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	<title>Volume 28 &#8211; Edição 137/AGO 2024 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 17:56:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 28 &#8211; Edição 137/AGO 2024 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>INDÍGENAS, MILITARES E AVENTUREIROS NAS ORIGENS DE SANTA MARIA DA BOCA DO MONTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 17:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249061410 Eliezer Pacheco[1] 1 INTRODUÇÃO A “lenda” vincula a origem de Santa Maria ao romance entre a Índia Imenbuí e o português Rodrigo, história criada por Cezimbra Jaques em seu livro “Assuntos do Rio Grande do Sul” (1912). Incrivelmente, este texto ficcional acaba se transformando em lenda e elemento importante na leitura sobre [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249061410</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eliezer Pacheco<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A “lenda” vincula a origem de Santa Maria ao romance entre a Índia Imenbuí e o português Rodrigo, história criada por Cezimbra Jaques em seu livro “Assuntos do Rio Grande do Sul” (1912).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incrivelmente, este texto ficcional acaba se transformando em lenda e elemento importante na leitura sobre as origens de Santa Maria. João Belém (História do Município de Santa Maria-1797/1933, 2000) contribuiria para isto apresentando-a como lenda, embora o próprio Cezimbra Jacques tenha ressaltado o caráter ficcional desta história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, a história do município está ligada a aspectos menos românticos e mais às lutas fronteiriças entre Espanha e Portugal, à diáspora guaranítica provocada pela destruição das Reduções Jesuíticas e a vinda de aventureiros, desertores e indivíduos que se aventuravam por estas terras desconhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 AS ORIGENS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os povos originários desta região foram os Tapes e os Minuanos, vindos para aí há milhares de anos. Os primeiros contatos com eles foram feitos pelo padre espanhol Antônio Ruiz Montoya, que registra estes acontecimentos na obra “A Conquista Espiritual”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta região era chamada de Monte dos Tapes. Mais tarde chega aí também o Padre Adriano Formoso, acompanhado por alguns Guaranis. É com este povo que os Jesuítas vão estabelecer relações, catequizando-os e adentrando neste território, não sem resistência dos Tapes. Em 24 de janeiro de 1634 os Jesuítas fundam a Redução de São Cosme e São Damião, cujo território abrangia toda esta vasta área onde, mais tarde, surgiria Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos poucos os Tapes foram sendo “guaranisados” pelos jesuítas. Esta Redução é transferida em 1640 para a região onde atualmente fica Santa Rosa, mais precisamente, para onde hoje se localiza Porto Vera Cruz. Depois de intensos combates com os Bandeirantes migraram para o Paraguai, retornando posteriormente para o Rio Grande do Sul, iniciando o processo de formação dos Sete Povos das Missões. Passam a organizar o gado disperso pela região nas chamadas Estâncias Missioneiras, praticando também alguma agricultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre estas estâncias, estava a Estância de São Luiz Gonzaga cujo território se expandia por onde hoje se localizam Santa Maria, Agudo, Novos Cabrais, Cachoeira do Sul e outras. Quando se intensifica a expansão portuguesa do leste para oeste começam os conflitos com os índios responsáveis pelas fazendas de gado. Tentando resolver os conflitos, Portugal e Espanha assinam, em 1750, o Tratado de Madrid. Por este tratado, os índios missioneiros deveriam abandonar os Sete Povos, o que não aceitaram, dando causa a Guerra Guaranítica, entre 1754 e 1756.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a derrota dos indígenas haverá uma grande dispersão destes, vindo uma expressiva parcela para onde surgiria Santa Maria. Entre 1756 e 1797 este território é ocupado por fazendeiros e índios dispersos das Missões estes, geralmente, trabalhando para aqueles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1756, seis anos após o Tratado de Madrid, o Gen. Gomes Freire de Andrade, à frente de cerca de 300 homens, tenta demarcar as terras, estabelecendo os limites com as terras de Espanha. Transpoē o Rio Ibicuí no Passo São Martinho, conseguindo subir a serra e levando sua tropa até a região conhecida como Boca do Monte, considerada adequada ao povoamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A área, entretanto, apresentava a dificuldade de situar-se próxima às fronteiras com áreas espanholas. Com isto, sofreria constantes incursões dos súditos de Espanha, que tinham uma guarnição no alto da Serra de São Martinho. Por esta razão, os povoadores se transferem para outro local, em direção ao leste, mais protegido pela mata, estabelecendo um acampamento identificado como Capela de Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freire de Andrade, em fevereiro de 1756, penetrara na região em direção ao Monte Grande (São Martinho) enfrentando e derrotando os Guarani missioneiros em Santa Tecla e Caibaté, e espanhóis na Boca do Monte (em 22 de março de 1756). Freire Andrade, também Governador do Rio de Janeiro, encontrou nos índios missioneiros a principal resistência na implantação das fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Madrid. Ele determina então a abertura de estrada para São Martinho para possibilitar as demarcações dos limites (21 de abril de 1756). Daí inicia a marcha de retorno para a Fortaleza de Rio Pardo, passando ao sul dos dois cerros que, mais tarde, seriam chamados de Cerro Agudo (ou Abrahão Cassel) e o outro denominado de Hoffmeister. À esquerda estava a mata e o Rio Araricá, depois chamado de Vacacaí Mirim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1777, Portugal e Espanha assinam o Tratado de Santo Ildefonso (cidade espanhola), na tentativa de resolver as disputas territoriais não resolvidas pelo Tratado de Madrid. À Comissão Demarcatória enviada estabelece seu acampamento no começo da rua que hoje leva o nome de Rua do Acampamento, mais precisamente onde hoje se localiza a Praça Saldanha Marinho, em 1797.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro de 1801, comandava a Guarda Avançada de São Pedro o Capitão de Dragões Francisco Barreto Pereira Pinto quando se apresentam a este comando um grupo de 20 aventureiros comandados por Manoel dos Santos Pedroso se propondo a atacar a Guarda castelhana estabelecida em São Martinho. Aceitos seus serviços, marcharam em direção a São Martinho, derrotando os castelhanos e tomando a pequena fortificação. Depois disto, avançam em direção à Província de Missiones, onde derrotam aos espanhóis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pouco antes desta investida, o desertor do Regimento dos Dragões, José Borges do Canto, também se apresenta ao Comandante Pereira Pinto, com 15 homens, se dispondo a combater aos espanhóis. Pereira Pinto então forma uma força de 40 combatentes e os manda reforçar as tropas do Comandante Manoel dos Santos Pedroso, em São Lourenço, que se preparava para atacar Missiones. Avançando sobre a Província de Missiones, esta é conquistada em cerca de 40 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como recompensa o ex-desertor José Borges do Canto recebe o posto de Capitão de Milícias e o civil Manoel dos Santos Pedroso o de Tenente de Milícias. Estes aventureiros não eram motivados por sentimentos de “patriotismo”, pois isto não existia ainda, mas pela busca de enriquecimento através de pilhagens. Na linguagem de hoje seriam classificados como mercenários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles agiam na extensa área que faria parte da Paróquia Santa Maria, onde já começava a surgir uma aldeia com este nome. Com a conquista de Missiones e a desarticulação das Reduções Jesuíticas vai ocorrer um grande fluxo de indígenas para esta região. Estes índios se fixam, principalmente, nas margens de duas sangas cujas nascentes ficavam no alto da colina onde se levantava o acampamento a que já nos referimos, onde hoje fica a Praça Saldanha Marinho e o começo da rua que herdou este nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas duas aldeias formadas nestas localidades se destacavam os Chefes Narciso Fernandes da Silva, Domingos Ipucun e Abaeté Inácio de Miranda. Narciso morava na estrada chamada de IPE, à direita, antes de chegar ao caminho onde hoje é a rua Floriano Peixoto. Na chamada Rua da Aldeia, depois Av. Ipiranga (atualmente Getúlio Vargas) à leste da Floriano Peixoto, próximo a onde atualmente se localiza o Hospital de Caridade, foi levantada a primeira Igrejinha de Santa Maria, quase um barraco, coberto de capim e frequentada pelos indígenas convertidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1805 assume o Comando do Destacamento de Vacacahy, localizado no povoamento de Santa Maria, o capitão Manoel Carneiro da Silva e Fontoura. Este era também responsável por dar as informações ao Governador Paulo José da Gama sobre os terrenos devolutos requisitados por interessados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 10 de agosto de 1805, os despachos do governador favoreceram as seguintes pretensões: solicitação de José Jacinto de Bittencourt, de 100 braças de frente, junto à estrada Alto da Beira; uma área com as mesmas dimensões para o Alferes Jacintho Mateus da Silveira. Ambas as áreas ficavam distante do acampamento central onde se desenvolvia a Aldeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1808 são feitas várias concessões no centro onde se desenvolveria a cidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>João Barbosa, 80 palmos de frente, onde hoje está situada a Av. Rio Branco;</li>



<li>Manoel Carneiro, 90 palmos na esquina onde mais tarde seria construída a sede da União dos Caixeiros Viajantes, hoje Prefeitura.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os demais seguiram este alinhamento delineando a rua que chamaram de Conceição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Capitão Carneiro também possuía uma chácara, a do IPE, no fim do acampamento, onde implantou uma olaria, a primeira do novo povoamento. As edificações foram sendo erguidos pelo sistema indígena, com pau-a-pique, cipó, prego, ripa e vara verde, dando as características iniciais da aldeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fôssemos destacar alguns nomes que iniciaram a fundação de Santa Maria seriam os indígenas Narciso Fernandes da Silva, Domingos Ipucun e Abaeté Ignacio de Miranda, os colonos João Barbosa e Manoel Carneiro, José Jacinto de Bittencourt, Alferes Jacintho Matheus da Silveira e o Capitão Manoel Carneiro da Silva e Fontoura. Infelizmente, a história não registra o nome de centenas de indígenas, portugueses e brasileiros que assentaram as bases da futura Santa Maria da Boca do Monte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1807, o Continente do Sul é elevado à Capitania Geral, sendo seu primeiro Governador o Capitão-General D. Diogo de Souza, empossado em 9 de outubro de 1809. Neste mesmo ano Santa Maria é elevada à Freguezia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">D. José Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro, eleva Santa Maria à Capela-Curado em 25 de janeiro de 1814, nomeando seu primeiro Cura o padre Antônio José Lopes. O território da Paróquia abrangia áreas dos atuais municípios de Santa Maria, São Vicente, São Gabriel, Rosário do Sul e Santana do Livramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santa Maria era um pequeno povoado cercado pela mata, visitada por viageiros, aventureiros e pelos índios dispersos pela destruição das Missões Jesuíticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Freguesia de Santa Maria foi criada por lei provincial Nº 6 (17/11/1837), elevada à Vila pela lei Nº 400(16/12/1857) e à cidade em 6 de abril de 1876, pela lei provincial 1013, com o nome de Santa Maria da Boca do Monte. O crescimento de Santa Maria esteve sempre vinculado à questão militar e às disputas territoriais com a Espanha e, mais tarde, com os países vizinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ainda registrar que o primeiro jornal publicado em Santa Maria foi a “Gazeta do Norte”, em 1º de janeiro de 1884, propriedade do advogado Francisco José Ferreira Camboim Filho. A partir deste, surgiriam inúmeras outras publicações que deram grande contribuição ao desenvolvimento cultural e político do município.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo sobre a história de Santa Maria ainda existem muitos pontos obscuros a serem explorados. A historiografia, de um modo geral, oculta o papel dos indígenas, aventureiros e homens de origem incerta para destacar os “heróis” portugueses, militares e nobres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela surge, na verdade, a partir de dois elementos centrais: a questão militar em função das disputas territoriais entre Portugal e Espanha e a destruição das Reduções Jesuíticas com a consequente dispersão de sua população e de seus rebanhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A memória da participação indígena está presente quase que apenas na “lenda” de Imembui criada pela imaginação de Cezimbra Jacques. Se observarmos as homenagens representadas nas denominações de ruas, praças e monumentos, veremos nomes de nobres, militares ou representantes das classes dominantes, mas nenhum de indígena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que o papel desempenhado pelos indígenas e aventureiros na formação de Santa Maria são temas muito relevantes a serem pesquisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BELÉM, João. História do Município de Santa Maria. 1797-1933. Santa Maria: UFSM, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELTRÃO, Romeu. Cronologia Histórica de Santa Maria e do Extinto Município de São Martinho. 1787-1930. Santa Maria: UFSM, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COELHO, Catão. A Várzea de Outrora, São Paulo: De Maria, 1935.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JACQUES, João Cezimbra. Assuntos do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a>&nbsp; Professor de História pela Universidade Federal de Santa Maria, Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO DA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA: NOVAS PERSPECTIVAS NO TRATAMENTO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/avancos-no-diagnostico-da-leucemia-linfoide-aguda-novas-perspectivas-no-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:54:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[ADVANCES IN THE DIAGNOSIS OF ACUTE LYMPHOID LEUKEMIA: NEW PERSPECTIVES IN TREATMENT REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249032159 Elizângela Martins Maia 1Clarice Silva de Souza 2Tacieli Gomes de Lacerda 3Ecimar Gonçalves da Silva Júnior 4Guilherme Aires Oliveira Campos 5Gabrielly Pinheiro Foge de Sá 6Carollina Martinez da Silva 7Rebeca Brandão Costa 8Raissa Moreira Ponce Lacerda 9 Sara Veronesi Prearo  10Elaine [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>ADVANCES IN THE DIAGNOSIS OF ACUTE LYMPHOID LEUKEMIA: NEW PERSPECTIVES IN TREATMENT</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249032159</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elizângela Martins Maia<sup><strong> 1</strong></sup><br>Clarice Silva de Souza<sup><strong> 2</strong></sup><br>Tacieli Gomes de Lacerda <sup><strong>3</strong></sup><br>Ecimar Gonçalves da Silva Júnior <sup><strong>4</strong></sup><br>Guilherme Aires Oliveira Campos<strong> <sup>5</sup></strong><br>Gabrielly Pinheiro Foge de Sá <sup><strong>6</strong></sup><br>Carollina Martinez da Silva<strong> <sup>7</sup></strong><br>Rebeca Brandão Costa <sup><strong>8</strong></sup><br>Raissa Moreira Ponce Lacerda <sup><strong>9</strong></sup><br> Sara Veronesi Prearo <strong> <sup>10</sup></strong><br>Elaine de Lima Melo Santana de Lima<strong> <sup>11</sup></strong><br>Adélia Monteiro Cordeiro <sup> <strong>12</strong></sup><br>Ingrid Maiane de Araújo Barros Borges<sup><strong> 13</strong></sup><br>Aline Moraes de Abreu<sup><strong> 14</strong></sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A leucemia linfoide aguda (LLA) é um câncer que afeta a medula óssea e o sangue, caracterizado pela produção excessiva e imatura de linfócitos, um tipo de glóbulo branco. Comum em crianças, mas também podendo ocorrer em adultos, a LLA causa sintomas como fadiga, febre, sangramentos fáceis e infecções frequentes. O diagnóstico é realizado por exames de sangue e biópsia da medula óssea. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, e às vezes radioterapia ou transplante de medula óssea, com o prognóstico variando conforme a idade do paciente e a resposta ao tratamento. O presente trabalho objetiva analisar os avanços no diagnóstico da leucemia linfoide aguda e como isso impacta no tratamento. A pesquisa foi realizada nas principais bases de dados resultando em um total de 8 artigos. Os avanços no diagnóstico da leucemia linfoide aguda (LLA) incluem a melhoria das técnicas de citogenética e imuno-hematologia. Essas inovações permitem identificar subtipos específicos da LLA e alterações genéticas associadas, o que ajuda a personalizar e otimizar o tratamento. Como resultado, os tratamentos têm se tornado mais direcionados e eficazes, aumentando as taxas de remissão e sobrevivência. A precisão no diagnóstico também possibilita a adaptação dos regimes de quimioterapia e a consideração de terapias alvo e imunoterapia, melhorando os resultados e reduzindo efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>leucemia linfoide aguda, diagnóstico LLA, inmunoterapia LLA e quimioterapia LLA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A leucemia linfoide aguda (LLA) é um câncer das células sanguíneas caracterizado pela produção excessiva e descontrolada de linfoblastos, um tipo de célula imatura. Tradicionalmente, o diagnóstico da LLA era baseado em métodos morfológicos e citológicos, como a análise de lâminas de sangue e medula óssea, além de técnicas imunofenotípicas para identificar marcadores celulares específicos. No entanto, avanços significativos têm sido feitos nos últimos anos, transformando o diagnóstico e o manejo desta doença ( Amaral, et al. 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leucemia linfoide aguda (LLA) afeta diferentes grupos etários, com variações na incidência e nas características da doença conforme a idade. A LLA é mais comum em crianças, sendo a forma predominante de leucemia nesta faixa etária. Em adolescentes e jovens adultos, a LLA também pode ocorrer, embora com menor frequência do que em crianças. Este grupo etário, que inclui pessoas entre 15 e 39 anos, pode responder de maneira diferente ao tratamento, e os protocolos podem ser ajustados para atender às suas necessidades específicas ( Silva, et al. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos adultos, a LLA é menos comum, mas ainda é uma forma significativa de leucemia. A apresentação da doença em adultos pode variar e frequentemente está associada a um prognóstico mais reservado quando comparado ao dos pacientes pediátricos. O tratamento para adultos geralmente é mais complexo e pode exigir abordagens terapêuticas mais intensivas. A LLA em idosos é rara e, quando diagnosticada, pode apresentar características distintas, muitas vezes com um curso mais agressivo e um prognóstico menos favorável. Os desafios no tratamento são amplificados pela presença de comorbidades e pela saúde geral do paciente ( Silva, et al. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada grupo etário exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica específica, refletindo as diferenças nas características da doença e nas respostas ao tratamento. O pilar do tratamento continua sendo a quimioterapia, que é administrada em diferentes fases: indução, para alcançar a remissão inicial; consolidação, para eliminar células leucêmicas residuais; e manutenção, para prevenir recaídas. Este regime quimioterápico é frequentemente complexo e utiliza várias drogas que atacam as células cancerígenas em diferentes estágios do ciclo celular. Além dela, também podemos citar outras abordagens como a imunoterapia, transplante de células-tronco, entre outras abordagens (Da Silva Santos, et al. 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como principal objetivo analisar os avanços no diagnóstico da leucemia linfoide aguda e como isso impacta no tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abordar os avanços no diagnóstico e tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA), esta pesquisa adota uma abordagem metodológica que combina revisão bibliográfica detalhada e análise crítica de dados clínicos recentes. O estudo inicia com uma revisão extensiva da literatura existente sobre a LLA, enfocando os principais avanços nas técnicas de diagnóstico e nas modalidades terapêuticas. Esta revisão inclui artigos científicos, revisões sistemáticas, e diretrizes clínicas publicadas em periódicos renomados nas áreas de hematologia e oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos artigos para a revisão é realizada em agosto de 2024, com base em critérios de relevância e atualidade. São priorizados estudos publicados nos últimos cinco anos para garantir a inclusão das informações mais recentes e pertinentes, e em língua portuguesa A busca é conduzida nas&nbsp; bases de dados acadêmicas CAPES, Scielo e BVS, utilizando termos-chaves “leucemia linfoide aguda”, “diagnóstico LLA”, “inmunoterapia LLA” e “quimioterapia LLA”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira seleção resultou em um total de 759 artigos, entretanto com a utilização dos critérios de exclusão definidos que foram os trabalhos que não falavam desse avanço no diagnóstico da doença.&nbsp; A busca final resultou em um total de 8&nbsp; trabalhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> De acordo com a literatura, a LLA afeta em maior parte crianças menores de 15 anos, gerando um grande desafio para a saúde pública que fica sobrecarregada, além de não existir profissionais capacitados suficientes na rede. Entre as características da doença destacam-se os sinais e sintomas, a anemia é comum e pode levar a sintomas como cansaço extremo, palidez e fraqueza, devido à deficiência de glóbulos vermelhos. Além disso, a LLA pode causar leucopenia, que é uma redução na contagem de leucócitos, resultando em infecções frequentes e febre. Em outros casos, pode ocorrer leucocitose, caracterizada por um aumento anormal no número de leucócitos imaturos, o que pode também levar a sintomas semelhantes, como febre e infecções (Oliveira, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da ciência, novas alternativas vão surgindo para que o tratamento da patologia seja o mais eficaz possível, entre eles podemos destacar a homeopatia. A homeopatia é uma abordagem terapêutica alternativa que utiliza substâncias altamente diluídas para estimular a capacidade de autocura do organismo. Em relação à LLA, a homeopatia é frequentemente discutida como uma opção complementar, mas não substitutiva, aos tratamentos convencionais. Alguns pacientes podem recorrer à homeopatia para ajudar a aliviar os efeitos colaterais das terapias convencionais, como a quimioterapia, e para melhorar o bem-estar geral, tratando sintomas como fadiga, náuseas e estresse. No entanto, a eficácia da homeopatia no tratamento da LLA em si é controversa e amplamente debatida (Oliveira, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">  Ademais, existem também outras alternativas como a reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa (RT-PCR) que é uma técnica molecular avançada amplamente utilizada tanto no diagnóstico quanto no tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA). No diagnóstico, a RT-PCR identifica alterações genéticas específicas associadas à LLA, como translocações cromossômicas e mutações, permitindo uma avaliação precisa da doença. No tratamento, a técnica é utilizada para monitorar a resposta ao tratamento, detectando células leucêmicas residuais em níveis muito baixos, o que ajuda a ajustar as terapias e a vigiar possíveis recaídas. Assim, a RT-PCR proporciona uma abordagem detalhada e personalizada no manejo da LLA, melhorando a precisão diagnóstica e a eficácia do tratamento (De Oliveira, et al. 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Com o passar dos anos, vem sendo explorada a utilização de enzimas no tratamento de LLA. A asparaginase é uma enzima usada no tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA), principalmente em crianças. Ela age reduzindo os níveis de asparagina, um aminoácido essencial para a sobrevivência das células leucêmicas. As células leucêmicas, que não podem sintetizar asparagina, dependem dela para seu crescimento. Ao depletar esse aminoácido, a asparaginase inibe a proliferação dessas células e ajuda a combater a doença. Existem diferentes formas de asparaginase usadas no tratamento, incluindo a asparaginase de E. coli e a de Erwinia chrysanthemi, cada uma com suas indicações específicas dependendo da resposta do paciente e da tolerância ao tratamento (Rodrigues, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tornar o tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA) mais suportável para crianças, os profissionais de saúde utilizam diversas estratégias envolvendo brinquedos e atividades lúdicas. O uso de brinquedos e jogos durante a quimioterapia ajuda a distrair e acalmar as crianças, tornando o ambiente mais confortável. Além disso, a criação de áreas de recreação e a organização de eventos especiais contribuem para um ambiente mais acolhedor e menos intimidante. O apoio psicológico também é fundamental, com a terapia utilizando brinquedos para ajudar as crianças a expressar emoções e lidar com o estresse (Santos, et al. 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, como uma estratégia diferente no tratamento e a orientação pelos profissionais, alguns autores relatam a utilização de cartilhas informativas sobre a rotina dessa criança. Uma cartilha de orientação de exercícios e rotinas para crianças com leucemia linfoblástica aguda (LLA) envolve desenvolver o conteúdo com base em evidências científicas, consultar especialistas em saúde, realizar testes pilotos com feedback dos pacientes e ajustar o material conforme necessário. Após a revisão final por um comitê de especialistas, a cartilha é distribuída e acompanhada para garantir que as orientações sejam seguras, claras e eficazes para as crianças em tratamento (Silva, et al. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, salienta-se que a farmacovigilância na leucemia linfoide aguda (LLA) é crucial para monitorar a segurança e eficácia dos medicamentos utilizados no tratamento da doença. Ela se concentra na identificação e gestão dos efeitos adversos dos tratamentos, como quimioterapia, imunoterapia e terapias direcionadas. A prática permite ajustar dosagens, modificar regimes terapêuticos e minimizar riscos para os pacientes. Além disso, avalia os efeitos a longo prazo dos tratamentos, ajudando a detectar complicações tardias. A farmacovigilância também informa a atualização de diretrizes e protocolos de tratamento, contribuindo para uma abordagem mais segura e eficaz no manejo da LLA (Barbosa, et al. 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce continua sendo o ponto crucial para o bem estar dessa família que convive com a doença. Alguns estudos trouxeram a reflexão dos pais sobre a doença, em que alguns relatam como é difícil enfrentar o tratamento, pois as crianças não entendem muitas coisas, inclusive não sabem o que é câncer, fazendo com que esse processo torne-se mais difícil ainda ( Silva, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos grandes avanços no diagnóstico e consequentemente no tratamento da LLA, algumas discussões devem ser realizadas com as famílias acometidas, como por exemplo em relação ao final de vida e cuidados paliativos, pois em alguns casos os tratamentos disponíveis param de fazer seu efeito de cura. Os cuidados paliativos na leucemia linfoide aguda (LLA) focam em melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Esses cuidados envolvem o manejo da dor e outros sintomas como náuseas e fadiga, além de controlar efeitos colaterais do tratamento, como infecções e problemas hematológicos. A abordagem também inclui suporte psicológico e emocional, oferecendo aconselhamento para ajudar os pacientes e suas famílias a enfrentar o estresse e a ansiedade associados à doença (Silva, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços no diagnóstico da leucemia linfoide aguda (LLA) têm transformado significativamente o cenário da doença, proporcionando ferramentas mais precisas e eficazes para a detecção precoce e a personalização do tratamento. O desenvolvimento de técnicas avançadas, como&nbsp; a análise genética e a biópsia líquida, tem permitido uma identificação mais rápida e detalhada das características moleculares e celulares da LLA, facilitando a escolha de terapias alvo e a monitorização da resposta ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses avanços não apenas melhoraram a precisão do diagnóstico, mas também têm contribuído para a otimização das estratégias terapêuticas, resultando em prognósticos mais favoráveis e maior taxa de sobrevivência para os pacientes. À medida que a pesquisa continua a evoluir, espera-se que essas inovações avancem ainda mais, oferecendo novas esperanças e melhores resultados para aqueles afetados pela leucemia linfoide aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, evidenciou-se como os avanços diagnósticos influenciam diretamente no tratamento de escolha para esses pacientes, assim alcançando os objetivos levantados anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARAL, Camilla Martin; JUVENALE, Michelangelo. Leucemia linfoide aguda em pacientes infanto-juvenis. <strong>Brazilian Journal of Health Review</strong>, v. 3, n. 3, p. 4770-4784, 2020. Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/10295</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, Khrisna Fiuza et al. Farmacovigilância: terapia semi-intensiva da oncopediatria em um hospital filantrópico. <strong>Journal of Health &amp; Biological Sciences</strong>, v. 7, n. 4 (Out-Dez), p. 405-409, 2019.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://periodicos.unichristus.edu.br/jhbs/article/view/2608/1016</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA SANTOS, Jadielson et al. Diagnóstico da leucemia linfoblástica aguda em crianças. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 11, n. 9, p. e39411919078-e39411919078, 2022.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/19078</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE OLIVEIRA GOMES, Aline; COELHO, Rafael Tessaro. A Importância do PCR em tempo real (qPCR) no monitoramento de doença residual mínima em leucemia mieloide crônica. <strong>Revista Mato-grossense de Saúde</strong>, v. 1, n. 1, p. 5-15, 2023. Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em:104.207.146.252:3000/index.php/REMAS/article/download/172/159</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Bruno de. Homeopatia em Leucemia Linfoide Aguda infantil: a propósito de um caso. <strong>Rev. homeopatia (São Paulo)</strong>, p. 67-70, 2023.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2023/04/1425554/aph-revista_84-nr_1-artigo-7-p67a70336.pdf</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Caroline Cirolini et al. Perfil epidemiológico de pacientes com leucemia mieloide aguda. 2021. Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em:&nbsp;&nbsp; https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/64519/pdf</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Ana Luisa Leoncio. Expressão heteróloga da enzima L-asparaginase de Fusarium proliferatum em sistema de expressão Escherichia coli BL21 (DE3). 2024. Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: http://www.rlbea.unb.br/jspui/handle/10482/49579</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Bárbara Machado Barbosa da. <strong>Cuidados paliativos e decisões ao final da vida: experiências de famílias de crianças e adolescentes com câncer</strong>. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-18032019-185942/publico/BARBARAMACHADOBARBOSADASILVA.pdf</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Rafaela Ester Galisteu da; SILVA, Romeu Paulo Martins; AVELAR, Ariane Ferreira Machado. Validação de cartilha de orientação de exercícios para crianças com leucemia linfoide aguda. <strong>Fisioterapia em Movimento</strong>, v. 34, p. e34101, 2021.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fm/a/srQb64sQzD8Ykp9WBTBS7Md/?lang=pt</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Dálete de Souza Coelho et al. Perfil infanto-juvenil e sobrevida de pacientes com leucemia linfóide aguda do semiárido brasileiro. <strong>Brazilian Journal of Development</strong>, v. 7, n. 3, p. 25085-25093, 2021.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/26193</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Valeska Silva Souza et al. Brinquedo terapêutico instrucional: preparando a criança para a quimioterapia endovenosa. 2018.Acesso em: 21 de ago. 2024. Disponível em: https://secure.unisagrado.edu.br/static/biblioteca/salusvita/salusvita_v38_n4_2019/salusvita_v38_n4_2019_art_09.pdf</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">1 Enfermeira obstetra e-mail: elizangelamartins2007@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> 2 Enfermeira pela Universidade Paulista e-mail: claricesilva250914@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">3 Discente do Curso Superior de enfermagem da Universidade Federal de Pelotas e-mail: taci.gomeslacerda@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">4 Médico residente em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital Regional Antônio Dias e-mail: ecimarjr2011@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">5 Médico pela Universidade Federal do Pará e-mail: guilherme.campos@ics.ufpa.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">6 Discente do curso de nutrição pela Universidade Paulista e-mail:sfpinheirog@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">7 Discente do curso de medicina pela Universidade Federal de Rondônia e-mail: carollmartinez.silva@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">8 Discente do curso de medicina pelo Instituto Nacional padre Gervásio e-mail: rebecabc01@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">9 Médica pediátrica pelo Hospital geral de Nova Iguaçu e-mail: raissaponcelacerda@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">10 Médica pelo Centro Universitário de Goiatuba e-mail: saraveronesiprearo@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">11 Discente do curso de enfermagem da Universidade Paulista e-mail: elainemluna1402@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">12 Discente do curso de enfermagem da Universidade Paulista e-mail: adeduda@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">13 Enfermeira pela Faculdade de Santa Maria PB e especialista pelo Instituto de ensino Albert</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">14 Mestre em enfermagem pela Universidade Federal de ciências da saúde de Porto Alegre e-mail: alineurug@yahoo.com.br</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">FILIAÇÃO</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM SOBRE O ENSINO REMOTO DURANTE A COVID-19 NA PERSPECTIVA DE GRADUANDOS DE ENFERMAGEM</title>
		<link>https://revistaft.com.br/relacao-ensino-aprendizagem-sobre-o-ensino-remoto-durante-a-covid-19-na-perspectiva-de-graduandos-de-enfermagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=155693</guid>

