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	<title>Volume 25 &#8211; Edição 105/DEZ 2021 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 22:27:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Volume 25 &#8211; Edição 105/DEZ 2021 &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>O PAPEL DA AVALIAÇÃO NAS FEIRAS DE MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES ORIENTADORES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-papel-da-avaliacao-nas-feiras-de-matematica-na-formacao-de-professores-orientadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 14:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 25 - Edição 105/DEZ 2021]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10241170945 Carolina AparecidaMarcelino Schmitt Resumo As feiras de matemática consolidaram-se como espaços de aprendizagem que transcendem a mera exposição de projetos, desempenhando um papel formativo essencial na formação de professores orientadores. Este estudo, de natureza bibliográfica, analisa os processos avaliativos dessas feiras e sua contribuição para o desenvolvimento profissional docente. Com base em [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th10241170945</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Carolina Aparecida<br>Marcelino Schmitt</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As feiras de matemática consolidaram-se como espaços de aprendizagem que transcendem a mera exposição de projetos, desempenhando um papel formativo essencial na formação de professores orientadores. Este estudo, de natureza bibliográfica, analisa os processos avaliativos dessas feiras e sua contribuição para o desenvolvimento profissional docente. Com base em referenciais teóricos, como o conceito de “terceiro espaço formativo”, a pesquisa destaca como a avaliação colabora para a integração entre teoria e prática, fomentando reflexões sobre metodologias e práticas pedagógicas. Os resultados apontam para a relevância das feiras na valorização da identidade profissional dos professores, na promoção da interdisciplinaridade e na melhoria da qualidade do ensino matemático. Conclui-se que as feiras representam dispositivos formativos estratégicos, impulsionando a inovação pedagógica e a construção de uma cultura avaliativa mais inclusiva e processual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Feiras de matemática, Avaliação formativa, Formação docente, Ensino da matemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mathematics fairs have established themselves as learning spaces that transcend the mere exhibition of projects, playing a vital formative role in the training of mentor teachers. This bibliographical study analyzes the evaluative processes of these fairs and their contribution to professional teacher development. Based on theoretical frameworks, such as the concept of the &#8220;third formative space,&#8221; the research highlights how evaluation aids in integrating theory and practice, fostering reflections on methodologies and pedagogical practices. The results emphasize the fairs&#8217; relevance in enhancing teachers&#8217; professional identity, promoting interdisciplinarity, and improving the quality of mathematics teaching. It concludes that fairs represent strategic formative devices, driving pedagogical innovation and building a more inclusive and process-oriented evaluative culture.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Mathematics fairs, Formative assessment, Teacher training, Mathematics education.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As feiras de matemática têm se consolidado como importantes espaços de aprendizagem no contexto educacional brasileiro, desempenhando um papel central na formação docente e na promoção de práticas pedagógicas inovadoras. Desde sua origem, essas feiras oferecem um ambiente colaborativo que conecta professores, estudantes e a comunidade em torno da construção e socialização do conhecimento matemático. Além disso, proporcionam oportunidades para que os professores orientadores reflitam sobre suas práticas e desenvolvam habilidades alinhadas às demandas do ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário atual, caracterizado por rápidas transformações na educação, as feiras de matemática destacam-se por promoverem a interdisciplinaridade, a criatividade e o protagonismo discente. Ao integrarem teoria e prática, esses eventos vão além de uma mera exposição de projetos, assumindo um papel formativo, especialmente por meio dos processos avaliativos que envolvem orientadores e avaliadores. Como enfatizado por autores como Biembengut e Zermiani (2014), a avaliação realizada nas feiras não apenas incentiva a inovação, mas também possibilita a adoção de práticas mais inclusivas e contextualizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, este estudo tem como objetivo analisar como os processos avaliativos das feiras de matemática contribuem para a formação pedagógica e profissional dos professores orientadores, destacando os impactos dessas práticas no desenvolvimento de estratégias pedagógicas, na interação com os estudantes e na motivação docente. A partir de uma revisão bibliográfica, são explorados conceitos fundamentais relacionados ao tema, como o de “terceiro espaço formativo” (Zeichner, 2010), e as dinâmicas colaborativas que caracterizam esses eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância deste artigo reside na necessidade de compreender o papel das feiras de matemática como ferramentas para a transformação do ensino e para a valorização da prática docente. Ao evidenciar as contribuições dessas feiras para a formação dos professores, busca-se também reforçar sua importância como elemento estratégico para o fortalecimento da educação matemática no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 O CONTEXTO E A IMPORTÂNCIA DAS FEIRAS DE MATEMÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">As feiras de matemática têm sido um elemento significativo no panorama educacional brasileiro desde sua origem em 1985, oferecendo um espaço colaborativo para o desenvolvimento de habilidades docentes e a integração de múltiplos níveis de ensino. Segundo Zermiani (2002), essas feiras surgiram com o propósito de transformar a matemática em uma ciência descoberta pelos estudantes, ao invés de uma imposição dos professores, promovendo uma interação mais dinâmica entre teoria e prática no ambiente escolar. Essa perspectiva inovadora destaca o papel das feiras como laboratórios vivos de aprendizado, coparticipados pela comunidade, que contribuem para a construção de um ensino mais humanizado e inclusivo (Rodrigues; Santos, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da formação docente, as feiras proporcionam um espaço singular para o intercâmbio de experiências pedagógicas e a reflexão sobre práticas educativas. De acordo com Oliveira e Civiero (2019), esses eventos além de promover a socialização de conhecimentos matemáticos, estimulam também os professores a revisitar suas abordagens metodológicas, considerando as contribuições recebidas durante as avaliações e interações com outros educadores. Esse ciclo contínuo de aprendizado fortalece a prática docente e amplia a compreensão dos professores sobre o papel transformador da matemática no contexto educacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as feiras de matemática configuram-se como um “terceiro espaço formativo”, conceito elucidado por Zeichner (2010), onde há uma aproximação entre universidade e escola, criando uma articulação efetiva entre teoria e prática. Esse ambiente híbrido é importante para superar as tradicionais desconexões entre o conhecimento acadêmico e o prático, oferecendo aos professores orientadores a oportunidade de integrar essas dimensões em sua atuação pedagógica (Rodrigues; Santos, 2021). Essa interação possibilita uma formação mais