<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ciências da Saúde &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<atom:link href="https://revistaft.com.br/category/ciencias-da-saude/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Mar 2026 17:46:09 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/05/favicon-ft-150x150.png</url>
	<title>Ciências da Saúde &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>COMPREENDER A AUTONOMIA DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/compreender-a-autonomia-do-enfermeiro-na-atencao-primaria-em-saude-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:24:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266589</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061224 Letícia Barreto Dias1Matheus de Souza Freitas2Suzanny Brito do Rosário³Fabiana Paes Nogueira Timoteo4 RESUMO Introdução. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o eixo central do sistema de saúde brasileiro, reconhecida como porta de entrada do SUS e responsável pela coordenação do cuidado. Estruturada pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), tem nas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603061224</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Letícia Barreto Dias<sup>1</sup><br>Matheus de Souza Freitas<sup>2</sup><br>Suzanny Brito do Rosário³<br>Fabiana Paes Nogueira Timoteo<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Introdução</strong>. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o eixo central do sistema de saúde brasileiro, reconhecida como porta de entrada do SUS e responsável pela coordenação do cuidado. Estruturada pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), tem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) o principal ponto de atenção, oferecendo ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação voltadas a todas as fases da vida. Sua operacionalização ocorre, principalmente, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), que fortalece os princípios de universalidade, equidade e integralidade. Nesse contexto, a enfermagem assume papel essencial na efetividade e humanização do SUS. O enfermeiro, além do cuidado direto, exerce funções gerenciais, educativas e administrativas, regidas pela Lei nº 7.498/1986 e pela PNAB, consolidando sua autonomia técnica e científica. Na ESF, destaca-se como protagonista no cuidado familiar e comunitário, realizando consultas, aplicando protocolos clínicos, conduzindo ações de prevenção e liderando iniciativas educativas e de promoção da saúde. Assim, compreender a autonomia do enfermeiro na APS é fundamental para avaliar sua contribuição na qualificação do cuidado e fortalecimento do sistema de saúde. <strong>Objetivo.</strong> Compreender a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde. <strong>Metodologia. </strong>Trata-se de umarevisão integrativa da literatura<strong>, </strong>de abordagemquali-quantitativa<strong>, </strong>que busca compreender a percepção do enfermeiro sobre sua autonomia na Atenção Primária à Saúde (APS)<strong>. Resultados.</strong> Foi observado majoritariamente a autonomia do enfermeiro em consultas de enfermagem principalmente as relacionadas a saúde da mulher, no exercício do cuidado com feridas e ostomias, incluindo gestão e liderança. <strong>Conclusão</strong>. A autonomia do enfermeiro vai além do cuidado técnico, abrangendo gestão, trabalho em equipe e tomada de decisão, com papel estratégico no cuidado integral e humanizado. Apesar dos avanços, ainda há limites impostos pela hierarquia do sistema e pela falta de valorização profissional. A escassez de estudos sobre o tema destaca a importância de compreender e ampliar a autonomia do enfermeiro na APS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRA-CHAVE</strong>:&nbsp; Autonomia. Enfermeiro. Atenção Primária. SUS. Gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Atenção Primária à Saúde (APS) compõe a rede poliárquica das Redes de Atenção à Saúde, sendo reconhecida como a porta de entrada preferencial e o eixo central dos sistemas de saúde. Atua como coordenadora do cuidado e ponto de maior proximidade com o território e a população adscrita, sendo estruturada no Brasil a partir das normas e diretrizes estabelecidas pela Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), cujas premissas foram pactuadas em 2006, expressas na PNAB de 2011 e reafirmadas pela Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. (GALVÃO et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a Unidade Básica de Saúde (UBS) representa o ponto de atenção prioritário, destinada à oferta de serviços essenciais de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, articulando ações individuais e coletivas. Entre suas atribuições destacam-se consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de condições crônicas, imunização, pré-natal, atenção à saúde da criança, do adolescente, do adulto e do idoso, além de iniciativas educativas e intersetoriais voltadas ao fortalecimento dos determinantes sociais da saúde. (BRASIL, 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a APS, pela sua capilaridade e descentralização, é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e desempenha papel essencial na organização do cuidado em saúde no Brasil. Sua operacionalização ocorre predominantemente por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), que integra equipes multiprofissionais mínimas a especialistas de diferentes áreas. Esse modelo de atenção fortalece a integralidade da assistência, garantindo um atendimento pautado nos princípios da universalidade, equidade e integralidade, fundamentais para a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida da população (BRASIL, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermagem globalmente configura-se como uma profissão de relevante importância social e histórica, inserida no processo de trabalho em saúde e em articulação com os demais membros da equipe multiprofissional. Nesse cenário, o enfermeiro assume papel de protagonista, exercendo sua autonomia técnica e científica como condição estratégica para a efetividade, a resolutividade e a humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). (GALVÃO et al., 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua atuação não se limita ao cuidado direto, mas abrange também funções administrativas, gerenciais e educativas, as quais são regulamentadas pela Lei nº 7.498/1986, que dispõe sobre o exercício profissional da enfermagem, e pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que estabelece a integralidade do cuidado em todos os ciclos de vida, nos âmbitos individual, familiar e comunitário. Assim, a autonomia do enfermeiro ultrapassa a dimensão individual do trabalho e expressa-se na capacidade de tomar decisões clínicas e gerenciais com liberdade e responsabilidade, sempre dentro dos limites legais e éticos que fundamentam sua prática. (PNAB/1986)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Estratégia Saúde da Família (ESF), que reorienta o modelo de atenção à saúde colocando a família no centro do cuidado, o enfermeiro emerge como uma peça-chave. Este profissional mobiliza um conjunto diversificado de saberes e competências para enfrentar os mais variados desafios da comunidade (LOPES, et. al., 2020). Entre suas atribuições essenciais, destacam-se a realização da consulta de enfermagem, aplicando a Sistematização da Assistência de Enfermagem, a prevenção de agravos à saúde e a aplicação de protocolos clínicos para o acompanhamento no pré-natal, puerpério e do recém-nascido. Ademais, o enfermeiro é responsável por estratégias como a supervisão direta do tratamento da tuberculose, campanhas de conscientização sobre HIV, o suporte à adesão à terapia antirretroviral e, de modo mais amplo, a promoção da saúde por meio de ações educativas, grupos de terapia comunitária, liderança e desenvolvimento de outros profissionais (PIRES, et. al., 2022). Diante desses elementos configura-se de forma relevante compreender a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária em Saúde, através de sua percepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo se trata de uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualiquantitativa, elaborada com o propósito de compreender como o enfermeiro percebe sua autonomia na Atenção Primária à Saúde (APS). A revisão integrativa permite reunir e analisar resultados de diferentes pesquisas, promovendo uma visão ampla e fundamentada sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca dos estudos foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e PubMED, utilizando os descritores cruzados concomitantemente “Enfermeiro and Atenção Primária à Saúde and</p>



<p class="wp-block-paragraph">Autonomia”. Inicialmente, foram encontrados 415 artigos. Destes, 10foram excluídos por serem duplicatas. A triagem dos títulos resultou na exclusão de mais 395 artigos. Foram analisados 10 resumos, 7 artigos foram então avaliados na íntegra, e 5 foram finalmente incluídos na revisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2025, em língua portuguesa, disponíveis em texto completo, e que abordassem diretamente a autonomia do enfermeiro no contexto da APS. Foram excluídos materiais duplicados, resumos, teses, dissertações e publicações que não tratassem especificamente do tema (conforme a Figura 1). Os resultados dos artigos foram organizados em formato de tabela, inserindo o autor e os principais resultados obtidos (Tabela 2).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="336" height="241" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36.png" alt="" class="wp-image-266590" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36.png 336w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-36-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 336px) 100vw, 336px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS/DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>ESTUDO</strong></td><td><strong>PRINCIPAIS RESULTADOS</strong></td></tr><tr><td>Busatto LS et. al., 2024 &nbsp;</td><td>Destaca-se a autonomia do enfermeiro nas ações de saúde da mulher e planejamento familiar, apresentando algumas limitações como a solicitação de alguns exames, no entanto essa autonomia resulta na resolutividade da assistência.</td></tr><tr><td>Galvão JJ et. al., 2024 &nbsp;</td><td>Nota-se que o enfermeiro reconhece a autonomia na prescrição de medicamentos e solicitação de exames, nas áreas de gestão/gerência e na prática assistencial dos programas de saúde pública da APS e nas práticas individuais e coletivas voltadas a prevenção;</td></tr><tr><td>Vendruscolo C et al, 2020 &nbsp;</td><td>Identifica-se o enfermeiro como peça fundamental nas discussões de caso da equipe multidisciplinar, atuando como mediador da comunicação entre os demais profissionais; se identifica como líder, estando preparado para o trabalho em equipe, além de coordenar grupos na unidade e convocar os pacientes para participar.</td></tr><tr><td>Sacramento RS et al, 2023.</td><td>A autonomia do enfermeiro na APS manifesta-se pela SAE e pelo Processo de Enfermagem, permitindo consultas resolutivas, solicitação de exames e prescrição conforme protocolos, além de fortalecer o vínculo com o usuário e a qualidade do cuidado.</td></tr><tr><td>Geremia DS et. al., 2024.</td><td>Observa-se autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde se evidencia no cuidado à mulher, no atendimento de ISTs e no tratamento de feridas. Na consulta de enfermagem, o profissional toma decisões embasadas em protocolos e evidências científicas, conforme a Lei do Exercício Profissional, fortalecendo a resolutividade da assistência e seu protagonismo no cuidado.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos analisados revelaram que a autonomia do enfermeiro na APS é compreendida como um processo em construção, fortemente relacionado à ampliação do papel desse profissional dentro das equipes multiprofissionais e à consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) como modelo de atenção. Observou-se que a autonomia é exercida principalmente por meio da consulta de enfermagem, da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), da educação em saúde e da gestão do cuidado, evidenciando o protagonismo do enfermeiro na coordenação e continuidade da atenção à saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Sacramento et al (2023), A autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS) manifesta-se por meio da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e do Processo de Enfermagem, que tornam a consulta mais efetiva e resolutiva, permitindo ao&nbsp; profissional solicitar exames e prescrever medicamentos conforme protocolos institucionais. Esse exercício autônomo também se expressa no acolhimento e na escuta qualificada, que favorecem a resolução de demandas e o fortalecimento do vínculo com o usuário. Além disso, o enfermeiro desempenha papel essencial na coordenação e gestão dos serviços de saúde, contribuindo significativamente para a qualidade do cuidado e para a melhoria dos indicadores assistenciais na unidade básica de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pôde ser observado grande autonomia do enfermeiro no âmbito da saúde da mulher, conforme mencionados em dois estudos (Geremia et al e Busatto et al), o enfermeiro possui autonomia nas ações de saúde da mulher e planejamento familiar, apresentando algumas limitações como a solicitação de alguns exames, no entanto essa autonomia resulta na resolutividade da assistência, visto que o enfermeiro compreende uma desconstrução da subordinação em relação ao profissional médico. Nessas mesmas pesquisas foram mencionados o atendimento de pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os resultados indicam que a autonomia do enfermeiro na APS é reconhecida como elemento essencial para a efetividade do cuidado, a humanização do atendimento e a integralidade das ações em saúde<strong>.</strong> Segundo Vendruscolo et al (2020) em seu artigo descreve o enfermeiro como peça fundamental nas discussões de caso da equipe multidisciplinar, atuando como mediador da comunicação entre os demais profissionais garantindo a integralidade da assistência; se identificando como líder, estando preparado para o trabalho em equipe, além de coordenar grupos na unidade e convocar os pacientes para participar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da APS, conforme Galvão et al (2024) relata-se a autonomia na prescrição de medicamentos e solicitação de exames, seguindo protocolos pré-estabelecidos. Além disso, também foram mencionados autonomia nas áreas de gestão/gerência e na prática assistencial dos programas de saúde pública da APS e nas práticas individuais e coletivas voltadas a prevenção sendo o enfermeiro um elo de resolutividade entre profissional e usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.&nbsp; CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática autônoma do enfermeiro ultrapassa o cuidado técnico, abrangendo dimensões como gestão, referência para usuários e outros profissionais, trabalho em equipe, gestão de pessoas, cuidado integral à saúde e tomada de decisão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mesmo diante de desafios, os enfermeiros vêm assumindo um papel estratégico na oferta de um cuidado integral e humanizado, frequentemente exercendo funções que ultrapassam as práticas tradicionais da enfermagem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa autonomia ainda enfrenta limites impostos pela estrutura hierárquica do sistema e pela necessidade de maior valorização e reconhecimento do papel estratégico do enfermeiro no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se a escassez de estudos que abordem essa temática, o que reforça a relevância do presente trabalho para uma melhor compreensão sobre como se manifesta a autonomia do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde (APS) e como ele se percebe nesse processo, além de servir como incentivo para o desenvolvimento de novas pesquisas sobre o assunto. <sub>&nbsp;</sub></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL.Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986.Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção<em>1</em>, Brasília, DF, 26 jun. 1986. Disponível em: <a href="https://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-1986_4161.html">https://www.cofen.gov.br/lei-n-749886-de-25-de-junho-de-1986_4161.html.</a> Acesso em: 03 maio. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série Pactos pela Saúde, v. 4). Acesso em:&nbsp; 28 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017<strong>.</strong> Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1<em>,</em> Brasília, DF, 22 set. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BUSATTO, LS.; et al. Atenção à saúde da mulher na Atenção Primária: percepções sobre as práticas de enfermagem. Enfermagem em Foco<em>,</em> São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202403SUPL1, 2024. DOI: <a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">https://doi.org</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">/10.21675/2357</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">707X.2024.v15.e</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">202403SUPL1</a><a href="https://doi.org/10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202403SUPL1">.</a> Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">content/uploads/articles_xml/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">202403SUPL1/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">202403SUPL1.pdf</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202403SUPL1.pdf">.</a> Acesso em: 10 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, JJ.; et al. Autonomia do enfermeiro no exercício das práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Enfermagem em Foco, São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202415SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202415SUPL1. Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">content/uploads/articles_xml/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">202415SUPL1/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">202415SUPL1.pdf</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">.</a> Acesso em: 7 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALVÃO, JJ.; et al. Autonomia do enfermeiro no exercício das práticas de enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Enfermagem em Foco, São Paulo, v. 15, supl. 1, p. e-202415SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202415SUPL1. Disponível em: <a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">https://enfermfoco.org/wp</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">content/uploads/articles_xml/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">202415SUPL1/2357</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">707X</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">enfoco</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">15</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">s01</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com"></a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">e</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">&#8211;</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">202415SUPL1.pdf</a><a href="https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1/2357-707X-enfoco-15-s01-e-202415SUPL1.pdf?utm_source=chatgpt.com">.</a> Acesso em: 7 set. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES OCA, et al. Competências dos enfermeiros na estratégia Saúde da Família. Esc Anna Nery 2020;24(2):e20190145 Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/zB5Npy99wyPDGX4jXzdNDYp/?format=pdf&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/ean/a/zB5Npy99wyPDGX4jXzdNDYp/?format=pdf&amp;lang=pt </a>Acesso em: 28 set 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEREMIA, DS.; et al. Autonomia profissional do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde: perspectivas para a prática avançada. Enfermagem em Foco, v. 15, supl. 1, p. e-202417SUPL1, 2024. DOI: 10.21675/2357-707X.2024.v15.e-202417SUPL1. Acesso em: 08 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIRES, RCC, LUCENA, AD, MANTESSO, JBO. Atuação do enfermeiro na atenção primária à saúde (APS): uma revisão integrativa da literatura. São Paulo: Rev Recien. 2022; 12(37):107-114. Disponível em: <a href="https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600">https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600</a><a href="https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/600">.</a> Acesso em: 28 set. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">SACRAMENTO, RC.; et al. Dimensões assistenciais do trabalho do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde<em>.</em> Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 57, 2023. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com">https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt</a><a href="https://www.scielo.br/j/ean/a/GfcP3QMxB856MvCPymwWGfc/?lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com">.</a> Acesso em: 18 abr. 2025.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">VENDRUSCOLO, C.; et al. Ações do enfermeiro na interface com os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 54, 2020. DOI: 10.1590/S1980-220X2019008903642. Disponível em: <a href="https://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342020000100486&amp;utm_source=chatgpt.com">https://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342020000100486.</a> Acesso em: 8 ago. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmica concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>2</sup>Acadêmico concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>3</sup>Acadêmica concluinte do curso de Bacharelado em Enfermagem do centro Universitário FACP.<br><sup>4</sup>Enfermeira. Mestre em Saúde Pública pela Universidade do Oeste do Paraná -UNIOESTE. Professora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário FACP. Orientadora do presente trabalho. fabiana.timoteo@facp.br. leticiadias.1202@gmail.com. coordenacaoadm.matheus@gmail.com. zannysu@yahoo.com.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A INFLUÊNCIA DA DIETA MEDITERRÂNEA RICA EM MICRONUTRIENTES E ANTIOXIDANTES E SUA AÇÃO NA FASE DE TRATAMENTO E CONTROLE DOS SINTOMAS DA ENDOMETRIOSE &#8211; UMA REVISÃO SISTEMÁTICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-influencia-da-dieta-mediterranea-rica-em-micronutrientes-e-antioxidantes-e-sua-acao-na-fase-de-tratamento-e-controle-dos-sintomas-da-endometriose-uma-revisao-sistematica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 20:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266583</guid>

					<description><![CDATA[THE INFLUENCE OF THE MEDITERRANEAN DIET RICH IN MICRONUTRIENTS AND ANTIOXIDANTS AND ITS ACTION IN THE TREATMENT AND CONTROL OF ENDOMETRIOSIS SYMPTOMS &#8211; A SYSTEMATIC REVIEW REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603051758 Helda Pastana da Rocha¹Msc. Carla Acatauassú Ferreira²Simone do Socorro Fernandes Marques³Jamilie Suelen dos Prazeres Campos Resumo O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE INFLUENCE OF THE MEDITERRANEAN DIET RICH IN MICRONUTRIENTS AND ANTIOXIDANTS AND ITS ACTION IN THE TREATMENT AND CONTROL OF ENDOMETRIOSIS SYMPTOMS &#8211; A SYSTEMATIC REVIEW</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603051758</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Helda Pastana da Rocha¹<br>Msc. Carla Acatauassú Ferreira²<br>Simone do Socorro Fernandes Marques³<br>Jamilie Suelen dos Prazeres Campos</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da Literatura, realizada no segundo semestre de 2025, um delineamento de pesquisa que permite a busca, a avaliação e a síntese criteriosa de evidências científicas, apresentando uma abordagem qualitativa destinada a sintetizar resultados de pesquisas sobre um tema de forma sistemática, ordenada e abrangente. A endometriose é uma condição inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, causando dor pélvica, infertilidade e outros sintomas. Os tratamentos convencionais incluem cirurgias e terapias hormonais, mas podem ter efeitos colaterais e não garantem alívio total dos sintomas. Nesse cenário, cresce o interesse por estratégias complementares, como a alimentação, especialmente a dieta mediterrânea, reconhecida por suas propriedades anti-inflamatória e antioxidantes. Rica em frutas, vegetais, peixes, azeite de oliva extra virgem, grãos integrais e ervas, e pobre em alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares, essa dieta fornece compostos bioativos, que combatem o estresse oxidativo e modulam a inflamação e o sistema imune. Estudos preliminares, indicam que a adesão à dieta mediterrânea pode reduzir a dor pélvica e a dispareunia em mulheres com endometriose. Apesar de resultados promissores, são necessários estudos mais amplos e com maior rigor metodológico para confirmar sua eficácia. O acompanhamento nutricional individualizado também favorece a adesão e os benefícios da dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves</strong>: Endometriose. Dieta Mediterrâneo. Micronutrientes. Antioxidantes. Inflamação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, diversas evidências científicas atribuem benefícios à Dieta do Mediterrâneo, sobretudo no que se refere à prevenção e ao manejo de doenças cardiovasculares. Entretanto, estudos recentes têm ampliado o interesse por esse padrão alimentar no contexto de doenças inflamatórias crônicas, como a endometriose. Essa patologia afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, especialmente nos ovários, tubas uterinas e cavidade pélvica, estando associada à dor crônica, inflamação e redução da qualidade de vida (LAMCEVA et al., 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento convencional da endometriose envolve, de modo geral, intervenções cirúrgicas associadas ao uso de terapias hormonais e analgésicas (COSTA et al., 2023). No entanto, tais abordagens nem sempre promovem alívio completo dos sintomas ou apresentam viabilidade a longo prazo, principalmente em função de efeitos colaterais. Diante disso, cresce o interesse por estratégias complementares capazes de modular os principais mecanismos fisiopatológicos da doença, como a inflamação crônica e o estresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica aponta que o desenvolvimento da endometriose resulta de interações complexas entre vias imunológicas, inflamatórias e hormonais, além da influência de fatores ambientais e genéticos. Nesse cenário, os padrões alimentares ganham relevância, uma vez que a dieta é reconhecida como um fator modificável capaz de influenciar essas vias (NOORMOHAMMADI et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os padrões alimentares estudados, destaca-se a dieta mediterrânea, tradicionalmente adotada por populações da região do Mediterrâneo. Caracterizada pelo consumo elevado de frutas, vegetais, peixes, azeite de oliva extravirgem, grãos integrais e ervas, associada à redução de alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e açúcares, essa dieta tem demonstrado potenciais efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios (RIZZO et al., 2022). Estudos preliminares indicam redução da dor e melhora da qualidade de vida, embora sejam necessários ensaios clínicos randomizados mais robustos para consolidar essas evidências. Ressalta-se, ainda, a importância da individualização das intervenções nutricionais, considerando as necessidades específicas de micronutrientes de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Endometriose no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometriose é a doença feminina do século XX, já conhecida desde o século XVII. É definida como uma patologia crônica recorrente, devido a alocação patológica de tecido endometrial funcional, além dos limites da cavidade uterina e miométrica (COSTA et. al., 2023). Caracteriza-se como uma doença inflamatória crônica marcada por dor pélvica, fadiga e impacto significativo na qualidade de vida (CIRILLO et al., 2023). Segundo as autoras, a condição afeta mulheres em idade reprodutiva no mundo e apresenta alta heterogeneidade clínica, podendo variar desde quadros assintomáticos até dor pélvica incapacitante. Isso reforça a necessidade de terapias complementares que atuem nos mecanismos inflamatórios e oxidativos envolvidos na fisiopatologia da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A endometriose é caracterizada por um estado inflamatório persistente, associado ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), ativação exacerbada do fator nuclear kappa B (NF-κB) e elevação de citocinas pró-inflamatórias, como TNFα, IL-6 e IL-1β. Esses mesmos mediadores inflamatórios são amplamente discutidos por Nani et al. (2021) como elementos-chave na obesidade, reforçando a existência de vias fisiopatológicas compartilhadas entre ambas as condições. Evidências recentes apontam que disfunções no sistema imunológico desempenham papel central na patogênese da doença, especialmente no microambiente imunológico do endométrio eutópico e das lesões ectópicas. Estudos demonstram que mulheres com endometriose apresentam um desequilíbrio na resposta imune, marcado por um perfil pró-inflamatório persistente, com alterações quantitativas e funcionais de células inmunológicas como macrófagos, células dendríticas, linfocitos T reguladores e células natural killer (VALLVÉ-JUANICO; HOUSHDARAN; GIUDICE, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, esta condição de natureza crônica e progressiva afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil, e constitui uma das principais causas de internações ginecológicas no país. O processo inflamatório crônico provocado pela endometriose pélvica, envolve uma síndrome complexa relacionada ao ciclo do estrogênio no organismo feminino, alterando o comportamento do tecido endometrial com suas células mesenquimais anormais, levando ao extravasamento retrógrado para a cavidade abdominal inferior. Todo esse processo desencadeia fatores hormonais, neurológicos e imunológicos e acentuam os sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção à endometriose tem ganhado destaque no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, que registra aumento expressivo na busca por atendimento, refletindo maior conscientização da população e aprimoramento do acesso aos serviços. Na Atenção Primária à Saúde (APS), observou-se crescimento de 30% nos atendimentos relacionados ao diagnóstico da doença entre 2022 e 2024, passando de 115.131 para 144.977 registros. Apenas entre 2023 e 2024, foram realizados mais de 260 mil atendimentos, reforçando o papel fundamental da APS no reconhecimento inicial dos sintomas e no encaminhamento adequado das pacientes (BRASIL, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Quadros et al., 2024, os resultados apontaram 56.867 internações por endometriose no Brasil, durante o período analisado. As regiões com maiores índices foram sudeste com 43,35%, seguida pelo nordeste com 25,95%. A maioria das internações ocorreram de forma eletiva, representando 76,56%, enquanto as de urgência representaram 23,43%. As faixas de idade predominantes foram de 40 a 49 anos, relação cor/raça, as mulheres pardas foram mais acometidas com 44,45%, seguidas das brancas com 35,40%. Os dados refletem a desigualdade regional e socioeconômica no acesso ao diagnóstico e tratamento da endometriose no território brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quadros também define o padrão ouro para o diagnóstico da doença são os exames de laparoscopia, ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Contudo, a demora no diagnóstico e a carência de profissionais qualificados dificultam o manejo da endometriose e impactam de forma significativa a qualidade de vida, bem estar emocional e produtividade laboral das mulheres. Os estudos epidemiológicos mostram a necessidade de políticas públicas voltadas para a detecção precoce, capacitação de profissionais de saúde, distribuição equitativa de recursos hospitalares e aprimoramento de estratégias de prevenção do tratamento da doença no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para a endometriose é definido de acordo com a gravidade dos sintomas, disseminação da doença e locais de implantação, idade e a vontade da paciente em gestar. São usados medicamentos anti inflamatórios não esteroidais, medicamentos de supressão ovariana: progestágenos, contraceptivos orais combinados (COCs), inibidores de aromatase (IA), entre outros. E quando os sintomas perduram ou prevalecem efeitos adversos dos fármacos, indica-se tratamento cirúrgico (COSTA et al., 2023). Apesar de ser considerada uma doença benigna, necessita de atenção aos riscos e complicações, sendo indispensáveis, pois se não forem tratados, podem levar à morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, observa-se que a endometriose tem recebido atenção crescente tanto em âmbito clínico quanto em políticas públicas, revelando um contexto de fortalecimento do cuidado integral às mulheres. O aumento no número de atendimentos, às novas tecnologias incorporadas e a ampliação das opções terapêuticas refletem esforços contínuos para melhorar o diagnóstico, reduzir a dor e aprimorar a qualidade de vida das pacientes, tornando a doença um tema central no campo da saúde da mulher (BRASIL, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Dieta do mediterrêneo e o tratamento da endometriose</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender os elementos que historicamente compõem a dieta mediterrânea, torna-se fundamental para interpretar sua aplicação contemporânea. E esta dieta se consolidou nas últimas décadas como um dos padrões alimentares mais estudados no mundo, devido à sua relação com benefícios cardiometabólicos, neuroprotetores e ambientais. Godos et al. (2024, p. 2) apontam que o interesse científico e social por esse padrão se intensificou pelo fato de a dieta “combinar benefícios à saúde com elevada palatabilidade”, além de ser reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica tem demonstrado que fatores dietéticos exercem influência significativa sobre a fisiopatologia e o risco de desenvolvimento da endometriose. Mazza et al.(2023) destacam que muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação, com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Esse aspecto é particularmente relevante, considerando que a endometriose é uma condição inflamatória crônica e estrogêniodependente, na qual processos oxidativos e respostas imunológicas exacerbadas desempenham papel central. Nos últimos anos, ela também tem apontado o papel da alimentação como potencial modulador da inflamação e do estresse oxidativo, ambos centrais na progressão da endometriose. O estudo de Cirillo et al. (2023) propõe avaliar especificamente a influência da Dieta Mediterrânea sobre a percepção da dor e parâmetros oxidativos em mulheres diagnosticadas com a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os tratamentos médicos e cirúrgicos sejam utilizados de forma ampla, muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Nesse sentido, o estudo transversal feito por&nbsp; Mazza et al. (2023), o qual foi realizado por meio de um questionário online aplicado a 4.078 mulheres italianas com diagnóstico autorreferido de endometriose, cujo dados&nbsp; abrangeram características sociodemográficas, informações clínicas, hábitos alimentares e o impacto dos sintomas da doença na vida diária. Os resultados demonstraram que 66,44% das participantes relataram mudanças nos hábitos alimentares após o diagnóstico. Dentre as principais estratégias adotadas pelas entrevistadas estão dieta anti-inflamatória que representou 8%, dieta mediterrânea 7,1%, dieta isenta de glúten 15%, cetogênica 4%. Além do aumento de consumo de frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas e peixes, e a exclusão ou redução do consumo de alimentos considerados pró inflamatórios, laticínios, produtos à base de soja, gorduras saturadas, açúcares simples e alimentos fritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências recentes indicam que a microbiota intestinal exerce papel relevante na fisiopatologia da endometriose, especialmente por sua influência nos processos inflamatórios e no metabolismo estrogênico. Nesse contexto, estratégias nutricionais que promovam o equilíbrio da microbiota intestinal emergem como abordagens complementares promissoras no manejo da endometriose (MARTIRE et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hábitos&nbsp; alimentares&nbsp; ricos&nbsp; em&nbsp; antioxidantes,&nbsp; fibra,&nbsp; ácidos&nbsp; graxos poliinsaturados e compostos bioativos apresentam potencial de reduzir processos inflamatórios sistêmicos, o que pode exercer impactos positivos na progressão da endometriose. Além de grande parte das mulheres diagnosticadas com a doença, adotarem algum tipo de modificação dietética com o intuito de amenizar sintomas como dor e desconforto pélvico, reforçando a percepção de que a alimentação desempenha papel terapêutico complementar (ABULUGHOD et al., 2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a Dieta Mediterrânea se destaca como uma estratégia nutricional potencialmente benéfica para mulheres com endometriose, ao favorecer a ingestão de alimentos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, como frutas, hortaliças, azeite de oliva, peixes e oleaginosas. Conforme observado no estudo CADIMED, a redução de fontes específicas de gordura saturada e a substituição por ácidos graxos insaturados contribuem para a modulação de marcadores inflamatórios e metabólicos, mecanismos que podem atuar de forma semelhante na atenuação da progressão da endometriose (CHÁVEZ-ALFARO et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante refere-se ao alto consumo de compostos bioativos presentes na dieta mediterrânea, como polifenois, ácidos graxos monoinsaturados e ômega-3, reconhecidos por sua ação antioxidante e anti-inflamatória. Esses nutrientes podem reduzir a produção de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio, processos diretamente implicados na dor e na progressão das lesões endometrióticas. Embora o estudo de Bruna-Mejias et al. (2025) tenha como foco a síndrome metabólica, os mecanismos fisiológicos descritos são semelhantes aos envolvidos na endometriose, permitindo uma extrapolação teórica consistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta mediterrânea é um hábito alimentar saudável que enfatiza o consumo de frutas, vegetais e azeite, além de limitar o consumo de carne, de acordo com a figura 01. Estudos anteriores demonstraram que a adesão diária à dieta mediterrânea tem um efeito positivo sobre doenças cardiovasculares, diabetes, artrite, câncer e apneia obstrutiva do sono, e também está associada a uma redução significativa da mortalidade total.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="480" height="705" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34.png" alt="" class="wp-image-266584" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34.png 480w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-34-204x300.png 204w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 01: Pirâmide da Dieta do Mediterrânio. Disponível em:https://oldwayspt.org/product/mediterranean-diet-pyramid-poster/ Acesso em: 13/11/2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tehrani et al. (2025)&nbsp; investigou os efeitos da dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva sobre marcadores inflamatórios sistêmicos. O azeite é o pilar fundamental da Dieta Mediterrânea. O oleocantal é um componente minoritário do azeite com forte atividade anti-inflamatória. De Roos B et al. apud Tsigalu, 2020, estudaram os efeitos de um produto derivado do azeite, denominado extrato de alperujo (rico em compostos bioativos, principalmente polifenois), na função plaquetária. Como as plaquetas são essenciais na hemostasia, cicatrização de feridas e respostas inflamatórias, concluíram que o extrato de alperujo pode proteger contra a adesão e ativação plaquetária e possivelmente apresentar propriedades anti-inflamatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro componente frequentemente associado à dieta, é o vinho tinto, consumido com moderação, especialmente durante as refeições. Para os autores, a evidência científica aponta que a ingestão habitual e moderada “está associada à redução do risco cardiovascular” (GODOS et al., 2024, p. 6), muito em função de polifenois como o resveratrol. Todavia, os autores ressaltam limitações metodológicas importantes nas pesquisas que avaliam o consumo de álcool, o que reforça a necessidade de investigações futuras sobre padrões de consumo e não apenas sobre quantidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, a pesquisa reforça de forma robusta a importância de padrões alimentares antiinflamatórios e equilibrados como parte das estratégias de prevenção e manejo da endometriose. A adoção da Dieta Mediterrânea se destaca como abordagem nutricional eficaz, tanto por sua composição rica em compostos bioativos quanto por seu caráter protetor frente às vias moleculares envolvidas na doença. Assim, recomenda-se a ampliação de estudos longitudinais e intervenções clínicas para aprofundar a compreensão dos mecanismos envolvidos e confirmar tais associações em diferentes populações. Por exemplo, um estudo prospectivo de Marziali, 2023, demonstrou que a adoção da dieta mediterrânea por seis meses resultou em significativa diminuição da intensidade da dor pélvica, dispareunia e disfunções urinárias ou intestinais, bem como reduziu marcadores de estresse oxidativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. &nbsp;METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo se configura como uma Revisão Sistemática da Literatura, um delineamento de pesquisa que permite a busca, a avaliação e a síntese criteriosa de evidências científicas, apresentando uma abordagem qualitativa destinada a sintetizar resultados de pesquisas sobre um tema de forma sistemática, ordenada e abrangente. A obtenção de dados se deu a partir de artigos publicados em revistas científicas disponibilizados em bases indexadoras como: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Pubmed, Science Direct , Literatura Latinoamericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Google Acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SCIELO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As palavras-chaves utilizadas para a pesquisa foram: Endometriose, Dieta mediterrânea, Micronutrientes, Antioxidantes e Inflamação. Foi proposta, para avaliação, a classificação de seis níveis de evidências provenientes das pesquisas. Essa classificação considera abordagem metodológica do estudo, o delineamento de pesquisa empregado e o seu rigor (Quadro 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 </strong>– Nível de Evidências Oxford Centre for Evidence-Based Medicine.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp;</td><td>Natureza do Estudo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível I</td><td>Evidências oriundas de revisão sistemática ou metaanálise de todos relevantes ensaios clínicos randomizados controlados ou provenientes de diretrizes clínicas baseadas em revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados controlados.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível II</td><td>&nbsp; Evidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível III</td><td>&nbsp; Evidências obtidas de estudos quase-experimentais, como ensaio clínico não randomizado, grupo único pré e pósteste, séries temporais ou caso-controle.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível IV</td><td>&nbsp; Evidências originárias de estudos não experimentais, como pesquisa descritiva, correlacional e comparativa, pesquisas com abordagem metodológica qualitativa e estudos de caso.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível V</td><td>&nbsp; Evidências &nbsp;oriundas de dados de avaliação de programas, dados obtidos de forma sistemática.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nível VI</td><td>&nbsp; Evidências a partir de opiniões de especialistas, relatos de experiência, consensos, regulamentos e legislações.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: University of Oxford, 2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo foram incluídos artigos originais completos disponibilizados na íntegra, gratuitos, publicados no período de 2018 a 2025, em língua portuguesa, inglesa e espanhol; e preferencialmente, com delineamento observacional, clínico, controlado e randomizado, de acordo com o tema da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram excluídos da pesquisa, artigos incompletos e indisponíveis, publicados antes do ano de 2019; bem como, aqueles que se encontraram em qualquer outro idioma que não os supracitados no estudo. Além disso, os artigos que estavam duplicados, com metodologias inconsistentes, resumos de anais e congressos, monografias, teses, revisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos estudos seguiu as recomendações do PRISMA. Inicialmente, foram identificados 593 artigos, nas bases de dados PubMed, Scielo, Scopus e Google acadêmico. Após a remoção de duplicatas, 200 estudos foram submetidos a triagem por leitura de títulos e resumos, dos quais 125 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. Os artigos restantes (n=75) foram avaliados na íntegra, sendo excluídos 50 por motivos como inadequação ao tema, período fora do recorte temporal e ausência de dados relevantes. Ao final, 25 estudos foram incluídos na revisão, como demonstra a figura abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 02 &#8211; Fluxograma do processo de seleção dos estudos segundo PRISMA</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="792" height="648" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35.png" alt="" class="wp-image-266585" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35.png 792w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35-300x245.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-35-768x628.png 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pela autora, 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cruzamento dos descritores definidos para esta revisão sistemática resultou em um total de 200 identificados nas bases de dados consultadas. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 25 artigos foram considerados elegíveis e incluídos para análise final, por apresentarem relação direta com o tema deste estudo. Ademais, em relação ao idioma das publicações, observou-se a predominância de artigos em língua inglesa, o que evidencia a concentração da produção científica nessa comunidade acadêmica. Quanto ao período de publicação, os anos entre 2022 a 2025, destacando-se como os mais representativos, indicando um aumento no interesse científico pelo tema nesse intervalo temporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere ao delineamento metodológico, a maioria dos estudos incluídos correspondeu a 21 estudos, demonstrando uma tendência da literatura em investigar a temática por meio de abordagens empíricas e experimentais. Os países com maior número de publicações foram Estados Unidos da América e países europeus, refletindo os principais centros de pesquisa voltados à nutrição e à saúde da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das produções científicas revelou que os estudos concentram-se principalmente na avaliação dos efeitos de micronutrientes, compostos antioxidantes e padrões alimentares da dieta mediterrânea sobre processos inflamatórios em diversas doenças, incluindo a endometriose. Dessa forma, o conjunto das evidências selecionadas fornece uma base relevante para compreender o potencial dessa abordagem nutricional no apoio ao tratamento e controle dos sintomas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela abaixo, apresenta os artigos selecionados a partir dos critérios definidos na metodologia, e os resultados serão analisados e discutidos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 </strong>&#8211; Caracterização dos artigos selecionados para análise sobre a influência da dieta do mediterrâneo no tratamento de doenças, as quais podem ser tratadas e controladas a partir de dieta rica em micronutrientes e antioxidantes.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autores</strong> <strong>Título</strong></td><td><strong>Idioma</strong> <strong>Ano</strong></td><td><strong>Revista</strong></td><td><strong>Objetivo</strong></td><td><strong>Metodologia</strong></td><td><strong>E</strong></td><td><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>ARMOUR, Mike; SINCLAIR, Justin; CHALMERS, K. Jane; SMITH, Caroline A. <em>Self-</em> <em>management strategies amongst Australian women with endometriosis:</em> <em>a national online survey.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2019</td><td>BMC Compleme ntary and Alternative Medicine</td><td>Determinar a prevalência de uso, segurança e efetividade autorreferida das estratégias de automanejo em mulheres com endometriose</td><td>Estudo transversal com questionário online aplicado a 484 mulheres (18–45 anos) com diagnóstico confirmado por laparoscopia; análise estatística descritiva e inferencial (p &lt; 0,05)</td><td>&nbsp; IV</td><td>Os resultados demonstraram que metade das mulheres da pesquisa, relatou&nbsp; que, realizar modificações alimentares, incluindo dietas, como a do Mediterrâneo, vegana, sem glúten, e FODMAP. A efetividade autorreferida das mudanças alimentares apresentou média de 6,4, em escala de 0 a 10, para redução da dor, posicionando-se entre as estratégias melhores avaliadas.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>LIU, Eniao et al, <em>Effects of omega-3 Polyunsaturate d fatty acids on endometriosis.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2025</td><td>Science Direct</td><td>Avaliar o papel das mudanças alimentares conforme o padrão da dieta Mediterrânea, na percepção da dor em mulheres com endometriose e sua relação com estresse oxidativo.</td><td>Estudo próprospectivo com intervenção alimentar (perfil de estudo humano)</td><td>V</td><td>Os resultados demonstram que os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 (PUFAs alfa -3) podem reduzir a resposta inflamatória em pacientes com endometriose,&nbsp; especificamente diminuindo os níveis de citocinas pró inflamatórias como TNF-alfa, IL6 e IL-1,indicando potenciais&nbsp; benefícios&nbsp; clínicos em suas propriedades antiinflamatórias.</td></tr><tr><td>CIRILLO, M. et a<em>l. Mediterranean diet and oxidative stress: A relationship with pain perception in endometriosis.</em></td><td><em><sup>&nbsp;</sup></em>Inglês <em>&nbsp;</em>2023 <em>&nbsp;</em> <em>&nbsp;</em></td><td>International Journal &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; of Molecular Sciences</td><td>Avaliar o papel&nbsp; das mudanças alimentares de acordo com o padrão da Dieta Mediterrânea (MD) na percepção da dor em mulheres com endometriose, bem como investigar a relação entre essa dieta e marcadores de estresse oxidativo.</td><td>Estudo prospectivo longitudinal com acompanhamento ao longo do tempo.</td><td>V</td><td>Aumentos no escore de adesão à Dieta Mediterrânea foram associados a melhorias nos marcadores de estresse oxidativo e, por sua vez, à redução de sintomas dolorosos.&nbsp; &nbsp;</td></tr><tr><td>MAZZA, Elisa et al. <em>The impact of endometriosis on dietary choices and activities of everyday life: a cross-sectional study.</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Frontiers in Nutrition, Lausanne</td><td>Demonstrar o impacto de diferentes&nbsp; intervenções dietéticas sobre os sintomas e a qualidade de vida de pacientes com endometriose</td><td>Estudo transversal com coleta de dados por meio de um inquérito online (online survey) aplicado a mulheres italianas com diagnóstico prévio de endometriose.</td><td>V</td><td>O estudo revelou uma mudança nos hábitos alimentares, com aumento no consumo de vegetais, frutas (10%), cereais, leguminosas (6,6%) e peixe (4,5%), enquanto houve redução no consumo de laticínios (18,4%), alimentos à base de soja (6,7%) e gorduras saturadas (8%). As mudanças nos hábitos alimentares correlacionaram-se com os estágios da endometriose e com a qualidade de vida diária.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>NOORMOHAM MADI, M. <em>Mediterranean diet adherence and healthy diet indicator might decrease odds of endometriosis.</em></td><td>Inglês 2025</td><td>Scientific Reports</td><td>Investigar a associação entre a adesão à dieta mediterrânea e o IDH com a probabilidade de endometriose em mulheres iranianas.</td><td>Estudos quaseexperimen tais, como ensaio clínico não randomizado, grupo único pré e pós-teste, séries temporais ou casocontrole.</td><td>II</td><td>Os resultados deste estudo demonstraram claramente que uma maior adesão à dieta mediterrânea esteve associada a uma redução de 94% na probabilidade de endometriose, e um IDH mais elevado esteve associado a uma redução de 95% na probabilidade.</td></tr><tr><td>SCAVONE, M.;GIZZI, C.; ALBINO E. <em>Relationship between Symptoms in women with Endometriosis and lifestyles: a</em> <em>Qualitative Interview Study.</em></td><td>Inglês&nbsp; 2022</td><td>The EuroBiotec h Journal</td><td>Analisar a relação entre estilo de vida (IMC, atividade física, sono e alimentação) e sintomas em mulheres com endometriose .&nbsp;</td><td>Estudo observacional, transversal, de abordagem qualitativa, realizado por meio de questionário&nbsp; online aplicado a 735 mulheres italianas com diagnóstico de endometriose.&nbsp;</td><td>&nbsp; IV</td><td>Observou-se associação entre dieta próinflamatória (leite, açúcar, carnes processadas, álcool) e a piora da dor em pacientes com endometriose, contudo, atividade física regular e alimentação equilibrada, associaram-se à redução dos sintomas.</td></tr><tr><td>YOUDEFLU,&nbsp; S.; JAHANIAN SADATMAHAL LEH, A.; KAZEMNEJAD,&nbsp; A. <em>The association</em> <em>of food consumption and nutrient intake with endometriosis risk in Iranian</em> <em>women: A case-control study.</em></td><td>Inglês 2019</td><td>Internation al Journal of Reproducti ve BioMedicin e</td><td>Avaliar a relação entre consumo alimentar e ingestão de nutrientes com o risco de endometriose</td><td>Estudo casocontrole com 156 mulheres (78 com endometriose confirmada por laparoscopia e 78 controle). Avaliação dietética por Questionário de Frequência alimentar (FFQ) validado com 147 itens. Análise por regressão logística ajustada para idade, IMC, ingestão energética e renda.</td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV</td><td>Maior consumo de proteína (especialmente animal) ácidos graxos monoinsaturados, EPA, DHA, fibras solúveis, associouse à menor chance de endometriose. Maior consumo de vegetais (principalmente amarelos), frutas, leguminosas,laticíni os,carne vermelha, batata e óleo líquido mostrou associação protetora. Consumo de batata frita associou-se ao aumento do risco&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>ROSHAN ZADEH, G et al. <em>The</em> <em>relationship between dietary micronutrients and endometriosis: A case-control study</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Internation al Journal of Reproducti ve BioMedicin e</td><td>Analisar &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a relação entre ingestão &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; de micronutrient es e risco de endometriose por meio de delineamento caso-controle com confirmação diagnóstica laparoscópica .</td><td>Estudo observacional analítico do tipo caso-controle</td><td>IV</td><td>Os resultados contribuíram para fortalecer a hipótese de que padrões alimentares ricos em micronutrientes antioxidantes e moduladores hormonais, como a Dieta Mediterrânea, podem exercer papel relevante na prevenção e no manejo da endometriose.</td></tr><tr><td>MOLINA N.M et al. <em>Endometrial whole metabolome profile at the receptive phase:</em> <em>influence of Mediterranean</em> <em>Diet and infertility.</em></td><td>Inglês 2023</td><td>Frontiers in Endocrinol ogy</td><td>Demonstrar que o padrão da Dieta Mediterrânea tem desempenha do um papel benéfico no manejo da endometriose e na fertilidade.</td><td>Estudo transversal</td><td>IV</td><td>Os resultados demonstram que adesão à dieta mediterrânea pareceu estar associada ao perfil metabolômico endometrial de forma dependente do estado de saúde do útero, entre esses metabólitos, os lipídios constituíram a maior parte, com predominância de ácidos graxos poliinsaturados</td></tr><tr><td>ROSHANZADE H, G et al. The relationship between dietary micronutrients and endometriosis: A case-control study.</td><td>Inglês 2023</td><td><em>Revista</em> <em>Internacion</em> <em>al de</em> <em>Reproduçã</em> <em>o</em> <em>Biomédica</em></td><td>Investigar a relação entre micronutrient es da dieta e o risco de endometriose .</td><td>Estudo de casocontrole</td><td>IV</td><td><em>A análise dos dados mostrou &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma relação significativa entre micronutrientes como potássio (OR: 0,74; IC: 0,56-0,99; p = 0,01), cálcio (OR:</em> <em>0,70; IC: 0,52-0,94; p = 0,003), e também entre as vitaminas C (OR: 0,70; IC: 0,520,94; p = 0,02), B2 (OR: 0,73; IC: 0,550,98; p = 0,01) e B12 (OR: 0,71; IC: 0,530,95; p = 0,02) com a endometriose, de modo que aquelas que &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; consumiam menos micronutrientes apresentavam maior risco de desenvolver endometriose.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">NE: nível de evidência. Fonte: autores da pesquisa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em consideração os resultados obtidos pelos autores acima citados, constatouse que, a dieta do mediterrâneo é um grande aliado ao tratamento de diversas patologias, dentre estas, a endometriose. O estudo de Roshanzadeh et al. (2023) analisa a relação entre ingestão de micronutrientes e risco de endometriose por meio de delineamento caso-controle com confirmação diagnóstica laparoscópica. Os autores identificam associação inversa entre maior consumo de cálcio, potássio, vitaminas B2, B6, B12, vitamina C e betacaroteno e a ocorrência da doença. Esses resultados sugerem que a ingestão inadequada desses micronutrientes pode estar relacionada ao aumento do risco de desenvolvimento da endometriose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta mediterrânea é reconhecida por seu elevado teor de compostos antioxidantes, ácidos graxos monoinsaturados (principalmente do azeite de oliva, fibras, vitaminas e polifenois), os quais possuem propriedades anti inflamatórias e moduladoras do estresse oxidativo. Considerando que a endometriose é uma condição inflamatória&nbsp; crônica dependente de estrogênio, a modulação desses mecanismos pode representar uma estratégia terapêutica complementar relevante. De acordo com Molina et al. (2023), as alterações no metaboloma endometrial estão relacionadas a fatores de infertilidade, especialmente em mulheres com endometriose, e que a dieta mediterrânea parece influenciar esse perfil de maneira dependente do contexto uterino, apoiando a hipótese de que padrões alimentares saudáveis podem contribuir como estratégia complementar no manejo da endometriose e na promoção de um microambiente endometrial mais favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências adicionais corroboram o papel benéfico da dieta mediterrânea e de componentes anti-inflamatórios na modulação da inflamação e na redução da dor associada à endometriose. A literatura contemporânea destaca que o desenvolvimento da patologia envolve interações complexas entre vias imunológicas, inflamatórias e hormonais, além de fatores ambientais e genéticos. Nesse contexto, o estudo de padrões alimentares têm ganhado relevância, uma vez que a dieta é reconhecida como um fator modificável capaz de modular tais vias fisiopatológicas (NOORMOHAMMADI et al.,2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados de pesquisas realizadas demonstram que a dieta pode desempenhar um papel importante no tratamento, controle e até mesmo na prevenção da endometriose, com alguns estudos demonstrando que ela pode influenciar positivamente a percepção da dor em mulheres com endometriose. A doença envolve processos inflamatórios. Embora os tratamentos médicos e cirúrgicos sejam utilizados de forma ampla, muitas mulheres recorrem a estratégias não farmacológicas,&nbsp; como mudanças no estilo de vida e na alimentação com objetivo de aliviar sintomas e melhorar o bem estar. Nesse sentido, o estudo transversal feito por&nbsp; Mazza et al.(2023), o qual foi realizado por meio de um questionário online aplicado a 4.078 mulheres italianas com diagnóstico autorreferido de endometriose, cujo dados&nbsp; abrangeram características sociodemográficas,informações clínicas, hábitos alimentares e o impacto dos sintomas da doença na vida diária. Os resultados demonstraram que 66,44% das participantes relataram mudanças nos hábitos alimentares após o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão sistemática evidencia que a Dieta Mediterrânea, por sua composição rica em micronutrientes e antioxidantes, apresenta potencial relevante como estratégia auxiliar no tratamento e no controle dos sintomas da endometriose. Os estudos analisados, em consonância com o objetivo proposto, apontam que vitaminas antioxidantes, minerais como zinco e selênio, além de ácidos graxos mono e poli-insaturados, exercem papel fundamental na modulação do ambiente inflamatório, do estresse oxidativo e da resposta imunológica, processos intimamente relacionados à fisiopatologia da endometriose. Observa-se que, a adoção contínua desse padrão alimentar pode contribuir para o equilíbrio hormonal e para a redução da intensidade da dor e da progressão das lesões, impactando positivamente a qualidade de vida das mulheres acometidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta revisão sistemática, conclui-se que, a dieta mediterrânea se configura como uma estratégia nutricional complementar relevante no manejo da endometriose, ao atuar sobre mecanismos fisiopatológicos centrais da doença, especialmente a inflamação crônica e o estresse oxidativo. A adoção desse padrão alimentar demonstra potencial para modular respostas imunológicas e inflamatórias envolvidas na progressão da patologia, alinhando-se ao objetivo de investigar a influência da alimentação no controle da endometriose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os compostos antioxidantes e anti-inflamatórios característicos da dieta mediterrânea contribuem para a proteção celular e para a redução de processos inflamatórios sistêmicos, ampliando sua aplicabilidade clínica. Evidencia-se que, a individualização das intervenções nutricionais é essencial para otimizar os efeitos terapêuticos, considerando as necessidades específicas de micronutrientes de cada paciente. Assim, a dieta mediterrânea se apresenta como uma abordagem promissora no suporte ao tratamento convencional da endometriose, reforçando a importância da nutrição como ferramenta adjuvante no cuidado integral da mulher. No entanto, reconhece-se a necessidade de estudos clínicos randomizados com maior robustez metodológica para consolidar sua efetividade e orientar recomendações nutricionais baseadas em evidências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABULUGHOD, Nour; VALAKAS, Stefanie; EL-ASSAAD, Fatima. <strong>Intervenções dietéticas e nutricionais para o tratamento da endometriose.</strong> <em>Nutrients, </em>Basileia, v. 16, n.23, p.3988, 2024. DOI: 10.3390/nu16233988. Disponível em: https://www.mdpi.com/journal/nutrients. acesso em: 25 de novembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAB, Arman et al. <strong><em>Food groups and nutrients consumption and risk of endometriosis: a systematic review and meta-analysis of observational studies</em>.</strong> Nutrition Journal, v. 21, n. 58, p. 1-14, 2022. Disponível em: <a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext">https://www.fertstert.org/article/S0015</a><a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext">&#8211;</a><a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext">0282(16)62505</a><a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext"></a><a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext">0/fulltext</a><a href="http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(16)62505-0/fulltext"> </a>Aceso em: 03 de dezembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARMOUR, Mike; SINCLAIR, Justin; CHALMERS, K. Jane; SMITH, Caroline A. <strong>Selfmanagement strategies amongst Australian women with endometriosis: a national online survey. </strong>BMC Complementary and Alternative Medicine, Londres, v. 19, n. 17, 2019. DOI: 10.1186/s12906-019-2431.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARREA, Luigi et al. <strong><em>Effectiveness of medical nutrition therapy in the management of patients with obesity and endometriosis: from the Mediterranean diet to the ketogenic diet, through supplementation. The role of the nutritionist in clinical management</em>.</strong> Current Obesity Reports, v. 14, p. 68, 2025. DOI: 10.1007/s13679-025-00662-8. Acesso em: 14 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. <strong>Endometriose: entenda os principais aspectos da doença.</strong> Ceará: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5867 Acesso: em 27 de outubro de 2025. </p>



