, no âmbito da psicologia preventiva e comunitária, emergem como consequência da ênfase na concepção positiva de saúde e na promoção de estilos de vida salutares.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A competência, enquanto fenômeno psicossocial, apresenta padrões distintos que variam conforme o contexto socioeconômico-cultural no qual o indivíduo está inserido. Nesse contexto, destaca-se a importância da prevenção e do ensino de habilidades socioemocionais desde a infância, como forma de promover uma adaptação saudável, fortalecer a resiliência e proporcionar ferramentas para lidar com os desafios da vida de forma mais eficaz (CUNHA; RODRIGUES 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do contexto, Poletto e Koller (2008), </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">salientam que tanto a família quanto instituições como a escola podem configurar-se como ambientes promotores potenciais de competências, cuja eficácia depende da qualidade das relações estabelecidas e da presença de afetividade e reciprocidade nessas esferas. Os pais desempenham um papel crucial no ensino de habilidades socioemocionais desde a infância, fornecendo um ambiente seguro e acolhedor para o desenvolvimento dessas competências, o que, por sua vez, atua como um meio de prevenção de problemas no futuro.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As intervenções tendem a alcançar resultados mais promissores em crianças e adolescentes quando aspectos afetivos, cognitivos e sociais são abordados de forma integrada, e as informações são transmitidas de maneira abrangente. Segundo o Ministério da Saúde (1999), a eficácia das informações é otimizada quando associadas à promoção de habilidades para a vida, autoestima, senso de responsabilidade e confiança.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.3&nbsp; HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA INFÂNCIA ATRAVÉS DO RECONHECIMENTO E EXPRESSÃO DE EMOÇÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Lidar com emoções e sentimentos envolve a habilidade de identificar tanto os próprios sentimentos quanto os dos demais, reconhecer o impacto que exercem sobre o comportamento e expressá-los de maneira apropriada. Diversos estudos destacam a importância dessa percepção emocional para um desenvolvimento infantil saudável (Cunha e Rodrigues, 2010). Aprender a reconhecer emoções como tristeza, alegria, frustração e empatia contribui para que as crianças desenvolvam habilidades de comunicação e relacionamentos mais saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, compreender suas emoções também ajuda as crianças a lidarem melhor com situações desafiadoras. Ao reconhecer quando uma situação é estressante, por exemplo, elas podem aprender a buscar apoio e a se expressar de maneira adequada, evitando que emoções intensas prejudiquem seu bem-estar. Nesse contexto, ensinar as crianças a expressar emoções de forma saudável promove sua autonomia emocional e fortalece sua capacidade de enfrentar desafios ao longo da vida. Na obra &#8220;Habilidades Socioemocionais&#8221;, Ricarte e Bueno (2022) exploraram uma série de processos mentais relacionados à inteligência emocional, dispostos de forma hierárquica de acordo com a complexidade dos processos psicológicos. A seguir, esses processos serão descritos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<ol class="wp-block-list">
<li>Percepção das emoções: inclui desde a habilidade de controlar as próprias emoções e também as emoções dos outros, considerando as características do ambiente, até a competência para expressar essas emoções. Também envolve a capacidade de avaliar a autenticidade, falsidade ou manipulação de expressões emocionais. No sistema cognitivo, as emoções são percebidas como estados emocionais.</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Utilização da emoção para facilitar o pensamento: Emoção e cognição estão interligadas e se influenciam mutuamente. A habilidade de gerar, sentir, manipular e analisar os próprios sentimentos pode auxiliar no processo de tomada de decisão.</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Compreensão de emoções: Reconhecer os variados contextos culturais ao avaliar as emoções e compreender como um indivíduo pode se sentir em determinadas situações. Isso também envolve a aptidão para identificar transições entre emoções, como de raiva para vergonha, por exemplo. Essa etapa consiste em nomear as emoções, reconhecer as relações que são mais próximas, distinguir a intensidade das emoções e entender a sequência mais provável que um sentimento irá ocasionar.</span></li>



<li>Regulação de emoções: Refere-se à capacidade de regular as emoções, tanto agradáveis quanto desagradáveis, entendendo cada uma delas sem exagero ou subestimação da sua real importância. Envolve controlá-las ou expressá-las de maneira apropriada e avaliar se determinada emoção é útil ou não para manter certo estado emocional em determinadas situações. Trata-se, ainda, de reconhecer, compreender e conscientemente separar as emoções do comportamento.</li>
</ol>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na infância, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, especialmente através do reconhecimento e expressão das emoções, é de suma importância. Em concordância com os autores Alves e Dipp (2023) crianças que conseguem identificar e nomear suas emoções e as dos outros, ajustando-se às nuances culturais, tendem a se tornar mais empáticas e socialmente competentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliar a utilidade das emoções em várias situações ajuda as crianças a desenvolver respostas comportamentais mais conscientes e adequadas, promovendo um ambiente de aprendizagem e convivência harmonioso.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.4&nbsp; PAPEL DOS PAIS E EDUCADORES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Pais que adotam uma abordagem de ensino autoritária e controladora, na qual as regras de comportamento são inflexíveis e não sujeitas a negociação ou questionamento, e que preferem impor disciplina por meio de coerção e exigem obediência imediata, tendem a induzir seus filhos a adotarem estratégias agressivas para resolver conflitos. Por outro lado, pais assertivos promovem e incentivam comportamentos positivos em seus filhos, os motivam durante o processo de aprendizagem e facilitam o desenvolvimento de suas habilidades sociais (FREITAS, 2022).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No ambiente familiar, é onde a criança internaliza e assimila princípios de disciplina, essenciais para sua saúde social e para a preparação de um futuro promissor. A educação no seio familiar desempenha um papel fundamental na moldagem da personalidade da criança, estimulando sua inventividade, promovendo valores éticos e cívicos que repercutem diretamente em seu desempenho escolar (TIBA, 1996, p.178).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Freitas (2022) a fundamentação teórica e empírica ressalta a relevância do papel dos pais como modelos no desenvolvimento emocional de seus filhos, especialmente para promover a autoconfiança. No entanto, aponta-se que a comunicação, disciplina e habilidade na tomada de decisões são áreas que requerem maior atenção e esforço. Outra contribuição destacada é a importância dos pais, enquanto principais agentes educativos da família, em reconhecer e lidar com suas próprias emoções para promover estabilidade emocional e uma vida satisfatória para todos os membros da família. Observa-se uma contradição quando os pais almejam uma vida bem-sucedida, saudável e feliz para seus filhos, enquanto não são capazes de criar um ambiente afetuoso, motivador e emocionalmente equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da ênfase significativa na promoção de competências socioemocionais nas escolas, é importante destacar que essas habilidades também podem ser desenvolvidas no ambiente familiar. Programas de formação psicoeducacional, baseados em evidências científicas, capacitam os pais a aprimorar as competências socioemocionais de seus filhos por meio das interações familiares. A maneira como os pais educam seus filhos tem um impacto crucial nas relações interpessoais das crianças, tanto no contexto familiar quanto fora dele, além de influenciar diretamente seu desenvolvimento emocional (OLIVEIRA; MUSZKAT, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a escola não apenas transmite conhecimento, mas também fortalece habilidades essenciais como motivação, perseverança, trabalho em equipe e resiliência, preparando os alunos para uma vida produtiva e satisfatória em um mundo em constante mudança. Além de desenvolver essas competências nos estudantes, a escola pode ser um espaço de crescimento emocional também para professores, gestores e pais. Programas de apoio à família, por exemplo, têm demonstrado reduzir índices de criminalidade, violência e subemprego, evidenciando a importância dessa colaboração entre escola e família para o impacto positivo na comunidade escolar (ABED, 2016).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo conduzido por Coelho &amp; Murta (2007), foi realizado um programa de treinamento voltado para práticas parentais positivas. Os resultados do pós-teste demonstraram um aumento significativo nas práticas educativas positivas, além de um melhor desenvolvimento de habilidades sociais e o uso de estratégias mais eficazes para lidar com estressores externos por parte das crianças. É viável afirmar que as competências socioemocionais podem e devem ser ensinadas e incentivadas desde a primeira infância, tanto no ambiente familiar quanto no ambiente escolar.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, é evidente que práticas parentais positivas, embasadas em estudos e programas estruturados, são cruciais para preparar as crianças a lidar com desafios e construir relações saudáveis. No entanto, esse desenvolvimento não pode ser alcançado de forma isolada. A colaboração entre família e escola é fundamental para potencializar o aprendizado emocional e social das crianças. Quando ambos os ambientes trabalham em conjunto, criando um suporte contínuo e integrado, as crianças têm maiores chances de desenvolver as habilidades necessárias para o seu crescimento pessoal e social, o que reflete diretamente em sua capacidade de enfrentar os desafios ao longo da vida e de estabelecer relações saudáveis e equilibradas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.5&nbsp; COMO OS PAIS PODEM CONTRIBUIR NO DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NA INFÂNCIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Como ressalta Cunha e Rodrigues (2016) às habilidades socioemocionais refere-se a diversas classes de comportamentos sociais que contribuem para competência social, contribuindo para um relacionamento interpessoal saudável e produtivo. Nesta mesma vertente, o termo habilidade socioemocional tem um sentido descritivo de identificar os componentes comportamentais, cognitivo-afetivos e fisiológicos que contribuem para um desempenho socialmente competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como informam Petrucci e et al., (2016), apesar do sistema familiar exercer função central no desenvolvimento dos indivíduos, à medida que as crianças crescem e se inserem em novos contextos, lhe são possibilitadas novas experiências socioemocionais e cognitivas que também contribuem para o desenvolvimento socioemocionais saudável. Ou seja, se essas habilidades são bem desenvolvidas podem ser vistas como um fator de proteção, pois está relacionada com a capacidade para uma boa adaptação favorável de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo o desenvolvimento das habilidades socioemocionais por intermédio dos pais pode se dar por meio da presença ativa em cada fase de desenvolvimento da criança. Onde entendendo as competências das HSE (Habilidades Socioemocionais) os pais podem mediar a identificação e regulação das emoções, auxiliar na definição e alcance dos objetivos positivos, na compreensão das perspectivas de outras pessoas, no estabelecimento de relacionamentos e cooperação, na tomada de decisões responsáveis e na maneira de lidar de forma construtiva com situações pessoais e interpessoais (DURLAK et al., 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira semelhante, às definições mais citadas na atualidade são apresentadas pela Colaborative for Academic, Social and Emotional Learning (Casel) e pela Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), B(2022). Consequentemente as habilidades socioemocionais são definidas como um conjunto de cinco competências inter-relacionadas: autoconsciência, autogestão, consciência social, habilidade relacionadas e tomadas de decisão responsáveis.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<ol class="wp-block-list">
<li>Autoconsciência: o acesso de maneira autêntica aos próprios sentimentos, interesses, valores, forças e fraquezas, de maneira que sejam utilizados de forma a manter um senso de autoconfiança.</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Autogestão: será relacionada a capacidade de regular as emoções, os pensamentos e comportamentos para lidar com o estresse, controlar os impulsos e expressar de maneira adequada as emoções, bem como estabelecer estratégias.</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Consciência social: capacidade de colocar-se no lugar do outro e demonstrar empatia, reconhecer as semelhanças individuais e de grupo.</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Habilidades relacionadas: capacidade de comunicar as intenções e necessidades de maneira clara, sendo o estabelecimento e manutenção dos relacionamentos cooperativos.</span></li>



<li>Tomadas de decisão responsáveis: considerações padrões éticos, da segurança, das normas sociais, do respeito pelos outros e das prováveis consequências de suas ações (BRACKETT; RIVERS, 2014).</li>
</ol>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, para além disso, os aspectos e competências apresentados têm-se como principal objetivo de os pais ajudar as crianças a alcançarem o mais alto nível possível de bem-estar e progresso independente da área de vida, onde atuarão no desenvolvimento de capacidades que envolvam a coordenação de processos cognitivos, afetivos e comportamentais para enfrentamento dos desafios cotidianos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.6&nbsp;&nbsp; A CONTRIBUIÇÃO DO PSICÓLOGO NA CONSTRUÇÃO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS NO CONTEXTO FAMILIAR E ESCOLAR</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para Prette e Prette (2013), o desenvolvimento socioemocional das crianças exige uma atuação integrada, que vá além das ações escolares e familiares, incluindo, muitas vezes, o suporte especializado em contextos clínicos para melhorar o funcionamento social e emocional. Quando o ambiente em que a criança está inserida não favorece o desenvolvimento adequado de habilidades socioemocionais, isso pode acarretar dificuldades nos seus relacionamentos interpessoais. Nesses casos, uma intervenção educativa tanto no contexto familiar quanto escolar pode ser insuficiente, sendo necessária uma abordagem especializada em contexto clínico. Esses atendimentos, podem ser realizados por psicólogos, onde ocorrem de forma individual ou em pequenos grupos, além de envolverem orientação para os pais e a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando essa perspectiva, Cardozo e Soares (2011) destacam que a importância de os pais possuírem um conjunto adequado de habilidades sociais está em criar um ambiente familiar acolhedor e favorável ao pleno desenvolvimento dos filhos. Esse ambiente pode impactar diretamente a qualidade da interação com os filhos, tornando os pais exemplos de comportamento social e ajudando os filhos a se tornarem mais autônomos em suas habilidades sociais. Atualmente, observa-se que os pais adotam diferentes abordagens na criação dos filhos, e o tipo de prática utilizada pode favorecer ou prejudicar um desenvolvimento saudável e positivo ao longo da vida. Assim, as interações entre pais e filhos são marcadas pela necessidade de cuidar, ensinar e estimular o crescimento das crianças, gerando um conjunto específico de atitudes e comportamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma criança fica à mercê de comportamentos pouco construtivos de pais ou sem o envolvimento afetivo destes, isso poderá constituir prejuízo para o desenvolvimento da criança e aumentar sua vulnerabilidade nos diversos contextos sociais. Em contrapartida, aqueles pais socialmente habilidosos, que estabelecem um ambiente familiar acolhedor, organizam ambientes favoráveis aos mecanismos de resiliência e de proteção diante de fatores ameaçadores aos quais, usualmente, as crianças estão expostas (Del Prette &amp; Del Prette, 2005; Yunes, 2003 apud Cardoso, Soares 2011). Diante disso encontra-se dentro da psicologia uma estrutura com abordagens que direcionam a possibilidade do desenvolvimento infantil de maneira saudável e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plasticidade do comportamento social na infância justifica a necessidade de investimentos na promoção de saúde e bem-estar, por meio de estratégias educativas e terapêuticas (Del Prette &amp; Del Prette, 2017). Souza e Fraga (apud Ellis, 1996) diz que é fundamental que o psicólogo esteja atualizado com os trabalhos e pesquisas recentes relativos à sua especificidade para orientar a família. A sua sensibilidade diante da criança e do nível de comprometimento desta é importante para que ele saiba adequar propostas terapêuticas que realmente a beneficiem. Dessa maneira a intervenção psicológica, visa reduzir o sofrimento ou ampliar o autoconhecimento (Bock, Furtado e Teixeira, 2008). Assim o psicólogo clínico atuará de maneira precisa com aconselhamentos, orientações clínicas e psicoterapias breves com a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o desempenho competente das habilidades sociais gera consequências reforçadoras imediatas no ambiente social, fortalecendo a confiança e o desenvolvimento da criança (Del Prette &amp; Del Prette, 2017). A escola, como apontam Bock, Furtado e Teixeira (2008) é um dos ambientes mais importantes para a socialização. Como explicam os autores, a socialização age como um intermediário entre o indivíduo e a sociedade, transmitindo cultura, padrões de comportamento e valores morais, o que possibilita à criança o processo de educação. Ao ser inserida nesse contexto, a criança passa a se ver como parte de um novo grupo social, colocando em prática o que aprendeu nesse ambiente e deixando de imitar os comportamentos dos adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Psicologia Escolar baseia-se em conhecimentos científicos sobre os aspectos emocionais, cognitivos e sociais do desenvolvimento humano, aplicando essas informações para compreender os processos e estilos de aprendizagem. Seu objetivo é orientar a equipe educacional para aprimorar constantemente o processo de ensino-aprendizagem, onde a sua participação na equipe trará contribuições baseadas em evidências científicas para apoiar a tomada de decisões, como a escolha adequada de estratégias conforme as fases de desenvolvimento de cada criança, o auxílio ao professor no aprimoramento de métodos inclusivos para alunos com dificuldades de aprendizagem e questões comportamentais, e a implementação de programas para o fortalecimento das habilidades sociais. Além disso, o psicólogo atua em diversas outras situações do cotidiano escolar em que os aspectos psicológicos desempenham um papel crucial (CASSINS, 2007, p.18).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3&nbsp; MATERIAL(IS) E MÉTODOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para a conclusão deste estudo, realizamos uma revisão bibliográfica, cuja base repousa na análise de investigações pertinentes à influência do papel dos pais sobre o desenvolvimento socioemocional infantil. A escolha da metodologia de pesquisa bibliográfica é justificada pela sua fundação em material já consolidado, predominantemente constituído por obras literárias e pesquisas científicas. Como enfatizado por Gil (2002), é relevante salientar que a pesquisa bibliográfica não só</p>



<p class="wp-block-paragraph">proporciona ao pesquisador a capacidade de abranger uma diversidade mais ampla de características do que aquelas que poderiam ser investigadas diretamente, mas também se configura como uma ferramenta inestimável para o pesquisador, desde que seja conduzida com integridade acadêmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, empregou-se abordagens, como a abordagem exploratória, que ainda se coaduna com o argumento do autor anteriormente mencionado, Gil (2002). Essas investigações almejam conferir uma maior familiaridade com o problema, com o intuito de torná-lo mais explícito ou formular hipóteses a seu respeito. Pode-se afirmar que o propósito primordial dessas pesquisas reside no aprimoramento de ideias ou na revelação de intuições. Seu delineamento, por conseguinte, demonstra-se altamente flexível, permitindo a consideração dos mais diversos aspectos relativos ao fenômeno objeto de estudo. Esta metodologia de pesquisa proporciona percepções para a resolução de futuros dilemas. Por meio da pesquisa exploratória, o profissional alcançará uma plena familiarização com o tema do projeto e, adicionalmente, obterá informações para formular hipóteses iniciais e conceitos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4&nbsp; RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da literatura sobre o desenvolvimento das habilidades socioemocionais na infância demonstra uma forte associação entre o papel dos pais, educadores e o ambiente familiar nas habilidades socioemocionais das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As habilidades sociais são essenciais para a promoção de interações bem-sucedidas e saúde mental, sendo desenvolvidas no meio social. Nesse sentido, conforme Bandura (RICARTE; BUENO, 2022, p. 14), “[&#8230;] a criança aprende aquilo que observa”, o que reforça a importância do ambiente social, particularmente as práticas parentais e educacionais no desenvolvimento dessas habilidades. O ajustamento social, por sua vez, desempenha um papel fundamental, pois, ao ensinar a criança a reconhecer e expressar suas emoções de maneira saudável, contribui para sua autonomia emocional e fortalece sua capacidade de enfrentar desafios ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, Ricarte e Bueno (2022), em sua obra <em>Habilidades Socioemocionais</em>, destacam a importância dos processos mentais relacionados à inteligência emocional, que são organizados de maneira hierárquica, refletindo a complexidade do desenvolvimento emocional e social. Práticas parentais positivas, apoiadas por estudos e programas estruturados, tornam-se fundamentais para preparar as crianças para lidar com as adversidades, ajudando-as a desenvolver competências que envolvem a coordenação de processos cognitivos, afetivos e comportamentais. Esse desenvolvimento não só prepara as crianças para o enfrentamento de desafios cotidianos, mas também as capacita a construir relações saudáveis, assegurando seu bem-estar e progresso em diversas áreas da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas (2022) observa uma contradição ao afirmar que muitos pais desejam uma vida bem-sucedida, saudável e feliz para seus filhos, mas não conseguem criar um ambiente afetuoso, motivador e emocionalmente equilibrado. Diante dessa contradição, surge a reflexão sobre a complexidade de educar emocionalmente os filhos, o que leva muitos responsáveis a terceirizarem essa responsabilidade para outros agentes, como a escola. Esse distanciamento das responsabilidades parentais essenciais para o desenvolvimento socioemocional revela a falta de reconhecimento da importância de um vínculo familiar contínuo e engajado. Ao transferir para a escola a tarefa de lidar com as questões emocionais e comportamentais, os pais muitas vezes negligenciam o impacto positivo que um ambiente familiar afetuoso pode ter na formação emocional das crianças. Embora a escola desempenhe um papel importante, é o ambiente familiar que oferece o suporte emocional contínuo necessário para fortalecer as habilidades socioemocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais na infância depende da interação entre seus responsáveis e o ambiente social. Embora a escola desempenhe um papel importante, muitos pais acabam terceirizando a educação emocional de seus filhos, distanciando-se de suas responsabilidades essenciais. Isso enfraquece o impacto positivo de um ambiente familiar afetivo e equilibrado, essencial para o fortalecimento das competências emocionais. Portanto, é fundamental que os pais se envolvam ativamente no desenvolvimento emocional de seus filhos, colaborando com a escola para garantir seu bem-estar e prepará-los para enfrentar os desafios da vida.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5&nbsp; CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, este estudo enfatiza a relevância da reflexão do papel dos pais e educadores no desenvolvimento de habilidades socioemocionais na infância. Ao longo desta investigação, exploramos características dessa fase crucial do crescimento infantil, compreendendo que as habilidades sociais são desenvolvidas no meio social. Sendo então evidente que são habilidades fundamentais na prevenção e promoção de interações sociais bem-sucedidas contribuindo para a saúde mental. Esta revisão bibliográfica, análise de estudos e evidências demonstram consistentemente a influência positiva dos pais e educadores nesse processo de desenvolvimento sócio emocional. Essa influência se manifesta em uma variedade de áreas, incluindo nos valores éticos. Dessa maneira contribuindo na promoção de estabilidade emocional e uma vida satisfatória para todos os membros da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, é importante destacar o papel da Psicologia nesse processo. A atuação dos psicólogos, tanto no contexto familiar quanto educacional, é essencial para oferecer suporte, orientação e intervenções adequadas, promovendo a saúde emocional e o bem-estar das crianças. Por meio de abordagens terapêuticas e educacionais baseadas em evidências, a Psicologia pode ajudar pais e educadores a identificar e tratar questões emocionais, promovendo um ambiente mais saudável e equilibrado para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para maiores avanços neste campo, práticas recomendadas devem ser amplamente divulgadas para auxiliar educadores e pais na promoção de um ambiente propício ao desenvolvimento integral da criança. Portanto, esta análise reforça a importância de tal papel durante este percurso, destacando o impacto positivo que pode ter na vida das crianças e na sociedade como um todo. A integração desses conceitos em práticas familiares e educacionais pode moldar um futuro mais saudável e emocionalmente equilibrado para as gerações vindouras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, J. S.; DIPP, R. P. DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS DAS CRIANÇAS NO ISOLAMENTO DA PANDEMIA</p>



