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	<title>Volume 27 &#8211; Edição 124/JUL 2023 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 21:20:53 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 27 &#8211; Edição 124/JUL 2023 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>O PAPEL DA ENGENHARIA CIVIL NA EXPANSÃO DE REDES EMPRESARIAIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 19:46:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202502271643 Alan Fernandes da Mota RESUMO A engenharia civil exerce uma função estratégica na expansão de redes empresariais, sendo responsável pelo planejamento, concepção e execução de infraestruturas que viabilizam o crescimento sustentável e competitivo das empresas. Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre engenharia civil e redes empresariais, evidenciando a importância [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202502271643</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alan Fernandes da Mota</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A engenharia civil exerce uma função estratégica na expansão de redes empresariais, sendo responsável pelo planejamento, concepção e execução de infraestruturas que viabilizam o crescimento sustentável e competitivo das empresas. Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre engenharia civil e redes empresariais, evidenciando a importância da infraestrutura adequada para a otimização dos processos operacionais, a redução de custos e a modernização dos espaços empresariais. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão de literatura, utilizando uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada na análise de artigos científicos, dissertações e relatórios técnicos sobre o tema. Os resultados demonstraram que a engenharia civil é um fator determinante para a eficiência das redes empresariais, pois possibilita a criação de ambientes mais flexíveis, inteligentes e sustentáveis, alinhados às exigências do mercado globalizado. Além disso, identificou-se que a adoção de tecnologias emergentes, como o Building Information Modeling (BIM) e a automação predial, tem impulsionado a modernização das infraestruturas empresariais, promovendo maior eficiência energética e segurança operacional. Conclui-se que a engenharia civil continuará sendo um pilar importante para a expansão empresarial, exigindo investimentos contínuos em inovação e planejamento estratégico para garantir o desenvolvimento sustentável dos negócios e da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Engenharia civil. Expansão empresarial. Infraestrutura. Sustentabilidade. Tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Civil engineering plays a strategic role in the expansion of business networks, being responsible for the planning, design, and execution of infrastructures that enable sustainable and competitive business growth. This study aims to analyze the relationship between civil engineering and business networks, highlighting the importance of adequate infrastructure for optimizing operational processes, reducing costs, and modernizing business spaces. The research was developed through a literature review, using a qualitative and exploratory approach based on the analysis of scientific articles, dissertations, and technical reports on the subject. The results showed that civil engineering is a determining factor for the efficiency of business networks, as it enables the creation of more flexible, intelligent, and sustainable environments, aligned with the demands of the globalized market. Furthermore, it was identified that the adoption of emerging technologies, such as Building Information Modeling (BIM) and building automation, has driven the modernization of business infrastructures, promoting greater energy efficiency and operational security. It is concluded that civil engineering will continue to be an essential pillar for business expansion, requiring continuous investments in innovation and strategic planning to ensure the sustainable development of businesses and the economy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Civil engineering. Business expansion. Infrastructure. Sustainability. Technology.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A engenharia civil atua na expansão de redes empresariais, pois é a base para o desenvolvimento da infraestrutura necessária à consolidação de negócios e à ampliação de mercados. A construção civil, enquanto setor estratégico, possibilita a criação de espaços comerciais, industriais e logísticos que fomentam a integração econômica e social, tornando-se essencial para o crescimento sustentável das empresas. Com a crescente globalização e a necessidade de adaptação às novas dinâmicas do mercado, a engenharia civil assume protagonismo na estruturação de redes empresariais que exigem eficiência, inovação e planejamento estratégico para garantir competitividade e longevidade nos mais diversos segmentos da economia (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interconexão entre empresas e mercados tem sido potencializada por inovações na engenharia civil, que aprimoram a conectividade e a acessibilidade, impulsionando novos modelos de negócio e ampliando o alcance geográfico das empresas. Estruturas modernas e inteligentes, aliadas ao uso de tecnologias avançadas, possibilitam a criação de ambientes corporativos mais dinâmicos e produtivos, reduzindo custos operacionais e aumentando a eficiência dos empreendimentos. Ademais, o setor tem sido fundamental na concepção de projetos sustentáveis, que minimizam impactos ambientais e garantem maior responsabilidade social no crescimento das redes empresariais (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças econômicas e sociais dos últimos anos evidenciam a necessidade de adaptar a engenharia civil aos novos desafios do mercado, exigindo um planejamento mais rigoroso e uma visão estratégica sobre o papel das infraestruturas empresariais. A evolução das cidades e a ampliação das áreas comerciais são indicativos de que a construção civil não apenas acompanha, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico. Empresas que desejam expandir sua atuação precisam investir em infraestrutura de qualidade, otimizando espaços e garantindo a adequação às demandas crescentes por eficiência e inovação no setor (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A competitividade empresarial está diretamente relacionada à qualidade das infraestruturas disponíveis, tornando a engenharia civil um fator determinante para o sucesso na expansão de redes empresariais. Projetos bem planejados garantem melhores condições para a logística, o armazenamento de produtos e a eficiência na mobilidade urbana, fatores essenciais para a sustentação e o crescimento de negócios. Dessa forma, o setor de engenharia civil assume uma função estratégica, influenciando desde a escolha dos locais para novos empreendimentos até a criação de soluções inovadoras para maximizar a produtividade empresarial (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente adoção de tecnologias emergentes na engenharia civil tem transformado significativamente a maneira como os espaços empresariais são concebidos e gerenciados. A implementação de ferramentas digitais, como o Building Information Modeling (BIM), tem permitido um planejamento mais eficiente e a redução de erros em projetos complexos. A utilização de materiais mais sustentáveis e técnicas construtivas inovadoras têm reduzido o desperdício de recursos e aumentado a durabilidade das infraestruturas, impactando positivamente na economia das empresas e no meio ambiente (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a engenharia civil e a expansão de redes empresariais se fortalece à medida que o setor construtivo se adapta às exigências do mercado global. A necessidade de espaços empresariais multifuncionais e adaptáveis exige abordagens mais sofisticadas na concepção e execução dos projetos.Ademais, o uso de tecnologias como automação predial e sistemas inteligentes de gestão de edificações tem permitido maior controle sobre os processos operacionais, otimizando a eficiência e garantindo maior segurança para as empresas e seus clientes (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A logística e a distribuição de mercadorias são aspectos fundamentais para a expansão das redes empresariais, e a engenharia civil opera como determinante na viabilização dessas operações. A construção de centros de distribuição, galpões logísticos e infraestrutura de transporte eficiente permite que empresas alcancem mercados mais amplos e reduzam custos operacionais. Com um planejamento adequado, é possível otimizar fluxos de transporte e minimizar gargalos, tornando os processos mais ágeis e sustentáveis (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A urbanização acelerada e o crescimento populacional impõem desafios à engenharia civil na criação de espaços empresariais que atendam às necessidades das empresas e da sociedade. A demanda por edifícios mais versáteis e sustentáveis tem levado o setor a investir em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias, buscando soluções mais eficientes e acessíveis. A adoção de conceitos como cidades inteligentes e construções ecológicas tem sido um diferencial para empresas que desejam se destacar no mercado, demonstrando comprometimento com a sustentabilidade e a inovação (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração da engenharia civil com outras áreas do conhecimento tem sido um fator determinante para a inovação no setor. A colaboração entre engenheiros, arquitetos, urbanistas e especialistas em tecnologia tem possibilitado a criação de soluções mais eficientes e adaptáveis às novas exigências do mercado. Esse trabalho multidisciplinar tem permitido o desenvolvimento de projetos mais completos e funcionais, garantindo que as infraestruturas empresariais sejam concebidas de forma estratégica e alinhadas às necessidades do mundo contemporâneo (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, compreender os impactos da engenharia civil na expansão de redes empresariais e como suas inovações podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social é importante. Este estudo busca analisar o papel desse setor no fortalecimento das empresas e no aprimoramento das infraestruturas necessárias para o crescimento sustentável. Para isso, serão exploradas as principais tendências e desafios enfrentados pela engenharia civil, destacando sua importância na criação de ambientes empresariais modernos, eficientes e integrados às demandas do século XXI (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de espaços empresariais mais sustentáveis e tecnologicamente avançados têm impulsionado o setor de engenharia civil a buscar novas soluções para atender às demandas do mercado global. A adoção de práticas construtivas mais inteligentes e eficientes tem sido um fator necessário para empresas que desejam expandir suas operações de forma sustentável e competitiva. O uso de novas metodologias e materiais inovadores tem possibilitado a criação de infraestruturas que aliam qualidade, durabilidade e respeito ao meio ambiente, garantindo maior valorização dos empreendimentos (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A globalização tem impactado diretamente o setor da engenharia civil, tornando as demandas por infraestrutura cada vez mais complexas e diversificadas. O crescimento das redes empresariais exige projetos que integrem diferentes tecnologias e soluções inovadoras para otimizar a utilização dos espaços e melhorar a eficiência operacional das empresas. Dessa forma, a engenharia civil se apresenta como uma área fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade dos negócios em um mundo cada vez mais dinâmico e interconectado (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REVISÃO DE LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção de infraestruturas estratégicas viabiliza o crescimento de empresas e fortalece a competitividade no mercado global, sendo fundamental para a criação de espaços físicos adequados às demandas corporativas. Para compreender essa interseção entre engenharia civil e redes empresariais, é necessário analisar conceitos relacionados à infraestrutura, planejamento estratégico, inovação tecnológica e sustentabilidade, abordando como esses fatores influenciam o crescimento e a consolidação de empreendimentos comerciais e industriais (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 A IMPORTÂNCIA DA INFRAESTRUTURA NA EXPANSÃO EMPRESARIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento das redes empresariais está diretamente relacionado à disponibilidade e à qualidade da infraestrutura, pois a viabilidade de novos negócios depende de estruturas adequadas para sua operação e logística. A engenharia civil, nesse contexto, assume a responsabilidade de projetar e construir edificações, sistemas viários e instalações que garantam eficiência no transporte, armazenamento e comercialização de produtos e serviços. Empresas que investem em infraestrutura robusta conseguem ampliar sua presença no mercado, garantindo maior competitividade e sustentabilidade operacional ao longo do tempo (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interligação entre diferentes setores econômicos é potencializada pela engenharia civil, que possibilita a criação de hubs logísticos, parques industriais e complexos empresariais estruturados para otimizar fluxos produtivos. A integração entre espaços físicos e novas tecnologias tem sido um diferencial estratégico para a ampliação de redes de negócios, permitindo maior flexibilidade e eficiência no gerenciamento das operações. Dessa forma, a infraestrutura passa a ser um fator determinante para a expansão das empresas, sendo um elemento que contribui para a formulação de estratégias de crescimento (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento urbano impulsionado pela engenharia civil também influencia a localização das redes empresariais, visto que a escolha do local para a instalação de novos empreendimentos depende da disponibilidade de serviços básicos, acessibilidade e conexão com centros consumidores. A expansão dos mercados exige a adaptação das cidades e regiões para acomodar novas demandas empresariais, o que requer planejamento integrado entre o setor público e privado. O crescimento ordenado da infraestrutura empresarial resulta em benefícios econômicos e sociais, criando oportunidades de emprego e promovendo o desenvolvimento local (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E EXPANSÃO DAS REDES EMPRESARIAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso na expansão de redes empresariais depende de um planejamento estratégico eficaz, que inclui a análise detalhada das condições estruturais e logísticas oferecidas pela engenharia civil. A concepção de espaços empresariais deve levar em conta fatores como demanda de mercado, viabilidade econômica e sustentabilidade, garantindo que as infraestruturas construídas atendam às necessidades operacionais das empresas. A falta de planejamento adequado pode resultar em desperdício de recursos e baixa eficiência na utilização dos espaços, impactando negativamente o crescimento das redes empresariais (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento de novas infraestruturas empresariais deve envolver estudos de viabilidade que considerem aspectos técnicos, econômicos e ambientais, assegurando que os investimentos realizados sejam sustentáveis a longo prazo. A engenharia civil, ao atuar na projeção desses espaços, deve adotar metodologias que permitam a otimização do uso do solo e a integração das edificações com os sistemas urbanos, facilitando a mobilidade e a conectividade entre diferentes unidades de negócios. A eficiência nesse planejamento impacta diretamente na capacidade de expansão das redes empresariais, garantindo maior agilidade nos processos e reduzindo custos operacionais (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da construção física dos empreendimentos, o planejamento estratégico deve considerar a adaptação das infraestruturas às novas exigências do mercado global. A flexibilidade dos espaços empresariais permite que as empresas ampliem suas operações sem comprometer a funcionalidade de suas instalações. O uso de tecnologias avançadas na engenharia civil ajuda a projetar edificações que possam ser reconfiguradas conforme as necessidades do negócio, tornando a infraestrutura um ativo estratégico para a competitividade das redes empresariais (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA ENGENHARIA CIVIL E A EXPANSÃO EMPRESARIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da engenharia civil tem sido marcada pela incorporação de novas tecnologias, que tornam os processos construtivos mais eficientes e sustentáveis. O uso de metodologias inovadoras, como o Building Information Modeling (BIM), tem permitido maior precisão no planejamento e na execução de obras, reduzindo desperdícios e garantindo melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Empresas que adotam essas soluções conseguem otimizar sua infraestrutura, garantindo espaços mais funcionais e adaptáveis às demandas do mercado, o que favorece a expansão das redes empresariais (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inovações tecnológicas na engenharia civil também estão impactando a sustentabilidade das infraestruturas empresariais, promovendo o uso de materiais ecologicamente corretos e técnicas construtivas mais eficientes. A implementação de sistemas inteligentes para gestão de energia, climatização e segurança tem tornado os empreendimentos mais econômicos e ambientalmente responsáveis. A adoção de tecnologias como a automação predial e a Internet das Coisas (IoT) tem permitido um controle mais preciso dos processos operacionais, melhorando a eficiência e reduzindo custos (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento de novos materiais e soluções estruturais tem possibilitado a criação de infraestruturas mais leves, resistentes e duráveis, garantindo maior vida útil para os empreendimentos. Essas inovações têm sido fundamentais para atender às exigências do mercado global, permitindo que as empresas expandam suas operações sem comprometer a qualidade e a segurança de suas instalações. A engenharia civil, ao incorporar esses avanços tecnológicos, têm contribuído significativamente para a modernização dos espaços empresariais e para a consolidação das redes de negócios (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 SUSTENTABILIDADE NA ENGENHARIA CIVIL E SEU IMPACTO NAS REDES EMPRESARIAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca por práticas mais sustentáveis na engenharia civil tem se tornado uma prioridade para empresas que desejam expandir suas operações de maneira responsável. A construção sustentável envolve a adoção de técnicas que minimizam os impactos ambientais, garantindo maior eficiência energética e redução no consumo de recursos naturais. Empreendimentos que incorporam esses princípios conseguem agregar valor à sua marca e se posicionar de forma mais competitiva no mercado, atendendo às exigências dos consumidores e das regulamentações ambientais (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de certificações ambientais, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), tem sido um diferencial para empresas que buscam expandir suas operações com foco na sustentabilidade. Essas certificações garantem que os empreendimentos foram projetados e executados seguindo critérios rigorosos de eficiência energética e gestão de resíduos, proporcionando benefícios tanto econômicos quanto ambientais. A engenharia civil tem investido na utilização de materiais recicláveis e no reaproveitamento de resíduos da construção civil, reduzindo significativamente os impactos da atividade no meio ambiente (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão das redes empresariais depende cada vez mais da integração entre infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade, sendo a engenharia civil um fator determinante para garantir o equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade ambiental. As novas tendências do setor têm apontado para a necessidade de construir empreendimentos que sejam não apenas eficientes e inovadores, mas também alinhados com as exigências ambientais e sociais da atualidade (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar o objetivo do estudo, a metodologia adotada baseia-se em uma abordagem qualitativa, pautada na revisão de literatura e na análise de fontes acadêmicas que discutem a interseção entre engenharia civil e redes empresariais. A pesquisa foi estruturada de modo a permitir uma compreensão aprofundada das variáveis que influenciam a expansão empresarial, bem como das práticas mais eficazes para garantir o sucesso desses processos (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha pela abordagem qualitativa justifica-se pela necessidade de compreender, de forma ampla e contextualizada, os fatores que determinam a eficiência das infraestruturas empresariais e seu impacto no desenvolvimento econômico. Essa metodologia permite uma análise detalhada dos aspectos que envolvem a engenharia civil na construção de redes empresariais, considerando não apenas as questões técnicas, mas também os desafios e tendências que moldam esse setor. A pesquisa qualitativa possibilita ainda uma reflexão crítica sobre as práticas adotadas, permitindo a identificação de oportunidades de aprimoramento para os empreendimentos que buscam expansão sustentável e competitiva (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido por meio de uma revisão bibliográfica, baseada na seleção e análise de artigos científicos, dissertações, teses e relatórios técnicos que abordam a relação entre engenharia civil e redes empresariais. A revisão de literatura seguiu critérios rigorosos de seleção, priorizando fontes publicadas em periódicos acadêmicos reconhecidos e em bases de dados indexadas. Com isso, foram considerados estudos que apresentassem metodologias robustas e resultados relevantes para o tema, garantindo que as informações analisadas fossem fundamentadas em evidências científicas e aplicáveis ao contexto da pesquisa (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados foi realizada por meio de pesquisa documental, utilizando materiais disponíveis em bases de dados acadêmicas, tais como Scielo, Google Scholar e periódicos da área de engenharia civil e gestão empresarial. Foram priorizados estudos publicados nos últimos dez anos, a fim de garantir a atualidade das informações e a relevância dos achados para o cenário contemporâneo. Entretanto, trabalhos mais antigos que contribuíssem para o embasamento teórico da pesquisa também foram considerados, especialmente aqueles que apresentassem conceitos fundamentais para a compreensão do tema (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados seguiu uma abordagem interpretativa, buscando identificar padrões, convergências e divergências entre os estudos analisados. A técnica utilizada para a organização das informações foi a análise de conteúdo, que permitiu categorizar os principais temas discutidos na literatura e estabelecer relações entre as diferentes abordagens sobre o papel da engenharia civil na expansão empresarial. Essa metodologia possibilitou uma visão ampla e integrada do tema, permitindo compreender como diferentes fatores influenciam a infraestrutura e a competitividade das empresas (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a validade e confiabilidade da pesquisa, foram adotados critérios rigorosos na seleção das fontes e na análise das informações. A triangulação de dados foi utilizada como estratégia metodológica, combinando diferentes perspectivas teóricas e empíricas para fortalecer a fundamentação do estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão bibliográfica também permitiu identificar lacunas existentes na literatura, evidenciando a necessidade de novos estudos sobre a relação entre engenharia civil e redes empresariais. Embora haja um volume considerável de pesquisas sobre infraestrutura e desenvolvimento econômico, poucos estudos exploram especificamente como a engenharia civil pode atuar estrategicamente para impulsionar a expansão das empresas. Dessa forma, este trabalho contribui para o avanço do conhecimento na área, oferecendo uma perspectiva integradora sobre os fatores que influenciam a criação e o fortalecimento das redes empresariais (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura da pesquisa foi organizada de forma a contemplar diferentes aspectos da engenharia civil e sua relação com a expansão das redes empresariais. Inicialmente, a revisão de literatura abordou a importância da infraestrutura, destacando como a construção de espaços adequados impacta diretamente a competitividade das empresas. Em seguida, foram analisadas as estratégias de planejamento utilizadas para otimizar a expansão empresarial, evidenciando a necessidade de um planejamento eficiente e alinhado às exigências do mercado. Posteriormente, a pesquisa explorou as inovações tecnológicas na engenharia civil, demonstrando como novas metodologias e materiais têm impulsionado o desenvolvimento de infraestruturas mais modernas e funcionais (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados seguiu um roteiro sistemático, que incluiu a leitura crítica dos textos, a identificação das principais ideias e a organização das informações em categorias temáticas. Esse processo permitiu uma interpretação aprofundada dos achados, possibilitando a construção de um arcabouço teórico sólido para embasar as discussões do estudo. A abordagem utilizada garantiu que a pesquisa fosse conduzida de forma objetiva e estruturada, permitindo a identificação de tendências, desafios e oportunidades para a engenharia civil no contexto empresarial (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante da metodologia adotada foi a busca por estudos que apresentassem exemplos práticos da aplicação da engenharia civil na expansão empresarial. A análise de casos reais permitiu compreender como as infraestruturas são desenvolvidas para atender às necessidades do mercado, evidenciando boas práticas e desafios enfrentados pelas empresas. Essa abordagem complementou a revisão teórica, oferecendo um panorama mais abrangente sobre a relação entre engenharia civil e redes empresariais e permitindo a formulação de recomendações aplicáveis ao setor (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada possibilitou uma visão interdisciplinar do tema, integrando conhecimentos das áreas de engenharia civil, administração e economia. Essa abordagem permitiu compreender os impactos da infraestrutura no crescimento das redes empresariais, bem como a importância do planejamento estratégico e da inovação tecnológica para o sucesso dos empreendimentos. A interdisciplinaridade foi fundamental para ampliar a compreensão do tema e enriquecer a análise dos fatores que influenciam a expansão empresarial (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância da pesquisa está na sua capacidade de fornecer subsídios para a tomada de decisões no setor de engenharia civil e no meio empresarial. Os achados do estudo podem ser utilizados como referência para empresas, gestores e formuladores de políticas públicas, auxiliando na definição de estratégias para a construção de infraestruturas mais eficientes e sustentáveis. Os resultados obtidos contribuem para a formulação de diretrizes que orientem a integração entre engenharia civil e redes empresariais, promovendo o crescimento equilibrado e estruturado das empresas (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a metodologia adotada permitiu construir um referencial teórico sólido, que fundamenta as discussões apresentadas nos capítulos seguintes. A revisão de literatura e a análise interpretativa dos dados coletados possibilitaram compreender os desafios e oportunidades que envolvem a engenharia civil na expansão das redes empresariais. Dessa forma, o estudo contribui para o aprofundamento do conhecimento sobre o tema e oferece insights relevantes para o aprimoramento das práticas adotadas no setor (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos resultados obtidos por meio da revisão de literatura e da interpretação dos dados coletados evidencia o papel fundamental da engenharia civil na expansão de redes empresariais, destacando como a infraestrutura adequada pode impulsionar a competitividade e o crescimento sustentável das empresas. A construção de espaços empresariais eficientes e inovadores não apenas atende às necessidades operacionais dos negócios, mas também influencia diretamente sua capacidade de adaptação às novas demandas do mercado globalizado. A engenharia civil, ao atuar estrategicamente na concepção e execução dessas infraestruturas, contribui significativamente para a consolidação e a expansão das redes empresariais, garantindo que as empresas tenham condições ideais para desenvolver suas atividades e ampliar sua presença no mercado (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre infraestrutura e desenvolvimento econômico se torna evidente quando analisamos como a engenharia civil viabiliza a conectividade entre diferentes setores produtivos, criando ambientes propícios para a inovação e o crescimento sustentável das empresas. A implementação de projetos bem planejados permite otimizar a logística e a mobilidade urbana, reduzindo custos operacionais e aumentando a eficiência dos empreendimentos. Dessa forma, a infraestrutura empresarial passa a ser um fator determinante para o sucesso na expansão dos negócios, pois influencia diretamente aspectos como acessibilidade, integração entre mercados e sustentabilidade das operações empresariais (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente adoção de tecnologias inovadoras na engenharia civil tem proporcionado avanços significativos na construção de infraestruturas empresariais mais eficientes e inteligentes. O uso de ferramentas como o Building Information Modeling (BIM), aliado à automação e à digitalização dos processos construtivos, tem permitido maior precisão no planejamento e execução de projetos, reduzindo desperdícios e otimizando a utilização dos recursos disponíveis. A aplicação de materiais sustentáveis e soluções estruturais avançadas têm impactado positivamente a durabilidade e a funcionalidade das edificações, garantindo que as redes empresariais possam se expandir de maneira estruturada e responsável (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interconexão entre engenharia civil e sustentabilidade tem se tornado um fator crucial para o crescimento das redes empresariais, visto que a demanda por edificações ecologicamente responsáveis têm aumentado significativamente. Empresas que investem em construções sustentáveis não apenas reduzem seus impactos ambientais, mas também agregam valor à sua marca e fortalecem sua competitividade no mercado. A adoção de certificações ambientais e a implementação de práticas construtivas mais eficientes têm sido diferenciais estratégicos para organizações que buscam expandir suas operações de forma sustentável, garantindo o equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade socioambiental (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do planejamento estratégico na construção de infraestruturas empresariais também se reflete na capacidade das empresas de se adaptarem às mudanças do mercado e às novas exigências regulatórias. Um planejamento eficiente permite antecipar desafios e identificar oportunidades, garantindo que os investimentos em engenharia civil sejam direcionados para soluções inovadoras e de alto impacto. A integração entre diferentes áreas do conhecimento, como arquitetura, engenharia e gestão empresarial, corrobora para o desenvolvimento de espaços empresariais mais flexíveis e adaptáveis às novas demandas da economia global (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão das redes empresariais depende não apenas da construção de novas infraestruturas, mas também da requalificação e modernização dos espaços existentes, visando melhorar sua eficiência e funcionalidade. A engenharia civil tem contribuído nesse processo, utilizando técnicas avançadas de retrofit e reabilitação estrutural para transformar edificações antigas em ambientes produtivos e modernos. Essas intervenções permitem que empresas ampliem sua capacidade operacional sem a necessidade de grandes investimentos em novas construções, otimizando recursos e reduzindo impactos ambientais (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de criar ambientes empresariais mais dinâmicos e tecnologicamente avançados têm impulsionado a adoção de conceitos como as cidades inteligentes e os distritos de inovação. A engenharia civil, ao projetar e executar esses espaços, contribui para a criação de ecossistemas empresariais mais integrados e eficientes, facilitando a colaboração entre empresas e promovendo a sinergia entre diferentes setores produtivos. A infraestrutura planejada com foco na conectividade e na inovação possibilita que as empresas desenvolvam novos modelos de negócios e ampliem suas operações de maneira sustentável e competitiva (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios enfrentados pelas empresas no processo de expansão de suas redes também estão relacionados à burocracia e às dificuldades na obtenção de licenças e aprovações para novos empreendimentos. A engenharia civil, ao atuar de forma estratégica na regularização de projetos e na adaptação às normas técnicas, contribui para a superação dessas barreiras e para a viabilização de novas oportunidades de crescimento. A implementação de processos mais ágeis e eficientes na gestão das infraestruturas empresariais permite reduzir os entraves burocráticos e otimizar o tempo necessário para a conclusão dos empreendimentos, garantindo maior previsibilidade e segurança para as empresas (Martins et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência da engenharia civil na expansão das redes empresariais pode ser observada em diferentes segmentos da economia, desde o varejo até a indústria e os serviços. Cada setor apresenta necessidades específicas em relação à infraestrutura, exigindo abordagens personalizadas para garantir a adequação dos espaços às demandas operacionais das empresas. A construção de galpões logísticos, centros de distribuição e espaços comerciais modernos tem sido importante para o sucesso das redes empresariais, permitindo que as empresas otimizem sua cadeia de suprimentos e melhorem sua eficiência operacional (Neves et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investimentos em infraestrutura empresarial também geram impactos positivos para a economia local, impulsionando a geração de empregos e fomentando o desenvolvimento regional. A engenharia civil, ao projetar e executar obras que atendem às necessidades das redes empresariais, contribui para a dinamização da economia e para a criação de novas oportunidades de negócios. O crescimento das infraestruturas empresariais estimula a valorização imobiliária e a atração de novos investimentos para as regiões onde esses empreendimentos são implantados, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social (Costa &amp; Oliveira, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização dos espaços empresariais também tem sido impulsionada pela digitalização e pelo uso de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a Internet das Coisas (IoT). Essas inovações têm transformado a forma como as empresas gerenciam suas infraestruturas, permitindo maior controle sobre o consumo de energia, a segurança e a manutenção dos empreendimentos. A engenharia civil, ao incorporar essas tecnologias nos projetos de expansão empresarial, tem possibilitado a criação de ambientes mais eficientes, seguros e sustentáveis, garantindo maior competitividade para as redes empresariais (Furlan et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos resultados obtidos reforça a ideia de que a engenharia civil é importante para estruturação e no crescimento das redes empresariais, influenciando diretamente sua eficiência, competitividade e sustentabilidade. A adoção de boas práticas na construção e gestão das infraestruturas empresariais tem se mostrado necessário para garantir a longevidade e o sucesso dos empreendimentos, permitindo que as empresas se adaptem às mudanças do mercado e mantenham sua relevância no cenário global (Dias et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5</strong> <strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A engenharia civil tem se mostrado um elemento necessário para a expansão das redes empresariais, pois possibilita a criação de infraestruturas que suportam o crescimento das empresas de forma estratégica e sustentável. Ao longo deste estudo, ficou evidente que a qualidade dos espaços empresariais influencia diretamente na competitividade, na eficiência operacional e na capacidade de adaptação das organizações às mudanças do mercado. O planejamento adequado das infraestruturas empresariais permite que as empresas otimizem seus processos logísticos, reduzam custos operacionais e ampliem sua atuação geográfica, tornando-se mais resilientes diante das transformações econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil, ao acompanhar as tendências tecnológicas e as novas demandas ambientais, têm desempenhado um papel fundamental na modernização dos espaços empresariais, garantindo que as edificações sejam não apenas funcionais, mas também alinhadas aos princípios de sustentabilidade. A implementação de novas metodologias e materiais tem possibilitado edificações mais duráveis, eficientes e econômicas, permitindo que as redes empresariais cresçam sem comprometer os recursos naturais. Além disso, a digitalização da engenharia civil tem proporcionado maior precisão nos projetos, reduzindo desperdícios e aumentando a previsibilidade dos investimentos em infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também evidenciou que o planejamento estratégico da engenharia civil contribui para a viabilidade dos empreendimentos empresariais, pois permite antecipar desafios, otimizar a utilização dos espaços e garantir que as infraestruturas sejam flexíveis o suficiente para acompanhar a evolução do mercado. A integração entre engenharia, arquitetura e gestão empresarial tem sido um diferencial para a construção de espaços mais inteligentes e adaptáveis, proporcionando às empresas um ambiente favorável ao crescimento contínuo e à inovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização das infraestruturas empresariais, impulsionada pelo avanço da tecnologia, tem transformado a maneira como as empresas estruturam suas redes de negócios, permitindo maior eficiência energética, segurança aprimorada e melhor gestão dos recursos. A automação predial e a implementação de sistemas inteligentes nos edifícios têm possibilitado maior controle operacional, reduzindo desperdícios e otimizando a funcionalidade dos espaços. Ademais, a engenharia civil tem sido fundamental na adaptação dos empreendimentos às exigências regulatórias e ambientais, garantindo a conformidade com normas e certificações que reforçam a responsabilidade social e ecológica das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante identificado ao longo da pesquisa foi o impacto da infraestrutura na dinâmica do mercado e no desenvolvimento econômico das regiões onde as empresas se instalam. A construção de centros empresariais modernos impulsiona o crescimento local, gerando empregos diretos e indiretos e atraindo novos investimentos. O desenvolvimento urbano orientado pela engenharia civil tem permitido a criação de polos industriais e comerciais que fortalecem a economia e promovem o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental, favorecendo a sustentabilidade dos negócios e das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência na expansão das redes empresariais está diretamente associada à capacidade de adaptação das infraestruturas às necessidades do mercado, o que reforça a importância da engenharia civil como um fator estratégico para a longevidade dos empreendimentos. Empresas que investem na modernização e na sustentabilidade de seus espaços empresariais tendem a se destacar no cenário competitivo, garantindo maior valorização dos ativos e fortalecendo sua imagem perante clientes, investidores e parceiros comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos achados desta pesquisa, percebe-se que a engenharia civil precisa continuar evoluindo para atender às demandas do mercado globalizado, adotando soluções cada vez mais inteligentes, sustentáveis e tecnológicas. A inovação no setor tem sido um dos principais impulsionadores da transformação das infraestruturas empresariais, permitindo que empresas de diferentes segmentos ampliem suas operações com maior eficiência e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro das redes empresariais dependerá cada vez mais da capacidade de adaptação dos espaços físicos às novas exigências do mercado, o que reforça o papel estratégico da engenharia civil na concepção de ambientes flexíveis, inteligentes e sustentáveis. A construção de infraestruturas que atendam às demandas de um mundo em constante transformação exigirá um planejamento ainda mais preciso, incorporando inovações tecnológicas que aumentem a eficiência dos empreendimentos e minimizem os impactos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de modernizar e requalificar infraestruturas já existentes também se apresenta como um desafio relevante para a engenharia civil, que deve encontrar soluções para tornar edifícios antigos mais eficientes, seguros e compatíveis com as exigências do mercado contemporâneo. A reabilitação de estruturas e a aplicação de novas tecnologias na construção civil representam uma oportunidade para empresas que desejam expandir suas redes sem a necessidade de investimentos em novos terrenos ou edificações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, fica evidente que a engenharia civil continuará sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento das redes empresariais, promovendo inovações que tornarão os empreendimentos mais competitivos e adaptáveis às novas dinâmicas econômicas. A evolução do setor, aliada a estratégias inteligentes de planejamento e execução de projetos, será determinante para garantir que as empresas possam crescer de forma sustentável, minimizando riscos e maximizando oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada trouxe uma compreensão aprofundada sobre como a engenharia civil influencia diretamente a capacidade de expansão das empresas, evidenciando a importância de investimentos contínuos na modernização das infraestruturas empresariais. A adoção de práticas construtivas mais eficientes e o uso de tecnologias avançadas serão fundamentais para garantir que as empresas consigam crescer de maneira estruturada, consolidando sua posição no mercado e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, conclui-se que a engenharia civil não apenas viabiliza a expansão das redes empresariais, mas também define os parâmetros para um crescimento sustentável e inovador, permitindo que as empresas se adaptem a um cenário de constantes mudanças. O planejamento cuidadoso das infraestruturas, aliado ao uso de tecnologias emergentes, possibilita a criação de ambientes empresariais mais eficientes, seguros e ambientalmente responsáveis, garantindo um futuro promissor para os negócios e para a sociedade como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6</strong> <strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Jonathas Miranda da; OLIVEIRA, Uesley de Lima. A Indústria 4.0 e a Formação do Engenheiro Civil: A influência da empresa júnior como catalisadora de conhecimento. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal do Pará, 2022​.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FURLAN, Thiago W.; GARCIA, Fernando M.; OLOSSON, Igor M.; GIANEZINI, Miguelangelo. Redes e alianças como estratégia organizacional para a competitividade e desenvolvimento do setor da construção civil em Santa Catarina. Revista Omni Sapientia, v. 2, n. 1, p. 58-76, 2017​.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Vitor William Batista; NEVES, Renato Martins das; MACÊDO, Alcebíades Negrão. Análise do desenvolvimento de competências gerenciais na construção civil através do modelo da Aprendizagem Baseada em Problemas adaptado ao contexto organizacional. Revista Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 155-175, jan./mar. 2014​.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, Renato Martins das. Desenvolvimento de Competências de Gerentes Intermediários Através da Adaptação da Aprendizagem Baseada em Problemas – ABP. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) – Universidade Federal do Pará, 2006​.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MOTIVAÇÃO E HUMANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA E SUA IMPORTÂNCIA NO CUIDADO COM OS PACIENTES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/motivacao-e-humanizacao-da-enfermagem-na-unidade-de-terapia-intensiva-e-sua-importancia-no-cuidado-com-os-pacientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 18:25:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=149777</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12825754 Ana Caroline Ribeiro da Silva Conrado1; Ana Lídia Bastos da Silva1; Joary Francisco da Cruz1; Josiane Rodrigues Barbosa Cavalcante1; Luciene Pereira Bonfim dos Santos1; Marlucia Gomes de Moura Silva1; Maria Helena Oliveira Santos1; Rafael Cavalcante Teixeira1; Sandra de Souza da Cunha.1 Janezeide Carneiro dos Santos Borges.2 RESUMO O presente artigo tem como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12825754</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Caroline Ribeiro da Silva Conrado<sup>1</sup>; Ana Lídia Bastos da Silva<sup>1</sup>; Joary Francisco da Cruz<sup>1</sup>; Josiane Rodrigues Barbosa Cavalcante<sup>1</sup>; Luciene Pereira Bonfim dos Santos<sup>1</sup>; Marlucia Gomes de Moura Silva<sup>1</sup>; Maria Helena Oliveira Santos<sup>1</sup>; Rafael Cavalcante Teixeira<sup>1</sup>; Sandra de Souza da Cunha.<sup>1</sup> Janezeide Carneiro dos Santos Borges.<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo analisar a importância da motivação e humanização da enfermagem na Unidade de terapia intensiva (UTI) e sua importância no cuidado com os pacientes. Trata-se de uma revisão bibliográfica, com característica exploratória e descritiva, onde buscou-se por meio da contextualização literária escrita e análise de artigos, fazer um levantamento bibliográfico. Os resultados e discussão dos estudos mostraram a necessidade de uma relação de confiança entre paciente e profissional de saúde para trazer maior eficácia no cuidado e uma melhor assistência. A motivação profissional da enfermagem e a humanização são elementos essenciais no ambiente de trabalho dos profissionais de saúde, especialmente na terapia intensiva. O trabalho é desafiador e muitas vezes estressante, a motivação é fundamental para manter a excelência no cuidado aos pacientes. Conclui-se o quão importante é envolver medidas técnicas, práticas, humanísticas e ações que envolvam a motivação, principalmente em ambiente de terapia intensiva, ambiente esse que necessita de profissionais capacitados e mais motivados a lidar com pacientes graves no seu cotidiano. Sem dúvida há uma melhora expressiva no envolvimento do profissional em relação ao cuidado ao paciente, levando também a humanização e gerando uma aproximação entre enfermeiro, equipe de enfermagem, equipe de saúde e com o paciente que é melhor tratado e acolhido por todos. Porém é válido enfatizar que não podemos esquecer de cuidar de quem cuida, pois o ambiente laboral sem motivação e sem humanização refletirá no cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras- chaves</strong>: Cuidados de enfermagem. Humanização. UTI.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">This article aims to analyze the importance of motivation and humanization of nursing in the Intensive Care Unit (ICU) and its importance in patient care. It is a bibliographic review, with exploratory and descriptive characteristics, where it was sought through written literary contextualization and analysis of articles, to make a bibliographic survey. The results and discussion of the studies showed the need for a relationship of trust between patient and health professional to bring greater effectiveness in care and better care. Professional nursing motivation and humanization are essential elements in the work environment of health professionals, especially in intensive care. The work is challenging and often stressful, motivation is essential to maintain excellence in patient care. It is concluded how important it is to involve technical, practical, humanistic measures and actions that involve motivation, especially in an intensive care environment, an environment that needs trained professionals who are more motivated to deal with critically ill patients in their daily lives. There is undoubtedly a significant improvement in the professional&#8217;s involvement in relation to patient care, also leading to humanization and generating an approximation between nurses, nursing staff, health teams and the patient who is better treated and welcomed by all. However, it is worth emphasizing that we cannot forget to take care of those who care, because the work environment without motivation and without humanization will reflect on care.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Nursing care. Humanization. ICU.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação e a humanização são elementos essenciais no contexto da terapia intensiva. Os pacientes na Unidade terapia intensiva &#8211; UTI frequentemente enfrentam situações de grande estresse e vulnerabilidade devido à gravidade de sua condição médica. Portanto, é crucial que a equipe de saúde, incluindo enfermeiros, médicos e outros profissionais, adotem uma abordagem humanizada e empática no cuidado desses pacientes, pois a segurança do paciente é uma preocupação primordial na UTI e visa contribuir com ações, como, prevenção de infecções, administração adequada de medicamentos, monitoramento constante dos sinais vitais e prevenção de quedas e lesões, sendo essas ações fundamentais para o gerenciamento do cuidado de enfermagem na UTI. Ao integrar, motivação, humanização e a segurança do paciente, a equipe de saúde pode oferecer um cuidado mais abrangente e eficaz. (Oliveira et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Unidade terapia intensiva e um ambiente crucial nos hospitais, projetado para fornecer cuidados intensivos e monitoramento contínuo a pacientes em estado crítico ou com condições médicas graves. A UTI é equipada com tecnologia avançada de monitoramento e suporte vital, como ventiladores, monitores cardíacos, bombas de infusão e outros dispositivos médicos especializados. Seu objetivo principal é estabilizar pacientes e fornecer tratamento intensivo para permitir sua recuperação. (Souza et al.,2010)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessas premissas este estudo tem como objetivo analisar a importância da motivação e humanização da enfermagem na Unidade de terapia intensiva (UTI) e sua importância no cuidado com os pacientes, pois conforme Ribeiro et al. (2017), essas ações contribuem para efetividade e segurança da assistência, e assim os profissionais de saúde podem proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro e garantir melhores resultados para os pacientes na UTI e em outros cenários clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que os enfermeiros na UTI se sintam motivados e capacitados a fornecer um atendimento humanizado aos pacientes, colegas de trabalho e outros profissionais de saúde. Essa abordagem ética e comprometida é essencial para garantir a segurança, o bem estar e a satisfação dos pacientes na UTI. Isso envolve não apenas habilidades técnicas e clínicas, mas também uma atitude compassiva, empática e respeitosa em relação aos pacientes e suas famílias (Nascimento et al., 2004).</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 MÉTODOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo trata se de uma revisão bibliográfica, com característica exploratória e descritiva, onde buscou-se por meio da contextualização literária escrita por autores renomados e análise de artigos, um levantamento sobre a motivação e humanização da enfermagem na unidade de terapia Intensiva e sua importância no cuidado com os pacientes. Foram incluídos neste estudo, publicações na língua portuguesa, texto completo na íntegra e gratuitos. Foram excluídos estudos científicos que não responderam os objetivos da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elaboração do artigo percorreu 06 etapas para se chegar ao resultado esperado, com identificação do tema; estabelecimento de critérios para inclusão; critérios de exclusão; definição das informações colhidas dos estudos selecionados; interpretação dos resultados encontrados; apresentação da revisão/síntese do conhecimento.</p>



