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	<title>Volume 26 &#8211; Edição 106/JAN 2022 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 25 Mar 2025 10:56:36 +0000</lastBuildDate>
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		<title>MOBILIZAÇÃO ARTICULAR VERTEBRAL ASSOCIADA A EXERCÍCIOS PARA A MODULAÇÃO DA CERVICALGIA CRÔNICA: REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/mobilizacao-articular-vertebral-associada-a-exercicios-para-a-modulacao-da-cervicalgia-cronica-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 21:47:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site https://www.doi.org/e no local indicado, digite: 10.5281/zenodo.5934074 e clique em SUBMIT. VERTEBRAL ARTICULAR MOBILIZATION ASSOCIATED WITH EXERCISES IN INODULATION OF CHRONIC CERVICALGIA: INTEGRATIVE REVIEW Autores:Josué Nascente Santos ¹, Vicente de Almeida Brito2 ¹ Fisioterapeuta, Curso de Pós-graduação em Fisioterapia Traumato Ortopédica,Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina, Criciúma / [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite: <strong><strong>10.5281/zenodo.5934074</strong></strong> e clique em SUBMIT.</p>

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</div>



<h2 class="wp-block-heading \&quot;has-text-align-center\&quot;" id="\&quot;vertebral-articular-mobilization-associated-with-exercises-in-inodulation-of-chronic-cervicalgia-integrative-review\&quot;"><em>VERTEBRAL ARTICULAR MOBILIZATION ASSOCIATED WITH EXERCISES IN INODULATION OF CHRONIC CERVICALGIA: INTEGRATIVE REVIEW</em></h2>



<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>



<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores</strong>:<br>Josué Nascente Santos ¹, <br>Vicente de Almeida Brito<sup>2</sup><br><br>¹ Fisioterapeuta, Curso de Pós-graduação em Fisioterapia Traumato Ortopédica,<br>Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina, Criciúma / RS.<br>² Professor, Mestre, Curso de Fisioterapia, Universidade Luterana do Brasil, Torres / RS</p>



<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;resumo\&quot;"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong>: A cervicalgia crônica tem altas taxas de prevalência, afetando entre 10-24% da população mundial. Os custos médios entorno desta condição são estimados em centenas de milhões de dólares em tratamentos para o alívio da dor crônica na cervical. <strong>Objetivo</strong>: Descrever os efeitos da mobilização articular vertebral (MAV) associada a exercícios resistidos na modulação da cervicalgia crônica. <strong>Método</strong>: Revisão de literatura integrativa, realizada no período de setembro a dezembro de 2021. <strong>Resultados</strong>: A MAV associada a exercícios resistidos, em 80% dos estudos apresentou redução do nível de dor, no entanto esses desfechos positivos das técnicas não perduram por longo prazo. A funcionalidade e a qualidade de vida foram avaliadas, apresentaram resultados significativamente melhores nos grupos de intervenção que utilizaram as técnicas de tratamento combinadas, demonstrando que esses efeitos perduraram a longo prazo. A ADM houve melhora estatisticamente significativa no grupo MAV isolada. <strong>Conclusão</strong>: A associação de técnicas de MAV e exercícios resistidos foram a melhor abordagem para a redução do nível de dor a curto prazo, melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Enquanto que, a MAV isolada apresentou melhor resultado na amplitude de movimento em indivíduos com dor cervical crônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Fisioterapia, Dor cervical, Terapia manual, Exercícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;abstract\&quot;"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction</strong>: Chronic neck pain has high prevalence rates, affecting between 1024% of the world population. The average costs surrounding this condition are estimated at hundreds of millions of dollars in treatments for the relief of chronic neck pain. <strong>Objective</strong>: To describe the effects of vertebral joint mobilization (AVM) associated with resistance exercises in the modulation of chronic neck pain. <strong>Method</strong>: Integrative literature review, carried out from September to December 2021. <strong>Results</strong>: AVM associated with resistance exercises, in 80% of the studies, showed a reduction in the level of pain, however, these positive outcomes of the techniques do not last for the long term. Functionality and quality of life were evaluated, they showed significantly better results in the intervention groups that used the combined treatment techniques, demonstrating that these effects lasted in the long term. There was a statistically significant improvement in ROM in the AVM group alone. <strong>Conclusion</strong>: The association of AVM techniques and resistance exercises were the best approach to reduce the level of pain in the short term, improve functionality and quality of life. On the other hand, AVM alone showed better results in range of motion in individuals with chronic neck pain.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Key Words</strong>: Physical therapy, Neck pain, Manual therapy, Exercises.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;introducao\&quot;"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cervicalgia é uma das principais causas de incapacidade e apresenta uma alta taxa de prevalência na população mundial (STIEVEN, 2020). A etiologia da dor na cervical é multifatorial, onde os fatores de risco que predispõem um indivíduo a desenvolver essa sintomatologia são: o mau estado de saúde geral e psicológico, obesidade, sedentarismo e posturas mantidas por longos períodos (STIEVEN, 2020; MILLER, 2010). Dentre os tratamentos conservadores propostos para esses casos, são habituais o uso de medicamentos, mobilização articular e exercícios resistidos para o alívio da dor na cervical (CHILDS, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terapia manual (TM) com mobilização articular vertebral (MAV) vem sendo defendida para tratamento de dor na cervical, utilizando ou não exercícios na complementação ao tratamento de indivíduos com tal sintoma Childs, (2008), difundidas por Geofrey Maitland e Brian Mulligand, no qual ambos em suas respectivas literaturas citam TM como terapêutica fundamentada em mobilizar e/ou manipular estruturas osteoarticulares (MAITLAND, 2003). Essas técnicas utilizam a manipulação da coluna cervical alta e baixa, podendo ser realizadas por intermédio de tração com associação a movimentos artrocinemáticos, classificados em graus de aplicação do l, ll, lll e lV (MAITLAND, 2003; GORRELL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exercícios resistidos também tem sido um meio de tratamento conservador para cervicalgia crônica(CHOW, 2019), pois promovem o fortalecimento e uma variedade de movimentos eficazes também no ganho de mobilidade e, consequentemente, no alívio de dor (MAIERS, 2014). Essa modalidade terapêutica é realizada por meio de sobrecargas manuais ou de acessórios visando gradativamente a melhora da condição das estruturas musculoesqueléticas (BAHAT, 2015; GROENEWEG, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos de ação para promover analgesia não são especificamente definidos na cervicalgia crônica, assim como os efeitos da associação de técnicas como promotores do alívio dessa sintomatologia (MICHALEFF, 2014). Tendo em vista a alta taxa de prevalência da cervicalgia crônica na atualidade e a escassez de estudos associando MAV e exercícios resistidos (ER) no tratamento dessa, o presente estudo tem como objetivo descrever os efeitos da mobilização articular vertebral associada a exercícios resistidos na modulação da cervicalgia crônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;metodologia\&quot;"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão integrativa, realizada no período compreendido entre setembro e dezembro de 2021, aplicada nas bases de dados <em>PubMed</em>, <em>PEDro</em>, <em>Science Direct</em> e <em>Web of Science. </em>As palavras-chave foram “manual therapy”, “exercise resistence”, “chronic neck pain”, associadas ao termo agregador AND, na opção de busca avançada. Foram filtrados os estudos publicados entre 2011 e 2021, caracterizados como ensaios clínicos randomizamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram pesquisados artigos de livre acesso com títulos abordando a associação entre técnicas de mobilização articular vertebral e exercícios na modulação da dor cervical crônica. Inicialmente, foi realizada uma leitura exploratória para reconhecimento literário, visando identificar a duplicidade amostral e a pertinência dos títulos ao tema da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, realizou-se uma leitura seletiva sobre os resumos buscando a aplicação dos critérios de elegibilidade, onde os critérios de inclusão foram: ensaios clínicos randomizados, artigos que receberem como tratamento exercícios resistidos e terapia manual (TM) de forma associada ou isolada, publicações na língua inglesa, em revistas de Qualis A1 a B1. Já, os critérios de exclusão foram: artigos em modalidade de revisão de literatura, artigos com resultados parciais, pesquisas que apresentaram condutas que não são competências fisioterapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Subsequentemente, os artigos selecionados foram analisados e descritos por meio de levantamento das informações, objetivando sempre uma síntese integradora e a solução do problema da presente pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;resultados\&quot;"><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente foram identificados 366 artigos, sendo que na plataforma de busca PubMed foram encontrados 86 artigos, na Science Direct 181 artigos, na PEDro 21 artigos e na Web of Science 78 artigos. Foram excluídos em um primeiro instante 341 artigos devido aos títulos e delineamentos de pesquisa serem inapropriados a este estudo, e outros 10 artigos devido à duplicidade nas bases de dados, totalizando 15 artigos para a análise dos resumos. Após a leitura seletiva dos resumos, 10 artigos foram excluídos por não preencherem os critérios de elegibilidade. Portanto, foram analisados na íntegra 5 artigos científicos, conforme descrito na Figura 1.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Figura 1. </strong>Fluxograma do processo de seleção dos estudos.</p>



<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img src=\"https://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amostra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43811\"/><figcaption><strong>Figura 1. </strong>Fonte próprio autor.</figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos artigos analisados na sua integralidade, as publicações ocorreram nos anos de 2016, 2020 e 2021, com um artigo em cada ano, e dois publicados em 2012. Todos os estudos foram publicados na língua inglesa em revistas de estudos em fisioterapia, e possuíam como delineamento ensaio clínico randomizado, considerado evidência nível 2 em revistas científicas com o QUALIS A1 e B2 como demonstrado na Tabela1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os estudos selecionados, 100% desses utilizaram MAV associada a exercícios, em todos a dor foi avaliada por meio da EVA, sendo que 80% desses artigos apresentaram redução do nível de dor nas 12 primeiras sessões nos grupos de intervenção com as técnicas combinadas. Dentre esses estudos, os desfechos positivos das técnicas não perduram por longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A funcionalidade e a qualidade de vida foram avaliadas, respectivamente, por meio do questionário NDI e do questionário SF-36 em 80% dos artigos, onde apresentaram resultados significativamente melhores nos grupos de intervenção que utilizaram as técnicas de tratamento combinadas, demonstrando que esses efeitos perduraram a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ADM foi mensurada em todos os estudos, em 60% dos artigos não houve melhora estatisticamente significativa nos grupos com técnicas combinadas e grupo com técnicas isoladas, assim não definindo o melhor tratamento para ganho de ADM. Em 40% dos estudos, houve melhora estatisticamente significativa no grupo MAV isolada.</p>



<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela</strong> 1: Descrição dos artigos analisados.</p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>AUTOR</strong></td><td><strong>TITULO</strong></td><td><strong>AMOSTRA</strong></td><td><strong>CONCLUSÃO</strong></td><td><strong>QUALIS</strong></td></tr><tr><td>EVANS, et al. (2012)</td><td>Supervised Exercise With and Without Spinal Manipulation Performs Similarly and Better Than Home Exercise for Chronic Neck Pain.</td><td>Foram randomizados n=270 n=91 grupo ET + HEA n=89 grupo ET n=90 grupo HE Avaliados pré intervenção e após 12 sessões de intervenção com follow-up de 36 semanas.</td><td>Os achados deste estudo sugerem que os grupos que receberam altas doses de TM com associação a exercícios tiveram um desempenho ótimo com menos dor, maior efeito global principalmente a curto prazo não perdurando assim estes efeitos além deste período.</td><td>A1</td></tr><tr><td>MAIERS, et al. (2013)</td><td>Spinal manipulative therapy, supervised rehabilitative exercise and home exercise for seniors with neck pain.</td><td>241 indivíduos com 65 anos ou mais com NP de pelo menos 12 semanas de duração foram randomizados para 12 semanas de tratamento. Foram alocados em 3 grupos. G1, TM + EX; G2 TM e G3 EX.</td><td>Em uma população idosa com NP crônica, o grupo combinando MAV com exercícios resulta em menos dor e melhora funcional do que os exercício em casa em curto e longo prazo.</td><td>B1</td></tr><tr><td>CELENAY, et al. (2016)</td><td>Cervical and scapulothoracic stabilization exercises with and without connective tissue massage for chronic mechanical neck pain: A prospective, randomized controlled trial.</td><td>Em uma amostra de 102 indivíduos com dor cervical crônica foram randomizados em 2 grupos, um com mobilizações vertebrais e outro com mobilizações + exercícios de estabilização cervico-escapulares.</td><td>Os exercícios de estabilização com terapia manual foram mais eficazes na melhora da incapacidade, intensidade da dor à noite, movimento de rotação cervical e qualidade de vida em comparação com o exercício de estabilização apenas em pacientes com cervicalgia crônica.</td><td>A1</td></tr><tr><td>SIMONI, et al. (2020)</td><td>Effectiveness of standard cervical physiotherapy plus diaphragm manual therapy on pain in patients with chronic neck pain: A randomized controlled trial.</td><td>Quarenta pacientes foram alocados aleatoriamente para os grupos DMT e SDT.</td><td>Em pacientes com dor cervical crônica, a adição de técnicas manuais ao tratamento cervical padrão parece dar um resultado global melhor a longo prazo além de melhora na ADM, mas essa melhora não tem relevância clínica clara. Mais estudos são necessários para confirmar e esclarecer esses resultados.</td><td>A1</td></tr><tr><td>BERNAL, et al. (2021)</td><td>Manual therapy versus therapeutic exercise in non- specific chronic neck pain: randomized controlled trial.</td><td>Com uma amostra de n=69 sujeitos com dor cervical crônica foram randomizados e alocados em 3 grupos; n=23 terapia manual; n=23 grupo exercícios, n=grupo controle.</td><td>Os tratamentos por terapia manual e exercícios terapêuticos produziram mudanças estatisticamente significativas e clinicamente relevantes em relação ao grupo controle. Não existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos experimentais a curto e médio prazo. O grupo de terapia manual reduz a percepção da dor e melhora a ADM antes que o grupo de exercícios terapêuticos.</td><td>A1</td></tr></tbody></table><figcaption><strong>Tabela 1. Legenda:</strong> ET + SMT= Terapia manual + exercícios; ET, exercise therapy; HEA, home exercise and advice. NP= Neck pain. NDI= Neck desabiliti índex; ADM=amplitude de movimento; ANOVA= programa de computador pra análises cinemática; DTM= terapia manual com diagrama; STD= tratamento padrão.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;discussao\&quot;"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cervicalgia crônica afeta o cotidiano de indivíduos que convivem com este sintoma, podendo acarretar em desfechos negativos de qualidade de vida e o tempo afastado do serviço, gerando altos custos a sociedade (SIMONI, 2021). As evidências científicas atuais sobre tratamentos para dor no pescoço recomendam uma abordagem multimodal, que consista na aplicação de técnicas de terapia manual em combinação com terapia de exercício, sendo esses para fortalecimento, resistência, e variabilidade de movimentos (AKHTER, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados da presente pesquisa sugerem que os principais desfechos clínicos referente ao tratamento fisioterapêutico de cervicalgia crônica estão atrelados a terapias combinadas, no qual a terapia manual isolada pouco agrega a melhora clínica de dor e funcionalidade. Como no estudo de Simoni et al, (2021) no qual demonstraram que a terapia manual com MAV melhorou a ADM cervical a curto prazo, em comparação a um tratamento de fisioterapia convencional para dor cervical crônica, no entanto não houve melhora na dor e na funcionalidade neste mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que corrobora com o estudo de Martin et al. (2016), que por intermédio de um ensaio clínico aleatorizado com uma amostra de 102 sujeitos, executou em dois grupos, um com MAV enquanto o outro associando MAV com exercícios resistidos, onde não encontraram diferenças estatisticamente significativa em ambos os grupos sob os aspectos dor e funcionalidade a curto prazo. Estudos atuais como os de Fredin et al,(2019), Gross et al, (2019) e Mintken et al, (2019) sugerem que a TM com MAV adiciona a longo prazo melhora na ADM articular da coluna cervical, tal achado vai ao encontro do de Benal et al, (2021), incluso na presente pesquisa, onde eles sugerem que o grupo que recebeu MAV na avaliação de follow-up de 12 meses manteve a melhora na ADM. Tais achados demonstram que a melhora na ADM articular da coluna cervical não está atrelado diretamente a melhora da dor imediata, mas sim a desfechos de melhora global a longo prazo, isso pode ser explicado pela melhor fluidez tecidual, maior aporte de líquido sinovial, e melhor função articular global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos de Leininger et al, (2016) e Petersen et al, (2015) demonstraram por intermédio de seus ensaios clínicos que a terapia manual com MAV adicionou a longo prazo melhora de ADM articular vertebral da cervical em comparação a intervenções combinadas, tal achado justifica-se pelo fato de que a MAV adiciona um relaxamento global da articulação melhorando a perfusão de liquido sinovial intra articular além de aprimorar o funcionamento de estruturas moles mioligamentates (CUÉLLAR, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados de Evans et al, (2012) estudo incluso nesta pesquisa, demonstram que o grupo que realizou apenas exercícios em comparação com o grupo misto, obteve melhora nos quesitos funcionais e de dor de forma mais rápida, porém, esse achado não perdurou em um follow-up de 12 semanas a favor do grupo misto. Este exposto é corroborado com os estudos de Rodrigues et al, (2020) que investigaram as mudanças de curto e médio prazo produzidas por TM, exercício terapêutico e placebo em indivíduos com dor cervical crônica. A avaliação do nível de dor foi realizada através da EVA e a incapacidade cervical por meio do NDI. Sessenta e nove indivíduos participaram do estudo, randomizando-se vinte e três em cada grupo. As análises determinaram que não houve diferenças entre os grupos a curto e médio prazo, porém concluíram que o grupo exercícios terapêuticos reduziu a deficiência cervical mais cedo, enquanto o grupo TM diminui a dor antes do grupo exercícios. E, este achado reforça os resulatdos de Benal et al (2021) incluso na presente pesquisa, que encontraram que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos experimentais a curto e médio prazo. O grupo de exercícios terapêuticos reduz a deficiência cervical antes do grupo de terapia manual. O grupo de terapia manual reduz a percepção da dor antes do que o grupo de exercícios terapêuticos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da presente pesquisa demonstram que a associação de modalidades fisioterapêuticas parece ter melhores resultados funcionais e de alívio da dor cervical, do que apenas um tratamento convencional ou apenas orientações. Tal desfecho ratifica o estudo de Ris et al, (2005) no qual descreveram a eficácia de uma intervenção de treinamento convencional mais exercícios de educação para a dor sendo estes avaliados sob os aspectos de qualidade de vida em 200 indivíduos com dor cervical crônica, durante um acompanhamento de 4 meses. Onde, observaram que apenas a realização desse protocolo de exercícios obteve desfechos favoráveis, vale ressaltar que não foi comparado diretamente com técnicas de MAV e os exercícios de educação não tinham um acompanhamento de um fisioterapeuta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação de MAV e exercícios resistidos parece ser a opção terapêutica para um efeito de alívio de sintomas, por um período prolongado, em relação a técnicas isoladas. Tal exposto é corroborado por Izquierdos et al, (2016), que por intermédio de um ensaio clínico sugerem que os exercícios de estabilização com terapia manual podem ser superiores aos exercícios de estabilização isolados para melhorar a funcionalidade, a intensidade da dor noturna, a ADM e a qualidade de vida em pacientes com dor cervical, em avaliações a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;conclusao\&quot;"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação de técnicas de MAV e exercícios resistidos foram a melhor abordagem para a redução do nível de dor a curto prazo, melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Enquanto que, a MAV isolada apresentou melhor resultado na amplitude de movimento em indivíduos com dor cervical crônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugere-se a realização de estudos robustos metodologicamente para apurarem as técnicas fisioterapêuticas mais eficazes no tratamento da cervicalgia. Sendo necessário pesquisas que especifiquem a caraterização e descrição das técnicas utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a abordagem terapêutica envolve exercícios, os estudos devem proporcionar um comparativo da efetividade desses exercícios em ambiente clínico ou domiciliar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="\&quot;referencias\&quot;"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AKHTER, Saeed et al. Role of manual therapy with exercise regime versus exercise regime alone in the management of non-specific chronic neck pain. <strong>Pakistan journal of pharmaceutical sciences</strong>, v. 27, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAHAT, Hilla Sarig et al. Cervical kinematic training with and without interactive VR training for chronic neck pain–a randomized clinical trial. <strong>Manual therapy</strong>, v. 20, n. 1, p. 68-78, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERNAL-UTRERA, Carlos et al. Manual therapy versus therapeutic exercise in non-specific chronic neck pain: a randomized controlled trial. <strong>Trials</strong>, v. 21, n. 1, p. 1-10, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CELENAY, Toprak, et al. A Comparison of the Efects of Stabilization Exercises</p>



