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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 108/MAR 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 22:27:39 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 108/MAR 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>GESTÃO DE RISCOS E PROTEÇÃO DE DADOS EM AMBIENTES CORPORATIVOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 19:35:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 108/MAR 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1025021713061 &#160;Levy José Cruvinel Neto RESUMO A crescente digitalização das operações empresariais tem intensificado a necessidade de estratégias eficazes de gestão de riscos e proteção de dados em ambientes corporativos. A segurança da informação tornou-se um fator essencial para garantir a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos dados, minimizando ameaças cibernéticas e [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1025021713061</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">&nbsp;Levy José Cruvinel Neto</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente digitalização das operações empresariais tem intensificado a necessidade de estratégias eficazes de gestão de riscos e proteção de dados em ambientes corporativos. A segurança da informação tornou-se um fator essencial para garantir a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos dados, minimizando ameaças cibernéticas e assegurando a conformidade regulatória com normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). O presente estudo tem como objetivo analisar as práticas de gestão de riscos e proteção de dados nas organizações, abordando os desafios enfrentados e as estratégias adotadas para mitigação de riscos. Por meio de uma revisão bibliográfica, discute-se a importância da governança de riscos na segurança da informação e seu impacto na sustentabilidade e competitividade empresarial. Conclui-se que a implementação de políticas estruturadas de proteção de dados, aliada à capacitação contínua dos colaboradores e à adoção de tecnologias avançadas, é essencial para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a governança corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Gestão de riscos; Proteção de dados; Segurança da informação; Conformidade regulatória; Governança corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The increasing digitalization of business operations has intensified the need for effective risk management and data protection strategies in corporate environments. Information security has become a crucial factor in ensuring the integrity, confidentiality, and availability of data, minimizing cyber threats, and ensuring regulatory compliance with standards such as the General Data Protection Law (LGPD) and the General Data Protection Regulation (GDPR). This study aims to analyze risk management and data protection practices in organizations, addressing the challenges faced and the strategies adopted for risk mitigation. Through a literature review, the study discusses the importance of risk governance in information security and its impact on business sustainability and competitiveness. It concludes that the implementation of structured data protection policies, combined with continuous employee training and the adoption of advanced technologies, is essential for reducing vulnerabilities and strengthening corporate governance.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Risk management; Data protection; Information security; Regulatory compliance; Corporate governance.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente digitalização das operações empresariais tem intensificado a necessidade de estratégias eficazes de gestão de riscos e proteção de dados. Em um ambiente corporativo cada vez mais dependente de tecnologias da informação, a segurança dos dados tornou-se um fator essencial para a continuidade e estabilidade das organizações. A inadequada gestão dessas informações pode resultar em vulnerabilidades que comprometem a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos ativos digitais, impactando diretamente a reputação e a sustentabilidade empresarial (SILVA; SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de riscos corporativos envolve a identificação, a análise e a mitigação de ameaças potenciais, buscando garantir que as organizações estejam preparadas para lidar com incidentes e minimizar seus impactos. No contexto da segurança da informação, essa abordagem torna-se ainda mais relevante devido ao aumento exponencial de ameaças cibernéticas e à crescente exigência por conformidade regulatória. Normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na União Europeia estabeleceram diretrizes rigorosas que demandam a adoção de políticas estruturadas para o tratamento de dados pessoais e sensíveis (ALMEIDA; SOUZA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos desafios regulatórios, as empresas precisam enfrentar questões operacionais relacionadas à implementação de mecanismos eficazes para a proteção dos dados. Estratégias como autenticação multifator, criptografia de informações e auditorias regulares são fundamentais para reduzir vulnerabilidades e garantir a conformidade com as normas vigentes. Entretanto, a eficácia dessas medidas está diretamente ligada à cultura organizacional e ao engajamento dos colaboradores, pois erros humanos continuam sendo uma das principais causas de falhas na segurança da informação (GOMES; OLIVEIRA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar as práticas de gestão de riscos e proteção de dados em ambientes corporativos, destacando os desafios enfrentados pelas organizações e as melhores estratégias para mitigação de ameaças. A pesquisa se baseia em uma revisão bibliográfica, explorando as abordagens adotadas por empresas para garantir a segurança da informação e a conformidade regulatória. A partir dessa análise, busca-se compreender a relevância da governança de riscos para o desempenho empresarial, bem como as implicações da proteção de dados na sustentabilidade dos negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REFERENCIAL TEORICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS</p>



<p class="wp-block-paragraph">.A gestão de riscos é fundamental para assegurar a estabilidade e a segurança das operações corporativas, especialmente na proteção de dados, visto que a crescente digitalização dos processos organizacionais amplia a exposição das empresas a ameaças que podem comprometer a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade das informações, tornando essencial a adoção de estratégias eficazes para mitigar possíveis danos e garantir a continuidade dos negócios (SILVA; SANTOS, 2019). Nesse sentido, uma abordagem sistemática da gestão de riscos deve envolver a identificação, a análise e a mitigação de ameaças que possam impactar a organização, sendo um processo contínuo e integrado às estratégias empresariais, assegurando que a empresa esteja preparada para lidar com incidentes e minimizar suas consequências, utilizando modelos estruturados que permitem classificar e avaliar os riscos com base na probabilidade de ocorrência e no impacto potencial sobre a empresa (ALMEIDA; SOUZA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da abordagem sistemática, é fundamental compreender que os riscos corporativos podem ser classificados em diversas categorias, incluindo operacionais, financeiros, estratégicos, de conformidade e reputacionais, sendo que, no contexto da proteção de dados, os riscos de segurança da informação têm ganhado cada vez mais relevância, uma vez que falhas nesse aspecto podem comprometer não apenas o funcionamento da empresa, mas também sua credibilidade perante clientes e parceiros, tornando indispensável a implementação de mecanismos de prevenção e resposta para garantir a sustentabilidade organizacional (NEVES, 2015). Para que essa mitigação ocorra de forma eficiente, a identificação de riscos torna-se um dos pilares centrais da gestão de segurança da informação, pois as empresas devem mapear suas vulnerabilidades e estabelecer controles que impeçam a exploração dessas falhas, utilizando métodos como auditorias periódicas, testes de invasão e análise de logs de segurança, permitindo, com base nessas informações, a definição de planos de ação para minimizar os impactos negativos (PEREIRA; LIMA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tão importante quanto a identificação de riscos, a avaliação das ameaças possibilita a determinação de quais delas representam maior perigo para a organização, sendo que a análise de impacto permite que os gestores priorizem ações de mitigação e aloquem recursos de maneira eficiente, recorrendo, para isso, a matrizes de risco que classificam as ameaças conforme sua gravidade e probabilidade de ocorrência, facilitando a tomada de decisões estratégicas (FLORES; PERUGACHI, 2022). Após essa avaliação, a resposta aos riscos pode envolver diferentes abordagens, dependendo da natureza da ameaça e do nível de criticidade identificado, destacando-se quatro estratégias principais: aceitação, mitigação, transferência e evitação, sendo que, no contexto da proteção de dados, a mitigação é frequentemente adotada por meio da implementação de barreiras de segurança, como criptografia e sistemas de autenticação multifator, enquanto a transferência pode ser realizada através da contratação de seguros cibernéticos e a evitação ocorre quando a empresa decide não armazenar determinados tipos de dados sensíveis (GRISCI et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a gestão de riscos seja eficiente, a adoção de normas e frameworks específicos contribui para a padronização das práticas de segurança, sendo a ISO 27001 e a NIST Cybersecurity Framework algumas das referências mais utilizadas pelas empresas para estruturar políticas de proteção de dados, pois essas normas fornecem diretrizes sobre como gerenciar riscos, estabelecer controles de segurança e garantir a conformidade com regulamentações nacionais e internacionais (ALENCAR et al., 2018). No entanto, a implementação de políticas e normas não é suficiente por si só, visto que a cultura organizacional voltada para a segurança da informação desempenha um papel crucial na eficácia da gestão de riscos, pois, além de investir em tecnologia, as empresas precisam conscientizar seus colaboradores sobre a importância da segurança da informação, adotando políticas de boas práticas e treinamentos periódicos que reduzem significativamente as chances de incidentes relacionados a erros humanos, uma das principais causas de vazamento de dados (GOMES; OLIVEIRA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da capacitação dos colaboradores, a comunicação interna eficaz desempenha um papel determinante para o sucesso da gestão de riscos, pois as informações sobre segurança devem ser disseminadas de forma clara para todos os níveis da organização, recorrendo a manuais, alertas e reuniões sobre boas práticas como estratégias para reforçar o compromisso com a proteção de dados, além de exigir que as lideranças demonstrem engajamento ativo na promoção da cultura de segurança (MELO; FERREIRA, 2019). A esse respeito, a automação de processos tem se tornado uma aliada relevante na gestão de riscos em ambientes corporativos, pois ferramentas de monitoramento contínuo, como inteligência artificial e análise preditiva, permitem detectar padrões anômalos e identificar ameaças em tempo real, possibilitando uma resposta mais rápida a incidentes e reduzindo o tempo de exposição a riscos (RODRIGUES; ALMEIDA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a eficácia das políticas de segurança, a governança de riscos deve estar alinhada às exigências regulatórias, garantindo conformidade legal, sendo que legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) estabelecem diretrizes claras para a proteção de dados, exigindo que as empresas adotem medidas específicas para mitigar riscos e evitar penalidades, pois o descumprimento dessas normas pode resultar em multas significativas e restrições operacionais, tornando a gestão de riscos um fator essencial para a sustentabilidade empresarial (SILVA; COSTA, 2020). Além da adequação regulatória, a relação entre a segurança da informação e a gestão de riscos envolve a definição de métricas para avaliação contínua da eficácia das políticas adotadas, sendo recomendado o uso de indicadores-chave de desempenho (KPIs) para monitorar a evolução das estratégias implementadas, utilizando métricas como o tempo médio para detectar e corrigir vulnerabilidades, fundamentais para avaliar a eficiência dos controles de segurança (FERREIRA; SOUZA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a gestão de riscos precisa ser um processo dinâmico e adaptável às mudanças do ambiente corporativo, pois as ameaças estão em constante evolução, tornando essencial que empresas revisem regularmente suas políticas de segurança para evitar ficarem desatualizadas e vulneráveis a novos tipos de ataques, exigindo, dessa forma, a manutenção de um ciclo contínuo de análise e melhoria, garantindo que as medidas de proteção de dados acompanhem a evolução das ameaças e regulamentações (SILVA; SANTOS, 2019). Dessa maneira, é possível consolidar uma gestão de riscos eficaz, que não apenas reduz vulnerabilidades e protege ativos digitais, mas também contribui para a reputação e sustentabilidade do negócio em longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2&nbsp; DESAFIOS REGULATÓRIOS E CONFORMIDADE NA PROTEÇÃO DE DADOS CORPORATIVOS</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção de dados corporativos tem se mostrado cada vez mais crucial no cenário atual, especialmente em função da crescente digitalização dos processos empresariais, o que impõe às organizações a necessidade de atender a rigorosos padrões de conformidade regulatória para assegurar a privacidade e a segurança das informações (DINIZ, 2013). Nesse contexto, a adoção de marcos legais como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na União Europeia impõe a implementação de medidas que garantam a observância de princípios fundamentais, tais como transparência, finalidade, necessidade e segurança na coleta, armazenamento e compartilhamento dos dados (ARAÚJO, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complexidade da conformidade aumenta para empresas que operam em múltiplos países, uma vez que a diversidade legislativa pode gerar conflitos e dificuldades na padronização das políticas internas de proteção de dados, exigindo o desenvolvimento de estratégias flexíveis e adaptáveis para mitigar riscos jurídicos e operacionais (BRAGA, 2019). Para tanto, torna-se indispensável a implementação de processos internos robustos, que envolvem auditorias periódicas, revisão constante das políticas de segurança e a nomeação de um Encarregado de Proteção de Dados (DPO), cuja atuação é essencial para monitorar o tratamento das informações, orientar os colaboradores e interagir com as autoridades regulatórias (MEDEIROS, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o mapeamento e a categorização dos dados se configuram como etapas fundamentais para que as organizações obtenham visibilidade sobre as informações coletadas, identificando onde estão armazenadas e de que forma são utilizadas, o que contribui para a efetividade das medidas de segurança e minimiza os riscos de exposição indevida (OLIVEIRA, 2021). A adoção de técnicas avançadas de segurança, como a criptografia, o controle de acessos baseado em funções e a autenticação multifator, complementa essa estratégia, reduzindo a vulnerabilidade dos sistemas corporativos a acessos não autorizados e vazamentos de dados (COSTA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão adequada do consentimento dos titulares dos dados também representa um desafio, pois as legislações exigem que esse consentimento seja concedido de forma explícita, o que demanda a implementação de mecanismos que garantam a clareza e a eficácia desse processo, além de permitir que os próprios titulares tenham controle sobre suas informações (LIMA, 2019). Paralelamente, a transferência internacional de dados configura uma questão complexa, pois o envio de informações para países com diferentes níveis de proteção pode gerar entraves legais; nesse sentido, acordos internacionais e cláusulas contratuais padrão são instrumentos essenciais para assegurar a conformidade com as exigências do GDPR e de outras regulamentações (FERREIRA, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do mesmo modo, a cultura organizacional desempenha um papel determinante na eficácia das práticas de conformidade, uma vez que a transformação de uma postura meramente reativa para uma abordagem proativa, em que a privacidade e a segurança da informação sejam incorporadas à estratégia empresarial, pode minimizar riscos e evitar sanções (BARBOSA, 2020). A intensificação da fiscalização por parte das autoridades regulatórias e a aplicação de penalidades rigorosas, em resposta a incidentes de vazamento ou falhas na proteção dos dados, reforçam a necessidade de que as empresas invistam em processos de conformidade sólidos e atualizados (SILVEIRA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a terceirização de serviços de tecnologia da informação e o uso de provedores de nuvem impõem desafios adicionais, pois a dependência de fornecedores externos requer que os contratos estabeleçam cláusulas claras sobre a responsabilidade pelo tratamento dos dados, garantindo que todos os envolvidos cumpram as normas vigentes (ALMEIDA, 2019). Nesse cenário, a educação e a capacitação dos colaboradores se tornam estratégicas, pois treinamentos periódicos e a divulgação de políticas de segurança bem estruturadas podem reduzir significativamente o risco de incidentes causados por erros humanos (SANTOS, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a elaboração de planos de resposta a incidentes, com procedimentos bem definidos para o tratamento de vazamentos de dados e ataques cibernéticos, é fundamental para que as organizações possam comunicar tempestivamente as autoridades e os titulares dos dados, minimizando os danos e os impactos negativos à reputação da empresa (CARVALHO, 2020). A realização de auditorias e monitoramentos contínuos permite identificar falhas antes que se agravem, possibilitando ajustes constantes e maior aderência às normas de proteção de dados (VIEIRA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a conformidade regulatória deve ser encarada não apenas como uma obrigação legal, mas também como uma vantagem competitiva, na medida em que empresas comprometidas com a privacidade e a segurança das informações conquistam maior credibilidade no mercado e fortalecem o relacionamento com clientes e parceiros, reduzindo riscos operacionais de longo prazo (GOMES, 2021). Diante desse cenário, torna-se evidente que os desafios regulatórios exigem uma abordagem multidisciplinar e contínua para garantir a proteção dos dados corporativos, constituindo a base para a implementação de políticas de segurança da informação cada vez mais eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3 IMPACTOS DA PROTEÇÃO DE DADOS NA GOVERNANÇA CORPORATIVA E NO DESEMPENHO EMPRESARIAL</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção de dados emergiu como componente essencial da governança corporativa influenciando o desempenho organizacional e a sustentabilidade dos negócios em um cenário de intensificação da digitalização, onde a adoção de práticas de segurança avançadas garante a integridade das informações, a transparência dos processos e a confiança de investidores, clientes e demais stakeholders, contribuindo para a consolidação de uma base sólida para a competitividade no mercado (CULNAN; BIES, 2003). Diante disso, a governança corporativa moderna passou a incorporar mecanismos que promovem a gestão ética e transparente, assegurando a administração eficaz dos recursos informacionais, prevenindo vazamentos e acessos não autorizados e fortalecendo a imagem institucional, o que estimula uma cultura de responsabilidade e integridade que se reflete na fidelização dos parceiros comerciais e na melhoria contínua dos processos internos (TRICKER, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a crescente necessidade de adaptação a exigências legais mais rigorosas, a conformidade com marcos regulatórios como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) tornou-se fundamental para as organizações, pois a adoção de padrões de segurança elevados evidencia o compromisso com a privacidade e a proteção das informações sensíveis, minimizando riscos jurídicos e evitando penalidades que podem comprometer a continuidade operacional e a credibilidade no mercado (GREENLEAF, 2018). Além de garantir a adequação às normas, a implementação de sistemas de segurança robustos impacta diretamente a qualidade dos dados disponíveis para a tomada de decisões estratégicas, permitindo que gestores acessem informações precisas e atualizadas que embasam o planejamento, reduzam incertezas e impulsionem o crescimento organizacional por meio da integração de tecnologias avançadas e processos decisórios eficientes (CHEN; CHIANG; STOREY, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de práticas de segurança eficazes não apenas fortalece a gestão empresarial, mas também proporciona benefícios financeiros significativos, pois a prevenção de fraudes, ataques cibernéticos e vazamentos resulta na redução de perdas, na preservação do valor de mercado e na estabilidade econômica das organizações, garantindo a sustentabilidade financeira a longo prazo e reforçando a importância de controles eficazes (ANDERSON; MOORE, 2009). Esse compromisso com a proteção de dados também se reflete na relação com os consumidores, uma vez que clientes cada vez mais conscientes valorizam a adoção de medidas rigorosas de segurança, o que favorece a fidelização, a satisfação e a construção de relacionamentos duradouros, mitigando riscos reputacionais e promovendo uma imagem positiva no mercado (ACQUISTI; BRANDIMARTE; LOEWENSTEIN, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exigência de altos padrões de segurança também influencia a construção de parcerias estratégicas, pois grandes corporações demandam que seus fornecedores e parceiros adotem práticas consistentes de proteção de dados, garantindo a integridade das operações e a conformidade em toda a cadeia de valor, o que fortalece a posição competitiva e amplia as oportunidades de negócio (BENLIAN; HESS, 2011). Além do impacto externo, a segurança da informação desempenha um papel fundamental dentro das organizações, onde a criação de um ambiente de trabalho seguro e a capacitação contínua dos colaboradores contribuem para o engajamento, a produtividade e a eficiência dos processos, assegurando que todos os membros da equipe estejam preparados para lidar com desafios de segurança de forma proativa (KEHOE; WRIGHT, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de tecnologias emergentes também depende diretamente da existência de uma infraestrutura de segurança robusta, pois a implementação de soluções como inteligência artificial, computação em nuvem e análise de big data requer sistemas que garantam a integridade e a confiabilidade dos dados, viabilizando o desenvolvimento de novos modelos de negócio e impulsionando a transformação digital das organizações (PORTER; HEPPELLMANN, 2014). Essa integração de segurança ao planejamento estratégico ocorre desde a concepção dos projetos, conforme o conceito de Privacy by Design, que assegura a incorporação de medidas de privacidade e segurança desde o início do desenvolvimento das soluções, promovendo a conformidade regulatória de forma sustentável e fortalecendo a estrutura organizacional (CAVOUKIAN, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir que todas essas práticas sejam bem compreendidas e aplicadas, a transparência na comunicação das estratégias de segurança adotadas torna-se essencial, pois a divulgação clara dos métodos utilizados para proteger as informações gera confiança, reduz incertezas e consolida a reputação da empresa, incentivando a fidelização e o relacionamento duradouro com o público (RAWLINS, 2008). Além disso, a mensuração da eficácia dos controles de segurança por meio de indicadores específicos, como o tempo de resposta a incidentes, a frequência de ataques bloqueados e a adesão dos colaboradores aos treinamentos, permite a avaliação contínua e o aprimoramento das práticas internas, contribuindo para a evolução dos mecanismos de proteção e a mitigação de riscos (PONEMON INSTITUTE, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consolidação dessas práticas também passa pela implementação de programas de compliance voltados para a proteção de dados, que reforçam o compromisso ético das organizações, demonstrando conformidade com as normativas vigentes e atraindo a confiança de investidores e consumidores, o que fortalece a imagem institucional e promove a estabilidade dos negócios em um mercado cada vez mais competitivo (HERBANE, 2010). Além disso, a resiliência corporativa é ampliada por meio de estratégias de segurança que possibilitam respostas rápidas e eficientes a crises, como ataques cibernéticos e vazamentos, garantindo a continuidade operacional e minimizando os impactos negativos sobre a organização, o que reforça a importância de investir em mecanismos de proteção robustos (BHIMANI, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encarar a proteção de dados como um investimento estratégico e não como um custo operacional estimula a integração da segurança às estratégias de gestão, transformando despesas em oportunidades para inovações e ganhos competitivos e promovendo o desenvolvimento de uma governança digital eficaz que consolida a posição das empresas no cenário global (WESTERMAN; BONNET; MCAFFEE, 2014). A convergência entre a proteção de dados e a governança corporativa exerce impacto profundo sobre o desempenho, a competitividade e a sustentabilidade das organizações, uma vez que a integração de práticas robustas de segurança fortalece os processos internos, as relações com os públicos de interesse e a capacidade de inovação, estabelecendo bases sólidas para a continuidade e o aprimoramento dos negócios em um ambiente global dinâmico (ARNER; BARBERIS; BUCKLEY, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo adota uma abordagem qualitativa, baseada em uma revisão bibliográfica de publicações científicas que abordam a gestão de riscos e proteção de dados em ambientes corporativos. De acordo com Gil (2008), a revisão bibliográfica é um método essencial para consolidar conhecimentos já produzidos sobre um determinado tema, permitindo a análise crítica das contribuições existentes na literatura. Os critérios de inclusão adotados para a seleção das referências foram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Publicações científicas revisadas por pares, garantindo a confiabilidade dos estudos;</li>



