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	<title>* &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 29 May 2026 14:28:46 +0000</lastBuildDate>
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	<title>* &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>Este artigo foi retirado do site a pedido do(s) autor(es).</title>
		<link>https://revistaft.com.br/sinais-do-espaco-e-a-matematica-do-acaso-estamos-proximos-de-um-xeque-mate-cosmico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft MA]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 15:06:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
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					<description><![CDATA[Data da retirada: 29/05/2026.]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Data da retirada: 29/05/2026.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>GESTÃO FINANCEIRA E NEUROCIÊNCIA:A INTERSEÇÃO ENTRE A MENTE E AS FINANÇAS</title>
		<link>https://revistaft.com.br/gestao-financeira-e-neurocienciaa-intersecao-entre-a-mente-e-as-financas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 14:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=200389</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502281102 Diego Alves Rosolino A pesquisa destaca a importância da integração entre gestão financeira e neurociência para melhorar a tomada de decisões nas empresas, incluindo o uso de técnicas avançadas de neuroimagem para entender as influências emocionais e cognitivas nas escolhas financeiras, promovendo práticas mais eficazes e sustentáveis no longo prazo. Resumo A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102502281102</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Diego Alves Rosolino</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa destaca a importância da integração entre gestão financeira e neurociência para melhorar a tomada de decisões nas empresas, incluindo o uso de técnicas avançadas de neuroimagem para entender as influências emocionais e cognitivas nas escolhas financeiras, promovendo práticas mais eficazes e sustentáveis no longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão financeira é crucial para a sobrevivência e crescimento das empresas, envolvendo planejamento, organização, direção e controle das atividades financeiras. A neurociência, por sua vez, estuda os processos cerebrais e como eles influenciam as decisões financeiras. A integração desses campos oferece insights sobre os mecanismos cerebrais que impactam as escolhas econômicas e financeiras, proporcionando uma vantagem competitiva para os gestores. Técnicas avançadas de neuroimagem revelam a influência das emoções e da cognição no comportamento financeiro, transformando práticas tradicionais de gestão. Compreender essa relação permite às empresas aprimorar suas políticas de investimento, planejamento orçamentário e gestão de riscos, resultando em maior eficiência e sustentabilidade no longo prazo. Essa abordagem integrada promete novas descobertas e aplicações na gestão financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">#GestãoFinanceira #Neurociência #Orçamento #Planejamento #Soluções</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objeto</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão financeira é um campo crítico para a sobrevivência e o crescimento das empresas. Ela envolve o planejamento, organização, direção e controle das atividades financeiras, incluindo a aquisição e a utilização de fundos. Com a evolução das ciências comportamentais e da neurociência, uma nova dimensão tem sido adicionada à compreensão de como as decisões financeiras são tomadas. A interseção entre gestão financeira e neurociência oferece insights valiosos sobre os mecanismos cerebrais que influenciam nossas escolhas econômicas e financeiras. Entender essa relação pode proporcionar uma vantagem competitiva para os gestores, permitindo uma abordagem mais eficaz e estratégica na tomada de decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência, ao explorar os processos cerebrais por meio de técnicas avançadas de neuroimagem, revela como as emoções, a cognição e outros fatores neurológicos impactam o comportamento financeiro. Esse campo emergente tem o potencial de transformar práticas tradicionais de gestão financeira, introduzindo novas estratégias baseadas em uma compreensão mais profunda dos processos mentais. Com isso, empresas podem aprimorar suas políticas de investimento, planejamento orçamentário e gestão de riscos, resultando em maior eficiência e sustentabilidade no longo prazo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Neurociência e Decisões Financeiras</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência é o estudo do sistema nervoso, incluindo o cérebro e suas funções. Ao aplicar técnicas de neuroimagem e outras ferramentas neurocientíficas, os pesquisadores têm explorado como as decisões financeiras são processadas no cérebro. Entender os processos cerebrais que conduzem a comportamentos financeiros pode ajudar os gestores a tomar decisões mais informadas e eficazes.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Processamento Emocional e Financeiro</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As emoções desempenham um papel crucial nas decisões financeiras. O sistema límbico, uma parte do cérebro associada às emoções, é altamente ativo durante a tomada de decisões financeiras. Por exemplo, a antecipação de ganhos financeiros pode ativar áreas cerebrais relacionadas ao prazer, enquanto a antecipação de perdas pode ativar áreas associadas ao</p>



<p class="wp-block-paragraph">medo e ao estresse. Compreender essas respostas emocionais pode ajudar os gestores a criar estratégias que minimizem o impacto negativo das emoções nas decisões financeiras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Racionalidade e Tomada de Decisão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A teoria econômica tradicional assume que os indivíduos são agentes racionais que tomam decisões para maximizar sua utilidade. No entanto, a neurociência tem mostrado que a racionalidade é muitas vezes limitada pela capacidade cognitiva e pelas emoções. O córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento racional e pela tomada de decisões, trabalha em conjunto com o sistema límbico para equilibrar as considerações racionais e emocionais. Essa interação pode levar a decisões que não são perfeitamente racionais, mas que são adaptativas do ponto de vista evolutivo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Tomada de Risco e Recompensa</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A propensão a assumir riscos é um componente essencial das decisões financeiras. A neurociência tem investigado como diferentes níveis de neurotransmissores, como a dopamina, influenciam a disposição das pessoas para assumir riscos. Níveis elevados de dopamina estão associados a uma maior disposição para assumir riscos, enquanto níveis baixos podem levar a comportamentos mais conservadores. Entender esses mecanismos pode ajudar os gestores a balancear melhor seus portfólios de investimentos e a desenvolver estratégias que mitiguem riscos desnecessários.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Tomada de Decisão em Contextos de Incerteza</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Decisões financeiras muitas vezes ocorrem em contextos de incerteza. A neurociência tem demonstrado que o cérebro humano reage de maneira diferente a riscos conhecidos (onde as probabilidades são conhecidas) e a incertezas (onde as probabilidades são desconhecidas). Áreas como o córtex pré-frontal e a amígdala são ativadas durante a avaliação de incertezas, influenciando a maneira como as pessoas tomam decisões sob condições de incerteza. Compreender essas diferenças pode ajudar os gestores a desenvolver estratégias que sejam mais eficazes em contextos de alta incerteza.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Impulsividade e Autocontrole</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência também investiga como a impulsividade e o autocontrole afetam as decisões financeiras. O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável pelo controle de impulsos e pela tomada de decisões deliberadas. Estudos mostram que a capacidade de exercer autocontrole pode ser fortalecida através de práticas específicas, como mindfulness e treinamento de controle cognitivo. Implementar programas que promovam o autocontrole pode levar a decisões financeiras mais prudentes e bem-consideradas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Educação e Treinamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicações práticas da neurociência na gestão financeira incluem a educação e o treinamento de gestores para melhor compreender e controlar os processos mentais que influenciam suas decisões. Ao incorporar conhecimentos sobre como o cérebro processa informações financeiras, as empresas podem desenvolver programas de treinamento que melhorem a tomada de decisão e reduzam os impactos negativos de vieses cognitivos e emocionais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Aplicações na Gestão Financeira Planejamento e Orçamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento financeiro e o orçamento são essenciais para a saúde financeira de uma empresa. A neurociência pode ajudar a entender como os gestores reagem ao planejamento de longo prazo versus curto prazo. Estudos mostram que o cérebro humano tende a valorizar recompensas imediatas mais do que recompensas futuras, um fenômeno conhecido como &#8220;desconto hiperbólico&#8221;. Ao reconhecer essa tendência, os gestores podem implementar estratégias que incentivem a disciplina financeira e a aderência aos planos de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estratégias Práticas:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Gamificação</strong>: Utilizar técnicas de gamificação para transformar o cumprimento de metas de longo prazo em atividades envolventes e recompensadoras.</li>



<li><strong>Feedback Imediato</strong>: Fornecer feedback imediato sobre o progresso das metas de longo prazo para manter os gestores motivados.</li>



<li><strong>Incentivos Estruturados</strong>: Criar incentivos financeiros estruturados para recompensar o cumprimento de metas de longo prazo.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading">Investimento e Risco</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de risco é uma parte integral da gestão financeira. A aversão ao risco e a busca por risco são influenciadas por diversos fatores neurobiológicos. Por exemplo, níveis elevados de dopamina estão associados a uma maior propensão a assumir riscos. Entender os fundamentos neurocientíficos da aversão e da busca por risco pode ajudar os gestores a equilibrar melhor seus portfólios de investimentos e a desenvolver estratégias de mitigação de riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estratégias Práticas:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Perfis de Risco Personalizados</strong>: Desenvolver perfis de risco personalizados com base em avaliações neurocientíficas dos gestores.</li>



<li><strong>Treinamento em Gestão de Riscos</strong>: Implementar programas de treinamento que utilizem insights neurocientíficos para melhorar a capacidade dos gestores de avaliar e gerir riscos.</li>



<li><strong>Simulações e Cenários</strong>: Utilizar simulações e cenários baseados em dados neurocientíficos para ajudar os gestores a compreender melhor as implicações de suas decisões de investimento.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading">Comportamento do Consumidor</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento do consumidor também é influenciado por processos neurobiológicos. A neurociência do consumo investiga como os consumidores tomam decisões de compra e como são influenciados por fatores como a marca, o preço e a apresentação do produto. Essas informações podem ser valiosas para a gestão financeira, ajudando as empresas a otimizar suas estratégias de marketing e vendas para melhorar a lucratividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estratégias Práticas:</em><em><br></em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Neuromarketing</strong>: Utilizar técnicas de neuromarketing para desenvolver campanhas publicitárias mais eficazes que ressoem emocionalmente com os consumidores.</li>



<li><strong>Análise de Comportamento</strong>: Implementar ferramentas de análise de comportamento do consumidor que utilizem dados neurocientíficos para prever padrões de compra.</li>



<li><strong>Otimização de Preço e Produto</strong>: Ajustar estratégias de preço e design de produto com base em insights neurocientíficos sobre as preferências dos consumidores.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading">Desenvolvimento de Liderança</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência pode contribuir para o desenvolvimento de líderes empresariais mais eficazes. Compreender os processos neurais que subjazem à tomada de decisão, à empatia e à comunicação pode ajudar a formar líderes capazes de inspirar e motivar suas equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estratégias Práticas:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Treinamento em Inteligência Emocional</strong>: Incorporar treinamento em inteligência emocional baseado em neurociência para melhorar as habilidades de liderança.</li>



<li><strong>Feedback Neurocientífico</strong>: Utilizar ferramentas de neurofeedback para ajudar líderes a entenderem e controlarem melhor suas respostas emocionais em situações de alta pressão.</li>



<li><strong>Programas de Mindfulness</strong>: Implementar programas de mindfulness para ajudar líderes a melhorar seu foco, resiliência e capacidade de tomar decisões equilibradas.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading">Inovação e Criatividade</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência também pode ajudar a fomentar um ambiente de inovação dentro das empresas. Entender os processos cerebrais que facilitam a criatividade e a resolução de problemas pode ajudar a desenvolver estratégias para incentivar a inovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estratégias Práticas:</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ambientes Estimulantes</strong>: Criar ambientes de trabalho que estimulem a criatividade, baseados em conhecimentos neurocientíficos sobre os fatores que promovem a inovação.</li>



<li><strong>Sessões de Brainstorming Estruturadas</strong>: Utilizar técnicas de brainstorming estruturadas que sejam projetadas para maximizar a criatividade com base em insights neurocientíficos.</li>



<li><strong>Treinamento em Pensamento Criativo</strong>: Implementar programas de treinamento em pensamento criativo que utilizem métodos baseados em neurociência para melhorar a capacidade dos funcionários de gerar novas ideias.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading">Resultados e Discussão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A integração da neurociência com a gestão financeira oferece uma nova perspectiva sobre como as decisões financeiras são tomadas e como essas decisões podem ser otimizadas para melhorar a eficiência e sustentabilidade das empresas. Nesta seção, discutiremos os principais resultados e implicações da aplicação de insights neurocientíficos na gestão financeira, com foco nas áreas de planejamento e orçamento, investimento e risco, comportamento do consumidor, desenvolvimento de liderança e inovação e criatividade.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1.&nbsp; Planejamento e Orçamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong>: A aplicação de técnicas de neurociência no planejamento financeiro revelou que os gestores tendem a valorizar recompensas imediatas mais do que recompensas futuras devido ao fenômeno do &#8220;desconto hiperbólico&#8221;. Ao utilizar estratégias como gamificação, feedback imediato e incentivos estruturados, as empresas conseguiram aumentar a adesão dos gestores aos planos de longo prazo. Essas estratégias ajudaram a reduzir a tendência dos gestores a tomarem decisões impulsivas e a melhorar o desempenho financeiro no longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong>: Esses resultados sugerem que a compreensão dos mecanismos cerebrais que influenciam a tomada de decisão pode levar a estratégias mais eficazes de planejamento financeiro. A gamificação e o feedback imediato são particularmente eficazes em manter os gestores motivados e focados em suas metas de longo prazo. Ao implementar essas estratégias, as empresas podem melhorar a disciplina financeira e alcançar uma maior sustentabilidade financeira.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.&nbsp; Investimento e Risco</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong>: Os estudos neurocientíficos demonstraram que níveis elevados de dopamina estão associados a uma maior propensão a assumir riscos. Ao desenvolver perfis de risco personalizados e implementar programas de treinamento em gestão de riscos baseados em insights neurocientíficos, as empresas conseguiram equilibrar melhor seus portfólios de investimentos e mitigar riscos desnecessários. As simulações e cenários baseados em dados neurocientíficos ajudaram os gestores a compreender melhor as implicações de suas decisões de investimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong>: A personalização dos perfis de risco com base em avaliações neurocientíficas permite uma abordagem mais precisa e adaptada à gestão de investimentos. Os programas de treinamento em gestão de riscos baseados em neurociência são eficazes para melhorar a capacidade dos gestores de avaliar e gerir riscos, resultando em decisões de investimento mais informadas e equilibradas. Isso não só melhora o desempenho dos investimentos, mas também reduz a probabilidade de perdas significativas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.&nbsp; Comportamento do Consumidor</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong>: A neurociência do consumo revelou que fatores como marca, preço e apresentação do produto influenciam significativamente as decisões de compra dos consumidores. As empresas que utilizaram técnicas de neuromarketing e ferramentas de análise de comportamento do consumidor baseadas em dados neurocientíficos conseguiram desenvolver campanhas publicitárias mais eficazes e otimizar suas estratégias de preço e design de produto. Essas mudanças resultaram em um aumento significativo na lucratividade e na satisfação do cliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong>: A aplicação de insights neurocientíficos na análise do comportamento do consumidor permite uma compreensão mais profunda das preferências e motivações dos consumidores. As técnicas de neuromarketing são particularmente eficazes para desenvolver campanhas publicitárias que ressoam emocionalmente com os consumidores, levando a um aumento nas vendas e na fidelidade à marca. A otimização das estratégias</p>



<p class="wp-block-paragraph">de preço e design de produto com base em neurociência ajuda as empresas a atender melhor às necessidades dos consumidores e a melhorar a competitividade no mercado.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4.&nbsp; Desenvolvimento de Liderança</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong>: Os programas de treinamento em inteligência emocional e o uso de ferramentas de neurofeedback ajudaram os líderes empresariais a melhorar suas habilidades de liderança e a controlar melhor suas respostas emocionais em situações de alta pressão. Os programas de mindfulness implementados com base em insights neurocientíficos aumentaram o foco, a resiliência e a capacidade de tomar decisões equilibradas dos líderes. Esses resultados contribuíram para a formação de equipes mais coesas e motivadas, bem como para a melhoria do desempenho organizacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong>: A compreensão dos processos neurais subjacentes à liderança eficaz permite o desenvolvimento de programas de treinamento mais direcionados e eficazes. A inteligência emocional é uma competência crucial para os líderes, e os programas de treinamento baseados em neurociência ajudam a desenvolver essa competência de maneira mais eficaz. O uso de neurofeedback e mindfulness oferece ferramentas práticas para os líderes melhorarem seu desempenho e o bem-estar geral, resultando em uma liderança mais eficaz e em equipes mais motivadas e produtivas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5.&nbsp; Inovação e Criatividade</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong>: A criação de ambientes de trabalho que estimulam a criatividade, baseados em conhecimentos neurocientíficos, levou a um aumento significativo na inovação dentro das empresas. As sessões de brainstorming estruturadas e os programas de treinamento em pensamento criativo baseados em neurociência melhoraram a capacidade dos funcionários de gerar novas ideias e resolver problemas complexos. Essas iniciativas resultaram em um fluxo constante de inovações que contribuíram para a competitividade e o crescimento das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discussão</strong>: A neurociência oferece insights valiosos sobre os fatores que promovem a criatividade e a inovação. Ao criar ambientes de trabalho que estimulam a criatividade e ao utilizar técnicas de brainstorming estruturadas, as empresas podem fomentar um ambiente de inovação contínua. Os programas de treinamento em pensamento criativo baseados em neurociência são eficazes para melhorar a capacidade dos funcionários de gerar novas ideias e encontrar soluções inovadoras para os desafios empresariais. Isso não só melhora a competitividade das empresas, mas também contribui para o desenvolvimento de novos produtos e serviços que atendem melhor às necessidades dos consumidores.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Conclusão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A interseção entre gestão financeira e neurociência representa uma das fronteiras mais promissoras e revolucionárias do conhecimento contemporâneo. Ao explorar profundamente os mecanismos cerebrais que subjazem às decisões econômicas, obtemos não apenas uma compreensão mais holística e precisa dos processos decisórios, mas também uma oportunidade sem precedentes de transformar práticas empresariais e econômicas em escalas micro e macroeconômicas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Revolução nas Práticas de Gestão</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação de insights neurocientíficos na gestão financeira tem o potencial de revolucionar as práticas empresariais. Tradicionalmente, as decisões financeiras foram analisadas e implementadas com base em modelos racionais, que pressupõem a maximização da utilidade e a plena racionalidade dos agentes econômicos. No entanto, a neurociência demonstra que as decisões financeiras são profundamente influenciadas por fatores emocionais, cognitivos e contextuais. Compreender essa complexidade permite o desenvolvimento de estratégias de gestão mais realistas e adaptativas, que reconhecem e incorporam as limitações e os vieses do comportamento humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, ao aplicar técnicas de neuroimagem para estudar como os gestores reagem ao planejamento de longo prazo versus curto prazo, as empresas podem desenvolver métodos que incentivem a disciplina financeira e a aderência aos planos de longo prazo, mitigando o impacto do desconto hiperbólico. A gamificação, o feedback imediato e os incentivos estruturados são ferramentas que, fundamentadas em insights neurocientíficos, podem transformar a maneira como os gestores abordam o planejamento financeiro.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Gestão de Riscos e Investimentos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de riscos e investimentos é outra área onde a neurociência oferece contribuições significativas. A compreensão dos fundamentos neurobiológicos da aversão ao risco e da propensão a buscar riscos permite a criação de perfis de risco personalizados, adaptados às características neuropsicológicas individuais dos gestores. Programas de treinamento em gestão de riscos que utilizam insights neurocientíficos podem melhorar a capacidade dos gestores de avaliar e mitigar riscos, resultando em decisões de investimento mais equilibradas e informadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de simulações e cenários baseados em dados neurocientíficos ajuda os gestores a prever e entender melhor as implicações de suas decisões, especialmente em contextos de incerteza. Essas abordagens não apenas aumentam a precisão das previsões, mas também proporcionam um ambiente de tomada de decisão mais seguro e confiável, promovendo uma gestão de riscos mais robusta e proativa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Comportamento do Consumidor e Neuromarketing</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A neurociência do consumo, ou neuromarketing, abre novas possibilidades para entender e influenciar o comportamento do consumidor. Ao investigar como os consumidores tomam decisões de compra e são influenciados por fatores como marca, preço e apresentação do produto, as empresas podem desenvolver estratégias de marketing mais eficazes e personalizadas. Campanhas publicitárias que ressoam emocionalmente com os consumidores têm maior probabilidade de sucesso, e a otimização de estratégias de preço e design de produto com base em insights neurocientíficos pode aumentar a lucratividade e a fidelidade do cliente.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Desenvolvimento de Liderança e Inteligência Emocional</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A liderança eficaz é crucial para o sucesso organizacional, e a neurociência oferece ferramentas poderosas para o desenvolvimento de líderes. Programas de treinamento em inteligência emocional, baseados em neurociência, ajudam os líderes a entender e controlar</p>



<p class="wp-block-paragraph">melhor suas respostas emocionais, melhorando sua capacidade de comunicação, empatia e tomada de decisão em situações de alta pressão. O uso de neurofeedback e práticas de mindfulness pode aumentar o foco, a resiliência e a capacidade de tomar decisões equilibradas, contribuindo para a formação de líderes mais eficazes e inspiradores.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Fomento à Inovação e Criatividade</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação é um motor essencial para o crescimento e a competitividade das empresas, e a neurociência oferece insights valiosos sobre como fomentar a criatividade e a inovação. Ambientes de trabalho que estimulam a criatividade, baseados em conhecimentos neurocientíficos, podem aumentar significativamente a geração de novas ideias e a resolução de problemas. Técnicas de brainstorming estruturadas e programas de treinamento em pensamento criativo, fundamentados em neurociência, ajudam os funcionários a desenvolver suas capacidades inovadoras, resultando em um fluxo contínuo de inovações que impulsionam o crescimento empresarial.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Implicações para Políticas Públicas e Educação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As implicações da integração entre neurociência e gestão financeira vão além das práticas empresariais, estendendo-se a políticas públicas e educação. Governos e instituições podem utilizar insights neurocientíficos para desenvolver políticas que incentivem comportamentos financeiros saudáveis e sustentáveis. Programas de educação financeira que incorporam conhecimentos neurocientíficos podem melhorar a literacia financeira da população, capacitando os indivíduos a tomar decisões mais informadas e equilibradas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Conclusão Holística</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma era de rápida transformação tecnológica e econômica, a integração da neurociência com a gestão financeira representa um avanço significativo que promete remodelar o panorama econômico global. Esta abordagem interdisciplinar não só melhora a eficácia das práticas empresariais, mas também proporciona uma compreensão mais profunda e empática do comportamento humano, essencial para o desenvolvimento de estratégias mais sustentáveis e inclusivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interseção entre esses campos promove uma nova era de gestão financeira, onde as decisões são informadas por uma compreensão holística dos processos mentais. Ao reconhecer e abordar as complexidades do comportamento humano, gestores, líderes empresariais e formuladores de políticas podem desenvolver soluções inovadoras que promovam o crescimento sustentável, a resiliência econômica e o bem-estar coletivo. A promessa dessa abordagem integrada está apenas começando a ser explorada, e suas aplicações futuras têm o potencial de transformar não apenas o mundo dos negócios, mas a sociedade como um todo.</p>



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		<title>DESENVOLVIMENTO DE FORMULAÇÕES FUNCIONAIS UTILIZANDO RESÍDUO AGROINDUSTRIAL DO MARACUJÁ AMARELO COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DCNTS)</title>
		<link>https://revistaft.com.br/desenvolvimento-de-formulacoes-funcionais-utilizando-residuo-agroindustrial-do-maracuja-amarelo-como-adjuvante-no-tratamento-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnts/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:50:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=201311</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503061056 Emeline Trindade de Araújo Vasconcelos Aires[1]Rosilene Agra da Silva[2]Alfredina dos Santos Araújo[3] Resumo: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, são um problema global de saúde, frequentemente ligadas a maus hábitos de vida e alimentação inadequada. Uma alimentação adequada, incluindo alimentos funcionais, pode ser essencial na prevenção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503061056</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Emeline Trindade de Araújo Vasconcelos Aires<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a><br>Rosilene Agra da Silva<a href="#_ftn2" id="_ftnref2"><sup>[2]</sup></a><br>Alfredina dos Santos Araújo<a href="#_ftn3" id="_ftnref3"><sup>[3]</sup></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo:</strong> As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, são um problema global de saúde, frequentemente ligadas a maus hábitos de vida e alimentação inadequada. Uma alimentação adequada, incluindo alimentos funcionais, pode ser essencial na prevenção e controle dessas doenças, já que as fibras solúveis podem ajudar no controle de glicose e colesterol. Portanto este estudo desenvolveu produtos de panificação funcionais com adição de farinha da casca de maracujá (FCM) em diferentes proporções. Foram analisadas a qualidade microbiológica, o teor de fibras e as características sensoriais de cookies, brownies e pães de sal. As amostras apresentaram segurança microbiológica dentro dos padrões legais, e a adição de FCM reduziu o valor energético e aumentou o teor de fibras nos cookies e pães, sem variação significativa nos brownies. Sensorialmente, os cookies com 10% FCM tiveram melhor avaliação em sabor e aceitação geral; os pães diferiram na aparência, com aceitação moderada, e os brownies não mostraram diferenças sensoriais relevantes. Os resultados indicam que a FCM pode melhorar o perfil nutricional sem comprometer a aceitação dos produtos de panificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), alimentos funcionais, fibras, farinha da casca do maracujá.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Abstract:</strong> Chronic noncommunicable diseases (NCDs), such as cardiovascular diseases, obesity and diabetes, are a global health problem, often linked to poor lifestyle habits and inadequate diet. An adequate diet, including functional foods, can be essential in the prevention and control of these diseases, since soluble fibers can help control glucose and cholesterol. Therefore, this study developed functional bakery products with the addition of passion fruit peel flour (PFPF) in different proportions. The microbiological quality, fiber content and sensory characteristics of cookies, brownies and savory breads were analyzed. The samples presented microbiological safety within the legal standards, and the addition of PFPF reduced the energy value and increased the fiber content in cookies and breads, with no significant variation in brownies. Sensorially, cookies with 10% PFPF had better evaluation in flavor and general acceptance; breads differed in appearance, with moderate acceptance, and brownies showed no relevant sensory differences. The results indicate that PFPF can improve the nutritional profile without compromising the acceptance of bakery products.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Non-communicable chronic diseases (NCDs), functional foods, fibers, passion fruit peel flour.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Introdução</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) se caracterizam por um conjunto de patologias de múltiplas causas e fatores de risco, longos períodos de latência e curso prolongado. Têm origem não infecciosa e resultam em incapacidades funcionais. No Brasil, as DCNTs representam a principal carga de doenças e mortes na população, constituindo-se como um importante problema de saúde pública (FIGUEIREDO; CECCON; FIGUEIREDO, 2021). </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Brito (2019) as doenças crônicas estão relacionadas ao estilo de vida e a alimentação inadequada, tornando-se responsáveis por cerca de 70% das mortes no mundo. Por sua vez, a epidemia de DCNTs tem gerado gastos com saúde pública, sobrecarga dos sistemas de saúde, refletindo em prejuízos na saúde individual, das famílias e população geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vitalli (2021) corrobora com Brito (2019) em discorrer sobre o papel primordial da alimentação tanto na prevenção como na promoção da saúde, evitando as DCNTs (diabetes, hipertensão, obesidade, entre outras). O consumo de alimentos saudáveis pode impedir o desenvolvimento dos fatores de risco para essas doenças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guia alimentar da população brasileira (2014), afirma que os padrões alimentares estão passando por mudanças em relação a substituição de alimentos in natura ou minimamente processados de origem vegetal por alimentos industrializados / ultraprocessados, prontos para o consumo. Nesse contexto, o material incentiva o consumo saudável de alimentos e preparações culinárias no combate a obesidade e prevenção ao desenvolvimento de outras doenças associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação tem se configurado como o principal fator na prevenção e controle de DCNTs. Estudos realizados comprovam as propriedades benéficas de determinados alimentos, que são chamados de Alimentos Funcionais (BRITO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conceição e Borges (2021) descrevem o alimento funcional como alimento caracterizado por ações metabólicas e/ou fisiológicas que um nutriente (fibra), ou não nutriente (licopeno), desempenha no organismo, desenvolvendo e mantendo o crescimento e outras funções contribuindo para a homeostase do corpo. Dessa forma, acredita-se que a ingestão de fibras pelo paciente diabético e/ou com DCNTs produza efeitos fisiológicos orgânicos, dentre eles, o controle glicêmico e redução do colesterol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD (2019), um estudo realizado para avaliar a suplementação de fibras solúveis em pacientes dislipidêmicos e com diabetes observou que, após 12 semanas de consumo de 6 g de fibra solúvel extraída da farinha da casca do maracujá, os pacientes suplementados tiveram redução dos níveis de glicose e LDL &#8211; colesterol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Macedo, Raposo, Bezerra (2019), relata que a farinha da casca do maracujá, é rica em pectina, uma fração da fibra solúvel que tem a capacidade de reter água formando géis viscosos que retardam o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal. Possui em sua composição macronutrientes (açúcares, proteínas e fibras) e micronutrientes (vitamina B3 &#8211; niacina, ferro, cálcio e fósforo); além do que, as fibras da casca do maracujá, em suas propriedades, podem ser utilizadas no desenvolvimento de preparações funcionais na forma de farinha (CUNHA; CATTELAN, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resíduo agroindustrial (farinha) da casca do maracujá tem sido bastante utilizado na formulação de novos produtos como substituto de outras farinhas e tem contribuído para redução dos descartes industriais e domésticos, e como consequência, aumenta a diversidade de produtos que podem ser consumidos por portadores de DCNTs (BRITO, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por não fazerem parte dos hábitos alimentares da maioria das populações, os resíduos de frutas podem ser importantes fontes de fibras quando adicionados em produtos de panificação, que geralmente tem baixo teor do nutriente. A farinha da casca do maracujá passa a conferir a esses produtos propriedades nutricionais benéficas a saúde, conferindo ao novo produto características de alimento funcional (CONCEIÇÃO; BORGES, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa nacional de alimentação escolar (PNAE) fornece alimentação adequada aos escolares incorporando sustentabilidade e respeito aos hábitos e culturas alimentares regionais. Considerando a escola como um lugar que exerce influência na vida das crianças e dos adolescentes, é imprescindível que se desenvolvam ações e práticas que auxiliem na promoção da saúde e qualidade de vida, sendo uma delas, o estímulo e a sensibilização à prática da alimentação saudável (CASAGRANDE; CANCELIER; BELING, 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os produtos de panificação, por serem bem aceitos, podem ser elaborados com a farinha da casca do maracujá, e incluídos no cardápio da merenda escolar, objetivando o aumento do consumo de fibras, a diversidade dos alimentos oferecidos e o desenvolvimento de atividades de educação nutricional voltadas para os alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o melhoramento de produtos de panificação já existentes, com substituição parcial da farinha de trigo por resíduo agroindustrial (farinha) da casca do maracujá permite o consumo por indivíduos de todas as idades, agrega valor nutricional ao alimento, aumenta a concentração de fibras solúveis e auxilia no tratamento / prevenção de DCNTs, e aumenta a vida de prateleira do produto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o presente estudo tem como objetivodesenvolver formulações culinárias funcionais, a partir de produtos de panificação já existentes (biscoito tipo <em>cookies, brownies</em> e pães), com adição de farinha da casca do maracujá em diferentes proporções. Para tanto, se fe necessário a elaboração de receitas para biscoitos tipo <em>cookies, brownies</em> e pães, com utilização da farinha da casca do maracujá amarelo em diferentes proporções, em seguida, foram determinadas as características microbiológicas das preparações, prosseguiu-se com sua rotulagem nutricional, de acordo com a tabela TACO (Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos), foi também verificada a quantidade de fibra disponível em cada formulação e aplicados testes visando avaliar a aceitabilidade das preparações e também analisar a possível intenção de compra dos produtos elaborados.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>1.</strong><strong> </strong><strong>Material e Métodos</strong></h5>



<h6 class="wp-block-heading">2.1 Caracterização da pesquisa</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa, de natureza quantitativa, exploratória e experimental, desenvolveu novos produtos de panificação utilizando farinha da casca do maracujá como substituta parcial da farinha de trigo em diferentes proporções. Segundo Barros e Lehfeld (2000), a experimentação é um conjunto de procedimentos estabelecidos para a verificação da hipótese, sempre realizada em situações de laboratório, para controle de circunstâncias e variáveis que possam interferir na relação de causa e efeito que está sendo estudada.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.2 Local do experimento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os experimentos foram desenvolvidos no Laboratório de Nutrição e Dietética do Centro Universitário de Patos – UNIFIP, abrangendo biscoitos tipo cookies, brownies e pães de sal, enquanto as análises microbiológicas foram feitas no Centro Vocacional Tecnológico (CVT) da Universidade Federal de Campina Grande &#8211; UFCG em Pombal (CCTA/UFCG), e a análise sensorial dos produtos aconteceu no Laboratório de Nutrição e dietética do Centro Universitário de Patos &#8211; UNIFIP.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.3 Elaboração dos produtos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa desenvolveu, a partir de produtos já existentes, biscoito tipo <em>cookies</em>, <em>brownies</em> e pão de sal, considerados receitas padrão (Tabela 1) adicionados de resíduo agroindustrial da casca do maracujá em substituição parcial a farinha de trigo tradicional. A matéria prima da farinha da casca do maracujá utilizada no preparo das formulações foi obtida em loja especializada em produtos naturais na cidade de Patos/PB. Os demais insumos para a elaboração dos produtos foram adquiridos em supermercados locais da mesma cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1.</strong> Ingredientes usados na produção dos biscoitos tipo cookies, brownies e pães de sal na receita padrão.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="572" height="340" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1384.png" alt="" class="wp-image-201319" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1384.png 572w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1384-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A formulação tanto padrão quando os com adição de farinha de casca do maracujá, segue o fluxograma de preparo apresentado abaixo (Figura 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Figura 1.</strong> Fluxograma de preparo do biscoito tipo <em>cookies, brownies</em> e pães de sal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="591" height="645" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-60.gif" alt="" class="wp-image-201314"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">2.3.1 Biscoitos tipo cookies</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Foram produzidos biscoitos tipo cookies a partir da receita adaptada e desenvolvida por Santos e André (2021), que se caracterizou por ser a receita padrão. Foram desenvolvidas outras duas receitas, a saber: Biscoito tipo cookie com farinha da casca do maracujá (FCM) a 10% e o outro biscoito tipo cookie com a farinha da casca do maracujá a 20%. Os demais ingredientes permaneceram iguais nas três receitas.</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.3.2 Brownies</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A produção dos brownies, seguiu a mesma sequência dos biscoitos tipo cookies. A receita padrão foi adaptada do trabalho de Filho et al. (2018). Os percentuais de substituição da farinha de trigo seguiram as concentrações de 5% e 10% de farinha da casca do maracujá, conforme descrito por Vitalli (2021).</p>



<h6 class="wp-block-heading">2.3.3 Pães de sal</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Massas alimentícias são definidas como produtos obtidos da farinha de trigo e/ou derivados do trigo <em>durum</em> e/ou derivados de outros cereais (BRASIL, 2005). A receita padrão de pão foi adaptada de Santos (2019). Os pães foram produzidos em diferentes percentuais de concentração (5% e 10%) de farinha da casca do maracujá, escolhidos de forma aleatória de acordo com Damasceno (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tabela 2 apresenta a quantidade de cada ingrediente definida para as preparações dos biscoitos tipo <em>cookies, brownies</em> e pães de sal com substituição parcial da farinha de trigo por farinha de casca de maracujá.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2.</strong> Ingredientes utilizados na produção dos pães de sal nas na receita padrão e nas diferentes concentrações da farinha da casca de maracujá.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="589" height="498" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1385.png" alt="" class="wp-image-201320" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1385.png 589w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1385-300x254.png 300w" sizes="(max-width: 589px) 100vw, 589px" /></figure>



<h5 class="wp-block-heading">2.4 Rotulagem nutricional</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A resolução RDC n° 259/2002 determina que alimentos comercializados, embalados sem a presença do consumidor e prontos para oferta, devem ser rotulados com informações como denominação, lista de ingredientes, conteúdo líquido, origem, lote, prazo de validade e instruções de uso, quando aplicável. Regulamentações de rotulagem são essenciais para a promoção da saúde, evitando informações enganosas e assegurando que os consumidores tenham acesso a dados confiáveis (Lima et al., 2020). Segundo Barros et al. (2020), rótulos claros proporcionam credibilidade e segurança, permitindo aos consumidores escolher produtos adequados às suas necessidades nutricionais. Os produtos desta pesquisa foram analisados para rotulagem nutricional por 100g e por porção, com informações sobre energia, carboidratos, açúcares, proteínas, gorduras, fibras e sódio, elaboradas com base nas tabelas TACO e nas regulamentações RDC 429/2020 e IN Nº 75/2020 (Brasil, 2020).</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.5 Análise microbiológica</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As análises microbiológicas realizadas nos produtos foram baseadas na legislação vigente, que estabelece os padrões microbiológicos sanitários para alimentos destinados ao consumo humano (BRASIL, 2022). O quadro 1 mostra as análises que foram realizadas para cada tipo de alimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 1.</strong> Microrganismos para análise microbiológica dos alimentos de acordo com a RDC 12/01.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="614" height="178" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1386.png" alt="" class="wp-image-201321" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1386.png 614w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1386-300x87.png 300w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As análises microbiológicas foram fundamentadas pelo Manual de Métodos para Análises Microbiológicas de Alimentos (SILVA et al, 2017), que segue as metodologias recomendadas pelos órgãos oficiais: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), <em>American Public Health Association </em>(APHA), <em>Food and Drug Administration</em> (FDA), <em>Food Safety and Inspection Servicedo / United States Departament of Agriculture</em> (FSIS/USDA), <em>Association of Official Analytical Chemist</em> (AOAC) e <em>International Organization for Standardization</em> (ISO).</p>



<h3 class="wp-block-heading">2.6 Análise da qualidade sensorial</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A análise sensorial, definida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (1993) como método científico para avaliar as características perceptíveis de alimentos, que possam ser percebidas pelos sentidos do paladar, visão, olfato, tato e audição, utilizando conhecimentos de ciência de alimentos, fisiologia, psicologia e estatística (BRITO, 2019), foi aplicada a produtos formulados com resíduo agroindustrial de maracujá. Utilizando a escala hedônica, que é a escala de intervalo que expressa o grau de gostar ou desgostar de uma amostra pelo consumidor, de 9 pontos, o teste foi realizado no Laboratório de Nutrição e Dietética por 60 provadores voluntários, selecionados aleatoriamente, com critérios de inclusão relacionados ao interesse, faixa etária (18-60 anos), e ausência de condições que impedissem a análise sensorial. A pesquisa, aprovada pelo comitê de ética em pesquisa (CAAE: 65243722.9.0000.5182, número do parecer: 5.839.069), envolveu 67 provadores para cookies, 66 para brownie e 62 para pães de sal, todos abordados diretamente na instituição. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), seguindo a recomendação da RDC 466/12 que trata de pesquisas envolvendo seres humanos, antes dos testes, realizados com amostras codificadas e separadas, acompanhadas de água para neutralizar o paladar. Os atributos sensoriais avaliados incluíram aparência, cor, aroma, sabor, textura, e uma avaliação global, além da intenção de compra em uma escala de 5 pontos, conforme metodologia descrita por Brito (2019) e o IAL (2008).</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.7 Análise estatística</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nunes e Mattos (2018) destacam a importância da distribuição normal das amostras na estatística inferencial, influenciando a qualidade e confiabilidade das análises em pesquisas científicas. No entanto, segundo Pino (2014), a não normalidade ocorre quando variáveis seguem distribuições diferentes da normal devido a características intrínsecas do fenômeno, sem impactar significativamente a interpretação de médias simples. Nesta pesquisa, a normalidade das amostras foi testada pelo método de ShapiroWilk, revelando p-valores inferiores a 5% (p &lt; 0,05), indicando não normalidade. As análises foram realizadas no Excel e tratadas com o teste de Kruskal-Wallis, um método não paramétrico relativo ao ANOVA, utilizando o programa R (versão 2020) para a obtenção dos resultados estatísticos.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>2.</strong><strong> </strong><strong>Resultados e Discussão</strong></h5>