<p class="wp-block-paragraph">BRUNA-MEJIAS, Alejandro et al. <strong>Comparison of the Mediterranean diet and other therapeutic strategies in metabolic syndrome: a systematic review and meta-analysis.</strong> <em>International Journal of Molecular Sciences</em>, Basel, v. 26, n. 12, p. 5887, 2025. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms26125887. Acesso em: 23 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHÁVEZ-ALFARO, L. et al. I<strong>ntervention design and adherence to Mediterranean diet in the Cardiovascular Risk Prevention with a Mediterranean Dietary Pattern Reduced in Saturated Fat (CADIMED) randomized trial.</strong> <em>Nutrition Research</em>, v. 136, p. 120–132, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.nutres.2025.03.001. Acesso em: 23 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CIRILLO, M. et al. <strong>Mediterranean diet and oxidative stress: A relationship with pain</strong> <strong>perception in endometriosis.</strong> International Journal of Molecular Sciences, 24(19), p. 14601, 27 set. 2023. DOI: 10.3390/ijms241914601. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37834048/. Acesso em: 05 de dezembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, et al. <strong>Endometriose no Brasil: perfil epidemiológico das internações nos últimos dez anos.</strong> Brazilian Journal of Health. V.6 N.3,P.9484-9495, may./june., 2023 DOI:10.34119/bjhrv6n3-087.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DINU, Monica et al. <strong>Mediterranean, vegetarian and vegan diets: effects on biomarkers of inflammation and antioxidant status.</strong> <em>Nutrition</em>, v. 69, p. 110–118, 2020. DOI: https://doi.org/10.1016/j.nut.2019.110689. Acesso em: 12 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GASSNER, Markus <em>et al.</em> <strong>Acute impact of polyphenol-rich vs. carbohydrate-rich foods and beverages on exercise-induced ROS and FRAP in healthy sedentary female adults: a randomized controlled trial.</strong> <em>Antioxidants</em>, Basel, v. 14, n. 12, p. 1481, 2025. DOI: 10.3390/antiox14121481. Disponível em:<a href="https://www.mdpi.com/2076-3921/14/12/1481"> h</a>ttps://www.mdpi.com/2076-3921/14/12/1481. Acesso em: 10 Dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GODOS, Justine et al. <strong>Aspectos subestimados de uma verdadeira dieta mediterrânea: compreendendo as características tradicionais para a aplicação mundial de uma dieta &#8220;planeterrânea&#8221;. </strong>Transl Med, 21 de março de 2024;22(1):294. doi: 10.1186/s12967-02405095-w. Acesso em: 25 de novembro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOŁĄBEK-GRENDA, A. et al. <strong><em>Natural resveratrol analogs differentially target endometriotic cells into apoptosis pathways</em>.</strong> Scientific Reports, v. 13, p. 11468, 2023. DOI: 10.1038/s41598-023-38692-8. Acesso em: 15 de janeiro 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GHOREISHY, <a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12905-025-03805-0#auth-Seyed_Mojtaba-Ghoreishy-Aff1-Aff2">Seyed Moj</a>taba et al. <strong><em>Alternative healthy eating index may predict a reduced odds of endometriosis</em>.</strong> <em>BMC Women’s Health</em> (Springer Open). DOI: https://doi.org/10.1186/s12905-025-03805-0. Acesso em 14 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOELMAN, Liselot et al. <strong>Effects of dietary patterns on biomarkers of inflammation and immune responses: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.</strong> <em>Advances in Nutrition</em>, v. 13, n. 1, p. 101–115, 2022. DOI:<a href="https://doi.org/10.1093/advances/nmab086"> </a>https://doi.org/10.1093/advances/nmab086. Acesso em 12 jan 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAMCEVA, J et al. <strong>Principais teorias sobre a patogênese da endometriose.</strong> International Journal of Molecular Sciences. 2023. DOI: 10.3390/ijms24054254. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10001466/ Acesso em: 02 de março de 2026. </p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-287818df8e674ee37818db23ffa6a877 wp-block-paragraph">MARTIRE, Francesco Giuseppe; COSTANTINI, Eugenia; D’ABATE, Claudia; CAPRIA, Giovanni; PICCIONE, Emilio; ANDREOLI, Angela.<strong>Endometriosis and nutrition: therapeutic perspectives.</strong> <em>Journal of Clinical Medicine</em>, Basel, v. 14, n. 11, p. 3987, 2025. DOI: 10.3390/jcm14113987. Disponível em:<a href="https://www.mdpi.com/article/10.3390/jcm14113987"></a><a href="https://www.mdpi.com/article/10.3390/jcm14113987">h</a>ttps://www.mdpi.com/article/10.3390/jcm14113987. Acesso em: 15 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAZZA, Elisa et al. <strong>The impact of endometriosis on dietary choices and activities of everyday life: a cross-sectional study.</strong> <em>Frontiers in Nutrition, Lausanne, v.10, p. 1-10, 2023. </em>Doi: 10.3389/fnut.2023.1273976. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnut.2023.1273976/ful<a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnut.2023.1273976/full">l.</a> Acesso em 10 dez. 2025. </p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSHANZADEH, G et al. <strong>The relationship between dietary micronutrients and endometriosis: </strong>A case-control study. International Journal of Reproductive BioMedicine, v. 21 n. 4, p.333-343, 2023.DOI: https://doi.org/10.18502/ijrm.v21i4.13272. Disponivel em : https://doi.org/10.18502/ijrm.v21i4.13272.Acesso em 26 fev. 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">NANI, Abdelhafid et al. <strong>Antioxidant and anti-inflammatory potential of polyphenols contained in Mediterranean diet in obesity: molecular mechanisms.</strong> <em>Molecules</em>, Basel, v. 26, n. 4, p. 985, 2021. DOI: 10.3390/molecules26040985. Disponível em:<a href="https://www.mdpi.com/1420-3049/26/4/985"> </a>https://www.mdpi.com/1420-3049/26/4/985. Acesso em: 23 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOORMOHAMMADI, M.; et al. <strong>Mediterranean diet adherence and healthy diet indicator might decrease odds of endometriosis.</strong> <em>Scientific Reports</em>, v. 15, 2025. DOI: 10.1038/s41598-025-20621-6. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41598-02520621-6. Acesso em: 02 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NIGIANAKIS, K. et al. <strong>Effectiveness of Dietary interventions in the Treatment of</strong> <strong>Endometriosis: A Systematic Review.</strong> Reproductive Sciences, [S.l], v. 29, n.5,p.1327-1346,2022. Disponível em: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8677647/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8677647/. </a>Acesso em 01 de maio de 2025. </p>



<p class="wp-block-paragraph">QUADROS, Bárbara Ferreira et al. <strong>Perspectiva epidemiológica da morbidade hospitalar em mulheres brasileiras de 2019 a 2023.</strong> Brazilian Journal of implantology and health sciences, V.6. n.7. p. 1263-1275, 2024. DOI:10.36557/2674-8169.2024 V6n7p1263-1275 </p>



<p class="wp-block-paragraph">RIZZO, M. et al. <strong>Role of Mediterranean Diet in the Management of Chronic Diseases and Endometriosis. &nbsp; </strong>Nutrients, [S.I], v. 14, n. 11, 2022. Disponível em: <a href="http://www.mdpi.com/2072-">https://www.mdpi.com/2072- </a>6643/14/11/222. Acesso em: 01 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SVERRISDOTTIR UA, Hansen S., Rudnicki M. <strong>Impacto da dieta na percepção da dor em mulheres com endometriose: uma revisão sistemática.</strong> Eur. J. Obstet. Gynecol. Reprod. Biol. 2022;271:245–249. doi: 10.1016/j.ejogrb.2022.02.028.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEHRANI, Sahar Dadkhah et al. <strong>The effects of the Mediterranean diet supplemented with olive oils on pro-inflammatory biomarkers and soluble adhesion molecules: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.</strong> <em>Nutrition &amp; Metabolism</em>, v. 22, n. 52, 2025. DOI: 10.1186/s12986-025-00947-8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VALLVÉ-JUANICO, Júlia; HOUSHDARAN, Sahar; GIUDICE, Linda C. <strong>The endometrial immune environment of women with endometriosis.</strong> <em>Human Reproduction Update</em>, Oxford, v. 25, n. 5, p. 565–592, 2019. DOI: 10.1093/humupd/dmz018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZHANG, Y. et al. <strong><em>Dietary patterns, inflammation and oxidative stress: implications for endometriosis</em>.</strong> Scientific Reports, v. 13, p. 13869, 2023. DOI: 10.1038/s41598-023-38692-8. Acesso em: 12 jan. 2026.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Helda Pastana da Rocha, Bacharel em Nutrição, Universidade da Amazônia (Rod. BR 316, 3000, Ananindeua &#8211; PA), e-mail: heldarocha60@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Msc. Carla Acatauassu, Mestra em Ciências Aplicadas a Pediatria, Universidades Federal de São Paulo, Especialista em nutrição clínica pelo Centro Universitário são camilo &#8211; SP e-mail: carla.moura@prof.cesupa.br</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES: REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/infeccoes-de-vias-aereas-superiores-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 02:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 156/MAR 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266485</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603022318 Cadma da Silva Pereira; Cristhiane Taimara Haito; Daniela Falcão Nobre; Flori Menezes da Silva; Luciana Serafim; Márcia Viana Carlos Cardoso do Canto; Paula Tamires Lenes da Silva Santos Carvalho; Rafaela Rodrigues Gomes Alencar; Hialli Cristine Oliveira Chaves; Tatiane Santana Lima Resumo Veremos, que as infecções de vias aéreas superiores (IVAS) representam uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202603022318</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Cadma da Silva Pereira; Cristhiane Taimara Haito; Daniela Falcão Nobre; Flori Menezes da Silva; Luciana Serafim; Márcia Viana Carlos Cardoso do Canto; Paula Tamires Lenes da Silva Santos Carvalho; Rafaela Rodrigues Gomes Alencar; Hialli Cristine Oliveira Chaves; Tatiane Santana Lima</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Veremos, que as infecções de vias aéreas superiores (IVAS) representam uma das principais causas de atendimento ambulatorial em todo o mundo, especialmente na população pediátrica. São majoritariamente de etiologia viral, embora infecções bacterianas também possam ocorrer. O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca das IVAS, abordando aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos, clínicos, diagnósticos, terapêuticos e preventivos. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica baseado em artigos científicos publicados nos últimos anos em bases de dados como PubMed, SciELO e diretrizes de sociedades médicas. Conclui-se que o diagnóstico é predominantemente clínico e que o uso racional de antibióticos é essencial para evitar resistência bacteriana. Palavra chave: Infecção respiratória; Vias aéreas superiores; Faringite; Sinusite; Pediatria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">We will see that upper respiratory tract infections (URTIs) represent one of the main causes of outpatient care throughout the world, especially in the pediatric population. They are mostly of viral etiology, although bacterial infections can also occur. The present work aims to carry out a literature review on URTIs, covering epidemiological, pathophysiological, clinical, diagnostic, therapeutic and preventive aspects. This is a bibliographic review study based on scientific articles published in recent years in databases such as PubMed, SciELO and guidelines from medical societies. It is concluded that the diagnosis is predominantly clinical and that the rational use of antibiotics is essential to avoid bacterial resistance. Keyword: Respiratory infection; Upper airways; Pharyngitis; Sinusitis; Pediatrics.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Infecções de vias aéreas superiores são uma das queixas mais comuns, senão a mais comum, no pronto-socorro. O diagnóstico clínico de resfriado comum em detrimento de outros diagnósticos, ou seja, não necessitando de antibiótico, é uma das decisões mais comuns no pronto-socorro. A maioria das rinossinusites tem etiologia viral. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“O principal marcador de etiologia bacteriana é o tempo de sintomas maior que 10 dias. A faringite bacteriana merece tratamento com antibioticoterapia em crianças, pois resulta em uma redução importante de febre reumática aguda. A doença mais frequente no mundo industrializado é o resfriado comum. A definição é acometimento leve de vias aéreas superiores por um dos 200 subtipos de vírus associados ao resfriado. Apesar do acometimento leve, por sua larga incidência, apresenta um custo econômico grande tanto no tratamento quanto na perda de produtividade. A incidência é de cinco a sete episódios em crianças pré-escolares e até dois a três por ano em adultos. Em contabilidade norte-americana, resfriados isoladamente são responsáveis por um número expressivo de ausências no trabalho e na escola. O vírus mais comum é o rinovírus, que, sozinho, possui mais de 100 sorotipos e causa de 30 a 50% dos resfriados. Coronavírus, antes da pandemia de 2020, causavam 10 a 15% dos casos (aqui não está incluído o SARS-CoV-2, que é o coronavírus responsável pela COVID-19”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º.ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, temos os vírus de influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório. A maioria desses vírus é capaz de reinfecção na reexposição, mas os episódios subsequentes são mais leves. A transmissão ocorre por contato de pele (p. ex., mãos) e por pequenas gotículas provenientes de tosse ou espirro, porém, este tem menor importância. O período de incubação (contato com vírus até sintomas) é de 12 a 72 horas. A presença do vírus nas secreções atinge o pico logo no segundo dia de infecção e reduz significativamente no quinto dia, mas pode persistir por até duas semanas. O vírus se mantém viável por até duas horas na pele e por várias horas em fômites.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de povidine aquoso com 2% de iodo levou à diminuição importante de transmissão de rinovírus em comparação ao controle. Em estudos, álcool em gel não se mostrou consistente na prevenção de transmissão. Um estudo com brinquedos em consultórios pediátricos mostrou contaminação com rinovírus ou enterovírus em 20% dos casos. A saliva não é meio eficiente de transmissão – 90% das pessoas com resfriado não tinham vírus detectável na saliva. Atividade física moderada diminui o número de infecções por ano, enquanto dormir pouco ou mal e estresse psicológico o aumentam. A gravidade da doença é pior em pacientes com comorbidades, imunodeficiências, desnutrição e tabagismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro clínico é composto por espirros, congestão nasal, secreção nasal(rinorreia), dor de garganta, tosse, conjuntivite, estado febril, cefaleia e  mal-estar. Crianças podem apresentar dificuldade com alimentação, hiporexia e dificuldade para dormir. Os sintomas principais em escolares são congestão nasal, rinorreia e tosse.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A tosse pode afetar o sono da criança e pode durar de uma a duas semanas além da resolução dos demais sintomas. Não é possível determinar o vírus de acordo com os sintomas apresentados. A resposta imune à infecção é a principal responsável pelos sintomas e não o dano viral direto. Febre pode acontecer em crianças. O curso da doença típico tem sintomas nasais predominantes no segundo e terceiro dias, seguido de predomínio da tosse no quarto e quinto dias. O aspecto da secreção (mesmo purulenta) não tem correlação com a etiologia, seja viral ou bacteriana. Os sintomas persistem por 3 a 14 dias (na maioria dos pacientes, até 10 dias)”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças, os sintomas persistem por mais tempo. Tabagistas costumam ter episódios um pouco mais longos. O principal fator que aumenta a suspeita de rinossinusite bacteriana é a duração dos sintomas por mais de 10 dias, com intensidade crescente. O exame físico pode mostrar inflamação conjuntival, edema de mucosa nasal, eritema de arcos faríngeos e adenopatia discreta. O pulmão tipicamente é limpo na ausculta, mas a infecção viral pode provocar broncoespasmo nos suscetíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnóstico e manejo de rinossinusite aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AINE: anti-inflamatórios não esteroides; AMX: amoxicilina; ATB: antibioticoterapia; CLAV: clavulanato; RSA: rinossinusite aguda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é clínico, baseado principalmente na história e no exame físico. Exames complementares não são geralmente necessários. A radiografia torácica é indicada se houver algum achado positivo no exame do pulmão ou em casos em que o episódio pode ser mais grave (comorbidades e idosos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resfriado é distinto de influenza, faringite, bronquite aguda, rinossinusite, rinite e coqueluche.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante esclarecer o paciente sobre a benignidade da doença e sobre o tempo dos sintomas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Podem ser prescritos sintomáticos conforme as queixas do paciente. Não há indicação de antibióticos para o resfriado comum, pois não há qualquer benefício e o paciente ainda se expõe a seus efeitos colaterais. Essa é talvez a decisão médica mais recorrente no trabalho no pronto-socorro.</strong> <strong>Em um estudo com 21.867 atendimentos por infecção de vias aéreas superiores, em 44% houve prescrição de antibiótico. Um dos principais fatores associados à decisão de prescrever antibiótico não foi qualquer característica clínica do paciente, mas sim o número de horas que o médico estava plantão. Essa tendência talvez se explique pelo fato de o esforço de orientar o paciente ser maior que simplesmente prescrever um antibiótico”. Conforme, (Marchini [et al.].Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças, hidratação adequada com líquidos mornos pode ajudar e não possui contraindicação. Mel tem um benefício discreto na tosse noturna e provavelmente não traz malefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sistemática mostrou benefício de ipratrópio para melhora de rinorreia e espirros, mas não de congestão. Anti-histamínicos mostram pouca melhora dos sintomas (em alguns pacientes, há melhora de rinorreia e espirros) e manifestam mais os efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Expectorantes também não tiveram benefício.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Descongestionantes aliviam temporariamente a congestão nasal. Seu uso deve ser limitado a duas a três doses, pois pode haver rinite de rebote com uso prolongado. Corticoide tópico tem benefício comprovado na rinite alérgica, mas não tem papel no resfriado comum.  Em uma revisão sistemática com 13 estudos, o consumo de zinco dentro de 24 horas do início dos sintomas resultou em melhora significativa dos sintomas em comparação ao placebo. Efeitos colaterais como náuseas e gosto ruim foram comuns. A forma intranasal é associada a hiposmia e anosmia. Não há benefício com o consumo de vitamina C. Infusão nasal de salina hipertônica ou salina normal mostrou benefício em um estudo controlado, mas não em outro; e para mais da metade dos pacientes neste último estudo, a infusão foi irritante”</strong>. <strong>Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A dor de garganta responde bem a analgésicos leves como aspirina, paracetamol e dipirona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anti-inflamatórios ajudam com a cefaleia, otalgia, dor articular, mal-estar e espirros, mas não no que diz respeito a tosse, rinorreia ou duração dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um episódio de resfriado comum pode ser seguido de rinossinusite. Mesmo nesse caso, a principal etiologia ainda é viral.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Como mencionado anteriormente, o resfriado é estímulo para broncorreatividade e exacerbação de asma. Outra complicação ainda é a disfunção da tuba auditiva com acometimento do ouvido médio – ainda assim, por vírus, em geral. O vírus sincicial respiratório pode a cometer vias aéreas inferiores, especialmente nos extremos de idade e imuno comprometidos. Essas infecções podem complicar com exacerbação de condições crônicas. Em crianças menores que dois anos, o vírus sincicial respiratório causa a bronquiolite”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O Coxsackievírus A é associado à herpangina (febre e pápulas ulceradas na orofaringe posterior).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meningite asséptica é vista com enterovirus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RINITE ALÉRGICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar nessa possibilidade em pacientes com fatores de risco:</p>



<p class="wp-block-paragraph">História familiar de atopia, Homens, Primeiro filho, uso precoce de antibiótico, Exposição a alérgenos, IgE sérico &gt; 100 UI/mL antes dos 6 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presença de alérgeno específico de IgE. Os sintomas são paroxismos de espirros, rinorreia, obstrução nasal e prurido nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gotejamento pós-nasal, tosse, irritabilidade e fadiga também são comuns. Alguns pacientes têm prurido do palato e ouvido médio. Pode haver conjuntivite alérgica simultânea (prurido, lacrimejamento e queimação dos olhos). No exame físico, pode ser vista a fáscies alérgica: palato alto, boca aberta, maloclusão dentária, alteração do nariz por prurido persistente e edema e escurecimento infraorbitário por venodilatação subcutânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COQUELUCHE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início da vacinação da <em>Bordetella pertussis</em>, os casos se tornaram muito mais raros, mas a epidemiologia mudou de crianças para adolescentes e adultos. O período de incubação é de 7-21 dias após a exposição (geralmente até 10 dias).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“É caracterizada por três fases: fase catarral, fase paroxística e fase convalescente. A fase catarral dura uma a duas semanas e apresenta malestar, rinorreia, tosse leve, estado febril, lacrimejamento excessivo e edema conjuntival. A fase paroxística começa na segunda semana e pode durar dois a três meses. O sintoma clássico é a tosse paroxística – tosse grave e vigorosa durante uma expiração. A inspiração vigorosa entre paroxismos causa o <em>whooping</em>. Após um paroxismo, pode haver síncope ou êmese. A tosse pode ser pior à noite. Fora a tosse, geralmente não há outro sintoma. A fase convalescente apresenta uma redução gradual da tosse e dura uma a duas semanas. Para diagnóstico de pacientes com uma a duas semanas de sintomas, pedir a cultura e proteína C-reativa (PCR) para <em>B. pertussis</em>. Em duas a quatro semanas de sintomas, a cultura perde sensibilidade, mas ainda recomenda-se pedir os dois exames. Após quatro semanas, apenas a sorologia para <em>Bordetella </em>é útil. Trata-se de doença de notificação compulsória. É importante fazer a prevenção da transmissão para crianças comunicantes com o paciente (90% de sucesso de transmissão em crianças suscetíveis)”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observar crianças com esquema de vacinação incompleto por 14 dias a partir do contato. Crianças já vacinadas, mas que não receberam o reforço após um ano da última dose do esquema básico, deverão recebê-lo o mais breve possível após a exposição. Opções de tratamento são eritromicina, azitromicina ou claritromicina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RINOSSINUSITES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução e definições</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A rinossinusite é definida como uma doença inflamatória do nariz e dos seios paranasais sintomática. O termo rinossinusite é preferível a sinusite, pois raramente se tem inflamação dos seios paranasais sem inflamação da mucosa nasal. Pode ser causada por múltiplas etiologias, incluindo alérgenos, irritantes ambientais e infecção, com os quadros virais sendo a sua principal etiologia. Infecções bacterianas representam de 2 a 10% de todos os casos de rinossinusites infecciosas. A doença é extremamente comum e pelo menos uma em cada sete pessoas desenvolverá pelo menos um episódio sintomático de rinossinusite anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico requer pelo menos dois sintomas, um dos quais deve ser coriza ou obstrução nasal; os outros sintomas incluem dor facial ou alteração no olfato. Algumas definições são importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Definida por sintomas que duram menos de 12 semanas, com resolução completa; quadros com menos de quatro semanas podem ser considerados agudos e entre 412 semanas são chamados preferencialmente de subagudos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As rinosinusites agudas podem ser subdivididas em:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda viral (resfriado comum): definida por duração dos sintomas menor que 10 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite não viral aguda: definida por um aumento nos sintomas após 5 dias ou sintomas persistentes após 10 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite aguda bacteriana: sugerida pela presença de critérios diagnósticos que serão discutidos posteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Infectious Disease Society of America considera os seguintes critérios diagnósticos para rinossinusites:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios maiores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Descarga nasal anterior purulenta.</li>



<li>Descarga nasal posterior (purulenta ou não).</li>



<li>Congestão ou obstrução nasal.</li>



<li>Sensação de face congesta.</li>



<li>Dor ou sensação de pressão facial.</li>



<li>Hiposmia ou anosmia.</li>



<li>Febre (em quadros agudos).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios menores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cefaleia.</li>



