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	<title>Volume 27 &#8211; Edição 126/SET 2023 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 19:03:27 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 27 &#8211; Edição 126/SET 2023 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>APENDICITE INICIAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/apendicite-inicial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 00:29:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429192 Pedro Júnior da Silva Costa1; Americo Mota2; Aquino Santana3 ; Rafael Valois4; Thiago Augusto5; Camila Soares6; Raquel Farias Cyrino7; Andriele dos Santos Pereira Filadelfo8; Glícia de Fátima Fernandes Oliveira9; Weverton Gabriel do Nascimento Mendonça10; Gislaine Leal Bringel11; Ana Carlina Silva de Alencar12; Marianny Pinheiro Matias Fernandes13 ; Nayara Leal Feitosa14; Hellen Silva [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429192</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Pedro Júnior da Silva Costa<sup>1</sup>; Americo Mota<sup>2</sup>; Aquino Santana<sup>3</sup> ; Rafael Valois<sup>4</sup>; Thiago Augusto<sup>5</sup>; Camila Soares<sup>6</sup>; Raquel Farias Cyrino<sup>7</sup>; Andriele dos Santos Pereira Filadelfo<sup>8</sup>; Glícia de Fátima Fernandes Oliveira<sup>9</sup>; Weverton Gabriel do Nascimento Mendonça<sup>10</sup>; Gislaine Leal Bringel<sup>11</sup>; Ana Carlina Silva de Alencar<sup>12</sup>; Marianny Pinheiro Matias Fernandes<sup>13</sup> ; Nayara Leal Feitosa<sup>14</sup>; Hellen Silva Carvalho Gama<sup>15</sup></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apendicite é uma inflamação aguda que acomete o apêndice cecal, ocasionando uma obstrução luminal dele, resultando em uma isquemia da mucosa. O quadro clínico geralmente é caracterizado por dor epigástrica ou periumbilical associada à anorexia, náuseas com ou sem vômitos e/ou constipação intestinal. O diagnóstico da apendicite inicial pode envolver a avaliação clínica, os estudos de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ultrassonografia (USG) e estudos laboratoriais. A tomografia computadorizada apresenta elevada sensibilidade e especificidade e a ultrassonografia é, principalmente, para paciente pediátrico ou gestante e é operador-dependente. Na TC se visualiza um apêndice inflamado, espessado e associado a uma série de estrias. O tratamento para apendicite não operatória usa-se antibioticoterapia exclusiva. Entretanto, para apendicite aguda não complicada, realiza-se a apendicectomia imediata. Por fim, resta salientar que deve ser feito um correto diagnóstico em prol de se ter um tratamento adequado e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Inflamação. Apendicite. Diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Appendicitis is an acute inflammation that affects the cecal appendix, causing luminal obstruction, resulting in mucosal ischemia. The clinical picture is generally characterized by epigastric or periumbilical pain associated with anorexia, nausea with or without vomiting and/or intestinal constipation. Diagnosis of early appendicitis may involve clinical evaluation, imaging studies such as computed tomography (CT) and ultrasound (USG), and laboratory studies. Computed tomography has high sensitivity and specificity and ultrasound is mainly for pediatric or pregnant patients and is operator-dependent. On CT, an inflamed, thickened appendix associated with a series of striae is visualized. Treatment for non-operative appendicitis uses exclusive antibiotic therapy. However, for uncomplicated acute appendicitis, immediate appendectomy is performed. Finally, it should be noted that a correct diagnosis must be made in order to have adequate and effective treatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Inflammation. Appendicitis. Diagnosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apendicite trata-se de uma emergência médica, é quando ocorre uma inflamação do apêndice, que é um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, localizando-se no ceco, que é a primeira porção do intestino grosso. Em grande parte dos casos, existe um problema por causa da obstrução da luz do apêndice devido à retenção de inúmeros materiais juntamente com os restos fecais (HIRANO <em>et al.</em>, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro clínico da apendicite, que é inflamatório e infeccioso, ocorre mais entre os 20 e 30 anos de idade e pode ser muito grave. Ela pode evoluir em algumas horas e levar à morte, caso o paciente não seja tratado logo, por isso, tendo dor forte e localizada do lado direito do abdômen, deve-se procurar ajuda imediatamente (MAGALHÃES; AZEVEDO; CUNHA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal sintoma da apendicite é a falta de apetite, mas como pode aparecer em qualquer quadro infeccioso, torna-se um sinal inespecífico. O sintoma mais característico da apendicite é a dor abdominal que ocorre no lado direito, na parte baixa do abdômen e na altura da área umbilical. Essa dor é considerada pontual, contínua e localizada, que ocorre de maneira leve no início e que vai aumentando a intensidade. Também existe colapso do aparelho digestivo por causa do intestino que para de funcionar, febre, queda do estado geral, náuseas, vômitos e apatia (SALOMÃO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de apendicite é clínico, que se dá de acordo com a história do paciente e na palpação do abdômen. As anexites também provocam dor do lado direito do abdômen, por isso, que é preciso fazer o diagnóstico diferencial e o ultrassom e a tomografia auxiliam muito nessa diferenciação (SANTOS <em>et al.</em>, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar complicações graves, tais como: peritonite, que é a inflamação da mucosa que reveste toda a cavidade abdominal, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia o mais rápido possível, caso haja suspeita de infecção (LIMA <em>et al.</em>, 2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da apendicite é cirúrgico. Ocorre através de uma incisão pequena e as cicatrizes são bem discretas. Pode ser por via laparoscópica, tendo os mesmos resultados da cirurgia com campo aberto. Mas, caso a cirurgia não seja realizada em tempo hábil, a apendicite colocar em risco a vida do paciente (HIRANO<em> et al.</em>, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das manifestações clínicas que envolvem a patologia da apendicite e suas intervenções, o objetivo do presente estudo foi sintetizar e analisar criticamente as informações da literatura científica, expondo as suas principais características, exames de diagnóstico e resultados mais eficazes e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apendicite é uma inflamação aguda que acomete o apêndice cecal, ocasionando uma obstrução luminal dele, o que resulta em uma isquemia da mucosa. Se não houver uma intervenção, essa isquemia pode se agravar e evoluir para uma isquemia transmural. Logo após, pode evoluir para um quadro de apendicite perfurada, que desencadeia para um quadro de peritonite (AGUIAR <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Epidemiologia e classificação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A etiologia mais importante da apendicite aguda é a obstrução luminal e tem associação com a faixa etária. Em indivíduos menores de 20 anos, o fator mais comum encontrado é hiperplasia linfóide e, em idosos, o mais comum é a obstrução por fecálito (ALBU <em>et al.</em>, 1994).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apendicite acomete mais os indivíduos do sexo masculino, principalmente, os adultos jovens. A classificação dela é dividida através de fases de 0 a 4. A fase 0 é quando o apêndice está normal; a 1 o apêndice está hiperemiado e edemaciado; a 2 o apêndice está dotado de exsudato fibrinoso; a 3 o apêndice tem abscesso e necrose e a fase 4 é um estado de apendicite perfurada. As fases 1 e 2 são consideradas não-complicadas e as fases 3 e 4 são apendicite complicada (FERNANDES <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Etiologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A apendicite, quase sempre, é provocada pela obstrução do apêndice com restos de fezes, resultando em inflamação. Essa obstrução da luz do apêndice ocorre, tipicamente, por hiperplasia linfoide e, ocasionalmente, por fecálito, corpo estranho, tumor ou, até mesmo, helmintos. Tal obstrução pode causar distensão, isquemia, inflamação e hipercrescimento bacteriano (FORTEA-SANCHIS <em>et al.</em>, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Fisiopatologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um motivo que influencia na clínica do paciente é o fato do apêndice cecal ser um órgão que, geralmente, apresenta topografias variáveis. A apendicite ocorre devido à obstrução do lúmen por causa da aparição de fecálitos, corpos estranhos, tumores, infecções parasitárias ou presença de hiperplasia linfoide (AQUINO <em>et al.</em>, 1994).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ocorre a obstrução, tem acúmulo de secreção e o aumento da pressão intraluminal, o que acontece um estímulo das fibras viscerais aferentes, que são localizadas entre T8 e T10, resultando uma dor referida na região periumbilical ou mesogástrica (BASTOS <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dor referida normalmente é pouco localizada, não apresenta ser intensa, tem duração em torno de 4 a 6 horas, junto com essa dor, também podem ter os sintomas de náuseas, vômitos e anorexia (FONSECA <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a elevação da pressão intramural, acontece o processo para aparição da isquemia no apêndice, resultando na diminuição da pressão de perfusão de sangue nos capilares sanguíneos. Com isso, ocorre perda na capacidade de proteção do epitélio, o que ocasiona a proliferação de bactérias e o surgimento de um processo infeccioso de forma síncrona (CARNEIRO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No início, da apendicite aguda, os pacientes costumam relatar dor epigástrica ou periumbilical conjunta com náuseas com ou sem vômitos, constipação intestinal e/ou anorexia. Com a progressão dos sinais sintomas da apendicite, a porção mais distal do apêndice fica mais inflamada e a dor tende a se localizar na região clássica dessa patologia, que é a fossa ilíaca direita, por causa de um aumento da irritação peritoneal. Essa dor, geralmente, pode apresentar-se como fatores de piora o ato de deambular e a tosse. Entretanto, não existe regra no que o paciente pode sentir tendo apendicite, pois o quadro clínico dela pode ser atípico (BRUNNER <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem alguns sinais que mesmo não sendo patognomônicos de nenhuma doença específica, são indicadores de alguma peritonite localizada e eles são manobras adequadas para se realizar durante o exame físico de um paciente que se suspeita de apendicite, pois eles podem ajudar muito no diagnóstico. São eles: Sinal de Blumberg, que é dor à descompressão brusca no ponto de Mcburney na fossa ilíaca direita, se ele for positivo, pode-se pensar em alguma peritonite localizada; Sinal de Rovsing, que é quando existe dor irradiada para quadrante inferior direito após à palpação em quadrante inferior esquerdo; Sinal de Psoas, que é quando tem dor após extensão de articulação do quadril direito; Sinal do Obturador, é quando tem presença de dor após a realização do movimento de rotação interna da coxa flexionada; e o sinal de Febre Baixa, que fique em torno de 37,7º a 38,3º em temperatura retal (CARVALHO <em>et al.</em>, 2003). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6 Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de apendicite se dá através da avaliação clínica, de estudos de imagem, que podem ser tomografia e/ou ultrassom e estudos laboratoriais. Se for um típico caso de apendicite, deve ser realizada somente a avaliação clínica, pois a solicitação de exames aumenta a chance de agravar o quadro do paciente, como uma perfuração (SILVA <em>et al.</em>, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações clínicas sendo atípicas deve-se solicitar exames de imagem por urgência, onde, geralmente, se requerem a tomografia computadorizada por apresentar elevada sensibilidade e especificidade ou uma ultrassonografia, em casos de pacientes pediátricos ou gestantes, para não expor os mesmos a um alto nível de radiação ionizante. Mas, resta salientar que a ultrassonografia é operador-dependente e requer um profissional que saiba fazer uma adequada averiguação médica (VALDUGA, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.1 Achados radiológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="390" height="336" data-id="96420" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-348.png" alt="" class="wp-image-96420" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-348.png 390w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-348-300x258.png 300w" sizes="(max-width: 390px) 100vw, 390px" /><figcaption class="wp-element-caption">A</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="352" height="337" data-id="96421" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-349.png" alt="" class="wp-image-96421" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-349.png 352w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-349-300x287.png 300w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /><figcaption class="wp-element-caption">B</figcaption></figure>
</figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>Figura: imagem de tomografia computadorizada sem contraste nos cortes axial em MIP (A) e axial (B) evidenciando segmento apendicular de aspecto edemaciado, medindo aproximadamente 0,9 cm em seu maior diâmetro, associado a tênue densificação dos planos adiposos circunjacentes, bem como a linfonodos globosos locorregionais, aumentados em número e em dimensões. Estes medindo até 1,2 cm no seu maior eixo, sugerindo aspectos reacionais. As alterações no segmento apendicular acima mencionadas, representam processo inflamatório / infeccioso incipiente / fase inicial.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados radiológicos da tomografia computadorizada (TC) para apendicite inicial podem ser: apêndice espesso, espessamento da parede, borramento da gordura adjacente, espessamento do ceco, sinal da ponta de seta, apendicólito, massa inflamatória, líquido livre, gás extraluminal (FERNANDES <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, na imagem da TC pode-se observar que existe um aspecto edemaciado no segmento apendicular, tênue densificação dos planos adiposos circunjacentes, linfonodos globosos locorregionais aumentados em número e em dimensões. Com essas alterações no segmento apendicular, têm-se processo inflamatório ou infeccioso incipiente ou fase inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.7 Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a intervenção cirúrgica é contraindicada para um paciente, ou seja, em casos de apendicite não operatória, deve-se fazer o uso de antibioticoterapia exclusiva, mas tem que ter bastante cuidado porque pode reincidivar (ODYA; NORRIS, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos de apendicite aguda não complicada, deve ser realizada a apendicectomia imediata e o paciente precisa passar por uma reanimação hídrica e fazer uso de antibioticoterapia de amplo espectro antes da cirurgia, seja apendicectomia aberta ou laparoscópica (TORRES, 1943).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; Logo após o paciente ser diagnosticado com apendicite perfurada, deve-se iniciar antibioticoterapia e pode haver necessidade de reanimação hídrica mais intensa antes da cirurgia. Entretanto, mesmo que ela tenha resolução semelhante com a apendicite simples, tem um maior grau de dificuldade na realização da cirurgia, visto que se precisa de mais meticulosidade para executar as manobras cirúrgicas para que não haja lesão do tecido (VALDUGA, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, é importante ressaltar que a apendicite inicial é uma patologia bastante comum em vários lugares do mundo e é mais predominante em adultos jovens. Seu diagnóstico é clínico e o paciente, geralmente, tem sintomas, como: febre, náuseas, dor abdominal, migratória, alterações de fezes e urina, vômitos, dentre outros. Entretanto, essa doença em questão pode apresentar-se, também, com sintomas atípicos, o que torna mais difícil dá o diagnóstico precoce e ter um tratamento mais eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento mais realizado é a apendicectomia, que é um procedimento cirúrgico, que deve ser realizado precocemente para evitar complicações, tais como: necrose, peritonite, ruptura do apêndice, hiperplasia linfoide, sepse e, até mesmo, morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, torna-se evidente que é extremamente importante que se realize um bom exame clínico para se obter o diagnóstico correto e se possa fazer o tratamento adequado para apendicite inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGUIAR, A <em>et al</em>. <strong>Avaliação das posições e situações anatômicas do apêndice em pacientes pediátricos com apendicite aguda.</strong> Revista de Medicina, v. 98, n.1, Recife, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALBU, E <em>et al</em>. <strong>Diagnostic value of C-reactiveprotein in acute appendicitis.</strong>&nbsp; DisColon Rectum, The Departments of Surgery and Pathology, New York, 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AQUINO, <em>et al</em>.&nbsp; <strong>Complicações da apendicite aguda no paciente idoso.</strong> Revista de Ciências Médicas, Campinas, v.3, n.1,1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BASTOS, <em>et al</em>. <strong>Apendicite aguda e suas complicações cirúrgicas.</strong> Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v.4, n.1, 2021.]</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRUNNER, <em>et al</em>. <strong>Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica.</strong>&nbsp; 14ª edição.&nbsp; Guanabara Koogan, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, B.&nbsp; R.&nbsp; <em>et al</em>. <strong>Leucograma, proteína C reativa, alfa-1 glicoproteína ácida e velocidade de hemossedimentação na apendicite aguda. </strong>Arquivos de Gastroenterologia, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARNEIRO, L. <strong>Tem como prevenir apendicite?&nbsp; E como tratá-la?</strong> Clínica Carneiro de Albuquerque, São Paulo, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, B.C <em>et al</em>.&nbsp; <strong>Critério de alvarado para diagnóstico de apendicite aguda infantil.</strong> Revista interdisciplinar em ciências da saúde e biológicas, Mato Grosso do Sul, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONSECA, <em>et al</em>.&nbsp;&nbsp; <strong>Comparação&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; desfechos&nbsp;&nbsp; e&nbsp;&nbsp; custo-efetividade&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; apendicectomias laparoscópicas e abertas em serviços públicos de saúde.</strong> Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FORTEA-SANCHIS, C. <em>et al</em>. <strong>Apendicectomía laparoscópica frente al abordaje abierto para el tratamiento de la apendicitis aguda, [Laparoscopic apendicectomy vs open approach for the treatment of acute appendicitis]. </strong>Revista de gastroenterologia de México, v. 77, n.2, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HIRANO <em>et al</em>. <strong>Apendicite aguda não complicada em adultos: tratamento cirúrgico ou clínico?</strong> Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, abril, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA <em>et al</em>.&nbsp; <strong>Perfil clínico-epidemiológico da apendicite aguda:</strong>&nbsp; análise retrospectiva de 638 casos. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, julho/agosto, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALHÃES BS, Azevedo AR, Cunha AG.&nbsp; <strong>Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes acometidos por abdome agudo em um hospital de referência em Salvador.</strong> Revista USP, portal de revistas da USP, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ODYA, E.; NORRIS, M. <strong>Anatomia &amp; Fisiologia para Leigos.</strong> 3ª edição. Alta Books Editora. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALOMÃO, R. <strong>Infectologia</strong>:&nbsp; Bases Clínicas e Tratamento.&nbsp; 1ª edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS <em>et al</em>. <strong>Manual de Orientação de Cardápios Especiais.</strong> Governo do estado de São Paulo, SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, São Paulo, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA <em>et al</em>. <strong>Infecções Parasitárias do Apêndice Cecal e suas Relações com Apendicite Aguda.</strong> Arquivos de Gastroenterologia, Botucatu, junho, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TORRES, M. <strong>Alterações patológicas do apêndice vermiforme contendo Proglottis de Taeniasp.</strong> Inst. Oswaldo Cruz, 1943.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VALDUGA, S. <strong>Avaliação do apêndice cecalnormal em crianças através da ressonância magnética.</strong> Porto Alegre, 2007.