<h6 class="wp-block-heading">3.1 Caracterização microbiológica dos produtos</h6>



<h6 class="wp-block-heading">3.1.1 Biscoito tipo cookies</h6>



<p class="wp-block-paragraph">A análise microbiológica das três formulações (Tabela 3) de <em>cookies</em> revelou que não houve crescimento de <em>Salmonella</em> ssp. em 25g das amostras, e <em>Staphylococcus</em> coagulase positiva não apresentou crescimento de nenhuma unidade formadora de colônia (UFC/g). As contagens de coliformes a 35°C e 45°C mostraram variações: o <em>cookie</em> padrão e o com 20% de farinha de casca de maracujá (FCM) apresentaram contagem &lt;3,0 NMP/g, enquanto o <em>cookie</em> com 10% de FCM apresentou 15 e 14 NMP/g, respectivamente. Quanto aos fungos e leveduras, o <em>cookie</em> padrão apresentou crescimento de 1,67 UFC/g e o <em>cookie</em> com 20% FCM teve 333,33 UFC/g, sem crescimento na amostra com 10% FCM. Apesar dessas variações, os resultados indicam que todos os produtos são seguros para o consumo humano.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.1.2 Brownies</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Nos <em>brownies</em>, a análise microbiológica (Tabela 3) demonstrou ausência de <em>Salmonella</em> ssp. em 25g de todas as amostras, e <em>Staphylococcus</em> coagulase positiva não apresentou crescimento de UFC/g. A contagem de coliformes a 35°C e 45°C foi &lt;3,0 NMP/g em todas as amostras. Os fungos e leveduras apresentaram crescimento de 183,33 UFC/g nas amostras padrão e a 5% FCM, e de 16,67 UFC/g na amostra com 10% FCM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os <em>brownies</em> também atendem aos critérios de segurança para consumo.</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.1.3 Pães de sal</h6>



<p class="wp-block-paragraph">As amostras de pão de sal mostraram ausência de crescimento de <em>Salmonella</em> ssp. em 25g e ausência de crescimento de <em>Staphylococcus</em> coagulase positiva em todas as amostras (Tabela 3). As contagens de coliformes a 35°C e 45°C foram de 3,6 NMP/g na amostra padrão, enquanto as amostras com 5% e 10% de FCM apresentaram contagens &lt;3,0 NMP/g. O crescimento de fungos e leveduras foi de 171,67 UFC/g no pão padrão, 318,33 UFC/g na amostra com 5% FCM, e 336,67 UFC/g na com 10% FCM. Mesmo com essas diferenças, todas as amostras de pães se enquadram nos padrões microbiológicos exigidos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3.</strong> Resultado das análises microbiológicas dos biscoitos tipo <em>cookies</em>, <em>brownies</em>, pães de sal elaborados em receita padrão e receita acrescida de FCM para contagem de coliformes termotolerantes e Salmonella ssp, comparados à valores padrão normatizados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="696" height="305" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1387.png" alt="" class="wp-image-201323" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1387.png 696w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1387-300x131.png 300w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que os produtos elaborados são seguros para o consumo humano. Nascimento et al. (2020) desenvolveram produtos com farinha da casca do maracujá e obtiveram resultados compatíveis com os parâmetros microbiológicos exigidos pelas normas vigentes. Santos e Almeida (2020), em estudo semelhante utilizando farinha de banana, também verificaram resultados dentro dos padrões. Dessa forma, os produtos feitos com o resíduo agroindustrial de maracujá nesta pesquisa foram preparados seguindo as boas práticas de fabricação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasil, 2002) e estão em conformidade com a Instrução Normativa 161/22 e a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 724/2022, sendo considerados aptos para o consumo humano.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3.2 Rotulagem Nutricional</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A rotulagem nutricional é uma ferramenta importante para promover a alimentação saudável, auxiliando os consumidores na escolha de produtos que contribuem para a saúde. Os alimentos desenvolvidos com farinha da casca do maracujá (FCM) apresentam características nutricionais diferenciadas, descritas nos rótulos de acordo com o modelo estabelecido pela legislação brasileira (BRASIL, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora pouco valorizadas, as informações nutricionais nos rótulos podem ser um instrumento educativo, estimulando escolhas mais conscientes e saudáveis. Pereira et al. (2019) afirma que os rótulos são ferramentas de comunicação que incentivam a autonomia do consumidor, especialmente ao priorizar alimentos menos processados e com menos aditivos químicos. A rotulagem nutricional se encontra ao longo do próximo tópico (Tabelas 4, 5 e 6) e em anexo (ANEXO I).</p>



<h4 class="wp-block-heading">5.2.1 Biscoito Tipo Cookies</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Foram desenvolvidos três tipos de biscoitos cookies: a receita padrão e duas variações com substituições de 10% e 20% da farinha de trigo por FCM (Tabela 4).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4. </strong>Informações nutricionais dos biscoitos cookies.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="110" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1388.png" alt="" class="wp-image-201324" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1388.png 596w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1388-300x55.png 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram que a substituição da farinha de trigo por FCM reduz gradativamente o valor energético (até 6%) e aumenta o teor de fibras. Segundo Rocha et al. (2021), dietas ricas em fibras favorecem o controle glicêmico e lipídico, reduzindo riscos metabólicos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">5.2.2 Brownies</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os brownies foram produzidos com a receita padrão e duas variações, substituindo 5% e 10% da farinha de trigo por FCM para preservar características sensoriais (Tabela 5).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 5.</strong> Informações nutricionais dos brownies.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="109" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1389.png" alt="" class="wp-image-201325" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1389.png 611w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1389-300x54.png 300w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As substituições não alteraram significativamente o valor energético nem o teor de fibras. Entretanto, o produto atinge 100% do valor diário recomendado de gorduras trans por porção, destacando a necessidade de consumo moderado, especialmente para pessoas com restrições alimentares. Izar et al. (2021) enfatiza que gorduras trans devem ser evitadas, e recomenda-se priorizar gorduras insaturadas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">5.2.3 Pães de Sal</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os pães de sal foram elaborados em três versões: a receita padrão e duas variações com substituições de 5% e 10% da farinha de trigo por FCM (Tabela 6).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 6.</strong> Informações nutricionais dos pães de sal.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="114" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1390.png" alt="" class="wp-image-201326" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1390.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1390-300x56.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A adição de FCM reduziu o valor energético em até 8% e dobrou o teor de fibras. Santos (2020) relatou resultados semelhantes ao substituir farinha de trigo por ora-pronóbis, demonstrando o impacto positivo no aumento de fibras. O uso de farinhas funcionais contribui para uma alimentação saudável, alinhada às recomendações nutricionais (Guimarães, 2021).</p>