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<p class="wp-block-paragraph">BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria De Lourdes Trassi. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva, 2008.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">CANGUILHEM, Georges. <em>O que é a Psicologia</em>. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDOZO, Alcides ; SOARES, Adriana Benevides. Habilidades sociais e o envolvimento entre pais e filhos com deficiência intelectual. Psicologia Ciência e Profissão, v. 31, n. 1, p. 110–119, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASSINS, Ana Maria; PAULA JUNIOR, Eugenio Pereira de; VOLOSCHEN, Fabíola Deconto; CONTI, Josie; HARO, Maria Elizabeth Nickel; ESCOBAR, Miriã; BARBIERI, Vanessa; SCHMIDT, Vanessa. Manual de psicologia escolar &#8211; educacional / &#8211; Curitiba: Gráfica e Editora, Unificado, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COELHO, M. V.; MURTA, S. Treinamento de pais em grupo: um relato de experiência. Estudos De Psicologia (campinas), 24(3), 333–341, 2007. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000300005</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA, N., RODRIGUES, M. C. O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS PSICOSSOCIAIS COMO FATOR DE PROTEÇÃO AO DESENVOLVIMENTO INFANTIL. Londrina:, 2010. 1 v.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE). Estudos da OCDE sobre competências: Competências para o progresso social: O poder das competências socioemocionais. São Paulo: Fundação Santillana; 2015.Disponível em:&lt;https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/380531>. Acesso em: 8 abr. 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">PETRUCCI, G. W., BORSA, J. C., KOLLER, S. H. (2016). A Família e a escola nodesenvolvimento socioemocional na infância. Temas em Psicologia, 24(2), 391-402.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POLETTO, M., &amp; KOLLER, S. H. (2008). Contextos ecológicos: promotores de resiliência, fatores de risco e de proteção. Estudos de Psicologia (Campinas), 25(3), 405-416.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRETTE, Zilda A. P.; PRETTE, Almir Del. <em>Psicologia das habilidades sociais na infância: teoria e prática</em>. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RICARTE, M.; BUENO, M. <strong>Habilidades socioemocionais</strong>: abordagens e contexto.2. ed. São Paulo: Hogrefe, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TIBA, I. Disciplina; limite na medida certa. 41ª Ed. São Paulo; Gente, 1996.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>* Bacharel do Curso de Psicologia da Uninassau. E-mail: psi.analararodrigues@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>* Bacharel do Curso de Psicologia da Uninassau. E-mail: ilaynepsi@gmail.com.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>** Professora orientadora Mestre em Psicologia. E-mail: deiaayres@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A PERCEPÇÃO DO PACIENTE QUANTO AS PRINCIPAIS DIFICULDADES RELACIONADAS AO TRATAMENTO HEMODIALÍTICO FORA DO DOMICÍLIO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-percepcao-do-paciente-quanto-as-principais-dificuldades-relacionadas-ao-tratamento-hemodialitico-fora-do-domicilio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 11:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=181472</guid>

					<description><![CDATA[PATIENT&#8217;S PERCEPTION OF MAJOR DIFFICULTIES RELATED TO HEMODIALITIC TREATMENT OUTSIDE THE HOME REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202411280844 Tayne Santos RamosCamila da Costa Gomes SantosJaqueline Rodrigues Gobira RESUMO A Doença renal crônica (DRC) traz consigo complicação extremamente grave entre elas está a perda progressiva das funções renais, que acaba afetando a vida do indivíduo em diversos aspectos. Sendo [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">PATIENT&#8217;S PERCEPTION OF MAJOR DIFFICULTIES RELATED TO HEMODIALITIC TREATMENT OUTSIDE THE HOME</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202411280844</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Tayne Santos Ramos<br>Camila da Costa Gomes Santos<br>Jaqueline Rodrigues Gobira</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Doença renal crônica (DRC) traz consigo complicação extremamente grave entre elas está a perda progressiva das funções renais, que acaba afetando a vida do indivíduo em diversos aspectos. Sendo assim tem-se como objetivo geral da pesquisa analisar as principais dificuldades enfrentadas pelo paciente em tratamento hemodialítico fora do seu domicílio. A pesquisa classifica-se de caráter descritivo e exploratório. Em relação a sua natureza, é do tipo quantitativa-qualitativa. São sujeitos desse estudo 30 (trinta) pacientes renais crônicos residentes em municípios circunvizinhos pactuados com a cidade em estudo que realizam tratamento hemodialítico a mais de seis meses e que estejam presentes na clínica no momento da coleta. Conclui-se que as dificuldades são especialmente relacionadas ao fato de ser necessário acordar muito cedo para deslocar- se até o município em que é realizado o tratamento, gerando sentimentos de ansiedade no paciente. A dificuldade de locomoção seja em longas ou curtas distancias, os três dias na semana fora de casa necessário para realizar as sessões de hemodiálise e as limitações impostas doença os afetam do convívio social e familiar e isso os afetam emocionalmente. As tarefas mais simples do cotidiano do lar quanto as mais complexas como dirigir ou trabalhar foram mencionadas como as que não conseguem mais realizar e, por isso, dependem de familiares. Os pacientes a fim de minimizar o sofrimento seguem sempre com resiliência, fé, religião e apoio da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Doença Renal Crônica. Hemodiálise. Atividades cotidianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Chronic Kidney Disease (CRF) brings with it an extremely serious complication. Among them is the progressive loss of kidney function, which ends up affecting the life of the individual in several aspects. Thus, the general objective of the research is to analyze the main difficulties faced by patients undergoing hemodialysis treatment outside their home. The research is classified as descriptive and exploratory. Regarding its nature, it is of the quantitative-qualitative type. Thirty (30) chronic renal patients living in surrounding municipalities agreed with the city under study undergoing hemodialysis treatment for more than six months and present at the clinic at the time of collection are the subjects of this study. It is concluded that the difficulties are especially related to the fact that it is necessary to wake up very early to travel to the municipality where the treatment is performed, generating feelings of anxiety in the patient. The difficulty of locomotion whether long or short distances, the three days a week away from home necessary for hemodialysis sessions and the limitations imposed disease affect them social and family life and this affect them emotionally. The simplest daily tasks of the home, as well as the most complex tasks such as driving or working, were mentioned as those that they can no longer perform and, therefore, depend on family members. Patients in order to minimize suffering always follow with resilience, faith, religion and family support.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keywords: Chronic Kidney Disease. Hemodialysis. Daily activities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os rins são órgãos extremamente importantes e essenciais para a vida humana. Pois eles realizam a filtração glomerular e a excreção de substâncias orgânicas indesejáveis ao organismo, além disso, promovem a homeostasia corporal (NOGUEIRA <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da função renal leva à perda da capacidade dos rins de excretar metabólitos. Quando o indivíduo começa a apresentar a diminuição da função renal, ele começa a acumular resíduos orgânicos em seu corpo, que consequentemente irá contribuir para o desenvolvimento da doença renal crônica (DRC) (BARRETO <em>et al</em>., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o número de pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) no ano de 2016 era 122.825, comparado com os números de 2011, o total de pacientes com a função renal prejudicada cresceu em torno de 31,5 mil (SESSO <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a DRC é um problema de saúde pública de extrema importância, devido às altas taxas de mortalidade e é caracterizada pela retenção de substâncias prejudiciais ao organismo (OLIVEIRA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, Bibiano, Souza e Silva, (2014) falam da necessidade do uso de medidas terapêuticas para tratamento dessa patologia, como a hemodiálise e/ou transplante renal, que reduzem os sintomas da DRC e de certa forma melhora a qualidade de vida do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é reforçado pelo estudo de Fukushima <em>et al</em>. (2016), em que os indivíduos têm dificuldade com adaptação à doença, o tratamento e o novo padrão de vida, visto que ele terá que alterar significadamente seus hábitos comportamentais, sua rotina de vida, dieta rigorosa e privada do excesso do consumo de líquido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo torna-se relevante pois favoreceu aos pacientes hemodialíticos a possibilidade de relatar suas experiências positivas ou negativas relacionadas ao convívio com a patologia, aos profissionais e toda a logística desenvolvida após início do tratamento hemodialítico, possibilitando ao pesquisador compreender particularidades desses sujeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto questionou-se: quais as principais dificuldades enfrentadas pelo portador de DRC que se desloca de seu município para realizar o tratamento hemodialítico em uma unidade de Hemodiálise de um município do interior da Bahia? A fim de responder a pergunta objetivou-se, de modo geral, analisar as principais dificuldades enfrentadas pelo paciente em tratamento hemodialítico fora do seu domicílio. E, de modo específico, averiguo-se as dificuldades enfrentadas pelo paciente que realiza o tratamento fora do domicílio nos âmbitos: Social, econômico, emocional e nas relações interpessoais; investigar as principais interferências na rotina do paciente após o início do tratamento hemodialítico; e verificar quais as formas de enfrentamento do paciente as dificuldades do tratamento fora do domicílio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">OS RINS E SUA IMPORTÂNCIA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os rins removem as substâncias excedentes e os produtos residuais do metabolismo, por meio da urina, auxiliando a manutenção da homeostase, ou seja, da composição química do meio interno (MONTANARI, 2016, p. 159).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse sistema além de eliminar toxinas também é responsável por regular a quantidade de água e sal do corpo (controle hidroeletrolítico), contribui para o controle da hipertensão arterial, ainda é responsável pela produção de hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea e eliminam substâncias medicamentosas. Assim, doenças como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e fatores genéticos, obesidade, uso excessivo de agentes nefrotóxicos podem ser fatores de risco para doenças renais (SEC-SP, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Doença Renal Crônica (DRC) têm desenvolvimento assintomático, podendo comprometer tanto a estrutura quanto a função renal chegando ao quadro de insuficiência renal aguda que é a perda repentina da habilidade dos rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Em estágios mais avançados o paciente pode ser submetido a hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal, sendo o primeiro foco desse trabalho (BRASIL, 2013/2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Nogueira <em>et al</em>. (2016), quando um paciente apresenta uma doença renal ele necessita de tratamento contínuo para que a função renal seja substituída. O tratamento a que os pacientes com DRC são mais submetidos é a hemodiálise, que visa à retirada de líquidos e produtos do metabolismo que os rins estão incapacitados de realizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hemodiálise é realizada por uma máquina, que promove a filtração do sangue mediante a circulação extracorpórea, age como um rim artificial realizando a filtração do sangue e garantindo o equilíbrio homeostático. Contudo, não existe um tempo determinado de tratamento, ele é realizado ao longo da vida e implica em diversas mudanças e necessidades de adaptações ao novo estilo de vida (PESSOA; LINHARES, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALTERAÇÕES NA VIDA DO PACIENTE DURANTE O TRATAMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade de vida, definida pela OMS como o modo como o indivíduo enxerga sua própria vida, é alterada quando esse possui alguma doença crônica e está também, relacionado ao tipo de doença e como o tratamento é realizado. No caso da hemodiálise como terapia da DRC o impacto e as repercussões no cotidiano são muitas vezes negativos (SANTOS; SARDINHA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva <em>et al</em>. (2016) afirmam que as dificuldades mais evidentes e as que mais prejudicam os pacientes são as limitações físicas, financeiras e psicológicas. Elas podem incapacitar o indivíduo e reduzir seu bem-estar físico e mental, sendo necessário apoio familiar para auxiliá-lo na adaptação de sua atual circunstância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, ressalta-se a importância do apoio familiar ao paciente durante seu tratamento. Visto que a patologia faz com que grande parte dos trabalhadores deixe o emprego, alterando suas atividades rotineiras e, muitas vezes, restringem a interação social e isso repercute de maneira negativa em sua vida (SILVA <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma problemática do país em relação ao tratamento hemodialítico é que poucos municípios possuem clínicas de diálise. Censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia em 2016 revelou que havia 747 clínicas ativas, sendo 49% dessas no Sudeste, o Nordeste conta com 18% (MARTINS, 2016). Na Bahia são cerca de 34 clínicas para atender 7.196 pacientes que são assistidos pelo SUS (AMORIM, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que esse indivíduo passa grande parte do tratamento se deslocando de casa para o local da diálise, isso repercute de maneira negativa na vida deste cliente, pois o indivíduo acaba se sobrecarregando devido às situações de cansaço, ansiedade e em alguns casos raiva (MARINHO <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ano de 1999, com a portaria nº 55, de 24 de fevereiro, que “dispõe sobre a rotina do Tratamento Fora de Domicílio no Sistema Único de Saúde – SUS” (BRASIL, 1999) ficou estabelecido a garantia do acesso de pacientes de um município, quando esse não puder oferecê-lo, a serviços assistenciais de outro município. (SAÚDE/BA, s.d.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Oliveira (2012), o tratamento hemodialítico requer muito tempo do indivíduo para sua realização, três vezes na semana, durante o período de quatro horas por dia. É uma rotina cansativa, que junto com as limitações físicas e emocionais fazem com que o indivíduo necessite de atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as sessões de hemodiálise, a presença da equipe de enfermagem é de suma importância na unidade, pois o enfermeiro tem um maior contato com o paciente. Ao obter essa maior proximidade com os pacientes, a equipe pode assimilar melhor as dificuldades e as necessidades de cada indivíduo, e com isso prestando uma melhor assistência, visto que reconhecem as demandas de cada indivíduo (SANTANA <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os cuidados de enfermagem com os pacientes renais devem ir além do que acompanhar e realização da hemodiálise. O enfermeiro deve ter o objetivo de preservar a função cognitiva, promover a segurança do paciente, reduzir a ansiedade e incentivar a todo o momento o autocuidado, orientando o paciente e a família a importância deste (SANTOS; NAKASU, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa em questão é de caráter descritivo e exploratório. Descritivo, pois ela descreve a população a ser analisada, sendo uma de suas características a utilização de técnicas padronizadas para coleta de dados, como o uso de entrevistas estruturadas, questionários e/ou formulários. E exploratória, pois permite uma maior afinidade com o problema, no qual pode envolver levantamento bibliográfico e análise de exemplos que facilitam a compreensão (GIL, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a sua natureza, classifica-se como qualitativo-quantitativo. Qualitativa, pois ela examina e interpreta a complexidade do fenômeno trabalhando com uma realidade que não pode ser quantificada (OLIVEIRA, 2012). E quantitativa, pois ela retrata a quantificação dos entrevistados em dados matemáticos, que podem ser apresentados em forma de tabela e gráficos (MARCONI; LAKATOS, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi realizado no município de Itapetinga-BA localizado na região sudoeste da Bahia, distante em 562 km da capital Salvador, possuindo 1.651,158 km² de extensão e um contingente populacional de 68.283 mil habitantes no ano de 2010, segundo dados do (IBGE,2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A clínica de hemodiálise em estudo denominada SARE &#8211; Serviço de Assistência ao Paciente Renal LTDA-ME, fundada no ano de 2015, tem como seu represente legal Dr. Luiz Caramuru Ramos Cairo. Conta com atendimento misto (público/privado) em dois turnos de funcionamento de segunda a sábado, com uma demanda de setenta atendimentos/dia, totalizando 1680 atendimentos mensais. A instituição atende pacientes do município em estudo e de regiões circunvizinhas pactuadas ao município. A clínica de hemodiálise conta com uma equipe multidisciplinar de médico, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social, técnico em enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram critérios de inclusão: Ter 18 anos ou mais, estar em tratamento hemodialítico a mais de seis meses, visto que com esse tempo o paciente já apresenta o impacto da doença em sua vida, ser oriundo de cidades circunvizinhas ao município, sem restrição de estado civil ou gênero e estar lúcido e orientado, e tendo como critério de exclusão: moradores da localidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi utilizada nesta pesquisa entrevista estruturada em duas partes, objetiva e subjetiva, elaborada pela pesquisadora, composta por um questionário com perguntas objetivas na qual investigava as características sóciodemográficas e de saúde. A segunda composta por seis perguntas de caráter subjetivo, que avaliaram as dificuldades e limitações dos pacientes, a sobrecarga emocional imposta pela doença, o suporte social e financeiro e o enfrentamento do paciente com o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi utilizado para analisar os dados sociodemográficos do software Microsoft Office Excel 2013, viabilizando a construção de tabelas e gráficos. Além disso, ele permite a realização de cálculos estatísticos. E após a tabulação e criação das tabelas, foi feita a análise dos dados com base em autores referenciados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, as entrevistas foram transcritas para análise das falas utilizando a técnica de análise de conteúdo de Bardin (2006, p. 38), ou seja, “um conjunto de técnicas de análise das comunicações”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para seguir os trâmites éticos e legais foi encaminhado um ofício, solicitando ao Colegiado do Curso de Enfermagem da UniFtc o Termo de Anuência do Gestor &#8211; TAG. Que foi apresentado ao responsável legal da instituição de saúde denominada SARE onde se realizou a pesquisa em campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados teve início somente após a autorização do Conselho de Ética em Pesquisa (CEP) envolvendo seres humanos e permissão da instituição envolvida por meio de Termo de Consentimento e Anuência do Gestor &#8211; TAG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto foi submetido a Plataforma Brasil que é a base nacional e unificada de pesquisa envolvendo seres humanos, que acompanha a pesquisa em submissão até a aprovação final do conselho de ética e pesquisa &#8211; CEP da Faculdade Independente do Nordeste- FAINOR. Segue protocolo de aprovação: CAAE nº 12227019.8.0000.5578.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes colaboraram com a pesquisa por livre e espontânea vontade, assinaram o Termo de consentimento livre e esclarecido – TCLE, respeitando a Resolução nº 466/12, onde foram esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, direitos, riscos e potenciais benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população estudada consistiu de um grupo de 30(trinta) pacientes que se faziam presentes no momento da coleta de dados sendo nomeados P<sub>1</sub>, P<sub>2</sub>, P<sub>3</sub>, [&#8230;] P<sub>30</sub>, para resguardar suas identidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados objetivos da pesquisa foram tabulados de forma a quantificar a população estudada nos quesitos sociodemográficos e de saúde. Enquanto a segunda parte foi composta por seis perguntas de caráter subjetivo onde as falas dos entrevistados foram gravadas, transcritas e posteriormente analisadas pelo Conteúdo de Bardin. Durante a entrevista, o paciente tinha a oportunidade de se expressar de maneira mais conveniente na qual foram adquiridas informações que respondiam os objetivos da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E DE SAÚDE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mediante exploração dos dados obtidos, na tabela I descrevemos as variáveis dos entrevistados como: Sexo, faixa etária, ocupação, renda, situação conjugal, escolaridade, número de filhos, tempo de diagnostico, tempo de tratamento e outras doenças além da DRC.