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>1</sup></mark>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><mark><sup><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></strong></sup></mark> (https://orcid.org/0000-0003-0477-8330)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>3</sup></mark></strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-8887-9264)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>4</sup></mark></strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-7871-4175)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>5</sup></mark></strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-2307-9300)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>6</sup></mark></strong>Interna do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-3360-6354)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>7</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6262-7177)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>8</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0009-4768-6066)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>9</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6030-5975</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>10</sup></mark></strong>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>11</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>12</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>13</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>14</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>15</sup></mark></strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>ENDOMETRITE &#8211; UMA REVISÃO DE CASO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/endometrite-uma-revisao-de-caso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 23:34:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96352</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429125 Delaide Leandro Marinho1 ; Americo Mota2Aquino Santana3 ; Rafael Valois4Thiago Augusto5 ; Camila Soares6Raquel Farias Cyrino7; Aline Maria de Jesus Silva8Elen Camila de Oliveira Maziero9; Pollyana Thaise Santos Braz10Paula Andreia Santos Braz11 ; Héllen Vivianny Barros da Silva Sá12Isla Vargas Viana Santana13 ; Samuel Cronemberger Cavalcanti Guimarães14 RESUMO A endometrite é uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429125</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Delaide Leandro Marinho<strong><sup>1</sup></strong> ; Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana<strong><sup>3</sup></strong> ; Rafael Valois<strong><sup>4</sup></strong><br>Thiago Augusto<strong><sup>5</sup></strong> ; Camila Soares<strong><sup>6</sup></strong><br>Raquel Farias Cyrino<strong><sup>7</sup></strong>; Aline Maria de Jesus Silva<strong><sup>8</sup></strong><br>Elen Camila de Oliveira Maziero<strong><sup>9</sup></strong>; Pollyana Thaise Santos Braz<strong><sup>10</sup></strong><br>Paula Andreia Santos Braz<strong><sup>11</sup></strong> ; Héllen Vivianny Barros da Silva Sá<strong><sup>12</sup></strong><br>Isla Vargas Viana Santana<strong><sup>13</sup></strong> ; Samuel Cronemberger Cavalcanti Guimarães<strong><sup>14</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometrite é uma condição inflamatória que afeta o revestimento interno do útero, conhecido como endométrio. Essa inflamação pode ser de origem infecciosa ou não infecciosa e pode causar uma variedade de sintomas, incluindo dor pélvica, alterações no ciclo menstrual e desconforto durante a relação sexual. O diagnóstico da endometrite envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados radiológicos desempenham um papel crucial no diagnóstico e na avaliação da extensão da inflamação do endométrio. Espessamento endometrial, alterações na vascularização e presença de coleções líquidas são achados radiológicos característicos da endometrite. A identificação desses sinais auxilia na diferenciação de outras condições uterinas e orienta as opções de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da endometrite varia de acordo com a causa subjacente da inflamação. Para casos infecciosos, a terapia antimicrobiana é frequentemente prescrita para eliminar a infecção. Já para casos não infecciosos, medidas anti-inflamatórias podem ser utilizadas para aliviar os sintomas e reduzir a inflamação do endométrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, a endometrite é uma condição inflamatória do endométrio que pode afetar a saúde reprodutiva das mulheres. O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo. A análise dos achados radiológicos, juntamente com a avaliação clínica, desempenha um papel crucial na abordagem dessa condição, visando melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Inflamação. Endométrio. Diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Endometritis is an inflammatory condition that affects the inner lining of the uterus, known as the endometrium. This inflammation can be infectious or non-infectious in origin and can cause a variety of symptoms, including pelvic pain, changes in the menstrual cycle, and discomfort during sexual intercourse. The diagnosis of endometritis involves a combination of clinical evaluation, laboratory tests and imaging tests, such as ultrasound and magnetic resonance imaging.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Radiological findings play a crucial role in diagnosis and assessment of the extent of endometrial inflammation. Endometrial thickening, changes in vascularization and the presence of fluid collections are characteristic radiological findings of endometritis. Identifying these signs helps differentiate from other uterine conditions and guides treatment options.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Treatment for endometritis varies depending on the underlying cause of the inflammation. For infectious cases, antimicrobial therapy is often prescribed to eliminate the infection. For non-infectious cases, anti-inflammatory measures can be used to alleviate symptoms and reduce inflammation of the endometrium.</p>



<p class="wp-block-paragraph">In conclusion, endometritis is an inflammatory condition of the endometrium that can affect women&#8217;s reproductive health. Accurate diagnosis and appropriate treatment are essential to alleviate symptoms and prevent long-term complications. Analysis of radiological findings, together with clinical assessment, plays a crucial role in addressing this condition, aiming to improve the quality of life of affected women.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Inflammation. Endometrium. Diagnosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometrite é uma condição inflamatória que afeta o revestimento interno do útero, conhecido como endométrio. Essa condição, embora frequentemente subdiagnosticada, pode ter um impacto significativo na saúde das mulheres, especialmente aquelas em idade reprodutiva. A inflamação do endométrio pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo infecções bacterianas, procedimentos médicos invasivos e alterações hormonais (Cox e Hankins, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O endométrio é uma camada de tecido que reveste o interior do útero e desempenha um papel crucial no ciclo menstrual, implantação do embrião e gravidez. Quando ocorre a inflamação do endométrio, isso pode levar a uma série de sintomas e complicações, incluindo dor pélvica, alterações no ciclo menstrual, sangramento anormal e, em casos mais graves, dificuldade em conceber ou manter uma gravidez (Soper, 1989).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A detecção precoce e o tratamento adequado da endometrite são essenciais para prevenir complicações a longo prazo e garantir a saúde reprodutiva das mulheres. A endometrite pode ser diagnosticada por meio de exames clínicos, exames laboratoriais e exames de imagem. O tratamento geralmente envolve a administração de antibióticos para combater a infecção subjacente, além de medidas para aliviar os sintomas e prevenir recorrências (Cunningham et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta introdução, busca-se contextualizar a importância da endometrite como uma condição inflamatória que afeta o endométrio e pode ter implicações significativas na saúde reprodutiva das mulheres. O entendimento dos sintomas, causas, diagnóstico e opções de tratamento é crucial para garantir um manejo eficaz e a prevenção de complicações associadas a essa condição (Sobel, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizou-se uma revisão abrangente sobre o tema da endometrite no U.S National Library of Medicine (PubMed), com foco nos artigos publicados nos últimos 5 anos que abordam os principais achados radiológicos relacionados a essa patologia. A pesquisa foi conduzida utilizando as palavras-chave &#8220;endometrite&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca resultou em um total de 115 resultados potencialmente relevantes relacionados à endometrite. Para garantir a relevância e a precisão da pesquisa, foi adotada uma abordagem criteriosa, selecionando-se um conjunto de 10 artigos que se concentram especificamente nos achados radiológicos associados à endometrite. A seleção foi baseada em critérios de pertinência direta ao tópico e enfoque nos aspectos radiológicos da patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um dos 10 artigos selecionados passou por uma análise minuciosa, com o objetivo de identificar e examinar os principais achados radiológicos associados à endometrite. Esses achados radiológicos podem incluir características específicas em exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC), que desempenham um papel crucial no diagnóstico e na avaliação da extensão da inflamação do endométrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos artigos selecionados permitiu obter uma compreensão mais detalhada dos aspectos radiológicos da endometrite, incluindo a identificação de sinais de espessamento endometrial, alterações no padrão de vascularização e presença de coleções líquidas na cavidade uterina. Esses achados radiológicos são essenciais para o diagnóstico preciso e o tratamento oportuno da endometrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que esta revisão buscou fornecer uma visão aprofundada dos achados radiológicos específicos da endometrite, com base nos artigos selecionados. No entanto, a interpretação clínica desses achados deve ser realizada por profissionais de saúde qualificados, como radiologistas e ginecologistas, para garantir uma abordagem abrangente e precisa no manejo da endometrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos resultados relacionados à endometrite revelou uma variedade de achados clínicos e radiológicos que são fundamentais para a compreensão dessa condição inflamatória do endométrio (Cohen e Soper, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achados Radiológicos Específicos: A revisão dos artigos destacou que a endometrite pode apresentar achados específicos em exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética (RM) e tomografia computadorizada (TC). Esses achados radiológicos podem incluir espessamento irregular do endométrio, alterações na vascularização e presença de áreas hipervasculares (Paavonen et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura: imagem de ressonância magnética nos cortes axial T2 (A) e sagital T1 pós contraste (B) evidenciando distorção arquitetural uterina, caracterizando irregularidades suas paredes corporais anteriores, que se mostram afiladas, bem como das paredes póstero-lateral esquerdo. Há alargamento e irregularidade da cavidade uterina em seus dois terços proximais, parecendo estar preenchida por conteúdo espesso e focos gasosos em seu interior (setas). Endometrite.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="443" height="341" data-id="96383" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-343.png" alt="" class="wp-image-96383" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-343.png 443w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-343-300x231.png 300w" sizes="(max-width: 443px) 100vw, 443px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="469" height="342" data-id="96384" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-344.png" alt="" class="wp-image-96384" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-344.png 469w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-344-300x219.png 300w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: autores, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Padrões de Espessamento Endometrial: A análise revelou que a endometrite frequentemente se manifesta por meio de espessamento do endométrio. Esse espessamento pode variar em padrão, podendo ser difuso ou localizado, e é frequentemente associado à inflamação e à reação vascular (Sharma et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sinais de Inflamação: Os resultados ressaltam que a endometrite pode ser indicada por sinais de inflamação no endométrio, que podem ser visualizados em exames de imagem. Esses sinais podem incluir hiperemia e edema na parede endometrial, muitas vezes evidenciando a resposta do corpo à infecção (Swidsinski et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Identificação de Coleções Líquidas: A revisão dos estudos indicou que a endometrite pode levar à formação de coleções líquidas na cavidade uterina, conhecidas como piometra. Essas coleções podem ser identificadas por exames de imagem e são um sinal importante de inflamação e infecção (Soper et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferenciação de Outras Condições: A análise dos resultados enfatizou a importância de diferenciar a endometrite de outras condições que afetam o útero, como pólipos endometriais ou câncer de endométrio. Os achados radiológicos específicos auxiliam nessa distinção (Leitich e Kiss, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição para o Diagnóstico: Os achados radiológicos desempenham um papel crucial no diagnóstico da endometrite, especialmente quando correlacionados com os sintomas clínicos. A análise detalhada dos exames de imagem pode fornecer evidências cruciais para confirmar a presença da condição (Heath et al., 1998).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Monitoramento da Resposta ao Tratamento: Os estudos destacaram que a avaliação dos achados radiológicos ao longo do tratamento pode ser útil para monitorar a eficácia das terapias. Mudanças nas características do endométrio podem indicar uma resposta positiva ou negativa ao tratamento (Hillier et al., 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Papel na Orientação Terapêutica: A análise radiológica não apenas contribui para o diagnóstico, mas também auxilia na orientação das opções de tratamento. A compreensão dos achados radiológicos ajuda a determinar a abordagem terapêutica mais adequada para controlar a inflamação do endométrio (Krohn et al., 1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a análise dos resultados enfatiza a importância dos achados clínicos e radiológicos no diagnóstico e no monitoramento da endometrite. Os exames de imagem fornecem informações valiosas sobre a extensão da inflamação e auxiliam na diferenciação de outras condições uterinas, contribuindo para uma abordagem eficaz no tratamento da endometrite (Soper, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas considerações finais, torna-se claro que a endometrite é uma condição complexa que exige uma abordagem integrada para seu diagnóstico, tratamento e manejo. A revisão aprofundada dos estudos disponíveis proporcionou uma visão mais abrangente dos aspectos clínicos e radiológicos relacionados a essa condição inflamatória do endométrio, enfatizando sua relevância clínica e os desafios enfrentados no cuidado das mulheres afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflamação do endométrio, seja de origem infecciosa ou não infecciosa, pode ter implicações significativas na saúde reprodutiva e no bem-estar geral das mulheres. A variedade de achados radiológicos, como o espessamento endometrial, as alterações na vascularização e a presença de coleções líquidas, fornece informações cruciais para o diagnóstico e o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico preciso da endometrite requer a integração de dados clínicos, exames laboratoriais e resultados de exames de imagem. A avaliação clínica dos sintomas, juntamente com os achados radiológicos, contribui para uma abordagem mais holística, permitindo um tratamento personalizado e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia antimicrobiana é frequentemente empregada no tratamento da endometrite infecciosa, enquanto a endometrite não infecciosa pode ser tratada com abordagens anti-inflamatórias. A revisão dos resultados ressalta a importância de identificar a causa subjacente da inflamação para direcionar a terapia de maneira adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É crucial reconhecer que, embora os avanços na compreensão da endometrite tenham melhorado a abordagem terapêutica, desafios ainda persistem. A pesquisa contínua é essencial para elucidar os mecanismos subjacentes da doença, aprimorar os métodos de diagnóstico e aperfeiçoar as opções de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a endometrite é uma condição clínica que merece uma atenção cuidadosa, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. A compreensão dos aspectos clínicos e radiológicos é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. A colaboração entre profissionais de saúde, incluindo ginecologistas e radiologistas, é essencial para proporcionar uma abordagem integrada e abrangente para as mulheres que enfrentam essa condição inflamatória do endométrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cox SM, Hankins GD. <strong>The management of infections of the lower female genital tract.</strong> Obstet Gynecol. 2008. Doi:10.1097/AOG.0b013e3181809913;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cohen JM, Soper DE. <strong>Pelvic inflammatory disease. Obstet Gynecol Clin North Am.</strong> 2013. Doi:10.1016/j.ogc.2013.09.003;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cunningham FG <em>et al</em>. 25th ed. <strong>McGraw-Hill Education</strong>; 2018;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Heath VC <em>et al</em>. <strong>Cervical length at 23 weeks of gestation:</strong> prediction of spontaneous preterm delivery. Ultrasound Obstet Gynecol. 1998. Doi:10.1046/j.1469-0705.1998. 12050312.x;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hillier SL, Nugent RP, Eschenbach DA <em>et al</em>. <strong>Association between bacterial vaginosis and preterm delivery of a low-birth-weight infant.</strong> The Vaginal Infections and Prematurity Study Group. N Engl J Med. 1995. Doi:10.1056/NEJM199512283332604;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Krohn MA <em>et al</em>. <strong>Vaginal colonization by Escherichia coli as a risk factor for very low birth weight delivery and other perinatal complications.</strong> J Infect Dis. 1997. Doi:10.1086/514002;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leitich H, Kiss H. <strong>Asymptomatic bacterial vaginosis and intermediate flora as risk factors for adverse pregnancy outcome.</strong> Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2007. Doi:10.1016/j.bpobgyn.2006.12.005;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paavonen J, Apter D. <strong>Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae Infections in Females:</strong> Update 2021. In: Holmes KK, Sparling PF, Stamm WE, et al. eds. Sexually Transmitted Diseases. 4th ed. McGraw-Hill Education; 2008;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sharma H, Tal R, Clark NA, Segars JH. <strong>Microbiota and pelvic inflammatory disease.</strong> Semin Reprod Med. 2014. Doi:10.1055/s-0033-1361821;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobel JD. <strong>Bacterial vaginosis.</strong> Annu Rev Med. 2000. Doi:10.1146/annurev.med.51.1.349;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soper DE. <strong>Intrauterine infection and preterm delivery.</strong> N Engl J Med. 1989. Doi:10.1056/NEJM198904133201506;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soper DE. <strong>Pelvic inflammatory disease.</strong> Obstet Gynecol. 2010. Doi:10.1097/AOG.0b013e3181e91b5b;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Swidsinski A, Mendling W, Loening-Baucke V <em>et al</em>. <strong>An adherent Gardnerella vaginalis biofilm persists on the vaginal epithelium after standard therapy with oral metronidazole.</strong> Am J Obstet Gynecol. 2008.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-7916-5646)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0003-0477-8330)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">3</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-8887-9264)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">4</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-7871-4175)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-2307-9300)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">6</mark></sup>Interna do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-3360-6354)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">7</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6262-7177)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">8</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-7238-5001)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">9</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Ahembi Morumbi</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0001-2261-0956)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">10</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Unima – Afya</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-0819-8758)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">11</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Unima – Afya</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0003-3435-0175)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">12</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">13</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">14</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0001-4463-3585)</strong></p>