<li>Dor auricular ou sensação de pressão em ouvidos.</li>



<li>Halitose.</li>



<li>Dor dental.</li>



<li>Tosse.</li>



<li>Febre (em casos crônicos).</li>



<li>Fadiga.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diagnóstico, são necessários dois critérios maiores ou um maior e dois menores. A maior dificuldade no manejo desses pacientes, no entanto, é a distinção entre os quadros virais e bacterianos. O padrão-ouro para essa distinção é a cultura de aspirado do seio nasal, que não é uma conduta que pode ser realizada rotineiramente na prática médica; assim, a IDSA sugere o diagnóstico de etiologia bacteriana nas seguintes situações:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas persistentes com duração maior que 10 dias, sem evidência de melhora clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas graves, incluindo febre acima de 39°C e descarga purulenta nasal por pelo menos 3-4 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Piora de sintomas de um quadro inicialmente leve e que a princípio estava em melhora de pelo menos 5-6 dias de duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes europeias utilizam outros critérios para definir etiologia bacteriana e indicação de antibioticoterapia, que são os seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descarga incolor (com predominância unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Secreções purulentas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor local grave (com predominância unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Febre (&gt; 38°C).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Velocidade de hemossedimentação (VHS) ou proteína C-reativa aumentadas. Deterioração clínica depois de um quadro inicialmente leve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a recomendação dessas diretrizes, a presença de três ou mais sintomas é ndicativo de etiologia bacteriana e requer antibioticoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rinossinusite crônica</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A rinossinusite crônica (com ou sem pólipos), por sua vez, é definida por mais de 12 semanas de sintomas sem resolução completa.Os seguintes pontos são importantes em relação à história de rinossinusite aguda: Obstrução ou congestão nasal deve ser caracterizada como unilateral ou bilateral, pois a rinossinusite aguda é geralmente associada a sintomas bilaterais. Com sintomas unilaterais, deve-se lembrar da possibilidade (embora rara) de uma malignidade subjacente.A secreção nasal (rinorreia ou gotejamento nasal, ou posterior) deve ser analisada para avaliar e registrar o caráter, a quantidade e o padrão de secreção nasal ao longo do tempo.A presença de dor facial ou sensação de pressão sem obstrução nasal ou secreção é altamente improvável em decorrência da sinusite. Dor facial unilateral isolada também é pouco provável de indicar sinusite, podendo ser de origem odontológica.Mudança, redução ou perda do sentido do olfato são comuns à rinossinusite aguda.Episódios curtos em que constam sintomas frequentes com resolução completa são usualmente associados à rinossinusite viral aguda, enquanto episódios pouco frequentes, de maior duração sem resolução, são sugestivos de rinossinusite crônica”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas respiratórios podem incluir faringe, laringe, traqueia ou irritação, causando dor de garganta, mudança na voz e tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sintomas de mal-estar sistêmicos, dor de cabeça e febre também podem ocorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exame físico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o paciente aparentemente apresentar comprometimento sistêmico, devem ser avaliadas a frequência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura. A febre &gt; 38°C é mais frequentemente associada à infecção bacteriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percussão ao longo dos maxilares, etmoidais e seios frontais ou o ato de inclinarse para a frente podem exacerbar a dor ou pressão facial. No entanto, a sensibilidade e a especificidade desses sinais é baixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação dos pacientes inclui rinoscopia anterior (com um otoscópio ou espéculo nasal) e a procura de secreção mucopurulenta ou pólipos nasais (pólipos podem às vezes ser confundidos com um corneto inferior inchado).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra patologia nasal, como uma neoplasia, particularmente na presença de pólipo unilateral ou de massa e secreção de sangue nasal associado, deve ser considerada em casos prolongados e refratários à terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de dúvida diagnóstica, os pacientes devem ser encaminhados para endoscopia nasal, que atualmente é o melhor método para o exame nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exames complementares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, exames complementares são desnecessários. Culturas de secreções nasais normalmente não são realizadas. Culturas obtidas endoscopicamente têm indicação apenas em casos refratários sem resposta inicial à antibioticoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exames de imagem não costumam ser úteis no manejo desses pacientes; da mesma forma, a radiografia simples dos seios não é recomendada para o diagnóstico e manejo da rinossinusite aguda. Quando indicado um exame de imagem, a tomografia computadorizada (TC) é a investigação preliminar. Se existe suspeita de complicações, intervenção cirúrgica é considerada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o quadro clínico não é claro e a TC ajudará no diagnóstico diferencial, esta também é recomendada. Frisa-se que a TC não ajuda na distinção etiológica entre viral ou bacteriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achados sugestivos na TC incluem presença de níveis hidroaéreos, edema de mucosa e bolhas de ar nos seios da face. Provas inflamatórias podem ajudar no diagnóstico de etiologia bacteriana, mas raramente são realizadas ou indicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico diferencial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte das patologias do diagnóstico diferencial é descartada pela história e pelo exame físico. Alguns dos diagnósticos diferenciais incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor dental (especialmente em casos de dor facial unilateral).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor facial nevrálgica (atípica).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dor nas articulações temporomandibulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Migrânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neuralgia do trigêmeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arterite temporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neoplasias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento e manejo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pacientes devem se manter bem hidratados, sendo o uso de analgésicos indicado conforme sintomas. Glicocorticoides nasais tópicos e irrigação com salinas nasais podem ser testadas; existe evidência suficiente para considerar o uso de corticosteroides nasais (como furoato de mometasona 50 μg <em>spray </em>nasal duas vezes ao dia durante 7-14 dias) como tratamento isolado ou adjuvante nos pacientes com indicação do uso de antibióticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com mais de 10 dias de sintomas ou gravemente sintomáticos, como já discutido, podem ter indicação de antibióticos. Casos leves podem ser tratados apenas com sintomáticos e reavaliados em 48-72 horas. O tratamento antibiótico é usualmente administrado como monoterapia no tratamento da doença moderada (cobertura deve ser para <em>S. pneumoniae, H. influenzae </em>e <em>M. catarrhalis</em>); terapia em combinação com antibióticos pode ser considerada para pacientes com doença grave.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“O uso de amoxicilina-clavulanato ao invés da amoxicilina é assunto de debate e depende da resistência antimicrobiana populacional, mas a primeira é recomendada na maioria das diretrizes. A dose é de 500 mg/125 mg por via oral, três vezes ao dia, ou de 875 mg por dia, duas vezes ao dia. Em locais com alta resistência à pneumococo e doença grave, podem-se considerar altas doses de amoxicilina-clavulanato – 2 g, duas vezes ao dia. Em pacientes alérgicos à penicilina, doxiciclina (100 mg por via oral duas vezes ao dia) ou claritromicina (500 mg por via oral duas vezes ao dia) seriam escolhas razoáveis, embora os macrolídeos não sejam recomendados como opções de primeira linha nas diretrizes da IDSA, que prefere levofloxacina como opção para esses pacientes. Cefalosporinas de segunda geração, como a cefuroxima, também são boas opções terapêuticas (500 mg 12/12 h). É preciso lembrar que as quinolonas podem induzir <em>delirium </em>em pacientes idosos. Para pacientes com doença não complicada, o tempo recomendado de tratamento</strong> <strong>é de cinco a sete dias; em crianças, tratamento por 10-14 dias é recomendado. Descongestionantes nasais são uma opção para tratamento sintomático, mas não devem ser usados por mais de 10 dias, pois podem induzir rinite medicamentosa. O benefício dessa opção é pequeno e as diretrizes da IDSA não recomendam seu uso. Os anti-histamínicos não têm um papel no tratamento da rinossinusite aguda e, portanto, não são indicados. Inalações de vapor também não têm demonstrado benefício consistente no tratamento, mas alguns estudos clínicos mostraram alívio sintomático. Irrigação nasal pode ser realizada”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes sem melhora com curso de antibióticos por 5 a 7 dias podem ter o uso deles prolongado por até 10 dias; nesse caso, TC de seios nasais ou culturas obtidas por endoscopia podem ser indicadas para dirigir o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de sinais de complicações iminentes (orbital, intracranianas etc.) deve levar à avaliação por especialista imediatamente; essas circunstâncias incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edema periorbital ou celulite, Deslocamento de globo ocular, Visão dupla, Oftalmoplegia, Redução da acuidade visual, Edema frontal. Sinais de meningite ou sinais neurológicos focais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FARINGITE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A faringite é um processo inflamatório na faringe, sendo definida clinicamente pelo desconforto ou dor na garganta e podendo ocorrer devido a causas infecciosas e não infecciosas. A faringite é uma das razões mais comuns para visitas ao médico entre adultos e crianças. Cerca de 15 milhões de atendimentos ambulatoriais foram atribuídos à faringite em 2007 nos Estados Unidos. Dor de garganta é ainda responsável por aproximadamente 1% a 2% de todas as visitas ao consultório médico e por 6% de todas as visitas aos pediatras e médicos de família. Apenas 515% dos casos de faringite são secundários a estreptococo, que é a principal causa bacteriana; ainda assim, cerca de dois terços dos pacientes com essa queixa acabam recebendo antibióticos para seu tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Etiologia e fatores de risco</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As causas de faringite podem ser infecciosas e incluem vírus respiratórios como rinovírus e adenovírus, além de coronavírus, influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório. Outros vírus importantes incluem Epstein-Barr, coxsackie, HIV primário e herpes simples.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as etiologias bacterianas, a principal são os estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, mas podem ser citados ainda <em>Arcanobacterium (Corynebacterium) haemolyticum</em>, <em>Corynebacterium diphtheriae</em>, <em>Neisseria gonorrhoeae</em>, <em>Chlamydia pneumoniae</em>, tularemia, <em>Mycoplasma pneumoniae </em>e <em>Fusobacterium necrophorum</em>. As causas não infecciosas incluem alergia e fatores ambientais, principalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fatores de risco para faringite variam de acordo com a causa subjacente. Tabagismo (ou exposição – tabagismo passivo) e história de rinite alérgica são associados a maior risco de desenvolvimento de faringite.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Variabilidade sazonal também é comum em causas alérgicas de faringite e em muitas causas infecciosas, tais como vírus respiratórios e os estreptococos do grupo A beta-hemolítico, que são mais comuns no inverno e no início da primavera. Como essas infecções são comumente transmissíveis, contato próximo com alguém que tenha faringite ou exposição ao frio também aumentam o risco de contraí-las. Outras causas, como a <em>Neisseria gonorrhoeae </em>e o HIV, têm fatores de risco comportamentais bem descritos (p. ex., atividade sexual).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A queixa principal é desconforto ou dor na garganta, principalmente ao engolir; febre é frequente principalmente em pacientes com faringite estreptocócica, mas pode ocorrer em outras etiologias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Os pacientes podem ainda se queixar de mal-estar e cefaleia, além de edema em região cervical por aumento de linfonodos e dor em região cervical anterior.As infecções virais apresentam quadro que muitas vezes se sobrepõe a quadros bacterianos, mas sintomas respiratórios, como congestão nasal, coriza, rouquidão e sinais de rinossinusite, são mais frequentes nas infecções virais. Alguns vírus podem ter sinais característicos e sintomas adicionais, em particular os vírus Epstein-Barr (linfadenopatia generalizada e esplenomegalia), adenovírus (conjuntivite e linfadenopatia pré-auricular) e herpes simples (gengivoestomatite). A faringite bacteriana é mais comumente causada pelo <em>Streptococcus pyogenes </em>e é responsável por 5% a 15% dos casos em adultos e por 20% a 30% em crianças. Afeta principalmente as crianças de 5-15 anos de idade (idade de pico, 7-8 anos), e a prevalência é maior no inverno e no início da primavera, em climas temperados. O <em>Streptococcus pyogenes </em>deve ser o principal agente avaliado em pacientes com faringite, por sua frequência, por suas complicações não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda, e por suas complicações supurativas, como abscesso periamigdaliano e retrofaríngeo, linfadenite cervical, sinusite e otite média. O início imediato da terapia antibiótica para faringite é associado a redução do tempo de sintomas, interrupção da transmissão interpessoal e prevenção da IRA e complicações supurativas. Outros patógenos incluem estreptococos do grupo C e do grupo G”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a faringite possa ser causada por uma ampla variedade de agentes patogênicos, ou estes são muitos difíceis de diagnosticar, ou os agentes etiológicos não necessitam de tratamento, ou ainda são autolimitados, sem sequelas significativas. Por isso, não são necessários testes de laboratório adicionais ou tratamento empírico. No entanto, certos agentes, como o HIV e o <em>Corynebacterium diphtheriae</em>, devem ser considerados em pacientes específicos com os fatores de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infecção primária pelo HIV pode não ter sinais ou sintomas clínicos antes da soroconversão; a maioria desenvolve uma síndrome retroviral aguda. Os sintomas geralmente começam uma a cinco semanas depois que o vírus é contraído e persistem durante duas semanas, em média, embora possam continuar por oito semanas ou mais. Febre e fadiga são os sintomas mais comuns; e faringite é relatada em mais de 70% dos pacientes. A síndrome retroviral aguda pode ser confundida com mononucleose infecciosa, embora a primeira seja mais suscetível de ser associada a faringite não exsudativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção de um elevado índice de suspeição para o HIV, especialmente em pacientes com fatores de risco, como atividade sexual de alto risco ou uso de drogas intravenosas, é particularmente importante durante a fase aguda, uma vez que a soroconversão pode não ter ocorrido e a sorologia pode ser negativa. Nesse caso, o diagnóstico pode ser feito apenas com a detecção do RNA vírus do HIV ou pela pesquisa do antígeno p24.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A difteria, por sua vez, é uma doença infecciosa que pode gerar risco à vida. Causada por <em>C. diphtheriae</em>, a doença é rara hoje devido à vacinação universal. A difteria, como doença secundária a <em>C. ulcerans</em>, tem sido relatada em vários países desenvolvidos, incluindo partes dos Estados Unidos, mas é rara em humanos. Ela cursa com um exsudato grosso e cinza na faringe. Essa pseudomembrana pode ser limitada às amígdalas ou, se grave, pode estender-se para faringe, laringe e traqueia, resultando em edema importante de pescoço e obstrução das vias aéreas. A imunidade a <em>C. diphtheriae </em>diminui com a idade, com mais de 90% das crianças em idade escolar apresentando imunidade em comparação a 30% dos adultos com idades entre 60-69 anos. A difteria deve ser suspeitada com base em motivos clínicos, especialmente se o paciente tem fatores de risco epidemiológicos, como vacinação incompleta e viagens para região endêmica ou exposição a indivíduos que tenham estado nessas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dos pacientes com faringite, deve-se principalmente verificar a possibilidade de infecção pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A.&nbsp; São características dessa etiologia as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Início súbito de dor de garganta, Idade entre 5-15 anos, Febre, Cefaleia, Petéquias em palato, Náuseas, vômitos, dor abdominal, Exsudato tonsilar, Adenite cervical anterior, A faringite estreptocócica ocorre principalmente no inverno e início de primavera. Erupção escarlatiniforme pode ser associada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Características fortemente sugestivas de faringite viral, por sua vez, são:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conjuntivite, Coriza, Tosse, Diarreia, Rouquidão, Exantema viral, Estomatite ulcerativa leve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São características sugestivas de uma doença grave ou sequelas de faringite:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disfagia, Estridor, Babação, Disfonia, Edema cervical significativo, Desconforto respiratório, Faringe pseudomembrana, Instabilidade hemodinâmica, Risco comportamental para HIV (p. ex., uso de drogas, sexo anal), Múltiplos parceiros sexuais, Viajantes, Falta de imunização para difteria, Disfagia e disfonia sugerem acometimento do nervo laríngeo recorrente e, portanto, acometimento grave de lojas cervicais – parafaríngeo, abscesso periamigdaliano, espaço submandibular (angina de Ludwig).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro organismo causador de faringite é o <em>Fusobacterium necrophorum</em>, que é o patógeno causador mais comum da síndrome de Lemierre, uma infecção do espaço parafaríngeo que leva à tromboflebite séptica da veia jugular interna, com bacteremia e nódulos pulmonares metastáticos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A síndrome de Lemierre pode ser complicada por septicemia, êmbolos sépticos pulmonares, complicações intracranianas operatórias, abscesso e erosão da artéria carótida, o que pode ser fatal.Deve-se suspeitar da síndrome de Lemierre quando o paciente tem calafrios, febre alta e edema cervical unilateral. Vários relatos europeus também sugerem um possível papel causal de <em>F. necrophorum </em>em faringites complicadas em pacientes obstétricos. A síndrome de Lemierre também pode ser causada por <em>Staphylococcus aureus </em>resistente à meticilina (MRSA-CA); da comunidade. Como a terapia de primeira linha para <em>F. necrophorum </em>(isto é, ampicilinasulbactam) não trata a infecção por agentes meticilino-resistentes, deve-se considerar a adição de vancomicina para esse tipo de infecção.Embora a maioria dos casos de faringite resulte de infecção, muitos processos não infecciosos podem levar à irritação faríngea. Essas causas são geralmente identificadas por uma história cuidadosa e por exame físico. Uma história de tabagismo e ar umidificado pode associar-se a faringite não infecciosa, assim como trauma faríngeo, lesões inalatórias, ingestão de substâncias cáusticas, como produtos químicos ou fumaça, ou trauma penetrante direto. Esses pacientes podem apresentar-se com estado geral comprometido e com achados adicionais de pneumonite ou</strong> <strong>comprometimento das vias aéreas. Disfagia e sensação de corpo estranho deve levar à consideração desses diagnósticos”.</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A IDSA sugere que o uso de um sistema de pontuação clínica pode reduzir testes e tratamento desnecessários para pacientes com risco muito baixo para faringite estreptocócica. Sistemas de pontuação para essa infecção foram desenvolvidos, incluindo o de Centor e McIsaac. O critério de McIsaac é baseado no critério de Centor acrescentando a idade. Há evidências para uso desses critérios na exclusão do diagnóstico: adultos com zero a um ponto são considerados de baixo risco para a faringite estreptocócica e não requerem avaliação adicional, antibiótico ou outro tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IDSA e o American College of Physicians concordam que adultos com dois a três critérios devem ser avaliados para faringite estreptocócica com um teste para antígeno de rápida detecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, as diretrizes para manejo de pacientes com quatro critérios diferem entre as sociedades profissionais. Embora a ACP recomende considerar o tratamento empírico em adultos com quatro critérios, isso não é recomendado pela IDSA ou pela American Heart Association, pois mesmo com três a quatro critérios, apesar de sensibilidade razoável, a especificidade do sistema de pontuação não é tão boa (ou seja, muitos pacientes vão receber antibiótico que não precisam).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Critérios de Centor para diagnóstico de faringite estreptocócica:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exsudatos tonsilares, Adenopatia cervical dolorosa, História de febre, Ausência de tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério de McIsaac acrescenta nos critérios de Centor a seguinte pontuação por idade:</p>



<p class="wp-block-paragraph">3-14 anos: 1 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15-44 anos: 0 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">45 anos ou mais: –1 ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças abaixo de 1 ano de idade, os sintomas são mais inespecíficos, incluindo hiporexia, incômodo e febre baixa. Abaixo de 3 anos de idade os sintomas continuam inespecíficos, como congestão nasal, coriza, febre baixa, linfadenopatia cervical dolorosa. Uma pista nessa faixa etária é a exposição a casos conhecidos ou surtos na creche ou escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em crianças mais velhas que 3 anos, os sintomas são mais específicos e de início abrupto. Febre, cefaleia, dor abdominal, náuseas e vômitos podem acompanhar dor de garganta. A dor de garganta leva a hiporexia. Outros sintomas são aumento de amídalas com presença de pus, linfadenopatia cervical dolorosa, petéquias em palato, <em>rash </em>escarlatiniforme. Sintomas de resfriado geralmente estão ausentes (coriza, conjuntivite, tosse, disfonia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças com suspeita de faringite estreptocócica do grupo A, seja por sintomas descritos acima ou exposição a alguém com faringite estreptocócica, sugere-se a realização de um teste rápido para detecção de antígeno. Em casos de teste rápido negativo, recorre-se a cultura de garganta, pois pode haver até 30% de falsonegativo com o teste rápido. (Inclusive recomenda-se coletar dois <em>swabs </em>simultaneamente. Um vai para o teste rápido; se o teste rápido vem negativo, o outro é usado para a cultura.) Em adultos não se recomenda a realização de cultura. Alternativamente, ao invés de um teste rápido, pode-se usar um teste molecular – neste caso, se for negativo, não há necessidade de cultura de garganta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exames complementares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na grande maioria dos casos, não existe necessidade de exames diagnósticos para avaliar faringite. Em crianças, em que o estreptococo é a possível etiologia, podemse realizar testes diagnósticos, que são indicados conforme as características clínicas e epidemiológicas, conforme já discutido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testes não costumam ser necessários para documentar agentes virais respiratórios no cenário ambulatorial porque a conduta é raramente modificada, com a exceção do vírus influenza, que pode necessitar tratamento antiviral, principalmente nas circunstâncias de epidemias de influenza com maior morbidade e mortalidade, como a que se deu pelo p-H1N1 de 2009.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A cultura da garganta é o padrão-ouro para a detecção da presença de estreptococo no trato respiratório superior, confirmando o diagnóstico de faringite aguda. A acurácia diagnóstica é reduzida quando o espécime não é obtido das tonsilas. A sensibilidade de uma única cultura de garganta é de 90% a 95% e a especificidade é &gt; 95%. Apesar de um atraso de até 48 horas para confirmar o diagnóstico, o início do tratamento tardio, até nove dias após o início dos sintomas, ainda é suficiente para que a terapia antibiótica evite febre reumática e outras complicações da faringite estreptocócica.Faringite estreptocócica é uma doença autolimitada; sem tratamento, febre e outros sintomas geralmente desaparecem dentro de alguns dias. Quando são prescritos antibióticos adequados, melhora substancial dentro de 24-48 horas do início da terapêutica é esperada, isto é, cerca de 18- 24 horas mais rapidamente que sem terapia”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Se os sintomas de um paciente persistirem para além desse período, entre outras explicações possíveis, pode-se ter uma complicação supurativa limitadora da resposta à terapia antibiótica, como um abscesso peritonsilar ou retrofaríngeo ou adenite supurativa, podendo requerer intervenção cirúrgica; nesse caso, exames de imagem como TC de região cervical podem auxiliar no manejo dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Complicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As complicações supurativas da faringite estreptocócica resultam da disseminação da infecção para estruturas contíguas, e elas incluem abscesso peritonsilar e retrofaríngeo. Entre as complicações não supurativas, a febre reumática e a glomerulonefrite são as mais temidas, sendo mediadas imunologicamente. A febre reumática se manifesta em média de 2-3 semanas após o início da faringite estreptocócica. Outras complicações não supurativas são a escarlatina, a síndrome do choque tóxico estreptocócico, a artrite reativa e a desordem neuropsiquiátrica autoimune pediátrica (PANDAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda é importante, na avaliação, descartar diagnósticos potencialmente perigosos que incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Epiglotite: costuma cursar com odinifagia, estridor e desconforto respiratório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abscesso peritonsilar: quadro de dor grave e alterações da voz, além de edema da região cervical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infecções submandibulares: em geral, apresentam febre, calafrios e rigidez cervical, frequentemente com incapacidade para falar. Infecções retrofaríngeas: podem ocorrer por trauma distante e por infecções a distância; dificuldade em engolir e respirar pode ser indicativa do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com raras exceções, a faringite é autolimitada e se resolve sem tratamento. No entanto, existem fortes evidências de que a terapia com antibióticos para faringite estreptocócica diminui o tempo de sintomas e complicações. Quando a terapia antibiótica adequada é dada para o período de tempo necessário para erradicar o estreptococo da faringe, o paciente se beneficia de uma reduzida duração dos sintomas e de diminuição de transmissão de doenças.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Essa complicação é evitável se um antibiótico apropriado é iniciado dentro de nove dias após o início dos sintomas. Artrite reativa pósestreptocócica é uma entidade distinta da febre reumática. Ao contrário da febre reumática, a artrite é a única manifestação, ocorre precocemente após faringite estreptocócica, e tem resposta à aspirina ou a outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (a artrite é muito menos dramática que aquela observada na febre reumática). A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) ocorre geralmente 10-14 dias após a infecção estreptocócica e caracteriza-se por hematúria, proteinúria, azotemia e hipertensão. Ao contrário da febre reumática, pode ocorrer após infecções tanto por faringite estreptocóccica como por infecções de pele pelo mesmo agente, não sendo prevenível com o tratamento antibiótico apropriado”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A febre reumática afeta quase 20 milhões de pessoas em todo o mundo. A cada ano, cerca de 233.000 pessoas morrem de complicações da febre reumática é a principal causa de mortes cardíacas em pacientes com menos de 50 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500.000 pessoas a cada ano adquirem febre reumática e, portanto, sua prevenção com o tratamento adequado da faringite estreptocócica em crianças é de suma importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As opções antibióticas para faringite pelo estreptococo incluem penicilina intramuscular, penicilina V oral, amoxicilina oral, cefalosporinas, como cefalexina ou cefadroxila, clindamicina e macrolídeos, como claritromicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As recomendações da IDSA e de outras associações enfatizam que a penicilina V administrada por via oral, durante 10 dias, ou a penicilina benzatina G aplicada como uma única injeção intramuscular representam a opção de tratamento recomendada para a maioria dos pacientes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Devido à sua relativa longa meia-vida, a amoxicilina administrada uma vez por dia durante 10 dias é uma alternativa aceitável por via oral, o que proporciona facilidade de administração em comparação à penicilina V. Em casos de alergia à penicilina, evidência de alta qualidade apoia o uso de cefalexina e cefadroxila como substitutos aceitáveis em pessoas sem um tipo de reação 1 de hipersensibilidade à penicilina. A cefadroxila é uma opção interessante por ter posologia duas vezes ao dia, comparada à quantidade de quatro vezes ao dia da cefalexina. Existe ainda moderada evidência para utilização de clindamicina, azitromicina ou claritromicina. Com a exceção de azitromicina, a qual pode ser administrada uma vez por dia durante cinco dias, todas as opções de antibióticos orais requerem 10 dias de administração para completamente erradicar o estreptococo da garganta”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Fortes evidências de vários estudos de alta qualidade suportam os benefícios de antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, na redução de febre e dor entre crianças e adultos com faringite. Embora não tão eficazes como AINEs, o acetaminofeno também tem se demonstrado um analgésico eficaz em pacientes com faringite. Quanto à aspirina, apesar de também ser eficaz para reduzir a dor em adultos com infecção respiratória superior, é evidente que deve ser evitada em crianças, devido ao risco de síndrome de Reye. Uma variedade de agentes tópicos, como pastilhas, lavagens e <em>sprays</em>, pode fornecer alívio sintomático temporário na faringite aguda, mas as pastilhas devem ser evitadas em crianças, pois podem causar asfixia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gargarejo com água salgada também pode fornecer alívio, embora não tenha sido bem estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de vários estudos sugerirem que os corticosteroides sistêmicos diminuem a duração e gravidade dos sinais e sintomas em faringite estreptocócica, a evidência de benefício é limitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com episódios repetidos de faringite estreptocócica, a amigdalectomia é uma opção frequentemente considerada para adultos e crianças. No entanto, esse procedimento não é isento de morbidade e, muito raramente, é associado a morte. Embora amigdalectomia tenha um claro benefício em alguns pacientes com respiração anormal durante o sono e com comorbidades associadas, quando feita exclusivamente para faringite recorrente fornece apenas benefício de duração relativamente curta para uma pequena fração dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com recomendações da IDSA, a tonsilectomia pode ser considerada no paciente sem uma explicação alternativa para recidiva da faringite cujos episódios não diminuem em frequência ao longo do tempo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Um estudo controlado randomizado foi realizado em 187 crianças com recorrência grave de faringite por estreptococo. As crianças receberam amigdalectomia/adenoamigdalectomia ou manejo não cirúrgico e foram seguidas durante três anos. Embora o grupo cirúrgico tenha apresentado menos recorrências de faringite após dois anos, nenhuma diferença significativa foi observada no ano três, e crianças do grupo não cirúrgico também tiveram redução tanto na frequência quanto na gravidade das infecções ao longo do tempo. Os investidores fizeram um estudo semelhante em 328 crianças, que foram moderadamente afetadas com recorrência de faringite estreptocócica e que demonstraram resultados semelhantes. Nesses estudos, as complicações relacionadas à cirurgia ocorreram em 14% e 8% dos pacientes, respectivamente”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendações definitivas do benefício da amigdalectomia para faringite recorrente não podem ser realizadas neste momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OTITE MÉDIA AGUDA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A otite média aguda (OMA) é definida como infecção do ouvido médio, primariamente uma infecção da infância. Nessa faixa etária é a causa mais comum de prescrição de antibiótico. Mais de 80% das crianças terão pelo menos um episódio de OMA durante a vida e, aos 3 anos de idade, até 40% terão pelo menos três episódios, com enormes custos para a saúde pública. A amamentação parece ser protetora. A OMA é muito menos comum em adultos, sendo tratada com os mesmos antibióticos que em crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA e as infecções respiratórias superiores ocorrem principalmente no inverno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fisiopatologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A disfunção da tuba auditiva é o mais importante fator na fisiopatologia da OMA. Impede a drenagem da orelha média que fornece proteção contra secreções nasofaríngeas e reduz a pressão no ouvido médio, acabando por aumentar a probabilidade da ocorrência de OMA. Em crianças pequenas, a tuba auditiva é curta e horizontal. Com o crescimento, a tuba dobra em comprimento e torna-se mais oblíqua, o que está associado a diminuição da incidência de OMA em adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, a tuba é fechada, mas abre-se durante a mastigação e deglutição. Causas de disfunção da tuba auditiva:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Rinite alérgica, rinite sazonal, Infecções de vias aéreas superiores, Obstrução mecânica por adenoides hipertrofiadas, Culturas de orelha média foram positivas para vírus em 48% a 70% dos casos, com coinfecção viral e bacteriana ocorrendo em 45% a 66% das amostras. O vírus sincicial respiratório é o vírus mais comum, mas o vírus da parainfluenza, o vírus da gripe, o rinovírus e o adenovírus também foram encontrados na orelha média das crianças. A etiologia bacteriana mais comum é <em>Streptococcus pneumoniae</em>, além de <em>Haemophilus influenzae </em>e <em>Moraxella catarrhalis</em>. A miringite bolhosa é uma variante das OMA em que se verifica a presença de bolhas na membrana timpânica (MT) em até 5% dos casos de OMA em crianças menores de 2 anos. Embora anteriormente se acreditasse que pudesse ser causada por <em>Mycoplasma pneumoniae</em>, as culturas não encontram esse agente frequentemente. A miringinite bolhosa é, portanto, tratada com os mesmos antibióticos”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 70% das crianças com conjuntivite purulenta podem ter OMA, um complexo de sintomas descrito como síndrome da otite conjuntivite, que é predominantemente causada por <em>H. influenza</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros organismos menos comuns que podem causar OMA incluem <em>Mycobacterium tuberculosis </em>(principalmente em crianças) e <em>Chlamydia trachomatis </em>(mais comumente observada em crianças &lt; 6 meses).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestações clínicas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A otalgia unilateral ou bilateral é o sintoma mais importante para fazer o diagnóstico de OMA e usualmente é o sintoma inicial e costuma aparecer de forma abrupta e intensa. Os pacientes com OMA frequentemente têm história de sintomas respiratórios como tosse e coriza nos dias anteriores ao aparecimento da otalgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros sintomas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falta de apetite, Diarreia, Vômitos, Febre, Desequílibrio e tonturas, Redução da audição, Crianças menores: tocar frequentemente os ouvidos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Avaliação da membrana timpânica (MT) por otoscópio. Inspeção do canal externo para observar sinais de eritema. Se o canal é ocluído com cerúmen, curetagem pode limpar o canal para melhorar a visibilidade. Pode-se retirar o cerúmen utilizando peróxido de hidrogênio a 3% ou gotas emulsionantes, seguido de irrigação suave. A membrana timpânica normal pode ser vermelha, rosa, amarela ou um padrão de cinza perolado ou translúcido. A presença de eritema em si não indica infecção porque o choro ou a febre podem causar hiperemia. No entanto, uma MT que é intensamente vermelha (definida como hemorrágica, forte ou moderadamente vermelha) é um achado extremamente sugestivo de OMA. A presença de opacificação, bolhas, níveis de fluido de ar ou retração da MT sugere efusão em orelha média. O valor preditivo do exame otoscópico em crianças é descrito como de 80 a 95% em crianças”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso.&nbsp;</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nasofibroscopia pode ser solicitada em pacientes com OMA recorrente e exames de cultura e exames laboratoriais séricos são raramente necessários. Em pacientes com suspeita de complicações podem ser solicitados exames como liquor e TC de crânio entre outros, conforme suspeita diagnóstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico diferencial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA não é comum em crianças menores de 6 meses como resultado da proteção de anticorpos maternos adquiridos. Além de OMA, outras causas de otalgia incluem otite média externa (OME), trauma, corpos estranhos e complicações da OM, como a mastoidite e a dor referida nos dentes, seios, garganta ou articulação temporomandibular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manejo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMA geralmente é uma doença autolimitada e um período de observação pode ser uma opção de tratamento inicial, seguida do uso de antibióticos se a condição do paciente não melhora em 72 horas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes internacionais recomendam os seguintes critérios diagnósticos para OMA:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaulamento moderado a grave da MT ou novo aparecimento de otorreia não devida a OME ou Crianças que apresentam abaulamento leve da MT e dor de ouvido recente (&lt;48 horas), tocando, esfregando a orelha (em uma criança que não fala) ou eritema intenso da MT.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A OMA pode causar dor substancial, que deve ser adequadamente abordada. O paracetamol e o ibuprofeno são analgésicos de primeira linha seguros em crianças. O uso de opioides não foi bem estudado em crianças. A benzocaína, um anestésico local, pode ser útil em alguns pacientes com MT intacta. As crianças menores de 2 anos, aquelas com OMA bilateral, ou aquelas com otorreia obtêm o maior benefício do tratamento com antibióticos, mas, como mais de 80% dos casos de OMA se resolvem de forma espontânea, o uso de observação inicial é defendido por vários autores. Essa abordagem de espera vigilante por 48 horas resulta em taxas mais baixas de bactérias resistentes aos antibióticos. Em pacientes com OMA unilateral sem otorreia, a observação é uma opção se o diagnóstico for incerto. Para crianças menores de 2 anos deve-se iniciar o antibiótico se a criança apresentar: Toxemia, Otalgia persistente> 48 horas, Temperatura > 39°C nas últimas 48 horas. Dificuldade de seguimento após a consulta, Piora do quadro ou o paciente parar de apresentar melhorar 48 a 72 horas após o início da otalgia, Crianças com mais de 2 anos podem ser tratadas ou clinicamente observadas. O tratamento é necessário apenas para pacientes com doença grave, definidos como: Otalgia grave, Temperatura superior a 39°C, Otorreia, Uma abordagem descrita em crianças é prescrever os antibióticos no departamento de emergência, mas orientar seu início apenas se não houver melhora em 48 horas. Não há dados sobre o uso da observação em pacientes adultos”. Conforme, (Marchini [et al.]. Medicina de emergência, 18º. ed., 2024). Negrito nosso. </strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Revisões sistemáticas revelaram que os antibióticos são modestamente mais eficazes do que nenhum tratamento, mas de 4% a 10% das crianças apresentam efeitos adversos com o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta aos antibióticos é apenas um dos vários fatores que afetam o desfecho clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento historicamente tem duração de 10 dias. Os pacientes com menos de 2 anos, aqueles com perfuração de MT ou aqueles com infecções crônicas ou recorrentes devem ser tratados com um curso de 10 dias. Crianças com idade superior a 2 anos com uma primeira infecção e uma MT intacta podem ser tratadas com um curso de 5 a 7 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com OMA sem melhora pode-se considerar a realização de timpanocentese e drenagem realizada por especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antibióticos na otite média aguda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esquema Antibiótico Dose</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira linha Amoxacilina 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses 500 mg 8/8 horas ou</p>



<p class="wp-block-paragraph">875 mg 12/12 h 250 mg 8/8 h</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alergia à amoxacilina Cefuroxima 15 mg/kg 12/12 h</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ceftriaxona 50 mg/kg/dia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Azitromicina 10 mg/kg primeiro dia e 5 mg/kg dias subsequentes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uso recente de amoxacilina Amoxacilina-clavulânico 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falha de tratamento Amoxacilina-clavulânico 90 mg/kg/dia divididos em 3 doses Ceftriaxona 50 mg/kg/dia</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As IVAS, apesar de geralmente autolimitadas, têm impacto significativo na saúde pública. A maioria é causada por vírus e não necessita de antibióticos, porém há uso excessivo desses medicamentos em muitos contextos. A educação sobre etiologia viral e critérios para tratamento antibiótico é essencial. Além disso, complicações como sinusite bacteriana, otite média ou febre reumática (no caso de faringite estreptocócica) tornam importante a correta avaliação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, realizada por meio de pesquisa em bases de dados científicas (PubMed, SciELO e Google Acadêmico), utilizando descritores como “infecções respiratórias superiores”, “faringite”, “sinusite” e “etiologia viral”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2026, em língua portuguesa e inglesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As infecções das vias aéreas superiores são frequentes, especialmente em crianças. O diagnóstico clínico correto e a distinção entre etiologia viral e bacteriana são fundamentais para um tratamento eficaz. A prevenção, com medidas simples de higiene e vacinação, pode reduzir significativamente a ocorrência e disseminação dessas infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências bibliográficas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicina de emergência : abordagem prática / editores Ludhmila Abrahão Hajjar &#8230;[et al.]. &#8211; 18. ed.,  rev. E atual. &#8211; Santana de Parnaíba [SP] : Manole, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bird J, et al. Adults acute rhinosinusitis. BMJ. 2013;346:f2687.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chow AW, Benninger MS, Brook I, et al. IDSA clinical practice guideline for acute bacterial rhinosinusitis in children and adults. Clin Infect Dis. 2012;54:e72.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kociolek E, et al. In the clinic: Pharyngitis. Annals of Internal Medicine. setember 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Piccirillo JF. Clinical practice. Acute bacterial sinusitis. N Engl J Med. 2004;351:902. Piltcher OB, Kosugi EM, Sakano E, Mion O, Testa JRG, Romano FR et al. How to avoid the innapropriate use of antibiotics in upper respitatory tract infections? A position statement from an expert panel. Braz J Otorhinolaryngol. 2018;84:265-79.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pfaff JÁ, Moore GP. Otolaringology. In: Rosen’s Emergency Medicine. 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosenfeld RM et al. Clinical practice guidelines: Otitis media. Otolaringology. 2016;151:S1-S4.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosenfeld RM, Piccirillo JF, Chandrasekhar SS, et al. Clinical practice guideline (update): adult sinusitis. Otolaryngol Head Neck Surg. 2015;152:S1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wessels MR. Clinical practice. Streptococcal pharyngitis. N Engl J Med. 2011;364:648.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wilson JF. In the clinic. Acute sinusitis. Ann Intern Med. 2010;153:ITC31.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRYAN, G. et al. Upper Respiratory Infections in Children. Journal of Pediatrics, 2019. </p>



<p class="wp-block-paragraph">SMITH, M. Diagnosis and Management of Sinusitis. Clinical Infectious Diseases, 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COMPARAÇÃO DO USO DE BOLSAS DE BOGOTÁ E TERAPIAS DE PRESSÃO NEGATIVA (NPT) EM PERITONEOSTOMIAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.</title>
		<link>https://revistaft.com.br/comparacao-do-uso-de-bolsas-de-bogota-e-terapias-de-pressao-negativa-npt-em-peritoneostomias-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 23:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266554</guid>