<li>Trabalhos que abordam diretamente a segurança da informação, gestão de riscos e conformidade regulatória;</li>



<li>Pesquisas que discutem a implementação de normas e melhores práticas de proteção de dados em ambientes corporativos;</li>



<li>Artigos que analisam os impactos das legislações de proteção de dados, como a LGPD e o GDPR, no contexto empresarial.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de exclusão incluíram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Publicações não acadêmicas, como notícias e artigos de opinião sem embasamento científico;</li>



<li>Trabalhos que não apresentavam metodologia clara ou que abordavam a proteção de dados de forma superficial;</li>



<li>Estudos muito desatualizados ou que não refletiam as mudanças regulatórias mais recentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coleta de dados, foram utilizadas palavras-chave bilíngues, a fim de ampliar o escopo da pesquisa e identificar estudos relevantes tanto na literatura nacional quanto internacional. Os termos pesquisados incluíram:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8220;Gestão de riscos em segurança da informação&#8221;;</li>



<li>&#8220;Proteção de dados corporativos&#8221;;</li>



<li>&#8220;Compliance e conformidade regulatória&#8221;;</li>



<li>&#8220;Governança corporativa e proteção de dados&#8221;;</li>



<li>&#8220;Risk management in corporate environments&#8221;;</li>



<li>&#8220;GDPR and LGPD compliance&#8221;.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A triangulação das fontes foi aplicada para garantir maior validade ao estudo, cruzando informações de diferentes autores e abordagens. Segundo Santos e Carvalho (2022), essa técnica é essencial para consolidar a confiabilidade da revisão bibliográfica, evitando vieses e proporcionando uma visão ampla e crítica sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão bibliográfica também permitiu identificar lacunas na literatura, indicando oportunidades para futuras pesquisas sobre o impacto da inteligência artificial na proteção de dados, a efetividade dos programas de compliance e a adaptação das pequenas e médias empresas às exigências regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com essa abordagem metodológica, o estudo buscou contribuir para a compreensão das estratégias de gestão de riscos e proteção de dados, fornecendo insights valiosos para acadêmicos, gestores e profissionais da área de segurança da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 &nbsp;RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão bibliográfica realizada permitiu identificar os principais desafios e estratégias relacionados à gestão de riscos e proteção de dados em ambientes corporativos. Os achados foram organizados em três eixos: os benefícios da gestão de riscos e proteção de dados, os desafios enfrentados pelas empresas e as melhores práticas para mitigação de ameaças e conformidade regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.1. BENEFÍCIOS DA GESTÃO DE RISCOS E PROTEÇÃO DE DADOS CORPORATIVOS</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de estratégias eficazes de gestão de riscos e proteção de dados traz impactos positivos para as empresas, indo além da simples conformidade regulatória. Segundo Oliveira et al. (2020), a proteção de dados fortalece a segurança operacional e reduz a vulnerabilidade das organizações a ataques cibernéticos e vazamentos de informações sensíveis. Empresas que adotam uma abordagem preventiva evitam prejuízos financeiros decorrentes de incidentes de segurança e protegem sua reputação no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a conformidade com normativas como a LGPD e o GDPR melhora a credibilidade corporativa. Silva e Santos (2019) afirmam que clientes e parceiros de negócios valorizam organizações que demonstram comprometimento com a privacidade e a segurança de dados. Essa transparência aumenta a confiança nas relações comerciais, proporcionando vantagem competitiva e fidelização do consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro benefício identificado é a eficiência na governança de TI. Almeida e Souza (2018) destacam que empresas que adotam políticas estruturadas de segurança da informação conseguem gerenciar riscos de forma mais eficaz, reduzindo falhas operacionais e melhorando a tomada de decisões estratégicas. A governança digital fortalece a capacidade da empresa de operar de forma sustentável e adaptável às constantes mudanças regulatórias e tecnológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção de dados também impacta positivamente o desempenho financeiro das organizações. Neves (2015) aponta que empresas que sofrem vazamentos de dados enfrentam quedas expressivas no valor de suas ações, além de gastos elevados com recuperação de incidentes e pagamento de multas regulatórias. Assim, a adoção de estratégias proativas de segurança representa um investimento que protege a saúde financeira da empresa a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2. DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS DE PROTEÇÃO DE DADOS</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios, a implementação de políticas eficazes de proteção de dados ainda enfrenta diversos desafios. Um dos principais obstáculos é a complexidade regulatória, especialmente para empresas que atuam em múltiplas jurisdições. Pereira e Lima (2020) explicam que a diversidade de normas internacionais pode gerar dificuldades na padronização dos processos internos, exigindo esforços contínuos de adaptação às exigências locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flores e Perugachi (2022) afirmam que a falta de conscientização e cultura organizacional voltada para a segurança da informação é também um desafio, pois, muitos funcionários desconhecem as melhores práticas de proteção de dados, aumentando o risco de incidentes causados por erro humano. A negligência no uso de senhas, o compartilhamento indevido de informações e o descuido com acessos não autorizados são fatores que comprometem a segurança corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">. Grisci <em>et al.</em> (2022) alertam que a dependência de fornecedores e terceiros também representa um risco para as empresas a terceirização de serviços de TI e o armazenamento de dados em nuvem podem expor as organizações a falhas de segurança externas. Sem uma avaliação criteriosa dos fornecedores, empresas podem estar vulneráveis a acessos indevidos e falhas na gestão de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Alencar et al. (2018) destacam que a evolução constante das ameaças cibernéticas exige que as empresas adotem abordagens dinâmicas para proteção de dados. Ataques como <em>ransomware, phishing</em> e engenharia social estão se tornando mais sofisticados, exigindo que as organizações invistam continuamente em tecnologias de monitoramento e resposta a incidentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3. MELHORES PRÁTICAS PARA MITIGAÇÃO DE RISCOS E CONFORMIDADE REGULATÓRIA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para enfrentar esses desafios, a literatura sugere diversas estratégias e melhores práticas que podem ser implementadas pelas empresas. Uma das abordagens mais eficazes é a adoção de normas internacionais de segurança da informação, como a ISO 27001 e a NIST Cybersecurity Framework. Gomes e Oliveira (2021) destacam que essas normas fornecem diretrizes para estruturar políticas de proteção de dados e garantir a conformidade com requisitos regulatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de acessos e autenticação multifator também se mostra fundamental para mitigar riscos. Melo e Ferreira (2019) sugerem a implementação do princípio do menor privilégio, garantindo que apenas usuários autorizados tenham acesso a informações críticas. Além disso, o uso de autenticação multifator reduz as chances de comprometimento de credenciais e acessos não autorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigues e Almeida (2020) apontam que a conscientização e capacitação contínua dos colaboradores é uma estratégia essencial para fortalecer a segurança organizacional. Segundo os autores, treinamentos regulares sobre boas práticas de proteção de dados reduzem falhas humanas e promovem uma cultura corporativa mais alinhada às exigências de segurança e conformidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento contínuo e o uso de inteligência artificial são recomendados para identificar ameaças em tempo real, Silva e Costa (2020) explicam que ferramentas baseadas em machine learning podem detectar padrões anômalos e alertar sobre possíveis ataques antes que causem danos significativos. Essa abordagem proativa permite uma resposta rápida e eficaz a incidentes de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A auditoria e revisão periódica das políticas de segurança garantem que as estratégias adotadas permaneçam eficazes ao longo do tempo, segundo Ferreira e Souza (2020) que empresas realizem auditorias internas e externas para avaliar a conformidade regulatória e identificar oportunidades de melhoria. A implementação de métricas de desempenho também permite monitorar a efetividade das medidas de proteção de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a transparência e comunicação com <em>stakeholders</em> são fundamentais para manter a confiança e a reputação da empresa, de acordo com Martins e Souza (2022) organizações que divulgam suas práticas de proteção de dados de forma clara e objetiva fortalecem sua relação com clientes e investidores. Essa transparência também reduz impactos negativos em caso de incidentes, demonstrando comprometimento com a segurança e a governança corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os resultados da revisão bibliográfica indicam que a gestão de riscos e proteção de dados são elementos essenciais para a governança corporativa e o desempenho empresarial. Empresas que investem em boas práticas de segurança reduzem riscos, garantem conformidade regulatória e fortalecem sua posição competitiva no mercado</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão bibliográfica realizada evidenciou que as organizações que investem em estratégias eficazes de segurança da informação não apenas garantem a conformidade com regulamentações como a LGPD e o GDPR, mas também fortalecem sua reputação e sua relação com clientes, parceiros e investidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo demonstrou que os benefícios da implementação de políticas de proteção de dados vão além da mitigação de riscos, pois empresas que adotam governança digital estruturada conseguem operar com maior eficiência, reduzir perdas financeiras associadas a ataques cibernéticos e melhorar a tomada de decisões estratégicas. A credibilidade organizacional também é impactada positivamente, uma vez que a conformidade regulatória é cada vez mais valorizada pelo mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a pesquisa apontou desafios significativos na implementação dessas políticas, a complexidade regulatória, a falta de conscientização organizacional, a dependência de terceiros e a evolução constante das ameaças cibernéticas foram identificadas como barreiras que dificultam a adoção de um modelo de segurança eficaz. Empresas que não priorizam a segurança da informação ficam mais vulneráveis a ataques, sanções regulatórias e crises reputacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desses desafios, foram apresentadas melhores práticas amplamente recomendadas pela literatura. A adoção de normas internacionais como a ISO 27001, a implementação de políticas de controle de acessos, o uso de inteligência artificial para monitoramento contínuo, a capacitação de colaboradores e a auditoria periódica de segurança são estratégias fundamentais para garantir a integridade e a proteção das informações corporativas. Além disso, a transparência na comunicação sobre proteção de dados fortalece a confiança dos stakeholders e contribui para a construção de um ambiente de negócios mais seguro e confiável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nessas considerações, conclui-se que a gestão de riscos e a proteção de dados devem ser encaradas como investimentos estratégicos e não apenas como uma exigência regulatória. Empresas que priorizam a segurança da informação e a governança digital conseguem minimizar ameaças, garantir sua continuidade operacional e se posicionar de forma mais competitiva no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo contribui para o entendimento das estratégias de proteção de dados em ambientes corporativos, destacando sua relevância para a governança e o desempenho organizacio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO EM ASSOCIAÇÃO COM O BIOFEEDBACK OU ISOLADO NO TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM PACIENTES PROSTECTOMIZADOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/treinamento-da-musculatura-do-assoalho-pelvico-em-associacao-com-o-biofeedback-ou-isolado-no-tratamento-de-incontinencia-urinaria-em-pacientes-prostectomizados-uma-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 14:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 108/MAR 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/03/25/treinamento-da-musculatura-do-assoalho-pelvico-em-associacao-com-o-biofeedback-ou-isolado-no-tratamento-de-incontinencia-urinaria-em-pacientes-prostectomizados-uma-revisao-de-literatura/</guid>

					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&#160;https://www.doi.org/e no local indicado, digite:&#160;10.5281/zenodo.6384838&#160;e clique em SUBMIT. Autores: Ana Caroline Rodrigues Chaves; Vinícius Oliveira Santos; BeatrizPaulino de Oliveira; Karolina de Queiroz Vasconcelos da Cunha; NicoleDelgado Austregésilo.e-mail do responsável: anacarolinechaves@hotmail.com Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU)Curso de FisioterapiaRecife, PE. RESUMO: Introdução: O câncer de próstata (CP) é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="\&quot;wp-block-columns\&quot; is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/02/driven-by-DOI.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43833\"/></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite:&nbsp;<strong>10.5281/zenodo.6384838&nbsp;</strong>e clique em SUBMIT.</p>
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<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background is-style-wide\" style=\"background-color:#feee00;color:#feee00\"/>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores</strong>: Ana Caroline Rodrigues Chaves; Vinícius Oliveira Santos; Beatriz<br />Paulino de Oliveira; Karolina de Queiroz Vasconcelos da Cunha; Nicole<br />Delgado Austregésilo.<br /><strong>e-mail do responsável</strong>: anacarolinechaves@hotmail.com</p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-black-background-color has-black-color is-style-wide\"/>


<h3 class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-heading">Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU)<br />Curso de Fisioterapia<br />Recife, PE.</h3>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-black-background-color has-black-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong><br /><br /><strong>Introdução</strong>: O câncer de próstata (CP) é o tipo de neoplasia mais comum entre os homens, e está relacionada a alguns fatores de risco. O tipo de intervenção depende do estágio do tumor e da idade do paciente, dentre as complicações dos tratamentos, uma das mais comuns é a incontinência urinária (IU), sendo considerada como a perda do controle da musculatura da bexiga ou micção não intencional e é classificada em cinco tipos: de estresse, de urgência, mista, transbordamento e funcional. Em relação à abordagem não invasiva como método de tratamento, o treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP), biofeedback e a estimulação elétrica são recursos utilizados por fisioterapeutas para fornecer um maior controle miccional através do fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. <strong>Objetivos:</strong> Revisar e comparar o treinamento da musculatura do assoalho pélvico isoladamente à sua aplicação associada ao biofeedback e seus efeitos clínicos no tratamento de incontinência urinaria pós-prostatectomia. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura publicada nos últimos 12 anos, nas bases de dados PubMed, BIREME, LILACS, MEDLINE, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos do tipo ensaio clínico randomizado, estudo quase-experimentais, coorte, caso-controle e transversal que abordassem pacientes diagnosticados com CP que realizaram prostatectomia, desenvolvendo IU. Como critérios de exclusão, estudos compostos por pacientes com IU antes da cirurgia ou que analisassem outros tipos de terapias associadas ao tratamento foram descartados, assim como artigos de revisão e duplicidade de estudos. <strong>Resultados e Discussões: </strong>Foram encontrados 57 artigos, após leitura do título e resumo, 11 foram selecionados para leitura na íntegra e 8 elegíveis para a revisão. Foi possível comparar os estudos selecionados, visto que todos se utilizaram do teste de absorvente, considerado padrão ouro na avaliação da IU. Ainda assim, os resultados dos estudos dividiram-se, sendo metade favorável ao uso do biofeedback associado ao TMAP e metade não mostrando relevância significativa quando comparado ao TMAP isolado. <strong>Conclusão:</strong> Dessa forma, é certo que o treinamento da musculatura do assoalho pélvico aplicado isoladamente contribui para o tratamento da incontinência urinaria, mas a sua associação ao biofeedback ainda diverge na literatura por falta de protocolos de intervenção para esse tipo de tratamento, o que interfere nos resultados da pesquisa.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Assoalho pélvico; Exercícios; Prostatectomia; Incontinência Urinária; Biofeedback.</p>