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		<title>TERATOMA CÍSTICO EM GESTANTE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/teratoma-cistico-em-gestante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 22:48:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429069 Maria Luísa da Silva Cavalcante Sobrinho1; Americo Mota2Aquino Santana3; Rafael Valois4Thiago Augusto5; Camila Soares6Raquel Farias Cyrino7; Camilla Matos Carvalho de Santana Belarmino8Juliana Keila Santos Lima9 ; João Parente de Sá Neto10Anne Karoline de Carvalho Nunes11 ; Rafael Gustavo Araujo Santana Alencar12Fernanda Rodrigues Ferreira13 ; Jimmy Klawston Silva Mendes14Victória Gabriela Meneses Santos15 RESUMO [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8429069</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maria Luísa da Silva Cavalcante Sobrinho<strong><sup>1</sup></strong>; Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana<strong><sup>3</sup></strong>; Rafael Valois<strong><sup>4</sup></strong><br>Thiago Augusto<strong><sup>5</sup></strong>; Camila Soares<strong><sup>6</sup></strong><br>Raquel Farias Cyrino<strong><sup>7</sup></strong>; Camilla Matos Carvalho de Santana Belarmino<strong><sup>8</sup></strong><br>Juliana Keila Santos Lima<strong><sup>9</sup></strong> ; João Parente de Sá Neto<strong><sup>10</sup></strong><br>Anne Karoline de Carvalho Nunes<strong><sup>11</sup></strong> ; Rafael Gustavo Araujo Santana Alencar<strong><sup>12</sup></strong><br>Fernanda Rodrigues Ferreira<strong><sup>13</sup></strong> ; Jimmy Klawston Silva Mendes<strong><sup>14</sup></strong><br>Victória Gabriela Meneses Santos<strong><sup>15</sup></strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teratoma é um tipo de tumor que tem costume de surgir nas células germinativas dos ovários e dos testículos. Ele é formado a partir de células totipotentes que dão origem às ordens de células que são necessárias para formar tecidos maduros e estruturas do nosso organismo. É bem comum, na sua aparência, conter cabelo, dentes, pele, ossos e tecido neural. Existem o teratoma maduro, imaturo e o altamente especializado. A maioria dos teratomas não tem sintomas e o seu diagnóstico é acidental, quando se faz um exame de imagem de rotina. A forma mais simples de diagnosticá-lo é pela ultrassonografia, mas, em casos duvidosos, pode realizar tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento se dá por meio de cirurgia por via aberta (laparotomia) ou por laparoscopia, tudo vai depender do tipo de teratoma, onde, em casos mais graves, podem ter ciclos de quimioterapia pós-cirurgia. Desse modo, percebe-se a importância de e ter um diagnóstico assertivo e precoce, a fim de realizar o melhor e mais eficaz tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Cístico. Teratoma. Gestante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teratoma é um tipo de tumor que costuma surgir nas células germinativas dos ovários e dos testículos. Ele é formado a partir de células totipotentes que dão origem às ordens de células que são necessárias para formar tecidos maduros e estruturas do nosso organismo. É bem comum, na sua aparência, conter cabelos, dentes, pele, ossos e tecido neural. Existem o teratoma maduro, imaturo e o altamente especializado. A maioria dos teratomas não tem sintomas e o seu diagnóstico é acidental, quando se faz um exame de imagem de rotina. A forma mais simples de diagnóstico é pela ultrassonografia, mas, em casos duvidosos, pode-se realizar tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento é feito por meio de cirurgia por via aberta (laparotomia) ou por laparoscopia, tudo vai depender do tipo de teratoma, onde, em casos mais graves, podem ter ciclos de quimioterapia pós-cirurgia. Dessa forma, percebe-se a importância de e ter um diagnóstico assertivo e precoce, a fim de realizar o melhor e mais eficaz tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Cístico. Teratoma. Gestante</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os teratomas possuem uma forma benigna e outra cancerosa, denominadas de teratoma maduro e teratoma imaturo. No entanto, o maduro é mais encontrado no ovário, sendo o tumor de células germinativas mais comum neste local e, na maioria das vezes, afetando mulheres em idade reprodutiva (CRUZ <em>et al.</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Teratomas maduros de ovário são considerados benignos, de origem germinativa, podendo apresentar tecidos provenientes de três folhetos embrionários: ectoderme, mesoderme e endoderme. Pode conter diversos tecidos benignos, como cabelos, dentes e ossos. Ocorrem, na maioria das vezes, de forma assintomática e que apresentam bom prognóstico (BRIONES-LANDA <em>et al., </em>2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É mais comum serem diagnosticados incidentalmente, ou seja, quando se investiga outra patologia ou quando se faz algum exame gestacional. No entanto, existem casos que podem ocorrer complicações, como: infarto, obstrução do parto vaginal e torção da tumoração (HERNÁNDEZ; REINA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como na gestante pode ocorrer a complicação do bloqueio do parto via vaginal, é necessário o acompanhamento médico precoce na gestação, com o intuito de se ter um tratamento adequado para que ocorra a diminuição da ocorrência de complicações para a mãe e o feto. O tratamento, nessas pacientes, é a retirada cirúrgica da lesão, o que elas costumam ser curadas (ANDRADE <em>et al.</em>, 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, com o objetivo de aprofundar os estudos sobre do teratoma cístico maduro em gestante, enfatizaremos as manifestações clínicas que envolvem esta patologia, assim como, o diagnóstico, tratamento e as possíveis complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teratoma é um tumor que tem o seu surgimento a partir de células germinativas dos ovários ou testículos, e essas células dão origem aos óvulos e os espermatozoides (ANDRADE <em>et al.</em>, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teratoma cístico ovariano maduro, que também é conhecido como cisto dermoide, em sua grande maioria, é benigno, mas, em alguns casos, pode ser maligno e, até mesmo, fatal (BRIONES-LANDA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Epidemiologia e classificação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, os teratomas tem um prognóstico bom, onde nove em cada dez pacientes sobrevivem ao menos cinco anos após o diagnóstico. 30% deles têm, em sua totalidade, tecidos, como dentes, cabelos, ossos e glândulas sebáceas. É o tumor mais comum nas mulheres jovens, representando 50% de todos os tumores de ovário presentes até os 40 anos de idade e mais frequente unilateral. Quanto à transformação maligna, é raro e varia de 1% a 3%, sendo mais comum na pós-menopausa (BARBOSA <em>et al.</em>, 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem três tipos de teratomas: maduro, ou cisto dermoide, que corresponde a mais de 95% dos teratomas e é mais comum ser benigno; imaturo, ou teratoma maligno, que corresponde a apenas 1% dos teratomas de ovário; e o altamente especializado, que é mais comum é o <em>struma ovarii</em>, um tumor de ovário formado por tecido da tireoide (CRUZ <em>et al.</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Risco com à gestação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Existem complicações, como infarto, torção e obstrução do parto vaginal que, quando os tumores ovarianos estão presentes na gestação, podem ocorrer. Entretanto, a mais frequenta e mais perigosa é a torção, pois ela ocorre com maior frequência no primeiro trimestre pode ocasionar ruptura do cisto com extrusão de seu conteúdo para a cavidade peritoneal e, também, pode ocorrer a ruptura do cisto no momento do trabalho de parto ou na remoção cirúrgica (CUNNINGHAM <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Manifestações clínicas e diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teratoma cístico em gestante é predominantemente assintomático, o que torna o diagnóstico mais difícil de ser efetivado. É comum ele ser incidental, como ser resultado de achados ocasionais em laparotomias, cesáreas, exames ginecológicos de rotina ou investigação radiológica intestinal (BARBOSA <em>et al.</em>, 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem algumas manifestações clínicas que, mesmo sendo um diagnóstico difícil, podem servir de alerta, tais como: sintomas compressivos, dor abdominal e aumento do volume abdominal (HERNÁNDEZ; REINA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os teratomas tem aspectos que podem ser variados desde puramente cístico, no caso do cisto dermóide, e, até mesmo, heterogêneo, tendo componente sólido, gordura e calcificação, que podem ser identificados no ultrassom, na tomografia computadorizada e ressonância magnética, onde no ultrassom, os teratomas podem ser hipoecogênicos ou hiperecogênicos de acordo com a sua composição (D’IPPOLITO <em>et al.</em>, 2006). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de teratoma cístico em gestante, na maioria das vezes, se dá por meio de ecografia pélvica ou abdominal de rotina, onde visualiza-se um tecido esbranquiçado no ovário, e, também, pode ser feito na cesariana (HERNÁNDEZ; REINA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É incomum encontrar esse teratoma palpável via abdominal, mas tem que se analisar todas as situações, pois já foram encontrados tumores gigantes, porque o seu crescimento é rápido e, também, por ter pacientes que vão à consulta tardiamente. A ressonância magnética é muito boa para o diagnóstico, porém o definitivo ocorre por meio da sua histologia (HERNÁNDEZ; REINA, 2012). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4.1 Achados radiológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="316" height="358" data-id="96316" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-323.png" alt="" class="wp-image-96316" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-323.png 316w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-323-265x300.png 265w" sizes="(max-width: 316px) 100vw, 316px" /><figcaption class="wp-element-caption">A</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="355" height="358" data-id="96318" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-325.png" alt="" class="wp-image-96318" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-325.png 355w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-325-297x300.png 297w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-325-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 355px) 100vw, 355px" /><figcaption class="wp-element-caption"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-5-color">B</mark></figcaption></figure>
</figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><em>Figura: imagens de ressonância magnética nas sequencias coronal T2 (A) e axial T1 pós GD (B) evidenciando Formação expansiva em topografia anexial direita, com áreas de sinal sólido de permeio, predominando conteúdo gorduroso, além de útero gravídico. Teratoma cístico.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na ressonância magnética se avalia as dimensões, a localização, a extensão e os conteúdos dos tumores. Ela é capaz de complementar os achados ultrassonográficos, pois determina com melhor precisão o conteúdo e a extensão do tumor, o que auxilia na conduta terapêutica (CRUZ <em>et al.</em>, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto do teratoma pode variar na ressonância magnética podendo ser puramente cístico, caso seja cisto dermóide, até aspecto heterogêneo, que já ocorre como componente sólido, gordura e calcificação (BRIONES-LANDA <em>et al.</em>, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, na imagem acima, percebe-se um sinal sólido de permeio, com conteúdo predominantemente gorduroso e, também, um útero gravídico, o que se pode denominar de teratoma cístico. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Antigamente, se dizia que o tratamento de teratoma cístico se dava por cistectomia ou ooforectomia por via laparotomia, evitando derramar o conteúdo cístico e para não ter peritonite química. Mas, com o avanço endoscópico, quase sempre os teratomas benignos são tratados por laparoscopia, pois é um procedimento seguro, sem aumentar a quantidade de complicações, pode reduzir tempo de internação, incisão mínima com melhores resultados estéticos e tem uma melhor recuperação (BRIONES-LANDA <em>et al.</em>, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a laparoscopia tem inúmeros benefícios, tem profissionais que preferem optar pela cirurgia aberta, alegando que ela tem possibilidade de percepção tátil, diminuição do risco de ruptura capsular, custos mais baixos e derrama conteúdo que pode estar associado a uma peritonite (FONDEUR-QUIÑONES <em>et al.</em>, 2001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As massas anexiais podem removidas eletivamente tem melhor prognóstico do que por retirada do tumor em urgência. O procedimento padrão dessa remoção na gestação é a laparotomia, mas, em alguns estudos, têm-se analisado que a cistectomia e a ooforectomia laparoscópica pode ser segura na gestação, desde que essa abordagem seja realizada com prudência. Se uma técnica cirúrgica for cuidadosa e seguida de irrigação abundante da pelve, mesmo apesar dos riscos, pode evitar peritonite química e possíveis complicações adversas (PARKER, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, é importante ressaltar que este trabalho visou aprofundar o conhecimento sobre os tumores dermoides do ovário, conhecidos também como teratomas maduros. Ele serviu como uma forma de analisar as diferentes que essa patologia pode apresentar, que vai desde a forma assintomática, até com os sintomas de dores fortes e incapacitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é de extrema importância um diagnóstico precoce para que se possa realizar um tratamento eficaz, a fim de se ter uma boa evolução do quadro clínico. Deve ressaltar, ainda, que essa patologia tem um bom prognóstico mesmo que se tenha uma gravidez em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, D. R. <em>et al</em>. <strong>Teratomas maduros e imaturos do ovário. </strong>São Paulo, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, Cirênio de Almeida <em>et al</em>. <strong>Teratoma cístico ovariano maduro bilateral.</strong> Ver. Imagen., v.28, n.3, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRIONES-LANDA, Carlos Humberto <em>et al</em>. <strong>Comparación Del tratamiento laparoscópico vs laparotomía en teratomas ováricos.</strong> Ginecol. Obstet. Mex., v. 78, n. 10, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HERNÁNDEZ, Yarisdey; REINA, Zuria. <strong>Teratoma de ovario. Presentación de un caso.</strong> Medisur., v. 10, n. 2, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRUZ, Jeddú <em>et al</em>. <strong>Tumores funcionales Del ovario.</strong> Revista Cubana de Endocrinología, v. 18, n. 3, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNNINGHAM, F. Gary <em>et al</em>. <strong>Obstetricia de Williams.</strong> McGraw Hill Brasil, 2016. D&#8217;IPPOLITO, Giuseppe <em>et al</em>. <strong>Neoplasias sólidas de ovário: análise sistematizada e ensaio iconográfico.</strong> Rev Imagen, v. 28, n. 3, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONDEUR-QUIÑONES, Lilliam Victoria <em>et al</em>. <strong>Características clínicas y abordaje quirúrgico del teratoma ovárico.</strong> Perinatología y Reproducción Humana, v. 15, n. 4, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARKER, William H. <em>et al</em>. <strong>Laparoscopic management of benign cystic teratomas during pregnancy. </strong>American journal of obstetrics and gynecology, v. 174, n. 5, 1996.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></sup>(https://orcid.org/0000-0003-0477-8330)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">3</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-8887-9264)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">4</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-7871-4175)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-2307-9300)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">6</mark></sup>Interna de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-3360-6354)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">7</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6262-7177)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">8</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">9</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">10</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">11</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">12</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0001-4675-5746)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">13</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0004-4518-2431)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">14</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">15</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0002-2980-9068)</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ACHADOS RADIOLÓGICOS MAIS COMUNS EM PACIENTES PORTADORES DE TUBERCULOSE PULMONAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/achados-radiologicos-mais-comuns-em-pacientes-portadores-de-tuberculose-pulmonar-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 21:04:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96307</guid>

					<description><![CDATA[MOST COMMON RADIOLOGICAL FINDINGS IN PATIENTS WITH PULMONARY TUBERCULOSIS: AN INTEGRATIVE REVIEW REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428930 Rochely Garcia1Americo Mota2Aquino Santana3Camila Soares4Rafael Valois5Rômulo Brito6Thiago Augusto7Raquel Farias Cyrino9 RESUMO Objetivos: Abordar, através de revisão de literatura, a importância dos achados radiológicos e tomográficos para o diagnóstico de tuberculose pulmonar abordar os aspectos radiográficos e tomográficos da tuberculose pulmonar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>MOST COMMON RADIOLOGICAL FINDINGS IN PATIENTS WITH PULMONARY TUBERCULOSIS: AN INTEGRATIVE REVIEW</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428930</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rochely Garcia<strong><sup>1</sup></strong><br>Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana<strong><sup>3</sup></strong><br>Camila Soares<strong><sup>4</sup></strong><br>Rafael Valois<strong><sup>5</sup></strong><br>Rômulo Brito<strong><sup>6</sup></strong><br>Thiago Augusto<strong><sup>7</sup></strong><br>Raquel Farias Cyrino<strong><sup>9</sup></strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivos:</strong> Abordar, através de revisão de literatura, a importância dos achados radiológicos e tomográficos para o diagnóstico de tuberculose pulmonar abordar os aspectos radiográficos e tomográficos da tuberculose pulmonar primária e secundária. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um trabalho de revisão de literatura em que foi utilizado a base de dados Pubmed, Scielo e BVS, abordando a importância dos achados radiológicos na área da medicina em geral, utilizando as palavras-chave “Tuberculose”, “Radiografia”, “Torárica”. <strong>Resultados:</strong> encontraram-se 10 publicações expressivas. A análise ocorreu mediante leituras analítica e interpretativa. Constatou-se que a  tuberculose é uma doença infecciosa comum entre os seres humanos sendo diagnosticada com base no exame direto (baciloscopia de escarro) e nos achados radiológicos sugestivos da doença. <strong>Considerações finais</strong>: Destacaram-se os exames de imagens como relevantes para a condução dessa patologia e a a carência de achados clínicos de imagens na literatura, o que justifica a importância de mais estudos sobre a temática. <strong>Descritores:</strong> “Tuberculose”, “Radiografia”, “Torárica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objectives:</strong> To address, through a literature review, the importance of radiological and tomographic findings for the diagnosis of pulmonary tuberculosis and to address the radiographic and tomographic aspects of primary and secondary pulmonary tuberculosis. <strong>Methodology</strong>: This is a literature review work in which the Pubmed, Scielo and VHL databases were used, addressing the importance of radiological findings in the area of ​​medicine in general, using the keywords “Tuberculosis”, “Radiography ”, “Torárica”. <strong>Results:</strong> 10 significant publications were found. The analysis occurred through analytical and interpretative readings. It was found that tuberculosis is a common infectious disease among humans and is diagnosed based on direct examination (sputum smear microscopy) and radiological findings suggestive of the disease. <strong>Final considerations</strong>: Imaging exams were highlighted as relevant to the management of this pathology and the lack of clinical imaging findings in the literature, which justifies the importance of further studies on the subject. <strong>Descriptors:</strong> “Tuberculosis”, “Radiography”, “Thoracic”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Segundo Martins et al., (2020), a tuberculose trata-se de uma doença infecciosa comum na rotina médica. Desde o ano de 2015, mais de 9,8 milhões de pessoas em todo o mundo desenvolveram tuberculose e mais de 1,5 milhão dessas pessoas foram a óbito por contraírem a infecção por tuberculose, podendo ser associado fatores sociais e econômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme estudos de Campos et al., (2002), nos últimos anos o aumento dos casos pode estar relacionado também a infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH). Logo, no Brasil, saõ notificados anualmente mais de 130 mil novos casos de TB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De certo, no cotidiano médico, o diagnóstico baseia-se na identificação da fonte contagiante, nos dados clínicos, na presença de imagem radiológica e no resultado do teste tuberculínico, o que justifica a importância dos exames radiológicos para uma boa conduta (NATAL;. 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, radiologicamente, a TB desenvolve-se a partir de diversas formas, tendo algumas alterações parenquimatosas expressivas e outras não tanto, mas a&nbsp; tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) mostrou-se superior à radiografia simples e à tomografia convencional de tórax na avaliação da presença e extensão das alterações parenquimatosas, já que permite a localização da doença ao nível do lóbulo pulmonar secundário, facilitando o bom diagnóstico médico CAPONE et al., (2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, com base nos aspectos mencionados, espera-se que esta pesquisa bibliográfica possa contribuir com a reflexão crítica na decisão médica com suporte em exames de imagens, considerando fatores prognósticos e a qualidade de vida, conduta cada vez mais preconizada na prática médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Identificar e apresentar, através da literatura científica a importância dos achados radiológicos e tomográficos mais importantes e comuns para o diagnóstico de tuberculose pulmonar primária e secundária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Aspectos éticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O presente estudo não foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa, por se tratar de uma revisão integrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Desenho, local do estudo e período</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de um estudo do tipo revisão integrativa da literatura, o qual permite realizar a busca, a avaliação crítica e a síntese de resultados de pesquisas sobre um tema investigado, contrinbuindo com o avanço do conhecimento e a implementação de intervenções efetivas na assistência à saúde, baseado em artigos indexados nas bases BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), e fontes de dados Scientific Eletronic Library onLine (SciELO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Utilizou-se como critério de inclusão: tratar-se de artigos nacionais que versassem de forma autêntica sobre as características da patologia mais comumente, sobre os achados mais comuns nos exames de imagens de TB, trabalhos completos, estar dentro do período de tempo analisado e conter elevado grau de teor científico, definição das informações a serem extraídas dos estudos, avaliação dos dados, apresentação e interpretação dos resultados. Todos os artigos que não cumpriram os critérios supracitados foram automaticamente descartados. Sendo coletados artigos do período entre os anos de 2012 e 2023. Como termos de busca foram utilizadas as palavras: “Tuberculose”, “Radiografia”, “Torárica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Protocolo do estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A análise dos resultados e estatística ocorreu mediante a leitura exploratória, seletiva, analítica e interpretativa dos artigos que englobaram a amostra final da revisão integrativa. Os resultados foram apresentados por meio de tabela e discutidos na literatura conexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No levantamento bibliográfico foram encontrados 10 artigos no SCIELO, após aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 06 artigos que contribuiu de forma direta para a construção do presente estudo. A tabela 1 descreve as características de todos os artigos utilizados no delineado teórico do artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 1- Artigos Selecionados</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Título</strong> <strong>Autores</strong> <strong>Conclusão</strong> <strong>Ano</strong> <strong></strong></td><td><strong>Autor</strong> <strong>Autores</strong> <strong>Conclusão</strong> <strong>Ano</strong> <strong></strong></td><td><strong>Conclusão</strong> <strong>Autores</strong> <strong>Conclusão</strong> <strong>Ano</strong> <strong></strong></td><td><strong>Ano</strong> <strong>Autores</strong> <strong>Conclusão</strong> <strong>Ano</strong> <strong></strong></td></tr><tr><td>Imagem em tuberculose pulmonar  </td><td>BOMBARDA et al.,</td><td>Métodos de imagem constituem importantes recursos para o diagnóstico e acompanhamento da tuberculose pulmonar.</td><td>2001</td></tr><tr><td>Another milestone for the Brazilian Journal of Pulmonology &nbsp;</td><td>FILHO;</td><td>Importância dos exames radiológicos</td><td>2004</td></tr><tr><td>Preditores dos desfechos do tratamento da tuberculose  </td><td>OROFINO et al.,</td><td>&nbsp;OS esquema SEO deve ser utilizado transitoriamente quando possível.</td><td>2012</td></tr><tr><td>Leituras de radiografias de tórax em crianças suspeitas de possuir tuberculose pulmonar &nbsp;</td><td>GIE;</td><td>É útil lembrar que o RXT é uma investigação de suporte e não diagnóstica.