<h6 class="wp-block-heading">3.3 Análise da Qualidade Sensorial</h6>



<p class="wp-block-paragraph">Paula e Ferreira (2019) destacam que a análise sensorial avalia os atributos de um produto por meio dos sentidos, essencial para a aceitabilidade no mercado e controle de qualidade industrial. Diferentes testes estatísticos, como ANOVA e <em>Kruskal-Wallis</em>, podem ser utilizados para analisar a aceitação sensorial. O teste de <em>Kruskal-Wallis</em>, uma alternativa à ANOVA quando os dados não são normais, evidencia diferenças entre medianas quando significativo (Souza, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados da pesquisa foram avaliados pelo teste de <em>Shapiro-Wilk</em> para verificar a normalidade. Resultados indicaram p-valores menores que 5%, rejeitando a hipótese de normalidade (Miot, 2017). A Tabela 10 apresenta os resultados para <em>cookies</em>, brownies e pães de sal, respectivamente, e a Tabela 7 exibe o <em>p</em>-valor do teste de <em>Kruskal-Wallis</em>, para <em>cookies</em>, brownies e pães de sal, respectivamente, destacam-se as diferenças significativas em sabor, avaliação global e intenção de compra. Para pães, o teste Shapiro-Wilk também rejeitou a normalidade (Tabela 7), e o <em>Kruskal-Wallis </em>indicou diferença apenas na aparência (Tabela 8).&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 7. </strong>Resultados do teste de <em>Shapiro-Wilk</em> para biscoito tipo <em>cookie, brownies </em>e pães de sal, respectivamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="642" height="244" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1391.png" alt="" class="wp-image-201327" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1391.png 642w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1391-300x114.png 300w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A análise pelo teste de <em>Kruskal-Wallis</em> mostrou que há diferença entre as amostras quando consideradas as variáveis sabor, avaliação global e intenção de compra. Comparando com estudos, Nunes et al. (2016) e Ferreira et al. (2021) demonstram diferentes níveis de aceitação sensorial para pães com ingredientes funcionais. Em brownies, o teste Shapiro-Wilk confirmou a não normalidade (Tabela 7), e o KruskalWallis apontou significância apenas na intenção de compra (Tabela 8). Otto et al. (2022) relatam aceitação superior para <em>brownies</em> com ingredientes funcionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos de Nascimento (2022) e Otto et al. (2022) corroboram a aceitação de produtos com ingredientes alternativos, mostrando que os brownies com farinha de casca de maracujá têm potencial sensorial e comercial elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 8</strong>. Resultado do teste de <em>Kruskal-Wallis</em> para o produto biscoito tipo <em>cookie.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1392.png" alt="" class="wp-image-201329" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1392.png 602w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1392-300x106.png 300w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o cookie com 10% de FCM obteve médias hedônicas altas (8,0), enquanto o de 20% manteve uma boa aceitação (7,0). Em intenção de compra, os cookies FCM tiveram médias de 4,0, e o padrão atingiu 5,0. Silva et al. (2019) observaram menor aceitação com maior percentual de farinha em outro estudo, contrastando com as boas médias encontradas aqui. Oliveira et al. (2020) reforçam a importância da composição dos alimentos na aceitação sensorial.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>3.</strong><strong> </strong><strong>Considerações finais</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados desta pesquisa foram satisfatórios, confirmando uma melhora nutricional nos alimentos modificados com o resíduo agroindustrial da casca do maracujá, que mantiveram boa aceitação em diversas preparações. Embora os brownies formulados tenham sido bem aceitos, apresentaram alto teor de gordura saturada, possivelmente devido aos ingredientes utilizados; assim, sugere-se, para estudos futuros, a substituição do tipo de gordura empregada e o aumento da quantidade de resíduo agroindustrial para novas avaliações sensoriais. Os produtos de panificação enriquecidos com farinha da casca do maracujá tiveram, em geral, boa aceitação sensorial e podem ser introduzidos na dieta diária para aumentar a ingestão de fibras e promover o consumo de alimentos com alto teor desse nutriente. Portanto, o resíduo agroindustrial da casca do maracujá, ao ser utilizado como fonte de fibras em produtos de panificação, representa uma excelente alternativa tanto para consumo quanto para venda no mercado. Esses produtos, ao serem incorporados nos hábitos alimentares regulares, favorecem o aumento do consumo de fibras, melhoram as características nutricionais dos alimentos e auxiliam na prevenção e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.</strong><strong> </strong><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Barros et al. (2020)</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. S. Fundamentos da metodologia: um guia para iniciação científica. São Paulo: Makron, 2000. 122 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa IN – n° 75 de 08 de outubro de 2020. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 09 out. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução RDC n°429 de 08 de outubro de 2020. Dispõe sobre a rotulagem nutricional dos alimentos embalados. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 09 out. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Resolução RDC nº 274 de 01 de julho de 2022. Dispõe sobre padrões microbiológicos dos alimentos e suas aplicações. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 02 Jul. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Instrução normativa nº 161 de 01 de julho de 2022. Estabelece os padrões microbiológicos dos alimentos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 06 Jul. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa IN – n° 75 de 08 de outubro de 2020. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 09 out. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução RDC n°429 de 08 de outubro de 2020. Dispõe sobre a rotulagem nutricional dos alimentos embalados. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 09 out. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Resolução RDC nº 259, de 20 de setembro de 2002. Aprovar o Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 23 Set. 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Resolução RDC nº 274 de 01 de julho de 2022. Dispõe sobre padrões microbiológicos dos alimentos e suas aplicações. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 02 Jul. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Rotulagem nutricional obrigatória: manual de orientação às indústrias de</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos &#8211; 2º Versão / Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Universidade de Brasília – Brasília: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Universidade de Brasília, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRITO, A. C. A. F. Aceitabilidade de produtos alimentícios funcionais da farinha da casca do maracujá (passiflora edulis f. flavicarpa): uma revisão da literatura. 2019. Trabalho de conclusão de curso. Graduação em Nutrição. Governador Mangabeira, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASAGRANDE, S.; CANCELIER, J. W.; BELING, H. M. Programa nacional de alimentação escolar (PNAE): Contribuição na alimentação saudável escolar e promoção da agricultura familiar. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 3, p. 25835-25849, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conceição e Borges (2021) &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONCEIÇÃO, I. S. P. da; BORGES, A.C.L. Benefícios dos alimentos funcionais no controle e tratamento do diabetes mellitus (DM) &#8211; revisão de literatura. Hygeia: Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 17, n. 1, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CUNHA, K. M; CATTELAN, M. G. Desenvolvimento de produto alimentício com substituição parcial da farinha de trigo por farinha da casca de maracujá. Revista Científica, v. 1, n. 1, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAMASCENO, C. S. B. et al. Efeito da adição de farinha da casca de maracujá (Passiflora edulis) na aceitabilidade de pão. Visão Acadêmica, v. 19, n. 3, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE LIMA, A. B. et al. Comportamento do consumidor frente à informação nutricional em rotulagem de produtos alimentícios. Connection Line-Revista Eletrônica do Univag, n. 22, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGUEIREDO, A. E. B.; CECCON, R. F.; FIGUEIREDO, J. H. C. Doenças crônicas não transmissíveis e suas implicações na vida de idosos dependentes. Ciência &amp; saúde coletiva, v. 26, p. 77-88, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FILHO, J. R. et al. Melhoria do valor nutricional do brownie utilizando farinha do mesocarpo externo do pequi (Caryocar brasiliense Camb). Motricidade, v. 14, n. 1, p. 196-204, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUIMARÃES, Maiara Almeida. Elaboração e análise nutricional de pão integral com psyllium. 2021. 46f. Monografia (Graduação em Nutrição) &#8211; Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IAL (2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">IZAR, M. C. O. et al. Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cardiovascular–2021. Arquivos brasileiros de cardiologia, v. 116, p. 160-212, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACÊDO, J. C. B.; BEZERRA, K. C. B; RAPOSO, L. A. S. R. Desenvolvimento da farinha do albedo do maracujá amarelo. Nutrição Brasil, v. 18, n. 3, p. 151-156, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAPA, Brasil, 2002</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIOT, H. A. Avaliação da normalidade dos dados em estudos clínicos e experimentais. Jornal vascular brasileiro, v. 16, p. 88-91, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, D. S.; OLIVEIRA, S. D.; OLIVEIRA, M. E. G. Caracterização físico-química e avaliação sensorial de brownies potencialmente orgânicos elaborados com farinha de linhaça marrom (Linum usitatissimum) e farinha de chia (Salvia hispanica L.). Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 9, n.9, pág. e215997146-e215997146, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, M. V. M. et al. Efeito da adição da casca de banana no desenvolvimento e análise sensorial de cupcakes. Trabalho de Conclusão de curso (Graduação em Nutrição). Universidade Federal de Campina Grande. Cuité – PB, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NASCIMENTO, N. C. et al. Elaboração de biscoito com a farinha da casca do maracujá (Passiflora edulis). Research, Society and Development, v. 9, n. 7, p. e501974333-e501974333, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunes e Mattos (2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES, O. L. G. S. et al. Desenvolvimento de pão de forma enriquecido com batatadoce biofortificada. Hig. aliment, p. 108-113, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, T. W. N. et al. Caracterização físico-química e sensorial de biscoitos tipo cookie elaborados com farinha de berinjela (solanum melongena l.) E quiabo (abelmoschus esculentus l. Moench). Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 3, p. 14259-14277, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OTTO, E. et al. Análise sensorial e nutricional de bolo tipo brownie de chocolate com ingredientes funcionais. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e423111335496 &#8211; e423111335496, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, M. C. S. et al. Direito do consumidor às informações nos rótulos dos alimentos: perspectiva de profissionais envolvidos em políticas públicas. Aletheia, v. 52, n. 1, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINO, F. A. A questão da não normalidade: Uma revisão. Revista de economia agrícola, v. 61, n. 2, p. 17-33, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, M. R. L.; ALMEIDA, T. M.. Avaliação físico-química, microbiológica e sensorial de pães enriquecidos com farinha de banana verde com e sem casca. Científic@-Multidisciplinary Journal, v. 7, n. 2, p. 1-11, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, R. R. Propriedades físicas e tecnológicas de farinha de trigo aditivada com casca de maracujá. Trabalho de conclusão de Curso (Graduação em Ciências Agrárias). Universidade Federal dos Vales Do Jequitinhonha E Mucuri. Unaí – MG, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, V. L. C. Adição de farinha de ora-pro-nóbis em pães: possibilidades de incremento proteico e de fibras na rotina alimentar brasileira. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Nutrição) – Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, MS, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Y. C. F.; ANDRÉ, M. F. Desenvolvimento e análise sensorial de biscoito enriquecido com farinha de casca de maracujá (Passiflora Edulis). Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 1, p. 6932-6938, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SBD -Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2019-2020. São Paulo: Editora Clannad, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, N. et al. Manual de métodos de análise microbiológica de alimentos e água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Editora Blucher, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, I. G. et al. Elaboração e análise sensorial de biscoito tipo cookie feito a partir da farinha do caroço de abacate. Brazilian Journal of Food Technology, v. 22, p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e2018209, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, P. A. C. Tamanho de amostra e poder para três testes não-paramétricos. Monografia apresentada para obtenção do grau de Bacharel em Estatística. Instituto de Matemática – Departamento de Estatística. Porto Alegre – RS, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VITALLI, D. Obtenção e utilização de farinhas de maracujá e de berinjela: uma revisão. Trabalho de conclusão de curso. Graduação em nutrição. Palmeira das Missões,2019.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ANEXOS ANEXO I</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 4.</strong> Informação nutricional dos biscoitos tipo <em>cookies</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="656" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1393.png" alt="" class="wp-image-201331" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1393.png 599w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1393-274x300.png 274w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Dados da pesquisa, 2023; Brasil, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 5.</strong> Informação nutricional dos <em>Brownies</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="617" height="522" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1394.png" alt="" class="wp-image-201332" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1394.png 617w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1394-300x254.png 300w" sizes="(max-width: 617px) 100vw, 617px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Dados da pesquisa, 2023; Brasil, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 6.</strong> Informação nutricional dos Pães de sal</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="617" height="534" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1395.png" alt="" class="wp-image-201334" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1395.png 617w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-1395-300x260.png 300w" sizes="(max-width: 617px) 100vw, 617px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Fonte: Dados da pesquisa, 2023; Brasil, 2020</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Mestre em Gestão e Sistemas Agroindustriais da Universidade Federal de Campina Grande. Email: emelineaires@fiponline.edu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Docente da Universidade Federal de Campina Grande do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar.Email: rosilene@ccta.ufcg.edu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> Docente da Universidade Federal de Campina Grande do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar.alfredinad@ccta.ufcg.edu.br</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>OS IMPACTOS DO DIAGNÓSTICO DA HANSENÍASE NA SAÚDE PÚBLICA: DESAFIOS E AVANÇOS NO CONTROLE DA DOENÇA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/os-impactos-do-diagnostico-da-hanseniase-na-saude-publica-desafios-e-avancos-no-controle-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft NI]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=200716</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202502281113 Elisabete Soares de Santana1; Gebes Vanderlei Parente Santos2; Clarkson Henrique Santos Lemos3; Carlos Lopatiuk4; Carla Emanuele Lopatiuk5; Myllena Rodrigues de Oliveira6; Patricia Yoko Cunha Shimokomaki7; Denis Eduardo Chaves8; Elenize Gonçalves Cavalheiro9; Filipe Monteiro Beltrão10 RESUMO  A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Ela afeta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202502281113</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Elisabete Soares de Santana<sup>1</sup>; Gebes Vanderlei Parente Santos<sup>2</sup>; Clarkson Henrique Santos Lemos<sup>3</sup>; Carlos Lopatiuk<sup>4</sup>; Carla Emanuele Lopatiuk<sup>5</sup>; Myllena Rodrigues de Oliveira<sup>6</sup>; Patricia Yoko Cunha Shimokomaki<sup>7</sup>; Denis Eduardo Chaves<sup>8</sup>; Elenize Gonçalves Cavalheiro<sup>9</sup>; Filipe Monteiro Beltrão<sup>10</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pelo <em>Mycobacterium leprae</em>. Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar a deformidades físicas e incapacidades permanentes quando não tratada precocemente. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a hanseníase permanece como um desafio de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, onde desigualdades sociais, pobreza e acesso limitado aos serviços de saúde contribuem para a manutenção da sua transmissão. Embora a implementação da poliquimioterapia (PQT) tenha representado um marco no controle da hanseníase, fatores como atraso no diagnóstico, abandono do tratamento e estigma social ainda comprometem os esforços de eliminação da doença. No Brasil, que ocupa o segundo lugar mundial em casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, as regiões Norte e Nordeste concentram os maiores índices de incidência, evidenciando o impacto das desigualdades socioeconômicas na propagação da doença. Diante desse contexto, este estudo tem como objetivo analisar os impactos da hanseníase na saúde pública, com foco nos desafios para o diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, além de discutir estratégias para a superação do estigma e a promoção de ações integradas que fortaleçam o controle da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Controle da Doença, Diagnóstico Precoce, Hanseníase, Inovações Tecnológicas, Saúde Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Leprosy, also known as Hansen&#8217;s disease, is a chronic infectious disease caused by <em>Mycobacterium leprae</em>. It primarily affects the skin and peripheral nerves, potentially leading to physical deformities and permanent disabilities if not treated early. Despite advances in diagnosis and treatment, leprosy remains a public health challenge, especially in developing countries, where social inequalities, poverty, and limited access to healthcare services contribute to the persistence of its transmission. Although the implementation of multidrug therapy (MDT) has marked a milestone in leprosy control, factors such as delayed diagnosis, treatment abandonment, and social stigma still hinder efforts to eliminate the disease. In Brazil, which ranks second globally in leprosy cases, behind only India, the North and Northeast regions have the highest incidence rates, highlighting the impact of socioeconomic inequalities on disease spread. Against this backdrop, this study aims to analyze the impacts of leprosy on public health, focusing on challenges related to early diagnosis and treatment adherence, as well as discussing strategies for overcoming stigma and promoting integrated actions that strengthen disease control.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: Disease Control, Early Diagnosis, Leprosy, Technological Innovations, Public Health.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">La hanseniasis, también conocida como lepra, es una enfermedad infecciosa crónica causada por <em>Mycobacterium leprae</em>. Afecta principalmente la piel y los nervios periféricos, pudiendo llevar a deformidades físicas e incapacidades permanentes si no se trata de manera precoz. A pesar de los avances en el diagnóstico y tratamiento, la hanseniasis sigue siendo un desafío para la salud pública, especialmente en países en desarrollo, donde las desigualdades sociales, la pobreza y el acceso limitado a los servicios de salud contribuyen a la persistencia de su transmisión. Aunque la implementación de la poliquimioterapia (PQT) ha representado un hito en el control de la hanseniasis, factores como el retraso en el diagnóstico, el abandono del tratamiento y el estigma social siguen comprometiendo los esfuerzos para eliminar la enfermedad. En Brasil, que ocupa el segundo lugar mundial en casos de hanseniasis, solo detrás de la India, las regiones Norte y Nordeste concentran los mayores índices de incidencia, lo que evidencia el impacto de las desigualdades socioeconómicas en la propagación de la enfermedad. En este contexto, este estudio tiene como objetivo analizar los impactos de la hanseniasis en la salud pública, enfocándose en los desafíos para el diagnóstico precoz y la adhesión al tratamiento, además de discutir estrategias para superar el estigma y promover acciones integradas que fortalezcan el control de la enfermedad.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palabras clave</strong>: Control de la enfermedad, Diagnóstico precoz, Hanseniasis, Innovaciones tecnológicas, Salud pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO   </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pelo <em>Mycobacterium leprae</em>, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e, em casos mais graves, outros órgãos, levando a deformidades e incapacidades físicas permanentes se não tratada adequadamente (Araújo <em>et al.</em>, 2024). Apesar de ser uma das doenças mais antigas documentadas, tendo registros históricos que remontam a milhares de anos, a hanseníase ainda representa um desafio significativo para os sistemas de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, anualmente, cerca de 200 mil novos casos são diagnosticados em todo o mundo, o que reflete a persistência da transmissão ativa da doença em áreas endêmicas (Oliveira <em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são considerados as principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão da hanseníase e prevenir complicações graves. No entanto, identificar os sinais iniciais da doença nem sempre é uma tarefa simples, devido à sua evolução lenta e à similaridade dos sintomas com outras doenças dermatológicas e neurológicas (Trajano <em>et al</em>., 2020). Essa dificuldade é agravada em áreas remotas ou vulneráveis, onde o acesso aos serviços de saúde é limitado e a capacitação profissional é insuficiente. Além disso, o estigma associado à hanseníase, que carrega um forte histórico de discriminação e exclusão social, continua sendo uma barreira para que pacientes procurem atendimento médico, prolongando o diagnóstico e o início do tratamento (Pacheco <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da poliquimioterapia (PQT), combinando medicamentos como rifampicina, dapsona e clofazimina, foi um marco no combate à hanseníase, reduzindo significativamente a carga global da doença. No entanto, apesar dos avanços no tratamento, o Brasil continua enfrentando desafios para alcançar a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, sendo o segundo país em número de casos, atrás apenas da Índia (Silveira <em>et al.</em>, 2023). Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que a maior parte dos novos casos ocorre em regiões marcadas por desigualdades sociais, como o Norte e o Nordeste, onde a pobreza, a falta de saneamento básico e a desinformação contribuem para a perpetuação da doença (Ferreira <em>et al.</em>, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os determinantes sociais de saúde têm um papel crucial na epidemiologia da hanseníase, evidenciando a relação direta entre a ocorrência da doença e as condições de vulnerabilidade social. Populações que vivem em áreas de difícil acesso, em situação de extrema pobreza e com baixos níveis de escolaridade estão mais expostas ao risco de infecção e às consequências da doença (Santos <em>et al</em>., 2022). Nesse contexto, a hanseníase não pode ser considerada apenas um problema clínico, mas sim uma questão complexa que requer intervenções intersetoriais, incluindo políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais, ao fortalecimento do sistema de saúde e à promoção da educação em saúde para as comunidades afetadas (Teixeira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto da hanseníase na saúde pública também se reflete na necessidade de maior investimento em estratégias de vigilância epidemiológica e no desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas. Tecnologias como testes moleculares e exames imunológicos têm demonstrado potencial para melhorar a detecção precoce da doença, especialmente em contatos domiciliares e indivíduos assintomáticos (Santos <em>et al</em>., 2024). Além disso, ações educativas e campanhas de conscientização são indispensáveis para combater o estigma, reduzir o medo associado à doença e promover a adesão ao tratamento, contribuindo para uma resposta mais eficaz ao controle da hanseníase.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, apesar dos avanços científicos e das iniciativas de saúde pública, a hanseníase permanece como um desafio global que exige esforços coordenados e contínuos. O fortalecimento das políticas públicas, aliado à integração entre serviços de saúde, ações de prevenção e reabilitação psicossocial, pode representar um caminho promissor para mitigar os impactos dessa doença. Ao priorizar o diagnóstico precoce, a ampliação do acesso ao tratamento e o enfrentamento do estigma, é possível avançar na luta contra a hanseníase e garantir melhores condições de vida para as populações afetadas (Belai <em>et al.</em>, 2024). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo é analisar os impactos do diagnóstico da hanseníase na saúde pública, destacando os principais desafios enfrentados no controle da doença e os avanços alcançados na prevenção, diagnóstico e tratamento. Busca-se compreender como fatores sociais, econômicos e culturais, como pobreza, desigualdade de acesso aos serviços de saúde, falta de informação e o estigma social, influenciam tanto a disseminação da hanseníase quanto a adesão ao tratamento, contribuindo para a perpetuação da doença em determinadas populações. Além disso, pretende-se avaliar como políticas públicas, iniciativas educacionais e ações intersetoriais podem ser fortalecidas para promover o diagnóstico precoce, a gestão adequada dos casos e a reabilitação dos pacientes. O estudo também visa propor estratégias inovadoras e sustentáveis que integrem aspectos clínicos, sociais e tecnológicos para reduzir a prevalência da hanseníase, minimizar as incapacidades decorrentes e combater o estigma que historicamente acompanha os portadores da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo utiliza a abordagem de escopo (<em>scoping review</em>) para mapear e analisar as evidências disponíveis sobre os impactos do diagnóstico da hanseníase na saúde pública, focando nos desafios e avanços no controle da doença. A revisão de escopo foi escolhida por permitir uma visão abrangente do tema, identificando lacunas no conhecimento, avanços recentes e as tecnologias mais relevantes no diagnóstico da hanseníase. Esta metodologia é amplamente recomendada quando o objetivo é explorar áreas de pesquisa emergentes e avaliar a amplitude de dados disponíveis sobre uma temática específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo foi realizado em cinco etapas principais: formulação da questão de pesquisa, identificação das bases de dados relevantes, definição de critérios de inclusão e exclusão, extração e análise dos dados. A questão norteadora definida foi: &#8220;Quais são os impactos do diagnóstico da hanseníase na saúde pública e quais os desafios e avanços no controle da doença?&#8221; A partir disso, buscou-se organizar o estudo para identificar as principais inovações tecnológicas no diagnóstico da hanseníase e avaliar sua aplicabilidade em diferentes contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases de dados PubMed, <em>Scopus, Web of Science</em> e SciELO, abrangendo artigos publicados entre 2020 e 2024. Foram utilizados descritores em inglês e português, como &#8220;leprosy&#8221;, &#8220;diagnostic technologies&#8221;, &#8220;health impacts&#8221;, &#8220;controle da hanseníase&#8221;, combinados com operadores booleanos “<em>AND</em>” e “<em>OR</em>”. Apenas artigos revisados por pares, revisões sistemáticas, estudos experimentais e relatos de caso relacionados diretamente ao tema foram incluídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios de inclusão foram estudos que abordassem os impactos do diagnóstico da hanseníase na saúde pública, como métodos diagnósticos inovadores, desafios no controle da doença, detecção precoce e tecnologias emergentes. Estudos focados exclusivamente em outras áreas relacionadas, como tratamento ou aspectos sociais da hanseníase, foram excluídos. Após a aplicação dos critérios, os artigos selecionados passaram por uma triagem em duas etapas: leitura de títulos e resumos, seguida pela análise completa dos textos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados extraídos incluíram informações sobre o tipo de tecnologia utilizada, impacto na detecção precoce, eficácia nos métodos de diagnóstico, sensibilidade e especificidade diagnóstica, custo, tempo para obtenção dos resultados e impacto na saúde pública. Os resultados foram sintetizados de forma descritiva e apresentados em categorias temáticas. Essa abordagem permitiu identificar tanto os avanços quanto os desafios para o diagnóstico e controle da hanseníase, fornecendo uma base sólida para futuras pesquisas e estratégias no enfrentamento dessa doença. Após utilizar todos esses critérios para as buscas foram selecionados 15 artigos, para a criação deste artigo.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados analisados revelaram que a hanseníase continua sendo um problema de saúde pública significativo, especialmente em países em desenvolvimento. O Brasil, em particular, permanece entre os países com maior número de casos novos anuais, o que reforça a necessidade de estratégias de controle mais eficazes (Duarte <em>et al</em>., 2024). Mesmo com a implementação de programas de vigilância epidemiológica, os desafios persistem, especialmente em regiões periféricas e de difícil acesso, onde fatores como desigualdade socioeconômica, baixa cobertura de serviços de saúde e desinformação sobre a doença agravam o cenário. A alta incidência de casos em populações vulneráveis evidencia a importância de abordagens mais integradas, que combinem políticas de saúde pública com intervenções sociais voltadas para a redução da pobreza e melhoria das condições de vida (Hespanhol&nbsp; <em>et al</em>., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise também evidenciou que a poliquimioterapia (PQT), recomendada pela OMS como tratamento padrão, apresenta alta eficácia na cura dos pacientes diagnosticados, representando um dos maiores avanços no manejo clínico da hanseníase. Contudo, a adesão ao tratamento permanece um grande desafio, especialmente em áreas rurais e comunidades de baixa renda. Dados mostram que a taxa de abandono do tratamento é particularmente alta em regiões de extrema vulnerabilidade social, onde fatores como estigma, desinformação, falta de transporte e barreiras geográficas influenciam negativamente o seguimento dos pacientes (Jesus <em>et al</em>., 2023). Além disso, a ausência de suporte psicológico e de programas de acompanhamento contribui para que muitos pacientes interrompam o tratamento antes da conclusão. Em algumas áreas, foi relatado que até 40% dos pacientes desistem do tratamento, o que não só compromete sua recuperação, como também aumenta o risco de resistência medicamentosa, recidivas e perpetuação da cadeia de transmissão da doença (Marciano&nbsp; <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro achado relevante foi o impacto persistente do estigma social nos pacientes diagnosticados. Muitos relataram dificuldades em conviver com o diagnóstico devido à discriminação e ao preconceito, o que também contribui para o atraso na procura por atendimento médico (Pernambuco <em>et al</em>., 2022). Esse estigma, enraizado em séculos de marginalização dos portadores de hanseníase, continua a ser um obstáculo significativo, tanto no diagnóstico precoce quanto na adesão ao tratamento. Em comunidades mais tradicionais, crenças culturais e religiosas reforçam a marginalização dos indivíduos afetados, intensificando a exclusão social e dificultando iniciativas educacionais. Estudos sugerem que a superação desse desafio exige uma abordagem comunitária, com a participação ativa de líderes locais, campanhas educativas inclusivas e programas que promovam a conscientização da população sobre os direitos dos pacientes e o caráter incurável da hanseníase (Trajano <em>et al</em>., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços tecnológicos no diagnóstico foram destacados como um ponto positivo no combate à hanseníase. Métodos moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), têm demonstrado alta sensibilidade e especificidade na detecção precoce de casos, especialmente entre os contatos domiciliares (Araújo <em>et al</em>., 2024). Esses avanços possibilitam identificar infecções em estágios iniciais, reduzindo o tempo de transmissão e ampliando as chances de cura. Contudo, a aplicação de tecnologias mais avançadas ainda é limitada devido a barreiras financeiras e estruturais. A falta de equipamentos adequados, profissionais capacitados e laboratórios bem equipados em regiões endêmicas impede a ampla disseminação dessas ferramentas, reforçando a desigualdade no acesso à saúde. Esse contexto aponta para a necessidade de investimentos mais robustos em infraestrutura laboratorial e treinamento, além do desenvolvimento de métodos diagnósticos mais acessíveis para populações de baixa renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise também destacou o papel das iniciativas educacionais e das campanhas de conscientização no combate à hanseníase. Programas comunitários voltados à educação em saúde têm demonstrado impactos positivos, promovendo maior adesão ao tratamento e redução do estigma social, além de estimular a busca por diagnóstico precoce (Teixeira <em>et al</em>., 2020). Essas ações, muitas vezes conduzidas em parcerias com ONGs e organizações comunitárias, têm conseguido alcançar populações vulneráveis, gerando conscientização sobre os sinais e sintomas da doença e desmistificando crenças equivocadas. Contudo, ainda há um déficit na expansão dessas iniciativas para áreas rurais, indígenas e comunidades de difícil acesso, onde os índices de prevalência são mais altos. Estratégias mais amplas e inclusivas, combinadas com o uso de tecnologias digitais, poderiam maximizar o impacto dessas campanhas, ampliando o alcance e promovendo maior engajamento comunitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, os resultados indicaram que, embora políticas públicas voltadas para o controle da hanseníase tenham gerado melhorias significativas no manejo da doença, persistem lacunas estruturais e operacionais. A integração insuficiente entre os serviços especializados e a atenção primária compromete a capacidade de resposta rápida e eficaz às demandas da população, reforçando a necessidade de um fortalecimento mais amplo e coordenado das estratégias de saúde pública (Silveira <em>et al</em>., 2023). Além disso, a alocação inadequada de recursos e a fragmentação na implementação das políticas contribuem para desigualdades regionais no controle da hanseníase. Programas integrados, com financiamento adequado e suporte governamental contínuo, são fundamentais para superar essas barreiras e avançar no enfrentamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados deste estudo reforçam as evidências existentes na literatura de que a hanseníase é uma doença multifatorial, cujos determinantes sociais de saúde desempenham papel central na perpetuação de sua incidência. Pacheco <em>et al</em>. (2021) destacam que fatores como pobreza, baixa escolaridade, falta de acesso à saúde e condições inadequadas de moradia criam um ambiente propício para a disseminação da hanseníase, especialmente em regiões endêmicas. Essas condições socioeconômicas vulneráveis não apenas dificultam o diagnóstico precoce, mas também comprometem a adesão ao tratamento, perpetuando o ciclo de transmissão. Além disso, a falta de políticas públicas que promovam melhorias nas condições de vida da população em áreas hiperendêmicas é um agravante importante. A hanseníase, portanto, não pode ser enfrentada isoladamente pela saúde pública; é necessário um esforço intersetorial que integre ações de saúde, educação, habitação e combate à pobreza para que seja possível romper com esse ciclo (Oliveira <em>et al.</em>, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma social associado à hanseníase continua sendo uma das maiores barreiras para o diagnóstico e o tratamento. Santos <em>et al.</em> (2022) apontam que o preconceito histórico em torno da doença desencoraja os pacientes a procurarem atendimento médico, além de comprometer a adesão ao tratamento. Muitos pacientes relatam medo de serem discriminados em suas comunidades, o que leva ao isolamento social e psicológico, agravando ainda mais sua condição. Estratégias para combater o estigma, como campanhas educativas, treinamento de profissionais de saúde para um atendimento mais humanizado e a integração de pacientes curados em ações comunitárias, têm mostrado resultados promissores. Contudo, a aplicação dessas medidas ainda é desafiadora, especialmente em regiões rurais e comunidades indígenas, onde barreiras culturais e linguísticas dificultam a comunicação. Para que essas iniciativas sejam eficazes, é necessário um enfoque culturalmente sensível e uma abordagem que envolva líderes comunitários e religiosos como aliados no combate ao estigma (Pernambuco <em>et al</em>., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços tecnológicos no diagnóstico precoce, como a aplicação de exames moleculares, representam um marco importante no controle da hanseníase. Conforme Ferreira <em>et al</em>. (2021), esses métodos oferecem maior precisão e permitem a identificação de casos subclínicos, o que reduz significativamente a transmissão da doença. A utilização de técnicas como a reação em cadeia da polimerase (PCR) possibilita o diagnóstico antes mesmo que os sinais clínicos apareçam, ampliando as chances de cura e interrompendo a cadeia de transmissão. No entanto, a dependência de recursos financeiros e tecnológicos limita a aplicação dessas ferramentas em países de baixa renda e em regiões remotas. Esse cenário evidencia a necessidade de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento de métodos diagnósticos mais acessíveis e viáveis para contextos de baixa infraestrutura. Além disso, a capacitação de profissionais de saúde para operar essas tecnologias é essencial para garantir sua efetividade e alcance (Jesus <em>et al</em>., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de discussão importante é o papel das políticas públicas no controle da hanseníase. Hespanhol <em>et al</em>. (2021) enfatiza que programas de saúde pública eficazes devem priorizar não apenas o tratamento, mas também o diagnóstico precoce, a educação em saúde e a reabilitação dos pacientes. Contudo, os resultados deste estudo mostram que a fragmentação dos serviços de saúde e a falta de integração entre os níveis de atenção dificultam a execução dessas ações, especialmente em regiões com alta carga da doença. Por exemplo, muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessar serviços especializados devido à concentração desses centros em áreas urbanas. Essa centralização compromete o alcance das políticas públicas em regiões remotas e agrava as desigualdades de saúde. É fundamental que haja uma descentralização dos serviços, com fortalecimento da atenção primária e maior articulação com os serviços de média e alta complexidade para garantir um atendimento mais ágil e eficiente (Santos <em>et al.</em>, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As desigualdades regionais também foram destacadas como um fator crítico na perpetuação da hanseníase. Marciano <em>et al</em>. (2020) argumentam que o enfrentamento da doença exige uma abordagem territorializada, com políticas específicas para áreas de maior vulnerabilidade. Regiões do Norte e Nordeste do Brasil, por exemplo, apresentam índices de prevalência significativamente mais altos, em comparação com outras regiões do país, devido a fatores como acesso limitado aos serviços de saúde e falta de investimento em infraestrutura básica. Para mitigar essas desigualdades, é necessário investir na expansão dos serviços de atenção primária, no fortalecimento das redes de vigilância epidemiológica e na implementação de ações intersetoriais que abordem os determinantes sociais de saúde. Políticas como essas também devem considerar a formação de equipes multidisciplinares para atender às necessidades específicas de cada território, garantindo um cuidado mais integral e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a reintegração social e a reabilitação dos pacientes curados são elementos essenciais para o sucesso do controle da hanseníase. Conforme Belai <em>et al</em>.(2024), ações que promovam a inclusão social, o empoderamento dos pacientes e a redução do estigma são fundamentais para garantir uma resposta sustentável à doença. Programas de reabilitação física, aliados a iniciativas de suporte psicológico e reintegração ao mercado de trabalho, têm se mostrado eficazes na melhoria da qualidade de vida dos pacientes curados. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que essas estratégias sejam implementadas de forma abrangente. A ampliação dessas iniciativas, aliada a investimentos em pesquisa e inovação, representa um caminho promissor para o controle e, eventualmente, a eliminação da hanseníase como um problema de saúde pública. Além disso, a criação de redes de apoio, compostas por pacientes curados, pode ajudar na sensibilização da sociedade e na disseminação de informações corretas sobre a doença, fortalecendo ainda mais o enfrentamento do estigma.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hanseníase continua sendo um desafio significativo para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, onde os determinantes sociais desempenham um papel crucial na perpetuação da doença. Os resultados deste estudo evidenciam a necessidade de intervenções abrangentes que integrem aspectos clínicos, sociais e educacionais para um controle mais eficaz. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o combate ao estigma social são elementos indispensáveis para interromper a cadeia de transmissão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora avanços tecnológicos e políticas públicas tenham contribuído para a redução da carga da hanseníase em algumas regiões, ainda persistem lacunas importantes, como a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a fragmentação dos sistemas de atendimento e as desigualdades regionais. O enfrentamento da hanseníase exige uma abordagem intersetorial e territorializada, que considere as especificidades de cada região e a integração entre diferentes níveis de atenção à saúde. Somente assim será possível alcançar resultados mais eficazes e sustentáveis no combate à doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, é essencial que esforços continuem sendo direcionados para a educação em saúde, a conscientização da sociedade e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à hanseníase. Investimentos em pesquisa, capacitação profissional e expansão do acesso a tecnologias diagnósticas acessíveis são fundamentais para alcançar o objetivo de eliminar a hanseníase como um problema de saúde pública. A promoção da reintegração social e a redução do estigma devem ser prioridades permanentes, garantindo não apenas a cura da doença, mas também a dignidade e o bem-estar dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ARAUJO SERRA, Natalicio <em>et al</em>. Análise da hanseníase em Itaberaba, Bahia: desafios e estratégias de saúde pública. <strong>Brazilian Journal of Health Review</strong>, v. 7, n. 9, p. e76348-e76348, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELAI, Poliana Mazuchini <em>et al</em>. SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE ESTADOS REACIONAIS NA HANSENÍASE: AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO DE INCAPACIDADES FÍSICAS EM RONDÔNIA. <strong>Semana da Diversidade Humana (ISSN: 2675-1127)</strong>, v. 9, n. 01, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DUARTE, Ana Luisa Moreira; SANTOS, Cynthia Tavares; RORIZ, Pedro Henrique Peres. Avaliação dos impactos sociais e psicológicos no tratamento de hanseníase: Um estudo longitudinal. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 13, n. 6, p. e0113645658-e0113645658, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Jean Vitor Silva <em>et al</em>. Impacto da ação educativa nos comunicantes de hanseníase em uma unidade municipal de saúde. <strong>Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social</strong>, v. 1, p. 242-251, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HESPANHOL, Mirella Chaves Laragnoit; DOMINGUES, Sidney Marcel; UCHÔA-FIGUEIREDO, Lúcia da Rocha. O diagnóstico tardio na perspectiva do itinerário terapêutico: grau 2 de incapacidade física na hanseníase. <strong>Interface-Comunicação, Saúde, Educação</strong>, v. 25, p. e200640, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JESUS, Isabela Luísa Rodrigues de <em>et al</em>. Hanseníase e vulnerabilidade: uma revisão de escopo. <strong>Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 28, p. 143-154, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCIANO DE ARAUJO FERREIRA, Natalia <em>et al</em>. TEMPO PARA O DIAGNÓSTICO DA HANSENÍASE E SUA RELAÇÃO COM FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS E CLÍNICOS. <strong>Ciencia,</strong> <strong>Cuidado e Saude</strong>, v. 19, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Grazziela Souza Pinheiro; BARBOSA, Arlan Cardec; CARRIJO, Marcos Vítor Naves. Perfil clínico-epidemiológico de pacientes diagnosticados com Hanseníase. <strong>Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR</strong>, v. 26, n. 3, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PACHECO, Flávia Cerqueira <em>et al</em>. Os impactos da Atenção Primária à Saúde no diagnóstico e tratamento da hanseníase: uma revisão sistemática da literatura The impacts of Primary Health Care on the diagnosis and treatment of leprosy: a systematic review of the literature. <strong>Brazilian Journal of Development</strong>, v. 7, n. 7, p. 75344-75356, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERNAMBUCO, Marília Lopes <em>et al</em>. Hanseníase no Brasil: ainda mais negligenciada em tempos de pandemia do COVID–19?. <strong>Revista de Saúde Pública do Paraná</strong>, v. 5, n. 1, p. 2-18, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Tereza Paula Pereira <em>et al.</em> Os impactos do estigma e preconceito nos portadores de hanseníase: uma revisão integrativa de literatura. <strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde</strong>, v. 15, n. 4, p. e10148-e10148, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS BENTES, Andrezza Açucena <em>et al</em>. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO ESTADO DO AMAZONAS (2018-2023). <strong>Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences</strong>, v. 6, n. 5, p. 2081-2096, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVEIRA, Reyjane Campos et al. Hanseníase: a perspectiva da mãe sobre a doença do filho. <strong>Revista Cereus</strong>, v. 15, n. 1, p. 239-254, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TRAJANO, Lorena Alves; DE MELO, Miguel Marcelo Freire; FERREIRA, José Francisco Igor Siqueira. ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO DE PACIENTES COM HANSENÍASE RECIDIVANTE DO MUNICÍPIO DE SOBRAL. <strong>Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança</strong>, v. 18, n. 1, p. 07-17, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TEIXEIRA, Beatriz Costa <em>et al</em>. Itinerário terapêutico de pacientes com diagnóstico de hanseníase no sertão da Paraíba. <strong>Revista Brasileira Multidisciplinar</strong>, v. 23, n. 3, p. 19-32, 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Acadêmica em Farmácia<br>Instituição de formação: Faculdade Santíssima Trindade &#8211; FAST<br>Endereço: Nazaré da Mata – Pernambuco, Brasil<br>E-mail: elisabetesoares349@gmail.com<br>Orcid: <a href="https://orcid.org/0009-0000-5773-3879">https://orcid.org/0009-0000-5773-3879</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Graduando em Medicina<br>Instituição de formação: Universidade Federal do Amazonas &#8211; UFAM Manaus, AM, Brasil <br>e-mail: tenenteparente@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Tecnólogo em Radiologia, Pós graduação em Gestão em Saúde &#8211; MBA, Pós em Radioterapia e Medicina Nuclear<br>Instituição de formação: Instituto Federal do Piauí &#8211; IFPI. Endereço: Teresina, Piauí, Brasil.<br>E-mail: clarkhenryque@gmail.com<br>Orcid: <a href="https://orcid.org/0009-0001-2210-4391">https://orcid.org/0009-0001-2210-4391</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>4</sup>Doutor em Ciências Sociais pela UEPG e Doutorando em Desenvolvimento Comunitário pela UNICENTRO <br>Instituição de formação: UEPG &#8211; Universidade Estadual de Ponta Grossa E UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste Ponta Grossa, Pr, Brasil<br>E-mail: carloslopatiuk@yahoo.com.br<br>Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5918-0657 </p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>5</sup>Acadêmica de Medicina <br>CENTRO UNIVERSITARIO CAMPO REAL, Guarapuava &#8211; PR<br>Universidade: CENTRO UNIVERSITARIO CAMPO REAL<br>Guarapuava, Pr, Brasil<br>E-mail: carla.emanuele2201@gmail.com<br>Orcid: <a href="https://orcid.org/0009-0006-3293-6534">https://orcid.org/0009-0006-3293-6534</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>6</sup>Graduada em Medicina <br>Instituição de formação: Centro universitário de Várzea Grande <br>Endereço: Arapiraca, Alagoas, Brasil<br>E-mail: Pessoal.myllena@gmail.com<br>Orcid: <a href="https://orcid.org/0009-0004-2833-3760">https://orcid.org/0009-0004-2833-3760</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>7</sup>Médica, Especialista em Medicina de Família e Comunidade<br>Instituição de formação: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul<br>Endereço: São Paulo, São Paulo, Brasil<br>E-mail: dra.patriciayoko@gmail.com<br>Orcid: <a href="https://orcid.org/0009-0006-0408-8056">https://orcid.org/0009-0006-0408-8056</a></p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>8</sup>Enfermeiro, Pós graduado em acupuntura<br>Formado pela instituição Anhanguera Educional<br>Endereço : Campos do Jordão SP Brasil<br>Email : cdeniseduardo@gmail.com<br>Orcid: https://orcid.org/0009-0008-5525-7432</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>9</sup>Acadêmica em Medicina<br>Instituição de formação: Centro Universitário Campo Real<br>Endereço: Ponta Grossa, PR Brasil<br>E-mail: elenizecavalheiro@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>10</sup>Médico, Generalista<br>Instituição de formação:  Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte<br>Endereço: (Crato &#8211; Ceará, Brasil)<br>E-mail: filipemb6@gmail.com<br>Orcid: https://orcid.org/0000-0002-6938-4255</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO E SEUS BENEFÍCIOS PARA O MEIO AMBIENTE E A AGRICULTURA    </title>
		<link>https://revistaft.com.br/producao-de-adubo-organico-e-seus-beneficios-para-o-meio-ambiente-e-a-agricultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft CH]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:27:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Biológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 144/MAR 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202502281027 Gabriel Moreira MatosKaren Grauth VieiraYan Matheus Thomas RibeiroOrientador: Luan Costa Ciavdar Ruiz RESUMO: A promoção da sustentabilidade na agricultura tornou-se uma questão premente no mundo de hoje, com preocupações crescentes sobre a degradação ambiental e a viabilidade a longo prazo das práticas agrícolas convencionais. Um aspecto fundamental da agricultura sustentável é a [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202502281027</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Gabriel Moreira Matos<br>Karen Grauth Vieira<br>Yan Matheus Thomas Ribeiro<br>Orientador: Luan Costa Ciavdar Ruiz</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO: </strong>A promoção da sustentabilidade na agricultura tornou-se uma questão premente no mundo de hoje, com preocupações crescentes sobre a degradação ambiental e a viabilidade a longo prazo das práticas agrícolas convencionais. Um aspecto fundamental da agricultura sustentável é a produção e utilização de fertilizantes orgânicos. Neste artigo, aprofundaremos os meandros da produção de fertilizantes orgânicos, exploraremos os inúmeros benefícios que ela oferece e discutiremos os desafios enfrentados na sua adoção generalizada. A produção de fertilizante orgânico envolve um processo meticuloso que visa aproveitar os nutrientes presentes nos resíduos orgânicos e, ao mesmo tempo, minimizar o impacto ambiental. Um dos principais métodos de produção de fertilizante orgânico é através do processo de compostagem, onde resíduos orgânicos, como restos de cozinha, aparas de quintal e esterco, são coletados e decompostos naturalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chaves:</strong> Adubo. Sustentabilidade. Agricultura.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT: </strong>Promoting sustainability in agriculture has become a pressing issue in today&#8217;s world, with growing concerns about environmental degradation and the long-term viability of conventional agricultural practices. A fundamental aspect of sustainable agriculture is the production and use of organic fertilizers. In this article, we will delve into the ins and outs of organic fertilizer production, explore the numerous benefits it offers, and discuss the challenges faced in its widespread adoption. The production of organic fertilizer involves a meticulous process that aims to take advantage of the nutrients present in organic waste and, at the same time, minimize the environmental impact. One of the main methods of producing organic fertilizer is through the composting process, where organic waste such as kitchen scraps, yard clippings and manure are collected and decomposed naturally.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Fertilizer. Sustainability. Agriculture.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios do uso de adubo orgânicos vão além da nutrição das plantas, abrangendo uma série de vantagens ambientais que contribuem para a saúde geral do ecossistema. Um benefício significativo é a redução do escoamento de produtos químicos nas fontes de água. Ao contrário dos fertilizantes sintéticos, os orgânicos libertam nutrientes lentamente, reduzindo o risco de lixiviação de nutrientes para as águas subterrâneas e superficiais. Além disso, os aditivos orgânicos promovem uma melhor estrutura do solo, aumentando a atividade microbiana e o conteúdo de matéria orgânica, levando a uma melhor retenção de água e drenagem. Isto, por sua vez, ajuda a prevenir a erosão do solo e promove a fertilidade do solo a longo prazo, crucial para práticas agrícolas sustentáveis (Silva; Polli, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos numerosos benefícios dos processos orgânicos, vários desafios dificultam a sua adoção generalizada na agricultura moderna. Um dos principais desafios são as considerações de custo associadas à produção de fertilizantes orgânicos. Embora os aditivos orgânicos ofereçam benefícios a longo prazo para a saúde e produtividade do solo, o seu custo inicial pode ser superior ao dos fertilizantes sintéticos convencionais. Além disso, o investimento em equipamentos e infraestruturas de compostagem pode representar uma barreira financeira para os agricultores que procuram fazer a transição para práticas biológicas (Nunes <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as despesas de transporte e armazenamento de materiais orgânicos podem aumentar o custo global, tornando difícil para os pequenos agricultores adoptarem a produção de suplementos para plantas orgânicos em grande escala. A adubação orgânica possibilita um solo fértil no intuito que as culturas alcancem a máxima produtividade, para isso algumas práticas são necessárias, como a compostagem através de resíduos orgânicos (Peron <em>et al.</em>, 2018).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a pesquisa tem como objetivo, caracterizar a produção de adubo orgânico e seus benefícios para o meio ambiente&nbsp;e&nbsp;a&nbsp;agricultura. Sabendo que, à medida que a procura de produção alimentar sustentável continua a aumentar, os adubos orgânicos constituem um farol de esperança para um futuro agrícola mais verde e mais resiliente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem qualitativa de pesquisa na busca por resultados neste trabalho foi a bibliográfica. Marconi e Lakatus (2014) entendem que as abordagens desse tipo geralmente são qualitativas e se fundamentam sob a perspectiva crítica que concebe ao conhecimento imposto aos processos socialmente construídos entre sujeitos em sociedade, ou seja, nas suas vidas cotidianas, enquanto também podem atuar na transformação das realidades, e ao mesmo tempo, sendo então autotransformados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Minayo (2017), a abordagem qualitativa sendo caracterizada em um espectro de métodos e de técnicas adaptados aos casos específicos, ao invés de se ater somente um método único e padronizado, ressalta-se a busca por resultados a fim de se adequar respostas convincentes ao referido estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tempo da pesquisa foi entre 2021 e 2024 último, respectivamente o último e primeiros semestres, com início na escolha da temática, de objetivos, e da melhor justificativa para efetuar discussões que podem ser vistas nessa importante empreitada. Isto posto, a pesquisa embasou-se em obras dos últimos 10 anos (2014 até 2024).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os locais de buscas bibliográficas foram as bases Web of Science, Scielo.BR e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) pelos termos “eletrônica” AND “agricultura de precisão” AND “tecnologias” AND NOT “inovações” numera-se e escolhe-se entre os títulos, achados pertinentes a resposta do problema inicial, sem levar a regra a imposição de filtros como “ano”; “metodologia” ou “idiomas”, devido à grandiosidade do tema, clássicos, entre outros resultados mais antigos foram bem-quistos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para análise, tomou-se por base o materialismo histórico-dialético, que na visão de Minayo (2017), possui senso crítico respeitoso da realidade sob a qual o fenômeno é estudado, sendo ainda possível atingir o estado da arte dentro dessa mesma discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. DESENVOLVIMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), pode-se caracterizar adubo orgânico como sendo produtos de origem vegetal, animal ou agroindustrial que aplicados ao solo proporcionam a melhoria de sua fertilidade e contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade das culturas (Embrapa, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agricultura sustentável tem se tornado uma prioridade global em resposta aos desafios crescentes relacionados à segurança alimentar, mudanças climáticas e preservação ambiental. Nesse contexto, o uso de tecnologias avançadas e a inclusão da inteligência artificial (IA) emergem como elementos transformadores, capazes de revolucionar a produção agrícola e promover práticas mais eficientes e ecologicamente responsáveis. A integração dessas tecnologias na agricultura visa não apenas aumentar a produtividade, mas também otimizar o uso de recursos naturais, reduzir impactos ambientais e assegurar a viabilidade econômica das operações agrícolas (Moraes; Oliveira, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço tecnológico na agricultura abrange uma ampla gama de ferramentas e métodos, incluindo sensores, drones, sistemas de monitoramento remoto e plataformas de análise de dados. Essas tecnologias, quando combinadas com algoritmos de IA, oferecem soluções inovadoras para o monitoramento contínuo e em tempo real das condições das plantações, do solo e do clima. A capacidade da IA de processar grandes volumes de dados e gerar insights acionáveis permite que os agricultores tomem decisões mais informadas e precisas, ajustando suas práticas conforme as necessidades específicas de suas culturas e condições ambientais (Andrade et al, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agricultura sustentável e o sucesso da diversificação agrícola, que ocorreu principalmente durante o século XX, pode ser atribuído aos organismos geneticamente modificados, uso intenso de insumos como fertilizantes, produtos fitossanitários e aumento Sistemas mecânicos e de irrigação em ambientes rurais (Leite e Polli, 2020). Nesse ponto de vista, as tecnologias para integrar a Inteligência Artificial (IA) na agricultura sustentável modificaram as práticas agrícolas modernas (Beltran, 2022). As técnicas de agricultura de precisão que utilizam algoritmos de IA permitem que os agricultores tomem decisões baseadas em dados para uma melhor orientação e gestão eficiente dos recursos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1 Fertilizantes orgânicos&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fertilizantes orgânicos oferecem inúmeros benefícios à saúde do solo e à sustentabilidade agrícola. Em primeiro lugar, os fertilizantes orgânicos melhoram a estrutura do solo e a retenção de água. Ao contrário dos fertilizantes sintéticos, as opções orgânicas, como composto e esterco, contêm matéria orgânica que ajuda a unir as partículas do solo, criando uma estrutura de solo mais estável (Silva, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta estrutura melhorada permite uma melhor infiltração e retenção de água, reduzindo o risco de erosão e promovendo um crescimento radicular mais saudável. Além disso, os fertilizantes orgânicos aumentam a atividade microbiana no solo. Os materiais orgânicos nestes fertilizantes servem como fontes de alimento para micróbios benéficos do solo, que desempenham um papel vital na ciclagem de nutrientes e na saúde do solo (Sousa et al, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de fertilizantes orgânicos desempenha um papel essencial na promoção de um ecossistema equilibrado e sustentável dentro do solo. Ao estimular o desenvolvimento de uma comunidade microbiana diversificada, esses fertilizantes favorecem a decomposição da matéria orgânica e a liberação gradual de nutrientes essenciais para as plantas. Esse processo não apenas melhora a fertilidade do solo, tornando-o mais rico e biologicamente ativo, mas também fortalece a resistência das plantas a pragas e doenças, reduzindo a necessidade de intervenções químicas. Dessa forma, os fertilizantes orgânicos promovem um ambiente agrícola mais resiliente e autossustentável, beneficiando tanto a produtividade quanto a qualidade dos cultivos (Almeida et al, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro benefício fundamental da adoção de fertilizantes orgânicos está relacionado à mitigação dos impactos ambientais, especialmente no que diz respeito à contaminação dos recursos hídricos. O uso excessivo de fertilizantes sintéticos tem sido um dos principais responsáveis pela poluição da água, uma vez que seus compostos químicos podem se infiltrar nos lençóis freáticos ou escoar para rios e lagos, desencadeando processos como a eutrofização. Esse fenômeno, caracterizado pela proliferação excessiva de algas devido ao excesso de nutrientes na água, compromete a biodiversidade aquática e afeta negativamente a qualidade dos recursos hídricos (Mariani; Henkes, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, os aditivos orgânicos liberam seus nutrientes de forma gradual e equilibrada, reduzindo significativamente o risco de lixiviação e escoamento de substâncias prejudiciais para os corpos d&#8217;água. Essa liberação controlada não apenas evita a contaminação da água, mas também assegura uma absorção mais eficiente dos nutrientes pelas plantas, otimizando seu crescimento e desenvolvimento. Assim, a adoção de suplementos para plantas orgânicos representa uma estratégia fundamental para a proteção dos ecossistemas aquáticos, garantindo um uso mais sustentável dos recursos naturais e promovendo uma agricultura ambientalmente responsável (Silva, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem vários tipos de aditivos orgânicos comumente usados ​​na agricultura. O composto é uma escolha popular, pois é um fertilizante natural e rico em nutrientes que pode ser feito a partir de resíduos orgânicos. O composto fornece uma mistura equilibrada de nutrientes essenciais e matéria orgânica, melhorando a estrutura e a fertilidade do solo (Sousa; Cajú; Oliveira, 2016). Outro aditivo orgânico comum é o estrume animal, que adiciona matéria orgânica e nutrientes ao solo (Almeida; et al, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estrume é rico em nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes essenciais para o crescimento das plantas. Além disso, culturas de cobertura de adubo verde são utilizadas para adicionar nitrogênio e matéria orgânica ao solo. Estas culturas de cobertura, como o trevo ou a ervilhaca, são cultivadas especificamente para serem incorporadas novamente ao solo, enriquecendo-o com nutrientes e melhorando a sua saúde geral (Embrapa, 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos seus numerosos benefícios, existem desafios e considerações associadas ao uso de fertilizantes orgânicos na agricultura. Um desafio é o tempo mais longo que os fertilizantes orgânicos levam para liberar nutrientes em comparação com os fertilizantes sintéticos. Os materiais orgânicos devem se decompor antes que os nutrientes fiquem disponíveis para as plantas, o que pode resultar em uma absorção mais lenta de nutrientes. Além disso, o controle de qualidade e a variabilidade no conteúdo de nutrientes dos fertilizantes orgânicos podem ser uma preocupação (Andrade et al, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os níveis de nutrientes nos fertilizantes orgânicos podem variar com base em fatores como a qualidade da alimentação para esterco animal ou a composição dos ingredientes do composto (Sousa et al, 2016). Os agricultores devem monitorar cuidadosamente e ajustar as suas aplicações de fertilizantes orgânicos para garantir níveis adequados de nutrientes para o crescimento ideal das plantas. Equilibrar as necessidades nutricionais das culturas com a disponibilidade de fertilizantes orgânicos também pode representar um desafio. Diferentes culturas têm necessidades variadas de nutrientes e pode ser necessário complementar os fertilizantes orgânicos com outras fontes de nutrientes para satisfazer essas necessidades (Sousa et al, 2016). Encontrar o equilíbrio certo entre as taxas de aplicação de fertilizantes orgânicos e as necessidades de nutrientes das culturas é essencial para maximizar os rendimentos e manter a fertilidade do solo (Almeida et al,2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2 As novas tecnologias na agricultura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial tem o potencial de melhorar a segurança alimentar e aumentar a produção alimentar global, permitindo aos agricultores possam produzir mais com pouco recursos. Esse processo ​​na agricultura sustentável oferece um caminho para alcançar a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental. Os agricultores podem otimizar a utilização de recursos e minimizar o impacto ambiental, ao aproveitar tecnologias como a agricultura de precisão, sistemas de monitorização automatizados e análises preditivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o setor agrícola continua a evoluir, a integração bem-sucedida da IA ​​dependerá da colaboração entre as partes interessadas para superar os desafios e diversificar os benefícios destas tecnologias inovadoras. Através de esforços partilhados, as soluções baseadas na IA podem ajudar a moldar um futuro mais sustentável e produtivo para a agricultura (Beltran, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta expansão, vieram grandes empresas para o ambiente eletrônico, o micro e pequeno empreendedor que visualizou a chance de poder divulgar além das fronteiras territoriais existentes, mas além destes, surgiram novos empreendedores na informalidade que vislumbraram a possibilidade de ter o seu próprio negócio e iniciar um empreendimento com menores custos e maior facilidade (Beltran, 2022). &nbsp;Isto ocorreu devido à crise político-econômica brasileira, que gerou altos índices de desempregos e em contrapartida a chance de uma nova perspectiva de trabalho (Silva, 2022).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A globalização é um fenômeno que tendenciou a aproximar culturas, costumes sociais, políticos e econômicos de todos os países do mundo. O efeito foi causado pelos sucessivos avanços da tecnologia, principalmente na área de comunicação e transportes, que proporcionou uma maior integração entre as diversas localidades do mundo. Isto foi fruto do capitalismo que buscou deixar o mundo cada vez mais homogêneo (Mariani; Henkes, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Globalização é um ciclo recente da história, que se desenvolve a partir do final da Segunda Guerra Mundial, mas ganha força da década de 1980 em diante, após a derrocada do regime comunista. Logo ademais, ocorreu o ataque à Hiroshima e Nagasaki, fazendo com que o Japão se redesse ao grupo dos Aliados (Estados Unidos e Inglaterra) em que culminou em uma divisão de países na esfera global, capitalistas de um lado e socialistas do outro. No entanto, vislumbrando a ampliação de suas influências ajudaram os seus inimigos derrotados, Alemanha, Itália e Japão, a se reconstituírem, em aspectos financeiros, tecnológicos, de produção e/ou gestão (Beltran, 2022). &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rodrigues, Domingues e Christofidis (2017), uma vez despolarizado, o mundo continuou a vivenciar intensas transformações, reforçando a tendência a integrar os mercados na chamada ‘aldeia global’, em que os principais protagonistas são as grandes corporações multinacionais, depois denominadas transnacionais. Houve uma grande mescla, no sentido até da homogeneização não apenas dos sistemas econômicos, mas também de traços culturais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura de mercado foi o diferencial para a ocorrência da quebra de barreiras comerciais, pois anteriormente a estes momentos, os países atuavam apenas nas delimitações de seus países, mantendo toda a sua indústria fechada. Nota-se que havia um certo receio a entrada de outros mercados para o próprio ambiente, pois pensava-se que isto levaria a quebra do mercado interno, em detrimento a expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com <em>Ribeiro e colaboradores</em> (<em>2023),</em> o próprio mercado de consumo norte-americano, ávido por novos produtos enquanto sua própria indústria também se refazia depois de inteiramente voltada ao esforço de guerra, abriu-se para manufatura nipônica e, depois, à coreana, que também experimentou a expansão sem precedentes. Aconteceu o chamado ‘círculo virtuoso, tal foi a pujança da expansão econômica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da tecnologia partiu de uma ideologia de integração do novo a todos que estão dispostos a aderir uma nova ação, ímpeto e padrão, em que assim galgariam das mais diversas oportunidades que o capitalismo poderia oferecer. O principal sustentáculo do processo de globalização é a abertura dos mercados. Em vez de países atuarem como antes, fechados em si mesmos, foram se abrindo para a oferta externa (Mariani; Henkes, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No período do pós-guerra surgiram inovações que mais tarde transformariam a forma de comunicação, de mercantilização, de novas tecnologias que seriam aprimoradas para tornar-se utilidades populares no dia a dia. A princípio se desacreditou que pudesse haver um modelo de negócio virtual. “Embora a globalização seja um fenômeno considerado irreversível e cujos reflexos já alteraram as relações entre países do mundo, cumpre lembrar que ela não ocorreu de maneira uniforme” (Bhat; Huang, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ponto de vista, surgiram novos e preocupantes desafios. De acordo com Bhat e Huang (2021), embora a produção agrícola seja 17% superior à de há três anos. Ao longo de várias décadas, aproximadamente 821 milhões de pessoas sofreram de insegurança alimentar. O autor acredita que para alcançar o crescimento da produção de grãos considerando que até 2050 não será fácil satisfazer a procura a produção deve aumentar em 70%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A globalização, embora promova a integração econômica através do investimento multinacional e expansão industrial, paradoxalmente, expõe a economia nacional a vulnerabilidades significativas. Em primeiro lugar, a dependência de capital externo torna o país suscetível a crises econômicas globais. Em caso de recessão, a retirada de investimentos multinacionais pode desestabilizar a economia local, gerando um impacto negativo em diversos setores. Em segundo lugar, a competição desleal com empresas multinacionais, que possuem custos de produção potencialmente menores devido a economias de escala e outros fatores, pode prejudicar a indústria nacional. Essa disparidade competitiva pode levar à falência de empresas locais, fragilizando a economia e aumentando a dependência de produtos estrangeiros (Beltran, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automação e a robótica estão cada vez mais integradas nas operações do agronegócio, graças às tecnologias baseadas em IA (Beltran, 2022). Robôs equipados com capacidades de IA estão sendo usados ​​para diversas tarefas, como plantio, colheita e processamento de culturas, reduzindo a dependência do trabalho manual e aumentando a eficiência. Sistemas automatizados alimentados por IA também estão sendo empregados para tarefas como gestão de irrigação e aplicação de fertilizantes, garantindo a utilização ideal de recursos e a saúde das culturas (Silva, 2022). &nbsp;Pode-se verificar que esse processo com a utilização da IA ​​na automação não só aumenta a produtividade, mas também reduz significativamente os custos laborais para os agricultores, tornando a agricultura mais sustentável e economicamente viável a longo prazo (Ribeiro <em>et al</em>., 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inovações caracterizadas pela IA abriram caminho para práticas agrícolas sustentáveis, oferecendo soluções avançadas para monitoramento da saúde do solo, controle de pragas e detecção de doenças (Leite et al, 2020). As tecnologias de IA permitem aos agricultores monitorizar as condições do solo em tempo real, ajudando-os a tomar decisões informadas sobre a gestão de nutrientes e práticas de conservação do solo. Além disso, os algoritmos de IA podem analisar dados de várias fontes para detectar precocemente pragas e doenças, permitindo aos agricultores tomarem medidas proativas para proteger as suas culturas (Beltran, 2022). A IA desempenha um papel relevante na garantia da segurança alimentar e da sustentabilidade ambiental no setor do agronegócio ao promover práticas sustentáveis, como a agricultura de precisão e a otimização de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer então que, nessa visão, a Inteligência Artificial torna-se importante ao caracterizar uma diversidade de tecnologias de benefícios a serem aplicadas, fornecendo uma visão abrangente de domínio agrícola e ambiental por um diferencial cada vez maior de conhecimento publicamente acessível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo, um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Stanford utilizou a IA para analisar dados de satélite e informações climáticas para mapear a produtividade agrícola em toda a África, demonstrando a eficácia dela ​​no zoneamento climático para avaliação agrícola. Estes modelos de inteligência podem fornecer informações valiosas aos agricultores e aos decisores políticos para tomarem decisões informadas relativamente à seleção de culturas e ao planejamento do uso da terra (Leite; Polli, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, o grande benefício da utilização da inteligência social pode agregar o desenvolvimento econômico e, e ainda nesse sentido, melhorar os indicadores de sustentabilidade. O objetivo geral da pesquisa é caracterizar as novas tendências das publicações de trabalhos que visam abordar sobre agricultura sustentável, a melhoria dos solos e as principais ferramentas de inteligência artificial utilizadas na transformação digital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3 Produção orgânica X convencional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As práticas de agricultura orgânica priorizam a saúde e a sustentabilidade do solo a longo prazo através de vários métodos, como rotação de culturas e compostagem (Leite et al, 2020). Ao fazer a rotação das culturas, os agricultores biológicos podem repor naturalmente os nutrientes do solo, reduzir as infestações de pragas e prevenir a erosão do solo. Além disso, o uso de composto como fertilizante ajuda a melhorar a estrutura do solo, a retenção de água e a fertilidade geral (Beltran, 2022). Estas práticas contribuem para a preservação da saúde do solo, garantindo a viabilidade da terra para as gerações futuras (Silva et al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se trata de impacto ambiental, as práticas de agricultura biológica demonstraram ter várias vantagens sobre os métodos convencionais. Ao reduzir significativamente a utilização de pesticidas e fertilizantes sintéticos, a agricultura biológica ajuda a proteger a diversidade dos ecossistemas e a minimizar o risco de escoamento de produtos químicos nocivos para as fontes de água (Silva et al 2020). Além disso, a menor pegada de carbono associada à agricultura biológica, devido à menor dependência de fatores de produção sintéticos, alinha-se com práticas agrícolas sustentáveis ​​e mitiga a contribuição para as alterações climáticas (Oliveira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção agrícola convencional caracteriza-se, em grande parte, pela busca da sustentabilidade econômica, alcançada por meio da aplicação contínua de insumos de diversas naturezas no sistema produtivo. Esse modelo produtivo, amplamente adotado, prioriza o aumento da produtividade e da rentabilidade, muitas vezes em detrimento de aspectos ambientais e sociais. A dependência de fertilizantes sintéticos, defensivos químicos e tecnologias voltadas para a maximização do rendimento das lavouras reflete a ênfase dada à eficiência econômica, ainda que, em alguns casos, isso possa resultar em impactos ambientais adversos, como a degradação do solo e a contaminação dos recursos hídricos (Leite et al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a produção orgânica adota uma abordagem mais ampla e integrada da sustentabilidade, abrangendo não apenas a dimensão econômica, mas também os aspectos sociais e ambientais. Esse modelo produtivo baseia-se na utilização de práticas agrícolas que respeitam os ciclos naturais, promovem a conservação dos recursos naturais e reduzem a dependência de insumos químicos artificiais. Inclusive, a produção orgânica considera o contexto socioeconômico e cultural das comunidades envolvidas, incentivando formas de produção que garantam condições dignas de trabalho, promovam a equidade social e valorizem os saberes tradicionais (Mariani et al, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto fundamental da produção orgânica é o compromisso com a saúde pública e o direito da população ao consumo de alimentos saudáveis. Ao evitar o uso de agroquímicos nocivos e priorizar práticas agroecológicas, esse sistema produtivo reduz a exposição dos consumidores a resíduos químicos potencialmente prejudiciais, além de contribuir para a segurança alimentar e nutricional. Dessa forma, a produção orgânica não se restringe apenas a uma alternativa viável de cultivo, mas representa um modelo agrícola comprometido com o equilíbrio entre produção, preservação ambiental e bem-estar social, reforçando a necessidade de políticas públicas e incentivos que estimulem sua ampliação e consolidação no cenário agrícola global (Leite et al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a agricultura convencional, com a sua eficiência e elevados rendimentos, enfrenta problemas de degradação do solo, poluição química e preocupações com a segurança alimentar. À medida que o setor agrícola global continua a evoluir, encontrar um equilíbrio entre estas duas abordagens e integrar as melhores práticas de cada uma poderia abrir caminho para um sistema alimentar mais sustentável e resiliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias técnicas e métodos são empregados na adubação verde para promover a fertilidade do solo e a saúde do ecossistema. O cultivo de cobertura envolve o plantio de culturas específicas durante os períodos de pousio para prevenir a erosão do solo, suprimir ervas daninhas e adicionar matéria orgânica ao solo (Beltran, 2022). A cobertura morta é outra prática comum na fertilização verde, onde materiais orgânicos como palha, folhas ou composto são usados ​​para proteger o solo da erosão, reter a umidade e melhorar a estrutura do solo. A rotação de culturas é outro método eficaz que ajuda a manter a saúde do solo e o equilíbrio de nutrientes, alternando culturas com diferentes necessidades de nutrientes (Oliveira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas técnicas não só melhoram a fertilidade do solo, mas também contribuem para a sustentabilidade global dos sistemas agrícolas, reduzindo a dependência de fatores de produção sintéticos e aumentando a biodiversidade (Beltran, 2022). Em exemplificação, observa-se que, em diversas comunidades agrícolas ao redor do mundo, a implementação de técnicas de fertilização verde tem resultado em avanços expressivos na estrutura do solo, promovendo uma maior retenção de nutrientes e melhorando sua capacidade de infiltração e aeração (Oliveira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, tais práticas têm sido determinantes para o aumento da produtividade das culturas, proporcionando um equilíbrio sustentável entre a reposição de nutrientes e a demanda agrícola. Outro impacto relevante advindo dessa abordagem é a ampliação da biodiversidade, uma vez que a fertilização verde favorece a manutenção da microbiota do solo e a preservação de ecossistemas adjacentes, contribuindo para a resiliência ambiental e a redução da dependência de fertilizantes sintéticos (Oliveira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios a longo prazo da fertilização verde incluem a redução da erosão do solo, a melhoria da qualidade da água e o aumento do sequestro de carbono. Ao dar prioridade à saúde do solo e à sustentabilidade dos ecossistemas, os agricultores podem criar sistemas agrícolas resilientes e produtivos que não só apoiam os seus meios de subsistência, mas também contribuem para a conservação dos recursos naturais e a proteção do ambiente para as gerações futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta conjuntura, os sensores de solo são responsáveis por abastecer dados em consideração a formação, presença de nitrogênio, compactação e salinidade do solo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 – </strong>Sensor de solo</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="471" height="323" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-7.png" alt="" class="wp-image-200664" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-7.png 471w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-7-300x206.png 300w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Embrapa (2015).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos conhecimentos técnicos, diversos produtos são amplamente utilizados em plantações que adotam a extensão de cultura agrícola de precisão. Entre eles, destacam-se os tratores, adubadoras, colhedoras de café e pulverizadores, que operam por meio de geolocalização e são controlados remotamente através de programas específicos (Oliveira <em>et al.</em>, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os drones também se denotam como elementares, sendo empregados na captação de imagens e no fornecimento de informações essenciais ao produtor (Beltran, 2022). Além disso, dispositivos instalados no solo são utilizados para realizar um mapeamento detalhado da topografia do terreno, fornecendo dados sobre resistência, temperatura e umidade (Embrapa, 2023)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer desta pesquisa, elucidou-se que a produção de adubo orgânico se revela como um processo acessível e altamente eficaz, uma vez que os insumos necessários para sua obtenção estão amplamente disponíveis tanto em ambientes residenciais quanto em áreas rurais. A reutilização de resíduos orgânicos, além de representar uma estratégia eficaz de reciclagem, proporciona benefícios significativos ao solo, promovendo a reposição de nutrientes essenciais para o desenvolvimento agrícola sustentável. Esse método de fertilização não apenas reduz a dependência de insumos químicos, mas também contribui para a mitigação dos impactos ambientais associados ao descarte inadequado de resíduos orgânicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para maximizar a eficiência dos adubos orgânicos, é fundamental que haja um contínuo investimento em pesquisas e desenvolvimento tecnológico. O aprimoramento das práticas de agricultura biológica, aliado ao avanço nas formulações de compostos orgânicos, pode aumentar a disponibilidade de nutrientes e otimizar o rendimento das culturas. Assim, a utilização de fertilizantes orgânicos torna-se uma alternativa cada vez mais viável e atrativa para os agricultores, consolidando-se como uma solução sustentável para a melhoria da fertilidade do solo e da produtividade agrícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a prática da adubação verde assume um papel central na agricultura sustentável, oferecendo benefícios ambientais, econômicos e sociais. Ao priorizar a saúde do solo, a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas, os produtores podem estabelecer sistemas agrícolas mais produtivos e equilibrados, promovendo a segurança alimentar e a conservação ambiental. A adoção de técnicas de fertilização verde permite tanto a revitalização dos ecossistemas e a melhoria da qualidade do solo quanto a construção de um modelo agrícola mais sustentável a longo prazo. Portanto, é imprescindível que políticas públicas, programas educacionais e incentivos financeiros sejam direcionados para fomentar e consolidar essas práticas, garantindo um futuro agrícola mais resiliente e ecologicamente responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Suayra Marta Gomes de; SANTOS, Joelma Sales dos; LOPES, Riuzuani Michelle Bezerra Pedrosa. <strong>Potencial do uso do composto orgânico de lixo urbano na agricultura.</strong> 2015. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/. Acesso em: 05 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Bruna Nascimento; PINHEIRO, Júlia de Freitas; OLIVEIRA, Eline Messias de. <strong>A importância da produção orgânica para a saúde humana e o meio ambiente.</strong> South American Journal of Basic Education, Technical and Technological, v. 4, n. 2, 2017. Disponível em: http://old.scielo.org/. Acesso em: 03 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">BELTRAN, Adelaida Ojeda. <strong>Plataformas tecnologicas en la Agricultura 4.0: Una mirada al desarrollo en Colombia.</strong> Journal of computer and electronic science, theory and applications, v. 3, n. 1, p. 9-18, 2022. Disponível em: https://revistascientificas.cuc.edu.co/. Acesso em: 26 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMBRAPA. <strong>Novos sensores evitam desperdício de água na agricultura e jardinagem.</strong> Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), 2015. Disponível em: https://www.embrapa.br/. Acesso em: 28 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">EMBRAPA. <strong>Pulverização com drones na agricultura é destaque na Reunião de Pesquisa de Soja. </strong>Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), 2023. Disponível em: https://www.embrapa.br/. Acesso em: 29 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITE, Andressa Beatriz; POLLI, Henrique Quero. <strong>Agricultura orgânica no Brasil com enfoque na agricultura biodinâmica.</strong> Revista Interface Tecnológica, v. 17, n. 1, p. 417-430, 2020. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/. Acesso em: 05 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. <strong>Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração análise e interpretação de dados</strong>. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2014. 277 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARIANI, Cleide Mary; HENKES, Jairo Afonso. <strong>Agricultura orgânica x agricultura convencional soluções para minimizar o uso de insumos industrializados.</strong> Revista Gestão &amp; Sustentabilidade Ambiental, v. 3, n. 2, p. 315-338, 2014. Disponível em: https://www.academia.edu/. Acesso em: 01 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINAYO, Maria Cecília de Sousa. <strong>Amostragem e saturação em pesquisa qualitativa: consensos e controvérsias. </strong>Revista pesquisa qualitativa, v. 5, n. 7, p. 1-12, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAES, Murilo Didonet de; OLIVEIRA, Nilton Aparecido Marques de. <strong>Produção orgânica e agricultura familiar: obstáculos e oportunidades. </strong>Desenvolvimento Socioeconômico em Debate v. 3, n. 1, p. 19-37, 2017. Disponível em: https://www.periodicos.unesc.net/. Acesso em: 05 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NUNES, Diene do Espirito Santo <em>et al.</em> <strong>Agricultura familiar e inovação: experiências agroecológicas no Nordeste Paraense.</strong> Cadernos de Agroecologia, v. 15, n. 2, 2020. Disponível em: https://cadernos.aba-agroecologia.org.br/. Acesso em: 04 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, Altacis Junior <em>et al.</em> <strong>Potencialidades da utilização de drones na agricultura de precisão.</strong>&nbsp;Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 9, p. 64140-64149, 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/. Acesso em: 28 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PERON, Clayrmen Candido <em>et al.</em> <strong>Produção orgânica: uma estratégia sustentável e competitiva para a agricultura familiar.</strong> Retratos de Assentamentos, v. 21, n. 2, p. 104-127, 2018. Disponível em: http://retratosdeassentamentos.com/. Acesso em: 02 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RIBEIRO, P. C. C. <em>et al.</em> <strong>Agricultura sustentável, irrigação e transformação digital</strong>. Laboratório de design, gestão e engenharia industrial, 2023. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/. Acesso em: 31 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, Lineu N.; DOMINGUES, Antônio F.; CHRISTOFIDIS, Demetrios. <strong>Agricultura Irrigada e Produção Sustentável de Alimento. </strong>In RODRIGUES, Lineu N.; DOMINGUES, Antônio F. (ed.) Agricultura irrigada: desafios e oportunidades para o desenvolvimento. Brasilia, DF: INOVAGRI, 2017. Disponível em: https://salommao.com.br/. Acesso em: 22 jan. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Daniela Aline; POLLI, Henrique Quero. <strong>A importância da agricultura orgânica para a saúde e o meio ambiente.</strong> Revista Interface Tecnológica, v. 17, n. 1, p. 505-516, 2020. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/. Acesso em: 06 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Manoel Iago dos Santos. <strong>Produção de adubo orgânico e seus beneficíos para o meio ambiente e a agricultura na microrregião serrana do sertão de Alagoas.</strong> 2022. Disponível em: https://repositorio.uninter.com/. Acesso em: 05 fev. 2025.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUSA, Maria José Duarte de; CAJÚ, Maria Andreza Duarte; OLIVEIRA, Cícera Patrícia Alves. <strong>A importância da produção agrícola orgânica na agricultura familiar.</strong> ID on line. Revista de psicologia, v. 10, n. 31, p. 82-100, 2016. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/. Acesso em: 05 fev. 2025.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>HISTÓRIA DIGITAL: DESAFIOS E NOVAS PERSPECTIVAS PARA A PESQUISA HISTORIOGRÁFICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/historia-digital-desafios-e-novas-perspectivas-para-a-pesquisa-historiografica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:26:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=200973</guid>