<p class="wp-block-paragraph">I.<strong>INTRODUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">O câncer de próstata (CP) é o tipo de neoplasia mais comum entre os homens, e está relacionada a alguns fatores de risco, como a etnia, idade, estilo e qualidade de vida. A escolha dos tipos de tratamento depende do estágio do tumor e da idade do paciente<sup>1</sup>. Os mais prevalentes são: radioterapia, quimioterapia, prostatectomia radical (PR) e terapia de privação de androgênio (TPA)<sup>2</sup>. Dentre as complicações dos tratamentos de CP são comuns as disfunções urinária, fecal e sexual<sup>2,3</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A incontinência urinária (IU) é considerada como a perda do controle da musculatura da bexiga ou micção não intencional, sendo classificada em cinco tipos, são eles: estresse, urgência, mista, transbordamento e funcional<sup>3,4</sup>. O tratamento da IU pode ser feito de modo invasivo ou não invasivo, entretanto, o tratamento invasivo não é indicado para esse perfil de paciente, sendo postergado em aproximadamente um ano<sup>5</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, é preferível o tratamento não invasivo, o qual pode ser composto por dieta adequada, treinamento da bexiga, treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP), biofeedback e estimulação elétrica funcional<sup>5</sup>. Uma revisão sistemática da Dovepress aponta que o TMAP é o recurso mais utilizado por fisioterapeutas no tratamento de homens pós-prostatectomia radical que apresentam incontinência urinária por estresse (IUE)<sup>1,6</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Essa técnica, conceituada por Kegel como sendo um método terapêutico usado no tratamento de incontinências, visa ao aumento do volume muscular e da força de contração em caso de aumento da pressão intra-abdominal, com isso, a musculatura pélvica é fortalecida e há um maior controle sobre a micção<sup>5.</sup> Na prática clínica, é frequente que o paciente seja instruído dos exercícios por um fisioterapeuta. Em um dos exercícios é orientado que o paciente tente conter a urina e utilize seu dedo para sentir a contração dos músculos através do ânus<sup>7</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O biofeedback associado ao TMAP é um aliado para saber quais músculos estão sendo ativados na contração, através de sondas inseridas no reto ou na vagina dos pacientes servindo para ajudar na identificação de qual musculatura precisa ser treinada<sup>8</sup>. Embora o TMAP seja frequentemente utilizado no tratamento de IU em homens pós-prostatectomia, a adesão ao biofeedback entre os pacientes ainda é hesitada por se tratar de um procedimento desagradável<sup>8</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como objetivo revisar e comparar o treinamento da musculatura do assoalho pélvico isoladamente à sua aplicação associada ao biofeedback e seus efeitos clínicos no tratamento de IU pós-prostatectomia. </p>


<p class="wp-block-paragraph">II.<strong>MÉTODOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Este artigo trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura publicada sobre o tema. Os dados foram obtidos entre os meses de outubro a dezembro de 2021. A seleção dos artigos foi realizada pelas bases da dados PubMed, BIREME, LILACS, MEDLINE e foram incluídos os estudos publicados nos últimos 12 anos (2010 a 2021), nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando os seguintes descritores: pelvic floor, exercises, prostatectomy, urinary incontinence, bi ofeedback, e seus respectivos descritores em português.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos apenas estudos do tipo ensaio clínico randomizado, estudo quase-experimentais, coorte, caso-controle e transversal que abordassem pacientes diagnosticados com câncer de próstata que realizaram prostatectomia, desenvolvendo IU. Como critérios de exclusão, estudos compostos por pacientes com IU antes da cirurgia ou que analisassem outros tipos de terapias associadas ao tratamento de IU foram descartados, assim como artigos de revisão e duplicidade de estudos nas bases de dados.</p>


<p class="wp-block-paragraph">III.<strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Na busca realizada nas bases de dados foram encontrados 57 artigos, após leitura do título e resumo, 11 foram selecionados para leitura na íntegra e 8 elegíveis para a revisão. Os demais foram excluídos pelos critérios de: duplicidade, estudos de revisão, abordarem outras técnicas terapêuticas, respostas a outros artigos e fuga ao tema. As características dos artigos selecionados estão apresentadas na Tabela 1.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Segundo Milios<sup>3</sup>, o teste de absorvente de 24h é o padrão ouro da atualidade na avaliação de pacientes com IU. Ele classifica a gravidade de acordo com o peso coletado no absorvente, sendo leve &lt;100g, moderado 100-400g, grave&gt;400g. Diante disso, foi possível analisar e comparar os estudos selecionados, visto que todos se utilizaram desse método de avaliação, além de outros complementares.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Em Santos et al. (2017)<sup> 9</sup> e Oh JJ et al. (2019)<sup> 10</sup> os grupos experimentais (GE) receberam TMAP associado ao Biofeedback, porém aplicados com frequências diferentes, sendo no primeiro, uma vez por semana durante oito semanas e no segundo, quatro vezes por dia, com 10 minutos por sessão de exercício, ainda assim, obtiveram resultados semelhantes. No estudo de 2019, o GE reportou menos perda de urina no 1º mês em comparação ao grupo controle (GC) (71,0g vs. 120,8g; P=0,028), a partir do 2º mês, ambos os estudos apresentaram melhora nos quadros clínicos em relação à redução da perda de urina e ao tempo de recuperação da continência, porém sem grande diferença entre GC e GE.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Três dos oito estudos selecionados, Eshuis et al. (2015)<sup> 11</sup>, Lira et al. (2019)<sup> 12</sup> e Tienforti et al. (2011)<sup> 13</sup>, realizaram TMAP em conjunto com Biofeedback no perioperatório de prostatectomia radical aplicando respectivamente 4, 2 e 1 sessões de tratamento antes da cirurgia, além da continuação do tratamento no pósoperatório. Os três estudos apresentaram diferenças significativas entre si, enquanto no primeiro 77,2% dos pacientes do GE alcançou a continência em um ano (P&gt;0,05), o segundo atingiu 70% em apenas três meses (P &gt;0,05) e o terceiro chegou a 62% no período de seis meses (P=0.002). Possivelmente, essas divergências se deram devido a utilização de protocolos de intervenção não equivalentes entre os estudos.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Dentre todos os estudos, o de Kim et al. (2020)<sup> 14</sup> foi o que demonstrou os melhores resultados, visto que, em três meses 100% dos pacientes do GE estavam continentes em comparação aos 56% do GC. Tal divergência intergrupos, e até mesmo entre os artigos, pode estar relacionada ao protocolo de intervenção utilizado no estudo, o qual consistia em 30 minutos de sessão por semana, realizando 20–25 contrações com durações de 3–5 segundos em força submáxima em três posições diferentes. Adicionado a isso, o fisioterapeuta checava constantemente através da palpação e ultrassom a correta execução dos exercícios com correções quando necessário.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos de Ribeiro et al. (2010)<sup> 15</sup> e Kim et al. (2020)<sup> 14</sup> observou-se que os resultados obtidos pelos GC foram visivelmente inferiores aos GE, provavelmente porque o GC deles recebeu apenas instruções para a realização dos exercícios de Kegel, sem haver acompanhamento de um fisioterapeuta, enquanto nos demais estudos, o GC teve assistência profissional.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Por último, o estudo de Sayılan e Özbaş (2018)<sup>5</sup>, em concordância com os demais estudos apresentados, corrobora que o tratamento apenas com um programa de exercícios para o assoalho pélvico é capaz de demonstrar melhoras no quadro clínico dos pacientes ao se comparar a tratamento nenhum.</p>


<p class="wp-block-paragraph">IV.<strong>CONCLUSÕES</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Diante disso é certo que o TMAP aplicado isoladamente contribui para o tratamento da IU, porém sua associação ao biofeedback ainda diverge na literatura, pois a falta de um protocolo de intervenção para esse tratamento interfere nos resultados das pesquisas. Assim sendo, novos estudos devem ser realizados de forma padronizada para maior certeza sobre o uso dessas técnicas associadas no tratamento da IU pós-prostatectomia. </p>


<p class="wp-block-paragraph">V.<strong>REFERÊNCIAS</strong></p>


<ol class="wp-block-list"><li>Strączyńska A, Weber-Rajek M, Strojek K, Piekorz Z, Styczyńska H, Goch A, et al. The impact of pelvic floor muscle training on urinary incontinence in men after radical prostatectomy (RP) – A systematic review. Clin Interv Aging. 2019;14:1997–2005.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"2\"><li>Chaves SN, de Lima FD, Bottaro M, Mota MR, de Oliveira RJ. Fatigue and muscle function in prostate cancer survivors receiving different treatment regimens. Rev Bras Med do Esporte. 2019;25(6):498–502.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"3\"><li>Milios JE, Ackland TR, Green DJ. Pelvic floor muscle training in radical prostatectomy: A randomized controlled trial of the impacts on pelvic floor muscle function and urinary incontinence. BMC Urol. 2019;19(1):1–10.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"4\"><li>Irwin GM. Urinary Incontinence. Prim Care &#8211; Clin Off Pract [Internet].</li></ol>


<p class="wp-block-paragraph">2019;46(2):233–42. Available at: https://doi.org/10.1016/j.pop.2019.02.004</p>


<ol class="wp-block-list" start=\"5\"><li>Aydın Sayılan A, Özbaş A. The Effect of Pelvic Floor Muscle Training On Incontinence Problems After Radical Prostatectomy. Am J Mens Health. 2018;12(4):1007–15.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"6\"><li>Bardsley A. An overview of urinary incontinence. Pract Nurs. 2016;27(11):537–45.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"7\"><li>Pan LH, Lin MH, Pang ST, Wang J, Shih WM. Improvement of Urinary Incontinence, Life Impact, and Depression and Anxiety With Modified Pelvic Floor Muscle Training After Radical Prostatectomy. Am J Mens Health. 2019;13(3).</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"8\"><li>Hsu LF, Liao YM, Lai FC, Tsai PS. Beneficial effects of biofeedbackassisted pelvic floor muscle training in patients with urinary incontinence after radical prostatectomy: A systematic review and metaanalysis. Int J Nurs Stud [Internet]. 2016;60:99–111. Available at: http://dx.doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2016.03.013</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"9\"><li>de Santana e Santos NA, Saintrain MV de L, Regadas RP, da Silveira RA, de Menezes FJC. Assessment of physical therapy strategies for recovery of urinary continence after prostatectomy. Asian Pacific J Cancer Prev. 2017;18(1):81–6.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"10\"><li>Oh JJ, Kim JK, Lee H, Lee S, Jin Jeong S, Kyu Hong S, et al. Effect of personalized extracorporeal biofeedback device for pelvic floor muscle training on urinary incontinence after robot-assisted radical prostatectomy: A randomized controlled trial. Neurourol Urodyn. 2020;39(2):674–81.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"11\"><li>Joke Dijkstra-Eshuis, Tine W.L. Van den Bos, Rosa Splinter, Rob F.M. Bevers, Willemijn C.G. Zonneveld, Hein Putter, Rob C.M. Pelger and PJV der Z. Effect of Preoperative Pelvic Floor Muscle Therapy With Biofeedback Versus Standard Care on Stress Urinary Incontinence and Quality of Life in Men Undergoing Laparoscopic Radical Prostatectomy: A Randomised Control Trial. Neurourol Urodyn. 2015;150(May 2013):144–50.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"12\"><li>de Lira GHS, Fornari A, Cardoso LF, Aranchipe M, Kretiska C, Rhoden EL. Effects of perioperative pelvic floor muscle training on early recovery of urinary continence and erectile function in men undergoing radical prostatectomy: A randomized clinical trial. Int Braz J Urol. 2019;45(6):1196–203.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"13\"><li>Tienforti D, Sacco E, Marangi F, Addessi AD, Racioppi M, Gulino G, et al. Efficacy of an assisted low-intensity programme of perioperative pelvic fl oor muscle training in improving the recovery of continence after radical prostatectomy: a randomized controlled trial. BJU Int. 2012;1004–11.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"14\"><li>Kim YU, Lee DG, Ko YH. Pelvic floor muscle exercise with biofeedback helps regain urinary continence after robot-assisted radical prostatectomy. Yeungnam Univ J Med. 2020;1–8.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"15\"><li>Ribeiro LHS, Prota C, Gomes CM, De Bessa J, Boldarine MP, Dall’Oglio MF, et al. Long-term effect of early postoperative pelvic floor biofeedback on continence in men undergoing radical prostatectomy: A prospective, randomized, controlled trial. J Urol [Internet]. 2010;184(3):1034–9. Available at: http://dx.doi.org/10.1016/j.juro.2010.05.040</li></ol>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 – Características dos artigos selecionados.</strong></p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Autor /Ano</strong></td><td><strong>Objetivos</strong></td><td><strong>Intervenção no Grupo experimental (GE)</strong></td><td><strong>Intervenção no Grupo controle (GC)</strong></td><td><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td><strong>Santo s NAS et al. 2017</strong></td><td>Analisar o impacto da fisioterapia na recuperação da continência urinária após prostatectomia</td><td>(n=7) TMAP com biofeedback uma vez por semana durante oito semanas.</td><td>(n=6) Exercícios ativos realizados na clínica apenas.</td><td>Diferença significativa no resultado antes (p=0,070) e após (p=0,015) do tratamento entre os grupos, mas a redução da perda urinária e o tempo de recuperação da continência foram equivalentes em ambos.</td></tr><tr><td><strong>Oh JJ et al. 2019</strong></td><td>Investigar a eficácia de um novo dispositivo de biofeedback extracorpóreo personalizado para o TMAP na recuperação da IU pós-prostatectomia</td><td>(n=42) TMAP mais biofeedback, através de um novo dispositivo</td><td>(n=42) TMAP com os mesmos parâmetros</td><td>O grupo de intervenção mostrou um volume significativamente menor de perda de urina no 1° mês do que o GC em um teste do absorvente de 24 horas (71,0 g vs. 120,8 g; P = 0,028). No entanto, a partir da visita de 2 meses, não foram observadas diferenças significativas intergrupos.</td></tr><tr><td><strong>Eshui s JD et al 2015</strong></td><td>Relatar os efeitos do TMAP pré- operatória na IU de esforço em homens submetidos à PR laparoscópica.</td><td>(n=56) TMAP com biofeedback uma vez por semana no préoperatório, com acompanhamento de 4 semanas.</td><td>(n=46) Sessões de TMAP com duração de 30 minutos uma vez por semana por 4 semanas.</td><td>Não houve diferenças significativas entre os dois grupos na incidência de IU de esforço, com base no teste de absorvente (P = 0,05). Em todos os pacientes, a continência foi alcançada em 77,2% em 1 ano de pósoperatório.</td></tr><tr><td><strong>Lira</strong> <strong>GHS</strong> <strong>et al 2019</strong></td><td>Avaliar os efeitos do TMAP perioperatório versus cuidados habituais sobre a recuperação precoce da continência urinária após PR.</td><td>(n=16) Duas sessões de TMAP pré-PR incluindo exercícios e biofeedback, instruções para continuar o TMAP até a cirurgia, e retomar após a remoção do cateter uretral.</td><td>(n=15) Cuidados habituais pósPR.</td><td>Três meses após a PR, a taxa de IU do GC foi de 72,7% e 70,0% no grupo de intervenção (P &gt;0,05).</td></tr><tr><td><strong>Tienf orti D et al 2011</strong></td><td>Avaliar a eficácia do biofeedback pré- operatório combinado a um programa assistido de baixa intensidade de fisioterapia perineal pósoperatória na redução da IU em pacientes submetidos à PR.</td><td>(n=16) Uma sessão de treinamento com biofeedback com supervisão oral e instruções escritas sobre exercícios Kegel e um programa estruturado de exercícios pós- operatórios no dia anterior à PR.</td><td>(n=16) Após a remoção do cateter, instruções orais e escritas sobre exercícios Kegel a serem realizados em casa.</td><td>No grupo de intervenção, a continência foi alcançada por 6, 8 e 10 pacientes em seguimentos de 1, 3 e 6 meses, respectivamente, vs. 0 pacientes (P = 0,02), 1 paciente (P = 0,01) e 1 paciente (P = 0,002) no GC em cada seguimento, nessa ordem.</td></tr></tbody></table></figure>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Ribei ro</strong> <strong>LHS et al 2010</strong></td><td>Testar a eficácia do TMAP com biofeedback na melhora da IU nos 12 meses após a PR.</td><td>(n=36) TMAP com biofeedback em sessões de 30 minutos realizadas pelo mesmo fisioterapeuta 1 vez por semana em 3 meses, bem como exercícios em casa.</td><td>(n=37) Apenas breve instrução do urologista para contrair os músculos da pelve.</td><td>A duração da incontinência foi menor no grupo de tratamento. No pós-operatório após 12 meses, 25 (96,15%) pacientes no grupo de tratamento e 21 (75,0%) no GC estavam continente (p 0,028).</td></tr><tr><td><strong>Kim YU et</strong> <strong>al</strong> <strong>2020</strong></td><td>Determinar o benefício do TMAP com biofeedback visual na promoção da recuperação do paciente da IU para pacientes submetidos à PR assistida por robô.</td><td>(n=41) TMAP com biofeedback 30 minutos por semana performados por um único fisioterapeuta até alcançar a continência. Pacientes foram orientados a repetir os exercícios em casa.</td><td>(n=42) Exercícios de Kegel em casa após instruções verbais do urologista.</td><td>O grupo de exercícios alcançou taxas de recuperação significativamente maiores em 1 mês (61%), 3 meses (100%,) e 6 meses (100%), em comparação ao GC, que apresentou 38,1%, 54,8% e 88,1%, respectivamente.</td></tr><tr><td><strong>Sayıla</strong> <strong>n AA</strong> <strong>e</strong> <strong>Özba</strong> <strong>ş A</strong> <strong>2018</strong></td><td>Determinar o efeito do TMAP/Kegel nos problemas de IU pós-PR assistida por robô</td><td>(n=30) Programa de exercícios para a musculatura do assoalho pélvico três vezes ao dia durante 6 meses.</td><td>(n=30) Nenhum exercício foi aplicado ao GC.</td><td>No 1° mês, mais pacientes do GE relataram o uso de até 5 absorventes por semana, enquanto no GC usaram mais de 5 por semana (p &lt;0,01). No 6° mês (p &lt;0,01), mais pacientes do GE relataram usar nenhum ou até 3 absorventes por semana, enquanto no GC relataram usar entre 1 e 4 por dia.</td></tr></tbody></table></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITO DO MÉTODO PILATES NA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeito-do-metodo-pilates-na-forca-muscular-respiratoria-em-idosos-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 21:17:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 108/MAR 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/03/18/efeito-do-metodo-pilates-na-forca-muscular-respiratoria-em-idosos-uma-revisao-integrativa/</guid>