					<description><![CDATA[TEACHING-LEARNING RELATIONSHIP ON REMOTE EDUCATION DURING COVID-19 FROM THE PERSPECTIVE OF NURSING UNDERGRADUATES REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202408312201 Daniela Guimarães Freire1Gabrielly Nascimento Neves2Carla Natalina da Silva Fernandes3 Resumo Oobjetivo deste estudo foi analisar na literatura científica a percepção dos estudantes de graduação em enfermagem sobre a relação ensino-aprendizagem durante o ensino remoto, em tempos de pandemia entre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">TEACHING-LEARNING RELATIONSHIP ON REMOTE EDUCATION DURING COVID-19 FROM THE PERSPECTIVE OF NURSING UNDERGRADUATES</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202408312201</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Daniela Guimarães Freire<sup>1</sup><br>Gabrielly Nascimento Neves<sup>2</sup><br>Carla Natalina da Silva Fernandes<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong> Oobjetivo deste estudo foi analisar na literatura científica a percepção dos estudantes de graduação em enfermagem sobre a relação ensino-aprendizagem durante o ensino remoto, em tempos de pandemia entre os anos 2020 a 2022. Trata-se de revisão integrativa, a questão norteadora foi elaborada pela estratégia PICO, a busca dos artigos se deu nas bases de dados <em>Institute for Scientific Information Web of Science </em>,<em> National Library of Medicine of Medicine National Institutes of Health</em> (PubMed) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), os critérios de inclusão foram: artigos completos, originais e na íntegra, publicadas na língua portuguesa, inglesa e espanhola, publicadas no período de 2020 a 2022 e que abordassem o tema selecionado. Após a avaliação dos 15 artigos incluídos nesta pesquisa, foram analisados, foram extraídos os seguintes dados: título, autoria, periódico, ano de publicação, país, idioma, base de dados, nível de evidência, amostra, palavra-chave para a composição de um quadro com a síntese dos resultados. A pesquisa mostrou que a maioria dos artigos sobre e-learning na educação de enfermagem foram publicados em 2021 (53%) e 2022 (40%). A maior parte das publicações está em inglês (67%). Os temas abordados incluem desafios tecnológicos, impactos emocionais e a necessidade de melhorias na infraestrutura e metodologias para o e-learning. Conclui-se que a experiência do ensino remoto para os estudantes em enfermagem durante a pandemia apresentou aspectos positivos, como flexibilidade, mas ressaltou desafios como a falta de interação e de prática clínica supervisionada, bem como as desigualdades tecnológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Estudantes de enfermagem. Ensino Remoto. Pandemia. Covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, com elevada transmissão em todo o mundo, sendo relatados casos desde dezembro de 2019 na China (BRASIL, 2021). No Brasil o primeiro caso foi confirmado em fevereiro de 2020, constatando-se em março do mesmo ano como uma pandemia, (SCHONS <em>et al.</em>, 2021), manifestados por pessoas assintomáticas, sintomáticas com manifestações que variam de leves como coriza, tosse, dor de garganta, anosmia e perda de paladar, diarreia acompanhada com dores na barriga, aumento da temperatura e calafrios, dores no corpo, mal estar e fraqueza, fadiga ao realizar esforços e até os graves como dispnéia, frequência respiratória maior que 30 rpm e oxigenação menor que 95%, com alta prevalência de internações e de óbitos (ISER, <em>et al.,</em> 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apoiou de forma técnica os países das Américas, sugerindo a manter um sistema de vigilância em alerta para identificar, distanciar e cuidar de forma precoce indivíduos afetados com o novo coronavírus, tais recomendações trouxeram implementações de planos operacionais tanto na atenção primária quanto em hospitais, incluindo o isolamento, distanciamento social, higienização das mãos, o uso de máscaras (OPAS, 2020). Cabe destacar que a forma de transmissão da Covid-19 se dá através do contato direto de indivíduo para indivíduo ou por gotículas expelidas, durante a fala, tosse ou espirro, apertos de mão, abraços e beijos de uma pessoa infectada (ALMEIDA,<em> et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse cenário que a sociedade estava vivenciando, foram evidenciadas mudanças drásticas, como por exemplo, alterações na rotina como a interrupção das atividades diárias de trabalho, lazer, viagens e estudos, doenças psíquicas como ansiedade, transtorno do pânico, estresse, sintomas de depressão, irritabilidade, transtorno bipolaridade além do aumento do uso de álcool (REIS<em> et al.</em>, 2021). A intensificação da utilização de mídias sociais e meios digitais de comunicação, observando também que aumentaram a propagação de informações falsas, as chamadas de <em>fake news</em>, que contribuem para o agravamento de alterações psicológicas. Nesse sentido, a disseminação de informações inverídicas desorienta a população colocando em risco as intervenções diretivas para a prevenção de danos que decorrem da propagação da doença (ALMEIDA, <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profunda disseminação de informações incorretas, conhecida como infodemia, exerceu um impacto direto e prejudicial no enfrentamento da pandemia, impulsionando a busca por tratamentos e controle de sintomas que&nbsp; necessitavam de comprovação científica quanto à sua eficácia na prevenção e na cura da Covid-19, intensificando o perigo de propagação do vírus, gerando incertezas acarretando em prejuízos a saúde mental da população no geral, tornando o excesso de informações equivocadas sobre a infecção e suas medidas profiláticas dificultando o trabalho de orientação das autoridades sanitárias nas medidas de controle do vírus (ALMEIDA, <em>et al </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da educação também foram percebidas modificações como a interrupção das aulas presenciais em todo território nacional por meio da Portaria do Ministério da Educação (MEC) n° 343, de 17 de março de 2020, que dispõe a substituição das aulas presenciais por aulas remotas enquanto durar a pandemia (BRASIL, 2020a). Diante disso, uma nova modalidade denominada de Ensino Remoto Emergencial (ERE), sendo então utilizadas pelas instituições de ensino que optaram por essa modalidade afim de preservar vínculo entre professores e estudantes com vivências por meio digital na formação acadêmica (SILVEIRA; PICCIRILLI; OLIVEIRA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ensino Remoto Emergencial (ERE) foi concebido com o propósito de assegurar o acesso à educação de maneira satisfatória durante o período de pandemia, levando em consideração imperativos como o distanciamento social, a fragilidade pessoal dos alunos e docentes, bem como os desafios inerentes ao aprendizado fora do ambiente universitário (GARCIA <em>et al.,</em> 2023). Essa abordagem se tornou necessária para contornar os riscos à saúde pública associados aos cursos presenciais, adotados de forma temporária e ágil para garantir a continuidade do aprendizado em situações de crise, a qual o mundo enfrentou (PEDROZA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ensino superior, o Ministério da Educação através da Portaria n° 1.096 de 30 de dezembro de 2020 (BRASIL, 2020b) dispõe o retorno das aulas presenciais nos cursos da saúde, aulas práticas que não podem ser realizadas em modalidade virtual podem ser realizadas presenciais, além disso, na Portaria n° 572, de 1 de julho de 2020, institui que o protocolo de biossegurança seja seguido pelas instituições durante essas atividades (BRASIL, 2020c). Sendo assim, as demais atividades continuaram sendo realizadas de forma síncrona por meio de reuniões via web, palestras em tempo real ou em atividades de forma assíncrona no ambiente virtual de aprendizagem (ARRUDA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias desempenham um papel crucial no aprimoramento do processo educacional, porém é importante enfatizar os obstáculos e dilemas enfrentados, a transição de um método de ensino tradicional, onde a interação física entre alunos e professores ocorre em um ambiente presencial com infraestrutura física adequada, para o formato de ensino à distância (FEITOSA<em> et al.</em>, 2020). Desde então, os usos destas ferramentas apresentam desafios significativos tanto para educadores quanto para estudantes, entre elas o acesso limitado às tecnologias, (tendo em vista que muitos estudantes apresentam a falta de acessibilidade de internet juntamente com a falta de equipamentos), quanto também as desigualdades sociais e a falta de capacitação dos professores no uso de tecnologias e novas plataformas de ensino (PEDROZA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente a crise pandêmica, estudos já revelaram níveis significativos de estresse em estudantes de enfermagem, e a literatura pós-Covid-19 têm evidenciado que estudantes passam por modificações de bem-estar psicológico, sendo este um fator que predispõe a saúde mental, durante a pandemia (LOURENÇO, <em>et. al.,</em> 2021). Em diversos locais do mundo, pesquisas sobre estudantes de enfermagem revelam carências no autocuidado desses alunos, o que pode levar a problemas de saúde mental e doenças crônicas não transmissíveis, podendo ser aumentada durante o isolamento social no período pandêmico (OLIVEIRA,<em> et al.</em>, 2021). As experiências vivenciadas durante o isolamento social podem ser identificadas como momentos de crise para os estudantes, gerando desafios complexos para a saúde mental (LOURENÇO,<em> et al.,</em> 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente no campo da enfermagem, a pandemia de Covid-19 teve um impacto direto no sistema educacional, devido o curso ser reconhecido por sua ênfase na prática, uso de laboratórios e implementação de estratégias de ensino que promovam a experimentação acadêmica durante o estágio curricular (PISSAIA; KUNZ DA COSTA, 2021). Os estágios curriculares são fundamentais para o desenvolvimento profissional dos estudantes de enfermagem e durante este período eles têm a oportunidade de assumir um papel ativo em sua própria aprendizagem, trabalhando em equipes de saúde, tomando decisões clínicas supervisionadas e ganhando autoconfiança na aplicação do conhecimento teórico (GUIMARÃES DA SILVA, <em>et al</em>.,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação em enfermagem visa preparar os profissionais para fornecer uma atenção integral à saúde dos pacientes e frequentemente precisam tomar decisões rápidas e bem fundamentadas em ambientes complexos e dinâmicos, englobando habilidades técnicas, conhecimento científico e competências socioemocionais (RONDON; CUNHA; XIMENES NETO, 2020). O processo de ensino-aprendizagem na formação em enfermagem deve ser projetado para capacitar os estudantes a se tornarem profissionais competentes e compassivos, capazes de fornecer cuidados integrais que consideram as dimensões físicas, emocionais, sociais e culturais do ser humano (GUIMARÃES DA SILVA, <em>et al</em>.,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto incomum, cheio de incertezas, a relação entre as instituições de ensino superior na área da saúde foram significativamente afetadas, em decorrência à necessidade de adotar rapidamente tecnologias educacionais para manter o processo de ensino-aprendizagem em funcionamento devido à pandemia, sendo restabelecida após de um ano e meio, com a introdução e o progresso da vacinação contra a Covid-19, dessa forma, as atividades práticas dos cursos de saúde, especialmente os de enfermagem, começaram a ser retomadas de forma gradual (LIMA<em> et al., </em>2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da abrangência desta temática e dos pontos apresentados, o objetivo deste estudo foi analisar na literatura científica a percepção dos estudantes de graduação em enfermagem sobre a relação ensino-aprendizagem durante o ensino remoto, em tempos de pandemia entre os anos 2020 a 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O método utilizado neste estudo foi a revisão integrativa (RI). Este visa agrupar e condensar os resultados de estudos sobre um tema, além de mostrar lacunas do conhecimento que têm necessidade de ser preenchido com novos estudos (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguiu-se seis passos distintos para a construção dessa RI: 1) estabelecimento do tema e a idealização de uma questão norteadora (formulação da pergunta com auxílio da estratégia PICO &#8211; <em>Population/Intervention/Control/Outcome</em>), 2) Busca e seleção dos estudos primários (estabelecimento prévio de critérios de inclusão e exclusão e uso das bases de dados, organizar o banco de referências, selecionar os estudos primários), 3) Extração de dados dos estudos primários (extração de dados de cada estudo primário com uso de instrumento de registro ; organização do conjunto de dados coletados dos estudos primários incluídos na revisão, 4) Avaliação crítica dos estudos primários (seleção das ferramentas para avaliação dos estudos primários), 5) Síntese dos resultados da revisão (definição e organização das informações a serem extraídas dos estudos selecionados, avaliação dos estudos incluídos, interpretação e discussão dos resultados e síntese do conhecimento obtido, realizar recomendações para a prática clínica e limitações da revisão), 6) Apresentação da revisão (elaboração do documento de apresentação da revisão) (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a elaboração da questão norteadora, utilizou-se a estratégia PICO (<em>Population/Intervention/Control/Outcome</em>), responsável por padronizar a estruturação de um parâmetro de busca com seu cerne em evidências, através da utilização deste acrômio (SANTOS; PIMENTA; NOBRE, 2007). Assim, a questão norteadora elaborada foi: “Na literatura científica há descrição de estudos sobre a percepção dos graduandos em enfermagem que realizaram aulas remotas no período de 2020 a 2022 sobre o processo ensino aprendizagem?”. Sendo: P= graduandos em enfermagem que realizaram aulas remotas no período 2020-2022; I=não se aplica; C=não se aplica; 0=percepção sobre o processo ensino aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a sistematização da busca foram elegidos os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/ MeSH) “Estudantes de Enfermagem / Nursing students/ Estudiantes de enfermería”; “Educação em Enfermagem / Education, Nursing / Educación en Enfermería”; “Educação a Distância/ Education, Distance/ Educación a Distancia”; “COVID-19” que foram combinados com o operador booleano “<em>AND</em>”. Após tal determinação, foi realizada a busca primária nas bases de dados <em>Institute for Scientific Information Web of Science</em>,<em> National Library of Medicine of Medicine National Institutes of Health</em> (PubMed) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão determinados, foram artigos completos, originais e na íntegra, publicadas na língua portuguesa, inglesa e espanhola, publicadas no período de 2020 a 2022 e que abordam o tema selecionado. Os critérios de exclusão são, teses, dissertações, resumos, artigos de revisão integrativa, revisão sistemática, capítulos de livros, artigos repetidos e todos aqueles que não compreendem os parâmetros supracitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As buscas foram realizadas no mês de agosto de 2023, na base de dados LILACS foram feitas as duas combinações para a busca sendo a primeira: Estudantes de Enfermagem [Descritor de assunto] and Educação a Distância [Descritor de assunto] and COVID-19 [Descritor de assunto] (Total de referências: 09) e a segunda: Estudantes de Enfermagem [Descritor de assunto] and Educação em Enfermagem [Descritor de assunto] and COVID-19 [Descritor de assunto] (Total de referências: 15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na base de dados Pubmed foram utilizados os MeSH com a seguinte combinação (((nursing students[MeSH Terms]) AND (education, nursing[MeSH Terms])) AND (education, distance[MeSH Terms])) AND (covid-19[MeSH Terms]) (Total de referências: 33).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Base de dados <em>Institute for Scientific Information Web of Science </em>foram feitas duas combinações na primeira com <em>Keywords plus</em>: ((KP=(Nursing Students)) AND KP=(Education, nursing)) AND KP=(COVID-19), (total de referências: 02); e na segunda combinação de keywords plus:&nbsp; ((KP=(Nursing Students )) AND KP=(Education, distance)) AND KP=(COVID-19) (total de referências: 00).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para análise de dados foi realizado a tradução e leitura compreensiva dos artigos selecionados, com uma subsequente <em>hand search</em> nas referências dos estudos que compreenderam os critérios de inclusão, iniciou-se o fichamento de acordo com o formulário validado por Ursi (2005) e adaptado às especificidades deste estudo. Dessa forma, após a avaliação dos estudos incluídos nesta pesquisa, foram analisados para o resultado, os seguintes dados: título, autoria, periódico, ano de publicação, país, idioma, base de dados, nível de evidência, amostra, palavra-chave, síntese dos resultados e conclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação do nível de evidência científica dos artigos selecionados para esta RI foi realizada de acordo com a categorização apresentada por Galvão, Sawada e Mendes (2003, p. 45). Essa categorização segue a classificação da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) dos Estados Unidos da América, que estabelece seis níveis de evidência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“nível I: metanálise de múltiplos estudos controlados; nível II: Estudo Individual com desenho experimental; nível III: estudo com desenho quase-experimental como estudo sem randomização com grupo único pré e pós- teste, séries temporais ou caso-controle; nível IV: estudo com desenho não-experimental como pesquisa descritiva correlacional e qualitativas ou estudos de caso; nível V: relatórios de caso ou dado obtido de forma sistemática, de qualidade verificável ou dados de avaliação de programas; nível VI: opinião de autoridades respeitáveis baseada na competência clínica ou opinião de comitês de especialista, incluindo interpretações de informações não baseadas em pesquisas; opiniões reguladoras ou legais”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrou-se um total de 58 artigos, distribuídos da seguinte maneira nas bases de dados: 33 artigos na PubMed, 23 artigos na Lilacs e 02 artigos na <em>Institute for Scientific Information Web of Science.</em> Destes foram excluídos 43 artigos. A amostra final foi constituída de 15 artigos. As estratégias de busca, inclusão e exclusão foram apresentadas no fluxograma (Figura 1), como recomendado pelo grupo PRISMA (GALVÃO; PANSANI; HARRAD, 2015).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1-</strong> Fluxograma da inclusão dos estudos. Brasil, 2024.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="713" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-43-1024x713.png" alt="" class="wp-image-155701" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-43-1024x713.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-43-300x209.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-43-768x535.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-43.png 1055w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa sistemática conduzida para desenvolver esta RI demonstrou que a distribuição temporal dos artigos publicados 53% foram publicados em 2021, 40% em 2022 e 7% em 2023. No que diz respeito ao idioma das publicações, 67% estão em inglês, 13% em espanhol e 20% em português. Quanto ao nível de evidência, resultaram 14 publicações em nível IV (93%) e 1 publicação em nível II&nbsp; (7 %).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados extraídos dos artigos identificados foram meticulosamente organizados no Quadro 1 apresentado abaixo. Este compêndio abrange não apenas o título e os autores, bem como, o ano de publicação, país de origem, base de dados utilizada na localização do artigo, nível de evidência, tamanho da amostra, palavras-chave, uma síntese dos resultados obtidos e, por fim, as conclusões alcançadas em cada estudo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 &#8211; </strong>Apresentação da síntese dos artigos incluídos na revisão integrativa. Catalão, GO, 2022.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="500" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36-1024x500.png" alt="" class="wp-image-155694" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36-1024x500.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36-300x146.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36-768x375.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36-1536x750.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-36.png 1561w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="547" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37-1024x547.png" alt="" class="wp-image-155695" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37-1024x547.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37-300x160.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37-768x410.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37-1536x821.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-37.png 1559w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="555" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38-1024x555.png" alt="" class="wp-image-155696" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38-1024x555.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38-300x163.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38-768x416.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38-1536x833.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-38.png 1562w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="557" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39-1024x557.png" alt="" class="wp-image-155697" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39-1024x557.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39-300x163.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39-768x417.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39-1536x835.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-39.png 1560w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="544" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40-1024x544.png" alt="" class="wp-image-155698" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40-1024x544.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40-300x159.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40-768x408.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40-1536x816.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-40.png 1561w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="557" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41-1024x557.png" alt="" class="wp-image-155699" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41-1024x557.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41-300x163.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41-768x418.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41-1536x835.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-41.png 1561w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="512" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42-1024x512.png" alt="" class="wp-image-155700" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42-1024x512.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42-300x150.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42-768x384.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42-1536x768.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-42.png 1560w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia da Covid-19 o ensino remoto trouxe desafios significativos para a educação em saúde, especialmente para os cursos de enfermagem, que dependem fortemente de práticas presenciais para o desenvolvimento de habilidades clínicas. Com a necessidade de distanciamento social, muitas instituições de ensino superior tiveram que migrar rapidamente para o ensino remoto. Essa transição abrupta impactou a percepção dos estudantes de enfermagem de várias maneiras, destacando-se a utilização da tecnologia e o acesso à internet, mudanças nas relações acadêmicas bem como, transtornos emocionais relacionados aos elementos estressores do constante uso da tecnologia e do isolamento social. A pandemia revelou a desigualdade no acesso à internet e no uso de aparelhos tecnológicos, ocasionando ausências dentro dos ambientes virtuais, e provocando impactos significativos no processo de aprendizagem (PEREIRA; ROSADA; TARCIA, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de identificar ausência de relação prática com a realidade profissional e desajuste dos recursos do domicílio, o processo do ensino remoto caracteriza continuidade da aprendizagem dos estudantes de enfermagem, e sua súbita implementação conduziu ao enfrentamento dos desafios contribuindo para novos aprendizados. Além disso, a literatura indica que os estudantes de enfermagem apreciaram a flexibilidade proporcionada pelo ensino remoto, tendo em vista a capacidade de acessar materiais didáticos e assistir as aulas gravadas em horários convenientes foi considerada um aspecto positivo (RODRIGUES <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo diante desses desafios, muitos estudantes e instituições de graduação demonstraram resiliência e capacidade de adaptação. A implementação de simulações virtuais e laboratórios online ajudou a mitigar a falta de experiências práticas, embora não substituísse completamente a prática clínica real (FITZGERALD; KONRAD, 2020). As plataformas de videoconferência facilitaram a comunicação e a colaboração, mantendo um senso de comunidade acadêmica (POKHREL; CHHETRI, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, Wallace <em>et al</em>. (2021), citam que um dos desafios mais críticos foi a ausência de prática clínica supervisionada, ressaltando que o aprendizado prático é fundamental para a formação em enfermagem, pois permite que os estudantes desenvolvam competências técnicas e habilidades interpessoais em um ambiente prático de cuidado ao paciente, o que fez com que prejudicasse o desenvolvimento dessas habilidades cruciais, aumentando a preocupação dos estudantes sobre sua preparação e inserção profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma pesquisa conduzida no Brasil sobre os desafios do ensino remoto em diversos níveis educacionais, foram destacados a facilidade de dispersão da atenção, a ausência de espaço adequado e a inadequação dos recursos utilizados nas atividades. Na qual a inexistência de um ambiente propício está intimamente ligada à dispersão da atenção, evidenciando falta de equidade no processo educacional. Sendo que, a insuficiência de recursos se relaciona a escassez de planejamento e preparo nas atividades de ensino remoto, podendo ser devido a transição repentina e imediata para esse formato educacional (SILVA; SOUZA; MENEZES, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Wallace, <em>et. al.,</em> (2021), a mudança imediata para o ensino remoto apesar de representar uma série de desafios aos estudantes de enfermagem também oferece notável resistência e dedicação, e a equipe docente tem a possibilidade de analisar fatores estressantes dos alunos e planejar aulas remotas simplificando o comprometimento dos estudantes e o fortalecimento da comunidade. Embora Langegård (2021), em análise de seu estudo a partir de entrevistas a estudantes, com os dados obtidos demonstrou que a mudança para o ensino remoto reduziu a interação social e consequentemente acarretou em danos para o ensino aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, alguns estudantes relataram participar das aulas utilizando smartphones, o que pode impactar negativamente o sucesso do ensino remoto devido ao tamanho reduzido das telas (KARAASLAN., <em>et al.</em>, 2022), bem como, por muitas vezes terem que utilizar softwares específicos para realizar as atividades, e não possuírem os dispositivos eletrônicos adequados. Já em contrapartida, Veras, <em>et al</em>. (2023), apresenta que os desafios dos estudantes de enfermagem, não estavam relacionados à falta de equipamentos ou conectividade, mas sim à inadequação do lar para o aprendizado virtual, dificultando então a adaptação ao ambiente doméstico para estudos online. Destaca-se por exemplo a dificuldade comum de muitos estudantes em não abrir as câmeras, seja por preferência pessoal, desconforto ou falta de equipamento adequado (PASCON, <em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a tecnologia tornou-se um desafio, em que alguns estudantes expressaram preocupações quanto ao compartilhamento de conexão à internet com familiares ou colegas de quarto em casa. Além disso, a ansiedade, o medo e o estresse associada a falhas tecnológicas durante aulas e avaliações, afetaram a capacidade dos estudantes de manter o foco e lidar com situações imprevistas durante o processo de aprendizado online no ensino remoto (HEAD, <em>et al</em>.; 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dessas causas já apresentadas acima, associadas ao sofrimento psíquico dos estudantes durante o isolamento social também se soma um grande número de universitários apreensivos com a eventual contaminação de Covid-19 entre seus familiares, considerando também outras condições emocionais que incluem o estresse, a ansiedade, luto, sentimentos de medo, culpa e a raiva. Diante desse cenário de isolamento social que foi imposto aos estudantes durante o período pandêmico, tem-se como efeitos adversos a longo prazo, pânico, ansiedade, comportamentos obsessivos, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (FREIRES, <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período pandêmico demonstrou alteridades estatísticas consideráveis nos níveis de ansiedade e depressão entre os estudantes quando comparado ao período normal relacionando as medidas de controle de infecção do vírus, atrasos acadêmicos, preocupações econômicas, excesso de informações inverídicas, como responsáveis da causa de transtornos e sofrimentos psicológicos, ao qual os estudantes foram inquiridos. Assim o evidencia-se o distanciamento distanciamento afetivo e dificuldades em criar vínculos, onde o ato comum de comunicação se tornou uma ação de causar sofrimento, gerando consequências como auto isolamento, desmotivação,e sensação de não pertencimento&nbsp; (GUNDIM, <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das análises de artigos foram apresentadas percepções variadas dos estudantes de graduação de enfermagem sobre a experiência do ensino remoto durante a pandemia de Covid-19, a análise da literatura demonstrou existentes tantos aspectos negativos como também positivos nesta modalidade de ensino. Determinados estudos indicaram que muitos estudantes valorizaram a flexibilidade que o ensino remoto proporcionou, e a possibilidade de acessar materiais e assistir aulas em qualquer horário que fosse conveniente, o que facilitava gerir o tempo entre aprendizado e questões pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto a mudança abrupta para a modalidade online de ensino também evidenciou vários desafios, sendo o principal deles a falta de interação, um com o outro, o que é fundamental para a formação de aptidões de comunicação e trabalho em equipe, outrossim a falta de prática clínica supervisionada impossibilitou o aperfeiçoamento de habilidades práticas cruciais para a formação de enfermeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa transição de forma repentina para o ensino remoto expôs fragilidades e desigualdades tecnológicas, socioeconômicas, o que fez com que impactasse de forma negativa na formação dos discentes do curso de enfermagem. A experiência desses estudantes no ensino durante a pandemia evidenciou a necessidade de aperfeiçoar a infraestrutura tecnológica e de comunicação, além de desenvolver ferramentas e diretrizes claras para o ensino remoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, A. <em>et al</em>. Como as fake news prejudicam a população em tempos de Pandemia Covid19? Revisão narrativa.<strong> Braz. J. of Develop.</strong>, Curitiba, v. 6, n. 8, p. 54352-54363, 2020. ISSN 2525-8761. DOI:10.34117/bjdv6n8-013. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/14370/11954. Acesso em: 21 nov. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARRUDA, E. P. Educação remota emergencial: elementos para políticas públicas na educação brasileira em tempos de Covid-19. <strong>EmRede &#8211; Revista de Educação a Distância,</strong> <em>[S. l.]</em>, v. 7, n. 1, p. 257–275, 2020. DOI: 10.53628/emrede.v7i1.621. Disponível em: https://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/621. Acesso em: 24 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAIXINHO, C. L.; FERREIRA, Ó. R. Ser estudante de enfermagem em tempos de COVID-19. <strong>Escola Anna Nery</strong>, v. 25, n. spe, p. e20200541, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/nGqxXmXcMqKvQHRJ4GfjCyw/#. Acesso em: 21 ago. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Governo Federal. <strong>O que é Covid 19? </strong>8 de abril de 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/o-que-e-o-coronavirus&gt;. Acesso em: 21 nov. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Educação/Gabinete do Ministro. <strong>Portaria nº 343, de 17 de março de 2020. </strong>Diário Oficial da União. 2020a. disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-343-de-17-de-marco-de-2020-248564376. Acesso em: 22 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Educação/Gabinete do Ministro. <strong>Portaria nº 572, de 1º de julho de 2020</strong>. Diário Oficial da União.2020c. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-572-de-1-de-julho-de-2020-264670332. Acesso em: 24 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Educação/ Gabinete do Ministro. <strong>Portaria nº 1.096, de 30 de dezembro de 2020</strong>. Diário Oficial da União. 2020b. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1.096-de-30-de-dezembro-de-2020-297416148. Acesso em: 22 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FEITOSA, M. C. <em>et al</em>. Ensino Remoto: O que pensam os Alunos e Professores? <em>In</em>: <strong>Congresso sobre tecnologias na educação</strong>, 5., 2020, Evento Online. Anais [&#8230;]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2020. p. 60-68. Disponível em: https://sol.sbc.org.br/index.php/ctrle/article/view/11383. Acesso em: 24 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FITZGERALD, M; KONRAD, S.&nbsp; Transitioning to online learning during the COVID-19 pandemic: A case study of undergraduate nursing students. <strong>Nurse Education Today</strong>, 92, 104471, 2020. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8014789/. Acesso em: 24 jul. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREIRES, L. A., <em>et al</em>. Estresse em universitários: conhecendo o efeito das atividades remotas no cotidiano pandêmico. <strong>Revista Brasileira de Educação</strong>, v. 28, p. e280006, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/dTdqnb88yD5CfxcX7X5DmxS/#. Acesso em: 09 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, C. M.; SAWADA, N. O.; MENDES, I. A. C. A busca das melhores evidências.<strong> Revista da Escola de Enfermagem da USP</strong>, v. 37, n. 4, p. 43–50, dez. 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, T. F.; PANSANI, T. S. A.; HARRAD, D. Principais itens para relatar Revisões sistemáticas e Meta-análises: A recomendação PRISMA. <strong>Epidemiologia e Serviços de Saúde</strong>, v. 24, n. 2, p. 335–342, abr. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/TL99XM6YPx3Z4rxn5WmCNCF/?lang=pt#ModalHowcite. Acesso em: 27 ago. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALA, K. L. C; MIRANDA, E. R. Estilos de aprendizaje y rendimiento de estudiantes de enfermería en una universidad peruana durante la COVID-19.<strong> Educ Med Super</strong>, Ciudad de la Habana, v. 36, n. 3, Sept. 2022. Disponível em: http://www.scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0864-21412022000300013&amp;lng=en. Acesso em: 20 ago. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, R. V. B., <em>et al.</em> Ensino Remoto Emergencial: práticas educacionais e percepções docentes. <strong>Educação &amp; Realidade</strong>, v. 48, p. e124612, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edreal/a/G8Gjnrrm4Ry4Mp35BJk7yQb/#. Acesso em: 24 ago. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUNDIM, V. A.,<em> et al</em>. SAÚDE MENTAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19. <strong>Revista Baiana de Enfermagem</strong>‏, <em>[S. l.]</em>, v. 35, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/37293. Acesso em: 23 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIMARÃES DA SILVA, J., <em>et al.</em> IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DO GRADUANDO DE ENFERMAGEM. <strong>RECISATEC </strong>&#8211; <strong>REVISTA CIENTÍFICA SAÚDE E TECNOLOGIA</strong>, v. 1, n. 5, p. e1550, 2021. Disponível em: https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/50. <a href="https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/50.%20Acesso%20em:%2023%20ago.">Acesso em: 23 ago.</a> 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HEAD, M. L., <em>et al.</em> Impact of COVID-19 on Undergraduate Nursing Education: Student <strong>Perspectives Academic Medicine</strong>, Vol. 97, No. 3S, p.S49-S54, 2022. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8855759/. Acesso em: 15 jan. 2024.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmica do curso de graduação em enfermagem da Unidade Acadêmica de Biotecnologia da Universidade Federal de Catalão (IBIOTEC/UFCAT). E-mail:<br>danielaguimaraesfreire@gmail.com<br><sup>2</sup>Acadêmica do curso de graduação em enfermagem da IBIOTEC/UFCAT. E-mail:<br>enfgneves@gmail.com<br><sup>3</sup>Docente do curso de graduação em enfermagem da IBIOTEC/UFCAT. E-mail: carlanatalina@ufcat.edu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MODERNIDADE LÍQUIDA E AS DIFERENTES GERAÇÕES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/modernidade-liquida-e-as-diferentes-geracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202408312130</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Wesley Barbosa Rodrigues<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto discute os desafios enfrentados pela educação na era atual, destacando a busca individualizada por conhecimento por meio de recursos tecnológicos. Sob a influência do individualismo e a regressão social, a tecnologia ganha destaque nas discussões educacionais. O acesso à informação pela internet é considerado uma forma de democratização, mas a mera disponibilidade de informações não constitui educação. A escola é solicitada a se posicionar como orientadora das tecnologias, reconhecendo a necessidade de inovação para atender às demandas dos alunos. A busca pela autonomia, um caminho crucial para a libertação, está intrinsicamente ligada ao conceito de educação humanizadora. Essa abordagem ressalta a importância do diálogo como fundamento essencial para a aquisição de conhecimento. A pesquisa bibliográfica abrange fontes secundárias, buscando novas abordagens. O objetivo é analisar a &#8220;Modernidade Líquida&#8221; de Bauman e as perspectivas das diferentes gerações, explorando como a educação deve se adaptar à modernidade e às características da geração atual, e como as instituições e professores devem responder a essa realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong><strong>: </strong>Educação. Gerações. Modernidade Líquida. Tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>ABSTRACT</em></strong><strong><em></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The text discusses the challenges faced by education in the current era, highlighting the individualized search for knowledge through technological resources. Under the influence of individualism and social regression, technology gains prominence in educational discussions. Access to information via the internet is considered a form of democratization, but the mere availability of information does not constitute education. The school is asked to position itself as a technology guide, recognizing the need for innovation to meet the demands of students. The search for autonomy, a crucial path to liberation, is intrinsically linked to the concept of humanizing education. This approach highlights the importance of dialogue as an essential foundation for acquiring knowledge. Bibliographic research covers secondary sources, seeking new approaches. The objective is to analyze Bauman&#8217;s &#8220;Liquid Modernity&#8221; and the perspectives of different generations, exploring how education should adapt to modernity and the characteristics of the current generation, and how institutions and teachers should respond to this reality.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Keywords: </em></strong>Education. Generations. Liquid Modernity. Technology.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a educação é motivo de discussão e preocupação da sociedade em geral e enfrenta diversos desafios ao buscar uma interação com os alunos, os quais estão cada vez mais buscando conhecimento de forma individualizada por meio de recursos tecnológicos e materiais midiáticos disponíveis na internet. A tecnologia se encontra no centro das discussões sobre educação, amplificando a importância desse diálogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da eletrônica e o progresso de expansão da internet, criou a conexão perfeita para o mundo em rede, que representa a democratização da informação, a tecnologia permite o acesso à informação de qualquer computador ou smartphone ligado à rede. Contudo, o simples acesso à informação não determina educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (Gaidargi-Garutti, 2020) a informação é, hoje, oferecida em larga escala, porém nem sempre com veracidade, ou seja, a escola, já não pode apartar-se das mídias e da tecnologia de conexão, precisa posicionar-se como orientadora e não como opositora da identificação do jovem com as tecnologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, uma das prioridades da escola passa a se tornar identificável com este aluno, que se vê obrigado em se apropriar da proposta de um ensino estático onde sua execução no processo educativo se constitui em ouvir e comprovar que aprendeu. De acordo com Bauman (2010, p41) “a perspectiva de se ver restrito a uma única coisa a vida inteira é repulsiva e apavorante”, para o ser individuo, na escola e em toda a sua vida. Desta forma, a educação busca inovar para buscar atender as necessidades do aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oportunização da aquisição de autonomia, que por sua vez é caminho para a libertação, não pode ser dissociada do próprio ideal de educação humanizadora. Para esse proposito é essencial que toda a aquisição do conhecimento esteja alicerçada no diálogo. (Gaidargi-Garutti, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma a pesquisa bibliográfica busca fontes secundárias e abrange bibliografias públicas em relação ao tema de estudo, desde publicações em revistas, livros, pesquisas, monografias e teses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Manzo (1971: 32), bibliografias relevantes “fornecem não apenas definições e soluções para problemas conhecidos, mas também a exploração de novas áreas nas quais os problemas ainda não foram totalmente especificados”, e tem por objetivo permitir ao pesquisador “o reforço paralelo na análise de sua pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto” (Trujillo, 1974:230). Contudo, permite considerar o tema a partir de novos enfoques e abordagens, levando a conclusões inovadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Objetivo da pesquisa é analisar sobre “Modernidade Líquida” de Bauman e sobre a perspectiva das diferentes Gerações existentes (Geração de Veteranos, Baby Boomers, X, Y, Z e Alpha).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A temática proposta de nosso estudo visa verificar pontos importantes da pesquisa cujos problemas abordados vemos a seguir: Como deve ser a educação mediante a modernidade atual e a geração atual de estudantes, Quais são as suas características, Como as instituições e os professores devem ser portar diante dessa realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escola há muito tempo, se concentra em ensinar aos alunos as competências básicas da matemática, da escrita e da leitura. Desenvolver as competências necessárias para que as crianças possam enfrentar seus desafios futuros para que a escola ensine-os a triunfar em suas carreiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 A Escola e a Modernidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Zygmunt Bauman foi um sociólogo polonês que desenvolveu o conceito de &#8220;modernidade líquida&#8221; para descrever as transformações sociais e culturais na sociedade contemporânea que permite abrir a possibilidade de verificar seus significados para o campo educacional. Sua obra mais conhecida sobre esse tema é o livro &#8220;Modernidade Líquida&#8221;, publicado em 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, (Bauman, 2001, p. 66) argumenta que a modernidade tradicional, caracterizada por estruturas sociais estáveis e instituições duradouras, deu lugar a uma forma de modernidade mais fluida e instável. Ele utiliza a metáfora da &#8220;suprema repartição” para descrever a natureza mutável e volátil das relações sociais, instituições e identidades na contemporaneidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com (Bauman 2010, p.45) “num mundo como este, o conhecimento é destinado a perseguir eternamente objetos sempre fugidios que, como se não bastasse, começam a se dissolver no momento em que é apreendido”, a escola busca atrativos no sentido de desenvolver novos caminhos que orientem seus estudantes a oportunizar meios de construir soluções e superação, buscando seu lugar junta a sociedade de forma rápida e consistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, se destaca o processo de individualização como uma característica central da modernidade líquida. As pessoas têm maior liberdade para criar suas próprias identidades, mas isso também pode levar a um sentimento de incerteza e falta de pertencimento (Bauman, 2010, p177).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, não podemos separar, num processo composto por educação e comunicação, o instrumento da realidade que ele traz ao jovem da verdade que ele traz – e que é a essência do</p>



<p class="wp-block-paragraph">interesse do aluno pelo instrumento. Engana-se quem vê os alunos como simples usuários de computadores ou estações de rádio, caracterizados pela tecnologia apenas por meio de botões. Ou você entende que ele está usando as redes sociais apenas como distração. O que fascina meninos e meninas, homens e mulheres, é a relação que a tecnologia permite o que eles podem fazer com o mundo exterior, e quanto mais rápido for à velocidade de informação permitida, maior será a compreensão do aluno sobre o meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A globalização é outra dimensão importante em sua análise. De acordo com (Bauman, 2010, p.199), explora como as mudanças tecnológicas e econômicas contribuem para a interconexão global, afetando não apenas as relações entre países, mas também as relações interpessoais e as comunidades locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, (Bauman, 2010, p.68), aborda o papel do consumismo na modernidade líquida, destacando como as pessoas muitas vezes buscam a satisfação instantânea e efêmera por meio do consumo, ao invés de investir em relacionamentos e compromissos duradouros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele examina como as relações humanas tornaram-se mais descartáveis e fragmentadas na sociedade contemporânea, com a tendência de evitar compromissos a longo prazo. Contudo, (Bauman, 2010, p.73) levanta questões dos desafios éticas relacionadas à modernidade líquida, incluindo a responsabilidade social e as consequências das escolhas individuais em um contexto globalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto muitos acadêmicos valorizam a contribuição para a compreensão da sociedade contemporânea, houve críticas também. Algumas críticas argumentam que sua análise pode ser excessivamente pessimista ou que subestima a capacidade das pessoas de encontrar significado em um mundo líquido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo, (Bauman 2010, p. 50) dá um exemplo. “O mundo fora da escola era muito diferente do tipo de mundo descrito por Myers e Yeager e para o qual as escolas preparam seus alunos”. Consequentemente, se um professor não tem consciência da realidade ou não se permite interagir com a realidade de diversas maneiras, ele não ensinará seus alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, aborda a descentralização da autoridade, a perda da exclusividade do professor como fonte única de conhecimento, a necessidade de uma educação ao longo da vida em vez de uma educação para toda a vida, e a busca pela reflexão, investigação, autonomia e flexibilidade na prática pedagógica. Ele também discute a transição da normatização para a interpretação como característica da autoridade docente na modernidade líquida (BAUMAN, 2010, p.218).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a obra oferece uma perspectiva crítica e analítica que ajuda a compreender os desafios e as mudanças enfrentadas pela autoridade docente na modernidade líquida, fornecendo insights importantes para a reflexão sobre a prática educativa em tempos de liquidez social e cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Gerações de Veteranos, Baby Boomers, X, Y, Z e Alpha</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso humano, desde a revolução industrial, surge quando a habilidade de atribuir nomes aos fenômenos e estimular a curiosidade são posta em prática, iniciando um movimento. Ao perceber que esse processo é contínuo, a busca pelo novo se torna uma constante na trajetória da humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção sistemática das atitudes e a compreensão das características distintivas no desenvolvimento das gerações proporcionaram um entendimento mais abrangente. Seja como estudantes ou consumidores, reconhecer e compreender os aspectos motivacionais de ação e reação que contribuem para resultados mais adequados, coerentes e eficientes. (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020), nos diz que “cada geração possui características diferentes que agrupam pensamentos e ações motivacionais”. O estudo das gerações está agrupado por faixa etária.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Geração dos Veteranos: nascidos antes de 1940</li>



<li>Geração Baby Boomers: nascidos entre 1940 a 1960</li>



<li>Geração X: nascidos entre 1960 e 1980</li>



<li>Geração Y: nascidos entre 1980 e 1995</li>



<li>Geração Z: nascidos entre 1995 a 2010</li>



<li>Geração Alpha: nascidos a partir de 2010</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O convívio entre diferentes gerações sempre foi uma realidade, não sendo algo inédito. Esse fenômeno é inevitável também no ambiente escolar. Atualmente, vivenciamos uma constante presença de diversidades em diversos âmbitos, como novas tecnologias da informação, difusão de culturas, questões sociais globais, disseminação de notícias verídicas e falsas, e valores distintos, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo desenvolvimento sempre causa contratempos e preocupações. Compreender a sociedade e as oportunidades de inovação exige coragem. Nesse sentido, é importante ressaltar como os processos de desenvolvimento que atingiram o processo educativo e ainda o influenciam, moldaram a educação denominada 4.0. É preciso percorrer a linha do tempo definida por (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lidar com a diversidade exige preparo diante das novas tecnologias e da crescente diversidade humana, fatores que geram mudanças em todos os setores sociais. O conflito entre gerações está intrinsecamente ligado a uma cultura de valores diversos, sendo que a tecnologia introduziu uma aceleração intensa em todas as direções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o exercício em sala de aula (educação 1.0, 2.0 e 3.0) e estabelecendo um paralelo entre avanço das maquinas acompanhada a onda da indústria 1.0 e 2.0, as ferramentas de giz e quadro negro até o uso atual da linguagem tecnológica, a compreensão do mundo como integração é reconhecível no emaranhado de redes. O conhecimento das inovações e a curiosidade passam pelo labirinto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020), “A atualização constante do currículo é primordial para que este paralelo seja estabelecido, e inserido em um contexto real de funcionalidade e crescimento”. A eficácia do ensino-aprendizagem demanda a harmonização da automação industrial, inteligência artificial e atividade humana como agentes criativos, inovadores e transformadores. Nesse contexto, o mundo adquire uma dimensão real e as oportunidades se multiplicam de forma ilimitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da Educação 4.0 consolidou a aplicação da Internet das Coisas (IoT), impulsionada pelo desenvolvimento da rede e pela utilização de ferramentas de gestão automatizadas para o progresso social. A adoção do conceito &#8220;faça você mesmo&#8221;, ancorado em uma cultura maker, ampliou a demanda por conhecimento especializado, flexibilidade e inovação no processo de ensino e aprendizagem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020), as Metodologias Ativas passam a valorizar o novo, a criação, capacitando o pensar e o aprender, através da reflexão, da ousadia e do experimento. Fazer é o verbo que gera a ação educacional, e a conexão com o trabalho. A fórmula antiga de avaliação e desempenho não reflete as necessidades da sociedade. Mais uma vez, a combinação de conhecimento, habilidades e atitudes buscam definir formas de atuar e reagir para preencher a lacuna entre escola, empresa e sociedade.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020), a educação 5.0 a competência necessária de entender a programar e entender lógica de programação e desenvolvimento é primordial que o aluno esteja preparado para lidar com a dinâmica da sociedade e das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 As instituições e os professores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação na modernidade atual, diante da geração contemporânea de estudantes, deve ser adaptável, integrativa e centrada no desenvolvimento de habilidades. Incorporar tecnologias educacionais, promover métodos de aprendizagem ativos e personalizados, e cultivar habilidades socioemocionais são essenciais. Além disso, a ênfase deve ser na preparação para um mundo em constante mudança, incentivando a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas. O diálogo aberto, a inclusão da diversidade e a colaboração também são fundamentais para uma educação eficaz na era atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, emergem as pesquisas sobre soft skills, buscando incorporar o entendimento das competências socioemocionais. É crucial reconhecer que tanto o trabalho repetitivo quanto o trabalho intelectual demandam o desenvolvimento de habilidades e competências que fomentem a autonomia de cada indivíduo (Mello, Neto, &amp; Petrillo, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas características mencionadas estão alinhadas com o conceito de &#8220;soft skills&#8221; (habilidades interpessoais), que são competências não técnicas, mas fundamentais para o sucesso em ambientes de trabalho e na vida cotidiana. Soft skills incluem adaptabilidade, empatia, competência digital, colaboração, respeito, pensamento crítico, comunicação efetiva e abertura à aprendizagem contínua. Essas habilidades são essenciais para lidar com a diversidade de gerações, promovendo a compreensão, a colaboração e a eficácia nas interações interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerar a escola sob uma perspectiva empresarial suscita questionamentos entre conceitos tradicionais e contemporâneos. Reconhecer que manter-se atualizado com os avanços tecnológicos representa estar na vanguarda do empreendedorismo moderno possibilita que Revolução e Evolução sigam em conjunto, convergindo para uma sociedade mais bem estruturada, vislumbrando assim um futuro mais promissor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As instituições educacionais devem adotar currículos inovadores, investir em tecnologia educacional, e promover ambientes inclusivos que celebrem a diversidade. Além disso, é essencial oferecer formação contínua para os professores, incentivando metodologias ativas, o desenvolvimento de soft skills e a integração de tecnologias no ensino. Essa abordagem garantirá que os alunos estejam preparados para enfrentar desafios, sejam adaptáveis e possuam as habilidades interpessoais necessárias para prosperar em uma sociedade diversificada e em constante evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os professores devem integrar metodologias ativas de ensino, enfocar o desenvolvimento de soft skills através de atividades práticas, manter-se atualizados em relação às tecnologias e promover um ambiente de diálogo aberto com os alunos. Além disso, é fundamental orientar não apenas no conteúdo acadêmico, mas também no desenvolvimento pessoal, preparando os estudantes para enfrentar os desafios e colaborar efetivamente em uma sociedade diversificada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 Considerações Finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância das habilidades interpessoais como competências fundamentais para o sucesso no ambiente de trabalho e na vida cotidiana, enfatizando características como adaptabilidade, empatia e pensamento crítico. Além disso, aborda a perspectiva empresarial na educação, ressaltando a necessidade de manter-se atualizado com os avanços tecnológicos para uma sociedade mais estruturada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As instituições educacionais são encorajadas a adotar currículos inovadores e promover ambientes inclusivos, enquanto os professores devem integrar metodologias ativas, desenvolver soft skills e orientar os alunos não apenas academicamente, mas também no desenvolvimento pessoal. Essa abordagem visa preparar os estudantes para desafios, promover a adaptação e cultivar habilidades interpessoais essenciais em uma sociedade diversificada e em constante evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 Referências Bibliográficas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Albuquerque, R. N. (n.d de 04 de 2014). <em>https://</em><a href="http://www.construirnoticias.com.br/a-escola-e-o-"><em>www.construirnoticias.com.br/a-escola-e-o-</em></a><em> futuro-alunos-geracoes-x-y-z-que-alunos-vamos-deixarpara-o-mundo/</em>, 75. (Construir Noticiais) Acesso em 08 de 01 de 2024, disponível em Construir notícias: https:/<a href="http://www.construirnoticias.com.br/que-alunos-vamos-deixar-para-o-mundo/">/www.construirnoticias.com.br/que-alunos-vamos-deixar-para-o-mundo/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bauman, Z. (07 de 2001). <em>Liquid Modernity </em>(eletrônica ed.). (J. Zahar, Ed., &amp; J. Zahar, Trad.) Rio de Janeiro, Brasil: Zahar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gaidargi-Garutti, A. M. (15 de 10 de 2020). Educação e Mídias em tempos de Modernidade Líquida. <em>Educação como (re)Existência: mudanças, conscientização e conhecimentos.</em>, p. 8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marconi, M. d., &amp; Lakatos, E. M. (2003). <em>Fundamentos de metodologia científica. </em>São Paulo: Atlas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mello, C. d., Neto, J. R., &amp; Petrillo, R. P. (2020). <em>Educação 5.0: Educação para o Futuro </em>(1 ed.). (F. Bastos, Ed.) Rio de Janeiro: Freitas Bastos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Engenharia Elétrica e Licenciado em Física, Pós Graduação em Tecnologias Educacionais. Mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela Must University. E-mail – wesley32rodrigues@gmail.com.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DA ESTABILIDADE DA COR DA RESINA COMPOSTA QUANDO SUBMETIDA A DIFERENTES SOLUÇÕES CORANTES COM E SEM POLIMENTO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-da-estabilidade-da-cor-da-resina-composta-quando-submetida-a-diferentes-solucoes-corantes-com-e-sem-polimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=155810</guid>

