<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquitetura &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<atom:link href="https://revistaft.com.br/category/arquitetura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Jul 2025 14:03:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/05/favicon-ft-150x150.png</url>
	<title>Arquitetura &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E REALIDADE VIRTUAL NA ARQUITETURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/impacto-da-inteligencia-artificial-e-realidade-virtual-na-arquitetura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 15:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=226054</guid>

					<description><![CDATA[THE IMPACT OF ARTIFICIAL INTELLIGENCE AND VIRTUAL REALITY IN ARCHITECTURE REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506301308 Mariana Silva Sousa Morais¹Lígia Cardoso Borges²Fernando Salgado Bernardino³ Resumo&#160; Na alvorada do melhoramento tecnológico e do aumento da integração homem máquina, a à inteligência artificial chega ao campo da arquitetura de maneira prática e bem estruturada, com planos a longo prazo de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE IMPACT OF ARTIFICIAL INTELLIGENCE AND VIRTUAL REALITY IN ARCHITECTURE</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506301308</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Mariana Silva Sousa Morais¹<br>Lígia Cardoso Borges²<br>Fernando Salgado Bernardino³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na alvorada do melhoramento tecnológico e do aumento da integração homem máquina, a à inteligência artificial chega ao campo da arquitetura de maneira prática e bem estruturada, com planos a longo prazo de estabelecer um processo simplificado de produção do projeto, porém não menos personalizado, o presente artigo explora o impacto das tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial (IA), Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA), em diferentes setores, da arquitetura. A IA, desde seu início com modelos matemáticos em 1943 até avanços recentes como o GPT-4, tem revolucionado áreas como saúde, automação e design. Na arquitetura, ferramentas de IA aprimoram o processo criativo, simulando projetos e otimizando soluções construtivas. A evolução tecnológica começou com o CAD nos anos 1980, seguida pelo BIM, que integrou dados visuais e construtivos, promovendo colaboração e sustentabilidade. Atualmente, a IA oferece soluções inovadoras, como o Redraw para renderização automática e aplicativos como AR Code para integração digital. Além disso, dispositivos inteligentes tornam espaços mais funcionais e responsivos. Já a RV e RA transformaram a concepção e execução de projetos, permitindo visualizações imersivas e ajustes em tempo real. Ferramentas como Autodesk Revit e dispositivos como Hololens otimizam o planejamento e a comunicação, simplificando erros e custos. No futuro, espera-se maior acessibilidade, tecnologia de tecnologias e soluções personalizadas, consolidando essas ferramentas como essenciais na arquitetura e garantindo a fluidez e simplificação do processo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> arquitetura, inteligência artificial, BIM Softwares&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">At the dawn of technological advancement and increasing human-machine integration, artificial intelligence is arriving in the field of architecture in a practical and well-structured manner, with longterm plans to establish a simplified, yet personalized, design production process. This article explores the impact of emerging technologies, such as Artificial Intelligence (AI), Virtual Reality (VR), and Augmented Reality (AR), on various sectors of architecture.&nbsp; AI, from its inception with mathematical models in 1943 to recent advancements like GPT-4, has revolutionized fields like healthcare, automation, and design. In architecture, AI tools enhance the creative process, simulating designs and optimizing construction solutions. Technological evolution began with CAD in the 1980s, followed by BIM, which integrated visual and construction data, promoting collaboration and sustainability.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Currently, AI offers innovative solutions, such as Redraw for automatic rendering and applications like AR Code for digital integration.&nbsp; Furthermore, smart devices are making spaces more functional and responsive.&nbsp; VR and AR have transformed project conception and execution, enabling immersive visualizations and real-time adjustments. Tools like Autodesk Revit and devices like Hololens optimize planning and communication, simplifying errors and reducing costs.&nbsp; In the future, we expect greater accessibility, technological sophistication, and personalized solutions, consolidating these tools as essential in architecture and ensuring the fluidity and simplification of the process.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> architecture, artificial intelligence, BIM Softwares&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A era digital tem transformado profundamente todos os setores. Na arte, por exemplo, a digitalização permitiu a criação de novas formas de expressão, como a arte digital e NFTs (<em>Non-Fungible Token</em>), revolucionando o mercado e a maneira como as obras são consumidas (Ideiai, 2024). Na saúde, avanços como a telemedicina, inteligência artificial para pré -diagnósticos, uso de “<em>big data”</em> para análises clínicas, tratamentos otimizados e ampliados acessos aos cuidados médicos (Gonçalves, 2024). Na arquitetura, <em>softwares</em> avançados de modelagem, como o BIM (<em>Building Information Modeling</em>), ainda permanecem fortemente vinculados à aparência física e real. Ainda assim, o mundo atual exige que a arquitetura se aperfeiçoe e expanda suas fronteiras, especialmente com o advento da inteligência artificial (IA), realidade virtual (RV) e do metaverso. Essas tecnologias, que até recentemente eram vistas como inovações distantes, já estão moldando o futuro do setor, permitindo desde simulações realistas de projetos até ambientes completamente virtuais (Martín, 2016).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IA tem impactado profundamente o campo da arquitetura e do design de interiores, mudando a maneira como os profissionais planejam, projetam e executam seus trabalhos. Embora tenha surgido na década de 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial (Russell, 2013), suas aplicações mais recentes forneceram avanços na criação de espaços funcionais e esteticamente inovadores. No contexto da arquitetura, algoritmos de IA estão sendo usados para otimizar a concepção de edifícios, desde a fase de modelagem, com <em>softwares</em> que geram soluções arquitetônicas automatizadas, até o planejamento urbano, onde é possível simular o comportamento de fluxos de tráfego e uso de energia. No design de interiores, permite que os profissionais personalizem ambientes de forma mais precisa, utilizando ferramentas que analisam necessidades específicas dos usuários para criar espaços únicos. Além disso, tecnologias como o uso de IA para criar renderizações hiper-realistas e a integração com a realidade possibilita que arquitetos e designers visualizem e ajustem projetos em tempo real, garantindo maior precisão na execução. A IA, portanto, não se limita a uma única tecnologia, mas engloba uma série de ferramentas que estão remodelando a forma como se desenvolvem soluções criativas e eficientes na arquitetura e design de interiores (Russell, 2013).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A RV é o uso de tecnologia avançada para levar o usuário a uma outra realidade, promovendo seu envolvimento total (Pimentel,1995). De acordo com Teichrieb (2008), um ambiente virtual pode simular um ambiente real ou criar ambientes imaginários, permitindo que um ou mais usuários interajam por meio de visualização e manipulação de representações extremamente complexas, assim garantindo a imersão sensorial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental entender como a relação entre o arquiteto e urbanista com a IA e à RV se desenvolve, à medida que essas tecnologias estão cada vez mais presentes no cotidiano e nos processos de criação e planejamento. No campo da arquitetura, a IA auxilia na automatização de tarefas complexas, como a análise de dados de terrenos, otimização de projetos e simulações de uso de materiais, permitindo que o arquiteto explore inúmeras possibilidades de design em menos tempo. Já a Realidade Virtual oferece uma nova maneira de visualizar e interagir com os projetos, proporcionando experiências imersivas nas quais é possível &#8220;entrar&#8221; nos ambientes planejados antes mesmo da construção. Dessa forma, os profissionais oferecem testar diferentes cenários e realizar ajustes precisos, facilitando a comunicação com os clientes e a tomada de decisões. Essa integração entre IA, RV e o trabalho dos arquitetos e urbanistas transforma o processo de criação e gestão urbana, trazendo mais eficiência, personalização e inovação aos projetos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, tem-se por objetivo compreender a inteligência artificial e sua interação com a arquitetura, examinando as oportunidades que o mundo virtual oferece aos arquitetos, bem como os impactos diretos e indiretos que essa evolução pode ter no campo, além de abordar o uso da realidade virtual e seus benefícios para o setor específico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>REFERENCIAL TEÓRICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta seção, serão explorados os principais referenciais sobre o tema, conceitos fundamentais e potenciais impactos da IA na área da Arquitetura e Urbanismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong><strong> </strong><strong>TECNOLOGIAS EM ASCENSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A IA é uma área da ciência da computação focada no desenvolvimento de sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como reconhecimento de fala, tomada de decisões e aprendizado. Stuart Russell e Peter Norvig (2022), em <em>Artificial Intelligence: A Modern Approach</em>, definem IA como “o estudo de agentes que recebem percepções do ambiente e realizam ações”, abordando sistemas que podem pensar como humanos, agir de forma racional ou imitar o comportamento humano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro trabalho significativo em IA foi conduzido por Warren McCulloch e Walter Pitts, que em 1943 propuseram um modelo matemático que simulava o funcionamento dos neurônios em “<em>A Logical Calculus of the Ideas Immanent in Nervous Activity</em>” (McCulloch &amp; Pitts, 1943). Em 1950, Alan Turing avançou a discussão sobre a inteligência máquina em seu artigo “<em>Computing Machinery and Intelligence</em>”, onde propôs o <em>“Teste de Turing”</em> para avaliar a capacidade de uma máquina em exibir comportamento inteligente (Turing, 1950). Segundo Russell e Norvig (2004), a abordagem inicial da IA foi influenciada pela fisiologia dos neurônios, a lógica formal de Russell e Whitehead, e a teoria da computação de <em>Turing.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “Inteligência Artificial” foi formalizado em 1956, durante a Conferência de Dartmouth, liderada por John McCarthy e Marvin Minsky, marcando o início da IA como um campo acadêmico. Nas últimas décadas, a IA teve um grande avanço devido ao desenvolvimento do aprendizado de máquina e ao aumento do poder computacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, o lançamento do GPT-3 (<em>Generative Pre-trained Transformer</em>), com 175 bilhões de parâmetros, representou um marco na geração de linguagem natural (Brown et al., 2020). Em 2023, o GPT-4 trouxe maior precisão e habilidade em tarefas complexas, fortalecendo o uso de IA em interações cotidianas (OpenAI, 2023). O ChatGPT, baseado nesses modelos, popularizou a tecnologia ao atingir rapidamente milhões de usuários (Reuters, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IA tem transformado a automação de tarefas em diversos setores. Em ambientes corporativos, <em>chatbots</em> como o <em>ManyChat </em>melhoram a eficiência de interações com clientes (ManyChat, 2023). No setor automobilístico, sistemas de IA em veículos autônomos usam redes neurais para processar dados em tempo real, aumentando a segurança (Tesla, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, a IA tem revolucionado consultas, pré-diagnósticos e cirurgias. Algoritmos de aprendizado profundo permitem a análise precisa de exames por imagem, auxiliando os médicos na identificação de padrões e anomalias que podem passar despercebidos em avaliações convencionais (Esteva et al., 2021). Segundo Topol (2019), a IA tem aumentado a eficiência no pré-diagnóstico de doenças complexas, favorecendo a saúde preventiva. Na cirurgia, tecnologias como a robótica assistida pelo sistema da Vinci proporcionam maior precisão e redução de erros humanos (Carvalho et al., 2023). Estudos recentes indicam que essas inovações melhoram as taxas de sucesso e reduzem complicações pós-operatórias (Siccaro; Hussain 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IA também tem impactado a arquitetura, facilitando o design e a construção de projetos. Ferramentas de IA permitem criações 3D, simulações e otimizações de design, ajudando arquitetos a explorar ideias antes da construção. A automação de processos de renderização e análise de dados permite a identificação de falhas e a proposição de soluções sustentáveis e adaptadas às necessidades dos usuários (Pasupuleti et al., 2024). Isso torna a prática arquitetônica mais dinâmica e eficiente, aliando tecnologia à sustentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong><strong> </strong><strong>A ARQUITETURA E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, as demandas humanas se expandiram, o que resultou também em melhorias no processo de criação de projetos arquitetônicos. Esses projetos começaram a requerer um planejamento detalhado, incluindo a pré-visualização do objeto a ser construído. Esse planejamento passou a depender de meios de representação que permitissem a visualização do conceito a ser concretizado pela equipe de execução (Cattani, 2006).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o arquiteto e pesquisador Mário Carpo explica, o surgimento das tecnologias digitais, especialmente a IA, possibilitou aos arquitetos não apenas projetar com mais eficiência, mas também explorar novas formas, materiais e soluções construtivas que antes seriam inviáveis sem essas ferramentas (Carpo, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória de transformação tecnológica na arquitetura teve início com o advento dos <em>softwares </em>CAD (<em>Computer-Aided Design</em>), como o <em>AutoCAD</em>, lançado na década de 1980. Inicialmente, muitos arquitetos resistiram à adoção dessas ferramentas, acreditando que o desenho manual oferecia maior liberdade criativa. Entretanto, o <em>AutoCAD</em> trouxe maior precisão e agilidade, consolidando-se rapidamente como padrão na indústria (Autodesk, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, o <em>SketchUp</em> se destacou por facilitar o uso da modelagem 3D, conquistando tanto profissionais quanto amadores (Smith, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução continuou com a chegada do BIM (<em>Building Information Modeling</em>), revolucionando o setor. <em>Softwares</em> como <em>Revit, ArchiCAD e Vectorworks </em>permitiram a integração de dados construtivos e visuais em um único modelo, promovendo maior colaboração e sustentabilidade (Diário de obras, 2024; Archdaily, 2017). O <em>Vectorworks</em> destacou-se por sua versatilidade, enquanto o <em>Agisoft Metashape</em> introduziu a fotogrametria, transformando imagens 2D em modelos 3D detalhados, úteis em levantamentos e restaurações históricas e topográficas (Agisoft, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ferramentas de renderização também evoluíram significativamente, com <em>softwares</em> como <em>V-Ray</em>, <em>Lumion</em> e <em>Enscape</em> proporcionando visualizações hiper-realistas e maior eficiência. Mais recentemente, o D5 Render e o <em>Twinmotion </em>ampliaram as possibilidades com renderizações em tempo real e integração com plataformas BIM (Twinmotion, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o uso de IA, novas soluções como o <em>Redraw</em> revolucionaram a renderização arquitetônica. Essa ferramenta utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para ajustar automaticamente elementos como iluminação e texturas, economizando tempo e aumentando a precisão. Segundo estudos, ferramentas como o <em>Redraw</em> facilitam a comunicação entre arquitetos e clientes ao criar representações mais claras e alinhadas à visão do projeto (Easy Render, 2023; Parametric Architecture, 2023). Além disso, o aplicativo <em>AR Code</em> permite escanear objetos físicos, convertendo-os em modelos digitais (blocos) utilizáveis no SketchUp, ampliando o escopo de aplicação da IA em design (Agisoft, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial também está transformando a funcionalidade dos projetos arquitetônicos. Soluções como Alexa e <em>Google Home</em> integram iluminação, climatização e segurança de forma automatizada e personalizável. Essas inovações não apenas melhoram o conforto e a eficiência energética, mas também tornam os espaços mais responsivos às necessidades dos usuários (Arquiteto Expert, 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong><strong> </strong><strong>REALIDADE VIRTUAL E AUMENTADA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A RV e a RA têm suas origens em avanços tecnológicos iniciados no século XX, com o objetivo de criar novas formas de interação com ambientes computacionais. O marco inicial é associado ao trabalho de Ivan Sutherland, que desenvolveu o <em>Sketchpad </em>em 1963, o primeiro sistema interativo de design gráfico. Posteriormente, em 1968, Sutherland apresentou a Espada de Dâmocles, considerada o primeiro dispositivo de realidade aumentada, que projetava elementos virtuais sobrepostos ao ambiente físico. Segundo Sutherland, o objetivo era “criar uma janela para um mundo virtual” e explorar as possibilidades de integração entre o real e o digital (Sutherland, 1968; ArchDaily, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1980, o desenvolvimento de simuladores de voo utilizando RV abriu caminho para aplicações práticas em outras áreas, incluindo a arquitetura. Esses sistemas pioneiros descobriram o potencial da atualização digital para análise e planejamento em ambientes tridimensionais (Tecnologias Digitais, 2023). Paralelamente, o uso de <em>softwares </em>como CAD revolucionou o design moderno, permitindo que profissionais criassem modelos tridimensionais mais precisos. Essa evolução tecnológica foi a base para a futura incorporação de RV e RA no setor inovador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990, a ligação entre essas tecnologias e a arquitetura se fortaleceu, com o desenvolvimento de ambientes virtuais para simular espaços físicos. Pesquisadores planejam explorar o RV como ferramenta para testar ergonomia, planejar construções e visualizar projetos em escala real antes de sua execução. Estudos da época em destaque como a inspeção virtual ajudavam a detectar problemas de design antes da fase de construção, economizando tempo e recursos (ArchDaily, 2023; Mayresse Arquitetura, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A RV e a RA transformaram o campo da arquitetura, oferecendo novas possibilidades para a concepção, planejamento e execução de projetos. CAD e o BIM, que trouxe maior colaboração e precisão na modelagem tridimensional. Com o tempo, dispositivos como óculos de RV (<em>HTC Vive</em> e Óculos <em>Rift</em>) e plataformas de RA, como Google <em>ARCore</em> e Apple <em>ARKit,</em> tornaram-se ferramentas acessíveis para profissionais da área, revolucionando as práticas tradicionais (ArchDaily, 2023; Mayresse Arquitetura, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As aplicações práticas dessas tecnologias são amplas, à RV permite uma visualização imersiva, oferecendo aos arquitetos e clientes a oportunidade de explorar os espaços planejados antes de sua construção. Essa abordagem não apenas melhora a comunicação, mas também reduz erros, permitindo ajustes em tempo real. A RA, por outro lado, tem papel crucial no canteiro de obras, sobrepondo modelos digitais ao ambiente físico, o que facilita e garante maior precisão na execução. Essa combinação de tecnologias também promove a colaboração entre equipes multidisciplinares, integrando engenheiros, designers e arquitetos em um mesmo espaço virtual (Arquiteto Expert, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <em>softwares </em>que suportam essas tecnologias incluem <em>Autodesk Revit, Unreal Engine</em>, <em>Archicad e Twinmotion</em>, que oferecem ferramentas para modelagem e simulação interativas. Além disso, dispositivos como <em>Hololens </em>e <em>Fologram</em> permitem explorar projetos em escala real e em tempo real, auxiliando na tomada de decisões. Essas ferramentas têm sido amplamente utilizadas para reduzir custos e aumentar a eficiência dos projetos, embora ainda existem desafios, como o custo inicial elevado e a necessidade de treinamento especializado para profissionais (Tecnologias Digitais, 2023; ArchDaily, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços recentes incluem maior acessibilidade a dispositivos e aprimoramento de simulações para incluir fatores ambientais, como ventilação, acústica e iluminação natural. No entanto, há espaço para melhorias, especialmente na integração entre plataformas e no desenvolvimento de interfaces mais intuitivas. Além disso, o uso combinado de inteligência artificial com RA e RV pode oferecer soluções inovadoras, permitindo configurações instantâneas baseadas em feedback em tempo real (Mayresse Arquitetura, 2023; ArchDaily, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No futuro, essas tecnologias prometem expandir ainda mais as possibilidades da arquitetura, desde o planejamento de projetos sustentáveis até a criação de experiências personalizadas para clientes. Dispositivos mais leves, custos reduzidos e uma integração mais robusta com ferramentas de design devem tornar a RA e à RV ainda mais comuns no dia a dia de arquitetos, consolidando-as como elementos indispensáveis para o setor (Arquiteto Expert, 2023; ArchDaily, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo busca responder como a IA e à RV têm influenciado a prática da arquitetura, bem como explorar as aplicações dessas tecnologias no aprimoramento de processos projetuais e no desenvolvimento de novos modelos de trabalho na profissão. Para a elaboração deste trabalho, foram utilizados materiais bibliográficos, incluindo livros, artigos científicos, publicações acadêmicas e materiais em veículos especializados. A pesquisa foi realizada com foco em fontes atualizadas, priorizando conteúdos publicados, devido à natureza dinâmica e à constante evolução das tecnologias abordadas. A análise realizada possui um caráter crítico e interpretativo, voltado para compreender o impacto dessas tecnologias tanto no processo criativo quanto na execução prática de projetos inovadores. Tal abordagem permite explorar de forma detalhada os benefícios, desafios e limitações do uso de IA e RV na profissão, com às aplicações éticas, sociais e econômicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o estudo inclui uma revisão sistemática da literatura e uma discussão sobre as possíveis trajetórias futuras para a incorporação de IA e RV na arquitetura. A metodologia visa não apenas descrever as tecnologias, mas também abordar sua aplicabilidade prática.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão do trabalho busca contribuir para a bibliografia específica sobre o impacto da IA e RV na arquitetura, temática que, por ser relativamente nova, apresenta deficiências de publicações consolidadas. Assim, espera-se que este estudo sirva como um recurso para profissionais e pesquisadores interessados em explorar o potencial dessas tecnologias no campo da arquitetura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da representação de projetos arquitetônicos reflete o avanço das tecnologias ao longo das décadas e a adaptação dos profissionais da área a essas inovações. No passado, os projetos arquitetônicos eram elaborados manualmente, com o uso de ferramentas como lápis, réguas e pranchetas, exigindo um esforço minucioso dos arquitetos para garantir precisão nos desenhos e na escala. Esse método tradicional era o padrão na prática arquitetônica, e sua adoção generalizada foi marcada por limitações de tempo e precisão, além da dificuldade em visualizar aspectos tridimensionais dos projetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada das primeiras ferramentas tecnológicas para a arquitetura, como o CAD, trouxe um impacto significativo na forma de conceber e representar projetos. Introduzido na década de 1960 e popularizado nas décadas seguintes, o CAD permitiu que os arquitetos substituíssem as técnicas manuais por ferramentas digitais, ganhando em precisão e agilidade. Contudo, a introdução do CAD encontrou resistência por parte dos profissionais, que muitas vezes relutavam em abandonar os métodos tradicionais. Como apontam Eastman et al (2011), “a transição do desenho à mão para o CAD foi vista por muitos arquitetos como uma ameaça à natureza artística e criativa da arquitetura”, essa resistência se deu, em parte, devido à curva de aprendizado necessária para operar o <em>software</em> e também à desconfiança sobre a real eficácia das ferramentas digitais em comparação aos métodos manuais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>SketchUp</em>, lançado no início dos anos 2000, simplificou ainda mais a modelagem tridimensional, oferecendo uma ferramenta intuitiva e acessível para os profissionais, especialmente para estudos volumétricos e esboços rápidos. No entanto, apesar de sua facilidade de uso, o <em>SketchUp</em> também enfrentou resistência de alguns arquitetos que viam a ferramenta como uma solução simplista demais para projetos de grande escala ou complexidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O surgimento do BIM representou uma revolução ainda mais profunda no processo arquitetônico. Ferramentas como o <em>Revit</em> e o <em>ArchiCAD</em>, baseadas no conceito de BIM, introduziram um novo paradigma, permitindo que os arquitetos e engenheiros não apenas desenhassem, mas também incorporassem dados e informações detalhadas sobre materiais, desempenho energético e cronogramas de construção diretamente nos modelos 3D. De acordo com Grilo e Jardim-Gonçalves (2010), “a implementação do BIM exige uma mudança de mentalidade e adaptação dos processos de trabalho, o que, para muitos profissionais, representa um grande desafio”, assim, embora o BIM ofereça uma solução completa para o gerenciamento de informações do projeto durante todo o ciclo de vida de uma edificação, sua adoção também enfrentou resistência. Muitos arquitetos questionavam a complexidade e o custo de implementação, além do tempo necessário para dominar a ferramenta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dessas resistências iniciais, a adoção gradual dessas tecnologias tornou-se inevitável, à medida que seus benefícios em termos de eficiência, precisão e colaboração tornaram-se evidentes. O BIM, por exemplo, provou ser uma ferramenta essencial para a coordenação entre equipes multidisciplinares e para a mitigação de erros durante a fase de construção. Além disso, o uso do CAD e do BIM na arquitetura contemporânea possibilitou uma maior previsibilidade de custos e prazos, além de facilitar a exploração de diferentes alternativas de design em um ambiente virtual, assim como argumenta Leach (2019), “a arquitetura sempre foi uma disciplina que combina arte e técnica, e as tecnologias emergentes, como o BIM, não devem ser vistas como substitutos do trabalho criativo, mas sim como ferramentas que ampliam as possibilidades do projeto arquitetônico”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução da inteligência artificial (IA) na arquitetura e no urbanismo representa um avanço significativo nas ferramentas e processos de trabalho. Hoje, a IA possibilita uma série de facilidades, desde a automação de tarefas repetitivas até a otimização de projetos mais complexos. <em>Softwares</em> como o <em>Agisoft Metashape,</em> utilizado para fotogrametria e mapeamento 3D, são exemplos de como a IA pode facilitar o levantamento de dados e a modelagem tridimensional de espaços urbanos e edificações. Com o uso da IA, é possível processar grandes volumes de informações e criar representações digitais precisas em tempo recorde, reduzindo significativamente o tempo necessário para a execução de certas tarefas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a IA tem simplificado o processo de renderização, permitindo a criação de imagens realistas de projetos arquitetônicos em alta qualidade. <em>Softwares</em> como o<em> Lumion</em> e o <em>V-Ray</em>, que incorporam inteligência artificial em seus algoritmos, facilitam a produção de visualizações que simulam iluminação, materiais e texturas de forma extremamente detalhada. Essa capacidade de gerar renderizações foto realistas ajuda os arquitetos a apresentarem suas ideias de maneira mais clara e impactante aos clientes, auxiliando na tomada de decisões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra facilidade proporcionada pela IA é a criação automatizada de blocos de mobiliário e elementos arquitetônicos. Programas como o <em>SketchUp</em> e o <em>Revit,</em> por exemplo, oferecem bibliotecas extensas de objetos 3D prontos para serem inseridos nos projetos, economizando tempo dos profissionais. Mais recentemente, com o auxílio da IA, essas bibliotecas estão se tornando ainda mais dinâmicas, permitindo a customização de objetos e sua adaptação automática a diferentes contextos. Isso reduz a necessidade de criar elementos do zero, facilitando o processo criativo e aumentando a produtividade dos arquitetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, como em todas as fases anteriores de inovação tecnológica, a introdução da IA também encontra resistências por parte de alguns profissionais. Muitos arquitetos ainda demonstram desconfiança em relação à automação de processos criativos, temendo que a IA possa substituir o papel humano na concepção dos projetos. Segundo Leach (2019), embora a IA tenha o potencial de transformar profundamente a arquitetura, muitos profissionais continuam céticos sobre até que ponto ela pode substituir a intuição e a sensibilidade estética humana. Há também a preocupação de que o uso excessivo dessas ferramentas possa homogeneizar os projetos, comprometendo a originalidade e a personalização que são essenciais na arquitetura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a realidade é que a IA, apesar de suas capacidades, não substitui o arquiteto. O papel humano continua sendo insubstituível na formulação de conceitos, no julgamento estético e na sensibilidade cultural que envolvem a criação de espaços. A IA é uma ferramenta poderosa, mas precisa de profissionais qualificados para operá-la, ajustar seus parâmetros e tomar decisões informadas. Como explica Carpo (2017), a IA oferece novas formas de projetar, mas o arquiteto permanece no controle do processo, guiando as máquinas e moldando suas respostas. O processo de design, portanto, ainda depende da criatividade e da visão do arquiteto, que utiliza a IA para explorar novas possibilidades e otimizar soluções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação dos profissionais da área também está sendo transformada pela IA, com cursos online que oferecem treinamento em ferramentas avançadas, permitindo que os arquitetos ampliem seus conhecimentos e dominem novas tecnologias. Plataformas de ensino à distância oferecem uma vasta gama de cursos voltados para o uso de IA em arquitetura, desde modelagem 3D até renderização e análise de dados urbanos. Esse fácil acesso ao conhecimento, aliado à democratização dos <em>softwares</em>, está transformando a maneira como os arquitetos se capacitam e evoluem na profissão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao futuro, a IA continuará a desempenhar um papel crescente na arquitetura e no urbanismo. Com o avanço das tecnologias de automação e aprendizado de máquina, será possível criar projetos cada vez mais sustentáveis e eficientes, além de simular com maior precisão o comportamento de edificações e espaços urbanos antes de sua construção. A IA poderá ser utilizada para prever como os ambientes se adaptarão a mudanças climáticas ou a diferentes fluxos de usuários, ajudando arquitetos e urbanistas a tomar decisões mais embasadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, é crucial reforçar que a IA não substitui o arquiteto. A IA é uma ferramenta que expande as capacidades dos profissionais, mas não substitui o raciocínio crítico, a visão criativa e a compreensão humana dos contextos sociais e culturais que são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Como observou Kolarevic (2015), a verdadeira inovação surge da interação entre as tecnologias digitais e a capacidade humana de interpretar, adaptar e inovar. Assim, o futuro da arquitetura continuará sendo colaborativo, com humanos e máquinas trabalhando juntos para alcançar resultados mais complexos e sofisticados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos resultados obtidos, o trabalho conclui que a evolução da representação arquitetônica atinge novos patamares com a adoção de tecnologias como <em>CAD</em>, <em>SketchUp</em> e <em>BIM</em>, que proporcionam maior precisão e eficiência na concepção e execução de projetos. Embora tenha encontrado resistência inicial por parte dos arquitetos em relação a essas ferramentas, essa barreira foi progressivamente superada, à medida que os benefícios se trouxeram mais claros. A introdução da inteligência artificial trouxe uma transformação mais profunda, automatizando análises e otimizando decisões técnicas, mas sem substituir o papel essencial do arquiteto.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da arquitetura caminha para uma integração cada vez maior entre IA, RA, RV e as práticas tradicionais. Apesar das otimizações fornecidas por essas tecnologias, a sensibilidade humana ainda permanece no centro do design inovador. A evolução tecnológica não apenas amplia as possibilidades criativas dos arquitetos, mas também transforma a forma como o ambiente construído é concebido, imaginado e vivenciado, promovendo uma arquitetura cada vez mais colaborativa e eficiente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é necessário explorar ainda mais essa temática, pois a arquitetura e suas ferramentas estão em constante evolução, com novas perspectivas e informações surgindo diariamente. Essa dinâmica contínua requer um acompanhamento atento para entender como essas inovações moldam o futuro da profissão e como podem ser melhor aproveitadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGISOFT. Visão geral da metaforma. <strong>In. Agsoft</strong>. 2023. Disponível em: &lt;agisoft.com&gt;. Acesso em: 30/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCHDAILY BRASIL. Como a realidade aumentada e virtual impacta a arquitetura.<strong> In</strong>. <strong>Archdaily</strong>. 2023. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/artigo. Acesso em: 11/11/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCHDAILY BRASIL. Explore o futuro da arquitetura com a realidade aumentada.<strong> In</strong>. <strong>Archdaily.</strong> 2023. Disponível em:&lt;https://www.archdaily.com.br/br/artigo&gt;. Acesso em: 09/11/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCHDAILY. O que é o BIM e por que ele é fundamental nos projetos arquitetônicos atualmente. <strong>In</strong>.<strong> Archdaily</strong>. 2017. Disponível em:&nbsp;&lt;https://www.archdaily.com.br/br/888814/o-que-e-o-bim-e-por-que-ele-e-fundamental-nosprojetos-arquitetonicos-atualmente&gt;. Acesso em: 08/11/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCHDAILY. <strong>Realidade virtual na arquitetura: desafios, limitações e possibilidades</strong>. 2020. Disponível em:&lt;https://www.archdaily.com.br/br/931809/realidade-virtual-naarquitetura-desafios-limitacoes-e-possibilidades/5e1cae7f3312fd589c00057e-realidadevirtual-na-arquitetura-desafios-limitacoes-e-possibilidades-imagem &gt; Acesso em: 19/09/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARQUITETO EXPERT. Internet das Coisas (IoT) na arquitetura: o que é e como funciona. <strong>In</strong>. <strong>Arquiteto expert</strong>.2024. Disponível em: &lt;https://arquitetoexpert.com/internet-dascoisas/&gt;. Acesso em: 30/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARQUITETO EXPERT. Realidade aumentada e virtual na arquitetura. <strong>In</strong>. <strong>Arquiteto expert</strong>.2023. Disponível em: &lt;https://arquitetoexpert.com/internet-das-coisas/&gt;. Acesso em:&nbsp;08/11/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AUTODESK. Como a IA na arquitetura está moldando o futuro do design e da construção. In. Autodesk. 2023. Disponível em: &lt;autodesk.com.&gt; acesso em: 30/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AUTODESK. <em>Generative Design in Revit</em>. <strong>In. Autodesk</strong>. 2020. Disponivel em: &lt;https://www.autodesk.com/solutions/generative-design/architecture-engineeringconstruction&gt;. Acesso em:17/09/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AZUMA, R. <strong>A survey of augmented reality. </strong><strong><em>Presence: Teleoperators &amp; Virtual Environments</em></strong>. IEEE. 1997&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BROWN, TB, et al. Modelos de linguagem são aprendizes de poucas tentativas. <strong>In</strong>. <strong>arXiv pré-impressão</strong>.2020&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARPO, M. <strong>The Second Digital Turn: Design Beyond Intelligence</strong>. MIT Press. 2017&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, C. L. et al. Cirurgia robótica: avanços, desafios e perspectivas. <strong>In</strong>. <strong>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões</strong>. São Paulo.2023&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASA COR.<strong> 5 vantagens de usar Inteligência Artificial em projetos arquitetônicos</strong>, <strong>In</strong>. <strong>Casa Cor.</strong> 2023. Disponível em: &lt;https://casacor.abril.com.br/arquitetura/vantagens-usarinteligencia-artificial-projetos-arquitetonicos/&gt;. Acesso em 27/05/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CATTANI, A. <strong>Arquitetura e representação gráfica: considerações históricas e aspectos práticos</strong>. Arqtexto, Porto Alegre. 2006.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAUDELL, T; MIZELL, D. <strong>Augmented reality: An application of heads-up display technology to manual manufacturing processes</strong>. <em>Proceedings of the Twenty-Fifth Hawaii International Conference on System Sciences</em>. 1992&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHRISTENSEN, P; GEORGIEV, I; JAROSZ, W. <strong>The Art of Lighting and Rendering in 3D: An AI Perspective</strong>. Rendering Symposium. 2019&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COZMAN, F. G. et al. (EDS.). <strong>Inteligência artificial: avanços e tendências</strong>. Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIÁRIO DE OBRAS. <strong>BIM (Building Information Modeling)</strong>. <strong>In. Diário de obras</strong>. 2024.&nbsp;Disponível em:&lt; https://diariodeobras.net/bim-building-information-modeling/&gt;. Acesso em: 08/11/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOS SANTOS GOMES, D. Inteligência Artificial: Conceitos e Aplicações. <strong>Revista Olhar Científico</strong>, V. 01, n.2, ago./dez. 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DRUMMOND, R. <strong>Metaverso e a arquitetura – qual a importância.</strong> <strong>In. Folha Vitória</strong>. 2023. Disponível em: &lt;https://www.folhavitoria.com.br/geral/colunas/momentodecor/2023/01/06/metaverso-e-a-arquitetura-qual-a-importancia/&gt;. Acesso em 15/06/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EASTMAN, C; TEICHOLZ, P; SACKS, R; LISTON, K. <strong>BIM Handbook: A Guide to&nbsp;Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers and<em> Contractors</em></strong>. Wiley. 2011&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EASYRENDER. Renderização fácil. Transformando a Arquitetura: O Papel da IA na Renderização Arquitetônica. In. <strong>Easyrender</strong>.2023 Disponível em:&lt; easyrender.com&gt;. Acesso em: 30/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ESTEVAN, Andrea; TOPOL, Eric. High-performance medicine: the convergence of human and artificial intelligence.<strong>In</strong>. <strong>Digital Medicine</strong>, 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, M; COELI RUSCHEL, R. Aplicação de realidade virtual e aumentada em arquitetura. <strong>Arquitetura Revista</strong>, v. 6, n. 2, p. 127–135, 2010.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GHISLENI, C. <strong>Inteligência artificial e planejamento urbano: tecnologia como ferramenta para o desenho das cidades</strong>. <strong>In</strong>. <strong>Archdaily</strong>. 2024. Disponível em: &lt;https://www.archdaily.com.br/br/1012601/inteligencia-artificial-e-planejamento-urbanotecnologia-como-ferramenta-para-o-desenho-das-cidades?ad_campaign=normal-tag&gt;. Acesso em: 10/06/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIRAFFA, L; KHOLS-SANTOS, P. <strong>Inteligência Artificial e Educação: conceitos, aplicações e implicações no fazer docente</strong>. Educação em Análise, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IDEIAI. Como a arte digital está revolucionando a criatividade no Brasil. <strong>In. Ideiai</strong>. Disponível em: &lt;https://ideiai.com/como-a-arte-digital-esta-revolucionando-a-criatividadeno-brasil/&gt;. Acesso em 08/05/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KALKOFEN, D; et al. <strong>Interactive Focus and Context Visualization for Augmented Reality</strong>. IEEE. 2011&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KELNER J; TEICHRIEB, V. <strong>Técnicas de interação para ambientes de realidade virtual e aumentada. Realidade Virtual e Aumentada: Conceitos, Projeto e Aplicações</strong>, p. 53, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOLAREVIC, B<strong>. Architecture in the Digital Age: Design and Manufacturing. </strong>Taylor &amp; Francis. 2015&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LANIER, J. <strong><em>Virtual Reality: The Visionary Future of Computing</em></strong><strong>.</strong> Pearson Press. 1989&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEACH, N. <strong>Architecture in the Age of Artificial Intelligence: An Introduction to AI for Architects</strong><strong><em>.</em></strong> Bloomsbury.<strong><em> </em></strong>2019&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANYCHAT. Estudos de caso sobre chatbots de IA. <strong>In</strong>.<strong> Manychat</strong>.2023. Disponível em: &lt; https://manychat.com/blog/pt-br/future-of-chatbots/&gt;. Acesso em 18/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTÍN, J. G. <strong>INTELIGENCIA (ARTIFICIAL) Y AUTOMATISMO. ANATOMÍA DE UN CONFLICTO</strong>. Disponível em:&nbsp;&lt;https://idus.us.es/bitstream/handle/11441/137258/inteligencia%20artificial%20y%20automat ismo_garrido%20martin.pdf?sequence=1&gt;. Acesso em: 15/06/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOSO, M. <strong>A inteligência artificial vai substituir os arquitetos. In:</strong>&nbsp;Archdaily. Disponível em: 2023 &lt;https://www.archdaily.com.br/br/1007053/a-inteligenciaartificial-vai-substituir-os-arquitetos&gt;. Acesso em: 15/06/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAYRESSE ARQUITETURA. Realidade aumentada e virtual na arquitetura. <strong>In</strong>. <strong>Mayresse Arquitetura. </strong>2023.&nbsp; Disponível em: https:&lt;//www.mayressearquitetura.com.&gt; Acesso em: 09/11/2024&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAYRESSE ARQUITETURA. Realidade Aumentada e Virtual na Arquitetura: História e Aplicações. <strong>In</strong>. <strong>Mayresse Arquitetura</strong>. 2023. Disponível em: https://www.mayressearquitetura.com. Acesso em: 09/11/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MCCULLOCH, W; PITTS, W. <strong>Um Cálculo Lógico das Ideias Imanentes na Atividade Nervosa</strong>. <strong>In.</strong> Boletim de Biologia Mothemnticnl. Grã-Bretanha. 1943.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OPENAI. Relatório técnico GPT-4. <strong>In</strong>. <strong>OpenAI</strong>. 2023&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PANIZZA, A.<strong> Inteligência artificial na arquitetura: de tendência à prática</strong>. <strong>In</strong>: Habitability. 2024 Disponível em: &lt;https://habitability.com.br/inteligencia-artificial-naarquitetura-de-tendencia-a-pratica/&gt;. Acesso em: 06/06/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARAMETRIC ARCHITECTURE. 8 programas de renderização arquitetônica com tecnologia de IA que você deve experimentar. <strong>In. Parametric architecture</strong>.2023 Disponível em: &lt;parametric -architecture .com&gt;. Acesso em: 30/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PASUPULETI, V. et al.&nbsp; Impacto da IA na Arquitetura: Uma Análise Temática Exploratória.&nbsp;<strong>In</strong>. <strong>Revista Africana de Avanços em Pesquisa Científica e Tecnológica</strong>. 2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">REUTERS. ChatGPT estabelece recorde para base de usuários de crescimento mais rápido. <strong>In</strong>. <strong>Reuters</strong>. 2023. Disponível em: &lt; https://www.reuters.com/technology/chatgpt-setsrecord-fastest-growing-user-base-analyst-note-2023-02-01/&gt;. Acesso em: 18/10/2024 RUSSELL, S. J. <strong>Inteligência artificial</strong>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RUSSELL, S; NORVIG, P. <strong>Inteligência artificial</strong>. Rio de Janeiro: campus, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RUSSELL, S; PETER, N. <strong>Inteligência Artificial &#8211; Uma Abordagem Moderna</strong>. Rio de Janeiro. LTC. 2022&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SICCARO, L; HUSSAIN, T. Inteligência Artificial em Cirurgia: O Futuro Está Presente. <strong>Pesquisa Cirúrgica Europeia</strong>. 2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUTHERLAND, I. <strong>Sketchpad: A Man-Machine Graphical Communication System</strong>. Massachusetts Institute of Technology. 1963.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUTHERLAND, I. Um visor tridimensional montado na cabeça. MIT, 1968.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TECNOLOGIAS DIGITAIS. Evolução da Realidade Virtual e Aumentada na Construção Civil. 2023. Disponível em: https://www.tecnologiasdigitais.com.br. Acesso em: 11/11/2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TECNOLOGIAS DIGITAIS. Realidade virtual e aumentada na construção civil e arquitetura.<strong> In</strong>. <strong>Tecnologias digitais</strong>.<strong> </strong>2023. Disponível em: https://www.tecnologiasdigitais.com.br. Acesso em: 09/11/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TESLA. Condução autônoma e desenvolvimento de IA. <strong>In. Tesla</strong>.2023. Disponível em: &lt; https://www.tesla.com/autopilot/&gt;. Acesso em 18/10/2024&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TOPOL, E. <strong>How Artificial Intelligence Can Make Healthcare Human Again</strong>. Basic Books. 2019&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TORI, R; HOUNSELL, M. DA S. (EDS.). <strong>Introdução a Realidade Virtual e Aumentada</strong>. Sociedade Brasileira de Computação, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRINDADE, A. S. C. E. DA; OLIVEIRA, H. P. C. Inteligência artificial (ia) generativa e competência em informação: habilidades informacionais necessárias ao uso de ferramentas de ia generativa em demandas informacionais de natureza acadêmica-científica. <strong>Perspectivas em Ciência da Informação</strong>. 2024. Paraíba: UFPB, 2024.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TURING, AM. Máquinas de Computação e Inteligência. <strong>In</strong>. <strong>Mind a quarterly review of psychology and philosophy</strong>. Oxford University Press on behalf of the Mind Association, 1950.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TWINMOTION. Renderização em tempo real para arquitetura. <strong>In</strong>. <strong>Twinmotion</strong>.2023. Disponível em: &lt;twinmotion .com&gt;. Acesso em: 30/10/2024</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CULTURA PARA TODOS:CENTRO CULTURAL PARA MARECHAL CÂNDIDO RONDON &#8211; PARANÁ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/cultura-para-todoscentro-cultural-para-marechal-candido-rondon-parana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 15:18:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 140/NOV 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=177384</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411191159 Isabela Marchese PessoaOrientador(a): M.e Wellington Francisco Bescorovaine RESUMO O presente trabalho tem como tema a implantação de um Centro Cultural para a cidade de Marechal Cândido Rondon, no estado do Paraná. O objetivo geral deste estudo é propor uma solução arquitetônica a partir de um novo local que disponha de cultura, educação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102411191159</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Isabela Marchese Pessoa<br>Orientador(a): M.e Wellington Francisco Bescorovaine</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho tem como tema a implantação de um Centro Cultural para a cidade de Marechal Cândido Rondon, no estado do Paraná. O objetivo geral deste estudo é propor uma solução arquitetônica a partir de um novo local que disponha de cultura, educação e lazer para os cidadãos rondonenses de todas as faixas etárias. O ambiente cultural existente da cidade está em uma área que não permite grandes ampliações e realiza diferentes festividades adultas no mesmo local que acontecem aulas infantis, precisando então de um novo projeto. Para isto, será utilizado aspectos da Arquitetura Contemporânea e da Arquitetura Bioclimática, focando no conforto dos espaços, na otimização dos ambientes e na acessibilidade. Optou-se por implementar o método de pesquisa exploratória, pois abrange as pesquisas bibliográficas, os estudos de caso e a pesquisa de campo. Devido ao ser humano produzir cultura desde criança, este necessita de um ambiente estruturado para tal, que traga socialização, diferentes conhecimentos, habilidades que transmitam legados culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Cultura. Arquitetura acolhedora. Igualdade social. Educação.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The present work has as its theme the implementation of a Cultural Center for the city of Marechal Cândido Rondon, in the state of Paraná. The general objective of this study is to propose an architectural solution from a new location that provides culture, education, and leisure for Rondon&#8217;s citizens of all age groups. The city&#8217;s existing cultural environment is in an area that does not allow for large expansions and holds different adult festivities in the same place that children&#8217;s classes are held, thus needing a new project. For this, aspects of Contemporary Architecture and Bioclimatic Architecture will be used, focusing on the comfort of spaces, their utilization, and accessibility. Therefore, we chose to implement the exploratory research method, as it encompasses bibliographic research, case studies, and field research. Because human beings produce culture from childhood, they need a structured environment for this, one that brings socialization, different knowledge, skills that transmit cultural legacies.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Culture. Welcoming Architecture. Social equity. Education.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho tem como tema o desenvolvimento de um Centro Cultural para a cidade de Marechal Cândido Rondon, localizada na mesorregião do oeste paranaense. A palavra Cultura de acordo com Milanesi (1997), possui diversos conceitos e está presente na sociedade desde os primeiros séculos. Esta deriva do vocábulo do latim <em>colere</em>, que era utilizado para determinar o cultivo de plantas e a criação de animais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o termo cultura teve seu significado alterado, sendo então uma relação de um homem com a sua sociedade e sua cultura, e também a posse de conhecimentos (MILANESI, 1997). Para Neves (2013), os centros culturais são organizações “criadas com o objetivo de se produzir, elaborar e disseminar práticas culturais e bens simbólicos, obtendo o status de local privilegiado para práticas informacionais que dão subsídio às ações culturais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Marechal Cândido Rondon foi o local escolhido para a implantação de um Centro Cultural. Esta possui 52.944 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019), e a maioria da sua população tem entre 10 e 24 anos de idade, e uma taxa de escolarização de 98,5% com crianças de 6 a 14 anos de idade (IBGE, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área estudada foi colonizada por agricultores, que eram em sua maioria alemães que vieram do Rio Grande do Sul. Em 1956 esta possuía uma população composta por 95% de famílias alemãs, que tinham como prioridade primeiro a escola, segundo o hospital e em terceiro a igreja (SAATKAMP, 1984). Essas famílias fortaleceram seus laços culturais e continuaram com os hábitos de geração em geração, expressando isso em suas vestimentas, danças, comidas e construções com a cultura germânica (WEIRICH, 2004) até os dias atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da cidade ter na sua maioria jovens, diametralmente, esta não possui um local adequado para o incentivo à cultura para as suas crianças e adolescentes. A localidade de Marechal Cândido Rondon detém uma Casa Cultural, trata-se de um grande barracão em estrutura metálica, com saídas de emergência, um banheiro feminino e um banheiro masculino. Em um único espaço para crianças e adolescentes, acontecem aprendizagens de circo, teatro, musicalização, balé e coral, em um local sem estrutura para tais atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Casa Cultural de Marechal, acontecem anualmente eventos alemães culturais e regionais, como por exemplo o Oktoberfest, e o aniversário da cidade. Nestas comemorações acontecem atividades adultas, como o consumo de álcool, o uso do cigarro e comportamentos que são inadequados para menores de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os espaços que incentivam o uso do álcool são inadequados para crianças e adolescentes, porém, seu consumo é um ato habitual na maioria das culturas, sendo atrelado às festividades, ocasiões sociais e eventos culturais. Consequentemente, a utilização irregular e frequente é apontada como um problema na saúde pública por ser uma droga legalizada no comércio brasileiro (Ministério da Saúde do Brasil, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Levisky (1998), a família apenas fornece acolhimento a criança por um certo período, depois os elementos sociais formam uma função no desenvolvimento, decisões e personalidade do ser. Quando uma criança está em um sistema familiar vulnerável, onde há o consumo ou abuso de álcool, acontece uma crise no convívio familiar com a comunidade e com a sociedade (Prato, Couto, &amp; Koller, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto em estudo é o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), que é um projeto entre o IBGE e o Ministério da Cultura do Brasil. Segundo seus dados, somente 6,5% das empresas possuem um setor cultural e as famílias brasileiras têm em média um gasto mensal de R$291,18 reais com este setor (IBGE, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma década, houve a diminuição de 10,3% (IBGE, 2019), no número das organizações do setor cultural brasileiro, sendo um total de 40,2 mil empresas. Diante dos dados apresentados em relação à cultura no Brasil, percebe-se, irremediavelmente, a necessidade do apoio financeiro e incentivo da iniciativa privada para o setor, uma vez que o Brasil respira cultura nas suas mais variadas formas e expressões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é um país que convive com indígenas, negros, brancos, europeus e tantas outras etnias desde o século XVII. Consequentemente, espaços que promovem a educação possuem pessoas de origens culturais e sociais distintas, demonstrando a diversidade sociocultural em um único ambiente de convívio, brincadeiras e ensinos para crianças, adolescentes e adultos (PRADO,1999). Desta forma, o ser humano produz cultura desde criança e necessita, assim, de um ambiente estruturado para tal, que traga para esta a socialização, diferentes conhecimentos e habilidades que transmitam legados culturais. Sendo assim, o projeto proposto em questão corrobora para o município e é de relevância para o futuro cultural dos seus habitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral deste estudo é propor uma solução arquitetônica para o novo Centro Cultural da cidade de Marechal Cândido Rondon &#8211; Paraná. Para tanto, serão efetuadas pesquisas bibliográficas e, a campo para melhor entendimento do tema estudado, será inquirido aspectos da arquitetura bioclimática. O projeto decorrerá focando no conforto dos espaços e o seu aproveitamento juntamente com a acessibilidade (NBR 9050). Também será pesquisado como ocorre o funcionamento dos espaços com atividades relacionadas à cultura, a análise das obras correlatas escolhidas serão mais a fundo analisadas, assim como a verificação do entorno do terreno escolhido para o projeto e suas extensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isto, é de suma importância compreender as metodologias e seus métodos para se coordenar em um estudo. O método científico utilizado para este fim é o de Lakatos e Marconi (2003), onde um agrupamento de atividades sistemáticas e racionais que permitem atingir uma finalidade verdadeira, delineando um caminho a ser seguido, detectando falhas e ajudando nas deliberações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, após uma análise das metodologias para o projeto, optou-se por implementar o método de pesquisa exploratória, devido a esta abranger as pesquisas bibliográficas, os estudos de caso e a pesquisa de campo. As pesquisas em material teórico, como livros, artigos, normas, leis, outras monografias e internet, serviram para definir os conceitos e suas fundamentações. Já os estudos de casos auxiliaram na demonstração e no funcionamento dos projetos que possuem objetivos similares ao do estudo em desenvolvimento. Assim, será possível avaliar melhor esses programas e aplicar os que tiveram resultados positivos no projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de campo é uma pesquisa baseada em técnicas de observação direta e de informações obtidas com entrevistas, análise de documentações, filmagens e fotografias. Esta teve como finalidade buscar informações sobre o funcionamento e definições de programas. Foram analisadas instituições que incentivam a cultura, instalações utilizadas para a realização de eventos da cidade, estúdios de dança e locais de lazer da cidade de Marechal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações levantadas serviram de base para a apresentação do projeto do Centro Cultural e a definição do seu programa. As entrevistas tiveram como objetivo a busca por mais conhecimento do funcionamento das instituições públicas rondonenses. Além disso, essas entrevistas tiveram como propósito a identificação da atual demanda do município em relação aos espaços culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, a monografia foi dividida em cinco partes principais. A primeira trata-se do referencial teórico, onde foram apresentados conceitos e definições de temas que envolvem o Centro Cultural, sobre a antropologia, a Lei Rouanet, a estrutura de uma cidade, os conceitos da Arquitetura Bioclimática e da Arquitetura Contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda parte da monografia é feita uma análise das obras correlatas. Para este propósito, as três obras selecionadas tiveram pertinências no meio em que foram colocadas ou por sua arquitetura ou pela organização da instituição. A terceira parte trata-se do diagnóstico do local da intervenção, suas principais condicionantes, como a análise do entorno, os dados do município e suas leis. O capítulo que trata dos resultados e discussões irá apresentar o conceito do projeto, seu partido, fluxograma com organograma, os materiais que serão utilizados, o programa de necessidades e seus pré-dimensionamentos. As considerações finais apontam de que forma o projeto poderá contribuir para o desenvolvimento da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, espera-se que ao final deste trabalho a proposta apresentada atenda aos parâmetros de um Centro Cultural para a cidade de Marechal Cândido Rondon – PR.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1.     REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O referencial teórico mostrará os conceitos e as discussões sobre o tema deste presente projeto, do mesmo modo que como os centros culturais se desenvolveram, a importância deste tema no Brasil, quais são as referências utilizadas no meio urbano e os benefícios da Arquitetura Bioclimática.</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.1  A cultura sobre a perspectiva da Antropologia</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Geertz “sem os homens certamente não haveria cultura, mas, de forma semelhante e muito significativamente, sem cultura, não haveria homens” (1998). Deste modo, pode-se entender que a cultura é uma condição para a vivência dos seres humanos, pois cultura não é somente um agregado de costumes de um povo e suas expressões coletivas, mas sim um conceito mais amplo e complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Revista de Direito Econômico e Socioambiental do Brasil (2016), o vocábulo cultura é uma estrutura complexa de símbolos, signos, mecanismo de controle, relações, concepções, ideologias, saberes, expressões e comportamentos, construídos historicamente, que elaboram e sustentam uma determinada humanidade. Por isso, não se deve dizer humanidade, mas sim em humanidades no plural, pois “Aquilo que caracteriza a unidade do homem [&#8230;] é sua aptidão praticamente infinita para inventar modos de vida e formas de organização social extremamente diversos” (LAPLANTINE, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o ser humano nasce, ele já absorve sua cultura e inicia um processo dinâmico de socialização e desenvolvimento físico e intelectual, onde esta, forma a sua identidade alusiva a uma certa cultura. Com isso, este reconhece seu grupo, formando sua identidade cultural, sendo que cada sujeito é, em grande parte, o que é sua cultura. O efeito deste fato é a vida em sociedade, as conexões e os sentimentos sob uma visão etnocêntrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, quando os indivíduos ficam presos a apenas uma cultura, tornam-se seres não apenas cegos às dos outros, mas sim míopes [&#8230;] (LAPLANTINE, 2012), assim, deixando a percepção ontológica, histórica e cultural da sociedade em que nascemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado da naturalização da cultura, e em consequência dela, a vida torna-se algo automático.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Mergulhados no cotidiano, em uma rotina de compromissos infindáveis, na repetição dos dias e do óbvio, na reprodução do pensamento e das ideias [&#8230;] Alienados, inertes e apáticos, nós nos acostumamos a repetir em cena o texto decorado [&#8230;] como personagens de uma peça teatral repetida e desgastada. (Revista de Direito Econômico e Socioambiental do Brasil, 2016).</p>
</blockquote>