completa e contextualizada, alinhada às demandas contemporâneas do ensino</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação nas feiras de matemática também é importante para o desenvolvimento dos professores orientadores, especialmente ao promover um processo reflexivo e colaborativo. Conforme destacado por Civiero, Possamai e Andrade Filho (2017), a avaliação é estruturada de forma a incentivar o diálogo entre avaliadores, orientadores e estudantes, fomentando um ambiente de aprendizagem mútua. Essa abordagem transcende o caráter tecnicista tradicional da avaliação escolar, proporcionando um espaço onde os professores podem experimentar novas metodologias e expandir suas perspectivas sobre o ensino da matemática</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Biembengut e Zermiani (2014), outro aspecto relevante das feiras é a capacidade de fomentar a criatividade e a inovação pedagógica. os professores orientadores são encorajados a desenvolver projetos que integram múltiplas disciplinas, promovendo uma visão interdisciplinar do ensino. Essa prática não apenas enriquece a formação dos professores, mas também fortalece a conexão entre os conteúdos curriculares e as realidades vivenciadas pelos estudantes, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais significativo e contextualizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme observado por Santos e Angelim (2019), as feiras também oferecem uma oportunidade ímpar para que os professores orientadores ampliem suas redes profissionais e estabeleçam colaborações que vão além do ambiente escolar. esses eventos promovem a troca de conhecimentos e práticas pedagógicas entre docentes de diferentes regiões e contextos educacionais, contribuindo para a construção de uma comunidade de aprendizagem contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Oliveira, Hoeller, Civiero e Bauer (2012), as feiras de matemática possibilitam um olhar crítico sobre as práticas de ensino e os métodos avaliativos utilizados nas escolas, a participação nas feiras incentiva os professores a refletirem sobre suas concepções de avaliação e a considerarem abordagens mais inclusivas e processuais. Essa mudança de paradigma é essencial para alinhar o ensino às demandas de uma educação mais equitativa e voltada para o desenvolvimento integral dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto das feiras na formação docente também se manifesta, segundo Bauer et al. (2012), na capacidade dos professores orientadores de adaptar suas práticas para atender às necessidades específicas de seus alunos. O autor argumenta que os professores que participam das feiras desenvolvem uma maior sensibilidade para identificar e responder às dificuldades de aprendizagem, utilizando estratégias diferenciadas e inovadoras, sendo esse aprimoramento essencial para promover a inclusão e a equidade no ensino da matemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se ainda que as feiras de matemática funcionam como um espaço de valorização da prática docente, reconhecendo o esforço e a dedicação dos professores orientadores. Segundo Zabel e Scheller (2019), a participação nesses eventos é uma forma de celebrar as contribuições dos professores para o avanço da educação matemática, fortalecendo sua identidade profissional e sua motivação para continuar aprimorando suas práticas pedagógicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Assunção e Escher (2019), os professores que participam desses eventos desenvolvem uma visão mais ampla e integrada do currículo, explorando possibilidades de ensino que promovem a interconexão entre diferentes áreas do conhecimento, contribuindo para a construção de um ensino mais holístico e significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de destaque é o papel das feiras na formação continuada dos professores orientadores. Conforme observado por Melo, Siewert e Guttschow (2018), esses eventos oferecem um espaço para a atualização e o aperfeiçoamento profissional, permitindo que os professores acompanhem as tendências e inovações na área de educação matemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as feiras de matemática representam um espaço de construção coletiva do conhecimento, onde professores, estudantes e a comunidade escolar trabalham em conjunto para explorar e solucionar problemas matemáticos. Conforme destacado por Santos e Angelim (2019), essa abordagem colaborativa é fundamental para a promoção de uma educação mais democrática e inclusiva, que valoriza a diversidade de perspectivas e experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2&nbsp; PROCESSOS AVALIATIVOS NAS FEIRAS DE MATEMÁTICA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO DOCENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Rodrigues e Santos (2021) as feiras de matemática, ao incorporarem processos avaliativos, transformam-se em espaços dinâmicos de aprendizagem e desenvolvimento para professores orientadores. Esse movimento, segundo os autores, não se limita ao simples julgamento dos projetos apresentados, mas engloba uma interação rica que estimula reflexões sobre práticas pedagógicas e metodologias de ensino. Nesse contexto, os professores avaliam e também ampliam sua compreensão sobre as múltiplas dimensões do aprendizado matemático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao acompanhar os estudantes na elaboração e apresentação de projetos, os professores orientadores vivenciam um processo contínuo de autodescoberta, segundo Civiero, Possamai e Andrade Filho (2017), a avaliação realizada nas feiras possibilita que os docentes identifiquem os pontos fortes e as fragilidades de suas abordagens, promovendo uma constante evolução em sua prática pedagógica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ambiente de avaliação formativa, como apontam Siewert e Andrade Filho (2022), diferencia-se por seu foco no desenvolvimento integral dos participantes. Em vez de priorizar resultados imediatos, busca-se fomentar uma análise reflexiva que permita aos professores adaptarem suas práticas às demandas contemporâneas. É durante as discussões e trocas de ideias que os orientadores têm a chance de reavaliar suas concepções sobre o ensino da matemática, integrando novas perspectivas ao seu trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o diálogo entre avaliadores e orientadores nas feiras é fundamental para fortalecer o papel dos professores como mediadores do conhecimento. Oliveira, Civiero e Guerra (2019) destacam que essa interação ajuda os docentes a desenvolverem uma visão mais ampla sobre o processo de ensino-aprendizagem, permitindo a aplicação de abordagens mais inclusivas e contextualizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Biembengut e Zermiani (2014) menciona que&nbsp; As avaliações realizadas durante as feiras avaliam o conteúdo matemático, e incentivam a criatividade e a interdisciplinaridade, os professores são estimulados a explorar conexões entre diferentes áreas do conhecimento, criando projetos que transcendem os limites tradicionais da sala de aula. Essa abordagem amplia as possibilidades de ensino e promove uma educação mais integrada e significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é o impacto das avaliações na autoestima e no reconhecimento profissional dos professores orientadores. Conforme observado por Zabel e Scheller (2020), a participação nas feiras de matemática e o retorno dos avaliadores fortalecem a identidade profissional dos docentes, motivando-os a continuar investindo em sua formação e no aprimoramento de suas práticas. Essa valorização é essencial para manter o entusiasmo e o compromisso dos professores com a educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, as feiras oferecem aos professores orientadores uma oportunidade única de vivenciar um aprendizado colaborativo. Santos, Oliveira e Civiero (2020) argumentam