					<description><![CDATA[ANALYSIS OF THE COLOR STABILITY OF COMPOSITE RESIN WHEN SUBJECTED TO DIFFERENT COLOR SOLUTIONS WITH AND WITHOUT POLISHING REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/ra10202408312108 Rayssa Maria Leite de Freitas Fulco¹José Gabriel Bernardino da Silva Brito²Matheus José da Camara de Oliveira²Lucas Camelo Campos³Levi Freire Barboza²Alane Beatriz Silva dos Santos³Lohanna Caleandra de Oliveira³Thiago Oliveira Rufino²Renata Pedrosa Guimarães⁴Orientadores:Hilcia Mezzalira Teixeira⁴Alexandre Batista Lopes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">ANALYSIS OF THE COLOR STABILITY OF COMPOSITE RESIN WHEN SUBJECTED TO DIFFERENT COLOR SOLUTIONS WITH AND WITHOUT POLISHING</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/ra10202408312108</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rayssa Maria Leite de Freitas Fulco¹<br>José Gabriel Bernardino da Silva Brito²<br>Matheus José da Camara de Oliveira²<br>Lucas Camelo Campos³<br>Levi Freire Barboza²<br>Alane Beatriz Silva dos Santos³<br>Lohanna Caleandra de Oliveira³<br>Thiago Oliveira Rufino²<br>Renata Pedrosa Guimarães⁴<br>Orientadores:<br>Hilcia Mezzalira Teixeira⁴<br>Alexandre Batista Lopes do Nascimento⁴</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO:</strong> O manchamento das resinas compostas está geralmente associado à insatisfação com a estética do sorriso de grande parte da população.&nbsp; As resinas compostas podem sofrer alterações quando expostas a cavidade bucal, como pigmentação e manchamento, devido a fatores extrínsecos ou intrínsecos em função de sua composição. A associação com o polimento traz à resina composta uma menor chance ao manchamento e maior qualidade na restauração.<strong> OBJETIVO:</strong> Esse estudo teve por objetivo avaliar a influência do acabamento/polimento e dos tipos de corantes sobre a estabilidade de cor de resinas compostas. <strong>MÉTODO</strong>: A partir de uma matriz metálica, foram confeccionadas 50 amostras de resinas compostas, sendo metade delas submetidas ao polimento. Foram avaliadas algumas variáveis como variação de luminosidade, estabilidade de cor e variação de brancura, por meio de espectrofotômetro (Easyshade – Vita), após 24h de imersão em água destilada e 3 meses após inserção nas soluções corantes: açaí, café, refrigerante de cola, molho de tomate e saliva artificial, a fim de saber o nível de manchamento das resinas compostas. <strong>RESULTADOS:</strong> Todos os grupos apresentaram alterações na cor, porém quando comparados os grupos de soluções, o açaí e o café tiveram maior destaque em nível de manchamento, principalmente quando não submetidos ao polimento.<strong> CONCLUSÃO</strong>: Concluiu-se que existe uma interação significativa entre a estabilidade de cor da resina composta estudada com os agentes pigmentantes e o polimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave:</strong> Resina composta; corantes; polimento dentário; Espectrofotômetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUCTION: </strong>The staining of composite resins is generally associated with dissatisfaction with the aesthetics of the smile of a large part of the population.&nbsp; Composite resins may undergo alterations when exposed to the oral cavity, such as pigmentation and staining, due to extrinsic or intrinsic factors due to their composition. The association with polishing brings to the composite resin a lower chance to stain and higher quality in the restoration. <strong>&nbsp;OBJECTIVE:</strong> This study aimed to evaluate the influence of finishing/polishing and types of dyes on color stability of composite resins. &nbsp;<strong>METHOD</strong>: From a metallic matrix, 50 samples of composite resins were made, half of which were polished. Some variables were evaluated, such as luminosity variation, color stability and whiteness variation, by means of a spectrophotometer (Easyshade – Vita), after 24 h of immersion in distilled water and 3 months after insertion in the dye solutions: açaí, coffee, cola refrigerant, tomato sauce and artificial saliva, in order to know the level of staining of composite resins. <strong>RESULTS:</strong> All groups presented changes in color, but when comparing the groups of solutions, açaí and coffee had greater prominence in the level of staining, especially when not submitted to polishing. <strong>&nbsp;CONCLUSION:</strong> It was concluded that there is a significant interaction between the color stability of the composite resin studied with the pigmenting agents and the polishing.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Composite resin; dyes; dental polishing; Spectrophotometers.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma sociedade de alta concorrência entre os indivíduos, podemos perceber que os padrões estéticos estão sendo cada vez mais refinados e, com isso, o desejo e a necessidade do ser humano ter o perfeito sorriso. Com isso, aumentou a busca por tratamentos dentários e, consequentemente, a evolução de materiais que possam trazer tais resultados. O êxito clínico de uma restauração engloba sua longevidade, do ponto de vista funcional, com ausência de infiltrações, além de sua função estética, por meio do aperfeiçoamento de coloração e lisura superficial adequada<sup>1, 2</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O material de escolha para os tratamentos restauradores diretos é a resina composta, pois a mesma é a que melhor reproduz as características dos tecidos dentários. Contudo, quando esse material está presente no ambiente bucal, submetidos aos desafios químicos e mecânicos, torna-se suscetível à influência de alguns fatores, como: pigmentação e manchamento, o que causa limitação à sua longevidade<sup>3</sup>. O manchamento das resinas compostas está por muitas vezes relacionado a problemas estéticos que se diferem quanto à aparência, localização e grau de pigmentação<sup>4</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estabilidade cromática das resinas compostas ainda é um fator largamente pesquisado, de acordo com Al-Dharrab (2013)<sup>5</sup> devido à sua importância estética e na propriedade que o material possui de manter, em determinado ambiente, a cor por um período de tempo longo. A pigmentação está associada a fatores intrínsecos e extrínsecos. Os fatores intrínsecos se referem à descoloração do próprio material, devido à mudança da matriz resinosa ou da interface matriz/carga, relacionados, também, a quando são submetidos ao processo de polimento do material. Já os fatores extrínsecos estão relacionados à absorção de corantes oriundos de bebidas e alimentos, pigmentando a restauração devido à rica presença de cadeias de polifenóis em sua estrutura química<sup>6, 7.</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o êxito das restaurações, um fator muito importante a ser avaliado é a rugosidade da superfície após o acabamento e polimento<sup>8</sup>. O polimento de resinas compostas é obrigatório, pois quanto maior a lisura da superfície, o material tem uma maior resistência ao manchamento<sup>9</sup>. Quando o acabamento e o polimento não são realizados de forma correta, não ocorre redução da rugosidade da superfície, o que poderá levar ao acúmulo de biofilme e diminuição da longevidade da restauração<sup>8</sup>. O pH da cavidade oral, bem como de algumas substâncias, podem acarretar em alterações microestruturais da superfície da resina, pela modificação nas propriedades da matriz resinosa<sup>10</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a medição de cores dos materiais restauradores, algumas técnicas são: espectrofotometriae a c olorimetria.&nbsp; O sistema de cor CIEL*a*b* é um método que faz a caracterização da cor de acordo com a percepção humana. L* vai identificar o valor de uma luminosidade, variando do branco ao preto, o a* vai identificar a quantidade de cor verde-vermelha, a depender do seu grau, e b* vai identificar a quantidade de cor amarelo-azul. O valor total da diferença de cor é calculado através do ΔE<sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova fórmula CIEDE 2000 veio como melhoria da antiga fórmula CIELAB, revelando um melhor ajuste nas diferenças de cores, tendo seu uso apoiado na Odontologia. Tais dados fazem parte de achados do estudo profissional de cores, em que foi visto como resultado que a fórmula CIEDE2000 superou com grande diferença de valores de outras fórmulas de diferenças de cor<sup>12.</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que possa ser avaliada a brancura do material, deve-se utilizar a fórmula do índice de brancura (WID). A mesma consiste em uma formulação linear simples, cuja obtenção ocorre a partir dos valores das três coordenadas cromáticas (L*, a* e b*), em que os resultados com valores baixos, até mesmo os negativos, indicam amostras mais escurecidas, já resultados positivos altos, indicam amostras com um maior valor de brancura<sup>13</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar dos tempos, estudos foram sendo aprimorados sobre o tema de alteração na coloração da resina composta, devido a certas substâncias pigmentadas. Contudo, é importante ainda notificar que não apenas os pigmentos vêm trazendo alterações significativas na resina composta, como também o prévio acabamento e polimento trazem interferências não apenas na estética da resina composta, como também em suas propriedades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse estudo teve por objetivo submeter um grupo ao polimento e o outro sem polimento e posteriormente realizar a imersão das amostras de compósitos de resina em diferentes substâncias corantes, a fim de avaliar a influência do acabamento/polimento e dos tipos de corantes sobre a estabilidade de cor de resinas compostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 MÉTODO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 Seleção e preparo dos espécimes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pesquisa foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisa Clínica em Biomateriais da UFPE. Inicialmente, foi realizada a padronização do nível de bateria de um aparelho fotopolimerizador de luz LED, o Emitter C (Schutter, Santa Maria &#8211; RS). Para isso, suas baterias foram totalmente descarregadas e logo em seguida conectadas a uma fonte de energia elétrica para obtenção da sua carga total (100% do nível da bateria), totalizando 3 horas de carga, segundo as instruções do fabricante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distância da fonte de luz à resina foi padronizada. Em seguida, foi realizado as aferições da intensidade de luz emitida, através de um radiômetro (Hilux&nbsp; LedMax), dessa forma, foram obtidos os valores aproximados de intensidade de luz de 1490mw/cm<sup>2</sup>(1390 a 1600mw/cm²).&nbsp; Foram confeccionadas 50 amostras, empregando a resina composta nano-híbrida Spectra Smart (Dentsply), cor A3,5, Lote 365864L com validade de 10/2022. Com o objetivo de padronizar a confecção das amostras e evitar a dispersão da luz através delas, foi confeccionada uma matriz metálica composta por duas partes rosqueáveis, apresentando na parte central um orifício com 8 mm de diâmetro por 2 mm de profundidade. Foi confeccionado também um dispositivo metálico para remover a amostra da matriz (Figura 1).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="195" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1575.png" alt="" class="wp-image-157499"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><sup>&nbsp;</sup><strong>Figura 1: </strong>Matriz metálica e dispositivo metálico utilizados para confecção dos corpos-de prova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram preparadas 10 amostras para cada grupo, dentre elas sendo subdivididas futuramente em dois subgrupos de cinco amostras, de acordo com a presença ou não de polimento (Quadro 1), a resina foi inserida na matriz pela técnica incremento único com o auxílio da espátula Suprafill (Golgran), tomando cuidado para evitar a inclusão de bolhas de ar durante a inserção do compósito resinoso. Uma tira de poliéster foi posicionada sobre a cavidade preenchida pela resina composta e colocada sobre ela uma placa de vidro de 20 mm de espessura, com leve pressão, para obtenção de uma superfície plana e uniforme do material.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após, a placa de vidro foi removida e sobre a tira de poliéster foi então posicionada uma lamínula de vidro com 0,13mm de espessura com o intuito de padronizar as distâncias de fotopolimerização, de ambos os lados. Todos os materiais foram fotopolimerizados através do aparelho fotopolimerizador de luz LED, o Emitter C (Schutter, Santa Maria &#8211; RS), e o tempo adotado foi o recomendado pelos fabricantes (40s) para cada amostra. Após a obtenção das amostras, foi realizada a avaliação pelo método CIEDE2000 para que fosse obtido o resultado das amostras iniciais sem polimento e sem serem submetidas a solução corante.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1: </strong>Divisão dos grupos de acordo com as soluções corantes, quantidade e presença de polimento.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="614" height="450" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1576.png" alt="" class="wp-image-157500" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1576.png 614w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1576-300x220.png 300w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2 Divisão dos grupos experimentais</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O polimento foi feito em metade das amostras totais (25 amostras ao todo) com discos Sof-Lex Pop On (3M ESPE), com quatro tipos variados de superfícies: grosso (cor vermelha), médio (cor laranja escuro), fina (cor laranja claro) e extrafina (cor amarela) e passando por 05 segundos cada granulação. Cada amostra foi submetida à granulação em metade de sua superfície por vez, para que assim a manipulação pudesse ocorrer de forma segura (Figura 2).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="324" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1577.png" alt="" class="wp-image-157501" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1577.png 683w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1577-300x142.png 300w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">2.3 Armazenamento dos espécimes nas soluções corantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os corpos-de-prova permaneceram por 24 horas em água destilada em temperatura ambiente em recipientes opacos, a fim de assegurar completa polimerização da resina composta. Após o tempo de completa polimerização, todos os grupos foram imersos nas soluções corantes (Quadro 1). As trocas dessas soluções ocorreram semanalmente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.4 Método de avaliação da cor&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensuração da cor dos corpos-de-prova foi realizada através do espectrofotômetro digital portátil (Easyshade – Vita, Brea, California, USA). Antes de medir a cor dos corpos-de-prova, o aparelho Easyshade Vita foi calibrado utilizando o seu bloco de calibração, de acordo com as instruções do fabricante. A ponta da sonda foi colocada perpendicular e bem ajustada à superfície dos corpos-de-prova a fim de fazer medições precisas. Portanto, foram feitas ao total 2 mensurações por amostra, sendo uma antes das amostras serem colocadas nas soluções de corante (cor inicial) e, posteriormente, no período de 3 meses<sup>5</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.5 Análise estatística</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados foram avaliados em relação a aderência aos pressupostos da normalidade (teste de Shapiro-Wilk) e homocedasticidade (teste de Levene). Seguidos do teste de ANOVA a dois critérios (Two-way), sendo considerados os fatores “soluções pigmentantes” e “presença ou ausência do polimento”, seguido do pós-teste de Tukey.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da alteração de cor foi realizada após o contato de 3 meses das amostras de resina composta com as soluções pigmentantes através da obtenção dos valores de ΔL, ΔE00 (1) e ΔWI (2).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="357" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1578.png" alt="" class="wp-image-157502" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1578.png 745w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1578-300x144.png 300w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Gráfico 1 (ΔL) podemos observar a presença de interação entre os fatores analisados (p&lt;0,05), dessa forma, a análise foi performada levando em consideração a interação. Através dos dados obtidos é possível observar um aumento significativo no valor de L quando as amostras sofrem polimento (p&lt;0,05). Além disso, é apontado que a condição “Açaí-Sem Polimento” reduz significativamente o valor de L das resinas compostas quando comparado ao grupo “Saliva artificial” com ou sem polimento (p&lt;0,05). Apesar da presença do polimento desempenhar um efeito protetor no processo de pigmentação das resinas, as resinas que entraram em contato com as soluções pigmentantes não apresentam valores de L semelhantes ao grupo “Saliva artificial &#8211; Com polimento” (p&lt;0,05).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="636" height="278" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1579.png" alt="" class="wp-image-157503" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1579.png 636w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1579-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 636px) 100vw, 636px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1: </strong>Média e desvio padrão. Se todas as letras são distintas, se comprovam diferenças significativas entre os grupos correspondentes (p&lt;0,05). (ANOVA a dois critérios/Tukey)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi possível observar, no Gráfico 2 (ΔE00) que os grupos que sofreram polimento apresentaram os maiores valores de ΔE00 em relação aos grupos que não receberam (p&lt;0,05). As condições que apresentaram os valores mais baixos de ΔE00 foram “Açaí” e “Café” sem polimento quando comparado aos demais grupos sem polimento (p&gt;0,05). Nessa análise, a presença do polimento demonstra um efeito significativo para obtenção dos maiores valores de ΔE00 (p&gt;0,05), entretanto, a melhor condição é a “Saliva artificial” (Com polimento) quando comparado aos demais grupos (p&gt;0,05).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="642" height="286" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1580.png" alt="" class="wp-image-157504" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1580.png 642w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1580-300x134.png 300w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2:</strong> Média e desvio padrão. Se todas as letras são distintas, se comprovam diferenças significativas entre os grupos correspondentes (p&lt;0,05). (ANOVA a dois critérios/Tukey)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Gráfico 3 (ΔWI) foi possível observar que as soluções pigmentantes na condição sem polimento apresentam os menores valores de ΔWI quando comparado aos demais grupos (p&lt;0,05) sem diferenças estatísticas entre elas (p&gt;0,05). Na condição com polimento, a solução “Açaí” apresentou o menor valor de ΔWI quando comparado com as demais soluções dentro da mesma condição (p&lt;0,05). A condição “Saliva artificial-Com polimento” é a que se apresenta com os maiores valores de ΔWI quando comparado aos demais grupos (p&lt;0,05). A presença do polimento é determinante para obtenção dos maiores valores de ΔWI (p&lt;0,05).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="282" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1581.png" alt="" class="wp-image-157505" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1581.png 643w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1581-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3:</strong> Média e desvio padrão. Se todas as letras são distintas, se comprovam diferenças significativas entre os grupos correspondentes (p&lt;0,05). (ANOVA a dois critérios/Tukey).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estética dos materiais restauradores deve assemelhar-se à apresentação dos dentes naturais, que está relacionada de forma direta com a estabilidade de cor. Compósitos restauradores, quando submetidos ao ambiente oral, têm uma disposição ao manchamento<sup>2</sup>. A alteração de cor nas resinas compostas de determinadas restaurações se deve tanto a fatores intrínsecos como a fatores extrínsecos. Sendo estes últimos relacionados à absorção superficial de soluções de coloração de fontes exógenas<sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grau de conversão é um elemento muito importante para o sucesso clínico das restaurações, sendo ele um causador de possíveis modificações permanentes nas propriedades mecânicas, químicas, biológicas e estéticas das resinas compostas. <sup>14,15</sup> Baggio et al. (2008)<sup>16</sup> chegaram a conclusão em seus estudos que, dentre os passos clínicos para se obter sucesso no tratamento, tem-se como destaque a fotopolimerização do compósito resinoso. Já se sabe, baseado em outros estudos, que a intensidade de luz dos aparelhos fotopolimerizadores tem uma importância fundamental para obter o sucesso clínico de materiais fotopolimerizáveis, visto que a reação de polimerização tem início através da luz emitida por esses aparelhos e qualquer mudança nesse passo clínico pode levar a um decréscimo das propriedades mecânicas desses materiais resinosos<sup>17, 18</sup>. Para minimizar esses fatores, no presente estudo, a distância entre a fonte de luz e a resina foi padronizada e foram realizadas aferições da intensidade de luz emitida. Desta forma, foi possível obter valores aproximados de intensidade de luz de 1490mw/cm<sup>2</sup>.&nbsp; <sup>&nbsp;</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Carvalho et al. (2017)<sup>2</sup>, as resinas&nbsp; compostas, ao passarem pelo processo de polimento, revelaram valores de diferença de cor&nbsp; significativamente inferiores, quando comparadas aos grupos que não receberam&nbsp; polimento, independentemente de qual resina composta utilizada ou do tempo de polimento submetido. Em concordância, Matias e Faria (2020)<sup>3</sup> declararam que o cirurgião-dentista tem um papel importante para prevenir ou até mesmo reduzir os níveis de manchamento da resina composta quando realiza uma adequada técnica de confecção das restaurações (polimerização, acabamento e polimento adequados) e uma boa&nbsp; orientação dos seus pacientes quanto à higiene bucal e hábitos que venham a interferir&nbsp; de forma direta na estabilidade de cor do material. No estudo em questão, pode-se observar que o comportamento do grupo com polimento aproximou-se do grupo de controle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível encontrar com frequência na literatura estudos que evidenciam o fato de que algumas soluções com pigmentos que estão presentes na dieta alimentar do indivíduo contribuem para os resultados encontrados nesta pesquisa<sup>1,7,19,20</sup>. Um dos pigmentos avaliados quanto ao grau de impacto no manchamento foi o açaí devido a sua cor intensa e escura e por se tratar de um produto bastante consumido pela sociedade em diversas bebidas e preparos alimentares<sup>4</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se observar através dos resultados dessa pesquisa que a amostra que sofreu a ação do açaí apresentou grande alteração em seu nível de brancura com o decorrer do tempo, como se pode notar no Gráfico 3. Achados semelhantes puderam ser avaliados por Ferreira et al. (2020)<sup>7</sup> onde foi relatado na pesquisa que o suco de açaí, bebida presente nas refeições dos brasileiros, também apresentou alteração da cor da resina composta. Em contrapartida, de acordo com estudos realizados anteriormente por Costa e Silva et al, (2009)<sup>19</sup>, eles associaram uma menor agregação do açaí à estrutura da resina, levando a um menor manchamento, devido ao tamanho de suas partículas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O café apresentou-se como uma das soluções destaque quanto ao valor total da diferença de cor (ΔE00) no estudo realizado, visto no Gráfico 2.&nbsp; Representou o maior nível de manchamento quanto a cor dentre as amostras imersas nas soluções corantes estudadas. Pesquisas anteriores como a de Gadonski et al (2018)<sup>1</sup> e Szesz et al. (2011)<sup>20 </sup>apresentaram, de semelhante modo, como resultado o manchamento significativo nas resinas compostas que foram submetidas em soluções de café.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há estudos que revelam o efeito do pH ácido sobre a resina composta, demonstrando que quanto mais ácido o pH da solução, maior a possibilidade de causar danos à integridade superficial da resina composta, expondo a matriz inorgânica<sup>10, 7</sup>. No estudo em questão, há uma afirmação do que já revelado pelos autores anteriormente, no ponto em que a solução de refrigerante de cola não apresentou o resultado mais significativo quanto a sua variação de luminosidade, o que pode ser visto no gráfico 1, já que é uma substância ácida e causa a degradação de sua matriz superficial. Em concordância, no estudo de Carvalho et al, (2017)<sup>2</sup>, quando compararam o nível de manchamento das resinas compostas, dentre as soluções estudadas, o refrigerante de cola só ganha em manchamento da água destilada, sendo menos significativa do que o café e o vinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados da pesquisa e com base na avaliação dos três gráficos, podemos obter que a saliva artificial obteve os melhores resultados em todos os índices, revelando, ainda, melhor resultado nas amostras com polimento quando comparado ao grupo sem polimento. Demonstrando, assim, que a saliva artificial foi o grupo estudado com melhores resultados e menores níveis de manchamento do material restaurador, entretanto, torna-se necessária a realização de mais pesquisas com a saliva artificial como substância avaliativa e não apenas de controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo pode-se observar que o molho de tomate não apresentou destaque em nenhuma das variáveis analisadas, revelando, dessa forma, que mesmo havendo mudança na coloração da resina composta, ainda há substâncias como açaí e café que apresentam maior nível de alteração na cor dos materiais restauradores. Entretanto, no estudo de Ferreira et al (2020)<sup>7</sup>, em que foi avaliado o nível de mudança de cor de acordo com certas resinas compostas, o molho de tomate se destacou com nível de manchamento elevado quando comparado com açaí e Coca-Cola<sup>®</sup><sub>.</sub></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das limitações do estudo <em>in vitro</em>, foi possível identificar que as soluções corantes, o tempo de consumo podem influenciar na estabilidade da cor da resina composta. Essas alterações de cor podem se apresentar perceptíveis e indesejáveis para o tratamento reabilitador estético. Portanto, mais estudos devem ser realizados para avaliar a estabilidade da cor da resina composta associada a outras variáveis, como a composição química de diferentes resinas compostas, a microdureza do material e o pH das soluções corantes, além de estudos clínicos para reforçar as conclusões dessas análises.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">●&nbsp; Podemos concluir que todas as soluções corantes utilizadas foram capazes de escurecer a resina composta ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">●&nbsp; A saliva artificial foi a que mais se manteve próximo ao padrão inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">●&nbsp; O grupo do açaí foi o que alterou mais a cor da amostra de resina composta, seguido do grupo do café.</p>



<p class="wp-block-paragraph">●&nbsp; Quando avaliamos o polimento, as resinas compostas que foram polidas apresentaram valores de alteração de cor significativamente inferiores, quando comparadas aos grupos que não receberam polimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">●&nbsp; O polimento, os tipos de soluções corantes utilizados e o tempo de imersão influenciam na estabilidade de cor da resina composta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp; Gadonski AP, Feiber M, Almeida L, Naufel FS, Schmitt VL. Avaliação do efeito cromático em resinas compostas nanoparticuladas submetidas a solução café. Rev. Odontol. UNESP. 2018 Jun;47(3):137-142.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp; Carvalho AC, Alves CC, Alves COG, Palma-Dibb RG, Martins VRG, Martins CP. Alteração de Cor de Resinas Compostas Imersas em Diferentes Bebidas. Journal of Health Sciences. 2017 Dec 30;19(4):221-227.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.&nbsp; Matias JMB, Faria LT. Estabilidade de cor da resina composta frente a corantes da dieta : revisão de literatura [Trabalho de conclusão de curso]. Taubaté: Universidade de Taubaté; 2020. 39 p.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.&nbsp; Brandão LSA, Sousa M, Román CCA, Salles MM. Avaliação cromática de duas resinas para base de próteses após imersão em açaí. Facit Business and Technology Journal. 2020;3(19):83-95.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.&nbsp; Al-Dharrab A. Effect of Energy Drinks on the Color Stability of Nanofilled Composite Resin. The Journal of contemporary dental practice. 2013;14(3):704-711.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6.&nbsp; Kang A, Son S, Hur B, Kwon YH, Ro JH, Park J. The color stability of silorane- and methacrylatebased resin composites. Dental Materials Journal. 2012;31(5):879-884.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7.&nbsp; Ferreira LA, Yamauti M, Peixoto RT, Magalhães CS, Sá TS, Silami FJ. Avaliação da alteração de cor de uma resina composta &#8220;beautiful bulk&#8221; submetida à imersão em soluções pigmentantes.A rquivos Em Odontologia. 2020 Feb 14;56(02):01-08.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8.&nbsp; Savino SM. Acabamento e polimento em resina composta: uma revisão de literatura [Trabalho de conclusão de curso]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2020. 52 p. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">9.&nbsp; Paravina RD, Roeder L, Lu H, Vogel K, Powers JM. Effect of finishing and polishing procedures on surface roughness, gloss and color of resin-based composites. American Journal of Dentistry. 2004 Aug 01;17(04):262-266.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10.&nbsp; Moon JD, Seon EM, Son SA, Jung KH, Kwon YH, Park JK. Effect of immersion into solutions at various pH on the color stability of composite resins with different shades. Restorative dentistry &amp; endodontics. 2015;40(4):270-276.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">11.&nbsp; &nbsp;Tekçe N, Tuncer S, Demirci M, Serim ME, Baydemir C. The effect of different drinks on the color stability of different restorative materials after one month. Restorative Dentistry &amp; Endodontics. 2015;40(4):255-261.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12.&nbsp; Paravina RD, P érez MM, Guinea R. Acceptability and perceptibility thresholds in dentistry: A comprehensive review of clinical and research applications. Journal of Esthetic and Restorative Dentistry. 2019;31(02):103-112.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13.&nbsp; Pérez MM, Ghinea R, Rivas MJ, et al. Development of a customized whiteness index for dentistry based on CIELAB color space. Dental Materials. 2016;32(3):461-467.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">14.&nbsp; Aguiar FHB, Lazzari CR, Lima DANL, Ambrosano GMB, Lovadino JR. Effect of light curing tip distance and resin shade on microhardness of a hybrid resin composite. Braz. oral res. 2005;19(4):302-306.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15.&nbsp; Cavalcante LMA, Peris AR, Ambrosano GMB, Ritter AV, Pimenta LAF. Effect of Photoactivation Systems and Resin Composites on the Microleakage of Esthetic Restorations. The Journal of Contemporary Dental Practice. 2007 Feb 01;8(2):70-79.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16.&nbsp; Baggio R, Gralha SR, Gomes JC, Gomes OMM. Influência da distância da ponta do fotopolimerizador nas propriedades da resina composta. Publ. UEPG Biol. 2010 Jun 23;14(2):31-37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17.&nbsp; Da Silva EM, Poskus LT, Guimarães JGA, Barcellos ALL, Fellows CE. Influence of light polymerization modes on degree of conversion and crosslink density of dental composites. Journal of Materials Science: Materials in Medicine. 2007 Aug 01;19(3):1027-1032.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18.&nbsp; Aguirar FHB, Oliveira TRV, Lima DANL, Ambrosano GMO, Lovadino JR. Microhardness of different thicknesses of resin composite polymerized by conventional photocuring at different distances. General Dentistry. 2008 Mar 01;56(2):144-148.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19.&nbsp; Costa e Silva D, Tiradentes SBSP, Parente RCP, Bandeira MFCL. Color change using HSB color system of dental resin composites immersed in different common Amazon region beverages. Acta Amazonica. 2009;39(4):961-968.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20.  Szesz AL, Pupo YM, Martins GC, Gomes JC, Gomes OMM. Influência de diferentes bebidas na estabilidade de cor da resina composta. Odontol. Clín.-Cient. 2011;10(4):323-328.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Cirurgiã Dentista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)– Campus Recife, Pernambuco, Brasil.<br>²Discente do curso de odontologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)– Campus Recife, Pernambuco, Brasil.<br>³Discente do curso de odontologia do Centro Universitário Maurício de Nassau – Campus Recife, Pernambuco, Brasil<br>⁴Professor do departamento de Prótese e Cirurgia Buco Facial da Universidade Federal de<br>Pernambuco (UFPE)– Campus Recife, Pernambuco, Brasil</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REFLEXÕES DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA NAS ESCOLAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reflexoes-dos-professores-de-educacao-fisica-desafios-na-implementacao-da-educacao-fisica-inclusiva-nas-escolas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 00:05:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=156074</guid>

					<description><![CDATA[REFLECTIONS OF PHYSICAL EDUCATION TEACHERS: CHALLENGES IN IMPLEMENTING INCLUSIVE PHYSICAL EDUCATION IN SCHOOLS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202408312112 Ana Claudia Carvalho Silva¹; Vinicius Primo de Andrade1; Thaynara dos Santos Brito1; Mariana Araújo dos Santos1; Zilmara Gerciane da Silva Vaz1; Antonia Evânia Vieira da Silva2; Brunna Galtierrez Fortes Pessoa2; Geórgia Ferreira Soares2; Galba Coelho Carmo3; Antonio Francisco Veras [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">REFLECTIONS OF PHYSICAL EDUCATION TEACHERS: CHALLENGES IN IMPLEMENTING INCLUSIVE PHYSICAL EDUCATION IN SCHOOLS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202408312112</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Claudia Carvalho Silva¹; Vinicius Primo de Andrade<sup>1</sup>; Thaynara dos Santos Brito<sup>1</sup>; Mariana Araújo dos Santos<sup>1</sup>; Zilmara Gerciane da Silva Vaz<sup>1</sup>; Antonia Evânia Vieira da Silva<sup>2</sup>; Brunna Galtierrez Fortes Pessoa<sup>2</sup>; Geórgia Ferreira Soares<sup>2</sup>; Galba Coelho Carmo<sup>3</sup>; Antonio Francisco Veras de Carvalho<sup>3</sup>; Francisco Evaldo Orsano<sup>4</sup>; Vânia Silva Macedo Orsano<sup>5</sup>; Enéas de Freitas Dutra Júnior<sup>6</sup>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Identificar a percepção dos professores de Educação Física a respeito da inclusão na Educação Física Inclusiva na rede pública de Teresina, Piauí. O estudo, de corte transversal e abordagem quantitativa, envolveu 40 professores da Rede Pública de Teresina, com questionários sobre aspectos sociodemográficos, profissionais e desafios da inclusão. A amostra foi selecionada por conveniência em escolas de diferentes zonas da cidade, utilizando o método de amostragem por bola de neve. Os resultados indicam que maioria dos professores (92,5%) relata não ter acesso a recursos e materiais adaptados, o que indica dificuldades na adequação das atividades para alunos com necessidades especiais. (80%) acredita que a comunidade escolar não compreende os desafios da inclusão na EF. Além disso, a maioria dos professores (85%) não se sente apoiada pela equipe da escola no trabalho com inclusão na EF. 97,5% dos professores acreditam que a Educação Física Inclusiva é um grande desafio para o profissional de Educação Física. Grande número de professores pesquisados (77,5%) acredita que os alunos com deficiência não têm as mesmas oportunidades na Educação Física que os demais. A pesquisa também destaca a carência de materiais que enriqueçam a prática docente e pedagógica dos professores investigados. A Educação Física Inclusiva enfrenta desafios no século XXI, com destaque para a necessidade de espaços adequados e materiais enriquecedores. A falta de apoio adequado para ministrar aulas inclusivas é evidente, mesmo entre professores com formação especializada. A acessibilidade física é crucial para a legitimação da inclusão educacional na EF. Conclui-se que, para promover uma EF inclusiva e enriquecedora, é essencial superar esses desafios, garantindo a formação e apoio contínuos aos educadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Educação Física Inclusiva. Desafios. Professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp;INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância de se trabalhar com a inclusão reside no fato de que toda pessoa tem o direito fundamental de ser valorizada, respeitada e ser inclusa plenamente na sociedade. O conceito de educação inclusiva se dá por alguns aspectos como, compartilhar o mesmo espaço físico, integração na sociedade, adaptações no ensino, participação de todos nas aulas e o direito a educação (Sant´ana, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão de pessoas com deficiência física é um tema de grande afinidade e impacto na sociedade contemporânea. A busca por uma sociedade mais igualitária e justa tem levado a um crescente reconhecimento dos direitos e necessidades das pessoas com deficiência em todas as áreas da vida, incluindo a Educação Física (EF). Nas últimas décadas, houve avanços na promoção da inclusão de pessoas com deficiência física nas escolas regulares. No entanto, a área da EF ainda apresenta desafios específicos em relação à participação plena e efetiva desses indivíduos (Viana, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O verdadeiro objetivo da Educação Física Inclusiva (EFI) é criar um ambiente em que todas as crianças, independentemente de suas habilidades físicas ou limitações, possam se envolver, aprender e prosperar juntas (Gonçalves, 2020). É através da inclusão que a EF se torna uma poderosa ferramenta para promover a igualdade, o respeito e a confiança mútua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao promover a inclusão, abre-se caminho para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. Isso se aplica especialmente ao contexto da EF, onde é essencial proporcionar oportunidades iguais para que todas as pessoas possam desfrutar dos benefícios da atividade física, do esporte e do lazer (Oliveira, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a inclusão na EF permite o desenvolvimento integral de cada indivíduo. Ao envolver todas as pessoas, cria-se um ambiente de aprendizagem enriquecedor, em que os alunos podem aprender uns com os outros, construir relações positivas e superar estereótipos e preconceitos (Fonseca, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão também prepara os estudantes para a vida em uma sociedade diversa, promovendo a empatia, a compreensão mútua e a valorização das diferenças. Ao reconhecer e celebrar a singularidade de cada indivíduo, contribui-se para a formação de cidadãos conscientes, respeitosos e comprometidos com a promoção da igualdade e da justiça social (Freire, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias atuais é bastante comum encontrar crianças com algum tipo de deficiência física, as mais comuns são: tetraplegia: perda total das funções motoras dos membros superiores e inferiores; monoplegia: perda parcial das funções motoras de um só membro e hemiplegia: perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo. Essas crianças têm todo o direito em participar frequentemente das aulas do componente curricular EF (Brasil, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a EF desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral dos estudantes, confiante para sua saúde, habilidades motoras, sociabilidade e qualidade de vida (Horta, 2019). No entanto, a inclusão nas aulas de EF pode apresentar vários desafios, pois é um componente curricular que envolve atividades físicas, esportes, jogos, ginásticas, danças, lutas e a diversidade de habilidades, interesses e capacidades dos alunos pode tornar a inclusão um processo complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, essa é uma problemática que requer atenção, principalmente em relação a possíveis desafios que devem existir com os profissionais da área dentro do ambiente escolar, pois, segundo o Artigo 28 da Lei de Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência diz que é dever do Estado, a família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação (Brasil, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Superar esses desafios requer um compromisso contínuo com a inclusão por parte dos educadores, escolas e toda comunidade escolar. É importante promover a conscientização, a formação e o trabalho colaborativo para garantir que todos os alunos tenham igualdade de oportunidades para participar e desfrutar das aulas de EF (Mantoan, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto, este estudo teve por objetivo identificar a percepção dos professores de EF a respeito da inclusão na EFI na rede pública de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo de corte transversal, de caráter avaliativo e com uma abordagem quantitativa, que envolveu uma amostra de 40 professores da educação básica de ensino da Rede Pública de Teresina – Piauí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada em 40 escolas da Rede Pública de todas as zonas (urbana) da cidade de Teresina, sendo 14 escolas da zona Norte, 11 da zona Leste, 8 da zona Sul, 4 da zona Sudeste e 3 do centro. As escolas foram selecionadas por conveniência e a coleta de dados aconteceu no mês de setembro de 2023. Foram adotados como critérios de inclusão os professores efetivos, de ambos os sexos, que ministravam aulas do componente curricular EF e que aceitassem responder um questionário online.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de exclusão para a seleção dos participantes desta pesquisa foram estritamente definidos com o intuito de garantir a relevância e a consistência dos dados coletados. Assim, foram excluídos os profissionais que não estivessem atuando diretamente na área da Educação Física no contexto do ensino fundamental. Além disso, somente aqueles que possuíssem formação acadêmica específica na referida área foram considerados elegíveis para participação. Adicionalmente, para assegurar a qualidade e a completude das respostas, apenas os profissionais que concordaram voluntariamente em responder ao questionário proposto foram incluídos na amostra, assegurando, desse modo, um grupo de participantes comprometidos e diretamente envolvidos no objeto de estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a avaliação dos aspectos sociodemográficos e profissionais dos professores, foi elaborado um questionário que envolveu perguntas como: sexo, idade, cor da pele, formação acadêmica e renda mensal. Para a avaliação dos desafios da inclusão de alunos com deficiência física nas aulas de EF foi utilizado um questionário online com 21 perguntas de múltiplas escolha feito na plataforma do Google Forms.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a pesquisa fosse realizada com o maior número de professores possível, foi utilizado o método de amostragem por bola de neve, que é uma técnica frequentemente usada em pesquisas quantitativas e qualitativas. Esse método envolve a seleção inicial de participantes que atendem a certos critérios específicos e, em seguida, esses participantes ajudam a identificar outros indivíduos ou casos relevantes para a pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo continua se expandindo conforme novos participantes são adicionados à amostra com base em recomendações dos participantes existentes. Ou seja, conforme o questionário ia sendo enviado para algum professor, o mesmo repassava para outros colegas de profissão que trabalhava na mesma área de atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3&nbsp;RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela de características sociodemográficas apresentamos um resumo abrangente e organizado das principais características dos participantes da pesquisa. Essa tabela oferece informações essenciais sobre variáveis como idade, gênero, nível socioeconômico, escolaridade e raça. Esses dados são fundamentais para compreender a diversidade e distribuição dos participantes, permitindo análises mais profundas e insights relevantes sobre as relações entre as variações analisadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – </strong>Caracterização dos aspectos sociodemográficos dos professores de Educação Física avaliados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="511" height="462" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-145.png" alt="" class="wp-image-156118" style="width:700px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-145.png 511w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-145-300x271.png 300w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="511" height="99" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-146.png" alt="" class="wp-image-156119" style="width:701px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-146.png 511w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-146-300x58.png 300w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autores, (2024).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa caracterização sociodemográfica revela uma predominância de professores do sexo feminino, com 62,5% do total, indicando um desequilíbrio de gênero na profissão. Esse percentual se aproxima dos resultados obtidos por Alves <em>et al</em>. (2013), que, ao examinarem o entendimento sobre o conceito de inclusão entre professores de EF atuantes em escolas públicas brasileiras, identificaram que 66,6% dos profissionais eram do sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a média de idade dos professores, que é de 41,5 anos com desvio padrão de 9,05, sugere um quadro de profissionais experientes na área. No que diz respeito à identificação étnica, nota-se uma maioria de professores que se consideram pardos, totalizando 62,5%, enquanto 22,5% se identificam como brancos e 15% como negros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à formação acadêmica, a maioria dos docentes possui especialização, com 70%, indicando um compromisso com o aprimoramento profissional. Por outro lado, a proporção de professores com graduação, mestrado e doutorado é relativamente menor, apontando áreas para potenciais investimentos em qualificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a distribuição da renda mensal mostra uma variedade de situações econômicas entre os professores, sendo que 50% deles ganham três ou mais salários mínimos, 37,5% ganham dois salários mínimos e 12,5% ganham um salário mínimo. Essa variação na renda reflete a heterogeneidade econômica dos profissionais da área e pode influenciar suas perspectivas e desafios no campo da EF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 2 apresenta as características profissionais dos professores de EF avaliados. A tabela mostra que 67,5% dos professores atuam na Rede Municipal de Ensino de Teresina &#8211; PI, refletindo a predominância de profissionais que desempenham um papel fundamental na EF local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2 – </strong>Caracterização dos aspectos profissionais dos professores de Educação Física avaliados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="536" height="491" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-142.png" alt="" class="wp-image-156115" style="width:764px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-142.png 536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-142-300x275.png 300w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="505" height="282" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-143.png" alt="" class="wp-image-156116" style="width:725px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-143.png 505w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-143-300x168.png 300w" sizes="(max-width: 505px) 100vw, 505px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="146" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-144.png" alt="" class="wp-image-156117" style="width:761px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-144.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-144-300x82.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autores, (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 3 descreve a percepção dos professores de EF sobre a inclusão na EF escolar. A maioria dos professores (92,5%) relata não ter acesso a recursos e materiais adaptados, o que indica dificuldades na adequação das atividades para alunos com necessidades especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3 – </strong>Caracterização da percepção dos professores de Educação Física avaliados a respeito da inclusão na Educação Física Escolar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="534" height="385" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-140.png" alt="" class="wp-image-156113" style="width:752px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-140.png 534w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-140-300x216.png 300w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="533" height="324" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-141.png" alt="" class="wp-image-156114" style="width:750px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-141.png 533w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-141-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autores, (2024).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos desafios enfrentados na promoção da inclusão, o estudo de Lopes e Moreno- Valdes (2003), realizado com professores de EF na cidade de Fortaleza, na rede de ensino público, mostra praticamente os mesmo resultados encontrados na cidade de Teresina, ele revelou que a carência de preparação dos professores para o exercício da profissão , a imunidade de materiais e a ausência de políticas públicas impactam os níveis de desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem dos alunos que participam de Educação Especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à infraestrutura, metade dos professores (50%) a considera razoável, 25% a consideram boa e outros 25% a consideram ruim para acomodar alunos com necessidades especiais. A maioria dos professores (80%) acredita que a comunidade escolar não compreende os desafios da inclusão. Apenas 15% dos professores se sentem apoiados pela equipe da escola no trabalho com inclusão, enquanto 85% não se sentem apoiados. De maneira semelhante Ferreira (2014), destaca que professores de EF em escolas públicas no interior do Rio Grande do Sul também enfrentam desmotivação ao desempenhar suas funções com alunos deficientes devido à falta de apoio, escassez de materiais e limitações na infraestrutura escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos professores (87,5%) acredita que a inclusão na Educação Física pode servir como modelo para outras disciplinas. A avaliação global da experiência com a inclusão varia, com 47,5% dos professores a considerando regular, 25% ruim, 15% boa, 7,5% ótima e</p>