<p class="wp-block-paragraph">Plus Manual Therapy to Those of Stabilization Exercises Alone in Patients With Nonspecific Mechanical Neck Pain: A Randomized Clinical Trial. <strong>Journal of orthopaedic &amp; sports physical therapy</strong> 2016; 46(2): 44-55.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHILDS, John D. et al. Neck pain: clinical practice guidelines linked to the</p>



<p class="wp-block-paragraph">International Classification of Functioning, Disability, and Health from the Orthopaedic Section of the American Physical Therapy Association. <strong>Journal of Orthopaedic &amp; Sports Physical Therapy</strong>, v. 38, n. 9, p. A1-A34, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHOW, Roberta T. et al. Efficacy of low-level laser therapy in the management of neck pain: a systematic review and meta-analysis of randomised placebo or active-treatment controlled trials. <strong>The Lancet</strong>, v. 374, n. 9705, p. 1897-1908, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUÉLLAR, Jason M.; LANMAN, Todd H. “Text neck”: an epidemic of the modern era of cell phones? <strong>The Spine Journal</strong>, v. 17, n. 6, p. 901-902, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DZIEDZIC, Krysia et al. Effectiveness of manual therapy or pulsed shortwave diathermy in addition to advice and exercise for neck disorders: a pragmatic randomized controlled trial in physical therapy clinics. <strong>Arthritis Care &amp; Research: Official Journal of the American College of Rheumatology</strong>, v. 53, n. 2, p. 214-222, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EVANS, Robert, et al. Two-Year Follow-up of a Randomized Clinical Trial of Spinal Manipulation and Two Types of Exercise for Patients with Chronic Neck Pain. <strong>Spine</strong>. 2002; 27: 2383–89.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREDIN, Ken; LORÅS, Håvard. Manual therapy, exercise therapy or combined treatment in the management of adult neck pain–a systematic review and metaanalysis. <strong>Musculoskeletal Science and Practice</strong>, v. 31, p. 62-71, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GORRELL, Lindsay M.; BEATH, Kenneth; ENGEL, Roger M. Manual and instrument applied cervical manipulation for mechanical neck pain: a randomized controlled trial. <strong>Journal of manipulative and physiological therapeutics</strong>, v. 39, n. 5, p. 319-329, 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">GROENEWEG, Ruud et al. Guideline for reporting interventions on spinal manipulative therapy: consensus on interventions reporting criteria list for spinal manipulative therapy (CIRCLe SMT). <strong>Journal of manipulative and physiological therapeutics</strong>, v. 40, n. 2, p. 61-70, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GROSS, Anita et al. Manipulation and mobilisation for neck pain contrasted against an inactive control or another active treatment. <strong>Cochrane Database of Systematic Reviews</strong>, n. 9, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IZQUIERDO, Tomás Gallego et al. Comparison of cranio-cervical flexion training versus cervical proprioception training in patients with chronic neck pain: a randomized controlled clinical trial. <strong>Journal of rehabilitation medicine</strong>, v. 48, n. 1, p. 48-55, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEININGER, Brent et al. Cost-effectiveness of spinal manipulative therapy, supervised exercise, and home exercise for older adults with chronic neck pain. <strong>The Spine Journal</strong>, v. 16, n. 11, p. 1292-1304, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAIERS, Michele et al. Spinal manipulative therapy and exercise for seniors with chronic neck pain. <strong>The Spine Journal</strong>, v. 14, n. 9, p. 1879-1889, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAITLAND, Geoff et al. Manipulação vertebral de Maitland. In: <strong>Manipulação vertebral de MAITLAND</strong>. 2003. p. 480-480.</p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AURICULOTERAPIA NO TRATAMENTO DE SOBREPESO E OBESIDADE: ESTUDO DE CASOS CLÍNICOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/auriculoterapia-no-tratamento-de-sobrepeso-e-obesidade-estudo-de-casos-clinicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 20:18:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/01/31/auriculoterapia-no-tratamento-de-sobrepeso-e-obesidade-estudo-de-casos-clinicos/</guid>

					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site https://www.doi.org/e no local indicado, digite: 10.5281/zenodo.5933375 e clique em SUBMIT. Autoras:Prof Dra. Sandra Silvério-LopesGraduada em Fisioterapia (UTP) e Farmácia-Bioquímica (UEL). Mestre em Tecnologia da Saúde (PUC PR) e Doutora em Ciências do Esporte (UTAD-Portugal), com teses em acupuntura. Especialista em acupuntura há 27 anos, desenvolvendo atividades na prática clínica, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite: <strong><strong>10.5281/zenodo.5933375</strong> </strong>e clique em SUBMIT.</p>
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<div class="\&quot;wp-block-column\&quot; is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autoras</strong>:<br /><strong>Prof Dra. Sandra Silvério-Lopes</strong><br />Graduada em Fisioterapia (UTP) e Farmácia-Bioquímica (UEL). Mestre em Tecnologia da Saúde (PUC PR) e Doutora em Ciências do Esporte (UTAD-Portugal), com teses em acupuntura. Especialista em acupuntura há 27 anos, desenvolvendo atividades na prática clínica, docência e pesquisas de acupuntura. É professora e coordenadora do curso de graduação em acupuntura há 25 anos na Faculdade de Tecnologia IBRATE. Diretora científica da SOBRAFISA. ORCID 0000-0002-5424. <a href=\"mailto:san.silverio@yahoo.com.br\">san.silverio</a>@yahoo.com.br<br /><br /><strong>Cibele Barros Siqueira Rodrigues</strong><br />Graduada em Farmácia (Centro Universitário Campos de Andrade Uniandrade-2016). Pós-graduada em Farmácia Clínica pela faculdade Pequeno Príncipe 2017. Pós-graduada em Acupuntura pela faculdade de Tecnologia Ibrate 2021. ORCID 0000-0002-8927-3560. cibelebarrossiqueira@gmail.com</p>
</div>
</div>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"></p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contextualização</strong>: Incluída no grupo de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT), pelo Ministério da Saúde do Brasil, a obesidade é caracterizada pelo acúmulo demasiado de gordura corporal, desencadeando uma série de danos à saúde. Tendo causas multifatoriais, frequentemente necessita de uma intervenção multiprofissional. <strong>Objetivo: </strong>Avaliar a redução de peso, IMC (índice de massa corporal) e circunferência abdominal (CA), em mulheres obesas sedentárias, tratadas com auriculoterapia. <strong>Metodologia</strong>: Relato de série de casos clínicos, com 5 (cinco) mulheres de 15 a 68 anos, que receberam 4 sessões de auriculoterapia, sendo 1vez na semana. Utilizou-se em 4 voluntárias, agulhas semi-permanente de 1,0 mm e em 1, semente de Vacária. Os acupontos escolhidos foram: SNC, rim, SNA, estômago, fome (bilateral), intestino grosso, pâncreas, vício e ansiedade. Avaliou-se, o IMC, CA e peso, antes do início e após a quinta semana (final) do tratamento. <strong>Resultados:</strong> O IMC do grupo variou entre 27,6 e 49,7. Das voluntárias, 4 reduziram peso e IMC, e 1 não. As circunferências abdominais se mantiveram inalteradas. A média de redução de peso do grupo foi de 3,10%, do IMC foi de 4,23%. <strong>Conclusão:</strong> Houve redução de peso e IMC em 80% das voluntárias, embora discreto.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>obesidade, auriculoterapia, acupuntura.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Background</strong>: Included in the group of Chronic Non-Communicable Diseases (NCD) by the Ministry of Health of Brazil, obesity is characterized by the accumulation of excessive body fat, triggering a series of damages to health. Having multifactorial causes, it often requires a multiprofessional intervention. <strong>Objective</strong>: To evaluate the reduction in weight, BMI (body mass index) and waist circumference (WC) in sedentary obese women treated with auriculotherapy. <strong>Methodology</strong>: Clinical case series report, with 5 (five) sedentary women from 15 to 68 years old, who received 4 (four) sessions of auriculotherapy, 1 (once) once a week. We used 1.0 mm semi-permanent needles in 4 volunteers and in 1 Vacária seed. The chosen acupoints were: CNS, kidney, ANS, stomach, right hunger, left hunger, large intestine, left ear pancreas, addiction and anxiety. BMI, WC and weight were evaluated before the beginning and after the fifth (final) week of treatment. <strong>Results</strong>: The BMI of the group ranged between 27.6 and 49.7. Of the volunteers, 4 reduced weight and BMI, and 1 did not. Abdominal circumferences remained unchanged. The mean weight reduction of the group was 3.10%, the BMI was 4.23%. <strong>Conclusion</strong>: There was a reduction in weight and BMI in 80% of the volunteers, although discreet.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: obesity, auriculotherapy, acupuncture.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A obesidade consiste de modo denotativo: do latim obesus, ob = muito, edere = comer, firmado pelo acúmulo de tecido gorduroso, em regiões ou espalhado em todo corpo<sup>1</sup>. A obesidade é caracterizada por ser uma patologia crônica. O paciente obeso, ou aquele no estado de sobrepeso, é uma pessoa que faz a sua ingestão alimentar em quantidades maiores do que as necessárias ao seu gasto energético diário<sup>2</sup>. A obesidade é produzida por elementos multifatoriais ligados à genética, seguimento social, cultural e comportamental<sup>3</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Os hábitos das pessoas são determinantes para que haja o aumento da ingestão calórica em cada refeição, influenciado pelo aumento do consumo por redes de <em>fastfood</em> e consequente redução na alimentação preparada no ambiente domiciliar, bem como a rápida alimentação gerando baixos níveis de saciedade<sup>4</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Por ter sua progressão lenta, a obesidade acarreta em um agravamento de outras doenças, inclusas: a síndrome metabólica, diabetes melitos tipo 2, mas também psiquiátricas e neoplasias. Pode envolver-se na morte prematura de pessoas acometidas pelo excesso de peso<sup>5</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a obesidade é uma enfermidade configurada como crônica e degenerativa advinda de uma desarmonia energética, deixa o indivíduo com excesso de gordura corpórea, além disso, considera-se uma Doença Crônica não Transmissível (DCNT), por ter a obesidade e a alimentação não-saudável como fatores de risco<sup>5</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/2019) no Brasil cerca de 60,3% dos adultos se encontram com excesso de peso, destes a maior incidência está afetando as mulheres, adicionalmente pessoas com obesidade correspondem a 25,9% da população<sup>6</sup>. Na faixa etária dos adolescentes esse número de obesos chega a 9,7% enquanto os que apresentaram excesso de peso chegam a 28% <sup>6</sup>. A OMS considera a obesidade, patologia em questão, uma epidemia global do século XXI, devido à expressiva quantidade de pessoas obesas<sup>5</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Na identificação da obesidade o índice de massa corporal (IMC) ainda é o instrumento mais utilizado, uma vez que avalia os graus da patologia.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A auriculoterapia utiliza-se de estímulos no pavilhão auricular, constituindo-se em um dos principais microssistemas. Entre seus princípios de funcionamento está o fato de que a orelha é considerada uma zona reflexa, que são regiões especiais do corpo que quando estimulado adequadamente é capaz de se conectar com o sistema nervoso autônomo, provocando respostas neuroendócrinas<sup>7</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">É de conhecimento que para o tratamento de obesidade muitas vezes faz-se necessário dietas e exercício físico, requisitos que muitas vezesdesanimam e afastam algumas pessoas do empenho de emagrecer.</p>


<p class="wp-block-paragraph">As práticas integrativas e complementares em saúde (PICS), como a auriculoterapia, neste contexto, podem ser um complemento interessante e motivacional no tratamento da obesidade<sup>8</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo objetivou relatar na forma de série de casos clínicos , o tratamento de voluntárias com sobrepeso e/ou obesidade com auriculoterapia, pela linha de estudo da escola neurofisiológica funcional.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 TIPO DE ESTUDO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo trata-se de uma pesquisa de séries de casos clínicos, com amostras por conveniência.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 SELEÇÃO E HISTÓRICO DOS VOLUNTÁRIOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A amostra foi constituída por 5 mulheres com faixa etária entre 15 e 68 anos, (média de 47,4 anos) apresentando algumas comorbidades ou apenas desconforto visual com o seu corpo.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Critérios de inclusão: Mulheres acima do peso (sobrepeso) e/ou obesas, sedentárias, podendo ter outras comorbidades do tipo: hipertensão, ansiedade, depressão. Foi definido um IMC mínimo, baseou-se na tabela de classificação segundo o nível de obesidade/sobrepeso e seu respectivo grau de risco; além das condições das voluntárias de estarem pelo menos levemente acima do peso.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Critérios de exclusão: Excluíram-se mulheres que estavam satisfeitas com seu peso/corpo, homens, gestantes, crianças, mulheres não sedentárias. As voluntárias foram selecionadas após realizar-se um primeiro contato através das redes sociais e posteriormente de modo pessoal, após fez-se uma triagem balizada pelos critérios de inclusão.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph"><em>a)</em> <em>Materiais:</em> sementes de Vacária (mostarda), para auriculoterapia, agulhas auriculares semi-permanentes de 1,0 mm em aço inox descartável, pinça de procedimento, algodão hidrófilo, micropore. Para realizar a coleta da circunferência abdominal, utilizou-se uma fita métrica e para a verificação do peso uma balança digital de vidro temperado e capacidade até 180 kg. Utilizou-se câmera digital fotográfica do celular Xiaomi Mi A3.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><em>b)</em> <em>Acupontos auriculares:</em> Foram selecionados os acupontos auriculares, com base na localização e protocolo da escola de auriculoterapia neuro-fisiológica e funcional, recomendados por Silvério-Lopes &amp; Carneiro-Suliano <sup>9.</sup></p>


<p class="wp-block-paragraph">Os acupontos selecionados foram: Sistema nervoso central (SNC), rim, Sistema nervoso autônomo (SNA), fome (bilateral), vício, estômago, intestino grosso, pâncreas, ansiedade. Os mesmos foram colocados na orelha do lado dominante do voluntário, com exceção do acuponto pâncreas que só é encontrado na orelha esquerda. A escolha entre agulhas ou sementes se deu em função da receptividade e tolerância do voluntário, no momento da aplicação, dando preferência para as agulhas.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><em>c) Metodologia</em></p>


<p class="wp-block-paragraph">A intervenção deste estudo se deu em domicilio das voluntárias na cidade de Curitiba/PR, obedecendo aos critérios de biossegurança exigidos pela pandemia do Covid 19, já que a pesquisa foi no decorrer dos meses de agosto e setembro de 2020.</p>


<p class="wp-block-paragraph">As voluntárias selecionadas para o estudo foram identificadas por números de 1 a 5, visando preservar seus anonimatos. Foram informadas e esclarecidas a respeito da avaliação e do tratamento a ser desenvolvido, após o qual as mesmas assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), atendendo as normas de ética da Resolução do MS/CNS 466/2012 <sup>10</sup>. A avaliação inicial constou de uma anamnese, no formato de entrevista, onde foram colhidos dados das voluntárias em uma ficha de avaliação, elaborada para tal. Os dados coletados foram: idade, peso, altura, circunferência abdominal (CA), índice de massa corporal (IMC) e sua respectiva classificação, uso de medicamentos, qualidade do sono, estímulo utilizado (semente/agulha semi-permanente), datas de início e término da intervenção e observações relacionadas a alguma adversidade no decorrer das sessões. A medida da circunferência abdominal adotou como referencial a linha do umbigo da voluntária em pé bem como o peso mensurado na balança.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O protocolo de tratamento de adotado constituiu-se de 4 sessões de auriculoterapia, sendo 1 vez por semana. A mensuração do IMC e CA ocorreu antes do início da intervenção auricular e 5 dias após a ultima sessão.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Para melhor compreender a amostra deste estudo elaborou-se a Tabela 1</p>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1. Resumo da amostra quanto a idade IMC, qualidade do sono e uso de medicamentos contínuos.</strong></p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td>Voluntária</td><td>Idade</td><td>IMC</td><td>Grau do IMC</td><td>Qualidade do sono</td><td>Uso de medicação</td></tr><tr><td>1</td><td>56</td><td>49,7</td><td>III</td><td>Bom</td><td>não usa</td></tr><tr><td>2</td><td>43</td><td>33,81</td><td>I</td><td>Ruim</td><td>napris, fluoxetina</td></tr><tr><td>3</td><td>55</td><td>27,60</td><td>sobrepeso</td><td>Bom</td><td>não usa</td></tr><tr><td>4</td><td>68</td><td>32,87</td><td>I</td><td>Ruim</td><td>losartana, clorazepan</td></tr><tr><td>5</td><td>15</td><td>30,03</td><td>I</td><td>Bom</td><td>não usa</td></tr></tbody></table></figure>


<p class="wp-block-paragraph">Para apresentar os resultados quantitativos referentes a possíveis melhoras ou não atribuídos as intervenções com auriculoterapia elaborou-se a Tabela 2.</p>


<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2. Evolução dos resultados de IMC, peso e circunferência abdominal (CA) das voluntárias nos momentos antes e após o tratamento.</strong></p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><br /></td><td>Peso</td><td><br /></td><td><br /></td><td>IMC</td><td><br /></td><td><br /></td><td>CA Cm</td><td><br /></td><td><br /></td></tr><tr><td>Vol</td><td>inicial</td><td>final</td><td>%</td><td>inicial</td><td>final</td><td>%</td><td>inicial</td><td>final</td><td>%</td></tr><tr><td>1</td><td>116,30</td><td>112,01</td><td>-3,60</td><td>49,70</td><td>47,86</td><td>-2,30</td><td>126</td><td>126</td><td>0,00</td></tr><tr><td>2</td><td>93,00</td><td>93,20</td><td>+0,21</td><td>33,81</td><td>33,89</td><td>+0,23</td><td>107</td><td>107</td><td>0,00</td></tr><tr><td>3</td><td>71,50</td><td>69,40</td><td>-2,90</td><td>27,60</td><td>24,86</td><td>-9,92</td><td>95</td><td>95</td><td>0,00</td></tr><tr><td>4</td><td>72,00</td><td>67,50</td><td>-6,25</td><td>32,87</td><td>30,82</td><td>-6,20</td><td>95</td><td>95</td><td>0,00</td></tr><tr><td>5</td><td>80,50</td><td>78.10</td><td>-3,00</td><td>30,03</td><td>29,14</td><td>-2,97</td><td>88</td><td>88</td><td>0,00</td></tr><tr><td>médias% do grupo</td><td><br /></td><td><br /></td><td>-3,10</td><td><br /></td><td><br /></td><td>-4,23</td><td><br /></td><td><br /></td><td>0,0</td></tr></tbody></table></figure>


<p class="wp-block-paragraph">Observou-se que na avaliação realizada na primeira semana antes do tratamento com auriculoterapia as voluntárias apresentavam insatisfação com o estado físico atual visível de seus corpos, acrescentado a isso um estado emocional negativo os quais foram diminuídos com o passar das sessões relatado pelas voluntárias subjetivamente.</p>


