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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 115/OUT 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
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		<title>UM OLHAR SOBRE A OBESIDADE NO PERÍODO DA PANDEMIA DA COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 20:26:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7271739 Flora Rebeca de Souza Costa1&#160;Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas2&#160;José Carlos de Sales Ferreira3 RESUMO&#160; Fornecer dados que comprovem o aumento do transtorno alimentar que causa a obesidade em tempo de pandemia da Covid-19 apresentando condições afim de preservar a saúde através de hábitos saudáveis e atividades físicas resultam o objetivo desse [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7271739</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Flora Rebeca de Souza Costa<sup>1</sup>&nbsp;<br>Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas<sup>2</sup><br>&nbsp;José Carlos de Sales Ferreira<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fornecer dados que comprovem o aumento do transtorno alimentar que causa a obesidade em tempo de pandemia da Covid-19 apresentando condições afim de preservar a saúde através de hábitos saudáveis e atividades físicas resultam o objetivo desse trabalho. Tratando-se de um estudo reflexivo, bibliográfico, descritivo e qualitativo sobre a obesidade em tempos de pandemia covid-19 e atualmente.&nbsp; Resultando a reflexões importantes para os profissionais de saúde, pesquisadores e graduandos em nutrição e áreas afins, trazendo um olhar do princípio da pandemia e a obesidade como um transtorno alimentar crescente nesse período, período no qual a obesidade não era reconhecida como fator de risco, até o cenário atual. Assim, tem-se a obesidade como um fator de risco para agravamento da COVID-19 por ajudar a desenvolver comorbidades, e contribuir para sequelas do vírus pós recuperação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Transtorno alimentar. Nutrição. Covid-19. Obesidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The objective of this work is to provide data that prove the increase in the eating disorder that causes obesity in the time of the Covid-19 pandemic, presenting conditions in order to preserve health through healthy habits and physical activities. This is a reflective, bibliographic, descriptive and qualitative study on obesity in times of the covid-19 pandemic and currently. Resulting in important reflections for health professionals, researchers and undergraduates in nutrition and related areas, bringing a look at the beginning of the pandemic and obesity as a growing eating disorder in this period, a period in which obesity was not recognized as a risk factor, up to the current scenario. Thus, obesity is a risk factor for the worsening of COVID-19 by helping to develop comorbidities, and contributing to post-recovery virus sequelae.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Eating disorder. Nutrition. Covid-19. Obesity. <strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na humanidade já tivemos algumas doenças que trouxeram grandes desafios para as sociedades, entre elas estão “ebola, a síndrome respiratória aguda grave e a H1N1” que foram surtos espalhados pelo mundo que trouxeram desafios e transtornos diversos a saúde da população mundial (INSTITUTO BUTANTAN, 2022, p. 01).&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros casos de ebola surgiram em 1976 no Sudão e na República Democrática do Congo em uma região próxima ao Rio Ebola. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) é uma doença causada por um coronavírus da família SARS. O primeiro caso de SARS ocorreu em 2003 em um surto na China e se propagou por países vizinhos. A H1N1, causada por uma mutação do vírus Influenza, atingiu o mundo entre os anos 2009 e 2010 (INSTITUTO BUTANTAN, 2022, p.02).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essas três doenças foram as últimas endemias antes da Covid-19. A SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, ocasionou uma pandemia que até a atualidade ainda se luta para combate-la e desenvolver vacinas com maior eficácia no seu controle ou erradicação. Dentro desse contexto é possível identificarmos algumas outras mazelas sociais que a pandemia desencadeou desde então, como transtornos do sono, transtornos dos nervos, transtornos alimentares, entre muitos outros (INSTITUTO BUTANTAN, 2022, p. 02).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas relatam que a cada dia surgem novos transtornos alimentares na sociedade. “Os transtornos alimentares podem ser caracterizados por perturbações comportamentais relacionadas aos hábitos alimentares. Geralmente, envolvem uma preocupação excessiva com a imagem corporal, gerando comportamentos como a ingestão reduzida de alimentos, uso de laxantes e diuréticos, ou a provocação de vômitos logo após o consumo de alimentos”. Mas o que se observa na sociedade mundial é o aumento dos transtornos alimentares compulsivos que levam a obesidade (OMS, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade pode ser compreendida como um agravo de caráter multifatorial decorrente de balanço energético positivo que favorece o acúmulo de gordura, associado a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina. Entre suas causas, estão relacionados fatores biológicos, históricos, ecológicos, econômicos, sociais, culturais e políticos (OMS, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a nova problemática social vivida atualmente, o surgimento do novo coronavírus, denominado por SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, notou-se um aumento nos transtornos alimentares e a obesidade foi um dos que mais se destacou. Logo, surgiu o interesse em aprofundar o estudo mediante a essa demanda. Devido à grande quantidade de diabéticos com taxas glicêmicas muito altas, assim como pacientes com sequelas, por conta disso, o presente ensaio busca analisar a interface entre as pandemias de inatividade física, obesidade e COVID-19, e, chamar a atenção da importância da continuidade e/ou aumento da prática de atividade física como estratégias para minimizar os efeitos adversos da atual e de futuras pandemias que demandem distanciamento social.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, tem-se por objetivo geral fornecer dados que comprovem o aumento do transtorno alimentar que causa a obesidade em tempo de pandemia da Covid-19.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Tipo de Estudo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo é caracterizado como pesquisa exploratória com abordagem. Para atingir os objetivos propostos neste estudo, a abordagem utilizada foi de levantamento bibliográfico. Quanto aos meios, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, “pois serão necessários elementos que permitam fazer um levantamento teórico sobre metodologia de pesquisa, a consulta e as metodologias mais utilizadas”. Utilizou-se a abordagem descritiva, “onde tende a descrever um fenômeno atual” (ANDRADE, 2010 &amp; LAKATOS &amp; MARCONI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Coleta de Dados&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizou-se como procedimento a analises de dados secundários e artigos recentes e normativas e leis do país. Foi elaborado a partir da leitura e interpretação de dados encontrados em estudos elaborados por outros autores.&nbsp;(ANDRADE, 2010 &amp; LAKATOS &amp; MARCONI, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos como descritores desse artigo os termos: Transtorno alimentar.&nbsp;Nutrição. Covid-19. Obesidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Análise de dados</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong>Partindo do olhar de pesquisa, esse trabalho reuniu dados compilados em uma pesquisa realizadas em artigos científicos, revistas cientificas, dados atuais que prevaleceram fornecer dados que comprovem o aumento do transtorno alimentar que causa a obesidade em tempo de pandemia da Covid-19.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados par analise os seguintes critérios de inclusão: artigos escritos em Português, com disponibilidade de texto completo em suporte eletrônico, publicado em periódicos nacionais e critérios, de exclusão: artigos de jornais, matérias sensacionalistas e dados de textos populares de Aplicativos entre outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 OBESIDADE.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong>Para melhor entendimento do estudo é preciso aprofundarmos o conceito de obesidade e como ela está dividida. A obesidade “é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde que pode ser definida por um IMC≥30, mas inclui subdivisões, reconhecendo o facto de que a abordagem e as opções terapêuticas devem ser diferentes quando o IMC é superior a 35” (OMS, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Santos (2018, p.02) afirma que “a prevalência de sobrepeso e obesidade vem aumentando rapidamente no mundo, sendo considerada um importante problema de saúde pública tanto para países desenvolvidos como em desenvolvimento”, ou seja, é um problema que pode ser encontrado em toda sociedade independente da classe social o status podendo ser definida em graus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; Pode-se definir a obesidade em graus tais quais: obesidade de grau I, II e&nbsp;III. A obesidade causa comorbidades que podem ser definidas como: “outras doenças causadas pelo excesso de peso. Entre as mais comuns estão hipertensão, diabetes, dislipidemias, doenças cardíacas e circulatórias” (ABESO,2009, p.02).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>FIGURA 1:</strong> TABELA DE COMO CALCULAR ÍNDICE DE OBESIDADE.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/j0YDCvOAbFPdLZDzwPDwUI6sh3m7KaJMW9coRdSpE71glopjEsesbteaSCM-f23l0zNY5EeiSVm3at5Bm8KiosxiV_Eee7Jj7eHZJk5eDcR-mNxwQh6EGd9aI_gMLwEzBeBgjpb1n3spF7v7YJt0TCAN65PhRKZaBDZwU0Zz-RCUqmI0o-4nDD9-d6810eRGxXdXkQ" alt=""/><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Moura (2019).&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">LEÂO <em>et al</em> (2005, p.01) apresenta a obesidade androide também conhecida como obesidade central, “que é a gordura localizada na parte superior do corpo (gordura visceral). A obesidade do tipo androide está relacionada a maior risco de doenças cardiovasculares”. Essa obesidade, também conhecida popularmente como obesidade maçã, segundo pesquisas “é a mais frequente nos homens, refere-se à distribuição de gordura que neste caso se localiza na zona abdominal” (MELLO,2011, p. 02).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade ginecóide, por sua vez, é conhecida como obesidade periférica, na qual a gordura que “se localiza principalmente na parte inferior do corpo, quadril nádegas e coxas”. Essa qualificação de obesidade é mais comum no público feminino (CORDEIRO <em>et al</em>, 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mello (2011, p. 02) afirma que “a obesidade ginóide é conhecida, também, como obesidade baixa, periférica ou glúteo-femoral. Este tipo de obesidade associa-se à figura de pêra e induz um menor risco de complicação metabólica”. Raskin <em>et al</em> (2000, p. 05) afirmam que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O acúmulo de gordura visceral com distribuição central ou abdominal predominante, que caracteriza o perfil andróide e é encontrado em mulheres climatéricas e pós-menopáusicas, é metabolicamente diferente da periférica ou glúteo-femural que define o padrão ginecóide, prevalente no período reprodutivo (p.05).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que mesmo que os dois tipos de classificação, “obesidade androide e a obesidade ginecóide, não são conceitos totalmente femininos ou masculinos, ou seja, não se pode classificar como única para os públicos”, vai depender da distribuição de gordura de cada corpo (MELLO, 2021, p.02).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há possíveis causas da obesidade e vários fatores que podem desencadear a obesidade, segundo Brasil (2016), esses fatores podem ser “endócrinos; sociais; culturais; comportamentais; genéticos; ambientais e neurológicos”, tais fatores geram ou cooperam para o surgimento de doenças diversas cardiovasculares, metabólicas, a diabetes, hipertensão, entre outras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;Dentro dessa perspectiva, a “OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece pontos de corte para risco cardiovascular aumentado, medidas de circunferência abdominal igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm”, temse um padrão saudável para cada pessoa e seu tipo de corpo e sabe-se quando algo está anormal por meio de exames clínicos e medidas podendo classificar seus riscos e tipos de obesidade (TAVARES, 2010, p.02).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas afirma que “em 2021, o excesso de peso era maior entre os homens, com 59,9%. Das mulheres, 55% estavam acima do peso. Os quilos extras eram mais encontrados nas faixas etárias: 45 a 54 (64,4%), 55 a 64 (64%) e 35 a 44 (62,4%). Quanto à obesidade, esta aumentou em relação a 2020” esse fator é desencadeado pelo transtorno alimentar (BRASIL, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1.1 Obesidade como transtorno alimentar.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é um transtorno alimentar causado pela compulsão alimentar, onde é preciso entender o que são transtornos alimentares que podem desencadear a obesidade. Pesquisas afirmam quem no mundo, “cerca de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos e 340 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos apresentam sobrepeso ou obesidade e se as tendências atuais continuarem, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022” (MINISTÈRIO DA SAÙDE, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do IBGE (2019) mostram que “entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade do país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%” observa-se que ocorreu uma mudança na faixa etária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Mattos (2018, p.01) “os Transtornos Alimentares e a Obesidade são patologias contemporâneas que nos últimos 20 anos sofreram um importante aumento de incidência”. Para a autora “os Transtornos Alimentares podem se manifestar de diversas formas, intensidades e gravidades, mas sempre relacionados à perda ou ganho de peso corporal e a dificuldades emocionais”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é o ganho de peso corporal que pode gerar diversas comorbidades e limitar a vida das pessoas, dentro desse espaço de tempo, em&nbsp;2019 o mundo vive a pandemia do covid-19 que trouxe ou despertou “gatilhos” na população e um desses eventos é o transtorno alimentar da obesidade:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os transtornos alimentares (TA) são doenças psiquiátricas caracterizadas por alterações graves do comportamento alimentar e que afetam, na sua maioria, adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, podendo originar prejuízos biológicos, psicológicos e aumento da morbidade e mortalidade. A anorexia e a bulimia nervosas são os dois tipos principais (DOYLE; BRYANT-WAUGH, 2000; SAIKALI et al., 2004). Essas duas doenças estão intimamente relacionadas por apresentarem alguns sintomas em comum: preocupação excessiva com o peso, distorção da imagem corporal e um medo patológico de engordar (SAIKALI <em>et al</em>., 2004, p.08).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esses transtornos são comuns, entretanto, ainda são possíveis se camuflar na sociedade como algo comum. “Os transtornos alimentares têm uma etiologia multifatorial, ou seja, são determinados por uma diversidade de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, socioculturais e familiares que interagem entre si para produzir e perpetuar a doença” (BORGES <em>et al</em>., 2006, p. 02).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante salientar que a obesidade está dentro do perfil de transtorno alimentar, quando se come compulsivamente e resulta em ganho de peso, diferente do que muitos pensam, pois se define transtorno alimentar como anorexia e bulimia e não se pensa em obesidade que também está dentro do grupo defino por transtorno alimentar. “Obesidade tem um forte componente genético e um forte componente ambiental, social e cultural” (NEGRÂO, 2006, p. 03).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entende-se que a obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo de energia na alimentação, superior àquela usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do diaa-dia. Ou seja: “a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente” (OMS, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade ou transtorno compulsivo alimentar:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Caracteriza-se por episódios de ingestão de alimentos em quantidades maiores do que o esperado em um espaço curto de tempo, acompanhados de uma sensação de falta de controle. Nesses casos, o contexto é importante para considerar se a ingestão excessiva se dá por um transtorno ou por uma ocasião aceitável (como em festas, por exemplo) (SOUZA, ALVARENGA, 2016, p. 04).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Pode-se observar sintomas do transtorno alimentar compulsivo que leva a obesidade:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">É caracterizado por episódios recorrentes de hiperfagia &#8211; ingestão de quantidades exarcebadas de comida -, com sentimento de sofrimento, associado e ausência de comportamentos compensatório. Num período de aproximadamente duas horas, a pessoa come uma quantidade de alimentos muito elevada maior do que a maioria das pessoas consumiriam normalmente, mesmo não estando com fome fisiológica e com rapidez até sentir-se “desconfortavelmente cheio” (ASSAL, 2014, p. 10).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Observa-se que, com a pandemia da Covid-19 a obesidade teve um aumento na população mundial devido as normas a serem seguidas de quarentenas, de alimentação compulsiva e fatores psicológicos que desencadearam um alarmante crescimento da obesidade na população, confirmando dados acima e com “portas abertas” pelo transtorno alimentar compulsivo, ou outros devendo ter um olhar clinico. Segundo OPAS (2022), outros problemas surgiram ou se acentuaram na pandemia e isolamento como “a Solidão, medo de se infectar, sofrimento e morte de entes queridos, luto e preocupações financeiras também foram citados como estressores que levam à ansiedade e à depressão” que levam também a obesidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levitan e Nardi (2006, p. 13) afirmam que “devido à complexidade do entendimento e do tratamento desses quadros de transtornos alimentares tornase essencial que o trabalho multidisciplinar seja realizado por grupos de pesquisa bem estruturados” contando com auxílio de psicólogos e especialistas da área da saúde. Porém, “a base do tratamento são mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios” (OMS, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 COVID-19: A obesidade e seus riscos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Dentro do que já se conhece da obesidade, seus princípios, tipos e classificações pode-se observar que a mesma implica em diversas comorbidades. Muitos ainda nem sabiam o verdadeiro sentido da palavra “comorbidade” até surgir a covid-19, o “significado do termo cresceu tanto que ele se tornou um dos mais buscados no Google em 2021” (REVISTA VEJA, 2022, p.18).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Pode ser entendida como “uma palavra usada para descrever a existência de mais de uma doença ou condição manifesta no organismo ao mesmo tempo.&nbsp;Também recebe o nome de “condições coexistentes ou multimorbidades”. dentro do que se pode entender por comorbidades, um dos grandes causadores da mesma é a obesidade (TORRES, 2019, p.02).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Melo (2019, p. 01) as doenças mais comuns desencadeadas pela&nbsp;obesidade são: “diabetes, doenças cardiovasculares (DCV) e alguns cânceres”. Essas doenças crônicas podem ser potencializadas com o descontrole do peso podendo gerar outros tipos de comorbidades e assim limitar cada vez mais a vida da pessoa que as possui. Com a chegada da covid-19 as pessoas do grupo de comorbidades ocasionadas pela obesidade correm um grande risco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, foi detectado em 31 de dezembro de 2019 em Wuhan, na China. Em 9 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a circulação do novo coronavírus, a mutação do vírus trouxe inúmeras dúvidas de como trata-lo ou até mesmo inibi-lo, muitas foram as tentativas, mas o que se sabe é que levou milhões de pessoas no mundo a óbito (LANA <em>et. al</em>, 2020, p. 02).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Fatores genéticos e doenças crônicas, conhecidas como comorbidades, foram a causa de muitos óbitos no ápice da pandemia da Covid-19. O estudo (E5), realizado com 5.700 pacientes no maior sistema de saúde acadêmico de Nova Iorque, apontou que a obesidade estava presente em 1737 (41,7%) pacientes internados. Outro estudo (E3), também realizado em dois hospitais de Nova Iorque com 257 adultos em estado grave de COVID-19, apontou que 119 (46%) pacientes apresentavam obesidade IMC ≥30kg/m<sup>2</sup> e, desses, 39 (71%) dos 55 pacientes tinham menos de 50 anos de idade (SILVA <em>et. al</em>, 2021, p. 22).&nbsp; Outro fator levado em consideração foi que, a maioria das pessoas obesas e com doenças crônicas foram a que mais morreram devido a complicações na pandemia da Covid-19 despertando assim uma maior preocupação com esse público. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O aumento da adiposidade pode prejudicar o microambiente pulmonar com o tráfego de citocinas inflamatórias podendo contribuir para um ciclo de inflamação local e lesão secundária.&nbsp; Os autores chamam atenção, ainda, para a importância de modificações no estilo de vida&nbsp; (alimentação&nbsp; saudável&nbsp; e&nbsp; atividade&nbsp; física)&nbsp; como&nbsp; forma&nbsp; de&nbsp; reduzir&nbsp; o&nbsp; impacto&nbsp; da&nbsp; pandemia&nbsp; nesta&nbsp; população&nbsp; específica.&nbsp; Relatam,&nbsp; também,&nbsp; que&nbsp; maiores&nbsp; níveis&nbsp; de&nbsp; atividade&nbsp; física&nbsp; podem&nbsp; estar&nbsp; associados&nbsp; a&nbsp; redução do risco (PITANGA, BECk e PITANGA, 2021, p. 14).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Assim, compreende-se que, a obesidade aumenta o risco de mortalidade ao vírus da Covid-19 o próximo tópico visa sugerir possíveis caminhos para o controle desse transtorno alimentar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 CAMINHOS PARA CONTORNAR A OBESIDADE NA ATUALIDADE: Pós pandemia covid-19&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Halbwachs (2009, p.205) afirma que “o ser humano é um ser social e parcialmente emocional”, ou seja, com a pandemia da covid-19 o ser humano em sociedade perdeu muitos dos seus conceitos de vida em conjunto ou social desencadeando transtornos diversos como a obesidade. O tempo de conluio, a pressão social e psicológica levou o ser social a uma realidade distante para muitos, a facilidade das entregas com apenas um “click” gerou uma população mais obesa e sedentária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas afirmam que desde o início de 2020, o mundo todo vem passando por transformações impostas pela chegada da Covid-19. A pandemia estabeleceu novas formas de viver e de se relacionar, sendo esse um dos maiores desafios do período pandêmico. Especialmente quando se leva em consideração a principal característica humana, que é: socializar (OMS, 2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas levadas pelo medo, ansiedade e depressão encontraram na comida um caminho para passar pela pandemia. Melo (2019, p.01) afirma que um dos caminhos para vencer a obesidade é a educação física, pois, “auxilia na queima de calorias, pois repercute na saúde de forma global, melhorando a condição física e no funcionamento biológico, reduz o estresse, melhora o humor e diminui o risco de doenças cardiovasculares”. &nbsp;Segundo a (OMS, 2020, p. 02):&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Publicação feita por pesquisadores italianos apresenta lições aprendidas com estudos sobre a influenza e atividade física em pacientes obesos, e, sugere que os achados possam vir a ser considerados para o&nbsp; COVID-19. Nesse trabalho, os autores&nbsp; ressaltam&nbsp; a&nbsp; importância&nbsp; da&nbsp; atividade&nbsp; física&nbsp; a&nbsp; fim&nbsp; de potencializar&nbsp; a imunomodulação positiva proporcionada pela prática do exercício físico de leve a moderada intensidade, principalmente em indivíduos obesos12. No caso específico da obesidade, outra recente publicação chama a atenção para a possibilidade de maior patogenicidade viral em obesos, fato que foi demonstrado em estudos retrospectivos após a pandemia do H1N1, em&nbsp; 2009.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Outro caminho a ser percorrido na luta contra a obesidade é a alimentação saudável, o consumo diário das quantidades recomendadas conforme a Organização Mundial de saúde é essencial. Melo (2019) salienta:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A recomendação do consumo alimentar de cada nutriente &#8211; carboidratos (CHO), proteínas (PTN), lipídeos (LIP), vitaminas e minerais. Estes nutrientes são encontramos em frutas, verduras, arroz, grupo oleaginosas (como: feijão ou lentilha, carne e ingestão hídrica (água e sucos naturais sem adição de açúcar). Mas, para manter ou iniciar uma rotina com hábitos saudáveis é preciso um pouco de esforço, afinal de contas consumir comidas gordurosas e rápidas é muito mais prático (MELO, 2019, p. 03).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mediante as informações é possível afirmar que o Covid-19 associado, incialmente a uma doença respiratória, apesar de estudos já demonstrarem que atinge outras partes do corpo, a vida sem sedentarismo e com bons hábitos alimentares pode sim influenciar o corpo a lutar contra o vírus. Assim, torna-se de grande importância a continuidade da prática de atividade física para potencializar as respostas imunológicas e fazer com que as pessoas, mesmo com obesidade, estejam mais bem preparadas para o enfrentamento da atual pandemia. Nahas (2017, p. 01) salienta a importância e benefícios “da atividade física na recuperação de várias doenças físicas e psicoemocionais”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando os benefícios da prática regular da atividade física para diferentes sistemas orgânicos, entende-se que o aumento dos seus níveis na população poderá nos deixar melhor preparados para futuras pandemias similares a atual. Pessoas com os sistemas cardiovascular, metabólico, imunológico e saúde mental ajustados podem conseguir suportar melhor os efeitos de possíveis contaminações por infecções virais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 NUTRIÇÃO NO PROCESSO DE INIBIÇÃO DA OBESIDADE PÓS PANDEMIA DA COVID-19.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, a nutrição surgiu após um caos mundial, Torres (2019, p,&nbsp;01) afirma que os “primeiros indícios da nutrição na sociedade foram após a Segunda Guerra Mundial”. Alves e Martinez (2016, p. 04), afirmam que “os primeiros relatos do surgimento da nutrição/dietética no mundo datam de 1670 no Canadá que apontam para um trabalho realizado por Irmãs da Ordem Insulina de Quebec, depois em Ontário (1867), no ensino da economia doméstica”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se que o surgimento da nutrição vem para atenuar, melhorar a sobrevivência do ser em sociedade e que está presente em todas as situações do cotidiano e depois vamos ver sua profissionalização. Martinelli (2018, p. 02) afirma que a nutrição surgiu como profissão “em 1980 que a história da nutrição virou mais uma página. Neste momento, as políticas nutricionais passaram a conter limites máximos e mínimos de consumo diário de nutrientes em função da manutenção da boa saúde”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soares (2017, p.01) afirma que “a prevalência de pessoas com sobrepeso e obesidade na população brasileira aumentou muito; são quase 51% das pessoas adultas com sobrepeso e mais ou menos 18 ou 19% com obesidade”. Com o surgimento da pandemia da covid-19 esse número aumentou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o aumento da obesidade e outros transtornos alimentares, a nutrição vem percorrendo um caminho ligado ao bem-estar social. Com a chegada da covid-19 os profissionais atuam além do que atuavam salientando a importância de bons hábitos alimentares acompanhados de rotinas saudáveis. A Associação Brasileira de Nutrição &#8211; ASBRAN (2020, p.03) lançou o <em>Guia para uma alimentação saudável em tempos covid-19</em> “a obra visa informar a população, sobre a necessidade de mudanças de hábitos alimentares e adoção de medidas que contribuam para o fortalecimento do organismo(&#8230;) neste período de enfrentamento da doença no país”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa nova demanda oriunda da pandemia da covid-19, muitos profissionais precisaram se adaptar e até mesmo atualizar em suas funções de atendimento frente aos inúmeros casos de pessoas com transtornos alimentares e em sua maioria, a obesidade. Matta <em>et al</em> (2021, p.02) afirmam que “a pandemia mexeu com a esfera global dos poderes e isso fez com que a sociedade lutasse contra inimigos internos e externos”, originando diversos fatores a serem enfrentados posteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escobar (2020, p.01) salienta que a pandemia foi um grande desafio profissional visto que “uma das principais recomendações desde o início da disseminação da COVID-19, foram a restrição de contato físico e o distanciamento social, fazendo com que os atendimentos presenciais fossem substituídos pelos online”. Além disso, lidar com pacientes com obesidade e comorbidades na covid-19 tem sido um grande desafio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moreira, Freire e Reis (2020, p. 07) afirmam que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Dentre os fatores de risco para a evolução com piora dos pacientes infectados por SARSCoV-2, a obesidade surge como uma condição comum entre os pacientes hospitalizados com maior gravidade, sendo relevante compreender melhor os mecanismos fisiopatológicos que podem ser a chave da correlação entre obesidade e agravamento da COVID-19.&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;No ápice da pandemia, a condição dos pacientes obesos com covid-19 é pior em relação aos demais pacientes devidos as comorbidades apresentadas em um estudo realizado apontam que “por meses, a idade e doenças como diabetes e hipertensão apareceram como fatores determinantes de risco, mas agora estudos conduzidos nos Estados Unidos e na França constataram que a obesidade é fator crônico mais importante e o maior marcador” (SBCBM, 2020, p.01).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Além da alimentação o nutricionista tem outras funcionalidades para que o processo de recuperação do paciente infectado pela covid-19 se restabeleça para Argolo (2020, p.05):&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os nutricionistas nas unidades de saúde estão empenhados em ofertar o melhor cardápio possível, sendo necessário também o conhecimento do quadro respiratório do paciente, para definição da consistência das refeições, atentando-se para pacientes em nutrição enteral.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A reeducação alimentar com acompanhamento do nutricionista e atividade física visam reiterar e o estado nutricional expressa a categoria na qual as necessidades fisiológicas de nutrientes estão sendo atingidas, para manter a composição e funções adequadas do organismo. Uma avaliação nutricional consente o diagnóstico de mudanças corpóreas, como a obesidade e a desnutrição, e avaliar o risco de doenças crônicas não transmissíveis, condições frequentes no indivíduo idoso (CINTRA, OLIVEIRA, SILVA <em>et al</em>. 2012, p. 03).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Argolo (2020, p.03) afirma que “o consumo excessivo de açúcar, gorduras saturadas, processados e ultraprocessados, a propaganda de alimentos não saudáveis direcionadas ao público infantojuvenil e a inatividade física são fatores que preocupam”.&nbsp; atualmente organizações nacionais e internacionais enfrentam o aumento da população obesa e isso traça um novo cenário social marcado pela pandemia da Covid-19, nunca um profissional em nutrição foi tão importante no enfrentamento dessa problemática.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programas de combate e enfrentamento a pandemia vem sendo trabalho no país:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde vem trabalhando em diferentes estratégias de promoção de uma alimentação adequada e saudável para melhorar o perfil alimentar da população brasileira. Para isso são necessárias diferentes ações que incluem a educação alimentar e nutricional, medidas que facilitem escolhas alimentares mais saudáveis e que levem o setor produtivo de alimentos a ofertar produtos com melhor perfil nutricional (BRASIL, 2021).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ao profissional em nutrição tem a responsabilidade de lidar com os pacientes com os transtornos alimentares e indicar o melhor caminho para o enfrentamento. Pessoas com obesidade agravadas pós pandemia buscam novos caminhos para uma possível reabilitação da saúde. OPAS (2021), afirma que “profissionais são ferramentas indispensáveis como controle e combate as comorbidades em tempos de pandemia da covid-19”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente pessoas com obesidade pós pandemia da covid-19 tendem a fazer acompanhamento em outros profissionais da saúde criando assim uma rede de apoio de profissionais ligados a nutrição. Segundo dados do&nbsp;CONASEMS (2021, p. 32) “a fisioterapia, acompanhamento psicológico, seguido de orientações de treinos com fisioterapeutas e profissionais em educação física são receituários de muitos pacientes pós covid-19”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, podemos afirmar que a nutrição faz parte dos pilares do combate a obesidade no pós pandemia. Ernsen (2021, p.01) em sua pesquisa afirma que o fato “dos profissionais em nutrição serem vacinados como linha de frente mostrou a importância do mesmo no processo de enfrentamento da covid-19”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse trabalho consolidado pós pandemia no combate as mazelas oriundas do período de isolamento, como por exemplo a obesidade, continua sendo um campo para os profissionais da nutrição. Para Silva <em>et al</em> (2019, p. 02) a “terapia nutricional, antes usada apenas com crianças deve ser utilizada no processo de emagrecimento e combate a obesidade” e tem sido uma potente ferramenta no enfrentamento da obesidade pós pandemia por muitos profissionais em nutrição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo trabalho de pesquisa se desvela no seu desenvolvimento e surgem novas propostas a serem trabalhadas no decorrer de sua construção, este não é diferente. O que se objetivou, inicialmente foi responder ao objetivo central da pesquisa e assim corresponder as expectativas dos objetivos específicos dentro da visão da nutrição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Covid-19 é um fator preponderante causador da obesidade na população em tempos de pandemia por ser algo novo que causou muito medo, perdas e frustações na população mundial que ocasionou ansiedade e depressão levando muitos a adotarem hábitos desordenados de alimentação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse estudo foram apresentados caminhos para contornar o transtorno alimentar (obesidade) no período de pandemia da Covid-19, tais como adotar bons hábitos de alimentação e atividade física junto ao paciente com diferentes graus de obesidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do nutricionista no processo de reabilitação ao bem-estar social das pessoas no período pós pandemia da covid-19 foi um assunto trabalhado nesse contexto, visto que, o mesmo atua desde o início da pandemia na linha de frente e conhece o processo de recuperação do paciente com comorbidades ocasionadas pela obesidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Assim, conclui-se que, por ser uma questão nova social, a pandemia da Covid-19 trouxe inúmeros desafios na área da saúde, na área social, econômica, entre outras. Espera-se construir um novo acervo bibliográfico afim de produção de conteúdo produtivo no combate as inúmeras questões sociais oriundas da nova pandemia tendo como foco a obesidade nos tempos de pandemia e na atualidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABESO – ASSOCIAÇÃO PARA ESTUDO DA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA. <strong>Diretrizes brasileiras para obesidade 2009/2010.</strong> 3. Ed. Itapevi: AC Farmacêutica, 2009. 85 p.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, C. C.; ASSUMPÇÃO, A. A. <strong>A EFICÁCIA DO MINDFUL EATING PARA TRANSTORNOS ALIMENTARES E OBESIDADE: REVISÃO INTEGRATIVA</strong>. <strong>Pretextos </strong>&#8211; Revista da Graduação em Psicologia da PUC&nbsp;Minas, v. 3, n. 6, p. 25 &#8211; 36, 12 set. 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Cristina Garcia Lopes; MARTINEZ, Alves Maria Regina. <strong>Lacunas entre a formação do nutricionista e o perfil de competências para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS)</strong>. Interface, Botucatu, v. 20, n. 56, p. 159-169, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMORIM, Luciano da Silva. <strong>Transtornos Alimentares: aspectos culturais e intervenção em TCC. </strong>Boletim da SBNp &#8211; Atualidades em Neuropsicologia. São Paulo, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Maria Margarida de. <strong>Introdução a metodologia do trabalho cientifico</strong>. 10 Ed.: Atlas, São Paulo, 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARGOLO, Andrea. <strong>A atuação do nutricionista no combate a covid-19.</strong>&nbsp;SANAR. Disponível em:&lt;<a href="https://www.sanarsaude.com/portal/concursos/artigos-noticias/covid-19-a-atuacao-do-nutricionista-no-combate-a-nova-doenca">https://www.sanarsaude.com/portal/concursos/artigos-noticias/covid-19-aatuacao-do-nutricionista-no-combate-a-nova-doenca&gt;</a>. Acesso em: 14 de out. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASBRAN. <strong>ASBRAN lança Guia para orientação da população sobre alimentação em tempos de covid-19.</strong> Disponível em:&lt; <a href="https://www.asbran.org.br/noticias/asbran-lanca-guia-para-orientar-populacao-sobre-alimentacao-em-tempos-de-covid-19">https://www.asbran.org.br/noticias/asbran-lanca-guia-para-orientarpopulacao-sobre-alimentacao-em-tempos-de-covid-19&gt;</a>. Acesso em: 18 de out. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSAL, S. E.; FERNANDES, D. C. <strong>Imagem corporal e comportamentos de risco para transtornos alimentares em praticantes de exercícios e atletas: evidências científicas</strong>. Estudos, Goiânia, v. 41, especial, p. 31-41, out. 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BORGES, N.J. et al. <strong>Transtornos alimentares &#8211; quadro clínico</strong>. Revista Medicina, Ribeirão Preto, v. 39, n. 3, p. 340-348, 2006.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, <strong>Boletim da SBNp &#8211; Atualidades em Neuropsicologia.</strong> OMS. São Paulo, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Agencia do Brasil (IBGE). IBGE: <strong>A obesidade mais do que dobra em 2020</strong>. Brasília, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. CONASEMS. <strong>Covid-19: Guia orientador para o enfrentamento da pandemia na rede atenção â saúde.</strong> Brasília, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. <strong>Promoção da saúde e alimentação adequada e saudável.</strong> Brasília, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria da Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica<strong>. Guia Alimentar para a População Brasileira</strong>. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 152 p.&nbsp;&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">INSTITUTO BUTANTAN- A serviço da vida. <strong>Antes da Covid-19: conheça 3 doenças que também fizeram o mundo tremer neste século. </strong>Disponível em:&lt; <a href="https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/antes-da-covid-19-conheca-3-doencas-que-tambem-fizeram-o-mundo-tremer-neste-seculo">https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvidanoticias/antes-da-covid-19-conheca-3-doencas-que-tambem-fizeram-omundo-tremer-neste-seculo&gt;</a> : Acesso em: 10 de out. 2022.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SAIKALI, C.J. et al. <strong>Imagem corporal nos transtornos alimentares.&nbsp;Revista de Psiquiatria Clínica</strong>. São Paulo, v. 31, n. 4, p. 154-6, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Wilsylene Duarte dos<strong>. Obesidade: Causas e consequências</strong>. FAMEP. Teresina, 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Giordana Maronezzi da. PESCE, Giovanna Brichi. MARTINS, Débora Cristina. CARREIRA, Lígia. MOLENA, Carlos Alexandre e JACQUES, André Estevam. <strong>Obesidade como fator agravante da COVID-19 em adultos hospitalizados: revisão integrativa.&nbsp; PUC. </strong>Acta Paul Enferm. 34. São Paulo, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Marina Bollini e. FIORETTO, Fernanda Bollini Silva. BRANCO, Cátia Regina &amp; CYRINO, Eliana Goldfarb. <strong>Como orientar o enfrentamento ao sobrepeso e obesidade infantil na estratégia de saúde da família</strong>. Tipo de Suporte: E-book Formato Ebook: PDF. Botucatu, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOARES, Gabriel. <strong>A obesidade é o transtorno alimentar mais frequente na atualidade.</strong> Disponível em:<a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/radioagencia-usp/obesidade-e-o-transtorno-alimentar-mais-frequente-na-atualidade/">https://jornal.usp.br/radio-usp/radioagenciausp/obesidade-e-o-transtorno-alimentar-mais-frequente-na-atualidade/ .</a>&nbsp;Acesso em 18 de out. de 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. <strong>SBCBM alerta: Obesidade está presente em metade dos internamentos por COVID-19 nos EUA e na França</strong>. Acesso em 14 de outubro de 2022. Disponível em:&lt; https://www.sbcbm.org.br/sbcbm-alerta-obesidade-esta-presente-emmetade-dos-internamentos-por-covid-19-nos-eua-e-na-franca/&gt;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, A. C.; ALVARENGA, M. S. <strong>Insatisfação com A Imagem Corporal em Estudantes Universitários</strong> &#8211; Uma Revisão Integrativa. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 65(3), 286-99; 2016.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAVARES, T.B.; NUNES, S.M.; SANTOS, M.O. <strong>Obesidade e qualidade de vida: revisão literária.</strong> Revista Medicina. Belo Horizonte, v. 20, n. 3, p. 359366, 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;TORRES, Priscila. <strong>Comorbidade: você sabe o que significa?</strong> Revista&nbsp;Artrite. Ed. N. 23. Disponível&nbsp;em: <a href="https://artritereumatoide.blog.br/comorbidade-voce-sabe-o-que-significa/">https://artritereumatoide.blog.br/comorbidade-voce-sabe-o-quesignifica/.</a> São Paulo, 2019. Acesso em: 13 de out. 2022.&nbsp;</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduanda do Curso de Bacharelado em Nutrição pelo Centro Universitário FAMETRO</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>&nbsp;Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Co-orientador do TCC, Mestre em Ciências do alimento pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ROMPENDO BARREIRAS LIGADAS À INDISCIPLINA NOS CONTEXTOS ESCOLARES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/rompendo-barreiras-ligadas-a-indisciplina-nos-contextos-escolares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 17:33:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7268346 Elizabeth Kelly Azevedo Rosario1Josete Pereira Peres Soares2 RESUMO Este trabalho tem por objetivo geral&#160; investigar&#160; possíveis meios de os docentes amenizarem os quadros de indisciplina nos contextos escolares. Tendo como justificativa, os argumentos de Aquino (2016) que menciona a saída para a compreensão e o manejo da indisciplina associada&#160; a relação professor [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7268346</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elizabeth Kelly Azevedo Rosario<sup>1</sup><br>Josete Pereira Peres Soares<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem por objetivo geral&nbsp; investigar&nbsp; possíveis meios de os docentes amenizarem os quadros de indisciplina nos contextos escolares. Tendo como justificativa, os argumentos de Aquino (2016) que menciona a saída para a compreensão e o manejo da indisciplina associada&nbsp; a relação professor aluno e a maneira que se posiciona&nbsp; perante o discente &#8211; aluno.&nbsp; Sendo assim, ter-se-á o intento explanar o assunto dentro da&nbsp; seguinte problemática: o que o profissional docente pode fazer para&nbsp; possivelmente amenizar os quadros de indisciplina inerente nos contextos da escola? Em vista disso, torna-se imprescindível um aprofundamento teórico do assunto, tornando-o possível &nbsp; averiguar que medidas da parte dos docentes, podem possivelmente reverter os quadros indisciplinares. Em suma, será explanado, no desenrolar da pesquisa, se os tipos de modelos de autoridade empregados pelo educador, como destacados por Parrat – Dayan (2008) do tipo (democrático, autoritário ou laissez faire), interfere possivelmente na questão da redução da indisciplina. Também ver-se-á se a possibilidade tal redução, na construção de uma boa relação professor – aluno, na tentativa de amenizar o referido fenômeno. Compreende- se que a temática, não pode ser entendida exclusivamente dentro de apenas um contexto. Por isso faremos um esforço para perscrutarmos nas teorias de autores como: Giancanterino (2007) Antunes (2003) Dayan (2008),&nbsp; Oliveira (2011), Vasconcellos (2009); dentre outros, na tentativa de esclarecer a assunto, por elaborar&nbsp; uma pesquisa bibliográfica utilizando a revisão de literatura&nbsp; a fim de que, se torne possível a explanação do tema proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>indisciplina; amenizar; professor; aluno, escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUMMARY</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This work aims to investigate possible ways for teachers to mitigate indiscipline in school contexts. Having as justification, aquino&#8217;s arguments (2016) mention the way out of understanding and managing the indiscipline associated with the student teacher relationship and the way it is positioned before the student &#8211; student.&nbsp; Therefore, the intention will be to explain the subject within the following problem: what can the teaching professional do to possibly alleviate the indiscipline inherent in school contexts? In view of this, it is essential to deepen the subject theoretically, making it possible to ascertain that measures on the part of teachers can possibly reverse the indisciplinary frameworks. In short, it will be explained, in the course of the research, whether the types of models of authority employed by the educator, as highlighted by Parrat – Dayan (2008) of the type (democratic, authoritarian or laissez faire), possibly interferes in the issue of reducing indiscipline. It will also be seen the possibility of such a reduction, in the construction of a good relationship teacher &#8211; student, in an attempt to mitigate this phenomenon. It is understood that the theme cannot be understood exclusively within only one context. That is why we will make an effort to look into the theories of authors such as: Giancanterino (2007) Antunes (2003) Dayan (2008), Oliveira (2011), Vasconcellos (2009); among others, in an attempt to clarify the subject, by elaborating a bibliographic research using the literature review so that it becomes possible to explain the proposed theme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keywords: indiscipline; Ease; teacher; pupil, school.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A indisciplina está cada vez mais presente nos espaços escolares conforme delineado por Oliveira (2011), sendo tal fenômeno, objeto de preocupação crescente entre alguns educadores, tendo alguns destes, dificuldade para lidar com esta realidade inerente a escola. Sendo assim, esta pesquisa tem por objetivo geral, &nbsp;investigar&nbsp; possíveis meios de os docentes amenizarem os quadros de indisciplina nos contextos escolares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema proposto, torna-se relevante e justificado, pois, acordo com Aquino (2016) não se pode compreender a temática ou mesmo encontrar uma saída para a redução ou o manejo da indisciplina, sem nos atermos a questões ligadas as formas de:&nbsp; o docente exercer a autoridade e a forma com que este se relaciona com seus aluno, isto é , a relação professor /aluno, onde através do posicionamento democrático e relacionamento baseado num vínculo afetivo, o profissional docente pode , através destes mecanismos superar ou romper&nbsp; possivelmente barreiras referentes a redução de indisciplina em contextos inerente a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, levantar-se-á a seguinte problemática: o que o profissional docente pode fazer para&nbsp; possivelmente amenizar os quadros de indisciplina inerente nos contextos da escola? Neste trabalho, se levantará a hipótese de que, o modelo de autoridade docente manifestada pelo educador, poderá possivelmente interferir na conduta do aluno. Outra hipótese está ligada a&nbsp; construção de vínculo da parte do docente, no que se refere ao relacionamento que o educador, deve desenvolver com seu aluno, tendo em vista que, o vínculo afetuoso possa possivelmente auxiliar na redução da indisciplina na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No desenrolar da pesquisa, ressaltar-se-á&nbsp; algumas conceptualizações e significações direcionadas a temática. Também, será identificado os possíveis meios de se reduzir a indisciplina escolar, levando em conta, a liderança manifestada pelo docente, sejam estas do tipo: autoritária, democrática e <em>laissez faire</em><sup>3</sup>, demostrando que a autoridade autoritária, atua como elementos influenciador ´para a criação de resistência aos comandos do docente, ao passo que o laissez faire, permite um certa passividade e concede autorização demasiada a quaisquer condutas por parte do educando, atuando negativamente na questão da redução de indisciplina escolar. Sendo assim presente artigo, apontou para formas de se exercer a autoridade democrática, que realmente funciona, e que angaria a colaboração voluntária e espontânea dos educandos, levando-os a se sentirem responsáveis, e úteis na questão de se cria regras e segui-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por extensão, ainda no corpo da pesquisa destacar-se-á a relevância de se construir um relacionamento mais afetivo entre professores e alunos, a saber que a iniciativa deve-se partir do profissional docente, que compreendendo a relevância disso, desenvolver intimidade e proximidade sadia com os educandos, que por sua vez, desenvolve afeto ao docente, e por isso sente-se mais motivado a lhes dar atenção, e a notar que se comportar em suas aulas é algo satisfatório, e realmente vale a pena, por que ele passa a ser notado a cada segundo pelo seu professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para identificarmos alguns meios de amenizá-la, obtivemos como suporte teórico, as teorias de alguns&nbsp; autores&nbsp; como: Giancanterino (2007) Antunes (2003) Dayan (2008),&nbsp; Oliveira (2011), Vasconcellos (2009)&nbsp; fazendo um apanhado bibliográfico do assunto, no intento de vir a trazer embasamento à temática escolhida. Desse modo, tal investigação torna-se possível,&nbsp; através&nbsp; metodologia bibliográfica&nbsp; de revisão de literatura, em livros revistas, artigos dentre outras fontes explanando assim, o&nbsp; assunto em questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. CONCEPÇÕES ACERCA DA INDISCIPLINA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Indisciplina Escolar: consideração acerca do tema</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Giancanterino (2007) o problema relacionado à indisciplina não pode ser visto como algo novo, pois ele se arrasta por diversas gerações onde alunos e professores estão engajados nesse cenário indisciplinar nos espaços escolares, passando a ser algo comum inerente a escola. Para que se possa obter a definição do denominado fenômeno, sem adoção de concepções que partam do senso comum, o referido autor destaca a necessidade da correta apropriação de fontes que expliquem o assunto, afirmando que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>a melhor forma de conhecer determinado assunto é defini-lo de diversas formas, conforme autores, a própria experiência vivida e a observação permitem acompanhar, analisar e julgar qualquer tipo&nbsp; de fenômeno, principalmente quando este se refere ao comportamento do ser humano, como é o caso da indisciplina (GIANCANTERINO, 2007,&nbsp; p. 89-90).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O autor supracitado entende que, para que haja uma correta busca de&nbsp; definições&nbsp; que&nbsp; possam esclarecer o assunto, o pesquisador deve ter a&nbsp; disposição de averiguar o tema,&nbsp; fazendo um apanhado&nbsp; teórico dele, contatando a opinião de&nbsp; autores familiarizados com o assunto, ou seja é dentre&nbsp; uma variedade de as concepções teóricas preexistentes que torna-se possível que, haja a possibilidade de aclaramento aprofundado&nbsp; da temática em questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vista disso, ao estabelecer um contraste entre a disciplina e indisciplina,&nbsp; partindo da&nbsp; definição&nbsp; do termo- disciplina escolar, de acordo com dicionário Ferreira (1986) transmite a ideia de regras disciplinares que envolvem o docente e discente onde, dentro dessa relação há o respeito ao cumprimento dessas regras. Ferreira (1986, p. 595) destaca que, a disciplina pode ser entendida como: “Regime de ordem imposta ou livremente consentida; Relações de subordinação do aluno ou mestre ao instrutor; Observância de preceitos ou normas; Submissão”. Sendo assim, fica claro que o referido autor enxerga a disciplina escolar como aquela que parte da ideia de se ter um disciplinador que pode adotar uma postura autoritária impositiva ou mesmo consentir em se administrar a disciplina de forma democrática. O aluno assume uma postura subordinativa ao seu mestre em observância dos preceitos e normas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consonância com isso,&nbsp; Ferreira (1999) definindo o termo- indisciplina, exprime seu significado por afirmar que o fenômeno nada mais é que: rebelião, demonstração de falta de disciplina, desobediência, ou seja, a indisciplina transmite a ideia de afronto, de rebeldia, e a não disposição de se submeter a ordens, por insistir em desobedecê-las.