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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 116/NOV 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 116/NOV 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE HIV/AIDS EM MULHERES TRANSGÊNERO E TRAVESTIS NO MUNICÍPIO DE ITUMBIARA E ENTORNO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/avaliacao-do-conhecimento-sobre-hiv-aids-em-mulheres-transgenero-e-travestis-no-municipio-de-itumbiara-e-entorno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Dec 2022 12:41:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7393725 Guilherme Aparecido Gomes da SilvaRayane Nere Pereira SilvaNilsivane da Silva SantosRafaela Botelho MartinsBárbara Queiroz de Figueiredo&#160; RESUMO&#160; A população de mulheres transgêneras e travestis está incluída entre o grupo de indivíduos que apresentam vulnerabilidades para a prevalência do HIV. Nessa perspectiva, a Organização Mundial de Saúde aponta que este segmento populacional possui [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7393725</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Guilherme Aparecido Gomes da Silva<br>Rayane Nere Pereira Silva<br>Nilsivane da Silva Santos<br>Rafaela Botelho Martins<br>Bárbara Queiroz de Figueiredo&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A população de mulheres transgêneras e travestis está incluída entre o grupo de indivíduos que apresentam vulnerabilidades para a prevalência do HIV. Nessa perspectiva, a Organização Mundial de Saúde aponta que este segmento populacional possui 49 vezes maior probabilidade de viver com HIV quando comparado a outros grupos sociais. O objetivo deste estudo é investigar o conhecimento que esse público dispõe sobre o HIV/AIDS. Trata-se de um estudo transversal, observacional, com abordagem analítica quantitativa, com aplicação de questionários. &nbsp;&nbsp;&nbsp; O estudo foi composto por 74 entrevistadas, com prevalência de 56,75% mulheres que se auto definem transgênero, idade média de 27,4 anos, pardas (43,24%), solteira (79,73%), com escolaridade de 9 a 12 anos de estudo (84,42%), renda mensal média de dois salários mínimos e profissão dominante profissional do sexo com 45,96 %. Diante da realização de testagem rápida foi verificado alta prevalência de HIV com 31,08% (n=23) e Sífilis com 60,81% (n=45) dados que se assemelham aos resultados obtidos por uma pesquisa realizada em 12 cidades brasileiras com este público, o qual demonstrou alta taxas de HIV e Sífilis reativas. Em análise ao grau de escolaridade, observou-se que este fator impacta positivamente no nível de conhecimento sobre HIV/AIDS, portanto observa-se que a população de mulheres transgênero e travestis de Itumbiara e entorno possuem conhecimentos básicos e suficientes sobre o HIV/AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palavras-chave: HIV. Infeção Sexualmente Transmissível. Mulher Transgênero.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da década de 80 foram descritos nos Estados Unidos os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência Humana, sigla em inglês AIDS, entre homossexuais e usuários de drogas injetáveis, em 1983 o vírus é isolado, e em 1986 após passar por diversas nomenclaturas o Comitê de Taxonomia Viral modifica o nome para Vírus da Imunodeficiência Adquirida, sigla em inglês HIV, responsável por causar a AIDS (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018; UNIVERSITY OF CALIFORNIA AT SAN FRANCISCO, 2012; VERONESI E FOCACCIA, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forma de transmissão da infecção pelo vírus, ocorre através da transferência de células e fluídos contaminados,&nbsp; podendo ocorrer nas seguintes situações: variações frequentes de parceiros sexuais, sem utilização de preservativos; utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas; gravidez em mulheres infectadas e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados, ressalta-se que o vírus não é transmitido pelo convívio social ou familiar, abraço ou beijo, alimentos, água, picadas de mosquitos ou de outros insetos. (ROSA; SILVA; HORA, 2015; SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA, 2020; BRASIL, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o HIV tem como alvo o sistema imunológico, enfraquecendo-o, tornando o indivíduo suscetível a infecções e alguns tipos de câncer. A AIDS consiste no estágio mais avançado da infecção pelo HIV, isto significa que o paciente pode estar infectado com o vírus, mas não necessariamente se encontra com a síndrome da AIDS (WHO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas informações, o Ministério da Saúde tem investido em políticas públicas e estratégias de prevenção do HIV, dentre elas pode-se citar a Mandala da Prevenção Combinada, a qual traz os marcos legais e outros aspectos estruturais a serem seguidos na prevenção da infecção pelo vírus, sendo eles: realizar a testagem regular para o HIV, incluindo outras IST’s (infecções sexualmente transmissíveis) como: Sífilis e Hepatites, ofertar PEP (profilaxia pós exposição), Ofertar PrEP (profilaxia pré exposição), realizar a prevenção da transmissão vertical, de mãe para filho, realizar a Imunização contra HBV (vírus da hepatite B) e HPV (papiloma vírus humano), reduzir possíveis danos, como uso de álcool e drogas, silicone industrial e hormônios, diagnosticar e tratar as pessoas com HIV e outras IST’s, bem como promover a utilização de preservativo feminino, masculino e gel lubrificante e disponibilizar tratamento a todas as pessoas vivendo com HIV/AIDS (BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a partir da instituição de políticas públicas de promoção à saúde e ampliação das possibilidades de prevenção ao HIV/AIDS o Ministério da Saúde estima que 12,3 mil casos existentes foram evitados no Brasil no intervalo de 2014 a 2018 (BRASIL, 2019). Com isso é possível ressaltar a importância das políticas públicas no enfrentamento do HIV/AIDS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado nisso, em 2011, é divulgada a Política Nacional de Saúde Integral de LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexo e assexuais), que tem por objetivo “Promover a saúde integral dos LGBTQIA<sup>+</sup>, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde) como sistema universal, integral e equitativo” (BRASIL, 2013).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (2019b) aponta que a epidemia de HIV/AIDS no Brasil, se concentra em segmentos populacionais mais vulneráveis, os mesmos apresentam prevalência superior à média nacional de 0,4%, dentre essas populações encontram-se as pessoas trans. A vulnerabilidade desta população deve ser observada como um todo, incluindo questões econômicas, sociais e culturais, considerando sua relação com os fatores de risco para o HIV/AIDS (SOARES et al., 2017).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, é possível incluir a população de mulheres transgêneras no grupo de pessoas que apresentam fragilidades ao HIV/AIDS, uma vez que, no contexto mundial, este grupo de pessoas possuem uma probabilidade de 49 vezes maior de viver com HIV do que outros adultos em idade reprodutiva, com uma prevalência de 19% em alguns países, sendo 80 vezes maior, quando comparada a população em geral (WHO, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta desproporção pode ser explicada por diversos fatores individuais, de natureza biológica, comportamental e estrutural (MAGNO et al., 2019). Baseado no comportamento e estilo de vida que a maioria desse grupo possui, são considerados como fatores de risco: sexo desprotegido, transformações corporais sem acompanhamento médico, uso de drogas lícitas, ilícitas e substâncias psicoativas (SOUSA, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população da pesquisa é composta predominantemente por mulheres transgêneras e travestis, onde tais definições se assemelham. Transgenêro engloba um grupo de pessoas, cuja suas identidades de gênero se diferem do sexo, o qual foram designadas ao nascer, enquanto que travesti são consideradas pessoas que pertencem ao sexo biológico masculino com características do sexo biológico feminino, adquiridas a partir de hormônios, cirurgias estéticas e outros procedimentos de mudança corporal utilizado pelo público feminino (KATTARI; SHANNA; WHITFIELD; DARREN; WALLS; EUGENE et al, 2016; SOUSA; FERREIRA; SÁ, J, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018 o Supremo Tribunal Federal autoriza a alteração do nome e gênero no registro civil, independente se o indivíduo realizou a cirurgia de redesignação de sexo, no ano seguinte a Organização Mundial de Saúde, através da 72° Assembleia Mundial de Saúde, realizada em Genebra, oficializa a retirada da transexualidade como transtorno mental da 11º versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (CID) (BRASIL, MINISTÉRIO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS, 2018; BRASIL, CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços supracitados, a população em questão encontra dificuldades de acesso a saúde, em decorrência da discriminação e preconceito, estes fatores são associados a chegada destas pacientes as unidades de saúde com avançado adoecimento por HIV/AIDS (PORTO, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vulnerabilidade de travestis e mulheres transgênero diante do HIV/AIDS é conhecida, em decorrência de condições sociais, ligadas a miséria e pobreza, violência, prostituição e uso de álcool e drogas, em consequência a não formação educacional, está população é excluída do mercado de trabalho, buscando a prostituição como forma de sobrevivência (FERREIRA; FRANCISCO; NOGUEIRA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De 2009 a 2014, 2.351 pessoas trans receberam um diagnóstico de HIV nos EUA, 84% (2.351) eram mulheres trans. Em 2017 entre os milhões de casos testados para HIV nos EUA reportados ao CDC, a porcentagem de pessoas transgêneros que receberam novo diagnóstico de infecção pelo HIV foi 3 vezes maior do que a média nacional (CDC, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o estudo busca, por meio de entrevista, investigar o conhecimento de mulheres transgêneras e travestis que residem no município de Itumbiara-GO e cidades do entorno acerca do HIV. Dessa forma, espera-se aproximar o meio científico, comunitário e assistencial no âmbito da temática proposta, trazendo à tona a problemática de necessidade do grupo quanto ao investimento de políticas públicas em saúde que abordem a prevenção da infecção pelo HIV. Tais dados, obtidos por meio deste estudo poderão fomentar e auxiliar na criação de programas educativos e que levem informações sobre o HIV/AIDS e outras IST’S, garantindo a inclusão desta população nos pilares do SUS, que consistem em integralidade, universalidade e equidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a escassez de pesquisas que envolvam o tema, este estudo visa contribuir no incentivo ao desenvolvimento de pesquisas futuras sobre o assunto, e o preenchimento de lacunas sobre a saúde desta população, estimulando a comunidade científica a levantar hipóteses e intervenções que subsidiem o aperfeiçoamento e criação de novas políticas públicas em saúde e estratégias de prevenção do HIV voltadas para o público de mulheres transgênero e travestis inseridas na comunidade LGBTQIA+.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa quanto a sua tipologia caracteriza-se como uma pesquisa transversal, observacional com abordagem analítica quantitativa, realizada no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2020. Projeto de pesquisa submetido via Plataforma Brasil, posteriormente analisado e aprovado pelo CEP da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob parecer: 2332210. Os contatos do comitê de ética em pesquisa e pesquisadoras coordenadoras estão contidos no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) assinado pelas participantes, para eventuais dúvidas ou questionamentos que possam vir a surgir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação das participantes nos questionários é totalmente sigilosa, realizada por meio de códigos, assegurando e preservando a identidade das voluntárias, as mesmas são informadas que possuem o total direito de não participarem da pesquisa e podem desistir da participação a qualquer momento do processo de coleta. <strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo proveniente de um trabalho de conclusão de curso fomentado pelo macroprojeto matriz, pertencente ao nível mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás &#8211; UFG, intitulado “Epidemiologia de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Comportamentos de Risco e Vulnerabilidades em Mulheres Transgênero em Goiás”, estendido como projeto de extensão a Universidade Estadual de Goiás &#8211; Unidade Universitária de Itumbiara por meio da Liga Acadêmica de Epidemiologia e Cuidados em Doenças Transmissíveis e fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados se deu por meio de questionário semiestruturado desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Epidemiológicos e Cuidados em Infecções Sexualmente Transmissíveis e Agravos à Saúde Humana e Questionário adaptado sobre Conhecimento de HIV, Knowledge Questionnaire (HIV-KQ-18). As participantes que constituíram a amostra são predominantemente mulheres transgênero, residentes no município de Itumbiara e entorno, localizados no estado de Goiás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utilizou os seguintes critérios de inclusão: participantes que se autodeclararem mulheres transgênero; as convidadas que após a leitura do TCLE, aceitaram as condições do estudo; que residiam por no mínimo um mês nas cidades de coleta; mulheres que possuíam o cupom recrutador válido, enquanto que os critérios de exclusão foram: não se auto identificar como mulher transexual; estar sob efeito de álcool ou droga no momento da coleta de dados, colocando em risco a segurança dos pesquisadores; se a candidata se recusar a participar da pesquisa de forma voluntária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada é a <em>Respondent Driven Sampling </em>&#8211; RDS, proposta por Heckathorn em 1997, o método tem sido utilizado em inquéritos com populações-chave sob maior risco de infecção pelo HIV, em exemplo as mulheres trabalhadoras do sexo, “o RDS é uma variante das amostragens baseadas em cadeia e, como tal, assume que membros de uma população de difícil acesso são melhores em recrutar pares de sua população do que outros indivíduos, tais como agentes de saúde ou pesquisadores” (SZWARCWALD et al., 2009). Tal método empregado no estudo proporciona o aumento da probabilidade de participação de indivíduos com o mesmo grau de relação social, obtendo estimativas e amostras mais confiáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Na primeira seleção é realizado o convite a um indivíduo da população alvo, este passará a ser a primeira “semente”, a qual contribuirá no recrutamento de novos participantes, estes se tornando novas “sementes” e assim sucessivamente, cada “semente” recebeu três convites únicos, não-falsificáveis, os quais deverão ser entregues a suas conhecidas, o processo se repetiu até o quantitativo objetivado de ser atingido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada cupom válido repassado equivale ao ressarcimento de uma quantia simbólica ao participante que o repassou e a que o recebeu. Assim, é realizado a leitura e assinatura do TCLE, entrevista e preenchimento do questionário, as participantes são submetidas a testagem rápida para HIV, Sífilis, Hepatite B e C, coleta de sangue para sorologia, coleta de material para exame de HPV, vacinação contra Hepatite B e posteriormente entrega dos resultados de testes rápidos com aconselhamento preventivo abordando as IST.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, as respostas obtidas por meio do questionário sociodemográfico, resultados do questionário HIV – KQ e resultados dos testes rápidos foram transcritos para uma planilha do programa Excel. Esta planilha foi transferida para um programa, SYSTAT, para a realização de análises estatísticas (SYSTAT, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso utilizou se também o teste de Spearman, a fim de verificar qual a correlação da idade, da renda e do tempo de escolaridade com a pontuação no questionário validado HIV – KQ, e ainda o teste de Kruskal-Wallis, para verificar diferenças significativas nas pontuações no referido teste entre a diversidade de raças das, bem como o teste de Mann-Whitney, para verificar se havia diferenças significativas nas pontuações no teste HIV – KQ entre as entrevistadas que apresentaram resultados positivos para HIV e Sífilis (ZAR, 1984).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 1 apresenta as características sociodemográficas das participantes do estudo. A população se concentrou em entrevistadas que se auto definem mulheres transgênero (56,57%), solteiras (79,73%), com etnia predominante parda (43,24%) e profissionais do sexo (45,96%), escolaridade de 9 a 12 anos ou mais. A média de idade, renda e dependentes foi de 27,40 anos, dois salários mínimos e 1,80, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra e o perfil sociodemográfico, quanto a auto definição, etnia e renda mensal das participantes desta pesquisa se assemelha aos resultados obtidos no estudo de Ferreira Júnior, Francisco e Nogueira (2016), que caracterizou o perfil de mulheres transgênero e travestis na cidade de São Paulo, o qual traz 53,2% de mulheres que se auto definem transgênero, com etnia não-branca e média de idade em 32,2 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à escolaridade, os dados são similares aos estudos de Chhim et. al (2017) que constataram que a maioria de sua amostra residente no Cambojá, cerca de 68,6% possuía o ensino médio completo, perfazendo de 9 a 12 anos de estudo, em contrapartida o mesmo se difere dos resultados desta pesquisa quanto à ocupação profissional e renda, onde os resultados do referido estudo expressam a prevalência de 35,1% de participantes ocupando a posição de cabeleireiras e/ou esteticistas e mais de um terço dos indivíduos entrevistados com média salarial de US$100 a 199, em conversão a reais com total de R$1.071, totalizando menos de um salário mínimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a ocupação profissional das selecionadas para este estudo é bastante semelhante a pesquisa brasileira “Divas”, de abrangência nacional, em que quase metade (43,9%) das mulheres transgênero e travestis entrevistadas no Distrito Federal afirmaram terem realizado trabalho sexual em troca de dinheiro nos últimos 30 dias, partindo da data da entrevista (SPERANDEI et al., 2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao estado civil e etnia das selecionadas para a entrevista, ambos corroboram com a pesquisa de Santos, Barros e Ferreira et al. (2019) em que 84,8% das mulheres entrevistadas afirmaram serem solteiras e 41,3% pardas. Assim, as pessoas que constituem o grupo em estudo correspondem a classes sociais determinadas pelo baixo alcance ao ensino superior e baixa renda, fato esse que se difere da realidade encontrada na presente pesquisa, haja vista que a renda e escolaridade demonstram que na cidade de Itumbiara – GO e seu entorno, esse grupo possuem renda e nível de escolaridade equiparadas aos estudos analisados.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong>: Características sociodemográficas, 2019-2020.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Característica</strong></td><td><strong>Média + Desvio padrão</strong></td><td><strong>amplitude</strong></td><td><strong>N</strong></td></tr><tr><td><strong>Idade (anos)</strong></td><td>27,40 (+8,4)</td><td>13 a 53</td><td>74</td></tr><tr><td><strong>Renda (reais)</strong></td><td>2.185,00 (+2.109,00)</td><td>0 a 10,0000</td><td>74</td></tr><tr><td><strong>Dependentes (n)</strong></td><td>1,80 (+1,6)</td><td>0 a 7</td><td>56</td></tr><tr><td></td><td><strong>Categorias</strong></td><td><strong>N</strong></td><td><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; %</strong></td></tr><tr><td><strong>Como você se auto define?</strong></td><td>Travesti<br>Transgênero<br>Outra forma</td><td>29<br>42<br>03<br></td><td>39,20<br>56,75<br>4,05<br></td></tr><tr><td><strong>Raça</strong></td><td>Branca<br>Amarelo<br>Parda<br>Preta/negra<br>Indígena</td><td>19<br>03<br>32<br>17<br>03</td><td>25,67<br>4,05<br>43,24<br>22,99<br>4,05</td></tr><tr><td><strong>Estado Civil</strong></td><td>Solteira</td><td>59</td><td>79,73</td></tr><tr><td></td><td>Casada</td><td>15</td><td>20,27</td></tr><tr><td><strong>Escolaridade (em anos)</strong></td><td>Analfabeta</td><td>01</td><td>1,35</td></tr><tr><td></td><td>4 a 8</td><td>12</td><td>16,22</td></tr><tr><td></td><td>9 a 12 ou mais</td><td>61</td><td>82,43</td></tr><tr><td><strong>Profissão</strong></td><td>Profissionais do sexo<br>Cabeleireira<br>&nbsp;Do lar, faxineira e/ou diarista<br>Não responderam<br>Nenhuma profissão<br>Outras profissões</td><td>34<br>8<br>9<br>4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>17</td><td>45,96<br>10,82<br>12,16<br>5,41<br>2,70<br>22,95&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mensuração do nível de conhecimento das mulheres do estudo quanto ao HIV/AIDS, definiu-se o valor de &gt;22 acertos em conhecimento suficiente e &lt;22 acertos como insuficiente a resposta do Questionário de Conhecimento HIV – KQ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pontuação média no questionário HIV – KQ foi equivalente a 20,9 pontos (+ 4,5) variando de 11 a 29 (n = 74). Cerca da metade das entrevistadas (48,65%) apresentou conceituação insuficiente com relação ao nível de conhecimentos acerca do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A tabela 2 traz as correlações entre escolaridade, renda e idade em relação ao conhecimento das participantes quanto a temática proposta, foi encontrada correlação estatística significativa entre o tempo de escolaridade e a pontuação no questionário sobre conhecimento HIV – KQ (r<sub>s</sub> = 0,338; p &gt; 0,05, n = 74), o que indica que quanto maior o tempo de estudo, maior foi o conhecimento apresentado acerca do HIV.&nbsp; De acordo com os testes estatísticos aplicados às demais correlações testadas não foram significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso Chhim et al. (2017) verificou na sua pesquisa relação entre nível de escolaridade e prevalência para o HIV entre as mulheres transgênero no Camboja, o estudo demonstrou maior número de infectados que nunca frequentou a escola ou abandonou os estudos no primário (10,4%) em comparação aqueles que frequentaram o ensino médio ou superior (8%). Desta forma a baixa escolaridade e o menor conhecimento acerca do HIV/AIDS neste grupo populacional, colabora para a prevalência do HIV e vulnerabilidade a outras IST’s.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2</strong>: Correlação da idade, da renda e do tempo de escolaridade com a pontuação no questionário validado HIV – KQ de acordo com o teste de Spearman</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Variável</strong></td><td><strong>r</strong><strong><sub>s</sub></strong></td><td><strong>p</strong></td><td><strong>N</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Tempo de escolaridade</td><td>0,338</td><td>&gt; 0,05</td><td>74</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Renda</td><td>-0,089</td><td>&lt; 0,05</td><td>56</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Idade</td><td>0,049</td><td>&lt; 0,05</td><td>74</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 3 traz a correlação entre a pontuação obtida pela amostra no questionário HIV – KQ junto as variantes raça e positividade para Sífilis e HIV, em análise a estes resultados não foram detectadas diferenças significativas quanto à pontuação no questionário HIV – KQ entre as diferentes raças e quanto as entrevistadas reativas para Sífilis e HIV (Tabela 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto este dado pode ser comparado ao estudo realizado com 199 mulheres transgênero na cidade Nova York, em que foi encontrada relação entre a raça/cor nas participantes infectadas pelo HIV, a pesquisa demonstrou que as mulheres negras e hispânicas estavam mais susceptíveis ao vírus e a outras IST’s em decorrência ao maior envolvimento com o mercado do sexo, pode-se levantar a questão em nosso estudo, onde a raça/cor não interfere no conhecimento acerca do HIV, porém de acordo com a referida pesquisa a variante de raça/cor impacta na disseminação e infecção do mesmo neste segmento populacional (NUTTBROCK, L. A., HWAHNH, S.J. ETHNICITY, 2017).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3: </strong>Comparativo das pontuações do teste de Kruskal-Walis (H) e Man-Whitney (U) com os resultados obtidos por meio do questionário HIV – KQ, 2020</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Categorias</strong></td><td><strong>Resultado</strong></td><td><strong>P</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Raças</td><td>H =&nbsp; &nbsp; 5,7</td><td>0,223</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Positividade para Sífilis</td><td>U = 627,5</td><td>0,824</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Positividade para HIV</td><td>U = 500,0</td><td>0,311</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora cerca de 51,35% (n=37) das entrevistadas tenham acertado mais de 22 questões, o que as caracteriza como tendo conhecimentos suficientes sobre o HIV, as porcentagens de acerto variaram muito entre as questões (de 33,8% a 93,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As questões com menores porcentagens de acerto foram as que maior parte das entrevistadas acreditam, erroneamente, que “uma pessoa não pega o HIV por praticar sexo oral (boca no pênis) em um homem com HIV” e que “utilizar vaselina ou óleo de bebe na camisinha diminui a chance de pegar o HIV”. Similarmente, há, na maioria das mulheres entrevistadas a concepção equivocada de que a tosse ou o espirro podem transmitir o HIV, que uma pessoa pode se contaminar com o HIV ao doar sangue e a transmissão por meio de picada de mosquito, foi mencionada por 41,6% nas respostas obtidas das selecionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo dessa premissa, levanta-se a importância do conhecimento desta população quanto aos riscos mais frequentes de transmissão da infecção pelo HIV, visto que estimativas epidemiológicas apontam que cerca de 75 a 85% das infecções por HIV no mundo ocorreram por práticas sexuais como via de transmissão, portanto “estabelece-se que qualquer forma de intercurso sexual na qual ocorra troca de fluidos corporais entre parceiros apresenta risco de transmissão do HIV” (FOCACCIA, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a maioria das entrevistadas desta pesquisa (acima de 89%) soube avaliar corretamente que é possível contaminar-se com o HIV ao praticar sexo anal e ao fazer tatuagem e que existem medicamentos para o tratamento da AIDS, estes dados comparados ao estudo de Ferreira Junior, Francisco e Nogueira (2016), em que 78,4% de suas entrevistadas afirmam que fazer sexo com alguém que se encontra ciente de seu diagnóstico positivo para HIV reduz o risco de transmissão, traz a problemática alarmante da discrepância entre a informação que as populações destes estudos demonstraram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a prevenção decorrente do uso de preservativo 28,1% das selecionadas para este estudo não acreditam que este método seja eficaz para reduzir a transmissão do HIV, o que demonstra ser preocupante em virtude de que Segundo o Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, o preservativo, também denominado de camisinha é o método mais comum e usualmente utilizado para se prevenir a infecção pelo HIV, além de ser mais acessível e distribuído pelo SUS (BRASIL, 2020; GOMES, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as participantes 86, 5% (n=64) acreditam que o HIV não seja eliminado através de lavagem com água fria em material para uso de drogas, se tornando um resultado positivo visto que a transmissão da infecção pelo HIV através de agulhas e seringas contaminadas, se dá principalmente entre indivíduos usuários de drogas injetáveis, um estudo comparativo demonstrou que usuários de crack que haviam feito uso de drogas injetáveis, possuíam&nbsp; prevalência de 15,7%, enquanto que indivíduos que nunca usaram crack demonstraram soropositividade de 5,2 % (PECHANSKY; DIEMEN; INCIARDI, 2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação aos testes rápidos realizados, (Tabela 4) a hepatite C não foi detectada em nenhuma entrevistada e a Hepatite B apresentou teste reativo em apenas uma pessoa (1,35%). A sífilis foi encontrada em 45 entrevistadas (60,81%) e o HIV em 23 (31,08%). Estes dados vão de encontro a um estudo realizado no Brasil de 2014 a 2017 no estado da Bahia, a pesquisa contou com 638 mulheres transgênero, em que a prevalência de HIV foi de 33,1% (DOURADO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comparação a um estudo realizado em 12 cidades brasileiras com mulheres transgênero, em que se investigou a prevalência de Sífilis, HIV e Hepatites B e C nesta população, os resultados foram altas taxas de infecção por Sífilis e HIV, enquanto que as Hepatites B e C demonstraram prevalência relativamente baixa (BASTOS; SOARES E COUTINHO, 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4</strong>: Resultado testagem rápida para as IST’s na população investigada</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>IST</strong></td><td><strong>N</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>HIV</strong></td><td></td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Não reativo&nbsp;</td><td>51</td><td>69,92</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Reativo&nbsp;</td><td>23</td><td>31,08</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Hepatite B</strong></td><td></td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Não reativo</td><td>73</td><td>98,65</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Reativo&nbsp;</td><td>1</td><td>1,35</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Hepatite C</strong></td><td></td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Não reativo&nbsp;</td><td>74</td><td>100</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Sífilis&nbsp;</strong></td><td></td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Não reativo</td><td>29</td><td>39,19</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">Reativo</td><td>45</td><td>60,81</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres transgênero entrevistadas são, em sua maioria, jovens, solteiras, de cor preta ou parda, possuem baixa renda e reduzida escolaridade, ratificando as características desse grupo social no Brasil. Assim, o perfil sociodemográfico da população em estudo é em sua maioria mulheres transgênero, com idade média de 27,40 anos, pardas, solteiras, com escolaridade de 9 a 12 ou mais anos de estudo, renda mensal média de um a dois salários mínimos e profissão dominante profissional do sexo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base no perfil sociodemográfico verificou-se que o nível de conhecimento sobre HIV é satisfatório uma vez que as participantes em sua maioria possuem nível de escolaridade mediano, o que contribui para o acesso a informações. Contudo, essa realidade não extingue a necessidade de manter as ações de promoção à saúde e prevenção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi verificado ainda alta prevalência de entrevistadas testadas e infectadas com HIV e Sífilis, o que demonstra que a realidade em que estas mulheres estão inseridas contribuem para a prevalência do HIV, isto é, o seu ambiente e condições de trabalho, que em sua maioria atuam nas ruas.&nbsp; Observou-se ainda que o nível de escolaridade impacta positivamente no nível de conhecimento sobre HIV, logo maior escolaridade mais conhecimento e vice-versa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da problemática relacionada ao HIV/AIDS, diante da alta prevalência de Sífilis encontrada, faz-se necessária a atenção a este fator visto que a infecção se não tratada traz agravos a saúde irreversíveis, deve-se trabalhar a necessidade do uso do preservativo e as práticas sexuais seguras com múltiplos parceiros em especial as mulheres profissionais do sexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto conclui-se que população de mulheres transgênero e travestis de Itumbiara – GO e entorno, possuem conhecimentos básicos e suficientes sobre HIV, contudo diante do elevada quantidade de participantes infectados faz-se a necessidade de melhorias na abordagem e nas ações de promoção da saúde para esta parcela da população, incentivando o empoderamento, redução de desigualdade através da obtenção de conhecimento sobre o HIV/AIDS na contribuição da redução de disseminação de IST’s em geral nesta população.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">KATTARI, SHANNA K.; WHITFIELD, DARREN L.; WALLS, N. EUGENE; et al. Policing Gender Through Housing and Employment Discrimination: Comparison of Discrimination Experiences of Transgender and Cisgender LGBQ Individuals.<strong> Journal of the Society for Social Work and Research.</strong> v. 7, n. 3, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA; FERREIRA; SÁ, J. Estudo descritivo da homofobia e vulnerabilidade ao HIV/Aids das travestis da Região Metropolitana do Recife, Brasil. <strong>Ciência e Saúde Coletiva</strong>, v. 1, n. 5, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, GOVERNO FEDERAL, MINISTÉRIO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS. STF autoriza mudança de nome no registro civil de pessoas transexuais e transgêneros sem cirurgia. 2018. Disponível em: &lt;https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2018/marco/stf-autoriza-mudanca-de-nome-no-registro-civil-de-pessoas-transexuais-e-transgeneros-sem-cirurgia&gt;. Acesso em: 22 maio 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Transexualidade não é transtorno mental, oficializa OMS. 2019. Disponível em: &lt;https://site.cfp.org.br/transexualidade-nao-e-transtorno-mental-oficializa-oms/&gt;. Acesso em: 22 maio 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTO, R. L. de A. Sentidos Atribuídos a Partir da Comunicação do Diagnóstico de HIV/AIDS em Mulheres Transgênero à Luz da Fenomenologia de Heidegger. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Amazonas. Manaus, 2018. Disponível em: &lt;https://tede.ufam.edu.br/bitstream/tede/6752/2/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Rafael%20Porto_PPGPSI&gt;. Acesso em: 22 maio de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CENTER FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Transgender People: The Numbers. 2019. Disponível em: &lt;https://www.cdc.gov/hiv/group/gender/transgender/index.html&gt;. Acesso em: 23 maio 2020.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E OS IMPACTOS CAUSADOS NA FAMÍLIA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/diagnostico-do-transtorno-do-espectro-autista-e-os-impactos-causados-na-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 12:05:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55576</guid>

