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	<title>Revistaft HE &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<description>Revista Científica de Alto Impacto.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 12 Mar 2025 21:38:38 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Revistaft HE &#8211; ISSN 1678-0817 Qualis/DOI</title>
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	<item>
		<title>A APLICAÇÃO DA IOT (INTERNET DAS COISAS) NA AGRICULTURA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA.</title>
		<link>https://revistaft.com.br/a-aplicacao-da-iot-internet-das-coisas-na-agricultura-uma-revisao-sistematica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2023 13:50:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharias]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 125/AGO 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[THE APPLICATION OF IOT (INTERNET OF THINGS) IN AGRICULTURE: A SYSTEMATIC REVIEW. REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8381265 Dione Bueno Rodrigues1 Carlos Junio de Siqueira Santos2 Cleiber Bárbara da Silva3 Francisco Rodrigues4 Gabriel Araújo Macedo de Alcântara5Kleber Da Silveira Moreira6 RESUMO A agricultura desempenha um papel crucial na economia brasileira, sendo um dos pilares da economia&#160; e da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">THE APPLICATION OF IOT (INTERNET OF THINGS) IN AGRICULTURE: A SYSTEMATIC REVIEW.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8381265</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">  Dione Bueno Rodrigues<sup>1</sup><br>         Carlos Junio de Siqueira Santos<sup>2</sup><br>         Cleiber Bárbara da Silva<sup>3</sup><br>         Francisco Rodrigues<sup>4</sup><br>         Gabriel Araújo Macedo de Alcântara<sup>5</sup><br>Kleber Da Silveira Moreira<sup>6</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A agricultura desempenha um papel crucial na economia brasileira, sendo um dos pilares da economia&nbsp; e da produção nacional. Assim como na indústria, a modernização e a adoção de tecnologias têm sido&nbsp; essenciais para impulsionar a eficiência e a produtividade no setor agrícola. Nesse contexto, a Internet&nbsp; das Coisas (IoT) surge como uma das aplicações tecnológicas, oferecendo a capacidade de coletar e&nbsp; analisar dados em tempo real e otimizar processos. Neste cenário, a IoT representa uma das ferramentas&nbsp; para transformar a agricultura, permitindo uma gestão mais inteligente e sustentável do país. Esta revisão&nbsp; tem como objetivos sintetizar as evidências disponíveis sobre o tema, indicar possíveis lacunas no&nbsp; conhecimento no recorte temático e fornece uma base de informações para apoiar a tomada de decisões.&nbsp; O presente artigo constitui uma revisão sistemática que aborda a aplicação da Internet das Coisas (IoT)&nbsp; na agricultura, visando compreender de forma racional as implicações dessa tecnologia e seus resultados&nbsp; nesse setor por meio de trabalhos acadêmicos selecionados conforme pertinência ao tema. A análise das&nbsp; aplicações da Internet das Coisas (IoT) na agricultura brasileira destaca sua crescente relevância para o&nbsp; setor. A adoção ainda é incipiente no país, mas seu potencial impacto é evidente. Benefícios como a&nbsp; redução de agrotóxicos, promovem uma agricultura mais sustentável. Contudo, desafios persistem,&nbsp; como a falta de conectividade em áreas remotas. A necessidade de mais pesquisas acadêmicas nesse&nbsp; âmbito é válida para preencher lacunas e promover avanços.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Agricultura 4.0, Internet das Coisas (IoT), Revisão Sistemática, Agricultura Inteligente, Eficiência Agrícola.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INTRODUÇÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se pode duvidar que a agricultura desempenha um papel fundamental e estratégico&nbsp; no cenário econômico brasileiro. Sendo um dos pilares da economia do país, com uma produção&nbsp; significativa e uma demanda global crescente, o Brasil se estabeleceu como um dos principais&nbsp; produtores e exportadores mundiais de grãos. Deste modo, a agricultura desempenha um papel&nbsp; crucial na segurança alimentar, na geração de empregos e no desenvolvimento socioeconômico&nbsp; de várias regiões do país.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto em que a agricultura desempenha um papel crucial na manutenção da&nbsp; sustentabilidade econômica do país, surge a demanda por tecnologias aplicáveis nesse setor a&nbsp; fim de tornar mais racionais e eficientes os processos do cultivo da terra. Assim como a&nbsp; indústria, a agricultura também exige o apoio de avanços tecnológicos para otimizar seus&nbsp; processos, aumentar a produtividade e garantir a eficiência. Diante deste quadro, as aplicações&nbsp; da Internet das Coisas (IoT) na agricultura representam um desses avanços da tecnologia que&nbsp; tem redefinido a maneira como é cultivado e gerenciado os recursos agrícolas. Através da&nbsp; interconexão de dispositivos e sensores em ambientes rurais, a IoT oferece aos agricultores uma&nbsp; visão em tempo real das condições do solo, clima e saúde das plantas. Semelhante ao que ocorre&nbsp; na indústria, as aplicações da Internet das Coisas (IoT) na agricultura pode permitir o&nbsp; desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, a minimização do desperdício de recursos e&nbsp; uma redução dos impactos ambientais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, surge a relevância de ter uma visão quanto aos trabalhos acadêmicos&nbsp; nacionais abordando a temática das aplicações da Internet das Coisas (IoT) na agricultura no&nbsp; Brasil. Sendo assim, foi elaborado neste trabalho uma revisão sistemática quanto ao tema,&nbsp; aplicando essa metodologia transparente e estruturada, relevante para respaldar argumentos e&nbsp; direcionar decisões informadas quanto ao campo de pesquisa proposto. Essa revisão sistemática&nbsp; analisou trabalhos publicados entre os anos de 2020 a 2023, selecionados através da utilização&nbsp; de ferramentas de bancos de dados de trabalhos acadêmicos, como o Google Acadêmico,&nbsp; Scielo, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações &#8211; BDTD e o Portal de Busca&nbsp; Integrada – Pbi. Esta revisão tem como objetivos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Síntese de Evidências: sintetizar as evidências disponíveis sobre a aplicação da &nbsp;Internet das coisas (IoT) na agricultura, formalizando uma análise imparcial dos &nbsp;estudos relevantes e fornecendo uma visão mais das aplicações existentes e seus &nbsp;resultados.&nbsp;<br></li>



<li>Identificação de Lacunas no Conhecimento: Indicar possíveis lacunas no &nbsp;conhecimento atual sobre o tema.&nbsp;<br></li>



<li>Apoio à Tomada de Decisão: Fornecer uma base de informações para apoiar a tomada &nbsp;de decisões quanto à temática proposta.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DEFINIÇÕES DA METODOLOGIA</strong><strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Revisão Sistemática (RS) constitui um método estruturado e meticuloso aplicado para&nbsp; a avaliação de um conjunto de informações originadas de várias pesquisas já divulgadas na literatura. Seu propósito reside em compilar todas as evidências em conformidade com critérios&nbsp; predefinidos de seleção, a fim de orientar uma área de pesquisa específica (HIGGINS et al.,&nbsp; 2020). O planejamento deste trabalho de revisão sistemática foi realizado de acordo com os&nbsp; conceitos e estratégias apresentadas por Bandeira, Ana Maria Bezerra; Costa, Claudio; Arita,&nbsp; Emiko Saito; Munhoz, Luciana &amp; Moreira, Lucila M.Y. Akinaga. (2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta seção, são apresentados os pontos principais do plano elaborado. Tanto as&nbsp; revisões e ajustes foram discutidas pelos autores deste trabalho e implementadas no plano final.&nbsp; Durante a fase de planejamento desse processo de revisão sistemática, foram definidos os&nbsp; objetivos dessa revisão, estabelecido o passo a passo empregado na estratégia de busca e filtros&nbsp; da seleção de trabalhos acadêmicos e, por último, a definição critérios e procedimentos para&nbsp; seleção dos estudos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por apresentarem uma vasta gama de trabalhos científicos, incluindo artigos, teses e&nbsp; dissertações, é imprescindível a definição de quais buscadores têm maior relevância e facilidade&nbsp; quanto à área e tema escolhido. Desta forma, para esta revisão sistemática foram definidos os&nbsp; mecanismos de busca Google Acadêmico (no endereço de site ”&nbsp; <a href="https://scholar.google.com.br/?hl=pt">https://scholar.google.com.br/?hl=pt</a>), Scielo (no endereço de site <a href="https://www.scielo.br/">https://www.scielo.br/</a>),&nbsp; Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações – BDTD (no endereço de site&nbsp; https://bdtd.ibict.br/vufind/) e o Portal de Busca integrada &#8211; PBi &#8211; da Universidade de São&nbsp; Paulo (no endereço de site&nbsp; <a href="https://buscaintegrada.usp.br/primo_library/libweb/action/search.do">https://buscaintegrada.usp.br/primo_library/libweb/action/search.do</a>). Essas plataformas&nbsp; escolhidas são amplamente reconhecidas na coleta de trabalhos acadêmicos, uma vez que&nbsp; apresentam facilidade de acesso aos trabalhos acadêmicos, oferecendo recursos de busca&nbsp; avançados que permitem filtrar resultados por área de conhecimento, idioma e outros critérios&nbsp; relevantes que foram definidos para este trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram deliberadamente escolhidos trabalhos acadêmicos redigidos em língua&nbsp; portuguesa, refletindo a intenção da revisão sistemática de avaliar exclusivamente as&nbsp; publicações relacionadas ao contexto brasileiro. Diferentemente da área da saúde, a área de&nbsp; tecnologia nem sempre tem descritores bem definidos, mas isso é compensado por uma&nbsp; variedade de sinônimos bem simples de deduzir, uma vez que essas tecnologias encontram sua&nbsp; nomeação na língua inglesa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No recorte temporal, foram definidas publicações de artigos acadêmicos nos anos 2020 a 2023, devido ao foco na identificação das aplicações mais recentes da Internet das Coisas&nbsp; (IoT) na agricultura. Essa abordagem de selecionar publicações de artigos acadêmicos&nbsp; específicos neste recorte temporal foi adotada também com a intenção de capturar as tendências&nbsp; mais contemporâneas e os avanços tecnológicos mais recentes no campo da agricultura. Um&nbsp; outro detalhe relevante, é que a escolha desse recorte temporal reflete a compreensão de que a&nbsp; evolução das tecnologias, especialmente na área de IoT, é constante e acelerada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca de documentos por esses buscadores ocorreu entre os meses de junho a agosto&nbsp; de 2023. Mantendo um procedimento sistemático e valido, para garantir a inclusão de trabalhos&nbsp; atuais e relevantes que apresentassem de forma imparcial e objetiva as perspectivas do tema o&nbsp; período de publicações dos trabalhos selecionados foram entre os anos de 2020 a 2022, e publicações de 2023 até o período em que foi executada a pesquisa. Os tipos de literaturas mais&nbsp; encontrados foram do tipo Artigo, mas também foram incluídos Trabalho de Conclusão de Curso&nbsp; (TCC) e revisões.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1 &#8211; Representação das fases para seleção dos trabalhos&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="747" height="363" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-758.png" alt="" class="wp-image-90695" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-758.png 747w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-758-300x146.png 300w" sizes="(max-width: 747px) 100vw, 747px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: dos autores (202</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as palavras chaves empregadas foram utilizadas: <em>INTERNET DAS COISAS” AND “AGRICULTURA, IOT” AND “AGRICULTURA, AGRICULTURA 4.0” e&nbsp; AGRICULTURA INTELIGENTE. </em>Através da busca, num primeiro momento foram encontrados&nbsp; um total de 149 documentos. Na BDTD, foram encontrados 23 documentos, excluídos os&nbsp; duplicados e utilizando as palavras-chaves “<em>Internet das Coisas+Agricultura” e&nbsp; “Agricultura+4.0”. </em>Já no Google Acadêmico, utilizando na busca a string “<em>IoT aplicado na&nbsp; agricultura</em>”, foi definido o filtro entre os anos de 2020 a 2023 no campo “Período específico”,&nbsp; selecionado “Pesquisar páginas em Português” e considerado os 100 primeiros artigos&nbsp; resultantes da busca. Na plataforma Scielo, foram utilizadas as palavras chaves “INTERNET&nbsp; DAS COISAS” AND “AGRICULTURA”, “AGRICULTURA 4.0”, resultando em 22&nbsp; documentos encontrados. Por último, no Portal de Busca integrada (PBi) da Universidade de&nbsp; São Paulo, aplicando as palavras-chaves <em>“Internet das coisas” AND “agricultura”</em>, foram&nbsp; encontrados 55 documentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, foram selecionados os trabalhos acadêmicos incluídos no estudo por meio&nbsp; de avaliação dos títulos e leitura dos resumos, de forma independente por dois pesquisadores,&nbsp; seguindo o seguinte critério de inclusão: publicados no idioma português; abordam a ideia da&nbsp; utilização da Internet das coisas na agricultura ou aplicações da Internet das Coisas no âmbito&nbsp; da Agricultura 4.0; publicações compreendidas entre os anos 2020 e 2023. Após a leitura dos&nbsp; títulos e resumos foram selecionados 50 documentos para leitura de texto integral. Cinco&nbsp; artigos, indisponíveis na versão on-line, foram também excluídos da revisão. Ao todo foram&nbsp; excluídos 150 documentos nessa fase de leitura de título e resumos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como critério de exclusão foram utilizadas as seguintes ponderações: trabalhos que&nbsp; fujam da temática principal proposta neste trabalho; trabalhos onde o foco seria meramente&nbsp; comercial; trabalhos em outros idiomas que não seja português; trabalhos com resultados&nbsp; inconsistentes, contraditórios ou sem dados confiáveis para apoiar as conclusões; trabalhos que&nbsp; foram publicados anteriormente em outras fontes, como duplicatas ou reutilização de dados;&nbsp; trabalhos não disponíveis em versão on-line.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a análise minuciosa dos textos integrais, um total de 21 trabalhos foram&nbsp; selecionados para compor o conjunto de fontes que embasaram esta revisão sistemática. Essa&nbsp; seleção rigorosa foi realizada com o objetivo de garantir que apenas estudos que atendessem aos&nbsp; critérios pré-estabelecidos e contribuíram de maneira significativa para o entendimento das&nbsp; aplicações da Internet das Coisas na agricultura fossem incluídos. Critérios como a relevância&nbsp; temática e a consistência de dados foram mais uma vez ponderados nessa fase de leitura integral&nbsp; dos textos. Assim sendo, nessa etapa de refinamento assegurou-se que os trabalhos selecionados&nbsp; sejam representativos, confiáveis e relevantes para a construção de uma análise válida e&nbsp; imparcial. Um total de um total de 29 trabalhos foram excluídos nesta fase de análise.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, depois da análise crítica dos artigos selecionados, realizada por dois&nbsp; pesquisadores de forma independente, os 21 trabalhos finais selecionados foram classificados&nbsp; por qual buscador foi encontrado, ano de publicação, autor, objetivos e tipo de literatura,&nbsp; ajudando a ter uma visão sobre as fontes selecionadas.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela síntese dos trabalhos inclusos</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="728" height="543" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-788.png" alt="" class="wp-image-90747" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-788.png 728w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-788-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" width="728" height="714" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-782.png" alt="" class="wp-image-90740" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-782.png 728w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-782-300x294.png 300w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="729" height="443" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-783.png" alt="" class="wp-image-90742" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-783.png 729w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-783-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="730" height="187" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-785.png" alt="" class="wp-image-90744" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-785.png 730w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-785-300x77.png 300w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: dos autores (2023)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um consenso entre os trabalhos analisados é que o avanço tecnológico tem moldado&nbsp; profundamente a forma como interagimos com o mundo, é um marco importante nessa&nbsp; evolução é o conceito de Internet das Coisas, também conhecido como Internet of Things (IoT).&nbsp; Foi Kevin Ashton, do MIT, quem lançou as bases desse conceito inovador em 1999, durante&nbsp; uma apresentação para uma grande corporação. No entanto, foi a partir de 2008 que o termo&nbsp; IoT começou a ganhar destaque e popularidade, impulsionado, em grande parte, pela sua ampla&nbsp; disseminação no Twitter (ELDER, 2019 <em>apud </em>GUILHERME, 2023).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IoT se manifesta como uma das grandes tendências tecnológicas contemporâneas,&nbsp; redefinindo os limites do que é possível em áreas diversas. A automação residencial, a&nbsp; otimização de processos industriais e até mesmo a modernização da agricultura são exemplos&nbsp; do impacto que a IoT pode ter na nossa vida cotidiana. Ao aliar o mundo físico ao digital, essa&nbsp; tecnologia oferece um horizonte promissor de oportunidades e transformações (COSTA, 2018&nbsp; <em>apud </em>DE OLIVEIRA, LIGIA, et al., 2020).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra recorrência de conceito é a compreensão de que a expressão &#8220;Internet das Coisas&#8221;&nbsp; (ou IoT) representa um conceito que abrange um sistema complexo e em constante evolução.