que a interação entre professores, alunos e avaliadores cria um ambiente de coaprendizagem, onde todos contribuem para o crescimento mútuo. Essa dinâmica reforça a importância da colaboração no processo educativo, transformando as feiras em espaços ricos em possibilidades pedagógicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contribuições das avaliações para a prática docente, de acordo com Oliveira et al. (2012) também se refletem na adaptação e inovação metodológica. Os autores apontam que os professores, ao receberem os retornos avaliativos, são incentivados a revisar e ajustar suas abordagens, experimentando novas formas de ensinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o caráter interdisciplinar das feiras incentiva os professores a olharem além das fronteiras de sua área específica, conectando a matemática a outros campos do saber. Biembengut e Zermiani (2014) enfatizam que essa perspectiva amplia as possibilidades de ensino, tornando-o mais relevante e engajador para os alunos. Essa abordagem interdisciplinar é particularmente eficaz em promover o interesse e a motivação dos estudantes pelo aprendizado matemático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As feiras também oferecem uma plataforma para que os professores orientadores compartilhem suas experiências e aprendam com as práticas de outros colegas. De acordo com Andrade Filho et al. (2017), essa troca de conhecimentos é fundamental para o desenvolvimento profissional, permitindo que os docentes ampliem sua rede de contatos e adquiram novas ideias para aplicar em suas escolas. Esse aspecto comunitário das feiras é uma das razões de seu sucesso como ferramenta de formação docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os processos avaliativos ajudam os professores a desenvolverem um olhar mais crítico e analítico sobre os projetos apresentados, segundo Rodrigues e Santos (2021) essa habilidade é essencial para que os docentes possam identificar padrões, propor melhorias e promover um aprendizado mais significativo para seus alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, as avaliações realizadas nas feiras têm um impacto duradouro na prática pedagógica dos professores orientadores. Luckesi (2005) observa que, ao incorporarem os aprendizados obtidos nas avaliações, os docentes são capazes de transformar suas abordagens de ensino, promovendo uma educação mais inclusiva e centrada no aluno. Esse impacto vai além das feiras, influenciando diretamente a qualidade do ensino nas escolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3&nbsp; A AVALIAÇÃO COMO DISPOSITIVO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E DA IDENTIDADE DOCENTE</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação nas feiras de matemática não se limita à análise técnica dos projetos apresentados, mas se desdobra como um importante dispositivo mediador do desenvolvimento profissional e da consolidação da identidade docente. Ao atuarem como orientadores, os professores vivenciam um processo formativo contínuo, em que o ato avaliativo se torna um instrumento de reflexão crítica sobre suas práticas, crenças pedagógicas e concepções acerca da matemática, do ensino e da aprendizagem (Civiero; Possamai; Andrade Filho, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a avaliação, entendida em um sentido formativo, promove a articulação entre teoria e prática ao oferecer um espaço no qual os professores podem experimentar, questionar e (re)significar seus fazeres pedagógicos (Zeichner, 2010). Ao receberem feedbacks de avaliadores, colegas docentes e estudantes, os professores orientadores se deparam com questionamentos que vão além dos conteúdos matemáticos apresentados, alcançando dimensões como a clareza dos objetivos didáticos, a pertinência das metodologias empregadas e a relevância dos projetos diante dos contextos socioeducacionais nos quais estão inseridos (Biembengut; Zermiani, 2014; Oliveira et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo, portanto, contribui para a superação da perspectiva tecnicista de avaliação, muitas vezes centrada unicamente na verificação de resultados. Ao contrário, nas feiras de matemática a avaliação assume um caráter dialógico, ao envolver trocas entre todos os atores envolvidos, valorizando o percurso formativo do professor e reconhecendo-o como sujeito ativo na construção de saberes (Rodrigues; Santos, 2021). Nessa interação, o professor orientador não é apenas avaliado, mas também avalia o contexto, os recursos disponíveis, a participação dos estudantes, e sobretudo suas próprias estratégias de mediação do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação, nesse sentido, torna-se uma ponte entre o “terceiro espaço formativo” (Zeichner, 2010) — que integra vivências acadêmicas, práticas escolares e saberes comunitários — e o desenvolvimento de competências profissionais complexas. Ao revisitar seus pressupostos pedagógicos diante dos retornos avaliativos, o professor amplia sua percepção sobre a diversidade de perfis e ritmos de aprendizagem, aprimorando sua capacidade de adequar o ensino às necessidades e potencialidades dos estudantes (Andrade Filho, 2017). Essa sensibilidade didática é, portanto, lapidada continuamente, contribuindo para o fortalecimento da identidade docente e para a consolidação de uma visão mais ampla e crítica sobre o ensino da matemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, ao dialogar com outros professores orientadores, avaliadores e pesquisadores, o docente encontra um ambiente propício à socialização de experiências e à construção colaborativa de conhecimentos. Assim, a avaliação não apenas fomenta um processo individual de crescimento, mas também impulsiona a formação de redes profissionais que apoiam a inovação pedagógica, o intercâmbio de metodologias e a busca por soluções criativas para os desafios educativos contemporâneos (Santos, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a avaliação nas feiras de matemática configura-se como um momento de mediação formativa, em que o professor orientador se vê instigado a refletir criticamente sobre suas práticas, a revisitar suas concepções sobre a matemática e o ensino, e a dialogar com pares e especialistas. Desse modo, ela contribui decisivamente para o desenvolvimento profissional do docente, fortalecendo sua identidade e qualificando sua atuação, ao mesmo tempo em que promove transformações mais amplas nos processos de ensino-aprendizagem da matemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 METODOLOGIA<br><br></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho adota a metodologia de revisão bibliográfica, &nbsp;a qual é uma abordagem que permite reunir e interpretar conhecimentos já consolidados na literatura, oferecendo subsídios teóricos para a discussão dos temas abordados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção do referencial teórico baseou-se em estudos científicos previamente publicados, priorizando artigos, livros e anais de eventos que abordam a temática das feiras de matemática, a formação docente e os processos avaliativos. A pesquisa foi realizada em bases acadêmicas como Scielo, Google Scholar e periódicos especializados em educação e matemática, utilizando palavras-chave como &#8220;feiras de matemática&#8221;, &#8220;formação docente&#8221; e &#8220;avaliação formativa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o levantamento, os textos foram submetidos a uma leitura exploratória, com o objetivo de identificar aqueles que apresentavam discussões alinhadas aos objetivos do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de uma revisão bibliográfica, o estudo não incluiu coleta de dados primários ou entrevistas com professores orientadores. No entanto, as obras analisadas oferecem uma base teórica para discutir os impactos das feiras de matemática na formação docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos selecionados e a reflexão teórica empreendida ao longo deste trabalho evidenciam o papel estratégico das feiras de matemática na formação dos professores orientadores, sobretudo por meio de processos avaliativos dialógicos e formativos. Embora a pesquisa aqui apresentada seja de caráter bibliográfico, a convergência de resultados encontrados na literatura aponta para um conjunto de contribuições importantes dessas feiras na melhoria da prática docente, no fortalecimento da identidade profissional dos professores e na promoção de estratégias de ensino mais inclusivas e contextualizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, constatou-se que a avaliação no contexto das feiras de matemática opera como um dispositivo mediador que vai além da mera certificação ou medição de resultados. Diferentemente da avaliação tradicional, muitas vezes centrada em notas e aspectos quantitativos, as feiras propõem uma avaliação processual, dialogada e formativa (Civiero; Possamai; Andrade Filho, 2017; Luckesi, 2005). Essa característica possibilita aos professores orientadores uma compreensão mais ampla sobre o papel do feedback, transformando a avaliação em um momento de reflexão sobre as práticas pedagógicas, as concepções de aprendizagem e as demandas específicas dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto emergente dos resultados consiste no reconhecimento de que a participação nas feiras de matemática impulsiona o desenvolvimento de competências profissionais complexas. Ao orientarem projetos, acompanharem o processo de construção do conhecimento pelos estudantes, receberem feedback dos avaliadores e trocarem experiências com outros docentes, os professores ampliam seu repertório didático-metodológico, consolidam conhecimentos matemáticos e aprimoram sua habilidade de articular teoria e prática (Rodrigues; Santos, 2021; Zeichner, 2010). Esse processo formativo contínuo contribui para a criação de um “terceiro espaço” no qual saberes da academia, da prática escolar e das comunidades se encontram e se enriquecem mutuamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura aponta ainda para o impacto da participação nas feiras sobre a identidade docente. Ao sentirem-se valorizados pelos pares, avaliadores e pela comunidade escolar, bem como ao perceberem avanços reais na aprendizagem dos estudantes, os professores orientadores fortalecem sua autoconfiança, motivação e percepção de relevância social do seu trabalho (Zabel; Scheller, 2019; Santos; Angelim, 2019). Esse fortalecimento identitário reflete-se na determinação em continuar aprimorando suas práticas, buscando formações continuadas e assumindo uma postura reflexiva perante os desafios educacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os resultados indicam que a natureza interdisciplinar e contextualizada dos projetos apresentados nas feiras atua como um catalisador para a inovação pedagógica. Ao incentivarem a integração entre a matemática e outras áreas do conhecimento, bem como ao conectarem o conteúdo escolar a situações reais da vida dos estudantes, os professores orientadores desenvolvem uma prática mais significativa, que envolve e motiva a participação discente (Biembengut; Zermiani, 2014). Isso contribui não apenas para a aprendizagem mais profunda dos estudantes, mas também para a diversificação das abordagens didáticas, com potencial de melhorar a qualidade do ensino de matemática em contextos variados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das publicações consultadas destaca o potencial das feiras de matemática como espaços de formação continuada, nos quais o aprendizado não se encerra após a realização do evento. As redes de colaboração estabelecidas entre docentes, o intercâmbio de experiências bem-sucedidas e as reflexões geradas a partir dos processos avaliativos tendem a reverberar no cotidiano escolar, promovendo, em longo prazo, melhorias tangíveis na prática docente e no desempenho dos alunos. Dessa forma, as feiras funcionam como laboratórios vivos de inovação pedagógica, nos quais a avaliação deixa de ser um fim em si mesma para tornar-se um instrumento formativo, transformando a cultura avaliativa vigente na educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os resultados e a discussão aqui apresentados reforçam a relevância das feiras de matemática não só como eventos pontuais, mas como parte de uma política formativa ampla e contínua. Ao atuarem como espaços híbridos, colaborativos e reflexivos, as feiras promovem a construção coletiva do conhecimento, o desenvolvimento de práticas mais inclusivas e o fortalecimento da identidade profissional docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo evidenciou que as feiras de matemática exercem um papel significativo na formação dos professores orientadores, atuando como espaços híbridos de aprendizagem, onde teoria e prática se encontram. Ao analisarmos o impacto dos processos avaliativos nessas feiras, constatamos que a avaliação deixa de ser vista como mera ferramenta de mensuração e assume um caráter formativo, dialógico e reflexivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos referenciais teóricos e da discussão apresentada, torna-se claro que as feiras de matemática, ao promoverem a socialização de saberes, o intercâmbio de experiências pedagógicas e o diálogo entre professores, avaliadores e estudantes, contribuem de forma decisiva para o desenvolvimento profissional dos docentes. Nesse contexto, a avaliação não se limita à análise dos resultados apresentados pelos estudantes, mas amplia-se para abarcar práticas, metodologias, concepções de ensino e a própria identidade docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a participação nessas atividades fortalece a autonomia e a motivação dos professores, incentivando-os a repensar suas estratégias, integrar diferentes áreas do conhecimento, experimentar abordagens inovadoras e priorizar o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento matemático. Esse movimento repercute na qualidade do ensino, na relevância social das práticas pedagógicas e na construção de uma cultura avaliativa mais inclusiva, processual e significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, as feiras de matemática apresentam-se não apenas como eventos pontuais, mas como importantes dispositivos formativos que impactam a prática docente para além do seu período de realização. Por meio do envolvimento ativo, do diálogo e da reflexão crítica proporcionados pelos processos avaliativos, as feiras tornam-se um elemento-chave para a melhoria contínua do ensino da matemática, para o fortalecimento da identidade docente e para a promoção de uma educação mais integral, contextualizada e comprometida com a aprendizagem efetiva dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE FILHO, B. M. et al. Avaliação em feiras de matemática: histórico e reflexões. VI Seminário Nacional de avaliação e gestão das Feiras de Matemática. Anais… Camboriú, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BIEMBENGUT, Maria Salett; ZERMIANI, Vilmar José. Feiras de Matemática: história das ideias e Ideias da história. Blumenau: Legere/Nova Terra, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CIVIERO, Alex José; POSSAMAI, Élcio; ANDRADE FILHO, Bazilicio Manoel de. O papel da avaliação nas Feiras de Matemática na formação docente. Anais da Feira Catarinense de Matemática, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Alex; CIVIERO, Alex José; GUERRA, Denise. A avaliação nas Feiras de Matemática e o impacto na prática docente ISSN – 1982-4866. Revista Dynamis. Furb, Blumenau, V.25, N.2 – P. 18 – 38. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Márcio Urel; SANTOS, Sandra Moreno de Assis. Feira de Matemática como terceiro espaço formativo de professores que ensinam matemática nos anos iniciais. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 405-428, nov. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, A. F.; ANGELIM, J.A.S.As Feiras de Matemática na Bahia enquanto espaço de formação continuada para Professores que ensinam Matemática na Educação Básica. In: Encontro Nacional de Educação Matemática –ENEM, 12, 2016, São Paulo. Anais&#8230;São Paulo: SBEM, 2016b. SANTOS, A. F.; BAZZO, W. A. Feiras de Matemática: espaço de pesquisa, socialização e divulgação de saberes. REMATEC: Revista de Matemática, Ensino e Cultura, Ano 14, Número 30, p.26-40, 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHELLER, Morgana; ZABEL, Marília. Os propósitos da avaliação nas Feiras de Matemática. Bolema: Boletim de Educação Matemática, v. 34, n. 67, p. 697-718, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEICHNER, K. Repensando as conexões entre a formação na universidade e as experiências de campo na formação de professores em faculdades e universidades. Educação, v. 35, n. 3, p. 479-504, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZERMIANI, V. J.; OLIVEIRA, F. P. Z; SANTOS, A. F. dos. Módulo 2-Histórico das Feiras de Matemática. Curso Nacional de Formação para Feiras de Matemática.2018. Disponível em: http://www.sbembrasil.org.br/feiradematematica/curso.html. Acesso em: 11 nov. 2021</p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O FISIOTERAPEUTA DERMATO-FUNCIONAL ATUANDO NA ACNE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-fisioterapeuta-dermato-funcional-atuando-na-acne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Oston Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 13:46:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Exatas e da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Linguística, Letras e Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 25 - Edição 105/DEZ 2021]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/2021/12/08/o-fisioterapeuta-dermato-funcional-atuando-na-acne/</guid>

					<description><![CDATA[THE DERMATO-FUNCIONAL PHYSIOTHERAPIST WORKING ON ACNE REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202112080823 Juliana Bezerra Batista1;Esp. Natália Gonçalves2. 1Discente do Curso Superior de FISIOTERAPIA – UNINORTE.2Especialista em Neurofuncional. Docente do Curso Superior de FISIOTERAPIA – UNINORTE. RESUMO O presente artigo visa corroborar a atuação do fisioterapeuta dermato-funcional, como também propõe a elucidação do seu tratamento em peles acneicas. No [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="\&quot;has-text-align-center\&quot; wp-block-paragraph"><strong>THE DERMATO-FUNCIONAL PHYSIOTHERAPIST WORKING ON ACNE</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202112080823</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Juliana Bezerra Batista<sup>1</sup>;<br>Esp. Natália Gonçalves<sup>2</sup>.<br><br><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de FISIOTERAPIA – UNINORTE.<br><sup>2</sup>Especialista em Neurofuncional. Docente do Curso Superior de FISIOTERAPIA – UNINORTE.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo visa corroborar a atuação do fisioterapeuta dermato-funcional, como também propõe a elucidação do seu tratamento em peles acneicas. No qual, ao decorrer das análises, mostrou-se de suma importância para estudantes de fisioterapia e setores da saúde. A pesquisa foi possível graças há dados já existentes na literatura e através de uma revisão bibliográfica sobre a temática. Observa-se que o assunto proposto não é tão mencionado em literaturas científicas, entretanto, grandes foram os esforços para que este artigo possa servir de base para futuros estudos que possam explorar melhor este tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Fisioterapeuta, Dermato-Funcional, acneicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>ABSTRACT</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article aims to corroborate the performance of the dermato-functional physiotherapist, as well as proposes the elucidation of the treatment carried out in acneic skins. Which during the analysis, proved to be of paramount importance for physiotherapy students and sectors of health. The research was made possible thanks to existing data in the literature and through a bibliographical review. It is observed that the proposed subject is not so mentioned in scientific literature, however, great efforts were made so that this article can serve as a basis for future studies that can better explore this theme.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Physiotherapist, Dermato-Functional, acneic.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O fisioterapeuta dermato-funcional é um dos profissionais de saúde responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar, incluindo estruturas relacionadas. Desta forma, a sua atuação é ampla, diversa e eficaz em muitos cenários, segundo a Resolução N°. 394/2011 &#8211; COFFITO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este profissional graduado, possui conhecimentos de anatomia, fisiologia e patologia. E quando especializado, soma-se o conhecimento de cosmetologia e eletroterapia aplicados à estética, efetivados por fontes naturais e industriais, bem como métodos e técnicas terapêuticas. Permitindo, assim, reabilitar eficientemente diversas patologias clínicas do foro estético, o que proporciona uma abordagem terapêutica patológica de forma completa, potenciando e assegurando resultados efetivos, sem causar riscos inerentes à saúde do paciente, como confirma a Resolução N°. 394/2011 &#8211; COFFITO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Almeida (2020) há quem relacione essa patologia como algo meramente insignificante, excluindo os cuidados em casa e o tratamento necessário, acreditando que esta é uma fase do processo de crescimento e que as lesões logo desaparecerão. Acabam retardando a procura por cuidados específicos para seu tipo de pele e preparando um cenário futuro marcado por cicatrizes permanentes na pele e na psique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma matéria da Revista Quem, intitulada ‘<em>A fisioterapia dermato-funcional e os tratamentos para a pele acneica’ (2017) </em>a fisioterapeuta dermato-funcional Fabiola Fortunato,mostra as etapas para o tratamento da acne em mulheres &#8211; o primeiro passo do tratamento é fazer uma limpeza de pele personalizada, de acordo com o grau de acne, para remover as lesões de pele de forma segura e sem a contaminação de bactérias e sequela<strong>s.</strong> Continua \&#8221;Em seguida, geralmente são indicados peelings semanais ou quinzenais para controle de oleosidade, a base de ácido mandélico, ácido salicílico, enxofre, argila. A aplicação do laser de baixa potência é indispensável para a melhora rápida do quadro acnéico\&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o artigo <em>‘</em>A laserterapia no tratamento da acne vulgar’ (2020), o laser atua aquecendo a região de tratamento fazendo com que as glândulas sebáceas diminuam sua atividade produtora e secretora de sebo, melhorando a acne. Devido a esse aquecimento contribui com a formação de colágeno melhorando as cicatrizes causadas pela acne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as palavras de Alves et al (2020) quanto ao clareamento das manchas adquiridas pela atenção da radiação laser, se é notado que isto ocorra porque a mancha é uma decorrência superficial, combinada por uma concentração de queratinócitos, que pode ou não ter a comparecimento dos melancólicos e que quando contida ao tratamento de laser terapia há seus elementos sumidos mediante o acicato a microcirculação que este recurso proporciona, a melhora ocorreu em todos os quesitos, ou seja, cicatrização, diminuição da oleosidade da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que, outra atribuição dada ao fisioterapeuta, é manter a pele hidratada. Apesar de a pele acneica possuir bastante lipídios que têm essa função. Com o tratamento fisioterápico e diário, o uso de produtos químicos e enzimáticos contribui para o desequilíbrio momentâneo do PH da camada córnea. Visto isso, o a homeostase local torna-se um fator a ser tratado também. Esta atua permitindo que o organismo possa funcionar adequadamente. (COFFITO &#8211; Resolução N°. 