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	<title>Revistaft PZ &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 18:35:39 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Revistaft PZ &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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		<title>TDAH EM ADULTOS – AVALIAÇÃO ASRS 18 COMO FERRAMENTA DE SINTOMAS PRIMÁRIOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 11:22:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[ADHD IN ADULTS – ASRS 18 ASSESSMENT AS A TOOL FOR PRIMARY SYMPTOMS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10218600 Adelice Pardinho de Souza Neta¹Silvia Santos Reis²Juliana Reis de Alcântara Barros³ RESUMO A Escala Adult Self Report Scale (ASRS), foi desenvolvida no intuito de auxiliar o processo diagnóstico de TDAH em adultos. A escala em inglês foi adaptada para [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>ADHD IN ADULTS – ASRS 18 ASSESSMENT AS A TOOL FOR PRIMARY</strong> <strong>SYMPTOMS</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10218600</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Adelice Pardinho de Souza Neta¹<br>Silvia Santos Reis²<br>Juliana Reis de Alcântara Barros³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Escala Adult Self Report Scale (ASRS), foi desenvolvida no intuito de auxiliar o processo diagnóstico de TDAH em adultos. A escala em inglês foi adaptada para versão brasileira, após um longo estudo de adaptação transcultural do instrumento, chegando a uma equivalência satisfatória das versões. Este estudo teve por objetivo demonstrar os benefícios do acesso a escala para estudantes como avaliação dos sintomas primários de TDAH em adultos. Foi feita, inicialmente, uma revisão de literatura sobre o tema e, após, foi aplicado questionário em uma sala de aula. O pre- sente trabalho caracteriza-se como um estudo comparativo com abordagem quantitativa para fins exploratórios, na qual foi considerada a análise das respostas do questionário de opinião sobre a ferramenta ASRS &#8211; 18, aplicado nos alunos, após apresentação de uma aula sobre o instrumento. A aula foi realizada no dia 12 de setembro de 2023 e teve por objetivo apresentar a escala aos alunos e avaliar a opinião dos mesmos sobre a ferramenta apresentada. Foi aplicado um questionário contendo 3 questões, sem identificação dos participantes, com resposta, sim, não, indiferente. Esse resultado foi tabulado pelo programa Excel e o resultado gerado apresentado em formato de gráfico, presente na seção destinada a resultados e pesquisas. Com o resultado, foi possível concluir que nenhum entrevistado conhecia a ferramenta para o diagnóstico inicial de TDAH em adultos e os alunos caracterizaram de grande importância para o processo. Isso pode sinalizar que a escala ainda é pouco difundida entre alunos, sendo importante sistematizar a inclusão obrigatória na grade curricular da formação de profissionais de Psicologia, pois o reconhecimento das principais características e manifestações do transtorno em adultos para um tratamento adequado representa diferencial de qualidade de vida que convivem com o transtorno, muitas vezes desde a infância e sem terem recebido o atendimento necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-Chave:</strong> Escala ASRS 18, TDAH adulto, Avaliação psicológica, instrumentos avaliativos em TDAH.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The Adult Self Report Scale (ASRS) was developed with the aim of assisting the di- agnostic process of ADHD in adults. The English scale was adapted for the Brazilian version, after a long study of cross-cultural adaptation of the instrument, reaching a satisfactory equivalence of the versions. This study aimed to demonstrate the bene- fits of access to the scale for students to assess the primary symptoms of ADHD in adults. Initially, a literature review was carried out on the topic and, afterwards, a questionnaire was administered in a classroom. The present work is characterized as a comparative study with a quantitative approach for exploratory purposes, which considered the analysis of the responses to the opinion questionnaire on the ASRS &#8211; 18 tool, applied to students, after presenting a class on the instrument. The class was held on September 12, 2023 and aimed to present the scale to students and evaluate their opinion about the tool presented. A questionnaire was applied containing 3 questions, without identification of the participants, with an answer of yes, no, indiffe- rent. This result was tabulated using the Excel program and the generated result pre- sented in graphic format, present in the section dedicated to results and research. With the result, it was possible to conclude that none of the interviewees knew the tool for the initial diagnosis of ADHD in adults and the students characterized it as being of great importance to the process. This may indicate that the scale is still not widespread among students, and it is important to systematize its mandatory inclusi- on in the curriculum for the training of Psychology professionals, as the recognition of the main characteristics and manifestations of the disorder in adults for adequate tre- atment represents a difference in the quality of who live with the disorder, often since childhood and without having received the necessary care.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>ASRS 18 Scale, adult ADHD, Psychological assessment, assessment instruments for ADHD.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde os últimos 20 anos do século XX, o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH), tem sido marcado por um defeito inibitório que afeta o desenvolvimento das funções executivas cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um debate científico, político, econômico e popular, na história do diagnóstico deste transtorno. Na maioria das vezes, agrupavam as patologias que desafiavam o conhecimento neurológico e psiquiátrico, mas que, por outro lado, permitiam fortale- cê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas informações hoje disponíveis, sabe-se que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurobiológico reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode se manifestar desde a infância até a adolescência, principalmente na idade escolar. No entanto, muitas pessoas não percebem que este transtorno pode persistir na idade adulta. Desatenção, falta de organização, dificuldade em manter a concentração, inquietação e hiperatividade são apenas alguns dos sintomas típicos de adultos com TDAH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno não está relacionado a fatores culturais ou conflitos psicológicos, mas a pequenas alterações nas áreas do lobo frontal do cérebro que inibem o comportamento e controlam a atenção. A avaliação precisa e precoce e o tratamento adequado podem ajudar muito a vida das pessoas nesse diagnóstico, o que melhora muito o relacionamento interpessoal com parceiros, familiares e amigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os critérios mais comumente usados para diagnosticar transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) estão listados no Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-V), 5ª Edição, com base em estudos de campo de crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Escala de Autoavaliação de Adultos (ASRS) foi desenvolvida para auxiliar a avaliação e foi elaborada a partir dos sintomas listados no DSM-V ao contexto da vida adulta. A escala foi desenvolvida com a Organização Mundial de Saúde (OMS) por um grupo que inclui psiquiatras e pesquisadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico correto e preciso do transtorno só pode ser feito por uma longa anamnese com uma equipe multiprofissional especializada, que vai investigar os sintomas que podem estar associados a outras comorbidades correlatas ao transtorno e outras condições clínicas e psicológicas. Porém, a escala pode ser um ponto de partida para levantamento de alguns possíveis sintomas primários e o encaminhamento aos profissionais adequados para essa investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O instrumento citado pode favorecer o diálogo entre psicólogo e paciente, pois parte do problema é a dificuldade em diagnosticar, particularmente na faixa etária dos adultos, uma vez que estes chegam ao consultório da clínica com outras comorbidades, como, por exemplo: baixa autoestima crônica, depressão e ansiedade, devido a deficiências em muitas áreas de suas vidas, prejuízos no trabalho, profissional com menor produtividade do tempo, mais absentismo, mais acidentes de trabalho, mais despedimentos. Sendo que a causa é um TDAH não diagnosticado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem muitas escalas e roteiros de entrevista potencialmente úteis para avaliar aspectos emocionais, cognitivos e psicopatológicos, mas no ensino superior de psicologia não existe a apresentação sistemática dessas ferramentas e como também não existe um repositório que disponibilize tais instrumentos para os profissionais e pesquisadores de saúde mental e essa limitação dificulta localizar instrumentos e conhecer suas características.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, a pesquisa se faz importante, pois para compreender se uma vez com acesso à escala proposta os profissionais de psicologia em formação se sentiriam mais informados e seguros para a condução de um caso de TDAH. Como forma de implementação desse tipo de conteúdo dentro da grade curricular do curso de formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.1. Caracterização e diagnóstico do TDAH</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) – é um distúrbio definido por Barkley (2017), basicamente, como a dificuldade de focalizar a atenção e concentração e a excessiva atividade motora. Caracteriza-se também pela impulsividade e hiperatividade de nível físico e mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também assinala Barkley (2018) que o portador deste distúrbio têm uma dificuldade muito grande em concentrar-se em algo por um tempo mais extenso e essa desatenção é fator de extrema importância, pois não conseguir ter foco em nada leva. Em decorrência, o pode manifestar grande irritação: por mais que queira se concentrar em algo, não consegue, causando grande frustração e problemas no decorrer de toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua mente funciona como um receptor de alta sensibilidade que, ao captar um pequeno sinal, reage automaticamente sem avaliar as características do objeto gerador de estímulos. (Barkley, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira (2009) afirma que a nomenclatura TDAH surgiu em 1994 com a publicação da versão Diagnostic Statistical Manual of Mental Disorder`s IV (DSM IV), editado pela American Psychiatric Association, sendo expandido dentro e fora dos contextos psiquiátricos e considerado “o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados.” (Abda, 2008, apud Pereira, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TDAH é definido no DSM 5 com a divisão em dois itens. O primeiro corresponde à desatenção ou falta de concentração, composto por nove sintomas; o segundo corresponde à hiperatividade e à impulsividade, também com nove sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O indivíduo avaliado deve apresentar seis ou mais sintomas para ser diagnosticado com o transtorno e esses sintomas devem se prolongar por seis meses, afetando atividades sociais e acadêmicas ou o trabalho. Seis dos nove sintomas descri- tos no primeiro item, que se refere à desatenção e com o mínimo de sintomas necessários para ser considerado o distúrbio, se relacionam exclusivamente com o desempenho académico ou laboral. No segundo item, dois de nove sintomas se relacionam com a atividade escolar e/ou laboral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, Quinta Edição &#8211; DSM- V -, coloca o TDAH como transtorno do neurodesenvolvimento, com a ressalva: “[&#8230;], mas os mesmos dados também ofereciam forte respaldo para colocá-lo junto aos transtornos disruptivos, do controle de impulsos e de conduta”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na definição do TDAH, expressa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Desatenção e desorganização envolvem incapacidade de permanecer em uma tarefa, aparência de não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou o nível de desenvolvimento. Hiperatividade- impulsividade implica atividade excessiva, inquietação, incapacidade de permanecer sentado, intromissão em atividades de outros e incapacidade de aguardar – sintomas que são excessivos para a idade ou o nível de desenvolvimento. Na infância, o TDAH frequentemente se sobrepõe a transtornos em geral considerados “de externalização”, tais como o transtorno de oposição desafiante e o transtorno da conduta. O TDAH costuma persistir na vida adulta, resultando em prejuízos no funcionamento social, acadêmico e profissional (DSM-V, 2014, p. 32)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, observa-se que uma parte importante dos sintomas que definem o transtorno se concentra principalmente no comportamento do indivíduo na escola ou no trabalho, sem atribuir maior importância à conduta que o indivíduo tem em outros âmbitos. Também não se considera, por exemplo, no caso de crianças, se mantêm a concentração quando jogam videogame, assistem televisão ou realizam atividades físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da multiplicidade de definições do TDAH, a que se apresenta de forma predominante na bibliografia é aquela que considera este transtorno a partir de um paradigma clínico (ou biomédico), ou seja, presume-se que é um quadro cujo substrato (ou etiologia) é biológico e, portanto, o diagnóstico diferencial deve estar alinhado com essa concepção (Dupaul; Stoner, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a finalidade de reafirmar essa colocação, Dupaul e Stoner (2014) assinalam, sobre o processo de identificação deste transtorno, que seu diagnóstico é clínico e nele se reconhecem características fenotípicas de conduta cujos sintomas centrais são derivados das dificuldades de atenção, controle de impulsos e hiperativida- de.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra perspectiva, citada por Dupaul e Stoner (2014) é que o TDAH pode ser compreendido a partir de uma perspectiva clínica que, por sua vez, possui três grandes dimensões: desatenção, hiperatividade e impulsividade, complementada por aspectos psicológicos e psicopedagógicos relevantes que definem um padrão persistente de hiperatividade e impulsividade mais severo do que os níveis considera- dos normais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso implica em um desvio significativo da norma nestas três dimensões que acarretam dificuldades permanentes e que iniciam na infância, na adaptação social dos indivíduos e/ou em seu rendimento. (Dupaul; Stoner, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Cardoso (2011, p. 86) “o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade é uma condição crônica com início precoce e que pode persistir até a vida adulta”. Seu enfrentamento e atenção através de terapias e medicamentos é eficiente desde que se inicie assim que o distúrbio seja identificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situação muito diversa é o caso do TDAH com base neurobiológica intrínseca e que se relaciona com problemas para adquirir e com problemas no desenvolvi- mento das funções cerebrais envolvidas no ato de aprender, pois tais indivíduos, por mais que se esforcem demonstram grandes limitações para aprender, “pois o seu nível de concentração (base para conseguir compreender e assimilar conteúdos) é simplesmente e perceptivelmente falho” (Cardoso, 2011, p. 87).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Latour (2000) propõe abrir horizontes (que chama de caixas-pretas) para que seja realizada uma investigação sociológica de conceitos científicos já aceitos pela sociedade e que sejam estáveis e comprovados. Assim, insere a possibilidade de estudos sobre o diagnóstico psiquiátrico deste distúrbio bem como o levantamento de questões sobre a legitimação dessa patologia, uma vez que está sendo debatida, comentada, referida e produzida (Pereira, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e seus desdobramentos no meio científico e educacional é uma questão que atravessa inúmeras controvérsias, discursos e materialidades e que está em evidência em discussões e debates entre os séculos XX e XXI (observando o fato de que nessa época existe a problematização da ciência enquanto saber imparcial, objetivo e generalizável (Ferreira e Moscheta, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Ferreira e Moscheta (2019), construir uma realidade acerca do TDAH implica considerar que não é único, não existe uma única descrição assertiva sobre o transtorno capaz de descrevê-lo completamente, mas sim múltiplas versões relacionadas ou não, pois para desenvolver uma realidade acerca daquele, faz-se necessário mobilizar política, discursos, laboratórios, instituições, textos científicos (Mora- es, 2001/2002, apud Ferreira e Moscheta, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o filósofo da ciência Hacking (2007; Brzozowski &amp; Caponi, 2009), no mundo atual as ações individuais são categorizadas e têm efeitos específicos. É as- sim que o molde é criado. Uma comissão ou comitê formado por pessoas com o mesmo problema é responsável por verificar sua existência. Use-se as experiências desse tipo de pessoa para justificá-las (o primeiro método é através da classificação).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os adultos, a história do transtorno remonta a 1980. Alguns autores vinculam a história do transtorno ao desenvolvimento de medicamentos, à indústria farmacêutica e ao comércio, assim como outros o associavam ao desenvolvimento de tecnologias de imagem cerebral e à neurologia; outros ainda, cientistas sociais, ligam a história desete à evolução tecnológica, ao excesso de informação, à velocidade da informação à perda de autoridade familiar, às identidades descartáveis, o que as leva a problematizar a existência patológica ou não o TDAH (Caliman, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o mesmo livreto, este distúrbio tem historicamente recebido muitos nomes, incluindo trauma. Atividade cerebral mínima, síndrome de hipercinesia e disfunção cerebral mínima, cada uma descrita por seus novos nomes. Avanços científicos na detecção de falhas; O diagnóstico é clínico, mas não existe exame ou tipo de exame. Laboratórios ou imagens que podem apenas levar a um diagnóstico, pois muitas vezes exigem uma equipe, múltiplas disciplinas usando uma abordagem multi avaliação (Projeto Prois, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Caliman (2010), existem muitas histórias diferentes sobre o transtorno, mas acredita-se que a história oficial seja: as crianças com TDAH surgiram na área médica em meados do século XIX como portadoras, pessoas com defeito de controle moral. Letargia, hiperatividade, encefalite hipercinética, retardo mental leve ou leve afetado por gravidade moderada. Eles sofrem de disfunção, déficit de atenção e, eventualmente, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Essas versões são conhecidas como: Entre os debates científicos, políticos, populares e económicos, a história do diagnóstico, como é chamada, é oficial e dominante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricci e Cini (2015) acrescentam que diversas terapias se mostram eficientes para tratar o mesmo, trabalhando inseguranças, aumentando a autoestima, desmistificando a autoimagem negativa derivada de repreensões sofridas pelo comportamento derivado do transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.2. Tdah Adulto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser um transtorno que costuma surgir na infância, é comum que o TDAH persiste na idade adulta, ocasionando prejuízos nas diferentes dimensões do desenvolvimento, principalmente social, acadêmico e profissional. É esperado que cerca de 60% de crianças persistam com sintomas significativos na idade adulta, sendo mais frequente no sexo masculino, com uma proporção de 2:1 em crianças e de 1,6:1 nos adultos. As meninas são mais propensas a mostrar sinais de desatenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua etiologia é multifatorial, pois a manifestação de seus sintomas consiste em uma combinação de fatores: genéticos, ambientais, sociais, culturais, bem como alterações na estrutura e/ou funcionamento do cérebro. Tal como acontece com outros transtornos mentais, a influência genética não pode ser ignorada. O surgimento e a evolução dependerão, portanto, da ação de diversos genes entre si e de suas respectivas interações com o ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sintomatologia na idade adulta é diferente daquela que se apresenta em etapas anteriores. Embora a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade continuem sendo sintomas característicos, estes se manifestam de forma mais sutil. (Zalsman; Shilton, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a CID-10, tem sintomas similares aos do DSM-5; porém, para o diagnóstico é necessário existir comprometimento tanto na atenção quanto na presença da hiperatividade (concomitância), evidentes em mais de uma situação de vida. Além disso, outros critérios que diferem do DSM 5 são: a necessidade que os sintomas tenham surgido antes dos 6 anos e o fato de não ser possível realizar o diagnóstico na presença de depressão e/ou ansiedade.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>O Quadro 1</strong> sintetiza os principais sintomas mencionados pelos manuais diagnósticos (CID-10 e DSM-5).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="956" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872-1024x956.png" alt="" class="wp-image-113374" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872-1024x956.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872-300x280.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872-768x717.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872-1536x1434.png 1536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4872.png 1773w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Castro Lima, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Katzman et al (2017) acrescentam que existe uma diferença na apresentação dos sintomas segundo o gênero: os homens manifestam mais condutas hiperativas e impulsivas, enquanto as mulheres tendem a internalizar os comportamentos e apresentar mais sintomas de desatenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à desatenção, os indivíduos costumam apresentar manifestações na etapa adulta entre as quais se encontram esquecimentos, impontualidade, dificuldade para iniciar e finalizar tarefas, necessidade de tempo extra para completar as tarefas ou a facilidade para se distraírem com detalhes irrelevantes. No caso da hiperatividade, os indivíduos passam a experimentá-la como uma inquietude interna que não lhes permite manter-se quietos em situações que assim o requerem e dificulta o relaxamento. Também se observa esta inquietude em sua forma de se expressarem, falando rápido e com um tom de voz alto (Kooij et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A impulsividade na idade adulta, segundo Kooji et al (2019) , se mostra em comportamentos tais como interromper os outros, incapacidade de controlar impulsos básicos e ajustar a conduta às próprias metas e expectativas e dificuldade em esperar sua vez. Esta impulsividade costuma diminuir ao longo do tempo, mas os indivíduos continuam a apresentar a tendência de buscar sensações e a necessidade de novos estímulos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, conforme Pollak et al (2019), diversos estudos revelam maior probabilidade de indivíduos adultos com TDAH desenvolverem comportamentos arriscados na condução de veículos, relações sexuais e consumo de substâncias tóxicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O DSM 5 se refere à alteração das funções executivas e à desregulação ou labilidade emocional como características que apoiam o diagnóstico do TDAH na idade adulta, embora alguns autores considerem o estabelecimento destes sintomas como centrais do transtorno. (Barkley, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Barkley (2012), às funções executivas são aquelas ações autodirigidas e autorreguladas que permitem escolher metas e criar, manter e representar as ações necessárias para alcançá-las. Algumas funções executivas, como a inibição e o controle emocional se relacionam com a hiperatividade e a impulsividade, de tal forma que quanto maior a deterioração na inibição de certas respostas e no controle emocional, mais pronunciados serão os sintomas de hiperatividade e impulsividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também Shaw et al (2014) observaram que a memória de trabalho, planejamento e organização guardam certa relação, já que a alteração dessas habilidades afeta o domínio da desatenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da desregulação emocional, até a terceira edição do DSM era considerado um dos sintomas principais do TDAH, mas a partir de então passou a ser tratada como uma característica que apoia o diagnóstico. Em um estudo de Shaw et al (2014) a regulação emocional é definida como aquela habilidade que permite modificar os estados emocionais, com a finalidade de promover comportamentos adaptativos e orientados a um objetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desregulação surge quando o indivíduo não é capaz de modificar os esta- dos emocionais e emite respostas condutas e fisiológicas excessivas, que não correspondem às normas sociais e são inapropriadas para o contexto em que se encontra. Desta forma, frequentemente indivíduos com TDAH apresentam irritabilidade, impaciência, baixa tolerância à frustração, explosões emocionais e mudanças no estado de ânimo. (Retz et al, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dvorsky e Langberg (2019) observam que na etapa universitária os alunos com TDAH apresentam dificuldades na organização e planejamento de tarefas e horários de estudo, bem como na gestão do tempo em exames. Isso se reflete na qualidade das tarefas e desempenho em provas, que frequentemente se apresentam incompletas ou com erros cometidos por falta de atenção. O resultado da deterioração na organização e planejamento dos indivíduos com TDAH é um rendimento acadêmico inferior àqueles alunos que não contam com esse diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo de Adamou et al (2013) demonstra as manifestações do TDAH no âmbito laboral. Os indivíduos com déficit de atenção encontram complicações no momento de se candidatarem a um posto de trabalho, já que isso requer executar uma tarefa tediosa: preencher completa e corretamente um formulário de candidatura ao emprego. Além disso, no desempenho de suas funções se manifestam as deficiências nas funções executivas, como o planejamento e a organização, que podem prejudicar sua permanência no posto de trabalho. Por isso, nos adultos com TDAH existe um índice maior de instabilidade laboral e econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade, as alterações do sono e as lesões físicas, segundo Kooji et al (2019), são exemplos de problemas de saúde associados ao TDAH que têm sido estudados nas últimas décadas. Esses problemas, junto às manifestações já mencionadas, as alterações nas funções executivas e a desregulação emocional, repercutem na percepção de bem-estar dos adultos com TDAH. Esta apreciação subjetiva tem sido apoiada por investigações empíricas que demonstram menores índices de qualidade de vida nestes indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos qualitativos deste construto oferecem informação sobre experiências da etapa escolar e adolescência que podem repercutir na qualidade de vida desses indivíduos, como a falta de apoio familiar e de professores, a percepção de</p>



<p class="wp-block-paragraph">serem diferentes dos demais ou a rejeição e exclusão por parte de colegas que, junto às alterações cognitivas, dificultaram sua adaptação ao ambiente. Estas experiências geram nas pessoas sentimentos de inutilidade e incapacidade que podem persistir ao longo de sua vida e derivar em sintomas depressivos ou ressentimentos. Como resultado disso, os adultos com TDAH costumam ter uma baixa autoestima (Adamou Jones, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.3. ASRS 18 Como Ferramenta de Aval</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Adult Self Report Scale (ASRS), foi desenvolvida no intuito de auxiliar o processo diagnóstico de TDAH em adultos. A escala em inglês foi adaptada para versão brasileira, após um longo estudo de adaptação transcultural do instrumento, chegando a uma equivalência satisfatória das versões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das alterações biológicas, o diagnóstico é essencialmente clínico e interdisciplinar. Em geral, o método clínico é baseado em critérios estabelecidos em sistemas de classificação, como o Manual Diagnóstico e Estatístico de transtornos Mentais (DSM-5) da Associação Psiquiátrica Americana e a classificação de transtornos Mentais e Comportamentais (CID-10) da Associação Estadunidense de Psiquiatria. A avaliação deve incluir a utilização de escalas e entrevistas não só com o paciente, mas também com familiares e professores, dependendo da idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um transtorno subdiagnosticado e, por vezes, erroneamente diagnosticado em indivíduos que realmente não apresentam o transtorno. Ainda, conforme Kooji (2013), a hiperatividade costuma se reduzir com o tempo e o sintoma que permanece é a desatenção, o que supõe um problema no momento de realizar um diagnóstico preciso, já que a falta de atenção não é um sintoma exclusivo do TDAH, podendo ser encontrado em muitos outros transtornos e por isso, tende a ser atribuído em menor medida ao TDAH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a finalidade de reduzir os diagnósticos errôneos e aumentar a precisão na detecção de novos casos, Buitelaar et al (2011) consideram conveniente que se realizem provas a todos os pacientes que manifestem dificuldades de concentração, organização, pouca autodisciplina, dificuldade para pensar com clareza ou manter uma rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante, segundo Kooji et al (2019), que sejam examinados aqueles indivíduos com problemas de conduta ou com antecedentes crônicos de falta de atenção, inquietação ou impulsividade. A presença dessas dificuldades não indica, necessariamente, o diagnóstico de TDAH, mas convém que sejam avaliados os indivíduos que apresentem várias dessas características.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o processo de avaliação é muito importante analisar a presença de comorbidades, utilizando ferramentas apropriadas, já que estas patologias podem ser a causa da falta de resposta adequada ao tratamento. (Basaran et al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante considerar que os adultos com TDAH sofrem durante muitos anos com essa sintomatologia e é possível que tenham desenvolvido estratégias compensatórias que reduzem a deterioração em situações específicas, como no desempenho de determinados postos de trabalho. Kooij et al (2019) sugerem que é essencial considerar estes mecanismos durante o diagnóstico, já que sua presença não implica o desaparecimento do transtorno nem a deterioração de outras esferas vitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos problemas relacionados à avaliação deste transtorno é a falta de provas diagnósticas, sejam neurológicas ou psicométricas, que ofereçam garantias científicas necessárias para diferenciar os indivíduos com TDAH daqueles que não são. White et al (2020) observam que apesar disso a metodologia que se aplica atualmente inclui, principalmente, entrevistas clínicas e escalas com critérios padronizados e adaptados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a publicação da quinta edição do DSM, os critérios diagnósticos do TDAH se modificaram, afetando assim os métodos de avaliação que precisam de uma atualização ou desenvolvimento de novas técnicas. Basaran et al (2020), nesse sentido, comentam que as mudanças que mais afetaram o diagnóstico foram o atraso de início dos sintomas e a redução do número de sintomas que os adultos devem apresentar para seu diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São muitas as ferramentas que atualmente são utilizadas em todo o mundo para diagnosticar o TDAH em adultos e a maioria destas foram criadas originalmente para a detecção deste transtorno na população infantil, mas se adaptaram à população adulta com a passagem do tempo. As entrevistas são as ferramentas que mais informação podem fornecer, posto que permitem explorar todas as áreas necessárias para realizar o diagnóstico, como as patologias durante a infância, a gravidade dos sintomas, a deterioração provocada pelo transtorno e possíveis comorbidade. Além disso, esta informação também pode ser completada com testemunhos de familiares ou cônjuges, sendo recomendável solicitar a presença destes durante as entrevistas. (Basaran et al, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das ferramentas utilizadas é a Adult Self-Report Scale &#8211; ASRS 18 -, questionário de triagem autor relatado desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde, que conta com dezoito itens baseados nos sintomas do TDAH descritos no DSM-V, compondo cinco opções de resposta segundo a frequência com que o paciente apresente tais sintomas (nunca, quase nunca, de vez em quando, quase sempre e sempre).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o DSM-5, há 18 sintomas principais, sendo nove referentes à desatenção e nove à hiperatividade/impulsividade. Durante o processo diagnóstico, é necessário que o indivíduo apresente, no mínimo, seis sintomas (para adultos o número necessário é cinco) persistentes por, pelo menos, seis meses. Além disso, é preciso que estes sintomas tenham se iniciado antes dos 12 anos, causando impactos negativos em, pelo menos, dois ambientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a frequência dos sintomas, ele pode ser distinto em apresentação: (a) combinada; (b) predominantemente desatenta; ou (c) predominantemente hiperativa/impulsiva. A atual classificação do DSM sugere ainda a classificação do transtorno como leve, moderado e grave, conforme a quantidade de sintomas presentes e o grau de comprometimento que os mesmos causam no funcionamento do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de TDAH em adultos suscita alguma controvérsia na explicação dos sintomas do transtorno nesta faixa etária. Embora estudados e validados na população pediátrica, os sintomas descritos no DSM-IV e na CID-10 são claramente inapropriados para adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da crítica mais aberta de que a maioria das questões testadas em cri- anças não tem perguntas correspondentes em adultos, os especialistas em TDAH questionam se os adultos apresentaram os mesmos sintomas que os estudados em crianças. Embora a psicopatologia subjacente seja a mesma, alguns sintomas po- dem aparecer apenas em crianças e outros apenas em adultos. Diante disso, o transtorno se desenvolve clinicamente ao longo de muitos anos e não é apropriado utilizar entrevistas entre adultos e crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra crítica relacionada à avaliação dos sintomas de TDAH em adultos é o ponto de corte a considerar. No estudo infantil foram necessários seis sintomas de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade. Em adultos, não existem estudos suficientes para definir com precisão este ponto de corte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos investigadores utilizam o mesmo método, mas estes resultados pare- cem deixar muitos portadores sem diagnóstico. Portanto, apenas os pacientes mais gravemente sintomáticos são selecionados, excluindo outros pacientes que possam ser afetados ou aqueles que tenham mais sintomas do que os pacientes anteriores. Outros, como Kooij et al. (2019) consideram um limiar mais baixo para adultos mostraram que adultos com 4 ou mais sintomas de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade apresentavam maior sofrimento psicossocial do que indivíduos com 3 ou menos sintomas, mesmo depois de controlar outras variáveis. Da mesma for- ma, Faraone et al. (2006b) propuseram um ponto de corte de três sintomas para pelo menos uma das dimensões dos sintomas (desatenção e hiperatividade/impulsividade), mas aplicam-se critérios de início dos sintomas (alguns sintomas devem começar antes dos 7 anos de idade).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que esses indivíduos não apresentam perfil de comorbidades e disfunções semelhantes ao dos pacientes com TDAH, sugerindo que é pouco provável que desenvolvam esse tipo de transtorno subconsciente. A dificuldade de avaliar a frequência e gravidade dos sintomas (incluindo a avaliação da incapacidade clínica descrita acima) é um dos fatores de confusão nas entrevistas clínicas de TDAH. Nem sempre há uma correlação entre o número, a frequência e a gravidade dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma tentativa recente de aliviar este problema é atribuir uma pontuação a cada sintoma com base na frequência de ocorrência. Portanto, “nunca” codifica o valor “0” e “muito frequentemente” codifica o valor “4”. As frequências intermediárias codificam os valores &#8220;1&#8221;, &#8220;2&#8221;, &#8220;3&#8221;. A soma desses valores representa os escores de desatenção e hiperatividade/impulsividade, e essa soma dá a pontuação geral do paciente. Este dispositivo permite a avaliação do TDAH como um fenômeno dimensional em comparação com avaliações categóricas tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da dimensão dos sintomas psiquiátricos não se limita ao TDAH. Modelos dimensionais têm sido amplamente utilizados em estudos de ansiedade, humor e personalidade (Kupfer, 2005). Para o diagnóstico de TDAH, a Escala de Autor Relato de Adultos para TDAH (ASRS-18) pode ser uma ferramenta útil e adaptável transculturalmente em nosso ambiente (Mattos et al., 2006). Ainda não há respostas definitivas para avaliar os sintomas de TDAH em adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda são necessárias pesquisas mais detalhadas para responder corretamente às principais questões delineadas. No entanto, vários estudos têm demonstrado que são necessárias uma descrição mais adequada do quadro clínico do TDAH em adultos e uma avaliação mais precisa dos pontos de corte ideais a utilizar. Modelos de classificação para as dimensões do TDAH podem fornecer novas descobertas importantes na pesquisa com adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.4. Intervenção e Tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A opção sobre como intervir neste distúrbio, conforme as características de cada indivíduo, dependerá da informação proporcionada quando este for avaliado, mas, independentemente da intervenção que seja realizada, o fundamental é fazer com que o indivíduo obtenha respostas para as necessidades que possua e que não acumule mais experiências de fracasso, como encontrado em Garcia (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção precisa e precoce auxilia na atenuação dos sintomas. Assim, a investigação e o diagnóstico devem ser realizados o quanto antes para o início do tratamento. Conforme Sánchez (2012), decorrido um ano ou um ano e meio do início do tratamento, não havendo sinal de que houve resultado, será necessário solicitar uma segunda opinião, de preferência de um profissional de uma área oposta. Como muitos casos não são diagnosticados, é possível que muitos indivíduos que apre- sentam TDAH desde a infância ou a adolescência continuem tendo prejuízos por toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente trabalho caracteriza-se como um estudo de abordagem quantitativa para fins exploratórios e fins intervencionistas, pois visa não apenas explicar, mas também interferir na realidade estudada para modificá-la. Na qual foi considerada a análise das respostas do questionário de opinião sobre a ferramenta ASRS &#8211; 18, aplicado nos alunos, após apresentação de uma aula sobre o instrumento. A mostra foi selecionada baseada na disciplina cursada pelos alunos no ano de 2023, do curso de psicologia da Faculdade Carajás (Marabá, PA). A disciplina escolhida foi a de Técnicas e Exames psicológicos I, pois tem o objetivo de apresentar aos alunos ferramentas avaliativas em um processo de psicodiagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aula foi realizada no dia 12 de setembro de 2023 e teve por objetivo apresentar a escala aos alunos, bem como avaliar a opinião dos mesmos sobre o instrumento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi aplicado um questionário contendo 3 questões, sem identificação dos participantes, com escala de resposta entre sim, não e indiferente. Esse resultado foi tabulado pelo programa Excel e o resultado gerado apresentado em formato de gráfico, presente na seção destinada a resultados e discussões. Modelo questionário em anexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa não foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), pois de acordo com a resolução nº 510, de 07 de abril de 2016, parágrafo único, que fala sobre as pesquisa que não serão registradas nem avaliadas pelo sistema CEP/CONEP, com Base no Inciso I, “ pesquisa de opinião pública com participantes não identificados”, que trata de pesquisas que tem a finalidade de consulta escrita de caráter pontual, realizada por meio de metodologia específica, através da qual o participante, é convidado a expressar sua avaliação ou o sentido que atribui a um tema produtos e serviços; sem possibilidade de identificação do participante. Para fins de sua melhoria ou implementação de algo. Valendo salientar, que os resultados das escalas obtidas não foram utilizados para pesquisa, justamente por contrariar os preceitos éticos. Apenas os questionários de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa é fundamental para entender se o acesso a escala ASRS &#8211; 18 ajudaria os profissionais de psicologia em formação a se sentirem mais informados e seguros ao lidar com casos de TDAH. A seguir é apresentado os resultados coleta- dos e a observação de outros teóricos sobre os achados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira questão, sobre se os entrevistados conheciam a Escala ASRS 18, as respostas foram:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1: </strong>Primeira Questão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="671" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4873-1024x671.png" alt="" class="wp-image-113376" style="width:630px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4873-1024x671.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4873-300x197.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4873-768x503.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4873.png 1065w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Próprio Autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a resposta sobre se os entrevistados conheciam a Escala ASRS 18, mostrou-se que nenhum deles conhecia. A ASRS-18 (Adult Self-Report Scale) é uma ferramenta de triagem desenvolvida para avaliar a presença de sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em adultos, beneficiando tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde e a pesquisa científica. Ela ajuda a garantir que as necessidades de saúde mental dos adultos com o transtorno sejam levantadas de maneira adequada e eficaz, essa afirmação foi estabelecida por Kupfer (2005) e Mattos et al (2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda questão, sobre se os entrevistados acreditavam que após o co- nhecimento da escala ASRS 18, poderiam ficar mais seguros sobre a avaliação e manejo de sintomas primários de TDAH em sua prática profissional, as respostas mostraram que:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2: </strong>Segunda Questão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="976" height="664" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4874.png" alt="" class="wp-image-113377" style="width:728px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4874.png 976w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4874-300x204.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4874-768x522.png 768w" sizes="(max-width: 976px) 100vw, 976px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Próprio Autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado da questão foi possível entender que 86% dos entrevistados, apesar de não conhecerem a escala ASRS 18, entendem sua importância para uma avaliação eficaz do TDAH em adultos. Apenas 14% dos entrevistados não acreditam na eficiência da ferramenta. Porém, como Buitelaar et al (2011) explicam, há muitos erros em diagnósticos de TDAH em pacientes adultos, e com esta escala pode diminuir os diagnósticos errôneos e aumentar a precisão na detecção de novos casos. Kooij et al (2019) também entendem que é preciso avaliar pacientes que apresentam problemas de conduta ou com antecedentes crônicos de falta de atenção, inquietação ou impulsividade, entretanto, a presença dessas dificuldades não indica, necessariamente, o diagnóstico de TDAH.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última questão, sobre se, a apresentação da escala melhora o aprofundamento teórico de situações que emergem referente a TDAH:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3: </strong>Terceira Questão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="629" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4875-1024x629.png" alt="" class="wp-image-113379" style="width:720px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4875-1024x629.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4875-300x184.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4875-768x472.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4875.png 1351w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Próprio Autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas mostraram que a maioria, ou seja, 72% dos entrevistados, concordam que com a apresentação da escala pode melhorar o aprofundamento teórico nestas situações. Já 21% se mostraram indiferentes a esta questão e apenas 7% não concordaram com a pergunta. Isso vai de encontro a visão de Basaran et al (2020), que entendem que as entrevistas são as ferramentas que mais informação podem fornecer, posto que permitem explorar todas as áreas necessárias para realizar o diagnóstico, como as patologias durante a infância, a gravidade dos sintomas, a deterioração provocada pelo transtorno e possíveis comorbidade. White et al (2020) concordam, pois, a metodologia que se aplica atualmente inclui, principal- mente, entrevistas clínicas e escalas com critérios padronizados e adaptados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, entende-se que a inclusão da Escala ASRS-18 (Adult ADHD Self- Report Scale) na grade de ensino de psicologia deveria ser obrigatória, pois é uma medida que pode ser relevante e benéfica para o processo de formação destes profissionais, que poderão receber casos de TDAH em diversos contextos, clínico, escolar, organizacional. Como visto no estudo, muitas pessoas continuam a ter sinto- mas do TDAH na idade adulta, o que pode afetar significativamente suas vidas pessoais, acadêmicas e profissionais. Ensinar aos estudantes de psicologia como utilizar a Escala ASRS-18 pode ajudá-los a distinguir o TDAH de outras condições, permitindo compreensão e encaminhamento para um diagnóstico mais preciso e consequentemente um tratamento adequado. Incluir a Escala ASRS-18 na grade de ensino demonstra um compromisso com a atualização e a adaptação do currículo para refletir as necessidades contemporâneas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como limitação do estudo, se mostra imprescindível utilizar o instrumento em uma amostra clínica maior, com mais alunos de outras instituições, a fim de estabelecer a validade da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo aborda a relevância do tema, pois a Escala ASRS-18 é capaz de identificar sintomas que muitas vezes passam despercebidos em diversos contextos, como escolas, organizações e até mesmo em ambientes clínicos. A escala fornece informações sólidas para encaminhamento ao tratamento e intervenções que visam melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo foi alcançado ao analisar a percepção dos alunos sobre a eficácia da escala ASRS-18 como uma ferramenta de avaliação para informar e garantir a segurança dos futuros profissionais de Psicologia na identificação e encaminhamento de casos de Transtorno de Déficit de Atenção em adultos. A maioria dos entrevistados não conheciam a escala e ao conhecer avaliaram de grande importância para sua prática profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sugestão de estudos posteriores é recomendado uma nova pesquisa com público maior, em outras instituições de ensino de Psicologia incluindo outros estados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o TDAH ser subdiagnosticado em adultos, é crucial reconhecer a importância da formação dos profissionais de Psicologia no conhecimento e uso dessas ferramentas para diagnóstico inicial. O reconhecimento das características e manifestações do transtorno em adultos permite um tratamento adequado, o que proporciona uma melhor qualidade de vida para aqueles que convivem com o transtorno desde a infância, mas não receberam atendimento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABECASSIS, M.; ISQUITH, P. K.; ROTH, R. M. Characteristics of ADHD in the Emerging Adult: an Overview. Psychological Injury and Law, n. 10, a. 3, p. 197-208, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s12207-017-9293-7. Acesso em 18 out. 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">DUPAUL, G.; STONER, G. TDAH nas escolas: estratégias de avaliação e interven- ção. 2 ed. São Paulo: M. Books Editora, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faça sua autoavaliação para Déficit de Atenção e Hiperatividade no adulto &#8211; ASRS-18. 2022. Disponível em: blog.matheustriliconeurologia.com.br/quiz/asrs-18/. Acesso em 16 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCIA, I. Hiperactividade: prevenção, avaliação e tratamento na infância. 3. ed. Lisboa: McGraw-Hill, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KATZMAN, M. A.; BILKEY, T. S. CHOKKA, P. R. FALLU, A.KLAASSEN, L. J. Adult ADHD and comorbid disorders: clinical implications of a dimensional approach. BMC Psychiatry, n. 17, v. 302, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12888-017-1463-3. Acesso em 16 out. 2023.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">KOOJI, J. J. S. Adult ADHD: Diagnostic assessment and treatment. 3. ed. Londres: Springer-Verlag Publishing, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KOOJI, J. J. S.; BIJLENGA, D.; SALERNO, L.JAESCHKE, R.; BITTER, I.; BALÁZS, J.; THOME, J.; DON, G.; KASPER, S.; NUNES, C.; STES, S.; MOHR, P.; LEPPÄMÄKI, S.; CASAS, M.; BOBES, J.MCCARTHY, J. M.; RICHARTE, V.;</p>