&nbsp; Ela se refere a uma rede interconectada de objetos inteligentes que operam de forma autônoma,&nbsp; gerando e consumindo informações de maneira dinâmica (Miorandi et al., 2012; Tan &amp; Wang,&nbsp; 2010 <em>apud </em>CORNETO, MARIA, et al., 2020). Esse ecossistema engloba uma variedade de&nbsp; dispositivos, desde sensores minúsculos a equipamentos robustos, todos capazes de se&nbsp; comunicar e interagir entre si. A base dessa tecnologia é a capacidade dos objetos de coletar,&nbsp; transmitir e processar dados por meio de sensores e atuadores incorporados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o ambiente físico torna-se um espaço digitalmente conectado, onde&nbsp; informações são compartilhadas instantaneamente. Por exemplo, a implementação de sensores&nbsp; em uma lavoura possibilita o monitoramento contínuo da umidade do solo, níveis de nutrientes&nbsp; e outros fatores cruciais para o cultivo. Contudo, vale ressaltar que o desenvolvimento da IoT&nbsp; também traz consigo desafios. A gestão de grandes volumes de dados, a segurança da&nbsp; informação e a interoperabilidade entre dispositivos são aspectos que requerem atenção&nbsp; cuidadosa para garantir que a tecnologia seja aplicada de forma eficaz e segura. Nesse contexto,&nbsp; a compreensão clara e precisa da IoT, como abordada por Miorandi et al. (2012) e Tan &amp; Wang&nbsp; (2010) (<em>apud </em>CORNETO, MARIA, et al., 2020, p2), é essencial para explorar todo o potencial&nbsp; dessa revolução tecnológica em diversos setores, incluindo a agricultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto relevante quanto ao funcionamento e ressaltado no trabalho de CORNETO,&nbsp; MARIA, 2020 é que dois pilares tecnológicos formam a base essencial para viabilizar o&nbsp; funcionamento da Internet das Coisas (IoT). A primeira dessas tecnologias é conhecida como&nbsp; Identificação por Rádio Frequência (Radio Frequency IDentification &#8211; RFID). Esta tecnologia&nbsp; desempenha um papel crucial, permitindo que microchips transmitam informações de&nbsp; identificação de forma sem fio para leitores específicos, os quais operam com dispositivos que&nbsp; empregam a mesma tecnologia (Da Xu et al., 2014; Gershenfeld et al., 2004 <em>apud </em>CORNETO,&nbsp; MARIA, et al., 2020, p4).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda tecnologia que atua como fundamento para a IoT é a Rede de Sensores Sem&nbsp; Fio (Wireless Sensor Networks &#8211; WSNs). Sob esse paradigma, sensores inteligentes são&nbsp; interconectados para formar uma rede capaz de detecção e monitoramento. Por meio dessa rede,&nbsp; uma infinidade de dispositivos é capaz de coletar dados de maneira autônoma e transmiti-los&nbsp; de maneira eficaz (Da Xu et al., 2014; Gershenfeld et al., 2004 <em>apud </em>CORNETO, MARIA, et&nbsp; al., 2020, p4).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dois componentes tecnológicos estabelecem as bases para o funcionamento da&nbsp; IoT. A RFID possibilita a identificação e rastreamento de objetos e dispositivos, permitindo&nbsp; que informações específicas sejam associadas a cada um deles e compartilhadas de forma&nbsp; remota. A WSNs, por sua vez, promove a coleta e transmissão de dados de sensores inteligentes,&nbsp; capacitando a rede a adquirir informações relevantes sobre o ambiente e os objetos monitorados,&nbsp; como abordado por Da Xu et al., 2014 e Gershenfeld et al., 2004 (apud CORNETO, MARIA,&nbsp; et al., 2020, p4). É importante notar esses requisitos de funcionamento para verificar seus&nbsp; impactos quanto aplicado na agricultura (CABREIRA et al., 2022, p 98).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é fundamental reconhecer que o sucesso da IoT vai além da mera utilização&nbsp; dessas tecnologias. A interação e interoperabilidade eficazes entre dispositivos, a gestão de&nbsp; grandes volumes de dados gerados e a segurança da informação são desafios que acompanham&nbsp; a implantação da IoT em diversos setores, incluindo a agricultura. Portanto, compreender a&nbsp; contribuição dessas tecnologias, conforme delineado por Da Xu et al. (2014) e Gershenfeld et&nbsp; al. (2004) (<em>apud </em>CORNETO, MARIA, et al., 2020, p4), é crucial para explorar plenamente o&nbsp; potencial revolucionário da IoT e superar os desafios que ela apresenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de sensores constitui um aspecto central na arquitetura dos dispositivos&nbsp; da Internet das Coisas (IoT), uma vez que esses componentes desempenham um papel de&nbsp; destaque ao permitir o monitoramento de variáveis em uma ampla gama de ambientes e&nbsp; contextos (N. AVELAR, O C. DOS SANTOS et al., 2022, p 4). Por meio da incorporação de&nbsp; sensores inteligentes, os dispositivos IoT são capazes de adquirir dados relevantes e, muitas&nbsp; vezes, em tempo real, o que oferece um panorama detalhado das condições ambientais ou das&nbsp; operações dos dispositivos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sensores atuam como as &#8220;janelas&#8221; da IoT para o mundo real, pois permitem a&nbsp; captação de dados que antes poderiam passar despercebidos. Eles possuem a capacidade de&nbsp; traduzir eventos e fenômenos físicos em sinais elétricos que podem ser interpretados e&nbsp; processados pelos sistemas digitais (N. AVELAR, O C. DOS SANTOS et al., 2022, p 4). Isso&nbsp; se revela especialmente valioso na agricultura, onde os sensores podem monitorar aspectos como a umidade do solo, a saúde das plantas, a presença de pragas e doenças, além de fatores&nbsp; climáticos que afetam diretamente a produção agrícola.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A análise das publicações acadêmicas sobre a Internet das Coisas (IoT) revela uma&nbsp; série de insights interessantes e reveladores sobre a adoção dessa tecnologia no contexto&nbsp; brasileiro. Um aspecto notório é a presença dominante de artigos em inglês citados, o que&nbsp; aponta para a necessidade contínua de aprimorar o uso da IoT no Brasil. Isso sugere que, embora&nbsp; haja pesquisas e contribuições no campo da IoT, há espaço para um maior engajamento e&nbsp; divulgação em nível local, a fim de fortalecer o conhecimento e a aplicação dessa tecnologia&nbsp; em território nacional. Além disso, o estudo também evidenciou um aumento constante na&nbsp; publicação de trabalhos por autores com sobrenomes de origem asiática. Essa tendência pode&nbsp; ser interpretada como um indício de que países como a Ásia estão dedicando um esforço&nbsp; significativo para desenvolver tecnologias eficientes e acessíveis, em linha com as necessidades e demandas atuais (DE OLIVEIRA, LIGIA, et al., 2020, p 14). Esse enfoque em soluções de&nbsp; baixo custo e alto impacto pode ser reflexo da busca por alternativas que possam ser aplicadas&nbsp; em escala, promovendo a inovação de maneira acessível e tangível. Ambos os aspectos&nbsp; ressaltam a importância de um compromisso contínuo com a pesquisa e a aplicação da IoT no&nbsp; Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto relevante levantado por AUGUSTO VARELA, 2022, é que diante do&nbsp; contexto global de crescimento populacional e, consequentemente, da demanda por alimentos&nbsp; em maior volume, qualidade e acessibilidade, torna-se essencial a incorporação de avanços&nbsp; tecnológicos em toda a cadeia de produção agrícola. Essa necessidade se torna ainda mais&nbsp; premente ao considerarmos que a agricultura é um dos setores econômicos mais afetados pelas&nbsp; flutuações climáticas. A interconexão dos dispositivos também contribui para a coleta e análise&nbsp; de dados em tempo real, permitindo que os agricultores tomem decisões informadas e&nbsp; oportunas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da revolução digital, a conectividade emerge como o ponto de partida&nbsp; essencial para a transformação do setor agrícola, abrindo as portas para a adoção de tecnologias&nbsp; inovadoras. A capacidade de se conectar à rede global é o que possibilita às operações agrícolas&nbsp; explorar tecnologias de computação em nuvem e aproveitar algoritmos de inteligência artificial&nbsp; para otimização de processos (Bronson, 2016 <em>apud </em>BERNARDCKI, GUEM, ANDRADE et&nbsp; al., 2023, p 3). Esse movimento representa um avanço significativo no sentido de aumentar a&nbsp; produtividade por meio da automação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização da agricultura não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas&nbsp; também de competitividade global. O Brasil, como um importante player na produção de&nbsp; commodities agrícolas, tem uma oportunidade crucial de posicionar-se vantajosamente na&nbsp; cadeia internacional. A adoção de tecnologias que promovem a digitalização pode ser um fator&nbsp; determinante nesse contexto (Brito, 2021 <em>apud </em>BERNARDCKI, GUEM, ANDRADE et al.,&nbsp; 2023, p 3). A capacidade de conectar, coletar e processar dados em tempo real possibilita um&nbsp; controle mais preciso e uma tomada de decisão informada. Com a Internet das Coisas (IoT)&nbsp; desempenhando um papel crucial nessa transformação, as operações agrícolas podem alavancar&nbsp; dados e insights para melhorar a eficiência e a sustentabilidade. Infere-se que a conectividade não é apenas um passo inicial na jornada de transformação digital na agricultura, mas também&nbsp; um elemento fundamental para que o setor possa abraçar plenamente as oportunidades&nbsp; oferecidas pelas tecnologias emergentes. Ao adotar uma abordagem proativa e estratégica para&nbsp; a conectividade e a digitalização, o Brasil pode se destacar como um protagonista na nova era&nbsp; da agricultura inteligente e eficiente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A influência da revolução digital na agricultura é inegável, impulsionando a evolução&nbsp; para o que é conhecido como Agricultura 4.0. Nesse contexto, fazendas inteligentes, também&nbsp; conhecidas como <em>smart farms</em>, têm se destacado como um exemplo concreto dessa&nbsp; transformação. Uma das estratégias essenciais adotadas pelas <em>smart farms </em>é o Manejo Integrado&nbsp; de Pragas (MIP), o qual está sendo revitalizado por meio de inovações tecnológicas. O&nbsp; monitoramento digital da variabilidade espacial das lavouras representa um dos pilares dessa&nbsp; evolução. Através da aplicação de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), telemetria e&nbsp; análise de big data, as <em>smart farms </em>estão redefinindo a forma como abordam a gestão de pragas&nbsp; e doenças nas plantações (ANZILIERO et al., 2022).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A Agricultura 4.0 representa uma fase marcante na evolução do setor agrícola,&nbsp; caracterizada pela incorporação intensiva de tecnologias digitais e conectividade. Nesse&nbsp; contexto, a automação e a troca de dados emergem como elementos-chave para otimizar os&nbsp; processos nas fazendas agrícolas, levando a um novo nível de eficiência e produtividade. O&nbsp; cerne da Agricultura 4.0 reside na interconexão de máquinas e implementos agrícolas, os quais&nbsp; são habilitados pela internet. Essa conectividade inteligente permite a comunicação e a&nbsp; colaboração entre diferentes dispositivos, resultando em um ecossistema agrícola altamente&nbsp; integrado. A automatização não apenas economiza tempo e esforço, mas também melhora a&nbsp; consistência e a qualidade das operações. (ANZILIERO et al., 2022, p 11 ).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A evolução da agricultura para o que é conhecido como Agricultura 4.0 introduz uma&nbsp; perspectiva totalmente nova, aproveitando uma série de conceitos tecnológicos avançados.&nbsp; Nesse contexto, a Internet das Coisas (IoT), a big data e a agricultura digital desempenham&nbsp; papéis fundamentais, formando um alicerce sólido para a transformação do setor. A base da&nbsp; Agricultura 4.0 é a aplicação integrada da IoT, que se traduz na interconexão inteligente de uma&nbsp; variedade de dispositivos e sistemas agrícolas. Essa rede de conexões permite que máquinas,&nbsp; equipamentos e sensores colaborem de maneira sinérgica, gerando uma enorme quantidade de&nbsp; dados que podem ser coletados e analisados em tempo real. Isso, por sua vez, proporciona&nbsp; insights valiosos para a tomada de decisões informadas. O conceito de big data complementa&nbsp; essa estrutura, uma vez que a grande quantidade de informações geradas na Agricultura 4.0&nbsp; requer soluções robustas de gerenciamento e análise. segundo BONGOMIN, 2020 (<em>apud </em>ANZILIERO 2022, p 11).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agricultura 4.0 representa uma revolução significativa na forma como as atividades&nbsp; agrícolas são conduzidas. Em seu cerne, encontra-se a utilização estratégica da conectividade&nbsp; para promover a automação e a troca eficiente de dados nas fazendas. Por meio dessa&nbsp; abordagem, as fazendas podem alavancar a tecnologia para otimizar uma série de tarefas, desde&nbsp; o monitoramento das condições climáticas até a aplicação precisa de insumos. Máquinas&nbsp; agrícolas conectadas e autônomas podem executar tarefas com maior precisão e consistência, reduzindo o desperdício de recursos e aumentando a produtividade. Por exemplo, sistemas de&nbsp; irrigação podem ser controlados automaticamente com base nas necessidades hídricas reais das&nbsp; plantas, contribuindo para a economia de água. (ANZILIERO <em>et al., </em>2022, p 34 ). No entanto,&nbsp; é importante ressaltar que a adoção da Agricultura 4.0 não se trata apenas de incorporar&nbsp; tecnologia por si só.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do agronegócio e suas diversas áreas de atuação, as pesquisas que abordam&nbsp; a aplicação da Internet das Coisas (IoT) apontam para um vasto leque de possibilidades. Dentre&nbsp; essas oportunidades, destacam-se seu emprego no monitoramento, controle, logística e predição&nbsp; das operações. Estudos têm demonstrado como a IoT pode ser incorporada para acompanhar de&nbsp; maneira precisa e em tempo real as condições das lavouras, avaliar a qualidade do solo e até&nbsp; mesmo monitorar a saúde dos animais (Dinesh &amp; Ramesh, 2018; Talavera et al., 2017 <em>apud </em>CORNETO, MARIA, et al., 2020, p2). A capacidade da IoT de coletar uma vasta quantidade&nbsp; de dados a partir de sensores distribuídos em várias partes das atividades agrícolas possibilita&nbsp; um monitoramento detalhado e em tempo real. Isso possibilita que os produtores tomem&nbsp; decisões informadas, ajustem práticas de manejo e otimizem a alocação de recursos, resultando&nbsp; em maior eficiência e produtividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente integração de sistemas automatizados têm desempenhado um papel crucial&nbsp; na revolução da agricultura moderna. Essa abordagem baseada em dados também tem&nbsp; contribuído para uma tomada de decisão mais precisa e estratégica, proporcionando um apoio&nbsp; valioso aos agricultores (LEZOCHE et al., 2020; TRIVELLI et al., 2019; MAVRIDOU et al.,&nbsp; 2019; KLERKX; ROSE, 2020; MONTELEONE; MORAES; FARIA, 2020a; ZHAI et al., 2020&nbsp; <em>apud </em>AUGUSTO VARELA, <em>et al., </em>2022, p 18).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução para a Agricultura 4.0 surge como um desdobramento natural do fenômeno&nbsp; da Indústria 4.0, um marco que promoveu uma transformação digital nas operações industriais&nbsp; e que também é conhecido como a quarta revolução industrial. Esse movimento teve início em&nbsp; nações desenvolvidas, como a Alemanha, Estados Unidos e China, onde a conectividade foi&nbsp; estendida às etapas produtivas industriais por meio da aplicação de tecnologias de internet e&nbsp; automação. Essa mesma mobilização, que inicialmente se manifestou nos setores industriais,&nbsp; têm encontrado terreno fértil na agricultura, dando origem à Agricultura 4.0, que traz consigo&nbsp; a promessa de revolucionar a forma como as práticas agrícolas são conduzidas (TADEU et al.,&nbsp; 2021, p. 17).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agricultura, assim como diversos outros setores, não permanece imune aos impactos&nbsp; da quarta revolução industrial. As mudanças trazidas por esse fenômeno também se refletem&nbsp; no campo agrícola, reforçando a necessidade de adaptação e incorporação de tecnologias&nbsp; avançadas para otimizar as práticas agrícolas. A agricultura está sendo remodelada pela&nbsp; convergência de tecnologias digitais, conectividade e automação, representando um novo&nbsp; paradigma na forma como as atividades rurais são planejadas, executadas e gerenciadas&nbsp; (BARRETT; ROSE, 2020; YAHYA, 2018 apud MONTELEONE, 2022, p 20). Diante das&nbsp; transformações trazidas pela revolução industrial, a agricultura emerge como um setor que&nbsp; também deve se modernizar e se adaptar às novas metodologias de trabalho. Assim como a&nbsp; indústria, a agricultura é impulsionada a adotar práticas inovadoras e tecnológicas para&nbsp;melhorar a eficiência e a produtividade. (GUILLÉN-NAVARRO; PEREÑÍGUEZGARCÍA;&nbsp; MARTÍNEZ-ESPAÑA, 2017 apud MONTELEONE, 2022, p 20).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário atual, a Agricultura 4.0 emerge como um resultado da convergência de uma&nbsp; ampla gama de tecnologias originárias de diversas áreas distintas. Esse conceito, ainda em&nbsp; estágio inicial, representa um fenômeno transdisciplinar que carrega consigo um grau de&nbsp; complexidade pouco explorado até então. A interseção de tecnologias como Internet das Coisas&nbsp; (IoT), inteligência artificial, análise de dados, automação e outras, possibilita a criação de um&nbsp; ambiente agrícola altamente conectado e eficiente. A Agricultura 4.0, apesar de estar nos&nbsp; estágios iniciais de sua compreensão e aplicação, oferece um grande potencial para transformar&nbsp; a maneira como a agricultura é conduzida, promovendo avanços significativos na produtividade&nbsp; e sustentabilidade do setor. (CIGAINSKI, DURANTE, DE OLIVEIRA, ARRUDA et al., 2020&nbsp; p 2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto de Agricultura 4.0, as fazendas inteligentes, ou <em>smart farms</em>, ganham&nbsp; destaque ao adotar uma abordagem baseada em dados para otimizar a produtividade e reduzir&nbsp; os custos de produção, visando aprimorar tanto a eficiência quanto a sustentabilidade do&nbsp; processo. Uma das facetas desse avanço é a aplicação de tecnologias como aplicativos&nbsp; especializados, capazes de coletar informações sobre plantas daninhas e pragas, permitindo uma&nbsp; análise mais precisa e embasada para a tomada de decisões. A interseção entre dados, tecnologia&nbsp; e práticas agrícolas é um testemunho claro do progresso em direção a um setor agrícola mais&nbsp; resiliente e inovador, capaz de enfrentar os desafios complexos do panorama contemporâneo,&nbsp; segundo JAKKU, 2019 (apud ANZILIERO (2022, p 11).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização desses aplicativos de monitoramento insere-se no âmbito do conceito de&nbsp; Agricultura 4.0, que é uma manifestação da tecnologia disruptiva, originada a partir do&nbsp; desenvolvimento tecnológico da indústria, mais conhecido como a Indústria 4.0. Contudo, no&nbsp; contexto dos agronegócios, esse conceito encontra-se em estágio inicial, com ainda poucas&nbsp; aplicações efetivas nas áreas agrícolas. À medida que os princípios da quarta revolução&nbsp; industrial se mesclam com a agricultura, as oportunidades e desafios emergem de forma&nbsp; intrínseca. O uso de aplicativos de monitoramento na agricultura, embora em estágio&nbsp; embrionário, sinaliza um movimento que visa revolucionar a forma como a agricultura é&nbsp; planejada, executada e gerida, alinhando-a às novas demandas tecnológicas do século XXI.&nbsp; (ANZILIERO et al., 2022, p 11 ).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente a demanda por uma contínua pesquisa nesse setor, com o propósito de&nbsp; ampliar a adoção e disseminação das tecnologias envolvidas em diferentes áreas agrícolas.&nbsp; Como ressalta BONGOMIN 2020 (<em>apud </em>ANZILIERO et al., 2022, p 11), há uma necessidade&nbsp; premente de expandir o alcance da Internet das Coisas na agricultura, de forma a abranger uma&nbsp; gama mais ampla de atividades e regiões. Essa imperatividade é movida pela compreensão de&nbsp; que as inovações tecnológicas, como a IoT, são os alicerces para a modernização da agricultura,&nbsp; impulsionando sua eficiência e capacidade produtiva. Portanto, a pesquisa contínua é um&nbsp; elemento chave para alargar os horizontes da aplicação da IoT no campo agrícola e para&nbsp; assegurar que seus benefícios se estendam além de contextos específicos, contribuindo para o&nbsp; avanço geral do setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência da Agricultura 4.0 é inegável na maneira como as atividades agrícolas são&nbsp; monitoradas e gerenciadas, adotando recursos de conectividade, software e hardware para&nbsp; aprimorar a tomada de decisões. Esse conceito abrange uma abordagem abrangente, como&nbsp; destacado por ANZILIERO et al. (2022), que engloba a coleta, transferência, transformação,&nbsp; análise e aplicação dos dados obtidos no ambiente agrícola. Dessa maneira, essa revolução&nbsp; digital está moldando uma nova era na agricultura, onde a tecnologia se tornou uma ferramenta&nbsp; vital para enfrentar os desafios e oportunidades desse setor vital da economia. (ANZILIERO et&nbsp; al., 2022, p 11).