<p class="wp-block-paragraph">5% péssima. A Educação Física tem o potencial de se integrar aos grandes temas sociais, como cidadania, convívio social e ética, chamados de Temas Transversais, além de seus conteúdos tradicionais. Essa integração permite contribuir para a formação integral do cidadão, promovendo uma abordagem crítica e reflexiva, mantendo seu foco central na integração do indivíduo na cultura do movimento corporal (Seabra Júnior, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão também atinge os outros alunos sem deficiência, pois eles aprendem a lidar com a diferença do outro, aprendem, de certo modo, a livrar-se dos preconceitos estabelecidos e passam a aceitar as pessoas com deficiência do jeito que elas são. Eles passam a ser mais compreensivos, solidários e comprometidos com o próximo. Ao conviver com deficientes, as demais crianças tornaram-se mais sensíveis. Passam a valorizar as pessoas pela contribuição que elas têm a dar, aceitam com mais naturalidade a presença de pessoas que usam cadeiras de rodas, aparelhos de surdez, bengalas, etc. (Barbosa, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tabela 4 apresenta as avaliações dos professores de EF em relação à infraestrutura escolar e às ações voltadas para a educação inclusiva. Os resultados mostram que a maioria dos professores (92,5%) não têm acesso a recursos e materiais adaptados. Em relação à infraestrutura da escola para acomodar alunos com necessidades especiais, metade dos professores consideram razoável, enquanto 25% consideram bom e 25% consideram ruim.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4 –</strong>Avaliação dos professores de Educação Física avaliados a respeito da infraestrutura escolar e das ações voltadas a educação inclusiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="552" height="523" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-136.png" alt="" class="wp-image-156109" style="width:787px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-136.png 552w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-136-300x284.png 300w" sizes="(max-width: 552px) 100vw, 552px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="553" height="274" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-137.png" alt="" class="wp-image-156110" style="width:793px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-137.png 553w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-137-300x149.png 300w" sizes="(max-width: 553px) 100vw, 553px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="550" height="379" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-138.png" alt="" class="wp-image-156111" style="width:791px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-138.png 550w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-138-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="381" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-139.png" alt="" class="wp-image-156112" style="width:792px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-139.png 554w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-139-300x206.png 300w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autores, (2024).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à acessibilidade de materiais e métodos, Carvalho <em>et al</em>. (2020), exploraram a percepção dos professores de EF em relação à inclusão, considerando a tríade acessibilidade-conteúdos-atitudes. Os resultados indicam que a acessibilidade ainda está em fase de desenvolvimento, ajustando-se conforme as necessidades que surgem. Houve uma ênfase notável nos conteúdos relacionados a jogos e esportes, enquanto os professores demonstraram atitudes de respeito, oferecendo oportunidades para a participação ativa dos estudantes no processo educacional. Essas atitudes positivas se fortalecem à medida que os professores ampliam seus conhecimentos sobre as diferenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos professores (80%) acredita que a comunidade escolar não compreende os desafios da inclusão na EF. Além disso, a maioria dos professores (85%) não se sente apoiada pela equipe da escola no trabalho com inclusão na EF. O estudo conduzido por Falkenbach e Lopes (2010), em uma escola estadual de Porto Alegre/RS evidenciou que os professores de Educação Física, envolvidos com alunos deficientes, experimentam uma sensação de falta de apoio e orientação. Esses profissionais argumentaram que a ausência de apoio e orientação comprometeu sua capacidade de trabalho de maneira eficaz com os alunos deficientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, enfatizamos a necessidade crucial de contar com o suporte de especialistas em diversas áreas, com expertise em inclusão, para complementar o trabalho dos professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à pergunta sobre se a inclusão é um desafio para os professores de Educação Física, a resposta foi sim para 97,5% dos professores. A maioria dos professores (77,5%) acredita que os alunos com deficiência não têm as mesmas oportunidades na Educação Física que os demais. Esse pensamento vai d encontro a meta 4, indicada no PNE 2014-2024, que trabalha para o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, de preferência na rede regular de ensino, para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Isso inclui a implementação de um sistema educacional inclusivo, salas de recursos multifuncionais, aulas, escolas ou serviços especializados, sejam públicos ou conveniados (Brasil, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao apoio oferecido pela administração escolar para a inclusão na Educação Física, 75% dos professores responderam que não é adequado. Quanto ao envolvimento dos pais de alunos com deficiência no processo de inclusão na Educação Física, 70% dos professores responderam que os pais não estão envolvidos. Segundo Palma e Carneiro (2018), objetivo da escola inclusiva é proporcionar condições de desenvolvimento acadêmico para alunos com deficiência, proporcionando igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e na vida. Isso requer mudanças no acesso ao currículo, estratégias de ensino colaborativas com professores de Educação Especial e adaptações físicas e organizacionais. A inclusão deve ser parte do Projeto Político Pedagógico da escola, indo além da simples matrícula para garantir a verdadeira igualdade de condições na Educação Inclusiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4&nbsp;CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos neste estudo permitem concluir que que a maioria dos professores de EF da cidade de Teresina- PI não tem o apoio necessário para ministrar uma aula inclusiva dentro do componente curricular de EF. Diante do propósito delineado por esta pesquisa, os dados destacam que a EFI enfrenta diversos desafios e obstáculos no século XXI. Um dos aspectos proeminentes reside na carência de espaços adequados para a realização de aulas práticas, além da disponibilidade de materiais que possam enriquecer a prática docente e pedagógica dos professores investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que preocupa os educadores, é limitada a presença de inseguranças em relação ao trabalho a ser realizada com alunos que apresentam algum tipo de deficiência, mesmo entre aqueles que receberam formação especializada para essa atuação. Além disso, é relevante destacar que a discussão sobre a adequação dos espaços ainda se mantém em evidência, uma vez que a acessibilidade física desempenha um papel crucial na legitimação da inclusão educacional. Sua função é garantir o direito de acesso a todos os alunos nas diversas vagas que a escola oferece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A EF configura-se como um componente curricular excelente para integrar alunos que participam de suas atividades. No entanto, é imprescindível que os professores se tornem cada vez mais justos, solidários e respeitosos em relação aos alunos, independentemente de serem deficientes ou não, respeitando a sua essência e existência. Isso permite a criação de momentos de lazer e práticas corporais inclusivas capazes de promover o prazer nas aulas e na experiência escolar como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, T. P.; SALES, Z. N.; MISSIAS MOREIRA, R.; DUARTE, L. DE C.; COUTO, E. S. Inclusão De Alunos Com Surdez Na Educação Física Escolar. <strong>Revista Eletrônica De Educação</strong>, <em>[S. L.]</em>, V. 7, N. 3, P. 192–204, 2013. Doi: 10.14244/%19827199790. Disponível Em: https://Www.Reveduc.Ufscar.Br/Index.Php/Reveduc/Article/View/790. Acesso Em: 23 De Nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, H. Por Que Inclusão? In: <em>Blogsite </em><strong>Inclusive: Inclusão E Cidadania</strong>, <em>[S. L.]</em>, V.1, Publicado Em: 22 De Abril De 2008. Disponível Em: Https://Www.Inclusive.Org.Br/Arquivos/52<a href="https://www.inclusive.org.br/arquivos/52"> </a>Acesso: 22 De Nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério Da Saúde. Secretaria De Atenção À Saúde. Departamento De Ações Programáticas Estratégicas. <strong>Diretrizes De Atenção À Reabilitação Da Pessoa Com Transtorno Do Espectro Autista (Tea)</strong>. Brasília: Ministério Da Saúde, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, <strong>Lei Nº 13.146, </strong>De 6 De Julho De 2015. Dispõe Sobre A Inclusão Da Pessoa Com Deficiência. Disponível Em: Https://Www.Gov.Br/Mdh/Pt-Br/Navegue-Por-Temas/Pessoa-Com-Deficiencia/Acoes-E-Programas/Regulamentacao-De-Artigos-Da-Lei-Brasileira-De- Inclusao-Da-Pessoa-Com- Deficiencia#:~:Text=A%20lei%20brasileira%20de%20inclus%C3%A3o,Visando%20a%20s ua%20inclus%C3%A3o%20social. Acesso Em: 12 De Jun. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, I. R.; KLEIN, J.; PESSOA, D. M.; CHICON, J. F.; SÁ, M. G. C. S. A Linguagem Como Instrumento De Inclusão Social: Uma Experiência De Ensino Do Hip Hop Para Jovens E Adultos Com Deficiência Intelectual E Autismo. <strong>Movimento</strong>, V. 26, P. E26033, 2020. Disponível Em: Https://Www.Scielo.Br/J/Mov/A/Fpnmgjnzjcfjxk8pdpgjklf/#<a href="https://www.scielo.br/j/mov/a/FPNMgjNZJcfjXK8PDpGJkLF/"> </a>Acesso Em:20 De Out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FALKENBACH, A. P.; LOPES, E. R. Professores De Educação Física Diante Da Inclusão De Alunos Com Deficiência Visual. <strong>Pensar A Prática</strong>, V. 13, N. 3, 2010. Disponível Em: Https://Www.Revistas.Ufg.Br/Fef/Article/Download/9469/8394/0<a href="https://www.revistas.ufg.br/fef/article/download/9469/8394/0"> </a>Acesso Em: 18 De Nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferreira, R. K. A. O Perfil Profissional Do Professor Da Rede Estadual De Educação Física Do Ensino Médio. <strong>Fiep Bulletin </strong>– V. 84, Special Edition, N. I, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONSECA, J. A. L. <strong>Educação Física Inclusiva E As Práticas Adaptadas Para A Pessoa Com Deficiência. </strong>São Paulo: Editora Phorte, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREIRE, P. <strong>Pedagogia Do Oprimido. </strong>Rio De Janeiro: Editora Paz E Terra, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, M. G.; PALMA, A. <strong>Educação Física Adaptada: </strong>Perspectivas, Desafios E Práticas&nbsp; Pedagógicas. São Paulo: Editora Wak, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HORTA, L. S. <strong>Educação Física Inclusiva: </strong>Estratégias Pedagógicas Para Incluir Pessoas Com Deficiência. São Paulo: Editora Wak, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, A. W. A.; MORENO-VALDÉS, M. T. Formação De Professores De Educação Física Que Atuam Com Alunos Com Necessidades Educacionais Especiais (Deficiência Auditiva): Uma Experiência No Ensino Fundamental Da Rede Pública De Fortaleza. <strong>Revista Brasileira De Educação Especial</strong>, V. 9, N. 02, P. 195-210, 2003. Disponível Em: Http://Educa.Fcc.Org.Br/Scielo.Php?Pid=S1413-65382003000200007&amp;Script=Sci_Abstract Acesso Em: 12 De Nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANTOAN, M. T. E. <strong>Inclusão Escolar: </strong>Pontos E Contrapontos. São Paulo: Editora Summus, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, J. C. L. <strong>Educação Física Adaptada E Inclusiva: </strong>Questões Contemporâneas E Perspectivas. São Paulo: Editora Wak, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALMA, D. T.; CARNEIRO, R. U. C. O Olhar Social Da Deficiência Intelectual Em Escolas Do Campo A Partir Dos Conceitos De Identidade E De Diferença. <strong>Rev. Bras. Ed. Esp.</strong>, Marília, V.24, N.2, P.161-172, Abr.-Jun., 2018. Disponível Em: Http://Www.Scielo.Br/Pdf/Rbee/V24n2/1413-6538-Rbee-24-02-0161.Pdf. Acesso Em 15 De Nov.2023. Acesso Em: 13 De Nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEABRA JUNIOR, L. <strong>Educação Física E Inclusão Educacional</strong>: Entender Para Atender. 2012. 220f. Tese (Doutorado Em Educação Física) – Faculdade De Educação Física. Universidade Estadual De Campinas, Campinas, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIANNA, C. P. <strong>Educação Inclusiva: </strong>Desafios E Possibilidades. São Paulo: Editora Wak, 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual do Piauí – UESPI Campus Poeta Torquato Neto <br>e-mail: anaclaudiasilva232000@gmail.com; <br>vprimo338@gmail.com; <br>thayh.nara1928@gmail.com; <br>zillmaravaz@gmail.com; <br>marianaaraujo515@hotmail.com.<br><sup>2</sup>Discentes do Programa de mestrado profissional em rede nacional em Educação Física – ProEF. UESPI. <br>email: brunnaprofef@gmail.com; <br>nanysilva-mn@hotmail.com; <br>georgiatrainner@gmail.com.<br><sup>3</sup>Docente da Universidade Estadual do Piauí &#8211; UESPI. <br>galbacoelho@ccs.uespi.br; <br>tonyversac@gmail.com<br><sup>4</sup>Docente Programa de mestrado profissional em rede nacional em Educação Física – ProEF. UESPI eorsano@yahoo.com.br<br><sup>5</sup>Docente da Universidade Federal do Piauí &#8211; UFPI. <br>vania.orsano@hotmail.com<br><sup>6</sup>Orientador e Docente da Universidade Estadual do Piauí &#8211; UESPI. <br>eneasfdjr@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EMAGRECIMENTO FACIAL NÃO INVASIVO COM ULTRASSOM MICROFOCADO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/emagrecimento-facial-nao-invasivo-com-ultrassom-microfocado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 23:37:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202408312110 Denise Martins De Menezes; Larissa Mendonça de Oliveira; Láuscea Regina Veronezi; Marcia Vivianne Nogueira; Chrystianne Rabelo Lima Barbosa; Henrique Rodrigues Ribeiro; Juliana Lemos Maia; Rayana Viana Cavalcante Nobre; Gina Elayne Silva Montezuma; Marcelo Januzzi Santos. RESUMO A demanda por tratamentos estéticos não invasivos, como o Ultrassom Focalizado de Alta&#160; Intensidade (HIFU), tem [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202408312110</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Denise Martins De Menezes; Larissa Mendonça de Oliveira; Láuscea Regina Veronezi; Marcia Vivianne Nogueira; Chrystianne Rabelo Lima Barbosa; Henrique Rodrigues Ribeiro; Juliana Lemos Maia; Rayana Viana Cavalcante Nobre; Gina Elayne Silva Montezuma; Marcelo Januzzi Santos.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A demanda por tratamentos estéticos não invasivos, como o Ultrassom Focalizado de Alta&nbsp; Intensidade (HIFU), tem crescido. Diante disso, este estudo teve, como objetivo, avaliar a&nbsp; eficácia do HIFU na redução de gordura facial. Para isso, observou-se os resultados do uso da&nbsp; tecnologia Ultraformer III em uma paciente de 54 anos, ao longo de três seções. Ademais,&nbsp; como suporte teórico, fez-se uma revisão bibliográfica em plataformas como o Google&nbsp; Acadêmico, observando-se as contribuições de autores como Shome et al. (2019), Marques&nbsp; (2016), Montezuma et al. (2023), entre outros. Diante da pesquisa feita, observou-se redução&nbsp; significativa do volume facial, confirmando a segurança e eficácia do procedimento.&nbsp; Entretanto, a resposta clínica ao tratamento é parcialmente dependente de alguns fatores, entre&nbsp; eles, a lipoptose pesada, a educação alimentar e a saúde geral. Isso pode exigir densidade de&nbsp; energia mais alta durante um único tratamento ou tratamentos adicionais para atingir o&nbsp; benefício máximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNITERMOS: </strong>Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade, Emagrecimento Facial, Redução&nbsp; de Gordura, Harmonização Orofacial, Neocolagênese.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The demand for non-invasive aesthetic treatments, such as High Intensity Focused Ultrasound&nbsp; (HIFU), has been growing. Therefore, this study aimed to evaluate the effectiveness of HIFU&nbsp; in reducing facial fat. To achieve this, the results of using Ultraformer III technology were&nbsp; observed in a 54-year-old patient over three sessions. Additionally, a literature review was&nbsp; conducted on platforms such as Google Scholar, examining the contributions of authors like&nbsp; Shome et al. (2019), Marques (2016), Montezuma et al. (2023), among others. Based on the&nbsp; research conducted, a significant reduction in facial volume was observed, confirming the&nbsp; safety and effectiveness of the procedure. However, the clinical response to treatment is&nbsp; partially dependent on factors such as pronounced lipodystrophy, nutritional education, and&nbsp; overall health. These factors may necessitate higher energy density during a single treatment or&nbsp; additional treatments to achieve optimal results.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>High Intensity Focused Ultrasound, Facial Slimming, Fat Reduction, Orofacial&nbsp; Harmonization, Neocollagenesis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescente desejo pelo rejuvenescimento, sem os riscos provocados por procedimentos cirúrgicos, tem atraído cada vez mais pacientes por métodos tecnológicos e menos invasivos (Shome et al., 2019). Neste contexto, a demanda por procedimentos estéticos&nbsp; não invasivos tem aumentado, especialmente no contexto da harmonização orofacial. Entre as&nbsp; opções e tratamento, destaca-se o Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade (HIFU), por sua&nbsp; eficácia na promoção da neocolagênense e na redução de gordura facial, oferecendo resultados&nbsp; eficazes, com menor risco de complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de envelhecimento da pele envolve transformações em todas as camadas &nbsp;faciais, incluindo tecido subcutâneo, músculos e estrutura óssea. Essas mudanças resultam na &nbsp;redução do tecido conjuntivo, diminuindo a síntese de colágeno e aumentando a flacidez, além &nbsp;de alterações nos tecidos adiposos subcutâneos (De Lucca; Santos, 2023). As mudanças das &nbsp;camadas faciais podem levar a perda de definição dos contornos faciais, contribuindo para uma &nbsp;aparência envelhecida e menos estética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a harmonização orofacial, especialidade odontológica, busca&nbsp; equilibrar a estética e a funcionalidade da face, controlando o envelhecimento e promovendo o&nbsp; rejuvenescimento. O HIFU, uma tecnologia não invasiva, tem ganhado preferência por&nbsp; substituir procedimentos cirúrgicos, ao oferecer uma alternativa eficaz para o emagrecimento&nbsp; facial, a partir do uso de ultrassom microfocado, que atua nas camadas mais profundas dos tecidos da face, realizando a necrose coagulativa de adipócitos e diminuição da gordura localizada estimulando ao mesmo tempo a neocolagênese, promovendo a contração das fibras colágenas e tendo como&nbsp; resultado, o tratamento da flacidez e o reposicionamento tecidual com um efeito lifting facial de forma não-invasiva e não-cirúrgica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, tendo como objetivo principal a neocolagênese, esta tecnologia desenvolvida com base em um&nbsp; ultrassom com aspecto focalizado e um método de alta intensidade que gera calor (Casabona&nbsp; e Kaye, 2019), este procedimento proporciona um melhor tempo de recuperação e cuidados pós-procedimento (Shome et al., 2019), devido a sua capacidade de produzir micro lesões térmicas em profundidades precisas, tanto na derme reticular, como também na camada fibromuscular denominada de SMAS – Sistema Músculo Aponeurótico Superficial (Marques,&nbsp; 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faz parte do SMAS, Sistema Músculo Aponeurótico Superficial, a gordura&nbsp; subcutânea que envolve os músculos da mímica facial. O SMAS é um sistema que é composto de colágeno e fibras elásticas, como a derme, porém, sua diferença é que estes tecidos fornecem suporte e manutenção da sustentação da pele a longo prazo. A coagulação térmica causa uma contração das fibras colágenas, possibilitando a remodelagem do contorno facial, ao mesmo tempo em que&nbsp; pequenas quantidades de tecido adiposo podem ser removidas, possibilitando assim a melhora&nbsp; no contorno anatômico (Tadisina; Patel; Chopra, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento com HIFU é realizado com transdutores que emitem ondas de 4, 7 e 10&nbsp; MHz, dependendo da profundidade desejada. Essas ondas geram calor, promovendo coagulação térmica e contração das fibras colágenas, resultando em um contorno facial mais&nbsp; definido e uma melhora na flacidez. O procedimento tem vantagens como a rápida recuperação,&nbsp; ausência de cicatrizes e a possibilidade de realizar o tratamento em qualquer época do ano. (Fabi, 2015; Shome, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os transdutores do ultrassom focalizado direcionam a energia para um ponto&nbsp; específico, onde ocorre a coagulação dos tecidos devido às altas temperaturas geradas pelo&nbsp; equipamento (Fabi, 2015). A energia ultrassônica atinge temperaturas superiores a 60°C e age&nbsp; na camada reticular da derme e no subcutâneo, sem danificar a derme papilar ou a epiderme. Esse &nbsp;processo provoca a coagulação térmica das fibras colágenas e estimula a formação de novas&nbsp; fibras de colágeno, tanto na derme reticular quanto no sistema aponeurótico muscular&nbsp; superficial (SMAS), promovendo a contração dos tecidos e a neocolagênese (Shome et al.,&nbsp; 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa tecnologia utiliza calor para combater a flacidez da pele. As ondas de ultrassom&nbsp; penetram e aquecem as camadas profundas da pele sem afetar as camadas superficiais,&nbsp; estimulando a produção de colágeno e a contração dos tecidos faciais. O calor provoca uma&nbsp; &#8220;queimadura&#8221; controlada que gera uma zona de coagulação, resultando na contração das fibras&nbsp; colágenas e promovendo um efeito lifting (Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HIFU direciona o tratamento para profundidades fixas e áreas específicas,&nbsp; utilizando profundidades de 1,5 mm, 3,0 mm e 4,5 mm para face e pescoço. A energia é&nbsp; concentrada em pontos de 1 mm cúbico, gerando pequenos focos de coagulação térmica até 5 mm de profundidade, sem danificar a superfície da pele (Manual de Operação Herus HIFU,&nbsp; 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O calor gera a coagulação tecidual, promovendo a desnaturação das fibras colágenas&nbsp; e&nbsp; destruição celular do tecido gorduroso subcutâneo, localizado próximo da musculatura da mímica facial, assim como na porção mais profunda da derme, levando à contração dessas fibras e estimulando a formação de neocolagênese no local aplicado. Isso provoca uma contração muscular que causa efeito de lifting facial imediato após o procedimento e se prolonga por meses, sendo que tem seu pico de produção de colágeno, no 4º ou 5º dia, o que promove uma&nbsp; melhora importante da flacidez tecidual. Sociedade Brasileira de Dermatologia (2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acrescenta-se, ainda, que o HIFU provoca um aquecimento rápido que ultrapassa o&nbsp; limite superior de desnaturação proteica, resultando em necrose coagulativa. A temperatura no&nbsp; ponto focal pode exceder 60°C, causando morte celular imediata na área tratada, enquanto os&nbsp; tecidos adjacentes permanecem intactos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o tratamento, as células mortas desencadeiam um processo de cicatrização, com&nbsp; a entrada de macrófagos e outros leucócitos, além da movimentação de lipídios de áreas distantes.&nbsp; A destruição das células adiposas é mais intensa nas primeiras 12 semanas, atingindo cerca de&nbsp; 95% em até 18 semanas, sem causar aumento significativo nos lipídios plasmáticos. A resposta&nbsp; inflamatória e a ativação de fibroblastos contribuem para a regeneração do colágeno,&nbsp; promovendo a formação de novas fibras colágenas e melhorando a estrutura da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, acerca das contraindicações para o uso de HIFU, pode-se dizer que estas são&nbsp; relativamente restritas e incluem infecções ou lesões cutâneas abertas na área de tratamento,&nbsp; acne grave ou cística ativa, além da presença de implantes ativos (como marca-passos ou&nbsp; desfibriladores) ou metálicos na região de aplicação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também são contraindicações a gravidez, a lactação, a aplicação em zonas ósseas,&nbsp; distúrbios de coagulação, regiões traqueal ou tireoidiana, queloides, preenchimentos dérmicos permanentes, e fatores que podem comprometer a cicatrização, como o tabagismo (Manual&nbsp; HTM, 2021; Brobst, Ferguson, Perkins et al., 2012; MacGregor, Tanzi, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, é importante destacar que o ultrassom microfocado é um avanço na&nbsp; harmonização orofacial, pois oferece uma abordagem não invasiva, segura e com resultados&nbsp; eficazes. Em suma, esta tecnologia tornou-se uma ferramenta importante na prática clínica&nbsp; atual, ao tratar de áreas específicas com precisão, promovendo a firmeza da pele, a melhoria&nbsp; dos contornos faciais e a redução da gordura subcutânea.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros grandes benefícios incluem tempo de recuperação reduzido e risco mínimo de&nbsp; complicações. Pesquisas constantes permitem a otimização dos parâmetros de tratamento,&nbsp; enquanto avanços tecnológicos aprimoram a precisão e a eficácia dos procedimentos. Esse&nbsp; esforço conjunto assegura que os tratamentos sejam cada vez mais seguros, eficientes e capazes&nbsp; de atender às expectativas crescentes dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo observacional descritivo teve, como objetivo, avaliar a eficácia do Ultraformer III para o emagrecimento facial. Os objetivos secundários são medir a redução volumétrica de gordura no terço médio e inferior da face.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso o estudo buscou contribuir para o conhecimento das técnicas de&nbsp; harmonização orofacial, demonstrando a eficácia e segurança do ultrassom microfocado como&nbsp; uma alternativa não invasiva aos métodos invasivos tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. MATERIAIS E MÉTODOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">3.1 PACIENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paciente, A.B.M.M., do sexo feminino, 54 anos e em bom estado de saúde geral,&nbsp; relatou a insatisfação com o excesso de gordura na face e na região submandibular,&nbsp; assimetria na região submandibular após cirurgia para remoção da glândula submandibular e a&nbsp; sensação de uma face &#8220;pesada&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a exposição de todas as possibilidades de tratamento, optou-se pelo tratamento não invasivo com ultrassom microfocado e a paciente ciente das etapas do tratamento assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido&nbsp; (TCLE), confirmando ciência dos procedimentos, riscos e benefícios envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2 PROTOCOLO DE TRATAMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de tratamento foi dividido em três etapas, sendo elas divididas em avaliação&nbsp; pré-operatória, preparação para o procedimento e aplicação do ultrassom propriamente dita, como descritas,&nbsp; a seguir:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3 AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizada uma avaliação facial que revelou assimetria de volumes e falta de&nbsp; definição dos contornos abaixo do arco zigomático e na região submandibular. A paciente foi&nbsp; orientada sobre a necessidade de acompanhamento por profissional nutricionista e controle de peso, alimentação, saúde geral, estilo de vida e a importância destas mudanças para o resultado e para. a manutenção do tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico encontrou o excesso de tecido adiposo e assimetria da camada gordurosa submandibular. Optou-se pelo tratamento não invasivo com uso do ultrassom microfocado, com o tratamento planejado para três sessões utilizando o Ultraformer III.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.4 PREPARAÇÃO PARA O PROCEDIMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preparação para o procedimento seguiu as seguintes etapas: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.4.1. Limpeza e Antissepsia: A pele foi limpa para remover todo e qualquer traço de maquiagem ou sujidade com lenços umedecidos com substâncias demaquilantes e. pele posteriormente foi desinfetada com álcool isopropílico 70% para remover os contaminantes superficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.4.2. Delimitação das Áreas de Tratamento<strong>: </strong>As áreas a serem tratadas foram&nbsp; marcadas com lápis dermográfico, excluindo as áreas de inervação motora e sensitiva, áreas vasculares conhecidas de grandes artérias e veias, áreas de proximidade com o tecido ósseo do osso zigomático e base óssea da mandíbula e a região da tireoide. Na face, foram desenhados linhas verticais delimitadoras com margens de segurança de 1 cm em relação à região pré-tragus e comissura labial, e linhas horizontais delimitadoras na base do zigomático e acima da linha da mandíbula. A área foi então dividida ao meio no sentido do plano oclusal obtendo um retângulo superior e outro retângulo inferior conforme o padrão descrito por Montezuma et al. (2023). A região submandibular foi demarcada com uma linha interna à base da mandíbula em direção a zona submandibular, dividida em 7 colunas, uma central e 3 colunas de cada lado da mandíbula&nbsp; &nbsp;protegendo a área da tireoide.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.4.3. Aplicação do Gel de Ultrassom<strong>: </strong>Foi aplicada uma fina camada de gel de&nbsp; ultrassom na pele e no transdutor antes da aplicação da energia.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 </strong>&#8211; Marcação para o tratamento com ultrassom microfocado no terço médio da face e &nbsp;na região submandibular.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="373" height="520" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1570.png" alt="" class="wp-image-157475" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1570.png 373w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1570-215x300.png 215w" sizes="(max-width: 373px) 100vw, 373px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Imagem obtida pelo sistema Vectra H2 do curso de especialização em HOF Instituto Marcelo Januzzi /&nbsp; ABOCE</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.5. PROCEDIMENTO:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os transdutores utilizados emulavam frequências de 7,0 e 4,0 MHz, com&nbsp; profundidades focais de 3,0 mm e 4,5 mm, respectivamente. Estes foram aplicados em camadas&nbsp; específicas: enquanto o transdutor de 4,5 mm atinge o SMAS (sistema músculo aponeurótico superficial) e gordura subcutânea o transdutor aplicado na sequencia de 3,0 mm alcança a derme profunda. A aplicação seguiu a técnica descrita por Montezuma et al. (2023), começando com o transdutor de 4,5 mm e, em seguida, aplicando o transdutor de 3,0 mm na mesma área. Sempre com disparos verticais. A Aplicação se inicia pelo retângulo superior na sua parte mesial em direção a porção distal próxima a linha pré-tragus, seguida pela aplicação no retângulo inferior do mesmo modo, seguida pela área entre os retângulos, aplicação que ocorre sobre a linha que divide os dois retângulos, sempre reposicionando os tecidos da região lateral da face para uma posição superior e posterior, tracionando-os para a região temporal. Na região submandibular, iniciamos a aplicação pelo ângulo da mandíbula do lado direito realizando 5 linhas horizontais, paralelas a linha submandibular em cada uma das colunas demarcadas caminhando conforme terminamos a aplicação em uma coluna para a coluna seguinte até a ultima coluna referente ao ângulo mandibular do lado esquerdo e reiniciamos a aplicação novamente pelo lado direito, refazendo as linhas conforme descrito anteriormente. Nota fundamental: Todos os disparos são efetuados com o transdutor estático, sem nenhum tipo de movimento durante a aplicação do disparo. Dado o disparo e depositada a linha de pontos de coagulação, reposicionamos o transdutor parta realizar novo disparo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5.1. Seleção do Transdutor e Protocolo dos Disparos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o tratamento, utilizou-se o transdutor de 4,5 mm (frequência de 4,0 MHz) a fim&nbsp; de atingir o SMAS gordura subcutânea e o transdutor de 3,0 mm (frequência de 7,0 MHz) para a derme profunda. Ambos com o objetivo de combater o excesso de gordura, a flacidez tecidual, melhorar sulcos, rugas e contorno facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram realizados: Transdutor de 4,5 mm, com 70 disparos verticais por lado da face,&nbsp; com energia de 0,9 Joules e Transdutor de 3,0 mm<strong>: </strong>70 disparos verticais por lado da face, com&nbsp; energia de 0,7 Joules.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região submandibular, foram feitos 150 disparos: 75 com o transdutor de 4,5 mm&nbsp; a 0,8 Joules e 75 com o de 3,0 mm a 0,7 Joules. O protocolo de disparo seguiu a orientação&nbsp; mesio-distal, respeitando os limites de tolerância à dor e o intervalo seguro de energia para cada&nbsp; região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOTA IMPORTANTE: em ambas as áreas, os transdutores de 4,5 mm de profundidade devem estar absolutamente verticais em relação a pele e sem grande pressão contra os tecidos, apenas bem posicionado e adaptado a pele. Já o transdutor de 3,0 mm deve estar na mesma posição vertical em relação a pele, contudo pressionando mais o tecido para que a pele seja reposicionada para uma área mais próxima a área térmica tratada pelo transdutor de 4,5 mm favorecendo a proximidade entre camadas tratadas e a união térmica dos tecidos coagulados, fazendo com que a pele assuma um local mais próximo a camada muscular profunda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5.2. Configurações do Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A distância entre as linhas de coagulação foi estabelecida em 1,5 mm, aplicadas, horizontal e paralelamente, ao longo da linha da mandíbula na região submandibular e &nbsp;verticais a linha da mandíbula da região lateral da face. O operador iniciou a&nbsp; aplicação na linha média do retângulo superior e movia o transdutor paralelamente,&nbsp; posicionando cada nova linha a 1,5 mm da anterior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta técnica cria uma zona de coagulação térmica que contrai imediatamente os tecidos, e ativa a resposta inflamatória e o estímulo do processo de reparação tecidual, incluindo a queima de&nbsp; gordura, neocolagênese, neoelastogênese e reestruturação tecidual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região submandibular, o transdutor foi aplicado abaixo da linha da base da&nbsp; mandíbula, respeitando a área da tireoide. O protocolo foi repetido em três sessões de&nbsp; tratamento. As avaliações foram realizadas por estereofotogrametria e análises no software&nbsp; Vectra antes e após cada sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.6. PÓS-PROCEDIMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o tratamento, a pele foi limpa e a paciente foi orientada sobre os cuidados diários.&nbsp; Não foram reportadas dores ou efeitos adversos imediatos, e não houve queixas ou efeitos&nbsp; adversos durante os intervalos entre as sessões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.7- MÉTODO DE ANÁLISE DOS RESULTADOS:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.7.1- Métodos de Avaliação:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizou-se escaneamento tridimensional com o Vectra H2, antes e imediatamente&nbsp; após as três sessões de tratamento intervalo de 0, 90, 120 dias para monitorar a evolução e quantificar a perda volumétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.7.2- Critérios de Sucesso:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia do tratamento foi avaliada com base na redução volumétrica de gordura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS ALCANÇADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base no estudo realizado, o tratamento com&nbsp; Ultraformer III foi avaliado, por meio de análises quantitativas e qualitativas detalhadas para&nbsp; medir sua eficácia. O escaneamento facial tridimensional, utilizando o software Vectra H2, forneceu dados cruciais sobre as mudanças no volume facial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, serão detalhados os resultados obtidos em cada uma das três seções&nbsp; realizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 </strong>RESULTADOS IMEDIATOS APÓS A PRIMEIRA SESSÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme registrado na figura 2, a seguir, apresentada, a imagem estereofotogramétrica revela uma redução volumétrica de -1,23 ml após a primeira sessão, com uso de ultrassom microfocado. Esse resultado indicou uma resposta favorável ao tratamento,&nbsp; com diminuição do volume de gordura nas áreas tratadas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 </strong>&#8211; Diminuição volumétrica no pós-imediato &#8211; primeira sessão do HIFU</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="425" height="509" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1571.png" alt="" class="wp-image-157476" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1571.png 425w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1571-250x300.png 250w" sizes="(max-width: 425px) 100vw, 425px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Estereofotogrametria obtida pelo sistema Vectra H2 do curso de especialização em HOF Institut Marcelo Januzzi / ABOCE</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2. RESULTADOS APÓS A SEGUNDA SESSÃO 90 dias após o primeiro procedimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um escaneamento estereofotogramétrico, realizado antes da segunda sessão, com um&nbsp; espaço de 90 dias da realização da primeira sessão, mostrou um leve aumento de volume de&nbsp; +1,93 ml (figura 3)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse aumento sugere que fatores adicionais, como estado de saúde e dieta, podem ter&nbsp; influenciado os resultados. Cabe aqui ressaltar que a paciente, foi diagnosticada com hipotireoidismo, após a segunda sessão, o que pode ter impactado nos resultados negativos do tratamento.&nbsp; O hipotireoidismo pode afetar o metabolismo e a retenção de líquidos, influenciando a eficácia&nbsp; dos procedimentos estéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a paciente foi orientada sobre a importância de um estilo de vida saudável e&nbsp; da boa alimentação.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 </strong>&#8211; Pequeno aumento volumétrico. Escaneamento realizado antes da segunda sessão&nbsp; do Ultrassom Microfocado</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="467" height="584" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1572.png" alt="" class="wp-image-157477" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1572.png 467w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1572-240x300.png 240w" sizes="(max-width: 467px) 100vw, 467px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Estereofotogrametria obtida pelo sistema Vectra H2 do curso de especialização em HOF Instituto&nbsp; Marcelo Januzzi / ABOCE</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3. RESULTADOS APÓS A TERCEIRA SESSÃO 120 dias pós procedimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terceira sessão, realizada após 120 dias da segunda sessão e, após o início do&nbsp; tratamento para hipotireoidismo, foi observada uma leve redução volumétrica de -0,66 ml&nbsp; (Figuras 4).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa melhoria indica uma resposta positiva ao tratamento com HIFU, e também a correção do desequilíbrio metabólico.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 </strong>&#8211; Pequena diminuição volumétrica no pós-imediato à terceira sessão do HIFU</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="414" height="556" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1573.png" alt="" class="wp-image-157478" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1573.png 414w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1573-223x300.png 223w" sizes="(max-width: 414px) 100vw, 414px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Estereofotogrametria obtida pelo sistema Vectra H2 do curso de especialização em HOF Instituto Marcelo&nbsp; Januzzi / ABOCE</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.4. RESULTADOS AO FINAL DO TRATAMENTO 120 dias após o primeiro procedimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a análise destes dados, pode-se dizer que os resultados do tratamento com&nbsp; Ultraformer III demonstraram eficácia na redução do volume facial, corroborando estudos&nbsp; anteriores sobre o ultrassom microfocado, como uma alternativa não invasiva para&nbsp; emagrecimento facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe, ainda, ressaltar que durante o tratamento com Ultraformer III e o período de&nbsp; acompanhamento, a segurança do procedimento foi, rigorosamente, monitorada. Não foram&nbsp; relatados episódios de dor e não houve efeitos adversos como edema, eritema, equimose,&nbsp; pigmentações, inflamações ou paralisia transitória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência desses efeitos adversos demonstra a segurança e viabilidade do&nbsp; Ultraformer III, como uma técnica para emagrecimento facial. A integridade da pele e dos&nbsp; tecidos subjacentes foi mantida ao longo do tratamento, evidenciando a natureza minimamente&nbsp; invasiva da técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comparação a métodos tradicionais como bichectomia, uso de enzimas lipolíticas,&nbsp; radiofrequência e criolipólise, o ultrassom microfocado proporciona redução significativa no volume facial, sem os riscos associados à cirurgia, rápida recuperação e sem necessidade de&nbsp; um tempo maior de inatividade. Ademais, seus resultados são observados logo após o&nbsp; tratamento, com efeitos que podem ser mantidos a longo prazo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica fornece protocolos específicos para o uso de ultrassom&nbsp; microfocado, incluindo recomendações detalhadas sobre profundidade e intensidade do&nbsp; ultrassom, duração, frequência e manutenção das sessões. Esses protocolos são cruciais para&nbsp; garantir a eficácia e a segurança do tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, foi possível observar a eficácia e a segurança do Ultraformer III para o emagrecimento facial. Além disso, destacou-se a importância da conscientização dos&nbsp; pacientes sobre a manutenção da saúde geral e a educação alimentar, como fatores complementares essenciais para otimizar os resultados estéticos e evitar interferências nos resultados do tratamento.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>4.4.1- Análise da comparação dos resultados obtidos após cada uma das seções&nbsp; realizadas, em forma de tabela.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="802" height="344" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1574.png" alt="" class="wp-image-157481" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1574.png 802w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1574-300x129.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-1574-768x329.png 768w" sizes="(max-width: 802px) 100vw, 802px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela, acima, é composta por três colunas que representam informações sobre as&nbsp; sessões de tratamento de volume facial. A primeira coluna registra cada uma das sessões&nbsp; realizadas, ao longo do tratamento com o Ultraformer III. O prazo entre as sessões é de 90 dias,&nbsp; entre a primeira e a segunda e de 120 dias, entre a segunda e a terceira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda coluna apresenta a quantidade de volume facial, alterado em cada sessão,&nbsp; indicando, em mililitros(ml), que houve redução na quantidade de volume facial. Já a terceira&nbsp; coluna indica quando houve aumento percebido no volume facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que a referida tabela fornece um registro claro e conciso das alterações&nbsp; de volume facial, ao longo das três sessões de tratamento. Os dados permitem entender como&nbsp; as diferentes sessões impactaram o volume facial, com um registro de ganhos e perdas que&nbsp; podem informar decisões futuras sobre o tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, observa-se que as sessões não mostram uma tendência uniforme. Quanto&nbsp; aos efeitos, a primeira sessão mostra perda de volume facial, totalizando uma perda líquida de&nbsp; 1,23 ml.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, constatou-se que, após 90 dias desde a primeira sessão, logo antes da&nbsp; paciente ser submetida a segunda sessão, verificou-se, por meio de estereofotogrametria obtida&nbsp; pelo sistema Vectra H2, que houve um ganho de volume facial de 1,93 ml. Contudo, é&nbsp; importante mencionar que este valor pode ter sido influenciado por elementos externos, como&nbsp; por exemplo, o hipotireoidismo diagnosticado na paciente, ou outros fatores como a&nbsp; alimentação ou estilo de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, os dados relacionados à terceira sessão mostram novamente uma redução do valor de&nbsp; gordura facial em 0,66 ml. Neste sentido, é importante mencionar que a paciente, nesta data, já&nbsp; havia iniciado o tratamento para o hipertireoidismo, o que pode ter contribuído para a melhoria&nbsp; dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo descritivo demonstrou que, apesar do diagnóstico de Hipotireoidismo durante o tratamento para emagrecimento facial e consequente aumento na volumetria entre a primeira&nbsp; e a segunda sessão, a eficácia e segurança do Ultrassom Microfocado Ultraformer III é evidente, sendo considerado uma técnica não invasiva que promove redução volumétrica de gordura do terço inferior da face e emagrecimento facial, imediatamente, após as aplicações.&nbsp; Através do uso da tecnologia de escaneamento tridimensional Vectra H2, com análises&nbsp; qualitativas e quantitativas, foi possível observar mudança no contorno facial da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Condições médicas como o Hipotireoidismo podem ocasionar riscos de eficácia&nbsp; reduzida nos tratamentos estéticos. Essa é uma condição que desacelera o metabolismo,&nbsp; podendo apresentar resistência ao tratamento com ultrassom microfocado. O metabolismo&nbsp; mais lento pode afetar a eficácia da lipólise induzida pelo ultrassom. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ultrassom microfocado é um tratamento que foi desenvolvido com o intuito de&nbsp; proporcionar efeito de lifting facial de forma não-invasiva e não-cirúrgica. Essa tecnologia&nbsp; utiliza o calor para promover a melhora da flacidez. As ondas do ultrassom conseguem atingir&nbsp; e aquecer as camadas mais profundas da pele, sem danificar as camadas mais superficiais,&nbsp; tendo como resultado o estímulo da produção de colágeno e contração da musculatura da face,&nbsp; gerando uma pele mais firme, com maior espessura dérmica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta do calor, ele causa uma “queimadura” (controlada e esperada) que gera uma&nbsp; zona de coagulação, tendo, como consequência, uma contração das fibras colágenas. O&nbsp; resultado visível é o efeito lifting. Esse efeito é prolongado, de forma que o processo de&nbsp; remodelação de colágeno começa a partir do 28º dia e torna-se elevado 3 meses após o&nbsp; tratamento. (Contini et al.,2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados deste estudo demonstram que o Ultrassom Microfocado é eficaz em&nbsp; proporcionar firmeza à pele e melhorar os contornos faciais de maneira segura. Existem várias&nbsp; vantagens do ultrassom microfocado, com efeito de emagrecimento facial, em comparação&nbsp; com procedimentos cirúrgicos e métodos tradicionais existentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ultrassom Microfocado é uma opção não invasiva, o que significa menor tempo de&nbsp; recuperação, menos riscos de complicações, ausência de dor e edema, ausência de cicatrizes.&nbsp; Os resultados, embora possam ser mais graduais, são naturais e proporcionam melhorias na&nbsp; firmeza da pele e nos contornos faciais, sem a necessidade de intervenções invasivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Camison et al. (2017) discutiram a análise dos resultados do Ultrassom Microfocado utilizando escaneamento facial com imagens tridimensionais. Eles destacaram que essa&nbsp; tecnologia permite uma avaliação detalhada e precisa das mudanças nos contornos faciais e na&nbsp; firmeza da pele, oferecendo uma forma objetiva de medir a eficácia do tratamento. As imagens&nbsp; tridimensionais ajudam a visualizar e quantificar as melhorias, proporcionando dados&nbsp; confiáveis sobre os resultados obtidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos neste estudo com o Ultraformer III, incluindo a redução&nbsp; volumétrica facial após as primeiras sessões, estão alinhados com a literatura existente sobre a&nbsp; eficácia do HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound) na harmonização orofacial. Estudos&nbsp; como o de Montezuma et al. (2023) e o de Shome et al. (2019) também relatam reduções</p>



<p class="wp-block-paragraph">significativas na gordura facial e melhora no contorno da face após tratamentos com HIFU,&nbsp; corroborando nossos achados iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta positiva observada na primeira sessão, com uma redução de -1,23 ml, é&nbsp; consistente com as observações de outros estudos que mostram a capacidade do HIFU de&nbsp; promover a neocolagênese e a redução do volume adiposo nas áreas tratadas. A comparação&nbsp; entre a redução inicial e o pequeno aumento observado antes da segunda sessão também é&nbsp; relevante, pois outros estudos indicam que variabilidades nos resultados podem ocorrer devido&nbsp; a fatores metabólicos e de saúde subjacentes, como o hipotireoidismo, que pode afetar a eficácia&nbsp; do tratamento (Shome et al.2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos resultados positivos, é importante destacar as limitações do estudo. Em&nbsp; primeiro lugar, cabe dizer que este foi realizado com um único paciente, o que limita a&nbsp; generalização dos resultados. Neste contexto, a replicação do estudo com uma amostra maior é&nbsp; necessária para confirmar a eficácia e segurança do HIFU em diferentes perfis de pacientes.&nbsp;&nbsp; Ressalta-se que o acompanhamento ocorreu em apenas três sessões, com intervalos de 90 &nbsp;e&nbsp; 120 dias. Diante disso, estudos de longo prazo são necessários para avaliar a durabilidade dos&nbsp; resultados e a necessidade de sessões adicionais de manutenção. Por fim, a descoberta do&nbsp; hipotireoidismo durante o tratamento deve ter sem duvida gerado influencia nos resultados, o que ressalta na necessidade de considerar avaliações mais profundas pré-operatorias das condições médicas pré-existentes e seu impacto na eficácia do HIFU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, no que tange às sugestões para futuras pesquisas, pode-se mencionar que&nbsp; seria interessante investigar com um número maior de participantes, para que, assim, seja&nbsp; possível avaliar a consistência dos resultados e a eficácia do HIFU em diversos perfis de&nbsp; pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acrescenta-se a isso, a necessidade de se realizar estudos com períodos de&nbsp; acompanhamento mais longos para entender a durabilidade dos efeitos do HIFU e a necessidade&nbsp; de manutenção ao longo do tempo. Destaca-se, ainda, a necessidade de se avaliar o impacto de condições metabólicas e hormonais, como o hipotireoidismo, na eficácia do tratamento, para&nbsp; fornecer orientações mais precisas para pacientes com condições similares e, por fim, conduzir&nbsp; estudos comparativos entre HIFU e outras técnicas não invasivas e invasivas de harmonização&nbsp; orofacial para avaliar a vantagem relativa e a combinação de abordagens terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONCLUSÃO</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão deste estudo revela a segurança e eficácia do HIFU como uma opção&nbsp; viável para o emagrecimento facial não invasivo em 3 sessões em 120 dias. Os resultados obtidos com a tecnologia Ultraformer III são promissores e demonstram seu potencial, como alternativa aos métodos invasivos tradicionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da segurança do procedimento revelou a ausência de efeitos adversos, tanto imediatos quanto a longo prazo, reforçando a viabilidade e confiabilidade dessa&nbsp; abordagem. Neste sentido, reafirma-se que o Ultrassom Microfocado oferece diversos&nbsp; benefícios, como redução do tempo de recuperação, menor risco de complicações e maior&nbsp; comodidade para os pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, a individualização do tratamento, incluindo uma avaliação completa&nbsp; do estado de saúde do paciente e, possíveis ajustes no protocolo, é essencial para garantir a&nbsp; eficácia e segurança do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, é relevante acrescentar que, embora o Ultrassom Microfocado tenha se&nbsp; mostrado uma alternativa valiosa aos métodos tradicionais de emagrecimento facial, seu uso&nbsp; ainda é pouco explorado na literatura. Isso destaca a necessidade de mais pesquisas para&nbsp; fornecer dados mais robustos e detalhados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta perspectiva, é importante salientar que estudos futuros poderão ajudar a&nbsp; estabelecer protocolos padronizados e a expandir a aceitação do Ultrassom Microfocado como&nbsp; uma opção viável para a redução de gordura facial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aguiar, Saskya Vieira Melo et al. <strong>Microfocused ultrasound for bichectomy effect. </strong><em>Health&nbsp; and Society</em>, v. 3, n. 06, p. 400-410, 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Conselho Federal de Odontologia. <strong>Resolução CFO nº 198, de 29 de janeiro de 2019.&nbsp; Reconhece a Harmonização Orofacial como especialidade odontológica e dá outras&nbsp; providências. Brasília: </strong>CFO, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contini, Mark et al. <strong>A systematic review of the efficacy of microfocused ultrasound for&nbsp; facial skin tightening. </strong><em>International Journal of Environmental Research and Public Health</em>, v.&nbsp; 20, n. 2, p. 1522, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa, Catia Cristina de Paula; Baptista, Leandra Santos. <strong><em>Tecido adiposo: Vilão ou&nbsp; herói? </em></strong>1. ed. Curitiba: Appris, 2018.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Fatemi, A. <strong>Semin Cutan Med Surg., </strong>v. 28, n. 4, p. 257-262, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guth, F.; Bitencourt, S.; Bedinot, C.; Sinigaglia, G.; Tassinary, J.A. <strong>Efeito&nbsp; imediato e segurança do tratamento único com HIFU para redução de gordura&nbsp; subcutânea masculina. </strong><em>J Cosmet Dermatol.</em>, v. 17, n. 3, p. 385-389, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hernandez, Oscar et al. <strong>Anatomical relationships of the adipose buccal fat pad&nbsp; associated with bichectomy complications: About a case. <em>International Journal of&nbsp; Morphology</em>, </strong>v. 39, n. 1, p. 123-133, 2021.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Meyer, Patricia Froes et al. <strong>Effect of microfocused ultrasound on facial rejuvenation:&nbsp; clinical and histological evaluation. </strong><em>Journal of Biosciences and Medicines</em>, v. 9, n. 7, p. 112- 125, 2021.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Shiome, Debraj et al. <strong>Use of micro-focused ultrasound for skin tightening of mid and&nbsp; lower face. </strong><em>Plastic and Reconstructive Surgery Global Open</em>, v. 7, n. 12, 2019<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. <strong>Ultrassom microfocado. </strong>Rio de&nbsp; Janeiro: [2019]. Disponível em:&nbsp; &lt;www.sbd.org.br/dermatologia/pele/procedimentos/ultrassom-microfocado/&gt;. Acesso em: Acesso em 25 de junho de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tadisina, K.; Patel, M.; Chopra, K. <strong>High-intensity focused ultrasound in aesthetic&nbsp; plastic surgery. </strong>Illinois: Interesting Case, ago. 2013.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
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			</item>
		<item>
		<title>ENSINO MÉDIO PRESENCIAL COM MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: NO ANEXO DA ESCOLA ESTADUAL PEDRO SILVESTRE, LOCALIZADO NA AGROVILA AMAZONINO MENDES, ZONA RURAL DE MANAUS-AM/BRASIL, NO PERÍODO 2022- 2023 ( UM ESTUDO DE CASO)</title>
		<link>https://revistaft.com.br/ensino-medio-presencial-com-mediacao-tecnologica-durante-a-pandemia-de-covid-19-no-anexo-da-escola-estadual-pedro-silvestre-localizado-na-agrovila-amazonino-mendes-zona-rural-de-manaus-am-brasil-n/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 22:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249011939 Dimicília Farias De Lira ColaresOrientador: Alderlan de Souza Cabral RESUMO Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizou a COVID-19 como uma pandemia, a qual impactou todos os campos das relações humanas. Em Manaus-AM foi declarada situação emergencial para reduzir do risco da doença. O trabalho de pesquisa foi realizado entre [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10249011939</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Dimicília Farias De Lira Colares<br>Orientador: Alderlan de Souza Cabral</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizou a COVID-19 como uma pandemia, a qual impactou todos os campos das relações humanas. Em Manaus-AM foi declarada situação emergencial para reduzir do risco da doença. O trabalho de pesquisa foi realizado entre os anos de 2022 e 2023 no anexo da escola Pedro Silvestre, localizada na zona rural ribeirinha de Manaus-AM. A questão norteadora traz a seguinte pergunta: Como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação nas turmas de Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre do município de Manaus-AM/Brasil, no período 2022-2023? Objetivo Geral buscou compreender como a gestão das Tecnologias da informação e comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela E.E. Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período 2022-2023. A metodologia teve uma abordagem, exploratória e descritiva, com enfoque qualitativa e quantitativa. Como instrumento de pesquisa foram utilizados questionários e entrevistas com os professores e estudantes. Nos resultados  foram identificadosos impactos negativos e positivos da pandemia sobre a dinâmica da comunidade escolar, bem como foi constatado que é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia e do uso excessivo de Tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica no anexo da Escola Pedro Silvestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Pandemia. Educação. TICs. Manaus-AM.</p>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMEN</h5>



<p class="wp-block-paragraph">En 2020, la Organización Mundial de la Salud (OMS) caracterizó al COVID-19 como una pandemia, que impactó en todos los campos de las relaciones humanas. En Manaus-AM, se declaró una situación de emergencia para reducir el riesgo de la enfermedad. El trabajo de investigación se realizó entre los años 2022 y 2023 en el anexo de la escuela Pedro Silvestre, ubicada en la zona rural ribereña de ManausAM. La pregunta orientadora trae la siguiente interrogante: ¿Cómo impactaron las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC) en los procesos de enseñanza, aprendizaje y evaluación en las clases de la Enseñanza Media Presencial con Mediación Tecnológica que ofrece la Escuela Estadual Pedro</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silvestre de la ciudad de Manaus-AM/ Brasil, en el período 2022-2023? El Objetivo General buscó comprender cómo el manejo de las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC) impactó en los procesos de enseñanza, aprendizaje y evaluación en el ámbito del Programa de Bachillerato Presencial con Mediación Tecnológica que ofrece la E.E. Pedro Silvestre en su anexo ubicado en el área rural de Manaus-AM/Brasil, en el período 2022-2023. La metodología tuvo un enfoque exploratorio y descriptivo, con un enfoque cualitativo y cuantitativo. Como instrumento de investigación se utilizaron cuestionarios y entrevistas a docentes y estudiantes. Los resultados identificaron los impactos negativos y positivos de la pandemia en la dinámica de la comunidad escolar, así como también se encontró que es posible aprovechar institucionalmente los impactos provocados por el contexto de la pandemia y el uso excesivo de información y tecnologías de la comunicación en los procesos de enseñanza y aprendizaje en el marco del Programa de Bachillerato Presencial con Mediación Tecnológica en el Anexo del Colegio Pedro Silvestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras clave</strong>: Pandemia. Educación. TIC. Manaos-AM.</p>



