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	<title>Ciências Contábeis &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Sep 2025 14:30:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ciências Contábeis &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<item>
		<title>GESTÃO TRIBUTÁRIA E CONTÁBIL DA ÁREA DE TRANSPORTE DE CARGAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/gestao-tributaria-e-contabil-da-area-de-transporte-de-cargas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 13:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 149/AGO 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508281041 DA SILVA, Maísa Aparecida Lucas1 RESUMO&#160; O presente estudo aborda o papel da contabilidade na gestão das empresas de transporte de cargas, com foco na otimização de custos operacionais e na conformidade tributária. A pesquisa destaca a importância dos sistemas de informação contábil para a tomada de decisões estratégicas, incluindo a gestão [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508281041</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">DA SILVA, Maísa Aparecida Lucas<sup>1</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo aborda o papel da contabilidade na gestão das empresas de transporte de cargas, com foco na otimização de custos operacionais e na conformidade tributária. A pesquisa destaca a importância dos sistemas de informação contábil para a tomada de decisões estratégicas, incluindo a gestão eficiente da frota e a redução de custos tributários. A partir de uma revisão da literatura, o estudo examina como a contabilidade gerencial, aliada a tecnologias de informação, pode melhorar a rentabilidade e a sustentabilidade das empresas de transporte. A pesquisa também discute os desafios enfrentados pelas empresas no cumprimento das obrigações fiscais e a relevância do planejamento tributário para a maximização da competitividade no setor. Em síntese, este trabalho evidencia como a contabilidade é essencial não apenas para o controle financeiro, mas também como ferramenta estratégica para o sucesso a longo prazo das empresas de transporte de cargas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Transporte, Gestão, Tributos, Roteirização, Custo, Contábeis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade desempenha um papel fundamental na gestão empresarial, especialmente em setores com características operacionais complexas, como o transporte de cargas. Este segmento econômico, que envolve uma extensa rede de logística, gestão de frota e transporte de mercadorias, depende diretamente de uma gestão financeira eficaz para manter sua competitividade e sustentabilidade. A alta variação dos custos operacionais, especialmente em relação a combustíveis, manutenção de veículos e mão de obra, torna a contabilidade uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões estratégicas. Além disso, a crescente complexidade das obrigações fiscais e tributárias no Brasil exige que as empresas do setor de transporte adotem práticas contábeis rigorosas para garantir conformidade e evitar prejuízos financeiros (Cardoso &amp; Vicente, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A problemática que motiva este estudo está relacionada à forma como as empresas do setor de transporte de cargas utilizam as ferramentas contábeis na gestão de seus custos operacionais e tributários, além da análise da eficácia desses sistemas para garantir a competitividade e a lucratividade do negócio. Em muitos casos, observa-se que, embora a contabilidade desempenhe um papel essencial, a falta de uma gestão integrada e bem estruturada pode comprometer os resultados financeiros das empresas, dificultando sua adaptação às flutuações econômicas e às exigências fiscais. Nesse contexto, é importante entender como a contabilidade pode ser melhor utilizada para otimizar a gestão financeira e a tomada de decisões nas empresas de transporte de cargas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral deste estudo é analisar o papel da contabilidade na gestão das empresas de transporte de cargas, com foco na otimização de custos, controle tributário e melhoria da rentabilidade. Para atingir esse objetivo, o estudo propõe os seguintes objetivos específicos: (1) Investigar como os sistemas de informação contábil são aplicados nas empresas de transporte de cargas para a gestão de custos operacionais; (2) Examinar a importância da contabilidade gerencial na tomada de decisões relacionadas à gestão de frota e logística; (3) Avaliar a influência da contabilidade na gestão tributária e sua contribuição para a conformidade fiscal e redução de custos tributários.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa para a realização deste estudo reside na crescente importância da contabilidade como um fator estratégico para as empresas de transporte de cargas. Com a evolução das tecnologias e sistemas de informação contábil, as empresas têm agora mais ferramentas para gerenciar seus custos de maneira eficiente, o que pode resultar em uma operação mais rentável e sustentável. Além disso, a complexidade das exigências tributárias no Brasil exige que as empresas tenham um controle rigoroso sobre seus dados financeiros, a fim de evitar problemas fiscais e melhorar a performance financeira. Dessa forma, este estudo se justifica pela necessidade de aprofundar o conhecimento sobre como a contabilidade pode contribuir efetivamente para a gestão de empresas de transporte de cargas, oferecendo subsídios para a&nbsp;melhoria da administração financeira e o aumento da competitividade no setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Alexandre (2021), a pesquisa de revisão de literatura é uma etapa fundamental no processo de construção de um conhecimento robusto, uma vez que visa reunir, organizar e analisar as contribuições já existentes sobre um determinado tema. Para este estudo, a metodologia adotada foi de revisão sistemática da literatura, que se caracterizou pela busca e análise de fontes acadêmicas e científicas relacionadas ao papel da contabilidade na gestão do transporte de cargas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa teve como objetivo entender de forma aprofundada como a contabilidade pode contribuir para a gestão eficaz e lucrativa na área de transporte de cargas. Foi realizada uma análise qualitativa, focando na avaliação de dados tributários, custos logísticos, e seus impactos nas decisões gerenciais dessas empresas. Para tanto, foram selecionados artigos, dissertações, teses e relatórios relevantes, cujos enfoques principais envolvem a aplicação de sistemas de contabilidade gerencial, controle de custos e inteligência gerencial dentro do contexto das empresas de transporte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais passos para a realização da pesquisa foram:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Levantamento Bibliográfico</strong>: Foram selecionadas fontes acadêmicas que abordam a contabilidade na gestão de empresas de transporte, com ênfase na aplicação de sistemas de informação contábil, análise de custos e controle financeiro. As publicações foram buscadas em bases de dados científicas, como Google Scholar, Scopus, e outras fontes confiáveis.&nbsp;</li>



<li><strong>Análise Crítica das Referências</strong>: A partir das referências coletadas, foi realizada uma análise crítica, destacando as metodologias utilizadas, os resultados encontrados e as implicações para a gestão da área de transporte de cargas. Foram observadas as contribuições de cada estudo para a compreensão do papel da contabilidade na otimização dos processos de gestão e na maximização dos lucros.&nbsp;</li>



<li><strong>Síntese das Informações</strong>: A revisão de literatura permitiu agrupar os conhecimentos existentes de forma coerente, evidenciando as práticas mais eficazes para a gestão de custos e controle tributário, aspectos cruciais para a sustentabilidade e competitividade das empresas de transporte de cargas.&nbsp;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>A Contabilidade Gerencial e sua Aplicação na Gestão de Custos Operacionais no Setor de Transporte de Cargas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No setor de transporte de cargas, os custos operacionais são um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas. Custos como combustível, manutenção da frota, salários de motoristas e encargos relacionados à logística de transporte são, muitas vezes, imprevisíveis e exigem uma gestão contábil eficiente para garantir que a empresa não só cubra suas despesas, mas também obtenha lucro. A contabilidade gerencial é essencial para o gerenciamento desses custos, pois proporciona informações detalhadas e precisas que auxiliam na tomada de decisões estratégicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Avelar et al. (2021), a contabilidade gerencial vai além da simples análise de balanços financeiros; ela envolve a utilização de ferramentas como o custeio por absorção, o custeio baseado em atividades (ABC) e o custeio variável, que são fundamentais para a alocação adequada de custos em processos operacionais e estratégicos. Esses métodos permitem que os gestores identifiquem quais atividades geram maiores custos e, a partir disso, possam adotar práticas de otimização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de custos operacionais no transporte de cargas não se resume apenas à análise de gastos com combustíveis e manutenção, mas abrange também a avaliação do desempenho dos processos logísticos, a escolha de rotas eficientes e a gestão de uma frota que seja economicamente viável. Com uma contabilidade gerencial bem estruturada, é possível identificar quais componentes da operação estão impactando negativamente nos resultados financeiros da empresa, e, consequentemente, tomar decisões para mitigar esses impactos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade gerencial, no contexto do transporte de cargas, utiliza diversos métodos e sistemas para categorizar e mensurar custos operacionais. O custeio por absorção, por exemplo, distribui todos os custos, tanto fixos quanto variáveis, sobre os bens ou serviços produzidos. Embora seja um método simples e amplamente utilizado, ele pode não refletir com precisão os custos reais de transporte, pois tende a diluir os custos fixos de forma uniforme, o que pode mascarar a real rentabilidade de operações específicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, o custeio baseado em atividades (ABC) oferece uma visão mais detalhada e precisa. Esse método atribui os custos indiretos, como despesas administrativas e custos de suporte, às atividades específicas que geram esses custos. Para empresas de transporte de cargas, o ABC pode ser extremamente útil, pois permite que os gestores identifiquem quais atividades (como o carregamento, descarregamento, armazenagem e transporte) estão consumindo mais recursos financeiros, facilitando a implementação de melhorias operacionais (Vogt, Bellei &amp; Rodrigues, 2023). O custeio variável, por sua vez, foca apenas nos custos que variam de acordo com o volume de produção ou operações realizadas. Esse método é importante para empresas que buscam flexibilidade, pois permite avaliar a rentabilidade de atividades com custos variáveis, como o transporte por quilômetro rodado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos métodos de custeio, a análise de ponto de equilíbrio também é uma ferramenta importante. Através dessa análise, é possível calcular o volume de operações necessário para que a empresa cubra seus custos fixos e comece a gerar lucro. Para as empresas de transporte de cargas, que lidam com custos fixos elevados, como a manutenção de frota e salários de motoristas, entender o ponto de equilíbrio é crucial para a tomada de decisões sobre preços e volumes de transporte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante da contabilidade gerencial no setor de transporte de cargas é a gestão de frota. A frota é um dos maiores ativos das empresas de transporte e representa uma parte significativa dos custos operacionais, incluindo manutenção, depreciação, combustível e seguros. A contabilidade gerencial pode ajudar na análise do ciclo de vida dos veículos, identificando o momento mais oportuno para substituir veículos antigos, levando em consideração a depreciação e os custos crescentes de manutenção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Freitas (2022) destaca que, através de um sistema contábil bem estruturado, é possível realizar uma análise detalhada da rentabilidade da frota, comparando os custos de operação de diferentes veículos e identificando quais estão gerando mais lucro. Além disso, a contabilidade gerencial permite realizar projeções financeiras e simulações que auxiliam na decisão sobre a compra ou leasing de veículos, considerando não apenas o custo de aquisição, mas também os custos operacionais de longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator relevante na gestão de frota é o controle de consumo de combustível, que representa uma parte significativa dos custos variáveis nas empresas de transporte de cargas. Sistemas contábeis avançados podem monitorar o consumo de combustível por veículo, identificar desvios e permitir a implementação de estratégias de redução de custos, como a otimização de rotas e a adoção de tecnologias mais eficientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade gerencial também desempenha um papel essencial na sustentabilidade financeira das empresas de transporte de cargas. Através de uma gestão contábil eficiente, é possível obter uma visão clara e precisa dos fluxos de caixa, dos custos fixos e das margens de lucro, o que é fundamental para a saúde financeira de qualquer empresa. A utilização de indicadores financeiros como o índice de rentabilidade, o índice de liquidez e o índice de endividamento pode fornecer informações valiosas para os gestores, permitindo uma visão holística da situação financeira da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a gestão de risco também é uma função importante da contabilidade gerencial. As empresas de transporte estão expostas a diversos riscos, como a variação nos preços dos combustíveis, mudanças na legislação tributária, ou mesmo o aumento nos custos de manutenção da frota. A contabilidade gerencial, ao fornecer informações financeiras detalhadas, ajuda a empresa a se preparar para essas variações e a minimizar o impacto de eventos inesperados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade também pode ser um meio de conformidade tributária, ajudando as empresas de transporte a se manterem em conformidade com as exigências fiscais e a evitarem problemas com o fisco. A contabilidade gerencial, quando aliada a sistemas de informações tributárias, assegura que os impostos sejam calculados e pagos corretamente, evitando penalidades e garantindo a redução de custos relacionados a multas e juros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>A Importância dos Sistemas de Informação Contábil na Tomada de Decisões nas Empresas de Transporte de Cargas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância dos sistemas de informação contábil (SIC) nas empresas de transporte de cargas não pode ser subestimada, dado o papel estratégico que desempenham na gestão financeira e na tomada de decisões. Estes sistemas são responsáveis pela coleta, processamento, análise e disseminação de informações financeiras, fundamentais para os gestores tomarem decisões informadas. No setor de transporte de cargas, onde as operações são complexas e os custos variáveis são elevados, a utilização eficaz de sistemas contábeis pode fazer a diferença entre a rentabilidade e o fracasso das empresas. A contabilidade gerencial, quando apoiada por sistemas de informação eficientes, proporciona aos gestores uma visão clara da situação financeira da empresa, ajudando a otimizar processos, reduzir custos e aumentar a competitividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias de hoje, o ambiente de negócios está cada vez mais dinâmico, e as empresas de transporte de cargas precisam tomar decisões rápidas e precisas, baseadas em dados confiáveis. A contabilidade, especialmente quando aliada a sistemas de informação modernos, é uma ferramenta essencial para o suporte a essas decisões. Cardoso e Vicente (2023) ressaltam que os sistemas de informação contábil têm a capacidade de integrar diferentes fontes de dados financeiros, permitindo aos gestores analisar informações de forma eficiente e eficaz. Esses sistemas não apenas automatizam tarefas repetitivas e operacionais, mas também proporcionam insights valiosos sobre a performance financeira da empresa, o que é fundamental para a gestão estratégica. Com a automação e a integração de dados, as empresas podem economizar tempo e recursos, além de melhorar a qualidade das informações utilizadas para a tomada de decisões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisões no setor de transporte de cargas exige, entre outras coisas, a análise de custos operacionais, como combustível, manutenção de frota e&nbsp;mão de obra, além de questões tributárias que impactam diretamente nos resultados financeiros. Segundo Freitas (2022), as empresas de transporte têm enfrentado grandes desafios devido à alta volatilidade dos custos relacionados à logística, combustível e manutenção, que variam de acordo com diversos fatores externos. Nesse contexto, a contabilidade gerencial e a tecnologia dos sistemas de informação contábil são fundamentais para garantir que as empresas possam avaliar suas operações de maneira eficaz e tomar decisões informadas sobre preços, rotas, aquisição de veículos, investimentos em infraestrutura e outras variáveis que afetam o desempenho financeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de informação contábil também oferecem uma vantagem estratégica ao permitir que as empresas do setor de transporte identifiquem e avaliem as margens de lucro por operação, considerando os custos diretos e indiretos de cada atividade. A gestão eficiente desses custos é um desafio particularmente grande no setor de transporte de cargas, onde as margens podem ser estreitas e as variações de custos imprevisíveis. A utilização de sistemas de informação contábil permite que as empresas monitorem continuamente os custos e identifiquem áreas de ineficiência, como rotas pouco lucrativas ou veículos com manutenção excessiva. De acordo com Avelar et al. (2021), a contabilidade gerencial, quando apoiada por sistemas de informação, pode fornecer a base necessária para a otimização de processos, contribuindo para a redução de custos operacionais e aumentando a rentabilidade das empresas de transporte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a capacidade de integrar dados contábeis com outras fontes de informações operacionais, como dados de desempenho da frota e das rotas, é um dos principais benefícios dos sistemas de informação contábil. A integração dessas informações permite uma análise mais holística e precisa das operações da empresa, ajudando os gestores a tomar decisões mais assertivas sobre a alocação de recursos. Por exemplo, ao analisar o desempenho de diferentes rotas, os sistemas de informação contábil podem indicar quais rotas são mais rentáveis e quais são responsáveis por custos mais elevados. Isso pode levar à decisão de alterar ou otimizar determinadas rotas, o que, por sua vez, pode reduzir custos e aumentar a eficiência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da gestão de custos operacionais, os sistemas de informação contábil também desempenham um papel crucial na gestão tributária das empresas de transporte de cargas. No Brasil, as empresas desse setor estão sujeitas a uma carga tributária elevada e a uma série de obrigações fiscais complexas. A contabilidade gerencial, auxiliada por sistemas de informação, permite que as empresas acompanhem e gerenciem suas obrigações fiscais de maneira eficaz, evitando erros que possam resultar em penalidades e multas. Como ressalta Souza et al. (2023), a automação das tarefas contábeis e fiscais através de sistemas informatizados é uma solução estratégica para reduzir os riscos de não conformidade tributária. Esses sistemas não só garantem o cumprimento das exigências legais, mas também ajudam as empresas a explorar oportunidades de otimização tributária, como o aproveitamento de créditos fiscais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisões estratégicas também é beneficiada pela utilização de sistemas de informação contábil. As decisões relacionadas à expansão da frota, à escolha de novos fornecedores ou ao ajuste dos preços de frete, por exemplo, podem ser tomadas com base em dados financeiros precisos e em tempo real. De acordo com Júnior et al. (2024), a análise de dados contábeis em tempo real é uma vantagem competitiva significativa para as empresas de transporte, uma vez que permite ajustes rápidos nas estratégias operacionais e financeiras. Esse tipo de informação é vital em um setor altamente competitivo e sujeito a mudanças repentinas, como o aumento do preço do combustível ou alterações nas regulamentações governamentais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de informação contábil também contribuem para a previsão financeira e planejamento de longo prazo. A capacidade de realizar projeções financeiras com base em dados históricos e tendências atuais é uma das principais funcionalidades desses sistemas. Em empresas de transporte, onde os investimentos em frota e infraestrutura são significativos, a capacidade de planejar o fluxo de caixa e avaliar a viabilidade de novos projetos de investimento é crucial. A análise financeira avançada fornecida por esses sistemas ajuda os gestores a tomar decisões informadas sobre financiamento, aquisição de ativos e a alocação de recursos para projetos de crescimento e inovação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, a eficiência operacional das empresas de transporte de cargas pode ser significativamente aumentada pela adoção de sistemas de informação contábil, pois esses sistemas facilitam a comunicação interna e o fluxo de informações entre diferentes departamentos. Isso reduz a possibilidade de erros e duplicidades, garantindo que as decisões sejam tomadas com base em dados consistentes e atualizados. Além disso, a transparência proporcionada pelos sistemas contábeis automatizados permite que os gestores tenham uma visão mais clara do desempenho financeiro da empresa, o que é essencial para a avaliação e ajuste contínuo das estratégias empresariais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3</strong> <strong>Gestão Tributária e o Papel da Contabilidade na Conformidade Fiscal das Empresas de Transporte de Cargas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o setor de transporte enfrenta uma complexa rede de obrigações fiscais e tributárias que exigem uma gestão eficiente para evitar penalidades e otimizar o aproveitamento de benefícios fiscais. A contabilidade desempenha um papel central neste processo, fornecendo as ferramentas e os dados necessários para a conformidade tributária e a redução de custos relacionados aos tributos. Com a utilização de sistemas de informação contábil, as empresas podem controlar e&nbsp;gerenciar suas obrigações fiscais de maneira mais eficaz, garantindo que cumpram as exigências legais e, ao mesmo tempo, maximizem sua eficiência fiscal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema tributário brasileiro é notoriamente complexo e pode variar significativamente de um estado para outro, com diversas taxas e tipos de impostos que afetam diretamente as empresas de transporte de cargas. Entre os principais impostos estão o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), o PIS (Programa de Integração Social), o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), além de contribuições previdenciárias e outras obrigações fiscais que variam conforme o tipo de operação realizada pela empresa. A alta carga tributária, associada à complexidade das normas fiscais, torna essencial que as empresas do setor mantenham um controle rigoroso sobre suas finanças, garantindo que cumpram todas as obrigações sem incorrer em erros que possam resultar em multas e juros. A contabilidade gerencial, nesse contexto, fornece a base para o acompanhamento e a análise dessas obrigações fiscais de forma eficaz e contínua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade é uma ferramenta estratégica para a conformidade fiscal no setor de transporte de cargas, pois permite o correto cálculo e pagamento dos tributos, bem como o cumprimento das obrigações acessórias, como a entrega de declarações e a emissão de documentos fiscais. A utilização de sistemas de informação contábil facilita esse processo, ao integrar dados financeiros e fiscais, automatizando o cálculo dos impostos e garantindo que os registros contábeis estejam sempre em conformidade com as exigências legais. Souza et al. (2023) destacam que a automação das tarefas contábeis e fiscais, por meio de sistemas informatizados, reduz o risco de erros humanos e aumenta a eficiência na gestão tributária, o que é particularmente importante em um setor como o de transporte, onde as transações e&nbsp;operações são frequentes e variadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a gestão tributária eficiente, com o apoio da contabilidade, permite que as empresas do setor de transporte de cargas identifiquem oportunidades de planejamento tributário. O planejamento tributário é uma prática que visa reduzir a carga tributária de maneira legal, aproveitando incentivos fiscais, regimes especiais de tributação e a correta utilização de créditos tributários. O ICMS, por exemplo, pode ser um imposto de grande impacto nas empresas de transporte de cargas, especialmente quando se trata de operações interestaduais ou de transporte de mercadorias sujeitas a diferentes regimes de tributação. A contabilidade gerencial, por meio de uma análise detalhada dos custos e tributos incidentes sobre cada operação, pode identificar formas de otimizar o pagamento desses impostos, o que resulta em uma redução significativa dos custos operacionais. A utilização de créditos de ICMS e a escolha do regime de tributação mais vantajoso, como o Simples Nacional ou o Lucro Presumido, são práticas que podem ser orientadas pela contabilidade, com base na análise detalhada das operações da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de riscos fiscais também é uma função crucial da contabilidade no setor de transporte de cargas. As empresas deste setor estão frequentemente sujeitas a auditorias fiscais e, em muitos casos, enfrentam o risco de questionamentos por parte da Receita Federal ou das secretarias da Fazenda estaduais. A contabilidade, ao garantir que todos os registros fiscais e contábeis estejam corretos e atualizados, contribui para a mitigação de riscos, evitando autuações e penalidades. Como apontado por De Andrade e Leitão (2022), a evidenciação adequada dos ativos e passivos tributários, especialmente os relacionados aos impostos sobre a circulação de mercadorias e serviços, é essencial para a conformidade fiscal e para evitar surpresas no futuro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade também facilita a gestão de documentos fiscais, que é uma parte crucial da conformidade tributária. O setor de transporte de cargas lida com uma grande quantidade de documentos fiscais, como notas fiscais de prestação de serviços, cupons fiscais de vendas de mercadorias, e outros documentos que precisam ser registrados corretamente para garantir o cumprimento das obrigações tributárias. A utilização de sistemas de informação contábil, integrados com sistemas de gestão de transporte e de emissão de documentos fiscais, permite a organização e o controle desses documentos de forma eficiente. Como enfatiza Cardoso (2023), a integração dos sistemas contábeis com os sistemas fiscais e operacionais torna a&nbsp;gestão tributária mais ágil e menos propensa a erros, uma vez que permite a automatização da emissão e do registro dos documentos fiscais, assim como a verificação da conformidade tributária de forma contínua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a contabilidade gerencial desempenha um papel importante na avaliação da rentabilidade e sustentabilidade das empresas de transporte de cargas, ao fornecer dados detalhados sobre os custos tributários e sua relação com a geração de lucro. A gestão fiscal eficiente permite que as empresas se mantenham competitivas, pois ao reduzir o impacto da carga tributária sobre seus custos operacionais, elas conseguem oferecer preços mais competitivos sem sacrificar a margem de lucro. Freitas (2022) observa que a contabilidade, quando aplicada corretamente, pode ajudar a empresa a entender o impacto dos tributos sobre sua rentabilidade, possibilitando ajustes nas estratégias de preço e de oferta de serviços, para garantir uma margem de lucro positiva, mesmo diante de uma carga tributária elevada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de cumprimento de obrigações fiscais, a contabilidade ajuda a garantir que a empresa não apenas calcule e pague os impostos corretamente, mas também entregue as declarações fiscais exigidas dentro dos prazos estipulados pelos órgãos governamentais. As empresas de transporte de cargas devem enviar periodicamente diversas declarações, como a DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica) e a DCTF (Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais), além de outras obrigações estaduais, dependendo da natureza de suas operações. A contabilidade gerencial, ao automatizar esses processos, contribui para a redução do risco de multas e penalidades por atraso ou erro nas declarações fiscais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração da contabilidade com sistemas de controle de frota e gestão operacional também melhora a gestão tributária no setor de transporte de cargas. De acordo com Sanchez (2021), as empresas de transporte podem integrar dados fiscais com informações operacionais sobre a frota e as rotas, permitindo uma análise mais completa dos custos e tributos associados a cada operação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da utilização de sistemas de informação contábil eficientes, as empresas têm a capacidade de coletar, processar e analisar dados financeiros de maneira integrada, garantindo uma visão clara e precisa da sua saúde financeira. Esse tipo de controle não apenas facilita a tomada de decisões informadas, mas também permite a identificação de áreas de ineficiência, contribuindo para a melhoria contínua das operações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de custos no setor de transporte de cargas, marcada por uma grande variabilidade de despesas e uma alta sensibilidade a fatores externos, exige uma abordagem rigorosa e bem estruturada da contabilidade gerencial. A implementação de métodos como o custeio baseado em atividades (ABC), o custeio variável e o custeio por absorção se mostra essencial para um controle eficaz dos custos operacionais, permitindo que as empresas identifiquem oportunidades de otimização e, consequentemente, aumentem a rentabilidade. Além disso, a gestão da frota, que envolve custos elevados com manutenção e combustível, pode ser mais eficiente com o apoio da contabilidade, permitindo uma análise detalhada e uma gestão mais eficaz dos ativos da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da gestão tributária revelou-se igualmente crucial para a sustentabilidade financeira das empresas de transporte de cargas, uma vez que o sistema tributário brasileiro é complexo e envolve diversas obrigações fiscais. A contabilidade, ao integrar informações fiscais e financeiras, possibilita uma gestão eficiente da conformidade tributária, evitando penalidades e contribuindo para a redução da carga tributária. O planejamento tributário, auxiliado pela contabilidade, permite que as empresas aproveitem incentivos fiscais e otimizem seus custos, garantindo a competitividade no mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, este estudo reforça que a contabilidade não é apenas uma ferramenta de controle financeiro, mas um verdadeiro aliado estratégico para as empresas de transporte de cargas. Sua aplicação correta, especialmente com o uso de sistemas de informação contábil modernos e integrados, pode ser um diferencial competitivo significativo, permitindo às empresas não só garantir a conformidade fiscal, mas também maximizar sua eficiência operacional e financeira.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALEXANDRE, Agripa Faria. <strong>Metodologia científica: princípios e fundamentos</strong>. Editora Blucher, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AVELAR, Ewerton Alex et al. Inteligência artificial como suporte a sistemas de controle e contabilidade gerencial:: uma análise em empresas do transporte por aplicativo. <strong>Sistemas &amp; Gestão</strong>, v. 16, n. 1, p. 57-64, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDOSO, Ana; VICENTE, Célia. A Utilidade dos Sistemas de Informação Contabilística nas Empresas de Transporte de Mercadorias The usefulness of accounting information systems in freight transport companies. In: <strong>GECAMB 2022– Proceedings of the 9th GECAMB Conference on Environmental Management and</strong>. UA Editora–Universidade de Aveiro 1st edition–February 2023. p. 13.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARDOSO, Ana Catarina dos Reis. <strong>A utilidade dos sistemas de informação contabilística nas empresas de transporte de mercadorias.</strong> 2022. Disponível em: <a href="https://repositorio.ipl.pt/entities/publication/4196f011-64e8-48b5-9062-3fbcd297d2fc">https://repositorio.ipl.pt/entities/publication/4196f011-64e8-48b5-9062-3fbcd297d2fc.</a> Acesso em: 05 de agosto de 2025.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ANDRADE, Sérgio José; LEITÃO, Carla Renata Silva. EVIDENCIAÇÃO DOS ATIVOS INTANGÍVEIS NAS EMPRESAS DO SEGMENTO DE TRANSPORTE&nbsp;FERROVIÁRIO BRASILEIRO. <strong>REVISTA DE CONTABILIDADE DOM ALBERTO</strong>, v.&nbsp;11, n. 22, p. 94-115, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE FARIA MAGALHÃES, Érica Luiza. <strong>Perspectivas Contemporâneas em Administração e Contabilidade</strong>. AYA Editora, 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE PAULA, GEANE MARIA CHAGAS PORTELA. Relatório de Estágio Curricular: Contabilidade de empresas do segmento de transportes do Lucro Real. <strong>TCC&#8217;s Ciências Contábeis</strong>, p. 23-23, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Bruno Afonso; CAPRINI, Jacinta Amorim. A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE PARA O ADMINISTRADOR NA TOMADA DE DECISÕES DO SETOR DE TRANSPORTES DE ICONHA/ES. <strong>Revista Científica Doctum&nbsp;Multidisciplinar</strong>, v. 2, n. 5, 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, Daniela Dinis. <strong>Importância da Contabilidade de Gestão para a Gestão de Frota no Transporte Rodoviário de Carga</strong>. 2022. Dissertação de Mestrado. Universidade de Coimbra (Portugal).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JÚNIOR, Alfredo Vieira Tenório et al. IDENTIFICAÇÃO, MENSURAÇÃO E VALORAÇÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS EM UMA EMPRESA DE TRANSPORTE DE CARGAS AGRÍCOLAS. In: <strong>Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC</strong>. 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANCHEZ, Victor Thomaz Montechi. Análise de custos em uma empresa de transporte rodoviário de cargas: aplicação dos métodos RKW e ABC para custeio e tomada de decisão. 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Antonio Nadson Mascarenhas et al. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA IMPLEMENTAÇÃO DO POWER BUSINESS INTELLIGENCE NA GESTÃO DE CUSTOS EM UMA EMPRESA DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO. <strong>Administração de&nbsp;Empresas em Revista</strong>, v. 3, n. 33, p. 284-314, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VOGT, Mara; BELLEI, Iam; RODRIGUES, Franciele Perin. Custos Logísticos: Estudo em uma Transportadora Catarinense. <strong>Revista Brasileira de Contabilidade e Gestão</strong>, v. 12, n. 23.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduada em Enfermagem pela UFMG, e pós-graduada em Enfermagem do Trabalho pelo Centro Universitário Celso Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE FINANCEIRA DO BANCO ITAÚ: UM ESTUDO COM BASE EM DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-financeira-do-banco-itau-um-estudo-com-base-em-demonstracoes-contabeis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 16:37:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 148/JUL 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=226148</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202507031333 Ana Beatriz GalvãoBruna Eduarda da Silva Mota CamargoCamila PalandiLetícia Dantas Teles de AraújoLaís Cristina Pereira da SilvaNayara de&#160;Toledo MarcondesPaula Fernanda LopesOrientador: Rodolfo Neves Rosa Resumo&#160; Este estudo apresenta uma análise financeira do Banco Itaú Unibanco com base em suas demonstrações contábeis referentes a 2023 e 2024. Tem por objetivo avaliar a saúde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202507031333</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Beatriz Galvão<br>Bruna Eduarda da Silva Mota Camargo<br>Camila Palandi<br>Letícia Dantas Teles de Araújo<br>Laís Cristina Pereira da Silva<br>Nayara de&nbsp;Toledo Marcondes<br>Paula Fernanda Lopes<br>Orientador: Rodolfo Neves Rosa</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo apresenta uma análise financeira do Banco Itaú Unibanco com base em suas demonstrações contábeis referentes a 2023 e 2024. Tem por objetivo avaliar a saúde financeira e a estrutura de capital da instituição. Para isso, foram utilizadas metodologia documental, a partir dos relatórios anuais oficiais do banco, e revisão bibliográfica sobre indicadores financeiros. Foram calculados e examinados indicadores como o Índice de Endividamento (IE), o Índice de Composição do Endividamento (ICE) e o Grau de Alavancagem Operacional (GAO).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o nível de endividamento da empresa se mantém baixo. O IE situou-se em cerca de 19,8% em 2023, subindo para aproximadamente 20,2% em 2024, demonstrando uma estrutura de capital conservadora com baixa dependência de recursos de terceiros. Já o ICE aumentou significativamente, saindo de cerca de 1,5% para 16,1%, o que indica maior concentração de dívidas de curto prazo em 2024 e acende um sinal de atenção para liquidez.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O GAO ficou em torno de 0,86 em 2023 e 0,85 em 2024, permanecendo abaixo de 1, o que sugere baixa sensibilidade do lucro operacional ao crescimento das vendas. Conclui-se que o Itaú Unibanco mantém boa saúde financeira geral, com forte base patrimonial e níveis moderados de endividamento, embora sua estrutura de capital seja fortemente apoiada em capital de terceiros e requeira cautela com o aumento das dívidas de curto prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Análise financeira; Banco Itaú; Índice de Endividamento; Alavancagem Operacional; Demonstrações contábeis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study provides a financial analysis of Banco Itaú Unibanco based on its accounting statements for 2023 and 2024. The main objective is to evaluate the financial health and capital structure of the institution. To that end, a documental methodology was employed, using official annual reports, along with a bibliographic review of financial indicators. Key metrics such as the Debt Ratio (IE), Debt Composition Index (ICE), and Degree of Operating Leverage (GAO) were calculated and examined. The results indicate that the bank’s debt level remained relatively low over the period.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">The Debt Ratio was about 19.8% in 2023 and increased slightly to 20.2% in 2024, reflecting a conservative capital structure with limited reliance on third-party funds. In contrast, the ICE rose significantly from around 1.5% to 16.1%, signaling a higher concentration of short-term debt in 2024 and raising concerns about liquidity.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">The GAO was approximately 0.86 in 2023 and 0.85 in 2024, staying below 1, which suggests that operational profit was not highly sensitive to sales growth. In summary, Itaú Unibanco maintained solid overall financial health with moderate indebtedness, although its capital structure is heavily based on third-party funding, requiring caution regarding the increase in short-term liabilities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Financial analysis; Itaú Bank; Debt Ratio; Operating Leverage; Financial statements.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>I</strong><strong>ntrodução</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise financeira tem papel crucial no setor bancário, pois permite avaliar a solidez, a rentabilidade e os riscos envolvidos nas operações de instituições financeiras. Por meio da interpretação das demonstrações contábeis, gestores, investidores e órgãos reguladores podem monitorar a capacidade do banco de honrar suas obrigações, suportar perdas e continuar crescendo de forma sustentável. Esses indicadores servem ainda como parâmetros de comparação entre diferentes períodos e instituições, auxiliando na transparência e na tomada de decisão em um ambiente econômico cada vez mais competitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú Unibanco se consolidou como uma das principais instituições financeiras da América Latina, sendo frequentemente analisado devido à sua relevância no cenário bancário. A empresa apresenta um perfil robusto, marcado por investimentos contínuos em tecnologia, forte presença digital e um modelo de atuação que inclui preocupações sociais, ambientais e patrimoniais. A relevância do Itaú no mercado financeiro nacional reforça a importância de entender seu desempenho financeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justifica-se, portanto, a análise detalhada das demonstrações contábeis do Itaú Unibanco. Estudar os indicadores financeiros da instituição contribui para compreender seu nível de endividamento, a estrutura de capital e a eficiência operacional. Essas informações são valiosas em um contexto de oscilações econômicas, taxas de juros flutuantes e demandas crescentes por estabilidade no setor bancário. Assim, a análise proposta neste trabalho não apenas ilumina a saúde financeira do Itaú Unibanco, mas também fornece subsídios para a análise do setor bancário como um todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Apresentação da empresa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de 100 anos de história, após vivenciar profundas transformações econômicas e políticas e atuar em mercados com intensa concorrência local, enquanto acompanhou a crescente presença de grandes conglomerados globais no país, hoje, o Itaú Unibanco oferece uma vasta gama de serviços financeiros, incluindo contas correntes, investimentos, crédito, seguros e câmbio. Tornou-se uma das maiores instituições financeiras do Brasil e da América Latina, após a fusão entre o Banco Itaú e o Unibanco em 2008.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo de negócios é focado em tecnologia e inovação, com presença digital crescente através de aplicativos e plataformas online, com soluções tecnológicas que proporcionam uma experiência mais ágil e eficiente aos clientes, tanto no ambiente físico quanto no digital. O compromisso com a qualidade no atendimento e a excelência nos serviços financeiros lhe garante destaque no setor bancário nacional e internacional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Itaú Unibanco é reconhecido por sua atuação responsável, com iniciativas voltadas à sustentabilidade, integrando práticas responsáveis em suas operações e buscando gerar impactos positivos na sociedade, como apoio a iniciativas de projetos sociais, educação e apoio à cultura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa, conforme o Ranking Global 500 de 2023 da Brand Finance, é o maior banco privado brasileiro em valor de mercado e a marca mais valiosa da América Latina, com uma avaliação de US$ 8,7 bilhões.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao celebrar um século de conquistas, a empresa olha para o futuro com confiança, certa de que é Feita de Futuro, pela sua capacidade de adaptação, resistência à acomodação e abertura ao mundo e suas transformações contínuas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o Itaú Unibanco se posiciona como um líder no setor bancário, oferecendo soluções financeiras completas e com foco em inovação, experiência do cliente e responsabilidade social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Metodologia&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa visa realizar uma análise financeira do Itaú Unibanco, com base em dados extraídos de relatórios oficiais e de natureza qualitativa e quantitativa. Para isso, foram empregadas metodologias documental e bibliográfica, permitindo a coleta, organização e interpretação das informações disponibilizadas pela instituição.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Severino (2014, p. 45) ressalta que a pesquisa bibliográfica possibilita ao pesquisador compreender o estado da arte sobre o tema estudado, servindo de base para a definição do problema e para a escolha do método mais adequado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Castro (1977, p. 89) destaca que, na pesquisa documental, é fundamental selecionar documentos que estejam diretamente ligados ao problema de pesquisa, garantindo a relevância e a confiabilidade das informações coletadas.<em> </em>&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A pesquisa documental consiste num intenso e amplo exame de diversos materiais que ainda não sofreram nenhum trabalho de análise, ou que podem ser reexaminados, buscando-se outras interpretações ou informações complementares, chamados de documentos” (SÁ-SILVA; ALMEIDA; GUINDANI, 2009, p. 3).&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Prodanov e Freitas (2013, p. 54-55), a pesquisa bibliográfica se fundamenta principalmente em contribuições de diversos autores sobre determinado tema, enquanto a pesquisa documental utiliza materiais que ainda não foram analisados profundamente ou que podem ser reinterpretados conforme os objetivos do estudo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo busca contribuir com o debate acadêmico na área de finanças, por meio da análise dos dados financeiros do Itaú Unibanco, para fundamentar os conceitos abordados e facilitar a compreensão da saúde financeira da instituição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Missão, Visão e Valores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 </strong><strong>Missão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fornecer soluções, produtos e serviços financeiros e de seguros de forma ágil e competente, promovendo a mobilidade social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e estabelecendo um relacionamento duradouro com acionistas e clientes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 </strong><strong>Visão&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação de clientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 </strong><strong>Valores (Cultura Itubers):&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ética Inquestionável: Compromisso em fazer sempre o que é certo, sem atalhos.&nbsp;</li>



<li>Foco no Cliente: Dedicação em encantar e superar as expectativas dos clientes.&nbsp;</li>



<li>Inovação: Busca constante por soluções que atendam às necessidades dos clientes.&nbsp;</li>



<li>Simplicidade: Esforço para tornar processos e serviços mais simples e acessíveis.&nbsp;</li>



<li>Aprendizado Contínuo: Valorização do aprendizado constante e adaptação às mudanças.&nbsp;</li>



<li>Trabalho em Equipe: Confiança e colaboração para alcançar objetivos comuns.&nbsp;</li>



<li>Diversidade e Inclusão: Valorização de diferentes perspectivas e expressão autêntica.&nbsp;</li>



<li>Orientação para Resultados:<strong> </strong>Busca por objetivos ambiciosos com eficiência na execução.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chiavenato (2014. p.58), a missão de uma empresa deve estar orientada para a definição clara do seu negócio e do seu público-alvo, especificando o que será oferecido, de que maneira será produzido e para quem se destina, a fim de guiar suas ações estratégicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Organograma empresarial&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O organograma empresarial é fundamental para compreender a estrutura e a hierarquia organizacional. No Itaú Unibanco, ele reflete a complexidade das operações e a divisão entre áreas de negócios, suporte e governança, que se baseia em princípios meritocráticos e colegiados, com foco em desempenho. A equipe é diversificada, altamente qualificada, com especializações distintas e experiência em múltiplos setores, o que contribui para a eficiência, agilidade nas decisões e a competitividade do banco no mercado financeiro.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagem 1</strong> – Organograma empresarial</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="486" height="341" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-110.png" alt="" class="wp-image-226151" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-110.png 486w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-110-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 486px) 100vw, 486px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Itaú Unibanco</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Identificação e perfil da direção da empresa (CEO)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Milton Maluhy Filho é o atual CEO do Itaú Unibanco, posição que ocupa desde fevereiro de 2021. Ele ingressou no banco em 2002 e, ao longo de quase duas décadas, desempenhou diversas funções de liderança, incluindo a presidência da Redecard S.A. (atual Rede) entre 2012 e 2015, além de comandar o Itaú BBA. Sua experiência abrange áreas como internacional, produtos, operações, tesouraria e mesa de clientes. Também atuou como diretor comercial do Corporate and Investment Bank e liderou o CorpBanca no Chile.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em 1976, Milton Maluhy Filho assumiu a liderança do Itaú Unibanco e tem direcionado esforços significativos para a digitalização dos serviços e para o fortalecimento da experiência do cliente, com destaque para o uso estratégico de tecnologias emergentes como a inteligência artificial. Tendo como pontos chaves o foco na transformação digital, a cultura centrada no cliente, a gestão orientada a resultados e visão estratégica para crescimento sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob sua gestão, o Itaú Unibanco manteve sua posição de destaque no setor financeiro, registrando um lucro anual de R$ 30,8 bilhões em 2022 e uma carteira de crédito que ultrapassa R$ 1 trilhão, consolidando-se como o maior conglomerado financeiro do Hemisfério Sul.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sua atuação profissional, Maluhy Filho é reconhecido por buscar constantemente adaptar o banco às demandas de um mercado altamente competitivo e em constante evolução.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Composição do capital social&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O capital social do Itaú Unibanco é constituído por ações ordinárias e preferenciais, cuja estrutura pode ser alterada por deliberação do Conselho de Administração, conforme previsto no Estatuto Social da companhia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o capital social integralizado do Itaú Unibanco é de R$ 124.063.060.190,00 (cento e vinte e quatro bilhões, sessenta e três milhões, sessenta mil e cento e noventa reais), após aumento aprovado em reunião do Conselho de Administração realizada em 5 de fevereiro de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse aumento, no valor de R$ 33.334.060.190,00 (trinta e três bilhões, trezentos e trinta e quatro milhões, sessenta mil e cento e noventa reais), foi realizado por meio da capitalização de valores registrados nas Reservas de Lucros, Reservas Estatutárias da companhia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado dessa operação, foram emitidas 980.413.535 novas ações escriturais, sem valor nominal, sendo 495.829.036 ordinárias e 484.584.499 preferenciais. Essas ações foram atribuídas gratuitamente aos acionistas, a título de bonificação, na proporção de uma nova ação para cada dez ações anteriormente detidas, incluindo as ações mantidas em tesouraria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.1 </strong><strong>Tipos de ações emitidas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú Unibanco realiza a emissão de ações ordinárias e preferenciais, que são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (atualmente B3), e possui ações preferenciais que são comercializadas na Bolsa de Nova York (NYSE) na forma de ADRs, cada um equivalente a uma ação preferencial, em conformidade com as normas da NYSE e da SEC.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.2 </strong><strong>Características das ações&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagem 2</strong> – Tipos de ações</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="613" height="219" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-111.png" alt="" class="wp-image-226152" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-111.png 613w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-111-300x107.png 300w" sizes="(max-width: 613px) 100vw, 613px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Itaú Unibanco</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. Descrição da Composição Societária&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú Unibanco possui uma estrutura acionária que garante seu controle nas mãos das famílias Moreira Salles e Egydio de Souza Aranha, mesmo com grande parte das ações disponíveis no mercado. A família Moreira Salles controla a Cia. E. Johnston de Participações, que detém 33,47% das ações ordinárias da IUPAR (Itaú Unibanco Participações). Já a Família Egydio de Souza Aranha tem participação majoritária na Itaúsa, com 63,52% das ações ordinárias e 17,86% das preferenciais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IUPAR é uma holding controlada em partes iguais pela Cia. E. Johnston de Participações e pela Itaúsa, e tem uma posição estratégica na estrutura acionária do banco, detendo 51,71% das ações ordinárias do Itaú Unibanco, o que lhe garante o controle da instituição.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a Itaúsa, além de ser uma das controladoras da IUPAR, possui diretamente 39,21% das ações ordinárias e uma pequena fração das preferenciais do Itaú Unibanco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a parte das ações negociadas no mercado (free float) representa 8,12% das ações ordinárias e 99,62% das ações preferenciais. Essa estrutura permite que o Itaú Unibanco continue sendo controlado pelas famílias fundadoras, ao mesmo tempo em que mantém uma grande base de investidores no mercado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3</strong> – Composição societária</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="496" height="360" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-112.png" alt="" class="wp-image-226153" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-112.png 496w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-112-300x218.png 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Itaú Unibanco</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>8.</strong> <strong>Qual o ano do seu IPO?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">IPO (Initial Public Offering), ou Oferta Pública Inicial, é o processo pelo qual uma empresa privada passa a vender suas ações ao público para ser listada em uma bolsa de valores. Com essa operação, a empresa capta recursos que entram em seu caixa e aumentam seu capital social, geralmente para financiar sua expansão, novos investimentos ou reduzir endividamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú Unibanco, uma das maiores instituições financeiras da América Latina, possui ações ordinárias e preferenciais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo desde 1944, atualmente denominada B3. Além disso, suas ações preferenciais também são negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE) na forma de American Depositary Receipts (ADRs), desde 21 de fevereiro de 2002, em conformidade com as exigências da NYSE e da SEC, permitindo que investidores estrangeiros tenham acesso aos seus papéis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ADRs (American Depositary Receipts) são certificados que representam ações de empresas estrangeiras e são negociados nas bolsas de valores dos Estados Unidos, como a NYSE e a Nasdaq. Elas permitem que investidores americanos comprem ações de empresas de outros países sem precisar operar em bolsas estrangeiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>9.</strong> <strong>Qual o Segmento Especial a empresa Itaú está cadastrada na bolsa de valores?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Itaú Unibanco está listado no Nível 1 da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Esse nível garante que os investidores detentores de ações preferenciais (ITUB4) têm direito a tag along de 80% sobre o preço pago pelas ações do acionista controlador em caso de venda do controle acionário. A empresa também está no mercado fracionado (ITUB4F e ITUB3F).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• <strong>Nível 1:</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações do Itaú Unibanco estão listadas no Nível 1, que oferece maior proteção aos acionistas, especialmente em situações de mudança de controle acionário.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>10. Qual o percentual em Free Float (detalhado por tipo de ações (ON e PN))?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O free float representa o percentual de ações de uma empresa que está disponível para negociação no mercado, ou seja, aquelas que não estão nas mãos de acionistas controladores, administradores ou mantidas em tesouraria. Esse indicador é fundamental para avaliar a liquidez das ações, pois quanto maior o free float, maior é o volume de ações efetivamente negociadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as informações mais recentes da B3, o percentual de ações em circulação (free float) do Itaú Unibanco é o seguinte:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ações Ordinárias (ITUB3): 8,12%&nbsp;</li>