					<description><![CDATA[DIAGNOSIS OF AUTISM SPECTRUM DISORDER AND THE IMPACTS CAUSED IN THE FAMILY REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7390054 &#160;&#160;&#160;Eline Beatriz Sousa PrestesYasmim Caroline dos Santos e Santos RESUMO O impacto após diagnóstico reflete no emocional, financeiro, social e familiar, segue-se a isso as reações negativas, a não aceitação, acompanhado de um sentimento de enlutamento da perda do filho [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">DIAGNOSIS OF AUTISM SPECTRUM DISORDER AND THE IMPACTS CAUSED IN THE FAMILY</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7390054</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;Eline Beatriz Sousa Prestes<br>Yasmim Caroline dos Santos e Santos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto após diagnóstico reflete no emocional, financeiro, social e familiar, segue-se a isso as reações negativas, a não aceitação, acompanhado de um sentimento de enlutamento da perda do filho ideal. A família passará a viver diante das necessidades do filho, mudanças que trazem conflitos para dinâmica familiar, culpa e sofrimento psicológico. Este artigo teve como objetivo geral compreender os impactos que o diagnóstico de Transtorno de Espectro Autista gera na família. Esta pesquisa foi uma revisão narrativa, de procedimento bibliográfico e abordagem qualitativa e foi realizada a partir do levantamento de publicações referentes ao assunto nas plataformas científicas Scielo, Capes e Google acadêmico. Como critérios de inclusão foram considerados os trabalhos do período de 2016 a 2022, nas publicações de artigos, livros e trabalhos acadêmicos e no idioma português. Os resultados mostraram que os pais fantasiam os filhos desde a gestação, criando expectativas sobre o futuro, aparência e conquistas, depositam seus desejos não realizados em cima desse filho, aguardando todo seu potencial,&nbsp; a partir da quebra da imagem do filho perfeito, a família vive o sentimento de culpa, negação, tristeza, e passam por ajustes familiares para atender as necessidades da criança, o que gera impactos na rotina, financeiro e psicológico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chaves:</strong> Família; transtorno de espectro autista; acolhimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The impact after diagnosis reflects on the emotional, financial, social and family, followed by negative reactions, non-acceptance, accompanied by a feeling of mourning the loss of the ideal child. The family will start to live in front of the needs of the child, changes that bring conflicts to the family dynamics, guilt and psychological suffering. This article aimed to understand the impacts that the diagnosis of Autistic Spectrum Disorder generates in the family. This research was a narrative review, bibliographic procedure and qualitative approach and was carried out from the survey of publications related to the subject on the scientific platforms Scielo, Capes and Google academic. As inclusion criteria, works from the period from 2016 to 2022 were considered, in publications of articles, books and academic works and in the Portuguese language. The results showed that parents fantasize about their children since pregnancy, creating expectations about the future, appearance and conquests, placing their unfulfilled desires on top of this child, waiting for its full potential, based on the breakdown of the image of the perfect child, the family experience feelings of guilt, denial, sadness, and undergo family adjustments to meet the child&#8217;s needs, which generates impacts on routine, financial and psychological.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Family; autism spectrum disorder (ASD); host.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por dificuldade de comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse ou atividades. Características essas que não são possíveis de ser identificadas no período gestacional, apenas ao decorrer do desenvolvimento infantil, diante disso sugere-se que após o diagnóstico de crianças com TEA, haja uma dificuldade por parte dos pais e responsáveis em lidar com os comportamentos atípicos e aceitação do diagnóstico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico impacta todos os membros e a partir do diagnóstico as energias são direcionadas a criança, a preocupação do bem-estar, os planos do futuros e abdicações. Na maioria das vezes os responsáveis por essa criança anulam-se consigo, passam a ser cuidadores, sem ao menos saberem como é o papel de um cuidador, seus sonhos, rotina, emprego são deixados de lado.&nbsp; Com o tempo essa demanda é somatizada com cansaço e frustração, o que foi idealizado não é a realidade presente, um luto é vivido, um filho idealizado foi perdido, a mesma dor de uma perda real é sentida e esse processo é vivido até chegar o momento de aceitação do filho real.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da discussão sobre a temática, esta pesquisa estabeleceu como objetivo geral discutir os impactos que o diagnóstico de Transtorno de Espectro Autista gera na família. Para alcançar o objetivo geral foram estabelecidos como objetivos específicos: a. Descrever o luto simbólico dos pais a partir da perda do filho ideal; b. Apresentar os impactos gerados nos pais pelo diagnóstico de TEA; e c. Identificar as contribuições do acompanhamento psicológico para a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como contribuição desta pesquisa para a sociedade, entende-se que os resultados permitem maior divulgação do assunto, visto que o TEA é um transtorno que vem sendo diagnosticado em famílias de todas as classes sociais, gerando dúvidas e medos pela falta de conhecimento e estigmas criados pela sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do transtorno do espectro autista, assim como qualquer outro, traz mudanças rotineiras, especialmente quando encontra dificuldades de tratamento e apoio, são situações que geram impactos psicológicos na família.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através do mecanismo metodológico empregado propôs realizar revisão narrativa, de procedimento bibliográfico e abordagem qualitativa. A revisão narrativa foi escolhida, visto se tratar de um método de revisão na qual busca trazer a temática de forma mais aberta, de maneira a colocar para o leitor uma esquematização sobre o problema abordado (MARTINS, 2018)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Sousa <em>et al.</em> (2021) a pesquisa bibliográfica é um levantamento ou revisão de trabalhos publicados, teorias que orientam o trabalho científico, onde o pesquisador direciona dedicação e estudo referente ao tema escolhido, reunindo e analisando textos publicados, para fundamentar novos trabalhos científicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange a pesquisa qualitativa, Brito<em> et al.</em> (2021) afirma que as pesquisas qualitativas se caracterizam especialmente como aquelas que se empenham para entender determinado acontecimento no seu ambiente natural, ou seja, onde eles de fato acontecem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o levantamento dos trabalhos a serem analisados foi realizado um levantamento de publicações nas plataformas virtuais científicas <em>Scientific Eletronic Library Online</em> (SCIELO), Capes e <em>Google acadêmico</em>, utilizando-se dos descritores: famílias, transtorno de espectro autista, luto simbólico, acompanhamento psicológico. Além dos descritores, o material teve como critérios de inclusão: corte temporal de 2016 a 2022, no idioma português, livros, artigos e trabalhos acadêmicos, todos obtidos nas plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das pesquisas realizadas nas plataformas, destaca-se como objetivo coletar uma grande quantidade de informações sobre o tema, e a partir deles uma análise narrativa comparativa dos diferentes autores acerca do assunto a fim de compreender como esses estudiosos veem o processo, muitas pesquisas são feitas de acordo com estruturas teóricas disponível em plataformas e bibliotecas virtuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a elaboração do trabalho presente foi realizada a partir da análise de 24 publicações entre livros, artigos e trabalhos acadêmicos e todos com a temática relacionada ao presente artigo para proporcionar uma gama de estudos sólidos para a compreensão a respeito do tema aqui proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 O transtorno de espectro autista (TEA)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vitor (2019), o Dr. Léo Kanner foi quem descreveu o primeiro caso de autismo em 1943, embora o primeiro caso de autismo considerado tenha sido estudado por Melanie Klein. Klein começou o trabalho psicanalítico com crianças com autismo em 1930, quando cuidava de um menino de 4 anos chamado Dick, quando percebeu que o caso que estava tratando não se encaixava nos critérios do diagnóstico descrito de demência precoce e esquizofrenia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O autismo, ou transtorno do espectro autista (TEA), é caracterizado por um distúrbio global do desenvolvimento e do neurodesenvolvimento que consequentemente altera o progresso biopsicossocial do sujeito. (COSTA <em>et al</em>., 2020). São alterações psicológicas e comportamentais, a maioria tende a melhorar com a idade enquanto recebe tratamento e cuidados adequados. No entanto, as questões de comunicação e sociais irão acompanhar o sujeito por toda vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pinto <em>et al</em>. (2016) afirma que sua etiologia é estranha, mas a tendência atual é vê-la como uma síndrome poligênica envolvendo fatores genéticos, neurológicos e sociais em crianças. As causas do autismo não são inteiramente compreendidas, mas pesquisas recentes propõem que causas genéticas e ambientais são os precípuos contribuintes para o desenvolvimento do autismo. O diagnóstico do autismo é clínico, através de avaliação de uma equipe multiprofissional, constando neurologista, psiquiatra infantil, associada a uma Avaliação Neuropsicológica realizada por psicólogo, entrevista detalhada com os pais e histórico familiar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a Associação Americana de Psiquiatria (2014), as características comportamentais do transtorno de espectro autista, são evidentes no início da infância, já apresentando falta do gesto de apontar, dificuldade para seguir os gestos e atender ao chamado do nome, sustentar o olhar e distanciamento sócio emocional. Nos primeiros meses notam-se algumas alterações, geralmente os bebês não acompanham visualmente seus cuidadores, não demonstram afeto, não balbuciam, não seguram objetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Hofzmann (2019), as manifestações comportamentais associadas ao diagnóstico de TEA estão relacionadas a déficits na comunicação e interação social, comportamentos repetitivos e estereotipados, levando a alterações precoces nos domínios de socialização, comunicação e cognitivos, com diferenças individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo a ideia de Nascimento <em>et al.</em> (2018), o autista possui suas próprias respostas aos estímulos sensoriais, sendo hiper hiporreatividade, reações eufóricas, demonstra resistência à dor e encantamento com estímulos específicos. A criança autista também irá apresentar seletividade alimentar, inflexibilidade na rotina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento precoce ajuda estimular a comunicação, a interação social e resolução de problemas, dando capacidade dessa criança ter uma vida saudável e normal dentro do seu transtorno. Em conformidade com Marques <em>et al.</em> (2020), informa que não há cura para o autismo e os sintomas persistem por toda a vida, mas existem tratamentos para aliviá-los. O autista tem seu modo de ver o mundo e comunicar-se, para crianças e futuro adultos terem uma vida saudável e capacitada para resolução de problemas, devem ser estimulados precocemente, são completamente capazes de terem uma vida normal dentro do seu transtorno, é de suma importância o acompanhamento multiprofissional com essa criança para que possa desenvolver suas habilidades sociais, linguístico, cognitivo, emocional, a psicomotricidade e a capacidade de solução de problemas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Matei e Romanha (2020), afirmam que quanto mais cedo o autismo for diagnosticado, mais cedo o tratamento pode começar, pode ser realizado por uma equipe interdisciplinar. O tratamento pode reduzir os sintomas, proporcionar desenvolvimento de potencial e aprendizado e, se feito precocemente, pode reduzir em menor grau a extensão do autismo que pode ser grave no futuro. A identificação e tratamento precoce, ajuda no desenvolvimento e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 O filho idealizado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza e Souza (2021) comentam que a família ao descobrir a chegada de um filho é uma grande alegria para todos, especialmente para os pais. Ambos passam a produzir o filho perfeito em suas mentes, fantasiando sobre as características e formas que podem caracterizá-lo e torná-lo parecido com os dois.&nbsp; Diante disso, formar uma família é um sonho de muitos, um filho traz alegria, sonhos e planos. Uma imagem mental desse filho é criada, revelando os desejos e fantasias do inconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em um estudo realizado por Marques <em>et al. </em>(2020) ele informa que a chegada do filho, é o anseio por uma criança perfeita e saudável, expectativas são criadas para a criança, os pais depositam seus sonhos e seus planos para o futuro da criança. Os pais colocam suas esperanças e anseios nos filhos, o que gera a ansiedade da perfeição. A criança é cercada de expectativas, em todos os aspectos a principal idealização é que a criança venha saudável, com muita saúde, sem doenças, deformidades ou transtorno, a criança saudável irá corresponder todas as expectativas criadas, sem preocupações fora do planejado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vidal <em>et al.</em> (2021), ao aguardar a chegada de um bebê, várias situações podem surgir, como a esperança, o planejamento e a ansiedade em tornar-se pais. Nesse momento, eles têm boas expectativas para o bebê, o que leva à ideia do filho perfeito. Os autores ressaltam as expectativas criadas sobre o esperado filho perfeito. Com a gravidez os planos mudam, planejamento ao longo prazo são realizados, nascem as preocupações referente à educação, alimentação, cuidados no ambiente escolar, se o filho estar sendo bem cuidado e principalmente se irão ser bons pais, se irão dar conta, e irão suprir emocionalmente e financeiramente todas as necessidades da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Aguirres e Zandonadi (2021), a idealização do filho começa com o início em que se comprova a gravidez, é um processo que gera expectativas e planejamentos associados e, uma vez que se desfaça, toda a família será afetada de alguma forma, principalmente os pais. Os autores ressaltam que desde do momento da notícia a uma expectativa quanto a criança, o casal já enxerga a vida do filho perfeito, o futuro brilhante que ele terá, e com a ruptura dessa idealização gera impactos negativos para os mesmos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Duarte (2019), os pais estão prontos para aceitar a criança &#8220;ideal&#8221; que fantasiaram e idealizaram todo o potencial invicto, e quando ela não chega, experimentam um estado de negação da realidade. Para Duarte as expectativas diante a espera de um filho sempre são as melhores, e com a quebra da fantasia, a resposta é a negação da realidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Silva <em>et al.</em> (2018), quando essa criança chega, e à medida que o desenvolvimento avança, os pais se deparam com uma criança que não se enquadra nessa idealização, e a reação a essa nova realidade leva esses pais a um processo de luto. Uma família que recebe a confirmação do diagnóstico do filho com transtorno de espectro autismo, o diagnóstico é negado como verdade no primeiro momento, não estava nos planos para o filho perfeito, esses pais iniciam a elaboração do luto. Os pais são os primeiros a perceber o comportamento atípico, fazem comparativo com outras crianças ou com filhos mais velhos, a partir daí buscam ajuda profissional para investigação e obtenção de respostas concretas, diante da possibilidade de diagnóstico os pais começam a entrar no estado de negação, medo e questionamentos, não estão prontos para enfrentar a nova realidade. Com a confirmação do diagnóstico, os pais iniciam o processo de luto ou entram em negação ignorando o diagnóstico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de luto não se limita à morte, mas ao enfrentamento de sucessivas perdas reais e simbólicas no desenvolvimento humano. Freud (1969 [1916]) diz sobre o luto que quando ele desiste de tudo o que foi perdido, ele se consome e nossa libido fica novamente livre (quando éramos jovens e ativos) para substituir o que foi perdido por algo novo, igualmente precioso, senão mais precioso. A partir do momento que os pais renunciam suas expectativas e ressignificar seus ideais, e passam a depositar suas energias e amor para o real, a situação é vista e vivida com mais entusiasmos e perspectivas a respeito do filho real. é da natureza humana criar fantasias sobre o futuro e certas situações, e com suas expectativa quebradas, o luto simbólico é vivido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ante o exposto, Hilário <em>et al.</em> (2021), afirmam que é inegável que o impacto de um diagnóstico de TEA para os pais é enorme, pois a idealização do filho perfeito enfrenta a realidade, os pais choram pela perda do filho ideal, a imagem de um herdeiro com futuro brilhante é apagada, completamente manchada, e o que se segue autopiedade, pena de si mesmo e pena dos outros. É inegável que a notícia que o filho tenha ou possa ter algum transtorno é um impacto, independente da família e suas condições, é gerado o sentimento de culpa, de ter feito algo de errado durante a gravidez e que tenha gerado essa situação. Os profissionais devem ter sensibilidade e cuidado no momento de informar o diagnóstico, pois, receber a notícia de um diagnóstico afeta toda a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo Simão (2019) diz que a morte de um filho idealizado produz a mesma dor de uma perda real, tornando-se necessário ressignificar o luto para que não entre em estado melancólico ou luto patológico. Isso pode acontecer porque a perda não é a única coisa que produz dor, a sua história, seu narcisismo, suas experiências, fantasias e sonhos, seu próprio eu, estão relacionados ao luto. O autor traz o narcisismo em Freud, um ponto interessante a se observar, pois o narcisismo secundário, representa bem as expectativas criadas e projetadas para criança, os pais depositam seus desejos nos filhos aguardando o retorno dessa projeção.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Impactos do diagnóstico na família&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hilário <em>et al. </em>(2021) comentam que, após o diagnóstico, ocorrem mudanças nos planos e rotinas da família, para iniciar um processo de adaptação a essa nova realidade que pode ocorrer rapidamente, dependendo da abertura e flexibilidade dos sujeitos envolvidos no manejo da situação. Ou podendo demorar meses, ou indefinidamente. Já os autores Aguirres e Zandonadi (2021), expõem que após receber o diagnóstico de TEA, a família passa por várias mudanças, ocasionando ansiedade, estresse, depressão, diante a nova realidade que está sendo vivenciada, o que afeta a qualidade de vida da família e da criança diagnosticada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as referências citadas acima, de um lado é possível perceber que no ambiente ocorrem mudanças assim como no emocional das pessoas que estão envolvidas após tal diagnóstico. O impacto do diagnóstico afeta não somente o emocional, mas o social e o meio econômico da família. Para Silva (2017), devido à existência do transtorno do espectro autista, as rotinas familiares e as atividades sociais são interrompidas, e as famílias muitas vezes se sentem frustradas, preocupadas e fragilizadas em situações sociais. Uma criança atípica gera modificações na estrutura e estilo de vida da família, todas as modificações são voltadas para suprir a necessidade da criança, os pais também sentem receio em sair de casa, procurando evitar olhares e julgamentos, o sentimento é de desamparo social, de familiares, amigos e desconhecidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos de Londero <em>et al </em>(2021), identificaram que os pais de filhos com alguma deficiência passam por mudanças, abdicações e adaptações, mais que pais de crianças de desenvolvimento típico, os pais de crianças atípicas relatam um alto nível de estresse para lidar com as situações do cotidiano. Os autores também complementam “Os pais evidenciaram frustração e fadiga física e emocional em relação aos cuidados com o filho[&#8230;]” (LONDERO <em>et al. </em>2021. p. 262).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Silva (2017), a família passa a corresponder às situações que surgem, atendendo as demandas do filho, a psicodinâmica da família atípica sofre impactos na qualidade de vida, na área financeira, física e psíquica e social. O que pede estratégias para enfrentar essas mudanças, pois ocasiona sofrimento psíquico e sobrecarga e influência na criança. Todos os membros da família sentem os impactos da nova realidade, incluindo a criança que estar nesse meio, a harmonia e sintonia da família reflete no desenvolvimento desta criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consoante a Calheiros (2022), diz que cuidar de crianças com necessidades especiais pode significar isolamento social e desestruturação a nível profissional, levando a uma redução da renda familiar, uma vez que um dos pais acaba por deixar de trabalhar. Educar crianças com deficiência é uma tarefa para a qual nenhuma família está preparada e requer tempo, energia e muita dedicação. O pai torna-se o principal provedor, e a mãe a principal cuidadora, são ajustes que a família encontra para dar conta da demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Segundo Aguirres e Zandonadi (2021), a mãe é a que mais irá sentir a mudanças, pois abre mão da sua rotina pessoal e profissional, passa a se dedicar para os cuidados do filho, o pai passa a ser o principal provedor da família, passando mais tempo fora de casa. A mãe torna-se a principal cuidadora, abre mão das suas atividades, para dedicar-se ao filho integralmente, participando das atividades do filho e levando em consultas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carência de apoio social e conjugal, pouco acesso a serviços médicos, sobrecarga materna por características da criança, desafios impostos pela doença, dificuldade em observar aspectos positivos das habilidades dos filhos. Soma-se a isso a dificuldade de rever estratégias de enfrentamento da doença, além de abrir mão de uma carreira, o que repercute negativamente no impacto do diagnóstico na vida social da mãe (CAPARROZ, 2022). A carência de serviços médicos é um dos principais obstáculos que levam à frustração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Souza e Souza (2021), a falta de profissionais especializados prejudicada as crianças e os pais, pois acabam não obtendo as informações necessárias e orientações sobre o transtorno, encontram dificuldades no tratamento, que acabam sendo deficitários. As dificuldades encontradas no tratamento dificultam o tratamento precoce, atrasando o desenvolvimento da criança.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido Duarte (2019), informa que na busca nota-se a escassez na assistência ao transtorno em órgãos públicos, o que preocupa os pais, pois já pensam no futuro que não estarão mais para prover cuidados e não terá órgãos públicos eficientes que prestem o amparo necessário. As questões destacaram o preconceito contra a disparidade, pouca informação sobre o transtorno e pouca ajuda do órgão público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo dos autores Hofzmann <em>et al.</em> (2019), coletaram relatos sobre atendimento da Unidade Básica de Saúde (UBS), na qual essas não têm participação efetiva no atendimento e acompanhamento de crianças diagnosticadas com TEA, ocorre uma demora desproporcional para o agendamento de consultas e exames pelo SUS, obrigando os pais a recorrerem a outras opções de atendimentos que passa do orçamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto que precisa ser mencionado são as restrições financeiras que podem ser um impasse para o tratamento profissional, pois envolve o acompanhamento com profissionais de diferentes áreas, o que pode ser caro. Além disso, a renda familiar assim direcionada pode prejudicar as necessidades de outros membros e as despesas compartilhadas da família, afetando o lazer e outras atividades domésticas (MACÊDO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tratamentos são caros, e o atendimento por órgãos públicos são sobrecarregados e falhos, o que leva os pais a lutarem por tratamento dos seus filhos a qualquer custo. Para Silva (2021), um dos maiores problemas que as famílias enfrentam é obter apoio financeiro do governo para cobrir os custos mínimos e necessários para tratar pessoas com autismo. Para agravar isso está o desemprego, má gestão financeira e baixo poder aquisitivo. Uma realidade sem fim à vista, mas que transforma toda a cadeia financeira, afetada pelos altos preços dos tratamentos e pela falta de iniciativa pública para ajudar as famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 A importância do acolhimento psicológico para família</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acompanhamento multiprofissional para criança autista é indispensável para seu desenvolvimento, assim como acompanhamento psicológico para família, inevitavelmente essa família passará por grandes mudanças e níveis de estresse elevados. Ser uma família atípica pode levar à exaustão, pelo processo de cuidado contínuo exigido pelas pessoas com TEA, que muitas vezes ocasiona sofrimento psíquico para o cuidador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ante o exposto Peruffo (2020), afirma que é necessário ajudar os pais e cuidadores a compreender as manifestações do transtorno de forma empática e realista, redefinir a criança previamente idealizada e tentar valorizar as reais habilidades e realizações da criança. Sabemos que é preciso mais do que aceitação, os pais devem ser ativos no cuidado de si e do filho, cada etapa do crescimento e desenvolvimento traz um novo desafio, pois não há cura para o autismo apenas intervenções que ajudam as crianças a desenvolver e expandir seus repertórios comportamentais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor Castro (2017), informa que quando os familiares assumem o papel de cuidador, muitas vezes não são treinados ou possuem conhecimento adequado para realizar as atividades. Ao se depararem com a nova realidade, sentem que não estão preparados para desempenhar essa função, é a razão pela qual é urgente a necessidade de capacitar os cuidadores nas habilidades pessoais/sociais para dotá-los do conhecimento para melhor atender a demanda e ter sua saúde física e mental preservados. Significa dotá-los de conhecimentos que lhes permitam compreender melhor a si mesmos e suas capacidades físicas e emocionais para o enfrentamento dessa nova realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores Oliveira <em>et al.</em> (2019), afirmam que para ajudar a minimizar a vulnerabilidade dos familiares, recomenda-se um plano de tratamento baseado numa abordagem multidisciplinar que inclua a promoção da saúde mental destes cuidadores. Nesse contexto, a atuação do psicólogo é fundamental para as necessidades e anseios dos pais que acolhem e cuidam dessas crianças que apresentam necessidades específicas em sua trajetória de desenvolvimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apoio psicológico promove o desenvolvimento da saúde mental dos pais, que reflete na qualidade de vida do filho atípico e na rotina familiar. Rodrigues <em>et al.</em> (2022) ressalta que o papel do psicólogo visa a saúde mental do indivíduo e de tudo o que o constitui, desempenha um papel na transformação dos indivíduos, traz bem-estar e melhora a qualidade de vida de quem busca ajuda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Já os autores Maia <em>et al. </em>(2016), ressaltam que a turma de acolhimento precisa ser composta por profissionais de diversas áreas, é preciso que haja uma equipe multidisciplinar para orientar e avaliar, encarando o acolhimento como um processo que precisa ser acompanhado anteriormente o atendimento, enquanto e depois. A equipe também deve ser composta por pais atípicos na função de acolhedor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dias <em>et al. </em>(2021), a troca de informações entre as famílias de crianças com TEA, as redes de apoio e a assistência conjunta das redes de saúde no cuidado ao paciente são estratégias para a superação dos desafios apresentados pelos familiares. Conscientização sobre TEA, intervenção direta com crianças e treinamento dos pais, incluindo autocuidado e como cuidar de crianças com TEA, também estão entre as estratégias de intervenção documentadas na literatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acolhimento psicológico seja por meio de grupos familiares, terapia familiar ou aconselhamento individual, ele pode acolher dúvidas e angústias, bem como auxiliar na articulação de novos sentimentos, no ajuste das relações familiares, um ambiente propício ao desenvolvimento dos membros e à independência das crianças. De acordo com Neves (2016), o acolhimento psicológico constitui um gesto de aceitar e ouvir, uma partilha de experiências e angústias, que visa abraçar a demanda em questão, dando o suporte necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através do presente artigo, por meio de uma pesquisa bibliográfica, foi possível evidenciar como os responsáveis de crianças com TEA sofrem com os impactos psicológicos após a confirmação do diagnóstico. Foi observável que o processo de luto simbólico é vivido após confirmação do diagnóstico, passando pelas fases de negação, cólera, negociação, depressão e aceitação. O pós-diagnóstico gera na família reajustes, sejam estes, financeiros ou sociais e consequentemente causam estresse em todos os membros envolvidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família concentra-se na criança, com suas necessidades e cuidados, omitindo-se das suas próprias necessidades para suprir da criança, que por consequência gera desgaste psicológico, principalmente na mãe que se torna a principal cuidadora, abrindo mão do trabalho para os cuidados do filho. Além disso, também foi apresentada a importância do acolhimento psicológico após essa identificação, seja este acolhimento para a família e para o diagnosticado, constatando ser indispensável o acompanhamento multiprofissional para o desenvolvimento desse indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, pode-se afirmar que esta pesquisa buscou salientar os impactos na vida dos familiares de crianças com TEA. A discussão exposta demanda a execução de outros meios de pesquisas, é indispensável que haja procura de outros estudos para somar junto a este artigo, com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre este assunto e assim propiciar a identificação de maiores amparos para os indivíduos que são responsáveis pelas crianças diagnosticadas com TEA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGUIRRES, Ariane Segatto; ZANDONADI, Antônio Carlos. Mudança do ciclo familiar: O diagnóstico de Autismo e os impactos na relação conjugal. <strong>Revista FAROL</strong><em>,</em> Rolim de Moura, v. 13, n. 13, p. 101-116, 2021. Disponível em: <a href="about:blank">file:///C:/Users/positivo/Downloads/356-1093-1-PB.pdf</a> . Acesso em 13 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALENCAR DE SOUZA, R. F.; PINTO DE SOUZA, J. C. Os desafios vivenciados por famílias de crianças diagnosticadas com Transtorno de Espectro Autista<strong>.</strong> <strong>Perspectivas em Diálogo:</strong> Revista de Educação e Sociedade, Naviraí, v. 8, n. 16, p. 164-182, 5 jan. 2021. Disponível em:&nbsp; <a href="https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/10668">https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/10668</a>. Acesso em: 30 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">APA.<strong> Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais:</strong> DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, Ana Paula Gonçalves; DE OLIVEIRA, Guilherme Saramago; DA SILVA, Brunna Alves. A importância da pesquisa bibliográfica no desenvolvimento de pesquisas qualitativas na área de educação. <strong>Cadernos da FUCAMP</strong>, v. 20, n. 44, n.44, p.1-15, 2021. Disponível em: <a href="https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/cadernos/article/view/2354">https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/cadernos/article/view/2354</a> . Acesso em 01 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CALHEIROS, Lilian Cristina Carvalho de Oliveira. <strong>Impactos biopsicossociais no âmbito familiar de crianças com autismo</strong>. 2022. Trabalho de conclusão de curso de graduação em psicopedagogia. Centro Universitário Internacional Uninter, Curitiba, 2022. Disponível em: <a href="https://repositorio.uninter.com/handle/1/989">https://repositorio.uninter.com/handle/1/989</a> . Acesso em 01 nov 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAPARROZ, J.; SOLDERA, P. E. dos S. Transtorno do Espectro Autista<strong>:</strong> impactos do<em> </em>diagnóstico e suas repercussões no contexto das relações familiares. <strong>Open Minds International Journal,</strong> v. 3, n. 1, p. 33-44, Jan./Abr. 2022. Disponível em: <a href="https://openminds.emnuvens.com.br/openminds/article/view/142/117">https://openminds.emnuvens.com.br/openminds/article/view/142/117</a>. Acesso em 13 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, L. M. de; NERI DE SOUZA, D. Programa de intervenção psicossocial aos cuidadores informais familiares: o cuidar e o autocuidado. <strong>Interações</strong>, v. 12, n. 42, p. 150-162, 2017. Disponível em: <a href="https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/11819">https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/11819</a>.&nbsp; Acesso em: 01 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIAS, C. L.; COSTA, E. M.; BARBOSA-MEDEIROS, M. R. Qualidade de vida de pais de crianças com transtorno do espectro do autismo<strong>. Comunicação em Ciências da Saúde,</strong> v. 32, n. 02, p. 99-106, 2021.&nbsp; Disponível em:&nbsp; <a href="https://revistaccs.escs.edu.br/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/666">https://revistaccs.escs.edu.br/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/666</a>. Acesso em: 01 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DUARTE, Aldylayne Elen Oliveira. Aceitação dos pais para o transtorno do espectro autista do filho<strong>.</strong> <strong>Revista Internacional de Apoyo a laInclusión, Logopedia, Sociedad y Multiculturalidad</strong>. v. 5, n. 2, p. 53-63, 2019.&nbsp; Disponível em: <a href="https://revistaselectronicas.ujaen.es/index.php/riai/article/view/4791">https://revistaselectronicas.ujaen.es/index.php/riai/article/view/4791</a>. Acesso em: 02 out 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREUD, Sigmund. <strong>A História do Movimento Psicanalítico</strong>, Artigos sobre a Metapsicologia e outros trabalhos (1914-1916). Rio de Janeiro: Imago, 1996.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HILÁRIO, A. S; AZEVEDO, I. H; SOUZA, J. C. P. Autismo nas relações parentais<strong>:</strong> os impactos psicossociais vivenciados por pais de crianças diagnosticadas com TEA.&nbsp; <strong>Brazilian Journal of Health Review</strong>, Curitiba, v.4, n.6, p. 24819-24831 nov./dec. 2021. <a href="https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/39471">https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/39471</a>. 12 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOFZMANN, Rafaela da Rosa et al. Experiência dos familiares no convívio de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). <strong>Enferm. Foco, </strong>Santa Catarina, v. 10, n.2, p. 64-69, 2019. Disponível em: <a href="http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/1671/521">http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/1671/521</a>. Acesso em: 30 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LONDERO, Angélica Dotto et al. Adaptação parental ao filho com deficiência: revisão sistemática da literatura. <strong>Interação em Psicologia</strong>, Curitiba, v. 25, n. 2, p.253-268, aug. 2021. ISSN 1981-8076. Disponível em: <a href="https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/60759/44739">https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/60759/44739</a> . Acesso em: 30 ago. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACÊDO, Antônia Gabriela Aragão de Oliveira et al. Percepções e sentimentos de famílias de crianças com transtorno do espectro autista. <strong>Saúde Coletiva</strong>, Osasco, v. 11, n.68, p. 7555-7559, 2021. Disponível em: <a href="https://revistas.mpmcomunicacao.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1831">https://revistas.mpmcomunicacao.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1831</a>. Acesso em: 02 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAIA, Fernanda Alves et al.<strong> </strong>Importância do acolhimento de pais que tiveram diagnóstico do transtorno do espectro do autismo de um filho. <strong>Cad. Saúde Colet</strong>, Rio de Janeiro, v. 24, n. 2, p.228-234, 2016. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/cadsc/a/n6ZpCNpT9cSjLWVxVvVrYMr/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/cadsc/a/n6ZpCNpT9cSjLWVxVvVrYMr/?lang=pt</a>. Acesso em: 02 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, C. S.; MARQUES, M. L.; MAIA, L. F. dos S. Transtorno do espectro autista<strong>: </strong>informações precisas para uma vida saudável. <strong>Revista Atenas Higeia</strong>, Passos, v. 2, n. 2, p. 15-21, 2020. Disponível em: &lt; <a href="http://www.atenas.edu.br/revista/index.php/higeia/article/view/43">http://www.atenas.edu.br/revista/index.php/higeia/article/view/43</a> &gt; Acesso em: 01 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Maria de Fátima M. <strong>Estudos de revisão de literatura. Rio de Janeiro</strong>: Fiocruz/Icict, 2018. 37 p. Trabalho apresentado no Curso de Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúd<strong>e.</strong> Modalidade: Qualificação. 2018. Disponível em: <a href="https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/29213">https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/29213</a> . Acesso em 15 nov. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATEI, Renata Mendes Porto; ROMANHA, Rosane. Uma perspectiva multiprofissional acerca da participação dos pais na detecção precoce do diagnóstico e no prognóstico de crianças com TEA. <strong>Repositório Universitário da Ânima (RUNA), </strong>Santa Catarina, p.1-30, Universidade do Sul de Santa Catarina, 2020. Disponível em: https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/10405. Acesso em: 20 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, Gisele Baeta. <strong>Qualidade de vida no trabalho e o acolhimento como intervenção.</strong> 2016. p. 1-132. Mestrado em Docência e Gestão da Educação, especialização em Administração Escolar e Administração Educacional, Universidade Fernando Pessoa. Porto, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Wanderlei Abadio de et al. Vivências de pais de crianças com espectro autista<strong>:</strong> um enfoque fenomenológico.&nbsp; <strong>Atas &#8211; Investigação Qualitativa em Saúde/Investigación Cualitativa en Salud</strong>. v. 2, 2019. Disponível em: <a href="https://proceedings.ciaiq.org/index.php/CIAIQ2019/article/view/2148">https://proceedings.ciaiq.org/index.php/CIAIQ2019/article/view/2148</a>. Acesso em: 01 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERUFFO, Bruna. <strong>Transtorno do espectro autista:</strong> apoio psicológico para pais frente ao diagnóstico. 2021.<em> </em>Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em psicologia) Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2021. Disponível em: <a href="https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/8397/TCC%20Bruna%20Peruffo.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y">https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/8397/TCC%20Bruna%20Peruffo.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y</a>. Acesso em: 01 out. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, Rayssa Naftaly Muniz et al. Autismo infantil: impacto do diagnóstico e repercussões nas relações familiares.<em> </em><strong>Revista Gaúcha de Enfermagem, </strong>Porto Alegre, v. 37, p. 1-9. 2016. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/rgenf/a/Qp39NxcyXWj6N6DfdWWDDrR/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/rgenf/a/Qp39NxcyXWj6N6DfdWWDDrR/?lang=pt</a>. Acesso em: 24 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIOVESAN, Armando; TEMPORINI, Edméa Rita. Pesquisa exploratória: procedimento metodológico para o estudo de fatores humanos no campo da saúde pública. <strong>Revista de saúde pública</strong>, São Paulo, v. 29, p. 318-325, 1995. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/rsp/a/fF44L9rmXt8PVYLNvphJgTd/">https://www.scielo.br/j/rsp/a/fF44L9rmXt8PVYLNvphJgTd/</a>. Acesso em: 01 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Luiz A. J.; LEODORO, Kauam; D ́AGOSTINI, Fabiana Piccoli. <strong>Psicologia social e a atuação do psicólogo na assistência social.</strong> 2022. Curso de Psicologia, Universidade do Oeste de Santa Catarina. Videira, p. 1-2, out/2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, A. A., SHINEIDR, E., SANTOS, H. H., &amp; SILVA, J. C. O impacto que ocorre nas famílias após o diagnóstico do transtorno do espectro autista na criança: o luto pelo filho idealizado. <strong>Revista Dissertar</strong>, Rio de Janeiro, v. 1, n. 28 e 29, p. 44 &#8211; 55. 2018. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.24119/16760867ed1145">https://doi.org/10.24119/16760867ed1145</a>. Acesso em: 30 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Ewerton Fernandes da. O impacto financeiro nas famílias que tem diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e suas consequências financeiras e econômicas para a sociedade. <strong>Tópicos especiais em ciências da saúde: </strong>teoria, métodos e práticas. Ponta Grossa: AYA Editora, p. 190-201, 2021. Disponível em:&nbsp; <a href="https://ayaeditora.com.br/wp-content/uploads/Livros/L133C16.pdf">https://ayaeditora.com.br/wp-content/uploads/Livros/L133C16.pdf</a> . Acesso em: 12 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Natália Martins da. <strong>Transtorno do espectro autista:</strong> possíveis impactos do diagnóstico para os pais. 2017. p. 1-58.&nbsp; Monografia apresentada ao curso de graduação em Psicologia. Faculdade de educação e meio ambiente, Ariquemes, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIMÃO, Maria da Conceição Ferreira. <strong>A compreensão da psicanálise na vivência do luto materno frente a perda do filho idealizado. </strong>2019, p. 1-21. Trabalho de conclusão de curso,<strong> </strong>curso de graduação em psicologia, Centro Universitário Dr. Leão Sampaio, Juazeiro do Norte,<strong> </strong>2019. Disponível em: <a href="https://unileao.edu.br/repositoriobibli/tcc/MARIA%20DA%20CONCEI%C3%87%C3%83O%20FERREIRA%20SIM%C3%83O.pdf">https://unileao.edu.br/repositoriobibli/tcc/MARIA%20DA%20CONCEI%C3%87%C3%83O%20FERREIRA%20SIM%C3%83O.pdf</a>. Acesso em: 06 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, A. S.; OLIVEIRA, S. O.; ALVES, L H. A pesquisa bibliográfica: princípios e fundamentos. Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia. <strong>Cadernos da Fucamp</strong>, v.20, n.43, p.64-83/2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIDAL, Alberto de Jesus, ANDRADE, Isabella Silva de, SILVA, Gerson Heidrich da. O luto familiar pelo diagnóstico do transtorno de espectro autista na visão psicanalítica. <strong>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação.</strong> São Paulo, v. 7, n. 7, p. 1456–1464, 2021. Disponível em: <a href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/1834">https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/1834</a>. Acesso em: 30 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VITOR, Amanda Heloisa de Paula. <strong>Intervenção psicanalítica em crianças com características autistas de 0 a 4 anos: </strong>uma revisão bibliográfica integrativa. 2021, p. 1-98. Monografia. Universidade de Taubaté, Taubaté, 2021. Disponível em: <a href="http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/4443">http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/4443</a>. Acesso em: 06 nov. 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O PROGRAMA DE FARMÁCIA POPULAR E SUA IMPORTÂNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-programa-de-farmacia-popular-e-sua-importancia-na-atencao-basica-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 00:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7388336 Ludmila Gomes da Silva Moraes Orientadora: Msc Lívia Cabral Lobo RESUMO Com a criação da farmácia popular, o governo trouxe o benefício para pessoas de baixa renda a ter acesso a medicamentos, entretanto existem alguns fatores que atrapalham esse apoio, como a falta de muitos medicamentos nas farmácias com base nesta questão. Para [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7388336</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ludmila Gomes da Silva Moraes<br> Orientadora: Msc Lívia Cabral Lobo</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a criação da farmácia popular, o governo trouxe o benefício para pessoas de baixa renda a ter acesso a medicamentos, entretanto existem alguns fatores que atrapalham esse apoio, como a falta de muitos medicamentos nas farmácias com base nesta questão. Para que se possa ter total entendimento na questão, é de grande relevância que se garanta o acesso a medicamentos básicos e essenciais a&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; indivíduos&nbsp; é prioridade&nbsp; nas&nbsp; políticas&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; atuais,&nbsp; que&nbsp; por&nbsp; sinal&nbsp; constitui&nbsp; um&nbsp; dos&nbsp; desafios sociais mais importantes para todos os governos. A partir desta temática, o objetivo geral para este artigo foi mostrar a importância dos medicamentos em &nbsp; uma &nbsp; farmácia &nbsp; que &nbsp; disponibilize &nbsp; o &nbsp; serviço &nbsp; de Farmácia Popular do Brasil, abordando também os medicamentos&nbsp; &nbsp; que&nbsp; &nbsp; estão&nbsp; &nbsp; disponíveis&nbsp; &nbsp; gratuitamente no Programa Farmácia Popular do Brasil. O método de pesquisa que foi utilizado, trata-se de&nbsp; uma&nbsp; pesquisa&nbsp; do&nbsp; tipo&nbsp; descritiva,&nbsp; e bibliográfica, no&nbsp; qual&nbsp; busca&nbsp; caracterizar&nbsp; as principais informações sobre a importância da Farmácia Popular,&nbsp; foi&nbsp; realizada uma&nbsp; metodologia&nbsp; documental&nbsp; dos&nbsp; diversos&nbsp; medicamentos&nbsp; que&nbsp; estão&nbsp; presentes&nbsp; no&nbsp; programa. Foram utilizadas como principais fontes bibliográficas as bases, e o sistema computadorizado da farmácia escolhida. Trazendo no referencial teórico a atenção básica em saúde, falando sobre a farmácia popular e os medicamentos incluídos nela. Concluiu-se um pouco da importância da farmácia popular e da atenção básica com o intuito de informar a quantidade de medicamentos dispensados de uma determinada farmácia que&nbsp; possui&nbsp; o&nbsp; programa&nbsp; PFPB, descrevendo um pouco também da atenção básica em saúde e procurando entender sobre os medicamentos incluídos na farmácia popular.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Serviços; Farmácia Popular; Medicamentos; Sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">. With the creation of the popular pharmacy, the government brought the benefit to low-income people to have access to medicines, however there are some factors that hinder this support, such as the lack of many medicines in these pharmacies based on this issue. In order to fully understand the issue, it is of great importance to guarantee access to basic and essential medicines for all individuals, which is a priority in current health policies, which by the way constitutes one of the most important social challenges for all governments. . Based on this theme, the general objective of this article was to show the importance of medicines in a pharmacy that provides the Popular Pharmacy service in Brazil, also addressing the medicines that are available free of charge in the Popular Pharmacy Program in Brazil. The research method that was used, it is a descriptive and bibliographic research, in which it seeks to characterize the main information about the importance of Popular Pharmacy, a documentary methodology of the various medicines that are present in the program was carried out. The databases and the computerized system of the chosen pharmacy were used as the main bibliographic sources. Bringing basic health care into the theoretical framework, talking about the popular pharmacy and the medicines included in it. A little bit of the importance of popular pharmacy and basic care was concluded in order to inform the amount of medicines dispensed from a certain pharmacy that has the PFPB program, also describing a little of basic health care and trying to understand about the medicines included at the popular pharmacy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Services; Popular Pharmacy; Medicines; Society.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os medicamentos são importantíssimos na vida e no bem estar de toda a sociedade, entretanto existe uma boa parte da população que depende do governo para essa utilização. Sabemos que o Governo Federal criou a farmácia popular na qual, beneficia pessoas de baixa renda a ter acesso a remédios, entretanto existem alguns fatores que atrapalham esse apoio, como a falta de muitos medicamentos nas farmácias com base nesta questão. É de grande relevância que se garanta o acesso&nbsp; a&nbsp; medicamentos&nbsp; básicos&nbsp; e&nbsp; essenciais&nbsp; a&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; indivíduos&nbsp; é prioridade&nbsp; nas&nbsp; políticas&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; atuais,&nbsp; que&nbsp; por&nbsp; sinal&nbsp; constitui&nbsp; um&nbsp; dos&nbsp; desafios sociais mais importantes para todos os governos. Um dos programas de saúde que busca atender às&nbsp; diretrizes&nbsp; das&nbsp; políticas&nbsp; públicas&nbsp; de&nbsp; medicamentos&nbsp; do&nbsp; país&nbsp; é&nbsp; o Programa&nbsp; Farmácia&nbsp; Popular&nbsp; do&nbsp; Brasil. O Governo em busca de melhorias lançou em&nbsp; 13&nbsp; de&nbsp; abril&nbsp; de&nbsp; 2004&nbsp; por&nbsp; meio&nbsp; da&nbsp; Lei Federal&nbsp; nº&nbsp; 10858&nbsp; a&nbsp; disponibilização&nbsp; de&nbsp; medicamentos&nbsp; ao&nbsp; Programa&nbsp; Farmácia Popular&nbsp; do&nbsp; Brasil&nbsp; (PFPB),&nbsp; no&nbsp; âmbito&nbsp; do&nbsp; Sistema&nbsp; Único&nbsp; de&nbsp; Saúde&nbsp; (SUS) (PAZ <em>et al</em>., 2019).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do Programa de Farmácia Popular é ampliar trazendo acesso a toda população, medicamentos considerados essenciais, para a sobrevivência e cuidado com a saúde, garantindo a universalidade do acesso. (ALENCAR <em>et al.,</em> 2018).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato das redes públicas não atenderem a população com medicamentos essenciais, penaliza&nbsp; predominantemente&nbsp; os&nbsp; indivíduos com maior vulnerabilidade,&nbsp; os com renda precária, que geralmente dependem da obtenção gratuita de medicamentos pelo setor público como única alternativa de tratamento, onde os mesmos têm dificuldades em adquirir&nbsp; os&nbsp; medicamentos&nbsp; necessários&nbsp; em&nbsp; farmácias&nbsp; comerciais.&nbsp; Com relação&nbsp; à percepção&nbsp; dos&nbsp; responsáveis&nbsp; pela&nbsp; dispensação&nbsp; de&nbsp; medicamentos,&nbsp; observou-se&nbsp; que falta&nbsp; &nbsp; de&nbsp; &nbsp; medicamentos&nbsp; &nbsp; ocorre&nbsp; &nbsp; sempre&nbsp; &nbsp; ou&nbsp; &nbsp; repetidamente&nbsp; &nbsp; nas&nbsp; &nbsp; unidades dispensadoras na atenção primária do SUS (SILVA <em>et al</em>., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Objetivo Geral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Mostrar a importância dos medicamentos em &nbsp; uma &nbsp; farmácia &nbsp; que &nbsp; disponibilize &nbsp; o &nbsp; serviço &nbsp; de Farmácia Popular do Brasil, abordando também os medicamentos&nbsp; &nbsp; que&nbsp; &nbsp; são&nbsp; &nbsp; disponíveis&nbsp; &nbsp; gratuitamente no Programa Farmácia popular do Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Objetivos Específicos</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Compreender o programa farmácia popular; analisar o acesso e dificuldades aos medicamentos;&nbsp;</li>