<h5 class="wp-block-heading">RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder esse estudo, foram realizadas buscas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e utilizado em ambas as bases os descritores de saúde: “motivação”; “humanização”, “terapia intensiva “e “enfermagem” e utilizado o operador booleano AND. Foi realizada uma busca na base de dados BVS, no mês de abril de 2024, por publicações conforme título, resumo e assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos nesse estudo 14 publicações entre os anos de 2001 á 2022, na língua portuguesa, trabalho na íntegra, e excluídos trabalhos pagos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Caracterização metodológica dos estudos incluídos nessa revisão.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Título</strong><strong></strong></td><td><strong>Autores e ano de publicação</strong><strong></strong></td><td><strong>Objetivo</strong><strong></strong></td><td><strong>Discussão</strong><strong></strong></td><td><strong>Conclusão</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>O cuidado intensivo oferecido ao paciente no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva.</td><td>BATISTA et al. (2005).</td><td>compreender o cuidado intensivo oferecido ao paciente no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva Adulto</td><td>A teoria &#8220;Sustentando a vida no ambiente complexo de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva&#8221;, foi delimitada por oito categorias, das quais será focalizada neste artigo a categoria &#8220;Cuidando e monitorando o paciente continuamente</td><td>o cuidado intensivo requer um cuidado integral com os pacientes, que vai além do cuidado técnico e inclui as dimensões física,&nbsp;<br>emocional, espiritual e social do ser humano.</td></tr><tr><td>Proposta&nbsp;de protocolo de sepse baseada em uma revisão integrativa</td><td>PEREIRA (2020).</td><td>O objetivo deste estudo é propor um protocolo de sepse baseado em uma revisão integrativa</td><td>Ações do enfermeiro<br>diante do paciente séptico; protocolos clínicos utilizados/desenvolvidos por enfermeiros; impactos do uso do protocolo;&nbsp;e&nbsp;o conhecimento do enfermeiro sobre o manejo do paciente com sepse.</td><td>Este estudo poderá contribuir para aprimoramento do conhecimento dos <br>enfermeiros no tocante à fisiopatologia, tratamento e implementação de estratégias, como protocolos, para o manejo da sepse em sua realidade. Há, ainda, a potencialidade de continuação da pesquisa para validação do protocolo proposto</td></tr><tr><td>As Barreiras na Humanização da Assistência de Enfermagem na Unidade&nbsp;de Terapia Intensiva</td><td>SALVIAN O&nbsp;et&nbsp;al. (2018).</td><td>O objetivo geral do estudo foi conhecer e descrever as barreiras para enfermagem acerca do processo da humanização em Unidade de Terapia Intensiva; e específicos, descrever o trabalho dos enfermeiros intensivistas</td><td>A problemática da humanização na UTI é um dos assuntos mais discutidos na atualidade, devido à dificuldade de implantação na assistência.</td><td>os profissionais precisam entender o “porquê” da ação voltada ao paciente, percebendo o significado da humanização, para isso, é necessário enfatizar a importância dos benefícios trazidos através deste modelo assistencial.</td></tr><tr><td>O&nbsp;cuidado intensivo oferecido&nbsp;ao paciente no de unidade&nbsp;de terapia intensiva</td><td>BACKES (2012).</td><td>compreender o cuidado intensivo oferecido ao paciente no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva Adulto</td><td>“Cuidando e monitorando o paciente continuamente</td><td>cuidado intensivo requer um cuidado integral com os pacientes, que vai além do cuidado técnico e inclui as dimensões física, emocional, espiritual e social do ser humano</td></tr><tr><td>O&nbsp;Papel&nbsp;do Enfermeiro no Contexto Hospitalar:&nbsp;a Visão&nbsp;de Profissionais de Saúde</td><td>BACKES (2008).</td><td>Analisar as concepções acerca do trabalho do enfermeiro no contexto hospitalar sob o olhar da equipe multiprofissional da saúde</td><td>relevância do papel do enfermeiro no contexto hospitalar; o enfermeiro líder da equipe; o enfermeiro elemento de ligação e o fazer do enfermeiro</td><td>A função gerencial foi a que mais especificamente foi percebida pelos sujeitos da pesquisa, principalmente pelas relações e interconexões que se estabelecem em um sistema de cuidados</td></tr><tr><td>Unidade&nbsp;de Terapia intensiva: considerações da literatura acerca das dificuldades e estratégias para sua humanização</td><td>BOLELA E JERICÓ (2006).</td><td>humanização em unidades de terapia&nbsp;intensiva relacionada ao paciente adulto, família e equipe de enfermagem</td><td>principais estratégias utilizada s e dificuldades encontradas para sua implementação</td><td>evidenciando as diversas dificuldades para a implementação do cuidado humanizado, no entanto com poucas sugestões&nbsp;<br>viáveis de estratégias para tal.</td></tr><tr><td>Recursos Humanos: Retenção&nbsp;de talentos e sua importância nas organizações</td><td>SOUZA et al. (2011).</td><td>liderar&nbsp;com&nbsp;<br>confiança&nbsp;e determinação</td><td>qual o perfil do funcionário ideal requisitado pelas empresas atualmente</td><td>quais os fatores que podem levar à fuga de talentos em uma empresa bem como sua retenção, sem deixar de levar em consideração o papel do líder nesse processo</td></tr><tr><td></td><td>COSTA et al. (2009).</td><td>compreender&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; como&nbsp;os profissionais da enfermagem (enfermeiros e técnicos) percebem a política de humanização no cenário de uma UTI e sua importância nesse processo</td><td>A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevista estruturada. Da análise emergiram aspectos referentes a elementos e características que definem a humanização, bem como questões facilitadoras e dificultadoras presentes no processo</td><td>a empatia, o respeito e a valorização constituem elementos fundamentais e que o profissional de enfermagem acredita fazer a diferença no processo de humanizar</td></tr><tr><td>Humanização e Processos comunicacionais : reflexões sobre a relação entre o profissional&nbsp;de saúde e o usuário</td><td>MARTINS (2001).</td><td>contribuir para as reflexões a respeito&nbsp;dos&nbsp;processos comunicacionais para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde</td><td>aspectos relativos à problemática da comunicação nos serviços de saúde</td><td>relacionamos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a competência comunicativa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; com&nbsp;a formação&nbsp;e desenvolvimento&nbsp;de atitudes.&nbsp;São&nbsp;tecidas recomendações para os processos&nbsp;de sensibilização/capacitaçã o dos trabalhadores do SUS</td></tr><tr><td>Papel&nbsp;dos enfermeiros gestores&nbsp;e supervisores na implementação do modelo de supervisão clínica</td><td>MAIA (2021).</td><td>obter&nbsp;mais&nbsp;<br>conhecimentos conjugando estas duas áreas</td><td>o papel dos enfermeiros gestores e supervisores na implementação do modelo, de modo a reunir um conjunto de princípios que facilitem o seu papel.</td><td>o gestor é um elo importante&nbsp;na implementação&nbsp;do modelo de supervisão, cujo papel desempenhado se concentra em quatro domínios das suas competências Papel dos enfermeiros gestores e supervisores&nbsp;na implementação&nbsp;do modelo de supervisão clínica</td></tr><tr><td>Motivação&nbsp;da Equipe&nbsp;de Enfermagem</td><td>VALE (2011).</td><td>compreender&nbsp;a&nbsp;<br>motivação&nbsp;da equipe de enfermagem</td><td>condições de trabalho, entrosamento da equipe, valorização, capacitação e salário como fatores motivadores</td><td>a essência da motivação é presente no grupo de profissionais investigados, cabendo aos gestores&nbsp;de&nbsp;saúde&nbsp;à intervenção em fatores higiênicos&nbsp;que desmotivam&nbsp;esta categoria profissional</td></tr><tr><td>Trabalho&nbsp;e formação docente&nbsp;na educação profissional</td><td>MOURA (2022).</td><td>auxiliar a formação dos professores que atuam na Educação Profissional dada a importância fundamental que tem o trabalho formativo do professor nesse âmbito educacional</td><td>formação de docentes da educação profissional e tecnológica deve ser implementada de forma que esteja envolvida com o fortalecimento do pensar crítico, criativo, com uso e entendimento da tecnologia comprometida com o social</td><td>o trabalho, a educação, a escola, a formação e o trabalho&nbsp;docente, especialmente no campo da educação profissional, considerando a realidade vigente &#8211; e suas contradições &#8211; e o que se quer buscar como utopia a ser alcançada</td></tr><tr><td>Percepções de profissionais de saúde sobre a humanização em unidade&nbsp;de terapia intensiva adulto</td><td>SANCHES (2016)</td><td>Compreender a percepção dos profissionais de saúde quanto ao cuidado humanizado em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI)</td><td>Os profissionais&nbsp;de saúde apresentaram dificuldades em emitirem uma definição clara e objetiva para o conceito de humanização</td><td>O&nbsp;estudo&nbsp;<br>possibilitou a realização de uma reflexão baseada no conceito&nbsp;amplo da humanização, articulado&nbsp;com&nbsp;as dificuldades&nbsp;<br>cotidianas que os profissionais encontram em sua aplicabilidade, evidenciando&nbsp;um distanciamento entre a teoria e prática.</td></tr><tr><td>A Humanização da<br>Assistência na Unidade de Terapia Intensiva&nbsp;na Visão dos Usuários</td><td>SAMPAIO et al. (2008)</td><td>Analisar as percepções de pacientes em pós-operatório de cirurgia cardíaca no que diz respeito à humanização da assistência no período de internação na Unidade de Terapia Intensiva, ao atendimento e ao trabalho dos profissionais de saúde</td><td>A atenção, paciência, pronta- assistência e competência dos profissionais,</td><td>os profissionais da instituição buscam, de forma humanizada e através de pronto atendimento e cuidado, amenizar esse momento delicado e sofrido para os pacientes<br>e&nbsp;seus familiares.</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pelas autoras, conforme dados das pesquisa (2024).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h5 class="wp-block-heading">3 DISCUSSÃO</h5>



<h5 class="wp-block-heading">3.1 O Cuidado multiprofissional na Unidade de Terapia Intensiva -UTI</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Unidade de Terapia Intensiva Utiliza de tecnologias avançadas de monitoramento para acompanhar de diagnóstico, prognóstico e a resposta dos pacientes ao tratamento. Isso inclui monitoramento hemodinâmico invasivo, oximetria de pulso, pressão arterial invasiva, capnografia, ventilação mecânica, aparelho de ultrassonografia, entre outros, que permitem uma detecção precoce de complicações e ajustes rápidos no plano de tratamento, porém todas essas tecnologias dependem da avaliação e do conhecimento dos profissionais de saúde e deve estar atrelada ao cuidar humanizado (Sanches, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cuidado na UTI geralmente é prestado por uma equipe multidisciplinar que inclui médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos, assistentes sociais e outros profissionais de saúde. Essa abordagem colaborativa permite uma gestão abrangente e coordenada da condição do paciente e deve ser avaliada como um todo e não separada. Desenvolver e implementar protocolos padronizados e multiprofissional para o manejo de condições comuns na UTI, como sepse, insuficiência respiratória aguda, trauma e outras emergências médicas, ajudam a garantir uma abordagem consistente e baseada em evidências para o tratamento, reduzindo erros médicos e melhorando os resultados dos pacientes (Pereira 2020; Salviano, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de cuidados humanizados na UTI, que reconhece a importância do apoio emocional, comunicação eficaz e respeito à dignidade do paciente e de suas famílias, contribui para reduzir o estresse e a ansiedade dos pacientes e colegas de trabalho, pois promover a comunicação aberta e transparente e envolver equipe e familiares no processo de cuidado traz resultado positivos no cuidado á saúde do paciente e dos profissionais de saúde (Backes, 2012).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.2 Os benefícios da motivação e humanização da enfermagem: Resultados no cuidado ao paciente.</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os enfermeiros tem papel importante nas organizações hospitalares que garantem a gestão eficaz dos recursos e a prestação de serviços de saúde, os enfermeiros estão na linha de frente tem múltiplas atividades, coordena, supervisiona e presta assistência direta ao paciente. O cuidado da enfermagem é essencial para garantir a qualidade da assistência, como também promover a eficácia das práticas de enfermagem e criar um ambiente de trabalho positivo e produtivo para toda a equipe (Maia et al., 2021; Backes et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação na equipe de Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva contribui para o desenvolvimento de um trabalho positivo na recuperação física e emocional dos pacientes. Essa motivação precisa está alinhada entre enfermeiro e pacientes, pois quando os pacientes estão motivados a se envolver em terapias, exercícios e outras atividades de reabilitação, podem experimentar uma recuperação mais rápida e eficaz, durante a internação e após a alta hospitalar. A motivação desempenha um papel crucial nesse contexto, incentivando os enfermeiros a se dedicar e se especializar (Vale et al., 2011; Bolela et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialização nesse campo também é crucial, pois os enfermeiros precisam de habilidades específicas para lidar com os desafios únicos apresentados pelos pacientes em estado crítico. O aumento na quantidade de profissionais que buscam essa especialização mostra um reconhecimento da importância e da complexidade do trabalho realizado nas UTIs. No ambiente de terapia intensiva, profissionais da saúde, em destaque a enfermagem precisam estar motivados a lidar com pacientes graves no seu cotidiano, e quando se trabalha motivado sem dúvida há uma melhora expressiva no envolvimento do profissional em relação ao cuidado ao paciente, levando também a humanização pois gera a aproximação do enfermeiro com a equipe de enfermagem, e com o paciente que é melhor tratado e acolhido por todos (Batista et al., 2005; Souza et al., 2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda conforme os autores acima, o ambiente laboral deve estar de acordo com as normas de saúde e segurança no ambiente de trabalho, melhorando a ergonomia, aplicação dos conceitos de saúde, alternância de atividades para mudança de posturas, política de humanização, pausas no trabalho, mobiliário adequado e instalações conforme os conceitos de segurança e saúde laboral, com ações de prevenção ao assédio moral e sexual e outros meios que podem fortalecer a motivação do trabalhador e melhorar a qualidade de vida do mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale salientar que se faz necessário proporcionar um ambiente laboral humanizado para enfermagem e acredita-se que este através da humanização, poderá construir ferramentas para prestar por um atendimento humanizado ao paciente, levando em consideração seus valores, esperanças, aspectos culturais, queixas frequentes e preocupações. O trabalho do enfermeiro é fundamental com sua visão ampla e reflexão e contribui para o planejamento de suas ações (Martins et al., 2001; Sampaio, et al 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Costa et al (2009) é importante aderir uma política de humanização, principalmente em hospitais que atendem ao SUS (Sistema Único de Saúde) para que o paciente se sintam melhor acolhido, sendo esta atuação voltada para o paciente internado e também abarque seus familiares e toda a equipe de saúde, pois essa inter- relação efetiva e afetiva gerará um melhor cuidado e valorização e respeito ao paciente e com melhor atendimento e cuidado na promoção da saúde, de forma que prima-se pela dignidade do ser humano, considerando-o como um ser com medos e receios e que está exposto em ambiente hospitalar e por isso deve ter seus direitos, resguardados a partir da humanização da assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para o profissional de enfermagem garantir essa assistência humanizada, cujos resultado serão positivos tanto para a enfermagem que trabalha 24 horas na assistência, quanto para o paciente, precisa está sempre em busca de educação continuada, ampliando seus conhecimentos teóricos e práticos a fim de se capacitar para solucionar de maneira interdisciplinar os problemas críticos de sua realidade de trabalho. Com isso os gestores de saúde, devem ofertar, treinamentos e capacitar sua equipe com a finalidade de dar início o mais rápido possível à assistência, observando e garantindo qualidade nos serviços de saúde prestados (Moura, et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na literatura sobre cuidados de saúde, há artigos que fornecem proposições e descrições sobre atitudes gerenciais e esforços para melhorar a segurança e a qualidade, e estes salientam sempre a motivação e humanização. Tais sugestões e recomendações perspicazes para as ações dos enfermeiros e seus gestores é preponderante para o hospital melhorar a qualidade do atendimento ao paciente em sua organização e na UTI tais estratégias são ainda mais imprescindíveis e essenciais para promover a segurança do paciente incorporando práticas eficientes na assistência direta e/ou indireta gerando a promoção da saúde do paciente (Moura, et al., 2022; Costa et al.,2009).</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No gerenciamento da qualidade dos serviços prestados em UTI, os pacientes são o centro do trabalho, e por isso a preocupação deve estar voltada aos mesmos, uma vez que qualquer ação feita erroneamente pode gerar danos e consequências desastrosas. Para isso o enfermeiro deve estar sempre pautado em conhecimento científico e técnico, e desenvolver habilidades que visam resolver os problemas de saúde. Porém é válido enfatizar que não podemos esquecer de cuidar de quem cuida, pois o ambiente laboral sem motivação e sem humanização refletirá no cuidado. Com isso espera que os gestores possam oferecer uma infraestrutura adequada, com conforto para seus funcionários, escala flexíveis, plano de carreira, dentre outros conforme o Conselho Federal da Enfermagem e está na lei do trabalhador, lembrando que humanizar é ir além do que está no script.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se o quão importante é envolver medidas técnicas, práticas, humanísticas e ações que envolvam a motivação, principalmente em ambiente de terapia intensiva, ambiente esse que necessita de profissionais capacitados e mais motivados a lidar com pacientes graves no seu cotidiano. Sem dúvida há uma melhora expressiva no envolvimento do profissional em relação ao cuidado ao paciente, levando também a humanização e gerando uma aproximação entre enfermeiro, equipe de enfermagem, equipe de saúde e com o paciente que é melhor tratado e acolhido por todos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">BACKES, MT. O cuidado intensivo oferecido ao paciente no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva. <strong>Esc. Anna Nery</strong>, v. 16, n. 4, p. 689-966, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BACKES, M. S., SOUSA, F. G. M., &amp; ERDMANN, A. L. (2008). O papel do enfermeiro no contexto hospitalar: a visão de profissionais de saúde. <strong>Ciência, Cuidado e Saúde</strong>, v. <em>7</em>, n. 3, p. 319-326, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BATISTA, Anne Aires, VIEIRA. Maria Jésia, CARDOSO. Normaclei C. dos S, CARVALHO. Gysella. Fatores de motivação e insatisfação no trabalho do enfermeiro. <strong>Rev Esc Enferm USP</strong>. v. 39, n. 1, p. 85-91, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOLELA, Fabiana; JERICÓ, Marli de Carvalho. Unidades de terapia intensiva: considerações da literatura acerca das dificuldades e estratégias para sua humanização. <strong>Escola Anna Nery</strong>, v. 10, p. 301-309, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Silvio Cruz; FIGUEIREDO, Maria Renita Burg; SCHAURICH, Diego. Humanização em Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI): compreensões da equipe de enfermagem. <strong>Interface (Botucatu), </strong>Botucatu , v. 13, supl. 1, p. 571-580, 2009 .</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Maria Cezira Fantini Nogueira. <strong>Humanização Das Relações Assistenciais</strong>: a. Casa do Psicólogo, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAIA, Ana Catarina da Silva. <strong>Papel dos enfermeiros gestores e supervisores na implementação do modelo de supervisão clínica. </strong>2021. Tese de Doutorado, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA, Dante Henrique. <strong>Trabalho e formação docente na educação profissional. </strong>2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, E. R. P. D., &amp; TRENTINI, M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística de Paterson e Zderad. <strong>Revista Latino-Americana de Enfermagem</strong>, v. 12, p. 250- 257, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, R.M; LEITÃO, I; SILVA, L; FIGUEIREDO, S; SAMPAIO, R.L; GONDIM, M. M. Estratégias</p>



<p class="wp-block-paragraph">para promover segurança do paciente. <strong>Esc Anna Nery</strong>, v.18, n. 1, p. 122-129, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Deborah Mara da Rocha et al. <strong>Proposta de protocolo de sepse baseada em uma revisão integrativa</strong>. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO et al. Relatos de vida e fotografia de pacientes sedados em UTI: estratégia de humanização possível?. <strong>Rev electrónica trimestral de enf., </strong>v. 16, n. 47, p. 56, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAMPAIO, A.P.; MAGALHÃES, M.S. A humanização da assistência na Unidade de Terapia Intensiva na visão dos usuários. <strong>RBPS, </strong>2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANCHES, Rafaely de Cassia Nogueira et al. Percepções de profissionais de saúde sobre a humanização em unidade de terapia intensiva adulto. <strong>Escola Anna Nery Revista de Enfermagem</strong>, v. 20, n. 1, p. 48-54, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALVIANO, Isabel Cristina de Barros Salviano et al. As barreiras na humanização da assistência de enfermagem na unidade de terapia intensiva. <strong>Revista de Trabalhos Acadêmicos-Universo Salvador</strong>, v. 2, n. 4, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, R.M. <strong>Retenção de Talentos e sua Importância na Gestão de Recursos Humanos. </strong>29 f. Monografia (Especialização em Recursos Humanos – Gestão de Pessoas e Competências). Centro Universitário Filadélfia, Unifil. Londrina, Pr., 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Kátia Maria Oliveira de; FERREIRA, Suely Deslandes. Assistência humanizada em UTI neonatal: os sentidos e as limitações identificadas pelos profissionais de saúde. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva, </strong>v. 15, p. 471- 480, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VALE, Célio Mendes<strong>. Praticando a motivação na equipe de Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva contribuindo para o desenvolvimento de um trabalho eficaz</strong>. Web artigos, 2011.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmicas do Curso de Enfermagem do centro Universitário Mauricio de Nassau Barreiras/UNINASSAU. E-mail: sandracunhaenfermagem@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Professora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário São Francisco de Barreiras – UNIFASB/UNINASSAU.E-mail: borgesjane674@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Autora correspondente : Sandra de Souza da Cunha</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INVESTIGAÇÃO DOS FATORES ASSOCIADOS AO USO DE DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS ENTRE UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/investigacao-dos-fatores-associados-ao-uso-de-drogas-licitas-e-ilicitas-entre-universitarios-da-area-da-saude-da-universidade-federal-do-piaui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 13:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Interdisciplinar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=88138</guid>