<h6 class="wp-block-heading">1.2  O desenvolvimento do acesso à cultura no Brasil e na Europa</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Ao olhar o ingresso a informação no Brasil, observa-se que foi delineado pelo poder aquisitivo dos indivíduos. No período colonial brasileiro, os jesuítas empenharam-se para promover o acesso à escrita, porém, foram tentativas isoladas devido a educação e a cultura não serem prioridade para os dominantes (SUAIDEN, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada da biblioteca e da Imprensa Real no Brasil também não correspondeu positivamente para o acesso à informação a todas as classes sociais. Contudo, em 5 de fevereiro de 1811, Pedro Gomes Ferrão de Castello Branco, solicitou um projeto ao governador da Bahia pedindo uma autorização para a criação da fundação bibliotecária (Imagem 1). Esta documentação foi o primeiro projeto brasileiro com o intuito de promover o acesso aos livros e, consequentemente, à educação (SUAIDEN, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biblioteca foi inaugurada no Colégio dos Jesuítas em 4 de agosto de 1811, e após este acontecimento diversos governos estaduais tiveram a atitude de criarem bibliotecas. Porém, devido à falta de entendimento dos administradores, os locais improvisados e desatualizados provocaram uma retração por parte dos possíveis usuários, trazendo uma imagem negativa (SUAIDEN, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 01: A primeira biblioteca no Brasil, na Igreja do Colégio dos Jesuítas.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="400" height="273" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2135.png" alt="" class="wp-image-177396" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2135.png 400w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2135-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Coleção Gilberto Ferrez &#8211; Acervo Instituto Moreira Salles (VEDANI, 1862).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes fatos no Brasil, as bibliotecas são as construções mais antigas da cultura, pois, com a invenção da escrita no ano de 4000 a.c, houve a necessidade de existirem locais para se guardar o conhecimento produzido (MILANESI, 1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na Idade Média, no século V, houve uma mudança nas bibliotecas devido ao poder político estar com a Igreja Católica, sendo elas agora instituições privadas. Isto apenas se modifica no século XIII com o surgimento das universidades, que permitiram, segundo Milanesi (1997), a busca por novos conhecimentos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A Revolução Industrial (século XIX) foi a principal responsável pela modificação mais significativa na questão cultural, com a modificação da organização do trabalho, caracterizada pela produção em série nas fábricas, criaram-se novas formas de relacionamento entre o trabalhador e a sociedade, além disso, a alienação das massas trabalhadoras se tornou uma constante que se estende por vários séculos (YURGEL, 1983).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da Revolução Industrial (século XIX) se desenvolvem em uma cultura industrializada que diminuiu os espaços entre as classes sociais, alcançando diferentes setores populacionais. Pode-se acrescentar que, a invenção do rádio e em seguida da televisão, no século XX, permitiram que essas diferenças se tornassem quase excluídas, onde o conceito central é o “ter para ser”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.2.1 Incentivos dados pela Lei Rouanet</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Rouanet, Lei n. 8.313/1991, é uma lei federal que incentiva a cultura no Brasil. Esta foi elaborada pelo então secretário da cultura, Sérgio Paulo Rouanet, quando Fernando Collor era Presidente da República do Brasil. Ela é uma colaboração entre o poder público que abdica de parte dos impostos devidos para o setor privado, onde este último deposita seus recursos em algum produto cultural. A proposta deste incentivo para a cultura é a de que este dispositivo agregue nesta esfera de produção e também no mercado nacional de artes (BARBALHO, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método que incentiva projetos culturais está previsto no inciso III do art. 2º da Lei 8.313/1991, onde há a reversão do Imposto de Renda a pagar, por escolha do contribuinte (pessoa física ou jurídica), para o apoio a projetos autorizados pelo Ministério da Cultura (MinC). O MinC dá suporte a projetos culturais por meio de leis, como a Rouanet, e por editais para projetos específicos lançados periodicamente, segundo a Revista de Direito Econômico e Socioambiental (2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta lei é fundamental para a cultura brasileira, pois, incentiva o acontecimento de projetos culturais todos os anos, em todas as regiões do Brasil (NOHARA, 2016). Sendo assim, esta lei é, por consequência, de grande valor para os artistas rondonenses que em fevereiro de 2022, possuía 171 artistas cadastrados no sistema da prefeitura como pessoa física. Estes dados foram extraídos do questionário aplicado pela Secretaria da Cultura de Marechal, tendo como responsável Edilene Bokorni (APÊNDICE A).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Se o sucesso de uma política pode ser mensurado pelo aspecto quantitativo, então a política cultural brasileira teria sido um sucesso retumbante. A Lei Rouanet foi uma lei revolucionária, na medida em que foi responsável pelo grande aumento do montante investido em cultura no país, através do mecanismo de renúncia fiscal. Ao longo dos anos, a Lei passou a ser amplamente utilizada tanto por empresas públicas como por empresas privadas, e o que se viu foi o enorme crescimento dos valores captados (EARP, 2016).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1: Áreas de atuação dos artistas rondonenses</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="488" height="532" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2136.png" alt="" class="wp-image-177397" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2136.png 488w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2136-275x300.png 275w" sizes="(max-width: 488px) 100vw, 488px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Organizado pela autora com base no APÊNDICE A.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos artistas rondonenses estão vinculados nas áreas de atuação musical, canto, artesanato e literatura. O município possui atualmente vinte e cinco escolas de ensino de música e oito escolas de dança regularizadas (ANEXO I).</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.3  A função de um Centro Cultural</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A cultura é normalmente associada por normas de comportamento, pela educação, por ideias e modos de se expressar. Estes atributos são passados de geração em geração ou são introduzidos de outras culturas, sendo que eles mudam com o tempo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Cultura está muito associada a estudo, educação, formação escolar. Por vezes se fala de cultura para se referir unicamente às manifestações artísticas, como o teatro, a música, a pintura, a escultura. Outras vezes, ao se falar na cultura da nossa época ela é quase que identificada com os meios de comunicação de massa, tais como o rádio, o cinema, a televisão. Ou então, cultura diz respeito às festas e cerimônias tradicionais, às lendas e crenças de um povo, ou a seu modo de se vestir, à sua comida, a seu idioma. A lista pode ser ampliada. (SANTOS, 1987).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A infância é uma fase em que normalmente o ser humano tem os primeiros contatos com eventos culturais e sociais, acompanhados de sua família. A formação cultural deste indivíduo se constrói pela assimilação destas vivências, onde o conhecimento adquirido irá produzir ideias e sentimentos que podem modificar-se em processos construtivos. Assim, a cultura forma como o indivíduo é moldando seus conhecimentos, hábitos, valores e crenças (FERRAZ e FUSARI, 1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a arte é um efeito que se estende por todas as culturas, sejam elas antigas ou atuais. Cada civilização que já existiu detinha de algum modo de expressar sua cultura, seja por formas estáticas ou dinâmicas, mas todas as artes provocam experiências (DUARTE JÚNIOR, 1994).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o Centro Cultural de Marechal será uma junção de ambientes onde poderão ocorrer diferentes transferências de conhecimentos com culturas dissemelhantes da cidade com suas atividades disponibilizadas. Este terá como intenção realizar ações vinculadas à educação e ao estudo, que são os conceitos da cultura. O funcionamento dos espaços adequados irá realizar apresentações, palestras, treinamentos, exposições e festas da comunidade, sendo que a infraestrutura irá se adequar de acordo com cada tipo de funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para um melhor desempenho das atividades que serão realizadas no centro, necessitam ser observadas suas dimensões mais adequadas. Estas distâncias indicam que, quanto mais próximos de uma certa referência, mais exuberância de detalhes poderá se analisar. Esta faz uma verificação entre distâncias de 500 metros e de 0 metro. Na de 500 metros é viável notar melhor os seres humanos, nos 100 metros foram comprovadas linhas gerais e com 70 metros se reconhecesse as pessoas (Imagem 2). Já as expressões faciais são vistas com 25 metros e a comunicação fica mais clara a 7 metros de distância. Em teatros são empregadas expressões corporais e maquiagens que permitem que as cenas fiquem mais perceptíveis a 35 metros (GEHL, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 2: Ilustração de acordo com as diretrizes de Jean Gehl</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="997" height="565" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2137.png" alt="" class="wp-image-177398" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2137.png 997w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2137-300x170.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2137-768x435.png 768w" sizes="(max-width: 997px) 100vw, 997px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Jean Gehl, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, para melhor evolução do projeto do Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon, a compreensão das distâncias é essencial para definir a área da plateia, para que assim os usuários possam admirar melhor as apresentações com suas riquezas de detalhes.</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.4  O primeiro Centro Cultural</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro centro cultural da forma que é averiguada hoje surgiu no século XX na França, o Centro George Pompidou, porém, a Grécia é vista como o primeiro país onde os espaços livres são atribuídos como função pública, sendo locais de passeio, conversa e lazer da sociedade. É na Grécia que aparece o conceito de espaço livre onde o jardim privado, que era da nobreza, se transforma em um lugar aberto para a comunidade (DE ANGELIS, 2000).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro George Pompidou (Imagem 3), dos arquitetos Richard Rogers e Renzo Piano, ganhou um concurso internacional de arquitetura em 1970, elaborado pelo presidente da França George Pompidou e Sebastian Loste, onde previa-se a construção de um Centro Cultural para a mesma (PASQUOTTO, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3: Maquete do anteprojeto do concurso para o Centro George Pompidou, em Maio de 1972.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="730" height="311" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2145.png" alt="" class="wp-image-177406" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2145.png 730w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2145-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Peñín Llobell, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O regulamento do concurso internacional de arquitetura de 1970 requisitava um projeto arquitetônico que atendesse às aulas das diferentes disciplinas, à circulação e aos espaços abertos para as exposições (PASQUOTTO, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto escolhido mostrou sofisticação tecnológica e flexibilidade espacial. Este foi um marco no desenvolvimento do conceito de projetos para os centros culturais e para os museus, pois: “O Centro George Pompidou marcou a transição entre a tradição moderna dos museus neutros e a tendência que norteou sua construção a partir da década de 1980” (Faccenda, 2003). Ou seja, ele rompeu com a ideia de que em apenas espaços distintos, como museus, teatros e bibliotecas, devessem ter programas culturais e, por isso, este local serviu de estudo para o desenvolvimento do respectivo projeto em questão, pois, quebrou as barreiras existentes naquela sociedade atual. O Centro George Pompidou foi o primeiro local com o conceito de um centro cultural no mundo. No Brasil, foi apenas na década de 1980 que se efetivou a concepção do Centro Cultural do Jabaquara (Imagem 4) e também do Centro Cultural São Paulo, os dois na cidade de São Paulo (NEVES, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 4: Centro Cultural do Jabaquara em São Paulo.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="670" height="447" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2144.png" alt="" class="wp-image-177405" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2144.png 670w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2144-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Fernando Stankuns, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro Cultural do Jabaquara é uma biblioteca pública, localizada em São Paulo capital, que também possui outras atividades didáticas e informativas, como palestras, exposições, apresentações de música e teatro, além de outros programas que estão voltados à comunidade local (NEVES, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os centros culturais necessitam de uma estrutura para o uso coletivo adequado para as diferentes manifestações culturais que ali terão. Os ambientes são para diversas atividades, como leitura, palestras, oficinas, apresentações musicais, teatrais e de dança. Além disso, a instituição deve possuir uma democratização dos espaços, como por exemplo a acessibilidade, diferenciadas áreas de convivência que tenham uma incorporação do interior com o exterior (NEVES, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O local que incentiva à cultura precisa ser um lugar que estimule a inovação. Assim, a instalação apenas terá sentido se comprometida com a educação das pessoas e sua coletividade. Com isto, a formação dos futuros cidadãos irá valorizar as diferenças. O centro cultural precisa ser um local que transmita acolhimento às pessoas de diferentes idades e classes sociais, além de incentivar seus usuários a manifestarem suas concepções (RAMOS, 2007).</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.5  A estrutura de uma cidade</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Kevin Lynch (1960), as referências que os usuários de uma cidade empregam para construir sua imagem são ligadas por caminhos, limites, bairros, pontos nodais e marcos. Esta assimilação é feita aos poucos, sendo o tempo um elemento de grande importância. Cada habitante possui certa combinação com partes da cidade, frutos de interpretações diferentes dos espaços, sendo a imagem impregnada por estas relacionadas às memórias e significados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos conceitos básicos de Kevin Lynch (1960) é o da legibilidade. Esta se refere aos aspectos visuais que vêm da cidade, não dando importância aos <em>não- visuais</em>, como a numeração das ruas. Assim, legibilidade é a “facilidade com que cada uma das partes [da cidade] pode ser reconhecida e organizada em um padrão coerente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a percepção ambiental pode ser observada pela sua estrutura, identidade e significado. Estruturar uma área é uma competência vital para todos os animais que se movem, sendo a desorientação torturante para quem vive na cidade. O ambiente legível promove segurança e traz experiências urbanas mais intensas. A estrutura na imagem da cidade deve ter uma relação do objeto com o observador e também com os outros objetos. Já a identificação de um objeto relaciona-se na sua dissemelhança em relação a outras coisas, e esta peça deve ter um significado para o seu observador (LYNCH, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como já citado anteriormente, o usuário da cidade possui referências que o auxiliam na construção da imagem desta. Os caminhos (Imagem 5) são canais onde o observador costumeiramente, ocasionalmente ou potencialmente utiliza, podendo ser ruas, calçadas, canais, linhas de trânsito e estradas de ferro. Esta menção é vista como o principal elemento na percepção ambiental para a maioria da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 5: A Avenida Commonwealth</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="495" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2143.png" alt="" class="wp-image-177404" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2143.png 495w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2143-240x300.png 240w" sizes="(max-width: 495px) 100vw, 495px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>The image of the city (Lynch, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “A imagem da cidade (1960)” de Kevin Lynch, o autor cita a Avenida Commonwealth (Imagem 5), uma rua de grande importância nas cidades de Boston e Newton, Massachusetts. A avenida começa em um jardim público, passa por vários bairros e continua na Rota 30, até cruzar o Rio Charles na fronteira com a cidade de Weston. Esta é citada no livro como exemplo de caminho, pois, ela também passa pelo centro da cidade e possui continuidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os limites (Imagem 6) são utilizados como barreiras ou elementos de ligação, como por exemplo, os rios, as estradas, as praças e as ruas. Estes limites conseguem ter um efeito de afastamento nas cidades (LYNCH, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 6: Exemplo de limite com Chicago ao lado do oceano</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="703" height="492" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2146.png" alt="" class="wp-image-177407" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2146.png 703w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2146-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 703px) 100vw, 703px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>The image of the city (Lynch, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na concepção de Lynch (1960), os bairros (Imagem 7) são porções da cidade onde o observador entra e se identifica. Suas características podem ser texturas, diferentes espaços e formas, algum detalhe, os tipos de edificações e seus usos e sua topografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 7: Diferentes fronteiras dos bairros de Boston.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="898" height="544" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2147.png" alt="" class="wp-image-177408" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2147.png 898w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2147-300x182.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2147-768x465.png 768w" sizes="(max-width: 898px) 100vw, 898px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>The image of the city (Lynch, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os bairros podem ter fronteiras de diferentes tipos. Algumas podem ser fortes, definidas e precisas, e outras ligeiras e incertas, como mostra a figura acima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pontos nodais (Imagem 8) são locais estratégicos na cidade por onde o observador pode entrar. Estes podem ser de grande ou pequena escala, como esquinas, praças, bairros ou uma cidade inteira. Os marcos também podem ser de diferentes escalas, mas, são elementos onde o ser não entra, tendo como característica principal a singularidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 8: A Catedral de Florença – Itália.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="988" height="547" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2148.png" alt="" class="wp-image-177409" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2148.png 988w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2148-300x166.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2148-768x425.png 768w" sizes="(max-width: 988px) 100vw, 988px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>The image of the city (Lynch, 1960).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os elementos marcantes normalmente são mais utilizados pelas pessoas que estão familiarizadas com a cidade, particularmente os marcos menos proeminentes e mais comuns, pois, a partir da hora que as pessoas conhecem mais a cidade, elas se baseiam em elementos mais diferenciados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 9: A construção da imagem da cidade de Los Angeles – Califórnia, com seus cinco elementos.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="925" height="584" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2149.png" alt="" class="wp-image-177410" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2149.png 925w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2149-300x189.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2149-768x485.png 768w" sizes="(max-width: 925px) 100vw, 925px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>The image of the city (Lynch, 1960). Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, pode-se dizer que o projeto para a instalação do Centro Cultural para a cidade escolhida utilizou destes princípios para um melhor zoneamento do mesmo. O terreno para sua inserção necessita ser bem visível, estar em um local movimentado &#8211; mas que não gere tantos ruídos &#8211; e de fácil acesso para toda a comunidade.</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.6  Arquitetura Bioclimática</h6>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto do Centro Cultural irá ter princípios de conforto ambiental na arquitetura, a fim de que seu conceito e métodos transmitam bem-estar ambiental interno no local de estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arquitetura bioclimática está presente quando se projeta um edifício dando a devida atenção para fatores do clima onde aquele projeto será inserido, com o objetivo de atingir a eficiência energética e o conforto ambiental interno com recursos passivos (OLGYAY, 1998). Assim, deve-se acatar as variáveis climáticas, como temperatura, umidade, radiação solar e movimento do ar, e também ter entendimento do desempenho térmico dos materiais que blindam e da cobertura dos solos adjacentes. Além disso, esta integra aspectos culturais e socioeconômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tipo de arquitetura em análise, promove uma identidade arquitetônica regional e colabora para as reduções nos usos da climatização, iluminação e ventilação. Desta maneira, esta se torna parte das relações entre as dimensões ambientais, culturais, sociais e também econômicas (FERREIRA, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os irmãos Victor e Aladar Olgyay foram os primeiros nas pesquisas sobre a relação entre o ambiente construído, clima e suas trocas de energia, isto na década de 1960. Estes utilizaram os conceitos da bioclimatologia na arquitetura, formularam a expressão projeto bioclimático e também criaram um diagrama bioclimático (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através de estudos ao longo do tempo, se concluiu que para alcançar um menor número no consumo de energia é preciso utilizar da melhor maneira os sistemas passivos e ativos. Os sistemas ativos são apropriados no uso de sistemas de iluminação e no condicionamento do ar eficiente, e os sistemas passivos normalmente estão em edifício, sendo o edifício um sistema de captação, controle, acumulação e distribuição de energia fundamental ao conforto dos seus usuários (MONTEIRO, 2011). Consequentemente, é mais apropriado a utilização de estratégias bioclimáticas que reduzam o consumo de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias bioclimáticas são soluções que pretendem alcançar a eficiência energética e o conforto ambiental interno com a aplicação das condições ambientais do lugar. As alternativas precisam ser delineadas no início do projeto arquitetônico, tendo como orientação o perfil climático da área que o projeto será instalado (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2014). As principais estratégias para alcançar tal objetivo é a inércia térmica, o aquecimento solar passivo, a ventilação natural, o resfriamento evaporativo e o sombreamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inércia térmica é um método proveitoso em períodos frios e quentes, pois, seu desempenho necessita das propriedades dos materiais que já estão na edificação, onde estes precisam ser densos, de alta capacidade térmica e baixa transmitância térmica. Este é preferível para regiões com grandes amplitudes térmicas em pequenos espaços de tempo, assim, em tempos frios as paredes e a cobertura podem ser esquentadas pela insolação direta, guardando o calor para a noite, devido a este período de clima estar mais gelado. Em tempos quentes a estratégia será para resfriar o interior do local com o sombreamento das aberturas, a diminuição da</p>



<p class="wp-block-paragraph">ventilação natural durante o dia e a ventilação seletiva no período noturno, afastando assim o calor acumulado durante o dia (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2014). Também pode-se ser utilizado o teto jardim e a parede verde, pois, no processo de fotossíntese as plantas retem mais calor, ajudando na diluição da temperatura interna do edifício (LABAKI et al., 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o aquecimento solar passivo é a utilização da radiação solar direta para elevar a temperatura do interior do edifício, podendo ser direto ou indireto. O aquecimento direto é realizado por aberturas ou superfícies transparentes que deixam a radiação solar passar, sendo assim, refletida pelas superfícies internas na forma de ondas longas (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2014). O aquecimento indireto acontece na utilização de elementos de alta inercia térmica orientados para obter uma maior insolação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ventilação natural as aberturas necessitam estar locadas de forma a promover um fluxo de ar apropriado para o ambiente, trazendo para seus usuários uma sensação de conforto térmico (FROTA; SCHIFFER, 2007). A ventilação passiva possui a ventilação cruzada e a ventilação por efeito chaminé. A primeira citada é consequência das dissemelhanças da pressão do ar causado pelo vento na edificação, sendo melhor projetar as aberturas em zonas de pressão opostas. Já a segunda, precisa da pressão do ar resultante das diferenças da densidade do ar, utilizando como soluções os lanternins e as aberturas zenitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia bioclimática é o resfriamento evaporativo. Este é adequado para o resfriamento em lugares de clima mais seco, pois, este método retira o calor do ambiente pela evaporação da água ou evapotranspiração de plantas. Sua performance depende de quanto mais rápida a evaporação da água for, assim a queda da temperatura do ar será maior. A utilização de gramados e árvores promovem o surgimento de um microclima, devido ao seu metabolismo liberar água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, se tem o sombreamento. Este é fundamental na redução do impacto da radiação solar e pode ser executado através de elementos arquitetônicos, como beirais, marquises e brises, ou com o uso de vegetações. Pode-se acrescentar que é importante que o edifício esteja orientado da maneira correta para a diminuição de elementos adicionais.</p>