<li>Verificar a relação que o farmacêutico exerce ao público em informações, orientações e benefícios, com base nas atuais situações da Política Nacional de Medicamentos;&nbsp;</li>



<li>Compreender a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, especialmente no quesito fortalecimento de medicamentos.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se&nbsp; de&nbsp; uma&nbsp; pesquisa&nbsp; do&nbsp; tipo&nbsp; descritiva,&nbsp; e bibliográfica, no&nbsp; qual&nbsp; busca&nbsp; caracterizar&nbsp; as principais informações sobre a importância da Farmácia Popular,&nbsp; foi&nbsp; realizada uma&nbsp; metodologia&nbsp; documental&nbsp; dos&nbsp; diversos&nbsp; medicamentos&nbsp; que&nbsp; estão&nbsp; presentes&nbsp; no&nbsp; programa. Foram utilizadas como principais fontes bibliográficas as bases, e o&nbsp; sistema&nbsp; computadorizado&nbsp; da&nbsp; farmácia&nbsp; escolhida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão são artigos que estão dentro da temática ou próximo dela. Não foram incluídos na pesquisa todos aqueles que não atendiam aos critérios de inclusão previamente definidos e todos aqueles que não consentiram em participar do estudo. O tempo de pesquisa deste artigo foi realizado de 2018 a 2022.&nbsp; Os descritores utilizados para tal pesquisa, foram: Importância; Farmácia Popular; medicamentos; sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. JUSTIFICATIVA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da paixão pela farmácia e pela minha graduação, tive como motivação abordar a profissão do farmacêutico e o direito do cidadão &nbsp; sobre &nbsp; os &nbsp; medicamentos &nbsp; oferecidos &nbsp; pelo &nbsp; Programa Farmácia Popular, dando ênfase a importância das farmácias e drogarias que fazem&nbsp; jus a&nbsp; este&nbsp; projeto.&nbsp; Diante deste fato observei o avanço nas pesquisas correlacionando o projeto&nbsp; e quais dificuldades são enfrentadas&nbsp; em&nbsp; relação&nbsp; a&nbsp; orientação&nbsp; e&nbsp; em&nbsp; obter medicamentos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">5.1 Atenção Básica em Saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos processos de reestruturação, fortalecimento e racionalização dos sistemas públicos de saúde, tem sido reservado um papel de protagonismo essencial à atenção primária em saúde, ou atenção básica à saúde, como se consolidou denominando os cuidados ofertados pela ampla rede de serviços básicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Como apresentado na figura 1 abaixo (CECÍLIO &amp; REIS, 2018).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1. Cuidados ofertados (SUS)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img decoding="async" width="257" height="186" src="https://lh6.googleusercontent.com/8r3hVUzp0tbKt9_aEJ1UEvTljss_3XNEfNsUsqaoDN_mU5OOyRxSrzivffNd0wUJHWE2ALW5Ihm01hHI1t1McUiQCrUBNxCTLd2FC32A4sWYQNVALldn2Dw_jvWVRJ2h1eedhJ-3zmDizBnKKTEW_xLZubOHHnFysWltn48EVoTC14U-IZTG7NrYSKp919o56fLkHn4"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: JJJ, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Inúmeras responsabilidades contidas nos documentos mais importantes produzidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e por distintos governos indicam que a atenção básica à saúde é a aposta central para produzir a transformação e regulação do sistema de atenção à saúde, buscar o acesso universal e a proteção social em saúde, produzir respostas às necessidades e expectativas das pessoas em relação a um conjunto amplo de riscos e doenças, promover comportamentos e estilos de vida saudáveis e mitigar danos sociais e ambientais sobre a saúde(SILVA et al., 2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer análise sobre a atenção básica à saúde no Brasil precisa ter em conta que não é possível falar de uma atenção básica no nosso país, dada a sua extensão territorial e a heterogeneidade econômica, social e cultural, mas sim de múltiplas e diferenciadas redes básicas coabitando no SUS, fruto de marcadas diferenças regionais, das muito diversificadas características dos municípios, do tamanho de suas populações à estrutura de seus sistemas locorregionais de saúde, incluindo a maior ou menor presença do setor privado, em particular dos planos de saúde (CECILIO &amp; REIS, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal realidade, de cara, aponta para a inadequação de qualquer pretensão de centralização e homogeneização na formulação, gestão e avaliação das políticas para atenção básica à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a Atenção Básica é desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas. Ela deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde (CAVALCANTE et al., 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, é fundamental que ela se oriente pelos princípios da&nbsp;universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social<strong>.</strong> (CAVALCANTE et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.2 Farmácia Popular&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;Programa Farmácia Popular do Brasil &#8211; PFPB&nbsp;é um programa do Governo Federal que visa complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde &#8211; APS, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada. Dessa forma, além das Unidades Básicas de Saúde e/ou farmácias municipais, o cidadão poderá obter medicamentos nas farmácias e drogarias credenciadas ao PFPB (PINTO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciativas pontuais de copagamento para acesso a medicamentos ocorreram ao longo dos últimos anos em alguns estados brasileiros. Entretanto, em 2004, o PFPB foi lançado como primeira iniciativa federal de copagamento para acesso a medicamentos, tendo como foco a parcela da população que não utiliza o SUS, mas que, no entanto, não possui rendimentos suficientes para adquirir e/ou completar um tratamento com medicamentos de forma adequada (CECILIO &amp; REIS, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PFPB disponibiliza medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão e, de forma subsidiada para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, anticoncepção e fraldas geriátricas. Nesses casos, o Ministério da Saúde paga parte do valor dos medicamentos (até 90% do valor de referência tabelado) e o cidadão paga o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia (CAVALCANTE et al., 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2. Farmácia Popular</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/gs4KTQtQybK-wzJS9BA4ts9ioPAtZ7vn8uyUIyhQLrcextxpgV1lhAaPOd5pc67pfcbQHDB_vcVb0vuxYvqY97wS7L2M5lGoQhXdqevG45vS-2IOGZ0uc4QW8xRgzS0CKdEt-VA9AXXCa8JZ4tdMAxL8j-Lybpz5Lvk47icnArXyMrTrAqlkFYLZI_kvAZxIR3NS3mQ" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: ESBRASIL, 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 2004, o Governo federal lançou o Programa Farmácia Popular do Brasil. O Programa surge como estratégia de ampliação do acesso, simultaneamente colocando em questão a efetividade da descentralização da Assistência Farmacêutica, retornando ao modelo de compra centralizada de medicamentos que tem se mostrado eficiente para os Programas sob responsabilidade do Governo federal (PINTO et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A baixa disponibilidade de medicamentos essenciais nas unidades públicas de saúde penaliza predominantemente os indivíduos mais vulneráveis, os de menor renda, que geralmente dependem da obtenção gratuita de medicamentos pelo setor público como única alternativa de tratamento; além disso, a falta de medicamentos compromete a imagem dos serviços e pode ocasionar internações desnecessárias que oneram o sistema de saúde ainda mais (PINTO et al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa possui três modelos de unidades, sendo o modelo 1 aquele cujas unidades estão sob gestão da Fiocruz; o modelo 2, cujas unidades são estabelecidas através de parcerias da Fiocruz com estados, municípios, órgãos, instituições e entidades sem fins lucrativos; e o modelo 3, estabelecido através de farmácias privadas credenciadas a disponibilizar medicamentos através do Programa, sob gestão direta do MS, sem participação da Fiocruz (SILVA et al., 2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que a compra direta pelos indivíduos representa ainda uma das principais formas de acesso aos medicamentos, situação que se torna mais grave no caso de doenças crônicas que ensejam medicamentos de uso contínuo, muitas vezes com tratamento perdurando por toda a vida do paciente. Dessa forma, devido aos altos custos dos medicamentos e tratamentos, estes podem se tornar inacessíveis para considerável parte da população. Este fato é corroborado (CAVALCANTE et al., 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.3 Medicamentos Inclusos</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PFPB foi criado por meio da Lei 10.858, de 13 de abril de 2004 e pelo Decreto n.º 5.090, de 20 de maio de 2004 (BRASIL, 2004), que orientam o programa até o momento. É uma política pública brasileira de copagamento de medicamentos sobre os indicadores de saúde, sendo uma estratégia que objetiva a ampliação do acesso da população aos medicamentos básicos e essenciais, que diminui o impacto dos gastos com medicamentos no orçamento familiar (SILVA et al., 2021).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1. </strong>&nbsp;Insulina</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="279" height="186" src="https://lh6.googleusercontent.com/hTLMmAQiomJRxZr9CftNltL6kKakEDhX65i1uVitzLow1KruMeJpIgHXcp1mOrr5Ndeh9RN9aMzf-Rh-dXxyT3STno9zt-FuBZhX8FA9rq7x3MndSfHz2IMxD2Wfxol5JUkMVi-Vbp67yQ-j0LjqRhzLaHdrX6WeRBVyhqczk6oWPwyAbFrF1pWtJBJyEBlxiLnXeOA"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Fonte:</strong>&nbsp; OPAS, 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp; Relação&nbsp; de&nbsp; Medicamentos&nbsp; Essenciais (Rename)&nbsp; é&nbsp; um&nbsp; documento&nbsp; oficial&nbsp; de&nbsp; referência nacional, e serve de parâmetro para os estados e municípios selecionarem seus&nbsp; medicamentos,&nbsp; e&nbsp; norteiam&nbsp; os&nbsp; que&nbsp; estão&nbsp; listados&nbsp; no&nbsp; PFPB.&nbsp; Ao longo&nbsp; do&nbsp; tempo&nbsp; atualiza, pois as relevantes transformações no perfil epidemiológico no último século contribuem com o aumento da expectativa de vida e a ocorrência das DCNT. Integram a lista dos medicamentos essenciais os considerados básicos e indispensáveis para os problemas de saúde da população (SIQUEIRA et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluiu-se um pouco da importância da farmácia popular e da atenção básica com o intuito de informar a quantidade de medicamentos dispensados de uma&nbsp; determinada&nbsp; farmácia&nbsp; que&nbsp; possui&nbsp; o&nbsp; programa&nbsp; PFPB, descrevendo um pouco também da atenção básica em saúde e procurando entender sobre os medicamentos incluídos na farmácia popular.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; Ministério&nbsp; da&nbsp; Saúde, atualmente&nbsp; do&nbsp; suporte&nbsp; nos&nbsp; tratamentos&nbsp; de&nbsp; doenças&nbsp; como&nbsp; asma, diabetes e hipertensão; de maneira gratuita pelo PFPB, e em relação às demais doenças como dislipidemia, &nbsp; doença &nbsp; de &nbsp; Parkinson, &nbsp; glaucoma, &nbsp; osteoporose &nbsp; e &nbsp; rinite, &nbsp; o &nbsp; tratamento &nbsp; com medicamentos&nbsp; como&nbsp; contraceptivos&nbsp; são&nbsp; em&nbsp; forma&nbsp; de&nbsp; copagamento,&nbsp; um&nbsp; total&nbsp; de&nbsp; gastos&nbsp; que demonstram aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2017</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALENCAR, S. O. T.; ARAÚJO, S. P.; COSTA, A. E.; BARROS, D. R.; LIMA, R. O. Y.; PAIM, S. J. Programa Farmácia Popular do Brasil: uma análise política de sua origem, seus desdobramentos e inflexões. <strong>Revista&nbsp; Saúde debate</strong>, v. 42 Out 2018 • <a href="https://doi.org/10.1590/0103-11042018S211">https://doi.org/10.1590/0103-11042018S211</a>. Disponível em: <a href="https://www.scielosp.org/article/sdeb/2018.v42nspe2/159-172/pt/">https://www.scielosp.org/article/sdeb/2018.v42nspe2/159-172/pt/</a>. Acesso em: 24 de ago. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Governo Federal. Ministério da Saúde. Decreto n. 5.090, de 20 de maio de 2004. Regulamenta a Lei n. 10.858, de 13 de abril de 2004, institui o Programa “Farmácia Popular do Brasil”, e dá outras providências. Brasília/DF: Ministério da Saúde do Brasil, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cavalcante, Ricardo Bezerra; Vasconcelos, Daniela Dias; Gontijo, Tarcísio Laerte; Guimarães, Eliete Albano de Azevedo; Machado, Richardson Miranda; Oliveira, Valéria Conceição de INFORMATIZAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA A SAÚDE: AVANÇOS E DESAFIOS Cogitare Enfermagem, vol. 23, núm. 3, e54297, 2018 Universidade Federal do Paraná</p>



<p class="wp-block-paragraph">CECILIO, O. C. L.; REIS, C. A. A. Apontamentos sobre os desafios (ainda) atuais da atenção básica à saúde. Espaço temático: política nacional de atenção básica. <strong>Cad. Saúde Pública</strong>, v. 34 n. 8 p. 20 Ago 2018. DOI:&nbsp; https://doi.org/10.1590/0102-311X00056917</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAZ, F. A. do N.; MIRANDA, F. da S.; OLIVEIRA, G. B.; COSTA, R. Análise da dispensação dos principais medicamentos disponibilizados pelo Programa Farmácia Popular do Brasil em uma farmácia. <strong>Research, Society and Development</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 9, n. 2, p. e70922060, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i2.2060. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/2060. Acesso em: 20 ago. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, S. B. D. C.; COSTA, R. N.; CASTRO, O. S. G. C. <strong>Quem acessa o Programa Farmácia Popular do Brasil? Aspectos do fornecimento público de medicamentos</strong>. Ciência &amp; Saúde Coletiva, 16(6):2963-2973, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, E. V. A. da .; ANDRADE, L. G. de . . ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA FARMÁCIA POPULAR NO&nbsp;SIQUEIRA, I.; MOTA, N..; LIMA, G. . ACESSO A MEDICAMENTOS POR PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS PELO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR: UMA REVISÃO.&nbsp;<strong>Caderno de Graduação &#8211; Ciências Biológicas e da Saúde &#8211; UNIT &#8211; SERGIPE</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 7, n. 2, p. 45, 2022. Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/cadernobiologicas/article/view/10801. Acesso em: 9 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUNICÍPIO DE NOVA IGUAÇU.&nbsp;<strong>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, v. 7, n. 10, p. 395–404, 2021. DOI: 10.51891/rease.v7i10.2412. Disponível em: https://www.periodicorease.pro.br/rease/article/view/2412. Acesso em: 18 ago. 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PONTOS A SEREM CONSIDERADOS EM UMA AVALIAÇÃO                     DE VALOR DE MERCADO DE UMA CASA POR MÉTODO COMPARATIVO DIRETO POR TRATAMENTO DE FATORES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/pontos-a-serem-considerados-em-uma-avaliacao-de-valor-de-mercado-de-uma-casa-por-metodo-comparativo-direto-por-tratamento-de-fatores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 22:22:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55563</guid>

					<description><![CDATA[Points to Consider in a Direct Comparative Market Value Appraisal of a House Keywords: Real Estate Market, Market Value, Direct Comparative Market Method REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7388162 Gabriel Pereira dos Santos Resumo: O mercado imobiliário é visto com bons olhos por muitos brasileiros, e suas propriedades têm um valor sentimental que às vezes os fazem pensar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Points to Consider in a Direct Comparative Market Value Appraisal of a House Keywords: Real Estate Market, Market Value, Direct Comparative Market Method</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7388162</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gabriel Pereira dos Santos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo: </strong>O mercado imobiliário é visto com bons olhos por muitos brasileiros, e suas propriedades têm um valor sentimental que às vezes os fazem pensar ter um valor maior do que de fato ele tem, o valorizando perante o mercado de forma tendenciosa, mas isso também ocorre com o comprador ao negociar uma casa, que busca sempre ofertas vantajosas depreciando o imóvel de outrem, porém uma edificação pode ter seu valor avaliado, no caso de uma casa há pontos a serem considerados como tipologia, padrão, estado de conservação, idade aparente, vida útil e caracterização da região. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), editou a NBR 14653-2, uma das normas que comumente objetivam padronizar processos para elaboração de serviços e produtos. Essa em específico propõe os procedimentos para uma avaliação de qualidade de imóveis urbanos, e indica o Método Comparativo Direto de Mercado como primeira metodologia a ser considerada, para que o profissional avaliador possa se basear e abdicar o máximo possível de subjetividade, buscando veracidade nos indicadores de preços, tendo o mercado local de imóveis como parâmetro para suas avaliações de valores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Mercado Imobiliário, Valor de Mercado, Método Comparativo Direto de Mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract:</strong> The real estate market is seen with good eyes by many Brazilians, and their properties have a sentimental value that sometimes makes them think they have a greater value than they actually have, valuing them before the market in a biased way, but this also happens with the buyer when negotiating a house, who always seeks advantageous offers by depreciating someone else&#8217;s property, but a building can have its value appraised, in the case of a house there are points to be considered such as typology, standard, state of conservation, apparent age, useful life and characterization of the region. The Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) edited NBR 14653-2, one of the standards that commonly aim to standardize processes for the elaboration of services and products. This one in particular proposes the procedures for evaluating the quality of urban properties and indicates the Direct Market Comparative Method as the first methodology to be considered, so that the professional appraiser can base himself and abdicate as much subjectivity as possible, seeking veracity in the indicators of prices, having the local real estate market as a parameter for their valuations.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Real Estate Market, Market Value, Direct Market Comparative Method.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>&nbsp;Introdução</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo restringe-se a identificação dos principais aspectos que implicam na determinação do valor de uma casa inserida no mercado imobiliário, por meio de uma Avaliação de Valor de Mercado realizada por comparação com outras casas ofertadas na região semelhantes ao avaliando, estes elementos, neste caso casas semelhantes encontradas, terão fatores ligados a suas características, que atrelado aos fatores do avaliando irão definir como cada elemento contribui para o valor final de venda de mercado do objeto em análise.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A princípio é necessário conhecer o imóvel, para isso será necessário demonstrar quais são estas informações referentes ao objeto que serão primordiais para determinação da sua posição perante o mercado, sendo necessário uma análise de documentação, vistoria e pesquisa de mercado e tratamento por fatores. As características precisam ser tratadas com fatores, parte deles vão fazer uma espécie de conversão nas diferenças que ainda restam entre os imóveis ofertados, criando um valor homogeneizado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.1. <strong>Justificativa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de critérios ao realizar um processo de compra e venda de um imóvel, pode influenciar em seu valor o colocando fora do valor de mercado imobiliário local. Isso significa que não se atribui valor para um imóvel, existe uma ciência por trás dele. O mercado é de certa forma livre e por isso muitas vezes não existe a avaliação feita por um profissional capacitado, implicando em uma valorização excessiva ou desvalorização excessiva de imóveis quanto ao mercado imobiliário local, prejudicando os envolvidos financeiramente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.2. <strong>Objetivo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Demonstrar os pontos que giram em torno da determinação do valor de mercado de uma casa através de uma avaliação imobiliária por método comparativo direto tratada por fatores. Apresentando o método e seus processos, além de definições da área de engenharia de avaliações, seu mercado e função.</p>



<ol class="wp-block-list" start="2">
<li><strong>Revisão Bibliográfica</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A principal base para elaboração da avaliação imobiliária de uma casa, e o que à permeia se encontra na NBR 14653, que se divide em sete partes que são: procedimentos gerais; imóveis urbanos; imóveis rurais; empreendimentos; máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais em geral; recursos naturais e ambientais; patrimônios históricos. Para este estudo, vamos nos deter na segunda parte desta referida norma, que trata da avaliação de imóveis urbanos. Para a avaliação do imóvel urbano será necessário atenção para a parte dois da norma, que engloba tal objeto, dentre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta fase visa orientar e agregar conhecimento baseado em teorias desenvolvidas referente a avaliação de imóveis e demais temas para complemento de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1. <strong>Engenharia de avaliações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A engenharia de avaliações é um ramo profissional que se for analisado, é um novo trabalho no mercado comparado a outros tipos de serviços. Como um fato histórico, em 1918 foram publicados os primeiros artigos referentes à avaliação de imóveis. O profissional do ramo é responsável por realizar avaliações de imóveis trazendo soluções precisas para tais problemas elencados, sendo necessário a formação em Engenharia para que seja exercida a função.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área vem crescendo cada vez mais nesses últimos anos, as demandas ampliam e o serviço obtém uma procura intensa, os profissionais precisam investir tempo de estudo, buscando métodos confiáveis para exercer a função de engenharia de avaliações, certamente com o passar do tempo, diversos conteúdos foram escritos e publicados para o melhor entendimento e adicionam propostas que auxiliam nessa área, para que o sucesso seja atingido em situações recorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos engenheiros renomados referentes a área de avaliação de imóveis chama-se Luiz Berrini, realizou publicações de livros conceituando de forma básica a avaliação a partir de 1941, sendo registrados em primeira mão para quem estava à procura de informações deste setor. Em 1952, foram editadas as primeiras normas, mas ainda de forma abreviada, já em 1977 foi difundida a primeira norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em específico a NBR 5676, referente ao conteúdo que buscou suprir o entendimento de forma técnica a avaliações de bens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A engenharia de avaliações segundo a NBR 14653-1 (2019, p.3) é definida como: “Conjunto de conhecimentos técnico-científicos especializados, aplicados à avaliação de bens.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2. <strong>Avaliação Imobiliária</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É cabível destacar que há diversos profissionais atuando em diferentes setores dentro da avaliação de imóveis, sendo capacitados para exercerem suas funções de forma precisa. O engenheiro ou arquiteto, possui em sua formação o conhecimento técnico para esse trabalho, proporcionando de forma estratégica a avaliação através de métodos, e tende a afirmar com mais precisão o valor final do bem estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização da avaliação de imóveis demanda uma profissão específica conforme indica na NBR-14653-1 (2019, p.4):</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.19 engenheiro de avaliações: Profissional de nível superior, com habilitação legal e capacitação técnico-científica para realizar avaliações, devidamente registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia &#8211; CREA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses profissionais supracitados são responsáveis pela avaliação de imóveis que se definem, de modo geral, a aplicar de maneira técnica o valor a um bem ou o direito sobre ele. (FIKER, 1985). Sobre isso, González (1997, p. 31) salienta que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de imóveis é a determinação técnica do valor de um imóvel ou de um direito sobre ele, sendo empregada em uma variedade de situações, dentro e fora do âmbito judicial, tais como: inventários, dissolução de sociedade, operações de compra e venda, aluguel, cobrança de tributos, seguros, hipotecas, estudos de dinâmica imobiliária e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nadal, Juliano e Ratton, (2003, p. 244) o objetivo da avaliação de imóveis é:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de imóveis é utilizada na&nbsp; grande maioria dos negócios, discussões e pendências interpessoais&nbsp; e&nbsp; sociais&nbsp; e m&nbsp; nossas&nbsp; comunidades,&nbsp; tais&nbsp; como&nbsp; na&nbsp; compra&nbsp; ou&nbsp; na&nbsp; venda&nbsp; de&nbsp; casas, lojas&nbsp; comerciais, instalações&nbsp; industriais,&nbsp; aluguéis,&nbsp; na reavaliação&nbsp; de&nbsp; ativos de empresas,&nbsp; em atendimento à&nbsp; legislação&nbsp; vigente, na partilha&nbsp; oriunda d e heranças,&nbsp; meações o u divórcios,&nbsp; no lançamento&nbsp; de&nbsp; impostos, &nbsp; nas&nbsp; hipotecas&nbsp; imobiliárias,&nbsp; nas&nbsp; divergências&nbsp; que&nbsp; originam&nbsp; ações demarcatórias,&nbsp; possessórias,&nbsp; nas&nbsp; indenizações,&nbsp; das&nbsp; desapropriações&nbsp; e&nbsp; servidões,&nbsp; enfim,&nbsp; em um&nbsp; número&nbsp; expressivo&nbsp; de&nbsp; ações&nbsp; oriundas&nbsp; de&nbsp; problemas&nbsp; inerentes&nbsp; aos&nbsp; relacionamentos humanos, onde o&nbsp; valor de um bem assume importância fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3. <strong>Mercado imobiliário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de seguir ao desenvolvimento dessa temática, é interessante ressaltar seu significado real. O mercado imobiliário é a partida de negociação de um bem, ou seja, é o poder de compra, venda ou até mesmo o aluguel de alguma edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Moscovitch, (1997 apud GAZOLA, 2002, p.21): “O mercado imobiliário é a instância de determinação dos preços de imóveis urbanos que, como quaisquer outras mercadorias, passa pelo crivo da oferta e da demanda.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso Silva et al (2012, p.6) diz:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado imobiliário é o centro das atividades relacionadas à construção civil, pois ele é responsável pelas atividades de loteamento, compra, venda, locação, entre outras atividades que norteiam o processo da construção. A combinação destas atividades tem como objetivo comum a construção de um bem imóvel, que é o produto comercializado no mercado imobiliário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se fala sobre os preços referente ao mercado imobiliário, Silva et al. (2012) afirma também que para que ocorra a precificação dos valores no mercado imobiliário, é preciso inserir a interferência de fatores específicos, e dependendo dessa ação fatorial, resultará em preços diferentes para os bens que possuem características similares.</p>



<ol class="wp-block-list" start="3">
<li><strong>Metodologia</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Este tópico será destinado a conceitos e aprofundamento do Método Comparativo Direto de Mercado por Tratamento de Fatores e os processos de uma avaliação imobiliária que o acompanham.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.1. <strong>Método Comparativo Direto de Mercado por Tratamento de Fatores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O método abordado neste artigo não é o único apresentado pelas normas nacionais, para nível de conhecimento de forma simplificada Santos (2010, p.29) sintetiza com que base cada um trabalha:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>comparativo de dados de mercado: utilizado quando há dados de mercado que possam ser comparados ao imóvel que se quer avaliar. Ele utiliza dados de imóveis que se assemelham ao imóvel a ser avaliado, observando as características e atributos dos dados que exerçam influência no valor;</li>



<li>de custo de reprodução: utilizado em construções onde não se encontram dados necessários para a comparação direta. Este consiste em reproduzir o custo de execução do imóvel. Hospitais e escolas são exemplos que se encaixam neste método de avaliação;</li>



<li>de renda: é utilizado quando o método comparativo não pode ser utilizado, devido ao fato de não haver no mercado imóveis para devida comparação, e, quando o método de custo também não se torna apropriado. O valor procurado por este depende essencialmente da capacidade de gerar renda. São exemplos de imóveis que se enquadram nesta classe hotéis e cinemas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os procedimentos gerais da NBR 14653-2 (2011), para identificação do valor de mercado de um imóvel, sempre que possível, o método comparativo direto de dados de mercado deve ser priorizado. É importante destacar que não há melhor método, e sim aquele que se adequa a natureza de cada avaliação, objetivo, finalidade e dados de mercado cabíveis ao objeto. Para este estudo o foco é a metodologia preferível pela associação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método é voltado para a comparação do imóvel avaliando com propriedades similares existentes no mercado local. Estas propriedades similares devem de fato representar a população, ou seja, este conjunto terá máximo de semelhanças possíveis e para isso a pesquisa de mercado se torna deveras necessária. Para Dantas (1998, p.5), o método comparativo direto é definido como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">[..] o valor do bem é estimado através da comparação com dados de mercado assemelhados quanto às características intrínsecas e extrínsecas. É a condição fundamental para aplicação deste método a existência de um conjunto de dados que possa ser tomado, estatisticamente, como amostra deste mercado. Isto é, por este método, qualquer bem pode ser avaliado, desde que existam dados que possam ser considerados como uma amostra representativa do mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com uma ótima pesquisa de dados de mercado, cada imóvel tem suas particularidades. No caso do método comparativo por tratamento de fatores, se faz necessário transformar de forma ponderada, que é a homogeneização, a amostra coletada. Isso porque com variedades de tamanho, localização, estado de conservação, idade aparente, os fatores terão a função de tornar as variáveis dos elementos mais parecidas com o imóvel a ser avaliado. Cabe ao avaliador o senso de decidir de quais variáveis necessitam de tratamento, sobre a variedade de possibilidades González (1997, p. 65) comenta:</p>



<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] não se pode afirmar que o comportamento do mercado de uma região se repita em outras regiões, de características distintas. Ao contrário, tudo leva a crer que existem modificações substanciais de um local para outro, inclusive pela diversidade socioeconômico cultural das diferentes populações. [..] Portanto, a interferência do avaliador é fundamental para obter-se o valor, tendo seus critérios e considerações muita influência no resultado final, que é subjetivo, por conseguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2. <strong>Processos de uma avaliação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Avaliação não consiste somente em pesquisa de mercado nem tão quanto a vistoria imobiliária. Se trata de um conjunto de coisas, dentre elas destaca-se, análise de documentação, vistoria e a pesquisa de mercado. Sendo que estas são dependentes entre si, não podendo haver a falta de nenhuma delas, ou seja, pesquisa precisa de dados de campo, mas não se vistoria sem antes ter conhecimento da situação do imóvel, e não se avalia somente com documentos e vistorias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2.1. <strong>Análise de documentação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O avaliador deve ter em mãos a documentação do imóvel a ser avaliado. Para uma casa, é recomendável que receba do proprietário no mínimo a matrícula, IPTU e planta baixa do imóvel. Assim pode prospectar possíveis limitações atrelados ao imóvel, ou divergências ao comparar tais documentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informação de área é inegociável quando se trata de avaliação imobiliária, e essa é obtida através da documentação. Isso porque será através do valor do metro quadrado, também conhecido como valor unitário, que será definido o valor total do imóvel, portanto a atualização das documentações é importante para validação das informações expressas no laudo.&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2.2. <strong>Vistoria&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vistoria é o momento em que se conhece o imóvel, é inviável querer pesquisar no mercado elementos semelhantes sem antes conhecer o objeto que se está avaliando. A importância se deve ao fato de que será em vistoria que o avaliador comprovar as informações coletadas na análise documental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o momento de analisar as caracterizações do imóvel, ou seja, comprovar seu uso, tipologia e padrão. Este último pode não ser nítido em documentações recebidas, mas <em>in loco</em> que se tomará nota do máximo de características possíveis. Para isso é importante fotografar os ambientes, assim como fachada via de acesso e outros detalhes que possam afetar diretamente a idade aparente do imóvel, para após, elaborar um relatório fotográfico onde possa fundamentar as informações aferidas. A NBR 14653-2 (2011, p.11)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7.3.1 Caracterização da região</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Aspectos gerais: análise das condições econômicas, políticas e sociais, quando relevantes para o mercado, inclusive usos anteriores atípicos ou estigmas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Aspectos físicos: condições de relevo, natureza predominante do solo, condições ambientais; localização: situação no contexto urbano, com indicação dos principais pólos de influência;</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Uso e ocupação do solo: confrontar a ocupação existente com as leis de zoneamento e uso do solo do município, para concluir sobre as tendências de modificação a curto e médio prazos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Infraestrutura urbana: sistema viário, transporte coletivo, coleta de resíduos sólidos, água potável, energia elétrica, telefone, redes de cabeamento para transmissão de dados, comunicação e televisão, esgotamento sanitário, águas pluviais e gás canalizado;</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Atividades existentes: comércio, indústria e serviço;</p>



<p class="wp-block-paragraph">— Equipamentos comunitários: segurança, educação, saúde, cultura e lazer</p>



<p class="wp-block-paragraph">A região também deverá ser explorada, para uma residência o acesso a transporte público assim como mercados e hospital podem valorizar o imóvel quanto a seu valor de mercado. A localização segundo González (1997, p.21):</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte das variações de preços é explicada pela localização (qualidade da vizinhança e distância aos pontos de interesse), para qualquer tipo de imóvel. Sem dúvidas, este é o principal elemento, em geral responsável por grande parte das variações de preços unitários entre diferentes propriedades. Não há como obter boas estimativas de valor sem analisar detidamente a localização. Lamentavelmente, é justamente neste atributo que existem maiores dificuldades de medição, pois ele não é diretamente mensurável, e depende de medidas aproximadas e julgamentos pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2.3 <strong>Pesquisa de mercado e tratamento de dados de mercado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa sempre deve buscar imóveis semelhantes, para o uso mínimo do tratamento de fatores, que através de fatores visa estabelecer um elo comparativo entre imóveis que possuem características distintas, ou seja, no mercado imobiliário, existem diferentes padrões de casas, exemplificando, existem casas que possuem um padrão econômico, e se difere do padrão simples, porém, se necessário, é preciso buscar um meio para que ocorra a comparação direta desses imóveis, ajustando os coeficientes para igualá-los e certamente, atingir o objetivo central que se refere a homogeneização da amostra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando uma casa, como o tema do artigo propõe, podem ser considerados como mais usuais os coeficientes de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Oferta: especula o sobrepreço dos anúncios de venda;</li>



<li>Padrão construtivo: simula a diferença de preço entre os padrões construtivos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</li>



<li>Localização: para tratar imóveis de diferentes localizações, em diferentes vias, por exemplo.</li>



<li>Estado de conservação: simula a diferença de um imóvel novo e usado, por exemplo.</li>



<li>Coeficiente de depreciação: relaciona a idade do imóvel com seu valor de mercado</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">3.3. <strong>Caracterização do Imóvel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada aspecto do imóvel deve ser analisado, mas existem aqueles que possuem maior influência no valor de mercado no momento da avaliação, conforme enfatizado nesta etapa do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.1. <strong>Classe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber identificar a classe do imóvel em estudo é um passo importante para dar início ao projeto de avaliação, é necessário analisar o uso pertencente ao bem para que ocorra o processo correto diante das condições explícitas para precificação. No IBAPE SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo) determina a classificação dos imóveis para essa organização, como Residencial, Comercial, Serviço e Industrial e Especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição da classe é algo básico para um bom avaliador. Neste trabalho, destaca-se a classificação Residencial como o tema proposto.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 &#8211; Classes de imóveis&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/Y5Zb-w3g12yYhzGv02wL97d4dapfQklZRGqZXQhdzRnesarv_N5K8ZqquvBtcTxgMgTigLf88kdTguMGKkxb2_s53LpO8sY2w5QflMVcH-_q7ipklajwfgI-rfoGZBYOl07D_rbN2xtKk1a3i0uri2xdZXKEH_RysSqF5mIyTQcWqtJavZglifagipumhGGbbS4nHHI" alt="Ícone

Descrição gerada automaticamente"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte<strong>:</strong> Valores de Edificações de Imóveis Urbanos (2017)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.2.<strong>Tipologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As tipologias pertencentes da classificação Residencial pontuada anteriormente, são: barraco, casa e apartamento. O responsável pela avaliação deve observar a região em que o imóvel se encontra, já que existe a possibilidade de estes dividirem o mesmo espaço, e para isto, é necessário atenção na definição do tipo de residência para o objeto e seus elementos de amostra de mercado. Para fins de estudo será abordada a tipologia casa seguindo o tema proposto e visando enfrentar situações recorrentes a essa tipologia em destaque:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 &#8211; Tipologias Residenciais</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/smVAa2Y0eeXPhb-DAo7wJoJ1Le-bYgbfVpqyzijMYOAm3T_pBhqM07KdJ1WQ3qVbXlWeeTIOOMDo5miQQaXeaV6al4hZAMEBTSicyMm7F7rHyT5o9KriTi-ehsVJGCj9fIiXEgMv-5cSTfs-L6HYwzkoeew4mgh-RjFu8D06bDeDPT02IM4L7JirHl6-ihLJg0iySis" alt="Uma imagem contendo Texto

Descrição gerada automaticamente"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte<strong>:</strong> Valores de Edificações de Imóveis Urbanos (2017)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.3. <strong>Padrão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A padronização não é apenas um protótipo importante a ser seguido, mas como também, um caminho que determina qual resultado a avaliação obterá. Certamente, é necessário o avaliador aceder à casa para o padrão que melhor se encaixe na tipologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, dando destaque na tabela do IBAPE SP, sobressai os níveis das casas, conforme demonstra a seguir:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 – Padrões de casas</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/nmS8sQkH3_3-CMp4-frBwKJamdD7etsb3Km6b3TKiBdn6jHRceWD5AXAYr7sNOUpkgdtoPPs-eEDGvNV806CfUjjeiWIehdBIYSMxn4_aOXIb9ys-ldi9mKN_lkiLemXg3DSNCLSvN63ibx1q-VKXOLqAx8D6jyN8RNvzBDexmxB6m5vyQiefFLbUrsd-0jLQBnm0y8" alt="Tabela

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa" width="230" height="241"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Valores de Edificações de Imóveis Urbanos (2017)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado na listagem acima apresentada, enfatiza-se três exemplos discrepantes, cujo avaliador não deve considerar compará-las de forma direta como, padrão rústico, simples e luxo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.3.1. <strong>Padrão Rústico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A casa com padrão rústico, é simples e em grande parte dos casos, construída improvisadamente para suprir a necessidade de algumas pessoas com situações de baixa renda, são edificações não planejadas, sem a apresentação de uma planta para condicionar dimensionamentos e cálculos estruturais, mas são executadas de maneira rápida e sem mão de obra qualificada ou acompanhadas por um especialista. Suas características construtivas se evidenciam baseadas em materiais expostos sem acabamento, telhas de fibrocimento ondulado, laje pré-moldada, cimento rústico no chão ou, em alguns casos, terra batida.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 &#8211; Casa Padrão Rústico</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/qA7H3jgyoGBtbzqbpZvoqZ7daKpZW7ImCG-FIEPEhCCuo0aewe4ClbCxecdIdprhzs2HQZdp4RK6NuZLmjywVd_wu-Iuj2vsaNMKQXaRM_lxe-T5tShr8A5D0ytgHNxSH0xdBFOi0a7wcwedzXOE6BfYlGuTDvKBqCRNpRM6gw7NhO67QYyPcwrVQd-lbyIWymCHgck" alt="Casa de madeira na calçada