<p class="wp-block-paragraph">As fotos retiradas nos momentos antes e depois, não foram incluídas aqui, devido a erro metodológico de captação das mesmas (falta de padronização de local, vestuário, distância), não conseguindo ser aproveitada para fins de avaliação comparativa.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A média de redução de peso do grupo foi de 3,10%, do IMC foi de 4,23%. Não houveram mudanças nas medidas de CA, entre os momentos antes e depois.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. DISCUSSÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Na visão da neurofisiologia, a ação da auriculoterapia é explicada pela estimulação dos nervos que inervam as regiões da orelha onde os pontos estão localizados. A região mais central da orelha, conhecida como concha auricular é ricamente inervada pelo nervo vago e sua estimulação desencadeia o reflexo colinérgico, como a ativação dos receptores muscarínicos no local da inflamação, mediando efeitos antiinflamatórios e anti-edematogênico<sup>11</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao ser estimulado um ponto do pavilhão auricular começa uma reação em cadeia, passa pelos ramos nervosos, chega ao tronco cerebral até a região do córtex cerebral, ou seja, no órgão estimulado. Então a glândula hipófise recebe a mensagem e a distribui pelas demais glândulas, tal fato trás à tona a harmonia funcional do órgão estimulado <sup>11</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A auriculoterapia enquanto técnica tem muitas variáveis, entre essas diferenças de localização dos acupontos/mapeamentos, seleção de acupontos auriculares, número e intervalo de sessões, e material de estímulo. Isso acontece por questões históricas, dificultando a comparação de estudos<sup>12</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Artigos de revisão<sup>13,14</sup> do uso de auriculoterapia no tratamento de obesidade relatam diversos artigos, onde foram utilizados por exemplo eletroacupuntura, outros sementes de vacária, outros agulhas semi-permanentes, e ainda associando dietas alimentares hipocalóricas e/ou exercícios físicos. Além disso, os acupontos em todos eles foram diferentes, bem como numero e intervalo de sessões. Este fato faz com que confrontar os resultados do presente estudo com outros seja dificultado pela escassez de estudos similares.</p>


<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo os resultados foram satisfatórios, porém discretos. Uma possibilidade dos resultados não terem sido melhores está no fato de que a amostra estudada tratou-se de mulheres sedentárias. Também não houve controle alimentar do tipo restrição alimentar/dietas.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Estudo de Bonizol<sup>8</sup> realizou tratamento de auriculoterapia para obesidade em metodologia próxima do presente estudo, com resultados parecidos, quanto a perda de peso e redução do IMC. Neste estudo não foi referido sobre o fato de a população ser ou não sedentária, nem há referências sobre dietas. A diferença maior foi o fato de que no estudo de Bonizol<sup>8</sup> houveram 4 semanas a mais de tratamento.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Estudo de revisão sistemática realizado por Mendonça el al<sup>14</sup>,onde foram incluídos 5 estudos com boa metodologia, concluiu que a auriculoterapia foi eficaz na redução de peso e / ou IMC em pacientes com sobrepeso ou obesidade. No entanto, os autores afirmam que os resultados encontrados devem ser interpretados com cautela devido à heterogeneidade.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A auriculoterapia com estímulo de sementes de vacaria foi eficaz na redução dos níveis de colesterol total e níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade em adolescentes com obesidade, no entanto não houve perdas de peso, IMC significativas entre os participantes<sup>15</sup>.</p>


<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para perda de peso envolve fatores metabólicos entre outros. Os estudos demonstram que a auriculoterapia pode favorecer positivamente ganhos metabólicos, e na ansiedade entre outros, no entanto o fator tempo é imprescindível para obterem-se bons resultados.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Como estudo de casos clínicos, a limitação deste estudo se deu em função do tempo de 5 semanas. Sugerem-se estudos futuros prospectivos com um tempo maior, para que possam ser acompanhadas a evolução ou estabilidade destes ganhos obtidos pelo tratamento de auriculoterapia.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">O estudo concluiu que houve redução de índices de massa corporal na média de 4,23%, redução de peso em 80% das voluntárias na ordem média de 3,10%, e nenhum ganho na redução da circunferência abdominal. Conclui-se que o efeito da auriculoterapia nas voluntárias foi discreto.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Houveram boa receptividade e adesão ao tratamento com auriculoterapia por parte das voluntárias.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>6 REFERÊNCIAS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">1 WHO. Obesity and Overweight. Key Facts. <a href=\"https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight</a></p>


<p class="wp-block-paragraph">2. Perdew M, Liu S, Naylor P-J. Family-based nutrition interventions for obesity prevention among school-aged children: a systematic review,&nbsp;Translational Behavioral Medicine. 2021.11(3):709-723.</p>


<p class="wp-block-paragraph">3 Bluher, M. Metabolically Healthy Obesity.&nbsp; Endocr.Rev.&nbsp;2020,&nbsp;41, 405–420</p>


<p class="wp-block-paragraph" id=\"4-cortes-mvc-oliveira-bcepd-algumas-consideracoes-sobre-habitos-alimentares-para-o-combate-ao-sobrepeso-e-a-obesidade-alimentos-ciencias-tecnologia-e-meio-ambiente-2020-1-12-124-140\">4 Côrtes MVC, Oliveira BCEPD. Algumas Considerações sobre Hábitos Alimentares para o combate ao sobrepeso e a obesidade. Alimentos: Ciências, Tecnologia e Meio Ambiente. 2020. 1(12):124-140.</p>


<p class="wp-block-paragraph">5 Nilson EAF, Andrade RCS, Brito DA, Oliveira ML. Custos atribuíveis a obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018. Rev Panam Salud Publica. 2020; 44:e32. <a href=\"https://doi.org/10.26633/RPSP.2020.32\">https://doi.org/10.26633/RPSP.2020.32</a></p>


<p class="wp-block-paragraph">6 Ministério da Saúde. Dia Mundial da Obesidade: Saúde prepara semana de atividades sobre o tema Acesso 02/03/2021. Available from: https://aps.saude.gov.br/noticia/11379</p>


<p class="wp-block-paragraph">7 Silvério-Lopes S. Analgesia por Acupuntura. In Silvério-Lopes S, In Auriculoterapia para Analgesia (cap1). Editora Omnipax. Curitiba. 2013.</p>


<p class="wp-block-paragraph">8 Bonizol W, Salvi OJ. Valiatti BT, Dulcin M. Tratamento da<br />obesidade com auriculoterapia: relato de caso. Revista Amazônia Science &amp; Health. 2016. 4(3):19-24.</p>


<p class="wp-block-paragraph">9 Silvério-Lopes S,Carneiro-Suliano L. Atlas de Auriculoterapia de A a Z. Editora Sapiens, Curitiba. 4 ed / 2ºre-impressão. 2021. 175o.</p>


<p class="wp-block-paragraph">10 Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Ministério da Saúde. Dispões sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos <a href=\"https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html\">https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html</a></p>


<p class="wp-block-paragraph">11 Bonaz B, Sinninger V, Pellissilier S. Anti-inflammatory properties of<br />the vagus nerve: potential therapeutic implications of vagus nerve stimulation. J<br />Physiol. 2016. 594(20):5781-5790.</p>


<p class="wp-block-paragraph">12 Silvério-Lopes S. Acupuntura, Auriculoterapia e Técnicas Afins. Coletânea de Pesquisas Científicas. Curitiba. Editora Sapiens 2021. 528p</p>


<p class="wp-block-paragraph">13 Freitas LCS, de Sousa PHC, Coutinho BD. Auriculotherapy on treatment of obesity: A systematic review. Rev Pesqui em Fisioter. 2020;10(3):553–65.</p>


<p class="wp-block-paragraph">14 Mendonça CR, Santos LSC, Noll M, Silveira EA, Arruda JT. Effects of auriculotherapy on weight and body mass index reduction in<br />patients with over weight or obesity: Systematic review and meta-analysis<br />Complementary Therapies in ClinicalPractice.2020.v38. 101069.</p>


<p class="wp-block-paragraph">15 Cha HS, Park H. Effects of auricular acupressure on obesity in adolescents<br />.Complementary Therapies in Clinical Pratice. 2019, 35, 316-322.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><br /><br /></p>


<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CHALLENGES AND STRATEGIES IN MANAGING DRUG INTERACTIONS DURING THE COVID-19 PANDEMIC</title>
		<link>https://revistaft.com.br/challenges-and-strategies-in-managing-drug-interactions-during-the-covid-19-pandemic/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 15:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=155967</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202201311208 Juciane Valentim Abstract The COVID-19 pandemic, declared in 2020, has led to the rapid use of various treatments to combat the disease, often based on limited preliminary evidence. This urgent approach has introduced significant challenges related to drug interactions and polypharmacy, as the simultaneous use of COVID-19 therapeutics and medications for pre-existing [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202201311208</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Juciane Valentim</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The COVID-19 pandemic, declared in 2020, has led to the rapid use of various treatments to combat the disease, often based on limited preliminary evidence. This urgent approach has introduced significant challenges related to drug interactions and polypharmacy, as the simultaneous use of COVID-19 therapeutics and medications for pre-existing comorbidities can increase the risk of adverse drug reactions (ADRs) and complicate clinical outcomes. Studies have examined the risks associated with drug interactions between COVID-19 treatments and other medications. Hodge et al. (2020) explored drug interactions in critically ill COVID-19 patients using experimental therapies. Their findings emphasized the need for careful management of high-risk medications such as lopinavir/ritonavir and hydroxychloroquine due to concerns like QT interval prolongation. Similarly, Plasencia-García et al. (2020) reviewed interactions between COVID-19 treatments and antipsychotics, finding that while some antiviral agents could be safely co-administered with antipsychotics, others required caution due to risks of QT prolongation and hematological issues. Davoutis et al. (2023) focused on the potential interactions between antidepressants and COVID-19 medications, highlighting that while some treatments, like monoclonal antibodies, pose lower risks, others, such as remdesivir and Nirmatrelvir-Ritonavir, carry a higher risk for serious interactions. Cuomo et al. (2023) examined the increased use of psychotropic medications during the pandemic and the DDIs that may arise, emphasizing the need for vigilant monitoring and dose adjustments. Awortwe and Cascorbi (2020) investigated interactions between COVID-19 treatments and medications for comorbidities, revealing that comorbid conditions like cardiometabolic syndrome and chronic kidney disease are associated with worsened clinical outcomes. Kumar and Trivedi (2020) highlighted how the pandemic’s hyperinflammatory state impacts drug metabolism, underscoring the need for continued research and evidence-based treatment protocols. Overall, these studies stress the importance of rigorous pharmacological monitoring, adherence to evidence-based guidelines, and ongoing research to ensure the safe and effective treatment of COVID-19 patients, especially those with complex medication regimens and comorbidities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Drug-Drug Interactions (DDIs); COVID-19 Treatments; Comorbidities; Pharmacological Monitoring; Evidence-Based Guidelines.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Since the onset of the COVID-19 pandemic in 2020, the urgent need for effective treatments has led to the emergency use of a range of medications, often with limited supporting evidence. This approach, while crucial given the global health crisis, has introduced significant challenges related to drug interactions and the risks of combining multiple therapies. Drug interactions occur when one medication affects the action of another, potentially enhancing or diminishing its effects and increasing the risk of adverse reactions. This issue is particularly critical in COVID-19, where patients may be prescribed antivirals, corticosteroids, anticoagulants, and other supportive treatments, especially those with pre-existing conditions who are already on multiple drugs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The early use of treatments such as hydroxychloroquine, ivermectin, and azithromycin was often based on preliminary studies rather than robust clinical trials, raising concerns about unknown drug interactions. The common practice of polypharmacy in patients with comorbidities like hypertension, diabetes, and heart disease further complicates this issue. For example, drugs such as remdesivir and tocilizumab, metabolized by the liver, may interact with other medications that share the same metabolic pathways, leading to altered drug levels and affecting their safety and efficacy. Potential risks from drug interactions include serious adverse effects such as liver and kidney toxicity, cardiac arrhythmias, and neurological disorders. Additionally, drug interactions can compromise therapeutic efficacy by interfering with the absorption, distribution, metabolism, or excretion of medications, potentially increasing the risk of hospitalization and, in severe cases, mortality. To mitigate these risks, rigorous pharmacological monitoring is essential, particularly for patients at high risk of interactions. Evidence-based treatment protocols should be prioritized, utilizing medications with established safety profiles, and continuous education for healthcare professionals is necessary to effectively manage and adjust treatments.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="735" height="448" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-79.png" alt="" class="wp-image-155969" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-79.png 735w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-79-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figure 1: Drug-drug interactions.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">The study by Hodge et al. (2020) highlights the risks of drug interactions in critically ill COVID-19 patients, particularly when using experimental therapies. By searching ClinicalTrials.gov, the authors identified 249 drugs and categorized their interactions into different risk levels. Medications such as lopinavir/ritonavir, chloroquine, and hydroxychloroquine were found to have significant interaction risks, especially concerning QT interval prolongation. The study provided a database of these interactions to aid in medication review, emphasizing the need for careful management of these therapies.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Plasencia-García et al. (2020) focused on the careful management of symptoms like anxiety and delirium in COVID-19 patients, especially when antipsychotics are used concurrently. Their systematic review assessed drug interactions between COVID-19 treatments and antipsychotics, identifying that while some drugs could be safely combined, others, such as chloroquine and hydroxychloroquine, posed higher risks. The study called for evidence-based guidelines to help clinicians select safe treatment combinations and monitor patients effectively.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Davoutis et al. (2023) examined the potential interactions between antidepressants and COVID-19 therapies, noting that while some COVID-19 drugs present higher interaction risks, such as remdesivir and Nirmatrelvir-Ritonavir, others like monoclonal antibodies appear safer. The study highlighted critical interactions such as serotonin syndrome and QTc prolongation, stressing the need for careful monitoring and flexible antidepressant use.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuomo et al. (2023) explored the impact of increased psychotropic medication use during the COVID-19 pandemic and the associated drug-drug interactions. They categorized these interactions and emphasized the need for vigilant monitoring and dose adjustments to ensure treatment safety and efficacy.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Awortwe and Cascorbi (2020) investigated the risks of drug interactions between COVID-19 treatments and medications for comorbidities. Their meta-analysis identified comorbidities such as cardiometabolic syndrome and chronic diseases as factors worsening clinical outcomes and highlighted interactions that could lead to severe effects. They stressed the need for careful clinical monitoring and potential dose adjustments.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kumar and Trivedi (2020) reviewed the challenges of managing COVID-19 due to the rapid spread of the disease and the limited effectiveness of available drugs. They discussed the role of drug transporters and metabolizing enzymes and highlighted the importance of understanding drug interactions to optimize treatment safety, calling for continued research to validate the efficacy and safety of these treatments.</p>



<p class="wp-block-paragraph">In conclusion, the management of COVID-19 has revealed complex challenges associated with drug interactions and polypharmacy, particularly as the pandemic has necessitated the rapid deployment of various treatments. The urgency of addressing this global health crisis led to the use of medications based on preliminary evidence, which introduced significant risks of adverse drug interactions. Studies by Hodge et al. (2020), Plasencia-García et al. (2020), Davoutis et al. (2023), Cuomo et al. (2023), Awortwe and Cascorbi (2020), and Kumar and Trivedi (2020) underscore the critical need for vigilant monitoring and evidence-based practices in managing these interactions.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The findings highlight that while some COVID-19 treatments may be safely combined, others pose considerable risks, particularly concerning cardiovascular effects and interactions with psychotropic medications. The challenges are compounded by the presence of comorbidities in many patients, further increasing the risk of adverse outcomes. To navigate these complexities, it is essential to prioritize the development of comprehensive guidelines and protocols based on robust clinical evidence. Ongoing research, continuous education for healthcare professionals, and careful monitoring are vital to optimizing treatment safety and efficacy. As new data emerges and treatment options evolve, adapting clinical practices to address these drug interactions will be crucial in improving patient outcomes and effectively managing both COVID-19 and its associated comorbidities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>References</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Awortwe, C., &amp; Cascorbi, I. (2020). Meta-analysis on outcome-worsening comorbidities of COVID-19 and related potential drug-drug interactions. <em>Pharmacological Research</em>, 161, 105250 &#8211; 105250. https://doi.org/10.1016/j.phrs.2020.105250.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuomo, A., Barillà, G., Serafini, G., Aguglia, A., Amerio, A., Cattolico, M., Carmellini, P., Spiti, A., &amp; Fagiolini, A. (2023). Drug-drug interactions between COVID-19 therapeutics and psychotropic medications.. <em>Expert opinion on drug metabolism &amp; toxicology</em>. https://doi.org/10.1080/17425255.2023.2288681.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Davoutis, E., Panou, C., Stachika, N., Dalla, C., &amp; Kokras, N. (2023). Drug-drug interactions between COVID-19 drug therapies and antidepressants..&nbsp;<em>Expert opinion on drug metabolism &amp; toxicology</em>. https://doi.org/10.1080/17425255.2023.2280750.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hodge, C., Marra, F., Marzolini, C., Boyle, A., Gibbons, S., Siccardi, M., Burger, D., Back, D., &amp; Khoo, S. (2020). Drug interactions: a review of the unseen danger of experimental COVID-19 therapies. <em>Journal of Antimicrobial Chemotherapy</em>, 75, 3417 &#8211; 3424. https://doi.org/10.1093/jac/dkaa340.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kumar, D., &amp; Trivedi, N. (2020). Disease-drug and drug-drug interaction in COVID-19: Risk and assessment.&nbsp;<em>Biomedicine &amp; Pharmacotherapy</em>, 139, 111642 &#8211; 111642. https://doi.org/10.1016/j.biopha.2021.111642.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Plasencia-García, B., Rodríguez-Menéndez, G., Rico-Rangel, M., Rubio-Garcia, A., Torelló-Iserte, J., &amp; Crespo-Facorro, B. (2020). Drug-drug interactions between COVID-19 treatments and antipsychotics drugs: integrated evidence from 4 databases and a systematic review. <em>Psychopharmacology</em>, 238, 329 &#8211; 340. https://doi.org/10.1007/s00213-020-05716-4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rezaee, H., Pourkarim, F., Pourtaghi‐Anvarian, S., Entezari‐Maleki, T., Asvadi‐Kermani, T., &amp; Nouri‐Vaskeh, M. (2021). Drug‐drug interactions with candidate medications used for COVID‐19 treatment: an overview. Pharmacology research &amp; perspectives, <em>9</em>(1), e00705. https://doi.org/10.1002/prp2.705.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>EFFECTIVE INVENTORY MANAGEMENT IN HOSPITALS: REDUCING MEDICATION WASTE AND ENSURING SUSTAINABLE HEALTHCARE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/effective-inventory-management-in-hospitals-reducing-medication-waste-and-ensuring-sustainable-healthcare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CH]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jan 2022 12:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=149445</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12794628 Karine Alves Pereira Abstract&#160; The text emphasizes the importance of effective inventory management in hospitals to reduce medication waste and ensure optimal use of resources. It discusses how medication waste, resulting from unused or improperly disposed pharmaceuticals, has significant economic and environmental impacts. The text highlights various strategies for mitigating waste, including [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12794628</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Karine Alves Pereira</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The text emphasizes the importance of effective inventory management in hospitals to reduce medication waste and ensure optimal use of resources. It discusses how medication waste, resulting from unused or improperly disposed pharmaceuticals, has significant economic and environmental impacts. The text highlights various strategies for mitigating waste, including extending product shelf life, optimizing storage conditions, and promoting rational prescribing practices. It underscores the need for collaboration among manufacturers, distributors, healthcare providers, and patients to address the issue comprehensively. By maintaining a well-managed stock of medications, hospitals can prevent treatment delays, improve patient outcomes, and contribute to a more sustainable and efficient healthcare system.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Medication waste; Inventory management; Sustainable healthcare; Pharmaceutical supply chain; Healthcare cost reduction.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Medication waste refers to any pharmaceutical product that remains unused or is not fully consumed throughout the pharmaceutical supply and usage chain (West et al., 2015; World Health Organization, 2014). The waste of potentially usable medications undermines pharmaceutical budgets, leading to an annual loss of up to $5.4 billion in the United States (Law et al., 2015). Medication waste significantly impacts healthcare budgets and harms the environment. Thus, preventing medications from becoming unused throughout the pharmaceutical chain offers a promising approach to achieve sustainable medication supply and usage (Smale et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">The absence of policies for returning unwanted medications in some countries, along with public unawareness, negligence, or low literacy, contribute to improper disposal of unused medications, potentially leading to adverse economic and environmental impacts. Various mitigation strategies, such as smart medicine cabinets, have emerged to reduce medication wastage. Collaborative efforts involving the public, healthcare providers, and diverse governmental and private organizations are necessary to effectively address the issue of medication wastage (Makki et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Development</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">In recent years, the hospital supply chain has faced significant disruptions, putting hospitals and other medical facilities at risk of inadequate medical supplies, leading to reduced patient safety and poor outcomes. For instance, drug shortages can hinder the timely treatment patients require.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Effective inventory management is crucial for hospitals, as each operates within a budget for medical instruments, medications, and other supplies. Without proper techniques, facilities may order excess inventory, leading to waste. Improved inventory control can result in significant cost savings, especially for those that previously exceeded their budgets and wasted supplies.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The accumulation of unused medications results in waste and significant economic losses. Healthcare systems strive to provide patients with the highest quality service by maximizing the use of available resources and minimizing financial losses. Waste can be defined as &#8220;any substance or object the holder discards, intends to discard, or is required to discard.&#8221; Unused medications include expired, spilled, and contaminated pharmaceutical products, as well as drugs, vaccines, and sera that are no longer needed and must be disposed of properly. Although the issue of unused medications is well-known and defined worldwide, there are still obstacles to reducing this waste (Braund et al., 2008; Hazell, Robson; 2015). Unnecessary prescriptions, coupled with poor medication adherence, quietly contribute to the depletion of finite resources, thereby exacerbating the already escalating healthcare costs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Effective inventory management in hospitals is crucial to prevent medication waste and ensure that resources are used optimally. Hospitals must maintain a well-managed stock of medications to ensure that they are always available when needed, preventing treatment delays and improving patient outcomes. Proper inventory management involves tracking medication usage patterns, predicting future needs, and ensuring that medications are stored under appropriate conditions to maximize their shelf life.</p>