394/2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Gonçalves (2014) a acne deve ser tratada, de forma a evitar escoriações que possam marcar a pele deixando cicatrizes. Dessa forma, o tratamento está relacionado a uma assepsia da pele para recuperação da mesma. O protocolo deve ser específico para cada indivíduo, visando higienizar, esfoliar, tonificar e hidrata-la, fazendo uso de cosméticos adequado. E em acréscimo ao tratamento primordial, deve-se acrescentar o tratamento com alta frequência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia aplicada na elaboração deste estudo foi leitura documental, utilizando-se da análise de referenciais teóricos sobre a temática. A realização deste estudo de investigação pretende, assim, demonstrar a importância de um tratamento bem feito, com os bons valores e técnicas resgatados, respeitando cada passo para o melhor resultado no paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificação da acne no individuo se dar por fatores pré existentes como a genética e fatores externos como a alimentação. Sendo a acne causadora de problemas fisiológico e psicológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho tem como objetivo analisar o processo de atuação da fisioterapia dermatológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fundamentos da dermatologia dermatofuncional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lima et al (2020) Se é abordado sobre dermato-funcional, que é uma busca recorrente na sociedade, com o intuito de buscar a melhor reabilitação física e psicológica do indivíduo, onde o fisioterapeuta atua com o preparo e conhecimento da anatomia. Como o conhecimento da fibroedema gelóide (celulite), estrias, linfedema, no pré e pós-operatório de cirurgia plástica, queimaduras, cicatrizes hipertróficas e quelóides, flacidez, obesidade e lipodistrofia localizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com as palavras de Silva et al (2020) se é indicado os recursos que são adotados para o tratamento e prevenção da patologia acne, tendo em vista fatores externos e internos. Além do mais esse campo recente, ainda há muito a ser explorado e novas pesquisas devem ser realizadas na busca de evidências científicas para o melhor embasamento dos recursos e técnicas disponíveis ao fisioterapeuta, possibilitando assim a articulação desse área com as demais da fisioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANÁLISE DA DERME</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Sudo (2012) A pele é um órgão composto por tecidos, tipos celulares e estruturas especificas. Constitui a interface do corpo humano com o meio externo, exercendo funções cruciais para a vida, vigilância imunológica e proteção do indivíduo contra agressões exógenas, de natureza química, física ou biológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No corpo humano a pele representa 16% de todo o nosso peso corpóreo. Intitulada, assim, como sendo o maior órgão. Em sua composição, há três camadas básicas e conhecidas universalmente. (SUDO, 2012)</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Epiderme:</strong> é a camada externa. Tem como fundamental cargo a amparo do indivíduo. Por impedir a entrada de microrganismos e possuir a capacidade de regeneração, podemos comparar a epiderme a uma armadura biológica de nosso corpo. A camada mais profunda da epiderme chamada de basal.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Derme: </strong>é a camada intermediária, composta por um tecido fibroso (colágeno). Adentro dela têm os vasos sanguíneos, os nervos, glândulas e folículos pilosos. A superfície da derme, que se argamassa com a epiderme, é ondulada e irregular, com células chamadas papilas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hipoderme</strong>: camada mais profunda tem como principal função o armazenamento de nutrientes de reserva. Funciona também como um isolante térmico e proteção mecânica a pressões e traumas externos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Existem duas fase é recomendado um maior cuidado diário com a pele, são elas: na gênese de nossa vida e ao envelhecer. Devido aos diferentes estágios de maturidade de nossa pele, as recomendações devem ser seguidas à risca, visto que a vulnerabilidade é proporcional ao momento em que se encontra. Por isso, um dos pilares da anamnese é a idade. Afinal, existem doenças de pele com maior incidência em determinados grupos etários (David et al 2017, cap. 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para David et al (2017) durante o estágio fetal, a epiderme ainda é uma argileira defeituosa, pois possui apenas duas ou três separações de células. A epiderme começa a se contornar mais espessa durante o 24ª semana de gestação. A partir da 34ª semana, o estrato córneo estará completamente definido, já suficiente para ser comparada à pele do adulto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o envelhecimento existe uma perda gradativa de colágeno, o que gera uma redução da elasticidade e espessura da epiderme. Os primeiros sinais de envelhecimento, desse modo, aparecem em nossa pele, o que significa que a barreira que nos protege do ambiente externo já não é tão eficiente como antes, e devemos prestar atenção para proporcionar o cuidado necessário (David et al 2017, cap. 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria de cosméticos acomete em produtos que instigam a produção de colágeno para adiar o envelhecimento precoce da pele, possibilitando a elasticidade, muitas vezes, adequada. Como o sérum B5 da La Roche Posay® , que possui em sua composição benefícios imediatos e duradouros através de uma reforçada combinação com ácido hialurônico e vitamina B5. (La Roche Posay ® Laboratoire Dermatologique)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo desses pressupostos, é viável ressaltar que o envelhecimento da pele é um processo completamente natural e normal de todo o ser humano, afinal,. A elasticidade e o brilho dão lugar a uma pele menos hidratada, mais sensível, com marcas de expressão e não tão corada (Rosalie et al 2017, cap. 3).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O PROBLEMA DA ACNE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Alves (2020) acne é uma patologia inflamatória pilossebáceas que prejudica grade parte da população jovem. Ocorre em razão da produção anômala de sebo que altera à assoreamento do canal e gera a patologia. Tal artifício fica desvendado a bactérias anaeróbicas como a Propionibacterium acnes, e sua condução pelo sebo amplia a acne que, comumente, deixa implicações, uma vez que a inflamação leva à estrago de colágeno e formação de fibrose. (CAROLINE, 2020)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor ainda adverte que existem quatro distúrbios locais na pele que beneficiam o aparecimento da acne que são: A formação de micro-comedões, Acrescentamento da secreção de sebo, Proliferação de bactérias e a Inflamação local, ocorrido pelos fatores que beneficiam a produção da acne. (ALVES, 2020)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A patologia da acne vulgar ou também nomeada acne juvenil, é um problema muito recorrente na juventude, surgindo inflamações e causado lesões na adolescência e adultos jovem. Em alguns casos essa patologia é bem mínima e quase imperceptível, e uma variabilidade de intensidade. Ocasionando consequentemente problemas emocionais como a baixa autoestima (SUDO 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acne é associada a uma inflamação da