</td><td>2017</td></tr><tr><td>Tuberculose pulmonar: achados na tomografia computadorizada de alta resolução do tórax em pacientes com doença em atividade comprovada bacteriologicamente</td><td>CAMPOS et al.,</td><td>Os principais sinais sugestivos de atividade encontrados foram nódulos do espaço aéreo&nbsp;</td><td>2002</td></tr><tr><td>Aspectos tomográficos do tuberculose pulmonar em atividade e avaliação de sequelas após tratamento</td><td>CAPONE et al.,</td><td>A análise da TC2 ao final de 6 meses de tratamento demonstrou melhora significativa das lesões&nbsp;</td><td>2015</td></tr><tr><td>Diagnóstico e tratamento medicamentoso em casos de tuberculose pulmonar: revisão de literatura</td><td>MARTINS et al.,</td><td>Destaca a importância de ações voltadas para a prevenção da Tuberculose</td><td>2020</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: próprio autor (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Vale a pena ressalatar, que as imagens de radiografia do tórax é o método crucial de imagem de escolha na avaliação inicial e no acompanhamento da tuberculose pulmonar em centros de urgências. Logo, pode ser normal ou apresentando pequenos pequenos nódulos periféricos, consolidações, opacidades homogêneas ou algodonosas, de distribuição unifocal, segmentar ou lobar, mais comum em lobos médios e inferiores, podendo também estar presentes e não serem visualizados conlcuindo um caso primário de TB (BOMBARDA et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Além disso, outros exames como Tomografia computadorizada tornam-se importantes para o diagnóstico e acompanhamento da doença, viabilizando linhas de tratamento. Nesse contexto, a imagem&nbsp; da Tomografia Computadorizada a seguir, mostra em um plano axial a janela pulmonar que evidencia lesões e opacidades centrolobulares evidenciando um diagnóstico de TB (CAPONE et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na imagem a seguir, temos uma tomografia computadoriza em plano axial, de janela pulmoar bastante característica, apresentando centros com opacidades lobulares difusamente em pulmões, evidenciando um aspecto de árvore em brotamento, sinal bem comum característico de TB em diagnósticos iniciais, além de alterações bem visíveis de processo inflamatório de caractéri granilomatoso bem específico (CAMPOS et al., 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 01</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="728" height="528" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-322.png" alt="" class="wp-image-96313" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-322.png 728w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-322-300x218.png 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Imagens cedidas por uma clínica particular de imagem do município de Petrolina – PE</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Geralmente, em casos mais acometidos, podem apresentar infiltrados com cavitação nos 1/3 superiores, evidenciando a necessidade de colher uma boa história de anamnese e antecedentes pessoais do paciente, permitindo um conjunto de dados para englobar um diagnóstico com aceitável grau de certeza (GIE;. 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eventualmente, outros acahados podem categorizar a relação com nódulos miliares; cavitação e nódulos centrolobulares, atenuação em vidro fosco com consolidação; linfonodomegalia mediastinal; ou derrame pleural. Tais nódulos podem apresentar boa definição arredonda ou ainda irregularidades, com&nbsp;linfonodos mediastinais e hílares variaram, em tamanho, de resolução inferior à capacidade de detecção da TC a 10 mm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, algumas cavidades ainda podem ser definidas como espaços cheios de gás, apresentando-se como transparências ou áreas de baixa atenuação dentro de consolidações, massas ou nódulos pulmonares. O padrão de árvore em brotamento refere-se a estruturas ramificadas centrolobulares que se assemelham a uma árvore brotando e opacidades em vidro fosco são definidas como áreas nebulosas de aumento de atenuação, sem obscurecimento dos vasos subjacentes (GIE;. 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em suma, o diagnóstico por imagem das TB divergem de acordo com seus acometimentos, podendo ser definidos como primárias ou secundária, o que faz-se necessário a importância de mais estudos radiológicos e tomográficos para o direcionamento das condutas médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Observou-se,&nbsp; que o exame de raio x, continua sendo uma ferramenta importante para investigação de TB. Entretanto,&nbsp; para o acompanhamento clínico, o médico deve optar por outros meios de imagens como as Tomografias computadorizadas afim de mostrar detalhadamente as imagens torácicas&nbsp; altamente sugestivas de TB pulmonar e a importância de se fazer o diagnóstico precoce diminui a proliferação da doença por meio da transmissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BOMBARDA, S. et al. Pulmonary tuberculosis imaging.&nbsp;<strong>www.jornaldepneumologia.com.br</strong>, v. 27, n. 6, p. 329–340, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAPONE, Rafael Barcelos. Aspectos tomográficos do tuberculose pulmonar em atividade e avaliação de sequelas após tratamento. 2015. 84 f. Dissertação <strong>(Mestrado em Ciências Médicas) &#8211; Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro</strong>, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lorenzi Filho G. Another milestone for the Brazilian Journal of Pulmonology. <strong>J Bras Pneumol</strong>. 2004;30(4):401</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gie RP. Leituras de radiografias de tórax em crianças suspeitas de possuir tuberculose pulmonar. <strong>Resid Pediatr</strong>. 2017;7(0 Supl.1):20-26&nbsp;DOI:&nbsp;10.25060/residpediatr-2017.v7s1-06</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS, C. A.; MARCHIORI, E.; RODRIGUES, R.. Tuberculose pulmonar: achados na tomografia computadorizada de alta resolução do tórax em pacientes com doença em atividade comprovada bacteriologicamente. <strong>Jornal de Pneumologia</strong>, v. 28, n. 1, p. 23–29, jan. 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE OLIVEIRA MARTINS, V.; VICENTE DE MIRANDA, C.&nbsp;<strong>DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM CASOS DE TUBERCULOSE PULMONAR: REVISÃO DE LITERATURA Diagnosis and drug treatment in cases of pulmonary tuberculosis: literature review</strong>. [s.l: s.n.]. Disponível em: &lt;https://fampfaculdade.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Artigo-12-DIAGN%C3%93STICO-E-TRATAMENTO-MEDICAMENTOSO-EM-CASOS-DE-TUBERCULOSE-PULMONAR-REVIS%C3%83O-DE-LITERATU.pdf&gt;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NATAL, Sonia. Tuberculose na criança.<strong>&nbsp;Bol. Pneumol. Sanit.</strong>,&nbsp; Rio de Janeiro ,&nbsp; v. 8,&nbsp;n. 2,&nbsp;p. 21-25,&nbsp; dez.&nbsp; 2000 . &nbsp; Disponível em &lt;http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2000000200004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. acessos em&nbsp; 11&nbsp; set.&nbsp; 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>1</sup></strong>(Graduanda em Medicina) Faculdade Estácio – IDOMED – Juazeiro Ba – Brasil<br>rochelymg@icloud.com  &#8211; https://orcid.org/0009-0007-5717-8407</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>2</sup></strong>https://orcid.org/0000-0003-0477-8330</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>2</sup></strong> https://orcid.org/0000-0001-8887-9264</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>3</sup></strong>https://orcid.org/0000-0002-3360-6354</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>4</sup></strong>https://orcid.org/0000-0001-7871-4175</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>5</sup></strong>https://orcid.org/0009-0007-4532-4526</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>6</sup></strong>https://orcid.org/0000-0002-2307-9300</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>7</sup></strong>https://orcid.org/0009-0006-6262-7177</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>NEUROCISTICERCOSE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/neurocisticercose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 20:22:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96259</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428857 Gisele Pires1Americo Mota2Aquino Santana Gomes3Rafael Valois Vieira4Thiago Augusto Cavalcante de Carvalho5Thiago Lomanto de Góes Brito6Rodrigo Pires7Izabela Priscilla Silveira Gonçalves Nascimento8Ezequiel Harisson de Sousa Bezerra9Shirley Terezinha Cardoso Ferreira10Camila Dierre Cordeiro Santos11 RESUMO A cisticercose é quando ocorre a infestação do organismo humano pela larva do helminto da tênia. Quando ocorre a infestação do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428857</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gisele Pires<strong><sup>1</sup></strong><br>Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana Gomes<strong><sup>3</sup></strong><br>Rafael Valois Vieira<strong><sup>4</sup></strong><br>Thiago Augusto Cavalcante de Carvalho<strong><sup>5</sup></strong><br>Thiago Lomanto de Góes Brito<strong><sup>6</sup></strong><br>Rodrigo Pires<strong><sup>7</sup></strong><br>Izabela Priscilla Silveira Gonçalves Nascimento<strong><sup>8</sup></strong><br>Ezequiel Harisson de Sousa Bezerra<strong><sup>9</sup></strong><br>Shirley Terezinha Cardoso Ferreira<strong><sup>10</sup></strong><br>Camila Dierre Cordeiro Santos<strong><sup>11</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cisticercose é quando ocorre a infestação do organismo humano pela larva do helminto da tênia. Quando ocorre a infestação do sistema nervoso central pelo cisticerco da Taenia solium, ela é conhecida como neurocisticercose. Em geral, as manifestações clínicas aparecem alguns meses depois da infecção e elas podem ser: encefalite focal, edema dos tecidos, vasculite e ruptura da barreira hematoencefálica. Para o diagnóstico adequado, é essencial priorizar a clínica e a epidemiologia fazendo a complementação com os exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Pode também ser feitas as provas imunológicas como do líquido cefalorraquidiano, possibilitando caracterizar a neurocisticercose de forma adequada, devido detectar os antígenos anticisticerco nele. O tratamento deve ser realizado de acordo com o estágio dos cisticercos. Por fim, realizando o diagnóstico de maneira adequada, se terá um tratamento eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Infestação. Cisticercos. Neurocisticercose.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cysticercosis is when the human body is infested by the larva of the tapeworm helminth. When infestation of the central nervous system by Taenia solium cysticerci occurs, it is known as neurocysticercosis. In general, clinical manifestations appear a few months after infection and can be: focal encephalitis, tissue edema, vasculitis and rupture of the blood-brain barrier. For an adequate diagnosis, it is essential to prioritize clinical and epidemiological studies, complementing them with imaging tests, such as computed tomography and magnetic resonance imaging. Immunological tests such as cerebrospinal fluid can also be carried out, making it possible to characterize neurocysticercosis adequately, due to the detection of anticysticercus antigens in it. Treatment must be carried out according to the stage of the cysticerci. Finally, by carrying out the diagnosis properly, efficient treatment will be provided.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Infestation. Cysticerci. Neurocysticercosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cisticercose é a infestação do organismo humano que acontece por meio da larva do helminto tênia. Sua patogenia humana acontece na localização do parasita em alguns tecidos, como o globo ocular e o sistema nervoso central (SNC). Sendo que a infestação do SNC pelo cisticerco da <em>Taenia solium</em> se dá o nome de neurocisticercose, que afeta ambos os sexos e pode ser encontrada na faixa etária de 5 a 75 anos de idade, mas que tem maior incidência de 25 aos 35 anos de idade (BARROS <em>et al.</em>2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão socioeconômica de muitos países em desenvolvimento tem uma associação com a cisticercose humana e animal, visto que, mesmo essa patologia tendo potencial alto de erradicação, a falta de saneamento básico, a investigação precária em animais de abatedouros e as medidas insuficientes de higiene pessoal e de lavagem de alimentos, fomentam a sua persistência (CARPIO; ROMO, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das manifestações clínicas que envolvem a patologia da neurocisticercose e suas intervenções, o objetivo do presente estudo foi sintetizar e analisar criticamente as informações da literatura científica, expondo as suas principais características, exames de diagnóstico e resultados mais eficazes e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição e formas de adquirir a cisticercose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cisticercose é a infecção proveniente da forma cística da tênia do porco, que é a <em>Taenia solium</em>. Já a neurocisticercose é quando o sistema nervoso central é acometido. Ela é a infecção parasitária mais frequente desse sistema (CHIMELLI <em>et al</em>., 1998).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que exista a cisticercose, precisa que os ovos da tênia cheguem ao estômago do homem e isso pode acontecer de duas formas: pela autoinfecção, onde os ovos do indivíduo infectado são transferidos da região perianal para a boca; e pela heteroinfecção, que ocorre através da ingestão dos ovos pela água ou alimentos contaminados (AGUIAR <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações clínicas ocorrem de acordo com a localização, número e estágio de desenvolvimento dos cistos. Os sintomas podem aparecer anos depois da ingestão dos ovos da tênia, porque o período de incubação dura de quatro a cinco anos (AGAPEJET <em>et al</em>., 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, os sintomas começam quando os cistos envelhecem e provocam uma resposta inflamatória do hospedeiro. Diante disso, quem tem neurocisticercose pode apresentar convulsões, sinais de aumento de pressão intracraniana, danos neurológicos, meningite e alteração do comportamento (BRUNO <em>et al.</em>2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma pessoa tiver algum distúrbio neurológico, de personalidade ou cognitivo e que ela esteja em área em que a neurocisticercose é comum, os profissionais de saúde devem suspeitar dessa patologia (CARABIN <em>et al</em>., 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo a teníase pode facilitar no diagnóstico, mas o que acontece é que nem sempre está presente a infestação intestinal na cisticercose. Entretanto, com o exame neurológico, tem como se saber a provável localização do problema e, com isso, se escolher o exame de imagem mais adequado para confirmar o local e planejar o tratamento. O exame de imagem pode ser tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM) (GARCIA <em>et al.</em>, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, a RNM pode sugerir o diagnóstico, caso a imagem do cisto seja realmente identificada. Além disso, o exame de líquor, que ocorre pela punção lombar, pode fazer esse diagnóstico também, mas ainda temos uma última opção se esses exames acima citados não tiverem tido êxito, que é a biópsia da lesão (GUIMARÃES <em>et al., </em>2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estiver uma suspeita bem evidente e a evolução clínica for compatível com a neurocisticercose, não precisa ter certeza do diagnóstico e o tratamento deve iniciado o quanto antes (GARCIA <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.1 Achados radiológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="297" height="286" data-id="96272" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-291.png" alt="" class="wp-image-96272"/><figcaption class="wp-element-caption">A</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="261" height="292" data-id="96273" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-292.png" alt="" class="wp-image-96273"/><figcaption class="wp-element-caption">B</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="374" height="285" data-id="96274" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-293.png" alt="" class="wp-image-96274" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-293.png 374w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-293-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 374px) 100vw, 374px" /><figcaption class="wp-element-caption">C</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="296" height="359" data-id="96275" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-294.png" alt="" class="wp-image-96275" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-294.png 296w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-294-247x300.png 247w" sizes="(max-width: 296px) 100vw, 296px" /><figcaption class="wp-element-caption">D</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="346" height="358" data-id="96276" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-295.png" alt="" class="wp-image-96276" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-295.png 346w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-295-290x300.png 290w" sizes="(max-width: 346px) 100vw, 346px" /><figcaption class="wp-element-caption">E</figcaption></figure>
</figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>Figura: imagens de tomografia computadorizada sem contraste evidenciando raras e diminutas calcificações corticossubcorticais (setas em D e E) situadas no giro frontal médio/ inferior esquerdo, no giro orbital lateral/posterior esquerdo e na transição entre a parede do ventrículo lateral esquerdo e o plexo coroide adjacente, representando sequelas de neurocisticercose. Além de aqueduto mesencefálico levemente alargado, questionando-se presença de pequena imagem cística em seu interior (atenuação levemente superior à do LCR), representando neurocisticercose intraventricular (setas em A, B e C).</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados radiológicos da neurocisticercose são muito característicos. Eles podem ser: múltiplas calcificações arredondadas ou ovais dentro do parênquima cerebral e várias lesões císticas e calcificadas pelo parênquima (COSTA <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na imagem em questão pode-se perceber calcificações corticossubicorticais, que são sequelas de neurocisticercose; aqueduto mesencéfalico levemente alargado, tendo neurocisticercose intraventricular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção é o melhor tratamento. Se ocorrer o cozimento completo da carne suína, a infecção por vermes adultos pode ser evitada. Tendo hábitos corretos de higiene pessoal e alimentação se pode ter a prevenção da cisticercose. Entretanto, em regiões que essa doença é comum e que tem uma alta taxa de infectados, mesmo com esses cuidados individuais, o controle é difícil, assim, cabe aos órgãos públicos investigar locais que tenham porcos doentes para tratar diretamente (GRIPPER; WELBURN, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ocorre a infecção pela <em>Taenia solium</em>, a pessoa infectada tem que ser tratada de forma rápida e cuidadosa, com o intuito de fazer a eliminação dos vermes adultos e deve ser examinada pelo especialista juntamente com as pessoas próximas a ela para descartar a possibilidade de infecção concomitante por cisticercose. Esse tratamento é realizado atrás de medicação oral (DEL BRUTO; GARCIA, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da patologia em questão serve para reduzir a resposta inflamatória, mas nem todos os pacientes devem ser tratados, como no caso de os cistos já estarem mortos ou quando a resposta inflamatória devido o uso do medicamento ser pior do que a doença. Então, sendo assim, o tratamento se restringirá apenas a observação, uso de antiparasitários e anti-inflamatórios hormonais e, em casos excepcionais, a cirurgia (PASSOS; DE MOURA RODRIGUES, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisam de tratamento cirúrgico, normalmente, as seguintes formas da doença: que evoluem com aumento da pressão intracraniana, que tem dor de cabeça forte, vômitos, e alteração do nível de consciência. Tais manifestações clínicas podem ocorrer devido o cisto poder se comportar como um tumor, podendo causar uma grande inflamação e, consequentemente, um inchaço cerebral ou obstrução da circulação do líquido cefalorraquidiano (líquor) (RODRÍGUEZ-RIVAS <em>et al., </em>2022). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia serve para fazer a retirada do cisto que está causando algum problema, para descompressão do cérebro que sofre com inchaço ou para desobstrução da circulação de líquor por meio de neuroendoscopia ou derivação liquórica, denominada, também, como válvula, derivação ventrículo-peritoneal, shunt ou derivação ventricular. A neurocisticercose que esteja comprimindo os nervos ou medula, que acomete a coluna ou medula espinhal, também tem indicação de se realizar cirurgia (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Evolução da neurocisticercose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que os cistos estão localizados dentro do cérebro, irão apresentar melhor evolução, tanto se forem de tamanho habitual que será tratado por meio de medicação parasiticida quanto se forem gigantes através de tratamento cirúrgico. Entretanto, quando são nos casos que causam obstrução da circulação de liquor, inflamação considerável e implantação de derivações, vão ter evolução mais complicada por meio de internações frequentes e deterioração neurológica (SOBREIRA, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o que ocorre é que quanto menor for a inflamação, se terá um melhor prognóstico. Então, quando for instituído o tratamento o mais precoce possível, melhora será o resultado de cura da patologia em apreço (ZAMMARCHI <em>et al., </em>2017). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurocisticercose não está erradicada ainda e é endêmica em alguns países, por exemplo, no Brasil, onde pode-se destacar maior prevalência nos países de baixa renda. Sua apresentação clínica é pleomórfica, pois tem inflamações e calcificações. Existe a ocorrência de distúrbios neurológicos associados à infecção e a hipertensão intracraniana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resta salientar que a prevenção é um ótimo tratamento para a neurocisticercose, pois tendo uma higiene pessoal adequada e fazendo a lavagem correta dos alimentos, já distancia a possibilidade de se ter essa patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, para se definir a terapêutica adequada é necessário fazer a identificação da forma de apresentação da doença, saber o número de cisticercos presentes, se eles estão mortos ou não e a sua localização. Então, a equipe multiprofissional deve estar munida de recursos diagnósticos, suporte neurológico e infectológico, em busca de se ter um tratamento assertivo e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGAPEJEV, S. <em>et al</em>.<strong>&nbsp; Aspectos clínico-epidemiológicos da neurocisticercose no Brasil</strong>:&nbsp; análise crítica.<strong> Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2003.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGUIAR, F.O. <em>et&nbsp;&nbsp; al</em>.