<h6 class="wp-block-heading">1.7  Arquitetura Contemporânea</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A Arquitetura Contemporânea começou a ser empregada nos últimos anos do século XX no Brasil, sendo uma releitura das soluções que foram consolidadas no passado às transformando. A partir disso, as características da produção arquitetônica foram vinculadas aos conhecimentos aprofundados da modernidade, a sustentabilidade e às leituras mais sensíveis dos ambientes (BASTOS, ZEIN, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, se pode acrescentar o <em>conceito de tipo </em>e suas formações a partir da arquitetura moderna. O entendimento da palavra tipo surgiu na cultura acadêmica francesa no século XVIII e seu conceito em arquitetura no século XIX (PEREIRA, 2008). Assim, mesmo não tendo uma única definição, entende-se que a termo é um instrumento e não uma categoria (MARTINEZ, 2000). Conhecendo essas características, definir este vocábulo é um posicionamento na interpelação desta pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa linha de raciocínio, pode-se conceituar a palavra tipo como a explicação de uma estrutura formal comum, podendo esta ter várias variantes. A associação de tipo e estrutura formal define o tipo como “um princípio ordenador segundo o qual uma série de elementos, governados por relações precisas, adquire uma determinada estrutura” (MARTÍ ARÍS, 1993).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adotar um tipo arquitetônico parte da compreensão de que este simboliza estruturas que estão em um constante processo de construção e modificação. Assim, “toda arquitetura pode ser vista então como o resultado de uma série de transformações operadas sobre outras arquiteturas” (MARTÍ ARÍS, 1993). As modificações são as que permitem as inovações e a fissura com outros grupos arquitetônicos, como as heranças passadas da Arquitetura Moderna para a Arquitetura Contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o arquiteto começar um projeto, consciente ou inconscientemente, ele escolhe um tipo arquitetônico ou respeitando aquele estilo, ou sobrepondo outros tipos, ou ainda, transformando este em outra estrutura formal. Deste modo, a utilização do tipo nas criações não é um resultado prefigurado, mas o início de inúmeras probabilidades compositivas (MARTÍ ARÍS, 1993).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade ambiental formou um modelo na cultura contemporânea que orienta diferentes campos do conhecimento e da ação humana. Na arquitetura, ela tem consequências na teoria e na prática do projeto (ANDO, 2006). Seu objetivo é o conforto ambiental, a diminuição dos gastos com energia elétrica e a melhor utilização dos materiais das estruturas. Os espaços que são projetados utilizando estes conceitos são mais adequados aos preceitos bioclimáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a Arquitetura Contemporânea é uma mistura de tendências e características. Seus conceitos incluem materiais sustentáveis, conexões entre espaços internos e externos, uso da luz natural, o conforto é uma prioridade e o uso da tecnologia. Sendo assim, o projeto do Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon utilizará estas concepções na sua proposta.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.  ANÁLISE DE OBRAS CORRELATAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Neste capítulo serão apresentadas as obras correlacionadas ao assunto definido. As obras foram escolhidas de acordo com seus conceitos culturais, o modo como relaciona-se com o entorno, as atividades que ali são disponibilizadas e sua estética ligada a Arquitetura Contemporânea. A pesquisa tem como propósito propiciar um melhor entendimento da realidade espacial dos projetos arquitetônicos escolhidos, seu paisagismo e como esta se relaciona com o meio urbano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, foram estudadas suas conceituações aplicadas à cultura, seus aspectos formais e compositivos, sua inserção no terreno e contextualização com o entorno, o programa de necessidades desenvolvido e sua funcionalidade, o sistema construtivo e os materiais que foram utilizados. Ao final destes aspectos, será feita uma análise de cada obra, sobre como esta é importante para o desenvolvimento deste projeto do Centro Cultural.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.1  Centro Cultural de Sedan</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Localizado no centro da cidade de Sedan e às margens do Rio Meuse, na França, o Centro Cultural de Sedan foi projetado pelo escritório Richard + Schoeller Archtectes, que é composto pela arquiteta Isabelle Richard e pelo arquiteto Frédéric Schoeller, no ano de 2012 e possui uma área construída de 1.897m². A imagem 10 mostra a fachada deste local.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 10: Fachada sul do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="937" height="601" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2150.png" alt="" class="wp-image-177411" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2150.png 937w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2150-300x192.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2150-768x493.png 768w" sizes="(max-width: 937px) 100vw, 937px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Sergio Grazia, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.1 Conceito</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais conceitos utilizados nesta obra é a interação entre o interior e o exterior, com grandes e pequenas aberturas envidraçadas em vidro colorido. O espaço abriga a maioria das atividades culturais de Sedan, França, com sua flexibilidade e acessibilidade, cumprindo seu papel comunitário. Pode-se observar que sua Arquitetura Contemporânea se integra na cidade, formando espaços de convívio em seu entorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 11: Sala de aula do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2151-1024x682.png" alt="" class="wp-image-177412" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2151-1024x682.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2151-300x200.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2151-768x512.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2151.png 1256w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Sergio Grazia, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As salas de aula deste Centro Cultural (Imagem 11) são dinâmicas, espaçosas, possuem iluminação e ventilação natural, poupando bastante energia durante o dia. Estas características fazem este local ter alguns dos conceitos da Arquitetura Bioclimática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.2 Aspectos formais e compositivos</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro possui diversas aberturas envidraçadas (Imagem 12), onde o pedestre pode ver facilmente o que acontece em seu interior, como a dança ao norte, movimentos no Sul e em seu terraço é possível ver o Centro da Juventude e da Cultura. A fachada sul é orientada para a Rua de Ternaux, sendo um simples plano de concreto. Já o espaço público Centro Cultural abre seus quatro lados para a praça. O objetivo da elevação de alguns blocos é a liberação do espaço urbano, afirmando mais uma vez o conceito da interação entre interno e externo. Seus espaços multiusos com palcos e plateias retráteis o transforma em um recinto livre de 350m².</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 12: Aberturas do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="600" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2152.png" alt="" class="wp-image-177413" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2152.png 900w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2152-300x200.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2152-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Sergio Grazia, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.3 Inserção no terreno e contextualização com o entorno</p>



<p class="wp-block-paragraph">No térreo da edificação, a praça e os edifícios vizinhos, juntamente com o átrio, a administração e o teatro formam uma área dinâmica, com a cultura abrindo-se para a cidade. O átrio é voltado para o Rio Meuse (Imagem 13), o espaço multiuso possui palco e plateia retráteis, e na sua parte anterior os bastidores ligam-se à rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 13: Ponte sobre o Rio Meuse</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="515" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2153.png" alt="" class="wp-image-177414" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2153.png 900w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2153-300x172.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2153-768x439.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Sergio Grazia, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No pavimento superior o estúdio de dança é modulado de acordo com o palco, auxiliando nos ensaios. Já a cozinha baixa realiza a função de café, voltando-se à ponte sobre o Rio Meuse ao norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 14: Implantação do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="753" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2155-1024x753.png" alt="" class="wp-image-177416" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2155-1024x753.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2155-300x221.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2155-768x565.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2155.png 1183w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Isabelle Richard e Frédéric Schoeller, 2016. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As quadras da cidade de Sedan na França são de tamanhos e formas diferentes. O projeto foi inserido no terreno escolhido de uma maneira fluída, tanto é que sua forma também respeita esse conceito. A edificação está localizada mais à esquerda da quadra (Imagem 14), pois, o Centro Cultural utiliza este espaço livre também como palco de apresentações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.4 Programa de necessidades e funcionalidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atender às necessidades de educação da cultura, o local em estudo possui no pavimento térreo (Imagem 15) uma grande sala com 197 assentos retráteis, assim como seu palco, de modo que suas aberturas se abram para a praça em frente transformando o local em um espaço livre de 350m². Além disso, possui dois escritórios, um sanitário feminino e masculino, um lavabo, dois vestiários, um ateliê de cozinha, espaços de circulação e halls de entrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 15: Planta Baixa do Pavimento Térreo do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="911" height="592" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2156.png" alt="" class="wp-image-177417" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2156.png 911w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2156-300x195.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2156-768x499.png 768w" sizes="(max-width: 911px) 100vw, 911px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Isabelle Richard e Frédéric Schoeller, 2016. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pavimento superior (Imagem 16) possui acima da sala das apresentações uma grelha. A grelha é um espaço vazio que fica acima do ângulo de visão de quem está assistindo o espetáculo. Neste são colocados os recursos técnicos e operacionais, como por exemplo, a luz do palco. Este andar detém também seis salas para oficinas, dois escritórios, dois lavabos e diversas circulações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro Cultural de Sedan dispõe de um elevador para usuários que não podem, por algum motivo, subir e descer às escadas que o local possui, pois, são muitas. O elevador liga o pavimento térreo com o pavimento superior.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Esta é respeitadora do ambiente urbano, contribui pela sua flexibilidade, pela sua acessibilidade à imagem cívica de um lugar de cultura. A acústica de todo o edifício é perfeita, em particular a sala de 197 lugares para usos múltiplos permite atividades musicais e de dança que exigem qualidades de reverberação específicas (RICHARD, SCHOELLER, 2016).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 16: Planta Baixa do Pavimento Superior do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="839" height="539" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2157.png" alt="" class="wp-image-177418" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2157.png 839w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2157-300x193.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2157-768x493.png 768w" sizes="(max-width: 839px) 100vw, 839px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Isabelle Richard e Frédéric Schoeller, 2016. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem 16 deixa nítido, com a cor azul claro, como este centro possui circulações. Os ambientes são ligados por corredores, escadas e espaços vazios. As salas de aula são, em sua maioria, uma do lado da outra fazendo com que seus usuários tenham convívio e trocas de aprendizado. Além disso, todas elas possuem iluminação e ventilação natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.5 Sistemas construtivos e materiais empregados</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é constituído por concreto aparente e vidro. Os materiais são simples, mas o que molda a forma deste centro são os quatro paralelepípedos suspensos que juntamente com os vidros coloridos conectam o entorno. Seus ambientes são bem resolvidos, com atividades voltadas para cada fachada do edifício. A Imagem 17 mostra a elevação da fachada sul, que possui o hall principal para entrada no teatro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 17: Elevação da fachada sul do Centro Cultural de Sedan</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="401" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2158-1024x401.png" alt="" class="wp-image-177419" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2158-1024x401.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2158-300x118.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2158-768x301.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2158.png 1467w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Isabelle Richard e Frédéric Schoeller, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1.6 Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon, foi retirado como referência a interação entre o interior e exterior da edificação, as grandes aberturas que permitem iluminação e ventilação natural, o uso dos vidros e das cores. Estas características são positivas e se alinham aos conceitos da Arquitetura Bioclimática que serão aplicadas no projeto.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.2  SESC Fábrica Pompéia</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Localizado na Rua Clélia na cidade de São Paulo, o SESC Fábrica de Pompéia foi projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e os colaboradores André Vainer e Marcelo Carvalho Ferraz. O projeto é do ano de 1977 e possui uma área construída total de 23.571m² com três edifícios prismáticos de concreto e os reformados galpões. O</p>



<p class="wp-block-paragraph">prisma maior apresenta cinco pavimentos, o prisma menor possui doze pavimentos onde a cada dois pavimentos forma um andar do prisma maior, e o terceiro é um cilindro de setenta anéis de um metro de altura cada, como mostra a Imagem 18 abaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 18: Os conjuntos do SESC Fábrica de Pompéia</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2159.png" alt="" class="wp-image-177420" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2159.png 1000w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2159-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2159-150x150.png 150w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2159-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Pedro Kok, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2.1 Conceito</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sistema S é um conjunto de instituições brasileiras privadas formado pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SESI (Serviço Social da Industria), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem) e SESC (Serviço Social do Comércio). Este conjunto de instituições foram criadas com uma administração independente e são assim até os dias de hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SESC foi criado em 13 de setembro de 1949 e atualmente possui 480 unidades em todo o Brasil. O Serviço Social do Comércio possui oficinas ligadas à cultura, à educação, à saúde, à sustentabilidade, ao lazer e à assistência social, promovendo bem-estar e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SESC Fábrica de Pompéia surge com o encanto que Lina Bo Bardi teve ao visitar o local onde antigamente tinha a Fábrica de Tambores da Pompéia, recuperando-a para transformá-la em um centro de lazer. A antiga fábrica possuía galpões distribuídos racionalmente (Imagem 19) e estrutura em concreto, como os projetos ingleses do começo da industrialização europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 19: Primeiros estudos de Lina Bo Bardi. A rua e os galpões.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="456" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2160-456x1024.png" alt="" class="wp-image-177421" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2160-456x1024.png 456w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2160-133x300.png 133w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2160-683x1536.png 683w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2160.png 687w" sizes="(max-width: 456px) 100vw, 456px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Ninguém transformou nada. Encontramos a fábrica com uma estrutura belíssima, arquitetonicamente importante, original, ninguém mexeu&#8230; O desenho de arquitetura do Centro de Lazer Fábrica da Pompéia partiu do desejo de construir uma outra realidade. Nós colocamos apenas algumas coisinhas: um pouco de água, uma lareira (BARDI, 1993).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a arquiteta responsável, os paralelepípedos foram deixados pela sua história. Estes são os calçamentos mais antigos da humanidade com suas pedras cortadas e alisadas com as mãos, sendo um documento da civilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 20: Logotipo do SESC Fábrica da Pompéia</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="520" height="748" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2162.png" alt="" class="wp-image-177422" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2162.png 520w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2162-209x300.png 209w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O logotipo criado por Lina Bo Bardi para esta unidade da instituição foi feito com o propósito de mostrar para a população que um logotipo é como um selo de comunicação popular. Este, em específico, representa o cilindro que é uma torre- caixa-d ’água-chaminé que despeja flores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2.2 Aspectos formais e compositivos</p>



<p class="wp-block-paragraph">As áreas reformadas da antiga fábrica somam uma área de 12.000m². Seu programa possui diferentes oficinas. Mesmo com as mudanças, ainda assim, foram deixados os paralelepípedos da rua (Imagem 21), as luminárias, os painéis de alvenaria e os condutores das águas pluviais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 21: Galpões depois de recuperados</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2163-717x1024.png" alt="" class="wp-image-177423" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2163-717x1024.png 717w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2163-210x300.png 210w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2163.png 761w" sizes="(max-width: 717px) 100vw, 717px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para o novo complexo, a arquiteta responsável se inspirou na arquitetura dos fortes militares brasileiros, aqueles perdidos perto do oceano ou escondidos no país. Deste modo, surgiram os dois blocos que com uma solução aérea são ligados por passarelas (Imagem 22).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 22: Passarelas que interligam os blocos.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="867" height="899" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2165.png" alt="" class="wp-image-177425" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2165.png 867w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2165-289x300.png 289w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2165-768x796.png 768w" sizes="(max-width: 867px) 100vw, 867px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 23: Detalhes das passarelas que ligam os blocos</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="440" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2164.png" alt="" class="wp-image-177424" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2164.png 650w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2164-300x203.png 300w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lina Bo Bardi não apoiava o uso do ar-condicionado, e por este motivo surgiram os “buracos das cavernas” sem vidro (Imagem 24) que permitem uma ventilação cruzada permanente no bloco maior. Este tipo de ventilação possui diversos benefícios, pode-se citar a diminuição de energia elétrica, a renovação do ar constante e a conexão com um ambiente mais natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 24: Os “buracos das cavernas”</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="758" height="761" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2166.png" alt="" class="wp-image-177426" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2166.png 758w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2166-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2166-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 758px) 100vw, 758px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No lado de fora dos edifícios foi projetado um grande deck de madeira (Imagem 25) que percorre de um lado ao outro do terreno. Este possui um local com chuveiros coletivos ao ar livre com o objetivo de unir as pessoas de todas as idades em um <em>deck- solarium.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 25: Os conjuntos prismáticos</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="446" height="435" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2167.png" alt="" class="wp-image-177427" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2167.png 446w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2167-300x293.png 300w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <em>deck-solarium </em>é um local de integração saudável entre pessoas e o ambiente, e o essencial é que haja a incidência do sol. Para uma cidade como São Paulo, onde o lazer ao ar livre e o verde não se encontra com facilidade, este é um diferencial.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>2.2.3 Inserção no terreno e contextualização com o entorno</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A obra em análise está inserida em um grande espaço na cidade de São Paulo. Por este motivo, a obra divide espaço com uma banca de jornais, um ponto de taxi, uma loja de roupas, uma loja de brinquedos, um grande estacionamento, um lava car, uma oficina de carroceria e uma empresa ferroviária, tudo isto em uma mesma quadra. Estes elementos podem ser entendidos a partir da Imagem 26.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 26: Implantação do SESC Fábrica da Pompéia</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="731" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2168-731x1024.png" alt="" class="wp-image-177428" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2168-731x1024.png 731w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2168-214x300.png 214w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2168-768x1076.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2168.png 1052w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pode ser observado pela implantação (Imagem 26), a entrada principal da obra é pela Rua Célia, mas seus contornos passam pela Avenida Pompéia e a Rua Barão do Bananal. A futura Estação do Metrô dar-se-á a linha 6-laranja que ligará 15 estações, atendendo a mais de 630 mil passageiros por dia com 15 quilômetros de extensão. Porém, a estimativa é que ela fique pronta apenas em 2025, mas ela será de grande importância para a instituição. Já o entorno da obra é em sua maioria de residências de médio e alto padrão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2.4 Programa de necessidades e funcionalidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SESC Fábrica da Pompéia é dividido em três setores (Imagem 27). O primeiro setor são os ambientes de uso coletivo e cultural de acesso ao público em geral, o segundo setor são espaços privados de acesso público, e o terceiro são áreas privadas de acesso restrito apenas aos usuários da instituição SESC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 27: Planta do conjunto SESC Pompéia dividido em setores</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="874" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2169-1024x874.png" alt="" class="wp-image-177429" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2169-1024x874.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2169-300x256.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2169-768x655.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2169.png 1174w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de necessidades dos conjuntos é dividido em 16 partes. O conjunto esportivo possui piscina, ginásio e quadras (Imagem 28 e Imagem 29) e é dividido em cinco pavimentos. As quadras são decoradas de acordo com as cores das estações primavera, verão, outono e inverno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 28: Croquis de Lina Bo Bardi</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="175" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2170-1024x175.png" alt="" class="wp-image-177430" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2170-1024x175.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2170-300x51.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2170-768x131.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2170.png 1387w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cores escolhidas por Lina para a quadra da primavera lembram das flores coloridas, do verde das vegetações e do azul forte do céu. A quadra verão possui o amarelo forte do sol, o azul do céu e os tons quentes do vermelho. A quadra outono tem os tons secos das árvores, como o marrom e o amarelo. Já a quadra inverno é em cores azuladas e brancas referenciando o azul do céu e o frio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 29: Corte do bloco esportivo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="865" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2171-1024x865.png" alt="" class="wp-image-177431" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2171-1024x865.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2171-300x253.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2171-768x649.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2171.png 1048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lanchonete, os vestiários, a sala de ginástica, lutas e danças somam ao todo 11 pavimentos. A torre da caixa d’água (Imagem 25) foi feita em formas metálicas ficando com uma textura de concreto “rendada” com a inspiração de relembrar a antiga chaminé de tijolos da fábrica e ser de fato um marco vertical da Pompéia. Já o grande <em>deck solarium</em>, que vai de um lado ao outro do terreno, passa entre os blocos e está em cima do córrego da Água Preta, que recebe um grande volume de águas pluviais de toda a região. Esta é uma área de alagamentos recorrentes desde a urbanização da região da Pompéia, tendo sido canalizado o leito do córrego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de necessidades também possui ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, tipografia, biblioteca de lazer, lajes abertas de leitura, videoteca e um grande pavilhão para apresentações temporárias. O pavimento do laboratório fotográfico, do estúdio musical e das salas de danças com vestiários tem 13 andares. Além disso, também tem um grande ambiente de estar, jogos de salão, espetáculos e amostras expositivas com uma grande lareira e um espelho d’água (Imagem 32). O SESC Fábrica da Pompéia contém um teatro (Imagem 30) com 1200 lugares. O teatro tem inspiração no movimento <em>Post-Modern </em>da Europa, que é definido com a <em>Retromania </em>que é conseguir “ao máximo os princípios da documentação histórica reduzidos ao consumo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 30: Vista do interior do Teatro</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="645" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2173-1024x645.png" alt="" class="wp-image-177433" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2173-1024x645.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2173-300x189.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2173-768x484.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2173.png 1178w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes conceitos estão visíveis principalmente nas simples cadeiras todas em madeira e sem estofado, fazendo referência aos Autos da Idade Média que eram mostrados em praças com as pessoas em pé ou andando. Já nos teatros greco- romanos os assentos não tinham estofado, pois eram em pedra e ao ar livre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 31: Corte transversal do Teatro</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="433" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2172-1024x433.png" alt="" class="wp-image-177432" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2172-1024x433.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2172-300x127.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2172-768x325.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2172.png 1376w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estofados nas cadeiras surgem apenas nos teatros áulicos das cortes e continuam até os dias atuais com a sociedade do consumo. A cadeira de madeira do teatro em análise é uma experiência de reenviar a este tipo de espaço um “distanciar e envolver” e não só de se sentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se acrescentar ainda os espaços administrativos que possuem dois pavimentos, o almoxarifado, as oficinas para as manutenções, os vestiários, o refeitório para os funcionários e uma cozinha industrial. Além disso, a obra em estudo tem um restaurante self-service para 2000 refeições e uma choperia para o período noturno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2.5 Sistemas construtivos e materiais empregados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos galpões (Imagem 32), que já eram existentes, os telhados foram reformulados com estruturas metálicas, telhas de barro e telhas de vidro. O sistema estrutural é de vigas e pilares pré-fabricadas em concreto armado com fechamento em tijolos de barro. Os pisos antigos são em concreto aparente e após a reforma foram colocados blocos de concreto em algumas partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 32: Espaço de lazer nos galpões</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="818" height="829" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2174.png" alt="" class="wp-image-177434" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2174.png 818w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2174-296x300.png 296w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2174-768x778.png 768w" sizes="(max-width: 818px) 100vw, 818px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem acima mostra o espaço de lazer que está inserido em um dos galpões. Este possui um espelho d’água do córrego que passa no terreno, e o piso deste foi reformulado com os blocos de concreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parte nova do SESC é formada por duas torres prismáticas (Imagem 25), conectadas por oito passarelas e uma torre cilíndrica de 80 metros de altura, as três feitas em concreto aparente moldado a partir de formas de madeira horizontal. O prisma estrutural maior contém a piscina e as quadras esportivas sobrepostas em cinco andares com pé direito duplo de 8,60 metros, pisos em grelha de concreto protendido para áreas de 30 por 40 metros, e paredes perimetrais de 35 centímetros de espessura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prisma estrutural menor é ligado ao prisma maior com passarelas de concreto protendido destinando aos vestiários e a sala para exercícios, onde esta última possui</p>



<p class="wp-block-paragraph">a escada de emergência e os terraços para a circulação. O longo cilindro (Imagem 25) que completa o conjunto e abriga a caixa d’água também é de concreto aparente moldado a partir de formas de madeira horizontal, porém ele contém um diferencial. Para garantir uma textura em sua superfície, foi colocado tecido nas formas de concreto que atualmente estampa uma das marcas mais interessantes do conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2.6 Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção é uma crítica a Arquitetura Moderna mesmo não a deixando de lado totalmente, sendo que esta não possui apenas uma linguagem arquitetônica. A obra tem uma certa individualidade, inserida em um espaço esquematizado com a combinação da justaposição. O novo conjunto é bastante táctil e visual, a forma rígida se funde com os galpões, fixando a atenção das pessoas com sua sensibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SESC Fábrica da Pompéia é uma obra correlata deste estudo por ter suas características únicas e particulares. Um exemplo disso são suas diferentes formas em concreto aparente, sua iluminação e ventilação natural. O Projeto do Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon terá uma identidade diferente da que a cidade tradicionalmente alemã possui atualmente, irá conter uma forma orgânica em concreto aparente e bastante iluminação natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Museu de Arte de São Paulo (MASP)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Localizado em uma das avenidas mais movimentadas da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o Museu de Arte de São Paulo foi projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, e os cálculos estruturais foram feitos pelo engenheiro J.C. Figueiredo Ferraz. O projeto foi colocado em prática no ano de 1957 e sua inauguração foi em 1968. Esta tem um total de 11.000m², divididos em 5 pavimentos, com um vão livre de 74m², e é mais conhecido como MASP por ser um jeito mais curto de se referenciar ao museu. Estas informações serão melhor entendidas a partir da Imagem 33.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 33: Fachada do Museu de Arte de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="567" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2175.png" alt="" class="wp-image-177435" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2175.png 850w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2175-300x200.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2175-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Pedro Kok, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3.1 Conceito</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arquiteta Lina Bo Bardi queria uma arquitetura simples que pudesse mostrar imediatamente o que era chamado de monumental nos tempos passados. Esta chama o estilo adotado de pobre, não do ponto de vista ético, mas sim, retirando qualquer esnobismo cultural e utilizando soluções mais diretas. Um exemplo disso é a utilização do concreto como sai das formas, e mesmo sendo uma obra feita com materiais dados como “simples” atrai vários visitantes todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 34: Detalhe do concreto sem acabamento do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="601" height="601" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2176.png" alt="" class="wp-image-177436" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2176.png 601w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2176-300x300.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2176-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O museu é lembrado pelas pessoas em geral como o edifício de pórticos vermelhos e sua caixa de vidro, onde muitas vezes esquece-se que a memória do local é como uma estrutura social e cultural que é construída e mudada com os anos. A exposição didática que aconteceu no MASP em 1947 foi o marco inicial da instituição museográfica, coordenada pelo marido da arquiteta responsável Pietro Maria Bardi, para que a instituição se tornasse um dos museus com maior referência no mundo. Esta mostrou um novo modo de expor a arte, pois estas eram expostas em grandes painéis feitos de vidro (Imagem 35). O objetivo deste novo modelo era criar um público que entendesse a história da arte como um todo, das origens dos seres humanos até os tempos atuais (da época) “como um processo de repensar constante do campo artístico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 35: Os painéis didáticos de cristal</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="489" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2178-1024x489.png" alt="" class="wp-image-177438" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2178-1024x489.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2178-300x143.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2178-768x367.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2178.png 1384w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lina Bo Bardi diz que os painéis didáticos de cristal, onde são expostas as artes, não agradam as pessoas que são cômodas, pois, para consultar os dados técnicos destes é preciso voltar-se para atrás dos painéis. As pinturas eram colocadas entre duas folhas de cristal temperado de 1,20 metros que foram importadas de Roma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 36: Exposição Costa do Marfim em 1974</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="786" height="632" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2179.png" alt="" class="wp-image-177439" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2179.png 786w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2179-300x241.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2179-768x618.png 768w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O museu principia com a proposta de ser como uma obra aberta, mostrando um novo modo de expor a arte brasileira. O MASP é um ambiente de diálogo entre o presente e o passado unindo pinturas, esculturas, gravuras e outras técnicas que lembram do cotidiano da vida da sociedade (Imagem 36).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li> 2.3.2 Aspectos formais e compositivos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O museu em concreto aparente originalmente não possuía a cor vermelha. Porém, no ano de 1989 a obra teve um problema muito grande de infiltração e teve que receber novamente uma impermeabilização, então a arquiteta responsável sugeriu a pintura vermelha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra flutuante e elevada é um grande prisma suspenso (Imagem 37). Separada pelo vão livre, esta também possui um restaurante, um teatro e áreas para atividades culturais e oficinas. Os espaços são divididos com uma área livre para o acesso de seus usuários com espelhos d’água, o andar superior em concreto armado com as grandes fachadas de vidro e o inferior no subsolo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 37: Escadaria do vão livre para o andar superior</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="604" height="355" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2180.png" alt="" class="wp-image-177440" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2180.png 604w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2180-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Flávio Kiefer, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As artes do MASP, para a arquiteta, não poderiam ficar entre paredes opacas de alvenaria, mas sim, teriam que ser transparentes, com luz e ventilação natural. O Belvedere do Trianon (Imagem 38), que é o chamado vão livre, é uma praça sem jardim para poder ter as exposições ao ar-livre e os concertos. O projeto foi feito de um jeito que não atrapalhasse a visão para a Avenida Nove de Julho, pois esta tem um túnel que passa sob o terreno do museu vários metros abaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 38: O Belvedere do Trianon</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="552" height="798" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2181.png" alt="" class="wp-image-177441" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2181.png 552w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2181-208x300.png 208w" sizes="(max-width: 552px) 100vw, 552px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As paredes de contenção do Museu de Arte de São Paulo são revestidas com argamassa misturada com pedras britas, para dar um efeito natural. Já as escadas dão acessos aos andares superior e inferior, e as rampas internas (Imagem 39) transportam os usuários para os restaurantes e os cavaletes de cristal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 39: Rampas internas do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="790" height="516" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2182.png" alt="" class="wp-image-177442" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2182.png 790w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2182-300x196.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2182-768x502.png 768w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os painéis didáticos pararam de ser utilizados no ano de 1996, por motivos não bem esclarecidos. Porém, no final do ano de 2015 eles retornaram dando mais amplitude para as exposições, e fazendo com que uma obra esteja atrás da outra sem empecilhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> 2.3.3 Inserção no terreno e contextualização com o entorno</p>



<p class="wp-block-paragraph">O museu está inserido em uma quadra única na Avenida Paulista, cidade de São Paulo. As entradas para o grande vão livre podem ser pela Avenida já citada, ou pela Rua Plínio Figueiredo, ou ainda a Rua Professor Otávio Mendes. O MASP foi construído acima do Túnel 9 de Julho que foi o primeiro túnel de São Paulo, isto explica o edifício em pilotis. Este foi inaugurado em 1938 pelo prefeito Prestes Maia, sendo construído para ligar o centro a zona sul onde somente existiam sítios, alguns palacetes e casarões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 40: Ilustração da implantação do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="817" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2183-1024x817.png" alt="" class="wp-image-177443" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2183-1024x817.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2183-300x239.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2183-768x613.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2183.png 1128w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Stephen Caffey, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parque Tenente Siqueira Campos está localizado bem em frente ao Museu de Arte de São Paulo, e possui muitas árvores centenárias que foram mantidas em uma região com diversos prédios. No entorno da obra em análise também estão localizadas universidades, diferentes instituições financeiras, comércios, espaços culturais, restaurantes, teatros, cinemas, um hospital e estações de metrô.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Avenida Paulista, onde está localizado este projeto, é o centro financeiro da cidade. Localizada no Bairro da Bela Vista, o trecho com 3 quilômetros vai da Rua Treze de Maio à Rua da Consolação. Já aos domingos esta se torna aberta aos pedestres, reunindo atividades culturais e de lazer ao ar livre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3.4 Programa de necessidades e funcionalidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MASP é dividido em cinco pavimentações, sendo dois andares subterrâneos, um no térreo, um piso superior e o primeiro pavimento. O primeiro (Imagem 41), no nível -9,50, contém o hall cívico quadrado de 22 metros por 24 metros e pé-direito duplo, sendo a entrada independente pela praça da Rua Carlos Comenale. Já o mezanino permite que qualquer exposição seja vista de cima. A entrada em frente a praça leva à biblioteca, com seu acervo de livros e documentos doados por Lina e Pietro Bo Bardi. As áreas à direita possuem o restaurante, as áreas de apoio e serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 41: Planta baixa nível -9,50 do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="932" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2184-1024x932.png" alt="" class="wp-image-177444" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2184-1024x932.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2184-300x273.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2184-768x699.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2184.png 1253w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Alexandra Silva Cárdenas, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo pavimento subterrâneo (Imagem 42) é um andar de auditórios e mezaninos, sendo este último também espaços expositivos e estratégicos para exposições no Hall Cívico. O grande auditório tem quinhentos lugares, bastidores, camarins e banheiros próprios. Já o auditório menor contém sessenta lugares na diagonal, sendo as dimensões de 9,6 metros × 10 metros, com área total de 96 metros².</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os auditórios possuem sistemas de ventilação mecânica com planos de circulação de ar, um desvão entre as paredes dos auditórios e os arrimos. Os arrimos são as paredes que tem as contenções dos níveis -9,50 e -4,50 em relação ao nível 0,00, da Avenida Paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 42: Planta baixa nível -4,50 do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="904" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2185-1024x904.png" alt="" class="wp-image-177445" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2185-1024x904.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2185-300x265.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2185-768x678.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2185.png 1237w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Alexandra Silva Cárdenas, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pavimento térreo (Imagem 43) é como um respiro livre contra as construções altas do entorno. É um espaço que fica todo o tempo aberto ao público, convidando seus usuários a observar a cidade, a participar de shows ao ar livre, atos cívicos, protestos, ponto de encontro, entre outros. Em 13 de agosto de 1992, o local passou a ser chamado de Esplanada Lina Bo Bardi, homenageando a arquiteta responsável, mas popularmente é chamado de vão livre do MASP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 43: Planta baixa térrea do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="967" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2186-1024x967.png" alt="" class="wp-image-177446" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2186-1024x967.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2186-300x283.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2186-768x725.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2186.png 1124w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Alexandra Silva Cárdenas, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O andar superior no nível +8,40 (Imagem 44) possui um hall que faz a distribuição para a grande sala de exposições temporárias e o acervo técnico. O museu contém várias salas para sua administração, sanitários femininos e masculinos, e os andares são conectados através de escadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 44: Planta baixa nível +8,40 do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="907" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2187-1024x907.png" alt="" class="wp-image-177447" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2187-1024x907.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2187-300x266.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2187-768x680.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2187.png 1188w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Alexandra Silva Cárdenas, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última planta baixa é referente ao andar +14,40 (Imagem 45). Este é um grande salão único com suas fachadas todas em vidro, ocupando a projeção do conjunto do Masp com área de 2.100 metros². A pinacoteca é o local onde as obras estão posicionadas nos cavaletes de cristal (Imagem 35), dando ao visitante a impressão das obras terem vida. Este andar se conecta com os outros pela escada, e ao sair desta se tem um vestíbulo que se relaciona com a pinacoteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 45: Planta baixa nível +14,40 do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="904" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2188-1024x904.png" alt="" class="wp-image-177448" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2188-1024x904.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2188-300x265.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2188-768x678.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2188.png 1122w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Alexandra Silva Cárdenas, 2015. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3.5 Sistemas construtivos e materiais empregados</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forma compositiva do MASP é resultado de sua estrutura. Sua construção foi um grande desafio estrutural para a época com as vigas de concreto protendido e armado aparentes, e as marcas das tábuas de formas carimbadas em sua superfície de pedra, sendo por um período o maior vão livre da América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As sapatas enterradas no piso foram construídas com concreto armado e tela dupla de aço estrutural com dimensão de 10 metros por 12,5 metros. Elas estão sobre os túneis Nove de Julho (Imagem 40), somente quatro metros acima do topo das abóbodas dos túneis, fazendo com que estes fossem considerados nos cálculos das cargas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 46: Corte AA do MASP</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="449" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2189-1024x449.png" alt="" class="wp-image-177449" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2189-1024x449.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2189-300x131.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2189-768x336.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2189.png 1301w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Marcelo Carvalho Ferraz, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As colunas do museu saem acima das sapatas, sendo construídas em concreto armado de tela dupla de aço, e dimensão de 4 metros por 2,5 metros. Acima do nível+14,40 os pilares do lado direito são ocos, tendo pêndulos de concreto armado com articulação Freyssinet nas extremidades superior e inferior. Este sistema impede os movimentos horizontais das vigas da cobertura com as mudanças de temperatura, dilatação e retração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os famosos painéis didáticos eram presos no teto por pequenas mordaças com guarnição de borracha e assim suspensos com uma armação de tubos de alumínio que eram fixos entre o teto e o pavimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3.6 Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção com características da Arquitetura Moderna e Brutalista contém um rigor absoluto, clareza, precisão e implantação adequada em seus conceitos arquitetônicos mais reconhecidos popularmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon, foi retirado como referência a cor do concreto aparente e os famosos painéis didáticos de Lina Bo Bardi. Estas características são positivas e se alinham aos conceitos de interação entre ambientes externos e internos, além da Arquitetura Bioclimática.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.&nbsp; DIAGNÓSTICO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O presente capítulo irá apresentar uma análise da cidade de Marechal Cândido Rondon, a situação problema atual e suas condicionantes para o estudo do projeto de implantação de um Centro Cultural. Em seguimento será apresentado o terreno escolhido para o desenvolvimento deste projeto e a análise das condicionantes físicas e urbanísticas do mesmo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.1&nbsp; O Munícipio de Marechal Cândido Rondon – Paraná</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Marechal Cândido Rondon é uma cidade paranaense e brasileira (Imagem 47), próxima à fronteira do Paraguai, que possui uma área territorial de 745,748km² (IBGE, 2021) e uma altitude média de 420 metros em relação ao nível do mar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 47: Localização do Município de Marechal Cândido Rondon, situado no país Brasil e no estado do Paraná.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="222" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2190.png" alt="" class="wp-image-177450" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2190.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2190-300x124.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (2020-2021). Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade conta atualmente com uma Casa Cultural localizada dentro do Centro de Exposições Álvaro Dias (Imagem 48). A responsável pela secretaria da cultura na prefeitura de Marechal, Edilene Bokorni, administra este local e suas oficinas para as categorias infantil, juvenil e adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 48: Localização da Casa Cultural, situada dentro do Parque de Exposições Álvaro Dias na cidade de Marechal.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="288" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2191.png" alt="" class="wp-image-177451" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2191.png 500w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2191-300x173.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Mapas do Google Maps (2019). Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Exposições de Marechal é composto por um conjunto de atividades culturais, em sua maioria germânicas. A Casa Cultural está inserida neste local (Imagem 48), porém, a área onde ela foi introduzida não permite ampliações laterais devido à falta de terreno ao seu redor e pela inserção de uma caixa d’água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O conjunto de construções do parque ainda possui o Centro de Eventos Werner Wander, o Café Colonial, um centro da Polícia Militar, a Mercearia Frankfurt, entre outras atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 49: Fachada da Casa Cultural em 2018</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="556" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2192-1024x556.png" alt="" class="wp-image-177452" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2192-1024x556.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2192-300x163.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2192-768x417.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2192.png 1082w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Direitos de uso da imagem cedidos pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura de Mal. Cân. Rondon, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 50: Fachada atual da Casa Cultural (2022)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="586" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2193-1024x586.png" alt="" class="wp-image-177453" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2193-1024x586.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2193-300x172.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2193-768x439.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2193.png 1444w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Acervo da autora, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fachada da Casa Cultural transparece algumas características para os seus usuários e observadores que, ao compararem o ambiente de 2018 (imagem 49), para 2022 (Imagem 50), constatam a falta de todas as letras da fachada, o parcial uso da estrutura do banner e o calçamento fora das Normas Brasileiras (NBR) 11171 e NBR 9050.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 9050 (2015), a acessibilidade é o uso de espaços coletivos ou privados em áreas urbanas ou rurais por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Aplicando estas normas na área em estudo, verificou-se a irregularidade e a dificuldade de circulação para alguns de seus usuários. Além disso, o local produz poluição sonora por ser todo em alvenaria, não possuindo nenhum tipo de isolamento acústico. Para indicar se um ambiente possui ou não níveis aceitáveis de ruído, determinados para cada tipo de ambiente, é utilizada a NBR 10152 (ABNT, 1987).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o IBGE (2019), a cidade Marechal possui o bioma da Mata Atlântica e temperaturas elevadas durante quase o ano inteiro, e o tipo de estrutura metálica com telhas de fibrocimento utilizadas não favorece o conforto térmico de seus usuários. Sendo assim, o local em estudo está desrespeitando os conceitos da arquitetura bioclimática, pois, esta relaciona as ligações entre os seres humanos com os atributos climáticos de um local, com o propósito de diminuir consideravelmente a quantidade de energia elétrica consumida na área (ADAM, 2001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a ampliação desta pesquisa através de levantamentos de questões da infraestrutura do local, foi elaborado e aplicado um questionário para a responsável pela Secretaria da Cultura de Marechal, Edilene Bokorni, disponível em formato de apêndice (APÊNDICE A).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível observar através do ambiente em análise que estes não possuem salas adequadas para as oficinas. Para a oficina de circo, o local possui poucos objetos de seguridade. Já as oficinas de teatro, musicalização e coral não detém de um local com conforto acústico, conforto lumínico, uma área com um espaço adequado para suas apresentações, que acontecem anualmente. E ainda, as oficinas de dança germânica e de balé não dispõem de salas com espelhos, piso antiderrapante e barra fixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a Casa Cultural (Imagem 50) estar em um local que não permite grandes ampliações, a cidade necessita de um ambiente novo e adequado, tanto para essas oficinas, quanto para a sociedade infanto-juvenil e adulta terem um contato maior com diferentes modalidades de cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espaços que incentivam o uso do álcool são inadequados para crianças e adolescentes, porém, seu consumo é um ato habitual na maioria das culturas, sendo atrelado à festividades, ocasiões sociais e eventos culturais. Contudo, a utilização irregular e frequente é apontada como um problema na saúde pública, por ser uma droga legalizada no comércio e incentivada pela sociedade (MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Levisky (1998), a família apenas fornece acolhimento a criança por um certo período de tempo, depois os elementos sociais formam uma função no desenvolvimento, decisões e personalidade do ser. Quando uma criança está em um sistema familiar vulnerável (onde há o consumo abusivo de álcool), acontece uma crise no convívio familiar com a comunidade e com a sociedade (PRATO, COUTO e KOLLER, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto em estudo é o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), que é um projeto entre o IBGE e o Ministério da Cultura do Brasil. Segundo seus dados, somente 6,5% das empresas possuem um setor cultural e as famílias brasileiras têm em média um gasto mensal de R$291,18 reais com este setor (IBGE, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma década houve a diminuição de 10,3% (IBGE, 2019) no número das organizações do setor cultural brasileiro, sendo um total de 40,2 mil empresas. Diante dos dados apresentados em relação à cultura no Brasil, percebe-se a grande necessidade do fomento da iniciativa privada, pois, em um país repleto de múltiplas culturas regionais, depender estritamente do poder público não parece ser a melhor saída para suprir e superar os desafios que o setor cultural de um modo em geral enfrenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é um país que convive com indígenas, negros, brancos, europeus e tantas outras etnias desde o século XVII. Consequentemente, espaços que promovem a educação possuem seres de origens culturais e sociais distintas, demonstrando a diversidade sociocultural em um único ambiente de convívio, brincadeiras e ensinos para crianças, adolescentes e adultos (PRADO,1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o ser humano produz cultura desde criança e necessita de um ambiente estruturado para tal, que traga para esta a socialização, diferentes conhecimentos e habilidades que transmitem legados culturais. Como já citado anteriormente, a cidade de Marechal Cândido Rondon tem em sua população uma maioria de habitantes de 10 a 24 anos de idade (IBGE, 2010). Sendo assim, o projeto proposto corrobora para o município e o futuro cultural dos seus habitantes.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.2&nbsp; Análise do terreno</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O local escolhido para o estudo da materialização do Centro Cultural está inserido em uma região nobre e em grande desenvolvimento da cidade de Marechal Cândido Rondon. O poder público vem investindo recursos nesta parte do município, por ser a entrada rondoniense com maior fluxo de visitantes e que direciona, através da Avenida Rio Grande do Sul, seus usuários para o centro da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem 51 mostra o terreno escolhido para este projeto, sendo utilizado toda sua área. O entorno mais próximo contém a Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (ACIMACAR), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um estabelecimento gastronômico, uma corretora de seguros, um escritório de advocacia e o Parque Ecológico Rodolfo Rieger que possui o lago municipal. Abrindo-se mais o raio do entorno do terreno, pode-se observar a inserção do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) a seis quadras da área, o colégio do Serviço Social da Indústria (SESI) também a seis quadras, duas igrejas, um posto de combustível a três quadras e alguns pontos comerciais, porém, o que mais se constata são residências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 51: Entorno da área em análise, Marechal Cândido Rondon – Paraná</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="542" height="656" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2194.png" alt="" class="wp-image-177454" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2194.png 542w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2194-248x300.png 248w" sizes="(max-width: 542px) 100vw, 542px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Google Maps, 2022. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido esta região estar em desenvolvimento, receber diferentes recursos do município, estar perto de uma escola infantil (CMEI), de um o colégio do Serviço Social da Indústria (SESI), do lago da cidade e de ter bastante moradores em volta, este local de implantação é adequado para seus fins culturais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.3&nbsp; Legislação e Índices Urbanísticos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o Mapa de zonas de adensamento no distrito sede de Marechal Cândido Rondon (Imagem 52), o local ainda compreende a formatação de uma chácara. A Chácara 52, referente ao número do terreno, detêm as construções existentes do estabelecimento privado gastronômico e a corretora de seguros. Cortando a chácara se observou a Sangua Matilde Cue uma área que é de proteção permanente e de restrição de adensamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 52: Mapa de zonas de adensamento no distrito sede de Marechal Cândido Rondon</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="987" height="689" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2195.png" alt="" class="wp-image-177455" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2195.png 987w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2195-300x209.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2195-768x536.png 768w" sizes="(max-width: 987px) 100vw, 987px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Plano Diretor de Marechal Cândido Rondon (Anexo I), 2022. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Chácara 52 é demarcada por algumas zonas da cidade rondonense. Pode- se notar que este terreno (Imagem 52) está na Zona de Alto Adensamento (ZAA), a Zona de Baixo Adensamento (ZBA), a Área Urbana de Proteção Permanente (APP) e a Zona de Restrição de Adensamento (ZRA). Ainda se considera esta área como Zona de Uso Misto 1 (ZUM 1) e Zona de Uso Misto 2 (ZUM 2), segundo a Lei Complementar</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nº 66/2008. A Legislação Municipal através da lei já citada designa os seguintes objetivos para estas zonas:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<ol style="list-style-type:upper-roman" class="wp-block-list">
<li>– Fortalecer as características de uso do solo que vem se consolidando ao longo da Avenida Rio Grande do Sul</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">– Estimular o dinamismo de uso ao longo das vias com espaço viário adequado (compatível) e vocação ao desenvolvimento de atividades diversas;</span></li>