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1 &#8211; Dados sociodemográficos e condições de saúde</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="723" height="566" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3599.png" alt="" class="wp-image-181478" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3599.png 723w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3599-300x235.png 300w" sizes="(max-width: 723px) 100vw, 723px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="722" height="715" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3600.png" alt="" class="wp-image-181480" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3600.png 722w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3600-300x297.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3600-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Dados da pesquisa (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o que foi apresentado na tabela 1 os pacientes participantes da pesquisa em sua grande maioria são do sexo masculino, aposentados, casados, com filhos, idade de 60 anos ou mais, apresentando renda de até 1 salário mínimo. Metade dos pacientes não são escolarizados, motivo pelo qual a entrevista foi gravada em áudio. 80% receberam o diagnóstico e realizam o tratamento hemodialítico há mais de 6 meses e 67% afirmaram ter outras comorbidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia 2016 (MARTINS, 2016), 25% dos pacientes em tratamento hemodialítico na região Nordeste tem mais de 65 anos, corroborando com os dados apresentados por essa pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao sexo dos pesquisados um trabalho realizado por Sesso <em>et al</em>. (2016), em que foi efetuado um inquérito sobre a diálise no país os autores constataram que 57% dos pacientes eram do sexo masculino. Em outro estudo de revisão de literatura Marinho <em>et al</em>. (2017) também obtiveram maior prevalência do sexo masculino, 58%, em concordância com o resultado aqui apresentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Teixeira (2016) divulgaram um estudo a respeito da resistência do homem em procurar os serviços de saúde e concluíram que as políticas públicas referentes a essa clientela ainda são tímidas, o que fomenta o desinteresse dos mesmos. Em estudo semelhante, Moura, Gomes e Pereira (2017) afirmam que a maioria dos homens alegou não ter problemas de saúde e se automedicam mais vezes em relação a mulheres. Desse modo, acredita-se que a DRC pode ser o resultado de pouca procura pelo serviço médico preventivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">67% dos sujeitos entrevistaram afirmaram ter mais alguma doença além da DRC e as enfermidades mais mencionadas foram: hipertensão, diabetes e cardiopatia, conforme expresso pelos entrevistados:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>8</sub> “<em>Eu tenho problema de coração, tem hipertensão e diabetes</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>27</sub> “<em>Eu to com a diabetes e a pressão alta</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>22</sub> “Tem diabetes, no coração, e hipertensão”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente os problemas cardiovasculares são a causa mais frequente de morbimortalidade na população mundial. Os fatores de risco que mais funcionam como atores principais para essa questão são a Hipertensão Arterial Sistêmica e o Diabetes Mellitus, pois são prejudiciais para a qualidade de vida do paciente, especialmente por agravarem outras doenças crônicas, como a DRC. (LIMA; GAIA; FERREIRA, 2012; BRASIL, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASPECTOS SOCIAIS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionados se após o início do tratamento encontraram dificuldade nas atividades do dia a dia, 26 (vinte e seis) dos entrevistados afirmaram está enfrentando dificuldades na execução desde tarefas mais simples do cotidiano, como “pegar peso”, realizar os afazeres domésticos, e trabalhar, alguns ainda relatam que tiveram que abandonar os seus trabalhos por conta da DRC. As seguintes falas dos entrevistados evidenciam tais afirmativas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>6</sub> “[&#8230;] <em>Limpar a casa fazer comida não posso mais”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">P4 “[&#8230;] Porque eu dirigia hoje não to podendo dirigir mais eu transportava estudante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P19 “[&#8230;] Eu trabalhava de carpinteiro mexia no telhado de casa com forro essas coisas hoje não posso mais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos <em>et al</em>. (2018) realizaram estudo com 20 pacientes renais transplantados, que antes passaram pelo processo de hemodiálise e informaram que as atividades diárias interrompidas foram narradas por todos os entrevistados como um aspecto negativo a ser incorporado no cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Almeida e Palmeira (2018) em sua pesquisa realizada no município de Guanambi-BA, como objetivo de avaliar a qualidade de vida (QV) de pacientes renais crônicos, constataram que a QV desses pacientes é diminuída, pois as atividades diárias e trabalho são variáveis importantes para a manutenção da qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva et al. (2017) reiteram que os pacientes hemodialíticos viverão seu cotidiano com restrições impostas pela complexidade do tratamento e isso vai refletir na impossibilidade de realizar atividades diárias. Os autores afirmam ainda que tal condição afetará a percepção da qualidade de vida pessoal, especialmente nos mais idosos acostumados com a independência adquirida ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASPECTOS ECONÔMICOS</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira questão diz respeito ao questionamento se recebem algum benefício para realizar as sessões de hemodiálise fora de seu domicílio. Oitenta e seis por cento dos entrevistados conforme pode ser observado na tabela a seguir e em suas falas, que foram transcritas para análise, afirmaram receber o auxílio do TFD (Tratamento Fora de Domicílio):</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 2 – Benefício financeiro (TFD)</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>CATEGORIAS</td><td>VARIÁVEIS</td><td>N</td><td>%</td></tr><tr><td>Recebem</td><td>Sim</td><td>20</td><td>86</td></tr><tr><td>Não recebem</td><td>Não</td><td>10</td><td>14</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte:Dados da pesquisa (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>2</sub> “[&#8230;] <em>Acho que recebo cento e pouco</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>19</sub> “<em>Recebo o TDF</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P29 “Tenho o TFD da prefeitura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter direito ao TFD o paciente deve procurar atendimento médico, após anamnese, recebe um laudo atestando a indispensabilidade do tratamento. O paciente ou seu familiar dá entrada na documentação que será avaliada por uma comissão médica da Central Estadual de Regulação de Alta Complexidade (CERAC) ou pela Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC), em seguida o administrativo do TDF confirma e agenda a viagem com o paciente (SAÚDE/BA, s.d.). Desse modo, percebe-se que os pacientes, a maior parte de baixa renda e com pouca escolaridade, é bem instruída quanto ao direito ao benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASPECTOS EMOCIONAIS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das seis questões abordadas buscou responder o objetivo geral da pesquisa que consistia em quais foram as principais dificuldades para realizar as sessões de hemodiálise fora do seu domicílio?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mencionados com maior frequência dizem respeito a acordar muito cedo, gerando situações de ansiedade; também ao longo percurso de suas residências até a clínica onde realizam as sessões de hemodiálise, fazendo com que a viagem se torne cansativa, desconfortável e estressante. Conforme afirmado nas falas dos pesquisados abaixo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>1</sub> <sub>“</sub>[&#8230;] <em>mais acordar cedo é ruim no dia que venho pra cá nem durmo de noite direito amanheço acordada fico com aquela ansiedade”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>6</sub> “<em>Dificulta é ter que acordar cedo de madrugada pra vim, enjoa armaria o carro não tem ar é uma quintura esses dias passou apertado com esse calor”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>8</sub> <sub>“</sub>[&#8230;] <em>E que a estrada tá ruim demais sabe cansativa demais tem os buracos o carro ruim demais os pneus careca esses dias mesmo furou o pneu no meio da estrada”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mercado-Martinez <em>et al</em>. (2015) afirma que o transporte para os pacientes que necessitam do descolamento entre municípios é gratuito, no entanto é demorado e argumenta que especialmente nos municípios de pequeno porte a problemática é ainda maior. Raramente o paciente volta para sua residência logo após a sessão de diálise, é necessário aguardar que todos os demais sejam atendidos a fim de regressarem juntos ao final do dia, sendo esse o motivo de passarem tantas horas fora de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao serem inquiridos a respeito se já havia procurado algum acompanhamento psicológico, 50% dos pacientes responderam que sim, que receberam atendimento no serviço oferecido pela clínica onde realizam a diálise ou buscaram em outros serviços.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;Tabela 3 &#8211; Acompanhamento psicológico</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>CATEGORIA</td><td>VARIÁVEIS</td><td>N</td><td>%</td></tr><tr><td>Procurou atendimento</td><td>Sim Não</td><td>1515</td><td>5050</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte:Dados da pesquisa (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultado podem ser confirmados a partir de alguns trechos das falas dos entrevistados, transcritos a seguir:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>2</sub> “<em>passo, converso é bom porque explica a gente alguma coisa</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>12</sub> “<em>passo, passo todo mês”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>28</sub> “<em>passo com o dr aqui da clínica mesmo de vez enquanto</em>”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Santos, Cardoso e Reis (2015) ao estar envolvido nessa circunstância tão adversa em que se vê preso a uma máquina, dieta alimentar restrita, medicamentos com efeitos colaterais e tantos outros procedimentos que não lhe garantem a cura, pode levar esse paciente a sofrer de doenças psicológicas, sendo a depressão uma delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo os autores acima, o tratamento psicológico visa, nesse momento, elaborar, juntamente com o paciente, os significados que o mesmo dá a doença e a vida fora da sala de hemodiálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida e Palmeira (2018) reitera que o psicólogo torna-se um membro importante da equipe multidisciplinar ao passo que contribui para que o paciente se adapte da melhor forma ao tratamento e tenha mesmo nesse momento qualidade de vida, além disso auxiliar na reestruturação das emoções e sentimentos a fim de aliviar sintomas de ansiedade e depressão, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a última ideia central foi a respeito de como o paciente enfrenta as dificuldades por ele mencionadas. Em grande parte, por meio da resiliência, da fé e religião e do apoio familiar, reveladas por algumas falas transcritas a seguir:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>30</sub> “<em>eu aceito vou na igreja apego com Deus</em>”;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>17</sub> “<em>eu tento não ligar, eu explico quando perguntam eu respondo não levo pra minha vida a sorte ruim as críticas não absorvo não, não tenho aceitação e apoio da família e da equipe</em>”;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>12</sub> “<em>eu entrego na mão de Deus ele resolve os problema tem apoio da família</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroborando Silva et al. (2016) dizem que o paciente hemodialítico lança mão de estratégias de enfrentamento, adaptam-se e modificam a própria realidade para prosseguirem mesmo com a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rudnicki (2014) explica que o ideal para que as relações interpessoais é incentivar o paciente a lidar com a situação enquanto momento presente, a partir dela, sem alimentar o passado antes da doença. O mundo que se põe diante dele, a realidade da “máquina” e das implicações dela são agora seu novo modo de vida e é necessário experiênciá-la com dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASPECTOS INTERPESSOAIS E SOCIAIS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao serem questionados se houve mudanças quanto às relações interpessoais e sociais foram narradas pelos pacientes que mencionaram principalmente a dificuldade de locomoção, seja em longas ou curtas distâncias. Os três dias na semana fora de casa para realizar o tratamento<strong>, </strong>o repouso necessário para se recuperar da viagem, cuidados com a saúde, e limitações impostas pela doença, os afastam do convívio social e familiar, e isso os afetam emocionalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>1</sub>“<em>notei porque as pernas dói aí não consigo andar muito assim sabe, aí nos lugar perto ainda vou mais longe não</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>2</sub>“<em>os amigos às vezes se afasta um pouco</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P<sub>3</sub> “<em>tem mudança né, as pessoas lhe vê com outros olhos preocupação as vezes acha que você tá sempre em risco de vida a gente nota aquela preocupação das pessoas, as pessoas as vezes fala a você tem que se limitar se expõe demais não faz isso”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas et al. (2015) ao falarem a respeito das relações interpessoais elencam o fato do paciente ter reduzido o seu convívio social por não poder se descolar e por muitas vezes perderem eventos familiares, ou ainda ter seus amigos longe de si, pode contribuir negativamente para a percepção da qualidade de vida desse paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho em questão destinou-se a avaliar a percepção do paciente quanto às principais dificuldades relacionadas ao tratamento hemodialítico fora do seu domicílio. Conforme exposto pelas falas e nas discussões de dados percebeu-se que as maiores dificuldades enfrentadas foram de cunho social, econômico, nas relações sociais e interpessoais, mas principalmente nas relações emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio das entrevistas e do contato com os pacientes foi possível perceber que o cotidiano desse tratamento é complexo e envolve questões que vão além daquilo que a equipe multiprofissional pode prever. Os pacientes demonstram aceitar a doença e o tratamento, porém não se limitam ao lugar de aquiescência, questionam, são resilientes e desejam sua melhora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseada nas entrevistas analisadas pode-se afirmar que as dificuldades são especialmente relacionadas ao fato de ser necessário acordar muito cedo para deslocar- se até o município em que é realizado o tratamento. Além disso, a viagem é cansativa e acentua as dores sentidas pelos pacientes. As tarefas mais simples do cotidiano do lar quanto as mais complexas como dirigir ou trabalhar foram mencionadas como as que não conseguem mais realizar e, por isso, dependem de familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os entrevistados em sua maioria do sexo masculino, resultado que trouxe uma reflexão da importância que os serviços de saúde e seus agentes tem em realizar campanhas para incentivar esse público a buscar a prevenção e atendimento nos serviços de saúde a fim de evitar doenças como a DRC e outras patologias crônicas como a hipertensão arterial sistêmica e a diabetes, também mencionadas pelos entrevistados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se mencionar também que os aspectos psicológicos são importante mecanismo para o enfrentamento da doença. Esses, quando bem trabalhados, auxiliam na qualidade de vida durante o tratamento. Os pacientes entrevistados demonstraram resiliência e afirmam que o atendimento psicológico contribuiu para o fato de se sentirem confiantes, mesmo quando as relações interpessoais não são vivenciadas em sua plenitude. Boa parte recebe ajuda do TFD para o transporte e sentem-se acolhidos pelo serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As questões advindas das dificuldades enfrentadas pelo paciente em tratamento hemodialítico fora do seu domicílio não se esgotam e o presente trabalho tem potencial para se desdobrar em outros de igual relevância, por exemplo, se há diferença na percepção do paciente do próprio município em relação ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITOS DA CARGA IMEDIATA NA REABILITAÇÃO COM IMPLANTES: UMA REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeitos-da-carga-imediata-na-reabilitacao-com-implantes-uma-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 03:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202411120006 David Victor Silva SombraJheyzykelly Sinimbú De SouzaRayele Leite Da CostaOrientador(a): Alenildo Pereira Da SilvaCo-orientador(a): Tiago Silva Da Fonseca RESUMO A reabilitação com implantes dentários é uma abordagem eficaz para a reposição de dentes perdidos, mas seu sucesso depende da osseointegração. Tradicionalmente, utilizava-se o protocolo de carga tardia, porém, com os avanços nas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202411120006</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">David Victor Silva Sombra<br>Jheyzykelly Sinimbú De Souza<br>Rayele Leite Da Costa<br>Orientador(a): Alenildo Pereira Da Silva<br>Co-orientador(a): Tiago Silva Da Fonseca</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabilitação com implantes dentários é uma abordagem eficaz para a reposição de dentes perdidos, mas seu sucesso depende da osseointegração. Tradicionalmente, utilizava-se o protocolo de carga tardia, porém, com os avanços nas técnicas e materiais, a carga imediata foi implementada, oferecendo benefícios adicionais. Entretanto, a aplicação precoce da carga pode comprometer o processo de osseointegração. O objetivo deste trabalho é buscar e revisar a literatura atual sobre os efeitos da carga imediata em implantes, abordando os benefícios e principais fatores que influenciam o sucesso dessa abordagem. Foi realizada uma revisão narrativa, através das bases de dados PubMED, Google Acadêmico e Science Direct, utilizados os seguintes descritores: “carga imediata”, “implantes dentários”, “osseointegração”, e “reabilitação oral”. Os critérios de inclusão abrangeram artigos completos, como revisões, estudos clínicos, dissertações e teses dos últimos cinco anos, em inglês, português e espanhol, sobre os efeitos da carga imediata na reabilitação oral. A pesquisa inicial encontrou 832 artigos sobre carga imediata em implantes dentários e osseointegração, dos quais, 14 estudos foram selecionados para esta revisão de literatura. Conclui-se que o sucesso da instalação de implantes seguido de carga imediata depende da avaliação rigorosa da estabilidade primária do implante, das condições sistêmicas do paciente e do planejamento cirúrgico. Quando bem aplicada, a carga imediata pode reduzir o tempo de tratamento e proporcionar benefícios funcionais e psicológicos. Em síntese, é uma abordagem eficiente que gera resultados mais rápidos, mas exige um planejamento detalhado e execução adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palavras-chave: Carga imediata; Implantes dentários; Osseointegração; Reabilitação oral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabilitação com implantes dentários tornou-se uma abordagem adotada para a reposição de dentes perdidos, proporcionando uma alternativa fixa e duradoura em comparação às próteses convencionais. Essa abordagem permite a restauração da função mastigatória, estética e fonética de maneira eficaz. No entanto, o sucesso da reabilitação com implantes está diretamente relacionado à capacidade de promover uma união estável entre o implante e o osso circundante, por meio do processo de osseointegração, que é fundamental para a longevidade e estabilidade dos implantes (SILVA E MARCHON, 2023; ARAÚJO et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A osseointegração é caracterizada pela formação de uma conexão estrutural e funcional direta entre o osso e a superfície do implante, sem a interposição de tecido fibroso. Tradicionalmente, o protocolo de reabilitação com implantes envolvia a carga tardia, em que o implante permanecia sem receber carga durante o período de cicatrização óssea. Esse tempo era considerado necessário para permitir a formação de uma interface óssea estável e madura antes da instalação da prótese definitiva (SILVA, CARVALHO E JUNIOR, 2023; LACORT et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, apesar da taxa de sucesso, a carga tardia apresenta a desvantagem de um longo tempo de espera. Assim, devido à demanda por tratamentos mais rápidos e aos avanços nas técnicas de reabilitação oral, houve a implementação do protocolo de carga imediata. Esta abordagem consiste em aplicar forças mastigatórias sobre o implante logo após sua inserção, sem o período de espera necessário para a cicatrização óssea completa, o que aumenta a aceitação por parte dos pacientes (SILVA E MARCHON, 2023; LACERDA et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a aplicação precoce da carga pode comprometer o processo de osseointegração, especialmente quando a estabilidade primária do implante não é alcançada. A sobrecarga mecânica antecipada pode interferir na formação adequada do tecido ósseo ao redor do implante, comprometendo tanto a estabilidade primária quanto a secundária, o que aumenta o risco de falha do implante (CUNHA E DIAS, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, este trabalho buscou revisar a literatura atual sobre os efeitos da carga imediata em implantes, abordando os benefícios e principais fatores que influenciam o sucesso dessa abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho trata-se de uma revisão narrativa, onde foi realizado uma busca de dados nas plataformas PubMED, Google Acadêmico e Science Direct. Foram utilizados os seguintes descritores, combinados por meio de operadores booleanos: “carga imediata”, “implantes dentários”, “osseointegração”, e “reabilitação oral”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram artigos completos, como revisões de literatura, estudos clínicos, dissertações e teses, disponíveis na íntegra, publicados nos últimos 05 anos, em inglês, português e espanhol, que abordavam a temática dos efeitos da carga imediata sobre a osseointegração. Foram excluídos trabalhos que se apresentavam apenas como resumos, relatos de casos e que não estavam diretamente relacionados ao tema proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa inicial nas bases de dados resultou em 832 artigos sobre a relação entre carga imediata em implantes dentários e osseointegração. Para reduzir os artigos foi realizada uma seleção preliminar, focada na relevância dos títulos e resumos, para identificar os estudos relacionados ao tema proposto.