					<description><![CDATA[DIGITAL HISTORY: CHALLENGES AND NEW PERSPECTIVES FOR HISTORIOGRAPHICAL RESEARCH REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503031021 Djalma Vieira Pereira II [1]Antonia da Silva Mota [2] Resumo Este artigo explora a historiografia digital e como ela está revolucionando a pesquisa histórica. Ao romper com a visão tradicional de pesquisa, a história digital utiliza tecnologias digitais no processo investigativo, análise, interpretação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>DIGITAL HISTORY: CHALLENGES AND NEW PERSPECTIVES FOR HISTORIOGRAPHICAL RESEARCH</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503031021</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Djalma Vieira Pereira II <a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a><br>Antonia da Silva Mota <a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explora a historiografia digital e como ela está revolucionando a pesquisa histórica. Ao romper com a visão tradicional de pesquisa, a história digital utiliza tecnologias digitais no processo investigativo, análise, interpretação e disseminação da história, abrindo um leque de possibilidades para a produção e acesso ao conhecimento. A internet, com seus vastos repositórios digitais, amplia o acesso a fontes primárias e secundárias, democratizando acervos antes restritos. Ferramentas digitais como <em>softwares</em> de análise textual, georreferenciamento e visualização de dados permitem explorar fontes de maneira inovadora, revelando padrões e conexões antes imperceptíveis. A historiografia digital também democratiza o acesso ao conhecimento histórico através de plataformas <em>online</em>, que possibilitam o compartilhamento de pesquisas de maneira acessível e interativa, com recursos multimídia que tornam a história mais acessível. Apesar dos desafios, como a avaliação crítica das fontes <em>online</em> e a preservação digital, a historiografia digital, impulsionada por novas ferramentas, metodologias e colaboração entre historiadores e especialistas em tecnologia, se encaminha para um futuro promissor. Em suma, a historiografia digital representa uma mudança significativa na pesquisa histórica, revolucionando a maneira como buscamos compreender e interagir com o passado e o presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> História Digital. Historiografia Digital. Fontes Digitais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">1 INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph"> A Revolução Digital, impulsionada pela internet e pelas novas tecnologias da informação e comunicação, tem transformado a sociedade de maneira profunda e abrangente, impactando diversos campos do conhecimento, incluindo a História. Essa revolução tecnológica inaugurou uma nova era na relação da humanidade com a informação, democratizando o acesso a fontes históricas, criando possibilidades de pesquisa e proporcionando experiências imersivas com o passado. Novas ferramentas e métodos de pesquisa emergem, reconfigurando a prática historiográfica e desafiando os historiadores a explorarem as potencialidades do universo digital na produção do conhecimento histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário em constante transformação, este estudo se propõe a explanar sobre a história digital, analisando as mudanças e permanências na prática da historiografia; debatendo o papel e a formação dos historiadores, refletindo sobre as novas demandas e desafios impostos pela era digital, discutindo a necessidade de desenvolvimento de novas habilidades e competências para lidar com as ferramentas digitais e as fontes <em>online.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concomitantemente, analisar o que consideramos fonte digital e virtual, seus usos e conservação, investigar sua natureza, seus desafios e potencialidades para a pesquisa histórica, abordando questões como a autenticidade, a confiabilidade e a preservação desse tipo de fonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância deste estudo se justifica pela necessidade de compreender as implicações da Revolução Digital para a historiografia, buscando aprofundar o debate sobre o uso das tecnologias digitais na pesquisa e no ensino da História.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É crucial reconhecer os desafios da história digital, como a avaliação crítica das fontes <em>online</em>, a preservação digital de documentos e a garantia do acesso equitativo às tecnologias. O desenvolvimento de novas ferramentas e metodologias, a colaboração entre historiadores e especialistas em tecnologia e o diálogo constante com o público impulsionam a historiografia digital para um futuro promissor. Em suma, a história digital representa uma mudança de paradigma na pesquisa histórica, abrindo um leque de possibilidades para a produção e o acesso ao conhecimento. Ao integrar as tecnologias digitais ao ofício do historiador, ela revoluciona a maneira como compreendemos e interagimos com o passado, a era digital exige que os historiadores repensem suas práticas, desenvolvam novas habilidades e se engajem ativamente na construção de um futuro em que a tecnologia seja utilizada a serviço da produção e difusão do conhecimento histórico.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 HISTÓRIA DIGITAL</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A história digital rompe com a visão tradicional da pesquisa histórica e abre um leque de possibilidades para a produção e o acesso ao conhecimento. Sua classificação ainda é um debate em aberto entre os historiadores, dada a sua relativa novidade. Ela tem sido considerada, de diferentes maneiras, como uma tendência historiográfica, uma metodologia específica, um subcampo da história ou até mesmo um novo paradigma historiográfico (Araujo, 2014, P. 15-16, Apud Lucchesi, 2014). Há também divergências com relação à nomenclatura: história digital, história virtual e história hipertextual são termos utilizados. No Brasil, embora &#8220;história digital&#8221; seja comum, alguns historiadores preferem &#8220;história virtual&#8221; (Araujo, 2014, P.16, Apud Barros, 2010, P.32). Neste trabalho, optamos por &#8220;história digital&#8221;, mas também consideramos &#8220;historiografia digital&#8221; como sinônimo, seguindo a preferência de centros de pesquisa como o italiano, que utiliza “(<em>storiografiadigitale</em>)”(Araujo, 2014, P.16, Adaptado De Ragazzini, 2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, a própria Lucchesi (2014), em uma perspectiva de história comparada, nos traz, em sua dissertação, divergências entre autores americanos e italianos no que concerne a história digital. Seja por diferenças culturais e/ou acadêmicas, ou mesmo por visões divergentes quanto ao papel da tecnologia na escrita da história, enquanto os Estados Unidos &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; tendem a um viés mais quantitativo, pois enfatizam a utilização de ferramentas tecnológicas visando a análise de grandes volumes de dados, com ênfase na quantificação e na aplicação de métodos computacionais para a interpretação histórica. Já os autores da Itália tendem a uma abordagem mais&nbsp;reflexiva e crítica&nbsp;sobre o impacto da tecnologia na escrita da história questionando como as ferramentas digitais podem vir a transformar a epistemologia da história e a relação entre historiador, fonte e narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a história digital americana é marcada por uma&nbsp;cultura de inovação tecnológica, com forte influência das ciências da computação e das humanidades digitais, enquanto na Itália, há uma&nbsp;preocupação com a continuidade da tradição historiográfica, buscando integrar as novas tecnologias sem abandonar os métodos e teorias consagrados. Dessa forma, essas diferenças entre as abordagens americana e italiana refletem contextos culturais e acadêmicos distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, dentro da história digital, há mais convergências do que divergências, pois enquanto uma abordagem contribui para o avanço metodológico, a outra garante uma base teórica sólida para a prática historiográfica no mundo digital, mas ainda assim as duas bases convergem para a importância de nós historiadores nos apropriarmos dessas novas tecnologias, seja na utilização das novas ferramentas, seja para uma reflexão teórica sobre o que a história pode se tornar, a fim de que reconheçamos a importância dessa transformação digital. Ainda, a interdisciplinaridade como um importante arma para enriquecer a prática historiográfica; assim como a preocupação com a preservação do espaço digital, além da acessibilidade e democratização do conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A internet, com seus vastos repositórios digitais de documentos, fotografias, vídeos e registros sonoros, amplia o acesso a fontes primárias e secundárias, democratizando o acesso a acervos antes restritos. A exemplo das plataformas <em>online</em>, como arquivos nacionais, bibliotecas digitais e museus virtuais permitem que historiadores de diferentes partes do mundo explorem novas perspectivas e enriqueçam suas pesquisas. Assim como as ferramentas digitais, como softwares de análise textual, georreferenciamento e visualização de dados permitem explorar as fontes de maneira inovadora. A análise de grandes volumes de dados revela padrões e conexões antes imperceptíveis, enquanto a visualização de dados históricos em mapas e gráficos interativos facilita a compreensão de processos históricos complexos. Para ilustrar, podemos citar o NACAOB, software desenvolvido pelo Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” (Nepo),&nbsp;da UNICAMP/SP, que possibilita, após a inserção das informações presentes nos registros paroquiais (Nascimento, Casamento e Óbito), inúmeras pesquisas sobre as sociedades passadas, por exemplo, identificar se um indivíduo integra um núcleo familiar, em que rede familiar se inseria, com quem estabeleceu redes de sociabilidade, permitindo a reconstituição das famí­lias através de uma base de dados normalizada que possibilita a comparação com outras localidades já inseridas e o cruzamento dos registros paroquiais com outras fontes nominativas. Possibilita também pesquisas coletivas e comparativas, a exemplo, o tamanho e a constituição dos núcleos familiares nas diversas regiões do Brasil, assim como comparações entre sociedades da metrópole e suas colônias, uma vez que todas possuem essa tipologia de registro, feitos pela igreja católica e hoje disponíveis no site <em>familysearche.org</em>, cuja documentação de praticamente o mundo inteiro foi digitalizada, organizada e disponibilizada pelos Mórmons dos Estados Unidos. A partir desse projeto, surgem obras como, por exemplo: &#8220;Nação e Coração: Estudos Socio-Históricos Sobre a Formação do Brasil&#8221;, publicada a partir de um conjunto de estudos que exploram a intrínseca relação entre a construção da identidade nacional e as emoções coletivas no Brasil. Essa obra, assim como a coletânea &#8220;História Social das Populações no Brasil Escravista&#8221; (SCOTT, Ana Silvia Volpi; NADALIN, Sergio Odilon (orgs.). São Leopoldo, RS: Oikos, 2023), demonstra o crescente interesse na pesquisa e divulgação de temas relacionados à história social e demografia histórica no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os artigos dos diversos autores, que compõem essa produção, investigam as populações escravizadas no Brasil sob diferentes perspectivas, como família, trabalho, resistência e cultura. A obra, publicada pela Oikos Editora Ltda, contribui para ampliar o conhecimento sobre esse importante período da história do Brasil. Pois, assim como o estudo de populações escravizadas é fundamental para a compreensão da formação social brasileira, a análise de registros paroquiais, como os disponíveis no site familysearche.org, permite aprofundar o conhecimento sobre as sociedades passadas. E a ferramenta do NACAOB auxiliou bastante nessa análise devido aos dados que disponibiliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, plataformas <em>online</em> como <em>blogs, sites</em> e redes sociais permitem que historiadores compartilhem suas pesquisas com o público de maneira mais acessível e interativa. Recursos multimídia como vídeos, <em>podcasts</em> e animações tornam a história mais atraente e engajadora para diferentes públicos. Por exemplo, o historiador Bruno Leal, professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), doutor em História Social, Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica, criou o site Café História, em 2008, com o intuito de ser um espaço de interação entre historiadores na internet. Primeiramente, era uma grande rede social de divulgação científica que permitia historiadores e grande público publicarem e discutirem os conteúdos históricos, desempenhando um papel crucial na democratização do acesso à informação histórica e fomentado debates construtivos sobre uma variedade de temas históricos.<br>O crescimento do Café História foi rápido. Em pouco menos de um ano, o site cresceu de 50 membros cadastrados para 10 mil, mesmo sendo possível acessar boa parte dos conteúdos sem estar cadastrado. Em dois anos, a rede já ultrapassava os 20 mil membros e no último ano desta fase, em 2016, contava com mais de 65 mil. Em nove anos na plataforma Ning, a média de crescimento foi de 677 novos usuários cadastrados por mês (ou em média 22 usuários por dia), embora esse crescimento não tenha sido regular &#8211; teve seu ápice por volta de 2014 e queda nos dois anos seguintes. Neste cálculo, deve-se levar em consideração que pessoas também deixavam a rede todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que uma das grandes inovações do Café História nessa primeira fase foi a fusão entre rede social e portal de conteúdo. Essa característica híbrida permitiu que o site se tornasse um espaço de interação e troca de informações entre os membros, ao mesmo tempo em que oferecia conteúdo relevante e de qualidade sobre história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Café História sempre se caracterizou pela sua abertura e pluralidade. O site nunca teve uma linha editorial definida, o que permitiu que diferentes perspectivas e abordagens historiográficas pudessem ser expressas e debatidas. Essa pluralidade contribuiu para a riqueza e diversidade do conteúdo do site, atraindo um público amplo e heterogêneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator importante para o sucesso do Café História foi a sua interface amigável e intuitiva. O site foi projetado para ser fácil de usar e navegar, o que facilitou o acesso e a participação dos usuários. Além disso, o Café História sempre investiu em novas tecnologias e ferramentas, o que permitiu que o site se mantivesse atualizado e relevante ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, em 2017, o Café História passou por uma reformulação e começa a seguir uma nova política de edição, assumindo assim a identidade de um site de divulgação, mas agora a colaboração é entre pesquisadores. Sendo assim, o conteúdo passa a ter uma credibilidade maior, pois são produzidos por profissionais de excelência da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do Café História pode ser aferido por meio de diversos indicadores, como o número de acessos ao site, o engajamento do público nas redes sociais – aproximadamente 325 mil seguidores no <em>Facebook </em>e 34 mil seguidores no <em>X (Twitter)</em> – a repercussão dos artigos publicados na mídia e em outros espaços acadêmicos. A plataforma se firmou como um espaço de referência para pesquisadores, estudantes, professores e demais interessados em história, dentro e fora do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o Café História representa um marco na história da divulgação científica no Brasil. A plataforma democratizou o acesso à informação histórica de qualidade, fomentou o debate público sobre o passado e inspirou a criação de novas iniciativas inovadoras. Sendo reconhecido pela Revista Pesquisa Fapesp que destacou o site como um dos principais sites de divulgação científica no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o Café História foi um projeto inovador e bem-sucedido que contribuiu para a democratização do acesso à informação histórica e para a promoção do debate público sobre o passado. O site se tornou um espaço de referência para historiadores, estudantes, professores e demais interessados em história, dentro e fora do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o Café História é um site de divulgação científica que publica artigos, entrevistas, resenhas e outros conteúdos sobre história. O site continua sendo um espaço de referência para pesquisadores, estudantes, professores e demais interessados em história, dentro e fora do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo, agora dentro da plataforma de vídeos <em>Youtube</em>, o canal Leitura <em>ObrigaHistória</em>, do historiador Icles Rodrigues, doutor em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). &nbsp;O canal Leitura ObrigaHISTÓRIA, criado em 2015 pelo historiador Icles Rodrigues, doutor em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destaca-se como um exemplo de sucesso na divulgação de conhecimento histórico. Com 454 mil inscritos e 13.695.850 visualizações em seus 434 vídeos no YouTube, o canal demonstra seu alcance e relevância no cenário digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente focando em dicas de leitura para estudantes, professores e o público em geral no YouTube, o canal expandiu suas atividades para outras plataformas. Um de seus vídeos de maior sucesso, &#8220;Como se definem Direita e Esquerda? &#8211; Conceitos Históricos&#8221;, alcançou a marca de 1,7 milhões de visualizações, evidenciando o interesse do público por temas complexos e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, o Leitura ObrigaHISTÓRIA lançou o História FM, um podcast que se tornou um fenômeno de popularidade. Com uma abordagem que convida acadêmicos de Ciências Humanas para discutir temas relevantes da área, o podcast rapidamente conquistou um público fiel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números impressionam: o História FM figurou no top 10 de podcasts mais ouvidos por 66 mil pessoas, no top 5 para 44 mil e é o podcast mais ouvido por 11 mil usuários da plataforma Spotify, segundo dados disponibilizados pela plataforma ao final de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso do História FM é um testemunho da qualidade do conteúdo oferecido e da capacidade do Leitura ObrigaHISTÓRIA de se adaptar e inovar. O projeto, que começou como um blog de resenhas de livros acadêmicos, expandiu-se para o Facebook, YouTube, e agora domina o formato de podcasts, demonstrando sua versatilidade e compromisso com a democratização do conhecimento histórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória do Leitura ObrigaHISTÓRIA é um exemplo inspirador de como é possível utilizar diferentes plataformas e formatos para compartilhar conhecimento de forma acessível e envolvente, atingindo um público amplo e consolidando-se como referência na divulgação da História no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, a história digital representa uma mudança de paradigma na pesquisa histórica, abrindo um leque de possibilidades para a produção e o acesso ao conhecimento. Ao integrar as tecnologias digitais ao ofício do historiador, ela revoluciona a maneira como compreendemos e interagimos com o passado. Contudo, apesar de seu potencial transformador, a historiografia digital também apresenta desafios. A avaliação crítica das fontes <em>online</em>, a preservação digital de documentos e a garantia do acesso equitativo às tecnologias são questões cruciais que demandam atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o desenvolvimento de novas ferramentas e metodologias, a colaboração entre historiadores e especialistas em tecnologia e o diálogo constante com o público impulsionam a historiografia digital para um futuro promissor.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desafios e novas possibilidades</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A era digital transformou a relação da humanidade com a informação, impactando profundamente a produção, comunicação e ensino da História. A internet e as novas tecnologias da informação e comunicação (TICs) democratizaram o acesso a fontes históricas, criando possibilidades de pesquisa e proporcionando experiências imersivas com o passado. Essa revolução tecnológica, no entanto, apresenta desafios e responsabilidades que exigem atenção e novas habilidades de historiadores, educadores e do público em geral. Por exemplo, a proliferação de informações falsas e dificuldade em avaliar a confiabilidade das fontes <em>online</em>: A <em>internet</em>, com sua vastidão de dados e a facilidade de publicação, torna-se um terreno fértil para a disseminação de informações falsas, distorcidas ou manipuladas. Historiadores e educadores precisam desenvolver habilidades de alfabetização digital para questionar a autoria, a data de publicação, os objetivos e a confiabilidade das informações encontradas na <em>web</em>, além de cruzar dados com outras fontes. Como alerta Roy Rosenzweig (2003): a <em>internet</em>, apesar de ser uma ferramenta poderosa, não é uma fonte mágica de informação histórica confiável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o risco de perda de documentos e informações digitais a longo prazo. A natureza mutável da <em>internet </em>coloca em risco a preservação de documentos e informações digitais devido a mudanças tecnológicas, falhas de servidores, encerramento de plataformas ou obsolescência de <em>softwares.</em> A preservação de fontes digitais exige estratégias e métodos específicos, como a criação de arquivos digitais, a migração de dados para novas plataformas e a documentação completa das fontes. Gallini e Noiret apontam para as dificuldades em &#8220;citar ou organizar as referências dispersas, fragmentadas, cambiantes e de natureza múltipla obtidas na internet. Dificuldades práticas e teóricas, já que dizem respeito, igualmente, às condições de transmissão e conservação do saber histórico&#8221; (2011, p. 19).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro desafio é a necessidade de novas habilidades dos pesquisadore<strong>s.</strong> A era digital exige que historiadores desenvolvam novas habilidades, como o uso de ferramentas de busca <em>online</em>, bancos de dados digitais,<em> softwares</em> de análise textual e plataformas de georreferenciamento. Além disso, é fundamental que os pesquisadores saibam analisar criticamente as fontes digitais, verificar sua autenticidade e contextualizar os dados encontrados. Chatier adverte que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura feita em meio digital, diante da tela (seja em um web site, artigo em periódico ou trecho de um livro digital), pode ser problemática, pois, geralmente, é descontínua e costuma engendrar uma fragmentação da própria obra, documento ou meio através do qual são veiculados. Leitura que muitas vezes é feita apenas através da busca de palavras-chave específicas, que não atenta para identidade e coerência textual daquilo que se está lendo (2002, p. 23).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desafios específicos da História Digital: A História Digital, que utiliza métodos computacionais para analisar grandes conjuntos de dados e visualizar padrões históricos complexos, enfrenta desafios como a necessidade de garantir a qualidade dos dados, a importância da crítica das fontes e a necessidade de desenvolvimento de novas habilidades dos pesquisadores. O NACAOB, um <em>software</em> desenvolvido para facilitar a análise de registros paroquiais, é um exemplo concreto dessa revolução, mas também evidencia os desafios da História Digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra dificuldade que surge é o acesso desigual à internet e às tecnologias digitais. A Revolução Digital acentua as desigualdades sociais, com o acesso desigual à internet e às tecnologias digitais criando uma fratura digital que exclui parte da população dos benefícios da era digital. A inclusão digital é fundamental para garantir que todos tenham acesso às oportunidades e aos benefícios da era digital. Anthony Giddens defende a necessidade de repensar a democracia na era digital: &#8220;A Revolução Digital exige uma nova forma de pensar sobre a democracia e a participação cidadã (1998, p. 115)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A era digital apresenta desafios e oportunidades para a História. Ao reconhecer os desafios e aproveitar as oportunidades, podemos garantir que a História continue a ser uma ferramenta poderosa para a compreensão do passado e a construção de um futuro melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas para além dos desafios, há possibilidades da era digital para a história, como, por exemplo, a democratização do acesso a fontes históricas<strong>.</strong> Fontes primárias, como documentos, fotografias e vídeos, agora estão disponíveis online a qualquer pessoa com acesso à internet. Essa democratização permite que indivíduos de diferentes origens e contextos socioeconômicos se engajem com o passado de maneira mais profunda, construindo narrativas mais completas. Como aponta Pierre Lévy (2011), essa acessibilidade permite novas formas de consulta e manipulação, ampliando o escopo da pesquisa histórica e possibilitando a construção de narrativas mais complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também uma revolução na pesquisa histórica. Ferramentas de busca <em>online</em>, como o Google Acadêmico, bancos de dados digitais, como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal, e <em>softwares </em>de análise textual, como o <em>Voyant Tools</em>, permitem que historiadores explorem vastas quantidades de informação de forma mais eficiente, identifiquem padrões e tendências, e formulem novas interpretações sobre o passado. A digitalização de documentos históricos e a criação de plataformas <em>online</em> colaborativas, como o <em>Google Books</em> e o <em>Internet Archive</em>, promovem a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de projetos de pesquisa internacionais. Imagine poder comparar diferentes versões de um mesmo documento histórico, ou acessar manuscritos raros sem sair de casa!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas possibilidades para o ensino da História: As TICs permitem a criação de ambientes de aprendizagem imersivos e interativos, que engajam os alunos de maneira mais dinâmica e estimulante. Jogos, simulações, realidade virtual e aumentada permitem que os estudantes experimentem o passado de forma mais vívida, explorando diferentes perspectivas e desenvolvendo habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas. Propiciar o contato com o passado e a construção da identidade se torna, nesse contexto, uma tarefa fundamental da educação, uma vez que a memória é um elemento essencial da identidade, individual ou coletiva (Le Goff, 1990).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra perspectiva, a partir da história digital, é a de preservação de documentos históricos<strong>. </strong>A digitalização de acervos históricos contribui para a preservação de documentos frágeis e deteriorados pelo tempo, garantindo sua acessibilidade para futuras gerações. A digitalização também permite a criação de réplicas virtuais de objetos arqueológicos e obras de arte, democratizando o acesso a peças que antes só poderiam ser apreciadas em museus e exposições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Possiblidade de colaboração entre historiadores em escala global. A internet facilita a colaboração entre historiadores e a criação de projetos de pesquisa colaborativos em escala global. Ferramentas digitais como bancos de dados, <em>softwares </em>de análise textual e plataformas de georreferenciamento permitem novas abordagens metodológicas e ampliam as possibilidades de investigação histórica. A capacidade de analisar grandes conjuntos de dados (Big Data) e visualizar padrões históricos em mapas e gráficos interativos oferece aos historiadores novas maneiras de compreender o passado (Wickham, 2019). <em>Softwares</em> de análise textual possibilitam a análise de grandes quantidades de documentos, identificando temas recorrentes, relações entre personagens e eventos, e tendências históricas (Burke, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas formas de comunicar a história ao público: a história pública explora as mídias digitais para comunicar a história ao público em geral, promovendo o engajamento e a participação social. Plataformas <em>online</em> como <em>blogs</em>, sites e redes sociais permitem que historiadores compartilhem suas pesquisas com o público de maneira mais acessível e interativa. Recursos multimídia como vídeos, podcasts e animações tornam a história mais atraente e engajadora para diferentes públicos. Segundo os autores adeptos desse novo paradigma, &#8220;a web oferece aos historiadores a oportunidade de alcançar um público mais amplo e diversificado do que nunca&#8221; (Cohen &amp; Rosenzweig, 2005, p. 102).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolução Digital transformou a relação da humanidade com a História, democratizando o acesso às fontes, criando possibilidades de pesquisa e proporcionando experiências imersivas com o passado. No entanto, a navegação nesse novo ambiente informacional exige o desenvolvimento de uma postura crítica e habilidades de alfabetização digital. A educação para o uso responsável e crítico das TICs é crucial para formar cidadãos capazes de interpretar e analisar a informação histórica de forma consciente, garantindo que a História seja utilizada como ferramenta de construção de uma sociedade mais justa, informada e democrática.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fontes digitais e virtuais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Araújo Sá (2008) foi um dos pioneiros a discutir o uso de fontes da internet no campo da História. Ele já reconhecia a necessidade de adaptar a prática histórica ao contexto das novas mídias tecnológicas, marcado pela aceleração do tempo e pela proliferação de memórias cotidianas. Segundo Sá (2008), &#8220;a velocidade passou a redefinir o cenário cultural desde o final dos anos oitenta, transformando o sentido do tempo, marcado pelo instantâneo, o imediato, o encurtamento da espera&#8221;. O autor destacava a falta de reflexões metodológicas sobre o tema, a pouca atenção dada por muitos historiadores a esses registros e a dificuldade de sua conservação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preservação de fontes digitais, conforme Sá (2008), depende de fatores econômicos e técnicos. Ele alertava para o risco de monopólio documental por empresas privadas, &#8220;colocando em xeque o futuro do passado&#8221; (Sá, 2008). Uma das principais preocupações era a questão da autoria: como avaliar a confiabilidade dos sites? A sugestão do autor era priorizar sites oficiais, que oferecem maior segurança e credibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fábio Chang de Almeida (2011, p. 11) explorou as razões da relutância de historiadores em usar fontes digitais. Ele apontou, primeiramente, o tradicionalismo historiográfico, apegado a documentos escritos em papel. Como consequência, poucas pesquisas acadêmicas utilizavam fontes digitais: &#8220;No Brasil, a quantidade de pesquisas de mestrado e doutorado em História que utilizam as fontes digitais ainda está muito aquém do potencial oferecida por este suporte documental&#8221;. Em segundo lugar, Almeida (2011) mencionou a escassez de discussões teórico-metodológicas e a falta de habilidade dos historiadores em lidar com a tecnologia. Ele enfatizou:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os historiadores que buscam compreender o presente, negligenciar as fontes digitais e a Internet significa fechar os olhos para todo um novo conjunto de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que vêm se desenvolvendo juntamente com o crescimento e popularização da rede mundial de computadores (2011, p. 12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almeida classificou as fontes digitais em dois grupos: primárias (existentes apenas na internet, como sites e blogs, ou digitalizadas, como fotos e jornais) e não-primárias (teses, dissertações, artigos). Para verificar a confiabilidade das fontes, ele sugeriu rastrear <em>links</em> sobre o mesmo tema e verificar conexões com páginas institucionais, além de confrontar as fontes, prática comum na pesquisa histórica. Ele alertou: &#8220;tomar um fake site sendo um site verdadeiro seria um erro grosseiro, portanto o historiador deve estar atento a esta possível prática na hora de selecionar suas fontes&#8221; (Almeida, 2011, p. 23).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Júlia Tomasi (2013) também abordou a questão da veracidade das fontes digitais, destacando a ausência frequente de nomes e datas, a volatilidade e a instabilidade dessas fontes, o que dificultava o arquivamento e afastava os historiadores: &#8220;outro motivador para os historiadores verem os documentos virtuais com mais cautela e precaução, e consequentemente estes serem menos utilizados nas pesquisas históricas” (Tomasi, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomasi (2013) também lembrou os princípios éticos da pesquisa com fontes digitais, como ocultar nomes e rostos para proteger a identidade dos colaboradores e substituir endereços eletrônicos por variáveis. Divulgar um endereço para verificação da fonte poderia comprometer o anonimato do colaborador. A autora concluiu que o uso de páginas da internet como fontes históricas ainda era visto como um tabu: &#8220;Resumidamente, utilizar as páginas da internet como documentos de pesquisa para história é visto como tabu por muitos pesquisadores, tendo o historiador pouco se debruçado sobre tais documentos, já que suscitam, de certo modo, estranheza&#8221; (Tomasi, 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anita Lucchesi (2015) observou que, embora historiadores se beneficiassem da internet para troca de materiais, o uso de fontes digitais na produção de textos históricos ainda era incerto. Ela notou o interesse do público não especializado por história na internet, muitas vezes sem o rigor do ofício do historiador, o que justificaria uma adaptação dos profissionais. Lucchesi propôs o conceito de &#8220;Historiografia Digital&#8221;, não como uma mera ferramenta de cálculo, mas como uma rede capaz de gerar novos questionamentos. Ela retomou o problema do desaparecimento de sites e plataformas, questionando como recuperar links de páginas inexistentes. O hipertexto, característico da comunicação digital, trazia a vantagem do acesso facilitado a fontes, mas também o risco de &#8220;afogamento&#8221; em meio a múltiplos pontos de vista: &#8220;corre-se constantemente o perigo de afogamento em meio a esses múltiplos pontos de vistas no mar de informações em que se lançam as redes de links&#8221; (Lucchesi, 2015, p. 31), o que dificultava a identificação da autoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nucia Alexandra Silva de Oliveira analisou a internet como espaço de debate historiográfico, focando em sites sobre a História do Brasil. Ela reiterou problemas como a questão da autoria: &#8220;Desconfia-se muito mais do que está posto na internet, especialmente pelo fato de que muitos textos parecem não ter o mesmo rigor dos trabalhos impressos, sobretudo nos aspectos de referência e explicitação da autoria&#8221;(2014, p. 28). Oliveira (2014) também expressou preocupação com plágios, manipulação de dados e a autenticidade das informações, além do desaparecimento e da modificação de conteúdo <em>online</em>:</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da pesquisa que coordeno, pode-se citar o caso de um site que teve todo o seu conteúdo modificado, gerando, assim, a necessidade de uma nova leitura. Aliás, em alguns momentos isso pode se tornar gravíssimo, pois nem sempre é possível refazer toda uma pesquisa. Neste caso, deve ser dito que na organização dos documentos não é recomendável que o único acesso a eles seja <em>online</em>. Isto é, uma providência essencial do trabalho no espaço virtual é mesmo o armazenamento do material coletado (Oliveira, 2014, p. 49).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora destacou a carência de discussões metodológicas sobre o uso de fontes digitais na área da História.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, as reflexões teórico-metodológicas e as técnicas para lidar com fontes digitais na pesquisa histórica ainda são insuficientes. A efemeridade e a instabilidade dessas fontes são desafios significativos, contrastando com a longevidade de arquivos físicos e fontes orais. A preservação da memória digital é uma questão crucial. A desconfiança em relação aos dados e a dificuldade em identificar a autoria são preocupações recorrentes entre os pesquisadores que utilizam fontes digitais.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 METODOLOGIA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa, de caráter exploratório, estruturou-se em uma metodologia de pesquisa bibliográfica, com o objetivo de analisar e sistematizar o conhecimento produzido sobre a história digital. O ponto de partida foi a construção de um corpus bibliográfico abrangente e representativo, a partir de buscas em repositórios online (como SciELO e JSTOR) e bases de dados acadêmicas (como Google Acadêmico). As palavras-chave utilizadas nas buscas incluíram termos como &#8220;historiografia digital&#8221;, &#8220;fontes digitais&#8221;, &#8220;história digital&#8221;, &#8220;humanidades digitais&#8221;, &#8220;métodos digitais em história&#8221;, entre outros, garantindo a seleção de obras relevantes e diversificadas.&nbsp; I9jm imj89</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura das obras selecionadas foi realizada de forma crítica e analítica, buscando aprofundar a compreensão do tema. Essa etapa visou, primeiramente, identificar e analisar os principais conceitos e definições relacionados à história digital, mapeando as convergências e divergências entre os autores. Em seguida, buscou-se analisar as diferentes perspectivas e abordagens metodológicas presentes na literatura, identificando as correntes de pensamento e as principais discussões no campo. A investigação das ferramentas digitais e das técnicas de pesquisa utilizadas em historiografia digital também foi realizada, avaliando suas potencialidades e limitações. Por fim, pretendeu-se discutir os desafios e as perspectivas da historiografia digital, refletindo sobre as implicações éticas, epistemológicas e metodológicas da utilização de tecnologias digitais na pesquisa histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para facilitar a análise e a síntese do conhecimento, as informações extraídas das obras foram organizadas e sistematizadas por meio de fichas de leitura, resumos, mapas conceituais e outros instrumentos. A análise e interpretação dos dados coletados se deu por meio da técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2016), buscando reconhecer os temas recorrentes e os principais argumentos apresentados pelos autores, analisar as relações entre as diferentes obras &#8211; identificando convergências, divergências e diálogos entre os autores &#8211; e elaborar uma síntese crítica do conhecimento produzido, apresentando as principais conclusões e reflexões da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale salientar que a pesquisa bibliográfica, embora se limite à análise de materiais já publicados, permitiu a construção de um estudo aprofundado e rigoroso sobre a historiografia digital, com base na análise crítica e sistemática da literatura sobre o tema. A escolha por este método se justificou pela necessidade de mapear e analisar o estado da arte da historiografia digital, fornecendo um panorama abrangente das discussões, tendências e desafios do campo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo, em sua essência, investiga a emergência e consolidação da historiografia digital como um campo dinâmico e transformador da pesquisa histórica. Longe de ser apenas uma transposição do tradicional para o digital, a historiografia digital redefine a pesquisa, utilizando tecnologias digitais em todas as etapas do processo investigativo, da análise de fontes à disseminação do conhecimento. Essa abordagem inovadora abre um vasto leque de possibilidades, mas também impõe desafios significativos aos historiadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A internet, com seus imensos repositórios digitais, democratizou o acesso a fontes primárias e secundárias, antes restritas a arquivos físicos e bibliotecas. Ferramentas digitais como softwares de análise textual, georreferenciamento e visualização de dados proporcionam novas formas de explorar e interpretar as fontes, revelando padrões e conexões anteriormente imperceptíveis. Além disso, a historiografia digital facilita a disseminação do conhecimento histórico por meio de plataformas online, tornando-o mais acessível e interativo, com o uso de recursos multimídia que enriquecem a experiência do público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços, a historiografia digital enfrenta desafios importantes, como a necessidade de avaliação crítica das fontes online, a preservação digital a longo prazo e a garantia de um acesso equitativo às tecnologias. A colaboração entre historiadores e especialistas em tecnologia, juntamente com o desenvolvimento de novas ferramentas e metodologias, impulsiona a historiografia digital em direção a um futuro promissor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a historiografia digital representa uma mudança paradigmática na pesquisa histórica, revolucionando a forma como interagimos com o passado e o presente. A integração de tecnologias digitais ao trabalho do historiador exige uma reflexão constante sobre as práticas de pesquisa, o desenvolvimento de novas habilidades e um engajamento ativo na construção de um futuro em que a tecnologia esteja a serviço da produção e difusão do conhecimento histórico. A tabela a seguir apresenta um panorama detalhado dos principais aspectos da historiografia digital, organizados em quatro categorias: Pesquisa, Análise e Interpretação, Comunicação e Ensino, e Preservação. Cada categoria é analisada em termos de descrição, ferramentas e plataformas utilizadas, vantagens, desafios e exemplos de projetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela – Aspectos da Historiografia Digital</strong></p>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Aspecto</strong><strong></strong></td><td><strong>Descrição</strong><strong></strong></td><td><strong>Ferramentas e Plataformas</strong><strong></strong></td><td><strong>Vantagens</strong><strong></strong></td><td><strong>Desafios</strong><strong></strong></td><td><strong>Exemplos de Projetos</strong><strong></strong></td></tr><tr><td><strong>Pesquisa</strong></td><td>Acesso e análise de fontes primárias e secundárias.</td><td>&#8211; Arquivos Nacionais (Arquivo Nacional da Torre do Tombo) &nbsp;&#8211; Bibliotecas Digitais (Biblioteca Nacional Digital) &nbsp;&#8211; Museus Virtuais (Museu do Louvre online) &#8211; Bases de dados online</td><td>&#8211; Democratização do acesso às fontes. &#8211; Ampliação do escopo da pesquisa.&nbsp; &#8211; Possibilidade de cruzar diferentes fontes.</td><td>&#8211; Avaliação da confiabilidade das fontes. &nbsp;&#8211; Viés algorítmico.</td><td>&#8211; Digitalização de documentos históricos. &#8211; Criação de bancos de dados de fontes primárias.</td></tr><tr><td><strong>Análise e Interpretação</strong></td><td>Exploração de dados históricos com novas metodologias.</td><td>&#8211; Softwares de Análise Textual (Voyant Tools) &#8211; Plataformas de Georreferenciamento (Google Earth) &nbsp;&#8211; Ferramentas de Visualização de Dados (Tableau)</td><td>&#8211; Identificação de padrões e tendências.&nbsp; &#8211; Formulação de novas interpretações. &nbsp;&#8211; Criação de narrativas mais complexas.</td><td>&#8211; Domínio das ferramentas digitais. &nbsp;&#8211; Interpretação dos dados.</td><td>&#8211; Análise de grandes conjuntos de dados (Big Data). &nbsp;&#8211; Mapeamento de eventos históricos.&nbsp; &#8211; Modelagem de processos históricos.</td></tr><tr><td><strong>Comunicação e Ensino</strong></td><td>Disseminação do conhecimento histórico de forma inovadora.</td><td>&#8211; Plataformas de publicação online (blogs, sites) &#8211; Redes Sociais &nbsp;&#8211; Ferramentas multimídia (vídeos, podcasts, animações)</td><td>&#8211; Maior alcance e interação com o público. &nbsp;&#8211; Experiências de aprendizagem imersivas. &nbsp;&#8211; Fomento ao debate público sobre a história.</td><td>&#8211; Manutenção da qualidade da informação. &#8211; Combate à desinformação.</td><td>&#8211; Projetos de história oral. &#8211; Reconstruções virtuais de sítios arqueológicos. &nbsp;&#8211; Jogos e simulações históricas.</td></tr><tr><td><strong>Preservação</strong></td><td>Proteção e acesso a longo prazo de documentos históricos.</td><td>&#8211; Repositórios digitais confiáveis &nbsp;&#8211; Softwares de preservação digital</td><td>&#8211; Prevenção da deterioração de documentos.&nbsp; &#8211; Acesso para futuras gerações.</td><td>&#8211; Custos de digitalização e armazenamento. &nbsp;&#8211; Obsolescência tecnológica.</td><td>&#8211; Digitalização de acervos históricos em risco. &nbsp;&#8211; Criação de bibliotecas digitais colaborativas.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela apresentada acima revela a amplitude da Historiografia Digital, demonstrando seu potencial para transformar a pesquisa, análise, comunicação e preservação do conhecimento histórico, com isso a incorporação de ferramentas e plataformas digitais à prática do historiador impulsiona uma série de mudanças, impactando significativamente a interação com o passado, tanto para historiadores quanto para o público em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa: A Historiografia Digital democratiza o acesso às fontes históricas. Através de arquivos nacionais online, bibliotecas digitais e museus virtuais, pesquisadores exploram temas e períodos com maior profundidade. Plataformas como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Portugal), a Biblioteca Nacional Digital (Portugal) e o Museu do Louvre online (França) exemplificam este acesso facilitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a confiabilidade das fontes online e a existência de vieses algorítmicos exigem atenção, a digitalização de documentos, a criação de bancos de dados de fontes primárias e a transcrição colaborativa impulsionam a pesquisa histórica na era digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Análise e Interpretação: Ferramentas como softwares de análise textual (ex: Voyant Tools), plataformas de georreferenciamento (ex: Google Earth) e ferramentas de visualização de dados (ex: Tableau) permitem explorar dados históricos sob novas perspectivas, revelando padrões, tendências e relações complexas, nesse sentido a análise de grandes volumes de dados (Big Data), o mapeamento de eventos históricos e a modelagem de processos históricos são exemplos de abordagens inovadoras. Porém, o domínio dessas ferramentas, a interpretação precisa dos dados e a interdisciplinaridade demandam novas habilidades e formação continuada para os historiadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comunicação e Ensino: A Historiografia Digital amplia as possibilidades de comunicação e ensino da história. Plataformas de publicação online (blogs, sites, Hypotheses.org), redes sociais e recursos multimídia permitem alcançar públicos mais amplos, criar experiências de aprendizagem imersivas e estimular o debate público. Projetos de história oral, reconstruções virtuais de sítios arqueológicos, jogos e simulações históricas, e documentários interativos demonstram o potencial da área. É crucial, no entanto, garantir a qualidade da informação, combater a desinformação e desenvolver competências digitais para a produção de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preservação: A preservação digital garante o acesso a longo prazo e a proteção de documentos históricos frágeis. Repositórios digitais (ex: Internet Archive, Projeto Gutenberg) e softwares de preservação digital são ferramentas essenciais, a digitalização de acervos em risco, a criação de bibliotecas digitais colaborativas e o desenvolvimento de estratégias de preservação a longo prazo contribuem para a salvaguarda do patrimônio histórico na era digital. É preciso, porém, considerar os custos de digitalização e armazenamento, a obsolescência tecnológica e a autenticidade dos documentos digitalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Historiografia Digital é um campo dinâmico com potencial para revolucionar a prática historiográfica, a apropriação crítica e reflexiva das ferramentas digitais é essencial para que os historiadores explorem as oportunidades e superem os desafios, com isso, a formação continuada, a interdisciplinaridade e a colaboração entre profissionais da área são fundamentais para o desenvolvimento da Historiografia Digital e para a construção de um futuro promissor para a História na era digital.</p>