<strong>&nbsp;&nbsp; Aspectos&nbsp;&nbsp; laboratoriais&nbsp;&nbsp; ao&nbsp;&nbsp; diagnóstico&nbsp;&nbsp; da&nbsp;&nbsp; neurocisticercose</strong>:&nbsp;&nbsp; uma&nbsp;&nbsp; revisão bibliográfica.Revista Ciência em Movimento &#8211; Reabilitação e Saúde, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, J. D.&nbsp; <em>et al</em>.&nbsp; <strong>Diagnóstico e tratamento da neurocisticercose. </strong>Revista Médica de Minas Gerais, 2003<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRUNO, E. <em>et al</em>.<strong>&nbsp; Epilepsy&nbsp; and&nbsp; neurocysticercosisin&nbsp; Latin&nbsp; America</strong>:&nbsp; a&nbsp; systematic&nbsp; review&nbsp; and&nbsp; meta-analysis.PLoS neglected tropical diseases, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARABIN, H. <em>et al</em>.<strong>&nbsp; Clinical manifestations associated with neurocysticercosis</strong>:&nbsp; a systematic review<strong>. </strong>PLoS neglected tropical diseases, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARPIO, A. e ROMO, M. L.<strong> The relationship between neurocysticercosis and epilepsy</strong>: an endless debate.<strong> Academia Brasileira de Neurologia &#8211; ABNEURO, 2014.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIMELLI, L.&nbsp; <em>et&nbsp; al</em>.<strong> Neurocisticercose</strong>:&nbsp; contribuição&nbsp; da&nbsp; necrópsia&nbsp; na&nbsp; consolidação&nbsp; da&nbsp; notificação compulsória em Ribeirão Preto-SP, Brazil.Arquivos de neuro-psiquiatria, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, A. L. <em>et al</em>.<strong> A importância da Ressonância Magnética na fase nodular calcificada intermitente da Neurocisticercose</strong>: Um estudo de prospecção da Literatura científica.Brazilian Journal of Development, 2020<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">DEL BRUTO, O. H. e GARCIA, H. H.<strong> Taenia solium Cisticercose &#8211; As lições da história. </strong>Jornal das ciências neurológicas, 2015<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, H. H. <em>et al</em>.<strong> Neurocysticercosis</strong>: updated concepts about an old disease.The Lancet Neurology, 2005<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, H. H.&nbsp; <em>et al</em>.<strong>&nbsp; Taenia solium cysticercosisand its impact in neurological disease.&nbsp; </strong>Clinical Microbiology Reviews, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GRIPPER, L. B.&nbsp; e WELBURN, S. C<strong>.&nbsp; The causal relationship between neurocysticercosis infection and the development of epilepsy-a systematic review.</strong> Infectious diseases of poverty, 2017<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIMARÃES, R. R.&nbsp;&nbsp; <em>et&nbsp;&nbsp; al</em>.<strong>&nbsp;&nbsp; Neurocisticercose</strong>:&nbsp;&nbsp; Atualização&nbsp;&nbsp; sobre&nbsp;&nbsp; uma&nbsp;&nbsp; antiga&nbsp;&nbsp; doença.Revista Neurociências, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PASSOS, E. T.&nbsp; e DE MOURA RODRIGUES, G. M.<strong> Medidas profiláticas e métodos de diagnósticos da neurocisticercose. </strong>Revista Liberum accessum, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRÍGUEZ-RIVAS, R. <em>et al</em>.<strong> Neurocysticercosis in Latin America</strong>:&nbsp; Current epidemiological situation based on official statistics from four countries. <strong>&nbsp;</strong>Plos Neglected Tropical Diseases, 2022<strong>.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">SOBREIRA, M. F. D.<strong>&nbsp; Estudo coproparasitológico e epidemiológico do complexo teníase-cisticercose em habitantes do Município de Santa Cruz-Paraíba. </strong>Repositório Institucional da UFPB, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WORLD HEALTH ORGANIZATION.<strong>&nbsp; Guidelines on Management of Taenia solium neurocysticercosis, </strong>2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAMMARCHI, L. <em>et al</em>.<strong>&nbsp; Screening, diagnosis and management ofhuman cysticercosis and Taenia solium taeniasis</strong>: technical recommendations by the COHEMI project study group.Trop Med Int Health, 2017<strong>.</strong></p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup>(<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">https://orcid.org/0009-0003-8506-9348</mark>)</strong><br><strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></sup> (<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">https://orcid.org/0000-0003-0477-8330</mark>)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">3</mark></sup> (</strong><a href="https://orcid.org/0000-0001-8887-9264"><strong>https://orcid.org/0000-0001-8887-9264</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">4</mark></sup>(</strong><a href="https://orcid.org/0000-0001-7871-4175"><strong>https://orcid.org/0000-0001-7871-4175</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup>(</strong><a href="https://orcid.org/0000-0002-2307-9300"><strong>https://orcid.org/0000-0002-2307-9300</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">6</mark></sup> (</strong><a href="https://orcid.org/0009-0001-9975-5416"><strong>https://orcid.org/0009-0001-9975-5416</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Interno de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">7</mark></sup> (</strong><a href="https://orcid.org/0009-0001-6733-8319"><strong>https://orcid.org/0009-0001-6733-8319</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong><br></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">8</mark></sup>(</strong><a href="https://orcid.org/0009-0004-3001-5075"><strong>https://orcid.org/0009-0004-3001-5075</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong><br></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">9</mark></sup>(</strong><a href="https://orcid.org/0009-0004-3742-20870"><strong>https://orcid.org/0009-0004-3742-20870</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">10</mark></sup> (</strong><a href="https://orcid.org/0009-0006-8696-7010"><strong>https://orcid.org/0009-0006-8696-7010</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup style=""><mark style="background-color: rgba(0, 0, 0, 0);" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><b>11</b></mark></sup><strong> (</strong><a href="https://orcid.org/0009-0001-4860-9734"><strong>https://orcid.org/0009-0001-4860-9734</strong></a><strong>)</strong><br><strong>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro da Bahia</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>PNEUMOPERITÔNIO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/pneumoperitonio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 19:40:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428759 Rodrigo de Melo Garcia1Americo Mota2Aquino Santana3Rafael Valois4Thiago Augusto5Thiago Lomanto6Raquel Farias Cyrino7Maria Darlyane da Silva Araújo8Anne Karoline Carvalho Nunes9Héllen Vivianny Barros da Silva Sá10 RESUMO O pneumoperitônio é uma condição médica que ocorre por ter presença de ar na cavidade peritoneal, que envolve os órgãos abdominais. Existem diversas patologias que podem ser causas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428759</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rodrigo de Melo Garcia<strong><sup>1</sup></strong><br>Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana<strong><sup>3</sup></strong><br>Rafael Valois<strong><sup>4</sup></strong><br>Thiago Augusto<strong><sup>5</sup></strong><br>Thiago Lomanto<strong><sup>6</sup></strong><br>Raquel Farias Cyrino<strong><sup>7</sup></strong><br>Maria Darlyane da Silva Araújo<strong><sup>8</sup></strong><br>Anne Karoline Carvalho Nunes<strong><sup>9</sup></strong><br>Héllen Vivianny Barros da Silva Sá<strong><sup>10</sup></strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio é uma condição médica que ocorre por ter presença de ar na cavidade peritoneal, que envolve os órgãos abdominais. Existem diversas patologias que podem ser causas do pneumoperitônio, por exemplo, perfurações gastrointestinais, isquemia intestinal, cistos mesentéricos e complicações de colonoscopia. O diagnóstico ocorre, na maioria das vezes, por meio de tomografia computadorizada ou ultrassonografia. O tratamento vai ser realizado com base na causa subjacente, que pode ter intervenção cirúrgica para reparar uma perfuração ou remoção do cisto mesentérico. Sendo, assim, o pneumoperitônio pode ter um prognóstico bom se o diagnóstico for precoce e o tratamento iniciado de imediato. O pneumoperitônio é tido como uma condição médica rara, mas deve-se conhecer os seus sintomas e causas, com o intuito de se ter o diagnóstico correto, o tratamento precoce e melhorar o prognóstico do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Pneumoperitônio. Diagnóstico. Tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pneumoperitoneum is a medical condition that occurs due to the presence of air in the peritoneal cavity, which surrounds the abdominal organs. There are several pathologies that can be causes of pneumoperitoneum, for example, gastrointestinal perforations, intestinal ischemia, mesenteric cysts and colonoscopy complications. Diagnosis occurs, most of the time, through computed tomography or ultrasound. Treatment will be carried out based on the underlying cause, which may require surgical intervention to repair a perforation or removal of the mesenteric cyst. Therefore, pneumoperitoneum can have a good prognosis if the diagnosis is early and treatment is started immediately. Pneumoperitoneum is considered a rare medical condition, but its symptoms and causes must be known in order to have the correct diagnosis, early treatment and improve the patient&#8217;s prognosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Pneumoperitoneum. Diagnosis. Treatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio é quando tem ar na cavidade peritoneal, sendo esta a região que envolve os órgãos abdominais. Ele pode ser causado por diversos fatores, tais como: cirurgias, traumas abdominais, procedimentos médicos invasivos e perfurações gastrointestinais (ROHANA <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na epidemiologia, o pneumoperitônio é frequente em pacientes que passaram por procedimentos cirúrgicos, sendo mais comum naqueles que envolvem o trato gastrointestinal. Também pode ser causado por doenças inflamatórias intestinais, por exemplo, a doença de Crohn (SHETH <em>et al.</em>, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações clínicas que mais ocorrem com o pneumoperitônio são: dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e distensão abdominal, podendo o paciente, em casos mais graves, apresentar sinais de choque, como taquicardia e queda da pressão arterial (GOMES <em>et al.</em>, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao diagnóstico de pneumoperitônio, pode ser realizado através de exames de imagem, por exemplo, tomografia computadorizada (TC) e radiografia, porque permitem visualizar a presença de ar na cavidade peritoneal, mas resta salientar que a TC é o exame de escolha (ROHANA <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento vai depender da causa subjacente do pneumoperitônio, podendo incluir terapêuticas mais conservadoras ou intervenções cirúrgicas. Já o prognóstico vai variar de acordo com a causa subjacente, mas, também, com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado (FEITOSA-FILHO <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das manifestações clínicas que envolvem a patologia do pneumoperitônio e suas intervenções, o objetivo do presente estudo foi sintetizar e analisar criticamente as informações da literatura científica, expondo as suas principais características, exames de diagnóstico e resultados mais eficazes e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se que se diz que ocorre pneumoperitônio quando se tem ar livre na cavidade abdominal. Essa condição médica pode ser causada por erosão, isquemia intestinal, perfuração gastrointestinais, infecção, neoplasia, cistos mesentéricos e complicações de colonoscopia. Pode ser facilmente detectado através dos exames de imagem, tais como tomografia computadorizada e radiografia (SIDDIQUE <em>et al.</em>, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Etiologia e manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente, o pneumoperitônio é causado por perfurações de vísceras ocas. Entretanto, 10% dos casos podem ocorrer sem ela está presente e, quando nenhuma etiologia é encontrada, dizemos que é causa idiopática (SÁNCHEZ <em>et al.</em>, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio é uma condição relativamente comum em pacientes que fizeram cirurgias abdominais. Então, a sua presença pode indicar complicações graves, como sepse, peritonite ou obstrução intestinal. Ele pode, também, ser uma complicação decorrente de procedimentos médicos invasivos, tais como: colonoscopia, laparoscopia ou endoscopia. Para evitar essas complicações, deve-se realizar medidas preventivas, como a detecção precoce de perfurações e insuflação controlada de ar (AYANTUNDE <em>et al.</em>2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas mais comuns são distensão abdominal, dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. Entretanto, se for em casos mais graves, pode ocorrer sinais de choque (SÁNCHEZ <em>et al.</em>, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de pneumoperitônio se dá de acordo com as manifestações clínicas que, juntamente com os exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada, permitem fazer a visualização da presença de ar na cavidade peritonial (HUI; SOOD, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na radiografia simples de abdome, que é um exame de baixo custo e rápido, o que favorece ao paciente, não conseguirá detectar pequenas quantidades de ar na cavidade peritoneal por apresentar baixa sensibilidade (SHETH <em>et al.</em>, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na TC, que é o exame de escolha para o diagnóstico de pneumoperitônio, ele pode ser identificado como uma coleção de ar na cavidade peritoneal, estendendo-se até a superfície dos órgãos abdominais, o que gera uma imagem em “halo” ou “rabo de cometa.” Além disso, a TC também pode identificar a causa subjacente do pneumoperitônio (FEITOSA-FILHO <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio pode ser um achado incidental, ou seja, em exames de imagem que foram realizados por outros motivos, por exemplo, para investigar doenças inflamatórias intestinais ou na avaliação pré-operatória, pode-se identificar tal condição médica (GOMES <em>et al.</em>, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.1 Achados radiológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="324" height="330" data-id="96253" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-277.png" alt="" class="wp-image-96253" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-277.png 324w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-277-295x300.png 295w" sizes="(max-width: 324px) 100vw, 324px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="279" height="330" data-id="96254" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-278.png" alt="" class="wp-image-96254" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-278.png 279w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-278-254x300.png 254w" sizes="(max-width: 279px) 100vw, 279px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura: imagens de tomografia computadorizada nos cortes axial (A) e coronal (B) na janela pulmonar evidenciando focos de gás (pneumoperitônio) na região do epigástrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia computadorizada (TC) tem alta sensibilidade para o diagnóstico de pneumoperitônio e é o método de escolha em casos de suspeita de perfuração de víscera oca. É um exame de imagem de boa acurácia quando se refere à localização do sítio da perfuração e consegue detectar essa condição médica em cerca de 85% dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na imagem acima, dá se para evidenciar os focos de gás, ou seja, pneumoperitônio, em região do epigástrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento do pneumoperitônio vai depender da causa subjacente, podendo incluir medidas conservadoras, que podem ser observação clínica e suporte nutricional ou medidas invasivas, como intervenções cirúrgicas, com o intuito de corrigir as perfurações ou remover as obstruções (HUI; SOOD, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio, também, pode ser um sinal de doenças inflamatórias intestinais, como é o caso da doença de Crohn, e o tratamento já tem que ser para controlar a inflamação e minimizar o risco de complicações, por exemplo, perfurações intestinais (ROHANA <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pneumoperitônio é uma condição médica bastante conhecida e bem estabelecida, mas que novas técnicas e abordagens diagnósticas podem melhorar mais o diagnóstico e tratamento, fazendo com que o prognóstico seja mais favorável para os pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, entende-se que os profissionais de saúde devem ficar atentos às manifestações clínicas de pneumoperitônio, ainda mais se o paciente tiver antecedente de doenças abdominais, com o intuito de se ter um diagnóstico precoce e o tratamento adequado para que se possa reduzir as possíveis complicações ter um bom prognóstico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">FEITOSA-FILHO, G. S. <em>et al</em>. <strong>Pneumoperitoneum</strong>: a review article. Rev Col Bras Cir.2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, A. <em>et al</em>. <strong>Pneumoperitoneum</strong>: what the radiologista needs to know. Insights Imaging., 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HUI, T.; SOOD, A. <strong>Pneumoperitoneum</strong>. StatPearls Publishing, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SHETH, S. <em>et al</em>. <strong>Mesenteric lymphadenopathy in the setting of pneumoperitoneum</strong>: CT findings and possible implications. AbdomImaging, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIDDIQUE, O. <em>et al</em>. <strong>Pneumoperitoneum</strong>: A review of its causes, diagnosis and management. World J Emerg Surg., 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sammour, T. <em>et al</em>. <strong>Surgical and nonsurgical causes of pneumoperitoneum</strong>. World J Surg., 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROHANA, A. G. <em>et al</em>. <strong>Spontaneous pneumoperitoneum</strong>: an insight into its etiology and clinical significance. Gastroenterol Res Pract., 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SÁNCHEZ, J. G. <em>et al</em>. <strong>Computed tomography diagnosis of diaphragmatic hernia as the cause of</strong> <strong>spontaneous pneumoperitoneum.</strong> Gastroenterol Hepatol., 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AYANTUNDE, A. A. <em>et al</em>. <strong>Pneumoperitoneum</strong>: a review of the causes and diagnostic approaches. Clin Exp Gastroenterol., 2009.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-eea7332a-f907-433b-95af-0ae64080134c"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-19c38f7d-ebb5-4e1b-993b-c7f3a6e08199"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0003-0477-8330)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-3e4c4457-be34-46de-b83a-f9375179815e"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">3</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-8887-9264)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-5a789b56-8e8b-4f8e-a3ff-860dba8e1396"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">4</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-7871-4175)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-1104a44e-7d4a-4abc-89df-1d31f5491d7b"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-2307-9300)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-551585b8-1893-4beb-a4a2-6fc15b847a92"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">6</mark></sup>Interno de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0001-9975-5416)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-482e5499-22ca-41b6-973a-4726c0bc949b"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">7</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6262-7177)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-87899fdc-c3d3-4ec3-9a7f-2dbff6e637c7"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">8</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-3da33a00-6b3d-455e-8d1e-6531c3c4cf37"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">9</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" id="block-d16f979e-0da2-48d0-a972-145c3b1eaaea"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">10</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENFERMEIRO DO TRABALHO E A REDUCÃO DE RISCO OCUPACIONAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/enfermeiro-do-trabalho-e-a-reducao-de-risco-ocupacionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 19:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428680 Ana Paula Targino Da SilvaCarina De Matos FelintoWesley Nascimento                                                                ENFERMEIRO DO TRABALHO E A REDUCÃO DE RISCO OCUPACIONAIS O Enfermeiro do trabalho, trabalha para promover e prevenir risco ocupacionais a saúde do colaborador, conforme o PCMSO que programa controle medicina e saúde ocupacional. Conforme NR7 tem controle do que cada função [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428680</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Paula Targino Da Silva<br>Carina De Matos Felinto<br>Wesley Nascimento</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">                                                               </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ENFERMEIRO DO TRABALHO E A REDUCÃO DE RISCO OCUPACIONAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Enfermeiro do trabalho, trabalha para promover e prevenir risco ocupacionais a saúde do colaborador, conforme o PCMSO que programa controle medicina e saúde ocupacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme NR7 tem controle do que cada função necessita quais risco por função. seja ele químico, físico, biológico e ergonômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele atua com especialidade nas empresas cuida da saúde do bem-estar dos funcionários seja na admissão, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função ou até mesmo no Demissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através do ASO exame de atestado ocupacional feito junto ao médico do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele atesta se colaborador tá apto ou inapto para exercer aquela função determinada pela empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral esse profissional compõem a equipe que atua preventivamente para reduzir riscos de acidente e doenças ocupacionais no ambiente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também prescrever ações, realizar procedimentos de maior complexidade estuda condições de higiene na empresa, analisa assistência da equipe de enfermagem voltada aos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JUSTIFICATIVA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo vem percebendo que o mundo do trabalho vem sofrendo inúmeras transformações nos últimos anos, em ritmo acelerado, incorporando novas tecnologias, sem a devida investigação dos impactos na saúde do Trabalhador. Cabe ao profissional enfermeiro, ampliar no seu acúmulo de conhecimento, no intuito de responder, as exigências do mercado de trabalho no que referem saúde do trabalhador, onde surgiu um grande interesse e admiração pela atuação em enfermagem do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decidi pesquisar um pouco mais sobre o assunto, e pude perceber que muitas pessoas desconhecem a a verdadeira função destes profissionais para saúde prevenção e formas de prevenir saúde do colaborador.