					<description><![CDATA[COMPARISON OF THE USE OF BOGOTÁ POUCHES AND NEGATIVE PRESSURE THERAPIES (NPT) IN PERITONEOSTOMIES: AN INTEGRATIVE REVIEW. REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602280048 Miguel Batista Ferreira NetoOrientador: Raimundo Hugo Matias Furtado RESUMO Procedimentos cirúrgicos, como a laparotomia, normalmente exigem o fechamento primário da fáscia abdominal. Quando isso não é possível, recorre-se à peritoneostomia ou ao fechamento temporário da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">COMPARISON OF THE USE OF BOGOTÁ POUCHES AND NEGATIVE PRESSURE THERAPIES (NPT) IN PERITONEOSTOMIES: AN INTEGRATIVE REVIEW.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602280048</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Miguel Batista Ferreira Neto<br>Orientador: Raimundo Hugo Matias Furtado</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Procedimentos cirúrgicos, como a laparotomia, normalmente exigem o fechamento primário da fáscia abdominal. Quando isso não é possível, recorre-se à peritoneostomia ou ao fechamento temporário da cavidade abdominal (TAC), podendo-se utilizar algumas técnicas, como a Bolsa de Bogotá e as terapias de pressão negativa, as quais possuem suas vantagens e desvantagens. Objetivou-se analisar e comparar a eficácia do uso de peritoneostomias em pacientes submetidos a abdome aberto, avaliando as diferenças entre o uso de bolsas de Bogotá e a terapia de pressão negativa (NPT). Este trabalho é uma Revisão Integrativa da Literatura, com buscas realizadas no PUBMED, SciELO, <em>Cochrane Library </em>e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde: <em>&#8220;Negative-Pressure Wound Therapy”; “Abdominal Wound Closure Techniques” ; “General surgery” ; “Peritoneum”</em>. Após filtrar 321 artigos, o corpus de análise foi reduzido a 12 publicações. Os artigos analisados indicam que as técnicas de terapia para abdômen aberto, como a Bolsa de Bogotá e a Terapia de Pressão Negativa, têm eficácia variável conforme o contexto clínico. A Bolsa de Bogotá permite mobilização precoce sem evisceração, enquanto a NPT se destaca no fechamento fascial e controle da pressão intra-abdominal, apesar dos custos mais altos. Conclui-se que a NPT oferece vantagens em relação ao fechamento da parede abdominal, mas as diferenças clínicas a longo prazo não são significativas ou não foram estudadas de forma mais aprofundada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Terapia a vácuo, Bolsa de Bogotá, Bolsa de Borráez, Abdômen aberto, Cirurgia geral, Desfecho clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Surgical procedures, such as laparotomy, typically require primary closure of the abdominal fascia. When this is not possible, peritoneostomy or temporary closure of the abdominal cavity (CT) is used, and some techniques can be used, such as the Bogotá Bag and negative pressure therapies. Which have their advantages and disadvantages. The objective of this study was to analyze and compare the efficacy of peritoneostomies in patients undergoing open abdomen, evaluating the differences between the use of Bogotá bags and negative pressure therapy (TPN). This study is an Integrative Literature Review, with searches carried out in PUBMED, SciELO, Cochrane Library and Virtual Health Library, using the Health Sciences Descriptors: &#8220;Negative-Pressure Wound Therapy&#8221;; &#8220;Abdominal Wound Closure Techniques&#8221;; &#8220;General surgery&#8221;; &#8220;Peritoneum&#8221;. After filtering 321 articles, the corpus of analysis was reduced to 12 publications. The analyzed articles indicate that therapy techniques for the open abdomen, such as the Bogotá Bag and Negative Pressure Therapy, have variable efficacy according to the clinical context. The Bogotá Pouch allows early mobilization without evisceration, while the TPN excels at fascial closure and intra-abdominal pressure control, despite higher costs. It is concluded that TPN offers advantages over abdominal wall closure, but the long-term clinical differences are not significant or have not been studied in more depth.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong><em>Vacuum therapy, Bogotá Pouch, Borráez Pouch, Open abdomen, General surgery, Clinical outcome.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.&nbsp;&nbsp;INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos procedimentos cirúrgicos necessitam de acesso à cavidade abdominal, variando seu local e tamanho da incisão, de acordo com a região que se deseja acessar. Nesse sentido, uma das cirurgias realizadas é a laparotomia, em que a abordagem ideal é a que realiza o fechamento primário da fáscia do abdômen, suturando a aponeurose. Entretanto, em certas ocasiões tal fechamento não é possível por diversos motivos. Dentre esses, pode-se mencionar edema intestinal causado por peritonite, trauma e hemorragia, intestino isquêmico, laparatomia de segunda análise, síndrome compartimental abdominal e transplante com discrepância de tamanho (Cheng <em>et al. </em>2022; Huang <em>et al</em>., 2016; Sharon <em>et al</em>. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A peritoneostomia, também conhecida como fechamento temporário da cavidade abdominal (TAC) é uma técnica cirurgica utilizada nessas situações, visando tanto prevenir, como tratar a hipertensão intra- abdominal, sepse e reduzir a mortalidade. Além disso, destaca-se a importância desta técnica visto que o abdômen aberto demonstra um desafio para os médicos, por conta da inflamação peritoneal, apresentando uma taxa de mortalidade superior a 30%. Ademais, sabe-se que essas técnicas visam ofertar uma resolução transitória até que a fáscia abdominal possa ser ocluida, consequentemente propiciando o controle de danos intra-abdominais e possibilitando a visualização e acesso a essa cavidade (Brown, R., Rentea, R. 2024; Pio <em>et al</em>., 2018; Sharon <em>et al</em>. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa conjuntura, a técnica cirúrgica ideal se baseia em prevenir a evisceração, remover os fluidos intraperitoneais que detêm citocinas inflamatórias, evitar o surgimento de fístulas enteroatmosféricas, preservar a mecânica da parede abdominal e facilitar a reoperação e o fechamento definitivo, consequentemente reduzindo a contaminação, evitando aderências e possibilitando acesso a cavidade, como também minimizando e prevenindo danos e desfechos clínicos insatisfatórios (Roberts <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A peritoneostomia pode ser realizada por diversas técnicas cirúrgicas. Dentre essas, pode-se citar, o uso da Bolsa de Bogotá, também conhecida como Bolsa de Borráez, descrita em 1984, por Oswaldo Borráez. Tal técnica é uma das mais comuns entre as técnicas de fechamento temporário e uma das mais conhecidas no Brasil, devido sua alta disponibilidade, fácil acesso, baixo custo e um procedimento simples e rápido. O procedimento consiste na utilização de uma bolsa plástica com a qual é realizada uma sutura diretamente na fáscia ou na pele da parede abdominal. Podendo, em alguns casos ocorrer reforço com uma tela de polipropileno para reduzir o risco de eviscerações e facilitar a mobilização e deambulação dos pacientes. (Ribeiro <em>et al</em>. 2016; Karakaya <em>et al</em>. 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o uso da Bolsa de Bogotá apresenta algumas vantagens, como baixo custo, disponibilidade imediata, flexibilidade, boa resistência, causa poucas aderência aos tecidos, dificilmente provoca reações alérgicas, sendo fácil e rápido de instalar. Além disso, é eficaz na proteção contra a perda de água e calor. Deve-se salientar que este procedimento pode demandar maior utilização de drenos e limpezas frequentes, fato que aumenta o risco de evisceração e dificulta a mobilização do paciente, como também pode causar lacerações na pele, aderência do intestino à parede abdominal, dificuldades para fechar o abdômen e a necessidade de esterilização da bolsa antes do uso (Atema <em>et al.,</em>2015; Kurt <em>et al</em>. 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra técnica de extrema relevância usada no fechamento temporário da cavidade abdominal (TAC) introduzida por Barker é terapia assistida a vácuo (VAC), também denominada de terapia de pressão negativa, sendo um método mais abrangente de tratar uma ferida abdominal aberta. A intervenção usa espuma de poliuretano ou álcool polivinílico com poros de 400 a 600 micrômetros, fixada no local por um adesivo. Uma camada de filme plástico separa as vísceras da espuma e a ajusta à lesão. A espuma é coberta por adesivo, com um pequeno orifício conectado a um dispositivo que direciona o fluido para um reservatório. O sistema é ligado a uma bomba de vácuo que aplica pressão subatmosférica contínua ou intermitente, geralmente de 125 mmHg, distribuída uniformemente pela ferida (Hu <em>et al</em>., 2018; Poortmans <em>et al</em>., 2020; Seternes <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal terapia de pressão negativa oferece várias vantagens, como a drenagem do líquido peritoneal, eliminando o fluido acumulado e os resíduos, o que diminui o edema visceral e melhora o fluxo sanguíneo e a deposição da matriz. Como resultado, ele não só aplica maior tensão fascial na parede abdominal, contribuindo para o fechamento definitivo da cavidade abdominal, mas também aumenta a pressão parcial de oxigênio nos tecidos, o que ajuda a reduzir a proliferação bacteriana. Porém, uma das principais desvantagens que a terapia de pressão negativa (NPT) apresenta é o custo mais elevado que as outras técnicas (Hu <em>et al</em>., 2018; Poortmans <em>et al</em>., 2020; Seternes <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o presente estudo tem por objetivo analisar e comparar a eficácia do uso de peritoneostomias em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos de peritoniostomias, avaliando as diferenças entre o uso de bolsas de Bogotá e as terapias de pressão negativa (NPT).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.&nbsp;&nbsp;METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo é uma revisão integrativa da literatura, fundamental para o avanço de um conhecimento específico, promovendo a criação de novas teorias e a identificação de lacunas e oportunidades de pesquisa em um tema específico (GODOI, 2021). O estudo foi realizado em seis fases: definição do tema e elaboração da pergunta de pesquisa, aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados, categorização dos estudos escolhidos, discussão dos resultados e apresentação da revisão ou síntese do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira fase envolveu a definição do tema com o intuito de responder à pergunta central da pesquisa: “Na realização de peritoneostomias, qual é a intervenção mais eficaz ao se comparar o uso de bolsas de Bogotá com a terapia de pressão negativa (NPT)?”. A segunda fase consistiu em investigar a presença do tema na literatura científica por meio dos Descritores em Ciências da Saúde <em>&#8220;Negative- Pressure Wound Therapy”; “Abdominal Wound Closure Techniques” ;</em> <em>“General surgery” ; “Peritoneum”; “Peritonitis” e “Surgical Stomas”. </em>As bases de dados consideradas elegíveis foram: 1) <em>Scientific Electronic Library Online </em>(SciELO); 2) <em>Cochrane Library </em>; 3) Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e 4) <em>National Library of Medicine</em>(PUBMED).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas três e quatro incluíram os critérios de inclusão, utilizando filtros como: estudos publicados nos últimos 10 anos, além de artigos completos acessíveis em formato eletrônico sem custo e em português, inglês e espanhol. Em seguida, foram aplicados critérios de exclusão para remover estudos duplicados nas bases de dados ou que não tratavam da questão central da pesquisa. Para uma melhor compreensão do processo de amostragem, consulte o fluxograma na figura 1, que culminou em uma amostra final de 12 artigos. (Figura 1).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1. Fluxograma de seleção dos artigos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="476" height="441" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-32.png" alt="" class="wp-image-266555" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-32.png 476w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-32-300x278.png 300w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Dados de pesquisa, 2024/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a seleção dos artigos que farão parte do estudo e com o intuito de organizar e sintetizar as informações que formam o objetivo desta revisão, foi feita uma leitura detalhada das publicações, a partir da qual foram escolhidas as seguintes variáveis: autor/ano, título do artigo, revista, Qualis Capes, idioma, país, tipo de pesquisa, população-alvo. Além disso, os principais resultados dos estudos analisados foram examinados e categorizados, sendo a apresentação dos resultados feita por meio da criação de tabelas no <em>Microsoft Word</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, a RIL foi finalizada com a análise e interpretação dos dados que foram coletados , bem como a apresentação dos resultados/ síntese.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão integrativa de literatura tem como objetivo compilar, analisar e simplificar a compreensão existente sobre devidos temas. Desse modo, os resultados abordados a seguir demonstram as principais propensões, vieses e avanços percebidos na literatura averiguada, visando obter uma elucidação mais aprofundada do tema em questão, consequentemente buscando propiciar uma discussão sólida para as próximas análises do assunto e colaborar para o progresso científico desse assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o quadro 1 aborda os componentes relacionados as características de todos os estudos selecionados nesta revisão. Conforme o quadro 1 a maioria dos artigos selecionados são estudos estadunidenses (25%, n=3), com Qualis Capes A1 e B1 na mesma quantidade (33,3%, n=4), no idioma inglês (75%, n=9), sendo mais de um artigo publicado na Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (14,2%, n=2) e na <em>World Journal of Surgery </em>(14,2%, n=2).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1: Caracterização geral dos artigos selecionados para compor a RIL.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autores e ano</strong></td><td><strong>&nbsp;Título do artigo</strong></td><td><strong>Título &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do</strong> <strong>periódico</strong></td><td><strong>Qualis</strong></td><td><strong>Idioma</strong></td><td><strong>País</strong></td></tr><tr><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016</td><td>Vacuum-assisted closure device enhances recovery of critically ill patients&nbsp; following&nbsp; emergency surgical procedures</td><td><strong>Critical</strong> <strong>Care</strong></td><td>B1</td><td>Inglês</td><td>Itália</td></tr><tr><td>Bruhin, A. <em>et al</em>. 2014</td><td>&nbsp;Systematic review and evidence based recommendations for the use of negative pressure wound therapy in the open abdomen</td><td><strong>Internationa l Journal of Surgery</strong></td><td>B2</td><td>Inglês</td><td>Reino Unido</td></tr><tr><td>Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022</td><td>&nbsp;Negative pressure wound therapy for managing the open abdomen in non-trauma patients</td><td><strong>Cochrane</strong> <strong>Database of</strong> <strong>Systematic</strong> <strong>Reviews</strong></td><td>A1</td><td>Inglês</td><td>China</td></tr><tr><td>Chandrase khar, V. <em>et al</em>. 2020</td><td>Negative Pressure&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Wound <em>&nbsp;</em>Therapy &nbsp;&nbsp;&nbsp; Compared to Petrolatum Gauze and a Bogota Bag to Manage Postoperative Midline Abdominal Wound Dehiscence: A Pilot, Nonrandomized Controlled Trial</td><td><strong>Wound</strong> <strong>Managemen t &amp;</strong> <strong>Prevention</strong></td><td>A1</td><td>Inglês</td><td>EUA</td></tr><tr><td>Cicuttin, E.&nbsp; <em>et al. </em>2019</td><td>Trends in open abdomen <em>&nbsp;</em>management in Italy: a subgroup analysis from the IROA project</td><td><strong>Updates in</strong> <strong>Surgery</strong></td><td><strong>&nbsp;</strong>A1</td><td>Inglês</td><td>Itália</td></tr><tr><td>Junior,&nbsp; R. <em>et al</em>. 2015</td><td>&nbsp;Abdômen aberto: experiência em uma única instituição</td><td><strong>Revista &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do</strong> <strong>Colégio</strong> <strong>Brasileiro de Cirurgiões</strong></td><td>B1</td><td>Português</td><td>Brasil</td></tr><tr><td>Pillay, P. <em>et al</em>. 2023</td><td>&nbsp;The Efficacy of VAMMFT Compared to &#8220;Bogota Bag&#8221; in Achieving&nbsp; Sheath &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Closure Following Temporary Abdominal&nbsp; Closure&nbsp; at&nbsp; Index Laparotomy for Trauma</td><td><strong>World</strong> <strong>Journal of Surgery</strong> &nbsp; &nbsp;</td><td>A2 <strong>&nbsp;</strong></td><td>Inglês</td><td>EUA</td></tr><tr><td>Poilluci <em>et al. </em>2021</td><td><em>&nbsp;</em>Open abdomen closure methods for severe abdominal sepsis: a retrospective cohort study</td><td><strong>European</strong> <strong>Journal &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; of</strong> <strong>Trauma and</strong> <strong>Emergency</strong> <strong>Surgery</strong></td><td>A2 <strong>&nbsp;</strong></td><td>Inglês</td><td>Alemanha</td></tr><tr><td>Rendon, M.; Perez, M. 2015</td><td>Robusto bolso Bogotá en abdomen abierto.</td><td><strong>Cirujano General</strong></td><td>B1</td><td>Espanhol</td><td>Espanha</td></tr><tr><td>Ribeiro, M. <em>et al</em>. 2016</td><td>Estudo comparativo de técnicas de fechamento temporário da cavidade&nbsp;&nbsp; abdominal&nbsp;para controle de danos</td><td><strong>Revista &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do</strong> <strong>Colégio</strong> <strong>Brasileiro de</strong> <strong>Cirurgiões</strong></td><td><strong>&nbsp;</strong>B1</td><td>Português</td><td>Brasil</td></tr><tr><td>Salamone, G. <em>et al</em>. 2018</td><td>Vacuum-Assisted&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Wound Closure with Mesh-Mediated Fascial Traction Achieves Better Outcomes than Vacuum-Assisted Wound&nbsp; Closure&nbsp; Alone:&nbsp; A Comparative Study</td><td>&nbsp;<strong>World</strong> <strong>Journal &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; of</strong> <strong>Surgery</strong> &nbsp;</td><td>A2 <strong>&nbsp;</strong></td><td>Inglês</td><td>EUA</td></tr><tr><td>Zahid,&nbsp; M. <em>et al</em>. 2024</td><td>&nbsp;A descriptive analysis of skinonly closure and Bogota bag techniques for achieving complete fascial closure in damage&nbsp;&nbsp; control&nbsp;&nbsp; abdominal surgery</td><td><strong>BMC</strong> <strong>Surgery</strong></td><td>A1</td><td>Inglês</td><td>Reino Unido</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Autoria própria</strong></p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Em relação ao quadro 2 a maioria dos estudos apresentam artigos de caráter de estudos prospectivos (25%, n=3) e estudos retrospectivos (25%, n=3), em seguida estudos qualitativos (16,7%, n=2), em que a população alvo é constituída principalmente por pacientes que foram submetidos a terapia de abdômen aberto (OA), por meio de algumas técnicas, como bolsa de Bogotá, VAC( Dispositivo de fechamento assistido a vácuo), NPT( Terapia de pressão negativa) , VAMMFT (Tração fascial mediada por malha assistida a vácuo e <em>Vaccum-Pack.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foi também destacado os principais resultados, em que os estudos evidenciaram que a terapia de abdômen aberto (OA) em que o tempo de tratamento da OA revelou-se importante para as complicações, como também foi visto em relação à mortalidade, fatores significativos como a idade e a pancreatite. Ademais, pode-se afirmar que a técnica de Bogotá possibilita uma mobilização, deambulação precoce e o uso de suporte ventilatório, porém apresenta o risco de evisceração. No entanto, as técnicas de pressão negativa (NPT) em comparação a técnica de Bogotá mostraram-se semelhantes, entretanto estudos mostram superioridade da NPT em relação ao tempo médio para o fechamento fascial, no controle da pressão intra-abdominal, na normalização do lactato nas primeiras 24 horas e menor duração da ventilação mecânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida outro estudo analisou que a técnica de Bolsa de Bogotá apresentavam benefícios, tais como o fácil acesso aos materiais e um custo reduzido, em comparação a terapia de pressão negativa, que mesmo denotando maior eficácia, apresentava desvantagens, como alto custo e indisponibilidade na grande maioria dos centros de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, vale salientar que não foram observadas diferenças significativas entre as técnicas NPT (Terapia de pressão negativa) e BB (Bolsa de Bogotá). Porém, comparando NPT e não- NPT, foram vistos que a realização da NPT garante tempos significativamente menores para sinais de granulação, fechamento fascial e internação hospitalar, como também menor taxa de mortalidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é importante destacar a técnica VAMMFT (tração fascial mediada por malha assistida a vácuo) em que alcançou uma taxa de fechamento maior, principalmente em pessoas mais velhas em comparação com a técnica da bolsa de Bogotá, porém, esta apresentou maior tempo de internação. Também, é relevante frisar que um estudo também afirmou que pacientes que receberam fechamento somente da pele (SC) tiveram taxas significativamente maiores de fechamento fascial primário (PFC) em comparação aos que receberam fechamento por bolsa de Bogotá (BBC).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2. Características metodológicas dos estudos para compor a RIL.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td></td><td></td><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Autores (Ano)</strong></td><td><strong>Tipo de estudo</strong></td><td><strong>População-alvo</strong></td><td><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016</td><td>Estudo Prospectivo</td><td>Pacientes admitidos em unidade de terapia intensiva (UTI) tratados com a bolsa de Bogotá versus pacientes tratados com VAC (Dispositivo de fechamento assistido a vácuo).</td><td>Os grupos Bogotá e VAC eram semelhantes, mas  VAC se mostrou mais eficaz no controle da pressão intra-abdominal e na normalização dos lactatos nas primeiras 2 horas. Além disso, o VAC apresentou fechamento abdominal mais rápido menor duração de ventilação mecânica,  sem  diferenças significativas nos escore SOFA e na taxa de mortalidade.</td></tr><tr><td>Bruhin, A. <em>et al</em>. 2014</td><td>Estudo Qualitativo</td><td>Pacientes que necessitam de de terapia de abdômen aberto</td><td> A taxa de fechamento fascial foi de 72% com NPWT(Terapia de pressão negativa para feridas comercial e 82% com fechamento dinâmico. Pacientes sépticos tiveram taxas menores, enquanto recomendações baseadas em evidências   foram estabelecidas para tratamento Além disso, as taxas d mortalidade  estavam direcionadas à condição médica do que ao tipo d curativo.</td></tr><tr><td>Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022</td><td>ECR</td><td>Pacientes com abdômen&nbsp; aberto associado a&nbsp; várias condições, predominando peritonite grave.</td><td>Observou-se que a comparação da NPWT com a bolsa de Bogotá, não apresentou certeza sobre a redução do tempo de fechamento fascial ou eventos adversos Além disso, não se sabe se a NPWT diminui a mortalidade ou o tempo de internação. O estudo não relatou dados sobre fechamento primário bem- sucedido, qualidade de vida, reoperação, infecção ou dor.</td></tr><tr><td>Chandrasekhar, V. et al. 2020</td><td>Estudo Prospectivo</td><td>Pacientes com 18 anos ou mais que apresentaram deiscência da ferida abdominal pós- operatória após laparotomia eletiva e de emergência.</td><td>Observou-se que os pacientes do grupo NPWT e do grupo não-NPWT apresentaram características demográficas e cirúrgicas semelhantes. Ambos os grupos conseguiram cobertura total da ferida. Entretanto, o grupo NPWT apresentou tempos significativamente menores para sinais de granulação ,fechamento fascial e internação hospitalar . Apenas 2 pacientes (7,6%) no grupo NPWT desenvolveram <br>fístulas; não houve fístulas no grupo controle e nenhum caso de abscessos, hérnias ou deiscência em ambos os grupos.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Cicuttin,&nbsp; E.&nbsp; <em>et&nbsp; al. </em>2019</td><td>Estudo Prospectivo</td><td>Pacientes com peritonite secundária e pós-operatória, trauma submetidos as técnicas de AO, tais como terapia comercial de pressão negativa e bolsa de Bogotá.</td><td>Foram vistos que o fechamento definitivo do  abdômen foi obtido em 82,4% dos pacientes após 6 dias d AO, com uma taxa d  fechamento primário da fascial de 84,7%. A mortalidade total foi de 29,1%, enquanto a taxa de complicações atingiu 50,8%, incluindo 7,5% d fístulas enteroatmosféricas. A duração do tratamento da OA mostrou-se relevante para a complicações. Quanto mortalidade, a idade, duração da OA(Abdômen aberto) e a pancreatite foram consideradas fatores significativos; a anális multivariada validou a idade e a pancreatite como relevantes.</td></tr><tr><td>Junior, R. <em>et al</em>. 2015</td><td>Estudo Retrospectivo</td><td>Pacientes submetidos à técnica de fechamento abdominal temporário (FAT), comparando o método bolsa de Bogotá(BB) e Fechamento assistido a vácuo (VAC).</td><td>Observou-se              diferença significativa entre os grupo quanto às suas indicações par o fechamento abdominal temporário, não havendo diferenças estatísticas em relação a idade. Além disso, o tempo médio para o fechamento fascial foi de 10,8 dias no grupo BB(Bolsa d Bogotá) e de 7,52 dias no grupo VAC.</td></tr><tr><td>Pillay, P. <em>et al</em>. 2023</td><td>Estudo Retrospectivo</td><td>Pacientes com trauma submetidos a técnica de fechamento duplo denominada tração fascial mediada por malha&nbsp; assistida&nbsp; a vácuo (VAMMFT) e a Bolsa de Bogotá (BB).</td><td>Não foram observada diferenças significativas na características demográfica entre os grupos VAMMFT e BB. O grupo VAMMFT&nbsp; alcançou&nbsp; uma&nbsp; taxa de&nbsp; fechamento de 73%, que é superior aos 54,9% do grupo BB. O tempo médio de internação foi maior para o grupo VAMMFT, com 30 dias, em comparação aos 17 dias do grupo BB. Não foram encontrados preditores de fechamento no VAMMFT, e pacientes mais velhos apresentaram menor probabilidade de fechamento com o BB. As falhas no VAMMFT ocorreram principalmente por falta de estoque e por violações de protocolo.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Poilluci <em>et al. </em>2021</td><td>Estudo de Retrospectivo</td><td>Pacientes com sepse intra-abdominal grave em que foram tratados com abdômen aberto (OA).</td><td>Observou-se que a duração d OA foi maior no grupo NPWT (terapia de pressão negativa). As taxas d mortalidade hospitalar foram de 40,3% para pacientes com NPWT e 51,7% para os sem enquanto a mortalidade gera em 30 dias foi de 18,2% no grupo NPWT e 51,7% no grupo não NPWT.</td></tr><tr><td>Rendon,&nbsp; M.;&nbsp; Perez, M. 2015</td><td>&nbsp;Estudo Piloto</td><td>Pacientes com sepse abdominal e perda da parede abdominal submetidos a técnica de bolsa de Bogotá.</td><td>Foram vistos que a realização da técnica de Bogotá possibilitou mobilização deambulação precoces, sem necessidade de curativo abdominal. Também, observou-se que nenhum do pacientes precisou se reoperado, e o fechamento d parede abdominal foi realizado como uma hérnia ventral planejada. Todos o pacientes conseguiram tolera a mobilização precoce e/ou o uso de suporte ventilatório sem evisceração.</td></tr><tr><td>Ribeiro, M. <em>et al</em>. 2016</td><td>Revisão integrativa</td><td>Pacientes submetidos a uma das três técnicas cirúrgicas de fechamento temporário da cavidade abdominal: fechamento a vácuo (Vacuum-Assisted Closure Therapy &#8211; VAC), Bolsa de Bogotá e Vacuum- pack.</td><td>Observou-se que as técnica da Bolsa de Bogotá Vacuum-pack têm como benefícios o fácil acesso aos  materiais e um   custo reduzido, diferentemente d terapia a vácuo (VAC), que além de ser cara, não est disponível na maioria do  hospitais. Por outro lado, a  técnica VAC demonstrou maior eficácia na diminuição da tensão nas bordas da lesões, ao eliminar fluido acumulados e detritos, além de promover uma ação em nível celular que aumenta a taxas de proliferação e divisão celular, resultando na melhores taxas de fechamento primário da   cavidade abdominal.</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Salamone, G. <em>et al</em>. 2018</td><td>Estudo comparativo</td><td>Pacientes traumáticos tratado com abdômen aberto (OA).</td><td>Foram vistos que 72% dos pacientes analisados foram tratados com VAWCM (fechamento de ferida assistido a vácuo e tração fascial mediada por malha ). Dentre esses, 68% conseguiram o fechamento primário da fáscia, sendo que 5% dos tratados com VAWC e 95% com VAWCM obtiveram melhores resultados. No tratamento de OA por síndrome compartimental abdominal (SCA), a taxa de sobrevivência foi de 50%, comparada a 75% em outros motivos. O grupo SCA necessitou de suporte ventilatório mecânico por mais tempo e teve maior duração de internação hospitalar e na UTI, além de escores SAPS II (Sexo, idade, pontuação fisiológica aguda<br>simplificada II) mais altos.</td></tr><tr><td>Zahid, M. <em>et al</em>. 2024</td><td>Estudo Transversal</td><td>Pacientes que passaram por fechamento abdominal temporário utilizando apenas técnicas de pele ou a técnica da bolsa de Bogotá.</td><td>Observou-se que pacientes que receberam fechamento somente da pele (SC) tiveram taxas significativamente maiores de fechamento fascial primário (PFC) comparação aos em que receberam fechamento por bolsa de Bogotá (BBC), além de menores taxas de deiscência fascial e infecções de feridas. A análise multivariada indicou que o SC estava associado a uma maior probabilidade de alcançar PFC em relação ao BBC.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Autoria própria.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No quadro 3 evidencia-se a tabela de categorização dos estudos. Foi visto que apesar de muito utilizadas às técnicas de peritoneostomias, como terapia de pressão negativa e as bolsas de Bogotá, ainda há uma escassez de estudos que ratifique qual das técnicas apresentam maior efetividade, principalmente quando analisados os pacientes a longo prazo, não demonstrando uma abordagem completa da intervenção e a evolução clínica do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, quando analisado a facilidade de acesso, disponibilidade imediata e o menor custo, alguns estudos denotam que as bolsas de Bogotá apresentam essa vantagem quando comparada a NPT. Além disso, foi demonstrado que tal intervenção é considerada um procedimento simples e rápido (Barbosa <em>et al</em>. 2020; Brown, L., Rentea, R.2024; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Rendón, G., Pérez, S. 2015; Ribeiro <em>et al</em>. 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, quando avaliado as indicações para a realização de cada técnica, segundo o estudo de Junior <em>et al</em>. (2015) a terapia de pressão negativa é mais efetiva em feridas não traumáticas, sepse abdominal, síndrome compartimental abdominal e isquemia mesentérica, enquanto as bolsas de bogotá devem ser usadas mais em casos que envolvam lesões traumáticas, no entanto, alguns artigos não abordam tal assertiva (Barbosa <em>et al</em>.2020; Bruhin <em>et al</em>., 2014; Pillay <em>et al. </em>2023; Zahid <em>et al</em>. 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa conjuntura, outro ponto importante discutido nos artigos foi em relação ao maior controle da pressão intra-abdominal (PIA), em que a PIA normal entre 5 e 7mmHg, sendo considerada a partir de 12mmhHg hipertensão intra-abdominal e a partir de 20mmHg é apontada a síndrome compartimental abdominal. Tal abordagem é importante, tendo em vista que tais níveis pressóricos estão associados maiores desfechos clínicos negativos, como disfunção orgânica, efeitos metabólicos diversos e mortalidade (Barbosa <em>et al</em>. 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos estudos consideram que o uso da terapia de pressão negativa (NPT) propicia um maior controle da pressão intra-abdominal, consequentemente reduzindo tais desfechos clínicos insatisfatórios (Barbosa <em>et al</em>. 2020; Batacchi <em>et al</em>. 2009; Brown, L., Rentea, R.2024; Bruhin <em>et al</em>. 2014; Chandrasekhar <em>et al</em>. 2020; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Ribeiro <em>et al</em>. 2016; Salamone <em>et al</em>. 2018). Outrossim, o uso das bolsas de Bogotá apresenta dificuldades no domínio de déficits de fluidos, o que podem ocasionar uma elevação de tamanho, em decorrência do aumento da PIA, sendo necessário a substituição cirúrgica por uma bolsa de maior tamanho (Brown, L., Rentea, R.2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, quando avaliado o tempo para fechamento fascial primário do abdômen foi denotado em alguns estudos que não houve diferença nesse aspecto (Brown, L., Rentea, R.2024; Cheng <em>et al</em>. 2022; Junior, A. <em>et al</em>. 2015). Além disso, segundo Batacchi <em>et al</em>. (2009) foi percebido que na realização da terapia a vácuo os índices de lactato e a necessidade de ventilação mecânica apresentaram menores taxas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa conjuntura, em relação ao tempo de internação apenas o estudo de Pillay <em>et al</em>. (2023) demonstrou um período de internação maior após a realização da terapia de pressão negativa, enquanto outros demonstraram um menor período (Batacchi <em>et al</em>. 2009; Brown, L., Rentea, R.2024; Chandrasekhar <em>et al</em>. 2020; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Poilluci <em>et al. </em>2021; Ribeiro <em>et al</em>. 2016). Ademais, outras pesquisas não demonstraram diferenças relevantes nesse quesito (Cheng <em>et al</em>. 2022; Rendón,G., Pérez, S. 2015; Zahid <em>et al</em>. 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, de acordo com Barbosa <em>et al</em>. (2020) o uso da bolsa de Bogotá apresenta menos efeitos colaterais e proporciona resultados como boa resistência e flexibilidade. No entanto, exige o uso mais frequente de drenos e uma aplicação mais intensa de lavagens abdominais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Cheng <em>et al</em>. (2022) se refere a bolsa de Bogotá como terapêutica superior nesse aspecto quando comparada a NPT, abordando principalmente o surgimento de fístulas; no entanto outras pesquisas estudadas discordam de tal abordagem, ratificando que o uso da bolsa de Bogotá apresenta maiores eventos adversos (Brown, L., Rentea, R.2024; Poilluci <em>et al. </em>2021). Além disso, quando analisados as taxas de mortalidade apenas um estudo ratifica que tais índices foram menores quando realizado a técnica de pressão negativa, nos demais não foram percebidos diferenças significativas (Salamone <em>et al</em>. 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3. Categorização dos estudos para compor a RIL</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Categorias</strong></td><td><strong>Subcategorias</strong></td><td><strong>Autor (Ano)</strong></td></tr><tr><td>Acesso e custo</td><td>Bolsa de Bogotá apresenta um fácil acesso e baixo custo quando comparada com a terapia a vácuo.</td><td>Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Rendón, G., Pérez, S. 2012;&nbsp; Ribeiro&nbsp; <em>et&nbsp; al</em>. 2016.</td></tr><tr><td rowspan="2">Eficiência das técnicas de acordo com o ocasionador para necessidade cirúrgica</td><td>Terapia a vácuo é mais eficiente em feridas não ocasionadas por trauma,&nbsp; como&nbsp; sepse&nbsp; abdominal,&nbsp; síndrome&nbsp; compartimental abdominal e isquemia mesentérica</td><td>Junior, A. <em>et al</em>. 2015</td></tr><tr><td>Bolsas de Bogotá mais efetiva em casos que envolvem trauma</td><td>Junior, A. <em>et al</em>. 2015.</td></tr><tr><td rowspan="8">Tratamento mais efetivo</td><td>A terapia a vácuo apresenta maior controle da pressão intra-abdominal e menores taxas de lactato quando comparado com Bolsas de Bogotá.</td><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016; Bruhin, A. <em>et al</em>. 2014;&nbsp; Chandrasekhar, V. <em>et al</em>. 2020; Cicuttin <em>et al</em>., 2020;&nbsp; Ribeiro, M.&nbsp; <em>et&nbsp; al</em>.&nbsp; 2016; Salamone, G. <em>et al</em>. 2018;</td></tr><tr><td>A terapia a vácuo apresenta menor tempo de internação e desfechos clínicos insatisfatórios</td><td>Batacchi, &nbsp;&nbsp;&nbsp; S. &nbsp;&nbsp; <em>et &nbsp;&nbsp;&nbsp; al</em>. 2016;&nbsp; Chandrasekhar, V. <em>et al</em>. 2020; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Poilluci <em>et al. </em>2021;&nbsp; Ribeiro, M. <em>et al</em>. 2016.</td></tr><tr><td>Não houve diferença no tempo de internação</td><td>Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022; Rendón, G., Pérez, S. 2015; Zahid, M. <em>et al</em>. 2024</td></tr><tr><td>A terapia a vácuo demonstrou menor necessidade de ventilação mecânica</td><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016</td></tr><tr><td>Não houve diferença das terapias quando avaliado o SOFA</td><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016</td></tr><tr><td>Não houve diferença da taxa de mortalidade nos pacientes submetidos a terapia à vácuo e bolsas de bogotá</td><td>Batacchi, S. <em>et al</em>. 2016; Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Poilluci <em>et al. </em>2021; Rendón, G., Pérez, S. 2015; Zahid, M. <em>et al</em>. 2024.</td></tr><tr><td>Não houve diferença no tempo para o fechamento fascial primário do abdômen</td><td>Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022; Junior, A. <em>et al</em>. 2015;</td></tr><tr><td>Taxa de mortalidade menor em pacientes tratados com terapia a vácuo</td><td>Salamone, G. <em>et al</em>. 2018.</td></tr><tr><td rowspan="3">Eventos adversos</td><td>Terapia a vácuo apresenta maiores eventos adversos, como fístulas</td><td>Cheng, Y. <em>et al</em>. 2022;</td></tr><tr><td>Bolsa de Bogotá apresenta maiores eventos adversos, como fístulas</td><td>Poilluci <em>et al. </em>2021;</td></tr><tr><td>Não houve diferença em relação aos eventos adversos quando comparada ambas as terapias</td><td>Chandrasekhar, V. <em>et al</em>. 2020; Junior, A. <em>et al</em>. 2015; Pillay, P. <em>et al</em>. 2023; Rendón, G., Pérez, S. 2015;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados de pesquisa, 2024/2025.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.&nbsp;DISCUSSÃO DOS RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a leitura, análise e extração das principais considerações sobre o sobre o tratamento com abdome aberto com uso de Bolsa de Bogotá e Terapia de Pressão Negativa, observou-se dois pontos fundamentais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As técnicas utilizada,</li>



<li>A eficácia inicial e o desfecho tardio.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As técnicas utilizadas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bolsa de Bogotá</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica cirurgica ideal se baseia em prevenir a evisceração, remover os fluidos intraperitoneais que detem citocinas inflamatórias, evitar o surgimento de fístulas enteroatmosféricas, preservar a mecânica parede abdominal, facilitar a reoperação e o fechamento definitivo, consequentemente reduzindo a contaminação, evitando aderências e possibilitando acesso a cavidade, como também minimizando e prevenindo danos e desfechos clínicos insatisfatórios (Roberts <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Bolsa de Bogotá é uma das diversas técnicas de peritoneostomia. O procedimento consiste na utilização de uma bolsa plástica com a qual é realizada uma sutura diretamente na fáscia ou na pele da parede abdominal. Podendo, em alguns casos, ocorrer reforço com uma tela de polipropileno para reduzir o risco de eviscerações e facilitar a mobilização e deambulação dos pacientes. (Ribeiro <em>et al</em>., 2016; Karakaya <em>et al., </em>2022). A Bolsa de Bogotá apresenta algumas vantagens, como baixo custo, disponibilidade imediata, flexibilidade, boa resistência, causa poucas aderência aos tecidos, dificilmente provoca reações alérgicas, sendo fácil e rápido de instalar. (Atema <em>et al</em>.,2015; Kurt <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto,foi demonstrado que tal intervenção é considerada um procedimento simples e rápido (Barbosa <em>et al</em>., 2020; Brown, L., Rentea, R.2024; Cicuttin <em>et al</em>., 2020; Rendón, G., Pérez, S. 2015; Ribeiro <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terapia de Pressão Negativa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terapia de pressão negativa (NPT) também denomincada terapia assistida a vácuo (VAC), introduzida por Barker é outra técnica de extrema relevância usada no fechamento temporário da cavidade abdominal (TAC), sendo um método mais abrangente de tratar uma ferida abdominal aberta. A intervenção usa espuma de poliuretano ou álcool polivinílico com poros de 400 a 600 micrômetros, fixada no local por um adesivo. Uma camada de filme plástico separa as vísceras da espuma e a ajusta à lesão. A espuma é coberta por adesivo, com um pequeno orifício conectado a um dispositivo que direciona o fluido para um reservatório. O sistema é ligado a uma bomba de vácuo que aplica pressão subatmosférica contínua ou intermitente, geralmente de 125 mmHg, distribuída uniformemente pela ferida (Hu <em>et al</em>., 2018; Poortmans <em>et al</em>., 2020; Seternes <em>et al., </em>2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal terapia de pressão negativa oferece várias vantagens, como a drenagem do líquido peritoneal, eliminando o fluido acumulado e os resíduos, o que diminui o edema visceral e melhora o fluxo sanguíneo e a deposição da matriz. Como resultado, ele não só aplica maior tensão fascial na parede abdominal, contribuindo para o fechamento definitivo da cavidade abdominal, mas também aumenta a pressão parcial de oxigênio nos tecidos (Hu <em>et al</em>., 2018; Poortmans <em>et al</em>., 2020; Seternes <em>et al., </em>2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sua aplicação não seja complexa, o conhecimento adequado de seu mecanismo de ação e suas principais indicações pode otimizar e racionalizar seu uso, levando à resolução mais eficaz das feridas. (Lima <em>et al.</em>, 2017). Porém, uma das principais desvantagens que a terapia de pressão negativa (NPT) apresenta é o custo mais elevado que as outras técnicas (Hu <em>et al</em>., 2018; Poortmans <em>et al</em>., 2020; Seternes <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A eficácia inicial e o desfecho tardio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo realizado por Ribeiro <em>et al</em>. (2016), foram comparadas as técnicas de Bogotá e NPT para o fechamento temporário da cavidade abdominal em pacientes com trauma abdominal. Constatou-se que o uso da técnica NPT mostrou-se mais eficaz no controle da pressão intra- abdominal, normalização do lactato sérico, redução do tempo de ventilação mecânica e fechamento abdominal mais rápido, resultando em menor permanência na UTI e no hospital. No entanto, não houve diferença significativa nas pontuações &#8220;<em>Sequential Organ Failure Assessment</em>&#8221;&nbsp;&nbsp; (SOFA)&nbsp; &nbsp;nem&nbsp;&nbsp; na&nbsp;&nbsp; taxa&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp; mortalidade&nbsp;&nbsp; entre&nbsp;&nbsp; as&nbsp;&nbsp; técnicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no contexto de pacientes com síndrome compartimental abdominal e hipertensão intra- abdominal (IAH), um estudo conduzido por Batacchi <em>et al</em>. (2009), foram comparados esses dois métodos de fechamento abdominal temporário. Foram incluídos 66 pacientes, sendo 33 tratados com bolsa de Bogotá e 33 com NPT, entre 2006 e 2009. O NPT foi mais eficaz no controle da pressão intra-abdominal e na normalização dos lactatos séricos nas primeiras 24 horas, como também teve um tempo de fechamento abdominal mais rápido (4,4 vs. 6,6 dias), menor tempo de ventilação mecânica, menor duração de internação na UTI e no hospital. A taxa de mortalidade foi semelhante entre os dois grupos. Concluindo-se que o NPT oferece vantagens em termos de recuperação mais rápida em pacientes com síndrome compartimental abdominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No intuito de proporcionar melhorias na terapêutica de abdome aberto e com técnica diferente de Batacchi <em>et al</em>. (2009) foi realizado uma modificação na técnica da bolsa de Bogotá, que oferece maior suporte à camada de polivinil para pacientes com abdômen aberto. Entre dezembro de 2008 e março de 2010, seis pacientes (idade de 40 a 78 anos) foram tratados com essa técnica modificada. A modificação permitiu mobilização precoce sem o uso de bandagem abdominal compressiva, prevenindo evisceração, especialmente em pacientes com suporte ventilatório. Nenhum paciente precisou de reoperação e o fechamento da parede foi feito como hérnia ventral planejada. Todos os pacientes toleraram bem a mobilização precoce e/ou o uso de suporte ventilatório sem complicações. A modificação mostrou ser eficaz, proporcionando maior resistência e permitindo recuperação precoce com segurança (Rendón, G., Pérez, S. 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante mencionar que, em análise de outro estudo, se verificou a eficácia da terapia por pressão negativa (TPN) em feridas complexas, destacando seus mecanismos de ação e principais indicações. A TPN atua por meio de efeitos físicos, como aumento da perfusão, controle do edema e exsudato, redução das dimensões da ferida e eliminação bacteriana, além de efeitos biológicos, como estímulo à formação de tecido de granulação, micro deformações e diminuição da resposta inflamatória. (Lima <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, em outro estudo prospectivo, realizado por Chandrasekhar <em>et al. </em>(2020), entre 46 pacientes analisados, o grupo NPT apresentou tempos significativamente menores para início do tecido de granulação (2,92 vs. 6,65 dias), fechamento fascial (15,50 vs. 29,50 dias) e alta hospitalar (24,30 vs. 37,90 dias). Dois pacientes no grupo NPT desenvolveram fístulas, mas nenhum outro tipo de complicação grave foi observado em ambos os grupos. Outro artigo corrobora com os achados dos outros estudos analisados, demonstrando que a NPT aumenta a taxa de fechamento fascial primário, especialmente quando combinada com técnicas de fechamento dinâmico, superando outros métodos. As recomendações baseadas em evidências enfatizam o uso da NPT em todo o processo de tratamento do abdômen aberto, proporcionando maior clareza sobre sua aplicação adequada (Bruhin <em>et al.</em>, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, em novo estudo realizado não foi encontrado diferença estatística entre as técnicas de terapia de pressão negativa (NPT) e a bolsa de Bogotá (BB) quanto ao número de operações, fechamento primário e tempo médio de fechamento. No entanto, pesquisas anteriores relataram melhores taxas de fechamento primário com NPT (88%) em comparação com BB (50% a 70%). A escolha da melhor abordagem para fechamento abdominal definitivo em pacientes com abdômen aberto ainda é controversa. Para melhorar as taxas de fechamento fascial, recomenda-se evitar reanimação com excesso de volume e implementar rigorosamente o balanço hídrico desde a admissão até o final do tratamento. A alta taxa de fechamento da parede abdominal observada neste estudo, 80% com BB e 96% com NPT, sem diferença significativa, foi atribuída ao uso dessas práticas e ao acompanhamento por uma equipe cirúrgica constante. A retração dos músculos reto-abdominais é um grande desafio e deve ser evitada, mantendo-se as bordas fasciais sob tensão com sutura interrompida de fio inabsorvível para facilitar o fechamento progressivo. Essas estratégias contribuíram para as elevadas taxas de sucesso e o tempo reduzido de fechamento, mesmo com a técnica BB (Junior <em>et al., </em>2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, ainda avaliando as comparações entre as duas técnicas um estudo prospectivo analisou 375 pacientes na Itália, destacando peritonite secundária (32,5%), peritonite pós-operatória (22,9%) e trauma (11,7%) como principais indicações. As técnicas mais utilizadas foram terapia de pressão negativa (49,6%) e bolsa de Bogotá (27,7%). Com o uso de NPT o fechamento abdominal definitivo foi alcançado em 82,4% dos casos após seis dias, com taxa de fechamento primário da fáscia de 84,7%. A mortalidade foi de 29,1%, e complicações ocorreram em 50,8% dos pacientes, incluindo fístula enteroatmosférica em 7,5%. Idade, pancreatite e duração do AO foram associadas ao aumento do risco de morte. O estudo destaca a necessidade de diretrizes padronizadas para melhorar os resultados e reduzir custos (Cicuttin <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios demonstrados sobre a NPT, o artigo de Cheng <em>et al. </em>(2022) demonstra que a eficácia desta técnica permanece incerta para alguns pesquisadores, todavia, em outra parcela de estudos se mostrou uma técnica eficiente. Uma revisão avaliou dois ensaios clínicos com 74 pacientes não traumatizados. Comparando NPT com a bolsa de Bogotá, não houve evidência clara de benefícios em termos de fechamento fascial, redução de fístulas, mortalidade ou duração da internação (certeza muito baixa).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, como visto a peritoneostomia é uma técnica de controle de danos que visa prevenir sepse abdominal, síndrome compartimental abdominal e danos extensos à parede abdominal. Contudo, por manter o abdômen aberto, pode gerar complicações como fístulas, infecções, eviscerações e perdas nutricionais. A melhor abordagem é realizar o fechamento o mais cedo possível, utilizando a técnica mais adequada para o paciente, respeitando sua fisiologia. Em casos de infecção, o tratamento envolve remoção e drenagem da fonte infecciosa, aliado a antibioticoterapia e suporte ventilatório e hemodinâmico adequados. Em alguns casos, pode ser necessária cirurgia para controlar a infecção intra-abdominal, ajudando a reduzir a intensidade da síndrome da resposta inflamatória sistêmica. (Barbosa <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, as técnicas de peritoneostomia comparadas, a Bolsa de Bogotá e a terapia de pressão negativa (NPT), apresentaram semelhanças e diferenças relevantes. Ambas são eficazes como fechamento temporário do abdômen, mas a NPT demonstrou maior eficácia no controle da pressão intra-abdominal, normalização dos níveis de lactato e redução do tempo de ventilação mecânica, além de permitir fechamento abdominal mais rápido e menor permanência na UTI e no hospital. No entanto, as taxas de mortalidade e as pontuações SOFA não apresentaram diferenças significativas entre as técnicas. Assim, a NPT é frequentemente considerada a intervenção mais eficiente para manejo de abdômen aberto devido aos melhores desfechos clínicos associados ao seu uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda nesse contexto, dentre as técnicas utilizadas, outra pesquisa analisou a experiência de dois anos com a Tração Fascial Mediada por Malha Assistida por Vácuo (VAMMFT) após cirurgia abdominal de emergência em 77 pacientes. Durante esse período (2017-2019), 62 pacientes sobreviveram, com 46 alcançando fechamento fascial primário (SFC) e 16 permanecendo com hérnia ventral (VH). A taxa geral de SFC foi de 62%. A média de internação foi de 29 dias, com 4 laparotomias repetidas e 32,2% dos pacientes necessitando de UTI. As principais complicações foram falha anastomótica, sepse, lesão renal aguda e pneumonia. O VAMMFT mostrou-se seguro e eficaz, sem contraindicações absolutas, e a prática continua sendo monitorada para melhorias futuras (Rowe-Setz <em>et al</em>., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com síndrome compartimental abdominal (SCA) apresentaram maior mortalidade, maior necessidade de ventilação mecânica e maior tempo de internação. A taxa geral de sobrevivência foi de 62%, e fatores como SCA, SAPS II, sexo, doença cardiovascular preexistente e a técnica cirúrgica utilizada foram preditores de mortalidade. A técnica de pressão negativa (NPT) mostrou-se superior, associando-se a melhores taxas de fechamento fascial e maior sobrevida (Salamone <em>et al., </em>2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, é relevante abordar que em outro estudo prospectivo, realizado por Chandrasekhar <em>et al. </em>(2020), o qual também aborda a eficácia da terapia de pressão negativa (NPT), porém comparando com curativos tradicionais com gaze de vaselina e bolsa de Bogotá no tratamento de deiscência de ferida abdominal pós-laparotomia foi constatado que a NPT acelera o processo de cicatrização, mas recomenda investigações controladas para avaliar o tempo de fechamento definitivo e complicações a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, embora o abdome aberto possa ser uma estratégia de salvamento de vidas, ela está associada a uma morbidade considerável. É imperativo fechar o abdome aberto de forma mais rápida e eficaz possível. Dados apresentados após realização de pesquisa mostraram que a terapia de pressão negativa (73%) tem muito mais probabilidade de atingir o fechamento tardio do que uma abordagem de bolsa de Bogotá exclusiva (55%). (Pillay <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se observar, ainda, que o tratamento de pacientes com abdômen aberto é um grande desafio para médicos e enfermeiros, devido à complexidade e individualidade de cada caso. A terapia de pressão negativa para feridas (NPT) é uma técnica essencial, pois pode ser aplicado em diferentes estágios do tratamento, como no gerenciamento de feridas, controle de fluidos, facilitação do fechamento fascial primário e imobilização de enxertos de pele, consequentemente tendo uma importante abordagem na cirurgia de controle de danos para infecções intra- abdominais graves. Nesse contexto, as taxas de mortalidade hospitalar foram de 40,3% para NPT e 51,7% para não-NPT (p = 0,126), enquanto a mortalidade geral em 30 dias foi de 18,2% e 51,7%, respectivamente (p = 0,0002). Pacientes submetidos a NPT após cirurgia colorretal de emergência apresentaram menor taxa de colostomia (p = 0,025). Conclui-se que a NPT é a técnica mais eficaz para reduzir mortalidade e necessidade de colostomia em pacientes com OA (Poillucci <em>et al., </em>2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica claro, dessa forma, que algumas limitações no desenvolvimento deste estudo podem dificultar a precisão e a validade dos resultados, como o número reduzido de pacientes analisados, o que dificulta a aplicação das conclusões a uma população maior. Além disso, parte dos dados foi obtida analisando tratamentos já realizados, o que pode ter levado a distorções nos resultados porque as variáveis não foram controladas desde o início. Outro fator é que alguns estudos usados como referência tinham um risco maior de apresentar resultados influenciados por condições externas ou fatores não relacionados diretamente ao tratamento. Além disso, não foi visto em todos os estudos um acompanhamento a longo prazo dos pacientes, o que dificulta uma abordagem completa da intervenção e a evolução clínica do paciente. Por fim, diferenças nos protocolos adotados pelos hospitais também podem ter afetado os desfechos. Isso demonstra a necessidade de estudos mais planejados e controlados para validar as conclusões e estabelecer recomendações mais seguras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.&nbsp;&nbsp;CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, portanto, a partir dos resultados e ao final do estudo que as abordagens de fechamento abdominal temporário, como a bolsa de Bogotá e a terapia de pressão negativa (NPT), são importantes para o cuidado de pacientes com abdômen aberto, sobretudo em situações de trauma e em complicações após cirurgias. Porém, a técnica NPT se diferencia por proporcionar vantagens clínicas significativas, como o controle aprimorado da pressão intra- abdominal, a normalização dos níveis de lactato, a diminuição do tempo de ventilação mecânica; ocasionando menor risco de evisceração e acelerando o fechamento abdominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, foi observado que a taxa de mortalidade e os índices de falência de órgãos não mostraram diferenças significativas entre as duas técnicas, indicando que, embora a NPT tenha vantagens, as diferenças clínicas podem não ser tão relevantes. Além disso, a escolha entre as abordagens deve considerar a individualidade do paciente, as condições clínicas e as particularidades de cada hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, é de extrema relevância a realização de mais estudos controlados para confirmar esses resultados e melhorar as orientações para a aplicação dessas técnicas no fechamento de abdômen aberto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.&nbsp;&nbsp;REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ATEMA, J. <em>et al</em>. Revisão sistemática e meta-análise das técnicas de abdome aberto e fechamento temporário do abdome em pacientes não traumatizados. <strong>World Journal of Surgery, </strong>v.39, n.4, p.912-25, 2015. Disponível em: <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">https://link.springer.com/article/10.1007/s00268</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">&#8211;</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">014</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">&#8211;</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">2883</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">&#8211;</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6">6</a><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-014-2883-6"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">BATACCHI, S. <em>et al. </em>Vacuum-assisted closure device enhances recovery of critically ill patients following emergency surgical procedures. <strong>Critical Care</strong>, v. 13, n. 6, p. R194, 2016. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19961614/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19961614/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19961614/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRUHIN, A. <em>et al. </em>Systematic review and evidence based recommendations for the use of Negative Pressure Wound Therapy in the open abdomen. <strong>International Journal of Surgery</strong>, v. 12, n. 10, p. 1105– 1114, 1 out. 2014. Disponível em:<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25174789/"> </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25174789/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25174789/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25174789/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">CHANDRASEKHAR, V. <em>et al. </em>Negative Pressure Wound Therapy Compared to Petrolatum Gauze and a Bogota Bag to Manage Postoperative Midline Abdominal Wound Dehiscence: A Pilot, Nonrandomized Controlled Trial. <strong>Wound management &amp; prevention</strong>, v. 66, n. 5, p. 38– 45, maio 2020. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32401733/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32401733/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32401733/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">CHENG, Y. <em>et al. </em>Negative pressure wound therapy for managing the open abdomen in non- trauma patients. <strong>Cochrane Database of Systematic Reviews</strong>, v. 2022, n. 5, 6 maio 2022. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35514120/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35514120/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35514120/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">CICUTTIN, E. <em>et al. </em>Trends in open abdomen management in Italy: a subgroup analysis from the IROA project. <strong>Updates in Surgery</strong>, v. 72, n. 1, p. 171–177, 16 out. 2019. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31621034/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31621034/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31621034/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">EINAV, S. <em>et al</em>. Management of the patient with the open abdomen. <strong>Current opinion in critical care</strong>, v.27, n.6, p.726-32, 2021. Disponível em:<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34561356/"> </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34561356/"><strong>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34561356/</strong></a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34561356/"><strong></strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">GODOI, B. O que é uma revisão integrativa? Como fazer?. <strong>Academia Médica</strong>. Disponível em: &lt;https://academiamedica.com.br/blog/o-que-e-uma-revisao-integrativa-como-fazer.&gt;. Acesso em: 14 jan. 2025. Disponível em: <a href="https://academiamedica.com.br/blog/o-que-e-uma-revisao-integrativa-como-fazer">https://academiamedica.com.br/blog/o-que-e-uma-revisao- integrativa-como-fazer.</a><a href="https://academiamedica.com.br/blog/o-que-e-uma-revisao-integrativa-como-fazer"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">HU, P. <em>et al</em>. Impacto do fechamento abdominal temporário inicial na cirurgia de controle de danos: uma análise retrospectiva. <strong>World Journal of Emergency Surgery</strong>, v. 43, n.13, p.14-25, 2018. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30237824/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30237824/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30237824/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">HUANG, Q. <em>et al</em>. Técnicas para fechamento da parede abdominal após laparotomia de controle de danos: do&nbsp; fechamento&nbsp; abdominal&nbsp; temporário&nbsp; ao&nbsp; fechamento&nbsp; fascial precoce/tardio&nbsp; &#8211;&nbsp; uma revisão. <strong>Gastroenterology Research and Practice</strong>, v.15, n.10, p. 37- 61, 2016. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26819597/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26819597/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26819597/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNIOR, R. <em>et al. </em>Open abdomen management: single institution experience. <strong>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões</strong>, v. 42, n. 2, p. 93–96, abr. 2015. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/rcbc/a/qq4R4DDvZKsQKvp78WzjsQs/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/rcbc/a/qq4R4DDvZKsQKvp78WzjsQs/?lang=pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">KARAKAYA, E. <em>et al</em>. An Alternative Abdominal Closure Technique After Pediatric Liver Transplant: Bogota Bag Technique. <strong>Experimental and Clinical Transplantation</strong>, v.20, n.5, p.53-55, 2022. Disponível e <a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT">https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%2</a><a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT"></a><a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT">03&amp;s</a><a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT"></a><a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT">upplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT</a><a href="https://www.ectrx.org/forms/ectrxcontentshow.php?year=2022&amp;volume=20&amp;issue=Suppl%203&amp;supplement=0&amp;makale_no=0&amp;spage_number=53&amp;content_type=FULL%20TEXT"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">KURT, F. Comparação da terapia de pressão negativa e da técnica da bolsa de Bogotá em abdômen aberto: um estudo clínico retrospectivo. <strong>Chirurgia</strong>, v.34, n.4, p.154-157, 2021;34(4):154-7. Avaliable Disponível em: <a href="https://www.minervamedica.it/en/journals/chirurgia/article.php?cod=R20Y2021N04A0154">https://www.minervamedica.it/en/journals/chirurgia/article.php?cod=R20Y2021N04A0154</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, R. <em>et al. </em>Negative pressure therapy for the treatment of complex wounds. <strong>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões</strong>, v. 44, n. 1, p. 81–93, fev. 2017. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/rcbc/a/W6qy4BFN9DkdTRsGy6jrfkk/?lang=en">https://www.scielo.br/j/rcbc/a/W6qy4BFN9DkdTRsGy6jrfkk/?lang=en</a><a href="https://www.scielo.br/j/rcbc/a/W6qy4BFN9DkdTRsGy6jrfkk/?lang=en"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES, R. <em>et al. </em>Bronchial fistula closure with negative pressure wound therapy: a feasible and cost- effective treatment. <strong>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões</strong>, v. 43, n. 4, p. 292–294, ago. 2016. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/rcbc/a/xpzpKPf5DMfnNDWThqySdWp/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/rcbc/a/xpzpKPf5DMfnNDWThqySdWp/?lang=pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">PILLAY, P. <em>et al. </em>The Efficacy of VAMMFT Compared to “Bogota Bag” in Achieving Sheath Closure Following Temporary Abdominal Closure at Index Laparotomy for Trauma. <strong>World journal of surgery</strong>, v. 47, n. 6, p. 1436–1441, jun. 2023. Disponível em:<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36995399/"> https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36995399/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36995399/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">PIO, M. <em>et al</em>. Principais indicações e complicações da Peritoneostomia. <strong>Revista da Escola de Ciências Médicas de Volta Redonda</strong>, v. 1, n. 1, p. 47-53, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POILLUCCI, G. <em>et al. </em>Open abdomen closure methods for severe abdominal sepsis: a retrospective cohort study. <strong>European journal of trauma and emergency surgery (Print)</strong>, v. 47, n. 6, p. 1819–1825, 6 maio 2020. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32377924/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32377924/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32377924/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">POORTMANS, N. , Berrevoet F. Técnicas de fechamento dinâmico para tratamento de abdômen aberto: uma atualização. <strong>Hérnia</strong>, v.24, n.2, p. 325-331, 2020. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32020342/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32020342/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32020342/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">RENDON, G.; ILIANA, S. Bolsa de Bogotá resistente en abdomen abierto. <strong>Cirujano general</strong>, v. 34, n. 1, p. 54–57, 2015. Disponível em: <a href="https://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1405-00992012000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">https://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1405- 00992012000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a><a href="https://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1405-00992012000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO JR, M. <em>et al. </em>Estudo comparativo de técnicas de fechamento temporário da cavidade abdominal durante o controle de danos. <strong>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões</strong>, v. 43, p. 368–373, 2016. Disponível em : <a href="https://doi.org/10.1590/0100-69912016005015">https://doi.org/10.1590/0100</a><a href="https://doi.org/10.1590/0100-69912016005015">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.1590/0100-69912016005015">69912016005015</a><a href="https://doi.org/10.1590/0100-69912016005015"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ROBERTS,D. <em>et al</em>. The open abdomen in trauma, acute care, and vascular and endovascular surgery: comprehensive, expert, narrative review. <strong>BJS Open</strong>, v. 7, n5, p.84-92, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10601091/</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROWE-SETZ, G. <em>et al</em>. Vacuum Assisted Mesh Mediated Fascial Traction Is Effective at Achieving Secondary Closure of Open Abdomens Following Emergency Laparotomy in a Developing World Setting. <strong>SSRN Electronic Journal</strong>, v. 5, n.2, p.22-35, 2019. Disponível em: <a href="https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3456868">https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3456868</a><a href="https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3456868"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SALAMONE, G. <em>et al. </em>Vacuum-Assisted Wound Closure with Mesh-Mediated Fascial Traction Achieves Better Outcomes than Vacuum-Assisted Wound Closure Alone: A Comparative Study. <strong>World Journal of Surgery</strong>, v. 42, n. 6, p. 1679–1686, 16 nov. 2017. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29147897">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29147897</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">SETERNES, A. <em>et al</em>. Abdômen aberto tratado com terapia de pressão negativa: indicações, tratamento e sobrevivência. <strong>World Journal of Emergency Surgery</strong>, v.41, n.25, p. 152-161, 2017. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27541031/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27541031/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27541031/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAHID, M. <em>et al. </em>A descriptive analysis of skin-only closure and Bogota bag techniques for achieving complete fascial closure in damage control abdominal surgery. <strong>BMC surgery</strong>, v. 24, n. 1, p. 192, 2024. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38902655/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38902655/</a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38902655/"></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COMPARAÇÃO ENTRE TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE EXTRACORPÓREAS E ULTRASSOM TERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DE TENDINOPATIAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/comparacao-entre-terapia-por-ondas-de-choque-extracorporeas-e-ultrassom-terapeutico-no-tratamento-de-tendinopatias-uma-revisao-sistematica-de-ensaios-clinicos-randomizados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 21:23:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266477</guid>