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução na área da ciência agrícola tem sido marcada por estudos que evidenciam a&nbsp; crescente importância da coleta de dados por meio de diversas tecnologias digitais. Conforme&nbsp; apontado por WOLFERT 2017 (apud ANZILIERO 2022, p 11), essa coleta de dados está se&nbsp; tornando cada vez mais estratégica para os agricultores. O advento da Agricultura 4.0 trouxe&nbsp; consigo uma gama de ferramentas e dispositivos que possibilitam a obtenção de informações&nbsp; precisas e em tempo real sobre diversos aspectos das atividades agrícolas. Sensores de solo,&nbsp; drones, dispositivos de monitoramento climático e outras soluções tecnológicas têm&nbsp; revolucionado a forma como os agricultores tomam decisões e gerenciam suas plantações. Com&nbsp; isso, a coleta e interpretação de dados digitais estão se consolidando como ferramentas&nbsp; indispensáveis para otimizar a produção agrícola, melhorar a qualidade dos produtos e aumentar&nbsp; a eficiência operacional (WOLFERT, 2017 <em>apud </em>ANZILIERO 2022, p 11).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de sistemas inteligentes na agricultura tem se destacado como uma&nbsp; abordagem promissora para otimizar os processos de manejo e controle de plantas daninhas.&nbsp; Esses sistemas têm o potencial de reduzir significativamente os custos associados a essas&nbsp; atividades, ao permitir a identificação e classificação precisa das plantas daninhas. Isso não&nbsp; apenas contribui para a economia de insumos, como também minimiza potenciais impactos&nbsp; negativos ao meio ambiente, já que a aplicação localizada reduz a quantidade de produtos&nbsp; químicos utilizados. Além disso, essa abordagem alinhada à Agricultura 4.0 demonstra o&nbsp; potencial de aliar a tecnologia à sustentabilidade, promovendo práticas agrícolas mais eficientes&nbsp; e responsáveis. (LIU; ABBAS; NOOR, 2021 <em>apud </em>ANZILIERO, 2022, p 43).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação da Internet das Coisas (IoT) na agricultura tem suscitado pontos de vista&nbsp; diversos sobre seus impactos e benefícios. Uma das abordagens considera o potencial da IoT&nbsp; para mitigar o uso excessivo de agrotóxicos, o que poderia beneficiar diretamente a saúde dos&nbsp; trabalhadores agrícolas. De acordo com a World Health Organization (WHO), a intoxicação&nbsp; aguda por agrotóxicos (APP) é uma preocupação global, com significativa morbidade e&nbsp; mortalidade associadas a esse problema (ANZILIERO et al., 2022, p 43).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão é corroborada por MEENA, 2020 (apud ANZILIERO 2022, p 43), que&nbsp; enfatiza os benefícios da redução no uso de agrotóxicos para a saúde do solo. A aplicação&nbsp; excessiva e indiscriminada de agrotóxicos ao longo do tempo pode impactar negativamente a&nbsp; biodiversidade do solo, com efeitos de longo prazo na segurança alimentar e na sustentabilidade&nbsp; agrícola.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um contexto mais amplo, JORGENSEN 2018 (apud AUGUSTO et al., 2022, p 18)&nbsp; destaca que os agricultores com unidades de produção maiores já estão adotando tecnologias da Indústria 4.0 em operações como pulverização e preparação do solo, visando a ganhos&nbsp; econômicos e ambientais. Os dados gerados por essas práticas são compartilhados em&nbsp; ambientes de nuvem, beneficiando a tomada de decisões tanto dentro quanto fora das operações&nbsp; agrícolas (SAIZ-RUBIO; ROVIRA-MÁS, 2020 apud AUGUSTO et al., 2022, p 18). Essa&nbsp; colaboração de dados é um passo importante para aprimorar a gestão e a eficiência na&nbsp; agricultura (AUGUSTO et al., 2022, p 18).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução da Agricultura 4.0 traz consigo uma mudança na mentalidade da gestão&nbsp; das propriedades rurais. Em vez do método convencional, a Agricultura 4.0 busca a integração&nbsp; de práticas sustentáveis e precisas, alimentada por conceitos como IoT, Big Data e Inteligência&nbsp; Artificial, resultando em uma gestão mais eficaz e em tempo real (LIOUTAS et al. 2019 apud&nbsp; TADEU et al., 2021, p 17). Esse movimento também é conhecido como &#8220;Agricultura Digital&#8221;&nbsp; ou &#8220;Agricultura Inteligente&#8221; no Brasil (TADEU et al., 2021, p 17).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios, a adoção da Agricultura 4.0 ainda está em estágio inicial e&nbsp; enfrenta desafios, incluindo a falta de conectividade em áreas rurais remotas. A necessidade de&nbsp; infraestrutura de conectividade é um requisito fundamental para o sucesso dessa transformação&nbsp; (BERNARDOCKI, GUEM, ANDRADE et al., 2023, p 15).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à aplicação prática, pesquisas têm explorado o uso de sensores e&nbsp; tecnologias IoT para melhorar a eficiência na agricultura. Um exemplo é o monitoramento dos&nbsp; níveis de CO2 para detectar a deterioração do milho em armazéns nos EUA, demonstrando a&nbsp; capacidade de coletar e transmitir dados em tempo real (CARVALHO, ANTONIO, et al., 2023,&nbsp; p 3).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do progresso, a pesquisa na área ainda é relativamente recente, com um aumento&nbsp; significativo de publicações a partir de 2017. Essa tendência indica que a Agricultura 4.0 é um&nbsp; campo em crescimento, com uma ampla gama de aplicações e desafios a serem abordados&nbsp; (CORNETO, MARIA, et al., 2020, p 16).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a tecnologia IoT se destaca como uma ferramenta valiosa para otimizar&nbsp; a produção agrícola em todas as suas etapas, contribuindo para a redução do uso de agrotóxicos&nbsp; de forma precisa e econômica (MILKIEWICZ, GONÇALVES et al., 2023, p 22). No entanto,&nbsp; é importante ressaltar que o avanço pleno da Agricultura 4.0 no Brasil requer a superação de&nbsp; desafios tecnológicos e de infraestrutura, garantindo que os benefícios sejam alcançados de&nbsp; maneira sustentável e inclusiva (PALHARES, MIRANDA et al., 2022, p 13).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de práticas tecnológicas como a IoT na agricultura familiar também tem&nbsp; despertado interesse. Embora haja desafios relacionados à durabilidade dos dispositivos e à&nbsp; interconexão de tecnologias, a IoT pode impulsionar a transição para uma agricultura mais&nbsp; inteligente e sustentável, promovendo eficiência e economia de recursos naturais (DAISY, PASSOS et al., 2021, p 13).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a aplicação da IoT na agricultura representa uma revolução em curso, capaz&nbsp; de melhorar a produtividade, reduzir custos e impactos ambientais. No entanto, a infraestrutura&nbsp; de conectividade, o compartilhamento de dados e a capacitação dos agricultores são fatores críticos para o sucesso dessa transformação no agronegócio brasileiro (TIAGO et al., 2021, p&nbsp; 141). A combinação de tecnologia e sustentabilidade emerge como um caminho promissor para&nbsp; enfrentar os desafios do setor, garantindo a segurança alimentar e o desenvolvimento&nbsp; sustentável (CIGAINSKI, DURANTE, DE OLIVEIRA, ARRUDA et al., 2020 p 4 ).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto importante que merece destaque é a caracterização da agricultura familiar&nbsp; e seu relacionamento com a tecnologia. A agricultura familiar é reconhecida como fundamental&nbsp; para a segurança alimentar e nutricional, contribuindo para a variabilidade de culturas e o&nbsp; desenvolvimento sustentável, conforme os preceitos da Declaração Universal dos Direitos&nbsp; Humanos. Embora haja desafios, como a durabilidade dos dispositivos e a interconexão de&nbsp; diferentes tecnologias, a IoT pode transformar a agricultura familiar em um modelo mais&nbsp; inteligente e sustentável, trazendo economia de recursos e reduzindo externalidades negativas&nbsp; (DAISY, PASSOS et al., 2021, p 13).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital também está impactando a forma como a agricultura irrigada é&nbsp; conduzida. Com a aplicação de eletrônica embarcada, especialmente voltada para o manejo da&nbsp; água, a agricultura irrigada pode se beneficiar de soluções de baixo custo, adaptadas às&nbsp; características locais. Isso não apenas aprimora o desempenho das atividades agrícolas, mas&nbsp; também contribui para uma exploração mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos,&nbsp; garantindo a manutenção da umidade do solo e a saúde das plantas (TIAGO et al., 2021, p 141).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a pesquisa acadêmica tem observado a crescente importância da Agricultura&nbsp; 4.0 e suas implicações. A modernização tecnológica no agronegócio brasileiro não só beneficia&nbsp; a produção, mas também impacta positivamente os preços dos alimentos. O aumento da&nbsp; produção agrícola é essencial para atender à demanda mundial crescente por alimentos, e a&nbsp; automação de processos pode ajudar a enfrentar a escassez em diversos países. No entanto, para&nbsp; a adoção plena da Agricultura 4.0, é necessário abordar os desafios tecnológicos e garantir&nbsp; infraestrutura de conectividade em todo o país (PALHARES, MIRANDA et al., 2022, p 8, 13).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclusivamente, a aplicação da IoT e a adoção da Agricultura 4.0 estão redefinindo a&nbsp; forma como a agricultura é conduzida, abrindo caminho para práticas mais sustentáveis,&nbsp; eficientes e conectadas. No entanto, o sucesso dessa transformação requer a superação de&nbsp; desafios tecnológicos, a garantia de infraestrutura adequada e a capacitação dos agricultores,&nbsp; visando a alcançar uma agricultura inteligente, sustentável e inclusiva (TIAGO et al., 2021, p&nbsp; 141; PALHARES, MIRANDA et al., 2022, p 13).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise das aplicações da Internet das Coisas (IoT) na agricultura brasileira destaca sua&nbsp; crescente relevância para o setor. A adoção da IoT ainda está em seus estágios iniciais no Brasil,&nbsp; com um número crescente de publicações nacionais sobre o tema. No entanto, isso não diminui&nbsp; o impacto potencial que a IoT pode ter sobre a agricultura brasileira. A redução do uso de&nbsp; agrotóxicos, conforme mencionado por Anziliero et al. (2022), oferece vantagens significativas&nbsp; para a saúde humana e a biodiversidade do solo, contribuindo para uma agricultura mais&nbsp; sustentável e saudável. Além disso, a automatização e a coleta de dados em tempo real proporcionam maior eficiência na gestão das operações agrícolas, permitindo o uso mais&nbsp; racional dos recursos hídricos e a tomada de decisões mais informadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os desafios não podem ser negligenciados. A falta de conectividade em&nbsp; áreas rurais remotas ainda é uma barreira, como ressaltado por Cabreira et al. (2022),&nbsp; dificultando a implementação efetiva da IoT. A necessidade de mais abordagens acadêmicas&nbsp; sobre a IoT na agricultura brasileira é crucial. Como destacado por Tadeu et al. (2021), as&nbsp; publicações nacionais ainda são limitadas, indicando uma lacuna que precisa ser preenchida.&nbsp; Quanto mais pesquisas e estudos foram conduzidos nesse campo, mais clareza será obtida sobre&nbsp; as melhores práticas, desafios específicos e oportunidades de aprimoramento. Por fim, os&nbsp; trabalhos acadêmicos publicados no Brasil sobre a Internet das Coisas (IoT) na agricultura têm&nbsp;desempenhado um papel significativo ao fornecer informações valiosas e embasamento técnico&nbsp; para auxiliar os agricultores em suas tomadas de decisão.  No decorrer desta revisão sistemática, identificamos e abordamos lacunas significativas no campo da Agricultura e este estudo contribuiu para uma compreensão mais clara e aprofundada do papel da Internet das Coisas (IoT) na transformação da agricultura moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS&nbsp;</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph">MILKIEWICZ, Larissa; GONÇALVES, Oksandro. O PAPEL FUNDAMENTAL DOS &nbsp;AGROTÓXICOS PARA A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS: ESTUDO SOB O OLHAR DA &nbsp;INTERNET DAS COISAS E DE CASS SUNSTEIN. <strong>Novos Estudos Jurídicos</strong>, v. 28, n. 1, p.&nbsp; 17-42, 2023. Acesso em: 28 Julho. 2023</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">        <sup>1</sup>Discente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange <br>e-mail:  BUENO2026@gmail.com <br>         <sup>2</sup>Discente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange<br> e-mail:  carjunior1989@gmail.com <br>         <sup>3</sup>Discente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange <br>e-mail:  cleiberbarbara@gmail.com <br>         <sup>4</sup>Discente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange e-mail:gabrielaraujo.senai@fieg.com.br<br><sup>5</sup>Docente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange<br> e-mail:&nbsp; gabrielaraujo.senai@fieg.com.br <br><sup>6</sup>Coorientador docente do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial da Faculdade Senai Roberto Mange. e-mail: klebersilveira.senai@fieg.com.br </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>QUAIS FORAM AS POSSÍVEIS REPERCUSSÕES NA SAÚDE MENTAL DE FISIOTERAPEUTAS INTENSIVISTAS CAUSADAS PELA ATUAÇÃO NA PANDEMIA DA COVID-19?</title>
		<link>https://revistaft.com.br/quais-foram-as-possiveis-repercussoes-na-saude-mental-de-fisioterapeutas-intensivistas-causadas-pela-atuacao-na-pandemia-da-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 14:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 125/AGO 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=90114</guid>

					<description><![CDATA[WHAT WERE THE POSSIBLE REPERCUSSIONS ON THE MENTAL HEALTH OF INTENSIVE CARE PHYSIOTHERAPISTS CAUSED BY THEIR WORK IN THE COVID-19 PANDEMIC? REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8263544 Lucas dos Anjos Sena1Anderson Brandão dos Santos2&#160;Marcos Vinícius da Conceição Furtado3Ingryd Raiany Silva de Oliveira4Dayane de Souza Teixeira Damasceno5Grace Ane Magalhães Chagas6Lorena Mayara do Amaral7Állef Diego Bonfim de Andrade8 RESUMO Introdução: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>WHAT WERE THE POSSIBLE REPERCUSSIONS ON THE MENTAL HEALTH OF INTENSIVE CARE PHYSIOTHERAPISTS CAUSED BY THEIR WORK IN THE COVID-19 PANDEMIC?</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8263544</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Lucas dos Anjos Sena<sup>1</sup><br>Anderson Brandão dos Santos<sup>2</sup><br>&nbsp;Marcos Vinícius da Conceição Furtado<sup>3</sup><br>Ingryd Raiany Silva de Oliveira<sup>4</sup><br>Dayane de Souza Teixeira Damasceno<sup>5</sup><br>Grace Ane Magalhães Chagas<sup>6</sup><br>Lorena Mayara do Amaral<sup>7</sup><br>Állef Diego Bonfim de Andrade<sup>8</sup><br></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introdução: </strong>Pacientes acometidos pela COVID-19 apresentam comprometimentos multissistêmicos e importantes disfunções funcionais decorrentes da hospitalização, sendo de fundamental importância uma intervenção multiprofissional integrada. Evidências científicas bem fundamentadas indicam que o estresse e a exaustão das equipes de saúde que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) decorrem do ambiente de trabalho desafiador e extremamente exigente. <strong>Objetivo:</strong> Descrever impactos da pandemia na saúde mental de Fisioterapeutas Intensivistas que atuaram na linha de frente da COVID-19. <strong>Métodos:</strong> Foi feita Revisão Integrativa da Literatura (RIL) realizada nas bases de dados PubMed, Scielo e BVS. A pergunta de investigação foi: “(<em>Population</em>) Fisioterapeutas atuantes em UTIS (<em>Intervention</em>) que prestaram serviços como linha de frente na Pandemia da COVID-19 (<em>Outcomes</em>) tiveram impactos na saúde mental?” Os descritores utilizados foram: “((<em>Mental Health </em>OR<em> Emotional Health</em>) AND (<em>Physical Therapy</em> OR <em>Physiotherapy</em>) AND <em>(Intensive Care Unit </em>OR<em> Critical Care)</em> AND (<em>COVID-19</em>))”. Foram inclusos artigos de todos os idiomas dando privilégio aos artigos publicados entre 2020 e 2023. Critérios de exclusão: artigos que não tivessem os termos de pesquisas no título ou nos resumos e artigos sem foco na problemática central do artigo. <strong>Resultados:</strong> Dos 340 artigos encontrados, 11 foram analisados e 5 selecionados para discussão sobre os desfechos na saúde mental de fisioterapeutas intensivistas na pandemia. Os fisioterapeutas de UTIs que trabalharam durante a pandemia da COVID-19 relataram níveis elevados de sofrimento psicológico, incluindo ansiedade, irritabilidade, angústia e insônia. A escassez de recursos tecnológicos nas UTIs, juntamente com as elevadas cargas de trabalho e a falta de equipamentos de proteção individual também contribuíram para o aumento desse sofrimento emocional. <strong>Conclusão: </strong>Atuar como fisioterapeuta intensivista durante a pandemia da COVID-19 produziu vários impactos negativos e bem como repercussões na saúde mental e emocional nesses profissionais. &nbsp;Porém devido as limitações do estudo, sugere-se novas pesquisas para confirmar os atuais achados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Unidade de Terapia Intensiva. Fisioterapia. COVID-19 &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Introduction</strong>: Patients affected by COVID-19 present multisystemic impairments and significant functional dysfunctions resulting from hospitalization, making an integrated multiprofessional intervention of fundamental importance. Well-founded scientific evidence indicates that stress and exhaustion among healthcare teams working in Intensive Care Units (ICUs) stem from the challenging and extremely demanding work environment. <strong>Objective:</strong> To describe the impacts of the pandemic on the mental health of Intensive Care Physiotherapists who worked on the frontlines of COVID-19. <strong>Methods:</strong> An Integrative Literature Review (ILR) was conducted using the PubMed, Scielo, and BVS databases. The research question was: &#8220;(Population) Physiotherapists working in ICUs (Intervention) who provided frontline services during the COVID-19 pandemic (Outcomes) had impacts on mental health?&#8221; The descriptors used were: &#8220;((Mental Health OR Emotional Health) AND (Physical Therapy OR Physiotherapy) AND (Intensive Care Unit OR Critical Care) AND (COVID-19)).&#8221; Articles in all languages were included, with preference given to those published between 2020 and 2023. Exclusion criteria: articles that did not have the search terms in the title or abstracts and articles that did not focus on the central issue of the article. <strong>Results:</strong> Out of the 340 articles found, 11 were analyzed and 5 were selected for discussion on the mental health outcomes of intensive care physiotherapists during the pandemic. ICU physiotherapists who worked during the COVID-19 pandemic reported high levels of psychological distress, including anxiety, irritability, distress, and insomnia. The scarcity of technological resources in ICUs, along with high workloads and a lack of personal protective equipment, also contributed to the increase in this emotional distress. <strong>Conclusion:</strong> Acting as an intensive care physiotherapist during the COVID-19 pandemic produced various negative impacts and repercussions on the mental and emotional health of these professionals. However, due to the limitations of the study, further research is suggested to confirm the current findings.