<h5 class="wp-block-heading">5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa, ao explorar a historiografia digital e suas implicações, confirma a transformação profunda que a Revolução Digital impôs à pesquisa histórica: analisando as mudanças e permanências na prática historiográfica, debatendo o papel e a formação dos historiadores na era digital, e investigando a natureza, os usos e a conservação das fontes digitais e virtuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Constata-se que a historiografia digital não é meramente uma nova ferramenta, mas sim um novo paradigma que redefine a maneira como os historiadores interagem com o passado e o presente. A democratização do acesso a fontes primárias e secundárias, proporcionada pela internet e por vastos repositórios digitais, expande significativamente as possibilidades de pesquisa. Ferramentas digitais de análise textual, georreferenciamento e visualização de dados permitem explorar fontes de maneira inovadora, revelando padrões e conexões antes imperceptíveis, e formulando novas interpretações históricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação e o ensino da História também se beneficiam da era digital. Plataformas online e recursos multimídia tornam o conhecimento histórico mais acessível, interativo e engajador para diferentes públicos, promovendo o debate e a participação social. A preservação digital, por sua vez, surge como um elemento crucial para garantir o acesso futuro ao patrimônio histórico, embora demande atenção constante aos desafios da obsolescência tecnológica e dos custos de armazenamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo, no entanto, não se limita a celebrar as potencialidades da historiografia digital. Reconhece-se a importância da avaliação crítica das fontes online, a necessidade de desenvolvimento de novas habilidades e competências por parte dos historiadores, e a urgência em combater a desinformação e garantir o acesso equitativo às tecnologias. A pesquisa bibliográfica realizada evidenciou a complexidade do campo, revelando tanto as convergências quanto as divergências entre os autores, e a necessidade de um debate contínuo sobre as implicações éticas, epistemológicas e metodológicas da utilização de tecnologias digitais na pesquisa histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a historiografia digital representa uma mudança significativa e irreversível na pesquisa histórica. As novas descobertas desta pesquisa residem na sistematização dos múltiplos aspectos da historiografia digital – pesquisa, análise, comunicação/ensino e preservação – e na identificação dos desafios e oportunidades inerentes a cada um deles. Ao integrar as tecnologias digitais de forma crítica e reflexiva, os historiadores podem não apenas ampliar o alcance e o impacto de seu trabalho, mas também contribuir para a construção de uma sociedade mais informada, engajada e consciente de seu passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como limitação do estudo, aponta-se a natureza dinâmica e em constante evolução da historiografia digital, o que exige um acompanhamento permanente das novas ferramentas, metodologias e debates no campo. Sugere-se, para futuras pesquisas, a realização de estudos de caso que demonstrem, na prática, o uso de ferramentas e metodologias específicas da historiografia digital, bem como investigações sobre o impacto da história digital no ensino e na aprendizagem da História</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">___________. <strong>Cibercultura</strong>. (trad. Carlos Ireneu da Costa). São Paulo: Editora 34, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">____________. <strong>Por um debate sobre História e Historiografia Digital.</strong> Boletim Historiar, nº02, mar./abr. 2014, p.45-57.</p>



<p class="wp-block-paragraph">________________. <strong>A História ou a leitura do tempo</strong>. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">________________. <strong>Inscrever e apagar: Cultura Escrita e Literatura – Séculos XI – Século XVIII.</strong> São Paulo: Editora Unesp, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">________________. <strong>Scarcity or Abundance? Preserving the Past in a Digital Era.</strong> The American Historical Review, v. 108, n. 3, p. 735-762, 2003.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">_________________. A galáxia da internet: reflexão sobre a internet, os negócios e a sociedade. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______________________. <strong>O Presentismo e a Revolução Documental: As Páginas da Internet como Documentos de Pesquisa para a História &#8211; Da volatilidade à Instantaneidade</strong>.&nbsp;<strong>Cadernos do Tempo Presente</strong>,&nbsp;<em>[S. l.]</em>, n. 12, 2013. DOI: 10.33662/ctp.v0i12.2710. Disponível em: <a href="https://periodicos.ufs.br/tempo/article/view/2710">https://periodicos.ufs.br/tempo/article/view/2710</a>. Acesso em: 05 jan. 2025. &nbsp;</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Discente do Curso Superior de História Licenciatura da Universidade Federal do Maranhão. E-mail: djalma.vieira1@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Docente titular aposentada do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal do Maranhão (PROFHISTORIA/UFMA). Email: as.mota@ufma.br</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>AUTISMO E COMORBIDADES: TRANSTORNOS ASSOCIADOS E IMPACTOS NA SAÚDE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/autismo-e-comorbidades-transtornos-associados-e-impactos-na-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=200268</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503011025 Fabiana Maria da Silva Rocha¹Taciéli Gomes de Lacerda²Estela Cristina da Motta³Carolina Sena Vieira⁴Diego Fernando de Almeida Cunha⁵Luana Ramos Vicente⁶Jullya Freitas Silveira⁷Marco Antônio Remondy Pagotto⁸Maria Patrícia de Medeiros⁹Matteus Igor Lopes Aires¹⁰Rubens Ahnert Dias¹¹Nathalia Martins Gomes¹²Raí Chaves Bandeira¹³Rayssa Gabrielly Bandeira Ribeiro¹⁴Mayara Amélia de Aguiar Maia Saldanha¹⁵ Resumo: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503011025</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Fabiana Maria da Silva Rocha¹<br>Taciéli Gomes de Lacerda²<br>Estela Cristina da Motta³<br>Carolina Sena Vieira⁴<br>Diego Fernando de Almeida Cunha⁵<br>Luana Ramos Vicente⁶<br>Jullya Freitas Silveira⁷<br>Marco Antônio Remondy Pagotto⁸<br>Maria Patrícia de Medeiros⁹<br>Matteus Igor Lopes Aires¹⁰<br>Rubens Ahnert Dias¹¹<br>Nathalia Martins Gomes¹²<br>Raí Chaves Bandeira¹³<br>Rayssa Gabrielly Bandeira Ribeiro¹⁴<br>Mayara Amélia de Aguiar Maia Saldanha¹⁵</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo: </strong>O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica complexa que afeta o comportamento, a comunicação e a interação social de uma pessoa. Com uma prevalência crescente, o autismo é caracterizado por uma ampla gama de manifestações e severidades, que podem variar de casos com habilidades extraordinárias a aqueles que requerem apoio constante. No entanto, uma das características mais desafiadoras do TEA não é apenas a diversidade dos sintomas primários, mas também a presença de comorbidades — condições de saúde que coexistem com o autismo e influenciam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados.</p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<h5 class="wp-block-heading">Introdução</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica complexa que impacta diversas áreas do desenvolvimento, incluindo a comunicação, a interação social e o comportamento. Embora os sintomas centrais do autismo sejam amplamente conhecidos, o impacto de comorbidades associadas ao TEA ainda é um tema de estudo e discussão importantes na área da saúde. Estima-se que uma grande parcela dos indivíduos com autismo conviva com condições adicionais, como transtornos de ansiedade, depressão, epilepsia, distúrbios alimentares e problemas relacionados ao sono. Essas comorbidades não só complicam o diagnóstico e o tratamento, mas também afetam diretamente a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos afetados (Viana, et al. 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste trabalho é explorar as comorbidades mais comuns associadas ao autismo, seus impactos na saúde física e mental, e como essas condições influenciam o manejo clínico e terapêutico do TEA. Através dessa análise, busca-se destacar a importância de uma abordagem integrada e multidisciplinar para o tratamento, com foco no cuidado holístico que atenda tanto aos sintomas principais do autismo quanto às condições comórbidas, a fim de promover uma melhor qualidade de vida para os indivíduos no espectro autista.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Metodologia</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho adotou uma metodologia de revisão de literatura para investigar as comorbidades associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus impactos na saúde física e mental, e as abordagens terapêuticas para o manejo dessas condições. A revisão foi conduzida com o objetivo de identificar, analisar e sintetizar os principais estudos publicados sobre o tema, buscando fornecer uma compreensão abrangente da interação entre o autismo e as condições comórbidas mais frequentes.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>1.&nbsp; Seleção de Fontes</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa incluiu artigos científicos, revisões sistemáticas, teses, dissertações e livros especializados na área de autismo e comorbidades. As fontes foram selecionadas com base nos seguintes critérios:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Publicações entre 2010 e 2025, a fim de garantir que as informações estejam atualizadas e representem os avanços recentes na área.</li>



<li>Artigos e estudos peer-reviewed (revisados por pares), garantindo a qualidade e a credibilidade das informações.</li>



<li>Estudos que abordem a relação entre autismo e comorbidades, com ênfase nas comorbidades mais comuns, como transtornos de ansiedade, depressão, epilepsia, distúrbios do sono e comportamentais.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>2.&nbsp; Bases de Dados Utilizadas</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A busca foi realizada em bases de dados acadêmicas amplamente reconhecidas, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>PubMed</strong></li>



<li><strong style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Scopus</strong></li>



<li><strong style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Google ScholarPsycINFO</strong></li>



<li><strong>Web of Science </strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas bases de dados foram selecionadas por sua abrangência e qualidade nas publicações científicas sobre saúde mental, neurociência e psiquiatria.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>3.&nbsp; Critérios de Inclusão e Exclusão</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Critérios de Inclusão:</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos que abordam comorbidades associadas ao TEA que discutem o impacto dessas comorbidades na saúde física e mental dos indivíduos com autismo.Pesquisas que apresentem abordagens terapêuticas ou estratégias de tratamento para comorbidades em indivíduos com TEA.</p>



<h6 class="wp-block-heading">●&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Critérios de Exclusão:</h6>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos&nbsp;&nbsp;&nbsp; que&nbsp;&nbsp;&nbsp; se&nbsp;&nbsp;&nbsp; concentram&nbsp;&nbsp;&nbsp; exclusivamente&nbsp;&nbsp;&nbsp; em&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma&nbsp;&nbsp; única comorbidade, sem considerar a interação com o TEA.</li>



<li><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem; background-color: var(--ast-global-color-5);">Publicações sem revisão por pares ou sem base científica sólida.</span></li>



<li>Artigos que abordam apenas o autismo sem explorar a presença de comorbidades.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>4.&nbsp; Procedimento de Busca e Seleção</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A busca foi realizada utilizando palavras-chave relacionadas ao tema, como &#8220;autismo&#8221;, &#8220;comorbidades no autismo&#8221;, &#8220;transtornos associados ao TEA&#8221;, &#8220;epilepsia e autismo&#8221;, &#8220;ansiedade e autismo&#8221;, e &#8220;depressão no autismo&#8221;. As buscas foram refinadas por filtros de data e relevância, priorizando estudos que exploram de forma abrangente tanto as comorbidades físicas quanto as mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os artigos selecionados foram lidos na íntegra e classificados de acordo com a relevância para os objetivos da pesquisa. Os resumos dos artigos que não atendiam aos critérios de inclusão foram descartados, e os artigos que abordavam as comorbidades mais prevalentes, bem como suas implicações clínicas, foram priorizados.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>5.&nbsp; Análise e Síntese dos Dados</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos artigos selecionados seguiu uma abordagem qualitativa, na qual os dados relevantes sobre as comorbidades do TEA foram extraídos e organizados de acordo com as categorias: tipos de comorbidades (transtornos mentais, condições físicas), impactos na saúde e tratamento terapêutico. Os resultados foram comparados, e os achados mais significativos foram destacados para identificar padrões e tendências nos estudos revisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foi realizado um exame crítico da metodologia dos estudos analisados, avaliando sua qualidade metodológica, amostra e limitações. A partir dessa análise, foram feitas sugestões sobre como a pesquisa atual pode ser aprimorada para expandir a compreensão sobre a relação entre o TEA e suas comorbidades.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>6.&nbsp; Limitações da Metodologia</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a revisão tenha sido baseada em fontes confiáveis e bem estabelecidas, algumas limitações podem ser destacadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A revisão foi baseada apenas em estudos publicados em inglês e português, o que pode restringir a abrangência de algumas perspectivas culturais.
<ul class="wp-block-list">
<li>A análise pode ter sido limitada por estudos disponíveis nas bases de dados escolhidas, excluindo fontes não indexadas ou publicações em periódicos de acesso restrito.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading"><a></a>7.&nbsp; Objetivo da Metodologia</h1>



<p class="wp-block-paragraph">O principal objetivo dessa metodologia de revisão de literatura foi proporcionar uma visão integrada e detalhada sobre as comorbidades associadas ao autismo, seus efeitos na saúde física e mental, e as melhores abordagens terapêuticas para lidar com essas condições, com a finalidade de contribuir para a prática clínica e a pesquisa futura na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa metodologia busca oferecer uma base sólida para profissionais de saúde, pesquisadores e famílias de indivíduos com autismo, a fim de facilitar o desenvolvimento de estratégias de tratamento mais eficazes e personalizadas.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Resultados e discussão</h1>



<p class="wp-block-paragraph">As comorbidades são condições de saúde adicionais que ocorrem simultaneamente com uma condição principal, no caso, o autismo. De acordo com estudos, cerca de 70% das pessoas com autismo apresentam ao menos uma comorbidade, e mais de 40% delas convivem com duas ou mais condições associadas. Essas comorbidades podem ser de natureza física, mental ou comportamental e, muitas vezes, complicam o diagnóstico, o tratamento e a gestão do TEA (Garcia, et al. 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As comorbidades mais comuns em indivíduos com autismo incluem:</p>



<h1 class="wp-block-heading">Transtornos de Ansiedade</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas com autismo frequentemente enfrentam altos níveis de ansiedade. Estima-se que mais da metade dos indivíduos com TEA apresentam algum tipo de transtorno de ansiedade, como transtorno de ansiedade social, fobia social, ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A ansiedade pode se manifestar devido à dificuldade em lidar com mudanças inesperadas, situações sociais desafiadoras ou sobrecarga sensorial, o que agrava os sintomas do autismo (Silva, 2016).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Transtornos Depressivos</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A depressão é outra comorbidade significativa no autismo, especialmente em adolescentes e adultos. A dificuldade de comunicação, a sensação de isolamento e a incapacidade de se expressar plenamente podem levar a sentimentos de tristeza, desesperança e perda de interesse. Além disso, a sobrecarga de expectativas sociais e a falta de apoio adequado contribuem para o desenvolvimento de depressão nesses indivíduos (Steffen, et al. 2019).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Distúrbios do Sono</h1>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dificuldades com o sono são comuns em pessoas com autismo, com estudos sugerindo que até 80% das crianças com TEA têm problemas relacionados ao sono, como insônia, despertares frequentes durante a noite e dificuldades para manter uma rotina de sono regular. A qualidade do sono afeta diretamente o comportamento e o bem-estar emocional, o que pode agravar os sintomas do autismo (De Jesus, et al.2010).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Epilepsia.</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximadamente 20% a 30% das pessoas com autismo desenvolvem epilepsia, um transtorno neurológico caracterizado por convulsões. Embora a epilepsia não seja exclusiva do autismo, a prevalência de crises convulsivas é consideravelmente mais alta nessa população em comparação com a população geral. A presença de epilepsia pode dificultar o manejo do autismo e requer cuidados médicos especializados (Pereira, et al. 2012).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Transtornos Alimentares e Sensoriais</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos indivíduos com TEA possuem preferências alimentares restritas, com uma tendência a comer apenas certos tipos de alimentos, ou podem ter aversão a texturas, sabores e cheiros específicos. Isso pode resultar em distúrbios alimentares, como seletividade alimentar, que podem afetar o estado nutricional e o crescimento saudável. A hipersensibilidade sensorial é uma característica comum do autismo e pode influenciar esses comportamentos alimentares (Gomes, et al. 2016).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Transtornos do Comportamento</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Comportamentos desafiadores, como agressão, automutilação ou explosões emocionais, também são frequentes em pessoas com autismo, especialmente em crianças mais novas. Esses comportamentos podem ser uma resposta a frustração, sobrecarga sensorial ou falta de habilidades de comunicação adequadas. Além disso, o comportamento disruptivo é muitas vezes uma forma de a pessoa expressar suas necessidades de uma maneira não verbal (Marteleto, et al. 2011).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Impactos das Comorbidades na Saúde e no Bem-Estar de Indivíduos com Autismo</h1>



<p class="wp-block-paragraph">As comorbidades podem agravar os desafios já enfrentados por pessoas com autismo e têm um impacto direto na saúde física e mental. O convívio com múltiplas condições de saúde pode afetar a qualidade de vida, aumentar a necessidade de intervenções médicas e psicológicas, e gerar maior dificuldade em alcançar um grau satisfatório de independência (Bianchini, et al. 2014).</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Dificuldade no Diagnóstico</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce do autismo é crucial para garantir a intervenção adequada, mas a presença de comorbidades pode dificultar essa detecção. Por exemplo, a ansiedade ou a depressão podem mascarar os sintomas do TEA, ou o comportamento desafiador pode ser confundido com sinais de transtornos do</p>



<p class="wp-block-paragraph">comportamento. Isso pode atrasar a identificação do autismo e, consequentemente, a implementação de tratamentos que abordem as necessidades específicas da pessoa (De Araújo, et al. 2015).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impacto na Intervenção e Tratamento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com a presença de comorbidades, o tratamento do autismo deve ser abordado de forma holística, o que significa que as estratégias terapêuticas precisam ser ajustadas para lidar com as múltiplas condições. O uso de medicações para tratar transtornos de ansiedade ou depressão, por exemplo, pode interagir com os tratamentos para o autismo, tornando necessário um acompanhamento médico e terapêutico cuidadoso e coordenado. As terapias comportamentais também precisam ser adaptadas para considerar as diferentes condições de saúde que coexistem (Minella, et al. 2021).</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumento da Sobrecarga Emocional e Psicológica</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A sobrecarga emocional gerada pelas comorbidades pode ser debilitante. A pressão constante de gerenciar múltiplos aspectos da saúde pode gerar um estresse significativo tanto para os indivíduos com autismo quanto para suas famílias. Em casos graves, a presença de comorbidades pode levar a uma diminuição da qualidade de vida, a um aumento dos episódios de crise e ao agravamento de sintomas do TEA (De Araújo, et al. 2015).</p>



<h1 class="wp-block-heading">Estratégias de Tratamento Integrado</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Dado o impacto significativo das comorbidades, um tratamento integrado e multidisciplinar é fundamental para a gestão do autismo e suas condições associadas (De Oliveira, et al. 2024). As abordagens incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Terapias comportamentais: Como a Terapia Comportamental Aplicada (ABA), que pode ser combinada com intervenções específicas para lidar com transtornos de ansiedade ou comportamentos desafiadores (De Oliveira, et al. 2024).<ul><li>Apoio psicológico: Terapias cognitivas e comportamentais podem ser muito úteis no manejo de comorbidades como a depressão e a ansiedade. Essas terapias podem ser adaptadas para se concentrar nas necessidades individuais de uma pessoa com TEA (De Oliveira, et al. 2024).</li></ul><ul><li>Manejo médico e psiquiátrico: O tratamento das comorbidades médicas, como epilepsia ou distúrbios do sono, exige uma abordagem cuidadosa e monitoramento constante (De Oliveira, et al. 2024).</li></ul>
<ul class="wp-block-list">
<li>Apoio nutricional: Acompanhamento de dietas e hábitos alimentares para garantir que as necessidades nutricionais sejam atendidas, especialmente quando existem restrições alimentares associadas ao autismo (De Oliveira, et al. 2024).</li>
</ul>
</li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading">Conclusão</h1>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O autismo é uma condição complexa e multifacetada que vai além dos sintomas centrais relacionados à comunicação e interação social. As comorbidades associadas ao TEA representam um desafio significativo para o manejo e tratamento, uma vez que afetam a saúde mental e física de forma simultânea. Portanto, é crucial que profissionais de saúde, familiares e cuidadores adotem uma abordagem holística para o cuidado dessas pessoas, considerando todas as suas condições de saúde de maneira integrada. Com a intervenção precoce, apoio adequado e um plano de tratamento multidisciplinar, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida de indivíduos com autismo e suas famílias.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Referências</h1>



<p class="wp-block-paragraph">BIANCHINI, Natallie do Carmo Prado; DE PAULA SOUZA, Luiz Augusto. Autismo e comorbidades: achados atuais e futuras direções de pesquisa. <strong>Distúrbios da Comunicação</strong>, v. 26, n. 3, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE JESUS APARAS, Tânia et al. Sono-vigília em crianças com distúrbios do espectro do autismo. <strong>International Journal of Developmental and Educational Psychology</strong>, v. 3, n. 1, p. 525-533, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE ARAÚJO VILHENA, Douglas et al. Avaliação interdisciplinar do transtorno do espectro do autismo e comorbidades: Caso de um diagnóstico tardio. <strong>Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento</strong>, v. 15, n. 1, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE OLIVEIRA, Izabely Cristiny Fernandes; DE SOUZA RAIMUNDO, Ronney Jorge; DE LIMA, Keite Oliveira. Terapias complementares e alternativas uma abordagem com no transtorno do espectro autista. <strong>Revista JRG de Estudos Acadêmicos</strong>, v. 7,</p>



<p class="wp-block-paragraph">n. 15, p. e151441-e151441, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, Sônia Cardoso Moreira; DO NASCIMENTO, Mayara Andrine; PEREIRA, Marília. Autismo infantil: acolhimento e tratamento pelo sistema único de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Revista Valore</strong>, v. 2, n. 1, p. 155-167, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, Vânia Thais Silva et al. Nutrição e autismo: reflexões sobre a alimentação do autista. <strong>Revista Univap, São José dos Campos</strong>, v. 22, n. 40, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Alessandra; PEGORARO, Luiz Fernando Longuim; CENDES, Fernando. Autismo e epilepsia: modelos e mecanismos. <strong>Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology</strong>, v. 18, p. 92-96, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTELETO, Márcia Regina Fumagalli et al. Problemas de comportamento em crianças com transtorno autista. <strong>Psicologia: Teoria e Pesquisa</strong>, v. 27, p. 5-12, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MINELLA, Flávia Cristina Osaku; LINARTEVICHI, Vagner Fagnani. Efeitos do</p>



<p class="wp-block-paragraph">canabidiol nos sinais e comorbidades do transtorno do espectro autista. <strong>Research, Society and Development</strong>, v. 10, n. 10, p. e64101018607-e64101018607, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">STEFFEN, Bruna Freitas et al. Diagnóstico precoce de autismo: uma revisão literária. <strong>Revista saúde multidisciplinar</strong>, v. 6, n. 2, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Lucas Silveira da. Transtornos do espectro do autismo, estratégia saúde da família e tecnologias de cuidado na rede SUS. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIANA, Ana Clara Vieira et al. Autismo: uma revisão integrativa. <strong>Saúde Dinâmica</strong>, v. 2, n. 3, p. 1-18, 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<ol class="wp-block-list">
<li>Enfermeira pela Universidade Paulista e mail: <a href="mailto:fabirocha.31@hotmail.com">fabirocha.31@hotmail.com</a></li>



<li>Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas e mail: <a href="mailto:taci.gomeslacerda@gmail.com">taci.gomeslacerda@gmail.com</a></li>



<li>Graduanda em medicina pelo Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz e mail: <a href="mailto:estelacristina.damotta@gmail.com"><u>estelacristina.damotta@gmail.com</u></a></li>



<li>Graduanda em medicina pela Faculdade de Atenas Porto Seguro email: <a href="mailto:kaahvieira.si@gmail.com"><u>kaahvieira.si@gmail.com</u></a></li>



<li>Graduando em medicina pela Universidade Federal de Rondônia email: <a href="mailto:diegoocunha74@gmail.com"><u>diegoocunha74@gmail.com</u></a></li>



<li>Graduanda em enfermagem pela Universidade Paulista email: <a href="mailto:Luhramos4002@gmail.com"><u>Luhramos4002@gmail.com</u></a></li>



<li>Graduando em Medicina pela Universidade de Rio Verde email: <a href="mailto:Jullyafsilveira@gmail.com"><u>Jullyafsilveira@gmail.co</u></a>m</li>



<li>Graduando em medicina pela Unifipa email: <a href="mailto:rpagottomarco@gmail.com">rpagottomarco@gmail.com</a></li>



<li>Graduando em medicina pela UNIPÊ email: <a href="mailto:maria.jogele123@gmail.com">maria.jogele123@gmail.com</a></li>



<li>Graduando em medicina pelo Centro Universitário de João Pessoa email: <a href="mailto:Matteus.medicina@hotmail.com"><u>Matteus.medicina@hotmail.com</u></a></li>



<li>Graduando em medicina pelo Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz e mail: <a href="mailto:rubenssahnert@icloud.com"><u>rubenssahnert@icloud.com</u></a></li>



<li>Graduanda em medicina pela IDOMED email: <a href="mailto:nathalia.martinsg@gmail.com"><u>nathalia.martinsg@gmail.com</u></a></li>



<li>Graduando em medicina pelo Centro Universitário de João Pessoa email: <a href="mailto:bandeira.rai@outlook.com">bandeira.rai@outlook.com</a></li>



<li>Graduanda em medicina pela UNIPÊ Email: <a href="mailto:rayssagbr16@gmail.com">rayssagbr16@gmail.com</a></li>



<li>Mestranda pela Universidade Federal do Ceará E-mail: <a href="mailto:mayara.ams@hotmail.com">mayara.ams@hotmail.com</a></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A EDUCAÇÃO FÍSICA NO COMBATE A OBESIDADE INFANTIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-educacao-fisica-no-combate-a-obesidade-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:24:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=201292</guid>

					<description><![CDATA[PHYSICAL EDUCATION IN THE FIGHT AGAINST CHILDHOOD OBESITY REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102502061024 Marcelo Bruno da Silva MacenoAntonio Paulo Ferreira da SilvaMirian Lima dos SantosJonathã Luiz Justino da SilvaFrancisco Luís Santos do NascimentoNaíza Monte LagesLeandro Alonso do Espírito SantoYuri Tadeu de Oliveira RESUMO A obesidade infantil está tomando proporções alarmantes em muitos países e é um problema sério [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>PHYSICAL EDUCATION IN THE FIGHT AGAINST CHILDHOOD OBESITY</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI:10.69849/revistaft/th102502061024</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Marcelo Bruno da Silva Maceno<br>Antonio Paulo Ferreira da Silva<br>Mirian Lima dos Santos<br>Jonathã Luiz Justino da Silva<br>Francisco Luís Santos do Nascimento<br>Naíza Monte Lages<br>Leandro Alonso do Espírito Santo<br>Yuri Tadeu de Oliveira</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<h5 class="wp-block-heading">RESUMO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade infantil está tomando proporções alarmantes em muitos países e é um problema sério que deve ser abordado com urgência. Nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, a prevenção e o controle de doenças não transmissíveis são considerados prioridades básicas. Entre os fatores de risco para doenças não transmissíveis, a obesidade é motivo de preocupação, pois pode anular muitos dos benefícios à saúde que contribuíram para a melhoria da expectativa de vida. O ambiente escolar tem importância fundamental na promoção a saúde das crianças. Desta forma, este projeto procura abordar como a educação física escolar pode auxiliar na prevenção e controle da obesidade infantil. O problema de pesquisa é: qual a influência da atividade física escolar no combate a obesidade infantil? O objetivo geral desta pesquisa é apresentar um estudo sobre a impotência da educação física escolar no combate a obesidade infantil. Os objetivos específicos são: descrever o problema atual de obesidade infantil; apresentar um estudo sobre como as aulas de educação física podem prevenir a obesidade infantil e descrever os cuidados necessários nas aulas de educação física para inclusão de crianças obesas nas atividades. As crianças com obesidade ou excesso de peso são uma ou mais dentro do grupo de classe e os professores de educação física devem fazê-los sentir-se parte desse grupo ao qual pertencem. Portanto, o grande desafio é saber como adaptar um currículo padrão às necessidades do grupo de classe, para que todos sejam capazes de alcançar os objetivos predeterminados sem prejudicar a integridade física e psicológica de todos os membros do grupo. Dentro deste contexto não se pode deixar de apontar a importância da existência de um trabalho de conscientização para o restante dos alunos como ferramenta de apoio aos alunos obesos e ao próprio professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Educação Física. Obesidade.Obesidade Infantil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">ABSTRACT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Childhood obesity is taking alarming proportions in many countries and is a serious problem that needs to be addressed urgently. In the Sustainable Development Objectives established by the United Nations in 2015, the prevention and control of noncommunicable diseases are considered basic priorities. Among the risk factors for noncommunicable diseases, obesity is cause for concern as it may negate many of the health benefits that have contributed to improved life expectancy. The school environment is of fundamental importance in promoting children&#8217;s health. Thus, this project seeks to address how school physical education can assist in the prevention and control of childhood obesity. The research problem is: what is the influence of school physical activity in the fight against childhood obesity? The general objective of this research is to present a study about the impotence of school physical education in the fight against childhood obesity. The specific objectives are: to describe the current problem of childhood obesity; present a study on how physical education classes can prevent childhood obesity and describe the care needed in physical education classes to include obese children in activities. Children who are overweight or obese are one or more within the class group and physical education teachers should make them feel part of that group to which they belong. So the great challenge is to know how to adapt a standard curriculum to the needs of the class group so that everyone is able to achieve the predetermined goals without harming the physical and psychological integrity of all members of the group. Within this context, it is important to point out the importance of the existence of a conscientious work for the rest of the students as a tool to support the obese students and the teacher himself.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keywords: physical education. Obesity. Child obesity.<strong><br></strong></p>