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antunes (2003), demonstrado a dimensão do fenômeno indisciplinar, entende que,&nbsp; a indisciplina escolar parte de vários focos pois, não se pode compreendê-la sem olhar para a escola em seu contexto estrutural, sem olhar para os professores em termos de conduta, e para o aluno. Para a autora à&nbsp; indisciplina é como um incêndio na mata.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A escola pode ser um foco de indisciplina devido a sua organização interna, seus sistemas de sanções, a não integração e união entre as equipes docentes e administrativas, pelo estilo de autoridade exercida, pela ausência de clareza como encara a questão disciplinar. O professor será o foco de indisciplina devido a existência de profissionais apáticos, desinteressados e desanimados. Esses muitas vezes, não dão conta de que a disciplina se apoia em aspectos como: assiduidade e pontualidade do mestre, estruturação da sala, clareza de limites e organização da classe. Aspectos esses que não são considerados por estes professores. O aluno é o foco da indisciplina quando está desestimulado e desmotivado dentro do ambiente escolar (ANTUNES, 2003, p. 33).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;De acordo com Antunes (2003) à indisciplina escolar não pode ser apenas compreendida como algo que têm como principal foco o aluno que, é encarado como elemento central do assunto, pois, o profissional docente e seu padrão de conduta pode sim produzir o que é chamado&nbsp; de “ comportamento indisciplinar”, sem falar que, a escola dependendo do como conduz&nbsp; seu funcionamento e dependendo de como está a&nbsp; sua estrutura podem&nbsp; também adotar uma postura indisciplinada, ou seja, se em certa escola há desordem, equipes que não se entendem e não colaboram entre si, salas desleixadas, mal limpas, desse modo, a escola deixaria de ser exemplo, demonstrando atitudes&nbsp; que beiram a conduta indisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indisciplina também, não pode ser entendida como algo afastado do contexto cultural do educando. Para Moura e Prosdócimo (2011<em>apud </em>Lourencetti e Palma 2019), a indisciplina é vista como algo que acontece dentro de um enfoque cultural e que varia de uma geração para outra ou de pessoa para pessoas.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Um ponto a ser refletido é a relação sociedade, cultura e a indisciplina. Como expressa Parrat- Dayan (2009), ‘a indisciplina relaciona-se com um conjunto de valores e expectativas que variam ao longo da história entre culturas diferentes, nas diferentes classes sociais’ Os tempos passam, as pessoas mudam, a cultura muda, os valores são modificados e assim também é a indisciplina, o que para os mais velhos era indisciplina, hoje pode não ser mais e ainda muitos outros fatos podem ter sidos incorporados ao conjunto denominado de indisciplina. Para cada cultura temos significados diferentes para a indisciplina (MOURA &amp;PRODÓCIMO, 2011, p.739- 740<em>, apud</em> LOURENCETTI E PALMA, 2019).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Moura e Prosdócimo (2011 <em>apud </em>Lourencetti e Palma 2019), a maneira em que se percebe a indisciplina escolar pode assumir diversas formas, dependendo das relações e do modo como o sujeito vê a o mundo, partindo de um contexto histórico-cultural, associado a geração vigente,&nbsp; a&nbsp; história de vida de cada pessoa, suas experiências, seus valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se tratando do fenômeno dentro das&nbsp; relações humanas , Amado (2000) compreende que, a indisciplina assume um aspecto relacional, onde os alunos na sua interação com os professores manifestam a indisciplina, tendo um convívio fragilizado com os mesmos e entre os próprios colegas, por isso o autor menciona que se trata de:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>um fenômeno relacional interativo que concretiza no incumprimento das regras que presidem, orientam e estabelecem as condições das tarefas na aula e, ainda, no desrespeito de normas e valores que fundamentam o são convívio entre os pares e a relação com o professor, enquanto pessoa e autoridade (AMADO, 2000, p. 6).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Amado (2000) à indisciplina está ligada a fatores existentes no âmbito das relações, que acontecem no ínterim delas, onde há da parte do indivíduo uma ruptura das regras e um quadro de desrespeito aos valores que fundamentam as normas, prejudicando assim, os vínculos construídos nos espaços escolares, seja entre o aluno e professor, seja entre os pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Por isso de acordo com a&nbsp; Resolução CNE/ CEB nº 7 de 14 de dezembro de 2010 – onde fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, e se tratando dos efeitos da indisciplina, salienta que na medida em que, ocorre&nbsp; o crescimento do fenômeno – a indisciplina,&nbsp; alguns dos&nbsp; protagonistas inseridos neste cenário como&nbsp; alunos/professores sofrem, pois, os alunos encontram dificuldade na aprendizagem e os educadores por sua vez, entram num quadro clínico de&nbsp; desgaste. Portanto ao escrutinar-se o tema proposto observa-se que o&nbsp; entendimento do fenômeno não se esgota, sendo este, compreendido dentro de várias significações&nbsp; angariando assim, enriquecimento ao assunto exposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2 Maneiras de os docentes exercerem a autoridade e o manejo da indisciplina: autoritária, democrática ou <em>laissez faire</em>? Qual desses funciona?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em se tratando da manifestação de autoridade, de acordo com Oliveira (2011, p.75)“&#8230; Não há dúvida de que a disciplina está vinculada à autoridade e que esta autoridade, é fundamental na vida das pessoas. Não existe nenhum grupo social que sobreviva sem o hábito de respeitar regras sociais&#8230;”. A autora compreende que, não têm como desvincular o fator – autoridade, de disciplina escolar, pois, esta,&nbsp; representada por alguém ou por um grupo, passa a ser o elemento fundamental no&nbsp; quesito disciplina afetando&nbsp; a vida das pessoas. Por isso , pra a autora, sem o hábito de respeitar as regras existentes nos espaços sociais, o que está incluído os espaços escolares, certamente nenhum grupo sobreviveria em meio a uma desordem que beira a&nbsp; indisciplina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, de acordo com Dayan (2008), pode-se dizer que dentro do âmbito escolar, existem 3 grupos de manifestação docente na questão ligada a autoridade: autoritário, democrático e <em>laissez faire</em>. O autor ao destacar estes grupos, aponta para o tipo de atuação do líder de cada grupo, e os efeitos dessa liderança sobre o indivíduo que pode estar suscetível a manifestação de indisciplina.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>No grupo <em>autoritário</em> existem muitas tensões, uma grande frustração e uma porcentagem elevada de agressão. Os participantes não se mostram satisfeitos e oscilam entre a apatia e a rebelião. A violência aparece na degradação do material produzido. No grupo <em>democrático </em>existem menos tensões, a agressividade não é grande e pode se expressar sem degradação e a satisfação é elevada. No grupo <em>laissez faire</em>, onde o professor deixa as crianças à vontade para agir como puderem, a tensão e a agressividade são elevadas e os participantes ficam frustrados e insatisfeitos pela ineficiência do grupo (PARRAT- DAYAN, 2008 p. s//n).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Parrat (2008), o tipo de líder autoritário, concentra todo o poder em si mesmo. Este líder, tem a tendência a ser ditador e controlador, no que se refere as atividades e a tomada de decisões. Este líder autoritário e tradicional não justifica nada que ele faz.&nbsp; Sua função é dar ordens, e os critérios de avaliação do mesmo modo, são totalmente desconhecidos, aos seus alunos. Em vista disso, alunos e professores estarão engajados num ambiente de conflitos e tensões, onde os alunos irão manifestar um comportamento indisciplinado que revele frustração, agressão, apatia e rebelião, resultando numa condição de difícil redução do proceder indisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Parrat (2008), no grupo onde existe um líder democrático ou participativo, há o que chamamos de reduções de tensões, onde os níveis de agressividade caem, os alunos se expressam, ou seja, há uma certa satisfação que advém de se ter um clima democrático em sala de aula, onde todos participam e colaboram entre si. Este tipo de líder entende que, o poder e a tomada de decisões estão centrados entre os seus subordinados, não no líder. Sendo assim ele sugere as alternativas, que levem os seus alunos a escolher, colaborando para tomada de decisões do grupo. Este tipo de líder, também usa a possibilidade de premiar (recompensar), e em outros casos esse líder usa poder coercitivo como último recurso. Neste caso a indisciplina na escola, se encontrará em condições de ser&nbsp; possivelmente amenizada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida,&nbsp; Dayan (2008), entende que, o tipo de líder <em>laissez faire</em>, pretende deixar os alunos bem à vontade, quando diz que: “[&#8230;] esse líder não julga nem avalia, sua presença é amistosa [&#8230;]”. Além do mais, na prática, esse tipo de líder abdica das suas responsabilidades. É por isso que produz resultados inferiores aos dos outros estilos [&#8230;]” O autor reconhece que se houvesse uma classe madura de alunos responsáveis esse modelo funcionaria. Entretanto, a realidade vigente é outra. Por isso debaixo da atuação deste líder os alunos ficariam frustrados, dificultando a manutenção da disciplina, bem como sua redução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Oliveira (2011) um líder autoritário traria algumas complicações no quesito relacionado à redução do quadro indisciplinar, pois, seria motivo de tensão, e em resultado disso os indivíduos em contato com esse tipo de liderança, criariam &nbsp; determinada&nbsp; resistência em relação&nbsp; a autoridade alvo.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A autoridade, dependendo de como é empregada, pode causar atitudes de resistência nos indivíduos. Alguns pensadores que se preocupam em estudar a reprodução social e cultural no interior das escolas têm constatado que a resistência é uma forma de manifestação da inconformidade ao poder e à autoridade instaurados nas relações sociais (OLIVEIRA, 2011, p. 75).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme descrito por Oliveira (2011), a existência de determinado tipo de autoridade, num espaço social – escola, onde se manifesta da parte do educador uma atitude autoritária, os discentes, numa tentativa de demonstrar inconformidade ao poder ali exercido nas relações sociais entre professor/ aluno, mostrarão uma atitude de resistência, ou seja, não haverá reação cooperativa da parte dos educandos em relação a&nbsp; autoridade vigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira (2011) em consonância com Parrat (2008) ainda aponta que, a problemática relacionada à indisciplina escolar pode ser amenizada, introduzindo um tipo de liderança de ordem democrática, onde há a devida cooperação dos demais protagonistas inseridos em sala de aula – os alunos. Para isso a autora menciona:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>para evitar uma possível crise de valores entre professor e alunos, é preciso que o educador trabalhe em função do aluno real e não do aluno ideal. Para tanto, é necessário que ele conheça o meio em que a criança vive para depois elaborar, com a participação dela as normas de comportamento a serem seguidas. As regras devem estar de acordo com a opinião, senão de todos, pelo menos da maioria dos alunos, pois esse deve ser um processo democrático e, somente se reconhecendo como responsável pela elaboração das normas, o educando as respeitará (OLIVEIRA, 2011, p. 59).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira (2011) destaca os resultados positivos de se convidar os discentes a participação, pois, os alunos convidados estarão mais inclinados a respeitar as regras que por eles, juntamente com o docente foram construídas ou elaboradas. Em vista disso, tal resultado torna-se possível, porque as normas de comportamento estabelecidas num clima democrático, foram constituídas através de votação, ou por todos ou pela maioria. Nesse sentido um líder democrático, construiria num denominado espaço escolar, um modelo de autoridade rumada para a democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, partindo da ideia de manifestação de autoridade,&nbsp; modos de se gerir subordinados e de lidar com cooperadores na escola, a Constituição de 1988 -(CF) em seus muitos princípios alista que a gestão democrática ou gerir democraticamente deve estar entre os preceitos de uma escola, e apesar de tais princípios se aplicarem mais precisamente na administração&nbsp; de uma escola , seus efeitos estende-se também aos espaços internos dela a sala de aula , e os modos do docente lidar com seu&nbsp; aluno (CARIA &amp; SANTOS, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo,&nbsp; ainda Parrat (2008), ao averiguar os tipos de líderes existentes e os modos de se fazer educação, declara que: “[&#8230; ]Nem a educação autoritária nem aquela em que tudo vale são a solução[&#8230;]”. Portanto, para se obter a redução da indisciplina escolar, o profissional docente deve buscar equacionar a questão, nos ideários que rumam para a democracia, demonstrando ser um tipo de líder democrático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.3 Pode a relação professor/ aluno amenizar a questão indisciplinar nas escolas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Vasconcellos (2009 p. 159) dentro das instituições escolares, há relações que passam a ser inevitáveis na construção de parâmetros disciplinares. Sendo assim, o autor aborda que: “[&#8230;] a preocupação inicial do educador em constituir justamente este coletivo, criar vínculos que possibilitem a construção da disciplina”. Por isso o autor entende que, dentro das relações travadas entre professores/ alunos, há a possibilidade sim, de haver a construção de um coletivo, ou seja, de um grupo mais uníssono, tornando possível manter o quadro disciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo desse enfoque, Aquino (2016, p. 49) enfatizando sobre a problemática disciplinar, levanta a seguinte pergunta: “[&#8230;] Por que tomar, a partir de agora, a relação professor/ aluno como foco conceitual no que se refere aos encaminhamentos da problemática disciplinar? ”.De acordo com o autor a relação existente empregada entre professores/ alunos, constitui em elemento, ou foco conceitual para tratar da problemática relacionada a indisciplina escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vista disso,&nbsp; Oliveira (2011) aborda a necessidade de encarar o assunto com a devida seriedade, pois, acredita que, deve haver um esforço da parte do docente em se desenvolver uma relação mais afetiva com a turma, ressaltando que, se esta relação não existir incorrerá em desvantagens para a ordem disciplinar e o trabalho pedagógico.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ciente desse fato, o professor poderia proporcionar uma relação mais afetiva com a turma, demonstrando seu interesse pelos alunos, tratando-os como pessoa, chamando – os pelo nome mostrando-lhes que estão sendo notados em cada momento. Não devemos tratar nossos alunos como se fossem um amontoado de crianças sem particularidades. O vínculo em sala de aula é fundamental para que o trabalho flua (OLIVEIRA, 2011, p. 57).</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme definido por Oliveira (2011) se, dá parte do educador não houver iniciativa e interesse, levando em conta as individualidades de cada aluno, suas particularidades, seus modos e jeitos, bem como o uso de seus nomes, isso certamente levaria ao professor a desconsiderar a presença de cada aluno, enxergando-os como um amontoado de crianças em sala de aula, sem particularidades, o que levaria ao docente a ter o seu trabalho desenvolvido em aula de certo modo comprometido. Desse modo, de cordo com autora, esse vínculo &nbsp; constituí elemento fundamental para que, o trabalho docente possa fluir livremente em aula, proporcionando um ambiente escolar mais propício a aprendizagem e ao bom comportamento do educando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conformidade com isso, Vasconcellos (2009) também&nbsp; destaca que, quando não se cria um determinado vínculo com o aluno, consequentemente, desenvolve-se a crise dos limites comportamentais. Visto que, para autora&nbsp; alguns alunos, não terão interesse algum na questão comportamental, não havendo da parte dos educandos, a devida cooperação ou o esforço em ter comportamentos adequados para a boa convivência com o seu professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, demonstrando o alcance do estrago, advindos da falta de iniciativa docente na formação de vínculos, Vasconcellos (2009, p. 68) aborda que: “[&#8230;]a ausência de vínculos já seria o suficiente para provocar grande estrago na sala de aula e na escola; afinal de contas: ‘para que me comportar se não gosto do meu professor [&#8230;]”. Pode -se dizer que, consistiria num&nbsp; verdadeiro dano se, o profissional docente não levasse em consideração que, a sua falta de interesse em&nbsp; travar uma relação de qualidade com os seus alunos na construção de vínculos, pode&nbsp; os induzir a ter comportamentos inadequados, o que poderia envolver atos de desrespeito, violência, e desprezo da parte do discente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Portanto, ainda para Vasconcellos (2009)&nbsp; no que se refere a relação professor/aluno, está por sua vez, como expressamente defendido pelo autor , interfere em muito, diretamente na conduta do educando, servindo como elemento motivador para um possível bom comportamento, cooperação voluntária do educando, levando-o a arrazoar que de fato, vale apena se comportar durante as aulas daquele educador.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à práxis sobre a discussão levantada referente ao tema, dedicar-se a hipótese, de que, deve-se haver o interesse ativo, por parte do profissional docente na adoção de mecanismos como a adoção de um tipo de liderança democrática, juntamente com uma boa relação professor/aluno. Por isso, o profissional docente, deve&nbsp; refletir que se, a iniciativa não partir dele para a melhoria das condições do clima disciplinar em aula, os discentes, por sua vez, não estarão propensos a alcançar o pleno desenvolvimento em termos comportamentais enquanto educandos. Em vista disso, o educador deve rumar para o reformismo ousado, buscando aceitação do papel docente, que cada educador possui frente à indisciplina escolar. Desse modo, o educador deve atuar como o impulsionador na busca de um clima disciplinar, buscando alguns meios que já fora citado que, o auxiliam nisso.&nbsp; Por esta razão, o papel docente assume um novo significado, por isso, deve-se haver comprometimento da parte do profissional, rumo a escolarização e ao processo de formação do seu aluno como um todo, o que inclui a conduta que se espera do educando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em se tratando da temática supracitada&nbsp; relacionada ao rompimento de barreiras a indisciplina escolar , o tema proposto torna-se relevante, em vista das necessidades emergentes dos indivíduos inseridos na escola. Os protagonistas pertencentes a escola alunos/professores, precisam estar diante de uma estrutura disciplinar, estável, ou pelo menos o mais próximo disso, para que os envolvidos no processo de escolarização não sejam sobrepujados, pelos efeitos danosos que à indisciplina escolar os impõe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta pesquisa foi investigado alguns meios de possivelmente amenizar&nbsp; os&nbsp; quadros que indisciplina escolar os impõe. Por isso, averiguou-se alguns meios ou mecanismos que possibilitasse isso, a redução da indisciplina. Não nos atemos, as causas da indisciplina pois, sabe-se que existem muitos fatores intraescolares e extraescolares, que comumente estão presentes nos espaços sociais e familiares, que influenciam ou colaboram para que o indivíduo esteja mais suscetível a manifestação do fenômeno. Mas houve um esforço, num intento de se buscar estratégicas para que fosse possível a redução de condutas indisciplinares, sendo reservados, cerca de um capítulo para isso. Por isso, buscou-se averiguar mais profundamente, os meios de se solucionar a problematização proposta em questão, tendo em vista, o papel docente em suas multiplicidades ao manifestar a sua autoridade e se relacionar com seu aluno auxiliando-o nas dificuldades comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi constatado através de linha teórica, que o tipo de autoridade escolhida pelo docente, seja esta de cunho autoritário, democrático ou <em>laissez faire</em>, influencia diretamente no comportamento do educando, levando-o a ser um tipo de aluno, ou colaborador, nos contextos que envolvem uma autoridade democrática, ou um aluno do tipo resistente, uma vez que se submete, aos desmandos autoritários do docente que tinha o intento de estar levando-os a obediência sob pressão e coerção, ou mesmo permitindo ao educando satisfazer todas as suas vontades, como aluno, como se vê na manifestação de autoridade que um profissional do perfil <em>laissez faire</em> comumente mostra ter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os argumentos levantados pelos autores ressaltaram que, ter o interesse enquanto educador, em se tomara iniciativa na construção de um bom relaciona- mento entre alunos/ professores na tentativa de manter um clímax de disciplina, pode vir a ser um aliado para que o&nbsp; profissional docente possa manter a disciplina, sem recorrer&nbsp; a estratégicas coercitivas, que&nbsp; por vezes, desgastam os professores, causando um clima de tensão entre os alunos e professores. Mas ao invés disso, tal relação, terá o intuito de levar ambos a serem parceiros em termos educacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, não se pode desperceber a relevância que um educador, pode ter no que se refere à vida escolar de seus alunos. Por isso, que o educador deve adotar uma postura, que perpasse por uma espécie de reformulação ousada, que parta de alguns mecanismos: autoridade democrática e um bom relacionamento professor/ aluno já explanados no corpo da pesquisa, Para isso o educador não pode deixar de lançar mão, do que é chamado de práxis, reflexão- ação-reflexão, pra modificar a prática, e esta atitude voltada a reflexão, deve ser respaldada, de apoio teórico sobre a temática, ao invés de recorrer apenas as trocas que acontecem quando o educador está diante de outros profissionais que como ele trabalham, e diariamente lidam com barreiras interligadas a indisciplina nos contextos da escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMADO, J. <strong><em>A construção da disciplina na escola. Suportes teóricos- práticos.</em></strong> Porto: CRIAP/ ASA. (2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTUNES, C.<strong><em>Professor bonzinho = aluno dificil: A questão da indisciplina em sala de aula</em></strong><em> 4. ed .</em> Petrópolis, Vozes.(2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">AQUINO, J. G. <strong><em>INDISCIPLINA NA ESCOLA. ALTERNATIVAS TEÓRICAS E PRÁTICAS .</em></strong> São Paulo: 18 ed. Summus.(2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">AQUINO, J. G. <strong><em>Confrontos na sala de aula. Uma leitura institucional da relação professor &#8211; aluno</em></strong><em>.</em> 4ª ed &#8211; São Paulo, Summus (1996).</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Resolução CNE/ CEB nº 7 de 14 de dezembro de 2010 &#8211; <strong><em>Fixa diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos</em></strong>.&lt;http://www.crmariocovas.sp.gov.br/Downloads/ccs/concurso_2013/PDFs/resol_federal_07_10.pdf&gt;. Acesso em:&nbsp; 28 de outubro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL .<strong><em>Constituição Federal de 1988</em></strong>. Disponível em : &lt; <a href="http://www.planalto.gov.br/%20ccivi103%20constituicao/constituicao">http://www.planalto.gov.br/ ccivi103 constituicao/constituicao</a>&gt;. Acesso em: 28 de outubro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARIA, N.P &amp; SANTO; M. P. <strong><em>O gestor escolar e a função educativa</em></strong>. (2011) Disponível e, &lt; <a href="http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-gestor-escolar-e-a-funcao-educativa-4993639.html">http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-gestor-escolar-e-a-funcao-educativa-4993639.html</a>&gt;. Acesso em 28 de outubro de 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAYAN, S. P. <strong><em>Como enfrentar a indisciplina na escola. </em></strong>SãoPaulo,Contexto &#8211; 2008&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, A. B. de H.&nbsp;<strong>Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da Língua Portuguesa.</strong>&nbsp;3 Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira -1999</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, A. B. de H. <strong><em>Novo Dicionário da Língua Portuguesa. </em></strong>Rio de janeiro: Nova fronteira &#8211; 1986</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIANCANTERIANO, R. <strong><em>Escola, Professor Aluno.</em></strong> São Paulo, Madras, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA, D. A.,&amp; PRODÓCIMO, E. (abr/ jun de 2019).<strong><em> Indisciplina Escolar:análise dos registros de ocorrência de indisciplinas em escolas estaduais de são Paulo.</em></strong> Campinas &#8211; SP: ETD &#8211; Educação Temática Digital v. 21 n.2.Disponível em:&lt;<a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8650469/19366">https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8650469/19366</a>&gt;. Acesso em : janeiro de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, M. I.<strong><em>Indisciplina escolar: determinantes, consequências e ações.</em></strong> Brasília &#8211; DF: Liber livro -2ª ed. (2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHIMIEGUEL, O. S. <strong><em>Por que os professores estão adoecendo e alunos não estão aprendendo.</em></strong> São Paulo: 1 ed. Nova Letra.(2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">VASCONCELLOS, C. D.<strong><em> Indisciplina e disciplina escolar. Fundamento para o trabalho docente</em></strong><em>.</em> São Paulo: 1 ed &#8211; cortez (2009)</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduada em Licenciatura em pedagogia pelo Instituto superior professor Aldo Muylaert – (ISEPAM), Especialista em Pós-graduação em Educação Especial e Inclusiva e Neurpsicopedagogia, cursando pós-graduação em gestão Escolar.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Doutora em Políticas sociais – UENF; Mestre em Políticas Sociais- UENF; Coordenadora Institucional PIBID/ ISEPAM; Docente do Curso de pedagogia; Pedagoga/smece- Acessoria Técnica CME.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DO PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS INFECTADOS PELA COVID-19, EM UM ESTADO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-do-prognostico-de-pacientes-com-diabetes-mellitus-infectados-pela-covid-19-em-um-estado-da-amazonia-ocidental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 16:06:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7268730 Aline Oliveira de Araújo1Jordy de Souza Cordeiro2Sebastião Afonso Viana Macedo Neves3Alessandre Gomes de Lima4 RESUMO Introdução: Os estudos e experiências clínicas em andamentos definem a doença do Coronavírus 2019 (COVID-19), como uma infecção respiratória capaz de acarretar forma grave, ocasionada pela infecção do vírus de RNA SARS-CoV-2. Nesse contexto, os achados fisiopatológicos [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7268730</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Aline Oliveira de Araújo<sup>1</sup><br>Jordy de Souza Cordeiro<sup>2</sup><br>Sebastião Afonso Viana Macedo Neves<sup>3</sup><br>Alessandre Gomes de Lima<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> Os estudos e experiências clínicas em andamentos definem a doença do Coronavírus 2019 (COVID-19), como uma infecção respiratória capaz de acarretar forma grave, ocasionada pela infecção do vírus de RNA SARS-CoV-2. Nesse contexto, os achados fisiopatológicos de estudos recentes mostram que a infecção pelo <strong>SARS-Cov-2</strong> ocorre por meio da presença de uma proteína viral<s>,</s> capaz de se ligar aos receptores da enzima conversora de angiotensina II (ECA II), que são encontradas nos pulmões e em outros tecidos epiteliais do organismo, como o pâncreas endócrino, causando quadros clínicos e complicações graves da doença. Logo, este trabalho tem como objetivo analisar o desfecho clínico dos pacientes diabéticos diagnosticados previamente que foram infectados pela Covid-19.<strong> Método:</strong> Estudo observacional, exploratório descritivo, do tipo coorte e com abordagem quantitativa, analisando os dados de pacientes com prova laboratorial positiva para infecção por SARS-COV-2, atendidos em unidades de referência para covid-19 no Estado do Acre, entre o período de março a setembro de 2020, intervalo em que as vacinas ainda estavam sendo estudadas. <strong>Resultados:</strong> O estudo analisou 228 pacientes com Diabetes Mellitus tipo II, infectados pela COVID-19, em uma amostra de 7.751 pessoas. A pesquisa evidenciou que o perfil mais acometido foram indivíduos de 50 a 59 anos, do sexo feminino, cor parda, com sobrepeso, possuindo outra comorbidade associada, não necessitando de internação, com presença de óbitos prevalentemente do sexo masculino devido a complicações da infecção. <strong>Conclusões: </strong>A pesquisa é importante para somar novas evidências à literatura, além de revelar aos profissionais da saúde e comunidade acadêmicos aspectos importantes da infecção pelo vírus SARS-Cov2 nesses pacientes. Além disso, a vacinação nos públicos alvos e com fatores de risco, como pacientes diabéticos, é de grande importância para reduzir o número de infectados pelo vírus nessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> COVID-19; Diabetes Mellitus; Obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Studies and clinical experiences in progress define the Coronavirus disease 2019 (COVID-19) as a respiratory infection capable of causing a severe form, caused by the infection of the SARS-CoV-2 RNA virus. In this context, the pathophysiological findings of recent studies show that SARS-Cov-2 infection occurs through the presence of a viral protein capable of binding to the angiotensin-converting enzyme II (ACE II) receptors, which are found in lungs and in other epithelial tissues of the body, such as the endocrine pancreas, causing clinical pictures and serious complications of the disease. Therefore, this work aims to analyze the clinical outcome of previously diagnosed diabetic patients who were infected by COVID-19. <strong>Method:</strong> Observational, exploratory, descriptive, cohort-type study with a quantitative approach, analyzing data from patients with positive laboratory evidence for SARS-COV-2 infection, treated at reference units for COVID-19 in the State of Acre, between period from March to September 2020, period in which vaccines were still being studied. <strong>Results:</strong> The study analyzed 228 patients with type II Diabetes Mellitus, infected by COVID-19, in a sample of 7,751 people. The research showed that the most affected profile were individuals between 50 and 59 years old, female, brown, overweight, with another associated comorbidity, not requiring hospitalization, with the presence of predominantly male deaths due to complications from the infection. <strong>Conclusions:</strong> The research is important to add new evidence to the literature, in addition to revealing to health professionals and the academic community important aspects of the SARS-Cov2 virus infection in these patients. In addition, vaccination in target audiences and with risk factors, such as diabetic patients, is of great importance to reduce the number of people infected by the virus in this population.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> COVID-19; Diabetes Mellitus; Obesity.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo subtipo de coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto em 2019 na cidade de Wuhan / Província de Hubei (República Popular da China), onde relatou uma serie de casos de pneumonia de origem desconhecida no dia 1º de dezembro de 2019<sup>1</sup>. O informe oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o surto da nova doença foi feito em 31 de dezembro do mesmo ano.<sup>2</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este subtipo ocasiona a doença COVID-19, que desperta a atenção de pesquisadores, pelo potencial de contágio e mortalidade, agravada pela escassez de informações sobre o agente causador e pelo rápido progresso para outros países. Na data de 11 de março de 2020 a Organização Mundial de Saúde declarou a doença com status de pandemia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao Brasil, a doença pelo novo vírus foi identificada e confirmado pela primeira vez em 26 de fevereiro de 2020, seguido de vários outros relatos no país<sup>3</sup>. No que diz respeito ao estado do Acre, em 17 de março de 2020 foi confirmado os três primeiros casos de COVID-19, ambos notificados na capital Rio Branco<sup>4</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os achados fisiopatológicos de estudos recentes mostram que a infecção pelo <strong>SARS-Cov-2</strong> ocorre por meio da presença de uma proteína viral, chamada spike, capaz de se ligar aos receptores da enzima conversora de angiotensina II (ECA II), que são encontradas nos pulmões e em outros tecidos epiteliais do organismo, como vias biliares, fígado e pâncreas endócrino<sup>5</sup>. Dessa forma, pessoas com diabetes mellitus (DM) podem ter quadros de COVID-19 associados a quadros de maior gravidade e prognóstico menos favorável<sup>6</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de mortes no Brasil pela COVID-19 ultrapassa 680 mil até o momento e mais de 34,5 mil casos diagnosticados.<sup> 7</sup> No estado do Acre, esses números são menores, devido a menor quantidade populacional, chegando a 2.029 óbitos e 356.273 casos de contaminação confirmados pela Secretaria de Saúde do Acre.<sup> 8</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras vacinas contra este novo vírus, começaram a ser estudadas e desenvolvidas no mundo, sendo que em dezembro de 2020 o Reino Unido iniciava a imunização de sua população aprovada para uso emergencial e, em março de 202114 a Agencia de Vigilância Sanitária, juntamente com o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e a OMS, aprovaram e deram início a vacinação, primeiramente na população adulta, no Brasil.<sup> 9,10</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por a doença COVID-19 ser relativamente nova, a literatura tanto local, quanto nacional e mundial, ainda é pouco compreendida a respeito do prognóstico desta infeção e a sua relação com diabetes mellitus, apesar de atualmente existir vários estudos que analisam essa relação. Além disso, não se sabe ao certo o desfecho e as características do curso clínico da COVID-19 nesses pacientes, como, por exemplo, se existem relação entre a gravidade do quadro no novo vírus e a doença do diabetes preexistente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados desta pesquisa tem como origem o projeto guarda-chuva: <strong>Infecção Prévia por Dengue e Mortalidade no COVID-19 </strong><sup>11</sup>, no qual foi criado um grupo de pesquisadores para coleta de dados primários e busca ativa afim de se obter o máximo de informações possíveis tendo como finalidade a análise da população infectada pela COVID-19 no estado do Acre.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem como objetivo avaliar o desfecho clínico de pacientes diabéticos prévio frente a infecção pelo <strong>SARS-Cov-2</strong>, no período que antecede a vacinação ofertada pelo Ministério da Saúde. Ainda, tendo como finalidade observar se houve quadros graves com necessidade de internação e até mesmo a existência de óbitos nesse grupo diante da infecção viral.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um Estudo Observacional, exploratório descritivo, do tipo coorte e com abordagem quantitativa, resultante do projeto guarda-chuva: <strong>Infecção Prévia por Dengue e Mortalidade no COVID-19</strong>. Sendo considerado os dados de pacientes com prova laboratorial positiva para infecção por SARS-COV-2, atendidos em unidades de referência para COVID-19 no Estado do Acre, entre o período de março a setembro de 2020, intervalo em que as vacinas ainda estavam sendo estudadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo foi realizado por um grupo colaborativo de pesquisadores, na obtenção de dados através do sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado do Acre, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE). As informações foram obtidas através de questionário digital e armazenado na plataforma digital Redcap, com total elucidação de benefícios, riscos e objetivos do estudo por parte dos participantes da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram inclusos os pacientes com antecedente pessoal de Diabetes Mellitus, que foram diagnosticados com COVID-19 no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), Fundação Hospitalar do Estado do Acre (FUNDHACRE) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Via Verde. Foram excluídos os pacientes menores de idade, gestantes e população indígena, além de pacientes que tiveram atendimentos em outras unidades que não sejam os locais de referência citados anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a concordância e assinatura dos pacientes, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi enviado de forma digital para os participantes, tendo como aprovação no Conselho de Ética e Pesquisa (CAAE: 30781620.5.0000.5010). Ainda, se necessário, haverá busca ativa, com total autorização dos locais de referência e dos pacientes, complementando informações através de prontuários dos mesmos participantes para então os dados serem organizados na plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo analisou 7.751 pacientes contaminados com COVID-19 e utilizados como grupo controle, dentre eles foram estudados 228 pacientes previamente diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dados expostos na tabela 1, dos 228 pacientes com Diabetes Mellitus do tipo 2 diagnosticados com COVID-19, a população mais afetada foi a faixa etária de 50 a 59 anos (25%), seguido da faixa etária de 40 a 49 anos (24%), enquanto que a menos acometida foi a população de 20 a 29 anos (2%). Desse modo, a prevalência e suscetibilidade de contrair a infecção é maior em indivíduos com idade maior que 50 anos, como mostra estudos <sup>12</sup>, além disso, essa faixa etária, de 50 a 59 anos é a população diabética mais prevalente no Acre em 2012. <sup>13</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus, diagnosticados com COVID-19, segundo faixa etária. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td>&nbsp;<strong>Faixa</strong>&nbsp;<strong>Etária</strong>&nbsp;</td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>&nbsp;20 a 29&nbsp;</strong></td><td>4</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;30 a 39 anos</strong></td><td>29</td><td>13</td></tr><tr><td><strong>40 a 49 anos&nbsp;</strong></td><td>55</td><td>24</td></tr><tr><td><strong>50 a 59 anos</strong></td><td>56</td><td>25</td></tr><tr><td><strong>60 a 69 anos</strong></td><td>48</td><td>21</td></tr><tr><td><strong>70 a 79 anos</strong></td><td>29</td><td>13</td></tr><tr><td><strong>80 a 89 anos</strong></td><td>7</td><td>3</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>228&nbsp;</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação ao gênero, a tabela 1 mostra números próximos, prevalecente a população feminina com 117 pacientes (51%) em comparação com o sexo masculino 111 acometidos (49%). Essa relação corrobora com demais estudos que evidenciaram que mais da metade da amostra analisada de pacientes diabéticos (55,2%) eram do sexo feminino e que esse grupo é mais predisposto a contaminação, proporção que é evidenciada também no grupo sem diabetes.<sup>14&nbsp;</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus, diagnosticados com COVID-19, em relação ao gênero. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Gênero</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Masculino&nbsp;</strong></td><td>111</td><td>49</td></tr><tr><td><strong>Feminino&nbsp;</strong></td><td>117</td><td>51</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>228&nbsp;</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a cor autodeclarada, dentre os 228 diabéticos contaminados com o vírus vigente, o estudo evidenciou a cor parda em 139 indivíduos (61%), seguido da cor branca em 61 casos (27%), preta em 20 pacientes (9%) e 4 pessoas (3%) referiram outra etnia (tabela 1). Em estudo com pacientes diabéticos, não foi possível distinguir efeitos consideráveis com relação a etnia (cor) e a infecção viral. <sup>14 </sup>Porém, na<sup> </sup>população geral, foi observado que a população latina, negros e asiáticos possuem a maior probabilidade de contaminação e hospitalização do que a etnia caucasiana (branca).<sup>15 </sup>Esta<sup> </sup>pesquisa evidencia que o mais grupo de contaminação foram os autodeclarados pardos, visto que a região norte, assim como o Brasil como um todo é habitado pela cor parda, devido à grande miscigenação de povos e culturas durante toda história.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus, diagnosticados com COVID-19, conforme a cor. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Cor&nbsp;</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Branca&nbsp;</strong></td><td>61</td><td>27</td></tr><tr><td><strong>Preta&nbsp;</strong></td><td>20</td><td>9</td></tr><tr><td><strong>Parda&nbsp;</strong></td><td>139</td><td>61</td></tr><tr><td><strong>Outra&nbsp;</strong></td><td>4</td><td>3</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>228&nbsp;</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela 4 evidencia que que dentre a população diabética contaminada estudada verificou-se que 128 (56%) deles possuíam outra comorbidade associada. Ressalta-se que dentre o questionário fornecido estavam as patologias crônicas mais comuns como Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Insuficiência Cardíaca (IC), Doença Renal Crônica (DRC), Hepatites virais e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a presença de comorbidades preexistentes é um fator importante para o risco de evolução para formas graves na COVID-19, além de elevar os índices de mortalidade em até 12 vezes segundo estudo de Stokes et al<sup>16</sup>. Em um estudo prospectivo de coorte observacional de mais de 20 mil pacientes hospitalizados no Reino Unido, as comorbidades mais frequentes foram doença cardíaca (31%), diabetes não complicada (21%), doença pulmonar crônica não asmática (18%) e doença renal crônica (16%), ou seja, 68% referiram pelo menos uma condição cardiometabólica.<sup>17</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme comorbidades e internação. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Comorbidades</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Sim</strong></td><td>128</td><td>56</td></tr><tr><td><strong>Não</strong></td><td>100</td><td>44</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>228&nbsp;</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o perfil de pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, de acordo com variável de internação, evidencia-se que 68 casos (30%) dos indivíduos necessitaram de internação para cuidados hospitalares, enquanto que 160 pacientes (70%) não necessitaram de internação.&nbsp; (tabela 5).&nbsp; Com isso, um estudo de Soares et al, 2021, identificou que 29,29% dos pacientes diabéticos estudados foram hospitalizados em 2020. <sup>14</sup> Logo, a relação das citocinas inflamatórias que a doença endócrina causa, juntamente com a resposta inflamatória que a infecção da COVID-19 causa no organismo, desregulando o mecanismo de coagulação, leva a um número significativo de internações desse grupo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 5. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme comorbidades e internação. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Internação</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Sim</strong></td><td>68</td><td>30</td></tr><tr><td><strong>Não</strong></td><td>160</td><td>70</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>228&nbsp;</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela 6 aponta um total de 33 óbitos, sendo 21 (64%) do sexo masculino e 12 (36%) do sexo feminino. Este resultado corrobora com estudos de Cai Z e Gao M (2019), os quais concluíram que a infecção pelo vírus em questão, contamina prevalentemente os homens em razão da presença de androgênios que diminui os níveis de anticorpos contra a COVID-19, fazendo com que as mulheres consigam apresentar uma melhor resposta imunológica ou ainda elevações de citocinas inflamatórias no sexo masculino, dificultando o combate do sistema imune, levando a morte. <sup>18,19</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 6. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme mortalidade e gênero. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Mortalidade e gênero</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Masculino</strong></td><td>21</td><td>64</td></tr><tr><td><strong>Feminino&nbsp;</strong></td><td>12</td><td>36</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>33</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a causa de óbitos, observou-se que 28 casos (88%) foram atestados como complicação da própria infecção viral, o que também é evidenciado em estudos prévios, os quais concluíram que ser portador de diabetes mellitus aumenta em mais de 2 vezes o risco de desenvolver a forma grave da doença e ainda eleva 2 vezes o risco de óbito (tabela 7).<sup>20</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 7. </strong>Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme causa do óbito. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong><strong>Causa do óbito</strong></td><td><strong>N&nbsp;</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td>Complicações COVID-19</td><td>28</td><td>88</td></tr><tr><td>Complicações da internação**</td><td>2</td><td>6</td></tr><tr><td>Outras</td><td>2</td><td>6</td></tr><tr><td><strong>&nbsp;&nbsp;Total</strong></td><td>32*</td><td>100&nbsp;</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">* Um paciente não apresentou o dado Causa do óbito no questionário, sendo retirado desta tabela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">** causas de complicações durante a internação que não seja advindo do COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico 1 apresenta a classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) da população analisada, no qual 74 (35%) apresentaram sobrepeso (IMC 25,0 a 29,9), seguido de 54 (26%) obesidade grau I (IMC: 30,0 a 34,9). Os menos acometidos foram 1 (1%) com baixo peso (IMC: &lt;18,5) e 42 (20%) com peso normal (IMC: 18,6 a 24,9). Dessa forma, os resultados encontrados convergem com estudos anteriores publicados que demonstravam que pacientes com obesidade e sobrepeso são mais propensos a contaminação e evolução da forma grave da COVID-19.<sup>20, 21</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1.</strong> Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme Índice de Massa Corporal (IMC). Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/4bMzCOwuLsB1yOthv0EAUfkkD2EDSdQDXeomyUH-ocxqeM868_Z6s91elkBqimw0w5_AMs6iFo1GAgKYVTbSQEvegVBP6m8wIILT8tUQHfD2CyVMxNpkntLyV_jodBavUSxnaa3hOPR3naTh_sk1CWaCY5R749_QIDdnuJYAEA6x94a-HcX-3L0OA0If2sU2pyQT3A" alt=""/><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico 2 evidencia que, dentre os óbitos observados no conjunto avaliado, os pacientes com IMC de peso normal 7 (33%) tiveram um desfecho clínico não favorável. Entretanto, logo sem seguida o grupo com mais mortes foram de IMC com sobrepeso 6 (29%) e obesidade de primeiro grau 6 (29%), corroborando que, em alguns aspectos, apesar do estado inflamatório que a obesidade causa no organismo e a predisposição a evoluir com quadros graves ou até mesmo a óbito, a situação de peso ideal, juntamente com demais fatores externos, levara essa população a um desfecho não favorável. <sup>22, 23</sup></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2.</strong> Pacientes com história de diabetes mellitus e diagnosticados com COVID-19, conforme Índice de Massa Corporal (IMC) e mortalidade. Estado do Acre, período de março a setembro de 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/wWLKE8XpzFdeoomD_L1ERZE5KdUv374iFJYfDCD2WrIMQxTxyNAaxd-LLDHHE4VANJCHneXk7CbPPLCaxx0b0LejakA9Onj37DlmD8dXtcN1M6t4xz2Ev5f5Rd3B-aQVlUpSAx3fik4DV2AwLGbVDxNMvr0TpE-9g3MWLDduOC7V2ZURzZWMLhSqLv3OKCplU3x9Zg" alt=""/><figcaption><strong>Fonte: </strong>SESACRE, 2022.&nbsp;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo proporcionou a identificação e análise dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 que foram contaminados com a infecção viral da COVID-19 no estado do Acre no período de março a setembro de 2020. O perfil mais acometido foi indivíduos de 50 a 59 anos, do sexo feminino, cor parda, com sobrepeso, possuindo outra comorbidade associada, não necessitando de internação, com presença de óbitos prevalentemente do sexo masculino devido a complicações da infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, não obstante da população feminina ser mais suscetível, o sexo masculino possui a maior taxa de mortalidade, provavelmente devido a maior procura as unidades de saúde, adesão e preocupação com a comorbidade preexistente do que os homens. Além disso, embora a taxa de hospitalização tenha sido de 30%, esse número ainda é bem relevante, visto que há mecanismos de intervenção que visa reduzir a necessidade de internação, como maior acompanhamento na Atenção Primária a Saúde (APS), bom manejo dos anti-diabetogênicos, tendo como cuidado interações medicamentos, além de garantir a adesão e a Longitudinalidade do paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mediante a isso, há necessidade de políticas públicas para ajudar na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos níveis glicêmicos e IMC, principalmente na APS, com auxílio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), otimizando o fluxo da Rede de Atenção, tendo como objetivo a prevenção de novos casos de COVID-19, com orientações, como ainda identificar e manejar casos graves. Além disso, a vacinação nos públicos alvos e com fatores de risco, como pacientes diabéticos, é de grande importância para reduzir o número de infectados pelo vírus nessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, apesar dos resultados demonstrarem uma situação desfavorável aos portadores de diabetes com relação ao COVID-19, ainda assim são necessárias a continuidade dos estudos desse grupo, afim de identificar mecanismos mais sensíveis e efetivos que ajudem a comunidade acadêmica e profissionais de saúde no tratamento desse grupo frente a essa infecção viral.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1. REN, Li Li e colab. <strong>Identification of a novel coronavirus causing severe pneumonia in human: a descriptive study</strong>. <em>Chinese medical journal</em>, v. 133, n. 9, p. 1015–1024, 5 Mai 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Folha informativa – <strong>COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus)</strong>. Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). Consultado em 21 de abril de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. <strong>Brasil confirma primeiro caso da doença</strong>. Disponível em: &lt;https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46435-brasil-confirma-primeiro-caso-de-novo-coronavirus&gt;. Acesso em: 7 jun 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. <strong>Secretaria de Saúde do Acre confirma três primeiros casos de novo coronavírus no estado do Acre</strong> G1. Disponível em: &lt;https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2020/03/17/governo-confirma-tres-primeiros-casos-de-coronavirus-no-acre.ghtml&gt;. Acesso em: 7 jun 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. <strong>COVID-19: como é a relação do novo coronavírus com o fígado?</strong><em> &#8211; PEBMED</em>. Disponível em: https://pebmed.com.br/COVID-19-como-e-a-relacao-do-novo-coronavirus-com-o-figado/. Acesso em: 12 jun 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. <strong>Documento de consenso e abordagem do doente diabético integrado no plano nacional de preparação e de resposta para a doença por coronavírus (COVID-19).</strong> Publicado em 14/03/2020. Disponível em: <a href="https://www.spmi.pt/nedm-diabetes-covid-19/">https://www.spmi.pt/nedm-diabetes-COVID-19/</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. Dong E, Du H, Gardner L. <strong>Um painel interativo baseado na Web para rastrear o COVID-19 em tempo real. </strong>Lancet Inf Dis. 20(5):533-534 . doi: 10.1016/S1473-3099(20)30120-1. Acesso em 26 set 2022. Disponível em: <em>https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">8. <strong><em>Boletim Sesacre Desta Sexta,7, Sobre Coronavírus</em></strong><em>.</em> Disponível em: &lt;<a href="https://agencia.ac.gov.br/boletim-sesacre-desta-sexta-7-sobre-o-coronavirus-2/">https://agencia.ac.gov.br/boletim-sesacre-desta-sexta-7-sobre-o-coronavirus-2/</a>&gt; . Acesso em 07 out 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. <strong><em>Momento Histórico Tem Início Vacinação Contra COVID-19 Pelo Mundo</em></strong><em>.</em> Disponível em: &lt;<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/luiz-carlos-dias/momento-historico-tem-inicio-vacinacao-contra-covid-19-pelo-mundo">https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/luiz-carlos-dias/momento-historico-tem-inicio-vacinacao-contra-COVID-19-pelo-mundo</a>&gt;. Acesso em 07 out 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;10. <strong><em>Brasil Receberá as Primeiras Vacinas Contra COVID-19 Por Meio do Mecanismo Covax Neste Domingo.</em></strong> Disponível em: &lt;<a href="https://www.paho.org/pt/noticias/21-3-2021-brasil-recebera-primeiras-vacinas-contra-covid-19-por-meio-do-mecanismo-covax">https://www.paho.org/pt/noticias/21-3-2021-brasil-recebera-primeiras-vacinas-contra-COVID-19-por-meio-do-mecanismo-covax</a>&gt;. Acesso em 07 out 2022</p>