					<description><![CDATA[INVESTIGATION OF FACTORS ASSOCIATED WITH THE USE OF LICIT AND ILLICIT DRUGS AMONG UNIVERSITY STUDENTS IN THE HEALTH AREA OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF PIAUÍ REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205351 Maximiliano de Souza Zierer1Lidiane Pereira de Albuquerque1Kátia Bonfim Leite de Moura Sérvulo1Tiago José do Nascimento Teixeira Leite2Lucca Bonfim Leite de Moura Sérvulo3Regina Maria Sousa de Araújo1 RESUMO [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>INVESTIGATION OF FACTORS ASSOCIATED WITH THE USE OF LICIT AND ILLICIT DRUGS AMONG UNIVERSITY STUDENTS IN THE HEALTH AREA OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF PIAUÍ</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205351</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Maximiliano de Souza Zierer<sup>1</sup><br>Lidiane Pereira de Albuquerque<sup>1</sup><br>Kátia Bonfim Leite de Moura Sérvulo<sup>1</sup><br>Tiago José do Nascimento Teixeira Leite<sup>2</sup><br>Lucca Bonfim Leite de Moura Sérvulo<sup>3</sup><br>Regina Maria Sousa de Araújo<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho teve como objetivo verificar o consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os graduandos da área da saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), de modo a alertar a importância de desenvolver programas de prevenção e tratamento da dependência de drogas nessa instituição e gerar uma reflexão sobre ações de promoção de saúde entre os nossos jovens. Participaram da pesquisa 317 estudantes dos cursos de Medicina, Odontologia, Nutrição e Educação Física. A coleta de dados foi obtida por um questionário de preenchimento <em>on-line</em> pela plataforma do Google Formulários. Os resultados mostraram que 22% dos estudantes que participaram da pesquisa já experimentaram drogas ilícitas, sendo que 12% utilizaram drogas ilícitas nos últimos 12 meses. Quanto a idade do início do uso de drogas ilícitas, 1% dos estudantes usou drogas aos 14 anos de idade ou antes, 4% entre 15 e 16 anos de idade, 2% aos 17 anos de idade e 15% aos 18 anos de idade em diante. Os tipos de drogas ilícitas mais utilizadas foram a maconha e os seus derivados (12%), os inalantes (8%) e os hipnóticos/sedativos (7%); 58% dos universitários pesquisados ingeriram bebidas alcoólicas e 2% consomem tabaco ocasionalmente. Conhecer as particularidades do uso de drogas entre universitários é fundamental para a detecção precoce desse consumo. Recomenda-se que a universidade e o Estado criem políticas efetivas para o enfrentamento das questões referentes ao uso de drogas lícitas e ilícitas, visando ações de prevenção e de tratamento que contemplem as reais necessidades dos universitários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Estudantes de Ciências da saúde; Fatores de risco; Consumo de drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study aimed to verify the consumption of licit and illicit drugs among undergraduates health students at the Federal University of Piauí (UFPI), in order to highlight the importance of developing programs for the prevention and treatment of drug dependence in this institution and generate a reflection on health promotion actions among our young people. A total of 317 students from the Medicine, Dentistry, Nutrition and Physical Education courses at UFPI participated in the research. Data collection was obtained by completing an online questionnaire using the Google Forms platform. The results showed that 22% of the students who participated in the survey had already tried illicit drugs, with 12% using illicit drugs in the last 12 months. As for the age of onset of illicit drug use, 1% of students used drugs at 14 years of age or earlier, 4% between 15 and 16 years of age, 2% at 17 years of age and 15% at 18 years of age and older. The most used types of illicit drugs were marijuana and its derivatives (12%), inhalants (8%) and hypnotics/sedatives (7%); 58% of university students surveyed drank alcoholic beverages and 2% consume tobacco occasionally. Knowing the particularities of drug use among university students is fundamental for the early detection of this consumption. It is recommended that the university and the State create effective policies to deal with issues related to the use of licit and illicit drugs, aiming at prevention and treatment actions that address the real needs of university students.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Health Sciences students; Risk factors; Drug consumption.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da história, a humanidade tem recorrido ao uso de substâncias psicotrópicas para diversos fins. Drogas psicotrópicas são substâncias que causam mudanças na bioquímica do tecido nervoso e são classificadas como depressoras, estimulantes e perturbadoras. Ao entrarem em contato com o organismo, essas substâncias podem causar modificações comportamentais, de humor e de cognição, podendo levar a um estado de dependência. Entre essas substâncias estão as drogas lícitas (álcool e tabaco), as ilícitas (maconha, cocaína e <em>crack</em>) e as psicoativas (tranquilizantes, sedativos e analgésicos fortes). Ressalta-se que nem todas as substâncias psicoativas têm a capacidade de provocar dependência, pois muitas são utilizadas para o tratamento de doenças, sendo consideradas medicamentos (BRASIL, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de substâncias psicotrópicas tem sido objeto de investigação no Brasil, devido à crescente preocupação com os hábitos de consumo de drogas lícitas e ilícitas e seus impactos sociais, econômicos e, sobretudo, suas implicações na saúde da população. Segundo Carlini (2005), aproximadamente 23% da população com idade entre 12 e 65 anos, usaram drogas ilícitas pelo menos uma vez na vida e, entre eles, jovens entre 18 e 24 anos apresentaram as maiores taxas de uso de drogas e de comportamentos de risco. E nessa faixa etária, um dos segmentos que têm merecido, por parte de pesquisadores e de profissionais de saúde e de educação, uma atenção especial é o dos estudantes universitários (NEMER <em>et al.</em>, 2013; ARAÚJO <em>et al.</em>, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, há uma atenção especial quanto ao consumo de drogas entre os estudantes universitários (ARAÚJO <em>et al.</em>, 2018), visto que as pesquisas revelam um nível de consumo mais elevado entre esses indivíduos do que na população em geral (NEMER <em>et al</em>., 2013; SANTOS <em>et al</em>., 2013, FREITAS <em>et al</em>., 2020). Segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, 86% dos estudantes relataram ter consumido bebidas alcoólicas e, em relação a outras drogas, cerca de 50% disseram já ter feito uso em algum momento da vida. O mesmo levantamento constatou que 77% dos homens e 66% das mulheres relataram ter feito consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2011; MARANGONI &amp; OLIVEIRA, 2012). Em termos de gênero, observa-se uma crescente similaridade de consumo de álcool e outras drogas entre homens e mulheres, em especial no ambiente universitário (GONÇALVES <em>et al.</em>, 2019). Vale ressaltar que a pandemia da COVID-19 trouxe consequências desastrosas à saúde mental, elevando consistentemente o consumo de bebidas alcoólicas entre universitários, provavelmente devido a um conjunto de fatores como angústia, solidão, estresse e falta de convívio entre os estudantes, provocados pelo isolamento e pelo distanciamento social impostos pelas autoridades de saúde (ZIERER <em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as demais substâncias psicoativas, que podem ser alvo de abusos e dependência, há aquelas com maiores incidências de uso no meio universitário que são maconha, cocaína (e derivados, como <em>crack</em>) e o outro grupo formado por substâncias sintetizadas em laboratório, como as anfetaminas (e seus derivados, como <em>ecstasy</em> e MDMA ou 3,4-metilenodioxi-metanfetamina), solventes (inalantes), sedativos (barbitúricos e diazepínicos), alucinógenos (como o ácido lisérgico ou LSD), além dos esteroides anabolizantes (WAGNER &amp; ANDRADE, 2008; ZEFERINO <em>et al</em>., 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas relatam que os universitários iniciam o uso de alguma droga na companhia de colegas da faculdade, com quem geralmente estabelecem laços emocionais e compromissos importantes que facilitam e incentivam esse hábito em festas e calouradas (ANTONIASSI JÚNIOR &amp; MENESES-GAYA, 2015; PEIXOTO &amp; SOUZA, 2018; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019). Apesar dos acadêmicos descreverem o entretenimento como um fator de proteção para minimizar o estresse e se distanciarem dos problemas do dia-a-dia, esta atitude indica que as drogas, especialmente as lícitas, exercem um forte atrativo, em função de serem mais aceitas socialmente e pelo fácil acesso (DIAS <em>et al</em>., 2014; ANTONIASSI JÚNIOR &amp; MENESES-GAYA, 2015). Ainda, estudos apontam que as expectativas relacionadas ao consumo de drogas também estão vinculadas ao aumento da autoconfiança, da sociabilidade, da sensação de felicidade e descontração (FREITAS <em>et al</em>., 2015; SILVA <em>et al</em>., 2019, PEREIRA <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convém ressaltar que o uso abusivo de drogas lícitas ou ilícitas pode reduzir a expectativa de vida do estudante universitário, uma vez que o predispõe a acidentes automobilísticos, episódios de violência interpessoal, comportamento sexual de risco, distúrbios do sono, mudanças do hábito alimentar, estresse e redução da percepção, além de prejuízos acadêmicos (ZEFERINO &amp; FERMO, 2012; SANTOS <em>et al.</em>, 2013; PEIXOTO &amp; SOUZA, 2018). Destaca-se também, como consequência grave, a dependência química que pode gerar prejuízos mental ou físico ao usuário. Particularmente, os universitários da área da saúde constituem um alvo de especial atenção no que se refere ao consumo de drogas pelo fato de que esses indivíduos futuramente levarão noções básicas de saúde à comunidade (SILVA<em> et al.</em>, 2006; ECKSCHMIDT <em>et al.</em>, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de atitudes e comportamentos ligados ao consumo abusivo de drogas lícitas e ilícitas entre universitários fornece informações valiosas quanto à compreensão do comportamento desse grupo de indivíduos, bem como de acolhimento, principalmente quando estiverem relacionados ao uso de substâncias ilícitas e/ou psicoativas (ARAÚJO <em>et al.</em>, 2018). O consumo de drogas lícitas e/ou ilícitas representa um dos principais problemas de saúde pública devido aos seus determinantes e condicionantes culturais, ético-legais, políticos, econômicos e tecnológicos gerando impactos sobre o indivíduo, a família e a sociedade. Portanto, essa problemática exige do Estado, pais, educadores, profissionais de saúde, da comunidade científica e de toda a sociedade atenção e ações para a prevenção e o controle desse fenômeno (ZEFERINO <em>et al</em>., 2015; SILVA <em>et al</em>., 2019; PEREIRA <em>et al</em>., 2020; ZIERER <em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em vista que o aumento do consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os estudantes universitários tem se tornado uma preocupação crescente nos últimos anos, este estudo teve como objetivo analisar o perfil de consumo de drogas psicotrópicas lícitas e ilícitas em graduandos da área da saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), <em>campus</em> Teresina, de modo a alertar a importância de desenvolver programas de prevenção e tratamento da dependência de drogas nessa instituição e gerar uma reflexão sobre ações de promoção de saúde entre esses jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo descritivo, transversal, analítico, de abordagem quantitativa. O público-alvo foi composto por graduandos da área da saúde matriculados na Universidade Federal do Piauí (UFPI), <em>campus</em> Ministro Petrônio Portella, Teresina, Piauí, dos cursos de Medicina, Odontologia, Educação Física e Nutrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra foi de 317 estudantes de ambos os sexos, e foi calculada com nível de confiança de 95% e um erro amostral de 5%. A amostra representou duas turmas de cada curso por semestre e foi coletada durante dois semestres letivos. Não houve consulta prévia sobre o interesse dos alunos em participar da pesquisa. Comunicamos aos alunos sobre o questionário, e os que aceitaram participar espontaneamente da pesquisa acessaram o link do Google Formulários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta dos dados se deu através de um questionário contendo vinte e uma questões objetivas. O questionário foi disponibilizado aos estudantes para o preenchimento <em>on-line</em> através da plataforma de questionários do Google Formulários. Antes da aplicação, os graduandos foram orientados sobre como preencher os questionários na ferramenta <em>on-line</em>. Os dados foram coletados entre os meses de fevereiro a agosto de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a análise dos dados, as respostas obtidas foram tabuladas no Excel para a realização das análises estatísticas. Foi realizada a estatística descritiva das respostas dos questionários, com porcentagens, médias e desvios padrão (DP), com resultados considerados significantes para nível de significância de p&lt;0,05.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de iniciar a coleta de dados com o questionário <em>on-line</em>, foi inserido um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) <em>on-line</em>, de acordo com as diretrizes da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. O TCLE traz esclarecimentos sobre a pesquisa, além da solicitação de autorização para o uso dos dados. O protocolo da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana (CEP) da UFPI <em>campus</em> Ministro Petrônio Portella (52239721.6.0000.5214).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra total deste estudo foi composta por 317 estudantes regularmente matriculados em cursos da área da Saúde, sendo 152 (48%) do sexo feminino e 165 (52%) do sexo masculino, com uma idade média de 22,11 anos (DP ± 4,15), cursando entre o 1º e o 10º período dos cursos. Quanto ao perfil socioeconômico, verificou-se que a maioria reside com familiares (75%) e apresenta renda familiar entre 1 a 3 salários mínimos (46%). Os participantes também foram avaliados quanto à percepção do estado da sua própria saúde. Oitenta e nove (28%) deles consideraram a sua saúde excelente, 168 (53%) consideraram sua saúde boa, 57 (18%) consideraram sua saúde regular e apenas 3 (1%) consideraram sua saúde ruim (Figura 1). Portanto 81% dos estudantes consideraram a própria saúde como sendo excelente ou boa (Figura 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Percentual da auto avaliação do estado de saúde pelos estudantes.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-4.png" alt="" class="wp-image-88143" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-4.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-4-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao percentual de estudantes que já experimentaram drogas ilícitas, 247 (78%) deles nunca experimentaram, enquanto 70 (22%) responderam que sim (Figura 2). Ou seja, embora a maioria dos estudantes nunca tenha experimentado drogas ilícitas, um percentual expressivo (22%) já experimentou (Figura 2). E sobre os tipos de drogas ilícitas já utilizadas, 41 (13%) participantes afirmaram que já consumiram maconha e seus derivados, 25 (8%) usaram inalantes, 22 (7%) usaram hipnóticos/sedativos, 9 (3%) usaram anfetaminas, 6 (2%) usaram alucinóginos e 6 (2%) experimentaram cocaína (Figura 3). Estes dados, totalizando 35% de consumo das diferentes drogas ilícitas, quando comparados com os dados da Figura 2, onde 22% dos estudantes já haviam experimentado drogas ilícitas, nos mostra que muitos estudantes acabam experimentando e consumindo mais de um tipo de droga ilícita.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2:</strong> Percentual de estudantes que já experimentaram ou não drogas ilícitas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-14.png" alt="" class="wp-image-88152" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-14.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-14-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3:</strong> Percentual do tipo de droga ilícita consumida.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-5.png" alt="" class="wp-image-88144" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-5.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-5-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira <em>et al.</em> (2008) analisaram, através de um estudo exploratório, descritivo, transversal e quantitativo, o perfil do uso de substâncias psicoativas entre 168 universitários do curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo. Os autores relataram que, dentre as drogas ilícitas, na categoria “uso na vida”, figuraram entre as mais preocupantes os solventes (15,5%), os ansiolíticos (13,1%), os anfetamínicos (10,1%) e a maconha (9,5%). Em um estudo levantado por Eckschmidt et al. (2013), comparando a frequência de uso de drogas entre jovens universitários e jovens da população geral, notou-se que os universitários usam mais maconha (26,9%), tranquilizantes (8,9%), inalantes (21,6%), alucinógenos (7,9%) e anfetamínicos (10,0%) que a população brasileira entre 18 e 24 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, Antoniassi Jr. &amp; Meneses-Gaya publicaram um estudo descritivo e transversal sobre os comportamentos de risco relacionados ao uso de álcool e outras drogas entre 123 universitários de uma faculdade da Região do Alto Paranaíba, Minas Gerais. A pesquisa identificou que o uso de inalantes, hipnóticos e/ou sedativos foi relatado por 10,6% (n=13) dos participantes, e o uso de cocaína e/ou <em>crack</em> por 8,9% (n=11). Quanto ao uso simultâneo de álcool e outras drogas, 77% (n=85) dos universitários que bebiam faziam uso associado de álcool com outra substância, como tabaco, energéticos, maconha, cocaína, merla, <em>crack</em>, ansiolíticos, anfetaminas, antidepressivos, barbitúricos, anticolinérgicos e <em>ecstasy</em>. É relevante relatar que a facilidade de acesso e o estímulo constante para o consumo de drogas nos ambientes festivos e sociais envolvendo universitários favorecem e ampliam o consumo destas substâncias entre os estudantes (PEDROSA <em>et al.</em>, 2011; FORTESK &amp; FARIA, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os participantes que já haviam consumido drogas ilícitas, foram questionados sobre como tiveram acesso a essas substâncias. Cinquenta estudantes (72%) obtiveram através de amigos, 13 (18%) compraram na farmácia, 5 (7%) através de traficantes e 2 (3%) através de familiares (Figura 4). Verificamos portanto que é muito expressiva a influência dos amigos no acesso às drogas ilícitas (Figura 4).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4:</strong> Percentual do modo de acesso às drogas ilícitas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-16.png" alt="" class="wp-image-88155" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-16.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-16-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Canuto <em>et al.</em> (2006) analisaram a prevalência do uso de drogas ilícitas por jovens do 1º ano da Universidade Federal de Goiás, encontrando maior consumo de inalantes “na vida” (23%). A maior prevalência dessa substância esteve associada ao consumo em bares/boates e obtenção da substância com amigos, sugerindo que seu uso ocorre em contexto recreativo. Em relação à situação de moradia, indivíduos que moram sozinhos ou com amigos apresentaram maior probabilidade de estar em uma categoria de maior consumo de drogas do que aqueles que moram com parentes ou parceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso e o abuso de drogas podem estar associados aos exemplos vivenciados na família e com os pares. Cabe ressaltar que os exemplos são os maiores reforços para o aprendizado entre os jovens (BAUNGARTEN <em>et al.</em>, 2012; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019). O Ministério da Saúde (2003) compartilhou a reflexão de que o consumo de drogas entre membros da família e dos grupos de pares constitui fator de risco e retrata a necessidade de assistência aos familiares de dependentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto questionado foi se os estudantes haviam consumido drogas ilícitas nos últimos 12 meses. Duzentos e setenta e nove estudantes (88%) afirmaram que não utilizaram drogas no último ano, enquanto trinta e oito (12%) responderam que sim (Figura 5). E sobre a frequência do consumo de drogas ilícitas, 3 (1%) participantes afirmaram que consumiam uma vez por semana, 3 (1%) consumiam de duas a três vezes por semana, 3 (1%) consumiam diariamente e 6 (2%) consumiam somente nos finais de semana, ou seja, 5% dos estudantes faziam uso regular de drogas ilícitas (Figura 6).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5:</strong> Percentual dos estudantes que utilizaram drogas ilícitas nos últimos 12 meses.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-13.png" alt="" class="wp-image-88151" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-13.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-13-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6:</strong> Percentual da frequência do uso atual de drogas ilícitas. <img decoding="async" src="blob:https://revistaft.com.br/12f0c2e7-51ac-44e5-8151-60b1d2c38920"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houvèssou <em>et al.</em> (2020) descreveram o consumo de drogas e o uso concomitante de mais de uma droga ilícita e os fatores associados em calouros da Universidade Federal de Pelotas. Os resultados mostraram que a maconha foi a droga mais consumida, com taxas de uso “na vida” e em 30 dias de 42,1% e 22,7%, respectivamente, seguida pelos alucinógenos (na vida: 13,1%; uso em 30 dias: 2,8%). Similarmente, Delgado-Lobete <em>et al. </em>(2020) associaram os fatores individuais e ambientais com o uso de substâncias e analisaram a relação entre tabagismo, abuso de álcool e consumo de drogas, considerando o abuso de álcool como um possível mediador. Nesta pesquisa, realizada com 550 estudantes de graduação da Universidade da Corunha, Espanha, os resultados apontaram que a maconha foi a droga mais consumida; cerca de 44% dos alunos consumiram maconha pelo menos uma ou duas vezes na vida e 15% dos alunos consumiram a droga nos últimos seis meses. A prevalência de uso de pelo menos uma droga nos últimos seis meses foi de 17%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudantes da nossa pesquisa foram indagados em relação à idade na qual experimentaram drogas ilícitas pela primeira vez. Quarenta e seis (15%) responderam que utilizaram drogas ilícitas aos 18 anos de idade ou depois, 6 (2%) utilizaram drogas aos 17 anos, 14 (4%) utilizaram drogas entre 15 e 16 anos e quatro estudantes (1%) experimentaram drogas ilícitas pela primeira vez aos 14 anos ou antes (Figura 7). Assim, cerca de um terço dos estudantes que experimentaram drogas ilícitas o fizeram antes de atingir a maioridade e dois terços somente após atingir a maioridade. E quando questionados sobre quando haviam iniciado o consumo de drogas ilícitas, 247 (78%) responderam que nunca experimentaram drogas ilícitas, 47 (15%) declararam que havia sido antes de ingressarem na universidade e 23 (7%) iniciaram o consumo após ingresso à universidade (Figura 8). Os estudantes também foram investigados se havia alguém nas suas famílias com problema de consumo de drogas ilícitas. Duzentos e vinte e dois (70%) responderam que não possuíam familiares com esse problema, enquanto 95 (30%) afirmaram que havia familiares com problemas de consumo de drogas ilícitas (Figura 9).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7:</strong> Percentual da idade com a qual os participantes utilizaram drogas ilícitas pela primeira vez.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-8.png" alt="" class="wp-image-88147" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-8.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-8-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8: </strong>Percentual de quando os estudantes passaram a consumir drogas ilícitas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-10.png" alt="" class="wp-image-88149" width="422" height="253" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-10.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-10-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 422px) 100vw, 422px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9:</strong> Percentual de estudantes com problema de consumo de drogas ilícitas na família.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-3.png" alt="" class="wp-image-88142" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-3.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-3-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fiorini <em>et al.</em> (2003) investigaram o consumo de drogas realizado com estudantes de duas universidades na cidade de Alfenas, Minas Gerais, e constataram que dentre a população, ao responder afirmativamente que já havia utilizado drogas, cerca de 92% o fez antes do ingresso na universidade. Esta é uma informação de grande relevância, uma vez que o meio universitário não seria o ponto de partida para o uso de drogas. Destes 92%, 14% afirmaram ter experimentado drogas antes dos 12 anos; 45%, entre os 13 e 15 anos; 33%, entre os 16 e 18 anos; e apenas 8%, após os 18 anos. Em outros estudos, Pereira <em>et al.</em> (2008), Pereira <em>et al.</em> (2013) e Zeferino <em>et al.</em> (2015) relataram que, entre as drogas ilícitas, a idade de experimentação para os solventes, maconha, anfetamínicos e ansiolíticos foi de 16 a 18 anos. No entanto, boa parte dos estudantes experimentou solventes entre 13 e 15 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os dados apontam que quase metade dos universitários (48%) relatou já ter consumido alguma substância psicoativa pelo menos uma vez na vida. Um fato alarmante é que a maioria dos estudantes já experimentou drogas antes do ingresso na universidade, durante a adolescência por volta dos 12 anos de idade (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionados se já tiveram alguma queda no seu desempenho acadêmico, devido ao consumo de drogas ilícitas, 311 (98%) participantes afirmaram que não (Figura 10).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10:</strong> Percentual dos estudantes com queda no desempenho acadêmico devido ao consumo de drogas ilícitas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="340" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-22.png" alt="" class="wp-image-88161" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-22.png 605w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-22-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento de Stempliuk <em>et al.</em> (2005), ao analisar uma amostra populacional nas áreas de Humanas, Ciências Exatas e Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo, cerca de 10% dos estudantes relacionaram o uso de drogas com distúrbios do sono, 5% com a redução do desempenho acadêmico, 5% relatam alterações nos hábitos alimentares e 2% com a inibição da performance sexual. Um estudo quantitativo realizado com 437 estudantes em uma instituição de ensino superior do Médio Vale do Paraíba, São Paulo, teve por objetivos identificar o número de universitários que faziam uso de substâncias psicoativas e verificar quais fatores influenciavam esse consumo e o número de universitários que necessitavam receber intervenções. Evidenciou-se que apenas 15% (n=68) dos estudantes admitiram que o uso de drogas causou prejuízo acadêmico (PEREIRA <em>et al.</em>, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bibliografia reporta que, em relação ao desempenho acadêmico, os universitários entendem que o uso e o abuso de álcool e/ou de outras drogas causam prejuízos na aprendizagem. No entanto, mesmo tendo consciência, muitos fazem uso de drogas (ANTONIASSI JÚNIOR &amp; MENESES-GAYA, 2015; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019). Estudos feitos na Universidade Federal do Amazonas, Universidade Estadual de São Paulo e Universidade Federal do Ceará (KERR-CORRÊA <em>et al.</em>, 1999; MATOS E SOUZA <em>et al.</em>, 1999; LUCAS <em>et al.</em>, 2006) com estudantes da área de saúde mostraram que todos os alunos, nas três pesquisas, citaram queixas em relação ao desempenho acadêmico decorrente do consumo de substâncias lícitas e ilícitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro questionamento da nossa pesquisa foi os motivos que levaram os participantes a consumir drogas ilícitas. O questionário listou dezessete motivações para o consumo de drogas ilícitas, dos quais os estudantes puderam escolher várias delas simultaneamente. Duzentos e trinta e oito estudantes (75%) afirmaram que a influência dos amigos foi o principal motivo, seguido pela curiosidade (71%), fuga dos problemas (66%), diversão (62%), relaxamento (61%), convívio com outros usuários (55%), problemas com ansiedade (52%), busca pela sensação de prazer (51%), aliviar depressão (45%), facilidade de acesso (35%), falta de perspectiva de vida (34%), ajuda para desinibir (32%), problemas com autoestima (31%), influência da mídia (19%), desconhecimento dos efeitos adversos (15%), baixo custo (7%) e para melhorar o desempenho sexual (6%) (Tabela 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1- Frequência e percentual dos motivos que levaram os estudantes universitários a consumir drogas ilícitas.</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><thead><tr><th class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Motivações</strong></th><th><strong>Percentual (%)</strong></th><th><strong>Frequência (n)</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Influência dos amigos</td><td>75</td><td>238</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Curiosidade</td><td>71</td><td>225</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fuga dos problemas</td><td>66</td><td>209</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Diversão</td><td>62</td><td>196</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ajuda a relaxar</td><td>61</td><td>193</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Convívio com usuários</td><td>55</td><td>174</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ansiedade</td><td>52</td><td>165</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Prazer</td><td>51</td><td>162</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Depressão</td><td>45</td><td>143</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Facilidade de acesso</td><td>35</td><td>111</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Falta de perspectiva de vida</td><td>34</td><td>108</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ajuda a desinibir</td><td>32</td><td>101</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Baixa autoestima</td><td>31</td><td>98</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Influência dos meios de comunicação</td><td>19</td><td>60</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Desconhecimento dos efeitos adversos</td><td>15</td><td>47</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Baixo custo</td><td>7</td><td>22</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Melhora a performance sexual</td><td>6</td><td>19</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Autores, 2022.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Similarmente aos nossos achados, a análise de Kerr-Corrêa <em>et al.</em> (1999) sobre a prevalência do uso de drogas por estudantes da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) mostrou que os amigos foram os mais frequentemente apontados como quem primeiro introduziu os alunos no uso experimental de drogas. Boniatti <em>et al.</em> (2007), por sua vez, observaram que 39,1% dos 183 universitários do estudo faziam uso de drogas por curiosidade e 31,5% por diversão. Já os depoimentos apurados por Camargo <em>et al.</em> (2019) evidenciaram que o uso e o abuso de álcool e/ou de outras drogas são referenciados pelos jovens, principalmente, como uma forma de amenizar os problemas vivenciados, enfatizando que esse consumo é uma das maneiras de minimizar a dor, o sofrimento, as frustrações e as perdas que ocorrem no cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos fatores podem levar os universitários a utilizarem drogas, como afastamento da família, necessidade de adaptação a um ambiente desconhecido, formação de novas amizades, independência, novos desafios impostos pela vida acadêmica e preocupação relacionada à futura inserção no mercado de trabalho (HIRSCH <em>et al.</em>, 2015). Considerando que o ambiente universitário representa um ambiente para a experimentação de álcool e/ou outras drogas pelo seu fácil acesso e pela naturalização de seu consumo entre os estudantes, eles iniciaram ou deram continuidade como uma forma de pertencimento, de interação, de ritual de passagem para a vida adulta, de coragem, de liberdade, de prazer sexual e de reafirmação da masculinidade. Sobre estes dois últimos fatores, tem ocorrido uma busca incessante por substâncias psicoativas com a finalidade de aumentar a libido e o prazer, bem como de facilitar a aproximação entre as pessoas (DIEHL <em>et al.</em>, 2014; MCBRIDE <em>et al.</em>, 2014; DÁZIO <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de restaurar o bem estar dos jovens, é fundamental que as instituições de ensino realizem investigações sobre o bem-estar e a saúde mental dos estudantes e planejem ações efetivas para minimizar os efeitos colaterais do uso e do abuso de álcool e/ou de outras drogas. É importante considerar a necessidade de programas educativos na conscientização dos universitários e a inserção da Politica Nacional do Álcool e de outras drogas, assim como as leis vigentes no país para compreensão desse fenômeno (ZEFERINO<em> et al.</em>, 2015; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019). Assim, é necessário que as universidades empreendam esforços para o estabelecimento de medidas preventivas no combate ao uso indiscriminado de drogas lícitas e ilícitas, de tratamento e reinserção destes estudantes na sociedade e na vida universitária. É imprescindível analisar e compreender os fatores que influenciam os estudantes ao consumo de álcool e/ou outras drogas para que sejam capazes de se desenvolver intelectualmente e, ainda, de enfrentar as adversidades decorrentes das exigências do meio acadêmico (NÓBREGA <em>et al.</em>, 2012; ARRIA <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indagamos os estudantes quanto à frequência do uso de preservativos nas últimas relações sexuais. Cento e setenta e oito (56%) declararam sempre usar preservativos nas últimas relações sexuais, 47 (15%) afirmaram usar muitas vezes, 35 (11%) utilizaram apenas às vezes, 16 (5%) raramente utilizaram e 41 (13%) não utilizaram preservativos nas relações sexuais mais recentes (Figura 11).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11:</strong> Percentual dos estudantes quanto à frequência do uso de preservativo nas últimas relações sexuais.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-11.png" alt="" class="wp-image-88150" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-11.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-11-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que um dos comportamentos de risco mais frequentes associados ao consumo de drogas é a relação sexual sem preservativos (REIS <em>et al.</em>, 2010). Nos estudos de Giacomozzi (2011) e Antoniassi Júnior &amp; Meneses-Gaya (2015), foi observado um predomínio desse comportamento entre estudantes usuários e não usuários. Inclusive, mesmo estando em condições de risco de contrair uma infecção sexualmente transmissível (IST), a maioria dos estudantes investigados nunca realizou um teste de HIV. A exposição ao risco de contrair uma IST representa um grave problema de saúde pública no mundo, chamando atenção para a necessidade de se desenvolver e revisar ações de prevenção e promoção da saúde que favoreçam a conscientização do universitário em relação aos comportamentos de risco (REIS <em>et al.</em>, 2010; FREIRE &amp; GOMES, 2012; GOMES <em>et al.</em>, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao consumo de tabaco, 254 (80%) estudantes declararam que nunca fumaram, 54 (17%) já experimentaran, porém não fumam regularmente; 6 (2%) fumam apenas em festas ou finais de semana e 3 (1%) já foi fumante (Figura 12). Similarmente, Mendonça <em>et al.</em> (2018), ao realizar um estudo transversal com 1.147 estudantes do primeiro e do penúltimo período da área de saúde de duas universidades da Grande Aracaju, constataram elevada prevalência (99,0%) de universitários não fumantes. Os resultados aqui observados podem decorrer da influência positiva e eficácia das políticas antifumo entre estes estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, estudos apontam que os porcentuais de fumantes universitários da área da saúde, no Brasil, variam de 8,1% a 17,8%, com destaque para a Região Sul, maior produtora de tabaco no Brasil (MAGLIARI <em>et al.</em>, 2008; RODRIGUES JÚNIOR <em>et al.</em>, 2009). A tentativa de fumar/experimentar cigarros ao menos uma ou duas tragadas foi declarada por 43,9% universitários da área da saúde de instituições de Ensino Superior do interior de São Paulo; 10,0% dos acadêmicos eram tabagistas e, destes, 61,8% fumavam cigarros diariamente; 70,0% fumavam há mais de 4 anos; 46,3% conviviam com uma ou mais pessoas tabagistas, sendo 16,5% amigos; e 1,1% ex-fumantes (FERREIRA <em>et al.</em>, 2014).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12:</strong> Percentual da frequência do consumo atual de tabaco.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-15.png" alt="" class="wp-image-88154" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-15.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-15-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a frequência de consumo de bebida alcoólica, 133 (42%) estudantes declararam que nunca beberam, enquanto 41 (13%) consumiram uma vez por semana, 16 (5%) de duas a três vezes por semana, 3 (1%) consumiram diariamente e 124 (39%) afirmaram consumir pelo menos uma vez por mês (Figura 13). Questionamos aos participantes se há alguém na família com problema de alcoolismo e, como resultado, 168 (53%) responderam que não há problema na família (Figura 14).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 13:</strong> Percentual da frequência do consumo de bebidas alcoólicas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-12.png" alt="" class="wp-image-88153" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-12.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-12-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 14:</strong> Percentual dos estudantes com problemas de alcoolismo entre familiares.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="340" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-23.png" alt="" class="wp-image-88162" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-23.png 605w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-23-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos sobre o consumo de álcool entre universitários têm aumentado na tentativa de compreender as características de consumo e o perfil da população de interesse, visando aprimorar programas de prevenção existentes em instituições de ensino superior. Quando se avaliaram padrões de consumo de álcool entre brasileiros, os jovens relataram início de uso de bebidas alcoólicas entre 14,8 anos e 17,3 anos de idade, período relativamente anterior ao ingresso no curso superior, que se caracteriza, geralmente, a partir dos 18 anos (WAGNER &amp; ANDRADE, 2008; MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência de uso de álcool na vida dos jovens universitários do estudo de Mendonça <em>et al. </em>(2018) foi de 80,7%, semelhante à observada em pesquisa realizada com estudantes da área da saúde da Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais (74,9%) (CARDOSO <em>et al.</em>, 2015). Estes dados mostram a elevada prevalência de uso de álcool na vida de estudantes de ciências da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo anterior aos mencionados anteriormente, desenvolvido por Lucas <em>et al.</em> (2006), com 521 estudantes da área da Saúde da Universidade Federal do Amazonas, apontou que 249 (47,8%) destes alunos relataram haver tomado bebidas alcoólicas até a embriaguez em algum momento da vida; 32 (6,1%) o haviam feito num período de 1 a 5 dias no último mês; 21 (4%), de 6 e 19 dias no último mês e 15 (2,9%), de 20 dias ou mais no último mês. Estes fatos merecem atenção especial devido às funções que esses alunos desempenharão junto a seus pacientes durante e após a formação acadêmica, transmitindo seus conhecimentos nos cuidados com a saúde e, muitas vezes, servindo-lhes de exemplo de conduta. Ademais, o alto consumo alcoólico entre jovens que cursam a área de saúde, com currículo acadêmico que demonstra os malefícios da droga, deve decorrer da licitude e da ampla aceitação social do consumo etílico (MENDONÇA <em>et al.</em>, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também questionamos se os participantes já utilizaram ou utilizam medicamentos sem orientação médica. Duzentas e doze (67%) declararam que não utilizaram nem fazem uso atualmente de medicamentos, enquanto 105 (33%) afirmaram que sim (Figura 15). Silveira <em>et al.</em> (2014), ao avaliar a prevalência do uso do metilfenidato entre estudantes do 5º e do 6º ano de uma faculdade de medicina no Sul do Brasil, observaram que 23% dos estudantes relataram ter tomado metilfenidato sem receita, provavelmente como forma de aliviar o estresse das provas de residência ao final do programa, bem como uma forma de lidar com o extenso conteúdo curricular a ser estudado com o intuito de ter mais atenção e/ou ficar acordado durante mais tempo. Boclin <em>et al.</em> (2020) investigaram, através de um questionário autoaplicável, o uso de psicofármacos entre 287 estudantes de medicina e odontologia de uma instituição de ensino superior em Passo Fundo (RS), além de verificar os fatores demográficos e de estilo de vida associados. Entre os estudantes que faziam uso de psicofármacos, altas frequências destes medicamentos foram prescritos por médicos (95,8%) com objetivo de relaxamento ou alívio do estresse (73,2%). A maioria desses alunos fazia uso dos medicamentos há um ou dois anos (35,2%) e fazia diariamente (71,9%). Os autores também observaram que quase metade dos alunos precisou aumentar a dose a partir da prescrição inicial do medicamento (49,3%).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 15:</strong> Percentual dos estudantes que já utilizaram ou utilizam atualmente medicamentos sem orientação médica.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="340" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-24.png" alt="" class="wp-image-88163" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-24.png 605w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-24-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, questionamos aos participantes se a universidade deveria oferecer um programa de prevenção ao consumo de drogas lícitas e ilícitas. Duzentos e trinta e oito (75%) concordaram totalmente com a proposição, 54 (17%) concordaram parcialmente, 19 (6%) não concordaram nem discordaram, 3 (1%) discordaram parcialmente e 3 (1%) discordaram totalmente (Figura 16).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 16:</strong> Percentual dos estudantes quanto a necessidade da adoção de um programa de prevenção ao consumo de drogas ilícitas e licitas na UFPI.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-7.png" alt="" class="wp-image-88146" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-7.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-7-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autores, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso e o abuso de drogas lícitas e ilícitas devem ser prioridades nas instituições de ensino, incluindo apoio psicopedagógico e atividades extensionistas com programas de orientação e de prevenção. A abordagem dessa temática deve ser transversal em todos os conteúdos. É importante considerar que essa estratégia deve estar em consonância com as políticas públicas sobre drogas vigentes no país (DÁZIO <em>et al.</em>, 2016; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, como um fenômeno evolutivo, antigas políticas exigem ajustes às práticas atuais para continuarem pertinentes e adequadas. Desta forma, uma política que conta com fortes evidências são as medidas de prevenção e controle do uso abusivo de drogas, reduzindo a oferta e o acesso às substâncias, regulamentando e dificultando sua comercialização. Isso inclui também a fiscalização das companhias farmacêuticas e o monitoramento das prescrições para evitar o uso desnecessário de medicamentos controlados (BOCLIN <em>et al.</em>, 2020; CAMARGO <em>et al.</em>, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da crescente produção de estudos acerca do uso de álcool e/ou outras drogas entre universitários, é de suma importância a reunião de esforços dos pesquisadores no sentido de conhecer de perto essa experiência, inclusive com a realização de mais estudos na perspectiva sociocultural, dando voz e vez aos usuários. Essa também é uma forma de oferecer subsídios que contribuam, ainda mais, com o planejamento e a implementação de ações condizentes com a singularidade do universitário, a qual traz consigo a sua cultura (GEERTZ, 2014; DÁZIO <em>et al.</em>, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo analisou o perfil de consumo de drogas psicotrópicas lícitas e/ou ilícitas em estudantes de diferentes cursos da área da Saúde da UFPI. Os dados encontrados neste trabalho demonstraram que, dentre aqueles que já experimentaram drogas ilícitas, as principais motivações foram a influência de amigos, a curiosidade, a fuga dos problemas, a diversão, o prazer e o convívio com outros usuários. Embora a maioria dos estudantes participantes da nossa pesquisa alegou nunca ter experimentado drogas ilicitas, não podemos desconsiderar que o uso e o abuso de álcool e/ou outras drogas em universitários é bastante preocupante no Brasil e é considerado problema de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que as reflexões deste estudo ofereçam subsídios para o desenvolvimento de futuras pesquisas, em diversas regiões do Brasil, que visem atender as especificidades dos universitários e, dessa forma, contextualizar os fatores de riscos e vulnerabilidades destes estudantes ao consumo de drogas. Adicionalmente, seria interessante realizar estudos comparativos para acompanhar os alunos ao longo do tempo para que medidas preventivas específicas e terapêuticas possam ser disponibilizadas para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compete ao Estado brasileiro a elaboração e o incentivo para o cumprimento de políticas públicas que minimizem o uso e o consumo abusivo de drogas psicotrópicas entre jovens, especialmente os universitários. À universidade compete a educação para a autonomia não apenas profissional, mas também à implementação de atividades e oportunidades para além da sala de aula, que estimulem a sua participação e contribuam para a saúde física e mental destes estudantes, o que é essencial para um bom desempenho tanto no meio acadêmico quanto no mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTONIASSI JR., G.&amp; MENESES GAYA, C. (2015) Implicações do uso de álcool, tabaco e outras drogas na vida do universitário. <em>Rev. Bras. Promoç. Saúde.</em> 28(1):67-74. <a href="https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/3166">https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/3166</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">BOCLIN, K.L.S.; CECÍLIO, F.F.C.; FAÉ, G.; FANTI, G.; CENTENARO, G.; PELLIZZARI, T.; GAVIOLLI, E.; MARIO, D.N. &amp; RIGO, L. (2020) Academic performance and use ofpsychoactivedrugsamong healthcare studentsat a university in Southern Brazil: cross-sectionalstudy. <em>São Paulo Med. J.</em> 138(1):27-32. <a href="https://www.scielo.br/j/spmj/a/xKh666sggPprYKFfM5fFvSP/?lang=en">https://www.scielo.br/j/spmj/a/xKh666sggPprYKFfM5fFvSP/?lang=en</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">CAMARGO, E.C.P.; GONÇALVES, J.S.; FELIPE, A.O.B.; FAVA, S.M.C.L.; ZAGO, M.M.F. &amp; DÁZIO, E.M.R. (2019) Uso e abuso de drogas entre universitários e a sua interface com as políticas públicas. <em>SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog.</em> 15(4):1-9. <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-69762019000400003">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-69762019000400003</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">CANUTO, M.H.A.; FERREIRA, R.A. &amp; GUIMARÃES, E.M.B. (2006) Uso e abuso de drogas ilícitas por jovens do 1º ano da Universidade Federal de Goiás. <em>Rev. Paul. Pediatr.</em> 24(2):135-42. <a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-438336">https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-438336</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">DELGADO-LOBETE, L.; MONTES-MONTES, R.; VILA-PAZ, A.; CRUZ-VALIÑO, J.M.; GÁNDARA-GAFO, B.; TALAVERA-VALVERDE, M.A. &amp; SANTOS-DEL-RIEGO, S. (2020) Individual and Environmental Factors Associated with Tobacco Smoking, Alcohol Abuse andIllegalDrugConsumption in UniversityStudents: A MediatingAnalysis. <em>Int. J. Environ. Res. Public Health.</em> 17(9):3019. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32349213%20/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32349213 /</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">GOMES, V.L.O.; AMARIJO, C.L.; BAUMGARTEN, L.Z.; AREJANO, C.B.; FONSECA, A.D. &amp;TOMASCHEWSKI-BARLEM, J.G. (2013) Vulnerabilityofnursingand medicine studentsbyingestionofalcoholic drinks. <em>Rev. Enferm. UFPE Online</em> 7(1):128-134. <a href="https://www.academia.edu/73615296/Vulnerability_of_nursing_and_medicine_students_by_ingestion_of_alcoholic_drinks">https://www.academia.edu/73615296/Vulnerability_of_nursing_and_medicine_students_by_ingestion_of_alcoholic_drinks</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, J.S.; FAVA, S.M.C.L.; ALVES, A.C. &amp; DÁZIO, E.M.R. (2019) Reflexões acerca do panorama de consumo de álcool e/ou outras drogas entre estudantes universitários. <em>Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro</em> 9:e2594. <a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1046622">https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1046622</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">HIRSCH, C.D.; BARLEM, E.L.D.; ALMEIDA, L.K.; TOMASCHEWSKI-BARLEM, J.G.; FIGUEIRA, A.B. &amp; LUNARDI, V.L. (2015) Copingstrategiesofnursingstudents for dealingwithuniversity stress. <em>Rev. Bras. Enferm.</em> 68(5):783-790. <a href="https://www.scielo.br/j/reben/a/Z8JD3qbpmgdq7PjxtdNRMmz/?lang=en">https://www.scielo.br/j/reben/a/Z8JD3qbpmgdq7PjxtdNRMmz/?lang=en</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">LUCAS, A.C.S.; PARENTE, R.C.P.; PICANÇO, N.S.; CONCEIÇÃO, D.A.; COSTA, K.R.C.; MAGALHÃES, I.R.S. &amp; SIQUEIRA, J.C.A. (2006) Uso de psicotrópicos entre universitários da área da saúde da Universidade Federal do Amazonas, Brasil. <em>Cad. Saúde Pública</em> 22(3):663-671. <a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/nF6Zcjr8rmzrVz8dxnW8Lpb/?lang=pt#:~:text=Tamb%C3%A9m%20foi%20encontrado%20que%2010,sem%20indicar%20a%20subst%C3%A2ncia%20usada">https://www.scielo.br/j/csp/a/nF6Zcjr8rmzrVz8dxnW8Lpb/?lang=pt#:~:text=Tamb%C3%A9m%20foi%20encontrado%20que%2010,sem%20indicar%20a%20subst%C3%A2ncia%20usada</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">MAGLIARI, R.T.; PAGLIUSI, A.L.; PREVIERO, M.B.; MENEZES, F.R.; FELDMAN, A. &amp; NOVO. N.F. (2008) Prevalência de tabagismo em estudantes de faculdade de medicina. <em>Rev. Med. (São Paulo)</em> 87(4):264-271. <a href="https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/59088">https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/59088</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, M.O.; CARDOSO, C.S.; COATA, L.M.C.G.; SAMPAIO, V.M. &amp; OLIVEIRA, M.A.F. (2013) O consumo de álcool e outras drogas entre estudantes universitários: interferências na vida acadêmica. <em>SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog.</em> 9(3):105-10. <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1806-69762013000300002">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1806-69762013000300002</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES JR., J.C.; FERRAZ, S.M.R. &amp; BRUNO, R.X. (2009) Prevalência e perfil de tabagistas universitários ingressantes de uma instituição de ensino superior. <em>Pulmão RJ</em> 18(1):14-18. http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2009/n_01/04.pdf</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS. (2010) <em>I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras.</em> Brasília: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. <a href="https://cetadobserva.ufba.br/es/publicacoes/i-levantamento-nacional-sobre-uso-de-alcooltabaco-e-outras-drogas-entre-universitarios">https://cetadobserva.ufba.br/es/publicacoes/i-levantamento-nacional-sobre-uso-de-alcooltabaco-e-outras-drogas-entre-universitarios</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, L.V.E.R.; MALBERGIER, A.; STEMPLIUK, V.A. &amp; ANDRADE, A.G. (2006) Fatores associados ao consumo de álcool e drogas entre estudantes universitários. <em>Rev. Saúde Pública</em> 40(2):280-8. <a href="https://doi.org/10.1590/S0034-89102006000200014">https://doi.org/10.1590/S0034-89102006000200014</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, D.A.; GOMES, C.F.M; CARDOSO, J.V.; JUNIOR, R.J.P. &amp; SILVA, R.G. (2019) Opiniões de universitários acerca da experiência da primeira exposição ao álcool e outras drogas. <em>Enferm. Bras.</em> 18(4): 518-27. <a href="https://doi.org/10.33233/eb.v18i4.2690">https://doi.org/10.33233/eb.v18i4.2690</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVEIRA, R.R.; LEJDERMAN, B.; FERREIRA, P.E. &amp; ROCHA, G.M. (2014) Patternsof non-medical use ofmethylphenidateamong 5th and 6th yearstudents in a medical school in southernBrazil. <em>TrendsPsychiatryPsychother.</em> 36(2):101-106. <a href="https://www.scielo.br/j/trends/a/mHzgBd8dZm3yzmHKFYcMPRt/?lang=en">https://www.scielo.br/j/trends/a/mHzgBd8dZm3yzmHKFYcMPRt/?lang=en</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">STEMPLIUK, V.A.; BARROSO, L.P.; ANDRADE A.G.; NICASTRI, S. &amp; MALBERGIER, A. (2005) Comparativestudyofdrug use amongundergraduatestudentsattheUniversityof São Paulo – São Paulo campus in 1996 and 2001. <em>Rev. Bras. Psiquiat.</em> 27(3):185-193. <a href="https://www.scielo.br/j/rbp/a/B886GJczjZj7LQXdLyzC5FQ/?lang=en">https://www.scielo.br/j/rbp/a/B886GJczjZj7LQXdLyzC5FQ/?lang=en</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">WAGNER, G.A. &amp; ANDRADE, A. G. (2008) Uso de álcool, tabaco e outras drogas entre estudantes universitários brasileiros. <em>Arch. Clin. Psychiatry (São Paulo)</em> 35(1). https://doi.org/10.1590/S0101-60832008000700011</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEFERINO, M.T. &amp; FERMO, V.C. (2012). Prevenção ao uso/abuso de drogas. <em>Saúde do Adulto</em> 2(1), 9-42. p. 9-42. <a href="https://grupoapis.ufsc.br/files/2016/12/ProENF-SA_1_Prevencao-ao-uso-de-drogas-1-1.pdf">https://grupoapis.ufsc.br/files/2016/12/ProENF-SA_1_Prevencao-ao-uso-de-drogas-1-1.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEFERINO, M.T.; HAMILTON, H.; BRANDS, B.; WRIGHT, M.G.M.; CUMSILLE, F. &amp; KHENTI, A. (2015) Consumo de drogas entre estudantes universitários: família, espiritualidade e entretenimento moderando a influência dos pares. <em>Texto Contexto Enferm.</em>15(1):125-135. <a href="https://www.scielo.br/j/tce/a/pKHqj73Jmn3pdm8Y7F38gmM/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/tce/a/pKHqj73Jmn3pdm8Y7F38gmM/?lang=pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ZIERER, M.S.; ALBUQUERQUE, L.P.; SÉRVULO, K.B.L.M. &amp; SILVA, A.F.S. (2022) Consumo de álcool por estudantes universitários durante a pandemia da COVID-19. <em>Research, Society and Development</em> 11, e597111436501. <a href="https://doi.org/10.33448/rsd-v11i14.36501">https://doi.org/10.33448/rsd-v11i14.36501</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Docente do Departamento de Bioquímica e Farmacologia da Universidade Federal do Piauí</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Acadêmico de Medicina da Universidade Federal do Piauí</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Acadêmico de Biomedicina da Universidade Federal do Delta do Parnaíba</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA A HISTOPATOLOGIA DO CÂNCER DE PULMÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/qualidade-de-vida-relacionada-a-histopatologia-do-cancer-de-pulmao-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 17:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=88086</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8200511 Gabriela Carneiro Ramos Rocha1Maria Heloisa Testoni2Bruno Gabriel Testoni3Gabriel Zanella Machado4Matheus Fernando Vidi Zanella5Eliana Rezende Adami6 RESUMO O câncer de pulmão é uma doença maligna causada por mutações nas células pulmonares, levando à formação de tumores. É uma das formas mais comuns de câncer no mundo e está associado ao tabagismo e exposição [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8200511</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gabriela Carneiro Ramos Rocha<sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup><br>Maria Heloisa Testoni<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>2</sup></mark><br>Bruno Gabriel Testoni<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>3</sup></mark><br>Gabriel Zanella Machado<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>4</sup></mark><br>Matheus Fernando Vidi Zanella<sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup><br>Eliana Rezende Adami<mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color"><sup>6</sup></mark></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de pulmão é uma doença maligna causada por mutações nas células pulmonares, levando à formação de tumores. É uma das formas mais comuns de câncer no mundo e está associado ao tabagismo e exposição a substâncias nocivas. A qualidade de vida dos pacientes e o tipo histológico do tumor estão diretamente relacionada à taxa de mortalidade, que é alta devido à agressividade da doença e diagnóstico tardio. A neoplasia pulmonar está dividida em dois tipos histológicos: pequenas células e não pequenas células, sendo o primeiro tipo citado, o mais agressivo. Os sintomas físicos, como falta de ar e perda de peso, impactam a qualidade de vida, assim como os problemas emocionais, destacando ansiedade e depressão. O tratamento inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, mas pode causar efeitos colaterais. É fundamental um cuidado abrangente e multidisciplinar, envolvendo diferentes profissionais de saúde. O objetivo deste estudo é analisar a qualidade de vida de pacientes em tratamento para câncer de pulmão, considerando os diferentes tipos histológicos e sua relação com a sobrevida e mortalidade. Buscou-se, por meio de pesquisa bibliográficas, nas bases de dados indexadas PubMed, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), artigos publicados entre os anos de 2018 a 2023, com os seguintes conjuntos de descritores: 1: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND EPIDEMIOLOGY” 2: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND QUALITY OF LIFE” 3: “SURVIVAL ANALYSIS AND QUALITY OF LIFE AND LUNG CANCER”; 4: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND MORTALITY”. A amostra inicial foi constituída por “ 1.074 ” artigos, sendo “ 280 ” na plataforma BVS, “793” na PUBMED e “1” na SCIELO. Foram incluídos para discussão 25 artigos; 670 foram excluídos após leitura do título e 89 excluídos após leitura do resumo e 291 eram artigos duplicados. O estudo revelou que nos últimos 5 anos houve um número significativo de publicações sobre a qualidade de vida de pacientes com câncer no geral e câncer de pulmão. Existem evidências de que o tipo histológico da neoplasia pulmonar pode afetar a qualidade de vida dos pacientes de diferentes maneiras, sendo o mais comum o câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), com o subtipo predominante sendo o adenocarcinoma, que pode estar ou não associado ao tabagismo. É importante diferenciar o tipo histológico, pois isso afeta o tratamento e o prognóstico. O subtipo CPNPC é mais lento e comum em não fumantes, enquanto o câncer de pulmão de células pequenas (CPCP) se espalha mais rapidamente e tem um prognóstico pior. O câncer de pulmão é o tipo de câncer que mais leva à morte, e os sintomas da doença em estágio avançado, como fadiga, tosse, perda de apetite e fraqueza geral, tiveram significativamente maior impacto na qualidade de vida. Portanto, é necessário implementar medidas de controle dos efeitos adversos para promover uma melhor qualidade de vida para os pacientes com câncer de pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: câncer de pulmão, mortalidade, sobrevida, qualidade de vida, tipos histológicos, tratamento, diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de pulmão é uma doença maligna que ocorre quando as células pulmonares sofrem mutação no seu material genético, levando-as a se multiplicarem de forma descontrolada e formarem tumores (FERNANDES, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Fernandes (2015), a neoplasia de pulmão é uma das formas mais comuns de câncer em todo o mundo e está intimamente ligado ao tabagismo e à exposição a substâncias nocivas, como o amianto, o radônio, o fumo e o ar o que pode levar a sintomas físicos debilitantes, bem como a desafios emocionais e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estimativas da American Cancer Society (2023) para o câncer de pulmão nos Estados Unidos em 2023, foram esperados aproximadamente 238.340 novos casos de câncer de pulmão, sendo 117.550 em homens e 120.790 em mulheres. Além disso, foi previsto que cerca de 127.070 mortes relacionadas ao câncer de pulmão, com 67.160 em homens e 59.910 em mulheres. Esses números representam cerca de 1 em cada 5 mortes por câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil casos novos de câncer na América do Sul para cada ano do triênio 2023-2025. Dentre esses casos, o câncer de pulmão é um dos tipos mais comuns. É importante ressaltar que a incidência e a distribuição geográfica podem variar no Brasil. As regiões Sul e Sudeste concentram cerca de 70% dos casos de câncer no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sintomatologia do câncer de pulmão, envolve falta de ar, tosse persistente, fadiga e perda de peso inexplicável, e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Esses sintomas podem limitar a capacidade de realizar atividades, afetar a qualidade do sono e causar desconforto e dor (ARAÚJO et. al, 2018). Além dos sintomas físicos, o diagnóstico de câncer de pulmão também pode levar a problemas emocionais, como ansiedade, depressão e estresse. O pensamento em relação ao prognóstico e aos efeitos colaterais do tratamento também pode afetar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares (NICOLUSSI,2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte relacionada ao câncer em todo o mundo, sua alta taxa de mortalidade se deve à agressividade da doença e ao diagnóstico muitas vezes tardio, o que limita as opções de tratamento, reduz as chances de cura e compromete a qualidade de vida dos pacientes, além disso (ABEL et. al, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> Sendo assim, a mortalidade do câncer de pulmão é influenciada por diferentes fatores, incluindo o estágio em que a doença é diagnosticada, o tipo histológico do tumor e a presença de metástases em outros órgãos. O câncer de pulmão de pequenas células, por exemplo, tende a ter uma taxa de mortalidade mais elevada devido à sua natureza agressiva e rápida disseminação (GEERSE et. al,2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem dois tipos principais de câncer de pulmão: o carcinoma de pulmão de células não pequenas (CPCNP) e o carcinoma de pulmão de células pequenas (CPCP). O CPCNP é o tipo mais comum e representa cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão. Ele inclui subtipos como adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas e essas classes são fundamentais serem identificadas para definição do tratamento (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, o CCNP se desenvolve de forma mais lenta e é o mais comum em não fumantes. O adenocarcinoma é o subtipo mais frequente de CCNP e geralmente tem uma taxa de crescimento mais lenta, o que pode permitir um diagnóstico mais precoce e melhores opções de tratamento (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o CCP é um tipo mais agressivo de câncer de pulmão e tende a se disseminar rapidamente para outros órgãos. Esse tipo de câncer está fortemente associado ao tabagismo e é menos comum em não fumantes. Devido à sua natureza agressiva, o CCP tem um prognóstico geralmente pior em comparação com o CCNP (AMERICAN CANCER SOCIETY, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento do câncer de pulmão, que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo, pode desenvolver efeitos colaterais. Esses efeitos variam de acordo com o tipo de tratamento, mas podem incluir fadiga, náuseas, perda de apetite, perda de cabelo, afetando a qualidade de vida durante o tratamento. No entanto, é importante destacar que o bem-estar físico e mental, podem variar consideravelmente de pessoa para pessoa. Alguns pacientes com câncer de pulmão conseguem lidar com os sintomas e os efeitos colaterais do tratamento de maneira eficaz, mantendo uma boa qualidade de vida. Outros podem precisar de suporte adicional, como cuidados paliativos, terapia de suporte emocional e reabilitação pulmonar (SOUZA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que os pacientes com câncer de pulmão recebam um cuidado abrangente e multidisciplinar que leve em consideração não apenas o tratamento da doença, mas também o gerenciamento dos sintomas, o suporte emocional e a melhoria da qualidade de vida. Equipes de saúde especializadas, incluindo oncologistas, pneumologistas, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos e assistentes sociais, podem desempenhar um papel importante nesse cuidado holístico (BORCHARTT,2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é um dos tipos mais comuns de câncer entre homens e mulheres. O tabagismo é a principal causa dessa doença no Brasil, sendo responsável por uma grande parte dos caso. Para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com a doença, é fundamental adotar uma abordagem multidisciplinar que envolva não apenas o tratamento do tumor em si, mas também o gerenciamento dos sintomas físicos e emocionais, bem como o suporte social (FORTES, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto o objetivo desse estudo é analisar a qualidade de vida de pacientes em tratamento para câncer de pulmão nos diferentes tipos histológicos, relacionados com a sobrevida, mortalidade e epidemiologia da doença à nível de Brasil e Mundo. Tendo como objetivos específicosrevisar estudos de prevalência, incidência e mortalidade de CA de pulmão e seus tipos histológicos; averiguar estudos sobre qualidade de vida, sobrevida global e sobrevida livre de doença relacionados aos diferentes tipos de tratamento para câncer pulmonar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa descritiva, retrospectiva, de caráter quantitativo e qualitativo. Neste estudo, realizou-se uma análise abrangente da literatura com o objetivo de identificar os estudos científicos que abordam a qualidade de vida de pacientes com câncer de pulmão, além de explorar a relação entre essa qualidade de vida e a histologia da doença. Utilizou -se a metodologia da revisão integrativa, que possibilitou uma abordagem abrangente dos diversos estudos disponíveis sobre o tema. O estudo buscou revisar a prevalência e incidência de CA de pulmão no Brasil e no mundo. Os critérios de inclusão foram: artigos originais que abordam qualidade de vida de pacientes em tratamento ou não de câncer de pulmão e sua relação com os diferentes tipos histológicos da doença; artigos dos últimos 5 anos. Critérios de exclusão: artigos que abordam qualidade de vida de outros tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coleta de dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atingir os objetivos específicos, buscou-se, por meio de pesquisa bibliográficas, nas bases de dados indexadas PubMed, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e <em>SciELO</em> (Scientific Electronic Library Online), artigos publicados entre os anos de 2018 a 2023, artigos publicados cuja metodologia adotada permitissem obter evidências fortes (níveis 1, 2 e 3), ensaios clínicos e ensaios clínicos controlados randomizados. Foram contemplados os operadores Boleanos “AND” e os descritores: <em>Conjunto 1</em>: <em>“LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND EPIDEMIOLOGY” Conjunto 2: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND QUALITY OF LIFE” Conjunto 3: “SURVIVAL ANALYSIS AND QUALITY OF LIFE AND LUNG CANCER”; “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND MORTALITY”; </em>nos idiomas inglês e espanhol. A busca foi realizada pelo acesso on-line e, utilizando os artigos que continham identificação do artigo original, características metodológicas do estudo, avaliação do rigor metodológico, das intervenções mensuradas e dos resultados encontrados. Na Base de dados foram contemplados os filtros texto completo, ensaio clínico controlado, últimos 5 anos, inglês e espanhol. Já na plataforma PUBMED abrangeu-se: <em>full text, randomized controlled trial,</em> 5 <em>years</em>, inglês e espanhol.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra inicial foi constituída por artigos, sendo “ 280 ” na plataforma BVS, “793 ” na PUBMED e “1” na SCIELO. A figura 1 demonstra a sistematização da coleta de dados:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Conjunto 1</em>: <em>“LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND EPIDEMIOLOGY”:</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Pubmed: 176 artigos; BVS: 27 Scielo: 0</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Conjunto 2: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND QUALITY OF LIFE”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Pubmed:76 artigos; BVS: 9 artigos Scielo: 0</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Conjunto 3: “SURVIVAL ANALYSIS AND QUALITY OF LIFE AND LUNG CANCER”;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Pubmed: 107 BVS: 168 Scielo: 0</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Conjunto 4: “LUNG CANCER AND HISTOLOGY AND MORTALITY”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Pubmed: 434 BVS: 38 Scielo: 1</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para análise e posterior síntese dos artigos que atenderam aos critérios de inclusão foi utilizado o quadro sinóptico especialmente construído para esse fim, que contemplou os seguintes aspectos considerados pertinentes: nome da pesquisa; nome dos autores; intervenção estudada e resultados encontrados. A amostra final desta revisão integrativa foi constituída de “25” artigos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><strong>Figura1: </strong>Fluxo de seleção e inclusão dos estudos identificados nas buscas.</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685-1024x576.png" alt="" class="wp-image-88089" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685-1024x576.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685-300x169.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685-768x432.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685-1536x864.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-685.png 1861w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td><strong>AN</strong><strong>O</strong></td><td><strong>TÍTULO DO ARTIGO</strong></td><td><strong>NOME DOS AUTORES</strong></td><td><strong>INTERVENÇÃO ESTUDADA</strong></td><td><strong>RESULTADOS</strong></td></tr><tr><td>2020</td><td>Cáncer en Chile y en el mundo: una mirada actual y su futuro escenario epidemiológico</td><td>PARRA-SOTO; et al., 2020<br></td><td>O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa de literatura baseada na seguinte pergunta “qual é a situação atual do câncer no mundo e no Chile? ”. Assim, utilizou-se de estudos epidemiológicos disponíveis nos sites oficiais como Organização Mundial de Saúde (OMS), Globocan, Agência Internacional para a investigação em Cancer (AIRC), Cancer Research UK e Ministério de Saúde do Chile.</td><td>Como resultado, o artigo mostra que a incidência e a mortalidade por câncer no Chile aumentam exponencialmente a cada ano, sendo que em 2018 houveram 53.365 novos casos e de 1986 a 2016 a incidência aumentou em 109%. Os cânceres de pulmão, câncer colorretal, câncer de mama e câncer de próstata são os tipos de câncer mais comuns no país. Além disso, o estudo mostra que 40% dos cancêres estão relacionados com o estilo de vida não saudável, o que mostra uma chance de prevenção com a mudança de hábitos e comportamentos de indivíduos em risco.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Eficacia del ultrasonido endobronquial con aspiración por aguja fina en el diagnóstico de lesiones hiliares y mediastinales.</td><td>PINO ALFONSO, Pedro Pablo; HERNÁNDEZ MORENO, Laura; 2020</td><td>O artigo em questão pautou-se em um estudo descritivo prospectivo com 49 pacientes que realizaram a ultrassonografia endobrônquica linear com aspiração transbrônquica com agulha fina a fim de averiguar a sua eficácia diagnóstica para lesões hilares e mediastianis.</td><td>O estudo mostrou que dos 49 pacientes, 45 foram diagnosticados pela ultrassonografia endobrônquica linear com aspiração transbrônquica por agulha fina e 4 pacientes foram descartados para este estudo. Como resultado o estudo mostrou uma sensibilidade ed 93,8%, especificidade de 100%, concluindo por tanto o índice de validade da ultrassonografia endobrônquica linear com aspiração transbrônquica por agulha fina em 93,8% o que demonstra um método diagnóstico eficiente e seguro para lesões hilares e mediastinais.</td></tr><tr><td>2017</td><td>The influence of different muscle mass measurements on the diagnosis of cancer cachexia</td><td>BLAUWHOFF-BUSKERMOLEN; et al., 2017</td><td>O artigo aborda a influência de diferentes métodos de medição, como área muscular do braço médio (MUAMA), tomografia computadoriza (TC) e bioimpedância elétrica (BI), da massa muscular no diagnóstico da caquexia e características como qualidade de vida e sobrevida relacionada ao câncer.</td><td>O estudo avaliou 241 pacientes sendo 36% dos pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado. A incidência de baixa massa muscular foi realizada com 13% com a medição ultrassonográfica de área muscular do braço (MUAMA), 59% com tomográfica computadorizada, e 93% com análise de bioimpedância elétrica. Já a incidência da caquexia foi de 37%, 43% e 48% respectivamente. O estudo conclui, reiterando que pacientes com caquexia demonstram menor sobrevida e que o tipo de medida muscular tem pouca influencia no diagnóstico de caquexia.</td></tr><tr><td>2017</td><td>Câncer de pulmão: mudanças na histologia, sexo e idade nos últimos 30 anos no Brasil</td><td>TSUKAZAN; et al., 2017</td><td>O artigo trata-se de um estudo retrospectivo com 1.030 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas tratados com ressecção pulmonar entre 1986 e 2015 que teve o intuito de analisar as tendências histológicas do tumor, do gênero e da idade nesses pacientes.</td><td>O estudo mostrou que os principais tipos histológicos foram carcinoma de células escamosas com 40,6% e adenocarcinoma com 44,5%, além disso, a maioria dos casos ocorreram em homens (64,5%). Para mais, o estudo ressaltou que a incidência de câncer de pulmão tem aumentado em mulheres nos últimos 30 anos, principalmente o adenocarcinoma. Em homens, observa-se a redução da incidência de carcinoma de células escamosas.</td></tr><tr><td>2016</td><td>Nintedanib in combination with docetaxel for second-line treatment of advanced non-small-cell lung cancer; GENESIS-SEFH drug evaluation report.</td><td>ESPINOSA; et al., 2016</td><td>A pesquisa é baseada em uma revisão sistemática e avaliação crítica de estudos clínicos que investigaram a eficácia e segurança da combinação de Nintetedanib e Docetaxel em comparação com a monoterapia de Docetaxel.</td><td>O estudo trás como resultado que a combinação de Nintedanib com Docetaxel mostra uma melhora na sobrevida livre de progressão em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas e melhora na sobrevida global de pacientes com adenocarcinoma em comparação com a monoterapia de Docetaxel. O estudo mostrou ainda que a toxicidade da combinação resulta em uma incidência maior de neutropenia, distúrbios digestivos e aumento de transaminases, no entanto isso não é preditor de deterioração na qualidade de vida.</td></tr><tr><td>2021</td><td>Quality indicators and&nbsp;excellence requirements for&nbsp;a&nbsp;multidisciplinary lung cancer tumor board by&nbsp;the&nbsp;Spanish Lung Cancer Group.</td><td>GUIRADO., et al; 2021</td><td>O presente estudo trata-se de uma revisão do trabalho das equipes multidisciplinares de tratamento ao câncer de pulmão realizada pelo Grupo Espanhol de Câncer de Pulmão. Para avaliar o desempenho dessas equipes multiprofissionais foi proposto uma lista de indicadores de qualidade.</td><td>O artigo avaliou um conjunto de padrões e critérios que possam ser utilizados para avaliar e melhorar a qualidade do atendimento das equipes multiprofissionais de câncer de pulmão na Espanha a fim de promover a excelência no cuidado aos pacientes com câncer de pulmão. Como resultado, observa-se a importância da colaboração entre diferentes especialidades e estabelece critérios como tempo, liderança e trabalho em equipe que auxiliam a alcançar o maior desempenho das equipes.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table><tbody><tr><td>2020</td><td>A Phase III, randomized, double-blind, placebo-controlled, multicenter study of fruquintinib in Chinese patients with advanced nonsquamous non-small-cell lung cancer – the FALUCA study<br></td><td>LU ., et al; 2020</td><td>Esse estudo objetivou verificar a eficiência do tratamento na sobrevida com fruquintinibe em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas que progrediram após quimioterapia. O estudo foi realizado com 527 participantes, sendo que estes foram divididos para receber fruquintinib (354) ou placebo (173). O artigo avaliou a sobrevida, resposta completa ou parcial, duração da resposta e outros fatores como anormalidades para definir a eficácia do fruquintinib.</td><td colspan="2">O estudo não mostrou benéfico de sobrevida na utilização de fruquintinib em comparação com placebo em pacientes com câncer avançado de pulmão não escamoso de células não pequena. Contudo, o fruquintinib apresentou um aumento da sobrevida livre de progressão em comparação com o placebo. Ademais, a pesquisa concluiu que parece ser seguro o fruquintinib na população com este tipo de tumor, pois mesmo o tratamento com ela sendo quatro vezes mais longo do que com o placebo nenhum novo sinal de segurança foi relatado, sendo reações cutâneas e hipertensão observadas na mesma consistência de pesquisas anteriores e a maioria das alterações foram solucionadas após ajustar a dose. Por fim, concluiu-se que mesmo não apresentando melhoria de sobrevida, os pacientes que receberam fruquintinib apresentaram melhor qualidade de vida.</td></tr><tr><td>2021</td><td>Bevacizumab plus erlotinib versus erlotinib alone in Japanese patients with advanced, metastatic, EGFR-mutant non-small-cell lung cancer (NEJ026): overall survival analysis of an open-label, randomised, multicentre, phase 3 trial</td><td>KAWASHIMA., et al; 2021</td><td colspan="2">O presente estudo aberto, randômico, multicêntrico e de fase 3 avaliou em 69 hospitais e centros médicos do Japão a administração de bevacizumab-erlotinib contra apenas erlotinib, no tratamento de pacientes com câncer avançado de pulmão de células não pequenas, metastático e mutante de EGFR, com o intuito de identificar mudanças na sobrevida global, qualidade de vida, taxa de controle da doença, duração da resposta e segurança.</td><td>Entre junho de 2015 e agosto de 2016 foram incluídos 228 pacientes para esse estudo que mostrou que a adição de bevacizumab ao erlotinib não gerou benefícios significativos em relação à sobrevida global, ao tempo de progressão e a qualidade de vida em comparação ao uso único de erlotinib no tratamento dos pacientes incluídos nesse estudo.</td></tr><tr><td>2019</td><td>Clinical analysis of early death in children with pleuropulmonary blastoma in a single center in China</td><td>CHAI., et al; 2019</td><td colspan="2">O estudo analisou seis pacientes crianças que morreram dentro de 30 dias após a admissão no hospital de janeiro de 2004 a março de 2018 devido ao blastoma pleuropulmonar com o objetivo de estudar o tumor para melhorar o diagnóstico e tratamento do mesmo.</td><td>Dos 6 casos analisados, 2 femininos e 4 masculinos com idade média de 38 meses, todos apresentavam sintomas respiratórios e tumores superiores a 10 cm de diâmentro. 4 pacientes realizaram aspiração com agulha fina guiada por ultrassom, 1 paciente foi submetido a tracotomia exploratória e 1 submetido a ressecção parcial do tumor. 4 pacientes foram tratados com quimioterapia sem redução tumoral, o tempo de hospitalização média até a morte foi de 17 dias. As principais causas de morte foram insuficiência respiratória e sepse.</td></tr><tr><td>2018</td><td>Clinical significance of ≥ 50% PD-L1 expression with the SP263 monoclonal antibody in non-small cell lung cancer patients</td><td>LI., et al; 2018</td><td colspan="2">O estudo avaliou a correlação entre tabagismo, perfis genéticos, resultados dos pacientes e a expressão de PD-L1 em 241 casos de câncer de pulmão de células não pequenas.</td><td>A expressão de PD-L1 foi avalia em 241 espécimes ressecados, dos quais 35 tiveram uma pontuação de expressão de tumor (TPS) maior de 50%, o estudo relacionou essa expressão com o tabagismo e sua avaliação detalhada, mostrou que a duração total do tabagismo foi um preditor de TPS PD-L1 &gt; 50%. Para mais, o estudo revelou que pacientes com TPS PD-L1 &gt; 50% tiveram uma pior sobrevida livre de doença e uma menor sobrevida global e essa expressão é mais comum em fumantes de longo prazo.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Concurrent Chemo-proton Therapy Using Adaptive Planning for Unresectable Stage III Non-small Cell Lung Cancer: A Phase II Study</td><td>IWATA., et al; 2020</td><td colspan="2">A pesquisa buscou avaliar a terapia com feixes de prótons com um planejamento adaptativo para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas e não ressecável em estágio III.</td><td>O estudo avaliou a sobrevida global, taxa de controle local, sobre vida livre de progressão e alterações na qualidade de vida em 47 pacientes administrou-se 4 ciclos de cisplatina e S-1, além do próton terapia. Nos 2 primeiros anos observou-se tempo de sobrevida global de 77%, controle local de 84% e sobrevida livre de progressão de 43%. Ademais, constatou-se que o estado de saúde global, emocional e funções sociais melhorou em 24 meses. Por fim, o estudo conclui que a terapia com feixes de prótons adaptada aumentou a sobrevida em relação a quimiorradioterapia, além disso, houve redução tumoral em cerca de 40% sem piora significativa na qualidade de vida.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Deterioration of Health-Related Quality of Life Scores under Treatment Predicts Longer Survival</td><td>JÖRLING., et al; 2020</td><td colspan="2">O estudo teve como objetivo avaliar se as mudanças nos ecores basais de qualidade de vida durante o tratamento tornam-se preditores de sobrevida. O estudo avaliou 400 pacientes, sendo que 52 possuíam câncer de pulmão, o público da pesquisa foi entrevistado no momento da primeira internação, em consultas de acompanhamento, após seis semanas e depois de cada ano de terapia completa para avaliar a qualidade de vida dos mesmos.</td><td>Para avaliar os resultados a pesquisa dividiu os participantes em dois grupos, o grupo com maior qualidade de vida, e o grupo com menor qualidade de vida. Durante a terapia, a pesquisa observou piora global na qualidade de vida com a diminuição de função e saúde, ademais, identificou-se aumento de dor após a terapia. O estudo concluiu que a mudança no escore basal de dor e qualidade de vida (HRQoL) mostra-se um preditor de sobrevivência, sendo um fator importante para identifica pioras durante o tratamento.<br></td></tr><tr><td>2019</td><td>Exploratory analysis of front-line therapies in REVEL: a randomised phase 3 study of ramucirumab plus docetaxel versus docetaxel for the treatment of stage IV non-small-cell lung cancer after disease progression on platinum-based therapy</td><td>GARON., et al; 2019</td><td colspan="2">A pesquisa buscou identificar as diferenças de ramucirumab-docetaxel e apenas docetaxel no tratamento de pacientes com câncer de pulmão de estágio IV de células não pequenas, avaliando sobre vida global, taxa de resposta objetiva, eficácia, segurança e qualidade de vida do tratamento.</td><td>O estudo identificou que houve aumento na sobrevida global dos pacientes tratados com ramucirumab-docetaxel de 11.8 meses contra 9.0 meses de pacientes administrados com placebo e docetaxel, além disso a sobrevida livre de progressão e taxa de resposta objetiva também apresentaram valores mais altos comparados aos tratados com ramucirumab-docetaxel em comparação a apenas placebo e docetaxel (5.1 contra 3.7 meses) e (20% contra 15%) respectivamente. Os efeitos adversos foram semelhantes em ambos os tratamentos. Constatou-se que não houveram diferenças na escala de sintomas de câncer de pulmão nos diferentes tratamentos, alcançando um valor de 75%. Por fim, o estudo ressalta que a pesquisa com ramucirumab-docetaxel não apresentou custo beneficio significativo em segurança e em qualidade de vida.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Brigatinib Versus Crizotinib in Advanced ALK Inhibitor–Naive ALK-Positive Non–Small Cell Lung Cancer: Second Interim Analysis of the Phase III ALTA-1L Trial</td><td>CAMIDGE., et al; 2020</td><td colspan="2">O artigo analisa os resultados do estudo ALTA-1L de fase III do tratamento de primeira linha com brigatinib contra crizotinib em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com anaplastic lymphoma kinase–positive (ALK1).</td><td>O estudo comparou a eficácia de ambos medicamentos para sobrevida livre de progressão em 2 anos e o brigatinib indicou 48% de não progressão enquanto o crizotinib indicou 26%. A taxa de resposta objetiva encontrada no brigatinib foi de 74% e 62% com crizotinib. A sobrevida global foi avaliada em 2 anos sendo maior com o brigatinib. Por fim, o artigo informa que o tempo para piora da qualidade de vida relacionada a saúde para pacientes com brigatinib foi de 26.7 meses, já para crizotinib foi de 8.3 meses, indicando que o brigatinib possui uma eficácia, tolerabilidade e qualidade de vida superior ao crizotinib.</td></tr><tr><td>2019</td><td>Inpatients versus outpatients with advanced non-small cell lung cancer: Characteristics and outcomes</td><td>GOTFRIT., et al; 2019</td><td colspan="2">O estudo propôs estudar a diferença entre pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas atendidos ambulatorialmente em comparação com pacientes hospitalizados, por meio de uma análise retrospectiva de 2009 à 2012 de base populacional, explorando diferenças nas características basais, opções de tratamento e sobrevida global.</td><td>Como resultado o estudo inclui 123 pacientes internados e 514 pacientes atendidos ambulatorialmente, dos quais 55% receberam terapia sistêmica e 21% dos internados receberam o mesmo tratamento. O estudo revelou que os pacientes internados eram mais jovens, apresentavam pior estado de saúde, maior perda de peso, anemia, leucocitose, trombocitose, disfunção renal e início mais rápido dos sintomas em comparação com os pacientes atendidos ambulatorialmente. O estudo concluiu que pacientes internados eram mais indispostos e possuíam uma sobrevida menor, porém respondiam melhor ao tratamento que os pacientes ambulatoriais.</td></tr><tr><td>2022</td><td>Patient-reported outcomes with cemiplimab monotherapy for first-line treatment of advanced non-small cell lung cancer with PD-L1 of ≥50%: The EMPOWER-Lung 1 study</td><td>GÜMÜŞ., et al; 2022</td><td colspan="2">O estudo analisou adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) que receberam cemiplimabe 350 mg a cada 3 semanas ou quimioterapia dupla com platina. Os pacientes preencheram questionários de qualidade de vida (QLQ-C30 e QLQ-LC13) no início e no primeiro dia de cada ciclo de tratamento. A análise utilizou modelos mistos para estimar as mudanças ao longo do tempo na qualidade de vida, considerando a expressão de PD-L1 ≥50% e a população de intenção de tratar.</td><td>Entre os pacientes com PD-L1 ≥50%, o cemiplimabe demonstrou melhoras significativas na qualidade de vida, escalas de sintomas e funcionamento em relação à quimioterapia. O estudo mostrou que o uso de cemiplimabe reduz o risco de deterioração das escalas de qualidade de vida. Assim o estudo conclui que o cemiplimabe torna-se eficaz e favorável para o tratamento de NSCLC avançado, melhorando a qualidade de vida dos pacientes, funcionamento e redução de sintomas em comparação com a quimioterapia com platina dupla.</td></tr><tr><td>2019</td><td>Patient-reported outcomes with durvalumab after chemoradiotherapy in stage III, unresectable non-small-cell lung cancer (PACIFIC): a randomised, controlled, phase 3 study</td><td>HUI., et al; 2019</td><td colspan="2">O estudo PACIFIC é um ensaio clínico de fase 3 em andamento, realizado de forma internacional e multicêntrica. É um estudo duplo-cego, randomizado e controlado. Os critérios de elegibilidade para participar do estudo incluíram ter pelo menos 18 anos de idade e um status de desempenho da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 0 ou 1. Os pacientes devem ter sido diagnosticados com câncer de pulmão de células não pequenas irressecáveis, com confirmação citológica, e ter recebido pelo menos dois ciclos de quimiorradioterapia à base de platina, sem apresentar progressão da doença após esse tratamento.</td><td>Entre 2014 e 2016, 476 pacientes foram designados para receber durvalumabe e 237 pacientes receberam placebo. O acompanhamento médio foi de 25,2 meses. Mais de 79% dos pacientes que receberam durvalumabe e mais de 82% dos pacientes que receberam placebo completaram questionários até a 48° semana. O estudo relatou que durante 12 meses os Resultados Relatados pelos Pacientes (PROs) como tosse, dispneia, dor no peito, fadiga entre outros, mantiveram-se sem alterações clinicas relevantes nos dois grupos. Assim o estudo conclui que tanto o durvalumabe quanto o placebo proporcionaram estabilidade nos PROs.</td></tr><tr><td>2018</td><td>Impact of comprehensive geriatric assessment on quality of life, overall survival, and unplanned admission in patients with non-small cell lung cancer treated with stereotactic body radiotherapy</td><td>JEPPESEN., et al; 2018</td><td colspan="2">O presente estudo buscou avaliar se uma avaliação geriátrica abrangente (CGA) aliada a radioterapia estereotáxica corporal afeta a qualidade de vida, a sobrevida e as admissões não planejadas. Para isso 51 pacientes diagnosticados com câncer de pulmão de células não pequenas tratados com radioterapia estereotáxica corporal foram inscritos.<br></td><td>De 51 pacientes, 26 receberam a CGA e 25 não receberam a CGA. Dentre os 26 pacientes, a implementação de um CGA não impactou na qualidade de vida geral, na prevalência ou duração das internações não planejadas, nem na sobrevida. Mesmo que o estudo tenha mostrado pequenas diferenças na qualidade de vida e na sobrevida, essas diferenças só poderão ser validadas em estudos maiores.</td></tr><tr><td>2018</td><td>Overall survival of driver mutation-negative non-small cell lung cancer patients with COPD under chemotherapy compared to non-COPD non-small cell lung cancer patients</td><td>LIM., et al; 2018</td><td colspan="2">O artigo avaliou os efeitos da DPOC na sobrevida de pacientes com NSCLC com mutação condutora negativa submetidos à quimioterapia convencional como tratamento de primeira linha. Por meio da revisão d​​os prontuários médicos de pacientes com CPCNP estágio IIIB e IV de 2008 até 2015 de 6 hospitais universitários.</td><td>O estudo incluiu um total de 197 pacientes, dos quais 92 tinham DPOC e 105 não. A sobrevida mediana no grupo sem DPOC foi de 11,5 meses, enquanto no grupo com DPOC foi de 9,2 meses. Os fatores e risco para a mortalidade foram: idade avançada (&gt;70 anos), alta pontuação do Eastern Cooperative Oncology Group (2-3), células escamosas e presença de DPOC. O estudo concluiu que a DPOC teve um impacto negativo na sobrevida global em pacientes com NSCLC e em pacientes fumantes submetidos à quimioterapia convencional.</td></tr><tr><td>2019</td><td>Genotyping KRAS and EGFR Mutations in Greek Patients With Non-small-cell Lung Cancer: Incidence, Significance and Implications for Treatment</td><td>LINARDOU., et al; 2019</td><td colspan="2">Neste artigo foi estudada a genotipagem de KRAS e EGFR em 421 pacientes gregos diagnosticados com NSCLS de setembro de 1998 até junho de 2013 e associados a características clínico-patológicos. Comparações de resultados foram realizadas em 288 pacientes recebendo tratamento de primeira linha.</td><td>A maioria dos pacientes incluídos no estudo era do sexo masculino, com idade acima de 60 anos e eram tabagistas atuais, a histologia mais presente foi adenocarcinoma. As mutações EGFR e KRAS foram identificadas em 10,7% e 16,6% de todos os tipos histológicos, respectivamente, e em 14,9% e 21,9% dos adenocarcinomas. Durante um período médio de acompanhamento de 4,5 anos, o status KRAS foi identificado como um fator prognóstico negativo independente para a sobrevida global. O estudo mostrou que as mutações KRAS foram associadas a um aumento de 80% no risco de mortalidade em pacientes submetidos a tratamento de primeira linha assim o estudo conclui que a presença de mutações KRAS é um prognóstico negativo independente entre os pacientes gregos com NSCLC.</td></tr><tr><td>2023</td><td>Nutrition impact symptoms: Noteworthy prognostic indicators for lung cancer</td><td>LIU., et al; 2023</td><td colspan="2">O estudo abordou a incidência e o papel prognóstico dos sintomas de impacto nutricional (NIS) no câncer de pulmão, por meio de uma avaliação do paciente que inclui perda de apetite, náusea, vômito, úlcera na boca, constipação, diarreia, boca seca, alteração do paladar, alteração do olfato, disfagia, saciedade precoce e dor.</td><td>Este estudo incluiu um total de 3.634 pacientes com câncer de pulmão, dos quais 1.533 apresentavam sintomas de impacto nutricional. O estudo observou que pacientes com câncer de pulmão com NIS tiveram sobrevida menor que aqueles sem repercussões nutricionais. Além disso, 42% dos pacientes com câncer de pulmão apresentaram NIS. O estudo concluiu que o NIS é um indicador de desnutrição, caquexia do câncer, menor sobrevida global e está intimamente relacionado à qualidade de vida.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Health-Related Quality of Life With Carboplatin-Paclitaxel or nab-Paclitaxel With or Without Pembrolizumab in Patients With Metastatic Squamous Non-Small-Cell Lung Cancer</td><td>MAZIERES., et al; 2020</td><td colspan="2">O estudo buscou relatar a qualidade de vida de pacientes com metástases escamosas de câncer de pulmão de células não pequenas tratados com Carboplatina-Paclitaxel ou nab-Paclitaxel com ou sem Pembrolizumabe, por meio do questionário de qualidade de vida-core 30 (QLQ-C30) e o módulo específico para câncer de pulmão (QLQ-LC13).<br></td><td>O estudo conseguiu que um total de 554 pacientes realizaram as avaliações de qualidade de vida do QLQ-C30, enquanto 553 pacientes realizaram as avaliações do QLQ-LC13. Como resultado obtido teve-se que a associação de pembrolizumabe à quimioterapia melhorou a saúde geral e a qualidade de vida. Os resultados indicaram que a adição de pembrolizumabe à quimioterapia mantém ou melhora a qualidade de vida em comparação com a quimioterapia isolada. Por fim o estudo reitera a adição de pembrolizumabe associado a quimioterapia como tratamento de primeira linha para NSCLC com metástase escamosa.<br></td></tr><tr><td>2021</td><td>Patient-Reported and End-of-Life Outcomes Among Adults With Lung Cancer Receiving Targeted Therapy in a Clinical Trial of Early Integrated Palliative Care: A Secondary Analysis</td><td>PETRILLO., et al; 2021</td><td colspan="2">O objetivo do estudo foi comparar a qualidade de vida, sintomas, comunicação prognóstica e cuidados entre pacientes recebendo quimioterapia direcionada e pacientes com câncer de pumão sem mutações direcionadas</td><td>O esudo revelou que os pacientes com câncer de pulmão que receberam terapia direcionada apresentaram melhorias significativas na qualidade de vida, nos sintomas com o passar do tempo e na sobrevida. O estudo conclui que os pacientes com câncer de pulmão que recebem terapia direcionada possuem uma melhor qualidade de vida e alívio de sintomas em comparação com aqueles sem mutações direcionáveis e tem mais chances de realizar o tratamento até a morte.</td></tr><tr><td>2020</td><td>High tumor mutation burden predicts favorable outcome among patients with aggressive histological subtypes of lung adenocarcinoma: A population-based single-institution study</td><td>TALVITIE., et al; 2020</td><td colspan="2">O estudo objetivou avaliar o valor prognóstico da carga de mutação tumoral (TMB) e a incidência em diferentes tipos histológicos de adenocarcinoma.</td><td>Como resultado teve-se que um valor de TMB alto &gt; 14, está relacionado à um prognóstico bom, independente do estágio do tumor e do subtipo histológico. Pacientes com TMB alto tiveram uma sobrevida maior em relação a paciente com TMB menor que 14. O estudo concluiu que a carga de mutação tumoral se evidenciou como um marcador de prognóstico favorável para adenocarcinoma pulmonares, mesmo estando associado a subtipos histológicos considerado grave.</td></tr><tr><td>2020</td><td>Patient-reported outcomes with first-line durvalumab plus platinum-etoposide versus platinum-etoposide in extensive-stage small-cell lung cancer (CASPIAN): a randomized, controlled, open-label, phase III study</td><td>Goldman; et al., 2020</td><td colspan="2">Pacientes com com câncer de pulmão de pequenas células em estagio avançado, que não receberam nenhum tratameto quimioterápico anterior, &nbsp;se <a href="https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/brain-metastasis">metástases cerebrais</a> deveriam estar&nbsp; assintomáticos ou tratados e estáveis ​​e não estivessem em uso de esteroides e <a href="https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/anticonvulsant">anticonvulsivantes</a>&nbsp;por pelo menos 1 mês antes da entrada no estudo e possuissem <em>PS (Performance Status) </em>0 ou 1, foram incluídos no estudo. Os pacientes foram randomizados em uma proporção de 1:1:1 para receber&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/durvalumab">durvalumabe</a>&nbsp;mais etoposídeo + platina (cisplatina ou carboplatina) (EP), durvalumabe mais&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/topics/medicine-and-dentistry/ticilimumab">tremelimumabe&nbsp;</a>mais EP ou EP. Resultados relatados pelo paciente (PROs), avaliados com o Questionário de Qualidade de Vida-Core 30 (QLQ-C30) versão 3 da Organização Europeia para Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC) e seu módulo de câncer de pulmão, o Questionário de Qualidade de Vida-Lung Cancer 13 (QLQ-LC13), foram endpoints secundários pré-especificados. Alterações desde a linha de base até a progressão da doença ou 12 meses em sintomas chave pré-especificados relacionados à doença (tosse, dispnéia, dor no peito, fadiga, perda de apetite) foram analisados com um modelo misto para medidas repetidas. O tempo até a deterioração (TTD) dos sintomas, funcionamento e estado de saúde global/qualidade de vida (QoL) da randomização foi analisado.<br></td><td>Nos braços durvalumabe mais EP e EP, 261 e 260 pacientes foram avaliados pelo PRO. Os pacientes em ambos os braços apresentaram carga de sintomas numericamente reduzida ao longo de 12 meses ou até a progressão dos principais sintomas. Para as melhorias da linha de base na perda de apetite, a diferença entre os braços foi estatisticamente significativa, favorecendo durvalumabe mais EP (diferença, -4,5; IC 99%: -9,04, -0,04; nominal p = 0,009 ) . Os pacientes apresentaram TTD mais longo com durvalumabe mais EP versus EP para todos os sintomas (taxa de risco [IC 95%] para sintomas principais: tosse 0,78 [0,600‒1,026]; dispneia 0,79 [0,625‒1,006]; dor no peito 0,76 [0,575‒0,996]; fadiga 0,82 [0,653‒1,027]; perda de apetite 0,70 [0,542‒0,899]), funcionamento e estado de saúde global/QoL.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa encontrou numerosos artigos sobre qualidade de vida e câncer de pulmão, por se tratar de uma doença agressiva e com altas taxas de mortalidade, muitos estudos com diferentes tipos de terapia vêm sendo experimentadas para esses pacientes, desfechos como qualidade de vida e sobrevida estão cada vez mais sendo o foco das discussões sobre tratamento de câncer de pulmão. Esta discussão foi dividida em 3 tópicos: 1 Visão geral do câncer de pulmão: epidemiologia e histologia tumoral; 2 Tratamentos convencionais para câncer de pulmão que impactam a qualidade de vida e sobrevida do paciente e 3 Tratamentos alternativos para câncer de pulmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Visão geral do câncer de pulmão: epidemiologia e histologia tumoral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As estatísticas mostram que no ano de 2018 cerca de 9,6 milhões de pessoas morreram por câncer, sendo 56,4% homens e 43,6% mulheres. Neste mesmo ano foi diagnosticado uma população de 18,1 milhões com tumor, sendo a maioria 52,3% homens, nota-se que apenas 5% a 10% dos casos são relacionados a fatores genéticos, sendo a maioria 90% a 95% associados ao estilo de vida e questões ambientais. Tendo em vista os valores supracitados, observou-se que o câncer mais comum é o de pulmão, sendo responsável por 11,60% dos casos e 18,4% das mortes totais (SOTO et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo projeções, estima-se que no ano de 2040 serão diagnosticados mais de 29,5 milhões de pessoas com câncer, este aumento está relacionado ao maior envelhecimento da população a nível mundial e ao aumento da incidência tumoral. Relacionado a este aumento, pressupõe-se que a população masculina sofrerá com um acréscimo de 67,60%, já as mulheres com um incremento de 55,30% de novos casos. Estas estimativas epidemiológicas têm como objetivo, orientar os sistemas de saúde e governos para que eles possam se preparar para atender a demanda, e desenvolver medidas para tentar reduzir este aumento no número de casos (SOTO et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Características genéticas, morfológicas e histológicas dos tumores de pulmão vem sendo cada vez mais elucidadas. Um estudo cubano, permitiu observar, através da ultrassonografia endobrônquica (EBUS), que 91,80% dos canceres de pulmão apresentam margens regulares e 8,20% margens irregulares. Além disso, definiu-se a forma dos tumores sendo 6,10% ovais e 93,90% redondos, no que se refere ao tamanho dos mesmos 32,70% apresentaram entre 15 e 19mm e 67,2% desenvolveram 20mm ou mais. Quanto a histologia, 42,80% destes foram carcinomas de células não pequenas e 14,20% de células pequenas (ALFONSO; MORENO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo brasileiro, analisou 1.030 prontuários de pacientes com câncer de pulmão, admitidos à ressecção pulmonar, ao longo dos últimos 30 anos (1986-1995, 1996-2005 e 2006-2015), destes 665 (64,5%) eram do sexo masculino, e a média de idade à cirurgia foi de 62,8 anos para os homens e 60,8 anos para as mulheres. O tipo histológico predominante foi o adenocarcinoma (44,5%), seguido por carcinoma de células escamosas (40,6%), porém houve uma diminuição na prevalência desse último e um aumento na prevalência de adenocarcinoma ao longo dos anos. Observou-se também diferenças significativas entre os gêneros em relação aos tipos histológicos, com o carcinoma de células escamosas sendo mais comum em homens e o adenocarcinoma sendo mais comum em mulheres. Também foram observadas diferenças entre os gêneros em relação ao grau de invasão tumoral, classificação linfonodal e estadiamento, indicando que a doença estava mais avançada nos homens. Não houve diferença na média de idade entre homens e mulheres ao longo dos três períodos analisados, mas houve um aumento geral na média de idade ao longo do tempo. A lobectomia foi o tipo de cirurgia mais comum, seguida pela pneumonectomia e bilobectomia. Houve um aumento na proporção de casos classificados como estádio I ao longo dos períodos (TSUKAZAN et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamentos convencionais para câncer de pulmão que impactam a qualidade de vida e sobrevida do paciente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre o câncer de pulmão e a qualidade de vida é complexa e depende de vários fatores, incluindo o estágio do câncer, o tipo de tratamento e a resposta individual do paciente, e principalmente, devido aos sintomas físicos, emocionais e sociais que podem surgir. Alguns dos sintomas físicos comuns são falta de ar, tosse persistente, fadiga, dor no peito e perda de peso. Esses sintomas podem afetar a capacidade do paciente de realizar atividades treinadas, como se exercitar, trabalhar ou cuidar de si mesmo (Tsukazan, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo observacional holandês, mostrou que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado apresentava caquexia, caracterizada por medidas musculares reduzidas e sintomas clínicos acentuados. Esses pacientes apresentaram fadiga, inflamação e diminuição da qualidade de vida e pior sobrevida (BUSKERMOLEN et al., 2017). Além disso, a presença da síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pacientes com câncer de pulmão foi associada a diminuição destes dois últimos fatores. O manejo adequado do SIRS é fundamental para melhorar esses desfechos (LIU et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) representa 80% dos diagnósticos de câncer de pulmão e tem alto impacto na qualidade de vida do paciente e familiares, já que se houver falha na quimioterapia, tratamento de primeira linha, o objetivo se torna paliativo, o que pode diminuir a qualidade de vida do paciente. Contudo, um novo tratamento de segunda linha que sugere o uso do Nintedanib, um inibidor da angiogênese tumoral, combinado com Docetaxel sugere a redução na escala de dor e sintomas como tosse em pacientes que fizeram o uso da medicação combinada, por consequência, melhorando a qualidade de vida de pacientes diagnosticados com câncer de pulmão de células pequenas (BOSCH et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda relacionado ao CPNPC, Linardau, et al (2019) demonstrou que a presença de mutações de KRAS é um fator prognóstico negativo e está associado a um aumento no risco de mortalidade. Ademais, subtipos histológicos, como o alto TMB em neoplasias agressivas, foram relacionados a uma menor sobrevida. Esses achados destacam a importância da avaliação genômica no planejamento do tratamento e prognóstico dos pacientes com CPNPC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos estudos avaliaram o impacto de diferentes tratamentos no câncer de pulmão na qualidade de vida dos pacientes. Por exemplo, o tratamento com Ramucirumab-docetaxel mostrou uma melhora na sobrevida global, mas também foi associado a efeitos adversos de grau 3 ou superiores. O uso de Brigatinib em pacientes com tumor ALK- positivo demostrou melhores taxas de resposta objetiva, sobrevida global e menor deteriorização da qualidade de vida em comparação com o Crizotinib (CAMIDGE et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas utilizando medicamentos como Afatinibe, Pembrolizumabe e Durvalumabe mostraram melhorias significativas nos sintomas relacionados ao câncer de pulmão e na qualidade de vida dos pacientes. Essas terapias direcionadas ou imunoterápicas têm demonstrado benefícios em relação à redução de sintomas, melhora na função física e bem-estar emocional. (MAZIERES et al., 2020; GOLDMAN et. al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, no estudo PACIFIC, de HUI et al., 2019, pacientes que receberam o Durvalumabe não apresentaram diferenças clínicas com relação aos que receberam placebo em um período de 25,2 meses, sendo assim, os PROs especificados de interesse permaneceram estáveis em ambos os grupos, não indicando alterações relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros estudos investigaram o impacto da radioterapia estereotáxica e do tratamento adaptativo de próton nos pacientes com câncer de pulmão. Essas abordagens mostraram resultados promissores em termos de sobrevida e controle local do tumor (JÖRLING et. al, 2020; ABEL et. al,2019; JEPPESEN et al., 2018, LI et. al, 2018; IWATA et. al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quimioterapia é a terapia mais comum e utilizada em conjunto, tem-se bons resultados, as taxas de sobrevida aumentam em estágios iniciais. Porém, é importante individualizar o tratamento e avaliar os padrões de resultados. Pacientes com câncer de pulmão que receberam terapia direcionada apresentaram melhorias significativas na qualidade de vida e alívio dos sintomas, independentemente dos cuidados paliativos (PETRILLO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo canadense, comparou a sobrevida e condições clínicas de pacientes com CPNPC em estadio avançado (IIIB ou IV) que deram entrada no hospital via internação X via ambulatorial. Os pacientes que procuram médicos oncologistas por meio da internação apresentaram doença clinicamente mais agressiva e estavam em estado mais grave. Não é surpreendente que menos pacientes tenham recebido terapia sistêmica (quimioterapia baseada em duplo de platina, monoterapia citotóxica ou inibidor de tirosina quinase) nesse grupo, no entanto, entre aqueles que receberam, houve uma maior tendência de resposta em comparação aos pacientes ambulatoriais. Além disso, a sobrevida global desses pacientes começou a se aproximar daqueles que se consultaram como ambulatoriais. Evidenciando que mesmo pacientes com doença avançada e debilitados, podem se beneficiar da quimioterapia e aumentar a sobrevida. (GOTFRIT et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lee et. al, 2018, discute os sintomas relatados pelos pacientes e o impacto do tratamento com Osimertinibe em comparação com quimioterapia em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado. Foram utilizados questionários específicos para avaliar os sintomas relacionados ao câncer de pulmão e o impacto na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados mostraram que os pacientes tratados com essa medicação apresentaram uma melhora significativa nos sintomas relacionados ao câncer de pulmão em comparação com aqueles que receberam quimioterapia. Isso incluiu uma redução nos sintomas respiratórios, como tosse e falta de ar, bem como melhora na fadiga, perda de apetite e dor. Além disso, os pacientes tratados com Osimertinibe relataram uma melhora na qualidade de vida em comparação com aqueles que receberam quimioterapia. Isso incluiu uma melhora nas atividades diárias, bem-estar emocional e interações sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo o delineamento de medicações tem-se os achados sobre o impacto do tratamento com Anlotinibe na qualidade de vida de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) avançado. Os resultados demonstraram que o tratamento com anlotinibe teve um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes com CPNPC avançado. O estudo utilizou diversas medidas padronizadas para avaliar diferentes aspectos da qualidade de vida, incluindo o funcionamento físico, sintomas, estado de saúde global e bem-estar geral. Pacientes que receberam Anlotinibe apresentaram melhorias significativas em vários domínios da qualidade de vida em comparação com aqueles que receberam o placebo. Essas melhorias incluíram melhor funcionamento físico, redução de sintomas e uma percepção geral melhorada do estado de saúde e bem-estar (SI; et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pacientes com genes de fusão NTRK, que foram identificados como alvos potenciais para terapias direcionadas. As pesquisas enfatizam a importância de identificar alterações moleculares específicas, como os genes de fusão NTRK, que impulsionam o crescimento tumoral e podem ser alvos de terapias de precisão. No entanto, reconhecem que a adoção e implementação da medicina de precisão em países em desenvolvimento enfrentam vários obstáculos. Um dos principais desafios discutidos é a disponibilidade limitada e a acessibilidade de tecnologias avançadas de testes genômicos (CARDONA et. al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade de vida relacionada ao tratamento entre pacientes com PD-L1 ≥50%, o cemiplimabe mostrou melhorias significativas em relação à quimioterapia em termos de qualidade de vida, estado de saúde, funcionamento e sintomas (GUMUS et al., 2022). Ao serem avaliados pelas escalas EORTC QLQ-C30 EORTC QLQ-LC13 os pacientes tratados com fruquintinib apresentaram uma melhoria significativa na qualidade de vida. Contudo, não se observou resultado positivo dos sinais/sintomas nos grupos tratados com esse medicamento, os pacientes apresentaram dor nos membros, náusea, dor torácica, infecções no trato respiratório superior, dor na orofaringe, hiponatremia e dor musculoesquelética (LU et al., 2020). Outro estudo demonstrou que pacientes tratados com bevacizumab-erlotinib&nbsp;contra apenas erlotinib,&nbsp;a escala EORTC QLQ-C30 indicou que o segundo grupo apresenta uma qualidade de vida global superior ao público que foi administrado as duas medicações (KAWASHIMA et al., 2021). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os questionários EORTC e QLQ também são utilizados para avaliar a qualidade de vida após o tratamento de CA de células não pequenas, avaliando os domínios como, físico, emocional, social e funcional da qualidade de vida. Os resultados mostraram que, em geral, os sobreviventes de câncer de pulmão apresentaram uma qualidade de vida comprometida em comparação com a população geral. Os domínios mais afetados foram os relacionados à saúde física e emocional, com relatos de sintomas físicos e psicológicos persistentes, como fadiga, dispneia, ansiedade e depressão. Em suma, o estudo destaca a necessidade de um cuidado contínuo e abrangente para os sobreviventes de CPNPC, com ênfase na melhoria da qualidade de vida. A identificação dos fatores que influenciam a qualidade de vida nesses indivíduos pode fornecer informações valiosas para o desenvolvimento de intervenções direcionadas, com o objetivo de melhorar o bem-estar geral e o ajuste pós-tratamento dos sobreviventes de NSCLC (MARLENE et. al, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a qualidade de vida dos pacientes com câncer de pulmão é afetada por vários fatores, incluindo o estágio do câncer, tipo de tratamento, sintomas físicos e presença de comorbidades. Estudos têm investigado diferentes abordagens terapêuticas e seus impactos na qualidade de vida, destacando a importância de uma abordagem individualizada para o manejo da doença. A avaliação regular da qualidade de vida e o suporte adequado aos pacientes são fundamentais para melhorar o bem-estar e adaptar o tratamento de acordo com as necessidades específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamentos alternativos para câncer de pulmão.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel da equipe multidisciplinar faz-se necessário para definir a melhor conduta terapêutica e fornecer o melhor cuidado para o paciente com câncer de pulmão, mostrando-se a melhor estratégia para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. A revisão realizada pelo Grupo Espanhol de Câncer de Pulmão analisou a situação atual das equipes multidisciplinares e propôs requisitos de excelência e indicadores de qualidade para garantir o melhor atendimento aos pacientes com câncer de pulmão. Alguns dos principais fatores para o sucesso das equipes multidisciplinares incluem tempo e recursos adequados, liderança, apoio administrativo e institucional, além do registro de atividades. Foi perceptível que o uso desses fatores pelas equipes multidisciplinares nos atendimentos e tratamentos de pacientes com câncer de pulmão resultou em melhoras na qualidade de vida dos pacientes (GUIRADO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerca do assunto, outro artigo investigou o uso do termômetro “Distress” como uma ferramenta prognóstica para a sobrevida de um ano em pacientes com câncer de pulmão. A pesquisa aborda uma área importante da prática clínica, uma vez que a identificação precoce de fatores prognósticos é crucial para o planejamento do tratamento e o suporte adequado aos pacientes. Os resultados do estudo demonstram que o uso do termômetro de aflição pode ser útil na predição da sobrevida de um ano em pacientes com câncer de pulmão. A aflição psicológica, muitas vezes associada ao diagnóstico de câncer, desempenha um papel significativo na qualidade de vida e no prognóstico dos pacientes. Através da avaliação da aflição psicológica utilizando o termômetro, os profissionais de saúde podem identificar pacientes com maior risco de desfechos adversos e fornecer intervenções apropriadas, incluindo apoio emocional, acompanhamento psicológico e ajuste do tratamento (GEERSE et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tal, discute-se a terapia de reminiscência para diminuição de ansiedade e depressão bem como na melhora da qualidade de vida em pacientes pós-operatórios com câncer de pulmão de células não pequenas. A terapia de reminiscência envolve a evocação de memórias passadas, promovendo a comunicação e o compartilhamento de experiências significativas. Os resultados demonstraram que o programa de cuidados baseado em terapia de reminiscência foi eficaz na redução da ansiedade e depressão em pacientes pós-operatórios com câncer de pulmão de células não pequenas. Além disso, houve uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes, incluindo domínios relacionados à saúde física, emocional, social e funcional (LIU, MEIFANG; LI, YAO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os tratamentos alternativos para pacientes com câncer de pulmão mostram-se efetivos para suporte e melhores condições de qualidade de vida, porém, os estudos mostram que não se pode generalizar, pois a maioria deles foi específico e que as terapias podem não ser adequada para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostrou que há um número significativo de publicações relacionadas a qualidade de vida de paciente com câncer no geral e câncer de pulmão, nos últimos 5 anos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há evidencias de que o tipo histológico pode impactar de diferentes maneiras a qualidade de vida dos pacientes. O tipo histológico mais predominante é o câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC), e o subtipo é o adenocarcinoma e pode estar ou não associado ao consumo de tabaco. A importância de diferenciar o tipo histológico é dada pelo tratamento e prognóstico. O subtipo CCNP é o mais lento e predomina em não fumantes, já o câncer de pulmão de células pequenas (CPCP) é de proliferação mais rápida e têm um pior prognóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, os estudos analisados destacaram a importância de considerar o subtipo histológico no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas em estágio inicial com SABR. A identificação do subtipo histológico pode auxiliar na predição de resposta ao tratamento e na individualização das estratégias terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios e soluções potenciais para a implementação da medicina de precisão, especificamente no contexto de pacientes com genes de fusão NTRK em países em desenvolvimento, sendo necessário esforços colaborativos entre equipe multidisciplinar, incluindo profissionais de saúde, pesquisadores, formuladores de políticas e empresas farmacêuticas, para superar as barreiras e garantir a integração bem-sucedida da medicina de precisão na prática clínica rotineira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, outros artigos demostraram a utilização de medicações como, afatinibe, osimertinibe, anlotinibe, que proporcionou uma melhora significativa nos sintomas e qualidade de vida em pacientes com carcinoma de células escamosas do pulmão avançado após quimioterapia de primeira linha baseada em platina. Esses resultados têm implicações importantes no manejo clínico desses pacientes, destacando a importância de considerar não apenas a sobrevida, mas também os aspectos relacionados aos sintomas e à qualidade de vida durante o tratamento. A incorporação do afatinibe na prática clínica pode oferecer benefícios adicionais aos pacientes, melhorando sua experiência global com a doença e o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia adicionada é o termômetro de aflição como uma ferramenta prognóstica para a sobrevida de um ano em pacientes com câncer de pulmão. A integração dessa ferramenta na prática clínica pode ajudar a identificar pacientes em maior risco e fornecer suporte adequado para melhorar a qualidade de vida e os desfechos clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo do tratamento, avanços têm sido alcançados. O tratamento adaptativo de prótons, realizado ao longo de 20 dias, mostrou-se eficaz na redução do volume do tumor em até 40%, contribuindo para a melhoria da sobrevida dos pacientes. Vale ressaltar que o câncer de pulmão de células não pequenas representa 80% dos casos diagnosticados e possui um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos afetados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo abordou a eficácia das medicações Nintedonib e Docetoxel no alívio dos sintomas, com destaque para a redução da tosse. Foi observado que 36% dos pacientes oncológicos apresentaram condições debilitantes, como caquexia, inflamação, perda de força nas mãos, diminuição da funcionalidade física, cognitiva e social (BOSCH et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses achados ressaltam a importância de abordagens terapêuticas eficazes no tratamento do câncer de pulmão, não apenas visando a sobrevida, mas também a melhoria da qualidade de vida dos pacientes afetados. É necessário investir em pesquisas e desenvolvimento de terapias que proporcionem alívio dos sintomas e preservação das funções físicas, cognitivas e sociais dos indivíduos enfrentando essa doença devastadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação dos fatores que influenciam a qualidade de vida nesses indivíduos pode fornecer informações valiosas para o desenvolvimento de intervenções direcionadas, como o programa de cuidados baseado em terapia de reminiscência demonstrou ser eficaz na redução da ansiedade e depressão, bem como na melhora da qualidade de vida em pacientes pós-operatórios com câncer de pulmão de células não pequenas. Esses resultados ressaltam a importância de abordagens terapêuticas complementares no cuidado integral desses pacientes, visando não apenas a cura física, mas também o suporte emocional e o bem-estar psicossocial (LIU, MEIFANG; LI, YAO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um modo geral, o câncer de pulmão é o tipo de câncer que mais causa óbito, além do que o diagnóstico tardio é uma realidade que impacta na qualidade de vida aliado aos efeitos colaterais do tratamento e aos sintomas da progressão da doença, como fadiga, tosse, anorexia e caquexia. Dessa forma se torna necessários tomar medidas de controle dos efeitos adversos, visando a promoção de qualidade de vida desses pacientes. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong>&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">GÜMÜş, Mahmut; CHEN, Chieh‐I; IVANESCU, Cristina; KILICKAP, Saadettin; BONDARENKO, Igor; ÖZGÜROğLU, Mustafa; GOGISHVILI, Miranda; TURK, Haci M.; CICIN, Irfan; HARNETT, James. Patient‐reported outcomes with cemiplimab monotherapy for first‐line treatment of advanced non–small cell lung cancer with PD‐L1 of ≥50%: the empower⠰lung 1 study.&nbsp;<strong>Cancer</strong>, [S.L.], v. 129, n. 1, p. 118-129, 29 out. 2022. Wiley. <a href="http://dx.doi.org/10.1002/cncr.34477">http://dx.doi.org/10.1002/cncr.34477</a>.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SI, Xiaoyan; ZHANG, Li; WANG, Hanping; ZHANG, Xiaotong; WANG, Mengzhao; HAN, Baohui; LI, Kai; WANG, Qiming; SHI, Jianhua; WANG, Zhehai. Quality of life results from a randomized, double-blinded, placebo-controlled, multi-center phase III trial of anlotinib in patients with advanced non-small cell lung cancer.&nbsp;<strong>Lung Cancer</strong>, [S.L.], v. 122, p. 32-37, ago. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.lungcan.2018.05.013..</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Jakeline Andrea de Melo; ROCHA, Hugo André da; SANTOS, Marcos Antônio da Cunha; CHERCHIGLIA, Mariangela Leal. Fatores associados ao tempo para o início do tratamento do câncer de pulmão em Minas Gerais, Brasil.&nbsp;<strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, [S.L.], v. 27, n. 3, p. 1133-1146, mar. 2022. FapUNIFESP (SciELO). <a href="http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232022273.02992021">http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232022273.02992021</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TALVITIE, Eva-Maria; VILHONEN, Heikki; KURKI, Samu; KARLSSON, Antti; ORTE, Katri; ALMANGUSH, Alhadi; MOHAMED, Hesham; LILJEROOS, Lassi; SINGH, Yajuvinder; LEIVO, Ilmo. High tumor mutation burden predicts favorable outcome among patients with aggressive histological subtypes of lung adenocarcinoma: a population-based single-institution study.&nbsp;<strong>Neoplasia</strong>, [S.L.], v. 22, n. 9, p. 333-342, set. 2020. Elsevier BV. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.neo.2020.05.004">http://dx.doi.org/10.1016/j.neo.2020.05.004</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TENDLER, Salomon; ZHAN, Yiqiang; PETTERSSON, Andreas; LEWENSOHN, Rolf; VIKTORSSON, Kristina; FANG, Fang; PETRIS, Luigi de. Treatment patterns and survival outcomes for small-cell lung cancer patients – a Swedish single center cohort study.&nbsp;<strong>Acta Oncologica</strong>, [S.L.], v. 59, n. 4, p. 388-394, 7 jan. 2020. Informa UK Limited. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/0284186x.2019.1711165">http://dx.doi.org/10.1080/0284186x.2019.1711165</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TSUKAZAN, Maria Teresa Ruiz; VIGO, Álvaro; SILVA, Vinícius Duval da; BARRIOS, Carlos Henrique; RIOS, Jayme de Oliveira; PINTO, José Antônio de Figueiredo. Lung cancer: changes in histology, gender, and age over the last 30 years in brazil.&nbsp;<strong>Jornal Brasileiro de Pneumologia</strong>, [S.L.], v. 43, n. 5, p. 363-367, set. 2017. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562016000000339</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">1</mark></sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-2983-5813">https://orcid.org/0000-0003-2983-5813</a><br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:gabi.carneiroramos@gmail.com">gabi.carneiroramos@gmail.com</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">2</mark></sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-3358-0550">https://orcid.org/0000-0003-3358-0550</a><br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:mariahelotestoni@gmail.com">mariahelotestoni@gmail.com</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">3</mark></sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0009-0001-8118-7692">https://orcid.org/0009-0001-8118-7692</a><br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil . E-mail: <a href="mailto:brunotestoni@hotmail.com">brunotestoni@hotmail.com</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">4</mark></sup>ORCID: https://orcid.org/0009-0000-1954-6853<br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:gabmachado100@gmail.com">gabmachado100@gmail.com</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">5</mark></sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-7132-297X">https://orcid.org/0000-0001-7132-297X</a><br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:matheuszanellamfz@gmail.com">matheuszanellamfz@gmail.com</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-ast-global-color-0-color">6</mark></sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-3358-0550">https://orcid.org/0000-0003-3358-0550</a><br>Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), Brasil. E-mail: <a href="mailto:eliana.rezende@uniarp.edu.br">elianaradami@yahoo.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O ATENDIMENTO PSICOLÓGICO A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DAS ABORDAGENS E ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NO SUS.</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-atendimento-psicologico-a-criancas-em-situacao-de-vulnerabilidade-social-uma-analise-critica-das-abordagens-e-estrategias-utilizadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 00:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=88080</guid>