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong> </strong>Esta pesquisa trata de buscar estudos sobre a saúde do colaborador dentro das empresas e como cuidar e prevenir risco eminentes a saúde do colaborador e risco a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através do canal de pesquisa busca realizar a junção de ideias sobre determinado assunto. Para estudos são utilizados bases de dados online de portal de estudos com metodologias diante de artigos selecionados para esclarecimento.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Enfermagem, da Universidade Paulista -UNIP, como requisito parcial para obtenção do título de enfermeiro</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TUMOR DE WILMS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/tumor-de-wilms/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 18:57:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96241</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428631 Aline Maria de Jesus Silva1 ; Americo Mota2Aquino Santana3; Rafael Valois4Thiago Augusto5; Thiago Lomanto6Raquel Farias Cyrino7; Delaide Leandro Marinho8Anne Karoline de Carvalho Nunes9; Ana Carlina Silva de Alencar10Victória Gabriela Meneses Santos11; Mayko Tojal Rocha12Bruna de Vasconcelos Vidal Cordeiro Amorim13; Rosane Maria Sauer14Sarah de Oliveira Veiga15 RESUMO O tumor de Wilms é também [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428631</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Aline Maria de Jesus Silva<strong><sup>1</sup></strong> ; Americo Mota<strong><sup>2</sup></strong><br>Aquino Santana<strong><sup>3</sup></strong>; Rafael Valois<strong><sup>4</sup></strong><br>Thiago Augusto<strong><sup>5</sup></strong>; Thiago Lomanto<strong><sup>6</sup></strong><br>Raquel Farias Cyrino<strong><sup>7</sup></strong>; Delaide Leandro Marinho<strong><sup>8</sup></strong><br>Anne Karoline de Carvalho Nunes<strong><sup>9</sup></strong>; Ana Carlina Silva de Alencar<strong><sup>10</sup></strong><br>Victória Gabriela Meneses Santos<strong><sup>11</sup></strong>; Mayko Tojal Rocha<strong><sup>12</sup></strong><br>Bruna de Vasconcelos Vidal Cordeiro Amorim<strong><sup>13</sup></strong>; Rosane Maria Sauer<strong><sup>14</sup></strong><br>Sarah de Oliveira Veiga<strong><sup>15</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor de Wilms é também conhecido como nefroblastoma e é um tumor maligno que se origina no rim. Ele é um tipo de tumor que é mais comum na infância e que pode acometer um ou os dois rins. Sua causa é desconhecida, mas tem algumas crianças com anomalia genética que aumenta o risco de desenvolver esse tumor. O diagnóstico pode ser realizado por ultrassonografia, tomografia computadorizada de abdominal ou ressonância magnética. No entanto, a tomografia computadorizada é útil para determinar à extensão do tumor e a disseminação para nódulos linfáticos regionais e é indicada, também, para identificação do envolvimento pulmonar metastático. O tratamento pode ser por meio de ressecção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia a depender de como está o tumor. Então, diante disso, resta salientar que é de extrema importância realizar uma adequada avaliação clínica, em busca de se ter um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Nefroblastoma. Tumor de Wilms. Diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Wilms tumor is also known as nephroblastoma and is a malignant tumor that originates in the kidney. It is a type of tumor that is more common in childhood and can affect one or both kidneys. Its cause is unknown, but some children have a genetic abnormality that increases the risk of developing this tumor. Diagnosis can be made by ultrasound, abdominal computed tomography or magnetic resonance imaging. However, computed tomography is useful for determining the extent of the tumor and its spread to regional lymph nodes and is also indicated for identifying metastatic lung involvement. Treatment can be through surgical resection, chemotherapy and radiotherapy depending on the condition of the tumor. Therefore, in view of this, it is important to emphasize that it is extremely important to carry out an adequate clinical evaluation, in order to obtain an early diagnosis and effective treatment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Nephroblastoma. Wilms Tumor Diagnosis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O nefroblastoma ou tumor de Wilms é o tumor maligno mais que mais acomete pacientes pediátricos, representando cerca de 5% dos casos de câncer de crianças menores de 15 anos de idade. Entretanto, devido aos trabalhos cooperativos, houveram avanços no prognóstico, devido maior conhecimento da patologia e resposta eficaz ao tratamento do tumor de Wilms (FILHO <em>et al</em>., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contribuições dos trabalhos cooperativos ajudaram com avanços no desenvolvimento em prol de regimes quimioterápicos, da eficácia da técnica cirúrgica e da realização de procedimentos com abordagem multidisciplinar, onde inclui diversos especialistas, tais como: cirurgião pediátrico, radioterapeuta, patologista e o oncologista pediátrico, aumentando significativamente a sobrevida dos pacientes acometidos com tumor de Wilms (MELARAGNO; CAMARGO, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prognóstico de nefroblastoma é desfavorável em alguns casos devido a algumas características clínicas, como: tumores volumosos, estadio avançado da doença, anaplasia, ocorrência de ruptura tumoral durante a biópsia ou ressecção cirúrgica (FILHO <em>et al</em>., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das manifestações clínicas que envolvem a patologia de tumor de Wilms e suas intervenções, o objetivo do presente estudo foi sintetizar e analisar criticamente as informações da literatura científica, expondo as suas principais características, exames de diagnóstico e estadiamento, achados radiológicos e resultados mais eficazes e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição e síndromes clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor de Wilms ou nefroblastoma, é um tipo raro de câncer nos rins. É o tipo de tumor renal mais comum na infância, podendo acometer um ou ambos os rins (BONASSA; GATO, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem síndromes clínicas que estão associadas ao desenvolvimento do tumor de Wilms, tais como: de Beckwith-Wiedemann (SBW) – relação com exonfalo, macroglossia e gigantismo; Denys-Drash – relação com nefropatia por causa da esclerose glomerular mesangial concomitante e pseudo-hermafroditismo; WAGR – relação com aniridia, anomalias geniturinárias e retardo mental; hemi-hipertrofia corporal congênita isolada (LOPES; LORENZO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Epidemiologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tumores renais correspondem a 7% dos tumores pediátricos, sendo o tumor de Wilms o que mais acontece em crianças menores de 15 anos e menos frequente em crianças maiores e adultos (SPREAFICO <em>et al</em>., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem tido uma melhora significativa na sobrevida desses pacientes menores de 15 anos, onde a global em 5 anos 90%, devido aos estudos cooperativos através da abordagem multimodal. De 5 a 10% dos pacientes acometidos com o tumor de Wilms apresentam tumores bilaterais ou multicêntricos (FILHO <em>et al</em>., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 a cada 10 mil crianças com faixa etária abaixo dos 15 anos tem o tumor de Wilms e a idade média ao diagnóstico para os pacientes com doença unilateral é de 44 meses e para pacientes com tumor bilateral é de 32 meses e, também, esse tumor tem discreta predileção pelo sexo feminino na razão de 1: 0,9 (LOPES; LORENZO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Etiologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A etiologia do tumor de Wilms é desconhecida, mas a ausência de alguns genes ou anomalia genética pode ter relação em determinados casos. Tem maiores chances de se desenvolver em crianças que possuem defeitos congênitos, como ausência de íris em ambos os olhos e quando um lado do corpo cresce mais comparado ao outro lado. Entretanto, a maioria dos pacientes com tumor de Wilms não apresenta essas anomalias (BONASSA; GATO, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Fisiopatologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor de Wilms tem sua origem em restos nefrogênicos, que são considerados focos de tecido renal embrionário que, mesmo depois do nascimento, eles persistem. Eles podem ser encontrados em aproximadamente 1% dos rins de neonatos e, geralmente, regridem ou se diferencial no começo da infância. Acredita-se que esses restos possam ser lesões precursoras do tumor de Wilms, por eles serem encontrados em 40% dos tumores unilaterais e, virtualmente, em 100% dos bilaterais (MELARAGNO; CAMARGO, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5 Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação clínica mais frequente no tumor de Wilms é um nódulo indolor no abdômen. Os pais ou familiares, geralmente, percebem o aumento do abdômen quando precisam trocar o tamanho da fralda. Além desse nódulo acima citado, pode-se apresentar febre, pouco apetite, dores abdominais, náuseas e vômitos. Em algumas crianças, pode ocorrer sangue na urina e hipertensão arterial, devido os rins estarem no controle da pressão arterial. Em casos de metástases nos pulmões, as crianças podem ter tosse e falta de ar (BRASIL, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6 Diagnóstico e estadiamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do tumor de Wilms e a avaliação de extensão da patologia se dá através de avaliação clínica, exames de imagem e biópsia para confirmação histológica em casos indicado (SPREAFICO <em>et al</em>., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como os sinais e sintomas do tumor de Wilms ocorrem também em outras patologias, é normal que o diagnóstico demore. A partir do momento que o médico especialista suspeita de neoplasia em exame clínico, dá-se prosseguimento a outras etapas para se confirmar a patologia (FILHO <em>et al</em>., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira etapa da investigação começa pelos exames de imagem, pois eles, na maioria das vezes, transmitem informações suficientes para a confirmação do diagnóstico, que podem ser: tomografia computadorizada, que é um dos mais úteis para detectar um tumor de rim e verifica se a neoplasia metastatizou para as veias próximas ou para outros órgãos; ressonância magnética, que pode ser realizada se o médico precisar de imagens bem detalhadas do rim ou de áreas próximas e para verificar uma possível disseminação do tumor para o cérebro ou medula espinhal; e raio x do tórax, para detectar metástase do tumor de Wilms para os pulmões e para casos mais avançados do tratamento, serve para detectar as alterações na doença (LOPES; LORENZO, 2017). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos exames de laboratório, devem ser realizados o de urina e o de sangue na suspeita de neoplasia renal, podendo a urina ser testada para substâncias, como catecolaminas, ajudando no diagnóstico diferencial de neuroblastoma, que é um tipo de tumor que pode ocorrer no abdômen (LOPES; LORENZO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os exames indicarem a presença de tumor de Wilms, o diagnóstico deve ser por meio de biópsia através de remoção de uma amostra do tumor para análise, onde também se identifica a histologia da doença (SPREAFICO <em>et al</em>., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estadiamento se dá da seguinte forma: estágio I são tumores localizados apenas no rim, completamente removido na cirurgia junto com o rim inteiro, estruturas próximas e alguns linfonodos próximos; estágio II são tumores que se desenvolvem fora do rim nos tecidos adjacentes e a cirurgia remove todos os sinais da doença; estágio III são tumores removidos totalmente na cirurgia por causa do seu tamanho, localização ou por outras situações; estágio IV são tumores que se disseminaram para outros órgãos no momento do diagnóstico; e estágio V tumores em ambos os rins, sendo um tratamento individualizado para cada criança, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia em algum momento (SIOP/PDOC, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.1 Achados radiológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="401" height="288" data-id="96242" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-273.png" alt="" class="wp-image-96242" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-273.png 401w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-273-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="403" height="288" data-id="96243" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-274.png" alt="" class="wp-image-96243" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-274.png 403w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-274-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 403px) 100vw, 403px" /></figure>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura: imagem de tomografia computadorizada com contraste (fase portal) evidenciando, em rim esquerdo, formação expansiva sólida, hipovascular envolvendo quase toda a extensão renal com aparente epicentro no seio renal  e promovendo deslocamento cranial do pâncreas. Tumor de Wilms.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomografia computadorizada (TC) é útil para determinar a extensão do tumor e a disseminação para nódulos linfáticos regionais. Ela é recomendada para a identificação do envolvimento pulmonar metastático no diagnóstico inicial (LOPES; LORENZO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na imagem observa-se na TC uma formação expansiva sólida, hipovascular no rim esquerdo, que promoveu um deslocamento cranial do pâncreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.7 Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande maioria das crianças com tumor de Wilms recebe mais de um tipo de tratamento, podendo ser cirurgia, que geralmente é a primeira alternativa de tratamento, devendo ser realizada por cirurgião oncológico com habilidade em neoplasias pediátricas, ela tem o objetivo de fazer a remoção de todo o tumor em uma só peça para evitar que as células neoplásicas se espalhem no abdômen. Caso não seja possível remover todo o tumor, pode usar outros tratamentos com o intuito de reduzir suas dimensões e realizar a cirurgia posteriormente com mais segurança. Os tipos de cirurgia que podem ser realizadas com base em cada caso clínico são: nefrectomia radical, nefrectomia parcial, cirurgia exploratória, colocação de cateter venoso central (BRASIL, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quimioterapia é um tipo de tratamento no qual o paciente faz o uso de medicamentos infundidos na corrente sanguínea com o intuito de atingir todas as áreas do corpo, principalmente, o tumor. É um tratamento que serve para doença localizada, volumosa e neoplasia disseminada. Grande parte das crianças fará quimioterapia em algum momento para tumor de Wilms. Entretanto, os medicamentos quimioterápicos podem afetar células que não são neoplásicas, causando efeitos colaterais, tais como: aftas, perda de apetite, náusea, vômito, prisão de ventre, diarreia e perda de cabelo (MELARAGNO; CAMARGO, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia é mais costumeira como parte do tratamento de tumores de Wilms mais avançados, como estágios III, IV, e V e para tumores em estágios iniciais com histologia anaplásica, podendo ser utilizada após a cirurgia para eliminar células cancerosas que possam ter restado, antes da cirurgia para reduzir o tumor, sendo mais rápida a sua remoção ou mesmo no lugar da cirurgia, caso esta não possa ser feita por algum motivo (LOPES; LOREZNO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, é importante ressaltar que o diagnóstico precoce de tumor de Wilms influencia no prognóstico dos pacientes pediátricos, com isso, tornando extremamente importante o exame físico pelos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma avaliação clínica e imunohistológica criteriosa, assim como, os exames de imagem essenciais para se obter as informações descritivas do tumor, são imprescindíveis para a realização de um adequado diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se que o tratamento de tumor de Wilms se dá de acordo com o diagnóstico e estadiamento. No entanto, ele pode ser cirúrgico, quimioterápico e radioterápico conforme cada caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, torna-se evidente que é extremamente importante que se realize um bom exame clínico para se obter o diagnóstico correto e se possa fazer o tratamento adequado para apendicite inicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BONASSA, EMA; GATO, MIR. <strong>Terapêutica oncológica para enfermeiros e farmacêuticos.</strong> 4. ed. Editora Atheneu, São Paulo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BR. (Brasil). <strong>Oncologia</strong>: manual de bases técnicas. SIA/SUS. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. 25ª edição. Brasília, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FILHO, O. V, <em>et al</em>. <strong>Doenças Neoplásicas da criança e do adolescente.</strong> Barueri, Manole, São Paulo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, Ri; LORENZO, A. <strong>Recent advances in the management of Wilms’ tumor</strong>, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MELARAGNO, R; CAMARGO, B. <strong>Oncologia Pediátrica</strong>: diagnóstico e tratamento. ed. Atheneu, São Paulo, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SIOP/PDOC</strong>: Clinical Guidelines for management of Children with Wilms in a low incoming setting. International Society Paediatric Oncology/ Paediatric Oncology in Developing Countries, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPREAFICO, F <em>et al</em>. <strong>An international strategy to determine the role of high dose therapy in recurrent Wilms’ tumour.</strong> Eur J Cancer, 2013.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">1</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-7238-5001)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">2</mark></sup></strong>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0003-0477-8330)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">3</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0001-8887-9264)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">4</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">5</mark></sup>Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-2307-9300)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">6</mark></sup>Interno de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0001-9975-5416)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">7</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0006-6262-7177)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">8</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-7916-5646)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">9</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">10</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">11</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0002-2980-9068)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">12</mark></sup>Acadêmico de Medicina da Faculdade Estácio de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0000-0002-9565-2591)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">13</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0005-46841942)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">14</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Jaraguá do Sul</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0009-9737-778X)</strong></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-1-color">15</mark></sup>Acadêmica de Medicina da Faculdade Estácio Idomed de Juazeiro da Bahia</strong><br><strong>(https://orcid.org/0009-0000-7089-1193)</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SÍNDROME INFLAMATÓRIA MULTISSISTÊMICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sindrome-inflamatoria-multissistemica-em-pacientes-pediatricos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 18:18:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96237</guid>

					<description><![CDATA[MULTISYSTEM INFLAMMATORY SYNDROME IN PEDIATRIC PATIENTS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10056238 Fabrícia Teixeira de Souza 1Alana Anjos da Rocha 2Manuela Naiane Lima Barreto 3Marina Dantas Freire 4Thayná Bezerra Lima 5Maria Julia Nardelli  6Sonia Oliveira Lima 7 Resumo Este artigo tem por objetivo realizar uma revisão sistemática médica vigente sobre a síndrome inflamatória multissistêmica em pacientes pediátricos, conhecida [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> <b style="font-size: 1rem; text-align: center; color: var(--ast-global-color-3); background-color: var(--ast-global-color-5);"><span style="font-size:14.0pt;font-family:&quot;Times New Roman&quot;,serif;mso-fareast-font-family:
&quot;Times New Roman&quot;">MULTISYSTEM INFLAMMATORY SYNDROME IN PEDIATRIC PATIENTS</span><span style="font-size:12.0pt;font-family:
&quot;Times New Roman&quot;,serif;mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;">  </span></b></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10056238</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Fabrícia Teixeira de Souza <sup>1</sup><br>Alana Anjos da Rocha<sup> 2</sup><br>Manuela Naiane Lima Barreto<sup> 3</sup><br>Marina Dantas Freire<sup> 4</sup><br>Thayná Bezerra Lima<sup> 5</sup><br>Maria Julia Nardelli<sup>  6</sup><br>Sonia Oliveira Lima<sup> 7</sup></p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo tem por objetivo realizar uma revisão sistemática médica vigente sobre a síndrome inflamatória multissistêmica em pacientes pediátricos, conhecida como SIM-P, é uma condição rara, mas grave, que tem sido associada à infecção prévia por COVID-19 em crianças e adolescentes. Este estudo aborda essa síndrome, seus principais sintomas, diagnóstico e tratamento. A metodologia consistiu em busca de dados nas bases eletrônicas PubMed, Scielo, BVS, UpToDate, Boletins Epidemiológicos Especiais e Protocolos internacionais e nacionais. Discute-se a importância do reconhecimento precoce, uma vez que a SIM-P pode levar a complicações graves. O artigo destaca a necessidade contínua de pesquisa para melhor compreender essa condição e seu impacto na saúde pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Síndrome Inflamatória Multissistêmica. Pacientes Pediátricos. COVID-19. SIM-P.<em></em></p>