Descrição gerada automaticamente" width="454" height="265"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte:  A casa na parcela: a construção do lugar da família nos assentamentos da Zona da Mata de Pernambuco</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 &#8211; Padrão Rústico</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente" src="https://lh6.googleusercontent.com/m-KjigIrsVrmC4INfOz7fhQcG292kyO_gj809D2kPQE577NUiLlj2JfCTl-uzSYpuDorooRI4j2TvQnovgKkhBzwevt9kQrna9x_qz_LEmTF_HZJY1T-YdrwFCJc1chOCDoJuu680typMLSzcqZF9CXb1QdiUpdrg2hPUiDqCXQPXm5UFBbZwEaLiKqAOK7Fro9QPXk" width="416" height="112"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Valores de Edificações de Imóveis Urbanos p. 27</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.3.2. <strong>Padrão Simples</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Referente às edificações com padrões simples, geralmente as casas são térreas ou sobradas, em grande parte dos casos, sendo geminadas dos dois lados vizinhos, essas construções são acrescidas com um ou mais dormitórios, sala de estar, cozinha, banheiro e garagem. Sua composição estrutural contém blocos de cimento ou baiano, proporcionando simplicidade em sua fachada, podendo ser pintada ou revestida com algum tipo de cerâmica específica, no caso das áreas internas há acabamento com revestimentos da preferência do morador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, essas casas com padrões simples são projetadas com plantas comuns para obter melhores resultados em sua execução, estruturalmente, são compostas por concreto sendo resolvidos de forma simples e prática.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5 – Casa Padrão Simples</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Casa com paredes brancas

Descrição gerada automaticamente" src="https://lh3.googleusercontent.com/84S_tNlP_rC_CzWjFf06G8fwSjrsiuhguXp2_osGBxJtuXNQ7dvvw_jq61ski0zVrlxZTTL1PUip2OShqrIbU3j2BXxoWjmjfeW4OqTeSvVhEDFArKqX0MR_c71HO7zw80GHILYsE-h-3-fEuEMCi7CZPMM1MwcZwh5q64hFFUmrVKQtft-jp3OarPeayewvgZnXbtg" width="470" height="276"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Casa Geminada: o que é, vantagens, desvantagens e fotos</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6 – Casa Padrão Rústico</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="469" height="211" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/12/image-37.png" alt="" class="wp-image-55789" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/12/image-37.png 469w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/12/image-37-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 469px) 100vw, 469px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Valores de Edificações de Imóveis Urbanos (2017, p. 32)</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.3.3. <strong>Padrão Luxo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As casas de luxo são caracterizadas por sua beleza arquitetônica e por sua imensidão, o terreno que comporta essas edificações tem proporções maiores para que sustente a quantidade de ambientes inseridos. A casa de padrão luxo é bem planejada e os ambientes internos possuem amplitude e são integrados. Essas casas possuem de quatro ou mais suítes, sendo uma master, banheiros principais e lavabos, sala de cinema, sala de <em>home theater</em>, biblioteca, lareira, copa, sala de almoço, cozinha, adega, despensa, escritórios, quartos para empregadas, garagem que comporta quatro ou mais carros, há também, áreas livres, espaço <em>gourmet</em>, piscina, quadras de esporte e entre outros ambientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fachadas são luxuosas e resgatam o estilo aplicado por toda extensão da casa, a cobertura é estruturada por lajes maciças com proteção térmica ou outro tipo de material que cumpra a função. É relevante destacar, que todos os ambientes não só internos, mas externos também, são desenhados com exatidão para obter um resultado de sucesso.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7 – Casa Padrão Luxo</strong><br><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/__X0VKQtSfYAu1wqqI16Egf-lMeZ9E7Bu-ffK9SrzGSYOFcthieEDyQEL_Dq08BhY0A1Ra_3A8i455nPjjM1DddxRTZWnyvVZ0sCPQA4cFWEJ8GCVSJRj6F4jmOC1v9wx_3sere1PKJF1uC5zK8uCMuLNP1hZqGKl_-44UuHCBJG8uHVdFG2kWaTRJvtwUYjmxnFm_I" alt="Casa com jardim na frente

Descrição gerada automaticamente" width="454" height="265"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: RPP Construtora &#8211; Casa Aqua</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.4. <strong>Síntese da caracterização do imóvel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura a seguir, mostra de forma unificada os elementos abordados acima, essa tabela (Figura 6) é necessária e importante para que ocorra a análise de forma clara. Sequencialmente, avista-se na primeira coluna a posição referente a classe, onde se divide o imóvel a ser estudado, é cabível reforçar que para esse documento apresentado, está sendo abordado a classe Residencial, conforme destacado, posteriormente, observa-se as tipologias responsáveis por definir o modelo da edificação. Dando seguimento, analisa-se o padrão das casas, alternando entre o padrão rústico, que são casas com baixo custo até o padrão luxo, que se refere às construções de alto valor. Em seguida há dois elementos que são essenciais para consulta do desenvolvimento da vistoria imobiliária, que são a idade referencial (IR) em anos e o valor residual (R) em % conforme mostra a figura abaixo retirada do IBAPE SP:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 – Características</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/gv8zVQ0spZ6EI9VIh-VxCm0PF-ym3XBYZdIThTcHXsjcrb7KJr1B6R7ZXhovUl4WaynCMT5-YZ_3_dBxZYQURAMEqRsCgBlumxsn8FscuVLS1Mosbgbl2VHny1xtJhw3PmyJIGpIwrGJW8IvOR6aDDgdGl8z6XVR8ywZcEL_qKe6mmIiEQZI-C2hO8mmbPRn8ff4qq0" alt="Tabela

Descrição gerada automaticamente" width="602" height="318"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Valores de Edificações de Imóveis Urbanos – IBAPE SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.5. <strong>Estado de Conservação:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estado de conservação é a condição atual em que uma determinada edificação se apresenta, ou seja, suas características físicas atuais, que sucede por diversos motivos recorrentes, sendo causadas pelo tempo de uso ou propriamente danificada/reformada pelo homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação para determinar os níveis atingíveis de uma edificação referente à avaliação de conservação estima suas condições de maneira minuciosa. De acordo com Manual de Avaliação de Imóveis do Patrimônio da União de Setembro (2018), que identifica a posição valorativa de uma determinada construção, onde foi utilizado o critério de HEIDECKE, que possui nove categorias, conforme tabelas abaixo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3.4.1. <strong>Critério de Heidecke</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9 – Estado de Conservação das Edificações</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="412" height="243" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1288.png" alt="" class="wp-image-55569" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1288.png 412w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1288-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 412px) 100vw, 412px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Manual de avaliação de imóveis . 70</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 10 – Descrição dos Estados de Conservação</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="353" height="546" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1287.png" alt="" class="wp-image-55568" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1287.png 353w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1287-194x300.png 194w" sizes="(max-width: 353px) 100vw, 353px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Manual de avaliação de imóveis . 71</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme mostrado nas categorias estabelecidas nas tabelas acima, enfatiza-se três exemplos referente a casas classificadas como novas, reparo simples e sem valor.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 – Casa Nova (a)</strong><br><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/0hjT2SW0Fjv3RmFhoBNjuDDacI2-ps8ts7RVWjzG3ihfbuulYa0nIgTOXb2WYZRWp2er9PFwj7a99xJ6U-Y_EchuR28COzqNgBj8EocePIgOht_2PG3Md8CNEu1rjXyefPDyGeleVttJv_uQ_75LILFCWbazlC5xD9pb3fxoimzFb58xqVLjV7BEkPgmC_NR-NHRJC8" alt="Casa de madeira na calçada

Descrição gerada automaticamente" width="454" height="265"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: DF Casa Imóveis (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reparo de Conservação: Novo (a)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justificativa: Na casa acima está em um ótimo estado de conservação, sendo incluída na categoria nova (a), baseado na tabela de Critério de Heidecke.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 – Reparo Simples (e)</strong><br><img loading="lazy" decoding="async" alt="Casa Artur Alvim, São Paulo - SP" src="https://lh4.googleusercontent.com/GOiKjXxceqs8MKBdeX0zJq4D_lBxWCTRLj7QplfW6BR0vuK1C7UgkBnX5lMF_Slv_W7_obh2vzamoDtM0SsLtvYFfx9iQh0esXbBRexoOxUz98nn_OO-Bv4P9nZgbVNNwjMctBuaUCJpvTWndp9nam0Qq0hsy_vIj0xFQSr_29mfriqkd850-BWxAn9YzLGQ08vdA9Q" width="454" height="265"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: DF Casa Imóveis (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reparo de Conservação: Reparo simples (e)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justificativa: No exemplo, na fachada da casa há algumas patologias que precisam de alguns reparos, como por exemplo fissuras e o descascamento da pintura na fachada, dessa forma, há algumas necessidades essenciais sendo pintura e o preenchimento com massa.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5 – Sem valor (i)</strong><br><img loading="lazy" decoding="async" alt="Casa de pedra

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa" src="https://lh6.googleusercontent.com/vp9W1VtvqPYq-j828BCo1V1XAPdxbi7DVoTLZT6g3AXBRLsiR_9moVBFNaYXv5u8nSHs5-xn0ZVIQEfki1YqJkn4NdoqPUQyjzDp7K6o258ez4CSWjPZ-ffpUyfs4jGlOmbQ8zp971cnmmlxwrHVkcush_i8JiSGH9khzsWUJbN9gMsKn5VqGC4hqyFDryX2Cf91ZAc" width="454" height="265"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: DF Casa Imóveis (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reparo de Conservação: Sem valor (i)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justificativa: Apresenta uma série de avarias que necessitam de correções intensas e reforçam reformas para restauro efetivo, não há presença de cobertura, deixando os ambientes internos expostos, e suas esquadrias foram removidas</p>



<ol class="wp-block-list" start="4">
<li><strong>Resultados e Discussão&nbsp;</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, há uma diversidade de fatores que giram em torno da avaliação imobiliária. A engenharia de avaliações tem muito a desenvolver neste mercado que ainda está cheio de subjetividade. Uma área complexa que tangencia a economia, tem nuances em contabilidade, mas é engenharia. Uma missão nobre, e difícil, de valor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas descritas neste artigo são base para elaboração de um laudo técnico, e este pode ser usado para tomadas de decisões que podem ser boas ou ruins, dependendo do serviço prestado pelo avaliador ou até mercado imobiliário. De acordo com as pesquisas apresentadas, investindo tempo em conhecer o imóvel através de seus documentos, realizando uma vistoria de qualidade com olhos atentos ao que gera valor ao imóvel, como seu estado de conservação, idade aparente, metragem, assim como a localização que ele se encontra, certamente isso ajudaria em uma pesquisa de mercado, que neste caso, sempre imóveis com mesmo uso se possível mesmo padrão e região de localização. Isso juntamente com a determinação de fatores que se adequem a amostra colhida potencialmente traria resultados de acordo com o mercado imobiliário local.</p>



<ol class="wp-block-list" start="5">
<li><strong>Considerações Finais</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Foi demonstrado a variedade de possibilidades de caracterizar um imóvel dentro de apenas um dos métodos mencionados pela norma brasileira. Contudo, é justo afirmar que há um direcionamento baseado em normas que ainda tendem a se desenvolver com o tempo, mas que trazem uma certa segurança ao mercado, que composto por profissionais sérios e cada vez mais capacitados tenderá a crescer cada vez mais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os aspectos de um imóvel e os fatores que garantem à uma avaliação a homogeneidade necessária para expressão de valor condizente com o mercado imobiliário, devem ser atentadas. É nítido que o uso de fatores de forma incorreta pode tornar uma amostra tendenciosa, e, portanto, longe do objetivo de uma avaliação baseada em técnicas que tendem a buscar os mais altos graus de fundamentação.&nbsp;&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list" start="6">
<li><strong>Referências Bibliográficas</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. <strong>NBR 14653-1: </strong>Avaliação de bens – Parte 1 – Procedimentos Gerais<strong>, </strong>Rio de Janeiro, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. <strong>NBR 14653-2: </strong>Avaliação de bens – Parte 2<strong> </strong>–<strong> </strong>Imóveis Urbanos<strong>, </strong>Rio de Janeiro.<strong> </strong>2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.inteligenciaurbana.org/p/leis-e-normas.html">INSTITUTO BRASILEIRO DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA DE SÃO PAULO</a>,<strong> Valores de Edificações de Imóveis Urbanos. </strong>2017</p>



<p class="wp-block-paragraph">DANTAS, R. A<strong>. Engenharia de avaliações: uma introdução à metodologia científica. </strong>São Paulo: Pini, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIKER, J<strong>. Avaliação de Terrenos e Imóveis Urbanos. </strong>São Paulo: Pini, 1989.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONZÁLEZ, M. A. S.<strong> A Engenharia de Avaliações na Visão Inferencial. </strong>São Leopoldo: Unisinos, 1997</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOSCOVITCH, S. K. <strong>Qualidade de vida urbana e valores de imóveis: um estudo de caso para Belo Horizonte. </strong>Nova Economia, Belo Horizonte, n. especial, p. 247-279, 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NADAL, Aurélio Carlos; JULIANO, Katia Aparecida; RATTON, Eduardo.<strong> Testes estatísticos utilizados para a validação de regressões múltiplas aplicadas na avaliação de imóveis urbanos. Boletim de Ciencias Geodésicas. </strong>Curitiba: séc. antigos , v.9 nº2, p243-262, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS C.R.<strong> Avaliação de imóveis: uma proposição de uma estrutura de apoio à vistoria de imóveis </strong>Porto Alegre, 76 p., 2010. Dissertação (Bacharel) – Universidade Federal do Rio Grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, R. C. E. de O. et al. <strong>As transformações do mercado imobiliário brasileiro nos anos 2000 – uma análise do ponto de vista legal e econômico</strong>. Revista da Ciência da Administração – versão eletrônica – v. 6, Ago. &#8211; Dez. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fotos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">DF CASA IMÓVEIS <strong>Casa com 3 dormitórios à venda, Cidade Líder &#8211; São Paulo/SP. Ref CA0804-DFA </strong>Disponível em: https://www.dfcasaimoveis.com.br/imovel/casa-com-3-dormitorios-a-venda-cidade-lider-sao-paulo-sp/CA0804-DFA?from=sale Acesso em 27 nov. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">DF CASA IMÓVEIS <strong>Casa com 2 quartos, 75 m², à venda por R$ 375.000- Artur Alvim &#8211; São Paulo/SP. Ref CA0736-DFA </strong>Disponível em: https://www.dfcasaimoveis.com.br/imovel/casa-de-75-m-artur-alvim-sao-paulo-a-venda-por-r-375-000/CA0736-DFA?from=sale Acesso em 27 nov. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREEPIK<strong> As ruínas de uma velha casa destruída em um campo contra o céu azul. </strong>Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-premium/as-ruinas-de-uma-velha-casa-destruida-em-um-campo-contra-o-ceu-azul_26865370.htm Acesso em 27 nov. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">RESEARCHGATE <strong>A casa na parcela: a construção do lugar da família nos assentamentos da Zona da Mata de Pernambuco</strong> Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Casa-de-tijolo-de-uma-familia-assentada-assentamento-Arupema-dezembro-de-2010_fig2_320656087 Acesso em 27 nov. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMPÓRIO DOS QUADOS BLOG <strong>Casa Geminada: o que é, vantagens, desvantagens e fotos</strong> Disponível em: https://blog.emporiodosquadros.com.br/casa-geminada-o-que-e/</p>



<p class="wp-block-paragraph">RPP CONSTRUTORA <strong>Casa Aqua</strong> Disponível em: https://www.rppconstrutora.com.br/servico_10.php Acesso em 27 nov. 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">VALORES DE EDIFICAÇÕES DE IMÓVEIS URBANOS 2017 Disponível em: https://www.ibape-sp.org.br/adm/upload/uploads/1543595741-VEIU%202017.pdf</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ATRIBUIÇÃO DO FARMACÊUTICO NA PRÁTICA DA OZONIOTERAPIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA </title>
		<link>https://revistaft.com.br/atribuicao-do-farmaceutico-na-pratica-da-ozonioterapia-uma-revisao-integrativa-da-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 18:29:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55298</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7387626 Márcia C L Siva Mendes Junior 1,2 Orientador: Prof Dr. Matheus Silva Alves 2,2 RESUMO&#160; Ozônio é uma molécula triatômica, presente na natureza e produzida pelo&#160; organismo, composta por três átomos de oxigênio, utilizado como agente terapêutico&#160; na ozonioterapia na forma de um gás incolor, obtido a partir do oxigênio, por meio de&#160; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7387626</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Márcia C L Siva Mendes Junior <sup>1,2</sup><br> Orientador: Prof Dr. Matheus Silva Alves <sup>2,2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ozônio é uma molécula triatômica, presente na natureza e produzida pelo&nbsp; organismo, composta por três átomos de oxigênio, utilizado como agente terapêutico&nbsp; na ozonioterapia na forma de um gás incolor, obtido a partir do oxigênio, por meio de&nbsp; equipamentos específicos para este fim. Com isso, o ozônio em baixas&nbsp; concentrações desempenha funções importantes dentro da célula, com&nbsp; propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, de modulação do estresse&nbsp; oxidativo, da melhora da circulação periférica e da oxigenação e ativação do sistema&nbsp; imunológico. É usada no tratamento de um amplo número de problemas de saúde e&nbsp; disfunções estéticas, por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica.&nbsp; Vem sendo utilizada em vários países como Itália, Alemanha, Espanha, Portugal,&nbsp; Rússia, Cuba, China, entre outros, há décadas. Há algum tempo, o potencial&nbsp; terapêutico do ozônio ganhou muita atenção através da sua forte capacidade de&nbsp; induzir o estresse oxidativo controlado e moderado quando administrado em doses&nbsp; terapêuticas precisas. No entanto, verifica-se a necessidade de estudos mais&nbsp; profundos sobre o assunto citado para esclarecer com maior detalhe seu mecanismo&nbsp; de ação e comprovar seus benefícios. O presente projeto tem como objetivo realizar&nbsp; uma revisão de literatura sobre a atenção farmacêutica nos tratamentos com a&nbsp; ozonioterapia e apresentar seus principais resultados obtidos, que podem ser&nbsp; propagados na farmácia clínica e estética.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>ozonioterapia. Oxigenação celular. Regulamentação farmacêutica.&nbsp; Sistema imunológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ozone is a triatomic molecule, present in nature and produced by the&nbsp; organism, composed of three oxygen atoms, used as a therapeutic agent in ozone&nbsp; therapy in the form of a colorless gas, obtained from oxygen, through specific&nbsp; equipment for this purpose. Thereby, ozone at low concentrations plays important&nbsp; functions within the cell, with anti-inflammatory, antimicrobial, modulation of oxidative&nbsp; stress, improvement of peripheral circulation and oxygenation and activation of the&nbsp; immune system. It is used in the treatment of a wide number of health problems and&nbsp; aesthetic dysfunctions, through various routes of administration, with therapeutic&nbsp; purpose. It has been used in several countries such as Italy, Germany, Spain,&nbsp; Portugal, Russia, Cuba, China, among others, for decades. Recently, the therapeutic&nbsp; potential of ozone gained much attention through its strong ability to induce&nbsp; controlled and moderate oxidative stress when administered in precise therapeutic&nbsp; doses. However, there is a need for further studies on the subject mentioned to&nbsp; clarify in greater detail its mechanism of action and to prove its benefits. This project&nbsp; aims to conduct a literature review on pharmaceutical care in treatments with ozone&nbsp; therapy and present its main results obtained, which can be propagated in the clinical&nbsp; and aesthetic pharmacy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra ozônio deriva do grego “ozein” cujo significado é “aquilo que se&nbsp; cheira”, apresentando cheiro forte como característica principal. (MORAIS, et al,&nbsp; 2020). O gás ozônio (O3) tem sido utilizado para complementar o tratamento de&nbsp; diversas patologias, sendo assim, reconhecido na prática clínica como Ozonioterapia&nbsp; (MANDHARE, et al, 2012).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ozônio (03) é um gás triatômico mais instável que o oxigênio (02). Uma&nbsp; molécula de oxigênio (02) sofre uma quebra sob a ação de raios UV ou pela&nbsp; descarga elétrica e promove a dissociação dos átomos de oxigênio. Em seguida&nbsp; cada átomo reativo se conjuga a outra molécula de 02 dando origem ao 03.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tratamentos de gangrena gasosa e pós-traumáticos em soldados alemães na 1ª guerra mundial, surgiu a primeira aplicação do ozônio, nesse período a&nbsp; invenção de um ozonizador alavancou o uso medicinal, proposto e construído pelo&nbsp; físico Joachim Hansler. Para tanto, o uso do O3 na medicina substituiu o uso de&nbsp; antibióticos nos pós traumas e lesões (BOCCI, 2005, p.19).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje em dia, a ozonioterapia é um tratamento que pode ser executado pelo&nbsp; farmacêutico, onde a técnica empregada com O3 auxilia na terapia convencional.&nbsp; Portanto, tem ampla aplicação na área da saúde, podendo ser empregada na&nbsp; maioria das especialidades farmacêuticas devido aos inúmeros benefícios ao&nbsp; paciente. Além disso, também apresenta ações desintoxicantes, bioenergéticas e Biosintética.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização do ozônio O3 medicinal vem sendo utilizado em cicatrização de&nbsp; feridas agudas e crônicas como queimaduras, úlceras por pressão, úlceras de&nbsp; membro inferior venosas ou arteriais e pés diabéticos (VIEBAHN HANSLER, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale salientar que a técnica é um método minimamente invasivo, onde a sua&nbsp; forma de aplicação se dá através das vias: intramuscular, subcutânea, intradiscal&nbsp; (entre as vértebras da coluna vertebral), intra uretral, vaginal, vesical, via tópica e oral&nbsp; (MORETTE, 2011; FERREIRA, et al, 2020). As formas na qual o O3 se encontra são:&nbsp;na forma aquosa, oleosa e gasosa (DUTRA, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ozônio terapêutico é uma mistura de 95% de oxigênio e 5% de ozônio, cujo&nbsp; objetivo é provocar um estresse oxidativo agudo controlado, adequado e transitório,&nbsp;sem ultrapassar a capacidade antioxidante do organismo. Para isso, no uso&nbsp; medicinal dessa terapia, a concentração do gás ozônio deve apresentar uma “janela&nbsp; terapêutica”, com doses variando de 10 a 80 µg/ ml, menores que aquelas utilizadas&nbsp; em níveis industriais, em razão da sua instabilidade e toxicidade (BOCCI, 2011;&nbsp; SCHWARTZ e MARTÍNEZ- SÁNCHEZ, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários autores citam que essa técnica garante alguns efeitos fisiológicos tais&nbsp; como: anti-inflamatório, analgésico, angiogênico e imunomodulador, aumento da&nbsp; oxigenação e circulação sanguínea. Apresenta ação bacteriostática, fungicida e&nbsp; viricida, devido ao seu baixo custo, e método de aplicação minimamente invasiva,&nbsp; pode trazer inúmeros benefícios (MERHI et al., 2019; BOCCI, 2004).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale enfatizar que o ozônio pode ser utilizado como auxílio na terapia&nbsp; convencional, onde sua principal função não é substituir os fármacos, mas, melhorar&nbsp; os resultados dos tratamentos (PINHEIRO, 2021). o ozônio desencadeia uma série &nbsp;de mecanismos que levam à normalização da oferta de oxigênio por vários dias com &nbsp;consequentes efeitos, ou seja, pode corrigir doenças ligadas à isquemia, infecções, &nbsp;retardo na cicatrização e estresse oxidativo (Anzolin, Bertol, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, em março de 2018, o Sistema Único de Saúde (SUS), incluiu no Brasil, 0 uso de novas práticas integradas e complementares, sendo uma delas a&nbsp; ozonioterapia. Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em&nbsp; conhecimentos tradicionais voltados à cura e prevenção de diversas doenças (KUMAR, et al; 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o conselho federal de farmácia (CFF), em março de 2008, foi&nbsp; regulamentado uma das atividades exercidas pelo farmacêutico o uso de gases e&nbsp; misturas de uso terapêutico e para fins de diagnóstico; o Conselho Federal de&nbsp; Farmácia (CFF) publicou no Diário Oficial da União, a Resolução nº 685, de 30 de&nbsp; janeiro de 2020, a atribuição do farmacêutico na prática da ozonioterapia (CFF,&nbsp; 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resolução do CFF reconhece a atuação do farmacêutico na ozonioterapia&nbsp; clínica e estética, como terapia complementar e integrativa na qual, o farmacêutico&nbsp; poderá requerer sua habilitação no conselho regional de sua jurisdição, desde que&nbsp; atenda aos requisitos previstos na norma (CFF, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que haja o devido reconhecimento profissional, o farmacêutico precisa&nbsp; obrigatoriamente obter a certificação em pós-graduação reconhecido pelo Ministério&nbsp; da Educação (MEC), ou de programa de residência multidisciplinar de formação na&nbsp; área de ozonioterapia; ou ainda de curso livre de formação profissional em&nbsp; ozonioterapia, reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), para&nbsp; realização da prática clínica (CFF, 2008).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O profissional farmacêutico devidamente certificado, ou seja, habilitado para &nbsp;atuar com a técnica de ozonioterapia poderá assumir responsabilidade técnica por &nbsp;estabelecimento que realizar esta prática. Entre outras atribuições, a resolução &nbsp;permite que o farmacêutico realize a consulta e anamnese farmacêutica, para avaliar &nbsp;sinais e sintomas, identificar as necessidades do paciente e realizar a prescrição &nbsp;farmacêutica em ozonioterapia, escalonar doses de ozônio medicinal a serem &nbsp;utilizadas e a via adequada de acordo com a avaliação do paciente e aplicar o &nbsp;ozônio medicinal de maneira isolada ou em combinação, para uso clínico ou estético (CFF, 2020)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessa contextualização, é preciso mencionar a necessidade de&nbsp; averiguação científica sobre a eficácia e segurança de sua utilização, bem como os&nbsp; critérios de uso, profissionais que seriam habilitados (médicos, odontólogos,&nbsp; fisioterapeutas, dentre outros), analisando-se o alto poder tóxico que o ozônio&nbsp; ocasiona quando não utilizado em dosagens corretas. Também é necessário a análise&nbsp; dos parâmetros dos níveis oxidativos capazes de aferir, com maior segurança, a&nbsp; capacidade antioxidante do paciente (CAKIR, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo baseia-se em uma revisão integrativa da literatura&nbsp; científica na qual estão inclusas as seguintes bases de dados: Pumed, Scielo,&nbsp; Google acadêmico, CFF e na página da Associação Brasileira de Ozonioterapia&nbsp; (ABOZ). Todavia, enfatizou-se as abordagens relevantes sobre as atribuições do&nbsp; farmacêutico na prática do ozônio. Foram incluídos artigos publicados em inglês e&nbsp; português publicados nos últimos 12 anos. O período de busca foi realizado do dia&nbsp; 29 de agosto de 2022 até o dia 22 de novembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS:&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale-se ressaltar que o ozônio ainda é um complemento a outras modalidades convencionais de tratamento devendo permanecer&nbsp; até que se apresentem mais estudos comprovando sua utilização (SILVA, 2019).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong>: Distribuição dos artigos pesquisados, de acordo com a identificação dos benefícios do ozônio na prática clínica, incluindo as considerações dos autores citados.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Procedência&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Título do Trabalho&nbsp;</strong></td><td><strong>Autores&nbsp;</strong></td><td><strong>Periódico&nbsp;</strong></td><td><strong>Considerações relevantes</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">LILACS&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ozonioterapia como opção ao tratamento de lesões cutâneas em: Revisão&nbsp;integrativa da literatura.&nbsp;</td><td>Abdul Rahman et al.,&nbsp; 2020.</td><td>Arquivos de Ciências da&nbsp; Saúde da UNIPAR.&nbsp;&nbsp;Umuarama.&nbsp;</td><td>A característica diferencial do O3 se dá pela&nbsp; capacidade da sua célula de estimular os&nbsp; efeitos biológicos, incentivando a reparação&nbsp; tecidual, cura e retorno de sua função.&nbsp; Melhorando a oxigenação, metabolismo e a&nbsp; circulação sanguínea do corpo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Scielo&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ozonioterapia como&nbsp; terapêutica integrativa no&nbsp; tratamento da osteoartrose:&nbsp; uma revisão sistemática.</td><td>Anzolin, Bertol, 2018.&nbsp;</td><td>BJP- Brazilian Journal of &nbsp;Pain.</td><td>O ozônio desencadeia uma série de &nbsp;mecanismos que levam à normalização da &nbsp;oferta de oxigênio por vários dias com &nbsp;consequentes efeitos, ou seja, pode corrigir &nbsp;doenças ligadas à isquemia, infecções, &nbsp;retardo na cicatrização e estresse oxidativo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Google&nbsp;&nbsp;acadêmico</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ozonioterapia como opção ao tratamento de lesões cutâneas em humanos: &nbsp;revisão integrativa da &nbsp;literatura.</td><td>Lima, et al, 2022.&nbsp;</td><td>Arquivos de Ciências da&nbsp; Saúde da UNIPAR.</td><td>Entretanto a utilização da ozonioterapia&nbsp; mostra-se mais efetiva pois tem uma&nbsp; excelente eficácia e baixo custo, fácil&nbsp; manuseio e tornou-se referência no&nbsp; processo de reparo tecidual, com maior&nbsp; taxa de sucesso a sua adesão, podendo ser&nbsp; administrada localmente (por bolsa) ou&nbsp; sistemicamente conforme as indicações&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"></td><td></td><td></td><td></td><td>clínicas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Google&nbsp;&nbsp;acadêmico</td><td>Miracle of ozone therapy as&nbsp; an alternative medicine</td><td>Mandhare, et al, 2012&nbsp;</td><td>International journal of &nbsp;pharmaceutical, chemical &nbsp;and biological sciences</td><td>Aumenta a eficiência das enzimas&nbsp; antioxidantes, aumenta a flexibilidade e&nbsp; eficiência das membranas dos glóbulos&nbsp; vermelhos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Scielo&nbsp;</td><td>Aplicações e implicações &nbsp;do ozônio na indústria, &nbsp;ambiente e saúde.</td><td>Bocci, 2005, p.19.&nbsp;</td><td>Química Nova&nbsp;</td><td>Na primeira aplicação do ozônio, nesse&nbsp; período a invenção de um ozonizador&nbsp; alavancou o uso medicinal, proposto e&nbsp; construído pelo físico Joachim Hansler.&nbsp; Para tanto, o uso do O<sub>3 </sub>na medicina substituiu o uso de antibióticos nos pós traumas e lesões.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Google&nbsp;&nbsp;acadêmico.&nbsp;</td><td>Estudo sobre a&nbsp; ozonioterapia e as&nbsp; possibilidades de uso&nbsp; terapêutico no organismo&nbsp; humano: revisão de&nbsp; literatura.</td><td>Oliveir et al, 2013.&nbsp;</td><td>Arquivos de Ciências da &nbsp;Saúde da UNIPAR</td><td>O ozônio desde que foi descoberto tem sido&nbsp; utilizado em diversas áreas, como: no&nbsp;&nbsp;tratamento de águas, na esterilização de&nbsp; instrumentos, higienização de ambientes e&nbsp; alimentos e para uso medicinal. Dentre as&nbsp; principais propriedades do ozônio encontram-se&nbsp; as propriedades fungicida, bactericida e&nbsp; antiviral.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Google&nbsp;&nbsp;acadêmico</td><td>Artigo científico: O poder do&nbsp; ozônio do sistema&nbsp;&nbsp;imunológico</td><td>Smith et al. 2017.&nbsp;</td><td>Philozon&nbsp;</td><td>Apesar da alta letalidade do ozônio, quando&nbsp; inalado mesmo em baixas concentrações,&nbsp; seu uso tem sido sugerido para solucionar&nbsp; diversos problemas do mundo moderno.&nbsp; Isso decorre, possivelmente, das suas&nbsp; qualidades como agente germicida,&nbsp; bactericida e de limpeza química.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Google&nbsp;acadêmico</td><td>Ozone therapy as adjuvant&nbsp; treatment in patients with&nbsp; COVID-19</td><td>Rezende et al, 2021.&nbsp;</td><td>Research, Society and&nbsp;&nbsp;Development.</td><td>O ozônio já está presente no nosso&nbsp; cotidiano há mais de 150 anos, milhares de&nbsp; pessoas já tiveram a oportunidade de&nbsp; conhecer e usufruir dos benefícios que ele&nbsp; proporciona. Entretanto, pode atuar de&nbsp; diversas formas, principalmente auxiliando&nbsp; na eliminação do foco da doença, e&nbsp; contribuindo para recuperação da&nbsp;&nbsp;capacidade funcional do organismo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">GOOGLE</td><td>Resolução nº 685, de 30 de&nbsp; janeiro de 2020</td><td>CFF&nbsp;</td><td>Diário oficial da união&nbsp;</td><td>O farmacêutico habilitado poderá assumir &nbsp;responsabilidade técnica por estabelecimento &nbsp;farmacêutico que realizar esta prática. Entre &nbsp;outras atribuições, a resolução permite que o &nbsp;farmacêutico realize a consulta e anamnese &nbsp;farmacêutica, para avaliar sinais e sintomas, &nbsp;identificar as necessidades do paciente e &nbsp;realizar a prescrição farmacêutica em &nbsp;ozonioterapia. O profissional também poderá, &nbsp;entre outras atividades, escalonar as doses de &nbsp;ozônio de acordo com a avaliação do paciente e &nbsp;aplicar o ozônio medicinal de maneira isolada &nbsp;ou em combinação, para uso clínico ou estético.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: autor, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 REVISÃO INTEGRATIVA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ozônio desde a primeira guerra mundial, vem sendo utilizado em diversas &nbsp;áreas, como: no tratamento de águas, na esterilização de instrumentos, higienização &nbsp;de ambientes e alimentos e para uso medicinal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para BOCCHI (2018), na prática clínica, para ter segurança quando se &nbsp;trabalha com o ozônio, deve-se usar um gerador de ozônio preciso e equipado com &nbsp;um fotômetro padronizado que permite determinar a concentração de ozônio em tempo real, e coletar um volume preciso de gás com uma concentração definida de &nbsp;ozônio, pois a dose total é calculada multiplicando a concentração de ozônio com o &nbsp;volume de gás.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ozônio é um potente agente oxidante contra bactérias gram-positivas e&nbsp; negativas, vírus, protozoários, bactérias e fungos. Sendo um agente terapêutico&nbsp; clínico utilizado para o tratamento de feridas crônicas, como úlceras, melhorias&nbsp; significativas nos resultados de cicatrização rápida de feridas e na estimulação&nbsp; imunológica, no tratamento de todas as infecções. Com isso, quando o sangue é&nbsp; exposto ao ozônio, reagem com a água do plasma e com os ácidos graxos&nbsp; insaturados presente nas membranas das células, originando o peróxido de&nbsp; hidrogênio (H2 02). (OLIVEIRA, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ozonioterapia é um recurso terapêutico que deve ser mais estudado para&nbsp; futuramente poder ser amplamente utilizada e com isso beneficiar os pacientes que&nbsp; sofrem com essas feridas de ofício cicatrização e dolorosa (XAVIER, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica de ozonioterapia constitui-se de uma terapia bio oxidativa baseada &nbsp;na utilização de uma mistura gasosa de oxigênio e ozônio. Considerando que o&nbsp; ozônio medicinal atua, principalmente, por meios farmacológicos, imunológicos ou&nbsp; metabólicos, apresentam propriedades de prevenir, tratar e aliviar enfermidades ou&nbsp; doenças e que são utilizados; O ozônio em baixas concentrações desempenha&nbsp;funções importantes dentro da célula, com propriedades anti-inflamatórias,&nbsp; antimicrobianas, de modulação do estresse oxidativo, da melhora da circulação&nbsp; periférica e da oxigenação e ativação do sistema imunológico (CFF, 2021). Portanto, conclui-se, que o ozônio como terapia tem se demonstrado eficaz no&nbsp; tratamento de distúrbios e patologias em diversas especialidades, podendo ser&nbsp; ainda associado como complemento a alternativas terapêuticas. Entretanto, a&nbsp; ozonioterapia ainda é pouco utilizada na clínica farmacêutica pelo seu&nbsp; reconhecimento escasso entre os profissionais. Diante disso, ressalta-se a&nbsp; necessidade de estudos futuros como este, que continuem avaliando e&nbsp; demonstrando a efetividade e segurança dessa técnica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABOZ – <strong>Associação Brasileira de Ozonioterapia. Ozonioterapia</strong>. Disponível em:&nbsp; https://www.aboz.org.br/ozonioterapia / Acesso em: 02 de dezembro de 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOCCI, V. OZONE A New Medical Drug. P.O. Box 17, 3300 AA Dordrecht, The&nbsp; Netherlands: Springer, 2005.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BULIÉS, J.C.E, DÍAZ; O.V; RAUDER, R.S; VALDÉS, Y.L; GARCÍA, C.L. Resultados&nbsp; terapéuticos en la osteoartritis de la rodilla con infiltraciones de ozono. Rev Cubana&nbsp; Invest Bioméd v.16 n.2 Ciudad de la Habana jul.-dic. 1997 DE OLIVEIRA JUNIOR,&nbsp; J.S; LAGES, G.V. Ozone therapy for lumbosciatic pain.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS A., &amp; Calles, B. (2003). <strong>La ozonoterapia, una opción de tratamiento en&nbsp; la medicina veterinaria. </strong>Tese (Pregrado) Centro de Investigaciones del Ozono.&nbsp; Universidad de Granma. Cuba. 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAKIR, R. General. <strong>Aspects of Ozone Therapy, Pharmacology and Nutritional&nbsp; Intervention in the Treatment of Disease, Faik Atroshi, IntechOpen, London, </strong>2014. Disponível em . 950-Texto do artigo-3139-1-10-20200605 (2).pdf Acesso em&nbsp; 03 de dezembro de 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO FEDERAL DE FARMACIA (CFF.) <strong>Publica resolução que&nbsp; regulamenta atuação do farmacêutico na ozonioterapia</strong>. Copyright © 2008.&nbsp; Disponível em: https://www.cff.org.br . Acesso em: 03, de dezembro de 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO REGIONAL DE FARMACIA (RF-RS). <strong>Atribuições do farmacêutico na&nbsp; Ozonioterapia </strong>&#8211; CRF/RS. Disponível em: https://www.crfrs.org.br / acesso em: 04 de&nbsp; dezembro de 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIAZ LUIS, J.; MACIAS ABRAHAM, C.; MENENDEZ CEPERO, S. Efecto modulador&nbsp; de la ozonoterapia sobre la actividad del sistema inmune. Rev Cubana Hematol&nbsp; Inmunol Hemoter. Havana, v. 29, n. 2, p. 143-153, 2013. Disponível em:&nbsp; https://rsdjournal.org acesso em: 03 de dezembro de 2021&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, C. A.; STANZIOLA, L.; ANDRADE, I. C.; NEVES, S. M. N.&nbsp; <strong>Autohemoterapia maior ozonizada no tratamento de habronemose em eqüino </strong>– relato de caso. In: 35o CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA VETERINARIA,&nbsp; Gramado, RS; 2008. p. 3-4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUERRA X.V., LIMONTA Y.N., CONTRERAS I.H., FREYRE R.L., RAMÍREZ A.M.P.&nbsp; <strong>Resultados de los costos en ozonoterapia.In: Revista Cubana Enfermer, </strong>1999;&nbsp; p.104-108.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GURLEY, B. Ozone: pharmaceutical sterilant of the future? in: journal of parenteral&nbsp; science and technology, v. 39, p. 256-261, 1985.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MASLENNIKOV, O. V; KONTORSHCHIKOVA, C.N; GRIBKOVA, I.A; Ozone therapy&nbsp; in Practice. Health Manual. Nizhny Novgorod, Russia, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIRES R. J. A., KARAM M. A., GARCIA G. V., SALIMON F. R., FARIAS P. E. A., DE &nbsp;ANDRADE R. C., ZUZA C. E. <strong>Efeito da terapia sistêmica de ozônio como um&nbsp; biomodulador da regeneração tecidual e da resposta inflamatória em ratos</strong>.&nbsp; Disponível em: https://www.scielo.brounesp acesso em: 03 de dezembro de 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUNNEN G. (2003). <strong>Ozone in medicine: overview and future directions. Journal&nbsp; of Advancement in Medicine. New York</strong>. E.E.U.U. 1(3), 159-174. Corpus ID:&nbsp; 30587821.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCROLLAVEZZA, P.; FERRARI, F.; MARTINI, F.M. ozone treatment and blood&nbsp; lactate variation after thoroughbred racehorses. In: world equine veterinary&nbsp; association mondial congress, 5., 1997, Padova. Proceedings. Padova: [S.N.] 1997.&nbsp; P.466. (Resumo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRALDI, R.F. USO DA OZONIOTERAPIA COMO TERAPIA COMPLEMENTAR EM&nbsp; CÃES DIAGNOSTICADOS COM PARVOVIROSE. 2019. 49f. Dissertação de&nbsp; Mestrado em Biotecnologia animal – Programa de Pós-graduação em Biotecnologia&nbsp; Animal, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRAVAGLI V, ZANARDI I, BERNINI P, NEPI S, TENORI L, BOCCI V: <strong>Effects of&nbsp; ozone blood treatment on the metabolite profile of human blood. Int J Toxicol </strong>2010, 29:165-174</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Acadêmica do Curso de Farmácia, Universidade CEUMA.&nbsp;<br><sup>2 </sup>Docente do Curso de Farmácia, Universidade CEUMA.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BENEFÍCIOS DA TERAPIA COMPLEXA DESCONGESTIVA NO TRATAMENTO DE LINFEDEMA EM MULHERES MASTECTOMIZADAS </title>
		<link>https://revistaft.com.br/beneficios-da-terapia-complexa-descongestiva-no-tratamento-de-linfedema-em-mulheres-mastectomizadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 13:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=54719</guid>