					<description><![CDATA[PSYCHOLOGICAL CARE FOR CHILDREN IN SITUATIONS OF SOCIAL VULNERABILITY: A CRITICAL ANALYSIS OF THE APPROACHES AND STRATEGIES USED IN THE SUS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8376954 Layssa Karoline Martins Tavares1 Emiliane Corrêa Monteiro1 Júlio César Pinto de Souza2 Resumo Este artigo teve como objeto de investigação a intervenção do psicólogo no atendimento psicológico a crianças em situação [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">PSYCHOLOGICAL CARE FOR CHILDREN IN SITUATIONS OF SOCIAL VULNERABILITY: A CRITICAL ANALYSIS OF THE APPROACHES AND STRATEGIES USED IN THE SUS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8376954</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Layssa Karoline Martins Tavares<sup>1</sup><br> Emiliane Corrêa Monteiro<sup>1</sup><br> Júlio César Pinto de Souza<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo teve como objeto de investigação a intervenção do psicólogo no atendimento psicológico a crianças em situação de vulnerabilidade social. A fragilidade social é caracterizada pela falta de recursos básicos, violência e abuso, o que pode afetar a saúde mental dessa criança, levando a busca por elaboração de estratégias que contribuam para a recuperação e manutenção da sua saúde mental. O objetivo geral desta pesquisa foi discutir o papel da psicologia na inclusão social de crianças em situação de vulnerabilidade social. Esta pesquisa teve um procedimento bibliográfico de revisão narrativa e abordagem qualitativa, utilizando-se de 21 (vinte) bases de publicações reconhecidas, direcionados ao atendimento a crianças e vulnerabilidade social. A psicologia é essencial para a saúde mental de crianças vulneráveis, utilizando estratégias como o brincar terapêutico e a criação de ambientes acolhedores. A colaboração entre profissionais e a participação social são fundamentais para fortalecer a resiliência e promover a inclusão dessas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Vulnerabilidade social; crianças; Atendimento psicológico; Inclusão social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article&#8217;s object of investigation was the psychologist&#8217;s intervention in psychological care for children in situations of social vulnerability. Social fragility is characterized by a lack of basic resources, violence and abuse, which can affect the mental health of this child, leading to the search for the development of strategies that contribute to the recovery and maintenance of their mental health. The general objective of this research was to discuss the role of psychology in the social inclusion of children in situations of social vulnerability. This research had a bibliographic procedure of narrative review and qualitative approach, using 20 (twenty) databases of recognized publications, directed to the care of children and social vulnerability. Psychology is essential for the mental health of vulnerable children, using strategies such as therapeutic play and the creation of welcoming environments. Collaboration between professionals and social participation are essential to strengthen resilience and promote the inclusion of these children.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Social vulnerability; children; Psychological support; Social inclusion</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A infância e adolescência são períodos cruciais para o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial das pessoas. No entanto, nem todas as crianças e adolescentes têm acesso a condições favoráveis para o seu desenvolvimento. A vulnerabilidade social pode afetar o bem-estar físico, mental e a participação em educação desses indivíduos. De acordo com Pinto e Fiorati (2019), a vulnerabilidade social é compreendida como &nbsp;um conjunto de condições e fatores que colocam as crianças em situação de desvantagem em relação aos seus pares, como baixa renda, moradia precária, falta de acesso à saúde e educação de qualidade. Além disso, a exposição à violência também pode afetar significativamente a saúde mental desses indivíduos (MACEDO; CONCEIÇÃO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, políticas públicas são essenciais para garantir o atendimento adequado às necessidades desses indivíduos. Fonseca <em>et al. </em>(2013) destacam a importância de políticas públicas que visem à redução das desigualdades sociais e econômicas e ao acesso a serviços de qualidade, como saúde e educação. Nesse sentido, é importante que os profissionais da saúde, educação e assistência social estejam capacitados para atuar de forma efetiva na promoção do bem-estar e saúde mental de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, este artigo tem como objetivo discutir o papel da psicologia na inclusão social de crianças no contexto de vulnerabilidade social, explorando a compreensão das dinâmicas que perpetuam a exclusão e a violência que afetam essas populações. Ao adotar uma perspectiva crítica e reflexiva, a psicologia pode ser um elemento essencial na elaboração de estratégias e ações que promovam a emancipação e o bem-estar desses grupos, buscando superar as desigualdades e injustiças que marcam a sociedade contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo direciona-se a uma análise abrangente das abordagens psicológicas convencionais utilizadas no atendimento de crianças em situação de vulnerabilidade social, buscando identificar tanto suas qualidades quanto limitações. Propõe-se, desta forma, discutir questões da saude mental para promover a saúde e o bem estar para a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, visa a investigação das estratégias alternativas e inovadoras adotadas para fornecer apoio psicológico a essa população, com uma ênfase na avaliação de sua eficácia ao abordar as necessidades específicas das crianças em contextos vulneráveis. Por fim, busca-se avaliar o impacto global dessas abordagens e estratégias no âmbito da saúde coletiva, compreendendo não somente o impacto individual no bem-estar das crianças, mas também sua capacidade de contribuir para a redução dos problemas sociais que frequentemente acompanham a vulnerabilidade infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através desses objetivos específicos, almeja-se obter uma compreensão mais profunda das práticas atuais de atendimento psicológico e sua relevância na construção de um ambiente mais saudável e resiliente para as crianças em situação de vulnerabilidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo possui relevância social, pois apresenta uma reflexão sobre as condições enfrentadas por crianças em situação de vulnerabilidade social e incentivar ações efetivas para a melhoria de sua qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a contribuição acadêmica e científica, este artigo apresenta resultados que levarão ao avanço do conhecimento científico por meio de uma discussão de trabalhos relevantes sobre a temática, identificando desafios, possibilidades e lacunas na abordagem do tema, &nbsp;estimulando &nbsp;reflexões críticas e subsídios teóricos e práticos para os profissionais e acadêmicos da área. Ao apresentar uma análise crítica das abordagens e estratégias utilizadas no atendimento psicológico a crianças em situação de vulnerabilidade social, o artigo fornece um panorama dos desafios e possibilidades da atuação do psicólogo nesse contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, esta artigo será um importante subsídio para o aprimoramento da prática clínica em saúde mental as comunidades em situação de vulnerabilidade, além de ser uma ferramenta para a implementação de medidas governamentais para fomentar o nível de satisfação e o crescimento completo dessas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada nesta pesquisa foi uma revisão narrativa, de procedimento bibliográfico e abordagem qualitativa. Segundo Gil (2019), a pesquisa bibliográfica é uma etapa fundamental em todo trabalho científico que influenciará em todas as etapas de uma pesquisa. Optou-se pela revisão narrativa em função da abrangência do tema e das dificuldades para a realização de perguntas específicas para conduzir a pesquisa. Esse tipo de revisão tem uma abordagem mais abrangente, uma vez que geralmente não se baseia em uma pergunta específica claramente definida. Entretanto, a revisão narrativa é uma categoria de pesquisa bibliográfica, com seleções arbitrárias dos artigos e as informações coletadas estão sujeitas a um viés de seleção(CORDEIRO <em>et al., </em>2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o levantamento das publicações utilizadas na discussão do tema, foram utilizados livros, artigos científicos, seminários, teses e dissertações obtidos nas plataformas científicas Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PEPSIC) e Google Acadêmico. Foram selecionados os seguintes descritores: desafios, possibilidades, atendimento psicológico, crianças, adolescentes, vulnerabilidade social, abordagens e estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As publicações utilizadas na discussão do tema destacaram a importância do papel do psicólogo no atendimento de crianças em situação de vulnerabilidade social, assim como os desafios enfrentados nesse contexto. Foi evidenciado que a abordagem utilizada pelo profissional deve ser adequada à realidade do paciente e considerar as particularidades do seu contexto socioeconômico e cultural. Além disso, foi destacada a necessidade de se desenvolver estratégias e intervenções específicas para esse público, com enfoque na prevenção e promoção da saúde mental. Nesse sentido, os estudos revisados apontam para a importância da formação continuada e capacitação dos profissionais que atuam com essa população, bem como o trabalho em equipe e a articulação com outras políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a revisão bibliográfica realizada neste estudo contribui para a compreensão dos desafios e possibilidades no atendimento psicológico a crianças em situação de vulnerabilidade social. As abordagens e estratégias utilizadas nesse contexto devem ser cuidadosamente planejadas e executadas, considerando as particularidades do paciente e seu contexto socioeconômico e cultural. A formação continuada e capacitação dos profissionais que atuam com essa população e o trabalho em equipe são essenciais para a promoção da saúde mental e bem-estar desses indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia deste artigo foi dividida em três etapas distintas: levantamento de dados, seleção e discussão das publicações. Para o levantamento de dados, foram consideradas publicações no período de 2007 a 2023, sendo excluídas aquelas anteriores a 2005 e em outros idiomas. A seleção das publicações foi realizada de forma criteriosa, levando em conta a relevância do conteúdo para o tema em questão. Ao todo, foram utilizadas 21 publicações em idioma português, que atenderam aos critérios estabelecidos. A partir dessa seleção, as publicações foram minuciosamente analisadas e discutidas, proporcionando embasamento teórico consistente para o desenvolvimento deste estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A vulnerabilidade infantil e a saúde coletiva com uma perspectiva dentro da psicologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O bem estar do individuo não se limita a saúde física. A saúde mental do individuo serve como base para suas relações, autoestima, satisfação e valorização da vida e, ao contrario do que se entendia, deve ser cuidada desde a infância. Entende-se , portanto que a saúde mental é um fator essencial para a sociedade se desenvolver e forma plena. De acordo com o Ministério da Saúde (2005) a construção de uma política de saúde mental infantojuvenil representa um desafio significativo na atualidade, com a necessidade de considerar as particularidades e demandas específicas dessa população, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto das intervenções voltadas para o crescimento e desenvolvimento da população infantil no Brasil tem sido notável, refletindo-se na redução significativa da mortalidade infantil e da desnutrição nas últimas décadas. No entanto, apesar desses avanços, a prevalência de transtornos mentais em crianças permanece uma preocupação relevante. Segundo o Ministério da Saúde (2005), 10 a 20% das crianças enfrentam algum tipo de transtorno mental, sendo que 3 a 4% requerem tratamento intensivo. Entre os transtornos mais comuns encontram-se a deficiência mental, o autismo, a psicose infantil e os transtornos de ansiedade. Couto et al. (2008) argumenta que historicamente, a carência de atenção pública direcionada a crianças e adolescentes com transtornos mentais conduziu ao fortalecimento de instituições privadas ou filantrópicas, muitas vezes com um enfoque não centrado na atenção integral ou na reintegração familiar, social e cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes, previstos na Constituição de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), demandaram a criação de ações em setores como educação, assistência social, justiça, garantia de direitos e saúde. Ainda que avanços significativos tenham sido alcançados, persiste uma preocupação substancial em relação aos transtornos mentais que afetam 10 a 20% das crianças, com 3 a 4% necessitando de tratamento intensivo (Brasil, 2005). Gomes et al. (2015) comenta que a efetivação desses direitos enfrenta desafios, como a fragmentação das ações setoriais, que limita a abordagem holística. Nesse contexto, a integração intersetorial e a cooperação emergem como premissas cruciais para um atendimento mais completo e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário da Atenção Primária à Saúde (APS), os Programas de Saúde da Criança (PSC) enfrentam a tarefa de incorporar ações de saúde mental que vão além do acompanhamento tradicional de crescimento e desenvolvimento. A abordagem da saúde mental na APS requer uma mudança de paradigma, direcionando-se para aspectos psicossociais (Brasil, 2011). No entanto, a prática relacionada à saúde mental infantil na APS carece de uma base científica sólida a qual foi citada por Gomes et al. (2015) ao comentar que a escassez de pesquisa nessa área demonstra a necessidade de aprofundamento e ampliação do conhecimento nesse domínio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consonância com o desafio de construir uma política efetiva, a integração intersetorial é destacada como essencial para a atenção à saúde mental infantil, assegurando atividades de promoção, prevenção e intervenção precoce, essa integração requer uma revisão dos modelos tradicionais de assistência à saúde, o que reflete a necessidade de compreender como os profissionais da APS abordam as questões de saúde mental infantil (Couto <em>et. al</em>., 2008). A pesquisa de Gomes <em>et al.</em> (2015) explora os significados e percepções de médicos da APS sobre a saúde mental infantil, fornecendo insights cruciais para essa lacuna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, a construção de uma política de saúde mental infantojuvenil enfrenta obstáculos consideráveis, envolvendo a consideração das necessidades dessa população e a integração intersetorial para um cuidado mais abrangente. A abordagem intersetorial é fundamental para atender a criança como um sujeito integral, exigindo uma reavaliação dos modelos tradicionais de atenção à saúde (Brasil, 2005). O estudo de Gomes <em>et al.</em> (2015) fornece uma perspectiva valiosa sobre as percepções dos profissionais da APS, enquanto o trabalho de Couto <em>et al</em>. (2008) reforça a importância histórica das instituições na atenção à saúde mental infantil. Com isso, o caminho para uma política abrangente e efetiva de saúde mental infantojuvenil é delineado por meio do entendimento dessas complexidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A práxis da psicologia nas situações de crianças vulneráveis em provenincia a saúde coletiva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do psicólogo no contexto das políticas públicas de saúde mental infantil é fundamental para promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças vulneráveis. Bomtempo <em>et al.</em> (2014) ressalta a importância de um acompanhamento personalizado para cada criança em situação de vulnerabilidade, levando em conta tanto os fatores individuais quanto os contextuais. Enfatizam a relevância das relações familiares e das dinâmicas inconscientes no desenvolvimento das crianças vulneráveis. Assim como Bomtempo <em>et al.</em> (2014), Araújo de morais <em>et al</em>. Em 2012 destaca a necessidade de compreender as especificidades de cada criança e sua interação com o ambiente familiar e social, para promover a saúde mental e o bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da intervenção psicológica na saúde mental infantil, Fonseca <em>et al</em>. (2013) propõem uma abordagem holística, considerando as dimensões emocionais, sociais, educacionais e familiares. Os autores enfatizam a importância de compreender as necessidades específicas das crianças vulneráveis para desenvolver estratégias de intervenção eficazes. Além disso, Alberto <em>et al</em>. (2008) destacam a relevância de um olhar abrangente, que leve em conta tanto os fatores internos quanto os externos que influenciam o desenvolvimento saudável das crianças. Os autores ainda comentam da importância de considerar as dimensões biopsicossociais no processo de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma compreensão aprofundada das questões emocionais e relacionais enfrentadas pelas crianças vulneráveis é fundamental no campo da saúde mental infantil. Silva e Corgozinho (2011) ressaltam a importância da abordagem cognitivo-comportamental para a compreensão e intervenção nesses casos. Os autores enfatizam a necessidade de identificar e modificar os padrões de pensamento e comportamento disfuncionais, promovendo o desenvolvimento de habilidades adaptativas nas crianças vulneráveis. Ao mesmo tempo, Bomtempo e Conceição (2014) destacam a relevância de uma abordagem centrada na criança, considerando suas necessidades individuais e contextuais, bem como a interação com o ambiente familiar e &nbsp;social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da psicologia aplicada à saúde mental infantil, as relações familiares desempenham um papel crucial no desenvolvimento das crianças vulneráveis. Araújo de &nbsp;Morais <em>et al. </em>(2012) e enfatizam a relevância das dinâmicas inconscientes presentes nas relações familiares e sua influência no desenvolvimento das crianças. Eles destacam a importância de compreender e intervir nessas dinâmicas para promover a saúde mental e o bem-estar. Fonseca <em>et al. </em>(2013) complementam essa perspectiva ao enfatizar a importância de considerar as dimensões sociais e educacionais, além das emocionais, na intervenção psicológica. Eles ressaltam a necessidade de uma abordagem abrangente que leve em conta o contexto social e educacional em que a criança está inserida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na intervenção psicológica direcionada às crianças vulneráveis, é essencial considerar as estratégias de prevenção e promoção da saúde mental, Alberto <em>et al </em>(2008) destacam a importância de intervenções preventivas que abordem fatores de risco e proteção na infância, Couto <em>et al.</em> (2008) reforça que os Centros de Atenção Psicossocial Infantis (CAPSi) têm uma grande importância na iniciativa no Brasil, pois possibilitam que crianças antes excluídas do sistema formal de saúde mental, como aquelas com autismo, tenham acesso ao tratamento necessário. Eles enfatizam a relevância de promover ambientes seguros e acolhedores para o desenvolvimento saudável das crianças vulneráveis. Por outro lado, Silva e Corgozinho (2011) ressaltam a importância de estratégias de promoção da saúde mental, que visam fortalecer os recursos adaptativos das crianças vulneráveis, promovendo resiliência e bem-estar, e esse serviço público de saúde que atende crianças e adolescentes que apresentem intenso sofrimento, enfrenta o desafio de expandir seus serviços, especialmente em regiões como o Norte e Centro-Oeste, além das grandes cidades, onde a demanda por atendimento é mais intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem psicodinâmica oferece uma perspectiva valiosa na compreensão e intervenção na saúde mental infantil. Araújo de Morais <em>et al. </em>(2012) e Fonseca <em>et al. </em>(2013) destacam a relevância de compreender as dinâmicas inconscientes presentes nas relações familiares e como esses processos influenciam o desenvolvimento da criança. Eles enfatizam a importância de intervenções que considerem esses aspectos para promover a saúde mental e o bem-estar das crianças vulneráveis. Eles enfatizam a necessidade de um olhar abrangente, que leve em conta as especificidades de cada criança e sua interação com o ambiente familiar e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das demandas complexas da saúde mental infantil, é necessário um enfoque multidisciplinar na intervenção psicológica. Silva e Corgozinho (2011) destacam a importância de uma abordagem cognitivo-comportamental, que se concentra &nbsp;na identificação e modificação dos padrões de pensamento e comportamento disfuncionais nas crianças vulneráveis. Eles ressaltam a relevância de desenvolver estratégias específicas para promover a adaptação saudável das crianças vulneráveis. Além disso, Alberto <em>et al.</em> (2008) enfatizam a importância de uma abordagem integrativa, que considere diferentes teorias e abordagens na intervenção psicológica. Os autores comentam ainda que há necessidade de uma visão ampla e flexível para atender às necessidades individuais das crianças vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, é fundamental promover uma visão ampla da saúde mental infantil, que leve em conta as diversas dimensões envolvidas. Fonseca <em>et al. </em>(2013) ressaltam a importância de considerar as dimensões emocionais, sociais, educacionais e familiares na intervenção psicológica. Eles enfatizam a necessidade de uma abordagem integrada, que busque compreender a criança em sua totalidade. Araújo de Morais <em>et al</em>. (2012) complementa que além de considerar todas as dimensões humanas, também é necessário destacam a relevância das relações familiares e das dinâmicas inconscientes no desenvolvimento das crianças vulneráveis. Eles enfatizam a importância de uma compreensão aprofundada das interações familiares para promover a saúde mental e o bem-estar das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A participação da psicologia nos trabalhos de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação da psicologia nos trabalhos de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade é um tema de grande relevância e complexidade que requer uma abordagem multidisciplinar e integrada. Segundo Silva <em>et al</em>. (2015) e Souza <em>et al</em>. (2019), a psicologia desempenha um papel fundamental na promoção de intervenções efetivas e de qualidade para melhorar a vida dessas crianças. Através de sua atuação, é possível fornecer suporte emocional, fortalecer vínculos familiares e comunitários, promover o bem-estar e a saúde mental, além de contribuir para a inclusão social dessas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos destacados por Silva <em>et al. </em>(2015) e Souza <em>et al. </em>(2019) é a importância de um trabalho individualizado e pautado em metodologias adequadas. Cada criança em situação de vulnerabilidade apresenta particularidades e necessidades específicas, e é essencial que os profissionais da psicologia estejam atentos a essas características. De acordo com Silva <em>et al. </em>(2015), através de uma abordagem personalizada, é possível estabelecer um espaço seguro e acolhedor para que a criança possa expressar seus sentimentos, medos e angústias. Essa escuta qualificada permite a identificação e compreensão das emoções, pensamentos e comportamentos da criança, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias saudáveis de enfrentamento e resolução de problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do trabalho individual, a atuação da psicologia também se estende à promoção do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários das crianças em situação de vulnerabilidade. Silva <em>et al. </em>(2015) ressaltam a importância de criar um ambiente acolhedor e empático dentro das instituições de acolhimento institucional, onde as crianças se sintam seguras, respeitadas e cuidadas. Nesse sentido, a psicologia desempenha um papel crucial ao trabalhar em colaboração com outros serviços e políticas públicas, como o SUAS/CRAS e a Psicologia Social Comunitária, ampliando as possibilidades de intervenção e garantindo uma abordagem mais integrada e abrangente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é a promoção do bem-estar e da saúde mental das&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; crianças em situação de vulnerabilidade. Souza <em>et al. </em>(2019) e Fonseca <em>et al. </em>(2013) destacam que o acompanhamento psicológico individual e em grupo desempenha um papel fundamental nesse contexto. O psicólogo oferece um espaço de acolhimento e escuta atenta, permitindo que a criança explore suas emoções e desenvolva habilidades socioemocionais. Por meio desse acompanhamento, a criança pode compreender melhor suas próprias emoções, pensamentos e comportamentos, além de aprender estratégias saudáveis para lidar com os desafios do dia a dia. O fortalecimento da autoestima e da autoconfiança também são objetivos importantes desse processo terapêutico (Silva <em>et al.,</em>2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva e Corgozinho (2011) ressaltam a importância da articulação entre os profissionais da psicologia e outros serviços e políticas públicas, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Atenção Psicossocial Infantis (CAPSi). Os autores Silva e Corgozinho (2011) enfatizam que essa colaboração permite uma abordagem mais ampla e integrada, que vai além do âmbito individual e considera as dimensões familiares, comunitárias e sociais. A psicologia, ao trabalhar em conjunto com outros profissionais, pode contribuir para a identificação e o acompanhamento de crianças em situação de vulnerabilidade, facilitando seu acesso a programas de assistência social e apoio psicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Centros de Atenção Psicossocial Infantis (CAPSi) representam a principal ação brasileira na saúde mental infantil. De acordo com Couto <em>et. al.</em> (2008) os CAPSi respondem à necessidade de ampliar o acesso ao tratamento para casos que antes estavam fora do sistema formal de saúde mental, como os de autismo. Além disso, buscam melhorar o conhecimento clínico, epidemiológico e a organização de serviços no campo da saúde mental infantil e juvenil. Os CAPSi têm uma abordagem multiprofissional, de base comunitária e são especializados para tratar jovens com múltiplas e complexas necessidades decorrentes de transtornos mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação da psicologia no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças em situação de vulnerabilidade enfrenta desafios significativos. De acordo com pesquisas realizadas por Couto <em>et al.</em> (2008), A falta de capacitação das equipes de saúde, a escassez de profissionais especializados e a baixa cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) em certas regiões são obstáculos centrais. Além disso, a complexidade das questões psicossociais, aliada à falta de espaços de reflexão e análise sobre o trabalho, pode resultar em atendimentos inadequados, especialmente em populações vulneráveis. A superlotação dos serviços e o isolamento dos mesmos agravam o problema. Segundo Delfini <em>et. al.</em> (2012) essas dificuldades, presentes no contexto discutido, evidenciam a necessidade de investimentos em formação, ampliação de equipes especializadas e integração entre serviços de saúde mental e ESF para oferecer suporte psicossocial eficaz e inclusão social a crianças e jovens em vulnerabilidade no âmbito do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;No entanto, é importante destacar que a atuação da psicologia no campo das políticas sociais, como a Assistência Social, apresenta desafios específicos. Oliveira<em> et al</em>. (2011) apontam que a demanda por atendimento psicológico nesse contexto está concentrada em pessoas em situação de pobreza extrema. No entanto, as orientações do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estabelecem que os psicólogos não devem realizar psicoterapia nesses casos. Essa restrição tem levado a uma paralisação e incerteza entre os profissionais, uma vez que a psicoterapia era uma estratégia tradicionalmente utilizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, a participação da psicologia nos trabalhos de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade é essencial para promover intervenções efetivas e de qualidade. A atuação individualizada, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, a promoção do bem-estar e da saúde mental, além da articulação com outros serviços e políticas públicas, são aspectos fundamentais para garantir o desenvolvimento adequado dessas crianças e sua reintegração na sociedade. É &nbsp;necessário estar atento aos desafios e limitações do campo, buscando sempre uma abordagem integrada e embasada em uma formação crítica e política. Como afirmam Souza <em>et al. </em>(2019), o cuidado e a promoção do bem-estar dessas crianças devem ser uma prioridade para a psicologia e para a sociedade como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégias e técnicas utilizadas por psicólogos nas atividades de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias e técnicas utilizadas pelos psicólogos desempenham um papel fundamental nas atividades de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade. Com base nos estudos de Guareschi <em>et al. </em>(2007) e Castro <em>et al. </em>(2022), é possível compreender a importância dessas abordagens para promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças, considerando suas necessidades específicas e o contexto em que estão inseridas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem centrada na pessoa, discutida por Castro <em>et al. </em>(2022), se baseia na teoria humanista e enfoca a compreensão das experiências e sentimentos das crianças vulneráveis. Os psicólogos utilizam a escuta ativa e a empatia para estabelecer uma conexão genuína com as crianças, demonstrando interesse e respeito por suas histórias e desafios. Ao criar um ambiente seguro e não julgador, essa abordagem permite que as crianças se sintam compreendidas, valorizadas e aceitas, o que promove seu bem-estar psicossocial e fortalece sua autoestima (Silva <em>et al., </em>2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As atividades em grupo também desempenham um papel relevante na inclusão social das crianças em situação de vulnerabilidade, conforme apontado por Guareschi <em>et al. </em>(2007) e Castro <em>et al. </em>(2022), essas atividades proporcionam um senso de comunidade e pertencimento, permitindo que as crianças se conectem com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Guareschi <em>et&nbsp; al. </em>(2007) reforça que é importante que as atividades sejam diversificadas e abordem diferentes aspectos, como educação, lazer, cultura e esportes, para promover o compartilhamento de experiências, a aprendizagem mútua e a construção de laços de amizade. A interação social positiva nesses grupos contribui para o desenvolvimento de competências sociais, autoconfiança e resiliência, além de combater o estigma associado à vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma ferramenta para inclusão social de crianças é a terapia ocupacional a qual busca desenvolver habilidades motoras, cognitivas e sociais, além de promover a autonomia e a autoestima das crianças. No estudo de Souza <em>et al. </em>(2019) e Castro <em>et al. </em>(2022), destaca-se a importância da terapia ocupacional como uma abordagem multidisciplinar na promoção da inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade. Os psicólogos trabalham em conjunto com outros profissionais, como terapeutas ocupacionais, para oferecer suporte adicional no processo de inclusão, considerando as diferentes dimensões do desenvolvimento infantil. Essa abordagem integrada proporciona às crianças ferramentas e recursos para enfrentar desafios e desenvolver todo o seu potencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A colaboração multidisciplinar é um elemento essencial nas atividades de inclusão social, conforme ressaltado por Souza <em>et al.</em> (2019) e Castro <em>et al.</em> (2022). Através da colaboração entre psicólogos, assistentes sociais, educadores e outros profissionais, é possível desenvolver estratégias integradas e coordenadas, levando em consideração a família, a comunidade e parcerias com outras organizações. Essa colaboração amplia as possibilidades de intervenção e fortalece as ações de suporte, permitindo um acompanhamento abrangente e eficaz das crianças em situação de vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Couto et. al.(2008) cita em suas pesquisas,&nbsp; no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) os psicólogos utilizam uma variedade de estratégias e técnicas para promover a inclusão social de crianças em situação de vulnerabilidade. A colaboração com profissionais de diferentes áreas dentro do SUS ajuda a construir uma abordagem interdisciplinar, enquanto a realização de atividades comunitárias, como grupos terapêuticos e palestras educativas, contribui para a sensibilização e engajamento da comunidade, ou seja, a implementação de um cuidado humanizado e efetivo para crianças em situação de vulnerabilidade social demanda não apenas do psicologia. Portanto, as estratégias empregadas pelos psicólogos no SUS visam não apenas à promoção do bem-estar psicossocial das crianças, mas também à construção de uma rede de apoio que favoreça sua inclusão social em um contexto de saúde pública abrangente.(Couto et. al., 2008); (Delfini et. al.,2012)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, as estratégias e técnicas utilizadas pelos psicólogos nas atividades de inclusão social de crianças em situações de vulnerabilidade envolvem a abordagem centrada na pessoa, as atividades em grupo, a terapia ocupacional e a colaboração multidisciplinar. Essas abordagens consideram as necessidades específicas das crianças, promovendo seu bem-estar psicossocial, fortalecendo sua autoestima, desenvolvendo suas habilidades e potenciais, e proporcionando um ambiente acolhedor, empático e participativo. A combinação dessas estratégias contribui para o crescimento e o desenvolvimento saudável das crianças em situação de vulnerabilidade, capacitando-as para enfrentar os desafios e construir um futuro melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças em situação de vulnerabilidade social enfrentam diversos desafios em seu desenvolvimento, tais como a falta de acesso a recursos básicos, a exposição à violência e a exclusão social. Nesse contexto, é importante considerar a importância do bem-estar, da saúde mental e da participação na educação dessas crianças como fatores fundamentais para o seu desenvolvimento saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a literatura, crianças que crescem em situação de vulnerabilidade social apresentam maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e transtornos de comportamento. Além disso, a exposição à violência pode impactar e prejudicar o desenvolvimento cognitivo e emocional dessas crianças, tornando-se um obstáculo para seu bem-estar e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator importante a ser considerado é a participação dessas crianças em programas educacionais. A educação é um importante fator de proteção para crianças em situação de vulnerabilidade social, pois além de oferecer a elas uma oportunidade de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, também pode contribuir para a sua inclusão social e para a redução de desigualdades sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, é importante que políticas públicas sejam implementadas com o objetivo de garantir o acesso a recursos básicos, como saúde, alimentação e moradia, além de serviços de atendimento psicossocial e programas educacionais de qualidade, que atendam às necessidades específicas dessas crianças e assegurem seu desenvolvimento saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é necessário que os profissionais da saúde e da educação trabalhem de forma integrada, com o objetivo de identificar e atender às necessidades dessas crianças de forma abrangente e multidisciplinar, oferecendo-lhes um ambiente seguro e acolhedor, que favoreça seu desenvolvimento saudável e promova sua inclusão social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. <strong>Departamento de Ações Programáticas Estratégicas</strong>. Caminhos para uma política de saúde mental infanto-juvenil Brasília, DF, 2005</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, L. B. et al. Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social: bem-estar, saúde mental e participação em educação. <strong>Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, </strong>v. 27, n. 2, p. 251–269, 2019</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduandas em psicologia pelo Centro Universitário FAMETRO<br>²Professor orientador do Centro Universitário FAMETRO</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>NEUROEDUCAÇÃO COMO FACILITADOR DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR</title>
		<link>https://revistaft.com.br/neuroeducacao-como-facilitador-do-processo-de-ensino-aprendizagem-no-ensino-superior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 18:49:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8195937 Alessandro Lubiana1Aldo Rodolfo de Melo Silva2Edney Costa Souza3Euripedes Claiton Rodrigues Campos4 RESUMO: O projeto de pesquisa surge diante da necessidade dos professores lecionarem de forma mais assertiva para os alunos no século XXI, com tantas distrações às mãos, como o celular que tiramos do bolso em média 200 vezes por dia, entende-se [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8195937</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alessandro Lubiana<sup>1</sup><br>Aldo Rodolfo de Melo Silva<sup>2</sup><br>Edney Costa Souza<sup>3</sup><br>Euripedes Claiton Rodrigues Campos<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong>O projeto de pesquisa surge diante da necessidade dos professores lecionarem de forma mais assertiva para os alunos no século XXI, com tantas distrações às mãos, como o celular que tiramos do bolso em média 200 vezes por dia, entende-se a necessidade de se reinventar no quesito metodologia. O presente artigo explana-se ferramentas e estratégias de neuroeducação, baseadas em neurociência que podem aumentar o repertório de técnicas e ferramentas para minimizar, ou anular o desinteresse por parte dos alunos, contribuindo e facilitando o processo ensino-aprendizagem. A pesquisa sendo de forma qualitativa, foi realizada a partir da análise de livros e artigos científicos publicados na base Google Acadêmico. Podendo concluir que a neuroeducação é de fato mais assertiva pois ela respeita a forma com o cérebro aprende, sendo mais eficiente e tornando-se indispensável nos dias de hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Neurociência. Neuroeducação. Educação. Marketing.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema escolhido é baseado na necessidade de profissionais de diversas áreas em minimizar o desinteresse em sala, disputando atenção com o celular em sala, precisando se reinventar para tentar sanar este problema, pois é sabido que mesmo sendo indispensável hoje em dia, o celular é fonte de distração constante por alunos principalmente no ensino superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desinteresse generalizado por parte dos alunos com métodos divergentes da realidade do século XXI, além tendo o celular como fonte de distração dentro de sala, geram-se questionamentos a serem respondidos com esta pesquisa de como gerar interesse por parte dos alunos de graduação? Como ser mais interessante que o celular em sala? Como prender a atenção dos ouvintes? Como melhorar minha didática para facilitar o processo de ensino-aprendizagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neuroeducação tem como preceito primordial, o intuito de facilitar o processo de absorção da informação unindo a pedagogia, psicologia e a neurociência, com seus conjuntos de saberes sobre o sistema nervoso central, onde se passa todas as informações, pensamentos, emoções e movimentos. Considerando que, a análise dos diversos resultados a partir do surgimento destas linhas de pesquisa seja no neuromarketing ou neuroeducação, tem contribuído muito para o entendimento pleno do ser biológico, entendendo suas necessidades, seu humor, suas decisões e afins, desviando o olhar do ser social largamente estudado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de ensino-aprendizado é imprescindível na graduação, momento decisivo de escolha de carreira e futuro, facilitar este processo é necessário diante das mudanças na sociedade, partindo disto, como objetivo principal este artigo pretende mudar o entendimento de metodologias ativas de ensino focadas no ser social, e ampliar o repertório de técnicas e ferramentas baseadas em neurociência, para minimizar ou eliminar o desinteresse por parte dos alunos de graduação. Como objetivo secundário, reduzir distrações por parte do celular do ouvinte ou usar a seu favor, melhorar a atenção dos ouvintes em aula, facilitando o processo de ensino-aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a compreensão deste artigo se dá no entendimento das estratégias voltadas para o ser biológico, baseadas em estímulos externos, uso de tecnologias, ambiente favorável, alimentação correta e técnicas de memorização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada a partir de revisão bibliográfica, livros, revistas e periódicos publicados na base de dados do google, sendo de caráter qualitativo pois o tema é recente e desprovido de larga base de informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. A Modernização e as inovações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo vem se modernizando com o passar dos anos, inovações que ocorreram nas áreas de informática e telecomunicações nos últimos anos propiciaram a expansão da internet, novas tecnologias são criadas, desenvolvimento econômico, social e educacional, novas formas de trabalho, novos cargos a serem exercidos são criados, novas formas de se atualizar na mídia, são criadas também novas alternativas de conversação instantânea, atualização constante de redes sociais, uma enxurrada de informações nos cerca a todo instante como citado por Costa (2017, p. 20), e o protagonista disso tudo é um simples aparelho de uso pessoal, intransferível e indispensável nos dias atuais, o celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparelho este que está na mão de muitas pessoas, de forma acessível, barata, democrática e constantemente atualizado. A empresa <em>Ericsson</em> em seu Relatório de Mobilidade Anual de 2019, retrata que 4,2 bilhões de pessoas ou 52% da população global possui um aparelho. agregando mais dados a pesquisa segundo o relatório da <em>Global SMA Intelligence</em> empresa analista de dados, e projeções globais das operadoras de redes móveis, estima que até meados de 2019, haviam 422 milhões de assinantes móveis na américa latina o que representa 67% da população total, deste montante 80% assinam juntamente internet móvel, podendo ampliar o cenário para 87% de assinantes até 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento que a tecnologia passa a fazer parte de nossa vida pessoal e profissional, ganhamos diversos benefícios, como por exemplo o tempo. Potencializar a capacidade humana e trazer qualidade de vida é preceito da tecnologia segundo Maurício Benvenutti (2018, p. 32), ainda o autor frisa que a tecnologia está fazendo o que as máquinas fizeram na revolução industrial; Visto com maus olhos por alguns, mas derrubam fronteiras do conhecimento se analisarmos na esfera educacional, tornando acessível o que era escasso e/ou limitado a uma biblioteca. Distribuir conhecimento é um dos benefícios que a tecnologia da internet trás ao longo de sua penetração na sociedade, argumento defendido por Laudon e Laudon (2004, p. 16), além de servir como base para novos modelos empresariais e processos de negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Condensado de fácil entendimento na tabela 1, é explanado dados do compilado feito pela Visual Capitalist<strong>, </strong>corrobora a inegável crescente da tecnologia e internet em nossa vida, de forma rápida, o crescimento exponencial logo gerou uma dependência para ações ordinárias, diárias é latentes, seguido pelo preceito básico que a tecnologia veio para nos auxiliar e não para nos substituir, erroneamente pensado e defendido por<strong> </strong>Bevenutti (2018, p. 16), no entanto todas essas mudanças na sociedade, na política e nos negócios por exemplo, é apenas o início de intensas novidades, quebra de paradigmas e redescobertas segundo Peter Drucker (2000, p. 14).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1:</strong> Tempo que o meio de comunicação atingiu 50 milhões de usuários.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/z8De60AC9NBBkcUMzjHspR3jv2pU86sivAJbQ-Or7VLVnQ825TsCIRVLvkJWssQkwNH_8KuEfVJft7qgk_YrOcQsrCaq-C2yYWQq-XxTuZHOuyOyDXbH5EM6UG0CRhmQGR5X8fQsHmWCR85DSLeT9g" alt="Uma imagem contendo Teams