<li>Ações Preferenciais (ITUB4): 98,54%&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, a maior parte das ações preferenciais do Itaú está disponível para negociação no mercado, enquanto as ações ordinárias permanecem em grande parte sob controle dos acionistas majoritários.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>11. Qual é a auditoria independente que atende/contratada atualmente a empresa?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a auditoria independente das demonstrações financeiras do Itaú Unibanco é conduzida pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes Ltda. (PwC), uma das maiores empresas globais de auditoria e consultoria. A contratação da PwC reforça o compromisso do banco com a transparência e a conformidade com normas contábeis e regulatórias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A supervisão das atividades da auditoria interna e externa é realizada pelo Comitê de Auditoria, que também recomenda ao Conselho de Administração a contratação e destituição dos auditores independentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a política do Itaú Unibanco para a contratação de serviços de auditoria independente segue princípios internacionalmente aceitos para garantir a imparcialidade, incluindo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O auditor não deve auditar seu próprio trabalho.&nbsp;</li>



<li>O auditor não deve exercer funções gerenciais no cliente.&nbsp;</li>



<li>O auditor não deve promover os interesses do cliente.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú Unibanco também mantém uma área de Auditoria Interna, que se reporta administrativamente ao Conselho de Administração e é supervisionada tecnicamente pelo Comitê de Auditoria. Essa estrutura reforça o compromisso da instituição com a integridade e confiabilidade de suas demonstrações financeiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A auditoria independente é um dos pilares da governança corporativa de empresas de capital aberto, proporcionando segurança e transparência aos investidores e ao mercado financeiro como um todo. Além disso, as exigências da B3 e da CVM garantem que o processo de auditoria mantenha padrões elevados de independência e credibilidade, fortalecendo o ambiente de negócios no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12. Situação atual da empresa, análise dos demonstrativos financeiros de até 2 anos históricos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da atual situação do Itaú Unibanco S.A. é essencial para compreender não apenas a saúde financeira da maior instituição bancária privada do Brasil, mas também sua capacidade de gerar valor, cumprir obrigações e sustentar sua posição de liderança no setor. Ao examinar o desempenho financeiro do banco nos anos de 2023 e 2024, utilizando uma variedade de indicadores relevantes, como Lucro Líquido Recorrente, Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), Carteira de Crédito, Índice de Inadimplência, Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), Receitas com Serviços.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações utilizadas foram extraídas de relatórios anuais oficiais do Itaú Unibanco e de fontes confiáveis do mercado, garantindo precisão e credibilidade na interpretação dos dados. A análise dessas demonstrações financeiras permitirá avaliar a eficiência operacional do banco, sua gestão de risco de crédito e sua estrutura de capital, oferecendo uma visão abrangente de sua performance e das estratégias adotadas nos últimos dois anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os anos de 2023 e 2024, o Itaú Unibanco apresentou um desempenho financeiro sólido, refletindo a eficácia de suas estratégias operacionais e de gestão de riscos. Em 2023, o banco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 35,6 bilhões, valor que subiu para R$ 41,4 bilhões em 2024, representando um crescimento de 16,2%. Esse aumento demonstra a capacidade da instituição de manter uma trajetória consistente de rentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), indicador que mede a rentabilidade em relação ao capital próprio dos acionistas, também apresentou melhora no período. Em 2023, o ROE foi de 21,0% e avançou para 22,2% em 2024, evidenciando o ganho de eficiência na geração de lucros a partir dos recursos próprios do banco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque foi a expansão da carteira de crédito total, que cresceu 15,5% em 2024, atingindo R$ 1,359 trilhão, frente aos R$ 1,176 trilhão de 2023. Esse crescimento reforça a intensificação das operações de crédito e a confiança do banco no mercado. Paralelamente, o índice de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias apresentou uma melhora significativa, caindo de 2,8% em 2023 para 2,4% em 2024, o que reflete uma gestão mais eficaz do risco de crédito e uma carteira mais saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As receitas provenientes de serviços e seguros também cresceram, totalizando R$ 54,8 bilhões em 2024, contra R$ 51,17 bilhões em 2023, um aumento de 7,2%. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento nas operações com cartões, banco de investimento e administração de recursos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) teve uma leve redução de 2,5%, passando de R$ 37,1 bilhões em 2023 para R$ 36,2 bilhões em 2024, indicando uma menor necessidade de provisionamento para perdas com inadimplência, em linha com a melhora na qualidade da carteira de crédito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses resultados reforçam a robustez financeira do Itaú Unibanco e sua capacidade de adaptação frente aos desafios do ambiente econômico, mantendo-se como referência no setor bancário brasileiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo, iremos apresentar também os principais indicadores utilizados para análise financeira da empresa, como o Índice de Endividamento (IE), o Índice de Composição do Endividamento (ICE) e o Grau de Alavancagem Operacional (GAO).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12.1 Índice de Endividamento (IE) Capital Próprio e de Terceiros&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Endividamento (IE) avalia o grau de dependência da empresa em relação a recursos de terceiros, mostrando quanto de seu capital é financiado por dívidas. Segundo Assaf Neto (2012, p. 94), o IE evidencia a proporção de capital de terceiros na estrutura da empresa. Pode ser calculado pela razão entre passivo total e ativo total, ou entre passivo total e patrimônio líquido, sendo que valores mais altos indicam maior risco financeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Patrimônio Líquido (PL) representa os recursos próprios da empresa, incluindo capital social, reservas e lucros acumulados. No setor bancário, como no Itaú Unibanco, o PL indica a solidez financeira e é base para o cálculo de índices regulatórios. Os valores do PL do Itaú foram:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>2023 – R$ 182.505.000,00&nbsp;</li>



<li>2024 – R$ 202.142.000,00&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos externos no cálculo do IE correspondem ao capital de terceiros, registrado no passivo exigível, dividido entre passivo circulante (curto prazo, até 12 meses) e passivo não circulante (longo prazo). Esses incluem:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Captações no mercado aberto (empréstimos de curtíssimo prazo com outras instituições);&nbsp;</li>



<li>Aceites e emissão de títulos (como debêntures);&nbsp;</li>



<li>Dívidas subordinadas, com maior risco e juros mais elevados.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> – Composição dos recursos externos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="487" height="192" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-113.png" alt="" class="wp-image-226158" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-113.png 487w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-113-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 487px) 100vw, 487px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, a empresa apresentava um nível de endividamento bastante conservador. Com apenas 19,80% de capital de terceiros em relação ao total de recursos, o indicador refletia uma estrutura financeira sólida, com baixa dependência de empréstimos e financiamentos. Esse cenário sugere boa capacidade de autofinanciamento e menor exposição a riscos financeiros.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano seguinte, o IE subiu levemente para 20,17%. Embora o aumento seja pequeno, ele indica uma leve elevação na utilização de recursos de terceiros. Ainda assim, o índice permanece em um patamar baixo e saudável, demonstrando que a empresa continua com uma estrutura de capital conservadora e com boa margem de segurança frente às oscilações de mercado.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong> &#8211; Índice de endividamento</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="114" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-114.png" alt="" class="wp-image-226159" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-114.png 560w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-114-300x61.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12.2 Índice de composição do Endividamento (ICE) &#8211; Curto e Longo Prazos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ICE – Índice de Composição do Endividamento é um indicador financeiro complementar ao Índice de Endividamento Geral. Ele foca na estrutura das dívidas da empresa, mostrando qual parte do endividamento total está concentrada no curto prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A composição do endividamento em 2023 mostrava que a empresa praticamente não utilizava dívidas de curto prazo, com apenas 1,50% do total da dívida vencendo em até 12 meses. Isso indicava uma estrutura de passivos focada no longo prazo, o que é positivo do ponto de vista da gestão financeira, pois reduz pressões de liquidez e favorece o planejamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, no entanto, houve uma mudança significativa: o ICE saltou para 16,05%, revelando um aumento expressivo no volume de dívidas de curto prazo. Esse comportamento pode sinalizar uma necessidade maior de capital de giro ou uma estratégia para aproveitar condições mais acessíveis de crédito no curto prazo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3</strong> – Composição da dívida</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="559" height="118" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-115.png" alt="" class="wp-image-226160" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-115.png 559w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-115-300x63.png 300w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12.3 Comparação entre 2023 e 2024 (IE e ICE):&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Endividamento (IE) apresentou uma leve alta, passando de 19,79% em 2023 para 20,17% em 2024. Apesar do aumento, o nível de endividamento continua baixo, indicando que a empresa ainda mantém uma estrutura financeira conservadora.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Índice de Composição do Endividamento (ICE) teve um salto significativo, de 1,50% para 16,05%, mostrando que a empresa passou a concentrar uma parcela muito maior das dívidas no curto prazo em 2024. Essa mudança acende um sinal de alerta, pois pode comprometer a liquidez e indicar maior pressão sobre o caixa no curto prazo.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>12.4 Grau de Alavancagem Operacional (GAO) &#8211; com base no balanço real da empresa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é um indicador que mensura a sensibilidade do lucro operacional (LAJIR) frente às variações nas vendas. Ele está relacionado à estrutura de custos da empresa, especialmente à proporção entre custos fixos e variáveis. Quanto maior o GAO, mais sensível será o resultado operacional a alterações na receita, indicando maior risco e potencial de retorno&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 4</strong> – Estrutura de custos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="503" height="187" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-116.png" alt="" class="wp-image-226161" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-116.png 503w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-116-300x112.png 300w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Assaf Neto (2012, p. 225), o Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é definido como uma “medida da sensibilidade do lucro operacional a alterações nas vendas, sendo fortemente influenciado pelo nível de custos fixos operacionais da empresa.”&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 5</strong> – Índice do GAO</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="115" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-118.png" alt="" class="wp-image-226163" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-118.png 564w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-118-300x61.png 300w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Grau de Alavancagem Operacional (GAO) do Itaú Unibanco foi de aproximadamente 0,86. Como o valor está inferior a 1, isso indica que a empresa teve baixa sensibilidade do lucro operacional em relação ao aumento das vendas. O crescimento da receita teve pouco impacto sobre o lucro, o que sugere uma estrutura de custos menos favorável à alavancagem operacional.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, o GAO foi de aproximadamente 0,85, mantendo-se muito próximo ao valor do ano anterior. Assim como em 2023, o índice permaneceu abaixo de 1, reforçando que a empresa ainda apresenta pouca capacidade de transformar crescimento de receita em aumento proporcional no lucro operacional, especialmente por conta do crescimento dos custos variáveis e fixos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comparando os dois anos, houve uma leve redução no GAO de 0,86 para 0,85. Essa variação, embora pequena, reforça uma tendência de queda na eficiência operacional. O índice inferior a 1 em ambos os anos indica que o Itaú Unibanco não conseguiu se beneficiar da alavancagem operacional, o que pode ser reflexo de uma estrutura de custos elevada ou de margens comprimidas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>13. Perfil do Endividamento&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Itaú adota uma estratégia diversificada de captação de recursos, combinando fontes nacionais e internacionais, o que lhe garante flexibilidade na gestão do endividamento e capacidade de adaptação ao mercado. Dentre os principais instrumentos utilizados estão os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), amplamente aplicados por investidores como forma de renda fixa. Também se destacam os depósitos de clientes e a emissão de debêntures, que permitem captar recursos diretamente com investidores, reduzindo custos financeiros e financiando projetos estratégicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado internacional, o banco emite títulos em moedas estrangeiras (como dólares e euros), o que possibilita acesso a juros mais baixos e fortalece sua atuação global. Para mitigar os riscos cambiais e de juros, o Itaú utiliza estratégias de hedge, que garantem maior segurança e estabilidade em contextos econômicos adversos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa combinação de fontes contribui para um perfil de endividamento equilibrado, reforçando a competitividade e a capacidade de investimento da instituição. A análise do endividamento permite compreender a relação entre capital próprio e de terceiros, além dos prazos das obrigações, sendo o passivo dividido em curto (até 12 meses) e longo prazo (acima de 12 meses).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os anos de 2023 e 2024, o Itaú Unibanco apresentou crescimento tanto no capital de terceiros quanto no capital próprio, refletindo a expansão de suas atividades financeiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o capital de terceiros somava R$ 225,8 bilhões. Em 2024, esse valor passou para R$ 255,6 bilhões, o que representa um crescimento de 13,2% em relação ao ano anterior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O capital próprio (patrimônio líquido) também teve evolução positiva: passou de R$ 182,5 bilhões em 2023 para R$ 202,1 bilhões em 2024, registrando um aumento de 10,8% no período.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse crescimento proporcionalmente maior do capital de terceiros em relação ao capital próprio sugere uma leve intensificação na dependência de recursos externos para financiar as operações, embora o banco mantenha uma estrutura sólida e equilibrada entre financiamento próprio e de terceiros. Isso reforça a capacidade do Itaú Unibanco de expandir suas atividades com suporte patrimonial consistente, sem comprometer sua saúde financeira.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 6</strong> – Capital próprio e terceiros</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="562" height="65" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-123.png" alt="" class="wp-image-226176" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-123.png 562w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-123-300x35.png 300w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>14. Análise Horizontal e Vertical dos principais indicadores empresariais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Comparando os valores de 2023 e 2024 podemos avaliar a evolução dos indicadores ao longo desse período.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Análise Horizontal&nbsp;&nbsp;</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“<em>Análise Horizontal da seguinte forma: Tem por objetivo demonstrar o crescimento ou queda ocorrida em itens que constituem as demonstrações contábeis em períodos consecutivos. A análise horizontal compara percentuais ao longo de períodos, ao passo que a análise vertical comparados dentro de um período. Esta comparação é feita olhando-se horizontalmente ao longo dos anos nas demonstrações financeiras e nos indicadores. Blatt (2001, p.60)</em>&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na variação entre o percentual de 2023 para 2023, pode se notar que. Em 2024, os ativos do Itaú Unibanco registraram um crescimento de 12,10% em comparação com o ano anterior, refletindo um aumento no volume de recursos administrados pela instituição. Esse avanço foi acompanhado por uma elevação proporcional no passivo total, o que indica um equilíbrio entre o crescimento do patrimônio e das obrigações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução de 11,56% no índice de endividamento entre 2023 e 2024 sugere uma diminuição relativa na dependência de capital de terceiros, o que pode indicar maior capacidade de autofinanciamento por parte do banco. A variação acentuada no ICE, que passou de um percentual reduzido para praticamente zero, indica que houve redução significativa das dívidas de curto prazo, o que pode contribuir para uma melhora na liquidez da instituição. Já o Grau de Alavancagem Operacional (GAO) apresentou variação positiva, o que mostra maior sensibilidade do lucro operacional frente a alterações nas receitas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a Análise Vertical mostra a representatividade de cada indicador em relação ao Ativo Total de 2024.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Análise Vertical&nbsp;&nbsp;</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O primeiro propósito da análise vertical (AV) é mostrar a participação relativa de cada item de uma demonstração contábil em relação a determinado referencial. No balanço, por exemplo, é comum determinarmos quanto por cento representa cada rubrica (e grupo de rubricas) em relação ao ativo total”. Silva (2006, p. 226)&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Já na proporção em relação aos Ativos de 2024, nota-se que ele representa 100% da base de análise. O Passivo também equivale a 100%, indicando que os ativos são financiados integralmente pelo passivo. A análise vertical demonstra que o índice de endividamento representa uma fração mínima em relação ao total do ativo, o que reforça a sólida estrutura patrimonial do banco. A ausência significativa de dívidas de curto prazo também contribui para essa percepção de estabilidade. O impacto do grau de alavancagem operacional no conjunto dos ativos é praticamente nulo, evidenciando que a lucratividade operacional tem baixa influência sobre a estrutura patrimonial global.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>15. Informações de mercado sobre a empresa importantes para os investidores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, o Itaú Unibanco alcançou um lucro líquido de R$ 40,2 bilhões, estabelecendo um marco histórico entre as instituições financeiras listadas na bolsa de valores. Esse resultado colocou o banco em posição de destaque, ocupando a maioria das colocações no ranking dos maiores lucros do setor bancário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse desempenho recorde se destaca não apenas em valores absolutos, mas também quando os resultados são ajustados pela inflação oficial do país, medida pelo IPCA, evidenciando um crescimento real significativo da lucratividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16.</strong><strong> Identificação do valor da empresa de acordo com o valor de suas ações valor patrimonial</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do valor de uma empresa pode ser feita com base em diferentes métricas. Duas das principais são o Valor Patrimonial por Ação (VPA) e o Valor de Mercado (Market Capitalization). Além disso, a Relação Preço/Valor Patrimonial (P/VPA) é um indicador essencial para compreender a percepção do mercado sobre a companhia.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“<em>O Valor Patrimonial por Ação (VPA) representa o valor contábil de uma empresa, ou seja, o valor do patrimônio líquido dividido pelo número de ações. Por outro lado, o Valor de Mercado ou Market Capitalization é o valor de mercado total da empresa, que é obtido multiplicando o preço de mercado de suas ações pelo número de ações em circulação. Enquanto o VPA reflete o valor contábil da empresa, o Market Cap reflete o valor atribuído ao negócio pelo mercado, que pode ser influenciado por uma série de fatores, incluindo expectativas futuras e percepções de risco.”&nbsp;DAMODARAN (2012, p. 45)&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16.1 Valor Patrimonial por Ação (VPA)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Valor Patrimonial por Ação (VPA) corresponde à divisão do patrimônio líquido total pelo número de ações em circulação, refletindo o valor contábil líquido atribuído a cada ação. Em 2024, o Itaú Unibanco apresentou crescimento consistente no VPA. No mês de junho, o indicador alcançou R$ 18,77, representando um incremento de 8,7% em relação ao valor de R$ 17,27 observado em junho de 2023. Ao final do exercício, o VPA atingiu R$ 20,57, evidenciando uma valorização patrimonial contínua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16.2 Valor de Mercado (Market Capitalization)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Valor de Mercado é determinado pela multiplicação do preço das ações pelo total de ações emitidas, refletindo a percepção dos investidores sobre o valor total da empresa. Considerando as aproximadamente 9,8 bilhões de ações emitidas pelo Itaú Unibanco e o preço de fechamento das ações preferenciais (ITUB4) em R$ 32,33 ao final de 2024, o valor de mercado da instituição foi estimado em cerca de R$ 317 bilhões. Em 26 de março de 2025, este valor elevou-se para aproximadamente R$ 327,7 bilhões, indicando continuidade na valorização dos papéis no início do novo exercício.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>16.3 Relação Preço/Valor Patrimonial (P/VPA)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice P/VPA é utilizado para avaliar se uma ação está sendo negociada acima ou abaixo de seu valor contábil. Com base no preço das ações preferenciais (ITUB4) em 26 de março de 2025, que fechou em R$ 28,56, e considerando o VPA de R$ 18,77 registrado em junho de 2024, obteve-se um índice P/VPA de 1,52. Este resultado indica que o mercado atribui um valor cerca de 52% superior ao valor patrimonial por ação, evidenciando a confiança dos investidores na instituição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>17. Fatos relevantes ocorridos no ano exercício (último ano analisado)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vemos o Itaú bem-posicionado para manter um crescimento sustentável e rentável em 2025, sustentado por cinco pilares principais: (i) crescimento projetado da carteira de crédito em torno de +8% a/a, com um mix mais equilibrado entre Pessoa Física (PF) e Pessoa Jurídica (PJ), favorecido pelo término do processo de de-risking da carteira de cartões em 2024, o que também deve melhorar a qualidade dos ativos; (ii) expansão do NII de clientes acompanhando o crescimento do crédito; (iii) controle rigoroso da inadimplência, permitindo que as provisões para devedores duvidosos (PDD) cresçam a um ritmo inferior ao da carteira; (iv) menor sensibilidade do NII Mercado à alta de juros, destacando-se frente a Bradesco e Santander, que podem enfrentar desafios nesse ciclo; e (v) estratégia eficaz de hedge do capital contra marcação a mercado de juros, conferindo estabilidade e solidez ao balanço e Basileia do banco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>18. Gráfico com a variação dos preços das ações (ON e/ou PN) no mesmo período de análise do balanço patrimonial. (último ano de análise)&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico apresentado demonstra a evolução mensal dos preços das ações do Itaú Unibanco ao longo do ano de 2024, segmentadas em três categorias: ITUB3 (ações ordinárias), ITUB4 (ações preferenciais) e ITUB (representando possivelmente uma média ponderada ou um índice composto dos papéis do banco). A análise permite observar a oscilação dos valores de mercado das ações, refletindo tanto o desempenho da instituição quanto a percepção dos investidores diante do contexto econômico-financeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que os preços das ações apresentaram relativa estabilidade no primeiro semestre, com leves variações entre os meses. No entanto, a partir de julho, há um movimento mais acentuado de valorização, atingindo o ponto mais elevado em setembro de 2024. Nesse mês, os preços das ações alcançaram seus máximos no ano: ITUB3 foi cotada a R$ 31,99, ITUB4 a R$ 36,73 e ITUB a R$ 38,48. Esse pico pode estar relacionado à divulgação de resultados financeiros robustos no segundo semestre, expectativas positivas quanto à rentabilidade futura ou à percepção de maior solidez institucional por parte do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após setembro, verifica-se uma leve retração nos preços, com tendência de queda gradual até dezembro. Ainda assim, os valores permanecem superiores aos observados no início do ano, o que sugere uma valorização acumulada ao longo do período, apesar das correções naturais de mercado nos últimos meses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se também que as ações preferenciais (ITUB4) mantiveram, consistentemente, valores superiores aos das ações ordinárias (ITUB3), comportamento esperado devido às vantagens associadas, como a prioridade no recebimento de dividendos. A estabilidade e valorização das ações reforçam a confiança do mercado na governança corporativa e nas perspectivas de desempenho do Itaú Unibanco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o gráfico revela um ano de desempenho positivo para os papéis do banco, marcado por uma trajetória de valorização progressiva até o terceiro trimestre, seguida por uma acomodação dos preços no último trimestre, sem comprometer o ganho acumulado no exercício de 2024.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1</strong> – Variação do preço das ações.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="706" height="309" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-120.png" alt="" class="wp-image-226169" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-120.png 706w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-120-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 706px) 100vw, 706px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>19. Pesquisar se a variação no preço das ações tem correlação com possíveis fatos relevantes.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A variação dos preços das ações do Itaú (ITUB4) demonstra correlação direta com a divulgação de fatos relevantes, como resultados financeiros e perspectivas estratégicas. Em fevereiro de 2025, por exemplo, o banco anunciou um lucro líquido de R$ 10,88 bilhões no quarto trimestre de 2024, um aumento de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, além de divulgar um programa de dividendos e recompra de ações no montante de R$ 18 bilhões. Apesar dos resultados expressivos, as ações recuaram 0,53% na sessão seguinte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme análises de mercado, essa queda foi influenciada pelo impacto negativo da alta das taxas de juros, que pressionou a margem financeira de mercado e criou um cenário desafiador para a concessão de crédito em 2025. Tal comportamento demonstra que, mesmo diante de lucros robustos, fatores macroeconômicos e de gestão de riscos exercem influência significativa na percepção dos investidores e na oscilação dos preços das ações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>20. Projeções dos indicadores empresariais da empresa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho do setor bancário brasileiro está fortemente correlacionado com a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), que tem apresentado crescimento moderado, estimado entre 1,6% e 2,0% ao ano. Neste cenário, instituições como o Itaú Unibanco enfrentam desafios importantes, demandando estratégias flexíveis para manter a rentabilidade em um ambiente caracterizado por instabilidade econômica, elevação da inflação e aumento do endividamento público. Foram elaboradas projeções para os próximos três anos, com destaque para os seguintes indicadores:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIB (Produto Interno Bruto): O Boletim Focus projeta crescimento econômico moderado, com variações anuais de 2,14% em 2025, 1,70% em 2026 e 2,00% em 2027. Esse ambiente restrito pode limitar a expansão da demanda por crédito e serviços financeiros. Desta forma, considerando o PIB do ano de 2024, conforme publicado pelo IBGE, o crescimento acumulado dos 4 trimestres fechou em 3,4% e somado as projeções das variações anuais temos para embasamento das nossas projeções os percentuais de 5,54% em 2025, 5,10% em 2026 e 5,40% em 2027.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): As expectativas para a inflação são de 5,65% em 2025, 4,50% em 2026 e 4,00% em 2027. Níveis elevados de inflação, especialmente em 2025, podem afetar o poder de compra dos consumidores e a rentabilidade das instituições financeiras.&nbsp;</li>



<li>Inflação Geral: As projeções acompanham o IPCA, mantendo-se nos patamares anuais indicados. A persistência da inflação acima da meta do Banco Central poderá resultar em políticas monetárias mais restritivas, impactando as taxas de juros e o custo do crédito.&nbsp;</li>



<li>Endividamento Público: A relação da dívida pública bruta em relação ao PIB deve aumentar, conforme projeções de 66,95% em 2025, 71,19% em 2026 e 74,10% em 2027. Esse crescimento do endividamento pode pressionar as taxas de juros e elevar os custos de financiamento, com impactos negativos para o setor bancário.&nbsp;</li>



<li>Inovação e Digitalização: Trata-se de um fator positivo interno, especialmente relevante para grandes bancos como o Itaú. A digitalização aumenta a eficiência operacional, reduz custos, amplia o acesso aos serviços bancários e possibilita a personalização de produtos financeiros. Segundo a FEBRABAN (2023), os investimentos em tecnologia no setor bancário brasileiro atingiram R$ 35,5 bilhões em 2022, sendo um dos principais vetores de crescimento.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para estimar o crescimento de uma instituição financeira no período de 2025 a 2027, adotou-se uma metodologia baseada em projeções macroeconômicas oficiais e em ponderações qualitativas que refletem os principais fatores que afetam o desempenho do setor bancário. A base utilizada foi o crescimento projetado do Produto Interno Bruto (PIB), com ajustes conforme variáveis como inflação, endividamento público e inovação tecnológica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia consiste na aplicação de uma média ponderada, utilizando o crescimento do PIB como variável principal (peso de 75%) e correções baseadas em dois grupos de fatores: • Inflação e Endividamento Público: impacto negativo estimado em -10%;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Inovação e Digitalização: impacto positivo estimado em +20%.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A fórmula adotada foi:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Crescimento Ajustado = (PIB × 0,75) + (−0,10) + 0,20&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>20.1 Justificativa dos Pesos.&nbsp;</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>PIB (Peso: 75%)&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB é a variável macroeconômica mais diretamente correlacionada ao desempenho bancário. Segundo o Banco Central do Brasil (2023), a atividade econômica influencia diretamente a demanda por crédito e a rentabilidade das instituições financeiras.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Inflação e Endividamento Público (Peso: -10%)&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação elevada reduz o poder de compra dos consumidores e aumenta o risco de inadimplência. O aumento do endividamento público pressiona as taxas de juros e eleva os custos de captação dos bancos.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Inovação e Digitalização (Peso: +20%)&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização dos serviços bancários melhora a eficiência operacional, amplia o alcance dos serviços e reduz custos, sendo um vetor de crescimento relevante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>20.2 Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, apresenta-se um quadro comparativo entre as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para os anos de 2025 a 2027, conforme estimativas oficiais e as projeções realizadas pelos autores deste estudo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 7</strong> – Projeções do setor bancário</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="322" height="76" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-121.png" alt="" class="wp-image-226171" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-121.png 322w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-121-300x71.png 300w" sizes="(max-width: 322px) 100vw, 322px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico a seguir ilustra a projeção e facilita a identificação das variações nas taxas de crescimento ao longo dos anos e evidencia as diferenças entre as projeções institucionais e aquelas formuladas com base na análise própria, oferecendo um panorama claro das expectativas econômicas futuras.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2</strong> – Projeção de crescimento</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="308" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-122.png" alt="" class="wp-image-226172" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-122.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image-122-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Elaborado pelos autores</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>20.3 Discussão.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A projeção revela uma expectativa de crescimento modesto, porém positivo, para instituições financeiras no Brasil, como o Itaú Unibanco. O ambiente econômico desafiador, com inflação ainda elevada e aumento do endividamento público, impõe limites ao crescimento. Entretanto, fatores internos, como a digitalização, favorecem a manutenção da rentabilidade e da competitividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>21. Plano de Ação e Visão Estratégica – 2025 a 2027&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas análises realizadas a partir das demonstrações contábeis do Itaú Unibanco dos anos de 2023 e 2024, desenvolveu-se um plano de ação com horizonte de três anos, abrangendo o período de 2025 a 2027. O objetivo central é propor estratégias de aprimoramento financeiro e operacional alinhadas ao contexto econômico projetado e aos desafios que o setor bancário nacional enfrentará. A proposta busca contribuir para o crescimento sustentável da instituição, preservando sua solidez patrimonial e fortalecendo sua posição de liderança no mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando as projeções econômicas para os próximos anos, o ambiente externo apresenta desafios relevantes: o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer de forma moderada, entre 1,7% e 2,14% ao ano, enquanto a inflação permanece elevada, com estimativa de 5,65% já em 2025. Soma-se a isso a expectativa de crescimento da dívida pública brasileira, podendo alcançar 74% do PIB até 2027. Apesar dessas adversidades, a forte capacidade de adaptação do Itaú Unibanco, aliada a seu compromisso com a inovação e a eficiência operacional, permite a construção de uma estratégia prudente e bem fundamentada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano proposto está estruturado em três eixos estratégicos principais: a otimização da liquidez e da estrutura de capital, a busca por maior eficiência operacional e a modernização dos mecanismos de captação financeira. No primeiro ano de execução, 2025, as ações devem se concentrar na reorganização da estrutura de endividamento, priorizando a renegociação de passivos com o objetivo de alongar prazos e reduzir a exposição a dívidas de curto prazo. Recomenda-se, também, a emissão de debêntures e o reforço do capital próprio, por meio da retenção de lucros, visando preservar os índices de endividamento em níveis saudáveis. O monitoramento da composição do endividamento torna-se essencial para reverter o aumento do Índice de Composição do Endividamento (ICE), que alcançou 16,05% em 2024. Simultaneamente, a implementação de metas de contenção de custos fixos contribuirá para a manutenção de uma estrutura operacional enxuta. Espera-se, com isso, que o ICE apresente recuo, que o Índice de Endividamento (IE) permaneça em patamar conservador e que o Grau de Alavancagem Operacional (GAO) comece a demonstrar elevação gradual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo ano do plano, 2026, as ações deverão se concentrar no aprimoramento da eficiência operacional e na expansão da carteira de crédito de forma segura. Para isso, propõe-se a automatização de processos em áreas como atendimento, compliance e concessão de crédito, bem como o investimento em inteligência artificial para análise de riscos. O incentivo ao uso de canais digitais e mobile banking também será essencial para ampliar o alcance da instituição e otimizar a experiência do cliente. Tais medidas visam melhorar o desempenho operacional, aumentar o GAO e refletir positivamente na margem do Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o terceiro ano do plano, 2027, será voltado à consolidação dos avanços obtidos e ao fortalecimento da rentabilidade da instituição. A ampliação da captação via títulos externos, com a devida proteção cambial (hedge), em moedas como o dólar e o euro, representará uma importante frente para diversificação e redução de custos financeiros. Além disso, a segmentação da base de investidores e a personalização de produtos de renda fixa poderão contribuir para maior eficiência na alocação de recursos. A contínua melhoria da estrutura de custos, aliada à adoção de tecnologias preditivas na gestão de crédito, permitirá ganhos adicionais em rentabilidade e posicionamento estratégico, tanto no mercado nacional quanto internacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o plano de melhorias proposto busca alinhar os objetivos estratégicos da instituição a um conjunto de ações pautadas pela solidez financeira, pela inovação tecnológica e pela gestão prudente dos riscos. Com medidas gradativas e bem direcionadas, acredita-se que o Itaú Unibanco poderá não apenas manter sua relevância no setor bancário, mas também expandir sua competitividade e rentabilidade de maneira sustentável ao longo dos próximos anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>22. Considerações finais.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da análise financeira referente ao Itaú Unibanco dos anos 2023 e 2024, pode se notar uma instituição sólida, com estrutura de capital conservadora, baixo índice de endividamento e significativa capacidade de geração de lucros. O desempenho consistente do banco nesse período se refletiu no crescimento do lucro líquido recorrente, na redução da inadimplência e na valorização do valor patrimonial por ação. No entanto, a elevação do Índice de Composição do Endividamento (ICE), de 1,5% para 16,05%, indica um movimento de concentração de dívidas no curto prazo que requer atenção da gestão para preservar a liquidez e evitar riscos financeiros adicionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Grau de Alavancagem Operacional (GAO), que permaneceu abaixo de 1 tanto em 2023 (0,86) quanto em 2024 (0,85), evidencia que a estrutura de custos do banco ainda limita sua capacidade de transformar o crescimento da receita em aumento proporcional no lucro operacional. Esse comportamento sinaliza baixa alavancagem operacional e aponta para a necessidade de maior controle sobre os custos fixos e variáveis, a fim de aumentar a sensibilidade do lucro frente às variações nas receitas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o plano de ação delineado para o período de 2025 a 2027 contempla medidas voltadas à modernização da estrutura de capital, otimização da eficiência operacional e adoção de tecnologias para gestão de custos. Tais estratégias visam não apenas a reversão da tendência de aumento do ICE, mas também a elevação gradual do GAO, contribuindo para que o banco aproveite melhor os ciclos de crescimento do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As projeções econômicas para os próximos anos indicam um ambiente desafiador, com crescimento modesto do PIB, inflação elevada e expansão da dívida pública. Apesar disso, fatores internos, como a digitalização dos serviços e os investimentos em inovação, devem atuar como vetores de sustentação da rentabilidade. A tendência esperada é de que, com a execução das medidas propostas, o Itaú Unibanco eleve sua eficiência operacional e melhore seu GAO, sinalizando maior capacidade de gerar lucros mesmo diante de adversidades econômicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o alinhamento entre os indicadores financeiros, como IE, ICE e GAO, e a visão estratégica da instituição apontam para uma trajetória de crescimento sustentável, com base na solidez patrimonial, na gestão prudente do risco e na busca contínua por eficiência. O Itaú Unibanco se mostra preparado para enfrentar os desafios macroeconômicos e manter-se como referência de solidez e inovação no setor bancário nacional e internacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ASSAF NETO, Alexandre.</strong> <em>Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-financeiro</em>.&nbsp;10. ed. São Paulo: Atlas, 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>B3.</strong> <strong>IPO:</strong> como nascem as ações negociadas na B3. Disponível em:&nbsp;<a href="https://borainvestir.b3.com.br/tipos-de-investimentos/ipo-como-nascem-as-acoes-negociadas-na-b3/">https://borainvestir.b3.com.br/tipos-de-investimentos/ipo-como-nascem-as-acoes-negociadas-nab3/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>B3 – BOLSA, BALCÃO, BRASIL.</strong> Governança corporativa. 2023. Disponível em: <a href="https://www.b3.com.br/">https://www.b3.com.br.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>B3 – BRASIL, Bolsa, Balcão</strong>. Cotações históricas do mercado à vista. São Paulo: B3, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/historico/mercado-a-vista/cotacoes-historicas/">https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/marketdata/historico/mercado-a-vista/cotacoes-historicas/.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BOLETIM NACIONAL.</strong> Confira as projeções do Boletim Focus. <em>Boletim Nacional</em>, 13 maio 2024.&nbsp;Disponível em: <a href="https://boletimnacional.com.br/economia/confira-as-projecoes-do-boletim-focus">https://boletimnacional.com.br/economia/confira-as-projecoes-do-boletim-focus.</a> Acesso em: 21 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BLATT</strong>, Adriano. Análises de balanços – estrutura e avaliação das demonstrações financeiras e contábeis. São Paulo: Makron, 2001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CASTRO</strong>, Cláudio de Moura. <em>A prática da pesquisa</em>. São Paulo: McGraw-Hill, 1977.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CHIAVENATO</strong>, Idalberto. Planejamento Estratégico. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2014. p. 58.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM).</strong> Instrução CVM nº 361, de 5 de março de 2002. Dispõe sobre Governança Corporativa e Direitos dos Acionistas. Disponível em: <a href="https://www.cvm.gov.br/">https://www.cvm.gov.br.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM).</strong> Auditoria Independente. 2023. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/auditores-independentes">https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/auditores-independentes.</a> &nbsp;Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DAMODARAN</strong>, Aswath. Avaliação de Empresas. Tradução de João Gilberto M. Silva. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. 45 p.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EINVESTIDOR.</strong> Itaú Unibanco (ITUB4) nomeia novo CEO. Disponível em: <a href="https://einvestidor.estadao.com.br/mercado/itau-unibanco-itub4-nomeia-novo-ceo/">https://einvestidor.estadao.com.br/mercado/itau-unibanco-itub4-nomeia-novo-ceo/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EINVESTIDOR.</strong> Itaú (ITUB4) aprova aumento de capital social de R$ 33 bilhões. Disponível em:&nbsp;<a href="https://einvestidor.estadao.com.br/ultimas/itau-itub4-aprova-aumento-capital-social-33-bilhoes/">https://einvestidor.estadao.com.br/ultimas/itau-itub4-aprova-aumento-capital-social-33-bilhoes/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EINVESTIDOR.</strong> <em>Itaú (ITUB4): análise de balanço do 4T24</em>. Disponível em: <a href="https://einvestidor.estadao.com.br/mercado/itau-itub4-acoes-analise-balanco-4t24/">https://einvestidor.estadao.com.br/mercado/itau-itub4-acoes-analise-balanco-4t24/.</a> Acesso em: 1 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FUNDAMENTUS.</strong> Principais acionistas – ITUB4. Disponível em: <a href="https://www.fundamentus.com.br/principais_acionistas.php?papel=ITUB4&amp;tipo=1">https://www.fundamentus.com.br/principais_acionistas.php?papel=ITUB4&amp;tipo=1.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FOLHA DE S. PAULO.</strong> Mercado eleva projeções do PIB, mas mantém inflação e juros, diz Focus.&nbsp;<em>Folha de S.Paulo</em>, São Paulo, 15 abr. 2025. Disponível em:&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/mercado-eleva-projecoes-do-pib-mas-mantem-inflacao-e-juros-diz-focus.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/mercado-eleva-projecoes-do-pib-mas-manteminflacao-e-juros-diz-focus.shtml.</a> Acesso em: 21 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>G1.</strong> <em>Itaú Unibanco tem maior lucro da história dos bancos listados na bolsa, mostra levantamento</em>. 6 fev. 2025. Disponível em: <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/02/06/itau-unibanco-maior-lucro-da-historia-levantamento.ghtml">https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/02/06/itau-unibanco-maiorlucro-da-historia-levantamento.ghtml.</a> Acesso em: 1 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GENIAL INVESTIMENTOS</strong>. <em>Análise de ações: Itaú (ITUB4)</em>. Disponível em: <a href="https://analisa.genialinvestimentos.com.br/acoes/itau/">https://analisa.genialinvestimentos.com.br/acoes/itau/.</a> Acesso em: 1 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INFO MONEY.</strong> Histórico de cotações das ações do Itaú Unibanco. [S.l.]: Info Money, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.infomoney.com.br/cotacoes/b3/acao/itau-unibanco-itub3/historico/?utm_source=chatgpt.com">https://www.infomoney.com.br/cotacoes/b3/acao/itau-unibancoitub3/historico/?utm_source=chatgpt.com.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INVESTIDOR10.</strong> ITUB4 &#8211; Banco Itaú Unibanco &#8211; Resultados, Dividendos, Cotação e Indicadores. Disponível em: <a href="https://www.investidor10.com.br/">https://www.investidor10.com.br.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INVESTIDOR 10.</strong> Boletim Focus: projeção para inflação dispara para 5,50% em 2025. <em>Investidor 10</em>, 10 jun. 2024. Disponível em: <a href="https://investidor10.com.br/noticias/boletim-focus-projecao-para-inflacao-dispara-para-5-50-em-2025-110621/">https://investidor10.com.br/noticias/boletim-focus-projecao-parainflacao-dispara-para-5-50-em-2025-110621/.</a> Acesso em: 21 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INVESTNEWS.</strong> Milton Maluhy Filho: CEO do Itaú Unibanco. Disponível em: <a href="https://investnews.com.br/negocios/milton-maluhy-filho-ceo-do-itau-unibanco/">https://investnews.com.br/negocios/milton-maluhy-filho-ceo-do-itau-unibanco/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTELIGÊNCIA FINANCEIRA.</strong> Itaú Unibanco. Disponível em: <a href="https://inteligenciafinanceira.com.br/investimentos/itau-unibanco/">https://inteligenciafinanceira.com.br/investimentos/itau-unibanco/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INSTITUTO IDL.</strong> Boletim Focus: estimativas para 2025 e 2026 mostram alta na inflação. <em>Instituto IDL</em>, 15 abr. 2025. Disponível em: <a href="https://www.institutoidl.org.br/post/boletim-focus-estimativas-para-2025-e-2026-mostram-alta-na-infla%C3%A7%C3%A3o">https://www.institutoidl.org.br/post/boletim-focus-estimativaspara-2025-e-2026-mostram-alta-na-infla%C3%A7%C3%A3o.</a> Acesso em: 21 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA</strong>. <em>Produto Interno Bruto &#8211; PIB</em>. Disponível em: <a href="https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php">https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php.</a> Acesso em: 27 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Quem somos. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/itaubba-pt/quem-somos">https://www.itau.com.br/itaubba-pt/quem-somos.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Estrutura administrativa. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/estrutura-administrativa/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/estrutura-administrativa/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A</strong>. Histórico de cotações das ações preferenciais ITUB4. São Paulo: Itaú Unibanco RI, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossas-acoes/historico-de-cotacoes-itub4/">https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itauunibanco/nossas-acoes/historico-de-cotacoes-itub4/.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A</strong>. Relações com Investidores – Visão geral das ações. São Paulo: Itaú Unibanco RI, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossas-acoes/">https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itauunibanco/nossas-acoes/.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Perfil corporativo. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.</strong> Histórico de Cotações – Itaú Unibanco. [S.l.]: Itaú Unibanco, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossas-acoes/historico-de-cotacoes/">https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossasacoes/historico-de-cotacoes/.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Ações, dividendos e JCP. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossas-acoes/acoes-dividendos-e-jcp/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/itau-unibanco/nossas-acoes/acoes-dividendos-e-jcp/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Corporate governance. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/en/itau-unibanco/corporate-governance/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/en/itau-unibanco/corporate-governance/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Perfil corporativo. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Sustentabilidade. Disponível em: <a href="https://itau-sustentabilidade2022.mz-customers.com/sustentabilidade/">https://itau-sustentabilidade2022.mzcustomers.com/sustentabilidade/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Investimento social privado. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/sustentabilidade/institucional/investimento-social-privado/">https://www.itau.com.br/sustentabilidade/institucional/investimento-social-privado/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Estatuto social – Itaú Unibanco Holding S.A. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/download-file/v2/d/42787847-4cf6-4461-94a5-40ed237dca33/23db8316-a400-3cf4-4593-16fad04a8aaa?origin=1">https://www.itau.com.br/download-file/v2/d/42787847-4cf6-4461-94a5-40ed237dca33/23db8316a400-3cf4-4593-16fad04a8aaa?origin=1.</a> Acesso em: 18 fev.&nbsp; 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Ações, dividendos e JCP. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/nossas-acoes/acoes-dividendos-e-jcp/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/itau-unibanco/nossas-acoes/acoes-dividendos-e-jcp/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Itaú 100 anos. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/">https://www.itau.com.br.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Itaú Serviços: todos os serviços Itaú em um único lugar. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/">https://www.itau.com.br.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.</strong> Relatório da administração 2022. São Paulo, 2023. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/">https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/.</a>&nbsp; Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.</strong> Regulamento do Comitê de Auditoria. São Paulo, 2023. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/governanca/auditoria/">https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/governanca/auditoria/.</a>&nbsp; Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/download-file/v2/d/57561cbd-c456-4e6d-b0f8-97d739129930/1410efa1-7785-40d4-9661-8981b7bfbd39?origin=2">https://www.itau.com.br/download-file/v2/d/57561cbd-c4564e6d-b0f8-97d739129930/1410efa1-7785-40d4-9661-8981b7bfbd39?origin=2.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Perfil corporativo. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/itau-unibanco/perfil-corporativo/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Integridade. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/integridade/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/integridade/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Estrutura administrativa. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/estrutura-administrativa/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/estrutura-administrativa/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ITAÚ UNIBANCO.</strong> Relatório anual integrado. Disponível em: <a href="https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/relatorio-anual-integrado/">https://www.itau.com.br/relacoes-cominvestidores/relatorio-anual-integrado/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO.</strong> Itaú bate novo recorde de lucro e prevê expansão da carteira em 2025. Disponível em: <a href="https://monitordomercado.com.br/noticias/211096-itau-bate-novo-recorde-de-lucro-e-preve-expansao-da-carteira-em-2025/">https://monitordomercado.com.br/noticias/211096-itau-bate-novo-recorde-de-lucroe-preve-expansao-da-carteira-em-2025/.</a> Acesso em: 18 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO.</strong> Monitor do Mercado – Itaú Unibanco Holding S.A. [S.l.]: Monitor do Mercado, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itau-unibanco-holding-sa">https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itauunibanco-holding-sa.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO</strong>. Monitor do Mercado – Dados Financeiros Anuais – Itaú Unibanco Holding S.A. [S.l.]: Monitor do Mercado, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://empresas.monitordomercado.com.br/company/86/dfp">https://empresas.monitordomercado.com.br/company/86/dfp.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO.</strong> Monitor do Mercado – Histórico de Cotações – Itaú Unibanco Holding S.A. [S.l.]: Monitor do Mercado, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itau-unibanco-holding-sa/historico">https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itau-unibanco-holding-sa/historico.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO.</strong> Monitor do Mercado – Painel de Indicadores Interativo – Itaú Unibanco&nbsp;Holding S.A. [S.l.]: Monitor do Mercado, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itau-unibanco-holding-sa/painel">https://empresas.monitordomercado.com.br/empresas/86-itau-unibanco-holding-sa/painel.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MONITOR DO MERCADO</strong>. Monitor do Mercado – Notícias sobre Itaú Unibanco Holding S.A. [S.l.]: Monitor do Mercado, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://monitordomercado.com.br/noticias/empresas-e-acoes/itau-unibanco-holding-sa">https://monitordomercado.com.br/noticias/empresas-eacoes/itau-unibanco-holding-sa.</a> Acesso em: 05 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PRODANOV</strong>, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. <em>Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico</em>. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013. p. 54-55.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SÁ-SILVA, M.; ALMEIDA, M. E. B.; GUINDANI, M. A.</strong> Pesquisa documental: definição e características. 2009. p. 3.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SEVERINO</strong>, Antônio Joaquim. <em>Metodologia do trabalho científico</em>. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SILVA</strong>, José Pereira da. Análise financeira das empresas. – 8.ed. – São Paulo: Atlas, 2006.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>XP INVESTIMENTOS</strong>. <em>Boletim Focus: projeções em alta para o PIB de 2025 | 26.05.2025</em>. Disponível em: <a href="https://conteudos.xpi.com.br/economia/boletim-focus-projecoes-em-alta-para-o-pib-de-2025-26-05-2025/">https://conteudos.xpi.com.br/economia/boletim-focus-projecoes-em-alta-para-o-pibde-2025-26-05-2025/.</a> Acesso em: 27 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>YAHOO FINANÇAS</strong>. Histórico de cotações da ação ITUB3. [S.l.]: Yahoo Finanças, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://br.financas.yahoo.com/quote/ITUB3.SA/history/?utm_source=chatgpt.com">https://br.financas.yahoo.com/quote/ITUB3.SA/history/?utm_source=chatgpt.com.</a> Acesso em: 05 maio 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EXIGÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO PARA O PROFISSIONAL DA CONTAbILIDADE DO CEARÁ – UMA ANÁLISE COM BASE EM ANÚNCIOS DE EMPREGO NO LINKEDIN</title>
		<link>https://revistaft.com.br/exigencias-do-mercado-de-trabalho-para-o-profissional-da-contailidade-do-ceara-uma-analise-com-base-em-anuncios-de-emprego-no-linkedin/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 01:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=199968</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502251959 JEANE FERNANDES DA SILVA O mercado de trabalho para profissionais da contabilidade no Ceará tem se mostrado dinâmico e exigente, impulsionado pelas inovações tecnológicas e necessidades empresariais locais. Nesse contexto, o presente estudo, intitulado &#8220;Análise do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade com base em anúncios de emprego no LinkedIn&#8221;, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502251959</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">JEANE FERNANDES DA SILVA</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de trabalho para profissionais da contabilidade no Ceará tem se mostrado dinâmico e exigente, impulsionado pelas inovações tecnológicas e necessidades empresariais locais. Nesse contexto, o presente estudo, intitulado &#8220;Análise do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade com base em anúncios de emprego no LinkedIn&#8221;, busca identificar as habilidades e competências mais valorizadas pelos empregadores. A pesquisa, que teve como objetivo principal identificar as exigências do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade no estado do Ceará, utilizou como metodologia a análise de 115 anúncios de emprego disponíveis na plataforma LinkedIn. A coleta de dados se concentrou na identificação das habilidades e competências mais solicitadas, tanto as de cunho técnico quanto as comportamentais. Os resultados da pesquisa revelaram uma variedade de exigências, que abrangem desde habilidades interpessoais, como organização, liderança e visão crítica, até habilidades técnicas, como conhecimentos em sistemas contábeis, Excel avançado e legislação tributária. A análise dos anúncios evidenciou que o mercado de trabalho valoriza profissionais que possuam um perfil multifacetado, combinando habilidades técnicas sólidas com competências comportamentais desenvolvidas. A capacidade de adaptação às mudanças, o pensamento crítico e a proatividade também foram apontados como atributos importantes. Além disso, a pesquisa destacou a importância da plataforma Linkedln para os profissionais da contabilidade no Ceará. A ferramenta se mostrou um canal relevante para a divulgação de vagas e para o estabelecimento de networking entre profissionais da área. Em suma, o estudo revela que o mercado de trabalho para profissionais da contabilidade no Ceará é exigente e dinâmico, demandando um conjunto diversificado de habilidades e competências. Os profissionais que buscam se destacar nesse cenário precisam investir em seu desenvolvimento, tanto no aspecto técnico quanto no comportamental, e utilizar ferramentas como o LinkedIn para se conectar com as oportunidades disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Anúncios; exigências; LinkedIn.</p>