					<description><![CDATA[BENEFITS OF COMPLEX DECONGESTIVE THERAPY IN THE TREATMENT OF&#160; LYMPHOEDEMA IN WOMEN WHO HAVE MASTECTOMIZED REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7386446 Arielle Bispo SantanaElivana dos Reis SantosKetellen Grasiele Barreto Gomes1Danielle Pereira Oliveira Milena Alves Medrado2 RESUMO&#160; Introdução: Uma das complicações mais recorrentes do tratamento do câncer de mama é a formação de linfedema de membro superior no lado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>BENEFITS OF COMPLEX DECONGESTIVE THERAPY IN THE TREATMENT OF&nbsp; LYMPHOEDEMA IN WOMEN WHO HAVE MASTECTOMIZED</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7386446</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Arielle Bispo Santana<br>Elivana dos Reis Santos<br>Ketellen Grasiele Barreto Gomes<sup>1</sup><br>Danielle Pereira Oliveira <br>Milena Alves Medrado<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>Uma das complicações mais recorrentes do tratamento do câncer de mama é a formação de linfedema de membro superior no lado operado que tende a se formar em decorrência da remoção de linfonodos durante o processo de Mastectomia que é o método disposto para tratamento mais comumente utilizado. <strong>Objetivo: </strong>Este estudo tem como objetivo investigar os benefícios da terapia complexa descongestiva no tratamento do linfedema em mulheres mastectomizadas. <strong>Métodos: </strong>Pesquisa de revisão de literatura do tipo Narrativa. Para tanto foram utilizadas as plataformas de bases de dados BVS, com filtro relacionado à Lilacs e Medline e a Scielo. Os idiomas aplicados foram português e inglês. Os dados foram filtrados de acordo com o ano de publicação, observando publicações dos últimos dez anos, sendo 2012 a 2022. <strong>Resultados</strong>: Os estudos analisados trataram de forma unânime as repercussões do pós-operatório de mastectomia, sendo elas derivadas da presença do linfedema, apresentando o uso da Drenagem Linfática Manual, a prática de Exercícios Físicos, o uso da Kinesio Taping e Bandagem Elástica associada aos cuidados com a pele na chamada Terapia Complexa Descongestiva (TCD) como forma de tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong>: A utilização da TCD apresentou resultados promissores quando realizada tanto em conjunto ou de forma individual, sem o acréscimo de outras técnicas, ressaltando melhores resultados e benefícios quando utilizada na formação inicial do edema&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Descritores: </strong>Fisioterapia. Drenagem Linfática. Linfedema. Mastectomia. Exercício Físico. Bandagem Elástica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction</strong>: One of the most recurrent complications of breast cancer treatment is the formation of upper limb lymphedema on the operated side that tends to form as a result of the removal of lymph nodes during the Mastectomy process, which is the most commonly used method for treatment. <strong>Objective</strong>: This study aims to investigate the benefits of complex&nbsp;decongestive therapy in the treatment of lymphedema in women with mastectomies. <strong>Methods: </strong>Narrative type literature review research. For this purpose, the VHL database&nbsp; platforms were used, with a filter related to Lilacs and Medline and Scielo. The languages&nbsp; applied were Portuguese and English. Data were filtered according to the year of&nbsp; publication, observing publications from the last ten years, from 2012 to 2022. <strong>Results</strong>:&nbsp; The analyzed studies unanimously dealt with the repercussions of the mastectomy&nbsp; postoperative period,which are derived from the presence of lymphedema, presenting the&nbsp; use of Manual Lymphatic Drainage, the practice of Physical Exercises, the use of Kinesio&nbsp; Taping and Elastic Bandage associated with care for the skin in the so-called Complex&nbsp; Decongestive Therapy (TCD) as a form of treatment.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusion</strong>: TheuseofDBTshowedpromisingresultswhenperformedeithertogetherorindividually, without the addition of other techniques, emphasizing better results and benefits when used during the initial formation of edema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Physiotherapy. Lymphatic drainage. Lymphedema. Mastectomy. Physical exercise. Elastic Bandage.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é a neoplasia mais comumente diagnosticada em mulheres, sendo considerado como um importante problema de saúde pública mundial, levando em consideração a sua elevada incidência e taxa de morbimortalidade. Conforme Barros <em>et al</em>. 2013, estimativas apontam que em 2012, no Brasil ocorreram mais de 50.000 casos novos de câncer de mama.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Santos <em>et al</em>. 2022, de acordo o Observatório Global de Câncer, foram estimados 2,2 milhões de novos casos e 655 mil óbitos pela doença para 2020. O câncer de mama é considerado a causa mais comum de mortes relacionadas ao Câncer no Brasil (RETT <em>et al</em>., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barros <em>et al</em>. 2013, afirma que no Brasil, um dos fatores que mais dificultam o tratamento é o estágio avançado no diagnóstico, e a evolução das complicações que podem resultar na diminuição das chances de sobrevida e comprometer os resultados da terapêutica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os diversos métodos disponíveis para tratamento, a mastectomia prevaleceu com maior incidência, sendo um procedimento padrão para a remoção do nódulo maligno com o objetivo de impedir a expansão do câncer. Esse procedimento cirúrgico visa à retirada total da glândula mamária associada ou não à linfadenectomia axilar. Contudo, o pós-operatório deste procedimento pode apresentar complicações físicas e também funcionais (ROCHA <em>et al</em>., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As possíveis complicações que podem se apresentar no pós-operatório de mastectomia, variam de desde deiscências e aderências cicatriciais, seroma, alterações da sensibilidade, à restrição da amplitude de movimento (ADM) do ombro, rigidez articular, fraqueza muscular, dor em membro superior (MS) e linfedema (RETT <em>et al</em>., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O linfedema, sendo uma das complicações mais frequentes, consiste em uma condição crônica ocasionada pelo acúmulo de líquido rico em proteínas no espaço intersticial, podendo apresentar seu desenvolvimento de forma imediata, após a cirurgia ou se apresentar um período após o tratamento (BARROS <em>et al</em>., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade Internacional de Linfologia (ISL) agrupou o Linfedema em 4 estágios, onde 0 corresponde ausência de ganho de volume e edema explícito, diferente do mesmo, o estágio I apresenta um Linfedema com uma leve presença de edema com aumento de volume, tendo capacidade de ser diminuído com o levantamento do membro, o linfedema no estágio II é considerado não reduzido com pouco inchaço e tem pouca ou insuficiente resposta positiva com a elevação do membro, sendo este indício para alterações teciduais e por último o estágio III além de ter uma resposta considerada negativa em relação ao edema e elevação do membro, as modificações teciduais como gordura, fibrose tecidual, espessamento hipertrófico da pele e deformidades dos membros até elefantíase linfostática é mais visível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo de revisão da literatura apontou a prevalência de linfedema pós-mastectomia de 6% (Inglaterra, 2003) a 49% (EUA, 2001) e incidência de 0% (EUA, 2002) a 22% (EUA, 2004), dependendo dos critérios adotados para mensuração e definição de linfedema, do tempo transcorrido da cirurgia até a avaliação e das características da população estudada, ressaltando um aumento expressivo nos dados (BARROS <em>et al</em>., (2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem diversos recursos terapêuticos que podem ser utilizados com intuito de promover a cicatrização tecidual, reduzir os sintomas e amenizar as consequências indesejadas provenientes do pós-cirúrgico. Dentre os recursos disponíveis, a fisioterapia apresenta resultados promissores, alguns dos artifícios dispostos para a promoção de uma reabilitação funcional estão relacionados à prática de exercícios ativos e ao uso das técnicas de recursos manuais com a aplicação da Bandagem Elástica ou Kinesio Taping e a Drenagem Linfática Manual e a prática de cuidados com pele que quando utilizadas em conjunto compõem a chamada Técnica Complexa Descongestiva (WANCHAI <em>et al</em>., 2022; OLIVEIRA <em>et al</em>., 2018; DOMINGUES <em>et al</em>., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Marchica <em>et al</em>. 2021, a prática do exercício físico ativo atua como uma bomba muscular promovendo o fluxo linfático e reduzindo o inchaço dos tecidos moles, visto que a mesma associada a utilização de outras terapias como a Drenagem linfática e a aplicação de Bandagens através da Kinesio Taping, podendo contribuir para a diminuição do volume e diâmetro do membro superior e diminuindo assim o risco da formação de linfedemas relacionados ao câncer de mama de membros superiores e suas consequências.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica Kinesio Taping (KT) corresponde a um procedimento terapêutico, podendo ser chamada também de bandagem elástica funcional. A KT tem como propósito contribuir com os músculos e outros tecidos a procurarem a sua homeostase, Kase <em>et al</em>. 2013. A mesma tem sido muito reconhecida como um grande aliado no tratamento de linfedema, sendo estes aptos a oferecer a reabsorção de exsudatos em direção aos vasos linfáticos profundos, ductos linfáticos e linfonodos. (BELL e MILLER, 2013; ARTIOLI e BETOLINI, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atributo elástico da bandagem é capaz de proporcionar o aumento da pele, levando em consideração os cuidados necessários com a pele, que são essenciais como parte da utilização da TCD (Pacheco; Costa; Haddad, 2018; Bergman; Baiocchi; Andrade, 2021). Contribuindo com a ocorrência de tensões e trações superficiais, preparados para drenar os fluidos corporais auxiliando na eficácia da drenagem linfática quando utilizada em conjunto (KASE <em>et al</em>., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Luz e Lima 2011, a drenagem Linfática Manual (DLM) é uma técnica de massagem que utiliza manobras lentas, rítmicas e suaves envolvendo a superfície da pele e seguindo os caminhos anatômicos linfático do corpo, atuando sobre o trajeto dos vasos linfáticos, visando drenar o excesso de líquido no interstício, no tecido e dentro dos vasos. A DLM é um tratamento não invasivo usado para reduzir edemas, possuindo efeito positivo também como auxiliar na melhora do quadro álgico em mulheres pós mastectomizadas (LIN <em>et</em> <em>al</em>., 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste trabalho foi investigar os benefícios da terapia complexa descongestiva no tratamento de linfedema em mulheres mastectomizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Materiais e Métodos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura do tipo Narrativa. Para tanto foram utilizadas as plataformas de bases de dados BVS, com filtro relacionado à Lilacs e Medline e a Scielo. Como palavras chaves, serviram de busca: Linfedema, Mastectomia, Fisioterapia e Drenagem Linfática, Exercício Físico e Bandagem Elástica, seguindo os demais cruzamentos: Linfedema e Drenagem linfática; Linfedema e Mastectomia; Linfedema e Fisioterapia; Mastectomia e Fisioterapia; Drenagem linfática em Mastectomia; Drenagem linfática e Fisioterapia; Drenagem linfática em Mastectomia; Linfedema e Fisioterapia; Exercício Físico e Linfedema e Bandagem Elástica e Linfedema. Os idiomas aplicados foram português e inglês. Os dados foram filtrados de acordo com o ano de publicação, observando publicações dos últimos dez anos, sendo 2012 a 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo os critérios de inclusão, foram inseridos os seguintes filtros: artigos publicados na íntegra, artigos gratuitos, artigos relacionados aos termos mastectomia; drenagem linfática; Linfedema; Neoplasias de Mama em mulheres e Modalidades da Fisioterapia. De acordo com os critérios de exclusão, artigos em qualquer outro idioma se não em inglês e português, artigos duplicados, artigos que contenham outros procedimentos se não a mastectomia, artigos que contenham estudos relacionados à pacientes do sexo masculino, e artigos com conteúdo considerados fuga de tema não se relacionando com nenhuma das palavras chave, ou abordando conteúdos adversos ao tema central, não se relacionando com a temática de tratamento do linfedema pós-mastectomia em mulheres.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da plataforma BVS, utilizando filtros relacionando-a às plataformas LILACS e MEDLINE, seguindo a ordem de cruzamentos descrita anteriormente, foram encontrados um total de 1166 artigos durante a busca. Ainda, na plataforma Scielo, seguindo a ordem já descrita de cruzamentos, foram encontrados um total de 69 documentos, somando um total de 1235 artigos encontrados sem a utilização dos filtros. Foi descartado um total de 767 artigos após a colocação dos filtros de pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma busca mais fidedigna, foram dispostos critérios de exclusão, resultando em um total de 468 artigos disponíveis, onde 7 se tratavam de artigos com o ano de publicação fora do tempo estipulado, 14 foram estudos relacionados a tratamentos para membros inferiores, 123 foram retirados por se tratarem de artigos duplicados, 11 por se tratarem de artigos pagos, 51 estavam em idiomas que não fossem inglês e português, e 250 foram considerados fuga de tema. Após a disposição dos critérios de exclusão e inclusão citados acima obtivemos como resultado de busca um total de 456 artigos excluídos e, por fim, 12 artigos com conteúdos utilizáveis que foram selecionados para a produção da revisão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados e Discussão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Domingues <em>et al. </em>2021; Thomaz, Dias, Rezende, 2017, a incidência do linfedema variou em cerca de 15% a 30% dos casos estudados entre os anos de 2010 a 2018. Ainda, alguns dos sintomas e disfunções mais frequentes que podem ser apresentados pelas pacientes que possuem linfedema em membro superior no pós-operatório de mastectomia, são a sensação de peso, dor e a redução da amplitude de movimento e o aumento do volume do membro afetado (OLIVEIRA <em>et al.</em>, 2018; BARROS <em>et al</em>., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu relato de caso, Pacheco, Costa, Haddad, 2018 afirmam que uma paciente do sexo feminino, submetida ao procedimento de mastectomia com linfodectomia, teve seus valores de perimetria e circunferência coletados em uma avaliação fisioterapêutica. Assim como descreve Barros <em>et al. </em>2013 em seu ensaio clínico, onde foi possível notar a diferença entre o membro do lado não operado para o lado operado que apresentou um aumento do diâmetro, ocasionado pelo acúmulo de líquido no interstício. Seus estudos afirmaram que os resultados positivos para a redução do linfedema foram através da utilização da Técnica Complexa Descongestiva (TCD), sendo obtidos quando o tratamento foi iniciado com brevidade aos primeiros sinais de aparecimento do linfedema (PACHECO, COSTA, HADDAD, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, em uma amostra de 235 mulheres em um estudo sobre o perfil das mulheres com linfedema pós-mastectomia realizado por Gozzo <em>et al</em>. 2019, foi atestado que cerca de 68% das mulheres entrevistadas procuraram atendimento quando o linfedema já estava estabelecido e os sintomas se apresentavam mais expressivos. Ressaltando a importância da brevidade na busca por tratamento ao sinal dos primeiros sintomas e preferencialmente acompanhado por um fisioterapeuta para um melhor controle dessa condição (MARCHICA <em>et al</em>., 2021; MACEDO <em>et al</em>., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pivetta <em>et al. </em>2017, afirmam em seus estudos, buscando discutir as possibilidades de tratamentos conservadores e não medicamentosos para o linfedema, que a TCD é na maioria das vezes considerada o tratamento padrão ouro na escolha para a maioria dos pacientes. Cedron <em>et al</em>. 2015; Oliveira <em>et al</em>. 2018, complementam através de seus ensaios clínicos que durante a execução da TCD, pode-se utilizar a Drenagem Linfática Manual (DLM), a aplicação de Bandagens e a execução de exercícios físicos (EF) para melhorar os resultados da técnica durante o tratamento, levando em consideração que a mesma é dividida em duas fases, sendo a primeira com objetivo de a reduzir ao máxima do volume do membro afetado e a segunda conservar e otimizar os resultados obtidos na fase inicial (BERGMAN, BAIOCCHI,ANDRADE, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DLM consiste em movimentos especializados que atuam como uma bomba na pele para melhorar o fluxo e a reabsorção da linfa. Como resultado, reduz o inchaço e a fibrose no membro afetado, ela possui um efeito benéfico, mas não pode reduzir ou prevenir significativamente o risco de linfedema em longo prazo, embora a literatura não seja homogênea quanto à sua eficácia e o seu efeito aparente ser inconclusivo quando comparada a utilização de outras técnicas por algumas literaturas, existem estudos que atestam o seu benefício (MARCHICCA <em>et al</em>., 2021; BARROS <em>et al., </em>2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ensaio clínico realizado em mulheres brasileiras com linfedema relacionado ao câncer de mama, que já haviam sido submetidas à TCD, divididas em dois grupos, onde em um foi aplicado o tratamento associado à DLM e em outro não. Ambos obtiveram resultados positivos na redução da circunferência do membro, porém não houve diferença significativa (BERGMAN, BAIOCCHI, ANDRADE, 2021). No entanto, Cedron <em>et al. </em>2015 afirma que diferente do estudo anterior, ao comparar a aplicação da TCD em conjunto com outras técnicas a um grupo de amostras que utilizou apenas a TCD, foi notável a redução no volume do membro afetado, ainda, a redução foi mais expressiva no grupo que realizou a TCD sem adição de outras técnicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Oliveira <em>et al</em>. 2018, praticar exercício ativo no pós operatório do câncer de mama pode possibilitar uma maior eficiência quando comparada a utilização da DLM na precaução e tratamento do linfedema em mulheres adultas e o mesmo não induz a incidência de seroma ou infecções, embora uma revisão sistemática não tenha constatado a relação entre a formação de seroma e a drenagem linfática manual. A prática de exercícios físicos realizados duas vezes por semana, em grupo, obedecendo a três fases: aquecimento gradativo das cadeias musculares; exercícios para incremento de amplitude articular; alongamento muscular e relaxamentos expõem resultados positivos quando o protocolo proposto é seguido de forma correta (BARROS <em>et al.</em>, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conformidade com Marchica <em>et al</em>. 2021, a prática de exercícios de forma ativa é muito indicada para aumentar o retorno venoso e melhorar o fluxo linfático, favorecendo assim a absorção da linfa através do bombeamento realizado pela ação de contração e relaxamento muscular. Sua eficácia e resultados são melhores apresentados quando realizados em conjunto com alguma forma de compressão externa, pois auxilia na diminuição do diâmetro do membro afetado (BERGMAN, BAIOCCHI, ANDRADE, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pivetta <em>et al. </em>2017, em uma pesquisa de cunho exploratório documental, a Kinesio Taping (KT), também conhecida como Bandagem Elástica funcional utilizada como forma de compressão externa, alega que, mediante os movimentos corporais, a bandagem provoque diferença de gradiente de pressão entre as camadas da pele tracionando os filamentos de ancoragem levando a abertura e fechamento dos linfáticos iniciais. Sua propriedade elástica promove a elevação da pele favorecendo a ocorrência de tensões e trações superficiais capazes de drenar os fluidos corporais. (BITENCOURT <em>et al</em>., 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Pacheco, Costa, Haddad, 2018 afirmam, pacientes com insuficiência linfática podem apresentar alterações cutâneas como espessamento, aprofundamento de dobras cutâneas, fissuras cutâneas, fibrose dérmica, entre outras. Essas complicações estão associadas ao maior risco de infecção e piora do grau, funcionalidade e qualidade de vida decorrente do linfedema. Portanto, os cuidados com a pele se fazem imprescindíveis durante a execução do tratamento, sobretudo com a utilização de bandagens que são posicionadas sobre a pele (BERGMAN, BAIOCCHI, ANDRADE, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Thomaz, Dias, Rezende 2017, declaram que a Kinesio Taping é uma técnica alternativa e complementar na redução e manutenção do linfedema secundário ao câncer de mama, podendo ser utilizada como forma auxiliar, mas sem capacidade para substituir a TCD. A KT apresenta resultados satisfatórios, tanto de forma isolada como associada a outras técnicas, porém a KT quando comparada a utilização da Terapia Complexa Descongestiva sem a associação de outra técnica apresenta resultados inferiores na redução do linfedema (PIVETTA <em>et al., </em>2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observando os estudos acima, percebe-se uma tendência de discussão mais voltada ao uso em conjunto da terapia complexa descongestiva para o tratamento do linfedema. A intervenção fisioterapêutica mostrou-se benéfica e eficaz na redução do volume no membro acometido por linfedema, proporcionando melhora dos sintomas, maior conforto e bem estar ao paciente (PACHECO, COSTA, HADDAD, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusões&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados tratam de forma unânime as repercussões do pós-operatório de mastectomia, sendo elas derivadas da presença do linfedema que se origina a partir do funcionamento anormal do sistema linfático, ocasionado por uma obstrução nas vias linfáticas, dificultando a drenagem de líquidos do meio intersticial, com alta incidência na geração de edema no membro afetado de pacientes pós mastectomizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um modo geral, os estudos verificados nesta revisão narrativa com base nos artigos encontrados, demonstraram que a Drenagem Linfática Manual, a prática de Exercício Físico e o uso da Kinesio Taping ou Bandagem Elástica associada aos cuidados com a pele, amplamente utilizados na prática clínica, se mostraram eficientes na redução do volume do linfedema de membro superior em mulheres no pós-operatório de mastectomia quando utilizados em conjunto na chamada Terapia Complexa Descongestiva, ressaltando que os efeitos são mais promissores quando o tratamento é realizado com brevidade, no período inicial do edema, apesar de alguns dos estudos em questão terem sido realizados após a formação do linfedema na região a ser tratada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, quando as técnicas são comparadas entre si, não é possível afirmar com exatidão qual delas se mostra mais eficaz na redução do linfedema, visto que a aquisição de dados robustos para recomendar seu uso de forma universal é dificultada por conta da escassez de estudos e relatos referentes aos resultados de sua utilização como terapêutica, apesar de grande parte delas apresentar resultados promissores de acordo com os estudos e casos analisados até o presente período.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sugere-se, uma maior ênfase na execução de novos estudos clínicos randomizados e pesquisas com catalogação e análise de dados que apresentem e busquem elucidar os efeitos produzidos por essas técnicas quando utilizadas de forma individual, favorecendo uma melhor análise de seus benefícios como recursos terapêuticos no tratamento do linfedema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. BARROS, V. M. E., <em>et al</em>. Linfedema pós-mastectomia: um protocolo de tratamento. Fisioterapia e Pesquisa, Ribeirão Preto -SP, n. 20(2), p. 178-183, abr. 2013 178-183. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1590/S1809- 29502013000200013&gt;. Acesso em: 22 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. BERGMAN, A., BAIOCCHI, J. M. T., ANDRADE, M. F. C. D. Tratamento conservador do linfedema: o estado da arte. Jornal Vascular Brasileiro, Brasil, p. 1-10, 2021. 1677-7301. Disponível online em:&nbsp;&lt;https://doi.org/10.1590/1677-5449.200091&gt;. Acesso em: 22 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. BITENCOURT, P. L. S. <em>et al</em>. Atuação da Fisioterapia no Linfedema Neoplásico em Paciente com Câncer de Mama Metastático: Relato de Caso. Revista Brasileira de Cancerologia, São Paulo &#8211; Brasil, v. 67, n. 4, p. 1-5, 23 fev. 2021 Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2021v67n4.1293&gt;. Acesso em: 22 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. CENDRON, S. W., <em>et al</em>. Fisioterapia complexa descongestiva associada a terapias de compressão no tratamento do linfedema secundário ao câncer de mama: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Cancerologia: Terapias de Compressão: Revisão Sistemática, Porto Alegre &#8211; RS, n. 61(1), p. 49-58, mar. 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. DOMINGUES, A. C., <em>et al</em>. Terapia complexa descongestiva no tratamento de linfedema pós-mastectomia. Fisioterapia Brasil, São Paulo, ano 2021, n. 22(2), p. 272-289, 25 mai. 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. FERLAY J., <em>et </em>al. Observatório Global do Câncer: Cancer Today. [Internet] Lyon: Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer; 2018. [citado em 3 de agosto de 2019]. Disponível online em: &lt;https://gco.iarc.fr/today&gt;. Acesso em: 23 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. GOZZO, T. D. O., <em>et al</em>. Perfil de mulheres com linfedema após tratamento de câncer de mama. Esc. Anna Nery Rev. Enfermagem, São Paulo &#8211; Brasil, v. vol.23, n. 4, p. 1-7, 30 set. 2019 2177-9465. Disponível online em: https://doi.org/http://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2019-0090 . Acesso em: 22 set. 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. KASE, K., DIAS E., LEMOS Tv. Kinesio Taping: introdução ao método e aplicações musculares. São Paulo: Andreoli; 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. LIN, Y., <em>et al</em>. Drenagem Linfática Manual para Linfedema Relacionado ao Câncer de Mama: Uma Revisão Sistemática e Meta-análise de Ensaios Controlados Randomizados. Clin Câncer de Mama, ano 2022, v. 22, n.&nbsp;E664-E673, 1 jul. 2022. Neoplasias, p. 664-6673. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1016/j.clbc.2022.01.013&gt; Acesso em: 24 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10. LUZ, N. D. D., LIMA, A. C. G. Recursos fisioterapêuticos em linfedema pós-mastectomia: uma revisão de literatura. Fisioterapia em Movimento, v. 24, n. 24(1), p. 191-200, mar. 2011 0103-5150. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1590/S0103-51502011000100022&gt; Acesso em: 24 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">11. MACEDO, F. O., <em>et al</em>. Linfedema Secundário ao Tratamento do Câncer de Mama: Abordagem Fisioterapêutica em Tempos de Pandemia. Revista Brasileira de Cancerologia, [s. l.], n. 66 (TemaAtual), p. 1-4, 2020. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2020v66nTemaAtual.1043. Acesso em: 22 set. 2022. </p>



<p class="wp-block-paragraph">12. MARCHICA, P., <em>et al</em>. Tratamento Integrado do Linfedema Relacionado ao Câncer de Mama: Uma Revisão Descritiva do Estado da Arte. Pesquisa anticâncer, Itália, v. Vol. 42, n. 41(7), p. 3233-3246, jul. 2022. Disponível online em: &lt;doi:10.21873/anticanres.1510&gt;. Acesso em: 30 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">13. OLIVEIRA, M., <em>et al</em>. Efeitos a longo prazo da drenagem linfática manual e exercícios ativos sobre morbidades físicas, parâmetros linfocintilográficos e formação de linfedema em pacientes operadas por câncer de mama: um ensaio clínico. Plos One, São Paulo. n. 13(1), 5 jan. 2018. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1371/journal.pone.0189176&gt;. Acesso em: 30 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">14. PACHECO, F., COSTA, M. J., HADDAD, C. Terapia física complexa no tratamento do linfedema maligno. Revista Sociedade Brasileira de Clínica Médica: Terapia física no tratamento de linfedema maligno, Santos &#8211; SP, n. 16(4), p. 238-240, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">15. PIVETTA, H. M. F., <em>et al</em>. Efeitos do Kinesio Taping sobre o edema linfático. Fisioterapia Brasil, Santa Maria &#8211; RS, n. 18(3), p. 382-390, abr. 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">16. RETT, M. T., <em>et al</em>. Fisioterapia após cirurgia de câncer de mama melhora a amplitude de movimento e a dor ao longo do tempo. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo &#8211; Brasil, ano 2022, n. 29 (1), p. 46-52, 9 mai. 2022. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1590/1809-2950/21001929012022PT&gt;. Acesso em: 23 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. ROCHA, A. J. M., LEMOS, G. B. F., RIBEIRO, R. T. S. K. Fototerapia Pós-Mastectomia: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Cancerologia e-13347 1-7, São Paulo, ano 2019, n. 65(1), p. 1-7, 24 set. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">18. SANTOS, T. B. D., <em>et al</em>. Prevalência e fatores associados ao diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado. Ciência &amp; Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, Brasil., n. 27(2), p. 471, 2 fev. 2022. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1590/1413-81232022272.36462020&gt;. Acesso em: 22 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19. THOMAZ, J. P., <em>et al</em>. Efeito do uso do taping na redução do volume do linfedema secundário ao câncer de mama: revisão da literatura. Jornal Vascular Brasileiro, São João da Boa Vista &#8211; SP, n. 17(2, p. 136-140, jun. 2018 1677-7301. Disponível online em: &lt;https://doi.org/https://doi.org/10.1590/1677-5449.007217>. Acesso em: 21 jul. 2022. </p>