<li>– Induzir padrões diferenciados ao longo dos eixos, evitando-se concentração de moradias em vias de fluxo intenso;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">V – Exercer a função de área de amortecimento entre zonas residencial e industrial. (Lei Complementar nº 66/2008).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os índices urbanísticos da Lei Complementar Nº 66/2008 adequam-se na manutenção do uso e ocupação do solo da área em estudo, conforme a Tabela 01.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 01: Índices Urbanísticos da ZUM 2 de Marechal Cândido Rondon &#8211; Paraná</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="880" height="177" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2196.png" alt="" class="wp-image-177456" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2196.png 880w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2196-300x60.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2196-768x154.png 768w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Lei Complementar nº 66/2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido ao terreno original ter uma dimensão muito grande para este estudo, se utilizou as medidas da Imagem 53 para uma melhor organização do conjunto do Centro Cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 53: Dimensão do terreno para o Centro Cultural</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="724" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2197-724x1024.png" alt="" class="wp-image-177458" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2197-724x1024.png 724w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2197-212x300.png 212w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2197-768x1086.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2197.png 857w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Lei Complementar nº 66/2008. Organizado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Lei Nº 12.651/2012, que cita as áreas de preservação permanente, as faixas de todos os cursos de água natural perene e intermitente que tenham menos de dez metros de largura, necessitam de no mínimo trinta metros de distância para se começar uma construção. Sendo assim, se distanciou estes trinta metros do rio existente e foi traçada uma linha na Rua das Missões para se fazer a continuação desta, e permitindo assim o acesso dos usuários por outra via. A área total do terreno para o Centro Cultural será de 18.089 metros².</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.4&nbsp; Os condicionantes físicos e ambientais</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Dispondo de uma testada frontal voltada ao Norte, o terreno para o projeto compreende uma topografia regular com a soma de 2,80 metros de desnível na testada Norte, extensão frontal de 85 metros e longitudinal de 179,76 metros, com um total de área de 18.157 metros² de terreno. Com o Mapa Topográfico disponibilizado pela Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, foi viável a utilização das curvas de níveis existentes no terreno (Imagem 54).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos predominantes na cidade rondonense são provenientes do Nordeste. Deste modo, eles atingem o local de acordo com a trajetória indicada abaixo, juntamente com a incidência solar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 54: Topografia do terreno, trajetória de ventos e incidência solar</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1009" height="1024" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2198-1009x1024.png" alt="" class="wp-image-177459" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2198-1009x1024.png 1009w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2198-296x300.png 296w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2198-768x779.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2198.png 1270w" sizes="(max-width: 1009px) 100vw, 1009px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o local escolhido não possui edificações, sendo ocupado para o cultivo de milho, tendo um rio e árvores nativas à sua volta. O terreno contém uma barreira vegetal com flores de hibisco, juntamente com uma cerca de arame na testada da Avenida Rio Grande do Sul (Imagem 55).</p>



<h5 class="wp-block-heading">Imagem 55: Testada panorâmica do terreno na Avenida Rio Grande do Sul</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="814" height="482" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2199.png" alt="" class="wp-image-177460" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2199.png 814w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2199-300x178.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2199-768x455.png 768w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O passeio público é configurado com o padrão grama-calçada-grama (Imagem 55), por toda a frente do terreno, formando um total de 3,9 metros de largura do meio- fio até o alinhamento predial. Este contém quatro árvores da espécie aroeira, dois postes da rede de distribuição elétrica, uma placa com a indicação da velocidade da via e uma placa orientando uma travessia elevada, que devem ser considerados no desenvolvimento projetual. As imagens abaixo demonstram mais informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 56: Passeio público do terreno</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="764" height="573" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2200.png" alt="" class="wp-image-177461" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2200.png 764w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2200-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 764px) 100vw, 764px" /></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td></td></tr><tr><td></td><td></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 57: Vista Oeste do terreno</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="876" height="657" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2201.png" alt="" class="wp-image-177462" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2201.png 876w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2201-300x225.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2201-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 876px) 100vw, 876px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os veículos, pedestres e deficientes terão acesso ao Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon pela Avenida Rio Grande do Sul, Rua da Consolação e Rua das Missões (Imagem 54). O projeto arquitetônico conta com a entrada/saída de carga/descarga e de acesso dos funcionários pela Rua da Consolação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Rua das Missões será aberta e irá se conectar com uma rua interna que cortará o terreno. Esta circulação de veículos foi proposta devido ao terreno ter uma grande dimensão, facilitando a locomoção de vários meios de transporte. Ainda se observa que apesar do projeto estar voltado para a avenida, os barulhos e vibrações não irão interferir no desenvolvimento e no conforto do mesmo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.&nbsp; RESULTADOS E DISCUSSÕES</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este item irá tratar do estudo da materialização, sendo o início do desenvolvimento do projeto do Centro Cultural para o município de Marechal Cândido Rondon, no Paraná. Será apresentado o programa de necessidades, os pré- dimensionamentos, diagramas funcionais, o conceito e o partido arquitetônico.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.1&nbsp; Programa de necessidades e pré-dimensionamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de necessidades e o pré-dimensionamento do Centro Cultural para Marechal (Tabela 02), foi organizado de acordo com análises das referências projetuais e da demanda do município com espaços culturais. A NBR 9050 será de grande auxílio nesta etapa, sendo os espaços divididos em área de convivência, área administrativa, serviços, acervos, as oficinas e o auditório.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 02: Programa de necessidades e pré-dimensionamentos</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="501" height="411" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2202.png" alt="" class="wp-image-177464" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2202.png 501w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2202-300x246.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="498" height="702" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2203.png" alt="" class="wp-image-177465" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2203.png 498w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2203-213x300.png 213w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.2&nbsp; Diagramas funcionais</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os diagramas funcionais são organogramas e fluxogramas que se complementam. O primeiro mostra a relação dos setores e ambientes, já o segundo trata dos futuros fluxos destes locais. O Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon será dividido em dois pavimentos que se conectam a partir de circulações verticais, como elevadores, escadas e rampas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A funcionalidade dos pavimentos foi dividida através das cores definidas pela Tabela 02 com os nomes de cada ambiente (fluxograma), e os fluxos destes estão organizados com setas (organograma), como mostra a Imagem 58 e a Imagem 59.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 58: Diagrama funcional do primeiro pavimento</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="980" height="684" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2204.png" alt="" class="wp-image-177466" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2204.png 980w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2204-300x209.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2204-768x536.png 768w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 59: Diagrama funcional do segundo pavimento</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="841" height="622" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2205.png" alt="" class="wp-image-177467" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2205.png 841w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2205-300x222.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2205-768x568.png 768w" sizes="(max-width: 841px) 100vw, 841px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.3&nbsp; Conceito</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é definido com quatro diretrizes principais consideradas importantes para a formação da proposta. São estas, a saber: a relação entre o interior e o exterior, a valorização da paisagem do entorno do terreno para o Centro Cultural, a utilização dos princípios da Arquitetura Bioclimática e da Arquitetura Contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre os espaços de dentro e de fora do Centro Cultural será de forma harmoniosa. Ambos os locais terão atividades culturais, convívio social e a contemplação do entorno com grande quantidade de vegetação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terreno está implantado em uma Área Urbana de Proteção Permanente (APP), e em Zona de Restrição de Adensamento (ZRA). Deste modo, pode-se observar em seu entorno uma visão verde, de clima agradável em meio urbano e que transmite aos seus usuários bem-estar, seguindo a Lei Nº 12.651/2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso das cores e das formas orgânicas em toda a edificação remetem ao termo lúdico. A palavra lúdico refere-se caráter de jogos, brincadeiras, brinquedos e atividades infantis, segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda (2010). As cores estão presentes nos brises metálicos e nos bancos com formas orgânicas. Outro elemento com esta característica é o tubo de policarbonato que liga o andar térreo ao primeiro pavimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 60: Esquematização do conceito do projeto</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="509" height="505" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2206.png" alt="" class="wp-image-177468" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2206.png 509w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2206-300x298.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2206-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 509px) 100vw, 509px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Arquitetura Contemporânea se une à Arquitetura Bioclimática neste projeto, uma vez que as mesmas possuem conceitos que se agregam e se completam. O objetivo da primeira é o conforto ambiental e a diminuição do consumo com a energia elétrica, sendo que seus espaços são projetados utilizando os preceitos bioclimáticos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.3 Partido arquitetônico</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto proposto possui características contemporâneas que se unem às obras correlatas, sendo estas o Centro Cultural de Sedan, O SESC Fábrica da Pompéia e o MASP. Os materiais principais são simples, linhas retas, muita iluminação natural através dos vidros temperados e a utilização do cimento queimado contrastando com as cores vivas dos brises, dando mais alegria ao Centro e chamando a atenção do público alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os brises metálicos inseridos nas fachadas norte, sul e oeste da edificação impedem a incidência dos raios solares para os ambientes internos, reduzindo o calor recebido já que o sol se põe a oeste, além de ser um elemento lúdico (Imagem 02 e Imagem 05). O lado oeste abrange a maior parte das salas de aula com suas grandes janelas de vidro para iluminação natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 61: Fachada (Proposta arquitetônica)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2207-1024x576.png" alt="" class="wp-image-177469" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2207-1024x576.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2207-300x169.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2207-768x432.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2207.png 1112w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro material que foi bastante utilizado foi a madeira plástica encapsulada. Este está presente em todo o deck (Imagem 05), mesas e cadeiras, que assim não sofrerão com as ações do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 62: Deck (Proposta arquitetônica)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="575" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2208-1024x575.png" alt="" class="wp-image-177470" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2208-1024x575.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2208-300x169.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2208-768x432.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2208.png 1130w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na imagem acima pode-se observar um tubo transparente que liga o deck ao telhado verde. O tubo é em policarbonato e a rampa interna é em estrutura metálica que se liga aos pilares estruturais e a laje protendida da edificação, fazendo referência ao primeiro complexo cultural, o Centro Georges Pompidou. A ideia do tubo é a criação de um ambiente divertido, lúdico, dinâmico e esteticamente convidativo, assim como a instalação dos brises e bancos coloridos orgânicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo o Centro Cultural para Marechal Cândido Rondon envolve três recepções, uma escada helicoidal que liga o andar térreo com o andar superior, uma escada enclausurada, dois elevadores, um foyer para o auditório, cabine técnica, depósitos, camarins, banheiros, lavabos e vestiários, cozinha, áreas de serviço, espaços de convivência, deck, telhado jardim com cafeteria, quadras de vôlei e tênis, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As salas para cursos e aulas do andar térreo são para dança e teatro. Estas dispõem de portas de vidro e brises com corrediças com o intuito de se abrirem para o deck ao lado, caso queiram aumentar as salas, se integrar ao espaço de fora ou fazer apresentações ao ar livre, implementando os conceitos do projeto. Além disso, a turma de teatro também contém o auditório (interior) e o teatro arena (exterior) para seu desenvolvimento artístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pavimento superior inclui a sala multiuso, sala para música e canto, e as salas administrativas. Além disso, as salas para artesanato, pintura e desenho integram-se através de paredes de vidro, caso seja necessário fazer um ambiente para uma turma maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro Cultural abrange um espaço para exposições temporárias e um ambiente para a exposição permanente. A primeira está localizada no andar térreo, ao lado da recepção da fachada norte. Esta é composta por estruturas em vidro que recebem as obras de arte dos artistas locais, fazendo referência a obra correlata MASP. Já a segunda é inserida no primeiro pavimento, sendo um memorial da cidade de Marechal Cândido Rondon, contanto suas histórias e desenvolvimentos. O memorial rondonense irá possuir uma reserva técnica com lavabo próprio. A reserva técnica é um ambiente onde são guardados os objetos que não estão em exposição. O sistema estrutural escolhido foi o de laje protendida, pois suporta vãos maiores entre os pilares. Os aços da laje protendida passam pela técnica de protensão que alonga os cabos e cordoalhas da armadura com macacos hidráulicos, garantindo os esforços de tração permanentes ao aço. No Centro, a laje inserida compreende 35 centímetros, os pilares estão a uma distância transversal de 9,50 metros e longitudinal de 19 metros. Isto somente é possível devido as vigas, que ficarão aparentes juntamente com os pilares, estarem no eixo transversal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As paredes do pavimento térreo serão em alvenaria tradicional com cimento aparente tratado, porém as divisões em alvenaria que ficam no entorno do auditório terão um revestimento com lã de vidro, totalizando 28 centímetros de espessura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido ao projeto ter dois pavimentos e os pilares estarem com uma grande distância, todas as paredes do pavimento superior serão em drywall. Este material é seis vezes mais leve que a construção em alvenaria do pavimento térreo, garantindo uma redução significativa de carga sobre a laje. Além disso, é um ótimo isolante térmico e acústico, promovendo um maior conforto para os alunos, professores e funcionários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 63: Secretaria Esportiva (Proposta arquitetônica)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2209-1024x576.png" alt="" class="wp-image-177471" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2209-1024x576.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2209-300x169.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2209-768x432.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2209.png 1173w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pela autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As coberturas do Centro Cultural, guaritas e secretaria esportiva serão em platibanda. Sendo assim, as telhas de fibrocimento ficarão escondidas. O primeiro irá conter espaços para quatro caixas de água, divididos de dois em dois, com capacidade de 5 mil litros cada caixa. A guarita da entrada/saída de cargas terá uma caixa de 100 litros, pois o espaço é para no máximo dois funcionários. Já o terceiro, irá possuir uma unidade de 500 litros, devido a quantidade de bacias sanitárias masculinas e femininas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho pretendeu entender os benefícios de um Centro Cultural para a cidade de Marechal Cândido Rondon, como esta necessita de um local amplo que mostre as diferenças culturais e o modo com que ela se desdobra para todos os cidadãos, isto a partir da metodologia de pesquisa exploratória por abranger as pesquisas bibliográficas, os estudos de caso e a pesquisa de campo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atingir uma compreensão da solução arquitetônica para o novo e maior ambiente cultural rondonense, definiu-se oito objetivos específicos. O primeiro objetivo específico foi efetuar pesquisas bibliográficas e a campo para o melhor entendimento do tema estudado. Verificou-se que com os conhecimentos adquiridos com estes estudos o assunto foi mais bem compreendido, sendo que não havia a possibilidade de ampliação da Casa Cultural existente e por isso o novo terreno será mais adequado às necessidades dos habitantes. O segundo e terceiro foi inquirir aspectos da Arquitetura Bioclimática e projetar focando no conforto dos espaços e seu aproveitamento. A investigação destes modos trará diferentes características positivas para o projeto, com um maior conforto para seus usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o quarto objetivo específico era entender as normativas em um projeto com acessibilidade, levando em conta a NBR 9050. Verificou-se que este foi levado em conta na realização da planta baixa e dos acessos bem definidos, assim como a abertura e amplitude das portas e da circulação. A quinta e sexta intenção era pesquisar como ocorre o funcionamento dos espaços com atividades relacionadas à cultura, e analisar as obras correlatas e suas instalações. Estas foram realizadas através do estudo das referências e suas conclusões com as características do projeto final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sétimo intuito deu-se na verificação do entorno do terreno escolhido e suas extensões. Examinou-se que a implantação trará benefícios para os rondonenses, especialmente para os que estão em fase de desenvolvimento por possuir dois colégios na área em análise. O último objetivo específico foi a criação do projeto arquitetônico do novo Centro Cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise permitiu concluir que ambientes que estimulam a cultura necessitam de uma estrutura adequada para o uso coletivo e para as diferentes manifestações que ali ocorrerão. A instituição deve possuir uma democratização dos espaços, como por exemplo a acessibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, a hipótese do trabalho onde pergunta-se de que modo é possível oferecer um projeto de Centro Cultural que engloba os atributos necessários para satisfazer o bem-estar da futura população rondonense, se confirmou com dados reais e atualizados da quantidade de jovens que ali moram e de como o novo local irá beneficiar o povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, as oficinas oferecidas terão um ambiente mais adequado para cada especialidade, os ruídos sonoros produzidos serão resolvidos com uma acústica adequada e a praça ao redor irá unir a comunidade.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ADAM, Roberto Sabatella<strong>. Princípios do ecoedifício: </strong>interação entre ecologia, consciência e edifício. 1. Ed. São Paulo: Editora Aquariana, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AMADEI, J. R. P.; FERRAZ, V. C. T. <strong>Guia para elaboração de trabalhos acadêmicos (trabalhos de conclusão de curso): </strong>ABNT NBR 14724:2011. Bauru, 2019. 51 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDO, Tadao. <strong>Por novos horizontes na arquitetura. </strong>Uma nova agenda para a arquitetura: Antologia teórica 1965‐1995. São Paulo, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBALHO, A. Políticas culturais no Brasil: identidade e diversidade sem diferença. In: RUBIN &amp; BARBALHO. <strong>Políticas Culturais no Brasil. </strong>Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAFFEY, Stephen. Lina Bo Bardi’s Museu de Arte de São Paulo. <strong>Journal of Conservation and Museum Studies, </strong>13(1): 5, pp. 1-13, Março, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CÁRDENAS, Alexandra. <strong>Masp: </strong>estrutura, proporção e forma. 1. ed. São Paulo: Editora da Cidade, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO. <strong>Manual do trabalho de curso: </strong>Tcc. Toledo: Universidade Paranaense – Unipar, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ANGELIS, B. L. D. <strong>A praça no contexto das cidades o caso de Maringá PR</strong>. 2000. 367f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DUARTE JÚNIOR, João Francisco. <strong>Por que arte-educação? </strong>7ª ed. – Campinas: Papírus, 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EARP, Fabio de Silos Sá; ESTRELLA, Luiz Manoel. Evolução do mecenato no Brasil: os valores movimentados através da Lei Rouanet despidos do véu da inflação (1996 2014). <strong>Políticas Culturais Em Revista</strong>, v. 9, n. 1, p. 315-332, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRAZ, Marcelo. <strong>Lina Bo Bardi. </strong>4. ed. São Paulo: Romano Guerra Editora, 2018. FERRAZ, Maria Heloisa Corrêa de Toledo. FUZARI, Maria F. de Resende e.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Metodologia do ensino de arte. </strong>2ª ed. São Paulo: Cortez, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferreira, Dilson Batista. <strong>“Greenwashing” e Mercado Imobiliário</strong>. Revista Ímpeto 5 (2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">FROTA, Anésia Barros; SCHIFFER, Sueli Ramos. <strong>Manual de conforto térmico</strong>. 8. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEERTZ, Clifford. <strong>A interpretação das culturas. </strong>Rio de Janeiro: Guanabara, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEHL, Jean, 1936. <strong>Cidade para pessoas. </strong>Tradução Anita Di Marco. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GRAZIA, Sergio. <strong>Centro Cultural de Sedan. </strong>Sedan, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KIEFER, Flavio. <strong>MAM Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro MASP Museu de Arte de São Paulo: </strong>paradigmas brasileiros na arquitetura de museus. Rio Grande do Sul, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOK, Pedro. <strong>MASP. </strong>São Paulo, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOK, Pedro. <strong>SESC Pompéia. </strong>São Paulo, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LABAKI, Lucila Chebel et al. Vegetação e conforto térmico em espaços urbanos abertos. <strong>Fórum Patrimônio</strong>, Belo Horizonte, v. 4, n. 1, p. 23-42, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAMBERTS, Roberto; DUTRA, Luciano; PEREIRA, Fernando Oscar Ruttkay. <strong>Eficiência energética na arquitetura</strong>. 3. ed. Rio de Janeiro: Eletrobras: Procel, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAPLANTINE, François. <strong>Aprender Antropologia. </strong>São Paulo: Brasiliense, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEVISKY, D. L. (1998). <strong>Adolescência: pelos caminhos da violência, a psicanálise na prática social. </strong>São Paulo: Casa do Psicólogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LYNCH, Kevin. <strong>The image of the city. </strong>Cambridge: The M.I.T. Press, 1960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. <strong>Fundamentos de metodologia científica. </strong>5. ed.-São Paulo: Atlas, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTÍ ARIS, Carlos. <strong>Las Variacones de la Identidad: </strong>Ensaio sobre el tipo em arquitectura. Barcelona: Colegio de Arquitectura de Catalunã y Ediciones del Serbal, 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINEZ, Alfonso Corona. <strong>Ensaio sobre o projeto. </strong>Brasília: UNB, 2000. MILANESI. Luís. <strong>A Casa da Invenção. </strong>3. Ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINISTÉRIO DA SAÚDE. (2011). <strong>Vigitel Brasil 2010: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. </strong>Brasília: Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO, Andreia Cristiana de Oliveira. <strong>A arquitetura bioclimática: </strong>experiência e aplicação em Portugal. 2011. 187 f. Dissertação (Mestrado Integrado em Arquitetura) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra, Coimbra, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NBR 11171</p>



<p class="wp-block-paragraph">NBR 6023</p>



<p class="wp-block-paragraph">NBR 9050</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, Renata Ribeiro. <strong>Centro Cultural: a Cultura à promoção da Arquitetura</strong>. 2012, p. 11. Master em Arquitetura – Instituto de Pós- Graduação – IPOG, Goiânia, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOHARA, Irene Patrícia. <strong>Crise Econômica e Controle do Incentivo à Cultura.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Crise Econômica e Soluções Jurídicas: RT Online, n. 111, p. 1-3, mar. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLGYAY, Victor. <strong>Arquitectura y clima: </strong>manual de diseño bioclimático para arquitectos y urbanistas. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, S.L, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARANÁ. Lei Complementar nº 066, de 29 de dezembro de 2008, Dispõe sobre o zoneamento de uso e ocupação do solo urbano e de expansão urbana industrial do município de Marechal Cândido Rondon. <strong>Secretária de coordenação e planejamento, </strong>Marechal Cândido Rondon, PR, p. 08-25, Artigo 49, § 8°.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PARANÁ. Lei Complementar nº 133, de 09 de dezembro de 2021, Institui o Plano Diretor do município de Marechal Cândido Rondon, e dá outras providências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Câmara Municipal, </strong>Marechal Cândido Rondon, PR, p. 02-196, Artigos 30, 182 e 183, na Lei Federal nº 10.257/01.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PASQUARELLI, M. L. R. <strong>Normas para a apresentação de trabalhos acadêmicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">(ABNT/NBR-14724, AGOSTO 2002). Edifieo. 2a edição. São Paulo: Osasco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PASQUOTTO, Geise. <strong>Museus, cidades, cultura: O Centro Pompidou, O Macba e o Guggenheim. </strong>São Paulo: Olucum Ensaios 14, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEÑÍN, Alberto. <strong>Promesa y construcción</strong>. La Ópera de Sydney y el Centro Pompidou. Proyecto, Progreso, Arquitectura, 7, 135-145, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Renata Baesso. <strong>Arquitetura, imitação e tipo em Quatremère de Quincy. </strong>2008. Tese (Doutorado em Arquitetura). Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRADO, Patrícia Dias. As crianças pequenininhas produzem cultura? Considerações sobre educação e cultura infantil em creche. <strong>Pro-Posições</strong>, v. 10, n. 1, p. 110-118, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRATI, L. E., COUTO, M. C. P. P., &amp; KOLLER, S. H. (2009). <strong>Famílias em</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>vulnerabilidade social: rastreamento de termos utilizados por terapeutas de família. </strong>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 25(3), 403-408.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Luciene Borges. <strong>O centro cultural como equipamento disseminador de informação: um estudo sobre a ação do Galpão Cine Horto. </strong>2007. 243f.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RICHARD, Isabelle; SCHOELLER, Frédéric. <strong>Centro Cultural de Sedan. </strong>Paris, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAATKAMP, V. <strong>Desafios, lutas e conquistas: História de Marechal Cândido Rondon. </strong>Cascavel: Assoeste, 1984.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Wanderley Guilherme dos. <strong>Cidadania e justiça: a política social na ordem brasileira. </strong>In: Cidadania e justiça: a política social na ordem brasileira. 1987.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STANKUNS, Fernando. <strong>Centro Cultural do Jabaquara. </strong>São Paulo, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SUAIDEN, Emir José. <strong>A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação. </strong>Ciência da informação, 2000, 29: 52-60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VEDANI, Camillo. <strong>Igreja do Colégio dos Jesuítas. </strong>Salvador, 1862.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WEIRICH, U. L. <strong>História e atualidades: Perfil de Marechal Cândido Rondon.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Marechal Cândido Rondon: Germânica, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YURGEL, Marlene. <strong>Urbanismo e Lazer</strong>. 1. ed. São Paulo: Nobel, 1983.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZEIN, Ruth Verde; BASTOS, Maria Alice Junqueira. <strong>Brasil: </strong>arquiteturas após 1950. São Paulo: Perspectiva, 2010.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">APÊNDICE A</h2>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="511" height="444" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2210.png" alt="" class="wp-image-177472" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2210.png 511w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2210-300x261.png 300w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">ANEXO I</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="504" height="768" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2211.png" alt="" class="wp-image-177473" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2211.png 504w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2211-197x300.png 197w" sizes="(max-width: 504px) 100vw, 504px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="806" height="570" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2212.png" alt="" class="wp-image-177474" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2212.png 806w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2212-300x212.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2212-768x543.png 768w" sizes="(max-width: 806px) 100vw, 806px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="802" height="566" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2213.png" alt="" class="wp-image-177475" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2213.png 802w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2213-300x212.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2213-768x542.png 768w" sizes="(max-width: 802px) 100vw, 802px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="808" height="569" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2214.png" alt="" class="wp-image-177476" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2214.png 808w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2214-300x211.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2214-768x541.png 768w" sizes="(max-width: 808px) 100vw, 808px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="809" height="574" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2215.png" alt="" class="wp-image-177477" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2215.png 809w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2215-300x213.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2215-768x545.png 768w" sizes="(max-width: 809px) 100vw, 809px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="805" height="574" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2216.png" alt="" class="wp-image-177478" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2216.png 805w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2216-300x214.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2216-768x548.png 768w" sizes="(max-width: 805px) 100vw, 805px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="811" height="575" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2217.png" alt="" class="wp-image-177479" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2217.png 811w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2217-300x213.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2217-768x545.png 768w" sizes="(max-width: 811px) 100vw, 811px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="814" height="565" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2218.png" alt="" class="wp-image-177480" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2218.png 814w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2218-300x208.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2218-768x533.png 768w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="809" height="560" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2219.png" alt="" class="wp-image-177481" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2219.png 809w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2219-300x208.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2219-768x532.png 768w" sizes="(max-width: 809px) 100vw, 809px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CAMINHOS DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA, A OBRA DO LINS ARQUITETOS NO NORDESTE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/caminhos-da-arquitetura-contemporanea-brasileira-a-obra-do-lins-arquitetos-no-nordeste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft AR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 00:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 135/JUN 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=145528</guid>