<p class="wp-block-paragraph">The job market for accounting professionals in Ceará has been dynamic and demanding, driven by technological innovations and local business needs. In this context, the present study, entitled &#8220;Analysis of the job market for accounting professionals based on job postings on LinkedIn&#8221;, seeks to identify the skills and competencies most valued by employers. The research, which had the main objective of identifying the demands of the job market for accounting professionals in the state of Ceará, used as a methodology the analysis of 115 job postings available on the LinkedIn platform. Data collection focused on identifying the most requested skills and competencies, both technical and behavioral. The research results revealed a variety of demands, ranging from interpersonal skills, such as organization, leadership and critical thinking, to technical skills, such as knowledge of accounting systems, advanced Excel and tax legislation. The analysis of the advertisements showed that the labor market values professionals who have a multifaceted profile, combining solid technical skills with developed behavioral competencies. The ability to adapt to changes, critical thinking and proactivity were also pointed out as important attributes. In addition, the research highlighted the importance of the LinkedIn platform for accounting professionals in Ceará. The tool proved to be a relevant channel for the dissemination of vacancies and for the establishment of networking among professionals in the area. In short, the study reveals that the job market for accounting professionals in Ceará is demanding and dynamic, requiring a diverse set of skills and competencies. Professionals who seek to stand out in this scenario need to invest in their development, both in the technical and behavioral aspects, and use tools like LinkedIn to connect with available opportunities.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Advertisements; requiring; LinkedIn.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>1&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na atualidade, o mercado de trabalho para o profissional da contabilidade tem se mostrado cada vez mais dinâmico e exigente, demandando habilidades e competências específicas que variam conforme as inovações tecnológicas e as necessidades empresariais locais. No estado do Ceará, esta realidade não é diferente, sendo fundamental compreender quais são as expectativas dos empregadores em relação aos contadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta de pesquisa que guia este estudo &#8211; Quais são as habilidades e competências mais valorizadas nos anúncios de emprego para profissionais da contabilidade no Ceará? Acreditando que o presente estudo possa identificar as principais exigências profissionais deste cenário. Dessa forma, o objetivo principal da pesquisa é identificar as exigências do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade no estado do Ceará. E tendo como objetivos específicos: apresentar a importância do Linkedin para os profissionais de contabilidade deste Estado; e destacar as habilidades e competências mais valorizadas nos anúncios de emprego disponíveis na plataforma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das exigências no campo contábil inclui reconhecer as novas tendências e desafios no estado do Ceará, onde o mercado local apresenta um perfil único devido às especificidades econômicas e culturais da região. A análise dos anúncios de emprego no LinkedIn evidencia uma busca contínua por profissionais que alinhem conhecimentos técnicos e estratégicos, confirmando as tendências apontadas por Alves (2011) e Shibao (2020). A atualização constante e a busca por certificações adicionais poderão, portanto, ser determinantes para manter um diferencial competitivo na área contábil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, é evidente que o mercado de trabalho para contadores no Ceará está em transformação, impulsionado por exigências de maior capacidade técnica e habilidades interpessoais. Ao investigar quais são as habilidades e competências mais solicitadas pelos empregadores, procura-se fornecer uma visão detalhada dos perfis profissionais desejados e assim contribuir para a adequação dos currículos acadêmicos às reais necessidades do mercado.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2  FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</h5>



<h6 class="wp-block-heading">2.1 A importância do LinkedIn no cenário contábil cearense</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução das exigências do mercado de trabalho para profissionais de contabilidade no estado do Ceará reflete as transformações econômicas e tecnológicas globais, bem como as especificidades regionais. O LinkedIn, uma plataforma predominante para conexões e busca por oportunidades de carreira, tem se destacado como uma ferramenta essencial para entender essas exigências através das tendências de anúncios de emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso do LinkedIn como um meio para publicar e procurar empregos de contabilidade oferece insights significativos sobre as exigências do mercado de trabalho em termos de habilidades e qualificações. A plataforma não apenas conecta empregadores e candidatos, mas também atua como um termômetro das expectativas do setor, revelando avanços nas especificações de cargos ao incluir menções a certificações relevantes, experiência em setores específicos e abordagens inovadoras na prática contábil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O LinkedIn como fonte de pesquisa oferece uma plataforma rica para a análise de tendências de emprego, sendo uma ferramenta útil tanto para recrutadores quanto para candidatos a emprego. A importância de plataformas digitais na conexão entre profissionais e empregadores é inegável, e a rede oferece insights valiosos sobre quais qualificações são mais valorizadas atualmente.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.2   Habilidades e competências</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das exigências do mercado de trabalho para profissionais da contabilidade é um tema relevante em virtude das contínuas mudanças econômicas e tecnológicas que afetam as habilidades e competências demandadas para essa profissão. O contexto do estado do Ceará é particularmente interessante, pois as dinâmicas regionais influenciam tanto a oferta quanto a demanda por profissionais em contabilidade. Observando anúncios de emprego no LinkedIn, é possível identificar tendências e características que o mercado valoriza atualmente, como o conhecimento em softwares de gestão contábil, habilidades de comunicação e a capacidade de analisar dados financeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, houve uma transformação significativa nas competências desejadas para contadores, impulsionada pela digitalização e pela globalização dos mercados. A pesquisa realizada por Alves (2020) evidencia que, na região metropolitana de São Paulo, há uma crescente demanda por contadores que compreendam a contabilidade internacional em razão das grandes empresas expandirem suas operações globalmente. Esse cenário pode ser extrapolado para o Ceará, especialmente devido ao aumento de negócios locais que estão expandindo suas fronteiras comerciais. Dentro do campo da contabilidade, o conhecimento sobre a legislação tributária local e nacional é outro ponto crucial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Queiroz (2019), a memória organizacional e o uso eficiente do conhecimento contábil- financeiro são diferenciais competitivos importantes para as empresas. Um estudo de caso realizado por Santos (2018) sobre empresas do Ceará sugere que essas organizações estão priorizando a implementação de estruturas de controladoria para gerir melhor seus processos financeiros e de auditoria. Isso implica uma demanda por profissionais capacitados em controladoria e auditoria. O movimento em direção à sustentabilidade econômica e social nas empresas do Ceará também influencia o mercado de trabalho para contadores, que precisam estar atualizados sobre práticas sustentáveis e relatórios de sustentabilidade. Além das competências técnicas, os anúncios de emprego analisados destacam a importância das habilidades interpessoais. O contador moderno deve possuir capacidade de comunicação eficaz, tanto escrita quanto oral, e habilidades de gestão de pessoas. Segundo análises das demandas do mercado, o perfil desejado é aquele que consegue traduzir dados financeiros complexos em estratégias compreensíveis para equipes diversas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contínua atualização profissionais nas novas tecnologias, aliada ao aprimoramento das habilidades interpessoais, é essencial para atender às crescentes exigências de um ambiente de negócios em rápida transformação. Portanto, o estudo conduzido com base nos anúncios de emprego no LinkedIn sinaliza que os contadores precisam de uma combinação de habilidades técnicas e interpessoais para se destacar no mercado de trabalho do estado do Ceará.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>3&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa adotará uma metodologia mista para analisar as exigências do mercado de trabalho para profissionais da área contábil do estado do Ceará, com base em dados de vagas divulgadas no LinkedIn. A análise quantitativa permitirá identificar o volume e a distribuição de vagas, enquanto a análise qualitativa aprofundará a compreensão das competências e qualificações mais valorizadas pelas empresas, proporcionando um panorama mais completo das demandas</p>



<p class="wp-block-paragraph">do mercado. A coleta de dados será realizada por meio da extração de informações de anúncios de vagas de emprego publicadas no LinkedIn, especificamente para o estado do Ceará. Essa plataforma foi escolhida devido ao seu amplo uso por profissionais e empresas, o que garante uma amostra significativa e representativa do mercado de trabalho atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à amostragem, foram observados 115 anúncios de empregos disponibilizado no mês de outubro de 2024. Isso significa que foram coletadas e analisadas todas as vagas que estiveram disponíveis na plataforma durante o período de estuda. Dessa forma, tal abordagem garante um volume significativo de dados, necessário para uma análise robusta. Além disso, utilizar essa estratégia permite um rápido acesso às informações, o que se alinha ao objetivo exploratório desta pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a coleta, os dados serão categorizados de acordo com diferentes parâmetros, como cargo, qualificações exigidas, habilidades desejadas, nível de experiência e outros requisitos específicos das vagas. Isso será feito utilizando-se técnicas de análise de conteúdo e codificação temática, que permitirão identificar padrões e tendências nas exigências do mercado de trabalho para contadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia proposta, ao integrar análise quantitativa e qualitativa, permitirá alcançar de forma abrangente e crítica o objetivo de analisar as exigências do mercado de trabalho para profissionais da contabilidade no Ceará. Este estudo contribuirá tanto para o conhecimento acadêmico quanto para a prática profissional, fornecendo insights valiosos para estudantes, educadores e empregadores na área contábil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4  RESULTADO E DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das exigências do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade no Ceará, com base nos anúncios de empregos disponibilizados no LinkedIn, revela tendências significativas sobre as habilidades e competências buscadas na região. Estudos confirmam que o mercado está em constante evolução, demandando dos profissionais conhecimentos não apenas técnicos, mas também em áreas como tecnologia da informação e habilidades interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados encontrados no período da pesquisa serão expostos em tabelas e gráficos para melhor compreensão. Na tabela 01, lista os cargos encontrado no LinkedIn no mês de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 01- Cargos disponíveis</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>CARGO</strong><strong></strong></td><td><strong>QUANTIDADE</strong><strong></strong></td><td><strong>(%)</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Auxiliar contábil</td><td>24</td><td>20,87</td></tr><tr><td>Analista contábil</td><td>17</td><td>14,78</td></tr><tr><td>Assistente</td><td>56</td><td>48,70</td></tr><tr><td>Contador</td><td>03</td><td>2,61</td></tr><tr><td>Consultor tributário</td><td>01</td><td>0,87</td></tr><tr><td>Auditor</td><td>01</td><td>0,87</td></tr><tr><td>Coordenador contábil</td><td>02</td><td>1,74</td></tr><tr><td>Assistente técnico contábil</td><td>01</td><td>0,87</td></tr><tr><td>Estágio</td><td>10</td><td>8,70</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pelo autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos cargos anunciados na plataforma observou-se que a 48,70% das vagas destina-se para a função de assistente. Dentro do cargo de assistente notou-se algumas subdivisões. No gráfico 01, encontra-se essas subdivisões da função assistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 01- Subdivisões do cargo de assistente:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="642" height="446" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1111.png" alt="" class="wp-image-199970" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1111.png 642w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1111-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pelo autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, esse estudo revela um mercado de trabalho aquecido para a função de assistente, com diversas oportunidades em diferentes áreas da contabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra questão relevante observada na análise dos dados é a valorização das competências interpessoais como comunicação efetiva, trabalho em equipe, resolução de problemas e a capacidade de gerenciar múltiplas tarefas simultaneamente foram mencionadas com frequência nos anúncios de emprego. A tabela 02, traz as principais características interpessoais exigidas pelas empresas nos anúncios analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 02- Competências interpessoais</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Exigências e habilidades</strong></td></tr><tr><td>Proatividade</td></tr><tr><td>Trabalho em equipe</td></tr><tr><td>Capacidade analítica</td></tr><tr><td>Comprometimento</td></tr><tr><td>Comunicação</td></tr><tr><td>Cordialidade</td></tr><tr><td>Foco</td></tr><tr><td>Organização</td></tr><tr><td>Capacidade de trabalhar sob pressão</td></tr><tr><td>Empreendedorismo</td></tr><tr><td>Habilidades organizacionais e gerenciamento de tempo</td></tr><tr><td>Pensamento crítico e analítico</td></tr><tr><td>Resolução de problemas</td></tr><tr><td>Entusiasmo</td></tr><tr><td>Adaptabilidade e flexibilidade</td></tr><tr><td>Liderança</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pelo autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notório que estas habilidades são cada vez mais requisitadas no ambiente de trabalho contábil, destacando a necessidade de um perfil multidisciplinar para enfrentar os desafios contemporâneos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também revelou que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente em relação à formação dos profissionais por cursos de nível superior e técnico. A tabela 03, ilustra os cursos mais solicitados pelos empregadores:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 03- Níveis de formação exigida</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>NÍVEL DE FORMAÇÃO</strong></td><td><strong>CURSO</strong><strong></strong></td><td><strong>STATUS</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Técnico</td><td>Contabilidade</td><td>Completo</td></tr><tr><td>Graduação</td><td>Ciências contábeis</td><td>Completo</td></tr><tr><td>Graduação</td><td>Ciências contábeis</td><td>Em andamento</td></tr><tr><td>Graduação</td><td>Contábeis&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; áreas correlatas</td><td>Completo</td></tr><tr><td>Graduação</td><td>Contábeis&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; áreas correlatas</td><td>Em andamento</td></tr><tr><td>Especialização</td><td>Contabilidade Pública</td><td>Completo</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pelo autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das características interpessoais e do nível de formação, a pesquisa revelou que as empresas também demandam conhecimentos específicos. A tabela 04, detalha esses conhecimentos requeridos pelas empresas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 04- habilidades requeridas pelos empregadores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Conhecer sistemas contábeis</td></tr><tr><td>Conhecer Power Bi</td></tr><tr><td>Conhecimento em legislação tributária</td></tr><tr><td>Conhecimento em ERP</td></tr><tr><td>Inglês fluente</td></tr><tr><td>Pacote Office intermediário</td></tr><tr><td>Conhecimento avançado de MS EXCEL</td></tr><tr><td>Conhecimento em classificação contábil e fiscal</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Folha de pagamento</td></tr><tr><td>Rotinas básicas de pessoal</td></tr><tr><td>Familiaridade com softwares financeiros</td></tr><tr><td>Noções básicas em leis trabalhistas</td></tr><tr><td>Prática em nota fiscal</td></tr><tr><td>Habilidades com MEI</td></tr><tr><td>Familiaridade em IRPF</td></tr><tr><td>Prática em Esocial</td></tr><tr><td>Domínio em fechamento contábil e apuração de impostos</td></tr><tr><td>Experiência com geração de relatórios</td></tr><tr><td>Domínio em normas contábeis</td></tr><tr><td>Habilidades com notas fiscais</td></tr><tr><td>Conhecer impostos: ICMS, ISS, Lucro real e lucro presumido</td></tr><tr><td>Experiência em setor pessoal</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaborado pelo autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a análise conduzida evidencia que os critérios de seleção para profissionais da contabilidade estão cada vez mais exigentes, refletindo um mercado competitivo e dinâmico. Os candidatos que buscam se destacar precisam investir em formação contínua, desenvolver competências técnicas e interpessoais, além de acumular experiências práticas significativas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5  CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das exigências do mercado de trabalho para o profissional da contabilidade, especificamente focada nos anúncios de vagas de emprego pelo LinkedIn no estado do Ceará, forneceu insights valiosos sobre as demandas contemporâneas enfrentadas por esses profissionais. O estudo identificou que, além das habilidades técnicas tradicionais, há uma crescente valorização de competências interpessoais e tecnológicas. Essa realidade reflete a tendência global de digitalização, onde se espera que os contadores sejam proficientes no uso de tecnologias de automação e análise de dados, além de possuírem forte capacidade de comunicação e colaboração interpessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa revelou que as empresas estão cada vez mais à procura de profissionais que combinem conhecimentos técnicos com habilidades interpessoais, como liderança e capacidade de trabalhar em equipe. Esse achado é coerente com o estudo de Alves, que destacou a importância da adaptação às exigências da contabilidade internacional na região metropolitana de São Paulo, sugerindo que essa tendência pode estar presente em outras regiões, como o Ceará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com dados concretos obtidos através do LinkedIn, a pesquisa proporciona uma visão clara de como as habilidades estão sendo reavaliadas e como isso impacta o perfil dos profissionais que as empresas desejam contratar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo, portanto, serve como um guia tanto para profissionais da contabilidade que buscam se posicionar melhor no mercado, quanto para decisores educacionais interessados em ajustar programas curriculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em última análise, compreender as exigências atuais do mercado de trabalho é vital para garantir a empregabilidade e competitividade dos profissionais de contabilidade no Ceará. Este trabalho não apenas destaca as transformações do mercado de trabalho para o profissional contábil, mas também enfatiza a importância de uma preparação integrada com as novas tecnologias para atender às exigências de um mercado em incessante evolução.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Referências bibliográficas</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Alves, Thais da Silva. Estudo sobre a demanda de contabilidade internacional e conteúdos relacionados no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo. Disponível em: http://tede.fecap.br:8080/handle/tede/573</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos, Caroline. Um estudo das aplicações da estrutura conceitual básica de controladoria em empresas de capital aberto sediadas no Ceará. Disponível em: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/129100</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascimento, Letícia Maria Faleiro. Relação entre os ativos intangíveis e o valor de mercado&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; das&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; empresas&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; brasileiras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/15919</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascimento, Letícia Maria Faleiro. Relação entre os ativos intangíveis e o valor de mercado&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; das&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; empresas&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; brasileiras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/15919</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alves, Thais da Silva. Estudo sobre a demanda de contabilidade internacional e conteúdos relacionados no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo. Disponível em: http://tede.fecap.br:8080/handle/tede/573</p>



<p class="wp-block-paragraph">Shibao, Fábio Ytoshi. Valorização dos ativos intangíveis na obtenção de recursos em instituições&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; financeiras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Disponível&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/83140</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sallaberry, Jonatas Dutra. A participação da mulher no mercado de trabalho no Brasil. Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/22621</p>



<p class="wp-block-paragraph">Morais, Mateus Cerqueira Anício.Comprometimento e entrincheiramento com a organização. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39500</p>



<p class="wp-block-paragraph">Araújo, Cinara Kely Aragão. Um estudo das aplicações da estrutura conceitual básica de controladoria em empresas de capital aberto sediadas no Ceará. Disponível em: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/129100</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alves, Thais da Silva. &amp;quot;Estudo sobre a demanda de contabilidade internacional e conteúdos relacionados no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo.&amp;quot; Disponível em: http://tede.fecap.br:8080/handle/tede/573</p>



<p class="wp-block-paragraph">[-] Queiroz, Mario Roberto Braga de. &amp;quot;Memória organizacional e reutilização do conhecimento contábil-financeiro: estudo de caso.&amp;quot; Disponível em: http://tede.fecap.br:8080/handle/tede/454</p>



<p class="wp-block-paragraph">[-] Santos, Caroline. &amp;quot;Um estudo das aplicações da estrutura conceitual básica de controladoria em empresas de capital aberto sediadas no Ceará.&amp;quot; Disponível em: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/129100</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queiroz, Mario Roberto Braga de. Memória organizacional e reutilização do conhecimento contábil-financeiro: estudo de caso. Disponível em: http://tede.fecap.br:8080/handle/tede/454</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos, Caroline. Um estudo das aplicações da estrutura conceitual básica de controladoria em empresas de capital aberto sediadas no Ceará. Disponível em: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/129100</p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O PAPEL DO CONTADOR NA CONTABILIDADE AMBIENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-papel-do-contador-na-contabilidade-ambiental-contribuicoes-para-a-sustentabilidade-empresarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 22:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 141/DEZ 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=190773</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501030921 Marina Ribeiro NascimentoOrientador: Prof. Dr. Arley Rodrigues Bezerra RESUMO Este artigo analisa o papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial. Por meio de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, utilizando as bases de dados SciELO, SPELL, Web of Science e Google Acadêmico, foram analisados artigos científicos, [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501030921</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Marina Ribeiro Nascimento<br>Orientador: Prof. Dr. Arley Rodrigues Bezerra</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo analisa o papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial. Por meio de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, utilizando as bases de dados SciELO, SPELL, Web of Science e Google Acadêmico, foram analisados artigos científicos, livros e legislação sobre o tema, publicados entre 2014 e 2024, com foco em autores brasileiros. Os resultados demonstram a crescente importância da Contabilidade Ambiental no contexto atual e o papel estratégico do contador na promoção da sustentabilidade empresarial, atuando como agente de mudança e catalisador da adoção de práticas responsáveis. O estudo evidencia a necessidade de superar os desafios relacionados à regulamentação e à capacitação profissional para que a Contabilidade Ambiental seja amplamente adotada pelas empresas brasileiras e contribua de forma efetiva para o desenvolvimento sustentável. A utilização de ferramentas e técnicas contábeis adequadas, a integração com outras áreas da gestão empresarial e a divulgação transparente das informações socioambientais são fatores chave para a efetividade da Contabilidade Ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Contabilidade Ambiental. Sustentabilidade Empresarial. Contador. Gestão Ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">This article analyzes the role of accountants in Environmental Accounting and their contributions to corporate sustainability. Through a qualitative bibliographic review, using the SciELO, SPELL, Web of Science and Google Scholar databases, scientific articles, books and legislation on the topic published between 2014 and 2024 were analyzed, focusing on Brazilian authors. The results demonstrate the growing importance of Environmental Accounting in the current context and the strategic role of accountants in promoting corporate sustainability, acting as agents of change and catalysts for the adoption of responsible practices. The study highlights the need to overcome challenges related to regulation and professional training so that Environmental Accounting is widely adopted by Brazilian companies and contributes effectively to sustainable development. The use of appropriate accounting tools and techniques, integration with other areas of business management, and transparent disclosure of social and environmental information are key factors for the effectiveness of Environmental Accounting.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Environmental Accounting. Corporate Sustainability. Accountant. Environmental Management.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>1&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente preocupação com a sustentabilidade ambiental tem impulsionado as empresas a buscarem novas formas de gestão e controle de seus impactos socioambientais. Nesse contexto, a Contabilidade Ambiental emerge como uma ferramenta essencial para mensurar, registrar e divulgar informações relevantes sobre o desempenho ambiental das organizações (DE OLIVEIRA; PEREIRA, 2014). O contador, por sua vez, assume um papel central nesse processo, atuando como agente de mudança e promotor da sustentabilidade empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contabilidade Ambiental, enquanto campo de estudo e prática profissional, tem ganhado destaque na literatura acadêmica e no mercado de trabalho (DE MIRANDA; CANDIDO; JOST, 2024; PROGENIO et al., 2022). Diversos estudos têm explorado a importância da temática para o setor contábil, evidenciando os benefícios e desafios da sua implementação (DE PAULA; DA ROSA; FEIL, 2024; COSTA; HARTWIG, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, pesquisas como as de MELO (2021) e TISOTT et al. (2021) apontam para a necessidade de aprofundar o conhecimento dos profissionais contábeis sobre a Contabilidade Ambiental, gestão e legislação ambienta Contabilidade Ambiental, enquanto campo de estudo e prática profissional, tem ganhado destaque na literatura acadêmica e no mercado de trabalho (DE MIRANDA; CANDIDO; JOST, 2024; PROGENIO et al., 2022). Diversos estudos têm explorado a importância da temática para o setor contábil, evidenciando os benefícios e desafios da sua implementação (DE PAULA; DA ROSA; FEIL, 2024; COSTA; HARTWIG, 2022). No entanto, pesquisas como as de MELO (2021) e TISOTT et al. (2021) apontam para a necessidade de aprofundar o conhecimento dos profissionais contábeis sobre a Contabilidade Ambiental, gestão e legislação ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas afinal, o que é Contabilidade Ambiental? Embora não haja uma definição única e universalmente aceita, podemos defini-la como um ramo da Contabilidade que se dedica a identificar, mensurar, registrar e controlar os impactos ambientais da atividade econômica. Ela busca fornecer informações relevantes para a tomada de decisão sobre questões ambientais, tanto para usuários internos quanto externos à organização. Isso inclui a mensuração de custos e benefícios ambientais, a avaliação de passivos ambientais e a divulgação de informações socioambientais (MELO, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A origem da Contabilidade Ambiental remonta à década de 1970, quando a crescente preocupação com a degradação ambiental e a escassez de recursos naturais impulsionaram a busca por ferramentas de gestão que permitissem às empresas mensurar e controlar seus impactos no meio ambiente. Nesse período, surgiram as primeiras iniciativas para desenvolver sistemas de contabilidade que incorporassem as variáveis ambientais (COSTA; HARTWIG, 2022). No Brasil, a Contabilidade Ambiental começou a ganhar força na década de 1990, influenciada por tendências internacionais e pela promulgação da Lei nº 6.938/1981, que estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inserção da Contabilidade Ambiental nas grades curriculares dos cursos de Ciências Contábeis no Brasil ocorreu de forma gradual e ainda enfrenta desafios. Inicialmente, o tema era abordado de forma superficial em disciplinas como Contabilidade Gerencial e Controladoria. Com o tempo, algumas universidades passaram a oferecer disciplinas específicas sobre Contabilidade Ambiental, abordando temas como a contabilização de passivos ambientais, a elaboração de relatórios de sustentabilidade e a auditoria ambiental. No entanto, ainda há uma grande heterogeneidade na oferta e no conteúdo das disciplinas de Contabilidade Ambiental nas universidades brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, este artigo tem como objetivo analisar o papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial. Para tanto, serão abordados os seguintes aspectos: a evolução da Contabilidade Ambiental e sua importância no contexto atual; as funções e responsabilidades do contador na gestão ambiental das empresas; as ferramentas e técnicas contábeis utilizadas para mensurar e controlar os impactos ambientais; e os desafios e perspectivas da Contabilidade Ambiental no Brasil. A pesquisa se justifica pela necessidade de ampliar a discussão sobre o tema e fomentar a capacitação dos profissionais contábeis para atuarem como protagonistas na construção de um futuro mais sustentável (BOMFIN, 2024; JÚNIOR et al., 2022</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>2&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa se caracteriza como uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, cujo objetivo principal é analisar o papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial. A escolha por esse método se justifica pelo fato de a revisão bibliográfica permitir a investigação profunda de um tema a partir da análise de diferentes fontes de informação, como livros, artigos científicos, legislação e documentos oficiais, conforme destacado por Marconi e Lakatos (2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coleta de dados, foram realizadas buscas em bases de dados eletrônicas de renome, como SciELO, SPELL, Web of Science e Google Acadêmico, utilizando palavras-chave relevantes para o tema, como &#8220;Contabilidade Ambiental&#8221;, &#8220;Sustentabilidade Empresarial&#8221;, &#8220;Contador&#8221; e &#8220;Gestão Ambiental&#8221;. Buscando ampliar o escopo da pesquisa e aprofundar a análise, foram consultados livros e manuais que abordam a temática da Contabilidade Ambiental, bem como a legislação ambiental brasileira, a fim de contextualizar e fundamentar a discussão. O recorte temporal da pesquisa abrangeu principalmente artigos publicados entre 2014 e 2024, com foco em autores brasileiros que se dedicam ao estudo da Contabilidade Ambiental e da atuação do contador nesse contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados será realizada por meio da técnica de análise de conteúdo, que, segundo Bardin (2011), consiste na interpretação dos significados presentes nos documentos selecionados. Essa técnica permitirá a identificação dos principais conceitos, teorias e práticas relacionados à Contabilidade Ambiental e ao papel do contador na promoção da sustentabilidade empresarial. A análise buscará responder a questionamentos cruciais, como: Quais as principais funções e responsabilidades do contador na gestão ambiental das empresas? Quais as ferramentas e técnicas contábeis utilizadas para mensurar e controlar os impactos ambientais? Quais os desafios e perspectivas da Contabilidade Ambiental no Brasil? Como o contador pode contribuir para a sustentabilidade empresarial?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visando aprofundar a análise do tema proposto, o estudo será estruturado em seções. Após a introdução, que contextualiza a pesquisa e apresenta seus objetivos, o estudo abordará o referencial teórico, com a apresentação dos principais conceitos e teorias relacionados à Contabilidade Ambiental e à sustentabilidade empresarial, com base na literatura consultada. Em seguida, será analisado o papel do contador na Contabilidade Ambiental, abordando suas funções e responsabilidades na gestão ambiental das empresas, incluindo a elaboração de relatórios de sustentabilidade, a implementação de sistemas de gestão ambiental e a verificação de informações socioambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também explorará as ferramentas e técnicas contábeis utilizadas para a gestão ambiental, como o balanço ambiental, a contabilidade de custos ambientais e a auditoria ambiental. Por fim, serão discutidos os desafios e perspectivas da Contabilidade Ambiental no Brasil, incluindo a necessidade de capacitação profissional e a falta de regulamentação específica. Espera-se que este estudo contribua para o aprofundamento do debate sobre a Contabilidade Ambiental e para a valorização do papel do contador na promoção da sustentabilidade empresarial.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>3&nbsp; RESULTADOS E DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos documentos selecionados para esta pesquisa revelou um conjunto significativo de resultados que elucidam o papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contatou-se que a Contabilidade Ambiental tem se tornado cada vez mais relevante no contexto atual, impulsionada pela crescente preocupação com as questões socioambientais e pela necessidade de as empresas demonstrarem responsabilidade em suas operações. De acordo com Oliveira e Pereira (2014), a Contabilidade Ambiental surge como uma ferramenta essencial para mensurar, registrar e divulgar informações relevantes sobre o desempenho ambiental das organizações, permitindo que elas avaliem seus impactos e adotem práticas mais sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o contador emerge como um agente fundamental na promoção da sustentabilidade empresarial, atuando como um verdadeiro parceiro estratégico na gestão ambiental das organizações. Conforme destacado por Bomfin (2024), o contador possui o conhecimento técnico e a expertise para auxiliar as empresas na implementação de sistemas de gestão ambiental, na elaboração de relatórios de sustentabilidade e na verificação de informações socioambientais. Além disso, o contador pode contribuir para a conscientização dos gestores e colaboradores sobre a importância da sustentabilidade, estimulando a adoção de práticas responsáveis em toda a cadeia produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também evidenciou a importância da utilização de ferramentas e técnicas contábeis específicas para a gestão ambiental. O balanço ambiental, por exemplo, permite a mensuração e o registro dos ativos e passivos ambientais da empresa, fornecendo informações relevantes para a tomada de decisão. A contabilidade de custos ambientais, por sua vez, auxilia na identificação e no controle dos custos relacionados aos impactos ambientais das atividades empresariais, permitindo a otimização dos processos e a redução de desperdícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Júnior et al. (2022), a utilização dessas ferramentas contribui para a transparência e a accountability das empresas em relação às suas responsabilidades socioambientais. No que se refere aos desafios da Contabilidade Ambiental no Brasil, a pesquisa revelou a necessidade de uma maior regulamentação e normatização do tema. A ausência de diretrizes claras e específicas pode gerar incertezas e dificuldades na implementação da Contabilidade Ambiental nas empresas, conforme apontado por Paula, Rosa e Feil (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro desafio identificado foi a necessidade de investir na capacitação dos profissionais contábeis, a fim de que eles estejam preparados para lidar com as demandas da Contabilidade Ambiental e contribuir de forma efetiva para a sustentabilidade empresarial. Melo (2021) e Tisott et al. (2021) destacam a importância de incluir a Contabilidade Ambiental nos currículos dos cursos de Ciências Contábeis e de promover a atualização profissional dos contadores que já atuam no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da literatura também permitiu identificar as diversas contribuições que a Contabilidade Ambiental pode oferecer para a sustentabilidade empresarial. Além de auxiliar as empresas na gestão de seus impactos ambientais e na redução de custos, a Contabilidade Ambiental contribui para a melhoria da imagem e da reputação da empresa, aumentando sua competitividade no mercado. Costa e Hartwig (2022) ressaltam que a divulgação de informações socioambientais demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e atrai a atenção de investidores e consumidores conscientes. Além disso, a Contabilidade Ambiental pode auxiliar as empresas no cumprimento da legislação ambiental e na obtenção de certificações de sustentabilidade, que são cada vez mais valorizadas no mercado global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observou-se que a crescente demanda por informações socioambientais tem impulsionado as empresas a adotarem práticas de Contabilidade Ambiental, visando atender às expectativas de stakeholders como investidores, consumidores, órgãos reguladores e a sociedade em geral. De acordo com Progenio et al. (2022), a divulgação de informações sobre o desempenho ambiental demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e contribui para a construção de uma imagem positiva junto aos seus stakeholders. Essa transparência permite que as partes interessadas avaliem os impactos socioambientais da empresa e tomem decisões mais conscientes em relação a seus investimentos, compras e relacionamentos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante destacado na pesquisa foi a importância da integração da Contabilidade Ambiental com outras áreas da gestão empresarial, como a gestão de recursos humanos, a gestão da qualidade e a gestão de riscos. Essa integração permite uma visão holística da sustentabilidade, considerando os aspectos sociais,</p>