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Intensive Care Unit. Physical Therapy, COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No final de 2019, surgiu um novo coronavírus como a causa de numerosos casos de pneumonia na cidade de Wuhan, na China. Sua propagação ocorreu rapidamente, resultando em uma epidemia em toda a China e posteriormente em um aumento significativo de casos em vários países ao redor do mundo. Em fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a doença causada por esse coronavírus se tornou uma pandemia em andamento, sendo oficialmente denominada de &#8220;COVID-19&#8221; <sup>(1,2)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a declaração da pandemia da COVID resultou na implementação de planos de contingência e exigiu o aumento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender aos pacientes que apresentavam os casos mais graves da doença (3). O fisioterapeuta tem um papel de extrema importância no processo de reabilitação durante a internação na UTI, pois ele focaliza maximizar a funcionalidade, bem-estar e reintegração social de pacientes acometidos pela COVID-19, em que seu papel visa reduzir o tempo elevado de internação desses indivíduos <sup>(4)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem evidências científicas bem fundamentadas que apontam para o fato de que o estresse e o esgotamento das equipes multiprofissionais que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são consequências de um ambiente de trabalho desafiador e de alta pressão <sup>(5)</sup>. Além disso, esses profissionais de saúde na linha de frente da crise são responsáveis pelo cuidado de pacientes críticos acometidos pela COVID-19, o que pode impactar sua saúde mental e ocasionar elevados níveis de estresse e até mesmo transtornos psicológicos <sup>(3,6)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do curso da pandemia, diversos estudos analisaram as consequências do trabalho dos profissionais de linha de frente nas UTIs, uma vez que ficou evidente diariamente que esses profissionais enfrentaram não apenas o esgotamento físico, mas também um impacto significativo em sua saúde mental como um todo <sup>(7)</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a justificativa e relevância desta pesquisa veio diante da necessidade em conhecer mais a fundo quais foram as repercussões causadas aos fisioterapeutas intensivistas durante a pandemia da COVID-19 quando atuantes no atendimento à pacientes de alta complexidade. Diante disso, o seguinte estudo teve como pergunta norteadora: Os fisioterapeutas intensivistas que prestaram serviços como linha de frente na Pandemia da COVID-19 tiveram impactos na saúde mental? Logo, o objetivo da pesquisa foi descrever quais foram os impactos da pandemia da COVID-19 na saúde mental dos fisioterapeutas intensivistas que atuaram na linha de frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a realização desta RIL foi formulada uma questão de partida, de acordo com a estratégia PICO, neste caso específico, PI(C)O <sup>(8)</sup>: “<em>(Population)</em> Fisioterapeutas atuantes em UTIs <em>(Intervention)</em> que prestaram serviços como linha de frente na pandemia da COVID-19 <em>(Outcomes) </em>tiveram impactos na saúde mental?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed, Scielo e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS). Foram utilizados os os seguintes descritores: “((Mental Health OR Emotional Health) AND (Physical Therapy OR Physiotherapy) AND (Intensive Care Unit OR Critical Care) AND (COVID-19))”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A busca dos estudos foi realizada em periódicos disponíveis no período&nbsp; de de 2020 a 2023, incluíram-se os estudos encontrados em todos os idiomas. Foram inclusos estudos do tipo: meta-análises, ensaios clínicos randomizados, revisões integrativas, narrativas e sistemáticas, e relatos de casos publicados e indexados nos referidos bancos de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como critérios de exclusão foram estudos realizados em pacientes com idade inferior a 18 anos, os artigos que não tivessem os termos de busca da pesquisa no título ou nos resumos, estudos que não estivessem com livre acesso e os artigos sem foco na problemática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após aplicado os critérios citados acima e uma leitura flutuante, resultaram-se em 11 artigos, dos quais tiverem uma leitura integral resultado na seleção de 5 artigos, pela apreciação crítica e síntese de conhecimento. Desta forma, estes artigos constituíram substrato para a elaboração da RIL, conforme esquematizado na Figura 1, de acordo com o <em>Prisma Flow Diagram</em>.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:  </strong><em>Prisma Flow Diagram</em></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="461" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-608.png" alt="" class="wp-image-90129" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-608.png 609w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-608-300x227.png 300w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dois revisores utilizaram uma base desenvolvida pelo <em>Joanna Briggs Institute</em> (JBI) (8) para extrair dados de artigos incluídos na RIL. As informações obtidas incluíram os autores, o ano de publicação, o tipo de estudo, os objetivos dos artigos, a avaliação crítica realizada nas pesquisas e os principais resultados que foram relevantes para a questão abordada na nossa RIL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de realizar uma avaliação cuidadosa de cada fonte de evidência, foram empregadas as ferramentas de avaliação crítica fornecidas pelo JBI. Isso assegurou que cada artigo selecionado fosse avaliado quanto à sua confiabilidade, relevância e resultados apresentados nos estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção de artigos para esta pesquisa consiste em cinco publicações que atendem aos critérios de elegibilidade estabelecidos anteriormente. Esses critérios foram definidos para assegurar que esses artigos respondessem adequadamente à questão principal da nossa pesquisa e estes estão listados na tabela 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1: </strong>Distribuição dos estudos com base nos autores, tipo de estudo e objetivos.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Autor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de estudo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Objetivo</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bohórquez-Blanco et al. <sup>(9)</sup></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Revisão Sistemática</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avaliar os efeitos na saúde mental que o COVID-19 teve nos profissionais de saúde, incluindo cuidados de reabilitação, em tempos de pandemia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pollock et al.<sup>(10)</sup><strong></strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Revisão Sistemática &nbsp; &nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Analisar intervenções e identificar fatores que afetam a resiliência e saúde mental dos profissionais de saúde e assistência social durante e após surtos de doenças, epidemias ou pandemias.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Wańkowicz; Szylińska; Rotter.<sup>(11)</sup><strong></strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Estudo observacional transversal</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avaliar os fatores de saúde mental entre os profissionais de saúde, quantificando a gravidade da ansiedade, depressão e distúrbios do sono durante a atual pandemia de SARS-CoV-2, levando em consideração as doenças coexistentes.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dunleavy et al. <sup>(12)</sup><strong></strong> <strong>&nbsp;</strong> <strong>&nbsp;</strong> <strong>&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp; Relato de Experiência&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">descrever como os conceitos de saúde da população podem ser incorporados de forma significativa na formação de Fisioterapeutas durante a pandemia da COVID-19 &nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bennett et al. <sup>(13)</sup><strong></strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Estudo de análise qualitativa de dados&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Obter informações sobre as experiências e preocupações dos trabalhadores da linha de frente do Serviço Nacional de Saúde (NHS) enquanto cuidam de pacientes com COVID-19.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>os autores, (2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa revisão sistema foram incluídos 14 estudos que avaliaram a saúde mental dos profissionais de saúde, incluindo serviços de reabilitação, durante a pandemia. Dos estudos analisados, 4 deles se concentraram exclusivamente nos níveis de ansiedade e estresse em fisioterapeutas que prestam atendimento durante esse período. Os resultados indicaram que a saúde mental dos profissionais de saúde foi comprometida durante a pandemia. No entanto, é importante ressaltar que inicialmente a pesquisa estava voltada apenas para médicos e enfermeiros, destacando a necessidade de incluir também profissionais como fisioterapeutas, que estão diretamente em contato com pacientes com COVID-19 bem como o impacto na atuação e saúde mental destes profissionais (9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma outra revisão sistemática os resultados mostraram uma falta de evidências quantitativas e qualitativas sobre intervenções para apoiar a resiliência e saúde mental dos profissionais de saúde da linha de frente durante surtos de doenças. Foram incluídos 16 estudos que avaliaram intervenções, como treinamento, apoio psicológico e intervenções multifacetadas. Barreiras identificadas incluíram falta de conscientização sobre a necessidade de apoio mental e falta de recursos necessários para as intervenções. Facilitadores incluíram a adaptabilidade das intervenções às necessidades locais, comunicação eficaz e ambientes de aprendizagem positivos (10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em um estudo observacional destacou que os profissionais de saúde que estão em contato direto com pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, em UTIs, têm um risco significativamente maior de apresentar sintomas de ansiedade, depressão e distúrbios do sono em comparação com profissionais de saúde que trabalham em outras áreas. A análise envolveu 441 profissionais de saúde, e os resultados mostraram uma associação estatisticamente significativa entre a exposição aos pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 e a gravidade dos sintomas psicológicos, mesmo após o ajuste para fatores como idade, sexo e doenças coexistentes (11).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num estudo que avaliou a formação de fisioterapeutas durante a pandemia da COVID-19, os principais achados destacam a importância da integração dos princípios de saúde da população no currículo da educação profissional em saúde. A pandemia ressaltou a necessidade de considerar os determinantes sociais e políticos da saúde ao abordar as disparidades e responder a crises de saúde. O estudo propõe três opções para incorporar o conteúdo de saúde da população no currículo de formação de fisioterapeutas, enfatizando a aprendizagem experiencial e a interação com outras profissões de saúde. A inclusão desses conceitos é fundamental para preparar futuros profissionais de saúde para enfrentar desafios e promover a equidade em saúde (12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, em um estudo de análise quantitativa de histórias compartilhadas por 54 profissionais de saúde do NHS em um site anônimo. Os temas comuns identificados incluíam a experiência e a consequência psicológica do trauma, abordando o choque do vírus, o sacrifício e a dedicação da equipe, os danos colaterais que vão desde preocupações com a saúde pessoal até o impacto de longo prazo e o cuidado de pacientes que receberam alta, bem como uma hierarquia de poder e desigualdade no sistema de saúde. A confidencialidade proporcionou um espaço para histórias autênticas e não censuradas, permitindo aprender com essas experiências para melhorar o cuidado ao paciente e reduzir o sofrimento da equipe durante novas ondas da pandemia (13).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo reconhece as limitações inerentes à sua natureza, uma vez que a metodologia de revisão integrativa utilizada na busca da literatura pode apresentar desafios que restringem a abrangência do estudo. No entanto, conseguimos descrever de maneira significativa os resultados em relação à saúde emocional dos fisioterapeutas que trabalharam em UTIs durante a pandemia da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia da COVID-19, os fisioterapeutas que atuaram em UTIs enfrentaram diversos impactos na sua saúde mental, conforme evidenciado nos estudos analisados neste artigo. Esses profissionais relataram sofrimento psicológico significativo, manifestando ansiedades e angústias. Esses resultados ressaltam a importância de intervenções eficazes de proteção e apoio emocional para as equipes de saúde multidisciplinares que atuaram nas UTIs durante a pandemia da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp;WHO. WHO Coronavirus (COVID-19) Dashboard [Internet]. 2021 [citado 22 de março de 2021]. Disponível em: https://covid19.who.int/</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp;BULUT, C.; KATO Y. Epidemiology of covid-19. Turk J Med Sci. 2020;v. 50:563–570.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.&nbsp;Aisa T, Diviney D, Thomas J, Al Qadheeb N, Abdelbaky M, Afify H, et al. Stress level assessment among health care workers involved in the management of critically ill COVID-19 patients. Ir J Med Sci [Internet]. 2022;191(3):1067–73. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s11845-021-02721-0</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.&nbsp;de Biase S, Cook L, Skelton DA, Witham M, ten Hove R. The COVID-19 rehabilitation pandemic. Age Ageing. 2020;49(5):696–700.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.&nbsp;Embriaco N, Papazian L, Kentish-Barnes N, Pochard F, Azoulay E. Burnout syndrome among critical care healthcare workers. Curr Opin Crit Care. 2007;13(5):482–8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6.&nbsp;Cristine F, Barbosa CP. The impact of the COVID-19 pandemic in an intensive care unit (ICU): Psychiatric symptoms in healthcare professionals. 2021;(January).</p>



<p class="wp-block-paragraph">7.&nbsp;Cristine F, Barbosa CP, Aisa T, Diviney D, Thomas J, Al Qadheeb N, et al. Psychological impact of COVID-19 pandemic in Western frontline healthcare professionals. A systematic review. Med Clin (Barc) [Internet]. 2021;95(3):449–58. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s11845-021-02721-0</p>



<p class="wp-block-paragraph">8.&nbsp;Briggs J. Checklist for Systematic Reviews and Research Syntheses. The Joanna Briggs Institute [Internet]. 2017;7. Disponível em: http://joannabriggs.org/research/critical-appraisal-tools.htmlwww.joannabriggs.org%0Awww.joannabriggs.org</p>



<p class="wp-block-paragraph">9.&nbsp;Bohórquez-Blanco S, Allande-Cussó R, Martín-López C, Gómez-Salgado J, García-Iglesias JJ, Fagundo-Rivera J, et al. Effects of the COVID-19 pandemic on the mental health of rehabilitation area professionals: A systematic review. Front Public Health. 2022;10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">10.&nbsp;Pollock A, Campbell P, Cheyne J, Cowie J, Davis B, McCallum J, et al. Interventions to support the resilience and mental health of frontline health and social care professionals during and after a disease outbreak, epidemic or pandemic: a mixed methods systematic review. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2020;2020(11).</p>



<p class="wp-block-paragraph">11.&nbsp;Wańkowicz P, Szylińska A, Rotter I. Assessment of mental health factors among health professionals depending on their contact with covid-19 patients. Int J Environ Res Public Health. 2020;17(16):1–8.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12.&nbsp;Dunleavy K, Mejia-Downs A, Guerrero HG, Wentzell E, Rucker-Bussie VM, Davenport TE, et al. Embedding Population Health in Physical Therapist Professional Education. Phys Ther. 2022;102(1):1–11.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13.&nbsp;Bennett P, Noble S, Johnston S, Jones D, Hunter R. COVID-19 confessions: A qualitative exploration of healthcare workers experiences of working with COVID-19. BMJ Open. 2020;10(12):1–7.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><s><sup>1</sup></s>Graduado em Fisioterapia pela da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Pós-graduado em Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto (UNICOR) e Mestrando em Ciências da Reabilitação e Desempenho Físico Funcional (UFJF), <a href="mailto:fisio.lucassena@gmail.com">fisio.lucassena@gmail.com</a><br><sup>2</sup>Graduado em Fisioterapia pelo Centro Universitário de Maringá (UNICESUMAR), Pós graduado em Docência no Ensino Superior (UNICV) e Mestrando do programa de Pós Graduação Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento (UNESPAR), <a href="mailto:anderson.brandao@grupointegrado.br">anderson.brandao@grupointegrado.br</a><br><sup>3</sup>Graduado em Fisioterapia pelo Centro Universitário do Pará (UNIESAMAZ) Pós graduando na modalidade Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência no Trauma (UEPA), <a href="mailto:viniifurtado97@gmail.com">viniifurtado97</a>@alexandre<br><sup>4</sup>Graduada em Fisioterapia pela Faculdade São Paulo (FSP) e Residência Multiprofissional de Fisioterapia em Unidade de Terapia Intensiva – Hospital Regional de Cacoal (HRC), <a href="mailto:raianyso@hotmail.com">raianyso@hotmail.com</a><br><sup>5</sup>Graduada em Fisioterapia Pelo Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro Oeste (UNIDESC), <a href="mailto:dhayanesouza26@gmail.com">dhayanesouza26@gmail.com</a><br><sup>6</sup>Graduanda em Fisioterapia pela Faculdade Mogiana do Estado de São Paulo (UNIMOGI), <a href="mailto:graceamchagas@gmail.com">graceamchagas</a>@alexandre<br><sup>7</sup>Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Integrado (CEI), <a href="mailto:lorenamayaradoamaral@gmail.com">lorenamayaradoamaral</a>@alexandre<br><sup>8</sup>Graduado em Fisioterapia pela Faculdade São Paulo (FSP), Pós-graduado em Docência do Ensino Superior (UNINTER), Residência Multiprofissional em Fisioterapia em Unidade de Terapia Intensiva (HRC) e Mestre em Fisioterapia Cardiorrespiratória (UDESC), <a href="mailto:allefdiego_bonfim@hotmail.com">allefdiego_bonfim@hotmail.com</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DE UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE LITERATURA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/inclusao-de-estudantes-com-deficiencia-intelectual-uma-analise-atraves-de-uma-revisao-sistematica-de-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Aug 2023 14:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 125/AGO 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=89243</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8249665 Mailson Moreira dos Santos Gama¹Maísa Moreira dos Santos Gama² RESUMO O presente artigo demonstra a importância da inclusão de estudante com deficiência intelectual (DI) na escola. A partir de uma revisão sistemática de literatura compreendeu-se que o aluno com deficiência intelectual apresenta dificuldades em construir o conhecimento e desenvolver aptidões individuais, assim, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8249665</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Mailson Moreira dos Santos Gama¹<br>Maísa Moreira dos Santos Gama²</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-1-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-1-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo demonstra a importância da inclusão de estudante com deficiência intelectual (DI) na escola. A partir de uma revisão sistemática de literatura compreendeu-se que o aluno com deficiência intelectual apresenta dificuldades em construir o conhecimento e desenvolver aptidões individuais, assim, necessitando de estratégias metodológicas inclusivas para potencializar as habilidades e competências destes alunos. Por fim, argumenta-se que é fundamental o envolvimento da gestão escolar, docentes e da rede familiar para garantir e promover a equidade e ensino de qualidade para estudantes com DI nas classes de ensino regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Educação inclusiva. Deficiência intelectual. Inclusão escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article demonstrates the importance of including students with intellectual disabilities (ID) in school. From a systematic literature review, it was understood that students with intellectual disabilities have difficulties in building knowledge and developing individual skills, thus, requiring inclusive methodological strategies to enhance the skills and abilities of these students. Finally, it is argued that the involvement of school management, teachers and the family network is essential to guarantee and promote equity and quality teaching for students with ID in regular education classes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> Inclusive education. Intellectual disability. School inclusion.