					<description><![CDATA[PATHS OF BRAZILIAN CONTEMPORARY ARCHITECTURE, THE WORK OF LINS ARQUITETOS IN THE NORTHEAST REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12538643 Filipe Battazza Fernandes de Oliveira* RESUMO O presente trabalho parte da inquietação de pesquisar projetos de arquitetura contemporânea brasileira, que apresentassem uma linguagem atual e verdadeiramente pensadas para o território brasileiro. Essa premissa é atingida no projeto da Academia-Escola [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">PATHS OF BRAZILIAN CONTEMPORARY ARCHITECTURE, THE WORK OF LINS ARQUITETOS IN THE NORTHEAST</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.12538643</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Filipe Battazza Fernandes de Oliveira*</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho parte da inquietação de pesquisar projetos de arquitetura contemporânea brasileira, que apresentassem uma linguagem atual e verdadeiramente pensadas para o território brasileiro. Essa premissa é atingida no projeto da Academia-Escola do escritório cearense Lins Arquitetos, localizado em Juazeiro do Norte-CE, pois trata-se de um projeto adaptado ao clima local, com soluções formais e construtivas inventivas. Para uma melhor compreensão da obra a análise é feita decupando as relações com o lugar, a forma, função e tectônica, numa visão holística do projeto. O intuito principal não é categorizar ou criar premissas do que deve ser a arquitetura brasileira atual e sim, identificar através da análise do projeto, estratégias e caminhos para uma produção que responda as questões do território, sem se basear puramente nas soluções e estética do movimento moderno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Arquitetura Contemporânea Brasileira. Arquitetura no Nordeste. Análise de Projeto. Edifício Institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This essay begins with the will of researching contemporary Brazilian projects, that present an actual language in terms of style and that truly have been thought for Brazilian territory. This premise is fulfilled in the Gym-School project by the Lins Arquitetos office, located at Juazeiro do Norte-CE, because it’s an example of a project adapted to the local climate with inventive formal and construction solutions. To comprehend better the work, the analysis is done by exploring the relations within place, form, function, and tectonic, a holistic view of the project. The main intention wasn’t to categorize or create premises of what should be contemporary Brazilian architecture, and yes, identify through the analysis, strategies, and paths to the production that answer the questions of the territory without resting only in the style and solutions proper of the Brazilian Modern Movement.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>KEYWORDS: </strong>Contemporary Brazilian Architecture. Brazilian Northeast Architecture. Project Analysis. Institutional Building.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A arquitetura moderna brasileira contrariou uma das utopias perseguidas com fervor pelas <em>vanguardas construtivas</em>: o ideal de a territorialidade e a-historicidade que supostamente teria originado um Estilo Internacional. Mais do que tentar suplantar diferenças geográficas como clima e mesologia, compartilhou anseios nacionais buscando uma expressão cultural de caráter autóctone.” (LUCCAS/2005)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O estilo arquitetônico moderno foi sem sombra de dúvidas o movimento que mais produziu obras relevantes no território brasileiro, muito por conta do relevante número de bons arquitetos que tivemos no século XX em todo país. Por mais que muitas vezes erroneamente, acabamos por reduzir o olhar às mais destacadas Escola Carioca e Escola Paulista. Essas de fato foram as mais influentes, mas que de forma alguma podem definir a produção de todo um país, ainda mais com a dimensão e diversidade que o Brasil apresenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dito por Luccas (2005) a arquitetura moderna brasileira merece atenção justamente por compreender as premissas do Movimento moderno europeu e aplicá-las a nossa realidade. Dentre os múltiplos exemplos possíveis, a invenção do Cobogó, &#8211; elemento vazado criado por engenheiros brasileiros no Recife, no final da década de 20 – é uma amostra da inventividade construtiva proporcionada por uma condicionante climática e a vontade de superá-la. No caso o calor e a insolação excessiva própria do Nordeste do Brasil, barrada por uma espécie de “filtro”, um elemento de vedação vazado que permite a ventilação e barra a incidência solar direta no ambiente interno.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente está cada vez mais difícil identificar projetos com tal destreza em lidar com as questões do lugar, graças a alguns fatores que se desenvolveram nas últimas décadas. O avanço tecnológico, evolução nos materiais e sistemas prediais, fez com que essas estratégias passivas arquitetônicas passassem a ser cada vez menos exigidas, uma vez outros meios poderiam compensar soluções projetuais ineficientes ao nosso clima. A internacionalização da arquitetura por sua vez contribui para uma padronização de estilo, principalmente em edifícios comerciais e institucionais, que priorizam fachadas envidraçadas, espaços sem ventilação cruzada, dependendo de sistemas de ar-condicionado para climatização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a obra do escritório cearense Lins Arquitetos surge como um interessante contraponto, resgatando essa preocupação com o clima, os recursos disponíveis, a mão de obra ao projetar. Eles abertamente declaram¹ que a grande fonte de inspiração e de buscas por soluções vem da arquitetura moderna, desde Lucio Costa, passando por Acácio Gil Borsói (representante da arquitetura Pernambucana) e tendo o <em>Roteiro</em><em> para Construir no Nordeste </em>de Armando de Hollanda como livro-consulta no processo projetual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da produção do escritório, os edifícios institucionais para o Centro Universitário Unileão em Juazeiro do Norte têm um importante papel. Em uma parceria que dura mais de 10 anos eles já tiveram quatro projetos concluídos, todos no mesmo Campus. Por decisão do próprio escritório os edifícios possuem um partido arquitetônico próprio, entendendo que cada uso/atividade requer uma solução única.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com (MAHFUZ,2004), são levados em conta três aspectos internos do projeto: o programa, o local e a construção. Além desses, há o conjunto de estruturas formais, elemento externo que possibilita a integração dos outros três de maneira coerente. Nesse contexto, a pertinência ou adequação da forma torna-se mais relevante que o seu estilo. Em suma, a forma correta é aquela que resume o entendimento do arquiteto sobre as condicionantes de cada projeto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O sentido de uma obra arquitetônica tem a ver com a orientação da sua incidência na realidade, seja ela geográfica, cultural, histórica, tecnológica, ideológica etc. A obra adquire um sentido em função da posição tomada pelo projetista em relação ao seu entorno” (MAHFUZ,2004)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A diversidade de programas explica a diferença entre os projetos realizados pelo Lins Arquitetos no Campus, ao mesmo tempo que as quatro propostas compartilham estratégias para lidar com as condicionantes do climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos projetos ali construídos a Academia-Escola ganha destaque principalmente pela sua concisão ao apresentar uma estrutura formal pouco usual, células cilíndricas agregadas e uma pele externa de tijolos que permeia todo o edifício. Analisar esse projeto pode ser um importante instrumento para identificar caminhos para a arquitetura contemporânea brasileira e será feito nesse trabalho dissecando o edifício e analisando-o sob três principais pontos: Lugar, Forma e Função.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1. Vista aérea da Academia-Escola em meio ao campus da Unileão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="886" height="497" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1569.png" alt="" class="wp-image-145547" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1569.png 886w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1569-300x168.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1569-768x431.png 768w" sizes="(max-width: 886px) 100vw, 886px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Fotografia de Joana França, acervo Lins Arquitetos, 2018. </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ACADEMIA-ESCOLA E O CAMPUS DA UNILEÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O edifício possui 964m² de área construída e está localizado dentro do campus da Unileão &#8211; cujo Masterplan também foi feito pelo Lins Arquitetos – ao Sul da cidade de Juazeiro do Norte-CE, num setor de expansão da mancha urbana da cidade que ainda não se encontra consolidado. Atualmente o escritório tem dois projetos em fase final e quatro construídos no campus: os Pavilhões Educacionais (2014), Núcleo de Prática Jurídica (2016), Juizado Cível e Criminal (2016) e a Academia-Escola (2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A particularidade presente nesses projetos é que os três últimos estão localizados lado a lado e possuem terrenos praticamente idênticos. Essa condição fez com o que o escritório explorasse soluções distintas para cada um deles a fim de não produzir um efeito de repetição que empobreceria a experiência no campus. Além do fato de cada um ser dedicado a uma atividade específica o que também estimula essa variação em busca da criação da melhor ambiência para cada programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Juizado Civil e Criminal, está implantado como um pavilhão longilíneo, no centro concentra-se o programa de atividades e nas laterais jardins internos protegidos por cobogós. Já o Núcleo de Práticas Jurídicas é formado por quatro volumes retangulares construídos ao redor de um pátio linear. Por último a Academia Escola que é formado por cinco círculos de 7,80m com jardins no perímetro interno, que se conectam formando um conjunto de 64m de comprimento.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2: Foto Aérea mostrando o conjunto dos três edifícios lado a lado.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="731" height="341" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1568.png" alt="" class="wp-image-145546" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1568.png 731w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1568-300x140.png 300w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Acervo Lins Arquitetos, 2018.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essencial para entender os três edifícios é analisar a implantação destes em relação ao campus com a cidade e adicionar o fator climático. Os projetos estão localizados na porção Norte do campus e voltados para uma rua aberta para a cidade, pois os três contém atividades que também são usufruto de pessoas fora do campus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A característica dos lotes determina um partido arquitetônico longitudinal que se desenvolve no eixo Norte-Sul, com acesso à rua pela orientação Norte e acesso ao Campus pela orientação Sul. Essa condicionante faz com que as maiores fachadas estejam voltadas para Leste e Oeste, recebendo uma maior influência do forte sol da região e de forma direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LUGAR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tínhamos uma coisa muito forte de tentar fugir dessa arquitetura trazida de fora, não adaptável ao nosso clima, quente e seco. Assim, começamos a adaptar nossos projetos.”²</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como dito na frase acima de George Lins, a questão do clima é um dos pilares principais na prática do escritório. Isso porque Juazeiro está localizado no sertão Nordestino, lugar onde a temperatura em grande parte do dia é considerada quente.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 3: Gráfico de temperatura média/ano da cidade de Juazeiro do Norte/CE</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="614" height="292" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1567.png" alt="" class="wp-image-145545" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1567.png 614w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1567-300x143.png 300w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Weathersparks, 2021.</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 4: Planta da Academia-Escola e a relação com os eixos cartográficos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="703" height="266" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1566.png" alt="" class="wp-image-145543" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1566.png 703w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1566-300x114.png 300w" sizes="(max-width: 703px) 100vw, 703px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Edição do autor sobre desenho do acervo Lins Arquitetos, 2018</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando a condição climática e a planta do edifício vemos como se faz necessária a criação de estratégias para proteção das fachadas da incidência solar, além de permitir a ventilação cruzada para refrescar o interior do projeto. A caminho adotado pelo escritório foi a criação de um cinturão verde de 0,90m protegidos pela pele externa de tijolos maciços, assentados de forma a permitir a ventilação, além da adição de três varandas feitas com lajes de concreto armado. Atrás do jardim se encontra a pele interna do projeto, com vidros pivotantes que permitem a circulação do ar. Portanto a solução adotada foi a criação de um espaço-filtro, sem acesso, e com a função justamente de resfriar o ar dentro do edifício.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 5 e 6: Fotografia do espaço-filtro construído e croqui de concepção</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="327" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1565.png" alt="" class="wp-image-145542" style="width:705px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1565.png 625w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1565-300x157.png 300w" sizes="(max-width: 625px) 100vw, 625px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Fotografia de Joana França, 2018 / Croqui acervo Lins Arquitetos, 2018.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além da insolação outra solução que se faz necessária pensar ao projetar na região é a questão da intensidade da luz, o sol emite uma luz muito forte o que causa incômodo nas pessoas. Nesse caso a mesma envoltória de tijolo do perímetro cumpre o papel de amenizar esse efeito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução da fachada apesar de engenhosa é feita com o assentamento de tijolo maciço em uma paginação pensada pelo escritório de forma a criar uma variação de aberturas e até de tridimensionalidade com a colocação de um tijolo no sentido transversal. Esse elemento da arquitetura relaciona-se diretamente com outros da arquitetura moderna, como o próprio cobogó, utilizado na Caixa D’água de Olinda por Luís Nunes em 1934 e os elementos cerâmicos na fachada do Parque Guinle de Lucio Costa em 1954.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“&#8230; com desenhos fantasiosos ou ingênuos, mas sempre um elemento simples, leve, resistente, econômico, sem exigências de manutenção e com um alto grau de padronização dimensional.” (HOLLANDA/1976)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FORMA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto pudermos analisar que no quesito da relação entre arquitetura e o lugar e as, o edifício resgata estratégias e elementos próprios da tradição da arquitetura moderna, quando analisamos a forma o caminho parece ser diferente. Ao contrário do preceito do funcionalismo, na obra da Academia-Escola, a forma veio antes da função.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na busca por criar uma tipologia que fosse diferente do edifício do Juizado Cível e da Núcleo de Práticas Jurídicas, o escritório procurou resolver o partido através de núcleos que se conectassem formando um conjunto alongado para ocupação do lote. A princípio os módulos eram hexagonais³ e apenas posteriormente no desenvolvimento do projeto eles passaram a ser circulares como são hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da superfície envoltória contribui para atenuar, através do menor perímetro, a agressividade do clima da região. A geometria circular, num senso de economia, encerra o volume necessário para abrigar o programa, distribuindo de forma equânime o condicionamento natural desempenhado por uma faixa de jardins, por sua vez delimitados pela pele interna (vidro) e a externa (tijolos vazados).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura do círculo como signo imagético aproxima o edifício de estratégias projetuais do Pós-modernismo, assim como a fachada de tijolo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O pós-modernismo em arquitetura pode ser lido como a reemergência de arquétipos ou como a reintegração de convenções arquitetônicas; portanto, como a premissa para a criação de uma arquitetura comunicativa, uma arquitetura da imagem para uma civilização da imagem”.<br>(PORTOGHESI/1983)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto a solução estrutural para a forma, segue o racionalismo moderno criando poucos pontos de apoio em pilares circulares de concreto armado, que sustentam dois níveis de anéis de laje, os quais são delimitados pelas peles interna e externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto as paredes são totalmente independentes da estrutura do edifício conforme pregam os modernos. Para cobrir o espaço central dos anéis o escritório propõe uma estrutura metálica baseado em treliças que saem do centro e tocam os anéis e sustentam painéis de telhas metálicas termoacústicas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 7: Esquema estrutural do edifício</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="772" height="361" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1564.png" alt="" class="wp-image-145541" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1564.png 772w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1564-300x140.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1564-768x359.png 768w" sizes="(max-width: 772px) 100vw, 772px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Esquema elaborado pelo Autor, 2021</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa configuração, produz uma certa dicotomia na percepção do envoltório, ora percebido como massa ou como apenas um invólucro: pode-se em primeiro momento perceber as paredes assumindo protagonismo na configuração da forma e do espaço, o que remete a uma ideia de composição clássica (massa, estrutura). Entretanto, ao entender que na verdade desempenha o papel de um fechamento permeável, e ao analisar a estrutura, percebe-se que o anel de concreto sustentado por pilares é que realmente sustentam o edifício e a cobertura. Neste caso, uma solução vinculada a tradição moderna como dito anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 9: Corte esquemático do edifício com definição dos materiais</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FUNÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez resolvida a questão formal e estrutural, resolver a questão funcional foi simples, uma vez que o programa de uma academia de ginástica, não necessita nenhuma grande particularidade. Basicamente o projeto se organiza na recepção e cantina localizadas no núcleo central e de acesso ao edifício, módulos dedicados a atividade física conjugados a esse núcleo central e área de vestiários e setor administrativo no último módulo à direita. As varandas foram pensadas para criar espaços de transição com o exterior, o que se cumpre na entrada, porém nas duas localizadas na parte posterior do edifício, seu perímetro foi fechado com vidro e essas passaram a ser áreas internas e receber aulas de atividade física também.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 8: Esquema de usos do edifício</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="784" height="405" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1563.png" alt="" class="wp-image-145540" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1563.png 784w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1563-300x155.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1563-768x397.png 768w" sizes="(max-width: 784px) 100vw, 784px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Esquema elaborado pelo Autor, 2021</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O espaço aberto e fluído da liberdade total na organização, podendo reconfigurar as salas de acordo com os aparelhos de ginásticas instalados. Ao mesmo tempo que a forma circular exige um desenho próprio de interiores para resolução das bancadas e do mobiliário fixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fluxos do projeto são derivados da própria forma, com uma circulação direta entre os núcleos nos pontos de encontro dos módulos e perimetral para acesso dos vestiários.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 9: Esquema de Fluxos do edifício.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="834" height="401" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1562.png" alt="" class="wp-image-145538" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1562.png 834w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1562-300x144.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1562-768x369.png 768w" sizes="(max-width: 834px) 100vw, 834px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Esquema elaborado pelo autor, 2021</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A organização em núcleo e perímetro remete a arquitetura clássica, do peristilo e da nave, como podemos ver em projetos como o Paternon e a Basílica de San Vitale. Já a circulação entre módulos é um tipo de fluxo mais presente em projetos contemporâneos como nas obras do escritório japonês Sanaa. Novamente a análise da obra e as conexões que podemos estabelecer com ela, celebram a complexidade do projeto, distanciando-o de soluções inteiramente modernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma obra de arquitetura é um compilado de estratégias, soluções, detalhes, por isso, nem sempre se pode categorizar algo como sendo pertencente a um movimento ou a outro, ainda mais se tratando de uma obra contemporânea. Mas é possível identificar&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">valores ou ideias que sim, são características de vertentes arquitetônicas e talvez ser contemporâneo seja resolver todos os problemas que envolve o ato de projetar tirando o melhor de cada estratégia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o caso do projeto da Academia-Escola da Unileão do Lins Arquitetos, um projeto que notoriamente traz as tradições da arquitetura moderna brasileira, mas que agrega concepções clássicas, pós-modernas e contemporâneas, em prol de tornar a obra mais impactante e eficiente. Muito porque no cerne da discussão projetual está a sua relação com o meio em que ele está inserido e o clima, os materiais locais e a mão-de-obra são o ponto de partida para a maioria das decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até por isso, o edifício apresenta um caráter experimental, inventivo, não surge de ideias prontas, pasteurizadas e processadas como mera colagem de soluções. E é essa característica que a obra tem, que pode nos indicar um caminho para a produção de uma arquitetura contemporânea e brasileira.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">¹Declaração feita por Cintia Lins, sócia do escritório, em depoimento para o autor, 2021. Arquivo digital de áudio e vídeo.<br>²Frase dita por George Lins, um dos sócios do escritório, em entrevista para o Arquicast, edição 94<br>³Declaração feita por Cintia Lins, sócia do escritório, em depoimento para o autor, 2021. Arquivo digital de áudio e vídeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BIBLIOGRAFIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Academia Escola Unileão. <strong>Archdaily Brasil, </strong>12 de julho de 2019. Disponível em: &lt;https://www.archdaily.com.br/br/920845/academia-escola-unileao-lins-arquitetos-associados>. Acessado em: 3 de maio de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FALCO, Paula de; DIEZ, Fernando. A segunda vida do tijolo. <strong>Summa +</strong>, 137, p. 4 e 5, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOLANDA, Armando de. <strong>Roteiro para construir no Nordeste. </strong>Recife: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Faculdade de Arquitetura, UFPE, 1976.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOURY, Ana Paula. <strong>Grupo Arquitetura Nova. Flávio Império, Rodrigo Lefévre, Sérgio Ferro</strong>. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/FAPESP, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LINS, Cíntia. <strong>Depoimento. </strong>Entrevistador: Filipe Batazza. Juazeiro do Norte, 2021. Arquivo digital de áudio e vídeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lins Arquitetos Associados. <strong>Revista</strong> <strong>Projeto, </strong>24 de abril de 2020. Disponível em: &lt;https://revistaprojeto.com.br/acervo/lins-arquitetos-associados-academia-escola-universidade-unileao-juazeiro-do-norte-ce/&gt; . Acessado em: 3 de maio de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAHFUZ, Edson da Cunha. <strong>Reflexões sobre a construção da forma pertinente.</strong> Disponível em: &lt;www.vitruvius.com.br&gt;. Acesso em: 1 de maio de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORTIZ, Renato. <strong>Reflexões sobre a Pós-Modernidade: o exemplo da Arquitetura.</strong> 2015. Disponível em: &lt;https://pt.scribd.com/document/321323532/Reflexoes-Sobre-a-Pos-modernidade-o-Exemplo-Da-Arquitetura-Renato-Ortiz&gt;. Acessado em: 12 de maio de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTOGHESI, Paolo. <strong>Postmodernism.</strong> Nova Iorque, Rizzoli, 1983.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WITTKOWER, Rudolf. <strong>Principles of Palladio&#8217;s Architecture: II. </strong>Journal of the Warburg and Courtauld Institutes, vol. 8, 1945, pp. 68–106.&nbsp; Disponível em: &lt;www.jstor.org/stable/750167&gt;. Acessado em:&nbsp; 22 de maio de 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">*Filipe Battazza é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) em 2016, possui Master em Arquitetura Avançada pela Universidade Politécnica da Catalunha (ETSAB-UPC) concluído em 2018 e atualmente é discente Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP. E-mail: fbattazza@usp.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>BENEFÍCIOS DO SPA PARA A SAÚDE E BEM-ESTAR</title>
		<link>https://revistaft.com.br/beneficios-do-spa-para-a-saude-e-bem-estar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jun 2024 13:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 28 – Edição 135/JUN 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=144069</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.11951813 Ilana Lôbo Simões[1]Fernando Bernardino[2] RESUMO Como tema principal, o presente artigo aborda quais os maiores impactos na saúde e no psicológico das pessoas, decorrente de uma rotina estressante e como os Spas contribuem para trazer benefícios e qualidade vida aos indivíduos. Ressaltando quais tipos de serviços e técnicas são oferecidos, e como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.11951813</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ilana Lôbo Simões<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a><br>Fernando Bernardino<a href="#_ftn2" id="_ftnref2"><sup>[2]</sup></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Como tema principal, o presente artigo aborda quais os maiores impactos na saúde e no psicológico das pessoas, decorrente de uma rotina estressante e como os Spas contribuem para trazer benefícios e qualidade vida aos indivíduos. Ressaltando quais tipos de serviços e técnicas são oferecidos, e como auxiliam no tratamento físico e mental, proporcionando saúde e bemestar. Tem como objetivo abordar características específicas e as tendências do mercado de Spas no Brasil. Mostrar a realidade em que vivemos atualmente, a falta do autocuidado e os principais problemas ocasionados. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, onde o primeiro foco trata-se da Origem do Spas, desde as antigas civilizações até os dias atuais. Na sequência, fala-se como surgiu os Spas no Brasil, como vem sendo sua evolução, em quais regiões mais se concentram-se e seus inúmeros tipos. E por fim fica explícito, quais benefícios os tratamentos de Spa trazem a saúde mental e ao bem-estar, a relação entre a arquitetura nesses ambientes e quais sensações eles transmitem aos clientes. Conclui-se um crescimento elevado pela procura do autocuidado, da saúde mental, corporal e até mesmo espiritual, em busca do bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Spa. Rotina. Saúde. Bem-estar.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The main theme of this article is the major impacts on people&#8217;s health and psychology resulting from a stressful routine, and how spas contribute to bringing benefits and quality of life to individuals. It highlights the types of services and techniques offered, and how they help with physical and mental treatment, providing health and well-being. It aims to address the specific characteristics and trends of the spa market in Brazil. To show the reality in which we currently live, the lack of self-care and the main problems caused. This is an exploratory study, in which the first focus is on the origins of spas, from ancient civilizations to the present day. It then goes on to discuss how spas came to be in Brazil, how they have evolved, in which regions they are most concentrated and their many types. And finally, it is explained what benefits spa treatments bring to mental health and well-being, the relationship between architecture in these environments and what sensations they convey to customers. The conclusion is that there is a high level of growth in the search for self-care, mental, bodily and even spiritual health, in search of well-being.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Spa. Routine. Health. Well-being.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente a busca pela saúde e bem-estar tem se tornado um hábito cada vez mais constante na vida de todos, porém ainda assim muitas pessoas acabam colocando de lado, pelo fato da rotina acelerada ou até mesmo por motivos de custos e acabam deixando de para outro momento, priorizando outros objetivos que julgam mais importantes. Nota-se um grande aumento de estado depressivo nos indivíduos e frustração, cansaço físico e psicológico, por não saberem lidar com as situações diárias, e terem menos tempo para cuidar de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Saporito, 2006, O mercado dos Spas vem evoluindo constantemente. As pessoas estão se preocupando mais com a saúde, o corpo e a mente com os passar dos anos, além dos significativos avanços tecnológicos, que possibilitou o surgimento de diversas técnicas. A partir dessas novas tendências, os Spas tiveram que acompanhar as necessidades da vida moderna.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tratamentos oferecidos em um Spa, ajudam significativamente melhorar suas atividades, dando mais energia, aumentam a autoestima, eliminam toxinas corporais, relaxa o corpo e a mente, realizam procedimentos estéticos e até mesmo estimula a prática de atividades físicas. Se tratam de ocupações de extrema importância, que vão muito além de luxo, mas se tornaram necessidades, já que vida tem se tornado tão acelerada, que deixa o corpo e a mente em exaustão, ocasionando até mesmo graves consequências físicas e mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em uma melhor qualidade de vida, a beleza está diretamente relacionada, quando o indivíduo possui autoestima, inevitavelmente ele cuida ainda mais da sua saúde, se torna mais confiante em tudo na vida, inclusive em suas decisões. Atualmente a autoestima está sendo pautada como um tema muito importante, principalmente relacionado a saúde mental, se relacionando diretamente com a imagem e autoconfiança. Dessa maneira você se relaciona e conhece o próprio corpo, determinando valores, crenças e culturas. Durante nossa vida, são desenvolvidos sentimentos a partir de elogios, carinhos, críticas e assim por diante, em diversos âmbitos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela afeta diretamente nossos pensamentos e atitudes e contribui para que o amor-próprio e o respeito por si mesmo aumentem. Quando diminuída, a autoestima está diretamente ligada a falta de amor-próprio, falta de autoconhecimento, exaustão, desânimo, sentimento de incapacidade, e demais sintomas que retratam indiferenças com os próprios princípios, aparência tanto física quanto mental, e que normalmente se apresenta como um estado de tristeza (FLORIANI, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualidade de vida e beleza atualmente seguem lado a lado, principalmente quando se trata de uma pessoa com autoestima elevada, eventualmente esse tipo de indivíduo cuida mais da saúde e é mais confiante em suas decisões. Este tema tem se tornado de extrema importância, já que foram criados padrões de beleza, e as pessoas tentam se encaixar de inúmeras formas, e muitas vezes acabam se frustrando, impactando diretamente na saúde mental, “Sendo assim, a insatisfação com a imagem corporal aumenta à medida que a mídia expõe belos corpos, fato este que tem determinado nas últimas décadas, uma compulsão a buscar a anatomia ideal” (DAMASCENO et al, 2006, p. 82).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disto, o tema escolhido aborda a importância e as vantagens que impactam positivamente, o tratamento mental e físico, ao longo do tempo, pensando não apenas na beleza estética. Mostrando as vantagens que oferecem os Spas, e seus tipos de tratamento.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa está embasada em um carácter exploratório, que segundo Gil (2002, pág, 41), proporciona maior familiaridade com o tema, com vistas a torná-lo mais explícito. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias, uma vez que busca proporcionar maior intimidade do pesquisador com o tema. Portanto tem como principal fonte de pesquisa bibliográfica, além do auxílio de sites, revistas, tese, dissertação e artigos, para o levantamento de referências teóricos sobre o tema abordado. Benefícios do Spa Para a Saúde e Bem-estar. Referenciar estudo de caso, para não apenas fazer análises, mas sim vivencia-las.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisar sobre Spas em geral, contendo no estudo a sua história, os tipos de Spas, como se desenvolveram no Brasil, tipos de serviços oferecidos e os benefícios que eles trazem a saúde física e mental, principalmente no momento atual em que vivemos, afim de fazer um aprofundamento no tema principal, para embasamento do referencial conceitual. Analisar público alvo, e suas necessidades.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1    ORIGEM DOS SPAS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história dos Spas remonta a tempos muito antigos, quando a concepção dos ideais de saúde e cura ainda estava em seus estudos mais embrionários. Não há um consenso quanto à origem da palavra “SPA”. Para alguns, esta origem refere-se ao termo em latim “Salut per</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqua” ou “Solus per Aqua”, que significa “saúde advinda da água”. Para outros, a origem da palavra diz respeito a uma pequena cidade belga chamada SPA, próxima a Liege, onde era encontrada uma nascente de água quente muito frequentada pelo público em busca de um banho relaxante e reenergizante. De qualquer forma, sabe-se que a origem dos spas está diretamente ligada à água e seus benefícios trazidos à saúde. (ABES BRASIL,2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;À medida que o tempo passava, a importância da água crescia. As civilizações antigas construíram estruturas ao redor de fontes de água e banhos, criando espaços para encontros sociais, relaxamento e até mesmo tratamentos médicos. Na Grécia, o Oráculo de Delfos tornouse um complexo de bem-estar, com banhos, ginásios e salas de reuniões. A crença grega na relação entre banho, sono e saúde ressoou ao longo dos séculos. A construção de extensas estâncias termais pelos romanos em 25 a.C. marcou outro marco importante na evolução dos spas. Esses locais ofereciam não apenas banhos, mas também salas de massagem e outros tratamentos terapêuticos. (AMMAN CONSULT, 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os banhos termais foram se desenvolvendo por toda região europeia. Surgiram os famosos banhos turcos e as saunas finlandesas, que passavam por um processo de rituais de calor e em seguida banhos em águas geladas. Em outras regiões do mundo, como o Japão, também estava se desenvolvendo o uso das águas como forma terapêutica para o corpo, e se tornaram uma tradição asiática. Os “Spas” estavam ganhando o mundo (ABES BRASIL,2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro Spa, foi desenvolvido na Bélgica, no século XVII, quando um metalúrgico Belga foi curado de uma enfermidade, depois de se banhar em águas ricas em ferro, localizado em um vilarejo, que passou a se chamar Spau. Após o acontecimento, ele criou um local, para que outras pessoas tivessem acesso e também pudessem ser curadas de enfermidades. Spau, acabou dando origem ao nome Spa, nomeado dessa forma, devido ao clima ameno da região onde estava localizado (MILL, 2003). Também Segundo Mill (2003, p.21),&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Um segundo fator que promoveu a popularidade dos <em>spas</em> foi o apoio recebido dos profissionais da medicina. [&#8230;] Acreditava-se que os banhos e a ingestão de águas salgadas eram responsáveis pela cura de numerosas doenças, ajudando a promover os resorts do litoral. Atividades populares dos balneários incluiam jogos, danças e outras formas de entretenimento, como concertos, desfiles de rua, e as termas, onde aqueles que iam em busca de saúde “bebiam as águas”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, os Spas se desenvolveram rapidamente, foram surgindo outras atividades, que iam além de banhos termais, para que pudesse atender à necessidade dos americanos. Esses tratamentos, passaram a oferecer inúmeras atividades, como terapias de beleza, tratamentos nutricionais, tratamentos nutricionais, atividades físicas, o desenvolvimento foi tão grandioso, que os Spas, passaram a estar na rotina. Essa indústria tomou força nos Estados Unidos, e até hoje é referência mundial, em tratamentos, inovações, alta tecnologia e estrutura no mercado. (ABES BRASIL, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2    SPAS NO BRASIL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A cultura dos Spas foi trazida ao Brasil, em 1984, pela empresária Ala Szerman, com o arrendamento do Hotel Jequitimar, localizado no Guarujá, litoral Paulista. Ela realizou diversas pesquisas, não só nos Estados Unidos, mas em outros pontos da Europa, antes de investir no empreendimento, para que pudesse adquirir conhecimento e aprimorar os serviços que seriam oferecidos. Foram ofertadas diversas técnicas na época da inauguração, mas seu êxito maior, quando adotou o conceito do emagrecimento, foi o início de uma nova era.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Spas no Brasil, tem se desenvolvido de forma rápida e significativa, mesmo tendo pouco mais de 25 anos de representatividade no território nacional. A área tem apoio que vem de diversas partes, mas a que mais vem crescendo são os Spa Day ou Spas Urbanos. Esses dois polos apresentam maior procura pelos serviços oferecidos, devido a sua praticidade e variedade de serviços (ABS SPAS, 2009).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de tardiamente, o Brasil tem acompanhado o crescimento mundial de expansão das atividades, para as mais variadas áreas. Inicialmente eram implantados com maior frequência os Spas de Destino, voltados para a hospedagem, acompanhados de todos os benefícios a saúde do corpo, mente e espiritual, mas com a crescente evolução dessas atividades, hoje são predominantes os Spas Day em todo território. Esses empreendimentos, contam com total infraestrutura, inúmeros tipos de tratamentos, atividades, além de serem mais acessíveis que os Spas de Destinos. (ABS SPAS, 2009).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Na Europa o conceito de spa está conectado à água, no Brasil sua caracterização está relacionado à massagens. Assim, o rumo dos espaços brasileiros tem se dado em tratamentos: anti-idade, cosmético, fisioterapêutico, saunas, fitness, drenagens, massagens, terapia chinesa, terapia kneipp, dentre muitos outros que surgem. Sua oferta depende sempre da qualidade dos profissionais e do estabelecimento (MENEGAZ, 2016).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais que os Spas tenham se expandido por todo território brasileiro, a grande maioria ainda se concentra nas grandes metrópoles da região Sudeste e Brasília, onde demanda com maior força esses serviços, por serem balizadores de inovações e tendência do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado dos Spas vem sendo bastante explorado por pequenos empresários regionais, representando um único negócio individualizado, não fazendo parte de grandes redes, dessa maneira pode-se atender de fato a necessidade dos clientes. Essas empresas geralmente se destacam em âmbito regional, pois levam serviços de excelência, técnicas ou equipamentos avançados. (ABS SPAS, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil tem se tornando alvo de grandes empresas internacionais, renomadas, que planejam se instalar no país, visando no mercado brasileiro grandes oportunidades para estabelecerem suas marcas. Algumas destas marcas já possuem parcerias com Spas, grandes hotéis e resorts, localizados principalmente no Nordeste, onde há crescente atividade turística. Esses investimentos são de extrema importância para o Brasil e seu desenvolvimento. (ABS SPAS, 2009).</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.2.1 TIPOS DE SPA</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Posser, 2011, a demanda no ramo dos Spas aumentou significativamente, e gerou uma grande variedade de tipos, que oferecem serviços diferenciados. Foram classificadas quanto a sua destinação e sua especialidade:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Spa Day ou Day Spa: Oferecem programas de curta duração e não tem serviço hospedagem geralmente. Localizam-se em local próprio ou em centros comerciais, e não são muito grandes;</li>



<li>Spa Médico: Oferecem procedimentos menos invasivos, pequenas cirurgias e tratamentos clínicos;</li>



<li>Spa Holístico: É um espaço de autocuidado, que trabalha com o desenvolvimento geral do ser humano. Buscam tratar a mente o corpo e o espírito;</li>



<li>Spa Kids ou Spa Infanto-Juvenil: Oferece tratamento para todas as idades. Uma alternativa para quem busca descanso para toda a família;</li>



<li>Spa Geronto: Possui serviços diferenciados para o público da melho-idade;</li>



<li>Spa Balneário: Oferece serviços específicos, incluindo águas medicinais, zonas termais ou vulcânicas;</li>



<li>Spa Gourmet: Local voltado para quem aprecia bons pratos. Não dedicado a reeducação alimentar, mas sim a comer bem;</li>



<li>Spa em Cruzeiros: São oferecidos diversos tipos de serviços a bordo de um cruzeiro, que buscam total relaxamento e tratamentos de beleza;</li>



<li>Spa em Hotéis e Pousadas: São hotéis e pousadas que inserem em seus programas opções de conforto aos seus clientes;</li>



<li>Spa Aventura: São localizados em meio a natureza e estimulam esse tipo de convívio. Além de muito relaxamento, esses locais induzem a prática de esportes;</li>



<li>Spa Requinte e Sofisticação: Estes locais oferecem todos os serviços já citados anteriormente. E é pensado em suprir de forma luxuosa as necessidades dos usuários;</li>



<li>Sunset Spa: São locais em grandes centros urbanos, com horários de atendimentos estendidos;</li>



<li>Spa Urbano: São locais de tranquilidade em meio a agitação dos centros das cidades.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.2 SERVIÇOS OFERECIDOS PELOS SPAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao realizar inúmeras pesquisas, em diversos tipos de estabelecimentos, caracterizando por suas tipologias e locais onde são implementados. Foram apontados os seguintes serviços, de acordo com as suas características.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Spa Resort: Purificante facial, hidratação facial, hidratação corporal, prébronzeamento, cuidados para as pernas, diferentes opções de massagens: desintoxicante, relaxante, com pedras quentes, massagem desportiva. Há programa bem-estar (massagem e cuidado para as pernas) e programa exuberância (massagem e facial). Salas de procedimentos, todas refrigeradas, piscina aquecida, Studio Pilates, academia de ginástica e sala de musculação. Conta com os mais modernos equipamentos para estética e modelagem, salão de beleza, natação. Cardápio light, atenção especial para clientes de melhor idade, principalmente os pré e pós-operados de cirurgia bariátrica. Contam com equipe de profissionais de fisioterapeuta, nutricionista, professores de educação física, auxiliar de enfermagem, massoterapeutas e esteticistas;</li>



<li>Spa Day, Hotel e Médico: Avaliação médica, acompanhamento físico/nutricional/psicológico, programas para emagrecimento com dietas especiais, plano alimentar individualizado, estética (Auriculoterapia, Shiatsu, Plataforma vibratória, drenagem linfática, massagem com pedras quentes, reflexologia &#8211; técnica específica de massagem nos pés-, acupuntura, manta térmica);</li>



<li>Spa Day, com destinação fitness: Endermologia &#8211; tratamento para celulite -, heccus (equipamento de terapia combinada, gerador de ultra -som e corrente aussie (corrente australiana &#8211; indicado para celulite, gordura localizada e flacidez muscular). Tratamentos corporais (limpeza de pele facial com sucção, limpeza de pele com peeling diamante, hidratação facial) massagens (massagem relaxante com velas aromáticas, massagem com pedras quentes, drenagem linfática, massagem redutora, reflexologia prescrição de treinamento personalizado (3 meses) e consulta nutricional personalizada;</li>



<li>Spa Hotel: Conta com terapias exclusivas &#8211; massagem relaxante com óleo almescar, moonbath, pré-sun esfoliação corporal e hidratante, massagem (em suíte tratamento vichy, com coco fresco ou maracujá), after-sun repair pele fresca com óleo de coco extra virgem, reflexologia com almescar, baiana hot stone massage com almescar oil ou óleo de coco extra virgem, drenagem linfática, massagem com óleo essencial de gengibre (opção de canela, rosemry, lima ou cloves), almescar facial. Tratamento enraizado nos rituais das tribos indígenas, aulas de capoeira, yoga, terapia aquática;</li>



<li>Spa Resort Beira Mar: O SPA fica a beira mar proporcionando maior conforto e contato com a natureza. Conta com serviços de massagens, estética com terapias com o uso de propriedades da terra; </li>



<li>Spa Resort Termal: Argila facial, aromaterapia, drenagem facial, drenagem linfática, escalda pés esfoliação, geoterapia &#8211; técnica natural que utiliza principalmente argila, barro e pedras quentes &#8211; anticelulite, geoterapia antiestresse, geoterapia desintoxicante, hidratação capilar, corporal, facial profunda. Limpeza de pele, marine rejuvenescedor. O SPA oferece diferentes tipos de massagens: aromática, indiana, relax, terapêutica oriental, diamante com máscara, descongestionante. pressoterapia &#8211; drenagem linfática mecânica, reflexologia, revitalização facial shiatsu, terapia capilar antiqueda, terapia das pedras quentes. O SPA ainda oferece caminhadas, hidroginástica, alongamento e tratamentos. Como opções noturnas: música ao vivo, dança na boate, jogos e atividades recreativas que propiciam a gradativa diminuição do estresse, com aumento da disposição física e a consequente redução da ansiedade;</li>



<li>Spa Fitness: O foco do SPA é a dieta balanceada e a reeducação alimentar. Oferecem hospedagem, serviços médicos, atividades físicas, atividades esportivas, hidroreflexologia, hidratação facial, hidratação corporal, lojinha de conveniências, recreação e lazer, drenagem linfática, massagens estéticas, lipocavitação, radiofrequência, além de internet sem fio 24h.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas pesquisas, nota-se a incrível quantidade, de tipos de Spas e seus milhares de serviços oferecidos, dos mais simples, aos tratamentos mais complexos, vai depender da necessidade do indivíduo. Alguns serviços se destacam mais que outros, aparecendo com frequência, devido a grande necessidade dos usuários, principalmente os tratamentos de relaxamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL E FÍSICA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes negligenciamos dois aspectos fundamentais na nossa vida, a saúde mental, que vem logo atrelada a saúde física, no entanto pode ocasionar a uma série de problemas de bem-estar. Quando falamos sobre a mente, pensamos logo que é a base do nosso corpo, ela influência diretamente em todas as nossas ações. Portanto é essencial, cuidar do corpo e principalmente da mente. O equilíbrio da saúde mental e física é fundamental na vida de todos os indivíduos, além de garantir saúde e bem-estar, garantem um bom desempenho no trabalho, boas relações no meio social, minimiza o risco de doenças e o mais importante, garante um bom relacionamento consigo mesmo. Independente da rotina acelerada, é direito de todos se sentir bem, e para que isso aconteça é preciso tirar um tempo para se cuidar e estimular essa renovação física e mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de<a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/09/a-pandemia-da-covid-19-acabou"> </a>Covid-19 impôs desafios sem precedentes ao mundo. O baque foi sentido além do impacto na economia e nos serviços. Por conta do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado anualmente em 10 de outubro, especialistas apontam que a perda de milhares de pessoas e os níveis de estresse e ansiedade elevados devido ao isolamento social deixaram marcas na saúde mental da população – e no Brasil não foi diferente. (REDAÇÃO NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL, 2022). Também segundo a National Geographic, (2022), a ONU, Organização Mundial da Saúde, mostrou segundo estudos, que o primeiro ano da pandemia, 2020, os casos de ansiedade e depressão, aumentaram 25% em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar da saúde mental é um ato de amor próprio e um investimento na nossa qualidade de vida. Assim como cuidamos do nosso corpo através da alimentação e exercícios, precisamos nutrir nossas mentes para uma vida equilibrada e feliz. (VIVIANA RUIZ, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Mill (2003, pag. 295), foram coletados os seguintes dados constatando o seguinte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O estresse leva as pessoas a frequentarem os resorts: 47% dos entrevistados;</li>



<li>Para ter algum tipo de prazer: 42% dos entrevistados;</li>



<li>Os homens na maioria das vezes frequentam, por conta do estresse: 70% dos entrevistados;</li>



<li>A maioria das pessoas prefere ir ao reseort, por ele apresenta um SPA: 80% dos entrevistados.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Demonstrando que cada vez mais homens também estão em busca do uso de determinados métodos terapêuticos e tratamentos de saúde, assim como as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se relacionarmos a arquitetura e os projetos de Spas, podemos observar que a maneira em que os ambientes são projetados, as cores e materiais utilizados, aromas, fontes de iluminação, são fatores que transmitem sensações únicas de paz, relaxamento, aconchego e bem-estar, durante toda a experiência ali vivida. Elas estão diretamente interligadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel da arquitetura vai além da simples criação de espaços funcionais. O design tem o poder de influenciar nosso bem-estar e saúde mental de maneiras sutis, mas significativas. Portanto, ao considerar um projeto, é crucial ter em mente não apenas a estética, mas também como o espaço afetará aqueles que o habitam. Afinal, um espaço bem projetado não é apenas bonito de se ver, mas também promove saúde, felicidade e bem-estar. (ARQFUKE, 2019).</p>