<p class="wp-block-paragraph">11. Silvestre, Odilson &amp; Costa, Letícia &amp; Lopes, Bianca &amp; Barbosa, Mariana &amp; Botelho, Kárenn Klycia &amp; Albuquerque, Kelvyn &amp; Souza, Anna &amp; Coelho, Lorran &amp; Oliveira, Anderson &amp; Barantini, Cínthia &amp; Neves, Sebastião &amp; Nadruz, Wilson &amp; Maguire, James &amp; Fernandes-Silva, Miguel. (2020). <strong><em>Previous dengue infection and mortality in COVID-19. Clinical Infectious Diseases</em>.</strong> 73. 10.1093/cid/ciaa1895</p>



<p class="wp-block-paragraph">12.&nbsp;Desai R, Singh S, Parekh T, Sachdeva S, Sachdeva R, Kumar G. <strong>COVID-19 and diabetes mellitus: A need for prudence in elderly patients from a pooled analysis. </strong>Diabetes Metab Syndr<strong>.</strong> 2020 Jul-Aug;14(4):683-685. doi: 10.1016/j.dsx.2020.05.021. Epub 2020 May 12. PMID: 32438333; PMCID: PMC7215159.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13.&nbsp;TabNet Win32 3.0: <strong>Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos &#8211; Acre.</strong> Disponível em: &lt;http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?hiperdia/cnv/hdac.def&gt;. Acesso em 24 jun 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">14. SOARES, AF.;&nbsp;COSTA, B. da S. ;&nbsp;MOREIRA, PMB.;&nbsp;BRAGA JÚNIOR, ACR.;&nbsp;AMORIM, <strong>AT Evolução da COVID-19 em pacientes diabéticos em uma cidade do sudoeste baiano</strong>.&nbsp;Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento&nbsp;,&nbsp;<em>[S.&nbsp;l.]</em>&nbsp;, v. 10, n.&nbsp;16, pág.&nbsp;e221101623810, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i16.23810.&nbsp;Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/23810.&nbsp;Acesso em: 20 out.&nbsp;2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15.&nbsp;Acosta AM, Garg S, Pham H, et al. <strong>Racial and ethnic disparities in rates of COVID-19–associated hospitalization, intensive care unit admission, and in-hospital death in the United States from March 2020 to February 2021</strong>. JAMA Netw Open. 2021 Oct 1;4(10):e2130479.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16. STOKES, Erin K. e colab. Coronavirus Disease 2019 Case Surveillance — United States, January 22–May 30, 2020. <em>MMWR. </em><strong><em>Morbidity and Mortality Weekly Report</em>, referência 9 diabets,</strong> v. 69, n. 24, p. 759–765, 19 Jun 2020. Disponível em: &lt;http://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6924e2.htm?s_cid=mm6924e2_w&gt;. Acesso em: 27 jun 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17. Norris T, Razieh C, Zaccardi F, et al<strong>. Impact of cardiometabolic multimorbidity and ethnicity on cardiovascular/renal complications in patients with COVID-19. </strong>2021 Dec 15</p>



<p class="wp-block-paragraph">18. Abate BB, Kassie AM, Kassaw MW, et al. <strong>Sex difference in coronavirus disease (COVID-19): a systematic review and meta-analysis.</strong> BMJ Open. 2020 Oct 6;10(10):e040129.</p>



<p class="wp-block-paragraph">19. Baldassarri M, Picchiotti N, Fava F, et al. <strong>Shorter androgen receptor polyQ alleles protect against life-threatening COVID-19 disease in European males</strong>. EBioMedicine. 2021 Feb 26;65:103246.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20.&nbsp;Centers for Disease Control and Prevention<em>. </em><strong><em>Underlying medical conditions associated with high risk for severe COVID-19</em>: information for healthcare providers</strong>. 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">21. Abate BB, Kassie AM, Kassaw MW, et al. <strong>Sex difference in coronavirus disease (COVID-19): a systematic review and meta-analysis.</strong> BMJ Open. 2020 Oct 6;10(10):e040129.</p>