<p class="wp-block-paragraph">20.20. WANCHAI, A., AMER, J. M. Drenagem manual do linfedema para reduzir o risco e controlar o linfedema relacionado ao câncer de mama após cirurgia de mama: uma revisão sistemática. São Paulo, ano 2022, 21 jul. 2021. p. 377-383. Disponível online em: &lt;https://doi.org/10.1016/j.nwh.2021.07.005> Acesso em: 24 set. 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discentes do Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE), Graduanda em Bacharelado em Fisioterapia. Email: alunasfisios@gmail.com </p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional, pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade Universalis . Graduada em Fisioterapia pela Faculdade de Ciências Agrárias e da Saúde / União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME). Docente da Faculdade Anhanguera (UNIME), Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE) e Docente de Pós Graduação (UNIGRAD). Email: danielle.oliveira@unijorge.edu.br </p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Docente do Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE), orientadora da disciplina de TCC de Graduação em Fisioterapia. Email: milena.medrado@unijorge.edu.br </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TERAPIA OCUPACIONAL JUNTO À CRIANÇAS AUTISTAS,  POSSIBILIDADES DE AÇÃO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA </title>
		<link>https://revistaft.com.br/terapia-ocupacional-junto-a-criancas-autistas-possibilidades-de-acao-uma-revisao-bibliografica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 11:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55292</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7386081 Iris Rodrigues Rabelo&#160;&#160;Kharoline Whithny Colares de Andrade*&#160;Ginarajadaça Ferreira dos Santos Oliveira ** RESUMO: O artigo a partir de uma revisão de literatura propõe uma leitura&#160; especializada e crítica sobre a ação do profissional de Terapia Ocupacional junto a&#160; crianças com Transtorno de Espectro do Autismo (TEA). O campo de atuação do TO [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7386081</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Iris Rodrigues Rabelo&nbsp;&nbsp;<br>Kharoline Whithny Colares de Andrade<sup>*</sup>&nbsp;<br>Ginarajadaça Ferreira dos Santos Oliveira <sup>**</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong>O artigo a partir de uma revisão de literatura propõe uma leitura&nbsp; especializada e crítica sobre a ação do profissional de Terapia Ocupacional junto a&nbsp; crianças com Transtorno de Espectro do Autismo (TEA). O campo de atuação do TO é&nbsp; constituído de uma área multidisciplinar valendo de uma série de elementos que variam&nbsp; de acordo com cada caso, cada diagnóstico estabelecido. No campo da TO, a integração&nbsp; sensorial pode ser entendida como a forma que o corpo do autista recebe as informações&nbsp; dos sentidos. Percebe-se, então, que o terapeuta ocupacional está apto para trabalhar&nbsp; atividades referentes a texturas, cheiros, gostos e integrar esses sentidos. Isso ajuda o&nbsp; autista a compreender que esses sinais precisam ser encarados como algo natural e&nbsp; normal, nesse sentido, as ações do Terapeuta Ocupacional devem ser inseridas de&nbsp; acordo com as necessidades da criança autista. O artigo está dividido em 5 seções: na&nbsp; primeira introduzimos focalizando no perfil do TO, na segunda, traçamos a metodologia&nbsp; da pesquisa, na terceira, apresentamos os desafios e as perspectivas para com crianças&nbsp; autistas, no quarto como o terapeuta ocupacional deve agir junto às crianças com TEA,&nbsp; no quinto as conclusões. O texto nesse sentido coloca-se como uma proposta para&nbsp; construção de ações sobre como lidar junto a isso, bem como revisar aquilo que já&nbsp; temos produzido sobre o assunto.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>TEA; Autismo; Terapia Ocupacional; Crianças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Introdução: o perfil do terapeuta ocupacional&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ouvimos falar em Terapia Ocupacional logo mentalizamos um grupo&nbsp; de pessoas, conduzidos por um profissional realizando uma atividade ergonômica ou&nbsp; dinâmica em prol de alguma melhoria a seu bem-estar. Nos últimos anos, terapeutas&nbsp; ocupacionais, cientistas ocupacionais têm apresentado a constante necessidade de&nbsp; discutir, pesquisar os acontecimentos relativos à ocupação, integrando para além dos&nbsp; condicionantes individuais, as relações e interações da sociedade. É importante, porém,&nbsp; questionar, investigar a influência e os contornos da experiência coletiva na superação&nbsp; de iniquidades sociais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nosso país, as chamadas práticas coletivas da terapia ocupacional&nbsp; iniciaram-se pelos questionamentos éticos que terapeutas ocupacionais fizeram sobre&nbsp; suas ações, momento em que a questão social passou a integrar a profissão na década de&nbsp; 1970 (BARROS; GHIRARDI; LOPES, 2002). Em termos mais gerais, o profissional da&nbsp; área realizava, anteriormente, somente práticas voltadas para a assistência em saúde,&nbsp; pautadas pela clínica de reabilitação e por um paradigma institucionalizante. Após&nbsp; diferentes críticas pelo simplismo e dualismo dado a atuação dos profissionais da TO,&nbsp; uma série de reflexões foi aberta visando estabelecer uma melhor ação profissional tanto&nbsp; para aquelas feitas no interior das instituições quanto para as ações que transcendem a&nbsp; esses ambientes, apontado para a necessidade de ações técnicas e políticas de forma&nbsp; integrada (BARROS; GHIRARDI; LOPES, 2002). Nas últimas décadas, as questões&nbsp; sócio comunitárias que afetam as ocupações e o cotidiano das pessoas têm tido grande&nbsp; relevância na Terapia Ocupacional e Ciência Ocupacional (CORREIA; ACKERMAN,&nbsp; 2015; COSTA, 2012; FARIAS et al., 2016; FARIAS et al. 2017; FARIAS et al., 2018;&nbsp; GALHEIGO, 2011, OLIVER et al. 2003).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda no caso brasileiro, as discussões em torno da participação social ligada&nbsp; totalmente às práticas do profissional da TO, conforme mostraram pesquisadores&nbsp; (SILVA e OLIVER, 2019) parece haver uma revisão sistemática da participação social&nbsp; em termos da terapia ocupacional. Silva e Oliver, 2019 apontam ainda que há uma&nbsp; necessidade de uma crítica às formas simplistas e reduzidas que pouco “problematizam&nbsp; a contextualização da vida das pessoas imersas em conflitos macrossociais, políticos e&nbsp; culturais”. Segundo as autoras, um exemplo de definição da participação social,&nbsp; frequentemente usada na terapia ocupacional, está presente nas ações com a reabilitação&nbsp; com ênfase no território (OLIVER et al., 2003). Faz-se necessário assim articular&nbsp; projetos que visem o desenvolvimento social e local, engajamento e participação comuns&nbsp; a comunidade estabelecida. Essa ação medida pode também ser entendida como:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“(&#8230;) uma estratégia para criar e implementar políticas públicas para esse&nbsp;&nbsp;segmento, contribuindo para a constituição de rede de referência de serviços&nbsp;de saúde, de reabilitação, educação ou de preparação para atividades de&nbsp;geração de renda e trabalho, com maior enraizamento no contexto&nbsp;sociocultural. (OLIVER et al., 2003, p 144)”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cultura e o âmbito cultural também coincidem com o engajamento das pessoas,&nbsp; moradores, comunidades e grupos coletivos que com as atividades de expressão artística&nbsp; e cultural, o que tem possibilitado processos de inclusão social, promovendo uma compreensão da singularidade das experiências para se afirmar a participação coletiva&nbsp; (CASTRO e SILVA, 2007).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terapia Ocupacional é um campo de conhecimento e intervenção em&nbsp;&nbsp;saúde, em educação e na área social, que reúne tecnologias orientadas para a&nbsp;emancipação e a autonomia de pessoas que, devido a problemáticas&nbsp;específicas (físicas, sensoriais, psicológicas, mentais ou sociais), apresentam&nbsp;dificuldades de inserção e participação na vida social temporária ou&nbsp;definitivamente (Barros e col., 2002, p. 366).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notável o crescimento dessa profissão no campo da saúde, especialmente&nbsp;na última década. A ampliação da participação desses profissionais pode ser&nbsp;verificada através do incremento da oferta de cursos de graduação na área,&nbsp;&nbsp;principalmente em instituições públicas de ensino, e, também, pelo aumento&nbsp;do número de vagas e de convocações oferecidas pelos concursos públicos.&nbsp;(CARVALHO, 2012. p. 365.)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concordamos com a referida autora e pensamos o campo e a abordagem do&nbsp; Terapeuta Ocupacional como sendo uma área de intervenção multidisciplinar que&nbsp; transita por diferentes meios e atua em diferentes esferas: pedagógica, social, cultural,&nbsp; de saúde e de tecnologia. O bem estar dos pacientes envolvidos nas intervenções do TO&nbsp; é de suma importância para seu melhor desenvolvimento seja social, cultural,&nbsp; psicomotor ou físico. Nesse sentido, é este profissional que estabelece um elo entre&nbsp; saúde e sociedade sendo seu público diversificado e incorporado em âmbitos que&nbsp; exalem qualidade de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a Terapia Ocupacional é concebida como um campo de conhecimento&nbsp; que atua na intervenção em saúde, educação e na esfera social, combinando técnicas e&nbsp; tecnologias visando estabelecer a emancipação e autonomia das pessoas que lidam com&nbsp; alguma problemática seja física, sensorial, mental, psicológica, e ou social. A atividade&nbsp; na TO é de acordo com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto o&nbsp; “elemento centralizador e orientador na construção complexa e contextualizada do&nbsp; processo terapêutico”. (FMUSP, 2002)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, COFFITO, define da&nbsp; seguinte forma o profissional de TO:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Terapeuta Ocupacional é um profissional da saúde, com formação&nbsp;acadêmica superior, capacitado para atuar em todos os níveis de atenção à&nbsp;saúde. Com formação generalista, humanista, ética, crítica e reflexiva, tem&nbsp;capacidade para atuar em conformidade com os princípios e diretrizes do&nbsp;Sistema Único de Saúde e do Sistema Único da Assistência Social,&nbsp;compreendendo as políticas sociais como direito de cidadania, de forma a&nbsp;garantir a integralidade da assistência em todos os seus níveis de&nbsp;complexidade. (COFFITO, 2009)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar a atuação do TO é pensar a atuação diversificada que sua formação&nbsp; agrega. O TO é assim um profissional que tem um perfil de caráter múltiplo: ao mesmo&nbsp; tempo que se direciona para a saúde e qualidade de vida, promoção do bem-estar físico,&nbsp; social motor, sensório e social, se dirige para as relações interpessoais, para as emoções&nbsp; e sociabilidades, para as relações e interações culturais entre os grupos com quem lida.&nbsp; Nesse segmento, o profissional se capacita a dialogar com outros profissionais&nbsp; como pedagogos, professores, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais&nbsp; e outros promovendo uma gama de afazeres, uma teia de interatividade profissional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação acadêmica do terapeuta ocupacional, segundo a informação acima é,&nbsp; para a área de saúde, mas sua grade agrega um campo humanístico complexo e&nbsp; completo que envolve ética, crítica, reflexão e ação. Seu campo de abordagem então&nbsp; perpassa por diferentes áreas, dada a formação acadêmica. Esquematicamente podemos&nbsp; colocar o profissional da TO como no modelo a seguir:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="594" height="393" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1128.png" alt="" class="wp-image-55295" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1128.png 594w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1128-300x198.png 300w" sizes="(max-width: 594px) 100vw, 594px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O COFFITO, considera também que:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A característica essencial da Terapia Ocupacional é o envolvimento ativo das&nbsp; pessoas no processo terapêutico, pois é a ciência que estuda a atividade&nbsp; humana e a utiliza como recurso terapêutico para prevenir e tratar&nbsp; dificuldades físicas e/ou psicossociais que interfiram no desenvolvimento e na independência do cliente em relação às atividades de vida diária, estudo,&nbsp; trabalho e lazer. Seu interesse está relacionado ao desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de tempo, conhecimento do corpo em atividade, utilização de recursos tecnológicos e equipamentos urbanos, ambiência, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais, objetivando o maior grau de autonomia e independência possível, diminuindo ou corrigindo patologias, promovendo e mantendo a saúde. (COFFITO, 2009)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das bases da profissão é a criatividade, com essa base os TO utilizam-se&nbsp; diferentes propriedades presentes no cotidiano das atividades humanas como “recurso&nbsp; terapêutico” para alcançar a autonomia do desenvolvimento, da restauração e da&nbsp; ampliação das capacidades funcionais e de relação das pessoas, em diferentes faixas&nbsp; etárias. Conforme o COFFITO, o TO tem como postura essencial o envolvimento ativo&nbsp; das pessoas nesse processo. Com isso, as pessoas tendem a alcançar sua autonomia,&nbsp; independência e fazer o melhor uso de suas potencialidades e interações físicas e&nbsp; sociais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Metodologia da Pesquisa&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa desse texto resulta de uma revisão bibliográfica, uma revisão de&nbsp; formato integrativo, de caráter descritivo sobre a atuação do terapeuta ocupacional com&nbsp; crianças autistas. Para um primeiro tópico fizemos a leitura das fontes oficiais ligadas ao&nbsp; COFFITO e demais entidades. Entendemos a revisão integrativa como sendo a de uma&nbsp; abordagem significativa, metódica, referente a estudos, permitindo uma eficiente&nbsp; compreensão do estudo analisado. Para operacionalização dessa revisão foram&nbsp; adotadas as seguintes fases: elaboração do tema e pergunta norteadora; estabelecimento&nbsp; de critérios de inclusão e exclusão; coleta em bases científicas; seleção dos artigos e&nbsp; análise, e interpretação dos resultados (SOUZA, SILVA e CARVALHO; 2010).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de pesquisa on-line dos artigos foi realizada nas bases de dados&nbsp; Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic&nbsp; Library Online (SciELO), Directory of Open Access Journals (DOAJ), Medline e Portal&nbsp; de Periódicos Capes, utilizando os descritores: “crianças autistas” priorizou-se artigos&nbsp; compostos por especialistas em saúde e ou educação uma vez entendemos o trabalho&nbsp; conjunto dessas duas áreas em prol do melhor entendimento sobre como lidar em&nbsp; situações características da criança com TEA.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta norteadora principal que foi respondida no último tópico foi: como&nbsp; o terapeuta ocupacional deve agir com crianças portadoras de TEA? Nesse sentido, após&nbsp;definir o perfil do Terapeuta Ocupacional de maneira geral, sua formação acadêmica, e,&nbsp; os desafios e perspectivas das crianças autistas, finalizamos respondendo a pergunta. Nesse sentido entendemos neste trabalho de revisão como o definido por&nbsp; Noronha e Ferreira (2000, p. 191) como sendo:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área temática,&nbsp;&nbsp;dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma visão geral ou um relatório&nbsp;do estado-da arte sobre um tópico específico, evidenciando novas ideias,&nbsp;métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor ênfase na literatura&nbsp;selecionada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, esse nosso texto procura reunir e discutir as informações sobre a&nbsp; área da Terapia Ocupacional, com áreas subjacentes como a Educação. Taylor e Procter&nbsp; (2001) definem revisão de literatura como uma tomada de contas sobre o que foi&nbsp; publicado acerca de um tópico específico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Crianças autistas: desafios e perspectivas&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lidar com crianças autista não é um desafio, é uma situação que exige antes de&nbsp; tudo carisma e atenção. De acordo com o site Autismo e Realidade, ligado à Fundação&nbsp; José Luiz Egydio Setúbal, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens&nbsp; do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de&nbsp; Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem&nbsp; outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger. (AUTISMO E REALIDADE, 2020). Continuando, lemos:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 &nbsp;(referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do &nbsp;espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social &nbsp;(como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida. (AUTISMO E REALIDADE, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A convivência com crianças autistas requer sensibilidade. O cotidiano da&nbsp; pessoa com TEA pode ser repleto de desafios que parecem coisas simples para um adulto ou para outra criança. Diferentes profissionais atuam junto a esse público&nbsp; prevendo e cooperando com melhores condições para lidar com as possíveis situações&nbsp; que enfrentam. Familiares, amigos e cuidadores quando bem orientados podem ajudar o&nbsp; autista a lidar bem com suas limitações e dificuldades e construir uma vida saudável e&nbsp; funcional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fita da conscientização é um dos símbolos do autismo criado em 1999, sendo&nbsp; ainda hoje amplamente utilizado. Formada por peças do quebra-cabeça em cores vivas,&nbsp; destacando o azul, o vermelho e o amarelo. Representa a diversidade, a inclusão social,&nbsp; a esperança e a conscientização da sociedade como um todo. (TRILICO, 2022.)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O símbolo por si só já comunica e transmite uma mensagem a ser enfatizada&nbsp; pela sociedade civil como um todo. Ser autista, ter um filho, um irmão, um neto, um vizinho, um aluno, um paciente, não deve ser encarado como “tarefa impossível” ou&nbsp; problema. Mas como uma lida de construção, um sentido para nossa vivência cotidiana&nbsp; e um desafio de sensibilidade&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 01: </strong>Explicação do símbolo do autismo&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/X22DfEqF45k_uHVVfJpNLXu26_5oyc9vWDBnAx_2POoFQku1HPuwiJxicdTTyDDOM7ksXjJn5vxzgaIoT7Exfpnudq4Zu_yxgToRhsHSR9QSDAExbX5vrluL2C0YbqL-wjnr3mBiQkgpGX6bFkfM2flQSF-e2lnbdF1vsBu1Omftt7IOd-3XjXZ24xtz6g" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>AUMA Autismo. Disponível em: https://auma.org.br/novidades/voce-sabe-o-que-significa-este simbolo/</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes são as características comportamentais de uma criança autista desde a&nbsp; resistência a métodos “normais” de ensino, até a ausência de medo de perigos reais.&nbsp; Nesse sentido, as crianças autistas tendem a pouco se socializar e necessitam que os&nbsp; adultos as auxiliem em suas relações interpessoais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista se manifesta pela modificação na captação&nbsp;e organização sensorial dos 12 sentidos humanos (audição, visão, paladar, olfato, tato, sentido térmico, sentido orgânico, sentido sinestésico, sentido do&nbsp;equilíbrio, do pensamento, da fala e do eu), alterando o desenvolvimento das&nbsp;sete áreas do desenvolvimento infantil e humano (imitação, percepções,&nbsp;coordenação motora fina, coordenação motora global, integração viso&nbsp;&nbsp;motora, cognição e cognição verbal), na medida em que as desnivelada inter&nbsp;e intra-áreas, o que por sua vez é observável pela modificação da&nbsp;comunicação social e comportamento restrito e repetitivo. (MOTA, 2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prosseguindo, o autor destaca que:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno desorganiza e desestrutura o desenvolvimento provocando em 75% dos casos, deficiência intelectual concomitante.&nbsp;Os dados estatísticos não são precisos e nem absolutos, podendo variar de 1 caso diagnosticado para cada 65 (sessenta e cinco) à 100 (cem) nascimentos.&nbsp;É um transtorno encontrado em todo mundo e em famílias de toda &nbsp;configuração racial, étnica e social.&nbsp;Não se conseguiu provar nenhuma causa psicológica no meio ambiente &nbsp;dessas crianças que podem causar autismo e o mesmo não tem prevenção.&nbsp;(MOTA, 2013)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar mecanismos, atividades e formas de integrar a criança autista à convivência feliz e produtiva requer que diferentes profissionais estabeleçam contatos e&nbsp; estudos de casos específicos visando a melhor ação para cada caso. Cada uma das&nbsp; características citadas na figura anterior equivale a um procedimento específico, vale&nbsp; ressaltar que a ocorrência ou incidência de uma ou mais das características supracitadas&nbsp; se resolvidas de maneira equivocada faz com que a criança autista desenvolva outras&nbsp; características sendo que o medo e o afastamento social são quase sempre as principais&nbsp; respostas para essas crianças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autistas assim possuem uma necessidade de atenção uma vez que suas&nbsp; características variam de acordo com sua personalidade diária. A figura seguinte&nbsp; apresenta as principais características de uma criança autista, vejamos:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagem 02: </strong>Características de uma criança autista.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="450" height="646" src="https://lh4.googleusercontent.com/sqmPxxlEUpsNef1C1Yal07RLJykmfJyU5VD1wX_SOptuD-i6i2qsabp4Dq8BMLI7s8S8aesSUzchxVFi8D0eOPsl-l9TX3CAAJ25bzv_RyGi8ytFUQr_U5qdxQCYEDL_H-x6zlWu4_U16xNQ7COF2C_SArrUv4PeSVaYn16t1yC3SY12mxAajWEyY0Qicw"></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Desenhos de Luis Boralli, 2007&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>AUMA Autismo. Disponível em: https://auma.org.br/novidades/voce-sabe-o-que-significa-este simbolo/&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concordando com Camargo e Bosa (2009, p. 65), “o autismo se caracteriza pela&nbsp; presença de um desenvolvimento acentuado atípico na interação social e comunicação,&nbsp; assim como pelo repertório marcadamente restrito de atividades e interesses”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender o autismo é abrir caminhos para o entendimento do nosso&nbsp;&nbsp;desenvolvimento. Estudar autismo é ter nas mãos um “laboratório natural” de&nbsp;&nbsp;onde se vislumbra o impacto da privação das relações recíprocas desde cedo&nbsp;&nbsp;na vida. Conviver com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o mundo&nbsp;&nbsp;&#8211; aquela que nos foi oportunizada desde a infância. É pensar de formas&nbsp;múltiplas e alternativas sem, contudo, perder o compromisso com a ciência (e a consciência!) – com a ética. É percorrer caminhos nem sempre equipados&nbsp;com um mapa nas mãos, é falar e ouvir uma linguagem, é criar oportunidades&nbsp;de troca e espaço para o nosso saber e ignorância [&#8230;] (BOSA, 2002, p. 13).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Interessante a proposta da autora citada quando propõe que estudar o autismo é&nbsp; ter na mão um laboratório natural. Para diferentes profissionais, reiteramos, o cuidado e&nbsp; a participação nos cuidados com crianças autistas abrem uma série de discussões&nbsp; multidisciplinares nas quais a Terapia Ocupacional também pode participar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar mecanismos de ação para com autistas, requer dos profissionais plenos&nbsp; contatos com a família, e o entorno da criança, estabelecendo um elo comunicativo com&nbsp; o intuito de estabelecer um mapeamento do que pode ser feito em prol da melhor&nbsp; sociabilidade da criança. O centro é a criança, não um centro de olhares de “cima para&nbsp; baixo” ou de “normal para anormal”, mas um centro participativo; requer entender o&nbsp; universo que ele se enquadra.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esquematicamente, podemos pensar a possibilidade de ação da seguinte&nbsp; maneira:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="286" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1129.png" alt="" class="wp-image-55296" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1129.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1129-300x145.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>SmartArt </em>elaborado pelas autoras para este artigo. A imagem do fundo é proveniente da internet&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento e o planejamento conversam entre si e estabelecem a forma de&nbsp; ação para com as crianças, e o centro disso tudo é a família. Sendo assim, a parceria&nbsp; com a família, escola é importante uma vez que o processo de desenvolvimento da&nbsp; criança ocorrerá de fato quando ocorrer a sensibilização dos profissionais e da família,&nbsp; posto que são eles quem costumam ter maior tempo de convivência com a criança e é&nbsp; importante que estimulem seus filhos nas atividades do cotidiano, buscando inseri-los&nbsp; no ambiente social. É importante ressaltar que a família não está preparada para cuidar&nbsp; de uma criança autista, pois é uma situação inesperada no contexto familiar. (CARVALHO. et. all, 2019. p. 692).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Terapia ocupacional frente a crianças autistas: como agir?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o termo Autismo está sendo paulatinamente substituído por&nbsp; Tratamento do Espectro do Autismo (TEA) podendo ser encontrada nas publicações&nbsp; técnico-científicas, consolidado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos&nbsp; Mentais (DSM-V), encontra-se nele também os novos critérios diagnósticos de TEA.&nbsp; Sendo assim, o termo antigo de Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD) deixa&nbsp; de existir e passa a partir do DSM-V que constitui a Classificação Internacional adotada&nbsp; para os critérios de TEA (GATTINO, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do TO com crianças portadoras de TEA faz com que o profissional&nbsp; estabeleça atividades psicomotoras de acordo com a necessidade de cada paciente.&nbsp; GONÇALVES ET. ALL., 2019, estabeleceram que o objetivo geral do terapeuta&nbsp; ocupacional no tratamento do TEA é contribuir para a melhoria da qualidade de vida,&nbsp; seja no ambiente escolar ou no ambiente familiar, auxiliando no diagnóstico e&nbsp; construindo intervenções voltadas para as especificidades do sujeito. Assim, os TO&nbsp; propõem-se a auxiliar na introdução, favorecendo melhorias nas habilidades, para&nbsp; que indivíduos com TEA possam chegar a sua independência.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">WHITIMAN, 2019, considerou que apontar precocemente o diagnóstico é útil&nbsp; para se preparar um prognóstico, isto é, para definir qual será o curso de&nbsp; desenvolvimento para uma pessoa com este diagnóstico. Pais cujos filhos receberam&nbsp; esse diagnóstico de autismo, pretendem saber o quanto seus filhos serão beneficiados&nbsp; com o plano de tratamento e programas educacionais que será oferecido a esse&nbsp; indivíduo, favorecendo no futuro da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomchek et. all. (2017) ao tratarem da reabilitação de pessoas com TEA,&nbsp; criaram um mecanismo de perfil sensorial com a intenção de avaliar a sensibilidade&nbsp; sensorial e a evitação social. Através das práticas dos autores, foram destacadas as&nbsp; atividades no cliente, destacando os resultados positivos e mostrando as habilidades do&nbsp; paciente. Costa e Pfeifer (2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">apresentam o processo de intervenção&nbsp; terapêutica ocupacional por meio da terapia de integração sensorial, evidenciando que o terapeuta organiza a oferta sensorial adequada ao perfil da criança,&nbsp; gerenciando um equilíbrio entre a demanda sensorial, liberdade de escolha e a&nbsp; necessidade individual, ajustando assim o desafio de modo a promover a resposta&nbsp; adaptativa, com o objetivo de atingir as suas necessidades específicas, destacando-se&nbsp; entre seus objetivos terapêuticos: o desempenho funcional, as capacidades de&nbsp; autorregulação e as habilidades sensório-perceptivo-motoras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giardinetto (2009, p. 07) apontou que para o trato com crianças portadoras de&nbsp; TEA temos uma variedade de interpretações e possibilidades de intervenção uma vez&nbsp; cada para cada característica que as crianças apresentem, surgem uma diversidade de&nbsp; metodologias diferentes, sempre angariando resultados positivos e melhorias em suas&nbsp; cognições, relações sociais, culturais e mentais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Matsukura (1997, p. 06) são variadas as maneiras de intervenção utilizadas no&nbsp; tratamento do autismo, sendo que a procura por mecanismos que auxiliem as crianças a&nbsp; participarem de modo consciente em seu meio parecem ser o objetivo principal destas&nbsp; intervenções, embora estas estejam vinculadas a diferentes abordagens teóricas e&nbsp; técnicas. A autora cita algumas formas de intervenção que podem ser utilizadas junto a&nbsp; esta população e, dentre elas, destaca a Terapia Ocupacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fernandes et. all. (2021, p. 06), ao estudarem a incidência de COVID-19 em&nbsp; crianças portadoras de TEA, destacaram que a organização da rotina de crianças e&nbsp; adolescentes com TEA, é necessária visando garantir uma maior previsibilidade das&nbsp; atividades cotidianas, é uma estratégia de cuidado essencial a ser adotada em tempos de&nbsp; pandemia e, além dela, também. Essa estruturação pode se dar por meio de diferentes&nbsp; ferramentas, como quadros, imagens/figuras, de forma que eles compreendam o&nbsp; momento de dormir e acordar, fazer as refeições e outras atividades de vida diária, e&nbsp; também pode estar relacionada com a garantia de momentos de lazer e brincadeiras,&nbsp; assim como atividades estruturadas que exigem mais atenção e concentração, como&nbsp; aquelas relacionadas aos conteúdos pedagógicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se, entretanto, que é preciso contextualizar as diferentes realidades e&nbsp;especificidades presentes na vida de cada criança e adolescente, assim como&nbsp;as dificuldades já existentes e aquelas que emergiram a partir do cenário&nbsp;atual, de forma a amenizar sentimentos que possam gerar desorganização&nbsp;emocional (Laboratório de Terapia Ocupacional e Saúde Mental, 2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a participação ativa da própria criança/adolescente e de sua&nbsp;família na proposição de tais rotinas é algo a ser fomentado pelos&nbsp;profissionais da saúde mental, visando garantir a subjetividade, tal como é&nbsp;proposto por Costa-Rosa (2000). (FERNANDES, et. all., 2021. p. 07)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério da especificidade de cada caso, do considerar as particularidades deve&nbsp; ser a maneira primordial da ação do Terapeuta Ocupacional junto às crianças com TEA,&nbsp; nisso o profissional da área deve seguir a proposta observação-comunicação-ação na&nbsp; qual o diálogo com a família se torna um fator essencial. É importante considerar a&nbsp; dinâmica da criança autista. Lembrando que quando se trata de pessoas neurotípicas,&nbsp; todas essas ocupações são desenvolvidas de forma orgânica, sem a necessidade de um&nbsp; acompanhamento mais sistematizado: elas aprendem a brincar imitando outros bebês,&nbsp; com os pais, na creche etc., até o ponto que aprendem e brincam sozinhas, inventam as&nbsp; próprias brincadeiras e jogos. (VICHESE, 2019). No caso de crianças autistas, as&nbsp; ocupações, apesar de básicas, precisam ser estimuladas e ensinadas de forma específica,&nbsp; considerando as potencialidades de cada uma delas e o diagnóstico realizado pela&nbsp; equipe multidisciplinar que as acompanha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapeuta ocupacional Dinara Souza e a analista do comportamento Thais&nbsp; Priori Romano em entrevista à revista Nova Escola (VICHESE, 2019), quando&nbsp; perguntadas sobre como o terapeuta ocupacional atua na prática, responderam que&nbsp; “depende da perspectiva de trabalho que ele adota. É possível trabalhar escolhendo&nbsp; especialidades e abordagens específicas, como a Análise do Comportamento Aplicada&nbsp; (ABA), o modelo Denver, o modelo Floortime ou a Integração Sensorial. Também é&nbsp; possível combinar mais de uma ou não seguir nenhuma especificamente.” As&nbsp; especialistas, consideraram ainda que no Brasil, a Integração Sensorial é uma linha de&nbsp; atuação exclusiva da área da terapia ocupacional e uma das poucas com evidências&nbsp; científicas exclusivas para tratar problemas de processamento sensorial. Segundo essa&nbsp; metodologia de trabalho, o processamento sensorial é a habilidade do sistema nervoso&nbsp; central de absorver, processar e organizar as informações trazidas pelos sentidos e gerar&nbsp; respostas adequadas, seja em forma de comportamento ou aprendizagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as crianças, neurotípicas, foi apontado que:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo que nasce, o cérebro dela recebe informações sensoriais, organiza e dá&nbsp;sentido à elas, respondendo em forma de aprendizagem e comportamentos. O&nbsp;processamento sensorial de crianças autistas é afetado em 95% dos casos:&nbsp;nelas, o processamento das informações sensoriais ocorre de forma&nbsp;desordenada e insatisfatória, gerando respostas inadequadas e atraso nas&nbsp;habilidades em diferentes domínios do desenvolvimento e prejudicando o seu&nbsp;desempenho ocupacional. Vale destacar que os sentidos considerados vão&nbsp;além da visão, audição, olfato, paladar e tato. Existe também o sentido&nbsp;vestibular (responsável pelo equilíbrio) e o proprioceptivo (que responde pela&nbsp;consciência dos movimentos produzidos pelos membros de nosso&nbsp;corpo). (VICHESE, 2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do TO frente a crianças com TEA, se torna uma ação de produção e&nbsp; descobertas: produção de maneiras, atividades e ações específicas visando a melhor&nbsp; estabilidade do paciente, e descobertas dessas ações, reiteramos que não há um método&nbsp; universal, uma maneira estabelecida para lidar com as situações, porém, cada caso, cada&nbsp; característica apresentada pela criança autista deve levar o TO a propor atividades&nbsp; psicomotoras, de socialização em prol do seu paciente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Conclusão&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><em>“Às vezes, não entendo o que os outros querem dizer e acabo&nbsp;me sentindo só, mesmo com outros ao meu redor.” Sam&nbsp;Gardner&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase acima é do personagem Sam Gardner do seriado Norte Americano&nbsp; Atypical<sup>1 </sup>se enquadra perfeitamente na realidade de muitas crianças autistas: mesmo&nbsp; num ambiente repleto de pessoas e informações, elas se sentem só e se isolam em seu&nbsp; mundo. Pensar propostas de ação de Terapeutas Ocupacionais para com portadores de&nbsp; TEA na infância se torna um desafio aos profissionais da área, mas um desafio que ao&nbsp; mesmo tempo que introduz uma base de ação, produz uma série de informações que ao&nbsp; profissional são caras ao melhor conhecimento de seus pacientes e do cotidiano.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao profissional da TO que se propõe a auxiliar crianças com esse transtorno&nbsp; a atenção e percepção são elementos fundamentais para melhor conhecer onde e como&nbsp; deverá agir, e, o que propor. Aceitando que o terapeuta ocupacional prioriza medidas de&nbsp; prevenção com base no desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos que são&nbsp; aplicados de acordo com a necessidade de cada indivíduo, é imprescindível que ao atuar&nbsp; com crianças autistas, o profissional estabeleça metas, planos e atividades que auxiliem&nbsp; cada caso em sua especificidade. Logo, esses profissionais avaliam as melhores&nbsp; alternativas e empregam diferentes atividades de trabalho com vistas à evolução do&nbsp; tratamento dos distúrbios físicos, mentais ou dos quadros associados a problemas&nbsp; sociais ou emocionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Série norte-americana criada por Robia Rashid que conta a história de Sam Gardner, um rapaz&nbsp; diagnosticado dentro do espectro do autismo. A série no Brasil é transmitida pela empresa Netflix, em sua&nbsp; plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Referências&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. BARROS, D. D.; GHIRARDI, M. I. G.; LOPES, R. E. Terapia ocupacional&nbsp; social. In: <strong>Revista de Terapia Ocupacional da USP</strong>, São Paulo, v. 13, n. 3, p.&nbsp; 95-103, set./ dez., 2002.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. BOSA, Cleonice Alves. Autismo: atuais interpretações para antigas observações.&nbsp; In: BAPTISTA, Claudio; BOSA, Cleonice (org.). <strong>Autismo e educação: </strong>atuais&nbsp; desafios. Porto Alegre: Artmed, 2002.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. CAMARGO, Pimentel Höher; BOSA, Cleonice Alves. Competência social,&nbsp; inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura. <strong>Psicologia &amp; Sociedade</strong>,&nbsp; v. 21, n. 1, p. 65-74, 2009. Disponível em:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&lt;https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/20834/000718941.pdf?sequ ence=1&gt;. Acesso em: 10 mar. 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. CARVALHO, C. R. A. A identidade profissional dos Terapeutas Ocupacionais:&nbsp; considerações a partir do conceito de estigma de Erving Goffman. <strong>Saúde Soc. </strong>São Paulo, v. 21, n. 2, 2012. p. 365. Disponível em: hromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.scielo.br/j/sausoc/a/ wD6fGySkxdB7B5TwvKBffzP/?format=pdf&amp;lang=pt.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. CARVALHO, Fabio Luiz Oliveira de. et. all. Desenvolvimento da Criança com&nbsp; Autismo. <strong>Revista Saúde em Foco</strong>. Ed. nº 11, ano 2019. Disponível em:&nbsp; www.htps//efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://portal.unisepe.com.br/uni fia/wp-content/uploads/sites/10001/2019/06/060_DESENVOLVIMENTO-DA CRIANÇA-COM-AUTISMO_687_a_697.pdf&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. CASTRO, E. D. de; SILVA, D. de M. Atos e fatos de cultura: territórios das&nbsp; práticas, interdisciplinaridade e as ações na interface da arte e promoção da&nbsp; saúde. In: <strong>Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo</strong>,&nbsp; São Paulo, v.18, n. 3, p. 102-112, 2007.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. CONVIVENDO COM O TEA. <strong>Autismo e Realidade</strong>, 2020. Disponível em:&nbsp; https://autismoerealidade.org.br/convivendo-com-o-tea/cartilhas/?utm_source=site&amp;utm_medium=exit_intent&amp;utm_campaign=test_ ab_exit_cartilhas&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. CORREIA, R. L., AKERMAN, M. Desenvolvimento local participativo, rede&nbsp; social de suporte e ocupação humana: relato de experiência em projeto de&nbsp; extensão. In: <strong>Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo. </strong>São Paulo, v. 26, n. 1, p.159-65, 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. COSTA, F. C. S.; PFEIFER, L. L. Intervención de integración sensorial en niños&nbsp; con trastorno del espectro autista. <strong>Revista Chilena de Terapia Ocupacional</strong>, [s.&nbsp; l.], v. 16, n. 1, p. 99-108, 2016. Disponível em: &lt;&nbsp;https://revistaderechoeconomico.uchile.cl/index.php/RTO/article/view/41947&gt;&nbsp; Acessado em:17/05/2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10. COSTA, S. L. Terapia Ocupacional Social: dilemas e possibilidades da atuação&nbsp; junto a Povos e Comunidades Tradicionais. In: <strong>Cadernos Brasileiros de&nbsp; Terapia Ocupacional. </strong>São Carlos, v. 20, n.1, p. 43-54, 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">11. FARIAS, L. et al. Critical dialogical approach: A methodological direction for&nbsp; occupation-based social transformative work. In<strong>: Scandinavian Journal of&nbsp; Occupational Therapy</strong>, n. 26, v. 4, p. 235-245, 2018. DOI&nbsp;&nbsp;10.1080/11038128.2018.1469666.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">12. FARIAS, L. et. al. Illustrating the Importance of Critical Epistemology to&nbsp; Realize the Promise of Occupational Justice. In: <strong>OTJR: Occupation,&nbsp; Participation and Health </strong>2016, v. 36, n. 4, p. 234–243, 2016. DOI&nbsp; 10.1177/1539449216665561&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">13. FARIAS, L. et. al. Reclaiming the Potential of Transformative Scholarship to&nbsp; Enable Social Justice. In: International Journal of Qualitative Methods, v. 16, p.&nbsp; 1–10, 2017. DOI 10.1177/1609406917714161.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">14. FERNANDES, A. D S. A. et. all. Desafios cotidianos e possibilidades de&nbsp; cuidado com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)&nbsp; frente à COVID-19. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, 29, 2021.&nbsp; Disponível em: https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoAR2121&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">15. FORMAÇÃO ACADÊMICA DO TERAPEUTA OCUPACIONAL. <strong>Conselho&nbsp; Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional &#8211; COFFITO. </strong>Disponível em:&nbsp; https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=3384&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">16. GALHEIGO, S. M. What needs to be done? Occupational therapy&nbsp; responsibilities and challenges regarding human rights. In: <strong>Australian&nbsp; Occupational Therapy Journal</strong>, v. 58, n. 2, p. 6066, abr., 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. GATTINO, G. S. <strong>Musicoterapia e Autismo: </strong>teoria e prática. São Paulo:&nbsp; Memnom, 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">18. GIARDINETTO, A.R.S.B. <strong>Educação do aluno com autismo: </strong>um estudo&nbsp; circunstanciado da experiência escolar inclusiva e as contribuições do Currículo&nbsp; Funcional Natural. Tese (Doutorado em Educação). Marília: UNESP; 2009.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">19. GONÇALVES, D.; GUARDIANO, M.; LEÃO, M. Investigação Etiológica da&nbsp; Perturbação do Espectro do Autismo. <strong>O Estado da Arte. </strong>Nascer e Crescer, [s.&nbsp; l.], v. 27, n. 4, p. 1-6, 2018. Disponível em: &lt;https://revistas.rcaap.pt/nascercrescer/citationstylelanguage/get/harvard-cite them-right?submissionId=12106&gt;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">20. MATSUKURA T.S. A aplicabilidade da terapia ocupacional no tratamento do&nbsp; autismo infantil. Cad. Ter. Ocup. UFSCar. 1997.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">21. MOTA, E. R. B. Transtorno do Espectro Autista. <strong>Auma-Autismo</strong>. 2013.&nbsp; Disponível em: https://auma.org.br/autismo/</p>