<p class="wp-block-paragraph">KJEMS, A.; PEHLIVAN IDIS, A.; ASHERSON, P. Updated European Consensus Sta- tement on diagnosis and treatment of adult ADHD. European Psychiatry, n. 56, p. 14-34, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.eurpsy.2018.11.001. Acesso em 16 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEITE, W. B. Avaliação das propriedades psicométricas da escala de autorrela- to de sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade &#8211; ASRS-18. Dissertação (Mestrado em Neurociências). Belo Horizonte: UFMG, 2011. Dispo- nível em: repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS- 8NFFR5/1/disserta o_final_wellington_leite.pdf. Acesso em 20 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS P.; SEGENREICH D.; SABOYA E.; LOUZÃO M.; DIAS G.; ROMANO, M. Adaptação Transcultural para o Português da Escala Adult Self-Report Scale (ASRS-18, versão v1.1) para avaliação de sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) em adultos. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 33, n. 4, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-60832006000400004. Acesso em 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">POLLAK, Y.; DEKKERS, T.J.; SHOHAM, R.; HUIZENGA, H.M. Risk-Taking Behavior in Attention Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD): a Review of Potential Underlying Mechanisms and of Interventions. Current Psychiatry Reports v. 21, n. 33, p. 1-11, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s11920-019-1019-y. Acesso em 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RETZ, W.; STIEGLITZ, R. D. CORBISIERO, S.; RETZ-JUNGINGER, P.; RÖSLER, M. Emotional dysregulation in adult ADHD: what is the empirical evidence? Expert review of Neurotherapeutics, n. 12, a. 10, p. 1241-1251, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1586/ern.12.109. Acesso em 16 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RICCI, B. N. CINI, L. A. Uma análise da medicalização na educação: o caso do TDAH. Educere. 2015. Disponível em: educe- re.bruc.com.br/arquivo/pdf2017/24434_11899.pdf. Acesso em 20 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANCHEZ, J. N. G. Dificuldades de Aprendizagem e Intervenção Psicopedagó- gica. Porto Alegre: Grupo A, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SHAW, P.; STRINGARIS, A.; NIGG, J.; LEIBENLUFT, E. Emotion dysregulation in attention deficit hyperactivity disorder. American Journal of Psychiatry, n. 171, v. 3, p. 276- 293, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1176/appi.ajp.2013.13070966. Acesso em 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TDAH &#8211; ASRS-18 &#8211; uma ferramenta gratuita para nos ajudar. 2023. Disponível em: opsicologohenrique.com.br/asrs-18/. Acesso em 19 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TDAH no adulto &#8211; estudos recentes. ABDA, 2016. Disponível em:tdah.org.br/tdah- no-adulto-estudos-recentes /. Acesso em 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WHITE, D.J.; OVSIEW, G.P.; RHOADS, T.; RESCH, Z.J.; LEE, M.; OH, A.J.; SOBLE, J.R. The Divergent Roles of Symptom and Performance Validity in the Asses- sment of ADHD. Journal of attention disorders, n. 1, v.8, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1177/1087054720964575. Acesso em 17 out. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZALSMAN, G; SHILTON, T. Adult ADHD: A new disease? International journal of psychiatry in clinical practice, n. 20, v. 2, p. 70-76, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.3109/13651501.2016.1149197. Acesso em 16 out. 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O ENFERMEIRO DA ATENÇÃO BÁSICA: ESTRATÉGIAS PARA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-enfermeiro-da-atencao-basica-estrategias-para-prevencao-da-violencia-obstetrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 10:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10218510 Rosilene Reis Souza²Laís de Jesus Santos³ RESUMO A violência obstétrica pode ser provocada no período gestacional e puerpério. Por se tratar de um tema pouco falado, pode passar despercebido por quem não conhece seu conceito e nem sequer sabe de sua existência, tornando-se assim um problema de saúde pública, uma vez que [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10218510</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Rosilene Reis Souza²<br>Laís de Jesus Santos³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica pode ser provocada no período gestacional e puerpério. Por se tratar de um tema pouco falado, pode passar despercebido por quem não conhece seu conceito e nem sequer sabe de sua existência, tornando-se assim um problema de saúde pública, uma vez que o ato violento implica em outros agravos a saúde da mulher. Enunciada a problemática, surge o problema do contexto essa fixa-se da necessidade em saber quais estratégias o enfermeiro da atenção básica possa adotar para contribuir na prevenção da violência obstétrica? cujo o objetivo geral desse artigo é identificar qual o papel do enfermeiro da atenção primária na prevenção da violência obstétrica. Os objetivos específicos irão contextualizar a violência obstétrica, analisar a concepção de gestantes multíparas do distrito de Monte Pascoal sobre a violência obstétrica, e apresentar estratégias que o enfermeiro da atenção básica possa adotar para prevenir essa violência. A metodologia utilizada para elaboração desse artigo será a pesquisa de campo, com revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. O conteúdo teórico será extraído de artigos e livros e revistas dos últimos 10 anos. A pesquisa realizada terá como objetivo incentivar e instruir as gestantes e puérperas sobre seus direitos. Uma forma de prevenir essa condição é fazendo com que entendam qual o conceito de violência obstétrica e os direitos que a respaldam. Por fim espera-se sensibilizar gestantes, puérperas, e no que tange os enfermeiros sobre a importância da participação ativa na prevenção da violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave:</strong> concepção, participação ativa, empoderamento. <a href="#sdfootnote1sym" id="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa vem tratar sobre a violência obstétrica e as estratégias que o enfermeiro da atenção básica possa aplicar para minimizar essa violência, fazendo um breve resumo do contexto histórico, descrevendo a concepção de gestantes multíparas de um determinado distrito sobre a violência obstétrica, e contextualizando tal violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haja vista que a violência obstétrica é pouco discutida o que favorece em invisibilidade social, e com isso tornando-se um agravo na saúde pública, uma vez que essa prática implica em outros agravos a saúde da mulher. E é com base na problemática mencionada que surge o problema do contexto, esse fixa-se da necessidade em saber quais estratégias o enfermeiro da atenção primaria possa adotar para contribuir na prevenção da violência obstétrica?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral dessa pesquisa é identificar o papel do enfermeiro da atenção primaria na prevenção da violência obstétrica. Os objetivos específicos irão contextualizar a violência obstétrica, analisar a concepção das mulheres do distrito de Monte Pascoal – Itabela Ba sobre a violência obstétrica e apresentar estratégias que o enfermeiro da atenção básica possa usar para reduzir a violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo do pressuposto que a violência obstétrica contribui para o aumento de mortalidade materno-infantil, e pela percepção de banalidade e déficit de conhecimento que existe a respeito desse tema perante as pessoas, a pesquisa propõe-se sobre a importância de informar a sociedade, em especial as gestantes acerca da violência obstétrica, com o intuito de que busquem seus direitos, e no que tange a classe de profissionais da saúde, em especial a de enfermagem, sobre a importância de fornecer uma assistência humanizada, qualificada e da importância da participação ativa na prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com estudos da Fundação Perseu e Abramo no Brasil de 2010, onde aponta que 1 a cada 4 mulheres alegaram ter sofrido violência obstétrica, e tendo em vista a relevante importância que tem a atuação do profissional de enfermagem da atenção básica dentre outras atribuições como propagador de informações para prevenir futuros problemas de saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia utilizada para elaboração desse artigo será a revisão bibliográfica de abordagem qualitativa. O conteúdo teórico será extraído de artigos e livros e revistas, a pesquisa realizada terá como fonte as plataformas digitais e bibliográficas: Google acadêmico, Scielo, biblioteca virtual do Ministério da saúde, na obtenção de informações fidedignas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos ficaram evidenciados ao longo da pesquisa, onde constatou-se que a comunicação ineficaz, o desrespeito as escolhas das gestantes, a violação dos direitos humanos, procedimentos invasivos não consentidos são fatores da violência obstétrica. Relacionado a isso se dá a relevância da participação ativa do enfermeiro da assistência básica para prevenção da violência obstétrica, pois o mesmo atua na unidade que promove o primeiro contato para saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma existe a necessidade de garantir acesso à informação, implementar políticas públicas que protejam os direitos das mulheres de forma ativa, estabelecer mecanismo de fiscalização para monitorar e punir casos de violência obstétrica, capacitar profissionais de saúde para assegurar um atendimento respeitoso. Destaca-se também a importância da educação em saúde as gestantes para que as mesmas desenvolvam de forma participativa a luta pela violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia visa nortear o caminho a ser seguido, de forma organizada para uma melhor compreensão do leitor visando buscar resultados. Tornando-se parte fundamental para que se possa dar continuidade a pesquisa, definindo os meios que foram utilizados para realização da pesquisa. “Uma pesquisa cientifica é um conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico e tem por objetivo encontrar respostas aos problemas de pesquisa propostos” (RODRIGUES., 2007 et al p2), logo o estudo que se apresenta foi realizado por pesquisa de campo, descritiva com abordagem qualitativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Refere-se a abordagem qualitativa pois é um método que propõe ao pesquisador uma maneira de ampliar o conhecimento em relação ao problema, a partir da revisão de literatura sobre o tema, podendo ser descrita a partir da interpretação dos fatos, sendo comprovada com embasamento científico.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa qualitativa não visa à quantificação, mas sim ao direcionamento para o desenvolvimento de estudos que buscam respostas que possibilitam entender, descrever e interpretar fatos. Ela permite ao pesquisador manter contato direto e interativo com o objeto de estudo. Como aponta (PROETTI 2020 p2)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi realizada de forma descritiva com base em pesquisa de campo. De cunho bibliográfico onde permite ser fundamentada a partir de materiais já elaborados, onde se pode comparar conceitos apresentando diferentes perspectivas. Como discorre RAUPP, “o material consultado na pesquisa bibliográfica abrange todo referencial já tornado público em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, dissertações, teses, etc.’’ (RAUPP, et al p.7)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio dessas biografias reúnem-se conhecimentos sobre a temática pesquisada, com base nisso é que se pode elaborar o trabalho monográfico, seja ele em uma perspectiva histórica ou com intuito de reunir diversas publicações isoladas e atribuir-lhes uma nova leitura. O local escolhido para a realização da pesquisa foi o cenário nacional, devido a prevalência da violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para critério de amostra foi feita uma pesquisa de campo, foram utilizados artigos, revistas, livros de sites de instituições públicas como, Biblioteca Virtual do Ministério de Saúde, sites digitais como scielo, google acadêmico. Somando um total de 50, dos quais foram utilizados 17, e os demais descartados por não apresentarem fundamentação nacional e por não se adequarem com o tema proposto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. CONTEXTUALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. BREVE CONTEXTO HISTÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente os métodos de parto eram influenciados pela cultura, recursos disponíveis e conhecimento a respeito do tema. Com o evoluir do tempo, as práticas e percepções em torno do parto passou por diversas modificações, influenciadas por avanços médicos, culturais e sociais, desde métodos tradicionais até intervenções médicas mecanicistas e medicamentosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a inserção da medicina e a retirada das práticas populares das parteiras, houve uma locomoção de gênero nesse campo: antes desempenhado unicamente pelas mulheres, passara a ser de domínio exclusivamente masculino, pois eram eles os únicos que tinham acesso à formação científica na época. (PALHARINI et al 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da descrição do autor nota-se que os partos em outros países como no Brasil eram realizados por parteiras. A partir da inclusão do processo parturitivo em hospitais e com assistência predominantemente masculina, o empoderamento feminino foi perdendo espaço para cultura machista que perdurava na época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil a maternidade referente ao século passado era representada pelo predomínio de uma lógica natural, caracterizava-se por saberes tradicionais e empíricos relacionados ao parto e ao nascimento que eram transmitidos entre as mulheres de geração em geração. Assimilava também o nascimento como evento exclusivamente íntimo e feminino, onde as mulheres tinham autonomia sobre o processo parturitivo, conforme descreve ZANARDO et al (2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, as parturientes tinham toda autonomia na hora do parto, o qual ocorria de modo fisiologicamente natural. Observando que o local de parto escolhido por elas normalmente era seus aposentos e contava com a presença da parteira ou até de outro ente feminino para dar segurança e apoio emocional nesse período único na vida de uma mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do ato parturitivo ser acompanhado pela parteira, o processo envolvia alguns riscos à saúde da mulher e do recém-nascido, uma vez que os materiais utilizados e a forma de assepsia não impossibilitava a infecção por microrganismo, se caso ocorresse alguma intercorrência na hora do parto, o local não favorecia de dispositivo e um profissional capacitado para um atendimento de emergência. Como diz Matos “o decorrer da história, o parto tornou-se um evento hospitalocentrico, promovido por intensa medicalização e rotinas cirúrgicas, afastando a parteira da arte de partejar e tirando o domínio da mãe durante esse processo”. (MATOS., 2013 et al p2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher a partir dessa época além de perder a liberdade de escolha do local e do acompanhante no processo parturitivo, passara a ter assistência de profissionais que utilizam de método mecanicista e intervencionista no parto. O que antes era caracterizado pelo predomínio da lógica natural perdia espaço para práticas cirúrgicas e medicamentosas. A tecnologia ocupava a intuição e a experiência, e a mulher perdia aos poucos sua autonomia na hora do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se observa é que essa inclusão de todo aparato tecnológico trouxe vários benefícios, em contrapartida, essa assistência intervencionista baseada na aceleração dos partos fere os direitos da parturiente que são expostas a essas condutas tecnicistas muitas vezes sem que sejam consultadas. Se por um lado os riscos patológicos diminuíram com a inserção do parto institucionalizado, por outro, surgiram novos problemas colaborando para desumanização e dando espaço a violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2. DEFINIÇÃO DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica atinge de forma direta as mulheres e pode ocorrer durante a gestação, parto e pós parto. É o desrespeito a mulher, sua autonomia, ao seu corpo e seus processos reprodutivos, que pode ser manifestada por meio de violência verbal, física psicológica ou sexual e pelas atitudes de intervenções e procedimentos desnecessários ou sem comprovação científica</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a violência obstétrica como qualquer atitude desrespeitosa, desumanizadas (como o uso indiscriminado de ocitocina sintética, manobra de kristeller, episiotomia), além de negligência e maus tratos contra a parturiente e o recém-nascido que possa provocar danos e/ou sofrimento psíquico e físico, podendo perpassar todos os níveis de assistência baixa, média e alta complexidade (MOURA., et al 2018 p2.)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica é vista como uma preocupação global, e que interfere na qualidade de vida familiar como um todo. Quando uma mulher é submetida a essa violência pode desencadear uma série de eventos negativos, semelhante a um efeito cascata afetando diversos aspectos não só o individual, mas também o coletivo, e ainda podendo levar a complicações adicionais a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3. TIPOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Retratando sobre os tipos de violência obstétrica, se faz importante ressaltar que algumas das situações abaixo descritas só podem ser executadas em casos de haver riscos para mãe ou o bebê, porém o que se percebe na prática é que os atos são provocados de forma rotineira para acelerar o processo parturitivo prezando pela comodidade dos profissionais envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido constituem exemplos de violência obstétrica a negligência na assistência citada como exemplo a demora no atendimento, maus tratos físicos e/ou verbais, uso rotineiro da cirurgia cesariana sem indicação clínica, da tricotomia, da lavagem intestinal, da indicação de repouso no leito prolongado, do excesso de exame de toque vaginal e quaisquer outras ações ou procedimentos realizados sem o consentimento da mulher, como descreve LANSKY et al (2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma os atos negligentes mencionados anteriormente dentre alguns outros, põe em risco a integridade física moral e psicológica da mãe e do bebê que ficam vulneráveis a essas práticas assistencialistas, que na maioria das vezes são aplicadas sem comprovação de eficácia ou que só poderiam ser executadas em casos de risco de morte da mãe ou do bebê. No que se refere a cesariana, onde o índice no Brasil é elevado, o procedimento só é indicado em casos extremos onde a gestante não tem condições fisiológicas para ganhar o bebê de forma natural pois se assim o fizer estaria colocando em risco a sua vida ou a do recém-nascido, além do procedimento ser invasivo ainda implica em uma assistência integral a paciente pós o ato cirúrgico. Porém existe uma prática que perdura no Brasil e que viola a autonomia da cliente na hora do parto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O parto cesáreo tem se tornado muito comum entre as mulheres brasileiras, até por aquelas que possuem condições fisiológicas de ter seu filho de forma naturalmente espontâneo, mas optam pela realização da cesárea por serem influenciadas por profissionais de saúde a acreditar que é um parto rápido e menos doloroso, mas que na lógica resulta em um tempo maior de internação e possíveis complicações tanto para a parturiente quanto para o recém-nascido. (FERRARI 2020, COPELLI, 2015)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do supracitado nota-se a influência que existe entre profissionais de saúde (médicos) sob as gestantes que mesmo sendo exposta a um risco maior de infecções, maiores complicações, entre outros agravos, ainda optam pela cesárea e pela influência que lhes foi imposta. A prática é comumente adotada pelos profissionais de saúde, sendo que a taxa de cesariana recomendada pela Organização mundial de saúde (OMS) é de 15%, no Brasil essa porcentagem chega a 57,7% segundo o Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acrescenta-se a isso, a episiotomia que é um procedimento que consiste em um corte cirúrgico na região do períneo utilizada para ajudar na passagem do feto pelo canal da vagina quando a parturiente não consegue expelir a criança sem que haja uma fissura maior, é considerada violenta quando aplicada de forma rotineira, uma vez que na maioria das vezes o condicionamento físico das pacientes impossibilitaria o corte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A episiotomia, por vezes é praticada em partos vaginais, porém só deve ser realizada se houver uma justificativa cabível, como nos casos de rigidez perineal, primiparidade, adolescentes dentre outros. O procedimento é caracterizado com um corte no períneo que é feito com bisturi ou tesoura e que tem finalidade de “facilitar” a passagem do feto na hora do parto e prevenir lacerações, exemplifica Novais, (2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante sofrer com a ansiedade, o medo, as dores das contrações, as mulheres são expostas a práticas obsoletas, sem que pelo menos sejam consultadas. Essa prática inflige o direito da gestante e coloca em prejuízo a saúde da mesma, que além de ter que se regenerar do processo parturitivo terá que se recuperar de uma lesão que é feita na maioria das vezes de forma desnecessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somando-se a prática de violência obstétrica, a manobra de kristeller que é configurada como uma pressão exercida sobre a barriga da mulher (realizado com a pressão de braços e cotovelos e até mesmo com flexão dos joelhos) utilizado para impulsionar a saída do feto e que gera inúmeros problemas a parturiente. Essa pressão além de ser totalmente dolorosa pode provocar hemorragia no útero, fratura de costela, hematoma entre outros. E os agravos também se estende ao bebê que pode até evoluir a óbito, (LIMA; LOPES 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a descrição do autor nota-se a vulnerabilidade que a paciente fica exposta quando necessita de uma assistência médica, onde o mesmo atua com apropriação do seu corpo e sobre a opção de escolha da parturiente, tornando-a incapaz de decidir a respeito de suas vontades, provocando um descontentamento na mesma e lesões que poderiam ser evitadas se o parto fosse realizado de forma humanizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre uma das práticas recorrentes, podemos citar a obrigação da posição litotômica na hora do parto, que aumenta a ocorrência de partos vaginais com a utilização de instrumentos, além de provocar dor na região do períneo e ritmo cardíaco fetal preocupante, sendo assim, as mulheres devem ser orientadas a utilizar de uma posição que lhes seja adequada. ROCHA (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posição de litotomia no que refere o autor aumenta a possibilidade de se usar instrumentos pois é uma posição em que a mulher sente dificuldade para expelir a criança, e considerando que a mulher é um ser humano e que possui opinião própria é importante salientar o direito de escolha da posição na hora do parto, também se faz necessário a orientação do profissional com a parturiente instruindo-a a escolher uma posição que seja confortável onde a mesma esteja ciente dos riscos e benefícios que envolva sua escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No decorrer do parto vaginal, algumas práticas se fazem necessárias, por exemplo o toque vaginal, importante para avaliar a evolução do parto, porém não existe a necessidade desse procedimento ser realizado fora do intervalo de tempo preconizado pelo ministério da saúde, pois além de ser desagradável para a paciente pode provocar assim como as outras violências, vários problemas a gestante como nesse caso hemorragia que pode evoluir pro choque hipovolêmico e possivelmente o óbito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra forma de violência obstétrica são agressões verbais/insultos que são ditas até de maneira sutil para inferiorizar a paciente e que pode interferir na relação entre mãe e bebê. A paciente ao sofrer com essa violência perde a capacidade de resposta sendo submetida a constrangimentos, que são proferidas por pessoas que deveriam ofertar cuidado e respeito, “O abuso obstétrico pode ocorrer tanto de maneira sutil como de maneira grave em seu aspecto mais sutil, cita-se o tratamento zombeteiro e jocoso por parte do profissional de saúde ou membros da rede de atendimento”. (ALMEIDA 2018 p. 16)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da exposição dos fatos mencionados é perceptível o tratamento desumano que é ofertado as gestantes que mesmo sendo ridicularizada se mantém em silêncio por medo de represália com essas atitudes a parturiente passa a ter uma percepção traumática onde prevalece a insatisfação o medo e a insegurança e que pode levar a muitas mulheres a repensarem se querem gestar novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como descrito por (LIMA et al 2019 p 6) “Essa é a lógica institucional imposta médico/protagonista/poder ilimitado e parturiente/papel de cooperar/poder limitado”. Compreende-se que todas essas violências citadas dentre algumas outras são interpretadas como uma forma de submissão das pacientes relacionada aos profissionais. A falta de conhecimento alinhada ao medo de ser submetida a alguma violência faz com essas mulheres fiquem vulneráveis a qualquer atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3. FATORES ASSOCIADOS AO AUMENTO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas circunstâncias são favoráveis ao aparecimento da violência obstétrica por vezes são fatores que podem ser modificados a partir da iniciativa do próprio individuo, já outras exigem a necessidade de um olhar criterioso de mais pessoas, bem como a adoção a medidas preventivas, de forma que haja a necessidade e a participação ativa de todos os envolvidos para redução dos casos dessa prática violenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tocante a fatores que tem relação com o aumento de casos da violência obstétrica podemos situar a baixa escolaridade, a falta de conhecimento sobre procedimentos realizados no parto. No que se refere aos procedimentos revela uma consulta pré-natal deficiente no tocante a processos educativos e informativos, revelando o não reconhecimento de seus direitos, do ponto de vista de LEAL et al (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nota-se a partir da descrição do autor que o profissional da saúde não pode mudar algumas circunstâncias a respeito de nível de escolaridade de pacientes, todavia ele deve pôr em prática o conhecimento que já possui, a cerca de orientar essas mulheres que estão vulneráveis justamente pela inaptidão a respeito do tema, por isso não conhecem bem seus direitos, não sabem diferenciar o que é um parto humanizado de uma violência obstétrica. No entanto o que se percebe é que existe pouca orientação passadas no pré-natal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a violência obstétrica está relacionada a problemas estruturais, os profissionais da área alegam que as grandes jornadas de trabalho, associadas aos recursos humanos e materiais precários, também podem ser consideradas possíveis causas para violência praticada contra as pacientes durante o trabalho de parto e parto, na opinião de Souza, (2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se nota é que na visão dos profissionais de saúde a violência obstétrica pode ser atribuída ao sistema de saúde falho, a estrutura hospitalar precária, onde os mesmos trabalham por jornadas excessivas, sob pressão de muita demanda de pacientes e pouca oferta de profissionais, tendo que lidar com a falta de equipamentos hospitalares o que resulta em descontentamento tanto dos profissionais quanto dos usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DAS MULHERES DO DISTRITO DE MONTE PASCOAL-ITABELA/ BA SOBRE A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com intuito de melhor contextualização, foi realizada uma pesquisa de campo de abordagem virtual pelo Google Forms (plataforma que permite criar formulários online), realizada no distrito de Monte pascoal/ Itabela-Ba no mês de outubro de 2013, com a participação de 17 gestantes multíparas com idade entre 18 e 49 anos, que retratou o índice de conhecimento dessas mulheres acerca da violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As questões para o qual foram apresentadas, estavam relacionadas a indagações como: Já ouviu falar sobre violência obstétrica? Recebeu algum medicamento na veia para aumentar as contrações? Se sentiu ofendida com alguma palavra ou ação de um profissional de saúde? Teve direito a um acompanhante na hora do parto? Recebeu algum medicamento na veia para aumentar as contrações?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="530" height="412" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4871.png" alt="" class="wp-image-113370" style="width:736px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4871.png 530w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4871-300x233.png 300w" sizes="(max-width: 530px) 100vw, 530px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No que se refere ao questionamento: “Já ouviu falar sobre a violência obstétrica” uma porcentagem razoavelmente favorável opinou que sim somando no total de 11 e 06 responderam que não. Isso nos mostra que o termo violência obstétrico vem sendo discutido entre as gestantes o que favorece o conhecimento das mesmas acerca do que é considerado um procedimento cabível ou o que é caracterizado como violento, fazendo com que tenham autonomia sobre o que lhes é imposto, e com isso contribuindo para a redução dos números de casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a quantidade de mulheres que negaram ter ouvido falar sobre a violência, isso reflete numa deficiência ao processo informativo dessas pacientes, que pode estar relacionada a não abordagem do tema pelo profissional enfermeiro da unidade ou ter relação a gestantes que negligenciam as consultas do pré-natal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a questão: “Recebeu algum medicamento na veia para aumentar as contrações” as variáveis ficaram em torno de 07 sim e 10 responderam que não. Embora o índice seja favorável a não utilização do medicamento, a quantidade de pessoas que foi submetida ao uso do medicamento para aumentar as contrações (ocitocina) se manteve elevado. Ressaltando que, quando o medicamento é usado de forma inadequada para induzir o trabalho de parto provoca o aumento do sofrimento materno e coloca em risco a vida recém-nascido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esperar a hora do bebê nascer de forma natural, respeitando o tempo do trabalho de parto que varia de 8/12 horas, a depender de cada paciente, traz vantagens significativas tanto para a mãe que vai estar com o organismo preparado para aquela ocasião, com isso havendo uma aderência melhor a amamentação, e assim fortalecendo o vínculo afetivo entre ambos. Tanto para o recém-nascido, que vai ter uma melhor adaptação ao ambiente externo, prevenindo futuras doenças que podem estar associadas a nascimentos precoces.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a indagação “Se sentiu ofendida com alguma palavra ou ação de um profissional de saúde”. A pesquisa só ressaltou o que os dados já comprovam 11 responderam que sim e 06 responderam que não. Retratando que as gestantes em sua grande maioria são tratadas de forma ofensiva e desrespeitosa por profissionais que deveriam prestar uma assistência qualificada, baseada na ética profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência verbal causa danos tanto quanto a violência física e induz as gestantes submetidas ao ataque a desenvolver sérios problemas psíquicos. Desde constrangimentos que podem interferir na vida conjugal e familiar dessa pessoa provocando a baixo estima, à problemas a longo prazo, que envolve a recusa em querer gestar novamente, por receio de ser submetida aos mesmos insultos, ou até mesmo causar uma depressão pós parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o questionamento “Teve direito a um acompanhante na hora do parto”, essa foi uma causa assegurada as gestantes pela Lei Federal n° 11.108/2005 mais conhecida como a Lei do Acompanhante onde garante a escolha de uma pessoa independente do parentesco a acompanhar a gestante na hora do parto. A porcentagem assinalada de 10 como não e 07 sim sobre a proibição da entrada de um acompanhante, reflete sobre o não cumprimento da lei e a submissão das gestantes em relação a aceitar a negativa pré-estabelecida pelos estabelecimentos de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São vários os indícios dos benefícios proporcionados às gestantes em ter um acompanhante na hora do parto, seja para dar mais segurança nessa fase que é marcada pela fragilidade ou para assegurar que assistência seja ofertada de forma humanizada. A lei mencionada anteriormente garante esse direito, onde todos os estabelecimentos de saúde são obrigados a permitir a entrada do acompanhante, e havendo recusa da instituição, os envolvidos podem procurar a ouvidoria local ou registrar uma queixa no ministério público ou até mesmo ligar na ouvidoria do SUS reivindicando seus direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E no que concerne à pergunta “Recebeu um corte na região da vagina sem ser informada” o resultado com uma quantidade de 13 não e 04 sim, aponta um ponto positivo em relação a pratica de episiotomia entre essas mulheres. O que indica a não utilização da mesma ou a autorização da parturiente a ser submetida ao procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos resultados obtidos pode-se compreender a concepção das mulheres desse determinado distrito sobre as práticas de violência em que foram submetidas. Comparado a pesquisas anteriores de outras autorias o resultado se manteve positivo, embora ainda exista a necessidade de uma participação ativa das gestantes perante essas práticas “assistencialistas” para que cada vez mais o número de pessoas expostas a violência obstétrica seja reduzido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. ESTRATÉGIAS DO ENFERMEIRO ATUANTE NA ATENCAO BÁSICA PARA PREVINIR A VIOLÊNCIA OBSTETRICA E SUA CONTRIBUIÇAO PARA UM PARTO HUMANIZADO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica perpetua até os dias atuais principalmente por haver uma falha na comunicação entre as clientes e profissionais de saúde, essa falha pode ser atribuída a falta de informação no pré-natal. E é a partir desse contexto que o enfermeiro deve buscar alternativas para redução desses casos. A seguir serão listadas estratégias que o enfermeiro pode usar para restringir o número de casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualização profissional: é uma das alternativas de estratégias para o enfermeiro da assistência básica, uma vez que a área da saúde vive em constante atualizações. O enfermeiro pode buscar capacitação profissional (curso que completa a formação), que esteja relacionado a saúde da mulher /obstetrícia, podendo ser realizado de forma online ou presencial a depender da particularidade de cada profissional, e com isso se manter atualizado das práticas consideradas obsoletas ou vista como violência obstétrica e assim poderá prestar uma assistência mais seguras evitando ações iatrogênicas</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão do enfermeiro na oferta de cursos de capacitação é crucial para garantir o aprimoramento contínuo da equipe de enfermagem, melhorando a qualidade no atendimento e contribuindo para a segurança do paciente. Além disso, a gestão eficaz desses recursos ajuda a alinhar as necessidades da equipe com as demandas do setor de saúde, fortalecendo a entrega de cuidados de saúde de alta qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prover educação em saúde: o enfermeiro deve assumir a posição de educador compartilhando conhecimentos e experiências de forma a instruir as pessoas sobre determinado assunto, instruções essas que pode ser passada para dois públicos distintos. No que confere as gestantes, a educação em saúde pode ser transmitida através de palestras, onde o enfermeiro pode marcar um dia mensal com todas as gestantes a convidar também os familiares e fazer uma roda de conversa na unidade de saúde, esclarecendo as dúvidas, ouvindo opiniões, compartilhando experiencias e informando a cerca de procedimentos necessários na gestação e no parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Andrade, (2017) destaca a importância de um pré-natal qualificado. Referindo que o profissional enfermeiro deve passar orientações as gestantes sobre as práticas que são adotadas e suas contribuições para uma boa condução do parto e pós-parto. Destacando a respeito dos benefícios de a mulher chegar à maternidade com o conhecimento prévio, dotada de uma maior autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na educação em saúde proporcionada a equipe de trabalho (educação permanente), o enfermeiro pode reunir-se em um lugar reservado com todos os colaboradores, e propor a equipe melhorias no atendimento das gestantes, que envolva aspectos como uma atenção maior na forma de atendimento, organização no tempo de espera , orientar os agentes comunitários de saúde (ACS) a fazer busca ativa de gestantes que não iniciaram o pré-natal para que as mesmas estejam cientes do prejuízo caso se neguem a fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa prática é fundamental para manter os profissionais atualizados em relação as novas evidencias cientificas, protocolos de atendimento e tecnologias emergentes na área da saúde. Além disso, a educação permanente contribui para o aprimoramento habilidades clínicas, promove a segurança do paciente e eleva a qualidade dos serviços prestados. Ao investir na formação contínua da equipe, o enfermeiro não apenas fortalece o desempenho individual, mas também contribui para uma prática profissional mais eficaz e alinhada com as melhores práticas de cuidados à saúde.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Definida por um conjunto de ações educativas que buscam alternativas e soluções para a transformação das práticas em saúde por meio da problematização coletiva, a educação permanente surgiu como uma estratégia para alcançar o desenvolvimento da relação entre o trabalho e a educação, contribuindo para melhorar a qualidade da assistência. (SIVA D. J. S., DUARTE L.R. 2015 p.1)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Caixa de opiniões: O profissional pode estimular uma cultura de feedback, onde experiências e preocupações das gestantes são vistas/lidas e utilizadas para aprimorar continuamente os serviços obstétricos. Essa troca de informações pode ser feita com a adesão de uma caixinha de informações que pode ser colocada em um lugar visível da unidade para que as usuárias exponham suas opiniões/sugestões sobre o atendimento prestado, sendo optante caso não queira se identificar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa estratégia para melhoria da qualidade do atendimento contribui para identificar casos de violência obstétrica, podendo buscar medidas cabíveis precocemente para um melhor enfrentamento, e ainda abrange o público que tem dificuldade em se expressar verbalmente, proporcionando um espaço seguro para compartilhar suas experiências de modo a criar um ambiente mais inclusivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se também a rede cegonha que foi instituída em 2011 pelo Ministério da saúde, e tem como estratégia uma série de cuidados para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada na gravidez ao parto e no nascimento. É uma rede importante para que as mulheres estejam cientes dos direitos que lhes é seguro, sendo o plano de parto um exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano de parto: o enfermeiro pode incentivar as gestantes a elaborarem um plano de parto. Documento que tem validade legal e reconhecimento do Ministério da saúde, que deve ser redigido pela mesma e pelo parceiro, sobre a necessidade de conhecer a maternidade e a equipe de profissionais que fará o parto. Esse documento servirá como um guia para o processo de parto, onde se esclarece o desejo e a expectativa das gestantes sobre quais procedimentos sob condições normais a serem realizados na hora do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse documento deve ser apresentado no hospital onde a gestante fará o parto seja ao enfermeiro ou obstetra que estará na assistência e solicitar a assinatura e carimbo do mesmo, sendo que uma cópia poderá ficar com o acompanhante, para que o mesmo esteja ciente das vontades da parturiente. Esse documento também pode ser protocolado no hospital com antecedência ao parto. Caso alguma vontade da mulher não possa ser atendida, o profissional assistente deve comunicar a paciente, informando o motivo e a necessidade do não cumprimento daquele desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prestação de uma assistência humanizada também se configura como estratégia de prevenção a violência obstétrica, haja vista que para o profissional prestar uma assistência humanística é necessário que ele reconheça a singularidade dos clientes e busque melhorias na forma de atender essas gestantes, assim fortalece a relação entre ambos, promovendo um cuidado mais empático, e cooperando para uma melhor adesão as orientações e consequentemente para a promoção de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, não apenas fortalece a confiança e colaboração entre o profissional de saúde e o paciente, mas também melhora a adesão ao enfrentamento da violência obstétrica e promove uma saúde mais holística na comunidade atendida. Além disso, a humanização contribui para a qualidade de vida do paciente e para eficácia do sistema de saúde como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa perspectiva surge a importância do papel do enfermeiro da atenção básica na prevenção da violência obstétrica, promovendo as devidas orientações a essas gestantes dos direitos que as respaldam e dos deveres que lhes é imposto, assim podendo promover uma atenção qualificada as usuárias, e com isso proporcionar um meio de atenuação ou possível eliminação da violência, e ainda estimular para que a gestação não seja caracterizada como um processo de doença ou sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente pesquisa elucidou a significância da participação ativa do enfermeiro na Unidade Básica de Saúde (UBS) frente a prevenção da violência obstétrica, tendo em vista a prevalência desse tipo de violência, onde questões como déficit de informações, falta de treinamento profissional, entre outras, estudar sobre o tema se torna essencial para instigar debates e ações que visam eliminar as práticas obstétricas violentas e garantir uma assistência gestacional mais humanizada e respeitosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição do contexto histórico permitiu analisar as mudanças na forma de conduzir o parto, ocorrendo a perca de autonomia feminina, com a introdução de instrumentalizações que surgiram como uma forma de inovar; porém, consequentemente, permitiu o surgimento da violência obstétrica e seus tipo, mediante a isso, foi possível observar a importância do elo profissional entre gestantes e o enfermeiro sobre o viés da prevenção da violência obstétrica que pode ser atribuída por intermédio das estratégias de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o intuito de demonstrar a relevância do tema proposto, a pesquisa local sobre a concepção de mulheres acerca da violência obstétrica, evidenciou a desinformação e o predomínio das práticas violentas realizadas por profissionais e expõe a necessidade da adoção de medidas preventivas. Ao implementar estratégias para prevenção da violência obstétrica, busca-se proporcionar o direito das mulheres a uma gestação segura e um parto humanizado, livre de práticas abusivas, descriminação e desrespeito, isso influência para o empoderamento das gestantes, fortalece a confiança no sistema de saúde e promove um ambiente acolhedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, resgatou-se o problema de pesquisa que é “Quais estratégias o enfermeiro da atenção primária possa adotar para contribuir na prevenção da violência obstétrica?”, onde a resposta foi construída com base em estudos relevantes sobre o tema, atenção dos objetivos específicos e a análise dos resultados obtidos na pesquisa de campo. Essa abordagem permitiu alcançar os objetivos propostos, proporcionando uma compreensão mais completa do papel dos enfermeiros na prevenção e enfrentamento da violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao realizar uma pesquisa de campo sobre a concepção de mulheres acerca da violência obstétrica, evidenciou-se que há crescentes aumentos para determinadas violências praticadas por profissionais que deveriam prestar uma assistência qualificada, na qual expõe a assistência oferecida a essas mulheres e impõe a necessidade da adoção de medidas preventivas a essas práticas violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao implementar estratégias para prevenção da violência obstétrica como medidas preventivas busca-se proporcionar o direito das mulheres a uma gestação segura e um parto humanizado, livre de práticas abusivas, descriminação e desrespeito. Isso influência para o empoderamento das gestantes, fortalece a confiança no sistema de saúde e promove um ambiente acolhedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o enfermeiro da atenção primaria por atuar em uma unidade de saúde que é porta de entrada para a promoção da saúde da população, tem total autonomia para intervir de forma ativa na prevenção da violência obstétrica, seja provendo ações educativas de forma geral e proporcionando um atendimento humanizado, para que essas gestantes voltem a ter autonomia sobre seu corpo e suas vontades no período gestacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, Marcélia. A violência obstétrica como afronta aos princípios da dignidade da pessoa humana e da autonomia. 84 f. Fortaleza, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Larisse Ferreira Benevides de et al. Boas Práticas na atenção obstétrica e sua interface com a humanização da assistência 2018. <strong>Revista de Enfermagem</strong> UERJ. Disponível em: https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/26442/25893. Acesso em: 30 maio 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COPELLI, Fernanda Hannah da Silva; ROCHA, Larissa; ZAMPIERI, Maria de Fátima Mota; GREGÓRIO, Vitória Regina Petters; CUSTÓDIO, Zaira Aparecida de Oliveira. Determinantsofwomen&#8217;spreference for cesareansection. <strong>Texto &amp; Contexto &#8211; Enfermagem</strong>, [S.L.], v. 24, n. 2, p. 336-343, jun. 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0104-07072015000430014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRARI, Anna Paula; ALMEIDA, Maiara Aparecida Mialich; CARVALHAES, Maria Antonieta Barros Leite; PARADA, Cristina Maria Garcia de Lima. Effectsofelectivecesareansectionson perinatal outcomesandcarepractices. <strong>Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil</strong>, [S.L.], v. 20, n. 3, p. 879-888, set. 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1806-93042020000300012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LANSKY, Sônia. Violência obstétrica: influência da Exposição Sentidos do Nascer na vivência das gestantes. Ciência &amp; Saúde Coletiva,, v. 1, p. 14, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEAL, Sarah et al. Percepção de enfermeiras obstétricas acerca da violência obstétrica, 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, G. A. F. de; LOPES, M. C. A. Violência obstétrica; riscos do uso da manobra de kristeller durante o parto. 2019. 22 f. Artigo (Bacharelado em Enfermagem) Centro Universitário do Planalto Central Aparecido dos Santos. Uniceplac. Gama, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATOS, G. C; ESCOBAL, A. P; SOARES, M. C; HARTER, J; GONZALES, R. I. C. A trajetória histórica das políticas de atenção ao parto no Brasil: uma revisão integrativa. <strong>Revista de enfermagem</strong>, Recife, v. 7, n. esp, p. 870-78, mar. 2013. ez. 2017. Disponivel em: http://dx.doi.org/10.1590/1807-0310/2017v29155043.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MOURA, R. C. de M; PEREIRA, T. F; REBOUÇAS, F. J; COSTA, C. de M; LERNARDES, A. M. G; SILVA, L. K. A. da; ROCHA, K. de M. M. Cuidados de enfermagem na prevenção da violência obstétrica. <strong>Enfermagem em foco</strong>, v. 9, n. 4, p. 60-65, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">NOVAIS, G. S; SILVA, R. S. Prática da episiotomia nos dias atuais: revisão da literatura brasileira. 2020. 30f. Trabalho de Conclusão de Curso. Graduação em Enfermagem. Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PALHARINI, Luciana Aparecida; FIGUEIRÔA, Silvia Fernanda de Mendonça. Gênero, história e medicalização do parto: a exposição “Mulheres e práticas de saúde”. <strong>História, Ciências, Saúde</strong>, Manguinhos, Rio de Janeiro, v.25, n.4, out.-dez. 2018, p.1039-1061.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PROETTI, S. As pesquisas qualitativa e quantitativa como métodos de investigação científica: um estudo comparativo e objetivo. <strong>Rev. Bras. Saúde Mater. Infant</strong>., Recife, v. 20, n. 2, p. 627-631, abr-jun., 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAUPP, F. M; BEUREN, I. M. Metodologia da pesquisa aplicável às ciências sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rocha BD, Zamberlan C, Pivetta HMF, Santos BZ, Antunes BS. Upright positions in childbirth and the prevention of perineal lacerations: a systematic review and meta-analysis. Rev Esc Enferm USP. 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, W. C. <strong>Metodologia Científica.</strong> Paracambi: Faetec, 2007. Apostila 20.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCHIMMING JARDINI RODRIGUES DA SILVA, Débora. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE. Espaço aberto fórum, v. 1, p. 3, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Ana Clara et al. Violência obstétrica: uma revisão integrativa. Rio de Janeiro, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZANARDO, Gabriela Lemos de Pinho; URIBE, Magaly Calderón; NADAL, Ana Hertzog Ramos de; HABIGZANG, Luísa Fernanda. VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL: uma revisão narrativa. <strong>Psicologia &amp; Sociedade</strong>, [S.L.], v. 29, n. 1, p. 1-11, d.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Artigo apresentado à Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Bacharel em Enfermagem, em 2023.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">²Graduanda em Enfermagem pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas – Email: Srosy972@gmail.com.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">³Professora-Orientadora, Docente na Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas – Email: laisjsantoss@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PLANO DE INTERVENÇÃO EM CRIANÇAS COM DESNUTRIÇÃO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE EM DISTRITO NO INTERIOR DO CEARÁ</title>
		<link>https://revistaft.com.br/plano-de-intervencao-em-criancas-com-desnutricao-em-uma-unidade-basica-de-saude-em-distrito-no-interior-do-ceara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 16:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10214097 Autor: Geisa do Vale Moreira¹Coautor: Lucas Fernandes Flores Ferraz²Coautor: Lorrana do Vale Moreira³ 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Permite ainda um grandioso [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10214097</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Autor: Geisa do Vale Moreira¹<br>Coautor: Lucas Fernandes Flores Ferraz²<br>Coautor: Lorrana do Vale Moreira³</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Permite ainda um grandioso impacto na promoção da saúde integral da dupla mãe/bebê e regozijo de toda a sociedade. Se a manutenção do aleitamento materno é vital, a introdução de alimentos seguros, acessíveis e culturalmente aceitos na dieta da criança, em época oportuna e de forma adequada, é de notória importância para o desenvolvimento sustentável e equitativo de uma nação, para a promoção da alimentação saudável em consonância com os direitos humanos fundamentais e para a prevenção de distúrbios nutricionais de grande impacto em Saúde. (BRASIL, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da Saúde (MS), o leite materno é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores que 5 anos. Além disso, confere proteção a algumas doenças como doenças respiratórias e alergias, e evita o risco de desenvolvimento de algumas comorbidades na vida adulta como: hipertensão, dislipidemia e obesidade ( BRASIL, 2009). A proteção vinculada a amamentação em relação a mortalidade infantil é maior quanto menor a criança, sendo a mortalidade em crianças menores que 2 meses não amamentadas 6 vezes maior por causas infeciosas. (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2000)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação do MS é a amamentação até os 2 anos de idade ou mais, e de forma exclusiva até os 6 meses. A partir dos seis meses de idade, a alimentação complementar tem a função de prover a criança complemento de nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável. Contudo, um dos problemas mais comuns nessa fase é a desnutrição. (BRASIL, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a desnutrição é uma complicação preocupante, visto que prejudica o crescimento e desenvolvimento infantil. Tal situação faz parte do contexto mundial, haja vista que a cada cinco crianças, três não estão recebendo suporte nutricional adequado para crescer (UNICEF, 2019). Tendo em vista essa alta prevalência, as consequências da desnutrição são cada vez mais investigadas na ciência. Ela ocorre principalmente devido à interrupção do aleitamento materno precoce e/ou introdução alimentar de maneira equivocada pelos familiares nos primeiros dois anos de vida. (PEREIRA, 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com relatório realizado em 2021 pela ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), mais de 149 milhões de crianças possuem desnutrição no mundo. Essa fragilidade nutricional acarreta prejuízos no crescimento infantil, como é observado no acometimento do desenvolvimento neuropsicomotor, uma vez que a desnutrição na região cerebral pode acarretar deficiências no aprendizado e na elaboração de atividades psicomotoras (Mansur.et 2006). Além dos impactos negativos na vida desses indivíduos, uma má nutrição é um dos fatores responsáveis pela mortalidade infantil. De acordo com estudos, a amamentação abaixo do ideal, resulta em 1,4 milhões de mortes no mundo (Black. et al, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as consequências além das mencionadas anteriormente temos aumento de doenças infecciosas, menor aproveitamento escolar e menor capacidade produtiva da vida adulta. (Monteiro et. al, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa situação também se faz presente no Brasil, de modo a colocar em risco a qualidade de vida das próximas gerações e por isso tem-se a necessidade de monitoramento para introdução de medidas interventivas, principalmente em regiões de menor porte. Por isso, a atuação de programas sociais que estimulem o aleitamento materno e a dieta infantil adequada é essencial para a melhoria do perfil nutricional das crianças. Tal incentivo tem relevância principalmente localidades com pequeno número de habitantes, tendo em vista o menor aporte financeiro destinado a esses municípios em comparação as regiões de grande número populacional, de forma que a participação ativa da atenção primária se torna um agente imprescindível para diminuir o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Individualmente, em todas as faixas etárias na Unidade Básica de Saúde (UBS) devem ser realizados: anamnese clínica e nutricional, exame físico detalhado acompanhado das medidas antropométricas, da velocidade de crescimento e avaliação neuropsicomotora. Deve-se também avaliar antecedentes pessoais e familiares, dentre os quais destacam-se a prática de atividade física, horas de sono, consumo de álcool e outras drogas, nível socioeconômico, condições de habitação e saneamento (BRASIL, 2009). Essa anamnese minuciosa é importante na consulta pediátrica da UBS, uma vez que a análise desses dados permitirá ao profissional identificação de fatores de risco bem como diagnóstico de distúrbios nutricionais, possibilitando sua prevenção e seu tratamento precoce. Dessa forma, percebe-se que o acompanhamento efetivo da atenção primária é uma ferramenta essencial na contribuição do pleno desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o projeto de intervenção ocorrerá na Unidade Básica de Saúde de Localizada em área distrital da cidade de Santana do Acaraú, Ceará. A área fica localizada a 10 quilômetros do município.São 664 famílias cadastradas, com um total de 1690 pessoas, em sua maioria vivendo do meio agrícola. Dessas, 100 são crianças de 0 a 5 anos, sendo 32 % de 0 a 24 meses, que será nosso objeto de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O município de Santana do Acaraú conta como principal porta de entrada da saúde a UBS, em casos de necessidade de atendimentos na atenção secundária, alguns especialistas atuam na cidade como: ortopedistas, ginecologia e obstetrícia, urologia e oftalmologia. As demais especialidades, é necessário referenciar para região de saúde do município através de uma guia de referência para Policlínica Bernardo Félix da Silva ou Centro de Especialidades Médicas em Sobral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para execução do projeto de intervenção será necessário recursos econômicos oriundos de secretaria de saúde para compras de materiais para ordenha de leite materno e folders para capacitação de funcionários e conscientização dos responsáveis. Além disso, recursos organizacionais para organização de visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde e de consultas para enfermeira, médica e nutricionista bem como cognitivos com informações acerca do aleitamento materno, alimentação e estratégia de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diminuição da desnutrição, em crianças de 0 a 24 meses, em distrito de Santana do Acaraú, Ceará.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Conscientização dos responsáveis acerca da importância das consultas de puericultura para detectar anormalidades do peso e crescimento:</li>