<p class="wp-block-paragraph">22.&nbsp;Cai Z, Yang Y, Zhang J. <strong>Obesity is associated with severe disease and mortality in patients with coronavirus disease 2019 (COVID-19): a meta-analysis.</strong> BMC Public Health&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">23.&nbsp;Gao M, Piernas C, Astbury NM, et al. <strong>Associations between body-mass index and COVID-19 severityin 6.9 million people in England: a prospective, community-based, cohort study</strong>. Lancet Diabetes Endocrinol.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do curso de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Brasil.&nbsp;ORCID: 0000-0001-7473-5673.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Discente do curso de Medicina. Centro Universitário Uninorte, Brasil.&nbsp;ORCID: 0000-0003-1722-9277.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Docente do curso de Medicina. Centro Universitário Uninorte, AC, Brasil. Universidade Federal do Acre, Brasil. Hospital das Clínicas de Rio Branco, Rio Branco, Acre, Brasil. ORCID: 0000-0001-8500-952X</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup>Docente do curso de Medicina. Centro Universitário Uninorte, AC, Brasil. Universidade Federal do Acre, Brasil.&nbsp;ORCID: 0000-0002-2030-1586.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A GESTANTE E AS RELAÇÕES DE TRABALHO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-gestante-e-as-relacoes-de-trabalho-durante-a-pandemia-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 12:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 7263358 Cássio Kennedy Maipira*Giovanna Liz Martins Menezes**Kerolaine Correa Cavalcante***Rebeca Ribeiro Tenório****Acsa Liliane Carvalho Brito Souza***** RESUMO O tema deste artigo é “A gestante e as relações de trabalho durante a pandemia de covid-19“ em especial sua análise da situação da mulher gestante no ambiente de trabalho. O objetivo principal é analisar as medidas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 7263358</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Cássio Kennedy Maipira<sup>*</sup><br>Giovanna Liz Martins Menezes<sup>**</sup><br>Kerolaine Correa Cavalcante<sup>***</sup><br>Rebeca Ribeiro Tenório<sup>****</sup><br>Acsa Liliane Carvalho Brito Souza<sup>*****</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema deste artigo é “A gestante e as relações de trabalho durante a pandemia de covid-19“ em especial sua análise da situação da mulher gestante no ambiente de trabalho. O objetivo principal é analisar as medidas adotadas para proteção da gestante e a relação de emprego durante a pandemia de COVID-19. a evolução histórica do trabalho da mulher no Brasil com foco na mulher gestante. Assim, fazendo uma abordagem que remonta desde a década de 1910 até a década de 1990, você pode entender como a sociedade se desenvolveu em termos de participação da mulher gestante no mercado de trabalho. Depois de entender os aspectos históricos significativos da participação feminina no mercado de trabalho e paralelamente como o Brasil abordou essa evolução em sua legislação e a aceitação da sociedade, relacionado a essas conquistas passamos para a próxima seção, que aborda o cenário da pandemia de COVID-19, apresentando dados que comprovam a situação de vulnerabilidade orgânica da gestante, sendo considerada grupo de risco durante a pandemia, mostrando também as mudanças feita pela Lei 14.311, MP 927/2020 que obrigavam o retorno da gestante ao trabalho presencial, o impacto será revelado no desenvolvimento após o avanço da vacinação e a retomada do trabalho presencial das gestantes. Por fim, é abordado as controvérsias da Lei 14.311 mostrando assim a falta de proteção à mulher gestante que já vulnerável por natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Gestantes, Covid-19, Mercado de Trabalho, Retorno Presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo foi escolhido por ser um tema atual e muito debatido durante a crise pandemica do COVID-19 e ainda causa controvérsia sobre a segurança das gestantes para o retorno ao trabalho presencial. A pesquisa feita aborda direitos e a proteção das mulheres, que em 2021 representava 49,45% de participação no mercado de trabalho<sup>1</sup>, abordando a participação da mulher no mercado de trabalho e as significativas transformações na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A COVID-19, diferente de outras pandemias, provou ser extremamente democrática, surgindo no início do ano de 2019, possivelmente em Wuhan na China, o vírus até o momento desconhecido encontrou no corpo humano um novo hospedeiro. Evoluiu em poucos meses de uma transmissão pontual que afetava poucos indivíduos para o surto, de surto para epidemia, e de epidemia para uma pandemia, atingindo uma escala sem fronteiras, estilo de vida ou condição social, gênero, território ou prestígio, potência ou alcance de armas, a COVID-19 não faz distinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas restritivas adotadas pelos governos visando a proteção da saúde e da vida, que a princípio acreditava ser temporárias, trouxeram consequências econômicas em todas as esferas, a demora em implementação de políticas públicas efetivas, o sistema econômico adotado pelo Brasil e o modelo de relação de trabalho foram fatores que influenciaram nas consequências desastrosas a economia e as relações de trabalho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço na imunização da população no Brasil trouxe uma aparente segurança, porém por se tratar de uma pandemia global a baixa vacinação em outros países o risco de surgimento de novas variantes e a rápida propagação do vírus futuramente pode afetar o Brasil com a chegada de uma possível nova cepa do vírus, exemplo da Somália que vacinou apenas 10% da população com a segunda dose do imunizante<sup>2</sup>. O retorno aos postos presenciais de trabalho trouxe a insegurança a uma parcela da população que é ainda mais vulnerável ao vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos da pandemia de covid-19 nas relações de trabalho dos empregados com vulnerabilidade orgânica, exige um estudo mais profundo sobre a situação desses trabalhadores, com enfoque para as gestantes que é um grupo vulnerável, para que&nbsp; possa ter um retorno seguro aos postos de trabalho de forma presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os diversos problemas que a pandemia de COVID provocou no mercado de trabalho e relações de emprego onde temos a gestante que é uma trabalhadora hipossuficiente na relação de trabalho, e um sistema jurídico que não traz segurança. A gestante possui estabilidade no vínculo empregatício, prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias<sup>3</sup>, porém uma vez que o retorno presencial foi decretado pela Lei 14.311/22 sendo omissa em diversos pontos como definição de imunização completa, a situação das empregadas que exercem função incompatível com teletrabalho, trabalho a distancia e se a empregada gestante que optar por não se vacinar será obrigada assinar o termo de responsabilidade e ao retorno presencial, o retorno pode trazer riscos a trabalhadora, posto que será exposta ao risco de contágio<sup>4</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse sentido que, através desse artigo, veremos brevemente a história do trabalho da gestante, abordando a exploração da mulher no mercado de trabalho&nbsp; o surgimento de seus direitos e acompanhando a evolução da luta das mulheres por melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades e salários, a conquista das gestantes ao direito à&nbsp; estabilidade no trabalho e licença maternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trazemos como exemplo desse avanços a evolução salarial, saindo de um primeiro momento quando a gestante não possuíam nenhum direito ou garantia no empregos, posteriormente quando era necessário usufruir de licença maternidade&nbsp; recebia&nbsp; apenas metade do salário e mais adiante o direito ao recebimento&nbsp; o salário integral, e a garantia do retorno ao posto de trabalho após o período de licença. A proteção à maternidade e a mulher que se tornou um obstáculo à contratação de mulheres e principais conquistas entre as décadas de 1910 e 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No desenvolvimento do artigo, traremos uma análise da situação pandêmica, que não possui precedentes para balizar quais posições tomar, apresentando diversas hipóteses que podem mostrar uma solução, entre elas delimitar a responsabilidade pela dispensa do trabalho presencial do trabalhador em situação de vulnerabilidade orgânica, proteção adequada no ambiente de trabalho em condições de insalubridade e questionar se apenas a imunização em massa&nbsp; pode ser considerado como um fator para se considerar seguro retorno da gestante&nbsp; ao trabalho presencial .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, foram adotadas medidas para assegurar o retorno seguro dessas trabalhadoras, sendo elas regulamentadas através de Leis, Decretos, Medidas Provisórias que não trouxeram segurança, sendo essa medidas omissas em diversos pontos, não regulam a situação dos trabalhadores em condição de vulnerabilidade orgânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, veremos no desenvolvimento do também o entendimento jurídico e jurisprudencial, observando que a velocidade de propagação do vírus e seu impacto, que ainda é imensurável e não teve tempo para uma formação sólida&nbsp; jurisprudencial ou doutrinária, devendo se basear em princípios norteadores do direito, a matéria que ainda está sendo formada e consolidada já possui alguns doutrinadores como Luciano Martinez, que buscam formar um entendimento sobre a condição do trabalhador em face à pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 DESENVOLVIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 O cenário histórico das relações de trabalho da mulher no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando a história das relações de trabalho da mulher percebe se que elas são praticamente invisíveis. todas as questões relativas a elas eram resolvidas pelos homens, assim não tem muitos registro do trabalho da mulher do período anterior a primeira república. a criação do Ministério do trabalho, Indústria e Comércio após a revolução de 1930 começou a se vislumbrar as primeiras transformações na sociedade brasileira, com a elaboração das primeiras leis trabalhistas e aumento da mão de obra feminina nas fábricas e indústrias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No trabalho, a mulher “de família&#8221; era quem exercia os afazeres domésticos , cuidava da família, dos filhos e se dedicava ao marido, se tratava de uma elite geralmente formada por famílias de posição social elevada e de poder aquisitivo. A mulher menos afortunada trabalhava para completar a renda familiar de forma discreta, desempenhavam trabalhos que lhes permitiam não ser reconhecida, como produzir doces para outros venderem, bordados e outros trabalhos que lhes permitissem trabalhar sem serem vistas. o trabalho da mulher era vista de forma negativa que acusava a incapacidade do homem da casa de manter o sustento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As mulheres pobres, não possuíam esse privilégio e não tinha escolha, onde deveria escolher entre a moralidade ou seu sustento. Eram o maior grupo, geralmente costureiras, roceiras, lavadeiras e operária industrial. De fato uma mulher que trabalhava fora de casa, remunerada, devia defender seu nome, sendo estereotipada como “mulher pública&#8221; sendo comparada a prostitutas. Diversos fatores contribuíram para que a mulher fosse trabalhar fora de casa, os motivos&nbsp; mais comuns eram quando o homem da casa viajava por longos períodos&nbsp; em busca de emprego deixando a mulher sozinha e se por algum motivo ficasse impossibilitado de trabalhar e prover o sustento da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto político do Brasil, a primeira tentativa de criar uma legislação que trata da situação da mulher e da gestante foi o Código do Trabalho no Brasil de 1917. O projeto começou em 1912 e gerou muita reação negativa, pois autorizava a mulher trabalhar sem autorização do marido, vemos a primeira tentativa de uma garantia a trabalhadora gestante, onde a mesma poderia gozar de licenciar maternidade de 15 a 25 dias antes do parto até 25 dias depois, com garantia de retorno ao emprego e percepção de um terço do salário no primeiro período e metade no segundo e por fim a vedação ao trabalho noturno da mulher. O projeto nunca foi aprovado sob o pretexto que a proteção às mulheres traria prejuízo aos empregadores. A primeira legislação que cuidou da situação das mulheres foi o Decreto nº 21.417-A, de 17 de maio de 1932<sup>5</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Decreto nº 21.417-A/32, trouxe uma proteção a gestante com proibição de trabalharem quatro semanas antes e depois após o parto, podendo ser acrescido de mais duas semanas quando fosse necessário, o direito a metade do salário, pagos pela Caixa Social ou pelo empregador e a promessa de retorno ao trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente à Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (CLT)<sup>6</sup> aumenta o período de licença para seis semanas antes e depois do parto, o pagamento integral dos salários pelos empregador, no entanto, como consequência desse encargo, teve um avanço no  preconceito e a diminuição da contratação da mulher, com a justificativa de que  ficaria mais caro e que a gestante adquire estabilidade durante a gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frise-se que a empregada gestante com estabilidade, é facultado requerer a rescisão do contrato de trabalho se apresentar atestado médico. Porém, ficara isenta da obrigação de apresentar o aviso-prévio quando for contratada por tempo indeterminado ou da necessidade de pagar a multa prevista no art. 480 da CLT e será necessário a assistência do sindicato da categoria, igualmente o empregador não será obrigado a indenizar a  gestante pagando apenas os saldos salariais, as férias proporcionais acrescidas de um terço – se for o caso – e também o 13º salário proporcional<sup>7</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o primeiro período de surgimento dos direitos trabalhistas das mulheres, no período entre 1946 a 1985 as mulheres se organizaram, começaram a participar ativamente na sociedade, nos partidos políticos, sindicatos e fulminando com a explosão do feminismo brasileiro na década de 1970. A participação da mulher no combate a ditadura militar e redemocratização, o ano de 1975 com o reconhecimento da ONU se tornou um marco histórico na luta dos direitos das mulheres no Brasil, contudo a discriminação ainda persistia as mulheres não exerciam cargos como presidência ou chefia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença social era muito grande entre os trabalhos oferecidos a mulheres e aos homens, durante a década de 1950 as mulheres pobres tinham que trabalhar nas atividades tipicamente femininas, como, costureiras, professoras de primário, cozinheiras. O avanço da participação da mulher no início da década de 1960 foi um acontecimento histórico importante, a retirada da incapacidade relativa da mulher casada em 1962 trouxe autonomia, o golpe de 1964 foi um retrocesso que retirou a maioria dos direitos sociais das mulheres. No ano de 1969 a Emenda Constitucional nº 1, estabeleceu a igualdade de salário e de emissão entre os sexos (art. 165, III); a gestante foi garantido a estabilidade e descanso remunerado (art. 165, IX), regras de previdência social, visando a proteção da maternidade (art.165, XVI) entre outros direitos ao trabalho da mulher. Seis anos depois a conferencia do ONU em 1975 realizada primeiro no México e posteriormente no Rio de Janeiro foi um marco na luta pela discriminação das mulheres, defendia a igualdade e oportunidades de trabalho entre os gêneros. Essa convenção entrou em vigor em 1981, ratificada pelo Brasil em 1984, então em vigor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na questão da maternidade a proteção à gestante é consenso entre homens e mulheres e deveria ser repartido com toda atividade, a estabilidade da gestante não estava prevista na CLT tendo direito apenas a indenização do período correspondente à licença, o período de licença era muito pequeno, quatro semanas antes do parto e oito semanas depois. O desejo de poder dividir as responsabilidades da maternidade com o pai, pois, não existe uma licença paternidade sadia. Além da diferença entre a maternidade e paternidade, acontecia o problema da baixa remuneração da mão de obra feminina em vários casos não compensa, financeiramente, a mulher trabalhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de proteção à trabalhadora gestante esbarrava no preconceito de sua contratação, os trabalhadores homens possuíam tão poucos direitos que a proteção da mulher era vista como uma proibição à sua contratação. Em 1952 , a Convenção nº 3 da OIT , ampliou a licença maternidade e garantia de emprego a outras categorias , sendo ratificada pelo Brasil em 1966, outra conquista foi a convenção nº 136, de 1971, da OIT que proíbe o trabalho da mulher gestante e lactantes, em atividades com benzeno, o Brasil, só ratificou em 1994<sup>8</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 A gestante e o COVID-19</strong> A pandemia causada pela doença do coronavírus 2019 (COVID-19) parou o mundo no ano de 2020 devido a sua alta taxa de mortalidade. A COVID-19 é uma doença infectocontagiosa causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), do inglês severe acute respiratory syndrome-associated coronavirus 2<sup>9</sup>. Os sintomas considerados leves da doença são, em geral: febre, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, problemas no olfato e no paladar, já na forma grave da doença, tem-se como sintomas gerais: dificuldade intensa para respirar, baixa saturação de oxigênio no sangue e pressão duradoura no peito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um levantamento feito pela OMS em maio de 2022, estima-se que o número total de mortes associadas direta ou indiretamente à pandemia de COVID-19 entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 foi de aproximadamente 14,9 milhões<sup>10</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia, foi possível observar que alguns grupos eram mais afetados pelo vírus que outros, estes foram classificados como grupos de risco. Em lista divulgada pelo Ministério da Saúde, a gestação foi incluída como um fator de risco para ser considerada como complicação para a doença<sup>11</sup>.  Nesse cenário, os riscos apresentados pelas gestantes chamaram a atenção das autoridades de saúde no mundo inteiro. Conforme publicação no jornal Correio Braziliense, estudos divulgados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, as gestantes estão mais suscetíveis à forma grave da doença, e em comparação com as grávidas sem Covid, aquelas com o coronavírus têm maiores probabilidades de serem admitidas em unidades de terapia intensiva (UTIs) ou de necessitarem de algum tipo de ventilação<sup>12</sup>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestação é um período delicado para a mulher, no qual o corpo passa por diversas mudanças fisiológicas e imunológicas, as deixando mais suscetíveis a doenças virais. Complicações e efeitos adversos foram mais comuns em mulheres grávidas em relação a não grávidas da mesma idade, visto que permaneceram mais tempo necessitando de atendimentos médicos, com maior propensão ao desenvolvimento de insuficiência renal, sepse e coagulação intravascular disseminada (CIVD) e foram mais propensas a necessitar de internação em UTI<sup>13</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao realizar um estudo comparativo, foi constatado que mulheres grávidas de baixo risco infectadas, demandaram ventilação mecânica, em maior escala, que aquelas não infectadas (43% vs 13%, respectivamente), além de terem maior chance de óbito<sup>14</sup>. Além disso, a infecção pelo vírus pode desencadear em pré-eclâmpsia, natimorto e parto prematuro, dentre outros efeitos prejudiciais à gestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos constatou que de 3.912 bebês com idade gestacional conhecida nascidos de mulheres com infecção por SARS-CoV-2, 12,9% eram prematuros (menos de 37 semanas), número acima da estimativa nacional de 10,2%. Dentre 610 (21,3%) dos bebês com resultados de testes para a COVID-19, 2,6% exibiram resultados positivos para SARS-CoV-2, principalmente aqueles cujas mães tiveram infecção no parto<sup>15</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco de natimortos também é maior em gestantes que apresentaram infecção pelo coronavírus. Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, das 1.249.634 hospitalizações de parto durante março de 2020 a setembro de 2021, as mulheres infectadas apresentaram risco aumentado de natimorto em comparação com mulheres sem COVID-19<sup>16</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das formas graves da doença, com sintomas que levaram à morte, foram verificadas em uma análise de aproximadamente 400.000 mulheres com idade entre 15 e 44 anos com COVID-19 sintomática, as quais foram submetidas à admissão em unidade de terapia intensiva, ventilação invasiva e oxigenação por membrana extracorpórea. Neste contexto, um maior número de casos de morte de mulheres grávidas com COVID-19 foi verificado do que em mulheres não grávidas nos Estados Unidos<sup>17</sup>. De acordo com relatório da FIOCRUZ<sup>18</sup>, as gestantes e puérperas têm despontado como grupo de grande preocupação durante a pandemia, sobretudo aquelas que estão em torno da 32ª ou 33ª semanas de gestação, ocorrendo até mesmo a necessidade a realização de parto prematuro. Ademais, a pesquisa apontou que o Brasil possui uma taxa de letalidade de 7,2% entre as gestantes, sendo maior do que a própria taxa de letalidade geral do país, que é de 2,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O isolamento social, medida recomendada pelos órgãos de saúde para a população em geral, se mostrou ainda mais recomendado para as gestantes pelo fator risco, de tal maneira que se desencadeou um debate acerca da necessidade de afastamento das trabalhadoras gestantes do ambiente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais dados ressaltam a necessidade de implementar estratégias de prevenção para reduzir o risco de infecção por coronavírus em gestantes, além do suporte econômico e social para que gestantes sejam asseguradas mediante leis trabalhistas em momentos de pandemia, no qual se classificam como classe de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vigor disso, o texto da Lei 14.151/21<sup>19</sup> determinava o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial de forma a exercer a atividade em domicílio, por teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância, sem prejuízo da remuneração, a lei sofreu alterações relevantes em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3&nbsp; A lei nº 14.311 – Obrigatoriedade e controvérsias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A redação original da Lei 14.151/2021 previa o afastamento da gestante do trabalho presencial durante a pandemia da covid-19. A medida até então vigente da Lei de 2021 não fazia qualquer ressalva às gestantes imunizadas. Assim, mesmo as trabalhadoras que já tivessem completado o ciclo de imunização da Covid-19 precisavam permanecer em trabalho remoto<sup>20</sup>. A nova Lei nº 14.311, de 9 de março de 2022 estabelece que, mesmo sem o encerramento do estado de emergência de saúde pública, ela deverá voltar ao trabalho quando, segundo critérios do Ministério da Saúde, estiver totalmente imunizada. Além disso, permite a retomada do trabalho presencial para as gestantes que optarem por não se vacinar, desde que assinem termo de responsabilidade e se comprometam a cumprir todas as medidas preventivas adotadas pelo empregador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sete confederações de trabalhadores ajuizaram, no Supremo Tribunal Federal (STF), Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7134), com pedido de liminar, contra dispositivos da Lei 14.311/2022 que permitem o retorno ao trabalho presencial de empregadas gestantes<sup>21</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CUT argumenta que os dispositivos violam, entre outros pontos, princípios constitucionais da proteção à maternidade, da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho. Para a central, além de colocar a trabalhadora gestante e o nascituro em risco, a medida “legítima a coerção e o assédio moral de trabalhadoras”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido da CUT é de declaração de inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela norma e de restauração da regra anterior, que assegurava o trabalho remoto e a não redução salarial às gestantes durante a pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a segunda ação contra a norma que chega ao Supremo. Na ADI 7103, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7103, contra dispositivos da Lei 14.151/2021, com a redação dada pela Lei 14.311/2022, que permitem o retorno de empregadas gestantes não vacinadas contra a covid-19 ao trabalho presencial. A ação foi distribuída à ministra Cármen Lúcia, que requisitou informações aos presidentes da República e do Congresso Nacional no prazo de cinco dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma prevê, ainda, que a opção de não se vacinar é uma expressão do direito fundamental da liberdade de autodeterminação individual e que não poderá ser imposta à gestante que fizer essa escolha nenhuma restrição de direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a entidade (Contee), a medida é uma autorização expressa para que se negue a ciência e o reconhecimento da imunização contra a covid-19 como única e eficaz medida de salvação de vidas contra a contaminação pelo vírus. Na sua avaliação, os dispositivos, com a redação dada pela Lei 14.311/2022, afrontam os fundamentos constitucionais da dignidade da pessoa humana e da livre iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contee argumenta que, ao autorizar a volta ao trabalho presencial, que importa o convívio direto e cotidiano com os demais trabalhadores da empresa, às pessoas que recusam a imunização, a lei desprotege a vida da gestante, a da criança em gestação e a de todos os demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, afirma que a falta de acesso à atenção oportuna e interrupções nos serviços de pré-natal são responsáveis pelo aumento da mortalidade materna nas Américas durante a pandemia, com uma em cada três mulheres grávidas incapazes de acessar cuidados intensivos oportunos<sup>22</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante lembrar que as gestantes ainda são grupo de risco. Infelizmente, as notícias de gestantes e nascituros que morrem por complicações da Covid-19 ou que apresentam quadros graves e sequelas não deixaram de existir. Pesquisas indicam forte relação entre a infecção em gestantes e prematuridade e outros eventos graves em gestantes e bebês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, caso a gestante retorne ao trabalho presencial e tenha complicações de saúde decorrentes da contaminação pelo vírus SARS-CoV-2, as circunstâncias acima descritas poderão ser levadas em consideração ao se avaliar eventual responsabilização do empregador, em razão desse evento<sup>23</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É notória a situação de risco das gestantes com relação ao COVID-19, devido a sua situação de vulnerabilidade. Os riscos à saúde tanto da própria grávida, quanto do bebê são diversos, podendo causar complicações severas, e em casos mais graves, até a morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que, conforme pesquisas, gestantes com SARS-Cov-2 estão mais propícias a partos prematuros, natimortos e pré-eclâmpsia e outros efeitos prejudiciais à saúde dos envolvidos. Também foi possível observar que o direito das mulheres, principalmente das gestantes a boas condições de trabalho e compreensão quanto a sua situação de vulnerabilidade avançou lentamente no decorrer dos anos, ainda sendo passível de melhorias, principalmente com a situação pandêmica, que ainda não se encontra completamente encerrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Observa-se que a obrigatoriedade do trabalho presencial para as grávidas pela Lei n° 14.311/2022 representa, além de um retrocesso de direitos, uma situação de alto risco, tanto de direitos quanto para a saúde do nascituro e da gestante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; Sendo assim, é importante que a legislação flexibilize o trabalho para essas mulheres, que devem ter garantias tanto em relação ao emprego, quanto à modalidade, sendo ideal a remota, para que não haja contaminações, e prejuízos futuros. A mulher deve ter a opção de decidir se está em condições de trabalhar presencialmente ou não durante o período gestacional na pandemia, sem se sentir coagida ou ameaçada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">            É direito de cada cidadão decidir se deve se imunizar ou não, e é dever do Estado garantir que, independentemente de vacinação, a mulher seja resguardada em uma situação já tão vulnerável por natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>THE PREGNANT WOMAN AND WORK RELATIONS DURING THE COVID-19 PANDEMIC</em></strong><em></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>ABSTRACT</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>The theme of this article is “Pregnant women and work relationships during the covid-19 pandemic“, especially its analysis of the situation of pregnant women in the workplace. The main objective is to analyze the measures adopted to protect pregnant women and the employment relationship during the COVID-19 pandemic. Initially, we present the historical evolution of women&#8217;s work in Brazil with a focus on pregnant women. Thus, taking an approach that goes back from the 1910s to the 1990s, you can understand how society has developed in terms of the participation of pregnant women in the labor market. After understanding the significant historical aspects of female participation in the labor market and in parallel with how Brazil has approached this evolution in its legislation and the acceptance of society, related to these achievements, we move on to the next section, which addresses the scenario of the COVID-19 pandemic. 19, presenting data that prove the situation of organic vulnerability of the pregnant woman, being considered a risk group during the pandemic, also showing the changes made by Law 14.311, MP 927/2020 that forced the return of the pregnant woman to face-to-face work, the impact will be revealed in development after the advance of vaccination and the resumption of face-to-face work for pregnant women. Finally, the controversies of Law 14.311 are addressed, thus showing the lack of protection for pregnant women who are already vulnerable by nature.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Keywords</em></strong><strong>: </strong>Pregnant women. Covid-19. Labor Market. Face-to-face Return.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALFARAJ, S. H.; AL-TAWFIQ, J. A.; MEMISH, Z. A. <strong>Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus (MERS-CoV) infection during pregnancy</strong>: Report of two cases &amp; review of the literature. Arábia Saudita, v. 52, n. 3, p. 501-503, 2019. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S168411821830152X?via%3Dihub. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALPACA, Nathalie Hanna. <strong>Participação de mulheres no mercado de trabalho é 20% inferior à dos homens</strong>. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/participacao-de-mulheres-no-mercado-de-trabalho-e-20-inferior-a-dos-homens/. Acesso em: 11 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Constituição (1988). <strong>Constituição da República Federativa do Brasil de 1988</strong>. Brasília, DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 jun. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Decreto n° 21.417-A, de 17 de maio de 1932. <strong>Regula as condições do trabalho das mulheres nos estabelecimentos industriais e comerciais</strong>. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21417-a-17-maio-1932-526754-publicacaooriginal-1-pe.html#:~:text=Veja%20tamb%C3%A9m%3A-,DECRETO%20N%C2%BA%2021.417%2DA%2C%20DE%2017%20DE%20MAIO%20DE%201932,Art. Acesso em: 27 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Decreto-lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943. <strong>Consolidação das Leis do Trabalho</strong>. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 27 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei n° 14.151, de 12 de maio de 2021. <strong>Dispõe sobre o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do novo coronavírus</strong>. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14151.htm. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Lei nº 14.311, de 9 de março de 2022. <strong>Para disciplinar o afastamento da empregada gestante, inclusive a doméstica</strong>. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.311-de-9-de-marco-de-2022-384725072. Acesso em: 23 jun. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, S. B. P. et al. <strong>Pandemia da COVID-19</strong>: o maior desafio do século XXI. Bahia, p. 54-63, 2020. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/07/1103209/2020_p-028.pdf. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARELLI, Bianca Neves Bomfim. <strong>Retorno das gestantes ao trabalho presencial: aspectos controvertidos</strong>. São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/retorno-gestantes-trabalho-presencial-30032022. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DESISTO, C. L., et al. <strong>Risk for Stillbirth Among Women With and Without COVID-19 at Delivery Hospitalization</strong>. Estados Unidos, 2021. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/70/wr/mm7047e1.htm?s_cid=mm7047e1_w. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIOCRUZ. <strong>Boletim Observatório Covid-19</strong>: Semanas Epidemiológicas 20 e 21. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://agencia.fiocruz.br/sites/agencia.fiocruz.br/files/u34/boletim_covid_2021-semanas_20-21-red.pdf. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATHIEU, Edouard, et al. <strong>Coronavirus Pandemic (COVID-19)</strong>. Inglaterra, 2020. Disponível em: https://ourworldindata.org/covid-vaccinations?country=SOM. Acesso em: 23 jun. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE. <strong>Atendimento e fatores de risco</strong>. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/atendimento-tratamento-e-fatores-de-risco. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETO, José Francisco S.; BERTOLIN, Patrícia Tuma M. <strong>Direito do Trabalho no Brasil de 1930 a 1946, (V.1)</strong>. São Paulo, Grupo GEN, 2015. E-book. ISBN 9788522496020. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522496020/. Acesso em: 11 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETO, José Francisco S.; BERTOLIN, Patrícia Tuma M. <strong>Direito do Trabalho no Brasil de 1946 a 1985, (V.2)</strong>. São Paulo, Grupo GEN, 2015. E-book. ISBN 9788522496044. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522496044/. Acesso em: 11 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVETO, Paloma. <strong>Gestantes têm maior risco de serem acometidas pela forma grave da covid-19</strong>. 2021. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2021/03/4914598-gestantes-tem-maior-risco-de-serem-acometidas-pela-forma-grave-da-doenca.html. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. <strong>Excesso de mortalidade associado à pandemia de COVID-19 foi de 14,9 milhões em 2020 e 2021</strong>. Genebra, 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/5-5-2022-excesso-mortalidade-associado-pandemia-covid-19-foi-149-milhoes-em-2020-e-2021. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. <strong>Um terço das mulheres grávidas com COVID-19 não consegue acessar cuidados intensivos que salvam vidas a tempo</strong>. Washington D.C., 2022. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/2-3-2022-um-terco-das-mulheres-gravidas-com-covid-19-nao-consegue-acessar-cuidados. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. <strong>CUT questiona lei que permite retorno de grávidas ao trabalho presencial</strong>. Brasília, Distrito Federal, 2022. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=484904&amp;ori=1#:~:text=A%20Central%20%C3%9Anica%20dos%20Trabalhadores,trabalho%20presencial%20de%20empregadas%20gestantes. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WOODWORTH, K. R. et al. <strong>Birth and Infant Outcomes Following Laboratory-Confirmed SARS-CoV-2 Infection in Pregnancy</strong>. Estados Unidos, 2020. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6944e2.htm?s_cid=mm6944e2_w. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">XU, S. et al. <strong>Clinical manifestation and neonatal outcomes of 15 pregnant patients with coronavirus disease 2019 pneumonia in Wuhan, China</strong>. China, v. 7, n. 7, 2020. Disponível em: https://academic.oup.com/ofid/article/7/7/ofaa283/5867519. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAMBRANO, L. D. et al. <strong>Characteristics of Symptomatic Women of Reproductive Age with Laboratory-Confirmed SARS-CoV-2 Infection by Pregnancy Status</strong>. Estados Unidos, 2020. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/69/wr/mm6944e3.htm?s_cid=mm6944e3_w. Acesso em: 26 out. 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1</sup>ALPACA, Nathalie Hanna. <strong>Participação de mulheres no mercado de trabalho é 20% inferior à dos homens.</strong> Rio de Janeiro, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>2</sup>MATHIEU, Edouard, et al. Coronavirus Pandemic (COVID-19). Inglaterra, 2020.<br><sup>3</sup>BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF.<br><sup>4</sup>BRASIL, Lei nº 14.311, de 9 de março de 2022. Para disciplinar o afastamento da empregada gestante, inclusive a doméstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>BRASIL. Decreto n° 21.417-A, de 17 de maio de 1932. <strong>Regula as condições do trabalho das mulheres nos estabelecimentos industriais e comerciais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>6</sup>BRASIL. Decreto-lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943. <strong>Consolidação das Leis do Trabalho</strong>. <br><sup>7</sup>NETO, José Francisco S.; BERTOLIN, Patrícia Tuma M. <strong>Direito do Trabalho no Brasil de 1930 a 1946</strong>, (V.1). São Paulo, Grupo GEN, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>8</sup>NETO, José Francisco S.; BERTOLIN, Patrícia Tuma M. <strong>Direito do Trabalho no Brasil de 1946 a 1985, (V.2)</strong>. São Paulo, Grupo GEN, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>9</sup>BRITO, S. B. P. et al. <strong>Pandemia da COVID-19:</strong> o maior desafio do século XXI. Bahia, p. 54-63, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>10</sup>ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. <strong>Excesso de mortalidade associado à pandemia de COVID-19 foi de 14,9 milhões em 2020 e 2021</strong>. Genebra, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>11</sup>MINISTÉRIO DA SAÚDE. <strong>Atendimento e fatores de risco</strong>. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>12</sup>OLIVETO, Paloma. <strong>Gestantes têm maior risco de serem acometidas pela forma grave da covid-19</strong>. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>13</sup>ALFARAJ, S. H.; AL-TAWFIQ, J. A.; MEMISH, Z. A. <strong>Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus (MERS-CoV) infection during pregnancy</strong>: Report of two cases &amp; review of the literature. Arábia Saudita, v. 52, n. 3, p. 501-503, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>14</sup>XU, S. et al. <strong>Clinical manifestation and neonatal outcomes of 15 pregnant patients with coronavirus disease 2019 pneumonia in Wuhan, China</strong>. China, v. 7, n. 7, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>15</sup>WOODWORTH, K. R. et al. <strong>Birth and Infant Outcomes Following Laboratory-Confirmed SARS-CoV-2 Infection in Pregnancy</strong>. Estados Unidos, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>16</sup>DESISTO, C. L. , et al. <strong>Risk for Stillbirth Among Women With and Without COVID-19 at Delivery Hospitalization</strong>. Estados Unidos, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>17</sup>ZAMBRANO, L. D. et al. <strong>Characteristics of Symptomatic Women of Reproductive Age with Laboratory-Confirmed SARS-CoV-2 Infection by Pregnancy Status</strong>. Estados Unidos, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>18</sup>FIOCRUZ. <strong>Boletim Observatório Covid-19</strong>: Semanas Epidemiológicas 20 e 21. Rio de Janeiro, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>19</sup>BRASIL. Lei n° 14.151, de 12 de maio de 2021. <strong>Dispõe sobre o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do novo coronavírus</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>20</sup>CARELLI, Bianca Neves Bomfim. <strong>Retorno das gestantes ao trabalho presencial</strong>: aspectos controvertidos. São Paulo, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>21</sup>SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. <strong>CUT questiona lei que permite retorno de grávidas ao trabalho presencial</strong>. Brasília, Distrito Federal, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>22</sup>ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. <strong>Um terço das mulheres grávidas com COVID-19 não consegue acessar cuidados intensivos que salvam vidas a tempo</strong>. Washington D.C., 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>23</sup>CARELLI, op. cit.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>*</sup>Cássio Kennedy Maipira. E-mail: cassiok73@gmail.com Artigo apresentado a Faculdade Interamericana de Porto Velho-UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharelem Direito Porto Velho, 2022.<br>**Giovanna Liz Martins Menezes. E-mail: gio.99menezes@gmail.com. Artigo apresentado a Faculdade Interamericana de Porto Velho-UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharelem Direito <br>Porto Velho, 2022.<br><sup>***</sup>Kerolaine Correa Cavalcante. E-mail: kerolaineccavalcante@gmail.com. Artigo apresentado a Faculdade Interamericana de Porto Velho-UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharelem Direito <br>Porto Velho, 2022.<br><sup>****</sup>Rebeca Ribeiro Tenório. E-mail: rebecatenorio54@gmail.com. Artigo apresentado a Faculdade Interamericana de Porto Velho-UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharelem Direito Porto Velho, 2022.<br>*****<sup>5</sup>Profª. Orientadora (Mestre em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Civil, Processo Civil,<br>Constitucional.). Professora de Direito. E-mail: acsa.souza@uniron.edu.br.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES QUE REALIZAM EXAME MAMOGRÁFICO EM UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA DE TERESINA-PI</title>
		<link>https://revistaft.com.br/perfil-clinico-e-epidemiologico-dos-pacientes-que-realizam-exame-mamografico-em-uma-unidade-de-referencia-de-teresina-pi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 23:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7262122 Catarinne Pacelli Benicio de Carvalho1Luana Moura Luz Fé2Beatriz Fontes Pereira Carneiro Benevenuto Soares3Danielle Tourinho Neiva Monteiro4Ana Beatriz Luz Barradas Coutinho5Julia gomes Tavares cunha Rezende6Camila Rosado Luz de Carvalho7Igor Benício Campêlo8 RESUMO Introdução: O câncer mamário é o mais comum entre as mulheres, sendo a segunda maior causa de morte entre esse público. [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7262122</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Catarinne Pacelli Benicio de Carvalho<sup>1</sup><br>Luana Moura Luz Fé<sup>2</sup><br>Beatriz Fontes Pereira Carneiro Benevenuto Soares<sup>3</sup><br>Danielle Tourinho Neiva Monteiro<sup>4</sup><br>Ana Beatriz Luz Barradas Coutinho<sup>5</sup><br>Julia gomes Tavares cunha Rezende<sup>6</sup><br>Camila Rosado Luz de Carvalho<sup>7</sup><br>Igor Benício Campêlo<sup>8</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> O câncer mamário é o mais comum entre as mulheres, sendo a segunda maior causa de morte entre esse público. Sua etiologia é bastante variada, estando ligada a causas genética e a fatores de risco ambientais. O exame de escolha para o rastreamento desse câncer é a mamografia, que objetiva a sua detecção precoce em mulheres assintomáticas. A realização da mamografia é recomendada para a população feminina em geral a partir dos 40 anos de idade e com frequência anual. <strong>Metodologia:</strong> O presente estudo analisou o perfil clinico e epidemiológico das pacientes que realizaram exames mamográficos numa clínica de referência em Teresina-PI. <strong>Resultados: </strong>Foram analisados, por meio de prontuários eletrônicos, 252 exames de um total de 2.4000 exames realizados em 2019, tendo como critério de exclusão os exames de pacientes com idade inferior a 35 anos. <strong>Conclusão:</strong> O conhecimento do perfil clínico e epidemiológico das pacientes que realizam exames mamográficos no Piauí é de grande auxílio para a implantação de medidas que visam diagnosticar e tratar precocemente o câncer de mama, possibilitando maior qualidade de vida às pacientes e menos custos ao Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave:</strong> Câncer de mama. Epidemiologia. Perfil de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Breast cancer is the most common cancer among women, being the second leading cause of death among this public. Its etiology is quite varied, being linked to genetic causes and environmental risk factors. The exam of choice for screening this cancer is mammography, which aims to detect it early in asymptomatic women. Performing a mammogram is recommended annually for women who are older than 40 years. <strong>Method</strong>: This study analyzed the clinical and epidemiological profile of patients who undergo mammography exams in a reference clinic in Teresina-PI. <strong>Results:</strong> A total of 252 exams from a total of 24,000 exams performed in 2019 were analyzed using electronic medical records, with exams of patients younger than 35 years being the exclusion criterion. <strong>Conclusion:</strong> This study is of great help for the implementation of measures aimed at early diagnosis and treatment of breast cancer, enabling better quality of life for patients and lower costs for the State.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave:</strong> Breast cancer. Epidemiology. Health Profile.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A neoplasia mamária consiste no surgimento de tumores na mama e em regiões adjacentes, ocasionada pela proliferação descontrolada de suas células (HARRIS et. al 2012). Pode comprometer lóbulos e ductos mamários, a rede linfática da região axilar, subclavicular e do esterno, e também outros órgãos causando metástase (MEGO; MANI; CRISTOFANILLI 2010). O câncer mamário é o mais comum entre as mulheres, sendo a segunda maior causa de morte entre esse público (DESANTIS et. al, 2019). Caso essa tendência se mantenha, a expectativa é que haja um aumento de 46% no número de novos casos até 2030 (OPAS, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etiologia do câncer de mama é bastante variada, estando ligada a causas genéticas e a fatores de risco ambientais (SCULLY, et al 2012). Os fatores de risco melhor estabelecidos até hoje são: idade, gênero feminino e cor de pele (KAMIŃSKA et al. 2015). Outros fatores também associados a carcinogênese são: o consumo de álcool, tabagismo, obesidade e a exposição a estrógenos (SILVA e RIUL, 2012). Por outro lado, a prática regular de atividade física e a amamentação são fatores conhecidos de proteção para as neoplasias mamárias (INCA, 2019b).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma grande variedade de tipos histológicos e moleculares de carcinomas de mama in situ e invasor (SHARMA et. al 2010). O tipo histológico invasor mais comum é o carcinoma ductal infiltrante não especificado, que representa de 70 a 80% de todos os tumores de mama, seguido pelo carcinoma lobular infiltrante, com cerca de 5 a 15%, e pelos outros tipos histológicos (LAKHANI, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; O exame de escolha para o rastreamento do câncer de mama é a mamografia (OLIVEIRA et. al, 2011). Apesar do advento de novos conhecimentos e tecnologias, o exame mamográfico ainda é o exame padrão ouro para rastreio e prognóstico do câncer de mama, sendo complementado com a realização de outros imagens imaginológicos ou biópsias em casos de dúvida (PIMENTEL, 2017). Concomitantemente, interesses vinculados à indústria de equipamentos e aos grandes laboratórios farmacêuticos contribuem para estimular a realização de exames por algumas técnicas (ELUF-NETO; WUNSCH-FILHO, 2001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Sociedades de Mastologia, de Cirurgia Oncológica e de Radiologia brasileiras recomendam, para a população feminina em geral (baixo risco para neoplasias de mama), a realização de mamografia a partir dos 40 anos de idade e com frequência anual. Tendo em vista um melhor gerenciamento dos recursos da saúde, o Ministério da Saúde preconiza que a mamografia de rastreio para a população de baixo risco pode ser iniciada aos 50 anos e finalizada aos 69 anos de idade, sendo realizada bianualmente (INCA, 2019a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área oncológica, em que ocorre também a identificação de tumores sem relevância clínica, esse efeito psicológico é particularmente grave e danoso, por causa do imaginário letal associado à doença e à palavra câncer (NORMA: TESSER, 2009). O planejamento de estratégias de controle do câncer de mama por meio da detecção precoce é fundamental, pois quanto mais cedo um tumor invasivo é detectado e o tratamento é iniciado, maior a probabilidade de cura (GINSBURG et. al, 2020) (GEBRIM, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O BI-RADS (<em>Breast Imaging Reporting and Data System</em>) é uma sistematização internacional para avaliação mamária, interpretação do exame e confecção dos laudos de exames de imagem especificamente da mama (D’ORSI et. al 2018). A atual classificação BI-RADS divide as lesões mamárias em 7 grupos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Categoria 0: incompleta – requer avaliação por imagem adicional e/ ou mamografias anteriores para comparação;</li><li>Categoria 1: sem alterações;</li><li>Categoria 2: achado benigno;</li><li>Categoria 3: achado provavelmente benigno;</li><li>Categoria 4: achado suspeito;</li><li>Categoria 5: achado altamente sugestivo de malignidade;</li><li>Categoria 6: malignidade comprovada por biópsia (URBAN<em> et al</em>, 2017).</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Levando-se em consideração a magnitude, transcendência e letalidade do câncer de mama no Brasil e no mundo, justifica-se o interesse em desenvolver esse estudo, pois avaliar o perfil dessa doença pode contribuir para o planejamento de intervenções e de políticas públicas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisar o perfil clínico e epidemiológico das pacientes que realizaram mamografias em uma clínica de referência de Teresina-PI no ano de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Buscar em bancos de dados de uma clínica especializada informações obre o perfil clínico dos pacientes do ano de 2019.</li><li>Caracterizar o perfil clínico dos pacientes, segundo seus achados radiográficos através do método BIRADS;</li><li>Identificar o perfil epidemiológico dos pacientes (faixa etária, sexo e procedência).</li><li>Identificar a necessidade da utilização de exames complementares à mamografia.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1</strong> <strong>MÉTODO DE PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa caracterizou-se como um estudo de natureza epidemiológica, documental, transversal e de abordagem quantitativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2</strong> <strong>CENÁRIO E PARTICIPANTES DA PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Teresina é um centro de referência regional na área de saúde, recebendo pacientes tanto do interior, quanto de outros estados, como Maranhão, Pará e Ceará. Tal fato se deve a sua localização em um grande entroncamento rodoviário e a sua concentração elevada do número de equipamentos, clínicas e médicos. O estudo foi realizado em uma clínica privada especializada em imaginologia e o público alvo foi as pacientes que realizaram exames de imaginologia no ano de 2019, com idade a partir de 35 anos. Os dados foram obtidos e disponibilizados pela clínica privada especializada em imaginologia de Teresina, no estado do Piauí.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3</strong> <strong>CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos todos as pacientes que realizaram exame de mamografia na clínica em questão, entre os dias de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2019. Pacientes com idade inferior a 35 anos foram excluídas, segundo recomendação do Ministério da Saúde, assim como, as pacientes que apresentavam queixas mamárias e alterações no exame físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4</strong> <strong>COLETA DE DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dados foram coletados pelo sistema da clínica (Xclinic®). Portanto os pacientes não foram contatados pelos pesquisadores. O sistema apresenta os dados sociodemográficos das pacientes e a imagem dos exames realizados, juntamente com seus laudos médicos. Conforme levantamento prévio do serviço de informática da clínica, são realizadas em média 2.000 mamografias mensalmente, perfazendo um total anual de 24.000 exames. Calculou-se uma amostra de 252 (erro amostral de 5% e nível de confiança 95%), que foi composta por pacientes do ano de 2019, sendo selecionados 21 por mês. Assim seleção das mesmas foi feita de modo aleatório através de intervalos numéricos iguais a 95, permitindo, portanto, que fossem colocados na amostra, a paciente número 1, a paciente número 96, a paciente 191 e assim sucessivamente, até completar o total de 21 pacientes mensais. Ao final foram selecionadas as 252 pacientes do estudo. A clínica forneceu os dados dos 252 pacientes selecionadas em planilha do programa Excel, ocultando a coluna correspondente ao nome das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.&nbsp;RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi possível identificar neste estudo que, em relação à faixa etária, 162 mulheres (64,3%), possuíam idade entre 40 e 65 anos apresentando média de 60 anos (TABELA 01). Essa faixa etária é a recomendada para rastreio pela Sociedades Brasileiras de Mastologia, de Cirurgia Oncológica e de Radiologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o INCA, apenas 52,8% das mamografias de rastreamento no país são realizadas em mulheres de 50 a 69 anos. Ou seja, quase metade das mulheres, que realizaram as mamografias, estavam fora da faixa etária. E onde, segundo o Ministério da Saúde, os possíveis benefícios do rastreamento superam os seus riscos. Esses dados vão de encontro ao levantamento feito pelo INCA, demostrando que cerca de um terço das mulheres as quais se submetem à mamografia estão fora da faixa etária de maior benefício. &nbsp;Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando maior número de resultados falso-negativos e também de falsos-positivos. Em consequência, ocorre exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após esse período, o rastreio não é indicado pelo Ministério da Saúde em decorrência do sobrediagnóstico (overdiagnosis) e sobretratamento (overtreatment), devido ao fato de muitas lesões malígnas de comportamento indolente (pouco agressivo) serem identificadas e tratadas independentemente da certeza sobre a evolução (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010). Apenas 5 mulheres, (2%) da amostra, que realizaram exames em 2019, estavam na faixa etária de 35 a 40 anos, idade em que a mamografia só é recomendada para população com risco elevado (TABELA 01).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde, antes dos 35 anos, a neoplasia mamária é uma patologia relativamente rara, porém acima desta faixa etária, a incidência cresce rápida e progressivamente e, assim também, cresce o número de realizações de mamografia nessa faixa etária. O envelhecimento é seu principal fator de risco (INCA, 2019a). Quanto ao estado civil, 184 (73%) eram casadas e 40 (15,9%) solteiras. Quanto à região na qual moravam essas pacientes,213 mulheres (84,5%), ou seja, a grande maioria, eram residentes do centro-norte na mesorregião piauiense (TABELA 01). Esse dado corrobora com a ideia de que moradores de grandes centros urbanos tem maior acesso à saúde (STOPA et al, 2017).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1. Características sociodemográficas das pacientes que realizaram exames mamográficos em </strong><br><strong>uma clínica particular de Teresina (PI) 2019 (n=252).</strong></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>VARIÁVEIS</strong><strong></strong></td><td><strong>N</strong></td><td><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>Idade*</strong></td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>35-|40 (Adulta Jovem)</td><td>5</td><td>2,0%</td></tr><tr><td>40-|65(Meia-Idade)</td><td>162</td><td>64,3%</td></tr><tr><td>≥65 (Idosa)</td><td>85</td><td>33,7%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estado Civil</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>Casada</td><td>184</td><td>73,0%</td></tr><tr><td>Solteira</td><td>&nbsp;40</td><td>&nbsp;15,9%</td></tr><tr><td>Divorciada                      </td><td>11</td><td>4,4%</td></tr><tr><td>Viúva</td><td>17</td><td>6,7%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Localidade</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>Norte da Mesorregião piauiense</td><td>3</td><td>1,2%               </td></tr><tr><td>Centro-Norte Mesorregião Piauiense</td><td>213        </td><td>&nbsp;84,5%</td></tr><tr><td>Sudeste Mesorregião Piauiense                  </td><td>1</td><td>0,4%</td></tr><tr><td>Sudoeste Mesorregião Piauiense</td><td>5</td><td>2,0%</td></tr><tr><td>Maranhão</td><td>27</td><td>10,7%</td></tr><tr><td>Paraíba</td><td>1</td><td>0,4%</td></tr><tr><td>Ceara</td><td>1</td><td>0,4%</td></tr><tr><td>Para</td><td>1</td><td>0,4%</td></tr></tbody></table><figcaption>*Média: 60; Mínima: 35; Máxima: 92; Desvio padrão: 12</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">Observando os resultados do BI-RADS (TABELA 2) foi possível identificar que 220 mulheres (87,4%)&nbsp; tiveram diagnóstico benigno e provavelmente benigno (BIRADS 1 e 2). E apenas 6 (2,4%) apresentaram BI-RADS 0, ou seja, inconclusivo. Diferentemente dos resultados evidenciados no estudo de Silva et al. (2014), em Recife-PE,no qual quase um quarto (23,0%) das mamografias foi inconclusivo (BI-RADS 0). Essa alta taxa de BI-RADS 0 no estudo de Silva et al, provavelmente, deve-se ao fato de sua amostra ser composta apenas por mulheres entre 40 a 49 anos, e devido a sua idade, apresentam mamas densas, prejudicando a qualidade do exame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por este motivo, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento para mulheres com risco baixo a partir dos 50 anos. Por outro lado, a baixa incidência de exames inconclusivos neste estudo, mesmo nas faixas etárias mais jovens, fala a favor da boa performance dos equipamentos utilizados na clínica em questão e de sua equipe de radiologistas. Correlacionando os achados mamográficos com as características sociodemográficas foi possível perceber que o BI-RADS 2 é o achado mais frequente em mulheres de 40 a 65 anos e em maiores que 65 anos, casadas e residentes da região centro-norte da mesorregião piauiense. A conduta para tal achado é apenas a continuidade do rastreamento (INCA, 2019a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 252 laudos analisados, 100% corresponderam à pacientes do sexo feminino. O câncer de mama em homens é raro, sendo pouco provável que exista um benefício real em realizar rastreamento do câncer de mama em homens na população em geral. Para pacientes do sexo masculino&nbsp; que apresentem forte histórico familiar de câncer de mama ou mutações no gene BRCA, a mamografia deve ser indicada de maneira individualizada (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: Associação das características Sociodemográficas com os achados mamográficos </strong><br><strong>dos laudos de uma clínica Particular. Teresina (PI), Brasil, 2021(n=252)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Achados Mamográficos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="699" height="632" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-310.png" alt="" class="wp-image-51141" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-310.png 699w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-310-300x271.png 300w" sizes="(max-width: 699px) 100vw, 699px" /><figcaption>Legenda: MP=Mesorregião piauiense</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo apenas 26 mulheres tiveram BI-RADS 3 e 4, ou seja, das 252 mulheres que fizeram o exame, apenas 10,31% destes resultados implicaram maior investigação. Por se tratar de mamografias em mulheres assintomáticas, não houve nenhuma mulher classificada com o BI-RADS 5 ou 6. Apenas 4 pacientes (1,6%) apresentaram BI-RADs igual a 4 e foram submetidas a biópsia. Dessas, 3 apresentaram nódulos sólidos em mamas bilateral, sem complicações,e apenas 1 apresentou carcinoma apócrino conforme demonstra <br>a (TABELA 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O carcinoma de glândulas apócrinas é uma lesão neoplásica das glândulas sudoríparas, sendo observado principalmente em locais onde essas glândulas são abundantes, como na região axilar, mas podendo também ser encontrado em outras regiões corporais. Quando encontrado na mama, o carcinoma de células apócrinas representa cerca de 0,3 a 0,4% dos carcinomas ductais invasivos, o que evidencia sua raridade (SILVA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo parâmetros técnicos do INCA, a partir da realização de mamografias de rastreamento em mulheres de 50 a 69 anos, estima-se que sejam necessários 1,5% de procedimentos de punção por agulha fina (PAG) e 0,7% de biópsias (exérese da lesão suspeita). Ou seja, para cada mil mamografias de rastreamento, seriam necessários 15 PAG e sete biópsias (INCA, 2019a). Neste estudo, encontrou-se uma taxa de biópsia de 1,58%, o dobro do estimado pelo INCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total de 252 laudos de pacientes analisadas, apenas uma apresentou o diagnóstico de câncer, sendo esta casada, procedente do Maranhão e com 69 anos de idade. A paciente em questão se encontra no limite superior da idade preconizada para o rastreio pelo Ministerio da Saúde. Este, tendo em vista um melhor gerenciamento dos recursos da saúde, preconiza que a mamografia de rastreio, para a população de baixo risco seja iniciada aos 50 anos e finalizada aos 69 anos. Contudo, podemos observar a importância da ampliação dessa faixa etária quando possível, assim como recomendam as Sociedades Brasileiras de Cirurgia Oncológica, Radiologia e Mastologia.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3. Associação entres os BI-RADS e o diagnosticos dos laudos de uma clínica Particular. </strong><br><strong>Teresina (PI), Brasil, 2021(n=252)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Idade</strong></td><td><strong>Estado Civil</strong></td><td><strong>Localidade</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>BI-RADS</strong></td><td><strong>Diagnóstico Mamografia</strong></td><td><strong>Diagnóstico Ultrassom (Biópsia)</strong></td><td><strong>Diagnóstico Histopatológico (Biópsia)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">53</td><td>Viúva</td><td>Centro-Norte M. P.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td><td>Nódulos sólidos mamários bilateral</td><td>Sem complicação</td><td>Fibrose e Processo inflamatório Crônico Granulomatoso</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">40</td><td>Solteira</td><td>Centro-Norte M. P</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td><td>Nódulos sólidos mamários bilaterais</td><td>Sem complicação</td><td>Lesão Fibroepiteçial sem atípicas</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">69</td><td>Casada</td><td>Maranhão</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td><td></td><td>Carcinoma Apócrino de MD</td><td></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">77</td><td>Casada</td><td>Centro-Norte M. P</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td><td>Nódulos sólidos mamários bilaterais</td><td>Sem complicação</td><td>Dilatação cística de Ducto/Fibrose/<br>Metaplasia apócrina/Alterações das células colunares/<br>Microcalcificação</td></tr></tbody></table><figcaption>Legenda: MD=mama direita</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo demonstrou que o método mamográfico é acurado na diferenciação de lesões benignas de malignas, quando bem indicado. O risco de câncer de mama aumenta com a idade e o rastreamento populacional para essa doença deve ter como alvo as mulheres na faixa etária de maior risco. Mediante aos dados obtidos, pode-se identificar alguns dos parâmetros epidemiológicos do rastreamento do câncer de mama no estado do Piaui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os resultados deste trabalho revelam a importância de maiores estudos sobre a temática no estado do Piauí, no intuito de reforçar junto as equipes de saúde, a respeito da importância da realização da mamografia de rastreio apenas na população alvo.&nbsp; Fora da população alvo, não existem benefícios comprovados e ocorre exposição desnecessária à radiação e à realização de exames mais invasivos. Os critérios para o rastreamento são, entretanto, alvo de permanente debate na comunidade científica, tendo em vista a necessidade de se definir o uso mais adequado dos recursos para o alcance dos melhores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a superação das barreiras para redução da mortalidade por câncer de mama no Brasil envolve não apenas o acesso à mamografia de rastreamento, mas o controle de fatores de risco conhecidos e, sobretudo, a estruturação da rede assistencial, para rápida e oportuna investigação diagnóstica, e acesso ao tratamento de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. <strong>Rastreamento</strong> / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ELUF-NETO, José; WÜNSCH-FILHO, Victor. <strong>Screening faz bem à saúde?</strong> Revista da Associação Médica Brasileira, v. 46, p. 310-311, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEBRIM, Luiz Henrique. A detecção precoce do câncer de mama no Brasil.&nbsp;<strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v. 32, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. <strong>A situação do câncer de mama no Brasil: síntese de dados dos sistemas de informação.</strong> / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2019a.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva<strong>. Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil</strong> / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2019b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAKHANI, S. R. (ed.) WHO <strong>Classification of Tumours of Breast</strong>. Geneve: International Agency for Research on Cancer, 2012.<br>Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades<strong>. Módulo 6: controle de enfermindades na população</strong> / Organização Pan-Americana da Saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde, 2010</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Evangelina Xavier Gouveia de et al. Condicionantes socioeconômicos e geográficos do acesso à mamografia no Brasil, 2003-2008.&nbsp;<strong>Ciência &amp; saúde coletiva</strong>, v. 16, p. 3649-3664, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIMENTEL, Manuella Silva Leite<strong>. Rastreamento do câncer de mama na atenção básica : uma contribuição da enfermagem.</strong> 2017. 102 f. Dissertação (Pós-Graduação em Enfermagem) &#8211; Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCULLY, Olivia Jane et al. Breast cancer metastasis.&nbsp;<strong>Cancer genomics &amp; proteomics</strong>, v. 9, n. 5, p. 311-320, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva FV, Lombardi W, Giglio SC, Vieira RDM, Nogueira BT. <strong>Carcinoma apócrino invasivo em mama</strong>. Relatos Casos Cir.2019;(3):e2237.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Flávio Xavier et al. Mammography in asymptomatic women aged 40-49 years.&nbsp;<strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 48, p. 931-939, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Pamella Araújo da; RIUL, Sueli da Silva. Câncer de mama: fatores de risco e detecção precoce.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Enfermagem</strong>, v. 64, p. 1016-1021, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STOPA, Sheila Rizzato et al. Acesso e uso de serviços de saúde pela população brasileira, Pesquisa Nacional de Saúde 2013.&nbsp;<strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 51, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">URBAN, Linei Augusta Brolini Dellê et al. Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para o rastreamento do câncer de mama.&nbsp;<strong>Radiologia Brasileira</strong>, v. 50, p. 244-249, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WORLD HEALTH ORGANIZATION.&nbsp;<strong>Prevention</strong>. Geneva, 2007. (Cancer control: knowledge into action: WHO guide for effective programmes). Disponível em: &lt;<a href="https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/43743/9241547338_eng.pdf?sequence=1%3E">https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/43743/9241547338_eng.pd&#8230;</a>. Acesso em: 15 set 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HARRIS, Jay R. et al.&nbsp;<strong>Diseases of the Breast</strong>. Lippincott Williams &amp; Wilkins, 2012.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">D’ORSI, Carl et al. Breast imaging reporting and data system (BI-RADS).&nbsp;<strong>Breast imaging atlas, 4th edn. American College of Radiology, Reston</strong>, 2018.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">KAMIŃSKA, Marzena et al. Breast cancer risk factors.&nbsp;<strong>Menopause Review/Przegląd Menopauzalny</strong>, v. 14, n. 3, p. 196-202, 2015.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>2</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>3</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>4</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>5</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>6</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>7</sup>Médica pela Unifacid<br><sup>8</sup>Graduando em Ciências biológicas pela Universidade Federal do Piauí</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM SOBRE ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/conhecimento-dos-academicos-de-enfermagem-sobre-acidentes-com-material-biologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 17:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=51123</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261943 Rosilene Gomes Pereira1Hafra Kelly Pessoas Martins2Luisa Chrisdayla Macêdo Santos3Ana Beatriz dos Santos Rocha4 Resumo A experiência como profissionais de enfermagem e a prestação de assistência direta aos pacientes faz com que os profissionais de saúde fiquem expostos a ocasiões que podem gerar infecções causadas por acidentes. Os acadêmicos de enfermagem treinam suas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261943</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rosilene Gomes Pereira<sup>1</sup><br>Hafra Kelly Pessoas Martins<sup>2</sup><br>Luisa Chrisdayla Macêdo Santos<sup>3</sup><br>Ana Beatriz dos Santos Rocha<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência como profissionais de enfermagem e a prestação de assistência direta aos pacientes faz com que os profissionais de saúde fiquem expostos a ocasiões que podem gerar infecções causadas por acidentes. Os acadêmicos de enfermagem treinam suas habilidades práticas em instituições de saúde e se expõem aos mesmos riscos que os trabalhadores da enfermagem, sobre tudo ao material biológico. Este estudo teve como objetivo analisar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre acidentes com material biológico no município do Piauí. Foi realizado um estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento transversal em duas Instituições de Ensino Superior. A amostra foi definida por 135 estudantes e através da aplicação de um questionário com variáveis sobre acidentes com material biológico. Observou-se que um percentil já havia sofrido acidente com material biológico (10,4%) com a maioria identificando sangue o material envolvido (6,7%). A maioria possuía conhecimento sobre Biossegurança (88,9%) e NR32 (56,91%). Mais da metade já participaram de palestras com tema biossegurança (62,2%), e sobre conhecimento das precauções padrão, os estudantes possuem em grande maioria (83%). No que diz respeito às quais são as Precauções Padrão mais da metade consideram como uso de luvas, uso de máscaras, higienização das mãos, uso de touca, uso de óculos de proteção, uso de jaleco, uso de propés (68,1%). Portanto a conscientização e motivação por parte dos acadêmicos para a busca de conhecimento através de capacitações mais abrangentes sobre o tema tornam-se crucial, sendo responsáveis pela promoção de um ambiente seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Biossegurança. Estudantes de Enfermagem. Conhecimento. Exposições Ocupacionais. Riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática da enfermagem, por envolver o manuseio e manipulação de perfurocortante, lâminas, cateteres e outros produtos que permitem o rompimento das camadas da pele, torna estes profissionais mais suscetíveis à ocorrência de acidentes, além de expô-los a agentes biológicos com potencial patogênico(RODRIGUES, et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Torna-se importante evidenciar que no processo de ensino aprendizagem os acadêmicos de enfermagem treinam suas habilidades práticas em instituições de saúde e se expõem aos mesmos riscos que os trabalhadores da enfermagem, já que as atividades práticas ocorrem em situações reais semelhantes à prática do profissional, o que o coloca em risco de exposição a material biológico (OLIVEIRA et al., 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os acidentes e os riscos que acarretam geram um estado de incerteza e vulnerabilidade para os profissionais que estão repensando sua vida pessoal e principalmente profissional. O risco de morte refletiu-se mais no tipo de exposição, no diagnóstico do paciente (ou não) e na probabilidade de infecção pelo vírus (HIV, hepatite C ou B). Observamos que quando consideramos as possíveis infecções ocupacionais, o medo dos efeitos colaterais induzidos pelos medicamentos parecia corresponder ao medo de contrair a doença (RODRIGUES, et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudantes de enfermagem em suas práticas hospitalares sofrem com a mesma insegurança, vergonha de receberem possíveis críticas e o medo de contrair doenças infectocontagiosas, por não possuírem a experiência para manusear estes resíduos corretamente (SILVA, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Sabe-se que alunos sofrem acidentes durante atividades práticas; várias situações são vivenciadas durante o curso de graduação, mas a comunicação do mesmo nem sempre é realizada. Por isso a necessidade de investigar o ocorrido entre acadêmicos de enfermagem, bem como o conhecimento sobre o mesmo, tendo em vista a gama de estudos voltados basicamente aos profissionais de saúde (CANALLI, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessa necessidade formulamos a seguinte pergunta norteadora: Qual o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem das Instituições de Ensino Superior (IES) sobre os acidentes com material biológico no município de Floriano Piauí? Sugere-se como hipótese positiva: Existe conhecimento prévio sobre temas acerca de acidentes com material biológico entre acadêmicos de enfermagem. E hipótese negativa: Não existe conhecimento prévio sobre acidentes com material biológico entre acadêmicos de enfermagem. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o interesse sobre o assunto emergiu após as aulas práticas em ambiente hospitalar, onde foi observada a necessidade de obter conhecimento sobre biossegurança perante as práticas em contato direto ao paciente. Há a necessidade de refletir sobre o conhecimento que esses acadêmicos de enfermagem têm acerca das medidas de biossegurança, a fim de contribuir para a conscientização sobre a importância de sua adoção em prol da prevenção de acidentes com material biológico, despertando assim o interesse de outras pessoas a produção de trabalhos voltados para o mesmo tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 OBJETIVO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre acidentes com material biológico no município de Floriano-PI.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizado um estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento transversal em 02 Instituições de Ensino Superior. A amostra foi definida por estudantes que já estivessem realizados práticas em ambiente hospitalar, totalizando 135 estudantes e através da aplicação de um questionário com variáveis sobre acidentes com material biológico. Em seguida os instrumentos da coleta de dados foram organizados e depois os dados digitados na planilha do <em>software Microsoft Excel</em> versão 2010 e foram importados para <em>software</em> <em>Statistical Package for Social Sciences for Windows </em>(SPSS) (2009) versão 20.0 para geração dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo, os acadêmicos de enfermagem foram abordados sobre seu conhecimento sobre biossegurança, cuja maioria afirmou ter conhecimento (93,2%) – Gráfico 1. Em relação ao conceito de biossegurança, obteve-se uma diferença mínima que marcaram a opção que não condiz com a resposta correta (46,21%) e ainda uma quantidade significativa deixaram de responder (2,2%). Apesar de o resultado ter sido positivo, esperava-se uma quantidade maior nos resultados quanto a terem conhecimento sobre biossegurança, já que mesmo com uma diferença pequena, a maioria marcou a definição que não correspondia, embora das três opções dadas à última fosse totalmente descartada sobrando duas alternativas em que possuía uma palavra diferente: ações e normas. Por isso entende-se que por motivo de mínimo detalhe entre o entendimento de ação para normas fez com que ocorresse essa discrepância no resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Em um estudo realizado por Figueredo et al., (2018) que tratava sobre o conhecimento de acadêmicos de diversos cursos da área da saúde, na qual no curso de enfermagem em um público de 42 estudantes, 39 deles afirmaram terem conhecimento sobre biossegurança. Corroborando com estudo realizado por Ribeiro, Pires, Scherer (2016) destacaram em seu estudo que 30,76% consideram ter conhecimento sobre biossegurança.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>GRÁFICO 1- Conhecimento do significado de biossegurança</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="784" height="641" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-306.png" alt="" class="wp-image-51130" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-306.png 784w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-306-300x245.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-306-768x628.png 768w" sizes="(max-width: 784px) 100vw, 784px" /><figcaption>Fonte: Pesquisa direta, 2020.<br></figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>GRÁFICO 2 –&nbsp; Conceito de biossegurança&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="590" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-307-1024x590.png" alt="" class="wp-image-51131" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-307-1024x590.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-307-300x173.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-307-768x443.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-307.png 1133w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Fonte: Pesquisa direta, 2020.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por seguinte, tratando-se sobre o conhecimento da NR32 mais da metade dos estudantes relataram terem conhecimento sobre a norma (56,91%) e que uma quantidade significativa deixou de responder (8,9%). Em relação ao conceito da norma a maior parte dos alunos marcou a opção que condiz com o conceito (87,5%), sendo que uma quantidade expressiva dos alunos deixou de responder (23%). Entende-se que por se tratar de uma norma especifica no primeiro momento com a pergunta sobre ter ou não conhecimento sobre NR32 não sabiam do que se tratava, mas que ao se depararem com as alternativas sobre o conceito ficou subtendido que associaram algum conhecimento resguardado ou que apenas marcaram a alternativa que mais o convém. Salienta-se ainda que boa parte dos alunos não responderam por não saberem, terem esquecido ou tenham passado para o questionamento seguinte. Em uma pesquisa realizada por Rocha et al., (2014) que tratava de conhecimento sobre biossegurança por profissionais de saúde em ambiente hospitalar observou-se que 62% conhecem o conceito da NR32.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>GRÁFICO 3 – Conhecimento dos Acadêmicos de Enfermagem acerca da NR32</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="651" height="530" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-308.png" alt="" class="wp-image-51132" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-308.png 651w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-308-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 651px) 100vw, 651px" /><figcaption>Fonte: Pesquisa direta, 2020.</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>GRÁFICO 4 – Conhecimento dos Acadêmicos de Enfermagem acerca do conceito da NR32</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="933" height="775" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-309.png" alt="" class="wp-image-51133" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-309.png 933w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-309-300x249.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-309-768x638.png 768w" sizes="(max-width: 933px) 100vw, 933px" /><figcaption>Fonte: Pesquisa direta, 2020</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à participação em palestra com tema biossegurança mais da metade já participaram (62,2%). Diante esses dados podemos observar que a participação em eventos com tema biossegurança, apesar de que o percentil ser moderado, mas que levando em consideração que estes estudantes de enfermagem estão em períodos bem avançados no curso, esperava-se um valor maior, subtendendo-se que existe alguma falha de formação em relação ao que diz respeito a conhecimento geral de biossegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionados sobre quais são os tipos de EPIs a maioria marcou os itens:</p>