					<description><![CDATA[COMPARISON BETWEEN EXTRACORPOREAL SHOCK WAVE THERAPY AND THERAPEUTIC ULTRASOUND IN THE TREATMENT OF TENDINOPATHIES: A SYSTEMATIC REVIEW OF RANDOMIZED CLINICAL TRIALS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602281823 Pedro Alexandre Leite de Almeida¹; Felipe França Câmara²; Matheus Ramos Grubisik³; Manoel Messias Guimarães Neto⁴; Anna Beatriz Prado Costa⁵; Carolina Gomes Pinto Mandarino⁶; Cícero Artur dos Santos⁷; Roberta Silva Conceição⁸; Maria [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">COMPARISON BETWEEN EXTRACORPOREAL SHOCK WAVE THERAPY AND THERAPEUTIC ULTRASOUND IN THE TREATMENT OF TENDINOPATHIES: A SYSTEMATIC REVIEW OF RANDOMIZED CLINICAL TRIALS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602281823</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Pedro Alexandre Leite de Almeida¹; Felipe França Câmara²; Matheus Ramos Grubisik³; Manoel Messias Guimarães Neto⁴; Anna Beatriz Prado Costa⁵; Carolina Gomes Pinto Mandarino⁶; Cícero Artur dos Santos⁷; Roberta Silva Conceição⁸; Maria Alice Silveira Couto⁹; Evandro Alves Correia Tenório¹⁰.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As tendinopatias e afecções musculoesqueléticas, como a epicondilite lateral e a tendinopatia de Aquiles, representam causas frequentes de dor e incapacidade, sendo responsáveis por significativa limitação funcional em populações ativas e atletas. Entre as abordagens terapêuticas disponíveis, destacam-se o ultrassom terapêutico (US) e a terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT), modalidades amplamente utilizadas na prática fisioterapêutica devido ao seu caráter não invasivo e potencial de modular o processo inflamatório, estimular reparo tecidual e promover alívio sintomático. Contudo, a literatura ainda apresenta resultados heterogêneos quanto à superioridade entre essas técnicas, sobretudo em diferentes tipos de tendinopatias. Assim, este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências recentes acerca da eficácia comparativa entre US e ESWT no manejo de condições musculoesqueléticas, analisando seus efeitos sobre dor, funcionalidade, força muscular e parâmetros morfológicos tendíneos. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida em dezembro de 2025 nas bases PUBMED e SCIELO, incluindo artigos publicados nos últimos cinco anos, nas línguas inglesa e portuguesa. A busca foi realizada com os descritores “Ultrasonic Therapy” AND “Trauma” NOT “Animals”, utilizando operadores booleanos padronizados. Estudos que não estivessem disponíveis na íntegra, além de revisões, meta-análises, estudos com animais e documentos técnicos foram excluídos. Foram inicialmente identificados 32 artigos, dos quais 10 foram selecionados após leitura de títulos; entretanto, apenas 5 atenderam plenamente aos critérios após leitura completa. Os resultados demonstraram que tanto a ESWT quanto o US apresentam eficácia na redução da dor e na melhora funcional em pacientes com epicondilite lateral, embora alguns estudos apontem maior benefício da ESWT em desfechos como alívio da dor durante atividade e melhora do PRTEE. Em tendinopatia de Aquiles, os achados mostraram inconsistência, com evidências sugerindo ausência de superioridade da ESWT radial quando adicionada ao exercício terapêutico. A maioria dos estudos reforça que fatores como intensidade da onda de choque, número de sessões, parâmetros do US e presença ou ausência de exercícios associados influenciam substancialmente os resultados clínicos, o que explica parte da heterogeneidade observada. Além disso, alterações morfológicas avaliadas por ultrassonografia nem sempre acompanham a melhora clínica, sugerindo mecanismos terapêuticos ainda não totalmente elucidados. Conclui-se que ESWT e US são intervenções eficazes, porém seus efeitos variam conforme o tipo de lesão, parâmetros aplicados e associação com exercícios. A ESWT tende a apresentar maior benefício em quadros de dor crônica e limitação funcional mais acentuada, enquanto o US demonstra boa resposta em protocolos padronizados de reabilitação. Dessa forma, a seleção da modalidade deve considerar características clínicas individuais, objetivo terapêutico e evidências atualizadas sobre cada condição musculoesquelética.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Ultrassom terapêutico. Terapia por ondas de choque. Tendinopatia. Reabilitação. Fisioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As tendinopatias representam um conjunto de condições musculoesqueléticas altamente prevalentes, caracterizadas por dor persistente, limitação funcional e alterações degenerativas da matriz tendínea. Essas afecções, frequentemente decorrentes de sobrecarga mecânica, repetição de movimentos ou microtraumas cumulativos, acometem tendões de diferentes regiões do corpo e constituem causa comum de incapacidade laboral e esportiva. A epicondilite lateral, por exemplo, afeta entre 1% e 3% da população adulta, principalmente indivíduos expostos a atividades repetitivas e esforços manuais, e caracteriza-se por degeneração do tendão extensor comum e dor significativa no cotovelo (PERVEEN et al., 2024). De forma semelhante, a tendinopatia do tendão de Aquiles figura entre as principais causas de dor no membro inferior, sendo responsável por até 9% das lesões observadas em corredores e apresentando impacto substancial na função locomotora (BARAA ALSULAIMANI et al., 2024). Em ambas as condições, alterações estruturais progressivas, como falhas de reparação tecidual e reorganização anormal de fibras colágenas, contribuem para a cronificação do quadro e dificultam o retorno pleno às atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do caráter multifatorial das tendinopatias, diversas estratégias conservadoras têm sido empregadas com o objetivo de reduzir a dor, restaurar a função e promover o reparo tecidual. Entre essas modalidades, o ultrassom terapêutico constitui um recurso historicamente consolidado na prática fisioterapêutica. O método utiliza ondas sonoras de alta frequência capazes de gerar efeitos térmicos e não térmicos que estimulam o metabolismo celular, aumentam o fluxo sanguíneo local, favorecem a síntese de colágeno e contribuem para a reorganização do tecido lesionado, sendo amplamente utilizado em tendinopatias de membros superiores e inferiores (“COMPARISON OF THE CLINICAL…”, 2020). Apesar de sua difusão, estudos recentes têm questionado sua superioridade clínica quando comparado a outras modalidades não invasivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) tem ganhado destaque nas últimas décadas como uma intervenção capaz de estimular processos regenerativos por meio de mecanotransdução. As ondas de choque, caracterizadas por picos de alta pressão seguidos de rápidas quedas para pressão negativa, promovem neovascularização, aumento da atividade celular, modulação inflamatória e potencial reorganização das fibras de colágeno, mecanismos que explicam sua crescente aplicação em tendinopatias crônicas (KRÓL et al., 2024). No contexto da tendinopatia de Aquiles, estudos controlados têm comparado ESWT ao placebo e sugerido benefícios clínicos particularmente em situações nas quais a resposta ao exercício isolado é incompleta (GATZ et al., 2021; BARAA ALSULAIMANI et al., 2024), embora a heterogeneidade metodológica e os diferentes parâmetros de aplicação ainda dificultem conclusões definitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do uso disseminado de ambas as modalidades, a literatura revela lacunas importantes quanto à sua eficácia comparativa, aos parâmetros ideais de aplicação e à consistência dos desfechos clínicos. Enquanto alguns estudos apontam melhora semelhante entre ESWT e ultrassom terapêutico em condições como epicondilite lateral, outros sugerem superioridade da ESWT especialmente em quadros de maior cronicidade ou refratários ao tratamento convencional (PERVEEN et al., 2024; KRÓL et al., 2024). Essa variabilidade reforça a necessidade de sínteses sistemáticas que reúnam criticamente as evidências disponíveis, possibilitando identificar padrões de resposta terapêutica, fatores prognósticos e possíveis diferenças entre modalidades focais ou radiais da ESWT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, torna-se pertinente reunir os dados existentes sobre a aplicação de ESWT e ultrassom terapêutico no manejo das tendinopatias, buscando esclarecer sua efetividade relativa e orientar decisões clínicas baseadas em evidências. Assim, a presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar comparativamente a eficácia dessas duas abordagens fisioterapêuticas, a partir de ensaios clínicos publicados nos últimos cinco anos, com foco em desfechos clínicos relacionados à dor, função e recuperação tecidual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo foi conduzido por meio de uma revisão sistemática da literatura, método reconhecido por sua capacidade de sintetizar criticamente a produção científica disponível por meio de etapas estruturadas, transparentes e reprodutíveis. Diferentemente das revisões narrativas, que frequentemente dependem da seleção subjetiva do autor e podem não refletir a totalidade da evidência existente, a revisão sistemática parte de uma pergunta claramente definida e utiliza procedimentos padronizados para minimizar vieses, conforme discutido por Silva e Pereira (2022). A organização metodológica adotada seguiu as diretrizes clássicas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), que estruturam o processo em seis etapas principais: formulação da questão norteadora, definição dos critérios de elegibilidade, delineamento da estratégia de busca, seleção dos estudos, extração dos dados e síntese interpretativa dos achados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que orientou o presente estudo foi: qual é a eficácia comparativa entre a terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) e o ultrassom terapêutico no manejo das tendinopatias? A escolha dessa pergunta justifica-se pela ampla utilização clínica dessas modalidades e pela heterogeneidade dos resultados observados na literatura recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed e SciELO — esta última utilizada exclusivamente para embasamento metodológico — durante o mês de dezembro de 2025. Para garantir abrangência e precisão na recuperação dos estudos, foram empregados descritores controlados do Medical Subject Headings (MeSH) combinados a termos livres, utilizando operadores booleanos. A estratégia principal incluiu o uso de “Ultrasonic Therapy” AND “Trauma” NOT “Animals”, em que o operador AND restringiu a busca à intersecção direta entre ultrassom terapêutico e lesões musculoesqueléticas, enquanto NOT Animals eliminou automaticamente estudos experimentais com modelos animais. Ademais, foram aplicados filtros para restringir os resultados a artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis nos idiomas inglês ou português e com acesso integral (Free Full Text). Revisões narrativas, metanálises, revisões sistemáticas, capítulos de livros e documentos institucionais foram excluídos já na fase inicial da triagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a seleção dos estudos, procedeu-se inicialmente à leitura de títulos e resumos, seguida pela leitura integral dos artigos potencialmente elegíveis. Essa etapa foi realizada por dois revisores independentes, com divergências resolvidas por consenso. Embora a estratégia de busca tenha recuperado publicações referentes a diferentes condições musculoesqueléticas, somente foram incluídos estudos que investigavam diretamente a aplicação de ESWT e/ou ultrassom terapêutico em tendinopatias, como epicondilite lateral, tendinopatia do tendão de Aquiles e outras afecções tendíneas por sobrecarga. Dessa forma, foram excluídos estudos que envolviam neuropatias compressivas (como síndrome do túnel do carpo), processos pós-operatórios (como reparo do manguito rotador), lesões fibrocartilaginosas (como degeneração meniscal) e patologias não caracterizadas como tendinopatias clássicas, assegurando a coerência entre escopo, metodologia e análise final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a definição do conjunto final de estudos, procedeu-se à extração sistemática dos dados, contemplando informações relativas ao delineamento metodológico, características das amostras, parâmetros terapêuticos utilizados, desfechos avaliados (como dor, função e mudanças estruturais observadas por imagem) e principais resultados. Esses dados foram organizados de forma padronizada, possibilitando a comparação entre os estudos incluídos e favorecendo a identificação de padrões de resposta terapêutica. A síntese dos achados ocorreu de forma narrativa, respeitando a heterogeneidade entre protocolos, populações e métodos de avaliação empregados nos ensaios selecionados. Conforme enfatizado por Silva e Pereira (2022), uma revisão sistemática deve apresentar de forma clara e objetiva a resposta à pergunta que a motivou, e a análise desenvolvida neste estudo seguiu essa orientação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram observados todos os preceitos éticos e legais aplicáveis ao uso de materiais acadêmicos, com a devida referência a todas as fontes utilizadas, em conformidade com a Lei nº 9.610/1998. Por se tratar de estudo exclusivamente documental, sem envolvimento direto de seres humanos, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. RESULTADOS E DISCUSSÕES / ANÁLISE DOS DADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca sistemática conduzida na base de dados PubMed utilizando os descritores “Ultrasonic Therapy” AND “Trauma” NOT “Animals”, combinados por operadores booleanos e alinhados aos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos, resultou inicialmente em 32 estudos potencialmente relacionados ao tema. Após a remoção das duplicidades e a análise preliminar de títulos e resumos, apenas 10 estudos foram considerados pertinentes para leitura na íntegra. A subsequente triagem completa permitiu avaliar a adequação metodológica e temática de cada artigo, levando à exclusão de trabalhos que não possuíam relação direta com tendinopatias decorrentes de trauma, além daqueles que constituíam revisões, metanálises, relatos de caso, estudos em animais ou artigos sem acesso integral. Ao final desse processo rigoroso, somente 5 estudos atenderam integralmente aos critérios metodológicos, compondo o conjunto final de evidências desta revisão. Esse percurso de seleção, apesar de reduzir substancialmente o número de estudos incluídos, conferiu maior consistência à análise ao assegurar que apenas trabalhos metodologicamente robustos e diretamente alinhados ao objetivo da investigação fossem considerados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise integrada dos estudos selecionados revelou um panorama heterogêneo sobre o uso do ultrassom terapêutico (US) e da terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) no tratamento de tendinopatias relacionadas ao trauma. Embora todos os artigos tenham investigado intervenções físicas aplicadas a estruturas tendíneas lesionadas, a diversidade de protocolos terapêuticos, formas de administração dos agentes eletrofísicos, características das amostras e métricas de avaliação contribuiu para resultados parcialmente convergentes e parcialmente contrastantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Perveen et al. (2024) destacou-se por demonstrar efeitos superiores da ESWT sobre o ultrassom associado à fricção profunda no tratamento da epicondilite lateral. Apesar das limitações referentes ao tamanho amostral e ao curto acompanhamento, os autores observaram redução expressiva da dor e melhora da função, sugerindo que a ESWT desencadeia respostas biológicas aceleradas, tais como redução de mediadores inflamatórios, aumento da perfusão sanguínea e estímulo direto ao reparo tecidual. Esses achados são consistentes com pesquisas que descrevem a mecanotransdução como mecanismo central na modulação de tenócitos e na reorganização da matriz extracelular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraste, o estudo comparativo publicado em 2020 — que avaliou ultrassom, ESWT e Kinesiotaping — identificou que todas as modalidades terapêuticas promoveram melhora sintomática relevante, sem diferenças significativas entre elas. Esse resultado sugere que intervenções conservadoras distintas podem convergir no alívio da dor, sobretudo em tendinopatias subagudas ou crônicas. Contudo, a superioridade do Kinesiotaping na melhora da força de preensão chama atenção para a relevância de estímulos proprioceptivos e neuromusculares que não são reproduzidos diretamente pelas modalidades eletrofísicas. Apesar dessa equivalência clínica observada, apenas o grupo tratado com ESWT apresentou melhora ultrassonográfica tardia, reforçando que adaptações estruturais tendíneas podem demandar períodos mais prolongados que as melhorias sintomáticas precedentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Król et al. (2024), por sua vez, forneceu evidências robustas de que a ESWT focalizada de alta intensidade promove a maior redução percentual da dor entre todos os estudos analisados, atingindo valores superiores a 70% após 12 semanas. Os autores explicam esse efeito por meio de mecanismos neurofisiológicos bem descritos, incluindo redução de substância P e degeneração reversível de terminações nociceptivas periféricas. Entretanto, a ausência de diferenças significativas na força muscular em comparação ao ultrassom sugere que a analgesia, mais do que alterações estruturais imediatas, é o principal mediador da recuperação funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, o ensaio clínico de Gatz et al. (2021) desafia a narrativa de superioridade da ESWT ao demonstrar que, em tendinopatia de Aquiles, tanto a ESWT de foco pontual quanto a linear não apresentaram efeitos superiores ao placebo. As melhoras clínicas observadas em todos os grupos, inclusive no controle placebo, evidenciam a relevância de fatores contextuais, do efeito expectativa e da variabilidade natural da dor em tendinopatias crônicas. Além disso, mesmo diante de progresso clínico, não foram observadas alterações estruturais relevantes nas avaliações por ultrassom, Doppler, elastografia ou caracterização tecidual. Esse achado reforça uma discussão recorrente na literatura: a dissociação entre sintomas clínicos e morfologia tendínea, indicando que o alívio da dor não necessariamente traduz regeneração estrutural identificável por imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o estudo de Baraa Alsulaimani et al. (2024) concluiu que a ESWT radial, quando associada a exercícios e orientação clínica, não supera o placebo em pacientes com tendinopatia insercional do tendão de Aquiles. Esses resultados, que contrastam com os efeitos positivos relatados em estudos voltados ao cotovelo ou ao ombro, reforçam que a resposta à ESWT é dependente de múltiplos fatores, incluindo profundidade do tendão, composição tecidual, grau de cronicidade e adequação dos parâmetros de aplicação. Além disso, o estudo destaca que intervenções baseadas em exercício e educação apresentam forte potencial terapêutico por si só, muitas vezes suplantando a contribuição marginal das modalidades eletrofísicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A síntese das evidências demonstra que, embora o ultrassom terapêutico e a ESWT compartilhem mecanismos fisiológicos relacionados à modulação da dor e ao estímulo tecidual, sua eficácia varia amplamente entre diferentes tendinopatias. De modo geral, os casos envolvendo epicondilite lateral mostraram respostas mais consistentes à ESWT, sobretudo em protocolos de alta intensidade, enquanto tendinopatias do tendão de Aquiles apresentaram resultados mais controversos, frequentemente sem diferença clara em relação ao placebo. Esses achados ressaltam a importância de individualizar o tratamento conforme a região anatômica, profundidade tecidual e estágio da lesão, além de considerar que a dor em tendinopatias pode ser modulada por mecanismos neuropsicológicos que ultrapassam a intervenção física isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar em conjunto os cinco estudos selecionados, observa-se que a heterogeneidade metodológica — incluindo diferenças nos parâmetros de ultrassom, variação na densidade de energia da ESWT, protocolos de exercícios associados, diferentes métodos de mensuração e tempos de seguimento — limita a possibilidade de estabelecer um consenso definitivo sobre a superioridade de uma modalidade sobre outra. Ainda assim, o conjunto das evidências aponta para uma tendência favorável à ESWT em tendinopatias do cotovelo, enquanto seu papel em tendinopatias do tendão de Aquiles permanece incerto, exigindo estudos adicionais com amostras maiores, padronização de protocolos e avaliações estruturais mais sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão sistemática buscou analisar criticamente a eficácia comparativa entre a terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) e o ultrassom terapêutico (US) no manejo das tendinopatias, com foco especial na epicondilite lateral e na tendinopatia de Aquiles. A partir da aplicação rigorosa dos critérios de elegibilidade e exclusão, cinco estudos publicados nos últimos cinco anos foram incluídos, permitindo uma síntese consistente das evidências mais recentes sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira geral, os resultados apontam para um desempenho superior ou equivalente da ESWT em relação ao ultrassom, principalmente no que diz respeito à redução da dor e à melhora funcional em quadros de epicondilite lateral, conforme observado em estudos como os de Perveen et al. (2024) e Król et al. (2024). A ESWT demonstrou capacidade consistente de promover alívio sintomático, favorecer o retorno funcional e, em alguns casos, induzir mudanças estruturais favoráveis no tendão ao longo do tempo. No entanto, a magnitude dos efeitos apresentou grande variabilidade entre os estudos, influenciada por fatores como intensidade aplicada, número de sessões, tipo de onda (radial ou focalizada), parâmetros energéticos e características específicas das populações estudadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da tendinopatia insercional do tendão de Aquiles, os achados mostraram-se mais heterogêneos. Estudos como os de Gatz et al. (2021) e Baraa Alsulaimani et al. (2024) indicaram que a ESWT pode não ser superior ao placebo quando combinada a programas estruturados de exercícios, reforçando a relevância da terapia ativa como componente central na reabilitação dessas lesões. Em alguns ensaios, a ausência de diferença entre grupos pode ter sido influenciada por respostas placebo, padrões naturais de evolução da doença, heterogeneidade nas cargas de treino e diferenças metodológicas que dificultam comparações diretas com estudos sobre epicondilite lateral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a síntese global sugere que a ESWT apresenta maior potencial terapêutico do que o ultrassom em tendinopatias crônicas, especialmente quando aplicada com parâmetros adequados, periodicidade regular e integração a um programa de reabilitação progressivo. O ultrassom, por sua vez, demonstrou ser eficaz na redução da dor e na melhora funcional, mas com efeitos geralmente mais modestos e menos consistentes ao longo do tempo, destacando-se como modalidade complementar e não como principal estratégia terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante evidenciado pelos estudos incluídos refere-se às limitações metodológicas recorrentes, como amostras pequenas, ausência de acompanhamento prolongado, falta de cegamento apropriado, intervenções associadas não padronizadas e variabilidade nos parâmetros aplicados. Tais fragilidades reforçam a necessidade de ensaios clínicos randomizados mais robustos, com protocolos claramente definidos e maior rigor na mensuração dos desfechos clínicos e estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do conjunto de evidências analisadas, conclui-se que a ESWT representa uma alternativa terapêutica segura, viável e frequentemente mais eficaz que o ultrassom terapêutico, sobretudo para tendinopatias de caráter crônico e refratário. No entanto, sua superioridade não se estende de forma uniforme a todas as condições tendíneas, como observado na tendinopatia insercional do tendão de Aquiles, onde resultados conflitantes ainda limitam recomendações definitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, embora a ESWT se destaque como intervenção promissora, a escolha entre ESWT e ultrassom deve considerar as características clínicas da tendinopatia, os objetivos terapêuticos, a disponibilidade de recursos, e a integração com abordagens baseadas em exercício e educação, reconhecidamente fundamentais no manejo dessas patologias. Estudos futuros são essenciais para elucidar parâmetros ideais, identificar perfis de pacientes mais responsivos e consolidar o papel de cada modalidade no arsenal terapêutico da fisioterapia musculoesquelética.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AL SULAIMANI, Baraa et al. Does shockwave therapy lead to better pain and function than sham over 12 weeks in people with insertional Achilles tendinopathy? A randomised controlled trial. <strong>Clinical Rehabilitation</strong>, 20 dez. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COMPARISON OF THE CLINICAL AND SONOGRAPHIC EFFECTS OF ULTRASOUND THERAPY, EXTRACORPOREAL SHOCK WAVE THERAPY AND KINESIO TAPING IN LATERAL EPICONDYLITIS. <strong>Turkish Journal of Medical Sciences</strong>, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GATZ, M. et al. Line- and Point-Focused Extracorporeal Shock Wave Therapy for Achilles Tendinopathy: A Placebo-Controlled RCT Study. <strong>Sports Health: A Multidisciplinary Approach</strong>, v. 13, n. 5, p. 511–518, 13 fev. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KRÓL, P. et al. Focused shock wave and ultrasound therapies in the treatment of lateral epicondylitis – a randomized control trial. <strong>Scientific Reports</strong>, v. 14, n. 1, 30 out. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCUS TOLENTINO SILVA; MAURÍCIO FERNANDES PEREIRA. Revisões sistemáticas e outros tipos de síntese: comentários à série metodológica publicada na Epidemiologia e Serviços de Saúde. <strong>Epidemiologia e Serviços de Saúde</strong>, v. 31, n. 3, 1 jan. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. de C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. <strong>Texto &amp; Contexto – Enfermagem</strong>, v. 17, n. 4, p. 758–764, dez. 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERVEEN, W. et al. Effects of extracorporeal shockwave therapy versus ultrasonic therapy and deep friction massage in the management of lateral epicondylitis: a randomized clinical trial. <strong>Scientific Reports</strong>, v. 14, n. 1, p. 16535, 17 jul. 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: pedroalexandre1604@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0001-3025-5077;<br>²Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: felipefcamara09@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0000-4429-685X;<br>³Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: matheus.grubisik@souunit.com.br orcid: https://orcid.org/0009-0006-4240-6289;<br>⁴Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: manoelnetoguimaraes@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0000-0192-6604;<br>⁵Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: annabeatriz.pradocosta@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0002-8926-037X;<br>⁶Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: carolinagomespmmm@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0004-7867-1055;<br>⁷Discente do Curso Superior de Medicina da Afya Centro Universitário UNIMA e-mail: ciceroartur22@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0006-4959-0082;<br>⁸Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: silva.robertaconceicao@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0009-5463-9970;<br>⁹Discente do Curso Superior de Medicina da Universidade Tiradentes Campus Farolândia e-mail: maria.asilveira@souunit.com.br orcid: https://orcid.org/0009-0006-6429-939X;<br>¹⁰Discente do Curso Superior de Medicina da Afya Centro Universitário UNIMA e-mail: evandrotenorio04@gmail.com orcid: https://orcid.org/0009-0001-4833-1357.;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DE SUICÍDIO NO NORDESTE DO BRASIL: UM ESTUDO RETROSPECTIVO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/panorama-epidemiologico-de-suicidio-no-nordeste-do-brasil-um-estudo-retrospectivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 20:57:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266456</guid>