					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site https://www.doi.org/e no local indicado, digite: 10.5281/zenodo.6369307 e clique em SUBMIT. EFFECT OF THE PILATES METHOD ON RESPIRATORY MUSCLE STRENGTH IN THE ELDERLY: AN INTEGRATIVE REVIEW. EFECTO DEL MÉTODO PILATES SOBRE LA FUERZA DE LOS MÚSCULOS RESPIRATORIOS EN LOS ANCIANOS: UNA REVISIÓN INTEGRADORA. Autores: João Paulo Alves do Couto, Lorena [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="\&quot;wp-block-columns\&quot; is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="\&quot;wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:33.33%\">
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</div>


<div class="\&quot;wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:66.66%\">
<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite: <strong>10.5281/zenodo.6369307 </strong>e clique em SUBMIT.</p>
</div>
</div>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-luminous-vivid-amber-background-color has-luminous-vivid-amber-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><em>EFFECT OF THE PILATES METHOD ON RESPIRATORY MUSCLE STRENGTH IN THE ELDERLY: AN INTEGRATIVE REVIEW.</em></p>


<p class="wp-block-paragraph"><em>EFECTO DEL MÉTODO PILATES SOBRE LA FUERZA DE LOS MÚSCULOS RESPIRATORIOS EN LOS ANCIANOS: UNA REVISIÓN INTEGRADORA.</em></p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-black-background-color has-black-color is-style-wide\"/>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores: <br /></strong>João Paulo Alves do Couto, <br />Lorena Souza Barbosa.<br />Priscila Silva Fadini.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> O envelhecimento é um processo do desenvolvimento normal, a degradação das funções fisiológicas presente no processo de envelhecimento ocasiona declínios importantes na função pulmonar. Os exercícios de Pilates utiliza de forma intensa a respiração podendo favorecer o sistema respiratório. A respiração é um fator primordial desta técnica, sempre coordenada com o movimento com ênfase no que o idealizador chamou de Powerhouse. <strong>Objetivo:</strong> Analisar através da bibliografia a melhora da força muscular respiratória em idosos pelo Método Pilates. <strong>Metodologia:</strong> Trata se de uma revisão integrativa, a busca foi feita nas bases indexadoras Google acadêmico, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e SCIELO, a seleção dos estudos foi realizada de acordo com as normas Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). <strong>Resultado:</strong> Um total de 6 artigos foram incluídos na presente revisão, três artigos não apresentaram um valor estatisticamente significante, e outros três artigos apresentaram estatística significativa. <strong>Conclusão:</strong> Os resultados encontrados não apresentaram em todos os artigos valores significativos na melhora da força muscular respiratória, no entanto, trazem efeitos positivos.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Pilates. Respiração. Musculatura Respiratória.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Aging is a process of normal development, the degradation of physiological functions present in the aging process causes important declines in lung function. Pilates exercises make intense use of breathing and can favor the respiratory system. Breathing is a key factor in this technique, always coordinated with movement with an emphasis on what the creator called Powerhouse. <strong>Objective:</strong> To analyze through the bibliography the improvement of respiratory muscle strength in the elderly by the Pilates Method. <strong>Methodology</strong>: This is an integrative review, the search was carried out on the Google academic indexing bases, Virtual Health Library (VHL), PubMed and SCIELO, the selection of studies was carried out according to the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta standards -Analyses (PRISMA). <strong>Result:</strong> A total of 6 articles were included in the present review, three articles did not present a statistically significant value, and another three articles presented significant statistics. <strong>Conclusion:</strong> The results found did not present in all articles significant values ​​in improving respiratory muscle strength, however, they bring positive effects.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong><strong>: </strong>Pilates. Breath. Respiratory Muscle</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introducción:</strong> El envejecimiento es un proceso de desarrollo normal, la degradación de las funciones fisiológicas presentes en el proceso de envejecimiento provoca importantes deterioros en la función pulmonar. Los ejercicios de Pilates hacen un uso intenso de la respiración y pueden favorecer el sistema respiratorio. La respiración es un factor clave en esta técnica, siempre coordinada con el movimiento con énfasis en lo que el creador llamó Powerhouse. <strong>Objetivo:</strong> Analizar a través de la bibliografía la mejora de la fuerza de la musculatura respiratoria en ancianos por el Método Pilates. <strong>Metodología:</strong> Se trata de una revisión integradora, la búsqueda se realizó en las bases de indexación académica de Google, Virtual Health Library (BVS), PubMed y SCIELO, la selección de estudios se realizó de acuerdo a los Preferred Reporting Items for Systematic Reviews y Meta -Análisis (PRISMA). <strong>Resultado:</strong> Se incluyeron un total de 6 artículos en la presente revisión, tres artículos no presentaron un valor estadísticamente significativo y otros tres artículos presentaron estadísticas significativas. <strong>Conclusión:</strong> Los resultados encontrados no presentaron en todos los artículos valores significativos en la mejora de la fuerza muscular respiratoria, sin embargo, traen efectos positivos.</p>


<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Descriptores:</strong> Pilates. Aliento. Músculo respiratorio</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento é um processo inevitável e involuntário, o aumento da proporção de idosos na população ocorre em todo o mundo. Pensa-se que o sistema respiratório seja o sistema do organismo que envelhece mais rapidamente devido à maior exposição a poluentes ambientais ao longo dos anos. A perda de elasticidade é a alteração estrutural predominante no idoso, baixa resistência dos bronquíolos, diminuição de números de alvéolos e também, é evidente a diminuição da superfície total expiratória<sup>1</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que o envelhecimento afeta os músculos respiratórios devido à redução significativa na força do diafragma. A diminuição da força muscular do diafragma ocorre devido a substituição de tecido muscular por tecido gorduroso. A deposição de cálcio nas cartilagens costovertebrais e discos intervertebrais promove o enrijecimento da caixa torácica e torna as costelas mais rígidas, provocando limitações no movimento do gradil costal e na expansibilidade da caixa torácica<sup>2</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O método Pilates (MP) é baseado em alguns princípios básicos que estão presentes em cada exercício. São eles; centro de força, concentração, controle, precisão, fluidez e respiração, sendo este, o principal durante a execução do exercício. Antes de qualquer benefício que possa ser alcançado com o uso do método a pessoa necessita aprender a respirar corretamente ao realizar a completa inalação e exalação de ar. A respiração deve ser sempre coordenada com o movimento, sendo a expiração forçada e a inspiração, o mais natural possível. Comumente, expira-se nos momentos de maior esforço dos movimentos<sup>3</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da função respiratória, ocorre porque há uma resistência e diminuição da parede torácica e abdominal e isso pode gerar uma redução da capacidade durante um exercício<sup>4</sup>. O MP tem um padrão respiratório adotado e consegue atuar na mobilidade tóraco abdominal, promovendo intenso recrutamento do músculo transverso do abdome e do músculo oblíquo interno. O método prioriza a expansão lateral da caixa torácica e, assim, influencia os volumes pulmonares durante os exercícios, o treino da musculatura respiratória é constante, trabalhando tanto resistência quanto força<sup>5</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">É necessário a inclusão de exercícios respiratórios em programas de treinamento para idosos, para que ocorra a força muscular respiratória ideal. O MP é uma modalidade que realiza esse tipo de treinamento, para o criador do método, a respiração é um dos princípios importantes devido ao melhor sincronismo entre músculos respiratórios e os estabilizadores do tronco, levando a um maior controle muscular<sup>6</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral da presente pesquisa foi realizar uma revisão integrativa sobre a utilização do MP pelo fisioterapeuta na força muscular respiratória em idosos. E como objetivo específico, explicar o MP, definir a anatomia respiratória e descrever a mecânica respiratória.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A busca foi feita nas bases indexadoras Google acadêmico, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e SCIELO durante o ano de 2020. Os seguintes descritores foram empregados na busca: Pilates, respiração, musculatura respiratória e seus correlatos na língua inglesa. Os estudos encontrados foram avaliados dentro dos seguintes critérios de inclusão: a) texto redigido na língua portuguesa, inglesa e espanhola, b) amostra composta por sujeitos idosos saudáveis c) ensaios clínicos d) artigos que estiveram disponíveis na íntegra e publicados entre os anos de 2010 e 2020 e) ensaios clínicos. Foram inseridos na presente revisão, tanto estudos de caráter agudo, quanto crônicos. Os estudos foram incluídos caso respondessem positivamente aos critérios de inclusão. Já os critérios de exclusão resumiram: estudos que não atendessem os critérios de inclusão mencionados e artigos duplicados.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa teve início após a, identificação dos artigos científicos, na base de dados BVS, PubMed e SCIELO, através de uma leitura exploratória dos resumos. Em seguida, selecionamos os artigos que apresentaram aspectos que respondiam à questão norteadora: Quais os efeitos do Método Pilates na força muscular respiratória? Após a pré-seleção, foram extraídos os conceitos abordados em cada artigo e de interesse da pesquisadora.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Os seguintes passos do método da revisão integrativa da literatura foram seguidos: 1) formulação da pergunta pesquisa; 2) definições dos critérios de inclusão e exclusão; 3) coleta de dados; 4) análises dos estudos selecionados; 5) interpretação dos resultados; e 6) apresentação, de forma clara, a evidência encontrada.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos estudos desta revisão Integrativa, foi realizada de acordo com as normas do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) de forma a obter alguma qualidade nos resultados (Figura 1).</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 1: </strong>Fluxograma de informação com as diferentes fases do processo de revisão para a seleção de artigos</p>


<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/03/IMG-690x463.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43951\"/><figcaption><a href=\"e: criado pelo autor\"><strong>Fonte:</strong> autor</a></figcaption></figure></div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao realizar a seleção do material a ser utilizado na presente pesquisa, foram encontrados 43 estudos no total, através das estratégias de busca eletrônica sobre o tema. Dos trabalhos encontrados foram excluídos 5 por duplicidade nas fontes de pesquisa, depois disso, foram excluídos 22 artigos após leitura do título e do resumo. Foi realizada leitura na íntegra de 16 artigos para identificação de correlação com o tema, sendo removido 10 artigos por critério de elegibilidade, resultando em 6 artigos para uso neste trabalho científico, sendo 3 em inglês e 3 em português. Os resultados foram agrupados por autoria e ano, amostra, desenho do estudo, número de sessões, intervenção, objetivo e resultados, conforme descrito no quadro. Cada um dos 6 artigos fora escrito por autores diferentes.</p>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1:</strong> Resumos dos estudos incluídos na revisão</p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Autor/Ano</strong></td><td><strong>Desenho</strong></td><td><strong>Amostra (n)</strong></td><td><strong>Número de sessões</strong></td><td><strong>Protocolo</strong> <strong>(intervenção)</strong></td></tr><tr><td><strong>Fonsêca et al. (2012)</strong><sup><strong>2</strong></sup></td><td>Ensaio clinico</td><td>33</td><td>24</td><td>Mat pilates, envolvendo alongamento e fortalecimento.</td></tr><tr><td><strong>Lopes,Ruas e Patrizzo. (2014)</strong><sup><strong>7</strong></sup></td><td>Ensaio clinico</td><td>7</td><td>22</td><td>Mat pilates envolvendo alongamentos, fortalecimentos e exercícios do MP.</td></tr><tr><td><strong>Alvarenga et al. (2018)</strong><sup><strong>8</strong></sup></td><td>Estudo controlado randomizado</td><td>36</td><td>20</td><td>Os dispositivos utilizados nesse estudo foram: cadilac, combo chair e reformer.</td></tr><tr><td><strong>Martinez et al. (2018)</strong><sup><strong>9</strong></sup></td><td>Estudo transversal analítico</td><td>22</td><td>X</td><td>X</td></tr><tr><td><strong>Tozim e Navega. (2018)</strong><sup><strong>6</strong></sup></td><td>Estudo Randomizado</td><td>31</td><td>16</td><td>Mat pilates, envolvendo, exercícios para estabilização, fortalecimento, alongamento, treinamento de equilíbrio e exercícios do MP.</td></tr><tr><td><strong>Santos et al. (2019)</strong><sup><strong>10</strong></sup></td><td>Estudo de intervenção</td><td>19</td><td>10</td><td>Mat Pilates, roteiro incluiu uma sequência de relaxamento, alongamento, fortalecimento, abdominal e exercícios do MP</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Legenda </strong>– Mat = Colchonete; MP = Método Pilates.<br /><strong>Fonte:</strong> Autor</figcaption></figure>


<p class="wp-block-paragraph"></p>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2:</strong> Resumos dos estudos incluídos na revisão (continuação)</p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Autor/Ano</strong></td><td><strong>Avaliação</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Resultado</strong></td></tr><tr><td><strong>Fonsêca et al. (2012)</strong><sup><strong>2</strong></sup></td><td>Função pulmonar através da espirometria e Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Analisar a influência do Pilates na força dos músculos respiratórios.</td><td>Não houve variação significativa dos valores de força.</td></tr><tr><td><strong>Lopes,Ruas e Patrizzo. (2014)</strong><sup><strong>7</strong></sup></td><td>Função pulmonar através da espirometria e Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Avaliar os efeitos de exercícios do método Pilates na força muscular respiratória de idosas antes e após 11 semanas de treinamento.</td><td>Os resultados do estudo mostraram aumento significativo em relação à pressão expiratória máxima.</td></tr><tr><td><strong>Alvarenga et al. (2018)</strong><sup><strong>8</strong></sup></td><td>Função pulmonar através da espirometria e Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Avaliar a influência do treinamento muscular inspiratório combinado com o método Pilates na função pulmonar em mulheres idosas.</td><td>A intervenção levou a um aumento da força muscular inspiratória máxima.<br /></td></tr><tr><td><strong>Martinez et al. (2018)</strong><sup><strong>9</strong></sup></td><td>Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Comparar o equilíbrio corporal, a mobilidade e a força muscular respiratória de mulheres idosas praticantes do Método Pilates e idosas ativas.</td><td>A avaliação da força muscular respiratória, não houve diferença significativa.</td></tr><tr><td><strong>Tozim e Navega. (2018)</strong><sup><strong>6</strong></sup></td><td>Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Analisar a influência do método Pilates na força muscular respiratória em mulheres idosas.</td><td>Os resultados da força muscular inspiratória não foram significativos.</td></tr><tr><td><strong>Santos et al. (2019)</strong><sup><strong>10</strong></sup></td><td>Função pulmonar através da espirometria e Força respiratória pela Pimáx e Pemáx através do manômetro.</td><td>Analisar os efeitos do método Pilates no solo na qualidade de vida, função pulmonar e força muscular respiratória em mulheres idosas.</td><td>Houve melhora da força muscular inspiratória e expiratória.</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Legenda </strong>&#8211; PEmáx= pressão inspiratória máxima; PImáx = pressão inspiratória máxima.<br /><strong>Fonte:</strong> criado pelo autor</figcaption></figure>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo foi realizada uma revisão integrativa, abordando estudos sobre a utilização do Método Pilates pelo fisioterapeuta na força muscular respiratória. Sabemos que com o avanço da idade, ocorrem modificações fisiológicas que ocasionam redução da massa muscular, força e função em muitos sistemas. Alguns acontecimentos estão relacionados ao envelhecimento e a redução da força muscular respiratória, como alterações no tecido conjuntivo que aumentam a rigidez da caixa torácica e reduzem o componente elástico dos pulmões, influenciando diretamente na mecânica respiratória. Outro fenômeno é a redução da força dos músculos respiratórios. Sendo assim, os idosos apresentam diminuição da pressão inspiratória máxima (PImáx), em decorrência da fraqueza dos músculos inspiratórios, e diminuição da pressão expiratória máxima (PEmáx) devido à redução da força dos músculos abdominais e intercostais<sup>11</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos (Fonsêca et al.<sup>2</sup>, 2012; Martinez et al.<sup>9</sup>; Tozim e Navega<sup>6</sup>). Os valores de força dos músculos respiratórios (MR) obtidos não foram significativos, mas um aumento da força muscular respiratória foi observado, mostrando que o MP tem efeito positivo nessa população, indicando que esta prática pode influenciar na manutenção de força muscular respiratória adequada em mulheres idosas. O estudo de Martinez et al<sup>9</sup>, foi um estudo transversal e não avaliou o tempo total, intensidade e tipos de exercícios. É necessário ponderar a forma e o tipo de exercício, o foco na área corporal, o número de repetições e a frequência de sessões, visto que, podem influenciar os resultados e devem ser considerados.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao estudo de Santos et al.<sup>10</sup> evidenciou – se, que houve melhora da força muscular inspiratória (40,5%) e expiratória (42,9%). O estudo foi capaz de demonstrar a eficácia do método Pilates em relação a melhora da capacidade pulmonar, força muscular tanto expiratória como inspiratória e qualidade de vida. Isso pode estar relacionada com a respiração realizada durante o exercício, um dos princípios norteadores desse método: a técnica respiratória denominada de “respiração lateral”, e também a mobilidade torácica que favorece a expansão pulmonar. A respiração correta do Pilates (respiração lateral), deve ser realizada com os músculos da região abdominal contraídos e utilizando os músculos torácicos e costais para gerar expansão lateral da caixa torácica. A respiração lateral está associada principalmente a contração dos músculos estabilizadores profundo da coluna, ao realizar a contração destes músculos, há participação do principal músculo da respiração, que é o diafragma, o que, presumivelmente, gera seu fortalecimento<sup>12</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada por Lopes, Ruas e Patrizzi<sup>7</sup> embora não tenham especificado se o Pilates estava no solo ou em um aparelho, usaram apenas 5 exercícios e não encontraram ganhos significativos na Pimáx. Más demonstram o aumento significativo em relação à pressão expiratória máxima. Devido ao trabalho respiratório intenso e constante dos músculos abdominais, que tem sua ação predominantemente expiratória, e, por isso, pode atuar positivamente na força muscular respiratória, contudo o número de participantes do estudo não é significativo para afirmar que os exercícios baseados no método Pilates são indicados para os ganhos obtidos. Já no estudo de Alvarenga et al<sup>8</sup> , um estudo controlado randomizado com (n=36), com menor número de sessões e maior número de exercícios, o PImáx evoluiu significativamente em idosos. As melhorias da PImáx podem ser atribuídas ao princípio da centralização. Provavelmente, esse princípio norteador do método possibilitou o recrutamento dos músculos do tronco e da parede abdominal, assim como do diafragma, o que resultou na melhora da mobilidade toraco abdominal e no aumento da força dos músculos respiratórios<sup>13</sup>, corroborando com Santos; Cancelliero-Gaiad; Arthuri<sup>12</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">É importante salientar que os resultados positivos encontrados sejam atribuídos a Respiração e a Centralização, principais princípios que conduzem o MP. O princípio da respiração do Método Pilates exige uma expiração máxima durante os exercícios. Os principais fatores responsáveis pelo trabalho de centralização são, o recrutamento das fibras de músculos profundo através da respiração, juntamente com a contração abdominal. Os músculos abdominais são ativados realizando a expiração máxima, principalmente o músculo reto abdominal, explicando, assim, o aumento da força muscular expiratória nos praticantes do método<sup>14</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Com relação ao desenho de estudo, apenas um artigo incluído nessa revisão é do tipo ensaio clínico randomizado. Esse tipo de desenho de estudo é considerado de alta relevância para verificar o efeito de uma intervenção. Esse trabalho foi importante para mostrar a necessidade de mais estudos com melhor qualidade metodológica, para mensurar com mais fidedignidade a eficácia do MP.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Com esta revisão, verificou-se, que o Método Pilates não apresentou em todos os artigos valores significativos na melhora da força muscular respiratória, isso pode ser justificado pelo pouco tempo de atividade, sendo necessário, talvez, um tempo mais prolongado para que seja notada uma melhor resposta nesses marcadores funcionais. No entanto, trazem efeitos positivos, pois, idosos parecem manter melhor a força muscular respiratória. Quando dado o estímulo correto, a força muscular pode ser melhorada em qualquer idade já que o exercício físico é benéfico para os músculos. Assim o MP é um treinamento alternativo em idoso, visto que, trabalha respirando em conjunto com a realização de exercícios, reduzindo os efeitos do envelhecimento no sistema respiratório.</p>