<p class="wp-block-paragraph">luvas, máscaras, toucas, óculos de proteção, capote e propés (77,8%) e uma quantidade mínima deixou de responder (1,5%). No que se refere ao uso ou não de EPIs, a grande maioria utiliza (94,1%). Além disso, foi observado que uma quantidade significativa de alunos observou que os profissionais de saúde utilizam EPIs (88,1%).&nbsp; E que ainda a maioria utiliza EPIs sempre independente do diagnostico (88,1%). Pode-se ressaltar que, o resultado obtido quanto ao uso de EPIs pelos acadêmicos bem como quantos os profissionais foram positivos na percepção dos alunos. Corroborando com Ribeiro et al (2019) ao ser observado as medidas de biossegurança adotada pelos estudantes constatou-se que 66% utilizam luvas, jaleco, máscara e propés. Em estudo realizado por Dias et al (2016) que aborda o conhecimento dos estudantes de enfermagem quanto ao uso de EPIs relatam que 86,66% utilizam EPIs. De conformidade com estudo de que mostrou que 80% dos estudantes utilizam EPIs independe do diagnóstico (ROCHA et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por seguinte, com relação ao conhecimento sobre as precauções padrão, os estudantes o possuem em grande maioria (83%). No que diz respeito às quais são as PP mais da metade consideram como uso de luvas, uso de máscaras, higienização das mãos, uso de touca, uso de óculos de proteção, uso de jaleco, uso de propés (68,1%) e uma quantidade significativa deixou de responder (8,9%). Boa parte dos acadêmicos percebeu que já estiveram expostos a risco biológico durante a prática acadêmica (88,1%). E que ainda a maior parte dos estudantes acredita que equipamentos adequados e em bom estado precisam ser melhorados para promover uma maior segurança à saúde durante as práticas hospitalares (75,6%). Tratando-se das PP pode-se observar que o resultado foi positivo, porém que por motivo desconhecido boa parte dos estudantes deixou de responder sobre quais os tipos de PP. Corroborando com Neto et al (2017) na qual em seu estudo foi observado que 85,5% dos estudantes de enfermagem conhecem as medidas de precauções padrão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo realizado por Parentes et al (2018) que abordava medidas de PP por estudantes de enfermagem em que o uso de luvas e higienização das mãos obtiveram 100%, seguidos de uso de máscara e goro, 92% e 84% respectivamente. Tratando-se do conhecimento e adesão das PP, apenas 9,8% sentem-se suscetíveis o tempo todo, enquanto 3,9% nunca se sentem em risco de exposição a material biológico (GOMES et al.; 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Julio, Filardi e Marziale (2014) em sua pesquisa identificaram que 4,3% de estudantes de enfermagem sofreram acidentes com material biológico. Corroborando com Cardoso et al (2019) em que 2,4% dos acadêmicos sofreram acidente com material biológico. Subtende-se que perante o tamanho da amostra coletada o número de alunos que sofreram acidentes pode ser considerado relativamente baixo, mas que é preocupante quando se tenta compreender por qual motivo ocasionou o acidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que na pesquisa com os acadêmicos de enfermagem, foi possível evidenciar que eles tem conhecimento sobre biossegurança, sobre os riscos inerentes ao manuseio com material biológico e sobre a importância do uso de EPIs, embora, mesmo tendo experiência atividades práticas hospitalares, deveriam se mostrar mais preparados em relação às medidas de precaução padrão, já que ficou evidente que a maior parte deles já se expuseram a riscos biológicos. Contudo, houve um percentual de estudantes que desconhecem ou não se atentam à execução correta de determinados procedimentos, gerando uma quantidade significativa de acidentes com material biológico acadêmico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, ficou evidente a importância de ter conhecimento sobre temas que envolvem acidentes com material biológicos, já que é impossível discursar sobre acidente com material biológico sem falar sobre biossegurança evolvendo assuntos sobre Norma Reguladora 32 e Precauções Padrão, para o fortalecimento e aprimoramento de ações biosseguras. É importante que a educação continuada e supervisão por parte dos docentes para que promovam de forma dinâmica e incorpore ações preventivas imprescindíveis para uma atuação mais segura. Com isso, as Instituições de Ensino Superior precisam propiciar espaços, assim como a necessidade de intensificar palestras e treinamentos sobre acidentes com material biológico. Portanto a conscientização e motivação por parte dos acadêmicos para a busca de conhecimento através de capacitações mais abrangentes sobre o tema torna-se crucial, tornando-se responsáveis pela promoção de um ambiente de estágio seguro, pois esse aprendizado refletirá também na sua vida profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERENCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Canalli, r. T. C.; moriya, t. M.; hayashida, mi. Acidentes com material biológico entre estudantes de enfermagem. <strong>Rev enferm uerj,</strong> v. 18, n. 2, p. 259-64, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cardoso, n., ream, p., de souza, c., salgado, t., júnior, h., &amp; tipple, a. (2019). Acidente com material biológico sob a ótica dos estudantes de enfermagem: reflexões para o ensino. Enfermagem em foco, 10(3). Doi:https://doi.org/10.21675/2357-707x.2019.v10.n3.2292</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figueredo, v. A., nova, b. G. V., silva, m. R. C., firmo, w. C. A., &amp; santos, d. O. Conhecimento sobre biossegurança dos alunos concludentes da área da saúde de uma instituição de ensino superior privada na cidade de bacabal-ma. <strong>Interfacehs [internet]</strong>, p. 112, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gomes, l. C. Et al. Biossegurança e resíduos de serviços de saúde no cotidiano acadêmico. <strong>Revista de ciências farmacêuticas básica e aplicada</strong>, v. 35, n. 3, p. 450, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Julio, r. S.; filardi, m. B. S.; marziale, m. H. P. Acidentes de trabalho com material biológico ocorridos em municípios de minas gerais. <strong>Revista brasileira de enfermagem</strong>, v. 67, n. 1, 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira, s. J. Et al. Biossegurança sob a ótica dos graduandos de enfermagem [biosafety in the view of final-year nursing students][bioseguridad bajo la óptica de los estudiantes de enfermería]. <strong>Revista enfermagem uerj</strong>, v. 25, p. 14074, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parentes, k. F., moreira, i. C. C., melo, j. K. N., araújo, e. T. H., da costa, a. P., veras, k. D. C. B. B. Medidas de precauções padrão adotadas pelos estudantes de enfermagem. <strong>Revista interdisciplinar</strong>, v. 10, n. 4, p. 82-88, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ribeiro, g., pires, d. E. P. D., scherer, m. D. D. A. Práticas de biossegurança no ensino técnico de enfermagem.<strong>Trab. Educ. Saúde</strong>, rio de janeiro, v. 14, n. 3, p. 871-888, 2016.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ribeiro, i. P., oliveira, e. C., de sampaio silva, j. S.,&nbsp; félix, h. E. Biosafety measures adopted by nursing undergraduates in daily activities in spaces of laboratory practices. <strong>Revista prevenção de infecção e saúde</strong>, v. 5, 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigues, pollyanna salles et al. Acidente ocupacional entre profissionais de enfermagem atuantes em setores críticos de um pronto-socorro. Escola anna nery [online]. 2017, v. 21, n. 2</p>



<p class="wp-block-paragraph">[acessado 14 outubro 2022] , e20170040. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.5935/14148145.20170040&gt;. Epub 27 abr 2017. Issn 2177-9465. Https://doi.org/10.5935/14148145.20170040.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santana rocha, f. C. Et al. Conhecimento de biossegurança por profissionais de saúde em unidades hospitalares. <strong>Caderno de graduação-ciências biológicas e da saúde-unit</strong>, v. 2, n. 1, p. 141-154, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva, j.&nbsp; A. Et al. Investigação de acidentes biológicos entre profissionais de saúde. <strong>Escola anna nery revista enfermagem</strong>,&nbsp; v. 13, n. 3, p. 508-16, 2009.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí e-mail: rosilenegomes.mp@hotmail.com <br><sup>2 </sup>Pós Graduanda pela UniDiferencial https://orcid.org/0000-0001-6342-3367 <br><sup>3</sup> Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí https://orcid.org/0000-0002-9364-0917 <br><sup>4</sup>Centro universitário Santos Agostinho</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OS PRINCIPAIS TRANSTORNOS ALIMENTARES E AS CONSEQUENCIAS PARA SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-principais-transtornos-alimentares-e-as-consequencias-para-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 16:27:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=51110</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261820 Bruna Mayara Silva Sobrinho¹Francisca Marta Nascimentode Oliveira Freitas²Rosimar Honorato Lobo3 RESUMO Introdução: O transtorno alimentar é caracterizado pelo padrão alimentar inadequada, os mais comuns são anorexia e bulimia, onde o indivíduo tem uma obsessão pelo corpo magro, essas pessoas usam de métodos inapropriados para alcançar o corpo perfeito, outro transtorno pouco conhecido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261820</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Bruna Mayara Silva Sobrinho¹<br>Francisca Marta Nascimentode Oliveira Freitas²<br>Rosimar Honorato Lobo<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introdução: O transtorno alimentar é caracterizado pelo padrão alimentar inadequada, os mais comuns são anorexia e bulimia, onde o indivíduo tem uma obsessão pelo corpo magro, essas pessoas usam de métodos inapropriados para alcançar o corpo perfeito,  outro transtorno pouco conhecido é a Vigorexia que atinge em sua totalidade homens, que praticam musculação, com uma grande busca por músculos. Os TA são muitas vezes dito por frescura por ser pouco conhecido, suas causas são multifatoriais, desde uma insatisfação pelo próprio até a cobrança pelo corpo ideal, uma cobrança feita pela mídia atual. Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo avaliar as consequências dos transtornos alimentares para a saúde das pessoas afetadas por esses transtornos, alimentares; Metodologia: Para a apresentação do presente estudo foi realizado algumas coletas de dados a partir de fontes secundarias pelo meio de um levantamento bibliográficos, de acordo com as experiências vividas por autores Para a organização dos dados revisados se fará uso da metodologia dedutiva, pois segundo Marconi e Lakatos (2010), o processo dedutivo parte de uma constatação geral para uma específica, do processo maior para menor. Desse modo, a revisão bibliográfica qualitativa irá permitir um trabalho sistemático de obtenção de informações, a partir de outros achados de pesquisas anteriores que constituirão uma estrutura de credibilidade e aprimoramento. Para a investigação de obras literárias foram aplicados artigos em sites como Scielo, Google Acadêmico, Unifacvest. Para a busca desses arquivos, foram utilizados descritores: anorexia; bulimia; vigorexia; consequências para a saúde; ação do nutricionista na recuperação dos distúrbios alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palavras chave: Anorexia; Bulimia; Vigorexia; Transtorno alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introduction: The eating disorder is characterized by the inadequate eating pattern, the most common are anorexia and bulimia, where the individual has na obsession with the thin body, these people use inappropriate methods to achieve the &#8220;perfect&#8221; body, another little known disorder ist he Vigorexia that affects in its entiretymen, who practice body building, with a great search for muscles, a charge made by the current media. Objective: This research a ims to evaluate the consequences of eating disorders for the health of people affected by the see ating disorders; Methodology: For the presentation of the presente study, some data collection was carried out from secondary sources through a bibliographic survey, according to theexperiences of authors. For the organization of the revised data, the deductive methodology will be used, because according to Marconi and Lakatos (2010), the deductive process starts from a general observation to a specific one, from the largest to the small est process. In this way, the qualitative bibliographic review will allow a systematic work of obtaining information, from other findings of previous research that will constitute a structure of credibility and improvement. unifacvest.To search for these files, descriptors will be used: anorexia; bulimia; vigorexia; consequences for health; action of the nutritionist in the recovery of eating disorders.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keywords: Anorexia; Bulimia; Vigorexia; Eating disorder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os transtornos alimentares são doenças psiquiátricas multifatoriais caracterizada por profunda inadequações no padrão, consumo e atitudes alimentares, causando importantes clínicos, emocionais e/ou sociais, familiares e de personalidade estão na origem desses transtornos. Por isso os estudos atuais realçam a importância de uma abordagem que considere essa complexidade de fatores e sustentam a necessidade de uma terapêutica multidisciplinar que integre profissionais de diferentes áreas da saúde. (GONZALEZ et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A anorexia é um transtorno alimentar conhecido geralmente por um peso muito baixo, associado a um medo excessivo do ganho de peso, e uma percepção distorcida da autoimagem (American PsychiatricAssociation, 2013). A anorexia nervosa é centralizada pelo foco no baixo peso sendo o mais visualizado no resultado clinico. Se tratando do peso, a pessoa com anorexia mostra uma magreza excessiva (ROSS, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em contrapartida a bulimia nervosa é caracterizada pela ingestão de grande quantidade de alimentos em curto período de tempo, em quantidade superior a que uma pessoa conseguiria ingerir, em tempo similar, seguida pela sensação de perda de controle (American PsychiatricAssociation, 2014). A expressão bulimia vem do grego bous, que significa boi e limos que quer dizer fome. A BN se manifesta nas eventuais compulsões alimentares, onde acontece os consumos compulsivos, visto como um descontrole alimentar que ocorre em um curto período de tempo, que para um diagnóstico mais preciso acontece pelo menos três vezes por semana, por uma duração de três meses. Esse transtorno normalmente se inicia após uma tentativa de perda de peso (American PsychiatricAssociation, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vigorexia, transtorno mental causado pela insatisfação corporal, levando o indivíduo a recorrer a pratica exagerada da musculação e a uma alimentação hiperproteica, devido à distorção da forma e tamanho do corpo e seu reflexo em relação ao ambiente que convive (GONZALES FERNÁDEZ, 2012). Sob outra perspectiva, a ortorexia nervosa, descrita como o comportamento obsessivo patológico que pode provocar perda de peso ou até mesmo desnutrição apenas pela obsessão por alimentos considerados saudáveis, traz a ideia de beneficiar a saúde. É válido relembrar que a sociedade atual propõe um nível de beleza muito elevado, o que contribui para o crescimento de esse e os demais transtornos (SOLER et al., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<pre class="wp-block-verse"><strong>2.1 Tipo de estudo</strong></pre>



<p class="wp-block-paragraph">Para a apresentação do presente estudo foi realizado algumas coletas de dados a partir de fontes secundarias pelo meio de um levantamento bibliográficos, de acordo com as experiências vividas por autores. Para a organização dos dados revisados se fará uso da metodologia dedutiva, pois segundo Marconi e Lakatos (2010), o processo dedutivo parte de uma constatação geral para uma específica, do processo maior para menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a revisão bibliográfica qualitativa irá permitir um trabalho sistemático de obtenção de informações, a partir de outros achados de pesquisas anteriores que constituirão uma estrutura de credibilidade e aprimoramento. (SIMÕES e GARCIA, p. 87, 2014).</p>



<pre class="wp-block-verse"><strong>2.2 Coleta de dado</strong></pre>



<p class="wp-block-paragraph">Para a investigação de obras literárias serão aplicados artigos em sites como Scielo, Google Acadêmico, Unifacvest. Para a busca desses arquivos, foram utilizados descritores: anorexia; bulimia; vigorexia; consequências para a saúde; ação do nutricionista na recuperação dos distúrbios alimentares foram considerados artigos entre 2012 e 2022, sendo selecionados 50 que investigaram a conduta alimentar a anorexia, bulimia, vigorexia e como influenciavam saúde do ser humano.</p>



<pre class="wp-block-verse"><strong>3.3 Análise de dado</strong></pre>



<p class="wp-block-paragraph">Critério de inclusão: a pesquisa foi sobre pessoas que tinha um parâmetro mais rigoroso na escolha alimentar, as que se alimentam exageradamente e posteriormente utiliza de métodos como o vomito para a perda dessas calorias e homens com um desejo incontrolável. Critério de exclusão: foram excluídos artigos que estavam fora da temática proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADO E DISCUSSÃO</strong></p>