<li>Aumentar o índice de consultas de puericultura na unidade a fim de realizar intervenção precoce em crianças com quadro de desnutrição;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list" start="2">
<li>Diminuição do abandono precoce da amamentação:</li>



<li>Estimular o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Diminuição da desnutrição causada por alimentação mal planejada:</li>



<li>Orientar as famílias em relação a alimentação infantil, hábitos de higiene e perigos da desnutrição;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para elaboração do plano de intervenção na comunidade foi realizado um levantamento bibliográfico sobre amamentação e desnutrição infantil. Esse levantamento foi realizado através de pesquisas em sites Scielo e Pubmed, utilizando os seguintes descritores: amamentação, desmame precoce, desnutrição infantil e magreza na infância. Realizada a leitura dos resumos dos artigos, caso fossem selecionados, ocorreria a sua leitura e análise completa sendo utilizados para compor os elementos textuais do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho contempla duas intervenções: Projeto Amamentação e Programa Nutre Criança. O projeto Amamentação objetiva o aumento do aleitamento materno exclusivo em bebês de até 6 meses de vida, através de campanhas de conscientização no posto para gestantes e lactantes, endossando a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e acompanhamento da agente de saúde na amamentação, tendo maior enfoque no puerpério e retorno da mãe ao trabalho. Será necessário colaboração da agente de saúde da área para as visitas além de médica e enfermeira que atuarão na conscientização e consultas nesse período. Para realização desta ação será necessária aquisição de folhetos educativos para auxiliar na capacitação dos agentes bem como a organização das visitas domiciliares feitas por eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto Programa Nutre Criança terá como meta promoção de aumento de cobertura de puericulturas e orientação nutricional as famílias com crianças com desnutrição, isso se dará através de campanha educacional na UBS para os familiares, busca ativa dos agentes de saúde em caso de não comparecimento ao agendamento, realização de visitas multiprofissionais em domicílio para aferição de medidas em pacientes de alto risco e com má adesão à puericultura e consulta de enfermagem, médica e nutricional . Dentre os profissionais envolvidos estarão: ACSs, médica, nutricionista, enfermeira e técnica. Para realização desta ação será necessário aquisição de folhetos educativos para serem utilizados nas reuniões com os responsáveis, além de um colaborador responsável pela organização e marcação de consultas, médica da área, enfermeira e nutricionista do município para realização das consultas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>3.1. Programa Amamentação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto se iniciará com profissionais da unidade, médica e enfermeira dando capacitações com áudio-visual sobre amamentação para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da área, enfocando em benefícios e técnicas de amamentação, técnicas de ordenha e conservação em geladeira. Os encontros ocorrerão durante 1 mês semanalmente em um turno vespertino , após essa fase, esses profissionais irão realizar visitas domiciliares às famílias que possuem crianças com idade até 28 dias, conscientizando os parentes sobre a amamentação e ensinando a técnica correta da amamentação bem como os erros mais comuns. Já em lactentes de 4 a 6 meses, as visitas aos cuidadores, terão o propósito de explicar a importância da manutenção da amamentação nesse período em que a maioria das genitoras retornam ao trabalho. Nessa ocasião, ocorrerá orientação de ordenha e métodos de conservação em geladeira e freezer. Na Unidade Básica de Saúde ( UBS) a enfermeira organizará rodas de conversa com gestantes, incentivando a amamentação, listando seus benefícios e os malefícios da não realização, vantagens e desvantagens do leite não humano, possíveis dificuldades da amamentação e como preveni-las. Além disso, nesse momento as gestantes poderão tirar suas principais dúvidas sobre o assunto. Nesse evento, também será realizado explanação com equipamento áudio- visual e demonstrações em mama de crochê.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>3.2. Programa Nutre Criança:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na puericultura será realizado periodicamente o acompanhamento de peso, estatura, ( Índice de Massa Corporal) IMC e perímetro cefálico, analisando o crescimento e desenvolvimento infantil, atuando na prevenção e diagnóstico precoce de desnutrição. Com a ajuda do ACS, que fará o levantamento de todas as crianças até 2 anos de idade e verificação da regularidade na frequência das consultas de puericultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assiduidade deverá ser no mínimo a recomendada pelo Ministério da Saúde (MS), previsto no Caderno de Atenção Básica -Saúde da Criança: crescimento e desenvolvimento. São, no mínimo, sete consultas no primeiro ano de vida (1ª semana, 1º mês, 2º mês, 4º mês, 6º mês, 9º mês e 12 º mês), no segundo ano, serão realizadas duas consultas semestrais. Em caso de falta de assiduidade, o profissional realizará a conscientização da importância do programa para familiares responsáveis e marcará consulta de rotina. O programa será coordenado pela médica da unidade que ficará a cargo de fiscalizar o comparecimento da consulta. Durante as consultas de puericultura, as crianças de 0 a 24 meses serão classificadas de acordo com índice de Massa corpórea (IMC), com base na classificação da Caderneta da Saúde da criança (FIG. 1). As crianças que forem classificadas em: magreza (Escore z &gt; -3 e &lt; -2) e magreza acentuada (Escore z &lt; &#8211; 3) terão maior quantidade de consultas de puericulturas mensais (FIG. 2). Além disso, seus responsáveis serão convidados a participarem de palestras sobre desnutrição infantil e suas repercussões na saúde da criança e oficinas sobre alimentação com intuito de ensinar aos cuidadores preparos de alimentação nutritiva utilizando vegetais disponíveis na região, uma vez que a maioria das famílias vivem da agricultura e ensinando a consistência correta da comida na introdução alimentar. Os eventos acontecerão na unidade e contará com o apoio da enfermeira e nutricionista da cidade. O segundo passo seria o acompanhamento das crianças pelo ACS entre os intervalos das consultas. A importância desse profissional se dá por pertencer ao local, contribuindo para diminuir eventuais resistências da comunidade. Nas visitas domiciliares, serão realizadas pesagens, aferição de altura e orientação a situação vacinal e a alimentação adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da intervenção será realizada em consultas mensais alternadas entre médica e nutricionista, utilizando como método da avaliação o IMC nas curvas da Caderneta da Criança. Ademais, a nutrição ficará também responsável por fazer cardápio adaptado para cada paciente durante as consultas, que as famílias deverão seguir.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>QUADRO 1</strong>: <strong>INTERVENÇÃO NA DESNUTRIÇÃO DE CRIANÇAS DE 0 A 24 MESES EM DISTRITO DE SANTANA DO ACARAÚ.</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></td><td><strong>METAS</strong></td><td><strong>AÇÕES</strong></td><td><strong>RESPONSÁVEIS</strong></td><td><strong>RECURSOS</strong></td></tr><tr><td>&#8211; Aumento da cobertura em consultas de puericulturas;<br>-Orientação Nutricional às famílias;</td><td>&#8211; Aumento da frequência em consultas de puericulturas;<br>&#8211; Diminuição da desnutrição infantil devido a erros alimentares;</td><td>&#8211; Campanha educacional no posto de saúde; -Busca ativa dos Agentes (ACS) Comunitários de Saúde;<br>&#8211; Realização de visitas multiprofissionais em domicílio para pesagem, verificação de altura e IMC em pacientes de alto risco e com má adesão á puericultura;<br>&#8211; Consulta com profissional nutricionista para pacientes desnutridos;<br></td><td>&#8211; ACS, médica, enfermeira e técnica;</td><td>&#8211; Aquisição de folhetos educativos para serem utilizados nas reuniões;<br>&#8211; Responsável para marcação e organização de horários de consultas agendadas;</td></tr><tr><td>&#8211; Aumento do aleitamento materno</td><td>&#8211; Aumento do aleitamento materno exclusivo em bebês até os 6 meses de vida;</td><td><br>-Campanha de conscientização no posto para gestantes e lactantes endossando a importância do AME até os 6 meses de vida;<br>-Acompanhamento da agente de saúde na amamentação, com maior enfoque no puerpério e no retorno da mãe ao trabalho;<br></td><td>&#8211; Agente de Saúde, médica e enfermeira;</td><td>&#8211; Aquisição de folhetos educativos;<br>&#8211; Organização de visitas domiciliares pela agente de saúde;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos dados analisados, fica evidente que a desnutrição infantil é um problema de saúde pública que merece discussão em cenário nacional. Tendo em vista sua relevância, o trabalho aqui proposto tem como objetivo reduzir a desnutrição em crianças de até 2 anos de idade no distrito de Sapó, a partir da implementação de projetos que visam estimular a amamentação, por meio de uma rede de apoio ás genitoras e o acompanhamento do desenvolvimento infantil mais efetivo, para a monitorização do crescimento. Portanto, coma melhoria do suporte nutricional, espera-se obter uma redução no número de hospitalizações por desnutrição e assim reduzir a morbimortalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, o envolvimento efetivo da atenção primária com a população do distrito no âmbito nutricional pode resultar no desenvolvimento infantil adequado, e com isso garantir uma qualidade de vida as crianças da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BLACK RE, Allen LH, Bhutta ZA, Caulfield LE, de Onis M, Ezzati M, Mathers C, Rivera J; Maternal and Child Undernutrition Study Group. <strong>Maternal and child undernutrition: global and regional exposures and health consequences.</strong>Lancet. 2008 Jan 19;371(9608):243-60. doi: 10.1016/S0140-6736(07)61690-0. PMID: 18207566.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamentoe Atenção Básica. Brasília: Ed. do Ministério da Saúde, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. <strong>Saúde da criança : crescimento e desenvolvimento</strong>. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANSUR SS, NETO FR. ol. 10 No. 2, 2006<strong>. Desenvolvimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 185</strong>. Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 185-191. ISSN 1413-3555.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Monteiro et al<strong>. Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil</strong>, 1996-2007. Rev Saúde Pública. 2009; 43 (1): 35-43.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pereira, M. A. F. (2017). <strong>Promoção da saúde alimentar no enfrentamento à desnutrição infantil no município de Curralinhos</strong>, Piauí. 2017, p. 8 .</p>



<p class="wp-block-paragraph">UNICEF. <strong>Situação Mundial da Infância 2019</strong>. UNICEF Office of Global Insight and Policy.ISBN: 978-92-806-4999-4.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. ANEXOS</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>FIGURA 1: </strong>CADERNETA DA CRIANÇA, 2020</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="553" height="792" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4760.png" alt="" class="wp-image-113101" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4760.png 553w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4760-209x300.png 209w" sizes="(max-width: 553px) 100vw, 553px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>FONTE:</strong> BRASIL, Ministério de Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, 2020;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>FIGURA 2:</strong> GRÁFICO DE IMC PARA IDADE 0 A 2 ANOS</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="710" height="523" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4762.png" alt="" class="wp-image-113103" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4762.png 710w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4762-300x221.png 300w" sizes="(max-width: 710px) 100vw, 710px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>FONTE: </strong>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. <strong>Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento</strong>. Secretaria de Atenção à Saúde, 2012.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹ Universidade Federal do Ceará. Email: geisadovale93@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">² Universidade Federal de Juiz de Fora. Email: lukas-450@hotmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">³ Universidade Federal do Ceará. Email: lorranadovale22@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITOS DELETÉRIOS DA NICOTINA E SUAS REPERCUSSÕES SISTÊMICAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeitos-deleterios-da-nicotina-e-suas-repercussoes-sistemicas-uma-revisao-integrativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 21:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10211550 Sâmela Victória Dos Santos Dias1Brenno Carvalho Sousa2Antônio Oliveira Da Silva Neto3José Lopes Pereira Junior4 RESUMO Introdução: A nicotina, é uma droga classificada como psicoativa, alcaloide solúvel em água obtido da folha e de caules secos de Nicotiana tabacum e de Nicotiana rustica com coloração amarelada, que constitui o princípio ativo do Tabaco. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10211550</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Sâmela Victória Dos Santos Dias<sup>1<br></sup>Brenno Carvalho Sousa<sup>2<br></sup>Antônio Oliveira Da Silva Neto<sup>3</sup><br>José Lopes Pereira Junior<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>A nicotina, é uma droga classificada como psicoativa, alcaloide solúvel em água obtido da folha e de caules secos de Nicotiana tabacum e de Nicotiana rustica com coloração amarelada, que constitui o princípio ativo do Tabaco. <strong>Objetivo: </strong>Relacionar os efeitos deletérios da nicotina e suas repercussões sistêmicas. <strong>Métodos: </strong>O presente estudo abordado trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo integrativa com abordagem qualitativa, realizada por meio de um levantamento de literatura onde foram utilizadas fontes secundárias referentes à temática em questão. Os critérios de inclusão para esta revisão integrativa foram: artigos completos sobre a temática “Efeitos Deletérios Da Nicotina E Suas Repercussões Sistêmicas” publicados no período de 2018 a 2023, publicados em idiomas português, inglês e espanhol. <strong>Resultados:</strong> foram analisados 10 artigos que corroboraram com os efeitos deletérios da nicotina. O aumento do risco de uso de substâncias viciantes por adolescentes está relacionado a uma rede complexa e multinível de fatores de risco, incluindo fatores sociais e culturais, familiares, psicológicos e biológicos. <strong>Conclusão: </strong>a nicotina suprime o sistema imunológico, tornando os fumantes mais suscetíveis a infecções. Portanto os efeitos deletérios da nicotina sistemicamente são prejudiciais a saúde e ao bem-estar do fumante, tabagismo deve ser combatido para melhorar as condições de vida e saúde da população em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras- chaves:</strong> Nicotina; Fisiologia; Impactos; Saúde;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction:</strong> Nicotine is a drug classified as psychoactive, a water-soluble alkaloid obtained from the leaf and dry stems of Nicotiana tabacum and Nicotiana rustica with a yellowish color, which constitutes the active principle of Tobacco. <strong>Objective:</strong> To relate the deleterious effects of nicotine and its systemic repercussions. <strong>Methods:</strong> The present study addressed is an integrative bibliographical review with a qualitative approach, carried out through a literature survey where secondary sources related to the subject in question were used. The inclusion criteria for this integrative review were: complete articles on the theme “Deleterious Effects of Nicotine And Its Systemic Repercussions” published from 2018 to 2023, published in Portuguese, English and Spanish. <strong>Results:</strong> 10 articles that corroborated the deleterious effects of nicotine were analyzed. The increased risk of substance abuse among adolescents is related to a complex and multilevel network of risk factors, including social and cultural, familial, psychological and biological factors. <strong>Bottom line:</strong> nicotine suppresses the immune system, making smokers more susceptible to infections. Therefore, the deleterious effects of nicotine systemically are harmful to the health and well-being of the smoker, smoking must be fought to improve the living conditions and health of the population in general.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Nicotine; Physiology; Impacts; Healt;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nicotina, é uma droga classificada como psicoativa, alcaloide solúvel em água obtido da folha e de caules secos de Nicotiana tabacum e de Nicotiana rustica com coloração amarelada, que constitui o princípio ativo do tabaco. O uso do tabaco foi descoberto na década de 1560, por Jean Nicot que investigou a planta e encontrou propriedades que poderiam ser utilizadas para fins medicinais, denominando-a como Nicotina em sua homenagem. Contudo, o cigarro só começou a ser produzido no século XVIII, tendo em vista o avanço da revolução industrial (ARAÚJO, A.J.; FERNANDES, F.L.A, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 8 milhões de pessoas morrem anualmente por tabagismo e cerca de 1,2 milhão de mortes é resultado da exposição ao tabagismo, os denominados fumantes passivos. Essa exposição indireta, a fumaça, é capaz de ocasionar reações alérgicas, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), infarto agudo do miocárdio (IAM) e câncer de pulmão, dependendo do período de tempo do contato (WHO,2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a substância psicoativa pode ser encontrada em cigarros convencionais, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e cigarro de palha. Ademais, foram desenvolvidas gomas de mascar, adesivos, pastilhas e dispositivos eletrônicos (por exemplo, cigarros eletrônicos conhecido como “vapes”) como uma tentativa de diminuir e de tratar o vício na população mundial (BARBUTO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os receptores nicotínicos desencadeiam uma série de neurotransmissores e neurorreguladores, tais como: dopamina, acetilcolina, epinefrina, norepinefrina, serotonina, beta-endorfina, vasopressina e ácido gama-aminobutírico (GABA). A dopamina se destaca uma vez que, há uma grande liberação no nucleus accumbens provocando uma sensação de prazer e euforia, induzindo o indivíduo a fumar cada vez mais (JONES SK. et al, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo foi relacionar os efeitos deletérios da nicotina e suas repercussões sistêmica. Assim o tema de escolha da revisão integrativa partiu da sua relevância no cenário mundial, visto que de acordo com os dados epidemiológicos mais de 1 bilhão da população mundial faz o uso da nicotina, seja por meio de cigarros eletrônico, gomas, cigarros, partilhas, entre outros. Outrossim, se faz necessário lembrar que além da problemática causada pela substância aos usuários dependentes e fumantes passivos, ainda temos patologias originadas a partir dela, como é o caso das doenças cardiovasculares, doenças no sistema respiratórios e canceres.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>METHODS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>TIPO DE ESTUDO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo abordado trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo integrativa com abordagem qualitativa, realizada por meio de um levantamento de literatura onde foram utilizadas fontes secundárias referentes à temática em questão. Sua elaboração incluiu: definição do objetivo; estabelecimentos de critérios de inclusão e exclusão para seleção da amostra; definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análises e discussão dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para orientar este estudo, formulou-se a seguinte questão não-clínica (PICo): Quais evidencias cientificas apontam a silicose como problema de saúde pública no Brasil? A estratégia PICo, que representa um acrônimo para Paciente (P), Intervenção (I), Contexto (Co), foi utilizada para a construção da questão norteadora desta revisão integrativa da literatura. Para a localização dos estudos relevantes que respondessem à pergunta de pesquisa foram utilizados os descritores indexados nos idiomas português, inglês e espanhol. Os descritores foram obtidos a partir do Medical Subject Headings (MESH), e dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento bibliográfico foi realizado no período de setembro de 2022 a maio de 2023 nas bases de dados on-line: Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed da National Library of Medicine. Para este levantamento foram utilizados os seguintes descritores através da forma booleana “AND”: silicoses and health problem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram apresentados em forma de tabelas e quadros referentes ao ano de publicação, fonte online, nome do periódico, sede do estudo, tipo de publicação e sinopse dos estudos selecionados. Os critérios de inclusão para esta revisão integrativa foram: artigos completos sobre a temática “Efeitos Deletérios Da Nicotina E Suas Repercussões Sistêmicas” publicados no período de 2018 a 2023, publicados em idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos deste estudo teses, resumos congressos, textos incompletos e publicações que fogem à temática.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> A análise para seleção dos estudos será realizada em duas fases, a saber:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira fase, os estudos foram pré-selecionados segundo os critérios de inclusão e exclusão e de acordo com a estratégia de funcionamento e busca de cada base de dados. Na segunda fase, os artigos foram analisados quanto ao potencial de participação no estudo, avaliando o atendimento à questão de pesquisa, bem como o tipo de investigação, objetivos, amostra, método, desfechos, resultados e conclusão, resultando em um total de doze artigos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><strong>Figura 1</strong> &#8211; Fluxo do processo de seleção dos estudos para a revisão integrativa.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="507" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4638.png" alt="" class="wp-image-112846" style="width:770px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4638.png 500w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4638-296x300.png 296w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="56" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4639.png" alt="" class="wp-image-112847" style="width:798px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4639.png 496w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4639-300x34.png 300w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento do risco de uso de substâncias viciantes por adolescentes está relacionado a uma rede complexa e multinível de fatores de risco, incluindo fatores sociais e culturais, familiares, psicológicos e biológicos. Assim sendo, este estudo analisou os efeitos da nicotina e suas repercussões sistêmicas, expondo os principais estudos relacionados, a seguir:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong>&#8211; Publicações incluídas segundo objetivo principal, perfil amostral e principais resultados. 2023 (N=10).</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>Nº de ordem</strong></td><td><br><strong>Objetivo principal</strong></td><td><br><strong>Amostra</strong></td><td><br><strong>Intervenções</strong></td><td><br><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>A1</td><td>Avaliar a associação entre uso de cigarros eletrônicos e iniciação ao tabagismo, por meio de uma revisão sistemática com meta-análise de estudos longitudinais.</td><td><br>Os 25 estudos</td><td><br>O risco de iniciação ao tabagismo é significativamente maior entre usuários de cigarro eletrônico.</td><td>&nbsp;A ameaça que a liberação da comercialização de cigarros eletrônicos representa para o Brasil, principalmente trazendo como consequência importante o aumento na prevalência de tabagistas e suas doenças associadas.</td></tr><tr><td>A2</td><td>Examinar a associação entre níveis de resiliência e comportamentos de fumar em adultos em situação de rua.</td><td>Cinquenta e nove adultos sem-teto foram recrutados em uma grande agência multisserviços para desabrigados</td><td>Os níveis de resiliência foram significativamente associados à forma como os participantes classificaram a importância de parar de fumar.</td><td>A associação entre a importância de deixar de fumar e os níveis de resiliência em fumadores adultos em situação de rua.</td></tr><tr><td>A3</td><td>Examinar as associações entre dificuldades de subsistência e prontidão, confiança e barreiras para parar de fumar em um estudo transversal e abstinência</td><td><br>306pessoas.</td><td>Maiores dificuldades de subsistência na linha de base predisseram menos abstinência de fumo durante o acompanhamento de forma dose-resposta.</td><td>Fumantes sem-teto com maiores dificuldades de subsistência percebem mais barreiras para parar de fumar e são menos propensos a fazê-lo, apesar da prontidão, confiança e tentativas semelhantes</td></tr><tr><td>A4</td><td>Elucidar de forma abrangente o impacto que a exposição ao fumo passivo (SHS) dos cigarros e aos aerossóis passivos (SHA) dos cigarros eletrônicos tem na saúde respiratória da população europeia.</td><td>11 organizações acadêmicas e de saúde pública de seis países europeus</td><td>&nbsp;Todos esses estudos estão inter-relacionados e envolvem coordenação colaborativa entre as organizações participantes.</td><td>A abordagem abrangente e integrada do projeto Tack SHS permitirá um avanço significativo em relação ao status quo atual na compreensão do impacto da exposição a SHS e SHA na saúde e fornecerá a base para recomendações de políticas de saúde.</td></tr><tr><td>A5</td><td>Recopilar evidencia disponível sobre CE com referência a componentes, riscos para a saúde, cessação de tabaquismo, Impacto poblacional io<br></td><td><br>130 documentos</td><td>Realizado rodas de conversas em grupos operacionais</td><td>&nbsp;A maioria dos que possuem diagnóstico de apresentam padrão espirométrico considerado normal Não há alterações nas radiografias de tórax em 46,1% e a principal alteração é a presença de proeminência hilar (16%).</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Continua&#8230;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong>&#8211; Publicações incluídas segundo objetivo principal, perfil amostral e principais resultados. 2023 (N=10).</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>Nº de ordem</strong></td><td><br><strong>Objetivo principal</strong></td><td><br><strong>Amostra</strong></td><td><br><strong>Intervenções</strong></td><td><br><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td>A6<br></td><td><br>Avaliar o efeito das intervenções de redução para parar de fumar em longo prazo.</td><td><br>51 estudos com 22.509 participantes</td><td>Suporte comportamental para a redução do abandono resultou em taxas de abandono mais altas do que os recursos de autoajuda sozinhos, a eficácia relativa de várias outras características de as intervenções de redução para parar.</td><td>As intervenções de redução para parar de fumar podem ser mais eficazes quando a Farmacoterapia é usada como auxiliar, particularmente a TSN de ação rápida ou a vareniclina (evidência de qualidade moderada).&nbsp;</td></tr><tr><td>A7</td><td><br>Determinar a eficácia e segurança de diferentes formas, entregas, doses, durações e esquemas de NRT, para alcançar a cessação tabágica a longo prazo, comparando-se entre si.</td><td><br>63 estudos com 41.509 participantes.</td><td><br>Uso de NRT combinado versus NRT de forma única e 4 mg versus 2 mg de goma de nicotina pode aumentar as chances de parar de fumar com sucesso</td><td>Os adesivos de 21 mg resultaram em taxas de abandono mais altas do que os de 14 mg (24 horas), e o uso de adesivos de 25 mg resultou em taxas de abandono mais altas do que o uso de adesivos de 15 mg (16 horas), embora no último caso o IC incluísse um.</td></tr><tr><td>A8</td><td><br>Avaliar os padrões de cessação do tabagismo em pacientes com AR.</td><td><br>Trezentos e quarenta e oito participantes completaram a pesquisa&nbsp;</td><td><br>A terapia de reposição de nicotina (TRN) foi percebida como extremamente/um tanto útil por 31%, seguida por aconselhamento individual por 27% e aconselhamento em grupo por 21%</td><td><br>As razões mais comuns para não parar de fumar foram o fato de fumar ajudar a controlar as emoções negativas e ser um hábito prazeroso.FPI.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Continua&#8230;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2</strong>&#8211; Publicações incluídas segundo objetivo principal, perfil amostral e principais resultados. 2023 (N=10).</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>Nº de ordem</strong></td><td><br><strong>Objetivo principal</strong></td><td><br><strong>Amostra</strong></td><td><br><strong>Intervenções</strong></td><td><br><strong>Principais resultados</strong></td></tr><tr><td><br>A9<br></td><td><br>Examinar o impacto da cessação do tabagismo na morte por DCV e eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), em pessoas com DCC incidente.</td><td><br>68 estudos, compostos por 80.702 participantes</td><td><br>Desfechos primários, a cessação do tabagismo foi associada a um risco reduzido em comparação com o tabagismo contínuo: morte por DCV</td><td><br>Existem muito poucos Parar de fumar não foi associado a piora na qualidade de vida e sugeriu melhora na qualidade de vida, com o limite inferior do IC também consistente sem diferença&nbsp;</td></tr><tr><td><br>A10</td><td>Examinar a associação entre a cessação do tabagismo e a mudança na saúde mental.</td><td>102 estudos representando mais de 169.500 participantes</td><td>Tomados em conjunto, esses dados fornecem evidências de que a saúde mental não piora como resultado de parar de fumar, e evidências de certeza muito baixa a moderada de que parar de fumar está associado a melhorias pequenas a moderadas na saúde mental</td><td>&nbsp;Essas melhorias são observadas em amostras não selecionadas e em subpopulações, incluindo pessoas diagnosticadas com problemas de saúde mental.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Pesquisa direta Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos deletérios da nicotina no organismo são diversos e chegam a ser devastadores, e ao longo dos anos, medidas e recomendações contra o uso de cigarros convencionais vêm sendo feitas e repassadas à população mundial, com isso, a indústria tem se rendido a novas ferramentas que surgem com o intuito de erradicar os efeitos maléficos do cigarro tradicional à saúde (MORACO et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concomitantemente a isto De Barros et al. (2023) aponta em seu estudo sobre os impactos da nicotina no organismo que a exposição crônica à tal substancia leva danos nos pulmões resultando em inflamação crônica e lesões nos tecidos pulmonares. Com o tempo, isso pode levar ao desenvolvimento de doenças pulmonares crônicas, como bronquite crônica e enfisema. Para Znyk et al. (2021) importantes avanços na pesquisa foram feitos na compreensão das predisposições biológicas e comportamentais durante a adolescência relacionadas ao uso e dependência precoce do tabaco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos da nicotina trazem repercussões em todos os âmbitos e sistemas corporais, sendo este a principal causa evitável de vários tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão, câncer de boca, câncer de garganta, câncer de esôfago, câncer de pâncreas, câncer de rim, entre outros. Os produtos químicos presentes no tabaco danificam o DNA das células, levando ao desenvolvimento de células cancerígenas (BUGGETT et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barufaldi et al. (2021) em concordância com os demais autores aponta que associado a um aumento no desenvolvimento de uma série de patologias, como câncer, doenças coronárias, pulmonares, a nicotina é responsável direta ou indiretamente por milhões de mortes anualmente no mundo, sendo um problema preocupante visto que é uma droga licita comercializada em todo o mundo e com tendência ao aumento do mercado de consumo. O uso continuo é um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo e está associado a uma série de doenças graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Efeitos adversos do e-cigarro são descritos na literatura, devido à exposição à nicotina, injúrias químicas, térmicas e explosivas, podendo levar a queimaduras (ASTOR et al., 2015). A mucosa oral e a pele podem ser afetadas pelo uso destes dispositivos. Não foram encontrados estudos clínicos controlados e randomizados. Dermatologistas devem estar atentos às dermatoses associadas a este dispositivo e promoverem o tratamento eficaz com orientações em saúde sobre os malefícios do tabagismo, fator esse primordial para melhoria da qualidade de saúde do paciente, redução dos impactos causados a longo prazo na pele anexos e demais sistemas corporais (BARBUTO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação da nicotina no cérebro é ainda mais devastador, pois esta tem a capacidade de ligar-se aos receptores da acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela transmissão de sinais entre as células nervosas. A ligação da nicotina aos receptores de acetilcolina estimula a liberação de outros neurotransmissores, como a dopamina, a noradrenalina e a serotonina. Esses neurotransmissores estão envolvidos em várias funções aéreas, incluindo a regulação o habito do tabagismo há a inalação de uma variedade de substâncias tóxicas, além da nicotina, como alcatrão, monóxido de carbono e muitos outros produtos químicos prejudiciais à saúde (MARTIN RIOS et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos riscos para a saúde do fumante, o tabagismo também representa um perigo para as pessoas ao redor, devido à exposição à fumaça do cigarro, conhecido como fumo passivo. Parar de fumar é extremamente estimulante para a saúde. Os benefícios são percebidos em curto prazo, como a melhora da força respiratória e da circulação sanguínea, e a longo prazo, como a redução do risco de doenças graves. A grande quantidade de indivíduos com dependência química nicotinica demanda a constante pesquisa por novas estratégias terapêuticas (CAVALCANTE et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sistemicamente falando, a nicotina causa vasoconstrição, ou seja, quando a nicotina é inalada ou gerada pela corrente sanguínea, ela atravessa a barreira hematoencefálica e se liga a receptores específicos na superfície das células nervosas e leva ao estreitamento dos vasos sanguíneos, o que resulta em aumento da pressão arterial e frequência cardíaca. Isso coloca uma carga adicional no coração e pode levar a problemas cardiovasculares a longo prazo, como hipertensão, doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (RODRIGUES et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nicotina é uma substância química encontrada principalmente no tabaco e é conhecida por seus efeitos estimulantes e viciantes. Quando a nicotina é inalada ou ingerida, ela entra na corrente sanguínea e afeta vários sistemas do corpo, produzida em uma série de efeitos sistêmicos. Quando consumida, ela tem uma série de efeitos sistêmicos no corpo humano. A nicotina estimula o sistema nervoso central, levando a uma sensação de alerta e melhora na atenção e concentração. Ela também pode levar à liberação de dopamina, um neurotransmissor associado à sensação de prazer, o que pode contribuir para o potencial viciante da nicotina (MACIEL et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que a nicotina se liga a esses receptores, ela desencadeia a liberação de neurotransmissores, como a dopamina, a noradrenalina e a serotonina, que são responsáveis ​​por transmitir sinais entre as células nervosas. Essa liberação de neurotransmissores pode levar a diversos efeitos no cérebro, incluindo uma sensação de prazer, aumento da atenção e do estado de alerta, melhora na memória e diminuição do apetite. No entanto, é importante destacar que a nicotina é uma substância altamente viciante e seu uso prolongado pode ter efeitos prejudiciais à saúde. O consumo de tabaco, seja através de cigarros convencionais ou de produtos de tabaco aquecido, está associado a uma série de doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias (VOIGT et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, embora a nicotina possa ter alguns efeitos positivos no cérebro, esses benefícios são temporários e podem ser superados pelos efeitos negativos a longo prazo do consumo de tabaco. Existem outras formas de estimulação cerebral que podem ser mais seguras e tolerantes, como exercícios físicos regulares, alimentação. Visto como uma alternativa menos nociva para aqueles que desejam cessar o tabagismo, o uso do cigarro eletrônico (e-cigarro) tem se tornado cada vez mais comum e extremamente prejudicial a saúde. Portanto o uso da nicotina em qualquer quantidade e período de tempo é devastador para a saúde e uma porta de entrada para complicações futuras e devido a isso, é necessário maiores investimentos educacionais e tecnológicos para reduzir e eximir o consumo da nicotina (BAGGETT et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nicotina é um psicoestimulante e euforizante, que em diversos estudos chega a ser comparada com a cocaína, pois a substância ao chegar no Sistema Nervoso Central (SNC), desde a primeira tragada em que a fumaça é absorvida pelos pulmões até sua chegada no cérebro, o qual libera o neurotransmissor da dopamina causa uma sensação de prazer momentâneo que tem pouca durabilidade, fazendo com que o indivíduo repita e então entre no vicie. Ela pode levar a um aumento da atenção, estado de alerta e melhora temporária do humor. No entanto, o consumo intenso de nicotina pode levar à dependência e tolerância, sendo necessário consumir doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos (GUTIERREZ et al., 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A substancia química do cigarro pode afetar o sistema gastrointestinal, causando aumento da produção de ácido estomacal e diminuição do fluxo sanguíneo para o trato digestivo. Isso pode resultar em problemas digestivos, como azia, úlceras gástricas e aumento do risco de doenças do trato gastrointestinal. No sistema respiratório pode afetar a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres. Em homens, pode causar disfunção erétil e redução da qualidade do esperma. Em mulheres, pode afetar a fertilidade, aumentar o risco de complicações durante a gravidez e prejudicar o desenvolvimento fetal (DE OLIVEIRA ANDRADE et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses efeitos sistêmicos, é importante destacar que a nicotina é uma substância altamente viciante e o consumo de tabaco está associado a uma série de doenças graves, como câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. Portanto, é fundamental buscar apoio e orientação médica para parar de fumar e reduzir os riscos à saúde. O prognóstico de um paciente que sofre com os efeitos deletérios da nicotina pode variar dependendo da gravidade e duração do consumo, além de outros fatores individuais, como a presença de doenças pré-existentes e o estilo de vida geral do paciente (ANDRADE, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que a nicotina é uma substância altamente viciante e o consumo crônico de tabaco está associado a uma série de doenças graves, como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias. O risco de desenvolvimento dessas doenças aumenta com o tempo de exposição à nicotina e com a quantidade consumida. No entanto, mesmo que um paciente já tenha experimentado efeitos deletérios da nicotina, como doenças cardiovasculares, problemas relatados ou outros danos à saúde, é possível melhorar o prognóstico ao adotar medidas para parar de fumar e melhorar a saúde geral (SERQUEIRA et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a nicotina é apenas um dos componentes existentes no cigarro e existem evidências de que pode servir como agente neuroprotetivo e causar melhoras em algumas funções cognitivas.&nbsp;A evidência de maior frequência de indivíduos com alto grau de dependência química à nicotina demonstra a importância da associação de terapias medicamentosas com abordagens cognitivas comportamentais por meio de intervenções de enfermagem, relacionadas ao controle e cessação do tabagismo por meio da educação em saúde (MACIEL et al., 2021)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem aos efeitos deletérios da nicotina no organismo de forma sistêmica apontou os danos à saúde oriundos do tabaco uma planta psicoativa, cuja principal substância química é a nicotina, a qual é extremamente viciante. Os fumadores apresentam o dobro do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares comparativamente com os não fumadores. Ao nível sistêmico, a nicotina uma substância simpaticomimética, promove a libertação de catecolaminas, epinefrina e norepinefrina, ativadas pelo sistema nervoso simpático e está ativação é responsável pelo aumento da frequência cardíaca; pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a nicotina possa ter efeitos estimulantes e prazerosos no cérebro, ela também tem efeitos deletérios no organismo em nível sistêmico. A droga é uma substância altamente viciante presente nos produtos de tabaco, como cigarros, charutos e tabaco de mascar. A exposição à fumaça do cigarro contém várias substâncias carcinogênicas, que aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão, boca, garganta, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero e outros órgãos. Assim sendo, a nicotina suprime o sistema imunológico, tornando os fumantes mais suscetíveis a infecções. Portanto os efeitos deletérios da nicotina sistemicamente são prejudiciais a saúde e ao bem-estar do fumante, tabagismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Curso de Medicina, FAHESP &#8211; Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí; IESVAP &#8211; Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup>Curso de Medicina, FAHESP &#8211; Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí; IESVAP &#8211; Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>3</sup>Curso de Medicina, FAHESP &#8211; Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí; IESVAP &#8211; Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Corresponding author: antonio.neto12345@outlook.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Funding: FAHESP/IESVAP</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O SISTEMA DE PRODUÇÃO E LOGÍSTICA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-sistema-de-producao-e-logistica-como-ferramenta-de-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 18:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Produção]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10211216 Bismarque De Oliveira¹Juliana Maria Lima do Carmo² RESUMO As empresas atuais, buscam hoje cada vez mais maturidade e tecnologia em seus processos, com intuito de atingir os padrões de qualidade e produtividade com excelência. Os processos de almoxarifado consistem em uma série de ações direcionadas a rotinas de estoque permitindo além da [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10211216</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Bismarque De Oliveira¹<br>Juliana Maria Lima do Carmo²</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas atuais, buscam hoje cada vez mais maturidade e tecnologia em seus processos, com intuito de atingir os padrões de qualidade e produtividade com excelência. Os processos de almoxarifado consistem em uma série de ações direcionadas a rotinas de estoque permitindo além da agilidade no atendimento, outros processos como detectando seus problemas e apontando soluções. Este trabalho foi feito em cima do setor de almoxarifado da Empresa COOPERB situada na Cidade de Lambari D’Oeste – Mato grosso, focada no ramo do agroindustrial. Para melhorar o atendimento do processo a empresa tem um programa administrativo para fazer todas as partes burocráticas que facilita e identifica os problemas. Como procedimento técnico usa-se o processo de melhoria contínua nos processos diários e dos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavra-Chave: </strong>Almoxarifado; Qualidade; Processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Através de adoção de diferentes estratégias, pode-se obter diversas vantagens competitivas, também podemos citar a competição e gerenciamento de uma organização, a mudança de uma concorrência local ou regional pela disputa de mercado, a alta exigência do consumidor e o ciclo de vida produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de qualidade também entra como uma estratégia muito importante nesse contexto, com ela é possível alcançar a excelência organizacional quando esta consegue adequar – se para atender a necessidade do cliente. O desenvolvimento da gestão de qualidade fez extravasar o domínio dessas empresas, levando a adquirir proeminência em todos os setores de atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O turismo é um dos setores da economia que mais vem crescendo nos últimos tempos, porém, devido ao período pandêmico, essa área se tornou mais reconhecida, apesar de no Brasil, ainda não ter alcançado o seu auge principal, como em diversos outros países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tantas belezas no município e um vasto patrimônio histórico a ser preservado e já reconhecido, geram vários questionamentos acerca do turismo na região. Diante desses apontamentos surge a problemática: Como ocorre o processo de gestão dentro do setor de almoxarifado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pesquisa tem como objetivo geral, apresentar o contexto, referente ao processo de produção e logística como ferramenta de gestão. Tendo como objetivos específicos;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Verificar os fatores que dificultam o processo de gestão dentro do setor empresarial;</li>