<p class="wp-block-paragraph">ambientais e econômicos das atividades empresariais. Conforme observado por Miranda, Candido e Jost (2024), a Contabilidade Ambiental não se limita apenas à mensuração e ao registro de informações, mas também contribui para a implementação de políticas e práticas sustentáveis em toda a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também revelou que a Contabilidade Ambiental pode ser utilizada como uma ferramenta de gestão estratégica, auxiliando as empresas na identificação de oportunidades de negócio relacionadas à sustentabilidade. A inovação em produtos e processos, a busca por eficiência energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa são exemplos de iniciativas que podem gerar benefícios econômicos e ambientais para as empresas. Conforme destacado por Tisott et al. (2021), a Contabilidade Ambiental fornece informações relevantes para a tomada de decisão estratégica, permitindo que as empresas identifiquem e aproveitem as oportunidades relacionadas à sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à atuação do contador na Contabilidade Ambiental, a pesquisa evidenciou a necessidade de desenvolver habilidades e competências específicas para lidar com as complexidades do tema. O contador precisa estar apto a identificar, mensurar e registrar os impactos ambientais das atividades empresariais, além de interpretar e analisar as informações socioambientais. A capacidade de comunicar os resultados da Contabilidade Ambiental de forma clara e concisa também é essencial para que as informações sejam compreendidas e utilizadas pelos stakeholders.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, os resultados da pesquisa demonstram que a Contabilidade Ambiental desempenha um papel fundamental na promoção da sustentabilidade empresarial, e que o contador, com sua expertise e visão estratégica, tem um papel crucial nesse processo. A utilização de ferramentas e técnicas contábeis adequadas, a integração com outras áreas da gestão empresarial e a divulgação transparente das informações socioambientais são fatores que contribuem para a efetividade da Contabilidade Ambiental e para a construção de um futuro mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é preciso superar os desafios relacionados à regulamentação, à capacitação profissional e à integração da Contabilidade Ambiental na estratégia empresarial, a fim de que seu potencial seja plenamente explorado pelas organizações brasileiras. A discussão dos resultados obtidos nesta pesquisa permite aprofundar a análise do papel do contador na Contabilidade Ambiental e suas contribuições para a sustentabilidade empresarial. Os achados corroboram a crescente importância da Contabilidade Ambiental no contexto atual, impulsionada pela demanda por informações socioambientais e pela necessidade de as empresas demonstrarem responsabilidade  em  suas  operações. Essa  constatação dialoga com as observações de Oliveira e Pereira (2014), que destacam a Contabilidade Ambiental como uma ferramenta essencial para a mensuração, o registro e a divulgação de informações relevantes sobre o desempenho ambiental das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que a atuação do contador na Contabilidade Ambiental vai além da mera aplicação de técnicas e ferramentas contábeis. O contador assume um papel estratégico na promoção da sustentabilidade empresarial, auxiliando as empresas na implementação de sistemas de gestão ambiental, na elaboração de relatórios de sustentabilidade e na verificação de informações socioambientais. Conforme observado por Bomfin (2024), o contador possui o conhecimento técnico e a expertise para orientar as empresas na adoção de práticas mais sustentáveis, contribuindo para a conscientização dos gestores e colaboradores sobre a importância da responsabilidade socioambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à utilização de ferramentas e técnicas contábeis, a pesquisa evidenciou a importância do balanço ambiental e da contabilidade de custos ambientais para a gestão dos impactos ambientais das empresas. O balanço ambiental, ao mensurar e registrar os ativos e passivos ambientais, fornece informações relevantes para a tomada de decisão. A contabilidade de custos ambientais, por sua vez, permite a identificação e o controle dos custos relacionados aos impactos ambientais, contribuindo para a otimização dos processos e a redução de desperdícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses achados vão ao encontro das conclusões de Júnior et al. (2022), que ressaltam a importância da utilização de ferramentas contábeis para a transparência e a accountability das empresas em relação às suas responsabilidades socioambientais. A pesquisa também trouxe à tona os desafios relacionados à regulamentação e à capacitação profissional na área da Contabilidade Ambiental no Brasil. A ausência de diretrizes claras e específicas pode gerar incertezas e dificuldades na implementação da Contabilidade Ambiental nas empresas, conforme apontado por Paula, Rosa e Feil (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de investir na capacitação dos profissionais contábeis também se mostra crucial para que eles possam lidar com as demandas da Contabilidade Ambiental e contribuir de forma efetiva para a sustentabilidade empresarial. Melo (2021) e Tisott et al. (2021) reforçam a importância de incluir a Contabilidade Ambiental nos currículos dos cursos de Ciências Contábeis e de promover a atualização profissional dos contadores que já atuam no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notável que a Contabilidade Ambiental, ao fornecer informações relevantes sobre o desempenho ambiental das empresas, contribui para a transparência e a accountability perante os stakeholders, conforme apontado por Progenio et al. (2022). Essa transparência permite que os stakeholders avaliem os impactos socioambientais da empresa e tomem decisões mais conscientes em relação a seus investimentos, compras e relacionamentos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância da integração da Contabilidade Ambiental com outras áreas da gestão empresarial, como a gestão de recursos humanos, a gestão da qualidade e a gestão de riscos. Essa integração, conforme observado por Miranda, Candido e Jost (2024), permite uma visão holística da sustentabilidade, considerando os aspectos sociais, ambientais e econômicos das atividades empresariais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contabilidade Ambiental também desponta como uma ferramenta de gestão estratégica, auxiliando as empresas na identificação de oportunidades de negócio relacionadas à sustentabilidade. A inovação em produtos e processos, a busca por eficiência energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa são exemplos de iniciativas que podem gerar benefícios econômicos e ambientais para as empresas, conforme destacado por Tisott et al. (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange à atuação do contador na Contabilidade Ambiental, a pesquisa evidenciou a necessidade de desenvolver habilidades e competências específicas para lidar com as complexidades do tema. O contador precisa estar apto a identificar, mensurar e registrar os impactos ambientais das atividades empresariais, além de interpretar e analisar as informações socioambientais. A capacidade de comunicar os resultados da Contabilidade Ambiental de forma clara e concisa também é essencial para que as informações sejam compreendidas e utilizadas pelos stakeholders.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhor visualização as diversas contribuições da Contabilidade Ambiental para a sustentabilidade empresarial, elaborou-se o seguinte quadro:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a><strong>Quadro 1 &#8211; </strong>Síntese dos Resultados</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Contribuições da Contabilidade Ambiental</strong></td><td><strong>Autores</strong><strong></strong></td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Gestão de impactos ambientais</td><td>Oliveira e Pereira (2014); Bomfim (2024)</td></tr><tr><td>Redução de custos</td><td>Júnior et al. (2022)</td></tr><tr><td>Melhoria da imagem e reputação da empresa</td><td>Costa e Hartwig (2022)</td></tr><tr><td>Cumprimento da legislação ambiental</td><td>Paula, Rosa e Feil (2024)</td></tr><tr><td>Obtenção de certificações de sustentabilidade</td><td>Tisott et al. (2021)</td></tr><tr><td>Identificação de oportunidades de negócio</td><td>Miranda, Candido e Jost (2024)</td></tr><tr><td>Tomada de decisão estratégica</td><td>Progenio et al. (2022)</td></tr><tr><td>Construção de uma imagem positiva</td><td>Tisott et al. (2021)</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: resultados da pesquisa (2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de ferramentas e técnicas contábeis adequadas, a integração com outras áreas da gestão empresarial e a divulgação transparente das informações socioambientais são elementos chave para a efetividade da Contabilidade Ambiental. No entanto, é crucial superar os desafios relacionados à regulamentação, à capacitação profissional e à integração da Contabilidade Ambiental na estratégia empresarial, para que seu potencial seja plenamente explorado pelas organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto de convergência entre os autores analisados é a ênfase na importância da Contabilidade Ambiental para a gestão da sustentabilidade empresarial. Tanto Oliveira e Pereira (2014) quanto Bomfin (2024) destacam o papel da Contabilidade Ambiental na mensuração e divulgação de informações relevantes sobre o desempenho ambiental das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, enquanto Oliveira e Pereira (2014) focam na importância da Contabilidade Ambiental para a tomada de decisão interna, Bomfin (2024) amplia a discussão ao destacar o papel do contador na promoção da sustentabilidade e na comunicação com os stakeholders externos. Essa diferença de enfoque evidencia a evolução do debate sobre a Contabilidade Ambiental, que passa a ser vista não apenas como uma ferramenta de gestão interna, mas também como um instrumento de diálogo com a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação ambiental brasileira, embora ainda careça de normas específicas para a Contabilidade Ambiental, exerce influência significativa na prática contábil. Paula, Rosa e Feil (2024) apontam que a ausência de diretrizes claras e específicas para a Contabilidade Ambiental gera incertezas e dificuldades na sua implementação nas empresas. Por outro lado, a Lei nº 6.938/1981, que estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente, e outras leis correlatas, como a Lei nº 9.605/1998, que</p>



<p class="wp-block-paragraph">dispõe sobre os crimes ambientais, criam obrigações para as empresas em relação à gestão de seus impactos ambientais, o que impacta diretamente a prática da Contabilidade Ambiental. Nesse sentido, a legislação atua como um fator impulsionador da Contabilidade Ambiental, ao mesmo tempo em que representa um desafio para sua plena implementação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contabilidade Ambiental pode ser um fator de diferencial competitivo para as empresas, à medida que contribui para a melhoria da imagem e da reputação da empresa e para a atração de investidores e consumidores conscientes. Costa e Hartwig (2022) observam que a divulgação de informações socioambientais demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade, o que pode influenciar positivamente a percepção dos stakeholders. Além disso, a Contabilidade Ambiental pode auxiliar as empresas na obtenção de certificações de sustentabilidade, como a ISO 14001, que são cada vez mais valorizadas no mercado global. Nesse contexto, a Contabilidade Ambiental deixa de ser apenas uma ferramenta de gestão de custos e passa a ser vista como um investimento estratégico que pode gerar valor para as empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contabilidade Ambiental e a responsabilidade social empresarial estão intrinsecamente relacionadas. Júnior et al. (2022) destacam que a Contabilidade Ambiental atua como um instrumento de responsabilidade social empresarial, ao fornecer informações que permitem às empresas avaliarem e gerirem seus impactos socioambientais. A partir da Contabilidade Ambiental, as empresas podem demonstrar seu compromisso com a sustentabilidade e com o bem-estar da sociedade, o que contribui para a construção de uma imagem positiva e para o fortalecimento de suas relações com os stakeholders.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Contabilidade Ambiental também desempenha um papel importante na gestão de riscos ambientais. Ao identificar, mensurar e registrar os impactos ambientais das atividades empresariais, a Contabilidade Ambiental fornece informações relevantes para a avaliação e mitigação de riscos ambientais. Essa informação é essencial para que as empresas possam se prevenir contra possíveis passivos ambientais, multas e sanções, além de proteger sua imagem e reputação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A auditoria ambiental é uma ferramenta importante para verificar a conformidade das empresas com a legislação ambiental e com as normas internacionais de sustentabilidade. A auditoria ambiental pode ser realizada por profissionais internos ou externos à empresa e envolve a análise de documentos, a realização de entrevistas e a inspeção das instalações da empresa. Os resultados da auditoria ambiental fornecem informações relevantes para a gestão ambiental e para a tomada de decisão estratégica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da Contabilidade Ambiental em pequenas e médias empresas (PMEs) enfrenta desafios específicos, como a falta de recursos financeiros e humanos, a limitada conscientização sobre a importância da sustentabilidade e a dificuldade de acesso à informação e à tecnologia. No entanto, a Contabilidade Ambiental pode trazer benefícios significativos para as PMEs, como a redução de custos, a melhoria da eficiência e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes em termos de sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As universidades desempenham um papel fundamental na formação de contadores com expertise em Contabilidade Ambiental. A inclusão de disciplinas específicas sobre Contabilidade Ambiental nos currículos dos cursos de Ciências Contábeis, a promoção de pesquisas na área e a realização de eventos e palestras sobre o tema são ações importantes para a formação de profissionais qualificados para atender às demandas do mercado.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>4&nbsp; CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada evidenciou a crescente relevância da Contabilidade Ambiental no contexto atual, impulsionada pela conscientização sobre os desafios socioambientais e pela necessidade de as empresas incorporarem a sustentabilidade em suas estratégias e operações. Nesse cenário, o contador desponta como um ator fundamental na promoção da sustentabilidade empresarial, atuando não apenas na mensuração e no registro de informações ambientais, mas também como agente de mudança, catalisador da adoção de práticas responsáveis e parceiro estratégico na construção de um futuro mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa demonstraram que a Contabilidade Ambiental, por meio da utilização de ferramentas e técnicas adequadas, como o balanço ambiental e a contabilidade de custos ambientais, contribui significativamente para a gestão dos impactos ambientais nas empresas. A divulgação transparente das informações socioambientais, por sua vez, fortalece a relação com os stakeholders, aumenta a confiança na empresa e impulsiona a sua competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a pesquisa também revelou que a Contabilidade Ambiental no Brasil ainda enfrenta desafios, como a falta de regulamentação específica e a necessidade de investir na capacitação dos profissionais contábeis. A superação desses desafios é crucial para que a Contabilidade Ambiental seja plenamente incorporada à prática profissional e contribua de forma efetiva para a sustentabilidade empresarial.Diante do exposto, conclui-se que a Contabilidade Ambiental desempenha um papel essencial na promoção da sustentabilidade empresarial, e que o contador, com sua expertise e visão estratégica, tem um papel fundamental nesse processo. A pesquisa contribui para o aprofundamento do debate sobre o tema e reforça a necessidade de investir na capacitação dos profissionais contábeis para que eles estejam preparados para os desafios da sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que este estudo estimule novas pesquisas na área da Contabilidade Ambiental, explorando temas como a integração da Contabilidade Ambiental com outras áreas da gestão empresarial, o desenvolvimento de novas ferramentas e técnicas contábeis e a análise do impacto da Contabilidade Ambiental no desempenho das empresas. Acreditamos que a Contabilidade Ambiental, como ferramenta de gestão e de comunicação, têm um papel fundamental a desempenhar na construção de um futuro mais sustentável para as empresas e para a sociedade.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOMFIN, Rebeca Rafaely dos Santos. Reforma Curricular: uma análise sobre a importância da disciplina de Contabilidade Ambiental na grade curricular do curso de graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Pernambuco. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Karinie Meire; HARTWIG, Andréia. A Contabilidade Ambiental e sua Oferta nos Cursos de Graduação em Ciências Contábeis. In: Anais do 22º USP International Conference in Acounting. São Paulo. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE MIRANDA, Ronaldo Leão; CANDIDO, Wanderson Henrique Previatelli; JOST, Janine Patricia. CONTABILIDADE AMBIENTAL: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DOS ARTIGOS PUBLICADOS NAS BASES DE DADOS WEB OF SCIENCE E SPELL. Vivências, v. 20, n. 41, p. 45-66, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE OLIVEIRA, Reginaldo Aparecido; PEREIRA, Luís Fernando. Contabilidade Ambiental: Pesquisa sobre a importância do tema para o setor contábil. Revista de Contabilidade Dom Alberto, v. 3, n. 6, p. 132-147, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE PAULA, Débora Daiana; DA ROSA, Maria Clair; FEIL, Alexandre André. BENEFÍCIOS E DIFICULDADES NA UTILIZAÇÃO DA CONTABILIDADE AMBIENTAL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA NO BRASIL. Revista</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaques Acadêmicos, v. 16, n. 1, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JÚNIOR, Erivaldo Santos et al. A CONTABILIDADE AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL. Revista Hórus,</p>



<p class="wp-block-paragraph">v. 17, n. 01, p. 01-19, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MELO, Filipe Regis Teixeira de. Contabilidade ambiental: uma análise acerca do nível de conhecimento dos profissionais da área contábil do município de Natal-RN. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROGENIO, Edna et al. Análise Sistemática Sobre Contabilidade Ambiental: Um estudo sobre os artigos científicos publicados entre os Anos de 2010 a 2021. Revista de Ciências Contábeis| RCiC-UFMT|, v. 13, n. 25, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TISOTT, Sirlei Tonello et al. Nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade de Três Lagoas (MS) sobre contabilidade ambiental, gestão e legislação ambiental. REVISTA AMBIENTE CONTÁBIL-Universidade Federal do Rio Grande do Norte- ISSN 2176-9036, v. 13, n. 2, p. 208-230, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TONELLO TISOTT, Sirlei et al. Nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade de Três Lagoas (MS) sobre contabilidade ambiental, gestão e</p>



<p class="wp-block-paragraph">legislação ambiental. Revista Ambiente Contábil, v. 13, n. 2, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DOS IMPACTOS DE PROJETOS DE INCENTIVO A LEITURA:O CASO DO CLUBE DA LEITURA FIMCA JARU</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-dos-impactos-de-projetos-de-incentivo-a-leitura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 19:18:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 141/DEZ 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=190726</guid>

					<description><![CDATA[ANALYSIS OF THE IMPACTS OF READING INCENTIVE PROJECTS: THE CASE OF THE FIMCA JARU READING CLUB REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501030917 Elen Fernanda Lucindo Alves1Joel Correa de Souza2Leticia Rodrigues Schmitz3Edy Pollo Santos Hassegawa Moscoso4 RESUMO Análise dos impactos de projetos de incentivo a leitura: O caso do Clube da Leitura FIMCA JARU tem como objetivo analisar os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong> ANALYSIS OF THE IMPACTS OF READING INCENTIVE PROJECTS: THE CASE OF THE FIMCA JARU READING CLUB</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102501030917</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elen Fernanda Lucindo Alves<strong><sup>1</sup></strong><br>Joel Correa de Souza<sup><strong>2</strong></sup><br>Leticia Rodrigues Schmitz<sup><strong>3</strong></sup><br>Edy Pollo Santos Hassegawa Moscoso<sup><strong>4</strong></sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Análise dos impactos de projetos de incentivo a leitura: O caso do Clube da Leitura FIMCA JARU tem como objetivo analisar os impactos do Clube da Leitura FIMCA Jaru como projeto de incentivo à leitura, demonstrando os efeitos percebidos por seus membros. A metodologia é qualitativa exploratória, com estudo de caso. Aplicou-se uma pesquisa via google forms com 20 perguntas, na qual 21 integrantes responderam. Dentre os principais resultados estão que cerca de 71,40% consideram a leitura em grupo um fator crucial para o desenvolvimento de formação de um senso crítico; 85,70% acreditam que tiveram melhora na interpretação, raciocínio lógico e oratória; 61,90% acreditam que o clube desenvolve um papel de acolhimento e socialização; e 95,2% dos pesquisados afirmaram que vão continuar frequentando o clube. Portanto, tendo em vista os dados, a pesquisa demonstra para os pesquisados que o projeto afeta a vida dos leitores participantes. Evidencia-se a importância da atuação de projetos de incentivo à leitura que contribuem para a formação de um senso crítico, promovem o diálogo literário e auxiliam na construção de um repertório cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Projeto social. Clube de leitura. Incentivo a leitura.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Analysis of the impacts of reading incentive projects: The case of the FIMCA JARU Reading Club aims to analyze the impacts of the FIMCA Jaru Reading Club as a reading incentive project, demonstrating the effects perceived by its members. The methodology is exploratory, and in addition to a bibliographic review, a case study. A survey was carried out via Google Forms with 20 questions, in which 21 members responded. Among the main results are that around 71.40% consider reading in groups a crucial factor for the development of critical thinking; 85.70% believe that they improved in interpretation, logical reasoning and oratory; 61.90% believe that the club plays a welcoming and socializing role; and 95.2% of those surveyed stated that they will continue attending the club. Therefore, given the data, the research demonstrates to those surveyed that the project affects the lives of participating readers. The importance of carrying out projects to encourage reading is highlighted, which contribute to the formation of a critical sense, promote literary dialogue and help in the construction of a cultural repertoire.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Social project. Reading club. Encourage reading.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1.&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A prática da leitura é essencial para o desenvolvimento intelectual e crítico dos indivíduos, desempenhando um papel crucial na formação de cidadãos informados e engajados. No Brasil, o hábito da leitura enfrenta desafios significativos, evidenciados pela redução do número de leitores entre o ano de 2015 a 2019, causada por fatores como a falta de tempo e o desinteresse, conforme apontado pela pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo IPL &#8211; Instituto Pró-Livro (2021, p 44-68).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo estudo, indica que no período de 2015 a 2020 não ocorreu aumento do número de livros lidos, além de uma tendência de decréscimo na frequência de leitura de quase todos os formatos, sobretudo livros de literatura escolhidos por vontade própria e de livros didáticos indicados por escolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, como os projetos de incentivo à leitura, como o Clube da Leitura FIMCA Jaru, influenciam o desenvolvimento cognitivo, acadêmico e social dos seus membros, bem como a integração da comunidade externa, em um contexto de crescente desinteresse pela leitura no Brasil?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, o objetivo geral é analisar os impactos do Clube da Leitura FIMCA Jaru como projeto de incentivo à leitura, demonstrando os efeitos percebidos por seus membros. Para este alcance, estabeleceu-se os seguintes objetivos específicos: apresentar os efeitos do clube sobre o desenvolvimento cognitivo e acadêmico dos membros; Aferir a percepção dos membros sobre os impactos do clube na sociabilidade e acolhimento; Avaliar a participação da comunidade externa no clube.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explora-se a significância dos projetos de incentivo à leitura, evidenciando em específico os resultados alcançados pelo Clube da Leitura FIMCA Jaru. O projeto, implementado pela Biblioteca da Instituição de Ensino Superior FIMCA Jaru, visa não apenas aumentar o hábito de leitura entre seus membros, mas também criar um ambiente propício para a troca de experiências literárias e a construção de uma comunidade de leitores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância reside na contribuição que projetos como o Clube da Leitura FIMCA Jaru podem oferecer na formação de leitores críticos e engajados. Além disso, a análise da eficácia desses projetos pode fornecer esclarecimentos valiosos para a implementação de políticas educacionais e culturais mais eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa organiza-se em cinco tópicos. Para além da presente introdução, com a apresentação do tema, o segundo tópico trata do referencial teórico &#8211; discute a importância da leitura, contextualiza projetos de incentivo à leitura, caracteriza a instituição de ensino FIMCA Jaru, e detalha o funcionamento das atividades do Clube da Leitura FIMCA Jaru. A metodologia empregada na pesquisa é descrita no terceiro tópico. Os resultados e discussões são então apresentados, seguidos pelas considerações finais que fecham o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo deste estudo, buscou-se fornecer uma análise específica sobre os impactos de projetos de incentivo à leitura, destacando os benefícios concretos que tais iniciativas podem trazer para a comunidade acadêmica e a sociedade em geral.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.&nbsp; REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A Importância da leitura</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura é fundamental para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo, pois trata-se de um processo que não é natural &#8211; como falar, ouvir, ver &#8211; e sim uma habilidade criada para registrar algo, como escrever um livro. Com o passar dos anos o homem criou a habilidade de registrar o que percebia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais antigo e importante sistema de escrita conhecido surgiu na Suméria, região da Mesopotâmia, no segundo milênio a. C. A chamada “escrita cuneiforme” foi utilizada para fins de registro de patrimônio, contratos jurídicos, inscrições dirigidas a deuses e narrativas. Apesar de boa parte de seus escritos serem administrativos ou contábeis, foi em tabuletas sumerianas que a literatura se iniciou. Desde então, a escrita evoluiu cada vez mais e se tornando muito complexa. Com esta complexidade, surge a necessidade da leitura (Reis, 2019, p. 12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Paulo Freire (1994, p. 9) “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Linguagem e realidade se prendem dinamicamente”. Ou seja, a leitura está em consonância com a leitura do mundo, e as experiências de vida</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro <em>O cérebro no Mundo Digital, </em>a neurocientista Maryanne Wolf (2019, p.37) discorre sobre como funciona o cérebro humano no momento da leitura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sempre que designamos uma única letra que seja, estamos ativando redes inteiras de grupos neuronais específicos no córtex visual,que correspondem a redes inteiras de grupos de células baseados na linguagem, igualmente específicos, que correspondem a redes de grupos específicos de células articulatório-motoras – tudo com uma precisão de milissegundos. Multiplique esse quadro por centenas e centenas de vezes quando a tarefa for a de representar o que você leitor está fazendo enquanto lê esta carta com atenção e compreensão completa (ou mesmo incompleta) dos significados envolvidos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O cérebro tem a capacidade de adaptar suas funções naturais, circuitos da visão e linguagem, assim criando a habilidade de leitura, ele recicla e realoca redes neurais existentes que estão relacionadas cognitivamente, essa adaptação é um exemplo de plasticidade que permite aprender algo que não seja natural como ler (Dehaene, 2001, p. 147).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora ainda afirma que a falta de leitura ou a leitura vista sobre a tela de smartphone, ou computador ou qualquer meio digital, sem nenhuma profundidade no texto, pode influenciar negativamente as futuras gerações nas tomadas de decisões e na identificação da veracidade das informação, pois a leitura é algo cumulativa e leva muito tempo para se formar na mente humana, e quando profunda, leva o leitor a criar imagens, sentir emoções que nunca sentiria se não fosse pelo ato de ler. Os estudos de Wolf (2019, p. 95) acrescenta ainda tudo isso mais um fator,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista do cérebro leitor, o pensamento crítico representa a soma completa dos processos do método científico. Sintetiza o conteúdo do texto com nosso conhecimento de fundo, analogias, deduções, induções e inferências, e então usa essa síntese para avaliar as pressuposições, interpretações e conclusões subjacentes do autor. A formação cuidadosa do raciocínio crítico é a melhor maneira de vacinar a próxima geração contra a informação manipuladora e superficial, seja em textos ou telas.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que a leitura é peça fundamental para o desenvolvimento cognitivo do cérebro, e a alfabetização é um dos primeiros processos quando se trata da transmissão do ato de ler. Em seus estudos, as autoras Virgínio &amp; Santos (2023, p. 6) entendem que apesar de ser um estágio primordial nos primeiros anos de vida, não é incomum encontrar pessoas  alfabetizadas  que  não  compreendem  mensagens  simples  ou  operações  matemáticas. São os chamados “analfabetos funcionais”, incapazes de assimilar textos apesar de reconhecerem letras e números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o analfabetismo funcional é preocupante. De acordo com os dados da pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional &#8211; INAF (2018), 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais e apenas 12% são proficientes, isto é, elaboram textos mais complexos e opinam acerca do estilo do autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário supracitado é consequência de uma possível ausência de leitura e escrita de gêneros literários no geral. É cientificamente comprovado que a habilidade de ler e compreender textos aumenta a capacidade cognitiva de quem pratica. Segundo a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2024), a leitura favorece a melhora da escrita, expande o vocabulário, trabalha a criatividade e auxilia na formação do senso crítico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presenciar pessoas praticando a leitura, dialogando sobre livros, narrativas e autores habitualmente pode ser um bom exemplo. Ajuda na associação de que a constância do livro é tão imprescindível quanto um celular ou computador (Virgínia e Santos, 2023, p. 6).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Projetos de incentivo a leitura e seu contexto</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, há cerca de 100,1 milhões de leitores, representando 52% da população, conforme aponta a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do IPL &#8211; Instituto Pró-Livro (2021, p.149), que considera leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos 3 meses antes de sua realização. A pesquisa indica uma queda de aproximadamente 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os não-leitores, as principais razões são a falta de tempo e a falta de interesse pela leitura. Além disso, também revela que os leitores frequentemente utilizam seu tempo livre para assistir televisão, filmes ou vídeos em casa, ouvir música ou rádio, e usar a Internet, WhatsApp e redes sociais (Instituto Pró-Livro, 2021, p. 222).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o hábito da leitura desperte curiosidade é necessário alguns projetos de incentivos estejam presentes no cotidiano das pessoas, como leituras em família, bibliotecas itinerantes, feiras literárias ou de literaturas e até programas de leitura digital. O próprio governo, junto com o ministério da educação, criou o programa cantinho da</p>



<p class="wp-block-paragraph">leitura, com intuito de incentivar crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental (Brasil, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo é o Instituto Brasil Solidário, que visa desenvolver o letramento e o hábito da leitura entre alunos, professores e a comunidade escolar (Solidário, 2022). Suas atividades incluem formação de professores, doação e organização de bibliotecas, e oferta de recursos pedagógicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário das instituições de ensino, a biblioteca tem papel crucial na formação de leitores críticos e na disseminação de informação fidedigna. Martins (2017, p. 96) entende que professores e bibliotecários devem potencializar esse papel, organizando eventos e ações que fomentem o interesse pela leitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ser uma habilidade essencial, a leitura é um processo contínuo de desenvolvimento pessoal e intelectual. Nas palavras de Veroneze; Javarez; Nadal (2019, p. 315), leitor é quem lê com frequência e adquire experiência de textos e do mundo, modificando-se no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os projetos de leitura ganham ainda mais relevância, pois não apenas incentivam a prática da leitura, mas também promovem um crescimento contínuo e transformador. Esses projetos são fundamentais para criar ambientes onde o hábito de ler se torna parte integral da vida cotidiana, permitindo que os leitores se tornem pensadores críticos e cidadãos mais conscientes. Assim, é imperativo que tais iniciativas sejam apoiadas e desenvolvidas continuamente, contribuindo para a formação de uma sociedade mais culta e reflexiva.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Caracterização da instituição de ensino</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Faculdade de Educação de Jaru &#8211; FIMCA Jaru é uma instituição de ensino superior privada, pertencente ao grupo educacional Aparício de Carvalho. Está localizada na cidade de Jaru, Rondônia, e oferta cursos de graduação na modalidade bacharelado, licenciatura e tecnólogo, além dos cursos de pós-graduação. Foi implantada em 2017, dando continuidade aos serviços de educação prestados até então pela rede Unicentro, presente no município desde 2001 (FIMCA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tratando do subsídio ao ensino e a pesquisa bibliográfica, é relevante mencionar a biblioteca da instituição, que contribui consideravelmente para a formação curricular. A Biblioteca FIMCA, evidenciada na Figura 1, dispõe de um regulamento</p>



<p class="wp-block-paragraph">aprovado pela Resolução Normativa nº 001 da instituição, publicada em 2023, com normas e procedimentos para sua utilização, como também descreve a composição de seus recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 1 &#8211; Biblioteca FIMCA</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="704" height="394" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-59.png" alt="" class="wp-image-190727" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-59.png 704w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-59-300x168.png 300w" sizes="(max-width: 704px) 100vw, 704px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Site oficial FIMCA Jaru (2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Espaço da biblioteca com os títulos para consulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É organizada com seção de referência, sala de processamento técnico e coordenação, salas de estudo em grupo, salão de leitura, cabines de acesso à internet, seção de livros e seção de periódicos. Conta com um acervo físico composto por bibliografias básicas e complementares dos cursos ofertados pela instituição, que atualmente somam mais de 5 mil títulos e 18.980 mil exemplares disponíveis para consulta local e também para empréstimos (FIMCA Jaru, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biblioteca oferece acesso ao público em geral de segunda a sábado. Além dos estudantes, professores e funcionários da instituição, a comunidade local é bem-vinda para utilizar suas instalações físicas e consultar o acervo sem qualquer custo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O Clube da Leitura FIMCA Jaru</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os clubes de leitura se destacam como ambientes propícios à mediação de leitura, estimulando a curiosidade e criatividade dos participantes. Esses espaços promovem a interação e o diálogo, aproximando as pessoas e oferecendo novas perspectivas e significados (Veroneze, Javarez &amp; Nadal, 2019, p. 316).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociabilidade, fundamental neste modelo de projeto, é diretamente influenciada pelo engajamento dos seus membros, que são motivados a discutir e compartilhar suas</p>



<p class="wp-block-paragraph">experiências literárias. Ao falar sobre os livros lidos, os leitores não só aprofundam sua compreensão, mas também inspiram os outros a ler, criando um ciclo virtuoso de aprendizado e crescimento coletivo. Além disso, clubes de leitura possuem uma abordagem descontraída e acessível, promovendo experiências enriquecedoras em um ambiente informal,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os clubes de leitura ainda são uma alternativa para uma melhor apropriação da leitura pois, em geral, são constituídos por um número limitado de participantes e vão além da leitura literária realizada em espaços formalmente constituídos, tais como as escolas e universidades. A diferença começa pela disposição física, em formato circular, de modo que não haja figura em destaque e todos consigam olhar uns aos outros (Scaramussa e Dalvi, 2017, p. 269).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Juntos, biblioteca e clubes de leitura criam um ambiente de reflexão e formação, onde o hábito da leitura é cultivado e a compreensão crítica é aprofundada, transformando os leitores em indivíduos mais informados e esclarecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Clube da Leitura FIMCA Jaru, é um exemplo de projeto de incentivo à leitura da Biblioteca FIMCA Jaru, que conecta a instituição à sociedade. Tem como missão promover a leitura e proporcionar um espaço de diálogo literário, contribuindo para uma formação cultural e crítica da comunidade. É simbolizado por uma coruja segurando um livro com a logo da instituição de ensino, conforme Figura 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 &#8211; </strong>Símbolo do projeto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="337" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-61.png" alt="" class="wp-image-190729" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-61.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-61-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autoria do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Simbologia composta por uma coruja lendo um livro cuja capa é a logotipo da faculdade. Mais ao lado, há o nome que identifica o Clube da Leitura FIMCA Jaru.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia é participativa desde a escolha dos livros, realizada pelos próprios membros. Mensalmente são convidados a indicar livros que se enquadrem em temas pré-estabelecidos pela administração, geralmente relacionados à uma temática popularmente debatida no mês, como saúde mental em janeiro, literatura infantil em fevereiro, protagonismo feminino em março, desafios da maternidade em maio, etc. Após a escolha, os participantes têm em média 30 dias para ler o livro selecionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocorre então o encontro presencial, destinado à reflexão e argumentação do conteúdo adquirido. O diálogo é o centro do encontro. Sua disposição é formada por um círculo de conversa, como observado na Figura 3, o qual valoriza a escuta dos participantes e a construção coletiva do conhecimento. É realizada leitura de trechos, argumentação acerca da narrativa, do estilo do autor e da experiência de leitura. A contextualização do livro e a mediação da roda de conversa são conduzidas por duas administradoras, que garantem que todos possam participar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 3 &#8211; O círculo de conversa do projeto.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="701" height="393" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-62.png" alt="" class="wp-image-190730" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-62.png 701w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-62-300x168.png 300w" sizes="(max-width: 701px) 100vw, 701px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autoria do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Formato dos encontros realizados pelo Clube da Leitura</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os encontros são realizados no último sábado do mês, das 16h às 17h30, na biblioteca da FIMCA Jaru, ou em espaço pertinente. Abrange uma diversidade de público, que vai desde acadêmicos e funcionários da instituição, à comunidade da cidade de Jaru. A média de participação, apesar de variável, é de aproximadamente 12 pessoas. Durante a realização, propõe-se que os participantes compartilhem alimentos e façam desenhos relacionados ao livro, o que facilita a sociabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a presente data deste artigo, o clube já selecionou obras diversas e de relevância social e literária, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Coraline </em>de Neil Gaiman, 2002;</li>