Descrição gerada automaticamente"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte:<strong> </strong>Próprio Autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda tecnologia acessível a todos, auxiliando nos processos diários nos permitindo economizar esforços, ganhar tempo, conversar com parentes distantes, consultar saldo bancário em tempo real, enviar e receber e-mails, assistir filmes ou séries enquanto espera ser chamado em uma consulta, fazer <em>download</em> de programas para auxiliar nos estudos em casa, interagir nas redes sociais, curtir fotos de amigos, compartilhar fotos com parente, chamar um transporte, ouvir música enquanto se exercita, isso tudo a qualquer momento, porém mesmo com tanta grandiosidade da tecnologia em nossas vidas, surgem novos problemas se não forem administrados de forma correta, como o sequestro da atenção quando sente-se a necessidade de conferir notificações inexistentes no celular, não dormir no horário pretendido, distração para concluir tarefas, dor físicas, problemas de visão, dentre outras relatadas no gráfico 1 referente a pesquisa feita pela Deloitte em 2018.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1:</strong> Causas do uso excessivo do celular.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/m5vqfkuudFgOOnMA7m46pLC-g0U1pvZ_6TxCVHhJIADuMp8MH-Z87TFq5p0i7Rbfv6kzf-ipMF8ZSaaNX7haueHXBMoMXnytjg8nzgWIqfL_8yELXLVbYWhX1tkNOVwt0tPuP8tXIO1etzosuY1Y6g" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Global Mobile Consumer Survey 2018, Deloitte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>smartphone</em> se consolidou como um <em>hub</em> de controle de outros dispositivos tecnológicos, estima-se que pegamos em nossos celulares por média de 221 vezes, segundo Garattoni e Szklarz (2019, p. 10) além de tocar diariamente 2600 vezes, somando curtidas, rolagens etc. Ainda a revista, considera o celular um instrumento mais viciante que os caça-níqueis, o jogo que mais causa dependência, viciando 3 a 4 vezes mais rápido que outras formas de apostas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximando mais da realidade e do entendimento da problemática a ser sanada, ainda se utilizando a pesquisa feita no Brasil pela Deloitte em 2019, mostra os aplicativos mais usados pelos pesquisados, separados por gênero como mostra figura 1, mostrando que as redes sociais são fonte de distração; Na sequência, retratado na figura 2, o relatório informa a frequência do uso de aplicativos de comunicação, podendo inferir uma noção maior sobre as fontes de distrações e sua intensidade.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Uso dos aplicativos mais acessados,faixa etária de 18 a 55 anos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/12AIIrflQLuh1KfNtfkTGejWhAdXX7exn3zCmjTORtzCXPI2WUOU5y4NgvkQoR22CxVuYVAA37NawnR-zx15vsMwY_KS6uhbZGRtEF9VMg-lJ0NA2EoDE-IJ2iNrVHl5Xoud5hUVB2yEz3_D1gYIVw" alt="Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: GMC Survey Brasil, Deloitte &#8211; 2019</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2:</strong> Frequência do uso dos aplicativos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/vaTfA3Cs3ScTs7QTJ7S1VG0b1V_w22-SUDsJxWtkcfAgTBwEHPXik71wcb32_u8zXfG_DqSEuIdTvXtfdc1qpgE9rsFAGOtNyzPbaQ2xg20IFmuwqxKFARyFzRyj6tHmBWD0PR4F1UkNoY55yi2XEw" alt="Texto, chat ou mensagem de texto