glândula sebácea e do folículo do pelo. Com a crescente produção de sebo pela glândula sebácea, ocorre um processo de danificação do canal de saída deste material e posteriormente causando o cravo. Após a formação do cravo, ocorre a contaminação de bactérias, infecionando a região de origem, e em seguida surge a espinha que pode ocorrer a produção de pus e o sangramento. (FIGUEIRO et al 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acne é um problema que acomete indivíduos que estão em diversos países. É tratada de forma multidisplinar, sendo atuantes fisioterapeutas, dermatologistas e psicoterapeutas igual. Aqui no Brasil, a fisioterapia, desde a última década, chamou atenção do público, pois se caracteriza por ser um serviço com profissionais especializados e que atuam no segmento da estética. (ALMEIDA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IMPLANTAÇÃO DA LASERTERAPIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o artigo Mendes et al (2017), em casos de acnes mais graves recorre-se à laserterapia para regeneração tecidual. A microcorrente possui uma corrente que se adequa ao campo magnético da pele e assim trata a cicatriz; as luzes de LED (Light Emitting Diode) associadas ao ácido hialurônico permitem o acesso à áreas irregulares de forma mais precisa e os dermocosméticos, como o ácido salicílico, que reduz a oleosidade e a contaminação bacteriana e o ácido glicólico que tem uma penetração e uma absorção mais rápidas, causando menos alergia e menor poder de fotos sensibilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nunes (2017) O laser abrange os tipos de pele e é indicado para pacientes com contraindicações e que precisam de um cuidado maior. Como explícito no estudo a seguir, \&#8217;\'[&#8230;] ao se abordar sobre o laser terapêutico, tem como função auxiliar nos principais tratamentos de lesões na derme e problemas inflamatórios, o estudo aponta os benefícios do tratamento, evidenciando sua eficácia em dois diferentes de graus da acne, e que não apresenta efeitos adversos nítidos ao se comparar com outros medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fato confere ao laser uma opção real de tratamento, principalmente para os pacientes com contraindicação aos outros métodos de tratamento. Embora sejam eficazes, em geral, os lasers diferem em termos de efeitos colaterais e resultados clínicos, dependendo do fototipo de pele e do tipo de cicatriz de acne do paciente, cabendo ao profissional escolher o melhor tipo de laser para cada tratamento de acne. (NUNES et al, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo trata-se uma revisão de literatura, realizada através das principais bases de dados de pesquisa: Revista Militar Brasileira de Ciências, Biblioteca Virtual e Scielo. Sendo incluídos estudos publicados nas línguas espanhola, inglesa e portuguesa, publicados entre os anos de 2012 a 2021, que estivessem disponíveis na íntegra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com bases em dados existentes na literatura, foram selecionados 12 artigos e um livro. Ambos têm enfoque na fisiopatologia, assim como a influência da nutrição, higiene e hormônios no quadro acneico. Possibilitando, desta forma, a atuação do fisioterapeuta dermato-funcional, visto que as resoluções do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO estão vigentes. Estas que definem a área de dermato-funcional sendo uma especialidade que permite o fisioterapeuta atuar na prevenção, promoção e recuperação do sistema tegumentar e estruturas relacionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<figure class=\"wp-block-table is-style-regular\"><table><tbody><tr><td><strong>Autor/ Ano</strong></td><td><strong>Título</strong></td><td><strong>Resultados</strong></td><td><strong>Conclusão</strong></td></tr><tr><td>Coffito (2011)</td><td>Disciplina a<a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\"></a> <a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\">Especialidade</a> Profissional de<a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\"></a> <a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\">Fisioterapia</a> Dermatofuncional e dá outras<a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\"> providências.</a><a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\"></a></td><td>Reabilitar com eficiência diversas patologias clínicas do foro estético, o que proporciona uma abordagem terapêutica patológica de forma completa, potenciando e assegurando resultados efetivos</td><td>Analise dos protocolos inseridos no exercício do fisioterapeuta</td></tr><tr><td>Figueiro (2011)</td><td>Avaliação e tratamento do doente com acne – Parte I: Epidemiologia, etiopatogenia.</td><td>A acne tem comumente um efeito psicológico de curto prazo mas com potencial de se manter e que pode tornarse grave. Arrefecimento da auto-estima e da autoconfiança podemconduzir a afastamento social e mesmo a depressão.</td><td>Analise dos conhecimentos etiopatogénicos atuais e as ilações que daí se tiram para a terapêutica são a base sólida do conhecimento atual e do tratamento muito eficaz de que já dispomos para a acne</td></tr><tr><td>Gonçalves (2014)</td><td>Abordagem fisioterapêutica na mulher adulta com acne</td><td>Observação da redução do quadro inflamatório, dos participantes. Nota-se resultados positivos nos pacientes.</td><td>Analise do efeito bactericida e antiinflamatório do emissor de alta frequência, considera-se que os resultados obtidos, neste projeto foi amplamente positivo.</td></tr><tr><td>Nunes et al (2017)</td><td>LED e Laser terapia de baixa potência no tratamento de acne vulga</td><td>Redução da oleosidade e a contaminação bacteriana e o ácido glicólico que tem uma acúmen e uma absorção mais aceleradas, causando menos alergia e menor poder de fotos sensibilização</td><td>Analise do efeito do uso de lad e laser de baixar potencia e seu tratamento das inflamações provocadas por ane</td></tr><tr><td>Almeida et al (2020)</td><td>Recursos da fisioterapia para o controle da acne</td><td>O tratamento da acne envolve a prevenção de cicatrizes e o tratamento de prováveis manchas. O tratamento da acne envolve a prevenção de cicatrizes e o tratamento de prováveis manchas</td><td>Analise da pesquisa como objetivo descrever alguns recursos fisioterapêuticos dermatofuncional usados no controle da acne.</td></tr><tr><td>Lima et al (2020)</td><td>Fundamentos da Fisioterapia dermatofuncional: revisão de literatura</td><td>A fisioterapia dermatofuncional nessas diversas patologias vem demonstrando a eficácia de seus métodos diante dessas disfunções. Assim buscando novas metodologias de serem aplicadas.</td><td>Analise da atuação da fisioterapia dermatofuncional, para reparação de danos nos tecidos</td></tr><tr><td>Sudo et al (2020)</td><td>Princípios Fisiológicos da ACNE e a utilização de diferentes tipos de ácidos como forma de Tratamento</td><td>Verificou-se que a acne em geral, percebe-se que a porcentagem de mulheres é maior a propensão de acne na fase da adolescência.</td><td>O tratamento da acne incluí a prevenção dessas cicatrizes e o tratamento de possíveis manchas.