<li>Apontar os métodos de gestão e logística, utilizados no setor empresarial;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Das inúmeras metodologias para melhoria dos processos as ferramentas de qualidade são extremamente úteis a empresa, determinando procedimentos e atividades que precisam ser mudadas com o máximo de clareza, planejadas para não deixar dúvidas parta os colaboradores relacionados no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse proposito para otimizar a melhoria contínua do processo, é necessário entender sua organização, estrutura e processo de rotina, ou seja, seu mapeamento de tudo ali contido. A aplicação de ferramentas de qualidade no mapeamento dos processos do setor de almoxarifado, localizado no oeste do estado no Mato Grosso, a fins de identificar falhas durante o processo em um ambiente corporativo, agiliza as atividades por parte dos colaboradores, podendo aperfeiçoar seis níveis de serviço aumentando a competitividade e lucratividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que o Almoxarifado é o local responsável pela guarda e conservação de materiais, tendo a função de destinar espaços onde permanecera cada item guardado até a necessidade de seu uso, ali está a maior parte do investimento da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gestão de qualidade, é uma ferramenta estratégica com visão sistêmica que algumas ou quase todas empresas tem um alinhamento do conceito e práticas voltadas para dirigir e controlar todos os processos, possibilitando melhorias de produtos e serviços, buscando garantir satisfação das necessidades que os clientes esperam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a preocupação da qualidade de bens e serviços, surgiu na década de 20 nos EUA por Walter Andrew Shewhart, ele desenvolveu um sistema que mensurava as variabilidades encontradas na produção de bens e serviços, que ficou conhecido como CEP controle estático de processo, onde mais adiante na segunda guerra mundial incentivaram a utilização do CEP para produtos bélicos do exército norte americano, ajudando a disseminar métodos de controle de qualidade pelo mundo. Em sequência ao CEP, Walter Andrew desenvolveu também o método essencial chamado ciclo PDCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o fim da guerra na década de 40, o Japão iniciou – se o investimento em gestão de qualidade para reconstrução do País, por meio de suas industrias, que ao invés de detectar e eliminar peças defeituosas, procurava impedir a ocorrência de defeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pilares da gestão da qualidade servem como base para as organizações que buscam eficiência em sua gestão. O tópico gestão sistemática e alinha com gerenciamento de processos que busca abordar separadamente para facilitar o entendimento das ideias de maneira resumida, trata-se do sucesso da gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.1. Foco no cliente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cliente é o principal objetivo, tendo que sempre superar suas expectativas oferecendo o melhor produto e serviço com qualidade, por isso a importância de a empresa observar as necessidades de seus clientes, para atendê-los com eficiência, sempre estar preparada para receber feedbacks e agilidade para respondê-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.2. Liderança Proativa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel de um líder nas empresas é transmitir a cultura organizacional, criar e manter um ambiente favorável a seus liderados que desempenhem suas atividades com qualidade da melhor maneira possível, motivados e comprometidos aos objetivos a eles propostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um líder proativo baseia-se em indicadores para antecipar as mudanças e os problemas que surgiram envolvidos em seu cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.3. Melhoria continua</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de qualidade nos processos das empresas deve ser contínuo, para isso precisa ser implementado os melhores e mais modernos processos para aumentar cada vez mais o desempenho do serviço prestado, principalmente se usar o modelo de gestão de melhoria continua o PDCA onde resolve os problemas e gera melhorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PDCA conhecido também como QC é um método de soluções de problemas e melhorias continua, onde as cousas do problema são investigadas sob ponto de vista dos fatos e causa efeito, analisa com detalhes e resultando em contramedidas planejadas para o problema, mas o compromisso da equipe é fundamental para que esta atitude torne corriqueiro na empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>P &#8211; </strong>(Plande planejar) &#8211; Envolve o exame do atual método ou da área-problema estudada, envolvendo coleta e análise dos dados de modo a formular um plano de ação que se pretende para melhoria de desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>D &#8211; </strong>(Do de fazer) &#8211; Implementa o plano na operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>C &#8211; </strong>(Checkde verificar) &#8211; A nova solução implementada é avaliada, para ver se resultou no melhoramento de desempenho esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A &#8211; </strong>(Actde agir) &#8211; A mudança é consolidada ou padronizada.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="257" height="231" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4624.png" alt="" class="wp-image-112802" style="width:459px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 – </strong>processo das etapas do ciclo PDCA (MATOS, 2010, p.36)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob a ótica do TQM (Total Quality Management), o gerenciamento de processos deve ser conduzido por meio do giro do ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action). Assim, deve haver ciclos PDCA para controle, para melhoramento e para o planejamento da qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.4. Decisão baseada em fatos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter uma boa relação com os fornecedores, é fundamental para empresa, criando um relacionamento mútuo por meia de parcerias e alianças estratégicas, além de fortalecer e garantir insumos de qualidade, facilita a criação de valor e a satisfação e expectativas dos clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecimento em todo processo, permite tomar decisões que impactam positivamente nas organizações. Com uma visão ampla, sistemática e com habilidade faz com que os líderes analisam o cenário mais amplo e considerando os inúmeros fatores internos e externos que influenciam no bom funcionamento do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mapeando todas as atividades de forma detalhada das rotinas operacionais, é vital estabelecer metas e estratégias para aumentar o desempenho e corrigir inconformidades, o gerenciamento de todos os recursos e atividades de uma empresa como processo é fundamental assim como implementar melhorias que influenciam para resultados positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.5. Conscientização de todos os colaboradores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder ou gestor deve comprometer e envolver todos os funcionários do seu setor com metas, estratégias e resultados, conscientização e entrosamento pessoal são muito importantes para o crescimento individual e setorial. Quanto todos ali envolvidos compreende o impacto de seu trabalho no resultado final, com certeza o resultado aparecera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas para tudo isso temos que investir em capacitação, treinamento, envolvimento nas melhorias e procedimentos padronizados garantindo a qualidade no processo produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um resumo geral o processo de qualidade não é tão simples como se parece, além de tudo temos que ter pessoas qualificadas que permitem resultados com maior facilidade, agilidade e estruturando e otimizando os recursos investidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma boa implantação ou melhoria mapeie os processos com possibilidade de melhorar as outras etapas, buscando entender a relação entre eles, use metodologias certas como métodos já consagrados que deram certo, realize mudanças controladas quando todos os problemas já estão identificados e suas soluções definidas, acompanhe e otimize resultados analise cada mudança como ela se comporta e entenda o impacto nos processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais as ferramentas usar? Existem diversas ferramentas ligadas a gestão de qualidade que são usadas para mensurar, aplicar e demonstrar com facilidade os gargalos detectados nos processos produtivos ou de serviços para aumentar o foco na qualidade. Dentre várias ferramentas temos a análise SWOT que significa forças, fraquezas, oportunidade e ameaças também conhecida como FOFA que é uma maneira de garantir o desenvolvimento futuro auxilia os gestores a enxergarem os elos dos riscos que podem comprometer o processo em médio ou longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos o diagrama de Pareto que é uma ferramenta em forma de gráficos que é utilizada para definir causa dos problemas, determinando a sua frequência no processo possibilitando sua contenção de forma rápida e eficaz garantindo um resultado mais consistente, com 80% dos resultados provem de 20% das causas. Temos o diagrama de Ishikawa que é conhecida como diagrama de causa e efeito ou diagrama de espinha de peixe usada para identificar causas de problemas específicos utilizando uma técnica dos 6Ms que são métodos, matéria – prima, maquina, mão de obra, medida e meio ambiente facilitando a identificação das causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos o Ciclo PDCA que tem quatro etapas a serem seguidas, ajudando na elaboração, execução, monitoramento e aprimoramento continuo do processo. Temos as filhas de verificação que nada mais é que documentos simples e de fácil entendimento como planilhas e tabelas que servem para agilizar e coletar dados para ter uma rápida percepção da realidade e interpretação da situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos o histograma que é uma ferramenta gráfica de barras que representam a frequência dos problemas encontrados, verificando quantas vezes algo ocorreu ao longo do processo, uma evolução histórica de um determinado período e processo. Temos o diagrama de dispersão também utilizando gráficos para analisar as diferentes causas dos problemas retratado por dois eixos numéricos medindo variáveis como quantidade, custo, volume e espaço ente outras relacionados a resultados matemáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos a carta de controle usando gráficos para acompanhar o quanto um processo é realizado com qualidade em um determinado período, o objetivo é evidencias alterações no processo de produção como falhas que necessitam de atenção gerencial. Temos o método 5W2H com a finalidade de fornecer um compacto ponto de vista inevitáveis para administrar um plano de ação, usando termo de perguntas como o que será feito? Por que? Onde? Quando? Quem será o responsável? Como será feito? Quanto custara? Forçando a organizar ideias e criar estratégias para resolver os problemas promovendo o ganho de eficiência nas atividades desenvolvidas e reduzindo o retrabalho que é um dos piores pontos a ser realizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com todas essas ferramentas não tem como dar uma implantação ou melhoria errado a não ser que quem está à frente do projeto não der importância suficiente, e não saber o que está fazendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Almoxarifado é deposito onde os materiais é acumulado os materiais internos ou externo de um determinado setor ou empresa. Em tempos anteriores era visto como o pior e mais inadequado local da empresa, os materiais eram acumulados de qualquer forma e sua mão de obra era totalmente desqualificada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar dos tempos, hoje o almoxarifado é uma das áreas mais importantes da empresa sendo um setor fundamental nas organizações por consistir em um controle de estoque de valores baixos, médios e altos. Além do controle de materiais como peças das mais diversas espécies, lubrificantes, produtos de limpeza, também se considera em certos aspectos como pesquisa de fornecedores, lançamento e arquivamento de notas, registros de solicitações de compras, registro de entrada e saída de materiais além de serviço de rotinas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além desses requisitos, o almoxarifado sempre devera assegurar que o material adequado esteja na quantidade devida pelo seu controle de máximo e mínimo, sua localidade correta como corredores e prateleiras, impedir que haja divergências de inventario e perdas de qualquer natureza preservar a qualidade e quantidade exata, possuir instalações e local adequado para alguns materiais perigoso ao contato humano, adequando os recursos de movimentação e distribuição suficiente a um atendimento rápido e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2.6. Conceito de Gestão de Almoxarifado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A localização de um almoxarifado é fundamental e devemos nos atentar a facilidade para encontrar aquilo que se quer procurar. Além de organizar devemos nos atentar a sua facilidade de procura, como através de etiquetas, evitando assim a entrega errada de um material de “quase” parecido, mas com referências diferentes, isso acontece muito caso haja desatenção no ato da entrega do material, atrasando até mesmo certos serviços urgentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Matos (2010) “a atividade almoxarifado visa garantir a fiel guarda dos materiais confinados pela empresa, objetivando sua preservação e integridade até o consumo final”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fagundes (2013), o almoxarifado deverá:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>assegurar que o material adequado esteja, na quantidade devida, no local certo, quando necessário;</li>



<li>impedir que haja divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;</li>



<li>preservar a qualidade e as quantidades exatas;</li>



<li>possuir instalações adequadas e recursos de movimentação e distribuição suficientes a um atendimento rápido e eficiente (MARTINS e ALT, 2000, p. 85).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ainda segundo Martins e Alt (2000) são também responsabilidades do departamento de almoxarifado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>determinar permanência dos itens;</li>



<li>determinar a periodicidade de reabastecimento;</li>



<li>determinar o volume necessário de estoque para um determinado período;</li>



<li>acionar o departamento de compras;</li>



<li>receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades;</li>



<li>controlar os estoques em termos de quantidade e valor e fornecer informações sobre a posição do estoque;</li>



<li>manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estado dos materiais estocados;</li>



<li>identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados, conforme (FAGUNDES, 2013, p. 89).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com Carvalho (2002) não existe um padrão preestabelecido que determine o dimensionamento adequado de um almoxarifado, variando assim em função das atividades desenvolvidas, das áreas necessárias à funcionalidade do serviço, das áreas específicas de estocagem de acordo com as quantidades e tipos de produtos a serem estocada, da periodicidade das aquisições e intervalo de tempo da entrega dos mesmos pelos fornecedores, do sistema de distribuição e da quantidade de equipamentos e acessórios pertencentes ao almoxarifado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Araújo (1980) as técnicas de estocagem variam de acordo com as características dos materiais e podem necessitar de processos simples ou de sofisticados equipamentos e investimentos em tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA/MATERIAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro momento, foi realizado a escolha do tema, a fim de ter uma compreensão melhor sobre o assunto, aonde irá ser realizado uma pesquisa bibliográfica e documental, afim de se ter um embasamento teórico com pesquisas já realizadas anteriormente sobre o mesmo assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conteúdos utilizados na pesquisa, foram selecionados em obras já públicas em sites acadêmicos, livros, artigos, entre outros. Realizando uma análise documental, sobre todo o conteúdo apresentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. RESULTADO E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A COOPERB &#8211; Cooperativa Agrícola de Produtores de Cana de Rio Branco Ltda., situada na rodovia MT 170, km 60, município de Lambari D’Oeste – MT, foi constituída em 1981 por um grupo de empreendedores, que sonhavam criar um polo de desenvolvimento agroindustrial, aproveitando as condições de clima, solos e localização geográfica favoráveis. Em 1983 os cooperados conseguiram que fosse aprovado um projeto de implantação para uma destilaria de álcool tendo capacidade de 22 milhões e 500 mil litros de álcool por safra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A da produção de álcool da destilaria COOPERB tem participação de 8% da produção do mesmo no Estado de Mato Grosso, com produção na safra de 2003 de 60 milhões de litros de álcool, sendo 15 milhões de álcool hidratado e 45 milhões de álcool anidro. Em relação à comercialização da sua produção, 70% é destinada ao mercado do Estado de São Paulo, 10% na região Centro-Oeste, e 20% junto às distribuidoras da região Norte, notadamente Manaus. Em 2006 os cooperados viram a oportunidade de abrir uma filial em Mirassol D’Oeste MT oferecendo a população da cidade oportunidades de emprego, em 2009 a empresa mudou seu nome e passou a se chamar Agropecuária Novo Milênio o parque industrial e continuando COOPERB como a parte agrícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda metade do século dezenove, teve seu uso ampliado, passando a ser empregado em diversas finalidades industriais e, também, como fonte energética. Quando surgiram os primeiros veículos movidos a motores de combustão interna, foi utilizado o álcool para movimentá-las, pois naquela época já eram conhecidas suas grandes vantagens. Com o surgimento do petróleo, produto este mais barato e acessível à época, acabou por interromper as diversas tentativas de utilização do álcool como combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da crise mundial do petróleo, na década de 1970, buscaram-se várias alternativas visando à substituição desse combustível fóssil principalmente a gasolina. O Brasil foi um dos únicos países que conseguiu viabilizar um programa de substituição da gasolina com a utilização de um combustível limpo e renovável a partir da cana-de-açúcar com a criação do Proálcool (Programa Nacional do Álcool) este programa foi criado pelo Presidente Ernesto Geisel, em 11 de novembro de 1977, o que é no mundo uma importante iniciativa para substituir combustíveis fósseis por um combustível alternativo e renovável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COOPERB hoje tem como objetivo aumentar a capacidade de produção de 60 milhões para 70 milhões de litros, objetivando aumentar sua participação no mercado. Os cooperados no total de 23 são os maiores produtores e fornecedores da cana processada pela indústria, participando na safra de 2003, com 80% da matéria-prima fornecida, o restante 20% são produzidos e fornecidos pela Cooperativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cooperativa conta com departamento técnico para acompanhamento das lavouras e laboratório de controle de qualidade, visando aumento da produtividade agrícola e industrial. Outro fator importante é o controle da qualidade da Cana-de-açúcar produzida. A cana de açúcar própria de climas tropicais e subtropicais encontrou aqui as condições de solos, topografia e clima favoráveis ao seu cultivo. O preparo do solo é feito através de gradarem. Sendo que o plantio é feito manualmente por com utilização de carregadeiras e caminhões canavieiros e mecanicamente por plantadeiras puxadas por tratores, as mudas são tiradas por colhedoras e seu transporte até as plantadeiras é feito por reboques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período de desenvolvimento vegetativo a cana-de-açúcar requer cuidados especiais onde fica sob a responsabilidade de agrônomos e técnicos agrícolas manter o solo nas condições ideais exigidas pela cana-de-açúcar também a vendo a preocupação com o canavial quanto a constante concorrência de ervas-daninhas e pragas até atingir a colheita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COOPERB possui uma grande preocupação com a natureza por isso atende todas as exigências dos órgãos governamentais, observando cuidadosamente os padrões determinados em relação à conservação do solo, controle biológico de pragas, uso de defensivos e tratamento de efluentes, o que define a COOPERB como empresa consciente da preservação ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 30 anos de história a inovação contínua sendo a razão principal do crescimento da COOPERB e seus cooperados. Pode-se também afirmar que o êxito da empresa veio propiciar condições favoráveis na economia do município e região, criando condições ideais para a geração de emprego e renda, buscando respostas na evolução do aspecto social e produtivo. A história da administração na busca de resultados passou por várias tendências orientadas para o produto, para o mercado, para os clientes e o social. A condição de a COOPERB ser responsável socialmente dá resultados e proporciona maior competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>3.2. Processos Almoxarifado COOPERB</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uso de um ERP (Enterprise Resource Planning) que significa Planejamento dos Recursos da Empresa como ferramenta para gerir todos os processos burocráticos do almoxarifado trazendo confiabilidade e qualidade nos processos de rotina. O ERP em uso para gestão usa-se o CS(COMPUSOFTWARE). A CS conta com um completo conjunto de soluções integradas e on-line e desenvolve sistema de gestão de negócios para empresas dos mais diferentes segmentos de atuação que buscam desempenho superior e tem a inovação como uma de suas principais características.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No processo de gerenciamento as organizações trabalham como um sistema, um conjunto de processos inter-relacionados, interagindo para o alcance dos interesses. Estes processos são executados continuamente por pessoas integrantes de seu quadro profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a gestão de processo do almoxarifado deve-se conhecer e mapear os processos do setor, identificar, desenvolver internamente metodologias de melhores práticas nos processos de rotinas, se preocupando com a segurança com uso de EPI’S, visando alcançar maior eficiência no seu desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Início para reposição ou adquirir um material ao estoque, iniciamos pelo processo de solicitação, onde planeja-se e analise-se a quantidade mínima e máxima, prioridade e a quantidade usada durante um período para verificar se a solicitação feita não sai com valores e quantidade desordenados a sua capacidade de armazenamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feito a solicitação dos materiais, necessita-se de uma aprovação do responsável. Para COOPERB temos uma divisão de responsáveis que para a reposição de estoque quem aprova é o gestor do almoxarifado, podendo ser o coordenador ou um diretor responsável, não tem a figura do gerente de suprimentos. Para aplicação direta que irá diretamente para os equipamentos ou implementos em manutenção na oficina, que nesse caso tem se a aprovação de um gerente de oficina mecânica, para um certo valor, passando do valor estipulado ao gerente, terá que ter uma segunda aprovação de um diretor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feito processo de aprovação, será direcionado ao setor de compras onde é obrigatório cotação de no mínimo 03(três) fornecedores. Esses fornecedores para participarem da cotação tem uma exigência com um padrão de informações para que a empresa possa comprar. Feito processo de compra temos que aguardar a resposta das informações do fornecedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As atividades de recebimento e aceitação abrange desde o envio da nota xml para uma conferência antes da chegada do material até sua recepção de conferencia e entrada da nota fiscal atualizando o estoque físico e sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uso de um gerenciador de xml onde todas as notas emitidas são direcionadas para a empresa COOPERB ajudando no processo de análise.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1025" height="495" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4629.png" alt="" class="wp-image-112807" style="width:1038px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4629.png 1025w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4629-300x145.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4629-768x371.png 768w" sizes="(max-width: 1025px) 100vw, 1025px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 –</strong> gerenciador de integração nota fiscal</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aceitação de recebimento dos materiais compõe um sistema integrado com as áreas contábil e compras, caracterizando uma interface entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="398" height="53" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4630.png" alt="" class="wp-image-112808" style="width:850px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4630.png 398w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4630-300x40.png 300w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 –</strong> exemplo de rotina entrada materiais de almoxarifado</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recebimento é o ato pelo qual o material adquirido é entregue no local designado que pode ser interno ou externo, dependente do local recebido todas as funcionalidades especificas é feita pelo almoxarifado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da entrada da nota temos algumas regras para o processo de entrada da nota, para não termos retrabalho.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="604" height="458" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4632.png" alt="" class="wp-image-112810" style="width:728px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4632.png 604w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4632-300x227.png 300w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4–</strong> método recebimento de nota fiscal</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feito a aceitação da nota, na qual declaram que os materiais recebidos satisfazem as especificações contratadas, entregar a nota ao colaborador da escrituração fiscal para que faça o lançamento da mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>3.3. Posto de Abastecimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresa COOPERB, além do ERP da CS temos uma solução integrada onde controlamos todo processo de abastecimento através de chip veicular, processo onde envolve-se a gestão de qualidade total e gerenciamento de rotinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aperfeiçoamento continuo e o avanço tecnológico, a renovação dos costumes e do comportamento levou a mudança e necessidade da empresa, onde teve predisposição para melhorias, inovou o modo de abastecer, usou nova tecnologia mais segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O melhor controle que se pode ter da empresa é aquele que resulta da responsabilidade atribuída a cada um que dela faz parte.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Descentralização</li>



<li>Autonomia para tomada de decisão</li>



<li>Decisão onde está a ação</li>



<li>Respaldo para ações delegadas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário saber delegar: transferir poder e responsabilidade a pessoas que tenham condições técnicas e emocionais para bem assumir o que lhes for delegado. É preciso contar ainda com ágil sistema de comunicação, capaz de proporcionar respostas rápidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usando a solução da empresa IONICS situada em Florianópolis Santa Catarina. O SAAF (Sistema Automatizado de Abastecimento de Frotas) garante economia e segurança porque controla com precisão todo combustível consumido. O sistema facilita e comanda toda a operação de forma ágil e precisa onde, em poucos passos, é capaz de validar, monitorar e registrar os abastecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo inicial é a implantação do chip no veículo, que é cadastrado no ERP e integrado para p SAAF, mas antes de validar o início do abastecimento esse chip que é comprado em lote tem uma liberação pelo departamento de TI não tendo vínculo com almoxarifado. Após sua liberação dá-se início ao abastecimento onde o motorista estaciona ao lado da bomba solicitando abastecimento, o operado identifica o motorista e a si mesmo no micro terminal, o bico do gatilho da bomba é automatizado que é posicionado pelo operador no entrada do tanque e é identificado o veículo através da leitura do chip chamado de DIV(dispositivo identificador de veículo), com o abastecimento liberado o fluxo de combustível é acionado e se inicia o abastecimento, ao final de seu abastecimento é salvo e importado para o ERP, ficando modo de consulta no SAAF. O mesmo acontece com os abastecimentos em campo com abastecimento através do caminhão comboio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A base da garantia da Qualidade está no planejamento e na sistematização (formalização) de processos que, testados, passaram por fase de estabilização e tornaram-se rotina. O padrão de desempenho desejável na empresa deve ser o de &#8220;zero defeito&#8221;.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ações sistemáticas e planejadas</li>



<li>Estabilidade dos processos e rotinas</li>



<li>Confiabilidade &#8211; certificação</li>



<li>Formalização do processo</li>



<li>Garantia da qualidade em serviços</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não se conformar com o erro</li>



<li>Definição do certo</li>



<li>Atitude preventiva</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O armazenamento do combustível é feito por tanque com capacidades adequadas ao local, com segurança para os colaboradores, assim como o local de abastecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>3.4. Metas e objetivos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após identificar as melhorias a serem feitas por prioridade, é preciso estabelecer metas e objetivos para resolução dos problemas apontados. É uma etapa muito importante para que o grupo saiba onde elas devem chegar, quais os resultados eles devem perseguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um padrão dentro das metas e objetivos chamados SMART o que significa ser Especificas, Mensuráveis, Alcançáveis, Relevantes e com Prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle de meta e objetivo em um estoque não é tão simples, principalmente se realmente pretende-se alcança-las, pois conforme pesquisas apenas metade das organizações trabalha efetivamente para definir metas de desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Coordenador e líder de almoxarifado não existe apenas para ajudar os colaboradores a alcançarem seus próprios objetivos pessoais, ele alinha as metas da empresa, criando formas de aumentar a comunicação durante a realização de grandes projetos, acompanha o progresso de cada colaborador, identificando fraquezas e aspectos a serem melhorados, faz os colaboradores compreender sua função e reponsabilidade global e individual, manter a equipe mais focada em atingir os objetivos da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluímos este trabalho de conclusão de curso com os objetivos específicos atingidos, pois foi possível analisar o controle de estoque juntamente com a equipe de almoxarifado, dar sugestões cabíveis e adequadas a situação estrutural do almoxarifado da COOPERB, aprendendo processo e ajudando em outros com as ferramentas da qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o mapeamento do processo aderiram algumas regras viáveis que tinham em projetos, onde colocaram em pratica, o POP está sendo utilizado semanalmente para avaliar as metas alcançadas, as ocorrências, os problemas solucionados e projetos futuros, tendo uma equipe entrosada e com boa eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo PDCA agora mais aprimorado, juntamente com o plano de ação 5W2H está dando ênfase ao processo de inventario, além das rotinas especificas de cada colaborador e os depósitos externos, onde perceberam que podiam melhorar ainda mais além do que faziam, principalmente algumas rotinas engessadas quando se tratava na parte de entrega de material no atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi analisado a fundo alguns parâmetros do ERP, para que o uso da ferramenta dentro de algumas mudanças solicitadas, também a mudança nas etiquetas alocadas aos produtos para melhor identificação. No posto de abastecimento, implantaremos uma rotina de manutenção preventiva para a solução do comboio de abastecimento e posto de abastecimento, incluindo cheque-liste com itens essenciais a rotina diária, evitando assim que as quebras não peguem de surpresa e o processo fique parado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Placa de identificação para alguns materiais e depósitos para expor o risco também entrou no processo de qualidade da segurança abraçando as regras do 5S, solicitado treinamento de primeiros socorros e de risco de materiais inflamáveis para que os colaboradores fiquem dentro das regras de segurança e com certificação da Normas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso de MBA em gestão da qualidade, proporcionou grande conhecimento para parte pessoal e organizacional, uma experiência que será compartilhada com outras pessoas assim ajudando para que todos tenham consciência e a importância de se trabalhar em um ambiente favorável a melhoria continua com as ferramentas da qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, José Mexia Crespo de. Logística. 3ª ed. Lisboa: Edições Silabo, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FAGUNDES, Thales Pereira. Planejamento de obra: estudo de caso, edificação<br>residencial de multipavimentos em Brasília. 2013. 85 f. TCC (Graduação) &#8211; Curso de<br>Engenharia Civil, Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas &#8211; FATECs,<br>UniCEUB, Brasília, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KELLEY, J.E; WALKER, M.R. Critical-Path Planning and Scheduling. Proceedings of<br>the Eastern Joint Computer Conference, 1959 apud KENLEY, R.; SEPPÄNEN, O.<br>Location based management system for construction: improving productivity<br>using flowline. Londres, Editora Spon Press, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMMER, Carl V. Planejamento, orçamentação e controle de projetos e obras. Rio<br>de Janeiro, LTC, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINES, Alexandre R. S. Planejamento operacional no canteiro de obras.<br>Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) &#8211; Universidade<br>Anhembi Morumbi. São Paulo, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS, A. D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Editora Pini, 2010.<br>426 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MATTOS, A. D. Como preparar orçamentos de obras: dicas para orçamentistas,<br>estudos de caso, exemplos. São Paulo: Editora Pini, 2006. 286 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">QUEIROZ, MÁRIO NALON DE. Programação e controle de obras. Juiz de Fora:<br>Universidade Federal de Juiz de Fora, 2001. 95 f</p>



<p class="wp-block-paragraph">RESENDE, C. C. R. Atrasos de obra devido a problemas no Gerenciamento. 2013.<br>61p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil). Universidade<br>Federal do Rio de Janeiro – Escola Politécnica, Rio de Janeiro, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Luís Antônio P. de. O que você precisa saber sobre o controle. Belo<br>Horizonte: Santa Bárbara Engenharia, 1987. 44 p.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Bismarque de Oliveira,Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública EaD do Instituto Federal de Rondônia Campus Porto Velho Zona Norte. e-mail: oliveirabismarque1@gmail.com</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup> Docente do Curso Superior de Pedagogia da Universidade Estadual de Goiás. Especialista em Gestão Escolar (Campos Elíseos). e-mail: juliana.carmo@ueg.br.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>REFORÇO DE PAREDES ESTRUTURAIS PRÉ-EXISTENTES EMPREGANDO GRAUTEAMENTO: ESTUDO DE CASO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/reforco-de-paredes-estruturais-pre-existentes-empregando-grauteamento-estudo-de-caso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 15:22:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=112736</guid>

					<description><![CDATA[CASE STUDY ON STRENGTHENING PRE-EXISTING STRUCTURAL WALLS USING GROUTING REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210462 Érica Thaís da Silva Militão MunizLarissa Rodrigues de FariasLetícia Godoy AlfredoHenrique Arcenio AbrantesOrientador: Dr. Dimas Alan Strauss Rambo RESUMO Sendo um dos métodos de construção mais antigos aplicados na sociedade, a alvenaria estrutural segue presente nos diferentes tipos de obras, localidades e padrões. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>CASE STUDY ON STRENGTHENING PRE-EXISTING STRUCTURAL WALLS USING GROUTING</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210462</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Érica Thaís da Silva Militão Muniz<br>Larissa Rodrigues de Farias<br>Letícia Godoy Alfredo<br>Henrique Arcenio Abrantes<br>Orientador: Dr. Dimas Alan Strauss Rambo</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo um dos métodos de construção mais antigos aplicados na sociedade, a alvenaria estrutural segue presente nos diferentes tipos de obras, localidades e padrões. Dentre suas características, a principal trata-se em resistir aos esforços estruturais solicitados da edificação, pelo conjunto de blocos, argamassa, graute e armadura, substituindo os pilares e vigas utilizados na alvenaria convencional. Apesar de uma série de cuidados necessários regulamentados por norma (ABNT NBR 16868:2020) para que sua execução e finalização sejam de qualidade, a alvenaria estrutural caminha paralelamente ao custo-benefício estudado e otimizado no decorrer de sua utilização pelo nicho da construção civil. O não cumprimento das orientações estabelecidas levam ao deterioramento da estrutura da edificação, fazendo-se indispensável soluções que atendam por completo à necessidade posta. Diante disto, apresenta-se neste trabalho o acompanhamento do processo de grauteamento utilizado como reforço de paredes estruturais pré-existentes de um edifício, solução empregada devido a solicitação tardia do controle tecnológico em obra. A identificação dos pontos críticos, preparação das paredes e do graute, o processo de aplicação do mesmo e sua análise termográfica, a reexecução e reparo dos serviços danificados, foram pontos abordados a fim de exemplificar os principais desafios encontrados para a recuperação da eficácia estrutural deste edifício comprometido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Alvenaria estrutural, controle tecnológico, reforço, grauteamento, análise termográfica</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Being one of the oldest construction methods applied in society, structural masonry continues to be present in different types of works, locations and standards. Among its characteristics, the main one is to resist the structural efforts required of the building, by the set of blocks, mortar, grout and reinforcement, replacing the pillars and beams used in conventional masonry. Despite a series of necessary precautions regulated by standard (ABNT NBR 16868:2020) so that its execution and completion are of quality, structural masonry goes hand in hand with the cost-benefit studied and optimized during its use in the civil construction niche. Failure to comply with the established guidelines leads to the deterioration of the building&#8217;s structure, making solutions that completely meet the posed need essential. In view of this, this work presents the monitoring of the grouting process used to reinforce pre-existing structural walls of a building, a solution used due to the late request for technological control on site. The identification of critical points, preparation of walls and grout, the application process and its thermographic analysis, the re-execution and repair of damaged services, were points addressed in order to exemplify the main challenges encountered in recovering the structural effectiveness of this compromised building. In short, the solution practiced achieved % of what was expected, and despite the rework and stoppage of services provided, the action plan to ensure that the work schedule was reached resulted in x days of delay, a relatively low number compared to parameters of the construction company and developer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Structural masonry, technological control, reinforcement, grouting, thermographic analysis</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de grauteamento na alvenaria estrutural consiste no reparo em peças, como, por exemplo, o preenchimento de pilares, vigas e colunas, cavidades de blocos de cerâmica e canaletas, com a utilização do graute, um microconcreto auto-adensável que apresenta alta resistência inicial e final em curto período, expansão controlada e alta fluidez.Tais propriedades, permitem o preenchimento de espaços vazios em locais de acesso limitado sem a necessidade de vibradores para adensamento e com rápida liberação das fôrmas, conferindo a resistência à compressão necessária ao projeto, a partir do reforço da estrutura, em pontos localizados, com maior agilidade, e permitindo que a distribuição de cargas na alvenaria seja uniforme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de relativamente simples, este processo demanda um projeto elaborado de maneira minuciosa, incluindo os locais a serem realizados este tipo de reforço estrutural, a capacitação da equipe, qualidade dos materiais, fiscalização adequada do serviço, bem como uma série de cuidados durante a execução a fim de garantir a qualidade e a resistência objetivada. De acordo com SILVA (1998), falhas no processo de execução do grauteamento podem acarretar o surgimento de patologias, como a segregação do material, gerando prejuízos econômicos e à segurança da estrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.1. JUSTIFICATIVA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabendo-se que é de extrema importância o seguimento das Normas Regulamentadoras aplicadas no país a fim de que as edificações entregues à sociedade sejam de qualidade e atinjam o grau de segurança esperado, é incabível deslizes no sistema construtivo de alvenaria estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que, tais inconformidades, manifestando-se durante o processo de execução e erguimento de estruturas na construção civil, implicam em uma intensa repercussão negativa na sociedade. Como exemplo, é possível citar o incidente relatado pela Revista Tecnológica, v. 18, (p. 91-101, 2009), a partir do colapso da cortina de estacas de um edifício em construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No dia 05 de Abril de 2009, após chuvas intensas, uma cortina de estacas justapostas em concreto armado veio ao colapso de maneira frágil, conforme ilustra a Figura 1 (a). A estrutura de contenção ruída acabou ainda por derrubar uma faixa de calçamento com aproximadamente 25 m de comprimento, em uma importante avenida comercial da região. A referida avenida foi imediatamente interditada e até a sua liberação, dada no dia 18 de Junho de 2009, produziu prejuízos financeiros significativos para diversos comerciantes situados na região do sinistro.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>1</strong><strong>– </strong><strong>(a) </strong><strong>Ruína </strong><strong>de </strong><strong>cortina </strong><strong>de estacas </strong><strong>no </strong><strong>subsolo </strong><strong>de </strong><strong>edifício em </strong><strong>construção </strong><strong>e </strong><strong>(b) </strong><strong>Cortina reconstruída para liberação de tráfego em rua adjacente</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="621" height="354" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4586.png" alt="" class="wp-image-112741" style="width:817px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4586.png 621w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4586-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 621px) 100vw, 621px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Artigo </strong><strong>08 </strong><strong>–</strong><strong>Sobre </strong><strong>os </strong><strong>acidentes </strong><strong>estruturais </strong><strong>recentes </strong><strong>ocorridos </strong><strong>na </strong><strong>cidade </strong><strong>de </strong><strong>Maringá </strong><strong>– </strong><strong>PR. </strong><strong>(2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As causas da presente ruína se concentraram na escavação de um volume de solo superior ao máximo volume recomendado. Tendo-se em vista a escavação da cortina com uma altura de 6,25 m ao invés de 2,80 m, conforme especificado pelo engenheiro de estruturas, não é de se estranhar que a estrutura tenha chegado ao colapso, tendo-se em vista que a estrutura já se encontrava próxima ao limite de resistência para a altura de 2,80 m.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, efeitos complementares acabaram por agravar ainda mais o problema, tais como: segregação do concreto utilizado nas estacas devido a concretagem feita por processo inadequado (concreto lançado de grande alturas e ausência de vibrador), falta de aderência na região crítica de emendas de armadura devido a paralisação de concretagem, falta de uniformidade no espaçamento/alinhamento e na retilineidade das estacas, presença de elementos estruturais conectando a viga de coroamento com algumas estacas desalinhadas que por si só já introduzem momentos não desejados para as estacas e acúmulo de água de chuva no terreno introduzindo um empuxo de água não previsto em projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente acidente estrutural veio a afetar de maneira profunda o entorno da região, produzindo efeitos negativos como desvalorização imobiliária do edifício afetado, queda de vendas nos estabelecimentos comerciais situados na rua afetada, mudança da linha original de transporte público e tráfego urbano, sentimento de insegurança da população do entorno, além do questionamento a respeito da eficiência do sistema público de drenagem urbana”. (Revista Tecnológica, v. 18, (p. 91-101, 2009)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o estudo a respeito da capacidade de carga das estruturas, juntamente com o controle tecnológico, a partir dos quais é possível detectar inicialmente possíveis inconformidades no processo de execução e minimizar, ou até extinguir, acidentes estruturais, torna de extrema relevância a adoção de técnicas e procedimentos, tais como o grauteamento, para envolver, reforçar e até recuperar estruturas, garantindo segurança e eficácia na construção civil. Mediante ao exposto, este estudo é válido uma vez que lança luz sobre o processo de grauteamento de paredes estruturais e suas complexidades práticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2. OBJETIVOS (GERAL E ESPECÍFICOS)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.1. OBJETIVO GERAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mapear o processo de grauteamento de paredes estruturais pré-existentes de um edifício a fim de identificar os principais desafios envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificar as regiões deficientes da capacidade resistente solicitada;</li>