<p class="wp-block-paragraph"> <strong>REFERÊNCIAS</strong></p>


<ol class="wp-block-list"><li>Ruivo S, Viana P, Martins C, Baeta C. Efeito do envelhecimento cronológico na função pulmonar. Comparação da função respiratória entre adultos e idosos saudáveis. Rev Port de Pneumol. 2009 ago; 15(4): 629-53.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"2\"><li>Fonsêca AMC, Gomes AC, Bezerra NMB, Guerra RO, Fregonesi GAF, Maciel ACC. Influência do método Pilates na força muscular respiratória de idosas. Fisioterapia Brasil. 2012 out; 13(5): 330-5.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"3\"><li>Marés G, Oliveira KB, Piazza MC, Preis C, Neto LB. A importância da estabilização central no método Pilates: uma revisão sistemática. Fisioter. Mov. 2012 abr; 25(2): 445-51.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"4\"><li>Rizério JF, Almeida MLO. Treinamento muscular respiratório em indivíduos com trauma raquimedular: revisao integrativa. Cientefico. 2020 jun; 20(41): 1-14.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"5\"><li>Santos RMG, Pessoa-Santos BV, Reis IMM, Labadessa IG, Jamami M. Manuvacuometria realizada por meio de traqueias de diferentes comprimentos. Fisioter Pesqui. 2017; 24(01): 9-14.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"6\"><li>Tozim BM, Navega MT. Effect of pilates method on inspiratory and expiratory muscle strength in the elderly. Revi. bras. cineantropom. desempenho Hum. 2018 fev; 20(1):1-9.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"7\"><li>Lopes EDS, Ruas G, Patrizzi LJ. Efeitos de exercícios do método Pilates na força muscular respiratória de idosas: um ensaio clínico.Revista Brasileira&nbsp;de Geriatria e Gerontologia. 2014 jul; 17(3): 517-23.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"8\"><li>Alvarenga GM, Charkovski SA, Santos LK, Silva MAB, Tomaz GO, Gamba HR. The influence of inspiratory muscle training combined with the Pilates method on lung function in elderly women: A randomized controlled trial. Clinics. 2018 jun 18; 73:1-5.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"9\"><li>Martinez JAR, Silva LRGC, Ferraz DD, Neto MG, Silva CMS, Saquetto MB. Body balance, mobility and respiratory muscle strength in elderly women practitioners of the method pilates. Phys Res<strong>.</strong> 2018 fev; 8(1): 8-15.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"10\"><li>Santos MBF, Antunes MD, Oliveira DV, Palacio SG. O método pilates no solo na qualidade de vida, função Pulmonar e força muscular respiratória de idosas. Saúde e Pesquisa. 2019 ago; 12(2): 351-7.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"11\"><li>Pascotini, F. D. S., Fedosse, E., Ramos, M. D. C., Ribeiro, V. V., &amp; Trevisan, M. E. Força muscular respiratória, função pulmonar e expansibilidade toracoabdominal em idosos e sua relação com o estado nutricional. Fisioterapia e Pesquisa, 2016, 23(4), 416-422.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"12\"><li>Santos M, Cancelliero-Gaiad KM, Arthuri MT. Efeito do método Pilates no Solo sobre parâmetros respiratórios de indivíduos saudáveis. R. bras. Ci. e Mov. 2015; 23(1): 24-30<strong>.</strong></li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"13\"><li>Jesus LT, Baltieri L, Oliveira LG, Angeli LR, Antonio SP, Pazzianotto-Forti EM. Efeitos do método Pilates sobre a função pulmonar, a mobilidade toracoabdominal e a força muscular respiratória: ensaio clínico não randomizado, placebo-controlado. Fisioter. Pesqui. 2015 ; v. 22(3): 213-22.</li></ol>


<ol class="wp-block-list" start=\"14\"><li>Torri BG, Barros RJ, Oliveira AQ, Souza NS, Fernandes ABS. O método pilates melhora a função pulmonar e a mobilidade torácica de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. Fisioterapia Brasil. 2017; 18(1): 56-62.</li></ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O ENSINO DA NATAÇÃO E OS BENEFÍCIOS PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR EM CRIANÇAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-ensino-da-natacao-e-os-beneficios-para-o-desenvolvimento-psicomotor-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Mar 2022 09:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 108/MAR 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/03/13/o-ensino-da-natacao-e-os-beneficios-para-o-desenvolvimento-psicomotor-em-criancas/</guid>

					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site https://www.doi.org/e no local indicado, digite: 10.5281/zenodo.6349964 e clique em SUBMIT. UNIVERSIDADE PAULISTA &#8211; UNIP Autoras:Dalva Antônio de OliveiraJhessy Lorrâine Herculano Lacerda RESUMO Toda criança tem suas individualidades que precisam ser respeitadas, requerendo uma atenção em particular para seu desenvolvimento psicomotor. Porém, se a criança não estiver em prática de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite: <strong>10.5281/zenodo.6349964</strong> e clique em SUBMIT.</p>
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<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-black-background-color has-black-color is-style-wide\"/>


<h2 class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-heading"><strong>UNIVERSIDADE PAULISTA &#8211; UNIP</strong></h2>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-black-background-color has-black-color is-style-wide\"/>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autoras:</strong><br />Dalva Antônio de Oliveira<br />Jhessy Lorrâine Herculano Lacerda</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Toda criança tem suas individualidades que precisam ser respeitadas, requerendo uma atenção em particular para seu desenvolvimento psicomotor. Porém, se a criança não estiver em prática de atividades físicas regularmente, suas habilidades intelectuais serão prejudicas. O objetivo desse trabalho é destacar como a aplicação da natação pode auxiliar na manutenção do processo de aprendizagem das crianças, trata-se da evolução da inteligência de forma global. Este trabalho se caracteriza como uma revisão bibliográfica, com a finalidade qualitativa e preliminar. As informações obtidas serão pesquisadas e verificadas, através de artigos científicos consultados em pesquisas eletrônicas por meio da internet, monografias e teses relacionados ao tema proposto. Como: SCIELO, Google acadêmico, Biblioteca virtual acadêmica e outros sites conceituados. Pesquisa iniciada em setembro de 2021, com término previsto para dezembro do mesmo ano.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Natação; Benefícios; Desenvolvimento Psicomotor; Crianças.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong> 1.2 INTRODUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A Natação é uma prática esportiva que pode ser praticada com mínimas restrições e por pessoas de qualquer faixa etária. Portanto fica evidente a associação da natação com a qualidade de vida, seus benefícios com índices baixos de lesão fazem com que a natação seja um esporte praticado por todas as idades, indicado desde aos recém-nascidos até aos idosos (MARTINS; MONTE, 2011). Ela é considerada um dos esportes mais completos, como afirmam os autores Wilkie e Kelvin (1984) apud Junior e Santiago (2003): \&#8221;A natação é muitas vezes considerada como um dos desportos mais saudáveis.\&#8221;</p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação, além de proporcionar vários benefícios físicos, também é importante para o desenvolvimento afetivo-social, formação cognitiva, a inteligência e a personalidade da criança. Dessa forma, a natação é um desporto essencial para crianças em progresso de desenvolvimento, que contribui para a consolidação maturacional da criança, o fortalecimento da musculatura, equilíbrio, orientação espacial e coordenação motora ampla. (RAIOL, 2010; De MELO 2020).</p>


<p class="wp-block-paragraph">O processo de desenvolvimento da criança é muito importante, pois definirá seus progressos para a vida adulta. Partindo dessa premissa, vale ressaltar que o desenvolvimento das habilidades de uma criança pode ser bem desenvolvido através de técnicas aplicadas por exercícios físicos. Neste contexto, esse trabalho feito através da natação. Como forma educativa para manutenção da saúde física e mental da criança. Nesse sentido o meio líquido segundo Barbosa (2007) tem a possibilidade de oferecer diversas formas de movimento.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa se justifica pela funcionalidade da pratica de natação que é um exercício físico que tem sido, atualmente, muito indicado por profissionais da saúde, para pessoas que possam praticar, sem restrições ou com restrições mínimas, associados aos cuidados corretos, desde o nascimento até o fim da vida.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o ensino da natação é uma ferramenta bastante completa para que favorece a formação física e psicomotora da criança, onde os exercícios podem ser aplicados de maneira lúdica de teorias comprovadamente eficazes para melhor desenvolvimento na prática do esporte e das habilidades motoras da criança.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao planejar o ensinamento de uma criança, é indispensável analisar que todo esse processo terá efeito permanente em sua formação, portanto, nessa fase é necessária uma avaliação criteriosa para identificar a necessidade de cada indivíduo e, melhorar seu comportamento com a finalidade de trabalhar gradualmente seu amadurecimento.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação destaca, dentre outros, pelo fato de auxiliar na prevenção de incidentes por afogamentos, que é uma problemática por causa da falta de incentivo no qual toda criança deveria saber nadar. A natação por sua total importância na qualidade de vida de modo geral, poderia ser pensada a inserção como ensino obrigatório a todas as crianças. Além disso, existe a questão da segurança: uma criança que aprende a nadar precocemente tem menos chance de se afogar (Félix, 2015).</p>


<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal da presente pesquisa fundamente-se na apresentação dos benefícios que a prática da Natação proporciona para o desenvolvimento psicomotor e as capacidades físicas de crianças. Como ele contribui para o desenvolvimento psicomotor e das capacidades físicas de crianças, quais benefícios são desenvolvidos no âmbito afetivo-social e para a formação cognitiva da criança, além de descrever a dinâmica dos treinos e seus educativos.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 METODOLOGIA</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A finalidade deste artigo é a elucidação sobre o ensino da natação e seu impacto no desenvolvimento de crianças pontuando as principais atividades referentes realizadas afim de garantir o melhor aprendizado e capacitação da criança. Como tal atividade colabora em todos os âmbitos da vida infantil a sua repercussão na vida adulta.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Utilizando-se do método de revisão bibliográfica, nesse projeto foram utilizadas revistas online acerca da temática abordada, além de sites e plataformas confiáveis e verificáveis que discorram sobre o assunto, de modo que, seja possível relatar, esclarecer e debater sobre a natação no ensino e na vida de crianças que a praticam, além de abordar todo histórico evolutivo desse esporte.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A construção deste artigo se deu pesquisado em livros, artigos e monografias, em sites de pesquisas como: SCIELO, Google acadêmico, Biblioteca virtual acadêmica e outros sites conceituados, no período de 1990 –2021, com a finalidade de avaliar os benefícios relacionados no desenvolvimento físico e psicomotor que a natação proporciona para as crianças.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 A NATAÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A percepção da natação como um esporte não é a inicial, ou seja, a percepção do ato de nadar é primordialmente ligado ao ato de sobrevivência, como a pesca, travessias para outras regiões recortadas com cursos de água de extensa largura (LEWIN, 1979). A definição para o ato ou ação de nado é: \&#8221;transladar-se uma pessoa ou animal na água, ajudando-se dos movimentos necessários e sem tocar o solo nem outro apoio\&#8221; (REAL ACADEMIA ESPANHOLA, 1997).</p>


<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, uma definição básica para a natação é a capacidade de movimentar o corpo de forma a produzir movimento de sustentação ou locomoção dentro de um ambiente liquido, em suma a água, e essencialmente exercendo força, através dos movimentos, contra uma força natural, como a água parada ou correntezas (SAAVEDRA, ESCALANTE E RODRIGUEZ, 2003).</p>


<p class="wp-block-paragraph">No entanto, apesar de se encontrar envolvido nesse meio durante a vida intrauterina, o ato de nadar não é uma habilidade motora muito natural do ser humano. Por isso, para alguns alunos, é comum a manifestação do medo quando se inicia o aprendizado mesmo em partes rasas da piscina. (ROSSI et al. 2009; SILVA, SANTOS, 2013).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao se reconhecer a natação com uma atividade desportiva, o significado ganha um novo sentido, de modo que se passa a compreender o ato de nadar como uma ação com objetivo de deslocamento de um ponto a outro, da forma mais rápida que se possa dentro de um ambiente aquático, e isso através de movimentos de propulsão realizados pelo corpo, com os braços e as pernas, possibilitando a quebra da resistência causada pela água em contato com o corpo (ROSSI et al. 2009; SILVA, SANTOS, 2013).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Como pratica desportiva, a natação não foi muito recorrente no início, não sendo muito relatada, principalmente nas olimpíadas (RODRÍGUEZ, 1997). Os relatos são originados essencialmente de treinamentos militares e como método na recuperação de atletas (JARDÍ, 1996). Em Roma, os relatos mais antigos que são referentes a natação são associados a recreação como o aproveitamento de termas que chegavam a 70m de comprimento (LEWILLIE, 1983).</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 A NATAÇÃO E O CORPO HUMANO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação traz inúmeros benefícios para saúde dos seus praticantes, tais como podemos destacar a melhora da circulação sanguínea, na respiração, correção de problemas ortopédicos e posturais decorrentes de alterações na coluna vertebral, atividade sem impacto para controle e diminuição da obesidade. (SCHIL, 1999; CARDOSO RIBAS ET AL., 2019).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Mansolo (1986) aponta ainda mais benefícios provenientes da natação:</p>


<blockquote class="\&quot;wp-block-quote\&quot; is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>[&#8230;] desenvolvimento cardiocirculatório e respiratório; correção e manutenção da postura e prevenção de desvios da coluna vertebral; aumento do volume sanguíneo e muscular do organismo; maior desenvolvimento motor geral (coordenação e ritmo); estimulação endócrina dos processos digestivos e metabólicos; terapia para portadores de bronquite asmática (através do fortalecimento da musculatura responsável pela expiração); recuperação e reabilitação de deficientes físicos e pós-operatório; alívio das tensões e profilaxia da fadiga mental e física; condicionamento físico, autoconfiança e preservação da vida humana no meio líquido (autopreservação e salvamento); desenvolvimento harmônico do físico e da estética (MANSOLO, 1986, p.2).</p></blockquote>


<p class="wp-block-paragraph">De acordo com estudos relacionados ao desenvolvimento motor infantil, a natação assegura um desenvolvimento equilibrado à uma criança exercitando-a, desde tenra idade, com movimentos reiterados. Dessa forma, a interação ao meio aquático atribuirá à criança \&#8221;autonomia\&#8221;, melhorando a coordenação motora e possibilitando-a de andar precocemente (FIORI et al., 2019).</p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação é uma atividade que treina o coração e a circulação, mantendo, durante um longo período, sua elasticidade e juventude, conservando-o em boa forma. Desse modo, a natação, segundo Damasceno (2012, p.16) proporciona inúmeros benefícios: \&#8221;hipertrofia auricular e ventricular; aumento do volume (coração de atleta); baixa da pressão sanguínea sistólica; aumento da pressão sanguínea diastólica; elasticidade dos vasos; maior capilarização.\&#8221;</p>