<p class="wp-block-paragraph">An efficient inventory system helps in reducing the instances of expired or unused medications, thus minimizing waste and associated costs. It also ensures that medications are rotated properly, and older stock is used before newer stock, which is essential in preventing wastage due to expiration. Furthermore, having a robust inventory management system allows hospitals to respond quickly to changes in demand, such as during an outbreak or a sudden increase in patient admissions.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="446" height="423" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1183.png" alt="" class="wp-image-149447" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1183.png 446w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-1183-300x285.png 300w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figure 1:</strong> The Strategic Framework of the Global Patient Safety Challenge.<br><strong>Source: </strong>World Health Organization</p>



<p class="wp-block-paragraph">The careful planning and management of stocks of disposable medical supplies, such as caps and gowns, are essential to the efficient operation of hospitals. This strategic approach not only enhances the protection of healthcare workers and patients but also boosts operational efficiency, cost-effectiveness, and regulatory compliance. By implementing innovative inventory management practices, hospitals can ensure they are well-prepared for any unforeseen challenges, ultimately providing optimal care in a dependable and consistent manner.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Patient safety is also at stake when expired medications and other supplies remain in inventory, as these can reduce treatment efficacy. Retaining recalled items, such as certain pharmaceuticals, poses additional dangers. Adopting best practices in inventory management is essential to protect patients and ensure only safe, effective supplies are available.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moreover, staff shortages in hospitals can cause safety issues, including treatment delays and medication errors. Effective inventory management enhances staff efficiency even during personnel shortages, ensuring patients receive timely, high-quality care and are protected from errors.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lastly, relying on manual inventory processes is prone to human error. Incorrect inventory counts or failure to update inventory levels accurately can lead to supply shortages or other issues. Implementing reliable inventory management systems can reduce these errors, ensuring hospitals maintain appropriate supply levels and continue to provide optimal patient care.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manufacturers can help ensure the sustainable supply and use of medications by extending product shelf life, choosing more environmentally friendly storage conditions, and adjusting packaging sizes. Distributors play an important role in optimizing inventory management and making shelf life policies more flexible. Authorities can promote sustainability by raising awareness and implementing measures to minimize waste. Increasing patient awareness about medication waste is essential to encourage conscious requests and participation in waste reduction initiatives. Pharmacists can contribute by efficiently managing inventories, improving medication preparation processes, optimizing dispensing, and redistributing unused medications. Prescribers can adopt rational prescribing practices, considering the appropriate amount of medications and short-term prescriptions. Given the variety of causes of medication waste at all levels of the pharmaceutical supply and use chain, no single intervention is sufficient to solve the problem. Therefore, shared responsibility from all stakeholders is necessary (Smale et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusion</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Medication waste is a significant issue that impacts both healthcare budgets and the environment. The improper disposal of unused medications, driven by factors such as the lack of return policies and public unawareness, exacerbates these impacts. Effective inventory management in hospitals is essential to prevent medication waste, ensuring the optimal use of resources and improving patient outcomes. Strategies such as extending product shelf life, optimizing storage conditions, and promoting rational prescribing practices are crucial. Collaborative efforts from manufacturers, distributors, healthcare providers, patients, and authorities are necessary to tackle the issue comprehensively. By adopting a shared responsibility approach, the healthcare system can move towards a more sustainable and efficient management of medications, ultimately reducing waste and associated costs.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>References</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Braund R., Chuah F., Gilbert R., Gn G., Soh A., Tan L.Y., Tiong S., Yuen Y.-C. Identification of the reasons for medication returns.&nbsp;NZ Fam. Physician.&nbsp;2008;35:6.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hazell B., Robson R. Pharmaceutical waste reduction in the NHS.&nbsp;Rep. Version.&nbsp;2015;1:7.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Law, A. V., Sakharkar, P., Zargarzadeh, A., Tai, B. W. B., Hess, K., Hata, M. &amp; Park, T. J. (2015). Taking stock of medication wastage: Unused medications in US households.&nbsp;Research in Social and Administrative Pharmacy,&nbsp;11(4), 571-578.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Makki, M., Hassali, M. A., Awaisu, A., &amp; Hashmi, F. (2019). The prevalence of unused medications in homes.&nbsp;Pharmacy,&nbsp;7(2), 61.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Smale, E., Egberts, T., Heerdink, E., Bemt, B., &amp; Bekker, C. (2021). Waste-minimising measures to achieve sustainable supply and use of medication.&nbsp;<em>Sustainable Chemistry and Pharmacy</em>, 20, 100400. https://doi.org/10.1016/J.SCP.2021.100400.</p>



<p class="wp-block-paragraph">West, L. M., Diack, L., Cordina, M., &amp; Stewart, D. (2015). Applying the Delphi technique to define ‘medication wastage’.&nbsp;European Journal of Hospital Pharmacy,&nbsp;22(5), 274-279.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Windfeld E.S., Brooks M.S.L. Medical waste management—A review.&nbsp;J. Environ. Manag.&nbsp;2015;163:98–108. doi:&nbsp;10.1016/j.jenvman.2015.08.013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">World Health Organization. (2014).&nbsp;Safe management of wastes from health-care activities. World Health Organization.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
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			</item>
		<item>
		<title>IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/implementacao-de-sistemas-de-captacao-de-agua-da-chuva-em-residencias-unifamiliares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 23:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=204491</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202201182103 Patrícia Cecília Rodrigues Mapa da Fonseca RESUMO A captação e aproveitamento da água da chuva representam uma solução sustentável e economicamente viável para reduzir o consumo de água potável em residências unifamiliares. Em um contexto de crescente escassez hídrica global, esses sistemas promovem a autonomia hídrica e minimizam a dependência do abastecimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202201182103</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide" />



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Patrícia Cecília Rodrigues Mapa da Fonseca</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide" />



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A captação e aproveitamento da água da chuva representam uma solução sustentável e economicamente viável para reduzir o consumo de água potável em residências unifamiliares. Em um contexto de crescente escassez hídrica global, esses sistemas promovem a autonomia hídrica e minimizam a dependência do abastecimento público. Além dos benefícios ambientais, a reutilização da água pluvial gera economia significativa nas tarifas de água e reduz a sobrecarga nos sistemas públicos de distribuição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação desses sistemas exige planejamento adequado, considerando capacidade de armazenamento, filtragem e normativas técnicas, como a NBR 15527/2007. Estudos demonstram que um reservatório de 5.000 litros pode suprir até 30% da demanda hídrica mensal de uma residência, destacando sua viabilidade econômica com um tempo de retorno do investimento de aproximadamente 7,5 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de reduzir o consumo de água potável, esses sistemas auxiliam na mitigação de impactos urbanos, minimizando problemas de alagamento e erosão do solo. Estudos de caso em Caruaru-PE e Três Pontas-MG comprovam a eficiência dessa tecnologia na promoção da segurança hídrica, reforçando sua importância para a gestão sustentável dos recursos hídricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave: </strong>Captação de água da chuva, gestão hídrica sustentável, autonomia hídrica, economia de água, sustentabilidade, sistemas de armazenamento, reaproveitamento de águas pluviais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A captação e o aproveitamento da água da chuva representam uma solução sustentável e economicamente viável para a redução do consumo de água potável em residências unifamiliares. Em um cenário de crescente demanda por recursos hídricos e de escassez em diversas regiões do mundo, torna-se essencial a adoção de estratégias que minimizem o desperdício e promovam o uso eficiente da água. Sistemas de captação de água da chuva têm sido amplamente discutidos em pesquisas acadêmicas, evidenciando-se como uma das soluções mais promissoras para reduzir a dependência do abastecimento público e garantir maior autonomia hídrica para os domicílios (SOUSA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise hídrica global tem levado governos e instituições a buscarem alternativas para garantir a segurança no abastecimento de água. A redução das chuvas em diversas regiões, aliada ao crescimento populacional e ao aumento da demanda industrial e agrícola, pressiona os recursos hídricos disponíveis. Como resultado, a implementação de tecnologias para aproveitamento da água da chuva torna-se uma estratégia essencial para mitigar os impactos da escassez e garantir a resiliência hídrica das cidades. No Brasil, onde a distribuição de chuvas é desigual e frequentemente concentrada em curtos períodos, o aproveitamento desse recurso se mostra particularmente relevante para promover a eficiência hídrica em residências unifamiliares (PEREIRA; GOMES., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da sustentabilidade ambiental, a captação de água da chuva oferece benefícios econômicos diretos aos consumidores. O reaproveitamento desse recurso pode reduzir significativamente os custos com abastecimento de água potável, especialmente em locais onde as tarifas são elevadas. Além disso, a descentralização do abastecimento reduz a sobrecarga nos sistemas públicos de distribuição e tratamento de esgoto, promovendo um ciclo mais sustentável de consumo e reuso de água. Dessa forma, os sistemas de captação e aproveitamento da água pluvial configuram-se como uma estratégia eficaz tanto para mitigar os impactos da crise hídrica quanto para promover a autonomia hídrica das residências (SOUSA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação desses sistemas requer um planejamento detalhado que considera variáveis como a área de coleta, a precipitação local, a demanda hídrica da residência e os métodos de armazenamento e tratamento da água. Em estudos realizados por Gonçalves et al. (2022) e Ribeiro (2015), foi demonstrado que um reservatório com capacidade adequada é fundamental para assegurar um fornecimento contínuo de água pluvial para fins não potáveis, como irrigação, lavagem de áreas externas e descargas sanitárias. A eficiência desses sistemas também está diretamente ligada à qualidade do material utilizado para armazenamento e ao tipo de filtragem empregado para remover impurezas e contaminantes (PEREIRA; GOMES., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dimensionamento correto do sistema de captação de água da chuva exige a aplicação de modelos matemáticos e normativas técnicas, como a NBR 15527/2007, que estabelece os critérios para coleta, tratamento e armazenamento da água pluvial. Além disso, diversos métodos de cálculo são utilizados para determinar a capacidade ideal dos reservatórios, levando em consideração fatores climáticos e padrões de consumo. Estudos de caso, como o realizado em Guaçuí-ES por Gonçalves (2022), demonstram que um reservatório de 5.000 litros pode atender satisfatoriamente à demanda mensal de uma residência unifamiliar, proporcionando uma redução significativa no uso de água potável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha do reservatório e dos componentes do sistema deve considerar materiais resistentes e adequados ao armazenamento prolongado de água, além da implementação de filtros que eliminem partículas e impurezas. De acordo com Ribeiro (2015), sistemas equipados com filtragem eficiente e cloração garantem maior segurança na utilização da água captada, reduzindo riscos de contaminação microbiológica. Essa etapa é essencial para assegurar que a água seja apropriada para diferentes usos domésticos, ampliando sua aplicabilidade e promovendo um maior impacto positivo na redução do consumo de água potável (SOUSA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de diferentes estudos de caso reforça o potencial dessa tecnologia. No município de Caruaru-PE, uma pesquisa conduzida por Sousa et al. (2020) demonstrou que a implantação de sistemas de captação de água da chuva permitiu uma redução de 29,11% no consumo de água potável, evidenciando os benefícios diretos dessa estratégia para regiões de escassez hídrica. Esses resultados são corroborados por estudos internacionais que indicam que a adoção de soluções descentralizadas de gestão de recursos hídricos pode ter um impacto substancial na segurança hídrica das comunidades urbanas e rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo realizado por Pereira; Gomes (2022) em Três Pontas-MG analisou a viabilidade econômica da implementação de um sistema de captação de águas pluviais em uma residência unifamiliar. Os resultados mostraram que a economia média de água potável foi de 20%, com um tempo de retorno do investimento de aproximadamente 7,5 anos. Além disso, o estudo destacou que a instalação do sistema pode contribuir para a redução dos impactos das chuvas intensas, minimizando problemas de alagamento e erosão do solo nas áreas urbanas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 1 apresenta um modelo de sistema de captação e armazenamento de água pluvial. O esquema demonstra a coleta da água das calhas, a passagem pelo filtro e o armazenamento em reservatórios antes da redistribuição para o uso em descargas sanitárias e irrigação. Esse modelo reforça a viabilidade técnica do sistema e sua aplicabilidade em residências unifamiliares (Revista Fonte de Tecnologia, 2024).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; Modelo do sistema de captação e armazenamento de água pluvial (corte).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="580" height="289" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-543.png" alt="" class="wp-image-204493" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-543.png 580w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-543-300x149.png 300w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Jesus, A. R.; Jesus, B. R. A.; Campista, F. F, (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista econômico, os investimentos iniciais para a instalação de um sistema de captação de água da chuva podem ser rapidamente amortizados pela redução nas contas de água. Segundo Pereira; Gomes (2022), a economia gerada pode atingir cerca de 20% do consumo mensal de água potável, com um tempo de retorno do investimento estimado entre 7 e 10 anos, dependendo das condições climáticas e do padrão de consumo da residência. Adicionalmente, a implementação desses sistemas contribui para a sustentabilidade ambiental, aliviando a pressão sobre os mananciais hídricos e reduzindo a sobrecarga nos sistemas de esgotamento sanitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados analisados nos estudos de caso demonstram que a implantação de sistemas de captação de água da chuva pode promover uma economia significativa de recursos hídricos, tornando-se uma estratégia eficaz para combater a escassez hídrica e reduzir o impacto ambiental do consumo de água potável. Além disso, o incentivo à adoção dessas práticas pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas que favoreçam a instalação de sistemas de captação e armazenamento de água da chuva em áreas urbanas e rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15527: Aproveitamento de água de chuva. Brasília, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, Gabriel Pereira; SANTO, Medianeire Farias Fernandes; NERY, Nathan Limeira; ROSTAGNO, Pietro Valdo. Projeto de captação de águas pluviais para reutilização em uma residência unifamiliar no município de Guaçuí/ES. <em>Conjecturas</em>, v. 22, n. 16, p. 548-564, 2022. DOI: 10.53660/CONJ-2076-2S19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JESUS, A. R.; JESUS, B. R. A.; CAMPISTA, F. F. Captação e estocagem de água pluvial: importância de implementar um sistema para reutilização de água em uma casa unifamiliar. Revista Fonte de Tecnologia, v. 28, n. 139, p. 13-19, out. 2024. DOI: 10.69849/revistaft/ar10202410131952.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Lucas Leite; GOMES, Geisla Aparecida Maia. Pesquisa sobre a viabilidade da implantação de sistemas para captação de águas pluviais: estudo de caso em uma residência unifamiliar em Três Pontas-MG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, Ana Kelly Marinoski. Método para avaliação do impacto ambiental da implantação de sistemas integrados de aproveitamento de água pluvial e água cinza em residências unifamiliares a partir da análise do ciclo de vida. 2015. 253 f. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, L. C. O. de; BEZERRA, S. de T. M.; AMORIM, J. M. B. dos S.; ALVES, I. M.; DUARTE, A. D. Avaliação de alternativas direcionadas à redução do consumo de água potável em residências: estudo de caso em Caruaru, PE, Brasil. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 20, n. 4, p. 465-487, out./dez. 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s1678-86212020000400483.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Delci, C. A. M. (2025). THE EFFECTIVENESS OF LAST PLANNER SYSTEM (LPS) IN INFRASTRUCTURE PROJECT MANAGEMENT. Revista Sistemática, 15(2), 133–139. https://doi.org/10.56238/rcsv15n2-009</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS,Hugo;PESSOA,EliomarGotardi.Impactsofdigitalizationontheefficiencyandqualityofpublicservices:Acomprehensiveanalysis.LUMENETVIRTUS,[S.l.],v.15,n.40,p.44094414,2024.DOI:10.56238/levv15n40024.Disponívelem:https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/452.Acesso em:25.jan.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas,G.B.,Rabelo,E.M.,&amp;Pessoa,E.G.(2023).Projetomodularcomreaproveitamentodecontainermaritimo.BrazilianJournalofDevelopment,9(10),28303–28339.https://doi.org/10.34117/bjdv9n10057</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas,G.B.,Rabelo,E.M.,&amp;Pessoa,E.G.(2023).Projetomodularcomreaproveitamentodecontainermaritimo.BrazilianJournalofDevelopment,9(10),28303–28339.https://doi.org/10.34117/bjdv9n10057</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoa,E.G.,Feitosa,L.M.,ePadua,V.P.,&amp;Pereira,A.G.(2023).EstudodosrecalquesprimáriosemumaterroexecutadosobreaargilamoledoSarapuí.BrazilianJournalofDevelopment,9(10),28352–28375.https://doi.org/10.34117/bjdv9n10059</p>



<p class="wp-block-paragraph">PESSOA,E.G.;FEITOSA,L.M.;PEREIRA,A.G.;EPADUA,V.P.Efeitosdeespéciesdealnaeficiênciadecoagulação,Alresidualepropriedadedosflocosnotratamentodeáguassuperficiais.BrazilianJournalofHealthReview,[S.l.],v.6,n.5,p.2481424826,2023.DOI:10.34119/bjhrv6n5523. Disponível em:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/63890.Acesso em: 25 jan. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS,Hugo;PESSOA,EliomarGotardi.Impactsofdigitalizationontheefficiencyandqualityofpublicservices:Acomprehensiveanalysis.LUMENETVIRTUS,[S.l.],v.15,n.40,p.44094414,2024.DOI:10.56238/levv15n40024.Disponívelem:https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/452.Acesso em:25.jan.2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filho, W. L. R. (2025). The Role of Zero Trust Architecture in Modern Cybersecurity: Integration with IAM and Emerging Technologies. Brazilian Journal of Development, 11(1), e76836. https://doi.org/10.34117/bjdv11n1-060</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira, C. E. C. de. (2025). Gentrification, urban revitalization, and social equity: challenges and solutions. Brazilian Journal of Development, 11(2), e77293. https://doi.org/10.34117/bjdv11n2-010</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filho, W. L. R. (2025). THE ROLE OF AI IN ENHANCING IDENTITY AND ACCESS MANAGEMENT SYSTEMS.&nbsp;International Seven Journal of Multidisciplinary,&nbsp;1(2). https://doi.org/10.56238/isevmjv1n2-011</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide" />