					<description><![CDATA[EPIDEMIOLOGICAL OVERVIEW OF SUICIDE IN NORTHEASTERN BRAZIL: A RETROSPECTIVE STUDY REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602281757 Osvaldo Do Rêgo Mello FilhoRafael Lucas Cerqueira SilvaOrientador: Prof. Dr. Danilo Gonçalves Dantas Resumo O suicídio constitui um importante problema de saúde pública global, caracterizado por sua natureza multifatorial e pelo impacto significativo na morbimortalidade populacional. A Organização Mundial da Saúde estima [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">EPIDEMIOLOGICAL OVERVIEW OF SUICIDE IN NORTHEASTERN BRAZIL: A RETROSPECTIVE STUDY</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602281757</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Osvaldo Do Rêgo Mello Filho<br>Rafael Lucas Cerqueira Silva<br>Orientador: Prof. Dr. Danilo Gonçalves Dantas</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O suicídio constitui um importante problema de saúde pública global, caracterizado por sua natureza multifatorial e pelo impacto significativo na morbimortalidade populacional. A Organização Mundial da Saúde estima que uma morte por suicídio ocorra a cada 40 segundos, evidenciando a magnitude desse agravo. No Brasil, observa-se crescimento das taxas, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, além de impacto relevante em idosos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico do suicídio na região do Nordeste do Brasil entre 2014 e 2024, identificando tendências temporais, características sociodemográficas e fatores associados. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo baseado em dados secundários oficiais. Os resultados indicam crescimento progressivo das taxas no período analisado, com predominância de casos no sexo masculino e maior ocorrência entre jovens adultos. Observou-se associação entre o suicídio e fatores sociais e econômicos, como desigualdade social, desemprego, vulnerabilidade social e limitações no acesso aos serviços de saúde mental. Além disso, verificou-se impacto significativo do contexto pandêmico recente, com aumento nas notificações e agravamento dos indicadores relacionados à saúde mental. A análise epidemiológica demonstrou que o suicídio apresenta distribuição heterogênea, atingindo grupos populacionais com diferentes níveis de vulnerabilidade, incluindo jovens, populações socialmente vulneráveis e indivíduos com histórico de transtornos mentais. Conclui-se que a compreensão do perfil epidemiológico é fundamental para subsidiar o planejamento de políticas públicas e estratégias de prevenção direcionadas, contribuindo para a redução dos índices e fortalecimento da rede de atenção psicossocial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Suicídio; Epidemiologia; Saúde mental; Mortalidade; Vulnerabilidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Suicide is a major global public health problem characterized by its multifactorial nature and significant impact on population morbidity and mortality. The World Health Organization estimates that one suicide occurs every 40 seconds, highlighting the magnitude of this issue. In Brazil, suicide rates have increased, particularly among adolescents and young adults, while also affecting older populations. This study aimed to analyze the epidemiological profile of suicide in Northeastern Brazil between 2014 and 2024, identifying temporal trends, sociodemographic characteristics, and associated factors. This is a descriptive epidemiological study based on secondary official data. The findings revealed a progressive increase in suicide rates during the analyzed period, with a predominance among males and higher occurrence among young adults. Suicide was associated with social and economic determinants such as social inequality, unemployment, social vulnerability, and limited access to mental health services. Additionally, the recent pandemic context significantly impacted mental health indicators, increasing self-harm notifications and suicide rates. The epidemiological analysis demonstrated heterogeneous distribution across population groups with varying vulnerability levels, including young individuals, socially vulnerable populations, and individuals with mental disorders. Understanding the epidemiological profile of suicide is essential to support public policies and preventive strategies, contributing to suicide rate reduction and strengthening psychosocial care networks.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Suicide; Epidemiology; Mental health; Mortality; Social vulnerability.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp;INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O suicídio é considerado um grave problema de saúde pública em todo o mundo, sendo responsável por milhões de mortes anualmente. Trata-se de um fenômeno complexo, multifatorial e que atinge diferentes faixas etárias, gêneros e contextos sociais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio, o que demonstra a magnitude e a relevância do tema (Johnston <em>et al.,</em> 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os números também chamam a atenção. Segundo dados oficiais, as taxas de suicídio têm crescido, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, embora também haja impacto expressivo entre idosos. Essa realidade impõe a necessidade de estudos epidemiológicos que permitam compreender melhor o perfil das pessoas afetadas e as circunstâncias relacionadas ao ato (Barbora <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo do perfil epidemiológico de suicídio nos últimos 10 anos é essencial, pois permite identificar tendências temporais, variações geográficas e fatores associados, fornecendo subsídios para o planejamento de políticas públicas de prevenção e intervenção (Serrano, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise epidemiológica possibilita ainda mapear grupos de maior vulnerabilidade, como homens jovens, povos indígenas, populações em situação de vulnerabilidade social e indivíduos com histórico de transtornos mentais. Esse conhecimento é crucial para ações direcionadas e eficazes (Posselt <em>et al.,</em> 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de relevância é a associação entre o suicídio e condições sociais, econômicas e culturais. Fatores como desemprego, desigualdade social, violência urbana, isolamento social e até mesmo o impacto da pandemia de COVID-19 influenciaram diretamente as taxas de mortalidade por suicídio nos últimos anos (Brasil, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o suicídio é frequentemente permeado por estigma e silêncio, o que dificulta sua abordagem adequada em diversas esferas da sociedade. Essa falta de discussão aberta contribui para a perpetuação do problema e para a carência de estratégias efetivas de prevenção (Thompson <em>et al</em>., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos epidemiológicos podem ajudar a desmistificar o tema, trazendo dados concretos e cientificamente embasados que sustentem o desenvolvimento de campanhas de conscientização e políticas públicas de saúde mental mais robustas (Sher <em>et al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que compreender o perfil epidemiológico não significa apenas observar números, mas também reconhecer os contextos sociais, culturais e de saúde que cercam cada caso. Essa visão integrada é fundamental para compreender o fenômeno em sua complexidade (Park <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, investigar o perfil epidemiológico do suicídio nos anos de 2014 à 2024, que é uma iniciativa de grande relevância acadêmica, científica e social, pois possibilita uma leitura crítica da realidade atual e contribui para a criação de estratégias preventivas mais eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha desse tema se justifica pela crescente relevância do suicídio como problema de saúde pública, que ainda enfrenta barreiras em termos de visibilidade, compreensão e enfrentamento social. Apesar dos números alarmantes, o suicídio é frequentemente negligenciado em debates públicos e políticas governamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão epidemiológica do fenômeno é necessária para evidenciar tendências e transformações ao longo do tempo. O recorte temporal de 10 anos permite observar variações importantes, seja no aumento ou diminuição dos casos, bem como no surgimento de novos fatores associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O suicídio, por ser um evento multifatorial, exige estudos que articulem dimensões biológicas, psicológicas e sociais. A análise epidemiológica é capaz de reunir esses aspectos de forma quantitativa, evidenciando padrões e favorecendo diagnósticos situacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância também está ligada ao fato de que o suicídio atinge populações diversas, mas com diferentes graus de vulnerabilidade. Identificar quais grupos apresentam maiores índices contribui para direcionar medidas específicas de prevenção e cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto a ser considerado é que a ausência de informações epidemiológicas sistematizadas gera lacunas importantes no campo da saúde mental e limita a capacidade das autoridades em propor políticas públicas assertivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, o suicídio impacta não apenas o indivíduo, mas também famílias, comunidades e a sociedade como um todo. A dor e as consequências sociais e emocionais reforçam a necessidade de ampliar a produção de conhecimento sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, estudar o perfil epidemiológico do suicídio nos últimos 10 anos é uma forma de contribuir para a produção científica nacional, fortalecer o debate sobre saúde mental e apoiar o desenvolvimento de ações estratégicas para redução desse grave problema social. Isso leva ao seguinte problema: qual o perfil epidemiológico do suicídio no Nordeste do Brasil durante os anos de 2014 à 2024? Quais fatores podem estar associados às variações nas taxas de ocorrência nesse período?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho tem como objetivo geral analisar o perfil epidemiológico do suicídio no Nordeste do Brasil durante os anos de 2014 à 2024, identificando tendências, temporais, características sociodemográficas e fatores associados. E ainda: identificar as taxas de suicídio registradas nos anos de 2014 à 2024, considerando variações temporais e características sociodemográficas e fatores associados no período de 2014 à 2024; descrever o perfil das vítimas de suicidio, levando em conta variáveis como idade, sexo, escolaridade e fatores socioeconômicos e analisar fatores associados ao aumento ou redução das taxas de suicídio, como contexto social, econômico, cultural e de saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo foi de caráter quantitativo, descritivo e retrospectivo, fundamentando-se na análise de dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizado pelo Ministério da Saúde. A escolha por esse delineamento justificou-se pela possibilidade de compreender, com base em registros oficiais, a magnitude e o comportamento do suicídio na região Nordeste, permitindo identificar padrões, perfis de vítimas e possíveis fatores associados ao evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recorte temporal compreendeu o período de 2014 a 2024, abrangendo uma década de registros. Essa delimitação temporal possibilitou a avaliação das tendências epidemiológicas do suicídio na região Nordeste do Brasil, considerando suas particularidades socioeconômicas, culturais e de acesso aos serviços de saúde. A análise desse período permitiu verificar a evolução das taxas de mortalidade e incidência, bem como possíveis mudanças nos perfis das notificações ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados analisados foram extraídos das notificações de casos de lesão autoprovocada, incluindo tentativas e óbitos por suicídio, conforme os critérios estabelecidos pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10), especialmente os códigos da categoria X60 a X84, que correspondem às diversas formas de autointoxicação, enforcamento, afogamento, uso de armas de fogo e outros meios utilizados. Essa categorização permitiu padronizar a coleta e a análise, garantindo comparabilidade com outros estudos e regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram consideradas variáveis relacionadas ao perfil sociodemográfico das vítimas, como idade, sexo, raça/cor, escolaridade e unidade federativa de residência, possibilitando traçar um panorama detalhado das populações mais vulneráveis. Além disso, foram incluídas informações referentes às circunstâncias do evento, como local de ocorrência (domicílio, via pública, hospital, entre outros) e o meio empregado, fatores essenciais para compreender o contexto e a dinâmica dos casos notificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise estatística foi conduzida por meio de estatística descritiva, com o cálculo de frequências absolutas e relativas, bem como taxas de incidência e mortalidade específicas por sexo, faixa etária e estado nordestino. Os resultados foram apresentados em tabelas, gráficos e mapas temáticos, de modo a facilitar a visualização e interpretação dos dados, permitindo identificar possíveis tendências regionais e temporais. Sempre que pertinente, foram aplicados indicadores comparativos entre os estados do Nordeste, com o objetivo de destacar diferenças e semelhanças entre os territórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a fidedignidade dos resultados, foi avaliada a qualidade do preenchimento das fichas de notificação no SINAN, uma vez que inconsistências, subnotificações ou registros incompletos podem interferir nas estimativas e interpretações. Tais limitações foram discutidas de forma crítica, reconhecendo os desafios inerentes à utilização de dados secundários no campo da saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a presente metodologia buscou oferecer uma análise ampla e detalhada da epidemiologia do suicídio no Nordeste do Brasil, contribuindo para o entendimento do fenômeno e fornecendo subsídios para a formulação de políticas públicas de prevenção e promoção da saúde mental na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados epidemiológicos provenientes do DATASUS e do Ministério da Saúde evidenciou crescimento expressivo da mortalidade por suicídio na região do Nordeste entre os anos de 2014 e 2024. Observou-se aumento aproximado de 54,9% no número de casos ao longo do período analisado, configurando a região como uma das que apresentou maior crescimento proporcional no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de mortalidade evoluiu de 4,39 para 6,80 óbitos por 100 mil habitantes, demonstrando tendência ascendente e sustentada ao longo da última década. Em relação à distribuição entre os estados, a Bahia apresentou o maior número absoluto de casos em 2024, totalizando 816 registros, seguida pelo Ceará, com 767 casos. Entretanto, quando consideradas as taxas proporcionais, o Piauí apresentou a maior taxa regional, atingindo 11,8 óbitos por 100 mil habitantes, mantendo-se historicamente acima da média nacional.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="457" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18.png" alt="" class="wp-image-266470" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18.png 599w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estado de Pernambuco registrou 578 casos estimados, com destaque para o aumento das notificações de autolesões, principalmente entre jovens. O Maranhão apresentou aproximadamente 350 casos, com crescimento estatisticamente significativo ao longo da última década. A Paraíba registrou cerca de 320 casos, destacando-se pelo aumento expressivo de aproximadamente 83% entre o público feminino no período analisado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio Grande do Norte apresentou 248 casos estimados, com crescimento de aproximadamente 15% entre 2023 e 2024. O estado de Alagoas registrou cerca de 190 casos, mantendo relativa estabilidade nos índices, embora existam evidências de subnotificação, sobretudo em áreas rurais. Já Sergipe apresentou aproximadamente 140 casos, configurando o menor volume absoluto da região, porém com taxa proporcional superior à observada na Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao perfil sociodemográfico das vítimas, observou-se predominância do sexo masculino, representando aproximadamente 78% a 80% dos casos. A faixa etária mais acometida correspondeu a adultos jovens, com maior concentração entre 20 e 39 anos. Contudo, verificou-se crescimento progressivo entre adolescentes e jovens, especialmente entre 15 e 29 anos, grupo considerado prioritário para intervenções preventivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao local de ocorrência, a maioria dos casos foi registrada no ambiente domiciliar, correspondendo a aproximadamente 60% a 71% das notificações. Quanto aos meios utilizados, observou-se predominância do enforcamento em todos os estados nordestinos, seguido pela intoxicação exógena, principalmente por pesticidas, e pelo uso de armas de fogo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="457" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18.png" alt="" class="wp-image-266469" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18.png 599w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-18-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados também evidenciaram associação entre o aumento dos índices e fatores socioeconômicos, como desigualdade de renda, desemprego e limitações no acesso aos serviços especializados em saúde mental, particularmente em regiões rurais. Além disso, observou-se aumento nas notificações a partir de 2021, sugerindo possível impacto dos fatores psicossociais relacionados ao período pós-pandêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados do presente estudo evidenciam tendência crescente da mortalidade por suicídio na região do Nordeste entre 2014 e 2024, corroborando investigações epidemiológicas realizadas no Brasil que apontam expansão dos índices nas regiões Norte e Nordeste nas últimas décadas. Estudos de série temporal demonstram aumento progressivo das taxas de mortalidade por suicídio no país, especialmente em áreas marcadas por maior vulnerabilidade socioeconômica e menor acesso a serviços especializados de saúde mental (Malta et al., 2020; Santos et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A predominância de óbitos no sexo masculino observada neste estudo, representando aproximadamente 78% a 80% dos casos, mantém padrão consistente com a literatura nacional e internacional. Evidências indicam que homens apresentam maior letalidade nas tentativas, menor busca por assistência psicológica e maior exposição a fatores como abuso de substâncias e estressores ocupacionais, o que contribui para maiores taxas de mortalidade (Meneghel; Moura, 2021; Pinto et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No presente estudo, o destaque epidemiológico do Piauí, que apresentou a maior taxa proporcional da região, reforça a heterogeneidade intra-regional da mortalidade por suicídio. Investigações ecológicas demonstram que estados com maiores desigualdades sociais e dificuldades estruturais nos serviços de saúde mental apresentam maior vulnerabilidade populacional para comportamentos autolesivos (Silva et al., 2023). Esses resultados sugerem que fatores socioeconômicos e barreiras no acesso aos cuidados em saúde mental podem atuar como determinantes relevantes para o aumento das taxas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observou-se também crescimento expressivo entre o público feminino, especialmente na Paraíba, indicando possível modificação do perfil epidemiológico tradicional. Estudos recentes sugerem aumento gradual das taxas entre mulheres, possivelmente relacionado ao crescimento da prevalência de transtornos depressivos, violência doméstica e sobrecarga psicossocial (Oliveira et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação dos casos entre adolescentes e jovens adultos, particularmente entre 15 e 29 anos, constitui achado preocupante e consistente com dados nacionais que apontam o suicídio entre as principais causas de morte nessa faixa etária. Pesquisas recentes evidenciam agravamento dos indicadores após a pandemia de COVID-19, associando o aumento dos casos ao isolamento social, insegurança econômica e maior prevalência de sintomas ansiosos e depressivos (Teixeira et al., 2023; Souza et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos métodos utilizados, a predominância do enforcamento em todos os estados analisados acompanha tendência nacional descrita na literatura, sendo considerado método de alta letalidade e ampla disponibilidade. Estudos epidemiológicos também apontam intoxicações por pesticidas e o uso de armas de fogo como métodos relevantes, especialmente em áreas rurais, onde o acesso a substâncias tóxicas pode ser facilitado (Ferreira et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O predomínio da ocorrência dos casos no ambiente domiciliar, identificado em mais de 60% dos registros, reforça evidências de que o suicídio frequentemente ocorre em contextos privados, dificultando a detecção precoce e a intervenção preventiva. Pesquisas indicam que o fortalecimento das redes de apoio social e familiar pode atuar como fator protetor, reduzindo o risco de comportamento suicida (Barros et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados também evidenciaram associação entre o aumento das taxas e determinantes sociais, como desemprego, desigualdade de renda e limitações no acesso aos serviços de saúde mental, sobretudo em áreas rurais. A literatura demonstra que esses fatores estruturais exercem impacto significativo sobre a saúde mental coletiva, reforçando a necessidade de políticas públicas intersetoriais que integrem ações de saúde, educação e assistência social (Carvalho et al., 2020; Andrade et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os achados do presente estudo reforçam a importância do desenvolvimento de estratégias preventivas direcionadas a grupos vulneráveis, especialmente jovens e homens adultos, além do fortalecimento da rede de atenção psicossocial e ampliação do acesso aos serviços de saúde mental, com foco na detecção precoce e no acompanhamento contínuo dos indivíduos em situação de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo evidenciou crescimento expressivo da mortalidade por suicídio na região do Nordeste entre 2014 e 2024, confirmando tendência ascendente dos indicadores epidemiológicos e ressaltando a relevância do problema como desafio de saúde pública. Observou-se distribuição heterogênea entre os estados, com maior número absoluto de casos na Bahia e maiores taxas proporcionais em estados como o Piauí, evidenciando influência de fatores demográficos, sociais e estruturais na determinação do fenômeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perfil epidemiológico identificado demonstrou predominância do sexo masculino, especialmente entre adultos jovens, além de crescimento preocupante entre adolescentes e jovens adultos. A ocorrência majoritária dos casos no ambiente domiciliar e a predominância do enforcamento como principal meio utilizado reforçam a complexidade da prevenção e a necessidade de estratégias que ultrapassem o ambiente institucional de saúde, envolvendo ações comunitárias e familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados também sugerem forte associação entre o aumento dos índices e determinantes sociais, como desigualdade socioeconômica, desemprego e dificuldades no acesso aos serviços especializados em saúde mental, sobretudo em áreas rurais. Tais evidências reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, ampliação da rede de atenção psicossocial e implementação de estratégias intersetoriais que integrem saúde, educação e assistência social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, conclui-se que o enfrentamento do suicídio na região Nordeste exige abordagem abrangente, baseada em vigilância epidemiológica contínua, ampliação do acesso aos serviços de saúde mental, qualificação dos profissionais para identificação precoce de fatores de risco e desenvolvimento de estratégias preventivas direcionadas aos grupos mais vulneráveis. Além disso, destaca-se a importância de novos estudos que explorem fatores culturais, sociais e individuais relacionados ao comportamento suicida, contribuindo para a formulação de intervenções mais eficazes e contextualizadas à realidade regional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, L. H. et al. Desigualdades sociais e fatores associados ao suicídio no Brasil. <strong>Revista Brasileira de Epidemiologia</strong>, São Paulo, v. 26, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBORA, A. B.; TEIXEIRA, C. F. A. F. Perfil epidemiológico e psicossocial do suicídio no Brasil. <em><strong>Research, Society and Development</strong></em><strong><em>,</em></strong> v. 10, n. 5, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, M. B. A. et al. Apoio social e saúde mental na população brasileira. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, Rio de Janeiro, v. 26, n. 9, p. 3795-3804, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. <strong>Sistema de Informações sobre Mortalidade</strong> – DATASUS. Mortalidade – desde 1996 pela CID-10. <strong>Disponível em: </strong>https://datasus.saude.gov.br/mortalidade-desde-1996-pela-cid-10/. <strong>Acesso em:</strong> 02 ago. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, M. S. et al. Determinantes sociais e mortalidade por suicídio no Brasil. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, São Paulo, v. 54, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, C. M. et al. Métodos utilizados em suicídios no Brasil: análise epidemiológica recente. <strong>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</strong>, Rio de Janeiro, v. 71, n. 2, p. 85-93, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JOHNSTON, J. N.; CAMPBELL, D.; CARUNCHO, H. J.; HENTER, I. D.; BALLARD, E. D.; ZARATE, C. A. Biomarcadores de suicídio para prever riscos, classificar subtipos de diagnóstico e identificar novos alvos terapêuticos. <em><strong>International Journal of Neuropsychopharmacology</strong></em>, v. 25, n. 3, p. 197–214, 2022. DOI: 10.1093/ijnp/pyab083.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MALTA, D. C. et al. Tendência temporal da mortalidade por suicídio no Brasil e regiões, 2000-2016. <strong>Revista Brasileira de Epidemiologia</strong>, São Paulo, v. 23, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEGHEL, S. N.; MOURA, R. Suicídio, gênero e masculinidades no Brasil. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, Rio de Janeiro, v. 26, n. 7, p. 2803-2812, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, A. P. et al. Mortalidade por suicídio em mulheres brasileiras: tendências recentes. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, São Paulo, v. 56, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARK, C. H. K. et al. Suicide risk factors across suicidal ideators, single suicide attempters, and multiple suicide attempters. <em><strong>Journal of Psychiatric Research</strong></em>, v. 131, p. 1–8, 2020. DOI: 10.1016/j.jpsychires.2020.08.018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, I. V. et al. Fatores associados ao suicídio e tentativas de suicídio no Brasil. <strong>Epidemiologia e Serviços de Saúde</strong>, Brasília, v. 31, n. 2, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POSSELT, M.; et al. The impact of screen media portrayals of suicide on viewers: a rapid review of the evidence. <em><strong>Health &amp; Social Care in the Community</strong></em>, v. 29, n. 1, p. 28–41, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, E. G. et al. Tendência temporal e distribuição espacial da mortalidade por suicídio no Brasil. <strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, Rio de Janeiro, v. 37, n. 9, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SERRANO, C. C.; FAJARDO DOLCI, G. (DOLCI, G.). Suicide prevention and suicidal behavior. <em><strong>Gaceta Médica de México</strong> (Gac. Med. Mex.)</em>, v. 157, n. 5, p. 547–552, 2021. DOI: 10.24875/GMM.M21000611.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SHER, L.; OQUENDO, M. A. Suicide: an overview for clinicians. <em><strong>Medical Clinics of North America</strong></em>, v. 107, n. 1, p. 119–130, 2023. DOI: 10.1016/j.mcna.2022.03.008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, B. F. A. et al. Desigualdades regionais e mortalidade por suicídio no Brasil. <strong>Revista Brasileira de Estudos Populacionais</strong>, Belo Horizonte, v. 40, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, M. L. et al. Impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental de adolescentes e jovens brasileiros. <strong>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</strong>, Rio de Janeiro, v. 73, n. 1, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, R. A. et al. Saúde mental e comportamento suicida em jovens no período pós-pandemia. <strong>Revista Brasileira de Psiquiatria</strong>, São Paulo, v. 45, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">THOMPSON, E. C.; et al. Suicide risk and psychotic experiences: considerations for safety planning with adolescents. <em><strong>R I Medical Journal</strong></em> (R I Med J), v. 105, n. 4, p. 26–30, 2022</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DENTIFRÍCIOS NO DESGASTE E NA RUGOSIDADE DO ESMALTE DE DENTES BOVINOS &#8211; ESTUDO IN VITRO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/influencia-de-diferentes-dentifricios-no-desgaste-e-na-rugosidade-do-esmalte-de-dentes-bovinos-estudo-in-vitro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 19:37:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266457</guid>

					<description><![CDATA[INFLUENCE OF DIFFERENT TOOTHPASTES ON THE WEAR AND ROUGHNESS OF BOVINE TOOTH ENAMEL &#8211; AN IN VITRO STUDY REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602280033 José Gabriel Bernardino da Silva Brito¹Juliana Raposo Souto Maior¹Lucas Rodrigues dos Santos¹Matheus José da Câmara de Oliveira¹Luís Felipe Espíndola Castro¹Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos¹Alexandre Batista Lopes do Nascimento¹Maria Sabrina dos Santos Lima¹Orientadora: Hilcia Mezzalira Teixeira¹Coorientadora: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">INFLUENCE OF DIFFERENT TOOTHPASTES ON THE WEAR AND ROUGHNESS OF BOVINE TOOTH ENAMEL &#8211; AN IN VITRO STUDY</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602280033</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">José Gabriel Bernardino da Silva Brito¹<br>Juliana Raposo Souto Maior¹<br>Lucas Rodrigues dos Santos¹<br>Matheus José da Câmara de Oliveira¹<br>Luís Felipe Espíndola Castro¹<br>Emanuel Ewerton Mendonça Vasconcelos¹<br>Alexandre Batista Lopes do Nascimento¹<br>Maria Sabrina dos Santos Lima¹<br>Orientadora: Hilcia Mezzalira Teixeira¹<br>Coorientadora: Renata Pedrosa Guimarães¹</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹ Universidade Federal de Pernambuco</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo <em>in vitro </em>avaliou a influência de diferentes dentifrícios no desgaste e na rugosidade do esmalte dentário de dentes bovinos submetidos a desafio erosivo. Foram confeccionados 30 corpos-de-prova, distribuídos em 6 grupos (n=5). Os seguintes materiais foram utilizados: Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging (Colgate), Creme Dental Ozonizado (Ozoncare); Forever Bright Toothgel (Forever Bright); Colgate Máxima Proteção Anticáries (Colgate); água destilada, escova elétrica adulto macia (Oral B) e saliva artificial. Os espécimes passaram por protocolo padronizado de escovação com escova elétrica e aplicação de carga controlada, simulando três meses de escovação clínica. A avaliação da rugosidade e do desgaste foi realizada por Microscopia Confocal a Laser. Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk (p &lt; 0,05) e de homocedasticidade pelo teste de Levene (p &lt; 0,05). Atendidos os pressupostos, os dados foram analisados por ANOVA à um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguido do pós teste de Tukey. O nível de significância foi fixado em 5%. Os grupos G3 (Forever Bright Toothgel, sem flúor) e G4 (Colgate Máxima Proteção Anticáries) apresentaram os maiores valores de desgaste, sendo o G3 o mais abrasivo. O grupo G4 também se destacou com os maiores valores de rugosidade superficial. Em contrapartida, os dentifrícios Colgate Renew Anti-Aging e o Creme Dental Ozonizado apresentaram os menores valores de desgaste e rugosidade, evidenciando comportamento mais conservador em relação ao esmalte dentário. A composição dos produtos, especialmente o tipo e a quantidade de abrasivos e a presença ou ausência de flúor, mostrou influência direta nos resultados. Os achados reforçam a necessidade de escolha criteriosa do dentifrício por parte dos cirurgiões-dentistas, considerando o potencial abrasivo dos produtos e os hábitos dos pacientes. O estudo também destaca os riscos da popularização de produtos odontológicos por meio das redes sociais sem respaldo técnico-científico. Conclui-se que, embora alguns dentifrícios promovam maior abrasividade, outros apresentam formulações mais seguras para o esmalte, sendo fundamental que sua recomendação seja baseada em evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Esmalte dentário; dentifrícios; escovação; desgaste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This <em>in vitro </em>study evaluated the influence of different toothpastes on the wear and roughness of bovine tooth enamel subjected to an erosive challenge. Thirty specimens were prepared and divided into six groups (n=5). The following materials were used: Colgate Renew Anti-Aging Tooth Gel (Colgate), Ozonized Toothpaste (Ozoncare), Forever Bright Toothgel (Forever Bright), Colgate Maximum Cavity Protection (Colgate), distilled water, soft-bristled adult electric toothbrush (Oral B), and artificial saliva. The specimens underwent a standardized brushing protocol using an electric toothbrush with controlled load, simulating three months of clinical brushing. Enamel roughness and wear were evaluated using Confocal Laser Microscopy. Statistical analysis included measures of mean, standard deviation, median, and percentiles, with comparisons made using ANOVA followed by Tukey&#8217;s test, adopting a 5% significance level. Groups G3 (Forever Bright Toothgel, fluoride-free) and G4 (Colgate Maximum Cavity Protection) showed the highest wear values, with G3 being the most abrasive. G4 also exhibited the highest surface roughness values. In contrast, Colgate Renew Anti-Aging and Ozonized Toothpaste presented the lowest wear and roughness values, demonstrating a more conservative effect on dental enamel. The composition of the products, particularly the type and quantity of abrasives and the presence or absence of fluoride, had a direct influence on the outcomes. These findings highlight the importance of careful toothpaste selection by dental professionals, considering the abrasive potential of the products and patients&#8217; habits. The study also underscores the risks associated with the popularization of dental products through social media without technical and scientific support. It is concluded that, while some toothpastes promote greater abrasiveness, others offer safer formulations for enamel, making it essential that their recommendation be based on scientific evidence.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Tooth enamel; toothpastes; brushing; wear.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-82b82153f49bd20cef067a2aac6ac292 wp-block-paragraph"><a id="_Toc37971"><strong>1&nbsp; INTRODUÇÃO</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O dentifrício surgiu no Egito Antigo, com a finalidade de remover resíduos acumulados na superfície dental, e desde o princípio possui agentes abrasivos na sua composição, a fim de auxiliar nessa remoção. A formulação inicial continha mirra, cascas de ovo, pedra-pomes e cinza em pó de cascos de boi (Lippert, 2013). Com o passar dos séculos, novos componentes foram inseridos e/ou modificados, mas contendo problemas como sabor ruim, custo elevado e nível alto de abrasividade, desafiando assim os pesquisadores a desenvolverem um dentifrício com menor abrasividade tecidual, melhor remoção de manchas e sabor agradável (Jardim; Alves; Maltz, 2009; Lippert, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dentifrícios são amplamente utilizados para higiene bucal e prevenção da cárie dentária, e contêm agentes abrasivos com o propósito de remover manchas e outros pigmentos da superfície dentária. Fórmulas diferentes possuem agentes abrasivos diferentes. A abrasividade do dentifrício depende no tamanho, forma e quantidade de partículas abrasivas presentes nos dentifrícios, sendo que a sua abrasividade é comumente descrita como Relative Enamel Abrasivity (REA) (Abrasividade Relativa do Esmalte) e Relative Dentine Abrasivity (RDA) (Abrasividade Relativa da Dentina). Abrasividade Relativa é uma escala numérica, que indica o grau de abrasividade e é útil para a comparação entre dentifrícios em relação ao substrato dental (Rosa <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sua ação abrasiva, os dentifrícios também atuam como veículos de agentes ativos utilizados na prevenção de doenças bucais. Defeitos erosivos são ocorrências de superfícies localizadas em partes mais expostas dos dentes por agentes químicos e impactos físicos, e isso leva a uma superfície de esmalte parcialmente desmineralizada, sendo sujeita a lesões abrasivas (Ganss <em>et al</em>., 2016; Assunção <em>et al</em>., 2019). Observa-se na literatura que dentifrícios fluoretados apresentam efeito benéfico em relação aos dentifrícios não fluoretados sobre a abrasão da dentina e esmalte submetidos a desafios erosivos, uma vez que os fluoretados têm potencial de diminuir o desenvolvimento do desgaste do dente (Magalhães <em>et al</em>., 2014; Scaramucci <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, novas pesquisas reforçaram o potencial do sistema remineralizante Regenerate Enamel Science, composto por gel e creme dental à base de silicato de cálcio e fosfato, associado a 1450 ppm de íons flúor. Estudos mais atuais evidenciam que essa combinação é eficaz na proteção contra o desgaste erosivo, promovendo a reposição de minerais no esmalte e a formação de uma camada mineralizada semelhante à hidroxiapatita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, verificou-se que o uso desse sistema reduz a perda de dureza do esmalte e da dentina em comparação aos dentifrícios fluoretados convencionais, inclusive após desafios ácidos simulados (Alhamdan <em>et al</em>., 2024; SciELO Brasil, 2024; BMC Oral Health, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em consideração a influência das mídias sociais e da internet como estratégias de marketing contemporâneas, produtos odontológicos são comumente divulgados via Instagram, uma das redes sociais mais acessada por brasileiros, e dotados de alto engajamento <em>online</em>, o que permite ainda mais que a indicação desses produtos seja realizada de forma inadequada e por indivíduos sem formação na área Odontológica, trazendo repercussões reais na saúde oral desses consumidores (Greuling <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista prático, o desempenho dos dentifrícios disponíveis no mercado é perceptível, tanto para profissionais quanto para os paciente, porém é necessário que a eficácia dos dentifrícios e os desgastes provocados por seu uso sejam analisados por métodos científicos que vão além da simples observação clínica, a fim de conferir rigor científico para escolha dos melhores produtos a ser empregados para a higiene bucal ou, ainda, descartar a eficácia deles. Dessa forma, o presente estudo avaliou o desgaste e a rugosidade após o uso de diferentes dentifrícios que prometem diversos benefícios para a estrutura dental.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-724a84ac6f402cd08fd9be8479181b9f wp-block-paragraph"><a id="_Toc37972"><strong>2&nbsp; MATERIAIS E MÉTODOS</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) nº0049/2024 da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (Anexo A), e foi desenvolvida nas instalações do Curso de Odontologia da UFPE, no Núcleo de Pesquisa Clínica em Biomateriais, no Laboratório Multiusuário e no Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia &#8211; LITPEG (UFPE).</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-fc2fae34ae83cedda9938bfe716ec43e wp-block-paragraph"><a id="_Toc37973"><strong>2.1&nbsp; Divisão dos grupos experimentais</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram utilizados 30 incisivos de bovinos jovens, obtidos com autorização do matadouro Mercado Nordeste – Tuparetama/PE. Os dentes foram previamente armazenados em solução de clorexidina a 2% por 12 horas para desinfecção e, em seguida, acondicionados em água destilada. A profilaxia dos dentes foi realizada com escova de Robinson e pasta de pedra-pomes e água. Após esse procedimento, os dentes permaneceram armazenados em água destilada e refrigerados até o momento da utilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os corpos-de-prova foram distribuídos em 6 grupos (n=5), divididos de acordo com os géis dentais utilizados: Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging (Colgate), Creme Dental Ozonizado (Ozoncare); Forever Bright Toothgel (Forever Bright); Colgate Máxima Proteção Anticáries (Colgate); água destilada, escova elétrica adulto macia (Oral B) e saliva artificial (Quadro 1).</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-3aa8d38fb60b0e8234e221c233c0426a wp-block-paragraph"><a id="_Toc37974"><strong>2.2&nbsp; Seleção e preparo dos espécimes</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A secção dos dentes foi realizada na superfície vestibular, nos sentidos mésio-distal e ocluso-cervical, com o auxílio de disco diamantado dupla-face (KG-Sorensen) sob abundante refrigeração, obtendo-se fragmentos de esmalte com dimensões de 10 mm x 10 mm (Figura 1a). Para a inclusão dos fragmentos em resina acrílica quimicamente ativada (FastProl), foi confeccionada uma matriz de silicone de adição (Coltene) (Figura 1b).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 </strong>&#8211; Divisão dos grupos de acordo com os dentifrícios utilizados, marca e composição dos dentifrícios</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="753" height="754" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-8.png" alt="" class="wp-image-266458" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-8.png 753w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-8-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-8-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 753px) 100vw, 753px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="559" height="229" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-9.png" alt="" class="wp-image-266459" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-9.png 559w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-9-300x123.png 300w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 1 &#8211; a. </strong>Fragmentos de 10x10mm obtidos com corte na face vestibular, nos sentidos mésio-distal e ocluso-cervical, usando disco diamantado com refrigeração. <strong>b</strong>. Matriz de silicone de adição (Coltene).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o uso de fita dupla face (Adere) e uma placa de vidro, os fragmentos de esmalte foram transferidos para a matriz de silicone contendo a resina acrílica, formando uma superfície plana (Figura 2a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As amostras foram inicialmente niveladas e polidas utilizando-se lixas de carbeto de silício com granulações progressivas de #600, #800 e #1200, em uma politriz (Buehler, Ecomet), sob irrigação contínua em uma velocidade de 150 rotações por minuto (Figura 2b). Em seguida, uma porção da superfície esmalte foi isolada com duas camadas de esmalte de unha (Seda Base – RISQUÉ). Após essa etapa, aplicaram-se fitas adesivas de modo a delimitar uma área de exposição de 5 x 5 mm, permitindo a comparação direta da superfície antes e depois do procedimento de escovação em cada espécime (Rocha, 2012; Lopes, 2014) (Figura 2c).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="251" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-10.png" alt="" class="wp-image-266460" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-10.png 717w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-10-300x105.png 300w" sizes="(max-width: 717px) 100vw, 717px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 2 &#8211; a. </strong>Montagem dos fragmentos na matriz de silicone, <strong>b. </strong>Nivelamento e polimento das amostras, <strong>c.</strong> Delimitação da área de exposição com fita adesiva.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-727bf4d81670063322951e387bdf5880 wp-block-paragraph"><a id="_Toc37975"><strong>2.3&nbsp; Método de erosão/abrasão</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reproduzir as condições clínicas durante a escovação, foram preparadas soluções <em>slurry </em>pela combinação dos géis testados com água destilada na proporção de 1 parte de gel para 2 partes de água (90g de gel para 180 mL de água destilada) (Figura 3a). Durante o processo de escovação, foi administrado 1 mL dessa mistura a cada 20 segundos entre o espécime e a escova, com exceção dos grupos G4 e G5, considerando que na cavidade oral o gel sofre diluição natural pela saliva (Rocha, 2012; Tachibana <em>et al.</em>, 2006; Silva <em>et al</em>., 2006). Antes da escovação, as amostras permaneceram imersas por 5 minutos em solução de ácido cítrico a 0,3% (Roval), simulando o “desafio ácido” pós-refeição descrito por Menezes <em>et al. </em>(2003). Na sequência, realizou-se a escovação por 2 minutos com o auxílio de uma escova elétrica (Oral B), que foi acoplada a um minitorno para manter seu alinhamento fixo e paralelo ao corpo de prova. Este também permaneceu fixo, sendo aplicada uma força constante de 200g (~2N) durante o procedimento (Figura 3b).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="278" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-11.png" alt="" class="wp-image-266461" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-11.png 554w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-11-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figuras 3 &#8211; a. </strong>Géis foram diluídos em água destilada na proporção de 1:2, equivalente a 90g de gel para cada 180 mL de água, <strong>b. </strong>escova elétrica (Oral B) foi fixada em um minitorno, mantendo-se alinhada e paralela ao espécime, que também permanecia fixo. A aplicação da força sobre o sistema foi padronizada em 200g (~2N).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após cada etapa de escovação, os espécimes foram enxaguados com água destilada durante 10 segundos e, em seguida, suavemente secos com papel absorvente. Posteriormente, foram imersos em saliva artificial por um período de 5 minutos (Menezes <em>et al</em>., 2003; Rodrigues <em>et al</em>., 2019; Korbmacher-Steiner <em>et al</em>., 2012). Esse protocolo foi repetido por cinco ciclos consecutivos, correspondendo à simulação de aproximadamente três meses de escovação em condições clínicas (Korbmacher-Steiner <em>et al.</em>, 2012; Kadota <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalizados os ciclos, os corpos-de-prova foram retirados cuidadosamente e lavados em água corrente por 1 minuto para eliminar quaisquer resíduos de gel dental. Os corpo-de-prova permaneceram em água destilada até o momento da avaliação.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-2b667f1ee8b00bbb8c038484e5fef40f wp-block-paragraph"><a id="_Toc37976"><strong>2.4&nbsp; Método de avaliação do desgaste e rugosidade</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desgaste e a rugosidade média foram medidos por um Microscópio Confocal a Laser &#8211; Microscópio Confocal ZEISS LSM 700 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha), localizado no Laboratório de Biocorrosão e Corrosão (COMPOLAB) do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da UFPE (Figura 4). As imagens foram obtidas na objetiva de 50X, 14 através de um laser apresentando comprimento de onda de 405nm, com potência de 0,5mW.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="278" height="320" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-12.png" alt="" class="wp-image-266462" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-12.png 278w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-12-261x300.png 261w" sizes="(max-width: 278px) 100vw, 278px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4</strong>&#8211; Microscópio Confocal ZEISS LSM 700 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha) &#8211; Laboratório de Biocorrosão e Corrosão (COMPOLAB) do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia &#8211; UFPE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi selecionada uma área específica da amostra, a partir da qual as imagens foram adquiridas, cada uma com tamanho de 120 µm x 120 µm. As imagens foram analisadas utilizando o software ZEN X 64, versão 1.1.0 (Zeiss, Jena, TH, Alemanha). Este software permite dividir a imagem em 6 partes, de modo que foi possível obter o valor médio da rugosidade e desgaste superficial para cada corte da imagem. Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk (p &lt; 0,05) e de homocedasticidade pelo teste de Levene (p &lt; 0,05). Atendidos os pressupostos, os dados foram analisados por ANOVA à um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguido do pós teste de Tukey. O nível de significância foi fixado em 5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dentes bovinos utilizados foram devidamente descartados de acordo com as normas ambientais e sanitárias vigentes. A destinação ocorreu por meio de empresa especializada no tratamento e reciclagem de resíduos de origem animal, a qual os encaminhou para transformação em subprodutos de valor comercial, como a farinha de osso, evitando passivos ambientais.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-ceaf5a572849dbe954ab95fae2daba3a wp-block-paragraph"><a id="_Toc37977"><strong>3&nbsp; RESULTADOS</strong></a></p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-7ddf69b6a5ec9fe6e30cea2d6bcb82d9 wp-block-paragraph"><a id="_Toc37978"><strong>3.1&nbsp; Resultado de avaliação do desgaste e da rugosidade</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade, pelo teste de Shapiro-Wilk (p &lt; 0,05), e de homocedasticidade, pelo teste de Levene (p &lt; 0,05). Após a confirmação dos pressupostos, aplicou-se a ANOVA a um critério, considerando a variável tipo de tratamento, seguida do pós-teste de Tukey. O nível de significância adotado foi de 5%.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="554" height="338" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-13.png" alt="" class="wp-image-266463" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-13.png 554w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-13-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1 </strong>&#8211; Barras indicam os valores médios de desgaste. Letras minúsculas diferentes apontam diferenças estatísticas significativas (ANOVA/Tukey, 5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas médias de desgaste entre os grupos G1, G2, G5 e G6 (p &gt; 0,05). Os maiores valores de desgaste foram registrados nos grupos G3 e G4 em comparação aos demais (p &lt; 0,05), sendo que o grupo G3 apresentou as maiores médias de desgaste entre todos os grupos avaliados (p &lt; 0,05).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="569" height="354" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14.png" alt="" class="wp-image-266464" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14.png 569w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-14-300x187.png 300w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2 </strong>&#8211; Barras indicam os valores médios de rugosidade. Letras minúsculas diferentes apontam diferenças estatísticas significativas (ANOVA/Tukey, 5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não houve diferenças estatísticas significativas nas médias de rugosidade entre os grupos G1, G2, G3, G5 e G6 (p &gt; 0,05). Por outro lado, o grupo G4 apresentou valores de rugosidade superiores aos demais (p &lt; 0,05).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 5 apresenta, de maneira ilustrativa, imagens adquiridas por meio da Microscopia Confocal, nas quais as diferenças nos níveis da superfície são representadas graficamente por distintas variações de cores.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="810" height="216" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-15.png" alt="" class="wp-image-266465" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-15.png 810w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-15-300x80.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-15-768x205.png 768w" sizes="(max-width: 810px) 100vw, 810px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5</strong>&#8211; Mostra de imagens obtidas com o Microscópio Confocal a Laser.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-f586c18dd389ffbd3717b854c4222c40 wp-block-paragraph"><a id="_Toc37979"><strong>4&nbsp; DISCUSSÃO</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, avaliou-se a rugosidade e o desgaste do esmalte dentário após desafio erosivo seguido de escovação com diferentes dentifrícios, incluindo produtos amplamente divulgados em redes sociais e aqueles convencionais disponíveis no mercado. O objetivo foi verificar se os dentifrícios testados provocaram diferenças significativas na rugosidade e desgaste superficial do esmalte. Geralmente, os experimentos <em>in vitro </em>utilizam um tratamento de abrasão mais severo (duração ou número de ciclos de escovação) do que os estudos <em>in situ</em>, que são realizados na cavidade bucal de voluntários e simulam de forma mais fiel às condições reais do ambiente oral. No entanto, as pesquisas clínicas mostram que o tempo total de escovação para toda a dentição é de 30-90s, o que equivale a 300- 400 ciclos de escovação (Wiegand e Attin, 2011). No presente estudo, cada espécime foi escovado 2 minutos por dia, sendo que a cada 20 segundos foi injetada 1mL da solução (<em>slurry) </em>entre o espécime e a escova dental, durante os movimentos de escovação. Foi simulado um tempo pequeno de escovação, 3 meses, mesmo assim os maiores valores de desgaste foram registrados nos grupos G3 e G4 em comparação aos demais (p &lt; 0,05), sendo que o grupo G3 apresentou as maiores médias de desgaste entre todos os grupos avaliados (p &lt; 0,05) e o grupo G4 apresentou valores de rugosidade superiores aos demais (p &lt; 0,05).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale enfatizar que a abrasividade da escovação não depende somente do abrasivo presente no dentifrício, mas está relacionado com a quantidade presente, frequência, duração e força durante o momento da escovação (Faria e Vilela, 2000; Lopes, 2014; Silva <em>et al., </em>2011; Consani <em>et al</em>., 1995). Para minimizar esse fato, utilizamos no nosso estudo uma escova elétrica com uma carga e número de ciclos padronizados a qual foi acoplada a um minitorno para manter seu alinhamento fixo e paralelo ao corpo de prova. Mesmo assim, a abrasividade resultou em um desgaste na superfície dentária, como podemos observar no Gráfico 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao presente estudo, a escolha pelos dentes bovinos também se justificou pela disponibilidade e pela viabilidade de padronização das amostras, fatores que contribuem para a reprodutibilidade dos experimentos laboratoriais. Além disso, o esmalte bovino possui uma composição mineral e uma estrutura cristalina semelhante à do esmalte humano, o que permite que os resultados obtidos em testes <em>in vitro </em>sejam comparáveis aos da realidade clínica. A seleção por dentes de animais jovens, abatidos entre 18 e 24 meses, garantiu uma homogeneidade no estado dos espécimes, minimizando possíveis variações estruturais e aumentando a confiabilidade dos dados obtidos (Campos et al., 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o desafio ácido, foi utilizada a imersão dos espécimes em solução de ácido cítrico a 0,3%, conforme protocolos já descritos na literatura para simular condições clínicas de erosão provocadas por alimentos e bebidas ácidas (Menezes <em>et al.</em>, 2003; Attin, 2018). Essa abordagem foi escolhida por representar um modelo mais controlado e padronizado em relação ao uso de bebidas comerciais, permitindo uma análise mais precisa do efeito combinado de erosão seguida de abrasão pelo dentifrício. A combinação desses fatores é importante porque reflete o que ocorre na cavidade bucal após o consumo de alimentos ácidos, seguido da escovação dental, um momento em que o esmalte encontra-se fragilizado e mais suscetível ao desgaste (Antonini, 2007; Kadota, 2020; Koc, 2021) .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos dentifrícios testados, a seleção foi baseada tanto em sua popularidade no mercado quanto em suas propostas de benefícios divulgados. Produtos como o Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging e o Creme Dental Ozonizado foram incluídos por serem amplamente propagados nas redes sociais e indicados por influenciadores digitais, o que desperta a curiosidade do consumidor sobre seus reais efeitos na saúde bucal. Por outro lado, o Colgate Máxima Proteção Anticáries foi utilizado como referência por conter flúor em sua formulação tradicional, enquanto o Forever Bright Toothgel, que não possui flúor, o que nos permitiu avaliar a diferença no comportamento abrasivo entre dentifrícios fluoretados e não fluoretados. De acordo com os resultados obtidos, o grupo correspondente ao Gel Dental Forever Bright (G3) apresentou o maior valor médio de desgaste, com 55,4 µm, seguido pelo Creme Dental Colgate Máxima Proteção (G4), com 17,6 µm. Já o Gel Dental Colgate Renew Anti-Againg (G1) e o Creme Dental Ozonizado (G2) apresentaram valores médios de desgaste de 1,5 µm e 1,1 µm, respectivamente. Em relação à rugosidade, o grupo G3 também apresentou média elevada de 1,1 µm, enquanto o G4 atingiu 2,2 µm. Os menores valores de rugosidade foram observados nos grupos G1 e G2, com médias de 0,3 µm e 0,6 µm, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos podem ser explicados pela composição dos cremes dentais avaliados. O Forever Bright Toothgel (G3), que apresentou o maior valor médio de desgaste (55,4 µm) e rugosidade elevada (1,1 µm), contém sílica como agente abrasivo associado ao Lauril Sulfato de Sódio, surfactante que potencializa a ação abrasiva. Embora o produto também possui compostos bioativos como Aloe vera e própolis, reconhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e regenerativas, a presença da sílica em concentração relevante e o perfil físico das partículas podem justificar o maior desgaste observado. Estudos mostram que a sílica, especialmente em formatos irregulares e tamanhos menores, apresenta alto potencial abrasivo quando associada a agentes tensoativos (Ganss <em>et al</em>., 2016; Alhamdan <em>et al</em>., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Colgate Máxima Proteção Anticáries (G4), com desgaste médio de 17,6 µm e a maior rugosidade (2,2 µm), utiliza carbonato de cálcio como abrasivo principal, conhecido por ser menos duro que a sílica. Entretanto, a sua forma e granulometria podem influenciar diretamente a abrasividade, como descrito por Joiner (2006). Além disso, o produto contém bicarbonato de sódio, que pode potencializar o efeito abrasivo dependendo das condições de escovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o Colgate Renew Anti-Aging (G1), que apresentou desgaste médio de 1,5 µm e rugosidade de 0,3 µm, contém sílica hidratada e fluoreto estanoso (1100 ppm de flúor), que, além da proteção antiabrasiva promovida pelo flúor, pode formar uma camada protetora sobre o esmalte, reduzindo o desgaste, corroborando com os achados de Scaramucci <em>et al. </em>(2014). O Creme Dental Ozonizado (G2), que apresentou o menor desgaste (1,1 µm) e rugosidade intermediária (0,6 µm), também possui sílica hidratada, porém sua formulação inclui componentes naturais como óleo de oliva ozonizado, calêndula e xilitol, que podem conferir propriedades protetoras à superfície dental, minimizando o impacto abrasivo. Assim, os resultados observados confirmaram que o tipo de abrasivo, sua granulometria, a presença de surfactantes e de agentes protetores ou bioativos influenciam diretamente o potencial abrasivo dos dentifrícios, corroborando o que já foi estabelecido em estudos prévios (Joiner, 2006; Ganss <em>et al</em>., 2016; Scaramucci <em>et al</em>., 2016; Alhamdan <em>et al</em>., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão do grupo controle, escovado apenas com água destilada, e do grupo controle negativo, que não foi submetido à escovação após o desafio erosivo, foi fundamental para validar o efeito isolado de cada dentifrício sobre a rugosidade e o desgaste. Estes controles possibilitam comparar os efeitos dos tratamentos testados com a ação mecânica pura da escova e com a ausência completa de abrasão, permitindo uma interpretação mais robusta dos resultados obtidos (Menezes <em>et al</em>., 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da rugosidade superficial e o desgaste do esmalte dentário pode ser realizada por diferentes métodos. Um dos mais utilizados é o perfilômetro de contato, que examina a superfície da restauração em diferentes trajetos. Apesar de sua limitação em não abranger toda a área analisada, esse método é amplamente empregado em estudos <em>in vitro </em>e permite a obtenção de valores numéricos da rugosidade (Babina <em>et al</em>., 2020). Outra alternativa é o perfilômetro tridimensional (3D), que utiliza um feixe cônico para realizar uma análise tanto qualitativa quanto quantitativa da superfície. Esse equipamento possibilita também uma representação visual detalhada do perfil de rugosidade do compósito (Vinagre <em>et al</em>., 2023). A Microscopia de Força Atômica (AFM) é mais uma técnica disponível, permitindo a avaliação da topografia da superfície restauradora após o polimento (Prigol <em>et al</em>., 2020). Além disso, o rugosímetro pode ser empregado para investigar a rugosidade superficial e a efetividade das pontas de polimento, observando a presença ou ausência de sulcos e irregularidades (Almeida <em>et al</em>., 2019; Freitas <em>et al</em>., 2019; Silva <em>et al</em>., 2021; Batista <em>et al.</em>, 2023). Por fim, a Microscopia Confocal de Varredura a Laser, o qual possibilitou a obtenção de medidas precisas sem a necessidade de preparo prévio da amostra, preservando sua integridade para futuras análises, conforme destacado por Field, Waterhouse e German (2010). Essa técnica permite uma análise tridimensional da superfície dentária, oferecendo informações detalhadas sobre as alterações morfológicas após os desafios erosivo e abrasivo. (Cavalcanti, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos indicaram que não houve diferença estatística significativa entre os grupos G1, G2, G5 e G6 quanto ao desgaste e entre os grupos G1, G2, G3, G5 e G6 quanto à rugosidade após o protocolo erosivo/abrasivo, em conformidade parcial com a hipótese nula do estudo. Observou-se, entretanto, que os grupos G3 (55, 4µm) e G4 (17, 6 µm) apresentaram os maiores valores de desgaste. Em relação à rugosidade, o grupo G4 apresentou valores superiores aos demais, conforme podemos observar no Gráfico 2. Esses achados sugerem que determinados tratamentos podem potencializar o desgaste e a alteração da rugosidade do esmalte dentário, ainda que em condições controladas, o que também foi observado por outros autores em contextos semelhantes (Magalhães <em>et al</em>., 2014; Scaramucci <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se que os dentifrícios testados possuem composições distintas quanto aos agentes abrasivos e à presença ou ausência de flúor. O Gel Dental Colgate Renew Anti-Aging, o Creme Dental Ozonizado e o Forever Bright Toothgel apresentam sílica hidratada como principal abrasivo, conhecido por sua baixa agressividade em relação ao esmalte. Já o Colgate Máxima Proteção Anticáries contém carbonato de cálcio, um abrasivo mais intenso. Apesar das diferenças observadas entre os grupos, não foram registradas alterações significativas na rugosidade para a maioria dos tratamentos testados, o que pode estar relacionado ao tempo reduzido de escovação simulado e à concentração dos abrasivos empregados (Rosa <em>et al.</em>, 2016; Gonzales-Cabezas <em>et al</em>., 2013). Quanto ao desgaste, embora G3 e G4 tenham apresentado valores superiores, especialmente o G3, os demais grupos mantiveram padrões semelhantes entre si, reforçando a influência de variáveis como o tipo de tratamento associado e a resistência do substrato em protocolos erosivos/abrasivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante é que o grupo G4 apresentou valores significativamente maiores em comparação aos demais. Considerando que valores elevados de rugosidade podem favorecer a retenção de biofilme bacteriano e predispor ao desenvolvimento de cárie e doenças periodontais, Lepri &amp; Palma-Dibb (2012), ressaltaram a importância da escolha criteriosa dos produtos utilizados, especialmente em pacientes suscetíveis a desgastes e alterações na superfície do esmalte. Além disso, o tamanho, a forma e a quantidade das partículas abrasivas influenciam diretamente o potencial abrasivo do dentifrício, assim como o tipo de escova utilizada, a força aplicada durante a escovação e a frequência de uso. No presente estudo, a escova utilizada, a força aplicada e a frequência de escovação foram devidamente padronizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o presente estudo reforça a importância da recomendação personalizada do dentifrício pelo Cirurgião-Dentista, levando em consideração não apenas o potencial abrasivo do produto, mas também os hábitos alimentares e de higiene do paciente. Ainda que o tempo de escovação simulado tenha sido reduzido, é fundamental considerar que o uso prolongado e associado a hábitos inadequados pode potencializar o desgaste do esmalte dentário. Dessa forma, novos estudos com protocolos prolongados e avaliações adicionais são necessários para compreender o impacto cumulativo desses produtos na estrutura dentária ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5&nbsp; CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos resultados obtidos, conclui-se que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Os grupos G3 (Forever Bright Toothgel) e G4 (Colgate Máxima Proteção Anticáries) registraram maior resultado de desgaste;</p>