<pre class="wp-block-verse"><strong>3.1 Anorexia</strong></pre>



<p class="wp-block-paragraph">A anorexia é definida como um transtorno alimentar que atinge em sua maioria pessoas do sexo feminino, sendo mais comum em adolescente e jovens, ela está diretamente relacionada a um culto do corpo. A anorexia nervosa (AN) é um distúrbio do comportamento alimentar (DPCA) representado por uma restrição alimentar grave e voluntária que produz uma perda de peso excessiva. A negação exagerada em manter um peso recomendável, o medo intenso de ganhar peso, o distúrbio na percepção do próprio corpo e a amenorréia, são parâmetros do diagnóstico desta patologia (GRIESMEYER, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem dois tipos de Anorexia: o tipo restritivo e o tipo purgativo/binge-eating. Tanto um quanto o outro geram complicações que podem ser cardíacas, respiratórias, ósseas, metabólicas, entre outras, que ficam agravadas com o estado de desnutrição do doente (American Psychiatric Association, 2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sintoma mais comum na AN é a extrema obsessão pelo corpo magro e o medo do ganho de peso, para isso o indivíduo começa se submeter a dietas rigorosas com o objetivo de obter o tão sonhado corpo ideal , e como resultado inicia-se a distorção da própria imagem (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1. Impactos da anorexia para a saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ato de vomitar o ácido estomacal entra em contato com os dentes e vai causando um descarte na dentição por causa do ph muito forte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Bulimia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A bulimia nervosa (BN) é caracterizada por episódio recorrentes de ingestões de uma quantidade grande de alimentos, como um ato descontrolado, seguido induções ao vomito com o intuito de evitar o ganho peso, usando de métodos como, indução ao vomito, laxantes, exercícios físicos em excesso, esse transtorno alimentar tem em sua prevalência mulheres jovens e adolescentes (American psychiatric association, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2- Impactos da bulimia na saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Vigorexia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vigorexia (VG) é um distúrbio psicológico marcado pela insatisfação corporal, tal transtorno tem como alvo qualquer pessoa, atingindo em sua maioria os do sexo masculino (BRANGANÇA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A VG é encontrada em pessoais com o corpo devidamente malhado ou com músculos acima do normal, com uma visão distorcida do próprio corpo, essa pessoa começa a se ver fraco, passando a fazer musculação com mais frequência (SOLER et al., 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3. Impactos da vigorexia na saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Johansson et al. (2012) não observaram uma distinção significativa na quantidade de pessoas anorexas com hipossalivação. Na pesquisa de Johansson et al. (2012) utilizou-se um método para mensurar o fluxo salivar e os autores não declararam o uso medicamentoso com efeito xerostomizante. Há uma diminuição considerável no fluxo salivar na forma qualitativa e quantitativa do paciente com bulimia e anorexia, afetando assim a remineração (HALL, 2016). O antidepressivo usado por esses pacientes também leva a uma diminuição nesse fluxo, aumentando significativamente o risco de desmineralização (SZUPIANY, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Pasynska et al. (2015) alcançou resultados positivos que confirmam as teses de outros autores de que há distúrbios sialoquimicos em pacientes bulimicos sendo manifestado pelo baixo ph. Foi investigado elementos tampão de saliva constatando que forma significativo menores em pessoas com bulimia após o vomito forçado. A causa do problema será explicado por meio da presença de uma disfunção na parótida, por usar antidepressivos ou pela fusão de dois fatores (PASZYNSKA; SLOPIEN; WEGLARZ; LINDEN, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve por finalidade tornar conhecido três dos principais transtornos alimentares, colocando em evidência seus efeitos em longo prazo sobre pacientes acometidos por eles, facilitando assim o acesso à informação sobre esta doença e seus eventuais impactos a saúde, pondo em evidencia a conduta nutricional juntamente com outros profissionais envolvidos neste tratamento, dentre eles o profissional em odontologia, que se torna necessário em dois desses transtornos, pela consequência do contato do suco gástrico com a dentição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, fica evidente a necessidade de conhecimento acerca da temática proposta, para que assim se tenha referências que possibilitem medidas de intervenção assertivas, que colaborem no tratamento e melhora da qualidade de vida dos indivíduos acometidos por tais transtornos, a fim de evitar seus agravos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABREU, Tânia Patrícia Marques. Complicações orais da bulimia: diagnóstico e tratamento. 2017.Dissertação (Mestrado integrado) &#8211; Instituto Universitário de Ciências da Saúde, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVARENGA, Marle dos Santos et al. (Orgs.). Nutrição comportamental. São Paulo: Atheneu, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DSM Library, v. 3, n. 65, p. 5, 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders &#8211; Fifth edition. American Psychiatric Publishining, v. 21, n. 21, p. 591-643, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Anorexia Nervosa. In Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Fifth edition. Washington, DC and London, England: Arlington, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico y estadístico de los transtornos mentales (DSM-5). Editorial Médica Panamericana, n. 1, p. 82-94, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, Naiara Cardoso; BARBOSA, Ranieryk Saraiva. Esteróides anabolizantes e seus efeitos adversos . 2016.Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biomedicina) ? Faculdade São Lucas, Porto Velho. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCELUS, Jon et al. Taxas de mortalidade em pacientes com anorexia nervosa e outros transtornos alimentares. Uma meta-análise de 36 estudos. Archivesof General Psychiatry, v. 68, n. 7, p. 724-31,2011. BECHARA, Ana Paula do Vale; KOHATSU, Lineu N. Tratamento nutricional da anorexia e da bulimia nervosas: aspectos psicológicos dos pacientes, de suas famílias e das nutricionistas. Vínculo, v. 11, n. 2, p . 07-18, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRAGANÇA, Vanessa. Vigorexia: a patologia do culto ao corpo. Revista eletrônica de educação da faculdade Araguaia, v. 9, n. 9, p. 319-330, 2016.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">ROSATO, Ana Beatriz Siqueira; SANTOS, Manoel Antonio; LEONIDAS, Carolina. Confluencias das relações familiares e transtornos alimentares: revisão interativa da leitura. Faculdade de Filosofia, Ciências&nbsp; e Letras de Ribeirão Preto, v. 23, n. 1, p. 12, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. R. I. Manifestações orais em pacientes com anorexia ou bulimia. 2016. Dissertação (Mestrado Integrado) &#8211; Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, 2016.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SIMÕES, Darcilia; GARCIA, Flavio (Orgs.). A Pesquisa Científica como Linguagem Práxis. Rio de Janeiro:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dialogarts, 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOLER, Patrícia Tatiana et al. Vigorexia e níveis de dependência de exercício em frequentadores de academias e fisiculturistas. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 19, n. 5, p. 343-348, 2013. SOLER, Patrícia Tatiana et al. Vigorexia e níveis de dependência de exercício em frequentadores de academias e fisiculturistas. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 19, n. 5 p. 343-348</p>



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<p class="wp-block-paragraph">TIMERMAN, Fernanda. Transtornos alimentares. São Paulo, SP: Editora SENAC, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIEIRA, Salvador Leticia; JUZWIAK, Ridel Claudia; CRUZ, Rogerio de Oliveira. Bulimia: corpo e cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituto de psicologia da PUC, v. 52, n. 4, p. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WALTRICK, Claudia Machado Barbosa; FULAN, Indiara Pinto. Vigorexia e a autoimagem. Centro universitário Unifacvest, v. 9, n. 9, p. 25, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores Resultados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Johansson(2012)Os pacientes com bulimia nervosa podem apresentar aciduricos na saliva causado pela regurgitação acida. A literatura descreve um predomínio mais elevada de algumas bactérias na saliva,tais como:streptococcus mutans, s. sobrinus,lactobacicilo e levaduras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Steinbergue (2014)A erosão dentaria é definida pela degradação do esmalte do dente,que se resulta em consequencia aos efeitos químico e mecânicos causa decorrente à indução ao vomito. Ao regurgitar o acido estomacal levando ao desgaste da dentição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores Resultados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos (2016) Os bulimicos tem a tendência de vomitar muitas vezes e com isso a superfície dentaria tende a estar em constante contato com o ácido estomacal,destruindo as barreiras protetoras,lesionando as estruturas dentarias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guerrero (2019) A carie é provocada devido a um alimentação com alto teor de carboidrato e a falta de higiene bucal,é apresentada por uma mudança na flora bacteriana,causada pela diminuição do ph oral por conseqüência da regurgitação induzido,colocando o acido estomacal em contato com os dentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autores Resultado Carbone (2017)A&nbsp; tiroxina é utilizada pelos atletas objetivando a perda de peso, os hormônios da tireoide apesar de ter uma grande importância para o crescimento cardíaco ,se estiverem em excesso podem acarretar problemas como: hipertrofia cardíaca e insuficiência cardíaca</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Graduanda do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. <br>E-mail: brunam.silva1711@gmail.<br>²Orientadora do TCC Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br.<br><sup>3</sup>Co-orientadora do TCC, Mestre em Ciências de Alimentos pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rosima.lobo@fametro.com.br.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANALISE DA PRÁXIS HUMANA NO VIÉS ESTRUTURALISTA DO EGO AS FASES PSICOSSEXUAIS E A CONSTRUÇÃO DE UMA CLÍNICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-da-praxis-humana-no-vies-estruturalista-do-ego-as-fases-psicossexuais-e-a-construcao-de-uma-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 15:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=51107</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261759 Patryck Vieira Leal Silva “O filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo de sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio.&#160;Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.” (Evangelho Segundo Jesus Cristo) Esta analise trabalha a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261759</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Patryck Vieira Leal Silva</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">“O filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo de sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio.&nbsp;Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”</h3>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><strong>(Evangelho Segundo Jesus Cristo)</strong></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">Esta analise trabalha a práxis do ser humano com seus determinados e subjetivos instintos, pulsões, comportamento, regência inconscientes e suas relações com o mundo em fases da psicanalise Freudiana/Lacaniana. Primeiro há uma análise no viés das práxis humana, construtivista e das relações do indivíduo e suas subjetivas vontades e objetos no aparato social complexo que estamos inseridos e a dinâmica dos egos, uma visão sobre as fases psicossexuais de forma evolucionista, e, depois uma construção de uma clínica com uma integração da psicanalise, psicologia dialética cognitivo comportamental, analise existencial e o humanismo no tratamento, e por fim os conceitos de técnica no tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No começo só há um corpo que grita incomodado, o primeiro momento de um ser com instinto, pulsão e uma estrutura neuroanatômica singular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu instinto ele clama primeiramente por calma, calmaria, pois ele agora sente, tem sensações estranhas e únicas. Quando é pego pela sua figura familiar ele se acalma, ele é bombardeado por luzes, cores, cheiros e sensações tácteis que nunca sentiu antes, essa é sua primeira ferida, ele agora faz parte de uma série de signos (visuais, auditivos e sensíveis), o bebê clama por sua auto conservação e para ser retirado de certos incômodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conceitos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">É de suma importância entender e abstrair esses conceitos para ler o manuscrito e seu entendimento</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> A figura da Família</p>



<p class="wp-block-paragraph">É os primeiros indivíduos que regem o alimento ao ser e também todos os signos e objetos empíricos e linguístico que o ser entra em contato na fase egoica arcaica, assim também tendo uma demanda sobre evolução de habilidades, afetividade, regras, e conceitos egoicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura materna</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um sujeito que foi escolhido pelo ser para uma simbiose de construção egoica narcísica, este indivíduo foi escolhido pois tem uma grande proximidade sobre diversos estímulos como a auto sustentação, alimentação, estímulos e signos empíricos positivos de prazer. Assim a figura materna serve como ideal até a castração narcísica, ela pode ser a mais subjetiva possível. Como animal o ser humano precisa de alguém para a criação de habilidades e principalmente dos próprios conceitos críticos e de moralidade subjetiva nos aspectos culturais a onde está inserido pois temos uma complexa estrutura social, cultura e de relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Signos: Sinais empíricos como: auditivos, sensíveis e visuais que a pessoa fica exposta por algum tipo de figura em determinada fase da vida captados pelo tálamo e qualificados pelo giro do cíngulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significante: Signo que por quantidade e qualidade ligados as sensações nas vias ascendentes e sua relação com o hipocampo, assim criam reflexos e remetem a determinado comportamento, sentimento, defesa egoicas e também um dos capitais que serão explicados posteriormente e que são mais recorrentes carregados de importância na história psíquica, além de uma dinâmica que determinada figura ou signo cria em uma das fases assim se faz uma impressão psíquica forte que remete a uma repetição e a certos traços de comportamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Signos Refratário:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Signos empíricos e fenomenológicos (táteis, visuais, auditivos, estéticos, situações que o indivíduo está sobre influencia a médio ou longo prazo), que cria uma estrutura simbólica sobre algo (lugar, som, objetos, situação ou situação dialética)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significante Refratário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estrutura de comportamentos, conceitos ou aspectos de viés que foram criados pois uma defesa egoica bem-sucedida na história do indivíduo diversas vezes frente as situações que ela teve que defender seu ego, assim está defesa e seus conceitos se integram no indivíduo, pois ela se deu por quantidade e qualidade positiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ideal do ego</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que o indivíduo espera de si mesmo, na sua construção simbólica e fantasiosa, assim o ser abstrai conceitos em sua história carregados de significantes que constroem um ideal, muitos deles veem da suposição do sujeito, a figura materna, os capitais sociais e seus influenciadores sociais além de impressões sobre o contexto cultural e social, deles existem as impressões mais fortes sobre qual ideal vai ser construído sobre o ego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capitais</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capital Cultural</p>



<p class="wp-block-paragraph">Signos abstraídos pelo indivíduo nas dinâmicas com figuras, ciclos sociais e certo tipo de nicho cultural da sociedade que viram significantes em aspectos estéticos, morais e de dialética com outros, são carregados de certa energia pois foram abstraídos e qualificados no ser, são regidos também pela cultura subjetiva que o indivíduo mais valoriza e suas relações em ciclos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capital Econômico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Determinado nicho social que como signo regeu a história do indivíduo e virou significante sobre ideais do ego, julgamento social, comportamento refratários e escolhas sobre objetos que tem aspecto de classe social e aspecto socioeconômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capital Narcísico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escolha objetal que remete ao próprio ego e ideal do ego sobre indivíduos, significantes e escolhas afetivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capital Afetivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escolha objetal carregada de energia de sentimento que pode ser que remeta a uma dinâmica do passado com certa figura, assim sendo uma escolha objetal significante refrataria sobre uma figura, pode estar ligada a conflitos inconscientes dialéticos sobre determinada figura, situação e regra está ligado a historização do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pulsão do Processo primário: Conjunto de estímulos neurobiológicos e de instinto que buscam por “alivio” de certa tensão ou o oposto, dependendo das situações e as impressões sobre as figuras e a história subjetiva do indivíduo o que Freud nomina como sexual, são um conjunto de traços mnêmicos ligados ao hipocampo que são ligados a significantes e subtraem a auto conservação de maneira quantitativa e de qualidade, se estruturam sobre objetos e significantes psíquicos e comportamentais. Eles se utilizam do sistema límbico para obtenção de prazer quando o sistema nervoso se depara com uma baixa estimulação prazerosa ou algum gatilho psíquico vem à tona, sendo subjetiva esse objeto de prazer, por meios de comportamentos, estimulação e significantes refratários e o instinto mais primitivo que molda esta pulsão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Signo Capital Social:</strong> Signo ligado ao nicho cultural, social, narcísico ou afetivo, podem ser um tipo de vestimenta, música, apetrecho, maneira de falar (certo tipo de dialeto sociocultural) ou certo aspecto corporal que remeta a algum destes nichos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Significante Capital Social:</strong> Signo ligado a um capital (cultural, social, moral, religioso, político, narcísico ou afetivo) que os indivíduos utilizam em diversas áreas da vida na estética, e em outras áreas, estes significantes se diferenciam do signo capital pois ele remete a estrutura do passado psíquico do indivíduo e sua relação com figuras e abstrações sociais, o significante capital é uma junção da estrutura da psique, o desfecho das fases psicossexuais, os tipos de cultura vigente, o nicho social aonde a pessoa está inserida e o começo das relações objetais e sociais da fase social abstrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viés Simbólico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visão cognitiva que relaciona significantes é uma visão lúdica, esta visão cognitiva tem como meio utilizar uma figura conceitual sobre a regência dos signos refratarios, então está relacionado com uma imagem mais ligada a conceitos e, estes conceitos são ligados a signos que vão se elaborando e se ligando a conceitos, muito interessante analisar isto no aspecto das categorias da metafisica aristotélica como substancia = símbolo e suas categorias quantidade, qualidade, relação, onde, quando, posição, ter, fazer, ser afetado e a análise dos significantes que tem relação com os sentimentos ligados a conceitos que produzem este determinado símbolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viés Imaginário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estrutura Cognitiva ligada a construção fantasiosa de figuras, ciclos sociais, situações do presente e do passado, os “próximos passos” ou a visão sobre o futuro, capitais e ideal do ego, esta visão é uma visão narrativa, esta narrativa está ligada aos signos refratários, sua qualidade quantidade na nossa psique, assim temos uma narrativa sobre figuras, situações, comportamentos, signos dialéticos e dinâmicas e o próximos passos ou o que fantasiamos para fazer a curto, médio e longo prazo e claro a visão imaginaria do outro, dos ciclos sociais e da sociedade e cultura que estamos inseridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambivalência: Dois tipos de carga de sentimentos opostos ligados a significantes em uma figura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patologias Neurobiológicas</p>



<p class="wp-block-paragraph">São problemas neura estruturais que podem interferir na estrutura das fases como: depressão, esquizofrenia e outras patologia, ela irá se demonstrar em comportamentos sobre significantes empíricos, figura família, materna ou os ciclos sociais, ela pode estar na gênese do ser ou se desencadear em alguma fase, é importante ter um viés no decorrer da clínica sobre o indivíduo e suas relações com os sintomas no aspecto pessoal e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Defesas Egoicas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recalcamento: Conflito entre uma forte vontade pulsional sobre um elemento inaceitável pelo ego, ciclo social, cultura, de alguma figura ou ideal do ego, formando assim um conflito interno entre uma vontade poderosa e um impedimento, estes vão formando o caráter neurótico do indivíduo, pois em sua história este mecanismo para se integrar a realidade é muito utilizado para se moldar as demandas de figuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dissociação: Desligamento da consciência, tipo de amnesia, pode ser ligada a se deparar com um significante, dinâmica ou situação que por existir um grave conflito psíquico interno ou patologia neura biológica se desligue a cognição por um certo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cisão: Defesa a onde o indivíduo lida com uma ambivalência, e lindando com ela ele não consegue abstrair toda a experiência e se liga e idealiza um ponto dela, descartando ou julgando o resto da experiência como inaceitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealização: Construção altamente fantasiosa, a onde o indivíduo utiliza a cisão para proteger seu viés sobre algo, assim nessa construção os conceitos positivos ou negativos são rígidos na mente do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Negação: Outro mecanismo ligado a cisão, negação total de certo signo ou significante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Projeção: Tipo de defesa aonde para não nos defrontar com aspectos inaceitáveis em nós mesmos o indivíduo utiliza este aspecto para julgar um outro ou outros assim de certa forma se sente aliviado pois se na consciência presente o outro está errado e focando no erro do outro não nos deparamos com estes aspectos em nós mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Racionalização: Utilizar um viés simbólico e carregados de conceitos para de dissociar da carga afetiva que certo significante nos remete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isolamento: Isolar uma ideia de sua carga afetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anulação Retroativa: Mecanismo que o indivíduo utiliza um afeto ou reforço positivo sobre algo ou alguém perante a um mal-estar psíquico interno sobre este, como que o seu gesto simbólico anulasse este conflito interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reatividade: se dá por força instintiva, ambiental, social, algum tipo de situação que cria traços opostos a suposição do sujeito pela figura familiar ou maternal, esse tipo de traço faz ele ter uma regressão a algum tipo de fase ou carregar traços. Primeiramente a reatividade se dá sobre o aspecto da demanda da figura familiar, depois pode sobre a figura materna e finalmente sobre a fase social abstrativa a onde o ser pode ser mais inibido ou mais desinibido de forma patológica a reatividade pode ser dar por se utiliza uma defesa egoica em grande quantidade na história sobre uma situação assim moldando uma estrutura de comportamentos sobre esta situação especifica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regressão: A Regressão e as personalidades</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da dinâmica o indivíduo pode utilizar como uma defesa o retorno a algum prazer de uma situação de alguma destas fases, além que ele pode manter algum comportamento de uma das fases, pois o prazer ou desprazer ou a situação empírica foi muito forte, desta forma fazendo um conjunto de comportamentos desta fase esse conjunto de comportamento cria molda o meio de encarar o complexo de corte narcísico e a fase social abstrativa, de forma podendo ter elementos patológicos ou não, como a personalidade reativa(patológica) que é fraca, pouco construída, frágil e utiliza mal os mecanismos de defesa e a personalidade neurótica(normal) que utiliza os mecanismos e tem bons resultados diante da situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Introjeção: Introjetar em si por meio fantasioso os sentimentos do outro assim como meio empático de sentir o outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Denegação: Mecanismo a onde o indivíduo nega ou dissocia uma ação que ele mesmo praticou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Volta Contra Si: Por meio do simbolismo julgar a própria persona, ideal do ego ou conceitos de maneira drástica pelo viés de significantes e capitais do outro, outros ou socialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conversão Orgânica: Conflito psíquico ou traumático ligado a signos ou significantes patológicos refratários que se soma as estruturas do corpo criando sintomas psicossomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ego e sua estruturação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estrutura de conceitos, defesas, significantes e abstração sobre a realidade e a visão do outro. Ele é construído por meio de dinâmicas com outros aonde a uma transferência afetiva com este outro (1), depois uma troca dialética e abstração de conceitos em uma crítica incosciente sobre os signos e significantes refratários (2), um mecanismo interno que de forma crítica liga ou transforma estes signos do outro em significantes (3) e por final este outro irá se tornar um conjunto de conceitos, hábitos, conceitos morais, existenciais e com relação aos capitais desta forma abstraímos por nossa visão crítica criando uma persona imaginaria do indivíduo( pois na realidade o outro é apenas um imaginário para nós) sendo que todos os indivíduos que nos relacionamos no passado e no presente são personas imaginárias pois é impossível abstrair ou sentir tudo que o outro é no real ou na estrutura pessoal de existência dele. Logo que apenas temos contato com estimulações de signos, significantes, capitais, situações e comportamento. O ego é formado por estas dinâmicas aonde nossa história com figuras, estímulos empíricos, situações, o uso de defesas sobre algo ou alguém e sua quantidade e sucesso na proteção egoica, além do desfecho de cada fase da vida vão criando esta estrutura. O ego é um aparato do homo sapiens para ver o outro de forma crítica e também de forma a esta critica voltar a nós como um espelho assim nos localizar na estrutura social, comparar habilidades e julgar por meio dos capitais, a visão de determinado ou determinados outros é recompensatória pois esta visão nos mostra que estamos mais bem encaixados no nosso viés imaginário na sociedade, nos ciclos sociais, e em determinado capital que valorizamos mais ou pode nos ligar a conceitos anteriores de figuras ligados a significantes afetivos que nos trazem emoções positivas ou negativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser na sua gênese é um corpo, um corpo com certa estrutura no seu DNA e neuro biológica, esta estrutura é um norte para o homem, o que todo animal tem, seu instinto, o instinto mais primitivo e mais básico de qualquer forma de vida, o animal humano consegue de forma peculiar moldar este instinto para algo a mais, isto remete a alguns pontos, o homo sapiens é o único animal que entende que morrerá, isto é de suma importância pra uma análise do desenvolvimento individual e social, pois, quando nós conseguimos a capacidade de entender a nossa limitação de tempo, algumas estruturas se formaram, uma destas foi forjada pelo medo e a ansiedade, o que faremos com o tempo que nos é dado ?, o interessante nesta questão é a defesa humana que se desenvolveu com diante da visão desta impossibilidade biológica, a negação do fim, nós vivemos o cotidiano de forma a não nos depararmos com esta questão , não conseguiríamos fazer diversas coisas sabendo que hoje pode ser nosso último dia, se deparar com esta questão nos levou a o sentimento “oceânico” que Freud fala em seu livro O Mal Estar Na Civilização, esta defesa contra o fim, esta defesa em suma nos remete a questão da eternidade e então chego a um outro ponto, a questão da formação do complexo de conceitos pessoais ligados ao social e as figuras presentes na vida do indivíduo que tem um grande peso psíquico, o ego, o ego historicamente parece advir da criação de pactos sociais, assim vem a comunicação, que evolui até chegar a linguística, nestes pactos sociais os humanos começaram a viver não só mais em ambientes familiares pequenos mas agora se juntavam com outros, para facilitar a sobrevivência e também entrar em acordos, acordos ligados a não agressão, cooperação e respeito pelas propriedades, desta forma se aumenta bastante o sucesso em caçadas, criação de artefatos e a proteção da prole. A criação da linguagem vem de certa forma a ter uma troca dialéticas de demandas, a própria demanda do indivíduo com a do outro em pequenos ambientes, depois uma evolução para a dialética social a onde o indivíduo se torna político na sua dialética, estas relações dialéticas de certa forma cria um espirito social de pactos e a estruturação de um espirito cultural com os significantes capitais sociais que foram legislados e acabaram se formando símbolos estes símbolos estão ligados a regência dos signos refratários nos influenciadores sociais , mas e a individualização, está criação de ego, qual o porquê da criação desta instância de individualização?, perante os outros a onde o indivíduo utiliza diversos capitais para demonstrar algo a outro, isso remete a questão do indivíduo primeiramente não se ver como uno e sim ele e o outro são de alguma forma confundidos na psique, isto está ligado a estruturação da cognição, quando essa confusão acaba de certa forma está instancia “ego” e a visão do ser como único progride para a procura um viés simbólico com capitais no campo socioeconômico que é também regido pelos estímulos da figura familiar e está simbiose com uma figura materna que será sua “treinadora” para a vida fora do campos familiar, esta parte é a interessante, quando o “treino” acaba, como qualquer animal vamos a frente, para a relação objetal ,o ego agora de certa forma está constituído sobre bases pulsionais ligadas a história do indivíduo sua cultura suas relações com figuras e com os ciclos sociais, os significantes são signos que carregados de energia afetiva, instintiva ou auto conservadora que vão criando estes traços, como um filtro cognitivo. O Interessante da espécie humana que eu posso chamar de viés existencial, o viés existencial dos animais é bem moldado, ele tem uma missão existencial bem especifica, neste caso seria: auto conservação, reprodução, busca do prazer e fuga da dor, mas e o ser humano, nosso viés existencial extrapolou para algo diferente, algo que forma prazeres diferentes em objetos e partes do corpo diferentes, necessidades sociais, estas necessidades sociais estão bem ligadas ao ego , logo ele que foi formado de maneira digamos” instintual“ na prática humana acabou virando algo maior, e neste ponto entra o “outro”, quando a comunicação e individualização começou a criar este viés existencial no homo sapiens, podemos nos ferir de maneiras diferentes, existe um ditado antigo que me recordo algo como: “o primeiro homem que revidou uma flechada com um xingamento criou a sociedade.”, isto demonstra que logo que não só com garras ou socos nos ferimos precisamos de novas defesas, nosso ego está ai agora, quem irá defender-nos de um xingamento ou uma piada de mal gosto em um bar ?, mas isto vai além, quanto mais pessoas se juntavam mais diversidade de pontos de vista, e para utilizar a argumentação nos combates dialéticos nem sempre utilizava-se a lógica, se apelava para signos dialéticos agressivos ou utilizavam de um grupo maior de pessoas para se sobrepor, sim os humanos misturam seus instintos agressivos ou afetivos na escolha de palavras, signos linguísticos e comportamentos , estes signos e que usamos podem ser retrocedidos na vida do indivíduo para achar os significantes, utilizando da psicanalise como captadora de dados, a associação livre utilizada de forma a captar ou investigar significantes pode ser muito eficaz, porque a escuta do inconsciente é muito importante, esta estrutura cheia de conexões, significantes, figuras, capitais e comportamentos carregados de energia, o inconsciente cria um filtro de cognição e de captação de sentimentos, de acordo com a história do indivíduo e seus caminhos de prazer e desprazer, assim seu viés real se cria, o que chamamos de pulsão, a pulsão como estrutura de viés do real e também se formando com vontades instintivas, o instinto tem grande força sobre este inconsciente e de lá esta força se encontra com o ego que está ligado no princípio da realidade, assim o ego molda este viés real, a vontade do instinto se moldam perante a construção do ego e seu determinado contexto sociocultural com seus significantes levando o indivíduo na fase social de abstração utilizar uma certa gama de significantes capitais sociais, nesta fase, quando ” o animal sai da toca e tem que caçar com o que aprendeu.”. Já que temos necessidades diferentes dos outros animais como reconhecimento pessoal ou de ciclos sociais que está ligado ao ego e a visão eu e o outro, com determinados significantes capitais construímos nosso ideal nas trocas dialéticas e também nas relações com outros indivíduos que tem influência sobre nós, isto vai moldando pelo viés da imaginação estruturas de comportamento para cumprir os passos do seu ideal imaginário, esses ideais imaginários se ligam ao nosso viés simbólico do outro, temos certa estrutura de conceitos e também um tipo de transferência com cada indivíduo, e cada indivíduo dos ciclos sociais regem certo significantes sobre nós, interessante analisar as mudanças linguísticas que são fenômenos sociais de países a onde a mesma língua é utilizada mas a maneira de falar de cada região é diferente, isto demonstra bem as relações entre egos e seus significantes em ciclos sociais legislados por uma figura que influenciara mais os outros por algum tipo de ideal de capital social que ele está mais desenvolvido, dependendo por exemplo qual capital social você tem como significante e seu ideal sobre este capital, um outro que for mais desenvolvido neste terá mais influência sobre você, assim desta forma criando os ciclos sociais e os grupos sociais, em nossa democracia representativa por exemplo o político é um símbolo com certos conceitos que despertam significantes nas massas que o seguem, assim desta forma dividindo os segmentos da sociedade, assim temos um viés de como se estrutura a sociedade por egos e seus influenciadores egoicos em um campo maior, com a diferenciação do ser humano sendo um tipo de conversão do instinto sobre o ego e o princípio da realidade o nosso conceito de procriação o sexual se transforma em um viés existencial diferente dos outros animais, porque está força instintiva se transforma pelo ego em algo além, uma força construtora, destrutiva e que molda uma existência muito mais complexa com objetos de prazer diversificados e individuais(subjetivos) juntando sito ao contexto socioeconômico, a diferenciação de classes se mostra ser uma força potente nesse movimento de diferenciação do outro, podemos ver isto na história: primeiramente os mais fortes, depois os mais ricos e poderosos, estas dinâmicas de classe forçam de certa forma o ego a ter significantes capitais sociais mais individualizados e também juntando-se com seu determinado grupo social, outro motivo que acarreta esta individualização é a relatividade moral de cada um, pessoas mais agressivas ou outras mais calmas, o humor e outros tipos de sentimento diferenciam as relações sócias e tem um papel nesta visão, esta compreensão do jovem indivíduo que ele é único.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os animais o <em>homo sapiens</em> é um dos que mais depende da figura familiar, pois no nosso complexo mecanismo social ele tem que ser direcionado a se encaixar nas diversas estruturas culturais, sociais e econômicas, e, utilizarem o capital cultural, social, econômico, afetivo e narcísico como significantes que o indivíduo pode valorizar mais ou menos dependendo de diversos caminhos e descaminhos de sua vivência e também a regência de significantes que agora a família terá o papel de desempenhar, a cognição do bebe não enxerga os outros seres nem ele mesmo, apenas entra em contato com sensações que podem ser transitórias ou mais duradouras dependendo da quantidade de tempo em contato. A mais duradoura é a sensação de ser alimentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano é um dos mamíferos que demora mais tempo de existência como filhote se amamentado, e, existe uma alta dependência, nessa situação o ser pode ser suficientemente, altamente ou pouco alimentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regência sobre o bebê com muita ou pouca atenção também irá reger certos comportamentos, porque, a mistura das sensações empíricas com os sentimentos ligados a atenção do papel familiar vai construindo certas bases para comportamentos. A fase oral é regida pela suposição do sujeito e os traços de auto sustentação quantitativamente satisfatórios fazem o indivíduo ser levado a experimentar melhor e com maior qualidade as sensações empíricas de prazer e nisso se vão criando traços mnêmicos que o levam a uma exploração mais saudável do ambiente e mais positivas também, mas, um indivíduo com uma “fome” menos recompensatória na sua cognição básica irá ter menos estímulos e mais signos negativos, a cognição sobre o material auto conservador é estimulado por meio de suas vias sinápticas de modo que o ser não entende mais o alívio é nessa trama essencial para os primeiros passos desse ser, o que vai ser levado para sua vida toda, um “alívio”.” seu extinto molda esse “alívio” para algo além, os traços levados para o hipocampo ainda bem arcaico vão se quantificando e qualificando todos os alívios principalmente ligados a zona a onde ele se sustenta que é a boca, mas além disso todos os sentimentos empíricos regidos pela figura familiar também qualificam essa passagem, essa figura familiar irá ter em mente e reger o que esse ser entra em contato, do que se alimenta e quantas vezes, também da quantidade de sensações de prazer e desprazer que podem ocorrer, esses signos criam a percepção psicótica, pois esses signos foram alcançados e sentidos por uma cognição ainda pouco desenvolvida, então nessa dinâmica um indivíduo que é amamentado e regido por muito prazer irá continuar seu desenvolvimento com a fase oral com sentimentos psicóticos demasiadamente positivos, se foi pouco amamentado e regido por mais desprazer e “fome” acaba continuando com uma posição de falta e psicótica negativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta existe nos dois casos pois no útero o indivíduo era totalmente alimentado e tinha uma percepção totalmente aliviada, agora ele experimenta não só a falta do alívio mas também o começo dos seus impulsos instintuais , o papel do instinto leva o ser a sobrepor a auto recompensação da “fome” por seu extinto animal de prazer sexual, que nessa fase se pode se concentrar principalmente na boca, mas vai além para sensações tácteis, luminosas e auditivas e também da condição afetiva do papel da família que rege toda essas sensações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oral psicótico positivo: Ele irá sentir com a qualidade de alívio significantemente altas na sua cognição uma boa vontade, um sentimento de qualidade sobre os momentos, afetos e percepções, já o demasiadamente positivo pode sentir uma impressão de quase muita proximidade sobre esses certos traços empíricos e também sobre a dinâmica dos afetos que o regeram levando essa dinâmica a frente com demasiada positividade e passividade, pois do útero ao termino da sua fase oral não ouve abalos sobre a cognição muito fortes:(levando a certo tipo de reação psicótica de certa sensação de positividade e passividade sobre os próximos momentos.)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oral psicótico negativo: As sensações demasiadamente insuficientes vão reger certo tipo de desconforto sobre as sensações empíricas sobre essa fase, logo as impressões negativas vão se quantificar e qualificar numa falta, mas também num distanciamento maior sobre o útero, o que criará um indivíduo mais apto a achar outros modos de se satisfazer na sua auto conservação, levando-o a uma procura por um objeto psicótico positivo, a sexualidade não irá se subtrair a boca logo que ela não foi satisfeita, então ela irá ficar de forma latente ou irá se subtrair a outro signo empírico do seu próprio corpo ou de algum significante empírico psicótico, certa tensão irá criar uma ansiedade nesse indivíduo, uma vontade do extinto se subtrair a algo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase oral ambivalente</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo o ser vai criando seus dentes, então começa a sentir uma potência, o oral psicótico chega ao oral psicótico ambivalente, pois, com essa potência ele consegue destruir, o que fará o alívio passar do totalmente passivo a algo passivo e ativo sobre conseguir morder, moer com os seus dentes demonstra ao ser uma força que antes ele não tinha, dependendo da força extintiva e a cognição o ser pode ser oral psicótico passivo ou agressivo, dependendo de como ele utiliza essa nova potência, a visão das percepções psicóticas sobre os signos que o papel da família rege vira ambivalente e também situações de ansiedade ou calmaria agora podem ser qualificadas pelo indivíduo, pois, ele experimenta em si a destruição e a passividade, logo existe esses dois traços vividos no seu cotidiano, o oral psicótico que for mais passivo com seus dentes e ter uma regência mais calma no ambiente irá ter menor inclinação a agressividade e de certa forma será mais auto suficiente, o oral psicótico agressivo terá inclinação a duplicar os afetos de forma positiva e negativa e será mais confuso e indeciso pois o ambiente volátil e sua forte inclinação a ambivalência da destruição cria esse significante na sua psique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser nessa fase psicótica é regido pelo princípio primário, que basicamente é a qualidade e quantidade de auto conservação ligados aos instintos humanos que eram latentes no útero, a chamada pulsão e a regência de símbolos e signos da figura da família, também ligado a qualidade do ambiente e das impressões dos sentidos empíricos, todas esses signos criam uma certa estrutura psicossocial psicótica o que é chamado de “real”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos desses signos empíricos, situacionais e ambientais irão virar significantes, onde o ser no decorrer das situações irá sempre retornar a algumas impressões psicóticas dessas fases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fase psicótica está ligada às defesas arcaicas, pois, o indivíduo se depara com uma situação com uma cognição muito frágil, então, se ocorrer uma patologia a defesa irá se encaixar como uma cisão, dissociação ou negação aonde o ser se separa da realidade e entra em um tipo de realidade dissociada psicótica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fase Transicional</p>