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DA IDENTIDADE VISUAL NA EXPERIÊNCIA GASTRONÔMICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-importancia-da-identidade-visual-na-experiencia-gastronomica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 23:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202201182036 Denis Fulco Ramos RESUMO Este artigo aborda a relevância da identidade visual na experiência gastronômica, analisando como cores, logotipos, embalagens e design de interiores influenciam a percepção do público e auxiliam na construção de marcas fortes no setor de alimentação. A pesquisa revela que uma identidade visual bem definida e coerente é [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202201182036</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide" />



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Denis Fulco Ramos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide" />



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo aborda a relevância da identidade visual na experiência gastronômica, analisando como cores, logotipos, embalagens e design de interiores influenciam a percepção do público e auxiliam na construção de marcas fortes no setor de alimentação. A pesquisa revela que uma identidade visual bem definida e coerente é fundamental para melhorar a satisfação do cliente e fortalecer a presença da marca no mercado. A experiência gastronômica é uma combinação de sabores, aromas e de estímulos visuais. Neste sentido, o conceito de identidade visual se torna essencial, pois vai muito além da estética. Este artigo visa discutir a importância de elementos visuais na construção da marca e na percepção do consumidor em estabelecimentos do setor alimentício. As cores desempenham um papel significativo nas emoções e comportamentos dos consumidores. Estudos mostram que determinadas cores podem provocar sensações específicas, influenciando a decisão de compra. Restaurantes que adotam uma paleta de cores adequada podem aumentar o desejo de consumo e construir um ambiente mais agradável. Segundo Kuehnel (2013), cores quentes, como o vermelho e o laranja, são frequentemente associadas à energia e ao entusiasmo, enquanto cores frias podem trazer uma sensação de serenidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Identidade visual, Experiência gastronômica,Cores, emoções</p>



<h5 class="wp-block-heading">Logotipo</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A criação de um logotipo eficaz é uma etapa fundamental no desenvolvimento da identidade visual de um restaurante. O logotipo deve ser único, fácil de lembrar e comunicar os valores do estabelecimento. Com a saturação do mercado, um logotipo forte pode ser a chave para diferenciar uma marca. De acordo com Aaker (1996), o reconhecimento imediato pode resultar em fidelização e preferência do consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pioneiros no conceito de branding moderno foi David Aaker , um especialista em marketing e autor de livros influentes como &#8220;Building Strong Brands&#8221; e &#8220;Managing Brand Equity&#8221;. Aaker introduziu muitos dos princípios que governam o branding atual, focando em elementos como identidade da marca, valor da marca e o impacto emocional que as marcas podem ter sobre os consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro nome notável é Philip Kotler , um renomado professor de marketing e autor de &#8220;Marketing Management&#8221;, que também discutiu a importância de construir e gerenciar marcas de maneira estratégica. Além desses, a prática do branding evoluiu com a contribuição de muitos outros especialistas ao longo das décadas, refletindo mudanças nas dinâmicas de mercado, comportamento do consumidor e inovações tecnológicas. A técnica abrange um conjunto de práticas e abordagens que continuam a se desenvolver e se adaptar ao longo do tempo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="579" height="378" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-541.png" alt="" class="wp-image-204488" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-541.png 579w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-541-300x196.png 300w" sizes="(max-width: 579px) 100vw, 579px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Funil de Criação de Valor é um conceito que descreve as etapas que uma empresa deve seguir para agregar valor aos seus produtos ou serviços, maximizando a satisfação do cliente e a lealdade à marca. Essa abordagem é fundamental em um ambiente competitivo, onde consumidores estão cada vez mais exigentes e informados sobre suas opções. Vamos explorar as etapas deste funil e os autores que contribuíram para esses conceitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender melhor o Growth Hacking , é preciso conhecer um funil dividido em 5 estágios que norteiam seu funcionamento. Organize o seu planejamento desta forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. Aquisição de Clientes (Acquisition): Neste estágio, você deve pensar em ações que possam atrair clientes para o seu negócio. O conceito de aquisição é amplamente discutido por Sean Ellis , que cunhou o termo &#8220;Growth Hacking&#8221; em 2010. Sequencialmente, ele enfatizou a importância de estratégias criativas e eficazes para gerar interesse inicial e atrair novos usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Ativação (Activation): Após atrair clientes, o foco deve estar em gerar experiências positivas para aqueles que responderam às suas ações de marketing. Aaron Ginn , um dos primeiros defensores do Growth Hacking, propõe que a ativação é sobre garantir que os usuários não apenas cheguem ao seu produto, mas que também tenham um primeiro contato memorável e funcional, resultando em ações desejadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Retenção (Retention): A retenção se refere a como você pode fazer seus clientes voltar a usar seu produto. Brian Balfour , especialista em marketing de crescimento e CEO da empresa de consultoria Coelevate, argumenta que este é um dos estágios mais críticos. Por exemplo, no Twitter, uma meta de retenção era que um usuário seguisse pelo menos outras 30 pessoas, pois isso aumentava a probabilidade de retorno ao aplicativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Faturamento (Revenue): Com clientes retidos, que continuam utilizando seu produto ou serviço, você poderá gerar faturamento para a sua empresa. A relação entre retenção e receita é apoiada por estudos de Reed Hastings , co-fundador da Netflix, que mostrou que a experiência contínua dos usuários e a valorização do serviço influenciam diretamente na conversão e monetização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Recomendação (Referrals): Por último, se você mantiver seus clientes atraídos pelo seu negócio, eles indicarão seu produto ou serviço para amigos, que poderão se tornar novos clientes. Gabriel Weinberg , co-autor do livro Traction , ressalta que uma recomendação de alguém que conhecemos e confiamos possui muito mais valor do que qualquer anúncio feito por uma marca. Portanto, conseguir indicações positivas dos seus clientes deve ser o mantra da maioria dos negócios, já que este canal tem um ROI extremamente elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender e implementar esses cinco estágios do funil de Growth Hacking, associados às teorias e práticas dos autores mencionados, pode ajudar as empresas a crescer de forma sustentável e eficaz, aproveitando a dinâmica entre atração, engajamento e fidelização de clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coerência de todos os elementos de identidade visual é fundamental para construir uma conexão forte com os clientes. Os aspectos visuais devem ser consistentes em todos os pontos de contato da marca, desde o menu até o site e as redes sociais. Segundo uma pesquisa da Harvard Business Review (2016), empresas que investem em branding consistente aumentam seu valor em até 20%. Essa integridade é crucial para estabelecer a confiança do consumidor e reforçar a proposta de valor da marca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo uma pesquisa da Nielsen (2019), 73% dos consumidores estão dispostos a mudar seus hábitos de compra para reduzir seu impacto ambiental. As marcas que investem em soluções ecologicamente corretas não apenas atraem um público mais consciente, mas também solidificam sua imagem no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O design de interiores é um dos principais elementos que compõem a experiência do cliente em um restaurante. Espaços bem projetados e confortáveis incentivam a permanência dos clientes. Elementos como iluminação, disposição dos móveis e decoração devem estar alinhados com a proposta da marca. Ambientes temáticos têm mostrado grande sucesso, criando uma experiência imersiva que envolve o cliente de maneira completa. Segundo Bitner (1992), a ambientação de um espaço pode influenciar diretamente na satisfação do cliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Mazuy (2016), que analisou as preferências de cores em embalagens alimentícias em diferentes culturas, descobriu que o uso de cores tradicionais e culturalmente significativas pode aumentar a aceitação do produto em mercados internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chavarria (2014) investigou a relação entre cores de pratos e a percepção de sabor e frescor dos alimentos, descobrindo que pratos vermelhos eram considerados mais apetitosos por aumentar a expectativa de sabor. A identidade visual desempenha um papel primordial na experiência gastronômica, influenciando não apenas a percepção do cliente, mas também o sucesso da marca no competitivo mercado alimentar. Em sua pesquisa, Keller (2001) enfatiza que a cor da marca pode influenciar a maneira como os consumidores percebem a qualidade e a proposta de valor dos produtos, investir em uma identidade visual bem projetada e consistente pode ser uma estratégia fundamental para qualquer restaurante que busca se destacar e conquistar o público. Assim, compreender e aplicar os princípios discutidos neste artigo é essencial para profissionais do setor gastronômico que desejam aprimorar sua presença no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Spence e Levitan (2021) apontam para uma possível explicação de mediação emocional de pelo menos algumas correspondências entre sabor e cor. Vale a pena notar que esse tipo de explicação também tem sido usado para explicar muitas outras correspondências, como aquelas entre sabor e forma ou aroma e cor (ou seja, onde uma explicação estatística ou de objeto de origem ainda não foi divulgada.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 02: Distribuições sobre clusters por gosto. A) De palavras no Experimento B) De similaridades de imagens</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="269" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-542.png" alt="" class="wp-image-204489" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-542.png 717w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-542-300x113.png 300w" sizes="(max-width: 717px) 100vw, 717px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Velasco et al (2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Velasco et al., 2015, em seu trabalho O sabor das cores realizou vários experimentos e os resultados do Experimento 1–4 revelam uma série de insights. Primeiro, as correspondências cor-gosto e objetos de origem podem ser avaliados por meio de análise de processamento de imagem e tarefas de correspondência. Segundo, as cores que correspondem a categorias específicas de gosto são mais variadas do que o documentado antes. Terceiro, as pessoas parecem, até certo ponto, corresponder às cores que correspondem a um objeto de origem específico, o que pode ajudar a explicar o nível de variabilidade nos dados. Supondo que a conta de aprendizagem associativa das correspondências sabor-forma esteja correta até certo ponto, é razoável esperar variações nos dados, pois a saliência de objetos envolvendo cores e gostos aos quais as pessoas são expostas pode variar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender a dinâmica entre cores, psicologia das cores e sua aplicação prática no setor alimentício é fundamental para o sucesso de um restaurante. Cada aspecto da experiência do cliente, desde a apresentação dos pratos até o design do ambiente e as embalagens, contribui de maneira significativa para a forma como os clientes percebem a marca e suas ofertas. Neste contexto, as seguintes considerações são essenciais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percepção de Qualidade: As cores podem influenciar a percepção de frescor e qualidade dos alimentos. De acordo com Spence e Piqueras-Fiszman (2014), um restaurante que utiliza cores adequadas em seu branding e na apresentação dos pratos pode aumentar as expectativas dos clientes sobre a experiência gastronômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criação de Ambiente: A atmosfera de um restaurante é crucial para a experiência do cliente. Labrecque e Milne (2013) enfatizam que cores bem escolhidas podem criar um ambiente acolhedor e confortável, incentivando os clientes a permanecerem por mais tempo e, consequentemente, a consumirem mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decisão de Compra: A psicologia das cores se estende para além do ambiente físico e se aplica também ao design de menus e embalagens. Singh (2006) conclui em sua pesquisa que uma apresentação visual atraente pode levar a decisões de compra mais favoráveis, destacando a importância de um design cuidadoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fidelização do Cliente<strong>:</strong> Em um mercado competitivo, onde a lealdade do cliente é cada vez mais desafiada, Baldinger e Rubinson (1996) argumentam que um restaurante que compreende e aplica esses princípios de cores e emoções pode diferenciar sua marca e criar vínculos mais fortes com seus clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marca e Identidade Visual: A consistência nas cores e na identidade visual do restaurante reforça a lembrança da marca. Aaker (1996) aponta que quando os clientes sentem uma conexão emocional com a marca, eles são mais propensos a recomendar o restaurante a outras pessoas, ampliando assim o alcance do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um setor tão dinâmico e competitivo como o de restaurantes, entender e aplicar conceitos relacionados à psicologia das cores e à percepção emocional dos alimentos é vital para o sucesso. Os operadores de restaurantes que reconhecem a importância desses subtemas estão melhor preparados para criar experiências memoráveis para os clientes, influenciar suas decisões de compra e fomentar a lealdade à marca. Dessa forma, o investimento em conhecimento sobre como as cores impactam a experiência gastronômica não é apenas um detalhe estético, mas sim uma estratégia abrangente e integrada que pode levar a um aumento significativo nas vendas e na satisfação do cliente, garantindo um futuro promissor para o negócio.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Referências</h5>



<p class="wp-block-paragraph">AAKER, David. Building Strong Brands . Free Press, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HARVARD BUSINESS REVIEW. &#8220;The Value of Branding.&#8221; 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CIALDINI, Robert. Influence: The Psychology of Persuasion . Harper Business, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOTLER, Philip; KELLER, Kevin. Marketing Management . Pearson, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VELASCO,C. A. Woods , O. Deroy , C. Spence Mediação hedônica da correspondência intermodal entre gosto e forma Qualidade e Preferência Alimentar , 41 ( 2015 ) , pp. 151 &#8211; 158</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEITHAML, Valarie A.; PARASURAMAN, A.; BERRY, Leonard L. &#8220;Delivering Quality Service: Balancing Customer Perceptions and Expectations.&#8221; The Free Press , 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BALDINGER, A. L., &amp; RUBINSON, J. &#8220;Brand Loyalty: The Link between Attitude and Behavior.&#8221; Journal of Advertising Research , 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LABRECQUE, L. I., &amp; MILNE, G. R. &#8220;To Be or Not to Be Different: Exploration of Norm Deviance in Brand Personality Perceptions.&#8221; Journal of Brand Management , 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SINGH, S. &#8220;Impact of Color on Marketing.&#8221; Management Decision , 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPENCE, C., &amp; PIQUERAS-FISZMAN, B. &#8220;The Influence of Color on Consumer Perception of Food Products.&#8221; Food Quality and Preference , 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BITNER, Mary Jo. &#8220;Servicescapes: The Impact of Physical Surroundings on Customers and Employees.&#8221; Journal of Marketing , vol. 56, no. 2, 1992, pp. 57-71.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KUEHNEL, R. Color Psychology in Marketing: The Effects of Color on Consumer Behavior . Entrepreneur Press, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NIELSEN. &#8220;The Sustainability Imperative: New Insights on Consumer Expectations.&#8221; 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide" />



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>OS EFEITOS DA TERAPIA DO ESPELHO NA MELHORA DA FUNÇÃO MOTORA DO MEMBRO SUPERIOR HEMIPARÉTICOS PÓS AVC</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-efeitos-da-terapia-do-espelho-na-melhora-da-funcao-motora-do-membro-superior-hemipareticos-pos-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jan 2022 20:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&#160;https://www.doi.org/e no local indicado, digite:&#160;10.5281/zenodo.5898723&#160;e clique em SUBMIT. CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JOSÉ Autores:​Gabriela Barbieri Da Silva Torres1Arthur Coutinho Pacheco2Anna Carolina Medeiros Cabral Melo3Danielle Vieira De Assis Dos Santos3​Douglas Da Silva Fonseca3Lorena Teixeira Silva3​Pablo Castro Rosa3​Rachel Dutra Maia Ferreira Kersbaumer3​Sintia Cristiane De Lima Souza Da Hora3Sheila Falcão Zapff3​Veryslanny [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p class="wp-block-paragraph">Para consultar o DOI deste artigo, entre no site&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https://www.doi.org/\" target=\"_blank\"><strong>https://www.doi.org/</strong></a><br />e no local indicado, digite:&nbsp;<strong>10.5281/zenodo.5898723</strong>&nbsp;e clique em SUBMIT.</p>
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<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong><strong>CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JOSÉ</strong></strong></p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores:<br /></strong><sup>​</sup>Gabriela Barbieri Da Silva Torres<sup>1</sup><br />Arthur Coutinho Pacheco<sup>2</sup><br />Anna Carolina Medeiros Cabral Melo<sup>3</sup><br />Danielle Vieira De Assis Dos Santos<sup>3</sup><br /><sup>​</sup>Douglas Da Silva Fonseca<sup>3</sup><br />Lorena Teixeira Silva<sup>3</sup><br /><sup>​</sup>Pablo Castro Rosa<sup>3</sup><br /><sup>​</sup>Rachel Dutra Maia Ferreira Kersbaumer<sup>3</sup><br /><sup>​</sup>Sintia Cristiane De Lima Souza Da Hora<sup>3</sup><br />Sheila Falcão Zapff<sup>3</sup><br /><sup>​</sup>Veryslanny Lays Da Silva Oliveira<sup>3</sup><strong><br /></strong>Thiago Bezerra Pereira<sup>1</sup><br /><br /><sup> </sup>Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São José<sup>1</sup>.<br />Fisioterapeuta, cursando atualização em Fisioterapia Traumato-ortopédica do<br />Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São José<sup>2</sup>.<br />Acadêmico do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário São José<sup>3</sup>.</p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">A terapia do espelho (T.E) trabalha na recuperação motora e funcional de pacientes acometidos com o Acidente Vascular Encefálico (AVE), na qual, é utilizada uma caixa com espelho e o paciente realiza movimentos com o membro superior não acometido na tentativa de realizar os mesmos de forma ativa com o membro afetado, sincronizando-os como o reflexo visto através do espelho. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da aplicação da TE na melhora da função motora do membro superior hemiparético pós-AVE.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chaves:</strong> Terapia do espelho, hemiparesia, AVC,  membro superior.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Mirror therapy works on the motor and functional recovery of patients with stroke, in which a mirror box is used and the patient performs movements with the unaffected upper limb in an attempt to perform the exercises. them actively with the affected limb, synchronizing them as the reflection seen through the mirror. The present study aimed to evaluate the effects of the application of this technique on the improvement of the motor function of the hemiparetic upper limb after stroke.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Key words:</strong> Mirror therapy, hemiparesis, Stroke, upper limb.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou Acidente Vascular Encefálico (AVE), corresponde a uma falha aguda do sistema neurológico, de origem vascular, devido à falta de irrigação sanguínea em áreas focais do cérebro. O acidente vascular encefálico pode ser classificado em duas categorias, sendo elas em: isquêmico, cerca de 87% dos acidentes, quando há a interrupção do fluxo sanguíneo prejudicando o fornecimento de nutrientes, e hemorrágico, em aproximadamente 13%, em que ocorre o rompimento dos vasos sanguíneos no encéfalo ou no espaço subaracnóideo. (HINKLE; et al, 2017). O termo acidente vascular cerebral é uma termologia empregada no meio médico, porém merece algumas críticas no que se define como “acidente”, pois não é o que melhor refere-se ao acometimento da doença, uma vez que a mesma poderia ser prevenida, desse modo não sendo obrigatoriamente acidental. Já o acidente vascular encefálico, foi introduzido como forma de ampliar o conceito, visto que o mesmo não acomete somente a parte cerebral, manifestando-se também em outras estruturas encefálicas. (GAGLIARDI, R. 2010).</p>