<h5 class="wp-block-heading">4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No presente artigo foi possível compreender um pouco mais sobre o vasto mundo dos Spas, sua história, suas classificações, quais os serviços e técnicas oferecidas e o mais importante, os benefícios que esses tratamentos trazem a saúde mental e física das pessoas. Podemos verificar também que devido ao ritmo acelerado do mundo moderno, a enorme exposição ao estresse diário, além da pressão de se encaixar nos padrões atuais de beleza, ocasionando com frequência problemas físicos e psicológicos, as pessoas se viram procurando cada vez mais tratamentos que ofereçam resultados eficazes, que transmitam paz, relaxamento, bem-estar e até mesmo procedimentos estéticos, lembrando que esses procedimentos colaboram com o sentimento de vaidade, mas não deve ser a única fonte de felicidade, devem ser considerados outros valores que vão muito além, como o equilíbrio emocional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluímos então, mediante ao embasamento de pesquisa exploratória, que a saúde mental tem se tornado um componente cada vez mais indispensável na vida do ser humano, para viver, trabalhar, tomar decisões, gerir sua própria vida e saber se relacionar bem em sociedade e consigo mesmo. Tornou-se indispensável a prática de atividades físicas, uma boa alimentação, momentos de paz e lazer, entre muitos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a expansão dos diversos tipos de Spas no Brasil e no mundo, seus serviços, vão inserindo no meio em grande parte das classes sociais, que antes não tinham acesso a esses serviços, devido ao alto custo, deixando de se tornar um artigo de luxo. Porém ainda assim muitos, muitos indivíduos deixam de se cuidar, para não comprometer sua rotina diária.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">AMMAN CONSULTORIA. <strong>A história fascinante dos spas e sua evolução ao longo dos tempos. </strong>São Paulo. 2023. Disponível em: &lt; https://www.ammanconsult.com.br/post/ahist%C3%B3ria-fascinante-dos-spas-e-sua-evolu%C3%A7%C3%A3o-ao-longo-dos-tempos&gt; Acesso em: 06 de abril de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTÉTICA E SPAS. <strong>A história dos spas. </strong>Disponível em &lt; https://abesbrasil.com.br/2020/12/22/a-historia-dos-spas/ > Acesso em: 05 de abril de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAMASCENO, V. et al. Imagem corporal e corpo ideal. <strong>Revista Brasileira de Ciência e Movimento</strong>, v14, n. 2, p. 81-94, 2006. Disponível em:&lt;https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/691/696 > Acesso em: 10 de maio de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FLORIANI, FLAVIA MONIQUE; MARCANTE, MÁRGARA DAYANA DA SILVA; <strong>Autoestima e auto-imagem:</strong> A relação com a estética, 2014. Disponível em: &lt; https://siaibib01.univali.br/pdf/Flavia%20Monique%20Floriani,%20M%C3%A1rgara%20Da yana%20da%20Silva%20Marcante.pdf &gt; Acesso em: 02 de junho de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antonio Carlos. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa</strong>. 4ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2002. Disponível em: &lt;https://docente.ifrn.edu.br/mauriciofacanha/ensinosuperior/redacao-cientifica/livros/gil-a.-c.-como-elaborar-projetos-de-pesquisa.-sao-pauloatlas-2002./view&gt; Acesso em: 10 de maio 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEGAZ, B. <strong>Spa e bem estar na arquitetura hoteleira. </strong>Porto Alegre. 2016. Disponível em: &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &lt; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; https://www.bibianamenegaz.arq.br/single-post/spa-e-bem-estar-na-arquiteturahoteleira &gt; Acesso em: 25 de maio de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MILL, R. <strong>Resorts Administração e Operação</strong>. 1ª ed. São Paulo: Bookman, 2003;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NATIONAL GEOGRAPHIC. <strong>Como a pandemia de Covid-19 afetou a saúde mental dos brasileiros. </strong>Disponível em:&lt;https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/10/como-a-pandemia-de-covid-19afetou-a-saude-mental-dos-brasileiros > Acesso em: 08 de junho de 2024</p>



<p class="wp-block-paragraph">POSSER, L. <strong>SPAs Alquimia de uma Jornada</strong>. 1ª ed. Porto Alegre: Besouro Box, 2011;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RUIZ, V. <strong>A importância dos cuidados com a saúde mental no dia a dia.</strong> Campo Grande. 2024. Disponível em: &lt; https://sesc.ms/artigo/import%C3%A2ncia-dos-cuidados-comsa%C3%BAde-mental-no-dia-dia &gt; Acesso em 05 de junho de 2024;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAPORITO. J. <strong>Corpo e mente em equilíbrio:</strong> Guia de SPA. São Paulo, 2ª ed, p.8-9, 2006</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Artigo apresentado como Trabalho de conclusão do curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. Como requisito parcial para obtenção do título de Arquiteta e Urbanista. 2024. Vitória da Conquista, 2024.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Acadêmica do curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. nanasimoes2104@gmail.com.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>NEUROARQUITETURA APLICADA A CENTROS TERAPÊUTICOS VOLTADOS A CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/neuroarquitetura-aplicada-a-centros-terapeuticos-voltados-a-criancas-com-transtorno-do-espectro-autista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 04:23:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 127/OUT 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=113640</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10223840 Beatriz Dias Gusmão1Érika Alezard Ostermann2 RESUMO O tema principal do presente artigo é como a neuroarquitetura está presente nos ambientes, por meio de quais técnicas pode ser observada e como pode auxiliar no tratamento de crianças que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo geral é que indivíduos que já [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10223840</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Beatriz Dias Gusmão<strong><sup>1</sup></strong><br>Érika Alezard Ostermann<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O tema principal do presente artigo é como a neuroarquitetura está presente nos ambientes, por meio de quais técnicas pode ser observada e como pode auxiliar no tratamento de crianças que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo geral é que indivíduos que já possuem algum conhecimento prévio sobre o TEA possam aprofundar sobre o tema em questão. Trata-se de um estudo teórico com caráter exploratório, onde foram realizadas pesquisas bibliográficas, tendo como primeiro enfoque as particularidades que essas crianças diagnosticadas com o transtorno apresentam e como se comportam. Por conseguinte, é explicado um dos métodos mais usuais dentro do campo da arquitetura e autismo, o método ABA. Dando sequência, fica explícito o conceito da neurociência atrelada à arquitetura, de que forma pode se fazer presente nos centros terapêuticos e quais são suas técnicas, e por fim, de qual maneira esses assuntos podem estar relacionados. Concluiu-se, até o momento, que há uma melhora significativa de pacientes com TEA em centros terapêuticos que utilizam as estratégias da neuroarquitetura, podendo vir a ser uma prática mais recorrente, já que proporciona desenvolvimento e aprendizagem&nbsp;aos&nbsp;envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Neuroarquitetura; TEA; Centro terapêutico; Método ABA.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ABSTRACT</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">The main theme of this article is how neuroarchitecture is present in environments, through which techniques it can be observed, and how it can help in the treatment of children who have Autism Spectrum Disorder (ASD). The general objective is that individuals who already have some previous knowledge about ASD can study deeper the theme presented here. This is a theoretical study of an exploratory nature, where bibliographical research was carried out with the main focus being the particularities that these children diagnosed with the disorder present and how they behave. Therefore, one of the most common methods within the field of architecture and autism is explained, the ABA method. Also, the concept of neuroscience linked to architecture is made explicit, how it can be present in therapeutic centers and what its techniques are, and finally, how these subjects can be related. It has been concluded so far that there is a significant improvement in patients with ASD in therapeutic centers that use neuroarchitectural strategies, which could become a more recurrent practice, as it helps the development and learning of those involved.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Neuroarchitecture; ASD; Therapeutic center; ABA method.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; INTRODUÇÃO &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Neuroarquitetura tem sido um termo bem recorrente nos últimos tempos, devido ao reconhecimento e eficácia em projetos pensados de modo exclusivo para atender às necessidades de uma população específica que a opta por ser uma resolução tanto de fatos pessoais das crianças que apresentam esse transtorno<strong>, </strong>como psicológicos. Caracteriza-se por possuir como foco as emoções e a satisfação ao estar em um ambiente em que cores, texturas, iluminação e até mesmo a ventilação, podem influenciar em seu bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente onde se encontra o indivíduo, seja físico ou não, emite estímulos que podem agradar ou desagradar, gerando sensações de desconforto se houver grande disparidade com os limites do corpo (BESTETTI, 2014, p.602).<strong> </strong>Diante disso, é importante salientar que crianças com espectro autista, na presença de memórias específicas e/ou de ‘gatilhos’ mentais, podem se sentirem satisfeitas ou não, nos respectivos ambientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema escolhido aborda a relação da neuroarquitetura com o tratamento em centros terapêuticos de crianças com TEA. Esse transtorno é um neurodesenvolvimento confuso que pode ser percebido a partir dos dois ou três anos de idade, com predominância no sexo masculino, já que os comportamentos dessas crianças são bem inabituais. Algumas delas apresentam dificuldade na fala, em interagir com outras pessoas/crianças, têm manias contínuas e nem sempre se interessam em praticar atividades corriqueiras do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A afinidade e interesse surgiram diante de um histórico familiar, vislumbrando proporcionar o conhecimento aprofundado sobre o assunto aos parentes. Todas as crianças, independente da existência ou não do transtorno, merecem um lugar onde se sintam bem, acolhidas e seguras, e por meio da arquitetura, que leva em conta estratégias mentais e sensoriais, é possível lhes proporcionar um espaço agradável. A abordagem do assunto gera um grande impacto social, visto que há uma negativa consolidada perante este, mas será que é possível conscientizar essas pessoas que a arquitetura unida à ciência pode ajudar no tratamento em centros terapêuticos para crianças com TEA, através de um espaço modificado com todos os métodos particulares adequados?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para obter tal resultado<strong>, </strong>têm-se como objetivo geral discutir como a neuroarquitetura pode auxiliar no tratamento de crianças com TEA. Tudo isso só será possível com o apoio de objetivos específicos como: Identificar as particularidades de crianças com o TEA, explicar como os métodos sensoriais, como cores, texturas e iluminação, podem interferir positivamente em centros terapêuticos para crianças com TEA e, por fim, analisar de que maneira a arquitetura atrelada à ciência (neuroarquitetura) pode auxiliar diretamente no tratamento dessas crianças com TEA.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa possui caráter exploratório, que segundo Gil (2002, pág. 41), estabelece mais intimidade com o tema, assim explanando-o e tornando-o ainda mais compreensível. Com isso, têm-se, como um dos delineamentos, as pesquisas bibliográficas cujo embasamento será realizado através do auxílio de leitura de teses, artigos, sites e livros que podem ser denominados de leitura recorrente ou de referência. A leitura recorrente remete aos gêneros desses livros, proporcionando domínio científico ou técnico, e as de referência adquirem maiores conhecimentos do tema específico:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] os livros de leitura corrente abrangem as obras referentes aos diversos gêneros literários (romance, poesia, teatro etc.) e também as obras de divulgação, isto é, as que objetivam proporcionar conhecimentos científicos ou técnicos. Os livros de referência, também denominados livros de consulta, são aqueles que têm por objetivo possibilitar a rápida obtenção das informações requeridas, ou, então, a localização das obras que as contêm. Dessa forma, pode-se falar em dois tipos de livros de referência: livros de referência informativa, que contém a informação que se busca, e livros de referência remissiva, que remetem a outras fontes (GIL, 2002, pg. 45).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas afirmações de Gil (2002), a leitura em questão será a de referência informativa, que tem como principal foco o TEA, os comportamentos de crianças com esse transtorno no ambiente, estudo de métodos sensoriais e mentais, ou seja, tudo que esteja relacionado com a neuroarquitetura e o transtorno, e como essa ciência pode ajudar significativamente a indivíduos em um centro terapêutico.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<h5 class="wp-block-heading">3.1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transtorno do Espectro Autista (TEA)</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a APA (Associação Americana de Psiquiatria), indivíduos que apresentam o transtorno do espectro autista possuem déficits em seu crescimento ao longo da vida, e cada um apresenta a sua particularidade (RENATA BRINGEL, 2021). Porém, o TEA traz consigo muitas interpretações, dentre elas que é um distúrbio genético, e que crianças com esse transtorno apresentam sintomas que são considerados de urgência em seus dois primeiros anos de vida, como por exemplo: ausência de demonstrações de fala, principalmente a formação de frases, e a falta de brincadeiras comuns em bebês. (Silva e Mulick, 2009, pg. 09).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Brito e Vasconcelos (2016), o TEA não tem uma causa afamada, mas inclui não só os fatores genéticos, como também sociais, ambientais e imunológicos. Ainda, seguindo o pensamento dos autores mencionados anteriormente, foi apontado que essas crianças são bastante observadoras, mas vão além disso, pois 10% delas são (muito) hábeis em resolver exercícios que envolvem matemática, ou gostam de música, outras se destacam desenhando, dentre outras coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, o indivíduo com TEA, sendo criança, é possível constatar este transtorno e tomar as devidas providências. O diagnóstico é concedido quando há pelo menos metade dos sintomas característicos desse transtorno, sendo pelo menos dois destes na interação com outras pessoas e/ou ambiente, tendo como exemplo: não estabelecer um contato visual direto, apresentar muitas expressões faciais, não conseguem manter um relacionamento, não tem interesse de mostrarem seus interesses, sejam eles de lazer ou não, não sabem iniciar uma conversa, e muita das vezes apresentam atraso na fala, são insistentes, agitam e torcem as mãos frequentemente, e etc. (Silva e Mulick, 2009, pg. 04).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, o TEA se manifesta nas crianças de forma agressiva, uma vez que tem dificuldade de demonstrarem sentimentos e em interagir socialmente. A primeira reação quando sentem alguma dor, ou quando tentam falar algo e não conseguem, é ficarem agressivas, não porque desejam, senão porque é uma característica do transtorno. Nesses casos, o melhor é manter a calma e buscar as medidas cabíveis, conforme afirma Silva e Mulick (2009, p.2 apud e.g., Barbaresi et al., 2005; Lindsay &amp; Aman, 2003; Newsom &amp; Hovanitz, 2006):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] bem como comportamentos agressivos, autodestrutivos, perturbadores e destrutivos. Especialmente em crianças mais novas, comumente se observa uma baixa tolerância à frustração, acompanhada por &#8220;acessos de raiva&#8221; e &#8220;escândalos&#8221;; ou jogar-se no chão, gritar, chorar, bater com a cabeça, se morder, bater nos outros etc.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças com esse transtorno apresentam uma hipersensibilidade dentro dos ambientes onde se encontram. De acordo com Ferrari (2022), muitas ficam atordoadas ao ouvirem barulhos muito altos, ou até mesmo o barulho de uma descarga de vaso sanitário. Outras já são sensíveis a texturas, cores, e têm grande fascínio por luzes: cada uma apresenta a sua particularidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem muitas técnicas que são capazes de amenizar os sintomas do TEA no público infantil, e dentre elas está a técnica ABA (<em>Applied Behavior Analysis</em>), que é a mais utilizada, e seus parâmetros estão baseados em aprendizagem e disciplina. Esse método consiste em técnicas específicas de uma terapia para o TEA, onde objetos, e até mesmo alimentos, são colocados em pauta, para poder auxiliá-los em alguns exercícios (MEDEIROS, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da psicoterapia lúdica, Marques e Arruda (2006) apontam que ao iniciar essa terapia, as crianças estabelecem uma relação com o psicoterapeuta, o que ajuda muito, pois os profissionais têm que demonstrar atenção, acolhimento e proteção para ganhar a confiança das crianças. Assim, são feitas inúmeras supervisões, de maneira assídua, para conseguir captar cada vez mais informações, e obter diagnósticos.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método ABA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O método ABA que quer dizer Análise de Comportamento Aplicada, é uma mediação para indivíduos que possuem o transtorno do espectro autista (TEA), cujos ideais estão de acordo com os filósofos do Behaviorismo Radical, de B. F. Skinner (Burrhus Frederic Skinner), de acordo com França e Pinho (2020). Geralmente, essa técnica é utilizada para melhorar a qualidade de vida das crianças com o TEA, sendo os seus comportamentos os principais alvos para assim poder amenizá-los, amplificá-los ou assegurá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos nomes mais conhecidos, quando se trata do ABA, é o do norueguês Ole Ivas Lovaas, quem concebeu esse método. Além de pesquisador, especificamente sobre o autismo, era professor e psicólogo. O pesquisador julgava que essas técnicas tinham que ser baseadas em uma forma de “recompensa” que também podiam ser chamadas de reforçadores já que de acordo com Medeiros (2021, apud Petersen e Wainer, 2011), as pessoas são movidas por retribuições. Assim, estão motivadas sempre a fazerem o certo para obtê-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que as crianças acertavam o exercício feito, ganhavam algo que gostavam muito: comida ou um brinquedo. Porém, se ocorresse o contrário, elas não recebiam nada em troca. Uma forma de poder entender mais um pouco sobre essas recompensas é no Behavorismo (termo inglês que significa comportamento) radical, cujo objetivo era entender o comportamento das pessoas, baseado em estudos e onde também estão os valores do método ABA, tendo Burrhus Frederic Skinner, mais conhecido como Skinner, o pai dessa filosofia. Para ele, os seres humanos tinham seus comportamentos fundamentados no espaço, e as atitudes se transformavam à medida que no espaço também ocorresse o mesmo (MARQUES, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o método de Ole Ivas Lovaas, de 20 crianças que se sujeitavam a essa técnica<strong>, </strong>10 tinham resultados satisfatórios, ou seja, normais para algumas técnicas usadas. Isso gerou uma grande repercussão na época, pois algumas pessoas achavam certo e outras não, já que se inclinavam à ideia de que as crianças com TEA se tornariam dependentes desses reforçadores.<strong> &nbsp;</strong>Contudo, os pais das crianças que as sujeitaram a esse método, hoje o reconhecem como o mais eficaz, e com isso, tornou-se o predileto(BRINGEL, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consideração a isso, a neuroarquitetura possibilita o mesmo efeito, já que a sua essência está apoiada ao fato de que ambientes com determinadas cores, texturas, iluminações, ou seja, com destaque no sensorial pode mudar a concepção de um indivíduo perante um espaço, causando assim, gatilhos benéficos ou não (BAPTISTELLI e GIACOMINI, 2020).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neuroarquitetura</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neuroarquitetura nada mais é do que o estudo científico da arquitetura e como pode melhorar significativamente o espaço onde uma pessoa está inserida. Promove assim, saúde e bem-estar aos envolvidos, sendo que projetar espaços vai muito além da harmonia e viabilidade, interferindo de forma positiva nos indivíduos (PEREIRA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem várias maneiras de estimular as emoções de um indivíduo, sejam elas por texturas, iluminação, ventilação, biofilia (contato com a natureza), cheiros e formas. Contudo, as cores são uma das premissas mais eficazes dentro de um determinado ambiente:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;[&#8230;] já as cores, são fortes ferramentas em projetos que buscam sincronizar &#8211; se com os sentimentos dos usuários, provocando neles emoções e sensações e até influenciando no humor. A cor cinza transmite equilíbrio, tranquilidade e neutralidade. Rosa, em tons claros, dão a ideia de inocência.&nbsp; Em tons médios, associam a feminilidade e ao rompimento do preconceito, enquanto o rosa escuro gera o desejo de iniciar ações individuais.&nbsp; Três dos sentimentos causados pela cor roxa, são a calma, a criatividade e a sabedoria, enquanto o laranja sugere confiança, amizade, alegria e estimula áreas da vida que necessitam de mudanças. (SILVA, CABRERA, e TOPPEL, 2022).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que o sistema nervoso é um dos mais importantes da vida humana, pois está relacionado com tudo a sua volta, com todas as ações e pensamentos. O mesmo é composto por células gliais que são diversos tipos celulares que têm a capacidade de se multiplicarem (BIOLOGIA NET, 2023). Cérebro e medula espinhal encontram-se nesse sistema, além dos neurônios que são considerados um dos mais importantes, pois captam as informações e realizam mais funções. Segundo Chagas (2022), é através do espaço construído que as emoções e os sentimentos são formados, trazendo memórias à consciência atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arquitetura é capaz de transformar os ambientes, e com as técnicas da neurociência, é possível que se tenha o espaço que se deseja, a fim de obter algum tipo de sentimento específico. Ainda de acordo com Chagas (2022), a arquitetura em si precisa não somente despertar a mente da criança como também sua postura corporal, pois dessa forma, agrega tanto à saúde mental, como a física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização é outra base fundamental para a neuroarquitetura, e isso não é muito diferente quando se trata de crianças com TEA. É melhor que um ambiente esteja com uma simetria visual de objetos, com ergonomia e alturas corretas, para que as de menores faixas etárias consigam segurar/tocar esses objetos, e assim interagir de alguma forma com eles, contribuindo para o desenvolvimento dessas crianças, assim afirma Chagas (2022, apud Migliani, 2021).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estratégias da Neuroarquitetura para crianças com TEA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que a Neuroarquitetura interfere diretamente em um ambiente, e que crianças com TEA, em contato com algumas características desse mesmo lugar, seja ele por meio das cores, de sons, texturas, iluminação, ou até mesmo a ventilação, podem se sentir bem ou não, pois cada uma apresenta um grau de neurodesenvolvimento diferente (leve, moderado e severo), e a partir disso são determinadas as suas emoções dentro de um espaço, conforme Freitas (p.03, apud Mostafa, p.191, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dessas crianças com TEA, apresentam uma hipersensibilidade, que nada mais seria que um sentido mais ‘aguçado’ para as coisas que os rodeiam, que tentam fugir a qualquer custo de estímulos sensoriais, e por meio disto, podem vir a expor um comportamento mais agressivo, que não são de fácil controle nem para si próprios, nem para quem presencia ou tenta ajudar de alguma forma. Há também a hiposensibilidade, que ao contrário do primeiro termo, seriam crianças que estão sempre em busca desses estímulos, de cores vibrantes, que chamam atenção, porém possuem uma insuficiência significativa de coordenação motora, e é por meio das cores que se situam. (FREITAS, p.03, apud SOUZA, p.28, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto a hipersensibilidade como a hiposensibilidade podem ter auxílio de tarefas diárias que podem amenizar, e/ou ajudar esse público infantil, como por exemplo, em casos de hipersensibilidade, que são as crianças que fogem de situações que se sintam incomodadas ou intimidadas, pode-se diminuir a intensidade da iluminação do ambiente, fechar as portas de lugares para evitar que se distraiam, e não se esquecer de pedir permissão para ter contato tátil com eles. Já para as crianças com hiposensibilidade, é importante oferecer pontos focais visuais que fazem com que tenham facilidade de fazer interpretações do que por meio da fala, e sempre utilizar móveis que não tenham superfícies e formatos pontiagudos para que não possam se machucar (GALETI, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Lacerda (2021, p.13;14), atendendo a essas necessidades, têm-se a neuroarquitetura, que pode auxiliar significativamente o dia a dia de crianças com TEA, cuidando da sua hipersensibilidade e hiposensibilidade de maneira acolhedora, eficaz e segura. Ao se tratar dos ambientes projetados para crianças com TEA, tem que estar atento ao seu tamanho, já que precisam ser mais espaçosos, principalmente os banheiros, para que as crianças não entrem sozinhas, tendo sempre o apoio de alguém. Utilizar materiais como texturas e cores, principalmente em salas de fisioterapia, para ativar o estímulo corporal e cognitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma técnica bastante utilizada é o quadro de sensações que contém todos esses parâmetros e coloca a criança a interagir com as diversas formas, cores e texturas. É importante ter também um espaço amplo e aberto para o lazer, onde todos os sentidos serão trabalhados através de atividades interdisciplinares. A iluminação é outro fator que deve se levar em consideração, já que tem que estar muito controlada, e sempre se unindo ao paisagismo, e à ventilação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] a iluminação e ventilação naturais são utilizadas na humanização dos ambientes internos, uma vez que auxiliam no tratamento à medida que melhoram as condições térmicas, visuais e higiênicas. O paisagismo também faz parte da humanização dos ambientes e é extremamente importante pois a vegetação influencia no psicológico das pessoas, reduzindo o estresse e auxiliando no conforto acústico diminuindo os ruídos do local e também na qualidade climática da edificação, pois através dele é possível sombrear áreas e também administrar a trajetória dos ventos, possibilitando ventilação em toda a edificação. (NASCIMENTO, 2021, apud LUKIANTCHUKI e CARAM, 2008).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Estar atento à todas as particularidades e necessidades que crianças com TEA requerem ao se projetar um ambiente, ou modificá-lo, é um diferencial, pois há vários fatores citados anteriormente que comprovam a existência da melhoria cognitiva de crianças autistas, através dos espaços sensoriais. Visto isso, Laureano (2017, apud CORAUTISTA, 2015), realça que os âmbitos em que as crianças estão inseridas devem ter algumas estratégias como por exemplo, o uso de almofadas vibratórias, tubos de bolha, camas de água, tudo que as coloquem à prestarem mais atenção ao que acontece, conforme suas ações com tais intermédios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito das cores, sabe-se que existe o círculo cromático, e este é composto pelas cores primárias (vermelho, azul e amarelo), secundárias (verde, roxo e laranja), e as terciárias que é a junção das primárias com as secundárias. Cada cor tem um significado e transmite sensações que afetam diretamente no humor, como afirma Menezes (2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cor vermelha transmite força, poder, movimento, energia, já a amarela dá a sensação de alegria, foco, criatividade, enquanto a azul traz tranquilidade, confiança, lealdade. Quando se trata das cores secundárias, o verde representa vitalidade, renovação, calma, relaxamento, o roxo retrata a nobreza, sabedoria, mistério, e por último, o laranja que faz com que as pessoas se sintam extravagantes, equilibradas e confiantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preto e o branco, considerados como ausência de luz e a totalidade de luz respectivamente, não fazem parte do círculo cromático, mas ainda assim podem ser complementares, já que originam a cor cinza, e têm suas referências. O preto traz um ar de superioridade, curiosidade e ousadia, já a cor branca conduz a ideia de inocência, pureza e calma. Não menos importante, a cor cinza causa emoções de estabilidade, solidez, tristeza, e etc. (AVMAKERS, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos sentidos do corpo humano, o tato, é um dos mais importantes perante a essa vertente do TEA. Sabe-se que o tato está ligado ao contato físico com texturas e objetos, e é isso que Okamoto (2002) afirma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“[&#8230;] o toque nas superfícies nos dá a sensação de interioridade do objeto. As impressões de liso, áspero, rugoso são sentidas dentro de nós. O fato de sentir o tato é que define o nosso corpo com relação ao meio circundante. É uma forma de nos sentirmos vivos. ”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda seguindo o pensamento do autor, o espaço arquitetônico que nos cerca deve ser consistente, de forma que envolva estímulos sensoriais capazes de aguçar os sentidos corporais, assim compreendendo melhor o ambiente inserido. Conforme Oliveira (2021), as cores são a alma das construções, que podem ser estimulantes ou perturbadoras que são percebidas pela visão, que para Pallasma (2011) é uma ampliação do sentido tátil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Oliveira (2021, apud Mostafa, 2015) existem sete delineamentos arquitetônicos que transformam um ambiente para pessoas com TEA, sendo eles: estudo acústico do local, locais de fuga, espaços contínuos, mas que sejam seccionados também, ambientes de passagem, delimitações sensoriais e acima de tudo, a segurança. Ele afirma também que os espaços devem ser construídos em graus elevados de sons, de forma que exclua a submissão dessas crianças com TEA por esses sons/ruídos, e que interajam de forma ampla com o local que os cercam:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] é importante salientar que a promoção exclusiva de espaços sem qualquer ruído pode provocar dependência e limitar a interação do autista em ambientes com outros níveis sonoros. Nesse caso, devem-se possibilitar espaços com níveis gradativos de sons. ’’</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os locais de fuga, citados anteriormente, funcionam como uma ‘válvula de escape’ para as crianças que se encontram em recintos em que os estímulos sensoriais estejam em excesso e lhes causem perturbação mental. Esses ambientes devem ser objetivos, simples e os mais discretos possíveis. Também devem ter no máximo 6,00 m², com cores neutras, janelas mais baixas para que assim, a iluminação natural seja mais acessível. Desfrutar de placas de madeira perfuradas, e carpete azul (cor que transmite calma e tranquilidade) no piso, ajuda a minimizar os ruídos do local (NEUMANN, MIYASHIRO, e PEREIRA, 2021, pág. 7).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os espaços seccionados são ambientes que têm zoneamentos sensoriais, divididos por níveis. Por exemplo, tem locais que utilizam música, outros são para terapia, salas de aula gerais, e etc. Nesse quesito, entram os ambientes de passagem que de certa forma tem que estar relacionados com o ambiente anterior e com o seguinte, para que não haja uma mudança brusca de espaços sensoriais (OLIVEIRA, 2011, pág. 30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neumann, Miyashiro e Pereira (2021) realizaram dois estudos de caso, sendo o primeiro o Centro INTEGR.AUT, que é um centro de apoio e o segundo, o Centro Cultural Sensível ao Espectro Autista, ambos mostrando como a arquitetura se manifesta nos ambientes para crianças com TEA. No Centro INTEGR.AUT, todas as atividades que envolvem as crianças foram divididas em departamentos organizados em blocos, tendo a terapia ocupacional, a artística, administração, a parte de ensino, e a área comum, que é a de convívio. A organização é fundamental para crianças autistas, e a divisão em blocos facilita a compreensão delas perante o espaço. Cada sala da ala de terapia ocupacional é representada por uma cor, de preferência, as mais vibrantes como roxo, amarelo e laranja, e utilizando-se de portas camarão, que abrem para as laterais, compostas por duas ou mais folhas conectadas por dobradiças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Centro Cultural Sensível ao Espectro Autista, localizado na cidade de São Paulo, possui aberturas externas em grandeza, e as menores, na parte interna do edifício que fica em frente à estação de metrô. Neumann, Miyashiro e Pereira (2021) afirmam que para poder diferenciar os locais internos dos externos, foi feito um rebaixo com rampas no piso. Ao seu redor, possui um jardim que integra as pessoas com TEA e estimulam a sua socialização (visto que é um déficit para elas). Cores como azul-claro, branco, e cinza, assim como a madeira são predominantes a fim de evidenciar a tranquilidade do local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse centro cultural há um diferencial que é a sala tátil, que estimula sensações, e por tal motivo, piso e paredes foram revestidos diferentes para poder propor isso. Na sala visual, foi bastante trabalhado o uso de cores por meio de vitrais (roxo, laranja e azul), em que a luz natural é permissível, e durante o dia há uma iluminação mais concentrada e conforme for anoitecendo, a iluminação fica mais amena sem gerar desconforto. (NEUMANN, MIYASHIRO, e PEREIRA, 2021, pág. 11).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os espaços arquitetônicos projetados para crianças autistas devem ser amplos, flexíveis, respeitando todas as necessidades dos indivíduos com TEA, utilizando-se de estratégias sensoriais, de modo que se sintam o mais confortáveis e seguras possível, promovendo integração ao ambiente onde estão inseridas, e promovendo desenvolvimento interpessoal. (OLIVEIRA, 2021).</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerações finais</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No presente artigo foi bem evidenciado, em todas as suas partes, que o público alvo em questão são as crianças com TEA, e que cada uma têm sua personalidade bem definida, de forma que se apresenta perante o espaço em que estão inseridas, e este precisa ser suficiente e satisfatório com todas as estratégias da neuroaquitetura para que se possa atender todas as necessidades deste público infantil, através também do método ABA, que é a análise de comportamento aplicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi comprovado, também, que há diversas estratégias correlacionadas à arquitetura atrelada à ciência (neuroarquitetura), que se colocadas em prática, podem tornar a terapia dessas crianças mais leve, motivadora, e divertida, por meio dos estímulos sensoriais como o uso das cores e seus significados, texturas, materiais, objetos, ventilação, paisagismo e iluminação, claro, sem esquecer do seu maior propósito que é ajudar a amenizar os sintomas desse transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o exposto, mediante pesquisas, foram esclarecidos todos os objetivos específicos e, principalmente, o geral, que era discutir como a neuroarquitetura pode auxiliar no tratamento de crianças com TEA, a partir de um estudo de referenciais teóricos. Falar de autismo nem sempre é fácil. A medicina até hoje não tem as respostas de todas as perguntas acerca do assunto, mas saber reconhecer que pessoas com esse transtorno merecem estar e viverem em um lugar acolhedor e seguro, assim como quaisquer outras, já faz um diferencial na sociedade, visto que ainda há uma negativa consolidada perante elas. Assim, foi explícito o quanto a neuroarquitetura pode ajudar diretamente no dia a dia dessas pessoas, e como a população que as cercam pode se conscientizar disso e tornar o mundo cada vez mais evoluído.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ALOCHIO, Geovana dos Santos; QUEIROZ, Virginia Magliano. <strong>Arquitetura e autismo: orientações para espaços terapêuticos</strong>. ENAC, Natal, 13 a 15 de maio, 2020. Disponível em: &lt; https://pdf.blucher.com.br/designproceedings/eneac2020/77.pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANGELO, Tiago Novaes. <strong>Behaviorismo Radical e Inteligência Artificial: Contribuições além das Ciências Cognitivas</strong>. UNICAMP. Disponível em: &lt;https://www.dca.fee.unicamp.br/~gudwin/courses/IA889/2011/IA889-19.pdf &gt; Acesso em: 02 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BANDEIRA, Gabriela. <strong>Behaviorismo radical: a filosofia que embasa a Análise do Comportamento</strong>. GENIAL CARE, 2023. Disponível em: &lt; https://genialcare.com.br/blog/behaviorismo-radical/ &gt; Acesso em: 02 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BESTETTI, Maria Luisa Trindade. <strong>Ambiência: espaço físico e comportamento</strong>. REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL, Rio de Janeiro, 2014; 17(3):601-610SCIELO. Disponível em: &lt;https://www.scielo.br/j/rbgg/a/sRNrKc96QsmC6fybS8LQmDc/?format=pdf&amp;lang=pt &gt; Acesso em: 01 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRINGEL, Renata. <strong>ABA para o Autismo – Análise Comportamental Aplicada</strong>. RENATA BRINGEL, 2021. Disponível em: &lt; https://renatabringel.com.br/aba/ &gt; Acesso em: 08 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMARGO, Síglia Pimentel Höher; RISPOLI, Mandy. <strong>Análise do comportamento aplicada como intervenção para o autismo: definição, características e pressupostos filosóficos</strong>. REVISTA EDUCAÇÃO ESPECIAL, v. 26, n. 47, p. 639-650, 2013. Disponível em : &lt;https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/6994/pdf_1 &gt; Acesso em: 08 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHAGAS, Maria Ailane Rodrigues das. <strong>Neuroarquitetura aplicada no centro educacional infantil</strong>. ÂNIMA EDUCAÇÃO, Florianópolis, 2022. Disponível em: &lt;https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/31472 &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CÍRCULO CROMÁTICO</strong>. Avmakers, 2016. Disponível em: &lt;&nbsp; https://www.avmakers.com.br/blog/circulo-cromatico#:~:text=O%20branco%20%C3%A9%20luz%20isento,do%20branco%20com%20o%20preto. &gt; Acesso em: 17 de out. 2023;5</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Maria Ione Ferreira da; NUNESMAIA, Henrique Gil da Silva. <strong>Diagnóstico genético e clínico do autismo infantil</strong>. SCIELO. Disponível em: &lt; https://www.scielo.br/j/anp/a/hp8PKPdgy34qZ93BBs4XfHm/?lang=pt&amp;format=pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIAS, Alisson de Souza; ANJOS, Marcelo França dos. <strong>Projetar Sentidos: A arquitetura e a manifestação sensorial</strong>. FAG, Paraná, 21 a 23 de junho de 2017. Disponível em: &lt; https://www.fag.edu.br/upload/contemporaneidade/anais/594c063e6c40e.pdf &gt; Acesso em: 01 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRARI, Anne Carolina Silva. <strong>Projeto de uma clínica para crianças com autismo tendo como base as neurociências</strong>. FAU UFRJ, Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: &lt;https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/19517/1/ACSFerrari.pdf &gt; Acesso em: <strong>&nbsp;</strong>04 de abr. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, Maria Gabriela. <strong>A neurociência e a arquitetura aplicadas a um centro de apoio a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). </strong>Repositório Universitário da Ânima (RUNA).Curitiba. p. 01-11. 2021. Disponível em: &lt; https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/14176 &gt; Acesso em: 09 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GAIATO, Mayra. <strong>S.O.S Autismo: Guia completo para entender o transtorno do espectro autista</strong>. EDITORA NVERSOS, c2018. Disponível em: &lt; https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=I6h-DwAAQBAJ&amp;oi=fnd&amp;pg=PT6&amp;dq=transtorno+do+espectro+autista&amp;ots=So8ib4cbgU&amp;sig=1O5mqp6GaUoQxsN8A8hPhUxJ998#v=onepage&amp;q=transtorno%20do%20espectro%20autista&amp;f=false &gt; Acesso em: 10 de abr. 2023;</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">GAZETA DO POVO. Ong Oca. Autistas são mais inteligentes? Disponível em: &lt;https://www.ongoca.org/autistas-sao-mais-inteligentes/#:~:text=Alguns%20autistas%20apresentam%2C%20sim%2C%20QI,%C3%A9%20um%20g%C3%AAnio%20do%20piano%E2%80%9D &gt; Acesso em: 01 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antonio Carlos. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa</strong>. 4ª edição. São Paulo: Editora Atlas, 2002. Disponível em: &lt;https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/150/o/Anexo_C1_como_elaborar_projeto_de_pesquisa_-_antonio_carlos_gil.pdf &gt; Acesso em: 18 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HARROUK, Christele. <strong>Arquitetura dos sentidos: um projeto para crianças com autismo</strong>. ARCHDAILY, 2019. Disponível em: &lt; https://www.archdaily.com.br/br/923453/arquitetura-dos-sentidos-um-projeto-para-criancas-com-autismo &gt; Acesso em: 02 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IPOG BLOG. Ipog Blog, c2016. Página inicial. <strong>Neuroarquitetura: o que é, exemplos práticos e como se especializar</strong>. Disponível em: &lt; https://blog.ipog.edu.br/engenharia-e-arquitetura/neuroarquitetura/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20neuroarquitetura%3F,as%20atividades%20projetuais%20de%20Arquitetura &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LACERDA, Mariana. <strong>Centro terapêutico Kanner – Transtorno do Espectro Autista com o auxílio da Neuroarquitetura</strong>. Rio de Janeiro. p. 01-62. 2021. Disponível em: &lt;https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/19591/1/MLLacerda.pdf &gt; Acesso em: 08 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAUREANO, Claudia de Jesus Braz. <strong>Recomendações projetuais para ambientes com atendimento de terapia sensorial direcionados a crianças com autismo</strong>. Repositório Institucional UFSC. Florianópolis. p. 01-190. Disponível em: &lt; https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/180532/348920.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y &gt; Acesso em: 17 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAIA, Nicole Matos. <strong>Neuroarquitetura e a psicologia do espaço construído: Uma perspectiva contemporânea sobre os espaços de terapia</strong>. UFU, Uberlândia, 2022. Disponível em: &lt;https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/37051/1/NeuroArquiteturaPsicologia.pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, Isabela.<strong> Quem foi Skinner, o pai do behaviorismo radical?</strong> GENIAL CARE, 2023. Disponível em: &lt; https://genialcare.com.br/blog/skinner-pai-do-behaviorismo-radical/ &gt; Acesso em: 02 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOSO, Marília. <strong>Neuroarquitetura: como o seu cérebro responde aos espaços</strong>. Archdaily, 31 de mai. De 2022. Disponível em: &lt; https://www.archdaily.com.br/br/981830/neuroarquitetura-como-o-seu-cerebro-responde-aos-espacos &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEZES, Gabrielle. <strong>Psicologia das cores: você sabia que cada cor pode alterar sua percepção?</strong>. Blog da Printi, 2020. Disponível em: &lt;&nbsp;https://www.printi.com.br/blog/psicologia-das-cores-voce-sabia-que-cada-cor-pode-alterar-sua-percepcao &gt; Acesso em: 17 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAES, Eduarda; BERNARDES, João Ramos; RIBEIRO, Leticia Marielle Alves. <strong>Por dentro do espectro autista</strong>. PUC GOIAS, Goiânia, 2022. Disponível em: &lt;https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/4850/2/Trabalho%20Escrito%20Por%20dentro%20do%20espectro%20autista.pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORTICE, Zach. <strong>Paisagens arquitetônicas fornecem terapia para crianças com autismo</strong>. ARCHDAILY, 2016. Disponível em: &lt; https://www.archdaily.com.br/br/802486/paisagens-arquitetonicas-fornecem-terapia-para-criancas-com-autismo &gt; Acesso em: 15 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, Onara Perígolo do. <strong>A necessidade de espaço destinado à inclusão de autistas junto à sociedade de Manhuaçu</strong>. Repositório UNIFACIG. Manhuaçu. p. 01-15. Disponível em: &lt;https://pensaracademico.unifacig.edu.br/index.php/repositoriotcc/article/view/3167 &gt; Acesso em: 17 de Out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEUMANN, Helena Rodi; MIYASHIRO, Larissa Akemi Silva; PEREIRA, Larissa Victorino. Arquitetura Sensível ao Autista: Quais diretrizes de projeto adotar? <strong>Estudos e Design</strong>, Rio de Janeiro, v. 29, n. 2, p. (01 – 18), 2021. Disponível em: &lt; https://estudosemdesign.emnuvens.com.br/design/article/view/1210/481 &gt; Acesso em: 11 nov. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOBRE, Karen Kelen Silva. <strong>Aplicação da neuroarquitetura em centro de integração e apoio para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista</strong>. Ufam, Manaus, 2022. Disponível em: &lt;https://www.riu.ufam.edu.br/bitstream/prefix/6287/4/TCC_Karen%20Kelen%20Silva%20Nobre.pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUMEN ARQUITETURA, 2022. <strong>Abril azul: como otimizar espaços para crianças autistas</strong>. Disponível em:<strong> &lt;</strong>https://www.numenarquitetura.com/post/abril-azul-como-otimizar-espacos-para-criancas-autistas<strong> &gt; </strong>Acesso em: 02 de mar. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OKAMOTO, Jun. Percepção ambiental e comportamento: visão holística na arquitetura e na comunicação.São Paulo: <strong>Mackenzie</strong>, 2014. Disponível em: &lt;https://arquitetoeurbanista.weebly.com/uploads/6/8/3/8/6838251/texto_01_percepca_ambiental.pdf &gt; Acesso em: 10 de nov. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ole Ivar Lovaas, pai de Erik Lovaas, fundador do The Lovaas Center</strong>. THE LOVAAS CENTER, c2011-2023. Disponível em: &lt; https://thelovaascenter.com/about-us/dr-ivar-lovaas/ &gt; Acesso em: 08 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Gleison. Vila Solar: Centro de atendimento especializado no transtorno do espectro autista. Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), Vitória da Conquista – Ba, 2021. Acesso em: 11 de nov. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALLASMAA, Juhani. Os olhos da pele: a arquitetura e os sentidos. Porto Alegre: <strong>Artmed</strong>, 2011. Disponível em: &lt; https://www.google.com.br/books/edition/Os_Olhos_da_Pele_A_Arquitetura_e_os_Sent/adWzfa2Pl-IC?hl=pt-BR&amp;gbpv=1&amp;printsec=frontcover &gt; Acesso em: 10 de nov. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Sônia Cristina Bocardi de. <strong>Neuroarquitetura: Os sentidos interligados ao meio ambiente</strong>. SEMIC/UNIMAR, p.33, Marília, 08 a 10 de setembro, 2021. Disponível em: &lt; https://oficial.unimar.br/wp-content/uploads/2021/12/SEMINARIO-DE-INICIACAO-CIENTIFICA-SEMIC-2021-PIIC-UNIMAR.pdf#page=33 &gt; Acesso em: 08 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIETRA, Renata Scarano. A influência das cores e materiais para as crianças autistas, no âmbito escolar. <strong>Revista Especialize On-line IPOG</strong>. Ano 9, Edição nº 16 Vol. 01 Dezembro/2018. Goiânia. p. 01-14. Disponível em: &lt; http://assets.ipog.edu.br/wp-content/uploads/2019/12/07015608/renata-scarano-pietra-9829.pdf&nbsp; &gt; Acesso em: 17. Out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, Rayssa Naftaly Muniz; TORQUATO, Isolda Maria Barros; REICHERT, Neusa Colletc Altamira Pereira da Silva; NETO, Vinicius Lino de Souza; SARAIVA, Alynne Mendonça. Autismo infantil: impacto do diagnóstico e repercussões nas relações familiares. <strong>Revista Gaúcha de enfermagem</strong>, Setembro 2016, 37(3): e61572. Disponível em: &lt; https://www.scielo.br/j/rgenf/a/Qp39NxcyXWj6N6DfdWWDDrR/?format=pdf&amp;lang=pt &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALGUEIRO, Emanoella Bella Sarmento; MATIAS, Elizário; DEODATO, Francisca Amanda Gonçalves. Estratégias da neuroarquitetura e biofilia aplicadas nas habitações de interesse social. <strong>Editora científica</strong>, vol. 2, 2022. Disponível em: &lt; https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/220509039.pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Regina Kelly dos; VIEIRA, Antônia Maira Emelly Cabral da Silva. Transtorno do espectro do autismo (TEA): Do reconhecimento à inclusão no âmbito educacional. <strong>Includere</strong>, v.3, n. 01, 2017. Disponível em : &lt;https://periodicos.ufersa.edu.br/includere/article/view/7413/pdf &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIGNORELLI GALETI, Fabricia. Disfunção sensorial no autismo – entenda as perturbações na sensibilidade. <strong>Autismo em dia</strong>, 2020. Disponível em: &lt; https://www.autismoemdia.com.br/blog/disfuncao-sensorial-no-autismo/<strong> </strong>&gt; Acesso em: &lt; 08 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Myllena de Paula e; CABRERA, Leticia; TOPPEL, Paula Vaccari. Neuroarquitetura: o auxílio da arquitetura na recuperação de mulheres vítimas de violência doméstica. <strong>Inovattio</strong>, v. 2, 2022. Disponível em : &lt; http://book.ugv.edu.br/index.php/innovatio/issue/view/103/117 &gt; Acesso em: 08 de mai. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Micheline; MULICK, James A. Diagnosticando o Transtorno Autista: Aspectos Fundamentais e Considerações Práticas. <strong>Psicologia: ciência e profissão</strong>, v. 43, 2023. Disponível em: &lt;https://www.scielo.br/j/pcp/a/RP6tV9RTtbLNF9fnqvrMVXk/?lang=pt&amp;format=pdf &gt; Acesso em: 22 de out. 2023;</p>