<p class="wp-block-paragraph">O indivíduo primeiramente apenas está interessado no alívio ou essa volta ao útero, mas quando ele tem que se adequar as demandas dos regentes ou figuras familiares ele começa a ver a diferença da dinâmica familiar para outras dinâmicas que ele participa, além de que ele percebe que tem que ter progressivamente uma autossuficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autossuficiência vai mostrando que ele é um ser, ele vai descobrindo certas habilidades nele mesmo, nisso ele vê a si mesmo no espelho além de outro, um descobrimento que causa um amor extremo sobre si, se enchendo de potência, mas seu corpo ainda é frágil, ele tenta fazer coisas mas vai percebendo que não tem todo poder estrutural para realizar, logo tenta criar uma simbiose, um laço com alguém que ele acha que tem o poder de ensinar ser o tutor para não só a auto suficiência mas também para a potencial instintual ou pulsional, ele se vê mas também vê que sempre precisara do olhar de um outro, isto cria em sua mente sempre uma dinâmica dialética de subtrair algo do outro e ser subtraído também, uma relação que também é regida pela ambivalência e pode ser julgada pelo desfecho da fase oral psicótica ambivalente esse é o princípio da criação de um projeto de ego e um narcisismo arcaico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase do princípio ou Fase Anal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vendo os outros indivíduos como seres únicos e tendo que se ligar a uma figura ou figuras, ele vai percebendo as demandas desse ou desses indivíduos e terá que se subtrair a lei, pois, mesmo um ser que tem um ego arcaico forte, a primeira demanda da autossuficiência é levada ao âmbito da limpeza aonde o indivíduo tem que se subtrair novamente a uma ambivalência, sendo submisso ou reativo a lei, a submissão está ligada a estrutura mais passiva anteriores ou mais reativa de um indivíduo com uma pulsão mais ambivalente, agressiva e confusa sobre o aspecto das impressões afetivas e regida por um signos empíricos mais fragmentados, logo o âmbito da limpeza é levado ao social a onde o indivíduo com alguma capacidade cognitiva de se comunicar irá ter que também que se comparar aos outros indivíduos nas questões próprias e subjetivas da demanda do papel da família, um indivíduo que se subtrair mais facilmente ou o “princípio passivo “ irá ter mais respeito com as regras em geral, e irá alcançar mais facilmente a tutoria da sua “figura materna” aonde irá encontrar um caminho pro desenvolvimento de suas habilidades, mas , também terá forte inclinação a se subtrair a qualquer tipo de lei, será extremamente rigoroso, controlador e reterá uma lei própria muito rígida e fará os outros seguirem seus princípios de maneira simbólica e terá uma visão de mundo idealizada pois introjeta os comportamentos da figura da família em si , o “princípio reativo” por conta de um descaso da lei ou uma força demasiadamente forte contra está lei, ele será mais libertário, terá uma visão de mundo com menos rigor e terá mais descaso com situações, e isso fará ele não formular um laço com a “figura materna” tão idealizada, a idealização nessa fase é simbólica levado o indivíduo ter uma visão ideal ou mais “caótica” no decorrer da vida dependendo subjetivamente de como se comportará perante essa dinâmica entre indivíduo e figura da família e indivíduo e os primeiros ciclos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo secundário é essa abstração da lei, ela irá reger de certa forma a impressão da realidade do indivíduo, como sua pulsão irá interagir com os princípios da cultura, sociedade e dos indivíduos que ele irá se deparar, quanto mais autossuficiência é demandada mais rápido é a entrada do processo secundário, isso dependerá da figura da família ser excessivamente rígida ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele utilizara defesas egoicas mais estruturadas que é também uma força que conduz a criação de conceitos e formas de utilizar a força pulsional de forma mais encaixada nas leis sociais e culturais além de ser um elemento que irá tirar da pré-consciência e da consciência elementos com efeito neurótico traumáticos que são inaceitáveis a estrutura de conceitos ,moral e regidas por significantes, é uma defesa da estrutura da pisque comparada a defesa automática do animal a frente a uma agressão e um comportamento automático contra essa agressão, este elemento recalcado ficara em impressões no cotidiano a onde a pessoa praticará atos mas não se dará conta este é o elemento de defesa secundário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase Fálica</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser na sua maturação percebe-se que está chegando perto da imagem que teve na sua fase transicional com a ajuda e afeto da figura materna, sua cognição está desenvolvida e sente seu extinto de forma do simbólico para a fantasia, então cria-se um vínculo afetivo forte com esta figura, ele irá demonstra certa potência pois o ego ideal que ele tinha está simbolicamente se completando, assim demonstra em brincadeiras ou em socializações uma imagem do mundo altamente simbólica, e nele decorre o pensamento que está chegando perto da potência da figura materna , nessa dinâmica ele sente que precisa de um olhar desta figura maior, pois ela é um tipo de ideal que ele seguiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complexo de corte narcísico ou castração</p>



<p class="wp-block-paragraph">O indivíduo experimentando uma simbólica-fantasiosa potência , agora começa a perceber que não tem todo o olhar da figura materna sobre si assim estando com habilidades e cognição suficiente, a figura castradora demonstra essa falsa visão cognitiva, fazendo o indivíduo se ver no mundo como um outro, como todos, não mais na dinâmica de se agregar a figura materna para se desenvolver e afetivamente, se vê necessário a criação de uma visão de fantasia sobre o mundo, pois sua cognição está desenvolvida e sua potência foi diminuída nesse corte narcísico, assim sua energia psíquica é retirada da fusão indivíduo e figura materna e passada para si mesmo, criado certo estado de luto ambivalente, agora terá que abstrair conceitos de outro lugar para se desenvolver, pois, pode haver um tipo de defesa psicótica sobre esse corte e o indivíduo colocar outro representante no lugar, o que fará ele ter simbolicamente uma objeto ou alguns que façam ele ter o prazer de retornar a esse estado de simbiose onipotente com o “afeto” que lhe proporcionou sua construção e toda a potência assim o indivíduo é chamado de “perverso” pois em sua visão já encontrou algo a substituir essa objeto perdido que representava seu poder nessa dinâmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase social abstrativa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta fase a pessoa agora precisa encontrar meios de se encaixar na complexa sociedade assim ele procura um capital cultural que se encaixe no seus conceitos egoicos até então construidos para se socializar com certo grupo ou grupos, assim ele irá ter que se encaixar em uma ambivalência entre demostrar conceitos e abstrair, para se sentir confortável e criar regras sociais, morais e éticas com o grupo especifico que ele abstrai, nesse grupo ele pode dar ênfase ao capital cultural(estilo), social(quantidade) e econômico(classe social), afetivo(retorno a figura da família), narcísico(ideal) desta forma criando uma identidade, toda energia ligada ao seu ego no corte narcísico agora flutua entre seu ego e o outro, deste modo como o egoísmo (energia em si) e a empatia(energia no objeto).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase social ou genital</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com sua identidade construída agora ele está apto para viver em seus ciclos sociais escolhendo o capital afetivo, cultural, social, econômico e narcísico como principal meio de ideal de realização da idealização que foi construída no decorrer das fases e seus participantes e situações, ele subjetivamente irá dar mais ênfase a algum desses capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As defesas da fase simbólica-imaginária são mais desenvolvidas, são ligadas a sentimentos mais superficiais, como utilizar o humor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etapa arcaica ou auto erótica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oral Psicótico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etapa Narcísica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase Transicional</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase do Princípio ou Fase Anal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complexo de corte narcísico ou castração</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etapa Social ou objetal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase Social Abstrativa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fase Social ou genital</p>



<p class="wp-block-paragraph">Energia de cada fase</p>



<p class="wp-block-paragraph">A energia que rege o processo primário é carregada de princípios de ter alívio, instinto de auto conservação, e as zonas de prazer no corpo ou em sentidos empíricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A que rege o processo secundário é uma subtração a lei então é transformada em potência para comportamentos de cunho auto conservador, intelectual ou uma busca de algum dos tipos de capitais, ela faz do indivíduo apto social e culturalmente na sociedade e espirito do tempo que está inserido além de também ter um mecanismo amortecedor, este mecanismo irá proteger o ego contra significantes e excitações vindas do exterior e do interior do que de alguma forma não podem ser abstraídos, assim contra esses significantes será utilizado alguma defesa ou podem se converter a alguma patologia neurótica que seria uma dinâmica dialética interior que cria um conflito não observável pelo individuo apenas seus sintomas são observáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois processos funcionam simultaneamente dependendo da situação que a persona encara e os traços afetivos, mnêmicos e defesas egoicas que vem à tona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph">O indivíduo primeiramente irá livre associar sendo sugestionado sobre o passado, a regra ética da clínica tem que ser comunicadas ao paciente, nessa fase também é perguntado se o paciente tem algum tipo de patologia neura estrutural, desta forma ele irá livre associar e o profissional irá coletar dados e conduzir por sugestão, assim depois é colocado em uma lista. Primeiramente os primeiros signos lembrados, depois a figura familiar, a figura materna, e os primeiros indivíduos da fase social abstrativa e por último os tipos de significantes que levaram o paciente a procura de profissional ou os ”significantes patológicos atuais”, também é importante perceber o ideal do ego do indivíduo pois é uma demanda que o subjuga e este ideal tem que se classificado pelo tipo de força que conduz seu cotidiano e suas escolhas, isto tudo será elaborado em uma lista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dialética Na Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na livre associação o paciente vai formar frases, e nesta estrutura de frases certos signos serão colocados, é nesta hora na escuta flutuante do analista que signos que remetem a sentimentos, comportamentos, dinâmicas com figura, defesas egoicas e capitais este tem que ser listados para criar uma cadeia de significantes, nesta cadeia irá se interpretar o desfecho de cada fase Psicossexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda fase é uma dialética cognitivo comportamental a onde o paciente irá participar de uma dialética sobre esses significados captados pela livre associação e seu comportamento na história, nessa dialética não é a rememoração que importa e sim mudar o comportamento questionando, pontuando, sugestionando e refletindo o indivíduo sobre as questões do seu comportamento atual e utilizando de reforços positivos e negativos. O inconsciente também é visto pelos significantes refratários esses são significantes que retornam na vida do indivíduo sem ele perceber fazendo parte do inconsciente e sua determinada energia, o importante para a visão desse significante é começar a produzir material para o indivíduo encarar seus retornos na dialética, também é usado elementos da psicologia positiva para não produzir um efeito negativo no indivíduo ou ele desistir da dialética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reforço Positivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Signo dialético que é utilizado para reforçar positivamente, quantitativamente e qualificadamente uma mudança de comportamento, amortecimento de sentimento e reflexão sobre significantes e sobre a regência atual dos signos refrátarios, tem que ser bem ponderado e pontuado nos momentos corretos para isto a análise da lista de sentimentos é importante para se utilizar no momento certo, dependendo da patologia do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reforço Negativo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O signo dialético que será utilizado principalmente depois do elemento amortecedor contra ideais do ego, comportamentos, significantes e idealizações patológicas. Primeiramente pontuações serão utilizadas até evoluir para pequenas sugestões a curto e médio prazo, depois a longo prazo dependendo tudo dependendo da estrutura egoica do indivíduo em clínica e seus comportamentos e defesas egoicas sobre esses signos na dialética, e por final a reflexão sobre algumas interpretações de significantes refratários e comportamento repetitivos que foram analisados e listados na associação livre sobre a história a “historização”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pontuação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionamento de certo signo dialético falado pelo paciente, a pontuação é pegar este signo refratário e relacionar a algum significante ou sintoma, também pode ser um ponto de reflexão sobre a fala e antecedentes como demonstração de certa repetição deste signo e suas relações com comportamentos patológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugestão</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está ligada a dinâmica de reforços positivos e negativos, e também ligada a sugestionar mudanças de comportamento que causam gatilho, estas sugestões estão ligadas a sugestões de curto, médio e longo prazo e estão ligadas a evolução do indivíduo na clínica, para a sugestão ter uma boa eficácia tem que estar atrelada as mudanças nas listas de sentimento e de sintomas patológicos no decorrer da terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reflexão</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem relação as reflexões sobre a história do indivíduo seus capitais, signos, significantes, figuras, ideais do ego, dinâmicas e seus comportamentos atuais que remetem a estes, além que também uma análise reflexiva sobre novas dinâmicas e também sobre as abstrações de conceitos e signos em ciclos sociais e culturais que reforçam sentimentos e comportamentos negativos atuais</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gatilho Psíquico</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentimento, impressão ou excitação que vem à tona na mente em determinada situação ao se deparar com um signo ou significante refratário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gatilho patológico</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o signo que remete a um significante patológico ou que remeta a um significante refratário eles serão trabalhados na clínica na parte dialética para uma mudança de comportamento, visão, reflexão e viés de futuro ou um ideal mais positivo menos patológico assim se dando também dá teoria psicológica da análise da existencial</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posições do Profissional Na Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ética na Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph">O profissional tem que se manter em um viés utilitarista, pesando o quanto e a quantas pessoas a patologia do paciente afeta, olhando desta forma irá primeiro trabalhar a influência dessas patologias no indivíduo para a melhoria das relações sociais e ambientais, segundo começar o tratamento destes significantes patológicos na suas ações, comportamento , pensamentos, gatilhos e depois na maneira de encarar as situações, e suas defesas egoicas serem mais saudáveis, seguras e menos patológicas para o indivíduo e outros, para isto será utilizado a ética do meio termo Aristotélica para ir moldando os sentimentos e ações do paciente com reforços para um meio termo saudável, se catalogando as ações, pensamento, comportamentos, gatilhos e ideais para criação de princípios éticos do justo meio, não muito poderoso psiquicamente nem totalmente inibido, a dialética do justo meio é esculpir ações mais ponderadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dialética De Signos ou Gatilhos e Linguística</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dialética é feita de signos, e certo sentimento entrelaçado neste signo, o signo pode ser linguístico ou um gesto, ou até uma agressão, a questão ligada a isto é se o signo é agressivo, passivo, sentimental (negativo) como signo de tristeza ou melancolia (positivo) felicidade ou positividade, potência ou falta de potência (demonstração que tem alguma habilidade ou capital superior), existencial (comentar sobre algo que aconteceu no cotidiano ou fazer uma reflexão sobre o passado) ou sobre um capital(econômico, cultural, narcísico, afetivo) estes são os signos que criam uma dialética, os signos linguísticos, na livre associação de ideias estes signos tem que captados como dados e escritos, os que mais se repetem estão mais ligados na estrutura do ideal e na patologia além da construção do ambiente sobre os signos refratários junto a análise de certos gatilhos, logo se cria uma estrutura de signos, gatilhos e signos refratários(ambientação cotidiana) que podem ser significantes ligando-os a figuras, sentimentos, capitais, ciclos sociais, influenciadores sociais, fases psicossexuais além do contexto sociocultural que o indivíduo está inserido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Construção da Persona</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que existiu uma construção de estrutura de significantes do indivíduo e também listando as demanda das patologias e o mal-estar que o paciente sente está na hora de passar da livre associação de ideias para a dialética comportamental, é de suma importância se analisar o ideal do ego e seus significantes capitais sociais, além da questão dos significantes refratários ou comportamentos, falas e palavras repetitivas, perante algumas perguntas, tem que existir a análise de defesas egoicas se estão estruturadas ou não, quais são as defesas patológicas e de que forma ele as usa, a construção do ambiente atual regido pelos signos refratários é de suma importância pois se cria o ambiente atual e seu cotidiano, existe um ponto importante, quando a criação da persona está em curso certos significantes que são o ideal ou a moral do indivíduo tem que ser captados para o profissional modular sua posição e criar uma transferência positiva para dialética cognitiva comportamental, não tocando em pontos que o indivíduo repudia e não utilizar nenhum signo que remeta a um gatilho, este é um meio humanista de começar o tratamento, sendo o elemento amortecedor, na dialética será trabalhando este vinculo de transferência, com signos existenciais, para construir uma estratégia para utilizar reforços positivos e negativos nos signos linguísticos do paciente assim se precisa se fazer construir uma lista de sentimentos, escreva em um papel cada signo linguístico e capte quantas vezes ele retorna a aquele , isto vai criar uma estratégia pra criação de comportamentos a curto prazo além que o viés afetivo sobre por exemplo signos sentimental negativos, passivos ou agressivos neste início são tratados com total viés de compreensão e afetividade, nesta fase existe uma balança entre posição afetiva e posição reforçadora progressiva, pois o viés aqui é criar a transferência e captar dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dialética Cognitivo Comportamental</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com certa transferência positiva criada agora vai se passando para o elemento sugestionador, com as demandas de cura do paciente, significantes e signos e capitais linguísticos captados, está na hora de começar progressivamente mudanças de comportamento a curto e médio prazo além de sugestões sobre o ideal do indivíduo (se este for patológico) para uma mudança de viés existencial , os signos linguísticos listados que remetem a uma patologia tem que ser trabalhos com reforços positivos e negativos em uma estratégia de mudança do viés imaginário e simbólico do indivíduo utilizando da sugestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a melhora do viés existencial do indivíduo e mudanças nos comportamentos de curto, médio e longo prazo, vai havendo seções de reforço intercaladas com sessões de livre associação de ideias para captação de novos signos linguísticos, capitais sociais, demandas de cura e uma análise dos comportamentos e significantes refratários e as defesas egoicas que o indivíduo está utilizando se são menos patológicas , se estão se modificando assim na terapia dialética comportamental vão se trabalhando esses novos dados, entrevistas com pessoas próximas do indivíduo são necessárias para análise de uma real mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elemento amortecedor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Irá analisar como funcionara a dinâmica vendo de um viés ético os signos patológicos demonstrados pelo paciente e a livre associação de ideias histórica, também analisando as defesas secundárias e os objetos significantes e capitais que estão ligados, depois analisar o ego suas defesas e seu ideal além do ambiente e seus signos refratários. Irá trabalhando com a lista de sentimentos assim poderá criar uma dinâmica mais leve ou a dinâmica inicial a onde vai se captando dados primeiramente, importante ver quais objetos a energia de cada processo está colocada é também importante listar os sintomas de um indivíduo com patologia neurobiológica para no tratamento não desencadear os sintomas, assim terá que ser colocado no começo da terapia que existe esta patologia uma nova lista, a lista de sintomas patológicos neura estruturais tem que ser criada para constante avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elemento Sugestionador</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passando para a dialética cognitiva comportamental ele começara a sugestionar mudanças e pontuar regressões de forma mais leve e superficial, a dialética também tem que ser de forma humanista sendo sempre um elemento que compreende e de nunca julgar, vai se sugestionando comportamentos a curto prazo positivos, vendo sempre o feedback, tem que existir uma visão sobre quais sugestões utilizar para o indivíduo com patologia neurobiológica pois, assim utilizando a lista de sintomas patológicos neura estruturais para medir a força dos sintomas e suas relações com signos dialéticos, para haver sugestões a onde não se desencadeei surtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elemento Reflexivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Irá haver maior número de pontuações sobre comportamentos refratários e significantes refratários, o profissional vendo os comportamentos de curto prazo se mudando vai fazendo reflexões, começa a analise existencial, assim vai se sugestionando comportamentos para médio e longo prazo, a comparação da força dos sentimentos sobre os significantes patológicos é essencial para começar a ver quais sentimentos estão se mudando a análise de lista de sentimento, e no caso do paciente sofrer de patologia neura estrutural a análise da lista de sintomas patológicos também tem que ser sempre posta em prática e atualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elemento de reforço</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o indivíduo demonstrar uma mudança sobre os sentimentos e comportamentos muito positivas a curto, médio e a longo prazo e seu ideal de ego ser mais positivo, vai se reforçando e sempre analisando existencialmente e a evolução na lista de sentimentos como vai o decorrer do cotidiano do indivíduo, uma consulta com os parentes, amigos ou qualquer figura próxima periódica é essencial para a verificação da real mudança, dependendo da patologia do indivíduo e seu tipo de neurose objetal com os significantes e agora continuando com a livre associação de ideias em paralelo para a análise de significantes e capitais atuais e as novas dinâmicas e viés com os refratários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrito por: Patryck Vieira Leal Silva <br>14/10/2022</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>POTABILIDADE E ANÁLISE FÍSICO QUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DE ÁGUAS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE PORTO VELHO-RO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/potabilidade-e-analise-fisico-quimica-e-microbiologica-de-aguas-das-escolas-municipais-de-porto-velho-ro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 13:25:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261291 Eliezer Ramos Ribeiro*Laise dos Santos Ribeiro**Georgeano Dantas Maciel *** RESUMO O presente estudo tem em sua principal finalidade apresentar os resultantes alcançados pelo objeto voltado a Potabilidade e análise físico química e microbiológica de águas das escolas municipais de Porto Velho – RO. Para tanto, o campo investigativo versou para encontrar respostas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261291</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eliezer Ramos Ribeiro*<br>Laise dos Santos Ribeiro**<br>Georgeano Dantas Maciel ***</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem em sua principal finalidade apresentar os resultantes alcançados pelo objeto voltado a Potabilidade e análise físico química e microbiológica de águas das escolas municipais de Porto Velho – RO. Para tanto, o campo investigativo versou para encontrar respostas em três unidades escolares para verificar dados quanto à pergunta problema: quais os mecanismos podem ser utilizados para avaliar a qualidade da água de escolas públicas do município de Porto Velho. Sendo que o objetivo geral consistiu em avaliar a qualidade da água de escolas públicas do município de Porto Velho.&nbsp; Não obstante, nesse levantamento efetivou-se uma coleta de dados através das orientações quanto aos procedimentos enfatizados no protocolo Standard Methods for Examination of Water and Wastewater. Ao concluir todo o aparato analítico e coleta verificou-se que somente uma unidade escolar realiza todos os encaminhamentos preventivos de seis em seis em relação à potabilidade para mensurar os resultados físicos químicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Potabilidade. Análise Físico Química. Escolas. Água.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para contextualizar o objeto do elencado estudo, se faz salutar compreender inicialmente a essencialidade da água para garantia da vida do ser humano, além de propagar o bem-estar e a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento – ANA (2021, p.19), a “qualidade da água é tão importante quanto a sua quantidade”, além dos fatores naturais e das atividades humanas. No entanto, ao pensar nesta qualidade deve-se realizar algumas reflexões principalmente em decorrência do aumento populacional e da gestão existente dos recursos hídricos e esgoto encontrada no território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, menciona-se que a água é o recurso natural mais importante para todos os seres vivos, sendo responsável pela manutenção do corpo humano e as diversas atividades desenvolvidas pela sociedade (TUNDISI et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, frisa-se que a água sempre foi o berço para a vida na Terra, sendo que historicamente recebeu uma significativa evolução que perfaz desde a reverência endeusada por civilizações antigas até o seu atual status no ordenamento jurídico em tempos contemporâneos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A água enquanto recurso hídrico é de suma importância para o ser humano, dessa maneira os membros da ONU aprovaram a “Agenda 2030 que prevê 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, (ODS) que devem ser cumpridas até 2030, com referência explicita ao direito humano a água potável e saneamento” (BRASIL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tão logo, no Brasil, buscando alcançar os objetivos da Agenda 2030 e fazer a gestão dos recursos hídricos, a ANA tem papel primordial na execução e no processo de acompanhamento de todos os aportes legais a serem garantidos aos cidadãos brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, desde 1997, no território foi estabelecida a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, conforme previsão da Lei nº 9.433, de 8 de janeiro do respectivo ano, qu especificamente determinou todos os preceitos a serem cumpridos no artigo 1º e incisos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, verificar a qualidade da água é ter o entendimento que a mesma pode ser afetada por alguns parâmetros físico-químicos como: temperatura, pH, metais pesados, toxinas não metálicas, componentes orgânicos persistentes, agrotóxicos e fatores biológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do quadro significativo do aumento de indivíduos na sociedade, ocorre um aumento progressivo do consumo e diante de uma gestão dos recursos hídricos ineficiente, a disponibilidade da água potável vem tornando-se precária, com previsões preocupantes para o futuro, o que pode ser ainda mais agravado pela poluição desenfreada e pelos sinais concretos das mudanças climáticas (PURVIN, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Buscando garantir a qualidade da água consumida pela população brasileira o Ministério da Saúde fazendo uso de suas atribuições e considerando as Leis norteadoras do uso, gestão e qualidade da água resolvem estabelecer a Portaria GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021 que rege sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade (BRASIL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, destaca-se neste escopo instituído que a água para consumo humano deve atender a parâmetros de qualidade, a fim de minimizar as possibilidades de veiculação de doenças hídricas. Nas escolas, a água pode ser utilizada para o preparo de refeições, além de ser consumida diretamente em pontos como bebedouros, pelos alunos e ainda utilizada para higiene bucal nos chamados escovódromos. (BRASIL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a essas questões, esta pesquisa teve como objetivo geral a busca por avaliar a qualidade da água de escolas públicas do município de Porto Velho, com foco na potabilidade e análise físico-química e microbiológica de águas consumidas pela população estudantil e todo o corpo docente das instituições de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menciona-se que a temática é de relevância social e científica para propagar a sociedade portovelhense resultados de uma realidade devidamente comprovada cientificamente, pois a escolha do tema está atrelada ao entendimento de que a qualidade da água destinada ao consumo humano é questão primordial para saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, conforme evidenciado por Setti (2001), a falta de qualidade da água que é fornecida pode até matar as crianças, em detrimento que muitos pesquisadores apontam que quase 10% das doenças registradas no mundo poderiam ser evitadas se os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste diálogo, insere-se a concepção de Larsen (2010, p. 26), ao nortear que “apesar da confiabilidade das águas subterrâneas quanto à qualidade, deve-se considerar que certas impurezas podem inviabilizar o seu consumo, principalmente para fins de abastecimento humano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o abastecimento de água para o consumo humano deve ser realizado de forma a assegurar a saúde pública. Considerando a oferta da água nas escolas para as crianças, deve-se levar em conta o tempo que elas têm passado no ambiente escolar consumindo essa água que pode conter uma variedade de contaminantes (FIORVANTI et al, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, frisa-se que no Brasil, o índice de escolas sem tratamento de água obteve uma queda de 23,0% para 17,0%, entre os anos de 2010 a 2016, contudo os dados fornecidos não são suficientes para avaliar a qualidade da água potável que vem sendo fornecida nas escolas e é um dado que precisa ser avaliado rotineiramente (MESCHEDE et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Diante de todos os contextos supracitados ordenou-se o estudo através de uma sistematização que permite ao leitor compreender os resultados epistemológicos e as informações alcançadas na coleta de dados que foram explicitadas nas seções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 MATERIAL E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O campo investigativo teve como lócus, a capital do Estado de Rondônia denominada como Porto Velho que se encontra situada ao extremo noroeste, além disso fica às margens do trecho navegável do Rio Madeira e no entroncamento de duas importantes rodovias da Região Norte, a BR-364 e a BR-329.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Município de Porto Velho, foi criado através da Lei nº. 757, de 02 de outubro de 1914, sancionada pelo governador do Estado do Amazonas, Jonathas de Freitas Pedrosa (TEIXEIRA; FONSECA, 2001, p. 143).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, em tempos da pesquisa o município é o polo de articulação entre a Região Norte e o Sul do país, Limitada ao Norte pelo estado do Amazonas; ao Sul pelos municípios de Nova Mamoré e Buritis; a Leste, municípios de Candeias do Jamari e Alto Paraíso; a Oeste, pelo município de Nova Mamoré, pela República da Bolívia e o Estado do Acre (SAULE; CARDOSO, 2005).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo um processo evolutivo hodiernos de 539.354 habitantes, e uma área territorial de 34.090,952 km² (IBGE, 2020). Em termos econômicos, a cidade detém o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 32.042,66, e índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,736 (IBGE, 2018), o que situa esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto – IDHM entre 0,700 e 0,799 (IBGE, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a unidade municipal encontra-se divididas em bairros conforme explicitado na figura 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 – Zoneamento da área urbana de Porto Velho</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="547" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-1.jpg" alt="" class="wp-image-51070" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-1.jpg 850w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-1-300x193.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-1-768x494.jpg 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Rafaeli e Oliveira (2020)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após as descrições sucintas do lócus, delineou-se para consubstanciar o objeto de estudo foram selecionadas 03 (três) Escolas Municipais da Rede de Porto Velho, uma situada na Zona Sul, uma na Zona Leste e a outra na Zona Norte respectivamente. Todos os passos investigativos foram seguidos para atender as normatizações do Manual Prático de Análise de Água &#8211; Funasa 2013 (BRASIL, 2013), no que tange os princípios fundamentais para efetivação de análises físico-química e microbiológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para avaliar a qualidade da água das respectivas instituições, foi utilizada uma ficha de identificação da amostra contendo a data do dia nove de setembro de 2022 que ocorreu a coleta, posteriormente apresenta a hora, o tipo de água e as temperaturas da água e ar, conforme tabela 1 a seguir, que permitiram os resultados serem discutidos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Dados da Coleta</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="381" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-293-1024x381.png" alt="" class="wp-image-51073" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-293-1024x381.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-293-300x112.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-293-768x286.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-293.png 1217w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Fonte: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, a aplicabilidade das informações do Manual da Funasa, adotouse os procedimentos de coleta das amostras conforme explicitado no protocolo <em>Standard Methods for Examination of Water and Wastewater</em> (APHA, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, todos os pontos de coleta foram previamente pulverizados com álcool 70% para assepsia e a água foi escoada por três minutos visando eliminar impurezas e água acumulada na canalização, conforme ilustrado nas figuras 2, 3 e 4).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doravante, a coleta de água foi realizada em frascos estéreis com capacidade de 100 ml, de material de polipropileno com pastilha de tiossulfato de sódio, com objetivo de neutralizar o cloro residual presente na água, como mostra a figura 5.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 – Escoamento da água do ponto de coleta (escovódromo) da Escola X</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="837" height="463" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-2.jpg" alt="" class="wp-image-51074" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-2.jpg 837w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-2-300x166.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-2-768x425.jpg 768w" sizes="(max-width: 837px) 100vw, 837px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 – Escoamento da água do ponto de coleta da Escola Y</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="926" height="593" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-3.jpg" alt="" class="wp-image-51075" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-3.jpg 926w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-3-300x192.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-3-768x492.jpg 768w" sizes="(max-width: 926px) 100vw, 926px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 – Escoamento da água do ponto de coleta da Escola Z</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="407" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-4-1024x407.jpg" alt="" class="wp-image-51076" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-4-1024x407.jpg 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-4-300x119.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-4-768x305.jpg 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-4.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5– Coleta da água em pote de material de polipropileno</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="753" height="444" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-294.png" alt="" class="wp-image-51077" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-294.png 753w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-294-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 753px) 100vw, 753px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As imagens demonstram e comprovam todos os encaminhamentos realizados com as amostras de água devidamente coletadas no bebedouro e torneiras situadas após o reservatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo realizada a coleta em cada unidade através do armazenamento de 300mL de água. De posse das amostras, efetivou-se a identificação, para posteriormente acondicionar em caixas isotérmicas contendo gelo conservador, como mostra a Figura 6, e transportadas ao Laboratório da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia onde foram realizadas as respectivas análises.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7 – Acondicionamento das amostras em caixa isotérmica</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="783" height="610" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-7.jpg" alt="" class="wp-image-51080" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-7.jpg 783w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-7-300x234.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-7-768x598.jpg 768w" sizes="(max-width: 783px) 100vw, 783px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as orientações para o tipo de procedimento, deve-se seguir as normas estabelecidas em relação ao tempo entre a coleta e o início das análises que não podem ultrapassar 24 horas (APHA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As amostras foram submetidas à análise de acordo com os parâmetros legais de qualidade da água para consumo, parâmetros microbiológicos complementares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 PARÂMETROS LEGAIS DA QUALIDADE DA ÁGUA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1 Dosagem de cloro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os parâmetros legais da qualidade da água, verificar a determinação do teor de cloro residual é primordial, assim realizou-se essa busca quanto à dosagem no próprio campo das unidades escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento da coleta através do Sistema de análise do Pocket Colorimeter II que contém cloro DPD, vermelho de fenol colorimétrico pH * Intervalos: 0,1 a 10,0 mg/l como Cl2 e pH 6,0 a 8,5, apresentados na figura 8.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 – Determinação do teor de Cloro, realizado em loco</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="538" height="740" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-8.jpg" alt="" class="wp-image-51081" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-8.jpg 538w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-8-218x300.jpg 218w" sizes="(max-width: 538px) 100vw, 538px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9 – Aparelho da análise</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="903" height="568" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-9.jpg" alt="" class="wp-image-51082" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-9.jpg 903w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-9-300x189.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/figura-9-768x483.jpg 768w" sizes="(max-width: 903px) 100vw, 903px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o resultado foi mensurado, verificou que das três escolas participantes, a análise da Escola Z foi feita, visto que possui dosador de cloro instalado na descida da tubulação do reservatório para a distribuição na rede interna da escola, como mostrou a Figura 10.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10 &#8211; Dosador de Cloro instalado na Escola Z</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="998" height="535" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-295.png" alt="" class="wp-image-51083" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-295.png 998w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-295-300x161.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-295-768x412.png 768w" sizes="(max-width: 998px) 100vw, 998px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura pode-se notar como fica o dosador na unidade escolar, sendo visível o seu funcionamento na instalação realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2 Pesquisa de Coliformes Totais e Escherichia coli&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto salutar nesse estudo da água e a verificação de coliformes totais nas amostras ao utilizar o Teste presença/ausência (P/A) com o substrato Colilert®, que demonstra os resultantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, foi adicionado o conteúdo do blister Colilert® em 100mL de amostra de água, agitado levemente e incubado a 35-37°C por 24horas. Após incubação, os frascos foram observados visualmente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste processo analítico a coloração nos tubos indicou a positividade para coliformes totais (APHA, 2012). Sendo que, os frascos positivos para coliformes totais foram expostos à luz ultravioleta de 360nm de comprimento de onda, para a verificação de fluorescência que indica positividade para <em>E. coli</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuamente, destaca-se que as amostras que apresentaram fluorescência foram consideradas positivas para <em>E. coli</em> (APHA, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.3 Contagem de bactérias heterotróficas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O método utilizado para contagem de bactérias heterotróficas foi o do substrato enzimático, Simplate. Para confirmação do grupo bacteriano, as amostras positivas apresentaram campos fluorescentes e foram comparadas a uma tabela de equivalência de número mais provável (NMP) para unidades formadoras de colônia (UFC).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para consubstanciar de forma precisa os resultados, colheu-se todo material que totalizou 21 (vinte e um) resultados de ensaios de análises físico-químicas e bacteriológicas das amostras de água coletadas nas escolas X, Y e Z.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Conforme tabela abaixo, foram comparadas com os parâmetros de acordo com os Valores Máximos Permitidos (VMP) fixados no Anexo XX da Portaria de Consolidação Nº 05/2017, alterado pela Portaria GM/MS Nº 888/2021:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">1) Cloro Residual Livre o mínimo de 0,2 mg/l e o máximo de 5,0 mg/l, <br>em toda extensão do sistema de distribuição (reservatórios e rede);<br>2) Cor aparente: 15 Unidades de Cor (UC);<br>3) Turbidez: 5,0 Unidades de Turbidez (UT);<br>4) Coliformes Totais: Ausência;&nbsp;<br>5) Escherichia Coli: Ausência (BRASIL, 2021).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2 – Resultados de Análise Físico Químico e Bacteriológicos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="367" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-296-1024x367.png" alt="" class="wp-image-51085" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-296-1024x367.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-296-300x108.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-296-768x276.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/10/image-296.png 1271w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong>Fonte</strong>: Dados dos autores (2022)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Evidenciando assim, conforme os resultados na tabela que a escola X, tem todos os resultados satisfatórios das análises, enquanto na escola Y os aportes a enfatizam como Insatisfatória para Cor e Turbidez elevadas, bem como a presença de Coliformes Totais. &nbsp;Por conseguinte, os dados da escola Z, a estabeleceu em suas amostras como insatisfatória em detrimento da Cor e Turbidez elevadas. Outrossim, a escola Z mesmo dando um valor maior na condutividade de 300,00 mS/cm das demais escolas se encontra satisfatória pois de acordo com Chapman e Kimstach (1996) falam que:</p>



<pre class="wp-block-verse" style="line-height:1.6;padding-top:60px;padding-right:60px;padding-bottom:60px;padding-left:60px">A condutividade em águas doces varia de 10 a 1000 μS cm-1, e que este parâmetro pode ser utilizado como indicador da presença de material orgânico introduzido nas águas recentemente. Valores acima de 1000 μS cm1, indicam que essas águas são salobras ou podem estar poluídas.</pre>



<p class="wp-block-paragraph">Além da afirmativa dos autores, afirma-se que os dados colhidos foram delineados seguido os elementos fundantes do Art. 5º, especificamente os incisos I, II, III, XII e XIII:</p>



<pre class="wp-block-verse" style="line-height:1.6;padding-top:60px;padding-right:60px;padding-bottom:60px;padding-left:60px">I - Água para consumo humano: água potável destinada à ingestão, preparação de alimentos e à higiene pessoal, independentemente da sua origem;<br>II - Água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido neste Anexo e que não ofereça riscos à saúde;<br>III - Padrão de potabilidade: conjunto de valores permitidos para os parâmetros da qualidade da água para consumo humano, conforme definido neste Anexo;<br>XII - Controle da qualidade da água para consumo humano: conjunto de atividades exercidas regularmente pelo responsável pelo sistema ou por solução alternativa coletiva de abastecimento de água, destinado a verificar se a água fornecida à população é potável, de forma a assegurar a manutenção desta condição;<br>XIII - Vigilância da qualidade da água para consumo humano: conjunto de ações adotadas regularmente pela autoridade de saúde pública para verificar o atendimento a este Anexo e avaliar se a água consumida pela população apresenta risco à saúde;</pre>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Em relação aos resultados apresentados, e a temática do estudo, verificou-se os preceitos do padrão de potabilidade instituídos no capítulo V, ao afirmar uma ordenação do Art. 27, em que a água potável deve estar em conformidade com padrão microbiológico (BRASIL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Tão logo, as informações dos resultados permitem significativas reflexões em cima das amostras colhidas, como alertas a serem observadas pelas unidades escolares que pertencem a Rede Municipal de Educação de Porto Velho, ao terem cuidados preventivos para seguridade da qualidade da água a ser ofertadas aos estudantes, enquanto preceitos voltados à saúde e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">4.1 ASPECTOS CONCEITUAIS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Pompeu, (2006. p. 512), “o conceito de água se difere do conceito de Recurso hídrico, pois, a água é um recurso natural que não tem compromisso com qualquer utilização já recurso hídrico é a água como bem econômico sujeito de utilização com finalidade financeira”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste diálogo algumas contribuições devem ser viabilizadas para fundamentar a compreensão dos aspectos conceituais da água. Para tanto, não podemos falar de vida sem falarmos de água, visto que ela mantém o equilíbrio do meio ambiente, desempenhando um papel de suma importância para as atividades humanas (SETTI et al., 2001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Biologicamente, a água pode ser considerada insumo fundamental para conservação e para reprodução da vida, “não só da humana, mas da própria biosfera, tanto em nível geológico superficial quanto no atmosférico” (BACCI; PATACA, 2008, p. 76).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, segundo a Embrapa (2022):</p>