<h5 class="wp-block-heading">1&nbsp;&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Reportando para dezembro de 2019, a comunidade médica chinesa entrou em alerta com um número crescente de casos de pneumonia infectada pelo Coronavírus Disease 2019 (COVID-19), inicialmente identificado em Wuhan, no centro da China <sup>(1)</sup>. A etiologia era desconhecida e as manifestações clínicas caracterizam-se por febre (≥ 38°C), evidência radiográfica de pneumonia, contagem baixa ou normal de leucócitos e nenhuma melhora sintomática após o tratamento antimicrobiano. A infecção disseminou rapidamente e em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a classificação da infecção à pandemia por COVID-19, provocada pela exposição a uma nova cepa da espécie Coronavírus, altamente infecciosos, relacionado à síndrome respiratória aguda grave, e o designa como SARS-CoV-2 <sup>(3)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, pensava-se que em crianças, o envolvimento respiratório parecia ter um curso mais benigno, com quase nenhuma fatalidade relatada nessa faixa etária <sup>(4, 5, 7, 49)</sup>. No Brasil, até agosto de 2020 apenas 2,2% dos casos confirmados de COVID-19 foram relatados em pacientes com menos de 20 anos <sup>(5)</sup>. No entanto, em abril de 2020, relatórios apresentados pela Europa e América do Norte descreveram grupos de crianças e adolescentes que necessitaram de internação em unidades de terapia intensiva após exposição ao coronavírus <sup>(11, 12, 13, 14)</sup>. Alguns estudos mostraram uma resposta imune tardia, com envolvimento de um ou mais órgãos, devido a uma resposta inflamatória maciça que foi chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P)&nbsp; <sup>(6,7, 54)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa síndrome ocorre em 2 a 6 semanas após a infecção aguda por SARS-CoV-2 e afeta principalmente crianças em idade escolar e adolescentes. É considerada uma resposta desregulada ao SARS-CoV-2 com subsequente tempestade de citocinas em indivíduos suscetíveis e elevações significativas de marcadores de lesão cardíaca. Apresenta amplo espectro clínico, com acometimento multissistêmico e os sintomas podem incluir: febre persistente, sintomas gastrointestinais, conjuntivite bilateral não purulenta, sinais de inflamação mucocutânea e envolvimento cardiovascular frequente <sup>(9, 10)</sup>. Além disso, também pode apresentar quadro semelhante a outras afecções, principalmente a doença de Kawasaki (DK), definida por uma vasculite de vasos médios de etiologia indeterminada, mas que provoca importantes aneurismas coronários <sup>(8,9, 54)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveram definições de casos a fim de padronizar dados epidemiológicos, apresentações clínicas e tratamento. No Brasil a SIM-P associado à COVID-19 entrou para a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, sendo que a notificação deve ser realizada em até 24 horas do atendimento <sup>(56)</sup>, seguindo o formulário eletrônico padronizado <sup>(55)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde foram confirmados 2.064 casos confirmados de SIM-P no Brasil, com 140 óbitos, perfazendo uma letalidade de 6,8% no período de janeiro de 2020 a setembro de 2023 <sup>(16, 57)</sup>. Dentre os diversos sinais e sintomas, os mais comumente relatados nos casos confirmados de SIM-P destacam-se: febre, sintomas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares, rash cutâneo, neurológicos, conjuntivite, hipotensão arterial, linfadenomegalia e oligúria. Em relação à terapêutica adotadas nos hospitais é onerosa pois envolve: imunoglobulina, corticosteróide, UTI, anticoagulante, uso de drogas vasoativas, ventilação invasiva e antivírico, porém tem surtido efeito positivo na sobrevida dos pacientes, uma vez que neste ano de 2023 não ocorreu óbitos provocada pela SIM-P <sup>(16, 57)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de outras doenças pediátricas em que o conhecimento era acumulado ao longo do tempo, a pandemia do COVID-19 provocou a urgência de estudos criteriosos e de atualizações essenciais que norteiam a sociedade, os profissionais da saúde e os órgãos governamentais na promoção de políticas de saúde publica, de controle da COVID-19 bem como das suas complicações. Nesse contexto, esta revisão tem como objetivo descrever a SIM-P associada à complicação do COVID-19, com ênfase aos dados epidemiológicos, sinais clínicos, diagnóstico e os principais protocolos de tratamento.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp;&nbsp;METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo apresentado trata-se de uma revisão sistemática. As principais perguntas que nortearam essa pesquisa foram: qual a prevalência da SIM em pacientes pediátricos? Quais os sinais clínicos desse quadro? Qual protocolo para diagnóstico da doença? Qual conduta terapêutica quando essa afecção é confirmada? As etapas de busca, seleção, extração de dados de interesse e análise dos resultados observados nos artigos incluídos seguiram as normas do Preferred Reporting Items for Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). As bases eletrônicas pesquisadas foram PubMed, Scielo, BVS, UpToDate, Boletins Epidemiológicos Especiais e Protocolos internacionais e nacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período de abrangência foi entre janeiro de 2020 a setembro de 2023, para busca de artigos foram usadas as palavras-chave: “Síndrome Inflamatória Multissistêmica em pacientes pediátricos” ou “SIM-P” ou “MIS-C” ou “COVID-19”, ou “SARS-CoV-2” com uma combinação do seguinte grupo de palavras: sintomas, manifestações clínicas, epidemiologia, etiologia, diagnóstico, prognóstico e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério de seleção geral foi determinado pela estratégia “PVOS”: “População”: Pacientes pediátricos pós-exposição ao COVID-19; “Variável”: desenvolvimento de sinais clínicos compatíveis com a SIM-P; “Outcomes (Desfechos)”: Prevalência da SIM-P e protocolo de definição de caso, assim como seu tratamento; “Study (estudo)”: estudos observacionais analíticos, artigos de pesquisa publicados, estudos de caso, revisões sistemáticas e estudos de vigilância epidemiológica. Os critérios de inclusão foram todos os estudos que abordam acerca da SIM-P associada ao COVID-19, de maneira geral, dados epidemiológicos, protocolo de diagnóstico e tratamento. Os critérios de exclusão foram artigos incompletos, duplicados e pagos. A busca incluiu pesquisa em bases eletrônicas de citações nas publicações inicialmente identificadas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3&nbsp;&nbsp; RESULTADOS E DISCUSSÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Após o processo de triagem, remoção de artigos duplicados e análises dos critérios de inclusão e exclusão, 57 artigos foram identificados como elegíveis para esta revisão sistemática (Figura 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1.</strong> Seleção de estudos que abordaram a temática da revisão sistemática.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="476" height="293" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-272.png" alt="" class="wp-image-96238" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-272.png 476w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-272-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autor (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dados epidemiológicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde de 2020 a setembro de 2023 ocorreram 2.062 casos de SIM-P, que predominaram nas regiões sul, sudeste e no estado da Bahia, desse total 1.749 tiveram alta hospitalar, porém 140 foram a óbito e 136 casos ainda estavam em desfechos abertos. No Brasil, houve um caso de SIM-P a cada 2.078 casos de COVID-19 em crianças e adolescentes até 19 anos, notificados no e-SUS Notifica. A letalidade foi de 8,6% no ano de 2022, maior do que nos anos anteriores. O quantitativo de casos e óbitos por SIM-P foi maior no sexo masculino, representando 58,0% dos casos e 52,8% dos óbitos. O gênero masculino correspondeu a 58%, as raças branca e parda (72,84%) e faixa etária de 1 a 9 anos de idade (68,18%) <sup>(57)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a SIM-P se distribui mundialmente, mas há diferenças em relação à região demográfica, ao quadro socioeconômico e à variante viral <sup>(23, 25, 26, 42)</sup>. A problemática da SIM-P é o número de casos subestimados, pois era uma doença desconhecida antes do surgimento da COVID-19, assim, nem todos os casos foram relatados e os casos no início da pandemia podem não ter sido reconhecidos. É um desafio estimar a incidência de SIM-P por criança infectada com SARS-CoV-2, porque durante a infecção aguda esses indivíduos geralmente são assintomáticos e, portanto, podem não ser testados <sup>(17, 18, 19, 20)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte dos estudos apresentados nesta revisão associam uma maior prevalência de SIM-P em crianças em idade escolar e adolescentes, em média 8 anos de idade, sendo o sexo masculino mais afetado <sup>(20, 21, 22, 42, 50)</sup>. Dados revelam que a população negra e hispânica são as mais afetadas pela SIM-P e aqueles que têm disparidade econômica, devido à falta de acesso à hospitalização, ao tratamento adequado e às imunizações, surgindo assim um problema de esfera social significativo <sup>(23, 42, 50)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na América Latina, a SIM-P foi mais amplamente relatada em comparação com outros países em desenvolvimento, talvez devido a opiniões políticas divergentes em relação à abordagem da pandemia e às políticas de bloqueio que tornam as crianças mais expostas à infecção durante as atividades diárias, o que reforça ainda mais o ponto de vista de que as crianças da etnia hispânico-latina correm maior risco de desenvolver SIM-P <sup>(24)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas mais comuns apresentados foram febre, sintomas gastrointestinais, dor abdominal, eritema e erupção cutânea e conjuntivite não purulenta <sup>(16, 20, 22, 23, 57)</sup>. Diferentemente da COVID-19 grave, a SIM-P, geralmente, apresenta acometimento sistêmico extrapulmonar e ausência de problemas respiratórios graves. Comorbidades cardíacas, obesidade e história prévia de asma são comumente observadas <sup>(16, 27, 28, 29)</sup> .</p>



<p class="wp-block-paragraph">A epidemiologia da SIM-P também pode mudar devido à exposição generalizada na população pediátrica com ondas subsequentes de COVID-19, especialmente a variante Omicron, bem como o aumento das taxas de vacinação. Alguns dados sugerem que SIM-P é menos comum e menos grave com a variante Omicron em comparação com variantes anteriores <sup>(25, 26)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.&nbsp;&nbsp; Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A fisiopatologia dessa afecção ainda não é bem compreendida, contudo, há o conhecimento de que a superexpressão de vias imunológicas inatas levam ao surgimento da SIM-P, assim como aumento da gravidade e complicações. O IFN-γ foi identificado como uma citocina chave, com níveis aumentados associados à gravidade da doença e envolvimento do sistema de órgãos. Além disso, o aumento da interleucina 6 (IL-6) é responsável pela “tempestade de citocinas” e, consequentemente, pela inflamação sistêmica que pode desenvolver a síndrome respiratória aguda <sup>(25, 35, 42, 44)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, a SIM-P apresenta um amplo espectro clínico, muitas vezes, dificultando a identificação desta. O início dos sintomas aparecem 2 a 6 semanas, após exposição ao SARS-CoV-2. No entanto, casos raros de SIM-P ocorrendo &gt; 6 semanas após a infecção aguda por SARS-CoV-2 foram relatados. Nesses casos, uma investigação completa para outras causas da apresentação precisa ser realizada <sup>(26)</sup>. Devido ao alto índice de desregulação de fatores imunológicos, os pacientes pediátricos apresentam febre persistente como principal sintoma associado em todos estudos relatados, geralmente a aferição é maior ou igual a 38 graus, com duração média de 4 a 5 dias <sup>(43, 44, 48, 52)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil os sintomas mais comuns incluíram febre persistente em 100% dos casos, distúrbios gastrointestinais ocorreram em 80% seguidos dos respiratórios (70%), cardiológico (60%), rash cutâneo (55%), neurológico (50%), conjuntivite (40%), hipertensão arterial (35%) , linfadenomegalia (20%) e oligúria (15%) <sup>(57)</sup>.&nbsp; Os achados laboratoriais revelaram proteína significativa de marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR) e a IL-6. A ecocardiografia comprovou anormalidades cardíacas em cerca de 80% dos pacientes, sendo a disfunção ventricular esquerda a alteração mais frequente <sup>(27, 29)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envolvimento gastrointestinal foi comumente proeminente nos estudos. Segundo o Boletim Epidemiológico 153, cerca de 82% dos pacientes pediátricos apresentaram sintomas gastrointestinais apresentando dor abdominal, vômitos e diarreia. Há relatos de dores abdominais tão intensas que se assemelhavam a quadro de apendicite e tiveram que ser submetidas a cirurgia de urgência por suspeita de peritonite ou apendicite que resultou no diagnóstico de SIM-P <sup>(22, 38, 43, 44, 48, 52)</sup>. A imagem abdominal pode mostrar ascite, linfonodos mesentéricos aumentados, inflamação do apêndice e espessamento da parede do trato intestinal <sup>(27)</sup>. Apesar de sintomas gastrointestinais serem elevados, há poucos relatos em relação à conduta terapêutica desse sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas dermatológicos ou mucocutâneos ocorrem em 85% das crianças de 0 a 5 anos de idade, mas apenas 60% dos adolescentes de 13 a 20 anos de idade <sup>(28)</sup>. Segundo estudos, são sintomas/sinais semelhantes aos observados na DK, com o surgimento de hiperemia conjuntival, lábios vermelhos e fissurados, língua em morango, linfadenopatia cervical, erupções cutâneas, edema palmar/plantar e eritema, e descamação de dígitos. Além disso, uma variedade de erupções cutâneas foi descrita como maculopápulas eritematosas, placas anulares, erupções morbiliformes, eritrodermia e lesões semelhantes à urticária que podem se localizar em todas as partes do corpo e estar associadas a descamações <sup>(27, 30, 48, 52)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos subjacentes à lesão cardiovascular no SIM-P não são completamente compreendidos, mas acredita-se que resultem da toxicidade direta do cardiomiócito viral, disfunção microvascular e/ou inflamação. Evidências de envolvimento cardiovascular são relatadas em 40% a 80% dos pacientes e incluem peptídeo natriurético cerebral elevado e troponina, disfunção ventricular, derrame pericárdico, dilatação ou aneurisma da artéria coronária e arritmias <sup>(28, 29, 40, 43, 46, 48, 52)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de critérios clínicos, associados a exames laboratoriais e de imagem, tem sido crucial para o diagnóstico preciso da SIM-P. Diante disso, foram desenvolvidos sistemas de identificação para definição de caso cujo protocolos do CDC e da OMS são os mais utilizados pelo mundo, mas divergem em poucos aspectos. No Brasil, o Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) foram responsáveis pela definição de critérios de estabelecimento dos sinais e sintomas, achados laboratoriais, a fim de identificar precocemente casos de SIM-P e orientar quanto à conduta terapêutica (tabela 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1.</strong> Protocolos e condutas segundo organizações mundiais e nacionais entre os anos de 2020 a 2023.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">CDC</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; OMS</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indivíduos &lt; 21 anos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crianças e adolescentes (0-19 anos)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crianças e adolescentes (0-19 anos)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre ≥ 38°C ou febre subjetiva por ≥ 24 h</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre &gt; 3 dias</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre &gt; 38°C e &gt; 3 dias</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Um ou mais dos seguintes: PCR, VHS, fibrinogênio, procalcitonina, D-dímero, ferritina, LDH ou IL-6 elevados; neutrófilos elevados ou linfócitos reduzidos; albumina baixa</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Marcadores elevados de inflamação, como ESR*, proteína C-reativa ou procalcitonina</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Marcadores inflamatórios elevados VHS, PCR ou procalcitonina, entre outros</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">≥2 sistemas: cardíaco, renal, respiratório, hematológico, gastrointestinal, dermatológico, neurológico</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">≥2 manifestações: 1. erupção cutânea, conjuntivite, sinais mucocutâneos; 2. hipotensão/choque; 3. disfunção miocárdica, pericardite, valvulite, anormalidades coronárias; 4. coagulopatia (por PT, PTT, d-dímeros); 5. problemas gastrointestinais agudos (diarréia, vômito, dor abdominal)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">≥ 2 sinais ou sintomas: conjuntivite não purulenta ou lesão cutânea bilateral ou sinais de inflamação mucocutânea; hipotensão ou choque; manifestações de disfunção miocárdica, pericardite, valvulite ou anormalidades coronárias; evidência de coagulopatia; manifestações gastrointestinais agudas</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autor (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos achados laboratoriais, há destaque para o aumento dos marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS), utilizados para avaliar a presença e a intensidade da resposta inflamatória sistêmica <sup>(38)</sup>. Além disso, os marcadores imunológicos, incluindo a contagem de linfócitos, a dosagem de imunoglobulinas e a pesquisa de autoanticorpos, têm um símbolo na caracterização da resposta imune no SIM-P. Os parâmetros hematológicos, como a contagem de plaquetas e os níveis de hemoglobina, também foram avaliados como indicadores de disfunção hematológica associados à síndrome <sup>(43)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confirmação da infecção prévia pelo SARS-CoV-2 também é necessária por meio de testes sorológicos ou de PCR. Exames de imagem, como ecocardiograma e ressonância magnética, podem ser realizados para avaliar a função cardíaca e a presença de anormalidades vasculares <sup>(40, 43)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que não existe um marcador único que seja específico e sensível o suficiente para o diagnóstico exclusivo do SIM-P. Portanto, a interpretação clínica dos resultados laboratoriais deve ser realizada de forma integrada, considerando o contexto clínico e outros achados clínicos e radiológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diagnóstico diferencial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico diferencial da SIM-P é complexo, devido às sobreposições de sintomas e das manifestações clínicas com outras doenças inflamatórias. A doença de Kawasaki (DK) é frequentemente confundida com a SIM-P devido a semelhança de sintomas, como febre persistente e envolvimento cardiovascular. A sepse e outras condições infecciosas, como a própria COVID-19, também podem apresentar sinais clínicos sobreponíveis à SIM-P. Além disso, doenças inflamatórias como a síndrome do choque tóxico podem ter manifestações semelhantes, mas requerem abordagens terapêuticas diferentes (Tabela 2).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2.</strong> Principais apresentações dos diagnósticos diferenciais da SIM-P em escala mundial do ano de 2020 a 2023.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">SIM-P</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Doença de Kawasaki</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Choque tóxico</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crianças entre 8-10 anos de idade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crianças &lt; 5 anos de idade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crianças &gt; 10 anos de idade</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">A sorologia pode ser positiva para Sars-COV-2 ou há histórico de contato com o vírus</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sem etiologia identificada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Infecção estafilocócica ou estreptocócica</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Maior prevalência em meninos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Maior prevalência em meninos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Maior prevalência em meninas</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Manifestações gastrointestinais presentes na maioria dos pacientes</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Os sintomas gastrointestinais não são comuns</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Predomínio de erupção cutânea e hipotensão</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Níveis aumentados de marcadores inflamatórios</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Leucocitose neutrofílica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Leucocitose neutrofílica</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Instabilidade hemodinâmica e necessidade de suporte em UTI</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Menos de 5% necessita de suporte em UTI</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geralmente necessita de suporte em UTI</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autor (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora compartilhe alguns sintomas com a DK, como febre alta, erupção cutânea e conjuntivite, o SIM-P tende a apresentar uma inflamação mais sistêmica, afetando órgãos como o coração, pulmões e sistema gastrointestinal. Além disso, os pacientes com SIM-P podem apresentar marcadores inflamatórios mais elevados e necessitar de suporte intensivo, como ventilação mecânica. Aproximadamente 5% dos pacientes com doença de Kawasaki desenvolvem choque cardiovascular, necessitando de suporte inotrópico, em comparação com aproximadamente &gt; 50% dos pacientes SIM-P que desenvolvem choque cardiogênico requerendo tratamento na UTI <sup>(38, 40,43, 45, 46, 47)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O choque tóxico é uma reação grave e potencialmente fatal do sistema imunológico em resposta à toxina produzida por certas cepas de bactérias, como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Esta condição resulta em uma resposta inflamada aguda e sistêmica, levando a sintomas como febre alta, hipotensão, erupções cutâneas, disfunção de órgãos e, possivelmente, choque. Portanto, apesar das sobreposições de alguns sintomas clínicos, o choque tóxico é uma emergência médica que requer tratamento imediato com antibióticos e terapia de suporte. Já o tratamento da SIM-P, associada à infecção prévia pelo vírus SARS-CoV-2, envolve cuidados hospitalares intensivos, incluindo terapias anti-inflamatórias e suporte à função cardíaca <sup>(39, 40)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5.