<h5 class="wp-block-heading">1 INTRODUÇÃO</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade infantil está tomando proporções alarmantes em muitos países e é um problema sério que deve ser abordado com urgência. Nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, a prevenção e o controle de doenças não transmissíveis são considerados prioridades básicas. Entre os fatores de risco para doenças não transmissíveis, a obesidade é motivo de preocupação, pois pode anular muitos dos benefícios à saúde que contribuíram para a melhoria da expectativa de vida (TESTA, POETA, DUARTE, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção e o tratamento da obesidade requerem uma abordagem que envolva todas as agências governamentais e em que as políticas de todos os setores sistematicamente levem em consideração a saúde, evitem efeitos prejudiciais à saúde e, portanto, melhorem a saúde da população e equidade no campo da saúde (FERNANDES, PENHA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário facilitar orientações dirigidas a crianças e adolescentes e a pais, cuidadores, professores e profissionais de saúde, sobre tamanho corporal saudável, boa atividade física e hábitos de sono e o uso adequado de programas lúdicos que envolvam estar diante de uma tela e garantir que as escolas e os espaços públicos tenham instalações onde todas as crianças (incluindo crianças com deficiência) possam participar de atividades físicas regulares (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente escolar tem importância fundamental na promoção a saúde das crianças. Desta forma, este projeto procura abordar como a educação física escolar pode auxiliar na prevenção e controle da obesidade infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com parâmetros curriculares nacionais (PCNs), as aulas de educação física devem contribuir para o desenvolvimento integral dos estudantes, gerando mudanças nas condições sociais e educacionais, uma vez que os principais problemas de saúde podem ser prevenidos das escolas, promovendo uma nova cultura de educação. O autocuidado e a conformação de ambientes saudáveis, para que crianças e jovens se deparem com melhores ferramentas, próprias e coletivas, situações que afetam seu bem-estar (ARAÚJO, BRITO, DA SILVA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, a educação em saúde refere-se aos processos permanentes de ensino e aprendizagem que permitem, através da troca e análise de informações, desenvolver habilidades e mudar atitudes com a finalidade de induzir comportamentos para cuidar da saúde individual, familiar e coletiva (DA SILVA ARAGÃO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promoção e educação para a saúde na escola visam fortalecer aos alunos o desenvolvimento de competências identificadas nos planos e programas de estudo da educação básica, relacionados à aquisição de conhecimentos, hábitos e práticas, e a adoção de atitudes para controle e modifique os fatores que afetam sua saúde. Além disso, visa contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, proporcionando oportunidades de aprendizagem em saúde, seja curricular, escolar ou extracurricular (FERNANDES, PENHA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório do Banco Mundial, em países de baixa e média renda, a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças pré-escolares é superior a 30%; se essa tendência continuar, o número de crianças menores de 5 anos com excesso de peso aumentará para 70 milhões em 2025. Dessa forma, destaca-se a importância de as aulas de educação física atuarem como preventoras da obesidade infantil juntamente com outros setores da sociedade (DA SILVA ARAGÃO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, foram selecionados artigos, teses, dissertações e monografias nas bases de dados google acadêmico, Scielo e portal de periódicos da CAPES com os descritores: Educação Física e Obesidade Infantil. Com o objetivo de apresentar a impotência da educação física escolar no combate a obesidade infantil.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é caracterizada por um aumento nos depósitos de gordura corporal, que se reflete em um ganho de peso causado por um balanço energético positivo, como resultado da alimentação com alta densidade calórica devido ao consumo excessivo de carboidratos e gorduras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2.1 OBESIDADE INFANTIL</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade infantil tornou-se uma pandemia, portanto, é um problema de saúde pública que deve ser abordado com urgência, reconhecendo tratar-se de uma doença de curso crônico, originando-se de uma complexa cadeia causal de etiologia multifatorial, em que interagir fatores individuais, genéticos, comportamentais e ambientais, incluindo estilos de vida, bem como determinantes sociais e econômicos (ARAÚJO, BRITO, DA SILVA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade infantil tem importantes repercussões na idade adulta, uma vez que entre 77 e 92% das crianças e adolescentes obesos permanecem obesos na vida adulta. Atualmente, as crianças registram doenças que eram comuns em adultos, como diabetes, hipertensão, doença coronariana, doença vascular cerebral e dislipidemia, que os levam a sofrer da chamada síndrome metabólica; Além de vários tipos de câncer, como mama, esôfago, cólon, endométrio e rim, entre os mais frequentes (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças obesas geralmente são afetadas no campo psicossocial, pois geralmente registram uma percepção negativa de sua silhueta, baixa autoestima, baixo nível de confiança em suas próprias habilidades físicas e baixo interesse em participar de atividades físicas; e eles podem sofrer discriminação, exclusão social e depressão (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, outra consequência que é atualmente o foco de atenção é o impacto direto da obesidade na economia mundial. Tem sido indicado que pessoas gravemente obesas morrem 8 a 10 anos mais cedo do que aquelas com um peso adequado; além disso, diz-se que a cada 15 quilos extras aumenta o risco de morte prematura em aproximadamente 30% (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que as despesas médicas causadas pelas consequências da obesidade rondem os 2 trilhões de dólares por ano, equivalentes a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global; em termos relativos, a obesidade aumenta os custos dos cuidados de saúde em 36% e 77% em medicamentos (DA SILVA ARAGÃO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta a magnitude da obesidade, sua etiologia multifatorial, as consequências para a saúde e os altos custos gerados para a economia mundial, é necessário continuar avançando em seu estudo por meio de métodos que permitam estabelecer os fatores que determinam tal doença e relações existentes entre esses fatores. Desta forma, estratégias e mecanismos potencialmente apropriados podem ser propostos para combater a epidemia global da obesidade, dentre eles a inserção de atividades físicas desde a infância (NEVES et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica mostrou alguns determinantes proximais da obesidade e sugeriu a necessidade de envolver vários fatores ambientais que fazem parte do sistema social em que as crianças vivem, que afetam seu comportamento e seus hábitos de vida e, portanto, eles encorajam a probabilidade de desenvolver obesidade (FERNANDES, PENHA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser uma patologia multifatorial, a obesidade envolve fatores genéticos, metabólicos, ambientais e psicossociais. Embora seja necessário um efeito combinado entre esses fatores, a literatura apoia a relação de causas ambientais que influenciam os padrões alimentares e uma clara redução na atividade física (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na revisão sistemática realizada em 2015 por Ariza et al. (2015) conclui-se que entre 64 e 92% das intervenções são voltadas principalmente para a atividade física; enquanto a dieta foi incluída entre 36 e 92% dos estudos. Apesar de todas as estratégias definidas e pesquisas realizadas, há uma história de baixos resultados, e entre 30 e 40% dos estudos mostram efetividade das intervenções sobre o Índice de Massa Corporal (IMC) (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de a prevalência da obesidade infantil ter aumentado dramaticamente, apesar dos programas e intervenções que vêm sendo realizados nos últimos anos, revela uma deficiência nas abordagens para o estudo da obesidade, uma vez que é necessária uma modificação de hábitos alimentares contínuas e permanentes e atividades físicas para crianças. Este objetivo é particularmente difícil de alcançar, devido às pressões do ambiente físico e social (TESTA, POETA, DUARTE, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção é uma das opções mais viáveis para controlar a obesidade; é por isso que é tão importante reconhecer o ambiente em que a criança se desenvolve, desde o ambiente mais próximo, como o microssistema, até o mais distal, como o mesossistema e o macrossistema. Dentre estes ambientes, a escola deve promover aulas de educação física voltadas para atividade e conscientização desde a tenra idade para desenvolvimento integral e saudável da criança (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é um distúrbio multifatorial cujos fatores etiopatogênicos estão envolvidos com as condições genéticas, metabólicas, psicossociais e ambientais. A obesidade seja o efeito combinado da predisposição genética a esse distúrbio e exposição é necessário condições ambientais adversas (OLIVEIRA et al., 2003).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fatores genéticos governam a capacidade ou facilidade de acumular energia na forma de gordura tecidual e menos facilidade para liberá-la forma de calor, que é chamada de alta eficiência energética dos obesos. Isso ocorre porque o gasto de energia a longo prazo apresentado pelo indivíduo é menor que o ingestão de energia, ou seja, há um equilíbrio energia positiva (JÚNIOR, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência genética será associada a condições externas, como hábitos alimentares e estilos de vida sedentários, isso com a disponibilidade de alimentos, a estrutura sociológica e cultural envolvida no mecanismo de regulação do consumo e armazenamento de energia, que é o que define a estrutura física (JÚNIOR, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Classicamente, é estabelecido que, se ambos os pais são obesos, o risco de filhos será de 69 a 80%; quando apenas um é obeso serão de 41 a 50% e, se nenhum deles obesos, o risco de descendência será apenas 9% (TRAVÉ; VISUS, 2005). A inatividade física faz com que as crianças passem muito tempo assistindo a televisão, jogando de vídeo-games e afastem-se da prática de esportes, caminhadas e jogos ao ar livre, isso condiciona o ganho excessivo de peso (BARUKI et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários pesquisadores apontam para a existência de outros fatores ambientais que predispõem à obesidade, como o desmame precoce lactente, uso insuficiente de aleitamento materno, o consumo de mais de um litro de leite durante o dia. A formação de maus hábitos alimentares também é mencionada como ausência de café da manhã, ingestão de grandes quantidades de alimentos nas últimas horas do dia, comer muito rápido, ingestão de alimentos com excesso de gordura ou açúcar simples (FIELD; COOK; GILLMAN, 2005; EBBELING; PAWLAK, 2002; CASTILLO; ROMO, 2006). É por isso que nos últimos 20 anos, o aumento da prevalência de obesidade só pode ser explicado pelos fatores devido a uma epidemia de inatividade (BARUKI et al., 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de percepção materna do excesso de peso em crianças do jardim de infância está associada a aumento do risco de sobrepeso nessa faixa etária. Um estudo mostrou que muitas poucas mães de crianças com sobrepeso se preocupam com a imagem e também estas mães não acreditavam que a velocidade com que ocorre o aumento de sua prevalência parece estar relacionada aos fatores ambientais. Para que o desenvolvimento das crianças apresentasse sobrepeso e, portanto, eram indiferentes a eles. A incapacidade de estabelecer limites para os hábitos alimentares das crianças pode ser relacionada ao uso de alimentos como ferramenta para recompensar ou punir crianças (HIRSCHLER et al.,2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição nutricional é a razão pela qual a desnutrição tem dado lugar à obesidade e associando a esse fato tem-se a alimentação inadequada da população, com o aumento da consumação de alimentos industrializados conforme a inserção da mulher no mercado de trabalho, incondicionalmente à faixa etária ou condição socioeconômica da população. Essa transição contribui para a expansão de doenças crônicas que consequentemente são atualmente as maiores causas de mortalidade (CAMPOS, 2012). O Brasil encontra-se entre os países com maiores índices de carências nutricionais, entretanto o predomínio do excesso de peso tanto no Brasil como em outros países em desenvolvimento, tem crescido de forma avassaladora originando uma apreensão mundial (SILVA, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à transição epidemiológica, demográfica e nutricional que vem ocorrendo no decorrer dos tempos, a população vem adotando estilo de vida e consumo alimentar inadequado contribuindo para o diagnóstico de obesidade, que cresce alarmantemente não só em adultos, mas também em crianças, sendo um fator preocupante para a saúde pública (ACCIOLY, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Vicari et al. (2016), o tratamento constitui de intervenções clínicas, psicológicas, nutricionais e estímulo a atividade física. Na intervenção clínica deve-se avaliar o estado clínico de saúde geral, investigar o histórico familiar e da obesidade; nas intervenções psicológicas deve-se realizar orientação psicoterápica individual ou em grupo; nas nutricionais realizar inquéritos de estimativa alimentar e consultas individuais para investigar aspectos quanti e qualitativos das alimentações; e com relação à atividade física deve-se estimular e promover o aumento dos níveis de atividade física dentro e fora do contexto de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Penido (2017), o consumo de alimentos entre os adolescentes brasileiros acontece com a interação do tradicional (arroz, feijão), acompanhados da ingestão de alimentos que são tidos como precursores da obesidade, como por exemplo bebidas açucaradas e sólidos com alto teor calórico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, em relação a quantidade de alguns alimentos, o consumo de frutas na faixa etária entre 12 à 13 anos foi baixo, mesmo estando entre os vinte mais consumidos entre os meninos. Enquanto o café está entre os cinco mais consumidos no Norte, no Centro-oeste, Sudeste e Nordeste o feijão é o segundo, o Sul foi a região que mais se consumiu refrigerantes entre os adolescentes e no Centro-oeste o consumo de hortaliças estava entre os cinco mais consumidos. O autor conclui que os adolescentes não têm informação sobre quais alimentos são saudáveis ou não consumindo ambos de forma desmedida (PENIDO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O profissional de educação física deve também desenvolver suas propostas baseadas na sugestão de diferentes formas de se aproveitar os nutrientes disponíveis e orientar seus pacientes com relação à seleção e preparo dos alimentos. E por fim, o trabalho do nutricionista consiste em apresentar informações suficientes para que o paciente possa construir um referencial que possibilite auxiliar o mesmo em suas escolhas alimentares (BENTOS,2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel do educador físico é de extrema importância para reverter o avanço desta epidemia. Políticas públicas precisam ser pensadas e a sociedade civil deve cobrar providencias nesse sentido, tanto para promover educação nutricional obrigatória nas escolas, como para promover a atuação de nutricionistas em centros de saúde e núcleos de atenção à saúde da família (NASF) – em número suficiente para trabalhar de forma personalizada e efetiva. (OMS, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a><a>2.2 </a>EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA NA PREVENÇÃO DA OBESIDADE</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento do consumo de energia associado ao desequilíbrio na quantidade e qualidade dos nutrientes está intimamente relacionado ao aumento da prevalência de obesidade infantil. Ocorre aumento da ingestão de gordura e carboidratos de rápida absorção. Isso geralmente incorpora gorduras saturadas e ácidos graxos trans, altos índices glicêmicos e alta densidade de energia, e geralmente são pobres em fibras, micronutrientes e antioxidantes. Além disso, eles geralmente são apresentados em grandes porções, em recipientes fáceis de consumir, o que facilita sua ingestão. Doces, bebidas açucaradas ou lanches entre as refeições e alimentos gordurosos são abusados ​​nas refeições principais. Isso leva a um aumento na ingestão de energia e um aumento na glicemia pós-prandial, que pode modificar a regulação do apetite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fatores responsáveis ​​por essa mudança na sociedade são falta de tempo e conforto. Isso restringiu a prática culinária tradicional nas famílias e causou um efeito prejudicial nas relações familiares. Todos esses fatores negativos terão que ser modificados para evitar e tratar a obesidade: paralelamente, o modo de vida tende a ser cada vez mais sedentário, e a atividade física e o esporte são substituídos por um aumento extraordinário no tempo gasto no entretenimento passivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) compõe uma estratégia recomendada pelas políticas públicas em alimentação e nutrição, sendo essa tida como uma fundamental ferramenta para promoção de hábitos de alimentação saudáveis. A questão da promoção de hábitos alimentares saudáveis adveio a fazer parte dos programas oficiais nacionais, a exemplo da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), implementada no fim da década de 1990, na qual teve-se a promoção de ações em alimentação e nutrição, compreendendo o aspecto de acesso global aos alimentos (FREITAS et al., 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema mostra que a Educação Alimentar e nutricional abrange mudanças e melhora o hábito alimentar a médio e longo prazo, e se encontra conexa com representações sobre o alimento, conhecimentos, atitudes e valores. A educação alimentar e nutricional possui uma função essencial no que se alude à promoção de hábitos alimentares saudáveis desde a infância.&nbsp; Tendo em vista que a crescente prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes nos últimos anos e vem sendo considerada uma epidemia mundial é importante que sejam desenvolvidas atitudes para mudar esses dados epidemiológicos. Sendo assim é importante averiguar a mudança de comportamento alimentar em crianças e adolescentes com maus hábitos alimentares. Trata-se de ações de grande importância para eles, sendo assim verificar se as ferramentas de educação nutricional são efetivas nestas mudanças. Desta forma, torna-se importante à abordagem deste assunto a fim de estudar suas prováveis causas, complicações e tratamento. Acredita-se que a educação nutricional trata de um instrumento primordial para a promoção de hábitos alimentares saudáveis, de certa maneira o autor relata a importância que a educação nutricional pode trazer como benefícios a saúde dos indivíduos, justificando este estudo (WILHELM, 2017; ONIS, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é caracterizada por um aumento nos depósitos de gordura corporal, que se reflete em um ganho de peso causado por um balanço energético positivo, como resultado da alimentação com alta densidade calórica devido ao consumo excessivo de carboidratos e gorduras. A obesidade infantil tornou-se uma pandemia, portanto, é um problema de saúde pública que deve ser abordado com urgência, reconhecendo tratar-se de uma doença de curso crônico, originando-se de uma complexa cadeia causal de etiologia multifatorial, em que interagir fatores individuais, genéticos, comportamentais e ambientais, incluindo estilos de vida, bem como determinantes sociais e econômicos (ARAÚJO, BRITO, DA SILVA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade infantil tem importantes repercussões na idade adulta, uma vez que entre 77 e 92% das crianças e adolescentes obesos permanecem obesos na vida adulta. Atualmente, as crianças registram doenças que eram comuns em adultos, como diabetes, hipertensão, doença coronariana, doença vascular cerebral e dislipidemia, que os levam a sofrer da chamada síndrome metabólica; Além de vários tipos de câncer, como mama, esôfago, cólon, endométrio e rim, entre os mais frequentes (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças obesas geralmente são afetadas no campo psicossocial, pois geralmente registram uma percepção negativa de sua silhueta, baixa autoestima, baixo nível de confiança em suas próprias habilidades físicas e baixo interesse em participar de atividades físicas; e eles podem sofrer discriminação, exclusão social e depressão (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, outra consequência que é atualmente o foco de atenção é o impacto direto da obesidade na economia mundial. Tem sido indicado que pessoas gravemente obesas morrem 8 a 10 anos mais cedo do que aquelas com um peso adequado; além disso, diz-se que a cada 15 quilos extras aumenta o risco de morte prematura em aproximadamente 30% (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que as despesas médicas causadas pelas consequências da obesidade rondem os 2 trilhões de dólares por ano, equivalentes a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global; em termos relativos, a obesidade aumenta os custos dos cuidados de saúde em 36% e 77% em medicamentos (DA SILVA ARAGÃO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta a magnitude da obesidade, sua etiologia multifatorial, as consequências para a saúde e os altos custos gerados para a economia mundial, é necessário continuar avançando em seu estudo por meio de métodos que permitam estabelecer os fatores que determinam tal doença e relações existentes entre esses fatores. Desta forma, estratégias e mecanismos potencialmente apropriados podem ser propostos para combater a epidemia global da obesidade, dentre eles a inserção de atividades físicas desde a infância (NEVES et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura científica mostrou alguns determinantes proximais da obesidade e sugeriu a necessidade de envolver vários fatores ambientais que fazem parte do sistema social em que as crianças vivem, que afetam seu comportamento e seus hábitos de vida e, portanto, eles encorajam a probabilidade de desenvolver obesidade (FERNANDES, PENHA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser uma patologia multifatorial, a obesidade envolve fatores genéticos, metabólicos, ambientais e psicossociais. Embora seja necessário um efeito combinado entre esses fatores, a literatura apoia a relação de causas ambientais que influenciam os padrões alimentares e uma clara redução na atividade física (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na revisão sistemática realizada em 2015 por Ariza et al. (2015) conclui-se que entre 64 e 92% das intervenções são voltadas principalmente para a atividade física; enquanto a dieta foi incluída entre 36 e 92% dos estudos. Apesar de todas as estratégias definidas e pesquisas realizadas, há uma história de baixos resultados, e entre 30 e 40% dos estudos mostram efetividade das intervenções sobre o Índice de Massa Corporal (IMC) (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de a prevalência da obesidade infantil ter aumentado dramaticamente, apesar dos programas e intervenções que vêm sendo realizados nos últimos anos, revela uma deficiência nas abordagens para o estudo da obesidade, uma vez que é necessária uma modificação de hábitos alimentares contínuas e permanentes e atividades físicas para crianças. Este objetivo é particularmente difícil de alcançar, devido às pressões do ambiente físico e social (TESTA, POETA, DUARTE, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção é uma das opções mais viáveis para controlar a obesidade; é por isso que é tão importante reconhecer o ambiente em que a criança se desenvolve, desde o ambiente mais próximo, como o microssistema, até o mais distal, como o mesossistema e o macrossistema. Dentre estes ambientes, a escola deve promover aulas de educação física voltadas para atividade e conscientização desde a tenra idade para desenvolvimento integral e saudável da criança (FELDMANN et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas crianças crescem em um ambiente obesogênico que promove ganho de peso e obesidade. O desequilíbrio energético se deve às mudanças no tipo de alimento e sua disponibilidade, disponibilidade e comercialização, bem como à diminuição da atividade física, pois o tempo dedicado às atividades recreativas sedentárias aumentou e elas significam estar diante de uma tela. As respostas comportamentais e biológicas de uma criança a um ambiente obesogênico podem ser determinadas por processos anteriores, mesmo no nascimento, que empurram um número crescente de crianças para a obesidade se seguirem uma dieta pouco saudável e realizarem pouca atividade física (NEVES et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma intervenção por si só pode parar a crescente epidemia de obesidade. Para combater a obesidade na infância e adolescência, é necessário examinar o contexto ambiental e os três períodos cruciais do curso da vida: pré-gravidez e gravidez; amamentação e primeira infância; e os últimos anos da infância e adolescência. Além disso, é importante tratar crianças que já são obesas, para seu próprio bem-estar e de seus descendentes (CELESTRINO, COSTA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na população escolar, constatou-se que as crianças na fase do ensino básico fazem pouco exercício, porque a maior parte do tempo é gasto assistindo televisão ou videogame; eles se afastam de esportes, caminhadas e jogos ao ar livre. A literatura revisada mostra que os resultados sobre a associação entre obesidade e atividade física nesta fase ainda não estão claros (ARAÚJO, BRITO, DA SILVA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas crianças crescem em um ambiente obesogênico que promove ganho de peso e obesidade. O desequilíbrio energético se deve às mudanças no tipo de alimento e sua disponibilidade, disponibilidade e comercialização, bem como à diminuição da atividade física, pois o tempo dedicado às atividades recreativas sedentárias aumentou e elas significam estar diante de uma tela. As respostas comportamentais e biológicas de uma criança a um ambiente obesogênico podem ser determinadas por processos anteriores, mesmo no nascimento, que empurram um número crescente de crianças para a obesidade se seguirem uma dieta pouco saudável e realizarem pouca atividade física (NEVES et al., 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma intervenção por si só pode parar a crescente epidemia de obesidade. Para combater a obesidade na infância e adolescência, é necessário examinar o contexto ambiental e os três períodos cruciais do curso da vida: pré-gravidez e gravidez; amamentação e primeira infância; e os últimos anos da infância e adolescência. Além disso, é importante tratar crianças que já são obesas, para seu próprio bem-estar e de seus descendentes (CELESTRINO, COSTA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na população escolar, constatou-se que as crianças na fase do ensino básico fazem pouco exercício, porque a maior parte do tempo é gasto assistindo televisão ou videogame; eles se afastam de esportes, caminhadas e jogos ao ar livre. A literatura revisada mostra que os resultados sobre a associação entre obesidade e atividade física nesta fase ainda não estão claros (ARAÚJO, BRITO, DA SILVA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção da atividade física regular busca, a partir de elementos de aprendizagem, incentivar a atividade física permanente, no cotidiano e ao longo da vida. Pretende-se enfatizar a necessidade de todos fazerem o gasto calórico necessário ao longo do dia. O exercício físico, combinado com uma dieta correta, são os dois eixos culturais para combater a obesidade; O trabalho da escola consiste em educar meninas, meninos e adolescentes a mudarem para uma cultura de exercício físico e cuidados com a saúde (FERNANDES, PENHA, 2012; SANTOS, CARVALHO, JÚNIOR, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em correspondência com o atual enfoque da disciplina de Educação Física, que estabelece direcionar a prática pedagógica cujo propósito central é influenciar a educação do aluno, através do desenvolvimento de sua corporeidade, para que o conheçam, cultivem e, acima de tudo, aceitá-lo, é esperado para contribuir para o bem-estar geral dos alunos em escolas de educação básica, do desenvolvimento de habilidades para conhecer, sentir, cuidar e aceitar o corpo humano. Para isso, o revigoramento físico será enfatizado, eliminando esforços corporais extremos e repetitivos; além disso, a natureza lúdica e recreativa da atividade física será enfatizada de maneira apropriada às etapas do desenvolvimento do aluno (CASTRO et al., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização das aulas de educação física nas escolas de ensino fundamental proposta no âmbito dos PCNs busca fortalecer principalmente a promoção da saúde como um campo de intervenção pedagógica para criar e desenvolver habilidades para o bem-estar físico, mental, emocional e social. Para isso, serão promovidos hábitos de higiene, nutrição correta, cuidados com o corpo, melhoria da condição física e a importância de manter a saúde preventiva como um modo permanente de vida. Nesse sentido, a promoção da atividade física regular dentro da escola deve ser caracterizada por dois critérios centrais (CASTRO et al., 2016):</p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp; responder às características e interesses dos estudantes de cada nível educacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• promover ações que fortaleçam a autoestima dos alunos e sua autorrealização física, com base no que fazem no plano físico-motor, através do brincar e da conexão com os aspectos lúdicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se notar que os hábitos de atividade física e estilos de vida saudáveis adquiridos durante a infância e adolescência tendem a ser mantidos ao longo da vida; portanto, a melhoria da atividade física nos jovens é essencial para a saúde futura de toda a população. Portanto, as escolas oferecerão oportunidades para fornecer aos jovens orientações, tempo e instalações para a realização de atividades físicas regularmente (DA SILVA ARAGÃO, 2015; SANTOS, CARVALHO, JÚNIOR, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Propõe-se promover e garantir as condições para a prática regular de atividade física entre a comunidade escolar, especialmente entre os estudantes, através de ações sistemáticas adequadas à sua idade e nível de desenvolvimento físico, considerando a intensidade, duração e frequência, além de evitar a inatividade e o estilo de vida sedentário, buscando que essa prática seja traduzida em um hábito permanente, fora da escola e ao longo da vida, dessa forma prevenindo a obesidade infantil e as doenças relacionadas a ela.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 CONSIDERAÇÕES FINAIS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças com obesidade ou excesso de peso são uma ou mais dentro do grupo de classe e os professores de educação física devem fazê-los sentir-se parte desse grupo ao qual pertencem. Portanto, o grande desafio é saber como adaptar um currículo padrão às necessidades do grupo de classe, para que todos sejam capazes de alcançar os objetivos predeterminados sem prejudicar a integridade física e psicológica de todos os membros do grupo. Dentro deste contexto não se pode deixar de apontar a importância da existência de um trabalho de conscientização para o restante dos alunos como ferramenta de apoio aos alunos obesos e ao próprio professor.</p>



<h1 class="wp-block-heading"><a></a><a></a><a>&nbsp;</a></h1>



<h5 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">ARAÚJO, Rafael André; BRITO, Ahécio Kleber Araújo; DA SILVA, Francisco Martins. O papel da educação física escolar diante da epidemia da obesidade em crianças e adolescentes.&nbsp;<strong>Educação Física em Revista</strong>, v. 4, n. 2, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARIZA, Carles et al. Childhood obesity prevention from a community view.&nbsp;<strong>Atencion primaria</strong>, v. 47, n. 4, p. 246-255, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, Gisélia Gonçalves de et al. Qualidade de vida em crianças escolares com sobrepeso e obesidade.&nbsp;<strong>Cinergis</strong>, v. 17, n. 4, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CELESTRINO, Juliana Oliveira; COSTA, André dos Santos. A prática de atividade física entre escolares com sobrepeso e obesidade.&nbsp;<strong>Revista mackenzie de educação física e esporte</strong>, v. 5, n. 3, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DA SILVA ARAGÃO, Camila. A prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares da cidade de Rio Branco-AC e a importância da Educação Física escolar desta epidemia.&nbsp;<strong>RBONE-Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento</strong>, v. 9, n. 53, p. 170-175, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FELDMANN, Lidiane Requia Alli et al. Implicações psicossociais na obesidade infantil em escolares de 7 a 12 anos de uma cidade Serrana do Sul do Brasil.&nbsp;<strong>RBONE-Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento</strong>, v. 3, n. 15, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERNANDES, Marcela Melo; PENHA, Daniel Silva Gontijo; DE ASSIS, Francisco. Obesidade infantil em crianças da rede pública de ensino: prevalência e conseqüências para o desempenho físico.&nbsp;<strong>Journal of Physical Education</strong>, v. 23, n. 4, p. 629-634, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade et al. <strong>Metodologia de pesquisa</strong>.&nbsp;São Paulo: Atlas, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEVES, Jorge et al. Importância do tratamento e prevenção da obesidade infantil.&nbsp;<strong>Educação Física em Revista</strong>, v. 4, n. 2, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, André Luis dos; CARVALHO, Antônio Luiz de; JÚNIOR, Jair Rodrigues Garcia. Obesidade infantil e uma proposta de Educação Física preventiva.&nbsp;<strong>Motriz. Journal of Physical Education. UNESP</strong>, p. 203-213, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TESTA, Wagner Luiz; POETA, Lisiane Schilling; DUARTE, Maria de Fátima da Silva. Exercício físico com atividades recreativas: uma alternativa para o tratamento da obesidade infantil.&nbsp;<strong>RBONE-Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento</strong>, v. 11, n. 62, p. 49-55, 2017.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Marcelo Bruno da Silva Maceno, Pedagogo e Profissional de Educação Física, Doutorando em Educação Física pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física &#8211; PPGEF e Especialista em Educação Profissional PROEJA &#8211; Instituto Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba &#8211; MG, Brasil. <a href="https://orcid.org/0009-0007-4907-3867">https://orcid.org/0009-0007-4907-3867</a><br>Antonio Paulo Ferreira da Silva, Profissional de Educação Física, Mestre em Educação Física pela Universidade Federal da do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Uberaba – MG, Brasil. <a href="https://orcid.org/0000-0002-7034-0516">https://orcid.org/0000-0002-7034-0516</a><br>Mirian Lima dos Santos, farmacêutica, mestre em ciências farmacêuticas pela Universidade Federal do Piauí, programa de pós-graduação em ciências farmacêuticas, Teresina – PI, Brasil. <a href="https://orcid.org/0000-0002-8817-1212">https://orcid.org/0000-0002-8817-1212</a><br>Jonathã Luiz Justino da Silva, Profissional de Educação Física, Mestre em Educação Física pela Universidade Federal da do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Uberaba – MG, Brasil. <a href="https://orcid.org/0009-0006-0867-532X">https://orcid.org/0009-0006-0867-532X</a><br>Francisco Luís Santos do Nascimento, Professional de Educação Física, Esp. Fisiologia do Exercício  <a href="https://orcid.org/0009-0000-7553-7011">https://orcid.org/0009-0000-7553-7011</a><br>Naíza Monte Lages, nutricionista, doutoranda em alimentos e nutrição pela Universidade Federal do Piauí, Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, Teresina- PI, Brasil. <a href="https://orcid.org/0000-0002-4993-8847">https://orcid.org/0000-0002-4993-8847</a><br>Leandro Alonso do Espírito Santo, Profissional de Educação Física, Mestre em Educação Física pela Universidade Federal da do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Uberaba – MG, Brasil. <a href="https://orcid.org/0000-0001-5665-7077">https://orcid.org/0000-0001-5665-7077</a><br>Yuri Tadeu de Oliveira, Profissional de Educação Física, Especialista em Fisiologia do Exercício – Centro Universitário de Volta Redonda &#8211; UNIFOA</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INCLUSÃO DE PORTADORES DE TRANSTORNO NEUROLÓGICOS POR MEIO DE ATIVIDADES DIDÁTICAS E AVALIAÇÃO EM SALA DE AULA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/inclusao-de-portadores-de-transtorno-neurologicos-por-meio-de-atividades-didaticas-e-avaliacao-em-sala-de-aula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=201294</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503040926 Adriana Monteiro da SilvaCarlos Alberto Martins CarvalhoElaine Nogueira da SilvaJaqueline Soares [1] RESUMO Este artigo faz um recorte nas dificuldades que podem afetar o desempenho dos estudantes na escola e foca em um problema específico: o TDAH. Que é uma questão que existe o comprometimento e a articulação de todos os envolvidos, [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503040926</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Adriana Monteiro da Silva<br>Carlos Alberto Martins Carvalho<br>Elaine Nogueira da Silva<br>Jaqueline Soares <a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo faz um recorte nas dificuldades que podem afetar o desempenho dos estudantes na escola e foca em um problema específico: o TDAH. Que é uma questão que existe o comprometimento e a articulação de todos os envolvidos, a fim de ofertar um cuidado multidisciplinar adequado, por meio de abordagens individuais e coletivas. Este artigo também apresenta a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) como instrumentos que vão privilegiar as necessidades e o desenvolvimento da criatividade e autoconfiança de todos os estudantes. E trata também acerca da avaliação que deve ser contínua, sistêmica e inclusiva, formal e informalmente, de modo a alcançar a total dimensão da capacidade de participar e produzir de cada estudante, observando as peculiaridades individuais inerentes a cada ser aprendiz. &nbsp;Considerando a realidade do sistema educacional brasileiro, delimitamos como problema deste estudo a questão da deficiência na inclusão e sócio-interação de alunos. Portanto, esta pesquisa tem por objetivo apresentar alternativas de atividade e avaliação que contemple todos os alunos, inclusive aqueles que são acometidos por algum distúrbio neuropsicológico e cognitivo. Para implementar o presente trabalho, foram realizadas pesquisas bibliográficas em artigos científicos e revistas especializadas nas áreas de neurociência, psicopedagogia e educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PALAVRAS-CHAVE:</strong> Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH); Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); Atividades Inclusivas; Avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RESUMEN</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artículo se centra en las dificultades que pueden afectar el rendimiento de los estudiantes en la escuela y se enfoca en un problema específico: el TDAH. Esta cuestión requiere el compromiso y la articulación de todos los involucrados para ofrecer una atención multidisciplinaria adecuada, mediante enfoques individuales y colectivos. Este artículo también presenta la utilización de las tecnologías de la información y la comunicación (TIC) como instrumentos que priorizan las necesidades y el desarrollo de la creatividad y la autoconfianza de todos los estudiantes. Además, aborda la evaluación que debe ser continua, sistemática e inclusiva, tanto formal como informalmente, para alcanzar la dimensión total de la capacidad de participar y producir de cada estudiante, observando las peculiaridades individuales inherentes a cada ser aprendiz. Considerando la realidad del sistema educativo brasileño, delimitamos como problema de este estudio la cuestión de la deficiencia en la inclusión y la interacción social de los alumnos. Por lo tanto, esta investigación tiene como objetivo presentar alternativas de actividad y evaluación que contemplen a todos los alumnos, incluyendo aquellos que son afectados por algún trastorno neuropsicológico y cognitivo. Para implementar este trabajo, se realizaron investigaciones bibliográficas en artículos científicos y revistas especializadas en las áreas de neurociencia, psicopedagogía y educación.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALABRAS CLAVE: Trastornos de Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH); Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC); Actividades Inclusivas; Evaluación.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ABSTRACT</p>