<p class="wp-block-paragraph">Segundo Correa e Massaud (1999):</p>


<blockquote class="\&quot;wp-block-quote\&quot; is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A natação vem contribuindo de forma notável para o desenvolvimento das faculdades humanas, sendo também um importante instrumento pedagógico. Essa atividade favorece o processo de socialização dos jovens ao acostumá-los a orientarem sua conduta de acordo com um sistema de regras gerais: estimula o entusiasmo pela superação de dificuldades, seja ele guiado pelo espírito competitivo ou pelo desejo de vencer pessoalmente um desafio físico ou intelectual; e representa em qualquer idade, uma forma de exercitar e aperfeiçoar a própria capacidade física, psíquica e intelectual, além de uma saudável forma de diversão (CORREA e MASSAUD, 1999, p.174).</p></blockquote>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 A NATAÇÃO NA INFÂNCIA</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação na fase inicial, ainda quando bebe, atua como motivador em diversos aspectos, auxilia no desenvolvimento neuromotor, ao associar os movimentos dos membros principalmente em sincronia. Permite uma maior conquista de equilíbrio fora d’agua antes mesmo de dar os primeiros passos, aumenta a capacidade respiratória e ainda é um mecanismo de defesa, uma vez que a criança aprende a nadar a água não se torna mais um ambiente inimigo (MELO et al. 2020).</p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação, na perspectiva de ensino infantil, não se limita ao ato de nadar apenas, mas para que esse também seja contribuinte no seu processo de evolução psicomotor, podendo ser considerado um instrumento eficaz na aplicação de educação física ao ser humano, além de excelente ferramenta de aprendizagem organizacional (RODRIGUES, 2007).</p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação não é importante somente no desenvolvimento da parte física como também é essencial para o desenvolvimento da personalidade e da inteligência, visto que crianças que adere, a esportes em meio liquido ainda em fase de aprendizado, na infância propriamente dita, obtém um maior rendimento no processo de alfabetização durante a pré escola. (MOREIRA, 2009).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Outros estudos ainda apontam que entre os três e quatro anos, é que se encontra a melhor fase do desenvolvimento motor infantil, fala e parte de necessidades fisiológicas para o movimento voluntário, sendo então o momento ideal para estímulos das habilidades e potencialidades, de forma favorável e positiva para o crescimento infantil (CAVALCANTI, 2019)</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 O ENSINO DA NATAÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">No ensino da natação, os exercícios devem ser aplicados, de forma coesa, respeitando a faixa etária de cada aluno, sendo assim, recomenda-se dividir os grupos com níveis semelhantes e desenvolvimento maturacional igual (LIMA, 1999; DE PAULA MACEDO, 2009).</p>


<p class="wp-block-paragraph">O ensino da natação, em turmas com alunos de faixa etária entre 6 e 8 anos, as atividades devem ser ministradas com bastante motivação e de maneira lúdica e com exercícios com fundamentação, visando o desenvolvimento da coordenação motora e as habilidades aquáticas dos alunos. Portanto, mesmo aplicando atividades de forma lúdica, deve-se cobrar, de forma moderada, o detalhe técnico, respeitando a individualidade de cada aluno e sem comparações com outros alunos. (MASSAUD e CORRÊA, 2004; DE PAULA MACEDO, 2009).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Com a prática da natação desde a infância, segundo Correa e Massaud (1999) a formação do indivíduo acontecerá tanto no nível social como no nível biológico. A natação para a primeira infância propicia a aquisição de sentimento de confiança, respostas adaptativas mais adequadas, exercitação das destrezas motoras, conhecimento e domínio progressivo do corpo, socialização entre outros aspectos (BRANDÃO, 1984; DAMASCENO, 1997).</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 CONCLUSÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A natação é, claramente, uma excelente ferramenta. Quando na mão de profissionais capacitados a criança em fase de aprendizado e crescimento é um recipiente vazio pronto para ser preenchido com uma vasta gama de conhecimento e aprendizado sobre as capacidades do próprio corpo. Tudo é novo e pode ser facilmente gravado em suas memorias.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Assim, utilizar a natação como tática de aprendizado não só estimula a capacidade física da criança como também possibilita o aprendizado em diversas outras áreas, como a cognição, a inteligência, a memória, a socialização, além de formar caráter e personalidade ao ser confrontado por regras e comportamentos necessários durante o aprendizado.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Os professores que inserem ou tem a possibilidade de inserir em seu quadro de atividades, a natação, encontra uma forma de aplicar conhecimento, disciplina e exercício físico tudo em uma só atividade, quando trabalhada com o estimula competitivo é possível até mesmo descobrir possíveis atletas.</p>


<p class="wp-block-paragraph">É ideal que sejam implementadas normativas ou diretrizes que possibilitem cada vez mais o uso da natação como atividade curricular e que assim seja possível ampliar o leque de aprendizado, capacitação e oportunidades.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, G. S. <strong>Estratégias motivacionais: possibilidades de inclusão do lúdico no processo ensino aprendizagem da natação.</strong> Monografia apresentada à Universidade Estadual Paulista – Campus de Bauru, como requisito parcial para obtenção do título de licenciado em educação física, Bauru, 62 p., 2007 (acesso em 23 de novembro de 2021).</p>


<p class="wp-block-paragraph">BÔSCOLO, Ester F. M.; SANTOS, Leandro M.; OLIVEIRA, Sonia L. de. Natação para Adultos: A Adaptação ao Meio Aquático Fundamentada no Aprendizado das Habilidades Motoras Aquáticas Básicas. <strong>Revista Educação.</strong> v.6, n.1, 2011.</p>


<p class="wp-block-paragraph">BRANDÃO, J, S. <strong>Desenvolvimento psicomotor da mão</strong>. Rio de Janeiro: Editora Enelivros; 1984.</p>


<p class="wp-block-paragraph">DAMASCENO, L. G. Natação para bebês dos conceitos fundamentais à pratica sistematizada. 2º edição, Rio de Janeiro: <strong>Sprint</strong>, 1997.</p>


<p class="wp-block-paragraph">CORREA, C. R. F.; MASSAUD, M. G. Escola de natação: montagem e administração, organização pedagógica do bebê a competição. 1ª Ed. Rio de Janeiro: <strong>Sprint</strong>, 1999.</p>


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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FATORES AMBIENTAIS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/fatores-ambientais-na-unidade-de-terapia-intensiva-neonatal-revisao-integrativa-da-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2022 21:51:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 108/MAR 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/03/07/fatores-ambientais-na-unidade-de-terapia-intensiva-neonatal-revisao-integrativa-da-literatura/</guid>

					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&#160;https://www.doi.org/e no local indicado, digite:&#160;10.5281/zenodo.6335737&#160;e clique em SUBMIT. ¹Graduada em Fisioterapia (UNIJORGE). Pós graduada em Fisioterapia Neonatal e Pediátrica na UTI (INTERFISIO) ²Graduada em Fisioterapia (CENTRO UNIVERSITÁRIO BAHIANO). Pós graduada em Pneumofuncional (FACULDADE SOCIAL DA BAHIA). Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva (COFFITO/ASSOBRAFIR). Mestre e Doutora em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br>e no local indicado, digite:&nbsp;<strong>10.5281/zenodo.6335737</strong>&nbsp;e clique em SUBMIT.</p>
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<div class="\&quot;wp-block-column\&quot; is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">¹Graduada em Fisioterapia (UNIJORGE). Pós graduada em Fisioterapia Neonatal e Pediátrica na UTI (INTERFISIO)</p>



<p class="wp-block-paragraph">²Graduada em Fisioterapia <br>(CENTRO UNIVERSITÁRIO BAHIANO). Pós graduada em Pneumofuncional (FACULDADE SOCIAL DA BAHIA). Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva (COFFITO/ASSOBRAFIR). Mestre e Doutora em Processos Integrativos dos Órgãos e Sistemas (ICS-UFBA)</p>
</div>
</div>



<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-luminous-vivid-amber-background-color has-luminous-vivid-amber-color is-style-wide\"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> Os recém-nascidos internados são susceptíveis a uma estimulação não adequada, estímulos diversificados e dolorosos no qual ambiente pode ser barreira para o desenvolvimento da criança, sendo um espaço que contém luz contínua, ruídos constantes, variações de temperatura, repetidas mobilizações e procedimentos que podem propiciar desconforto, dor e modificação no sono vigília sendo capaz de causar estresse ao recém-nascido podendo até ser nociva ao seu desenvolvimento. <strong>Objetivo:</strong> Identificar os fatores ambientais que causam estresse no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. <strong>Metodologia:</strong> Foi realizada uma revisão da literatura, com elementos de uma revisão integrativa. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, MEDLINE, LILACS e Scielo, nos anos de 2011 a 2021. Os dados foram analisados a partir de leitura direta dos artigos para coleta dos dados relativos à temática central, identificando informações pertinentes ao desenvolvimento da pesquisa em questão. <strong>Resultados: </strong>Foi desenvolvida análise de conteúdo de acordo com os tipos de fatores estressores que foram descritos pelos artigos, dez artigos confirmaram a existência dos fatores desencadeadores de estressantes como, ruído, manipulação excessiva, iluminação, temperatura e procedimentos dolorosos que interferem no processo de crescimento e desenvolvimento do RN. <strong>Conclusão:</strong> O presente estudo aspira cooperar com a comunidade científica, por identificar os fatores ambientais causadores de estresse no neonato na unidade, apontando o ruído constante, iluminação excessiva, temperatura instável, manuseio excessivo e procedimentos dolorosos como desencadeadores de estresse e causadores de modificações fisiológicas e comportamentais, podendo acarretar em alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do recém-nascido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chaves:</strong> Recém-nascido; Iluminação; Ruído; Estresse Mecânico; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal;  Dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Hospitalized newborns are susceptible to inadequate stimulation, diversified and painful stimuli in which the environment can be a barrier to the child\&#8217;s development, being a space that contains continuous and strong light, constant noise, temperature variations, repeated mobilizations and procedures that can provide discomfort, pain and change in wakeful sleep, being capable of causing stress to the newborn and even being harmful to its development. <strong>Objective:</strong> To identify the environmental factors that cause stress in newborns in the neonatal intensive care unit. <strong>Methodology</strong>: A literature review was carried out, with elements of an integrative review. The search was carried out in the PubMed, MEDLINE, LILACS and Scielo databases, in the years 2011 to 2021. The data were analyzed from direct reading of the articles to collect data related to the central theme, identifying information relevant to the development of the research in question. <strong>Results:</strong> Content analysis was developed according to the types of stressors that were described in the articles, ten articles confirmed the existence of stressors triggering factors such as noise, excessive handling, lighting, temperature and painful procedures that interfere with the growth process and development of the NB. <strong>Conclusion</strong>: This study aspires to cooperate with the scientific community, by identifying the environmental factors causing stress in the newborn in the unit, pointing out constant noise, excessive lighting, unstable temperature, excessive handling and painful procedures such as triggers of stress and cause of physiological and behavioral changes, which may lead to changes in the newborn\&#8217;s neuropsychomotor development.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No útero o feto está em um ambiente acolhedor, seguro, com estímulos sensoriais adequados para seu desenvolvimento, com temperatura constante e controlada, com sonoridade adequada. Ao nascimento a mudança repentina e abrupta à passagem do meio intrauterino para o meio extrauterino, período chamado de transposição, é considerado um período difícil e estressante mesmo em recém-nascidos (RN) saudáveis, no entanto essa adaptação é mais complexa em crianças que tenham alguma instabilidade fisiológica e hemodinâmica.¹</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns recém-nascidos não apresentam condições estruturais e fisiológicas adequadas ao nascer precisando assim de um suporte para manutenção da vida em unidades especializadas, sendo a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) um ambiente terapêutico com recursos tecnológicos e humanos apropriados para o tratamento desses recém-nascidos que necessitam de cuidados mais complexos.²</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a permanência do RN no ambiente hospitalar partindo do pressuposto que o ambiente tem uma relação eminente com indivíduo, deve ser proporcionado um ambiente favorável para seu desenvolvimento e que ele venha ter o mínimo de gasto energético possível, porém na UTIN apresenta estímulos ambientais diversos, constantes, e excessivo fornecidos pela equipe multiprofissional nas unidades de saúde. Mesmo com os avanços tecnológicos, a preparação dos profissionais de saúde cada vez mais especializados, equipamentos variados, protocolos inerentes a assistência, o local em que a criança é exposta se diferencia do ambiente acolhedor intrauterino, observando que o introduz em um local desagradável devido à sobrecarga sensorial oriunda do ambiente.³</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consequentemente os bebês internados são susceptíveis a uma estimulação não adequada, estímulos diversificados e dolorosos no qual ambiente pode ser barreira para o desenvolvimento da criança, sendo um espaço que contém luz contínua e forte, ruídos constantes, variações de temperatura, repetidas mobilizações e procedimentos que podem propiciar desconforto, dor e modificação no sono vigília sendo capaz de causar estresse ao recém-nascido podendo até ser nociva ao seu desenvolvimento.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter UTIN livre de ruídos e luz intensa é praticamente impossível, porém existem recomendações específicas e necessárias para manutenção de local apropriado para o RN que não venha lhe causar danos clínicos ao paciente. Em relação ao ruído existem níveis aceitáveis para o local hospitalar que são de e 35 a 45 decibéis (dB) estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 10152/1987.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A luz é necessária para viabilizar os procedimentos e avaliações que os profissionais de saúde irão realizar nos seus pacientes, a iluminação deve ser controlada de forma quantitativa e qualitativa para não influenciar no desenvolvimento ritmo padrão dia e noite e na fisiologia do sono, a ABNT 5413/1992 relacionada à iluminância de forma quantitativa estabelece os valores médias mínimas em serviço para iluminação artificial em berçários de berçário que são de 75 &#8211; 150 Lux. Requisitos mínimos os hospitais devem cumprir que estão detalhados na portaria 1884/94 do Ministério da Saúde que recomenda algumas medidas qualitativa em relação a iluminação artificial nos ambientes hospitalares.<sup>4,5</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O RN geralmente apresenta um desequilíbrio no mecanismo de controle da temperatura corporal aparentando dificuldade com aumento da perda e limitação na produção do calor, devido à capacidade metabólica insuficiente a produção de calor, pequena camada de gordura subcutânea, queratinização inadequada dentre outros.<sup>6</sup> O ambiente hospitalar deve manter a temperatura menos variável possível para manter um constante na temperatura do paciente, a variação de temperatura pode causar hipotermia ao RN causado estresse ao frio acontece quando perde calor mais do que produz.<sup>7</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na UTIN o neonato é exposto a todo o momento a manuseios que são realizados por vários profissionais da unidade, muitos destes procedimentos são dolorosos e indicam risco de estresse, além de influenciar no ciclo sono vigília, pois o RN precisa passar 30 minutos de sono leve para alcançar 20 minutos de sono profundo, então precisa de no mínimo 60 minutos se sossego para completar esse ciclo.¹ Dentre vários manuseios que são expostos existem alguns que são dolorosos e tem relação direta com estresse, a avaliação da concentração salivar de cortisol é um método preciso para apontar o estresse no recém-nascido.<sup>9</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O manuseio excessivo aumenta o risco de infecção, redução da saturação de oxigênio, alteração do fluxo sanguíneos cerebral e apneia sendo capaz de resultar em alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do neonato.<sup>9</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta maneira, o estudo tem por objetivo principal identificar os fatores ambientais que causam estresse no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. O objetivo secundário foi identificar qual o papel da equipe multiprofissional na organização de um ambiente adequado que cause menos estímulos estressantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MÉTODO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo trata-se de uma revisão da literatura, com elementos de uma revisão integrativa. Para compreender o objetivo sugerido, optou-se a seguinte questão norteadora: Quais fatores ambientais que estão inseridos na UTIN que podem causar estresse no recém-nascido e qual o papel da equipe de saúde para minimizar estes fatores estressantes? A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed via Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), na biblioteca virtual em saúde (LILACS) e na Scientific Electronic Library Online (Scielo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados artigos em português, inglês e espanhol, a busca de artigo foi realizada nos meses de junho a agosto de 2021. Os descritores utilizados para seleção dos artigos foram baseados em seis palavras-chave: “recém-nascido”and “iluminação” and “ruído” and “estresse mecânico” and “unidades de terapia intensiva neonatal” and “dor” and “infant” and “lighting” and “noise” and “stress” and “intensive care units neonatal” and “arthralgia”, todos esses termos são descritores cadastrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). De acordo com os descritores anteriormente citados, através da base de dados MEDLINE, LILACS e Scielo utilizou como critérios de inclusão e exclusão entre os anos de 2011 a 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Incluíram os estudos que avaliam os fatores ambientais (ruídos constantes, iluminação intensiva, temperatura, estresse mecânico e estímulo doloroso) que causam estresse no recém-nascido na UTIN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de constatar os descritores no título, nas palavras-chave, os artigos selecionados passaram por leitura dos resumos (<em>abstracts</em>), para avaliar a adequação quanto aos critérios de elegibilidade. Os estudos que mostraram os critérios predeterminados tiveram a leitura completa do texto para análise minuciosa e extração dos dados. A busca e a análise dos artigos foram conduzidas de forma independente por um avaliador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida foram retiradas as características dos estudos: nome do primeiro autor, ano da publicação do estudo, tipo de estudo, objetivo do estudo, fator estressante que o RN está exposto, tipo/característica da intervenção e conclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo o descrito no fluxograma (imagem 1) foram selecionados 57 artigos, sendo pela busca de dados MEDLINE (n = 19), LILACS (n =31) e Scielo (n = 7), foram excluídos 15 artigos após a triagem de título e resumo. Os demais artigos foram analisados na íntegra e avaliados os critérios de inclusão e exclusão, sendo 10 artigos excluídos por não contemplar o objetivo proposto, quatro o estresse se referiam aos profissionais de saúde ou aos pais, dois estavam relacionados apenas ao ambiente arquitetônico, nove com projetos inadequados, um artigo não encontrado na íntegra e três publicações duplicadas. Entretanto, 10 artigos foram selecionados para o estudo.</p>