<li>Mapear o processo do grauteamento;</li>



<li>Acompanhar e descrever a análise termográfica das paredes grauteadas;</li>



<li>Identificar os principais desafios relacionados ao processo de grauteamento para reforço de paredes pré-existentes e suas respectivas soluções.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>2. Revisão Bibliográfica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo tem como principais elementos a alvenaria estrutural em si e o graute. Para isso, nos subitens a seguir será possível entendermos mais sobre tais do ponto de vista de outros autores importantes para a contribuição deste artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, por volta do final da década de 1960, a alvenaria estrutural, que até então era denominada como “resistente”, surgiu como uma técnica de construção baseada apenas no conhecimento empírico, trazida das experiências populares. A observação do comportamento global das antigas construções proporcionou uma evolução técnico- científica para este método, tornando possível seu progresso até os dias atuais. (MOHAMAD, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema construtivo em questão possui inúmeras vantagens por conta da simplificação das técnicas executivas e racionalização dos materiais, tornando-se mais econômico. Além disso, tem-se consagrado no país como solução para construção de habitações de interesse popular, da classe média e de construtoras, permitindo um menor tempo de construção, comparada à alvenaria convencional, apesar de exigir uma mão-de-obra mais atenciosa (ALMEIDA, 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1. ALVENARIA ESTRUTURAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.1. DEFINIÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Mohamad (2020), a alvenaria estrutural trata-se de um sistema construtivo feito basicamente de bloco e argamassa tendo garantia assegurada devido à rigidez da edificação por conta das técnicas de amarrações entre paredes onde a ação do vento é predominante. Sendo assim, a resistência das paredes tornam-se superior às tensões das ações aplicadas, tanto vertical, quanto horizontalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, existem três definições para a alvenaria estrutural (ver Figura 2). Na alvenaria armada faz-se o uso de armaduras passivas com a finalidade de resistir aos esforços, já na alvenaria não armada não existe essa opção pela falta das mesmas. Há também a alvenaria protendida, onde são utilizadas armaduras ativas (MOHAMAD, 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>2 </strong><strong>– </strong><strong>Exemplos </strong><strong>de </strong><strong>alvenaria </strong><strong>armada </strong><strong>(a), </strong><strong>alvenaria </strong><strong>não </strong><strong>armada </strong><strong>(b) </strong><strong>e </strong><strong>alvenaria </strong><strong>protendida </strong><strong>(c).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="141" height="239" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4587.png" alt="" class="wp-image-112743" style="width:347px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>MOHAMAD </strong><strong>(2018)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Blind (2018), cita a definição de Roman et. al. (1999), onde para o último a alvenaria estrutural refere-se a um processo construtivo cujas paredes resistem às cargas, substituindo pilares e vigas usados no sistema convencional (concreto armado, aço ou madeira). Blind acrescenta que os autores acentuam a exigência do projetista em diferenciar o sistema construtivo da alvenaria estrutural da alvenaria convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Salgado (2014), a alvenaria estrutural consiste em um sistema construtivo da qual a alvenaria tem como finalidade suportar os esforços estruturais da edificação e, a principal condição para este, compete aos blocos ou unidades padronizadas (modulados na vertical e na horizontal) de modo que seja eficaz e seguro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Blind (2017), parafraseia Mazer (2007), onde entende-se que a alvenaria estrutural é classificada nas seguintes formas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alvenaria estrutural armada: onde os elementos resistentes são o conjunto de armaduras passivas de aço postas nos vazios dos blocos com graute;</li>



<li>Alvenaria estrutural não armada: onde o elemento resistente é somente o bloco;</li>



<li>Alvenaria estrutural protendida: onde há a presença de armaduras ativas (protendidas);</li>



<li>Alvenaria estrutural parcialmente armada: onde partes do elemento estrutural possuem armaduras passivas e outras não.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é destacado que em todas as formas existe vergalhões de aço nas amarrações entre paredes para evitar patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Sipp (2019), a alvenaria armada, onde barras de aço são colocadas no interior dos blocos e unidos por meio do graute, foi um avanço fundamental para que os elementos da alvenaria resistissem aos esforços à tração. O mesmo ressalta que o desempenho desse conjunto deve ser dimensionado de maneira adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.2. CRITÉRIOS BÁSICOS PARA A CONCEPÇÃO DO PROJETO</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O projeto e a produção de uma edificação em alvenaria estrutural devem passar por etapas que vão desde um estudo preliminar até aspectos como a adaptação da concepção ao limite de modulação, escolha do tipo de unidade, tipo de laje, posicionamento das instalações, detalhamentos das paredes, especificação dos acabamentos, esquadrias, controle de materiais, componentes e elementos estruturais e definição do projeto executivo compatibilizado (MOHAMAD, 2020, p. 111).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para que um projeto obtenha racionalidade na fase de execução da obra e tenha maior produtividade é necessário detalhamento, o que é pouco aplicado, segundo Salgado (2014). O mesmo indica a previsão de itens importantes no detalhamento de projeto, como: o tipo de sistema construtivo e o elemento para a concepção; projeto de modulação; dimensão de vãos; locação das instalações elétricas e hidráulicas; detalhamentos construtivos gerais e detalhes específicos dos materiais usados; instrução do processo de execução para o erguimento das paredes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Assim, as decisões de projetos devem ser coerentes com os níveis de qualidade previstos, fato este que provocará resultados compatíveis com a expectativa. Caso contrário, obter- se-à um produto deficiente ou antieconômico para à classe qual se destina.” (MOHAMAD, 2020, p. 112).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1.3. BLOCO DE CONCRETO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o levantamento de uma alvenaria no sistema construtivo estrutural, são utilizados blocos estruturais como o principal elemento e são responsáveis pela resistência à compressão, segundo a citação de Camacho (2006) por Blind (2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tijolos de barro ou sílico-calcários, blocos cerâmicos, bloco de concreto ou concreto celular, são, segundo Salgado (2014), elementos com características específicas e de diferentes aplicações utilizados para a execução de uma alvenaria.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os blocos representam de 80% a 95% do volume da alvenaria, assumindo um papel fundamental em muitas das características da parede como precisão dimensional, estética, resistência à compressão, estabilidade, resistência ao fogo e penetração de chuvas, isolamento térmico e acústico. Junto com a argamassa, os blocos são fundamentais para a resistência à tração, cisalhamento e durabilidade da construção sendo, dessa forma, componentes essenciais da alvenaria (PARSEKIAN, 2012). (BLIND, 2018, p. 20).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, é desafiador aos projetistas especificar e potencializar a combinação de diferentes materiais que tornam a alvenaria de função estrutural, como blocos (cerâmicos, sílico-calcário ou concreto), argamassas, grautes e armaduras, opina Mohamad (2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomando como foco o elemento bloco estrutural de concreto, utilizado no caso modelo deste artigo, segundo Blind (2018), parafraseando Mazer (2007) e NBR 6136/2014 (ABNT 2014), possui compressão de 4MPa à 20MPa. Os mesmos devem ser vazados nas faces superior e inferior, tratando-se do bloco de concreto simples, para a aplicação de graute e embutimento de instalações, com área líquida inferior ou igual a 75% da área bruta. No caso dos blocos estruturais canaleta, possui uma de suas faces vazadas, e tem a função de racionalizar a execução de vergas, contravergas e cintas. Há ainda o bloco estrutural compensador, usado para ajuste de modulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Salgado (2014), tendo como matéria-prima o concreto em si, feito de pedrisco, areia e cimento, é fabricado com função de vedação ou estrutural. Incluem a variação “tipo canaleta” para vergas e vigas, além dos “meio-blocos” com a finalidade de evitar cortes na execução de uma parede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os blocos de concreto começaram a entrar no mercado brasileiro no início da década de 1970. Seus materiais constituintes são: areia, pedra, cimento, água e aditivos para aumentar a coesão da mistura ainda fresca” (MOHAMAD, 2020, p. 119). Ainda sobre o mesmo autor, o bloco de concreto possui uma gama de resistência variável de 3MPa a 20MPa, podendo ainda ter valor superior. O mesmo tem diferentes funções, tipos, tamanhos e modulações (7,5cm, 10cm, 12,5cm, 15cm e 20cm).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ABNT NBR 6136 (2016), os blocos de concreto simples devem ser classificados em “classe A” quando usado com função estrutural, acima ou abaixo do nível do solo, “classe B” quando usado com função estrutural, acima do nível do solo e, “classe C” quando usado com ou sem função estrutural, acima do nível do solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mohamad (2016), destaca os seguintes pontos a serem analisados, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quanto ao aspecto do bloco de concreto: deve ser homogêneo, compacto, com arestas vivas, livres de trincas e outras imperfeições;</li>



<li>Quanto às dimensões: precisam ser definidas entre fornecedor e cliente, de acordo com o projeto de modulação, respeitando também às tolerâncias estabelecidas pela ABNT NBR 6136:2016;</li>



<li>Em relação à absorção de água dos blocos: se a densidade do bloco for maior, a mesma terá uma menor taxa, logo, são inversamente desproporcionais. Tanto um, quanto o outro influenciam a construção, isolamento térmico e acústico, porosidade, pintura, aparência e a qualidade da argamassa. Os blocos de concreto de classes A, B e C, com agregado de densidade normal, necessitam de uma taxa de absorção menor ou igual a 8%, 9% e 10%, respectivamente. Para os constituintes de agregado leve, a taxa é menor ou igual a 13% (valor médio) ou 16% (valor individual);</li>



<li>Sobre a retração na secagem do bloco de concreto: se inferiores a 0,065%, estabelecida em norma, pode ser desprezada. Trata-se da quantidade de água excedente usada para preparar o bloco, que, quando evaporada, reduz o volume do mesmo;</li>



<li>Tratando-se da resistência à compressão: é imprescindível cumprir os requisitos mínimos da norma específica e as determinações do projeto estrutural, sendo a resistência característica mínima de 4,0 MPa para as classes A e B, segundo a ABNT NBR 6136:2016. A inspeção dos lotes fornecidos deve conferir se os blocos são de mesmas características, fabricante, condições e materiais. Cabe ao fabricante documentar todas as informações pertinentes, como data de fabricação, identificação do lote produzido na fábrica (com limite de um dia de produção), a resistência característica, dimensões nominais e classe do bloco. É necessário a realização dos ensaios de resistência a compressão, análise dimensional, absorção de água, área líquida, retração linear por secagem e permeabilidade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2. GRAUTE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomando como foco o graute como elemento essencial para a alvenaria estrutural armada, segundo a NBR 16868-1, podemos defini-lo como um material cimentício fluído, utilizado para preencher os vazios da alvenaria, a fim de unir as armaduras à alvenaria ou aumentar a sua resistência (ABNT, 2020). O graute é frequentemente utilizado na construção civil, seja para fins de reparos ou como elemento de reforço nas estruturas. (LOPES, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1. DEFINIÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Mohamad (2020), graute é um concreto ou argamassa suficientemente fluida usado para o preenchimento dos vazios dos blocos, sem separação dos componentes. Tem a capacidade de aumentar a resistência à compressão da prede e de solidarizar as ferragens à alvenaria, preenchendo suas cavidades. É utilizado também como reforço estrutural, como material de enchimento e em zonas de concentração de tensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lopes (2018), parafraseia Helene, Oliveira e Figueiredo (1989), entendendo que graute tem como definição a mistura adequada dos materiais, em suas devidas proporções, a fim de tornarem-se um fluído auto-adensável e aderente no estado fresco e, resistente e sem retração no estado endurecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lopes (2018), parafraseia também, Tula, Oliveira e Oliveira (2002), onde compreende-se que a palavra graute é originária da Inglaterra e deriva de “grout”. Representa argamassas, pastas ou concreto fluido tendo como função o preenchimento de cavidades, dispensando adensamento, garantindo alta resistência inicial e final e, possuir expansão controlada. O graute apresenta vantagem comparado ao concreto comum com aditivo plastificante, pois tem uma maior facilidade de preencher vazios com armaduras, sem deixar bolsões de ar. Além disso, tem um prazo menor de execução e baixa permeabilidade, assegurando as armaduras contra corrosão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logullo (2006), parafraseia Cunha (2001), onde define graute como um microconcreto de alta fluidez, constituído de cimento, água, agregados miúdos e graúdos. Sendo a fluidez importante para preencher os furos dos blocos de concreto sem segregação. O graute possui também alta trabalhabilidade e boa capacidade em reter água, evitando assim a perda excessiva de água para o bloco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2. COMPOSIÇÃO E PROPRIEDADES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Mohamad (2020), o graute para a alvenaria tem como composição a mistura de cimento e agregado, com módulo de finura por volta de 4 (para areias grossas). Apesar da mistura ser a mesma do concreto convencional, diferem-se na relação de água e cimento e, no tamanho do agregado graúdo, que é mais fino, tendo passagem completa na peneira de 12,5mm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT NBR 16868-1 (2020), menciona que a resistência da alvenaria influenciada pelo graute deve ser verificada em laboratório, nas condições de sua utilização, e sugere que a resistência característica mínima do graute deve ser de 15MPa. Além disso, a influência do graute a compressão deve ser ensaiada em prismas, pequenas paredes ou paredes, da mesma forma em que serão aplicados na edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais propriedades do graute nos estados fresco e endurecido, segundo Mohamad (2020) são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A consistência: onde, simultaneamente, a mistura deve ser coesa e fluida suficiente para preencher todos os furos dos blocos;</li>



<li>A estabilidade volumétrica: onde a retração não possa ocasionar a separação entre o graute e as paredes internas dos blocos;</li>



<li>A resistência à compressão: somada a resistência à compressão do graute, as propriedades mecânicas dos blocos e da argamassa, definirão as características à compressão da alvenaria.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.3. GRAUTE PARA REFORÇO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Yazigi (2021), utilizado tanto internamente quanto externamente, o graute pode ter a finalidade de grauteamento de blocos em alvenaria estrutural, preenchimento de pilaretes, canaletas, cintas de amarração, vergas, contra vergas, fixação de placas e portões e pequenos reparos em pisos de concreto, por exemplo. Além disso, é recomendado para reparar defeitos e falhas em estruturas de concreto, pois, devido à sua alta fluidez, alcança locais de difícil acesso. As resistências inicial e final juntamente com a liberação da carga prevista sobre o mesmo devem ser levadas em consideração para a escolha do graute a ser aplicado, a quantidade de água na mistura, a temperatura da superfície a ser grauteada e o tempo passado depois da mistura com a água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mohamad (2020) destaca o grauteamento como a técnica mais usada para reforço de estruturas de alvenaria estrutural como incremento de resistência a compressão, à flexão ou ao cisalhamento das paredes. “Consiste no preenchimento de furos vericais dos blocos vazados, ao longo de toda a altura da parede, com graute e barras de aço, que são devidamente ancoradas, criando pequenos pilares, inseridos nas paredes” (MOHAMAD, 2020, p. 301). O autor também acrescenta que a presença desses pilaretes nas paredes torna-as rígidas, ponto a ser considerado ao escolher a técnica, além da dificuldade da execução da mesma em estruturas já construídas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.4. APLICAÇÕES E CUIDADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Usualmente fornecido em sacos plásticos de 25 kg do produto, o graute tem validade de seis meses a contar da data de fabricação. Deve ser armazenado em local seco e arejado, sobre estrado, em pilhas com no máximo 1,5 m de altura e cm e em embalagem original fechada, instrui Yazigi (2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Yazigi (2021), sendo um pó aglomerante de cor cinza, composto de cimento, agregados minerais, aditivos químicos não tóxicos e fluido, o graute, deve ter sua argamassa preparada em uma masseira limpa e armazenado em estanque protegido de sol, chuva e vento, próximo ao local de lançamento. Já em consistência semelhante ao concreto, deve-se misturar um saco de 25 kg de graute, aos poucos, com cerca do 2,25 L de água limpa. Já para uma consistência mais fluida, deve-se misturar o graute com 2,75 L de água. Quando a mistura for para uma maior quantidade, deve ser feita em mecanicamente (betoneira) entre 3 min e 4 min. A autora recomenda proteger a aplicação para áreas externas durante 3 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, para a realização deste estudo, a metodologia aplicada baseou-se no acompanhamento da aplicação dos reforços estruturais com graute nas paredes pré- existentes dos pavimentos comprometidos. Foram coletadas as informações dos resultados do controle tecnológico para a marcação precisa dos pontos a serem grauteados. Além disso, realizou-se a definição de como seriam os processos para que se chegasse ao resultado seguindo as orientações da norma e dos profissionais envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para exemplificação do processo de grauteamento para reforço estrutural, realizou-se o acompanhamento e análise de um estudo de caso, caracterizado pelo reparo nas paredes pré-existentes de um edifício em construção localizado na cidade de São Paulo, o qual necessitava com urgência de reforços estruturais após identificação de resultados negativos nos testes de controle tecnológico da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. IDENTIFICAÇÃO DE REGIÕES DEFICIENTES EM TERMOS DE RESISTÊNCIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabendo-se que o estudo de caso gira em torno de um edifício de cerca de 20 andares já pronto cujo controle tecnológico dos blocos foram feitos tardiamente, acusando baixa resistência dos prismas, não atendendo as especificações do projetista, a solução posta foi a do grauteamento de aproximadamente 800 pontos (vazados de blocos) ao longo dos 4 primeiros andares, pois estes recebem maior quantidade de carga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o recebimento dos resultados de controle tecnológico e análise dos mesmos pelo projetista estrutural, foi solicitado imediatamente o reforço estrutural nas paredes pré- existentes deficientes da capacidade de suportar as cargas resistentes empregadas sobre as mesmas. Os pontos a serem reforçados foram estudados cuidadosamente pelos profissionais da área e repassados para a execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2. MAPEAMENTO DO PROCESSO DO GRAUTEAMENTO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.1. MARCAÇÃO DOS FUROS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a análise e aprovação dos pontos a serem reforçados, foi necessário realizar a marcação exata dos furos a serem executados e preenchidos com graute. Tal etapa foi feita de acordo com as medidas dadas em projeto e repassadas em obra com a ajuda de trena, laser, régua e lápis, a fim de que a marcação final fosse concisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.2. PERFURAÇÃO, INSPEÇÃO, LIMPEZA E MOLHAGEM DOS FUROS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a marcação, foi iniciada a perfuração dos pontos com o auxílio de uma maquita, para que o corte seja mais preciso e apenas na parede do bloco a ser quebrado. Feito isso, com o suporte de um endoscópio foi feito a inspeção em todo o comprimento da parede a fim de verificar se haviam bloqueios que pudessem interferir no despejo do graute no decorrer dos pontos necessitados. Nos casos em que ocorreram os bloqueios mais rígidos, foi usado um rompedor, pois apenas a ajuda de um vergalhão não seria capaz da desobstrução do local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, mais uma inspeção era feita e, então a limpeza efetiva das passagens poderiam ser executadas, dentre elas, a retirada dos entulhos e lavagem interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2.3. MONTAGEM E INSTALAÇÃO DOS CACHIMBOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cachimbos eram montados com a madeira descartada em obra (compensados), com pregos e recortados de acordo com a dimensão dos furos. Tinham um padrão de dimensão, já que os furos também eram quase sempre do mesmo tamanho, devido aos seus limites. A instalação dos cachimbos foi realizada com pregos em volta do furo perfurado, com sua “boca” virada para cima (ver Figura 3).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>3 </strong><strong>– </strong><strong>Exemplo </strong><strong>de </strong><strong>cachimbo </strong><strong>usado </strong><strong>na </strong><strong>obra.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="255" height="452" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4588.png" alt="" class="wp-image-112745" style="width:399px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4588.png 255w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4588-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 255px) 100vw, 255px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>Material </strong><strong>fornecido </strong><strong>para </strong><strong>estudo </strong><strong>de </strong><strong>caso </strong><strong>(2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3. MAPEAMENTO DAS ETAPAS DE PREPARAÇÃO E APLICAÇÃO DO GRAUTE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O graute possui características específicas, como a não retração, ou seja, possui um pouco de expansão, e aditivos analisados em laboratório para posteriormente serem levados a campo e aplicados em obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aplicação do graute era feita inicialmente em meia parede (1,5m) e após, aproximadamente 1h, era aplicado na parte superior da mesma. Assim, com a primeira conferência dos furos abaixo do superior, o último era completado,</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 – Corpos de prova armazenados para acompanhamento da resistência.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="381" height="238" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4589.png" alt="" class="wp-image-112746" style="width:659px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4589.png 381w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4589-300x187.png 300w" sizes="(max-width: 381px) 100vw, 381px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5 – Produção do graute, utilizando o equipamento betoneira de 400L.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="398" height="235" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4590.png" alt="" class="wp-image-112747" style="width:654px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4590.png 398w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4590-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4. ANÁLISE TERMOGRÁFICA DE PAREDES GRAUTEADAS (1 DIA APÓS, LOGO PELA MANHÃ, PERFIL TERMOGRÁFICO)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1880, o infravermelho foi descoberto pelo astrônomo inglês Willian Herschel quando ele pesquisava qual cor produzia mais calor. Nos humanos, o olho tem capacidade para diferentes comprimentos de onda que são limitados entre 0,4 e 0,7 μm. Todas as cores do espectro visível estão localizadas nesta faixa, mas o infravermelho não é visível ao olho humano.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>6 </strong><strong>– </strong><strong>Espectro </strong><strong>eletromagnético.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="319" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4591.png" alt="" class="wp-image-112748" style="width:796px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4591.png 596w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4591-300x161.png 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>EDUCA + BRASIL </strong><strong>(2019)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As leituras de temperaturas aferidas pelo termovisor são dependentes da emissividade porque eles não medem diretamente a temperatura e sim a radiação emitida. Sendo assim, a condição da superfície influencia na emissividade, que significa a capacidade de uma superfície emitir mais ou menos radiação (MADDING, 2002).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7 – Variação de emissividade em função do comprimento de onda.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="416" height="257" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4592.png" alt="" class="wp-image-112749" style="width:564px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4592.png 416w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4592-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 416px) 100vw, 416px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Repertório UNICEUB (2016) Disponível em: <strong>https://repositorio.uniceub.br</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O acompanhamento termográfico das paredes pré-existentes grauteadas foi feito com o uso do equipamento abaixo (ver Figura x). Este acompanhamento consistiu em basicamente ser feito 1 dia após o grauteamento dos pontos necessitados, logo pela manhã. As regiões mais amareladas indicam mais calor, e é onde o graute foi lançado de fato.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8 – Câmera térmica TOPDON TC001 &#8211; TCVIEW</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="285" height="145" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4593.png" alt="" class="wp-image-112750" style="width:517px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>Gynprog</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9 – Imagens obtidas pela câmera termográfica acoplada ao aparelho celular.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="282" height="246" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4594.png" alt="" class="wp-image-112751" style="width:470px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>Gynprog</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5. PRINCIPAIS DESAFIOS RELACIONADOS AO PROCESSO DE GRAUTEAMENTO PARA REFORÇO DE PAREDES PRÉ-EXISTENTES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por se tratar de uma obra pronta, foi incabível locar uma betoneira grande nos locais próximos aos pontos a serem grauteados, pois os outros serviços, como o de instalações elétricas e pintura, estavam sendo executados paralelamente ainda nos pavimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mencionado anteriormente, foi usada uma betoneira de 400 litros, utilizando 10 sacos de graute, de 25kg cada (3 amostras de compressão para 1, 2 ou 3 e mais 3 amostras de compressão para 28 dias). Um local apropriado (em câmera úmida) para armazenar a quantidade de corpos de prova para análise e acompanhamento também foi criado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A danificação das paredes, revestimentos de piso e parede, forro e sanca de gesso, foram inevitáveis, pois os apartamentos já estavam praticamente prontos (ver Figura 10). Além disso, houveram casos em que os pontos a serem grauteados coincidiam com os pontos de instalações elétricas (ver Figura 11).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10 – Sanca de gesso danificada para execução do reforço com graute.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="199" height="265" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4595.png" alt="" class="wp-image-112752" style="width:445px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11 – Furos errados sobre a linha da parte elétrica.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="187" height="331" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4596.png" alt="" class="wp-image-112753" style="width:409px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4596.png 187w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4596-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 187px) 100vw, 187px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto a ser relatado trata-se da marcação dos furos. Furos marcados feitos erroneamente, (ver Figuras 12, 13 e 14). Furos marcados corretamente, porém com bloqueios no local que impediam a perfuração, identificados pelo endoscópio (ver Figuras 15 e 16).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12 – Marcação de ponto de graute feita incorretamente.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="174" height="308" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4598.png" alt="" class="wp-image-112755" style="width:382px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4598.png 174w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4598-169x300.png 169w" sizes="(max-width: 174px) 100vw, 174px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 13 – Furo superior esquerdo já estava preenchido com concreto da viga. Furo inferior direito executado corretamente. Furo superior direito executado erroneamente.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="168" height="297" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4599.png" alt="" class="wp-image-112756" style="width:368px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 14 – Furos do lado esquerdo preenchidos com concreto, pois foram executados incorretamente.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="153" height="270" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4600.png" alt="" class="wp-image-112757" style="width:381px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 15 – Bloqueio parcial observado com endoscópio.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="393" height="295" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4601.png" alt="" class="wp-image-112758" style="width:557px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4601.png 393w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4601-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 16 – Furos menores para a desobstrução total das passagens do graute de reforço.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="155" height="274" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4602.png" alt="" class="wp-image-112759" style="width:411px;height:auto"/></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o graute inserido nos pontos mais altos da parede não vazasse pelos furos dos pontos abaixo, foi necessário o isolamento dos cachimbos medianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o processo de execução do grauteamento no estudo de caso abordado, verificou- se desafios relacionados ao andamento da obra, uma vez a mesma apresentar, diariamente, atividades e procedimentos sendo executados simultaneamente, interferindo na necessidade do equipamento betoneira de pequeno porte e originando, consequentemente, uma grande quantidade de corpos de prova a serem armazenados e analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos resultados satisfatórios, obtidos durante os ensaios de rompimento dos corpos de prova, o processo de grauteamento apresentou resultados positivos para reforços das paredes pré-existentes, conforme exposição das propriedades do graute para reforço estrutural com agilidade e garantia de suporte de cargas provenientes da estrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conceitos abordados e a metodologia utilizada no presente estudo consistem em uma ampla pesquisa bibliográfica, na qual foram analisadas descrições e citações de autores da área a respeito do tema exposto, por meio de livros e artigos, além do estudo de áreas correlatadas para maior exploração das aplicações descritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram analisados, inicialmente, exemplos da influência e relevância do tema abordado na sociedade, juntamente com seus impactos negativos, e positivos, a partir da aplicação e execução correta das técnicas apresentadas, além da exemplificação de estudo de caso e análise dos resultados obtidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1. MAPEAMENTO DAS ETAPAS DE PREPARAÇÃO, APLICAÇÃO, ETAPAS E CONTROLE TECNOLÓGICO DO GRAUTE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o processo, utilizou-se um graute criado a partir de outro já existente, foram realizados novos testes laboratoriais, por meio do controle tecnológico, de forma que esse graute apresentasse retração zero, objetivando que o mesmo fosse capaz de preencher de forma satisfatória os espaços vazios, sem causar risco de rompimento dos blocos de concreto nos quais foram aplicados. Segue abaixo, conforme exposto na Figura 17, as resistências obtidas para 10 lotes do graute utilizado.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 17 – Resistências obtidas em 10 lotes de graute).</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="633" height="389" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4603.png" alt="" class="wp-image-112760" style="width:775px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4603.png 633w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4603-300x184.png 300w" sizes="(max-width: 633px) 100vw, 633px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As resistências tiveram a contagem de 28 dias iniciadas a partir de 1 dia ou 2 e 3 dias, devido aos testes feitos em dias frios, que faziam a difícil retificação do graute, não possibilitando o ganho de resistência do mesmo como o usual desde o primeiro dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É relevante mencionar que a amostragem foi realizada de forma total, em betoneira de 400 litros, utilizando 10 sacos de graute, sendo cada um de 25kg, o que ocasionou muitas amostragens e corpos de prova por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2. ANÁLISE TERMOGRÁFICA DE PAREDES GRAUTEADAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o acompanhamento realizado pelos profissionais da obra com a câmera termográfica, o grauteamento para reforço nas paredes pré-existentes teve apenas um nicho não preenchido. Mediante ao fato, é possível inferir que o processo de execução dos reforços foi realizado corretamente, contribuindo para a sua eficácia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No acompanhamento feito 1 dia após o grauteamento, pela manhã, das paredes das figuras a seguir, é possível perceber, na figura 18, a quebra da continuidade da mancha vertical mais amarela por conta da existência de uma na parede, já na figura 19, como não há viga, há uma faixa contínua amarela. Ambas imagens apresentam como resultado o preenchimento total dos vazios com o graute.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 18 – Graute em parede com viga de meia altura.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="294" height="358" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4604.png" alt="" class="wp-image-112761" style="width:458px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4604.png 294w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4604-246x300.png 246w" sizes="(max-width: 294px) 100vw, 294px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 19 – Graute em parede sem viga.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="301" height="352" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4605.png" alt="" class="wp-image-112762" style="width:461px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4605.png 301w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4605-257x300.png 257w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: Material fornecido para estudo de caso (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3. SOLUÇÕES DOS DESAFIOS RELACIONADOS AO PROCESSO DE GRAUTEAMENTO PARA REFORÇO DE PAREDES PRÉ-EXISTENTES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mencionado anteriormente, foi usada uma betoneira de 400 litros, por conta da fase em que a obra se encontrava, com muitos serviços sendo executados ao mesmo tempo. Devido ao uso de 10 sacos de graute, de 25kg cada, o que ocasionou muitas amostragens de corpos de prova por dia (3 amostras de compressão para 1, 2 ou 3 e mais 3 amostras de compressão para 28 dias) dias gerando certo transtorno para identificação e necessidade de um local apropriado (em câmera úmida) para armazenar a quantidade de corpos de prova para análise e acompanhamento. Sendo este último atendido, ainda assim houveram desordens para identificação de todos os corpos de prova, desmoldagem e controle diário das datas de rompimento dos mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todo o cuidado tomado para evitar os danos aos serviços já feitos nos pavimentos, a danificação das paredes, revestimentos de piso e parede, forro e sanca de gesso, foram inevitáveis, pois os apartamentos já estavam praticamente prontos. Além disso, houveram casos em que os pontos a serem grauteados coincidiam com os pontos de instalações elétricas, que por sua vez tiveram suas posições alteradas em projeto e em obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os furos feitos erroneamente tiveram que ser fechados, tendo assim um retrabalho para a execução do ponto de furação no local correto e preenchimento adequado dos furos executados errados. Furos marcados corretamente, porém com bloqueios no local que impediam a perfuração, identificados pelo endoscópio, foi necessário o uso de rompedores mais resistentes para a desobstrução do futuro vazio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o graute inseridos nos pontos mais altos da parede não vazasse pelos furos dos pontos abaixo, foi necessário o isolamento dos cachimbos medianos (de altura próxima a 1,5m) feito com o aproveitamento do próprio saco do graute e arame. (ver Figura 20)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>20 </strong><strong>– </strong><strong>Cachimbos reforçados </strong><strong>com o </strong><strong>próprio saco </strong><strong>do </strong><strong>graute </strong><strong>fixados com </strong><strong>arame </strong><strong>para </strong><strong>o </strong><strong>bloqueio da saída do graute inserido no furo de cima.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="265" height="353" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4606.png" alt="" class="wp-image-112763" style="width:417px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4606.png 265w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4606-225x300.png 225w" sizes="(max-width: 265px) 100vw, 265px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong><strong>Material </strong><strong>fornecido </strong><strong>para </strong><strong>estudo </strong><strong>de </strong><strong>caso </strong><strong>(2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mediante ao exposto, juntamente com os resultados obtidos no presente estudo, é possível inferir a extrema relevância do planejamento e controle tecnológico dos processos executivos da alvenaria estrutural, a fim de detectar, imediatamente, possíveis não conformidades que possam ser a causa de incidentes e/ou patologias verificadas na estrutura, uma vez que a mesma, quando adequadamente projetada e construída, dificilmente chegará à ruína de maneira frágil, ou seja, manifestará fissuras, trincas, rachaduras, dentre outras patologias que possibilitam suspeitar de seu estado de fragilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Objetivando o atendimento da capacidade de suporte da estrutura, como solução e/ou procedimento inicial, o grauteamento apresentou-se como um processo amplamente utilizado, por suas propriedades e resultados satisfatórios para reforço estrutural, garantindo consistência, agilidade, proteção e resistência extra, além de permitir qualidade no acabamento e redução do uso de água paralelamente ao aumento de desempenho do projeto executado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Livro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, L. V. N. <strong>Desenhando: </strong>um panorama dos sistemas gráficos. Santa Maria: Ed.UFSM, 1998. MOHAMAD, G. <strong>Construções em alvenaria estrutural: </strong>materiais, projeto e desempenho, 2. ed. ampliada e revisada conforme a NBR 16868/2020. São Paulo: Ed. Blucher, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALGADO, Júlio César Pereira. <strong>Técnicas </strong><strong>e </strong><strong>práticas </strong><strong>construtivas:</strong> da implantação ao acabamento 1. ed. São Paulo: Ed. Érica, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">YAZIGI, Walid. <strong>Atécnica de edificar.</strong>10 ed. rev. e atual. São Paulo, Ed. PINI, 2009. Capítulo de Livro</p>



<p class="wp-block-paragraph">WILLIAMS, J. W. Flow measurement. In: ROUSE, H. (org.). <strong>Engineering hydraulics</strong>. New York: John Wiley &amp; Sons, 1950. p. 229-309. Monografia, dissertação e tese</p>



<p class="wp-block-paragraph">BLIND, André Haluche. <strong>Avaliação </strong><strong>da </strong><strong>situação </strong><strong>da </strong><strong>alvenaria </strong><strong>estrutural </strong><strong>no </strong><strong>Brasil.</strong>Curitiba, 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Civil) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOGULLO, Bárbara Gonçalves. <strong>Influência do graute e da taxa de armadura no comportamento da alvenaria de blocos de concreto. </strong>Ilha Solteira, 2006. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES, João Manuel Paiva. <strong>Caracterização </strong><strong>de</strong><strong>grautes </strong><strong>disponíveis </strong><strong>para </strong><strong>utilização </strong><strong>nas obras da </strong><strong>cidade do Natal –</strong><strong>RN.</strong>Natal, 2018. Artigo Científico (graduação) – Universidade Federar do Rio Grande do Norte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIPP, Gustavo. <strong>Avaliação do comportamento de aderência entre blocos cerâmicos e grautes</strong>. São Carlos, 2019. Dissertação (Mestrado em Construção Civil) &#8211; Universidade Federal de São Carlos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Plínio M. L. <strong>Patologias em alvenaria estrutural</strong>. Disponível em: https://www.eng- civil.varginha.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/154/2021/03/PATOLOGIAS-EM- ALVENARIA-ESTRUTURAL&#8230;-%E2%80%93-Silva-Pl%C3%ADnio-Marcos-Lemos.pdf. Acesso em 6 nov. 2013. Internet</p>



<p class="wp-block-paragraph">CERÂMICA CONSTRULAR. <strong>Grauteamento na alvenaria estrutural.</strong>Disponível em: &lt;https://ceramicaconstrular.com.br/grauteamento-na-alvenaria-estrutural-conheca-mais- da-tecnica/&gt;. Acesso em: 15 nov. 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIKA Brasil. <strong>Grautecimentício de alta resistência.</strong>Disponível em: &lt;https://bra.sika.com/pt/construcao/grautes/grautecimenticiodealtaresistencia.html&gt;. Acesso em: 6 nov. 2023. Artigo de periódico</p>