Descrição gerada automaticamente"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: GMC Survey Brasil, Deloitte &#8211; 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rotina diária de ensino tradicional, é um vício que bloqueia e inibe a inovação, impede o interesse natural dos alunos sobre a aula proposta, sobre um tema determinado ou até mesmo em uma visão macro e realista, o descontento por uma disciplina ou o curso inteiro, dito de forma generalista repetições dificilmente criam memórias, dificilmente geram engajamentos genuínos, e como retrata Benvenutti (2018, p. 123) nosso cérebro percebe valor diante de novas experiências, bem como Camargo (2013, p. 151)<strong> </strong>também defende, o cérebro é viciado em experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário estimular nos docentes a capacidade de usar elementos universalmente disponíveis, dispor de técnicas e ferramentas para torná-los plenos pois “está havendo um sequestro de atenção da consciência, da perspectiva de você se conectar com o mundo à sua volta, epidemia de distração” como diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, Coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do Hospital das Clínicas da USP (2019, p. 23), sequestro este tão exacerbado como revela a pesquisa da Deloitte (2019) referente a distrações com o smartphone durante horário de trabalho no gráfico 2.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2:</strong> Percentual da frequência de distração no trabalho.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/_tGSeFazHdeuPnxWQlLhUPRn7h3DXRGdbAnaoAaH7SQGTAp3YYD423OJgUertiKftciQuEUnJ2jh5S5YFl-3Jn4sY-1H1p1YCbVL0uI1ZT_He5aYNWIg9h0CokMCaPPzCKTiAmWG5FNUrpkRgO84-w" alt="Diagrama

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Global Mobile Consumer Survey Brasil, Deloitte &#8211; 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Neurociência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos do cérebro humano já são datados de 4000 anos antes de cristo, pelos Sumérios que são considerados o povo mais antigo de toda humanidade; registros e relatos sobre a mudança de comportamento devido ao consumo da papoula, planta esta que os sumérios cultivavam. Na sequência descobriu-se casos de trepanação<sup>5</sup> no Egito, Grécia, China, no Império Romano, Astecas, Incas inclusive relatos em entre índios brasileiros.(CAMARGO, 2013 p. 22).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente os filósofos de maior destaque como por exemplo, Alcmaeon de Crotona, discípulo de Pitágoras, sendo o primeiro a encontrar&nbsp; no cérebro a sede das sensações contrariando a visão cardiocêntrica, relacionando fenômenos psíquicos ao sistema nervoso central. Aristóteles afirmava que o coração era o centro das emoções, Platão defendia que o cérebro era responsável pela razão, o coração pelas emoções e o baixo-ventre pelo desejo. (CAMARGO, 2013 p. 23).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 1664 surge, pelo médico Thomas Willis o tratado de neuroanatomia e neurofisiologia defendendo a ideia de que a química determinava os funcionamentos bases do corpo, o médico ainda foi o pioneiro a interligar fisiologia, química e anatomia como as patologias cerebrais. No final do século XVIII, ainda no campo médico, Luigi Galvani que também era físico, descobriu e explanou a eletricidade produzida nos músculos e células nervosas. (CAMARGO, 2013 p. 26).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comportamentos comandados por áreas específicas do cérebro, seriam determinadas por uma expressão maior na região, uma reação mais intensa ao comportamento, tese defendida pelo neuroanatomista e fisiologista Franz Joseph Gall em 1800.(CAMARGO, 2013 p. 26).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Áustria em 1900, o neurologista e psicanalista Sigmund Freud teorizou que o que dirigia a maior parte do comportamento humano era a mente inconsciente, porém a sociedade por meio da razão e moralidade reprimia os impulsos primitivos. Anos depois, o marco da fisiologia do cérebro e do sistema nervoso era gerado, descobriu-se o eletroencefalograma (EEG) em 1933 por Hans Berger, psiquiatra e neurologista, que conectou dois eletrodos ao couro cabeludo de um paciente e detectou uma singela corrente elétrica, gerando assim 14 relatórios de seus estudos sobre suas descobertas. (CAMARGO, 2013 p. 27).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as maiores descobertas, se deram a partir de um feito ocorrido na Universidade da Califórnia em 1974, quando pesquisadores na área de medicina nuclear e física médica desenvolveram um PET SCAN (tomografia por emissão de pósitrons) administrando substâncias radioativas, que são absorvidas por células mais ativas devido a um metabolismo acelerado, permitindo-se captar as atividades cerebrais. (CAMARGO, 2013 p. 27).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas descobertas outras áreas foram surgindo como o neurodireito, tentando decifrar comportamentos atípicos e infrações, neuroeconomia tentando entender a tomada de decisão dos consumidores, neuromarketing no intuito de compreender o comportamento do consumidor para melhor ofertar produtos e serviços, e também a neuroeducação com base na biologia humana procurar meios de facilitar o processo ensino-aprendizagem. (CAMARGO, 2013 p. 28).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo clara a definição da neurociência, sendo “o estudo do cérebro e do sistema nervoso” como enfatiza Pedro Camargo (2012, p. 28), ciência essa que procura entender seu próprio comportamento com base na biologia humana, e que foi possibilitado devido ao avanço das tecnologias de neuroimagem, permitindo examinar processos cerebrais por meio de excitações ou provocações, conquistando espaço nos estudos comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocupando-se do estudo das funções como a percepção, linguagem, memória e percepção, a neurociência se especializa e se aprofunda nessas funções ligadas diretamente à nossa cognição, influenciando decisivamente nos processos de ensino, como enfatiza Fonseca (2007, p. 2) e Pedro Camargo (2013, 29), de mesma forma o desenvolvimento do sistema nervoso e seus aspectos biológicos, e a fisiologia cerebral que estuda o funcionamento do cérebro, relacionando e complementando descobertas com demais áreas como a educação. (OLIVEIRA, 2015 p. 9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda Oliveira (2015, p. 16) em sua tese enfatiza que “a neurociência vem contribuir na educação explicando como cérebro funciona,” não sendo uma solução única para a educação, mas uma solução auxiliar, que “baseada nos fenômenos cerebrais, visa construir caminho significativo para o processo de ensino-aprendizado” contribuindo para enriquecer a definição a especialista em neuropsicologia Leonora Guerra (2011, p. 3) elucida que as neurociências “são ciências naturais, que descobrem os princípios da estrutura e do funcionamento neurais, proporcionando compreensão dos fenômenos observados”, ainda a especialista:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“As neurociências podem informar a educação, mas não explicá-la ou fornecer prescrições, receitas que garantam resultados. Teorias psicológicas baseadas nos mecanismos cerebrais envolvidos na aprendizagem podem inspirar objetivos e estratégias educacionais. O trabalho do educador pode ser mais significativo e eficiente se ele conhece o funcionamento cerebral, o que lhe possibilita desenvolvimento de estratégias pedagógicas mais adequadas”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Influenciando a compreensão dos aspectos psicológicos, sociais, antropológicos e culturais, culturalmente estudados por pedagogos, a inserção da neurociência com seu fundamento neurobiológico no processo de ensino-aprendizado, proporciona necessidade de modificar as estratégias pedagógicas trazendo uma nova perspectiva na educação. Cristina Oliveira (2015, p. 17) acrescenta a neurociência e a educação como áreas necessárias para a didática, que podem buscar estratégias de ensino-aprendizagem baseadas em desenvolvimento cerebral, auxiliando os professores em seu ofício de mediador entre o conhecimento científico proposto e o educando. Pois como bem defende Cosenza e Guerra (2011, p. 4) “as teorias de Piaget, Wallon, Vygotsky e mesmo a Pedagogia Inaciana estarão sujeitos a novos significados sob o olhar das neurociências.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência no âmbito escolar, em outras palavras, a ciência aplicada para o ensino teve o entendimento e a clareza da necessidade ampliada, além de ser classificado como muito importante segundo o resultado da pesquisa feita por FILIPIN et al. (2016, p.8) sendo um resultado unânime, justificado “pelas possibilidades de compreender as dificuldades de aprendizagem dos alunos e os processos de aprendizagem em si”, enfatizado ainda pelos autores, o valor desta interdisciplinaridade, pois através dos estudos e pesquisas, será possível melhor compreender as dificuldades de aprendizado e aplicar novos métodos de ensino, colaborando com o ensino-aprendizado significativo para o aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Neuroeducação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de todos avanços da neurociência, áreas especializadas começam a se fragmentar e ganhar atenção de pesquisadores, neuroeducação é um exemplo, utilizar os avanços neurocientíficos facilitar o aprendizado, nomeado por Espinosa (2008, p. 117) de “ensino baseado no cérebro, ou métodos neurocientíficos de aprendizado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerra (2011, p. 15)&nbsp; teórica de neuroeducação entende e defende que é mais eficiente uma prática pedagógica que respeita os processos naturais do cérebro, é evidenciado uma maior eficiência no ensino-aprendizado; Neurodidática é o termo que Relvas (2009, p. 14) utiliza de mesma forma que neuroeducação, a autora ainda esclarece que a neurociência quando devidamente relacionada à educação, surge uma interdisciplinaridade contribuindo para alcance do objetivo no ensino-aprendizado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A neuroeducação busca compreender o funcionamento cerebral e de posse deste conhecimento o educador tem o desafio de viabilizar aulas que provoquem a reorganização das sinapses e o funcionamento dos sistemas sem ter que para isso trabalhar individualmente com cada aluno. Quando o educador conhece o funcionamento cerebral pode desenvolver estratégias pedagógicas que provocam a mobilização do aluno, reconhecendo e utilizando as melhores estratégias no processo ensino- aprendizagem. (OLIVEIRA, 2015, p. 10).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong></strong>Procurando fazer entre a neurociência e a educação, uma ligação usando descobertas sobre aprendizagem, memórias e linguagem entre outras, buscando estratégias significativas para o ensino sobre o ponto central da ciência que é o processamento interno do sistema nervoso, e sua relação com o ambiente contextualizando à vivência dos alunos, segundo o que defende Oliveira (2015, p.16) que corrobora a visão de Cruickshank em 1981, quando cunhou o termo Neuroeducador, afirmando que produzido pela neurociência, os conhecimentos obtidos eram o caminho para a educação, fazendo que os professores construam metodologias de ensino-aprendizado significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprendizagem a nível neural, “revela-se a importância dos fatores educacionais e ambientais incidentes nas funcionalidades do sistema nervoso central”, bem como Geniole e Camargo (2018, p. 151) defendem, os autores ainda ressaltam que o fortalecimento das sinapses leva à memorização e aprendizado mais eficiente e assertivo para cada indivíduo. Ainda elucidados pelos autores, chamam a atenção para o crescimento cognitivo dos alunos, que é percebido através das atividades em sala e laboratórios, a melhora na qualidade da escrita, raciocínio lógico matemático além das interações e relações interpessoais também apresentaram resultados significativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neuroeducação atenta-se ao fato de ser impactante para o aprendizado, fato re como por exemplo o estado emocional do indivíduo, como pessoas que são ansiosas ou em estado depressivo, acabam bloqueando oportunidades de aprendizado; Tom de voz do interlocutor é julgado quase instantaneamente como ameaçador ou não, assim bem como as faces das pessoas; Feedback positivo incidirá sobre o aprendizado e maneira positiva, pois o cérebro gosta de recompensas e de ser desafiado, de forma contrária tende a tomar atitudes antagônicas; Alimentação é fundamental para atenção; Sono impacta na consolidação de memórias; Estilos de aprendizado são devidas à estruturas únicas no cérebro dos indivíduos, então diferenciar em sala de aula as práticas de docência é justificado pelas distintas inteligências dos alunos. (ESPINOSA, 2008, p.78).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensino escolar é tradicional, os professores não se apropriam das novas tecnologias e alguns alunos não conseguem atender as expectativas por não compreenderem corretamente as explicações tradicionais, entende-se também que a neuroeducação é a ciência que procura através do entendimento do funcionamento cerebral, possibilitar a criação de novos modelos pedagógicos que possibilitam uma melhor efetividade no aprendizado para os alunos, como Batista; Baptista e Horácio (2015) retratam, permitindo inclusive a uma intervenção através de estímulos cognitivos, atuando nas dificuldades enfrentadas e auxiliando no processo de superar os problemas e melhorando o ensino-aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As práticas possibilitadas de articulação entre neurociência e neuroeducação, além de realçar os avanços da produção de conhecimento a nível cerebral, a nível do sistema nervoso, é defendido por Cosenza e Guerra (2011, p. 4) que, uma prática pedagógica que respeita a forma de aprendizado do cérebro, se evidenciando mais eficiente; Sendo a neuroeducação o grande trunfo trazendo variadas contribuições que respeitam as condições neuroanatômicas, emocionais, fisiológicas e cognitivas, e mesmo com dinâmica diferente, o aprendizado se faz mais adequado e com maior eficiência, bem como diversas vezes é relatado por Santos e Souza (2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerações finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da elucidações de teóricos de diversas áreas sobre a efetividade da neuroeducação, que busca compreender o funcionamento cerebral podendo desenvolver estratégias pedagógicas mais efetivas reconhecendo e utilizando as melhores estratégias no processo ensino-aprendizagem, estratégias essas organizadas por exemplo para a memória semântica:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conjuntos &#8211; </strong>O ensino em conjuntos, duplas, trios ou grupo é uma estratégia para fortalecer habilidades interpessoais defendidas por Silva e Morino (2012, p. 40), para desenvolver a personalidade humana e auxiliar na revisão da matéria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perguntas e Respostas / Debates –</strong> Sejam perguntas abertas, ou apenas as respostas e façam que os alunos pensem nas perguntas, as perguntas enfatizam importantes elos da memória semântica. (SILVA e MORINO, 2012, p. 12). O cérebro gosta de ser testado e do reconhecimento quando acerta, os apelos diretos a ação levam o subconsciente a responder. Reforçando que isso não se aplica em todo conteúdo ou disciplina, mas as perguntas e os debates são estratégias robustas para a memória semântica</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumos –</strong> Professor e estudantes podem exercitar a memória de determinado assunto fazendo resumos bem como sugere Silva e Morino, 2012, p. 12), podendo ser uma frase, um parágrafo, ou seguir a técnica de <em>Feynman</em> elucidada pela BBC (2016), que basicamente em 4 passos resume algo complexo de fácil assimilação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplificar, facilitar para o cérebro compreender a mensagem é importante, faz com que o cérebro economize energia para melhorar sua absorção e atenção. Lembrando que recursos visuais são mais recomendados para auxiliar a associação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paráfrases –</strong> Estratégia interessante sendo grande desafio para alguns, porém auxilia no entendimento do assunto determinado, consiste em tomar palavras de um autor, de um determinado assunto, e transfazer em outra linguagem, inclusive auxiliando nos resumos que pode ser feito individual, em duplas, trios ou grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indo mais além, aprofundando mais com estratégias de ensino baseadas em neurociência podemos olhar para a memória semântica, a memória que é dirigida pela localização, quando um aluno aprende no local correto, por exemplo na disciplina de varejo em uma graduação de marketing dentro de um mercado, mostrando nas gôndolas como funciona o posicionamento dos produtos, estratégias de visibilidade, ponta de estoque, rótulos, embalagens, publicidade aplicada a varejo, trade marketing etc. numa sala o resultado pode sim ser positivo, mas a aprendizagem será muito mais intensa e marcante <em>in loco</em>, dentro da localização correta, reforçando que nosso cérebro é viciado em novas experiências bem como Camargo (2013, p. 151) defende, nosso cérebro gosta de novidades como corrobora Silva e Morino (2012 p. 13) caso não seja possível algo semelhante, procure chegar o mais próximo possível, utilizando do mesmo exemplo, levar imagens de gôndolas, levas produtos diversos, embalagens variadas para fazer estudos e debater, tentar melhorar o máximo a experiência do aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Música</strong> <strong>&#8211;</strong> É um grande meio de influenciar o ser humano, seja na tentativa de acalmá-lo ou na necessidade de apressá-lo bem como Miiliman (1982, p. 6) já relatava<strong>, </strong>associar a informação no formato musical, facilita a memorização quando aliada a breve repetição, além de estimular outras áreas e liberar dopamina o neurotransmissor que reduz a ansiedade, melhora o ânimo e energia. (SILVA e MORINO, 2012 p. 14)&nbsp; Ainda beneficiando-se da música como estratégia de facilitação do ensino-aprendizagem, o professor pode utilizar uma suave música no momento que faz a leitura de algum assunto específico, algum assunto que queria uma atenção maior, e/ou uma memorização melhor dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equívocos Programados &#8211;</strong> Ocasionalmente o professor deve parecer estar falando algo equivocado, despertando a curiosidade dos ouvintes, sabendo ele que o nosso cérebro se encanta em corrigir alguém equivocado, pode ser uma frase com sentidos duplos, ou uma palavra desconexa no meio de uma frase, facilmente despertará a curiosidade e trará a atenção de volta. (SILVA e MORINO, 2012 p. 14) lembrando que demonstrar entusiasmo genuíno pelo assunto, naturalmente encantará a audiência, gerará empatia e marcará na memória dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Movimentos &#8211; </strong>Sempre que possível adicionar movimentos no slide, tudo que se movimenta chama a atenção de nosso cérebro, pela simples necessidade de sobrevivência, processamos movimentos como prioridade máxima, além de sermos programados a focar mais em estímulos visuais. Somos neurologicamente projetados para proferir movimentos em sentido horário, em outro caso movimentos que parte da borda para o centro tem mais eficiência, o cérebro tem algumas preferências específicas da questão de como estímulos são transmitidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Recursos Visuais &#8211;</strong> Nossa atenção segundo Lindstrom (2011, p. 147) 83% de nossa atenção é dada pela visão, então na utilização de slides os elementos que se destacam podem aparecer em qualquer lugar do campo visual, mas é preferível que permaneçam ao lado esquerdo, as demais informações no lado oposto, usando apenas 1 ou 2, não correndo o risco de poluir e cansar o cérebro a ponto de ser ignorado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rostos</strong> &#8211; Em apresentações, vídeos e qualquer recurso visual são fundamentais, necessitamos para poder ler as expressões, olhar no olho, avaliar os formatos do rosto, tamanho da boca, semblante etc. No ponto de vista neurológico somos irresistivelmente atraídos por nossa imagem semelhança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Linguagem de Ação &#8211;</strong> Empregar palavras de ação, o cérebro dá mais importância do que a linguagem ordinária/passiva. Técnica esta que é largamente utilizada em outros meios como por exemplo redes sociais “ Arrasta pra cima”, este conceito pode-se contextualizar no ramo acadêmico, como “pegue uma caneta, uma folha, faça uma resumo de X linhas, sobre determinado produto, em X tempo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gatilhos Mentais &#8211; </strong>Seduzir com gatilhos mentais, estratégia conhecida e muito utilizada, sons (já citado), palavras inusitadas e símbolos em geral melhoram a associação que precisa ser EXAGERADA e COLORIDA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Storytelling</strong> &#8211; Somos suscetíveis a ser amigos dos personagens, nos envolver com histórias, reclamar, brigar, se emocionar com novelas, filmes e afins, nossa experiência física ou mental difere apenas 5% do que é real ou fictício, esse é o percentual de diferença que o cérebro consegue distinguir a realidade da ficção, diz Kanazawa ( 2003. apud CAMARGO, 2013 p. 139) pesquisador em psicologia evolucionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias não são apenas voltadas para o interlocutor, vamos mais além e abrimos mais o leque de possibilidades que podem influenciar positivamente o ensino-aprendizado, é sabido também que o ambiente e alimentação pode auxiliar no aprendizado, ou prejudicar no caso da negligência destes fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Controle da Luz</strong> &#8211; A intensidade da luz é de extrema importância para a atenção plena dos ouvintes, que está ligado diretamente ao nosso humor. Segundo Camargo (2013 p. 132) um local em penumbra o cérebro perde a noção de horário e entende que é hora de dormir, e o contrário também é válido, pois o excesso de luminosidade irrita e distrai.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Temperatura &#8211;</strong> Fundamental para a atenção, pois caso contrário, o cérebro concentra todas suas energias como Camargo (2013, p. 148) enfatiza na tentativa de se aquecer no caso de sala fria ao extremo, o inverso se aplica a tentativa de se refrescar se for o caso de uma sala quente; buscamos constantemente homeostase&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conforto &#8211;</strong> Cadeiras confortáveis em uma pesquisa chegou-se a conclusão que a alteração da cadeira comum por uma mais alta, aumentou em 12% o rendimento escolar, e indo mais além bem como Camargo (2013, p. 148) enfatiza numa pesquisa sobre negociações, cadeiras confortáveis teve um aumento em 40% nas negociações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prosódia</strong> &#8211; Em termo gerais significa os sons da fala, levar em consideração a pontuação, acentuação e entoação, a melodia de sua fala que remete à empatia por parte dos ouvintes, defende Camargo (2013, p. 163). Demonstrar emoção no que está sendo dito, interpretar, transmitir sentimentos através de sua fala, isso agrada o cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alimentação</strong> &#8211; A serotonina, o hormônio que regula o humor, melhora o ritmo cardíaco e as tomadas de decisões, sua maior produção é feita no estômago, correspondendo a 97% da produção total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência se faz importante para a educação, porque através das estratégias relatados acima, é possível compreender melhor as dificuldades de aprendizagem dos alunos, e criar métodos novos de ensino, colaborando no desenvolvimento dos conteúdos de forma mais assertiva para os alunos, uma aprendizagem significativa como é relatado por Filipin et al. (2016, p. 97).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência pode parecer dissociável à educação, porém quando aprofundada e levada a audiência de forma clara e simples, se torna peça chave desenvolvimento do processo ensino aprendizado, diante de tantas fontes de distrações, entender o processo ao nível neural entendendo como o aluno sente, aprende, age e reage às situações propostas, facilita o entendimento das limitações e distrações, possibilitando maior assertividade na forma de levar o conteúdo em sala, tornando-se estratégias indispensáveis para os tempo atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABREU, Cristiano <strong>Smartphone – o novo cigarro</strong> Revista Super Interessante, Disponível em:&lt;<a href="https://super.abril.com.br/especiais/smartphone-o-novo-cigarro">https://super.abril.com.br/especiais/smartphone-o-novo-cigarro</a>&gt; Acesso em 10 de maio de 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">BENVENUTTI, M.<strong> Audaz:</strong> As 5 competências para construir carreiras e negócios inabaláveis nos dias de hoje. São Paulo: Editora Gente, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMARGO, P. C. J. de <strong>Neuromarketing</strong>: A nova pesquisa do comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMARGO, P. de <strong>Eu compro sim! Mas a culpa é dos hormônios</strong>. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSEZA, R. M.; GUERRA, L. B. <strong>Neurociência e Educação</strong>: Como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, G. C. G. <strong>Negócios Eletrônicos</strong>: Uma abordagem estratégica e gerencial. Curitiba: IBPEX, 2007.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">DELOITTE, <strong>Global Mobile Consumer Survey 2018</strong>: relatório técnico. Disponível em: &lt;https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/technology-med ia-telecommunications/Global-Mobile-Consumer-Survey-2018-Deloitte-Brasil.pdf&gt;. Acesso em: 03 de mar. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_________, <strong>Global Mobile Consumer Survey 2019</strong>: relatório técnico. Disponível em: &lt;https://www2.deloitte.com/br/pt/pages/technology-media-and-telecommunicati ons/articles/mobile-survey.html&gt;. Acesso em: 05 de mar. 2020.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Kanazawa, Satoshi <strong>The Savanna Principle.</strong> 04 de jun. 2003. Disponível em:&lt; https://personal.lse.ac.uk/kanazawa/pdfs/mde2004.pdf&gt;. Acesso em: 17 jun. 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. <strong>Sistemas de Informação Gerenciais</strong>: administrando a empresa digital. 5. ed., São Paulo: Prentice Hall, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LINDSTROM, M. <strong>Brandsense: </strong>Segredos sensoriais por trás das coisas que compramos. Porto Alegre: Bookman, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MILLIMAN, Ronald Using background music to affect the behavior of supermarket shoppers<strong>.</strong> <strong>Journal of Marketing,</strong> summer 1982. Disponível em: &lt;https://www.jstor.org/stable/1251706&gt; Acesso em: 26 de mar. 2020.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Calline Palma dos; SOUZA, Késila Queiroz. <strong>A neuroeducação e suas contribuições às práticas pedagógicas contemporâneas.</strong> Universidade Tiradentes, Sergipe<strong> </strong>2016<strong>. </strong>Disponível em: &lt;https://eventos.set.edu.br/index.php/enfope/article/view/1877&gt; Acesso em: 30 de mar. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, F. ; MORINO, C. R. I. <strong>A importância das neurociências na formação de professores. </strong>2012. Disponível em: &lt;<a href="https://periodicos.furg.br/momento/article/download/2478/2195/10314">https://periodicos.furg.br/momento/article/download/2478/2195/10314</a>&gt; Acesso em: 10 de abril de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, C. S. <strong>Jogos no Ensino das Ciências e a Neuroeducação na Educação Básica.</strong> 2015. Disponível em: &lt;https://lume.ufrgs.br/handle/10183/134024&gt; Acesso em: 29 de mar. 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Doutor em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Dinter com a Faculdade Católica de Rondônia (FCR). E-mail: alessandro.lubiana@fcr.edu.br.<br><sup>2</sup> Graduação em Marketing pela Faculdade de Tecnologia Gestão e Marketing. E-mail: aldomelo.mkt@gmail.com.<br><sup>3</sup> Doutor em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Dinter com a Faculdade Católica de Rondônia (FCR). E-mail: edney.souza@fcr.edu.br.<br><sup>4</sup> Mestre em Relações Internacionais Para a América do Sul. E-mail: cleitonpena@me.com.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FRAUDE EM LICITAÇÕES: UMA ANÁLISE SOBRE OS RECOLHIMENTOS DE TRIBUTOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/fraude-em-licitacao-uma-analise-sobre-os-recolhimentos-de-tributos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 18:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8206168 Mayara Nágila Melo Martins1Nairana da Silva Costa2Cleudson da Silva Vieira3 Resumo O presente estudo apresenta uma análise acerca da Lei&#160; nº 14.133/2021 que trouxe alterações relevantes no que diz respeito à improbidade administrativa e penalidades por práticas ilícitas, assim como a responsabilização administrativa e penal dos agentes públicos, tendo como observância a [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8206168</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Mayara Nágila Melo Martins<sup>1</sup><br>Nairana da Silva Costa<sup>2</sup><br>Cleudson da Silva Vieira<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo apresenta uma análise acerca da Lei&nbsp; nº 14.133/2021 que trouxe alterações relevantes no que diz respeito à improbidade administrativa e penalidades por práticas ilícitas, assim como a responsabilização administrativa e penal dos agentes públicos, tendo como observância a condução ética nos processos licitatórios. O objetivo dessa pesquisa é refletir sobre a conduta dos agentes públicos no decorrer do processo de licitação e analisar as fases mais propensas a fraudes. Para tanto, foram utilizadas como metodologias de pesquisa a qualitativa, descritiva e bibliográfica. Constatou-se que os agentes além obedecer aos princípios básicos da Administração Pública devem também ter consciência dos princípios morais a fim de exercer suas atribuições de forma proba,&nbsp; sem prescindir do elemento ético de sua conduta. Assim, o estudo demonstrou que a Nova Lei de Licitação tornou-se um forte instrumento no combate a corrupção trazendo em seu escopo um texto mais detalhado, no qual evidencia a necessidade de observância&nbsp; dos direitos e deveres dos agentes públicos visando proteger o patrimônio público de atos fraudulentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Fraudes em licitação. Improbidade Administrativa. Recolhimento de tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho visa abordar as fraudes em licitações com foco nos recolhimentos dos tributos que envolvem a prática licitatória dentro do ordenamento jurídico brasileiro, evidenciando os crimes de responsabilidade cometidos por agentes públicos e a aplicabilidade das sanções previstas em lei específica, tendo em vista que a competência para legislar sobre licitação e contratos administrativos é de competência da União, conforme expresso na Constituição Federal de 1988:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">XXVII &#8211; normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III (BRASIL, 1998).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Lei 8666/1993, em seu artigo 3º, o ato licitatório é definido como:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos (BRASIL, 1993).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e publicidade norteiam a Administração nas contratações entre os participantes, a fim de evitar fraudes e desvios nos contratos administrativos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises de controle licitatório permitem que o agente público possua maior controle dos pagamentos efetuados, os impostos, taxas, entre outros ônus de natureza tributária visando evitar o prejuízo ao erário e manter a eficácia do ato licitatório de forma a manter a justa competição entre os interessados. A Lei nº 8.666/1993, trata do controle das licitações e estabelece critérios para esse controle, regularidade e execução do processo, na tentativa de inibir as irregularidades, conforme explicitado em seu artigo 113, § 2º que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">§ 2<sup>o</sup> Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse exame, lhes forem determinadas (BRASIL, 1993).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, observa-se que a Nova Lei de Licitação se mostra essencial no controle de atos fraudulentos contra a administração pública, pois implicando aos agentes ímprobos penalidades mais severas a fim de combater a corrupção e inibir&nbsp; qualquer conduta que venha em desencontro dos princípios éticos e morais que causem prejuízo aos órgão públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As fraudes em licitação podem acontecer em várias fases do processo, a saber: no início do processo onde ocorre a pesquisa de preços para a base da contratação e análise dos documentos para a participação do licitante, como também, na execução, ou seja, finalização do mesmo. Nessa fase, os atos formalizados e os documentos servem para buscar informações que podem servir como evidências de fraudes, tais como: processos licitatórios e de pagamentos, prestações de contas, notas fiscais, contra cheques, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova Lei determina em seu artigo 17, no segundo e quarto parágrafo único, que as fases da licitação sejam realizadas, preferencialmente, de forma eletrônica, no entanto a utilização do meio eletrônico não garante que atos de fraudes sejam eliminados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Improbidade Administrativa nº 8429/1992, estabelece três espécies de atos de improbidade administrativa, quais sejam: atos que importem em enriquecimento ilícito previsto no artigo 10º; atos que causem prejuízo ao erário, previsto no artigo 9º; e atos que violam os princípios norteadores da administração pública, previsto no artigo 11º.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Complementar nº 157, de 29 de dezembro de 2016, alterou a Lei nº 8.429/1992, para prever mais uma hipótese de ato de improbidade administrativa, em seu artigo 10-A, a saber: os atos de improbidade administrativa decorrentes de concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário, prevendo, em seu inciso IV, às seguintes penalidades:&nbsp; perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido. (DI PIETRO, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ato ímprobo, por vezes, vai em desencontro ao princípio da legalidade e da ética dos agentes públicos, mesmo sendo sabido as sanções aplicáveis em virtude do enriquecimento ilícito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a ética no setor público é necessária para o bom funcionamento da máquina pública que, por sua vez, os agentes públicos devem exercer suas atribuições visando o bem comum.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Não basta a legalidade formal, restrita, da atuação administrativa, com observância da lei; é preciso também a observância de princípios éticos, de lealdade, de boa-fé, de regras que assegurem a boa administração e a disciplina interna na Administração Pública. (DI PIETRO, 2023, p. 1019).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O bem jurídico protegido é a Administração Pública, não podendo os seus agentes se aproveitarem dos poderes referentes à função pública para desviar informações que possam prejudicar o interesse do Estado. Nesse contexto, é que se insere a problemática do presente estudo que busca explicitar as falhas que ocorrem durante o processo licitatório na Administração Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os procedimentos licitatórios devem ser, preferencialmente, de forma eletrônica. Essa regra tem como finalidade permitir uma maior acessibilidade e competitividade entre os participantes do processo. Apesar dessa implementação algumas irregularidades como o superfaturamento, ainda são encontrados no decorrer do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 337-F da Lei de Improbidade Administrativa, assim dispõe:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Frustrar ou fraudar, com o intuito de obter para si ou para outrem vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação, o caráter competitivo do processo licitatório: Pena-reclusão, de 4 (quatro) anos a 8 (oito) anos, e multa (BRASIL, 1992).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a presente pesquisa busca avaliar os efeitos negativos que essas práticas ilícitas causam na sociedade e, principalmente, os prejuízos sofridos pelo órgão licitante durante a contratação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>PRINCÍPIOS LICITATÓRIOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a compreensão do presente estudo precisamos entender o que a Lei nº 14.133/2021, em seu artigo 6º, inciso V, define como agente público:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Indivíduo que, em virtude de eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, exerce mandato, cargo, emprego ou função em pessoa jurídica integrante da Administração Pública (BRASIL, 2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Tendo em vista que seus atos lesivos, de acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6, dispõe que se afetar a terceiros, a responsabilidade recairá sobre o órgão prestador de serviço ao qual o agente esteja vinculado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação dos agentes públicos deve seguir os princípios constantes em nosso ordenamento jurídico, a saber: o princípio da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade que norteiam a boa conduta do agente, uma vez que a não observância desses princípios de acordo com a Constituição Federal em seu artigo 37, §4º que dispõe:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível (BRASIL, 1988).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, observa-se a importância da boa atuação dos agentes públicos durante o processo licitatório ajudando a evitar fraudes e danos aos órgãos licitantes já que o processo é de responsabilidade dos mesmos, como explicita a Lei nº 14.133/2021, em seu artigo 8º.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 8º A licitação será conduzida por agente de contratação, pessoa designada pela autoridade competente, entre servidores efetivos ou empregados públicos dos quadros permanentes da administração pública, para tomar decisões, acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao procedimento licitatório e executar quaisquer outras atividades necessárias ao bom andamento do certame até a homologação (BRASIL, 2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que a Nova Lei de Licitação estabelece responsabilidades administrativas aos seus servidores e restrições que visam inibir possíveis condutas danosas que os agentes públicos possam praticar contra as organizações públicas, devendo atuar em conformidade com a legislação vigente, atentando sempre aos princípios que norteiam a Administração Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modificação ou pagamento irregular das custas do processo licitatório acarretará em processo administrativo, porém, de acordo com a Nova Lei de Licitação nº 14.133/2021, em seu artigo 17-C, § 1º, dispõe que a ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de improbidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>FRAUDES NAS LICITAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A licitação é um procedimento da Administração Pública que tem por finalidade certificar a concorrência e proporcionar igualdade entre os participantes que tem o interesse de contratar com o poder público para evitar as fraudes dentro do processo licitatório. A determinação de contratações com o poder público está imposta pela Constituição Federal, em seu Art.37, inciso XXI.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A contratação de obras, serviços, compras e alienações pela administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (BRASIL, 1988).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A Nova Lei de Licitações também determina que as fases da licitação sejam realizadas, preferencialmente, de forma eletrônica, na tentativa de evitar atos fraudulentos durante os trâmites do processo. Essa conduta ímproba consiste em alterar ou impedir a competitividade dos participantes do procedimento licitatório, com o intuito de obter vantagens para si ou para outrem, isso implica em pena-reclusão de 4 a 8 anos e multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fraudes licitatórias podem ocorrer em todas as sete fases do certame, quais sejam: divulgação do edital de licitação, apresentação de propostas e lances, quando for o caso, durante o julgamento, habilitação, recursal e homologação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse aspecto, a frustração do caráter competitivo dos interessados em licitar com o poder público fere a igualdade de condições de contratação dos participantes prejudicando o órgão contratante que visa a admissão mais vantajosa para a Administração Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei de Licitação visa proteger o patrimônio público dos atos de fraudes no decorrer dos processos de licitação e das sanções administrativas sobre o enriquecimento ilícito de agentes públicos, conforme preconizado na Lei 8429/1992, artigo 9º, inciso I:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: I &#8211; receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público (BRASIL, 1992).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O Código Civil, Lei 10.406/2002, também prevê sobre enriquecimento ilícito, em seu artigo 884, onde dispõe que a pessoa que se enriquecer sem justa causa à custa de outrem, será obrigado a restituir o que foi auferido de forma indevida, sendo também realizada a atualização monetária.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>OBRIGATORIEDADE DE RETENÇÃO DE TRIBUTOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB) Nº 1234, de 11 de janeiro de 2012, explicita a obrigatoriedade da retenção de tributos em seu artigo 2<s>º</s> :</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 2<s>º</s> Ficam obrigados a efetuar as retenções na fonte do Imposto sobre a Renda (IR), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que efetuarem às pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto os órgãos da administração pública federal direta; as autarquias; as fundações federais; as empresas públicas; e as sociedades de economia mista devem prestar contas dos recolhimentos de tributos mencionados assim como os que incidem sobre as obras públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A Instrução Normativa RFB N 1234 em seu inciso VI menciona que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As demais entidades em que a União, direta ou indiretamente detenha a maioria do capital social sujeito a voto, e que recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse entendimento, os agentes públicos sujeita-se à responsabilidade civil, penal e administrativa decorrente do exercício do cargo, emprego ou função,&nbsp; podendo ser penalizados por atos ilícitos no âmbito civil, penal e administrativo assim como a responsabilidade por atos de improbidade administrativa que sendo processada e julgada na esfera cível, produz efeitos mais amplos do que apenas patrimoniais, podendo levar à suspensão dos direitos políticos e à perda do cargo, de acordo com artigo 37, § 4º, da Constituição da República de 1988,&nbsp; e violar o princípio da moralidade administrativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade civil é de ordem patrimonial e decorre do artigo 186 da Lei nº 10.406, de janeiro de 2002, que institui o Código Civil, assim dispõe:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito (BRASIL, 2002).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, todo aquele que elevar o patrimônio de forma ilícita causando prejuízo ao erário estará sujeito a ressarcir o valor referente ao dano sem prejuízo das sanções penais cabíveis. No que concerne às fraudes em licitações, o Código Penal, em seu artigo 337, inciso H, dispõe que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 337-H. Admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do contratado, durante a execução dos contratos celebrados com a Administração Pública, sem autorização em lei, no edital da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade: (Incluído pela Lei nº 14.133, de 2021) Pena &#8211; reclusão, de 4 (quatro) anos a 8 (oito) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 14.133, de 2021) Perturbação de processo licitatório (Incluído pela Lei nº 14.133, de 2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observou-se que o ajustamento e a estabilização do trâmite licitatório seja a melhor forma de evitar os crimes de improbidade administrativa que implica em: enriquecimento ilícito, omissão de dados ou informação, impedimento indevido da participação do licitante, violação do sigilo e a modificação ou pagamento irregular de valores a serem arrecadados.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Administração Pública em geral, é de suma relevância, em matéria de licitação, pois esta constitui um procedimento inteiramente vinculado à lei. Todas as suas fases estão rigorosamente disciplinadas na Lei nº 8.666/1993, cujo artigo 4º estabelece que todos quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o artigo 1º, têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido na lei. (DI PIETRO, 2023, p. 417).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é importante salientar que a aplicabilidade da Lei de Improbidade administrativa em face dos agentes públicos é de suma importância para que se alcance o bom funcionamento da máquina pública, isso porque a observância dos preceitos éticos e morais desses agentes é o que auxilia as entidades públicas a evitar fraudes e desvio de informações que possam prejudicar o interesse do Estado durante o processo licitatório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>METODOLOGIA </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo realizado nesta pesquisa utilizou-se do método qualitativo, buscando referências bibliográficas, investigando as causas das fraudes em licitação e discutindo a aplicabilidade da nova Lei de Licitação nos casos de improbidade administrativa, recolhimento de tributos e enriquecimento ilícito dos agentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha pela análise da Lei 14.133/2021 deu-se em razão das alterações que a nova lei trouxe, bem como das demais esferas em que o agente público possa ser penalizado por seu ato ímprobo, entre outras legislações pertinentes ao tema. Dessa forma a Lei 14. 230/2021 deixa expresso em seu artigo 3º que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade (BRASIL, 2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a Nova Lei de licitação deixa claro que todo e qualquer indivíduo que queira atentar contra o poder público para tirar vantagens para si ou para outrem será penalizado na forma da lei, no que couber conforme o grau do dano causado, tornando notório é indispensável que os princípios éticos básicos da Constituição Federal sejam expandido de forma a criar uma abrangência significativa entre todos os&nbsp; cidadão para o conhecimento de direitos e deveres, tanto quanto as penalidades previstas em lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma análise satisfatória da problemática apresentada ao longo da pesquisa,&nbsp; observou-se a necessidade de compreensão dos direitos e deveres do agente público em face da administração pública e avaliação dos efeitos práticos que as fraudes licitatórias têm causado para a sociedade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a atuação desses agentes deve ser pautada em conduta ética e na aplicabilidade constante dos princípios constitucionais norteadores da boa conduta na busca de coibir qualquer ato danoso tanto para administração pública quanto para outrem na tentativa de obter benefícios ilícitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A licitação destina-se a garantir o princípio constitucional da isonomia, que concerne em uma justa concorrência entre os interessados em contratar com o poder público, não devendo o agente público se aproveitar de informações para beneficiar os participantes frustrando o objetivo da licitação obtendo vantagens para si ou para outrem, prejudicando o interesse o Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a não apresentação de certidão de regularidade fiscal a ser fornecida pelo licitante contratado caracteriza-se como enriquecimento ilícito, caracterizando retenção de pagamentos por serviços prestados com sua penalidade prevista na Lei 8.666/1993:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 87<strong>.</strong> Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções:</p>