<h6 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO</h6>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizou a COVID-19 como uma pandemia. O termo “pandemia” se refere à distribuição geográfica de uma doença e não à sua gravidade. A OMS define pandemia como sendo uma doença que tem impacto mundial disseminado por diferentes continentes, de pessoa por pessoa, o corona vírus (COVID-19) alcançou o nível de pandemia. A crise teve um grau de gravidade comparado à Peste Negra, na metade do séc. XIV, e à Gripe Espanhola, no início do séc. XX.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia impactou praticamente todos os campos das relações sociais, saúde, economia, finanças, deslocamentos, segurança e educação (DIAS e PINTO, 2020). Na tentativa de evitar o alastramento do vírus e conter o avanço da doença foram tomadas medidas sanitárias de isolamento social que incluíram a paralização das aulas presenciais nas escolas, mas que foram substituídas por atividades online (BRASIL, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Estado do Amazonas, cuja maior arte da população está concentrada na Capital, o Governo declarou situação anormal caracterizada como emergencial no município de Manaus para reduzir do risco da doença. Para tal foi publicado o Decreto nº 4.780/2020 que tratava das medidas sanitárias a serem adotdas naquele momento dramático. O município, durante alguns momentos daquele ano esteve no pico do ranking da quantidade de mortes provocadas pelo coronavírus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a larga experiência na educação estadual e municipal, há mais de 15 (quinze) anos, trabalhando em escolas públicas do município de Manaus, Estado do Amazonas, foi possível observar questões problemáticas as quais motivaram a realizar este trabalho de pesquisa. Situações como a fragilidade decorrente da infraestrutura precária da educação, a vulnerabilidade social dos estudantes, as dificuldades enfrentadas pelos professores para desenvolver seu trabalho de forma satisfatória e as dificuldades para vencer os obstáculos estruturais e físicos impostos à educação pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a presente pesquisa traz como <strong>questão norteadora</strong> a seguinte pergunta: Como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação nas turmas de Ensino Médio</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre do município de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023? Para elucidar a questão principal foram elaboradas <strong>questões específicas</strong>: Como identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante o processo de ensino, aprendizagem e avaliação no Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado em um anexo da Escola Estadual Pedro Silvestre localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023? De que forma descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores do anexo da Escola Estadual Pedro Silvestre, no período da pandemia entre 2022 e 2023? Será que é possível tirar algum proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19 e uso de Tecnologias de informação e comunicação, ocorrido no período de 2022-2023, para melhorar o processo de ensino e aprendizagem do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica na Escola Estadual Pedro Silvestre?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a partir das questões anteriormente apresentadas, foi moldado o seguinte <strong>Objetivo Geral</strong>: Compreender como a gestão das Tecnologias da informação e comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma subsidiárias tem-se os seguintes <strong>Objetivos Específicos</strong>: Identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023; descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores da Escola Estadual Pedro Silvestre, em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023; analisar se é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19 e uso excessivo de Tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hipóteses:</strong> levantadas são de que: por meio de instrumentos de pesquisa é possível identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica no período de 2022-2023. Por meio de instrumentos de pesquisa e obseração é possível descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores da Escola Estadual Pedro Silvestre e também, com a criteriosa análise das informações coletadas é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente obra&nbsp; <strong>justifica-se, </strong>pois esta pesquisa se deu em meiados do período 2020-2021 ter sido especialmente diferenciado para a história da humanidade, pois todo o contexto até então vivido foi totalmente remodelado e continua a impactar os dias de hoje. No caso específico desta pesquisa os impactos se deram sobre o campo da Educação. Assim, espera-se que os resultados alcançados tenham influência positiva não só para a comunidade escolar da Agrovila Amazonino Mendes, mas para o programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica como um todo, bem como possa vir a sanar eventuais problemas que ocorrem de forma similar em outras unidades escolares do Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante salientar que a <strong>viabilidade</strong> deste trabalho se deu por conta do uso de recursos financeiros e materiais da própria autora. O fato da pesquisadora trabalhar na Escola Pedro Silvestre e pernoitar na Agrovila proporcionou condições favoráveis para que o cronograma de atividades fosse cumprido com a superação de dificuldades que surgiram em decorrência de mudança de endereço de alguns entrevistados, mas que foi devidamente superado a tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Professores experientes iniciam seu período letivo com a aplicação de testes de prospecção ou diagnose em suas turmas. Essa <em>práxis</em> é básica, pois apresenta um raio-X das peculiaridades da Turma como um todo e dos alunos de forma individualizada. Em geral se procura identificar duas situações opostas: os pontos fracos (deficiências, desinformação, vícios educativos) e os pontos fortes (habilidades, potencialidades específicas, genialidade, paixão por algum assunto ou componente curricular etc.) dos alunos. Justamente em busca de sanar os pontos fracos pelo período pandêmico é que este trabalho se apoia e se desenvolve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente, os questionamentos impulsionaram a busca por respostas para sanar tais indagações sobre como se deu a dinâmica da comunidade em relação à realidade imposta de forma catastrófica pela pandemia, dado que entre membros da Agrovila Amazonino Mendes houve quem perdesse um ente querido,&nbsp; situação que trouxe consequências que extrapolam o preparo profissional da pesquisadora.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção histórica e política do município tem papel importante para que se possa compreender como a formação do povo se reflete no panorama atual e pôde abrir caminhos para a reflexão de novas possibilidades para um futuro participativo, democrático e solidário em meio à tragédia sanitária que ora se instalou no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vencidos estes pontos, começou-se a espreitar as condutas técnicas. Assim, foi preciso debruçar-se sobre leituras teóricas versando sobre a temática em tela. Inicialmente, foram eleitas proposições suficientes para fazer frente a uma série de informações necessárias ao desenvolvimento do processo e da materialização do presente estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi iniciado o contato com vários autores que discutem a metodologia da pesquisa nas aulas do Mestrado, a partir da linha de pesquisa: Currículo e Ensinoselecionou-se a metodologia que se julgou necessária para a escrita deste trabalho. Pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. Na primeira etapa foi realizado o levantamento bibliográfico, com revisão de parte significativa da literatura teórica, com as leituras que deram base ao tema o que se resolveu descrevê-la no seu I Capitulo referente à metodologia (Caminhos da Pesquisa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fontes utilizadas foram limitadas à edições brasileiras, na maioria editdas nos útimos 20 anos e tiveram como base os seguintes autores:Antunes (2020), Bardin (2011 e 2016), Carneiro (2016), Chauí (2019), Fonseca (2002), Freire (1971), Gerhardt e Souza (2009), Hoffmann (2003), Morais (2022), Ortigão e Oliveira (2017), Saraiva (2005), Silva e Delgado (2018), Skinner (1972), Souza e Almeida (2020), Souza e Scudeller (2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de passar para a leitura sobre Metodologia apresentar-se-á as partes da referida pesquisa, com o objetivo do leitor poder conhecer sua estrutura e a síntese de cada parte desenvolvida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira parte da pesquisa, intitulada Aspectos Motivadores da pesquisa, fez uma breve abordagem teórica sobre os pontos principais que deveriam balisar os trabalhos, tais como: Pandemia de corona vírus; Impactos positivos e negativos da pandemia; Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica; Zona rural ribeirinha do município de Manaus-AM; Agrovila Amazonino Mendes e Escola Estadual Pedro Silvestre, com algumas abordagens de autores abordados ao longo dos trabalhos bibliográficos de cunho exploratórios, descritivos, qualitativo e quantitativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda parte do trabalho intitulada <strong>Caminhos da pesquisa</strong>, foi totalmente dedicada à metodologia adotada. Trata-se de uma pesquisa de natureza exploratória, dado que objetivou gerar conhecimento para aplicação prática e dirigida à solução de problema de interesse local. O procedimento técnico adotado foi do tipo documental, pois no processo de elaboração foram apresentadas informações ainda não tratadas analiticamente. Quanto a forma de abordagem do problema, a pesquisa envolve aspectos empíricos, quantitativos e qualitativos. Empírico, dada a utilização da experiência profissional da autora e outros profissionais da educação, bem como uma leitura atenta de contexto. Quantitativo no sentido de quantificar os dados informados pelos Profissionais da Educação que colaboraram com o preenchimento de questionários. Por último, é qualitativo devido a busca da análise e contextualização das técnicas das informações coletadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terceira parte, dedicada à <strong>Análise dos resultados</strong>, com subdivisão em organização e Avaliação dos dados. Em dados momentos foram organizadas relações descritivas e quadros a partir dos quais foram feitas as análises e pontes teóricas com alguns autores consultados sobre cada tema em abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta parte a Conclusão, foi feita uma análise geral da pesquisa e contribuições que podem ajudar a melhorar o contexto dos currículos escolares locais, dado que a pesquisa se propôs a analisar se é possível tirar algum proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19 e uso de Tecnologias de informação e comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim ao final foram feitas recomendações no sentido de dar atenção aos pontos identificados e analisados na pesquisa, no sentido de colaborar com o sistema de ensino remoto no Estado do Amazonas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1. ASPECTOS MOTIVADORES DA PESQUISA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O período 2020-2021 foi especialmente diferenciado para a história da humanidade, pois todo o contexto até então vivido foi totalmente remodelado. No caso específico desta pesquisa a Educação. Espera-se que os resultados alcançados tenham impactos positivos não só para a comunidade escolar da Agrovila Amazonino Mendes, mas para o Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica como um todo, pois é adotado em larga escala pela Secretaria de Estado de Educação e pode vir a sanar eventuais problemas que poderão surgir em outras unidades escolares do Estado Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa se desenvolveu no órbita dos três objetivos específicos, nos quais estavam inseridos (ou foram sendo inseridos) alguns tópicos que balisam o desenvolvimento desta pesquisa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pandemia de corona vírus,</li>



<li>Governo brasileiro,</li>



<li>Ministério da educção (MEC),</li>



<li>Impactos positivos e negativos da pandemia,</li>



<li>Atividades Pedagógicas não Presenciais (APNPs),</li>



<li>Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica,</li>



<li>Zona rural ribeirinha do município de Manaus-AM,</li>



<li>Agrovila Amazonino Mendes,</li>



<li>Escola Estadual Pedro Silvestre,</li>



<li>Proveitos dos impactos da pandemia sobre a educação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1.     A PANDEMIA DE CORONA VÍRUS E SEUS IMPACTOS SOBRE A EDUCAÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste tópico serão abordadas as questões referentes ao primeiro objetivo específico, o qual está assim redigido: Identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período de 2022-2023. Não há como falar nos impactos sobre a educação sem antes abordar as questões de saúde pública que vieram em decorrência da pandemia, os percausos que a humanidade teve que lidar de forma severa e rápida, mesmo as comunidades mais isoladas e que até então se sentiam desconectadas do todo não ficaram isentas daquele contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à ameaça do COVID-19 as Instituições de Ensino são postas diante da necessidade de continuar com atividades de ensino, mantendo professores e alunos a salvo diante de uma emergência de saúde pública. Mudar para um modelo de instrução online facilita a flexibilidade para ensinar e aprender em qualquer lugar, a qualquer hora, mas a velocidade surpreendente com que essa mudança para o ensino online está ocorrendo é sem precedentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora geralmente existam equipes de apoio para ajudar os docentes a aprender e implementar o ensino online, elas normalmente apoiam apenas um grupo de professores que anteriormente lecionaram nesta modalidade, em especial nos cursos EAD. Na situação atual, com tão pouco tempo de preparação, essas equipes não poderão oferecer o nível habitual de apoio a todos os professores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário de experiências educacionais totalmente projetadas e planejadas para serem online, o Ensino Remoto Emergencial responde a uma mudança repentina de modelos instrucionais para alternativas em uma situação de crise. Nessas circunstâncias, faz-se uso de soluções de ensino totalmente remotas que, de outra forma, seria ministrado presencialmente ou como cursos híbridos e que retornarão a esse formato assim que a crise ou emergência tiver diminuído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ensino Remoto Emergencial exige que os professores assumam mais controle sobre o planejamento do curso, seu processo de desenvolvimento e implementação. A necessidade de desenvolver cursos de aprendizagem online em um período muito curto de tempo força os professores a encontrar novas maneiras de continuar ensinando e desenvolvam habilidades e competências para criar ambientes de aprendizagem digital<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as soluções adotadas variaram de acordo com as condições de cada estado ou município. Não podemos ignorar que, em alguns casos, o que foi feito não pode ser chamado de ensino. Um exemplo foi a entrega de material</p>



<p class="wp-block-paragraph">impresso nas casas dos alunos, como aconteceu em alguns municípios. Apesar de louvável, isso não poderia ser chamado de ensino, pois não houve nenhum tipo de interação entre alunos e professores e nem processos de avaliação. Se se transfere para a família a responsabilidade de trabalhar o conteúdo com seus filhos e, ainda, se os responsáveis por esses alunos aceitam esse desafio, o que temos na verdade é educação domiciliar ou homeschooling, e não EaD ou ERE. Apesar de muitas secretarias de educação, com maior ou menor agilidade, terem providenciado material na internet, aulas gravadas e transmissão por TV, inúmeros estudantes ficaram totalmente isolados e desvinculados das escolas em todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia da Covid-19, muitos foram os obstáculos enfrentados, mas o previsível era que o sistema se auto organizaria frente ao necessário distanciamento social e fechamento das escolas. Nesse processo, alguns professores estão se comportando no ensino on-line de forma muito semelhante ao que faziam em sala de aula: ministrando aulas expositivas, se apoiando em slides, propondo discussões e solicitando textos escritos e aplicando provas. Outros estão aprendendo a fazer vídeos, se valendo da grande quantidade de ferramentas digitais e perdendo o medo de usar a tecnologia. Há, ainda, quem crie grupos no WhatsApp e salas no Facebook. As crises são momentos de mudanças intensas, e seria impossível descrever as práticas educacionais que emergiram. Mas é possível prever que nossas práticas educacionais nunca serão as mesmas novamente. É possível afirmar que a internet se tornou uma necessidade pública e que o acesso precisa ser dado a todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprendizagem se constitui num processo de aquisição e assimilação de conhecimento que, por sua vez, serão geradores de uma mudança de comportamento. Desta forma, considera-se que a aprendizagem é decorrente de um processo ativo, resultado de tentativas do sujeito para construir o seu conhecimento.<a href="#_ftn2" id="_ftnref2"><sup>[2]</sup></a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento, nesse sentido, é decorrente da aprendizagem construída ao longo da vida, o que se pode dizer que conhecimento não é produto de uma invenção casual, mas um processo de ressignificação construtiva do conhecimento socialmente compartilhado por todos os seres humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o sujeito se constrói nesta dupla relação de construção do conhecimento, do outro e de si, na mesma interação com o outro.&nbsp; Pode-se pensar num diálogo constante do sujeito com o mundo e com sua própria subjetividade, que se transforma por causa desse diálogo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que ocorra o processo de aprendizagem é necessário que se queira aprender. É essencial que o aluno esteja envolvido, atribua sentido ao fato e a atividade, tenha motivação interior, esteja preparado física e psicologicamente, e que utilize a capacidade intelectual: prestar atenção, selecionar, avaliar, estabelecer relações, conscientizar-se.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Diz Silva (2019, p.89) que: “Aprender deriva do latim <em>apprendere</em>, que quer dizer agarrar, apoderar-se de alguma coisa”. A teoria cognitiva enfatiza que as pessoas fazem muito mais do que simplesmente responder ao reforço e à punição. Respostas são sistematizadas, sistemas referentes à memória são ativados e há a necessidade de uma constante reorganização de pensamentos e ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No modelo do hibridismo, a escola não é mais tão somente polifônica, conforme pondera Kenski (2012), em que os sons se espalham pelos ambientes e dão sentido ao espaço educativo. A escola que se institui híbrida é pensada em uma fluidez exposta pela tela do computador, em um espaço virtual em que se integram momentos presenciais e virtuais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; Essa escola tem como ícone de um novo tempo tecnológico do espaço educativo, ligada aos espaços de ambientes presenciais e virtuais. Nessa direção, os espaços se integram em uma constante corrente de estímulos e estratégias, técnicas, procedimentos e aprendizagem muito específicos, passando de um modelo oral (tradicional) de ensino para um elaborado processo de escrita, já que nos ambientes virtuais os alunos necessitam escrever e ler utilizando a internet.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; Nesse contexto julga-se relevante apresentar dados referentes aos números de acessos à internet por alunos no Brasil, divulgados principalmente durante o período da pandemia, foi revelador no tocante as políticas públicas de inclusão, tendo em vista que, para tal desenvolvimento, as TICs são um dos pilares que integram as práticas híbridas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O cenário brasileiro de inclusão digital revela índice relativamente baixo de penetração do acesso à Internet nos domicílios de área urbana, sendo que apenas 44% desses domicílios possuem acesso à Internet. No entanto, alunos de escolas públicas e privadas em áreas urbanas demonstram um panorama diferente: 67% deles possuem acesso à rede em seu domicílio, proporção muito superior à média brasileira. Enquanto o acesso à Internet está presente em 94% dos domicílios de alunos da rede particular, o percentual é de 62% para os de escolas públicas. De forma geral, os alunos mostram-se internautas frequentes, já que 69% usam a Internet diariamente. Quanto à frequência de uso da Internet, o aspecto regional se destaca: os jovens das regiões Sul e Sudeste são usuários de Internet ainda mais frequentes – 70% e 77%, respectivamente, acessam a rede todos os dias. (<a href="#_ftn3" id="_ftnref3"><sup>[3]</sup></a>CETIC, 2020)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados dessa citação mostram que há possibilidade para o Brasil implementar o ensino híbrido, pois a ideia é estender as aulas e o conhecimento para além dos horários e das paredes da sala de aula, empregando mediante a tecnologia estudos mais significativos que podem ser realizados em casa, o que está ocorrendo nesse período pandêmico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Nesse viés, tendo como ponto de partida a personalização das ações educativas, o ensino híbrido pode ser definido como a combinação do aprendizado que integram o ambiente virtual &#8211; ensino a distância e também o ensino presencial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Martins (2020)<a href="#_ftn4" id="_ftnref4"><sup>[4]</sup></a> e Moran (2015) afirmam que, na metodologia híbrida é imprescindível a combinação entre ambientes, pessoas e ferramentas possibilitando inovação às condições de aprendizagem. A metodologia híbrida busca combinar práticas pedagógicas em momentos de aula presencial e do ensino a distância à troca de experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; Diz Cordeiro (2020)<a href="#_ftn5" id="_ftnref5"><sup>[5]</sup></a> que as famílias também tiveram que se adaptar à nova realidade. Além de cuidar da casa, trabalho remoto (Home office), precisam acompanhar e auxiliar nas atividades prescritas pelos educadores. Algumas famílias estão tendo dificuldades para acompanhar seus filhos, pois muitos continuam trabalhando e não têm experiência em ensinar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Vale salientar que, no Estado do Amazonas, muitos alunos não possuem acesso à Internet ou acesso à TV, e não estão acompanhando as aulas. O interessante é que muitas famílias estão acompanhando os filhos neste momento de pandemia, tendo nas mãos a possibilidade de compreender a importância do seu papel na educação destes, e ainda de valorizar o professor que não mede esforços no sentido de colaborar de forma incisiva para que as crianças sejam motivadas a não desistirem dos estudos, apesar de todas as dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe dizer que as estratégias para a implantação de um ensino midiático efetivo já se haviam iniciado no Amazonas com algumas experiências nas cidades do interior do Estado, como no caso do Centro de Mídias, com um design um pouco parecido, conforme se explica abaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Resolução CNE/CEB nº 01/2016<sup>6</sup>, o sistema de ensino deve assegurar rigorosa avaliação das condições de oferta do ensino com mediação tecnológica, a fim de garantir a qualidade do ensino, considerando a multiplicidade de plataformas, meios e mídias como do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), a transmissão de aulas via satélite, Internet, videoaulas, MOOCS <em>(Massive Open Online Course</em>), telefonia celular, redes sociais, aplicativos <em>mobile learning</em>, TV digital, rádio, impresso e outros que compõem o arsenal de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um momento histórico e transitório que sofre alterações no decorrer do tempo, envolvendo todo um contexto, seja socioeconômico, do local ao global, sendo necessário implementar adequações reais e viáveis, de forma a atender as necessidades do aluno no seu processo de processo de aprendizagem, diz (DOMINGUES, 2019).<sup>7</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia institui por força de lei o chamado isolamento social, em que os alunos estão impedidos de ir até à escola, e a educação a distância torna-se um fator essencial nesse contexto.  No Estado do Amazonas, conforme já mencionado nesta dissertação, foi necessário utilizar a Metodologia utilizada pelo Centro de Mídias de Educação do Amazonas &#8211; CEMEAM.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><sup>6</sup>  O Cetic.br é um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR Nic.br, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet do Brasil Cgi.br.  </p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">MARTINS, L. B.; ZERBINI, T. Escala de Estratégias de Aprendizagem: evidências de validade em contexto universitário híbrido. Psico USF, v. 19, n. 2, p. 317-328, 2020.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">CORDEIRO. Karolina Maria de Araújo. O impacto da pandemia na educação: A utilização da tecnologia como ferramenta de ensino. Disponível em: http://idaam.siteworks.com.br acesso em 20 de agosto de 2021.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><sup>7</sup> DOMINGUES, M.Org. Educação presencial e virtual: espaços complementares essenciais na escola e na empresa: Porto Alegre, RS: Edipurcus, 2019 </p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O Centro de Mídias tem como suporte legal o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Estado da Educação, que projetou o Ensino presencial com mediação tecnológica, cuja finalidade é garantir a inclusão educacional e a conclusão da educação básica de milhares de jovens e adultos que compõem uma demanda para o atendimento educacional nos diversos municípios do interior do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia do Ensino com Mediação Tecnológica, que é a <em>blended&nbsp; learning</em>, ou B-learning,&nbsp; soma&nbsp; nesse modelo específico desde as tecnologias de comunicação de ponta a conteúdos escolares, planejados e estruturados em objetos de aprendizagens diversos, direcionados ao processo de construção dos conhecimentos dos estudantes, numa performance exclusiva de ensino presencial com mediação tecnológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo <em>e-learning, </em>do inglês <em>electronic learning </em>(aprendizagem eletrônica ou ensino eletrônico) corresponde a um modelo de ensino não presencial apoiado em tecnologia. No Ensino Presencial com Mediação Tecnológica, a aula em tempo real é realizada por meio de um sistema via satélite, com interação de áudio e vídeo, onde a solução de interatividade é a videoconferência, com acesso multiponto simultâneo por conexão de Internet em banda larga. A tecnologia consiste em TV Digital Interativa sobre IP-TV via Satélite, em uma Plataforma VSAT (<em>Verysmall Aperture Terminal</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Importante destacar que, quando se menciona aula remota se fala também em educação a distância, que é uma modalidade de ensino onde, no encontro presencial do educador e do educando se promove a comunicação educativa pelos meios capazes de suprir a distância que os separa fisicamente. Assim, não é verdade que a educação a distância seja uma educação distante, em que o aluno esteja isolado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Acentua-se a necessidade de refletir que a sociedade está pautada no conhecimento, sendo que as informações exercem um papel preponderante, provocando mudanças na estrutura do trabalho. Sendo importante que as instituições de ensino estejam atentas para promoverem os ajustes necessários em seus modelos de ensino, e elas deverão&nbsp; estar&nbsp; em constante processo de aprendizagem, o que se&nbsp; torna atualmente&nbsp; uma condição indispensável para a vida em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1.1. A pandemia de corona vírus e a resposta do Governo brasileiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de corona vírus teve seu auge nos anos de 2020 e 2021, no entanto as consequências e impactos continuam a vigorar. A gravidade da crise sanitária foi tamanha que os sistemas de saúde de todas as partes do mundo não foram capazes de fazer frente de forma imediata ou eficaz para contê-la. Os impactos advindos do panorama pandêmico aos poucos começam a ser mensurados com relativa precisam. No caso deste estudo se busca entender o viés da educação em face do comportamento das pessoas envolvidas e das atitudes administrativas e operacionais do Poder Público no que se refere às respostas para enfrentar, conter e estabilizar o novo contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu um alertada que versava sobre vários casos de pneumonia na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei. A situação tratava de um novo tipo de coronavírus que ainda não havia sido identificado em seres humanos<a href="#_ftn6" id="_ftnref6"><sup>[6]</sup></a>. Segundo SCHUELER (2020, apud ENGUE e FREITAS, 2020) a Organização Mundial da Saúde (OMS) define pandemia como sendo uma doença que tem impacto mundial e é, em geral, disseminado por diferentes continentes, de pessoa para pessoa e, dessa forma, declarou que o corona vírus (COVID-19) alcançou o nível de uma pandemia no início do ano de 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos da pandemia insidiram sobre todos os campos das relações sociais, saúde, economia, finanças, deslocamentos, segurança e educação (DIAS e PINTO, 2020). Para (tentar) evitar a disseminação do vírus e conter o avanço da doença, foram adotadas medidas de isolamento social que incluíram a suspensão das aulas presenciais nos estabelecimentos de ensino público e particular de todas as esferas. Assim, foi determinado que houvesse a reconfiguração do ensino, de tal forma que as atividades presenciais passaram a ser (preferencialmente) on-line por meio de ferramentas tecnológicas e/ou digitais (BRASIL, 2020d) ou outros meios que pudessem mitigar a quebra da rotina do processo de ensinoe aprendizagem desenvolvidos nas escolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, em 06 de fevereiro de 2020, a Presidência da República publicou a Lei nº 13.979, de 06 de fevereiro de 2020 (BRASIL, 2020a), a qual dispôs sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia de coronavírus (COVID19), tudo devidamente alinhado com as recomendações emanadas pela Organização Mundal da Saúde (OMS). Essas medidas foram estabelecidas a partir de decisões tomadas no âmbito do Ministério da Saúde (MS) e objetivavam a proteção coletiva. Assim, todas as medidas dos demais ministérios deveriam estar alinhadas com a Lei nº 13.979.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 20 de março de 2020, o Senado Federal publicou o Decreto legislativo nº 6/2020 (BRASIL, 2020b), no qual foi reconhecido estado de calamidade pública, nos termos da solicitação do Presidente da República encaminhada por meio da Mensagem nº 93, de 18 de março de 2020. Os efeitos do decreto foram estabelecidos até o dia 31 de dezembro de 2020. Na ocasião ficou constituída Comissão Mista no âmbito do Congresso Nacional, composta por 6 (seis) deputados e 6 (seis) senadores, com igual número de suplentes, com o objetivo de acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à emergência de saúde pública de importância internacional relacionada ao coronavírus (Covid-19).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 1º de abril de 2020, foi publicada a Medida Provisória (MPV) nº 934 (BRASIL, 2020c), na qual ficaram estabelecidas as normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior decorrentes das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública tratada pela Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. Entenda-se o caráter excepcional no âmbito do Poder Público toda e qualquer situação que não tem planejamento ou revisão anterior para ser solucionada e que exige meios de resolução nem sempre disponíveis ou pessoal capacitado para tal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim está diposto no trecho inicial do texto da Medida Provisória (MPV):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o Art. 1º da MPV dispensa, em caráter excepcional, as escolas de educação básica da obrigatoriedade de observar o mínimo de 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar, conforme o inciso I do caput e no § 1º do Art. 24 e o inciso II do caput do Art. 31, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996<sup>9</sup>. Esse mesmo dispositivo da MPV determina que a carga horária mínima de oitocentas horas deve ser cumprida, nos termos das normas a serem editadas pelos respectivos sistemas de ensino.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o Governo brasileiro procurava fazer frente àquela situação que afetava a população em geral, de tal forma que não havia a mínima condição de manter os estabelecimentos de ensino funcionando normalmente. Segundo Estrella e Lima (2020), declaram que o portal do MEC, o Conselho Nacional da Educação – CNE aprovou diretrizes que orientaram as escolas de Educação Básica e Instituições de Ensino Superior sobre medidas que autorizaram a adoção de atividades não presencias para o cumprimento da carga horária letiva, por meio digital, vídeo-aulas, material didático impresso dentre outras estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moser (in MACHADO, 2020) simplifica a situação ao afirmar que era preciso considerar a cruel realidade em que milhares de vidas foram perdidas para a Covid19, tendo o Estado do Amazonas figurado como um dos mais afetados com os crescentes casos de transmissão comunitária do coronavírus na época. Especificamente a Capital Manaus, em alguns momentos da crise sanitária, se destacou como uma das cidades com a maior quantidade de mortos pela doença, o que exigiu uma mobilização nacional para transportar e fornecer cilindros de oxigênio aos hospitais e clínicas da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parecer CNE/CP nº 5/2020, de 28 de abril de 2020, do Ministério da Educação – MEC (BRASIL, 2020d) definiu a adoção medidas de isolamento social que incluíram a suspensão das aulas presenciais em todos os tipos de estabelecimentos de ensino e o uso da modalidade online por meio de ferramentas digitais para evitar a disseminação do vírus e conter o avanço da doença. O texto do Parecer expõe o contexto e as sugestões para justificar suas recomendações:</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><sup>9</sup> “Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">I &#8211; a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">§ 1º&nbsp; A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em virtude da situação de calamidade pública decorrente da pandemia da COVID-19, a Medida Provisória nº 934/2020 flexibilizou excepcionalmente a exigência do cumprimento do calendário escolar ao dispensar os estabelecimentos de ensino da obrigatoriedade de observância ao mínimo de dias de efetivo trabalho escolar, desde que cumprida a carga horária mínima anual estabelecida nos referidos dispositivos, observadas as normas a serem editadas pelos respectivos sistemas de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CNE recebeu várias sugestões de flexibilização da carga horária da educação infantil no período de consulta pública deste parecer. Como a carga horária mínima está prevista em lei para cada uma das etapas da educação básica, não é de competência do Conselho tratar deste assunto. Nosso entendimento é tal matéria ser objeto específico da MP nº 934/2020, na medida em que o CNE atua dentro dos limitadores legais da educação nacional e respeita a autonomia dos entes federados e sistemas de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, é importante lembrar que a LDB dispõe em seu artigo</p>



<p class="wp-block-paragraph">23, § 2º, que o calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. (BRASIL, 2020d).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Negrão et. al (2022, p. 3) trataram sobre as questões dos impactos da pandemia de conrona vírus no Estado do Amazonas, onde descrevem a situação caótica que se instalou por lá naquel período:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A orientação de ficar em casa, medida de prevenção orientada pelos Órgãos de Saúde, visando à diminuição da propagação do vírus, por sua vez, desdobrou-se em inúmeros conflitos políticos e sociais, ampliando discussões acerca da crise econômica, perdas irreparáveis no ano letivo, descortinando também o caos na área de saúde do país, em que a falta de aparelhos, insumos e até mesmo oxigênio intensificou o número de mortes em 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Amazonas, cenário deste estudo, a pandemia ganhou proporções extremas, colapsando os Sistemas de Saúde e Funerário, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro de 2021. O debate acerca do controle da doença e as políticas de vacinação no Estado ganharam as manchetes dos noticiários em todo o mundo [&#8230;]</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em âmbito local, a Prefeitura Municipal de Manaus-AM publicou o Decreto nº 4.780/2020, de 16 de março de 2020 (MANAUS, 2020), por meio do qual ficou declarada situação anormal, caracterizada como emergencial para reduzir do risco da doença. Dentre uma das medidas adotadas estava a suspensão das aulas presenciais nas redes públicas e particulares de ensino fundamental. Assim estava redigido alguns trechos daquele Decreto municipal<a href="#_ftn7" id="_ftnref7"><sup>[7]</sup></a>:</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSIDERANDO que a saúde é direito de todos e dever do Poder Público garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, na forma do art. 196 da Constituição Federal;</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">CONSIDERANDO que a situação demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença no município;</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Art. 1º. Fica declarada pelo período de 180 (cento e oitenta) dias, situação anormal, caracterizada como emergencial, no município de Manaus, em razão da Pandemia causada pelo novo Coronavírus (COVID-19).</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Art. 2º. A Secretaria Municipal de Saúde &#8211; SEMSA fica autorizada a adotar as medidas necessárias ao controle da pandemia, assim definidas:</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">II &#8211; planejar, organizar, coordenar e controlar medidas a serem empregadas durante a situação de anormalidade nos termos e diretrizes fixadas pelo Ministério da Saúde;</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Art. 3º. A situação de emergência de que trata este Decreto autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à imediata resposta por parte do Poder Público Municipal.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se vê, o Poder Público buscou os meios necessários e possíveis para fazer frente àquela nova realidade. O inciso II do 2º do Decreto cita as diretrizes emanadas pelo Ministério da Saúde (MS) dentre as quais o isolamento social e a proibição de aglomerações, de tal forma que os encontros presenciais nas escolas também precisaram ser adequados àquela situação (da pandemia) pelo prazo inicial de 180 dias. Apesar da Escola Estadual Pedro Silvestre não pertencer ao sistema municipal de ensino, seu anexo da Agrovila Amazonino Mendes (objeto desta pesquisa) funciona em regime de cooperação nas dependências de uma escola municipal, fato que incidiu diretamente sobre as turmas do ensino fundamental que estudavam no turno da noite.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1.2. A Adaptação da Rotina Escolar às Atividades não Presenciais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais adiante no tempo, em 18 de agosto, foi publicada a Lei nº 14.040<a href="#_ftn8" id="_ftnref8"><sup>[8]</sup></a> (BRASIL, 2020e), na qual ficaram estabelecidas as normas educacionais excepcionais a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020. Da qual pode-se observar a referência à adoção de atividades pedagógicas não presenciais:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 1º Esta Lei estabelece normas educacionais a serem adotadas, em caráter excepcional, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">Art. 2º Os estabelecimentos de ensino de educação básica, observadas as diretrizes nacionais editadas pelo CNE, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normas a serem editadas pelos respectivos sistemas de ensino, ficam dispensados, em caráter excepcional:</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">II – no ensino fundamental e no ensino médio, da obrigatoriedade de observância do mínimo de dias de efetivo trabalho escolar, nos termos do inciso I do caput e do § 1º do art. 24 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, desde que cumprida a carga horária mínima anual estabelecida nos referidos dispositivos, sem prejuízo da qualidade do ensino e da garantia dos direitos e objetivos de aprendizagem, observado o disposto no § 3º deste artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">§ 2º A reorganização do calendário escolar do ano letivo afetado pelo estado de calamidade pública referido no art. 1º desta Lei obedecerá aos princípios dispostos no art. 206 da Constituição Federal, notadamente a igualdade de condições para o acesso e a permanência nas escolas, e contará com a participação das comunidades escolares para sua definição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>



<p class="wp-block-paragraph">§ 4º A critério dos sistemas de ensino, no ano letivo afetado pelo estado de calamidade pública referido no art. 1º desta Lei, poderão ser desenvolvidas atividades pedagógicas não presenciais(grifo da autora).</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com o panorama pandêmico, as atividades pedagógicas não presenciais (APNPs) passaram a ter importância ímpar no mundo da educação, pois muito era pregado à cerca de sua adoção de forma regular, mas apesar dos avanços tecnológicos ainda havia muita resistência (tanto institucional e quanto pessoal) em sua efetivação e incorporação ao dia a dia da comunidade escolar. Quanto às</p>



<p class="wp-block-paragraph">APNPs tem-se as seguintes orientações do Instituto Federal do Rio Gande do Sul:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As Atividades Pedagógicas não Presenciais (APNPs) correspondem a processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos para além dos tempos e espaços da sala de aula, mediados por tecnologias digitais de informação e comunicação, desenvolvidas numa relação dialógica entre docentes e estudantes (IFRS, 2020, p. 5).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De forma mais geral a questão das APNPs também é tratada pelo Ministério da Educação – MEC, que é expressa no texto do Parecer CNE/CP nº 19/2020, de 8 de dezembro de 2020 (BRASIL, 2020f), com a seguinte redação em sessão específica para o tema:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Seção V&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das Atividades Pedagógicas Não Presenciais</p>



<p class="wp-block-paragraph">Art. 14. Por atividades pedagógicas não presenciais na Educação Básica, entende-se o conjunto de atividades realizadas com mediação tecnológica ou por outros meios, a fim de garantir atendimento escolar essencial durante o período de restrições de presença física de estudantes na unidade educacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">§ 1º As atividades pedagógicas não presenciais a serem desenvolvidas pelas instituições escolares estão descritas no Parecer CNE/CP nº 5/2020, referente à reorganização do calendário escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da pandemia da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">§ 2º A realização das atividades pedagógicas não presenciais deve possibilitar a efetivação dos direitos de aprendizagem expressos no desenvolvimento de competências e suas habilidades, previstos na BNCC, nos currículos e nas propostas pedagógicas, passíveis de serem alcançados mediante estas práticas, considerando o replanejamento curricular adotado pelos sistemas de ensino, redes e escolas.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, para os casos de planejamento e execução, as APNPs deverão ter a equivalência aos conteúdos programáticos dos componentes curriculares previstos, em conformidade com os projetos pedagógicos dos cursos, tanto em termos de conteúdos, quanto de carga horária regulamentar. Ou seja as APNPs são uma oferta especial de componentes curriculares, que pode ser aproveitados e integralizados pelos estudantes tal como ocorre no sistema tradicional presencial de ensino. Além do que a carga horária desenvolvida poderá ser utilizada para a substituição de carga horária presencial, conforme a legislação vigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A efetivação das atividades pedagógicas não presenciais de forma efetiva pode ser considerada, sem sombra de dúvidas, um dos maiores impactos positivos decorrenes do período pandêmico, pois forçou a adoção de forma permanente nos sistemas de ensino nos níveis fundamental, médio e superior. Em grande parte essa efetivação se deu graças à integração da internet com o aparelho celular, pois além de ser mais barato para aquisição também é de fácil portabilidade e mobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parecer do CNE/CP nº 19/2020<a href="#_ftn9" id="_ftnref9"><sup>[9]</sup></a> (BRASIL, 2020f) também fortaleceu o cumprimento das medidas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19, com aulas remotas até 28 de fevereiro, após aquela data as aulas presenciais retornam com intuito de evitar mais prejuízos a toda a comunidade escolar, principalmente aos estudantes mais carentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas movimentações políticas havidas no período, PEREIRA et al. (2020, apud ENGUE e FREITAS, 2020, p. 2-3) enfatiza que a pandemia provocou significativas mudanças para a educação no Brasil, após a OMS declarar a gravidade da situação. De tal forma que o Ministério da Educação evidou esforços em adotar, o mais rápido possível, especificações para garantir a prevenção do contágio nas escolas. Os resultados, no geral, foram satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antunes (2020) divulgou que os Secretários da educação de todos os Estados brasileiros reuniram-se para discutir a adoção de medidas para a continuidade das atividades educativas em meio a pandemia, assim como passaram a cobrar ações do Governo Federal no sentido de cumprir o calendário escolar de 2020, a fim de evitar prejuízo ao sistema de ensino, assim evidenciado pelo autor:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A aposta no ensino à distância (EaD) no contexto da epidemia é vista com cautela por alguns dirigentes municipais. Alessio Costa, presidente da Undime Região Nordeste e secretário municipal de Educação de Alto Santo, no Ceará, enxerga uma corrida por parte de conselhos estaduais e alguns conselhos municipais em publicar resoluções para normatizar essa prática em suas respectivas redes, principalmente após o Conselho Nacional de Educação (CNE), no dia 18 de março, publicar uma nota autorizando a realização de atividades à distância a partir do ensino fundamental face à paralisação das aulas por conta da pandemia.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Realmente foi uma corrida, pois o calendário escolar brasileiro é, no geral, bastante fragmentado pela presença de feriados nacionais, estaduais e locais. As questões regionais de geografia (rios, relevo, florestas etc), clima (enchentes, secas prolongadas, chuvas fortes etc), economia (colheitas sazonais, desabastecimento, subemprego, falta de pagamento de funcionários públicos etc) e infraestrutura (estradas, pontes e transporte público precarizados) também tem forte influência sobre os dias letivos, pois dependendo da estação podem se apresentar como condicionantes ou determianates do funcionamento das escolas ou deslocamento dos membros da comunidade escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ortigão e oliveira (2017) enfatizam que o processo de reorganização das estruturas curriculares na modalidade de ensino remoto exigiu não somente a utilização de novos meios e metodologias, mas também a ressignificação dos saberes teóricos e da prática, o que acentuou ainda mais a ruptura das práticas tradicionais da educação</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas tecnologias da informação e comunicação, que cada vez mais impactam a sociedade contemporânea, chegam à escola e convivem com velhos currículos. A escola há muito tempo vem sendo desafiada a repensar seu currículo, de modo que consiga integrar o computador e tecnologias associadas, como a Internet, nos processos de aprendizagem (Borges, Pucci, Torres &amp; Barcellos, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias atuais, a disseminação da informação, através das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC), está acontecendo de forma cada vez mais rápida, ocasionando mudanças nas formas de organização da sociedade. Na educação, o uso dessas tecnologias vem contribuindo para substituição de aulas convencionais por aulas mais dinâmicas em que as metodologias e ferramentas utilizadas permitam a criação e construção do conhecimento através da interação do aluno com o meio em que vive. Isso possibilita a ampliação do conceito de sala de aula, de espaço e tempo, de comunicação audiovisual e estabelece pontes novas entre o presencial e o virtual, entre estar junto e o estarmos conectados à distância, buscando cada vez mais a excelência no processo de ensinar e aprender (Moran &amp; Masetto, 2013) Rondini; Pedro; Duarte (2020) chamam atenção para o obstáculo que o emprego das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) representa nas instituições escolares:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A pandemia da COVID-19 fez com que instituições de ensino do mundo inteiro adotassem a modalidade de ensino remoto emergencial, para dar continuidade ao ano letivo. Nesse contexto, professores são demandados à reinvenção diária para dar seguimento às atividades pedagógicas. O período, embora desafiador, pode ser visto como promissor, no contexto educacional, ampliando o uso das tecnologias digitais no processo de ensinoaprendizagem, em todos os níveis de ensino.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das transformações parecerem forçadas, ela já vinha sendo construída há bastante tempo, porém a resistência em sua efetivação se dava em função dos custos ou mesmo a ausência de uma motivação maior que desencadeasse uma decisão consensual em larga escala. Essa construção anterior não deve ser confundida com o ensino à distância (EaD), que já era uma realidade consolidada e com nichos próprios bem antes da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas considerações de Hodges (2020), o ensino remoto emergencial não pode ser confundido com a modalidade de Educação a Distância (EAD), pois a EAD conta com recursos e uma equipe de composição multiprofissional devidamente preparada para ofertar as atividades pedagógicas atrvés de diferentes mídias em plataformas on-line. Por outro lado, o ensino remoto não se destina a estruturar um ecossistema educacional permanente, mas tão apenas ofertar o acesso temporário a conteúdos curriculares que deveriam ser desenvolvidos presencialmente. Dessa forma, em consequência do período pandêmico, o ensino remoto emergencial tornou-se a principal alternativa das organizações educacionais de todos os níveis de ensino, porém sendo uma mudança temporária em face da crise sanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças que ocorreram no sistema educacional tiveram que ser executas em curto prazo. Assim, praticamente de um dia para o outro os professores precisaram adaptar suas aulas presenciais para plataformas on-line com o emprego das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), mas a maioria não tinha preparação para isso ou só uma preparação superficial em caráter emergencial. No entanto incorporação das TDIC no cotidiano das instituições educacionais ainda enfrenta problemas de infraestrutura e de formação docente deficitária, pois são variáveis importantes que afetam diretamente em uma utilização crítica, intencional e produtiva das tecnologias (BRAGA, 2018; THADEI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT ) foi idealizado pela Secretaria de Estado de Educação e Qualidade no Ensino do Estado do Amazonas (SEDUC-AM), aprovado e autorizado pelo Conselho Estadual de Educação do Amazonas (CEEAM) sob a Resolução nº 27/2006/CEE-AM e Reconhecido pela Resolução nº 77/2010/CEE-AM, aprovada em 17/08/2010 (NASCIMENTO, 2017, p. 42). Também contou com apoio e suporte do Ministério da Educação e Cultura – MEC. Conforme se percebe nas datas das resoluções e da aprovação, o projeto não se deu em razão da pandemia, mas da necessidade de atender alunos residentes nos longínquos rincões do Estado (assentamentos agrícolas, aldeias indígenas, fazendas e comunidades ribeirinhas), sem precisar construir uma escola exclusiva para atender, às vezes, poucos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa EMPMT atende diversas comunidades rurais, as quais são organizadas em grupos, como por exemplo: a comunidade que possui escola e com maior número de estudantes, é chamada de Comunidade Polo, essa atende alunos de comunidades menores que encontram-se no seu entorno e que recebem os investimentos e equipamentos do Centro de Mídias para o funcionamento do programa, os equipamentos são antenas e kit tecnológico (computador com teclado e mouse, estabilizador/nobreak, webcam, microfone, impressora, TV de LCD 42’’, mais o acesso à internet), a fim de, alunos e professores se comunicarem em tempo real, por chats, e-mail e vídeo conferências (NASCIMENTO, 2017, p. 42).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de recurso faz uso de um sistema via satélite de videoconferência com interatividade em áudio e vídeo em tempo real, sendo que as aulas são produzidas por professores especialistas na área de cada componente curricular e transformadas em peças televisivas em uma central de produção educativa para TV com o uso de recursos midiáticos e ferramentas de comunicação e transmitidas diariamente ao vivo para todas as salas ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada para fornecer o acesso a esse ensino é a <em>blended learning</em> que mistura o ensino presencial com o ensino à distância (EaD). Assim, é uma forma de ensino não convencional porque possui características de EaD com acompanhamento de um professor presencial. Portanto, os professores presenciais do Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica estão presentes diariamente na sala de aula, acompanham seus alunos durante todo o ano letivo e no desenvolvimento de todos os componentes curriculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse recurso os professores desempenham a função de mediador facilitador, além de ser o responsável por coordenar e organizar os alunos em sala, responder as dúvidas, acompanhar o aprendizado, fiscalizar e registrar frequência e notas das avaliações, coordenar as atividades em sala chamadas de Dinâmica Local Interativa (DLI) e projetos interdisciplinares, tudo em um sistema de tutoria operando ferramentas como chat, e-mail e em tempo real utilizando a webcam e microfone. Cada turma assiste às aulas e executam as atividades passadas pelos professores em Manaus com o auxílio de um professor presente na sala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as exigências, o professor presente na sala de aula é graduado, mas não precisa necessariamente ser especialista na disciplina trabalhada no módulo, mas recebe treinamento para manusear o material didático e os equipamentos. Após a exposição da aula, por meio de webcam ou chat, o aluno pode, na mesma hora, consultar os professores em Manaus sobre eventuais dúvidas no assunto estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo de ensino tem como objetivo assegurar aos estudantes da educação básica o acesso ao ensino médio, principalmente para aqueles que residem no meio rural em comunidades distantes das escolas de ensino regular. Assim, por meio de convênios com as Prefeituras municipais é possível garantir e manter a oportunidade desses estudantes poderem concluir a educação básica sem precisar se afastar do núcleo familiar, uma das causas da evasão escolar. Em alguns municípios, dada a precariedade dos servições de ecudação, o istema também promove a formação do nível fundamental para as localidades atendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1.3. A Avaliação no Período da Pandemia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dizeres de Silva e Delgado (2018) o processo de ensino e aprendizagem ocorre de diferentes formas e segundo eles “A função da educação é transformar sujeitos e mundo em algo melhor. O homem só entende o processo de construção do saber quando aprende a problematizar suas práticas”. Nesses termos, o objetivo do processo é a formação do estudante, como deverá ser capacitado e de quais formas a organização escolar pode ajudar em seu desenvolvimento pleno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe lembrar que a educação é um esforço conjunto, conforme se pode conferir nos Arts. 205 e 206 da Constituição da República (BRASIL, 1988), nos quais estão estabelecidos os objetivos e princípios que integram o direito fundamental à educação, o qual deve vislumbrar o desenvolvimento, preparo para a cidadania e qualificação profissional do cidadão brasileiro, conforme se vê no Art. 205:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:</p>



<p class="wp-block-paragraph">I- igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;]</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Como se pode perceber que os artigos apresentados são baseados na responsabilidade compartilhada, na igualdade, na solidariedade e na democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza e Almeida (2020) defendem que atualmente a ação de avaliar é um processo investigativo e conflituoso e por outro lado, exige um enquadramento das ações docentes para promover aprendizagens significativas e melhoraria do ensino ofertado. Em razão disto, a avaliação não pode ser mais um obstáculo pedagógico, portanto se faz necessário romper com uma concepção avaliativa segregadora e meritocrática. Essa concepção, apesar de não ser intencional, cria categorias entre os alunos com base nos resultados obtidos nas avaliações. Rotulações como, por exemplo, “Aluno ou Aluno nota 10”, “Aluno ou Aluno abaixo da média”, “Aluno ou Aluna padrão”, “Aluno ou Aluna indesejável” são alguns exemplos da avaliação segregadora ou meritocrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De certo modo, outras formas de avaliação precisam ser pensadas ou concebidas, mas sem perder seu objetivo fundamental que é fornecer informações acerca das ações da aprendizagem e, por esse motivo, não pode ser realizada apenas no final do processo, pois dessa forma o seu objetivo principal, que é a aprendizagem do aluno, acaba se perdendo no caminho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza e Almeida (2020) fazem a seguinte reflexão: Com o intuito de garantir o direito de todos, em condições iguais de oportunidades e acesso, um grande desafio é articular toda diversidade existente no ambiente escolar aos conteúdos formativos que a escola deve trabalhar, com experiências concretas dos alunos em seu meio sociocultural. Em grande parte o que acontece é a falta de conecxão entre conteúdo trabalhado, ou da forma como é trabalhado, e a realidade da vida particular ou social do aluno. O conteúdo precisa fazer sentido de alguma forma prática para o aluno, o que pode incentivar a uma maior participação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na consepção de Libâneo (1994) o processo avaliativo escolar é uma tarefa didática necessária para o trabalho docente e que, imperiosamente, precisa ser acompanhado passo a passo no ensino e aprendizagem. Dessa forma, por meio da avaliação os resultados podem ser coletados no decorrer das atividades integradas entre professores e alunos, com a finalidade de constatar se houve progressos, dificuldades e, assim, orientar as correções necessárias. Essa interatividade pode levar também a uma maior interação entre professor e alunos, tornando o processo mais participativo e solidário. Tornar a avaliação constante e minimizando a idei de cobrança isolada pode potencializar o interesse do aluno em querer evoluir não só por uma questão de ter uma média melhor, mas como real resultado de seu esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entender de Hoffmann (2009), o processo avaliativo exige que se preste atenção diferenciada ao aluno(a), com o objetivo de conhecê-lo(a), ouvir seus argumentos e propor-lhe questões novas e desafiadoras, afim de guia-lo(a) rumo à tão necessária autonomia moral e intelectual. Uma vez convencido de que a educação é um caminho seguro para seu crescimento, nos mais diversos sentidos, é possível ajudar o aluno a evoluir conforme sua etapa de vida, integrando a aquisição de conhecimentos e os respectivos métodos e momentos de avaliação ao longo do processo de ensino e aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kubo e Botomé (2001) são enfáticos em afirmar que: É frequente o uso dos substantivos “ensino” e “aprendizagem” para fazer referência aos processos “ensinar” e “aprender”. Raramente fica claro que as palavras referem-se a um</p>