<li><em>Dom Casmurro </em>de Machado de Assis, 1899;</li>



<li><em>O Pequeno Príncipe </em>de Antoine de Saint-Exupéry, 1943;</li>



<li><em>A Biblioteca da Meia-Noite </em>de Matt Haig, 2020;</li>



<li><em>O Meu Pé de Laranja Lima </em>de José Mauro de Vasconcelos, 1968;</li>



<li><em>Orgulho e Preconceito </em>de Jane Austen, 1813;</li>



<li><em>O Olho Mais Azul </em>de Toni Morrison, 1970;</li>



<li><em>Véspera </em>de Carla Madeira, 2021;</li>



<li><em>Vidas Secas </em>de Graciliano Ramos, 1938;</li>



<li><em>Ensaio Sobre a Cegueira </em>de José Saramago, 1995; e</li>



<li><em>Alice no País das Maravilhas </em>de Lewis Carroll, 1865.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além das rodas de conversa, o clube organiza sorteios, doações e trocas de livros durante os encontros, o que estimula ainda mais o hábito da leitura e a circulação de obras entre os participantes. Uma prática característica do projeto é a criação e distribuição de marcadores de página temáticos, conforme Figura 4, relacionados ao livro do mês, que são oferecidos aos participantes como lembrança e incentivo à continuidade da leitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 4 &#8211; Marca-páginas</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="352" height="404" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-63.png" alt="" class="wp-image-190731" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-63.png 352w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-63-261x300.png 261w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Autoria do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: Marca-página distribuído entre os participantes com o símbolo do Clube, além de frase e ilustração relacionados ao livro discutido nos encontros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a disseminação de informações e promoção dos encontros, o clube utiliza de cartazes, produções criativas e ferramentas de comunicação digital como um grupo no WhatsApp e um perfil no Instagram. Esses canais são utilizados para compartilhar detalhes sobre o livro do mês e seu respectivo autor, divulgação dos encontros e informações relevantes sobre o mundo da literatura, o que facilita a comunicação e a participação ativa dos membros.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Neste trabalho utiliza- se de uma abordagem quantitativa, com caráter exploratório e descritivo, cujos procedimentos técnicos foram aplicados mediante ao estudo de caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Diel (2004), a pesquisa quantitativa usa da quantificação, tanto na coleta quanto no tratamento das informações utilizando &#8211; se técnicas estatísticas, objetivando resultados que evitem possíveis distorções de análise e interpretação, possibilitando uma maior margem de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas das finalidades primordiais da pesquisa exploratória é proporcionar maiores informações sobre o assunto que se vai investigar, facilitar a delimitação do tema de pesquisa, orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir um novo tipo de enfoque sobre o assunto (Andrade, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento de dados se concentrou em descrever os impactos ocasionados nos membros do clube da leitura, similar ao que afirma (Vergara 2016 p. 74) “A pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas essas como pessoa, família, produto, empresa, órgão público, comunidade ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou não ser realizado no campo. Utiliza métodos diferenciados de coleta de dados. (Vergara, 2016 p. 77)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o intuito de obter fontes fidedignas, utilizou-se  como base científica artigos já publicados, livros da biblioteca física e virtual FIMCA Jaru, revisou-se materiais que discorrem sobre a importância da leitura e clubes de leitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posterior a revisão bibliográfica, realizou-se a pesquisa de campo que teve caráter quantitativo. Utilizou-se como ferramenta de pesquisa a escala de Likert, que segundo Gunther (2003) é utilizada na área de ciências sociais, especialmente em pesquisa de atitudes opiniões e avaliações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 6 &#8211; Escala de Likert</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="627" height="131" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-64.png" alt="" class="wp-image-190732" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-64.png 627w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-64-300x63.png 300w" sizes="(max-width: 627px) 100vw, 627px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Likert (1932).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: A imagem evidencia os cincos pontos da escala e suas pontuações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Appolinário (2007, p. 81), a escala de Likert pode ser definida como um “tipo de escala de atitude na qual o respondente indica seu grau de concordância ou discordância em relação a determinado objeto”. Para a pesquisa foram selecionados 26 membros como amostra, que participaram de no mínimo um encontro no período de outubro de 2023 a maio de 2024. Foi elaborado na plataforma Google forms e encaminhado o link via aplicativo whatsApp. Continha 20 perguntas obrigatórias, evidenciado no Anexo A, sendo 30% um questionário socioeconômico e 70% perguntas direcionadas ao objetivo da pesquisa. Teve duração de 05 dias e obteve 21 respostas, isto é, mais de 80,77% do público almejado foi alcançado.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.&nbsp; ANÁLISES E DISCUSSÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do questionário socioeconômico revelou que as mulheres compõem 76% dos membros. Também demonstra-se que participantes de 20 a 25 anos, representados por 57% dos respondentes, são predominantes. No entanto, o clube conta com membros de todas as faixas etárias, possibilitando a troca de saberes que enriquecem os encontros. Todos os membros são ex-alunos de escola pública, 38% possui o ensino superior completo e 38% possui o ensino superior incompleto, 9% tem apenas o ensino médio completo e 14% possui o ensino médio incompleto, 57% dos participantes são empregados, 28% estudante e 14% autônomo, 42% dos indivíduos possuem renda média de R$ 1.412,00 a R$ 2.824,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Forma-se assim o perfil dos membros do Clube da Leitura FIMCA Jaru: jovens em sua maioria de 20 a 25 anos, representado majoritariamente por mulheres, acadêmicos e formação e graduados, em sua maioria empregados, que buscam na leitura lazer, autoconhecimento, troca de experiências e aderência ao conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Gráfico 1, observa-se uma baixa adesão do corpo discente da FIMCA Jaru, o que é interessante, visto que o Clube é divulgado e se desenvolve dentro da própria instituição, ou seja, os acadêmicos deveriam ter mais acesso à ação comparado a comunidade externa. Entretanto, a alta participação de não acadêmicos fomenta a dialética e proporciona aos encontros trocas enriquecedoras, possibilitando conexões consideráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 1 &#8211; A participação do corpo discente da FIMCA Jaru.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="529" height="269" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-65.png" alt="" class="wp-image-190733" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-65.png 529w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-65-300x153.png 300w" sizes="(max-width: 529px) 100vw, 529px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 66,7% dos respondentes afirmaram e 33,3% negaram estudar na FIMCA Jaru.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos que a contribuição dos membros externos ocasionam nos encontros é evidente, pois ao serem questionados se a participação dos membros que não são acadêmicos da IES FIMCA Jaru enriquece as discussões e contribui para a disseminação de informações, 76% dos membros concordaram fortemente com o questionamento e 23% concordaram, visto no Gráfico 2. Oferecer oportunidades para que pessoas de diferentes classes sociais, visão de mundo e idade aquiesce a missão do clube, transformando-o em uma ferramenta de desenvolvimento social e cultural, que incentiva a prática da leitura combatendo o analfabetismo funcional e a desinformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 2 &#8211; A contribuição da participação da comunidade externa.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="738" height="307" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-66.png" alt="" class="wp-image-190734" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-66.png 738w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-66-300x125.png 300w" sizes="(max-width: 738px) 100vw, 738px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 76,2% dos respondentes concordaram fortemente e 23,8% apenas concordaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sobre a participação da comunidade externa, foi questionado se os indivíduos acreditam que o clube desenvolve um papel de acolhimento e socialização na comunidade. Dentre as respostas, observa-se no Gráfico 3 que 61,90% concordaram fortemente e 38,10% concordam, um índice que representa o papel fundamental que o projeto desempenha na vida dos membros. As pautas discutidas e a oportunidade de se envolver com uma rede de leitores engajados proporciona liberdade para expor os seus pensamentos, críticas e anseios, o qual agrega ao perfil dos integrantes e contribui na construção de relacionamentos interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 03 &#8211; O Clube da Leitura e acolhimento e socialização</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="718" height="307" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-67.png" alt="" class="wp-image-190735" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-67.png 718w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-67-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 718px) 100vw, 718px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 61,9% dos respondentes concordaram fortemente e 38,1% apenas concordaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Virgínio &amp; Santos (2023, p. 6) afirmam que a leitura é uma peça fundamental para o desenvolvimento cognitivo do cérebro. Tal afirmação é evidenciada nos membros do Clube da Leitura, pois, questionados se a interpretação, raciocínio lógico e oratória haviam melhorado, evidenciado no Gráfico 4, 33,3% concordam fortemente, 52,4% concordam e 14,3% foram indiferentes aos seus efeitos, sendo possível observar que mais da metade dos membros notaram os efeitos da leitura periódica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 4 &#8211; A melhora da oratória, interpretação e raciocínio lógico nos membros</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="296" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-68.png" alt="" class="wp-image-190736" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-68.png 695w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-68-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 695px) 100vw, 695px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 52,4% concordaram fortemente, 33,3% apenas concordaram e 14,3% foram indiferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo no sentido dos efeitos percebidos pelos membros, no Gráfico 5 questionou-se a melhora do nível do desempenho acadêmico após os participantes começarem a frequentar os encontros do projeto. Obteve-se como resposta que 52,40% dos respondentes não notaram evidências no nível de desenvolvimento acadêmico, enquanto 38,1% concordaram e 9,5% concordaram fortemente que o desenvolvimento acadêmico melhorou, após participar do clube.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 5 &#8211; A melhora do desenvolvimento acadêmico após frequentar o Clube.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="686" height="284" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-69.png" alt="" class="wp-image-190737" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-69.png 686w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-69-300x124.png 300w" sizes="(max-width: 686px) 100vw, 686px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 52,4% foram indiferentes, 38,1% concordaram e 9,5% concordaram fortemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas demonstram que os resultados ou benefícios não serão evidenciados por todos. De acordo com os estudos de Veroneze, Javarez &amp; Nadal (2019, p. 315), os efeitos da leitura seja ele benéfico ou indiferente depende da qualidade da leitura que o leitor está realizando, varia de acordo com a sua visão de mundo e com a experiências adquiridas até o momento, e modifica-se a cada leitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores ainda afirmam que clubes de leitura são ambientes propícios à mediação de leitura, estimulam a curiosidade e a criatividade dos participantes, além de promover a interação e o diálogo. Os integrantes do projeto consideram que o Clube da Leitura proporciona conhecimento, experiência e referências que contribuem para a formação de um repertório cultural : 81% concordaram fortemente e 19% concordaram com o questionamento, conforme gráfico 6, confirmando o estudo supracitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 6 &#8211; A contribuição do Clube para um repertório Cultural.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="283" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-70.png" alt="" class="wp-image-190738" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-70.png 662w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-70-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 662px) 100vw, 662px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 81% concordaram fortemente e 19% concordaram</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao questionar se os membros pretendem continuar frequentando o Clube, 95,2% afirmaram que pretendem continuar participando dos encontros e respectivamente do clube, evidenciado no Gráfico 7, reforçando que a missão do clube está sendo alcançada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gráfico 7 &#8211; Continuidade da frequência dos membros</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="518" height="259" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-71.png" alt="" class="wp-image-190739" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-71.png 518w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-71-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 518px) 100vw, 518px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Legenda: 95,2% concordaram e 4,8% não soube responder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio da análise dos dados coletados, conclui-se que o Clube da Leitura desempenha um papel satisfatório quanto à promoção do incentivo à leitura no meio acadêmico e social. Os integrantes demonstraram os impactos proporcionados pelo Clube da Leitura FIMCA Jaru, bem como o interesse em leituras futuras, apontando uma melhora na motivação para a leitura. O clube se consolidou como um espaço de vivência e acolhimento, onde todos possuem o seu lugar de fala garantido, promovendo uma cultura literária robusta e fomentando o desenvolvimento pessoal e social.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5.&nbsp; CONCLUSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do Clube da Leitura FIMCA Jaru revela sua importância como projeto de incentivo à leitura, demonstrando impactos notáveis no desenvolvimento cognitivo, acadêmico e social de seus membros. O estudo confirmou que a prática regular da leitura, mediada por atividades de um projeto, não apenas melhora a interpretação, o raciocínio lógico e a oratória, mas também fomenta a sociabilidade e o acolhimento entre os participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados mostram que a maioria dos membros do clube são jovens acadêmicos, majoritariamente mulheres, que buscam na leitura uma forma de lazer, autoconhecimento e troca de experiências. A participação em peso da comunidade externa indica a diversificação dos perfis dos participantes e enriquece as discussões literárias com diferentes perspectivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também observa-se que o projeto cumpre seu papel de sociabilidade ao proporcionar um ambiente de acolhimento e socialização. Os encontros permitem que os participantes expressem seus pensamentos, críticas e anseios, promovendo a construção de relacionamentos interpessoais sólidos e significativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de alguns membros não notarem uma melhora imediata no desempenho acadêmico, a maioria reconhece os benefícios da leitura periódica, como a formação de um senso crítico aprimorado e o desenvolvimento de habilidades cognitivas essenciais, acordando com os estudos de Wolf (2019, p.37) e de Pontifícia Universidade Católica do Rio grande do Sul (2021). A continuidade da participação no clube, desejada por 95,2% dos membros, reforça a eficácia e a relevância do projeto na promoção da leitura e do desenvolvimento pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Clube da Leitura FIMCA Jaru exemplifica como bibliotecas e clubes de leitura podem atuar conjuntamente para criar ambientes de reflexão e formação crítica. Projetos como este são essenciais para combater o analfabetismo funcional e a desinformação, oferecendo oportunidades para que pessoas de diferentes classes sociais e idades se engajem em práticas literárias enriquecedoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível concluir que esta pesquisa responde aos objetivos definidos. Os efeitos do Clube da Leitura FIMCA Jaru acerca do desenvolvimento cognitivo e acadêmico foi percebido pelos estudantes, a percepção dos membros no que se refere aos impactos de acolhimento e sociabilidade foram positivos, assim como a participação do público externo é bem recebida e incentivada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para futuros trabalhos, sugere-se ampliar a pesquisa para incluir outros clubes de leitura, a fim de obter uma visão mais abrangente sobre as diversas dinâmicas e impactos desses projetos. Também seria valioso incorporar perguntas que investiguem o impacto dos clubes de leitura no combate ao analfabetismo funcional, uma vez que essa questão ainda representa um desafio para o desenvolvimento educacional no Brasil. A inclusão dessas variáveis poderá fornecer uma análise mais específica sobre a eficácia dos clubes de leitura na promoção da literacia crítica e na mitigação das barreiras educacionais existentes.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO.<strong>INCENTIVO À LEITURA</strong>: [<em>S. l</em>]: INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO, 2022. Disponível em: Incentivo à Leitura | Instituto Brasil Solidário (IBS) (brasilsolidario.org.br). Acesso em: 18 mai. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL.Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.<strong>Compromisso Nacional Criança Alfabetizada</strong>: Programa Cantinho da Leitura. [<em>S. l</em>.]: Ministério da educação, 12 de junho de 2023. Disponível em: Programa Cantinho da Leitura — Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (www.gov.br). Acesso em: 19 mai. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIMCA JARU. <strong>Biblioteca</strong>. 2016. Disponível em: https://jaru.fimca.com.br/biblioteca/. Acesso em 14 abril 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIMCA. <strong>FIMCA Unicentro o Começo de Uma Nova História Para Jaru</strong>. 2016. Disponível em:</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://www.fimca.com.br/fimca-unicentro-o-comeco-de-uma-nova-historia-para-jaru. Acesso em 14 abril 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREIRE, Paulo. <strong>A Importância do Ato de Ler</strong>: em três artigos que se completam. ed 29. São Paulo: Cortez, 1994. Disponível em: A importância do ato de ler.pdf &#8211; Google Drive.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gonçalves Monte, Lucas. <strong>Escala Likert Difusa</strong>: Um estudo sobre diferentes abordagens. Universidade Federal do Ceará. Disponível em Repositório Institucional UFC. Acesso em 13 abril 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">INAF. <strong>Alfabetismo no Brasil</strong>. 2018.Disponível em: https://alfabetismofuncional.org.br/alfabetismo-no-brasil/. Acesso em: 02 maio 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">INSTITUTO PRÓ-LIVRO. <strong>Retratos da Leitura no Brasil</strong>. 5 ed. São Paulo: Sextante, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Luziane Graciano. Bibliotecário como mediador de aprendizagem: uma proposta a partir do uso das TICs. <strong>Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação</strong>, v. 31, n. 2, p. 73-98, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL. <strong>Hábito de leitura</strong> <strong>estimula o cérebro e promove benefícios para a saúde mental</strong>. 2024. Disponível em: https://portal.pucrs.br/blog/habito-de-leitura/#:~:text=%E2%80%9CA%20leitura%20favore ce%20a%20melhora,que%20as%20habilidades%20sejam%20desenvolvidas. Acesso em: 05 maio 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REIS, Caroline Kirsten. <strong>História da escrita: </strong>uma contextualização necessária para o processo de alfabetização. TCC Licenciatura em Pedagogia &#8211; Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia. Uberlândia, p. 58. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 001/FIMCA UNICENTRO/BIB-00</strong>. Regulamento com as Normas e Procedimento Para Utilização dos Serviços e Produtos Oferecidos Pela Biblioteca &#8211; FIMCA UNICENTRO. 18 de agosto de 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SCARAMUSSA, Taiga Bertolani; DALVI, Maria Amélia. O Projeto “Leia Mulheres” como Espaço de Fortalecimento da Leitura Literária. <strong>XV CONGRESSO INTERNACIONAL</strong> <strong>ABRALIC</strong>, 2017, Rio de Janeiro. Disponível em: https://www.abralic.org.br/anais/arquivos/2017_1522166065.pdf. Acesso em 02 maio 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERONEZE, Caroline Candido; JAVAREZ, Jeanine Geraldo; NADAL, Lisandra Maria Kovaliczn. Clubes de Leitura em Movimento: Integração nas bibliotecas do IFPR. <strong>Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação</strong>, Curitiba: Febab, v. 15, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIRGÍNIO, Ana Vitória Pereira; SANTOS, Juliana Maria Cavalcante dos. Gêneros Literários e o Uso da Leitura no Combate ao Analfabetismo Funcional. <strong>Revista Científica Semana Acadêmica</strong>, Fortaleza: Unieducar Inteligência Educacional, v. 11, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WOLF, Maryanne. O cérebro: no mundo digital. <strong>Editora Contexto (Editora Pinsky Ltda.)</strong> São Paulo : Contexto, 2018. Disponível em: O cérebro no mundo digital &#8211; Google Books Raupp, Fabiano Maury, and Ilse Maria Beuren. &#8220;Metodologia da pesquisa aplicável àsciências.&#8221; <em>Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. São Paulo: Atlas </em>(2006): 76-9.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vergara</strong>, <strong>Sylvia Constant</strong>, “ Projetos e relatórios de pesquisa em administração” São Paulo: Atlas, 2016.Disponível em sala de aula virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>WL Bermudes </strong>“Tipos de escalas utilizadas em pesquisas e suas aplicações” editora essentia 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dalfovo, Michael Samir, Lana, Rogerio Adilson, Silveira, Amelia. “Métodos quantitativos e qualitativos: um resgate teórico.” Revista interdisciplinar Cientifica aplicada Blumenau 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ANEXO A &#8211; Modelo do questionário da pesquisa</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="729" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-72.png" alt="" class="wp-image-190740" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-72.png 521w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-72-214x300.png 214w" sizes="(max-width: 521px) 100vw, 521px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="471" height="724" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-73.png" alt="" class="wp-image-190741" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-73.png 471w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-73-195x300.png 195w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="471" height="807" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-74.png" alt="" class="wp-image-190742" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-74.png 471w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-74-175x300.png 175w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1 </strong>Graduando / Ciências Contábeis/ FIMCA Jaru/ elenfernandalucindoalves@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2 </strong>Graduando / Ciências Contábeis/ FIMCA Jaru/ joelcorreadesouza@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>3 </strong>Graduando / Ciências Contábeis/ FIMCA Jaru/ leticia.schmitz01@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>4 </strong>Mestre / Ciências Contábeis/ FIMCA Jaru/ prof.edymoscoso@unicentroro.edu.br</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENSINO DE CONTABILIDADE E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: UMA ANÁLISE CURRICULAR DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/ensino-de-contabilidade-e-tecnologia-da-informacao-uma-analise-curricular-das-universidades-federais-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Dec 2024 14:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 141/DEZ 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=190254</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102412291134   Dilo Sergio De Carvalho Vianna1Breno Perrotta Tombasco De Medeiros2Diego Dos Santos Reimol3 RESUMO Órgãos internacionais, preocupados com a harmonização da contabilidade pelo mundo, levaram a UNCTAD, órgão da ONU, junto ao ISAR, a criarem uma proposta de Currículo Mundial (CM) com o intuito de padronizarem o ensino contábil pelo planeta. Entre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102412291134</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">  Dilo Sergio De Carvalho Vianna<strong>1</strong><br>Breno Perrotta Tombasco De Medeiros<strong>2</strong><br>Diego Dos Santos Reimol<strong>3</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Órgãos internacionais, preocupados com a harmonização da contabilidade pelo mundo, levaram a UNCTAD, órgão da ONU, junto ao ISAR, a criarem uma proposta de Currículo Mundial (CM) com o intuito de padronizarem o ensino contábil pelo planeta. Entre os blocos presentes no CM, está o ensino da Tecnologia da Informação (TI). O objetivo deste trabalho é analisar a &nbsp;grade curricular existente nas graduações presenciais em ciências contábeis das universidades públicas do Brasil, comparando com a grade proposta pela ONU/UNCTAD/ISAR, para averiguar quantas disciplinas relacionadas a TI são ofertadas. A divisão dos blocos foi a mesma utilizada por Sakata e Riccio (2004). As bases de dados coletadas para a análise foram as grades curriculares presentes nos sites das próprias universidades. O recolhimento dos dados foi realizado ao longo do mês de maio de 2021. Os resultados foram analisados e apresentados com base nas estatísticas descritivas, sendo os dados divididos por blocos de conhecimento, região do país e universidades. Os resultados demonstraram que apenas 3% da grade dos cursos de ciências contábeis oferta a disciplinas de TI. A Região Sul foi a região que mais apresentou disciplinas de TI. A UFSM foi, dentro de todas as universidades analisada, a universidade com maior número de disciplinas de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ciências Contábeis, Tecnologia da Informação, Universidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que há um processo de desenvolvimento tecnológico cada vez mais intensificado, empresas de todos os países vêm investindo muito na modernização dos seus processos e profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na contabilidade, (Souza, 2014, p. 8) indica que a sociedade precisa de um “novo profissional contábil, na vanguarda da tecnologia, focado no negócio da empresa, participando da gestão e provendo informações úteis para a tomada de decisão”. Sendo assim, o profissional contábil precisa estar alinhado com o que há de mais moderno em termos tecnológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, as instituições de ensino também precisam se atualizar quanto a grade de ensino. Afirma-se que “preparar esse Contador é tarefa que certamente recai sobre as instituições de ensino (Souza, 2014, p. 8). Essas instituições precisam adaptar seu currículo para uma realidade diferente daquela que existia quando os programas de contabilidade, do Brasil, foram criados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Currículo Mundial (CM) proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR. O CM divide a grade curricular das universidades em quatro grandes blocos, sendo um desses blocos “Tecnologia da Informação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O modelo foi desenvolvido para a comunidade internacional com a intenção de promover uma harmonização global dos requerimentos de qualificação profissional. Tal harmonização serviria para aproximar as lacunas nos sistemas de ensino nacionais, cortar os custos de mútuos acordos de reconhecimento e aumentar os serviços de contabilidade entre países”. (UNCTAD, 2011, p. 2, tradução nossa)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos produzidos (Sakata &amp; Riccio, 2004; Czesnat, Cunha &amp; Domingues, 2009; Zonatto, Dani &amp; Domingues, 2011; Pereira, 2018) contribuíram para o enriquecimento de base científica relacionada ao tema, destacando a harmonização dos cursos de diversas regiões do Brasil com o CM. Internacionalmente, (Edirisinghe &amp; Arachchilage, 2019) contribuíram, fazendo uma comparação das universidades da Australia e de Sri Lanka. Analisou-se os currículos de programas de pós-graduação das instituições de ensino superior brasileiras ( Moraes, Furtado &amp; Gomes, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, os estudos demonstram uma análise geral da harmonização das grades dos cursos de ciências contábeis com o CM. Dos trabalhos citados acima, apenas um estudo (Pereira, 2018) fala especificamente sobre a similaridade de TI com o CM, o que denota uma lacuna a ser explorada no ensino em contabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a presente investigação científica tem o intuito de responder a seguinte questão: <strong>Em que medida os currículos dos cursos de Ciências Contábeis das universidades públicas brasileiras estão alinhados com as diretrizes do Currículo Mundial (CM) proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR, especificamente no que diz respeito à inclusão de disciplinas relacionadas à Tecnologia da Informação (TI), e quais são as implicações desse alinhamento (ou falta dele) para a formação dos futuros profissionais contábeis?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, o objetivo deste trabalho é analisar a estrutura curricular existente nas graduações presenciais em ciências contábeis das universidades públicas do Brasil, comparando com a grade proposta pela ONU/UNCTAD/ISAR, no sentido de verificar quantas disciplinas relacionadas a TI são ofertadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados da pesquisa foram coletados nos sites das universidades em 2021. Foram analisadas mil trezentos e oitenta e duas disciplinas de dezoito universidades públicas do Brasil. O presente trabalho dividiu essas disciplinas em grupos, sendo que trinta e sete delas foram relacionadas com o grupo de Tecnologia da Informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justifica-se a presente pesquisa, devido a relevância da tecnologia na contabilidade. Em um mundo cada vez mais conectado, para ter a circulação econômica que se tem, se torna necessário uma contabilidade cada vez mais modernizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho pretende corroborar a análise da presença de TI nos currículos. Além disso, a pesquisa pode contribuir no processo de formação profissional em contabilidade, que deve ir além das técnicas tradicionais e incluir o uso de softwares contábeis, análise de dados e outras tecnologias emergentes, como inteligência artificial e blockchain. Isso ajudaria os futuros contadores a se adaptarem ao ambiente de negócios digital (Souza, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Já para as discussões acadêmicas, o presente trabalho contribui para preencher a lacuna dos trabalhos acerca do ensino de TI nos cursos de ciências contábeis no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, a divisão estrutural é composta pela seguinte forma: este capítulo inicial é a introdução; o segundo capítulo apresenta a revisão de textos acadêmicos e não acadêmicos, buscando demonstrar a evolução da informação contábil, a necessidade do uso de TI e o conhecimento teórico de trabalhos anteriores sobre o assunto; o terceiro capítulo apresenta a metodologia, como o trabalho foi estruturado e como foi realizado; o quarto capítulo apresenta os resultados com relação à análise dos dados; e, por último, são apresentadas as considerações no quinto capítulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 REVISÃO DA LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 A Evolução da Contabilidade na Era da Globalização e da Tecnologia da Informação: Desafios e Demandas para o Profissional Contábil Moderno</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Defende-se que, com o passar do tempo, as diferentes contabilidades passaram a ser muito custosas (Martins &amp; Lisboa, 2005). De acordo com os autores, esse custo se deve a diferentes formas de tratamento da informação contábil, as quais começaram a atravancar os grandes movimentos migratórios de capital, surgentes da globalização, com grandes investimentos na forma de empréstimos ou de inversões de capital de um país para o outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, temos a necessidade de harmonização das normas contábeis e seu primeiro passo para uma multinacionalização da contabilidade. No campo das informações, se fazia necessário uma maior agilidade dos dados contábeis. Afirma-se que “no cenário mundial atual a contabilidade tem primordial função no que tange ao fornecimento de informações para um processo decisório em nível de diretorias (Cardoso, 2012, p. 10). Razão esta pela qual o contador deve manter-se ágil e eficiente na prestação dos serviços”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a unificação da contabilidade e a necessidade de informação rápida, é evidente que um novo fator precisaria entrar em jogo: a tecnologia. Afirma-se que “observando o ritmo das informações e a tendência mundial, é impossível não se surpreender com os rápidos avanços tecnológicos que vêm ocorrendo a cada dia” (Breda,&nbsp; 2019, p. 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, é possível identificar o mundo dos negócios cada vez mais conectado. A Tecnologia da Informação (TI) passa a ser fundamental, tanto em nível estratégico como operacional. (Osório et al.; 2005, p. 3) afirmam que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Planejar, realizar e administrar tais mudanças estratégicas seria impossível sem o uso adequado de recursos da TI, tais como: Intranet, Internet e outros recursos mais de computação e telecomunicações, que são o sistema nervoso central das companhias globalizadas de hoje.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade, com o relevante número de dados necessários para serem analisados, e com a considerável necessidade de se economizar tempo, se torna inviável a não utilização de tecnologia pelo profissional. Segundo artigo publicado (EY, 2016), “no atual mundo em rápida evolução de relatórios corporativos, a velocidade de reação é tudo. Espera-se que as equipes de relatórios forneçam – com velocidade – uma visão prospectiva, orientada por dados, da mais alta qualidade e precisão”. Também aponta-se que (Oliveira &amp; Vasconcelos, 2005, p. 67):</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com o advento da informática, a contabilidade das grandes empresas tomou um direcionamento diferente da contabilidade de décadas atrás. O contador, agora, tem a responsabilidade e o compromisso de fazer com que sua profissão seja vista pela sociedade e pelos grandes empresários de forma diferenciada. Além da mudança cultural, a contabilidade necessitava de uma mudança nos meios como era executada: precisava, cada vez mais, operacionalizar as suas atividades e, para isso, o contador precisava estar atualizado com as ferramentas tecnológicas existentes no mercado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, pode-se dizer que os primeiros passos já foram dados com a utilização dos Enterprise Resource Planning (ERP) e dos Sistemas públicos de Escrituração Digital (SPED). Afirma-se que (Cardoso, 2012, p. 12):</p>



<p class="wp-block-paragraph">“antes do ERP nas empresas os sistemas eram independentes, ou seja, as informações não eram passadas prontamente de um para o outro, causando muitas vezes retrabalho. Com a implantação de um Sistema Integrado de Gestão, houve um novo impacto na cultura organizacional”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, (Breda, 2019) afirma-se que o profissional contábil também já pode começar a usufruir de outros benefícios tecnológicos, tais como a utilização de softwares de gestão contábil que podem otimizar processos e facilitar tarefas rotineiras, dando tempo para que o profissional possa se dedicar a maximização dos resultados da gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, pode-se concluir que o profissional contábil precisa ter conhecimentos de TI. A quarta Revolução Industrial (Breda, 2019) veio para auxiliar o profissional contábil. No entanto, para que esse processo tenha êxito, é necessário que as relações entre a profissão e a academia sejam estreitadas. Só assim será possível atravessar esse caminho de intensas mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 </strong><strong>Estudos Anteriores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na linha de estudos que visam comparar a grade das universidades brasileiras com a grade proposta pela ONU/UNCTAD/ISAR, (Sakata &amp; Riccio, 2004) fizeram um trabalho buscando comparar as grades curriculares dos cursos de graduação das universidades brasileiras e portuguesas com o currículo mundial da ONU/UNCTAD/ISAR. O trabalho contou com uma amostra de vinte e cinco universidades do Brasil e de vinte e cinco universidades de Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado da pesquisa (Sakata &amp; Riccio, 2004) demonstrou que as disciplinas relacionadas à “Tecnologia da Informação” são pouco ofertadas. A maioria das grades oferece uma ou duas disciplinas relacionadas à TI. A porcentagem de disciplinas de TI é de 3% nas universidades do Brasil, enquanto as universidades de Portugal apresentam 5% da sua grade com disciplinas de TI. A divisão dos blocos elaborada por Sakata e Riccio (2004) serviu como base para o presente estudo, pois foi utilizado a mesma divisão de blocos de conhecimento, que é demonstrado no quadro 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, buscaram fazer uma análise comparativa entre os currículos dos cursos de Ciências Contábeis das universidades do estado de Santa Catarina listadas pelo MEC e o currículo mundial proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR (Czesnat, Cunha &amp; Domingues, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No trabalho realizado (Czesnat, Cunha &amp; Domingues, 2009), foram comparadas as disciplinas que compõem os currículos das universidades pesquisadas com as disciplinas sugeridas pelo currículo mundial da ONU/UNCTAD/ISAR. Foram consideras apenas as disciplinas obrigatórias na análise do trabalho. A amostra foi composta pelos cursos de ciências contábeis de doze universidades do estado de Santa Catarina, sendo elas: UDESC, UNOCHAPECÓ, UNIVILLE, UNC, UNESC, UNOESC, UNIPLAC, UNISUL, UNIVALI, UFSC, UNIDAVI e FURB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho (Czesnat, Cunha &amp; Domingues, 2009) constatou que o bloco de “tecnologia da informação” foi a que obteve menor similaridade com o currículo mundial. Apenas 4,65% dos currículos das universidades obtiveram similaridade com o currículo mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, fizeram uma análise comparativa entre o currículo mundial proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR e os currículos dos cursos de graduação presenciais em ciências contábeis das instituições de ensino superior do estado do Rio Grande do Sul listadas pelo MEC (Zonatto, Dani &amp; Domingues, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra do trabalho supracitado (Zonatto, Dani &amp; Domingues, 2011) conteve quarenta e sete das cinquenta e uma instituições de ensino da região, apresentando, de forma geral, uma similaridade de 91,73% da grade em relação ao currículo mundial. Todavia, o bloco de conhecimento de tecnologia de informação foi o bloco com menor aderência ao currículo proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR, com apenas 0,67% de similaridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira (2018) buscou investigar o grau de similaridade dos conteúdos sobre tecnologia da informação e sistema de informação (TI/SI) das grades curriculares dos cursos presenciais de graduação em Ciências Contábeis das instituições de ensino públicas e privadas do município do Rio de Janeiro com os tópicos de TI/SI listados no currículo mundial proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do autor conteve sete universidades, sendo elas: UNIESP, FCCAE, FGS, FAMA, MACKENZIE RIO, UERJ e UFRJ. Como resultado, as universidades demonstraram 19,64% de similaridade entre as grades curriculares e a grade do currículo mundial. (Pereira, 2018, p.79) afirma que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A baixa similaridade entre as grades curriculares e o Currículo Modelo da ONU/UNCTAD/ISAR evidência, com os resultados encontrados, poucos aspectos de harmonização no ensino de disciplinas de TI/SI. Os currículos das IES podem não estar conferindo ênfase suficiente à tecnologia e a sistemas de informação, o que pode provocar prejuízos à qualificação dos profissionais de contabilidade, que terão que buscar se adequar aos requisitos de conhecimentos em TI/SI por conta própria, caso as IES não busquem acompanhar os avanços tecnológicos que tiveram um impacto indiscutivelmente grande na atuação dos contadores”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito internacional, (Edirisinghe &amp; Arachchilage, 2019) fazem um trabalho comparativo sobre o estudo de contabilidade e finanças nos programas de bacharel na Australia e em Sri Lanka.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No trabalho realizado pelos autores, seis universidades da Sri Lanka e doze universidades da Australia foram consideradas como amostra para o estudo. Os currículos foram escolhidos de forma randômica, usando como base o ranking da Webometrics. As informações das universidades, como estrutura e currículo, foram obtidas pelos sites das respectivas universidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste trabalho, para fazer a comparação entre as graduações de contabilidade dos dois países, foi considerado o modelo da UNCTAD de 2011. Sobre o bloco de TI, o estudo demonstra que o peso dado pelas universidades da Sri Lanka é de 7,5%. Esse número é maior do que o peso dado pelas universidades da Austrália (2,3%). Os autores afirmam que essa diferença se dá “porque o baixo nível de conhecimento de informática pelos universitários obriga a incluir mais unidades de curso de TI no currículo”. (Edirisinghe &amp; Arachchilag, 2019, p. 77, tradução nossa)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere a pós-graduação, o objetivo da pesquisa (Moraes, Furtado &amp; Gomes, 2023) foi descrever como a TI/SI vem sendo integrada nos currículos dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis stricto sensu a nível de mestrado e doutorado acadêmico das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras. Por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, foi operacionalizada uma análise das matrizes curriculares dos programas de pós-graduação contidos na amostra do trabalho. Os resultados indicaram que dos programas analisados, 44,44% não integram disciplinas de TI/SI em seus currículos e 55,56% integram.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3</strong> <strong>PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa possui caráter descritivo. O objetivo é analisar a estrutura curricular existente nas graduações presenciais em ciências contábeis das universidades públicas do Brasil, comparando com a grade proposta pela ONU/UNCTAD/ISAR, para averiguar quantas disciplinas relacionadas a TI são ofertadas. Ademais, “as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis” (Gil, 2002, p. 42).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o tema será abordado de forma quantitativa, buscando coletar a maior amostra de dados possíveis para análise das variáveis. Indica-se que “a pesquisa quantitativa é aquela que se caracteriza pelo emprego de instrumentos estatísticos, tanto na coleta como no tratamento dos dados, e que tem como finalidade medir relações entre as variáveis” (Zanella, 2013, p. 35)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados serão tratados utilizando estatística descritiva para a apresentação dos dados). Ademais, “o objetivo da estatística descritiva é resumir as principais características de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos e resumos numéricos (Guimarães, 2007, p. 12). Descrever os dados pode ser comparado a tirar uma fotografia da realidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação aos procedimentos técnicos utilizados, o trabalho se caracteriza por ser de caráter bibliográfico, pois foi realizado através do levantamento de trabalhos anteriores sobre o assunto. Além disso, “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos” (Gil, 2002, p. 44). O trabalho também se caracteriza pela pesquisa documental, pois foram analisadas as grades curriculares das universidades. (Gil, 2002, p. 45) conceitua que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A pesquisa documental assemelha-se muito à pesquisa bibliográfica. A diferença essencial entre ambas está na natureza das fontes. Enquanto a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que não recebem ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O critério para seleção das universidades presentes neste estudo tem como base o “Ranking Universitário Folha &#8211; RUF” de 2020, que classificou as melhores instituições de ensino superior com base em critérios como: “Avaliação do mercado”, “Qualidade de ensino”; “Doutorado/Mestrado”, “Nota dos concluintes”, “Professores com dedicação integral e parcial” “Avaliação dos docentes”. Foi selecionada uma amostra contendo as dezoito instituições mais bem colocadas no referido ranking, em relação as vinte e sete primeiras universidades públicas colocadas no ranking.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a análise dos dados, dividiu-se a grade das universidades entre os subgrupos que são utilizados pelo currículo mundial da ONU/UNCTAD/ISAR. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) afirma que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo do Intergovernmental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting (ISAR) é fortalecer a profissão contábil pelo mundo, a fim de criar um profissional capaz de oferecer os seus serviços além das fronteiras. Para atingir esse objetivo, a UNCTAD tem empreendido o exercício de designar um padrão ou diretriz para a qualificação do profissional de contabilidade, que poderia estabelecer um ponto de referência para as qualificações nacionais e ajudar os titulares de tais qualificações a funcionarem em uma economia global. (UNCTAD, 1999, p. 3, tradução nossa)”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, este trabalho utiliza a estrutura de quatro blocos de conhecimentos da ONU/UNCTAD/ISAR, que foram definidos e adaptados por Sakata e Riccio (2004) da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro</strong><strong> </strong><strong>1:</strong><strong> Blocos de conhecimento definidos pelo ONU/UNCTAD/ISAR</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Conhecimentos administrativos e organizacionais</td><td>1.1 Economia. <br>1.2 Métodos quantitativos e estatística para administração.<br>1.3 Políticas gerais administrativas, estruturas básicas organizacionais.<br> 1.4 Funções e práticas gerenciais, comportamento.</td></tr><tr><td>Tecnologia de Informação</td><td>2.1 Tecnologia de Informação. <br>2.1.2 Tecnologia de informação (TI) conceitos para sistemas administrativos. 2.1.2 Controle interno – Sistemas informatizados <br>de gestão. <br>2.1.3 Desenvolvimento de padrões e práticas para a administração de sistemas.<br>2.1.4 Gestão, implementação e uso de TI.</td></tr><tr><td>Conhecimento de contabilidade e assuntos &nbsp;afins</td><td>Contabilidade básica e preparação de relatórios financeiros, a profissão contábil padrões contábeis internacionais.Práticas contábeis e financeiras avançadas.Princípios de relatórios financeiros avançados.Contabilidade Gerencial.Contabilidade gerencial – informação para planejamento, tomada de decisão e controle.Tributação.</td></tr><tr><td>Conhecimentos gerais</td><td>História e religião.Comportamento humano/ Psicologia.Economia local.Metodologia de pesquisa.Artes e Literatura.Ética.Filosofia.Comunicação oral.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Sakata e Riccio (2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bloco 4 &#8211; Conhecimentos Gerais &#8211; foi adaptado por eles a partir do texto original apresentado pelo documento a fim de formar categorias de conhecimento que possibilitassem a comparação e análise (Sakata &amp; Riccio, 2004). Os demais blocos estão de acordo com o documento da ONU/UNCTAD/ISAR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho utilizou o quadro 1 para definir como as disciplinas presentes nas grades das universidades seriam divididas. Foram empregados critérios de similaridade e proximidade com o quadro 1 para analisar onde cada disciplina se encaixaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta dos dados das disciplinas foi realizada pelos sites oficiais das universidades. Através do acesso aos sites eletrônicos, foi possível levantar as informações relativas à grade curricular, tais como: disciplinas, período, tipo (obrigatória ou eletiva) e suas ementas. Para o presente trabalho, foi utilizado como base as grades curriculares mais recentes que havia nos sites. O recolhimento dos dados foi realizado ao longo do mês de maio de 2021. O quadro 2 apresenta as dezoito universidades pesquisadas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2 – Amostra das universidades</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>01)</td><td>UFMG &#8211; Universidade Federal de Minas Gerais</td></tr><tr><td>02)</td><td>UFRJ &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro</td></tr><tr><td>03)</td><td>UFRGS &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Sul</td></tr><tr><td>04)</td><td>UFPR &#8211; Universidade Federal do Paraná</td></tr><tr><td>05)</td><td>UNB &#8211; Universidade de Brasília</td></tr><tr><td>06)</td><td>USP &#8211; Universidade São Paulo</td></tr><tr><td>07)</td><td>UFSC &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina</td></tr><tr><td>08)</td><td>UFPE &#8211; Universidade Federal de Pernambuco</td></tr><tr><td>09)</td><td>UFF &#8211; Universidade Federal Fluminense</td></tr><tr><td>10)</td><td>UFBA &#8211; Universidade Federal da Bahia</td></tr><tr><td>11)</td><td>UFG &#8211; Universidade Federal de Goiás</td></tr><tr><td>12)</td><td>UEM &#8211; Universidade Estadual de Maringá</td></tr><tr><td>13)</td><td>UFPA &#8211; Universidade Federal do Pará</td></tr><tr><td>14)</td><td>UFU &#8211; Universidade Federal de Uberlândia</td></tr><tr><td>15)</td><td>UFSM &#8211; Universidade Federal de Santa Maria</td></tr><tr><td>16)</td><td>UFPB &#8211; Universidade Federal da Paraíba</td></tr><tr><td>17)</td><td>UERJ &#8211; Universidade Estadual do Rio de Janeiro</td></tr><tr><td>18)</td><td>UFAM &#8211; Universidade Federal Do Amazonas</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa serão apresentados a seguir, após análise das grades das universidades, como forma de compreender como os cursos de Ciências Contábeis estão em relação ao ensino das disciplinas de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As variáveis são medidas de forma binária, onde cada subgrupo recebe a pontuação 1 para cada disciplina que tiver relação com o bloco. Para os demais subgrupos que não apresentam relação com a disciplina, recebem a pontuação 0.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 3 apresenta o número de universidades por região analisadas neste trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3: Número de universidades por Região</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>REGIÃO</strong></td><td><strong>NÚMERO</strong><strong> </strong><strong>DE UNIVERSIDADES POR REGIÃO</strong></td></tr><tr><td>SUDESTE</td><td>6</td></tr><tr><td>SUL</td><td>5</td></tr><tr><td>NORDESTE</td><td>3</td></tr><tr><td>CENTRO-OESTE</td><td>2</td></tr><tr><td>NORTE</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>TOTAL</strong></td><td><strong>18</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verifica-se no quadro 3 que, ao longo do trabalho, foram analisados dezoito cursos de ciências contábeis. Na tabela 1, pode-se identificar a divisão por regiões do Brasil. A lista demonstra que a amostra do presente trabalho é composta por duas universidades da Região Centro-Oeste, duas universidades do Norte, três universidades do Nordeste, cinco universidades do Sul e seis universidades do Sudeste do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 4 apresenta o número de disciplinas de TI por Região analisadas neste trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 4: Número de disciplinas de TI por Região</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>REGIÃO</strong></td><td><strong>OBRIGAT.</strong><strong></strong></td><td><strong>OPTATIVAS</strong><strong></strong></td><td><strong>TOTAL</strong><strong></strong></td><td><strong>Disciplinas Obrigatórias/ Número</strong> <strong>Universidades</strong></td><td><strong>Disciplinas</strong><strong> </strong><strong>Optativas/ Número</strong> <strong>Universidades</strong></td><td><strong>Total/ Número Universidades</strong></td></tr><tr><td>SUL</td><td>6</td><td>5</td><td>11</td><td>1,2</td><td>1</td><td>2,2</td></tr><tr><td>SUDESTE</td><td>3</td><td>7</td><td>10</td><td>0,5</td><td>1,16</td><td>1,66</td></tr><tr><td>CENTRO- OESTE</td><td>2</td><td>4</td><td>6</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td></tr><tr><td>NORDESTE</td><td>4</td><td>2</td><td>6</td><td>1,33</td><td>0,66</td><td>2</td></tr><tr><td>NORTE</td><td>4</td><td>0</td><td>4</td><td>2</td><td>0</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>TOTAL</strong></td><td><strong>19</strong></td><td><strong>18</strong></td><td><strong>37</strong></td><td><strong>1,05</strong></td><td><strong>1</strong></td><td><strong>2,05</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No quadro 4, pode-se verificar o número de disciplinas de TI por Região do Brasil. A Região Sul foi a que apresentou o maior número de disciplinas no total (onze disciplinas), enquanto a Região Norte foi a que apresentou menos (quatro disciplinas). Todavia, como demonstrado no quadro 3, a Região Norte é uma das regiões com menor número de universidades na amostra (duas universidades). Desta forma, pode-se verificar no quadro 4 que, quando feita a relação entre o número de universidades de cada Região com o número total de disciplinas de TI, a Região Norte apresenta uma relação de duas disciplinas por instituição de ensino, mesma relação apresentada pela Região Nordeste que possui três universidades. A Região Centro- Oeste foi a que apresentou maior relação (três disciplinas por universidades).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Região Sudeste, apesar de apresentar o maior número de universidades da amostra, foi a que apresentou a menor relação entre o número total de disciplinas de TI e o número de universidades (aproximadamente 1,66). Também é interessante destacar que, observando somente as disciplinas obrigatórias, a Região Sudeste tem apenas três disciplinas, sendo, também, a Região com menor relação (0,5 disciplinas obrigatórias por universidades).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Região Norte não apresentou nenhuma disciplina de TI dentro das disciplinas optativas. Porém, foi a Região que apresentou maior relação de disciplinas obrigatórias por universidades, com duas disciplinas por universidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de uma análise de dados detalhada, visando reunir informações referentes às grades das universidades selecionadas, é apresentado o seguinte resultado no quadro 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 5:</strong><strong> </strong><strong>Divisão</strong><strong> </strong><strong>das disciplinas obrigatórias pelos blocos</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>OBRIGATÓRIAS</strong></td><td><strong>Nº DE DISCIPLINAS</strong></td><td><strong>%/Total</strong></td></tr><tr><td>TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO</td><td>19</td><td>3%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS/ORGANIZACIONAIS</td><td>116</td><td>16%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS GERAIS</td><td>123</td><td>17%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS DE CONTABILIDADE E ASSUNTOS AFINS</td><td>458</td><td>64%</td></tr><tr><td>TOTAL</td><td>716</td><td>100%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos dados apresentados, pode-se constatar que dentro das disciplinas consideradas obrigatórias pelas universidades, somente 3% da grade corresponde às disciplinas de Tecnologia da Informação. É interessante ressaltar que a mediana dos dados apresentados é de 119,5, e sua diferença em relação ao número de disciplinas ofertadas de tecnologia da informação é de 100,5. Ou seja, essa diferença demonstra como os números de TI destoam dos demais, uma vez que a diferença com relação a conhecimentos administrativos/ organizacionais, segundo menor subgrupo no quesito de número de disciplinas, e a mediana é de apenas 3,5. A diferença entre conhecimentos de contabilidade e assuntos afins e a mediana também é grande (338,5). Todavia, visto que está sendo analisado as disciplinas ofertadas dentro dos cursos de ciências contábeis, é natural que o número de disciplinas seja maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 6 apresenta a divisão das disciplinas optativas pelos blocos da ONU/UNCTAD/ISAR, adaptados por Sakata e Riccio (2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 6: Divisão das disciplinas optativas pelos blocos</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>OPTATIVAS</strong></td><td><strong>Nº DE DISCIPLINAS</strong></td><td><strong>%/Total</strong></td></tr><tr><td>TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO</td><td>18</td><td>3%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS/ORGANIZACIONAIS</td><td>151</td><td>22%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS GERAIS</td><td>220</td><td>33%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS DE CONTABILIDADE E ASSUNTOS AFINS</td><td>277</td><td>42%</td></tr><tr><td>TOTAL</td><td>666</td><td>100%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos resultados apresentados na tabela 4, quando comparado somente as disciplinas classificadas pelas universidades como optativas, é possível verificar que, apesar de uma mudança na proporção dos demais subgrupos, a ordem se mantém e a proporção de disciplinas de TI continua a mesma. Também é possível afirmar que a dispersão dos dados diminuiu em relação as disciplinas obrigatórias. Todavia, a discrepância entre o número de disciplinas de tecnologia da informação e a mediana aumentou de 100,5 para 167,5. Isso demonstra que a dispersão entre os subgrupos de conhecimentos administrativos/organizacionais, conhecimentos gerais e conhecimentos de contabilidade e assuntos afins diminuiu. Porém, a dispersão entre os o subgrupo de tecnologia da informação e os demais aumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 7 apresenta a divisão das disciplinas pelos blocos adaptados por Sakata e Riccio (2004) da ONU/UNCTAD/ISAR, independentemente de serem disciplinas obrigatórias ou optativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 7:</strong><strong> </strong><strong>Divisão</strong><strong> </strong><strong>do somatório das disciplinas obrigatórias e optativas pelos blocos</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>DISCIPLINAS</strong></td><td><strong>Nº DE DISCIPLINAS</strong></td><td><strong>%/Total</strong></td></tr><tr><td>TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO</td><td>37</td><td>3%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS/ORGANIZACIONAIS</td><td>267</td><td>19%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS GERAIS</td><td>343</td><td>25%</td></tr><tr><td>CONHECIMENTOS DE CONTABILIDADE E ASSUNTOS AFINS</td><td>735</td><td>53%</td></tr><tr><td>TOTAL</td><td>1382</td><td>100%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos dados apresentados no quadro 7, é possível identificar que ao longo do projeto foram analisadas mil trezentos e oitenta e duas disciplinas, sendo trinta e sete delas relacionadas ao subgrupo de tecnologia da informação, duzentos e sessenta e sete relacionadas a conhecimentos administrativos/organizacionais, trezentos e quarenta e três relacionadas a conhecimentos gerais e setecentos e trinta e cinco relacionadas a conhecimentos de contabilidade e assuntos afins. Portanto, como já relatado nos quadro 5 e 6, o número de disciplinas de tecnologia da informação é o de menor representatividade dos subgrupos (3%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 8 apresenta o número de disciplinas de TI por cada universidade analisada neste trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 8: Número de disciplinas de TI por universidades</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>NOMES</strong><strong> </strong><strong>DAS UNIVERSIDADES</strong></td><td><strong>OBRIGATÓRIAS</strong></td><td><strong>OPTATÍVAS</strong></td><td><strong>TOTAL</strong></td></tr><tr><td>UEM</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UERJ</td><td>0</td><td>2</td><td>2</td></tr><tr><td>UFAM</td><td>2</td><td>0</td><td>2</td></tr><tr><td>UFBA</td><td>1</td><td>1</td><td>2</td></tr><tr><td>UFF</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UFG</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UFMG</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UFPA</td><td>2</td><td>0</td><td>2</td></tr><tr><td>UFPB</td><td>1</td><td>1</td><td>2</td></tr><tr><td>UFPE</td><td>2</td><td>0</td><td>2</td></tr><tr><td>UFPR</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UFRGS</td><td>2</td><td>1</td><td>3</td></tr><tr><td>UFRJ</td><td>0</td><td>1</td><td>1</td></tr><tr><td>UFSC</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UFSM</td><td>1</td><td>4</td><td>5</td></tr><tr><td>UFU</td><td>1</td><td>0</td><td>1</td></tr><tr><td>UNB</td><td>1</td><td>4</td><td>5</td></tr><tr><td>USP</td><td>0</td><td>4</td><td>4</td></tr><tr><td><strong>TOTAL</strong></td><td><strong>19</strong></td><td><strong>18</strong></td><td><strong>37</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base no quadro 8, é possível identificar que as universidades com maior número de disciplinas obrigatórias, apresentam duas disciplinas em sua grade. Como apresentado na tabela 3, apenas 3% (19 das 716 disciplinas obrigatórias) são relativas as disciplinas de TI. É interessante destacar que a UERJ, USP e UFRJ não apresentaram disciplinas de TI na grade obrigatória de ciências contábeis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, as universidades que mais apresentaram conteúdo de TI foram a UFAM, UFPA, UFPE e a UFRGS. Desta forma, verifica-se que todas as universidades da Região Norte estão na lista das universidades com maior número de disciplinas de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação as disciplinas optativas, as universidades com maior número de disciplinas são a UFSM, UNB e USP, sendo que a última não havia apresentado nenhuma disciplina obrigatória de TI na sua grade. Por outro lado, das quatro universidades com maior número de disciplinas obrigatórias, três delas não apresentam disciplina optativa de TI. Apenas a UFRGS apresenta uma disciplina de TI dentro das optativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é interessante verificar que a UFSM, UNB e USP são responsáveis por doze das dezoito disciplinas dentro do grupo das optativas. Em outras palavras, essas três instituições representam, aproximadamente, 66,67% das disciplinas optativas de TI presentes neste trabalho. Chama a atenção o fato de mais da metade das instituições não apresentarem disciplina de TI nas suas grades optativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, tem-se que, dentro das trinta e sete disciplinas de TI apresentadas na tabela 5, as universidades UFSM e UNB são as instituições com maior número de disciplinas, apresentando cinco disciplinas no total. É possível perceber que as universidades com maior número de disciplina optativas de TI também são as instituições com maior número de disciplinas no total. Todas as universidades apresentaram, ao menos, uma disciplina de TI na sua grade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As disciplinas encontradas ao longo do presente trabalho estão no Anexo I. A partir de uma análise livre, elas foram agrupadas em cinco subgrupos. A proposta foi dividir as grades das universidades com o objetivo de entender quais matérias de TI estão sendo ofertadas nos cursos de ciências contábeis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o quadro 9 apresenta os subgrupos de disciplinas de TI que foram criados e suas relações entre as universidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 9: Subgrupos de disciplinas de TI</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="754" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-2681.png" alt="" class="wp-image-190261" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-2681.png 685w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-2681-273x300.png 273w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elaboração própria (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A divisão do quadro 9 foi feita da seguinte forma: O subgrupo “Sistemas de informação” compõe todas as disciplinas de sistemas de informação, seja de caráter gerencial ou de sistemas de informação contábil. Também foi incluído ao grupo as disciplinas cuja descrição era de tecnologia da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O subgrupo “Processamento de dados” compõe as disciplinas que cuidam de tratamento de dados, sendo elas: “Introdução ao processamento de dados” e “Análise de dados ambientais com R”. Já o subgrupo “Informática” compõe todas as disciplinas que tratam de informática ou microinformática, independentemente do nível. As disciplinas são: “Computação aplicada à contabilidade”, “Informática aplicada à contabilidade”, “Introdução a informática”, “Introdução a microinformática”, “Microinformática I” e “Microinformática II”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O subgrupo “Programação” compõe as disciplinas voltadas para linguagem de programação e lógica. As disciplinas são: “Logic and programming in business” e “Métodos e modelos quantitativos de decisão I”. Por fim, o subgrupo “Demais disciplinas” são as disciplinas que não se encaixam nos outros subgrupos, sendo elas: “Introdução a ciência da computação”, “Recursos de computação aplicadas” e “Recursos de informática na internet”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, com base nos dados apresentados no quadro 9, pode-se identificar que o subgrupo com mais disciplinas é o de sistemas de informação. Tanto nas disciplinas obrigatórias, quanto nas disciplinas optativas, é o grupo com maior número de disciplinas (16 disciplinas obrigatórias e 6 disciplinas optativas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é interessante frisar que, dentro das disciplinas obrigatórias, só há três subgrupos (“Sistemas de informação”, “Processamento de dados” e “Informática”). “Programação” e “Demais disciplinas” só aparecem nas disciplinas optativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas disciplinas optativas, o subgrupo com menor número de disciplinas é o de programação, com apenas duas disciplinas. Em um estudo geral, sem dividir em obrigatórias e optativas, este subgrupo também é o que tem menos disciplinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos demais subgrupos, “Informática” possui seis disciplinas (duas obrigatórias e quatro optativas), “Processamento de dados” possui 3 disciplinas (uma obrigatória e duas optativas) e “Demais disciplinas” possui quatro disciplinas (todas optativas).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste trabalho foi analisar a grade curricular existente nas graduações presenciais em ciências contábeis das universidades públicas do Brasil, comparando com a grade proposta pela ONU/UNCTAD/ISAR, para averiguar quantas disciplinas relacionadas a TI são ofertadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utilizou a divisão dos blocos elaborada por Sakata e Riccio (2004) como base para o presente trabalho. A análise demonstrou que, dentro da amostra analisada, apenas 3% da grade curricular apresenta disciplinas de TI, independentemente de a análise ter sido feita com disciplinas obrigatórias, optativas ou com todas. Os demais blocos apresentaram maior número de disciplinas ofertadas na grade curricular das universidades analisadas. Os resultados vão ao encontro do trabalho de Czesnat, Cunha e Domingues (2009), onde foi demonstrado que, dentro da amostra analisada por eles, apenas 4,65% dos currículos das universidades haviam obtido similaridade com o currículo mundial, sendo este bloco (“tecnologia da informação”) o que obteve menor similaridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho também vai ao encontro do estudo realizado por Sakata e Riccio (2004), onde foi constatado que a porcentagem de disciplinas de TI também era de 3% nas universidades do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise regional demonstrou que a região Sul foi a que mais apresentou disciplinas de TI, seguida pela Regiões Sudeste, Centro-oeste, Nordeste e Norte. Todavia, há diferença quando se compara a relação entre o número de universidades e o número de disciplinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas análises apresentadas neste trabalho, é possível identificar que para a relação entre o número de disciplinas pelo número de universidades, a Região Centro-Oeste foi a que apresentou maior número (três disciplinas por universidades). Já a Região Sudeste foi a que apresentou menor relação, com, aproximadamente, 1,66 disciplinas por universidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando as grades, individualmente, é possível perceber que a UFSM e a UNB foram as universidades com maior número de disciplinas de TI, com 5 disciplinas. A UFSM e a UNB também foram as instituições com maior número de disciplinas optativas, junto com a USP (4). Porém, analisando apenas as disciplinas obrigatórias, a UFAM, UFPA, UFPE e a UFRGS foram as instituições com maior número de disciplinas de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que, mesmo com estudos, como o de Breda (2019) e o da EY (2016), apontando para a necessidade de aprendizado de TI pelo profissional contábil, as grades curriculares existentes nas graduações presenciais das universidades públicas do Brasil ainda se demonstram muito abaixo do necessário. Com isso, pode-se perceber que o presente estudo se assemelha aos trabalhos anteriores, onde também não foram encontrados números positivos quanto ao ensino de TI nas universidades de contabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo realizado teve como limitações o fato de ter sido realizado somente com as ementas das disciplinas que estavam disponibilizadas nos sites. Para o presente trabalho, foi utilizado como base nas estruturas curriculares mais recentes que havia nos sites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, nem todas os sites explicavam o assunto que seria abordado na disciplina. Nesses casos, foram feitas comparações de similaridade com os nomes das disciplinas de outras universidades para que fosse possível encaixar todas as disciplinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também não conseguiu incluir as universidades privadas por limitação de dados apresentados nos sites dessas universidades. O fator principal foi o fato de não conseguir encontrar as ementas na maioria dos sites das universidades particulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sugere-se que outros estudos sejam realizados de forma a analisar a grade curricular das universidades de outros países, a fim de se montar um comparativo entre as grades curriculares das universidades estrangeiras com as do Brasil, no que tange ao ensino de TI. Também é sugerido uma análise comparativa entre universidades públicas e privadas, no que se refere ao ensino de TI.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Breda, Z. I. (2019, 8 de fevereiro). Uma reflexão sobre os impactos da tecnologia na contabilidade. Conselho Federal de Contabilidade. Link</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cardoso, R. P. (2012). O perfil do profissional da área de contabilidade com o avanço da tecnologia. Tese de Graduação, Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Czesnat, A. O., Cunha, J. V. A. da, &amp; Domingues, M. J. C. de S. (2009). Análise comparativa entre os currículos dos cursos de Ciências Contábeis das universidades do estado de Santa Catarina listadas pelo MEC e o currículo mundial proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR. Revista Gestão e Regionalidade, 25(75), set./dez. 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De Moraes, T. E., Furtado, P. de M. L., &amp; Gomes, M. Z. (2023). Tecnologia da informação aplicada às ciências contábeis: análise dos currículos de programas de pós-graduação das instituições de ensino superior brasileiras. Revista de Tecnologia Aplicada, 11(3), 42-58.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edirisinghe, U. C., &amp; Arachchilage, N. D. K. (2016). A Comparative Study of Accounting and Finance Bachelor’s Degree Programs in Australia and Sri Lanka. ECU</p>