<p class="wp-block-paragraph">22. NORONHA, Daisy Pires; FERREIRA, Sueli Mara S. P. Revisões de literatura.&nbsp; In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CONDÓN, Beatriz Valadares; KREMER,&nbsp; Jeannette Marguerite (orgs.) <strong>Fontes de informação para pesquisadores e&nbsp; profissionais</strong>. Belo Horizonte: UFMG, 2000.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">23. OLIVER, F. AOKI, M.; TISSI, M. C.; NICOLAU, S. M. Reabilitação com&nbsp; ênfase no território – Jardim D’Abril e Jardim Boa Vista, no município de São&nbsp; Paulo. In: <strong>Rev. Ter. Ocup. Univ. Paulo</strong>, v. 14, n. 3, p. 141-6, set./ dez. 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">24. SILVA, A. C. C. da, OLIVER, F. C. Participação social em terapia ocupacional:&nbsp; sobre o que estamos falando? In: <strong>Cad. Bras. Ter. Ocup</strong>., São Carlos, v. 27, n. 4,&nbsp; p. 858-872, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/cadbto/v27n4/2526- 8910-cadbto-25268910ctoAR1883.pdf. Acesso em: 25 jan. 2020. DOI.&nbsp; 10.4322/2526-8910.ctoAR1883.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">25. SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e&nbsp; como fazer. <strong>Einstein</strong>, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010. Disponível em:&nbsp; &lt;https://www.scielo.br/j/eins/a/ZQTBkVJZqcWrTT34cXLjtBx/?lang=pt&gt;&nbsp; Acessado em: 15/05/2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">26. TAYLOR, Dena; PROCTER, Margaret. <strong>The literature review: a few tips on&nbsp; conducting it. </strong>Disponível em &lt;http://www.utoronto.ca/writing/litrev.html&gt;&nbsp; Acesso em: 04 nov. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">27. TERAPIA OCUPACIONAL: <strong>FMRP. </strong>Disponível em: www.fmrp.usp.br.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">28. TOMCHEK, S. et al.<strong>Occupational therapy interventions for adolescents with&nbsp; autism spectrum disorder. American Journal of Occupational Therapy</strong>, [s.&nbsp; l.], v. 71, n. 1, p. 7101395010p1-7101395010p3, 2017.Disponível em:&nbsp; &lt;https://ajot.aota.org/article.aspx?articleid=2593025&gt; Acessado em:&nbsp; 19/04/2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">29. TRILICO, Matheus. Qual o símbolo do autismo? Veja 3 e conheça o principal.&nbsp; <strong>Matheus Trilico, neorologista</strong>. Disponível em:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/simbolo-doautismo/#:~:text=Produzido%20em%201963%20por%20Gerald,com%20Transt orno%20do%20Espectro%20Autista&nbsp;">https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/simbolo-doautismo/#:~:text=Produzido%20em%201963%20por%20Gerald,com%20Transt orno%20do%20Espectro%20Autista&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">30. WHITMAN, T. L. <strong>O desenvolvimento do autismo. </strong>[s. l.]: M. Books Editora,&nbsp; 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>* </sup>Acadêmicas do Curso de Terapia Ocupacional da Faculdade Martha Falcão – Wyden -Manaus, Am.&nbsp; <br><sup>* * </sup>Professora do Curso de Terapia Ocupacional da Faculdade Martha Falcão – Wyden &#8211; Manaus, Am.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA REABILITAÇÃO DE PACIENTES ACOMETIDOS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC): REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-importancia-da-fisioterapia-na-reabilitacao-de-pacientes-acometidos-de-acidente-vascular-cerebral-avc-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CS]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 23:51:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55287</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7384366 Edilan Alencar Leite Klicia Maia Brito Orientadora: Dra. Thaiana Bezerra Duarte RESUMO INTRODUÇÃO:&#160;O acidente vascular cerebral (AVC) é uma síndrome clínica que causa 68 mil mortes anuais, e aqueles que sobrevivem apresentam várias sequelas sensoriais e motoras e a fisioterapia é de grande importância no tratamento e reabilitação promovendo uma melhor qualidade de vida a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7384366</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Edilan Alencar Leite <br>Klicia Maia Brito<br> Orientadora: Dra. Thaiana Bezerra Duarte</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO:</strong>&nbsp;O acidente vascular cerebral (AVC) é uma síndrome clínica que causa 68 mil mortes anuais, e aqueles que sobrevivem apresentam várias sequelas sensoriais e motoras e a fisioterapia é de grande importância no tratamento e reabilitação promovendo uma melhor qualidade de vida a estes pacientes.&nbsp;<strong>OBJETIVO:</strong>&nbsp; Este estudo tem como objetivo apresentar informações pertinentes a importância da fisioterapia no tratamento e reabilitação de pacientes acometidos de acidente vascular cerebral.&nbsp;<strong>MATERIAIS E MÉTODOS: </strong>Revisão bibliográfica nas bases de dados eletrônicos como Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Google Acadêmico, com o propósito de analisar as informações encontradas.&nbsp;<strong>CONCLUSÃO:&nbsp;</strong>o acidente vascular cerebral acarreta diversas disfunções neuropsicomotoras, incapacitando o paciente de sua independência e consequentemente diminuindo a qualidade de vida, e a fisioterapia disponibiliza inúmeros recursos para tratar as disfunções que estes pacientes apresentam, melhorando e promovendo qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chaves</strong>:<strong>&nbsp;</strong>fisioterapia; acidente vascular cerebral; reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUCTION:</strong> Cerebral vascular accident (CVA) is a clinical syndrome that causes 68,000 deaths annually, and those who survive have sensory and motor sequels, and physiotherapy is of great importance in the treatment and rehabilitation, promoting a better quality of life for these patients. <strong>OBJECTIVE: </strong>This study aims to present relevant information on the importance of physiotherapy in the treatment and rehabilitation of patients suffering from stroke. <strong>MATERIALS AND METHODS:</strong> Bibliographic review in electronic databases such as Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Google Scholar, with the purpose of analyzing the information found. <strong>CONCLUSION:</strong> stroke causes several neuro psychomotor dysfunctions, disabling the patient of his independence and consequently reducing the quality of life, and physiotherapy provides numerous resources to treat the dysfunctions that these patients present, improving and promoting quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> physiotherapy; stroke; rehabilitation</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O Acidente Vascular Cerebral (AVC), é definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma síndrome clínica, de desenvolvimento rápido e de sinais e distúrbios globais ou focais da função cerebral (TIEPPO et al, 2016). De acordo com o autor Ceccato&nbsp; (2010), Lima et al(2016), o AVC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil. O autor Trindade et al, (2011), Ferla et al,&nbsp; (2015) dizem que no Brasil o AVC representa a primeira causa de morte e incapacidade e são registradas cerca de 68 mil mortes anualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O AVC ocorre quando há o entupimento ou o rompimento de um vaso sanguíneo que irriga o cérebro trazendo sério risco à vida do indivíduo (TIEPPO, 2016). De acordo com Jacob (2012) os principais sintomas de um AVC são o comprometimento sensorial e motor, apraxia, ataxia, afasia, disfasia e hemianopsia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O fisioterapeuta é o profissional que cuida da prevenção, diagnóstico e tratamento de diversos problemas ligados às funções e aos movimentos do corpo (UNIACADEMIA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A atuação da fisioterapia está na prevenção por meio de orientações ou abordagem cinética funcional de danos temporários ou permanentes, evitando desfechos que possam implicar grandes gastos monetários, danos psicológicos ou diminuição da qualidade de vida do indivíduo (DA SILVA MAIA&nbsp; et al, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O autor Arrais et al&nbsp; (2016), relatam que a fisioterapia é muito importante para a recuperação de pacientes vítimas de AVC, pois as inúmeras sequelas que estes apresentam como, alterações físicas e psicológicas, o fisioterapeuta tem a capacidade de identificar funções prejudiciais e estimulá-las, com o objetivo de melhorar a funcionalidade e consequentemente melhorar qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Piassaroli et al (2012) relatam que a fisioterapia tem como objetivo evitar complicações e aumentar a capacidade funcional do paciente com AVC, possibilitando que o mesmo tenha a melhora da qualidade de vida. O profissional fisioterapeuta tem a capacidade de avaliar e identificar as estratégias mais apropriadas para lidar com fatores prejudiciais que afetam o paciente com AVC</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;É papel do fisioterapeuta estabelecer estratégias de reabilitação precoce e focar nas necessidades mais essenciais do paciente para que haja uma boa recuperação funcional (SILVA et al, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Entende-se que a fisioterapia é de grande importância no tratamento e reabilitação de vítimas acometidas pelo AVC. Com as inúmeras sequelas como as disfunções motoras, sensoriais e cognitivas que essas vítimas apresentam, o fisioterapeuta é o profissional mais capacitado para promover a melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida desses pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Desta forma, a fisioterapia é de grande relevância para a reinserção destes pacientes no contexto social. O fisioterapeuta é responsável por diagnosticar um melhor tratamento fisioterapêutico para cada caso, mas também orientar e realizar um atendimento humanizado que envolve o paciente e a família faz parte do papel do profissional fisioterapeuta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Portanto, o objetivo deste estudo é realizar uma revisão de literatura para destacar a importância da fisioterapia na reabilitação de pacientes acometidos de Acidente Vascular cerebral (AVC).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp; MATERIAIS E MÉTODOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o propósito de apresentar informações pertinentes à importância da fisioterapia na reabilitação de pacientes vítimas de AVC, foi realizada uma revisão de literatura. A coleta de dados se deu no período de junho a outubro de 2022. Foram realizadas buscas nas bases de dados da Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) Google Acadêmico, utilizando os descritos: fisioterapia, AVC, reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram estudos que tivessem utilizado alguma técnica fisioterapêutica para a reabilitação de pacientes com AVC. Os critérios de exclusão: foram artigos com idiomas diferentes de inglês e português e publicados anteriormente ao ano de 2012.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A figura 1 mostra o fluxograma&nbsp; que descreve o total de artigos científicos consultados para obter os objetivos propostos neste estudo. Foram encontrados 51 artigos, sendo 31 na base de dados google acadêmico e 20 na base de dados scielo, no qual 43 foram descartados de acordo com os critérios de exclusão e inclusão, 8 artigos foram incluídos para o estudo de revisão de literatura publicados superior ao ano de 2012.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1: Fluxograma do estudo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="661" height="387" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1127.png" alt="" class="wp-image-55290" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1127.png 661w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1127-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 661px) 100vw, 661px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoras, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os desfechos dos estudos incluídos nesta revisão estão expostos em ordem cronológica na tabela a seguir, no qual expõe o ano e autores, tendo em vista o tipo de pesquisa e os resultados de cada uma. Onde pode-se observar que a fisioterapia é&nbsp; muito importante no tratamento de pacientes acometidos de acidente vascular cerebral.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1- Resumo dos estudos incluídos na revisão.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>ANO</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">AUTOR</td><td>TIPO DE PESQUISA</td><td>INTERVENÇÃO</td><td>RESULTADO</td></tr><tr><td><br>2016</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br>ARRAIS. et al.</td><td><br>Revisão Sistemática</td><td>Foi incluído 6 Estudos:1 estudo randomizado, 1 estudo de corte longitudinal e 4 estudos de caso de pacientes acometidos pelo AVC, e concluíram que o tratamento fisioterapêutico com cinesioterapia, facilitação neuromuscular proprioceptiva(FNP) e alongamentos acarretaram melhoras significativas a esses pacientes.</td><td>Entende-se a partir dos estudos analisados, que é possível alcançar resultados positivos nas primeiras sessões de fisioterapia, mas ainda depende de um tratamento a longo prazo em relação às sequelas crônicas do paciente.&nbsp;</td></tr><tr><td><br>2016</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br>TIEPPO. et al</td><td><br>Revisão de Literatura</td><td><br>O presente estudo analisou 10 artigos de casos clínicos que avaliou os efeitos da terapia espelho no tratamento de pacientes vítimas de AVC, e foi concluído que a terapia espelho contribui no processo de reabilitação do membros superiores&nbsp; de pacientes pós-AVC, acarretando inúmeros resultados positivos como: ganho de força e destreza, ganho de amplitude de movimento e melhora da sensibilidade.</td><td><br>Terapia do Espelho contribui no processo de reabilitação do membro superior de pacientes pós-AVC, apresentando recuperação da coordenação motora fina, ganho de força e destreza, desenvolvimento da bilateralidade, ganho de amplitude de movimento, melhora na sensibilidade e dor e ganho de funcionalidade do membro superior afetado.</td></tr><tr><td><br><br>2015</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br><br>FERLA. et al.</td><td><br><br>Estudo de Caso</td><td><br>O estudo foi realizado com 6 pacientes vítimas de AVC com média de idade de 51,3 anos, que deram início ao tratamento fisioterapêutico de 10 sessões, com 45min de duração cada, tendo como objetivo fortalecer os músculos do tronco e equilíbrio. As condutas realizadas foram alongamentos e fortalecimento dos músculos do tronco e exercícios de equilíbrio, com isso resultou na melhora do equilíbrio e força e diminuição do medo de queda.</td><td><br>Um protocolo específico para trabalhar controle de tronco e equilíbrio é de extrema importância para pacientes pós AVC, promovendo a melhora das atividades de vida diária, da marcha e a diminuir o risco de queda.</td></tr><tr><td><br>2015</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br>TAVARES. et al</td><td><br>Revisão de Literatura</td><td><br>O presente estudo identificou a partir das intervenções fisioterapêuticas&nbsp;Em pacientes pós AVC, utilizando técnicas de Bobath, Tens, fortalecimento muscular, acarretou inúmeros benefícios como a diminuição da espasticidade e melhora no equilíbrio.&nbsp;</td><td><br>As técnicas utilizadas no tratamento de pacientes pós AVC, obtiveram efetividade no tratamento do equilíbrio estático e dinâmico, na melhora da marcha e no aumento da força muscular.</td></tr><tr><td><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;2013</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br>SILVA. et al.</td><td><br>Revisão de Literatura</td><td><br>O presente estudo analisou 1 estudo descritivo, 1 estudo analítico prospectivo, 1 ensaio clínico duplo cego multicêntrico, 1 transversal quantitativo, uma série de casos, 1 estudo multicêntrico randomizado, 1 ensaio clínico randomizado, 2 duplo-cego randomizado controlado, um ensaio clínico duplo-cego multicêntrico aleatório, que avaliaram a mobilidade precoce em paciente internados pós-AVC.</td><td><br>A partir dos resultados obtidos desta pesquisa, há um consenso em relação à eficácia da mobilização precoce para evitar complicações de pacientes que estão internados para tratamento de acidente vascular cerebral.</td></tr><tr><td><br><br>2013</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br><br>LIMA.et al.</td><td><br><br>Relato de Caso</td><td><br>Paciente 50 anos com diagnóstico de AVCI, iniciou o tratamento de fisioterapia aquática, concluiu que o tratamento fisioterapêutico no meio líquido traz benefícios a pacientes pós-AVC, como uma maior ativação do glúteo máximo e melhora na descarga de peso.&nbsp;</td><td><br>Os resultados demonstraram que o tratamento foi favorável para o paciente, pois, no final da aplicação do protocolo, observou-se a ativação do glúteo máximo e a melhora da descarga de peso.</td></tr><tr><td><br>2012</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br>DE PAULA PIASSAROLI.&nbsp; et al.</td><td><br>Revisão Bibliográfica</td><td><br>O presente estudo analisou na literatura artigos de protocolo de atendimento fisioterapêutico para as diversas fases do AVC, como objetivo o ganho de força, melhora da ADM e da qualidade de vida destes pacientes. Recorrendo a alguns recursos como Facilitação neuromuscular proprioceptiva (Kabat), estimulação elétrica funcional, Bobath, hidroterapia, tipóias, órteses e bandagem elástica (Kinésio Taping)</td><td><br>Pode-se concluir que para cada tratamento, deve ser avaliado o quadro do paciente em suas diversas fases.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O estudo apresenta diversos recursos fisioterapêuticos disponíveis para o tratamento de pacientes em todas as fases do AVC. Foi apresentado que a fisioterapia aquática é uma das ferramentas importantíssimas para melhora da qualidade de vida desses pacientes. O fortalecimento muscular, alongamento, facilitação neuromuscular proprioceptiva ( FNP), cinesioterapia e exercícios de equilíbrio também acarreta diversos benefícios para a melhora da funcionalidade, assim como a mobilidade precoce de pacientes acamados pelo acidente vascular cerebral em fase aguda, promove a recuperação da capacidade funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Arrais et al (2016) realizaram um estudo de revisão sistemática sobre a atuação dos profissionais de fisioterapia na reabilitação do paciente vítima de acidente vascular cerebral e constataram que estes pacientes por apresentarem diversas disfunções sensoriais e motoras, a utilização de métodos e técnicas fisioterapêuticas como FNP, cinesioterapia, alongamentos acarretam resultados positivos, proporcionando uma melhor qualidade de vida a estes pacientes. O autor Tavares (2015) analisou estudos randomizados onde intervieram no tratamento de pacientes pós-avc com técnicas de Bobath, Tens, fortalecimento muscular e identificou que houve uma melhora do equilíbrio estático e diminuição da espasticidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ferla et al (2015) realizaram&nbsp; um estudo com seis pacientes cadastrados na Clínica Escola do Centro Universitário Univates, Lajeado-RS, com diagnóstico clínico de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, e foram aplicadas a&nbsp; Escala&nbsp; de&nbsp; Equilíbrio&nbsp; de&nbsp; Berg&nbsp; (EEB)&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; Escala&nbsp; de&nbsp; Deficiências&nbsp; de&nbsp; Tronco (EDT) nesses pacientes, e mesmo em um período de apenas 10 sessões, obtiveram um aumento das pontuações das&nbsp; escalas&nbsp; de&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; pacientes&nbsp; do&nbsp; grupo&nbsp; intervenção a partir do tratamento fisioterapêutico realizado. Os autores Antunes et al (2016) realizaram um estudo no qual foi avaliado 30 pacientes pós-AVC, com instrumentos como Escala de Avaliação Postural após Acidente Vascular cerebral&nbsp; (PASS), Teste Timed Up and Go (TUG), e Avaliação da Marcha e Equilíbrio Orientada pelo Desempenho (POMA), e foi identificado que a faixa etária mais atingida por sequelas de AVC, que alterou o controle postural e equilíbrio, foi entre 30 e 45 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O estudo realizado por Tieppo et al (2016) verificou que a Terapia do Espelho contribui no processo de reabilitação do membro superior de pacientes pós-AVC. Este tratamento fisioterapêutico acarreta diversos benefícios como a recuperação da coordenação motora fina, ganho de força muscular, ganho de amplitude de movimento&nbsp; (ADM), melhora na sensibilidade e dor e ganho de funcionalidade do membro superior afetado e entre outros. Os autores Costa, et al (2016) analisaram 13 estudos clínicos de intervenções fisioterapêutica da terapia espelho em 368 pacientes vítimas de AVC e também apresentaram melhoras significativas na função motora e independências funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    Piassaroli et al.(2012) em sua pesquisa bibliográfica concluíram que para o tratamento de pacientes com sequelas de AVC, deve ser realizada uma avaliação levando em consideração o quadro atual de cada paciente, para a execução e&nbsp; realização de uma melhor intervenção fisioterapêutica. E algumas dessas intervenções são: Facilitação neuromuscular proprioceptiva (Kabat), estimulação elétrica funcional (FES), Bobath, hidroterapia, tipoias, órteses e bandagem elástica (Kinesio-Taping). Já o autor Barros, et al (2014) identificaram que exercícios ativo resistido para membros superiores e membros inferiores, caminhada com resistências, terapia espelho e treinamento aeróbico, promovem a melhora da funcionalidade de pacientes pós AVC.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Conclui-se que a fisioterapia na reabilitação de pacientes acometidos de acidente vascular cerebral é de grande relevância na melhora da qualidade de vida dos mesmos, acarretando diversos benefícios sensório-motor. A fisioterapia disponibiliza inúmeros métodos e recursos como: fisioterapia aquática, fisioterapia em terapia do espelho, mobilização precoce, cinesioterapia,&nbsp; facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) para tratar&nbsp; as disfunção que o acidente vascular cerebral acomete, em todas as fases que o paciente se encontra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARRAIS, Salomão Lustosa; LIMA, Aniclécio Mendes; SILVA, Thiago Gomes. Atuação dos profissionais fisioterapeutas na reabilitação do paciente vítima de acidente&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTUNES, Jéssica Evangelista et al. Influência do controle postural e equilíbrio na marcha de pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral. 2016.vascular encefálico.&nbsp;<strong>Revista Interdisciplinar</strong>, v. 9, n. 3, p. 179-184, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Valton da Silva et al. Efeitos da terapia espelho na recuperação motora e funcional do membro superior com paralisia pós-AVC: uma revisão sistemática.&nbsp;<strong>Fisioterapia e Pesquisa</strong>, v. 23, p. 431-438, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SIQUEIRA BARROS, Arthur Flávio et al. Análise de Intervenções Fisioterapêuticas na Qualidade de Vida de Pacientes Pós-AVC.&nbsp;<strong>Revista Neurociências</strong>, v. 22, n. 2, p. 308-314, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA MAIA, Francisco Eudison et al. A importância da inclusão do profissional fisioterapeuta na atenção básica de saúde.&nbsp;<strong>Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba</strong>, v. 17, n. 3, p. 110-115, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE PAULA PIASSAROLI, Cláudia Araújo et al. Modelos de reabilitação fisioterápica em pacientes adultos com sequelas de AVC isquêmico.&nbsp;<strong>Revista Neurociências</strong>, v. 20, n. 1, p. 128-137, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SOUSA BOTELHO, Thyago et al. Epidemiologia do acidente vascular cerebral no Brasil.&nbsp;<strong>Temas em saúde</strong>, v. 16, n. 2, p. 361-377, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERLA, Fabíola Lindemann; GRAV, Magali; PERICO, Eduardo. Fisioterapia no tratamento do controle de tronco e equilíbrio de pacientes pós AVC.&nbsp;<strong>Revista Neurociências</strong>, v. 23, n. 2, p. 211-217, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Paula Nascimento et al. Fisioterapia Aquática na Transferência do Sentado para Ortostatismo no Paciente com AVC:: Relato de Caso.&nbsp;<strong>Revista Neurociencias</strong>, v. 21, n. 2, p. 251-257, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Diana Célia Santos; NASCIMENTO, Carla Ferreira; BRITO, Eliana Sales. Efeitos da Mobilização Precoce nas Complicações Clínicas Pós-AVC:: Revisão da Literatura.&nbsp;<strong>Revista Neurociências</strong>, v. 21, n. 4, p. 620-627, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAVARES, Sílvia Catarina Nogueira. Efetividade de técnicas de fisioterapia no equilíbrio em pacientes com Acidente Vascular Cerebral: Uma revisão da literatura. 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TIEPPO, Camila Carlesso et al. Influência da terapia do espelho na reabilitação do membro superior parético de pacientes pós-avc: uma revisão da literatura.&nbsp;<strong>Congr Pesqui Ext</strong>, v. 4, n. 4, p. 234-43, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UNIACADEMIA. O que faz um fisioterapeuta e quais são suas possibilidades de atuação. Disponível em: <a href="https://www.uniacademia.edu.br/blog/o-que-faz-um-fisioterapeuta#:~:text=O%20fisioterapeuta%20%C3%A9%20o%20profissional,sejam%20encaminhadas%20a%20esse%20profissional">https://www.uniacademia.edu.br/blog/o-que-faz-um-fisioterapeuta#:~:text=O%20fisioterapeuta%20%C3%A9%20o%20profissional,sejam%20encaminhadas%20a%20esse%20profissional</a>. Acesso em: 20 de setembro de 2022</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COMPARATIVO ENTRE SISTEMAS DE REVESTIMENTO EXTERNO BICAMADA E CONVENCIONAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/comparativo-entre-sistemas-de-revestimento-externo-bicamada-e-convencional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 23:04:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 117/DEZ 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55583</guid>