<p class="wp-block-paragraph">IV &#8211; declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior (BRASIL, 1993).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, aponta-se a importante atuação da Nova Lei de Licitação no que concerne à aplicabilidade de sanções aplicáveis aos crimes de responsabilidade como, também, a reparação do dano causado ao erário durante o processo licitatório sem prejuízo das sanções penais cabíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fiscalização dos contratos de licitação dos órgãos públicos e a realização de controladoria interna a fim de fiscalizar todas as fase do processo licitatório é suma importância para o êxito das contratações mais vantajosas para o setor público, a começar pela escolha dos agentes que ficaram responsáveis pelo processo como descrito no artigo 117 da Lei 14.113/2021 que diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais fiscais do contrato, representantes da Administração especialmente designados conforme requisitos estabelecidos no art. 7º desta Lei, <em>ou pelos </em>respectivos substitutos, permitida a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los com informações pertinentes a essa atribuição (BRASIL, 2021).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em></em>Para obter êxito em todas as fases do processo o agente responsável pelo processo licitatório conta com&nbsp; o auxílio de outros profissionais para que seja alcançado de forma legal e em tempo hábil a contratação do bem ou serviço de interesse do órgão público solicitante disposto no artigo 117 § 3º da Lei 14.133/2021:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">§ 3º O fiscal do contrato será auxiliado pelos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno da Administração, que deverão dirimir dúvidas e subsidiá-lo com informações relevantes para prevenir riscos na execução contratual (BRASIL, 2021).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, os profissionais envolvidos nos trâmites licitatórios respondem pelas fases dos processos, pois realizam um papel importante para o êxito das contratações, visto que suas atividades asseguram a concorrência&nbsp; dos licitantes interessados e fazem jus ao princípio constitucional da isonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caput do artigo 37 da Constituição Federal diz que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, todos os agentes devem obedecer aos princípios básicos, porém,&nbsp; não se exclui dessas premissas a conduta ética e os valores que norteiam suas escolhas no tocante ao gerenciamento responsável dos recursos públicos. Desta forma, está claro que a consciência dos princípios morais são de suma importância para que o agente público trabalhe de forma lícita em prol de toda a sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8.</strong> <strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A conduta dos agentes públicos deve ser pautada seguindo os princípios constitucionais contidos no caput do artigo 37 (legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade), não podendo ser desvinculada dos princípios morais e éticos, norteadores da boa execução dos serviços públicos visando o bem comum do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notório que a impunidade de alguns agentes encorajam outras ações desonestas contra os cofres públicos, portanto, existe a necessidade de estabelecer melhores formas de fiscalização e controle permanente dos processos licitatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Nova Lei de Licitação em seu artigo 117, primeiro parágrafo, mostra o quão importante é a realização desse controle para que se possa encontrar as falhas e convertê-las no decorrer do processo, sem que isso cause prejuízo ao erário. O acompanhamento do trâmite do contrato é de total interesse do Estado e dever da administração pública a verificação da fiel execução do contrato licitatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse aspecto, a Nova Lei de Licitação tornou-se um forte instrumento no combate a corrupção e trouxe em seu escopo um texto mais detalhado, no qual evidencia a necessidade de observância&nbsp; dos direitos e deveres dos agentes públicos, a fim&nbsp; de proteger o patrimônio público de atos fraudulentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notório que a probidade, ou seja, a integridade dos agentes públicos implica diretamente na condução do êxito dos processos licitatórios. Isso faz com que o princípio da isonomia seja assegurado e o processo licitatório seja realizado de forma justa entre os interessados, assegurando, assim, o respeito à legalidade&nbsp; e à moralidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Desse modo, o bom funcionamento do controle interno é destinado tanto em garantir a igualdade de competição entre os interessados em licitar com o poder público quanto em evitar possíveis fraudes nas execuções dos contratos, tornando-se fundamental para o interesse público como também para o êxito da licitação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, Lei de Improbidade Administrativa: Lei 14.133/2021 disponível em: <strong>&nbsp;</strong>https://www2.senado.gov.br/bdsf/handle/id/588356. Acesso em: 26 de abr. de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA FILHO, Marcílio da Silva.<strong> Nova lei de licitações e contratos administrativos comentados </strong>/ Marcílio da Silva Ferreira Filho; coords.: Darlan Barroso, Marco Antonio Araujo Junior. – São Paulo: SaraivaJur, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MASSON, Cleber. <strong>Crimes em licitações e contratos administrativos</strong> / Cleber Masson. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Forense; MÉTODO, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RFB. Instrução Normativa RRFBNº1234, de 11 de janeiro de 2012 (Publicado no DOU de 12/01/2012, seção 1, página 22). IN RFB nº 1234/2012 (fazenda.gov.br). Acesso em: 01 de maio de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Constituição 1988: Texto Constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais nº 1/92 a 19/98 e Emendas Constitucionais de Revisão nº 1 a 6/94. &#8211; Ed. atual. em 1988. &#8211; Brasília: Senado Federal, subsecretaria de Edições Técnicas, 1998. xiv, 357 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Código Penal Brasileiro</strong>. DEL2848compilado (planalto.gov.br).&nbsp; Acesso em: 28 de abr. de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Código Civil Brasileiro.</strong> <strong>LEI Nº 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002,</strong> Acesso em: 25 de abr. de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella, 1943- <strong>Direito administrativo</strong> / Maria Sylvia Zanella Di Pietro. – 36. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei no 8.666/1993:<strong> licitações e contratos</strong>. – Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2017. 84 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Lei de Improbidade Administrativa.</strong> LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. Acesso em: 10 de maio de 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Discente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública EaD do Instituto Federal de Rondônia Campus Porto Velho Zona Norte. e-mail: nagila.melo@estudante.ifro.edu.br<br><sup>2</sup> Discente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública EaD do Instituto Federal de Rondônia Campus Porto Velho Zona Norte. e-mail: n.costa@estudante.ifro.edu.br<br><sup>3</sup> Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública do Instituto Federal de Rondônia Campus Porto Velho Zona Norte. e-mail: orientadortcc10.pvhzonanort@ifro.edu.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O PERFIL DE RELAÇÃO DO TABAGISMO E ETILISMO EM PACIENTES COM PSORÍASE ATENDIDO EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM PSORÍASE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-perfil-de-relacao-do-tabagismo-e-etilismo-em-pacientes-com-psoriase-atendido-em-um-centro-de-referencia-em-psoriase/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CH]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 18:03:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=87944</guid>

					<description><![CDATA[PROFILE OF THE RELATIONSHIP BETWEEN SMOKING AND ALCOHOL CONSUMPTION IN PATIENTS WITH PSORIASIS TREATED AT A PSORIASIS REFERENCE CENTER PERFIL DE LA RELACIÓN ENTRE TABAQUISMO Y ALCOHOLISMO EN PACIENTES CON PSORIASIS ATENDIDOS EN UN CENTRO DE REFERENCIA DE PSORIASIS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205246 Roberta Espíndola de Albuquerque1*João Agnaldo do Nascimento2Anna Alice Figueredo Almeida3Esther Bastos Palitot4 RESUMO  [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="87944" class="elementor elementor-87944">
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									<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">PROFILE OF THE RELATIONSHIP BETWEEN SMOKING AND ALCOHOL CONSUMPTION IN PATIENTS WITH PSORIASIS TREATED AT A PSORIASIS REFERENCE CENTER</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">PERFIL DE LA RELACIÓN ENTRE TABAQUISMO Y ALCOHOLISMO EN PACIENTES CON PSORIASIS ATENDIDOS EN UN CENTRO DE REFERENCIA DE PSORIASIS</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205246</p>
<p></p>
<p></p>
<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide" />
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Roberta Espíndola de Albuquerque<sup>1*</sup><br />João Agnaldo do Nascimento<sup>2</sup><br />Anna Alice Figueredo Almeida<sup>3</sup><br />Esther Bastos Palitot<sup>4</sup></p>
<p></p>
<p></p>
<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide" />
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo</strong>: Verificar a prevalência de tabagismo, etilismo e fatores associados em pacientes com psoríase. <strong>Métodos:</strong> Os dados de 251 prontuários foram inclusos neste estudo transversal. O nível de significância considerado foi p &lt;0,05. A análise inferencial foi realizada através do teste Qui-quadrado de Pearson ou o teste exato de Fisher.  <strong>Resultados</strong>: Foi verificada associação entre escolaridade e tabagismo (p &lt;0,05), idade e tabagismo (p &lt;0,01) e entre sexo masculino e etilismo (p &lt;0,01). Não foi encontrada, neste estudo, evidência suficiente para afirmar que a condição do paciente psoriásico influencia diretamente na prática do tabagismo e etilismo. <strong>Conclusão:</strong> É imprescindível avaliar a presença ou não de fatores que possam influenciar na vida do indivíduo para que o paciente obtenha o máximo benefício do seu tratamento e qualidade de vida.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Psoríase, Tabagismo, Intoxicação Alcoólica.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objective:</strong> To verify the prevalence of smoking, alcoholism and associated factors in patients with psoriasis. <strong>Methods:</strong> Data from 251 medical records were included in this cross-sectional study. The significance level considered was p &lt;0.05. Inferential analysis was performed using Pearson&#8217;s chi-square test or Fisher&#8217;s exact test. <strong>Results</strong>: There was an association between schooling and smoking (p &lt;0.05), age and smoking (p &lt;0.01) and between male gender and alcoholism (p &lt;0.01). In this study, sufficient evidence was not found to state that the psoriatic patient&#8217;s condition directly influences the practice of smoking and drinking alcohol. <strong>Conclusion:</strong> It is essential to assess the presence or absence of factors that may influence the individual&#8217;s life so that the patient obtains the maximum benefit from his treatment and quality of life.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Psoriasis, Smoking, Alcohol Intoxication.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo:</strong> Verificar la prevalencia de tabaquismo, alcoholismo y factores asociados en pacientes con psoriasis. <strong>Métodos</strong>: En este estudio transversal se incluyeron datos de 251 historias clínicas. El nivel de significación considerado fue p &lt; 0,05. El análisis inferencial se realizó mediante la prueba de chi-cuadrado de Pearson o la prueba exacta de Fisher. <strong>Resultados</strong>: Hubo asociación entre escolaridad y tabaquismo (p &lt;0,05), edad y tabaquismo (p &lt;0,01) y entre género masculino y alcoholismo (p &lt;0,01). En este estudio no se encontró evidencia suficiente para afirmar que la condición del paciente psoriásico influya directamente en la práctica de fumar y beber alcohol. <strong>Conclusión:</strong> Es fundamental evaluar la presencia o ausencia de factores que puedan influir en la vida del individuo para que el paciente obtenga el máximo beneficio de su tratamiento y calidad de vida.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras clave:</strong> Psoriasis, Tabaquismo, Intoxicación por Alcohol.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A Psoríase é uma doença imunoinflamatória, crônica, cutâneo-articular e recorrente que se caracteriza por hiperplasia epidérmica, ciclo evolutivo acelerado dos queratinócitos e ativação imune inapropriada. Sua distribuição é universal, com prevalência variando entre 1 a 3%, dependendo da população em estudo e acometendo ambos os sexos igualmente (AZULARY, 2017; FARIA; CASTRO, 2020). </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Os estudos de prevalência no Brasil são escassos, mas estima-se que 1% da população seja acometida. Aspectos ambientais, geográficos e étnicos podem interferir na sua incidência (FARIA; CASTRO, 2020). A taxa de doença psoriásica é menor entre os afrodescendentes quando comparados aos euro-americanos. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas apresenta 2 picos de incidência: entre 20 e 30 anos de idade e após 50 anos. É mais frequente na terceira década (75%) e, quando ocorre antes dos 30 anos, tem pior prognóstico (AZULARY, 2017).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A patogenia da psoríase ainda não foi bem esclarecida; no entanto, já é bem aceito pela comunidade científica que fatores genéticos e ambientais se relacionam no que diz respeito ao surgimento da doença (LONNBERG <em>et al</em>., 2016). Certos antígenos ambientais desencadeiam uma hiperatividade do sistema inato da vigilância imunológica, causando uma desregulação da resposta imune adaptativa mediada por células. Em indivíduos geneticamente predispostos, a via Th1 é excessivamente estimulada, o que, associada à superprodução e ação de IL-12, IL-17 e IL-23, leva à hiper proliferação de queratinócitos epidérmicos e formação das placas psoriásica (SOUTOR,2015).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O padrão clínico vulgar em placas é o mais comum da psoríase, com a presença de placas eritematoescamosas, bem delimitadas e normalmente situadas em regiões sujeitas a maior trauma – cotovelos, joelhos, região pré-tibial, couro cabeludo e região sacra. As lesões podem ser pruriginosas ocasionalmente (FARIA; CASTRO, 2020; STAPLES,2019). Em 50 a 80% dos casos são identificadas alterações ungueais como onicólise e depressões cupuliformes (pitting ungueal) (FARIA; CASTRO, 2020). Ademais, outros padrões clínicos podem ser observados: psoríase invertida, gutata, eritrodérmica e pustulosa. </p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A psoríase pode produzir um impacto negativo significativo na qualidade de vida dos pacientes, sendo comum que estes apresentem ansiedade, depressão, estresse e preocupações, mostrando-se envergonhados ou frustrados acerca da aparência de sua pele. A presença desses fatores pode predispor ao uso do álcool como válvula de escape (SOUTOR,2015; ADAMZIK, KIRBY, 2016); </p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Um dos instrumentos mais utilizados atualmente para avaliar o impacto das doenças de pele na qualidade de vida é o Dermatology Life Quality Index (DLQI), principalmente devido à sua viabilidade e facilidade de uso (LANGENBRUCH <em>et al</em>., 2019; MROWIETZ <em>et al.,</em> 2020; MATTEI;COREY; KIMBALL, 2019). Sua aplicação tem o objetivo de avaliar o impacto dos sintomas de condições dermatológicas e seus respectivos tratamentos na vida dos pacientes. Consiste num questionário de 10 itens, que aborda os seguintes aspectos: sintomas e sentimentos, atividades diárias, lazer, trabalho e escola, relacionamento pessoal e tratamento (POOR <em>et al.,</em>2018; MARTINS; ARRUDA; MUGNAINI, 2021).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, temos que um DLQI &gt; 10 define psoríase grave, ou seja, afeta de maneira significativa a vida do paciente (MROWIETZ <em>et al.,</em> 2020; POOR <em>et al.,</em>2018).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">De forma simplificada, podemos classificar as comorbidades associadas à psoríase como clássicas, emergentes, relacionadas ao estilo de vida e relacionadas ao tratamento da doença (OLIVEIRA; ROCHA; DUARTE, 2015). Algumas comorbidades são classicamente relacionadas à psoríase, como a artrite soronegativa (artrite psoriásica), doença de Chron, uveíte e distúrbios psiquiátrico-psicossociais. A síndrome metabólica e seus componentes apresentam-se como comorbidades emergentes, assim como doenças cardiovasculares, disfunção erétil, doença gordurosa não alcoólica do fígado, entre outras.</p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Existem também as comorbidades relacionadas ao tratamento, como nefrotoxicidade, hepatotoxicidade e câncer de pele. Por fim, temos as comorbidades relacionadas ao estilo de vida: tabagismo, alcoolismo e ansiedade (FARIA; CASTRO, 2020; OLIVEIRA; ROCHA; DUARTE, 2015).</p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Essas associações são significativamente maiores do que as encontradas na população geral e a presença de tais comorbidades no paciente psoríasico determina uma forma diferente de abordagem à doença (FARIA; CASTRO, 2020).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Vários estudos publicados já mostram uma relação entre psoríase e alcoolismo, apesar de o mecanismo ainda não estar bem estabelecido (CECILIA <em>et al</em>., 2016). Há evidencias de que o álcool seja um possível gatilho para a psoríase e que uma porção significativa de portadores da doença façam uso excessivo dessa substância (ADAMZIK, KIRBY, 2016).</p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pesquisas mostram que há considerável melhora das lesões psoriásica quando há abstinência alcoólica (CECILIA <em>et al</em>., 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Lønnberg et al., 2016, observou que tanto fatores ambientais quanto genéticos estão envolvidos no desenvolvimento da psoríase e que o consumo do tabaco aumenta o risco de psoríase em mais de duas vezes em pacientes com carga tabágica superior a 5 maços-ano.</p>
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<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Vários outros estudos mostraram também uma forte associação entre psoríase e tabagismo. Não só os pacientes psoríasicos estão mais propensos ao tabagismo, mas o ato de fumar também parece ter um papel na doença já estabelecida (LONNBERG <em>et al</em>., 2016; STAPLES; KLEIN, 2019). Esta associação parece estar mais evidente em mulheres, sendo o risco de psoríase em fumantes 3,3 vezes mais altas para mulheres e 2,3 vezes mais altas para homens (ADAMZIK, KIRBY, 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As consequências do abuso de álcool fazem parte de um assunto de grande importância para o sistema de saúde pública, não só pelo efeito que tal substância causa ao indivíduo, mas também pelo grande impacto social que este problema impõe. O alcoolismo é mais prevalente em homens, numa proporção de 3:1 (CECILIA <em>et al</em>., 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Estudos relacionam o etilismo ao agravamento da psoríase, pior resposta aos tratamentos, depressão, ansiedade e maior risco de esteatose hepática (FARIA; CASTRO, 2020). O maior consumo do álcool aumenta a hepatotoxicidade do metotrexato e da acitrina, além de diminuir a eficácia desta. A má resposta terapêutica em pacientes alcoolistas também pode estar relacionada à baixa cooperativada. (ADAMZIK, KIRBY, 2016; GERDES et al., 2018).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">            Há indícios de que a psoríase seja a única doença autoimune comum na qual o álcool seja um fator desencadeante. Outras doenças com fisiopatologias semelhantes não apresentam o mesmo tipo de associação que a psoríase tem em relação ao álcool (ADAMZIK, KIRBY, 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que o sistema imune é afetado pela ingestão do álcool de diferentes formas: o consumo agudo determina imunossupressão, enquanto o consumo crônico estimula a resposta inflamatória celular. Foi demonstrado in vivo que o álcool e seus metabólitos causam elevação de importantes marcadores envolvidos na imunodesregulação sistêmica na psoríase ativa, como a enzima conversora de TNF-α (TACE) e o receptor solúvel tipo I do TNF (sTNFRI), enquanto estudo in vitro usando queratinócitos psoríasicos mostrou que o etanol a 0,05% foi capaz de ativar linfócitos T e causar hiper proliferação de queratinócitos, eventos importantes na psoríase (ADAMZIK, KIRBY, 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do padrão de uso de álcool geralmente é feita baseada no relato do próprio paciente, fator que pode subestimar a detecção de consumo de risco. Ainda assim, existem questionários validados com alto valor de sensibilidade e especificidade, sendo o <em>Alcohol Use Disorders Identification Test </em>(AUDIT) o mais acurado (sensibilidade de 0,89 e especificidade de 0,92) para pacientes com psoríase. O AUDIT avalia os diversos níveis de consumo de álcool, desde o não uso até a provável dependência, e pode ser feito na forma de entrevista ou autoaplicação. Suas questões correspondem aos próprios critérios diagnósticos da CID-10 (ADAMZIK, KIRBY, 2016; PAULA; CARBNEIRO,2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A utilização desses instrumentos permite, além da informação ao próprio usuário, que o profissional tenha um panorama a respeito do padrão de consumo de substâncias que o indivíduo apresenta, favorecendo a determinação do foco e o direcionamento da intervenção (PAULA; CARBNEIRO,2016). </p>
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<p class="wp-block-paragraph">            Assim como o etilismo, vários estudos classificam o hábito de fumar como um fator de risco e também como uma comorbidade da psoríase. Estima-se que a taxa de desencadeamento da doença seja 70% maior nos tabagistas quando comparado aos não-fumantes e que a principal forma clínica observada nos pacientes tabagistas é a psoríase pustulosa (FARIA; CASTRO, 2020). Além disso, alguns estudos também mostram que a relação fumo-psoríase seja dose-dependente (LONNBERG <em>et al</em>., 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O ato de fumar está relacionado direta ou indiretamente a um número significativo de efeitos adversos cutâneos. Receptores nicotínicos colinérgicos foram identificados em queratinócitos, e a nicotina é responsável por acelerar a taxa de diferenciação dessas células. Além disso, a nicotina ativa células dendríticas, aumentando sua capacidade de estimular a proliferação de linfócitos T e a secreção de citocinas (FARIA; CASTRO, 2020; LONNBERG <em>et al</em>., 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Tanto o etilismo quanto o tabagismo ocorrem em maior frequência nos portadores de psoríase, o que contribui para a elevação do risco cardiovascular nesses pacientes. É importante lembrar que fatores como o abuso de bebidas alcoólicas e estresse podem estar correlacionados com o tabagismo e podem ser, portanto, fatores de confusão nesse contexto (LONNBERG <em>et al</em>., 2016).</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dada a importância das comorbidades relacionadas ao estilo de vida, percebe-se a necessidade de identificá-las e abordá-las. Ainda é escasso o número de estudos epidemiológicos que se empenham em esclarecer a magnitude da influência de cada um desses fatores sobre a doença. Esse conhecimento pode ter implicações importantes numa abordagem preventiva da psoríase e suas consequências MADDEN <em>et al., </em>2020). Com o objetivo de entender este grupo de comorbidades, esta pesquisa visa verificar a prevalência de tabagismo, etilismo e fatores associados em pacientes com psoríase dos pacientes com psoríase do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), através da análise de suas características clínicas e demográficas, para determinar a frequência com que tal evento se manifesta nesta população e quais os fatores associados a ele.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>MÉTODOS </strong></p>
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<p class="wp-block-paragraph">Tratou-se de um estudo retrospectivo, descritivo e transversal, avaliado pelo Comitê de Ética do Hospital Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HU-UFPB), com parecer número CAAE: 30000220.8.0000.8069.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Utilizou-se 251 prontuários com diagnóstico laboratorial para psoríase com idade maior ou igual a 18 anos. Este valor amostral atende a uma confiança de 95%, erro<br />máximo de amostragem 3%, para uma prevalência da doença de 1,3 % citada na literatura. Considerou a população finita de tamanho N = 1186 casos registrados nos prontuários existentes no ambulatório de dermatologia do no Centro de Pesquisa, Apoio e Tratamento de Psoríase do Estado da Paraíba do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB). Utilizou-se o plano amostral, Amostra Aleatória Simples com os critérios de inclusão e exclusão do paciente na amostra estabelecido anteriormente.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados foi feita através da revisão de prontuários registrados no HULW-UFPB. Neste centro é realizado como instrumento de coleta dados do portador de psoríase que compõe a ficha clínica que é preenchida durante a primeira consulta e atualizado ao longo do acompanhamento. A partir das fichas clínicas obtivemos informações sobre gênero, faixa etária, grau de escolaridade, presença de tabagismo, etilismo e artrite psoriásica, forma clínica da doença. Os pacientes também são acompanhados com a realização do escore do Índice de Qualidade de Vida (DLQI) periodicamente, que são pontuados e anexados ao prontuário.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A análise estatística dos dados coletados durante o estudo foi realizada através do software <em>Statistical Package for the Social Sciences</em><strong> (</strong>SPSS) versão 25.0 <em>free trial</em>. Na comparação entre grupos o nível de significância considerado foi de 5%, ou seja, rejeita-se a hipótese nula do teste se o valor=p obtido na amostra for menor ou igual a 0,05. No que tange à análise descritiva, as variáveis foram estudadas através do cálculo de frequência n (absoluta) e percentuais (%). Quanto à análise inferencial, a ferramenta de tabelas de referência cruzada foi utilizada, sendo aplicado o teste Qui-quadrado de Pearson na busca de associação estatisticamente significativa entre as variáveis do estudo. Apenas nos casos em que alguma célula apresente frequência esperada menor que 1 ou que no máximo 20% das células apresente frequência esperada menor que 5, utilizou-se o teste exato de Fisher. Para fins de obtermos uma análise completa, apenas os prontuários que continham todas as variáveis procuradas foram inclusos no banco de dados.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dos pacientes selecionados, 56,2% eram do sexo masculino e 43,8% do sexo feminino. Quanto à faixa etária, 12% tinha de 18 a 30 anos, 25,5% tinha de 31 a 45 anos, 39,4% tinha de 45 a 60 anos, 23,1% tinha mais de 60 anos de idade e 6,4% dos pacientes eram analfabetos, 37,1% estudou até o primeiro grau, 37,5% estudou até o segundo grau, 17,9% estudou até o terceiro grau, sendo com o mestrado 0,8% estudou até o mestrado e 0,4% com formação de doutorado.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Observando o panorama total da população estudada, levantou-se que a forma clínica mais prevalente na população estudada foi a psoríase vulgar em placas 81,3%, sendo 32,3% na apresentação de grandes placas, 31,5% pequenas placas e 1,2% apresentavam grandes e pequenas placas concomitantemente. Das várias formas clínica, a menos prevalente foi a Gutata 0,4%. Ocorreu em 13,5% em couro cabeludo, acometimento ungueal 12% dos pacientes e que são consideradas localizações especiais de psoríase. Enquanto 24,7% relatavam sintomas articulares, mas não tinham diagnóstico definido. Na artrite psoriásica, o acometimento ungueal, foi observado em 13% dos pacientes com (AP) e 64,7% dos pacientes que relataram etilismo recebera o diagnóstico de atrite psoriásica, mas não houve significância estatística para ambas correlações.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="502" height="490" class="wp-image-87954" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-654.png" alt="" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-654.png 502w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-654-300x293.png 300w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure>
<p></p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nas tabelas 1 e 2, observa-se a prevalência do tabagismo e etilismo na população estudada e, de forma discordante ao que vem sendo mostrado na literatura disponível atualmente, notou-se uma baixa prevalência das comorbidades relacionadas ao estilo de vida nesses pacientes, em relação a essas variáveis sido observado com relato de 12% tabagismo e 6,8% etilismo (PIBIC – UFPB, 2019-2020). Deve-se considerar o viés de informação, visto que o estigma que recai sobre o hábito de beber e fumar pode fazer com que o paciente se sinta retraído a revelar tal informação. A informação sobre a presença de tabagismo e etilismo, assim como as formas clínicas, foi obtida através de um instrumento de coleta de dados e atualizado ao longo das consultas de acompanhamento da doença.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A pontuação dos questionários de Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI) e Índice da Gravidade da Psoríase por Área (PASI) tem como objetivo mensurar a qualidade de vida e medição da gravidade e extensão da psoríase, com o DLQI podemos mensurar o quanto a qualidade de vida do paciente é afetada e de modo geral, considera-se moderada pontuação entre 6 e 10 e é considerado grave aquele paciente cuja pontuação seja &gt; 10 e no PASI, após avaliação da gravidade e da vermelhidão, espessura e descamação das placas, também é avaliado a região dessas placas, entre cabeça, tronco, braços e pernas, para então utilizar um índice que vai de 0 a 72 e então ser definido seu escore (LANGENBRUCH <em>et al</em>., 2019).</p>
<p></p>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1 </strong>– Estratificação dos pacientes pela qualidade de vida de acordo com o DLQI</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="527" height="311" class="wp-image-87956" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-655.png" alt="" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-655.png 527w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-655-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 527px) 100vw, 527px" /></figure>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> PIBIC – UFPB, 2019-2020.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que 56,6% dos pacientes apresentaram o DLQI moderada à grave, e 43,4% apresenta pouco ou nenhum efeito da doença na qualidade de vida (gráfico 1). Com a informação ilustrada no gráfico 1, aplicado o teste exato de Fisher, a relação entre a qualidade de vida e a presença de etilismo alcançou (p &lt;0,01) com grau de associação 18,4%, e segundo o método V de Cramér o resultado é fraco por ser inferior ao de ES ≤ 0,2, e pode, portanto, ser estabelecido que não houve relação estatisticamente significativa entre gênero e tabagismo.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi verificada associação entre idade e tabagismo (p &lt;0,01) pelo teste exato de Fisher com grau de associação de 19,1%, sendo que a maior porcentagem de pacientes com história atual ou pregressa de tabagismo encontrava-se na faixa etária entre 45-60 anos, correspondendo a 12% dos pacientes da amostra. A faixa etária que apresentou menor percentual de história de tabagismo foi a de 18 a 30 anos, correspondendo a apenas 0,4% dos pacientes. A frequência obtida de pacientes com idade acima de 60 anos tabagistas foi superior à frequência esperada, enquanto o inverso ocorreu com os pacientes de faixa etária entre 18 e 30 anos, tabagistas, inferindo que a presença do tabagismo depende da idade nesse contexto.  O gráfico 2 demonstra de maneira mais evidente a maior prevalência de tabagismo pregresso ou atual em pacientes acima de 45 anos. A mudança de visão sobre o cigarro e a bebida alcoólica, com o exaustivo trabalho de entidades e profissionais da saúde na conscientização sobre os efeitos deletérios de tais hábitos e programas de cessação do tabagismo podem ter sido fatores cruciais para observarmos uma prevalência tão baixa nos pacientes mais jovens e, ainda, um número considerável de pacientes que cessaram o tabagismo. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2</strong> – prevalência de tabagismo de acordo com a faixa etária.</p>
<p></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="377" height="283" class="wp-image-87959" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-658.png" alt="" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-658.png 377w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-658-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" /></figure>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> PIBIC – UFPB, 2019-2020.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Notou-se relação entre escolaridade e tabagismo (p &lt;0,05). 6,8% dos pacientes que relataram tabagismo estudaram até o primeiro grau, 1,2% são analfabetos e 3,6% estudaram até o segundo grau. A soma dos pacientes que estudaram até terceiro grau, mestrado e doutorado e relatam tabagismo é de 0,4%. Dentre os pacientes que afirmaram ter cessado o tabagismo 2% eram analfabetos, 3,2% estudaram até o primeiro grau, 3,2% estudaram até o segundo grau e a soma dos que estudaram até o terceiro grau, mestrado e doutorado foi de 2,4%. A frequência obtida de pessoas tabagistas que estudaram até o primeiro grau foi superior à frequência esperada, enquanto o inverso ocorre com indivíduos que estudaram até o terceiro grau. Neste caso, há uma relação entre o tabagismo e baixo grau de escolaridade neste contexto.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo visou descrever o perfil dos pacientes com psoríase no que diz respeito ao tabagismo e etilismo, com a análise das características clínicas e demográficas, e, portanto, determinar a frequência com que tal evento se manifesta nesta população e quais seus fatores associados, em uma amostra composta por homens e mulheres acima de 18 anos. Em sua maioria homens com mais de 45 anos e com baixo grau de escolaridade.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A prevalência de tabagismo e etilismo foi consideravelmente baixa na população estudada, o que pode refletir o acompanhamento contínuo desses pacientes num centro especializado que conta com atividades de informação e conscientização acerca da doença, suas comorbidades e seus riscos. Embora o álcool e o tabagismo tenham sido elencados como suspeitos em aumentar o risco de psoríase em diversos estudos, a evidência permanece inconclusiva, tornando o assunto controverso. Estudos com delineamento de coorte, mostraram que não houve associação de significância estatística entre o consumo de álcool e o risco de psoríase (DAI <em>et al</em>., 2019; PRIYA; REJANI, 2014), no entanto, o tabagismo atual aumentava sensivelmente o risco de psoríase em pacientes sem artrite psoriásica (DAI <em>et al.,</em> 2019).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O risco de tabagismo foi maior em pacientes com mais de 60 anos e com menor grau de escolaridade quando comparado a pacientes mais jovens e com mais anos de estudo. Este estudo observou que o risco de etilismo foi maior em pacientes do sexo masculino, no entanto, a mesma relação não foi observada com grau de escolaridade e faixa etária.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Pode ser verificado na artrite psoriásica, um total de 64,7% de pacientes etilistas e 33,3% de tabagistas, mas Azulary RD, 2017, não observou associação estatisticamente significativa entre o diagnóstico de artrite psoriásica e as comorbidades relacionadas ao estilo de vida.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Foi observado que é imprescindível o acompanhamento ambulatorial desses pacientes continue sendo feito de maneira minuciosa de acordo com o prontuário sistemático que é aplicado. Sempre avaliar a presença de fatores que possam influenciar na vida do portador de psoríase e orientar dentro do modo de vida deles, para que obtenham o máximo benefício do tratamento e qualidade de vida.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo demonstrou que não há uma relação entre os índices de tabagismo e etilismo e a presença da doença em seu portador. Também não foi observada relação entre etilismo, grau de escolaridade e faixa etária.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">AZULARY, Rubem David. <strong>Dermatoses Eritematoescamosas.</strong>: dermatologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">AYUB, Sandra Regina Chalela; MARTINS, Raul Aragão.  Early identification of alcohol use in workers and applying brief interventions. <strong>Brazilian Journal of Management</strong>, v 14, p. 1239–1258, 2021.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">BORTOLETTO, M.C.C; PACHÊCO, A.P. Qualidade de Vida e Psoríase. In: Consenso Brasileiro de Psoríase: Algoritmo de Tratamento de Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2020. cap.3, p. 19-21.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">DAI, Ying-Xiu <em>et al</em>. Smoking, but not alcohol, is associated with risk of psoriasis in a Taiwanese population-based cohort study. <strong>Jounal of the American of Dematology</strong>, n 80, p.727-734, 2019.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">DUARTE, Ricardo Romiti; CARVALHO, André Vicente E; DUARTE, Gleison V. <strong>CONSENSO BRASILEIRO DE PSORÍASE 2020</strong>: algoritmo de tratamento da sociedade brasileira de dermatologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2020. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">FARIA, A.R; CASTRO, C.C.S. <strong>Prevalência de Comorbidade.</strong> In: <strong>Consenso Brasileiro de Psoríase: Algoritmo de Tratamento de Sociedade Brasileira de Dermatologia</strong>, 2020. cap.4, p. 22-24.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">FOUNTA, O. <em>et al</em>. Psychological Distress, Alexithymia and Alcohol Misuse in Patients with Psoriasis: A Cross-Sectional Study. <strong>Journal of clinical psychology in medical settings</strong>, n 26, p. 200-219, 2019.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">GERDES, S.<em>et al</em>.Smoking and Alcohol Intake in Severely Affected Patients with Psoriasis in Germany. <strong>Dermatology. </strong>n 1, p. 38-48, 2018. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">KO, Shu-Hua <em>et al.</em>  Lifestyle changes for treating psoriasis. <strong>The Cochrane database of system atic reviews</strong>, n 16, p. 1- 67, 2019.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">LANGENBRUCH, A. <em>et al</em>. Does the Dermatology Life Quality Index (DLQI) underestimate the disease‐specific burden of psoriasis patients?. <strong>J. Eur. Acad. Dermatology Venereal</strong>, p. 7 – 123, 2019.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">MACHADO, A.K.L.P<em>. et al.</em> Evaluation of Depression and Anxiety Disorders and Correlation with the Treatment of Patients with Psoriasis Vulgaris. <strong>Revista SPDV</strong>, Pará, v. 4, n. 78, p. 321 &#8211; 327, Dezembro, 2020.</p>
<p></p>
<p></p>
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<p></p>
<p></p>
<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide" />
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Universidade Federal da Paraíba (robertaespindola0@gmail.com),<br /><sub><sup>2</sup></sub>Universidade Federal da Paraíba (joaoagnaldo@academico.ufpb.br),<br /><sup>3</sup>Universidade Federal da Paraíba (anna_alice@uol.com,br),<br /><sup>4</sup>Universidade Federal da Paraíba (estherpalitot@hotmail.com)</p>
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		]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MÓDULO: RESPONSABILIDADE SOCIAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/universidad-del-sol-sede-cde-paraguay-doctorado-en-ciencias-de-la-educacion-modulo-responsabilidade-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 17:49:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=88066</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205374 Claudinei de Melo Souza1Ieda Maria Lima Nicácio1Iris Alves de Assunção1Renata Lopes de Souza1 Introdução: A responsabilidade social é um princípio que começa na educação e pode ser definida como o compromisso que uma organização deve ter com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetem. A educação pode [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8205374</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Claudinei de Melo Souza<sup>1</sup><br>Ieda Maria Lima Nicácio<sup>1</sup><br>Iris Alves de Assunção<sup>1</sup><br>Renata Lopes de Souza<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade social é um princípio que começa na educação e pode ser definida como o compromisso que uma organização deve ter com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetem. A educação pode ser vista como uma forma de responsabilidade social, pois contribui para o desenvolvimento social e para a formação de cidadãos conscientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo abordará três fases da relação entre responsabilidade social e educação: a abordagem conceitual da responsabilidade social, a aplicação dentro da própria disciplina e o foco em mudanças comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FASE I: ABORDAGEM CONCEITUAL DA RESPONSABILIDADE SOCIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Responsabilidade Social é uma abordagem que as empresas adotam para reconhecer e abordar os impactos que suas operações e decisões têm sobre a sociedade e o meio ambiente. Baseia-se na ideia de que as empresas não devem apenas buscar o benefício econômico, mas também contribuir para o bem-estar dos funcionários, clientes, comunidades e meio ambiente em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Ashley (2002), &#8220;o conceito de responsabilidade social pode ser definido como o compromisso que uma organização tem com a sociedade, expresso por meio de atitudes e atos&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Responsabilidade Social implica tomar medidas para minimizar os impactos negativos e maximizar os impactos positivos das operações da empresa. Isso pode incluir, por exemplo, implementar práticas sustentáveis, promover equidade e diversidade no local de trabalho, apoiar projetos comunitários e adotar políticas éticas e transparentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Ashley (2002), &#8220;o conceito de responsabilidade social pode ser definido como o compromisso que uma organização tem com a sociedade, expresso por meio de atitudes e atos&#8221;. Essa definição destaca a importância de as empresas assumirem um papel ativo na promoção do bem-estar social e ambiental, além de buscar o benefício econômico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade social pode ser vista como uma forma de contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a formação de uma sociedade mais consciente e engajada. As atitudes e atos que expressam a responsabilidade social podem incluir práticas sustentáveis, apoio a projetos comunitários, promoção da diversidade e equidade no local de trabalho, adoção de políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a Responsabilidade Social é uma abordagem conceitual que busca conscientizar as empresas sobre seu papel na sociedade e assumir a responsabilidade de contribuir para o bem-estar social e ambiental, em vez de focar apenas no benefício econômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FASE II: APLICAÇÃO DENTRO DA PRÓPRIA DISCIPLINA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase &#8220;aplicação dentro da própria disciplina&#8221; refere-se ao foco na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos dentro de uma determinada disciplina ou campo de estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao adotar essa perspectiva, busca-se utilizar os conhecimentos teóricos e conceituais da disciplina de forma prática e concreta na resolução de problemas, tomada de decisões, desenvolvimento de novas tecnologias ou melhoria de processos, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Carlos Libâneo (1994, p.67), destaca a importância da didática na formação humana e na relação entre ensino e aprendizagem:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A didática se caracteriza, como mediação entre as bases teóricas da educação escolar e a prática docente. Ela opera como uma ponte o “que” é o “como” do processo pedagógico escolar”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação da própria disciplina envolve a utilização dos conhecimentos teóricos e conceituais de uma disciplina de forma prática e concreta na resolução de problemas, tomada de decisões, desenvolvimento de novas tecnologias ou melhoria de processos, entre outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que os métodos de ensino propiciem ao aluno aprender de maneira eficiente os conteúdos culturais sistematizados pela humanidade, bem como a aprendizagem de valores, comportamentos e ações úteis à sociedade em cada momento histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem implica que os profissionais procurem soluções práticas e tangíveis com base em seus conhecimentos e competências específicas, adaptando-as às necessidades e exigências do mundo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, uma perspectiva focada na aplicação dentro da própria disciplina envolve o uso do conhecimento e das habilidades adquiridas em uma determinada disciplina para resolver problemas e gerar soluções práticas no mundo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FASE III: FOCO EM MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma intervenção focada em mudanças comportamentais concentra-se em mudar os padrões de comportamento de uma pessoa para alcançar um resultado desejado. Essa metodologia é geralmente usada no campo da psicologia e terapia, mas também pode ser aplicada em outras áreas, como educação, saúde e gestão de mudanças nas organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A base dessa intervenção é identificar e compreender comportamentos problemáticos ou indesejados e, em seguida, trabalhar em estratégias para modificá-los. Isso pode incluir técnicas de modificação de comportamento, como reforço positivo ou negativo, modelagem, dessensibilização sistemática, treinamento de habilidades sociais, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo final dessa intervenção é ajudar a pessoa a adquirir comportamentos novos, mais saudáveis, funcionais ou adaptativos e se livrar daqueles que são prejudiciais ou limitantes. Pretende-se que o indivíduo adquira competências e estratégias para enfrentar situações difíceis, gerir o estresse, controlar os impulsos negativos, melhorar a comunicação e as relações interpessoais, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar essas mudanças, é importante ter um plano de ação claro e realista, definir metas e objetivos específicos, monitorar o progresso e avaliar constantemente os resultados. Além disso, o trabalho geralmente é feito em colaboração com o indivíduo, promovendo sua participação ativa e envolvendo seus entes queridos quando apropriado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante observar que cada indivíduo é único e requer uma abordagem personalizada para alcançar uma mudança de comportamento efetiva. Assim, é fundamental adequar as estratégias às necessidades e características de cada pessoa, motivando-as e dando-lhes o apoio necessário ao longo do processo de mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre responsabilidade social e educação é fundamental para o desenvolvimento social e para a formação de cidadãos conscientes. A abordagem conceitual da responsabilidade social, a aplicação dentro da própria disciplina e o foco em mudanças comportamentais são fases importantes para promover a responsabilidade social na educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que as instituições de ensino incentivem a prática da responsabilidade social entre os estudantes, para que possam ver exemplos de empresas que aplicam a responsabilidade social em suas atividades educacionais, como a responsabilidade social pode ser integrada ao currículo escolar e quais são os principais desafios na aplicação da responsabilidade social na educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ASHLEY, P. A. (Coord.) (2002). <strong>Ética e responsabilidade social nos negócios</strong>. São Paulo: Saraiva.LIBÂNEO, José Carlos. <strong>Didática</strong>. São Paulo: Cortez, 1994 (Coleção magistério 2º grau. Série formação do professor)</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> EQUIPE: 5 &#8211; Doutorandos em Ciência da Educação pela Univerrsidad Del Lest</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MEDICINAL BIOMAGNETISM &#8211; LEVEL 1 AND LEVEL 2 BIOMAGNETIC PAIRS SCANNING METHODOLOGY</title>
		<link>https://revistaft.com.br/medicinal-biomagnetism-level-1-and-level-2-biomagnetic-pairs-scanning-methodology/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jul 2023 17:26:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 124/JUL 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=88038</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202307290623 Carlos Alberto de Castro Cossenza1Rute Isabel dos Santos Saraiva1Adriane Viapiana Bossa2Angela Mara Rambo Martini3 ABSTRACT Medicinal Biomagnetism (MB) is a non-invasive therapeutic technique based on the dysfunction of two specific anatomical points that sustain distortions at the glandular and tissue level, intoxication and can sustain pathogenic microorganisms. Dysfunctions are generated from changes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202307290623</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Carlos Alberto de Castro Cossenza<sup>1</sup><br>Rute Isabel dos Santos Saraiva<sup>1</sup><br>Adriane Viapiana Bossa<sup>2</sup><br>Angela Mara Rambo Martini<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicinal Biomagnetism (MB) is a non-invasive therapeutic technique based on the dysfunction of two specific anatomical points that sustain distortions at the glandular and tissue level, intoxication and can sustain pathogenic microorganisms. Dysfunctions are generated from changes in homeostasis, leading to acidity excess in one point and alkalinity excess in the other, beyond the ideal limit where nature determines health. Thus, the objective of this study is to present a standard model of the physical examination of Biomagnetic Pairs (BMPs) used in MB, called Scanning, which can be performed in two ways: Level 1 and Level 2. The standardization of the physical examination is essential so that the biomagnetism therapists and researchers of the technique can apply the technique in a systematic way. The present study is a narrative literature review of publications by Isaac Goiz Durán. The description of the Level 1 (Biomagnetic Scanning) and Level 2 (Bioenergetic Scanning) scanning method are presented. This study can perpetuate this original method and build scientific grounds for analysis of BMPs, their properties and characteristics, as well as support new research that evaluate the MB treatment tool in a systematic way.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Medicinal Biomagnetism; Biomagnetic Scanning; Scanning Level 1; Bioenergetic Scanning; Scanning Level 2; Medicinal Biomagnetism Scanning Protocol; Biomagnetic Pair</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUCTION</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Magnetism has been used since the 6th century B.C., when Thales of Miletus observed that certain stones, magnetites, had the property of attracting each other and attracting iron (RODRIGUEZ, 1998). From this discovery, many scientists were focused on the study of magnetism, such as Pierre Pelerin de Maricourt,nParacelsus, Galileo, Robert Norman, Hans Christian Oesterd, Carl Friedrich Gauss, Maximiliam Hell, Franz Anton Mesmer, Michael Faraday, Maxwel and Ampere (GOIZ DURÁN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In 1936, Albert Roy Davis (considered the father of contemporary biomagnetism) together with Walter Rawls, demonstrated the effects of the north and south poles of magnets on blood, nerve, bacteria and plant cells. Thus arises the approximation between biology and magnetism (BROERINGMAYER, 1991). These effects were observed in actual studies (LIMA <em>et al.</em>, 2023; MARTINI <em>et al.</em>, 2023; SANTOS, P. <em>et al.</em>, 2023; SANTOS, L. <em>et al.</em>, 2023; DAMYANOV <em>et al.</em>, 2019a; DAMYANOV <em>et al.</em>, 2019b; ALBULQUERQUE <em>et al.</em>, 2016; FRANK, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Davis and Rawls demonstrated that the biological activity of cells increased with the application of a magnetic field. The metallic elements and ions contained in the cell, when exposed to a north pole, decreased the biological effects and reduced its activity. When applied to unhealthy cells, it produced a relaxed condition similar to the body&#8217;s defense mechanism. When exposed to the south pole, their effects were opposite (DAVIS and RAWLS, 1974; PHILPOTT, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">In the 1980s, Richard Broeringmeyer stood out as authority on magnetic therapy, energy therapy and biomagnetism. He spent many years dedicated to verifying the effects of magnetic energy effects on cells, organs and systems of the human body, leading him to form a partnership with the International Biomagnetic Academy where he worked with Davis and Rawls in their research. Later, Broeringmeyer published a report on Magnetic Research and Nutrition (BROERINGMEYER, 1991).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Broeringmeyer, as a NASA (National Aeronautics  and &nbsp;Space Administration) physician, discovered an energetic phenomenon linked to biomagnetic fields that revolutionized the way of detecting regions with bioelectric impairment in the human body, called Right Hemibody Shortening (RHD) or Magnet-Sympathetic-Foot Reflex (MSFR) (BROERINGMEYER, 1991; CASTEJÓN, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Broeringmeyer observed that astronauts arrived from space with asymmetry of the lower limbs, neurological disorders and weakened immune systems. This observation led to the conclusion that these were consequences of their distancing from the Earth&#8217;s magnetic field, which activated the primitive defense system of the human body (GOIZ DURÁN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Based on Broeringmeyer&#8217;s studies, Isaac Goiz Durán developed the therapy called Medicinal Biomagnetism (MB). The technique allows to localize unbalanced biomagnetic poles generated inside the body that are sustained by vibrational and energetic resonance. The magnets are then applied with the same polarities as the imbalances found to treat these disorders. In 1988 Goiz Durán identified the first Biomagnetic Pair (BMP), Thymus/Rectum (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.1 Understanding the Right Hemibody Shortening (RHS) Phenomenon</p>