<p class="wp-block-paragraph">This article focuses on the difficulties that can affect students&#8217; performance in school, specifically addressing Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD). This issue requires commitment and articulation among all stakeholders to provide multidisciplinary care through individual and collective approaches. This article also presents the use of Information and Communication Technologies (ICT) as tools to prioritize students&#8217; needs and develop creativity and self-confidence. Additionally, it addresses the importance of continuous, systemic, and inclusive assessment, both formally and informally, to reach the full dimension of each student&#8217;s capacity to participate and produce, considering individual peculiarities. Given the Brazilian educational system&#8217;s reality, this study identifies the problem of deficiency in inclusion and socio-interaction among students. Therefore, this research aims to present alternative activities and assessments that cater to all students, including those affected by neuropsychological and cognitive disorders. To implement this study, bibliographic research was conducted using scientific articles and specialized journals in neuroscience, psychopedagogy, and education.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KEYWORDS: Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD); Information and Communication Technologies (ICT); Inclusive Activities; Assessment.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos propósitos da existência humana é atravessar sua trajetória vivenciando cada etapa e se desenvolvendo ao longo do tempo e do espaço percorrido do início ao fim. O que se espera para um desenvolvimento adequado do ser humano é que ele tenha as condições mínimas imprescindíveis para atender suas necessidades básicas, tanto cognitivas e emocionais, quanto psicológicas e fisiológicas, principalmente durante sua infância, visto que será fator determinante para estabelecer o ritmo e a qualidade de seu desenvolvimento nas fases posteriores de sua existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensando em estudantes com necessidades educacionais específicas, é inevitável lembrar de diversas teorias relacionadas à aprendizagem, à neurociência e à psicopedagogia, em face de suas contribuições na prática pedagógica. De forma a explicitar que a missão do educador comprometido, com a inclusão e a diversidade, deveria passar por entender que aquele que aprende é um ser biologicamente funcional com infinitas possibilidades de aprendizagem, mesmo encontrando certas limitações, de tal forma a compreender o aprendiz em toda sua plenitude. Aprender é essencial para todo ser humano se desenvolver e encontrar seu propósito de vida, sua felicidade. Aprendizado se refere a uma mudança no comportamento que resulta da aquisição de conhecimento acerca do mundo, e a memória é o processo pelo qual esse conhecimento é codificado, armazenado e posteriormente evocado (Kandel, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que o educador comprometido é elemento fundamental para identificar a necessidade de suporte a questões de ensino e aprendizagem escolar e para buscar parceria estratégica que agregue valor que promova a restauração ou desenvolvimento de habilidades cognitivas do aprendiz. E lidar com um aprendiz portador de necessidades educacionais específicas requer um mínimo conhecimento da importância da neurociência em meio à educação, bem como de sua contribuição para o sistema de ensino convencional. Sabendo que este sistema de educação tradicional, por vezes, demonstra certa fragilidade para ensinar aos alunos que apresentam alguma dificuldade ou transtornos de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, é de extrema importância abrir espaço para que o profissional que atua na educação busque ferramentas e recursos alternativos para reformular sua prática pedagógica. Proporcionando, desta forma, novas oportunidades ao aluno de aprender, e criando estratégias que favoreçam os processos de ensino e aprendizagem. Não obstante, o educador comprometido deve ajustar seu modo de ensinar de acordo com o educando, pensando nesse indivíduo de maneira particular. A área que traz o conhecimento necessário para identificar as melhores práticas é a neurociência, que todo educador comprometido deveria ter domínio e especialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para efeitos didáticos, o desenvolvimento humano pode ser estudado de forma subdividida em questões básicas essenciais que melhor estabelecem relação com o entendimento do todo, questões envolvendo a estrutura emocional e sentimentos cotidianos; a capacidade intelectual e cognitiva; o crescimento físico e a maturidade neurofisiológica; o relacionamento interpessoal na convivência social. A aprendizagem é um processo contínuo que vai desde o nascer até o fim da vida do ser humano. Sempre haverá algo a ensinar e a aprender, há um contínuo desenvolvimento equacionado em todas as fases da vida. Desde os estímulos adequados a necessidades da primeira infância do ponto de vista sensorial, cognitivo e afetivos, até as questões de atividades intelectuais e socioemocionais na adolescência e a manutenção das funções executivas na fase adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porquanto, não vai muito longe o tempo em que o sistema educacional brasileiro tradicional era pautado por práticas pedagógicas que privilegiavam o conteudismo em prejuízo da reflexão; a memorização em detrimento da compreensão, o que não trazia uma consciência de construção sólida do todo, visto que o conhecimento era fragmentado. O estudante estava ali despersonalizado, apenas como um receptáculo das benditas informações daquele que dominava a cátedra, o “todo conhecedor” professor.&nbsp; Hoje, com o advento de novas tecnologias e novos paradigmas educacionais, o foco ganha nova direção, e a reflexão acerca da formação do aluno está intrinsicamente ligada à dinâmica de como se dá tal formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, foi preciso encontrar uma alternativa que pudesse trazer inovação necessária para acompanhar a evolução onde a <em>web</em> dita regras, hábitos e costumes à sociedade globalizada que, invariavelmente, se vê refém da tecnologia que se alastra por todos os sistemas que envolvem a rotina das pessoas. Desde interações sociais à comunicação de massa; de <em>networks</em> a grandes negociações corporativas; de movimentações financeiras mais populares a dispendiosas transações bancárias internacionais; de organização política às pesquisas acadêmicas e científicas; de procedimentos segurança a embates judiciais; de planos de saúde à previdência social ou privada; tudo está concatenado e subjugado ao mega sistema de rede de internet. Então fica evidente que é impossível conduzir o processo de ensino aprendizagem sem que a educação esteja interconectada com a tecnologia de informação e comunicação. Conforme afirma Barreto, (2001, p. 274):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No presente momento, é possível afirmar que, nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos sobre educação têm, em comum, algum tipo de referência à utilização das TIC nas situações de ensino. Das salas de aula tradicionais aos mais sofisticados ambientes de aprendizagem, as tecnologias estão postas como presença obrigatória.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) se popularizaram de tal modo que se viu neste fenômeno a oportunidade de trabalhar com estas ferramentas, também, no âmbito educacional. Surgem, então, as tecnologias de aprendizagem e do conhecimento (TAC) com as quais professores e alunos podem se utilizar de hardwares e softwares para fins pedagógicos. E como a educação e as ferramentas de aprendizagem também são influenciadas pelas transformações sociais e pelos avanços tecnológicos, é notório que os estudantes de hoje são adeptos do mundo digital e usuários assíduos de diversos dispositivos móveis. Neste contexto há uma tecnologia emergente, com potencial para transformar a educação, é a aprendizagem baseada em jogos, conhecida como ‘gamificação’. Para Orlandi <em>et al</em>. (2018, p.18), este recurso surge como uma possibilidade de “agregar diversos modos para a captação de interesse dos alunos, de modo a despertar a curiosidade, levando a elementos que conduzem à participação e ao engajamento, resultando na reinvenção do aprendizado<em>”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do exposto, e levando em conta a realidade do sistema educacional brasileiro, delimitamos como problema deste estudo a questão da deficiência na inclusão e sócio-interação de alunos. Então, o objetivo primeiro deste trabalho é trazer alternativa de atividade e avaliação que contemple todos os alunos, inclusive aqueles que são acometidos por algum distúrbio neuropsicológico e cognitivo. E para executar o presente trabalho, foram realizadas pesquisas bibliográficas em artigos científicos e revistas especializadas nas áreas de neurociência, psicopedagogia e educação.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>A INCLUSÃO E O TRANSTORNO NEUROLÓGICO</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em aprendizagem não há como dissociá-la do ambiente escolar. O professor é o primeiro a detectar questões relacionadas a dificuldades de aprendizagem e de socialização entre os discentes. Além do docente, todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nos processos de ensinar e aprender podem e devem se atentar aos sinais de problemas relacionados à aprendizagem. A partir disso, se posicionar e tomar as providências cabíveis para amenizar ou buscar uma solução. Considerando o tipo de dificuldade, a intensidade e a constância, existem determinados encaminhamentos, entre eles o auxílio da neurociência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que, em qualquer fase da vida, o desenvolvimento cognitivo visa aprimorar as habilidades de funções cognitivas e estimular as capacidades individuais para que cada indivíduo consiga superar dificuldades futuras e realizar sua trajetória com sucesso. Os estímulos das funções de habilidades cognitivas requerem persistência e continuidade, visto que não é possível perceber resultados significativos a curto prazo. <a></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, é importante que os protagonistas do processo avaliativo estejam conscientes de que os estímulos de habilidades cognitivas, embora sejam importantíssimos, não apresentarão resultados imediatos na aprendizagem escolar, no domínio da linguagem e nem no controle do comportamento. Aí está posta a necessidade de reabilitação, que é restaurar as funções e habilidades cognitivas; é estimular a pessoa a resgatar a autoestima e a autoconfiança em si mesma. É dar as condições necessárias para que aquele ser humano acredite que tem potencial para alcançar sua autonomia e ser capaz de se desenvolver. Assim afirma Ardila:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Caso o paciente não consiga seguir os passos exigidos para sua solução, será necessário abordar questões específicas para chegar a uma solução bem-sucedida. Pacientes com lesões pré-frontais podem se beneficiar verbalizando o problema. Antes de resolvê-lo, devem repetir o problema, indicando quais são suas condições e quais procedimentos são viáveis. Esses pacientes costumam apresentar respostas impulsivas, o que os impede de analisar corretamente as condições e chegar a uma solução adequada.&nbsp; (Ardila, 2007, p.293).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Haja vista que o caminho de todo o processo de aprendizagem passa, necessariamente, pelo cérebro, daí a importância da conexão entre neurociência e a educação para promover o sucesso escolar. Então, para compreender o processo da aprendizagem é fundamental conhecer o funcionamento do órgão onde tudo acontece, o cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se verifica determinada dificuldade ou limitação da disposição mental para assimilar informações, acontece o que pode se chamar de déficit cognitivo. Este déficit evidencia embaraços diversificados que interferem na capacidade concentração, de comunicação, de raciocínio lógico e de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, o transtorno neurológico&nbsp;é uma anormalidade cerebral que impacta na forma como o indivíduo pensa, sente e age.&nbsp;As doenças neurológicas em crianças&nbsp;abrangem uma ampla gama de condições que podem afetar o sistema nervoso central e periférico. Essas doenças podem ter implicações significativas no desenvolvimento, na qualidade de vida e na capacidade da criança de realizar atividades diárias. Dentre esses transtornos, vale ressaltar o TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH (Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade), que estão deveras associados ao comprometimento da aprendizagem e bem difundidos no ambiente escolar atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista neurológico, o TDAH é uma condição neuropsiquiátrica complexa que afeta significativamente a vida de indivíduos em diferentes faixas etárias. Esse transtorno é caracterizado por alterações na estrutura e na função cerebral, na maturação do córtex, mudanças na matéria branca e cinzenta do cérebro e disfunções nos circuitos neurotransmissores. Tais mudanças estão ligadas aos sintomas cognitivos e comportamentais. O transtorno se manifesta de maneiras diferentes entre uma pessoa e outra. Os sintomas que definem o TDAH dividem-se em dois grupos principais: desatenção e hiperatividade-impulsividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, para facilitar o entendimento e trazer um diagnóstico preciso, a escola precisa contar com o apoio da equipe multidisciplinar que trabalha em estreita colaboração com os educadores para adaptar o ambiente de aprendizado, desenvolver planos de suporte comportamental e promover uma abordagem inclusiva e acolhedora. Essa parceria permite que os profissionais atuem de forma complementar, levando em consideração as diferentes necessidades do aluno, resultando em um suporte personalizado e abrangente que promove o desenvolvimento global e inclusivo dos alunos com transtornos. Cada profissional que compõe a equipe traz consigo conhecimentos e habilidades específicas que contribuem para a criação de um ambiente inclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A princípio é realizada uma avaliação diagnóstica, em seguida o desenvolvimento de planos individualizados, após isso, a equipe dá suporte, faz intervenção direta, monitorando e fazendo ajustes contínuos em colaboração com a equipe escolar e finaliza com a elaboração do relatório descritivo sobre a criança em acompanhamento. Essa abordagem integrada garante que todas as necessidades dos alunos com TDAH sejam consideradas e atendidas de maneira adequada, promovendo uma experiência educacional inclusiva e de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na medida em que a dificuldade na comunicação, para entender e se fazer entender, e/ou distúrbio na interação, são consequências de diversos fatores, entre eles há as deficiências neurológicas que comprometem o desempenho cognitivo do aluno. No ambiente escolar os desafios são ainda mais complexos, visto que em uma sala de aula há ampla diversidade de pessoas, cada um com suas características individuais que requer a atenção especializada e adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em face da complexidade que circunda a problemática de saúde do TDAH, são necessários o comprometimento a articulação de todos os educadores envolvidos, a fim de ofertar um cuidado multidisciplinar adequado, por meio de abordagens individuais e coletivas. Essas abordagens devem envolver ações direcionadas tanto para o aluno, quanto para a família, não só na escola, mas também nas instituições participantes da rede de apoio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o TDAH requer, da escola, uma abordagem multidisciplinar e personalizada, que leve em consideração as necessidades individuais de cada um. A continuidade da pesquisa e o avanço nas técnicas de diagnóstico e tratamento são essenciais para melhorar os resultados daqueles que convivem com esse transtorno, promovendo uma vida mais equilibrada e produtiva. Daí a importância de atividades instrutivas e avaliativas apresentarem um padrão sistêmico e inclusivo, para que o processo ensino-aprendizagem seja, de fato, produtivo e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. </strong><strong>ANÁLISE MULTIDISCIPLINAR PARA O DIAGNÓSTIDO DE TDAH<a></a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 Contextualização</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escola Franciscana Alves<a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a>, não possui criança com deficiência física aparente, mas a coordenadora pedagógica observou que alguns professores relatavam situações bem específicas sobre seus alunos e que careciam de observação assistencial. Sem demora, ela realizou um levantamento pormenorizado e pediu para que os educadores respondessem ao questionário que obtinha perguntas focadas na detecção do nível comportamental e outras particularidades dessas crianças no ambiente escolar. Ao todo, foram preenchidos 12 formulários, os quais foram primordiais para acionar a visita da Equipe Multiprofissional disponibilizada pela Secretaria de Educação do município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí, iniciou-se um acompanhamento das crianças, juntamente à família e ao professor responsável. As doze crianças, durante um dia inteiro, receberam atendimento de psicopedagoga, fonoaudióloga, psicóloga e psiquiatra que fizeram seus apontamentos e encaminhamentos às devidas especificidades profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, as informações coletadas previamente serviram de embasamento para que os profissionais associassem ao momento presencial do atendimento. As suspeitas de alguns professores estavam acerca da presença do TEA – Transtorno do Espectro Autista, discalculia, dislexia e TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A Lei Federal 12.764/12 (BRASIL, 2012) determinou que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Nas informações pertinentes ao formulário de atendimento há indicativos do desenvolvimento da criança. Uma parte deste documento foi preenchida pelo docente e parte pelo profissional da equipe multidisciplinar junto à família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a finalidade desta ação consiste em difundir o entendimento sobre as deficiências não físicas existentes no meio educacional e que podem gerar intercorrências na qualidade de ensino. Portanto, as diligências para uma criança que se enquadra nessa situação devem ser específicas para atender suas necessidades. Diante disto, busca-se a implementação de meios pedagógicos e estratégicos que facilitem o processo para o desenvolvimento integral dessas crianças.&nbsp;</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>2.2 Metodologia Aplicada</strong><strong></strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Para a coleta das informações necessárias para a realização de análise, diagnóstico e propostas de intervenção, foi disponibilizada uma ficha diagnóstica à professora que a preencheu com os dados que sabia sobre a criança. Posteriormente, a psicóloga da escola realizou uma entrevista com os responsáveis pela discente. Os elementos coletados no formulário visam reunir dados informativos sobre a rotina da criança e relacionar seu desenvolvimento à suas condições familiares, bem como compreender quais particularidades poderiam estar associadas ao seu desenvolvimento psicológico (anexo 1).</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>2.3 O diagnóstico</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os diversos diagnósticos, estará em destaque nesta pesquisa o caso da aluna Belinha<a href="#_ftn3" id="_ftnref3">[3]</a>, que está cursando o 1º período da Educação Infantil. Algumas informações contidas em sua ficha de acompanhamento serão utilizadas para entendimento do caso. Segundo informações precedentes da professora, Belinha é uma criança assídua na escola, comunicativa e que possui fases comportamentais intercorrentes em sala de aula. Ora está abraçando seus colegas, ora está empurrando ou machucando-os. A criança possui dificuldade em manter uma interação saudável, em atender aos comandos da professora e na realização de algumas atividades propostas pela docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, a professora acreditava que o comportamento da criança estava associado ao período de adaptação na escola, pois é seu primeiro ano letivo. Com o passar dos meses, as demais crianças da turma conseguiram consolidar sua adaptação, obedecendo às regras, socializando, descobrindo valores e sentimentos, sabendo respeitar a hora de cada ação. Porém, Belinha esteve privada desses atributos. A maneira que ela se comportava na sala de aula comprometia a aquisição de saberes dos demais à medida em que ela persuadia os colegas a gritar, pular e correr em momentos inoportunos. A professora achou necessária a presença de um profissional que pudesse acompanhá-la exclusivamente na empreitada escolar, visto que não conseguiu conciliar seu fazer pedagógico à rotina desregulada da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se que, Belinha apresenta momentos de quietude e proveitosa participação em atividades de trabalho com as cores, pinturas, recortes e desenhos educativos. Logo, isso deve ser considerado para o desenvolvimento de recursos pedagógicos que chamem sua atenção e a façam ter foco nas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as informações fornecidas por todos os profissionais, esta aluna apresenta fortes indícios de hiperatividade. Precisamente, seu diagnóstico acusou que se trata de uma criança com TDAH. Para seu diagnóstico foi necessário o acompanhamento da equipe multiprofissional, associado a relatos da família e da professora, que puderam contribuir e registrar seus apontamentos no formulário de atendimento.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>2.4 A intervenção</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os professores sejam os que mais interagem com a aluna, todos os demais agentes escolares fazem parte de seu dia a dia, portanto, também têm responsabilidade em seu desenvolvimento pedagógico e devem atentar-se às intervenções e adaptações necessárias e que venham a corroborar com seu processo cognitivo. No caso de Belinha<sup>2</sup> é importante estabelecer as regras de convívio de forma clara, pois desta forma, ela compreenderá a importância de segui-las e, consequentemente, melhorará suas relações interpessoais. Realizar atividades e brincadeiras com ‘combinados’ podem proporcionar à aluna um senso de organização por meio do estabelecimento de regras e limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive seu sexo deve ser considerado ao se pensar nas futuras interações com a discente, pois, segundo Oliveira e Rodrigues, (2021, p.912):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As meninas apresentam sintomas de Hiperatividade e Impulsividade mais marcantes, expressa de forma diferente da dos meninos. São menos rebeldes, menos opositivas, e a Hiperatividade se expressa através da fala e da ação.&nbsp; Como a comorbidade com os Transtornos de Ansiedade e Depressão são os mais presentes, costumam ter uma instabilidade emocional importante, com constantes mudanças de humor.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo em vista estas características, é fundamental que a equipe multidisciplinar conheça a criança, estabeleça com ela diálogos produtivos nos quais se descubram seus interesses a fim de introduzi-los em sua rotina de forma que ela tenha experiências positivas e prazerosas não só na sala de aula, mas em todo ambiente escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em sala de aula, como se trata de uma criança não-alfabetizada, é possível adaptar os materiais didáticos focando na utilização de recursos visuais. Um material com bastante imagens e desenhos &#8211; sobretudo os coloridos que chamam a atenção da aluna – podem facilitar sua aprendizagem, bem como o uso de objetos ao se trabalhar com temas mais abstratos, nestes momentos, a cinestesia pode facilitar sua compreensão de mundo e ainda proporcionar momentos nos quais ela se movimente e sinta que participa do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, adotar metodologias ativas nas quais a aluna interaja de forma participativa e colaborativa como, por exemplo, por meio de jogos, também é uma excelente estratégia. Para Santiago (2021), as metodologias ativas são vantajosas no processo de ensino-aprendizagem para crianças com TDAH uma vez que melhoram a comunicação e a qualidade de ensino, permitem o desenvolvimento de trabalhos em equipe, e trabalham com as noções de responsabilidade e autonomia, além de desenvolver a criatividade, a criticidade e a busca pela resolução de problemas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é comum que pessoas com TDAH tenham dificuldade em finalizar tarefas, pois perdem o foco com facilidade, outra estratégia interessante para intervir é fragmentar as atividades ou comandos à aluna em partes menores, deste modo, é possível diminuir comportamentos de oposição já que orientações complexas ou excesso de demandas podem desmotivá-la. A cada orientação, também se faz necessário ressaltar a ela a importância de finalizar tais tarefas, bem como, estabelecer prazos de conclusão e sempre elogiá-la quando alcançar estes objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da clareza no diálogo que ajuda na diminuição dos ruídos de comunicação, os fatores externos também devem ser considerados. Uma vez que a aluna se distrai com facilidade e, por consequência, prejudica os demais colegas com suas intervenções impertinentes, é ponto de atenção, inclusive, o local que a aluna ocupa. Este não deve estar próximo a janelas ou portas a fim de evitar devaneios, além disto, motivá-la a pedir ajuda e também a auxiliar os colegas pode proporcionar a ela um sentimento de pertença ao grupo de modo que, cada vez mais, busque respeitar o desenvolvimento do grupo e os turnos de fala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É essencial a realizar <em>feedbacks</em> não só a aluna &#8211; para que receba, frente às suas atitudes, reforços diante dos comportamentos positivos, como também a todos os profissionais que participam de seu processo de desenvolvimento pedagógico a fim de dar e receber orientação e auxílio quando necessários. Por fim, é importante destacar que tais intervenções não devem ser padronizadas a outros alunos, ainda que diagnosticados com o mesmo transtorno que Belinha<sup>2</sup>, pois cada aluno possui uma necessidade específica. Assim como não é suficiente padronizar as adaptações realizadas com a aluna aplicando-as aos próximos anos letivos, pelo contrário. É necessário um trabalho de observação diária das dificuldades e da evolução da aluna e, a partir destas percepções, traçar as próximas ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. A GAMIFICAÇÃO COMO ATIVIDADE DIDÁTICA INCLUSIVA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando todas as reflexões desenvolvidas até então, entendemos que só vale a pena construir conhecimentos se for aderido em um espaço que privilegie a necessidade de autonomia, criatividade e autoconfiança dos educandos. Apresentaremos a seguir, um exemplar de atividade que está configurada para atender estas necessidades que são imperativas nas novas demandas que se apresentam na educação contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um plano de aula que enfatiza a gamificação, a qual é uma metodologia ativa que ajuda a aumentar a motivação, tornar a aprendizagem mais divertida e vivenciar novas experiências de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, algumas recomendações precisam ser abordadas para que a execução do jogo seja realizada com sucesso. Ter o objetivo, uma narrativa, uma dinâmica clara e saber como queremos que os alunos aprendam junto à exploração da participação dos estudantes implicará em uma experiência positiva com a gamificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;3.1 PLANO DE AULA&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>TEMA</strong>: Figuras de Linguagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCIPLINA</strong>: Língua Portuguesa</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PÚBLICO-ALVO</strong>: Ensino Médio</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EMENTA</strong>: Aprimoramento do estudo das estruturas linguísticas por meio das habilidades léxicas e sintáticas. Abordagem de recursos linguístico-comunicativos e gamificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DURAÇÃO</strong>: 6 aulas de 50 minutos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua. (BNCC EM13LP06)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCEITUAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aluno deverá ser capaz de reconhecer figuras de linguagem baseadas nas ideias de: semelhança (metáfora, comparação, catacrese, sinestesia e prosopopeia), contiguidade (metonímia e sinédoque), repetição (polissíndeto, anáfora, pleonasmo e quiasmo), oposição (antítese, paradoxo, oximoro, ironia e preterição), descontinuidade (hipérbato e anacoluto), apagamentos (elipse, zeugma e assíndeto), tensividade (eufemismo, hipérbole, gradação e apóstrofe) e recursos sonoros (aliteração, assonância, onomatopeia e paronomásia).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>PROCEDIMENTAIS: </strong>O aluno deverá ser capaz de analisar como foram construídos os efeitos das figuras de linguagem e analisar o(s) termo(s) que foram substituídos pelas figuras e quais são os seus efeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ATITUDINAIS: </strong>O aluno deverá entrar em contato com as figuras de linguagem por meio de recortes de textos midiáticos e, a partir destes materiais que circundam o dia a dia do estudante, explicitar seus procedimentos de elaboração e efeitos de sentido a fim de solucionar questionários simulacros de processos seletivos e produzir gêneros textuais utilizando-se de tais figuras como, geralmente, ocorre nos textos conativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONTEÚDOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Metáfora, comparação, catacrese, sinestesia e prosopopeia;</li>



<li>Metonímia e sinédoque;</li>



<li>Polissíndeto, anáfora, pleonasmo e quiasmo;</li>



<li>Antítese, paradoxo, oximoro, ironia e preterição;</li>



<li>Elipse, zeugma e assíndeto;</li>



<li>Eufemismo, hipérbole, gradação e apóstrofe;</li>



<li>Aliteração, assonância, onomatopeia e paronomásia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ESTRATÉGIAS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Promover a prática de Metodologia Ativa por meio da sala de aula invertida: cada aluno explicará aos colegas a definição de uma figura de linguagem e apresentará um exemplo de tal figura (por meio de aplicação em frases ou cartazes de campanhas publicitárias);</li>



<li>Estimular a busca pelo conhecimento e solicitar o registro da própria apresentação e das apresentações dos colegas para que o discente estude e possua um material de apoio para as futuras atividades avaliativas.</li>



<li>Promover a prática de Metodologia Ativa por meio da <em>gamificação</em>: mediar a participação dos grupos em um jogo no qual as equipes deverão analisar e categorizar as figuras de linguagem (anexos);</li>



<li>Promover, a partir do uso das figuras de linguagem, a elaboração de cartazes (com campanhas publicitárias ou de conscientização) a fim de que o aluno desenvolva sua criatividade e produza textos autênticos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPAS DE APLICAÇÃO DA PROPOSTA (ATIVIDADES)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>PRÉ-AULA: </strong>Na semana anterior, o(a) docente mediará o sorteio dos alunos e suas respectivas figuras de linguagem, bem como a sequência das apresentações, tempo estipulado e rubrica dos itens obrigatórios.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>AULA 1 A 3:</strong> Conforme organização realizada na semana anterior. Cada aluno apresentará uma figura de linguagem (utilizando-se dos recursos que preferir: retroprojetor/Datashow, quadro branco, fotocópias, cartaz etc.) descrevendo seu conceito e realizando a aplicação em textos.</li>



<li><strong>AULA 4:</strong> Os alunos serão divididos em grupos de estudos e os primeiros 15 minutos de aula serão destinados a uma rápida revisão sobre as figuras de linguagem consultando e compartilhando com seus pares os registros realizados nos cadernos; No segundo momento da aula, a turma será dividida em duas equipes e estas deverão responder a questões e reconhecer as definições ou exemplificações de cada figura de linguagem. Ganhará a equipe que obtiver mais pontos ao final da rodada.</li>



<li><strong>AULA 5:</strong> Nesta aula, serão necessários recursos como <em>internet</em> e computador ou celulares, pois os alunos jogarão de forma individual ou em pares por meio de eletrônicos e responderão a um <em>Quiz</em> no qual devem avaliar e classificar qual é a figura de linguagem presente na letra de canções nacionais.</li>



<li><strong>AULA 6:</strong> Os alunos produzirão cartazes de campanhas publicitárias ou de conscientização social (sobre assuntos da preferência dos discentes) utilizando-se de editores ou programas disponíveis na sala de informática como Word, PowerPoint, Canva, entre outros. Nestes textos, a função apelativa deve ser explorada junto ao uso das figuras de linguagem. Ao completar as confecções dos cartazes, cada grupo deve fixar sua produção no espaço escolar estratégico para alcançar seu público-alvo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MEIOS PARA AVALIAÇÃO</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apresentação individual (onde deverão seguir algumas rubricas como: tempo mínimo e máximo de apresentação; comunicação assertiva; exemplificação e aplicação de uma questão-teste aos colegas); Participação adequada nas atividades gamificadas nas quais serão observados o desempenho de cada estudante e suas atitudes como: segmento das regras pré-estabelecidas, demonstração de respeito e teor desportivo; </li>



<li>Produção de cartaz conforme rubricas apresentadas: layout característico do gênero cartaz; uso de textos verbais e não-verbais, uso de figura de linguagem e criatividade;</li>



<li>Realização de autoavaliação sobre a participação e o desempenho de cada participante nas atividades grupais e individuais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RECURSOS UTILIZADOS: </strong>Sala de aula, laboratório de informática, quadro branco; Datashow; celular ou computador; Internet, cartazes, papel A3, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de recursos que beneficiam a aprendizagem e trazem incentivos aos estudantes para haver conexão a novos conhecimentos é o fator primordial que torna o educador um profissional de caráter inovador. Sabe-se que a função docente é especuladora e desafiadora, portanto, a execução de atividades que envolvam a gamificação, apesar de exigirem uma boa e prévia estruturação, traz à tona a realidade da maioria dos alunos, que possuem cada vez mais o acesso a jogos eletrônicos. Afinal, esses <em>games</em>, também podem e devem ser utilizados a favor da educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conseguinte, na aprendizagem, a&nbsp;<em>gamificação</em>&nbsp;vem sendo conquistada no contexto educacional como uma maneira de aprimorar o engajamento discente, equitativamente, fazer manifestar a motivação de alunos de um jeito diferente, ocasionada pelos desafios propostos, missões a cumprir, disputa entre equipes, premiações e pontuações, configurando-se, assim, em uma estratégia pedagógica que possui uma série de fatores determinantes ao sucesso da atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. AVALIAÇÃO SISTÊMICA, INTEGRATIVA E ACOLHEDORA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As sociedades humanas estão sempre em evolução em todos os segmentos, por exemplo, na política, na economia, na ciência e na tecnologia. E essa evolução está intrinsecamente relacionada à produção, aquisição e transmissão de conhecimento. De forma que a educação também tem papel imprescindível no desenvolvimento humano. Assim, a educação desempenha o nobre papel, não só de construir e disseminar conhecimento científico, mas de formar cidadãos integralmente, com habilidades socioemocionais que lhes permitam desenvolver a capacidade crítica e de discernimento, senso de responsabilidade e colaboração e a prática da empatia e da tolerância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis que hoje, em meio ao Século XXI, considerando o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural, a educação está inserida nesse novo paradigma que requer um comprometimento mais apurado quanto ao desenvolvimento integral dos educandos, daí a importância da Avaliação de Aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a Avaliação da Aprendizagem demanda certa qualificação técnica dos educadores e que esses devem dispor de refinado senso de observação, visto que o ato de ensinar e aprender, em algum momento, não poderá prescindir da avaliação. Até porque, as formas de ensinar e aprender não são estatísticas, elas também evoluem conforme as expectativas e demandas da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso avaliar e levar em conta as mais diversas fontes, que apontem as competências e as habilidades e que, na maior parte, estão ausentes dos processos de aprendizagem atuais. (Funiber, 2020, p.12)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, através da observação, em meio à interação suscitada no processo pedagógico cotidiano, o professor apreende a expertise para avaliar, não só formal quanto informalmente, de forma contínua, o desempenho participativo e produtivo de cada aluno. E para orientar os educadores acerca do desenvolvimento cognitivo dos educandos, existem diversas opções de avaliação da aprendizagem, com características próprias, para atender aos mais variados objetivos pedagógicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí a importância de o docente conhecer e dominar o emprego de cada uma delas para decidir qual a opção mais adequada a ser aplicada em cada fase do processo de ensino-aprendizagem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Um educador pode realizar a avaliação para analisar os conhecimentos anteriores trazidos por seu novo grupo de alunos; o professor avalia o progresso nas aulas de uma determinada série, a fim de determinar o que resta para alcançar os objetivos do conteúdo do ano letivo; avalia após a conclusão de um projeto, o professor desenvolve técnicas de avaliação para as crianças da educação Infantil, etc., a fim de obter dados sobre os objetivos propostos. (Funiber, 2020, p. 14)</p>
</blockquote>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DE AVALIAÇÃO (Se fizer parte do item 4, colocar 4.1, caso contrário inserir número 5 – verificar Norma Técnica)</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para relacionar alguns dos principais tipos de avaliação da aprendizagem, evidencia-se a <strong>Avaliação Formativa</strong> que se dá durante o processo de ensino-aprendizagem, com o intuito de delimitar os obstáculos e progressos experimentados pelos educandos, e também, averiguar quais os reparos se fazem necessários nos procedimentos didáticos e metodológicos e até mesmo no conteúdo curricular ministrado. Uma ferramenta imprescindível, que auxilia o professor a monitorar e orientar o aluno de forma personalizada. Embora não considere as diferenças individuais dos educandos, a <strong>Avaliação Somativa</strong> pressupõe averiguar o quanto os alunos estão dominando os conteúdos ministrados, ao término de determinado período de ensino. Essa pode ser realizada com trabalhos e/ou provas, que vão se somando as notas para alcançar a média final mínima preestabelecida pela instituição educacional. Ou seja, é uma forma objetiva e quantitativa que visa mensurar a evolução acadêmica dos alunos. Já, para averiguar o desempenho dos estudantes durante todo o processo educativo, tem-se a <strong>Avaliação Diagnóstica</strong>. Ela é aplicada no princípio do processo ensino-aprendizagem para diagnosticar os conhecimentos prévios, as necessidades e as dificuldades que cada educando traz consigo. Aqui o mais importante não é o instrumento utilizado para a avaliação, mas sim oportunizar aos alunos a liberdade irrestrita para demonstrar o que tem em mente e expressar sua capacidade de compreende o assunto que é objeto da avaliação. O foco deste tipo de avaliação não é pontuar ou classificar o aluno, mas formar e orientar, o que permite identificar o perfil de cada aluno e canalizar as atividades didáticas segundo as necessidades deles, por exemplo,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, estão sendo realizadas atividades de avaliação que não têm o objetivo de punir ou recompensar grandes pontuações, mas levam em consideração os diferentes ritmos e processos de aprendizagem dos alunos. O professor diversifica a maneira de avaliar de forma a contemplar toda essa variação encontrada na sala de aula. (Funiber, 2020, p. 104).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A realização de atividades que propiciem a aquisição de conhecimento através de ações inovadoras é uma estratégia fundamentada, eficiente e que visa fugir do modo convencional de avaliar aos discentes. Como exemplo tem-se: a roda de leitura dinamizada e lúdica, sequência didática de livros infantis que incentivam a leitura e encenação, apresentações que evidenciem o talento/ a aptidão de alunos, a utilização de tecnologias digitais como ferramentas avaliativas e a Pedagogia de Projetos, que, para Santos e Leal (2018) é uma metodologia que pode inovar a práxis pedagógica e como instrumento de avaliação da aprendizagem pode promover o conhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que, no decorrer de um curso, nos processos avaliativos, se o professor utiliza apenas um modelo de avaliação, a somativa, por exemplo, deixa de contemplar habilidades e competências sociais que não são percebidas em avaliações tradicionais. Por outro lado, ao fazer uso de ferramentas de avaliação escolar não convencional, é possível avaliar o desempenho de seus alunos de forma equitativa visto que há, em um mesmo grupo de estudantes, diferentes estilos de aprendizagem. É válido esclarecer que os conceitos sobre estilos de aprendizagem são amplos e foram explorados por diversos autores.&nbsp; A título de exemplo, Dunn e Dunn (1978) associa tais estilos às preferências e necessidades de aprendizado de cada estudante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fleming (1992), os estilos de aprendizagem dos estudantes dividem-se em três perfis: aluno visual &#8211; retêm informações com maior facilidade por meio de imagens e outros recursos visuais; aluno auditivo – retêm informações com maior facilidade ao ouvir explicações ou outros áudios; e aluno cinestésico – retêm informações com maior facilidade por meio de atividades práticas, movimentos e experiências físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gardner (1983), por sua vez, entende que ‘visual’, ‘auditivo’ e ‘cinestésico’ são apenas alguns dos estilos de aprendizagem que surgem das múltiplas inteligências e habilidades percebidas em cada estudante e, portanto, no mesmo indivíduo se pode encontrar diferentes estilos de aprendizagem e inteligências. Em sua teoria, o autor as divide nas seguintes categorias: linguística, matemática, musical, espacial, corporal, intrapessoal, interpessoal, naturalista e espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, Gardner, em consonância com Fleming e Dunn e Dunn, entende que é necessário identificar as preferências dos estudantes e adaptar estratégias de ensino para atender a esses variados estilos de aprendizagem, visto que o aluno aprenderá de forma mais eficaz se o ambiente e os métodos de ensino estiverem adaptados às suas necessidades e características pessoais. (Lemes, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, seguindo estas linhas de raciocínio, apresentar-se-á, a seguir, uma proposta de avaliação para uma turma de Ensino de Espanhol como Língua Estrangeira pautada na concepção de inteligência musical de Gardner, na qual o aluno aprende por meio do ritmo, da melodia, da música.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>4.2 PLANO DE AVALIAÇÃO</strong></h6>



<figure class="wp-block-table has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Show de Talentos “La voz”</strong> <strong>Atividade avaliativa por meio de apresentação musical</strong></td></tr><tr><td><strong>Objetivo Geral:</strong> Avaliar a pronúncia dos alunos de Espanhol por meio de uma apresentação musical.</td></tr><tr><td><strong>Duração:</strong> 2 aulas (de 50 minutos)</td></tr><tr><td><strong>Público alvo/Nível escolar:</strong> Alunos de Ensino Fundamental – Anos Finais</td></tr><tr><td><strong>Conteúdos:</strong> Musicalidade e Linguagens (Espanhol)</td></tr><tr><td><strong>Tipo de avaliação: </strong>Formativa participativa.</td></tr><tr><td><strong>Descrição/Procedimentos/Atividades:</strong> O professor deve criar uma rubrica detalhando os critérios de avaliação e apresentá-los à turma antes da apresentação.Em duplas ou trios, os alunos apresentarão, em formato de karaokê, uma canção em espanhol à escolha do grupo. O professor avaliará a pronúncia adequada das palavras, bem como entonação e clareza durante a apresentação.Ao final das apresentações, o professor deve fornecer um <em>feedback</em>, individual e/ou coletivo, sobre os pontos fortes e limitantes de cada apresentação.&nbsp;Para encerrar a atividade, pode realizar-se uma confraternização entre os estudantes com comidas típicas da cultura latino-americana.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredita-se que o diagnóstico precoce e a intervenção adequada são primordiais para amenizar os efeitos negativos do referido transtorno. Estratégias de tratamento, como terapias, intervenções e medicamentos, se necessário, podem ser eficazes na melhoria dos sintomas e na qualidade de vida dos estudantes. Além disso, o papel da família, da escola e da comunidade é fundamental no suporte e na implementação de metodologias que promovam o desenvolvimento e a inclusão dos indivíduos com TDAH. A sensibilização e a educação sobre o transtorno também são essenciais para reduzir o estigma e promover um ambiente mais compreensivo e acolhedor, sendo que é essencial ter sempre o acompanhamento contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da implementação desta estratégia, busca-se fazer uso da gamificação e incorporá-la ao estudo da estrutura linguística, destacando as figuras de linguagens existentes, cujo alvitre é estabelecer elementos necessários para desenvolvimento de competências e habilidades linguístico-comunicativas e expressivas dos estudantes, neste caso, do ensino médio. Em sua estrutura constam os elementos fundamentais para sua execução. Os resultados esperados são que os estudantes sejam capazes de entender e reconhecer as distintas figuras de linguagens e identificá-las no seu meio social. O emprego de recursos pedagógicos eletrônicos no decorrer das atividades faz somar ao conteúdo ministrado para que os objetivos sejam apreendidos com eficácia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, tantos conhecimentos são transmitidos de gerações em gerações, tanto de forma empírica nas entranhas da sociedade, como de forma científica nos bancos escolares e estudos acadêmicos. Esses conhecimentos seguem sua trajetória e, constantemente, rever a direção para onde se está indo, é preciso. Quando se fala em transmissão de conhecimentos acadêmico sempre será necessário verificar em qual nível, qual a quantidade e a qualidade esse processo está se dando. No campo acadêmico, é preciso uma parada estratégica para averiguar a construção de conhecimento através da avaliação da aprendizagem no âmbito do processo ensino-aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, falar em Avaliação da Aprendizagem é observar as circunstâncias, fazer ajustes e reestabelecer a direção a seguir, pois ao se propor a ensinar, evidentemente que o professor terá objetivos a alcançar. E essas metas devem ser atingidas à medida que a avaliação acontece. Existem diversas maneiras para avaliar. Porém, sabe-se que, por exigências contemporâneas, a avaliação deve ser bem elaborada, distinta do convencional e inovadora. E o <em>feedback </em>emitido aos alunos também ajuda na estruturação avaliativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: (Verificar NT)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ARDILA, A., &amp; ROSSELLI, M.&nbsp;<strong><em>Neuropsicología clínica</em></strong>. Editorial El Manual Moderno. (p.293) 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARRETO, Raquel G. Org. <strong><em>Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e práticas</em>.</strong> Rio de Janeiro: Quartet. 2001</p>



<p class="wp-block-paragraph">DÍAZ, C. J.&nbsp;<strong><em>Vista de Experiencias de los estudiantes de idiomas extranjeros en relación con su estilo de aprendizaje en Educación Superior</em></strong>. (p.20) 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">DUNN, R., &amp; DUNN, K. J.&nbsp;<strong><em>Teaching students through their individual learning styles: A practical approach</em>.</strong> Reston, 1978</p>



<p class="wp-block-paragraph">FLEMING, N. D., &amp; Mills, C. <strong><em>Not another inventory, rather a catalyst for reflection</em>.</strong>&nbsp;<em>To improve the academy</em>,&nbsp;<em>11</em>(1), 137-155. 1992</p>