<p class="wp-block-paragraph">ENAMI, M. Rodrigo. Artigo 08 – <strong>Sobre os acidentes estruturais recentes ocorridos na cidade de Maringá – PR. Revista Tecnológica</strong>, Paraná, v. 18, p. 91-101, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTIAGO, L. R.; PORCINO, V. M. S; FILHO, N. R. S.. Patologias na alvenaria estrutural de blocos de concreto. <strong>Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento</strong>, Salvador, Ano 03, Ed. 09, v. 2, p.7 0-93, 2018.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19: ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE AS EMERGÊNCIAS HOSPITALARES NO BRASIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/covid-19-atuacao-da-equipe-de-enfermagem-frente-as-emergencias-hospitalares-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 14:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=112733</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210433 Novais, Kevin Soares2Jesus, Josiene Andrade3 RESUMO Esta pesquisa abordou a atuação dos enfermeiros em emergências hospitalares durante a pandemia de COVID-19 no contexto brasileiro. O problema central foi delineado por meio da seguinte pergunta: &#8220;Qual é o papel desempenhado pelos enfermeiros em situações de emergência hospitalar durante a pandemia de COVID-19 no [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210433</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Novais, Kevin Soares<sup>2</sup><br>Jesus, Josiene Andrade<sup>3</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa abordou a atuação dos enfermeiros em emergências hospitalares durante a pandemia de COVID-19 no contexto brasileiro. O problema central foi delineado por meio da seguinte pergunta: &#8220;Qual é o papel desempenhado pelos enfermeiros em situações de emergência hospitalar durante a pandemia de COVID-19 no Brasil?&#8221; O objetivo geral foi compreender a contribuição e a eficácia da atuação dos enfermeiros nesse cenário desafiador. Os objetivos específicos foram estruturados para: contextualizar a atuação por meio de casos clínicos durante a pandemia, evidenciando a proatividade e a abrangência dos enfermeiros; analisar o papel desempenhado por esses profissionais na linha de frente do combate à COVID-19, destacando como seu conhecimento teórico influenciou a superação da pandemia; sublinhar a importância do conhecimento teórico na realização de procedimentos terapêuticos, visando à otimização da recuperação do paciente; e explorar a mudança de paradigma em relação ao papel do enfermeiro, evidenciando sua autonomia, capacidade de planejamento, competência e busca por inovações, incluindo a implementação da sistematização de enfermagem. A metodologia adotada baseou-se em extensa pesquisa bibliográfica, com critérios claros de inclusão e exclusão. Bases de dados como Pubmed, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e Scientific Electronic Library Online (SciELO), foram consultadas, utilizando uma estratégia de busca sistemática. A seleção dos artigos foi realizada mediante triagem inicial de títulos e resumos, seguida por uma análise minuciosa dos textos completos de acordo com os critérios estabelecidos. A extração e síntese de dados relevantes dos artigos incluídos possibilitaram uma análise crítica da literatura. Os resultados desta pesquisa revelaram a resiliência dos enfermeiros, destacando a correlação direta entre o conhecimento teórico e a liderança estratégica na linha de frente. A implementação da sistematização de enfermagem emergiu como uma prática transformadora. Em conclusão, este estudo reforça a importância vital dos enfermeiros em emergências hospitalares durante a pandemia, evidenciando sua capacidade adaptativa e contribuição significativa no enfrentamento da crise de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Enfermagem; Emergências hospitalares; COVID-19; Atuação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos à saúde global, destacando a importância crítica do enfermeiro emergencista no manejo da síndrome respiratória associada à doença. Este estudo, buscou compreender de que maneira a preparação teórica desses profissionais influencia positivamente o manejo da síndrome respiratória e, consequentemente, a recuperação dos pacientes afetados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do cenário desafiador da pandemia, o problema investigado consistiu em compreender a relação entre a preparação teórica do enfermeiro emergencista e a eficácia no manejo da síndrome respiratória, visando melhorias na abordagem clínica e na recuperação dos pacientes. Como a preparação teórica do enfermeiro emergencista impacta positivamente o manejo da síndrome respiratória durante a COVID-19, contribuindo para a recuperação eficaz dos pacientes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância deste estudo já realizado reside na contribuição para o entendimento do papel crucial do enfermeiro emergencista durante a pandemia, proporcionando insights que podem orientar políticas de formação e prática, promovendo uma atuação mais eficiente em situações de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo geral desse trabalho, foi investigar sobre a preparação teórica do enfermeiro emergencista para o manejo da síndrome respiratória, destacando como essa preparação influencia positivamente a recuperação dos pacientes afetados pela COVID-19. Diante isso, contextualizar informações por meio de casos clínicos durante a pandemia, destacando a atuação proativa e abrangente dos profissionais de enfermagem na emergência, como analisar o papel desempenhado pela equipe de enfermagem na linha de frente do combate à COVID-19 e como seu conhecimento teórico contribuiu para a superação da pandemia e sublinhar a importância do conhecimento teórico do enfermeiro na realização de procedimentos terapêuticos e na compreensão das interações medicamentosas, visando à otimização da recuperação do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explorar a mudança de paradigma em relação ao papel do enfermeiro, evidenciando sua autonomia, capacidade de planejamento, competência e busca por inovações, incluindo a implementação da sistematização de enfermagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo utilizou uma abordagem qualitativa, empregando entrevistas com enfermeiros na frente da emergência, como atuantes durante a pandemia. A análise de conteúdo foi aplicada para extrair padrões relacionados à preparação teórica, práticas de manejo e impacto na recuperação dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do estudo, apresentados de maneira detalhada, ofereceram insights sobre a preparação teórica do enfermeiro emergencista, suas práticas na linha de frente e evidências concretas de como essa preparação influenciou positivamente a recuperação dos pacientes com síndrome respiratória associada à COVID-19. Esses resultados têm potencial para informar estratégias futuras na formação e prática dos enfermeiros emergencista, contribuindo para uma resposta mais eficaz em emergências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia desempenhou um papel crucial na estruturação e condução desta pesquisa, fornecendo o roteiro necessário para explorar e resolver as questões propostas. No processo de definição dos critérios de inclusão e exclusão, estabeleceram-se parâmetros claros, como a pertinência ao tema da COVID-19, o foco na atuação do enfermeiro em ambientes hospitalares de emergência e a disponibilidade de dados dentro do período específico. Artigos duplicados, não alinhados ao tema ou carentes de dados relevantes foram meticulosamente excluídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção da base de dados desdobrou-se em uma abordagem abrangente, consultando fontes diversas, tais como PubMed, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Essa diversificação visou assegurar representatividade e inclusividade na literatura científica disponível sobre o tema em análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de busca foi delineada com precisão, envolvendo a combinação criteriosa das palavras-chave (COVID-19, enfermagem, emergência) e a aplicação de operadores para refinar os resultados. Essa busca foi conduzida de maneira sistemática, levando em conta nuances linguísticas e os termos específicos de cada base de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a fase inicial de busca, procedeu-se à triagem dos artigos com base nos títulos e resumos. Os textos completos dos artigos selecionados foram, então, minuciosamente analisados à luz dos critérios previamente definidos, refinando ainda mais a seleção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de extração e síntese de dados proporcionou a organização das informações relevantes dos artigos incluídos, abordando aspectos cruciais como a atuação do enfermeiro em contextos hospitalares de emergência durante a pandemia de COVID-19, bem como os desafios enfrentados e as estratégias adotadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise crítica da literatura representou o ápice metodológico, onde a qualidade metodológica dos estudos incluídos, a consistência dos resultados e a contribuição geral para a compreensão da atuação do enfermeiro em emergências hospitalares foram minuciosamente examinadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da revisão bibliográfica sistemática, apresentados de forma organizada, revelaram padrões e tendências na literatura científica sobre a atuação do enfermeiro em ambientes hospitalares de emergência durante a pandemia de COVID-19. Esses resultados não apenas ofereceram uma visão abrangente e atualizada sobre o tema, mas também contribuíram significativamente para o entendimento da complexidade desse contexto, delineando caminhos para futuras pesquisas na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. HISTÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. BREVE HISTÓRICO MUNDIAL DA PANDÊMIA COVID-19</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19, desencadeada pelo coronavírus SARS-CoV-2, apresentou um capítulo marcante na história recente da saúde global. Que iniciou em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, a disseminação do vírus ultrapassou fronteiras geográficas e transformou-se em um desafio global de proporções sem precedentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro alerta ocorreu quando um conjunto de casos de pneumonia de etiologia desconhecida foi reportado à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019. A rápida identificação do agente causador como um novo coronavírus marcou o início das ações coordenadas para entender e conter a propagação do vírus. (Brito LL 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo Castro (2021), a transmissão acelerada do SARS-CoV-2 resultou na declaração oficial de pandemia pela OMS em 11 de março de 2020. Esse marco refletiu a disseminação global do vírus e a necessidade de uma resposta coordenada e intensificada por parte da comunidade internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos meses seguintes, países em todo o mundo implementaram medidas sem precedentes para conter a propagação do vírus, incluindo lockdowns, distanciamento social, e o estabelecimento de protocolos de saúde pública. As estratégias de contenção variaram amplamente, influenciadas pela dinâmica local da pandemia, capacidade de resposta do sistema de saúde e características demográficas. (Laurindo et al.,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento de vacinas emergiu como um ponto crucial na luta contra a COVID-19. Em um esforço colaborativo sem precedentes entre cientistas, governos e indústrias farmacêuticas, várias vacinas foram desenvolvidas e distribuídas em tempo recorde, representando uma virada significativa na trajetória da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo Marques (2020), contudo, desafios persistiram, incluindo desigualdades na distribuição global de vacinas, a evolução do vírus e a necessidade contínua de adaptação das estratégias de saúde pública. O breve histórico da pandemia COVID-19, até o momento, destaca não apenas os impactos diretos na saúde, mas também as complexidades sociais, econômicas e políticas intrinsecamente conectadas a esse fenômeno global.Parte superior do formulário</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2. BREVE HISTÓRICO NACIONAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito brasileiro, o advento da pandemia de COVID-19 introduziu uma série de desafios e transformações significativas. O Brasil, assim como o restante do mundo, foi impactado pela propagação acelerada do coronavírus SARS-CoV-2, dando início a uma complexa jornada de enfrentamento e adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros registros da presença do vírus no país datam de fevereiro de 2020, quando casos importados foram identificados e posteriormente casos autóctones confirmados. A partir desse momento, o Brasil passou a vivenciar as diversas fases da pandemia, cada uma caracterizada por particularidades e implicações únicas. (Muraro et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escalada dos casos levou a um aumento progressivo da pressão sobre o sistema de saúde. A insuficiência de leitos, a demanda por ventiladores mecânicos e a necessidade de EPIs tornaram-se desafios evidentes, destacando fragilidades estruturais e deficiências no planejamento para cenários de crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Neto et al. (2020), a divergência nas abordagens adotadas por diferentes estados e municípios refletiu as complexidades da gestão em meio à crise. Medidas como lockdowns, restrições de circulação e protocolos de distanciamento social foram implementadas de maneira heterogênea, refletindo as nuances regionais da pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lima e Almeida (2021), a vacinação, quando iniciada, trouxe consigo uma esperança renovada, mas também desafios logísticos e estruturais. A distribuição desigual de vacinas entre as regiões do país e a necessidade de acelerar o ritmo de imunização tornaram-se pontos centrais nas estratégias de combate à pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história da pandemia no Brasil também é marcada por debates intensos sobre políticas de saúde, comunicação de risco e o papel das instituições governamentais. Controvérsias em torno de tratamentos, divulgação de dados e orientações epidemiológicas geraram impactos na adesão da população às medidas de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, é crucial reconhecer não apenas os desafios enfrentados, mas também os esforços de profissionais de saúde, pesquisadores e demais envolvidos na linha de frente do combate à COVID-19. O histórico no âmbito brasileiro da pandemia reflete a necessidade contínua de avaliação crítica, aprendizado adaptativo e aprimoramento constante das estratégias de resposta diante de eventos de magnitude global. (Neves et al. 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3. O IMPACTO DA PREPARAÇÃO DO ENFERMEIRO EMERGENCISTA NO MANEJO DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA COVID-19 DURANTE A PANDEMIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia de COVID-19, o papel crucial desempenhado pelos enfermeiros emergencistas foi intensificado pela complexidade da síndrome respiratória associada ao novo coronavírus. A preparação teórica desses profissionais emergiu como um fator determinante no manejo eficaz desses casos, resultando em impactos significativos na prática clínica, todos os desafios específicos que foram superados e os resultados concretos alcançados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo Paulo et al (2022), a compreensão aprofundada da síndrome respiratória, adquirida por meio da formação teórica sólida, permitiu aos enfermeiros emergencistas uma abordagem mais precisa e personalizada. O conhecimento detalhado da fisiopatologia específica da COVID-19 capacitou esses profissionais a tomar decisões terapêuticas mais informadas, adaptando-se dinamicamente às evoluções nas diretrizes clínicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisão ágil e embasada em evidências foi fundamental durante a pandemia. Enfermeiros emergencistas, munidos do conhecimento teórico atualizado, conseguiram adaptar protocolos e estratégias terapêuticas em tempo real, otimizando o tratamento e minimizando os riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Pontes et al. (2022), como também a sua atuação proativa durante emergências respiratórias foi evidenciada em casos clínicos específicos, nos quais enfermeiros emergencistas aplicaram seu conhecimento teórico de maneira rápida e eficaz. Essa abordagem baseada em evidências contribuiu para uma resposta mais ágil e eficiente diante das demandas críticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autonomia profissional dos enfermeiros emergencistas foi aprimorada pela preparação teórica, permitindo-lhes tomar decisões independentes e liderar equipes de forma eficaz. O conhecimento teórico não apenas fundamentou a prática clínica, mas também incentivou a busca por inovações. A implementação bem-sucedida da sistematização de enfermagem foi um exemplo tangível desse impulso inovador, resultando em melhorias significativas nos processos de cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.4. A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO TEÓRICO DO ENFERMEIRO NA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS E NA COMPREENSÃO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS, VISANDO À OTIMIZAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DO PACIENTE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No enfrentamento da pandemia de COVID-19, o conhecimento teórico do enfermeiro desempenha um papel crucial na realização de procedimentos terapêuticos e na compreensão das interações medicamentosas, visando otimizar a recuperação dos pacientes. Esse embasamento teórico não apenas fundamenta a prática clínica, mas também se traduz em ações específicas que influenciam diretamente a qualidade dos cuidados e a trajetória de recuperação dos indivíduos afetados pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A execução precisa de procedimentos terapêuticos, desde a administração de medicamentos até a implementação de técnicas específicas, é alicerçada no conhecimento teórico do enfermeiro. Essa base sólida assegura que cada intervenção seja conduzida de maneira segura, eficaz e alinhada com as melhores práticas clínicas, contribuindo para a efetividade do tratamento. (Santos et al., 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão profunda das interações medicamentosas é um aspecto crucial para evitar potenciais complicações e garantir a eficácia dos tratamentos farmacológicos. Enfermeiros bem-informados podem antecipar possíveis reações adversas, ajustando planos de cuidado de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, proporcionando uma abordagem personalizada e, assim, otimizando os resultados terapêuticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A personalização do cuidado ao paciente é uma consequência direta do conhecimento teórico, permitindo que os enfermeiros considerem não apenas a condição clínica específica de cada indivíduo, mas também fatores como comorbidades, histórico médico e outros medicamentos em uso. Essa abordagem individualizada é fundamental para uma resposta mais eficiente diante das complexidades apresentadas pela COVID-19. (Souza et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a atuação embasada em conhecimentos teóricos contribui para a minimização de riscos relacionados a procedimentos e medicamentos. Ao compreenderem profundamente os princípios terapêuticos, os enfermeiros têm a capacidade de identificar potenciais situações de risco, implementando medidas preventivas e, assim, promovendo uma prática clínica mais segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contribuição dos enfermeiros para equipes multidisciplinares é maximizada quando o conhecimento teórico é aplicado de maneira integrada. A capacidade de traduzir conceitos complexos em ações práticas fortalece a colaboração entre profissionais de saúde, resultando em estratégias de tratamento mais abrangentes e eficazes para a recuperação dos pacientes com COVID-19. (Thomas et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo Ribeiro et al. (2022), por fim, a busca pela atualização contínua em face de desafios emergentes é uma característica intrínseca à aplicação do conhecimento teórico. Em um cenário pandêmico em constante evolução, os enfermeiros que se baseiam em uma sólida formação teórica demonstram adaptabilidade, estando prontos para assimilar novas informações e ajustar práticas em resposta a mudanças nas orientações clínicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Branco et al. (2020), assim, a importância do conhecimento teórico do enfermeiro transcende a esfera acadêmica, moldando diretamente a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes com COVID-19. Essa base sólida não apenas orienta a prática clínica, mas representa um elemento essencial na busca pela otimização da recuperação e na promoção da saúde em meio aos desafios impostos por esta pandemia global.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.5. A MUDANÇA DE PARADIGMA EM RELAÇÃO AO PAPEL DO ENFERMEIRO, EVIDENCIANDO SUA AUTONOMIA, CAPACIDADE DE PLANEJAMENTO, COMPETÊNCIA E BUSCA POR INOVAÇÕES, INCLUINDO A IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DE ENFERMAGEM.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, observamos uma notável mudança de paradigma em relação ao papel do enfermeiro. Essa transformação vai além das funções tradicionais, evidenciando uma valorização crescente da autonomia, capacidade de planejamento, competência e busca por inovações por parte desses profissionais. Nesse contexto de adversidades, a implementação da sistematização de enfermagem emerge como um elemento crucial dessa reconfiguração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autonomia profissional dos enfermeiros tornou-se um elemento central na resposta à pandemia. Esses profissionais passaram a desempenhar um papel decisivo na formulação e implementação de protocolos de cuidados, muitas vezes tomando decisões rápidas e complexas no calor da emergência. Essa autonomia não apenas otimizou os processos de atendimento, mas também fortaleceu a posição do enfermeiro como agente ativo na linha de frente da assistência em saúde. (Daumas et al. 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de planejamento estratégico emergiu como uma competência essencial diante da complexidade da pandemia. Enfermeiros, atuando como gestores eficientes, demonstraram habilidades notáveis na antecipação de necessidades, alocação eficaz de recursos e desenvolvimento de estratégias para enfrentar os desafios dinâmicos impostos pela COVID-19. Essa capacidade de planejamento contribuiu significativamente para a resposta eficaz diante da incerteza. (Ferreira et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A competência técnica e científica dos enfermeiros foi colocada à prova, e a resposta foi marcada por um comprometimento extraordinário. Esses profissionais não apenas se mantiveram atualizados com as mais recentes evidências científicas, mas aplicaram esse conhecimento de maneira pragmática, assegurando uma prestação de cuidados alinhada com as melhores práticas e adaptada às necessidades emergentes. (Grassi et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca contínua por inovações tornou-se uma característica distintiva do enfermeiro contemporâneo. Impulsionados pela necessidade de enfrentar um vírus desconhecido, esses profissionais adotaram uma mentalidade inovadora, implementando tecnologias avançadas, criando novos protocolos de atendimento e explorando soluções criativas para os desafios apresentados pela pandemia. (Marques et al., 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação da sistematização de enfermagem destacou-se como uma prática essencial nesse novo cenário. A abordagem organizada e sistêmica não apenas melhorou a eficiência dos processos clínicos, mas também promoveu uma assistência padronizada e qualificada. A sistematização de enfermagem tornou-se uma ferramenta indispensável para garantir a consistência na prestação de cuidados, especialmente em um contexto dinâmico como o da pandemia. (Santos et al.,2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo Silva (2020), essa mudança de paradigma não apenas sublinha a resiliência dos enfermeiros diante de desafios sem precedentes, mas também ressalta a evolução do seu papel para além das expectativas convencionais. A pandemia de COVID-19 atuou como um catalisador para uma transformação na percepção e na valorização do trabalho dos enfermeiros, reconhecendo-os como líderes essenciais na prestação de cuidados de saúde e agentes fundamentais na construção de um sistema de saúde mais resiliente e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19 e da notável transformação no papel do enfermeiro, algumas considerações finais se fazem pertinentes. Esta reflexão engloba a resiliência, as conquistas e os aprendizados que moldaram a atuação desses profissionais e delineiam caminhos para o futuro da enfermagem em contextos emergenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Thomas et al (2020), a pandemia evidenciou a extraordinária resiliência dos enfermeiros, que enfrentaram situações complexas com coragem, adaptabilidade e dedicação incansável. A superação de obstáculos, a tomada de decisões rápidas e a capacidade de lidar com um cenário de constante mudança ressaltam a força e a vitalidade desses profissionais, que se mantiveram firmes na linha de frente da batalha contra a COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As conquistas alcançadas pelos enfermeiros durante esse período desafiador são notáveis. A autonomia profissional fortalecida, a capacidade de planejamento estratégico, a competência técnica e científica evidenciada e a busca incessante por inovações são marcas indeléveis desse novo paradigma na enfermagem. Essas conquistas não apenas enriqueceram a prática clínica, mas também posicionaram os enfermeiros como protagonistas essenciais na prestação de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação bem-sucedida da sistematização de enfermagem emerge como uma contribuição significativa para a qualidade e eficiência dos cuidados. Essa abordagem sistêmica não apenas melhorou a consistência e a padronização na assistência, mas também reforçou a importância da enfermagem como disciplina estratégica na gestão de crises e emergências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando para o futuro, é crucial manter o impulso positivo gerado por essas transformações. Investir na formação contínua dos enfermeiros, fomentar a pesquisa e a inovação na área, e fortalecer políticas que reconheçam e valorizem a contribuição desses profissionais são passos essenciais para consolidar e expandir os avanços conquistados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19 redefiniu o panorama da enfermagem, evidenciando não apenas desafios, mas também a resiliência, a competência e a inovação que caracterizam esses profissionais. À medida que avançamos, é imperativo que a sociedade, as instituições de saúde e os próprios enfermeiros reconheçam e sustentem esse novo paradigma, garantindo que a enfermagem continue a desempenhar um papel central na construção de sistemas de saúde mais robustos, adaptáveis e centrados no paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados desta pesquisa ofereceram uma visão aprofundada da atuação dos enfermeiros durante a pandemia de COVID-19. A contextualização por meio de casos clínicos destacou a proatividade e abrangência desses profissionais, enquanto a análise do papel na linha de frente evidenciou a correlação entre conhecimento teórico e liderança estratégica. A importância do embasamento teórico para procedimentos terapêuticos foi enfatizada, otimizando a recuperação dos pacientes. A mudança de paradigma revelou uma autonomia fortalecida e a implementação bem-sucedida da sistematização de enfermagem. Em síntese, os resultados destacam a resiliência dos enfermeiros e a relevância do conhecimento teórico na prestação de cuidados durante a pandemia, contribuindo para uma compreensão mais rica de sua atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRANCO, Aline et al. <strong>Serviço de emergência hospitalar SUS: fluxos de atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados para COVID-19</strong>.&nbsp;Enfermagem em Foco, v. 11, n. 1. ESP, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brito LL, Simonvil S, Giotto AC. <strong>Autonomia do profissional de enfermagem diante da covid-19: revisão integrativa</strong>. Rev Inic Cient Ext. 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, Rosana. <strong>Vacinas contra a Covid-19</strong>: o fim da pandemia? Rio de Janeiro: Revista de Saúde Coletiva, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAUMAS, Regina Paiva et al. <strong>O papel da atenção primária na rede de atenção à saúde no Brasil: limites e possibilidades no enfrentamento da COVID-19</strong>.&nbsp;Cadernos de Saúde Pública, v. 36, p. e00104120, 2020.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">GRASSI, Maria Fernanda Rios et al. <strong>Construção de conhecimento no curso da pandemia de COVID-19: aspectos biomédicos, clínico-assistenciais, epidemiológicos e sociais.</strong>: Aspectos clínicos e terapêuticos da COVID-19. Salvador: Edufba, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LAURINDO, Mariana Candida et al. <strong>Diagnósticos e intervenções de enfermagem para pacientes graves acometidos pela COVID-19.</strong> Ribeirão Preto: Revista Qualidade HC, 2021.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">THOMAS, Larissa Scheeren et al. <strong>Atuação do enfermeiro emergencista na pandemia de covid-19: Revisão narrativa da literatura</strong>. Curitiba: Brazilian Journal of health Review, 2020.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup> Artigo apresentado à Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Bacharel em Enfermagem, 2023.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2</sup> Professor-Orientador. Graduado em Enfermagem no Centro de Ensino Superior do Extremo Sul da Bahia.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE COMPARATIVA DE REDES NEURAIS NA PREVISÃO DE INTENSIDADE DE SINAL DE TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE NA FAIXA DE UHF</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-comparativa-de-redes-neurais-na-previsao-de-intensidade-de-sinal-de-televisao-digital-terrestre-na-faixa-de-uhf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 14:31:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Computação]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[COMPARATIVE ANALYSIS OF NEURAL NETWORKS IN PREDICTING TERRESTRIAL DIGITAL TELEVISION SIGNAL INTENSITY IN THE UHF BAND REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10276932 Alisson de Carvalho Souto1 Dr. Gilberto Arantes Carrijo2Dr. Antônio Cláudio Paschoarelli Veiga2Dr. Alexandre Coutinho Mateus2 Resumo Esta pesquisa apresenta uma análise comparativa de Redes Neurais Artificiais baseada em algoritmos preditores para estimar a intensidade de campo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMPARATIVE ANALYSIS OF NEURAL NETWORKS IN PREDICTING TERRESTRIAL DIGITAL TELEVISION SIGNAL INTENSITY IN THE UHF BAND</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10276932</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Alisson de Carvalho Souto<sup><strong>1</strong></sup><br> Dr. Gilberto Arantes Carrijo<sup><strong>2</strong></sup><br>Dr. Antônio Cláudio Paschoarelli Veiga<sup><strong>2</strong></sup><br>Dr. Alexandre Coutinho Mateus<sup><strong>2</strong></sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>Resumo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa apresenta uma análise comparativa de Redes Neurais Artificiais baseada em algoritmos preditores para estimar a intensidade de campo elétrico em sinais de televisão digital terrestre. Os algoritmos de Levemberg-Marquardt, Regularização Bayesiana e Gradiente Conjugado Escalado tiveram seus resultados avaliados pelo Coeficiente de Correlação (R) e <em>Mean Squared Error</em> (MSE), quanto mais próximo de 1 o R e menor o MSE, melhores os resultados. O conjunto de 1.200 amostras medidas em campo foi dividido aleatoriamente em 80% para o treinamento, 10% para validação e 10% para os testes. Os três modelos ofereceram elevada precisão, sendo que o algoritmo de Regularização Bayesiana apresentou os melhores indicadores estatísticos, tanto no seu maior valor de regressão R quanto no menor MSE, em comparação com os algoritmos de Levemberg-Marquardt e Gradiente Conjugado Escalado, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave</strong>: Televisão Digital Terrestre; Redes Neurais Artificiais; Levemberg-Marquardt; Regularização Bayesiana e Gradiente Conjugado Escalado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>Abstract</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>This study presents a comparative analysis of Artificial Neural Networks based on predictive algorithms to estimate the electric field strength in digital terrestrial television signals. The Levemberg-Marquardt, Bayesian Regularization and Scaled Conjugate Gradient algorithms had their results evaluated by the Correlation Coefficient (R) and Mean Squared Error (MSE), the closer to 1 the R and the lower the MSE, better the results. The set of 1.200 samples measured in the field was randomly divided into 80% for training, 10% for validation and 10% for testing. The three models provided high precision, and the Bayesian Regularization algorithm presented the best statistical indicators, both in its highest R regression value and in the lowest MSE, compared to the algorithms of Levemberg-Marquardt e Scaled Conjugate Gradient, respectively.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Key Words</em></strong><em>: Digital Terrestrial Television; Artificial Neural Networks; Levemberg-Marquardt; Bayesian Regularization; Scaled Conjugate Gradient.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O espectro de frequências destinado à radiodifusão brasileira é um recurso limitado, o que impõe ao planejamento e gerenciamento de frequências situações constantemente desafiadoras para que seu compartilhamento se mantenha em coordenado. A predição automatizada de intensidade de sinais por modelos de propagação oferece meios apropriados ao projetista para a devida análise sobre o comportamento do sinal a ser irradiado, ao antecipar sua disponibilidade de cobertura e a possibilidade de convivência com as demais estações. A cobertura da rede e a prestação de serviços de qualidade são de suma importância no processo de planejamento da rede. Portanto, o conhecimento prévio do nível de intensidade de sinal é necessário para determinar se as características de propagação de rádio estão dentro os limites de uma determinada área de serviço. Complementarmente, tal conhecimento permite eventual redução em deslocamentos de equipes que vão a campo, maior segurança operacional aos profissionais de escritório e maior agilidade no atendimento de telespectadores, seja para confirmar previamente se possuem disponibilidade de sinal ou para apontar opções de menor custo de aquisição em sistemas de recepção, dispensando a necessidade de comparecimento às suas residências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Redes Neurais Artificiais (RNA) podem oferecer elevada assertividade em comparação aos tradicionais programas que utilizam os métodos de curvas de propagação teórico em uma solução alternativa de menor custo computacional, contanto que tais redes possuam uma base de dados consistente para seu adequado treinamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp; 2   FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos acadêmicos que introduziram as Redes Neurais Artificiais como uma alternativa às previsões teóricas de intensidade de sinais de radiofrequência tiveram suas primeiras referências publicadas no final do século XX e, desde então, inúmeros estudos vem corroborando sua versatilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neskovic et al. (2002)publicaram um estudo no qualuma extensa quantidade de dados de medições de campo na frequência de 900 MHz da telefonia móvel celular foi incluída em uma rede projetada do tipo <em>Multilayer Perceptron</em> (MLP), a qual permitiu a comparação entre os dados obtidos e o modelo de previsão teórico em macrocélulas. Foram utilizados conjuntos de medições independentes que demonstraram que o modelo proposto apresentou precisão satisfatória para uso no planejamento de sistemas de rádio. Cerri et al. (2004) propuseram um método baseado neste mesmo tipo de RNA para previsão de perda de propagação de radiofrequência em áreas urbanas, apropriado para aplicações em planejamento de redes móveis celulares. Os resultados demonstraram tanto melhores resultados aos tradicionais métodos analíticos, quanto menor esforço computacional, em razão do paralelismo inerente à arquitetura das redes neurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ostlin, Zepernik e Suzuki (2010) avaliaram uma RNA para a previsão de perda de propagação em uma macrocélula utilizando medidas coletadas em uma rede comercial CDMA (<em>Code Division Multiple Access</em>). Adicionalmente, foram utilizados diferentes algoritmos de retropropagação para treinamento, com destaque para o de Levenberg-Marquardt com parada antecipada, isto é, quando encontrada a convergência para um ponto ótimo. As entradas da rede foram escolhidas dentre parâmetros como a distância ao transmissor, perfil do terreno proveniente de perfis de mapas, tipo de vegetação e densidade predial nas proximidades da antena de recepção. Os resultados foram comparados com a recomendação ITU-R P.1546.1 e o modelo de Okomura-Hata. A RNA projetada trouxe um desempenho satisfatório, mesmo quando um simples modelo de neurônio foi empregado, acompanhada de baixa complexidade de processamento computacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro modelo empírico de RNA foi proposto por Angeles e Dadios (2015) para a previsão de perda de percurso em macrocélulas na área de radiodifusão, no qual as coletas de medidas de intensidade de campo de televisão digital terrestre obtidas na prática foram substituídas por resultados de uma simulação do modelo de Longley-Rice. Na sequência, tais dados foram usados para gerar o treinamento e validação da rede neural que, reajustada a retropropagação, o modelo de propagação baseado em rede neural agregou mais precisão aos resultados do que alguns convencionais modelos de propagação, como o Espaço Livre e Egli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ogbeide e Eko (2016) apresentaram uma rede neural avaliada e treinada com dados obtidos experimentalmente para predição de perda de caminho&nbsp;de propagação de sinal nas faixas de VHF (<em>Very High Frequency</em>) e UHF (<em>Ultra High Frequency</em>), utilizando três estações de radiodifusão em frequências distintas.&nbsp;Uma rede neural de duas camadas, uma camada oculta e uma camada de saída, foi avaliada quanto à sua precisão e propriedades de generalização.&nbsp;Os resultados de previsão de perda de caminho obtidos empregando o modelo de rede neural artificial foram avaliados em relação aos métodos empíricos de Hata e Walfisch-Ikegami. Os resultados da rede neural artificial na estimativa de perda de caminho foram apropriados para a previsão de sinal em comparação com os modelos de Hata e Walfisch-Ikegami e em linha de visada direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Popoola et al. (2018) desenvolveram uma RNA para predições de perda de percurso em mobilidade, normalizando os dados de perfil do terreno (longitude, latitude, elevação, altitude e altura do nível do terreno) e suas distâncias para estimar seus valores correspondentes, baseados no algoritmo de Levenberg-Marquardt. Os resultados também foram superiores em termos de precisão e habilidade de generalização quando comparados com os modelos de Hata, COST 231, ECC-33 e Egli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos autores ampliaram o escopo de seus trabalhos ao estabelecerem comparações entre diferentes algoritmos de treinamento, sobretudo utilizando Levemberg-Marquardt, <em>Bayesian Regularization</em> e <em>Scale Conjugated Gradient</em>. Os autores Bataineh e Kaur (2018) publicaram um estudo comparativo de diferentes ajustes de curvas de algoritmos usando conjunto de dados habitacionais. Kirisci, Demir e Simsek (2021) realizaram uma análise comparativa de redes neurais no diagnóstico de doenças emergentes baseadas em Covid-19. Chi (2022) utilizou o mesmo comparativo destes algoritmos para obter uma previsão do nível médio local do mar. Dixit e Mittal (2022) verificaram o melhor desempenho para rastreamento do apontamento máximo em um sistema solar fotovoltaico. Fauzi et. al. (2022) estimaram a previsão de cobertura de uma rede celular móvel baseada em algoritmos de aprendizado de máquina supervisionado. Os resultados proporcionados por todos estes trabalhos obtiveram sucesso em suas proposições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baseado nas pesquisas bibliográficas mais atualizadas disponíveis sobre o padrão brasileiro de televisão digital terrestre ISDB-Tb (<em>Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial</em>), não foram encontrados estudos significativos na aplicação simultânea de técnicas diversificadas de <em>Machine Learning</em> sobre esta tecnologia, especialmente no exame de seu sinal digital em mobilidade. Considerando que a utilização de rede neural tipo autorregressiva não-linear possibilita agregar, simultaneamente, dados determinísticos e estatísticos como vantagem aos métodos clássicos de previsão de predição de intensidade de sinal, que muitas vezes diferem do modelo ideal, se faz conveniente explorar mais o assunto. Nesta pesquisa, diferentemente das anteriores, um comparativo entre algoritmos de treinamento foi realizado na área de radiodifusão de televisão digital terrestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3    METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estabelecida como premissa estimar o campo elétrico de TV digital esperado para um determinado conjunto amostral com precisão satisfatória através do uso das RNA, este estudo tem o objetivo de comparar os algoritmos de treinamento de Levemberg-Marquardt (LM), <em>Bayesian Regularization</em> (BR) e <em>Scale Conjugated Gradient</em> (SCG) em termos de capacidade preditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para verificar individualmente o desempenho de cada algoritmo, o coeficiente de correlação ‘R’ entre os dados reais e previstos é comparado via LM, BR e SCG para critérios de desempenho, paralelamente ao seu respectivo valor de MSE (<em>Mean Square Error</em>), que atua como uma referência auxiliar de performance da rede. O valor de regressão dado por R é o principal indicador de precisão da rede. Ao se obter uma associação idêntica entre os dados de entrada e de saída, seu valor será 1, ao passo que, não havendo qualquer associação, seu valor será 0. Complementarmente, o erro quadrático médio dado pelo MSE é a disparidade quadrática média entre resultados e objetivos. Caso este atinja um valor nulo, indica que não a rede não apresenta erro algum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto o R quanto o MSE são usados ​​para avaliar o desempenho da RNA. Os valores R e MSE são obtidos a partir das seguintes equações (MAHMOODI, NADERI, 2016):</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="388" height="196" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4245.png" alt="" class="wp-image-111857" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4245.png 388w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4245-300x152.png 300w" sizes="(max-width: 388px) 100vw, 388px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> Onde <em>m</em><sub>i</sub> representa os valores de dados experimentais, <em>p</em><sub>i</sub> representa valores previstos e <em>n</em> é o número de amostras, ao passo que ṁ e ṗ são valores médios de <em>m</em> e <em>p</em>, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 1 apresenta o fluxo de elaboração do modelo paramétrico para predição do nível de recepção em análise nesta pesquisa.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1: </strong>Fluxo de elaboração do modelo de predição em análise</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="913" height="348" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4244.png" alt="" class="wp-image-111856" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4244.png 913w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4244-300x114.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4244-768x293.png 768w" sizes="(max-width: 913px) 100vw, 913px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Adaptado de Fauzi et. al. (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco de dados para elaboração desta pesquisa foi originado a partir de medições de campo aferidas em Araguari, um município no interior do estado de Minas Gerais com cerca de 100.000 habitantes e altitude acima do nível do mar variando entre 940 e 1.087 metros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sinais foram obtidos a partir de uma estação retransmissora de televisão com programação livre, aberta e gratuita, com potência enquadrada na Classe C, canal trinta digital, largura de banda de 6 MHz, frequência central de operação em 572 MHz na faixa de UHF (<em>Ultra High Frequency</em>) e antena de transmissão com polarização elíptica (70% horizontal; 30% vertical). A previsão de cobertura com intensidades de campo elétrico superiores a 51 dBµv da estação é indicada pela mancha digital, obtida a partir do método ponto-a-ponto e com o relevo digitalizado, gerada pelo programa EDX Signal Pro, da empresa EDX, empregando as curvas da Recomendação ITU-R P.1546-1, conforme ilustrado Figura 2. A campanha de medidas de campo em mobilidade foi realizada dentro da zona urbana da cidade, utilizando um medidor de intensidade de campo da Marca Anritsu, modelo Cellmaster MT8212E, acoplado a uma antena UHF do tipo monopolo vertical de meia onda, com 0 dB de ganho na recepção e cabo de perda desprezível. A base da antena foi disposta a uma altura de 1,5 metro do chão, acoplada magneticamente ao teto de um veículo de passeio, que cumpriu o percurso em velocidades inferiores a 40 km/h, com o intuito de minimizar os efeitos da perda por multipercurso. Foram coletados 1.458 pontos que registraram informações objetivas sobre as coordenadas geográficas (latitude e longitude, dadas em graus decimais), cota da base do ponto de recepção em relação ao nível do mar (em metros) e o nível de potência (em dBm) aferido para cada um dos pontos, conforme apresentado na Figura 2.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2:</strong> Mancha de cobertura sobreposta aos 1.458 pontos aferidos na cidade de Araguari</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="958" height="438" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4246.png" alt="" class="wp-image-111859" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4246.png 958w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4246-300x137.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4246-768x351.png 768w" sizes="(max-width: 958px) 100vw, 958px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Adaptado de Fauzi et. al. (2022)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do medidor de campo foram exportados no formato de arquivo KML (<em>Keyhole Markup Language</em>) e acessados no programa gratuito Google Earth, o qual permitiu complementar ao banco de dados, para cada ponto, informações de distância (em metros) e azimute de apontamento (em graus) relativos à antena transmissora. Com vistas a evitar valores atípicos, foram excluídos tanto os pontos em que o equipamento alertou saturação na recepção, quanto os pontos em que a distância à estação transmissora esteve inferior a 200 metros, restando 1.200 pontos efetivamente considerados neste estudo de caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, de posse dos valores de distância e nível médio do terreno, os valores de intensidade de campo elétrico teórico foram calculados para cada um dos 1.200 pontos em análise e compuseram um novo parâmetro de entrada da rede neural, com base nas expressões da Recomendação ITU-R P.1546-1. Estipulada pela ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações para uso no Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital (PBTVD), a primeira versão desta recomendação descreve os procedimentos para calcular a previsão de intensidade de campo para radiodifusão na faixa de frequências de 30 a 3.000 MHz, através da utilização de tabelas e curvas baseadas em análises estatísticas de dados empíricos. As curvas preveem os valores de intensidade de campo para uma potência irradiada efetiva de 1 kW, com valores de intensidade de campo excedidos em 50% do tempo. Nos casos em que as distâncias entre os pontos de análise e a altura da antena transmissora são diferentes dos valores lidos diretamente das curvas, a predição de campo deve ser obtida através de interpolação. A Figura 3 apresenta as curvas em percurso terrestre na faixa de 600 MHz.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3:</strong> Curvas experimentais utilizadas na Recomendação ITU-R P.1546-1</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="908" height="799" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4247.png" alt="" class="wp-image-111860" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4247.png 908w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4247-300x264.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4247-768x676.png 768w" sizes="(max-width: 908px) 100vw, 908px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> União Internacional de Telecomunicações (2003)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido às diferenças físicas impostas por discrepâncias como o nível de precisão dos mapas cartográficos, a rugosidade das edificações provenientes da ação humana, do diagrama de irradiação da antena utilizada, entre outros, a intensidade de campo prevista para um determinado ambiente, com referência aos modelos empíricos existentes, muitas vezes difere do modelo ideal. Desse modo, houve a inclusão de uma sétima entrada, com vistas a reduzir o impacto destas diferenças mencionadas no valor ordinário alcançado pela norma. Baseado no Modelo de Perda de Propagação Log-Distância, que preceitua que a potência média do sinal recebido decresce logaritmicamente em função da distância, Rappaport (1996) propôs a inserção de um “Expoente de Perda para Diferentes Ambientes”, que sugere um valor de perda correspondente a obstáculos no entorno dos pontos de medição para complementar as informações de rugosidade do terreno não previstas nos modelos digitais de elevação topográfica.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> <strong>A Tabela 1 </strong>apresenta valores típicos de ‘n’ para tais ambientes.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ambiente</strong></td><td><strong>Expoente de Perda de Propagação (n)</strong></td></tr><tr><td>Espaço Livre</td><td>2</td></tr><tr><td>Área Urbana</td><td>2,7 a 3,5</td></tr><tr><td>Área Urbana Sombreada</td><td>3 a 5</td></tr><tr><td>Obstruído por Edifícios</td><td>4 a 6</td></tr><tr><td>Obstruído por Fábricas</td><td>2 a 3</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Expoente de Perda para Diferentes Ambientes (RAPPAPORT, 1996)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os referidos valores de expoente ‘n’ são combinados aos valores de potência do sinal medidos em campo, resultando na intensidade do sinal (em dBm) em um dado ponto de recepção, calculada pela Equação 3:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="361" height="69" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4251.png" alt="" class="wp-image-111864" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4251.png 361w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4251-300x57.png 300w" sizes="(max-width: 361px) 100vw, 361px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Onde P<sub>r</sub> (dBm, d) é a intensidade do sinal em dBm no ponto de recepção, P<sub>r</sub> (dBm, d<sub>0</sub>) é a intensidade do sinal em dBm no ponto de referência adquirido através de medição, d<sub>0</sub> é a distância de referência próxima à antena de transmissão (neste estudo, foi considerada a distância de 200 metros), d é a distância que separa o transmissor do receptor e n é o expoente de perda de propagação, que indica a taxa com que a perda aumenta com a distância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os valores de potência referidos em dBm nesta pesquisa foram convertidas para dBµv, com vistas à uniformização das medidas. A unidade expressa em dB<a>µ</a>V indica quanto menor ou maior é a tensão em relação a 1µV, com 0 dBµV correspondendo a 1 µV (microvolt).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a impedância característica (Z<sub>0</sub>) de 50 ohms, a fórmula utilizada é dada pela Equação 4. &nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="326" height="70" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4252.png" alt="" class="wp-image-111865" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4252.png 326w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4252-300x64.png 300w" sizes="(max-width: 326px) 100vw, 326px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os sete atributos de entrada da RNA foram submetidos à normalização pelo método de mínimos e máximos, com o objetivo de manter os valores de suas colunas numéricas dentro de uma escala comum, adequada à linguagem computacional e sem perda de informação. De acordo com AGGARWAL (2018), a fórmula de normalização aplicada é exibida na Equação 5:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="259" height="81" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4253.png" alt="" class="wp-image-111867"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Onde X é o valor dos dados, X<sub>min</sub> é o valor mínimo em todo o conjunto de dados, X<sub>max</sub> é o valor máximo em todo o conjunto de dados e X<sub>N</sub> é o valor normalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A REDE PROPOSTA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As RNA <em>Backpropagation</em> foram introduzidas na década de 1980 e seu algoritmo de retropropagação é um método de aprendizado supervisionado para redes <em>feed-forward</em> multicamadas, comumente aplicado às redes MLP. Tais redes de camadas múltiplas são estruturadas em pelo menos uma seção de entrada, uma seção de saída e outras camadas intermediárias entre entrada e saída, denominadas como camadas ocultas. A estrutura básica da RNA proposta é demonstrada na Figura 4, com função de transferência sigmóide na camada oculta e linear na camada de saída:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4:</strong> Estrutura Básica da RNA proposta</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="222" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4254.png" alt="" class="wp-image-111868" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4254.png 767w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4254-300x87.png 300w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A rede MLP deste estudo foi idealizada para acomodar a complexa relação não-linear que ocorre nas variáveis em análise quando envolvidas em um ambiente urbano, incluindo suas edificações, vegetação, comércio e indústrias. Definir um modelo altamente preciso para estudos quantitativos depende de condições como a distribuição de parâmetros, o número de atributos de entrada e a complexidade das interações entre os preditores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um dos pontos de recepção (Rx) foi mapeado por suas características de azimute, distância em relação à estação transmissora, cota da base do nível do terreno, o nível de intensidade de campo elétrico predito pela norma e o nível de potência calculado no Expoente de Perda para Diferentes Ambientes, da Equação 3. Sua estrutura foi definida por uma única variável de saída que simula a correspondência do nível de recepção medido na prática, ou seja, um único vetor de valores atuou como alvo da RNA, conforme ilustrado na Figura 5:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 5: </strong>Arquitetura do Modelo de RNA</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="663" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4255.png" alt="" class="wp-image-111869" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4255.png 685w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4255-300x290.png 300w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O banco de dados foi importado para a suíte de ferramentas de redes neurais disponível no programa de cálculo numérico Matlab R2022b, da empresa Mathworks, que oferece doze opções integradas de algoritmos de treinamento em RNA. Dentre as técnicas de regularização disponíveis na suíte <em>Neural Net Fitting</em>, LM e BR são capazes de obter erros quadráticos médios mais baixos do que qualquer outro algoritmo de treinamento, segundo Beale, e Demuth (2019). O algoritmo de gradiente conjugado escalonado foi escolhido como terceira opção deste comparativo por estar embarcado neste mesmo ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo de Levenbreg-Marquardt (trainlm) é uma combinação dos métodos de minimização de Gauss-Newton e do gradiente descendente, usando a aproximação da segunda derivada sem a necessidade de se calcular uma matriz hessiana exata. Sua abordagem busca iterativamente o mínimo da função através da associação do vetor gradiente com a matriz Jacobiana. LM é o algoritmo que proporciona maior rapidez, às custas de um maior uso de memória computacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regularização bayesiana (trainbr) minimiza a combinação linear de erros quadráticos e pesos. Apesar de exigir mais tempo de processamento do que LM ou SCG, este modelo de rede resiliente dispensa a necessidade de uma fase de validação, porque emprega um método próprio embarcado. O treinamento é interrompido quando cumpridas algumas das condições: o número máximo de épocas ou de tempo é atingido; o desempenho é minimizado para o destino; o desempenho do gradiente cai abaixo do parâmetro min_grad; ou quando excedido o parâmetro mu_max.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo de gradiente conjugado escalonado (trainscg) é uma modificação da retropropagação e seu menor consumo de memória o destaca em relação aos demais do comparativo. Suas condições de parada são as supracitadas no BR, se distinguindo pela inobservância do parâmetro mu_max.