<p class="wp-block-paragraph">A incidência do AVE é alta e 90% dos acometidos que sobrevivem desenvolvem algum tipo de deficiência, como os prejuízos das funções motoras, sensitivas, equilíbrio e marcha, além déficits cognitivos e na fala. Esses prejuízos afetam a vida pessoal e social do paciente, podendo gerar outras doenças como a depressão. As formas de tratamento podem ser desde intervenções cirúrgicas à tratamento clínico de rotina e posteriormente o tratamento de reabilitação, com o objetivo de restabelecer as funções perdidas e reduzir as sequelas adquiridas. Caso o paciente não venha a realizar os tratamentos fisioterapêuticos, o/os membros poderão estabilizar-se, assim futuramente agravando o caso de uma hemiparesia ou uma hemiplegia, estando relacionadas à/às áreas afetadas do cérebro. (SILVA; et al, 2014). Após o acidente vascular encefálico, o hemicorpo afetado apresenta um estado de flacidez sem movimentos voluntários, significando que o tónus muscular é muito baixo para realizar movimento, sendo incapaz de manter o membro em qualquer posição. Durante os primeiros dezoito meses, a espasticidade desenvolve-se gradativamente, devido as atividades e esforços realizados pelo paciente. Esta produz características típicas, como posturas anormais e movimentos estereotipados. O controle postural é a base de realização dos movimentos voluntários do corpo. Porém nos indivíduos acometidos por AVE, as reações posturais automáticas não são realizadas pelo hemicorpo afetado, que impede a realização de atividades como: postura, movimento, rolar, sentar, mante-se de pé, andar e as atividades diárias. (SILVA; et al, 2014).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Devido as sequelas acometidas pelo AVE, é importante traçar uma meta de tratamento fisioterapêutico. Além dos recursos realizados pela fisioterapia tradicional, há novas técnicas que podem ser abordadas com intuito de proporcionar uma neurorreabilitação mais rápida e eficaz. A Terapia Espelho é a técnica que encontra-se neste contexto, que vêm trabalhando sobre a recuperação motora e funcional do membro superior parético. Este método de tratamento consiste na observação dos movimentos efetuados pelo membro superior não acometido e na tentativa de realizar os mesmos de forma ativa com o membro afetado, sincronizando-os como o reflexo visto através do espelho. Para realizar a TE é utilizada uma caixa com espelho acoplado no plano sagital do paciente, com o membro não afetado na frente do espelho, com o objetivo de seu reflexo ser observado através do mesmo, e o membro afetado posicionado do lado não reflexivo, para que não seja visto. A eficácia do tratamento é dada através da ativação de uma rede neuronal, identificados como neurônios espelho, que são ativados através da visualização e/ou dos movimentos executados, que estão relacionados a aprendizagem, estimulando a neuroplasticidade. (MEDEIROS, et al, 2014).</p>


<p class="wp-block-paragraph">A disfunção motora é um dos principais acometimento da doença AVE, apresentando hemiparesia ou hemiplegia do lado oposto da lesão cerebral. Hemiparesia tem como característica a fraqueza muscular que ocorre através da diminuição ou perda de recrutamento das unidades motoras e/ou alterações fisiológicas na musculatura hemipatécica. A primeira manifestação após o AVE é a apresentação de flacidez, evoluindo geralmente para espasticidade, acarretando no padrão postural hemiparético crônico. (GOUVÊA; et al, 2015). Diante disto, o presente estudo objetivou avaliar os efeitos da aplicação da terapia do espelho na melhora da função motora do membro superior hemiparético pós-AVE.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Este estudo trata-se de uma revisão de literatura sobre a temática em questão, com busca de artigos científicos disponibilizados nas bases eletrônicas Google acadêmico, SciELO, Bireme e PubMed, nos idiomas inglês e português. As seguintes descritivas foram utilizadas para pesquisa: “terapia do espelho”; “mirror therapy”; “acidente vascular cerebral”; “fisioterapia pós-AVE”.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Para seleção dos artigos, foram tomados como critério de inclusão: estudos de casos clínicos, estudos randomizados controlados e estudos randomizados cegos, relacionados à terapia do espelho, à sua eficácia no tratamento de pós-AVE e a associação da mesma com a cinesioterapia, que incluíssem participantes de ambos os gêneros, com a intervenção focada na recuperação motora e funcional do membro acometido sem distinção de lado da lesão; textos escritos em português e inglês e publicados no período de dez anos, ou seja, de 2009 a 2019. Os critérios de exclusão adotados foram: estudos sobre a abordagem da terapia do espelho em participantes com outras patologias que não fossem AVE; artigos em que apenas o resumo estivesse disponível; revisões sistemáticas e estudos publicados em fontes indisponíveis eletronicamente, como artigos, livros, monografias, dissertações e teses.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Quadro 1. </p>


<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Autor/Idioma</strong></td><td><strong>Metodologia</strong></td><td><strong>Instrumentos</strong></td><td><strong>Resultados</strong></td></tr><tr><td>Pereira et al., 2013 Português</td><td>Paciente, sexo feminino, com 65 anos, tempo de AVC isquêmico com 84 meses. TE e protocolo de Shaping (Jogo de dominó, jogo resta um, feijões, bolas de gude, folhas sulfite, massa de modelar, pratos, garfo, faca, colher, caixas de vários tamanhos e mini blocos de madeira). Realizaram 15 sessões, 3 vezes por semana com duração de 1 hora. A pesquisa foi dividida em 3 etapas: na primeira etapa (1 dia) foi realizada a avaliação para coleta dos dados clínicos da paciente. Aplicou-se o MEEM através de uma entrevista para seleção da amostra e, posteriormente os testes de FMFM e MAL; na segunda etapa, foi realizada a intervenção com a Terapia Espelho (15 sessões, três vezes por semana) seguindo o protocolo Shaping e a terceira etapa (1 dia) reavaliação com as escalas de FMFM e MAL.</td><td>Teste Mini Exame do Estado Mental (MEEM), Teste de Avaliação da Função Motora Fugl Meyer (FMFM) (dimensão para membros superiores) e Escala Motor Activity Log (MAL)</td><td>Ocorreu diferença estatística para escala de MAL para quantidade e qualidade do movimento (p=0,00), não teve diferença estatística para escala FMFM (p=0,06) e ocorreu melhora no tempo de realização de tarefas funcionais.</td></tr><tr><td>Medeiros et al. 2014 Português</td><td>6 pacientes, ambos os sexos, com idade superior a 18 anos, tempo de AVE mais de 6 meses. Submetidos a cinesioterapia e T.E. no qual foram divididos em dois grupos: GAF e GPM. Foram realizadas quinze sessões, três vezes por semana por cinquenta minutos.</td><td>Avaliação antes do tratamento: MEEM, EEB, FM, MAS, MIF. Avaliações pós-tratamento: FM, MIF, MAS.</td><td>Obtiveram melhora funcional com a aplicação da T.E, independente da execução de atividades funcionais e padrões motores de movimento.</td></tr><tr><td>Silva, 2015. Português</td><td>27 pacientes, na fase crônica do AVE, com idade superior a 18 anos. Cinesioterapia e T.E. Dois grupos: Grupo da T.E com Padrões Motores (PM) e o Grupo de T.E com atividades específicas (AE). Realizadas quinze sessões de terapia de espelho, três vezes na semana com duração total de cinquenta minutos.</td><td>Três avaliações. Pré-tratamento: Ficha de avaliação sócio demográfica e as escalas: MEEM, EEB, FM e MIF. Pós-tratamento e follow-up (três meses após o término da terapia): FM e MIF.</td><td>Ambos os participantes apresentaram um considerável aumento na pontuação da escala. A T.E proporcionou uma melhora na motricidade em ambos os participantes.</td></tr><tr><td>Lima et al., 2015 Português</td><td>Dois indivíduos, a primeira participante, do sexo feminino, 41 anos, com diagnóstico de AVC do tipo isquêmico. O segundo participante, sexo masculino, 36 anos, com diagnóstico de AVC do tipo hemorrágico. Foram submetidos à aplicação do Mini Exame do Estado Mental e pela escala Fugl-Meyer. As sessões de tratamento com a terapia do espelho com duração total de 10 sessões, com uma frequência de duas vezes por semana. Inicialmente eram realizados alongamentos passivos e logo após mobilização passiva das principais articulações. Em seguida os pacientes realizaram um protocolo de atividades na frente do espelho que consistiu em cinco tarefas: desvirar peças de dominó, transportar feijões para o copo utilizando o movimento de pinça, empilhar pequenos blocos de madeira, passar bolas de gude por obstáculos e colocar bolas em um cesto. Realiza duas séries de três minutos para cada movimento, com um intervalo de um minuto de descanso entre as séries.</td><td>Mini Mental e Escala de Fugl-Meyer. Após as dez sessões com a Terapia Espelho, os pacientes foram reavaliados por meio desta escala. E um protocolo de atividades realizadas na frente do espelho, baseado em Figueiredo.</td><td>Ambos os participantes apresentaram um considerável aumento na pontuação da escala, o que refletiu em um ganho de 13,8% para o sujeito 1 e de 25,8% para o sujeito 2. Neste estudo, a Terapia Espelho proporcionou os seguintes efeitos: diminuição do tempo para realização da atividade proposta no item VIII, aumento da motricidade fina na realização das atividades de punho e mão, na motricidade grossa na realização dos movimentos de ombro e melhora considerável na sensibilidade e dor.</td></tr><tr><td>Melo et al., 2015 Português</td><td>3 participantes, de ambos os sexos, com idade entre 45 e 75 anos. . Inicialmente, foram colhidos dados de identificação, anamnese e exame físico. Essa avaliação foi realizada por dois avaliadores e a reavaliação foi feita pelos mesmos. O protocolo adotado para a intervenção teve duração de quatro semanas, sendo três sessões semanais. Foram realizados três séries de oito repetições nas três primeiras sessões de intervenção para cada movimento. Entre a quarta e a sexta sessão, foram realizadas três séries de dez repetições aplicadas. Da sétima à décima sessão, três séries de 12 repetições, e por fim, quatro séries de oito repetições aplicadas na décima primeira e décima segunda sessões de intervenção. O protocolo consistiu de movimentos com a mão não-parética, tendo seus movimentos refletidos através de um espelho. Antes do início e ao término de cada atendimento, os sinais vitais foram aferidos. Ao final de cada sessão, foi realizado alongamento passivo da cadeia muscular anterior do membro superior parético e mobilização intra-articular em cotovelo, punho e dedos. Cada sessão teve duração de 40 minutos.</td><td>Mini-Exame do Estado Mental (MEEM); Escala Modificada de Ashworth; Escala de Fugl-Meyer e Medida de Independência Funcional (MIF).</td><td>O P1 apresentava espasticidade leve nos flexores de cotovelo D, que se manteve após a TE, porém houve aumento da espasticidade dos flexores dos dedos, foram observados melhora da função motora para os movimentos de punho e mão e do nível de independência funcional na MIF. O P2 apresentava espasticidade moderada nos flexores de cotovelo, punho, mão e dedos E. Esse grau de espasticidade obteve melhora em todos os grupos musculares e quanto a função motora e independência funcional não foram observadas melhoras significativas. O P3 apresentava espasticidade moderada em flexores de cotovelo, punho, mão e dedos E. Observou-se diminuição da espasticidade de flexores de dedos e punho. Houve melhora modesta da função motora e na independência funcional e o paciente apresentou melhora nos escores da MIF. O uso da TE produziu alterações quanto ao grau de espasticidade, melhorando os movimentos passivos das articulações acometidas.<br /></td></tr><tr><td>Branco, 2016. Português</td><td>12 pacientes, divididos em dois grupos: Grupo Controle e Grupo Experimental, submetidos a um programa de reabilitação com terapia ocupacional e aplicação do programa com TE. Realizado 3 dias por semana, 1h/sessão, durante 4 semanas. Dentro do tempo estipulado, 30 minutos eram reservados para a TE, para o GE.</td><td>Escala para avaliação do grau de satisfação; SULCS; Índice de Barthel (Pré e pós-programa de reabilitação).</td><td>A TE demonstrou efeito positivo na evolução da capacidade do MS par ético, porém não verificou um efeito positivo na evolução aferida pelo Indíce de Barthel enquanto instrumento de avaliação da incapacidade global.</td></tr><tr><td>Lee et al., 2016 Inglês</td><td>27 pacientes, ambos os sexos, com 56 anos em média e AVC hemiplégico, divididos em dois grupos: Grupo experimental (GE) e o Grupo controle (GC). Os ensaios foram realizados por dois fisioterapeutas, um medindo a força muscular com a dosimetria da mão e o tônus muscular utilizando a escala modificada de Ashworth. E o outro para avaliar o equilíbrio utilizando a escala de Berg. O GE foi submetido à estimulação elétrica neuromuscular combinada com a cinesioterapia e o GC, apenas a cinesioterapia. O estudo foi realizad
o 5 vezes por semana, durante 4 semanas.<br /></td><td>Escala modificada de Asworth (MAS); Escala de equilíbrio de Berg (BBS); o teste (TUG) e o 6-mWalk teste (TC6).</td><td>Após a intervenção em comparação com os valores da linha de base foram significativos com melhoria na força muscular e MAS, BBS, TUG e valores TC6 no grupo experimental, além disso, após a intervenção houve diferença significativa entre os dois grupos na força muscular e BBS. A MT combinado com EENM pode melhorar de forma eficaz a força do músculo e o equilíbrio em hemiplegia AVC, no entanto, são necessários mais estudos para demonstrar reorganização cerebral após MT combinado com EENM.<br /></td></tr><tr><td>Silveira et al., 2017 Português</td><td>8 pacientes em fase crônica entre 18 a 70 anos. O protocolo de intervenção com a TE utilizado constou de doze sessões de cerca de 40 a 60 minutos cada, com frequência de três vezes por semana durante 4 semanas. Adotaram os seguintes exercícios: extensão dos dedos e de punho, movimento de pinça e supinação do antebraço. Além desses movimentos, foram realizadas duas tarefas funcionais: agarrar e levantar um copo de acrílico e empilhar verticalmente cinco blocos (legos). A intensidade dos exercícios obedeceu à seguinte ordem: da primeira a terceira sessões, 3 séries de 8 repetições, e 1 série de 8 repetições para cada tarefa funcional; da quarta a sexta sessões, 3 séries de 16 repetições, e 2 séries de 16 repetições para as tarefas funcionais; da sétima a nona sessões, 3 séries de 24 repetições para todos os exercícios; da décima a décima segunda sessões, 3 séries de 24 repetições, e 3 séries de 32 repetições para as tarefas funcionais. Um intervalo de 1 minuto entre as séries foi adotado.</td><td>Ficha de Avaliação Clínica; Escala Modificada de Ashworth (EMA); Escala de Fugl-Meyer (EFM).</td><td>Na comparação entre os resultados pré e pós-intervenção, foi observada melhora significativa da função motora avaliada pela EFM. Apesar da aparente melhora na função motora em vários subescores, apenas os domínios de movimentação passiva, movimento com e sem sinergia e controle de punho apresentaram resultados estatisticamente significativos.<br /></td></tr><tr><td>Fong et al., 2019 Inglês<br /></td><td>101 pacientes, ambos os sexos, na fase crônica do AVE, divido em dois grupos: MT (cinesioterapia com o espelho) e BAT (cinesioterapia sem a utilização do espelho). Foram realizadas doze sessões (duas vezes por semana durante seis semanas) com duração de 30 minutos. O estudo foi divido em duas partes, parte 1 o ensaio controlado randomizado, simples-cego, com 101 participantes e a parte 2 envolveu a medição de EEG, com 20 participantes dentre os 101 (11 do grupo MT e 9 do grupo BAT), no qual apresentou duas condições para a realização da mesma. A captura foi realizada quando o braço afetado estava em repouso e ao realizar movimento.<br /></td><td>Avaliação de Fugl-Meyer, Action Research Arm Test e o Teste de Função lobo Motor. Captura da eletroencefalografia (EEG).</td><td>Na parte 1 ambos os grupos melhoraram significativamente após a realização da terapia, exceto para o subtotal bruto da Action Research Arm Test.<br />Na parte 2 houve um efeito significativo dos grupos em ambas as áreas motoras: contralateral e ipsilateral, particularmente a área motora contralateral (C3). Os resultados da dessincronização relacionadas com o evento (ERD) em ambos os hemisférios refletiu que o problema da aprendizagem motora após o AVC pode ser explicado pela redução da capacidade de observação da ação, ocasionando uma preparação mais pobre em execução do movimento.</td></tr></tbody></table></figure>


<p class="wp-block-paragraph"> <strong>DISCUSSÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Nos artigos analisados neste trabalho, seis deles realizaram o estudo com pacientes na fase crônica, Pereira et al. (2013), Medeiros et al. (2014), Silva, (2015), Lima et al. (2015), Silveira et al. (2017) e Fong et al. (2019), um na fase subaguda, Lee et al. (2016) e um não mencionou em qual fase o paciente se encontrava, Branco(2016).</p>


<p class="wp-block-paragraph">Com relação as condutas, Medeiros et al. (2014) e Lima et al. (2015) realizaram alongamentos e mobilizações articulares antes de iniciar a terapia do espelho. Apesar de todos os autores utilizarem o método da TE convencional, que consiste em realizar movimentos padrões com o membro superior afetado (flexão, extensão, abdução, adução) na frente do espelho, cinco estudos adicionaram outros movimentos (movimento de pinça e supinação do antebraço), contudo, mesmo diante de abordagens distintas foi possível constatar efeito positivo da terapia, que foi a melhora funcional, sensitiva e o tempo de execução do movimento, em ambos os estudos realizados pelos autores supracitados. Pereira et al. (2013), Medeiros et al. (2014); Lima et al. (2015) e Silveira et al. (2017) adicionaram ao seu protocolo tarefas funcionais e motricidade fina (agarrar e levantar copo de acrílico, empilhar blocos, desvirar peças de dominó, passar bolas de gude por obstáculos e colocar bolas em um cesto, entre outras). Dentre esses autores, apenas Pereira et al. (2013) seguiu um protocolo o de Shaping, no qual o indivíduo executa uma série de atividades funcionais estimulando desde os movimentos finos até os movimentos grosseiros.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A terapia do espelho ocasiona benefícios para os indivíduos pós-AVE, os artigos apresentados nessa revisão avaliaram pacientes tanto na fase crônica quanto na fase subaguda, ocorreu uma prevalência de abordagens em pacientes que se encontravam na fase crônica da patologia, no entanto, ambos apresentaram efeitos semelhantes quanto à sua eficácia na recuperação da funcionalidade. Pereira et al. (2013) afirmaram que as terapias envolvendo a utilização de exercícios no espelho voltado para as atividades funcionais são mais eficazes nos ganhos motores, pois tornam mais fácil sua assimilação dos que os movimentos em padrão simples, reforçando e explicando os conceitos da aprendizagem motora, devido a área cortical não executar o reconhecimento muscular, mas sim padrões de movimento, dessa forma os movimentos funcionais, sendo mais complexos, estimulam a aprendizagem via córtex. Em contrapartida, Branco (2016) não comprovou efeito positivo em relação a independência funcional, sendo evidênciado na utilização do Índice de Barthel, pois o mesmo abordou a realização de padrões de movimentos normais.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Dois autores, Medeiros et al. (2014) e Lima et al. (2015), incluíram em sua conduta alongamentos e mobilizações articulares realizados de forma passiva ao início do tratamento, entretanto, Medeiros et al. (2014) não especificou quais grupamentos musculares alongados e quais as articulações foram mobilizadas, diferente de Lima et al. (2015), destarte torna-se impossível uma comparação efetiva entre os protocolos de atendimentos, contudo, mesmo diante de abordagens distintas foi possível constatar benefícios referente a mobilização passiva, sendo explicado pela associação dos exercícios com a terapia em ambos os estudos realizados pelos autores supracitados.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da eficácia da TE são evidenciados principalmente na melhora dos escores das escalas de avaliação, Silveira et al. (2017) afirmam que a ferramenta de avaliação da função motora mais utilizada é a Escala de Fugl-Meyer (EFM), pois avalia os movimentos realizados pelas articulações, sensibilidade, motricidade reflexa, sinergia do movimento e coordenação do membro superior (MS), sendo o método mais disposto pelos autores.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Mediante a variação de tempo por sessão entre os autores e os resultados obtidos, o mesmo não demostrou ser um fator relevante que possa ter levado algum estudo a ter obtidos melhores resultados, mas sim seus métodos de comprovação e atividades desempenhadas pelo paciente, com maior relevância para os exercícios de atividade funcionais e para o segmento distal do membro superior. O tempo de tratamento variou por sessão, entre 30 minutos e 1 hora, entretanto os estudos de Lima et al. (2015) e Lee et al. (2016) , não informaram o tempo de atendimento. Em média, a quantidade de sessões foi de três vezes por semana, exceto para as pesquisas de Lima et al. (2015), Lee et al. (2016) e Fong et al. (2019), que foi de duas vezes na semana. A duração total variou entre quatro a cinco semanas.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A T.E. proporciona resultados mais efetivos no seguimento distal, em comparação ao, proximal, devido a ilusão provocada pelo espelho refletindo com melhor projeção no seguimento distal, não permitindo a visualização de todos os movimentos realizados, pelo paciente, do membro superior. Lee et al. (2016) e Fong et al. (2019) incluíram a estimulação elétrica neuromuscular em suas condutas na qual, Fong et al. (2019) utilizou 20 pacientes, do total de selecionados no estudo, que foram submetidos a eletroencefalografia, a fim de obter a captura de áreas motoras C3 (contralateral) e C4 (ipsilateral), antes e depois da T.E para constatar os estímulos provado pela terapia nas áreas lesionadas do cérebro para corrobora com as melhoras obtidas na pesquisa. Ao realizar a ativação das áreas citadas, comprovou efeito significativo das mesmas (C3 e C4), contudo, a que teve um efeito de maior relevância foi à área contralateral (C3). Podendo dessa forma verificar a viabilidade da T.E na recuperação de pacientes pós-AVE em fase crônica, promovendo o aumento de entrada de informações somatossensoriais, induzindo a prática repetitiva e potencializando a atividade cortical.</p>