<p class="wp-block-paragraph">“processo” e não a “coisas estáticas” ou fixas. Nem sequer pode ser dito que correspondam a dois processos independentes ou separados. É fundamental entrar no mérito da questão, pois o ensino necessariamente está ligado aos professores e a aprendizagem aos alunos, porém é um processo só, mas fragmentado por conta de seus agentes desde que estejam em ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freire (1971) já denunciava que essas expressões são compatíveis com o que ele definia ser uma “concepção bancária” de educação que não permitia o desenvolvimento de uma verdadeira “prática educacional” de forma adequada. Segundo o que afirmava Freire, esse modelo tem por base o “depósito” de ideias e conteúdos nos alunos, como se gravassem tudo automaticamente e sem questionamentos. Ainda sobre esse modelo é caracterizado por uma relação fortemente verticalizada e unilateral entre professor e aluno, educador e educando. No modelo o papel da professor é de ser meramente transmissor de conhecimentos que devem ser absolvidos de forma passiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vygotsky (1998, apud SILVA e DELGADO, 2018), o aprendizado ocorre a partir de duas variáveis distintas: o processo e o produto. Onde o “processo” é aquilo que o aluno já conhece, ao passo que o “produto” é o que o aluno já possui adicionado dos conteúdos ensinados pelo professor que se transformam em novos conhecimentos. Portanto é um processo cíclico que se retroalimenta, mas precisa de parâmetros para se ter uma ideia clara sobre se está havendo evolução ou não em áreas específicas. A partir do momento em que o aluno para a ter contato com o mundo da escola “processo” e “produto” passam a ser dinâmicos e a cada encontro não são mais os mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Afonso (2014, p. 488) “A avaliação, ao longo da história, vem ganhando mais enfoque no campo da investigação educacional em função das mudanças sociais, gerando desafios nos espaços teóricos, metodológicos e práticos”. E isso é notório no campo da educação, dado que a dinâmica social molda a escola e a escola molda a dinâmica social por ser umas das portas de entrada de novos conhecimentos ou mesmo acalorando o debate sobre eles. Por outro lado a eficácia dos métodos avaliativos e as exclusões que ocorrem por conta deles são alguns dos conflitos entre a promessa do direito e acesso igualitário de todos à educação e o impacto dessas ações excludentes na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saraiva (2005) deixa claro que quando é realizada a avaliação da aprendizagem do aluno, também é avaliado o conjunto do ensino que é oferecido a ele, e quando é verificado que não ocorreu o resultado esperado da aprendizagem significa que o ensino não atingiu seus objetivos. Portanto, a avaliação&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vilattore (2008) faz a defesa de uma avaliação que seja parte do processo de ensino e aprendizagem, composta de múltiplas ferramentas de avaliação de forma a incluir e complementar o que se quer como resultado positivo para todos os envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Souza, Santos e Batista (2014) há de se dar importância ao papel do professor no processo de ensino e aprendizagem, assim expressam:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">È dever do professor garantir uma relação didática entre ensino e aprendizagem, tendo em mente a formação individual da personalidade do aluno . Por meio da aula o docente organiza esse processo de ensino e transmite aos alunos o conhecimento adquirido durante seu processo de formação. O trabalho docente é parte integral do processo educativo aos quais os indivíduos são preparados para viver em sociedade, o educador deve formar alunos que sejam cidadãos ativos, reflexivos, críticos e participativos na sociedade em que vivem.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Hoffmann (2003) enfatiza que o processo de avaliação representa um compromisso do professor de investigar e acompanhar o processo de aprendizagem do aluno no seu cotidiano continua, gradativamente, buscando não só compreender e participar da caminhada do aluno, mas também intervir fazendo provocações intelectuais significativas, em termo de expressão de suas ideais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.   OS IMPACTOS DA PANDEMIA SOBRE A DINÂMICA DA VILA AMAZONINO MENDES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No tópico serão tratadas as questões referentes ao segundo objetivo específico, o qual está assim redigido: Descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores da Escola Estadual Pedro Silvestre, em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período de 2022-2023. Os impactos da crise sanitária sobre a educação também afetaram de forma severa os moradores da Agrovila Amazonino Mendes onde está localizado o anexo da Escola Pedro Silvestre, bem como as comunidades do entorno, onde moram alguns dos alunos matriculados na mesma escola. <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.1. O Estado do Amazonas e sua Capital Manaus</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado do Amazonas é o maior em extensão do território brasileiro, que corresponde a 1.571.000 km<sup>2</sup>. Para se ter uma ideia dessa extensão toda, se o Estado do Amazonas fosse um país, seria o 19º em extensão do mundo<a href="#_ftn10" id="_ftnref10"><sup>[10]</sup></a>. Sua população estimada é de 4.269.995 habitantes (IBGE, 2021), sendo que mais de 80º dos habitantes vive na Zona Metropolitana de Manaus (ZMM). Pelo fato do Estado ter em seu território a Zona Franca de Manaus (ZFM) atrai migrantes dos estados vizinhos (Acre, Mato grosso, Pará, Rondônia, Roraima). O Estado apresenta dinâmica econômica voltada aos setores secundário e terciário, com destaque para os serviços e a indústria, que somam juntos mais de 80% do seu PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na divisão político-administrativa o Amazonas possui 2 municípios com sede de sua Capital, o município de Manaus, que concentra cerca de 52,25% da população do Estado. Como o estado é muito extenso, alguns municípios que são muito distantes da sede estadual e são fronteiriços com outros Estados acabam por se integrar à dinâmica social e econômica dos vizinhos do norte (Roraima), do leste (Pará), do sudoeste (Acre e Rondônia) e do sul (Mato Grosso), bem como com a Venezuela (ao norte), a Colômbia (norte e oeste) e Peru (oeste).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma<strong> </strong>geografia rica, diversa e dinâmica, o Estado conta com a maior rede hidrográfica do país, clima tropical úmido, maior área de Floresta Amazônica reservada, regime de chuvas o ano todo, e ampla área de relevo fluvial, fator esse que favorece a navegação como meio de transporte e distribuição, principal infraestrutura de transporte do país. Seus principais cursos d’água são os Rios Amazonas, Solimões, Negro, Javari, Juruá, Madeira e Purus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado é cortado por três grandes rodovias federais. A BR 319 que liga o Amazonas a Rondônia e depois segue pra o sul do país, sendo uma estrada em condições precárias e que é bastante utilizada no período da seca. A BR 174, que liga a Manaus a Boa Vista (no Estado de Roraima na porção norte) é uma rodovia totalmente pavimentada e que apresenta boa infraestrutura o ano todo. O Estado também é cortado no sudeste pela BR 230, mais conhecida por Rodovia Tansamazônica, que se estende do Estado do Pará (ao leste) ao município de Humaitá, também apresenta infraesturura precária e é utilizada praticamente só no período da seca, mas sendo pouco trafegada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das demais atividades ligadas a essa composição do PIB amazonense, cerca de 10,5%, são relativos ao extrativismo vegetal com exploração de madeira, látex, açaí, castanha-do-pará e frutos da Amazônia, à bioindústria e ao turismo (principalmente o ecológico) ligado à Floresta e ao rio Amazonas e seus afluentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme explanado anteriormente, a pandemia de corona vírus afetou drásticamente o Estado do Amazonas e sua Capital, conforme relata Negrão et. al (2022, p. 3) em sua pesquisa sobre aqueles acontecimentos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No Amazonas, cenário deste estudo, a pandemia ganhou proporções extremas, colapsando os Sistemas de Saúde e Funerário, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro de 2021. O debate acerca do controle da doença e as políticas de vacinação no Estado ganharam as manchetes dos noticiários em todo o mundo, desvelando condutas políticas corruptas e desvios financeiros que, inclusive, foram alvo de investigações por meio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19. Tal movimento de corrupção tem impactado o árduo trabalho dos profissionais que atuam na linha de frente da pandemia.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Estava evidenciado que os esforços deveriam ser canalizados para o Sistema de saúde Pública e que os demais sistemas deveiam buscar meios para acompanhar as dinâmicas desenvolvidas, mesmo que não fossem as ideais, mas que naquele momento a conjuntura exigia esforço diferenciado. As questões referentes à corrupção não fazem parte do objeto de estudo desta pesquisa, portanto, não serão comentadas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Certamente os administradores do sistema de ensino precisaram mitigar, com o máximo de critério, as perdas sobre o desenvolvimento do ano letivo de 2020 e 2021 e seus ciclos. Por ser um Estado de dimensões grandiosas e de geografia desafiadora, as decisões não foram fáceis, dado que se sabia que as estratégias adotadas não seriam suficientes para compensar as perdas que a pasta sofreria. Questões como metodologias de urgência, mobilização, infraestrutura, tecnologia, capacitação de mão de obra, comunicação e muitas outras precisavam ser colocadas na balança das decisões para que se pudesse alcançar resultados minimamente satisfatórios para aquele momento tão delicado e desafiador.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com agravo, há de se imaginar que comunidades isoladas ou distantes da Capital sofreram mais as consequências daquela assustadora realidade. Agravo maior para aquelas cujo isolamento já faz parte do cotidiano, mas sempre que necessário buscam os serviços oferecidos nos centros urbanos. Sobre isso tem-se:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente, a pandemia descortinou alguns grupos que têm permanecido à margem de direitos básicos, vivendo historicamente quarentenas em seus cotidianos, o que nos impulsiona a refletirmos que, contrariamente ao que é evidenciado pela mídia e organismos internacionais, a quarentena não somente evidencia esses grupos, como enfatiza a injustiça e as diferenças sociais e o acesso à internet que ainda não chegou a todos (SANTOS, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode até ser contraditório, mas mesmo dentro do território da Capital, Manaus, existem localidades que sofrem com o isolamento, seja por questões ligadas à geografia da região rios principalmente), seja por questão da forma de viver de seus habitantes (cultura e/ou religião).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O município de Manaus, Capital do Estado do Amazonas, está localizado na margem direita do Rio Negro. Apesar de ser altamente urbanizado ainda mantém em seu meio rural algumas comunidades isoladas que só podem ser alcançadas por navegação fluvial, que é o caso da Agrovila Amazonino Mendes, que está situada na margem direita do Igarapé Tarumã-Mirim, afluente do Rio Negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manaus é o município amazonense mais populoso, com população projetada de 2.054.731 habitantes (IBGE, 2022) e também o maior em população urbana. Pouco menos de 20% habita as centenas de vilas e localidades ribeirinhas do espaço rural. Concentra o comércio mais dinâmico, possui a maior rede de órgãos públicos de todas as esferas e também a maior quantidade de empresas prestadoras de serviços e profissionais liberais. No território municipal está instalada a a Zona Franca de Manaus, a qual goza de uma situação fiscal diferenciada para incentivar a instalação de indústrias nacionais e internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área rural do município de Manaus estão localizadas dezenas de agrovilas, comunidades indígenas, loteamentos e assentamentos, bem como centenas de propriedades ruaria que abrigam milhares de moradores que vivem em uma rotina mista de vida rural e vida urbana. Algumas dessas localidades podem ser acessadas por meio terrestre, sendo que muitas são atendidas pelo transporte público desenvolvido por meio de ônibus com linhas regulares. No entanto as algumas localidades ribeirinhas só podem ser alcançadas exclusivamente por meio fluvial por não terem rota terrestre que as conecte com a zona urbana do município. Por conta disso as viagens são realizadas por meio de embarcações dos mais diversos tipos e portes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações fornecidas pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED)<a href="#_ftn11" id="_ftnref11"><sup>[11]</sup></a>, Manaus possui um sistema educacional vasto que inclui escolas municipais e creches. As escolas municipais são responsáveis por oferecer ensino fundamental e médio para as crianças e jovens da cidade. São mais de 500 escolas municipais que atendem a mais de 230.000 alunos em toda a cidade. As escolas municipais são bastante variadas em termos de tamanho, recursos e qualidade de ensino. Algumas escolas são grandes e bem equipadas, enquanto outras podem ser menores e com menos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Escola Estadual Pedro Silvestre (objeto desta pesquia) pertence ao sistema de ensino estadual, mas funciona por meio de um convênio entre os Governos estadual e municipal, em que escolas municipais cedem seus prédios no turno da noite para que alunos das escolas estaduais frequentem o nível médio por meio do Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT) que é administrado pelo Centro de Mídias de Educação do Amazonas<a href="#_ftn12" id="_ftnref12"><sup>[12]</sup></a>, subordinado à&nbsp; Secretaria de Estado de Educação e Qualidade no Ensino do Estado do Amazonas (SEDUC-AM).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.2. A Agrovila Amazonino Mendes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agrovila Amazonino Mendes está localizada na zona rural ribeirinha da Capital amazonense e que tem CEP 69049-992. Fica dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (RDS Tupé). Não há estrada que a conecte à zona urbana de Manaus, portanto, a comunidade só pode ser alcançada por meio aquaviário em rota que inclui o Rio Negro e depois o Igarapé Tarumã-Mirim, um afluente. A viagem tem tempo médio de 45 minutos pequenos barcos particulares (de vários formatos e capacidades) que fazem o trajeto diariamente entre a Capital (portos localizados na praia do Tarumã) e a localidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade tem como seu marco de fundação a data de registro em cartório, feito no dia 10 de abril de 1994. Está localizada no extremo nordeste da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, nas coordenadas 02°58’02,3”S e 60°12’35,2”W, margem direita do igarapé Tarumã-Mirim, sendo o seu principal meio de acesso por via fluvial, através deste mesmo igarapé, afluente do rio Negro. Na comunidade residem atualmente cerca de 200 famílias, que se distribuem na vila e ao longo dos igarapés que a permeiam igarapé do Acácio e igarapé do Caniço. Durante a pesquisa foi constatado que aproximadamente 20% dessas famílias têm dupla residência, com casa também na cidade de Manaus, e por isso não são moradores efetivos da comunidade (SOUZA e SCUDELLER, 2011, p. 500).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos arquivos da Escola Municipal Paulo Freire foi encontrado um texto que apresenta uma versão da fundação da localidade, assim descita:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No início de 1986, o Sr. Hugo Celso Ferreira Castro com sua esposa e filhos vieram residir num grande terreno a aproximadamente 20 Km de Manaus, na margem direita do Rio Tarumã Mirim. Em seguida foram chegando mais moradores com crianças formando uma pequena comunidade.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na vila da comunidade concentra-se a maioria das casas, há a Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Paulo Freire que oferece ensino fundamental (turnos da manhã e tarde) e que serve de anexo da Escola Estadual de Ensino Médio Ensino Médio Pedro Silvestre (à noite) por via TV. Na Vila também há cinco congregações religiosas – Igreja Católica, Igreja Atos dos Apóstolos, Assembléia de Deus Tradicional, Assembléia de Deus da Visão e Deus é Amor. Possui ainda cinco estabelecimentos comerciais (popularmente conhecidos por mercearias) (SOUZA e SCUDELLER, 2011, p. 500).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A água para consumo humano é conseguida à partir da captação em poço artesiano localizado na área da escola, tendo um pequeno sistema de distribuição, mas que não atende a todas as residências. Em relação ao sitema de de esgoto e recolhimento de lixo doméstico a Agrovila não conta com esses serviços, sendo feitos de forma individual com o uso de fossas sépticas e queima dos resíduos no fundo dos quintais. O fornecimento de energia elétrica se dá por meio do Programa Luz para Todos, do Governo Federal (SOUZA e SCUDELLER, 2011, p. 501).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade tem sua economia baseada em atividades primárias lastreadas na agricultura familiar, tais como criação de animais domésticos de pequeno porte (frangos, patos e perus), agricultura com cultivo de hortifrutis (frutas, legumes, verduras, tuberculos e ervas). Algumas famílias se dedicam à pesca artesanal para consumo próprio e venda dos excedentes. A produção de farinha de mandioca funciona basicamente para consumo dentro da própria localidade. Por estar localizada dentro de uma área de presentcação ambiental, o uso extensivo do solo não é pertmitido, o que garante uma natureza bem presenvada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 1 abaixo apesentam a Agrovila Amazonino Mendes em sua localização em relação à cidade de Manaus:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FIGURA 1- LOCALIZAÇÃO DA AGROVILA AMAZONINO MENDES EM RELAÇÃO À CIDADE DE MANAUS</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="945" height="601" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-16.png" alt="" class="wp-image-155661" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-16.png 945w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-16-300x191.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-16-768x488.png 768w" sizes="(max-width: 945px) 100vw, 945px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Fonte:</strong> Disponível em: &lt;https://www.google.com/maps/@-2.9661014,-60.2152652,17z?authuser=0>. Acesso em: 23 mar. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.3. Impactos no Anexo da Escola Estadual Pedro Silvestre</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confecção deste tópico é totalmente baseada no método descritivo, como fruto da coletas dos dados e informações obtidos na pesquisa de campo junto à administração escolar e moradores da Agrovila Amazonino Mendes. O fato da pesquisadora ficar na vila durante os dias da semana para trabalhar permitiu uma proximidade e interação que permitiram entender a dinâmica social daquela comunidade e de outras localidades próximas, como por exemplo a Tribo indígena Yumuatirisa Ruka, que fica localizada do outro lado do Igarapé Tarumã-Mirim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dito anteriormente, o anexo da E.E.E.M. Pedro Silvestre funciona por meio de um convênio entre o Governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura Municipal de Manaus, situação padrão que ocorre em todo o território amazonense. O programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT), desenvolvido pela Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (SEDUC/AM), a qual dá o suporte necessário para o desenvolvimento da modalidade EaD, mas enfrenta problemas decorrentes das dificuldades de manutenção dos equipamentos, os quais fazem parte de um kit tecnológico que inclui TV de 40”, computador, antena para captação do sinal de satélite e acessórios eletroeletrônicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Escola Estadual de Ensino Fundamental Pedro Silvestre tem nome em homenagem ao notável professor Pedro Silvestre, que nas décadas de 1930 a 1970 labutou na educação nas escolas da Capital amazonense, inclusive tendo recebido da Câmara Municipal de Manaus o título de “Cidadão de Manaus” em 1961. A sede da escola está localizada na Rua Rio Branco, nº 41, bairro São Raimundo, CEP 69027-034. Além da sede, tem sob sua administração anexos que funcionam em outras escolas (em geral municipais) nas quais funciona o Ensino Médio no turno da noite por meio do Ensino Médio Presencial com Mediação tecnológica (PPP 20212014, p. 6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa dinâmica operacional, a escola consegue atender muitos alunos sem que esses precisem sair de sua comunidade ou localide, no entanto quando precisam de algum tipo documento precisam se reportar à escola por meio eletrônico ou ir pessoalmente à secretaria escolar para protocoloar , acompanhar o andamento e receber tal expediente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como os alunos, os professores lotados na escola precisam desenvolver suas atividades administrativas na sede, são atividades como reuniões pedagógicas, treinamentos, planejamento, assinatura da folha de ponto, protocolos etc. A escola tem como missão, visão e valores a seguinte filosofia:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Missão:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser um dos alicerces e um dos mais importantes redutos morais da sociedade, cabe à Escola a missão de preservar a formação do indivíduo em sua totalidade (física e psicológica), visando ao bemestar coletivo, em especial as comunidades que atende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visão:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser uma Escola de referência a nível local, regional e nacional por conta do sucesso acadêmico, social e profissional dos seus alunos, pela qualidade do seu ambiente interno e relações externas e pelo elevado grau de satisfação da comunidade escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valores:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chave para o sucesso da instituição é trabalhar incansavelmente lastreada nos valores como ética, justiça, dignidade, amor, respeito, paz, responsabilidade, solidariedade, amizade, empatia, fraternidade, compreensão, honestidade, autodisciplina, confiança, perseverança e resiliência, não de modo esporádico e superficial, mas de forma consciente, contíunua e frutífera (PPP 2021-2014, p. 7).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao anexo que funciona nas dependências da Escola Municipal Paulo Freire, localizado na Agrovila Amazonino Mendes, nos registros da administração foi encontrado um texto que versa como surgiu a escola, assim resenhado:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em 1996 fizeram um chapéu coberto com palhas próximo ao Rio Tarumã Mirim e o Senhor Hugo deu o nome à escolinha de Escola Paulo Freire. Reuniram-se perto de 20 crianças e começou a ensinálas, a professora escolhida foi a esposa do Sr. Hugo, Doa Jonatas Guimarães de Menezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolinha foi crescendo e em 1996 a SEMED passou a dar assistência aos alunos, com merenda e algum mobiliário. Marcarm a inauguração para junho de 1997 e com uma grande festa a Escola foi entregue a comunidade co o nome de Escola Municipal Paulo Freire.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De forma paralela às atividades em sala de aula, é desenvolvido um momento de convivência e educação física que tem por objetivo de cuidar da saúde física e mental dos estudantes, pois contribui para a socialização e pode ajudar na formação de uma consciência solidária e cidadã dentro da comunidade, além de permitir a participação em competições oficiais de alto rendimento. Além disso, já era hora de diversificar as práticas esportivas, dado que na comunidade prevalecem o futebol de campo e o jiu-jitsu. essas atividades são desenvolvidas na área eterna da escola e no Centro Cultural Sabaoth, onde também acontecem as aulas de jiu-jitsu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da utilização permanentemente franqueada, o Centro Cultural Sabaoth não é uma extensão da Escola Paulo Freire, sendo que é um espaço anexo de uma Igreja Evangélica cujos dirigentes disponibilizam o epaço para o desenvolvimento de atividades de socialização e integração com os comunitários e integrantes da Tribo indígena Yumuatirisa Ruka (de etnia Baré), cujos habitantes mantém relações sociais e econômicas com os comunitários da Agrovila e de onde alguns estudantes matriculados na Escola Pedro Silvestre são oriundos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio de pesquisa do PNAD/IBGE (2021) foi relatado que a execução do uso do ensino remoto possui como maior dificuldade a realidade de um número significativamente reduzido de alunos que têm acesso às tecnologias digitais. Isso é um recorte da realidade não somente local, mas mundial. Apesar da comunidade da Agrovila Amazonino Mendes estar localizada em uma área contemplada por uma Zona Franca, em que os produtos em geral são mais baratos, a situação financeira de grande parte da população manauara não permite ter à disposição meios variados e permanentes de acesso aos meios digitais, o que acaba sendo feito de forma paliativa pela utilização de aparelhos celulares ou uso de tecnologias disponibilizadas pelo poder público (federal, estadual e municipal).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No período em que a pandemia foi decretada havia uma crença que o fato da Agrovila estar em local afastado da zona urbana seria suficiente para evitar os casos de contaminação, porém isso se mostrou falho, pois o fato de grande parte dos moradores possuir residência na comunidade e na cidade fez com que pessoas contaminadas chegassem e espalhassem a doença. O resultado disso foi a contaminação e morte de alguns membros da comunidade, inclusive indígenas da Tribo Yumatirisa Ruka. Esse contexto surtiu grande impacto sobre as atividades escolares como um todo, pois as aulas foram suspensas por um tempo para que as medidas sanitárias decretadas pelo Governo fossem aplicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aulas no anexo funcionam de forma padronizada, com os recursos fazendo uso do sistema via satélite de videoconferência com interatividade em áudio e vídeo, sendo transmitidas diariamente em tempo real para todas as salas ao mesmo tempo. No momento da aula, um professor mediador acompanha a turma e tira as dúvidas que surgem durante a aula. Esse professor mediador ajuda a manusear o material didático e acompanha o desenvolvimento e desempenho dos alunos por meio de exercícios e aplicaçãode avaliações periódicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocorre que o início da pandemia coincidiu com o final das férias escolars referentes ao ano de 2019, o que fez com que as transmissões não retornassem na data prevista, que era na metade do mês de fevereiro de 2020. Então o sistema ficou fora do ar por um tempo por conta da administração precisar encontrar uma solução quanto a permanência do(a) professor(a) em sala de aula durante as transmissões. Como a situação geral era de grande gravidade, a paralização das aulas não foi sentida de imediato, pois os alunos ainda estavam em ritmo de férias escolares. No entanto, a situação da pandemia não foi contida como imaginavam as autoridades, de tal forma que o calendário escolar foi sendo continuamente adiado, tendo findado o primeiro semestre do ano letivo de 2020 sem perspectiva de retorno das aulas presenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a manutenção do protocolo sanitário, em que o isolamento social e a proibição de aglomerações ainda vigoravam, a solução encontrada foi o retorno das aulas com a transmissão sendo feita sem a presença de professores mediadores, bem como os próprios alunos deveriam operar os equipamentos, mas com os devidos cuidados. Esse retorno se deu no mês de agosto de 2020, senguindo as regras de distanciamento social dentro da sala de aula, o que foi possível, pois as turmas contavam com poucos alunos e alguns não compareciam regularmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para frequentar as aulas, os alunos precisavam fazer uso do álcool em gel para acepcia das mãos e materiais, não compartilhar objetos, sentar-se distantes uns dos outros e usar máscara facial. O retorno trouxe alívio aos estudantes, principalmente aos que precisavam cursar o 3º Ano para encerrar o ciclo e poder se habilitar a cursar o nível superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente a situação teve uma solução razoável, porém logo se mostrou dificultosa para osalunos, pois não tinham como tirar eventuais dúvidas que, em geral, eram sanadas pelo professor mediador. Apesar do aluno poder se comunicar via chat com o Centro de Mídias, naquele momento não era possível, por conta que a internet disponível só conseguia atender a demanda local e também por conta de eventuais congestionamentos nos canais de atendimento do Centro. Com o tempo os alunos perceberam o quanto era necessário a presença do profissional de mediação durante as transmissões. O rendimento caiu e as duvidas se acumulavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os estudantes do 1º Ano foi mais dificultoso ainda, pois a transição entre os níveis fundamental e médio não teve o devido acompanhamento pedagógico e isso prejudicou em muito a compreensão de muitos conteúdos. Para os alunos do 3º Ano também foi frustrante encerrar o ciclo em meio a dificuldades decorrentes da falta de acompanhamento, pois é justamente o ano em que há a preparação para participar da prova do ENEM, na qual a nota aferida é determinante para o ingresso ou não em uma Instituição de Ensino Superior (IES).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo de retomada das aulas sem apoio, muitos alunos passaram a faltar as aulas, o que os levou a ter um rendimento bem abaixo do esperado em situações de normalidade. Mas isso não era uma situação isolada, era um fenômeno que afetava todos os sistemas de ensino no Brasil. Dessa forma, como solução para evitar a evasão e a reprovação, os sistemas de ensino optaram por promover os alunos ao nível escolar seguinte. Claro que ocorreram muitas discursões a cerca da medida, mas foi a mais razoável a se adotar naquele momento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.3.   COMO         TIRAR          PROVEITO   INSTITUCIONAL    DOS         IMPACTOS DECORRENTES DA PANDEMIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Silva et. al (2022), citando outros autores:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A crise sanitária atual provocada pela COVID-19 trouxe grandes impactos para o mundo em termos sociais, econômicos e políticos e evidenciou a vulnerabilidade e o sentimento de impotência vivenciados por todos os países do globo (Leach, MacGregor, Scoones, &amp; Wilkinson, 2020).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Passada a crise, ou pelo menos tendo sido controlada e ficado menos intensa é preciso olhar em como construir um cenário resiliente e mais seguro. A capacidade de recuperação do ser humano é inquestionável, tendo se mostrado acima das expectativas em muitos momentos difíceis da história. Sobre a resiliência, Taboada et. al (2006, p. 105) explica:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Nas ciências humanas, poderíamos definir inicialmente resiliência como a capacidade que alguns indivíduos apresentam de superar as adversidades da vida.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos estudos sobre a resiliência estão relacionados direta ou indiretamente com eventos geradores de estresse e que aumentam a probabilidade do(s) sujeito(s) apresentar(em) dificuldades, com possibilidade de desenvolver(em) uma série de problemas. Situações assim caracterizadas recebem o nome de Fatores de Risco (TABOADA et. al, 2006, p. 109). Sobre os fatores de risco, são definidos como os fatores presentes ou relacionados ao ambiente econômico, psicológico e familiar que possuem uma grande probabilidade de causar danos sociais evidentes (GRUSPUN, 2002). No caso da pandemia decorona vírus esse ambiente foi o da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De outra forma, com vistas a um olhar inviesado sob a ciência tem-se que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, um fato vem chamando a atenção da ciência: como alguns indivíduos, apesar de todo um contexto de adversidade e intenso estresse, conseguem se desenvolver de maneira saudável, correspondendo às expectativas sociais? Na trilha dos estudos sobre tal fato encontramos um novo constructo em desenvolvimento: a resiliência (TABOADA et. al, 2006, p. 105).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A questão posta é: será possível tirar proveito institucional dos impactos decorrentes da pandemia de corona vírus sobre a educação, em específico no anexo da Escola estadualpedro Silvestre, cujas turmas são atendidas pelo programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão sobre tirar vantagem de uma situação dif´cil não é uma novidade ligada ao Capitalismo, como se poderia imaginar inicialmente, mas já era explorada de forma filosófica na era Antiga. Em especial é citado o filósofo grego Plutarco (46 a 120 d.C.) como um estrategista que se referia a essa questão de forma analítica e lógica. Em uma célebre refrência a esse filósofo da escola platônica em que em dada ocasião escreve uma carta para um amigo demonstrando que nem sempre podemos agradar a todos – e que isso não é um mal. Plutarco, como um bom estrategista, explicou que “um homem comum quer evitar as situações complicadas, mas que um homem ponderado sabe tirar proveito mesmo das situações difíceis”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, se pode deduzir que tirar proveito de uma situação difícil ou adversa é bem mais que uma reação natural baseda no instinto de sobrevivência humana, mas uma parte notável de um processo de reação organizada e com foco na tomada de decisão. Sobre a tomada de decisão é importante salientar que se trat de um processo que consiste em optar por uma alternativa dentre todas as que estão disponíveis no momento. No âmbito institucional, a tomada de decisão tem relação com a escolha de um caminho que ofereça os melhores resultados, em conformidade com a estratégia e os objetivos da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta pesquisa a expectativa é de que por meio dos questionários, entrevistas e observação seja possível identificar os impactos negativos e positivos se deram sobre a dinâmica da comunidade escolar estudada e, a partir dos resultados, fazer inferências sobre o que se quer atingir.&nbsp;<br></p>



<h6 class="wp-block-heading">2. METODOLOGIA</h6>



<p class="wp-block-paragraph">2.1. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; PROJETO DE PESQUISA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etimologicamente, “metodologia” significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer uma pesquisa científica. Segundo Gerhardt e Silveira (2009, p. 12), “Metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para fazer ciência”. Assim, metodologia é o estudo do método composta por um conjunto de regras e procedimentos determinados para realizar uma pesquisa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas considerações de Gil (2007), a pesquisa é definida como um procedimento racional e sistemático que tem o objetivo de obter respostas para perguntas propostas, pois o início de uma pesquisa é uma pergunta ou um questionamento. Essas tentativas de responder ao questionamento induzem a uma ou mais hipóteses que levem à pertinente solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às hipóteses, para Da Silva e Menezes (2005) “são suposições colocadas como respostas plausíveis e provisórias para o problema de uma pesquisa. As hipóteses são provisórias porque poderão ser confirmadas ou não com o desenvolvimento da pesquisa”. Para Lakatos e Marconi (2017), a hipótese é caracterizada pela consistência lógica, por ser verificável, simples e relevante, por ter base teórica, ser específica e plausível, apresentar clareza e profundidade, fertilidade e originalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada pela própria pesquisadora, com o uso de recursos financeiros e materiais próprios. A investigação envolveu um levantamento sucinto a respeito dos impactos positivos e negativos ocasionados pelo contexto da pandemia de covid-19 na Agrovila Amazonino Mendes por meio de aplicação de questionários semiestruturados, pesquisa bibliográfica e de campo. O fato da pesquisadora residir na Agrovila e trabalhar no anexo da Escola Pedro Silvestre estabeleceu condições favoráveis para que o cronograma de atividades fosse cumprido sem dificuldades, mesmo com a ocorrência de imprevistos de força maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como toda e qualquer pesquisa, surgiram dificuldades de duas formas. A primeira estrutural, por conta da dificuldade em se levantar informações externas e institucionais com exatidão e celeridade, pois o Estado do Amazonas é grande e manter atualizado o banco de dados não é tarefa fácil para as organizações governamentais. A segunda foi conseguir tornar o resultado da pesquisa local em algo de âmbito genérico que possa ser útil do ponto de vista institucional, para que haja avanços no sistema como um todo ou em grande parte dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escolher bem o objeto de estudo, assim como definir com clareza e precisão o problema da investigação contribuem bastante para que seja encontrado o melhor caminho a percorrer na trajetória da pesquisa científica. Nos dizeres de Minayo (1994), “[&#8230;] toda investigação se inicia por um problema, uma questão, dúvida ou uma pergunta já existente em conhecimentos anteriores, mas que também possam vir a suscitar novos referenciais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da natureza, a Pesquisa é Exploratória, pois “objetiva gerar conhecimento para aplicação prática e dirigida à solução de problema específico e que envolve verdades e interesses locais” (DA SILVA e MENEZES, 2005). Do ponto de vista do procedimento técnico, é Documental, uma vez que em sua elaboração serão manipulados dados ainda não tratados analiticamente. Da forma de abordar o problema, é um estudo Empírico, quantitativo e qualitativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empírico por se valer da utilização da experiência profissional da autora e dos colaboradores, bem como da leitura dos referenciais que dialogam com a temática. Quantitativo por buscar quantificar os dados a serem obtidos sobre os dados informados pelos Alunos e Profissionais da Educação que colaboraram com o preenchimento dos questionários. Qualitativo por buscar analisar e contextualizar, dentro de parâmetros técnicos, as informações coletadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há necessidade de se abordar a ética na pesquisa. Segundo Japiassú e Marcondes (2016, p. 97), “a ética é originada do termo grego “ethike”, que diz respeito aos costumes e à ação humana que busca dar valor social e consciência moral, num princípio de justiça e harmonia”. Assim, o pesquisador deve se ater à questão primordial do valor social de sua produção. Para Lígia Simonian (2005, apud CARNEIRO, 2016, p. 121), “[&#8230;] se a pesquisa é produzida adotando as orientações das Ciências Humanas ou da Antropologia, por certo implicará em muitas possibilidades de uso para a população envolvida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dizeres de Chauí (2019, p. 67), “Ética é o estudo dos valores morais (virtudes), da relação entre vontade e paixão, vontade e razão; finalidades e valores da ação moral; ideias de liberdade, responsabilidade, dever, obrigação, [&#8230;]”. A “ethike” surge baseada no ideal grego de justa medida com equilíbrio nas ações humanas. Já a tal “justa medida” é uma busca pelo engajamento do agir humano de modo que o mesmo seja bom e igual para a coletividade. O espaço individual dos envolvidos precisa ter garantia de autonomia e racionalidade. Tais princípios buscam um agir do modo mais adequado quanto possível dentro da moral e da cultura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hannerz (1997, apud CARNEIRO, 2016, p. 121) aduz uma característica primordial da cultura para que se mantenha perene, tem que ser dinâmica, ou seja, “[&#8230;] as pessoas, enquanto atores e redes de atores têm de inventar cultura, refletir sobre ela, fazer experiências com ela, recordá-la (ou armazená-la de alguma maneira), discuti-la e transmiti-la”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação brasileira é omissa quanto ao tema relacionado à ética na pesquisa no campo das ciências humanas, para tanto é adotada a Resolução nº 466/2012, oriunda do Conselho Nacional de Saúde (CNS), a qual preconiza:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e Considerando o respeito pela dignidade humana e pela especial proteção devida aos participantes das pesquisas científicas envolvendo seres humanos; Considerando o desenvolvimento e o engajamento ético, que é inerente ao desenvolvimento científico e tecnológico; Considerando o progresso da ciência e da tecnologia [&#8230;] R E S O L V E: Aprovar as seguintes diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos: [&#8230;] II &#8211; DOS TERMOS E DEFINIÇÕES [..] II.14 &#8211; pesquisa envolvendo seres humanos &#8211; pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos; II.15 &#8211; pesquisador &#8211; membro da equipe de pesquisa, corresponsável pela integridade e bem-estar dos participantes da pesquisa; II.16 &#8211; pesquisador responsável &#8211; pessoa responsável pela coordenação da pesquisa e corresponsável pela integridade e bemestar dos participantes da pesquisa; [&#8230;] III &#8211; DOS ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS As pesquisas envolvendo seres humanos devem atender aos fundamentos éticos e científicos pertinentes (BRASIL, 2012).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que o trabalho de pesquisa precisa ser focado nas questões da preservação de integridade dos envolvidos e outras questões para segundo plano. No que se refere ao conhecimento, há dois tipos principais: o popular e o científico. O popular (ou vulgar ou senso comum) é caracterizado pela superficialidade, subjetividade, por não ser sistemático e não acrítico; O científico prioriza aquilo que é factual, pois lida com ocorrências. Sua construção é conhecimento contingente, dado que suas proposições ou hipóteses têm veracidade ou falsidade obtida por meio da experiência e não somente pela razão, pois é sistemático, verificável e falível (LAKATOS; MARCONI, 2017, p. 77).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Gerhardt e Silveira (2009, p. 12), “Metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para fazer ciência. Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer uma pesquisa científica”. Fonseca (2002, p. 11), acrescenta: “O método científico envolve experiências exatas, objetivas e sistemáticas. Regras fixas para a formação de conceitos e condução de observações, para a realização de experimentos e para a validação de hipóteses formuladas”. Assim, metodologia é o estudo focado no método, sendo o conjunto de regras e procedimentos definidos para a realização de determinado estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dizeres de Gil (2007, p. 172), a pesquisa pode ser definida como um procedimento de caráter racional e sistemático que objetiva obter respostas a problemas propostos, sendo que tal pesquisa contem algumas fases, que vão desde a concepção do problema até a apresentação e análise do(s) resultado(s). O início de uma investigação ou pesquisa é a pergunta ou questionamento para a qual se procura uma ou mais respostas. As tentativas de responder a tal questão induzem a uma ou várias hipóteses que resultem em uma solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À cerca das hipóteses, Silva e Menezes (2005, p. 86) definem que “[&#8230;] são suposições colocadas como respostas plausíveis e provisórias para o problema de uma pesquisa. As hipóteses são provisórias porque poderão ser confirmadas ou não com o desenvolvimento da pesquisa”. Pode-se também afirmar que a hipótese se caracteriza por apresentar consistência lógica, por ser verificável, ser simples, ter relevância, ter base teórica, ser específica, ser plausível, apresentar clareza e profundidade, apresentar fertilidade e originalidade (LAKATOS e MARCONI, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à abordagem do problema, Silva e Menezes (2005, p. 20) entendem que a pesquisa pode ser quantitativa ou qualitativa. A pesquisa quantitativa valoriza a quantificação, a representação por meio de números, quantidades, opiniões e informações para depois classificar e analisar por meio de critérios predeterminados. Já a qualitativa, admite uma relação entre a realidade e o indivíduo, ou seja, um vínculo existente entre o objetivo e a subjetividade do indivíduo, que é indissociável e difícil de ser traduzido numericamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na presente pesquisa, foram utilizados o método Exploratório e o método Descritivo. Na primeira parte foi lançado mão da pesquisa bibliográfica, com exploração de textos de natureza qualitativa e quantitativa. Segundo Gil (1991, apud SILVA e MENEZES, 2005, p. 21), “do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa bibliográfica é aquela que é elaborada a partir de material já publicado, constituído, principalmente, de livros, artigos de periódicos e, atualmente, com material disponibilizado na Internet”. Buscou-se o máximo de obras publicadas há pelo menos nos últimos 20 anos, no entanto a carência de obras sobre os temas abordados direcionados para a região ainda é um entrave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises, recomendações e propostas foram apresentadas a partir da observação documental e bibliográfica de textos oriundos dos meios acadêmico e governamental, assim como dados coletados de órgãos oficiais, principalmente o IBGE. Com os dados dos questionários aplicados serão construídos quadros, tabelas e gráficos que deverão possibilitar demonstrar com mais clareza os resultados e análises do contexto da pesquisa. Evidente que nem tudo se pode retratar, pois a realidade possui variáveis que nem sempre conseguimos observar com clareza e alguns sequer precisam ser quantificadas por não terem qualquer importância ou imacto sobre o objeto da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada com o uso de recursos financeiros e materiais próprios. A investigação envolveu um levantamento sucinto a respeito dos impactos positivos e negativos ocasionados pelo contexto da pandemia de covid-19 na Agrovila Amazonino Mendes por meio de aplicação de questionários semiestruturados, pesquisa bibliográfica e de campo. O fato da pesquisadora trabalhar no anexo da Escola Pedro Silvestre estabeleceu condições favoráveis para que o cronograma de atividades fosse cumprido com poucas dificuldades em coletar os dados necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi desenvolvida por meio da aplicação de questionários e entrevistas junto a professores e estudantes do Ensino Médio do Anexo da E.E.E.M. Pedro Silvestre para se obter dados referentes aos Identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica, bem como descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos estudantes e professores, para ao final analisar como é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandêmico e uso intensivo dos meios tecnológicos na educação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1. Tipo de pesquisa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo do texto teve uma abordagem e enfoque de natureza, exploratória e descritiva, forma de abordar o problema qualitativa e quantitativa à cerca do que foi observado e coletado junto à comunidade Agrovila Amazonino Mendes, onde está situada a escola em questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2 Enfoque</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O enfoque, trata-se de uma abordagem, qualitativa e quantitativa, adotando como procedimento técnico pesquisa documental e levantamento operacionalizado através de análises. Deste modo, através da classificação das fontes possibilita a realização de um julgamento qualitativo complementado por “estudo estatístico comparado” (FONSECA, 1986).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enfoque quantitativo visa coletar fatos concretos: números. Dados quantitativos são estruturados e estatísticos. Eles formam a base para tirar conclusões gerais da sua pesquisa. O enfoque qualitativo coleta informações que não buscam apenas medir um tema, mas descrevê-lo, usando impressões, opiniões e pontos de vista. A pesquisa qualitativa é menos estruturada e busca se aprofundar em um tema para obter informações sobre as motivações, as ideias e as atitudes das pessoas. Embora essa abordagem proporcione uma compreensão mais detalhada das perguntas da pesquisa, ela dificulta a análise dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2. POPULAÇÃO E AMOSTRA</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada ao longo de 18 (dezoito) meses no anexo da Escola Estadual Pedro Silvestre localizado no meio rural do município de Manaus-AM, na Agrovila Amazonino Mendes, às margens do Igarapé Tarumã-Mirim. Apesar de a escola funcionar nos 3 (três) turnos, a população a ser pesquisada se concentra no turno noturno, sendo 3 (três) turmas atendidas pelo Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Secretaria de Estado de Educação e Qualidade no Ensino (SEDUC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada turma conta com um professor que media as disciplinas ministradas ao longo do ano letivo. O quantitativo de alunos por turma é o seguinte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>1º Ano: 10 (dez) estudantes,</li>



<li>2º Ano: 12  (doze) estudantes, &#8211; 3º Ano: 10  (dez) estudantes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dado o tamanho do universo, a amostra será dividida da seguinte forma:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para questionários: 100% para professores e estudantes;</li>