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escola, enquanto ambiente de formação do cidadão, tornou-se um espaço pautado nas discussões que perpassam o acesso de estudantes com deficiência na sala de aula regulares. No Brasil, inúmeras foram as reformulações de políticas de direitos humanos que garantiram a permanência de pessoas com deficiência na escola e ainda hoje, a modalidade da educação especial apresenta avanços pequenos. Desde da década de noventa, pautada nos princípios da Declaração de Salamanca (1994), a inclusão escolar submergiu na legislação brasileira e impulsionou a criação de leis e políticas públicas com relação à educação inclusiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De tal modo, em 1996, foi criada a Lei n. 9394/96, denominada Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que estabelece as bases da Educação Nacional e dedica-se ao V capítulo referente à Educação Especial. Anos depois, o texto sofreria alteração pelas leis de n. 12796/2013, n. 13234/2015, n. 13632/2018. Em síntese, são leis que tratam especificamente sobre inclusão da pessoa com deficiência e institui a educação especial como modalidade escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-dotação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo será dada ênfase aos estudantes com deficiência intelectual. A partir de uma revisão bibliográfica sistemática objetiva-se demonstrar a importância da inclusão de estudantes com DI, como também apontar alguns aspectos para a inclusão de estudantes em escolas comuns. A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza a deficiência intelectual como um funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através de uma revisão sistemática sistemática, foi possível reunir e analisar de forma organizada os documentos disponíveis sobre a inclusão de alunos com deficiências, bem como identificar as melhores práticas e abordagens para atender às suas necessidades específicas. Essa abordagem baseada em evidências é essencial para embasar a tomada de decisões educacionais, fornecendo informações claras e fundamentadas para educadores, gestores e profissionais da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de inclusão é amplo e polissêmico. Alguns pesquisadores da educação, resumem inclusão como abranger, compreender, inserir, introduzir ou fazer parte (LUFT, 2002).&nbsp;&nbsp; Nesta pesquisa, o conceito de inclusão está pautado na ideia de que é um movimento que pode ser definido como a prática da inclusão de todos independente de seu talento, deficiência, origem socioeconômica ou cultural, em escolas e salas de aula onde as necessidades desses alunos sejam satisfeitas (MANTOAN, 2003). Logo, a inclusão é um fenômeno para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa bibliográfica empregou uma metodologia abrangente e rigorosa para investigar a inclusão de alunos com deficiência intelectual na educação. Segundo Antônio Carlos Gil&nbsp; (2009), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos e a principal vantagem desse tipo de pesquisa reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama maior de fenômenos do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Tais etapas metodológicas se dividem em V etapas principais:</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Organograma das etapas de desenvolvimento desta pesquisa.<br></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="580" height="189" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-302.png" alt="" class="wp-image-89244" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-302.png 580w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/08/image-302-300x98.png 300w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>Elaborado pelos autores</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPA I. Estratégia de Busca:</strong> Para identificar uma ampla gama de estudos relevantes, foi desenvolvida uma estratégia de busca minuciosa. Utilizando múltiplas bases de dados acadêmicos, incluindo a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), o SciELO (Scientific Electronic Library Online) e o Portal de Periódicos da CAPES, explorando diferentes perspectivas e abordagens relacionadas à inclusão de estudantes com deficiência intelectual na educação . A seleção cuidadosa das palavras-chave e termos de busca em cada base de dados foi essencial para otimizar os resultados da busca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPA II. Critérios de Seleção:</strong> A fim de garantir a qualidade e o parentesco dos estudos selecionados, estabelecemos critérios de inclusão. Priorizamos a inclusão de estudos empíricos, controlados em língua portuguesa, publicados entre os anos de 2008 e 2023. Além disso, selecionamos artigos que abordavam diretamente estratégias, práticas pedagógicas, desafios e impactos associados à inclusão de alunos com deficiência intelectual na educação. A delimitação do período de publicação e o foco nos estudos que abordam aspectos específicos da inclusão auxiliam na obtenção de informações atuais e relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPA III. Processo de Seleção:</strong> A seleção dos estudos foi conduzida em duas etapas. Primeiro, realizamos uma triagem inicial dos títulos e resumos dos artigos identificados. Posteriormente, os artigos selecionados foram autorizados a uma leitura completa por dois revisores independentes. Em caso de divergências, uma terceira revisão foi realizada para garantir a objetividade e a qualidade na seleção dos estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPA IV. Análise dos Resultados: </strong>Para compreender as múltiplas dimensões da inclusão de alunos com deficiência intelectual na educação, optamos por uma abordagem analítica conjunta. Utilizamos diferentes modelos de análise, incluindo análise de conteúdo, descritiva, de discurso e documental. Essa abordagem holística permitiu uma compreensão abrangente dos resultados dos estudos selecionados, considerando suas nuances e perspectivas variadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ETAPA V. Interpretação e Redação:</strong> Após a análise e interpretação dos resultados, avançamos para a etapa de redação do artigo. Durante essa fase, integramos as análises realizadas, considerando as aprovadas pelos autores dos estudos. As constatações das etapas anteriores foram cuidadosamente estruturadas para formar uma base sólida do artigo final.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas décadas, o conceito de Deficiência Intelectual tem sido revisitado, principalmente em relação a terminologia, que antes era vista como “retardo mental” as pessoas que apresentavam esta especificidade. De acordo com Machado e Almeida (2010), a mudança do termo para “Deficiência Intelectual” fez com que as pessoas se sentissem mais valorizadas quanto à sua deficiência, tornando-se um termo menos ofensivo. Além disso, a DI não é considerada uma doença ou um transtorno psiquiátrico, e sim um ou mais fatores que causam prejuízo das funções cognitivas que acompanham o desenvolvimento diferente do cérebro (HONORA; FRIZANCO, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao diagnóstico, por profissionais de saúde mental, baseado nos sistemas internacionais de classificação dos níveis de deficiência, é preciso uma avaliação complexa para identificar se a pessoa realmente apresenta esse tipo de deficiência e qual o nível dela (CINTRA, 2021). Entretanto, a grande maioria dos casos de deficiência intelectual não tem suas causas identificadas, mas os casos mais comuns de serem encontrados e identificados estão ligados a fatores genéticos ou adquiridos ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas produções acadêmicas podemos encontrar muitas variações da definição de DI, mas a maioria delas classifica este sinal neurológico em 4 graus de gravidade (leve, moderado, grave e profundo) com base no QI (PEREIRA, 2014). Em sua tese de doutorado, Rodrigo Roncato Pereira define esses 4 graus:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1" start="1">
<li>A DI leve é muitas vezes diagnosticada tardiamente ou nem sequer é diagnosticada, já que na maioria das vezes ela se apresenta de forma não-sindrômica ou associada a elementos dimórficos menores, que passam despercebidos durante uma avaliação médica;</li>



<li>A DI moderada está associada com dificuldades significativas de aprendizagem. Ela se caracteriza pela aquisição de competências simples, permitindo a comunicação social, um certo grau de autossuficiência e uma vida semi-independente. As noções básicas de leitura e escrita são raramente adquiridas;</li>



<li>Já a DI grave é acompanhada por uma completa dependência para a realização das tarefas e ações cotidianas;</li>



<li>Enquanto que a DI profunda é caracterizada por uma redução severa do potencial de comunicação e de mobilidade.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Outra definição pertinente é do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), documento esse, criado pela American Psychiatric Association (APA) para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais. O DSM-5 não classifica a deficiência intelectual em níveis de gravidade com base no quociente de inteligência (QI), mas conforme o funcionamento/comportamento adaptativo, descritas nos domínios conceitual, social e prático, com indicadores do nível de apoio requerido pela pessoa em cada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é que o aluno com deficiência intelectual apresenta dificuldades em construir o conhecimento e também em mostrar suas capacidades. Essas dificuldades são agravadas quando a escola se apresenta em modelo tradicional de ensino onde o aluno somente recebe informações sem interagir e sem ser estimulado. Essas escolas acabam por enfatizar a deficiência inibindo o desenvolvimento da aprendizagem do educando (GOMES <em>et al</em>. 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, o processo de inclusão exige da escola novos recursos de ensino e aprendizagem, concebidos a partir de uma mudança de atitudes dos professores e da própria instituição, reduzindo todo o conservadorismo de suas práticas, em direção de uma educação verdadeiramente interessada em atender às necessidades de todos os alunos (MANTOAN, 1997). Como bem apresenta e assegura a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva<em>,</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O movimento mundial pela inclusão é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola (BRASIL, 2008).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A escola deve promover a equidade, um ensino de qualidade, incluindo o estudante com deficiência nas classes de ensino regular. Nesse processo, o papel do educador e de toda a gestão escolar deverá ser incluir a família no ambiente escolar, pois de nada servirá o educador ser capacitado para desenvolver o aluno com deficiência sem que todos que são externos à escola colaborem com o processo; todos devem estar integrados, trabalhando para garantir a inclusão de sucesso desse aluno, para que ele possa desenvolver suas funções de acordo com suas capacidades e para que haja transformação (FANTACINI; SOBRINHO; SOUSA, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assegurados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o sistema do ensino deve assegurar ao aluno com deficiência currículos, métodos, recursos educativos para atender suas necessidades; professores capacitados para integração do aluno em sala de aula e professores com especialização adequada em nível médio ou superior para atendimento especializado (LDB, 1996). Além disso, quando necessário o estudante deverá frequentar o atendimento educacional especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, para que o aluno com deficiência seja incluído no âmbito escolar, é necessário que algumas reflexões sejam realizadas, tais como: adequações e adaptações em relação ao currículo, sistema de avaliação, participação da família, qualificação da equipe, formação dos professores, além de uma nova visão sobre a deficiência (ALMEIDA, 2018). As adequações curriculares são as estratégias de planejamento inclusivos e atuação docentes, e nesse sentido, são de suma importância para remover as barreiras de aprendizagem (ALMEIDA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à atuação pedagógica voltada para o deficiente intelectual, o professor deverá partir de uma aprendizagem organizada, buscando motivar a aprendizagem e designando atividades nas quais podem ser trabalhadas as relações interpessoais induzindo o aluno com deficiência intelectual a se sentir integrado e apto a comunicar-se com aqueles que o rodeiam. De tal modo, o mesmo estará se tornando autônomo para enfrentar as situações cotidianas. Além de contribuir para que o aluno adquira destreza, desenvolva sua capacidade afetiva, corporal e também sua linguagem (ALMEIDA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promover a aprendizagem e desenvolvimento do aluno com deficiência intelectual, requer um trabalho sistemático acima de diferentes estratégias e adequações de materiais (GALICIANI; CUSTÓDIO; SILVA, 2017). O jogo é uma maneira lúdica de adquirir novos conhecimentos, permite ao estudante participar coletivamente e ativamente de sua aprendizagem, ajuda a desenvolver a comunicação, a expressão, a criatividade e a autonomia. O professor é essencial na mediação das aprendizagens por meio de jogos, pois ele, junto aos alunos com deficiência visual, elaborará regras, estimulará a troca de&nbsp;&nbsp; informações e chegada de conclusões pelos participantes, bem como poderá, desde o início, confeccionar o jogo (BARCELLI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O computador auxiliará o aluno com deficiência intelectual ao propiciar o uso de editores de texto e imagem, da Internet como meio de pesquisa e interação pelas redes sociais, o acesso à informação e comunicação, bem como poderá obter softwares específicos que estimulem a capacidade de criação, descoberta e construção colaborativa do conhecimento. Logo, o computador torna-se uma ferramenta muito eficaz no desenvolvimento de atividades que potencializam a aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual (BARCELLI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um trabalho que tenha uma referência visual marcante (cartazes, murais etc.), com fotos e letras grandes e coloridas, favorecem a aprendizagem de crianças com deficiência intelectual, pois possibilita a visualização imediata, lúdica e chamativa do conhecimento estudado e aprendido, facilitando a compreensão do conteúdo e a memorização(BARCELLI, 2018).É necessário trabalhar, também, o cognitivo pela identificação de objetos preferidos e pessoas próximas por meio de imagens (BARCELLI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor também deve aplicar atividades com objetos de tamanhos, formas, cores diferentes para desenvolver noções de tamanho e permanência; fortalecer a motricidade fina (manusear, sustentar e transferir objetos nas mãos, guardar objetos e classificá-los por meio de recipientes de diversos tamanhos e cores, brincar com objetos de encaixe de diferentes tamanhos e espessuras etc.) e ampla (sentar com e sem apoio das mãos, engatinhar, passar por baixo, por cima, por dentro e por fora de obstáculos, se sustentar em pé e agachar sem auxílio, subir e descer de locais e objetos sem auxílio etc.) (BARCELLI, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, no processo de inclusão se faz necessário diversas metodologias e ações diferenciadas, juntamente à articulação com diferentes áreas de conhecimento que possibilitem a identificação de novos embasamentos científicos referentes ao desenvolvimento humano e de aprendizagem (SOUZA; GOMES, 2015). Como também observar como o aluno reage e age a cada nova atividade; propor trabalhos que desenvolvam as habilidades sociais, de comunicação, cuidados pessoais, autonomia; trabalho em campo pesquisas, atividades com práticas e vivências estimulando o conhecimento e novas ações; dramatização com músicas, teatros e leituras entre outras (APRÍGIO; SILVÉRIO, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, outro aspecto importante no processo de inclusão do aluno com deficiência é a avaliação, pois a partir da análise dos resultados, focando seu desempenho nas diversas áreas curriculares, no processo que utiliza para aprender, se mantém ou generaliza as aprendizagens, poderá ser definido um plano de atuação que possa além de tornar possível sua participação, possibilitar seu desenvolvimento (REIS; ROSS, 2008). O atendimento escolar de alunos com necessidades educacionais especiais na perspectiva da educação inclusiva requer que a avaliação da aprendizagem tenha como princípios básicos e norteadores (REIS; ROSS, 2008),</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">a. a avaliação é um processo compartilhado, a ser desenvolvido, preferencialmente, na escola, envolvendo os professores, coordenador pedagógico, diretor, professor especializado e família. Tem como finalidade conhecer para intervir, de modo preventivo e /ou remediativo, sobre as variáveis identificadas como barreiras para a aprendizagem e a participação social, contribuindo para o desenvolvimento global do aluno e para o aprimoramento das instituições de ensino;<br>b. a avaliação constitui-se em processo contínuo e permanente de análise das variáveis que interferem no processo de ensino e de aprendizagem, objetivando identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos e das condições da escola e da família.