&nbsp;&nbsp; Manejo clínico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da SIM-P visa controlar a inflamação, fornecer suporte para a função orgânica comprometida e prevenir complicações graves, com apoio de uma equipe multidisciplinar envolvendo o pediatra, infectologista, cardiologista, reumatologista e intensivista. Devido à raridade e complexidade da doença, o manejo clínico é baseado em evidências limitadas e na experiência clínica de cada profissional de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à terapêutica instituída no Brasil, é constituída de uso de imunoglobulina endovenosa (64%), de corticosteroides (60,7%), UTI (59,1%), anticoagulante (36,9%), uso de drogas vasoativas (24,7%), ventilação invasiva (19,8%) e antivírico em 7,8% dos casos <sup>(57)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas de suporte são fundamentais e incluem suporte terapêutico, hidratação adequada, suporte cardiovascular e manejo da disfunção orgânica, seguindo o protocolo inicial de estabilização do paciente, semelhante ao manejo de choque <sup>(51, 52)</sup>. A terapia anti-inflamatória, como o uso de imunoglobulina intravenosa e corticosteróides, tem sido amplamente aceita para modular a resposta inflamatória exacerbada. A imunomodulação através do agente Tocilizumabe tem sido investigada como uma opção terapêutica, devido a função de anticorpo monoclonal humanizado que atua bloqueando receptores de IL-6 <sup>(31, 39, 43, 44)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao uso de corticosteróides, deve ser considerado junto com a IgEV nos casos graves e nos que foram refratários a sua infusão. Pode ser administrado em forma de pulsoterapia (10–30 mg/kg/dia de metilprednisolona por um a três dias consecutivos), seguida de 2 mg/kg/dia por cinco dias, devendo sua dose ser diminuída gradualmente ao longo de duas a três semanas <sup>(32, 37, 51)</sup>. Essa associação também pode resultar no menor risco de febre, menor incidência de recebimento de tratamentos adjuvantes e um menor risco de disfunção cardiovascular <sup>(33 ,34)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sugeriram que a aspirina pode atuar no controle da inflamação sistêmica e na melhora dos sintomas associados à síndrome. Acredita-se que sua propriedade anti-inflamatória, inibindo a produção de prostaglandinas e outras emissões inflamatórias, pode exercer efeitos expressivos nesses pacientes <sup>(47, 52, 53)</sup>. Contudo, é importante ressaltar que a dosagem e o protocolo de tratamento com aspirina em crianças devem ser cuidadosamente ajustados, levando em consideração a idade, o peso e a gravidade do quadro clínico de cada paciente. Ademais, quando há o envolvimento o acompanhamento de longo prazo desses pacientes é necessário após a alta através de exames com ecocardiograma ou ressonância magnética da área cardíaca, além de continuidade do tratamento medicamentoso <sup>(46, 51, 52)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, há relatos limitados de casos de SIM-P em pacientes pediátricos após a vacinação contra a COVID-19. A maioria desses relatos ocorreu após a vacinação com as vacinas de mRNA, como as vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna. Os casos relatados foram geralmente leves a moderados, com sintomas semelhantes à SIM-P relacionados à infecção por SARS-CoV-2. No entanto, a ocorrência desses casos é extremamente rara, considerando-se o grande número de indivíduos vacinados em todo o mundo. Os benefícios da vacinação contra a COVID-19, incluindo a redução do risco de infecção grave e complicações associadas, superam em muito os riscos potenciais de desenvolver SIM-P após a vacinação. Além disso, as características clínicas e a gravidade dos casos de SIM-P após a vacinação parecem ser semelhantes à SIM-P relacionadas à infecção pelo vírus <sup>(36)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental monitorar e avaliar continuamente a segurança da vacinação, especialmente em relação ao SIM-P e outras condições adversas, por meio de monitoramento epidemiológico e estudos clínicos bem controlados. A educação dos profissionais de saúde e do público em geral é fundamental para promover uma compreensão adequada dos benefícios e riscos da vacinação contra a COVID-19.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4&nbsp;&nbsp; CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) é uma condição rara e complexa que tem se tornado um desafio crescente para a comunidade médica. Este artigo abordou a investigação, diagnóstico e tratamento da SIM-P, buscando aprofundar o entendimento sobre seus aspectos clínicos e imunológicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados sobre a SIM-P enfrenta desafios, incluindo a falta&nbsp; de consenso em critérios diagnósticos, subnotificação e variabilidade na identificação da síndrome. A vigilância epidemiológica contínua é fundamental para monitorar e responder às mudanças na incidência e na distribuição geográfica dessa afecção. Assim, a melhora da qualidade dos dados epidemiológicos é crucial para uma compreensão mais exata da prevalência da síndrome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises detalhadas revelaram que a SIM-P se caracteriza por uma resposta inflamatória desregulada e sistêmica em crianças previamente expostas ao SARS-CoV-2, causando manifestações clínicas diversas que podem afetar múltiplos sistemas do organismo. O diagnóstico precoce e acurado é essencial para evitar complicações graves e permitir uma intervenção terapêutica adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo deste estudo, identificou-se padrões distintos de apresentação clínica e laboratorial, bem como alterações imunológicas peculiares, que podem contribuir para a fisiopatologia da síndrome. Dessa forma, destacamos a importância de uma abordagem multidisciplinar para o manejo desses pacientes, envolvendo pediatras, infectologistas, imunologistas e outros especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As opções terapêuticas disponíveis têm evoluído à medida que o conhecimento sobre a SIM-P avança. O tratamento imunomodulatório, como o uso de corticosteróides e imunoglobulinas intravenosas, tem se mostrado eficaz para reduzir a inflamação e melhorar os desfechos clínicos. No entanto, a individualização do tratamento é essencial, considerando as particularidades de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluímos que a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica é uma condição clínica emergente e complexa, cujo entendimento ainda está em constante evolução. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais e sintomas sugestivos dessa síndrome, a fim de realizar um diagnóstico precoce e instituir uma terapêutica adequada, visando melhorar a sobrevida e a qualidade de vida desses pacientes. Além disso, a pesquisa contínua é imprescindível para compreender a natureza multifacetada acerca da SIM-P e suas implicações na saúde pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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</ol>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: fabricia.teixeira@souunit.com.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup> Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: alarocha2205@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup> Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: marinafreired@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup> Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: manuela.naiane@gmail</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>5</sup> Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: thayna.bezerra@souunit.com.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>6</sup> Docente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: maria.julia@souunit.com.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>7</sup> Docente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes <em>Campus</em> Farolândia e-mail: sonialima.cirurgia@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A UTILIZAÇÃO DE ESTRATÉGIAS LÚDICAS PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE À ESCOLARES NO INTERIOR DO CEARÁ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-utilizacao-de-estrategias-ludicas-para-promocao-de-saude-a-escolares-no-interior-do-ceara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 17:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 126/SET 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=96233</guid>

					<description><![CDATA[THE USE OF PLAYFUL STRATEGIES TO PROMOTE HEALTH IN SCHOOLS IN CEARÁ REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428469 Tatiana Santos da Silva[1]Daniele Maria da Silva[2]Israel de Medeiros Oliveira[3]Erika Vanessa Serejo Costa[4]Luana Silva Sousa[5]Ana Cristina Rodrigues Martins[6]José Soares Barbosa Filho[7] RESUMO A educação em saúde é parte essencial na construção de atitudes saudáveis e sua definição vai além da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>THE USE OF PLAYFUL STRATEGIES TO PROMOTE HEALTH IN SCHOOLS IN CEARÁ</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8428469</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Tatiana Santos da Silva</strong><a id="_ftnref1" href="#_ftn1"><sup>[1]</sup></a><br><strong>Daniele Maria da Silva</strong><a id="_ftnref2" href="#_ftn2"><sup>[2]</sup></a><br><strong>Israel de Medeiros Oliveira</strong><a id="_ftnref3" href="#_ftn3"><sup>[3]</sup></a><br><strong>Erika Vanessa Serejo Costa</strong><a id="_ftnref4" href="#_ftn4"><sup>[4]</sup></a><br><strong>Luana Silva Sousa</strong><a id="_ftnref5" href="#_ftn5"><sup>[5]</sup></a><br><strong>Ana Cristina Rodrigues Martins</strong><a id="_ftnref6" href="#_ftn6"><sup>[6]</sup></a><br><strong>José Soares Barbosa Filho</strong><a id="_ftnref7" href="#_ftn7"><sup>[7]</sup></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação em saúde é parte essencial na construção de atitudes saudáveis e sua definição vai além da transmissão de informações. Ela se constrói mediante combinações de experiências de aprendizagem que facilitam ações conducentes à saúde, inclusive a saúde bucal. A prevenção e a educação em saúde desempenham um papel fundamental na aquisição de conhecimento e na alteração de comportamentos em relação à higiene e alimentação saudável. A promoção da saúde na prevenção da carie em crianças é crucial na odontologia. As escolas, como parceiras na educação, proporcionam um ambiente ideal para essa integração. Esse artigo é do tipo descritivo e trata-se de um relato de experiência de educação em saúde, conduzida por estudantes de odontologia em uma escola de ensino infantil na cidade de Tianguá-Ceará, para crianças de idade entre 4 e 5 anos, utilizando de abordagens lúdicas, e brincadeiras, e tem como objetivo fazer uma análise comportamental das crianças relacionada as estratégias lúdicas como aliada nas ações de educação em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Saúde bucal. Educação em saúde. Odontologia. Orientação infantil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1 INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A educação em saúde é um processo que envolve a troca de informações, realizado por um profissional de saúde através de palestras e materiais informativos para promover e transmitir conhecimentos a comunidade, para que essa transferência de conhecimentos ocorra de forma eficaz se faz necessário que o educador utilize de técnicas pedagógicas, afim de garantir a compreensão do ouvinte. (SALSI, et al, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Ehbrecht et al (2016) “a prevenção e educação em saúde são de fundamental importância para o conhecimento e a mudança comportamental com relação aos hábitos de higiene e alimentação não cariogênica”. Sabendo que é na primeira infância, que a criança tem mais facilidade para aprender os hábitos de cuidado pessoal, a escola é um espaço fundamental para o desenvolvimento de programas educativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho está organizado em três partes. Na primeira parte do trabalho, será abordado sobre a metodologia utilizada para a realização da ação, bem como a utilizada para elaboração desse trabalho. Na segunda parte optámos por relatar em detalhes o a experiência vivida no momento da ação com o público infantil. A terceira parte relata como foi a reação e a aceitação das crianças, para com os acadêmicos e a didática que foi utilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste artigo é realizar um relato de experiência vivida pelos acadêmicos do curso de odontologia, bem como realizar uma análise comportamental das crianças envolvidas na ação de educação em saúde, com a utilização das estratégias lúdicas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um trabalho descritivo, do tipo relato de experiência, de uma atividade da disciplina de estágio multiprofissional I, do curso de odontologia da Faculdade Ieducare, abordando como tema principal a prevenção de carie na infância, desenvolvida pelos acadêmicos do 6º semestre dessa instituição. A ação de educação em saúde ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2023, no turno manhã, na escola de ensino infantil lar doce lar, localizada no município de Tianguá-CE, com os alunos do 5º ano, com idade entre 4 e 5 anos. A palestra abordou como tema: Prevenção da cárie através da escovação e da alimentação saudável. Os conteúdos programados e desenvolvidos foram, técnica de escovação e sua importância, bem como e &nbsp;a influência da alimentação como fator predisponente da carie na infância, para isso foram utilizados de metodologias lúdicas, como brinquedos, jogos e linguagem interativa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 RELATO DE EXPERIÊNCIA / RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento é um momento indispensável para a organização e contribuindo diretamente para o alcance de metas e objetivos, alguns dias antes da ação, ocorreu um momento em equipe para discutir a linguagem, o uso de jogos e brinquedos a serem utilizados de acordo com a idade dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Para a palestra foi confeccionado um modelo de boca lúdica em feltro, com personagens animados, personagens esses que são alguns monstrinhos representando as bactérias responsáveis por causar a carie, fio dental, creme dental e escova como super-heróis e intitulados como: “Batalhão da saúde bucal” em tamanhos grandes para facilitar a visualização das crianças, dente cariado triste remetendo a dor de dente, e um dente feliz sem carie, remetendo ao bem-estar e qualidade de vida em ter dentes saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia da ação além do uso dos brinquedos lúdicos uma das alunas usou acessórios coloridos, como tiara, saia de tule e o rosto pintado, afim de que as crianças pudessem se sentir mais à vontade com sua presença, e quebrar um pouco o medo que muitas delas sentem ao ver um profissional de jaleco branco.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagens 1. Referente ao batalhão da saúde bucal.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="271" height="366" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-270.png" alt="" class="wp-image-96234" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-270.png 271w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-270-222x300.png 222w" sizes="(max-width: 271px) 100vw, 271px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Elaborado pelo autor (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;No primeiro momento da ação os acadêmicos desejaram bom dia para as crianças e se apresentaram fazendo o uso do termo tio(a), linguagem essa muito comum a ser usada pelas criança para com os adultos, e já iniciaram a palestra apresentando a boca e sua função, abordando a importância dos dentes, e assim foi apresentado cada personagem, fazendo com que através deles as crianças aprendessem, o que é carie, qual a sua causa e seus malefícios para a saúde, o que devem fazer para preveni-la, sendo essa a escovação e como realiza-la de maneira adequada, bem como a importância da alimentação saudável para contribuir com a saúde bucal, nesse momento também foi exposto a fase de transição de troca dos dentes decíduos pelos dentes permanentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um segundo momento foram realizados jogos e brincadeiras interativas para fixar o aprendizado das crianças a respeito dos temas abordados, o primeiro jogo as crianças tiveram acesso a figuras de alimentos cariogênicos e não cariogênicos para relaciona-los ao dente saudável ou cariado, nesse momento muitos dos alunos se oferecendo e fizeram fila para participar. Para a segunda brincadeira pedimos entre as crianças apenas um voluntario, foi utilizado a figura de um sorriso, canetas, escova, e sabão líquido, a criança pintou os dentes e lhes foi explicado que é assim que os dentes ficam quando comemos, em seguida ela usou a escova e sabão para limpar a figura, com isso ela pode observar a importância da escovação após as refeições para a prevenção da cárie.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagens 2 e 3. Referente aos jogos utilizados na palestra</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="369" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-271.png" alt="" class="wp-image-96235" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-271.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image-271-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Registro fotográfico da ação (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No terceiro momento ocorreu registros da equipe de graduandos com os alunos da escola infantil através de fotos, foi então que uma das crianças elogiou a graduanda fantasiada dizendo “tia você está muito linda!”, o que fez comprovar que o uso de fantasias e ou acessórios interfere diretamente na maneira como as crianças interagem.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção de saúde como meio de prevenção da cárie para com o público infantil é muito importante na odontologia, a escola como sendo parceira na educação é um ambiente muito propício para que haja esse momento de integração entre a saúde e educação, onde são repassados conhecimentos teóricos e práticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Cota e Costa (2017), “brincar está intimamente ligado à infância e ao desenvolvimento das crianças, sendo uma das maneiras mais eficazes para envolvê-las no processo educativo, e por consequência, na promoção da saúde”. É desde o nascimento, até o sexto ano de vida, que a criança tem uma maior capacidade de aprendizado, pois durante esse período o cérebro passa por grande parte de seu desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio de atividades lúdicas é possível aprimorar o processo de aprendizado, criando uma dinâmica interativa, que permite desenvolver hábitos e habilidades de autocuidado, tendo como finalidade a melhoria da qualidade de vida e a saúde das crianças. Com o uso de atividades lúdicas esse processo é facilitado, deixando-o mais descontraído, dinâmico e de fácil entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer da ação, a autora pode observar constantemente muitos olhares curiosos vindos por parte das crianças em direção aos brinquedos lúdicos, foi possível constatar uma grande aceitação para escutar as informações dadas durante a palestra, assim como bastante interesse em questionar, opinar e principalmente em participar das brincadeiras, E através dessas atividades pudemos observar que as crianças realmente absorveram conhecimento sobre a alimentação e sobre a importância da higiene oral. Por meio do uso de metodologias e recursos lúdicos, perceberam-se através da reação, aceitação que os resultados foram satisfatórios e o emprego das atividades lúdicas foi um ponto crucial e determinante na obtenção desses resultados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5 CONCLUSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Neste trabalho abordámos sobre a importância das ações de educação em saúde para com o público infantil, bem como o relato de experiência dessa vivência fazendo o uso de atividades lúdicas e concluímos que através dessas estratégias é possível obter um resultado satisfatório no interesse e aprendizado das crianças. Este trabalho foi muito importante para o aprofundamento deste tema, visto que permitiu-nos compreender melhor de maneira pratica sobre a educação em saúde, além de ter nos permitido desenvolver e aperfeiçoar competências de didática, planejamento, investigação, organização e comunicação da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">COTA, Ana Lídia Soares; COSTA, Bárbara Jéssica de Assunção; <strong>Atividades Lúdicas Como Estratégia Para A Promoção Da Saúde Bucal Infantil, </strong>Revista Saúde e Pesquisa, v. 10, n. 2, p. 365-371, maio/agosto 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EHBRECHT, H. M.; LOPES, K. S.; BENTO, A. K. M.; MAIA, C. H. M.; SILVA, C. H. F.; SILVEIRA, P. V. <strong>Palestra Educativa Na Promoção De Saúde Bucal Com Alunos Da Creche-Escola Rainha Da Paz De Quixadá-CE, </strong>Jornada Odontológica Dos Acadêmicos Da Católica – JOAC, V. 2, N. 2, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENESES, P. V. S.; BARBOSA, É. P.; WANDERLEY, F. A. C.; BANDINI, C. S. M.; <strong>Atividades lúdicas para promoção de saúde bucal em escolares: revisão de literatura, </strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde &#8211; REAS, Vol.13, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PONTE, Y. O.; GIRÃO, D. C.; FONTES, N. M.; CARNEIRO, S. V.; VASCONCELOS, A.; MARTINS, L. F. B.; MENDES, T. A. D.; ALENCAR, K. E. S.; RODRIGUES, Í. S. C.; NUNES, T. N. B.; <strong>Educação em saúde bucal em uma creche pública municipal no interior do Ceará, </strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde &#8211; REAS, Vol.12, e2530, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIGAUD, C. H. S.; SANTOS, B. R.; COSTA, P.; TORIYAMA, A. T. M.; <strong>Promoção da higiene bucal de pré-escolares: efeitos de uma intervenção educativa lúdica, </strong>Rev Bras Enferm. maio/junho 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALCI et al. <strong>Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 1, n. 22, p.224-230, mar. 2013.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>1</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: <a href="mailto:dra.tatianasant@gmail.com">dra.tatianasant@gmail.com</a><br><a href="https://orcid.org/0009-0004-5398-8152">https://orcid.org/0009-0004-5398-8152</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>2</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: dani.site@hotmail.com<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0008-5273-0749">https://orcid.org/0009-0008-5273-0749</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>3</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail israelmedeiros@live.com<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-6845-1965">https://orcid.org/0000-0001-6845-1965</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>4</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: <a href="mailto:erikaserejo@fied.edu.br">erikaserejo@fied.edu.br</a><br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-9204-8164">https://orcid.org/0000-0001-9204-8164</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>5</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: luana.silva@fied.edu.br<br><strong> </strong>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-9082-0402">https://orcid.org/0000-0002-9082-0402</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>6</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: ana.cistiana@fied.edu.br<br>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0002-5767-2986">https://orcid.org/0009-0002-5767-2986</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><strong>7</strong></sup>Faculdade IEDUCARE, Brasil<br>E-mail: soares.barbosa@fied.edu.br</p>
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