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1. Identificação dos artigos para revisão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="622" height="513" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-916.png" alt="" class="wp-image-173926" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-916.png 622w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-916-300x247.png 300w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, foi realizada a triagem e os trabalhos que não preenchiam os critérios estabelecidos foram desconsiderados. Por fim, após análise detalhada dos artigos restantes, 14 estudos foram selecionados e revisados na íntegra para compor a base desta revisão de literatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A carga imediata em implantes dentários representa uma inovação na reabilitação oral com benefícios consideráveis para os pacientes, especialmente quando comparada aos protocolos convencionais de carga tardia. Porém, esse protocolo exige uma avaliação rigorosa, pois o sucesso depende de diversos fatores relacionados à estabilidade primária do implante, ao planejamento cirúrgico e às condições sistêmicas do paciente (FILHO, 2022; LACORT et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estabilidade primária, que se refere à fixação inicial do implante no osso, é alcançada no momento da instalação do implante, e sua importância se torna ainda maior nos casos de carga imediata, pois é sobre ela que as forças mastigatórias iniciais são aplicadas. Uma estabilidade primária insuficiente pode gerar micro movimentos indesejados que inibem a fixação óssea, prejudicando a estabilidade secundária, uma vez que o osso circundante é reorganizado durante a cicatrização, resultando em uma osseointegração incompleta ou inadequada (CHENG et al., 2020; SILVA, CARVALHO E JUNIOR, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, a qualidade e a quantidade do osso circundante refletem no sucesso da carga imediata. A densidade óssea varia de acordo com a região da maxila e mandíbula, e, geralmente, regiões com osso mais denso, como a mandíbula anterior, são mais favoráveis à carga imediata. O osso esponjoso, por outro lado, encontrado em áreas como a maxila posterior, oferece menos resistência e requer maior cautela, pois a presença de um osso de baixa densidade pode afetar tanto a estabilidade primária quanto a osseointegração em longo prazo (CORREIA et al., 2023; HUANG, HUANG E DING, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, as superfícies dos implantes evoluíram para ajudar a osseointegração, permitindo uma ligação mais rápida e estável com o osso. Implantes com superfícies tratadas, como aquelas rugosas ou revestidas com bioativos, beneficiam a carga imediata. Essas superfícies aumentam a estabilidade secundária, que é obtida com o remodelamento ósseo durante a cicatrização, favorecendo a integração do implante e garantindo a longevidade do tratamento (CUNHA E DIAS, 2022; SILVA, CARVALHO E JUNIOR, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é a técnica cirúrgica utilizada, que deve ser minuciosamente planejada para maximizar a estabilidade inicial. Procedimentos minimamente invasivos, que preservam ao máximo a estrutura óssea e reduzem o trauma cirúrgico, podem contribuir para melhores resultados na carga imediata. A escolha do tipo de implante e do seu posicionamento também influenciam o resultado, uma vez que implantes com diâmetros e comprimentos adequados, ajustados à qualidade óssea da região, promovem maior retenção e resistência às cargas aplicadas (KITTUR et al., 2020; SILVA E MARCHON, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a carga imediata não é indicada para todos os pacientes e deve ser usada com cautela, pacientes com condições sistêmicas, como diabetes descompensada, tabagismo ou doenças ósseas, enfrentam um risco maior de complicações durante o processo de osseointegração. Essas condições impactam a cicatrização óssea, dificultando a formação de osso ao redor do implante. Dessa forma, a indicação de carga imediata deve considerar a necessidade de um suporte ósseo adequado para garantir a estabilidade do implante e avaliação da saúde do paciente (MARTINS, PEDRAÇA E FILHO, 2020; LACERDA et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os benefícios da carga imediata, quando realizada com sucesso, reduzem o tempo total de tratamento, melhorando a estética e função de forma mais rápida, o que gera maior satisfação para o paciente. Sendo vantajosa não só do ponto de vista funcional, mas também psicológico, proporcionando ao paciente uma recuperação mais confortável e menos desgastante (RODRIGUES, COSTA E DIETRICH, 2021; JÚNIOR E PAIM, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a carga imediata em implantes dentários representa uma abordagem eficiente com resultados mais rápidos. No entanto, exige um planejamento detalhado e uma execução adequada. A consideração dos fatores envolvidos, como estabilidade inicial, densidade óssea, tipo de superfície do implante e técnica cirúrgica, é essencial para o sucesso da osseointegração e a longevidade do implante. Quando esses aspectos são devidamente manejados, a carga imediata pode oferecer resultados duradouros e altamente satisfatórios para o paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRADECIMENTOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agradecemos a Deus, que nos proporcionou saúde e força para concluir esta longa jornada. Expressamos nossa gratidão ao nosso orientador, Alenildo Pereira da Silva, e ao co-orientador, Tiago Silva da Fonseca, por todos os conselhos, ajuda e paciência com a qual guiaram o nosso aprendizado. Agradecemos também aos nossos familiares e amigos, cujo apoio e incentivo constante, nos motivou a perseverar mesmo nas dificuldades. Este trabalho não seria possível sem a colaboração de todos que estiveram ao nosso lado, contribuindo para o nosso crescimento acadêmico e pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CHENG, Qian et al. Clinical Outcomes Following Immediate Loading of Single-Tooth Implants in the Esthetic Zone: A Systematic Review and Meta-Analysis. <strong>International Journal of Oral &amp; Maxillofacial Implants</strong>, v. 35, n. 1, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORREIA, Bianca Vitória et al. Implantes com uso de carga imediata: uma revisão de literatura. <strong>Facit Business and Technology Journal</strong>, v. 1, n. 42, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA, João Victor; DIAS, Karina. Carga imediata em implantes unitários: revisão de literatura. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 11, n. 16, p. e295111638448-e295111638448, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Patrick; CARVALHO, Thiago; JÚNIOR, Helvécio. Princípios de osseointegração em implantodontia: Uma revisão narrativa. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 12, n. 13, p. e41121344216-e41121344216, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Thais; MARCHON, Renata. REABILITAÇÃO ORAL COM IMPLANTES DE CARGA IMEDIATA EM REGIÃO ESTÉTICA. <strong>Cadernos de Odontologia do UNIFESO</strong>, v. 5, n. 2, p. 212-221, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, Waléria et al. CARGA IMEDIATA EM IMPLANTES DENTÁRIOS: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS CLÍNICOS E BIOLÓGICOS A CURTO E A  LONGO PRAZO. <strong>Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences</strong>, v. 6, n. 7, p. 842-853, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FILHO, José. <strong>Implantes carga imediata versus carga tardia: uma revisão de literatura</strong>. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade Nova Esperança de Mossoró, Rio Grande do Norte, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HUANG, Yu-Che; HUANG, Yen-Chang; DING, Shinn-Jyh. Primary stability of implant placement and loading related to dental implant materials and designs: A literature review. <strong>Journal of Dental Sciences</strong>, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JÚNIOR, José; PAIM, Rennan. Aspectos Relevantes sobre aplicabilidade de carga imediata em implantodontia. <strong>Facit Business and Technology Journal</strong>, v. 2, n. 39, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KITTUR, Nidhi et al. Dental implant stability and its measurements to improve osseointegration at the bone-implant interface: A review. <strong>Materials today: proceedings</strong>, v. 43, p. 1064-1070, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LACERDA, Jamille et al. CARGA IMEDIATA SOBRE IMPLANTES EM ÁREA ESTÉTICA: REVISÃO DE LITERATURA. <strong>Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences</strong>, v. 5, n. 4, p. 03-26, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LACORT,   Sara    et   al.    PROTOCOLO,    CARGA   IMEDIATA VS TARDIA: VANTAGENS E DESVANTAGENS. <strong>Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences</strong>, v. 5, n. 5, p. 6634-6645, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Izabelli; PEDRAÇA, Vitória Kathariny; FILHO, Mário Jorge. Reabilitação oral com implante imediato: revisão de literatura. <strong>Brazilian Journal of Development</strong>, v. 6, n. 12, p. 95785-95794, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Marina; COSTA, Marcelo; DIETRICH, Lia. Implantes unitários com carga imediata: possibilidade de reabilitação oral e estética–uma revisão de literatura. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 10, n. 11, p. e237101119546-e237101119546, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
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			</item>
		<item>
		<title>O PAPEL DO GESTOR NAS ORGANIZAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-papel-do-gestor-nas-organizacoes-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Nov 2024 06:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=172905</guid>

					<description><![CDATA[THE ROLE OF THE MANAGER IN ORGANIZATIONS: LITERATURE REVIEW REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202411090341 Jhonatan Hoffmann Zanelato1,Rafael Telch Flores2 RESUMO Apresenta-se, como tema, o papel do gestor na atualidade, devido às mudanças da cultura organizacional que exige uma capacidade maior: liderança, motivação, espiritualidade, domínio das relações interpessoais entre ele e seus colaboradores, ademais da condução dos recursos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">THE ROLE OF THE MANAGER IN ORGANIZATIONS: LITERATURE REVIEW</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202411090341</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Jhonatan Hoffmann Zanelato<sup>1</sup>,<br>Rafael Telch Flores<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>R</strong>ESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Apresenta-se, como tema, o papel do gestor na atualidade, devido às mudanças da cultura organizacional que exige uma capacidade maior: liderança, motivação, espiritualidade, domínio das relações interpessoais entre ele e seus colaboradores, ademais da condução dos recursos administrativos, financeiros e humanos, na luta constante de promover maior produtividade e benefícios para a empresa e funcionários. Objetivou-se demonstrar a importância do papel de um gestor para que uma organização seja eficiente e se mantenha competitiva no mercado global. A partir de uma revisão de literatura atualizada, buscou-se levantar dados importantes sobre a gestão empresarial e o papel do gestor eficiente. Empregou-se o método dedutivo com abordagem qualitativa e técnica de pesquisa exploratória documental. A seleção da amostra baseou-se em 15 artigos pertinentes ao objeto de estudo para, posteriormente, realizar uma análise destes dados e elaborar o referencial teórico. A pesquisa corroborou que um gestor eficiente deve ter domínio de liderança, capacidade de motivar sua equipe, capacidade de motivação, entre outros atributos. Espera-se que este trabalho, com dados atualizados, sirva como base de consulta para acadêmicos e profissionais da área de Administração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Gestão empresarial. Funções. Atributos. Cultura organizacional.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The theme of this study is the role of the manager today, due to changes in organizational culture that require greater capacity: leadership, motivation, spirituality, mastery of interpersonal relationships between the manager and his/her employees, in addition to the management of administrative, financial and human resources, in the constant struggle to promote greater productivity and benefits for the company and employees. The objective was to demonstrate the importance of the role of a manager for an organization to be efficient and remain competitive in the global market. Based on a review of updated literature, we sought to gather important data on business management and the role of the efficient manager. The deductive method with a qualitative approach and exploratory documentary research technique were used. The sample selection was based on 15 articles relevant to the object of study, to subsequently perform an analysis of these data and develop the theoretical framework. The research corroborated that an efficient manager must have leadership mastery, the ability to motivate his/her team, the ability to motivate, among other attributes. It is hoped that this work, with updated data, will serve as a reference for academics and professionals in the area of ​​Administration.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Business management. Functions. Attributes. Organizational culture.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gestor, nas palavras de Chiavenato (2004), é o componente humano de toda organização com sua cultura organizacional e capacidade de liderança, cujo papel precípuo é planejar, organizar, dirigir e controlar, para que a organização tenha resultados positivos e se destaque no mercado atual. Portanto, um gestor eficiente deve dominar as interrelações humanas, convertendo-se em um líder dentro do ambiente de trabalho, acorde às mudanças atuais devido à globalização do mercado mundial e ao avanço das tecnologias que mudaram o paradigma das relações sociais e laborais (Milkovich &amp; Boudreau, 2000; PAVÃO &amp; MARINO, 2014; SILVA, 2021; campilho &amp; medeiros, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A função de todo gestor é desempenhar-se em três campos, segundo Antonello <em>et al</em>. (2017) e Santos <em>et al</em>. (2023), sendo eles: recursos humanos, planejamento de estratégias empresariais e tomada e decisões, com o objetivo de alcançar eficiência e bom desempenho organizacional. O tema apresentado reveste-se, portanto, de importância dentro do campo da Administração, uma vez que é preciso formar futuros gestores capazes de administrar eficientemente uma organização e seus recursos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destarte, que tipo de abordagem e recursos deve adotar um gestor para obter o sucesso da empresa e o apoio de seus colaboradores? De fato, toda organização atual precisa de gestores líderes motivacionais, capazes de demonstrar a sua equipe, confiança e integridade de caráter, ademais do comprometimento com as metas da empresa e sua cultura organizacional (SANTOS <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal analisa as principais contribuições teóricas e práticas sobre a importância do papel atual de um gestor para que uma organização seja eficiente e, no caso de uma empresa, possibilite a manutenção dela no mercado global. Neste trabalho, a definição constitutiva empregou os termos “gestor”, “liderança”, “motivação” e “ambiente organizacional” para referir-se ao conceito amplo de gestão empresarial e/ou organizacional, na atualidade. Por sua vez, a definição operacional estudou os seguintes tópicos: liderança e motivação dentro de uma empresa e a gestão de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia é uma revisão de literatura baseada em artigos científicos, livros on-line, teses e dissertações disponíveis em bases de dados acadêmicas como <em>Google Scholar</em>, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), periódicos da <em>Scientific Electronic Library Online</em> (SciELO), <em>Web of Science</em>, e a Revista de Administração de Empresas (RAE), Selecionaram-se, como amostra, 17 trabalhos publicados nos últimos 10 anos (2013 – 2023), com o objetivo de garantir a relevância e atualidade das informações. Espera-se que este trabalho sirva para incentivar novos estudos investigativos sobre o tema e os entraves que enfrenta cotidianamente um gestor neste momento histórico dominado pela globalização, as tecnologias e a competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 REVISÃO DA LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referencial teórico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentam-se trabalhos escolhidos de autores que discorrem sobre o conceito de gestor e sua função dentro de uma organização na atualidade, destacando a importância deste profissional na maximização da produtividade no ambiente de trabalho; sua capacidade de liderança e motivação dos colaboradores visando a permanência da empresa no mercado atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.1 CONCEITO DE GESTOR</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gestor, segundo Chiavenato (2004), é a pessoa que, dentro de uma organização, tem a função de obter a colaboração dos funcionários para alcançar os objetivos organizacionais e individuais. Para Araújo e Garcia (2009), um gestor é a pessoa que planeja, organiza, dirige e lidera a outras pessoas. A definição do termo parece ter mudado desde Chiavenato até Oliveira (2016), pois este último autor sustenta que, na atualidade, o papel do gestor é dar valor às pessoas, atuando como líder dinâmico capaz de criar fluxos mais lucrativos para as organizações do mundo empresarial de hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, percebe-se uma mudança de paradigma do gestor, de planejador para líder, &nbsp;talvez associada às mudanças constantes provocadas por diversos fatores (socioeconômicos, ambientais, culturais) e fenômenos (globalização e tecnologias) que, nas palavras de Fernandes (2014), desafiam às empresas, exigindo a modificação da gestão. Na segunda década do século XXI, alguns autores definiriam ao gestor empresarial como um executivo cujas funções principais são as de planejar, organizar, coordenar e controlar ações dentro de uma organização. Quatro ações que funcionam como “uma espécie de guia” para qualquer gestor (BRITO, 2017; Pizette &amp; Birck, 2019; CAMPILHO &amp; MEDEIROS, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais das quatro funções supracitadas, para ser um ótimo gestor é preciso ter liderança, zelando pela melhoria nas condições de cada atividade, conhecendo as competências que podem ser desenvolvidas pelos colaboradores e os fatores motivacionais necessários para que a empresa funcione adequadamente e dê lucros (ANTONELLO <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.2 O GESTOR NO AMBIENTE DE TRABALHO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores como Gusmão (2011), Milkovich &amp; Boudreau (2013), Oliveira (2016), entre outros, destacam que o papel do gestor &#8211; no atual mundo corporativo &#8211; é de liderar às pessoas, sabendo usar as relações interpessoais, independentemente da estrutura organizacional da empresa. No Brasil, o papel do gestor público, por exemplo, está referido no art. 37 da Constituição Federal de 1988, estabelecendo o comportamento dos gestores em conformidade com os princípios da administração pública, sendo eles: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (Gusmão, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forma como um gestor lida cotidianamente com os aspectos relacionados à liderança, dentro de uma empresa, deve apresentar uma maneira mais humanista, a diferença do formato de gestor empregado em tempos passados. Destarte, a globalização acirrou a competitividade entre as organizações e assim, o papel preponderante de todo gestor é a liderança, mantendo os colaboradores estimulados e focados nas metas propostas pela organização (Oliveira, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Pimentel (2016), o gestor eficiente é aquele com talento de dominar a gestão dos colaboradores, adequando-os às funções ou trabalhos de acordo com os objetivos estratégicos da organização ou empresa. Desta forma, o ato de gerir abrange muitas responsabilidades e não é qualquer pessoa que possui perfil para ser gestor, principalmente se não tem controle da liderança que, segundo Gusmão (2011), está relacionada com os princípios constitucionais antes mencionados, principalmente com o princípio da eficiência, planejando suas ações com neutralidade, humanidade, visando o bem-comum de todos os envolvidos no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acerca do ambiente de trabalho, Maximiniano (2011), afirma que ele pode afetar as relações de interdependência, as fontes de recursos, os destinatários de serviços e produtos e as regras impostas pelo gestor. Na atualidade, o ambiente laboral deve atender às necessidades de seus trabalhadores, oferecendo-lhes um espaço dinâmico, otimizado e eficiente, onde as relações interpessoais influenciam no comportamento das pessoas que ali trabalham. Por isso, a importância de um gestor com capacidade de liderança (OLIVEIRA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma argumentam Pizette e Birck (2019), afirmando que o ambiente de trabalho é lugar para que o gestor exerça a liderança sobre as atividades individuais e grupais, a fim de atingir o resultado esperado. Moura-Paula <em>et al</em>. (2020), discorrem acerca das relações que se estabelecem no ambiente de trabalho nas organizações atuais, explicando que as mesmas se constituem pela implantação das técnicas de gestão organizacional, incorporando a singularidade, a particularidade e a universalidade de conceitos, crenças e formas de administração e liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.3 A Liderança: uma das Ferramentas do Gestor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto importante no papel de todo gestor é a liderança, mediante a qual pode-se evitar que as experiências individuais sejam aplicadas no ambiente de trabalho, porque muitas vezes, elas podem ser prejudiciais para a empresa. É necessário, portanto, que a liderança exercida pelo gestor possibilite alicerçar parâmetros importantes para desenvolver eficazmente os recursos humanos de uma empresa (Borges &amp; Mendes, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ribeiro &amp; Silveira (2013), o líder deve possuir aptidão para trabalhar eficientemente com pessoas, manter um bom relacionamento com colaboradores, fornecedores e clientes, ademais de estar permanentemente engajado com o bem estar de sua equipe, para assim atingir os objetivos e metas propostos para a empresa. O conceito de liderança, portanto, representa um novo paradigma da Administração moderna, associado a outro conceito: a “espiritualidade”, constituída por 5 práticas que a tornam mais eficaz e permitem alcançar resultados positivos para uma organização: ter mente “aberta” (menos subjetiva e mais flexível); valorizar a equipe; recriar o espirito; inovar o trabalho ou atividade da equipe e fazer empreendimento para o futuro (Antonello <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Liderar não é tarefa fácil. Para Pizette &amp; Birck (2019), precisa-se de criatividade, astucia e conhecimento, qualidades que, quando aplicadas de maneira eficiente, ajudarão ao gestor a obter resultados positivos para sua empresa. Nas palavras de Ribeiro &amp; Silveira (2013), um bom líder precisa desenvolver uma gestão transdisciplinar, abrangendo outras áreas do conhecimento como a Psicologia, a Sociologia, o Direito e as Relações Públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente assim conseguirá vencer os obstáculos que se lhe apresentam como, por exemplo, as mudanças rápidas das tecnologias digitais, a gestão de pessoas e as continuas transformações do mercado consumidor. Em relação a um destas mudanças, Santos &amp; Cruz (2019), afirmam que, na atualidade, a gestão de pessoas apresenta uma ruptura de paradigmas nos diferentes contextos profissionais devido, principalmente, à ascensão exponencial da inteligência artificial (IA) e das novas tecnologias digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, nas organizações, públicas ou privadas, a liderança é uma peça-chave porque mediante ela, o gestor poderá chefiar e conduzir seus colaboradores para enfrentar crises e mudanças que sempre acontecer dentro e fora de uma organização (LIMA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.4 A GESTÃO DE PESSOAS</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de pessoas é uma função principal do gestor, tida como o motor de toda organização. Para Pizzete e Birck (2019), esta função pode ser determinada pela forma como uma empresa gerencia e orienta o comportamento de seus colaboradores no desempenho de suas funções. Assim, é importante que a empresa, através de seu(s) gestor(es), defina os princípios, estratégias, políticas e processos da gestão, implementando