<p class="wp-block-paragraph">Goiz Durán was a physiotherapist and later became a physician. He worked at the National Institute of Pulmonology, (former General Hospital) and in his practice as a physiotherapist, he observed patients with lower limb asymmetry (LLA) presenting severe lung diseases daily. Patients who responded well to treatment had reduced asymmetry, and in some cases, recovered the limbs symmetry after remission of the pulmonary disease, when this asymmetry did not result from a permanent bone deformity (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">After he studied medicine, the hospital became a reference in several specialties. During his residency, Goiz Durán treated neurological patients, chronic kidney disease patients and patients with various illnesses, in whom he also observed lower limb asymmetry. As the clinical condition improved, the lower limb symmetry returned, while, as the disease progressed, the asymmetry increased. He lacked understanding of the processes involved in such anatomical responses (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Having a background in physiotherapy, acupuncture, phytotherapy and medicine, Goiz Durán observed and treated the individual with an integral approach, seeking in integrative practices, the support of complementary treatments to conventional medicine. This led him to participate in the seminar on magnetic therapies, taught by Richard Broeringmeyer in 1988. Goiz Durán observed and made a correlation between the biomagnetic, energetic and immunological processes involved in pathologies, understanding the phenomenon to be a kinesiological response to health or disease (GOIZ DURÁN, 1996). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Broeringmeyer’s technique was based on identifying charges generated by ionic dysfunctions, H+ and OH-, or other free radicals. When there was an accumulation of ions in specific regions of the organism, biomagnetic poles were formed. Where there was an accumulation of positive charges, a south pole was formed and where negative charges accumulated, a biomagnetic north pole was formed (GOIZ DURÁN, 1996; BROERINGMEYER, 1991).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The treatment to undo this accumulation of charges was to apply the north pole (Negative, Black or Scanning Magnet) of a therapeutic magnet over the positive charges to attract such charges by the Static Magnetic Field (SMF) generated by the magnet. To undo the accumulation of negative charges, the south pole (Positive, Red or Impacting Magnet) was applied. There was still no understanding that these charges were maintained by bioelectromagnetic resonance (GOIZ DURÁN, 1996; BROERINGMEYER, 1991).</p>



<p class="wp-block-paragraph">From the stimulus generated by the SMF of a magnet, a kinesiological reflex with the Right Hemibody Shortening (RHS) is observed: the kinesiological reflex of the right lower limb indicating the presence of an unbalanced point. This kinesiological reflex is produced by the involuntary contraction of a group of muscles that go from the spine to the proximal region of the femur, the iliopsoas muscle being the most important in the resulting retraction (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>1.2 The Discovery of the Thymus/Rectum Biomagnetic Pair – Biomagnetic</em> Scanning Level 1 (L1)</p>



<p class="wp-block-paragraph">In the same year that he participated in Broeringmeyer’s seminar, Isaac Goiz Durán received a terminally ill patient diagnosed with Acquired Immunodeficiency Syndrome (AIDS) in his practice. This person was released by the doctors of the Public Health Service of Mexico for HIV positive patients with no prospect of recovery, weighing approximately 40 kilos (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The patient&#8217;s wife asked Goiz Durán to carry out the consultation and treatment, since the terminally ill patient had been through every medical procedure that was available. Goiz Durán ensured that all medical arrangements had been tried before making the choice to perform the magnetic therapy learned from Broeringmeyer (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">During the physical examination of the patient who was lying on a stretcher, Goiz Durán identified the Right Hemibody Shortening of approximately 2 centimeters. Applying a north pole magnet on diverse anatomical areas, Goiz Durán started a screening, called Biomagnetic Scanning (Level 1). In each area where the magnet was applied, Goiz Durán observed the lower limbs, checking the symmetry/asymmetry. When applying the magnet (impacting) in the thymus region, he observed that the right leg had shortened even more, increasing the asymmetry. According to what he learned during the seminar, Goiz Durán should invert the polarity of the magnet, keeping its south pole on the thymus and scan other areas of his body with the north pole of another magnet (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">However, upon impacting the north pole, coincidentally, a lamp in Goiz Durán’s office exploded. The patient, a mechanic by profession, commented that there had been a shock of charges, a short circuit. Upon hearing about “shock of charges,” Goiz Durán realized that the human organism could also present electrical alterations. He kept the north polarity of the magnet in the Thymus, where the negative charges were, and started a new scan, however, with another magnet, now with a south polarity, aiming to identify the positive charge that resonated with the negative charges present in the Thymus (BROERINGMEYER, 1991; GOIZ DURÁN, 1996; GOIZ DURÁN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">During the scanning to search for the point in resonance, defined as the phenomenon that happens when a physical system receives energy through excitations of frequencies equal to one of its natural vibration frequencies (BOSSA, 2021), he approached the south pole of the magnet to the coccyx region and observed that the lower limbs were symmetrical. He kept the magnets impacted for a certain amount of time. Afterwards, he removed the south pole and observed a smaller asymmetry. He kept the magnet for a few more minutes and, finally, when he removed it, the limbs remained symmetrical, that is, the BMP had been depolarized. This balanced condition is called Normal Energy Level (NEL) and defines the bioenergetic limits where all cellular metabolic processes of human organisms are maintained and which body temperature variation cannot exceed one degree celsius (it must be between 36 to 37 ºC ) (BOSSA <em>et al</em>., 2023). The bioenergetic alteration of NEL obeys the ALL-or-None Law, which refers to a phenomenon that needs to reach a certain condition in order to happen, as occurs in the action potential of cells. The NEL acts as a dielectric in the formation and stability of each BMP. There is another dielectric that allows homeostasis, an aspect that is not considered in biochemistry, but in bioenergetics (GOIZ DURÁN, 2008; BOSSA <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Goiz Durán identified the point of south polarity with accumulation of H+ as being the Rectum, naming this first pair, that maintains biological terrain for HIV (in the Rectum), as “Thymus/Rectum”. Later, he identified that in this pair, the HIV (in the Rectum with excess of H+) maintains resonance with the bacteria Escherichia coli, sustained by the biological terrain with accumulation of negative charges, OH- (in the Thymus). Thus, the Biomagnetic Pair was defined as the set of charges that identify a pathology and that is formed by two main charges of opposite polarity that are formed independently of the fundamental alteration of the pH of the organs that support it (GOIZ DURÁN, 2008; BOSSA <em>et al</em>., 2023; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A few days later, the patient returned to the office without showing symptoms of diarrhea, lack of appetite and vomiting. He had gained weight and reported to feel better in general. This patient became a regular follower of Goiz Durán. He returned to the Public Health Center where he was undergoing the previous treatment, disclosed Goiz Durán’s treatment taking another 18 seropositive patients in different stages of the disease to undergo the magnetic Scanning procedure with Isaac Goiz Duran (GOIZ DURÁN, 1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thus, Goiz Durán had his first patients whose treatments were the basis of his first book, entitled “El SIDA Es Curable” (AIDS is curable), that had its first edition on February 4, 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.3 The Creation of the “Pathogen Code”</p>



<p class="wp-block-paragraph">From the physical examination with the magnet applied to the patient&#8217;s body, called Biomagnetic Scanning, or Level 1 Scanning, used to identify the Thymus/Rectum Pair, Goiz Durán scanned other patients with different complaints. In this way, it was possible to identify a variety of other pairs that treated certain symptoms. He associated other pathogens with other pairs discovered later, originating what he called the “pathogen code”, defining the bases of a new therapy, Medicinal Biomagnetism (MB), which originated the BMP Scanning protocol (CORRÊA <em>et al.,</em> 2023). The “pathogen code” is based on the distortion of two specific points for each pathogenic microorganism, glandular or tissue dysfunction. These are distorted by excess acidity or alkalinity beyond the limit of relative neutrality where nature conditions health (GOIZ DURÁN, 1996; FRANK, 2017; BOSSA, 2021). The technique uses medium intensity magnets above 1,000 Gauss as a diagnostic and treatment tool and normally does not exceed 7,500 Gauss for safety reasons (MARYCZ <em>et al.</em>, 2018; ZHANG, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.4 The Evolution of the Scanning – Bioenergetic Scanning Level 2 (L2)</p>



<p class="wp-block-paragraph">In 1993, the MB was already used by Goiz Durán in his private practice. To reduce the patient’s care time, his wife helped him by applying the magnet, while he observed the symmetry/asymmetry of the limbs (GOIZ DURÁN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">At first, Goiz Durán asked his assistant, a nursing technician, to position the magnet at a certain scanning point. Some time later, due to the practice and mechanical nature of the method, both had already automated their actions. At one point in one scanning, Goiz Durán observed asymmetry in the lower limbs even before the magnet was applied to the patient&#8217;s skin. In this way, he accidentally inferred that the organism had responded to a mental and verbal stimulus in the same way that it responded to the magnet stimulus (GOIZ DURÁN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">He started to reproduce the procedure using only mental and verbal forces, confirming the same response with the magnet later and thus, he developed the Bioenergetic Scanning, called Level 2 (L2). This observation is based on a binary dialogue system that takes place through the therapist&#8217;s mental intention and the patient&#8217;s physiology, a phenomenon not yet scientifically proven, but reported in articles such as, &#8220;Reiki as a therapeutic form in health care : a narrative review of the literature” (FREITAG, 2015) and “Physiological effect of distant healing intention on initial bean growth” (OLIVEIRA, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">This system allows the Biomagnetism Therapist to perform the Bioenergetic Diagnostic Scanning of the MB pairs. From the L2 Scanning, Goiz Durán started to identify new BMPs through questions to the patient’s body which provided only one answer (binary system), to differentiate them from the pairs previously found with the magnet in the body, classifying them as L2 BMPs (GOIZ DURÁN, 2008; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Although this technique is not invasive, there are some contraindications for its application. Cases where the application of magnets are not indicated include regions of the body with batteries (pacemakers or electrical devices) and during the first trimester of pregnancy in abdomen region. Absolute contraindication occurs in the case of hemodynamically unstable patients (GOIZ MARTÍNEZ, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The technique has been replicated in free courses, which allows freedom of interpretation and applicability. This action hinders not only the standardization of the examination and treatment, but also the scientific investigation to obtain greater evidence of this therapeutic technique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thus, the objective of this work is to describe the methodology of the Biomagnetic (L1) and Bioenergetic (L2) scannings of BMPs, presenting a didactic form so that it can be used in a standardized way in studies and clinical practice.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METHODOLOGY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This work is a narrative literature review of the technique developed by&nbsp; Isaac Goiz Durán, including handout from his courses and his books and those of his immediate students, with searches carried out in the digital library of Par Magnético&nbsp; Institute (IPM), to describe the process of discovering BMPs, as well as the development of Scanning Level 1 (L1 ) and Level 2 (L2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">It has an exploratory character with the aim of establishing Durán’s&nbsp; scanning protocol. This type of research aims to get closer to the reality of the object studied, in this case, the physical examination of Medicinal Biomagnetism (PRAÇA, 2015; SOUSA, OLIVEIRA, ALVES, 2021). Because it is the presentation of a developed technique, only the publications related to the technique were selected. To maintain the originality of the content, other authors who do not address the MB theme were excluded.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As a result of the methodological search, 8 books were selected, whose author is Isaac Goiz Durán, developer of the Medicinal Biomagnetism Technique (MB): “El Par Biomagnético (The Biomagnetic Pair) (2008)”, “El SIDA es curable (AIDS is curable) (1996)”, “El Fenómeno Tumoral (The tumor phenomenon) (2003)”, “El Código Patogeno (The pathogen code) (2010) )&#8221;, “Fisiopatologia Bioenergética (Bioenergetic Physiopathology) (2014)&#8221;, “Par Biomagnético, Biomagnetismo Médico Y Bioenergética, Experiencias de Curación (Biomagnetic Pair, Medical Biomagnetism and Bioenergetics, Healing Experiences &#8211; Volume I, Volume II) (2005)&#8221; and &#8220;Par Biomagnético hongos, virus, bacterias y parasitos (Biomagnetic Pair fungi, viruses, bacteria and parasites) (2010)”. Other references used for this study include 7 books that address the topic of Biomagnetism and Bioenergetics and 28 articles published on Medicinal Biomagnetism and Integrative and Complementary Practices that support the theme of this article.</p>



<p class="wp-block-paragraph">After the exploratory search and, to improve the didactic process, the results of the L1 and L2 scannings are presented in separate topics. In the practical application of MB, BMPs L1 and L2 can be identified both by Biomagnetic Scanning (L1) and by Bioenergetic Scanning (L2). At the end of the BMPs scanning, it is necessary to apply L2 due to the possibility of bioenergetic diagnosis which, due to its characteristic of binary communication, expands the energetic diagnostic possibilities for Tumor Phenomena (infiltrate, exudate, cyst, abscess, dysplasia, neoplasm, metastasis , necrosis and cancer); Vascular Phenomena (edema, hemorrhage, embolism, thrombosis, calcification, hematoma, spasms, clot, aneurysm, stroke); Other Phenomena (calcification, hypertrophy, hyperplasia, metaplasia, hypotrophy and fibrosis); Potential Spaces (spaces filled with liquids due to the presence of two viruses, which may lead to inflammation, edema and, subsequently, evolve into tumor phenomena); Types of Flow (blood, lymphatic, humoral, air, reticuloendothelial) (BOSSA, 2023; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Still using Scanning L2, the possibility of identifying Psycho-Emotional Problems; Emotional problems; Sophrological (body integrity problems, where suffering is caused by major trauma); Hormonal (hormonal and glandular dysfunction); Lack of Organics and Inorganics (proteins, carbohydrates, lipids, vitamins, enzymes and trace elements); Intoxications and Poisoning (toxins); Spiritual and Malignancy Problems (problems that affect the psyche, stress and addictions); Chakras (Energy Distribution Centers); Chromosomes (bioenergetic alterations of one of the 23 chromosome pairs) and; Need for Other Therapies (such as: allopathy, homeopathy, naturopathy, etc.). In the MB physical examination, the above related items plus the BMPs constitute the Complete Scanning (CS) (BOSSA, 2023; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.1 Biomagnetic Scanning &#8211; Level 1</p>



<p class="wp-block-paragraph">Place the person in a supine position, as shown in Figure 1, placing the feet outside the stretcher, which should preferably be made of wood. Hold the feet by the heels, lift them and bring them together. Scanning can be performed with the patient wearing shoes or barefoot. If shoes are on, it is necessary that they are closed, tight, and do not come off easily from the foot (GOIZ MARTÍNEZ, 2018; MACEDO <em>et al.</em>, 2023; HONDA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The patient should remain lying or sitting on a stretcher, in order to keep the lower limbs relaxed. Pillows can be used to support below the knees as well as other utensils that provide comfort to the patient. (GOIZ DURÁN, 2008; GOIZ MARTINEZ, 2018)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figure 1: </strong>Body Position on the stretcher</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="709" height="453" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-680.png" alt="" class="wp-image-88039" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-680.png 709w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-680-300x192.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Caption</strong>: Photo of the demonstration of a Bioenergetic Scanning (L2) being carried out by Dr. Isaac Goiz Durán on a volunteer during one of his courses. <strong>Source</strong>: www.DSalud.com</p>



<p class="wp-block-paragraph">Before starting the scanning, the alignment of the lower limbs or even the upper limbs must be checked. If there is symmetry, as shown in Figures 2a and 2b, scanning can begin. If there is asymmetry, Figure 2c, the Goiz Pair, as shown in Figure 2d must be applied, with the south (positive) pole of the MB therapeutic magnet on the “Kidney” point on the same side of the shortened limb and the north (negative) pole of another magnet at the contralateral “Parietal” point. If the Goiz Pair corrects the asymmetry, it should be maintained until the end of the scanning (GOIZ MARTÍNEZ, 2018; HONDA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">If symmetry does not occur with this impaction, the asymmetry is considered structural. The pair of magnets is removed and a level mark is made with a ballpoint pen, or with some adhesive tape, which will be a reference for symmetry (GOIZ MARTÍNEZ, 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figure 2: </strong>Biomagnetic Diagnosis and Treatment &#8211; Right Hemibody Shortening as bioelectromagnetic dysfunction on the scanning point</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="363" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-682.png" alt="" class="wp-image-88041" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-682.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image-682-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caption</strong>: Demonstration of the symmetry and asymmetry of the lower limbs and demonstration of a level mark performed in bare feet. 2a: LL alignment, normal function or after dysfunction correction with BMP impaction; 2b: Level marking, in bare feet; 2c: Lower limb misalignment due to bioelectromagnetic or structural dysfunction; in the 2d image it is possible to verify the impaction of a Biomagnetic Pair, named Par Goiz. <strong>Source</strong>: The authors, adapted from Bossa (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">After leveling, either anatomically, with marking, or with BMP correction, the negative pole of a MB magnet is applied over a predetermined anatomical point (pineal, right eye, left eye, thyroid, coronary, cervical 3, &#8230;). The predetermined points constitute the complete scanning protocol that was gathered in a single file (BOSSA, 2021), integrating all parts of the scanning lists distributed throughout the books published by Goiz Durán (CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As each point is applied, the alignment of the lower limbs must be observed. While there is symmetry, the Biomagnetism therapist can proceed to the next scanning point. When identifying an asymmetry after applying the negative pole to any of the anatomical points, the magnet must be maintained in this location, secured with an adhesive tape or in another way that does not allow the magnet to move. Bilateral scanning points, such as right and left eye, right and left ear, right and left wrist, right and left patella, etc., without asymmetry occurring after the impact of the negative pole on one side of the body, the other side should be impacted with the same negative pole and checked if asymmetry of the lower limbs will occur (HONDA <em>et al.</em>, 2023; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023; MACEDO <em>et al.</em>, 2023; DOS SANTOS <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">After asymmetry is observed through the Magnet-Sympathetic-Foot Reflex (MSFR) by the action of the negative pole on an anatomic region, the positive pole of another magnet is used to check the points of resonance (or impaction). In the scanning protocol, each scanning point can have one or more resonance points. If there is more than one resonance point, the proposed sequence of resonances must be verified and the magnet must be applied on the resonant point where feet are balanced. This characterizes the formation of a BMP (GOIZ MARTÍNEZ, 2018). The process is repeated following all the scanning points contained in the complete scanning protocol, always observing the alignment of the lower limbs after each application (GOIZ MARTÍNEZ, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The BMP treatment ends when the magnet with the positive pole facing the skin is removed and the unevenness is no longer observed on lower limbs because this BMP has already been depolarized. When removing the positive pole magnet, the corresponding negative pole can immediately be removed. The procedure should be repeated for all magnets applied with the positive pole. If unevenness of feet is still observed after removing the positive pole magnet, it must be placed back on the skin and remain for a few more minutes. The procedure must be repeated until there is no unevenness, always after the removal of the positive pole verification (GOIZ MARTÍNEZ, 2018; HONDA <em>et al.</em>, 2023; MACEDO <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">After removing all impacted BMPs, the patient can be released and a new scanning can be performed in an average period of 8 days, until no more BMPs appear during the scanning (GOIZ MARTÍNEZ, 2018; HONDA <em>et al.</em>, 2023; MACEDO <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2 Bioenergetic Scanning &#8211; Level 2</p>



<p class="wp-block-paragraph">The procedure to apply the Bioenergetic Scanning is the same as in the Biomagnetic Scanning. The patient&#8217;s position on the stretcher, the relaxation of the limbs and their leveling. The differentiation between these scannings lies in the way of performing the MB diagnosis to identify the BMPs (GOIZ MARTÍNEZ, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">To identify a dysfunctional scanning point, the Biomagnetism therapist uses the mental/verbal command, which can be just mental, pronouncing or mentalizing the name of the point to scan, for example, “Thymus” (GOIZ MARTÍNEZ, 2018; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023). If there is no kinesiological response of RHS, the Biomagnetism therapist proceeds to pronouncing the names of the next points of the sequence in the complete scanning protocol one by one (GOIZ DURÁN, 2014; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">If there is a kinesiological response with shortening of the limb, the impaction points related (in resonance) to that scanning point are also called. In this case, the Thymus point has 8 possibilities of resonance, which may be more if we consider the bilateral anatomical regions, such as ovaries, testicles or parietal. The resonance in dysfunction can be identified when, after calling the possible resonant point, the lower limbs are aligned (BOSSA, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The presence of this pair identified by L2 must be confirmed by applying the magnets as described in L1. The L2 scanning should continue until all scanning points are mentalized/verbalized and all those with dysfunction are identified and impacted, as well as their resonances. These must always be confirmed with the application of magnets. The correction of the dysfunction can be confirmed mentally, when the Biomagnetism therapist asks whether the BMP depolarization has been completed. If so, there will be no RHS and the magnets can be removed. The depolarization can also be verified as described at the end of the L1 Scanning (BOSSA, 2023; GOIZ MARTÍNEZ, 2018; CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. DISCUSSION</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The effects of magnetic field has been studied by many scientists over the past decades. Davis and Rawls verified and demonstrated the alteration of the biological activity of cells when submitted to the magnetic field (DAVIS and RAWLS, 1974). In parallel, physician and scientist Richard Broeringmeyer has also done research on this same effect on cells, organs and systems in the human body. Later, Broeringmeyer published a bulletin on magnetic research and nutrition. As his research continued, Richard Broeringmeyer noted the phenomenon of RHS. He also observed LL asymmetry present in cases of neurological disorders and weakness of the immune system of astronauts arriving from space, due to the effects of the absence of the earth&#8217;s magnetic field and also the formation of pairs with bioelectrical dysfunctions located in anatomical points in the human body (BROERINGMEYER, 1991).</p>



<p class="wp-block-paragraph">On the other hand, Dr. Enrique Castejón (2012) deepened his knowledge of microorganisms that were found in dysfunctional pairs formed in the human body, relating them to pathologies and symptoms and, through the use of the static magnetic field of magnets, managed to achieve the rebalancing of these pairs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Another scientist who dedicated himself to the research of magnets application to the human body was Raymond Hilu, who, through blood tests verified in the cellular morphological microscopy system, found alterations in the red blood cells of people with diagnosed diseases (HILU, 2010). In a pilot study, Frank (2017) identified and treated pathogenic microorganisms in humans using magnets (typhoid fever caused by Salmonella typhi bacteria) and Cazella (2023) demonstrated the same association of BMPs with Escherichia Coli in the treatment of recurrent urinary tract infections. Another study showed evidence of how the static magnetic field influences cellular systems (ALBUQUERQUE, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Damyanov and collaborators (2021) successfully applied a technique for the treatment of cancer using IPT &amp; BPT-MB (Insulin Potentiated Therapy &amp; Biomagnetic Therapy with Magnetic Pairs &#8211; Medicinal Biomagnetism)combinedin patients with various cancers and metastatic tumors after they did not respond to conventional medical treatments for their illnesses. Their study resulted in remission of the disease in different degrees, and in some cases, to the complete remission of the tumors after the complementary intervention that became the main alternative.&nbsp; A case study demonstrated remission of prostatic adenocarcinoma for discrete chronic inflammation with the application of three sessions of BM (MARTINI <em>et al.</em>, 2023), while another work demonstrated remission in endometrial polyps (SANTOS, L. <em>et al.</em>, 2023). Therefore, the Medicinal Biomagnetism technique is already being used by more than 2500 doctors all over the world, in addition to an uncountable amount of Biomagnetism therapists.</p>



<p class="wp-block-paragraph">With the development of MB, other techniques have been practiced along with the teachings of MB, which compromises the proof of results of this therapy in a clear way, in addition to the fact that there is no standardization of the method to allow the advance in scientific studies (ECCLES, 2005; MAYROVITZ <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">There are several in vivo and in vitro studies demonstrating the effect of magnetic fields on cells (ALBULQUERQUE <em>et al.</em>, 2016; FENG <em>et al.</em>, 2022; PITTLER; BROWN; ERNST, 2007; ECCLES <em>et al</em>., 2005; COLBERT <em>et al.</em>, 2008; FAN et al., 2021, LIMA <em>et al., 2023; </em>CAZELLA <em>et al.</em>, 2023; MARTINI <em>et al</em>., 2023; ARAÚJO; FERREIRA; BOSSA, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The kinesiological test, when used by Bioenergetics, gives the possibility of bioenergetic diagnosis. “From 1993 it was realized and proven that the mind can replace magnetic energy” (GOIZ DURÁN, 2014). Medical bioenergetics consists of using the mind to identify “The Biomagnetic Pair” (bioelectromagnetic and pH distortion that can support pathogens), which dialogues directly with the DNA”, that is, the DNA has polarity and, therefore, when impacting the magnet on the body, its magnetic field will interact with the DNA (GOIZ DURÁN, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">It was understood that the mind can replace magnetic energy and this concept opens new horizons for biomedical research, as it allows to enter into subjective concepts of psychology, sophrology, as well as in human emotion and spirituality, to aim directly at the etiology of a problem (GOIZ DURÁN, 2003; GOIZ DURÁN, 2008). Therefore, it is essential that the protocol method be obeyed by Biomagnetism therapists worldwide so that this technique can have its results evaluated to allow the study of the method (CORRÊA <em>et al.</em>, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONCLUSION AND PERSPECTIVES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The L1 and L2 Scanning protocol of the Biomagnetic Pairs of Medicinal Biomagnetism are presented in this research, as taught by Dr. Goiz Durán, developer of this therapeutic system. The importance of this original study is due to the increase of the use of this knowledge that has been spreading and gaining more and more followers. As well as the growing number of users, there is also an increase in the number of schools that teach the method, however, sometimes mixing with elements from other techniques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The use of different techniques for the same purpose can end up generating new procedures, making the practical systematization of this knowledge difficult, or even preventing the construction and consolidation of the scientific bases for the MB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">It is hoped that the content of the present study can serve to perpetuate the original MB Scanning Method left by Isaac Goiz Durán, as well as to give base for studies that evaluate BMPs, their properties and characteristics, and the possibility of treating them using the MB tool.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERENCES</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">Biomagnetismo Médico Y Bioenergética, Experiencias de Curación, Tomo II, <strong>Universidad Autonoma de Chapingo</strong>. 2005.&nbsp;</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduate Student in the Program in Biomagnetism and Bioenergy Applied to Health, Par Magnético Institute &#8211; IPM / Faculty of Governance, Engineering and Education of São Paulo &#8211; FGE. São Paulo, Brazil.<br><sup>2</sup>Co-supervising Professor &#8211; Program in Biomagnetism and Bioenergy Applied to Health, Par Magnético Institute &#8211; IPM / Faculty of Governance, Engineering and Education of São Paulo &#8211; FGE. São Paulo, Brazil.<br><sup>3</sup>Advising Professor Program in Biomagnetism and Bioenergy Applied to Health, Par Magnético Institute &#8211; IPM / Faculty of Governance, Engineering and Education of São Paulo &#8211; FGE. São Paulo, Brazil.</p>
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