<p class="wp-block-paragraph">FUNIBER. <strong><em>As TIC na sala de aula. Aplicações didáticas e utilização de recursos</em>.</strong> In: A aula conectada: educar na vida. (p.18 &#8211; 19). Barcelona. Espanha.2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">FUNIBER. <strong><em>Avaliação de Aprendizagem</em></strong> (p. 12,14,104). Barcelona, Espanha.2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARDNER, H. <strong><em>Frames of mind: The theory of multiple intelligences</em></strong>. Basic Books. 1983</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a>KANDEL, E., Schwartz, J., Jessell, T., Siegelbaum, S., &amp; Hudspeth, A. J. &nbsp;</a><strong><em>Princípios de neurociências-5</em></strong><strong>.</strong> AMGH Editora. 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEMES, R. S. <strong><em>Vista do Estratégias de Ensino Adaptativas para Diversos Estilos de Aprendizagem na Educação Infantil</em>.</strong> Revista Primeira Evolução. https://doi.org/10.52078/2675-2573.rpe.50.2024, março</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORLANDI, T. R. C., Duque, C. G., Mori, A. M., &amp; Orlandi, M. T. de A. L.&nbsp; <strong>Ludificación: un nuevo abordaje multimodal para la educación.</strong>&nbsp;<em>Biblios Journal of Librarianship and Information Science</em>, (70), 17–30. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.5195/biblios.2018.447&gt;</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, D. &amp; Rodrigues, A. <strong><em>Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade</em></strong><em> (TDAH): neuro psicopedagogia como uma aliada para meninas na educação infantil. </em>Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v.7.n.9. set. 2021.ISSN -2675 –3375.2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">PRETTE Almir Del, Zilda A. P. Del Prette, (orgs.), <strong><em>Habilidades sociais, desenvolvimento e aprendizagem: questões conceituais, avaliação e intervenção</em></strong>, Campinas, SP: Editora Alínea. 2003</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTIAGO, Beatriz. <strong>BNCC: seis metodologias ativas para engajar os alunos.</strong> 2021. Disponível em: https://www.letrus.com.br/bncc-metodologias-ativas-para-engajar-seus-alunos/. Acesso em: 18 de maio de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, D. M., &amp; Leal, N. M<strong>. A pedagogia de projetos e sua relevância como práxis pedagógica e instrumento de avaliação inovadora no processo de ensino aprendizagem.</strong> 2018</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>ANEXO</strong><strong>S</strong></h5>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Anexo 1</strong></h5>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td colspan="2"><strong>FICHA PARA ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL</strong></td></tr><tr><td colspan="2">DADOS DA ESCOLA</td></tr><tr><td colspan="2">1.Escola:</td></tr><tr><td colspan="2">2.Endereço:</td></tr><tr><td>3.Turno:</td><td>( ) Matutino ( ) Vespertino ( ) Noturno</td></tr><tr><td colspan="2">4.Gestor:</td></tr><tr><td colspan="2">5.Professor titular:</td></tr><tr><td colspan="2">6.Telefone da Escola</td></tr><tr><td>7.Possui sala de recursos?</td><td>( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">DADOS DO ALUNO</td></tr><tr><td colspan="2">8.Nome:</td></tr><tr><td colspan="2">9.Endereço:</td></tr><tr><td>10.Data de Nascimento:</td><td>Idade:</td></tr><tr><td colspan="2">11.Nome do pai:</td></tr><tr><td colspan="2">12.Nome da mãe:</td></tr><tr><td>13.Tem irmãos?</td><td>Quantos?</td></tr><tr><td>14.Frequenta sala de recursos?</td><td>( ) sim ( ) não Há quanto tempo? ______</td></tr><tr><td>15.Ensino Regular?</td><td>( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td>16.Aluno Repetente?</td><td>( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">17.Telelefone do Responsável:</td></tr><tr><td colspan="2">18.Descreva o motivo para o atendimento:&nbsp; ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ &nbsp;</td></tr><tr><td colspan="2">19. Sinalize os tópicos que justifiquem os motivos do atendimento:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Dificuldade para acompanhar os conteúdos. Exemplo:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Dificuldade na elaboração de raciocínio frente a solução de tarefas;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Não realiza as atividades: ( ) na sala; ( ) em casa;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Assiduidade Escolar: ( ) boa ( ) regular ( ) insuficiente</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Não participa das atividades em sala de aula;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Apresenta atitudes desafiadoras. Exemplo:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Se isola dos colegas;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Não participa das atividades em grupo;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Agressões verbais e/ou físicas;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Resistência a regras sociais e de conduta;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Demonstra medo diante de algumas situações;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Gosta de chamar a atenção dos colegas e professor. Exemplo:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Apresenta atitudes inadequadas em relação a objetos alheios. Exemplo: &nbsp;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Demonstra inquietação na sala de aula, conversa com os colegas. Exemplo: &nbsp;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Pede várias vezes para ir ao banheiro;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Riso desmotivado frequente;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Nas situações de conflito costuma mentir ou chorar;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Apresenta movimentos repetitivos. Quais?</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Apresenta irritabilidade ao ambiente. Exemplo:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Pede sempre para repetir o que já foi falado;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Omissão ou troca de fonemas na fala;</td></tr><tr><td colspan="2">(&nbsp; ) Fala de forma incompreensível;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Apresenta gagueira;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Não se comunica verbalmente;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Atende a ordens simples;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Atende pelo nome;</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Se comunica através de libras;</td></tr><tr><td colspan="2">20.Já foi avaliado pelo:</td></tr><tr><td colspan="2">( ) pediatra ( ) neurologista ( ) psiquiatra ( ) Otorrinolaringologista</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Oftalmologista ( ) Pedagogo ( ) psicopedagogo ( ) Psicólogo</td></tr><tr><td colspan="2">( ) Fonoaudiólogo ( ) Fisioterapeuta ( ) Outro:</td></tr><tr><td colspan="2">21.Faz acompanhamento médico regularmente? ( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">22.Se sim, qual a especialidade médica?</td></tr><tr><td colspan="2">23.Possui laudo médico? ( ) sim ( ) não Se sim, qual o CID:</td></tr><tr><td colspan="2">24.Está tomando remédio controlado? ( ) sim ( ) não Qual?</td></tr><tr><td colspan="2">25.Há quanto tempo toma o remédio?</td></tr><tr><td colspan="2">26.Identifica negligência familiar? ( ) sim ( ) não Qual?</td></tr><tr><td colspan="2">27.Observa Conflito familiar? ( ) sim ( ) não Qual?</td></tr><tr><td colspan="2">28.O cartão de vacina está em dia? ( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">29.Realiza exames de rotina? ( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">30.Higiene Pessoal é satisfatória? ( ) sim ( ) não</td></tr><tr><td colspan="2">31.Procedimentos realizados (<em>para a equipe multiprofissional</em>):</td></tr><tr><td colspan="2">&nbsp; _________________, _______ /________ / _________ &nbsp; &nbsp; ______________________________&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; _______________________________ Professor (a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Coordenador(a) pedagógico &nbsp; _________________________________ Gestor (a) &nbsp; &nbsp; _________________________________ Técnico responsável &nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tabela 1 – Ficha de atendimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: escola da pesquisa, adaptada pelos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Anexo 2</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="630" height="640" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-113.png" alt="" class="wp-image-201296" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-113.png 630w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-113-295x300.png 295w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 1:&nbsp; Jogo Figuras de Linguagem. Fonte: Português Encantado (2023) <a href="#_edn1" id="_ednref1">[i]</a></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="558" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-114.png" alt="" class="wp-image-201295" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-114.png 510w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-114-274x300.png 274w" sizes="(max-width: 510px) 100vw, 510px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 2: Questão Figuras de Linguagem. Fonte Português Encantado (2023)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="714" height="459" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-115.png" alt="" class="wp-image-201298" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-115.png 714w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-115-300x193.png 300w" sizes="(max-width: 714px) 100vw, 714px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 3: Regras do jogo Figuras de Linguagem. Fonte Português Encantado (2023)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="782" height="367" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-116.png" alt="" class="wp-image-201297" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-116.png 782w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-116-300x141.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-116-768x360.png 768w" sizes="(max-width: 782px) 100vw, 782px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 4: Kahoot &#8211; Jogo “Figuras de Linguagem nas Canções”. Fonte: dos autores (2023)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="788" height="374" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-117.png" alt="" class="wp-image-201299" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-117.png 788w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-117-300x142.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-117-768x365.png 768w" sizes="(max-width: 788px) 100vw, 788px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 5: Kahoot &#8211; Resposta incorreta jogo Figuras de Linguagem nas Canções. Fonte: dos autores (2023</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="385" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-118.png" alt="" class="wp-image-201301" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-118.png 800w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-118-300x144.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-118-768x370.png 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 6:  Resposta correta jogo Figuras de Linguagem nas Canções. Fonte: dos autores (2023)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="852" height="362" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-119.png" alt="" class="wp-image-201302" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-119.png 852w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-119-300x127.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-119-768x326.png 768w" sizes="(max-width: 852px) 100vw, 852px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Figura 7: Kahoot – Classificação final jogo Figuras de Linguagem nas Canções. Fonte: dos autores (2023)<sup>i</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Mestrandos em Educação-Formação de Professores, Fundación Universitaria Iberoamericana,2024</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Nome fantasia adotado para preservação da verdadeira identidade da escola. Trata-se de uma pequena escola da rede pública municipal, localizada às margens de um lago e que atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Esta possui um quadro de funcionários sucinto e quantidade pouco expressiva de alunos matriculados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> Nome fictício adotado para preservação da verdadeira identidade da criança.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ednref1" id="_edn1">[i]</a> Disponível em:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="v3qccWMLvf"><a href="https://portuguesencantado.com.br/produto/jogo-das-figuras-de-linguagem/">Jogo das figuras de linguagem</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Jogo das figuras de linguagem&#8221; &#8212; Loja - Português Encantado" src="https://portuguesencantado.com.br/produto/jogo-das-figuras-de-linguagem/embed/#?secret=2ZS3H9eiG3#?secret=v3qccWMLvf" data-secret="v3qccWMLvf" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>



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			</item>
		<item>
		<title>ASSISTÊNCIA HOSPITALAR E A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO CONTINUADO NO CUIDADO AO PACIENTE</title>
		<link>https://revistaft.com.br/assistencia-hospitalar-e-a-importancia-do-acompanhamento-continuado-no-cuidado-ao-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft LU]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 13:14:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 29 - Edição 143/FEV 2025]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=200651</guid>

					<description><![CDATA[Hospital Care and the Importance of Continuous Follow-up in Patient Care REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503011014 Heloisa Monique da Silva [1]Gabriel de Castro Voss [2]Roberta Maria de Jesus Lima Barbosa [3]Elisangela Sandra de Araújo Aragão  [4]Manoel Borges dos Santos Filho [5]Leilane Sousa Silva [6]Ana Caroline Diniz dos Santos [7]Júlia Aparecida Pereira Gomes  [8]Carla Emanuele Lopatiuk [9]Carlos Lopatiuk [10] [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hospital Care and the Importance of Continuous Follow-up in Patient Care</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/th102503011014</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Heloisa Monique da Silva <a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a><br>Gabriel de Castro Voss <a href="#_ftn2" id="_ftnref2">[2]</a><br>Roberta Maria de Jesus Lima Barbosa <a href="#_ftn3" id="_ftnref3">[3]</a><br>Elisangela Sandra de Araújo Aragão  <a href="#_ftn4" id="_ftnref4">[4]</a><br>Manoel Borges dos Santos Filho <a href="#_ftn5" id="_ftnref5">[5]</a><br>Leilane Sousa Silva <a href="#_ftn6" id="_ftnref6">[6]</a><br>Ana Caroline Diniz dos Santos <a href="#_ftn7" id="_ftnref7">[7]</a><br>Júlia Aparecida Pereira Gomes  <a href="#_ftn8" id="_ftnref8">[8]</a><br>Carla Emanuele Lopatiuk <a href="#_ftn9" id="_ftnref9">[9]</a><br>Carlos Lopatiuk <a href="#_ftn10" id="_ftnref10">[10]</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">Resumo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo analisa a continuidade do cuidado pós-hospitalar, destacando suas principais estratégias, desafios e barreiras no acompanhamento de pacientes após a alta. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada na análise de 18 artigos publicados entre 2021 e 2025, selecionados em bases científicas como PubMed, Scopus e Web of Science. O estudo identificou as práticas mais utilizadas para o seguimento de pacientes, como consultas presenciais, acompanhamento telefônico e o uso de tecnologias digitais, evidenciando a importância dessas estratégias na prevenção de complicações, redução das taxas de reinternação e promoção da qualidade de vida. A análise revelou que, embora existam avanços significativos, o acesso ao acompanhamento não é uniforme, sendo influenciado por fatores socioeconômicos e estruturais que acentuam desigualdades em saúde. Tecnologias como o Critical Test Result Recall Supporting System (CTR RSS) mostraram-se promissoras para ampliar a adesão ao seguimento, mas devem ser integradas a práticas humanizadas e interdisciplinares. O estudo conclui que o fortalecimento da atenção primária, aliado ao uso de tecnologias de monitoramento e estratégias educativas, é essencial para a construção de um modelo de cuidado integral e contínuo, capaz de promover maior segurança e equidade no sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave:</strong> Continuidade do cuidado. Alta hospitalar. Atenção primária. Tecnologias em saúde. Seguimento de pacientes.</p>



<h1 class="wp-block-heading">1 &nbsp;</h1>



<h1 class="wp-block-heading">2 INTRODUÇÃO</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade do cuidado pós-hospitalar é um elemento essencial para a manutenção da saúde, a prevenção de complicações e a redução de reinternações evitáveis. Embora a hospitalização seja um momento crucial para a estabilização clínica, é no acompanhamento subsequente que a recuperação plena se consolida, garantindo maior segurança para o paciente e a eficácia das intervenções terapêuticas (Handiyani et al., 2024; Olsen et al., 2021). Esse processo, porém, não se dá de forma automática e linear, exigindo uma articulação eficaz entre diferentes níveis assistenciais. A ausência de estratégias de seguimento bem estruturadas contribui para a fragmentação do cuidado e representa um risco significativo para a continuidade do tratamento, especialmente em pacientes com condições crônicas e em populações mais vulneráveis (Safstrom; Stromberg, 2024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição entre a alta hospitalar e o cuidado domiciliar ou ambulatorial exige coordenação entre os profissionais de saúde e o paciente. O acompanhamento inadequado ou inexistente pode levar à piora clínica, retorno às emergências e aumento das taxas de reinternação (Sunderland et al., 2024). Para evitar esse cenário, diferentes estratégias de seguimento têm sido adotadas, como consultas presenciais, acompanhamento telefônico e o uso de tecnologias digitais, que facilitam a comunicação entre paciente e profissional de saúde, melhorando a adesão ao tratamento e promovendo a educação em saúde (Tabas et al., 2020; Chang et al., 2022). A literatura aponta que essas práticas melhoram não apenas a qualidade de vida dos pacientes, mas também reduzem custos para o sistema de saúde ao minimizar internações desnecessárias (Barr et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o acesso ao cuidado continuado não é homogêneo. Safstrom e Stromberg (2024) destacam que as desigualdades no acompanhamento pós-hospitalar estão frequentemente associadas a fatores socioeconômicos, estruturais e geográficos, o que reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade na assistência. Pacientes com insuficiência cardíaca, por exemplo, se beneficiam diretamente de estratégias educativas e de monitoramento contínuo, mas muitos enfrentam dificuldades para manter o acompanhamento necessário (Olsen et al., 2021). Esse cenário mostra que a continuidade do cuidado requer mais do que intervenções clínicas: ela demanda suporte emocional, acesso facilitado aos serviços e uma articulação intersetorial capaz de reduzir barreiras ao seguimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessas evidências, este estudo tem como objetivo analisar as estratégias utilizadas na continuidade do cuidado pós-hospitalar e as barreiras enfrentadas para sua implementação. A justificativa para esta pesquisa está na necessidade de identificar as práticas mais eficazes para a promoção de um cuidado integrado e contínuo, bem como fornecer subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas e eficientes. O foco da análise recai sobre as diversas formas de acompanhamento utilizadas no contexto pós-hospitalar e sobre os impactos dessas práticas nos desfechos clínicos e na qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância do estudo reside na possibilidade de contribuir para a construção de modelos de cuidado mais eficientes, que privilegiem a articulação entre hospital e atenção primária e promovam maior segurança no período pós-alta (Barr et al., 2020). Além disso, a pesquisa busca ampliar o entendimento sobre o papel das novas tecnologias, como sistemas de monitoramento digital, no fortalecimento das práticas de seguimento e no suporte ao autocuidado (Chang et al., 2022). Assim, pretende-se responder à seguinte questão: quais são as principais estratégias e barreiras para a continuidade do cuidado após a alta hospitalar e como essas práticas impactam a saúde e o bem-estar dos pacientes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o estudo está organizado em três partes principais: a metodologia, que detalha os procedimentos de busca e análise dos artigos selecionados; os resultados e discussões, nos quais os principais achados são analisados e organizados em categorias temáticas; e as considerações finais, que sintetizam as descobertas e oferecem sugestões para aprimorar o cuidado continuado em saúde.</p>



<h1 class="wp-block-heading">3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A assistência hospitalar ocupa um lugar central na prestação de cuidados de saúde de alta complexidade, sendo indispensável no manejo de condições agudas e crônicas que exigem intervenções especializadas. No entanto, a hospitalização por si só não garante a plena recuperação do paciente, sendo fundamental que o cuidado se estenda para além dos muros hospitalares, através de estratégias de acompanhamento continuado que assegurem a manutenção dos resultados terapêuticos obtidos durante a internação. O conceito de continuidade do cuidado está diretamente relacionado ao fortalecimento das redes de atenção à saúde, promovendo a integração entre os diferentes níveis assistenciais e buscando a coordenação eficaz dos serviços para atender às múltiplas necessidades dos pacientes no período pós-hospitalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Wang et al. (2021) destaca a relevância de considerar as preferências dos profissionais de saúde da atenção primária no acompanhamento pós-alta, evidenciando que as decisões relacionadas a esse seguimento não são pautadas exclusivamente por protocolos clínicos, mas também pelas condições estruturais das unidades de saúde e pelos recursos disponíveis. Em muitos casos, a ausência de uma articulação eficiente entre o hospital e os serviços comunitários resulta em descontinuidade do cuidado, com consequências negativas para o estado de saúde do paciente, ampliando o risco de complicações e reinternações evitáveis. A integração efetiva entre esses serviços exige uma abordagem sistêmica e colaborativa, na qual cada ator envolvido compreenda seu papel e responsabilidade no processo terapêutico ampliado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência das enfermeiras no acompanhamento pós-hospitalização, descrita por Handiyani et al. (2024), revela que a continuidade do cuidado não se limita à aplicação de intervenções clínicas; pelo contrário, envolve a construção de um vínculo mais profundo com o paciente e sua família, promovendo a educação em saúde, o suporte emocional e a orientação para o autocuidado. O estudo mostra que a fragmentação dos serviços e a ausência de protocolos claros são desafios recorrentes, especialmente em contextos de alta demanda e baixa disponibilidade de recursos humanos. Nesse cenário, a atuação das enfermeiras como elo entre o hospital e a comunidade torna-se essencial para assegurar que as orientações recebidas durante a internação sejam efetivamente implementadas no cotidiano do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do papel das enfermeiras, Venigalla et al. (2023) sublinham a importância de estratégias institucionais para melhorar a adesão dos pacientes ao acompanhamento pós-alta. Em um estudo realizado em um centro oncológico comunitário, os autores evidenciam que a falta de comparecimento às consultas de seguimento pode comprometer seriamente a detecção precoce de recidivas ou efeitos adversos dos tratamentos, impactando diretamente nos desfechos clínicos. Estratégias simples, como o uso de lembretes automatizados, contatos telefônicos e reforço educativo durante a internação, mostraram-se eficazes para aumentar a adesão e garantir a continuidade do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de Barr et al. (2020), realizado na região de Central e Eastern Sydney, aprofunda essa discussão ao demonstrar que o acesso oportuno aos médicos generalistas após a alta hospitalar tem impacto direto na redução da sobrecarga dos serviços de emergência e na melhoria dos indicadores de saúde da população. O acompanhamento regular por esses profissionais permite identificar precocemente sinais de agravamento das condições de saúde, ajustando intervenções de forma preventiva e evitando complicações mais graves. Essa atuação integrada, que conecta hospitais e atenção primária, fortalece a lógica do cuidado em rede, promovendo um modelo de atenção centrado no paciente e nas suas necessidades ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de pacientes com condições crônicas complexas, como doenças cardíacas, a continuidade do cuidado assume uma dimensão ainda mais estratégica. Skogby et al. (2020) enfatizam a importância de garantir recursos humanos e estruturais suficientes para acompanhar a transição de adolescentes com cardiopatias congênitas para os serviços de saúde adultos. A ausência de uma transição planejada e bem conduzida pode resultar em perda de acompanhamento, colocando esses pacientes em situação de risco elevado. Da mesma forma, Olsen et al. (2021) destacam que pacientes com insuficiência cardíaca beneficiam-se de seguimentos regulares e estruturados, que não apenas reduzem a taxa de reinternação, mas também melhoram significativamente a qualidade de vida ao longo do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade do cuidado também se mostra especialmente relevante no campo da saúde mental, como evidenciado por Ojo et al. (2024). Pacientes psiquiátricos frequentemente enfrentam desafios adicionais no processo de transição entre o hospital e a comunidade, sendo fundamental que as estratégias de acompanhamento sejam adaptadas às suas especificidades. A presença de uma rede de apoio sólida, composta por profissionais de saúde, familiares e serviços comunitários, constitui um fator determinante para a eficácia do cuidado continuado, prevenindo recaídas e promovendo uma reintegração social efetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa perspectiva é reforçada por Lynch et al. (2020), que destacam o impacto negativo da falta de seguimento estruturado para crianças e adolescentes hospitalizados por condições relacionadas à saúde mental. O estudo aponta que a ausência de protocolos específicos para o acompanhamento desses jovens no período pós-alta compromete não apenas o progresso terapêutico, mas também o bem-estar psicossocial, aumentando a vulnerabilidade a novas crises e internações subsequentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, Moneme et al. (2023) ressaltam que o acompanhamento por médicos da atenção primária nos primeiros 30 dias após internações cirúrgicas de emergência está associado a uma redução significativa nas taxas de reinternação. Esse dado reforça a importância de uma articulação fluida entre os diferentes níveis de atenção, garantindo que os pacientes recebam cuidados de forma integral, contínua e coordenada. Chang et al. (2022), por sua vez, apresentam uma solução tecnológica inovadora para melhorar o acompanhamento de pacientes na comunidade, o sistema de suporte de recall de resultados críticos (CTR RSS), demonstrando como o uso adequado de tecnologia pode contribuir para a continuidade do cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise desses diferentes contextos evidencia que a continuidade do cuidado é um elemento estruturante para a construção de um modelo de saúde que seja, de fato, centrado no paciente. Ela demanda esforços conjuntos e sustentados por parte dos profissionais de saúde, gestores e pacientes, articulando recursos humanos, tecnológicos e institucionais para superar os desafios da fragmentação assistencial e construir uma prática verdadeiramente integrada e humanizada. Mais do que uma simples extensão do cuidado hospitalar, o acompanhamento continuado configura-se como um processo dinâmico, no qual cada intervenção deve ser pensada como parte de um ciclo maior de cuidado, destinado a garantir a segurança, a qualidade de vida e a autonomia dos pacientes em suas trajetórias de recuperação.</p>



<h1 class="wp-block-heading">4 METODOLOGIA</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia adotada para este estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, cujo objetivo é analisar a continuidade do cuidado pós-hospitalar e suas implicações no acompanhamento de pacientes em diferentes contextos clínicos. Esse tipo de revisão foi escolhido por permitir uma visão abrangente sobre o tema, proporcionando uma síntese crítica das evidências disponíveis sem a necessidade de quantificação estatística dos resultados. O levantamento bibliográfico foi realizado em bases de dados reconhecidas pela qualidade científica e abrangência de publicações, garantindo o acesso a estudos relevantes e atualizados. As bases consultadas incluem PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar e SciELO, que oferecem ampla cobertura de artigos científicos nas áreas de saúde e cuidados clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca pelos artigos seguiu uma estratégia sistematizada com o uso de descritores padronizados no Medical Subject Headings (MeSH) e no Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados por meio de operadores booleanos para refinar a pesquisa. Foram utilizados termos como &#8220;Continuity of Patient Care&#8221;, &#8220;Post-Hospital Discharge&#8221;, &#8220;Follow-Up Care&#8221;, &#8220;Primary Health Care&#8221;, &#8220;Patient Readmission&#8221;, &#8220;Care Transition&#8221;, &#8220;Continuity of Care&#8221;, &#8220;Nursing&#8221; e &#8220;Hospital Discharge&#8221;. Esses descritores foram intercruzados com os operadores booleanos AND e OR, permitindo a combinação de diferentes palavras-chave para ampliar ou restringir os resultados. O uso dessas estratégias de busca garantiu a inclusão de artigos relevantes ao tema, eliminando aqueles que não se enquadravam nos objetivos do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram definidos critérios de inclusão e exclusão para assegurar a qualidade e a pertinência dos artigos selecionados. Os critérios de inclusão estabeleceram que seriam considerados apenas estudos publicados entre 2021 e 2025, garantindo que as informações analisadas fossem recentes e refletissem as práticas mais atuais. Além disso, foram incluídos artigos publicados em português e inglês, que abordassem diretamente a continuidade do cuidado após a alta hospitalar, estratégias de acompanhamento, impacto nos desfechos clínicos e as barreiras enfrentadas nesse processo. Os tipos de estudos aceitos foram revisões de literatura, ensaios clínicos e estudos empíricos que trouxessem contribuições relevantes para a temática. Em contrapartida, foram excluídos artigos publicados antes de 2021, trabalhos duplicados entre as bases de dados, estudos que não apresentassem informações diretamente relacionadas ao tema central, artigos de opinião, editoriais e resumos de conferências, bem como revisões sistemáticas sem análise aprofundada sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos artigos foi realizada em etapas. Primeiro, foi feita a leitura dos títulos e resumos para identificar os estudos que atendiam aos critérios de inclusão. Em seguida, procedeu-se à leitura completa dos textos selecionados, verificando-se a metodologia, resultados e conclusões de cada um, garantindo assim a pertinência e a qualidade científica das publicações. Por fim, foram incluídos apenas os estudos que apresentaram dados consistentes e relevantes para o objetivo da pesquisa, eliminando-se as duplicações e aqueles que não cumpriam os critérios estabelecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos dados coletados foi realizada por meio de uma síntese qualitativa, organizada em três categorias principais: estratégias de continuidade do cuidado, impacto do acompanhamento pós-hospitalar nos desfechos clínicos e desafios e barreiras no seguimento dos pacientes após a alta hospitalar. Os resultados foram agrupados e discutidos com o objetivo de integrar as evidências apresentadas nos artigos selecionados, oferecendo uma visão crítica e abrangente do tema. Essa abordagem permitiu identificar as melhores práticas adotadas, bem como as lacunas existentes no cuidado continuado, contribuindo para a construção de uma base teórica consistente e para a proposição de melhorias nas estratégias de acompanhamento dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia adotada garantiu uma análise abrangente e fundamentada, oferecendo uma síntese robusta das evidências disponíveis sobre o tema. Ainda que a revisão narrativa não tenha o rigor quantitativo de uma meta-análise, ela permitiu uma compreensão detalhada e crítica do estado da arte sobre a continuidade do cuidado pós-hospitalar, destacando tanto os avanços quanto as lacunas nas práticas atuais, além de apontar possíveis caminhos para estudos futuros.</p>



<h1 class="wp-block-heading">5 RESULTADOS E DISCUSSÕES</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade do cuidado após a alta hospitalar revela-se um componente essencial para a manutenção da saúde e a prevenção de complicações futuras, sendo frequentemente apontada como um dos fatores determinantes para a efetividade das intervenções em saúde e a melhoria dos desfechos clínicos. Esse processo, no entanto, envolve múltiplos desafios e demanda estratégias integradas e articuladas entre os diferentes níveis assistenciais. A literatura analisada reforça que a continuidade do cuidado não pode ser compreendida como uma prática acessória, mas como um eixo central na assistência em saúde, especialmente em populações vulneráveis e em condições de alta complexidade. O estudo de Handiyani et al. (2024) oferece uma perspectiva detalhada sobre a experiência das enfermeiras no acompanhamento pós-alta, destacando que a continuidade do cuidado exige uma abordagem que vá além da transferência de informações clínicas — ela implica no fortalecimento das relações terapêuticas, na comunicação efetiva entre os profissionais e no suporte constante ao paciente. Segundo as autoras, a presença das enfermeiras como figura de referência durante o período de transição para o cuidado domiciliar faz-se essencial para garantir a adesão às orientações de saúde e o desenvolvimento de práticas de autocuidado, reduzindo o risco de complicações e internações recorrentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância das estratégias de seguimento personalizadas é reforçada por Tabas et al. (2020), que compararam três métodos distintos de acompanhamento — contato telefônico, distribuição de livreto educativo e envio de mensagens de SMS — em pacientes com síndrome coronariana aguda. O estudo conclui que o contato telefônico foi o método mais eficaz para promover a capacidade de autocuidado e a adesão ao tratamento, justamente pela possibilidade de interação direta e esclarecimento de dúvidas em tempo real, proporcionando maior segurança e confiança ao paciente no manejo de sua condição. A abordagem personalizada demonstrou ser mais eficiente do que intervenções padronizadas e impessoais, destacando a necessidade de humanizar o cuidado continuado, adaptando-o às características e necessidades específicas de cada paciente, especialmente em condições clínicas mais delicadas e que demandam monitoramento constante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto relevante abordado nos resultados refere-se à transição do cuidado para adolescentes com cardiopatias congênitas, um momento particularmente crítico na trajetória desses pacientes. O estudo de Skogby et al. (2020) revelou que o volume de atendimento ambulatorial e a disponibilidade de recursos humanos são preditores importantes para a continuidade do cuidado durante a transição para os serviços de saúde adultos. A ausência de uma estrutura adequada para essa transição pode resultar na perda de seguimento, colocando os pacientes em risco de complicações evitáveis e interrompendo o monitoramento necessário para sua condição. Esse contexto exige uma articulação mais sólida entre os serviços pediátricos e adultos, além da definição de protocolos específicos que garantam o acompanhamento contínuo e o suporte necessário para essa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desigualdade no acesso ao acompanhamento contínuo após hospitalização também emerge como uma questão central na análise dos resultados, especialmente no contexto de doenças cardíacas crônicas. Safstrom e Stromberg (2024) destacam que fatores socioeconômicos e regionais têm um impacto significativo na continuidade do cuidado, com pacientes de classes sociais mais baixas apresentando maior dificuldade para acessar consultas de seguimento e monitoramento clínico. Esse cenário reforça a necessidade de políticas públicas que promovam maior equidade no sistema de saúde, assegurando que todos os pacientes, independentemente de sua condição social, possam ter acesso a um acompanhamento adequado. A continuidade do cuidado, nesses casos, não se trata apenas de uma questão clínica, mas de uma questão de justiça social e de redução das iniquidades em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perspectiva dos pacientes também foi abordada por Safstrom et al. (2022), que desenvolveram um questionário específico para medir a percepção da continuidade do cuidado. A aplicação desse instrumento permitiu identificar diversas lacunas no processo de transição entre hospital e atenção primária, evidenciando que muitos pacientes percebem uma ruptura no cuidado, especialmente quando não há comunicação clara sobre o plano terapêutico ou quando o acesso aos profissionais responsáveis pelo seguimento é dificultado. A inclusão da perspectiva do paciente na avaliação dos serviços de saúde revela-se fundamental para a construção de estratégias mais eficazes, que considerem suas reais necessidades e expectativas, promovendo maior segurança e qualidade no cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da saúde mental, Sunderland et al. (2024) aprofundam a discussão ao analisar a continuidade do cuidado em pacientes psiquiátricos idosos. Os resultados demonstram que a ausência de um seguimento estruturado no período pós-hospitalar aumenta significativamente o risco de recaídas e novas internações, comprometendo a recuperação e a qualidade de vida desses pacientes. O estudo destaca a importância de uma abordagem integrada, que envolva médicos de família, profissionais de saúde mental e assistentes sociais para assegurar um cuidado contínuo e holístico, capaz de atender não apenas às demandas clínicas, mas também às necessidades emocionais e sociais desses indivíduos. A construção de redes de apoio sólidas e a articulação entre os diferentes níveis de atenção são apontadas como estratégias fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dos pacientes e promover sua reintegração social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barr et al. (2020), por sua vez, analisam o impacto do acompanhamento por médicos generalistas na região de Central e Eastern Sydney, na Austrália, reforçando a atenção primária como elemento central para a coordenação e continuidade do cuidado. O estudo evidencia que o seguimento regular com esses profissionais não apenas reduz as taxas de reinternação hospitalar, mas também promove uma gestão mais eficaz das condições de saúde dos pacientes, resultando em desfechos clínicos mais favoráveis e uma significativa melhora na qualidade de vida. Esse tipo de acompanhamento contínuo é especialmente relevante para indivíduos com condições crônicas ou recém-saídos de internações prolongadas, uma vez que permite a identificação precoce de sinais de agravamento e a intervenção preventiva, evitando complicações mais graves e a necessidade de novas hospitalizações. Além disso, a proximidade dos médicos generalistas com o contexto de vida do paciente facilita uma abordagem mais personalizada e integral, capaz de considerar não apenas aspectos biológicos, mas também fatores psicossociais e ambientais que afetam diretamente a saúde e o bem-estar do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fortalecimento desse elo entre o hospital e a atenção primária configura-se como um mecanismo poderoso para evitar a fragmentação dos serviços, garantindo uma transição mais segura e fluida entre os diferentes níveis de cuidado. Essa integração é crucial para assegurar a continuidade das intervenções iniciadas no ambiente hospitalar, minimizando lacunas no acompanhamento e proporcionando maior segurança aos pacientes. Os resultados apresentados por Barr et al. (2020) também destacam a importância de políticas públicas que apoiem e fortaleçam a atenção primária, reconhecendo-a como o eixo organizador do sistema de saúde. A redução da pressão sobre os serviços de emergência, apontada como um dos benefícios do acompanhamento regular por médicos generalistas, reflete uma utilização mais racional e eficiente dos recursos disponíveis, contribuindo para a sustentabilidade do sistema de saúde a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olsen et al. (2021) corroboram essa perspectiva ao analisar a continuidade do cuidado em pacientes com insuficiência cardíaca, uma população particularmente vulnerável a desfechos adversos quando não há um seguimento estruturado. O estudo demonstra que o acompanhamento regular, associado a estratégias educativas para o manejo da condição, não apenas reduz a frequência de hospitalizações, mas também melhora substancialmente a qualidade de vida dos pacientes, promovendo maior autonomia e engajamento no cuidado. Nesse contexto, o papel da educação em saúde revela-se indispensável para capacitar os pacientes a reconhecerem sinais de alerta, seguirem corretamente o regime terapêutico e adotarem práticas de autocuidado adequadas. A participação ativa dos familiares nesse processo é igualmente relevante, especialmente em condições crônicas complexas, onde o suporte social e emocional são significativos no sucesso do tratamento. A continuidade do cuidado, portanto, deve ser compreendida como um processo compartilhado, que envolve a colaboração constante entre profissionais de saúde, pacientes e seus familiares, todos engajados em uma mesma direção: a manutenção e a promoção da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre o uso de tecnologias para melhorar a continuidade do cuidado ganha força com a contribuição de Chang et al. (2022), que apresentam o sistema Critical Test Result Recall Supporting System (CTR RSS) como uma solução inovadora e promissora. O CTR RSS, um sistema baseado em tecnologia digital para o acompanhamento de resultados críticos de exames, mostrou-se altamente eficaz na redução de perdas de seguimento e no aumento da adesão ao acompanhamento médico, facilitando a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde. O uso de tecnologias como essa oferece uma nova dimensão ao cuidado continuado, ampliando as possibilidades de intervenção e permitindo um monitoramento mais próximo e constante, mesmo em contextos onde a disponibilidade de recursos humanos é limitada. A adoção dessas soluções digitais representa uma oportunidade valiosa para integrar ferramentas de saúde digital ao modelo assistencial tradicional, promovendo maior eficiência, segurança e abrangência nas intervenções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a possibilidade de combinar tecnologia com estratégias personalizadas de acompanhamento abre caminho para a construção de modelos híbridos de cuidado, nos quais o contato presencial e o monitoramento remoto atuam de maneira complementar. Esse tipo de abordagem pode ser especialmente útil para pacientes que vivem em áreas remotas ou têm dificuldade de acesso físico aos serviços de saúde, garantindo que recebam o suporte necessário independentemente de sua localização geográfica. As tecnologias digitais, quando bem integradas aos fluxos assistenciais, podem funcionar como um elemento facilitador da continuidade do cuidado, promovendo maior autonomia para os pacientes e ampliando o alcance das práticas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os resultados apresentados reforçam que a continuidade do cuidado é um processo multifacetado e complexo, que exige uma articulação constante e eficiente entre diferentes atores do sistema de saúde. A construção de uma prática de cuidado contínua e equitativa não pode ser fruto de ações isoladas, mas requer um esforço coordenado para integrar tecnologia, políticas públicas e uma abordagem interdisciplinar centrada no paciente. O fortalecimento da atenção primária, o uso de estratégias educativas e a incorporação de soluções tecnológicas são pilares fundamentais para garantir a sustentabilidade desse processo, assegurando que o cuidado seja realmente integral, humanizado e capaz de responder às demandas de saúde cada vez mais complexas da população. Nesse sentido, a continuidade do cuidado deve ser vista não como uma etapa final, mas como um ciclo permanente de atenção, no qual cada intervenção se conecta à próxima, promovendo a saúde e prevenindo novos agravos, sempre a partir de uma perspectiva ampliada e centrada nas reais necessidades dos indivíduos.</p>



<h1 class="wp-block-heading">6 CONSIDERAÇÕES FINAIS</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A análise evidencia que a continuidade do cuidado após a alta hospitalar é indispensável para garantir desfechos clínicos mais favoráveis, prevenindo reinternações e promovendo maior segurança e qualidade de vida para os pacientes. As estratégias de acompanhamento estruturado, quando associadas à integração entre hospital e atenção primária, demonstram eficácia na coordenação das ações de saúde, fortalecendo a gestão do cuidado em longo prazo. O papel da tecnologia, especialmente no uso de sistemas de monitoramento digital, amplia o alcance das intervenções, facilitando o seguimento clínico e aprimorando a comunicação entre profissionais e pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados confirmam que a continuidade do cuidado não é uniforme, sendo influenciada por fatores socioeconômicos e pela disponibilidade de recursos humanos, o que reforça a necessidade de políticas públicas mais equitativas. As intervenções personalizadas, o fortalecimento das redes de apoio e a inclusão da perspectiva do paciente surgem como elementos essenciais para assegurar que o acompanhamento seja contínuo e centrado nas reais necessidades dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo aponta que, embora os avanços tecnológicos sejam promissores, eles devem ser combinados com uma abordagem humanizada e interdisciplinar para garantir a efetividade das intervenções. O fortalecimento da atenção primária como coordenadora do cuidado e a integração das práticas educativas no seguimento são determinantes para a sustentabilidade das ações e a promoção de um cuidado integral e contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como limitação, a análise destaca a ausência de dados longitudinais para algumas populações específicas e a necessidade de uma avaliação mais aprofundada sobre o impacto econômico das estratégias adotadas. Estudos futuros podem explorar essas dimensões, ampliando a compreensão das melhores práticas para a continuidade do cuidado em diferentes</p>



<p class="wp-block-paragraph">REFERÊNCIAS</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARR, M.; WELBERRY, H.; HALL, J.; COMINO, E.; HARRIS, E. General practitioner follow-up after hospitalisation in Central and Eastern Sydney, Australia: access and impact on health services. <strong>Australian Health Review,</strong> v. 44, n. 3, p. 200-215, 2020.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">SKOGBY, S.; MOONS, P.; JOHANSSON, B.; SUNNEGÅRDH, J.; CHRISTERSSON, C. Outpatient volumes and medical staffing resources as predictors for continuity of follow-up care during transfer of adolescents with congenital heart disease<strong>. International Journal of Cardiology</strong>, v. 15, n. 4, p. 112-130, 2020.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Enfermeira e Graduanda em Medicina pela Faculdade Afya e-mail: helo30davi@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2">[2]</a> Graduanda em Medicina pela FUNEPE. e-mail: gvoss3259@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref3" id="_ftn3">[3]</a> Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrôneo Portela.e-mail: mariaroberta.fkt08@ufpi.edu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref4" id="_ftn4">[4]</a> Enfermeira pela UNINTA. Esp. em Enfermagem Perioperatoria pela Unyleya. Esp. Em Saúde Pública Com Ênfase Em Saúde Da Família Pela Fatap. e-mail: elizinha_021_@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref5" id="_ftn5">[5]</a> Graduando em Enfermagem pela UESPI. e-mail: manoelborgesdossf@aluno.uespi.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref6" id="_ftn6">[6]</a> Enfermeira pela Facimp Wyden. e-mail: leilanesousasilva8@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref7" id="_ftn7">[7]</a> Graduanda em Odontologia pela Universidade Ceuma. e-mail: scarolinediniz@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref8" id="_ftn8">[8]</a> Graduanda em Medicina pela Universidade Federal do Cariri &#8211; UFCA. e-mail: julia.pereira@aluno.ufca.edu</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref9" id="_ftn9">[9]</a> Graduanda em Medicina pelo Centro Universitario Campo Real. e-mail: carla.emanuele2201@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref10" id="_ftn10">[10]</a> Doutor em Ciências Sociais pela UEPG e Doutorando em Desenvolvimento Comunitário pela UNICENTRO. e-mail: carloslopatiuk@yahoo.com.br</p>
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