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um modo geral, o processo de treinamento dos algoritmos é interrompido automaticamente se não houver melhorias na generalização, guiado pelo aumento do erro quadrado médio das amostras de validação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4    ANÁLISE DOS PARÂMETROS DA REDE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Determinar o modelo com melhor desempenho no comparativo entre LM, BR e SCG exige que o algoritmo seja treinado até a devida estabilização dos dados retornados. Para tanto, a definição do número de neurônios na camada oculta foi balizada pelo algoritmo de LM, referência na entrega de altos valores de correlação, modulando sistematicamente o número de neurônios até a rede convergir para a menor faixa possível de erros, tendo os mesmos parâmetros sido replicados aos demais algoritmos. A divisão do conjunto amostral obteve sua melhor conversão com 80% dos dados estabelecidos para o treinamento, 10% para os dados de validação e 10% para os dados de teste. Aleatoriamente, 1.200 amostras de dados foram divididas em 960 dados para treinamento, 120 dados para validação e 120 dados para teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do modelo proposto, os resultados obtidos demonstraram que a quantidade de 13 neurônios na camada oculta apresentou os menores valores de regressão R. A quantidade de iterações no processo de treinamento, nas quais ocorreram tentativas de minimizar a função de erro, superou 100 épocas nas avaliações dos três algoritmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;As seções a seguir descrevem o comportamento de cada algoritmo, individualmente, conforme a obtenção de seus resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1      Algoritmo de Levembertg-Marquardt</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O melhor desempenho de validação na RNA empregando o algoritmo de LM foi época 110, conforme apresentado na Figura 6. Neste ponto foi criado um modelo otimizado com o mais baixo valor de MSE, situado em 2,3763, o que representa uma rede com baixo índice de erros. As linhas coloridas que compõem o gráfico simulam o treinamento, validação e teste e serão reproduzidas individualmente, nos três algoritmos deste comparativo. O processo é iniciado com o valor de MSE alto para evitar a ocorrência de sobreajuste e decresce seguindo o critério de validação. Após 110 épocas, o treinamento mantém o erro decrescente em função do tempo, porém os erros de validação e de teste passam a apresentar crescimento de forma simultânea, ao passo que o processo de treinamento é interrompido.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 6:</strong> Resultado de Desempenho do algoritmo LM</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="914" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4256.png" alt="" class="wp-image-111870" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4256.png 914w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4256-300x204.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4256-768x521.png 768w" sizes="(max-width: 914px) 100vw, 914px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os gráficos na Figura 7 apresentam os dados resultantes durante a regressão de treinamento, validação, teste e sua correlação geral de forma agrupada. A linha tracejada em cada gráfico observado nos diagramas de regressão simula as saídas com resultados perfeitos. A linha sólida em cada gráfico representa a linha de regressão linear mais adequada entre os resultados e os alvos. Os valores de regressão comprovaram a alta precisão de correlação do algoritmo de LM, superando o valor de 0,98 para todos os resultados deste algoritmo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 7:</strong> Gráfico de Regressão para o algoritmo LM</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="867" height="650" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4257.png" alt="" class="wp-image-111871" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4257.png 867w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4257-300x225.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4257-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 867px) 100vw, 867px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 8 representa o histograma de distribuição de erros do modelo para treinamento, validação e teste. As barras convergem para a linha central vermelha, as quais indicam zero erro no gráfico e o histograma de erros pode fornecer uma indicação acerca dos eventuais dados discrepantes. Uma distribuição equilibrada garante que o modelo seja treinado em um intervalo representativo do conjunto amostral. Caso a distribuição não seja equilibrada, mais dados semelhantes aos pontos discrepantes devem ser considerados na análise de treinamento e a rede deve ser treinada novamente. O gráfico exibido para LM apresenta uma distribuição predominantemente simétrica do erro e não possui dados discrepantes afetando a distribuição geral.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 8: </strong>Histograma de erro para LM </p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="936" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4258.png" alt="" class="wp-image-111873" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4258.png 936w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4258-300x199.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4258-768x509.png 768w" sizes="(max-width: 936px) 100vw, 936px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento baseado no algoritmo LM rendeu 98,7% de precisão para todas as amostras, 98,7% para treinamento, 98,7% para validação e 98,8% para testes, registrando uma alta correlação entre os valores reais e os valores alvo da rede.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.2     Algoritmo de Regularização Bayesiana:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo similar à LM, o algoritmo de BR foi usado para treinar o modelo com o mesmo número de neurônios na camada oculta. A melhor performance no treinamento usando BR foi com o MSE de 1,3081 na época 1.000, tal como observado na Figura 9. Convém ratificar que este algoritmo possui um tipo de validação próprio durante a fase de treinamento.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 9:</strong> Resultado de Desempenho do algoritmo BR</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="930" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4259.png" alt="" class="wp-image-111875" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4259.png 930w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4259-300x200.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4259-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 930px) 100vw, 930px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O parâmetro R em 0,99426 apresentou a mais alta correlação entre os valores de saída e os valores alvos do estudo proposto, conforme Figura 10.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 10:</strong> Gráfico de Regressão para o algoritmo BR</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="866" height="650" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4260.png" alt="" class="wp-image-111876" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4260.png 866w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4260-300x225.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4260-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 866px) 100vw, 866px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O histograma de erro apresentado na Figura 11 exibe uma distribuição balanceada de erros para treinamento, validação e teste, que mantém a generalização adequada da abordagem BR, com ocorrências ligeiramente maiores de frequências em valores negativos de erros em comparação com valores positivo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 11:</strong> Histograma de erro para BR</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="936" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4261.png" alt="" class="wp-image-111877" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4261.png 936w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4261-300x199.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4261-768x509.png 768w" sizes="(max-width: 936px) 100vw, 936px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento baseado no algoritmo BR obteve 99,5% de acurácia para todas as amostras, 99,5% para treinamento e 99,4% para testes, ao passo que o MSE atingiu 1,5622. Tais valores se consolidaram nos melhores índices de precisão e acurácia encontrados neste comparativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.3       Algoritmo de Gradiente Conjugado Escalonado:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O algoritmo de SCG encerra seu treinamento automaticamente quando a generalização para de melhorar, conforme indicado por um aumento no erro quadrático médio das amostras de validação. O treinamento foi interrompido quando o erro de validação atingiu o máximo de seis verificações, previamente estipuladas como limite para este comparativo. O melhor desempenho de validação empregando o algoritmo de SCG foi 12,7091 na época 123. Apesar da Figura 12 exibir valores inferiores aos encontrados nos demais algoritmos, este valor de MSE ainda representa uma rede com alta qualidade para uso prático.<br></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 12:</strong> Resultado de Desempenho do algoritmo SCG</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="913" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4262.png" alt="" class="wp-image-111878" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4262.png 913w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4262-300x204.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4262-768x522.png 768w" sizes="(max-width: 913px) 100vw, 913px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Figura 13 demonstra o parâmetro R em 0,95447, que apresentou a menor correlação entre os valores de saída e os valores alvos do comparativo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 13:</strong> Gráfico de Regressão para o algoritmo SCG</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="866" height="650" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4263.png" alt="" class="wp-image-111879" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4263.png 866w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4263-300x225.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4263-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 866px) 100vw, 866px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O histograma de erro para SCG demonstra um comportamento semelhante ao observado em BR, no qual as frequências correspondentes a valores negativos de erros são relativamente maiores em comparação com as frequências correspondentes a valores positivos, conforme demonstrado na Figura 14.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 14:</strong> Histograma de erro para SCG</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="937" height="620" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4264.png" alt="" class="wp-image-111880" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4264.png 937w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4264-300x199.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4264-768x508.png 768w" sizes="(max-width: 937px) 100vw, 937px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento baseado no algoritmo SCG rendeu 95% de precisão para todas as amostras, 94,8% para treinamento, 95,5% para validação e 95,4% para teste. O MSE atingiu 11,0061 durante os testes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 RESULTADOS E DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho dos algoritmos LM, BR e SCG para a previsão de intensidade de sinal de televisão digital e apontar o mais preciso destes modelos. Dado o espaço amostral em análise, foi possível obter um conjunto de resultados presumidamente aceitável para uma avaliação dos algoritmos. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A Tabela 2 </strong>apresenta o resumo geral das medidas de desempenho, com os resultados detalhados.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>&nbsp;</strong></td><td><strong>LM</strong></td><td><strong>BR</strong></td><td><strong>SCG</strong></td></tr><tr><td>Função no Matlab</td><td>trainlm</td><td>trainbr</td><td>trainscg</td></tr><tr><td>Número de Épocas</td><td>116</td><td>1.000</td><td>129</td></tr><tr><td>Desempenho</td><td>3,24</td><td>1,31</td><td>12,6</td></tr><tr><td>Gradiente</td><td>5,43</td><td>0,00611</td><td>9,52</td></tr><tr><td>MSE (Validação)</td><td>2,3763</td><td>&#8211;</td><td>12,7091</td></tr><tr><td>R (Validação)</td><td>0,9875</td><td>&#8211;</td><td>0,9552</td></tr><tr><td>MSE (Teste)</td><td>3,0580</td><td>1,5622</td><td>11,0061</td></tr><tr><td>R (Teste)</td><td>0,9886</td><td>0,9943</td><td>0,9545</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: </strong>Resumo do comparativo de desempenho entre LM, BR e SCG</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premissa de se estimar o campo elétrico de TV digital com resultados satisfatórios através do uso das RNA foi plenamente atendida, com altos índices de precisão e acurácia. Os valores regressão demonstram uma associação quase idêntica entre os dados de entrada e de saída, ainda mais se notarmos a ordem de grandeza dos valores de saída, os quais foram escalonados em decibéis-microvolt. Paralelamente, os valores de disparidade quadrática média entre resultados e objetivos alcançados neste estudo correspondem a uma rede com baixa incidência de erros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os níveis de intensidade de campo obtidos a partir da mancha de cobertura e os valores calculados pela norma estiveram superiores aos colhidos na campanha de medidas, sobretudo se for levado em consideração que o relevo do município de Araguari é de uma topografia predominantemente plana. Por ser de médio porte, a cidade também não apresenta ruído urbano elevado. A RNA entregou valores muito mais próximos aos reais obtidos na prática do que os valores teóricos da mancha de cobertura e da norma técnica, os quais se mostraram muito otimistas para o caso em análise. Outro destaque para a RNA é sobre sua rápida velocidade de processamento e menor custo computacional, por dispensar as extensas interpolações envolvidas nos cálculos vetoriais do relevo digitalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a proposta deste estudo, em obter com máxima precisão os valores de intensidade de campo elétrico na saída da RNA através da comparação dos algoritmos de treinamento, o algoritmo BR apresentou os melhores resultados deste comparativo em ambos os indicadores estatísticos avaliados. Em segundo lugar, o algoritmo de LM ofereceu resultados próximos, mas inferiores no que tange aos indicadores de Coeficiente de Correlação (R) e <em>Mean Squared Error</em> (MSE) e consumiu um tempo de processamento menor, respectivamente semelhante ao algoritmo SCG, que por sua vez inferiu a menor precisão deste comparativo. Tendo em vista o foco na qualidade entregue, o maior tempo de processamento computacional de BR em relação à LM e SCG pode ser considerado desprezível, sobretudo quando comparado aos programas específicos da área, com alto custo computacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados sugerem que as abordagens de redes neurais artificiais podem inferir com alta precisão o nível de intensidade de campo de televisão digital terrestre esperado em uma área, desde que tomadas de modo restrito, haja vista que estas simulações não podem extrapolar seu conjunto amostral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6    CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampla variedade de preditores de entrada, composta pelas medidas de campo e pelo do aproveitamento de recursos gratuitos, materializou um banco de dados robusto, que permitiu à RNA entregar alta precisão nos resultados das simulações aliada a um baixo custo computacional. Por sua vez, a rede forneceu previsões para pontos de interesse diversos com exatidão maior do que as puramente trazidas pela norma ou pela mancha de cobertura teórica, as quais se mostraram muito otimistas em relação aos valores medidos na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empiricamente, os resultados revelaram que o algoritmo de treinamento BR foi o melhor do comparativo em sua alta performance de valor R e MSE baixo em relação algoritmos LM e SCG, classificados nesta ordem, sucessivamente. Não obstante, os testes evidenciaram que os três modelos analisados possuem valores de precisão comprovadamente aptos à utilização na prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se que as Redes Neurais Artificiais podem oferecer uma alternativa de com elevada assertividade para a previsão de intensidade de sinal digital terrestre na faixa de UHF em comparação aos tradicionais programas computacionais específicos da área, desde possuam uma base de dados consistente para seu adequado treinamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas de sugestões para trabalhos futuros estão relacionadas principalmente à próxima geração do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, denominada “TV 3.0”. Considerando o estipulado no Decreto nº 11.484, de 6 de abril de 2023, o novo padrão de TV digital manterá entre suas características a recepção em mobilidade. Consequentemente, este trabalho poderá contribuir para um eventual comparativo entre as características atuais e as provenientes da próxima tecnologia, prevista para iniciar as operações em meados de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7    BIBLIOGRAFIA</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">ITU. <strong>Method for point-to-area predictions for terrestrial services in the frequency range 30 MHz to 4 000 MHz</strong>. [S.l.], 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAPPAPORT, Theodore. S. <strong>Wireless Communications Principles And Practice</strong>. 2. ed. New Jersey: Prentice Hall, 2002. 104 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AGGARWAL, Charu C. Neural Networks and Deep Learning A Textbook. Yorktown Heights: Springer International Publishing AG, 2018, 127 p.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEMUTH, Howard; BEALE, Mark. Neural Network Toolbox User’s Guide Version 4; The Math Works Inc.: Natick, MA, USA, 2000; pp. 5-22.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAHMOODI, Masoud; NADERI, Ali. Applicability of Artificial Neural Network and Nonlinear Regression to Predict Mechanical Properties of Equal Channel Angular Rolled Al5083 Sheets. Latin American Journal of Solids and Structures, no. 13, 2016. <br>Disponível em: &lt;https://doi.org/10.1590/1679-78252154&gt; Acessado em 20 de julho de 2023.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Discente do Curso de Mestrado Científico em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia.<br><sup>2 </sup>Docentes da Faculdade de Engenharia Elétrica (FEELT/UFU)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRINCAS EM EDIFICAÇÃO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/trincas-em-edificacao-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 14:29:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=112716</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210301 Julia Santana 1. INTRODUÇÃO Nas últimas décadas os imperativos da qualidade e os direitos do consumidor foram mudanças que projetaram na construção civil, a necessidade de obter conhecimentos técnicos e científicos sobre o surgimento de patologias, a realização de estudos com ensaios com instrumentos eficientes tem favorecido aos engenheiros uma noção de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210301</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Julia Santana</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas os imperativos da qualidade e os direitos do consumidor foram mudanças que projetaram na construção civil, a necessidade de obter conhecimentos técnicos e científicos sobre o surgimento de patologias, a realização de estudos com ensaios com instrumentos eficientes tem favorecido aos engenheiros uma noção de como evitar as patologias e assegurar o aumento da vida útil da obra (ZANZARINI, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, especialmente nas grandes cidades, a carência de cultura da manutenção predial e a existência de diversos tipos de patologias tem determinado um grande impacto sobre a estética e a qualidade das obras, de modo que o setor de construção civil, a partir da década de 90 passou por mudanças com a implementação de programas de qualidade, representando a necessidade de padrões por meio normatizações de produtos fabricados nos canteiros de obras (CAPORRINO, 2018)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente tem-se registrado a redução de acidentes com edificações causadas por falhas na fundação e no projeto, na medida em quer novos materiais foram surgindo, trazendo inovação ao mesmo tempo impondo a necessidade deum trabalho baseado em especificações de uso do produto a fim de obter um trabalho adequado, obedecendo os princípios de riscos de surgimento de patologias (GOMIDE ET AL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fabricação de estruturas de concreto, as condições ambientais e a mistura dos aglomerados na formação do cimento, tem gerado problemas, o que se denominam de patologias do concreto armado decorrente de vários fatores que produzem resultados complexos que exigem ao longo do tempo recuperação e tratamento adequado para evitar a reincidência das patologias (MACHADO, 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo trata de identificar aspectos referentes ao diagnóstico, prognóstico e recuperação de trincas, patologia comum em obras de alvenaria que determinam aberturas de 0,5 a 1,5 mm, resultantes de esforços de compressão, retração do concreto e sobrecarga acima do limite tolerado, consequente da falta de cálculo estrutural. As trincas, como manifestação patológica em relação à fundação da obra pode ser causada por recalque diferencial entre pilares e pela falha ao examinar o terreno da obra e sua inclinação (CAPPORINO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, analisa a importância do papel dos profissionais de perícia e vistoria em construção, a fim de investigar as falhas existentes no empreendimento, assim como a natureza das avarias e suas condições de recuperação, bem como os ricos estruturais que possa causar desabamento. Os profissionais peritos em engenharia devem ser habilitados para reconhecer e apontar a causa dos problemas a partir da emissão de um laudo técnico (FIKER, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que o estudo traz uma análise das causas, buscando as evidências de como evitar o surgimento da trinca horizontal, vertical e diagonal, a partir de um estudo bibliográfico e exploratório a fim de responder às hipóteses do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o objetivo geral do estudo é identificar as técnicas de evitar o surgimento de trincas nas estruturas de concreto, alvenarias e fundações. Como objetivo específicos, procura apontar as causas do surgimento de manifestações patológicas de trincas em concreto armado, alvenarias e fundações; reconhecer os tipos de trincas em concreto, alvenaria e fundações de edificações, determinar como evitar as trintas a partir dos conhecimentos de técnicas de ensaio e da especificação de produtos e apontar as técnicas e o uso de materiais;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema a ser investigado é: Quais as técnicas construtivas e materiais necessários para evitar o surgimento de trincas horizontais, verticais e diagonais?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O surgimento de trincas um é dos grandes problemas referentes ao surgimento de patologia enfrentados na construção civil decorrente de falhas humanas, reconhecendo-se que na construção civil existe carência de qualificação na mão de obra, carência de controle de regras de especificações de produtos, análise de solos durante a fase do projeto, a fim de detectar problemas como compactação do solo, considerando-se os riscos do surgimento de patologias nas fundações, nas alvenarias durante o processo de colocação de janelas, nos pisos, nos tetos, nas vigas e lajes de concreto (ZUCHETTI, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas diretrizes de recuperação da obra é importante identificar se a trinca conseguiu atingir a parte estrutural, ou seja, avaliar o grau de gravidade nos pilares, lajes e vigas comprometendo totalmente a estabilidade da obra De modo que o estudo é relevante para demonstrar as técnicas construtivas e materiais necessários para evitar o surgimento de trincas horizontais, verticais e diagonais que causam problemas na estética e na estabilidade da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Zuchetti (2015) as trincas são patologias comuns tanto em vários tipos de construções causando prejuízo e necessidade imediata de avaliação diagnóstica para detectar a ponto nevrálgico do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Patologia das Estruturas é um novo campo da Engenharia das Construções que se ocupa do estudo das origens, formas de manifestação, consequências e mecanismos de ocorrência das falhas e dos sistemas de degradação das estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As construtoras atuais que realizam o gerenciamento de qualidade a diagnose de riscos buscam as devidas medidas preventivas para evitar qualquer tipo de patologia no processo de produção. Os projetos de construção que especificam claramente as diretrizes gerenciais da produção evitam futuros transtornos através de técnicas de aplicação de inibidores de corrosão na fase de construção da estrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao realizar um empreendimento, o gerenciamento da qualidade é fundamental para a definição das características e qualidade do concreto, do uso de aditivos para a durabilidade do concreto, a agressividade do meio ambiente para evitar as trincas e fissuras nas paredes, averiguar as condições de impermeabilidade da construção, a questão das eflorescências e as patologias das fachadas revestidas de cerâmica e granito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais efeitos das trincas em estruturas de concreto podem ser também causados pelos defeitos originados no próprio processo construtivo (erro de projeto ou de execução) ou adquiridos ao longo do tempo causados por desgastes naturais, utilização, manutenção ineficiente e agressões ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O surgimento de uma patologia como a fissura em armaduras de concreto produz grandes problemas de desempenho em relação aos parâmetros adequados para realização da obra. Em termos de tipos de patologias, as fissuras podem ocorrer em alvenaria interna e externa e outras ocorrências que podem ter diversas causas diversas e poderão acontecer também no concreto armado, em fundações e em estruturas estéticas como fachadas com revestimento cerâmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A razão de focar no surgimento das trincas em armações de concreto, é um recorte da abrangência do problema patológico que se apresenta em diversas situações concretas diferenciadas que podem ocorrer em grandes dimensões em concretos que incluem a necessidade de exatidão em teores de materiais e revestimentos internos e externos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa conjuntura, é muito relevante conhecer as causas e relacionar o problema aos aspectos técnicos que podem favorecer um entendimento sobre o fenômeno que exige um quadro referencial efetivo de conhecimentos de como evitar e associar as falhas aos resultados que devem ser reavaliados, a partir de uma sistemática que possa conduzir à melhoria dos processos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia da pesquisa orientou-se pelo estudo bibliográfico e exploratório com base nas contribuições teóricas de vários autores que realizaram artigos, dissertações e teses sobre os princípios da patologia nas fundações na área de Construção Civil abrangendo todas as atividades de produção de obras que apresentam patologias, notadamente, sobre trincas em edificações e formas de evitá-las. A pesquisa tem caráter exploratório se constitui na busca de maiores informações sobre o assunto com a finalidade formular problemas e hipóteses. O estudo tem base descritiva das características apresentadas pelos vários autores, bem como o estabelecimento de relações entre variáveis e fatos para determinar os fatores que geram as patologias nas fundações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. REFERENCIAL TEÓRICO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O referencial teórico apresentado nesse estudo é fruto de pesquisa bibliográfica com autores renomados sobre o tema, favorecendo os conhecimentos técnicos e científicos sobre como evitar as trincas como manifestação patológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1. CONCEITO DE PATOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias são manifestações conhecidas desde tempos remotos e se tornaram um grande problema a ser evitado, exigindo conhecimentos de técnicas específicas para cada tipo de patologia que pode ocorrer em qualquer fase da obra, do projeto à execução que podem gerar problemas estéticos e estruturais reduzindo o tempo útil da construção e produzindo custos de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Sales et al (2013) as patologias representam um fenômeno complexo que exige um tratamento baseado em diagnóstico, que surge em consequência de erros e falhas em diferentes etapas das obras, desde o projeto à execução, e também a carência de manutenção predial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias surgem de multifatores nas edificações, colocando em risco as estruturas de alvenaria. Zuchetti (2016) avalia que as patologias são inúmeras e cada uma possui uma causa específica, ocorrendo em edificações residenciais, comerciais e industriais, sendo as mais comuns as trincas, fissuras, rachaduras, infiltrações, vazamentos, esfarelamento do concreto, bolores, eflorescências, carbonatação, corrosão, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que as patologias se manifestam em vários tipos de edificações causado custos e prejuízos adicionais que poderiam ser evitados com as técnicas construtivas adequadas e as medidas de prevenção para evitar o surgimento antes do projeto. Helene e Aragão (2017) consideram que as patologias na construção se tornaram um dos principais temas da engenharia que busca identificar o nexo causal e os mecanismos de prevenção, as origens dos problemas para determinar medidas preventivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caporrino (2018) analisa que a Engenharia das Construções evoluiu nesse campo de análise sobre as formas de manifestação e as relações causais a partir da mistura de elementos de propriedade diferentes e que exigem cálculo de tensões nas estruturas principais a fim de evitar a ocorrências de falhas humanas nos processos que justificam a origem das patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caporrino (2015) analisa que as causas das patologias estão diretamente relacionadas às falhas técnicas de construção que exigem o reconhecimento do tipo de patologia por meio do diagnóstico, o que representa conhecer as causas, origens e mecanismos de evolução, medidas prognósticas e intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Militisky, Consoli e Schanaid (2015) as patologias surgem de uma grande diversidade de fatores que se conjugam ou ocorrem isoladamente que decorre de falhas construtivas, especificação de materiais inadequados, erros e falhas no detalhamento do projeto, carência de padronização e erros pela falta de cálculo de dimensões e de cargas e trações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Helene e Aragão (2017) analisam que as patologias de execução podem ser causadas por falhas d do projeto, de modo que existe uma interdependência entre seus fatores, em projetos bem elaborados e sem falhas geralmente se reduzem drasticamente erros na fase de execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2. A PERÍCIA E A VISTORIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os estudos referentes às patologias na construção, recorreu-se também à utilização e técnicas de Perícia, com a finalidade de determinar em um laudo técnico as ocorrências der patologias em imóveis para venda, locação e recuperação de edificações comerciais e residenciais (CAPPORINO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT por meio da Norma NBR 13752/96, foram determinadas as orientações para os peritos em construção civil, cujo foco é apurar as causalidades que determinaram o surgimento de patologias, bem como suas distinções e a asserção de direitos. De modo que a avaliação das patologias deve ser realizada por um profissional que tenha habilitação para periciar (MARQUES, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perícia em construção exige a análise de técnicas construtivas por meio de ações empíricas (ensaios) e avaliações científicas com a finalidade de reconhecer devidamente a patologia e a causa. De modo que normativa NBR-13.752/96 determina o processo de apuração das causas das falhas construtivas, classificando a perícia de engenharia na construção civil em quatro etapas: o arbitramento, a avaliação, o exame e a vistoria técnica. Em cada fase se executa uma medida referente à responsabilidade de atribuir as patologias existentes (FIKER, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No arbitramento, os profissionais tomam decisões acerca de medidas técnicas que apresentam controvérsias e de natureza subjetiva, no processo de avaliação se apresentam indicações de valor monetário do empreendimento e no caso da existência de patologia, o valor de depreciação. Na fase de exame realiza-se a análise dos fatos buscando a causa, a existência de patologias implica na sua diferenciação (trinca, fissura, rachadura) e de sua forma (vertical, horizontal, diagonal), bem como a gravidade da patologia para a estrutura do empreendimento. A vistoria técnica exige uma descrição minuciosa dos fatos e dos elementos que formaram a situação do empreendimento (GOMIDE et al, 2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3. PATOLOGIAS ORIGINADAS DE FALHAS NO PROJETO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é um documento importante que na construção civil expressa o plano detalhado de uma estrutura que tem como fator essencial a segurança contra as intempéries e as rupturas provocadas pelas pressões que tendem a deformar a estrutura de construção. Para evitar essas condições de riscos e de iminência do surgimento de patologias como trincas, fissuras e rachaduras é relevante determinar as medições corretas nas junções de vigas e lajes durante a execução, com vistas à durabilidade e segurança da estrutura de alvenaria do empreendimento (MARQUES, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gomide et al. (2016) avalia que se define como um instrumento de trabalho que envolve uma atividade integrante do processo de construção, portanto, é imbuído de desenvolver, organizar, registrar e assegurar que as propriedades físicas e tecnológicas sejam realizadas de forma correta dentro das especificações técnicas e os domínios científicos necessários para uma obra na etapa de execução. De modo que as falhas decorrentes desta etapa comprometem a atuação geral da obra no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias que decorrem de falhas no Projeto a partir de seu detalhamento ocorrem logo na fase de início, a partir da carência de avaliação detalhada do terreno, grande parte dos problemas patologias decorrem do surgimento de fissuras, trincas e rachaduras causados pelo terreno da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capporino (2015) avalia que a fragmentação do trabalho e a carência de comunicação podem gerar desafios durante os processos construtivos e falhas que podem determinar o surgimento de problemas futuros na obra, com o surgimento de patologias.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong> Figura 1: </strong>Principais falhas no desempenho das edificações</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="380" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4581.png" alt="" class="wp-image-112724" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4581.png 603w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4581-300x189.png 300w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Silva e Jonov (2011)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima demonstra-se que a falha de projeto representa cerca de 18% do total de falhas no desempenho da obra, sendo o maior índice na fase de execução com 51%, devido à falta de qualificação dos profissionais; falhas de utilização perfazem 13%, uso inadequado de materiais 7%, falhas de manutenção 3% fortuitos 6% e outros 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Gomide (2016) as falhas mais evidentes na fase do projeto que podem colocar em questão o desempenho do empreendimento se constitui de falhas no detalhamento do projeto, erros no processo de dimensionamento, desconsiderar os efeitos térmicos, falta de compatibilidade entre os projetos, prever incorretamente as cargas; especificar de forma errada o traço específico do concreto, não avaliação das especificações do produto e as propriedades em relação ao meio ambiente e suas mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, Helene e Aragão (2017, p. 98) consideram que</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">As estruturas de concreto são submetidas a diversas ações do tempo, as reações químicas entre os vários elementos podem desencadear mudanças nas propriedades dos elementos, produzindo as condições para o surgimento de patologias em ações produzidas pelos elementos da natureza, como o vento, a terra e a água, estas difusas e atuantes em várias direções.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que todas essas condições devem ser apresentadas corretamente na etapa do projeto de forma a ampliar os conhecimentos necessários para a realização da obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4. PATOLOGIAS ORIGINADAS DE FALHAS E ERROS NA EXECUÇÃO DA OBRA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As falhas de execução compreendem um dos problemas mais sérios e envolve cerca de 51% do total de riscos dos empreendimentos, esse tipo de erro pode ser falta de interpretação em relação ao projeto e carência de mão de obra com qualificação, portanto, geralmente não existem experiências e conhecimentos necessários para o desenvolvimento da obra de forma a favorecer o desempenho excelente (SILVA E JONOV, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa conjuntura, a etapa de execução da obra, pode apresentar diferentes tipos de erros e falhas decorrentes de desconhecimentos de como executar determinados detalhes que podem trazer prejuízos futuros e se não existem as condições ideais para a realização do trabalho (FIKER, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo que as falhas e erros não percebidos há tempo de favorecer a correção, podem colocar em risco a estética e a estrutura da obra, criando muitos prejuízos e problemas. De acordo com Fiker (2011) as falhas tem sido caracterizadas como: carência de controle de tecnologias, utilização e manuseio do concreto sem reparar as especificações do produto, uso irregular de formas, mal posicionamento das armaduras, carência de espaçadores para assegurar um cobrimento perfeito das armaduras; permitir durante o trabalho que o concreto se espalhe para além do espaço determinado, falta de conhecimento sobre o processo de cura, carência de controle no momento de elaboração do traço do concreto, falta de monitoramento do trabalho por um profissional competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.5. PATOLOGIAS DECORRENTES DE FALHAS NA ETAPA DE USO DA EDIFICAÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Denominam-se Fundações as partes da obra que são estruturais e portanto, representam a parte mais importante, pois asseguram a segurança do empreendimento, evitando o desmoronamento. De modo que se trata de elementos que sustentam as cargas da obra e se encontram firmadas no solo (MARQUES, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na construção civil há duas classificações para as fundações e a partir dessa classificação se avalia o peso da carga e em relação à tipologia do solo. As fundações com pouca rasura possuem uma perfuração de cerca de 2,5 m, para sustentar cargas mais leves, já as fundações que possuem maior profundidade no solo e se destinam às obras de maior peso e exigem uma estrutura resistente (GOMIDE ET AL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As patologias mais comuns que surgem das fundações se constituem de rachaduras, fissuras, fendas e trincas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 : </strong>Patologias mais comuns decorrentes de falhas de fundações</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="956" height="667" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4582.png" alt="" class="wp-image-112727" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4582.png 956w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4582-300x209.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4582-768x536.png 768w" sizes="(max-width: 956px) 100vw, 956px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Desimone (2010)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capporiuno (2018) relata que os construtores devem ter certos cuidados que os profissionais da construção devem observar durante a execução do projeto de fundações para evitar patologias, na medida em que há elementos fundamentais para a elaboração do projeto de fundações, como a observância dos aspectos topográficos, a obtenção de fontes de dados sobre geologia do solo e os aspectos geotécnicos. As informações colhidas devem ser estudadas de modo a análise do terreno determine os riscos durante a execução da obra e a necessidade de aplicar medidas alternativas para proteção da edificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar falhas e erros é fundamental que a observação e análise do ambiente seja realizado pelos profissionais envolvidos nas etapas do projeto e na execução, a fim de serem determinados os níveis deslocamentos tolerados em termos de segurança, de acordo com as cargas necessárias para a sustentação da estrutura da obra (CAPPORINO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.6. A QUESTÃO DOS RECALQUES DAS FUNDAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas estruturas de edificações, os construtores demonstram grande preocupação com os recalques, visto que esses problemas podem resultar em patologias. Os efeitos negativos são categorizados em três situações distintas. Primeiramente, podem surgir danos estruturais que comprometem a obra, derivados de recalques em pilares, vigas e lajes, além de infiltrações que, conforme o estado de manutenção, podem representar riscos à estrutura da construção (GOMIDE, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra situação se refere aos danos de ordem arquitetônica, impactando a estética da edificação, incluindo o aparecimento de patologias como trincas em janelas, lajes, tetos e paredes de acabamento, bem como fissuras em paredes, lajes e vigas, reduzindo o valor monetário do ambiente construído (FIKER, 2011).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finker (2011) discute a situação que causa danos funcionais, abrangendo problemas sanitários, questões relacionadas ao esgoto e outros problemas que acarretam prejuízos aos usuários. Todos esses danos têm origem nos recalques, decorrentes de problemas no solo, como rebaixamento por conta da proximidade de rios ou lençóis freáticos. Quando há compressão excessiva no solo, pode indicar pressões geostáticas subterrâneas, representando um risco à estrutura da construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, solos com alta porosidade quando em contato com a água perdem gradativamente sua firmeza, sofrendo erosão e favorecendo o colapso do solo, tornando a estrutura da obra vulnerável a desmoronamentos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 3 : </strong>Resultado de recalque Diferencial nas estruturas de uma edificação</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="480" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4583.png" alt="" class="wp-image-112728" style="width:488px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4583.png 400w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4583-250x300.png 250w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Caczan (2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na figura acima, é apresentado o conceito de recalque diferencial ou assentamento, referente a um rebaixamento no solo que resulta em um desnível, causando uma variação no nível da estrutura construída. Esse desnível pode levar a uma pressão estrutural, potencialmente levando ao colapso da estrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ocorrem recalques diferenciais, a obra frequentemente perde grande parte do seu valor estrutural e econômico, manifestando rachaduras, trincas e fissuras extremas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase pós-ocupação, a estrutura continua a enfrentar pressões ambientais significativas. Esses recalques diferenciais são causadores de patologias, como trincas, fissuras e rachaduras (GOMIDE et al, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gomide et al (2016) enfatiza que essas patologias impactam severamente a estrutura da construção, resultando de falhas na etapa de construção, como falta de manutenção preventiva e preditiva, sobrecargas não consideradas durante o projeto inicial. O autor observa que tais situações danificam a estrutura da construção devido a solos instáveis e à presença de condições ambientais que propiciam a carbonatação e a corrosão das armaduras de concreto por agentes químicos agressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recalques, portanto, propiciam o surgimento de sintomas comuns de diversas patologias que afetam a estrutura da construção na fase pós-ocupação. Essas patologias comprometem a estética do empreendimento e incluem manchas, mofo, fissuras, trincas e rachaduras nas estruturas e alvenarias (CHE YEE, 2016). O recalque diferencial pode resultar em ruptura do concreto, esfarelamento e desagregação, expondo as armaduras aos efeitos da carbonatação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.7. A PATOLOGIA TRINCA E SEUS FATORES E MANIFESTAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As fissuras são problemas comuns encontrados em diversas estruturas de construção, manifestando-se em alvenarias, fundações e estruturas de concreto, como lajes, vigas, pilares e revestimentos externos. O surgimento dessas fissuras está associado a várias causas, afetando a qualidade e a estética do empreendimento. Elas representam um desafio significativo para a construção civil em edifícios, residências e outras construções, mesmo com os avanços tecnológicos e de qualidade dos materiais, destacando-se a necessidade de mão de obra qualificada (MARQUES, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos que provocam a ocorrência de fissuras decorrem de falhas construtivas (falhas técnicas) resultantes de negligência ou falta de conhecimento, erros no projeto estrutural, cálculos inadequados de cargas e pressões, ou desconhecimento dos limites técnicos, uso inadequado de materiais na construção civil ou execução deficiente do projeto (CAPPORINO, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de fissuras em estruturas de concreto acarreta sérios problemas de desempenho, desviando-se dos padrões adequados de construção. Elas podem ocorrer em vários locais, como em alvenaria interna e externa, concreto armado, fundações e estruturas estéticas, como fachadas com revestimento cerâmico, afetando tanto a parte externa quanto interna das edificações (CAPPORINO, 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fissuras, geralmente com abertura entre 0,5 a 1,5 mm, são originadas de esforços mecânicos, podendo levar ao aparecimento de outras patologias, como eflorescências e descolamento de placas cerâmicas, devido à ação de infiltrações em ambientes de alvenaria e estrutura de concreto (GOMIDE ET AL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme evidenciado na figura abaixo, as fissuras podem decorrer de diversas falhas, manifestando-se em diferentes locais e direções de forma aleatória:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 4 :</strong> As trincas como Patologia em estruturas de concreto e de fundação</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="607" height="472" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4585.png" alt="" class="wp-image-112730" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4585.png 607w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4585-300x233.png 300w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Vetor Engenharia (2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação de placas de revestimento cerâmico em fachadas demanda técnicas precisas e conhecimentos específicos para prevenir problemas patológicos, como deslocamentos, surgimento de fissuras, rachaduras e trincas, especialmente diante de condições de umidade e variações de temperatura que possam afetar a dilatação ou retração da superfície do revestimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas resultam de uma variedade de processos que exigem compreensão detalhada, bem como o domínio das técnicas adequadas para evitar falhas e erros, evitando o uso inadequado por profissionais e a falta de prática na determinação do padrão correto de aplicação, que posteriormente podem demandar reparos, nem sempre eficazes na recuperação da estrutura (GOMIDE ET AL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aparecimento de trincas em edifícios demanda uma investigação minuciosa de suas causas mais comuns, especialmente aquelas relacionadas à umidade do solo, que pode resultar em corrosão em estruturas de concreto armado, ou falhas na avaliação das tensões em regiões de suporte, entre outros fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas em concreto armado são frequentes tanto em construções recentes quanto em estruturas antigas, sendo mais críticas quando não há manutenção adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A natureza patológica das fissuras apresenta diversas causas recorrentes em alvenaria, revestimento cerâmico e estruturas de concreto armado, tornando essencial a execução cuidadosa da junção de elementos que compõem a argamassa e o processo de vedação (ZUCHETTI, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação das trincas é um critério fundamental para entender suas causas, consequências e para investigar a estabilidade dos elementos antes de proceder a intervenções. A classificação conforme a atividade tem relevância ao determinar a abordagem mais adequada para a recuperação, uma vez que a ação de abertura e fechamento das trincas depende da escolha correta do sistema (MACHADO, 2017)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas fissuras podem ser classificadas como transversais, horizontais, verticais e diagonais. As trincas transversais são resultado de deformação transversal, muitas vezes devido a erros na manipulação da argamassa ou a forças de tensão/compressão ou de flexão na alvenaria. Já as trincas horizontais decorrem de sobrecargas concentradas em uma região específica, gerando essa patologia (CAPORRINO, 2018).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Análise das causas de trincas em edificações.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>SITUAÇÃO</strong></td><td><strong>CAUSAS DO SURGIMENTO DE TRINCAS</strong></td></tr><tr><td><strong>Fase de projeto</strong></td><td>Causas: Carência de detalhes, erros de dimensionamento, desconhecimento do efeito térmico, previsão incorreta dos carregamentos e tensões, especificação errada do traço do concreto, agressividade ambiental.</td></tr><tr><td><strong>Paredes de Alvenaria</strong></td><td>Causas: recalque de fundação, sobrecarga de carregamento de compressão, variação térmica, retração, movimentação hidroscópica, reações químicas.</td></tr><tr><td><strong>Recalque de Fundações</strong></td><td>Recalque diferencial de fundação com maior amplitude nas extremidades, deformações de balanços. Recalque de fundações por falha na homogeneidade do solo. Trincas causadas por expansão vertical, expansão de argamassa de assentamento. Trincas: recalque diferencial, flexão de elementos estruturais por retração ou variação térmica.</td></tr><tr><td><strong>Materiais de construção</strong></td><td>Causas: reações químicas, hidratação retardada de cales e ataque de sulfetos.</td></tr><tr><td><strong>Trincas em portas e janelas de esquadrias</strong></td><td>Causas: dimensões do painel de alvenaria, dimensões da abertura, posicionamento da abertura no painel, rigidez de vegas e contravegas, concentrações de tensões nos vértices das aberturas das portas e janelas, ações térmicas, retração ou ainda relacionadas a sobrecarga de estruturas.</td></tr><tr><td><strong>Trincas em lajes e alvenarias</strong></td><td>Causas: variação térmica diária, umidade, problema de dosagem da argamassa, excesso de cimento, deficiência de sal, movimentação higroscópica, impermeabilização malfeita.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Zanzarini (2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados na Tabela 1 indicam que trincas podem se manifestar de diversas formas: aberturas nas paredes, formato horizontal próximo ao teto, tanto no teto quanto no piso, inclinadas na parede de alvenaria, verticais em vigas, pilares, lajes e estacas de fundação. Referente aos problemas na dosagem dos componentes, os três artigos destacam a necessidade de cuidados e conhecimentos adequados durante a execução dos procedimentos de junção de materiais (ZANZARINI, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam que as manifestações patológicas causadoras de trincas representam uma gama de falhas, erros e desequilíbrios entre os materiais construtivos e outros componentes presentes na argamassa, bem como a importância de equilibrar as tensões nos suportes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É notável que o projeto desempenha um papel crucial na qualidade dos processos, pois contribui no planejamento e na formulação de soluções para evitar problemas futuros que possam comprometer a obra. Esta etapa na construção representa a oportunidade de manter as diretrizes de conformidade, evitando erros e falhas (MACHADO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como evidenciado na Tabela 1, na fase do projeto podem surgir problemas como falta de detalhes, erros de dimensionamento, desconhecimento do efeito térmico, previsão incorreta de carregamentos e tensões, especificação inadequada do traço do concreto, e agressividade ambiental. Essas questões resultam no aparecimento de fissuras de diferentes espessuras e complexidades de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas em paredes de alvenaria surgem de fenômenos que podem impactar a estrutura, advindas de falhas técnicas que afetam o desempenho da obra tanto internamente quanto nas fachadas. Elas podem surgir de várias causas, incluindo recalque de fundação, sobrecarga de compressão, variação térmica, retração, movimentação hidroscópica e reações químicas (MACHADO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recalque de fundações é consequência do afundamento vertical da edificação devido ao adensamento do solo, provocando trincas verticais mais amplas nas extremidades. Já trincas inclinadas ocorrem quando há recalque de fundações devido a falhas na homogeneidade do solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trincas horizontais são causadas por expansão vertical e de argamassa, enquanto fissuras transversais surgem de recalques diferenciais, flexão estrutural ou variações térmicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas e fissuras decorrem de esforços de tração que ultrapassam a resistência do concreto. Outros fatores no concreto, como retração durante a secagem, movimentos de expansão ou retração térmica, além da reação associada à cura do concreto, também contribuem para o surgimento de trincas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a variações térmicas, retração, movimentação hidroscópica e reações químicas, Marques (2015) observa que trincas tendem a surgir em ambientes agressivos devido a movimentações higroscópicas causadas por intempéries. Estes problemas podem se tornar complexos para recuperação sem uma manutenção adequada das estruturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As variações térmicas podem provocar alterações e o surgimento de fissuras se os materiais utilizados não apresentarem resistência e tração adequadas, resultando em reações químicas quando misturados a outros elementos como argamassas e cimentos (CAPPORINO, 2015). Os autores concordam que a movimentação da fundação é um problema sério, pois coloca em risco a segurança estrutural devido a processos que permitem tal movimento, como o recalque de fundações, resultado da má escolha do terreno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas são patologias frequentes no concreto armado e decorrem de várias falhas nos procedimentos de dosagem dos elementos construtivos. Garantir uma vida útil prolongada e evitar o surgimento de fissuras na obra demanda uma execução adequada na preparação dos materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os procedimentos recomendam uma preparação meticulosa dos materiais, incluindo o correto dimensionamento, manuseio e processo de cura. Essas práticas visam assegurar a qualidade dos processos, eliminando falhas na execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As trincas de flexão podem surgir devido à deformação transversal da argamassa, após submeter-se a tensões ou flexão dos elementos de alvenaria. Além disso, podem resultar de rupturas por compressão na argamassa ou na própria alvenaria, bem como sofrer mudanças devido a fortes esforços de compressão exercidos na parede ou viga de concreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada patologia tem uma subcategoria e é necessário que cada uma seja estudada de forma individual para melhor entendimento e melhor resolução dos problemas encontrados. As trincas fissuras e rachaduras apesar de serem semelhantes, são distintas em suas causas e soluções e cabe um estudo sobre cada uma de forma individual. Diante de todo estudo apresentado, pode-se identificar tais patologias, seja na parte do projeto, na execução ou durante o uso da edificação, com a finalidade de aplicar as devidas medidas corretivas, para assim evitar a ruptura da estrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/entendendo-as-trincas-e-fissuras/</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://monografias.brasilescola.uol.com.br/engenharia/principais-manifestacoes-patologicas-encontradas-em-uma-edificacao.htm</p>