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim entendida, uma avaliação inclusiva é caracterizada por agir essencialmente como instrumento regulador dos processos de ensino e de aprendizagem. Quanto ao ensino, uma avaliação inclusiva tem o objetivo de facilitar para o professor, a adoção de decisões fundamentadas de adaptação do ensino, tanto no seu planejamento, quanto no seu desenvolvimento. Em relação à aprendizagem, uma avaliação inclusiva tem como objetivo que os alunos sejam capazes de responder com autonomia e responsabilidade sobre os seus processos de aprendizagem (REIS; ROSS, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel da educação inclusiva é incluir todos com necessidades educacionais específicas nas salas de aulas regulares, ainda que sejam inúmeros os desafios que carecem ser superados. Em relação aos estudantes com Deficiência Intelectual torna-se necessárias adequações curriculares de acordo com suas especificidades e práticas pedagógicas que priorizem a diversidade e a busca de equidade, proporcionando assim, uma educação de qualidade e inclusiva para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta pesquisa oferece reflexões de suma importância no campo da educação, com base nas discussões bibliográficas foi possível construir argumentos que iluminam a discussão acerca da inclusão do estudante com deficiência no ensino regular e apresentou estratégias pedagógicas que promovem e trabalham o potencial do aluno com DI. A partir do diálogo entre a família, escola e rede escolar como um todo é viável a elaboração de ações pedagógicas que valorizem potenciais e aptidões individuais do estudante com deficiência intelectual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, como bem resumiu Silva et al. (2022) o ideal é compreender as dificuldades de aprendizagem do aluno com DI e não o excluir, pensando em alternativas que o levem a participar deste processo educacional. Nesse sentido, a avaliação psicológica e a atuação do profissional psicólogo podem agregar no contexto educacional e inclusivo, pois é uma ferramenta fundamental para ter o conhecimento prévio do aluno, servindo para auxiliar os profissionais a identificar potencialidades e pontos de melhorias no desenvolvimento escolar desses alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALMEIDA, F. A. A inclusão de alunos com deficiência intelectual na rede regular de ensino. Revista Psicologia, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">APRÍGIO, A.; SILVÉRIO, M. O ensino do aluno com deficiência intelectual.&nbsp; R. Eletr. Cient. Inov. Tecnologia Medianeira, v. 8, n. 16, 2017. E – 5091.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARCELLI, J. Desafios e estratégias de ensino para alunos com deficiência intelectual. disponível em: https://fce.edu.br/blog/desafios-e-estrategias-de-ensino-para-alunoscom-deficiencia-intelectual/, acesso em 03 de dezembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Lei 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 1996.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Plano Nacional de Educação. Lei n. 10.172, de 09 de janeiro de 2001. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF, jan. 2008. [Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela portaria n. 555/2007, prorrogada pela portaria n. 948/2007, entregue ao ministro da Educação em 7 de janeiro de 2008].</p>



<p class="wp-block-paragraph">BREITENBACH, F. V., HONNEF, C., &amp; COSTAS, F., F. A. T. (2016). Educação inclusiva: as implicações das traduções e das interpretações da Declaração de Salamanca no Brasil.&nbsp;<em>Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação</em>,&nbsp;<em>24</em>(90), 359-379.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CINTRA, K. J. M.&nbsp; Inclusão do aluno com deficiência intelectual no ensino regular: interação entre professor e aluno. In: LIMA, S. V. et al.&nbsp; Gestão Escolar: desafios e possibilidades. Editora científica digital. P. 12 – 33, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GALICIANI, G. G. CUSTÓDIO, T.P.; SILVA, M.B. Estratégias pedagógicas de intervenções para crianças com deficiência intelectual AEE. Disponível em: https://www.seminariosregionaisanpae.net.br/numero3/1comunicacao/Capitulo05/GabriellaGiovannaGaliciani_E5Com.pdf, acesso em 05 de dezembro de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ed. São Paulo: Atlas, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GOMES, A. L. L. et al. Atendimento Educacional Especializado. Brasília/DF. Editora Cromos – 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HONORA M. FRIZANCO M. L. Esclarecendo as deficiências: aspectos teóricos e práticos para contribuir com uma sociedade inclusiva. Barueri: Ciranda Cultural, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LUFT, C. P. Minidicionário Luft: São Paulo: Ática, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACHADO, A. C.; ALMEIDA, M. A. Parceria no contexto escolar: uma experiência de ensino colaborativo para educação inclusiva. Rev. Psicopedagogo, v. 27, n. 84, p. 344-351, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANTOAN, M. T. E. Ser ou Estar – Eis a questão: Explicando o déficit intelectual. Rio de Janeiro: WVA, 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, R. R. (2014). O Papel da variação do número de cópias genômicas no fenótipo clínico de deficiência intelectual em uma coorte retrospectiva da rede pública de saúde do Estado de Goiás. Tese (Doutorado em Biologia) &#8211; Programa de Pós-graduação em Biologia (ICB) &#8211; Universidade Federal de Goiás, Goiânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REIS, R. L.; ROSS, P. R. A inclusão do aluno com deficiência intelectual no Ensino Regular. Dia-a-dia Educação. Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, D. G. et al. Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual: apontamentos teóricos sobre a inclusão escolar. Trabalho de Conclusão de Curso. Repositório universitário da Ânima (RUNA). p. 1 -21, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOBRINHO, G. A. D.; SOUSA, N. G. FANTACINI, R. A. F.&nbsp; Inclusão escolar de alunos com Deficiência Intelectual.&nbsp; Educação, Batatais, v. 7, n. 2, p. 85-100, jan./jun. 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SOUZA, Marlene Cabral de; GOMES, Claudia. Neurociência e o déficit intelectual: aportes para a ação pedagógica. Revista psicopedagogia, São Paulo, v. 32, n. 97, p. 104-114,2015.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Licenciatura plena em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), especialista em Educação Inclusiva e Especial: Atendimento Educacional Especializado e discente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado da Bahia (PPGH-UNEB), bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia &#8211; FAPESB. E-mail: mailsongama50@gmail.com.<br>²Licenciada em Pedagogia pela Universidade Pitágoras Unopar (UNOPAR), especialista em Neurociência na Educação Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera (UNOPAR) e Educadora Parental pelo Instituto Eduque Bem. Atualmente em formação em Coaching em Inteligência emocional (Mindset Academy). E-mail:maisamoreiradossantosgama@gmail.com.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE GESTANTES ACOMETIDAS POR COVID-19 NA REGIÃO NORTE DO BRASIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-perfil-clinico-epidemiologico-de-gestantes-acometidas-por-covid-19-na-regiao-norte-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jun 2023 15:35:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=84331</guid>

					<description><![CDATA[THE CLINICAL-EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF PREGNANT WOMEN AFFECTED BY COVID-19 IN THE NORTHERN REGION OF BRAZIL REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8071479 Milena Cardoso de Lima; Amanda Monteiro Veloso; Letícia Magalhães da Silva; Maria Dhescyca Ingrid Silva Arruda; Larissa Gomes de Oliveira; Eveline Pinheiro de Souza; Estefany Borges de Sousa; Gilberto Cesar Macedo Cabeça Filho; Gisele Monteiro Viana; Laura [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph"><strong>THE CLINICAL-EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF PREGNANT WOMEN AFFECTED BY COVID-19 IN THE NORTHERN REGION OF BRAZIL</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8071479</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Milena Cardoso de Lima; Amanda Monteiro Veloso; Letícia Magalhães da Silva; Maria Dhescyca Ingrid Silva Arruda; Larissa Gomes de Oliveira; Eveline Pinheiro de Souza; Estefany Borges de Sousa; Gilberto Cesar Macedo Cabeça Filho; Gisele Monteiro Viana; Laura Sousa Marques; Karina de Jesus Cruz do Carmo; Andressa Serrão de Jesus; Kleyton dos Santos Tavares; Monike Karina Macedo Soares; Marcos Jessé Abrahão Silva; Letícia Gomes de Oliveira</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil clínico-epidemiológico das gestantes da Região Norte do Brasil que tiveram a COVID-19 entre março de 2020 e março de 2022. Trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal realizado pelo portal Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, contendo dados públicos sobre Saúde Materno-Infantil das gestantes e puérperas notificados no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe. O Estado do Pará foi o protagonista em número de óbitos por COVID-19 em gestantes. Os sintomas mais comuns foram tosse, febre e dispneia, afetando, principalmente, o terceiro trimestre gestacional. A frequência da doença foi superior em mulheres pardas com ensino médio completo, e a maior taxa de detecção foi na área urbana, sendo o Zanamivir, antiviral do tipo inibidor de neuraminidase, o mais utilizado nos tratamentos. Os dados analisados caracterizam o perfil clínico-epidemiológico das gestantes acometidas por COVID-19 nessa região, e formam um novo panorama de peculiaridades na manifestação da doença para estratégias em saúde visando este público. Nesse sentido, os casos graves e críticos da doença em grupos de risco, como as mulheres grávidas, precisam ser melhor estudados e discutidos, uma vez que implicam em hospitalizações e óbitos materno e neonatal<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>COVID-19. Gravidez. Sistemas de Informação em Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The present study aimed to describe the clinical-epidemiological profile of pregnant women in the North Region of Brazil who had COVID-19 between March 2020 and March 2022. This is a descriptive study with a cross-sectional design carried out by the Observatório Obstétrico Brasileiro portal. Covid-19, containing public data on Maternal and Child Health of pregnant and puerperal women notified in the Influenza Epidemiological Surveillance Information System. The State of Pará was the protagonist in number of deaths by COVID-19 in pregnant women. The most common symptoms were cough, fever and dyspnea, mainly affecting the third trimester of pregnancy. The frequency of the disease was higher in brown women with complete secondary education, and the highest detection rate was in urban areas, with Zanamivir, an antiviral of the neuraminidase inhibitor type, being the most used in treatments. The analyzed data characterize the clinical-epidemiological profile of pregnant women affected by COVID-19 in this region, and form a new panorama of peculiarities in the manifestation of the disease for health strategies aimed at this public. In this sense, severe and critical cases of the disease in risk groups, such as pregnant women, need to be better studied and discussed, since they imply hospitalizations and maternal and neonatal deaths.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords:</strong> COVID-19. Pregnancy. Health Information Systems.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, a sociedade mundial foi atingida por variados episódios de enfermidades causadoras de preocupações, adoecimentos e mortes. Tais fatos puderam ser observados desde os tempos precedentes à época de Cristo, como revelam os estudos de Hipócrates, nos quais estima-se que Egito, Roma e Grécia foram severamente expostos a doenças infectocontagiosas, com destaque ainda para a Índia, cerca de 500 a.C, que apresenta relatos de mortes com sinais e sintomas sugestivos de cólera (SANTOS, 2021).<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;De forma continuada, durante o período medieval, a peste bubônica dominou todo o continente europeu, construindo uma narrativa de intenso óbito e perseguição. Dessa maneira, ambas as doenças supracitadas foram consideradas eventos pandêmicos para a sociedade humana, ou seja, causaram elevada disseminação &#8211; e letalidade- de magnitude global&nbsp; (SANTOS, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, percebe-se que a ocorrência de árduas situações no âmbito da saúde acompanha a humanidade desde os primórdios até a contemporaneidade. Assim sendo, a COVID-19 se constitui como uma doença infecciosa respiratória do trato respiratório inferior, a qual tem como agente etiológico o coronavírus 2 da síndrome respiratória (SOUSA <em>et al., </em>2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, a cidade chinesa de Wuhan &#8211; 2019 &#8211; foi a localidade responsável pelas primeiras notificações de quadros críticos de pneumonia à Organização Mundial da Saúde (OMS), e a expansão de casos para outros países, ocasionou a classificação de pandemia no dia 11 de março de 2020 pela citada organização. Assim, a COVID-19 se estabeleceu como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional &#8211; ESPII -, o qual é o nível de alerta mais elevado pelo Regulamento Sanitário Internacional (MARTINS; OMS, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que tange a um contexto nacional, o primeiro caso confirmado no Brasil ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2020, a partir do retorno da pessoa infectada da região de Lombardia, na Itália e, em menos de 30 dias, todas as Unidades Federativas (UFs) já apresentavam notificações da doença, com destaque para o primeiro óbito ocorrido em 20 de março do mesmo ano (OMS, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às manifestações clínicas mais recorrentes da doença, destacam-se: febre, tosse, fadiga, mialgia, dispneia, cefaleia e ocorrências de diarreia. Apesar de apresentar um quadro clínico muito semelhante a síndromes gripais, a COVID-19 possui maior probabilidade de evoluir para infecções críticas, fazendo-se necessário suporte ventilatório e oxigenoterapia (WANG, 2019; RODRIGUEZ, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, a maioria das pessoas desenvolvem sintomas leves a moderados (55%), seguido por quadros assintomáticos (30%), os quais dispõem de uma baixa taxa de mortalidade. Por outro lado, 10% apresentam sintomas graves e 5% sintomas críticos, com exigência de hospitalização, e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com taxas de óbitos de 15% e 50% &#8211; respectivamente. Vale ressaltar ainda que pessoas com saturação de oxigênio menor que 90% tendem a apresentar maior frequência de dispneia e febre em comparação com os que possuem saturação de oxigênio maior que 90% (WANG, 2019; RODRIGUEZ, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o Ministério da Saúde, de acordo com estudos feitos mundialmente, atentou-se em definir os grupos mais vulneráveis (de risco), ou seja, as pessoas com maior potencial de agravamento do quadro clínico no caso de desenvolvimento da doença. Assim, foi instituído que gestantes e puérperas até 14 dias pós-parto, necessitam de maior cautela e apoio perante a difícil realidade vivida. A gestação humana tem duração de 40 semanas, em média 280 dias, sendo segmentada em três trimestres &#8211; o primeiro de 0 a 13 semanas, o segundo de 14 a 26 e o terceiro de 27 a 40 &#8211; e se configura como um momento de transformações volumosas para a díade mãe-bebê, além de participarem também seu (sua) parceiro(a) e familiares (XAVIER <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse ínterim, torna-se perceptível a necessidade de discorrer sobre a maior taxa de severidade da COVID-19 nas mulheres grávidas no cenário desta pandemia, bem como a relevância em se tratar acerca desse tópico em particular. Assim, o objetivo deste artigo é expor os sintomas mais prevalentes da COVID-19 em gestantes e investigar em qual trimestre gestacional se torna mais atingida pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo, com delineamento transversal, com abordagem quantitativa e variáveis qualitativas, o qual buscou as principais evidências acerca de gestantes infectadas pela COVID-19 a partir de dados públicos consolidados. A partir da transversalidade do estudo foi possível descrever e analisar o fenômeno, buscando relacionar as variáveis do estudo, enquanto com o método epidemiológico foi permitido a investigação da saúde do grupo de interesse e os fatores associados. A justificativa da proposta deste trabalho está em colaborar com a comunidade científica, tal como com a sociedade como um todo, especificamente à população feminina que perpassa pelo período gravídico durante essa crítica conjuntura de saúde (SILVA, 2019; CALDEIRA, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi realizado no Norte do Brasil, integrado pelos estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Em 2020, tal região possuía uma população de 18 milhões de habitantes, sendo o estado do Amazonas com maior área territorial e o estado do Pará com maior população (IBGE, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a primeira etapa do método, a pergunta norteadora foi definida a partir da estratégia de busca PICo [P (população): Gestantes; I (fenômeno de interesse): Sintomatologia; Co (contexto): Covid-19]. Assim, formulou-se a seguinte questão de pesquisa: “Quais sintomatologias são mais prevalentes em gestantes acometidas por COVID-19 na região Norte?”. Esta estratégia foi utilizada em virtude de gerar perguntas baseadas na construção de evidências científicas (FIOCRUZ, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados para a realização da pesquisa foram coletados na plataforma do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), no qual é possível monitorar e analisar dados públicos sobre Saúde Materno-Infantil das gestantes e puérperas notificados no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados ocorreu no dia 28 de março de 2022. A população do estudo foram gestantes acometidas por COVID-19 e o período analisado foi março de 2020 a março de 2022, até a 12° semana epidemiológica. As variáveis foram coletadas na aba “Informações Gerais” da plataforma, no qual foram buscados a “Tabela de Informações Gerais” para os dados epidemiológicos e a “Tabela de Sintomas” para os dados sintomatológicos. Posteriormente, foram aplicados os filtros: Região Norte, diagnóstico de COVID-19: Antígeno, PCR e Sorologia e idade gestacional: 1° ao 3° trimestre.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quesito diagnóstico da doença para este estudo seguiu as recomendações da ANVISA por meio da Resolução 766 de 18 de março de 2020, o qual dispõe sobre os testes diagnósticos para COVID-19. O teste padrão ouro é o RT-PCR que busca detectar RNA do vírus ainda nos primeiros dias de infecção, mesmo sem a presença de sintomas.