<p class="wp-block-paragraph">UEMURA, Marta Camanho Lima. Neuroarquitetura e Autismo: Um espaço acolhedor e inclusivo na escola de educação infantil. <strong>Ânima educação</strong>, São Paulo, 2022. Disponível em: &lt;https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/26150 &gt; Acesso em: 28 de fev. 2023;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Beatriz Dias Gusmão – Estudante – Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR) – Curso De Arquitetura E Urbanismo. E-mail: beatrizdgusmao2107@gmail.com<strong><sup>1</sup></strong><br>Érika Alezard Ostermann – Professora – Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR) – Curso De Arquitetura E Urbanismo. E-mail: erika@fainor.com.br<strong><sup>2</sup></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE DE UMA ASSOCIAÇÃO VOLTADA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA CIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA -BA SOB O ASPECTO DA ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-de-uma-associacao-voltada-para-pessoas-com-deficiencia-na-cidade-de-vitoria-da-conquista-ba-sob-o-aspecto-da-acessibilidade-para-deficientes-visuais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 14:31:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=113039</guid>

					<description><![CDATA[ANALYSIS OF AN ASSOCIATION FOR PEOPLE WITH DISABILITIES IN THE CITY OF VITÓRIA DA CONQUISTA -BA FROM THE ASPECT OF ACCESSIBILITY FOR THE VISUALLY DISABLED REGISTRO DOI:10.5281/zenodo.10213862 AIRA DANTAS FERREIRAORIENTADORA: ÉRIKA ALEZARD OSTERMANNAVALIADOR INTERNO: FERNANDO SALGADO BERNARDINOAVALIADOR EXTERNO: RAFAEL VINICIUS MEIRA CELINO &#160; RESUMO A inclusão social de pessoas com deficiência está prevista em diversas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>ANALYSIS OF AN ASSOCIATION FOR PEOPLE WITH DISABILITIES IN THE CITY OF VITÓRIA DA CONQUISTA -BA FROM THE ASPECT OF ACCESSIBILITY FOR THE VISUALLY DISABLED</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI:10.5281/zenodo.10213862</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">AIRA DANTAS FERREIRA<br>ORIENTADORA: ÉRIKA ALEZARD OSTERMANN<br>AVALIADOR INTERNO: FERNANDO SALGADO BERNARDINO<br>AVALIADOR EXTERNO: RAFAEL VINICIUS MEIRA CELINO</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão social de pessoas com deficiência está prevista em diversas leis e normas que busca por intermédio delas promover um espaço igualitário a todos. No que se refere a acessibilidade para deficientes visuais consisti na criação de ambientes, como edifícios, calçadas e transporte público, sejam projetados de maneira a facilitar a locomoção de pessoas com deficiência visual, com a presença de sinalizações táteis, corrimãos e rampas adequadas. Sendo assim, o objetivo do estudo é uma análise de uma associação voltada para pessoas com deficiência na cidade de Vitória da Conquista. Para isso foi necessário um estudo inicial bibliográfico apontando conceito acerca do tema e posteriormente aplicado a abordagem exploratória descritiva apontando características do local. Foi possível perceber que mesmo sendo uma local que foi construído a algum tempo possui uma estrutura para os deficientes visuais necessitando apenas de algumas reformas e de um maior investimento e doações por se manter com o auxílio do município e de entidades privadas da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Acessibilidade. Arquitetura Multissensorial. Deficientes Visuais.</p>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The social inclusion of people with disabilities is provided for in various laws and regulations that we seek by promoting an equal space for all. Not that accessibility for the visually impaired consists of the creation of environments, such as buildings, sidewalks and public transport, that are designed in a way that facilitates the movement of people with visual impairments, with the presence of tactile signs, handrails and appropriate ramps. Therefore, the objective of the study is an analysis of an external association for people with disabilities in the city of Vitória da Conquista. To achieve this, an initial bibliographical study was necessary, pointing out the concept of the topic, and then an exploratory, descriptive approach was applied, pointing out characteristics of the location. It was possible to see that even though it was a place that was built some time ago, it has a structure for the visually impaired, requiring only some renovations and greater investment and donations to maintain itself with the help of the municipality and private entities in the city.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keywords: Accessibility. Multisensory Architecture. Visually Impaired.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 Estudante de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Independente do Nordeste: E-mail:</p>



<p class="wp-block-paragraph">airadantas9@gmail.com</p>



<h5 class="wp-block-heading">1      INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Buscando o processo de inclusão social na educação a Lei nº 13.146/15, que trata do Estatuto da Pessoa com Deficiência, vem assegurar e promover condições de igualdade para todos, com o devido exercício dos direitos e das liberdades fundamentais. Reforçar, assim, o acesso a locais inclusivos para crianças, adolescentes, adultos com necessidades especiais. Porém, grande parte dos locais não possuem o suporte ou não foram projetados com a finalidade de atender a todos de forma igualitária (COSTA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adentrando na inclusão, a noção do tema está intrinsecamente ligada ao direito à igualdade que, desde o século XVIII, marca as lutas sociais e um ideário político e social fincado nas relações de democracia ou de igualdade. Contudo, no Brasil no campo da educação e atenção a essas pessoas, a ideia de inclusão só foi iniciada em meados do século XX, e apenas em 1960 passou a integrar a organização das Secretarias de Estado da Educação como parte da estrutura e funcionamento dos sistemas de ensino (ROSSI e HEREDERO, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a partir da década de 70 que é observado por especialistas a questão da inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência na sociedade. Até esse momento, a constatação de que muitas pessoas “cegas” liam o Braille com os olhos, levou os especialistas a uma reformulação, propondo um diagnóstico educacional de deficiência visual que dava ênfase à maneira como o indivíduo é capaz de utilizar a percepção visual em seu processo de aprendizagem, surgindo a preocupação com o uso do resíduo visual (MOREIRA, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costa (2021) menciona que, proporcionar um espaço adequado para essas pessoas não se refere à exclusão, mas sim a um suporte que permita o aprendizado, o que pode levar a resultados positivos para a formação do conhecimento. No entanto, a autora acredita que garantir a igualdade não é uma tarefa fácil, e que fornece recursos adequados para a realização de atividades voltadas para a particularidade das pessoas é um meio importante para melhorar as habilidades e reduzir as dificuldades de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, o papel da arquitetura na fundamentação sensorial do ambiente para pessoas com deficiência visual é de fundamental importância, pois conforme Frago e Escolano (2001), a arquitetura se define pela relação do indivíduo com o espaço vivido, e esta possui uma função essencial na percepção do espaço e das influências percebidas nos elementos como cores, natureza e materiais sobre as pessoas. A arquitetura assim não deveria ser observada como uma imagem isolada, mas sim que através dela é possível sentir a sua essência de emoções e associações que o espaço visa proporcionar, incorporando assim as estruturas físicas e mentais na integração, exprimindo no indivíduo a coerência, significado à experiência de vida, sensação de realidade e identidade pessoal (PALLASMAA, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o objetivo do trabalho é analisar uma associação voltada para pessoas com deficiência na cidade de Vitória da Conquista, buscando apontar aspectos da acessibilidade para deficientes visuais. O tema proposto visou compreender e aprofundar, por intermédio de um estudo exploratório com abordagem descritiva sobre o local em específico.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2      METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O material consistiu em um estudo exploratório-descritivo, de abordagem descritiva, por intermédio da análise de um local em específico na cidade de Vitória da Conquista. Para o desenvolvimento da pesquisa, como dito anteriormente, foi utilizada uma abordagem exploratória de pesquisa descritiva, Gil (2017) conceitua como uma pesquisa que visa descrever características de uma população, local, amostra, contexto ou fenômeno. Normalmente são usadas para estabelecer relações entre construtos ou variáveis nas pesquisas quantitativas. São pesquisas que buscam levantar a opinião, atitudes e crenças de um tema em específico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de investigação foi qualiquantitativo desta forma, adotando de acordo com Creswell (2009), uma abordagem de &#8220;métodos mistos&#8221;. Essa escolha se justifica na medida em que se trata de um estudo para a análise de uma associação voltada para pessoas com deficiência na cidade de Vitória da Conquista &#8211; BA tendo assim um aspecto da acessibilidade para deficientes visuais. Desta forma, esse instrumento mostrou ser o mais adequado para fornecer uma análise compreensiva da problemática da pesquisa por possibilitar a validação cruzada entre os relatos recolhidos, fornecidos pelos dados achados no site e toda bibliografia já existente de trabalhos que possuem um viés de investigação equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados da pesquisa foram coletados por intermédio inicialmente da pesquisa em toda a bibliografia existente, em seguida a ida até o local para uma análise somete visual, buscando aspectos que atendem as normas vigentes para deficientes visuais. Em seguida realizado um parâmetro que contem principalmente na NBR 9050 para deficientes visuais e o que contém no local específico que atende ou não o que é tratado em norma.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3      REFERENCIAL TEÓRICO</h5>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<h5 class="wp-block-heading">3.1 A DEFICIÊNCIA VISUAL E SEUS CONCEITOS</h5>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência realizada pelas Nações Unidas (2012), as pessoas com deficiência são aquelas que apresentam características físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais que em interação com diversas barreiras, pode acabar dificultando a sua participação sóbria e efetiva na sociedade em igualdade as demais pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A constituição Brasileira de 1988 traz como conceito, dando a entender, que á pessoa deve se adaptar ao meio onde vive, e não o contrário.&nbsp; Conforme Lopes (2009), é importante pontuar a negligência do estado com tal problema. Sendo considerado dever do Estado manter o bem-estar de toda a população. Desta forma, é notório que o governo brasileiro não o raciocínio, pois a própria constituição contém expressões como “padrão considerado normal”, e levado em consideração a ausência de leis suficientes que garantam o acesso e a locomoção de forma segura para pessoas com deficiência (ARANHA, 2001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adentrando na deficiência visual segundo o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão a deficiência visual se define como:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A deficiência visual pode ser considerada como cegueira, alteração grave ou total de uma ou mais das funções elementares da visão que afeta a capacidade de perceber cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento em um campo mais ou menos Abrangente; e como baixa visão, sensibilidade à luz e alterações de campo visual como dificuldades para definir um padrão de tamanho de fonte para leitura, prejuízo na percepção de cores e contrastes, cálculo da distância com pessoas e objetos, dependendo do grau e intensidade.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A deficiência visual pode ser definida em dois grupos, sendo as pessoas cegas ou as de baixa visão, que há uma limitação das funções do sistema visual. Sendo assim entende-se que o termo cegueira não vai ser absoluto, pois dentro deste mesmo grupo encontra-se pessoas com vários graus de visão residual, mas que por fatores neurológicos e fisiológicos dificultará nas realizações de atividades cotidianas. Também chamada de visão subnormal as pessoas com baixa visão vão apresentar uma alteração na capacidade funcional, sendo decorrente de um fator significativo na acuidade visual, além de uma importante redução do campo visual e na sensibilidade dos contrates. Descrevendo de uma forma mais técnica “[&#8230;] a pessoa com baixa visão é aquela que possui acuidade visual menor que 30% e comprometimento periférico ou central do campo visual entre 20° e 50°, sendo a visão auxiliada por recursos ópticos” (CONDE, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entende-se que a diferentes níveis de deficiência visual, que vai depender muito da cidade visual da pessoa. Vão incluir as pessoas de baixa visão, que serão aquelas que tem alguma capacidade de enxergar, mas que enfrentam dificuldades consideradas significativas, mas que se utiliza de dispositivos que servirá para auxiliar e melhorar a visão. As que vão apresentar cegueira parcial, onde tem uma visão muito limitada, percebendo luz e sombras, mas que não consegue distinguir detalhes visuais. As de cegueira total que se refere a perda total da visão e que acabam necessitando de outras pessoas para a realização de tarefas do cotidiano. A deficiência visual congênita, que são indivíduos que já nascem com a deficiência visual, podendo ser devido a fatores genéticos ou condições que foram adquiridas durante a gravidez. Também vai ter aquelas pessoas que apresentarão a deficiência visual que foi adquirida, que podem ocorrer devido a algum tipo de lesão, doença ou envelhecimento (CONDE, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com o Brasil apresentando números relevantes de pessoas com deficiência visual, assim como mostra no IBGE (2010) atingindo mais de 16,70% (35 milhões) da população, muitas pessoas ainda sofrem exclusão, preconceitos e rejeição da sociedade. Fazendo com que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O sujeito passa a conviver com obstáculos que, até então, eram inexistentes, dentre eles a redução das habilidades e capacidades básicas, ocasionando a dificuldade de locomoção. A independência na locomoção, para pessoas que antes possuíam a visão, se torna um grande obstáculo, não apenas físico, mas também emocional (GOMES, 2015)”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em Vitória da Conquista, os deficientes visuais representavam 17,46% (53.593) da população, sendo 0,95% (512) pessoas que não conseguem enxergar de modo algum, 16,60% (8.895) pessoas que tem grande dificuldade, de acordo o censo (IBGE) de 2010. Por possuir números consideráveis de pessoas com deficiência visual a cidade acaba não apresentando infraestruturas que auxilie os deslocamentos de deficientes visuais em seu espaço urbano, apontando assim a grande necessidade para a discursão sobre políticas públicas para pessoas portadores de acessibilidade especiais, pela ausência nítida de política de acessibilidade nas ruas, calçadas e avenidas da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso se faz necessário superar barreiras que muitas vezes se fazem transparentes para a sociedade, com políticas públicas e projetos urbanos que visam a concepção de ambientes que serão capazes de proporcionar a pessoa com deficiência visual o direito sobre a cidade com a devida dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Sendo assim, oferecer igualdade de oportunidades e a inclusão dessas pessoas na sociedade sem qualquer tipo de preconceito, respeitando e valorizando a diversidade humana. Pessoas com deficiência fazem parte desse mosaico de diferenças humanas e como qualquer cidadão apresentam particularidades (CAMBIAGHI, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante salientar que a deficiência visual não vai implicar necessariamente em uma limitação na capacidade que o indivíduo tem em relação ao seu intelecto ou nas suas habilidades. Muitas pessoas com deficiência visual desenvolvem estratégias que as possibilitam de realizar tarefas cotidianas e participam plenamente da sociedade. A inclusão de tecnologias assistidas, como os leitores de tela ampliadores de texto, bengalas e cão-guia, acabam desempenhando um papel muito importante na promoção da independência e da qualidade de vida das pessoas que possuem alguma deficiência visual, as tornando ativas em meio a cidade. Além disso, é importante ressaltar a sensibilização da sociedade e aos desenhos dos ambientes acessíveis são fundamentais para a inclusão dessas pessoas e a sua participação plena no direito de igualdade em relação de oportunidade para todas as pessoas (CAMBIAGHI, 2007).</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.2 NBR 9050 E SEUS PARÂMETROS PARA O DEFICIENTE VISUAL</h5>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere a acessibilidade a ABNT NBR 9050/2020 (Associação Brasileira de Normas Técnicas) vem tratar da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, busca a inclusão de todas as pessoas no espaço projetado, incluindo aquelas com deficiência visual. Esses parâmetros são importantes para garantir a inclusão e acessibilidade de pessoas com diferentes necessidades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns dos parâmetros específicos para deficientes visuais observados na NBR 9050 vão incluir a sinalização tátil e visual através de símbolos; Corrimãos; Apoios; Espaços livres e de circulação; Mobiliário urbano; Equipamentos e instalações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma vai estabelecer a necessidade da sinalização tátil no piso para orientar as pessoas com deficiência visual. Composta por informações em relevo, podendo ser visto como textos, símbolos e Braille. Vai incluir também a utilização dos pisos táteis direcionais e de alerta que vão possuir texturas específicas e próprias que vão ter a função de indicar os caminhos e alertar onde tiver obstáculos (NBR 9050, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a sinalização visual e gráfica norma traz que se deve ter para indicar a existência de equipamentos, mobiliários e serviços para pessoas com deficiência visual. A sua representação consiste em um pictograma branca sobre o fundo azul. Este símbolo pode, operacionalmente, ser representado em branco e preto (pictograma branco sobre o fundo preto ou pictograma preto com o fundo branco) e deve estar sendo voltado para a direita (NBR 9050, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os corrimãos e apoios de acordo com a NBR 9050 sua altura e dimensão devem estar sempre em conformidade com as diretrizes que serão apresentadas na norma, fazendo assim com que possa proporcionar suporte adequado para as pessoas com deficiência visual, a fim de evitar acidentes. Sempre presentes em escadas e rampas e sempre acompanhadas de sinalização tátil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma vai definir sobre os espaços livres e de circulação dimensões mínimas que deverão permitir a locomoção segura de pessoas com deficiência visual, evitando que possa haver a presença de obstáculos e fazendo assim com que essas pessoas tenham uma passagem adequada, trazendo segurança e autonomia para aquele que vai utilizar do espaço (NBR 9050, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao mobiliário urbano a NBR 9050 vai abordar sobre a sua disposição dando o exemplo de bancos e quiosques, de forma que não obstrua a passagem das pessoas com deficiência visual, além de proporcionar para esse usuário segurança e autonomia de uso, e assegurar que tenha um espaço apropriado para aproximação, alcance, manipulação e uso dele, a postura e a mobilidade do usuário em relação ao mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos e instalações nas edificações, como mencionados pela norma, os elevadores, sanitários, escadas e rampas devem ser pensadas, projetadas e construídas de modo a atender as necessidades de acessibilidade para as pessoas com deficiência visual, fazendo com que não exista uma exclusão, e fazendo com que todos possam utilizar desses equipamentos de forma segura e autônoma (NBR 9050, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante ressaltar que a NBR 9050 é revisada de maneira periódica para sempre se adequar as mudanças das normas, tecnológicas que estão sempre em constante variação de acordo com a realidade vivida na época. Portanto é sempre recomendável que haja a verificação da versão mais recente disponibilizada da norma, para que assim possa ser garantido a conformidade dos requisitos que foram atualizados e que encaixam na realidade que está sendo vivida. Garantindo assim igualdade e acessibilidade a todos, sendo aqueles com alguma deficiência e os que não apresenta nenhuma.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.3 ARQUITETURA INCLUSIVA</h5>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra inclusão possui diversos sinônimos entre eles, integração, inserção, junção, incorporação, sendo esses mais expressivos no que se refere ao ato projetual do arquiteto. Quando um indivíduo perde a capacidade para desenvolver atividades consideradas normais, ela sofre uma exclusão em diversas áreas como social, política, familiar, cultural, tendo assim uma desintegração dos seus direitos individuais. Porém a arquitetura inclusiva vem contribuir para o processo de reinclusão dessa pessoa (Medeiros, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notório que a arquitetura está diretamente ligada nas percepções do ser humano, especialmente em casos que requer uma atenção especial. A influência da relação do homem e o meio em que ele vive reflete diretamente em suas ações e comportamentos. Ao analisar nas especificidades e dificuldades que essas pessoas vivem é de extrema importância o respeito da eliminação de barreiras para acesso aos espaços seja ele público ou privado (Costa, 2021). Desta forma, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (2016), aponta o que é conceituado as barreiras:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">IV &#8211; Barreiras: obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros [&#8230;] (BRASIL, 2015, p. 1).</p>
</blockquote>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Costa (2021), vem destacar que a arquitetura inclusiva está relacionada com o conceito de Desenho Universal, ou seja, a ideia de que toda a estrutura das condições e seus devidos equipamentos devem ser utilizados por todas as pessoas. Desta forma, o objetivo primordial da inclusão é tornar a vida das pessoas que possuem necessidades especiais mais fáceis e simples, projetando assim espaços pensados dessa maneira, avaliando os obstáculos que podem ser evitados para não acarretar dificuldades para a pessoa com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere a participação das pessoas com deficiência visual na arquitetura, Bianchin e Heylighen (2018) aponta que a verdadeira deficiência é decorrente de interações das pessoas com o ambiente em torno. Pois, uma vez que os ambientes são passíveis de intervenções estruturais e de projeto pode-se alterar e adequar esses espaços tornando-os passíveis de intervenções estruturais. Contudo, observa-se que pessoas que possuem deficiência visual são pouco incluídas nos projetos de arquitetura, visto que é somente considerado acessível o espaço que apresenta soluções para pessoas com dificuldade de se locomover.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Araújo (201), destaca que:</p>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Qualquer estrutura arquitetônica está apta a ser inclusiva, na medida em que através do seu design seja possível vivenciar, com grande aproximação e clareza, um programa centrado em todos os cidadãos e focado na extensa variedade e complexidade das suas capacidades, aptidões e sensibilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme, Fervença (2012) os espaços inclusivos devem ser projetados de forma que toda a sociedade possa utilizar de forma segura, fácil e prazerosa, contendo espaços responsivos, acolhendo os comentários de toda a comunidade e de seus respectivos usuários, sendo flexíveis, adaptáveis conforme a necessidade das pessoas. Sendo assim, deve ser avaliado a convivência e a acomodação afim de garantir o acesso a todos desde mobilidade reduzida até outros tipos de deficiência. Garantindo assim, locais realistas e viáveis para a execução e utilizaç<strong>ão</strong>, oferecendo soluções para equilibra a necessidade comum.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A arquitetura inclusiva para os deficientes visuais é uma abordagem que deseja criar espaços e edificações que sejam acessíveis e utilizadas por todas as pessoas, sem qualquer tipo de exclusão e independente da sua capacidade de enxergar. É importante ter em mente elementos que tornaram a arquitetura mais inclusiva (COSTA 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que se priorize de um design universal, que serão ambientes criados para atender a maior quantidade de pessoas possível, incluindo aquelas que tem deficiência visual, criando assim espaços que são intuitivos e fáceis de navegar. Pensar nas acessibilidades nas entradas, certificando que toda a entrada das edificações seja acessível e que proporcionem rampas suaves, corrimãos e sinalização tátil. Pisos táteis, que serão utilizados para indicar o caminho e as mudanças de nível e direção. Uma sinalização tátil e sonora que vai ser para orientar as pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual, incluindo as informações braile, mapas táteis e sinais sonoros para que possa indicar a direção ao algum pode de referência ajudando na localização. Pensar em pisos e superfícies que sejam seguros e fáceis para as pessoas percorrerem, seja com o auxílio de uma bengala ou cão guia. Apresentando Banheiros acessíveis com barras de apoio, sinalização tátil e um layer que seja mais intuitivo. Tendo espaços abertos e como praças e jardins que utilizem de caminhos amplos, sinalização tátil e uma vegetação que não se apresente como obstáculo para as pessoas que tem deficiência visual. Uma tecnologia assistida, que vai integrar tecnologias como leitores de tela e sistemas de áudio que irão fornecer informações sobre o ambiente (COSTA 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Costa (2021), ao notar e incorporar sobre esses princípios de design inclusivo, é importante que a arquitetura inclusiva se torne mais acolhedora e funcional para todos, podendo assim proporcionar a participação ativa e a independência das pessoas com deficiência visual independente do ambiente que ela esteja inserida.</p>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<h5 class="wp-block-heading">3.4 ARQUITETURA MULTISSENSORIAL</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os cinco sentidos tradicionalmente conhecidos que os seres humanos possuem são: a visão, audição, paladar, olfato e tato. Permitem a captação das imagens, sons, sabores, odores e toques, sendo responsáveis pela capacidade que o ser humano tem de interpretar o ambiente que o cerca. Sem eles não seria possível a capacidade de perceber variações no ambiente, e tendo como resultado, produzir ações que sejam adequadas diante de determinada situação (SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A visão é responsável em captar o estímulo luminoso fazendo com que possibilite a percepção de imagens. A audição possibilita perceber as ondas sonoras e compreender os sons ao redor. O paladar vai se responsabilizar na percepção dos sabores. O olfato é o sentido que captar as partículas que estão presentes no ar. O tato faz a captação de estímulos táteis como sentir pressão, dor e sentir as diferentes variações de temperatura (SANTOS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme citado por Magalhães (2019) a sensação do olfato só é permitida graças a sensação do epitélio olfativo que fica localizado no teto das cavidades nasais. Já a audição vai ocorrer graças a orelha humana, que apresenta mecanorreceptores, localizados na cóclea, e vão compreender as ondas sonoras. O paladar apresenta a boca como ferramenta onde o sentido vai ser captado, graças a proeminências que estão relacionadas as papilas gustativas. Na visão as imagens serão assimiladas pelos olhos, onde os fotorreceptores estão presentes na retina, e são responsáveis a responder os estímulos luminosos. O tato diferente dos outros sentidos não se localiza em apenas uma parte do corpo, mas está presente em todas as partes, já que os receptores vão estar localizados na pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através disso, é importante observar os impactos que o ambiente detém sobre uma pessoa, já que a primeira impressão que se tem ao entrar em um ambiente e as emoções que nele pode ser percebida são consequências de uma arquitetura sensorial, que deve ser pensada em causar sensações, diferente de como é vista a arquitetura convencional que não tem como objetivo causar explicitas sensações no cliente. Por esse motivo que é um grande desafio do profissional desenvolver ambientes aos quais as pessoas vão utilizar e se interligar emocionalmente através dos sistemas sensoriais, trazendo memórias e experiências marcantes e faça com que esses visitantes se sintam confortáveis e queiram retornar ao local (NEVES,2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O profissional de arquitetura vai ser responsável em transformar por inteiro o projeto dos seus clientes, independente do que seja, por meio de elementos que serão capazes de combinar os cinco sentidos que fazem parte do corpo humano. Todos os tipos de textura, pintura, revestimentos e objetos devem trazer uma série de sensações. Mesmo que por diversas vezes as pessoas não consigam identificar e captar os estímulos que foram planejadas por quem projetou o ambiente, já que essa impulsos planejados ficaram evidentes na atmosfera (ARCHTRENNDS, 2018).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A primeira impressão que fica não é um impacto meramente visual, e sim sensorial: a temperatura, o aroma, a umidade do ar, a intensidade da luz, os sons do ambiente, a resposta do piso aos nossos passos – todos esses elementos, e uma infinidade de situações – influenciam o modo como nos sentimos em determinado lugar” NEVES, 2017, p.8</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Magalhães (2019) as pessoas com deficiência visual, os sentidos acabam desempenhando um papel ainda mais crucial em relação as pessoas que não apresentam qualquer tipo de problema visual, já que a compreensão do ambiente ao seu redor e na interação com o mundo são necessários. Por isso é importante entender algumas das maneiras específicas em que os sentidos vão se encaixar da melhor forma para as pessoas com deficiência visual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A audição para os indivíduos que são cegos ou que apresenta alguma deficiência visual, vai desempenhar um papel fundamental na compressão dessas pessoas com o ambiente ao qual estão inseridos. Como o som, que pode ser utilizado para facilitar a orientação e localização, além de características sonoras que vão ser importantes para ajudar na identificação de espaço e objetos, para que assim possa ser evitado acidentes (MAGALHÃES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sentido do tato é essencial para a exploração física e que assim possa ser possível a exploração física e a compreensão dos espaços. Utilizar de superfícies com texturas e formas que sejam percebidas por meio do toque, fornecendo assim informações valiosas sobre o ambiente circundante (MAGALHÃES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O olfato seria utilizado para identificar diferentes áreas, como as áreas internas das áreas externas. Além disso existe uma característica particular em fornecer pistas sobre a atmosfera em que o indivíduo está inserido em um lugar específico (MAGALHÃES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo que o paladar não esteja diretamente relacionado a uma experiencia espacial, ele acaba sendo muito relevante em contextos de restaurantes e praças de alimentação, já que a experiencia vai ser complementada pela comida do ambiente em que o indivíduo se encontra (MAGALHÃES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, Santos (2019) menciona o quanto é importante que haja uma consideração cuidadosa nesses sentidos em relação a arquitetura, á que através dela pode-se criar ambientes mais inclusivos para as pessoas que tenham algum tipo de deficiência visual, ou que são cegos. Algumas dessas práticas que podem ser mencionados existe a sinalização tátil, por meio de pisos táteis e placas em braile, que facilitaram a orientação das pessoas meio ao espaço; A utilização dos contrates, podendo ser eles visuais ou táteis, para destacar áreas específicas e facilitando a identificação de elementos arquitetônicos; Projetar espaços que leve em consideração a acústica, ajudando na orientação e na criação de ambientes sonoros seguros; Criar layouts acessíveis que sejam simples e intuitivos, podendo evitar acidentes com obstáculos desnecessários e contribuir para a facilidade de deslocamento das pessoas no espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao arquiteto pensar e projetar espaços acessíveis para pessoas com deficiência visual, atenderam não apenas as necessidades funcionais aos quais esses indivíduos precisam, mas também irão proporcionar experiências positivas, significativas e inclusivas, promovendo a autonomia e a qualidade de vida dessas pessoas (SANTOS, 2019)</p>