<p class="wp-block-paragraph">A eletroestimulação pode se correlacionar a T.E, por meio dos eletrodos que são posicionados sobre o músculo, onde serão produzidos impulsos elétricos, resultando na ativação dos nervos periféricos, acarretando no trabalho da unidade motora. A contração muscular poderá ser iniciada de duas formas, direta e indiretamente. Quando de forma direta, ocorre pela despolarização dos neurônios motores, já quando indiretamente, se da pela despolarização de fibras nervosas aferentes sensoriais, fazendo assim com que haja um potencial de ação que causa contração muscular. Lee et al. (2016) foi o único autor a utilizar a terapia do espelho em membros inferiores, na qual atingiu efeitos satisfatórios além de acréscimos de benefícios, tais como, melhora da força muscular e equilíbrio. Correlacionou o ganho por facilitar a reorganização cortical, onde os padrões sinergéticos do movimento foram mudados para movimentos seletivos e com padrões.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que a Terapia do Espelho nos artigos analisados neste trabalho, foi associada à outras terapias, tais como: cinesioterapia e/ou FES.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Os resultados alcançados apresentam melhora significativa nas atividades funcionais, padrões de movimentos, tempo de realização de atividades, melhora da motricidade, melhora da sensibilidade/dor, diminuição da espasticidade e melhora do equilíbrio.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Concluímos que a TE é uma terapia viável, que mostra resultados positivos para os pacientes, na maioria dos artigos foi observado que a fisioterapia convencional tem resultados semelhantes com a Terapia do Espelho, mas, ainda assim a TE obteve resultados mais satisfatórios.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Devemos ressaltar que esta revisão apresentou algumas limitações como a variação da qualidade metodológica dos estudos incluídos, restrição a plataforma e um baixo número de artigos relacionados diretamente ao objetivo, assim como artigos experimentais.</p>


<p class="wp-block-paragraph">Faz-se necessário mais pesquisas futuras, utilizando um maior número de pacientes envolvidos no estudo para obter</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFER</strong><strong>Ê</strong><strong>NCIAS</strong></p>


<p class="wp-block-paragraph">BRANCO, S. C. Terapia do espelho no prognostico funcional do membro superior plégico pós AVC. 2016. 29f. Dissertação (mestrado integrado em Medicina) &#8211; Universidade de Coimbra, Portugal, 2016.</p>


<p class="wp-block-paragraph">FONG, K. N. K. <em>et al</em>. Mirror therapy with bilateral arm training for hemiplegic upper extremity motor functions in patients with chronic stroke. Hong Kong Med., 2019.</p>


<p class="wp-block-paragraph">GOUVÊA, D. <em>et al</em>. Acidente vascular encefálico: uma revisão de literatura. Revista Ciência Atual, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 2-6, 2015.</p>


<p class="wp-block-paragraph">LEE, D. <em>et al</em>. Terapia do espelho com estimulação elétrica neuromuscular para melhorar a função motora dos sobreviventes de AVC: estudo clinico piloto randomizado. Tecnologia e Cuidados da Saúde, Suíça, v.24, p. 503-511, 2016.</p>


<p class="wp-block-paragraph">LIMA, E. O. <em>et al</em>. Análise da atividade motora em hemiplégicos submetidos à terapia espelho: relatos de casos. Revista Neurociências , Belo Horizonte, v. 3, n. 23, p. 436-442, 2015.</p>


<p class="wp-block-paragraph">MEDEIROS, C. S. P. Efeito da terapia de espelho por meio de atividades funcionais e padrões motores na função do membro superior pós-acidente vascular encefálico. Revista Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 21, n. 3, p. 264-270, 2014.</p>


<p class="wp-block-paragraph">MELO, L P. Efeitos da terapia espelho na reabilitação do membro superior pós-acidente vascular cerebral. Revista Saúde Santa Maria, Santa Maria, v. 41, n. 1, p. 157-164, 2015.</p>


<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, A. F. <em>et al</em>. Terapia do espelho na reabilitação do membro superior parético &#8211; relato de caso. Revista Neurociências, Belo Horizonte, v. 21, n. 4, p. 587-592, 2013.</p>


<p class="wp-block-paragraph">SILVA, A; VIEIRA, K. S. A eficácia da terapia espelho no processo de recuperação motora e funcional em pacientes com acidente vascular encefálico. Revista de Atenção a Saúde, São Caetano do Sul, v. 15, n. 53, p. 103-109, 2017.</p>