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A fisioterapia dermato-funcional possui uma infinidade de benefícios, podendo ser utilizada não só em processos estéticos, mas também em tratamentos oncológicos, queimaduras, pré e pós-operatório de cirurgias. As técnicas da deste segmento trabalham a recuperação física, melhoram a saúde, bem-estar e autoestima dos pacientes, pois o tratamento busca aperfeiçoar a aparência da pele e reestabelecer a autoestima das pessoas que fazem os tratamentos dermatofuncionais, como acontece no tratamento em peles mistas acneicas (COFFITO, 2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fisioterapeuta é um dos profissionais habilitados para atuar no tratamento de peles mistas acneicas. Posto isto, das etapas de tratamento para a mencionada patologia, pode-se evidenciar: a limpeza de pele, um dos primeiros recursos a ser utilizado, com objetivo de remover comedões e evitar infecções nos folículos pilossebáceos; o peeling, que pode estar ou não associado à limpeza de pele e atua na higienização, esfoliação e rejuvenescimento da pele e a alta frequência, que tem função anti-inflamatória e bactericida, formando uma camada de ozônio na superfície da pele (COFFITO, 2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto o artigo teve como acuidade, o evidencia mento do trabalho fisioterapêutico dermatofuncional no exercício da prevenção e tratamento da acne e suas ramificações que prejudicam a saúde física e psicológica do indivíduo, causando consequências como a baixa autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acne é uma dermatose que acomete pessoas de ambos os sexos, etnias e idade, no entanto, apresenta-se de forma mais frequente e intensa em jovens e adolescentes de peles mistas, com tipos e graus diferentes, a depender das especificidades de cada indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença da acne atua diretamente sobre a qualidade de vida, desencadeando mudanças que vão desde alterações físicas até emocionais, implicando numa dificuldade de interagir socialmente, retraindo o indivíduo e posteriormente sendo indicadores de ansiedade e depressão</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conduta fisioterapeuta é de extrema importância, mas faz-se necessário que esse profissional seja qualificado, ou seja, um fisioterapeuta dermato-funcional, para atuar no tratamento da acne e consequentemente trazer ganhos funcionais e estéticos aos pacientes, melhorando sua saúde e autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da construção do artigo, se foi possibilitado a compreensão da variabilidade de disfunções a acne pode vim acometer, e formas de tratamento atuais e eficientes para a resolução desta problemática</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Débora. <strong>Recursos fisioterapêuticos para o controle da acne</strong>. Disponível em: <a href=\"https://repositorio.faema.edu.br/handle/123456789/2819\">https://repositorio.faema.edu.br/handle/123456789/2819.</a> Acesso em: 20 de Setembro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BHATE K, Williams HC. Epidemiology of acne vulgaris. The British journal of dermatology. 2013;168:474-85</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAROLINE, Patrícia. <strong>Recursos fisioterapêuticos para o controle da acne</strong>. Disponível em: <a href=\"https://repositorio.faema.edu.br/handle/123456789/2819\">https://repositorio.faema.edu.br/handle/123456789/2819.</a> Acesso em: 20 de Setembro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COFFITO &#8211; <strong>Resolução N°. 394/2011-<a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\">disciplina a Especialidade Profissional de </a><a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\">Fisioterapia Dermatofuncional e dá outras providências.</a><a href=\"https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157\"> </a></strong>Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3157<strong>.</strong> Acesso em: 12 de Outubro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA, Nágila et al. Fundamentos da fisioterapia da dermatofuncional: Uma revisão de literatura. Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica <strong>(EEDIC)</strong>, [S.l.], v. 7, nov. 2020. ISSN 2446-6042. Disponível em:<a href=\"http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/eedic/article/view/4227\">&lt;http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/eedic/article/vie w/4227&gt;</a>. Acesso em: 12 de Outubro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGUEIREDO, Américo, et al. <strong>Avaliação e tratamento do doente com acne – Parte I: Epidemiologia, etiopatogenia, clínica, classificação, impacto psicossocial, mitos e realidades, diagnóstico diferencial e estudos complementares</strong>. 2011. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870- 71032011000100011. Acesso em: 06/11/2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GERSON, Joel. et al. <strong>Fundamentos da Estética 3: Ciência da pele.</strong> 10. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GONÇALVES, Viviane et al. <strong>Abordagem fisioterapêutica na mulher adulta com acne.</strong> Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Disponível em: &lt; <a href=\"http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Cadernos_Academicos/article/view/2475/1763\">http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Cadernos_Academicos/article/view </a><a href=\"http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Cadernos_Academicos/article/view/2475/1763\">/2475/1763</a><a href=\"http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Cadernos_Academicos/article/view/2475/1763\"> </a>&gt; Acesso em: 20 de Outubro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEVER – HISTOLOGIA DA PELE. <strong>Editora Guanabara Koogan; 10ª edição (27 junho 2017)</strong>. <strong>David E. Elder, MB, CHB, FRCPA</strong> Professor of Pathology and Laboratory Medicine, Vice-Chair for Anatomic Pathology, Hospital of the University of Pennsylvania, Philadelphia, Pennsylvania.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Nágila et al. <strong>Fundamentos da fisioterapia dermatofuncional: uma revisão de literatura.</strong> Disponível em: <a href=\"http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/eedic/article/view/4227\">http://publicacoesacademicas.unicatolicaquixada.edu.br/index.php/eedic/article/view/ 4227.</a> Acesso em: 20 de Setembro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORO, Helena. A fisioterapia dermato-funcional e os tratamentos para a pele acneia. REVISTA QUEM, 2017. Disponível em: &lt;https://revistaquem.globo.com/QUEM-Inspira/noticia/2017/06/fisioterapiadermatofuncional-e-os-tratamentos-para-pele-acneica.html &gt;. Acesso em: 20 de Setembro de 2021..</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES, Sara et al. <strong>Led e laser terapia de baixa potência no tratamento de acene vulgar: uma revisão sistemática</strong>. 2017. Disponível em: <a href=\"https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/7878\">https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/7878.</a> Disponível em: 20 de Outubro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARAIVA, T. A., Souza, L. da S., Costa, K. F., Leroy , P. L. A., &amp; Rocha Sobrinho, H. M. (2020). A LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DA ACNE VULGAR. <em>REVISTA</em> <em>BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS</em>, <em>6</em>(15). https://doi.org/10.36414/rbmc.v6i15.48<a href=\"https://doi.org/10.36414/rbmc.v6i15.48\"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SUDO, Ellen et al. <strong>Princípios Fisiológicos da ACNE e a utilização de diferentes tipos de ácidos como forma de Tratamento</strong>. 2014. Disponível em: <a href=\"https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/\">https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/.</a> Acesso em: 20 de Setembro de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TANGHETTI EA, Kawata AK, Daniels SR, Yeomans K, Burk CT , Callender VD. <strong>Understanding the Burden of Adult Female Acne. </strong>The Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology 2014;7:22-30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TASOULA, Eleni et al. <strong>The impacto f acne vulgaris on quality of life and psychic health in Young adolescentes in greece</strong>. 2012. Disponível em: <a href=\"https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23197205/\">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23197205/.</a> Acesso em: 20 de Setembro de 2021.</p>
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