<h5 class="wp-block-heading">4      RESULTADOS E DISCUSSÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Fundada em 1989 a Associação Conquistense de Integração do Deficiente (ACIDE), foi fruto de uma junção de 4 amigos um deles o professor Luís Fernando que atua até hoje no local. Foi realizado uma breve entrevista com o fundador que apontou que durante a década de 1981 a 1982 houve uma grande mobilização por intermédio da ONU (Organização das Nações Unidas) para uma maior conscientização para promover oportunidade a pessoas com deficiência. Essa conscientização foi promovida logo após a Segunda Guerra Mundial, por intermédio de um padre francês que observou as pessoas mutiladas e sem perspectiva de vida, criando assim um grupo que se alastrou por todo o mundo e que no ano de 1985 Luís Fernando soube do movimento e foi até salvador para participar de uma capacitação sobre a importância da assistência a pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após fundada a associação passou por diversos locais até possuir a sede principal. Primeiramente foi na casa de uma das fundadoras, após isso a Lions Club cedeu o seu espaço onde ficou por muito tempo. No ano de 1999, por intermédio de doação de um terreno por parte da prefeitura que a ACIDE possuiu o seu espaço, porém só após 10 anos que ocorreu a sua inauguração, pois para construi-lo foi preciso diversas doações tanto do âmbito público quanto o privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente a ACIDE é um importante centro de educação especial na cidade, que oferece as pessoas com deficiência uma atenção mais específica, recursos e metodologias apropriadas, sendo referência na região Sudoeste da Bahia e Norte-nordeste de Minas Gerais. No seu estatuto a missão do local consiste em: “ser referência na prestação de serviço a pessoa com deficiência, promovendo sua inclusão na sociedade, com qualidade de vida e auto realização pessoal.” e para a realização disso buscam promover ações internas e externas que buscam conscientizar a sociedade e as pessoas com deficiência a respeito dos seus direitos e deveres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seu enfoque inicial era o apoio pedagógico para deficientes visuais, cegos ou com baixa visão, porém devido ao crescimento do local outros objetivos foram sendo inseridos como aponta o seu estatuto e destacado também na entrevista:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“1- Realizar atividades pedagógicas adequadas as Pessoas Com Deficiência; 2-Estimular a autonomia da Pessoa Com Deficiência através de orientação especializada; 3-Incentivar a participação das famílias, da comunidade e do governo nesse processo educacional; 4-Investir em recursos humanos e materiais afim de implementar uma educação de qualidade; 5-Promover práticas esportivas apropriadas a esse público; 6-Fomentar a inclusão digital dos Pessoas Com Deficiência;7- Facilitar o acesso dos Pessoas Com Deficiência a eventos culturais; 8-Propiciar o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e profissional da Pessoa Com Deficiência, bem como sua inserção no mercado de trabalho.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma é realizado aulas de brailes; soroban que é um instrumento de cálculo manual e retangular, composto pela parte externa, denominada moldura, como um ábaco; escrita cursiva; orientação e mobilidade; informática adaptada; apoio psicológico; educação física; caratê e oficinas de músicas provida de voluntários. Além disso, foi citado que diversas empresas buscam por profissionais com algum tipo de deficiência visual e por intermédio da ACIDE ocorre a indicação do profissional proporcionando a eles a entrada no mercado de trabalho. Outro ponto citado que ocorre aulas de artesanatos que posteriormente serve como forma de renda para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange aos profissionais que atuam no local existe uma parceria no município que os professores, funcionários dos serviços gerais, cozinham portaria e todos em geral são responsabilidade da secretaria de educação o pagamento, com isso diminuindo os custos do local. Sendo responsabilidade apenas de doação para a sua manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adentrando ao espaço possui 15,00&#215;36,00 totalizando 555 m² localizado na Avenida Siqueira Campos, na proximidade da Avenida Luís Eduardo Magalhães, como mostra a figura 01 e figura 02.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 01</strong> – Fachada ACIDE</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="295" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4734.png" alt="" class="wp-image-113045" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4734.png 524w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4734-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 02</strong> – Fachada interna ACIDE</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="295" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4735.png" alt="" class="wp-image-113046" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4735.png 524w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4735-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">É perceptível por intermédio das imagens que o local possui rampas de acessibilidade, corrimão e piso tátil. Os recuos laterais do prédio obedecem a legislação prevista em Vitória da Conquista.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 03</strong> – Recuo Lateral</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="190" height="338" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4736.png" alt="" class="wp-image-113047" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4736.png 190w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4736-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere a sua estrutura interna no pavimento térreo contém um salão de convivência, um refeitório, três salas, uma academia, uma diretoria, uma secretaria, uma cozinha, dois banheiros sendo um feminino outro masculino e o hall de entrada, conforme as figuras abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 04</strong> – Hall de entrada</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="527" height="461" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4737.png" alt="" class="wp-image-113048" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4737.png 527w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4737-300x262.png 300w" sizes="(max-width: 527px) 100vw, 527px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 05</strong> – Salão de convivência inferior<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="563" height="402" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4738.png" alt="" class="wp-image-113050" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4738.png 563w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4738-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 06</strong> – Diretoria</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="253" height="376" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4739.png" alt="" class="wp-image-113052" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4739.png 253w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4739-202x300.png 202w" sizes="(max-width: 253px) 100vw, 253px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br>Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 07</strong> – Refeitório<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="295" height="376" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4740.png" alt="" class="wp-image-113053" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4740.png 295w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4740-235x300.png 235w" sizes="(max-width: 295px) 100vw, 295px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 08</strong> – Corredor de acesso as salas<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="270" height="385" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4741.png" alt="" class="wp-image-113054" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4741.png 270w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4741-210x300.png 210w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 09</strong> – Cozinha<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="478" height="395" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4742.png" alt="" class="wp-image-113055" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4742.png 478w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4742-300x248.png 300w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10</strong> – Banheiro<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="223" height="396" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4743.png" alt="" class="wp-image-113057" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4743.png 223w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4743-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11</strong> – Academia<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="246" height="438" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4744.png" alt="" class="wp-image-113058" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4744.png 246w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4744-168x300.png 168w" sizes="(max-width: 246px) 100vw, 246px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">É perceptível que o local possui um amplo espaço comum, que contempla as pessoas frequentes que chega a ser 40 a 60 pessoas de segunda a quinta, porém associadas contém 250 pessoas. Em relação a acessibilidade para os demais ambientes as portas são padronizadas em 0,80 cm e na cozinha contém piso tátil em todo o espaço. Para o acesso ao andar superior contém uma rampa (Figura 12).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12</strong> – Rampa para acesso ao pavimento superior<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="460" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4745.png" alt="" class="wp-image-113059" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4745.png 546w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4745-300x253.png 300w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">No andar superior contém um salão que liga as 7 salas, 2 banheiros sendo um feminino e um masculino. A grande parte das aulas que o espaço oferece é realizado nessas salas, por serem mais amplas e arejadas, como mostra as figuras abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 13</strong> – Salão superior<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="257" height="367" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4746.png" alt="" class="wp-image-113060" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4746.png 257w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4746-210x300.png 210w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 14</strong> – Área Superior<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="257" height="367" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4748.png" alt="" class="wp-image-113062" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4748.png 257w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4748-210x300.png 210w" sizes="(max-width: 257px) 100vw, 257px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 15</strong> – Acesso ao banheiro e banheiro superior<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="433" height="362" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4750.png" alt="" class="wp-image-113064" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4750.png 433w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4750-300x251.png 300w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 16</strong> – Sala de Informática<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="267" height="421" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4751.png" alt="" class="wp-image-113065" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4751.png 267w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4751-190x300.png 190w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 17</strong> – Soroban<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="288" height="512" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4752.png" alt="" class="wp-image-113066" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4752.png 288w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4752-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Autoria Própria (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pavimento superior contém um amplo espaço, assim como o inferior, porém foi perceptível a falta de manutenção de alguns itens nas salas, devido ao fato de viverem de doação e recursos da iniciativa privada fica limitado esse progresso. Além disso necessita-se de uma reforma que já está sendo prevista em relação ao estrutural pois os pilares são grosseiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se perceber também que os banheiros necessitam de recursos de acessibilidade como trincas e pias mais acessíveis, além de sinalização nas paredes ao decorrer de todo o espaço promovendo uma arquitetura sensorial para aqueles que frequentam o local.</p>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<h5 class="wp-block-heading">5      CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme visto no estudo, foi possível perceber que a acessibilidade para pessoas com deficiência visual é fundamental para garantir a igualdade de oportunidades, a participação social e a inclusão dessas pessoas na sociedade. Os conceitos da deficiência visual foram abordados podendo ela variar de uma perda parcial de visão até uma cegueira total. Buscou-se apontar também as barreiras enfrentadas por essas pessoas muitas vezes estão relacionadas à falta de acessibilidade em vários aspectos da vida cotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange a arquitetura sensorial foi possível perceber que se trata de uma abordagem na concepção de espaços que considera e integra as experiências sensoriais das pessoas, indo além da visão e incluindo os sentidos do olfato, tato, paladar e audição. Essa abordagem tem ganhado destaque na arquitetura contemporânea devido aos seus benefícios na criação de ambientes mais envolventes, inclusivos e emocionalmente ricos. Sendo assim, a arquitetura sensorial prioriza a experiência do usuário, levando em consideração não apenas a estética visual, mas também como um espaço faz as pessoas se sentirem, interagirem e se conectarem emocionalmente com o ambiente ao seu redor contribuindo para a criação de espaços mais significativos e memoráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O espaço avaliado foi possível perceber que sua concepção no ano de 2010 buscou atender da melhor forma possível as necessidades de uma pessoa com deficiência, com salas amplas, salões de convivência, rampas com piso tátil, além de uma boa iluminação e ventilação em todo o ambiente. Contudo é necessário passar por algumas reformas até para manutenção do espaço, sugere-se então que por intermédio de dos recursos provenientes de doações se invista em piso tátil em outros locais além da cozinha e da entrada, além de sinalizações nas paredes favorecendo uma arquitetura sensorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário também incentivar a sociedade de Vitória da Conquista a buscar compreender como funciona a ACIDE e sua importância não só para aqueles que utilizam o local, mas sim para todos pois por intermédio desse tipo de política pública é possível promover uma cidade mais igualitária.</p>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<p class="wp-block-paragraph">ABNT NBR 9050 2004. <strong>Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos</strong>. NORMA BRASILEIRA. Quarta edição 03.08.2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARANHA, Maria Salete Fábio. <strong>Paradigmas da relação da sociedade com as pessoas com deficiência</strong>. Revista do Ministério Público do Trabalho, v. 11, n. 21, p. 160-173, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARCHTRENDS. Archtrends Portobello. 20 de dez de 2018. Disponível: https://archtrends.com/blog/sinestesia-na-arquitetura/. Acesso em: 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMBIAGHI, S. <strong>Desenho Universal: métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas</strong>. São Paulo, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Paula Renata de Jesus. Arquitetura Inclusiva: proposta do novo espaço para o centro</p>



<p class="wp-block-paragraph">de apoio pedagógico do deficiente visual em macapá-ap.. 2021. 73 f. Tese (Doutorado) &#8211; Curso</p>



<p class="wp-block-paragraph">de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Amapá, Macapá, 2021. Disponível em:</p>



<p class="wp-block-paragraph">http://repositorio.unifap.br/bitstream/123456789/726/1/TCC_ArquiteturaInclusivaProposta.pd</p>



<p class="wp-block-paragraph">f. Acesso em: 06 mai. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONDE, Antônio João Menescal. <strong>Definindo a cegueira e a visão subnormal</strong>. IBC [online]. Disponível: http://www. ibc. gov. br, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRAGO, Antônio Viñao; ESCOLANO, Agustín. Currículo Espaço e Subjetividade: a</p>



<p class="wp-block-paragraph">arquitetura com programa. 2. ed. Rio de Janeiro: Dp&amp;A, 2001. 41 p. Disponível em:</p>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5241559/mod_resource/content/1/FRAGO%2C%20
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A.%20V.%20ESCOLANO%2C%20A.%20Do%20espa%C3%A7o%20escolar%20e%20da%</p>



<p class="wp-block-paragraph">20escola%20como%20lugar%20propostas%20e%20quest%C3%B5es..pdf. Acesso em: 06</p>



<p class="wp-block-paragraph">mai. 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, Paulo C. C<strong>. A condição urbana – Ensaios de Geopolítica da cidade</strong>. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBGE. <strong>Censo demográfico 2010</strong>. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNIOR, Luis Gilberto Silva. <strong>Acessibilidade para deficientes visuais: Avaliação do desempenho da caminhada em espaços públicos de Pelotas/RS</strong>. Pelotas, 2020. Disponível em:https://guaiaca.ufpel.edu.br/bitstream/handle/prefix/7507/Dissertacao_LUIZ_GILBERTO_DA_SILVA_JUNIOR.pdf;jsessionid=24E5AFCFBDBDF96D9D50A39DB8DB103B?sequence=1. Acesso em: 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALHÃES, L. <strong>todamateria.com.br</strong>. 07 de jan de 2019. Disponível: https://www.todamateria.com.br/sentidos-do-corpo-humano/. Acesso em: 07 nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, J. (2017). <strong>Um pescurso pelos sentidos</strong>. Em J. D. Neves, arquitetura sensorial a arte de projetar para todos os sentidos (p. 8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOREIRA, M. A inclusão do deficiente auditivo usuário de implante coclear: um olhar familiarà luz da legislação. Construindo o Serviço Social, n.16, p.59-87, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Ana Carolina de. ARQUITETURA SENSORIAL NO AMBIENTE MUSEOGRÁFICO. Juiz de Fora, 2019. Disponível em: https://dspace.doctum.edu.br/bitstream/123456789/3452/1/Anna%20Carolina%20de%20Oliveira.pdf. Acesso em: 07 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALLASMAA, Juhani. Os Olhos da Pele: a arquitetura e os sentidos. Porto Alegre:Bookman,</p>



<p class="wp-block-paragraph">2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSSI, Célia Regina; HEREDERO, Eladio Sebastian. Caminhos da inclusão percorridos pelo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 5, n. 1, p. 21–33,</p>



<p class="wp-block-paragraph">2011.DOI:10.21723/riaee.v5i1.3489.Disponívelem:https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/3489. Acesso em:08 mai. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, V. S. <strong>Mundo Educação</strong>. 10 de set de 2017. Disponível: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-cinco-sentidos.htm. Acesso em: 07 nov. 2023</p>



<h1 class="wp-block-heading">&nbsp;</h1>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">FILIAÇÃO</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PATOLOGIAS RESIDENCIAIS: DIAGNÓSTICOS, CAUSAS E SOLUÇÕES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/patologias-residenciais-diagnosticos-causas-e-solucoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Nov 2023 00:37:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 127/OUT 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=111696</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10205166 Yasmin Fernandes Pires1Murilo Santos Peixoto2 Resumo A pesquisa destaca a necessidade de avaliação das patologias em edifícios, envolvendo conhecimentos interdisciplinares de engenharia civil, arquitetura e conservação. Segundo a IBAPE, a falta de manutenção é responsável por 66% dos acidentes em edificações com mais de 30 anos. A Inspeção Predial, utilizando a análise [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10205166</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Yasmin Fernandes Pires<strong><sup>1</sup></strong><br>Murilo Santos Peixoto<strong><sup>2</sup></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Resumo</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa destaca a necessidade de avaliação das patologias em edifícios, envolvendo conhecimentos interdisciplinares de engenharia civil, arquitetura e conservação. Segundo a IBAPE, a falta de manutenção é responsável por 66% dos acidentes em edificações com mais de 30 anos. A Inspeção Predial, utilizando a análise GUT, emerge como uma metodologia eficaz para identificar e priorizar ações, contribuindo para a segurança e preservação do patrimônio. O estudo aplicou a Matriz GUT em uma residência em Montividiu, Goiás, identificando manifestações patológicas. O diagnóstico incluiu rachaduras, fissuras, telhas quebradas, umidade na parede e destacamento cerâmico. Cada manifestação foi abordada com métodos específicos de tratamento, destacando a importância da abordagem caso a caso. A pesquisa também revisa estudos anteriores que utilizaram a Matriz GUT em diferentes contextos, ressaltando sua eficácia na priorização de ações. Os resultados e discussões detalham cada manifestação patológica identificada na residência em Montividiu, Goiás, oferecendo insights sobre soluções e práticas preventivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Manifestação patológica. Metodologia GUT. Correções.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Abstract</h5>



<p class="wp-block-paragraph">The research highlights the need to evaluate pathologies in buildings, involving interdisciplinary knowledge of civil engineering, architecture and conservation. According to IBAPE, lack of maintenance is responsible for 66% of accidents in buildings over 30 years old. Building Inspection, using GUT analysis, emerges as an effective methodology for identifying and prioritizing actions, contributing to the security and preservation of heritage. The study applied the GUT Matrix to a residence in Montividiu, Goiás, identifying pathological manifestations. The diagnosis included cracks, fissures, broken tiles, moisture in the wall and ceramic detachment. Each manifestation was addressed with specific treatment methods, highlighting the importance of a case-by-case approach. The research also reviews previous studies that used the GUT Matrix in different contexts, highlighting its effectiveness in prioritizing actions. The results and discussions detail each pathological manifestation identified in the residence in Montividiu, Goiás, offering insights into solutions and preventive practices.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Pathological manifestation. GUT methodology. Corrections.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1.&nbsp; Introdução</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A preservação do patrimônio arquitetônico e cultural é uma preocupação fundamental em todo o mundo, e os edifícios antigos desempenham um papel crucial nesse contexto. Estes monumentos históricos representam não apenas marcos arquitetônicos, mas também testemunhos valiosos da história e da cultura de uma sociedade. No entanto, o tempo e os elementos naturais podem causar danos significativos a essas estruturas, tornando essencial a avaliação das patologias em edifícios antigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de patologias em edifícios antigos é um campo interdisciplinar que combina conhecimentos de engenharia civil, arquitetura, conservação e ciências da construção. Esta pesquisa visa compreender as diversas formas de deterioração que afetam edifícios antigos, identificar as causas subjacentes e desenvolver estratégias de preservação eficazes. Neste artigo científico, exploraremos as principais patologias que afetam edifícios antigos, as técnicas de avaliação utilizadas e os desafios enfrentados pelos profissionais envolvidos na conservação desses tesouros históricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a IBAPE, (2021), 66% das prováveis causas de acidentes em edificações com mais de 30 anos estão relacionadas a deficiências na manutenção, perda precoce de desempenho e/ou deterioração acentuada, enquanto apenas 34% dos acidentes estão ligados a vícios construtivos ou anomalias endógenas. Assim, a conscientização sobre a importância da realização de Inspeção Predial torna-se fundamental para garantir a segurança das edificações, reduzindo e prevenindo possíveis danos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma metodologia eficaz para a realização da Inspeção Predial é a aplicação da análise GUT, conforme Queiroz <em>et al., </em>(2012). A matriz GUT é uma técnica usada para determinar as prioridades a serem atribuídas às diferentes alternativas de ação. Essa ferramenta lista os fatos e atribui pesos àqueles que são considerados problemas, permitindo uma análise com base em sua gravidade, urgência e tendência. Conforme Ferreira <em>et al., </em>(2018), quanto maior o fator de risco de uma situação, avaliado com base na gravidade, urgência e tendência, mais alta será a prioridade de ação para solucionar o problema identificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo teve como objetivo realizar uma inspeção predial em uma residência no município de Montividiu, Goiás, com o propósito de identificar manifestações patológicas e priorizá-las usando a Matriz GUT. Com base nessa avaliação, serão sugeridas ações reparadoras aos responsáveis.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.&nbsp; Revisão Bibliográfica</h5>



<h5 class="wp-block-heading">2.1 <strong>Vida útil das edificações</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a norma NBR 5674 (ABNT, 2017), a vida útil de uma edificação (VU) é o período durante o qual a edificação e suas partes componentes atendem aos requisitos funcionais para os quais foram projetadas, desde que sejam seguidos os planos de operação, uso e manutenção planejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a NBR 15575 (ABNT, 2021), a correta operação e manutenção de uma edificação são cruciais para garantir sua durabilidade. A vida útil de projeto (VUP) representa o tempo estimado para o qual a construção é projetada, cumprindo os requisitos de desempenho especificados. A norma técnica também ressalta que a VUP pode ser estendida por meio de manutenções corretivas. No entanto, é imperativo que o usuário execute integralmente as ações de manutenção a fim de assegurar a preservação da vida útil, já que algumas manifestações patológicas podem ser causadas pelo uso inadequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Possan e Demoliner (2013), geralmente, a vida útil é quantificada em anos, sendo estipulada pela maioria das Normas e Códigos relacionados ao concreto (conforme ilustrado na abaixo), uma vida útil de projeto (VUP) mínima de 50 anos para a maioria das estruturas e 100 anos para construções civis, como obras de infraestrutura, pontes, viadutos, barragens, entre outras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.2 Inspeção Predial</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A fase de uso e operação de uma edificação é altamente dinâmica e requer gestão com conhecimento e recursos apropriados, a fim de garantir a segurança, a durabilidade dos elementos e sistemas, bem como o conforto dos ocupantes. Nesse contexto, a Inspeção Predial emerge como a ferramenta ideal para monitorar o desempenho durante a utilização da edificação. Quando conduzida adequadamente, ela desempenha um papel fundamental na asseguração da segurança e na manutenção do valor patrimonial (IBAPE, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma técnica NBR 16747 (ABNT, 2020), intitulada &#8220;Inspeção Predial &#8211; Diretrizes para Avaliação de Edificações,&#8221; estabelece as etapas metodológicas a serem seguidas no processo de inspeção predial. Essas etapas são essenciais para a identificação de irregularidades, anomalias e manifestações patológicas em edificações. Além disso, fornecem uma estrutura metodológica que ajuda na detecção de problemas e no planejamento de ações para melhorar e preservar as edificações.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A Figura 1 apresenta de forma visual o processo metodológico estabelecido por essa norma:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="746" height="376" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4138.png" alt="" class="wp-image-111699" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4138.png 746w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4138-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 746px) 100vw, 746px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 1: Processo Metodológico de Inspeção Predial. <br>Fonte: Adaptado de ABNT, NBR 16747 (2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No processo de coleta de dados e documentação, o profissional qualificado deve formalizar o pedido de acesso aos documentos necessários para a análise. Durante a análise desses dados e documentos, o profissional deve verificar se os documentos técnicos, em geral, estão devidamente arquivados e sob a guarda do responsável legal, proprietário, síndico ou gestor da edificação. Na fase de anamnese, as características construtivas da edificação, como sua idade, histórico de manutenção, intervenções, reformas e mudanças de uso, são identificadas. Posteriormente, é realizada uma vistoria completa, na qual são observadas anomalias e falhas. As irregularidades são classificadas em anomalias, que são problemas relacionados ao projeto, execução ou fatores externos, e falhas, que decorrem do uso, operação ou manutenção da edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bolina, Tutikian e Helene (2019), a manutenção de edificações pode ser classificada em três tipos principais, conforme apresentado no Quadro 1.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="778" height="546" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4158.png" alt="" class="wp-image-111730" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4158.png 778w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4158-300x211.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4158-768x539.png 768w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Quadro 1: Tipos de manutenção.<br>Adaptado de Bolina, Tutikian e Helene, (2019)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os programas de manutenção preditiva de edifícios envolvem principalmente a realização de inspeções e verificações, que têm o potencial de prevenir custos futuros relacionados a reformas. Optar pela manutenção preventiva é vantajoso devido aos custos menores em comparação com a manutenção corretiva, bem como pela capacidade de antecipar e planejar os gastos (Bottega <em>et al., </em>2022).</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.3   Matriz GUT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Matriz de Priorização, também conhecida como Matriz GUT, é uma ferramenta de fácil implementação que avalia três aspectos fundamentais: gravidade, urgência e tendência. Para cada um desses aspectos, é atribuída uma pontuação de 1 a 5, conforme especificado em uma tabela previamente criada pela equipe que utiliza essa ferramenta. O principal propósito da matriz GUT é responder à questão crucial de &#8220;por onde começar?&#8221; ou &#8220;o que deve ser abordado em primeiro lugar?&#8221; (HÉKIS <em>et al., </em>2013). Essa metodologia é ilustrada na Figura 2.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="652" height="553" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4161.png" alt="" class="wp-image-111733" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4161.png 652w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4161-300x254.png 300w" sizes="(max-width: 652px) 100vw, 652px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 2: Matriz GUT. <br>Fonte: Daychoum (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente desenvolvida por Kepner e Tregoe em 1981 como uma ferramenta essencial no campo da administração de empresas (HÉKIS et al., 2013), a Matriz de Urgência, Gravidade e Tendência (GUT), ou simplesmente Matriz GUT, ampliou seu alcance ao longo do tempo. Atualmente, desempenha um papel crucial na indústria da construção civil, onde muitos pesquisadores a adotaram como uma ferramenta valiosa para priorizar a manutenção e resolver problemas patológicos em edifícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Matriz GUT oferece uma abordagem sistemática para identificar possíveis riscos e antecipar desafios futuros, permitindo a implementação de ações preventivas e corretivas proativas. Sua utilização como uma ferramenta de gestão de riscos tem sido cada vez mais reconhecida no setor, contribuindo significativamente para a melhoria contínua da qualidade das edificações e a satisfação dos usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Braga (2019) conduziu um estudo abordando as manifestações patológicas em edificações históricas localizadas em Sobral, Ceará, Brasil. A pesquisa incorporou a metodologia GUT em conjunto com inspeções in loco, documentação fotográfica e a elaboração de mapas de danos. A adoção da matriz GUT possibilitou a priorização das questões mais críticas, o que, por sua vez, contribuiu para uma gestão eficaz da manutenção das edificações históricas. Isso resultou na preservação e segurança do patrimônio histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paula e Costa (2020) conduziram uma avaliação das manifestações patológicas em uma edificação localizada em Goiânia-GO. Para essa análise, empregaram as metodologias GUT, GDE e IBAPE. A aplicação da matriz GUT nesse estudo permitiu a determinação dos níveis de prioridade, deterioração e risco associados às manifestações patológicas. Isso destacou a necessidade de abordar de forma urgente problemas críticos, especialmente nos subsolos, a fim de evitar agravamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Monteiro (2020) utilizou a matriz GUT como metodologia de análise no diagnóstico de inspeção predial em um edifício multifamiliar situado em Fortaleza, CE. A aplicação da matriz GUT permitiu a classificação das ocorrências de problemas em diferentes níveis de gravidade, urgência e tendência, o que resultou na priorização de ações preventivas e corretivas para solucionar os problemas identificados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.0 Metodologia</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A edificação residencial em questão é um imóvel térreo localizado na Rua Rita Cândida, quadra 17, lote 22, número 1357 no bairro Vera Cruz, do município de Montividiu, Goiás.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="370" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4162.png" alt="" class="wp-image-111734" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4162.png 586w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4162-300x189.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 3: Fachada da edificação em estudo.<br>Fonte: Próprio Autor, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, conduziu-se uma anamnese para identificar as características construtivas, obtendo informações cruciais sobre a idade da construção e eventuais alterações ao longo do tempo por meio de entrevistas e investigações criteriosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, a edificação foi submetida a uma vistoria detalhada, com o propósito de examinar minuciosamente os elementos construtivos presentes. As manifestações patológicas identificadas foram registradas fotograficamente para documentação. A inspeção visual e a classificação das patologias foram realizadas por meio de um relatório fotográfico e uma avaliação qualitativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inspeção predial foi conduzida observando as diretrizes estabelecidas na norma técnica NBR 16747 (ABNT, 2020). Através da Figura 4, é possível visualizar o processo metodológico adotado para a execução deste estudo:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="319" height="502" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4166.png" alt="" class="wp-image-111738" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4166.png 319w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4166-191x300.png 191w" sizes="(max-width: 319px) 100vw, 319px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 4: Fluxograma de ações. <br>Fonte: Próprio Autor, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o fluxograma apresentado na Figura 4 procedeu-se o desenvolvimento do trabalho.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.0&nbsp; Resultados e discussão</h5>



<h5 class="wp-block-heading">4.1 <strong>Vistoria, Classificação e Proposição de Ações.</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Manifestação Patológica 01 (MP01), foi identificada na parede da edificação, que se trata de uma estrutura sólida de concreto, e apresenta problemas relacionados a rachadura. Na Figura 5, podemos visualizar a rachadura, com aproximadamente 3 mm, presentes na parede externa da residência.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="367" height="490" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4169.png" alt="" class="wp-image-111742" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4169.png 367w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4169-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 5: Parede externa da residência com rachadura. <br>Fonte: Próprio Autor, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rachaduras apresentam características distintas, sendo definidas por uma dimensão superior a 3 mm, podendo, em casos graves, abrir fendas de um lado ao outro da parede, indicando uma falha estrutural séria. Nessas situações, é recomendável a contratação de um engenheiro civil para realizar o diagnóstico e encontrar soluções apropriadas. O processo de correção das rachaduras envolve uma análise profunda dos problemas estruturais, muitos dos quais não são visíveis a olho nu. A técnica comumente aplicada para correção é o uso de grampos de ferro, visando a união da estrutura e o reforço estrutural (FÓRUM DA CONSTRUÇÃO, 2023). No caso da MP01, é sugerido realizar o reforço estrutural assim prevenindo possíveis problemas futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MP02 foi identificada na junção entre a parede e o forro de uma edificação, destacando-se pela presença de fissuras passivas na parede interna, mais precisamente na sala de visitas. Esta área da residência é composta por uma estrutura sólida de concreto e forro ripado de madeira, conforme apresentado na Figura 6.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="429" height="572" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4172.png" alt="" class="wp-image-111745" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4172.png 429w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4172-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 429px) 100vw, 429px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 6: Parede interna da residência com fissura entre forro e parede<br>Fonte: Próprio Autor, (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de peças fissuradas, conforme discutido por Souza e Ripper (1998), está intimamente ligado à identificação precisa da fissuração, incluindo suas características relacionadas à variação de espessura e à avaliação da necessidade de reforços estruturais. No contexto de fissuras ativas, é crucial abordar a causa subjacente para que essas fissuras possam ser transformadas em passivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ao lidar com fissuras ativas, é recomendável promover a vedação, cobrindo os bordos externos da fissura e, se necessário, preenchendo-a com um material elástico e não resistente. Esse material deve ser uma obstrução macia, capaz de acomodar e coexistir com a patologia existente, ao mesmo tempo em que impede a degradação adicional do concreto. No entanto, é essencial ressaltar que, a menos que a causa geradora seja eliminada, o tratamento permanecerá como uma medida temporária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fissuras passivas, a abordagem consiste em fechar a fissura, geralmente por meio da injeção de um material aderente e resistente, como resinas epoxídicas. Este procedimento visa restaurar a integridade estrutural da peça, mitigando os impactos das fissuras passivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como solução é sugerido o alargamento da seção e em seguida, aplicar um selante de poliuretano (P.U), aplicar três demãos de massa corrida, seguidas de lixamento e, para concluir, uma nova camada de tinta aplicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MP03, Figura 7, foi diagnosticada pela presença de telhas quebradas na área frontal da residência, atribuídas ao peso excessivo, provavelmente causado por atividades de movimentação de pessoas. Esta manifestação não apenas compromete a integridade das telhas, mas também está associada a problemas de goteiras, prejudicando a estanqueidade do ambiente.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="751" height="470" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4173.png" alt="" class="wp-image-111747" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4173.png 751w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4173-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 7: Telhas da área frontal quebradas.<br>Fonte: Próprio Autor, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para solucionar essa questão, procederemos com a substituição das telhas danificadas. Com essa substituição, espera-se a eliminação das goteiras, resultando na interrupção automática do vazamento de água na área afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As marcas visíveis de umidade na parede do quarto foram documentadas, corroborando a presença da MP04. A análise detalhada revelou que o mal assentamento do porcelanato no banheiro é a causa provável dessa manifestação patológica. A Figura 8 ilustra claramente as áreas afetadas pela umidade na parede do quarto.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="408" height="543" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4176.png" alt="" class="wp-image-111751" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4176.png 408w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4176-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 408px) 100vw, 408px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 8: Parede do quarto residência com umidade. <br>Fonte: Próprio Autor, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zamboni (2013) destaca que, independentemente da causa das infiltrações, elas podem causar inúmeros estragos, como descascar as paredes, estourar revestimentos de parede e piso, degradar tetos em gesso, gerar mofos em geral e agredir as esquadrias externas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As infiltrações podem surgir por muitos motivos, como estrago nas tubulações, pisos danificados, rejunte mal executado, pisos inadequados para área molhada que absorvem água, esquadrias externas mal feitas, falta de proteção em alvenarias externas no 1º pavimento, telhados danificados, além das impermeabilizações com danos nas áreas externas. As infiltrações são mais comuns nas áreas mais molhadas da casa, como cozinha, banheiro, varanda, garagem, já que estão em maior contato com a água e solventes químicos, que agridem as proteções contra infiltrações (ZAMBONI, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da restauração realizada no porcelanato do banheiro, o quarto também será repintado. O reboco será tratado com resina, aplicamos duas demãos de massa acrílica e finalizamos com a tinta escolhida pelo proprietário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A (MP05) indicaram vários pontos no lado externo das residências com destacamento cerâmico no piso. A Figura 9 ilustra essa manifestação patológica.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="408" height="538" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4178.png" alt="" class="wp-image-111754" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4178.png 408w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4178-228x300.png 228w" sizes="(max-width: 408px) 100vw, 408px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Figura 9: Destacamento e afundamento cerâmico do piso.<br>Fonte: Próprio Autor, (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Figura 9 notamos claramente o destacamento da cerâmica devido à aplicação inadequada da argamassa colante, resultando em infiltração diária de água. A ausência da correta aplicação permitiu a entrada de umidade, evidenciando a importância de procedimentos apropriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fim de solucionar as patologias identificadas, foi realizado a remoção completa das cerâmicas que apresentavam sinais de deslocamento, estufamento, trincas, rachaduras e afundamento. Posteriormente, procedeu-se à eliminação do excesso de argamassa remanescente. Após a retirada de todos esses materiais, deu-se início a uma nova aplicação de cerâmicas, seguindo rigorosamente as diretrizes estabelecidas pela NBR 13753, (ABNT 1996).</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.2  Matriz GUT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 1 apresenta a matriz GUT. A avaliação das manifestações patológicas (MP) com base em pontuações de gravidade, urgência e tendência revela uma clara hierarquia de prioridades para intervenções de manutenção. Os resultados indicam que as manutenções serão priorizadas nas manifestações patológicas com as pontuações mais elevadas, indicando um risco mais significativo e exigindo intervenções imediatas. As manifestações patológicas (MP) com as maiores pontuações combinadas de gravidade, urgência e tendência são consideradas as mais críticas. Isso reflete a necessidade de intervenção rápida para evitar agravamentos e prejuízos significativos, incluindo riscos de colapso, ameaças à saúde dos ocupantes e danos severos ao ambiente e aos sistemas.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Gravidade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Urgência</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Tendência</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">P = G*U*T</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Prioridade</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP 01</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">18</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1º</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP 02</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4º</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP 03</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">5º</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP 04</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2º</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">MP 05</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">8</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3º</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Tabela 1: Matriz GUT <br>Fonte: Próprio Autor, (2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MP 01, com uma pontuação total de 18, é classificada como de mais alta prioridade devido à sua avaliação significativamente elevada em todos os critérios. Isso indica uma situação crítica que requer intervenção para evitar danos graves ou agravamentos inesperados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados são essenciais na elaboração de um cronograma para manutenções corretivas, permitindo uma abordagem estratégica em relação às manifestações patológicas de acordo com suas características de gravidade, urgência e tendência. No entanto, a perspectiva de longo prazo desempenha um papel vital na garantia da longevidade e operacionalidade contínua da edificação. Nesse sentido, é altamente recomendada a formulação de um programa de manutenção mais abrangente e detalhado, que não apenas cubra intervenções corretivas, mas também incorpore estratégias de manutenção preventiva e preditiva.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5.0 Considerações Finais</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa abordou a avaliação dessas patologias, destacando a necessidade de uma abordagem interdisciplinar que envolva conhecimentos de engenharia civil, arquitetura, conservação e ciências da construção. A conscientização sobre a importância da Inspeção Residencial foi ressaltada, especialmente considerando que a maioria dos acidentes em edificações antigas está relacionada a deficiências na manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação da Matriz GUT na Inspeção Predial foi discutida como uma metodologia eficaz para priorizar ações reparadoras, considerando gravidade, urgência e tendência. A utilização dessa ferramenta emergiu como uma abordagem sistemática para identificar riscos, antecipar desafios e implementar ações preventivas e corretivas proativas. Estudos de caso mostraram como a Matriz GUT foi aplicada com sucesso em diversas situações, contribuindo para a preservação e segurança do patrimônio histórico e edificações modernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, normas como a NBR 16747 (ABNT, 2020) estabeleceram diretrizes metodológicas para a Inspeção Residencial, destacando a importância da coleta de dados, análise criteriosa e elaboração de laudos técnicos. A vida útil das edificações foi abordada conforme normas como NBR 5674 (ABNT, 2017) e NBR 15575 (ABNT, 2021), ressaltando a importância da correta operação, manutenção e planejamento de investimentos para garantir a durabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação específica da residência em Montividiu, Goiás, evidenciou manifestações patológicas como rachaduras, fissuras, telhas quebradas, umidade e destacamento cerâmico. As ações corretivas realizadas, seguindo padrões normativos, visaram não apenas resolver imediatamente as patologias identificadas, mas também prevenir recorrências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a Inspeção Predial, aliada à aplicação da Matriz GUT, desempenha um papel crucial na gestão, preservação e segurança das edificações, sejam elas antigas ou modernas. A implementação de medidas preventivas, a conscientização sobre a importância da manutenção adequada e a análise criteriosa das patologias são passos essenciais para garantir a sustentabilidade e longevidade do patrimônio construído.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Referências</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA   DE   NORMAS   TÉCNICAS.   ABNT   <strong>NBR   5674:</strong> Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </u></strong><strong>&nbsp;</strong><strong>NBR 16747</strong>: Inspeção predial―Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento. Rio de Janeiro, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </u></strong><strong>&nbsp;</strong><strong>NBR 13753: </strong>revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante &#8211; Procedimento. Rio de Janeiro, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><u>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </u></strong><strong>&nbsp;</strong><strong>NBR-15575-1: </strong>Edificações Habitacionais Desempenho. Rio de janeiro, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOLINA, F. L.; TUTIKIAN, B. F.; HELENE, P. Patologia de estruturas. <strong>Oficina de Textos, </strong>2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRAGA, I. C. et al. <strong>Aplicação da Matriz GUT na análise de manifestações patológicas em construções históricas. </strong>2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FÓRUM DA CONSTRUÇÃO. <strong>Diferença de fissura e trinca de paredes e como tratar.</strong> 2023. Disponível em: &lt;http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=17&amp;Cod=1930>. Acesso em 21 jun. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IBAPE SP. <strong>Norma de inspeção predial &#8211; </strong>2021. São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.ibapesp.org.br/adm/upload/uploads/1636384839NORMA%20DE%20INS PECA O%20PREDIAL%202021.pdf. Acesso em: 09 Agos 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUEIROZ, J. et al. <strong>Franchising e especialização de serviços como estratégia de crescimento e manutenção: uma análise através da Matriz SWOT e GUT na DDEx </strong>– Direct to Door Express. 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, J. B. et al. <strong>Manifestações patológicas na construção civil. </strong>Caderno de Graduação-Ciências Exatas e Tecnológicas-UNIT-SERGIPE, v. 5, n. 1, p. 71-71, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POSSAN, E.; DEMOLINER, C. A. Desempenho, durabilidade e vida útil das edificações: abordagem geral. Revista técnico-científica, n. 1, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HÉKIS, Hélio Roberto et al. Análise GUT e a gestão da informação para tomada de decisão em uma empresa de produtos orgânicos do Rio Grande do Norte. <strong>Revista Tecnologia</strong>, v. 34, n. 65 1/2, p. 20-32, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KEPNER, Charles Higgins; TREGOE, Benjamin B. The new rational manager. <strong>(No Title)</strong>, 1981.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAULA, D. S. de; COSTA, J. Q. <strong>Análise das metodologias para a classificação e priorização de solução de manifestações patológicas</strong>. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MONTEIRO, A. T. S. A. et al. Matriz GUT como diagnóstico em inspeção predial: Estudo de caso em edifício multifamiliar em Fortaleza-CE. In: <strong>CONGRESSO BRASILEIRO DE PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES, CBPAT, </strong>2020, Fortaleza, Ceará. Anais&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Vicente Custódio Moreira de, &amp; RIPPER, Thomaz. <strong>PATOLOGIA, RECUPERAÇÃO E REFORÇO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO. </strong>1998. 257 f. Editora Pini/SP, 1ª edição, 5ª tiragem, abril/2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZAMBONI. Isabela.   <strong>Como   Lidar   Com   Infiltrações.   </strong>2013.   Disponível   em: &lt;http://revistacasalinda.com.br/reforma/como-lidar-com-infiltracoes/>. Acesso em 05 maio. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOTTEGA, G. S. S. et al. Manutenção predial com ênfase em sistemas hidrossanitários: revisão sistemática da literatura. <strong>Engenharia Sanitaria e Ambiental, </strong>v. 27, p. 435-443, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAYCHOUM, M. 40+ 20 Ferramentas e técnicas de gerenciamento. <strong>Brasport, </strong>2018 ESTACAS MEGA. 2014. <strong>Reforço Estrutural</strong>. Acesso em: https://www.mgwconstrucaoereforma.com.br/estacas-mega.html Acesso: 5 ago. 2023.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