<p class="wp-block-paragraph">-O grupo G4 apresentou os maiores valores de rugosidade;</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Os dentifrícios possuem composições distintas quanto aos agentes abrasivos e à presença ou ausência de flúor;</p>



<p class="wp-block-paragraph">-A abrasividade da escovação não depende somente do abrasivo presente no dentifrício, mas está relacionado com a quantidade presente, frequência, duração e força durante o momento da escovação;</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Dentifrícios que contêm sílica como agente abrasivo associado ao Lauril Sulfato de Sódio, potencializa a ação abrasiva.</p>



<p class="has-ast-global-color-7-color has-text-color has-link-color wp-elements-9212e1b0707c75c95514a5f048fa6366 wp-block-paragraph"><a id="_Toc37981"><strong>REFERÊNCIAS</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ALHAMDAN, R. I. <em>et al. </em></strong>Efeito dos dentifrícios na perda de dentina após desafios erosivos-abrasivos: um estudo <em>in vitro</em>. <em>Journal of Dentistry, </em>v. 136, p. 104548, 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ALMANSOUR, A. <em>et al. </em></strong>Impact of citric acid exposures on the erosion susceptibility and microhardness of anatomically different enamel surfaces. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 137, 104549, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ALMEIDA, L. <em>et al</em>. </strong>Avaliação do manchamento e da rugosidade superficial de materiais restauradores diretos após diferentes sistemas de polimento: estudo <em>in vitro. Revista de</em> <em>Odontologia da UNESP</em>, v. 48, p. e20180096, 2019. Available in: <a href="http://www.scielo.br/j/rounesp/a/3GCgj5zWHnxRDM3vkymGHvD/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/rounesp/a/3GCgj5zWHnxRDM3vkymGHvD/?lang=pt. </a>Access in: 15 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANDERSON, T. <em>et al</em></strong><em>. </em>Baking soda as an abrasive in toothpastes. <em>The Journal of the American Dental Association</em>, v. 148, n. 11S, p. S27–S33, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANTONINI, Bárbara <em>et al</em>. </strong>Efeito da escovação com dentrifícios clareadores na rugosidade superficial do esmalte e da dentina. <em>Rev. odontol. UNESP</em>, p. 121-126, 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ATTIN, THOMAS; TAWAKOLI, PUNE N.; BECKER, KLAUS. </strong>Efeitos abrasivos de dentifrícios diamantados na dentina e no esmalte. <em>SWISS DENTAL JOURNAL SSO–Ciência e Tópicos Clínicos </em>, v. 1, pág. 14-19, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BATISTA, A. D. <em>et al. </em></strong>Avaliação da rugosidade superficial de uma resina composta unicromática. <em>Odontologia e Integralidade do Cuidado</em>, p. 44–59, 1 jan. 2023. Disponível em: <a href="http://www.editoracientifica.com.br/articles/code/230312537">https://www.editoracientifica.com.br/articles/code/230312537.</a><a href="http://www.editoracientifica.com.br/articles/code/230312537"> </a>Acesso em: 15 jan. 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BAULER, L. D. <em>et al</em>. </strong>Charcoal-based dentifrices and powders: analyses of product labels, Instagram engagement, and altmetrics. <em>Brazilian Dental Journal</em>, v. 32, p. 80–89, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BABINA, K. <em>et al. </em></strong>Efeito das sequências de acabamento e polimento na rugosidade superficial de três diferentes nanocompósitos e interfaces compósito/esmalte e compósito/cimento.&nbsp; <em>Nanomateriais, </em>v. 10, n. 7, p. 1339, 9 jul. 2020. Available in: <a href="http://www.mdpi.com/2079-4991/10/7/1339">https://www.mdpi.com/2079</a><a href="http://www.mdpi.com/2079-4991/10/7/1339">&#8211;</a><a href="http://www.mdpi.com/2079-4991/10/7/1339">4991/10/7/1339.</a><a href="http://www.mdpi.com/2079-4991/10/7/1339"> </a>Access in: 15 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BERNARDINO, R. M. P. <em>et al. </em></strong>Efetividade de dentifrícios clareadores sobre esmalte de dentes bovinos. <em>Salusvita</em>, v. 35, n. 3, p. 475–489, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CAVALCANTI</strong>, Larissa Rachel de Carvalho. Avaliação i<em>n vitro </em>de diferentes técnicas de acabamento e polimento de resina composta: rugosimetria e microscopia confocal a laser. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências da Saúde, Recife, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSANI S, GOES MF, SINHORETI MAC, SOBRINHO LC. </strong>Avaliação ‘’<em>in vitro</em>’’ da abrasão produzida por dentifrícios fluoretados comerciais. <em>Semina: Ci. Biol./Saúde</em>., 1995 jun; v.16, n2, p.308-312.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EPPLE, M.; MEYER, F.; ENAX, J. </strong>A critical review of modern concepts for teeth whitening. <em>Dentistry Journal</em>, v. 7, n. 3, p. 79–87, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FRANCO, M. C. <em>et al</em>. </strong>The effect of a charcoal-based powder for enamel dental bleaching. <em>Operative Dentistry</em>, v. 45, n. 6, p. 618–623, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FARIA G. J., VILELA LC</strong>. Etiologia e tratamento da hipersensibilidade dentinária em dentes com lesões cervicais não cariosas. <em>Rev. Biociênc.</em>, Taubaté, jan-jul 2000; v.6, n.1, p. 21 -27.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FREITAS, M. V. N. M. R. P. <em>et. al</em>. </strong>Influência do uso da irrigação durante o acabamento e polimento de resinas compostas: rugosidade superficial, estabilidade de cor e morfologia de superfície. <em>Rev Odontol Bras Central, </em>v. 28, n. 85, p. 45-52, jul. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GANSS, C. <em>et al. </em></strong>Cremes dentais e erosão/abrasão do esmalte — Impacto dos ingredientes ativos e da fração particulad. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 54, p. 62–67, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GREENWALL, L. H. <em>et al</em>. </strong>Charcoal-containing dentifrices. <em>British Dental Journal</em>, v. 226, n. 9, p. 697–700, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GREULING, A. <em>et al. </em></strong>Abrasion behaviour of different charcoal toothpastes when using electric toothbrushes. <em>Dentistry Journal</em>, v. 9, n. 8, p. 97–103, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HORNBY, K. <em>et al. </em></strong>Enhanced enamel benefits from a novel toothpaste and dual phase gel containing calcium silicate and sodium phosphate salts. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 42, n. 1, p. 39–45, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JAMWAL, N. <em>et al. </em></strong>Effect of whitening toothpaste on surface roughness and microhardness of human teeth: a systematic review and meta-analysis. <em>Manipal Academy of Higher Education</em>, v. 11, n. 22, p. 1–17, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JARDIM, J. J.; ALVES, L. S.; MALTZ, M. </strong>The history and global market of oral home-care products. <em>Brazilian Oral Research</em>, v. 23, n. SUPPLE. 1, p. 17–22, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JOINER, A. </strong>The abrasivity of toothpaste: A review. <em>International Dental Journal, </em>v. 57, p. 292-296, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JOINER, A. </strong>Whitening toothpastes: A review of the literature. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 38, n. Suppl. 2, p. e17–e24, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JONES, S. B. <em>et al. </em></strong>Introduction of an interproximal mineralisation model to measure remineralisation caused by novel formulations containing calcium silicate, sodium phosphate salts and fluoride. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 42, n. 1, p. 46–52, 2014.PubMed</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KADOTA, G. H.; FERREIRA, L. E. V. M. </strong>Efeito do uso de dentifrícios contendo carvão ativado na rugosidade do esmalte dental. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) Universidade de Taubaté, Taubaté, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KORBMACHER-STEINER, H. M. <em>et al. </em></strong>Avaliação laboratorial da resistência à abrasão da escova/pasta dental após selamento da superfície lisa do esmalte. <em>Investigações Clínicas Orais</em>, v. 17, p. 765–774, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LIPPERT, F. <em>et al. </em></strong>Interaction between toothpaste abrasivity and toothbrush filament stiffness on the development of erosive/abrasive lesions in vitro. <em>International Dental Journal</em>, v. 67, n. 6, p. 344–350, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LOPES, R. M. </strong>Análise da perda de estrutura dentinária após desafio abrasivo com diferentes cremes dentais contendo agentes dessensibilizantes. 2014. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MAGALHÃES, A. C. <em>et al. </em></strong>Using toothpastes to prevent erosive tooth wear: harmful or useful?. <em>Brazilian Oral Research</em>, v. 28, n. 1, p. 1–6, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MAIA, M. M. M. <em>et al</em>. </strong>A Critical Review of Abrasiveness in Conventional and Whitening Toothpastes. <em>Revista de Psicologia</em>, v. 16, n. 61, p. 76–87, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MENEZES, M. M.; FIROOZMAND, L. M.; HUHTALA, M. F. R. </strong>Evaluation of the surface wear of enamel brushed with dentifrices and subjected to the action of whitening agents. <em>Brazilian Dental Science</em>, v. 6, n. 1, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PRIGOL, J. <em>et al</em>. </strong>Avaliação da rugosidade superficial de uma resina composta com uso de diferentes polidores. <em>Journal of Oral Investigations</em>, v. 9, n. 1, p. 13–13, 26 out. 2020. Disponível em: https://seer.atitus.edu.br/index.php/JOI/article/view/4086. Acesso em: 15 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>QUEIROZ, A. S. <em>et al. </em></strong>The influence of dentifrice on the abrasiveness of the dentin structure: a narrative review. <em>Research, Society and Development</em>, v. 10, n. 14, p. 1–10, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RIOS, A. C. F. <em>et al. </em></strong>An analysis of toothpastes sold in Salvador. <em>Revista Bahiana de Odontologia</em>, v. 5, n. 3, p. 141–152, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ROCHA, M. P. C. </strong>Perfilometria e microscopia eletrônica de varredura da superfície dentinária após escovação com cremes dentais dessensibilizantes e desafio erosivo com fruta amazônica. 2012. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RODRIGUES, B. A. L. <em>et al. </em></strong>Assessment using optical coherence tomography of tooth enamel after the use of whitening toothpastes. <em>Revista de Odontologia da UNESP</em>, v. 48, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SCARAMUCCI, T. <em>et al. </em></strong>Influence of tooth brushing on the anti-erosive effect of film-forming agents. <em>Caries Research</em>, v. 50, p. 104–110, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SHAMEL, M.; AL-ANKILY, M. M.; BAKR, M. M. </strong>Influence of different types of whitening toothpastes on the tooth color, enamel surface roughness and enamel morphology of human teeth. <em>F1000Research</em>, v. 8, p. 1–16, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SOUZA, K. M. R. <em>et al</em>. </strong>Avaliação de diferentes protocolos de acabamento e polimento de resina composta por microscopia confocal de varredura a laser. <em>Braz. J. Oral Sci</em>, v. 21, n. 2022, p. e225334, 17 jun. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SILVA BS, CARVALHO RE, ASFORA KK, COELHO JUNIOR LGTM, GOMES SGF,</strong> <strong>CALDAS JUNIOR AF. </strong>Ocorrência da hipersensibilidade dentinária e seus fatores de risco. <em>Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac</em>., 2011 jan/mar; v.11, n.1, p.9-12.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SILVA, C. F. B. <em>et al. </em></strong>Influência do Acabamento/Polimento na Rugosidade Superficial de Nanocompósitos Convencionais e Bulk-Fill. <em>Journal of Health Sciences, </em>v. 23, n. 3, p. 179– 184, 20 set. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SINGH, R. P. <em>et al</em></strong>. Comparative evaluation of tooth substance loss and its correlation with the abrasivity and chemical composition of different dentifrices. <em>Indian Journal of Dental Research</em>, v. 27, n. 6, p. 630–636, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SUN, Y. <em>et al</em></strong>. Mode of action studies on the formation of enamel minerals from a novel toothpaste containing calcium silicate and sodium phosphate salts. <em>Journal of Dentistry</em>, v. 42, n. 1, p. 30–38, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SCARAMUCCI, T. <em>et al. </em></strong>Influence of fluoride and the active ingredient of desensitizing toothpastes on dentin erosion and abrasion. <em>Journal of Dentistry, </em>v. 42, n. 2, p. 120–126, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>TURSSI, C. P. <em>et al. </em></strong>Interplay between toothbrush stiffness and dentifrice abrasivity on the development of non-carious cervical lesions. <em>Clinical Oral Investigations</em>, p. 4–9, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VAZ, V. T. P. <em>et al. </em></strong>Whitening toothpaste containing activated charcoal, blue covarine, hydrogen peroxide or microbeads: which one is the most effective?. <em>Journal of Applied Oral Science</em>, v. 27, n. 1, p. 1–7, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VINAGRE, A</strong>. <strong><em>et al. </em></strong>Avaliação da rugosidade superficial de compósitos de resina após acabamento e polimento usando perfilometria 3D. <em>International Journal of Dentistry</em>, v. 2023, p. 1–12, 14 nov. 2023. Available in:<a href="http://www.hindawi.com/journals/ijd/2023/4078788/"> </a><a href="http://www.hindawi.com/journals/ijd/2023/4078788/">https://www.hindawi.com/journals/ijd/2023/4078788/.</a><a href="http://www.hindawi.com/journals/ijd/2023/4078788/"> </a>Access in: 15 jan. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KOC VURAL, UZAY <em>et al. </em></strong>Efeitos de cremes dentais clareadores à base de carvão no esmalte humano em termos de cor, rugosidade superficial e microdureza: um estudo in vitro. Investigações clínicas orais , v. 25, p. 5977-5985, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA À PESSOA ADULTA COM FIBROSE QUÍSTICA: PROTOCOLO DE REVISÃO SCOPING</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reabilitacao-respiratoria-a-pessoa-adulta-com-fibrose-quistica-protocolo-de-revisao-scoping/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 18:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266450</guid>

					<description><![CDATA[RESPIRATORY REHABILITATION IN ADULTS WITH CYSTIC FIBROSIS: A SCOPING REVIEW PROTOCOL REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602281618 Ana Nabais1,2,3,Soraia Queiroz2,3,4,Tiago Cardoso2,5,6,António Ferreira2,7,8,Sílvia Ornelas2,9,Maria Clara Roquette Viana2,3,Patrícia Pontifíce-Sousa2,3 Resumo A Fibrose Quística é uma doença genética e autossómica recessiva. Caracteriza-se por um aumento da viscosidade das secreções, sendo a sua principal manifestação a nível respiratório, nomeadamente a dispneia, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">RESPIRATORY REHABILITATION IN ADULTS WITH CYSTIC FIBROSIS: A SCOPING REVIEW PROTOCOL</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202602281618</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Nabais<sup>1,2,3</sup>,<br>Soraia Queiroz<sup>2,3,4</sup>,<br>Tiago Cardoso<sup>2,5,6</sup>,<br>António Ferreira<sup>2,7,8</sup>,<br>Sílvia Ornelas<sup>2,9</sup>,<br>Maria Clara Roquette Viana<sup>2,3</sup>,<br>Patrícia Pontifíce-Sousa<sup>2,3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fibrose Quística é uma doença genética e autossómica recessiva. Caracteriza-se por um aumento da viscosidade das secreções, sendo a sua principal manifestação a nível respiratório, nomeadamente a dispneia, a tosse e a broncorreia excessiva. O tratamento e gestão da doença, incluem a Reabilitação Respiratória, realizada por equipas multidisciplinares, tendo como efeitos a melhoria da função respiratória, condição física, tolerância ao esforço e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia seguirá as orientações da JBI Manual for Evidence Synthesis. Tendo por base o acrónimo PCC, serão considerados na revisão <em>scoping</em> estudos que façam referência a intervenções de Reabilitação Respiratória (Conceito) dirigidas à pessoa adulta com Fibrose Quística (População) independentemente do contexto. A pesquisa será realizada em três etapas nas bases de dados MEDLINE Complete, CINAHL Complete, Scopus, RCAAP e ProQuest Dissertations &amp; Thesis (acesso através da plataforma Web of Science). A revisão será levada a cabo por dois revisores de forma independente e a extração dos dados será realizada através de um instrumento criado pelos mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados serão apresentados numa tabela síntese. Esta revisão permitirá mapear a evidência disponível sobre as intervenções de Reabilitação Respiratória dirigidas à pessoa adulta com Fibrose Quística, de forma a contribuir para a tomada de decisão no planeamento de cuidados individualizados e efetivos, promovendo a melhoria da sua qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Adulto; Fibrose Quística; Reabilitação Pulmonar; Doença Respiratória Crónica</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cystic fibrosis is a genetic and autosomal recessive disorder. It is characterized by increased secretion viscosity, with its main clinical manifestations occurring at the respiratory level, namely dyspnea, persistent cough, and excessive bronchorrhea. The treatment and management of the disease include respiratory rehabilitation, carried out by multidisciplinary teams, which aims to improve respiratory function, physical condition, exercise tolerance, and quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph">This <em>scoping</em> review will follow the methodology outlined in the <em>JBI Manual for Evidence Synthesis</em>. Based on the PCC mnemonic, studies referring to respiratory rehabilitation interventions (Concept) targeted at adults with cystic fibrosis (Population), regardless of context, will be considered. The search will be conducted in three stages using the following databases: MEDLINE Complete, CINAHL Complete, Scopus, RCAAP and ProQuest Dissertations &amp; Theses (accessed via the Web of Science platform). Study selection and data extraction will be conducted independently by two reviewers, using a data extraction tool developed by the review team.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;The results will be presented in a summary table. This review will allow mapping of the available evidence regarding respiratory rehabilitation interventions for adults with cystic fibrosis, supporting decision-making in the planning of individualized and effective care that contributes to improved quality of life.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Adult; Cystic Fibrosis; Pulmonary Rehabilitation; Chronic Respiratory Diseas</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fibrose Quística (FQ) é uma doença hereditária, genética e autossómica recessiva (Stoltz et al., 2015). A prevalência a nível mundial aponta para a existência de 162.428 num total de 94 países, sendo a prevalência real difícil de calcular pelo viés do seu subdiagnóstico nos países subdesenvolvidos (Amorim, 2022). É uma condição causada pela mutação do gene <em>Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator </em>(CFTR). Existem várias mutações do gene CFTR o que torna variável a gravidade das suas manifestações (Stoltz et al., 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na FQ, o distúrbio genético conduz ao aumento da viscosidade do muco/secreções devido à disfunção nas trocas iónicas nas células das glândulas exócrinas. É uma condição de saúde multisistémica sendo os principais sintomas da doença a nível respiratório. Caracteriza-se pela existência crónica de secreções espessas e difíceis de expelir que causam infeções respiratórias, bronquiectasias e destruição progressiva do parênquima pulmonar. Sintomas como a tosse, broncorreia excessiva e a dispneia são os mais frequentes. A dispneia aumenta a inatividade e leva a um ciclo vicioso de descondicionamento físico, com redução da força e da massa muscular, reduzindo a capacidade funcional e a qualidade de vida (Burtin &amp; Hebestreit, 2015; Flores et al., 2023). São ainda manifestações comuns desta patologia a insuficiência pancreática, diabetes, infertilidade e elevada concentração iónica no suor (Bell et al., 2020; Stoltz et al., 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FQ condiciona o dia-a-dia&nbsp; dos seus portadores, que lidam diariamente com a necessidade de gestão da sua condição de saúde, nomeadamente realização da higiene bronquica, terapêutica inalatória e oral (Wendekier &amp; Wendekier-Raybuck, 2021). Em alguns casos, a doença apresenta manifestações mais severas e pode ser necessário recorrer à oxigenioterapia e ventiloterapia por períodos ou de forma permanente. A necessidade de hospitalização, devido sobretudo às infeções respiratórias é frequente (Agrawal et al., 2017).&nbsp; Quando a degradação da função pulmonar apresenta um grau de comprometimento avançado, o transplante pulmonar pode ser o último recurso (Wickerson et al., 2023). A progressão da doença tem elevado impacto a nível psicossocial conduzindo a diminuição da autoestima, depressão, isolamento e afeta inequivocamente a vida familiar e profissional (Garcia et al., 2018; Wendekier &amp; Wendekier-Raybuck, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo uma condição rara, em que a intervenção precoce é determinante para o controlo das manifestações na pessoa, faz parte, entre outras doenças genéticas, do Plano Nacional de Rastreio Neonatal em vários países e nomeadamente em Portugal desde 2018 (Amorim, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Cystic Fibrosis Foundation, a sobrevida destas pessoas tem vindo a aumentar, nos anos 90 a esperança média de vida rondava os 30 anos e atualmente estima-se que nos indivíduos nascidos entre 2018 e 2021 a sua sobrevida suba para os 65 anos (Cystic Fibrosis Foundation, 2022). Tal, tem vindo a ser verificado à custa da intervenção precoce, acompanhamento em centros especializados por equipas multidisciplinares, mas também pelo desenvolvimento de terapêuticas inovadoras, os moduladores dos CFTR, recomendados em pessoas com mutações específicas e que restauram a função da proteína que causa as manifestações multisistémicas (Hubert &amp; Simmonds, 2015). Contudo, estas pessoas continuam a lidar com a sua condição de saúde que assume um perfil de cronicidade por ser permanente, irreversível, produzir incapacidade e implicar acompanhamento de saúde continuado e de cuidados de reabilitação (International Council of Nurses, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento e gestão da doença assentam sobretudo em três pilares: terapêutica (antibióticos, mucolíticos e broncodilatores), reabilitação respiratória e controlo nutricional (Castellani et al., 2018). A Reabilitação Respiratória (RR) é “uma intervenção abrangente baseada numa avaliação minuciosa do paciente, seguida por terapias personalizadas para o paciente que incluem, mas não estão limitadas a, treino físico, educação e mudança de comportamento, concebidas para melhorar a condição física e psicológica de pessoas com doença respiratória crónica e para promover a adesão a longo prazo a comportamentos que melhoram a saúde” (Spruit et al., 2013). Os programas de RR devem incluir reeducação funcional respiratória, treino de exercício, educação para a saúde, otimização terapêutica e intervenção psicossocial (Cordeiro &amp; Menoita, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe evidência que a RR na pessoa com FQ melhora a qualidade de vida, reduz a dispneia e a tosse, melhorando a adesão aos comportamentos de saúde e de auto-gestão da doença, capacidade para realizar a atividades de lazer, melhora a perceção da saúde em geral e condição física, reduzindo ainda ansiedade(Schmitz &amp; Goldbeck, 2006). Os exercícios respiratórios contribuem para a mobilização das secreções (Warnock &amp; Gates, 2015) e os programas de treino de&nbsp; exercício aeróbio e anaeróbio aumentam a força, muscular, a tolerância ao esforço e a função respiratória, minimizando a degradação pulmonar (Kriemler et al., 2013) .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os profissionais que têm um papel fulcral na implementação da RR, encontra-se o enfermeiro. Em alguns países existe uma especialidade de enfermagem, denominada <em>Cystic Fibrosis Nurse Specialist</em>. Estes enfermeiros pela sua <em>expertise</em> no cuidado a estas pessoas, têm uma importante intervenção no âmbito da educação para a saúde, otimização terapêutica e gestão da doença (Conway et al., 2014) . Na realidade dos cuidados de saúde de Portugal, existe o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação (EEER), sendo o âmbito das suas competências profissionais conceber, implementar e monitorizar planos de reabilitação, com o objetivo de assegurar a manutenção das capacidades funcionais dos clientes, prevenir complicações e evitar incapacidades (Regulamento n.<sup>o</sup> 392/2019, sem data), este assume um papel fundamental nas equipas multidisciplinares que cuidam destas pessoas. Recentemente, foi reconhecida pelo International Council of Nurses e o Global Rehabilitation Alliance a especial relevância dos <em>Rehabilitation Nursing </em>nas equipas de reabilitação em vários contextos (Gutenbrunner et al., 2021). Contudo, o processo de reabilitação em si, pelas suas características específicas, mas ao mesmo tempo abrangentes, é caracterizado pela implementação de intervenções num contínuo de cuidados transversais não exclusivos dos enfermeiros ou outras classes profissionais, sendo os <em>outcomes</em>&nbsp; resultado de uma intervenção multidisciplinar, planeada de forma individualizada para dar resposta às necessidades das pessoas com FQ (Feo et al., 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi realizada uma pesquisa preliminar nas bases de dados PROSPERO, MEDLINE, the <em>Cochrane Database of Systematic Reviews</em> e <em>JBI Evidence Synthesis</em> a 30 de novembro de 2025 e não foi encontrada nenhuma revisão de mapeamento das intervenções de RR na pessoa adulta com FQ. Foram encontradas algumas revisões sobre intervenções de RR a estas pessoas, mas dirigidas à idade pediátrica, ou com enfoque educacional aos pais enquanto cuidadores, ou ainda que dirigidas à pessoa em idade adulta, contemplam apenas uma ou algumas intervenções específicas de reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desta revisão <em>scoping</em> é mapear as intervenções de RR que são realizadas à pessoa adulta com FQ, no âmbito de equipas multidisciplinares, por forma a facilitar a tomada de decisão na definição dos planos de cuidados de reabilitação dirigidos a estas pessoas, contribuindo para melhorar a sua funcionalidade e permitindo-lhes viver durante mais tempo com qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão <em>scoping </em>proposta será orientada pelas recomendações do Joanna Briggs Institute para <em>scoping reviews</em> (Peters et al., 2020). O protocolo foi registado na plataforma Open Science Framework <a href="https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WAVCX">https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WAVCX.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MATERIAL E MÉTODOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>QUESTÕES DE REVISÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão de revisão foi elaborada tendo em conta a metodologia PCC para síntese de evidência de acordo com a metodologia da <em>Joanna Briggs Institute</em> (Peters et al., 2020) , sendo esta composta por P – População, C – Conceito e C – Contexto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Questão:</strong> Quais as Intervenções de RR implementadas à pessoa adulta com FQ?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Questões Secundárias:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais os profissionais de saúde que executam as intervenções de RR a estas pessoas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais as intervenções de RR realizadas por enfermeiros?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais os contextos em que as intervenções de RR são implementadas a estas pessoas?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CRITÉRIOS DE INCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>População</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Face à questão da revisão, serão considerados estudos que contemplem intervenções de RR dirigidas a pessoas portadoras de FQ em idade adulta (idade superior ou igual a 18 anos).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conceito</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta revisão <em>scoping</em> irá considerar intervenções de RR desenvolvidas no âmbito de equipas multidisciplinares ou individualmente por profissionais competentes neste domínio, nomeadamente enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Tendo em conta definição de RR da American Thoracic Society (14) serão consideradas intervenções no âmbito de terapias respiratórias e motoras, bem como de educação para a saúde que permitam melhorar ou manter a condição de saúde da pessoa adulta com FQ.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contexto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serão considerados os estudos desenvolvidos em diferentes contextos, quer no contexto de internamento hospitalar, ambulatório, em regime de telesaúde e no domicílio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tipos de Estudos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serão considerados todos os tipos de evidência, incluindo estudos experimentais, quaseexperimentais, observacionais, qualitativos, de métodos mistos, bem como documentos da literatura cinzenta e relatórios institucionais relevantes para o conceito em análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão <em>scoping</em> seguirá as recomendações da<em> JBI Manual for Evidence Synthesis</em>. Este tipo de revisão permite realizar uma síntese do conhecimento, mapear evidências sobre um assunto e identificar os principais conceitos, teorias, fontes e lacunas (Peters et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estratégia de Pesquisa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de pesquisa será desenvolvida de acordo com as recomendações do JBI Manual for Evidence Synthesis para revisões <em>scoping</em>. O processo será realizado em três etapas distintas, com o objetivo de assegurar uma identificação abrangente e sistemática da evidência disponível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa primeira etapa, será realizada uma pesquisa exploratória nas bases de dados MEDLINE Complete e CINAHL, através da plataforma EBSCO. Esta pesquisa preliminar permitirá identificar descritores controlados (nomeadamente MeSH e termos equivalentes) e palavraschave relevantes presentes nos títulos, resumos e termos indexados dos artigos recuperados. A análise destes termos servirá de base para a construção da estratégia de pesquisa definitiva. Nesta fase, serão utilizados termos relacionados com a população (adultos com fibrose quística) e com o conceito (intervenções de reabilitação respiratória).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa segunda etapa, será realizada a pesquisa estruturada e completa nas bases de dados MEDLINE Complete, CINAHL Complete e Scopus. A estratégia de pesquisa combinará descritores controlados e termos livres relativos aos dois componentes principais definidos pelo acrónimo PCC: população (adultos com fibrose quística) e conceito (intervenções de reabilitação respiratória). Os operadores booleanos AND e OR serão utilizados para combinar os termos de forma estruturada, sendo a estratégia adaptada às especificidades de cada base de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia final combinará os descritores relativos à população e ao conceito, não sendo aplicada restrição por grupo profissional. A identificação dos profissionais de saúde envolvidos nas intervenções será realizada na fase de extração de dados, permitindo mapear de forma abrangente o contributo das diferentes disciplinas no âmbito da reabilitação respiratória.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Tabela 1 &#8211; Estratégia de pesquisa para a base de dados MEDLINE Complete</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="787" height="599" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6.png" alt="" class="wp-image-266451" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6.png 787w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6-300x228.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6-768x585.png 768w" sizes="(max-width: 787px) 100vw, 787px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, será pesquisada literatura cinzenta através do RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal) e da base ProQuest Dissertations &amp; Theses (acesso através da plataforma Web of Science), de modo a identificar dissertações, teses, regulamentos ou outros documentos relevantes. Numa terceira etapa, serão analisadas as listas de referências bibliográficas dos estudos incluídos, com o objetivo de identificar publicações adicionais pertinentes para responder à questão de revisão.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Serão incluídos estudos publicados em língua portuguesa, inglesa e espanhola. Não serão aplicadas restrições quanto ao período temporal ou localização geográfica, de forma a assegurar um mapeamento abrangente da evolução das intervenções de reabilitação respiratória dirigidas à pessoa adulta com FQ. Caso necessário, os autores dos estudos primários poderão ser contactados para esclarecimento de informação relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seleção dos Estudos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para gerir os resultados das pesquisas realizadas nas diferentes bases de dados, será utilizado o software Rayyan®, no qual serão removidos os registos duplicados. Após esta etapa, dois revisores procederão, de forma independente, à triagem dos títulos e resumos com base nos critérios de inclusão definidos. Os registos considerados potencialmente elegíveis por pelo menos um dos revisores serão selecionados para leitura em texto integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os artigos selecionados serão avaliados na íntegra por dois revisores independentes, de acordo com os critérios de inclusão. As divergências serão resolvidas por consenso e, quando necessário, por avaliação de um terceiro revisor. Artigos não disponíveis em texto integral serão procurados através de acesso institucional e/ou contacto com os autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os motivos de exclusão após leitura integral serão registados e reportados no artigo final. O processo de seleção será apresentado através do fluxograma PRISMA-ScR (Tricco et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Extração dos Dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A extração dos dados será realizada por dois revisores de forma independente, utilizando um instrumento de extração desenvolvido para o efeito em formato de tabela de registo. O instrumento será pilotado nos primeiros cinco estudos incluídos e poderá ser ajustado para assegurar a sua adequação ao objetivo e às questões da revisão. As discrepâncias na extração serão resolvidas por consenso e, quando necessário, com recurso a um terceiro revisor. Serão extraídos os seguintes dados: título, autores, ano, amostra, tipo de estudo, intervenções de reabilitação respiratória, profissionais de saúde envolvidos, contexto, principais resultados e referências bibliográficas relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da revisão serão apresentados em formato de tabela síntese (tabela 2) na revisão <em>scoping </em>final, esta tabela será acompanhada de uma discussão narrativa que justificará a relevância dos achados face ao objetivo e questões da revisão.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Tabela 2 – Tabela Síntese de extração de dados</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="837" height="112" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7.png" alt="" class="wp-image-266452" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7.png 837w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7-300x40.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7-768x103.png 768w" sizes="(max-width: 837px) 100vw, 837px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços científicos nas últimas décadas, nomeadamente o desenvolvimento de terapêuticas moduladoras do CFTR e a melhoria dos cuidados especializados, permitiram um aumento significativo da esperança média de vida das pessoas com FQ. Esta mudança epidemiológica transformou a doença numa condição crónica que acompanha cada vez mais indivíduos na idade adulta, com necessidades clínicas, funcionais e psicossociais distintas das observadas na população pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, torna-se fundamental mapear de forma sistemática o conhecimento existente sobre as intervenções de reabilitação respiratória dirigidas à pessoa adulta com FQ. A identificação das estratégias atualmente implementadas, dos profissionais envolvidos e dos diferentes contextos de aplicação permitirá ajustar e direcionar os cuidados às necessidades específicas desta população emergente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente revisão<em> scoping </em>contribuirá para apoiar a tomada de decisão baseada na evidência, promover a organização de programas de reabilitação mais adequados à realidade adulta e identificar lacunas que orientem futuras investigações, com vista à melhoria da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida destas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conflito de interesses<br></strong>Os autores expressam explicitamente a ausência de conflitos de interesses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agrawal A, Agarwal A, Mehta D, Sikachi RR, Du D, Wang J. Nationwide trends of hospitalizations for cystic fibrosis in the United States from 2003 to 2013. Intractable Rare Dis Res 6(3):191-198, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amorim A. Observatório Nacional Doenças Respiratórias 2022. Fundação Portuguesa do Pulmão, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bell SC, Mall MA, Gutierrez H, Macek M, Madge S, Davies JC, Burgel PR, Tullis E, Castaños C, Castellani C, Byrnes CA, Cathcart F, Chotirmall SH, Cosgriff R, Eichler I, Fajac I, Goss CH, Drevinek P, Farrell PM, Ratjen F. The future of cystic fibrosis care: A global perspective. Lancet Respir Med 8(1):65-124, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Burtin C, Hebestreit H. Rehabilitation in patients with chronic respiratory disease other than chronic obstructive pulmonary disease: Exercise and physical activity interventions in cystic fibrosis and noncystic fibrosis bronchiectasis. Respiration 89(3):181-189, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Castellani C, Duff AJA, Bell SC, Heijerman HGM, Munck A, Ratjen F, Sermet-Gaudelus I, Southern KW, Barben J, Flume PA, Hodková P, Kashirskaya N, Kirszenbaum MN, Madge S, Oxley H, Plant B, Schwarzenberg SJ, Smyth AR, Taccetti G, Drevinek P. ECFS best practice guidelines: The 2018 revision. J Cyst Fibros 17(2):153-178, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conway S, Balfour-Lynn IM, De Rijcke K, Drevinek P, Foweraker J, Havermans T, Heijerman H, Lannefors L, Lindblad A, Macek M, Madge S, Moran M, Morrison L, Morton A, Noordhoek J, Sands D, Vertommen A, Peckham D. European Cystic Fibrosis Society Standards of Care: Framework for the Cystic Fibrosis Centre. J Cyst Fibros 13(Suppl 1):S3-S22, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cordeiro M, Menoita E. Manual de Boas Práticas na Reabilitação Respiratória. 1ª ed. Lusociência, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cystic Fibrosis Foundation. Patient Registry Annual Data Report 2021. Cystic Fibrosis Foundation, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feo R, Conroy T, Jangland E, Muntlin Athlin Å, Brovall M, Parr J, Blomberg K, Kitson A. Towards a standardised definition for fundamental care: A modified Delphi study. J Clin Nurs 27(11-12):22852299, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flores J, Ziegler B, Silvello D, Dalcin PTR. Effects of an early rehabilitation program for adult cystic fibrosis patients during hospitalization: A randomized clinical trial. Braz J Med Biol Res 56:e12752, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garcia G, Snell C, Sawicki G, Simons LE. Mental Health Screening of Medically-Admitted Patients With Cystic Fibrosis. Psychosomatics 59(2):158-168, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gutenbrunner C, Stievano A, Stewart D, Catton H, Nugraha B. Role of nursing in rehabilitation. J Rehabil Med Clin Commun 4(1):jrmcc00063, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hubert D, Simmonds N. Living longer with Cystic Fibrosis, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">International Council of Nurses. Delivering quality, serving communities: Nurses leading chronic care: International Nurses Day 2010: 12 May 2010. International Council of Nurses, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kriemler S, Kieser S, Junge S, Ballmann M, Hebestreit A, Schindler C, Stüssi C, Hebestreit H. Effect of supervised training on FEV1 in cystic fibrosis: A randomised controlled trial. J Cyst Fibros 12(6):714720, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, Shamseer L, Tetzlaff JM, Akl EA, Brennan SE, Chou R, Glanville J, Grimshaw JM, Hróbjartsson A, Lalu MM, Li T, Loder EW, Mayo-Wilson E, McDonald S, Moher D. The PRISMA 2020 statement: An updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ:n71, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil J. Chapter 11: Scoping reviews. In: Aromataris E, Munn Z, editors. JBI Manual for Evidence Synthesis, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regulamento n.º 392/2019. Regulamento das competências específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação. Diário da República, 2.ª série, n.º 85, 3 de maio de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Schmitz TG, Goldbeck L. The effect of inpatient rehabilitation programmes on quality of life in patients with cystic fibrosis: A multi-center study. Health Qual Life Outcomes 4:8, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Spruit MA, Singh SJ, Garvey C, Zu Wallack R, Nici L, Rochester C, Hill K, Holland AE, Lareau SC, Man WDC, Pitta F, Sewell L, Raskin J, Bourbeau J, Crouch R, Franssen FME, Casaburi R, Vercoulen JH, Vogiatzis I, Wouters EFM. An official American Thoracic Society/European Respiratory Society statement: Key concepts and advances in pulmonary rehabilitation. Am J Respir Crit Care Med 188(8):e13-e64, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stoltz DA, Meyerholz DK, Welsh MJ. Origins of Cystic Fibrosis Lung Disease. N Engl J Med 372(4):351-362, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O’Brien KK, Colquhoun H, Levac D, Moher D, Peters MDJ, Horsley T, Weeks L, Hempel S, Akl EA, Chang C, McGowan J, Stewart L, Hartling L, Aldcroft A, Wilson MG, Garritty C, Straus SE. PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR): Checklist and Explanation. Ann Intern Med 169(7):467-473, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Warnock L, Gates A. Chest physiotherapy compared to no chest physiotherapy for cystic fibrosis. Cochrane Database Syst Rev 2015(12):CD001401, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wendekier C, Wendekier-Raybuck K. Cystic fibrosis: A changing landscape. Nursing 51(6):32-38, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wickerson L, Grewal R, Singer LG, Chaparro C. Experiences and perceptions of receiving and prescribing rehabilitation in adults with cystic fibrosis undergoing lung transplantation. Chronic Respir Dis 20:14799731221139293, 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal<br><sup>2</sup> Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, Lisboa, Portugal<br><sup>3</sup> Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde – CIIS, Lisboa, Portugal<br><sup>4</sup> Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisboa, Portugal<br><sup>5</sup> Hospital Lusíadas Amadora, Lisboa, Portugal<br><sup>6</sup> Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal<br><sup>7</sup> Unidade Local de Saúde de São José, Lisboa, Portugal<br><sup>8</sup> Egas Moniz School of Health &amp; Science, Monte da Caparica, Portugal<br><sup>9</sup> Escola Superior de Enfermagem de São José de Cluny, Funchal, Portugal</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">ORCID dos autores<br>Ana Nabais: 0000-0001-5165-4213 <br>Soraia Queiroz: 0000-0002-6244-207X<br>Tiago Cardoso: 0000-0001-7026-857X<br>António Ferreira: 000-0003-4499-8127<br>Sílvia Ornelas: 0000-0002-2104-9992 Maria <br>Roquette-Viana: 0000-0002-9629-4618<br>Patrícia Pontífice-Sousa: 0000-0003-0749-9011</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A IMPORTÂNCIA DO ENSINO PRÁTICO EM UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA PARA OS ALUNOS DO 1° PERÍODO DE MEDICINA: FORMAÇÃO COMO FUTUROS MÉDICOS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-importancia-do-ensino-pratico-em-unidades-de-saude-da-familia-para-os-alunos-do-1-periodo-de-medicina-formacao-como-futuros-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 18:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266438</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202602281553 Caio Feldberg Porto1Sofia Bezerra Sobral2Camila Távora Botelho de Oliveira3Bruno Sales Brancalhão4 Resumo&#160;&#160; A Prática de Interação em Saúde na Comunidade é um módulo curricular do curso de Medicina do Centro Universitário Fametro e tem como objetivo possibilitar aos estudantes uma inserção nas Unidades Saúde da Família (USF) que lhes permita compreender os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202602281553</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Caio Feldberg Porto<sup>1</sup><br>Sofia Bezerra Sobral<sup>2</sup><br>Camila Távora Botelho de Oliveira<sup>3</sup><br>Bruno Sales Brancalhão<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prática de Interação em Saúde na Comunidade é um módulo curricular do curso de Medicina do Centro Universitário Fametro e tem como objetivo possibilitar aos estudantes uma inserção nas Unidades Saúde da Família (USF) que lhes permita compreender os determinantes do processo saúde-doença, a importância das medidas de promoção e prevenção e da USF como espaço do cuidado. As atividades são desenvolvidas nos dois primeiros meses do curso, em módulo de cerca de 40 horas, por meio de conteúdos construídos mediante mapas conceituais que abrangem desde o conhecimento do território até atividades médicas da atenção básica. Os resultados mais evidentes são: a diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem, a inserção precoce dos estudantes na rede básica e o desenvolvimento de habilidades voltadas à humanização do atendimento e ao cuidado centrado no paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Educação Médica. Metodologia Ativa. Ensino Prático. Atenção Primária à Saúde. Unidades de Saúde da Família.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The Community Health Interaction Practice is a curricular module of the Medical School at Centro Universitário Fametro. It aims to provide students with an immersive experience within Family Health Units (USF), enabling them to understand the determinants of the health-disease process, the significance of health promotion and prevention measures, and the role of the USF as a space for care. Activities are carried out during the first two months of the program in a module of approximately 40 hours. The content is structured through conceptual maps that cover everything from territorial recognition to primary care medical activities. The most prominent results include: the diversification of teaching-learning scenarios, the early integration of students into the primary healthcare network, and the development of skills focused on humanized service and patient-centered care.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Medical Education. Active Methodology. Practical Teaching. Primary Health Care. Family Health Units.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>Introdução&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso de graduação em Medicina caracteriza-se pela interpretação e classificação de fenômenos relacionados à saúde e seleção de intervenções para a resolução dos agravos ou problemas de saúde-doença. Desta forma, os seus conteúdos essenciais devem estar relacionados a todo processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado à realidade epidemiológica e profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em medicina (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar esse fim, a Resolução nº 3, de 20 de junho de 2014 (MINISTÉRIO DA&nbsp;EDUCAÇÃO, 2014), que instituiu novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, estabeleceu que o referido curso deve utilizar metodologias que privilegiem a participação ativa do estudante na construção do conhecimento e na integração entre os conteúdos, acolhendo, assim, a relevância de métodos que estimulem a participação efetiva do aluno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Morán (2015), a formação de alunos proativos requer metodologias ativas, com graus crescentes de complexidade associados a tomadas de decisão com o suporte de materiais pertinentemente orientados pelo docente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das formas para implementar a participação ativa foi através da introdução do aluno de medicina na atenção primária à saúde, que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Isso permite que o discente obtenha conhecimentos sobre um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde da coletividade (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vivências experimentadas pelos alunos na atenção primária envolvem a participação no acolhimento do paciente, o acompanhamento do histórico de cada pessoa que passa pelo atendimento e triagem como forma de possibilitar o acesso às informações das doenças que afetam as pessoas de determinadas localidades. Além disso, todos os processos realizados pelos discentes são acompanhados e supervisionados por um preceptor, o que colabora para o treinamento dos estudantes e evidencia a responsabilidade para com os pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, este relato de experiência tem como objetivo demonstrar a importância do ensino prático em Unidades de Saúde da Família para os alunos do 1° período de Medicina e na sua formação como futuros médicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>Metodologia&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um relato de experiência acerca da importância do ensino prático em uma Unidade de Saúde da Família para os alunos do primeiro período de Medicina. A prática foi realizada na USF São Francisco, localizada na Rua Rodolfo Vale, S/N, bairro São Francisco, CEP: 69.079-440, Manaus/Amazonas. Teve seu início em 19 de fevereiro de 2024 e término em 15 de abril de 2024.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>Resultados&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 19 de fevereiro de 2024, os alunos iniciaram o módulo Interação em Saúde na Comunidade I, com carga horária de 40 horas. Seu objetivo é promover uma inserção nas Unidades Saúde da Família (USF), de modo a se compreender os determinantes do processo saúde-doença, a importância das medidas de promoção e prevenção e da USF como espaço do cuidado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste primeiro contato os discentes sentiram que estavam atrapalhando as atividades da USF São Francisco. Isso porque não possuíam conhecimentos, habilidades e atitudes que lhes permitisse assumir procedimentos relacionados ao cuidado e diante da demanda existente na referida USF.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, considerando a excelente capacitação técnica e conhecimento da metodologia ativa por parte da preceptora, logo foram estimulados a sair da zona de conforto e incentivados a participar das atividades práticas que estavam acompanhando, bem como discutir e refletir acerca das condutas tomadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A USF São Francisco conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde para atender às necessidades da população e os alunos acompanharam todos esses especialistas, com exceção da equipe de odontologistas e dos agentes comunitários de saúde, que realizam visitas domiciliares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tiveram a oportunidade de participar ativamente junto aos enfermeiros e técnicos de enfermagem da USF, onde aprenderam a realizar a triagem do paciente, como aferir corretamente a sua pressão, verificar sua glicemia, o seu peso e altura e perímetro cefálico, em caso de se tratar de bebê. Aprenderam a técnica correta de preparo e de administração de vacinas, a realizar teste rápido de doenças sexualmente transmissíveis, a realizar a limpeza e curativo em pé diabético, bem como a proceder com o devido descarte de materiais utilizados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto aos farmacêuticos aprenderam a realizar a dispensação de medicamentos e passaram a conhecer para quais tratamentos eles são destinados. Quanto aos nutricionistas, puderam participar do processo de orientação sobre alimentação saudável e cuidados nutricionais específicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também atuaram em conjunto com os técnicos de administração, onde tiveram a oportunidade de recepcionar o paciente e de realizar o seu cadastro junto ao sistema SIAB (Sistema de Informação da Atenção Básica) e de solicitação de exames e procedimentos através do SisREG (Sistema Nacional de Regulação).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o acompanhamento junto aos médicos ocorreu de forma mais passiva e observacional, contudo, ainda assim, de extrema valia, pois viabilizou o primeiro contato com os diferentes cenários de saúde, permitindo aprender a fazer uma correta anamnese, bem como lhes proporcionou a oportunidade de desenvolver habilidades médicas humanizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>Considerações finais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabendo que a USF é uma porta de entrada para o sistema público de saúde, é inequívoco que essa participação foi positiva para os discentes. Ela permitiu a compreensão dos determinantes do processo saúde-doença, da importância das medidas de promoção, prevenção, tratamento e redução de danos ou sofrimentos que possam comprometer as possibilidades de viver de modo saudável. Além disso, contribuiu para aguçar o olhar dos alunos sobre o contexto teórico e prático dentro das unidades, considerando o paciente em sua singularidade, complexidade, integralidade e inserção sociocultural.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imperioso destacar, ainda, que as atividades práticas desempenhadas convergiram de forma sinérgica na consolidação dos conhecimentos e desenvolvimento das habilidades médicas estudadas nos módulos teóricos ao longo do período. Aguçou, ainda, a curiosidade pela busca de mais informações acerca dos atendimentos e enfermidades que se depararam.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O referido ensino prático durou apenas oitos semanas, e, na opinião dos discentes, uma experiência mais duradoura, na hipótese de o módulo contar com uma carga horária maior, certamente lhes traria mais aprendizados acerca da comunicação com pacientes e comunidade; trabalho em equipe; ética geral e profissional; promoção de saúde e prevenção de doenças; raciocínio clínico; e educação em saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, foi unânime a percepção de que a inserção precoce dos discentes nos cenários de saúde bem como o desenvolvimento de ações de promoção de saúde ou de prevenção de agravos foi uma experiência exitosa e que está de acordo com o proposto pelas novas Diretrizes para o curso de medicina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. 2014. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. <strong>Art. 23 da Resolução CNE/CES Nº 3, de junho de 2014</strong>. D.O.U 23/06/2014. Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-eprogramas/pnsp/legislacao/resolucoes/rces003_14.pdf/view. Acesso em 20.03.2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.2014. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. <strong>Art. </strong><strong>29 </strong><strong>da </strong><strong>Resolução </strong><strong>CNE/CES </strong><strong>Nº </strong><strong>3, </strong><strong>de </strong><strong>junho </strong><strong>de </strong><strong>2014</strong>. D.O.U 23/06/2014. Brasil.&nbsp; https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-eprogramas/pnsp/legislacao/resolucoes/rces003_14.pdf/view. Acesso em 20.03.2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2017.<strong> Política Nacional da Atenção Primária</strong>. Disponível em&nbsp;https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/o-que-e-atencao-primaria.&nbsp; Acesso em 20.03.2024.&nbsp;MORÁN, J. <strong>Mudando a educação com metodologias ativas</strong>. PROEX/UEPG, 2015.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>caiofporto@hotmail.com<br><sup>2</sup>sofiasobral.medicina@gmail.com<br><sup>3</sup>mimilatavora@gmail.com<br><sup>4</sup>bruno.bracalhao@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA ESTABILIZAÇÃO E RECUPERAÇÃO DO PACIENTE POLITRAUMATIZADO: UMA REVISÃO DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/cuidados-de-enfermagem-na-estabilizacao-e-recuperacao-do-paciente-politraumatizado-uma-revisao-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 17:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 – Edição 155/FEV 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=266418</guid>