<p class="wp-block-paragraph">SILVEIRA, J. C. C. <em>et al</em>. Função motora melhora em pacientes pós-acidente vascular cerebral submetidos à terapia espelho. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 28, n. 3, p. 333-339, 2017.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR NO PLANEJAMENTO DE IMPLANTES DENTAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-importancia-da-avaliacao-multidisciplinar-no-planejamento-de-implantes-dentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 15:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202502281232 Rodolpho Franco Mota RESUMO O planejamento multidisciplinar tem se mostrado importante&#160; para o sucesso dos tratamentos reabilitadores com implantes dentários, proporcionando maior previsibilidade, segurança e resultados estéticos e funcionais satisfatórios. A integração entre diferentes especialidades odontológicas, como implantodontia, prótese, periodontia e radiologia, permite uma abordagem mais abrangente e detalhada, garantindo que todas [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202502281232</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rodolpho Franco Mota</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento multidisciplinar tem se mostrado importante&nbsp; para o sucesso dos tratamentos reabilitadores com implantes dentários, proporcionando maior previsibilidade, segurança e resultados estéticos e funcionais satisfatórios. A integração entre diferentes especialidades odontológicas, como implantodontia, prótese, periodontia e radiologia, permite uma abordagem mais abrangente e detalhada, garantindo que todas as variáveis clínicas sejam analisadas antes da instalação dos implantes. A evolução das tecnologias digitais trouxe avanços significativos para a precisão do planejamento e execução dos procedimentos, tornando a cirurgia guiada uma ferramenta indispensável para minimizar erros e otimizar o posicionamento dos implantes. No entanto, desafios como o alto custo de equipamentos e a necessidade de capacitação profissional ainda dificultam a ampla implementação dessa abordagem na prática clínica. Além dos fatores clínicos, a condição sistêmica do paciente e seu estado emocional devem ser considerados, visto que doenças sistêmicas podem comprometer a osseointegração e a perda dentária afeta significativamente a autoestima e qualidade de vida. Dessa forma, a implantodontia moderna deve continuar investindo na interdisciplinaridade e na inovação tecnológica para oferecer tratamentos mais seguros, eficazes e acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> planejamento multidisciplinar, implantodontia, cirurgia guiada, planejamento reverso, reabilitação oral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Multidisciplinary planning has proven to be essential for the success of rehabilitative treatments with dental implants, providing greater predictability, safety, and satisfactory aesthetic and functional results. The integration of different dental specialties, such as implantology, prosthodontics, periodontics, and radiology, enables a broader and more detailed approach, ensuring that all clinical variables are analyzed before implant placement. The evolution of digital technologies has brought significant advances in the precision of planning and execution of procedures, making guided surgery an indispensable tool for minimizing errors and optimizing implant positioning. However, challenges such as the high cost of equipment and the need for continuous professional training still hinder the widespread implementation of this approach in&nbsp;clinical practice. In addition to clinical factors, the patient’s systemic condition and emotional state must be considered, as systemic diseases can compromise osseointegration, and tooth loss significantly impacts self-esteem and quality of life. Therefore, modern implantology should continue investing in interdisciplinarity and technological innovation to provide safer, more effective, and more accessible treatments.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> multidisciplinary planning, implantology, guided surgery, reverse planning, oral rehabilitation.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A odontologia tem como um de seus principais objetivos restaurar a função, a estética e a qualidade de vida dos pacientes, proporcionando soluções que minimizem os impactos das perdas dentárias na saúde bucal e no bem-estar geral. Dentre as diversas abordagens existentes, os implantes dentários representam uma das principais alternativas para a reabilitação oral, permitindo a substituição de dentes ausentes por meio da osseointegração, um processo que assegura a fixação estável e duradoura das próteses sobre implantes, garantindo uma reabilitação eficaz e funcional (Silva, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução das técnicas implantodônticas e dos materiais utilizados contribuiu significativamente para o aumento das taxas de sucesso dos implantes, permitindo que cada vez mais pacientes possam se beneficiar dessa tecnologia, especialmente quando submetidos a um planejamento criterioso que envolva a análise multidisciplinar do caso (Carvalho et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de um planejamento multidisciplinar antes da instalação dos implantes é amplamente reconhecida na literatura científica, pois envolve a integração entre diversas áreas da odontologia, como a cirurgia, a prótese, a periodontia e a radiologia, além de considerar fatores individuais de cada paciente, como suas condições sistêmicas e anatômicas, para garantir um tratamento previsível e bem-sucedido (Neves et al., 2006).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento detalhado deve incluir exames clínicos e radiográficos, análise do volume ósseo disponível, avaliação da oclusão e das necessidades protéticas, além da discussão das expectativas do paciente, assegurando que todos os aspectos fundamentais sejam abordados de maneira abrangente e estratégica (Sartori, 2004)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a importância da avaliação multidisciplinar no planejamento de implantes dentários, abordando as principais diretrizes que orientam essa prática, bem como os desafios e benefícios associados a essa abordagem integrada. A revisão da literatura busca demonstrar como a colaboração entre diferentes especialidades odontológicas pode otimizar os resultados clínicos, minimizando riscos e proporcionando tratamentos mais seguros e previsíveis para os pacientes, consolidando a implantodontia como uma especialidade importante para reabilitação oral (Haddad et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REVISÃO DE LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1&nbsp; A EVOLUÇÃO DA IMPLANTODONTIA E A NECESSIDADE DE PLANEJAMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A implantodontia moderna emergiu como uma das soluções mais eficazes para a reabilitação oral, proporcionando benefícios funcionais, estéticos e psicológicos significativos aos pacientes. A técnica de osseointegração, introduzida por Per-Ingvar Brånemark, revolucionou o campo odontológico ao permitir a fixação segura de implantes dentários diretamente no tecido ósseo, tornando a reabilitação mais previsível e duradoura (Neves, 2001). Desde então, a evolução dos biomateriais, dos protocolos cirúrgicos e das estratégias de planejamento têm ampliado a eficácia desse tipo de tratamento, tornando-o acessível a um número cada vez maior de pacientes e possibilitando a reabilitação de casos cada vez mais complexos (Ferreira, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço das pesquisas científicas e o aprimoramento das técnicas cirúrgicas e protéticas, tornou-se evidente a necessidade de um planejamento detalhado para garantir o sucesso dos tratamentos com implantes. A posição e a inclinação dos implantes são fatores críticos que impactam diretamente na funcionalidade e na longevidade da reabilitação, razão pela qual um planejamento inadequado pode resultar em falhas estruturais, sobrecargas oclusais ou insatisfação estética (Jimenez, 2021). O conceito de planejamento reverso surgiu como uma abordagem inovadora para otimizar os tratamentos implantodônticos, enfatizando a necessidade de definir primeiramente o resultado protético desejado para, então, posicionar os implantes de maneira estratégica, respeitando os limites anatômicos do paciente e as necessidades biomecânicas do caso (Mangano et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da importância de um planejamento detalhado, a literatura destaca a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, visto que os tratamentos com implantes envolvem não apenas o cirurgião-dentista, mas também protesistas, periodontistas, radiologistas e até mesmo médicos, dependendo das condições sistêmicas do paciente (Carvalho et al., 2006). A colaboração entre diferentes especialidades permite que o tratamento seja conduzido com maior precisão, minimizando riscos e garantindo que todas as variáveis clínicas sejam adequadamente consideradas antes da instalação dos implantes (Sartori, 2004). Dessa forma, um planejamento abrangente, baseado em exames clínicos detalhados, imagens de alta resolução e integração entre especialidades, se torna essencial para o sucesso das reabilitações com implantes dentários (Brondino et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 O PAPEL DA AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR NO PLANEJAMENTO DE IMPLANTES DENTÁRIOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabilitação oral por meio da implantodontia exige uma análise criteriosa da condição do paciente, o que torna indispensável a atuação conjunta de diversas especialidades para garantir um tratamento seguro e eficaz. O exame clínico inicial deve abranger não apenas a avaliação intraoral, mas também a análise das condições gerais de saúde do paciente, considerando fatores como qualidade óssea, condição gengival, estado da oclusão e presença de hábitos parafuncionais, como bruxismo e apertamento dentário (Silva, 2021). Além disso, a consulta inicial deve envolver a realização de exames de imagem, como radiografias panorâmicas e tomografias computadorizadas, que possibilitam a análise tridimensional da estrutura óssea, permitindo que o cirurgião-dentista visualize o posicionamento ideal dos implantes e identifique possíveis limitações anatômicas (Neves et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A periodontia desempenha um papel fundamental no planejamento de implantes, pois a integridade dos tecidos gengivais influencia diretamente na estabilidade a longo prazo da reabilitação. Pacientes com histórico de doença periodontal devem ser tratados previamente para reduzir os riscos de peri-implantite e falha óssea ao redor dos implantes (Jimenez, 2021). Cabe destacar que a colaboração com a prostodontia garante que os implantes sejam posicionados de forma a permitir uma adaptação adequada das próteses, respeitando os princípios de equilíbrio oclusal e distribuição de cargas mastigatórias (Gomes, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é a análise da saúde sistêmica do paciente, uma vez que condições como diabetes não controlada, osteoporose e tabagismo podem comprometer a osseointegração e aumentar o risco de complicações pós-operatórias (Haddad et al., 2008). Em alguns casos, pode ser necessária a colaboração com médicos para otimizar a condição clínica do paciente antes da cirurgia de implantes. Dessa forma, o planejamento multidisciplinar não apenas melhora a previsibilidade dos tratamentos, mas também reduz significativamente as chances de insucesso, tornando a implantodontia uma especialidade ainda mais segura e eficiente (Carvalho et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 TÉCNICAS DE PLANEJAMENTO CIRÚRGICO E PROTÉTICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento cirúrgico na implantodontia deve ser baseado em princípios biomecânicos bem estabelecidos, garantindo que os implantes sejam posicionados de forma a otimizar a distribuição das cargas mastigatórias e minimizar as chances de sobrecarga funcional (Silva, 2021). A escolha entre carga imediata ou convencional deve levar em consideração fatores como densidade óssea, estabilidade primária do implante e hábitos oclusais do paciente (Rios, 2022). Ressalta-se que a utilização de softwares de planejamento digital tem revolucionado a implantodontia, permitindo a realização de simulações tridimensionais do procedimento cirúrgico e a confecção de guias personalizadas para uma instalação mais precisa dos implantes (Marostegan, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A protética também é importante no sucesso do tratamento, pois é responsável por garantir que os implantes se integrem harmoniosamente ao sorriso e à função mastigatória do paciente. O planejamento reverso se destaca como uma abordagem para reabilitações implantossuportadas, pois permite que a posição e o número dos implantes sejam determinados com base nas necessidades protéticas do paciente, evitando desalinhamentos e inadequações na distribuição das forças oclusais (Mangano et al., 2018). Além disso, o uso da tecnologia CAD/CAM tem facilitado a confecção de próteses personalizadas, garantindo um ajuste mais preciso e uma estética mais natural para os pacientes reabilitados com implantes dentários (Brondino et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 BENEFÍCIOS E DESAFIOS DA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de um planejamento multidisciplinar traz inúmeros benefícios, como o aumento da previsibilidade dos tratamentos, a redução de complicações cirúrgicas e protéticas e a melhora da experiência do paciente durante a reabilitação (Neves et al., 2006). A interação entre os diferentes especialistas envolvidos no tratamento permite que cada etapa do planejamento seja conduzida de forma estratégica, garantindo que as próteses implantossuportadas ofereçam estabilidade e funcionalidade ideais para o paciente (Carvalho et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, desafios ainda precisam ser superados para que essa abordagem seja amplamente adotada. O alto custo de tecnologias avançadas, como scanners intraorais e softwares de planejamento digital, pode representar um obstáculo para muitos consultórios odontológicos (Jimenez, 2021). Ademais, a necessidade de uma comunicação eficiente entre os profissionais envolvidos no tratamento exige protocolos bem definidos para garantir que todas as informações sejam compartilhadas de forma clara e objetiva (Gomes, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses desafios, a tendência é que a abordagem multidisciplinar continue a se consolidar como um padrão na implantodontia, oferecendo aos pacientes reabilitações mais seguras, duradouras e esteticamente satisfatórias (Haddad et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a construção deste estudo, foi realizada uma revisão da literatura, utilizando como base artigos científicos, monografias e dissertações que abordam a importância da avaliação multidisciplinar no planejamento de implantes dentários. O método de pesquisa foi pautado na análise crítica de publicações indexadas em bases de dados reconhecidas, com foco na integração entre diferentes especialidades odontológicas e na eficácia das técnicas aplicadas na implantodontia moderna (Marostegan, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a relevância científica dos achados, foram adotados critérios rigorosos de seleção dos materiais analisados. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2013 e 2022, que abordam temas como planejamento reverso, avaliação interdisciplinar na implantodontia, utilização de exames de imagem para planejamento cirúrgico, impacto da periodontia na longevidade dos implantes e avanços tecnológicos na área. Trabalhos que apresentavam metodologias pouco detalhadas, revisões sem fundamentação científica ou publicações duplicadas foram excluídos da análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca pelos artigos foi realizada em bases de dados científicas como PubMed, Scielo e Google Scholar, utilizando descritores específicos, como “planejamento reverso”, “implantodontia multidisciplinar”, “avaliação radiográfica para implantes” e “cirurgia guiada em implantodontia” (Rios, 2022). Após a identificação dos artigos, foi realizada a leitura exploratória para verificar a adequação ao tema, seguida da leitura analítica e categorização dos dados para posterior discussão crítica (Neves et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados extraídos dos artigos foram organizados em categorias temáticas, com o intuito de comparar as abordagens existentes e identificar tendências nos estudos recentes sobre planejamento multidisciplinar em implantodontia. A análise qualitativa dos textos permitiu a identificação dos principais desafios enfrentados na implementação de abordagens interdisciplinares e as vantagens de sua aplicação na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esta revisão ofereça uma visão ampla sobre o tema, algumas limitações devem ser consideradas. O estudo baseia-se exclusivamente em literatura secundária, o que pode limitar a análise de aspectos clínicos específicos. Todavia, a ausência de ensaios clínicos randomizados em algumas áreas da implantodontia multidisciplinar dificulta a padronização dos achados e a formulação de diretrizes universalmente aceitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 IMPACTO DO PLANEJAMENTO MULTIDISCIPLINAR NA PREVISIBILIDADE DOS IMPLANTES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento multidisciplinar tem se mostrado um fator determinante para a previsibilidade dos tratamentos com implantes dentários, uma vez que permite a integração de diferentes especialidades para otimizar os resultados clínicos e minimizar complicações. Estudos recentes demonstram que a abordagem interdisciplinar melhora significativamente a estabilidade óssea ao redor dos implantes, favorecendo a osseointegração e a longevidade das reabilitações (Neves et al., 2006).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação conjunta entre periodontistas, implantodontistas e protesistas possibilita um diagnóstico mais preciso, garantindo que a posição dos implantes seja planejada de forma estratégica para atender tanto às demandas biomecânicas quanto às necessidades estéticas do paciente (Carvalho et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a integração com a radiologia permite a realização de exames de imagem avançados, como a tomografia computadorizada, que fornece informações detalhadas sobre a densidade e o volume ósseo, auxiliando na escolha do tipo de implante e na definição do melhor protocolo cirúrgico (Silva, 2021). Esse nível de detalhamento na fase pré-operatória reduz significativamente a incidência de falhas precoces e melhora a adaptação da prótese ao suporte ósseo disponível (Jimenez, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 BENEFÍCIOS DA CIRURGIA GUIADA E DO PLANEJAMENTO DIGITAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução das tecnologias digitais na implantodontia trouxe benefícios expressivos para o planejamento e execução dos procedimentos. O uso da cirurgia guiada tem permitido a instalação dos implantes de forma minimamente invasiva, reduzindo o tempo cirúrgico e proporcionando um pós-operatório mais confortável para o paciente (Rios, 2022). Esse método utiliza guias cirúrgicas personalizadas, que são confeccionadas a partir de um planejamento virtual detalhado, garantindo maior precisão na posição dos implantes e minimizando desvios angulares que possam comprometer a reabilitação protética (Marostegan, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra vantagem da tecnologia digital é a possibilidade de realizar simulações prévias do tratamento por meio da realidade virtual, o que facilita a comunicação entre a equipe multidisciplinar e o paciente, permitindo um melhor alinhamento das expectativas em relação ao resultado final (Mangano et al., 2018). Dessa forma, a aplicação de ferramentas digitais na implantodontia tem contribuído para o aumento das taxas de sucesso dos tratamentos, tornando os procedimentos mais previsíveis e seguros (Brondino et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 DESAFIOS DA IMPLANTODONTIA MULTIDISCIPLINAR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios evidentes, a adoção do planejamento multidisciplinar ainda enfrenta desafios na prática clínica, especialmente devido à necessidade de capacitação contínua dos profissionais e ao custo elevado dos equipamentos tecnológicos envolvidos no planejamento digital (Gomes, 2018). Muitos consultórios odontológicos ainda não possuem acesso a scanners intraorais, softwares de planejamento 3D e impressoras 3D para a confecção de guias cirúrgicas, o que pode limitar a adoção dessas técnicas mais avançadas (Silva, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a necessidade de comunicação eficaz entre os diferentes especialistas envolvidos no tratamento pode representar um desafio, especialmente em casos mais complexos que exigem a colaboração estreita entre cirurgiões, protesistas e periodontistas (Jimenez, 2021). A falta de protocolos padronizados para a realização de reuniões multidisciplinares e a resistência de alguns profissionais à adoção de novas tecnologias também são fatores que podem dificultar a implementação desse modelo de planejamento na rotina clínica (Neves et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4 IMPACTO DA AVALIAÇÃO SISTÊMICA E PSICOSSOCIAL DO PACIENTE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe destacar que um aspecto fundamental do planejamento multidisciplinar é a consideração da condição sistêmica e psicossocial do paciente antes da instalação dos implantes. Condições como diabetes, osteoporose e tabagismo podem comprometer o processo de osseointegração, exigindo um acompanhamento mais rigoroso e, em alguns casos, a necessidade de intervenções prévias para otimizar o ambiente bucal antes do procedimento cirúrgico (Haddad et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a perda dentária pode impactar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes, tornando essencial o suporte psicológico durante o processo de reabilitação oral (Alves et al., 2016). Pacientes que apresentam ansiedade ou medo em relação ao tratamento odontológico podem se beneficiar de abordagens terapêuticas complementares, como o uso da sedação consciente e técnicas de relaxamento, visando proporcionar uma experiência mais positiva durante todo o tratamento (Gomes, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a avaliação do estado de saúde geral do paciente e de suas condições emocionais deve fazer parte do protocolo multidisciplinar, garantindo que todas as variáveis sejam cuidadosamente analisadas antes da realização da cirurgia de implantes (Silva, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento multidisciplinar tem se consolidado como um dos pilares fundamentais para o sucesso da implantodontia, garantindo previsibilidade, segurança e maior satisfação dos pacientes. A integração entre diferentes especialidades odontológicas possibilita uma abordagem ampla e detalhada, assegurando que todas as variáveis clínicas e biomecânicas sejam devidamente analisadas antes da instalação dos implantes. Esse modelo de planejamento contribui para minimizar falhas, reduzir complicações pós-operatórias e otimizar a funcionalidade das próteses, tornando os tratamentos mais eficazes e duradouros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução tecnológica na área odontológica tem uma importante função na melhoria dos procedimentos implantodônticos. A implementação de softwares de planejamento digital, a tomografia computadorizada e as guias cirúrgicas personalizadas permitem um maior controle sobre a posição e a inclinação dos implantes, garantindo um encaixe mais preciso e reduzindo a necessidade de correções posteriores. O uso de biomateriais mais avançados e técnicas minimamente invasivas têm favorecido uma recuperação mais rápida e confortável para os pacientes, ampliando as possibilidades de reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento reverso tem se destacado como um método indispensável para a implantodontia moderna, pois possibilita que a reabilitação seja conduzida com base no resultado final desejado. Esse conceito permite que o posicionamento dos implantes seja realizado de maneira estratégica, respeitando a anatomia óssea do paciente e garantindo uma distribuição adequada das forças mastigatórias. Dessa forma, evita-se desalinhamentos que possam comprometer a estabilidade e a estética da prótese, resultando em tratamentos mais precisos e funcionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços e benefícios evidentes, a implementação do planejamento multidisciplinar ainda enfrenta desafios na prática clínica, principalmente em relação aos custos elevados e à necessidade de capacitação contínua dos profissionais. A aquisição de equipamentos de alta tecnologia exige um investimento significativo, o que pode limitar o acesso dessas ferramentas a um número reduzido de clínicas e consultórios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator que deve ser considerado é a condição sistêmica do paciente, visto que determinadas doenças podem influenciar diretamente na taxa de sucesso da osseointegração. O controle rigoroso de patologias como diabetes, osteoporose e hipertensão é importante para reduzir riscos e garantir a longevidade dos implantes. Além disso, fatores como tabagismo e uso de determinados medicamentos podem comprometer a cicatrização óssea, tornando necessária uma avaliação médica antes da realização do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos aspectos clínicos, o impacto psicológico da reabilitação oral nos pacientes deve ser levado em conta, pois a perda dentária pode afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida. O sucesso da reabilitação com implantes não está apenas na devolução da função mastigatória, mas também na restauração da confiança do paciente em sua aparência e na melhoria de sua interação social. Dessa forma, um atendimento humanizado e uma abordagem que leve em consideração as expectativas e as necessidades emocionais do paciente são fundamentais para garantir um resultado satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A personalização dos tratamentos tem se tornado uma tendência na implantodontia, permitindo que os planos de reabilitação sejam adaptados às condições individuais de cada paciente. A escolha do tipo de implante, do protocolo cirúrgico e da estratégia protética deve levar em conta fatores como a densidade óssea, a idade do paciente e suas preferências estéticas, garantindo que a reabilitação seja eficiente e harmoniosa. Essa abordagem personalizada reforça a importância do planejamento multidisciplinar, pois a interação entre os profissionais envolvidos permite que todas essas variáveis sejam analisadas com maior precisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da implantodontia como especialidade tem sido impulsionado pelo avanço das pesquisas científicas e pelo desenvolvimento de novas técnicas que visam aprimorar a previsibilidade dos tratamentos. O compartilhamento do conhecimento técnico entre os profissionais da área contribui para a padronização dos protocolos clínicos, garantindo que os procedimentos sejam executados com maior segurança e eficiência. Ressalta-se ainda que o investimento contínuo em inovação tecnológica permite que as soluções implantodônticas sejam cada vez mais acessíveis e eficazes, ampliando as possibilidades de reabilitação para um número maior de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da implantodontia aponta para uma abordagem cada vez mais digital e integrada, onde o uso de inteligência artificial e impressão 3D poderá otimizar ainda mais os processos de planejamento e execução dos tratamentos. O desenvolvimento de materiais mais resistentes e biocompatíveis também tende a contribuir para a longevidade dos implantes, reduzindo as chances de falhas e oferecendo melhores resultados aos pacientes. A tendência é que a implantodontia continue evoluindo, tornando-se uma especialidade cada vez mais precisa, acessível e alinhada às expectativas estéticas e funcionais dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o planejamento multidisciplinar, aliado ao uso das mais recentes inovações tecnológicas, se fortalece como um diferencial importante na implantodontia moderna. A integração entre funcionalidade, estética e bem-estar do paciente deve continuar sendo a prioridade dos profissionais da área, garantindo que os tratamentos com implantes sejam cada vez mais seguros, previsíveis e satisfatórios. A constante atualização dos conhecimentos, a valorização do trabalho interdisciplinar e a adoção de tecnologias inovadoras serão determinantes para a evolução contínua da odontologia reabilitadora, proporcionando soluções cada vez mais eficazes para as necessidades dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong><strong> </strong><strong></strong><strong> </strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, F. C.; SOUZA, R. A.; MENDES, D. S. Impacto da perda dentária na autoestima e na qualidade de vida: uma revisão sistemática. <em>Revista Brasileira de Odontologia</em>, v. 77, n. 2, p. 101-110, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRONDINO, I. R.; MARTINS, D. P.; SILVEIRA, L. Planejamento digital em implantodontia: revisão da literatura. <em>Journal of Implant Dentistry</em>, v. 8, n. 1, p. 45-59, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, P. R.; GOMES, F. M.; LIMA, A. M. Importância do planejamento multidisciplinar na implantodontia: uma abordagem clínica. <em>Revista de Odontologia Contemporânea</em>, v. 15, n. 3, p. 205-218, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, J. T. Evolução da implantodontia: das bases científicas à prática clínica. <em>Revista Brasileira de Implantodontia e Prótese Dentária</em>, v. 10, n. 2, p. 75-89, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, F. S. Planejamento multidisciplinar para correção de defeitos ósseos e gengivais em tratamentos com implantes imediatos em região estética: relato de caso clínico. <em>Monografia (Especialização em Implantodontia) – Faculdade Sete Lagoas</em>, Goiânia, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HADDAD, M. F.; NEVES, C. A.; SANTOS, R. B. Avaliação dos fatores de risco na reabilitação com implantes dentários: revisão sistemática. <em>Revista Odontológica de Pesquisa</em>, v. 23, n. 4, p. 315-329, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JIMENEZ, F. M. P. O planejamento reverso com a escolha adequada dos implantes e componentes protéticos: uma abordagem interdisciplinar. <em>Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal do Rio Grande do Sul</em>, Porto Alegre, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANGANO, F.; ADAMS, R. J.; CHEN, Y. Digital workflow in implant dentistry: integration of CAD/CAM technology with guided surgery. <em>International Journal of Oral &amp; Maxillofacial Implants</em>, v. 33, n. 5, p. 1023-1035, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAROSTEGAN, G. A. Tecnologias emergentes na implantodontia: uma revisão crítica sobre o uso da cirurgia guiada e do planejamento digital. <em>Revista Internacional de Odontologia Digital</em>, v. 5, n. 1, p. 60-75, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, A. C.; TELLES, C. S.; COELHO, P. Planejamento prévio na implantodontia: estratégias para otimizar os resultados clínicos. <em>Revista Brasileira de Odontologia</em>, v. 65, n. 1, p. 15-29, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIOS, P. L. A evolução da cirurgia guiada na implantodontia: benefícios, desafios e aplicações clínicas. <em>Journal of Advanced Oral Surgery</em>, v. 12, n. 2, p. 89-104, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARTORI, I. A. A importância da análise clínica e radiográfica no planejamento de implantes dentários: revisão de literatura. <em>Revista de Odontologia Clínica e Pesquisa</em>, v. 9, n. 4, p. 199-212, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, A. J. Planejamento cirúrgico-protético na implantodontia: estratégias para otimizar a reabilitação oral. <em>Monografia (Especialização em Implantodontia) – Faculdade Sete Lagoas</em>, Santos, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>TERAPIA DO ESPELHO NA RECUPERAÇÃO DA FUNÇÃO MOTORA DO MEMBRO SUPERIOR EM PACIENTES HEMIPARÉTICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA (RESUMO)</title>
		<link>https://revistaft.com.br/terapia-do-espelho-na-recuperacao-da-funcao-motora-do-membro-superior-em-pacientes-hemipareticosuma-revisao-integrativa-de-literatura-resumo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2022 21:09:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
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					<description><![CDATA[Autores:Mariana Nascimento Silva¹*, Gleison Rodrigues da Silva2, Dominique Babini Albuquerque Cavalcanti³, Hugo Gabriel Feitosa de Souza4. 1. UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.2. UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.3. Professora na instituição de ensino UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil e FACOTTUR, Olinda, PE, Brasil.4. Professor na instituição de ensino UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.*E-mail do responsável: maariinascimento@hotmail.com Introdução: O Acidente Vascular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores</strong>:<br />Mariana Nascimento Silva¹*, <br />Gleison Rodrigues da Silva2, <br />Dominique Babini Albuquerque Cavalcanti³, <br />Hugo Gabriel Feitosa de Souza<sup>4</sup>.<br /><br /><sup>1.</sup> UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.<br /><sup>2.</sup> UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.<br /><sup>3.</sup> Professora na instituição de ensino UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil e FACOTTUR, Olinda, PE, Brasil.<br /><sup>4.</sup> Professor na instituição de ensino UNINASSAU, Paulista, PE, Brasil.<br />*E-mail do responsável: maariinascimento@hotmail.com</p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução:</strong> O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é definido como um distúrbio no sistema nervoso central que causa a interrupção do fluxo sanguíneo para algumas áreas do cérebro. A recuperação da função do membro superior, em geral, é menos eficiente e mais lenta do que a recuperação do membro inferior. A terapia do espelho (TE) é uma técnica criada em 1992 por Ramachandran e Rogers, com o intuito de tratar a dor fantasma em alguns indivíduos, mas, ao longo do tempo foi adaptada e testada para outros tratamentos e hoje, tem o intuito de reeducar o cérebro, fazendo com que o paciente realize uma tarefa simples através de movimentos com o braço não afetado em frente ao espelho, com o objetivo de “enganar o cérebro” após a visualização dos reflexos do braço não afetado, uma estimulação sensorial é enviada por vias aferentes proprioceptivas e sinestésicas fazendo assim ou esperando, que gere uma ativação na área visual cortical e em áreas envolvidas no comportamento motor. <strong>Objetivo:</strong> Analisar e descrever os efeitos da terapia do espelho na recuperação da função motora do membro superior em pacientes hemiparéticos. <strong>Método:</strong> O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada através das bases de dados Lilacs, Pubmed, Scielo. Foram incluídos artigos publicados entre 2011 e 2021, nos idiomas português e inglês, com busca correspondente aos termos descritivos. Foram excluídos estudos de revisão de literatura, carta ao editor e trabalhos publicados em eventos e textos que não estavam disponíveis em formato completo nas bases de dados. <strong>Resultados e Discussão:</strong> Foram encontrados 61 artigos nas bases de dados científicos elencadas, sendo 12 incluídos na presente revisão integrativa. Destes, 9 (75%) apontaram efeitos da TE nas funções motoras dos membros superiores, referidas em termos de destreza, força de preensão, redução de tempo de deslocamento e aumento de controle motor. <strong>Conclusão:</strong> A revisão integrativa realizada relatou efeitos da TE na recuperação motora do membro superior de pacientes com diagnóstico de AVC, o que tem importantes implicações clínicas, já que é possível aplicar a TE na reabilitação de pacientes com hipotonia, ao contrário de algumas outras abordagens que apresentam como pré-requisito uma quantidade mínima de movimento voluntário.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Descritores:</strong> Acidente Vascular Cerebral; Membro Superior; Neurônios-espelho; Reabilitação.</p>
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		<item>
		<title>PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS COM A DOR NA REGIÃO LOMBAR DE DOCENTES DE GRADUAÇÃO EM REGIME HOME OFFICE (RESUMO)</title>
		<link>https://revistaft.com.br/prevalencia-e-fatores-associados-com-a-dor-na-regiao-lombar-de-docentes-de-graduacao-em-regime-home-office-resumo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2022 21:04:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 26 - Edição 106/JAN 2022]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2022/01/12/prevalencia-e-fatores-associados-com-a-dor-na-regiao-lombar-de-docentes-de-graduacao-em-regime-home-office-resumo/</guid>

					<description><![CDATA[Autores:*Beatriz Maria Luna Rodrigues1; Rodrigo Torres Medeiros²; Ana Patrícia Bastos Ferreira3. Centro Universitário Maurício de Nassau, Paulista, PE, Brasil.*e-mail: lunabeatriz1458@gmail.com. Introdução: O distanciamento social foi uma das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para diminuir o contágio pela Covid-19 (SARSCoV-2), com isso, adaptações foram necessárias como a adoção do modelo de trabalho Home [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph"><strong>Autores</strong>:<br />*Beatriz Maria Luna Rodrigues<sup>1</sup>; <br />Rodrigo Torres Medeiros²; <br />Ana Patrícia Bastos Ferreira<sup>3</sup>.</p>


<p class="\&quot;has-text-align-right\&quot; wp-block-paragraph">Centro Universitário Maurício de Nassau, Paulista, PE, Brasil.<br />*e-mail: lunabeatriz1458@gmail.com.</p>


<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-ast-global-color-8-background-color has-ast-global-color-8-color is-style-wide\"/>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>O distanciamento social foi uma das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para diminuir o contágio pela Covid-19 (SARSCoV-2), com isso, adaptações foram necessárias como a adoção do modelo de trabalho Home Office, que consiste no desempenho de funções e atividades remotamente, ou seja, em residência. Esse tipo de trabalho, considerado o “novo normal” passou a ser realidade para diversas categorias, como foi o caso dos docentes de graduação, com o ensino à distância e longas horas sentados em frente ao computador, estes profissionais passaram a sofrer com o impacto dessa nova medida, com isso, as queixas passaram a surgir ou se agravar nesse período de pandemia. <strong>Objetivo: </strong>Analisar a prevalência e a associação de fatores sócio demográficos e laborais com a dor na região lombar dos docentes em home office. <strong>Método: </strong>Aplicou-se questionário on-line na plataforma Google Forms, contendo perguntas 15 objetivas e 11 subjetivas, com 20 docentes de uma instituição privada de ensino superior de Paulista – PE. <strong>Resultados: </strong>A maioria da amostra (65%) é composta por mulheres, com média de idade de 36,5±5,2 anos, e 85% são professores da área de saúde. 95% dos docentes aumentou a carga horária em home office com uma média de 7,8±3,2 horas de trabalho semanais, 75% apresenta dor lombar com duração média 4 semanas e de intensidade moderada (EAV 5). Não foram verificadas associações entre sexo, idade e das características da atividade laboral com a dor lombar. <strong>Conclusão: </strong>Os docentes apresentaram alta prevalência de dor lombar. A dor lombar não foi associada com fatores sócio demográficos ou laborais.</p>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Descritores: </strong>dor lombar<sup>1</sup>; infecções por Coronavírus<sup>2</sup>; docentes<sup>3</sup>; betacoronavírus<sup>4</sup>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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