orientações e diretrizes para que o(s) gestor(es) utilizem a relação interpessoal com seus colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2009), destaca a importância de compreender que as pessoas – definidas como colaboradores dentro de uma empresa &#8211; são diferentes entre si, pois cada uma delas possui sua “cultura”, entendida como as habilidades e competências individuais. Por isso, faz parte da gestão a compreensão dessas várias culturas, entendendo que as pessoas são elementos vivos, capazes de serem motivados e liderados, para que uma empresa tenha sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Lima (2019), a gestão de pessoas precisa ser eficiente, evitando ou restringindo as crises que acontecem entre seus colaboradores, dentro da empresa, liderando da melhor maneira para que o grupo que lidera se mantenha coeso e atinja os resultados planejados para a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo modelo da Administração, as pessoas deixam de ser consideradas apenas como “seres humanos” e passam a ser valorizadas como “importante recurso” de grande utilidade para as organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer maneira, embora o paradigma tenha mudado de forma, as pessoas, dentro e fora da cultura organizacional, são vistas pelas empresas como possíveis recursos que podem, de uma ou outra maneira, dar-lhes lucros. Decerto, o paradigma aparenta ser mais humanístico (Chiavenato, 2009; Oliveira, 2016), mas sempre será necessária a figura do gestor como motivador-líder das pessoas (colaboradores/funcionários), para que uma organização consiga alcançar seus objetivos, maioritariamente de sucesso e lucros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pizette e Birck (2019) sustentam que a gestão de pessoas constitui a união de políticas e práticas indispensáveis para administrar aspectos relacionados com o gestor-líder, apontando os setores onde ele pode atuar, como o recrutamento e seleção de pessoas; avaliar o desempenho dos colaboradores, recompensando-os com benefícios e remuneração, além de brindar treinamento e propor mudanças. Assim, a motivação exsurge como outro dos requisitos importantes que todo gestor atual precisa incorporar em sua gestão de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.5 A MOTIVAÇÃO DENTRO DE UMA ORGANIZAÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação ou ato e efeito de motivar, é um fator fundamental no atual cenário das empresas que visam crescimento, inovação e atualização permanente. Este conceito é muito empregado atualmente pelas empresas, para que seus empregados contribuam com resultados positivos no atingimento das metas propostas (Oliveira, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Teoria dos Dois Fatores sustenta que a motivação não depende de incentivar aos funcionários e sim, do trabalho propriamente dito, dividindo a motivação dentro de uma empresa em duas categorias: <strong>fatores extrínsecos</strong> (condições de trabalho, salários, entre outros aspectos) e <strong>fatores de motivação ou intrínsecos</strong>, associados a sentimentos positivos e relacionados com o “conteúdo do cargo” (realização pessoal, reconhecimento, responsabilidades). Ressalta-se que os fatores extrínsecos podem provocar, nos funcionários, a insatisfação, pois estão relacionados com o contexto do “cargo” (Borlot &amp; Marques, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Oliveira &amp; Passos (2013), a motivação é a busca pela satisfação de necessidades pessoais e, dentro de uma organização, ela converte-se na “estratégia” do gestor para alcançar os objetivos institucionais e a obtenção de resultados positivos. Lima (2019), afirma que o líder inspirador precisa trabalhar 5 forças: planejar tarefas e metas unidas a uma causa comum; formar outros líderes e não apenas seguidores; liderar em todos os campos; fazer mais do que o planejado, surpreendendo com resultados; inspirar pelos valores e não apenas pelo carisma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta maneira, pode-se dizer que com base em Oliveira &amp; Passos (2013) e De Brito (2017), a motivação depende da excelência comunicativa do gestor e sua capacidade de liderança com seus colaboradores, pois a motivação é o principal elemento influenciador da produtividade e do lucro de toda empresa. Em resumo, a motivação é uma das principais estratégias de todo líder que possibilita atingir os objetivos da organização na qual ele faz parte, conseguindo que sua equipe esteja melhor preparada para enfrentar as continuas mudanças no mundo dos negócios, cada vez mais globalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.6 O AMBIENTE DE TRABALHO</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente de trabalho, o gestor deve dar primazia à motivação de sua equipe, levando em consideração as diferenças particulares deles, valorizando o acionar de cada uma dela dentro do ambiente organizacional. A capacidade de liderança do gestor repousa na responsabilidade dele pela integração e convergência entre os objetivos da empresa e aqueles dos colaboradores (Oliveira, 2016). Lima (2019), sustenta que o gestor, dentro do ambiente de trabalho, deve agir equilibradamente entre a resolução de conflitos e os problemas da gestão de sua equipe para não perder o controle do grupo de dos objetivos da empresa. Decerto, um ambiente de trabalho ideal é aquele onde o líder exerce continuamente a motivação, possibilitando que seus colaboradores desenvolvam algumas ações positivas que beneficiem a organização (Reichembach &amp; Araújo, 2019; PIZETTE &amp; BIRCK, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moura-Paula <em>et al</em>. (2020), discorrem acerca das relações que se estabelecem no ambiente de trabalho nas organizações atuais, explicando que as mesmas se constituem pela implantação das técnicas de gestão organizacional, incorporando a singularidade, a particularidade e a universalidade de conceitos, crenças e formas de administração e liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Correia Neto (2023), apresentou a problemática das relações interpessoais entre os gestores e seus colaboradores, demonstrando que o ambiente de trabalho é, acima de tudo, o palco de conflitos, exigindo do gestor, o desenvolvimento de estratégias a fim de conciliar os interesses individuais com os da organização à qual eles pertencem, seja ela privada ou pública. Assim, a gestão no ambiente de trabalho é um desafio para todo gestor de pessoas, precisando administrar os conflitos entre seus colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pré-seleção de trabalhos (artigos, TCC, dissertação e tese) se realizou mediante leitura do título, resumo e conclusões. Posteriormente, seguiu-se estas etapas metodológicas: coleta de dados; análise interpretativa dos dados obtidos; elaboração de um quadro sinóptico (amostra) com os autores escolhidos. O critério de exclusão foi aplicado a artigos que não eram condizentes com o tema e objeto de estudo deste trabalho, bem como resumos de Seminários, Congressos e artigos não originais ou cuja consulta devia ser paga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os 5 descritores usados, relacionados com o tema e objeto de estudo foram: “gestão de pessoas”; “gestão empresarial”; “o gestor e a motivação”; “liderança empresarial”; “espiritualidade no trabalho”. Empregou-se estes descritores nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa. O seguinte Fluxograma (Figura 1) apresenta o resultado da pesquisa exploratória bibliográfico-documental realizada nos sites supracitados, com os artigos encontrados (excluídos, incluídos na pré-seleção e os escolhidos como amostra, sendo eles um total de 17 trabalhos).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; Fluxograma de artigos pré-selecionados, excluídos e incluídos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="607" height="350" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-666.png" alt="" class="wp-image-172906" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-666.png 607w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-666-300x173.png 300w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: arquivo pessoal, 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usando o critério de elegibilidade, realizou-se uma segunda pré-seleção consistente na leitura completa de cada artigo, escolhendo-se assim um total de 35, excluindo os restantes por não se relacionar totalmente com o objeto de estudo deste trabalho. Assim, escolheu como amostra, um total de 17 artigos, publicados entre 2013 e 2023.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção de autores direcionou-se àqueles que discorrem sobre o papel do gestor nas organizações atuais, destacando estudos que aportem maiores informações sobre o tema mencionado e abordem aspectos relacionados ao gestor como: liderança e tomada de decisão do gestor, cultura organizacional atual, motivação da equipe. Para concretizar o desenvolvimento do trabalho, adotou-se a revisão de literatura de cunho qualitativo por ser uma estratégia que sumariza resultados de um conjunto de trabalhos sobre o mesmo tema, estabelecendo explicações mais abrangentes através da síntese e análise das amostras escolhidas, publicadas entre 2013 e 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.1  ANÁLISE DA LITERATURA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste tempo globalizado, as empresas que pretendam ficar dentro do competitivo mercado global precisarão de gestores que saibam redesenhar uma nova estratégia organizacional eficiente, repensando a forma de interrelacionar-se com as pessoas, mudando velhos hábitos laborais e adquirindo novas competências como, por exemplo, o domínio das novas tecnológicas da informação (TI’s) necessárias para as empresas, ajudando-as a melhorar seu desempenho (Fernandes, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante exigido a todo gestor atual, é seu papel ativo na tomada de decisões que beneficiem à empresa ou instituição para a qual trabalha; assim como liderar e motivar sua equipe assumindo a função de líder, influenciando-a com suas ações para cumprir com as metas comuns ou compartilhadas (GUSMÃO, 2011; SOUZA, 2013; MARTINS <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decerto, a função do gestor contemporâneo é diferente daquela que as organizações exigiam no século XX, pois, como afirmam Abreu e Alcântara (2014), os gestores têm uma função importante na atualidade: a capacidade de gestão dos Recursos Humanos, aplicando os princípios e práticas da gestão de pessoas nessa área de toda empresa, promovendo assim a capacidade de liderança e domínio das relações interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas palavras de Martins <em>et al</em>. (2017), um gestor precisa conhecer a sua equipe, percebendo as necessidades de cada um de seus integrantes para evitar surgimento de conflitos no ambiente de trabalho e, para isso, deve ter a capacidade de liderança, pois um líder que está à frente de uma equipe deve conhecer a cada uma das pessoas que a compõem, para manter um clima organizacional equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema da liderança é muito abordado dentro do campo de estudos de Administração, neste início do século XXI e isso é resultado da percepção de que a capacidade de um gestor em liderar outras pessoas pode influenciar positiva ou negativamente nas empresas, dependendo como as organizações manejam com o assunto. Nas palavras de Pereira (2014), a ausência de liderança ou um mau emprego dela, pode levar ao insucesso empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns autores como Sampaio neto (2011) e Abud Junior e Gonçalves (2022), entre outros, definem a liderança como uma “ferramenta” (conceito metafórico) útil dentro de determinados ambientes como o educacional para obter uma gestão eficaz. Essa forma de conceituar a liderança baseia-se na “Teoria da Liderança Situacional” proposta por Hersey &amp; Blanchard (2007), a qual aborda a maturidades para o trabalho e o emprego da psicologia como elementos influenciadores do desempenho dos funcionários. Desta maneira, a liderança converte-se na ferramenta onde estão esses elementos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Borlot &amp; Marques (2012), a liderança serve como motivadora para manutenção das equipes, visando o cumprimento de metas e objetivos organizacionais, ademais de influenciar comportamentos dos liderados, para que cada um deles consiga conquistas pessoais e alcance o bem-estar dentro da organização/instituição. Por sua parte, Rego &amp; Cunha (2011), a liderança na atualidade, está inter-relacionada com uma característica importante que todo gestor de “nível 5” precisa: a humildade pessoal junto à força de vontade profissional. Percebe-se assim que o novo conceito de liderança na gestão de pessoas implica em lideres modestos, humildes, tenazes e determinados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroborando com Pereira (2014), Lima (2019), sustenta que um gestor, na atualidade, precisa ter uma qualidade muito valorizada pelas organizações: capacidade de liderança, uma qualidade que adquiriu papel fundamental nas organizações atuais, públicas ou privadas, dotando ao gestor o papel de chefe, capaz de conduzir sua equipe em momentos de mudanças ou crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, Pizzete e Birck (2019), afirmam que com a globalização e o avanço da competitividade entre as organizações, a mudança mais profunda nas empresas está relacionada com a exigência de maiores conhecimentos e habilidades de seus colaboradores e a função de líder, também conhecido como “gestor de pessoas”. Junto com a liderança, está a capacidade do gestor em motivar sua equipe. A motivação ajuda ao gestor a concentrar esforços para atingir determinada meta, unindo persistência, intensidade e direção. O resultado é a reação do sujeito ator a determinada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Borlot &amp; Marques (2012), se uma pessoa se sentir satisfeita a partir de uma motivação eficaz, seu sistema funcional (corpo-mente) não sentirá frustração. De forma similar ao sustentado por estes autores, Chiavenato (2014), afirma que todo ciclo motivacional se inicia com uma necessidade que “tensionará” uma pessoa, alterando sua psique e exigindo uma reação diante do imprevisto ou acontecimento (agradável ou desagradável).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação é, pois, mais uma “ferramenta” imprescindível de todo gestor contemporâneo. Segundo Oliveira &amp; Passos (2013), um gestor competente deve ser motivador de seus colaboradores. Essa motivação é similar para todos: plano de carreira, dinheiro, ambiente favorável, entre outros fatores. Para Chiavenato (2014), o termo motivação representa o comportamento causado por necessidades do indivíduo, direcionado aos objetivos que satisfaçam essas necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, liderança e motivação são qualidades inerentes a todo gestor eficiente, tido como líder que direciona as ações, confia no potencial de sua equipe e empregue continuamente a iniciativa, capacidade de ouvir e dialogar e mantenha as relações interpessoais de maneira positiva. Nas palavras de Santos (2023), as empresas atuais, para sobreviver no mercado global, precisam motivar seus colaboradores criando um clima organizacional eficiente, alinhado com os objetivos estratégicos da empresa. Isso, é função de todo gestor.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Neste trabalho abordaram-se três tópicos importantes relacionados com o papel do gestor na atualidade: liderança, motivação e gestão de pessoas no ambiente de trabalho. Da pesquisa de literatura realizada e possível deduzir que o papel do gestor atual, discutido e destacado nas últimas duas décadas está inter-relacionado com a globalização dos negócios, a evolução tecnológica e a reestruturação das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores incidiram na revalorização das pessoas, consideradas como colaboradores dentro de uma organização ou empresa, fazendo mudar a concepção de como um gestor, para ser eficiente em sua função, deve gerenciar a sua equipe. A resposta simplificada é que ele precisa, dentro do ambiente de trabalho, manter a sua equipe motivada. Isso requer de todo gestor, capacidade de liderança e motivação. A temática apresentada é relevante porque aborda os estudos organizacionais mais atuais que destacam a importância dos conceitos supracitados para o êxito empresarial, uma vez que, conforme autores consultados, a maioria dos problemas de interrelação social a nível organizacional podem ser resolvidos pela motivação liderada por uma pessoa: o gestor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o papel do gestor será eficaz quando em sua gestão organizacional consiga demonstrar capacidade de liderança, conceito basilar de toda atual empresa, uma vez que quem domina essa capacidade, poderá conduzir os sujeitos tidos como colaboradores, motivando-os eficazmente. Destaca-se que o termo “líder”, utilizado pela literatura organizacional, não é sinônimo de poder, autoridade e gestão por contraste e sim, representação da capacidade – talvez inata – que um gestor eficaz deve ter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento histórico, as organizações precisam de um novo tipo de gestão orientada a resultados e, portanto, os gestores precisam dar mais valor à cultura das pessoas, fortalecendo a capacidade de liderá-las e motivá-las de forma eficiente para benefício de si mesmos e da empresa a través de uma gestão eficaz e moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enfoque, neste trabalho, serviu para esclarecer conceitos e discorrer sobre as habilidades que todo gestor precisa ter na atualidade para que sua equipe se desenvolva e seja motivada corretamente, tanto em suas competências técnicas quanto nos aspectos comportamentais de cada indivíduo. Desta forma, as habilidades de um gestor têm relação direta com seus liderados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que esta pesquisa sirva para atingir os resultados esperados, discorrendo sobre as responsabilidades do gestor na atualidade e sua percepção acerca das funções do mesmo dentro de uma organização, ademais de [re]conhecer e apresentar as habilidades e competências do gestor moderno.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>REFERÊNCIAS</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">ABUD JUNIOR, G. &amp; GONÇALVES, R.L. Liderança Situacional: uma Ferramenta do Gestor Escolar para Consolidar a Gestão Democrática. Cap. 3. In: SOUSA, E.S.R. (Ed.). <strong>Temas de Ciências da Educação</strong>. v. 1. Belém do Pará: Home Editora, 2022. p. 38-48.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTONELLO, N.R.B. et al. A Espiritualidade no Local de Trabalho como Diferencial em Comportamentos e Atitudes de Excelência: um estudo de caso.&nbsp; In: AHRENS, R.B. (Org.). <strong>A gestão estratégica na administração</strong>, 2017. Cap. 1, p. 8-21.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, L.C.G. &amp; GARCIA, A.A. <strong>Gestão de pessoas</strong>: estratégias e integração organizacional. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BORGES, F. &amp; MENDES, J.S. Competências do Gestor e do Lider. <strong>Rev. Lusíada. Economia &amp; Empresa.</strong> Lisboa, Portugal, n. 18, p. 89-120, 2014. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/41947/1/Compet%C3%AAncias%20do%20gestor%20e%20do%20l%C3%ADder.pdf. Acesso em: 20 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BORLOT, M.N.R. &amp; MARQUES, R. O Papel da Liderança na Motivação de Equipe. <strong>Rev. Gestão Contemporânea</strong>, v. 2, n. 2, p. 69-92, 2012. Disponível em: https://estacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/gestaocontemporanea/article/view/923. Acesso em: 21 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, S.F.A. <strong>O Papel do Gestor de Formação em Contexto Empresarial</strong>. 2017. Relatório de Estágio (mestrado em Gestão de Educação e Formação). Universidade de Lisboa, Portugal, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPILHO, J.V. &amp; MEDEIROS, L.R. A Importância do Gestor para o Processo de Motivação e Desenvolvimento de seus Colaboradores. <strong>Interface Tecnológica</strong>, v. 18, n. 2, p. 677-689, 2021. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/interfacetecnologica/article/view/1263. Acesso em: 22 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, I. <strong>Gestão de pessoas</strong>: e o novo papel dos Recursos Humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______. <strong>Recurso humano</strong>: o capital humano das organizações. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 498 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORREIA NETO, Ednaldo. <strong>Mediação de Conflitos</strong>: o papel do gestor na resolução de conflitos no ambiente de trabalho. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (bacharelado em Administração). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), João Pessoa, PB, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRESWELL, J.W. <strong>Projeto de pesquisa:</strong> Métodos Qualitativo, Quantitativo e Misto. 3. ed. porto Alegre: Artmed, 2010, 296p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, V.L.Q. <strong>Caracterização do Perfil de Competências do Gestor</strong>. 2014. Dissertação (mestrado em Ciências Empresariais). Instituto Politécnico de Setúbal, Lisboa, Portugal, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, M.J.S. <strong>Compreendendo o Papel do Gestor enquanto Lider, nos Momentos de Crise, na Gestão de Pessoas</strong>. 2019. Monografia (MBA Executivo em Liderança e Gestão Organizacional). UNISUL, Palhoças, SC, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E.M. <strong>Técnicas de pesquisa</strong>. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMINIANO, A.C.A. T<strong>eoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital.</strong> 6 ed. São Paulo: Atlas, 2011. 464p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MILKOVICH, G.T. &amp; BOUDREAU, J.W. <strong>Administração de recursos humanos</strong> [e-Book]. São Paulo: Ed. Atlas, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA-PAULA, M.J.; MOREIRA, P.A.A.; FERRAZ, D.L.S. Técnicas de gestão e silenciamento organizacional: o relato de um gerente. <strong>Revista Organizações &amp; Sociedade</strong>, v. 27, n. 93, p. 216-230, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/osoc/a/dYgk47T4nbndvgdBtNZw6jh/?format=pdf&amp;lang=pt. Acesso em: 22 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, R.S. &amp; PASSOS, E.S. O Papel do Gestor na Motivação dos seus Colaboradores. <strong>Cairu em Revista</strong>, ano 02, n. 02, p. 33-41, jan., 2013. Disponível em: https://www.cairu.br/revista/arquivos/artigos/2013_1/03_PAPEL_GEST_MOT_COL_33_41.pdf. Acesso em: 21 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, R.S. <strong>O Papel do Gestor na Maximização da Produtividade no Meio Ambiente do Trabalho.</strong> 2016. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado em Administração). Centro Universitário Eurípides de Marília–UNIVEM, Marília, SP, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAVÃO, A.C. &amp; MARINO, P.A. O Papel do Gestor para a Contribuição no Desenvolvimento Profissional e Pessoal do Colaborador em Empresas do Ramo Gastronômico. <strong>Rev. INESUL</strong>, Londrina, v. 1, p. 1-12, 2014. Disponível em: https://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq-idvol_19_1346770868.pdf. Acesso em: 22 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, A.L. A liderança como um fator de diferencial competitivo. <strong>Negócios em Projeção</strong>, v. 5, n. 1, p. 65-75, jun. 2014. Disponível em: https://projecaociencia.com.br/index.php/Projecao1/article/view/360. Acesso em: 20 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIMENTEL, H. O papel da Gestão de Pessoas no Turismo. <strong>R-LEGO</strong> &#8211; Revista Lusófona de Economia e Gestão das Organizações, n. 4, p. 81-111, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIZETTE, M. &amp; BIRCK, E.S.M. Liderança e Gestão de Pessoas na Atualidade. <strong>Rev. Cient. Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento</strong>, a. 04, ed. 06, v. 02, p. 69-77, jun. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REGO, A. &amp; CUNHA, M.P. <strong>A essência da liderança</strong>: mudança, resultados, integridade. Lisboa, Portugal: Editora RH, 2003. Disponível em: https://revistas.ulusofona.pt/index.php/r-lego/article/view/5650. Acesso em: 21 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REICHEMBACH, D.R.A. &amp; ARAÚJO, N.S.A. A Importância do Gestor para Resolução de Conflitos no Setor Comercial de uma Multinacional. <strong>Administração de Empresas em Revista</strong>, Curitiba, v. 4, n. 18, p. 1-16, 2019. Disponível em: https://revista.unicuritiba.edu.br/index.php/admrevista/article/view/2384. Acesso em: 21 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, C.R. &amp; SILVEIRA, A.D. Bibliotecário: Técnico ou Gestor? In: CONTE, O.A. (Org.). <strong>Gestão de Pessoas</strong>: produções científicas. v. 1 [e-Book]. Toledo: FASUL, 2013. p. 3-6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAMPAIO MELO, C.R. <strong>Liderança como Ferramenta de Gestão Contemporânea</strong>: o Papel e Importância de um Lider na Empresa. 2011. TCC (graduação em Administração de Empresas). Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe-FANESE, Aracaju, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, E.A.P. &amp; CRUZ, M.T.S. (Orgs.). <strong>Gestão de pessoas no Século XXI</strong>: desafios e tendências para além de modismos. São Paulo: Tiki Books: PUC-SP/PIPEq, 2019. 234 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, N.M. et al. A Importância da Gestão de Pessoas para o Sucesso de uma Organização. <strong>Rev. Multidisciplinar Id on Line Psic</strong>., v..17, n. 66, p. 384-400, maio, 2023. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/3671. Acesso em 22 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, A.C.N.N. <strong>A importância do gestor de tecnologia da informação para as organizações</strong>. 2023. Trabalho de conclusão de curso (Gestão de T.I.). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Campus Floresta, 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Administração da Faculdade Educacional de Medianeira, PR. E-mail: jhonatanhoffmannz@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Administração da Faculdade Educacional de Medianeira, PR. Doutor em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (Administração de Empresas). E-mail: raffa_adm@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESTILO DE VIDA E CÂNCER DE BOCA: O PAPEL DO TABAGISMO E DO ÁLCOOL NA ETIOLOGIA DO CÂNCER EM CAVIDADE ORAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/estilo-de-vida-e-cancer-de-boca-o-papel-do-tabagismo-e-do-alcool-naestilo-de-vida-e-cancer-de-boca-o-etiologia-do-cancer-em-cavidade-oral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 23:52:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=170802</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202410292051 Elvis De Souza Beserra1, Andressa De Fatima Mendonça Carvalho De Vasconcelos1, Cinthia Alves Soares Mendes2, Daiana Fernanda Pereira Da Silva1, Kéthillyn Walléria De Oliveira Santos1, Luis Henrique Marinho Pereira Da Silva1, Maria Gabriela Souza Moura3, Shesly Suenny Vieira Corte Real Pyrrho1, Victória Karla Araújo1, Orientador: Rodrigo Gonzalo Valdivia Ugarte4 RESUMO Introdução: O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202410292051</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elvis De Souza Beserra<sup>1</sup>, Andressa De Fatima Mendonça Carvalho De Vasconcelos<sup>1</sup>, Cinthia Alves Soares Mendes<sup>2</sup>, Daiana Fernanda Pereira Da Silva<sup>1</sup>, Kéthillyn Walléria De Oliveira Santos<sup>1</sup>, Luis Henrique Marinho Pereira Da Silva<sup>1</sup>, Maria Gabriela Souza Moura<sup>3</sup>, Shesly Suenny Vieira Corte Real Pyrrho<sup>1</sup>, Victória Karla Araújo<sup>1</sup>, Orientador: Rodrigo Gonzalo Valdivia Ugarte<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>O câncer de boca é considerado um problema de saúde pública global devido ao aumento expressivo no número de casos, especialmente desde o século passado. Também, caracterizado como uma doença multifatorial, pois, seu desenvolvimento é resultado da associação de fatores extrínsecos e intrínsecos ao organismo. Dentre os principais fatores extrínsecos, são o fumo e álcool. <strong>Objetivo: </strong>Realizar uma revisão integrativa sobre o câncer de boca, sua epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e prevenção. <strong>Métodos: </strong>Foi realizada uma busca literária envolvendo o uso dos descritores: “<em>Câncer de boca”, “Tabagismo”, “Etilismo” e “Diagnóstico precoce” </em>através dos operadores boleanos: AND/OR nas bases de dados: Pubmed, SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual de Saúde. <strong>Resultados: </strong>A análise permitiu identificar que o câncer de boca está fortemente associado com indivíduos do sexo masculino, em sua maioria acometendo indivíduos leucodermas, acima de 40 anos, de baixo estrato socioeconômico e educacional. Entre os fatores de risco relacionados ao câncer de boca, pode-se ressaltar o etilismo e o tabagismo como fatores predominantes. Um padrão epidemiológico pode ser observado entre os pacientes, contudo, a principal causa do seu surgimento é difícil de ser definida, pois não há um fator causador isolado. <strong>Considerações finais: </strong>O cirurgião-dentista tem um papel importante no diagnóstico e tratamento desses pacientes, deve atuar junto à equipe&nbsp; multidisciplinar, participando do planejamento que minimize os danos, devendo buscar uma prática de promoção de saúde para os pacientes oncológicos, na qual devem ser conhecidos os fatores que causam danos à saúde para que possam ser minimizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Câncer de boca. Tabagismo. Etilismo. Diagnóstico precoce </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction</strong>: Oral cancer is considered a global public health problem due to the significant increase in the number of cases, especially since the last century. It is also characterized as a multifactorial disease, as its development results from the association of extrinsic and intrinsic factors. Among the main extrinsic factors are smoking and alcohol. <strong>Objective</strong>: To conduct an integrative review on oral cancer, its epidemiology, risk factors, diagnosis, treatment, and prevention. <strong>Methods</strong>: A literature search was conducted using the descriptors: “<em>Oral Cancer</em>,” “<em>Smoking,”</em> “<em>Alcoholism</em>,” and “<em>Early Diagnosis</em>” through Boolean operators AND/OR in the databases: Pubmed, SciELO, Google Scholar, and the Virtual Health Library. <strong>Results</strong>: The analysis identified that oral cancer is strongly associated with male individuals, primarily affecting lighter-skinned individuals over 40 years old from lower socioeconomic and educational backgrounds. Among the risk factors related to oral cancer, alcoholism and smoking are predominant. An epidemiological pattern can be observed among patients; however, the main cause of its emergence is difficult to define, as there is no isolated causative factor. <strong>Final Considerations</strong>: The dentist plays an important role in diagnosing and treating these patients and should work alongside a multidisciplinary team, participating in planning to minimize harm. It is essential to promote health for oncology patients, recognizing the factors that cause health damage so they can be minimized.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Mouth cancer. Smoking. Alcoholism. Early diagnosis.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>1. I</strong>NTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra <em>“câncer” </em>é um termo caracterizado para um grupo de doenças cujo significado incorpora mais de 100 tipos de patologias malignas, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), apresentam semelhanças. É uma doença onde ocorrem mutações genéticas, ocasionando uma proliferação celular desordenada, que dividindo-se rapidamente podem invadir os tecidos adjacentes ou alcançar outros órgãos. Estas células tendem a serem agressivas e incontroláveis levando a formação de tumores<sup>13</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha um caráter genético, o câncer é caracterizado como uma doença multifatorial<sup>12</sup>. Possuindo agentes extrínsecos e intrínsecos com papéis colaborativos, sendo a maioria dos casos relacionados a fatores ambientais, principalmente ao estilo de vida. De origem extrínseca encontra-se o etilismo, tabagismo, Sífilis, Candida sp, Papiloma Vírus Humano (HPV) e radiação solar. Já no intrínseco, desnutrição, dieta rica em gorduras, anemia por deficiência em ferro e suscetibilidade genética<sup>26</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de boca é uma lesão tumoral que afeta lábios e estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua<sup>9, 27</sup>. Está entre os tumores malignos que mais afetam a cabeça e o pescoço, sendo caracterizado por diferentes perfis histológicos e fatores de risco<sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desse estudo visou realizar uma busca na literatura para analisar a influência e o impacto do tabagismo e do álcool no desenvolvimento do câncer de boca, e a qualidade de vida dos pacientes. Bem como, as formas de diagnóstico e prevenção do câncer em cavidade oral.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>2. REFERENCIAL TEÓRICO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Quando células anormais se proliferam de forma rápida, causando perda da regulação metabólica e originando modificações celulares, damos a isso o nome de câncer<sup>4</sup>. O câncer oral inclui especificamente um subgrupo de neoplasias malignas que surgem nos lábios, na língua, nas gengivas, no palato duro e mole, nas superfícies da mucosa oral e no assoalho da boca<sup>21</sup>. No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte dentre as doenças crônico-degenerativas, sendo o câncer bucal o sexto mais incidente ao redor do mundo<sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado em dados epidemiológicos brasilianos, são esperados 704 mil casos novos de câncer para o triênio 2023- 2025 no país. Segundo dados para estimativas epidemiológicas do câncer de boca do INCA, o número estimado de casos novos de câncer da cavidade oral para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 15.100 casos, correspondendo ao risco estimado de 6,99 por 100 mil habitantes, sendo 10.900 em homens e 4.200 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,30 casos novos a cada 100 mil homens e 3,83 a cada 100 mil mulheres<sup>12</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer da cavidade oral ocupa a oitava posição entre os tipos de câncer mais frequentes. Em homens, é o quarto mais frequente na Região Sudeste (13,16 por 100 mil) e o quinto nas Regiões Nordeste (8,35 por 100 mil), Centro-oeste (8,14 por 100 mil) e Norte (4,53 por 100 mil). Na Região Sul (10,52 por 100 mil), ocupa a sexta posição. Entre as mulheres, é o 13º nas Regiões Sudeste (4,37 por 100 mil), Nordeste (3,87 por 100 mil) e Norte (1,96 por 100 mil). Já na Região Centro-oeste (3,21 por 100 mil), ocupa a 15ª posição. Na Região Sul (3,60 por 100 mil), está na 16ª posição<sup>12</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As neoplasias malignas da cavidade oral apresentam evoluções clínicas distintas, variando de acordo com o tipo histológico, estadiamento e subsítio de origem<sup>29</sup>. A borda lateral da língua é a localização preferencial para o desenvolvimento de CEC oral, seguida do assoalho da boca<sup>23</sup>. Tipicamente envolve homens durante a quinta até oitava década de vida e está fortemente associado ao tabaco e o abuso de álcool<sup>5</sup>. É o quinto mais frequentes em homens e o décimo terceiro em mulheres e sua&nbsp; mortalidade atinge cerca de 50%<sup>19</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clinicamente, as lesões cancerosas orais podem se apresentar de formas variadas, podendo ser exofíticas (nodular), endofíticas (ulcerativo), verrucosa, leucoplásicas, eritroplásicas ou eritroleucoplásicas<sup>20</sup>. As lesões pré- cancerosas que são muito comuns e precursoras do CEC é a leucoplasia e a eritroplasia, sendo a leucoplasia seis vezes mais frequente em fumantes do que em não fumantes, resultando no aspecto esbranquiçado<sup>15</sup>. Entretanto, a úlcera indolor é o achado mais encontrado em pacientes com câncer bucal em fase inicial e maior prevalência da doença na faixa etária acima de 40 anos<sup>9</sup>. Todavia, o câncer de boca é facilmente confundido com lesões benignas, por outro lado, em estágio avançado, pode apresentar diferentes níveis de sintomas dolorosos<sup>2</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tipo histológico mais frequente é o CEC, que corresponde a cerca de 90 a 95% das malignidades orais. Esse tumor é predominante no sexo masculino e a maioria dos casos ocorre entre 50 e 70 anos de idade<sup>9</sup>. Entretanto, as taxas de incidência e mortalidade por esse tumor variam de acordo com sexo e status socioeconômico<sup>29</sup>. Sendo o CEC de boca uma neoplasia epitelial maligna caracterizada por alta morbidade/mortalidade e baixos índices de sobrevida<sup>23</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tabaco contém mais de 70 agentes cancerizáveis, por exemplo, nitrosaminase e hidrocarboneto policíclico, como o benzopireno, que, em contato com a mucosa bucal, causa agressão térmica, provocando uma inflamação crônica que favorece o aparecimento de lesões predisponentes<sup>15</sup>. O risco de câncer da cavidade oral eleva-se exponencialmente se adicionarmos bebida alcoólica, pois aumenta a permeabilidade da cavidade oral para a ação de carcinógenos<sup>29</sup>. Muito já se falou sobre o tabagismo tradicional e as consequências trazidas por este, mas nos últimos anos, os cigarros eletrônicos ganharam popularidade entre os jovens, por sua praticidade, não soltarem cinzas e por suas variedades de aromas e sabores<sup>4</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cigarro eletrônico é um dispositivo que fornece doses de nicotina e outros aditivos em aerossol aos usuários, é composto por uma bateria, um atomizador e um cartucho contendo nicotina, podendo apresentar substâncias que modificam o sabor, o que o torna mais atrativo<sup>6</sup>. Na saúde oral estes, se relacionam a alterações na microbiota oral, cáries, doenças periodontais e câncer de boca. Assim, o uso de cigarros eletrônicos entre os jovens é uma grande preocupação de saúde pública a nível mundial, uma vez que pode levar ou progredir para o consumo convencional de cigarros<sup>8</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo de álcool foi primeiro determinado como um fator de risco para câncer de cavidade oral, orofaringe, hipofaringe e laringe pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer<sup>7</sup>. Ele (o álcool) interfere na circulação sanguínea local e também na resposta imune, levando a um desequilíbrio<sup>28</sup>. Entretanto, a ação do álcool ainda não se encontra totalmente bem definida no desenvolvimento de neoplasia maligna<sup>5</sup>. Assim, estudos apontam que indivíduos que consomem álcool, mas não fumam, talvez não apresentem risco de desenvolver carcinogênese bucal<sup>15</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dado que a maioria dos fatores de riscos podem ser eliminados, o câncer oral pode ser considerado uma doença amplamente evitável. Porém, sua ocorrência em pacientes não pertencentes a categorias de risco ainda é possível<sup>1</sup>.  Já foi comprovado também o risco do fumante passivo, no surgimento de tumores de cavidade oral<sup>29</sup>. Apesar disso, a infecção pelo vírus HPV, exposição intensa ao sol, sedentarismo e predisposição genética também contribuem para a etiologia multifatorial do câncer<sup>27</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tendência epidemiológica global do câncer de boca está a mudar ao longo do tempo. Um aumento generalizado da prevalência está sendo registrado nas mulheres em comparação aos homens<sup>25</sup>. Entretanto, a etiologia e patogênese do câncer de boca em mulheres não está bem estabelecida. Para as mulheres jovens, muitos autores afirmam a causa multifatorial e a associação de fatores como: agentes virais (HPV), tipo de dieta, medicamentos imunossupressores, anemia, antecedentes genéticos e hormonais<sup>5</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos recentes observaram um aumento da incidência de CEC oral na população jovem (abaixo dos 45 anos). Compreender as características dos pacientes jovens portadores dessa neoplasia maligna, bem como os fatores de risco que levaram à manifestação precoce é de fundamental importância para traçar estratégias de controle e prevenção da doença<sup>22</sup>. Porém, os estudos estão demonstrando atraso no diagnóstico do câncer oral (tempo decorrido entre a percepção dos sintomas, o diagnóstico e o tratamento correto) que podem ser decorrentes da falta de conhecimento sobre o câncer bucal e pelas barreiras dos sistemas de saúde<sup>19</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda se questiona as evidências sobre a efetividade de estratégias coletivas de prevenção comumente citadas na literatura, como campanhas educativas midiáticas, incentivo ao autoexame bucal e rastreamento de lesões orais em grandes populações<sup>11</sup>. Por outro lado, a prevenção da doença é reconhecidamente um fator importante na redução dos índices de incidência. A prevenção primária visa ações ou iniciativas que possam reduzir a incidência e a prevalência da doença, modificando os hábitos da comunidade, buscando interromper ou diminuir os fatores de risco como o tabaco, o álcool e a exposição solar dos lábios, antes mesmo que a doença se instale<sup>23</sup>.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 MÉTODOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizada uma pesquisa quantitativa, exploratória e descritiva, de caráter bibliográfico. Foram pesquisados trabalhos científicos nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) SciELO, Pubmed e Google Acadêmico através do uso dos seguintes descritores: <em>“Câncer de boca”, “Tabagismo”, “Etilismo” </em>e <em>“Diagnóstico precoce”</em>, além dos operadores boleanos: AND/OR. Dentre os critérios de elegibilidade, incluímos: artigos publicados em língua portuguesa e inglesa, entre os anos de 2020 a 2024, que relacionasse o câncer de boca com os fatores de risco. Foram excluídos artigos que não apresentam informações relevantes sobre o tema proposto.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5. RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Câncer, tumor ou neoplasia são palavras com significado próximo para se referir a um conjunto de cem doenças que acometem qualquer órgão, cujo aspecto comum é a replicação rápida, excessiva e anormal das células, induzindo a formação de tumores nas células<sup>15</sup>. A etiologia do câncer de boca é multifatorial e resulta da interação de fatores extrínsecos e intrínsecos. O tabaco, o álcool, a radiação ultravioleta e infecções por alguns microrganismos configuram-se como fatores de risco extrínsecos. Dentre os fatores intrínsecos enquadram-se a hereditariedade e deficiência imunológica. Sugere-se ainda a interação de determinantes sociais, como a precária condição socioeconômica e educacional<sup>9</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação habitual do câncer de boca é de lesão mucosa ou submucosa única, indolor e com crescimento progressivo, onde a maioria aparece em áreas de mucosa normal<sup>29</sup>. O tratamento se baseia, em geral, na histologia, na localização, no estágio do câncer e nas condições físicas do paciente. As opções terapêuticas, curativas ou paliativas, são divididas nestas modalidades: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo ou uma combinação delas. O estabelecimento de um diagnóstico prévio é essencial, pois conserva as funções do indivíduo, além de melhorar a sobrevida<sup>15</sup>. Devido ao pior prognóstico, à maior mutilação e ao acometimento psicológico ocasionados aos pacientes em estágios mais avançados do carcinoma espinocelular, é de extrema importância o estabelecimento de um diagnóstico precoce<sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre a influência das condições socioeconômicas como motivadoras da doença tem se intensificado nas últimas décadas, propondo que a população vulnerável em termos socioeconômicos apresenta maior risco para câncer bucal e suas complicações<sup>27</sup>. O grau de acesso aos serviços públicos de saúde também é determinante na variação da incidência de câncer de boca e orofaringe no mundo. Os estudos epidemiológicos demonstram ser de grande relevância, para que se possa estimar a magnitude do problema e caracterizar o perfil dos pacientes acometidos<sup>23</sup>. Possuindo um aspecto importante para a compreensão dos fatores que podem influenciar no tempo de demora e os desfechos dos casos de câncer, definido como o caminho percorrido em busca de cuidados para solução dos problemas de saúde deles<sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, muitos fatores influenciam a tendência de mortalidade pelo câncer de boca, como a fase da doença no momento do diagnóstico e o tempo percorrido<sup>19</sup>. O conhecimento desta patologia, com suas variadas apresentações clínicas e suas consequentes implicações no curso da doença, é fundamental para os profissionais de saúde dedicados à prevenção, à detecção precoce e ao tratamento do câncer de cabeça e pescoço, em especial do CEC oral<sup>15</sup>. Para isso, é importante que o cirurgião-dentista (CD) esteja integrado às equipes de saúde, pois sua intervenção no serviço público envolve promoção na prevenção e recuperação da saúde bucal<sup>9</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento adequado da doença e dos seus fatores etiológicos e prognósticos devem capacitar os profissionais a prevenir, identificar e controlar o câncer de boca; pois o profissional tem papel fundamental na prevenção e no diagnóstico desse tipo de doença, bem como no tratamento e na reabilitação do paciente acometido<sup>15</sup>. O CD deve estar apto a detectar desordens orais potencialmente malignas, bem como ser capaz de avaliar os possíveis fatores de risco associados<sup>9</sup>. Para isso, deve realizar um exame clínico (anamnese e exame físico) minucioso, no qual seja possível identificar sinais iniciais da doença, evitar sua evolução, aumentar a sobrevida e promover melhor qualidade de vida aos pacientes<sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião-dentista vai estar exercendo um papel primordial na prevenção do câncer de boca, principalmente quando atua nos níveis de prevenção primária e secundária, ao propor ações que facilitem o reconhecimento dos indivíduos pertencentes ao grupo de risco, e ao realizar práticas que busquem diagnosticar precocemente as lesões suspeitas e fornecendo suporte durante o tratamento oncológico<sup>3</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As células cancerígenas geralmente se espalham rapidamente pelo corpo, passando por diferentes etapas evolutivas e isso requer diferentes protocolos de tratamento, específicos para cada estágio evolutivo<sup>16</sup>. Os cânceres da cavidade oral em fase inicial são geralmente tratados com cirurgia primária ou radiação definitiva, enquanto os tumores em fase avançada requerem frequentemente tratamento multimodal<sup>18</sup>. A excisão cirúrgica do CEC por muitas vezes se tratar de lesões amplas e com comprometimento ósseo, é comum haver sequelas estéticas e funcionais, o que culmina em problemas psicológicos para o paciente<sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quimioterapia associada a esses tratamentos deve ser opção de escolha em casos consideravelmente avançados, que não respondem positivamente em sua totalidade quando expostos apenas aos métodos já citados. Entretanto, é o tratamento que possui mais efeitos colaterais como inflamações orais, alopecia, perda de apetite, hematomas ou hemorragias em decorrência da diminuição das plaquetas e fadiga devido à diminuição dos glóbulos vermelhos. Tais efeitos afetam direta e negativamente a qualidade de vida do indivíduo, resultando na não aceitação de sua condição, agravando o desconforto e encurtando o convívio social<sup>15</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois terços dos tumores de cavidade oral ocorrem em áreas de fácil acesso, entretanto o diagnóstico é geralmente estabelecido em estágios mais avançados já apresentando, em sua maioria, metástases linfonodais<sup>29</sup>. As neoplasias que estão na região da cabeça e pescoço determinam carga de sofrimento adicional, por serem doenças devastadoras para os pacientes, suas famílias e para a sociedade <sup>2</sup>. Assim, o câncer tornou-se um problema de saúde pública por se tratar de uma doença com grande incidência, sendo o responsável por uma em cada seis mortes no mundo<sup>9, 20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle do câncer atualmente é compreendido como um contínuo de estratégias que possuem início no controle dos fatores de risco, na identificação precoce da doença e nos cuidados paliativos, esses últimos formados por diagnóstico, tratamento, seguimento durante a fase de sobrevivência e cuidados de final de vida para aqueles que não possuem possibilidade de cura ou controle do câncer<sup>24</sup>. Entretanto, mesmo com os avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento de diversos tipos de câncer, favorecendo o diagnóstico precoce e aumento de sobrevida, não foram observadas melhoras dos indicadores epidemiológicos do CEC de boca ao longo do tempo, sendo ainda bastante frequente o diagnóstico da doença em estágio avançado<sup>23</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A predominância de diagnósticos tardios está diretamente ligada ao prognóstico e ao tratamento empregado, que de acordo com o estadiamento da doença no momento&nbsp; do diagnóstico serão mais invasivos e mutiladores, reduzindo a qualidade de vida do paciente e uma maior chance de mortes causadas pela doença<sup>26</sup>. Quanto mais avançado for o estágio clínico, pior é o prognóstico e menor as taxas de sobrevida dos indivíduos afetados<sup>23</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também, a importância das ações de conscientização contra o tabagismo e etilismo, as propagandas demonstrando os riscos do consumo nicotínico e sua relação com o câncer bucal deve ir além das embalagens de cigarros.  