					<description><![CDATA[NURSING CARE IN THE STABILIZATION AND RECOVERY OF THE POLYTRAUMATIZED PATIENT: A LITERATURE REVIEW REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202603022035 Gislaine da Silva Paixão1 RESUMO Introdução: O politraumatismo é caracterizado por múltiplas lesões decorrentes de forças e eventos mecânicos, químicos, térmicos e elétricos externos ao organismo, podendo acometer órgãos e sistemas de forma grave, com risco de evolução [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">NURSING CARE IN THE STABILIZATION AND RECOVERY OF THE POLYTRAUMATIZED PATIENT: A LITERATURE REVIEW</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202603022035</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gislaine da Silva Paixão<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>O politraumatismo é caracterizado por múltiplas lesões decorrentes de forças e eventos mecânicos, químicos, térmicos e elétricos externos ao organismo, podendo acometer órgãos e sistemas de forma grave, com risco de evolução para óbito em casos extremos. <strong>Objetivo:</strong> Investigar e sintetizar as contribuições científicas recentes sobre os cuidados de enfermagem voltados à estabilização e recuperação de pacientes politraumatizados. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de uma R da Literatura realizada através de um levantamento bibliográfico nas bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos completos, publicados entre 2021 e 2025, no idioma português. O processo de seleção seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA. <strong>Resultados e discussão: </strong>Os achados evidenciam que o paciente politraumatizado é considerado prioridade no atendimento em saúde, em razão do risco elevado de lesões simultâneas em diferentes sistemas do corpo, que variam conforme o mecanismo do trauma e as regiões corporais acometidas. A implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) demonstrou ser uma ferramenta indispensável para organizar o cuidado, reduzir o tempo de internação e prevenir sequelas motoras e neurológicas, assegurando uma transição segura para a fase de reabilitação. <strong>Conclusão:</strong> Os cuidados de enfermagem são vitais para a sobrevivência do paciente politraumatizado. O sucesso da estabilização e recuperação depende da agilidade da equipe, do domínio técnico sobre protocolos internacionais e da capacidade de oferecer um cuidado humanizado e contínuo. Conclui-se que a educação permanente e o treinamento simulado são estratégias essenciais para que o enfermeiro possa enfrentar os desafios da alta complexidade no trauma, mitigando erros e elevando a segurança do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Cuidados de Enfermagem; Traumatismo múltiplo; Politrauma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Polytrauma is characterized by multiple injuries resulting from mechanical, chemical, thermal, and electrical forces and events external to the body, potentially affecting organs and systems severely, with a risk of death in extreme cases. <strong>Objective:</strong> To investigate and synthesize recent scientific contributions on nursing care focused on the stabilization and recovery of polytrauma patients. <strong>Methodology:</strong> This is an Integrative Literature Review conducted through a bibliographic survey in the electronic databases PubMed, SciELO, and Google Scholar. Full articles published between 2021 and 2025, in Portuguese, were included. The selection process followed the PRISMA protocol guidelines. <strong>Results and discussion: </strong>The findings show that polytrauma patients are considered a priority in healthcare due to the high risk of simultaneous injuries to different body systems, which vary according to the mechanism of trauma and the affected body regions. The implementation of the Nursing Care Systematization (SAE) proved to be an indispensable tool for organizing care, reducing hospitalization time, and preventing motor and neurological sequelae, ensuring a safe transition to the rehabilitation phase. <strong>Conclusion:</strong> Nursing care is vital for the survival of polytrauma patients. The success of stabilization and recovery depends on the team&#8217;s agility, technical mastery of international protocols, and the ability to provide humanized and continuous care. It is concluded that continuing education and simulated training are essential strategies for nurses to face the challenges of high-complexity trauma, mitigating errors and increasing patient safety.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Nursing Care; Multiple Trauma; Polytrauma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp;INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das últimas décadas, a definição e a classificação do politrauma passaram por sucessivas mudanças. A primeira definição formal foi descrita na literatura inglesa em 1975, na qual o politraumatizado era caracterizado pela presença de duas ou mais lesões clinicamente relevantes. Posteriormente, em 1984, o conceito foi ampliado ao estabelecer que o politrauma corresponde à ocorrência de duas ou mais lesões, sendo que ao menos uma delas, de forma isolada ou em associação com as demais, representam risco de vida (Moura et al. 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, define o politraumatismo como múltiplas lesões decorrentes de eventos externos de natureza mecânica, química, térmica ou elétrica, que podem comprometer órgãos e sistemas de forma grave, aumentando o risco de evolução para óbito (Lazzeroni et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anualmente, cerca de 5,8 milhões de pessoas sofrem traumas graves no mundo, sendo os acidentes de trânsito responsáveis pela maior parte dos casos e por aproximadamente 10% das mortes globais (Ramos, Aguiar e Lopes, 2023). No Brasil, em 2022, registraram-se 1.544.266 mortes por eventos externos, um aumento de 29,18% em relação a 2000 (Castiglioni, 2024). Considerando os acidentes de trânsito como um problema relevante de saúde pública, devido ao impacto na vida das vítimas e aos elevados custos para o governo, que abrange desde internações até a reabilitação (Oliveira et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O politraumatismo pode ser classificado pelo número de regiões corporais afetadas, com acometimento mínimo de duas regiões, geralmente resultando em alterações fisiológicas. Pode ocorrer em decorrência de acidentes de trânsito, atropelamentos, quedas, lesões por arma branca e ferimentos por arma de fogo, entre outros tipos de acidentes (Figueiredo et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da evolução conceitual e das atualizações no manejo do paciente traumatizado, consolidou-se o método mnemônico ABCDE do trauma, posteriormente introduzido o X para complementar o protocolo, sendo uma abordagem sistematizada de avaliação e atendimento inicial, em que temos o manejo sequencial de Controle de Hemorragias exsanguinantes, Via Aérea, Respiração, Circulação, Avaliação Neurológica e Exposição (Moura et al. 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da saúde, a equipe de enfermagem desempenha funções importantíssimas nas unidades de urgência e emergência, em razão da proximidade com os pacientes e da prestação de assistência humanizada, seguindo diretrizes e protocolos estabelecidos (Custódio et al., 2022). O cuidado contínuo de enfermagem antecipa alterações clínicas, viabilizando intervenções imediatas que preveem a deterioração do quadro e reduzem a necessidade de procedimentos invasivos (Souza e Serra, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da relevância do atendimento ao paciente politraumatizado, torna-se essencial compreender as condutas da enfermagem nesse contexto, com destaque para os cuidados iniciais ao paciente com múltiplas fraturas, a identificação das lesões mais frequentes e as intervenções necessárias à recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp;OBJETIVO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1 Objetivo geral</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigar e sintetizar as contribuições científicas recentes sobre os cuidados de enfermagem voltados à estabilização e recuperação de pacientes politraumatizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2 Objetivos específicos</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificar o perfil epidemiológico e as lesões mais frequentes em pacientes politraumatizados;</li>



<li>Evidenciar a importância da atuação do enfermeiro no atendimento inicial ao paciente politraumatizado;</li>



<li>Discutir o papel da enfermagem na recuperação do paciente politraumatizado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3&nbsp;METODOLOGIA &nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, adotou-se uma Revisão Sistemática da Literatura, de abordagem qualitativa, um método que viabiliza a análise de múltiplas pesquisas publicadas para gerar conclusões abrangentes sobre um fenômeno específico, fundamentando a prática clínica baseada em evidências. Para garantir a transparência e o rigor científico, o estudo foi estruturado em seis fases distintas, conforme preconizado pela literatura metodológica: identificação do tema e seleção da questão norteadora; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão; busca em bases de dados; categorização dos estudos; análise dos resultados e síntese do conhecimento. A pergunta central foi delineada por meio da estratégia PICO, resultando no questionamento: &#8220;Quais são os cuidados de enfermagem realizados para a estabilização e a recuperação do paciente politraumatizado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi conduzida em bases de dados reconhecidas, incluindo a National Library of Medicine (Pubmed), a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e o Google Acadêmico. Foram adotadas as seguintes palavras-chave: “Cuidados de Enfermagem”, “Traumatismo múltiplo” e “Politrauma”, conforme os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Os descritores foram combinados com operadores booleanos (<em>AND </em>e <em>OR</em>) para ampliar os resultados pertinentes à temática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados em língua portuguesa entre 2021 e 2025. Foram excluídos monografias, dissertações, teses, artigos duplicados, estudos com conteúdo irrelevante para a questão central da pesquisa e aqueles com ano de publicação fora do recorte temporal estabelecido. Após a leitura criteriosa e a categorização dos estudos, selecionaram-se os artigos que atenderam aos critérios estabelecidos, totalizando 15 publicações. O processo de seleção ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As etapas do processo de seleção seguiram as recomendações do protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), contemplando as fases de identificação, triagem, elegibilidade, inclusão e exclusão. Os artigos selecionados são apresentados em uma tabela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na discussão, os achados foram organizados em quatro categorias: 1) Epidemiologia e lesões associadas; 2) Importância da Enfermagem para o paciente politraumatizado; 3) Atendimento Inicial e Intervenções de Enfermagem; 4)Enfermagem na recuperação do paciente politraumatizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4&nbsp;RESULTADOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As buscas nos bancos de dados foram realizadas com base nos critérios estabelecidos, identificando-se 4.888 artigos: 4.760 no Google Acadêmico, 60 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e 68 na Pubmed. Após a aplicação dos critérios de inclusão, 78 artigos foram selecionados para análise de títulos e resumos, dentre eles, apenas 15 foram selecionados para a leitura integral, compondo o corpus analítico desta revisão. A síntese quantitativa das etapas é apresentada na Figura 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1.</strong> Fluxograma do processo de busca, elegibilidade e inclusão, na moldagem do&nbsp;Prisma.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="448" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5.png" alt="" class="wp-image-266428" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5.png 510w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5-300x264.png 300w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte:</strong> Prisma (2020).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A Figura 1 evidencia o processo de seleção do corpus analítico empregado nesta revisão. Os resultados obtidos a partir dos descritores são apresentados na Tabela 1, em ordem crescente de publicação.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Distribuição das características dos artigos de acordo com autores, anos, títulos, periódicos e resultados encontrados</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="536" height="789" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png" alt="" class="wp-image-266421" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png 536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-204x300.png 204w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="739" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png" alt="" class="wp-image-266423" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-218x300.png 218w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="534" height="717" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png" alt="" class="wp-image-266424" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png 534w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-223x300.png 223w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="536" height="716" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3.png" alt="" class="wp-image-266425" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3.png 536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="534" height="718" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4.png" alt="" class="wp-image-266426" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4.png 534w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4-223x300.png 223w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme observado, dos 15 artigos utilizados, dois foram publicados em 2021, dois em 2022, quatro artigos publicados em 2023, quatro em 2024 e três artigos publicados em 2025. Quanto aos periódicos: RECIMA21, Revista Brasileira Interdisciplinar em Saúde, Cuidarte Enfermagem, Brazilian Journal of Development, Revista Ibero-Americana de Humanidade, Ciências e Educação, Brazilian Journal of Review, Revista Eletrônica Acervo Saúde, Revista Foco, Research, Society and Development, Unipar – Universidade Paranaense e Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Os conceitos teóricos dos artigos selecionados são apresentados na discussão e organizados em quatro tópicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5&nbsp; DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta discussão visa integrar os achados da revisão, apresentados na Tabela 1, aos conceitos teóricos e às condutas de enfermagem para o paciente politraumatizado. Os estudos selecionados abordam diversos aspectos do cuidado, como o perfil epidemiológico das vítimas, os protocolos de atendimento, a atuação da enfermagem, a humanização do cuidado e os desafios enfrentados pela equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.1 Epidemiologia e lesões associadas</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura demonstra que a maioria das vítimas envolvidas&nbsp; no trauma é composta por adultos jovens do sexo masculino, com idade entre 18 e 40 anos, e os acidentes de trânsito são os principais causadores de politraumatismo e óbitos no Brasil (Oliveira et al., 2021; Santos et al., 2023; Zirr, Lenz e Tressoldi, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisa, as lesões mais frequentes incluem o Traumatismo Cranioencefálico (TCE), as lesões torácicas, abdominais e pélvicas, as lesões medulares e fraturas de membros. O TCE destaca-se como a principal causa de morbimortalidade, sendo responsável por aproximadamente&nbsp; 30% a 70% dos óbitos e, nos casos de sobrevivência, por sequelas neurológicas e importante comprometimento funcional (Santos et al., 2023). O trauma torácico (TT) é a segunda maior causa de morte entre pacientes politraumatizados, devido ao comprometimento de órgãos torácicos decorrente de fraturas de costelas (Pereira et al., 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lesões abdominais correspondem a cerca de 30% das ocorrências (Pereira et al., 2024; Neto et al., 2024). Diversos mecanismos fisiopatológicos estão envolvidos, como o aumento da pressão intra-abdominal. Esses mecanismos podem levar ao rompimento de vísceras ocas, à ruptura esplênica e à formação de hematomas retroperitoneais (Neto et al., 2024). Pereira et al. (2024) aprofundam a discussão ao afirmar que o trauma abdominal que cursa com lesão retroperitoneal representa um desafio no manejo, pois está associado a elevadas taxas de morbidade e mortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, destacou-se que as lesões medulares representam 70% dos casos (Pereira et al., 2024; Santos et al., 2023). Essas lesões causam alterações fisiológicas nos sistemas neurológico, cardiovascular e respiratório (Ramos, Aguiar e Lopes, 2023). No âmbito cardiovascular, podem ocorrer hipovolemia, choque hemorrágico e disfunção cardíaca; no respiratório, pneumotórax e contusão pulmonar; e, no neurológico, as lesões cranioencefálicas podem levar ao desenvolvimento de edema cerebral, hematomas e ao aumento da pressão intracraniana (Ramos, Aguiar e Lopes, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trauma pélvico associado a fraturas ou luxações apresenta alta probabilidade de provocar lesões vasculares, especialmente de origem venosa, podendo resultar em hemorragias graves (Neto et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Neto et al (2024), o choque hemorrágico é a principal causa de morte passível de prevenção no pós-trauma. Assim, o reconhecimento precoce dessas lesões é fundamental para as intervenções necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação detalhada das lesões em pacientes politraumatizados é fundamental para a elaboração de estratégias terapêuticas, visto que esses pacientes apresentam elevada complexidade assistencial (Zirr, Lens e Tressoldi, 2025). Tal condição exige manejo criterioso e a implementação de protocolos assistenciais específicos, de acordo com o tipo e a gravidade das lesões, para reduzir riscos e garantir uma recuperação eficaz (Zirr, Lens e Tressoldi, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.2 Importância da enfermagem ao paciente politraumatizado</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura evidencia a importância da atuação da equipe de enfermagem. Os estudos de Oliveira et al (2021); Martins, Pimentel e Rodrigues (2021); Zaparoli et al (2022); Oliveira et al (2024) e Giombeli et al (2025), enfatizam a importância de um cuidado humanizado e acolhedor, fundamentado em um amplo conhecimento técnico-científico e na padronização da assistência por meio de protocolos. A prática da enfermagem deve ser pautada em princípios científicos e atuação baseada em evidências, colaborando para um atendimento qualificado e otimizado (Custódio et al., 2022; Santos et al., 2023; Oliveira et al., 2024; Giombeli et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">São atribuições do enfermeiro a supervisão e a gestão dos cuidados, sendo a formação contínua crucial para o aperfeiçoamento deste profissional (Zaparoli et al., 2022; Oliveira et al., 2024; Menezes et al., 2025). A sistematização dos cuidados de enfermagem é apontada como uma ferramenta fundamental para alcançar a excelência no trabalho (Menezes et al., 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da importância da enfermagem, a literatura também evidencia desafios significativos. Custódio et al. (2022) e Giombeli et al. (2025) evidenciam desafios associados à sobrecarga de trabalho, ao estresse profissional, às divergências entre os membros da equipe e à deficiência de conhecimento científico. Essa deficiência reforça a importância da educação permanente para capacitação e aprimoramento contínuo, como ressaltado por (Zaparoli et al., 2022; Oliveira et al. 2024), assegurando que as decisões do enfermeiro sejam sempre pautadas em princípios científicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.3 Atendimento Inicial e Intervenções de Enfermagem</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento inicial ao paciente politraumatizado desempenha papel decisivo no prognóstico. Nesse sentido, a utilização de protocolos estabelecidos, como o Advanced Trauma Life Support (ATLS), mostra-se essencial para orientar a conduta dos profissionais de saúde (Zaparoli <a href="https://dummy-citation.com/citation?d=W3sib3JpZ2luIjowLCJ3b3JrIjp7Imlzc3VlZERhdGUiOiIyMDIyIiwidHlwZSI6MCwic3VidHlwZSI6e30sImNvbnRyaWJ1dG9ycyI6W3sibmFtZSI6eyJnaXZlbiI6IiIsImZhbWlseSI6IlpBUEFST0xJIGV0IGFsLiwifSwicm9sZSI6MH1dLCJpZHMiOnsiaXNibiI6W10sImlzc24iOltdfX19XQ%3D%3D"></a>et al., 2022). O exame primário, fundamental para avaliação rápida e eficaz, emprega o protocolo XABCDE do trauma, uma sequência padronizada destinada à identificação e ao manejo das lesões com maior potencial de letalidade<a href="https://dummy-citation.com/citation?d=W3sib3JpZ2luIjowLCJ3b3JrIjp7ImlkcyI6eyJpc2JuIjpbXSwiaXNzbiI6W119LCJ0eXBlIjowLCJjb250cmlidXRvcnMiOlt7InJvbGUiOjAsIm5hbWUiOnsiZ2l2ZW4iOiIiLCJmYW1pbHkiOiJaSVJSIGV0IGFsLiwifX1dLCJpc3N1ZWREYXRlIjoiMjAyNSIsInN1YnR5cGUiOnt9fX1d"></a>(Zirr<a href="https://dummy-citation.com/citation?d=W3sib3JpZ2luIjowLCJ3b3JrIjp7ImlkcyI6eyJpc2JuIjpbXSwiaXNzbiI6W119LCJ0eXBlIjowLCJjb250cmlidXRvcnMiOlt7InJvbGUiOjAsIm5hbWUiOnsiZ2l2ZW4iOiIiLCJmYW1pbHkiOiJaSVJSIGV0IGFsLiwifX1dLCJpc3N1ZWREYXRlIjoiMjAyNSIsInN1YnR5cGUiOnt9fX1d"></a>et al., 2025)<a href="https://dummy-citation.com/citation?d=W3sib3JpZ2luIjowLCJ3b3JrIjp7ImlkcyI6eyJpc2JuIjpbXSwiaXNzbiI6W119LCJ0eXBlIjowLCJjb250cmlidXRvcnMiOlt7InJvbGUiOjAsIm5hbWUiOnsiZ2l2ZW4iOiIiLCJmYW1pbHkiOiJaSVJSIGV0IGFsLiwifX1dLCJpc3N1ZWREYXRlIjoiMjAyNSIsInN1YnR5cGUiOnt9fX1d">.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo XABCDE no manejo do trauma segue uma padronização baseada nas lesões de maior risco de mortalidade, sendo composto por: X (Controle de hemorragia exsanguinantes); A (A<em>irway</em>) – vias aéreas e controle da coluna cervical; B (<em>Breathing)</em> – respiração e ventilação; C (<em>Circulation</em>) – domínio da circulação; D (<em>Disability</em>) – avaliação neurológica; e E (<em>Exposure</em>) – exposição e controle da temperatura (Zirr et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giombeli et al. (2025) esclarecem as responsabilidades da enfermagem no contexto&nbsp; do atendimento inicial. Tais atribuições incluem a implementação rigorosa de protocolos, a monitorização contínua de parâmetros vitais, a obtenção de acesso venoso periférico calibroso, a passagem de sonda gástrica e vesical quando necessário, a oferta de oxigenoterapia e a realização de curativos. Ademais, o manejo eficaz da dor, por meio da quantificação e da administração de medicações, constitui elemento essencial para evitar alterações indesejadas nos sinais vitais e promover o conforto (Giombeli et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exercício da enfermagem abrange, ainda, a coleta de amostras sanguíneas para exames laboratoriais, a obtenção de dados clínicos relevantes e a comunicação efetiva, visando acalmar o paciente e oferecer suporte emocional durante a fase de estabilização (Dio et al., 2022). É amplamente reconhecido que os cuidados de enfermagem são fundamentais não apenas para a prevenção de agravos secundários e para o alívio da dor, mas também para a melhora do quadro clínico geral e para a detecção precoce de quaisquer lesões adicionais que possam representar risco iminente de morte (Dio et al., 2022). Esses cuidados são intrinsecamente planejados, sistematizados e individualizados, refletindo a consideração das necessidades específicas de cada paciente (Giombeli et al., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.4 Enfermagem na recuperação do paciente politraumatizado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enfermeiro é o profissional que atua de forma contínua nos processos de diagnóstico, tratamento e reabilitação, participando ativamente como membro da equipe multiprofissional (Oliveira et al., 2024). Sua atuação envolve intervenções que contribuem de forma eficiente para a motivação e a recuperação do paciente (Martins, Pimentel e Rodrigues, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Processo de Enfermagem (PE) tem como finalidade planejar, diagnosticar e implementar, de forma organizada, as etapas das condutas de enfermagem, além de estabelecer normas práticas que promovam maior resolutividade e qualidade no cuidado. (Martins, Pimentel e Rodrigues, 2021). Esse processo favorece a qualificação da assistência prestada ao paciente, promovendo o uso racional dos insumos disponíveis no atendimento, seja no âmbito pré-hospitalar ou intra-hospitalar, com o objetivo de suprir integralmente as necessidades humanas básicas do paciente (Martins, Pimentel e Rodrigues, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado é fundamental, pois esse indivíduo demanda cuidados especiais de grande complexidade (Menezes et al., 2025; Oliveira et al., 2024). Nesse contexto, cabe ao enfermeiro avaliar continuamente o nível de consciência, a presença ou ausência de incapacidades e registrar quaisquer queixas apresentadas pelo paciente. Deve, ainda, assegurar a oxigenação e a circulação sanguíneas adequadas, bem como avaliar e manejar a dor por meio de intervenções farmacológicas e não farmacológicas (Souza, Silva e Oliveira, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, é responsabilidade do enfermeiro executar os cuidados com curativos, adotando técnicas assépticas e utilizando o tipo de curativo mais apropriado para cada situação clínica, além de prevenir complicações decorrentes do repouso prolongado no leito, como lesões por pressão e trombose venosa profunda (Menezes et al., 2025). Esses cuidados são componentes fundamentais para o tratamento e a recuperação do paciente (Souza, Silva e Oliveira, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem de longo prazo inclui a gestão de sequelas e o acompanhamento&nbsp; periódico, como forma de minimizar a incapacidade física e emocional decorrente do trauma (Oliveira et al., 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a literatura analisada reforça a natureza complexa e multifacetada do cuidado ao paciente politraumatizado, sublinhando o papel insubstituível da enfermagem. A importância de conhecimento aprofundado, implementação de protocolos, humanização do cuidado e aprimoramento contínuo são temas centrais que permeiam todos os estudos, culminando em uma assistência de excelência desde o primeiro atendimento até a recuperação do paciente</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6&nbsp;CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos achados da pesquisa, a assistência de enfermagem evidencia-se como essencial no cuidado ao paciente politraumatizado. Nesse contexto, a equipe deve estar adequadamente preparada para o atendimento inicial, realizando intervenções oportunas e procedimentos conforme a fase do trauma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados analisados demonstram a necessidade de implementar ações voltadas à prevenção de acidentes, com destaque para os acidentes de trânsito, bem como de desenvolver estratégias que garantam uma assistência em saúde sistematizada, resolutiva e fundamentada em evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados também indicam que o traumatismo cranioencefálico configura-se como um problema de saúde pública relevante, apresentando elevada incidência entre adultos jovens e sendo responsável por altos índices de mortalidade e de sequelas. A identificação precoce dessas lesões mostra-se fundamental para direcionar intervenções adequadas e reduzir a ocorrência de complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o enfermeiro deve manter-se capacitado e continuamente atualizado para prestar assistência qualificada, com vistas à redução de agravos, à prevenção de óbitos decorrentes de complicações do trauma e à contribuição efetiva para o processo de reabilitação, promovendo melhor qualidade de vida ao paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTIGLIONI, Aurélia Hermínia. <strong>Mortalidade Diferencial por Causas Externas no Brasil no Período de 2000 a 2022</strong>. Geografares, n. 39, 2024. Disponível em: https://journals.openedition.org/geografares/16423#bibliography. Acesso em: 3 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGUEIREDO, Bárbara Queiroz et al. <strong>Atendimento ao politraumatizado: guia prático.</strong> Campina Grande: Editora Amplla, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.51859/amplla.apg815.1122-0. Acesso em 5 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIOMBELLI, Amanda Mazutti et al. Gestão do Cuidado de Enfermagem em Pacientes Politraumatizados. <strong>Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR</strong>. Vol. 30, nº 1, p. 367–380, 2025. Disponível em: DOI: 10.25110/arqsaude.v30i1.2026-11790. Acesso em: 3 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAZZERONI, Bianca Jeuken et al. <strong>Politrauma: </strong>epidemiologia e manejo inicial, uma revisão de literatura. <em>In</em>: Trauma e Emergência: teoria e prática. Guilherme Barroso Langoni de Freitas. 15 edição. Irati: Pasteur, 2024. Cap. 10; pág. 82-88. Disponível em: https://doi.org/10.59290/978-65-6029-110-2.10. Acesso em 3 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Beatriz S.; PIMENTEL, Cleomar D.; RODRIGUES, Gabriela M. M. Atuação do enfermeiro na assistência ao paciente politraumatizado. <strong>Revista Brasileira de Interdisciplinar de Saúde.</strong> Vol. 3 nº 3, 2021. Disponível em: evistateste2.rebis.com.br/index.php/revistarebis/article/view/220. Acesso em 5 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEZES Layane F. et al. Assistência humanizada ao paciente politraumatizado no atendimento pré-hospitalar móvel: revisão integrativa. <strong>Revista de Pesquisa é Cuidado Fundamental Online. 2025.</strong> Disponível em: <a href="https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v17.14092">https://doi.org/10.9789/2175</a><a href="https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v17.14092"></a><a href="https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v17.14092">5361.rpcfo.v17.14092</a><a href="https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v17.14092">.</a> Acesso em 10 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MÓL, Arthur C. et al. Cirurgia de Controle de Danos: uma abordagem no tratamento de traumatizados. <strong>Revista Foco</strong>. Vol.17, n. 7, 2024. DOI: 10.54751/revistafoco.ed.esp-008. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5539. Acesso em: 8 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA, Sérgio G. O. <strong>Paciente Politraumatizado</strong>: um desafio a se vencer. <em>In</em>: Trauma e Emergência: teoria e prática. Guilherme Barroso Langoni de Freitas. 4 edição. Irati: Pasteur, 2024. Cap. 03; pág. 15-25. Disponível em <a href="https://editorapasteur.com.br/publicacoes/capitulo/?doi=10.29327/562435.4-3">https://editorapasteur.com.br/publicacoes/capitulo/?doi=10.29327/562435.4</a><a href="https://editorapasteur.com.br/publicacoes/capitulo/?doi=10.29327/562435.4-3">&#8211;</a><a href="https://editorapasteur.com.br/publicacoes/capitulo/?doi=10.29327/562435.4-3">3</a><a href="https://editorapasteur.com.br/publicacoes/capitulo/?doi=10.29327/562435.4-3">.</a> Acesso em 05 de jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NETO, Miguel Paula da Cruz et al. <strong>Trauma Abdominal.</strong> <em>In</em>: Trauma e Emergência: teoria e prática. Guilherme Barroso Langoni de Freitas. 15 edição. Irati: Pasteur, 2024. Cap. 08; pág. 67-76. Disponível em: https://doi.org/10.59290/978-65-6029110-2.8. Acesso em 8 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Andrea Oliveira da Silva et al.&nbsp; Assistência de Enfermagem ao Paciente Politraumatizado em Emergência Hospitalar: uma revisão da literatura. <strong><em>RECIMA 21 &#8211; </em>Revista Científica Multidisciplinar</strong><em>. Vol. 2 nº 7, 2021</em>. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.47820/recima21.v2i7.556">https://doi.org/10.47820/recima21.v2i7.556</a><a href="https://doi.org/10.47820/recima21.v2i7.556">.</a> Acesso em 3 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Helen Luiza Gomes et al. Cuidados de Enfermagem ao Paciente Politraumatizado: uma revisão integrativa. <strong>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação — REASE</strong>. São Paulo, v. 10, n. 11, 2024. DOI: 10.51891/rease.v10i11.16675. Disponível em: <a href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/16675">https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/16675.</a> Acesso em 5 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Monique Jaqueline et al. Politrauma: principais lesões associadas e manejo. <strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde. </strong>Vol. 24, n 8, 2024. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.25248/reas.e16718.2024">https://doi.org/10.25248/reas.e16718.2024</a><a href="https://doi.org/10.25248/reas.e16718.2024">.</a> Acesso em 8 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRISMA 2020 STATEMENT. <strong>Prisma Statement</strong>, 2020. Disponível em: &lt;https://www.prisma-statement.org/prisma-2020&gt;. Acesso em: 12 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Ariel F.; AGUIAR, Thayla S.; LOPES, Graciana S. Condutas Frente ao Paciente Vítima de Politrauma: uma revisão de literatura. <strong>Revista Contemporânea. </strong>Vol. 3, nº 12, 2023. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.56083/RCV3N12-238">https://doi.org/10.56083/RCV3N12</a><a href="https://doi.org/10.56083/RCV3N12-238">&#8211;</a><a href="https://doi.org/10.56083/RCV3N12-238">238</a><a href="https://doi.org/10.56083/RCV3N12-238">.</a> Acesso em 8 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Mickelly Correia et al. Urgência e Emergência, Atendimento do Enfermeiro Frente a Pacientes Politraumatizados em Acidentes Automobilísticos. <strong>Revista IberoAmericana de Humanidades, Ciências e Educação.</strong> Vol. <em>1, nº </em>2, 491–500, 2023. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.51891/rease.v1i2.11099">https://doi.org/10.51891/rease.v1i2.11099.</a> Acesso em 8 jan. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, Daniel W. A.; SILVA, Maria F. B.; OLIVEIRA, Xênia M. F. L. Importância da Abordagem do Enfermeiro ao Paciente Politraumatizado na Unidade de Terapia Intensiva. <strong>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação – REASE</strong>. São Paulo, v.1.n.02, 2023. DOI: 10.51891/rease.v1i2.10993. Disponível em: <a href="https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10993/4684">https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/10993/4684.</a> Acesso em 18 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAPAROLI, Analiê Mancioppi; SILVA, Mikely Lacerda da; ASSIS, Raquel de; GASPAR, Aidê Amábile Coelho dos. Assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado. <strong>CuidArte, Enfermagem</strong>. Vol.<em>16, pag.119-127, 2022.</em> Disponível em: <a href="https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1426937">https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1426937.</a> Acesso em 18 dez. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZIRR, Natan F.; LENZ, Cátia A.; TRESSOLDI, Rodrigo. Avaliação do Paciente Politraumatizado no Atendimento de Emergência: uma revisão integrativa. <strong>Research Society and Development.</strong> Vol. 14, nº 11, 2025. Disponível em: DOI: <a href="https://doi.org/10.33448/rsd-v14i11.49455. Acesso em: 3 jan. 2026.">https://doi.org/10.33448/rsd-v14i11.49455.</a> Acesso em: 3 jan. 2026.<a href="https://doi.org/10.33448/rsd-v14i11.49455"></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Enfermeira Especialista em Urgência e Trauma do Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU Vilhena/RO. E-mail: gislainesp.enf@gmail.com.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