<p class="wp-block-paragraph"><blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="xGqzsuklJb"><a href="https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/edificacao">Estudo de caso a respeito das manifestações patológicas em edificação na cidade de Brumado-Ba</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Estudo de caso a respeito das manifestações patológicas em edificação na cidade de Brumado-Ba&#8221; &#8212; Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento" src="https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/edificacao/embed#?secret=ttY8Gcful2#?secret=xGqzsuklJb" data-secret="xGqzsuklJb" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>



<p class="wp-block-paragraph">https://www.edificaconsultoria.com.br/post/entendendo-as-trincas-e-fissuras</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESTUDO DA COGERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA POR TURBOGERADORES A VAPOR – ESTUDO DE CASO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/estudo-da-cogeracao-de-energia-eletrica-por-turbogeradores-a-vapor-estudo-de-caso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft PZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 13:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 128/NOV 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[ELECTRIC ENERGY COGERATION BY STEAM TURBOGENERATORS REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210224 Joedson Messias Macedo da Silva1Antônio Pinto do Nascimento Neto 2 RESUMO A preocupação com o futuro dos recursos naturais, e consequentemente a geração de energia elétrica e seu consumo motivou a elaboração do presente trabalho. São inúmeras asvantagens da geração de energia a vapor, sendo importante [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>ELECTRIC ENERGY COGERATION BY STEAM TURBOGENERATORS</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.10210224</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Joedson Messias Macedo da Silva<sup>1</sup><br>Antônio Pinto do Nascimento Neto <sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação com o futuro dos recursos naturais, e consequentemente a geração de energia elétrica e seu consumo motivou a elaboração do presente trabalho. São inúmeras asvantagens da geração de energia a vapor, sendo importante que a geração de energia termoelétrica considere fatores como a autossuficiência em energia, economia de energia e colaboração ao meio ambiente. Neste sentido, a busca pela cogeração de energia elétrica com o uso de turbogeradores a vapor, confere ao ambiente industrial autossuficiência para que a empresa se torne capaz de gerar sua própria energia, desvencilhando-se da instabilidade e qualidade das concessionárias, bem como das variações de preços praticados nas tarifas de energia, agregando uma economia considerável e que justifica a migração do sistema para este modelo energético. Por fim, o fator ambiental tem sido cada vez mais considerado nas pautas empresariais, para que a empresa se torne não apenas sustentável em termos financeiros, mas também não seja mais um agente poluidor do meio ambiente, melhorando inclusive a sua imagem no mercado perante a consumidores e acionistas. Portanto, este trabalho teve como finalidade analisar a eficiência na geração de energia elétrica a partir das vantagens do uso da energia termoelétrica por meio de turbogeradores a vapor. A metodologia aplicada neste trabalho foi de natureza bibliográfica, tendo como base trabalhos anteriores quemostram o conceito de energia cogerativa a partir do uso de energias limpas e renováveis para a produção de energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves:</strong> Cogeração de Energia. Energia Limpa e Renovável. Geração Sustentávelde Energia Elétrica. Turbogeradores a Vapor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The concern with the future of natural resources, and consequently the Generation of electric energy and its consumption motivated the elaboration of the present work. There are numerous advantages of steam power generation, and it is important that thermoelectric power generation considers factors such as self-sufficiency in energy, energy savings and collaboration with the environment. In this sense, the search for electric energy cogeration with the use of steam turbogenerators, gives the industrial environment self-sufficiency so that the company becomes capable of generating its own energy, freeing itself from the instability and quality of the concessionaires, as well as from the variations of prices practiced in energy tariffs, adding considerable savings and which justifies the migration of the system to this energy model. Finally, the environmental factor has been increasingly considered in business guidelines, so that the company becomes not only sustainable in financial terms but also no longer a polluting agent of the environment, even improving its image in the market before consumers. and shareholders. Therefore, this work aimed to analyze the efficiency in the generation of electric energy from the advantages of using thermoelectric energy through steam turbogenerators. The methodology applied in this work was of a bibliographical nature, based on previous works that show the concept of cooperative energy from the use of clean and renewable energies for the production of electric energy.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Energy Cogeration. Clean and Renewable Energy. Sustainable Electric Power Generation. Steam Turbogenerator.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A disponibilidade de energia é um dos principais fatores de desenvolvimento de uma nação. Isso faz da energia um fator de grande importância para o desenvolvimento. Segundo dados do IEA, International Energy Agency, em 2019, cerca de 1,3 bilhões de pessoas, ou aproximadamente 20% da população do mundo, não tinha acesso a eletricidade (AIE, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Branco (2004), a crescente necessidade de potenciais energéticos para todas as atividades humanas exige fontes de energia hidrelétrica ou térmica. Essas duas formas de captação de energia põem em risco o meio ambiente, por conta da inundação de grandes áreas florestais, pela queima de combustíveis e produção de gases tóxicos, ou ainda, pela geraçãode substâncias radioativas no meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avanços científicos e tecnológicos vêm proporcionando ao homem uma vida mais longa e confortável, e consequentemente, tem aumentado a densidade populacional e a procura por recursos naturais. Grande parte destes recursos naturais são utilizados como fontes de energia, como por exemplo, os combustíveis fósseis que são fontes não renováveis e vem intensificando o aquecimento global, pela emissão de carbono na atmosfera, e os problemas ecológicos decorrentes deste (BRASIL, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à crescente preocupação com as questões ambientais, o homem tem procurado alternativas, e uma delas tem sido a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias que se utilizem de fontes renováveis em seu escopo, pois além de agredir menos o ambiente, são consideradas inesgotáveis pela sua capacidade de se regenerar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as principais fontes de energia renováveis há energia solar, biomassa, energia eólica, energia hídrica. Além de serem consideradas “energias limpas”, apresentam também a vantagem de estarem disponíveis às comunidades mais afastadas dos grandes centros urbanos, que pela distância, acabam não sendo abastecidas pelos atuais sistemas de distribuição de energia elétrica (IBP, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra opção que pode, ou não, ser considerada renovável é a energia térmica, essa conceituação em relação a ser ou não uma energia limpa varia conforme o tipo de matéria-prima utilizada. Entretanto, em comparação à obtenção de energia elétrica por meio da tradicional matriz energética, sem dúvida o uso da energia térmica apresenta inúmeras vantagens em relação aos prejuízos ambientais que a matriz energética tradicional causa (IBP,2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. JUSTIFICATIVA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em meio a uma desenfreada urbanização, consome-se cada vez mais energia, tornando essencial a criação de possibilidades renováveis para o abastecimento energético tanto no âmbito industrial quanto nas demandas sociais. Neste sentido, o objetivo geral deste trabalho é estudar a cogeração de energia elétrica por meio do uso de turbogeradores a vapor. Portanto, este trabalho tem como objetivo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Entender a matriz energética brasileira e os danos causados ao meio ambiente pelo uso ostensivo da matriz energética tradicional nas atividades industriais;<br></li>



<li>Apresentar a importância da aplicação de geração de energias renováveis elimpas para minimizar os impactos ambientais das atividades industriais;<br></li>



<li>Compreender de que forma a cogeração de energia elétrica por turbogeradores a vapor pode diminuir os danos ambientais ao ser aplicada em um uso de larga escala industrial.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o “apagão” vivenciado pelo país no ano de 2009, e os episódios vividos em 2014 e 2015 por conta do intenso período de chuvas que atingiu grande parte do país, osesforços do setor energético passaram a ser direcionados para a diversificação da matriz energética brasileira, evidenciando o mercado de energias alternativas (BRASIL, 2021-2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando que o objetivo do estudo é avaliar a cogeração de energia elétrica com uso da energia a vapor obtida a partir do uso de turbogeradores, será realizada uma pesquisa bibliográfica, a partir dos dados obtidos em uma empresa da região de Araraquara do setor sucroalcooleiro, da qual possui em seu parque fabril geradores de vapor e geradores de energia elétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho será fundamentado a partir de literaturas já elaboradas, onde foram observados partir de artigos científicos, normas regulamentadoras e livros, a fundamentação para elaborar este trabalho. A consulta de caráter científico utilizara como base de dados o Google Scholar, a CAPES e o SCIELO, houve a preocupação de utilizar publicações dos últimos anos para que houvesse um filtro utilizando informações mais recentes e condizentes com o momento vivido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.1. MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA EM COMPARAÇÃO COM O CENARIO MUNDIAL.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em decorrência dessa super demanda, a matriz energética brasileira encontra-se saturada, isso ocorre porque diferente de outros sistemas de rede tais como saneamento e gás, a energia elétrica não dispõe de uma forma de armazenamento economicamente viável. Sendo assim, a rede elétrica precisa trabalhar em equilíbrio entre a oferta e a demanda, ou seja, todo consumo elétrico tem que ser produzido instantaneamente, o que gera diversos panes como o desligamento em cascata, resultando em apagões e problemas nas redes locais devido a demanda excessiva (ZIMERMANN, 2007, p. 44).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o consumo energético apresente variação entre as classes sociais e o local ocupado, existe uma significativa concentração nos centros urbanos e até mesmo em áreas rurais, o que resulta num consumo elevado de energia (NISKIER; MACINTYRE, 2008).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a indústria energética dispõe de diversos geradores espalhados por todo território nacional, com pontos estratégicos denominados linhas de transmissão e de distribuição de energia. Esse sistema é totalmente conectado de forma elétrica e necessita de um equilíbrio constante entre a energia produzida e a consumida, sendo assim a oferta e a demanda precisa estar rigorosamente alinhada, evitando assim que o sistema entre em pane (ZIMERMANN, 2007, p. 77).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, por conta do significativo potencial de recursos hídricos, cerca de 70% do abastecimento energético provém de usinas hidrelétricas. Por conta da abundância desse recurso, a hidroeletricidade tem sido a principal fonte de abastecimento elétrico nacional. Nas usinas hidrelétricas a energia é gerada a partir do movimento de turbinas gigantescas, esse movimento ocorre por conta da água represada por meio de barragens, cuja finalidade é proporcionar um desnível dessa água gerando esse movimento. A capacidade do sistema gerador brasileiro corresponde a 150 GW, entretanto o Brasil dispõe de um potencial hidrelétrico estimado em 172 GW (ABRADEE, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o Brasil também se destaca no setor de energia eólica, no território nacional existem cerca de 500 usinas eólicas, cujo rendimento energético é cerca de 13GW deenergia elétrica (CCEE, 2016). Abaixo, o Gráfico 1 apresenta as principais fontes de energia no Brasil em 2010 e a projeção para 2020 de acordo com o IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. A projeção destaca o aumento de outras fontes de energia natentativa de suprir a demanda energética nacional (IBP, 2017), demonstrado na figura 3-1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>1 &#8211; </strong><strong>Principais </strong><strong>Fontes </strong><strong>de </strong><strong>Energia </strong><strong>no </strong><strong>Brasil</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="520" height="280" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4573.png" alt="" class="wp-image-112706" style="width:728px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4573.png 520w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4573-300x162.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> (IBP; 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto no cenário mundial, por décadas o petróleo foi o propulsor da economia, até a década de 1970 sua representação no consumo de energia primária mundial chegava em quase 50%. Entretanto, foram surgindo novas propostas a partir das discussões ambientais a respeito da necessidade de novas fontes de energia ganhou forças a partir da década de 1970 e é de grande preocupação mundial. A questão energética na atualidade abre espaço para novas ideias que minimizem o impacto ambiental, promovendo maior sustentabilidade do meio (CASTRO, 2009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado pela IEA &#8211; International Energy Agency, aponta a participação de cada fonte de energia, demonstrando o crescimento, embora tímido, de fontes alternativas até a década de 2030 (AIE, 2022). Abaixo, a tabela 1 apresenta os dados da participação de cada fonte entre as décadas de 1990 e 2010, levantando uma estimativa para 2030 com base no desenvolvimento das matrizes energéticas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro </strong><strong>1 </strong><strong>–</strong> Participação das Fontes de Energia no Mundo em 1990/2010/2030</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td rowspan="2"><br><strong>FONTE </strong><strong>DE </strong><strong>ENERGIA</strong></td><td colspan="3"><strong>PARTICIPAÇÃO </strong><strong>%</strong></td></tr><tr><td><strong>1990</strong></td><td><strong>2010</strong></td><td><strong>2030</strong></td></tr><tr><td><strong>Petróleo</strong></td><td>38</td><td>34</td><td>32</td></tr><tr><td><strong>Carvão</strong></td><td>24</td><td>26</td><td>22</td></tr><tr><td><strong>Gás </strong><strong>Natural</strong></td><td>20</td><td>22</td><td>26</td></tr><tr><td><strong>Nuclear</strong></td><td>5,5</td><td>6</td><td>7</td></tr><tr><td><strong>Hidráulica</strong></td><td>2</td><td>2</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>Biomassa</strong></td><td>10</td><td>9</td><td>8</td></tr><tr><td><strong>Outras </strong><strong>Renováveis</strong></td><td>0,5</td><td>1</td><td>3</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> (AIE; 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perfil dos usuários vem aumentando numa velocidade maior que a capacidade de abastecimento, levando o país a uma situação em que os recursos tradicionais para geração de energia elétrica passam a ser questionados pelo seu impacto nocivo a natureza, ressaltando a iminência de escassez futura desses recursos fósseis (IBP, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.2. COGERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o marco zero dessas ações que serviu como grande impulsionador pela busca de outras fontes renováveis ocorreu em 2002 a partir da aprovação da Lei nº 120.438 dando origem ao PROINFA – Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia. Esseprograma estabeleceu metas de participação dessas fontes alternativas no sistema elétrico nacional (MME, 2017).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O principal objetivo desse programa era ampliar a produção de energia limpa com base em fontes eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa. O programa também tinha por objetivo em um período de dez anos, compor cerca de 10% da matriz energética brasileira, o que foi alcançado em meados de 2017. Além do benefício ambiental obtido com as novas alternativas energéticas, destaca-se também a geração de emprego, desenvolvimento social e avanço tecnológico (PONTES, 2021, p.3).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a matriz energética brasileira seja predominante de fontes hidráulicas, diante do cenário onde a busca pela redução de emissão de gases estufa se tornou uma das prioridades, a energia térmica ganhou destaque significativo nessa diversificação assim com a energia eólica e também a energia solar, isto porque, são sistemas energéticos cuja instalação permite não apenas a geração de energia para a planta fabril mas também para a estruturação de um sistema de cogeração de energia (PONTES, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério de Minas e Energia, no ano de 2021 a geração de energia térmica no Brasil passou a compor cerca de 1/3 da energia gerada no país, representando um crescimento de 77% desta fonte de energia em resposta à crise hídrica vivida nos anos anteriores que afetou a população (PONTES, 2021). No entanto, uma parcela desta geração de energia térmica faz uso de combustíveis fósseis, o que vai na contramão dos objetivos de redução de emissão de gases de efeito estufa.Neste sentido, uma boa parcela das indústrias que vem fazendo uso da energia térmica tem aderido às preocupações ambientais fazendo uso de combustíveis menos poluentes (PONTES,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Silva (2016), cogeração se refere a produção energética a partir de uma mesma fonte primária, sendo possível produzir energia elétrica, mecânica ou energia térmica útil. Este sistema ganhou maior visibilidade nos Estados Unidos e Europa na buscapor descentralizar a produção energética das grandes centrais elétricas, assim, empresas menores passaram a buscar por meios de produzir sua própria energia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, o objetivo da cogeração sempre é a produção da eletricidade sem que haja dependência total da rede pública de abastecimento, tornando o sistema parcial ou totalmente independente (ODDONE, 2002).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de gerar independência da rede pública de energia, os sistemas convencionais operam com rendimento energético relativamente baixo, não ultrapassando a ordem de 40% de rendimento, com perdas de até 60% do potencial energético, enquanto o sistema decogeração consegue operar em até 90% de rendimento e cerca de 10% de perdas (Silva 2016), conforme ilustra figura 3-2 abaixo.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2 </strong><strong>&#8211; Balanço </strong><strong>comparativo </strong><strong>entre </strong><strong>sistema </strong><strong>convencional </strong><strong>de produção </strong><strong>de energia</strong><strong>térmica </strong><strong>e elétrica em um sistema </strong><strong>de cogeração.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="584" height="482" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4574.png" alt="" class="wp-image-112707" style="width:764px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4574.png 584w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4574-300x248.png 300w" sizes="(max-width: 584px) 100vw, 584px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Silva (2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com o autor supracitado, esta vantagem energética se deve ao fato de que o sistema de cogeração embora forneça a mesma quantidade de energia que o sistema convencional, ele utiliza uma quantidade menor de combustível (SILVA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto, no sistema convencional conforme evidenciado na figura acima são necessárias 153 unidades de combustível para que sejam geradas 55 unidades de energia térmica e de 35 unidades de energia elétrica, no sistema de cogeração, são utilizadas apenas 100 unidades de combustível para resultar na mesma geração de 55 unidades de energia térmica e de 35 unidades de energia elétrica (SILVA, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, conforme demonstrado na figura 3-3 a seguir, o rendimento embora seja equivalente, as perdas são substancialmente menores no sistema de cogeração, tornando esta opção significativamente mais lucrativa para o contexto fabril (Silva 2016).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>3 </strong><strong>&#8211; </strong><strong>Rendimento </strong><strong>energético </strong><strong>dos </strong><strong>dois </strong><strong>sistemas</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="744" height="244" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4575.png" alt="" class="wp-image-112708" style="width:866px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4575.png 744w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4575-300x98.png 300w" sizes="(max-width: 744px) 100vw, 744px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Silva (2016)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o sistema de cogeração embora possua características particulares que demandam de adaptação do sistema elétrico no ambiente fabril, ele apresenta uma série de vantagens além do aproveitamento energético, tais quais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A eficiência global do sistema sofre um aumento significativo.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ocorre a melhoria na disponibilidade e confiabilidade energética<br></li>



<li>Embora demande de adaptação no sistema convencional utilizado, a médio e longo prazo o investimento inicial é totalmente recuperado, tornando-se irrisório diante do gasto que seria manter o sistema convencional de energia.<br></li>



<li>É possível empregar combustíveis alternativos, limpos e renováveis para tornar a cogeração de energia menos poluente, inclusive é possível aproveitar combustíveis oriundos do próprio processo industrial.<br></li>



<li>Com esta possibilidade de utilizar múltiplas fontes de combustíveis a indústria pode optar por combustíveis com baixos índices de emissão de<sup> </sup>SO<sub>2</sub> e CO<sub>2</sub><sup>;</sup></li>



<li>É um sistema cada vez mais presente no setor industrial, e passou a corresponder a 1/3 da energia gerada no país em 2021, fazendo com que muitas empresas já estejam especializadas nessa implantação e migração, tornando o prazo reduzido para iniciar esta operação.</li>



<li>Possibilidade de vender o excedente energético para a rede pública.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro 1 apresenta as vantagens e desvantagens do uso de cada sistema no processo de cogeração de energia</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Quadro 2 &#8211; Resumo das características das tecnologias de cogeração</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table><tbody><tr><td><strong>Sistema</strong></td><td><strong>Vantagens</strong></td><td><strong>Desvantagens</strong></td></tr><tr><td><br><br><br>Turbina a Gás</td><td>Alta confiabilidade; Baixa emissão de gases poluentes; Grande quantidade de energiatérmica disponível;</td><td>Requer gás a alta pressão ou compressor degás; Baixa eficiência com carga parcial; Rendimento depende das condições do ambiente; Tempo de instalação é alto;</td></tr><tr><td><br><br><br>Microturbina</td><td>Menor número de partes móveis (baixo desgaste); pequenas dimensões e baixo peso; Baixa emissão de gases poluentes; não necessita sistema de refrigeração; Tempo de instalação é baixo;</td><td>Alto custo inicial; relativamente baixo rendimento mecânico; Limitada a sistemas de cogeração debaixa temperatura;</td></tr><tr><td>Motor a Combustão Interna (Ciclos Otto eDiesel)</td><td>Alta eficiência e possibilidade de operar com carga parcial; Partida rápida; relativamente baixo custo deinvestimento; pode ser usado em locais remotos; utiliza gás em baixa pressão</td><td>Alto custo de manutenção; limitado a sistemas de cogeração debaixa temperatura; Alta taxa deemissão de gases poluentes (ciclo Diesel); Requer sistemas de refrigeração; Alto nível de ruído;</td></tr><tr><td><br><br><br>Turbinas a Vapor</td><td>Alta eficiência; Flexibilidade de combustíveis; capaz de atender a grandes demandas de calor; Vida útil longa e de alta confiabilidade; Flexibilidade na relaçãopotência/calor;</td><td>Partida lenta; Operação precisa de pessoalespecializado;</td></tr><tr><td>Células a Combustível</td><td>Baixa emissão de gases poluentes ebaixo ruído; Alta eficiência sobre toda faixa de potência; Flexibilidade modular;</td><td>Alto custo inicial; Baixa durabilidade; Baixa densidade de potência; Dependência de hidrogêniomanufaturado</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Andreos (2013)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca a necessidade de diferenciar a existência de uma série de opções de combustíveis para compor o sistema de cogeração, alguns necessitam de uma mão de obra especializada, como no caso do sistema a vapor, entretanto, as turbinas a vapor trabalham com alta eficiência energética e são capazes de atender as demandas elevadas, tornando possível sua aplicabilidade em grandes plantas industriais (Oshiro 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.3. O PAPEL DOS TURBOGERADORES A VAPOR NA COGERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender o uso dos turbogeradores acionados por meio de turbinas a vapor no processo de cogeração, inicialmente é necessário esclarecer o que é uma turba máquina, trata-se de um dispositivo que funciona a partir do uso de fluxo contínuo de fluido, onde, uma ou mais fileiras de palhetas rotativas responsáveis por gerar dois tipos de sistema, o de extração e o de transferência de energia ao fluido de acordo cos autores Çencel e Boles (2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com os autores supracitados, quando a energia é extraída do fluido, ele passa a apresentar uma pressão mais baixa, este sistema é utilizado em dispositivos denominados turbinas, sendo elas a vapor, a gás ou hidráulica. E, quando a energia é transferida para o fluido, a pressão aumenta, neste sistema os dispositivos são denominados bombas, compressores ou ventiladores (ÇENCEL.; BOLES, 2006).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos turbogeradores, o fato de que a energia é extraída do fluido, uma vez que este dispositivo é um gerador elétrico que funciona acopladoa uma turbina que pode ser movida a vapor ou a gás (Andreos 2013).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a cogeração de energia elétrica com o uso de turbogerador a vapor, Andreos (2013) destaca que o sistema elétrico do ambiente fabril precisa ser alinhado de forma a permitir inicialmente a geração e conversa da energia do turbogerador, isto porque ele é na verdade um conversor de energia, o turbogerador por si só não irá gerar energia elétrica, mas sim promoverá três conversões básicas de energia sendo elas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A primeira transformação é a da energia térmica é transformada em energia cinética,<br></li>



<li>Subsequente a isto, a energia cinética através do movimento de rotação é transformada em energia mecânica<br></li>



<li>E, a terceira etapa por fim, é a transformação da energia mecânica em energia elétrica.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A figura 3-4 apresenta esquematicamente nos pontos 1, 2 e 3 onde ocorrem estastransformações.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="text-transform:capitalize"><strong><strong>Figura 4 &#8211; Conversão da energia no turbogerador</strong></strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="345" height="226" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4576.png" alt="" class="wp-image-112709" style="width:591px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4576.png 345w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4576-300x197.png 300w" sizes="(max-width: 345px) 100vw, 345px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>Arteaga (2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esta conversão seja necessária para transformar a energia criada em energia elétrica, dentro de uma unidade industrial que utilize o sistema de turbogerador a vapor, é necessária uma operação central para permitindo que o sistema turbogerador consiga entrar na rede da unidade fabril e trabalhar na cogeração da energia elétrica utilizada, isto ocorre a partir da compatibilização das grandezas elétricas criadas no sistema turbogerador com as grandezas elétricas da rede ofertadas pela concessionaria de energia ou com o sistema próprio da planta da fábrica (ARTEAGA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, é possível realizar a cogeração de energia entre o sistema de turbogerador a vapor e a concessionaria de energia elétrica, como também é possível compatibilizar esta cogeração de energia entre um sistema de geração de energiaindependente como o de energia solar, e tal qual este sistema, o excedente elétrico gerado nesta cogeração também pode ser disponibilizado para a concessionaria de rede elétricaconforme destaca Barbeli (2005), que evidencia em elevado potencial econômico nesta troca de energia com a rede pública que, inclusive pode ser cessada quando não houver interesse darede em adquirir este excedente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é possível adaptar a geração no sistema para que seja gerada o volume útil de energia, evitando a perda deste excedente (BARBELI, 2005). Esta possibilidade ocorre por conta do fato de que as principais grandezas a serem compatibilizadas para a cogeração de energia são a frequência e a tensão [ou voltagem], a frequência da rede pública no Brasil é de 60Hz embora haja uma janela que vai de 59,7 Hz até 60.1 Hz a rede elétrica brasileira, é estritamente necessário que a rede elétrica [e os equipamentos] trabalhem dentro dessa margem, o mais próximo quanto possível dos 60 Hz (ARTEAGA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que haja compatibilidade entre a rede elétrica e a cogeração de energia com o sistema a vapor, é preciso que a frequência seja proporcional à velocidade do turbogerador, portanto, é essencial que se controle está velocidade para atingir a rotação necessária para que ocorra o sincronismo, e, com isso, é possível delimitar a quantidade de energia gerada para que resulte no aproveitamento máximo deste processo (ARTEAGA, 2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa alvo de estudo é uma empresa do ramo sucroalcooleiro, com média de produção de moagem de 2,6 milhões de toneladas de cana de açúcar anualmente, do qual utiliza o bagaço de cana como combustível para a alimentação de seus geradores de vapor. A figura 4-1 representa de maneira simplificada o sistema descrito neste tópico.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>5 </strong><strong>– </strong><strong>Representação </strong><strong>simplificada </strong><strong>de </strong><strong>um </strong><strong>ciclo </strong><strong>de </strong><strong>cogeração </strong><strong>de </strong><strong>energia.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="517" height="296" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4577.png" alt="" class="wp-image-112710" style="width:705px;height:auto" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4577.png 517w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4577-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 517px) 100vw, 517px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>figura do autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa possui quatro geradores de vapor em pressão nominal de 21Kgf/Cm², os quatro geradores de vapor totalizam uma capacidade de vazão de vapor de 350Ton/h de vapor, este vapor é utilizado para acionamento das turbinas dos ternos de moenda, acionamento dos exaustores das caldeiras 1,2,3, turbo bombas de alimentação de água, também para rebaixamento de vapor para linha de processo de fabricação e para as turbinas de acionamentos dos geradores de energia elétrica da planta, o conjunto de conexão entre turbina, exaustor e caldeira são demonstrados na figura 4-1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>6 </strong><strong>–</strong><strong>Turbina, </strong><strong>exaustor </strong><strong>e </strong><strong>caldeira.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="997" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4578-1024x997.png" alt="" class="wp-image-112711" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4578-1024x997.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4578-300x292.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4578-768x748.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4578.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>figura do autor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta conta com dois geradores de energia elétrica, como na figura 4-2, em seu parque de geração de energia, a cogeração de energia local é efetuada mediante transformador acoplador de potência de 11.9KV / 11.9KV, a planta possui 11 cubículos de despacho de cargas dos alimentadores provenientes dos geradores de energia, onde cada um dos cubículos alimentadores dispõem a energia para as subestações locais da planta industrial.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura </strong><strong>7 </strong><strong>– </strong><strong>Geradores </strong><strong>de </strong><strong>energia </strong><strong>elétrica.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="765" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4579-1024x765.png" alt="" class="wp-image-112712" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4579-1024x765.png 1024w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4579-300x224.png 300w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4579-768x574.png 768w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image-4579.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>figura do autor</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta possui quase em sua totalidade transformadores rebaixadores de tensão de 11.9KV /0.38KV, com exceção do alimentador da bomba alimentadora de água da caldeira 4,este sendo um alimentador específico na relação 11.9KV / 0.69KV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta consome um total de 6MW/h para fabricação de seus processos, esta energia é proveniente de dois turbogeradores com capacidade de 8MW cada gerador sendo estes geradores com nível de eficiência de 0,94% e consumo específico de 13 Ton/MW.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>5. Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A planta de energia elétrica dispõe um total de aproximadamente 75MW / dia para a cogeração que flui energia para a concessionaria local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa possui dois geradores de energia elétrica, movimentados a partir de turbinas a vapor com capacidade produtiva de 8MW/h cada unidade geradora de energia elétrica, totalizando uma capacidade de produção de 16MW/h. Este sistema opera em paralelo com a concessionaria local com nível de exportação de excedentes de energia de aproximadamente 3MW/h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe alta importância da cogeração para a empresa no aspecto de que ela deixa de consumir a energia elétrica proveniente da concessionaria, nos períodos em que os geradores se encontram em funcionamento, sendo assim se alto suprindo energeticamente, o que resulta em uma redução dos gastos com energia elétrica, e ainda a cogeração traz o benefício renda extra devido a venda dos excedentes energéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que o vapor para movimentação das turbinas dos geradores é obtido através da queima do bagaço de cana de açúcar proveniente da moagem da cana, o subproduto da canade açúcar no caso o bagaço de cana de açúcar se torna uma forma de reaproveitamento de subproduto, o que contribui para a própria produção de energia elétrica contribuindo para a redução de custos, uma vez que o combustível para a geração de vapor é obtido através da própria etapa de processo do álcool ou açúcar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>6. Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a partir dos resultados apresentados, é possível concluir que a utilização de um sistema de cogeração de energia a partir da queima do resíduo da cana de açúcar, ou bagaço, não só se faz útil para a usina em sua planta de produção, como também para as concessionárias, que serão menos sobrecarregadas devido a distribuição do excedente. Com o montante de energia gerada pela usina, um total de 3,0 MW/hr é possível alimentar um total de pelo menos 20 residências por mês, considerando um consumo médio de aproximadamente 152 KWh/mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se sabe, a maior parte da energia elétrica produzida no Brasil é proveniente de usinas hidroelétricas, sendo ainda que apenas 50% dessa energia é transmitida efetivamente a residências e empresas. A energia elétrica proveniente da cogeração de energia a partir de turboberadores movimentados a vapor é uma solução viável e eficiente para a contribuição de energia elétrica</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABRADEE, Associação Brasileira de Distribuição de Energia Elétrica. <strong>Figura 1 – Esquema de Oferta e Demanda. 2018</strong>. Disponível em &lt; http://www.abradee.com.br/setor- eletrico/visao-geral-do-setor&gt; Acesso em: 27 mar. 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">AIE, Agência Internacional de Energia. <strong>Clear Energy Technology</strong>. 2022. Disponível em&lt;https://www.iea.org/topics/cleanenergytechnologies/> Acesso em 23 mar. 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, Maria Margarida de. <strong>Introdução à metodologia do trabalho científico; elaboração de trabalhos na graduação</strong>. -6 edição-São Paulo: Atlas, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDREOS, R. <strong>Estudo de viabilidade técnico-econômica de pequenas centrais de cogeração a gás natural no setor terciário do Estado de São Paulo</strong>. Universidade de São Paulo. São Paulo, p. 168. 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARTEAGA, J. A. F. <strong>Análise energética e energética de um sistema de cogeração </strong><strong>com </strong><strong>motores de combustão interna</strong>. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBELI, M. C. A cogeração de energia e sua importância do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. <strong>Empreendedorismo, Gestão e Negócios</strong>, Pirassununga, p. 238-246, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><sup>BRANCO, G. M. et al. </sup><sup><strong>Estimativa da frota de veículos, emissões e CO</strong></sup><sup><strong>2</strong></sup>. <sup>Workshop para </sup>Eficiência de Combustíveis e Baixo Teor de Enxofre. São Paulo: MMA, SMA-SP, Hewlett Fundation, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Editorial de Infraestrutura. <strong>Brasil é o maior gerador de energia eólica daAméricaLatina.</strong>2017. Disponível em &lt;http://www.brasil.gov.br/editoria/infraestrutura/2017/03/brasil -e-o-maior-gerador- de-energia- eolica-da-america-latina> Acesso em: 23 mar. 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. <strong>Perdas técnicas</strong> <strong>na Rede Básica,</strong>2023. Disponível em: &lt;https://www.gov.br/aneel/pt- br/assuntos/distribuicao/perdas-de-energia></p>



<p class="wp-block-paragraph">CASTRO, Nivaldo José, outros. <strong>A </strong><strong>importância </strong><strong>das </strong><strong>Fontes </strong><strong>Alternativas </strong><strong>e Renováveis na Evolução da Matriz Elétrica Brasileira. </strong>2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CCEE, Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. <strong>Fontes.</strong>2016.Disponível em &lt;https://www.ccee.org.br/portal/faces/pages_publico/onde- atuamos/fontes?_afrLoop=110920787083818&amp;_adf.ctrlstate=qqzfag3vs_1#!%40% 40%3F_af rLoop%3D110920787083818%26_adf.ctrl-state%3Dqqzfag3vs_5> Acesso em: 27 mar. 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">ÇENGEL, Y. A.; BOLES, M. A. <strong>Termodinâmica</strong>. 5ª. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-2-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-2-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1 </sup>Graduando do Curso de Engenharia Elétrica da Universidade de Araraquara &#8211; UNIARA. Araraquara-SP. E-mail: jmmsdsilva@uniaraedu.br</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>2 </sup>Orientador do Curso de Engenharia Elétrica da Universidade de Araraquara -UNIARA. Araraquara- SP. E-mail: apnascimentoneto@uniara.edu.br</p>
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