<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/03/img1-690x485.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43922\"/><figcaption><strong>Imagem 1 – Fluxograma </strong><br>Resultado das Bases de Dados após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresenta-se no Quadro 1 a caracterização das publicações quanto ao Autor/Ano; Título; Tipo de estudo; Objetivo, Fator Estressante que o RN foi exposto e Conclusão, distribuídos por ordem cronológica referente aos anos de 2011 a 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 &#8211; </strong>Seleção dos artigos para o estudo</p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>N</strong></td><td><strong>Autor/Ano</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Tipo de estudo</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Fator Estressante descritos</strong></td><td><strong>Conclusão.</strong><br><br><br></td></tr><tr><td>1</td><td>Fuentes C. E. B et al. (2011)<sup>13</sup></td><td>Ruído, iluminação e manuseio em recém-nascidos em um UTIN</td><td>Estudo transversal descritivo</td><td>Determinar os níveis de ruído, iluminação e ma nuseio recebidos por recém-nascidos gravemente enfermos em uma UTIN</td><td>Ruído; iluminação e manuseio excessivo</td><td>Os níveis de ruído, luz e intervenções foram muito elevados, ou seja, acima estabelecido pela Academia de Pediatria Americana</td></tr><tr><td>2</td><td>Magalhães F. J. et al. (2011)<sup>9</sup></td><td>Respostas fisiológicas e comportamentais de recém-nascidos durante o manuseio em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal<br></td><td>Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem quantitativa</td><td>Verificar as respostas fisiológicas e comportamentais do recém-nascido internado na unidade de terapia intensiva neonatal</td><td>Manuseio excessivo</td><td>Conclui-se que foi possível verificar a interferência do excesso de manuseio para o bern-estar do RN, considerando como indicadores: respostas fisiológicas e comportamentais.</td></tr><tr><td>3</td><td>Jordão K. R. et al. (2016)<sup>5</sup></td><td>Possíveis fatores estressantes na unidade de terapia intensiva neonatal em hospital universitário</td><td>O estudo foi realizado em um hospital universitário, que foram realizadas avaliações que mediam a temperatura, a luz e o ruído no local para saber se estavam nas normas regulatórias</td><td>Avaliar possíveis fatores estressantes na UTI, verificar se estão de acordo com as normas reguladoras</td><td>Ruído; iluminação e Temperatura</td><td>As intensidades contínuas de ruído, luz e temperatura não estavam de acordo com as normas regulatórias e podem ser estressantes para o recém-nascido</td></tr><tr><td>4</td><td>Wanli X. U. Steplen W. Xiaomai C. (2016)<sup>37</sup><br><br><br></td><td>Desenvolvimento da Escala Acumulada de Dor / Estressor (APSS) em UTINs: Pesquisa Nacional</td><td>Foi utilizado um desenho de pesquisa descritivo e transversal</td><td>Obter a percepção dos níveis de gravidade e acuidade de cada procedimento doloroso / estressante que o lactente pode vivenciar na UTIN</td><td>Dor</td><td>A nova escala APSS ira fornecer uma ferramenta sistemática para avaliar dor/ estresse experimentadas por recém-nascidos na UTIN</td></tr><tr><td>5</td><td>Jordão M. M. et al. (2017)<sup>14</sup></td><td>Ruídos na Unidade Neonatal: identificando o problema e propondo soluções</td><td>Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva, de natureza qualitativa</td><td>Mensurar os ruídos e construir, junto com a equipe de enfermagem de uma unidade neonatal, estratégias para a redução dos níveis de ruídos produzidos no ambiente de trabalho</td><td>Ruído</td><td>Os participantes desta investigação reconhecem que o excesso de ruído nas unidades neonatais pode trazer prejuízos para o desenvolvimento do recém-nascido.</td></tr><tr><td>6</td><td>Magalhães F. J. et al. (2017)<sup>30</sup></td><td>A ambiência da UTI neonatal e o excesso de manuseio no desenvolvimento neurocomportamental do recém-nascido prematuro</td><td>A pesquisa de caráter investigatório, descritiva e qualitativa</td><td>Analisar a ambiência da UTIN e o excesso de manuseio no desenvolvimento neurocomportamental do recém-nascido prematuro; identificar na ambiência da UTIN fatores promotores de estresse ao RNPT.</td><td>Manuseio excessivo</td><td>O avanço tecnológico na UTIN traz consigo, uma tecnologia capaz de garantir a sobrevida de recém-nascidos gravemente doentes, assim como proporciona o intervencionismo de múltiplos desafios enfrentados pela equipe de saúde, em especial, o uso prudente desta tecnologia</td></tr><tr><td>7</td><td>Vera S. O. et al. (2018)<sup>15</sup></td><td>Fontes estressoras em pacientes de unidade de terapia intensiva neonatal</td><td>Estudo transversal, com questionário sociodemográfico e Escala de Estressores em Unidades de Terapia Intensiva</td><td>Analisar as fontes estressoras em pacientes de unidade de terapia intensiva neonatal</td><td>Ruído; iluminação; Temperatura; manuseio excessivo</td><td>As 15 fontes estressoras avaliadas neste estudo apresentaram escores médios elevados, mostrando que a unidade de terapia intensiva neonatal se configura como ambiente oscilante entre estressante e muito estressante para recém-nascidos.</td></tr><tr><td>8</td><td>Barsam F. J. B. G. et al (2019)<sup>18</sup></td><td>Gerenciamento de mudanças para controle do ruído na terapia intensiva neonatal: relato de experiência</td><td>Relato de experiência<br><br></td><td>Relatar uma experiência sobre planejamento participativo e gerenciamento de mudanças para controle de ruído em uma unidade de terapia intensiva neonatal de um hospital público.</td><td>Ruído</td><td>O hospital de ensino em estudo o cenário apresentou níveis mais altos de ruído que o esperado. Tendo em vista que a sua redução requer um conjunto de intervenções diferenciadas e, em especial, compromisso da equipe atuante na UTIN.</td></tr><tr><td>9</td><td>Costa A. C. L. et al (2019)<sup>3</sup><sup>5</sup></td><td>Análise entre procedimentos potencialmente dolorosos e estratégias de controle da dor em unidade neonatal</td><td>Estudo longitudinal correlacional.<br></td><td>Descrever procedimentos potencialmente dolorosos realizados em neonatos e sua relação com as estratégias de alívio da dor.</td><td>Estímulo doloroso</td><td>No estudo demonstrou que os neonatos são submetidos a muitos procedimentos, especialmente os potencialmente dolorosos, que refletem as lacunas do cotidiano de práticas assistenciais nas unidades neonatais.</td></tr><tr><td>10</td><td>Rebelato C. T. C. Stumm E. M. F. (2019)<sup>33</sup><br></td><td>Análise da dor e do cortisol livre em recém-nascidos em terapia intensiva com procedimentos terapêuticos.</td><td>Pesquisa quantitativa, descritiva, transversal.<br></td><td>Relacionar a dor e o cortisol livre de RN prematuros com procedimentos terapêuticos instituídos em UTIN, com o intuito de avaliar a ocorrência de estresse nesses RN.</td><td>Estímulo doloroso<br><br></td><td>A punção venosa repetida associada a procedimentos terapêuticos intensificou a dor e alterou o cortisol, o que implica em estresse ao recém-nascido prematuro</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foi desenvolvida análise de conteúdo temático (gráfico 1) de acordo com os tipos de fatores estressores que foram descritos pelos artigos. Dos artigos selecionados Fuentes<sup>13</sup>, Magalhães<sup>9</sup> e Magalhães<sup>30</sup> referem-se ao manuseio excessivo, o ruído é relatado no artigo de Fuentes<sup>13</sup>, Jordão<sup>5</sup>, Jordão<sup>14</sup>, Vera<sup>15</sup> e Barsam<sup>18</sup> a luminosidade nos artigos escritos por Fuentes<sup>13</sup>, Jordão<sup>5</sup> e Vera<sup>15</sup>, a temperatura nos artigos de Jordão<sup>5</sup> e Vera<sup>15</sup> e procedimentos dolorosos foram citados por quatro autores Vera <sup>15</sup>, Barsam<sup>18</sup>, Costa<sup>35</sup> e Rebelato<sup>33</sup>.</p>



<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/03/img2-690x332.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43923\"/><figcaption><strong>Gráfico 1 &#8211; </strong>Fatores ambientais que causam estresse no RN descritos nos artigos</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na atualidade o estresse psicológico tem sido considerado uma das principais formas de alterações no estado de saúde da população mundial, no momento do estresse existe desequilíbrio no organismo do indivíduo e são geradas reações em vários sistemas (imunológico, endócrino, nervoso central, límbico dentre outros) sendo que a cada situação vivenciada uma resposta será gerada ao indivíduo.<sup>5</sup> No entanto a inserção da pessoa em um ambiente estressor, por exemplo: calor; frio; som alto; ruído; luminosidade excessiva, neurotransmissores são envolvidos e hormônios liberados como serotonina, adrenalina, cortisol, dopamina, melanina, cortisona dentre outros que causam tensão, falta de sono, alteração no humor e situações frustrantes como dor.<sup>10</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">As UTIN com todo aparato tecnológico e profissional qualificado, possibilitam um melhor atendimento ao RN, favorecendo um aumento na sobrevida dos mesmos, porém também expõem o neonato a vários estímulos nocivos que podem interferir no seu desenvolvimento e crescimento, sendo a luz intensa, o ruído, a temperatura, o manuseio excessivo e a dor os fatores que mais desencadeiam o estresse na criança.<sup>11</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse provocado pelo ambiente causa alterações fisiológicas e comportamentais na criança, existem três fases do estresse definidas como Síndrome Geral da Adaptação sendo que em cada fase o organismo reage de forma diferente, são elas: 1º Reação de Alarme (o indivíduo entra em contato com o ambiente estressor é denominado como reação de emergência, o organismo se prepara para fuga e luta); 2º Fase de Resistência (o agente estressor ainda se mantém em ação e corpo tenta voltar ao equilíbrio); 3º Fase de Exaustão (falha ao mecanismo e adaptação ao ambiente, diversos comprometimentos físicos em forma de doença).<sup>1</sup></p>



<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/03/img3-690x377.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43924\"/><figcaption><strong>Figura 1- </strong>Como o organismo responde ao estresse em suas respectivas fases <sup>10</sup></figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme foi abordado até o momento, vimos que o estresse tem íntima relação com o funcionamento do organismo, interferindo em vários sistemas e pode levar a várias consequências desde um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou até mesmo a morte. A identificação das principais fontes estressoras provocadas pelo ambiente é de grande importância para evitar os potenciais danos causados ao RN internado por longos períodos.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>RUÍDO</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos problemas diários enfrentados nas UTIN é a poluição sonora, nesse ambiente possuem ruídos tão altos que podem prejudicar o desenvolvimento da criança. Podemos observar entre os prematuros efeitos deletérios causados pelo ruído constante como: perda de audição, apneia, aumento do consumo de oxigênio, aumento da FR, alterações no ciclo sono-vigília, consequentemente causando irritabilidade, choro constante, aumento da pressão intracraniana favorecendo uma hemorragia intraventricular, deixando o bebe mais tempo que o necessário hospitalizado.<sup>12</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ruído foi o fator estressante mais citado dentre os outros, no total de cinco artigos, os quais destacam que o neonato está exposto constantemente a ruídos na unidade neonatal, sendo que todos afirmaram que o ruído presente ultrapassava o recomendado pela ABNT.<sup>5,13,14,15,18</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Jordão<sup>5</sup> em seu estudo apresentou um aumento em todos os turnos nos níveis aceitáveis de ruído, durante o período da manhã houve um aumento de 23,48%, à tarde 15,7% e pela noite 21%, além disso, mediram o ruído durante um procedimento de rotina que foi a aspiração de vias aéreas, no qual houve um aumento de 49,7% na execução do mesmo. Sendo que a presença desse ruído elevado principalmente à noite pode interferir no ciclo sono vigília, no qual é recomendado pela Organização Mundial da Saúde que os níveis sonoros devem ser 30 a 35 dB durante a noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fuentes<sup>13 </sup>relata em sua pesquisa uma media de ruído superior do que é estabelecido pela Associação Americana de Pediatria, sendo a média matutina de 60,5 dB, vespertina 57,2 dB e noturna de 59,2 dB, observando que o neonato em berço aquecido tem uma exposição maior ao ruído quando comparados aos RNs que estavam em incubadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Jordão<sup>14</sup> em sua pesquisa foram mensurados os ruídos nos três turnos de trabalho, constatou-se que os níveis de decibéis variaram de 53 a 75 dB, sendo os maiores causadores de ruído na unidade: conversas entre profissionais de saúde, rede de gases, alarme de bomba, abertura de lixeira, armário e batidas de portas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vera<sup>15</sup> o ruído foi considerado um dos principais fatores estressantes na unidade sendo o barulho de alarme e equipamentos os mais citados pelos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroborando com os estudos citados acima, outros também mostram a intensidade dos ruídos nas UTIN, que ultrapassam os níveis aceitáveis. A autora salientou a elevação dos níveis sonoros atingiram média 47,80 dB chegando a picos de 78,86 dB, mostrando também que alterações na FC e na saturação de oxigênio foram causadas pelo ruído. <sup>16</sup> Em outro estudo o cenário mostrou realidade similar com medições de 49,9 dB a 88,3 dB podendo chegar até 114,1 dB em alguns procedimentos.<sup>17</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Barsam<sup>18</sup> verificou resultados similares aos artigos acima, com o nível de ruído maior do que esperado, com medições do som entre 62 e 82 dB, existem alguns cuidados da equipe que podem implementar a qualidade assistencial para o controle do ruído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As elevações nos níveis sonoros variam de várias fontes, dentre elas: respirador mecânico, bomba de infusão, sistema de aspiração, fechamento de armário, gaveta, tampa de lixo, portas, diálogos entre profissionais, passagem de plantão, abrir e fechar a porta da incubadora, apoiar objetos na incubadora, tamborilar os dedos sobre a mesma, telefones, televisão, rádio, desatenção no manuseio de equipamentos, circulação de equipamentos de exames.<sup>9,15,17</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente intrauterino a criança está condicionada a um nível sonoro que não ultrapassa 40 dB. Entretanto estar em uma unidade neonatal que não está de acordo com as normas que regularizam os níveis sonoros, podem desencadear vários efeitos fisiológicos pelo excesso de ruído como: aumento na FC, pressão arterial, vasoconstrição periférica, dilatação das pupilas, redução na saturação oxigenação afetando o estado neurofisiológico e comportamental do RN.<sup>16</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim alguns cuidados podem ser tomados pela equipe de saúde para reduzir o ruído na UTIN. Inserido na tabela 1 algumas estratégias que foram citadas nos artigos acima, para melhor assistência ao paciente.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><em>Tabela 1 Sugestões de cuidados para redução do ruído constante</em></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Medidas de cuidado na UTIN</strong></td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Colocar adesivos anti-impacto nas lixeiras, portas, gavetas e armários</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Abrir e fechar as portas da incubadora com cuidado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Não apoiar objetos na incubadora</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar a hora do soninho, psiu</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Reduzir toque do telefone</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Passagem de plantão em lugar reservado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Medir ruídos periodicamente</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Mostrar em oficinas resultados das medidas realizadas</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Manter programas educativos sobre ruídos para equipe de saúde</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Sinalizar a unidade com cartazes estimulando o silêncio</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Mudanças arquitetônicas</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Conversas mais cautelosa, falar mais baixo</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Orientar pais e acompanhantes sobre esse assunto</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Eleger uma pessoa da equipe para monitorar os ruídos Responder aos alarmes rapidamente Programar alarmes individualmente, suprindo a demanda de cada paciente</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Manter o aparelho celular no modo silencioso</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Não arrastar móveis Diminuir o volume da TV e/ou rádio</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Abrir e fechar as portas, lixeiras com cuidado</td></tr></tbody></table><figcaption>Fonte: <sup>13,14,15,18</sup></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>ILUMINAÇÃO</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma unidade de terapia intensiva sem iluminação podemos dizer que é impossível, pois os profissionais de saúde precisam de um local bem iluminado pra realizar avaliação, monitorização dos pacientes e procedimentos, no entanto existem algumas recomendações do ministério de saúde que elegem valores em relação a iluminação artificial, para não provocar alterações fisiológicas na criança.<sup>5</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema visual é um mecanismo complexo, após o nascimento a acuidade visual desse RN é considerado baixo, pois o sistema ainda em maturação estrutural e funcional, não estando totalmente desenvolvido, esse processo tende a se aperfeiçoar ao longo da infância. A acuidade visual da criança nos primeiros 3 meses de vida irá aperfeiçoar muito rápido depois esse processo se torna mais vagaroso, acreditando que aos 3-4 anos o sistema visual esteja totalmente pronto, mas poderá ser moldado até os 8-10 anos.<sup>19</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Jordão<sup>5</sup> que aborda sobre a interferência da luminosidade na UTIN, mostraram que no turno da manhã houve um aumento considerável na iluminância, cerca de 84,8% acima do recomendado, nos turnos da tarde e noite não tiveram mudanças significativas, também foram observados o uso de tecido nas incubadoras de forma constante e nos berços aquecidos os bebês não apresentavam nenhuma proteção para os olhos.A luz intensa na UTIN pode trazer vários transtornos, oferecendo experiências desagradáveis, podendo causar danos aos olhos imaturos, distúrbio comportamental, redução no ganho de peso, alterações no sono e provocando estresse na criança. A redução da intensidade da luz, está correlacionada a uma melhora no crescimento e na estabilidade hemodinâmica.<sup>19</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os profissionais de saúde do estudo de Vera<sup>15</sup> a iluminação é um dos fatores menos estressores na UTIN, levando em consideração a importância da luz em vários papéis, como para os profissionais que trabalham no local terem boa visibilidade, regula a função circadiana, além do uso terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto alguns estudos mostram que a exposição de luz continua presente nas unidades neonatais, podem interferir no ritmo circadiano dos neonatos, o qual inclui o ciclo sono-vigília e repouso-atividade, podendo ocasionar na produção anormal de vários hormônios (cortisol, melatonina, estrógeno, progesterona entre outros) e alterações no sistema cardíaco, sistema respiratório, temperatura corporal, distúrbios no sono e estresse dentre outros.<sup>20,21 </sup>Artigos mostram a comparação entre a luz constante e cíclica, sendo que a cíclica houve uma provável melhora no apetite, aumento de peso e função respiratória.<sup>22,23</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na UTIN a qual foi realizado o estudo dc Fuentes<sup>13</sup> os níveis de iluminação apresentavam-se acima do recomendado, no entanto relatou também que a redução da intensidade de luz pode favorecer ao RN melhor período de sono, melhora na regulação sono-vigilia, no comportamento, redução de estresse e melhor desempenho motor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências apontam que a exposição do RN a uma luminosidade de baixa intensidade, estimula o desenvolvimento de relógio humano e maturação progressiva do sistema circadiano, já em relação à penumbra continua, não é indicado, pois pode privar a criança da informação circadiana, não melhora a qualidade do sono, mão melhora o crescimento, não reduz a incidência da retinopatia da prematuridade ou alterações visuais.<sup>22</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas estratégias podem ser desenvolvidas dentro das unidades neonatais para protegerem o RN, respeitando a individualidade de cada criança, visando que na unidade neonatal existe uma variedade na idade gestacional e no quadro clínico. Dado exposto acima, algumas estratégias podem ser direcionadas a todos os RNs internados na UTIN Inserido na tabela 2.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><em>Tabela 2 Sugestões gerais de cuidados para redução da luminosidade nas UTINs</em></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Medidas de cuidado na UTIN</strong></td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Evitar luz direta intensa sobre o recém-nascido</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Adequar a intensidade luminosa aos diferentes RN’s</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Luminosidade adequada de acordo com o recomendado pela ABNT</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Preferir luz natural, caso esta esteja disponível.</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar medições da luminosidade ao nível dos olhos do RN</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Proteção ocular sempre que luz direta atinja a face do RN</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Colocar manta ou lençol em cima da incubadora</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Identificar a variedade de tecidos presentes na unidade, escolher o tecido correto para cobrir a incubadora, determinado assim a intensidade de luz oferecida a cada RN</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">As laterais da incubadora também podem ser cobertas desde que o bebê esteja adequadamente monitorizado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Reduzir a luminosidade da unidade durante a noite</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Preferir iluminação cíclica</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Evitar penumbra contínua ou ausência de luminosidade adequada quando acordado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Envolvimento e capacitação da equipe multidisciplinar</td></tr></tbody></table><figcaption>Fonte: <sup>5,13,15</sup></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>TEMPERATURA</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outra causa de grande estresse na criança é estar em ambiente com temperatura instável, devido a estrutura do RN que apresentam menos depósito de gordura marrom, epiderme subdesenvolvida não queratinizada e algumas limitações na produção e retenção de calor. <sup>15,24</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A criança internada na UTIN deve estar em um ambiente com menor variação possível de temperatura, alguns artefatos auxiliam na manutenção e constância de calor, como a incubadora (que oferta um ambiente estável, realiza o aquecimento por convecção e sua temperatura deve variar entre 36 e 36,5ºC) e o berço aquecido (a temperatura varia entre 36,5 e 37ºC e emite luz infravermelha de fácil penetração na pele). <sup>5</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Vera<sup>15</sup> em suas pesquisas, a maioria das incubadoras não estava no padrão de normalidade, apenas uma incubadora apresentava os níveis aceitáveis nos três turnos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro estudo a qual foi mensurada a temperatura nas incubadoras apresentou que apenas duas tinham temperatura correta, três estavam incorretas e oito acima do nível aceitável. A temperatura axilar dos RNs também foram mensuradas na admissão e na terceira hora após a admissão, obtendo a média de 36,1 °C. <sup>25</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos mostram que houve redução na mortalidade de 98% para 23%, quando os neonatos foram colocados em incubadoras, com isso entendemos que a regulação térmica é um fator que influencia na sobrevida do RN.<sup>26</sup> Por tanto é de grande importância os profissionais de saúde oferecerem um ambiente com termoneutralidade, em outras palavras, que a temperatura ambiente não venha interferir no metabolismo e na temperatura corporal, não influenciando na perda ou produção de calor, reduzindo assim a mortalidade e morbidades associadas a temperatura.<sup>25</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem duas formas de alterações no mecanismo térmico a hipotermia e a hipertermia estas podem resultar em alterações metabólicas e fisiológicas. Na hipertermia o aumento da temperatura corporal o recém-nascido corre o risco de ter apneia, aumento do consumo de oxigênio e desidratação. A postura flexora, agitação, vasoconstrição periférica, aumento do metabolismo celular, queima de gordura marrom que tem função de fornecer calor em caso de estresse pelo frio podem ocorrer quando o RN é submetido a baixas temperaturas, outras alterações também podem ocorrer como descritas no Gráfico-3.<sup>24,26</sup></p>