<pre class="wp-block-verse" style="line-height:1.6;padding-top:60px;padding-right:60px;padding-bottom:60px;padding-left:60px">Água é o elemento natural de qualquer uso. Recurso hídrico, por sua vez, é toda água proveniente da superfície ou subsuperfície da Terra, com valor econômico. Todo recurso hídrico é água, mas nem toda água é recurso hídrico.</pre>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, frisa-se que a água é fonte de vida, ou seja, as plantas, os animais e habitats que sustentam a biodiversidade dependem de a água limpa para garantir todos os aportes para sobrevivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que cerca de 70% de toda a água potável ofertada a nível mundial é usada para irrigação, e 20% é empregada para as atividades industriais, e apenas 10% para uso doméstico. Justifica-se assim, o grande uso para irrigação, devido à grande importância da agricultura para o homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, cuidados precisam ser observados, que segundo Sperling (1996, p. 38), a água tratada evita as possíveis doenças causadas pela origem hídrica e circulação hídrica, por exemplo, através dos parasitas, vírus, bactérias e fungos, como:</p>



<pre class="wp-block-verse" style="line-height:1.6;padding-top:60px;padding-right:60px;padding-bottom:60px;padding-left:60px">- Cólera: Causada pela bactéria vibrio cholerae apresentando sintomas como disenteria forte, desidratação, alta taxa de mortalidade.
- Leptospirose: Causada pela bactéria leptospira apresentando febre, Icterícia.
- Febre tifóide: Causada pela bactéria Salmonella, apresentando febre elevada, disenteria, ulceração do intestino delgado.
- Giardíase: Causada pelo protozoário Giárdia lambia, apresentando disenteria leve à forte, náusea indigestão flatulência.
- Paralisia infantil: Causada pelos vírus poliomielites vírus, apresentando paralisia
- Esquistossomose: Causada por Helminto Schistosoma, apresentando disenteria, aumento do baço e do fígado hemorragias.</pre>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o quadro evidenciado pelo autor, acrescenta-se neste diálogo, os dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (2019), que norteia acerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo mundo não tem serviços de água tratada, além de 4,2 bilhões de pessoas não tem serviços de saneamento adequados e 3 bilhões não possuem instalações básicas para a higienização das mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do contexto supracitado, norteia-se a importância de compreender os aspectos da água para a vida humana, e os cuidados que devem ser garantidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2 A NORMATIZAÇÃO DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo seguiu todos os elementos promulgados pela Portaria nº. 888/2021 do Ministério da Saúde, a qual estabelece procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade (BRASIL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estabelecendo os artigos que discorrem sobre a água nos seus respectivos anexos, que inferem pontualmente quanto aos riscos que podem ter a saúde através de medidas cabíveis e providenciadas imediatas para correção de resultados que não apresenta a qualidade necessária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente, a portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde já determinava que fosse analisada a água disponível para consumo humano a ausência de coliformes totais e Escherichia coli em100mL de amostra e que seja determinada a contagem de bactérias heterotróficas (BRASIL, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se que todos os cuidados em relação à água são delimitados por legislações no ordenamento brasileiro que asseguram a veracidade no que concerne a qualidade enquanto pressupostos para vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3 MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Agência Nacional de Águas – ANA, o monitoramento tem como escopo avaliar adequadamente a qualidade da água (ANA, 2021). Visto que os quesitos ordenados para recursos hídricos e saneamentos são de responsabilização da agência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a portaria do Ministério da Saúde MS nº 2.914/2011 traz em seu Artigo 12 que compete às Secretarias dos Municípios a vigilância, a inspeção quanto a garantir a qualidade da água e assegurar ao cidadão informações pertinentes a qualidade da água ofertada (BRASIL, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, assegurar a água no ambiente escolar fundamentou a importância de determinações a serem estabelecidas por meio de uma contextualização documental, que posteriormente tornou-se comprovações para Organização Mundial de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, foi consubstanciado um relatório de referência global da Organização Mundial de Saúde (2018), no qual ordenava especificamente quanto ao monitoramento a ser garantido pela qualidade da água em estabelecimentos escolares:</p>



<pre class="wp-block-verse" style="line-height:1.6;padding-top:60px;padding-right:60px;padding-bottom:60px;padding-left:60px">Água potável, saneamento e higiene nas escolas, as Instituições educacionais utilizam a água para preparo de alimentações e sobretudo para o consumo humano direto por meio dos bebedouros, podendo representar um veículo de contaminação, caso regras básicas de higiene não sejam observadas de forma rigorosa.</pre>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, todo o aparato da qualidade da água deve ser oferecido às crianças e aos funcionários das escolas por meio de estratégias de políticas públicas por parte dos órgãos relacionados à saúde e meio ambiente, visando garantir a sua qualidade e inocuidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Ressalta-se que diferencial da escola que possui parceria com a empresa de tratamento de água do município para garantir a desinfecção e a fluoretação, resultando em uma qualidade superior da água oferecida. Sendo que, esta parceria deve ser mantida e, se possível, expandida para as demais escolas com soluções alternativas coletivas de abastecimento de água da cidade para mitigar os riscos nas demais escolas estudadas (FIORVANTI et al., 2020, p. 12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Assim, seguindo preceitos e cuidados simplificados no ambiente escolar pode ser feito todos os procedimentos para seguridade da qualidade da água com monitoramentos sejam eles mensais ou hodiernamente. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao chegar às considerações finais deste estudo, enfatiza-se que a qualidade da água oferecida às crianças e aos funcionários das escolas requer estratégias de políticas públicas por parte dos órgãos relacionados à saúde visando preceitos legais voltados para dignidade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, de forma geral é necessário que nas escolas sejam realizadas anualmente algumas estratégias como limpeza dos poços semi artesianos dentro de um prazo legal delimitado semestralmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, efetivar a limpeza e a desinfecção dos reservatórios principalmente verificando a possibilidade de vazamentos nas instalações e se existem situações abertas para viabilizar a contaminação. Não obstante, os resultados nas 03 (três) unidades escolares demonstrou que somente a escola X tem um nível satisfatório da qualidade da água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, na visão dos pesquisadores se faz necessário recomendar que ativem a cloração nos poços das amostras das escolas Y e Z além de Corrigir pH nos Poços das amostras de acordo com os aportes feitos pela Portaria GM/MS Nº 888/2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, realizar o estudo verificou-se a importância de ampliar essas coletas de dados para as demais unidades da Rede Municipal de Educação de Porto Velho, visto que a presença positiva para coliformes totais se fazem presentes e revelam medidas públicas com muita brevidade. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><em>POTABILITY AND CHEMICAL AND MICROBIOLOGICAL PHYSICAL ANALYSIS </em></strong><br><strong><em>OF WATERS OF THE MUNICIPAL SCHOOLS OF PORTO VELHO-RO</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>ABSTRACT</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>The present study has in its main objective to present the results achieved by the object focused on Potability and chemical and microbiological physical analysis of waters of the municipal schools of Porto Velho &#8211; RO. Therefore, the research field was designed to find answers in three school units to verify data as to the problem question: what mechanisms can be used to evaluate the water quality of public schools in the municipality of Porto Velho. The general objective was to evaluate the water quality of public schools in the municipality of Porto Velho.&nbsp; Nevertheless, in this survey, data were collected through the guidelines regarding the procedures emphasized in the Standard Methods for Examination of Water and Wastewater protocol. At the conclusion of the entire analytical and collection equipment, it was verified that only one school unit performs all preventive referrals every six in relation to potability to measure chemical physical results.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Keywords: </em></strong><em>Potability. Chemical Physical Analysis. </em><em>Schools. Water.</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANA. Agência Nacional de Águas. <strong>Sistema Nacional de Recursos Hídricos – SNIRH.</strong> Sistema Hidro – Telemetria. 2021. Disponível em: http://www.snirh.gov.br/hidrotelemetria/Mapa.aspx<strong>.</strong><strong> </strong>Acesso em: 26 out. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">APHA. AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. <strong>Standard methods for the examination of water and wastewater</strong>. 22st ed. Washington, D. C: American Water Works Association, Water Enviroment Federation; 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BACCI, DLC; PATACA, EM. Educação para a água. <strong>Revista Estudos Avançados</strong>, São Paulo, v. 22, n. 63, p. 211-226, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.<strong> Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011.</strong> Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Brasília, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. <strong>Manual prático de análise de água</strong>/ Fundação Nacional de Saúde. 4. ed. Brasília: Funasa, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. <strong>Portaria GM/MS nº. 888 de 4 de maio de 2021.</strong> Brasília, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHAPMAN, D.; KIMSTACH, V. Selection of water quality variables. In: CHAPMAN, D. (Ed.). <strong>Water quality assessments:</strong> a guide to the use of biota, sediments and water in environmental monitoring. Cambridge: University Press. 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. <strong>Brasil</strong>. 2018. Disponível em: https://www.embrapa.br/tema-manejo-de-recursos-hidricos/perguntas-erespostas. Acesso em: 26 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIORVANTI MIA, PEREIRA PHL, MARCIANO MAM, MAZON EMA &#8211; Monitoramento e avaliação da qualidade da água de solução alternativa coletiva de abastecimento de escolas públicas do município de Itatiba, SP: Ocorrência de doenças veiculadas por água contaminada: um problema sanitário e ambienta. <strong>Vigilância Sanitária em Debate,</strong> v. 8, n. 2, pp. 122-133, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. <strong>Porto Velho.</strong> 2018. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ro/porto-velho/panorama. Acesso em: 26 ago. 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LARSEN, D. <strong>Diagnóstico do saneamento rural através de metodologia participativa. </strong>Estudo de caso: bacia contribuinte ao reservatório do rio verde, região metropolitana de Curitiba, PR. 2010. 182 p. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MESCHEDE, MSC; FIGUEIREDO, BR; ALVES, RIS; SEGURA-MUÑOZ, SI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualidade da água potável em escolas da região de Santarém, Amazônia, Brasil e implicações para a saúde de escolares. <strong>Rev Ambient Agua.</strong> 13(6). 2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (World Health Organization) – OMS. <strong>Água potável, saneamento e higiene nas escolas</strong>: relatório de referência global 2018. New York: United Nations Children’s Fund; 2018. Disponível em:</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://secure.unicef.org.br/Default.aspx?origem=brasil&amp;gclid=EAIaIQobChMIx8LDsd Hp5AIVjQuRCh0vOAdaEAAYASAAEgJFi_D_BwE. Acesso em: 30 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POMPEU, C. T. Direito das águas no Brasil. São Paulo: <strong>Revista dos Tribunais</strong>, 2006. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livros/cid-tomanikpompeu/direito-de-aguas-no-brasil/3370615585. Acesso em: 26 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PURVIN, Guilherme. <strong>Direito Ambiental, Recursos Hídricos e Saneamento – </strong>Estudos em Comemoração aos 20 Anos da Política Nacional de Recursos Hídricos e aos 10 Anos da Política Nacional de Saneamento. São Paulo: Letras Jurídicas, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAULE J.N.; CARDOSO, P. M. (Org.). <strong>O Direito Humano à moradia em Porto Velho e os desafios para o desenvolvimento sustentável de uma cidade da Amazônia</strong>. Editora. Instituto Pólis. São Paulo: 2005.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SETTI, AA; LIMA, JEF; CHAVES, W; MIRANDA, AG; PEREIRA, IC. <strong>Introdução ao gerenciamento de recursos hídricos.</strong> 2. ed. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica/Agência Nacional de Águas, 2001. Disponível em: https://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/consulta/busca?b=ad&amp;biblioteca=CPAC&amp;busca =autoria:%22SETTI,%20A.%20A.%22. Acesso em 26 ago. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPERLING, Von<strong>. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgoto</strong>. 2. ed. 1986.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAFAELI, Bruna. OLIVEIRA, Marcela Alvares. <strong>Percepção ambiental de Moradores do entorno de áreas de preservação permanente em Porto Velho, Rondônia</strong>. 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/338536189_percepcao_ambiental_de_mor adores_do_entorno_de_areas_de_preservacao_permanente_em_porto_velho_rond onia. Acesso em 25 de out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, Marco Antônio Domingues.&nbsp; FONSECA, Dante Ribeiro da. <strong>História Regional: </strong>Rondônia. Porto Velho: Rondoniana, 2001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">UNICEF. Fundo das Nações Unidas para a Infância. P<strong>rogress on drinking water, sanitation and bygiene: 2000-2017: Special focus on inequalities. </strong>2019<strong>.</strong> Disponível em http:www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/1-em-cada-3pessoas-no-mundo-não-tem acesso-água-potavel-dizem-unicef-oms. Acesso em 11 de out. 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">* Acadêmico de Engenharia Civil. E-mail: eliezerramos779@gmail.com. Artigo apresentado a Faculdade de Educação de Porto Velho/UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil, Porto Velho, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">** Acadêmica de Engenharia Civil. E-mail: laisesr1987@gmail.com. Artigo apresentado a Faculdade de Educação de Porto Velho/UNIRON, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil, Porto Velho, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">*** Professor &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Orientador &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Mestre). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Professor &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; curso &nbsp;&nbsp; de &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Engenharia &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Civil. &nbsp;&nbsp;&nbsp; E-mail: georgeano.maciel@gmail.com.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>POTENCIAL TERAPÊUTICO NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) COM O USO DO CANABIDIOL EXTRAÍDO DA PLANTA CANNABIS SATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/potencial-terapeutico-no-transtorno-do-espectro-autista-tea-com-o-uso-do-canabidiol-extraido-da-planta-cannabis-sativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 12:47:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 115/OUT 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=51079</guid>

					<description><![CDATA[POTENCIAL TERAPÉUTICO EN EL TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA (TEA) CON&#160;EL USO DE CANNABIDIOL EXTRACTO DE LA PLANTA CANNABIS SATIVA&#160; THERAPEUTIC POTENTIAL IN AUTISTIC SPECTRUM DISORDER (ASD) WITH THE USE OF CANNABIDIOL EXTRACTED FROM THE CANNABIS SATIVA PLANT&#160; REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261961 Nicole de Paula Carapiá1Giovanna Mortari Dantas2Stephanye Buemerad Santiago3Fernanda de Almeida Pagliucca4Orientador:Gustavo José Vasco Pereira5 Resumo&#160;&#160; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>POTENCIAL TERAPÉUTICO EN EL TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA (TEA) CON&nbsp;EL USO DE CANNABIDIOL EXTRACTO DE LA PLANTA CANNABIS SATIVA&nbsp;</strong></h3>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>THERAPEUTIC POTENTIAL IN AUTISTIC SPECTRUM DISORDER (ASD) WITH THE USE OF CANNABIDIOL EXTRACTED FROM THE CANNABIS SATIVA PLANT&nbsp;</strong></h3>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7261961</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Nicole de Paula Carapiá<sup>1</sup><br>Giovanna Mortari Dantas<sup>2</sup><br>Stephanye Buemerad Santiago<sup>3</sup><br>Fernanda de Almeida Pagliucca<sup>4</sup><br>Orientador:<br>Gustavo José Vasco Pereira<sup>5</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno do espectro autista, ou TEA, é um transtorno que impacta principalmente a capacidade de comunicação, em geral autistas têm dificuldade de se expressar, e repetem gestos, e em casos mais severos tem crises de ansiedade, e de raiva. A ciência ainda não tem certeza de como se origina, mas avança nos tratamentos. O óleo de canabidiol, é uma das centenas de substâncias da <em>cannabis sativa</em>, a planta da maconha. Os benefícios do canabidiol (CBD) em autistas foram identificados por cientistas israelenses numa pesquisa com 200 crianças, que usavam extratos por 6 meses, 83% tiveram melhora do humor, ansiedade, concentração, qualidade do sono, e na capacidade de fazer sozinha tarefas corriqueiras, como alimentar-se. Ao contrário das medicações normalmente recomendadas como paliativo para os sintomas do TEA, esse tratamento apresenta efeitos colaterais praticamente inexistentes, ou que tendem a sumir com o ajuste correto da dose. No Brasil, as famílias obtêm o óleo importado através da ANVISA, se provarem por laudos médicos que outros medicamentos não obtiveram o efeito esperado. Entretanto, existem inúmeras dificuldades na importação do produto, além do preconceito da origem da substância, o que faz com que muitas famílias que precisam de tratamento iniciarem um processo legal para sua obtenção. O presente trabalho tem como objetivo descrever os benefícios dessa substância no tratamento do TEA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALAVRAS CHAVE: Transtorno do espectro autista, autismo, canabidiol, tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumen</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">El trastorno del espectro autista, o TEA, es un trastorno que afecta principalmente las habilidades de comunicación, por lo general, las personas autistas tienen dificultad para expresarse, y repetir gestos, y en casos más severos tienen crisis de ansiedad y depresión. La ciencia aún no está segura de cómo se origina, se están logrando más avances en nuestros tratamientos. O aceite de cannabidiol, es una de las cientos de sustancias del cannabis sativa, una planta de marihuana. De los beneficios del cannabidiol (CBD) en autistas identificados por científicos israelíes en un estudio de 200 niños, que utilizaron extractos durante 6 meses, el 83% había mejorado el estado de ánimo, la ansiedad, la concentración, la calidad del sonido, además de la capacidad de actuar solo sobre tareas corredores, cómo alimentar. A diferencia de los fármacos normalmente recomendados como paliativos de los síntomas del TEA, este tratamiento prácticamente no tiene efectos secundarios o que tienden a disminuir con el ajuste correcto. En Brasil, las familias obtienen aceite importado a través de ANVISA, se comprobará por informes médicos que otros medicamentos no obtienen el efecto esperado. Sin embargo, existen numerosas dificultades para importar el producto, además del prejuicio sobre el origen de la sustancia, o que hace posible que muchas familias que necesitan tratamiento inicien un proceso legal para obtenerlo. O presentar trabajos con el objetivo de descubrir los beneficios de la sustancia sin tratamiento del TEA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALABRAS CLAVE<strong>:</strong> Trastorno del espectro autista, autismo, cannabidiol, tratamiento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The autistic spectrum disorder, or ASD, is a disorder that mainly impacts the ability to communicate, in general autistic people have difficulty expressing themselves, and repeat gestures, and in more severe cases they have anxiety and anger crises. Science is still not sure how it originates, but advances in treatments are being made. Cannabidiol oil is one of hundreds of substances in cannabis sativa, the marijuana plant. The benefits of cannabidiol (CBD) in autistics were identified by Israeli scientists in research with 200 children, who used extracts for 6 months, 83% had improvement in mood, anxiety, concentration, sleep quality, and in the ability to do everyday tasks alone, such as feeding themselves. Unlike the medications usually recommended as palliative for the symptoms of ASD, this treatment has virtually no side effects, which tend to disappear with the right dose adjustment. In Brazil, families obtain the oil imported through ANVISA, if they can prove through medical reports that other medications have not had the expected effect. However, there are numerous difficulties in importing the product, besides the prejudice of the origin of the substance, which causes many families who need the treatment to start a legal process to obtain it. The present work aims to describe the benefits of this substance in ASD treatment.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KEYWORDS: Autistic spectrum disorder, autism, cannabidiol, treatment.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong><strong> </strong><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença neurológica que afeta alguns receptores específicos do Sistema Nervoso Central e Sistema Imune. Essa doença geralmente é descoberta nos primeiros anos de vida, onde são identificados um conjunto de sinais e sintomas que corroboram com diagnóstico. Os sinais mais clássicos são caracterizados por dificuldade na interação social, autoagressão e comportamentos efêmeros. (Pinto RNM et al., 2016). Um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em 2020 já indicou que uma em cada 54 crianças é diagnosticada com o TEA. Portanto, hoje, com 211 milhões de habitantes, estima-se que 3,9 milhões de brasileiros sejam TEA (MAENNER, 2021). Diante disso, evidencia-se a necessidade de pesquisar e elucidar melhor o tema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Canabidiol &#8211; CBD é uma substância de grande proporção na <em>Cannabis sativa.</em> Este composto possui diversos efeitos terapêuticos descritos na literatura. Devido sua característica de não provocar efeitos colaterais ao paciente, essa substância é amplamente utilizada para fins medicinais, incluindo o tratamento de doenças psiquiátricas e neurológicas, como, por exemplo, o Autismo (A.R.M Schier et al., 2011)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas, a eficiência do CBD veio sendo amplamente pesquisada como um tratamento promissor para o autismo. Com a divulgação e o mercado relacionado ao CBD se expandindo e seu uso ligado a portadores de TEA, acabou gerando grande interesse em muitos pais para adotarem esse tratamento. Com o avanço da tecnologia, a popularidade deste recurso aumentou gerando grandes expectativas. (A.L.M Oliveira et al., 2021)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países o tratamento com CBD foi aceito e liberado, porém no Brasil o atraso científico e a não liberação de plantio ainda impede esse recurso de maneira acessível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, só podem fazer o uso deste tratamento pessoas liberadas pela ANVISA, contando com uma taxa altíssima de importação, que acaba excluindo os mais necessitados do país, com isso dificulta a comprovação da eficácia, pois apenas uma minoria da população faz o uso deste tratamento. (DE SOUZA, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância desse estudo consiste em ampliar a compreensão a respeito do uso de CBD no tratamento de TEA. Os medicamentos convencionalmente utilizados para o tratamento de TEA provocam efeitos colaterais, o que diminui a qualidade de vida dos diagnosticados com esse transtorno. Entretanto, diversos estudos indicam que o uso de CBD é altamente eficiente no tratamento de TEA, além disso promove o bem-estar do usuário. Apesar disso dos seus benefícios, por ser uma substância derivada da maconha, a legalização, comercialização e importação do CBD para uso medicinal sofre vários empecilhos o que dificulta o tratamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, é necessário compreender os mecanismos de ação desse composto e como seu uso pode ser benéfico, e muitos menos agressivo quando comparado com os fármacos utilizados atualmente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong><strong> </strong><strong>OBJETIVO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizar um levantamento bibliográfico, a fim de comparar a eficiência do tratamento farmacológico para Transtorno do Espectro Autista &#8211; TEA, com o tratamento alternativo do uso do canabidiol – CBD.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivos específicos:&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Descrever o que é e as principais manifestações do Transtorno do Espectro Autista – TEA&nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Descrever o mecanismo de ação do canabidiol, como ele atua no sistema nervoso, e quais são os benefícios descritos em pacientes autistas.&nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Descrever quais são os tratamentos padrão para TEA, e benefícios em pacientes autistas.&nbsp;&nbsp;</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong><strong> </strong><strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Metodologicamente será realizada revisão bibliográfica num período correspondente aos últimos 10 anos de publicação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégias de busca:&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serão utilizadas as bases de dados eletrônicos do Science direct, B-on, Plos, Medline, NCBI /MESHC, Interscience, Springer, Googlescholar. Foram utilizadas as palavras-chave: Transtorno do espectro autista;&nbsp;Canabidiol, Tratamento alternativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Critérios de inclusão de estudo:&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serão incluídos artigos da língua portuguesa, estudos com restrição de período e com texto completo disponível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seleção de estudos:&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos serão selecionados após leitura criteriosa dos trabalhos publicados de acordo com a questão proposta conforme fluxograma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenvolvimento:&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O TEA são um conjunto de transtornos de neurodesenvolvimento, logo é possível observar os sintomas precocemente já nos primeiros meses de vida. As principais áreas afetadas são a interação social, a comunicação social, também existem alguns comportamentos estereotipados e repetitivos (ZÚÑIGA 2017). Estudos atuais mostram que o TEA atinge cerca de 1% da população, isso significa que 1 em cada 100 pessoas tem o diagnóstico de um transtorno do espectro autista. O transtorno do espectro autista possui diferentes níveis de gravidade: leve, moderado ou grave. O que determina a gravidade é a funcionalidade da criança, não o número de sintomas que ela apresenta (ONZI, 2015).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais e os sintomas mais comuns estão relacionados a dificuldade na interação social. Geralmente, crianças com autismo preferem brincar sozinhas, além disso, pode parecer que não está te ouvindo quando é chamada, logo apresenta uma diminuição de resposta, não sustenta o contato visual, ou quando o faz, é de uma forma fugaz (RACHID FILHO, 2020). Muitas vezes também há um retardo no desenvolvimento da linguagem, é considerado que com 18 meses a criança fale em média 50 palavras, então uma criança de 1 ano e meio que não esteja falando nenhuma palavra já é um sinal de alerta importante para transtornos do neurodesenvolvimento, especificamente os transtornos do espectro autista (NAPOLI, 2021). Também são comuns alguns comportamentos mais estereotipados, como movimentos motores de corpo, como se balançar para a frente e para trás, ou girar torno de si mesmo, andar na ponta dos pés, são alguns exemplos. Em relação aos sintomas sensoriais, a criança pode ser muito sensível a barulho ou ela pode ser muito seletiva alimentar, não tolerar determinadas texturas, por exemplo. O diagnóstico tem que ser feito por um profissional, que vai incluir avaliação de uma equipe multidisciplinar (ZANON, 2014).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;As principais causas relacionadas são os distúrbios genéticos, entretanto, alguns fatores ambientais também podem contribuir, como, por exemplo, algumas exposições medicamentosas durante a fase da gestação, como o uso de talidomida. Exposição a infecções gestacionais como a gripe, influenza, rubéola, e citomegalovírus, também podem aumentar o risco de a criança desenvolver TEA. Complicações no trabalho de parto como hipóxia e anóxia do bebê também são fatores que favorecem essa condição (ZANON,&nbsp;2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Existem diversas terapias para o tratamento de TEA, todas elas visam promover a independência e autonomia para que a criança seja capaz de desenvolver habilidades (CZERMAINSKI, 2013). Após o diagnóstico do autismo, se feito na primeira infância, a criança deve passar por intervenção precoce que inclui uma combinação de abordagens comportamentais como análise do comportamento aplicada, conhecida também pela sigla ABA, refere-se a uma ciência com uma série de programas destinados a desenvolver habilidades sociais cognitivas e incentivar comportamentos positivos, usando um sistema de recompensa. A ABA, inclui técnicas que incentivam o passo a passo do aprendizado, pode ser trabalhar individualmente ou em grupo para que a criança desenvolva habilidades de comunicação, e reduz a comportamentos como a autoagressão. Para algumas pessoas com autismo interagir com outras pessoas é muito difícil, com a ABA é possível aprender as habilidades sociais básicas, incluindo como conduzir uma conversa, entender piadas, e interpretar os sinais emocionais (NETO, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tratamento é o modelo Denver de intervenção precoce, que é uma terapia comportamental recomendado para crianças de até 5 anos, baseada na análise do comportamento, pais e terapeutas eles usam nessa terapia atividades lúdicas para reforçar os comportamentos positivos, então por meio de brincadeiras para as crianças são encorajadas a melhorar as suas habilidades linguísticas sociais e cognitivas (POZO, 2014). Tem como objetivo fazer a criança perceber que se relacionar é legal e com isso melhora as habilidades sociais dessa criança. É importante ressaltar que para essas terapias serem um resultado positivo é preciso ter envolvimento da criança, dos seus familiares, dos seus cuidadores e dos especialistas que acompanham (RODRIGUES, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Além disso, a criança com autismo ela pode contar com a ajuda de outros profissionais, como por exemplo o fonoaudiólogo que pode ajudar muito a desenvolver habilidades de comunicação, e a capacidade de usar a linguagem em um ambiente social. Eles ensinam as habilidades verbais que podem ajudar as pessoas com autismo as comunicar melhor, a melhorar a velocidade e o ritmo da fala, além de usar palavras corretamente (TEIXEIRA, 2010).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Além de todas as terapias, também existe o tratamento medicamentoso, que ele é indicado para o tratamento de comorbidades, não do autismo em si. Existem diversos tipos de medicamentos que podem controlar a depressão, e a ansiedade (MATTOS, 2019). Os medicamentos também podem ser indicados para melhorar a qualidade do sono, da pessoa que apresenta distúrbios do sono, podem ajudar os problemas de agressividade e autoflagelação, e outros comportamentos inadequados que a criança pode apresentar (TEIXEIRA, 2010).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O canabidiol, ou CBD, é uma substância extraída da planta cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha. Existem um total de quase 400 substâncias presentes na maconha, sendo que dessas 60 são canabidioides sendo a principal o CBD, responsável por 40% do total das substâncias, e o restante são outras substâncias sendo a mais importante delas a ser citada o THC, responsável pela dependência potencial que a maconha causa, assim como a perturbação da consciência e a atividade alucinógena (GONTIJO, 2016).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No nosso corpo existem 2 receptores chamados canabidioides, que funcionam como verdadeiras fechaduras para as substâncias derivadas da maconha, e se encontram espalhados em diversos órgãos do nosso corpo, sobretudo, o primeiro deles o receptor CB1 ele tem uma alta densidade no nosso cérebro, não sendo distribuído de maneira uniforme, porém possui uma grande concentração principalmente em áreas que são responsáveis pelos nossos afetos. E o CB2 que estão presentes em órgãos linfóides, por exemplo, o timo, e o baço, que são responsáveis por atuar em processos de infecção e inflamação.&nbsp; A razão pela qual esses receptores são chamados de canabidioides, é porque existem substâncias endocanabinóides são substâncias são produzidas pelo nosso próprio corpo (GONTIJO, 2016).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O princípio pelo qual a maioria das substâncias psicoativas tem sua ação no nosso sistema nervoso central iniciase com uma substância psicoativa sendo consumida de alguma forma, (seja por via oral, inalatória, injetável, ou qualquer outra via), chega a nossa corrente sanguínea que por sua vez, alcança o cérebro. No cérebro, essa substância vai entrar em contato com diversas células, sendo as principais os neurônios, mas para que essa substância tenha ação numa determinada célula, é preciso que essas substâncias se encaixem perfeitamente em um chamado receptor na membrana da célula, num mecanismo de chave-fechadura. Onde a chave é a substância, e a fechadura o receptor presente na membrana celular&nbsp;(PERNONCINI et al, 2014).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong><strong> </strong><strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização do canabidiol aplicase em quadros de TEA refratários, onde os distúrbios de comportamento grave não apresentam melhora com os medicamentos padronizados, e a criança ainda apresenta quadro. OFDA &#8211; Food and Drug Administration é o centro regulador de medicações nos Estados Unidos, aprovado pela FDA tratamento à base de canabidiol para sintomas de Parkinson, principalmente dos sintomas não motores associados aos sintomas psicóticos, insônia, depressão e outros, visto que o Canabidiol melhorou significativamente a qualidade de vida e a redução de estigma dos pacientes. No tratamento de outras doenças, estudos demonstram melhora dos sintomas na epilepsia, dor, Alzheimer, Mal de Parkinson, esclerose múltipla (OLIVEIRA, 2019). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de&nbsp;Vigilância Sanitária decreta a – RDC N° 17, DE 06 DE MAIO DE 2015 que:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&nbsp;‘’Define os critérios e os procedimentos para a importação, em caráter de excepcionalidade, de produto à base de Canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde.’’&nbsp;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, recentemente, em 2021, a agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), emitiu a autorização sanitária de uma solução de uso oral à base de canabidiol (CBD) com concentração de 50 mg/mL, com até 0,2% de tetraidrocanabinol (THC) e, portanto, deverá ser comercializada em farmácias e drogarias a partir da prescrição médica por meio de receita do tipo B (DE JESUS NUNES, 2021).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>‘’A fabricação do produto autorizado pela Agência por meio da Resolução RE 4.067 será feita na Colômbia. Com a autorização, a empresa pode importar o produto já pronto para uso e iniciar a distribuição e a comercialização no país.&nbsp; O produto à base de canabidiol aprovado pela Anvisa deve ser prescrito quando estiverem esgotadas outras opções terapêuticas disponíveis no mercado brasileiro.&nbsp; A indicação e a forma de uso do produto são de responsabilidade do médico prescritor, sendo que os pacientes devem ser informados sobre o uso do canabidiol‘’&nbsp;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong><strong> </strong><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos houve o aumento de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista ao redor do mundo. Apesar de existirem fatores genéticos associados, sua causa ainda não é totalmente elucidada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de um transtorno de neurodesenvolvimento os sintomas surgem logo na primeira infância, podendo se agravar com o passar dos anos. Esse quadro afeta várias áreas da vida do indivíduo, e por esse motivo o tratamento dos sintomas precisa ser feito por uma equipe multiprofissional, visando promover a qualidade dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do levantamento bibliográfico realizado nesse trabalho, é possível identificar diversos benefícios que a psicoterapia alternativa e complementar do uso do canabidiol no tratamento de pessoas com TEA pode proporcionar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, é fundamental que ensaios clínicos a cerca deste assunto sejam desenvolvidos, para que sejam fornecidos dados mais concretos sobre os efeitos desse tratamento a longo prazo, qual a dose mínima ideal para metabolismo de acordo com a idade, possíveis efeitos colaterais, e fornecer recomendação de uso baseado em evidências etc. Essas informações podem contribuir para atribuir confiabilidade a essa substância, desmistificando alguns estigmas sobre seu uso. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, é fundamental a desconstrução de preconceitos sociais nas questões do uso medicinal da cannabis, assim como o aumento de estudos que comprovem sua eficácia e&nbsp;facilitem sua aquisição de forma legalizada com fins terapêuticos, diminuindo assim seu preço e aumentando seu alcance pela população.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CZERMAINSKI, Fernanda Rasch; BOSA, Cleonice Alves; DE SALLES, Jerusa Fumagalli. Funções executivas em crianças e adolescentes com transtorno do espectro do autismo: uma revisão. Psico, v. 44, n. 4, p. 518-525, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE JESUS NUNES, Lidiane; DE ANDRADE, Leonardo Guimarães. APLICABILIDADE DO CANABIDIOL NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 7, n. 10, p. 853-873, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE SOUZA, Bianca Cândido; CASAGRANDE, Ana Beatriz; FUMAGALLI, Helen Figueiredo. Efetividade do uso do Canabidiol nos tratamentos de comorbidades relacionadas ao transtorno do espectro autista. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 10, p. 74803-74806, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONTIJO, Érika Cardoso et al. Canabidiol e suas aplicações terapêuticas. Revista Eletrônica da Faculdade de Ceres, v. 5, n. 1, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAENNER, Matthew J. et al. Prevalence and characteristics of autism spectrum disorder among children aged 8 years—autism and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, United States, 2018. MMWR Surveillance Summaries, v. 70, n. 11, p. 1, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS, Jací Carnicelli. Alterações sensoriais no Transtorno do Espectro Autista (TEA): implicações no desenvolvimento e na aprendizagem. Revista Psicopedagogia, v. 36, n. 109, p. 87-95, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NAPOLI, Silvana B. et al. Developing a Culturally Sensitive ICF-Based Tool to Describe Functioning of Children with Autism Spectrum Disorder: TEA-CIFunciona Version 1.0 Pilot Study. International journal of environmental research and public health, v. 18, n. 7, p. 3720, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETO, Otilio P. da S. et al. G-TEA: Uma ferramenta no auxílio da aprendizagem de crianças com Transtorno do Espectro Autista, baseada na metodologia ABA. SBC–ProceedingsofSBGames, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Allana Daiara Correia; POTTKER, Caroline Andrea. Considerações sobre o canabidiol no processo psicoterapêutico de crianças com transtorno do espectro autista. Uningá Review Journal, v. 34, n. 4, p. 24-37, 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ONZI, Franciele Zanella; DE FIGUEIREDO GOMES, Roberta. Transtorno do Espectro Autista: a importância do diagnóstico e reabilitação. Revista Caderno Pedagógico, v. 12, n. 3, 2015.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERNONCINI, KARINE VANDRESSA; OLIVEIRA, RÚBIA MARIA MONTEIRO WEFFORT. Usos terapêuticos potenciais do canabidiol obtido da Cannabis sativa. Uningá Review Journal, v. 20, n. 3, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">POZO, Pilar; SARRIÁ, Encarnación. A global model of stress in parents of children with autism spectrum disorders (ASD). Anales de Psicología/Annals of Psychology, v. 30, n. 1, p. 180-191, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RACHID FILHO, Nazir; DA SILVA CORDEIRO, Maria da Conceição. O Papel da Família ante ao Transtorno do Espectro do Autismo: da aflição à aceitação. Inovação &amp; Tecnologia Social, v. 2, n. 4, p. 41-55, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Andressa Aparecida; DE LIMA, Maísa Miranda; ROSSI, Jean Pablo Guimarães. MODELO DENVER DE INTERVENÇÃO PRECOCE PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Humanidades &amp; Inovação, v.&nbsp;8, n. 48, p. 359-375, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, Maria Cristina Triguero Veloz et al. Literatura científica brasileira sobre transtornos do espectro autista. Revista da&nbsp;Associação Médica Brasileira, v. 56, n. 5, p. 607-614, 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZANON, Regina Basso; BACKES, Bárbara; BOSA, Cleonice Alves. Identificação dos primeiros sintomas do autismo pelos pais. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 30, p. 25-33, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZÚÑIGA, A. Hervás; BALMAÑA, N.; SALGADO, M. Los trastornos del espectro autista (TEA). Pediatría integral, v. 21, n. 2, p. 92-108, 2017.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0002-4606-3635">https://orcid.org/0000-0002-4606-3635 </a>. Universidade Anhembi Morumbi, Brasil</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>ORCID: https://orcid.org/0000-0001-7839-6568. Universidade Anhembi Morumbi, Brasil</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>ORCID<a href="https://orcid.org/0000-0001-6168-3026">: https://orcid.org/0000-0001-6168-3026</a>. Universidade Anhembi Morumbi, Brasil</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5008-7840. Universidade Anhembi Morumbi, Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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