<p class="wp-block-paragraph">Business Doctoral and Emerging Scholars Colloquium, Joondalup, Western Australia, dec. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EY. (2016, 2 de outubro). Como é que os relatórios podem acompanhar um mundo em aceleração? Link</p>



<p class="wp-block-paragraph">Folha. (2019). Ranking Universitário Folha 2019. Folha de São Paulo. Link</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guimarães, P. R. B. (2007). Métodos Quantitativos Estatísticos. 1. ed. Curitiba: IESDE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil S.A.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Martins, E., &amp; Lisboa, L. P. (2011). Ensaio sobre cultura e diversidade contábil. Revista Brasileira de Contabilidade, (152). Link</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira, C. R. I., &amp; Vasconcelos, M. F. (2011). Importância da participação do contador no processo de implantação de Sistemas Integrados de Gestão: um estudo de caso. Revista Brasileira de Contabilidade, (154). Link</p>



<p class="wp-block-paragraph">Osório, T. L. G., et al. (2005). Gestão da tecnologia da informação. In: Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação, 2., 01 a 03 de junho de 2005. São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira, G. da S. (2018). Estudo sobre a similaridade dos conteúdos de TI/SI constantes nos currículos de cursos presenciais de graduação em Ciências Contábeis de IES públicas e privadas do município do Rio de Janeiro em relação aos tópicos de TI/SI do currículo da ONU/UNCTAD/ISAR de 2011. Tese de Graduação, Curso de Ciências Contábeis, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Riccio, E. L., &amp; Sakata, M. C. G. (2004). Evidências da globalização na educação contábil: estudo das grades curriculares dos cursos de graduação em universidades brasileiras e portuguesas. Revista Contabilidade &amp; Finanças, 15(35), 35-44. DOI</p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza, M. C. (2014). O uso de Inteligência Artificial no ensino de Contabilidade. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zanella, L. C. H. (2013). Metodologia da Pesquisa. 2. ed. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zonatto, V. C. da S., Dani, A. C., &amp; Domingues, M. J. C. S. (2011). Análise comparativa entre o currículo mundial proposto pela ONU/UNCTAD/ISAR e os currículos dos Cursos de Graduação presenciais em Ciências Contábeis das Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio Grande do Sul listadas pelo MEC. In: Congresso Brasileiro de Custos, 18, 2011, Rio de Janeiro.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1</strong> Doutorado Em Políticas Públicas, Estratégias E Desenvolvimento.<br>Universidade Federal Do Rio De Janeiro<br>Dilo@Facc.Ufrj.Br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2</strong> Graduação Em Ciências Contábeis<br>Universidade Federal Do Rio De Janeiro<br>Breno@Fac.Ubrj.Br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>3</strong> Doutorado Em Ciências Contábeis<br>Universidade Federal Fluminense Diegosantos_37@Hotmail.Com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO FINANCEIRA PARA MICROEMPRESAS DO SETOR DE SORVETES: CONTROLE DE CUSTOS, RENTABILIDADE E FLUXO DE CAIXA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/proposta-de-desenvolvimento-de-um-sistema-integrado-de-gestao-financeira-para-microempresas-do-setor-de-sorvetes-controle-de-custos-rentabilidade-e-fluxo-de-caixa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 18:50:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=185072</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102412061558 Ítalo Eduardo de Brito Prudêncio[1]Kamila Alves Barreto[2]Mamadou Dieng[3]Gabriel Santos de Jesus[4]Diego Mentor Andrade Galvão[5] RESUMO O presente artigo tem como objetivo propor o desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira para microempresas do setor de sorvetes, com foco no controle de custos, monitoramento da rentabilidade e gerenciamento do fluxo de caixa. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102412061558</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ítalo Eduardo de Brito Prudêncio<a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a><br>Kamila Alves Barreto<a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a><br>Mamadou Dieng<a href="#_ftn3" id="_ftnref3">[3]</a><br>Gabriel Santos de Jesus<a href="#_ftn4" id="_ftnref4">[4]</a><br>Diego Mentor Andrade Galvão<a href="#_ftn5" id="_ftnref5">[5]</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo propor o desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira para microempresas do setor de sorvetes, com foco no controle de custos, monitoramento da rentabilidade e gerenciamento do fluxo de caixa. Utilizando-se do método de estudo de caso, foi realizada uma análise qualitativa dos desafios enfrentados por uma microempresa familiar do setor de sorvetes, localizada em Solânea, Paraíba. A coleta de dados incluiu entrevistas semi-estruturadas com os gestores, observação direta e análise dos registros financeiros da empresa. Os principais problemas identificados foram a ausência de um sistema adequado de custeio, dificuldades no controle do fluxo de caixa e desconhecimento da rentabilidade dos produtos. Com base nesses resultados, foi desenvolvida uma proposta de sistema integrado que inclui três módulos principais: Controle de Custos (MCC), Monitoramento da Rentabilidade (MMR) e Gerenciamento do Fluxo de Caixa (MGFC). A proposta visa otimizar os processos financeiros da empresa, proporcionando maior precisão na gestão dos custos, rentabilidade e fluxo de caixa. Conclui-se que a implementação de um sistema integrado de gestão financeira pode contribuir significativamente para a sustentabilidade e competitividade das microempresas do setor de sorvetes, especialmente em um mercado caracterizado pela sazonalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave:</strong> Sistema de gestão financeira; Microempresa; Módulos ERP; Sorveteria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article aims to propose the development of an integrated financial management system for microenterprises in the ice cream sector, focusing on cost control, profitability monitoring, and cash flow management. Using a case study method, a qualitative analysis was conducted on the challenges faced by a family-owned microenterprise in the ice cream sector, located in Solânea, Paraíba. Data collection included semi-structured interviews with managers, direct observation, and analysis of the company&#8217;s financial records. The main problems identified were the lack of an adequate costing system, difficulties in cash flow control, and lack of knowledge about product profitability. Based on these findings, an integrated system proposal was developed, consisting of three main modules: Cost Control (MCC), Profitability Monitoring (MMR), and Cash Flow Management (MGFC). The proposal aims to optimize the company’s financial processes, providing greater accuracy in managing costs, profitability, and cash flow. It is concluded that the implementation of an integrated financial management system can significantly contribute to the sustainability and competitiveness of microenterprises in the ice cream sector, especially in a market characterized by seasonality.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Financial management system; Microenterprise; ERP Modules; Ice cream shop.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1       INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão financeira é um aspecto crucial para a sobrevivência e o sucesso de qualquer empreendimento, principalmente em pequenas empresas. Contudo, frequentemente, os empreendedores carecem de conhecimentos fundamentais em gestão empresarial, operando com base em métodos empíricos e sem um planejamento estratégico adequado. Esse modo de atuação é um fator que contribui significativamente para a elevada taxa de falência dessas empresas nos seus primeiros anos de funcionamento. De acordo com um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae, 2023), o encerramento das atividades das Micro e pequenas empresas (MPEs) está relacionado a três causas principais, sendo: a falta de planejamento prévio por parte do empreendedor; a ausência de práticas de gestão empresarial; e a falta de capacitação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o consumo de sorvetes no Brasil tem crescido constantemente. De acordo com o relatório de 2022 da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis), existem mais de 11 mil empresas no setor, sendo 92% delas micro e pequenas empresas (Abis, 2022). Tassi (2013) destaca a necessidade de identificar os custos no processo produtivo de sorvetes, já que estas pequenas empresas competem tanto com similares quanto com grandes fabricantes que distribuem em supermercados e sorveterias. Enquanto Junior (2018) aponta que a má gestão é uma das principais causas de mortalidade no segmento de gelados comestíveis, que é fortemente afetado pela sazonalidade. Dessa forma, pequenas sorveterias precisam desenvolver um sistema de gestão eficiente dos custos de produção para ter um controle da rentabilidade. Além disso, é crucial um gerenciamento atento do fluxo de caixa, incluindo a formação de reservas para períodos de menor atividade comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa necessidade de desenvolvimento de sistemas tem sido apontada por evidências de resultados científicas. Por exemplo, Fernandes (2019) analisou a situação econômico-financeira de uma indústria de pequeno porte no ramo de gelados comestíveis, constatou-se que a empresa possuía baixos índices de rentabilidade e deficiências de fluxo de caixa e precisava adotar estratégias que possibilitem a melhoria dos seus resultados. Por outro lado, Tassi (2013) e Mathias (2017), realizaram estudos com o objetivo de elaboração de um sistema de custos e análise de preços para uma sorveteria, com intuito de contribuir para a tomada de decisão pelos gestores. A implementação desses sistemas tem demonstrado contribuições significativas para a eficiência das organizações, permitindo uma melhor compreensão dos custos de produção, formação de preços de venda e margens de segurança operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo essa linha e diante da necessidade de uma melhor gestão financeira das empresas de sorveterias, surge a seguinte questão de pesquisa: <strong>como o desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira pode melhorar o controle de custos, o monitoramento da rentabilidade e o gerenciamento do fluxo de caixa em uma pequena empresa do setor de gelados comestíveis?</strong> Para tanto, o <strong>objetivo geral</strong> consiste em propor o desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira para pequenas empresas do setor de gelados comestíveis, visando melhorar o controle de custos, o monitoramento da rentabilidade e o gerenciamento do fluxo de caixa, para promover a sustentabilidade e a eficiência operacional dessas empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa estudada, uma pequena produtora de gelados comestíveis, enfrenta desafios como a falta de um sistema eficaz de controle de custos, desconhecimento da rentabilidade de seus produtos e deficiências no gerenciamento do fluxo de caixa. A empresa se encontra localizada em Solânea, no brejo paraibano, região conhecida por ser fria em relação às temperaturas do Nordeste, assim sofrendo mais com a sazonalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo é justificado tanto em dimensões práticas quanto teóricas. Na esfera prática, ele responde às necessidades de gestão das MPEs, com um foco especial nas sorveterias. Em um contexto de digitalização e vastos volumes de dados, a adoção de tecnologia da informação (TI) emerge como uma ferramenta essencial, não apenas oferece vantagens competitivas, mas também melhora a administração de atividades operacionais e financeiras, facilitando decisões rápidas e seguras (FERREIRA, 2016). Importante destacar que, segundo dados da ABIS, 92% das sorveterias são classificadas como MPEs e, conforme o SEBRAE, 43% dessas empresas ainda gerenciam suas finanças manualmente, enquanto mais da metade não possui sistemas de gestão integrados (SEBRAE, 2018, 2023). A pesquisa torna-se ainda mais relevante ao identificar e propor soluções tecnológicas adaptadas para preencher essas lacunas significativas nas sorveterias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dimensão teórica, este estudo contribui com a literatura acadêmica ao ampliar o conhecimento sobre a gestão financeira das sorveterias, um aspecto pouco explorado em estudos anteriores de Fernandes (2019), Tassi (2013) e Mathias (2017). Estas investigações anteriores limitaram-se principalmente em realizar o custeio das sorveterias estudadas. Este trabalho propõe desenvolver um sistema integrado focado em um gerenciamento efetivo de custos, fluxo de caixa e rentabilidade, abordando assim uma lacuna crítica na prática atual de gestão dessas empresas. Dessa forma, este sistema não apenas responde a uma lacuna identificada na literatura, mas também fornece uma solução prática e inovadora para os desafios enfrentados pelas pequenas sorveterias, otimizando sua rentabilidade, controle de custos e fluxo de caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo foi organizado em cinco partes. Na introdução descreve a contextualização, objetivos e relevâncias da pesquisa. A segunda parte trata-se do referencial teórico. Na terceira relata-se o desenho metodológico. Na quarta parte são apresentados os resultados da pesquisa. E por último, na quinta parte serão feitas as considerações finais e sugestões para pesquisas futuras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2       REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<h6 class="wp-block-heading">2.1  Gestão no ramo de sorveteria</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão em sorveterias envolve o conjunto de práticas administrativas e operacionais necessárias para dirigir a produção e venda de sorvetes de maneira eficiente e lucrativa. Isso inclui desde a escolha de ingredientes, controle de estoque e produção, até o marketing e vendas. A gestão eficaz nesse ramo é crucial devido às particularidades do produto, como sua sazonalidade. Estudos como os de Tassi (2013), Mathias (2017), Neto (2017), Tubin (2019) e Queiroz (2022) evidenciaram as deficiências presentes em pequenas sorveterias. Um dado comum entre esses estudos foi o fato de as empresas objeto de análise não realizarem uma gestão eficiente, o que resultava em falta de controle de seus estoques, desconhecimento de seus custos de produção e, consequentemente, da rentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses desafios indicam a necessidade de soluções tecnológicas que otimizem o controle de processos essenciais, como o monitoramento de estoques e a gestão de custos, possibilitando que as pequenas sorveterias superem os efeitos da sazonalidade e melhorem sua lucratividade. A indústria de sorvetes, como discutido anteriormente, é altamente sazonal, com picos de demanda no verão e quedas significativas no inverno, podendo cair até 70% em períodos frios e de chuvas, conforme reportado pela Fispal Sorvetes (2023). Essa variação impacta diretamente a gestão de custos, o fluxo de caixa e a rentabilidade das empresas. Por exemplo, uma gestão inadequada durante os períodos de baixa pode resultar em perdas significativas devido ao excesso de estoque ou recursos mal alocados. No relato de caso de Lam, Guo e McGee (2017), foi evidenciado que a sazonalidade do negócio criou um problema de fluxo de caixa, pois o fluxo foi negativo durante os meses de inverno, e não havia um processo orçamentário formal para garantir reservas suficientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores influenciam diretamente a saúde financeira das empresas, exigindo uma gestão astuta e adaptativa. Diante desses desafios, torna-se evidente a necessidade de um sistema integrado de gestão que possa consolidar informações de diferentes áreas da empresa como finanças, vendas e produção em um único lugar. Um sistema integrado de gestão permitiria, por exemplo, que os gestores monitorassem o estoque em tempo real, ajustassem as compras de insumos conforme a demanda sazonal e gerenciassem o fluxo de caixa de maneira mais eficiente, criando reservas para os períodos de baixa. Segundo Moraes (2020), a integração de dados em uma plataforma única e visualmente atrativa facilita a compreensão dos gestores e auxilia na tomada de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Contador e Contador (2011), os autores desenvolveram um sistema de gestão integrada de produção e financeira para uma empresa de pequeno porte do ramo de confecção, resultando em uma experiência de sucesso. Apesar de ser um sistema específico para uma determinada empresa, eles destacaram que o modelo poderia servir de base para solucionar problemas em empresas de outros setores. Esse sistema de integração entre gestão de produção e finanças apresentou um controle mais eficaz dos custos e recursos, um princípio que pode ser adaptado ao setor de sorvetes, proporcionando uma gestão mais eficiente e sustentável.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.2  Gestão financeira em sorveteria</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Gitman (2010), Ferronato (2015) e Lucato (2003) indicam que uma gestão financeira eficaz é essencial para todas as empresas, independentemente de seu tamanho e ramo de atuação. Isso ocorre porque uma administração financeira competente fornece dados cruciais para a tomada de decisão, controle dos resultados e sustentabilidade da empresa. Assim, a gestão financeira em pequenas sorveterias, torna-se um componente crítico para sustentar a operação ao longo do ano, especialmente considerando a variabilidade sazonal nas vendas. A habilidade de ajustar os preços, controlar custos e otimizar investimentos conforme a demanda flutua é essencial para manter a viabilidade do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas sorveterias enfrentam vários desafios de gestão financeira que podem comprometer sua sustentabilidade e crescimento. Os problemas comuns incluem:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Controle Inadequado de Custos: Muitas sorveterias não monitoram de forma eficaz os custos de produção, o que pode resultar em desperdícios significativos. Estudos, como os de Tassi (2013) e Tubin (2019), mostram que a falta de um sistema estruturado para rastrear e analisar os custos leva a decisões de compra e produção subótimas.</li>



<li>Sazonalidade: A indústria de sorvetes é altamente sazonal, com demanda flutuante ao longo do ano. Como reportado pela Fispal Sorvetes (2023), a demanda pode cair até 70% no inverno. Essa sazonalidade afeta o fluxo de caixa e requer uma gestão financeira que possa prever e mitigar esses impactos.</li>



<li>Falta de Planejamento Financeiro: Muitas sorveterias não têm um planejamento financeiro formal, o que pode resultar em problemas de fluxo de caixa durante os períodos de baixa demanda. O estudo de Lam, Guo e McGee (2017) destacou como a falta de um processo orçamentário formal pode levar a fluxos de caixa negativos e falta de reservas financeiras.</li>



<li>Gestão Ineficiente de Estoques: O controle inadequado de estoques pode resultar em excesso ou falta de produtos, afetando a operação e a rentabilidade. A gestão eficiente dos estoques é crucial para minimizar desperdícios e otimizar a produção (TUBIN, 2019).</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os Fatores Críticos de Sucesso (FSC) para uma sorveteria segundo o Portal Ideia (2024) são divididos em dois grupos: Gestão de custos e precificação de sorvetes e Estoque e gerenciamento de ingredientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Quadro 1 mostra o (FSC) de Gestão de custos e precificação de sorvetes</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1- </strong>(FSC)Gestão de custos e precificação de sorvetes</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Aspecto</strong></td><td><strong>Descrição</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Análise de custos</td><td>Realizar uma análise detalhada dos custos de produção, incluindo ingredientes, embalagens, mão de obra e despesas gerais.</td></tr><tr><td>Custo de matéria-prima</td><td>Negociar preços competitivos com fornecedores confiáveis, gerenciando o estoque eficientemente para evitar desperdícios.</td></tr><tr><td>Eficiência operacional</td><td>Otimizar processos de produção, minimizar desperdícios e maximizar a utilização de equipamentos.</td></tr><tr><td>Precificação adequada</td><td>Considerar custos, percepção de valor e concorrência ao definir preços, equilibrando qualidade e rentabilidade.</td></tr><tr><td>Análise de mercado</td><td>Oferecer descontos em dias específicos ou em determinados produtos para impulsionar as vendas e atrair mais clientes. Calcular o impacto dos descontos nos custos e na lucratividade geral do negócio.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Adaptado de Portal Ideia, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Quadro 2 mostra o (FSC) de Estoque e gerenciamento de ingredientes</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2- </strong>(FSC)Estoque e Gerenciamento de ingredientes</p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Aspecto</strong><strong></strong></td><td><strong>Descrição</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Planejamento de estoque</td><td>Realizar previsões de demanda com base em vendas anteriores e tendências, considerando prazos de validade.</td></tr><tr><td>Fornecedores confiáveis</td><td>Estabelecer parcerias com fornecedores de boa procedência, negociando preços competitivos e prazos adequados.</td></tr><tr><td>Controle de estoque</td><td>Implementar sistemas para acompanhar a disponibilidade de ingredientes e evitar rupturas ou desperdícios.</td></tr><tr><td>Rotatividade de estoque</td><td>Promover a rotatividade dos produtos, utilizando promoções para evitar desperdícios com ingredientes próximos do vencimento.</td></tr><tr><td>Inventário regular</td><td>Realizar inventários periódicos para manter o controle preciso do estoque e tomar decisões informadas.</td></tr><tr><td>Tecnologia e automação</td><td>Utilizar tecnologias e sistemas de automação para auxiliar no gerenciamento de estoque, como softwares e aplicativos que ajudam a controlar o estoque, gerar relatórios, acompanhar as datas de validade e facilitar as atividades relacionadas ao estoque.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte</strong>: Adaptado de Portal Ideia, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso em mente, a tecnologia de gestão pode transformar significativamente a gestão financeira em sorveterias, consolidando dados de diferentes áreas da empresa e proporcionando uma visão holística e em tempo real das operações financeiras. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de um sistema integrado de gestão que possa unificar informações de diversas áreas — como finanças, vendas e produção — em um único local. Segundo Moraes (2020), a integração de dados em uma plataforma única e visualmente atraente facilita a compreensão dos gestores e auxilia na tomada de decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Assim, para uma boa gestão financeira, monitorar indicadores de desempenho (KPI) que forneçam insights sobre a saúde financeira e operacional da sorveteria é essencial. De acordo com Lavy, Garcia e Dixit (2014) indicadores de desempenho autênticos, bem definidos e compatíveis podem facilmente ser transformados em estratégias através da análise e da tomada de decisões. Uma ferramenta útil para isso é o Dashboard, que, conforme Taborda e Tessele (2022), é um sistema específico de desempenho que inclui índices-chave baseados em metas ou objetivos. Além das funcionalidades básicas de controle, o sistema terá capacidade de gerar relatórios financeiros detalhados, que permitirão uma análise de custo-benefício por produto, previsão de tendências de mercado e planejamento estratégico. Esses relatórios podem incluir rentabilidade por linha de produto e projeções financeiras futuras para otimizar a tomada de decisão pelos gestores.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.3 Sistema integrado de gestão financeira de uma sorveteria</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de um sistema integrado de gestão financeira em uma sorveteria é uma solução estratégica que pode transformar significativamente a administração e a eficiência operacional do negócio. Esses sistemas de informação, também chamados de ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento de Recursos Empresariais), consolida todas as informações e processos de diferentes áreas da empresa em uma única plataforma, proporcionando uma visão holística e detalhada das operações. Hoji (2014) afirma que os sistemas eletrônicos integrados são projetados para facilitar a gestão de transações e seus impactos por meio de processos de negócios, tornando-se ferramentas cruciais na administração de empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Cigam (2023), um sistema ERP funciona coletando, armazenando e processando dados através de módulos em tempo real. Esse sistema registra e mantém informações precisas sobre todas as atividades e transações da empresa. Após o registro, o software organiza os dados de maneira que os usuários possam realizar análises, tomar decisões estratégicas e monitorar indicadores-chave. No contexto de uma pequena sorveteria, módulos de controle de custos, monitoramento da rentabilidade e gerenciamento do fluxo de caixa permitem uma gestão mais eficiente da operação da empresa. Assim, de acordo com a empresa Simpliza (2023), sistemas integrados para sorveterias permitiriam a alimentação de um painel administrativo. Esse painel permitirá visualizar relatórios detalhados sobre o desempenho do seu negócio, analisar os produtos mais vendidos e com maior rentabilidade, identificar tendências e tomar decisões estratégicas com base em dados concretos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma implementação de um sistema integrado de gestão financeira pode maximizar a eficiência e a precisão nas operações financeiras de uma sorveteria. Um sistema integrado não apenas simplifica a coleta e análise de dados financeiros, mas também melhora a tomada de decisões e facilita a comunicação entre diferentes áreas do negócio. Hoji (2014) relata que as vantagens mais significativas de um sistema integrado incluem a otimização dos processos e a rapidez na disseminação das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, no estudo de Ferreira (2016), foi relatado que o principal motivo das empresas não adotarem sistemas de gestão financeira são os custos de manter um sistema dessa natureza. Corroborando com a autora, Contador e Contador (2011) afirmaram que as dificuldades são os elevados custos dos grandes pacotes comerciais disponíveis. Assim, o desenvolvimento de um sistema personalizado pode ser uma saída para as pequenas organizações, pois teria um custo e tempo de implantação menores, além de que teriam apenas as funções que sejam do interesse da empresa. Com isso, um sistema integrado de Gestão financeira feito particularmente para uma pequena sorveteria, pode ser uma opção interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma pequena sorveteria, a implementação de um sistema ERP pode ser dividida em três módulos principais: Controle de Custos, Monitoramento de Rentabilidade e Gerenciamento de Fluxo de Caixa, cada um com funções específicas que respondem aos principais desafios enfrentados por essas empresas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3       DESENHO METODOLÓGICO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa proposta é de natureza aplicada, direcionada à solução de problemas específicos encontrados na realidade da microempresa em questão. Segundo Gil (2017), pesquisas aplicadas visam resolver problemas identificados nas sociedades em que os pesquisadores vivem, buscando aplicar o conhecimento de forma prática e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem metodológica escolhida foi qualitativa, conforme Lakatos e Marconi (2011), que afirmam que a pesquisa qualitativa visa à percepção da realidade. Os dados coletados foram provenientes de observação, onde o pesquisador interpretou, investigou e sistematizou o conhecimento do caso analisado para compreender o seu contexto. Isso permitiu uma análise detalhada das nuances e complexidades do contexto organizacional, proporcionando insights valiosos para a intervenção proposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar esse objetivo, optou-se pelo tipo de pesquisa estudo de caso, que segundo Gil (2017) consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos casos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, permitindo uma análise detalhada e holística dos efeitos da intervenção proposta na microempresa de sorveteria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.1  Unidade de análise &#8211; a empresa</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A unidade de análise deste estudo é uma microempresa familiar especializada na produção e venda de gelados comestíveis, localizada em Solânea, Paraíba. Fundada em 2017, é administrada pelo proprietário e sua família. Os produtos da empresa são comercializados através de três principais canais: diretamente ao consumidor em um salão de vendas, por atacado para outras empresas e/ou autônomos e por meio de vendas urbanas móveis realizada por vendedores autônomos em carrinhos temáticos da empresa. A microempresa se destaca por ser uma das apenas duas sorveterias na cidade que fabricam seus próprios produtos, indicando uma oportunidade substancial de crescimento no mercado local.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.2  Coleta de Dados</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados foi realizada utilizando entrevistas semi-estruturadas, análise de registros financeiros da empresa e observação direta das operações. No total, foram realizadas cinco entrevistas: duas com os gestores da microempresa, que eram os proprietários e responsáveis pela administração financeira e operacional, e três entrevistas com funcionários envolvidos diretamente nas atividades de produção e vendas, o que garantiu uma visão aprofundada dos processos internos e desafios financeiros enfrentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As entrevistas tiveram duração média de cinco minutos e seguiram um roteiro com perguntas abertas que abordavam aspectos como o controle de custos, fluxo de caixa, gestão de estoque e rentabilidade dos produtos. O objetivo era compreender as práticas financeiras e gerenciais atuais e identificar deficiências e áreas críticas que precisavam de melhorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das entrevistas, foi realizada uma análise detalhada dos registros financeiros disponíveis da empresa, incluindo Notas Fiscais, Notas de vendas e contas a pagar/receber dos últimos dois anos. Essa análise permitiu mapear a situação financeira atual da empresa e identificar padrões de comportamento financeiro ao longo do tempo, especialmente as baixas durante os períodos de baixa demanda devido à sazonalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A observação direta complementou as entrevistas e a análise documental. Foram realizadas visitas à empresa ao longo de três semanas, com observações diárias das operações de produção e venda. Durante essas visitas, foi possível acompanhar de perto os processos de compra de insumos, produção de sorvetes e picolés, e atendimento ao cliente, além de observar a dinâmica do fluxo de caixa no dia a dia. A observação foi fundamental para entender a organização do trabalho e as práticas financeiras no cotidiano da microempresa.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.3  Diagnóstico do problema na empresa</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira etapa foram levantadas as necessidades informacionais do empreendedor requeridas para identificar quais eram os problemas enfrentados pela empresa e o que gerou essa situação. O diagnóstico foi conduzido através de análise de registros financeiros disponíveis, entrevistas semi-estruturadas e observações diretas das práticas de gestão correntes na empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico inicial revelou uma série de desafios enfrentados pela microempresa de sorveteria, que impactavam diretamente sua capacidade de operar de maneira eficiente e lucrativa. Um dos principais problemas identificados foi a ausência de um sistema de custeio adequado para os produtos fabricados pela empresa. Isso resultava em uma falta de compreensão clara dos custos envolvidos na produção de sorvetes, desde a aquisição de matérias-primas até os custos de mão-de-obra e despesas operacionais. Sem essa visibilidade detalhada dos custos, os gestores não conseguiam determinar com precisão a rentabilidade de cada produto, tornando difícil a tomada de decisões estratégicas relacionadas a preços, promoções e investimentos em novos produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, embora oferecesse uma ampla variedade de sabores de sorvetes e picolés, os gestores não tinham uma compreensão clara de quais produtos eram os mais lucrativos e quais poderiam estar gerando prejuízos. Isso dificultava a alocação eficiente de recursos e investimentos em produtos que poderiam ter um desempenho melhor no mercado. A falta de análise detalhada da rentabilidade dos produtos também limitava a capacidade da empresa de identificar oportunidades de crescimento e expansão em seu portfólio de produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema significativo era a falta de controle adequado do fluxo de caixa da empresa. As entradas e saídas de dinheiro não eram registradas e monitoradas de forma sistemática, o que resultava em dificuldades para prever e gerenciar as necessidades de caixa da empresa. Isso se tornava especialmente problemático durante os períodos de baixa sazonalidade, quando as vendas diminuíam e as despesas operacionais continuavam a existir. A falta de previsibilidade do fluxo de caixa dificultava a capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações financeiras, como o pagamento de fornecedores e despesas fixas, e podia levar a problemas de liquidez e até mesmo atrasos nos pagamentos.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.4  Solução Adotada</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A solução adotada para abordar os desafios financeiros enfrentados pela microempresa de sorveteria consiste na proposta de desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira que atenda às necessidades identificadas durante o diagnóstico. O objetivo é fornecer uma proposta que auxilie no controle de custos, no monitoramento da rentabilidade e no gerenciamento do fluxo de caixa, mas o sistema em si não será desenvolvido durante esta pesquisa. A proposta foi realizada em três etapas principais: planejamento, desenvolvimento e avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase de planejamento, foram identificadas as necessidades específicas da microempresa, com base nos dados coletados durante o diagnóstico do problema. Esta etapa envolveu:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Levantamento de Requisitos: Entrevistas detalhadas com os gestores e funcionários para compreender suas necessidades e expectativas em relação ao sistema de gestão financeira.</li>



<li>Definição dos Objetivos: Estabelecimento de objetivos claros e mensuráveis para o sistema, como a melhoria no controle de custos, aumento na precisão do monitoramento da rentabilidade e eficiência no gerenciamento do fluxo de caixa.</li>



<li>Análise de Viabilidade: Avaliação das capacidades técnicas e financeiras da empresa para suportar a implementação do novo sistema.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase de desenvolvimento foi criado a arquitetura geral do sistema e suas funcionalidades. Esta fase incluiu:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Arquitetura Geral do sistema:A concepção teórica do sistema e a criação dos módulos de controle de custos, monitoramento da rentabilidade e gerenciamento do fluxo de caixa.</li>



<li>Funcionalidades do sistema:  Descrição das funcionalidades e interação dos módulos na operação do sistema. Essas funcionalidades foram delineadas para atender às necessidades levantadas na fase de planejamento.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A fase de avaliação da eficácia do sistema integrado de gestão financeira é focada nos benefícios estimados com base nas funcionalidades propostas e nas necessidades identificadas no diagnóstico. Esta análise permite prever os impactos positivos que a implementação do sistema traria para a empresa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4       Análise dos Resultados</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento de análise dos dados seguiu uma abordagem sistemática e detalhada para identificar as deficiências financeiras e operacionais da microempresa. Esse processo envolveu quatro etapas principais: categorização dos dados, análise temática, triangulação dos métodos de análise e estabelecimento de requisitos funcionais do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa de categorização dos dados, foi utilizada a técnica de codificação aberta, que segundo Lakatos e Marconi (2017) é um processo de leitura e segmentação dos dados em partes menores e identificáveis, chamadas de códigos. O objetivo é encontrar temas ou tópicos relevantes que surgem repetidamente nas respostas ou observações. Primeiramente, foram revisadas as transcrições das entrevistas e as notas de observação para entender o contexto e os principais pontos levantados. A leitura inicial permite que o analista identifique áreas gerais de interesse, sem ainda tentar classificá-las. Em seguida, foram destacados trechos específicos que mencionavam práticas de controle financeiro, dificuldades na gestão de estoque, controle de custos e fluxo de caixa. Cada trecho destacado foi marcado com um código que descrevesse o conteúdo de maneira curta, como &#8220;falta de controle de custos&#8221;, &#8220;problemas de fluxo de caixa&#8221; ou &#8220;necessidade de monitoramento da rentabilidade&#8221;. Após a codificação inicial, os códigos foram agrupados em categorias amplas, como Gestão de Custos, Fluxo de Caixa e Monitoramento da Rentabilidade. Esse agrupamento organizou os dados de forma que os padrões e temas principais pudessem ser visualizados e analisados em conjunto, conforme quadro 3 a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3 &#8211; </strong>Codificação dos dados</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Trecho da Entrevista/Observação</strong><strong></strong></td><td><strong>Código Inicial (Codificação Aberta)</strong><strong></strong></td><td><strong>Categoria Temática</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>&#8220;Nós não temos um sistema para controlar os custos de cada produto.&#8221;</td><td>Falta de controle de custos</td><td>Controle de Custos</td></tr><tr><td>&#8220;Tentamos calcular na mão, mas às vezes erramos, e isso afeta nosso preço de venda.&#8221;</td><td>Erros manuais em cálculos financeiros</td><td>Controle de Custos</td></tr><tr><td>&#8220;Sempre ficamos sem insumos inesperadamente, porque não temos um controle de estoque automatizado.&#8221;</td><td>Falta de controle de estoque</td><td>Gestão de Estoque</td></tr><tr><td>&#8220;Isso atrasa a produção e aumenta os custos.&#8221;</td><td>Impacto no custo de produção</td><td>Gestão de Estoque</td></tr><tr><td>&#8220;No inverno, as vendas caem muito, e ficamos com dificuldades para cobrir as despesas fixas.&#8221;</td><td>Sazonalidade e fluxo de caixa</td><td>Fluxo de Caixa</td></tr><tr><td>&#8220;Não temos uma previsão de fluxo de caixa para nos preparar para períodos de baixa demanda.&#8221;</td><td>Ausência de previsão de fluxo de caixa</td><td>Fluxo de Caixa</td></tr><tr><td>Observação: &#8220;Não há registro automatizado de entradas e saídas de caixa, apenas anotações manuais em cadernos.&#8221;</td><td>Falta de automação no controle financeiro</td><td>Automação e Controle Financeiro</td></tr><tr><td>Observação: &#8220;O controle manual do caixa gera inconsistências no monitoramento diário e aumenta o risco de erros financeiros.&#8221;</td><td>Inconsistências no controle manual</td><td>Automação e Controle Financeiro</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda etapa, análise temática consistiu em explorar mais profundamente os temas definidos na codificação aberta. Com as categorias principais (Gestão de Custos, Fluxo de Caixa e Monitoramento da Rentabilidade), foram observados padrões de resposta e comportamento. Com base nas categorias, foram destacados padrões que indicam problemas recorrentes, como a falta de controle de custos, escassez de insumos e impactos da sazonalidade no fluxo de caixa. Esses padrões ajudam a entender quais problemas são mais comuns e seus efeitos na operação, cada padrão foi analisado em termos de impacto direto na empresa. A análise temática evidenciou que a falta de ferramentas estruturadas gerava ineficiência no controle financeiro. Conforme quadro 4 a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 4</strong> &#8211; Análise temática e identificação dos padrões</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Categoria Temática</strong></td><td><strong>Padrões Identificados</strong><strong></strong></td><td><strong>Implicação na Empresa</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Controle de Custos</td><td>Ausência de um sistema automatizado para controle de custos, resultando em cálculos manuais e erros frequentes</td><td>Dificuldade em definir preços adequados e monitorar a rentabilidade real dos produtos</td></tr><tr><td>Gestão de Estoque</td><td>Escassez de insumos devido à falta de controle, causando atrasos na produção e aumento nos custos</td><td>Aumento nos custos de produção e queda na eficiência operacional</td></tr><tr><td>Fluxo de Caixa</td><td>Sazonalidade impacta negativamente o fluxo de caixa, com dificuldades para cobrir despesas em períodos de baixa demanda</td><td>Necessidade de planejamento para períodos sazonais com baixa receita</td></tr><tr><td>Automação e Controle Financeiro</td><td>Dependência de registros manuais para entradas e saídas financeiras, gerando inconsistências e erros</td><td>Aumento do risco de erros e dificuldade no monitoramento financeiro diário</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de triangulação dos métodos de análise foi aplicada para cruzar as informações obtidas por diferentes métodos (entrevistas, registros financeiros e observação direta). Esse processo conferiu maior validade às informações, já que permitiu verificar a consistência entre as percepções dos entrevistados e os dados reais da empresa. Por exemplo, ao comparar os relatos dos gestores sobre dificuldades de controle de custos com os dados financeiros reais, foi possível confirmar a ausência de um sistema de registro eficaz. A triangulação permitiu confirmar, por exemplo, que os problemas de rentabilidade estavam relacionados tanto à falta de um sistema de custeio como à ausência de indicadores de desempenho financeiro. Essa confirmação forneceu evidências claras das áreas que precisavam de melhorias. Conforme quadro 5 a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 5</strong> – Triangulação dos métodos de análise</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Fonte de Dados</strong><strong></strong></td><td><strong>Padrão Observado</strong></td><td><strong>Confirmação de Problema (Intersecção entre Fontes)</strong><strong></strong></td><td><strong>Conclusão</strong><strong></strong></td></tr><tr><td>Entrevistas (Gestores)</td><td>Dificuldades em controlar custos de produção</td><td>Confirmado em observação direta: cálculos manuais são comuns e propensos a erros</td><td>Necessidade de um módulo de controle de custos automatizado</td></tr><tr><td>Entrevistas (Funcionários)</td><td>Falta de controle de estoque causa atrasos na produção</td><td>Observado diretamente: estoque desorganizado e falta de sistema de monitoramento</td><td>Necessidade de um módulo de gestão de estoque</td></tr><tr><td>Registros Financeiros</td><td>Fluxo de caixa irregular, especialmente em períodos sazonais</td><td>Entrevistas e observações revelam impacto da sazonalidade no caixa</td><td>Necessidade de um módulo de previsão e controle de fluxo de caixa</td></tr><tr><td>Observação Direta</td><td>Anotações manuais geram inconsistências no controle financeiro</td><td>Entrevistas confirmam erros frequentes devido à falta de automação</td><td>Necessidade de automação e relatórios financeiros diários</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Com base nas deficiências observadas nas etapas anteriores, foi definida a lista de funcionalidades que o sistema integrado precisaria oferecer para atender às necessidades da empresa: Controle de Custos: Para gerenciar insumos e calcular automaticamente os custos de cada lote produzido. Monitoramento da Rentabilidade: Para calcular e monitorar a margem de lucro, oferecendo uma visão clara sobre a lucratividade de cada produto. Gerenciamento do Fluxo de Caixa: Para consolidar entradas e saídas financeiras e gerar projeções de fluxo de caixa. Relatórios Automatizados: Para fornecer análises financeiras rápidas e detalhadas.</p>