<li>Para entrevistas: 100% para professores e 15% para estudantes por turma. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os instrumentos de pesquisa foram questionários respondidos pelos professores e estudantes no próprio espaço escolar e entrevistas direcionadas em momentos que não atrapalhassem o horário escolar. Os questionários foram aplicados em 100% da quantidade de professores e alunos, já as entrevistas abrangeu todos os professores e 15% dos estudantes por turma, o que totalizou 4 (quatro) entrevistas. Para facilitar a descrição e aferição das entrevistas professores e estudantes foram identificados com a seguinte nomenclatura simplificada: Professores por P1 (1º Ano), P2 (2º Ano) e P3 (3º Ano); Estudantes por E1 (1º Ano), E2 e E3 (2º Ano) e E4 (3º Ano).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas das entrevistas se basearam em lacunas deixadas pelo resultado dos questionários e pontos que se apresentaram com maior relevância para exploração. Essas lacunas se às origens e geografia do local, à dinâmica social da comunidade, as relações entre a comunidade e a vizinhança, o deslocamento entre a localidade e a Capital Manaus e algumas peculiaridades identificadas como pertinentes à pesquisa. Não houve questionário padronizado, pois as perguntas e respostas surgiram no decorrer da conversa e foram devidamente anotadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No bloco da pesquisa de natureza descritiva, foi feita a aplicação de 2 (dois) modelos de questionário. O primeiro, na quantidade de 3 (três), direcionado para professores, contendo 12 (doze) questões. O segundo, na quantidade de 12 (doze), direcionado para os estudantes, contendo 11 (onze) questões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tantos professores quanto estudantes pertenciam à escola onde se deu a pesquisa. Os questionários objetivavam coletar informações sobre os trabalhos desenvolvidos em relação aos impactos da pandemia sobre a dinâmica escolar e da comunidade. A aplicação do questionário seguiu as orientações de Gil (2007, p. 44):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob esse título e uma de suas características mais significante está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados iniciais que serviram de base para definição da quantidade de questionários foram obtidos com a computação da quantidade de estudantes matriculados nos anos incluídos na pesquisa. Por se tratar de uma comunidade que tem facilidade de mobilidade para se deslocar para a Capital Manaus, uma parte dos estudantes já não mora na comunidade, o que exigiu um trabalho de conversa com parentes e conhecidos para que fosse realizada a localização deles.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na parte descritiva da pesquisa foi feita a aplicação de 02 (dois) modelos de questionário (apêncides C e D) contendo quantidade de diferentes de questões, com o objetivo de identificar a realidade e a percepção dos professores e dos estudantes sobre questões relacionadas à pandemia e seus impactos havidos no período letivo e seus desdobramentos. A aplicação e coleta dos dados dos questionários ocorreram entre os meses de janeiro e abril de 2023, sob a orientação da própria autora. Algumas dificuldades ocorreram por conta da mudança de endereço de alguns estudantes, mas que foram superadas pelo colaboração de familiares e empenho da pesquisadora em localizar os mesmos na zona urbana de Manaus e conseguir a respectiva participação. A identificação e localização dos professores também seguiu a mesma lógica de dificuldades, mas da mesma forma como aconteceu no caso dos estudantes, a situação de dificuldade foi superada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas coletas das informações foram selecionados apenas os professores que estavam atuando em sala de aula e os alunos que frequentaram as aulas durante a pandemia, uma vez que esses indivíduos teriam maiores possibilidades de trazer à tona a realidade vivida naquele momento. Os dados iniciais obedeceram à seguinte quantificação de estudantes contida no Quadro 1:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="361" height="302" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-17.png" alt="" class="wp-image-155662" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-17.png 361w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-17-300x251.png 300w" sizes="(max-width: 361px) 100vw, 361px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As porcentagens de questionários e entrevistas que foram aplicados obedeceram à seguinte quantificação apresentada na Tabela 2:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="248" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-18.png" alt="" class="wp-image-155663" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-18.png 649w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-18-300x115.png 300w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme exposto anteriormente, para facilitar a descrição e aferição dos questionários e entrevistas de professores e estudantes foram identificados com a seguinte nomenclatura simplificada: Professores por P1 (1º Ano), P2 (2º Ano) e P3 (3º Ano); Estudantes por E1 (1º Ano), E2 e E3 (2º Ano) e E4 (3º Ano).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto as perguntas das entrevistas, estas se basearam em lacunas deixadas pelo resultado dos questionários para que pontos que se apresentaram com alguma relevância para exploração fossem aresentados. Tais lacunas se referem às origens e geografia do local, à dinâmica social da comunidade, as relações entre a comunidade e a vizinhança, o deslocamento entre a localidade e a Capital Manaus e algumas peculiaridades identificadas como pertinentes à pesquisa. Durante as entrevistas não houve perguntas padronizadas, sendo as mesmas elaboradas no momento da conversa e devidamente anotadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.1. Procedimentos e Aplicação dos Instrumentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro modelo de questionário foi direcionado aos professores (total de 3), ocasião em que se buscou obter informações sobre a atuação funcional, como desenvolveram suas atividades laborais em sala de aula e também questões relacionadas à saúde no período da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento continha 10 (dez) perguntas fechadas (múltipla escolha) referentes à formação profissional, questões de saúde e trabalho desenvolvido com os alunos e 2 (duas) questão de livre expressão, conforme pode ser visto no Quadro 1. O modelo completo do questionário está apresentado no Apêndice C no final desta pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo modelo foi direcionado aos estudantes (total de 12 indivíduos), que por meio de 9 (nove) questões fechadas de múltipla escolha e 2 (duas) de livre expressão, se buscou conseguir informações a respeito de suas habilidades com as TICs, sobre a saúde pessoal, percepções sobre a vida escolar no período pandêmico, conforme pode ser visto no Quadro 2. O questionário completo está apresentado no Apêndice D da pesquisa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="670" height="433" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-19.png" alt="" class="wp-image-155664" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-19.png 670w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-19-300x194.png 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></figure>



<h5 class="wp-block-heading">3. ANÁLISE DOS RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">3.1. ORGANIZAÇÃO DOS RESULTADOS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados seguiu os princípios da “Análise de Conteúdo” elaborada por Laurence Bardin (2011), pois esta opção metodológica está lastreada no rigor técnico, pois apresenta o método de forma organizada e compreensível, bem como indica um caminho que potencializa a observação da produção da subjetividade humana, dá sentido, relevância e segurança para o alcance dos objetivos vislumbrados na pesquisa. Bardin (2011) com esse tipo de análise, denominado análise categorial, pretende:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] tomar em consideração a totalidade de um “texto”, passando-o pelo crivo da classificação e do recenseamento, segundo a frequência de presença (ou de ausência) de itens de sentido. [&#8230;] É o método das <em>categorias, </em>espécie de gavetas ou rubricas significativas que permitem a classificação dos elementos de significação constitutivos da mensagem. É, portanto, um método taxonômico [&#8230;] (BARDIN, 2011, p. 43).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O método de análise de conteúdo se objetiva a conseguir o máximo de informações junto aos participantes da pesquisa. Depois busca organizar e condensar essas informações para subsidiar respostas ao(s) problema(s) proposto(s) para a pesquisa. Ainda segundo Bardin (2016, p. 125), a análise de conteúdo está dividida em três fases: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase da pré-análise é feita a organização e sistematização de ideias e também do material coletado. Essa fase é composta por atividades abertas, e pode ser organizada da seguinte forma: leitura flutuante; escolha dos documentos; formulação das hipóteses e dos objetivos; referenciação dos índices e a elaboração de indicadores; e a preparação do material (BARDIN, 2016). O contato com os questionários permitiu que fosse feita a leitura flutuante, que consiste em um contato intenso com o material e o respectivaprofundamento na análise. Esse momento</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Consiste em estabelecer contato com os documentos a analisar e em conhecer o texto, deixando-se invadir por impressões e orientações” (BARDIN, 2016, p.126).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta pesquisa a pré-análise definiu a estrutura do passo a passo para se conseguir a produção pretendida por turma e por aluno. Após as pesquisas realizadas na literatura selecionada e indicada pelo Orientador deste Trabalho, bem como dos estudos e das pesquisas de campo desenvolvidas, a partir dos diálogos com os entrevistados e o olhar específico da autora para a temática desenvolvida, apresentar-se-á, a partir de agora, a última parte desta escrita que intitulou-se&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o próprio nome explica, são Resultados, isto significa dizer que foram foram filtrados para a exposição daquilo que se abordou nos capítulos anteriores, sabendo que os estudos foram desenvolvidos nos município de Manaus-AM, pertencente à região amazônica, com suas particularidades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.1. Organização do Primeiro objetivo específico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro objetivo específico se propõe a Identificar os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a aplicação dos questionários, as entrevistas e as observações foi possível identificar os impactos positivos e negativos ocorridos no período, assim organizados:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados foram colatados a partir da aplicação dos questionários e entrevistas realizadas com professores e alunos. As informações foram organizadas em forma de lista e também em um quadro. Abaixo segue a descrição dos 10 (dez) de impactos negativos referentes à gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do EMPMT identificados e sua respectiva origem de coleta na pesquisa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Adoecimento de alunos e consequente afastamento das aulas(questionário &#8211; professores e estudantes &#8211; e entrevistas com estudantes);</li>



<li>Adiamento do início das aulas (entrevistas &#8211; professores e estudantes);</li>



<li>Falta de acompanhamento de professores durante um período da pandemia (entrevistas &#8211; professores e estudantes);</li>



<li>Queda do rendimento escolar dos alunos (questionários &#8211; professores e estudantes e entrevistas &#8211; professores e estudantes);</li>



<li>Alunos pouco aplicados e pouco participativos (questionário &#8211; professores);</li>



<li>Falhas no fornecimento de sinal de internet (entrevistas &#8211; professores e estudantes);</li>



<li>Condições desfavoráveis para frequentar as aulas (questionário &#8211; estudantes);</li>



<li>Estrutura física inadequada (questionário &#8211; professores e estudantes);</li>



<li>Falta de organização (entrevista &#8211; alunos) e</li>



<li>Falta de direção (entevista &#8211; professores e estudantes).</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impactos positivos identificados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo estão descritos os 8 (oito) de impactos positivos concernentes à gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do EMPMT identificados e suas respectivas origens de coleta na pesquisa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Todos os alunos que adoeceream durante a pandemia foram curados e não houve mortes (questionário e entrevistas &#8211; professores e estudantes);</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Falta de acompanhamento de professores durante um período da pandemia revelou o quanto é importante o papel desses profissionais nas aulas de mediação tecnológica (entrevistas &#8211; estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Aumento da cooperação entre professores e alunos (entrevistas – professores e observação);Apesar de ter havido uma queda inicial no rendimento escolar dos alunos os mesmos conseguiram se recuperar (entrevistas &#8211; professores e estudantes);</span></li>



<li>Os alunos conseguiram superar as condições desfavoráveis que dificultavam na frequência das aulas (entrevistas &#8211; estudantes);</li>



<li>Os alunos passaram a ter mais autonomia no que se refere ao manuseio do material didático (entrevistas – estudantes e observação);</li>



<li>O nível de cooperação e solidariedade aumentou entre os alunos(entrevistas – estudantes e observação); </li>



<li>O Centro de Mídias de Educação da SEDUC ampliou e melhorou seus serviços (observação).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo segue o Quadro 3 que contém o resumo dos impactos negativos e positivos identificados referentes ao primeiro objetivo específico:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="594" height="483" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-20.png" alt="" class="wp-image-155665" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-20.png 594w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-20-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.2. Organização do Segundo Objetivo Específico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo objetivo específico se propôs a descrever como esses impactos (negativos e positivos) afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores da Escola Estadual Pedro Silvestre, em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio das entrevistas com os professores e estudantes foi possível descrever as informações necessárias para atender o segundo objetivo específico. Abaixo segue a descrição das 13 (treze) informações coletadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O adoecimento e morte de membros da comunidade afetou psicologicamente, de forma negativa, professores e alunos (entrevistas com professores e estudantes);</li>



<li>O adoecimento e internação de alguns alunos durante a pandemia deixaram sequelas psicológicas e físicas que prejudicaram a rotina dessas pessoas(entrevistas com professores e estudantes);</li>



<li>O adiamento do início das aulas provocou apreensão à cerca do término do ciclo formativo entre os alunos do 3º Ano, em vista de puderem se habilitar a continuar a formação em Nível Superior, o que levou a alguns desenvolverem um princípio de depressão (entrevistas com estudantes);</li>



<li>O adiamento do início das aulas causou uma acomodação em relação ao compromisso com os estudos por conta da falta de motivação e orientação(entrevista com estudantes);</li>



<li>O adiamento do início das aulas levou grande parte dos alunos (principalmente aos que são arrimo de família) a empenharem mais tempo nas atividades laborais deixando os estudos de lado (entrevista com estudantes)</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">O interesse das famílias pelas questões escolares aumentou substancialmente, o que foi muito importante quando as aulas retornaram (entrevista com estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Falta de organização na fase incial da pandemia afastou os alunos dos professores, bem como dos alunos com a coordenação pedagógica (entrevista com estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Com o passar do tempo os alunos entenderam que precisavam tomar mais iniciativa em resolver suas questões escolares e depender menos da mediação para contactar com a sede da Escola Pedro Silvestre (entrevista com estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Os alunos passaram a se organizar para encontrar soluções para suas demandas, o que elevou os níveis de empatia, cooperação e solidariedade entre eles (entrevista com estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Os constantes contatos com a equipe de apoio do Centro de Mídias de Educação fizeram com que grande parte dos alunos entendessem mais sobre o processo desenvolvido no EMPMT (entrevista com estudantes);</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Com o retorno da presença do Professor Mediador as ações e atividades que necessitavam de colaboração e cooperação passaram a ser realizadas com mais rapidez e assertividade (entrevistas com professores e estudantes);</span></li>



<li>Com o retorno do Professor Mediador nas aulas foi percebido que os alunos estavam mais interessados e motivados para recuperar o tempo perdido (entrevistas com professores);</li>



<li>Foi percebido que os alunos estavam mais independentes e autoconfiantes nas questões referentes ao manuseio dos equipamentos e material didático, bem como na comunicação com a sede da escola (entrevistas com professores).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.3. Organização do Terceiro Objetivo Específico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro objetivo específico se propôs a analisar se é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19 e uso excessivo de Tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus-AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações coletadas em atendimento ao primeiro e segundo objetivos específicos evidenciaram que houve (ou está havendo) um contexto de resiliência dentro da comunidade escolar do Anexo da Escola Estadual Pedro Silvestre, pois o que pode ser observado é que, durante o período pandêmico, para cada ponto negativo houve uma superação e (em algumas situações) até o fortalecimento (de forma positiva) de determinada conduta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, para atender o referido objetivo específico pode-se organizar as informações de forma categorizada em dois tipos: impactos a corrigir e impactos a fortalecer. Assim estão organizados:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impactos a corrigir
<ul class="wp-block-list">
<li>Queda do rendimento escolar dos alunos;</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Alunos pouco aplicados e pouco participativos;</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Condições desfavoráveis para frequentar as aulas;</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Estrutura física inadequada; &#8211; Falhas no sinal de internet e &#8211; Falta de organização.</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Professores e alunos afetados psicologicamente pelo adoecimento e morte de membros da comunidade;</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Alunos com sequelas psicológicas e físicas, decorrentes do adoecimento e internação, que prejudicam a rotina;</span></li>



<li>Alunos que desenvolveram princípio de depressão em face da apreensão em não poderem se habilitar a continuar a formação em Nível Superior;</li>
</ul>
</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impactos a fortalecer
<ul class="wp-block-list">
<li>O interesse das famílias pelas questões escolares aumentou substancialmente, o que foi muito importante quando as aulas retornaram;</li>



<li>Com o passar do tempo os alunos entenderam que precisavam tomar mais iniciativa em resolver suas questões escolares e depender menos da mediação para contactar com a sede da Escola Pedro Silvestre;</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Os alunos passaram a se organizar para encontrar soluções para suas demandas, o que elevou os níveis de empatia, cooperação e solidariedade entre eles;</span></li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Os constantes contatos com a equipe de apoio do Centro de Mídias de Educação fizeram com que grande parte dos alunos entendessem mais sobre o processo desenvolvido no EMPMT;Com o retorno da presença do Professor Mediador as ações e atividades que necessitavam de colaboração e cooperação passaram a ser realizadas com mais rapidez e assertividade;Com o retorno do Professor Mediador nas aulas foi percebido que os alunos estavam mais interessados e motivados para recuperar o tempo perdido;</span></li>



<li>Foi percebido que os alunos estavam mais independentes e autoconfiantes nas questões referentes ao manuseio dos equipamentos e material didático, bem como na comunicação com a sede da escola.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Evidente que esses tópicos refletem apenas um fraguimento da totalidade da dinâmica impactada e que, obviamente, adentram em outros campos do saber, tais como a psicologia, a assistência social e a saúde, pois há de se ressaltar que as pessoas afetadas vivenciam e interpretam o ambiente de forma diferente, raramente com alguns consensos. Mas o que ficou claro ao organizar os pontos do segundo objetivoespecífico é que a palavra que mais se aproxima de um resumo geral é RESILIÊNCIA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste tópico será desenvolvida uma análise descritiva para que seja identificado o que já aconteceu. Isto é, a partir de resultados e fatos levantados nesta pesquisa, se buscará formas sucintas e claras para responder aos questionamentos que foram levantados na introdução deste trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dos dados a autora optou por fazer a Análise com base no roteiro dos questionários aplicados junto aos professres e alunos, bem como nas entrevistas. A obção se justifica em face da excessiva fragmentação que sofreria a avalição, caso seguisse separadamente os objetivos específicos. No entanto, ao longo da análise dos objetivos são citados e relacionados aos trechos teóricos dos autores consultados. Portanto, não há nenhuma perda de conteúdo em relação à satisfação dos objetivos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.1. Avaliação dos resultados em face dos questionários direcionados aos professores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme especificado anteriormente, foram escolhidos profissionais que estavam atuando na rede estadual de ensino do meio rural, especificamente no Anexo da E.E.E.M Pedro Silvestre da Agrovila Amazonino Mendes. O quadro 4 apresenta os dados coletados sobre os conhecimentos de informática e as situações relacionadas ao trabalho:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="653" height="450" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-21.png" alt="" class="wp-image-155666" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-21.png 653w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-21-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 653px) 100vw, 653px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas para a pergunta 1 foram as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P1: A tecnologia nos ensinou muito e isso é importante para as futuras gerações que vão se apropriar das tecnologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P2: Conhecimentos práticos, pacote office, pesquisador em esquemas públicos digitalizados, trabalhos em projetos do PCE nas escolas públicas de Manaus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P3: Conhecimentos básicos de informática e navegação na internet.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se percebe, os professores não precisam ser altamente capacitados para operar o sistema por meio do qual funciona o Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica. Conhecimentos básicos de informática e capacidade em resolver as eventuais falhas são suficientes para dar continuidade aos trabalhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas atendem ao primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam pontos positivos e negativos em decorrência daquele contexto. Pois, como enfatizam Ortigão e Oliveira (2017), o processo de reorganização das estruturas curriculares na modalidade de ensino remoto exigiu não somente a utilização de novos meios e metodologias, mas também a ressignificação dos saberes teóricos e práticos, o que explicitou ainda mais a ruptura das práticas tradicionais da educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a pergunta 2, a questão das dificuldades de acesso não se restringe à região, os desafios em acessar e conseguir navegar na rede de computadores tem se tornado parte do cotidiano das pessoas em escala global pelos mais diversos motivos (entretenimento, trabalho, informação, estudo etc.). No caso dos professores a necessidade em dominar tem faces multiplas, pois abrange o trabalho, a informação e a educação de forma simultânea, situação que exige que os mesmos busquem continuamente aperfeiçoamente e atualização para o desenvolvimento de um trabalho seguro e eficiente. As respostas atendem ao primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam pontos positivos e negativos em decorrência daquele contexto imperioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio do quadro 5 estão apresentados os dados brutos coletados sobre a situação de saúde própria e também dos estudantes:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="669" height="371" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-22.png" alt="" class="wp-image-155667" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-22.png 669w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-22-300x166.png 300w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à situação de saúde um dos professores foi infectado pelo coronavírus, em relato complementar informou que precisou ser internado. Quanto aos estudantes, muitos foram infectados,mas não houve óbitos, o que é um resultado excelente em face da situação que a Capital amazonense passou nos períodods de pico da pandemia. A situação de recuperação dos infectados proporcionou o retorno das atividades letivas, mesmo que de forma gradual e em alinhamento com as regras sanitárias estabelecidas pelo Governo do Amazonas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas se enquadram no primeiro e segundo objetivo específico, pois apresentam pontos negativos ao se referir à infecção de professores e estudantes pelo corona vírus, mas&nbsp; apresenta como ponto positivo a recuperação dos mesmos e a ausência de óbitos entre eles, pois cabe recordar a reflexão de Moser (in MACHADO, 2020), que simplificou a situação ao afirmar que é preciso considerar a cruel realidade onde milhares de vidas foram perdidas para a Covid-19, tendo o Amazonas apresentado uma crescente transmissão comunitária do coronavírus no período de pico da doença no ano de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 6 apresenta os dados referentes ao comportamento individual e familiar dos estudantes resultante do período pandêmico:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="670" height="509" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-23.png" alt="" class="wp-image-155668" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-23.png 670w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-23-300x228.png 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas obtidas revelam uma situação um tanto quanto inusitada. Enquanto os estudantes passaram a se comportar de maneira mais interessada e participativa, os familiares continuaram a ter o mesmo tipo de relação que era mantida anteriormente, aparentemente não havendo mudanças. Quanto aos estudantes era esperado uma mudança no interesse, pois entre integrantes de comunidades carentes é pacífico que o único caminho para se conseguir o sucesso profissional é o termino dos estudos no Nível Médio e a consequente conquista de uma vaga no curso universitário almejado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação de interrupção na meta formativa trouxe como consequência a possibilidade da trajetória não se completar. Essas respostas contemplam o primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam como ponto positivo a melhoria no interesse e na participação dos estudantes, mas apresntam como ponto negativo a estática de seus familiares em relação ao interesse pela dinâmica da escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 7 trata da questão do processo avaliativo durante o período pandêmico, pois conforme defende Saraiva (2005), “quando é realizada a avaliação da aprendizagem do aluno, também é avaliado o conjunto do ensino que é oferecido a ele, e quando é verificado que não ocorreu o resultado esperado da aprendizagem significa que o ensino não atingiu seus objetivos”. Ante a ruptura do processo de ensino e aprendizagem, a avaliação se fez altamente necessária para também avaliar as consequências do contexto ora instalado.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="659" height="351" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-24.png" alt="" class="wp-image-155669" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-24.png 659w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-24-300x160.png 300w" sizes="(max-width: 659px) 100vw, 659px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas obtidas nas perguntas 10 e 11 foram satisfatórias do ponto de vista da continuidade dos trabalhos escolares, dado que a avaliação ainda é tida como o meio de medição de conhecimentos e aferição quantitativa para o sistema escolar brasileiro. No entanto cabe lembrar os dizeres de Souza e Almeida (2020) quando defendem que atualmente a ação de avaliar é um processo investigativo e conflituoso e por outro lado, exige um enquadramento das ações docentes para promover aprendizagens significativas e melhoraria do ensino ofertado. As respostas apresentadas pelos professores se enquandram perfeitamente no primeiro e segundo objetivos específicos como pontos positivos identificados e descritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas para a pergunta 12 foram as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">P1: Pontos positivos: os alunos ficaram capacitados para enfrentar os tipos de obstáculos encontrados na vida como: concursos, vestibulares etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pontos negativos: a falta de energia e internet para quem trabalha na zona rural ainda é um termo determinante para que os professores deem suas aulas com eficiência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">P2: O auxílio transporte não supre a necessidade para o professor deslocarse da sua casa para sua escola na qual trabalha. Locais distantes entre a escola e a casa dificultam o trabalho dos professores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P3: Pontos positivos: acolhida da comunidade para com os professores, esforço da esquipe da escola em fazer funcionar os trabalhos pedagógicos, empenho dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pontos negativos: as constantes falhas no fornecimento de energia elétrica e sinal de internet, a distância entre a residência e o local de trabalho e o pouco apoio no transporte entre a cidade e a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Souza, Santos e Batista (2013) há de se dar importância ao papel do professor no processo de ensino e aprendizagem. Hoffmann (2003) enfatiza que o processo de avaliação representa um compromisso do professor de investigar e acompanhar o processo de aprendizagem do aluno no seu cotidiano continua, gradativamente, buscando não só compreender e participar da caminhada do aluno, mas também intervir fazendo provocações intelectuais significativas, em termo de expressão de suas ideais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas apontam para uma série de situações que se perdem na conjuntura administrativa e financeira da operacionalização do sistema de ensino, seja municipal ou estadual. Porém os pontos apresentados, principalmente os negativos, devem receber justa atenção e análize para terem a respectiva solução. Um ponto forte da pesquia é a constatação da acolhida que a comunidade dispensa aos professores, com os quais é mantida a mais perfeita sintonia e reciprocidade. A reciprocidade é fator fundamental no estabelecimento das relações entre os comunitários e a equipe escolar, pois o isolamento geográfico exige que haja uma ajuda mútua, a qual é basilar para que o sucesso do período letivo seja garantido e o ciclo formativo dos jovens não cesse e matenha o sonho de terem uma vida melhor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.2. Avaliação dos Resultados em Face dos Questionários Direcionados aos Estudantes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme já especificado, foram escolhidos todos os estudantes que estavam frequentando alguma turma (1º, 2º ou 3º Anos) no Anexo da E.E.E.M Pedro Silvestre da Agrovila Amazonino Mendes no período especificado na pesquisa. O quadro 8 apresenta os dados coletados sobre os conhecimentos de informática e as situações relacionadas ao ambiente escolar:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="465" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-25.png" alt="" class="wp-image-155670" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-25.png 649w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-25-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à pergunta 1 a maioria não respondeu. Das poucas respostas que se teve, foram elencadas as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">E1: A tecnologia é muito importante porque facilita no meu estudo e aprendizado e também é muito importante para conseguir obter novos conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E1: Eu preciso diariamente quando uso um celular para me comunicar e assistir vídeos, assisto televisão, vou pra aula e&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E2: Eu entendo que minhas aulas são todas via satélite e o professor é um mediador na sala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E2: Sei que tem tecnologia envolvida quando uso o telefonecelular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E3: Aprendemos através dela e com uma professora através da tela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E3: As aulas são totalmente tecnológicas, mas não tenho comutador em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E4: Meu conhecimento é um pouco, sei mexer em um computador prova, foto, música etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E4: Pretendo aprender mais porque é importante para minha vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E5: É não basta só ensinar, por que isso se tornará utilizável, pois é necessário que adquira um conhecimento prático que ser compreendido, que assemelhá-la com seus conhecimentos profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E6: As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) podem ser inseridas no cotidiano do ambiente escolar. O uso Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) apoia o processo de ensino aprendizagem. Hoje na chamada sociedade da informação, novas formas de pensar, de agir e de comunicar-se são introduzidas as formas de adquirir conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se percebe, os estudantes percebem a importância das TICs no cenário atual e que elas se relacionam não só com suas vidas na escola, mas também servem de suporte para a sociedade contemporânea. As afirmações se enquadram nas considerações de Moran e Mosetto (2013), os quais defendem que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Nos dias atuais, a disseminação da informação, através das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC), está acontecendo de forma cada vez mais rápida, ocasionando mudanças nas formas de organização da sociedade. Na educação, o uso dessas tecnologias vem contribuindo para substituição de aulas convencionais por aulas mais dinâmicas em que as metodologias e ferramentas utilizadas permitam a criação e construção do conhecimento através da interação do aluno com o meio que vive.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas atendem ao primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam pontos positivos visualizados pelos estudantes em relação à informática em sua realidade escolar e cotidiana, tanto no presente quanto as exigências no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a pergunta 2, a questão das dificuldades de acesso a maioria respondeu que não, pois entenderam se tratar da questão de ter ou não um aparelho, sendo que a maioria possui um telefone celular. Apesar da comunidade estar a cerca de 20 Km da zona urbana de Manaus, o sinal de internet é captado na área da RDS Tupé. As respostas atendem ao primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam pontos positivos vividos durante o período da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a pergunta 3, a maioria respondeu que os equipamentos utilizados nas aulas satisfazem as necessidades. As respostas vão ao encontro da afirmação defendida por Borges et. al. (2009), os quais enfatizam:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As novas tecnologias da informação e comunicação, que cada vez mais impactam a sociedade contemporânea, chegam à escola e convivem com velh os currículos. A escola há muito tempo vem sendo desafiada a repensar seu currículo, de modo que consiga integrar o computador e tecnologias associadas, como a Internet, nos processos de aprendizagem.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à pergunta 4, quase todos não ficaram satisfeitos com as medidas de contingência que foram adotadas no início da pandemia, ocasião em que não tiveram a presença dos professores para mediar as aula e isso ocasionou que muitas dúvidas ficassem sem respostas. No entanto, a situação foi regularizada no ano seguinte, o que satisfez as demandas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas atendem ao primeiro e segundo objetivo específico, pois revelam pontos positivos e negativos em relação as questões da infraestura escolar no período pandêmico e pós-pandêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No quadro 9 estão apresentados os dados referentes à questão de saúde ocorrida no período da pandemia e pós-pandemia:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="657" height="319" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-26.png" alt="" class="wp-image-155671" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-26.png 657w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-26-300x146.png 300w" sizes="(max-width: 657px) 100vw, 657px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas dão conta de que todos os estudantes foram infectados, no entanto não houve mortes, o que é um desfeche excelente face à situação crítica pela qual passou a Capital mazonense nos tempos de pico da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas se enquadram no primeiro e segundo objetivo específico, pois apresentam pontos negativos ao se referir à infecção dos estudantes pelo corona vírus, porém&nbsp; apresenta como ponto positivo a recuperação dos mesmos e a ausência de mortes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 10 apresenta os dados referentes ao comportamento individual e familiar dos estudantes resultante do período pandêmico:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="648" height="341" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-27.png" alt="" class="wp-image-155672" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-27.png 648w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-27-300x158.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas obtidas apontam que houve melhoras no interesse da família pelos assuntos da escola. As respostas são compreensíveis com o contexto pelo fato de ter havido um processo de geral de solidariedade e fortalecimento dos laços familiares, bem como as escolas fora alvo de severas críticas se voltavam ou não a desenvolver atividades presenciais, o que acabou acontecendo mediante um processo lento e cheio de desconfianças sobre as questões sanitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apoio da família é fundamental nessa fase em que o estudante que cursa o Nível Médio, pois em geral são adolescentes é importante manter o foco e o ânimo diante dos desafios e dificuldades que todo e qualquer jovem enfrenta não somente em sua vida escolar, mas também porque passa aser cobrado com novas responsabilidades em face da idade, sendo que uma boa parte passa a ser cobrado para se integrar ao mercado de trabalho e, assim, contribuir na renda familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas se enquadram no primeiro e segundo objetivo específico, pois apresentam pontos positivos ao se referir à mudança de postura das famílias em relação à escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 11 trata da questão do processo avaliativo durante o período da pandemia, pois apesar das condições de isolamento social e das contingências no acompanhamento dos conteúdos foi necessário realizar as avaliações.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="654" height="367" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-28.png" alt="" class="wp-image-155673" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-28.png 654w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-28-300x168.png 300w" sizes="(max-width: 654px) 100vw, 654px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas obtidas nas perguntas 8 e 10 foram satisfatórias do ponto de vista da continuidade dos trabalhos escolares, dado que a avaliação ainda é o principal meio para aferir o rendimento e o resultado do processo de ensin e aprendizagem no sistema escolar brasileiro. Segundo Libâneo (1994):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">o processo avaliativo escolar é uma tarefa didática necessária para o trabalho docente e que, imperiosamente, precisa ser acompanhado passo a passo no ensino e aprendizagem. Dessa forma, por meio da avaliação os resultados podem ser coletados no decorrer das atividades integradas entre professores e alunos, com a finalidade de constatar se houve progressos, dificuldades e, assim, orientar as correções necessárias.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas apresentadas pelos estudantes se enquandram perfeitamente no primeiro e segundo objetivos específicos como pontos positivos identificados e descritos. Positivos quanto a manutenção do processo de avaliação, mesmo durante o período pandêmico, bem como é declarada melhora nos resultados. Negativo por ter sido declarada a fragilidade da metodologia EaD quando não há a presença do(a) professor(a) para titrar dúvidas (já analizado nas respostas da pergunta 4), justamente o que ocasionou, segundo auto-declaração, diminuição de rendimento quanto ao resultado das avaliações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No quadro 12 está o resultado referente ao desempenho dos professores durante o período da pandemia. Interessante notar que no primeiro momento as respostas são unânimes em afirmar que o desempenho foi ruim. Isso se justifica pelo fato de no período em questão não haver a presença do professor mediador, o que já foi explorado nos comentários das respostas das perguntas 4 e 10. No entanto a resposta passa a ser satisfatória quando os professores retornam às atividades presenciais.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="671" height="263" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-29.png" alt="" class="wp-image-155674" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-29.png 671w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-29-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 671px) 100vw, 671px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma que aconteceu com a primeira pergunta, a maioria dos estudantes não respondeu a última pergunta, a qual era de livre expressão e que versava sobre pontos positivos e negativos decorrentes do período da pandemia de corona vírus sobre a vida escolar dos mesmos. O resumo de todas as respostas resultou na seguinte relação descritiva:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pontos positivos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>apesar das dificuldades iniciais todos os alunos conseguiram continuar os estudos e obter a aprovação.</li>



<li>capacitação dos professores para lidarem com a situação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Pontos negativos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>problemas de fornecimento de energia elétrica e sinal de internet.</li>



<li>inadequação da estrutura física.</li>



<li>falta de organização.</li>



<li>falta de direção.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas apontam para a mesma percepção dos professores, que se enquadram no conjunto das situações de ordem conjuntural administrativa e financeira para operacionalização do sistema de ensino estadual com mediação tecnológica. Um ponto forte da pesquia em relação aos estudantes foi a constatação, principalmente por meio da entrevista, que praticamrnte todos se dispuseram ao desafio de continuar a estudar. Mas isso era esperado, pois o histórico de vida escolar desses estudantes é permeado de superação por conta das adversidades e obstáculos que já se tornaram tradicionais na vida escolar deles. É pacífico entre eles que o sucesso do ciclo formativo é o único meio seguro para se&nbsp; conseguir um emprego digno e reconhecido para conquista de uma vida melhor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as entrevistas e contato com a comunidade, foi observado que mais da metade dos pais ou responsáveis não possuem o ensino fundamental completo. O quadro 14 representa uma informação que inicialmente não foi proposta, mas que veio como consequência da entrevista, do avanço dos trabalhos e do nível de interação entra pesquisadora e os estudantes. Importante salientar que o nível de escolaridade dos pais influenca diretamente nos anos inciais da formação, pois o estudante, enquanto ainda criança, precisa de auxílio nas atividades escolares, pois somente as orientações do(a) professor(a) não são suficientes para firmar os conhecimentos administrados na escola. Vejamos esse resultado no quadro 13:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="246" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-31.png" alt="" class="wp-image-155676" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-31.png 546w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-31-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se destacar que o apoio familiar dispensado ao estudante que cursa o Nível Médio é fundamental para manter o ânimo diante dos desafios e obstáculos que o jovem enfrenta não só no âmbito escolar, mas também nas novas relações que passa a ter na comunidade por conta de sua idade, já que também passa a ser cobrado(a) mais intensamente nos afazeres cotidianos e como força de trabalho para obtenção de renda para a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase tratamento dos resultados, inferência e interpretação é o momento em que a pesquisadora “[&#8230;] tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objetivos previstos, ou que digam respeito a outras descobertas inesperadas” (BARDIN, 2016, p. 131). Com o apoio das informações suplementares da mensagem é possível propor inferências e realizar a interlocução de conhecimentos, categorias do método e explicativas da realidade (BARDIN, 2016). Estabelece-se a conexão entre os objetivos buscados na pesquisa, a fundamentação teórica, com o que emergirá da realidade, podendo ser feita uma síntese articulada dos dados empíricos e suas representações qualitativas e quantitativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos percausos decorrentes da distância entre a residência da autora e seu local de trabalho, as dificuldades puderam ser superadas principalmente pelo apoio irrestrito dos moradores (com destaque para os estudantes) da Agrovila Amazonino Mendes e da Tribo indígena Yumuatirisa Ruka (de etnia Baré) de onde alguns estudantes são oriundos. O apoio dos professores entrevistados também foi fundamental para que fosse possível identificar os contrapontos e as concordâncias nas opiniões e observações decorrentes do contexto que emergiu na localidade em decorrência do período pandêmico e pós-pandêmico.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">4. CONCLUSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme foi verificado ao longo da pesquisa, a pandemia impactou todos os campos das relações humanas, tais como as sociais, a saúde, a economia, as finanças, os deslocamentos, a segurança e a educação. Na tentativa de evitar que o vírus se alastrasse e fosse contido foram tomadas medidas sanitárias de isolamento social que precisaram paralizar as aulas presenciais nos estabelecimentos de ensino, mas que foi compensado pela utilização imediata de atividades on-line.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de um período bastante longo de estudos, mesmo vivendo tempos difíceis, impactados pela Pandemia da COVID-19, foi possível chegar ao final de mais esta etapa acadêmica com resultados favoráveis, dada a larga experiência na educação municipal e uma inquietação recente que suscitou a origem ao questionamento principal da pesquisa: Como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação nas turmas de Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre do município de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023? A questão norteadora não revela de imediato a dimensão do desafio, pois o <em>lócus</em> da pesquisa se deu em uma localidade situada na zona rural ribeirinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a partir da questão norteadora foi moldado o seguinte Objetivo Geral: Compreender como a gestão das Tecnologias da informação e comunicação (TICs) impactaram os processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa longa viagem no campo da pesquisa, observou-se que o objetivo geral do trabalho foi atingido, em grande parte graças ao apoio incondicional dos moradores da Agrovila Amazonino Mendes, onde reside a maioria dos estudantes,&nbsp; e dosmnativos da Tribo indígena Yumatirisa Ruka, que fica próxima e de onde alguns estudantes são oriundos. O apoio dos professores entrevistados também foi fundamental, pois o resultado da aplicação de questionários e entrevistas forneceu os dados necessários para identificar e analisar os pontos de concordância e discordância, os pontos positivos e negativos e outras peculiaridades daquele local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Direcionando-se aos objetivos específicos, foi constatado, pela análise geral das respostas dos entrevistados, que foi possível identificar e descrever os impactos positivos e negativos que ocorreram durante a gestão dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado pela Escola Estadual Pedro Silvestre em seu anexo localizado no meio rural de Manaus/AM/Brasil, no período de 2022-2023, bem como foi possível descrever como esses impactos afetaram a dinâmica social e escolar dos alunos e professores daquela escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa se arriscou no desvendamento das riquezas de detalhes que se referem não somente à dinâmica social atual da Agrovila Amazonino Mendes, mas também suas relações com a zona urbana de Manaus e com os nativos da Tribo indígena Yumuatirisa Ruka, da etinia Baré. Reconheceu a importância da franquia ímpar do espaço físico do Centro Cultural Sabaoth, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, sob a Direção da Pastora Marineide Soares, onde aulas de jiu-jitsu são praticadas e que também é disponibilizado para realização de eventos de socialização (inter)comunitária e educação física dos estudantes do Ensino Médio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, chega-se à conclusão de que é possível tirar proveito institucional dos impactos provocados pelo contexto da pandemia de covid-19 e uso excessivo de Tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem no âmbito do Programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica ofertado no Anexo da E.E.E.M. Pedro Silvestre, pois com a identificação e descrição dos pontos positivos e negativos observados que impactaram na dinâmica escolar no período da pandemia e pós-pandemia&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que os resultados construídos sejam úteis não só para o engrandencimento da comunidade escolar da Agrovila Amazonino Mendes, mas também para o programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT) desenvolvido pelo Centro de Mídias de Educação sob a coordenação a</p>



<p class="wp-block-paragraph">Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (SEDUCAM), dada as contribuições que conseguiu elucidar em meio ao contexto estudado.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5. RECOMENDAÇÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Resta dizer que esta pesquisa é o início de um estudo no campo da Ciência da Educação ainda inconcluso, mas que abre portas para trabalhos posteriores. Assim, espera-se que o resultado obtido traga impactos positivos não só para a comunidade escolar da Agrovila Amazonino Mendes, mas também para o programa Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica (EMPMT). Recomenda-se atenção aos pontos listados como negativos, para que sejam encontradas soluções possíveis, eficientes e eficazes. Quanto aos pontos positivos, que sejam fortalecidos e tomados como ponto de partida para avanço das melhorias e aperfeiçoamentos dos processos aqui identificados e estudados.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