<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/03/img4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43925\"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 &#8211;</strong> Alterações fisiológicas no processo de resfriamento moderado e severo nos RNs internados em UTIN <sup>24</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exposto na tabela 3, algumas intervenções diárias podem ser tomadas pela equipe multiprofissional para a manutenção da temperatura corporal do RN.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><em>Tabela 3 Sugestões para o controle da temperatura nas UTINs</em></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Medidas de cuidado na UTIN</strong></td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Monitoramento da temperatura das incubadoras e berços aquecidos</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Utilização de saco plástico em situações de hipotermia</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Utilização de gases de ressuscitação quentes</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Checagem da temperatura de 3/3 horas se estável caso não manter de hora em hora até seu controle</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Manter zona térmica neutra</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Utilizar o método Canguru. Reduz em 78% de hipotermia quando comparado ao cuidado convencional</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cuidados agrupados para evitar perdas de calor</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Controle térmico dentro da UTI neonatal</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Aquecimento O2 ofertado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Aquecer as mãos antes de manusear o RN</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Após o nascimento colocar mais rápido possível em incubadora umidificada</td></tr></tbody></table><figcaption>Fonte:<sup>5,15,24,25</sup></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>MANUSEIO</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O manuseio na unidade neonatal é todo atendimento manual que é realizado no RN, essa manipulação tem com finalidade gerar cuidado terapêutico e monitorização. Com a grande variedade de profissionais de saúde e a necessidade da realização de procedimentos, técnicas e exames para manutenção da sobrevida da mesma, ela é manipulada várias vezes ao dia, repercutindo em mudanças de comportamento e estresse.<sup>27,28</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem a estimativa que um neonato hospitalizado passe por 50 a 150 procedimentos por dia, muitos deles podem proporcionar estímulos dolorosos.<sup>27</sup> Na década de 70 calcula-se que os RN internados na UTIN eram manipulados cerca de 120 vezes ao dia, porém na década seguinte essa manipulação diária caiu pela metade, no entanto o intervalo entre um manuseio e outro era entre 20 a 25 minutos, não permitindo que a criança complete o ciclo de sono, ressaltando que o neonato mais grave passa por mais procedimentos que os demais pacientes.<sup>9,29</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fuentes<sup>13</sup> reforça que o manuseio é realizado com mais freqüência em RNs mais críticos, o total de procedimentos realizados na UTIN foram de 997 ao dia e os profissionais de enfermagem são os que mais fazem contato com o paciente, no entanto é necessário a participação de toda equipe multidisciplinar para implementação do manuseio mínimo e assim garantir um trabalho integral favorecendo um desenvolvimento adequado ao neonato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Magalhães<sup>30</sup> relata que durante o atendimento foi verificado alterações fisiológicas nos neonatos e todos apresentaram alterações na frequência cardíaca e na saturação de oxigênio durante o manuseio, em relação ao estado comportamental durante os procedimentos, 60% apresentavam choro, 80% sonolentos, 10% brilho no olhar, 10% expressão facial de sorriso, 30% levantamento de sobrancelha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referente a resposta fisiológica durante o manuseio Magalhães<sup>9 </sup>corroborando com o estudo acima mostra, que 96,1% dos neonatos apresentaram modificações na saturação de oxigênio e 92,3% alterações na frequência cardíaca, no que diz respeito a resposta comportamental a maioria apresentou alterações na expressão facial e apenas 7,7% mostraram estado de conforto e satisfação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns procedimentos são mais recorrentes na UTIN como: verificação de sinais vitais, medição da pressão arterial, troca de fralda, alimentação, administração de medicamentos, aspiração de secreção, mudança de decúbito, gasometria, exame de laboratório dente outros.<sup>13</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a estímulos dolorosos ou não o bebe apresenta variações no estado fisiológico, como alterações na frequência cardíaca e queda na saturação de oxigênio, apresentando também respostas comportamentais que podem ser desde uma alteração da coloração da pele a uma manifestação de desconforto respiratório, o pode implicar posteriormente em alterações cognitivas, psicossomáticas e psiquiátricas na infância e na adolescência.<sup>31</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">A implantação de alguns cuidados para os recém nascidos internados é de grande relevância, e deve contar com todos profissionais de saúde para uma melhor assistência, a utilização de protocolos para reduzir o manuseio excessivo irá minimizar sequelas no desenvolvimento neural e comportamental tanto em curto quanto em longo prazo.<sup>9</sup></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><em>Tabela 4 Sugestões para reduzir o manuseio excessivo</em> </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Medidas de cuidado na UTIN</strong></td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Racionalizar manuseios no período de 3 a 4 horas</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Manter o neonato em um posicionamento adequado </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Agrupar o cuidado e ser breve </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Utilizar o mínimo de adesivos sobre a pele do RN </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar aspiração endotraqueal e de vias aéreas superiores quando necessário </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Estabelecer horários de repouso para o RN </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cuidado na troca de fralda </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Aquecer as mãos antes do atendimento </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Estar atento aos sinais de desconforto </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Orientar os pais sobre todos os cuidados de manuseio </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar procedimentos dolorosos e estressantes em dupla </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Respeitar o horário do soninho </td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Envolvimento e capacitação da equipe multidisciplinar</td></tr></tbody></table><figcaption>Fonte: <sup>13,14,15, 28,29,30</sup></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>DOR</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A dor é um possível desencadeador de estresse e um ambiente inapropriado como, luz intensa, ruído contínuo e manuseio excessivo também podem provocar dor ao RN, por causa do ambiente estressor que está inserido. No que tange o estresse desencadeado pelo ambiente na unidade neonatal pode provocar níveis plasmáticos mais altos de cortisol do que em uma cirurgia. À medida que o corpo é exposto ao ambiente estressor os níveis de cortisol são elevados, umas das formas de identificar o estresse no recém-nascido é a partir da avaliação da concentração salivar de cortisol, a reação demasiada de estresse nos bebês é desfavorável para desenvolvimento do RN a curto e longo prazo.<sup>32,33</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos mostram que com 26 semanas de idade gestacional, se apresenta maturidade para transmissão aferente da dor, respondendo a estímulos dolorosos com alterações comportamentais, hormonais e manifestações metabólicas.<sup>34 </sup>Já em torno de 30 semanas de idade gestacional, todo estímulo nociceptivo está completamente desenvolvido, porém a via inibitória descendente ainda está imatura ao nascimento, as experiências dolorosas vividas em uma fase precoce do desenvolvimento, pode acarretar em alterações no limiar da dor e repercussões importantes ao longo da vida da criança como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e alterações comportamentais.<sup>35</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alterações comportamentais são observadas nos RNs expostos a procedimentos dolorosos, redução na saturação de oxigênio, sudorese palmar, alteração na pressão intracraniana, aumento na FC e FR fazendo com que o sistema endócrino libere hormônios. O reconhecimento que o RN sente dor é de grande importância para o cuidado, como estas crianças não verbalizam a avaliação de dor é realizada de forma indireta pelas alterações fisiológicas e comportamentais (choro contínuo, gemido, expressão facial modificada (testa franzida, olhos fechados, boca aberta, arqueamento de sobrancelha) hiperextensão dos membros, sonolência e irritabilidade) existem algumas escalas que facilitam a detecção de dor no neonato hospitalizado a NIPS (Neonatal Infant Pain Scale); NFCS (Neonatal Facial Coding System), PIPP (Premature Infant Pain Profile) serão de grande valia para uso dos profissionais de saúde.<sup>11,36</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Wanli <sup>37 </sup>em seu estudo desenvolve um novo instrumento de avaliação da dor a Dor Acumulada Escala de Stressor (APSS) em UTIN, na qual foi avaliada a gravidade da dor/estresse em que ira medir quantitativamente a dor/estresse neonatal acumulado. Dentre 68 procedimentos selecionados quase todos foram classificados com algum grau de dor/estresse, alguns procedimentos foram considerados dolorosos agudos como: coleta de sangue, exame de imagem, acesso venoso periférico, dentre outros. Outros considerados como dolorosos crônicos como: tubo orogástrico, sonda naso gástrica, acesso venoso central, cânula nasal e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa<sup>35</sup> foi mensurado em sua pesquisa os procedimentos potencialmente dolorosos nas duas primeiras semanas de vida do neonato, sendo submetido a uma média de 56 procedimentos por criança nos primeiros 14 dias de vida, ressaltando que quanto menos a idade gestacional, peso e perímetro cefálico mais intervenções este neonato é exposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro estudo mostra a exposição dos neonatos a 6.687 procedimentos dolorosos nos seus primeiros 14 dias de vida, tendo uma média diária de 5,37 procedimentos por criança, consequentemente os mais expostos a procedimentos dolorosos são os pacientes que possuem o estado mais grave de doença, necessitam de mais intervenções para manutenção da vida. <sup>33</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rebelato<sup>33</sup> foi avaliado o nível de cortisol nos RNs que foram submetidos a alguns procedimentos invasivos, dentre eles houve o aumento de cortisol na realização da punção venosa (53,1%) e na passagem de cateter central (43,8%), em relação aos RNs em ventilação mecânica invasiva houve um aumento de 43,8% no nível de cortisol, em CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) 12,5% e os bebês que estavam em cânula nasal uma alteração de 9,4 nos níveis de cortisol, a exposição dos RNs a procedimentos invasivos, causam estresse, inclusive quando repetido várias vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo alguns estudos existem procedimentos rotineiros na unidade neonatal que mais causam dor no RN. Procedimentos não invasivos: manuseio excessivo, retirada de fita esparadrapo, troca de curativo, toque brusco, posição desconfortável, troca de fralda, alimentação por sonda. Procedimentos invasivos: glicemia capilar, punção venosa, passagem de cateter, drenagem torácica, intubação traqueal, aspiração traqueal, injeção intramuscular, coleta de líquor, cateter umbilical.<sup>11,31,32,35,36</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil toda criança tem direito a não sentir dor, quando existem meios para evitá-la, mediante a Resolução 41/95 – Direitos das Crianças e Adolescentes Hospitalizados, porém é de suma notoriedade que o estresse ligado a dor, seja identificado de forma precisa pelos profissionais de saúde, avaliado, levando em consideração o quadro álgico do paciente sem descriminação ou descaso, dando ao paciente apropriado gerenciamento para o melhor tratamento possível no manejando ao neonato com quadro de dor.<sup>32,38</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas medidas comportamentais e ambientais podem ser implementadas na UTIN para melhor cuidado do neonato, medidas efetivas e protetoras para um adequado desempenho funcional, estrutural e fisiológico.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><em>Tabela 5 Sugestões para reduzir a dor excessiva nos RNs internados na UTIN</em></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Medidas de cuidado na UTIN</strong></td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Reduzir os toques e manuseios desnecessários</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Manter o neonato em um posicionamento adequado</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Agrupar o cuidado e ser breve</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Utilizar o mínimo de adesivos sobre a pele do RN</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar aspiração endotraqueal e de vias aéreas superiores quando necessário</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Planejar as coletas de exames necessários</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Cuidado na troca de fralda</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Substituir a punção de calcanhar pela venosa, que causa menos dor</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Estar atento aos sinais de desconforto</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Orientar os pais sobre todos os cuidados de manuseio</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar procedimentos dolorosos e estressantes em dupla</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar estimulação tátil cinestésica, para ajudar a modular o estado de alerta</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Estimular o contato físico com a mãe</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Uso de soluções adocicadas durante o manuseio</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Realizar sucção não nutritiva</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Diminuição dos níveis de ruído e de luminosidade</td></tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\">Envolvimento e capacitação da equipe multidisciplinar</td></tr></tbody></table><figcaption>Fonte:<sup>11,30,33,34,35,37</sup></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo aspira cooperar com a comunidade científica, por identificar os fatores ambientais causadores de estresse no neonato na UTIN, apontando o ruído constante, iluminação excessiva, temperatura instável, manuseio excessivo e procedimentos dolorosos como desencadeadores de estresse e causadores de modificações fisiológicas e comportamentais, podendo acarretar em alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do RN de curto a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O profissional de saúde é de suma importâncias para a promoção do cuidado ao RN, identificando os fatores que causam estresse, a equipe multiprofissional pode implementar o cuidado individualizado, modificar o ambiente para proporcionar um lugar mais favorável para o desenvolvimento adequado, realizando estratégias na redução de ruídos, luminosidade, manuseio mínimo, temperatura estável e redução dos níveis de dor, promovendo então uma redução nos níveis do estresse e um ambiente mais acolhedor ,que irá propiciar um melhor cuidado ao neonato durante o período de recuperação e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, novas pesquisas devem ser realizadas nesta temática, para o fortalecimento das práticas que correspondem ao cuidado do RN na UTIN, com estratégias cada vez mais consolidadas para redução dos fatores estressantes ambientais nas unidades neonatais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRADECIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente a Deus pela sua infinita misericórdia na minha vida, por ter me dado força, sabedoria e por me ajudar a ultrapassar todas as dificuldades ao longo do curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meu marido, filho, pais e irmãos por terem me incentivado, por estarem ao meu lado sempre e por compreenderem os momentos de ausência durante a realização do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientadora Tatiane Falcão a qual tenho muita estima, sou grata pela dedicação do seu tempo para correção do trabalho, incentivo, ajuda e paciência com qual norteou o meu aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIA</strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Gomes CA, Hahn GV. Manipulação do recém-nascido internado em UTI: Alerta à enfermagem;[revista em Internet] 2011 [acesso 29 de abril de 2021]; 3(3). Disponível em <a href=\"http://www.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/view/119\"><u>http://www.univates.br/revistas/index.php/destaques/article/view/119</u></a></li><li>Costa R. Saberes e práticas no cuidado ao recém-nascido em terapia intensiva na década de 1980 em Florianópolis [tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2009.</li><li>Martins CF, Fialho FA, Dias IV, Amaral JAM, Freitas SC. Unidade de terapia intensiva neonatal: o papel da enfermagem na construção de um ambiente terapêutico; R. Enferm. Cent. O. Min. [revista em Internet] 2011 [acesso 29 de abril de 20121]; 1(2). Disponível em <a href=\"https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.44\"><u>https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.44</u></a></li><li>Nazário AP, Santos VCBJ, Rossetto EG, de Souza SNDH, Amorim NEZ, Scochi CGS. 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