<h6 class="wp-block-heading">4.1       Arquitetura Geral do Sistema</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na análise dos resultados, o sistema integrado de gestão financeira para a sorveteria pode ser focado em três módulos principais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Módulo de Controle de Custos (MCC)</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR)</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada módulo é projetado para atender às necessidades identificadas durante o diagnóstico, garantindo que a empresa disponha de ferramentas eficazes para otimizar seus processos operacionais e financeiros. A lógica de integração permitirá que os dados inseridos em um módulo sejam compartilhados com os outros, formando um sistema robusto e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para operacionalizar o sistema, o primeiro passo é alimentar um banco de dados com todos os insumos e processos utilizados na produção. Isso inclui informações detalhadas sobre ingredientes, embalagens, mão de obra, e custos operacionais. Assim, o sistema fornecerá uma visão completa e precisa dos custos envolvidos em cada etapa de produção e permitirá uma gestão integrada e automatizada de custos, rentabilidade e fluxo de caixa.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><em>4.1.1 Módulo Controle de Custos (MCC)</em></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O Módulo de Controle de Custos (MCC) é responsável pelo gerenciamento completo dos insumos utilizados na produção e da gestão de estoque. Ele faz o registro detalhado de todos os materiais, mão de obra, e custos indiretos envolvidos em cada produto fabricado. O MCC é integrado a um banco de dados central, que armazenará informações sobre cada insumo, como quantidades compradas, variações de preço e prazos de validade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MCC funcionará nas seguintes etapas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Entrada de Dados: As informações de compras de matérias-primas, custos operacionais e outros insumos serão automaticamente inseridas no sistema via integração com o Banco de Dados</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Processamento: O MCC calculará os custos de cada lote produzido, associando os insumos utilizados a cada linha de produto. Para isso, ele utiliza fórmulas específicas para cada produto, considerando as quantidades exatas de insumos necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Saída de Dados: A saída gerada pelo MCC é a composição detalhada dos custos por produto, que será automaticamente transmitida para o Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR). Essa comunicação permite que o MMR calcule com precisão a margem de lucro de cada item.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o MCC enviará alertas para o Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC) sempre que houver variações significativas nos custos dos insumos, afetando o planejamento financeiro. Na figura 1 abaixo, apresenta-se o fluxograma do Módulo de Controle de Custos (MCC).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Módulo de controle de custos</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="762" height="508" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-762.png" alt="" class="wp-image-185087" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-762.png 762w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-762-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024</p>



<h6 class="wp-block-heading"><em>4.1.2  Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR)</em></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR) é o responsável por calcular e monitorar a margem de lucro e a performance financeira de cada produto. Ele fará uso das informações de custo recebidas do MCC para analisar a viabilidade de cada item da linha de produção, como sorvetes e picolés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MMR funcionará nas seguintes etapas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Entrada de Dados: O MMR recebe informações de custo por produto do MCC e dados de vendas reais integrados ao sistema de ponto de venda (PDV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Processamento: Com base nos dados de custo e preço de venda, o MMR calcula automaticamente a margem bruta, o markup, a margem de contribuição e outros indicadores de desempenho financeiro para cada produto. Além disso, realiza uma análise contínua dos dados para identificar variações de rentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Saída de Dados: Os resultados são transmitidos para o MGFC, que utiliza essas informações para ajustar o planejamento financeiro e as previsões de fluxo de caixa, considerando os produtos mais e menos rentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MMR também emite relatórios detalhados e previsões de lucros futuros, baseando-se em dados históricos e nas tendências observadas no mercado. Na figura 2 a seguir, é exibido o fluxograma do Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong> &#8211; Módulo Monitoramento da Rentabilidade</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="769" height="531" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-763.png" alt="" class="wp-image-185088" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-763.png 769w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-763-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 769px) 100vw, 769px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><em>4.1.3  Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC)</em></h6>



<p class="wp-block-paragraph">O Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC) controla as movimentações financeiras da empresa, garantindo que as entradas e saídas de recursos financeiros sejam monitoradas de forma eficiente. Ele é responsável por consolidar as informações vindas dos outros módulos, a fim de gerar previsões financeiras e alertas automatizados sobre possíveis déficits de caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MMR funcionará nas seguintes etapas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Entrada de Dados: O MGFC receberá dados do MMR (rentabilidade dos produtos) e do MCC (custos de insumos e produção), além de dados de vendas e despesas gerais do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Processamento: O módulo consolida as informações financeiras, realizando cálculos de fluxo de caixa com base nas vendas reais e nas despesas operacionais. O sistema gerará previsões automáticas para períodos futuros, considerando sazonalidades e padrões de compra e venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Saída de Dados: O MGFC fornece relatórios financeiros periódicos, que incluem previsões de caixa, projeções de fluxo e indicadores de liquidez. Além disso, ele emitirá alertas quando os níveis de caixa atingirem limites críticos ou quando houver a necessidade de fazer ajustes financeiros, como renegociar prazos com fornecedores. Abaixo, encontra-se na figura 3 o fluxograma do Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong> &#8211; Módulo Gerenciamento do Fluxo de Caixa</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="775" height="557" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-764.png" alt="" class="wp-image-185090" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-764.png 775w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-764-300x216.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-764-768x552.png 768w" sizes="(max-width: 775px) 100vw, 775px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.2       Funcionalidades do Sistema</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema integrado de gestão financeira será desenvolvido para fornecer funcionalidades robustas e automatizadas, otimizando o controle dos processos financeiros, operacionais e estratégicos da sorveteria. Cada módulo será interdependente, garantindo uma troca constante de dados entre os processos e facilitando a tomada de decisões com base em informações precisas e em tempo real. A seguir, a figura 4 ilustra o fluxograma do sistema integrado de gestão financeira proposto, representando as interações entre os módulos principais e o fluxo contínuo de dados entre os processos de custos, rentabilidade e fluxo de caixa</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 4</strong> &#8211; Concepção do sistema de gestão financeira</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="794" height="762" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-765.png" alt="" class="wp-image-185091" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-765.png 794w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-765-300x288.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image-765-768x737.png 768w" sizes="(max-width: 794px) 100vw, 794px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Elaborado pelo autor, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema começará com o Controle Automatizado de Custos, que permitirá o cadastro detalhado de todos os insumos, desde matérias-primas e embalagens até a mão de obra envolvida na produção. Esses insumos serão monitorados em tempo real, atualizando automaticamente quantidades disponíveis, custos de aquisição e prazos de validade. Com a ordem de produção, o sistema calculará automaticamente os custos de produção por produto, com base nas quantidades exatas de insumos utilizados em cada lote, proporcionando uma visão precisa dos gastos envolvidos. Ele também permitirá uma análise detalhada dos custos fixos e variáveis, separando despesas como aluguel das variáveis, como o custo de matérias-primas, o que facilitará o controle financeiro e a otimização de custos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados serão integrados ao Módulo de Monitoramento de Rentabilidade, responsável por calcular a margem de lucro bruta e líquida de cada produto, além de calcular a margem de contribuição, permitindo uma análise clara de quanto cada produto contribui para cobrir os custos fixos e gerar lucro. O sistema fornecerá comparações visuais da rentabilidade entre diferentes produtos, como sorvetes tradicionais, premium e picolés, ajudando a identificar quais itens oferecem maior retorno financeiro. Além disso, o Módulo de Monitoramento de Rentabilidade permitirá simular cenários financeiros, como variações no custo dos insumos ou nos preços de venda, possibilitando que os gestores antecipem os impactos dessas mudanças na rentabilidade e façam ajustes estratégicos antes que as alterações ocorram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações de rentabilidade, assim como os custos de produção calculados no MCC, serão automaticamente transmitidas para o Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa. Este módulo consolidará todas as informações financeiras, realizando cálculos de fluxo de caixa com base nas vendas, nas despesas operacionais e nas previsões de receita futura. O sistema gerará previsões automáticas de fluxo de caixa, levando em conta a sazonalidade da demanda e os padrões históricos de venda, ajudando os gestores a se prepararem para períodos de maior ou menor receita. Ele também auxiliará no planejamento de reservas financeiras, garantindo a solvência da empresa em meses de baixa demanda. O Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa emitirá alertas automáticos sempre que os níveis de caixa atingirem limites críticos, permitindo que os gestores tomem medidas rápidas, como renegociar prazos com fornecedores ou ajustar investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema contará com Dashboards e Relatórios Financeiros Personalizados, detalhando os custos de produção e a rentabilidade de cada produto. Esses relatórios permitirão uma análise rápida dos resultados financeiros e o acompanhamento da evolução do desempenho ao longo do tempo, com comparativos de variações de custos e margens de lucro entre diferentes períodos, categorias de produtos ou insumos. A integração dos módulos facilitará a exportação dos dados para planilhas ou sistemas externos, otimizando o uso em auditorias e contabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interface será personalizável, com um Painel de Controle Interativo que consolidará as principais métricas financeiras e operacionais em um único lugar, permitindo a visualização em tempo real de informações como fluxo de caixa, rentabilidade dos produtos, níveis de estoque e outros indicadores essenciais. O sistema incluirá Automação e Alertas Inteligentes. Variações significativas nos custos de insumos ou na produção gerarão alertas automáticos para que ajustes sejam feitos antes de impactar a rentabilidade. O controle de estoque integrado emitirá alertas quando os níveis de insumos atingirem níveis críticos, garantindo a continuidade da produção. As funcionalidades poderão ser ajustadas conforme as necessidades da empresa, proporcionando maior precisão na tomada de decisões estratégicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a interação fluida entre os módulos de controle de custos, monitoramento de rentabilidade e gerenciamento de fluxo de caixa, o sistema proporcionará uma visão completa e integrada de todos os processos da sorveteria. Isso permitirá que os gestores tenham controle total sobre as operações financeiras, otimizem os custos e maximizem a rentabilidade da empresa de forma eficiente e automatizada.</p>



<h6 class="wp-block-heading">4.3       Benefícios para a Empresa</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação do sistema integrado de gestão financeira trará diversos benefícios para a sorveteria, resolvendo os principais problemas identificados no diagnóstico, além de otimizar processos e melhorar a tomada de decisões estratégicas. Um dos maiores desafios era o controle impreciso dos custos de produção, que gerava desperdícios e desconhecimento dos gastos reais. Com o Módulo de Controle de Custos (MCC), os insumos serão monitorados e os custos calculados automaticamente, fornecendo uma visão detalhada e atualizada de cada produto. Isso permitirá identificar oportunidades para reduzir desperdícios e ajustar práticas de compra e produção, aumentando a eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema diagnosticado foi a falta de clareza sobre a rentabilidade dos produtos, o que dificultava a gestão estratégica. O Módulo de Monitoramento de Rentabilidade (MMR) solucionará essa questão ao fornecer análises precisas sobre a margem de lucro de cada item, permitindo identificar os produtos mais lucrativos e ajustar aqueles que demandam melhorias, seja nos custos de produção ou nos preços de venda. Isso permitirá otimizar o portfólio de produtos e aumentar continuamente a margem de lucro, além de facilitar a simulação de cenários financeiros para ajustes rápidos conforme as mudanças de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No gerenciamento do fluxo de caixa, o sistema trará previsibilidade, especialmente nos períodos de baixa demanda. Com o Módulo de Gerenciamento de Fluxo de Caixa (MGFC), a empresa poderá prever suas necessidades financeiras com base em dados históricos e sazonais, criando reservas financeiras e evitando problemas de liquidez. Essa previsibilidade reduzirá significativamente os riscos financeiros, garantindo a cobertura das despesas operacionais sem recorrer a capital de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a automação dos processos reduzirá erros operacionais, minimizando a intervenção manual e eliminando inconsistências nos dados financeiros. Isso resultará em uma operação mais eficiente e precisa, com menor risco de falhas e retrabalho, permitindo que os gestores se concentrem em atividades estratégicas. Por fim, o sistema será um suporte crucial para enfrentar a sazonalidade, uma das principais preocupações da empresa. A previsão de fluxo de caixa e a criação de reservas permitirão um planejamento eficaz para os períodos de menor demanda, ajustando a produção e otimizando os recursos. Isso garantirá a estabilidade financeira mesmo em meses de vendas reduzidas, assegurando a continuidade saudável da operação ao longo do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração entre os módulos proporcionará aos gestores uma visão completa e em tempo real da saúde financeira da empresa, consolidando dados de custos, rentabilidade e fluxo de caixa em um único sistema. Isso permitirá que decisões estratégicas, como ajustes de preços, negociações com fornecedores e investimentos em novos produtos, sejam tomadas de forma mais rápida e segura, aumentando a competitividade da sorveteria.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5       Conclusão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho teve como objetivo propor o desenvolvimento de um sistema integrado de gestão financeira para uma microempresa do setor de sorvetes, visando otimizar o controle de custos, monitorar a rentabilidade e gerenciar o fluxo de caixa de forma eficiente. Através da análise da empresa estudada, foi possível identificar problemas significativos relacionados à falta de um sistema eficaz de gestão financeira, impactando diretamente na sustentabilidade e eficiência operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação do sistema proposto, dividido nos três módulos de Controle de Custos, Monitoramento de Rentabilidade e Gerenciamento de Fluxo de Caixa, oferece uma solução prática para esses problemas. Cada módulo foi concebido para atender às necessidades específicas da empresa, garantindo que as informações financeiras fluam de forma integrada e automatizada. O sistema permitirá à empresa otimizar seus processos operacionais, reduzir erros e tomar decisões baseadas em dados precisos e atualizados, gerando ganhos em eficiência e competitividade. Além de resolver os problemas identificados, o sistema traz benefícios estratégicos, como a previsibilidade financeira, a criação de reservas para enfrentar períodos de sazonalidade e a automação de processos críticos. Esses avanços contribuirão para a sustentabilidade financeira da sorveteria, tornando-a mais preparada para lidar com as variações do mercado e para crescer de maneira planejada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada contribui para a literatura acadêmica ao focar nas peculiaridades da gestão financeira de sorveterias, um tema pouco explorado. Ao propor um sistema integrado o trabalho oferece uma abordagem inovadora para a gestão financeira de sorveterias, sugerindo que soluções tecnológicas customizadas podem desempenhar um papel crucial na sobrevivência e no sucesso dessas empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como limitação, o trabalho apresenta apenas a proposta de desenvolvimento do sistema, sem a implementação prática. Para pesquisas futuras, sugere-se a continuidade deste estudo com a implementação prática do sistema proposto, o que permitirá a validação empírica de sua eficácia, além de pesquisas futuras que explorem outras áreas de gestão em microempresas alimentícias.<br></p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



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<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE. <strong>Transformação Digital nas MPES</strong>. SEBRAE, 2023. Disponível em: https://datasebrae.com.br/wp-content/uploads/2023/12/relatorio_TIC_2023_v6-Relatorio-Completo.pdf. Acesso em: 19 de abr. 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIMPLIZA<strong> Sistema para gestão de Sorveterias e Açaiterias: Ferramentas para organizar as vendas.</strong> SIMPLIZA, 2023. Disponível em: https://blog.simpliza.com.br/ferramentas/sistema-sorveteria-ferramentas-organizar-vendas/. Acesso em: 15 de maio de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">TABORDA, Mirian; TESSELE, Vinicius. <strong>APLICAÇÃO DE DASHBOARD PARA ANÁLISE DE CUSTOS</strong>. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v3i1.2332.Acesso em: 14 de maio. 2024.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Aluno de Graduação em Ciências Contábeis na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) –Campus І. E-mail: italoebp@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0006-7910-1294</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Doutoranda em Ciências Contábeis pela Universidade de Brasília-UnB, Mestre em Ciências Contábeis pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba-UFPB.<br>E-mail: kamillabrrt@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0030-1706</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> Pós-doutor em Controladoria e Contabilidade pelo Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USPE-mail: mamadoudieng@face.ufmg.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5990-8019</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref4" id="_ftn4">[4]</a> Mestre em Contabilidade pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Email: gabrieljesus55@hotmail.com.ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3092-5368</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref5" id="_ftn5">[5]</a> Doutorando em Ciências Contábeis (PPGCont/ UnB). Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Paraíba. E-mail: diego.mentor@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2834-9143</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O IMPACTO DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA EFICÁCIA DO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO EM EMPRESAS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-impacto-da-contabilidade-gerencial-na-eficacia-do-processo-de-tomada-de-decisao-em-empresas-de-pequeno-e-medio-porte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 19:51:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=177121</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411181708 Camili Cristina Sousa de Souza1Eduarda Vieira da Silva2Regina Nogueira da Silva Neiverth3 RESUMO A contabilidade gerencial se revela, como uma ferramenta importante para pequenas e médias empresas, especialmente em um mercado dinâmico e competitivo. Este artigo analisa como essa prática impacta a eficiência na tomada de decisões estratégicas, sendo fundamental para enfrentar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411181708</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Camili Cristina Sousa de Souza<strong><sup>1</sup></strong><br>Eduarda Vieira da Silva<strong><sup>2</sup></strong><br>Regina Nogueira da Silva Neiverth<strong><sup>3</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade gerencial se revela, como uma ferramenta importante para pequenas e médias empresas, especialmente em um mercado dinâmico e competitivo. Este artigo analisa como essa prática impacta a eficiência na tomada de decisões estratégicas, sendo fundamental para enfrentar desafios financeiros e operacionais, que muitas vezes limitam o crescimento dessas organizações. A pesquisa é de abordagem qualitativa e quantitativa, realizada com gestores e subordinados do setor agronegócio, utilizando um formulário estruturado para a coleta de dados. Os resultados demonstram que a contabilidade gerencial é amplamente adotada, com práticas como controle orçamentário e análise de custos sendo as mais comuns e utilizadas no dia a dia das empresas. Essas práticas aumentam a eficiência na tomada de decisões e ajudam na identificação de oportunidades de negócios e na gestão de riscos, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade das pequenas e médias empresas no mercado atual. A maioria dos entrevistados reconheceu a importância da contabilidade gerencial como um pilar para o crescimento organizacional e para a formulação de estratégias de longo prazo. Os achados do estudo indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas na implementação, como custos elevados e falta de conhecimento técnico, a contabilidade gerencial permanece significativa para garantir a eficácia e a sobrevivência das pequenas e médias empresas no cenário econômico contemporâneo. Assim, o artigo reforça a necessidade de que essas empresas adotem práticas contábeis consistentes e que continuem investindo na capacitação de seus profissionais, a fim de se manterem competitivas e relevantes no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave: </strong>Contabilidade Gerencial. Eficiência. Tomada de Decisão. Pequenas e Médias Empresas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1&nbsp;&nbsp;&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As pequenas e médias empresas (PMEs) desempenham um papel fundamental na economia, não apenas no Brasil, mas em diversas partes do mundo. Elas não são apenas grandes criadoras de empregos; são verdadeiras impulsionadoras de renda, em muitas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos países em desenvolvimento, por exemplo, as PMEs são vistas como a base econômica, contribuindo para o crescimento local e para a redução das desigualdades sociais. Apesar desse impacto, essas empresas ainda enfrentam desafios significativos que limitam seu crescimento e sustentabilidade, como a escassez de recursos financeiros e humanos, dificuldades para expandir seus mercados e a complexidade da gestão do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que essas empresas possam prosperar, é essencial que tomem decisões estratégicas cuidadosas, otimizando ao máximo os recursos limitados que possuem. Nesse sentido, Costa et al. (2020) apontam a contabilidade gerencial como uma ferramenta preciosa, que oferece informações completas para decisões tanto internas quanto externas, ajudando a equipe de gestão a orientar o crescimento da empresa. Rezende e Souza (2017) também destacam o valor da contabilidade gerencial ao fornecer dados fundamentais para que os gestores baseiem suas decisões na análise financeira, no controle de fluxo de caixa, no planejamento orçamentário e na avaliação de custos fixos e variáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contar com ferramentas de contabilidade gerencial, como a análise de custos, a previsão orçamentária e o controle de desempenho, é essencial para que essas empresas possam fazer escolhas assertivas. No entanto, como observado por Bampi e Silva (2018), ter as ferramentas adequadas não é o suficiente. É importante entender como utilizá-las corretamente, pois cada empresa possui necessidades e características únicas. Assim, a seleção das ferramentas deve levar em conta o nível de complexidade da empresa, além dos conhecimentos contábeis dos gestores. Com a aplicação correta dessas práticas, as PMEs conseguem fortalecer sua capacidade de tomar decisões eficientes, o que é crucial para sua sobrevivência e crescimento em um mercado competitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo busca responder à pergunta: como a contabilidade gerencial pode melhorar a qualidade das decisões estratégicas nas pequenas e médias empresas? O objetivo é compreender de que forma essas práticas contábeis podem impactar positivamente as decisões dos gestores. Primeiramente, foram levantadas as práticas contábeis mais comuns nas PMEs. Em seguida, o estudo analisou como essas práticas ajudam a identificar oportunidades e a mitigar riscos que influenciam decisões estratégicas. Finalmente, examinou-se o papel da contabilidade gerencial na formulação de estratégias de longo prazo, permitindo que essas empresas permaneçam competitivas e sustentáveis em um cenário de constantes mudanças.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O referencial teórico deste estudo visa fornecer uma base conceitual para entender o impacto da contabilidade gerencial na eficácia do processo de tomada de decisão em empresas</p>



<p class="wp-block-paragraph">de pequeno e médio porte. Inicialmente, serão explorados os conceitos fundamentais de contabilidade e sua evolução, destacando a importância da contabilidade gerencial para a eficácia organizacional. Em seguida, serão discutidas as principais ferramentas e técnicas utilizadas nessas empresas, analisando como elas influenciam a tomada de decisão e contribuem para a competitividade no mercado. Essa fundamentação teórica é importante para contextualizar e aprofundar a análise proposta nesta pesquisa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.1 Contabilidade</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade é uma área essencial que vai muito além de registrar números; ela organiza, interpreta e comunica as transações financeiras e econômicas de uma organização, fornecendo uma visão detalhada da saúde financeira e do desempenho de uma empresa. Essas informações não servem apenas para decisões internas, mas também para análise externa, promovendo uma maior transparência. Muitas vezes chamada de a linguagem dos negócios, a contabilidade desempenha um papel fundamental no sucesso de qualquer entidade, sendo considerada, como afirma Oyadomari et al. (2018), a base para a aferição do desempenho empresarial no mundo inteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente corporativo, a contabilidade gerencial destaca-se como um recurso essencial para a administração. Diferente da contabilidade tradicional, que foca em registros para fins legais, a contabilidade gerencial é voltada para a criação de dados que orientam decisões estratégicas e operacionais. Ao oferecer informações que vão além dos números, ela permite que gestores ajustem suas estratégias rapidamente em resposta ao mercado, tornando o processo de gestão mais ágil e eficaz (HENRIQUE, 2014). Conforme aponta Mutti (2019), em um cenário cada vez mais competitivo, a contabilidade gerencial é uma ferramenta indispensável não apenas para o cumprimento de obrigações, mas também para apoiar o crescimento e o sucesso contínuo das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com sua importância, muitos profissionais ainda têm dificuldade em aprofundar-se nos aspectos técnicos da contabilidade, o que pode impactar na qualidade das informações financeiras e dificultar a análise para tomada de decisão. Crepaldi (2017) destaca que a precisão dessas informações é essencial para que os gestores identifiquem oportunidades e estejam preparados para enfrentar possíveis desafios no ambiente de negócios. Entender os fundamentos da contabilidade e aplicá-los corretamente é, portanto, vital para o crescimento e a sustentabilidade de qualquer empresa, seja qual for o setor. Quando bem utilizada, a contabilidade gerencial fortalece o controle interno e permite que os gestores criem estratégias que sustentem a competitividade e o sucesso no longo prazo. Em</p>



<p class="wp-block-paragraph">um mercado em constante transformação, essa vertente da contabilidade torna-se indispensável para as empresas que desejam se destacar e adaptar-se continuamente aos novos desafios.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.1.1 Importância da contabilidade gerencial para a eficácia organizacional</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade gerencial surgiu no final do século XIX, quando as operações empresariais começaram a se tornar mais complexas e a compreensão financeira profunda passou a ser indispensável para o sucesso organizacional. No início, o foco dessa prática era controlar custos e avaliar o desempenho das empresas, mas ela rapidamente evoluiu, transformando-se em uma ferramenta estratégica essencial para a administração moderna. Hoje, a contabilidade gerencial oferece não apenas dados financeiros, mas também informações vitais para a tomada de decisões estratégicas, incluindo aspectos financeiros e não financeiros que são fundamentais para o planejamento da empresa (ATKINSON et al., 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um mundo de mudanças constantes, onde o mercado exige adaptações rápidas, essa evolução tornou-se ainda mais significativa. Araújo (2019) destaca que o papel do contador vai muito além de registrar números: ele atua como um verdadeiro consultor estratégico, orientando decisões importantes para o futuro da empresa. Marion (2015) reforça essa ideia, comparando uma empresa sem contabilidade gerencial a um barco sem rumo, ressaltando a importância dessa prática para a sustentabilidade e o crescimento organizacional. Em um ambiente competitivo, em que decisões rápidas e informadas são essenciais, a contabilidade gerencial oferece uma base sólida para a construção de estratégias eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alinhar a contabilidade gerencial aos objetivos estratégicos da organização é essencial para que as operações internas estejam direcionadas ao sucesso da empresa. Como explica Miedzinski (2015), o planejamento desempenha um papel crucial na gestão, permitindo que as empresas estabeleçam metas claras e desenvolvam estratégias sólidas. Beuren, Barp e Filipin (2013) acrescentam que um sistema robusto de contabilidade gerencial ajuda a acompanhar as operações de perto, adaptando-se às demandas do mercado e assegurando competitividade a longo prazo. No contexto dos negócios, pensar estrategicamente é o caminho para um futuro de sucesso, e essa mentalidade precisa estar presente em cada decisão tomada. Essa prática demanda um conhecimento aprofundado do mercado e uma análise contínua das tendências e desafios que surgem (OLIVEIRA, 2015). Embora pequenas e médias empresas enfrentem barreiras para implementar a contabilidade gerencial, como</p>



<p class="wp-block-paragraph">limitações de recursos e burocracia, os benefícios que ela oferece são expressivos. Silva (2017) observa que, em muitas dessas empresas, o contador acaba acumulando diversas funções, o que pode comprometer o impacto da contabilidade gerencial caso não exista uma estrutura de suporte. Entretanto, como enfatizam Carraro et al. (2018), métodos mais avançados de contabilidade gerencial apresentam oportunidades para melhorar as decisões e aumentar a competitividade, mostrando o quanto o controle gerencial pode contribuir para o crescimento sustentável da organização.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As principais ferramentas e técnicas da contabilidade gerencial em pequenas e médias empresas</h6>



<p class="wp-block-paragraph">As principais ferramentas de contabilidade gerencial desempenham um papel relevante na gestão de pequenas e médias empresas, fornecendo <em>insights </em>que orientam decisões estratégicas. Ferramentas como a análise custo-volume-lucro, orçamentos e a análise de ponto de equilíbrio são essenciais para a compreensão dos custos e a avaliação do desempenho organizacional, identificando áreas de melhoria e potencializando a eficiência operacional (MARION e RIBEIRO, 2014). Conforme observado por Garrison, Noreen e Brewer (2018), a eficiência operacional alcançada através do uso eficaz dessas ferramentas é indispensável para o sucesso das organizações, pois possibilita a produção de bens e serviços de qualidade ao menor custo possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução tecnológica tem transformado as práticas de contabilidade gerencial, introduzindo técnicas avançadas que aprimoram tanto a eficiência quanto a precisão das informações contábeis. Ferramentas como o <em>Balanced Scorecard </em>e sistemas de ERP (<em>Enterprise Resource Planning</em>) exemplificam inovações que integram diversas áreas da empresa, proporcionando uma visão holística do desempenho organizacional (BROVOSKI, 2020). Essas tecnologias permitem uma análise mais ágil e detalhada, facilitando a adaptação das empresas às rápidas mudanças do mercado. Além disso, a integração dessas técnicas com sistemas de inteligência artificial e análise de dados fortalece a capacidade das empresas em prever tendências e tomar decisões assertivas (FREZZA, 2021). Portanto, a adoção de técnicas avançadas e tecnológicas na contabilidade gerencial representa um diferencial competitivo para pequenas e médias empresas que buscam se destacar em um mercado dinâmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação prática das ferramentas e técnicas de contabilidade gerencial pode ser ilustrada por meio de estudos de caso que demonstram sua eficácia em diferentes contextos organizacionais. Alverne (2019), por exemplo, analisa a implementação de relatórios contábeis em um restaurante, destacando a importância dessas ferramentas para o funcionamento do empreendimento. Relatórios como o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício (DRE) são fundamentais para a gestão financeira de pequenas e médias empresas, oferecendo suporte na tomada de decisões estratégicas (MORAIS, 2023). Esses estudos de caso evidenciam como a contabilidade gerencial pode ser adaptada a diferentes setores, proporcionando uma percepção que auxilie os gestores a potencializar recursos, reduzir custos e melhorar a produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração das ferramentas de contabilidade gerencial com o processo de tomada de decisão é importante para garantir que as decisões estratégicas sejam fundamentadas em dados precisos e relevantes, evitando que sejam baseadas em intuições ou informações incompletas (CAMPANA et al., 2023). Ao fornecer uma visão detalhada das operações e processos internos, a contabilidade gerencial contribui para uma gestão mais eficiente e eficaz, permitindo que as empresas respondam aos desafios do mercado e aproveitem as oportunidades de crescimento. Apesar dos benefícios claros, a aplicação das ferramentas e técnicas de contabilidade gerencial em pequenas e médias empresas enfrentam desafios como à falta de investimento em acompanhamento profissional, o que pode comprometer a eficácia das práticas gerenciais (MORAIS, 2023). Superar esses desafios requer investimento em capacitação contínua e organização eficiente das ferramentas gerenciais, alinhadas às necessidades específicas de cada empresa. Com uma adoção gradual e personalizada dessas ferramentas, os gestores podem integrar essas práticas aos processos decisórios, gerando resultados mais consistentes eeficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No futuro, a contabilidade gerencial continuará a evoluir como um componente essencial na gestão de pequenas e médias empresas, especialmente à medida que novas tecnologias e técnicas avançadas se tornem mais acessíveis. A integração crescente entre ferramentas de contabilidade gerencial e sistemas de análise de dados permitirá decisões ainda mais ágeis e precisas (FREZZA, 2021). Empresas que adotarem essas inovações estarão melhor preparadas para enfrentar os desafios do mercado globalizado, garantindo sua competitividade e sustentabilidade. Assim, a contabilidade gerencial deve ser vista como uma ferramenta de suporte e um pilar estratégico que pode determinar o sucesso ou o fracasso das organizações no longo prazo. A contínua adaptação e aprimoramento dessas práticas serão fundamentais para que as empresas mantenham sua relevância e prosperidade no futuro.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.&nbsp;&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para atingir os objetivos da pesquisa, que foi evidenciar quais as ferramentas gerenciais que são ofertadas pelas estruturas comerciais para a contabilidade gerencial com qualidade na região de Lucas do Rio Verde, a pesquisa ocorreu de forma objetiva para não haver outra interpretação da pesquisa realizada. Esse artigo foi desenvolvido de forma aplicada, onde uma pesquisa qualiquantitativa. Pereira et. al. (2018, p. 67) corrobora: Muitas vezes os métodos qualitativos podem transformar-se em quantitativos por meio do emprego de questões fechadas. Quanto aos procedimentos para coleta de dados, foi utilizado o <em>Google Forms </em>como ferramenta de abordagem, formando assim um formulário com 15 perguntas sobre o tema estudado onde essa plataforma permite a formalização das comunicações, o registro e o controle das atividades das organizações, como empresas ou instituições estatais junto ao formulário que é um documento pré-impresso onde são preenchidos os dados e informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Prodanov e Freitas (2013, p 69), esse tipo de pesquisa “considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las”. O universo da pesquisa foi composto por pessoas ligadas a gestores de diferentes níveis hierárquicos de uma instituição do setor do agronegócio. Ao todo, foram entrevistados 15 gestores desse segmento, além de 10 colaboradores que atuam como subordinados desses líderes, com o objetivo de analisar suas percepções sobre gestão. As perguntas foram enviadas por meio de um link no <em>WhatsApp</em>, e as respostas foram coletadas de participantes com idades entre 18 e 59 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada e elaborada no mês de setembro de 2024. Cada questionamento foi respondido conforme o perfil de cada entrevistado, dividido em dois grupos: gestores e subordinados. Os resultados foram apresentados por meio de gráficos, evidenciando a diferença entre o conhecimento prévio sobre o tema abordado e o conhecimento adquirido após a atividade. Também foram discutidos os efeitos e impactos dessas atividades nas decisões diárias das empresas, destacando a importância do tema para o desenvolvimento de sistemas que contribuam para a formação de profissionais qualificados. Segundo Yin (2016, p. 24), “a pesquisa qualitativa procura coletar, integrar e apresentar dados de diversas fontes de evidência como parte de qualquer estudo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia do estudo foi concluída com uma breve reflexão sobre como a pesquisa e a prática contribuiu para o aprofundamento do conhecimento sobre o gerenciamento das empresas entrevistadas. Ficou evidente como cada ponto de vista, relacionado a um bom gerenciamento, mostrou-se um grande aliado no apoio aos gestores contábeis, auxiliando-os nas decisões práticas do dia a dia. Além disso, observou-se que todas as atividades desempenhadas estavam interligadas, o que reforçou a importância de uma gestão eficaz para o funcionamento otimizado da instituição.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.&nbsp; APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE RESULTADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender o impacto das ferramentas de contabilidade gerencial na tomada de decisões, aplicamos uma pesquisa com gestores e colaboradores de empresas de pequeno e médio porte. Com 15 perguntas, o formulário capturou práticas comuns e seus efeitos, apresentados em gráficos detalhados para melhor análise e compreensão dos resultados.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><img loading="lazy" decoding="async" width="6" height="7" src="">Gráfico 01: Gêneros</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="175" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2042.png" alt="" class="wp-image-177122" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2042.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2042-300x89.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="6" height="6" src=""><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O O gráfico de gêneros mostra predominância feminina 60% e masculina 40% no grupo analisado, sugerindo uma maior participação de mulheres na área. Como observa Leone (2019), essa presença destaca avanços na inclusão e igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, refletindo melhorias no cenário atual e uma tendência favorável à equidade de gênero.</p>



<h6 class="wp-block-heading">Gráfico 02: Qual a sua faixa etária?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="228" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2043.png" alt="" class="wp-image-177123" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2043.png 596w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2043-300x115.png 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico acima mostra a distribuição etária dos respondentes, com predominância de jovens: 76% têm entre 18 e 24 anos, 20% entre 25 e 39, e 4% entre 40 e 59, sem participantes acima de 60 anos. Essa amostra jovem pode refletir em ambientes como universidades. Segundo Soares, Giovanetti e Gomes (2020) observa-se que jovens têm adotado formas expressivas e simbólicas de comunicação, influenciando suas atitudes e interações. Compreender essa relação etária é essencial para desenvolver estratégias que atendam às necessidades e interesses desse grupo específico.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 03: Quais ferramentas de contabilidade gerencial que a empresa utiliza regularmente?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="220" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2045.png" alt="" class="wp-image-177125" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2045.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2045-300x109.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024</strong><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico destaca as ferramentas de contabilidade gerencial mais comum entre as empresas. A maioria 44% utiliza orçamento e controle orçamentário, seguidos pela análise de custos e margens 28%. Já os indicadores de desempenho são adotados por 12%, enquanto 16% das empresas não usam nenhuma dessas ferramentas. Esses dados refletem a importância da gestão orçamentária, alinhada ao que apontam BERGAMIM, ENGELAGE e DUTRA (2020) orçamento e planejamento são essenciais para manter uma visão precisa e atual da organização fundamental para um controle e execução eficaz.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 04: Com que frequência à contabilidade gerencial é utilizada nas decisões estratégicas da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="615" height="235" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2046.png" alt="" class="wp-image-177126" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2046.png 615w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2046-300x115.png 300w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela a frequência de uso da contabilidade gerencial nas decisões estratégicas empresariais. A maioria das empresas 56% utiliza essa prática frequentemente, destacando sua importância para o planejamento e controle operacional, enquanto 32% a adotam sempre, reforçando seu papel essencial nas estratégias. Em contrapartida, apenas 8% recorrem a ela raramente, e 4% nunca a utilizam. Segundo Guerreiro, Pereira e Rezende (2020), a adaptação dos sistemas contábeis ao ambiente externo é crucial para decisões em cenários incertos. Esses dados indicam que algumas empresas podem não estar adequando suas práticas contábeis às necessidades estratégicas e mudanças do mercado.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 05: Qual a principal dificuldade que a empresa enfrenta na implementação de práticas de contabilidade gerencial?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="246" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2047.png" alt="" class="wp-image-177127" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2047.png 611w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2047-300x121.png 300w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas na adoção de práticas de contabilidade gerencial. A falta de conhecimento técnico, apontada por 32%, destaca a necessidade de maior capacitação dos profissionais. Outros 32% citam os custos elevados como barreiras, enquanto 20% mencionam a falta de tempo, e 16% indicam a resistência à mudança. Silva (2021) observa que contadores devem divulgar essas ferramentas para apoiar decisões empresariais. Esses dados mostram que, além dos custos, conhecimento e adaptação são cruciais para o sucesso dessas práticas.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 06: Como você avalia a influência da contabilidade gerencial no planejamento estratégico da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="205" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2048.png" alt="" class="wp-image-177128" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2048.png 599w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2048-300x103.png 300w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela como as empresas percebem a contabilidade gerencial no planejamento estratégico. A prática é vista como muito influente por 44% e moderadamente influente por outros 44%, reforçando sua importância nas decisões estratégicas. Segundo Silva (2023), a contabilidade gerencial não só aprimora a qualidade das decisões, mas também fortalece a sustentabilidade a longo prazo. Apenas 8% consideram sua influência limitada, e 4% acreditam que ela não impacta o planejamento, evidenciando a necessidade de integração contínua com tecnologias emergentes e padrões globais.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 07: Em sua opinião, qual o impacto da ausência de contabilidade gerencial naqualidade das decisões estratégicas?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="616" height="194" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2049.png" alt="" class="wp-image-177129" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2049.png 616w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2049-300x94.png 300w" sizes="(max-width: 616px) 100vw, 616px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela o impacto significativo da falta de contabilidade gerencial nas decisões estratégicas das empresas. Uma maioria expressiva 76% considera sua ausência muito prejudicial, sugerindo que, sem essa prática, a qualidade das decisões é seriamente afetada. Lima (2021) enfatiza que a contabilidade gerencial é crucial para o sucesso empresarial, pois facilita a superação de desafios. Ele destaca ainda que a colaboração entre contadores e gestores é essencial para operações eficientes e resultados financeiros robustos. Outros 20% classificam a falta como moderadamente prejudicial e apenas 4% como pouco prejudicial, reforçando sua importância no mercado e a resposta nenhum impacto não obteve respondentes.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 08: Na empresa possui profissionais qualificados para a implementação e gestão da contabilidade gerencial?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="238" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2050.png" alt="" class="wp-image-177130" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2050.png 596w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2050-300x120.png 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico mostra a qualificação dos profissionais para gestão da contabilidade gerencial nas empresas. A maioria 44% possui esses profissionais, mas em número insuficiente; 32% contam com equipe qualificada adequada, enquanto 16% não têm esses profissionais, e 8% terceirizam o serviço. Isso indica desafios na implementação de contabilidade gerencial.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 09: Como a contabilidade gerencial tem ajudado a empresa a identificar oportunidades de crescimento?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="606" height="213" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2058.png" alt="" class="wp-image-177140" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2058.png 606w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2058-300x105.png 300w" sizes="(max-width: 606px) 100vw, 606px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico evidencia a percepção das empresas sobre a contribuição da contabilidade gerencial na identificação de oportunidades de crescimento. Para 48%, ela tem sido moderadamente eficaz, enquanto 44% a consideram muito eficaz, e apenas 8% relatam que não ajudou. Isso reforça o que Coutinho (2024) aponta: a contabilidade gerencial fornece ferramentas essenciais para o sucesso organizacional, e, mesmo que poucas empresas as usem plenamente, seu impacto positivo é notável, especialmente na projeção de planos financeiros e fluxos de caixa.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 10: Qual o nível de integração entre a contabilidade gerencial e o processo de tomada de decisão da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="604" height="222" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2061.png" alt="" class="wp-image-177144" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2061.png 604w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2061-300x110.png 300w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico destaca o nível de integração entre a contabilidade gerencial e a tomada de decisão nas empresas: 56% apontam integração parcial, 36% relatam integração total, 4% indicam ausência de integração, e outros 4% mencionam integração mínima. Esses dados corroboram Silva (2023), que enfatiza a importância de uma contabilidade gerencial bem integrada para aprimorar as decisões empresariais, recomendando adaptação contínua a novas tecnologias e normas globais, além de estudos sobre tendências emergentes no setor.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 11: Quais são os benefícios percebidos ao utilizar contabilidade gerencial?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="205" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2060.png" alt="" class="wp-image-177145" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2060.png 599w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2060-300x103.png 300w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela que 44% das empresas percebem uma melhoria significativa na tomada de decisões ao utilizarem a contabilidade gerencial, enfatizando seu valor estratégico. Dornelas et al., (2023) ressalta que essa prática é essencial, pois fornece informações financeiras para o planejamento e controle eficaz dos recursos. Outros 36% apontam avanços no controle de custos, enquanto 8% notam ganhos em eficiência operacional. Apenas 12% não identificaram benefícios, reforçando a importância da contabilidade gerencial na gestão corporativa.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 12: Como você avalia a relação custo-benefício da contabilidade gerencial daempresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="209" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2059.png" alt="" class="wp-image-177141" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2059.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2059-300x103.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico demonstra a avaliação da relação custo-benefício da contabilidade gerencial, conforme a percepção dos respondentes. A maioria 60% classificou-a como boa e 24% como excelente, refletindo uma visão majoritariamente positiva. Apenas 16% consideram a relação regular, indicando que há espaço para melhorias. Nenhum respondente avaliou como baixo, sugerindo que a empresa atende bem às expectativas. Segundo Silva (2021), a contabilidade gerencial é uma ferramenta estratégica, que apoia a geração de valor e fortalece a saúde financeira da empresa, facilitando decisões mais seguras e processos mais controláveis, além de contribuir para a transparência organizacional.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 13: Qual o impacto da contabilidade gerencial na eficiência operacional da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="228" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2055.png" alt="" class="wp-image-177135" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2055.png 591w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2055-300x116.png 300w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico revela a percepção dos entrevistados sobre o impacto da contabilidade gerencial na eficiência operacional. A maioria 44% considera o impacto alto, reforçando a importância dessa ferramenta no desempenho organizacional. Uma parcela de 40% avalia o impacto como moderado, enquanto 12% o percebem como muito alto, indicando uma relevância ainda mais acentuada. Apenas 4% o classificam como baixo. Segundo Rezende (2024), a contabilidade gerencial, ao oferecer dados sólidos, apoia a gestão financeira e estratégica, promovendo melhorias significativas no desempenho financeiro das organizações.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 14: Com que frequência os relatórios de contabilidade gerencial são utilizados nas reuniões de estratégia da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="229" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2063.png" alt="" class="wp-image-177143" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2063.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2063-300x113.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico destaca o uso dos relatórios de contabilidade gerencial em reuniões estratégicas empresariais. A maioria 48% relata uso frequente, e 28% afirmam que são sempre considerados, reforçando sua importância nas decisões. Em contraste, 12% mencionam uso raro e outros 12% afirmam nunca utilizá-los. Como aponta Manca (2022), a aplicação de dados contábeis relevantes fortalece os processos gerenciais e o desempenho organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contabilidade gerencial, assim, proporciona uma base sólida e organizada para decisões mais assertivas, aumentando a eficácia no alcance dos objetivos empresariais.</p>