A informação carece ser amplamente divulgada e acessível aos seus usuários, para que todos os efeitos adversos e malefícios citados seja compreensível a qualquer classe social<sup>4</sup>. Por fim, com hábitos saudáveis e manter uma boa higiene bucal é possível manter uma boa saúde geral e possibilitar um diagnóstico precoce destas lesões, apresentando consequentemente um melhor prognóstico e controle da patologia<sup>17</sup>.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5 <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A sinergia do uso do tabaco e a ingestão alcoólica é o principal determinante para o câncer de boca. A fins de diagnóstico precoce, a aparência clínica mais comum em forma de lesão é a leucoplasia como desordem oral potencialmente maligna que poderá evoluir para o CEC, sendo a língua o sítio mais acometido. Além disso, na análise literária, não foi encontrado nenhum mencionando em que o álcool cause qualquer tipo de câncer específico em cavidade oral. Ainda, observamos que, mesmo com as campanhas voltadas para o combate ao câncer de boca, tal como vemos nas embalagens de cigarro, o número de casos de neoplasias no Brasil é expressivo e não apresenta diminuição. Muito embora exista uma rede de apoio e cuidado ao câncer de boca pelo SUS, os desafios no combate ainda persistem na tentativa de garantir uma qualidade de acesso aos usuários. Assim, o cirurgião dentista deve estar apto para realizar o diagnóstico precoce, pois nos estágios iniciais, o CEC apresenta índices de cura em aproximadamente 90% dos casos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">6. <strong>R</strong>EFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">1 ABATI, Silvio et al. Oral cancer and precancer: a narrative review on the relevance of early diagnosis. <strong>International journal of environmental research and public health</strong>, v. 17, n. 24, p. 9160, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 ABRÃO, Suene Moçato Siguematsu et al. Conhecimento de Alunos de Odontologia sobre Câncer de Boca. <strong>Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas</strong>, v. 23, n. 1, p. 55-60, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 ANDRADE, Katlyn Djéssi Silva et al. Do diagnóstico a cura: O papel do Cirurgião- Dentista no tratamento do câncer de boca. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 10, n. 7, p. e33110716613-e33110716613, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 CAPELARIO, Elenice de Fatima Souza et al. Relação do desenvolvimento de câncer de boca com os gases e misturas químicas, contidas nos cigarros eletrônicos: uma revisão de literatura. <strong>Research, Society and development</strong>, v. 11, n. 11, p. e42111132872-e42111132872, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 DA SILVA PINHEIRO, Cybelle Alves; DE CARVALHO, Paulo André Gonçalves. Câncer de boca em mulheres jovens: Estudo dos fatores de risco. <strong>Brazilian Journal of Development</strong>, v. 6, n. 9, p. 65174-65181, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 DA SILVA, Giovanna Costa et al. EFEITOS DO CIGARRO ELETRÔNICO NA BOCA. <strong>ANAIS DO FÓRUM DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO UNIFUNEC</strong>, v. 13, n. 13, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7 DE BARROS SILVA, Paulo Goberlânio et al. Histórico de consumo de álcool como fator preditivo de sobrevida em pacientes com carcinoma de células escamosas de boca e orofaringe: follow-up de 15 anos. <strong>Revista Brasileira de Cancerologia</strong>, v. 66, n. 1, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8 DE CARVALHO, Agatha Carolina Alves; DE SIQUEIRA, Emílio Conceição. Os malefícios dos cigarros eletrônicos à saúde. <strong>Revista Eletrônica Acervo Médico</strong>, v. 23, n. 9, p. e14521-e14521, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9 DE OLIVEIRA, Samara Raquel Sousa; GONZAGA, Amanda Katarinny Goes. Câncer de boca: avaliação do conhecimento de cirurgiões-dentistas da Estratégia de Saúde da Família de Mossoró (rn). <strong>Revista Ciência Plural</strong>, v. 6, n. 3, p. 137-153, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10 DE OLIVEIRA, Victória Carneiro Bastos et al. Exodontias atraumáticas com separadores ortodônticos em pacientes submetidos à radioterapia de cabeça e pescoço. <strong>Caderno Pedagógico</strong>, v. 20, n. 4, p. 764-786, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11 FRANÇA, Mary Anne de Souza Alves et al. Tempo máximo para o início do tratamento do câncer de boca no Brasil após a publicação da legislação de 2012: tendência no período 2013-2019. <strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v. 37, p. e00293220, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12 INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA. O que causa o câncer? São Paulo: INCA, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e- prevencao-do-cancer/o-que-causa-o-cancer/o-que-causa-o-cancer >> Acesso em: 02 mar. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13 INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA. O que é câncer? São Paulo: INCA, 2020. Disponível em: https://www.inca.gov.br/o-que-e-cancer >> Acesso em: 2 mar. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">14 INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER – INCA. Tipos de câncer: Câncer de boca. Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de- cancer/cancer-de-boca >> Acesso em 12 abr. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15 LEITE, Rafaella B. et al. A influência da associação de tabaco e álcool no câncer bucal: revisão de literatura. <strong>Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial</strong>, v. 57, p. e2142021, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16 LOPES, Laisla Siqueira Barros et al. Endodontia minimamente invasiva: uma revisão de literatura. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 10, n. 15, p. e28101522407-e28101522407, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17 MORENO, Ronald Alisson et al. Tabagismo e a relação com o câncer de boca: Atuação do Odontólogo. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 12, n. 10, p. e145121043509-e145121043509, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18 PAN, Cassie; RIZVI, Zain. Oral cancer: what the general surgeon should know. <strong>Surgical Clinics of North America</strong>, v. 102, n. 2, p. 309-324, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19 RIEGER, Sofia Bauer. Tempo para diagnóstico e tratamento do câncer bucal no Brasil: uma revisão de literatura. <strong>Tempo para diagnóstico e tratamento do câncer bucal no Brasil: uma revisão de literatura</strong>, p. 15-15, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20 RIOS, Ana Katarine Almeida et al. Carcinoma escamocelular em soalho de boca causando destruição mandibular. <strong>Revista da Faculdade de Odontologia-UPF</strong>, v. 25, n. 2, p. 266-271, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">21 RODRÍGUEZ-MOLINERO, Jesús et al. Association between oral cancer and diet: an update. <strong>Nutrients</strong>, v. 13, n. 4, p. 1299, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">22 SAMPAIO, Andréia Dos Santos Silva et al. Perfil do paciente jovem com câncer de boca: revisão integrativa. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 11, n. 8, p. e29511830934-e29511830934, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">23 SANTOS, Helena Ayres Alonso dos. Perfil epidemiológico dos pacientes do Serviço Público de Saúde do município do Rio de Janeiro diagnosticados com carcinoma espinocelular de boca e orofaringe no laboratório de patologia oral da Faculdade de Odontologia da UFRJ. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">24 SANTOS, Lara Isabella Souza et al. Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com câncer de boca associado ao tabagismo. <strong>Estudos Avançados sobre Saúde e Natureza</strong>, v. 17, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">25 SARODE, Gargi et al. Epidemiologic aspects of oral cancer. <strong>Disease-a-Month</strong>, v. 66, n. 12, p. 100988, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">26 SILVA, Amanda Sodré; SILVA, Michelle Sodré; SILVA, Adriana Sodré. Câncer de boca no Brasil: Epidemiologia e características clínicas do Carcinoma Escamocelular, 2009-2019. <strong>Brazilian Journal of Health Review</strong>, v. 6, n. 3, p. 8814- 8828, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">27 SIQUEIRA, Jordânia Chaves de et al. Mortalidade por câncer de boca e fatores associados no Ceará, Brasil, 2009-2019: uma análise espacial. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 28, p. 2347-2354, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">28 TJIOE, Kellen Cristine. Momento Odontologia# 96: Consumo crônico de bebidas alcoólicas pode contribuir para o desenvolvimento do câncer de boca, alerta especialista [Entrevista]. <strong>Jornal da USP</strong>, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">29 XAVIER, Jady Wroblewski. Câncer de boca avançado: o que está acontecendo com os nossos pacientes?. 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do curso de Odontologia pelo Centro Universitário Brasileiro (UNIBRA)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Discente do curso de Odontologia pela Universidade Cidade de de São Paulo (UNICID)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Discente do curso de Odontologia pelo Centro Universitário Tiradentes (UNIT)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup>Cirurgião Dentista Especialista em Radiologia Oral e Maxilofacial, Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilo fácil pela Universidade de Pernambuco (FOP – UPE)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A EQUOTERAPIA NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR EM CRIANÇAS PORTADORAS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-equoterapia-no-desenvolvimento-neuropsicomotor-em-criancas-portadoras-do-transtorno-do-espectro-autista-tea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 02:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=171972</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202410312355 Gabriella Barreira Gomes1Geovanna Martins Barbosa2Diogo Soares Menezes3Fabiano Nobrega4Anna Lívia Martins Araújo5Elizângela Sofia Ribeiro Rodrigues6Regina Barbosa Marinho Possebon7Rafaela de Carvalho Alves8Jordana Ferreira Santos9Orientadora: Prof.ª Esp. Jacqueline Aparecida Philipino Takada10 Resumo INTRODUÇÃO: O autismo, também chamado de transtorno do espectro autista (TEA) é considerado como transtorno que afeta a interação social e comunicação, com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202410312355</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gabriella Barreira Gomes<sup>1</sup><br>Geovanna Martins Barbosa<sup>2</sup><br>Diogo Soares Menezes<sup>3</sup><br>Fabiano Nobrega<sup>4</sup><br>Anna Lívia Martins Araújo<sup>5</sup><br>Elizângela Sofia Ribeiro Rodrigues<sup>6</sup><br>Regina Barbosa Marinho Possebon<sup>7</sup><br>Rafaela de Carvalho Alves<sup>8</sup><br>Jordana Ferreira Santos<sup>9</sup><br>Orientadora: Prof.ª Esp. Jacqueline Aparecida Philipino Takada<sup>10</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO: </strong>O autismo, também chamado de transtorno do espectro autista (TEA) é considerado como transtorno que afeta a interação social e comunicação, com padrões de atividades restritas, repetitivas e de comportamento verbal ou não verbal. Os sintomas podem apresentar-se nos pacientes recém nascidos e perduram durante toda a vida, sendo o diagnóstico precoce primordial para promover um progresso que atenue os atrasos, colabore com a qualidade de vida e desenvolva a capacidade social, pessoal e comunicativa. Diante das diversas condutas a serem realizadas na fisioterapia, a equoterapia se destaca por ser uma abordagem terapêutica lúdica e interativa, o que pode fazer com que a criança apresente interesse pela reabilitação. A mesma tem como instrumento de trabalho o cavalo, e é utilizada na melhora de diversos transtornos, patologias e distúrbios neurológicos, assim como o autismo, pois manuseia o corpo humano na promoção do movimento tridimensional. <strong>OBJETIVO: </strong>Mensurar a funcionalidade de crianças com TEA submetidas a equoterapia. <strong>METODOLOGIA: </strong>Trata-se de uma pesquisa de campo realizada entre agosto e outubro de 2024, na cidade de Gurupi-TO, na clínica Psicocenter. A mesma avaliou, através da MIF, um questionário validado, 8 praticantes de ambos os sexos, na faixa etária de 2 a 7 anos, sendo os mesmos acompanhados por um fisioterapeuta. <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES: </strong>Infere-se que a equoterapia proporciona benefícios significativos nas atividades de vida diárias, além de proporcionar interação com o animal e com a equipe multidisciplinar. <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS: </strong>Conclui-se que a equoterapia é eficaz como intervenção em crianças com TEA, visto que contribui para a independência em alguns aspectos como saúde mental, habilidade social e no desenvolvimento motor, aprimorando o equilíbrio, postura e coordenação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Terapia Assistida por Cavalos. Atividades Cotidianas. Autismo Infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp; </strong><strong></strong><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado como um transtorno do neurodesenvolvimento, que dificulta a interação social, comunicação, coordenação motora, postura e equilíbrio, levando o indivíduo a ter padrões de comportamento repetitivos e restritivos. A criança que apresenta o TEA apresenta déficits sociais de alguma forma, mas seu aspecto é diferente de criança para criança (Bernier, Dawson e Nigg, 2021, p. 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas apresentados podem aparecer nos pacientes quando recém nascidos e perduram durante toda a vida, sendo o diagnóstico precoce primordial para promover um progresso que atenue os atrasos, colabore com a qualidade de vida e desenvolva a capacidade social, pessoal e comunicativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que existem 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, existindo 2 milhões somente no Brasil. A sua etiologia ainda não é comprovada cientificamente, mas estudos apontam falha no neurônio durante a maturação gestacional, combinação genética imprecisa, ou cesárea de emergência e presença de mecônio no líquido amniótico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, os pacientes apresentam em muitos casos algumas incapacidades e limitações, aumentando a necessidade de uma equipe multiprofissional que colabore para o melhor desenvolvimento da criança. Em conformidade com Magagnin et al. (2019), crianças autistas apresentam dificuldades para se relacionar com outras pessoas, também em partilhar desejos e sentimentos, raramente dividem a atenção com objetos ou acontecimentos, não apresentam fixação visual espontânea e apresentam dificuldades em atividades em grupo. A fisioterapia contribui positivamente nesses casos e pode utilizar os mais variados recursos para o tratamento, como a hidroterapia, eletroterapia, terapia manual, fisioterapia tradicional e a equoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etimologia da palavra equoterapia refere-se à terapia com equinos, e surge como uma abordagem fundamental para reabilitação interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação (ANDE-BRASIL, 2021). O movimento que o cavalo oferece ao praticante pode ajudar na mobilidade, fortalecimento muscular, equilíbrio postural e propriocepção, além de trabalhar a socialização, autoconfiança e o bem-estar psicológico do mesmo. Em concordância com Pedra (2022), quando esse relacionamento é inserido em um processo terapêutico mostra-se capaz de facilitar as interações sociais entre os humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chaves et al. (2022) essa prática foca na amplitude e frequência da passada do cavalo, a fim de promover estímulos sensório-motores no praticante, através do movimento tridimensional. Conforme o trajeto que o cavalo realiza, no plano horizontal a criança está apresentando movimento céfalo caudal, no plano sagital movimento látero lateral e no plano frontal movimento ântero posterior, influenciando respostas neurológicas positivas que colaboram para o desenvolvimento promissor do praticante.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As experiências provocadas pelos movimentos do cavalo, pelo contato com o animal, associam-se a uma postura nova, podendo estimular e potencializar os estímulos no sistema nervoso central (SNC) através de estímulos sensitivos motores, promovendo ao praticante os mesmos mecanismos perceptivos cognitivos e motores (CANTO, 2021, p. 3).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, esse artigo tem por objetivo mensurar a funcionalidade de crianças com TEA submetidas a equoterapia, nas habilidades funcionais, motoras e cognitivas através da MIF (Medida de Independência Funcional).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, visa-se apresentar dados que influenciam na comprovação da eficácia da técnica de reabilitação, incentivar a prática desse tratamento e contribuir para que haja novas pesquisas científicas relacionadas a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 </strong><strong></strong><strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição de autismo alterou no decorrer de seu tempo, e se tornou Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizado como um transtorno do neurodesenvolvimento com a presença de déficits persistentes na comunicação social e na interação social, em múltiplos contextos, associados à presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (ZEIDAN J, et al., 2022; JUNIOR EADS, et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa nova nomenclatura, o autismo englobou o transtorno desintegrativo da infância, transtorno de Asperger e transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação (TGD-SOE), devido às características semelhantes, tornando-se um envolto espectro de sintomas. O TEA possui dois domínios principais: 1) prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social e 2) padrões restritivos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Reis, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos manuais criados para padronizar os critérios de diagnósticos de desordens emocionais e da mente, vigente atualmente, DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), criado e atualizado periodicamente pela APA (Associação Americana de Psiquiatria), se baseia na funcionalidade. Segundo Fernandes (2020) o CID-11, tem ênfase nos níveis de deficiência intelectual e linguagem funcional. Ambos nomeiam o autismo como TEA e levam em consideração as atividades de vida diária, pois o diagnóstico é clínico, eliminando exames de imagem e levando em consideração as entrevistas feitas com os responsáveis e avaliações realizadas na anamnese com base em seus comportamentos. Além de sua aplicação na prática clínica diária, o DSM também é importante para que pesquisadores possam compreender, de modo preciso, os termos utilizados em pesquisas clínicas (Liberalesso; Lacerda, 2020, p. 16).