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<p class="wp-block-paragraph">______.<strong> Decreto Legislativo nº 06/2020, de 20 de março de 2020. Reconhece, para os fins do art. 65 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, a ocorrência do estado de calamidade pública, nos termos da solicitação do Presidente da República encaminhada por meio da Mensagem nº 93, de 18 de março de 2020.</strong> Senado federal. Congresso nacional. Brasília-DF: 2020b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______. <strong>Medida Provisória nº 934, de 01 de abril de 2020. Estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior decorrentes das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública de que trata a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020</strong>. Subchefia de Assuntos Jurídicos. Presidência da República. Brasília-DF: 2020c.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">______. <strong>Lei nº 14.040, de 18 de agosto de 2020. Estabelece normas educacionais excepcionais a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020; e altera a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009</strong>. Subchefia de Assuntos Jurídicos. Presidência da República. Brasília-DF: 2020e.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> KENSKI, V. M. <strong>Educação e tecnologias: </strong>o novo ritmo da informação. 2ª. ed. Campinas: Papirus, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> KENSKI, V.M.Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. 2ª. ed.Campinas: Papirus, 2010. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> O Cetic.br é um departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR Nic.br, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet do Brasil Cgi.br.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref4" id="_ftn4">[4]</a> MARTINS, L. B.; ZERBINI, T. Escala de Estratégias de Aprendizagem: evidências de validade em contexto universitário híbrido. Psico USF, v. 19, n. 2, p. 317-328, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref5" id="_ftn5">[5]</a> CORDEIRO. Karolina Maria de Araújo. O impacto da pandemia na educação: A utilização da tecnologia como ferramenta de ensino. Disponível em: http://idaam.siteworks.com.bra<a href="http://idaam.siteworks.com.bra/"> </a>acesso em 20 de agosto de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref6" id="_ftn6">[6]</a> Disponível em: &lt;https://www.paho.org/pt/covid19/historico-da-pandemia-covid-19&gt;. Acesso em: 04 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref7" id="_ftn7">[7]</a> Disponível em: &lt;https://leismunicipais.com.br/a/am/m/manaus/decreto/2020/478/4780/decreto-n4780-2020-declara-situacao-anormal-caracterizada-como-emergencial-no-municipio-de-manaus-e-daoutras-providencias&gt;. Acesso em: 04 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref8" id="_ftn8">[8]</a> Disponível em: &lt;https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14040.htm&gt;. Acesso em: 05 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref9" id="_ftn9">[9]</a> Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2020-pdf/167131-pcp019-20/file>. Acesso em: 05 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref10" id="_ftn10">[10]</a> Veja a lista do 20 maiores paíse do mundo em: &lt;https://brasilescola.uol.com.br/geografia/maiorespaises-planeta.htm&gt;. Acesso em 10 abr. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref11" id="_ftn11">[11]</a> Mais informações disponíveis em: &lt;https://www.manaus.am.gov.br/semed/escolas-cmeis-ecreches/#:~:text=S%C3%A3o%20mais%20de%20500%20escolas,recursos%20e%20qualidade%20d e%20ensino.&gt;. Acesso em: 02 maio 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref12" id="_ftn12">[12]</a> O Centro de Mídias da Seduc-AM, desde 2007, oferece a alunos de comunidades rurais do Estado formação do ensino fundamental ao médio, por meio de aulas transmitidas via satélite ministradas a partir de estúdios localizados em Manaus.&nbsp;</p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REDUÇÃO DA GORDURA DA PAPADA COM ULTRASSOM MICROFOCADO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reducao-da-gordura-da-papada-com-ultrassom-microfocado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 21:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=155647</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202408311844 &#8211; Nathália Maria Santiago Montenegro Tavares*Larissa Mendonça de Oliveira*Láuscea Regina Veronezi*Marcia Vivianne Nogueira*Chrystianne Rabelo Lima Barbosa*Henrique Rodrigues Ribeiro*Juliana Lemos Maia*Rayana Viana Cavalcante Nobre*Gina Elaine Montezuma*Marcelo Januzzi Santos*Professores Instituto Marcelo Januzzi Resumo: O processo natural de envelhecimento facial é marcado pela diminuição do colágeno e pelo deslocamento da gordura subcutânea, o que resulta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202408311844</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">&#8211; Nathália Maria Santiago Montenegro Tavares<br>*Larissa Mendonça de Oliveira<br>*Láuscea Regina Veronezi<br>*Marcia Vivianne Nogueira<br>*Chrystianne Rabelo Lima Barbosa<br>*Henrique Rodrigues Ribeiro<br>*Juliana Lemos Maia<br>*Rayana Viana Cavalcante Nobre<br>*Gina Elaine Montezuma<br>*Marcelo Januzzi Santos<br>*Professores Instituto Marcelo Januzzi</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo: </strong>O processo natural de envelhecimento facial é marcado pela diminuição do colágeno e pelo deslocamento da gordura subcutânea, o que resulta em flacidez e um aspecto de &#8220;derretimento&#8221; da pele. A crescente busca por alternativas estéticas não invasivas tem sido impulsionada por aqueles que enfrentam flacidez, especialmente após perda de peso significativa e acúmulo de gordura em áreas mais difíceis de serem eliminadas. A gordura submentoniana, embora não patológica, pode impactar negativamente a autoestima e o bem-estar do paciente, contribuindo para um ângulo mandibular mal definido e uma aparência envelhecida. O ultrassom microfocado (MFU) emerge como uma solução promissora para esses desafios estéticos. Esta tecnologia usa ondas de ultrassom focalizadas para gerar calor em profundidades específicas do tecido subcutâneo, estimulando a neocolagênese e melhorando a firmeza da pele. O MFU é eficaz em criar micro lesões térmicas que promovem a produção de novo colágeno e elastina, resultando em uma pele mais firme e menos flácida. A tecnologia tem sido amplamente adotada para tratar flacidez facial e áreas propensas a acúmulo de gordura, como a região submentoniana, oferecendo uma alternativa não invasiva e de baixo risco.O presente estudo tem o objetivo de relatar um caso clínico que utiliza o protocolo de ultrassom microfocado para o tratamento da gordura submentoniana e avaliar a eficácia e resultado o seu resultado, bem como medir a evolução da diminuição volumétrica e de gordura entre uma sessão e outra, analisando a segurança e satisfação do paciente com o tratamento. Os registros do caso clínico foram feitos por meio da estereofotogrametria com o software Vectra H2, que permitiu uma análise quantitativa detalhada das mudanças na área submentoniana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves:</strong> Ultrassom microfocado (MFU). Ultra Former MPT. Emagrecimento Facial. Redução de gordura submentoniana.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract:</strong> The natural process of facial aging is marked by a decrease in collagen and the displacement of subcutaneous fat, which results in sagging and a &#8220;melting&#8221; appearance of the skin. The growing search for non-invasive aesthetic alternatives has been driven by those who face sagging, especially after significant weight loss and fat accumulation in areas that are more difficult to eliminate. Submental fat, although not pathological, can negatively impact a patient&#8217;s self-esteem and well-being, contributing to a poorly defined mandibular angle and an aged appearance. Microfocused ultrasound (MFU) is emerging as a promising solution to these aesthetic challenges. This technology uses focused ultrasound waves to generate heat at specific depths of the subcutaneous tissue, stimulating neocollagenesis and improving skin firmness. MFU is effective in creating thermal micro-injuries that promote the production of new collagen and elastin, resulting in firmer, less sagging skin. The technology has been widely adopted to treat facial sagging and areas prone to fat accumulation, such as the submental region, offering a non-invasive and low-risk alternative. The present study aims to report a clinical case that uses the ultrasound protocol microfocused for the treatment of submental fat and evaluate the effectiveness and results, as well as measuring the evolution of volumetric and fat reduction between one session and another, analyzing patient safety and satisfaction with the treatment. The clinical case records were made using stereophotogrammetry with the Vectra H2 software, which allowed a detailed quantitative analysis of changes in the submental area.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Microfocused ultrasound (MFU). Ultraformer MPT. Facial Slimming. Submental fat reduction.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo natural de envelhecimento facial é caracterizado pela diminuição do colágeno e pelo deslocamento da gordura subcutânea, resultando em flacidez e um aspecto de &#8220;derretimento&#8221; da pele. À medida que a população busca alternativas para gerenciar esses sinais de envelhecimento, a demanda por procedimentos estéticos não invasivos tem aumentado especialmente entre indivíduos que passaram por perda de peso significativa e enfrentam flacidez e acúmulo de gordura na região submentoniana (Casabona et al, 2018 ; Khan et al,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O excesso de gordura submentual não é considerado um depósito de gordura patológico, porém o paciente pode apresentar um perfil submentuak desagradável, tendo um impacto negativo na autoestima e no bem-estar desse paciente. Esse acúmulo de gordura contribui para um ângulo sem definição e pode envelhecer o paciente, ou fazê-lo parecer acima do peso (Humphrey et al, 2016 ; Vanaman et al, 2016 )</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ultrassom microfocado (MFU) surge como uma alternativa promissora para esses desafios estéticos. Esta tecnologia utiliza ondas de ultrassom focalizadas para gerar calor a profundidades precisas no tecido subcutâneo, promovendo neocolagênese e melhorando a firmeza da pele. O MFU é eficaz na criação de microlesões térmicas que estimulam a produção de novo colágeno e elastina, resultando em uma pele mais firme e com menor flacidez. (Zeltiq Aesthetic, 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento é amplamente utilizado para tratar a flacidez facial, a região submentoniana e o pescoço, empregando transdutores com diferentes frequências para atingir várias profundidades da pele. Estudos recentes mostram que o MFU pode melhorar significativamente a aparência da pele em áreas propensas à flacidez e ao acúmulo de gordura, oferecendo uma alternativa não cirúrgica e de baixo risco (Fabi &amp; Goldman, 2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de tratar a flacidez, há crescente interesse na aplicação do MFU para a redução da gordura submentoniana. A gordura nesta área, frequentemente chamada de &#8220;papada&#8221;, pode impactar negativamente a autoestima e contribuir para uma aparência envelhecida. O MFU tem mostrado potencial na destruição de células adiposas e na remodelação da área submentoniana, oferecendo uma opção não invasiva para pacientes que desejam evitar procedimentos cirúrgicos (Meyer et al, 2021).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Materiais e Métodos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo descritivo apresenta o caso de uma paciente, do gênero feminino, 41 anos, está em processo de mudança de estilo de vida e alimentação, buscando emagrecimento com o objetivo de diminuir a gordura e a flacidez da papada. Foi informada previamente sobre os procedimentos a serem realizados, seus benefícios e possíveis intercorrências. A paciente concordou e assinou o termo de consentimento livre e esclarecido, autorizando também o uso de sua imagem em eventos e atividades científicas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a anamnese detalhada e a avaliação das estruturas faciais, foi estabelecido o plano de tratamento. Foram realizadas duas sessões com o protocolo de 200 disparos na região submentoniana e submandibular com o Ultraformer MPT, com intervalo de 30 dias entre as sessões.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram feitas tomadas fotográficas por meio da estereofotogrametria com o software Vectra H2, um método que captura imagens em 3D para análise e comparação quantitativa da diferença entre o estado inicial e 30 dias após a primeira sessão. O protocolo foi mantido na segunda sessão e os resultados foram obtidos após 30 dias, quando novas estereofotogrametrias foram realizadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Relato de caso&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente foi submetida ao seguinte protocolo: foram traçadas linhas para delimitar a área de aplicação do MFU, evitando áreas ósseas da linha de mandíbula e do osso hióide. A área submentoniana e submandibular foi dividida em 7 áreas de aplicação, cada uma com o comprimento da ponteira para receber os transdutores. Os transdutores utilizados emitiram frequências de 2 MHz (transdutor de 6,00 mm), 4 MHz (transdutor de 4,5 mm) e 7 MHz (transdutor de 3,00 mm), cada um usado para atingir diferentes camadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi aplicado um gel de ultrassom na pele. A tecnologia utilizada foi o ultrassom microfocado Ultraformer Micro-Pulse Technology (MPT) – Classys, Coreia. Como a paciente tinha uma prega cutânea maior que 1,2 cm, foi indicado, primeiramente, o uso do transdutor de 6,00 mm com 1,5 J e 50 disparos na área central da gordura submentoniana, onde havia maior acúmulo de gordura. Em seguida, foi aplicado o transdutor de 4,5 mm com 0,9 J de potência e 75 disparos distribuídos em 7 colunas. Logo após, foi utilizado o transdutor de 3,00 mm com potência de 0,7 J e 75 disparos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os transdutores foram posicionados de forma horizontal na região submentoniana, e os disparos foram feitos de maneira estática, avançando 1 mm abaixo a cada disparo na área delimitada, com o objetivo de reduzir o volume de gordura e promover a retração tecidual. Foram realizadas duas sessões com intervalo de 30 dias entre elas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trauma térmico gerado pelo ultrassom microfocado provoca, além da contração imediata e do reposicionamento dos tecidos, um efeito biológico de destruição de células gordurosas, tornando o MFU uma possibilidade de tratamento eficaz e seguro para emagrecimento facial.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optamos pela técnica de avaliação por estereofotogrametria VECTRA H2 para conferir valores volumétricos quantitativos aos resultados obtidos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os únicos efeitos adversos observados durante o tratamento foram eritema logo após a aplicação no local e sintomatologia dolorosa leve à moderada na região que durou cerca de 3 dias.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="398" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-8.png" alt="" class="wp-image-155650" style="width:574px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-8.png 600w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-8-300x199.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="569" height="408" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-9.png" alt="" class="wp-image-155651" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-9.png 569w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-9-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="412" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-10.png" alt="" class="wp-image-155652" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-10.png 574w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-10-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="573" height="408" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-11.png" alt="" class="wp-image-155653" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-11.png 573w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-11-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 573px) 100vw, 573px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="575" height="419" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-12.png" alt="" class="wp-image-155654" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-12.png 575w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-12-300x219.png 300w" sizes="(max-width: 575px) 100vw, 575px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="426" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-13.png" alt="" class="wp-image-155655" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-13.png 586w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-13-300x218.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong><strong> </strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica utilizada com o Ultraformer MPT para diminuição da gordura na região submentoniana e submandibular teve resultados positivos. Observou-se uma redução do volume na região submentoniana de 3,88 cc 30 dias após a primeira sessão e um total de 9,77 cc após 30 dias da segunda sessão, indicando que a segunda aplicação potencializou e acrescentou diferença no resultado. Desse modo, confirma-se a possibilidade do uso do MFU como tratamento não cirúrgico para emagrecimento facial e diminuição da gordura submentoniana, ou papada, de forma eficaz e segura. No entanto, carecemos de mais literatura específica sobre o assunto, sendo necessários mais estudos para estabelecer protocolos e avaliar efeitos adversos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="394" height="140" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-14.png" alt="" class="wp-image-155656" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-14.png 394w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-14-300x107.png 300w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se uma redução de 9,77 cc na gordura submentoniana após duas sessões de ultrassom microfocado (MFU). Essa diminuição volumétrica reflete a eficácia do Ultraformer MPT como uma abordagem não invasiva para o tratamento da gordura localizada e da flacidez na região submentoniana e submandibular.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução de 9,77 cc após 60 dias com apenas duas sessões de tratamento pode ser considerada significativa, especialmente quando comparada com outras técnicas de tratamento estético. Essa quantidade de diminuição volumétrica sugere uma resposta eficaz ao protocolo de tratamento aplicado, evidenciando o potencial do MFU em promover a destruição de células adiposas e a remodelação do tecido. A eficácia do MFU pode ser atribuída ao seu mecanismo de ação, que gera microlesões térmicas nas camadas profundas da pele, estimulando a produção de novo colágeno e elastina, além da destruição direta das células de gordura. Para uma compreensão mais abrangente da eficácia do MFU, é útil comparar seus resultados com outras técnicas estéticas não invasivas, como criolipólise e radiofrequência.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criolipólise utiliza a aplicação de frio para induzir a apoptose das células adiposas, “congelar “ as células de gordura. Estudos mostram que a criolipólise pode reduzir o volume de gordura em torno de 20% por sessão (Patterson et al., 2015). Em comparação, o MFU apresentou uma redução de 9,77 cc, que pode ser interpretada como uma redução significativa.Os principais efeitos adversos são hematoma, eritema, edema e parestesias. Possui a vantagem de ser&nbsp; um procedimento não invasivo, com um perfil de segurança relativamente alto e mínima necessidade de tempo de inatividade. Como desvantagem, pode haver algum desconforto durante e após o procedimento. Resultados podem levar semanas a meses para se tornarem totalmente visíveis. (Nip et al., 2014).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, a radiofrequência utiliza energia térmica para promover a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele. Embora seja eficaz na melhoria da textura e firmeza da pele, a redução volumétrica de gordura pode ser menos pronunciada do que com o MFU ou criolipólise. Costuma ser bem tolerada, com efeitos colaterais mínimos como vermelhidão e edema temporário (Kim et al., 2018). Apesar de ser uma técnica, também, não invasiva, exige múltiplas sessões para resultados otimizados. (Gold et al., 2016).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ultrassom microfocado demonstra uma eficácia notável na redução da gordura submentoniana, além de oferecer resultados imediatos, tornando-se uma alternativa atraente às técnicas já existentes como criolipólise e radiofrequência. O MFU combina a destruição de células adiposas com a melhora da firmeza da pele, mostrando-se uma alternativa promissora.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de custo, segurança e tolerância, todos os métodos são relativamente bem aceitos pelos pacientes, com variações dependendo da técnica e das características individuais do paciente. A escolha do procedimento ideal deve ser baseada nas necessidades específicas do paciente, no perfil de segurança e na resposta esperada ao tratamento.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da paciente com o resultado do tratamento foi positiva, com melhora na autoestima e satisfação com os resultados obtidos. A paciente relatou uma redução visível na gordura submentoniana e uma melhoria no contorno facial, o que indica um impacto positivo no bem-estar e na percepção da própria imagem. A ausência de efeitos adversos significativos e a boa tolerância ao tratamento reforçam a aceitação da técnica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MFU apresentou um bom perfil de segurança, com efeitos colaterais limitados a vermelhidão e desconforto leve, que são temporários e não impedem o retorno às atividades diárias. Esses aspectos são favoráveis quando comparados aos potenciais desconfortos e períodos de recuperação associados a outras técnicas, como a criolipólise.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MFU surge como uma alternativa eficaz e segura para a redução da gordura submentoniana e a melhora da firmeza da pele. Apesar da ausência de um grupo controle e a necessidade de mais estudos para confirmar os resultados e comparar diretamente com outras técnicas, os dados disponíveis e o feedback positivo da paciente sustentam a eficácia do MFU. A combinação de redução de gordura e melhora na firmeza da pele, junto com a satisfação do paciente, sugere que o MFU é uma opção viável e benéfica para tratamentos estéticos não invasivos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos concluir que o ultrassom microfocado pode ser considerado uma alternativa eficaz e válida para pacientes que buscam melhorar o contorno facial e reduzir o volume da gordura submentoniana, especialmente para aqueles que preferem opções não cirúrgicas com tempo de recuperação mínimo e boa tolerância ao tratamento. Porém, são necessários estudos futuros com amostras maiores para explorar eficácia e durabilidade a longo prazo do ultrassom microfocado em diferentes populações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências&nbsp; </strong><strong>Bibliográficas</strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ROUND MULTIPROFISSIONAL: ESTRATÉGIA PARA COMUNICAÇÃO NO CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA SOB A ÓTICA DA EQUIPE DE SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/round-multiprofissional-estrategia-para-comunicacao-no-centro-de-terapia-intensiva-sob-a-otica-da-equipe-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 20:09:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 - Edição 137/AGO 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[MULTIDISCIPLINARY ROUND: STRATEGY FOR COMMUNICATION IN THE INTENSIVE CARE CENTER FROM THE PERSPECTIVE OF HEALTHCARE TEAM REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202408311729 João Victor Henriques Sanmartin1Elen Martins da Silva Castelo Branco2Maria Luiza de Oliveira Teixeira3 Resumo O artigo trata do round multiprofissional como estratégia de comunicação interpessoal no âmbito do Centro de Terapia Intensiva (CTI). Visa identificar os [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">MULTIDISCIPLINARY ROUND: STRATEGY FOR COMMUNICATION IN THE INTENSIVE CARE CENTER FROM THE PERSPECTIVE OF HEALTHCARE TEAM</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202408311729</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">João Victor Henriques Sanmartin<sup>1</sup><br>Elen Martins da Silva Castelo Branco<sup>2</sup><br>Maria Luiza de Oliveira Teixeira<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo trata do <em>round </em>multiprofissional como estratégia de comunicação interpessoal no âmbito do Centro de Terapia Intensiva (CTI). Visa identificar os aspectos positivos e negativos do <em>round,</em> bem como descrever as barreiras que interferem na comunicação eficaz na atividade<em>.</em> O <em>round é um</em> momento de discussão dos casos clínicos dos pacientes que consiste num processo interativo e deliberado de comunicação e tomada de decisão sobre a assistência multidisciplinar e a apresentação do plano terapêutico. Trata-se de estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa.&nbsp; O estudo desenvolveu-se no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital universitário. Na coleta de dados foi utilizado um instrumento composto de informações sociodemográficas e roteiro orientador com questões abertas.<em> A</em> análise temática de conteúdo seguindo as fases de pré-análise, exploração do material e tratamento e interpretação dos resultados se desdobrou em aspectos positivos e negativos do <em>round</em>, barreiras de comunicação e <em>round</em> como estratégia para comunicação no âmbito do CTI: sugestões e contribuições. Destaca-se que o <em>round</em> representa a troca de informações entre os profissionais do setor, de maneira objetiva, direta e interativa, no mesmo ambiente promovendo a reavaliação dos processos de trabalho. Os 12 participantes elencaram&nbsp; como aspectos&nbsp; negativos a ausência de outros profissionais, o horário<em>, </em>a perda momentânea da atenção e do foco e hegemonia médica&nbsp; na forma de conduzir o <em>round</em>. As sugestões para a organização&nbsp; do <em>round</em> multiprofissional foram o round beira leito, a definição de horário para início e término, o uso de ferramentas e instrumentos&nbsp; que facilitem a discussão do caso<em>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp; Unidades de Terapia Intensiva;<strong> </strong>Comunicação; Equipe de Assistência ao Paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The article deals with the multidisciplinary round as an interpersonal communication strategy within the Intensive Care Center (CTI). It aims to identify the positive and negative aspects of the round, as well as describe the barriers that interfere with effective communication in the activity. The round is a moment for discussing patients&#8217; clinical cases, which consists of an interactive and deliberate process of communication and decision-making about multidisciplinary care and the presentation of the therapeutic plan. This is a descriptive, exploratory study with a qualitative approach.&nbsp; The study took place in the Intensive Care Center (ICU) of a university hospital. In data collection, an instrument composed of sociodemographic information and a guiding script with open questions was used. The thematic content analysis following the phases of pre-analysis, material exploration and treatment and interpretation of results unfolded into positive and negative aspects of the round, communication barriers and round as a strategy for communication within the CTI: suggestions and contributions. It is noteworthy that the round represents the exchange of information between professionals in the sector, in an objective, direct and interactive way, in the same environment, promoting the reevaluation of work processes. The 12 participants listed as negative aspects the absence of other professionals, the time, the momentary loss of attention and focus and medical hegemony in the way the round was conducted. The suggestions for organizing the multidisciplinary round were the bedside round, the definition of start and end times, the use of tools and instruments that facilitate the clinical case discussion.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Intensive Care Units; Communication; Patient Care Team.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo trata do <em>round </em>multiprofissional como estratégia de comunicação interpessoal no âmbito do Centro de Terapia Intensiva (CTI). Visa identificar os aspectos positivos e negativos do <em>round,</em> bem como descrever as barreiras que interferem na comunicação efetiva na estratégia<em>.</em> A situação emergiu das atividades diárias&nbsp; desenvolvidas no Programa de Residência Integrada em Saúde de um hospital de ensino da Rede Federal, no Rio de Janeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da temática para o Trabalho de Conclusão do Curso decorreu da vivência de um fisioterapeuta durante a Residência Multiprofissional em Clínica Médica. No setor em tela, foram percebidas barreiras de comunicação entre a equipe de saúde durante a discussão clínica dos casos. Ressalta-se que as metas da segurança do paciente perpassam&nbsp; pela comunicação efetiva e interação interpessoal&nbsp; e concorrem para a promoção da qualidade do cuidado aos pacientes, inclusive no suporte aos familiares. Para tanto,&nbsp; a comunicação segura entre os membros da equipe de saúde deve estar coesa&nbsp; com esses objetivos a fim de possibilitar o atendimento conexo, incluindo a prevenção de erros e a descontinuidade da assistência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a comunicação entre os profissionais da equipe de saúde ocorre de várias formas, como por exemplo, o prontuário, seja eletrônico ou impresso. Nele constam&nbsp; informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada e tem caráter legal, sigiloso e científico. A composição e ordenamento das folhas de identificação do paciente, anamnese, exames físico e complementares, diagnósticos, tratamento, anotações diárias sobre a evolução, entre outras, variam de acordo com o protocolo da instituição e possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência.<sup> 1</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O registro no prontuário é obrigatório e ratifica o atendimento, pois <em>permite manter um histórico que agiliza o trabalho dos profissionais. Atualmente, o prontuário eletrônico é uma ferramenta que permite o acesso rápido, além de qualificar o atendimento e analisar de forma sistematizada e ética as anotações sobre a clientela. Ainda mais, </em>favorece<em> </em>a<em> </em>concentração nas necessidades dos pacientes durante o atendimento e direciona as ações do médico durante a consulta <sup>2</sup>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais ferramentas de comunicação interprofissional&nbsp; é a&nbsp; passagem de plantão que&nbsp; tem como uma das metas a propiciar a continuidade e segurança dos cuidados.&nbsp; Trata-se de um processo de interação que implica na comunicação entre profissionais, bem como na transição do compromisso de assistir de modo seguro e responsável. Representa uma ferramenta de acesso à informação e permite melhorar o processo de trabalho, podendo também subsidiar as diferentes categorias profissionais envolvidas no cuidado <sup>3</sup>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do prontuário e a passagem do plantão existem várias&nbsp; estratégias de comunicação utilizadas pela equipe no ambiente hospitalar: a visita interdisciplinar, o uso de protocolos, pareceres&nbsp; e ferramentas que analisam a situação, o breve histórico,&nbsp; a avaliação e a recomendação das condutas (SBAR), entre outras. A adoção destas modalidades deve privilegiar a comunicação dialógica e receptiva.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto,&nbsp; se apresenta o <em>round </em>multiprofissional descrito como um&nbsp; encontro entre profissionais que consiste&nbsp; na&nbsp; discussão dos casos clínicos. Compreende o processo interativo, deliberado de comunicação e tomada de decisão sobre a assistência multidisciplinar e&nbsp; apresentação do plano terapêutico<sup>4</sup>.<sup>&nbsp; </sup>A proposta tem como meta integrar a equipe de saúde a fim de avaliar&nbsp; as condições de saúde do paciente crítico, o&nbsp; tratamento, discutem a necessidade de (re)planejar o cuidado com vistas à sua maior efetividade<sup>5</sup>.<sup>&nbsp; </sup>&nbsp;É importante salientar que são reconhecidas várias dificuldades na organização da atividade&nbsp; e interferem na comunicação efetiva no setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a construção da problemática, observou-se que a dinâmica do cenário e a ocorrência de respostas fisiológicas do paciente durante o plantão frequentemente ocasionavam mudanças nas condutas terapêuticas. Refletindo sobre essas características, o <em>round</em>&nbsp; multiprofissional idealizado pela equipe, seria um momento dedicado às práticas de comunicação transversal para a definição das metas pertinentes ao caso. Entretanto, existiam&nbsp; diversos interferentes na atividade que mereciam investigação mais amiúde, como por exemplo,&nbsp; à época notava-se que predominavam mensagens verticalizadas e plurais na comunicação interpessoal da equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo exposto, o estudo se justifica pela relevância para a equipe multiprofissional que atua no CTI, pois a incorporação e apropriação da mensagem veiculada é essencial para o atendimento contínuo e integral dos pacientes, mesmo diante das intercorrências. Visa identificar os aspectos positivos e negativos do <em>round,</em> bem como descrever as barreiras que interferem na comunicação efetiva na atividade<em>.</em>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Outrossim, a identificação destas características&nbsp; é essencial para a segurança do paciente, pois ampara a compreensão que a comunicação efetiva no CTI possibilita o cuidado integrado prestado pela equipe de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa <sup>6</sup>. O estudo desenvolveu-se no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital de ensino situado no Rio de Janeiro, no período de agosto de 2019 a fevereiro de 2020. O cenário &nbsp;monitora continuamente os pacientes com doenças complexas, contava à época com uma unidade clínica e outra cirúrgica, totalizando treze leitos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia do <em>round </em>contemplava as seguintes etapas: reunião diária dos profissionais em sala específica após a visita médica,&nbsp; apresentação e discussão dos casos clínicos e informações obtidas no prontuário como pareceres, exames e evolução multiprofissional, proposições&nbsp; da equipe e tomada de decisão a partir da análise do caso<em>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram profissionais de saúde com escala de trabalho no setor e que participavam do <em>round</em>. Os profissionais que nunca participaram do <em>round </em>foram excluídos do estudo. Desse modo, foram incluídos na pesquisa 12 participantes (6 médicos, 5 enfermeiros e 1 fisioterapeuta).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Na coleta de dados foi utilizada a técnica de entrevista individual semiestruturada realizada no setor com um instrumento com informações sociodemográficas e um roteiro orientador com perguntas abertas sobre os aspectos positivos e negativos, barreiras de comunicação e sugestões. Os relatos foram gravados e transcritos na íntegra&nbsp; para as fases de análise.<em> </em>Os participantes foram codificados pela profissão e por identificação numérica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise de conteúdo seguiu as fases de pré-análise, exploração do material e tratamento e interpretação dos resultados seguindo os critérios da exaustividade, da representatividade, da homogeneidade e da pertinência<sup>7</sup>. De tal modo, a análise apontou as categorias intituladas&nbsp; aspectos positivos e negativos do <em>round</em>, barreiras de comunicação e <em>round</em> como estratégia para comunicação no âmbito do CTI: sugestões e contribuições.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto foi submetido a Plataforma Brasil e autorizado com o protocolo CAAE: 70365317.6.0000.5257. Os participantes receberam a cópia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A organização do material analisado&nbsp; nas entrevistas possibilitou o alcance de várias&nbsp; de impressões e percepções que os participantes mantinham&nbsp; em relação ao objeto de estudo.&nbsp; Com vistas a responder ao objeto e aos objetivos, as categorias foram organizadas de acordo com as temáticas mostradas a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Aspectos positivos e negativos do </strong><strong><em>round</em></strong><strong> multiprofissional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, foram descritos os resultados que tratam dos aspectos positivos . A visão dos participantes sobre o <em>round</em>&nbsp; mostrou que as ações profissionais&nbsp; estão alinhadas ao conhecimento global do plano terapêutico. Ainda mais, o planejamento dos cuidados previstos na discussão do caso viabiliza o alcance dos objetivos prioritários por meio do consenso, como evidenciado nas seguintes falas :</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Desenvolver uma forma de ligação de conhecimento entre vários profissionais, em que as metas estabelecidas pra aqueles pacientes consigam ser interpretadas e estabelecidas como prioridades&#8230;&#8221; (Enfermeira 1)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;&#8230;a visão de cada profissional é muito importante para que possamos chegar num consenso.. .a gente não olha só pra nossa especialidade e assim a gente consegue ter uma ideia como um todo do paciente.&#8221; (Fisioterapeuta 1)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>&#8230;o conhecimento de todos do plano terapêutico que está sendo planejado para re-estabelecermos a saúde, para alcançarmos a cura ou o conforto, que todos estejam alinhados nesse pensamento&#8230;isso pra mim é o ponto mais positivo&#8221;. (Enfermeira 2)</em>&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a troca de informações entre os profissionais mais objetiva, direta e interativa, no mesmo ambiente com a reavaliação imediata e o cuidado compartilhado foram relatados positivamente pelos participantes. Além disso, a capilarização das informações e preocupação com a transmissão da informação homogênea e contínua, que não seja de forma isolada também mereceu destaque:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8221; <em>A troca de informações entre todos os profissionais, a comunicação gerada por esse round, é você saber dar a informação e ter uma resposta de imediato; acho que esse é o ponto principal do round.&#8221; (Enfermeiro 4)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8221; Trabalhar uma perspectiva de troca direta objetiva, de interação, trabalhar de forma compartilhada, onde os processos de intercomunicação não sejam unilateral&#8221;. (Enfermeira 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8221; A intercomunicação poderia ser, isoladamente, até discrepante, contraproducente se não conseguíssemos ter um objetivo à curto, médio e longo prazo. A comunicação deve ser feita de forma somatória e coadjuvante&#8230;&#8221; (Médico 1)&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;&#8230;capilarizar a informação, que chegue até a ponta das pessoas que cuidam a informação que a gente entende que está acontecendo e que isso passe a ser transmitido para o doente. As condutas devem ser colegiadas, assim como a continuidade e descontinuidade delas. A comunicação é essencial pra isso.&#8221; (Médico 4)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir foram elencados os aspectos&nbsp; negativos mais representativos e pertinentes nas falas. Destacaram se o modelo de hegemonia médica, a forma de condução, a&nbsp; participação dos&nbsp; profissionais de outras áreas, as rotinas, o tempo de duração e local.&nbsp; Percebe-se que estes pontos negativos despertam a preocupação do afastamento das demais áreas profissionais na atividade. A seguir as falas destacadas&nbsp; sobre o modelo hegemônico:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O modelo do round estar centrado no médico é um problema pois às vezes menospreza os outros profissionais ou os outros profissionais sentem vergonha em expor seus argumentos&#8230;&#8221; (Médica 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O round é sempre feito por médico. Toda vez que alguém que não seja médico chega no round, sofre um problema de adaptação. Esse raciocínio vem mudando mas ainda é predominante.&#8221; (Médico 1)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em> A forma de conduzir o round ainda tem muito um modelo de hegemonia médica de discussões voltadas especificamente para o modelo biomédico&#8230;&#8221; (Enfermeira 5)&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8221; Eu percebo o round como exclusivo de uma categoria: categoria médica. São poucos os médicos que estão no plantão que se interessam pelas observações feitas pelos outros profissionais.&#8221; (Enfermeira 2)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O tempo de duração do <em>round</em> foi citado como um fator deletério para a comunicação direta e objetiva, pois pode ser percebido como repetitivo e pouco produtivo. A perda do foco e atenção dos participantes também foi notada, causada por distratores&nbsp; externos como telefonemas ou conversas paralelas:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O round não tem um horário absolutamente fixo. Se cria uma rotina e uma combinação de todas as pessoas disponíveis em um determinado horário, mas de forma não organizada&#8221; (Médico 1).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O tempo com que o round ocorre é longo e algumas vezes me parece desorganizado, o foco se perde, tem um grupo discutindo sobre um doente, outro no celular&#8230; A discussão sobre o paciente se perde</em>. <em>Um parecerista chega e interrompe o round, isso é muito prejudicial</em>.&#8221; <em>(Médico4)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O round é prolongado demais, cansativo, algumas vezes se torna repetitivo e pouco produtivo&#8230;&#8221; (Médica 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;&#8230;às vezes as pessoas se distraem um pouco por causa do celular ou conversa paralela, o que acaba desprendendo a atenção do round.&#8221; (Médico 6)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A rotina de trabalho extensa e os recursos&nbsp; humanos disponíveis foram pautados por uma enfermeira. A Fonoaudiologia, Psicologia e Serviço Social foram citados como exemplo de áreas profissionais que não comparecem regularmente do <em>round </em>porque atendem ao CTI mediante parecer, como apontado nas falas seguintes:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O que me chama atenção negativamente é a falta de adesão, não tem adesão de todos os profissionais que estão envolvidos no cuidado dos pacientes.&#8221; (Médico 4)&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Falta de adesão da equipe como um todo, não existe a presença regular do enfermeiro&#8230;nossa rotina de trabalho extensa não permite isso de acordo com o recurso humano disponível&#8230;&#8221;(Enfermeira 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O aspecto negativo é a não participação de todos no round, assim como os profissionais que atendem por parecer, como a Fonoaudiologia, Psicologia, Serviço Social&#8230;&#8221; (Fisioterapeuta 1)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Num aspecto mais amplo, os pontos positivos e negativos citados pelos participantes ressaltaram a importância de se repensar os processos de comunicação efetiva no CTI.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Barreiras da comunicação no </strong><strong><em>round</em></strong><strong> multiprofissional&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção dos participantes sobre o espaço físico, a aposição das atividades como&nbsp; cuidar da clientela e participar do <em>round</em>, bem como a metodologia de organização&nbsp; foram citados&nbsp; como&nbsp; as principais barreiras de comunicação na atividade no opinião dos participantes:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Se a gente for pensar no espaço físico, o round acontece numa sala que fica isolada, que normalmente os profissionais que já ficam nessa sala são médicos. Então o próprio local já impõe um pouco de distanciamento&#8230;pois muita gente conhece essa sala como sala dos médicos&#8230;&#8221; (Enfermeira 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Como enfermeira, se eu me afasto muito tempo do ambiente em que presto cuidado e fico muito tempo no round, eu me enrolo depois, não consigo prestar atenção no doente&#8230;&#8221; (Enfermeira 3)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A enfermagem tem que estar atuando diariamente ali na beira do leito&#8230;a gente precisa estar atuando em todos os pacientes, recebendo informações de todos os lados para poder sintetizar essas informações e isso toma um grande tempo. Muitas das vezes nós vamos para o round pra informar alguma coisa específica de algum paciente&#8230;&#8221; (Enfermeiro 4)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Não existe no setor um instrumento partilhado, padronizado como meio de comunicação no setor.&#8221; (Enfermeira 1)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Outras barreiras pessoais também se destacaram nas&nbsp; falas dos participantes como exposto à seguir. A opinião de um médico destacou o entendimento da equipe sobre a importância do<em> round</em> para a efetividade do tratamento&nbsp; do paciente. A desmotivação profissional atribuída a&nbsp; falta de recursos&nbsp; básicos e a falência do sistema de saúde foram comentadas. Em outra fala, as informações se perdem nas conversas informais entre profissionais da mesma categoria e não são registradas no âmbito do trabalho multiprofissional:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Na minha opinião as pessoas não entendem efetivamente que o round é importante pro tratamento do paciente. Ele é tão importante quanto ministrar um antibiótico ou uma nora-adrenalida.&#8221; (Médico 4).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Raramente temos no hospital todas as profissões participando do round. Eu acho que mais por um motivo de desmotivação. Desmotivação devido à total falência do sistema de saúde do Brasil, principalmente do Rio de Janeiro, que vivemos a falta de recursos básicos. Isso traz um ambiente físico decadente, de desmotivação profissional.&#8221; (Médica 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Fatores pessoais é uma barreira. Comunicação não está relacionada só ao nosso processo de trabalho. Você inserir o indivíduo numa cultura de estar sempre se comunicando é muito difícil, pois cada categoria acaba criando uma forma de se comunicar, e essa comunicação acaba ficando extrarround e é perdida no round.&#8221; (Enfermeira 5)&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Celular tem que estar desligado&#8230; se chegar alguém de fora pra discutir um caso, alguém tem que ser destacado do round pra discutir esse caso e depois trazer a informação pro round.&#8221; (Médico 1)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Evitar conversa paralela&#8230; a gente tem que focar no que é importante pro doente&#8230; Conscientizar as pessoas na participação do round, que estejam conscientes que a participação delas é importante para os doentes.&#8221; (Médico 4)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O celular e a conversa paralela&nbsp; foram citados anteriormente como aspectos negativos por ocasionar perda de atenção e do foco, destacados como barreiras de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 O </strong><strong><em>round</em></strong><strong> multiprofissional como estratégia para comunicação das informações no âmbito do CTI: sugestões e contribuições</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo sobre os aspectos&nbsp; positivos, negativos e barreiras de comunicação citados na coleta de dados, os participantes sugeriram melhorias para tornar a comunicação mais efetiva no <em>round</em> multiprofissional no CTI.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Primeiramente, foram sugeridas modificações na organização, na estrutura e na metodologia, pois contribuiria para a inversão da verticalização. Quanto às sugestões propostas, merece destaque a adoção do <em>round</em> na modalidade à beira do leito por ser mais produtivo, dinâmico, melhorar o aprendizado e a interação da equipe:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Eu gosto de round à beira do leito, acho mais produtivo, acho que as pessoas se dispersam menos, acho que as dúvidas e exames físicos dos doentes sá verificados na hora.&#8221; (Médico 3)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Fazer um round à beira do leito seria um aspecto de melhoria até em termo de aprendizado. Você entende o paciente como um todo&#8230;&#8221; (Médico 6)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Round à beira do leito fundamenta melhor as nossas colocações, argumentações e avaliações&#8230;torna a discussão dinâmica&#8230;é uma forma de integralizar a equipe.&#8221; (Enfermeira 5)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nesse contexto, a horizontalização do cuidado a partir de novas rotinas entre as profissões também foi sugerida:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ter alguém que promova a horizontalização do cuidado, promovendo uma continuidade no raciocínio e tratamento do paciente. Isso em todas as profissões.&#8221; (Médico 6)</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Adoção de uma rotina médica, de enfermagem e de fisioterapia pois essas rotinas conseguem passar melhor as informações do que acontece na assistência e assim levar pro round.&#8221; (Enfermeiro 4)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A padronização para a realização do <em>round</em> multiprofissional, definição de horário para início e término, uso instrumentos que facilitem a compreensão das metas do caso em discussão&nbsp; complementam as sugestões sobre a organização pensando na comunicação efetiva<em>:</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ter horário fixo para iniciar o round. Acho que todos conseguiriam se organizar melhor. Não só os que atuam aqui, mas também os que atendem por parecer&#8230; Organizar as informações dentro do round, pois às vezes é passado sem uma ordem definida dos pacientes&#8230;&#8221; (Fisioterapeuta 1)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Round feito diariamente e registrado num local de fácil acesso pra todo mundo ver. Tem que ter hora pra começar e hora pra terminar, pro round ser mais objetivo na resolução de problemas.&#8221; (Médico 5)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;É necessário criar um formulário, tipo Sbar&nbsp; ou&nbsp; um check-list com questões abertas e fechadas, pois aí você fechava o que são metas comuns a todos e metas específicas.&#8221; (Enfermeira 1)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam semelhanças por analogia  nas informações das categorias temáticas originadas no estudo. Assim, apresenta-se uma breve discussão  dos pontos destacados.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar&nbsp; de um setor de alta complexidade, o CTI necessita&nbsp; de uma equipe de saúde multidisciplinar especializada para&nbsp; promover o cuidado na&nbsp; atenção terciária e apta para tratar os casos mais singulares. Os pacientes demandam um plano de ação eficiente, coerente e seguro&nbsp; empreendido pela equipe de saúde. Para tal propósito, a comunicação efetiva é uma ferramenta importante para o funcionamento do setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento crítico e reflexivo é fundamental, apropriado para transformar as relações pela interação das pessoas com saberes compartilhados por meio da relação comunicativa. De maneira integrada,&nbsp; por meio de práticas coesas, as ações e medidas tomadas pelos profissionais devem ser objetivas e informativas <sup>4</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, possibilita-se a expressão das individualidades, a transmissão de valores e saberes, a conversação e o diálogo entre diversas profissões contribuindo para o cuidado<sup>8</sup>. Além disso, considera-se que o silêncio organizacional e a dificuldade de os profissionais se expressarem diante dos colegas de trabalho é uma barreira para a comunicação e o trabalho em equipe <sup>9 </sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A efetividade se mostra a partir do conceito que a comunicação interpessoal necessita ser convincente, eficiente, objetiva, positiva, afirmativa, devendo atingir o objetivo e o público-alvo. Falhas no trabalho em equipe e na comunicação entre os profissionais de saúde tem sido um dos principais fatores que contribuem para os erros operacionais, eventos adversos e, consequentemente, diminuição da qualidade dos cuidados. A comunicação efetiva entre os profissionais é&nbsp; apontada como fundamental para um cuidado de saúde seguro <sup>9 </sup>.<sup> </sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se&nbsp; que a troca de informações foi analisada positivamente quanto à interação e a comunicação recíproca&nbsp; como a corresponsável na associação de ideias no <em>round.</em> As falas ressaltaram que o saber das áreas profissionais, as diferenças e semelhanças técnicas e também a perspectiva de&nbsp; compartilhamento de saberes específicos, permite alcançar metas terapêuticas com a aquiescência&nbsp; da equipe no momento. Afinal, &nbsp;cada&nbsp; mensagem enviada, recebida ou percebida acresce a compreensão da qualidade de qualquer indicador de segurança discutido <sup>10</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A capilarização, ou seja, a melhor distribuição das informações apreendidas no <em>round</em> se apoia na horizontalidade das linhas de cuidado propostas pelo sistema de saúde brasileiro. A condição clínica dos pacientes deve ser discutida, analisada e materializada numa proposta que considere a essencialidade da comunicação para continuidade dos fluxos assistenciais em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A comunicação verbal tende a ser efetiva quando promove um trabalho em equipe mais coeso e produtivo, pois proporciona uma resposta imediata, além de estimular o pensamento do receptor durante a transmissão da mensagem e no processo como um todo. Assim sendo, a comunicação direta engloba elementos no contexto como completude, precisão, concisão, clareza e concretude que são pertinentes na comunicação eficaz <sup>11</sup>. Considera &#8211; se este tipo deve ser habitual nas mensagens complexas e difíceis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certos conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais são incorporados na formação do profissional de saúde e considerados na relação entre os profissionais e os usuários dos serviços de saúde<sup>12</sup>.<sup>&nbsp; </sup>Notou-se que o <em>round</em> oferece comunicação de forma direta, somatória e coadjuvante, na qual as diferentes profissões podem, ao mesmo tempo, discutir um caso específico e prontamente obter respostas. Isso permite a atenção e priorização dos casos abordados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos aspectos negativos, a figura central do médico nas discussões do <em>round</em>&nbsp; é uma questão cultural que interfere na comunicação e até a torna desmotivante. Nas falas, a percepção da hegemonia do médico está presente nas ações e práticas procedentes do <em>round.</em> Torna-se essencial compreender que a transição de um conceito biomédico implica uma série de reconfigurações nos sentidos de saúde-doença-cura, do tratar-cuidar, bem como de noções de saúde coletiva e sua inclusão com a comunidade <sup>13</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo identificou&nbsp; que a discussão dos casos clínicos dos pacientes&nbsp; no round assume os contornos do enfoque biomédico. Há concordância de que a equipe de atendimento direto tem o médico como provedor, enfermagem, farmácia e outros <sup>16</sup>. De fato, as raízes históricas do modelo biomédico assumem características curativas, fragmentadas e centradas na figura do médico. Entretanto, as demais áreas percebem que é necessário o acordo sobre um plano de cuidados que considere múltiplos fatores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a hegemonia médica é correto afirmar que é uma prática frequente, mas o sistema de saúde no Brasil apresenta&nbsp; alternativas dialógicas a fim de discutir esse modelo de atenção. Nesse sentido, encontra-se amparo nos princípios, diretrizes e políticas de saúde&nbsp; vigentes no Sistema Único de Saúde para fortalecer o diálogo sobre as práticas não- hegemônicas, corroborando para a comunicação efetiva que resulta em maior segurança para o paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tarefas cumulativas, o número reduzido de profissionais disponíveis, a sobrecarga e o estresse laboral vêm atingindo a saúde &nbsp; mantém relação direta e constante com o trabalho da equipe de saúde <sup>14</sup>. Nesse contexto, as pessoas interagem&nbsp; e tem a responsabilidade de atingir metas impostas pela profissão como o cuidado nos diferentes níveis de assistência. Quando as pessoas não se integram nessas atividades descaracteriza<s> </s>se o trabalho em equipe. Ressalta-se que à época da coleta de dados, a Medicina, Enfermagem e Fisioterapia eram áreas profissionais que participavam rotineiramente do <em>round</em> multiprofissional no CTI e as outras profissões atendiam por parecer. Além de estarem envolvidas em outras atividades assistenciais no próprio hospital</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao método de organização do <em>round,</em> certos aspectos podem sinalizar o distanciamento na participação de alguns profissionais. A reflexão sobre as condições desfavoráveis para a realização do <em>round</em> referentes ao local, horário e método deve considerar a dinâmica e a natureza da atividade e do ambiente. A exemplo da passagem de plantão, a organização do tempo dispendido determina a quantidade, o modo de transmissão e a qualidade das mensagens emitidas, inclusive a dispersão da equipe ou interpretações errôneas<sup>15</sup>.<sup>&nbsp; </sup>Em relação ao ambiente onde se é realizado o <em>round</em>, deve se considerar um espaço que permita a atenção, concentração e foco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as  barreiras de comunicação citadas no texto predominaram o distanciamento ocasionado pelo espaço físico e situações como a desmotivação e distrações pessoais. Tais barreiras que dificultam os processos de comunicação em se tratando de um espaço  que permite o esclarecimento das dúvidas imediatas. Essas e outras barreiras podem ser explicadas por meio de diversos fatores que incluem sobrecarga de trabalho, falta de privacidade, falta de treinamento, desfalques na equipe, o tempo de atuação e experiência profissional<sup>16</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às sugestões propostas, a modalidade à beira do leito como uma das modificações necessárias para a organização, a estrutura e a metodologia, pois contribuiria para a inversão da verticalização. A informação direta possibilita a diminuição da  dispersão da atenção do participante, pois as informações podem ser conferidas e analisada no exato momento da transmissão. Em consequência, destaca-se entendimento que a fronteira da bioética cuida para dar voz a todos vinculados nas atividades à beira do leito <sup>17</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às ferramentas ou instrumentos tipo <em>checklist</em> ou SBAR,  seriam  utilizadas na comunicação das informações no<em> round</em> e  possibilitariam a comunicação entre os profissionais, além de diminuir  erros de comunicação e fatores contribuintes da melhoria de atitudes de segurança sejam incrementados. Permitiria ações antecipadas e modificações no seu modelo mental se houver necessidade<sup>18</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4</strong> <strong>CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>.</em> Nessa investigação, os principais aspectos positivos e negativos e&nbsp;a identificação de barreiras que dificultaram a comunicação da equipe no&nbsp;<em>round</em>&nbsp;multiprofissional foram apontados pelos participantes. Os resultados mostraram a necessidade de reformulações metodológicas e estratégicas na elaboração do round para melhorar a comunicação transversal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo exposto, a&nbsp;comunicação efetiva&nbsp; permite que as mensagens alcancem o receptor final possibilitando que as intervenções ocorram de forma contínua visando o &nbsp;cuidado seguro e que permita o tratamento integral, coeso e partilhado. Assim, cabe a reflexão dos gestores das organizações de saúde e equipe multiprofissional acerca da temática proposta no estudo, a fim de promover discussões sobre a comunicação e permitir a construção de uma nova cultura visando a integralidade do cuidado como princípio do sistema de saúde vigente no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considera-se como limitação do estudo não ter obtido as contribuições&nbsp;&nbsp;e vivências das outras áreas que integravam a equipe multiprofissional de saúde no CTI à época, pelos motivos expostos no texto. Ressalta-se a necessidade de estudos sobre a temática nesse recorte.&nbsp; Assim, sugere-se a inserção de mais participantes e tempo maior de investigação em pesquisas futuras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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</ol>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Fisioterapeuta &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.<br>ORCID: https://orcid.org/0009-0001-9779-768X<br>E-mail:joaosanmartin1992@gmail.com<br><sup>2</sup>Fisioterapeuta &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.<br>ORCID: https://orcid.org/0009-0001-9779-768X<br>E-mail:joaosanmartin1992@gmail.com<br><sup>3</sup>Professora Associada da Escola de Enfermagem Anna Nery &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.<br>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0158-1500<br>E-mail: mlot@uol.com.br</p>
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