<h6 class="wp-block-heading">GRÁFICO 15: Em sua opinião, a contabilidade gerencial contribui para a sustentabilidade financeira da empresa?</h6>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="598" height="223" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2062.png" alt="" class="wp-image-177147" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2062.png 598w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2062-300x112.png 300w" sizes="(max-width: 598px) 100vw, 598px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Dados da pesquisa, 2024</strong><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico mostra que 76% das empresas veem a contabilidade gerencial como essencial para a sustentabilidade financeira, enquanto 20% consideram sua contribuição moderada e 4% acreditam que ela não impacta. Brito (2021) ressalta que, em crises, a falta de controle gerencial compromete a saúde financeira, mas as ferramentas contábeis ajudam a minimizar esses impactos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONCLUSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As considerações finais deste estudo ressaltam o quanto a contabilidade gerencial pode ser uma aliada valiosa para as pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente ao apoiar gestores e equipes no processo de tomada de decisões estratégicas. Por meio de entrevistas qualitativas com gestores e colaboradores do setor do agronegócio, foi possível observar como ferramentas contábeis, como o controle orçamentário e a análise de custos, são amplamente aplicadas, fortalecendo a capacidade de gestão dessas empresas. Os resultados evidenciam que a contabilidade gerencial não apenas apoia a identificação de oportunidades e riscos de forma mais eficiente, mas também se torna fundamental para o desenvolvimento de estratégias de longo prazo que promovam a competitividade e a sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o trabalho atingiu seus principais objetivos, ao identificar as ferramentas contábeis mais utilizadas pelas PMEs e analisar como elas impactam nas decisões diárias e estratégicas dos gestores. A contabilidade gerencial mostrou-se uma ferramenta indispensável para os gestores, ao permitir planejamentos mais precisos e decisões baseadas em dados reais, o que, por sua vez, fortalece a gestão e contribui para a sobrevivência e crescimento dessas empresas em um mercado tão competitivo. Esse impacto se torna ainda mais relevante nas</p>



<p class="wp-block-paragraph">PMEs, que muitas vezes enfrentam restrições de recursos e necessitam de informações confiáveis para sustentar suas operações e evoluir. No entanto, o estudo identificou algumas limitações importantes. Um dos desafios mais mencionados foi o custo elevado da implementação de sistemas completos de contabilidade gerencial, somado à escassez de conhecimento técnico especializado, o que pode dificultar a adoção plena dessas práticas. Além disso, o número limitado de participantes e o foco em um único setor dificultam a generalização dos resultados para outros setores e para empresas de diferentes tamanhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para estudos futuros, recomenda-se ampliar as amostras para abranger outros setores e contextos econômicos, enriquecendo a compreensão do papel da contabilidade gerencial em diferentes realidades. Além disso, explorar o potencial das novas tecnologias como a inteligência artificial e a automação, pode abrir portas para soluções contábeis mais acessíveis para empresas menores. Por fim, investigar o impacto da contabilidade gerencial em setores mais voláteis ou em mercados internacionais pode contribuir significativamente para aprofundar o conhecimento e as práticas na área, ajudando empresas de todos os tipos a se fortalecerem em um ambiente dinâmico e competitivo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, J. C. de. A responsabilidade do contador frente ao direito contemporâneo brasileiro: aspectos civis e penais. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Disponível em&lt; https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/42673&gt; acesso em 26 de abril de 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">BERGAMIM, Graciele; ENGELAGE, Emanuele; DUTRA, Marcelo Haendchen. Importância da Gestão Orçamentária e de Custos como Suporte à Tomada de Decisões em Micro e Pequenas Empresas. January 2020REMIPE &#8211; Revista de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo da Fatec-Osasco 6(1):206-225 DOI:10.21574/remipe.v6i1.194</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, K. G. M., Contabilidade gerencial: a relevância da contabilidade gerencial como ferramentas de gestão. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à faculdade Pitágoras, Maceió &#8211; AL, 2021. Disponível em: &lt;https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/36662/1/KAROLLYNE_GOUV EIA_DE_MENDON%C3%87A_BRITO.pdf>. Acessado em 15 de outubro, 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">MANCA, M. L., A importância e as contribuições da contabilidade gerencial para a gestão empresarial. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Instituição Anhanguera Sertãozinho, 2022. Disponível em:&lt;https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/57760/1/MARCELLI_LOPES.pd f>. Acessado em 15 de outubro, 2024.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SINERGIA-Revista do Instituto de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, v. 21,n. 1, p. 53-66, 2017. Disponível em&lt; https://periodicos.furg.br/> Acesso em 24 de abril 2024.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1 </strong>Centro Universitário Unilasalle Lucas do Rio Verde- MT</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2  </strong>Centro Universitário Unilasalle Lucas do Rio Verde- MT</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>3 </strong>Centro Universitário Unilasalle Lucas do Rio Verde- MT<br>Lattes: https://lattes.cnpq.br/3993764654952482</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENSAIO SOBRE OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE FORTE NAS ORGANIZAÇÕES E AS PROPOSTAS EMERGENTES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/ensaio-sobre-os-desafios-da-sustentabilidade-forte-nas-organizacoes-e-as-propostas-emergentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 19:13:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 139/OUT 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=168067</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102410242131 Abraão Giuseppe Beluzi1 Introdução A sustentabilidade forte exige uma mudança profunda nas práticas organizacionais, uma vez que propõe a preservação dos recursos naturais e o respeito aos limites ecológicos, sem comprometer o desenvolvimento humano e econômico. No entanto, a transição para um modelo de gestão sustentável enfrenta diversos desafios, que vão desde a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102410242131</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Abraão Giuseppe Beluzi<sup><strong>1</strong></sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">Introdução</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade forte exige uma mudança profunda nas práticas organizacionais, uma vez que propõe a preservação dos recursos naturais e o respeito aos limites ecológicos, sem comprometer o desenvolvimento humano e econômico. No entanto, a transição para um modelo de gestão sustentável enfrenta diversos desafios, que vão desde a resistência cultural e institucional até a dependência de modelos econômicos e epistemológicos consolidados. Este ensaio explora os desafios para a adoção da sustentabilidade forte nas organizações, refletindo sobre as propostas emergentes, como o pensamento decolonial, a economia circular e as indagações que surgem a partir da análise crítica desses conceitos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O paradigma econômico hegemônico e a sustentabilidade fraca</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade fraca, amplamente defendida pelo paradigma econômico atual, se baseia na ideia de que o capital natural pode ser substituído por capital artificial. Ou seja, a tecnologia e a inovação poderiam compensar a degradação ambiental ao longo do tempo, promovendo um desenvolvimento sustentável focado no crescimento econômico contínuo. No entanto, essa visão é criticada por autores que alertam para os perigos da colonialidade do saber e da hegemonia do pensamento eurocêntrico no campo da administração. Autores como Gümüsay e Reinecke (2022) apontam que ao permitir práticas mínimas de preservação ambiental, muitas organizações continuam a explorar os recursos de forma insustentável, demonstrando sua dependência de um modelo econômico linear e extrativista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade fraca, ao permitir que empresas adotem práticas mínimas de preservação ambiental enquanto continuam a explorar os recursos naturais de maneira</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Abraão Giuseppe Beluzi – Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Finanças e Controladoria, Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Mestrando em Controladoria e Finanças – FIPECAFI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">insustentável, revela a dependência das organizações a um modelo econômico linear e extrativista. Este modelo, centrado na lógica de crescimento ilimitado, negligencia a complexidade dos sistemas ecológicos e sociais, contribuindo para o agravamento das crises ambientais e das desigualdades sociais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Pensamento decolonial e a proposta de desnortear a gestão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A perspectiva decolonial surge como uma resposta à hegemonia epistemológica do Norte Global e ao paradigma econômico dominante. Louredo e Oliveira (2022) argumentam que &#8220;desnortear&#8221; a administração implica uma rejeição da ideia de que o conhecimento válido sobre gestão deve necessariamente seguir as práticas e teorias desenvolvidas em contextos europeus ou norte-americanos. Essa crítica também está alinhada com a noção de que a gestão deve ser adaptada às realidades locais e regionais, reconhecendo as particularidades culturais e ambientais do Sul Global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a sustentabilidade forte seja adotada de maneira eficaz, as organizações precisam se desvincular das teorias gerenciais tradicionais, que privilegiam a eficiência econômica em detrimento dos direitos sociais e ambientais. A sustentabilidade forte exige uma abordagem sistêmica, que integre ecologia, justiça social e desenvolvimento econômico de maneira equilibrada. Salienta-se a necessidade de criar soluções que atendam às demandas específicas de cada contexto local, em vez de importar modelos de fora.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Economia circular e modelos de negócio sustentáveis</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tema emergente é o conceito de economia circular, um modelo alternativo para a promoção da sustentabilidade forte. A economia circular propõe a substituição do modelo linear de produção-consumo-descarte por um sistema cíclico, onde os recursos são reutilizados, reciclados e regenerados, minimizando o desperdício e os impactos ambientais, Pegorin et al. (2022). Este conceito tem sido explorado em diversas áreas, como exemplificado pelos casos da Fairphone (2021) e da Renault (2023), que utilizam materiais recicláveis e promovem o prolongamento do ciclo de vida de seus produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A economia circular, ao propor a regeneração de recursos e a minimização de resíduos, se alinha com os princípios da sustentabilidade forte. No entanto, sua implementação nas organizações enfrenta desafios significativos, principalmente relacionados à mudança de mentalidade dos gestores e à falta de incentivos econômicos para a adoção de práticas circulares. Um dos maiores obstáculos é a resistência à mudança de paradigma, uma vez que muitas empresas ainda veem a sustentabilidade como um custo, e não como uma oportunidade estratégica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bauli (2020) demonstra que economia circular pode gerar inúmeros benefícios, como agregar valor às commodities, aumentar a oferta de empregos, incentivar práticas de manutenção, impulsionar atividades econômicas ligadas a ciclos reversos (como reciclagem e remanufatura), fortalecer cadeias produtivas e fomentar negócios inovadores que ampliam a competitividade nacional.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O papel das empresas no Antropoceno e a necessidade de transformação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de Antropoceno é central para a compreensão dos desafios contemporâneos da sustentabilidade forte. A era do Antropoceno é marcada pela influência dominante da atividade humana sobre os sistemas naturais, causando desequilíbrios ecológicos, como as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a acidificação dos oceanos. Nesse contexto, Nascimento (2020) explica que a responsabilidade das organizações em mitigar esses impactos é evidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas precisam ir além das práticas de sustentabilidade fraca e adotar uma postura mais proativa e transformadora. Isso inclui a integração de princípios éticos e ecológicos em todas as suas operações, desde a cadeia de suprimentos até o descarte final de produtos. Modelos de negócio como os propostos pela economia circular oferecem alternativas viáveis, mas é necessário um compromisso maior para que essas práticas sejam amplamente adotadas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Conclusão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios para a adoção da sustentabilidade forte nas organizações são complexos, envolvendo questões culturais, econômicas e epistemológicas. A hegemonia do paradigma econômico atual, que privilegia o crescimento ilimitado, ainda impede que a sustentabilidade forte se torne uma prática comum nas organizações. No entanto, as propostas emergentes, como a abordagem decolonial e a economia circular, oferecem caminhos promissores para a superação desses desafios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção da sustentabilidade forte requer um esforço coletivo por parte das organizações, governos e sociedade civil, além de uma revisão crítica dos paradigmas gerenciais que dominam o campo da administração. A combinação dessas propostas pode ajudar as organizações a superar as barreiras existentes e a adotar um modelo de gestão verdadeiramente sustentável, atendendo às demandas do Antropoceno e das crises socioambientais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Bibliografia</h5>



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<p class="wp-block-paragraph">Louredo, F., e Oliveira, T. (2022). Administração desnorteada? Uma revisão sistemática sobre a perspectiva decolonial e os estudos em organizações. <em>Research, Society and Development</em>, <em>11</em>(2), 1-15. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i2.25378.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascimento, A. (2020). Reflexões sobre o Antropoceno, o paradigma da espécie humana e seu domínio ilusório sobre a Terra. <em>Anthropocenica: Revista de Estudos do Antropoceno e Ecocrítica</em>, <em>1</em>, 55-69. Disponível em: https://doi.org/10.21670/Anthropocenica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pegorin, M., Caldeira-Pires, A., &amp; Faria, E. (2022). Caminhos e interações da economia circular: Estudo baseado em revisão integrativa de literatura e análise bibliométrica. <em>EnANPAD</em>. Disponível em: https://www.anpad.com.br.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renault Group. (2023, March 24). Decarbonized mobility: Focus on Renault Group&#8217;s trajectory.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Renault&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Group.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https://www.renaultgroup.com/en/news-on- air/news/decarbonized-mobility-focus-on-renault-groups-trajectory/.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><sup>1</sup> </strong>Abraão Giuseppe Beluzi – Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Finanças e Controladoria, Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Mestrando em Controladoria e Finanças – FIPECAFI.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RECONHECIMENTO DE RECEITA (IFRS 15) E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reconhecimento-de-receita-ifrs-15-e-sua-influencia-na-qualidade-da-informacao-contabil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 17:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Contábeis]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 138/SET 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=163342</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1024100914531 Abraão Giuseppe Beluzi1Henrique Pontes Andrade2 Resumo Este estudo analisa os impactos da IFRS 15 na qualidade das informações contábeis das empresas. A IFRS 15 introduziu um modelo de cinco etapas para o reconhecimento de receita, que visa melhorar a transparência e a comparabilidade das demonstrações financeiras. Utilizando a Análise de Componentes Principais [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th1024100914531</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Abraão Giuseppe Beluzi<strong><sup>1</sup></strong><br>Henrique Pontes Andrade<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo analisa os impactos da IFRS 15 na qualidade das informações contábeis das empresas. A IFRS 15 introduziu um modelo de cinco etapas para o reconhecimento de receita, que visa melhorar a transparência e a comparabilidade das demonstrações financeiras. Utilizando a Análise de Componentes Principais (PCA), identificamos que a nova norma contribuiu para aumentar a relevância e a fidedignidade das informações contábeis. No entanto, a implementação da IFRS 15 também apresenta desafios, como a necessidade de ajustes nos sistemas contábeis e treinamento dos profissionais. As implicações práticas e sugestões para pesquisas futuras são discutidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> IFRS 15, reconhecimento de receita, qualidade da informação contábil, Análise de Componentes Principais (PCA)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This study analyzes the impacts of IFRS 15 on the quality of corporate accounting information. IFRS 15 introduced a five-step model for revenue recognition, aiming to improve the transparency and comparability of financial statements. Using Principal Component Analysis (PCA), we identified that the new standard contributed to increasing the relevance and reliability of accounting information. However, the implementation of IFRS 15 also presents challenges, such as the need for adjustments in accounting systems and professional training. Practical implications and suggestions for future research are discussed.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> IFRS 15, revenue recognition, quality of accounting information, Principal Component Analysis (PCA)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é amplamente reconhecido como um dos principais líderes mundiais no setor do agronegócio, graças à sua vasta extensão territorial, recursos naturais abundantes e condições climáticas favoráveis para a agricultura e pecuária. Segundo Aragão e Contini (2021), a agricultura brasileira abrange uma ampla variedade de culturas, incluindo a produção e exportação de grãos, carnes, frutas e produtos da silvicultura nas últimas duas décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o agronegócio é uma das principais colunas da economia brasileira, representando aproximadamente 23,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, conforme estimativas do CEPEA (2023). Além de sua importante contribuição econômica, o setor desempenha um papel crucial na geração de empregos e na balança comercial nacional, conforme relatado por Lucchi e outros (2021). No entanto, o funcionamento do agronegócio está intimamente ligado a fatores ambientais, climáticos e econômicos, o que torna a gestão financeira das empresas desse setor uma tarefa complexa, conforme apontado por estudos anteriores, como o de Lopes et al. (2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o setor agrícola brasileiro inclui uma ampla gama de produtos, como grãos, carnes, frutas e produtos da silvicultura, cujas exportações têm crescido significativamente nas últimas décadas. A economia brasileira se beneficia enormemente deste setor, que não só contribui significativamente para o PIB, mas também é crucial para a criação de empregos e o equilíbrio da balança comercial. No entanto, o sucesso do agronegócio depende de uma gestão eficiente, considerando os desafios ambientais e econômicos que afetam diretamente sua operação, conforme explica Matos (2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria de alimentos representa uma parcela significativa da economia brasileira, sendo crucial para o abastecimento interno e para as exportações. Empresas desse setor enfrentam complexidades específicas no reconhecimento de receita, devido à diversidade de produtos, canais de venda e condições contratuais. A adoção da IFRS 15, portanto, apresenta uma oportunidade valiosa para avaliar como mudanças nas normas contábeis podem impactar a qualidade das informações financeiras e, consequentemente, a tomada de decisão por parte dos investidores e outros stakeholders, de acordo com Peleias (2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento de receita é um dos aspectos mais críticos na contabilidade, pois afeta diretamente a precisão e a relevância das demonstrações financeiras. A International Financial Reporting Standard (IFRS) 15, implementada em 2018, introduziu um novo modelo para o reconhecimento de receita, baseado na transferência de controle ao cliente, conforme Peleias (2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, o reconhecimento de receita é um dos aspectos mais críticos na contabilidade, pois afeta diretamente a precisão e a relevância das demonstrações financeiras (Scott, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo tem como objetivo analisar os impactos da IFRS 15 na qualidade das informações contábeis das empresas de alimentos listadas na B3. Especificamente, busca-se entender como a norma influencia características qualitativas como relevância, fidedignidade e comparabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Revisão da Literatura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Reconhecimento de Receita Antes e Depois da IFRS 15</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A IFRS 15 substituiu várias normas antigas de reconhecimento de receita, incluindo a IAS 18 e a IAS 11. A nova norma introduziu um modelo de cinco etapas, conforme explicado por Aquino (2019), para o reconhecimento de receita, que exige que as empresas identifiquem os contratos com clientes, identifiquem as obrigações de desempenho, determinem o preço da transação, aloque o preço da transação às obrigações de desempenho e reconheçam a receita quando (ou à medida que) a entidade satisfaz uma obrigação de desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (Kieso, Weygandt, &amp; Warfield, 2016), antes da IFRS 15, a IAS 18 e a IAS 11 apresentavam várias inconsistências e lacunas que dificultavam a comparabilidade entre as demonstrações financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da implementação da IFRS 15, as empresas utilizavam diversas normas para o reconhecimento de receita, incluindo a IAS 18 (Receita) e a IAS 11 (Contratos de Construção). Essas normas, porém, apresentavam várias inconsistências e lacunas que dificultavam a comparabilidade entre as demonstrações financeiras de diferentes entidades e setores, conforme é possível observar IRFS (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a IFRS 15, a contabilidade de reconhecimento de receita passou a ter um modelo mais estruturado e transparente (Wagenhofer, 2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IAS 18 abordava o reconhecimento de receita de transações envolvendo a venda de bens, a prestação de serviços, e o uso de ativos da entidade por terceiros, gerando juros, royalties e dividendos. O reconhecimento da receita dependia de quando era provável que os benefícios econômicos associados à transação fluíssem para a entidade e quando a quantia da receita pudesse ser mensurada com confiabilidade. As principais condições para reconhecimento de receita incluíam:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Venda de bens</strong>: A receita era reconhecida quando os riscos e benefícios significativos da propriedade dos bens eram transferidos para o comprador.</li>



<li><strong>Prestação de serviços</strong>: A receita era reconhecida conforme o estágio de conclusão dos serviços na data das demonstrações financeiras.</li>



<li><strong>Juros, royalties e dividendos</strong>: A receita era reconhecida conforme o tempo, a base do rendimento e quando era provável que os benefícios econômicos fossem para a entidade.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A IAS 11, por outro lado, tratava de contratos de construção, onde a receita e os custos eram reconhecidos conforme o estágio de conclusão do contrato. A mensuração era baseada na percentagem de conclusão ou método da unidade de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas normas, no entanto, não forneciam orientações detalhadas para transações complexas, como contratos de longo prazo, acordos de múltiplos elementos e direitos variáveis. Isso resultava em práticas divergentes e dificuldades na comparação de informações financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada da IFRS 15, introduzida em maio de 2014 e obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2018, revolucionou a forma como a receita é reconhecida, oferecendo um modelo único, abrangente e consistente para todas as transações de receita. A IFRS 15 substituiu todas as normas anteriores, incluindo IAS 18 e IAS 11, e introduziu um modelo de cinco etapas para o reconhecimento de receita, de acordo com Peleias (2022):</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Identificação do contrato com o cliente</strong>: A receita deve ser reconhecida com base em um contrato que cria direitos e obrigações executáveis entre as partes.</li>



<li><strong>Identificação das obrigações de desempenho no contrato</strong>: As empresas devem identificar todas as promessas de transferir bens ou serviços distintos para o cliente.</li>



<li><strong>Determinação do preço da transação</strong>: O preço da transação é a quantia de contraprestação à qual a entidade espera ter direito em troca da transferência dos bens ou serviços prometidos ao cliente.</li>



<li><strong>Alocação do preço da transação às obrigações de desempenho</strong>: O preço da transação deve ser alocado para cada obrigação de desempenho com base em preços de venda independentes.</li>



<li><strong>Reconhecimento da receita quando (ou à medida que) a entidade satisfaz uma obrigação de desempenho</strong>: A receita é reconhecida quando o controle dos bens ou serviços é transferido ao cliente, o que pode ocorrer ao longo do tempo ou em um momento específico.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Qualidade da Informação Contábil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade da informação contábil é essencial, conforme demonstrado por Peleias (2022), para a tomada de decisões dos stakeholders e inclui características como relevância, fidedignidade, comparabilidade e compreensibilidade. Estudos anteriores têm mostrado que normas de contabilidade rigorosas e transparentes podem melhorar a qualidade das informações financeiras, proporcionando maior confiança aos investidores e outras partes interessadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normas de contabilidade rigorosas e transparentes podem melhorar a qualidade das informações financeiras, proporcionando maior confiança aos investidores (Ball &amp; Brown, 1968).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo (Dechow &amp; Schrand, 2004), a qualidade da informação contábil é essencial para a tomada de decisões dos stakeholders e inclui características como relevância, fidedignidade, comparabilidade e compreensibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução da IFRS 15 trouxe melhorias significativas na qualidade das informações contábeis relacionadas ao reconhecimento de receita, abordando as limitações e inconsistências das normas anteriores (IAS 18 e IAS 11). Dentre essas melhorias pode-se citar:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Transparência e Consistência</strong>: Fornece uma estrutura mais detalhada e consistente para o reconhecimento de receita, aumentando a comparabilidade entre empresas e setores.</li>



<li><strong>Divulgação</strong>: Exige mais divulgações, proporcionando aos usuários das demonstrações financeiras informações mais detalhadas sobre a natureza, quantia, tempo e incerteza da receita e fluxos de caixa resultantes de contratos com clientes.</li>



<li><strong>Judgmento e Estimativas</strong>: Maior ênfase em julgamentos e estimativas, exigindo que as empresas avaliem a probabilidade de coleta, determinem o preço da transação considerando variáveis e aloque a receita de maneira apropriada.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A IFRS 15 também aborda questões complexas como contratos com múltiplos elementos e compensações variáveis, oferecendo uma abordagem mais sistemática e padronizada, o que melhora significativamente a clareza e a precisão do reconhecimento de receita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Impactos da IFRS 15 na Qualidade da Informação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos estudos têm analisado os impactos da IFRS 15 na qualidade da informação contábil. A nova norma, ao exigir um reconhecimento mais detalhado e específico das receitas, pode melhorar a transparência e a comparabilidade das demonstrações financeiras. No entanto, sua implementação também pode trazer desafios, como a necessidade de ajustes nos sistemas contábeis e de treinamento para os profissionais da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da IFRS 15, a aplicação das normas IAS 18 e IAS 11 resultava em práticas variadas e, muitas vezes, inconsistentes. A IAS 18, que tratava da receita proveniente da venda de bens, prestação de serviços e uso de ativos, baseava-se em princípios gerais que permitiam interpretações diferentes. Isso criava desafios na comparação entre empresas de diferentes setores ou regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IAS 11, voltada para contratos de construção, também apresentava limitações, especialmente em contratos complexos e de longo prazo. A abordagem baseada na percentagem de conclusão frequentemente gerava incertezas e falta de clareza sobre a mensuração de receita, afetando a qualidade da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IFRS 15 trouxe melhorias significativas na qualidade das informações contábeis relacionadas ao reconhecimento de receita, abordando as limitações e inconsistências das normas anteriores (Hitz, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a implementação da IFRS 15, a qualidade da informação contábil melhorou significativamente devido a várias mudanças estruturais:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Modelo de Cinco Etapas</strong>: A IFRS 15 introduziu um modelo claro e sistemático para o reconhecimento de receita, aplicável a todas as transações. Isso reduziu a variabilidade e aumentou a consistência na aplicação das normas contábeis.</li>



<li><strong>Transparência e Comparabilidade</strong>: A nova norma exige divulgações detalhadas sobre a natureza, quantidade, tempo e incerteza da receita e dos fluxos de caixa de contratos com clientes. Essas divulgações fornecem uma visão mais clara das práticas de reconhecimento de receita, melhorando a transparência e permitindo comparações mais precisas entre diferentes entidades e setores.</li>



<li><strong>Julgamento e Estimativas</strong>: A IFRS 15 enfatiza a necessidade de julgamentos e estimativas informados, exigindo que as empresas avaliem a probabilidade de coleta e determinem o preço da transação de maneira mais precisa. Isso melhora a relevância e a fidelidade das informações contábeis, refletindo mais adequadamente a realidade econômica das transações.</li>



<li><strong>Abordagem de Múltiplos Elementos</strong>: A IFRS 15 trata de forma mais eficaz as transações complexas com múltiplos elementos, fornecendo diretrizes claras sobre como alocar o preço da transação entre diferentes obrigações de desempenho. Isso reduz a subjetividade e aumenta a precisão na mensuração da receita.</li>



<li><strong>Divulgações Ampliadas</strong>: A norma requer que as empresas forneçam informações detalhadas sobre contratos, políticas de reconhecimento de receita, julgamentos significativos e mudanças nas estimativas. Essas divulgações adicionais melhoram a qualidade da informação contábil, fornecendo aos usuários uma base mais sólida para análise e tomada de decisão.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Metodologia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo utilizou dados de demonstrações financeiras de empresas públicas antes e depois da adoção da IFRS 15.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise de Componentes Principais (PCA) foi utilizada para reduzir a dimensionalidade dos dados e identificar os principais componentes que explicam a variabilidade na qualidade das informações contábeis (Jolliffe, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores de qualidade analisados incluem a relevância, fidedignidade, comparabilidade e compreensibilidade das informações financeiras.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Relevância</strong>: A relevância refere-se à capacidade da informação contábil de influenciar as decisões econômicas dos usuários, ajudando-os a avaliar eventos passados, presentes ou futuros. A IFRS 15, ao exigir um reconhecimento mais detalhado e específico das receitas, pode potencialmente aumentar a relevância das informações contábeis ao fornecer uma representação mais precisa da performance financeira da empresa.</li>



<li><strong>Fidedignidade</strong>: A fidedignidade implica que a informação contábil é completa, neutra e livre de erros. A aplicação rigorosa da IFRS 15 pode melhorar a fidedignidade ao reduzir a subjetividade e a arbitrariedade no reconhecimento de receita.</li>



<li><strong>Comparabilidade</strong>: A comparabilidade permite que os usuários comparem as demonstrações financeiras de diferentes empresas e de diferentes períodos. A padronização trazida pela IFRS 15 facilita essa comparabilidade, ao estabelecer um conjunto claro de critérios para o reconhecimento de receita.</li>



<li><strong>Compreensibilidade</strong>: A compreensibilidade refere-se à clareza e à facilidade de entendimento das informações contábeis. A estrutura de cinco etapas da IFRS 15, embora detalhada, pode exigir um esforço adicional de empresas e profissionais para garantir que as demonstrações financeiras sejam apresentadas de maneira compreensível para os usuários.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Descrição dos Dados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados utilizados neste estudo foram coletados de demonstrações financeiras, obtidas através da biblioteca Economática, das empresas quatro empresas de grãos, listadas na B3, Brasil Agro S.A. – AGRO3, SLC Agrícola S.A. – SLCE3, Minerva S.A. – BEEF3, BRF S.A. – BRFS3, JBS S.A. – JBSS3 e Marfrig S.A. – MRFG3, escolhidas com base em critérios como sua participação significativa no mercado, disponibilidade de dados financeiros e relevância para o escopo da pesquisa, abrangendo o período de 2015 a 2021. As informações foram obtidas dos relatórios anuais disponíveis nos sites das empresas. Foram selecionados os índices financeiros receita líquida operacional, receita líquida financeira, lucro bruto, lucro operacional, e lucro líquido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Procedimentos Metodológicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a aplicação da PCA, os dados foram padronizados utilizando o método de padronização Z-score, garantindo que todos os indicadores tivessem uma média de 0 e desvio padrão de 1. A matriz de correlação foi calculada para identificar as relações entre as variáveis. Em seguida, a Análise de Componentes Principais (PCA) foi realizada utilizando o software R-Commander.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Variância Explicada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico abaixo mostra a variância explicada por cada um dos componentes principais. A linha de passo representa a variância acumulada, indicando o número de componentes necessários para explicar uma certa proporção da variância total dos dados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="553" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-527.png" alt="" class="wp-image-163343" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-527.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-527-300x187.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-527-768x479.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Cargas dos Componentes Principais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As cargas dos componentes principais mostram a contribuição de cada variável original em cada componente principal. Variáveis com maiores cargas (positivas ou negativas) têm uma maior influência no componente correspondente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="241" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-528.png" alt="" class="wp-image-163344" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-528.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-528-300x82.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-528-768x209.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Interpretação dos Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Componentes Principais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os componentes principais capturam a variabilidade dos dados e mostram a influência das variáveis originais em cada componente (Hair et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os componentes principais capturam a variabilidade dos dados em direções ortogonais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC1:</strong> Captura aproximadamente 40% da variância total dos dados e é influenciado significativamente pelas variáveis relacionadas ao lucro e receita, como receita líquida operacional, lucro bruto e lucro líquido. Este componente pode ser interpretado como representando a lucratividade geral das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC2:</strong> Captura aproximadamente 25% da variância total dos dados e é influenciado por variáveis como receita líquida financeira, sugerindo que este componente está associado às receitas financeiras das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PC3:</strong> Captura aproximadamente 15% da variância total dos dados e representa outros aspectos específicos da performance financeira das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 Cargas dos Componentes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As cargas dos componentes nos ajudam a interpretar os componentes principais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Valores Positivos e Negativos: Indicam a direção e magnitude da influência de cada variável no componente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Variáveis Significativas: As variáveis com maiores cargas têm uma maior influência no componente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="498" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-529.png" alt="" class="wp-image-163346" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-529.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-529-300x169.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-529-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Biplot de PC1 e PC2</p>



<p class="wp-block-paragraph">O biplot abaixo mostra as relações entre as variáveis originais e os dois primeiros componentes principais (PC1 e PC2). Cada seta vermelha representa uma variável original, e sua direção e magnitude indicam a contribuição dessa variável para os componentes principais.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="424" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-530.png" alt="" class="wp-image-163347" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-530.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-530-300x144.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-530-768x368.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais componentes explicam uma proporção significativa da variabilidade nos dados, e as cargas dos componentes ajudam a identificar as variáveis mais influentes em cada componente. A implementação da IFRS 15 contribuiu para melhorar a qualidade das informações contábeis das empresas analisadas, aumentando a relevância, fidedignidade, comparabilidade e compreensibilidade das demonstrações financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na comparação das médias dos indicadores financeiros antes e depois da implementação da IFRS 15, podemos observar que todas as empresas apresentaram melhorias significativas em seus indicadores financeiros. No entanto, algumas empresas mostraram melhorias mais acentuadas do que outras:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRO3</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes da IFRS 15 (2015-2017):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="284" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-531.png" alt="" class="wp-image-163348" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-531.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-531-300x96.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-531-768x246.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois da IFRS 15 (2018-2021):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="280" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-532.png" alt="" class="wp-image-163349" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-532.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-532-300x95.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-532-768x243.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SLCE3</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes da IFRS 15 (2015-2017):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="281" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-533.png" alt="" class="wp-image-163350" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-533.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-533-300x95.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-533-768x244.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois da IFRS 15 (2018-2021):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="286" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-534.png" alt="" class="wp-image-163351" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-534.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-534-300x97.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-534-768x248.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BEEF3</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes da IFRS 15 (2015-2017):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="285" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-535.png" alt="" class="wp-image-163352" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-535.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-535-300x97.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-535-768x247.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois da IFRS 15 (2018-2021):</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="280" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-536.png" alt="" class="wp-image-163353" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-536.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-536-300x95.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-536-768x243.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AGRO3:</strong> Mostrou um aumento significativo em todos os indicadores financeiros, especialmente em receita líquida operacional e lucro bruto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>SLCE3:</strong> Apresentou melhorias notáveis em receita líquida operacional e lucro bruto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BEEF3:</strong> Também mostrou melhorias significativas em todos os indicadores financeiros, especialmente em receita líquida operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas melhorias indicam que as empresas mencionadas se beneficiaram da implementação da IFRS 15, resultando em melhor qualidade e transparência das informações contábeis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1 Implicações Práticas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da IFRS 15 exigiu que as empresas revisassem seus processos internos de reconhecimento de receita, promovendo uma maior transparência e controle (Beneish, 1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da IFRS 15 trouxe várias implicações práticas para as empresas analisadas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Melhoria na Qualidade da Informação:</strong> A nova norma aumentou a relevância e a fidedignidade das informações contábeis, fornecendo uma representação mais precisa da performance financeira das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aprimoramento da Comparabilidade:</strong> A padronização trazida pela IFRS 15 facilita a comparabilidade entre as demonstrações financeiras de diferentes empresas e períodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Necessidade de Ajustes nos Sistemas Contábeis:</strong> As empresas precisaram ajustar seus sistemas contábeis para atender aos novos requisitos da IFRS 15, o que envolveu investimento em tecnologia e treinamento de pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto nos Processos Internos:</strong> A implementação da IFRS 15 exigiu que as empresas revisassem seus processos internos de reconhecimento de receita, promovendo uma maior transparência e controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2 Limitações do Estudo e Sugestões para Pesquisas Futuras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo possui algumas limitações que devem ser consideradas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Amostra Limitada:</strong> A análise foi baseada em um número limitado de empresas do setor de agronegócio listadas na B3, o que pode não representar completamente a realidade de outras indústrias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Período de Tempo Restrito:</strong> O período analisado abrangeu apenas alguns anos antes e depois da implementação da IFRS 15, podendo não capturar completamente os efeitos de longo prazo da norma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados Secundários:</strong> A pesquisa utilizou dados secundários obtidos de demonstrações financeiras publicadas, o que pode introduzir vieses de relatório e outras limitações associadas à qualidade dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sugestões para Pesquisas Futuras:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ampliação da Amostra:</strong> Estudos futuros poderiam incluir uma amostra maior e mais diversificada de empresas de diferentes setores e regiões para obter uma visão mais abrangente dos impactos da IFRS 15.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Análise de Longo Prazo: </strong>Investigar os efeitos da IFRS 15 ao longo de um período mais longo para entender melhor os impactos contínuos da norma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pesquisa Qualitativa:</strong> Complementar a análise quantitativa com estudos qualitativos que envolvam entrevistas com profissionais da contabilidade e finanças para explorar suas percepções sobre os desafios e benefícios da implementação da IFRS 15.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AQUINO, C. E. M. (2019). Receita de Contrato Com Cliente (IFRS 15 / CPC 47): aspectos contábeis do segmento de medicina diagnóstica no Brasil. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Disponível em https://repositorio.pucsp.br/bitstream/handle/22124/2/Carlos%20Elder%20Maciel%20de%20Aquino.pdf. Acesso em 24 de junho, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAGÃO, A., &amp; Contini, E. (2021, junho 5). Estudo ressalta papel do Brasil como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Redação Canal Rural. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Disponível em: https://www.canalrural.com.br/agricultura/estudo-ressalta-brasil-maiores-produtores-agricolas/. Acesso em 13 de maio, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BALL, R.; BROWN, P. An empirical evaluation of accounting income numbers. Journal of Accounting Research, v. 6, n. 2, p. 159-178, 1968.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BENEISH, M. D. Detecting GAAP violation: Implications for assessing earnings management among firms with extreme financial performance. Journal of Accounting and Public Policy, v. 18, n. 3, p. 271-309, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASCINO, S., CLATWORTHY, M., Osma, B. G., Gassen, J., Imam, S., &amp; Jeanjean, T. (2014). Who uses financial reports and for what purpose? Evidence from capital providers. Accounting in Europe, 11(2), 185-209.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). (2023). Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro. Disponível em: https://www.cepea.esalq.usp.br/br/pib-do-agronegocio-brasileiro.aspx. Acessado em 15 de maio, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DECHOW, P. M.; SCHRAND, C. M. Understanding earnings quality: A review of the proxies, their determinants and their consequences. Journal of Accounting and Economics, v. 50, n. 2-3, p. 344-401, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HAIR, J. F.; BLACK, W. C.; BABIN, B. J.; ANDERSON, R. E. Multivariate Data Analysis. 7. ed. Upper Saddle River: Pearson, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HITZ, J. M. The decision usefulness of fair value accounting – a theoretical perspective. European Accounting Review, v. 16, n. 2, p. 323-362, 2007.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">IFRS. (2021). IAS 11 Construction Contracts. Recuperado de https://www.ifrs.org/content/dam/ifrs/publications/pdf-standards/english/2021/issued/part-a/ifrs-15-revenue-from-contracts-with-customers.pdf.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JOLLIFFE, I. T. Principal Component Analysis. 2. ed. Nova York: Springer, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KIESO, D. E.; WEYGANDT, J. J.; WARFIELD, T. D. Intermediate Accounting. 16. ed. Hoboken: John Wiley &amp; Sons, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, M. A., Neto, L. M., Castiglioni, V. B. R., &amp; Junior, W. S. (2014). Visão 2014-2034: o futuro do desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. Brasília/DF. Disponível em: https://www.embrapa.br/documents/1024963/1658076/Documento+Vis%C3%A3o+-+vers%C3%A3o+completa/7bf520f2-7329-42c0-8bf0-15b3353c3fdb. Acesso em 13 de maio, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUCCHI, B. B., Schwantes, F., et al. (2021, março 11). PIB do agronegócio alcança participação de 26,6% no PIB brasileiro em 2020. Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil – CNA. Boletim. Disponível em: https://www.cnabrasil.org.br/publicacoes/pib-do-agronegocio-alcanca-participacao-de-26-6-no-pib-brasileiro-em-2020. Acesso em 13 de maio, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOS, J. (2024). Gestão e Produtividade no Agronegócio: Melhores Práticas para Alcançar o Sucesso. Agrozil – O Portal do Agro Brasileiro. Disponível em https://agrozil.com.br/artigos/gestao-e-produtividade-no-agronegocio-melhores-praticas-para-alcancar-o-sucesso/#:~:text=A%20gest%C3%A3o%20eficiente%20e%20o%20aumento%20da%20produtividade,rurais%20buscam%20constantemente%20maneiras%20de%20otimizar%20suas%20opera%C3%A7%C3%B5es. Acesso em 24 de junho, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PELEIAS, I. R. (2022). O Impacto da IFRS 15 na Qualidade dos Accruals e no Gerenciamento de Resultados das Empresas Brasileiras de Capital Aberto. Scielo &#8211; Scientific Electronic Library Online. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgn/a/qG8wwKLtgZDHfKFNpKLMDYn/. Acesso em 24 de junho de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCOTT, W. R. Financial Accounting Theory. 7. ed. Toronto: Pearson Education, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WAGENHOFER, A. The role of revenue recognition in performance reporting. Accounting and Business Research, v. 44, n. 4, p. 342-377, 2014.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>1 </strong>Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Finanças e Controladoria, Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Mestrando em Controladoria e Finanças – FIPECAFI. abraao.beluzi@fipecafi.edu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>2 </strong>Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Controladoria, Pós-graduado em Contabilidade Pública, Mestrando em Controladoria e Finanças &#8211; FIPECAFI. henrique.andrade@fipecafi.edu.br</p>
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