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autismo é classificado de acordo com a gravidade, em nível I-leve, II-moderado, III-severo, sendo o último o que necessita de mais acompanhamento em suas atividades. Assim, quanto menor o grau de comprometimento do nível, melhor tende a ser o prognóstico do paciente. Costa (2022, p. 2) é enfático em afirmar que quanto mais cedo for identificado o TEA, mais chances de reabilitação e fornecimento de uma melhor qualidade de vida e interação social os indivíduos acometidos terão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o autismo não é considerado uma doença, mas sim um distúrbio, que necessita de apoio e acompanhamento para um bom prognóstico, principalmente em atividades verbais. Segundo Brites e Brites (2019, p. 103) de todos os autistas, 20% são não verbais, 50% tem perdas parciais e 30% tem linguagem expressiva fluente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zwaigenbaum et al. (2019) demonstram que alguns sinais comportamentais prévios já são vinculados ao TEA e poderiam ser identificados em avaliações estruturadas. As características mais comuns são dificuldade em ter contato visual, impasse na interação e interesse social, foco restrito em um objeto, resposta ao próprio nome, comportamento atípico com padrões motores repetitivos, temperamento intolerante de fácil irritabilidade, e pouco apreço às demonstrações de afeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os transtornos são contínuos e não apresentam cura, mesmo que o paciente seja diagnosticado precocemente e os sintomas sejam leves, de acordo com Cardoso e Blanco (2019). As características são comumente apresentadas desde a fase de recém-nascido e permanecem durante todo o seu desenvolvimento humano, mas seu diagnóstico é feito em sua maioria aos 3 ou 4 anos de idade, devido ao maior desenvolvimento social nessa fase e maturação neurológica a nível neuropsicomotor. Apesar das características serem visíveis quando são bebês, não é possível fechar o diagnóstico, pois se faz necessário uma maior observação nos anos seguintes, justamente para evitar falhas e manter uma identificação precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande parte das crianças são diagnosticadas após os 5 anos de idade por consequência de fatores familiares, sendo estes a baixa renda para sessões que direcionam ao laudo, pouca observação por consequência de sintomas leves, ou crenças familiares de que deve-se aguardar o tempo de desenvolvimento de cada criança, negando os atrasos apresentados, mesmo que estejam evidentes (Cardoso e Blanco, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etiologias não são evidenciadas, pois não há uma definição de um marcador biológico, entretanto os fatores neurobiológicos, genéticos e no meio ambiente são pontos que interagem no indivíduo e influenciam, como cita Carmo et al., (2019). Muitos estudos apontam uma falha no neurônio ainda durante a maturação gestacional, uma combinação genética imprecisa, ou mesmo a cesárea de emergência e presença de mecônio no líquido amniótico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que existem 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, existindo 2 milhões somente no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <em>Center of Disease of Control and Prevention </em>(CDC) em 2020, estima-se que uma em cada 36 crianças de 8 anos (aproximadamente 4% dos meninos e 1% das meninas) tenha TEA. A etiopatogenia é estudada, mas não existe ainda a explicação concretizada do assunto, porém entende-se que há uma ligação com o cromossomo Y, que estão presentes no sexo masculino e genes específicos, como o SRY (região determinante do sexo Y), que tem como uma de suas funções a regulação catecolaminérgica do sistema nervoso central. Em pacientes com TEA, os níveis de catecolaminas e metabólitos são alterados, influenciando o controle da síntese de catecolaminas susceptíveis ao TEA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma abordagem multidisciplinar em que o paciente com TEA é acompanhado por psicólogo, terapeuta, profissional da música, fonoaudiólogo, e em muitos casos não há o acompanhamento de um fisioterapeuta, descuidando da primeira fase da vida, e consequentemente ocasionando um agravamento postural, casos de hipotonia e um atraso neuropsicomotor. No primeiro momento, a intervenção do fisioterapeuta é de suma importância à análise das etapas de tratamento, tais como, o ambiente físico em que há a interação da criança com a família, comportamento da criança na escola, medicamentoso com intuito de entender a necessidade do paciente, a possibilidade do uso de fármacos antidepressivos e antipsicóticos, funções comunicativas e habilidades motoras. O papel do fisioterapeuta será possibilitar melhorias tanto motoras como mentais a partir de técnicas que estimulem a proximidade ao indivíduo, utilizando o diálogo, integração social e trabalho da independência de maneira lúdica (Fernandes et al, 2020), de forma que foque não apenas no transtorno, mas também em devolver ao paciente sua funcionalidade e interações sociais que o ajudarão durante toda sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das diversas abordagens para avaliar os níveis de funcionalidade do paciente, a Medida de Independência Funcional (MIF), é um instrumento de classificação relacionado às incapacidades e limitações funcionais, e pode ser aplicada tanto em crianças, quanto em adultos. Desenvolvida na América do Norte em 1980 pela Academia Americana de Medicina Física e de Reabilitação e traduzida para língua portuguesa no Brasil no ano de 2000, a MIF é um questionário validado por Riberto et al. publicado na revista ACTA FISIATR no ano de 2004, e refere-se a uma qualificação que compreende atividades motoras, cognitivas e comunicativas. A pontuação obtida por atividade varia de 1 ponto, onde o avaliado é classificado como dependente total, podendo alcançar até 7 pontos, categorizando-o como independente completo ou que necessita de tecnologia assistiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante salientar, que o fisioterapeuta trabalha a funcionalidade assim como sustentação do pescoço e do tronco, o ato de calçar o sapato, escovar os dentes, realizar mudanças de decúbitos, e em todos os atendimentos é solicitado a estimulação da fala e socialização, contribuindo para a menor chance do paciente desenvolver problemas psicológicos graves Fonseca et al. (2021). Existem os mais variados recursos para utilizar no tratamento, como a hidroterapia, eletroterapia, terapia manual, fisioterapia tradicional e a equoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro deste contexto, a equoterapia surge como uma abordagem complementar promissora, utilizando o cavalo como um meio terapêutico para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e emocional. Essa modalidade terapêutica baseia-se na transmissão do movimento tridimensional do cavalo para o cavaleiro, promovendo a estimulação do equilíbrio, postura, coordenação motora, assim como a integração sensorial (Piani, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundada   em   10   de   maio   de   1989,   a   Associação   Nacional   de     Equoterapia (ANDE-BRASIL), é uma entidade de caráter filantrópico, assistencial e terapêutico, que utiliza a equoterapia como meio de reabilitação, educação e inserção social de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, e tem por finalidade a melhora da qualidade de vida. Por meio dessa entidade, vários profissionais têm a oportunidade de se especializar e aperfeiçoar suas técnicas de atendimento, a fim de aplicá-las em centros de equoterapia. A atividade desenvolvida exige a cooperação do corpo inteiro, buscando assim acréscimo da consciência corporal, coordenação motora, equilíbrio e força muscular. (ANDE-BRASIL, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situada na cidade de Gurupi Tocantins, a Psicocenter é a única clínica que contém suporte estrutural e financeiro para realização da equoterapia. A mesma foi fundada em 2014 com atividade de vários profissionais da área da saúde. Diante da demanda constante de crianças portadores do TEA, surgiu-se a necessidade de criação de um centro de equoterapia que trabalhasse de forma lúdica o movimento tridimensional do corpo humano e socialização do praticante. O Centro de Equoterapia da Psicocenter conta com atuação de profissionais qualificados pelo Curso Básico de Equoterapia ministrado pela ANDE-BRASIL em Brasília-DF, sendo eles o fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, guia e equitador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destarte, o presente trabalho se faz necessário para correlacionar a evolução das habilidades funcionais, motoras, cognitivas e comportamentais de crianças diagnosticadas com TEA na equoterapia, impactando positivamente no bem-estar social, emocional e físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3</strong> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho se trata de um estudo descritivo longitudinal, realizado no único centro de equoterapia situado na cidade de Gurupi &#8211; Tocantins, denominada Clínica Psicocenter &#8211; Centro de Especialidades, entre agosto e outubro de 2024. Inicialmente houve uma seleção dos praticantes que se adequaram aos critérios de inclusão, sendo estes estar sob os cuidados de um fisioterapeuta, e na faixa etária de 2 a 7 anos de idade. Em seguida, houve a explicação da pesquisa aos responsáveis para a confirmação ou rejeição em participar da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, ocorreu a entrega do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e explicação da Medida de Independência Funcional (MIF), um questionário validado por Riberto et al. no ano de 2004, de forma autoaplicável e prática, visto que é composta de questões objetivas e relacionadas às atividades de vida diária, para que os responsáveis pelos praticantes respondessem em dois momentos, a fim de comparar os resultados obtidos relacionados ao nível de funcionalidade de cada praticante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se que as pesquisadoras responsáveis foram instruídas a não interferir nas respostas dos participantes no momento da aplicação e estavam disponíveis para sanar eventuais dúvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4</strong> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1- A MIF com o pré e pós dos praticantes de equoterapia. Crianças de 1 a 4.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="749" height="447" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3165.png" alt="" class="wp-image-173017" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3165.png 749w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3165-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 749px) 100vw, 749px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A equoterapia representa uma abordagem terapêutica valiosa para crianças com TEA, oferecendo uma combinação de benefícios físicos, emocionais e sociais. Embora mais pesquisas sejam necessárias para validar e padronizar essa prática, os resultados até agora indicam que a equoterapia pode ser uma intervenção eficaz e complementar no tratamento do TEA. A inclusão da equoterapia nas opções de tratamento pode ajudar a proporcionar um desenvolvimento mais holístico e significativo para crianças autistas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tabela 2- Continuação da MIF com&nbsp;o pŕe e pós dos praticantes de equoterapia.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="763" height="443" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3166.png" alt="" class="wp-image-173018" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3166.png 763w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-3166-300x174.png 300w" sizes="(max-width: 763px) 100vw, 763px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela 1 e 2 apresenta o pré e pós dos praticantes de equoterapia. Todos possuem o TEA e têm idade entre 4 e 7 anos. A criança 1 era do sexo feminino e os demais do sexo masculino. Os praticantes realizam outras atividades semanais que desenvolvem suas habilidades, de forma simultânea com a equoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível notar que a proporção foi de 7 meninos e 1 menina (7:1), corroborando com pesquisas que afirmam que o TEA está mais presente nos indivíduos do sexo masculino. Levando em consideração uma pesquisa que utilizou os dados de pacientes e informações do Registro Nacional norueguês, para se calcular a porcentagem de crianças com TEA, revelou que a prevalência do autismo em meninas é de 0,3%, em relação aos meninos, que é de 1,1%, atendendo aos critérios diagnósticos, sendo que esses, bem fundamentados e que trazem a confirmação com os elementos obtidos que mostram um percentual de 83,8% do sexo masculino em uma amostra de 685 crianças (Rocha et al., 2019; Surén et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos observar que todos os participantes obtiveram evoluções em suas atividades avaliadas. Tendo melhoras perceptivas em suas habilidades de cuidados pessoais, controle esfincteriano, mobilidade, locomoção e comunicação, tendo o conhecimento social como fator de menor evolução levando em consideração todas as outras avaliações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5</strong> &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os resultados apresentados, o presente estudo considera a equoterapia como abordagem eficaz no tratamento do TEA, visto que os praticantes manifestaram maior funcionalidade e independência no decorrer do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os tópicos abordados pela MIF, destacam-se: cuidados pessoais e comunicação, não anulando os demais, que apresentaram resultado similar ou igual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, se faz necessário a realização de mais pesquisas voltadas ao tema, devido a proporção de crianças com diagnóstico de TEA e escassez de estudos. Destarte, é interessante novas pesquisas contendo uma faixa etária diferente da abordada, e um tempo de aplicação maior para identificar possíveis benefícios nos demais tópicos da MIF.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EQUOTERAPIA ANDE-BRASIL. <strong>A Palavra Equoterapia. </strong>2021. Disponível em:&lt;http://equoterapia.org.br/articles/index/article_detail/141/2021&gt;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autismo afeta cerca de 1% da população | Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais</strong>. Disponível em:&lt;https://www.saude.mg.gov.br/ajuda/story/6884-autismo-afeta-cerca-de-1-da-populacao&gt;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERNIER, Raphael. A.; DAWSON, Geraldine.; NIGG, Joel. T. <strong>O que a ciência nos diz sobre o transtorno do espectro autista. </strong>Porto Alegre: Artmed, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITES, Luciana. BRITES, Clay. <strong>Mentes Únicas: Aprenda como descobrir, entender e estimular uma pessoa com autismo e desenvolva suas habilidades impulsionando seu potencial. </strong>São Paulo. Editora Gente; p. 103; 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CANTO, A. de A., AZEVEDO, B. C. M., PICANÇO, L. de J., &amp; SILVA F. L. T. <strong>Os efeitos da Equoterapia no controle postural em crianças com Encefalopatia Crônica não evolutiva: uma revisão sistemática. </strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(4), e6793; 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDOSO, N. R.; BLANCO, M. B. <strong>Terapia de integração sensorial e o transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática de literatura. </strong>Revista Conhecimento Online, v. 1, p. 108–125, 2019. DOI: 10.25112/rco. v1i0.1547.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARMO, M. A.; et al. <strong>O ambiente familiar e o desenvolvimento da criança com autismo. </strong>Revista Enferm UFPE online., 13(1); 206-15, jan. Recife, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHAVES, S.; TOMAZELLI CAMARGO, A.; ROMANOVITCH RIBAS, D. I. <strong>Benefícios da equoterapia no desenvolvimento psicomotor de uma criança com espectro autista. </strong>Cadernos da Escola de Saúde, v. 21, n. 2, 24 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, B. T., et al. <strong>Instrumentos para triagem de características definidoras do transtorno do espectro autista (TEA) em crianças: protocolo de revisão de escopo. </strong>RECIMA21 <em>&#8211; </em>Revista Científica Multidisciplinar <em>&#8211; </em>ISSN 2675-6218, v.3, n.9, 2022.<a href="https://doi.org/10.47820/recima21.v3i9.1847"> https://doi.org/10.47820/recima21.v3i9.1847</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SURÉN, P., et al. <strong>Diagnosing autism spectrum disorder among children in Norway.</strong> Tidsskr: Den Norsken Legeforening,&nbsp;139(14),&nbsp;e1-13, 2019. https://tidsskriftet.no/en/2019/10/originalartikkel/diagnosing-autism-spectrum-disorder-amon g-children-norway.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEIDAN J, et al. Global prevalence of autism: A systematic review update. Autism Res, 2022; 15(5): 778-790.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZWAIGENBAUM, L., Brian, J. A., &amp; Ip, A. <strong>Early detection for autism spectrum disorder in young children. </strong>Paediatrics &amp; Amp; Child Health, 24(7), 424–432, 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Discente do Curso Superior gabriellabgomes@unirg.edu.br de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. E-mail:<br><sup>2 </sup>Discente do Curso Superior geovannambarbosa@unirg.edu.br de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. E-mail:<br><sup>3</sup> Discente do Curso Superior diogo.s.menezes@unirg.edu.br de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. E-mail:<br><sup>4</sup> Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. Especialista em Saúde da Família (UnirG/TO). E-mail: fabianonobrega26@gmail.com<br><sup>5</sup> Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. Especialista em Terapia Intensiva (UnirG/TO). E-mail: annaaraujofisio18@gmail.com<br><sup>6</sup> Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia- Rede Bionorte (UFT/TO). E-mail: elizangela@unirg.edu.br<br><sup>7</sup> Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. E-mail: regina.possebon@unirg.edu.br<br><sup>8</sup> Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. Mestre em Ciências da Saúde (UFT/TO). E-mail: rafa_c_alves@unirg.edu.br<br><sup>9</sup> Discente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. E-mail: jordanafsantos@unirg.edu.br<br><sup>10</sup> Docente do Curso Superior de Fisioterapia da Universidade de Gurupi. Campus II. Especialista em Base Neuromecânica do Movimento Humano (Uniclar Batatais/SP). e-mail: jacqueline@unirg.edu.br</p>
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		<title>A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NAS PRÁTICAS MULTIPROFISSIONAIS DA GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-atuacao-do-psicologo-nas-praticas-multiprofissionais-da-gestao-da-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 02:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202410312347 Rebeca Barleta Carvalho dos Anjos;Maria Edduarda Santana da Silva. Resumo O papel do psicólogo na gestão da saúde pública tem se consolidado como uma peça fundamental no atendimento integral ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de uma abordagem multiprofissional, a psicologia contribui para o entendimento das demandas psicológicas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202410312347</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rebeca Barleta Carvalho dos Anjos;<br>Maria Edduarda Santana da Silva.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel do psicólogo na gestão da saúde pública tem se consolidado como uma peça fundamental no atendimento integral ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de uma abordagem multiprofissional, a psicologia contribui para o entendimento das demandas psicológicas e sociais dos indivíduos, além de promover estratégias de cuidado em saúde mental que complementam as práticas médicas e sociais. Este capítulo explora a atuação do psicólogo no contexto da saúde pública, destacando sua inserção em equipes multiprofissionais, com ênfase no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e na Atenção Primária à Saúde. Serão discutidos os desafios e as potencialidades da prática psicológica em um cenário de gestão compartilhada e focada na promoção do bem-estar biopsicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Psicologia, Saúde Pública, Gestão Multiprofissional, Atenção Psicossocial, SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong>:</p>



<p class="wp-block-paragraph">The psychologist’s role in public health management has become essential in providing comprehensive care to users of the Brazilian Unified Health System (SUS). Through a multidisciplinary approach, psychology contributes to understanding the psychological and social demands of individuals, while promoting mental health care strategies that complement medical and social practices. This chapter explores the role of the psychologist in public health, emphasizing their integration into multidisciplinary teams, especially in Psychosocial Care Centers (CAPS) and Primary Health Care. The challenges and potentialities of psychological practice in a context of shared management focused on promoting biopsychosocial well-being will be discussed.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Psychology, Public Health, Multidisciplinary Management, Psychosocial Care, SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, a Psicologia foi introduzida na educação médica no início do século XX, ampliando seu escopo com o tempo à medida que a saúde pública passou a lidar com condições crônicas e relacionadas ao estilo de vida, exigindo abordagens mais abrangentes e adaptadas ao contexto social. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil passou a priorizar uma abordagem integral e humanizada, na qual profissionais de diversas áreas colaboram para atender às complexas necessidades de saúde da população. Nesse cenário, a atuação do psicólogo tornou-se essencial para promover um cuidado que valoriza as dimensões humanas e sociais do sofrimento psíquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inserção formal dos psicólogos na saúde pública, que se fortaleceu nas décadas de 1970 e 1980, ganhou grande impulso com a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no final dos anos 1980, como parte da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Essa reforma, fundamentada na luta antimanicomial, visava romper com o modelo hospitalo cêntrico e implementar práticas multiprofissionais centradas no usuário, envolvendo sua família e a equipe de saúde em planos de cuidado personalizados. Hoje, os CAPS, que integram a</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), oferecem acolhimento, atendimento em grupo, visitas domiciliares e atividades comunitárias, promovendo a reintegração social dos usuários e reforçando a importância da Psicologia no cuidado humano e social no SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática do psicólogo nos CAPS, embora não obrigatória, é essencial para construir planos terapêuticos que considerem a complexidade do sofrimento psíquico. As diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP) orientam os psicólogos a oferecer psicoterapia, apoio em crises, ações de reintegração social e abordagens inovadoras que utilizem arte e interação comunitária. Com a expansão da Psicologia no SUS, a prática exige contínuas adaptações teóricas e metodológicas, promovendo uma visão crítica e culturalmente informada que valorize as dimensões humanas e sociais da saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interdisciplinaridade se apresenta como um valor central no trabalho do psicólogo na saúde pública, pois é fundamental para uma abordagem integrada e colaborativa. Para que essa prática seja efetiva, é necessário que cada profissional reconheça o valor dos conhecimentos dos demais, superando posturas rígidas e autoritárias e investindo em um processo de ensino-aprendizagem que fomente o respeito mútuo e a construção coletiva de saberes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenvolvimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. A Psicologia e o Sistema Único de Saúde (SUS)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a criação do SUS, o cuidado integral em saúde inclui a saúde mental como uma das prioridades de atenção. A psicologia, ao integrar equipes multiprofissionais, passa a atuar diretamente nos diferentes níveis de atenção à saúde, com destaque para o CAPS e a Atenção Primária. A prática psicológica nesse contexto inclui a escuta qualificada, o acompanhamento terapêutico e a mediação de intervenções junto a outros profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. A Atuação do Psicólogo no CAPS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são dispositivos fundamentais para o cuidado em saúde mental no SUS. Nesses espaços, o psicólogo desempenha funções terapêuticas e de gestão, colaborando com psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais no planejamento e execução de estratégias de reabilitação psicossocial. A abordagem no CAPS prioriza o cuidado em liberdade, evitando internações hospitalares, e favorece a reintegração social do usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. O Psicólogo na Atenção Primária à Saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada para o sistema de saúde pública e um campo de grande atuação para o psicólogo. Na APS, o psicólogo trabalha junto com médicos de família, enfermeiros e agentes comunitários para identificar precocemente transtornos mentais e promover intervenções que visam à prevenção e ao tratamento de doenças psíquicas. A inserção do psicólogo nas equipes de APS fortalece o cuidado continuado e a promoção do bem-estar integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Desafios da Prática Multiprofissional</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das contribuições significativas do psicólogo na gestão da saúde pública, há desafios a serem enfrentados. A escassez de recursos, a sobrecarga das equipes de saúde e a fragmentação de políticas públicas podem comprometer o alcance de uma atenção integral. Além disso, a articulação entre diferentes saberes profissionais nem sempre é fluida, o que exige uma constante revisão das práticas de gestão e das formas de trabalho em equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do psicólogo nas práticas multiprofissionais da gestão da saúde pública é essencial para garantir uma atenção integral ao usuário. A psicologia, ao lado de outras profissões da saúde, contribui de forma única para a promoção do bem-estar biopsicossocial. No entanto, é necessário fortalecer políticas públicas que incentivem a formação continuada e a valorização dos profissionais de saúde, além de promover uma maior articulação entre as diferentes áreas de conhecimento que compõem as equipes de gestão do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARANTE, P. Saúde mental e atenção psicossocial . Rio de Janeiro: Fiocruz, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde Mental . Brasília, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIMENSTEIN, M. A inserção da psicologia no SUS: Desafios e perspectivas . Psicologia &amp; Sociedade, v. 3, pág. 467-476, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, RM A interdisciplinaridade na saúde pública: Experiências e reflexões . Cadernos de Saúde Pública, v. 9, e00124516, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, MA; BASTOS, JL Saúde mental e políticas públicas no Brasil . Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 10, pág. 3051-3060, 2013.</p>
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