					<description><![CDATA[COMPARISON BETWEEN BACCOATER AND CONVENTIONAL EXTERNAL CLADDING SYSTEMS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7390115 Daniel ChibanaElisângela NunesGabrielly GalvãoMatheus DuarteVictor Vital Orientador: Prof. Anderson F Costa RESUMO Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise com base nas NBR’s que regulamentam os revestimentos externo em edificações, visando comparar o sistema bicamada e o convencional em obras prediais considerando os [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">COMPARISON BETWEEN BACCOATER AND CONVENTIONAL EXTERNAL CLADDING SYSTEMS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7390115</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Daniel Chibana<br>Elisângela Nunes<br>Gabrielly Galvão<br>Matheus Duarte<br>Victor Vital<br> Orientador: Prof. Anderson F Costa</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise com base nas NBR’s que regulamentam os revestimentos externo em edificações, visando comparar o sistema bicamada e o convencional em obras prediais considerando os indicadores de qualidade, prazo, custo e segurança. Serão introduzidas e apresentadas as características de cada método construtivo, referenciando a sua NBR e posteriormente realizar a comparação dos métodos construtivos através dos indicadores apresentados. Visando que a utilização do método construtivo de revestimento bicamada apresenta um melhor resultado final na análise total do empreendimento. A partir desse desenvolvimento será possível identificar as particularidades que cada procedimento possui, tornando possível a escolha assertiva de um sistema ideal para cada projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Fachada. Bicamada. Convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This work aims to carry out an analysis based on the NBR&#8217;s that regulate external coatings in buildings, in order to compare the bilayer and conventional systems in building works, considering the indicators of quality, time, cost and safety. They will be designed and projected as resources of each constructive method, referencing their NBR and later comparing the constructive methods through the presented indicators. Since the use of the construction method of bilayer coating presents a better final result in the total analysis of the enterprise. From this development it will be possible to identify the particularities that each procedure has, making it possible to assertively choose an ideal system for each project.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Facade. Bilayer. Conventional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos mostram que quase 40% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia provém da construção de novos edifícios (UN NEWS, 2022). Por essa razão, estão surgindo estudos e projetos com melhor desempenho para atender os critérios e requisitos da norma NBR 15575-4 (ABNT, 2013) (Desempenho Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas), substituindo sistemas de revestimentos ineficientes e que apresentam um prazo e custo maior na execução do serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de revestimento multicamadas, também conhecido popularmente como sistema bicamada, tem grande versatilidade, dando total liberdade à criatividade de arquitetos e designers. A argamassa aditivada industrializada elimina o processo de chapisco e tem como funções básicas regularizar a superfície, proteger as alvenarias e estruturas de concreto de forma a resultar na durabilidade, bem como a contribuição com a vida útil da edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em vista que para se atingir os objetivos deste trabalho será utilizado, como instrumento de obtenção das informações, os documentos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), esta pesquisa caracteriza-se como do tipo documental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Kripka, Scheller e Bonotto (2015, p. 244) a Pesquisa Documental “[&#8230;] consiste num intenso e amplo exame de diversos materiais que ainda não sofreram nenhum trabalho de análise, ou que podem ser reexaminados, buscando-se outras interpretações ou informações complementares, chamados de documentos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1 Justificativa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção civil vem apresentando nos últimos anos um forte crescimento em todo o país, e com isso, surgiram novas tecnologias em diferentes etapas de uma construção, principalmente com a finalidade de reduzir o prazo de entrega da obra e custo de mão de obra e materiais de determinados serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o surgimento dessas tecnologias, analisamos a crescente tentativa de incorporação de metodologias mais racionalizadas nas etapas de projeto e obra. Aos profissionais do segmento, será exigido um alinhamento a essa crescente tendência e o fato é que nem sempre essas tecnologias são acompanhadas de pesquisas e estudos que esclareçam a viabilidade de sua aplicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Surge, então, a necessidade de pesquisar a respeito dessas inovações. Uma das novas tecnologias na atualidade disponíveis no mercado é o sistema de revestimento externo bicamada, o qual pretende ser alternativo ao método construtivo tradicional de fachada, composto por chapisco, emboço, pinturas ou texturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de bicamada, a princípio se apresenta viável justamente por otimizar o tempo de execução da obra, uma vez que, esse sistema pula uma etapa do fluxograma, não sendo necessário a aplicação de chapisco e é aplicado o emboço técnico diretamente sobre a alvenaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2 Objetivos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desta pesquisa foi analisar, comparativamente, o sistema de revestimento tradicional e o sistema denominado bicamada em edificações, considerando indicadores de qualidade, custo, prazo e segurança, assim visando identificar suas vantagens e desvantagens desta nova tecnologia. A partir do desenvolvimento será possível rastrear o desenvolvimento dos dois métodos apresentados e identificar da melhor forma qual sistema possui maior viabilidade dentro dos possíveis projetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REVESTIMENTO EXTERNO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a NBR 13755, revestimento externo pode ser definido como um conjunto de camadas superpostas e interligadas, formado pela estrutura-suporte, camadas sucessivas de argamassas, alvenarias e revestimento final. A função desse conjunto é promover o acabamento estético, e, principalmente, proteger toda a edificação de adversidades como: chuva, umidade, agentes atmosféricos e desgastes mecânicos que provém da ação em conjunto do vento e das partículas sólidas (ABNT, 1996).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de execução do revestimento externo é a principal responsável por fenômenos patológicos observados posteriormente. Patologia na construção civil pode ser entendida como o comprometimento do desempenho da estrutura no que diz respeito à estabilidade, estética, condições de serviço e, principalmente, durabilidade relativa às condições a que está submetida (SOUZA E RIPPER, 1998).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As argamassas destinadas ao assentamento de paredes ou ao revestimento de paredes e tetos devem cumprir com os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 13281 sendo classificadas conforme as características e propriedades que apresentam, determinadas pelos métodos de ensaio presentes nas Normas referenciadas a seguir: Resistência à compressão (ABNT NBR 13279); Densidade de massa aparente no estado endurecido (ABNT NBR 13280); Resistência à tração na flexão (ABNT NBR 13279); Coeficiente de capilaridade (ABNT NBR 15259); Densidade de massa no estado fresco (ABNT NBR 13278); Retenção de água (ABNT NBR 13277) e Resistência potencial de aderência à tração (ABNT NBR 15258).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Silva (2006), os revestimentos têm como funções básicas regularizar a superfície, proteger as alvenarias e estruturas de concreto de forma a resultar na durabilidade, bem como a contribuição do desempenho geral dos fechamentos da edificação. O sistema de revestimento possui inúmeras variáveis e sua ação combinada pode levar a resultados não previstos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, previamente ao início do revestimento, recomenda-se a execução de painéis teste que, após ensaiados e caso o fornecedor comprove o atendimento a todos os ensaios citados nas normas acima, estes ensaios poderão ser aproveitados pela engenharia da obra não havendo a necessidade de repeti-los conforme devidas instruções geralmente fornecidas pelas construtoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando que não é função da fachada corrigir imperfeições da estrutura. Ocorre que é recorrente encontrar a falta de prumo da alvenaria, o que acarreta um revestimento com maior espessura, comprometendo o desempenho das reais funções do revestimento, e que talvez seja um dos pontos mais relevantes para a não utilização do revestimento bicamada na alvenaria convencional, pois no mapeamento da fachada com os arames, a alvenaria solicita uma maior espessura do emboço. Consta na norma (NBR 13749) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que a espessura admissível de revestimento para parede externa é entre 20 e 30 milímetros. Portanto, ao seguir essa recomendação normativa, não se deve esperar que as correções da alvenaria sejam feitas pelo revestimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após realizado os devidos ensaios, é imprescindível a análise dos possíveis impactos no entorno da obra. Deve ser avaliada a aproximação entre a torre e os vizinhos, prevendo a necessidade de proteções nas residências, evitando assim, o risco de acidentes e sujeiras oriundas da atividade, outro ponto a ser analisado é a interferência da obra com o trânsito de pedestres e carros estacionados. Deve-se verificar o raio de impacto da sujeira e designar um responsável para a instalação de capas nos carros estacionados nessa área e utilizar a tela fachadeira para proteção dos vizinhos e adjacentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se ainda levar em consideração que os requisitos prescritos na NR 18 estão sendo atendidos no que diz respeito aos balancins, quanto a montagem desses equipamentos, o fornecimento de toda a documentação necessária (ART, projeto), além da liberação técnica dos equipamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Revestimento Externo Convencional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a NBR 13755, quanto ao revestimento convencional, o reboco externo é constituído por um conjunto de camadas sobrepostas e intimamente ligadas, constituídas pela estrutura a alvenaria, as sucessivas camadas de argamassa e o reboco final, das quais a função é proteger a edificação da ação da chuva, umidade, agentes atmosféricos, desgaste mecânico resultante da ação conjunta do vento e partículas sólidas, além de dar um acabamento estético. O revestimento de argamassa desempenha algumas funções, como a proteção dos elementos de vedação da edificação contra substâncias agressivas. Que ajuda a cumprir as funções da cerca no isolamento e impermeabilização de superfícies de água e gás, atuando como base para receber outros revestimentos ou decoração final, além de contribuir para a beleza de edifícios ou outras estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas da execução do revestimento externo convencional são: chapisco, descrito como uma mistura de argamassa com cimento e areia que possui a função de uniformizar a superfície e melhorar a aderência do revestimento; emboço, descrito como a camada de massa grossa aplicada sobre a superfície chapiscada após a cura da mesma, com finalidade de cobrir e regularizar a superfície; reboco, que é a última camada de argamassa a ser aplicada em um revestimento e que é capaz de deixar a superfície plana e lisa para a realização dos serviços de pintura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das diferenças entre o revestimento externo de fachada convencional para o revestimento externo bicamada seria a desconsideração da necessidade de aplicar chapisco na alvenaria, pois o revestimento bicamada é aplicado diretamente no bloco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Revestimento Externo Bicamada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A STO BRASIL (2018) define o revestimento bicamada, como uma argamassa hidráulica modificada com polímeros hidrofugantes. É utilizada como emboço técnico de camada fina para alvenarias estruturais. Trata-se de um produto constituído de cimento que possui alta resistência inicial, quartzo qualificado, fibra sintética anti-trinca; resina e aditivos atóxicos. O produto possui grande resistência mecânica, flexibilidade e adesividade e foi desenvolvido justamente para servir como base para a futura aplicação do revestimento final. Entre seus benefícios, as propriedades que compõem o revestimento bicamada possibilitam o aumento da aderência e resistência em diversos modelos de substratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das grandes vantagens do Sistema Multicamadas Externo está na possibilidade de corrigir falhas, caso existam. Diferentemente do Sistema Monocamada, a primeira etapa não pode ser recoberta por uma nova. Antes de iniciar, propriamente dita, a aplicação do Sistema Multicamadas Externo, recomenda-se os devidos cuidados: identificação dos pontos de parada ou frisos; identificação dos elementos construtivos e definição de como serão decorados (inclusive guarda-corpo, exaustão, chaminés, entre outros); revisão das quantidades e disponibilidade dos produtos; definição da programação de entrega para evitar a quebra de produtividade; revisão das ferramentas, utensílios e EPI&#8217;s; revisão da paginação ou distribuição das cores e demonstração para a equipe de aplicação, com a finalidade de evitar erros; revisão do local de armazenamento, que deve ser ventilado e protegido de intempéries; identificação das interferências ao sistema, pontos de preenchimento, reparos, remoção de pregos, remoção de ferragens expostas e tratamento com anti corrosivo; acompanhar a previsão do tempo para evitar dias chuvosos ou com risco de chuva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo STO (2018), antes da execução do Sistema Bicamada, deverá ocorrer o preparo da superfície para receber a Tela de Reforço desejado com a máxima qualidade. Esta etapa se inicia pela limpeza, eliminando-se do substrato os materiais pulverulentos, produtos químicos e quaisquer incrustações que possam afetar a aderência do produto. A empresa especializada no qual irá realizar a fachada em sua obra deverá seguir as etapas abaixo na primeira subida do balancim, sendo elas: limpeza da base; regularização; limpeza da estrutura e fachada; aplicação de tela de reforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à limpeza da base, as saliências, rebarbas e pontas de barras de aço devem ser removidas e quando necessário, devem ser recuperadas, utilizando-se materiais e técnicas específicas para estes fins, como aplicação de tinta antiferrugem. Eventuais excessos de argamassa nas juntas de assentamento, também devem ser removidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à regularização, antes da aplicação do Sistema Bicamada deve ser feito um mapeamento, para localizar os pontos de reparo pontual, como nichos, orifícios, depressões, furos e rasgos. Superfícies irregulares com depressões superiores a 15 mm, devem ser regularizadas utilizando argamassa básica, com resistência de aderência superficial de pelo menos 0,3 MPa com antecedência mínima de 7 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a limpeza da estrutura e fachada, deve-se utilizar uma escova de cerdas de aço para remover desmoldantes e outros materiais, e, em seguida, lavar a fachada manualmente ou com a lavadora de alta pressão. Por fim, quanto à aplicação de tela de reforço, deve ser aplicada em pontos singulares, como nas vergas, contravergas, encontro vertical entre alvenaria e pilar e no encontro horizontal entre lajes e alvenaria. Logo após a finalização dos serviços descritos acima na subida do balancim, será feita todas as conferências e liberações de serviços onde será descrito no item de análise e qualidade do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na descida do balancim é iniciada a aplicação do emboço técnico, de base para o sistema bicamada no qual será aplicado direto sobre a estrutura. Segundo STO (2018), a aplicação pode ser manual ou projetada e deverá ser realizada sempre em duas etapas. Onde a primeira é utilizada para regularização, aplicada em uma camada fina de 2 a 3 mm e comprimindo a argamassa ao substrato, e uma reaplicação da segunda camada, onde a mesma deverá ser feita ainda com a primeira úmida para regularização e acabamento, esta camada deverá sempre feita respeitando a espessura mínima de 10 a 30 mm. Dando acabamento utilizando desempenadeira de PVC ou borracha, sendo proibida a aspersão de água nesta etapa. A partir desta etapa o Sistema bicamada já está pronto para receber o selador e o revestimento decorativo, após cura mínima de sete dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura abaixo (Figura 1) representa todas as camadas e etapas de serviços que devem ser executadas em obra, exemplificando todo o passo a passo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Camadas de aplicação bicamada</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="462" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1292.png" alt="" class="wp-image-55588" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1292.png 462w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1292-300x138.png 300w" sizes="(max-width: 462px) 100vw, 462px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>STO BRASIL (p.5.,2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Indicadores de Gestão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratando-se dos indicadores de gestão de desempenho, todas as empresas de diferentes ramos e portes precisam ter uma boa gestão do seu empreendimento, pois com métodos de análises mais estruturadas permitem acesso a muitas informações que, geralmente, não são vistas em uma análise superficial. Possuir indicadores auxilia o empresário na gestão do seu empreendimento, além disso, permite que a empresa defina metas concretas e saiba traçar um caminho para alcançá-las. Os indicadores de gestão de desempenho são ferramentas para medir o desempenho da empresa, por meio de auditorias internas, externas, apresentações de dados aos gestores, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da construção civil, grande parte das empresas trabalham com metas, principalmente visando os quatro pilares: Qualidade, segurança, custo e prazo. Assim, baseado nos resultados em cada um dos pilares, é possível trabalhar com possíveis falhas na produção e gerenciamento da obra e trabalhar em cima disso para consertar essas falhas. Contudo neste presente trabalho o objetivo principal está atrelado ao custo, prazo, qualidade e segurança do sistema de revestimento de fachada bicamada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa do tipo documental, visto que a referência para a comparação entre os sistemas será documentos da Associação brasileira de Normas Técnicas (ABNT), dissertações e teses de mestrados e/ou doutorados e tabelas disponibilizadas do banco de dados das empresas P4 Engenharia e Even, no qual realizou-se estudos acerca do sistema de revestimento tradicional e sistema de bicamada em edificações. Os artigos e NBR’s foram pesquisados nas bases de dados das bibliotecas virtuais do google acadêmico e estão relacionados ao tema e objetivos propostos no trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estratégia de busca, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: revestimento externo; NBR de revestimento externo; sistema construtivo bicamada; fachada convencional; fachada multicamadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos critérios de inclusão, os estudos admitidos deveriam ter relação com o tema, ou seja, aqueles que relataram acerca dos sistemas. Já como critério de exclusão, os artigos que não continham informações relacionadas ao tema proposto, foram anulados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no Brasil o Governo Federal em 1990 criou o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade – PBQP, devido a abertura do mercado nacional, as empresas notaram que para manter a sobrevivência estavam condicionadas a produzir com qualidade e competitividade, e o programa foi criado exatamente para essa promoção dentre as empresas brasileiras e aumentar a competitividade dos bens e serviços. (2002, p. 2)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bonelli (2006), com relação à qualidade, as medidas enquadram-se em duas categorias, sendo ela: medidas da qualidade em campo, refletindo a qualidade dos produtos que chegam às mãos dos clientes; e medidas de qualidade de peças, submontagens e produtos ainda na fábrica. Existe, também, a qualidade de projeto, expressa por medidas de desempenho. Seguem-se exemplos das várias categorias: frequência de falhas no campo por unidade de operação; tempo médio em falhas; taxa de defeitos em partes por milhão (PPM); porcentagem de itens rejeitados na inspeção; índices de perdas de produção; índice de retrabalho; índices de desempenho no campo (velocidade, precisão, consumo de energia, entre outros).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ficha de verificação de serviço é um registro que ajuda a garantir o atendimento a padrões de qualidade. Essa ficha ajuda a avaliar serviços, como por exemplo, dimensões, ângulos, aspectos visuais, defeitos, controles tecnológicos, entre outros cuidados. Acompanhando e avaliando desde o início do serviço, os parâmetros de controle durante a execução e a entrega, respeitando o PBQP-H. Com essa inspeção sua empresa passa a identificar algumas irregularidades que antes podiam passar despercebidas, além do mais, consegue ser mais assertiva nas soluções, pois sabe onde é e quando o problema começa evitando possíveis retrabalhos, o que impacta diretamente no custo. As tolerâncias e principais orientações para conferencia da execução desse tipo de sistema de revestimento externo, devem acontecer da seguinte maneira.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Tolerâncias</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>ITENS DE INSPEÇÃO</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>TOLERÂNCIA ADMISSÍVEL</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>EQUIPAMENTO UTILIZADO</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>EXECUÇÃO DA INSPEÇÃO</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>AMOSTRAGEM</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Especificações de Projeto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Visual</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Conforme projeto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar se os itens especi- ficados no projeto de fa- chada (quando aplicável) foram atendidos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 100%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Controle da produção de argamassa para chapisco e emboço</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Visual</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; NA</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar se o traço utiliza- do condiz com o especificado pelo PES ou pelo fabricante.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 100%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Espessura do revestimento</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 2 a 3 cm</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Trena metálica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Conferência dos arames após mapeamento da fachada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Todos os panos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; &nbsp; Planicidade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; &nbsp; 3 mm 5 mm</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; &nbsp; Régua Técnica (2 m) Cunha graduada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; &nbsp; 2 medidas cruzadas com a régua no pano</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Panos grandes (acima de 9 m2): mínimo 2 visadas Panos médios (até 9 m2): mínimo 1 visada</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nivelamento de frisos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3 mm entre as extremidades no pano</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Mangueira de Nível Trena metálica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1 medida nas extremidades do friso</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Todos os panos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vãos de esquadrias com contramarco (abertura de 5mm de cada lado)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 0 a 3 mm</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Esquadro metálico Trena metálica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar o alinhamento do vão com o arame da facha- da</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Mínimo 2 visadas por vão</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vãos de esquadrias sem contramarco (abertura de 3mm de cada lado)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 0 a 3 mm</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Esquadro metálico Trena metálica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar o alinhamento do vão com o arame da facha- da</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Mínimo 2 visadas por vão</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Caimento de pingadeiras  superior e inferior (abertura de 10mm)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; 0 a 3 mm</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Esquadro metálico Trena metálica</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar a abertura em relação ao esquadro (Para os vãos de caixilhos com persiana de enrolar, não é necessário caimento)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Mínimo 2 visadas por vão</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Aderência (Percussão)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ausência de som cavo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Martelo de madeira ou outro instrumento rijo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar aderência através de impactos leves, não contundentes na superfície</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A cada 100m2 em uma área de 1m2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Revestimento Cerâmico</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Visual</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; NA</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar paginação; assentamento e integridade das peças.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Todos os panos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Rejuntamento das placas cerâmicas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Visual</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; NA</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar se as juntas foram totalmente preenchidas e estão sem excessos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Todos os panos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Aderência das placas (Percussão)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Ausência de som cavo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Martelo de madeira ou outro instrumento rijo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar aderência através de impactos leves, não contundentes na superfície</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A cada 100m2 em uma área de 1m2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Aspecto visual</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Superfície homogênea, isenta de fissuras/trincas (emboço) e limpa (cerâmica)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; NA</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Verificar textura, a presença de manchas, fissuras e/ ou eflorescência e limpeza das placas cerâmicas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Todos os panos</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>P4 ENGENHARIA (2020, p. 5.). Adaptado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, existem os ensaios tecnológicos prescritos pela NBR 13749 para o revestimento externo e o ensaio de resistência de aderência no qual tem por objetivo inferir a qualidade do processo de produção do revestimento segundo o requisito de resistência mecânica. Para Gonçalves (2004), a aderência do sistema argamassa e substrato não é resultado de um mecanismo simples e sim, depende de uma conjunção de efeitos com graus de importância variados. A avaliação dessa aderência de revestimento possui finalidades diversas, que vão desde uma comparação de diferentes traços de argamassa até diagnósticos de problemas patológicos (ARAÚJO 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Santos (2008), os fatores que influenciam na aderência da argamassa sobre uma base porosa estão ligados às condições climáticas (temperatura e vento), a execução (energia de impacto, projeção mecanizada, limpeza, preparo da base e cura), substrato (sucção de água, rugosidade e porosidade) e argamassa (reologia, adesão inicial e retenção de H2O).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aderência, segundo NBR 13528, é a propriedade do revestimento responsável por resistir às tensões normais ou tangenciais atuantes na interface com o substrato. Segundo a NBR 13749, o ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada determinação da aderência ao substrato deve ser realizada ensaiando 12 CPs de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento), sendo 12 retirados da alvenaria e 12 da estrutura. Para determinação da umidade do revestimento, devem ser retirados 3 CPs dentro da área onde serão realizadas as determinações da resistência de aderência, sendo 3 retirados da alvenaria e 3 da estrutura. O valor limite para resistência de aderência é aquele especificado em projeto e nunca inferior ao prescrito pela ABNT NBR 13749, conforme tabela abaixo:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: </strong>Limites de resistência de aderência à tração (Ra) para emboço e camada única</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="635" height="231" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1293.png" alt="" class="wp-image-55589" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1293.png 635w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1293-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> P4 ENGENHARIA (2020, p. 5.). Adaptado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a resistência de aderência superficial do emboço, a amostragem mínima a ser analisada é dada pela ABNT NBR 13755 e consta na Tabela 3 a seguir, sendo que o projeto pode especificar um volume maior de ensaios conforme a necessidade especificada.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3:</strong> Resistência de aderência – Requisitos e critérios de aceitação do sistema de revestimento</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="621" height="441" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1298.png" alt="" class="wp-image-55594" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1298.png 621w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1298-300x213.png 300w" sizes="(max-width: 621px) 100vw, 621px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> P4 ENGENHARIA (2020, p. 6.). Adaptado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos custos, as obras geralmente são divididas conforme as fases. Segundo Domingues (2002), para dividir dessa forma, utiliza-se dados históricos ou o tipo do projeto. Logo, essa divisão não possui um padrão único e varia conforme a obra específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mattos (2006) cita que o custo está diretamente relacionado à quatro tópicos, sendo eles: definições técnicas, quantitativos dos serviços, produtividade e cotação dos preços dos insumos. Sendo as definições técnicas, os projetos de diversas áreas, como o projeto arquitetônico, estrutural, de instalações, entre outros que são compostos de plantas baixas, cortes, detalhes que permitem maior destaque, tabelas, quadros, e especificações técnicas que definem qualitativamente os materiais que serão empregados, padrões de qualidade e aceitação dos serviços, ensaios a serem realizados, resistências dos materiais e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de quantitativos dos serviços é muito importante nos orçamentos, pois um erro pode acarretar falta de recursos, excedendo um orçamento previsto ou ter como consequência a inviabilidade de uma obra. O levantamento de quantidade é realizado através de projetos já especificados acima, onde são calculadas áreas (pintura), volumes (concreto), pesos (aço), quantidades lineares (tubulação) dos serviços através das dimensões e características técnicas apresentadas, sendo que alguns serviços são adimensionais, ou seja, são calculados pela contagem, por exemplo, número de torneiras, luminária e outros. É de extrema importância o memorial de cálculo para possíveis conferências, inclusive por outras pessoas que não realizaram o levantamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produtividade reflete efeitos diretos na composição de custos. Por exemplo, a mão de obra (servente) para execução do serviço de demolição de piso cimentado pelo TCPO9 – Tabela de Composições de Preços para Orçamentos &#8211; são necessárias 1,30 h/m², pelo Informador das Construções são necessárias 1,10 h/m², assim, essa diferença de índices pode ser sanada através de levantamentos reais em campo, apropriando os índices as empresas executoras dos serviços podem otimizar custos em relação a produtividade ou podem propor metas de desempenho para as equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a cotação dos preços dos insumos deve ser realizada pois, para a execução direta dos serviços de uma obra, são necessários os materiais, equipamentos e mão de obra que são os insumos de uma composição de um serviço. Os materiais, em algumas obras de edificações, representam muitas vezes mais da metade do custo unitário de um serviço, dessa forma, é importante uma maior atenção para a cotação desses insumos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Goldman (2004), a ferramenta mais importante para o controle de custos é o orçamento detalhado, podendo-se comparar o planejado com o realizado. O mesmo autor cita que quando há uma preocupação com o controle, o foco fica voltado para serviços que são mais representativos para o custo total da obra e completa relatando a importância do conhecido do complexo do serviço a ser controlado, como projetos, cronograma, especificações, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como já mencionado anteriormente, o sistema de fachada bicamada é uma boa alternativa de revestimento para área externa e vem sendo muito notado no país nos últimos tempos. Tal método dispensa o uso do reboco tradicional, proporcionando uma redução de até 60% no prazo de execução da fachada, em comparação com o método tradicional. Também é uma ótima opção quando há a necessidade de vencer uma certa espessura na regularização da superfície das paredes externas. Somados a todos esses benefícios que influenciam diretamente no preço e prazo final da obra, o produto bicamada ainda acaba sendo cerca de 8 a 20% mais barato em comparação ao sistema convencional, dependendo sempre do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a tabela 4, apresentada abaixo, analisou-se em um mesmo empreendimento o orçamento referente a execução dos dois tipos de revestimentos convencional e bicamada.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong> Tabela 4:</strong> Orçamento Fachada</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="738" height="285" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1295.png" alt="" class="wp-image-55591" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1295.png 738w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1295-300x116.png 300w" sizes="(max-width: 738px) 100vw, 738px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA (2022). Adaptado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a tabela 4, conclui-se que o sistema bicamada em relação ao sistema convencional o valor referente a mão de obra é 25% menor. Entretanto o material se torna 35% maior. Diante das análises, o revestimento bicamada gera uma economia de R$85.950,00 em relação ao revestimento convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Leonardo Kock (2020), a linha de balanço na construção civil é uma técnica usada no planejamento e controle de prazos. Depois de consolidar os três níveis do planejamento: longo, médio e curto prazo, o gestor consegue ter uma produção mais segura, tornando o planejamento de curto prazo mais eficaz. As obras que utilizam a linha de balanço conseguem ter uma eficácia maior no planejamento de curto prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura abaixo apresenta a linha de balanço para o procedimento de revestimento externo de um empreendimento em São Paulo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2:</strong> Linha de balanço</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="447" height="499" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1296.png" alt="" class="wp-image-55592" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1296.png 447w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1296-269x300.png 269w" sizes="(max-width: 447px) 100vw, 447px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> P4 ENGENHARIA (2020, p. 6.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa linha é possível visualizar o início do mapeamento da estrutura na segunda semana do mês de abril e todo o desenvolvimento durante as semanas seguintes, até a finalização no fim de agosto, ou seja, a execução conforme o cronograma tem como prazo quatro meses e duas semanas para ser concluída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado em Gonzaga (2021), na proposta da linha de balanço, é possível uma visão ampla do que está em execução e ainda precisa ser realizado, consequentemente observando dentro do prazo estipulado.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Junior (2010), geralmente os revestimentos à base de argamassa, industrializados ou não, são aplicados de forma manual, caracterizando uma etapa bastante dependente da mão-de-obra. Apresenta-se alta variabilidade e altos índices de perda, sendo muitas vezes um gargalo na obra, afetando o prazo de execução. De acordo com é realizado o processo de execução do sistema convencional, nele possui três etapas, sendo elas: regularização de estrutura, chapisco e emboço. O que difere na execução do sistema de bicamada onde possui apenas duas etapas, a regularização e emboço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a estrutura receber o revestimento, as bases devem possuir as idades mínimas no qual é dada peça ABNT NBR 7200,&nbsp; sendo elas: Estruturas de concreto e alvenarias armadas estruturais (28 dias); Alvenarias não armadas estruturais e alvenarias sem função estrutural de tijolos, blocos cerâmicos, blocos de concreto e concreto celular (14 dias); Chapisco para aplicação do emboço ou camada única (3 dias); Emboço de argamassa de cal, para início dos serviços de reboco (21 dias); emboço de argamassas mistas ou hidráulicas, para início dos serviços de reboco (7 dias); Revestimento de reboco ou camada única, para execução de acabamento decorativo (21 dias). (ABNT 1998)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, seguindo as subidas e descidas dos balancins, teremos na execução do sistema convencional duas decidas do balancim e duas subidas, sendo elas: Primeira subida com limpeza da base, fixação da alvenaria e arames da fachada; Primeira decida com lavagem, chapisco, mapeamento e analise da espessura; segunda subida com verificação do chapisco, taliscamento, primeira cheia se necessário e colocação do reforço; Segunda decida aplicação da argamassa. Todavia, no sistema bicamada é apresentado somente uma subida e uma decida dos balancins, sendo elas: Subida com a limpeza da base, fixação e reforço da alvenaria, arames de fachada, e a única decida com a aplicação da argamassa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, comparando os dois sistemas de revestimento de fachada, torna-se mais viável a utilização do sistema bicamada, onde é possível diminuir o prazo de execução do serviço conforme relatado anteriormente onde não é mais necessário realizar a decida e subida do balancim para chapisco ou reforço e conforme NBR 7200, após aplicação do chapisco é necessário aguardar um tempo de três dias de cura para início do emboço, isso aumenta o prazo de execução do sistema convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A NR 18 é a principal norma de segurança do trabalho que regulamenta as atividades da construção civil. Assim, é a NR 18 que estabelece as diretrizes administrativas, de planejamento e de organização para canteiros de obras. O que estabelece todo o planejamento e implementação de segurança que a construção civil deve seguir como descrito abaixo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“18.1.1 &#8211; Esta Norma Regulamentadora &#8211; NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. 18.1.2 &#8211; Consideram-se atividades da Indústria da Construção as constantes do Quadro I, Código da Atividade Específica, da NR 4 &#8211; Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e as atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, de qualquer número de pavimentos ou tipo de construção, inclusive manutenção de obras de urbanização e paisagismo. (Alterado pela Portaria SSST n.º 63, de 28 de dezembro de 1998). 18.1.3 &#8211; É vedado o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de obras, sem que estejam assegurados pelas medidas previstas nesta NR e compatíveis com a fase da obra. 18.1.4 A observância do estabelecido nesta NR não desobriga os empregadores do cumprimento das disposições relativas às condições e meio ambiente de trabalho, determinadas na legislação federal, estadual e/ou municipal, e em outras estabelecidas em Este texto não substitui o publicado no DOU negociações coletivas de trabalho. ”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>Além da NR 18, há o PGR, descrito como a cartilha que orienta, durante o período da obra, auxiliando na execução dos serviços de acordo com as normas e atendendo as exigências, como a execução da segurança e proteção do canteiro da obra.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3:</strong> Fluxograma PGR</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="406" height="247" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1297.png" alt="" class="wp-image-55593" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1297.png 406w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1297-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 406px) 100vw, 406px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Ministério do Trabalho &#8211; (Acesso 2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se observar que em especial na fase de revestimento externo, os colaboradores são expostos a alguns riscos tais como: quedas, irritações, queimaduras, poeiras e posturas inadequadas. Diante disso na execução da fachada a segurança irá atuar não somente na proteção individual do colaborador, mas também na proteção em torno da obra e na execução de montagem do equipamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na execução da fachada a empresa responsável pelo serviço precisa apresentar um projeto com ART de montagem e execução dos balancins juntamente com a ART do equipamento para então liberação do mesmo. Além disso, a NR 18 determina que todo o perímetro do prédio esteja protegido com tela fachadeira para impedir a projeção de ferramentas, detritos e reboco da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com NR 35, os trabalhos em altura devem ser adotados medidas de proteção, seguindo algumas hierarquias, que são elas: medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução; medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma; medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, todo trabalhador que for exercer a função de acordo com a NR7 tem que fazer o exame admissional e deverá ter todos os exames descritos na NR 35 que são: acuidade visual; audiometria ocupacional; eletrocardiograma; eletroencefalograma; glicemia de jejum; hemograma completo; psicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Hércules (2017), trabalhos que envolvem risco para o trabalhador exigem a utilização de alguns EPIS (Equipamento de proteção individual). Para a atividade em altura com utilização de andaime suspenso ou balancim, faz-se necessário o uso de equipamentos como: cinto de segurança (paraquedista); trava-quedas de corda e/ou cabo de aço; talabarte duplo em Y; corda de poliamida de 12mm; cabo de aço Galvanizado; capacete com jugular de três pontos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a NR 06 (Norma Regulamentadora): “O empregador é obrigado a fornecer gratuitamente todos os equipamentos de proteção individual em perfeito estado de conservação aos empregados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hércules (2017), por sua vez, descreve que o trabalho em altura apresenta muitos riscos fatais e por isso requer a utilização de tantos EPIS, como uma tentativa de minimizar os riscos da função e garantir a integridade física.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação e análise referente ao sistema de revestimento externo, possibilitou a identificação de diversos aspectos e de sua importância dentro da construção civil, entendidos como um serviço que tem funções que vão muito além de sua aparência estética, ele exerce papel fundamental nas condições de habitabilidade da edificação. Este método é um dos principais sistemas da edificação, que deve ser muito bem gerido pelos construtores, através de um correto plano de gestão e elaboração, a fim de evitar riscos à segurança e conforto dos clientes, assim como manter o valor patrimonial da edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste âmbito havia também um entendimento singular dos tipos de fachada nesta área, no qual a mais utilizada hoje seria o revestimento externo convencional e teve como principal objetivo apresentar uma nova tecnologia que seria o revestimento bicamada para identificar na teoria qual seria mais vantajoso para uso em campo para as construtoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa procurou considerar os três principais pilares de indicadores dentro da construção civil que seria o custo, qualidade e prazo, pois a iminência de erros diminui quando todas as informações e probabilidades sobre esses pilares estão em mãos de quem irá executar o serviço e em virtude da pouca informação sobre a nova tecnologia, bicamada, torna-se mais difícil o estudo para este novo revestimento. A fim de buscar a qualidade final da construção, buscaremos tratar este processo como um dos elementos principais do empreendimento e assim criar uma relação estreita com a execução no sentido de aperfeiçoar e agregar valor ao produto, com isso, esta pesquisa pretende deixar mais consolidadas as informações sobre a bicamada, reduzindo possíveis pré-conceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">KRIPKA, R. M. L; SCHELLER, M.; BONOTTO, D. L. <strong>Pesquisa Documental:</strong> Considerações sobre conceitos e características na Pesquisa Qualitativa. Investigação Qualitativa em Educação, [S. l.], v. 2, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UN NEWS. <strong>Nações Unidas</strong>. São Paulo: ONU, 2022. Disponível em: &lt;https://news.un.org/pt/story/2022/11/1805122 &gt;. Acesso em: 21 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, A. B. C. <strong>Contribuição ao estudo das propriedades de argamassas com saibro da região de Maceió (AL) para revestimentos</strong>. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13281</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Requisitos. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13279</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da resistência à tração na flexão e à compressão. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13280</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 15259</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da absorção de água por capilaridade e do coeficiente de capilaridade. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13278</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da densidade de massa e do teor de ar incorporado. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13277</strong>. Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da retenção de água. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 15258</strong>. Argamassa para revestimento de paredes e tetos &#8211; Determinação da resistência potencial de aderência à tração. Rio de Janeiro. 30/09/2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 13755. Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante: procedimento. Rio de Janeiro, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13528</strong>. Revestimento de parede e tetos de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração. Rio de Janeiro. 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 7200</strong>. Execução de revestimentos de parede e tetos com argamassas inorgânicas: procedimento. Rio de Janeiro, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). <strong>NBR 13749</strong>. Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas &#8211; Especificação. Rio de Janeiro. 20/09/2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BONELLI, Regis; FLEURY, Paulo Fernando; Fritsch, Winston. <strong>Indicadores microeconômicos do desempenho competitivo</strong>. Revista de Administração, São Paulo, v. 29, n. 2, p. 3-19, abril/junho de 1994. Disponível em: Acesso em 15 de out. de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. <strong>NR 18 – Condições de Segurança e Saúde no trabalho na indústria da construção. </strong>Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). <strong>Trabalho em Altura – NR 35</strong>. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil – Brasília, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOMINGUES, Marco Antônio. <strong>Orçamentação de empreendimentos de arquitetura e engenharia civil &#8211; uma solução metodológica para atender a lei de responsabilidade fiscal e a lei de licitações.</strong> São Paulo, 2002. 247 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Setor de Engenharia de Produção, Universidade Paulista&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 48.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; disponível&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; em: &lt;http://www.domingues.eng.br/mestrado/dissertacao_mestrado_madomingues_2002-02.pdf&gt;. Acesso em 15 de out. De 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA. PO. OBR. 015 &#8211; REVESTIMENTO DE FACHADA. São Paulo: EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOLDMAN, Pedrinho. <strong>Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil Brasileira</strong>. 4ª Edição. São Paulo: Editora PINI, 2004. 234 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, S. R. D. C. <strong>Variabilidade e fatores de dispersão da resistência de aderência nos revestimentos em argamassa</strong> – Estudo de caso. Dissertação (Mestrado em Estruturas e Construção Civil) – Universidade de Brasília, Brasília, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNIOR, Solano Alves Pereira. <strong>Procedimento executivo de revestimento externo em argamassa.</strong> Belo Horizonte, 2010. 69 f. Monografia (Curso de especialização de gestão de tecnologia na construção civil) &#8211; Setor de Engenharia de Materiais e Construção. Universidade Federal de Minas Gerais, p. 30. Disponível em: &lt;http://www.cecc.eng.ufmg.br/trabalhos/pg2/57.pdf&gt;. Acesso em 15 de out. de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS, Aldo Dórea. <strong>Como Preparar Orçamentos de Obras.</strong> 4. ed. São Paulo: Pini, 2006. 281</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. <strong>Sistema de Gestão de Indicadores do Desempenho: A Experiência da Secretaria de Gestão</strong>. 2002. Projeto piloto em desenvolvimento na Secretaria de Gestão. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action= &amp; co_obra=14416. Acesso em: 15 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br">Ministério do Trabalho e Previdência</a>. <strong>Inspeção do Trabalho: Programa de Gerenciamento de Riscos. </strong>Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/pgr. Acesso em: 04 nov. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P4 ENGENHARIA. OPE.PES-10 REVESTIMENTO EXTERNO. São Paulo: P4 ENGENHARIA, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SABBATINI, Fernando Henrique. <strong>Desenvolvimento de métodos, processos e sistemas construtivos -formulação e aplicação de uma metodologia.</strong> São Paulo, 1989. 207 f. Dissertação (Doutorado em Engenharia) – Setor de Engenharia de Construção Civil, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. p. 54. Disponível em: &lt;http://pcc5304.pcc.usp.br/Aulas/Tese%20Sabbatini/TeseSabbatini%202007- v5.pdf&gt; Acesso em 15 de out. de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, H. B. <strong>Ensaio de aderência das argamassas de revestimento</strong>. 50 f. Dissertação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Francisco Gabriel Santos. <strong>Proposta de metodologias experimentais auxiliares à especificação e controle das propriedades físico-mecânicas dos revestimentos em argamassa</strong>. Brasília, 2006. 266 f. Dissertação (Mestrado em Estruturas e Construção) &#8211; Setor de Engenharia Civil e Ambiental. Universidade de Brasília. p. 7.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, V. C.; RIPPER, T. <strong>Patologia, recuperação e reforço de estruturas de concreto</strong>. São Paulo: Pini, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STO BRASIL. Manual de Aplicação Sto Stucco Multicamada Externo. São Paulo. Rev01- mai. 2018. Disponível em: https://docplayer.com.br/86553623-Manual-de- aplicacao-sistema-multicamadas-externo.html. Acesso em: 15 abr. 2022.<strong><u></u></strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EXPORTAÇÃO DE TECNOLOGIA AUTOMOBILÍSTICA NO BRASIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/exportacao-de-tecnologia-automobilistica-no-brasil-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 19:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 116/NOV 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=55565</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7384074 Julia Maria Alves de Souza1Sofia Consoli dos Santos2João Almeida dos Santos3 RESUMO. O presente artigo, que conta como trabalho de conclusão de curso, aborda um estudo sobre as exportações de tecnologia automobilística entre as grandes empresas, destacando a Ford. O trabalho foi efetuado através de dados disponibilizados por colaboradores da empresa e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7384074</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Julia Maria Alves de Souza<sup>1</sup><br>Sofia Consoli dos Santos<sup>2</sup><br>João Almeida dos Santos<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo, que conta como trabalho de conclusão de curso, aborda um estudo sobre as exportações de tecnologia automobilística entre as grandes empresas, destacando a Ford. O trabalho foi efetuado através de dados disponibilizados por colaboradores da empresa e com o embasamento teórico adquirido em artigos, sites, relatórios e livros. Os temas estão sendo desenvolvidos seguindo uma sequência lógica de fatos, desde a nova era da revolução industrial e tecnológica que estamos vivendo, chamada de Indústria 4.0, passando pelo processo, mercado e valores da exportação em si, a crise dos microchips que influenciam severamente nesse ramo, como o COVID-19 afetou esse mercado e como estão atualmente algumas empresas com essa venda de tecnologia automobilística que é cada vez mais procurada, uma vez que o comércio exterior e, principalmente, a atividade de exportação ligada a tecnologia estão em notório crescimento em grande parte do mundo. Ao final do artigo é possível observar como a exportação de tecnologia cresceu e como ela continuará se desenvolvendo ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Palavras-chave. </strong></em><em>Tecnologia, Exportação, Automobilístico.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The is a course conclusion article, addresses a study on exports of automobile technology among large companies. The work was carried out using data provided by company employees and with the theorical basis acquired in articles, websites, reports and books. The themes are being developed following a logical sequence of facts, from the new era of the industrial and technological revolution that we are living, called Industry 4.0, how COVID-19 affected this market and how are some companies currently with this sale of automobile technology that is increasingly sought after, since foreign trade and, mainly, the export activity linked to technology has grown and how it will continue to develop over year.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Keywords. </strong></em><em>Technology, Export., Automobile.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria automobilística brasileira iniciou suas atividades com a entrada de pequenas empresas que realizaram a montagem dos primeiros veículos e assim foi se expandindo até essas mesmas empresas se tornarem montadoras e os investimentos estrangeiros começarem a aparecer por volta de 1952 com a Comissão de Desenvolvimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Industrial e a indústria automobilística se tornar e uma das mais importantes do país, com alto grau de integração intersetorial e grande peso na economia. E assim, com o crescimento da globalização e aumento expressivo do uso de tecnologia a necessidade de investimento e modernização se tornou essencial para as exportações e investimentos necessários no setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo tal temática, este trabalho objetiva analisar as exportações de tecnologia automobilística no Brasil na atualidade, como se encontra o mercado, a reestruturação produtiva das empresas, a falta de investimento das empresas no mercado automobilístico brasileiro e a exportação de engenharia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – INDÚSTRIA 4.0</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O final do século 17 foi marcado pela máquina a vapor e agora o mundo se encontra em um cenário de quarta revolução industrial, como acreditam alguns estudiosos como Klaus Schwab autor do livro A Quarta Revolução Industrial. Marcada pela junção de tecnologias digitais, físicas e biológicas une um amplo sistema de tecnologias avançadas como Inteligência Artificial (IA), robótica, Internet das Coisas (IoT) e computação em nuvem que estão mudando as formas de produção e os modelos de negócios no Brasil e no mundo. Em 1913, segunda Revolução Industrial, Henry Ford introduziu a linha de montagem levando a indústria automotiva a outro patamar. Após uma década de evoluções, a indústria automotiva está novamente passando por uma mudança importante graças a introdução cada vez mais abrupta da Indústria 4.0.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior).</p>
<cite>(Klaus Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial, 2016)</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Bosch, empresa multinacional alemã de engenharia e eletrônica, a Indústria 4.0 precisa adotar tecnologias capazes de executar tarefas com inteligência, como robôs colaborativos que interagem conosco sem risco de um acidente. E algumas tecnologias que permitem a execução inteligente das tarefas por trás dessa tecnologia são: Visão computacional, <em>machine learning</em> (aprendizado de máquina), <em>deep learning</em> (aprendizado profundo), <em>edge computing</em> (computação de borda) e a conectividade. as empresas automotivas ainda não atingiram hoje o estado de equilíbrio da conectividade em que os seres humanos e as máquinas funcionam em conjunto. Porém já começaram a introdução dos princípios da Indústria 4.0 como forma de não se tornarem obsoletos frente ao mercado e seus consumidores, os quais buscam por maior tecnologia em seus automóveis, acelerando a evolução do setor nesta área. Esses aprendizados estão cada vez mais inseridos no meio industrial, principalmente, no mundo automobilístico, uma vez que a tecnologia aumenta e o mercado precisa inovar e se adaptar a essa nova rapidez e inteligência que está sendo imposta de forma indireta a ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acompanhamento da AFS indica que este ano oito fábricas de automóveis e utilitários no Brasil já promoveram paralisações e reduções da produção por falta de componentes eletrônicos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="422" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1289-1024x422.png" alt="" class="wp-image-55570" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1289-1024x422.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1289-300x124.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1289-768x317.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/11/image-1289.png 1368w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Tabela Adaptada da AFS</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CRISE DE MICROCHIPS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia do Covid-19 causou grande impacto na economia, a redução da oferta de capital de giro afetou a indústria com falta de demanda de seus produtos e dificuldade em conseguir matéria prima e insumos. Encontramos o centro do problema na insuficiência global de microchips semicondutores e o setor automotivo não foi poupado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a alta demanda de dispositivos eletrônicos enquanto as pessoas passavam a trabalhar em casa, as fábricas passaram a funcionar com a capacidade reduzida devido às regras de distanciamento. Portanto, à medida que a demanda aumentou, faltou a oferta de chips gradualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de contratempos enfrentados que contribuíram para atrasos na entrega de semicondutores como o um incêndio em um fábrica de chips no Japão, Renesas Electronics, a qual corresponde 30% da produção mundial desse tipo de peça, de acordo com o Estadão, abril 2021.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O fogo ocorreu em meio a uma escassez global de chips que atinge setores de veículos e de produtos eletrônicos. A Renesas é responsável por 30% do mercado global de microcontroladores usados em veículos e dois terços dos chips produzidos na fábrica que sofreu o incêndio são dedicados a veículos.A empresa inicialmente havia informado que 11 máquinas foram danificadas pelo fogo deste mês na fábrica de Naka. (CNN BRASIL, 2021)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As montadoras dependem desses componentes até mesmo para carros básicos. À medida que a tecnologia avança e os veículos se tornam mais modernos, os chips se tornam cada vez mais essenciais, de navegadores embutidos a sistemas de informações e entretenimento, são necessários para os recursos de tecnologia funcionarem corretamente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A Toyota, por exemplo, ainda está tendo dificuldades porque simplesmente não há chips suficientes. Como uma das maiores montadoras do mundo, a multinacional japonesa testemunhou uma queda substancial de 21% em seus lucros operacionais e espera uma redução de fabricação de cerca de 30.000 veículos em fevereiro de 2022. Em todo o ano de 2021, a Toyota perdeu a produção planejada de 1,1 m veículos, enquanto a Ford ficou aquém de cerca de 1,25 milhão de carros e vans.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Falta de investimento internacional nas empresas automobilísticas no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil é mais rápido encerrar operações do que investir em uma nova fábrica. Para ir para outros países são necessários no mínimo três anos de estudos para traçar uma estratégia e ter uma aprovação para fazer um planejamento estratégico de investimentos da matriz de uma montadora. Atualmente, se investe mais no mercado asiático e europeu, além dessas regiões apresentarem mais de 85% do mercado mundial, as novas tendências tecnológicas de veículos elétricos, híbridos e células de hidrogênio dificilmente são encontradas no Brasil, com apenas 3% do mercado mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado brasileiro não comporta novas montadoras com o atual cenário econômico, local e global em que o país se encontra. A Ford, fabricante de automóveis multinacional, anunciou o encerramento de suas atividades como montadora no brasil no ano de 2021, porém afirmou que continuará comercializando carros no Brasil, mas apenas importados, a decisão foi tomada com base em erros de gestão, a dificuldade da montadora em se manter competitiva diante das outras grandes concorrentes, as constantes transformações tecnológicas que acontecem a todo o tempo e as dificuldades, principalmente, referentes ao Custo Brasil que mensuram as dificuldades econômicas e estruturais enfrentadas no país, o que piora o ambiente de negócios e encarecem novos investimentos, diminuindo a competitividade do país, isso mostra uma grande desvantagem para investimento por parte de grandes empresas e até das próprias montadoras, com outros mercados amplamente tecnológicos por terem o investimento necessário, de acordo com a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, o Custo Brasil representa cerca de 22% do Produto Interno Bruto, o que significa em números absolutos 1,5 trilhão por ano que é consumido das empresas. Além disso, várias outras empresas de grande porte deixaram o Brasil entre 2019 e 2022 como a Mercedes-Benz e a Audi que parou de produzir o A3.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a essa tendência de saída de empresas do mercado brasileiro, as exportações de tecnologia e, dos próprios carros se tornou cada dia mais inviável, uma vez que grandes montadoras como a Ford estão encerrando suas atividades e apenas ficando no país apenas para comercializar os carros que serão importados pela mesma, não gerando assim uma grande rentabilidade para empresa e para o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as diversas transformações encontradas na indústria automotiva a Ford enxergou nesse cenário a oportunidade de exportar um produto muito valorizado, o conhecimento. Cerca de 1.500 profissionais localizados no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford Brasil, Bahia, atuam em projetos voltados para o futuro: veículos elétricos, autônomos e conectados. “A inovação contínua é o diferencial entre as empresas que vão crescer e as que vão desaparecer neste mundo em constante mudança. Isso nos leva a outro grande desafio: a demanda cada vez maior por engenheiros e especialistas. Vimos nesse cenário a oportunidade de ampliar nossa atuação com a exportação de serviços de engenharia para os principais mercados da Ford no mundo, aproveitando a criatividade, versatilidade e a sólida experiência em custos dos nossos profissionais” diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Desenvolvimento é um dos maiores e mais completos do Hemisfério Sul. Tanto o volume quanto a complexidade dos requisitos de serviço cresceu nos últimos meses e, atualmente, 85% do trabalho é focado em projetos globais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A sede em Camaçari tem uma área total de 6 mil metros quadrados, distribuída em seis prédios que abrigam o estúdio de design, laboratórios de realidade virtual e de Teardown – que realiza a desmontagem e análise de componentes –, escritórios e o D-Ford, nova área que funciona como uma startup com foco em inovação, realizando pesquisas para antecipar as necessidades dos consumidores anos antes de os veículos chegarem às ruas.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os exemplos de projetos nos quais a equipe brasileira está fortemente envolvida incluem o desenvolvimento de uma nova linguagem de design para os futuros veículos elétricos da Lincoln, a implementação de tecnologias de eletrificação em modelos destinados ao mercado global e o desenvolvimento de futuras gerações de sistemas multimídia da Ford.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O time brasileiro também é responsável pela criação e pelo aprimoramento de um terço das funcionalidades embarcadas nos veículos Ford ao redor do mundo, a exemplo do “One Pedal Drive” do Mustang Mach-E – que permite dirigir usando apenas o acelerador, sem acionar o pedal do freio – e da “Zone Lighting”, que controla as luzes externas da F-150, inclusive da Lightning, sua versão elétrica.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">André Oliveira, diretor de Engenharia da Ford América do Sul, reforça: “A base de tudo que fazemos e do que está por vir no futuro da mobilidade é a pesquisa, seja de novos produtos, materiais ou mesmo de utilizações. A pesquisa é necessária para qualquer empresa ou país que queira se sobressair. Nesse ambiente de inovação surgem grandes ideias, muitas delas, inclusive, dão origem a patentes dado o seu grau de originalidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do grafeno, material de extrema versatilidade, já está sendo combinado com outros materiais para estudos e desenvolvimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Existem outros projetos inclusive para aplicação em carros elétricos, uma vez que o grafeno possibilita a redução do peso de componentes, o que, por consequência, leva a um aumento da vida útil das baterias.”</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>EXPORTAÇÃO DE ENGENHARIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ford, tem um de seus objetivo principais o desenvolvimento de tecnologia e inteligência automotiva, expandindo sua atuação iniciou a prestação de serviço para outras empresas. O Centro de Desenvolvimento de Tecnologia de Tatuí, tem uma estrutura de classe mundial para testar veículos para o Brasil e outras regiões como Estados Unidos, China e Europa, reproduzindo as condições e desafios dessas localidades de acordo com a relevância da pista.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Estamos provando que investir em desenvolvimento de tecnologia e inteligência automotiva é um negócio rentável, mas que requer uma estrutura de desenvolvimento e testes com profissionais altamente capacitados. Por isso, Tatuí representa um diferencial competitivo e estratégico para a Ford no Brasil e no mundo”</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Ford Tatuí investe em talentos locais que contribui para fazer da engenharia brasileira uma das mais competitivas do mundo “O capital humano é raro e extremamente valorizado atualmente. Mesmo com o avanço da tecnologia e das simulações virtuais, os testes em pista e a sensibilidade dos pilotos ainda são essenciais para o ajuste fino e a validação dos veículos”, explica Alex Machado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Desenvolvimento contém um estrutura completa feita para testes automotivos integrada a um time local de engenharia, o qual atua no desenvolvimento, testes, validações e homologações dos modelos atuais, tanto para o Brasil quanto para outros países da América do Sul.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O local está preparado para realizar mais de 440 tipos de testes, como avaliação de durabilidade, calibração, desempenho e segurança, além de homologação. Desde o início das atividades, mais de 250 milhões de quilômetros já foram rodados nas suas pistas, o equivalente a mais de seis voltas ao redor da Terra. Os laboratórios de emissões, desmontagem e análise de peças (Teardown), dinamômetro de motores, vibro acústico e simulador de estradas para avaliação de suspensão (4Poster) são equipados para realizar mais de 400 testes, atendendo a legislações e normas nacionais e regionais.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em Tatuí é realizado um trabalho muito preciso, repleto de segurança e confidencialidade, o conhecimento é utilizado também no pós-venda para a melhoria dos veículos. O objetivo é que os veículos tenham inteligência pra manter os cliente conectados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluímos com essa pesquisa que apesar das dificuldades apresentadas, como o Custo Brasil e a pandemia do COVID-19, que agravaram as condições e investimentos das grandes montadoras automobilísticas no Brasil ainda se fala em investimentos de pessoas locais para fazer da engenharia brasileira uma das mais competitivas do mundo e na ampliação da atuação de exportação de serviços de engenharia para os principais mercados da Ford no mundo, assim como o Centro de Desenvolvimento é um dos maiores e mais completos do Hemisfério Sul. O cenário atual não se encontra muito favorável para a exportação, porém o Brasil ainda é um forte concorrente e fonte de pesquisas para futuros investimentos em tecnologia automobilística.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">THE CHIP CRISES: WHAT DOES IT MEAN FOR THE AUTOMOTVE INDUSTRY. <strong>Corporate Vision</strong>, 2022. Disponível em: &lt;https://www.corporatevisionnews.com/the-chip-crisis-what-does-it-mean-for-the-automotive-industry/>. Acesso em: 12, outubro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ESTRAGO EM FÁBRICA DE CHIPS QUE PEGOU FOGO É PIOR QUE O ESPERADO. <strong>CNN Brasil</strong>, 2022. Disponível em: &lt; https://www.cnnbrasil.com.br/business/estrago-emfabrica-de-chips-que-pegou-fogo-e-pior-que-o-esperado-diz-empresa/>. Acesso em: 12, outubro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FORD BRASIL SE CONSOLIDA COMO CENTRO DE EXOPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA. <strong>Balcão Automotivo</strong>, 2022. Disponível em: &lt; https:// www.balcaoautomotivo.com/2022/07/04/ford-brasil-se-consolida-como-centro-de-exportacaode-servicos-de-engenharia/&gt;. Acesso em: 12, novembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FORD BRASIL SE CONSOLIDA COMO CENTRO GLOBAL DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA. <strong>Marcas Pelo Mundo</strong>. Disponível em: &lt; https:// marcaspelomundo.com.br/anunciantes/ford-brasil-se-consolida-como-centro-global-deexportacao-de-servicos-de-engenharia/&gt;. Acesso em: 14, novembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CUSTO BRASIL NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO E A SAÍDA DA FORD. Disponível em: &lt; https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstream/ANIMA/24147/4/ O%20CUSTO%20BRASIL%20NO%20SETOR%20AUTOMOBIL%c3%8dSTICO%20E%20A%20SA%c3%8dDA%20DA%20FORD.pdf/>. Acesso em 15, novembro de 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ford: afinal, por que a montadora decidiu encerrar a produção de veículos no Brasil? <strong>BBC NEWS BRASIL.</strong> Disponível em: &lt;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55640907"> https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55640907/</a>>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Setor automotivo e de tecnologia: um casamento perfeito. <strong>Automotive now</strong>: Disponivel em: <a href="https://automotivebusiness.com.br/pt/posts/setor-automotivo/setor-automotivo-e-de-tecnologia-um-casamento-perfeito/">&lt;</a> <a href="https://automotivebusiness.com.br/pt/posts/setor-automotivo/setor-automotivo-e-de-tecnologia-um-casamento-perfeito/">https://automotivebusiness.com.br/pt/posts/setor-automotivo/setor-automotivo-e-de-tecnologia</a><a href="https://automotivebusiness.com.br/pt/posts/setor-automotivo/setor-automotivo-e-de-tecnologia-um-casamento-perfeito/">um-casamento-perfeito/&gt;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANÁLISE DA COMPETITIVIDADE DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA. <strong>Revista Uniabeu</strong>. Disponível em: &lt; https://core.ac.uk/ download/pdf/268395863.pdf/> .</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CUSTO BRASIL NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO E ASAÍDA DA FORD. Disponível em:&lt; https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstream/ANIMA/24147/4/ O%20CUSTO%20BRASIL%20NO%20SETOR%20AUTOMOBIL%c3%8dSTICO%20E%20 A%20SA%c3%8dDA%20DA%20FORD.pdf</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Fatec Zona Leste, jjulia@icloud.com<br><sup>2</sup>Fatec Zona Leste, sofia.consoli@hotmail.com<br><sup>3</sup>Professor Fatec Zona Leste, joao.santos256@fatec.sp.gov.br</p>
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