&nbsp; Existem também os testes sorológicos para a detecção de anticorpos IgA, IgG e IgM, indicado a partir do 8° dia desde o início dos sintomas (RAI <em>et al., </em>2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se levar em consideração que existem outros testes para rastreio da COVID-19, sejam eles moleculares ou sorológicos, como o teste da amplificação isotérmica mediada por loop de transcrição reversa (RT-LAMP) e ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA), mas estes não foram disponibilizados de maneira massiva à população brasileira devido muito provavelmente ao seu custo, relativa eficiência e acurácia, além de necessidade de profissionais devidamente treinados. De modo que foram excluídos da avaliação do presente estudo as categorias de diagnóstico “Outros” e “Casos não-confirmados” (ANTUNES <em>et al., </em>2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerou-se para o estudo como semana epidemiológica segundo convenção internacional as semanas de domingo a sábado. Dessa forma, as variáveis epidemiológicas da exposição coletadas foram: raça, escolaridade, momento gestacional, histórico de viagens, zona de residência, enquanto as variáveis de exposição correspondente a sintomatologia das usuárias foram: febre, tosse, dor de garganta, dispneia, desconforto respiratório, saturação, diarreia, vômito, dor abdominal, fadiga, perda de olfato, perda de paladar. Para a organização da triagem dos dados, foi feita a coleta deles em planilhas do <em>Excel </em>da <em>Microsoft </em>versão 2018, no qual foram criadas tabelas para representação dos resultados e posterior discussão (BRASIL, 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo abordou a metodologia RECORD (Reporting of studies Conducted using Observational Routinely collected health Data), a qual utiliza um check list de 13 itens referentes ao Título, Resumo, Introdução, Método, Resultado, Discussão e outros dados do artigo. Quanto aos aspectos éticos desta pesquisa, não foi necessário a submissão para avaliação em Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) por utilizar dados secundários, sendo amparado juridicamente pela Resolução n° 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) (BENCHIMOL, 2015; BRASIL, 2012; CHEN <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da pandemia. o país enfrentou uma verdadeira crise no setor de saúde e, segundo pesquisadores do Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, tratou-se do “maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil”, perpassando desde mais de 4 mil óbitos diários, no dia 8 de abril de 2021, até a escassez de leitos e oxigênio em hospitais de diversos estados, com destaque para o Amazonas (MOURA <em>et al., </em>2021; BRASIL, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, analisando os resultados obtidos, o total de gestantes na região Norte foram 1329 distribuídas entre os anos 2020 e 2022 até a 12° semana epidemiológica, como representado no Gráfico 1 evidenciou-se que o ano de 2021 obteve o maior número de casos (54% deste quantitativo), seguido por 2022 em 4,2% e 2020 com 4%, segundo dados retirados do OOBr.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 1 : </strong>Casos de gestantes acometidas por COVID-19 na região Norte por ano, Belém, PA, Brasil, 2022.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="440" height="212" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1569.png" alt="" class="wp-image-84334" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1569.png 440w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1569-300x145.png 300w" sizes="(max-width: 440px) 100vw, 440px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte:</strong> Dados do SIVEP-Gripe, 2022.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a sintomatologia apresentada pelas gestantes é possível observar que a tosse (71,3%) foi o sintoma mais recorrente, seguido de febre (63,4%) e dispneia (56,1%), e a dor abdominal (9,2%) foi menos recorrente, conforme é apresentado na Tabela 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1 : </strong>Frequência das manifestações clínicas de gestantes acometidas por covid-19 entre março de 2020 a março de 2022 na região Norte, Belém, PA, Brasil, 2022</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>SINTOMAS</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>FREQUÊNCIA</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">843</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Tosse</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">947</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dor de garganta</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">503</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dispneia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">746</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Desconforto Respiratório</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">694</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Hipóxia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">394</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Diarreia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">158</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vômito</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">176</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dor Abdominal</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">122</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fadiga</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">332</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Perda Olfativa</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">210</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Perda de Paladar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">201</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Fonte: </strong>Dados do SIVEP-Gripe, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na Tabela 2 estão expostas as variáveis epidemiológicas desse grupo populacional encontradas no OOBr COVID-19. Quanto à classificação de cor e raça, a maior incidência consta em grávidas que se autodeclararam da cor parda com 1038, brancas com 120 casos, pretas com 57 casos, indígenas com 56 casos, e amarelas com menor número, apenas 11. No quesito escolaridade, observou-se maior frequência de gestantes acometidas pela doença com escolaridade até o Ensino Médio, seguido do Ensino Fundamental II.&nbsp;Na variável referente ao momento gestacional, sobressai o terceiro trimestre.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2 : </strong>Variáveis epidemiológicas de gestantes acometidas por COVID-19 de março de 2020 a março de 2022 na região Norte. Belém, PA, Brasil, 2022.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="397" height="526" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1570.png" alt="" class="wp-image-84335" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1570.png 397w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1570-226x300.png 226w" sizes="(max-width: 397px) 100vw, 397px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>Dados do SIVEP-Gripe, 2022.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A coleta de dados no OOBr permitiu conhecer a zona de residência das gestantes, da qual destaca-se a zona urbana como mais frequente, enquanto a zona rural e periurbana foram menos identificadas, conforme o Gráfico 2, além de um percentual de 21,4% que precisavam viajar para outro município para receber atendimento.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 2</strong> <strong>: </strong>Zona de residência de precedência das gestantes acometidas por COVID-19 na região Norte. Belém, PA, Brasil, 2022</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="388" height="210" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1571.png" alt="" class="wp-image-84336" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1571.png 388w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1571-300x162.png 300w" sizes="(max-width: 388px) 100vw, 388px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>Dados do SIVEP-Gripe, 2022.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, segundo os dados coletados, o Zanamivir foi o antiviral mais utilizado no tratamento medicamentoso das gestantes infectadas pela COVID-19 na Região Norte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito aos estados da região com maior número de óbitos, destaca-se o Pará, seguido do estado do Amazonas. Já o Acre foi o que menos registrou óbitos maternos por COVID-19, visualizado no Gráfico 3.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Gráfico 3 : </strong>Casos de óbitos por COVID-19 em gestantes por Unidade Federativa da Região Norte de 2020 a 2022 até a 12° semana epidemiológica. Belém, PA, Brasil, 2022.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="274" height="139" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-1572.png" alt="" class="wp-image-84337"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>Dados do SIVEP-Gripe, 2022.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vista de as grávidas pertencerem ao grupo de risco para a doença, percebeu-se a partir de intensas investigações que a infecção se modificou na maneira de acometimento no ciclo gravídico-puerperal, uma vez que, inicialmente, o cerne era direcionado apenas para as gestantes de risco obstétrico, pelo fato de o vírus atingir quanto à frequência e severidade da doença as mulheres grávidas e não grávidas de maneira igual. Porém, a partir de reavaliações, constatou-se que as gestantes possuem uma evolução para quadros moderados e graves mais velozes, indicando uma letalidade de 11,5%, em 2021, naquelas internadas. Seguindo essas proposições, as gestantes expostas ao SARS-CoV-2 apresentam maiores chances de progredirem a pré-eclâmpsia, admissão na UTI, parto prematuro, e maior índice de morbidade neonatal e perinatal grave, além da mortalidade materna e perinatal (BRASIL, 2012; CHEN <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de que se destaca que no início da pandemia, o Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu como caso suspeito pessoas retornando de viagem internacional e/ou contato próximo com caso confirmado ou suspeito de COVID-19 em 14 dias, apresentando febre e pelo menos um sintoma respiratório sugestivo. Ademais, o caso era confirmado a partir de diagnóstico laboratorial-resultado positivo em RT-PCR conforme protocolo Charité- ou clínico epidemiológico em casos de contato próximo com infectado, apresentando febre ou pelo menos um sintoma respiratório em 14 dias. Esses nuances de diagnóstico tornaram a doença em um primeiro momento um grande desafio para a detecção, sobretudo, devido a sua similaridade com síndromes gripais e representa uma limitação para o enquadramento de casos deste estudo (FIOCRUZ, 2021; UNA-SUS, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, em um contexto epidemiológico, muitos países apresentaram duas ou mais ondas da Covid-19, e ainda se fala em novos surtos. No que diz respeito ao Brasil, o segundo pico de casos da doença ocorreu entre novembro de 2020 até meados de abril de 2021, somando um total de 23 semanas epidemiológicas, assim como nos resultados desse estudo. Dessa forma, foram registrados 8.246.530 novos casos na segunda onda, sendo a média semanal de 358.545 e média semanal de óbitos 9.105 na população em geral. Para a realidade materna, o número de óbitos aumentou 2,0 vezes no grupo obstétrico com comorbidades e apenas 1,6 na população não-obstétrica com comorbidade de 2020 a 2021 (OPAS, 2022; RASMUSSEN <em>et al., </em>2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, associa-se os resultados desta pesquisa a outro estudo, no qual os sintomas mais comuns em gestantes também foram: febre e tosse. Eles também descreveram fadiga, dispneia, cefaleia, mialgia, diarreia, náuseas e vômitos em menor proporção. Chenobservou que no terceiro trimestre de gestação, manifestações clínicas como febre, tosse, mialgia, dor de garganta e mal-estar se assemelham aos sintomas de mulheres não grávidas. Além disso, em outra pesquisa, os primeiros sintomas apresentados por mulheres no terceiro trimestre gestacional foram: febre e tosse, seguido de diarreia (CHEN; ZHU, 2019; VEGA <em>et al., </em>2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à questão social, Silva em seu estudo sobre a COVID-19, afirma que a pandemia avançou mais entre as pessoas com baixo nível de escolaridade, pois, em geral, contraiam o vírus por meio do trabalho informal. Por consequência, repercutia diretamente em baixo nível de isolamento social ou na impossibilidade de cumprir a quarentena, assim, adoecendo e infectando pessoas de sua convivência (SILVA, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na variável referente ao momento gestacional, os dados corroboram com o estudo de Rasmussen <em>et al.</em>, no qual predominou a infecção por SARS-CoV-2 no terceiro trimestre. Destaca-se também o trabalho de Vega-Rojas <em>et al.</em>, no qual foi possível identificar a prevalência da idade gestacional entre 33 e 38 semanas, especificamente (VEGA <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associa-se a prevalência do terceiro trimestre gestacional entre as gestantes acometidas por COVID-19 com as modificações do organismo materno nesse período. Em relação ao sistema respiratório, é sabido que este sofre alterações funcionais e hormonais, as quais tornam a gestante menos resistente à hipóxia e mais suscetível a pneumonias virais. Além disso, há alterações anatômicas, que se referem a restrição que o crescimento uterino causa no diafragma, que corroboram para a diminuição da capacidade respiratória, principalmente no último trimestre (CHILIPIO-CHICLLA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relaciona-se a maior prevalência de casos no terceiro trimestre gestacional à restrição de acesso a serviços de saúde, dentre eles, a assistência pré-natal, configurando limitação na identificação de gestantes infectadas, principalmente, no começo da gestação.&nbsp;Ao que se refere a zona de residência, a grande notificação na área urbana se deve ao alto fluxo de pessoas e aglomerações, fato que favorece a contaminação pelo vírus (BRITO<em> et al., </em>2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em consonância com o presente trabalho, no estudo de De Brito <em>et al.</em><em>,</em>a maior parte das gestantes estudadas também eram de zonas urbanas (85,19%). O medicamento mais utilizado segundo os registros avaliados (Zanamivir) é um tipo de inibidor da neuraminidase (NAI), o qual atua como seu próprio nome diz na inibição das proteínas virais, neuraminidases (NAs), encontradas na superfície viral, atuando no bloqueio da reprodução dos vírus por gemulação. Dessa forma, ele age inibindo a liberação do vírus a partir da célula hospedeira e propagação pelo trato respiratório. Este grupo de medicamentos é de uso muito comum na prática clínica para tratamento anti-influenza, sobretudo, as Influenzas A e B (FORMIGA; OROOJALIAN, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que condiz à COVID-19, um estudo sugere que os inibidores da neuraminidase podem servir como intervenções direcionadas ao hospedeiro para atenuar a disfunção dos neutrófilos, já que uma das características imunológicas durante o quadro clínico infeccioso de SARS-CoV-2 é o aumento do nível de neutrófilos por linfócitos, além de formação de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs), que exacerbam o processo inflamatório, através da situação de NETose (ZHANG <em>et al., </em>2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que esse tipo de droga (principalmente, Oseltamivir, conhecido popularmente como Tamiflur) tem sido estudada em ensaios clínicos ainda em andamento para o combate do SARS-CoV-2. Além disso, o peramivir, outro fármaco da mesma classe, foi detectado em estudo de Zhang por ter impacto direto na diminuição da liberação de citocinas pró-inflamatórias de mau prognóstico (no fenômeno de tempestade de citocinas desencadeado pela doença em pacientes graves), podendo assim ser um agente candidato para a COVID-19 e outras doenças relacionadas com a Síndrome da Tempestade de Citocinas (FORMIGA <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso dessas drogas com frequência por pacientes com COVID-19, como foi demonstrado neste estudo para as grávidas na Região Norte para Zanamivir possivelmente se deve à semelhança dos sintomas da doença em destaque com síndromes gripais e o posterior diagnóstico dela, falta de informação sobre a doença ou atendimento profissional para melhoria da apresentação clínica do paciente. Deve-se levar em conta que atualmente, apesar de existir uma gama de opções terapêuticas para a doença e esse tipo de medicamento estar em investigação para este fim, não existem tratamentos específicos definidos para a COVID-19 (CASCELLA <em>et al., </em>2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, segundo Scheler, na segunda onda da Covid-19, em 2021, houve um aumento expressivo de mortalidade materna em todos os estados brasileiros, sendo mais acentuado na região Norte, especialmente, nos estados do Amazonas e Roraima. O devido estudo do autor associa a alta mortalidade no estado do Amazonas, ao colapso de saúde na cidade Manaus, devido a intensidade da pandemia graças ao surgimento de uma variante do vírus mais transmissível nessa localidade (SCHELER <em>et al., </em>2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nível nacional, a região Norte e Nordeste obtiveram maiores números de óbitos em decorrência da fragilidade na assistência prestada pelas equipes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A assistência nos Estados que não apresentam bom desenvolvimento repercutiu de forma negativa nos desfechos de diversos casos clínicos. Em virtude da falta de insumos, ausência de suporte de oxigênio para pacientes graves e a não adesão aos métodos farmacológicos para minimização das repercussões clínicas da COVID-19 ao paciente (GRASSELLI <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Lim, as altas taxas de mortalidade entre as gestantes está associado à falta de infraestrutura nas maternidades, destacando as que possuem vínculo com o Sistema Único de Saúde (SUS). Evidencia-se a presença de negligência por parte dos profissionais durante este período, dificultando o repasse de informações acerca dos cuidados para evitar a contaminação pelo SARS-CoV-2 e consequentemente prevenir complicações graves durante o período gestacional (DASHRAATH <em>et al., </em>2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contribuições deste presente estudo retratam conhecimentos sobre as peculiaridades da manifestação da COVID-19 nessa população de mulheres e incentiva novas pesquisas para o aprofundamento da temática. Dessa forma, novos estudos dos tipos ensaios clínicos, estudos de coorte, caso-controle, transversais, ecológicos, experimentais, relatos e séries de caso podem agir direcionados nas lacunas deste. No que tange as limitações, entende-se que na atualidade novas avaliações sobre o panorama estudado podem terem sido desenvolvidos, logo é um cenário passível de alterações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>A gravidez confere às mulheres alterações anatômicas e fisiológicas que interferem na funcionalidade de alguns sistemas do organismo, como é o caso do sistema respiratório, o principal afetado pelo vírus SARS-CoV-2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é um país continental, possuindo uma população heterogênea, os quais apresentam diferentes estados de saúde, atividades laborais, condições socioeconômicas diferentes e, foram expostas ao vírus de maneiras distintas. Diante disso, alguns aspectos foram evidenciados na presente pesquisa, na qual ressalta o Estado do Pará como protagonista em número de óbitos por COVID-19 em gestantes em relação à região Norte. Os sintomas mais apresentados foram tosse, febre e dispneia, afetando principalmente o terceiro trimestre gestacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infecção pelo novo coronavírus manifesta, principalmente, quadros leves a moderados, no entanto, os casos graves e críticos em grupos de risco, como as mulheres grávidas precisam ser mais bem estudados e discutidos, uma vez que implicam em hospitalização e óbito. No Brasil, a pandemia causada pelo SARS-CoV-2 encontrou um cenário despreparado, implicando em elevadas taxas de mortalidade e escassez de materiais hospitalares, especialmente nas maternidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ANTUNES JLF, Cardoso MRA. Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiol Serv Saúde. setembro de 2015;24:565–76. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/ress/a/zzG7bfRbP7xSmqgWX7FfGZL/?format=pdf&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/ress/a/zzG7bfRbP7xSmqgWX7FfGZL/?format=pdf&amp;lang=pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>BENCHIMOL EI, Smeeth L, Guttmann A, Harron K, Moher D, Petersen I, et al.&nbsp;(2015) O relato de estudos conduzidos usando a Declaração Observacional de Dados de Saúde coletados rotineiramente (RECORD). PLoS Med 12(10): e1001885. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pmed.1001885">https://doi.org/10.1371/journal.pmed.1001885</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>BRASIL, Saúde CN de. Resolução n<sup>o</sup> 510/2016–Dispõe sobre a pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. Brasília: Ministério da Saúde Brasília, DF; 2016. Disponível em: <a href="https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf">https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>BRASIL, Saúde M da, Saúde CN de. Resolução n. 466/2012, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras sobre pesquisas envolvendo seres humanos. Em CNS Brasília; 2012. Disponível em: <a href="https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf">https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>BRASIL. Boletim Epidemiológico N<sup>o</sup> 109 &#8211; Boletim COE Coronavírus — Português (Brasil) [Internet]. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública/Doença pelo coronavírus 2019: Ministério da Saúde; 2022 [citado 19 de maio de 2022]. (Boletim Epidemiológico 109 –COE COVID-26 de abril de 2022). Disponível em: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/boletins-epidemiologicos/covid-19/2022/boletim-epidemiologico-no-109-boletim-coe-coronavirus.pdf/view">https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/boletins-epidemiologicos/covid-19/2022/boletim-epidemiologico-no-109-boletim-coe-coronavirus.pdf/view</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a></a>CASCELLA M, Rajnik M, Aleem A, Dulebohn SC, Di Napoli R. Features, Evaluation, and Treatment of Coronavirus (COVID-19). Em: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2022 [citado 20 de maio de 2022]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554776/</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a></a>FORMIGA RO, Amaral FC, Souza CF, Mendes DAGB, Wanderley CWS, Lorenzini CB, et al. Neuraminidase inhibitors rewire neutrophil function in vivo in murine sepsis and ex vivo in COVID-19. bioRxiv. 20 de maio de 2021;2020.11.12.379115. Disponível em: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7668734/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7668734/</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><a></a>VEGA ROJAS D, Carreño Manríquez L, Díaz Echeverría C. Perinatal Prognosis in third trimester pregnant women recovered from COVID-19 infection. Rev chil obstet ginecol(En línea). 2020;S23–7. Disponível em: <a href="https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0717-75262020000700005">https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0717-75262020000700005</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>XAVIER AR, Silva JS, Almeida JPCL, Conceição JFF, Lacerda GS, Kanaan S. COVID-19: clinical and laboratory manifestations in novel coronavirus infection. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial [Internet]. 2020 [citado 6 de setembro de 2022]; Disponível em: <a href="http://www.gnresearch.org/doi/10.5935/1676-2444.20200049">http://www.gnresearch.org/doi/10.5935/1676-2444.20200049</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>XU X, Yu C, Qu J, Zhang L, Jiang S, Huang D, et al. Imaging and clinical features of patients with 2019 novel coronavírus SARS-CoV-2. European journal of nuclear medicine and molecular imaging. 2020;47(5):1275–80. Disponível em: <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00259-020-04735-9">https://link.springer.com/article/10.1007/s00259-020-04735-9</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>ZHANG CX, Tu Y, Sun XC, Chen DG, Zhang WN, Zhuang CL, et al. Peramivir, an Anti-Influenza Virus Drug, Exhibits Potential Anti-Cytokine Storm Effects. Front Immunol. 28 de fevereiro de 2022;13:856327–856327. Disponível em: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8918788/">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8918788/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>ZHU N, Zhang D, Wang W, Li X, Yang B, Song J, et al. A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China, 2019. N Engl J Med. 2020/01/24 ed 20 de fevereiro de 2020;382(8):727–33. Disponível em: <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa2001017">https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa2001017</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>WANG Z, Yang B, Li Q, Wen L, Zhang R. Clinical Features of 69 Cases with Coronavirus Disease 2019 in Wuhan, China. Clin Infect Dis. 16 de março de 2020;71. Disponível em: <a href="https://academic.oup.com/cid/article/71/15/769/5807944?login=false">https://academic.oup.com/cid/article/71/15/769/5807944?login=false</a></p>



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		<title>O INQUÉRITO POLICIAL Á LUZ DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO</title>
		<link>https://revistaft.com.br/o-inquerito-policial-a-luz-do-estado-democratico-de-direito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 12:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Jurídicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8070252 Luiz Davi de Souza Fontes¹Professor Me. Luís Gonzaga da Silva Neto² RESUMO Este trabalho tem como objetivo analisar o caráter inquisitivo do inquérito policial em relação às garantias do exercício da advocacia e aos crimes de abuso de autoridade. São examinados aspectos como a presença do advogado no interrogatório, o acesso aos [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8070252</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Luiz Davi de Souza Fontes¹<br>Professor Me. Luís Gonzaga da Silva Neto²</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho tem como objetivo analisar o caráter inquisitivo do inquérito policial em relação às garantias do exercício da advocacia e aos crimes de abuso de autoridade. São examinados aspectos como a presença do advogado no interrogatório, o acesso aos autos do inquérito e os limites do sigilo na investigação. No contexto de um sistema acusatório e de respeito aos direitos fundamentais, o papel do advogado é fundamental na defesa do indiciado, atuando como uma força contrária ao Estado acusador. A legislação referente aos crimes de abuso de autoridade estabelece punições para aqueles que, sem justa causa, impedem a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado, destacando a importância da presença do defensor. Embora o inquérito policial possua características inquisitivas, é importante ressaltar que o Estado Democrático de Direito estabelece limites e garantias que assegurem o respeito aos direitos do investigado. O amplo acesso do advogado aos elementos de prova documentados durante a investigação, assim como o direito de examinar autos e tomar anotações, permite a concretização do contraditório e influência nas diligências, evitando abusos e constrangimentos. O método de pesquisa adotado é principalmente bibliográfico, com uma abordagem analítica. As reflexões são embasadas nos ensinamentos de renomados autores, como Noberto Avena, Marta Cristina Cury Saad Gimenes, Aury Lopes Júnior e Luís Gonzaga da Silva Neto. Essas referências contribuem para uma análise aprofundada sobre o tema proposto, proporcionando uma compreensão mais ampla do caráter inquisitivo do inquérito policial e sua relação com as garantias do exercício da advocacia e os crimes de abuso de autoridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras chave:</strong> Inquérito. Advocacia. Crimes. Constrangimento</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This work aims to analyze the inquisitorial nature of the police inquiry concerning the guarantees of legal practice and crimes of abuse of authority. Aspects such as the presence of the lawyer during the interrogation, access to the inquiry records, and the limits of confidentiality in the investigation are examined. In the context of an accusatory system and respect for fundamental rights, the role of the lawyer is crucial in defending the accused, acting as a counterforce to the accusing State. Legislation regarding abuse of authority establishes penalties for those who unjustifiably hinder the personal and confidential interview between the prisoner and their lawyer, emphasizing the importance of the defender&#8217;s presence. Although the police inquiry has inquisitorial features, it is important to highlight that the Democratic Rule of Law sets limits and guarantees to ensure respect for the rights of the investigated. The extensive access of the lawyer to documented evidence during the investigation, as well as the right to examine records and make annotations, allows for the realization of adversarial proceedings and influences the investigations, preventing abuses and constraints. The research method adopted is primarily bibliographical, with an analytical approach. The reflections are based on the teachings of renowned authors such as Roberto Avena, Marta Cristina Cury Saad Gimenes, Aury Lopes Júnior, and Luís Gonzaga da Silva Neto. These references contribute to an in-depth analysis of the inquisitorial nature of the police inquiry and its relationship with the guarantees of legal practice and crimes of abuse of authority.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Inquiry. Legal practice. Crimes. Coercion.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão acerca do caráter inquisitivo do inquérito policial tem sido objeto de debates no contexto jurídico, levantando questionamentos sobre a razão do sigilo existente nas investigações e a limitação da intervenção defensiva, em comparação com o processo criminal. Além disso, alguns argumentam que a discricionariedade da autoridade responsável pela condução do inquérito é supervalorizada em detrimento da participação das demais instituições e da fase subsequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses pontos de vista divergentes têm sido objeto de análise e reflexão, a fim de compreender se o inquérito policial, em sua estrutura atual, pode ser considerado verdadeiramente inquisitivo. Seria o sigilo um fator determinante que sustenta tal argumento? Seria a intervenção defensiva limitada em comparação com o processo criminal? Ou estaria a discricionariedade da autoridade presidindo o inquérito sobrevalorizada, em detrimento de outras instituições e da próxima fase processual?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante considerar que o inquérito policial desempenha um papel fundamental na busca pela verdade material e na coleta de elementos probatórios que subsidiarão a eventual ação penal. No entanto, o embate entre a busca pela verdade e a proteção dos direitos fundamentais do investigado tem gerado controvérsias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste trabalho, buscamos analisar criticamente esses diferentes pontos de vista, a fim de compreender se o inquérito policial pode ser classificado como inquisitivo. Para isso, exploraremos os fundamentos do sigilo nas investigações e sua relação com as garantias defensivas, bem como a discricionariedade da autoridade responsável e sua influência no processo investigativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio dessa análise, poderemos obter uma visão mais abrangente e contextualizada do inquérito policial, levando em consideração tanto as necessidades investigativas quanto os direitos e garantias individuais. Dessa forma, contribuímos para um debate mais esclarecido e embasado sobre a natureza e a eficácia do inquérito policial no sistema de justiça criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O capítulo 1 trata da investigação preliminar e do inquérito policial, destacando sua função como filtro das informações e evidências coletadas durante a fase de investigação preliminar. Será discutida também a importância da imparcialidade nas investigações, garantindo que a busca pela verdade material seja conduzida de forma imparcial e sem influências indevidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos subcapítulos, será explorada a instauração do inquérito policial, abordando diferentes formas de sua abertura, como instauração de ofício pela autoridade policial, requisição do Ministério Público, representação da vítima, denúncia anônima e requisição de autoridade judiciária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O subcapítulo, trará uma visão moderna sobre o inquérito policial, destacando as transformações ocorridas nas últimas décadas em relação a esse procedimento investigativo. Serão discutidos princípios como imparcialidade do juiz, contraditório, igualdade de armas, direitos humanos e garantias individuais. Questões como participação da defesa, transparência, publicidade e desformalização do inquérito policial também serão abordadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adiante serão abordos temas como o procedimento administrativo, procedimento indispensável e procedimento inquisitivo. O capítulo sobre procedimento administrativo explora a atuação das autoridades administrativas nas investigações preliminares, pautada pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. O capítulo sobre procedimento indispensável discutirá as etapas e diligências obrigatórias no inquérito policial para o esclarecimento dos fatos e a formação de provas. Já o capítulo sobre procedimento inquisitivo tratará das características desse procedimento, suas críticas e as perspectivas modernas para superar suas deficiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, no terceiro capítulo, serão abordados os seguintes temas: a função filtro do inquérito policial e a importância da imparcialidade nas investigações; a atuação da defesa no inquérito policial, destacando a participação do advogado desde as etapas iniciais da investigação; e o sigilo na investigação e o acesso do advogado aos autos do inquérito policial, explorando a importância do sigilo como mecanismo de proteção das investigações, mas também ressaltando a necessidade de equilíbrio para evitar abusos. Será discutido o direito do advogado de acessar os autos do inquérito policial, visando exercer plenamente sua função de defesa e garantir a ampla defesa e o contraditório. A conciliação do sigilo necessário com a transparência e a necessidade de controle e supervisão das atividades investigativas também será explorada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão desses temas é essencial para entender o papel do inquérito policial na fase processual, bem como para garantir o respeito aos direitos e garantias individuais dos envolvidos no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR E I INQUÉRITO POLICIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Constantemente nas cidades brasileiras, diversas pessoas vão às Delegacias motivadas a informar sobre uma possível infração penal que tenha acontecido, ou ainda é possível que o delinquente seja surpreendido na hipótese de flagrante delito, e seja conduzido coercitivamente. Uma consequência natural que decorre da prática de uma infração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, nos diversos crimes que ocorrem, em um primeiro momento, não é possível identificar quem é o autor, quem são as vítimas, qual tipificação da conduta cometida, e qual é a gravidade oriunda desse delito para a sociedade. Por essa razão, é necessário que as informações passem por uma prévia e cautelosa apreciação, na qual leva tempo, atenção e paciência para que sejam tomadas as devidas providências legais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, esse período de prévia averiguação de todas as dúvidas que surgem a partir de um aparente fato típico é concebido como investigação preliminar. Sendo ela, o conjunto de diligências anteriores e necessárias a ação penal, realizada por autoridade legitimada, com vistas a identificar a materialidade, autoria e circunstâncias atinentes à conduta. No qual, podem ser utilizadas não somente para subsidiar o ingresso no exercício da ação penal, mas também busca evitar um processo judicial injustificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da investigação preliminar existem várias espécies que a lei estabelece para que sejam utilizadas como forma de apuração dos fatos, variando conforme o órgão que esteja incumbido com a competência investigatória e a natureza da infração. Há por exemplo: as investigações do Poder legislativo por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), as investigações do Ministério Público por meio do Procedimento de Investigação Criminal (PIC), as investigações realizadas pelo COAF, as Sindicâncias, o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o Inquérito Policial e etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa linha, o trabalho ocupou-se na análise do último e principal meio mais utilizado na federação brasileira para combater os ilícitos, o Inquérito Policial. Que surgiu a primeira vez com essa nomenclatura na Lei n° 2.033/1871, regulamentada pelo Decreto n° 4.824/1871, em seu art. 42 que traz o seguinte conceito: “O inquérito policial consiste em todas as diligências necessárias para o descobrimento dos fatos criminosos, de suas circunstâncias e dos seus autores e cúmplices, devendo ser reduzido a instrumento escrito”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É no Código de Processo Penal, em seu título II, que definimos quem pode presidir o inquérito, como funciona sua instauração, quais limitações recebe e suas características. Nesse sentido, o art. 4°, caput, do CPP, define a Polícia Judiciária como protagonista da função de apurar as infrações penais e sua autoria. E conforme o art. 144, §§ 1° e 4° da CF, essa função de Polícia Judiciária compete à Polícia Federal e a Polícia Civil. Daí extraímos a primeira característica que é a Oficialidade, cujo entendimento é sempre realizado por órgão previamente competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse exercício, o Delegado de Polícia é quem preside toda a movimentação que será realizada (art. 2°, §1°, da Lei 12.830/13), cabendo a ele resguardar as garantias e fazer com que seja cumprida a lei da melhor forma. Nas Palavras de Luís Gonzaga da Silva Neto (2022, p. 299)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">(&#8230;) Logo, a observância da legalidade e da ética é de suma importância para o atuar da Polícia Judiciária, pois o sistema constitucional democrático brasileiro não mais admite condutas arbitrárias ou mesmo ausente de respaldo legal, perpetradas por aqueles que agem em nome do Estado, tendo este a obrigação de tutelar a ordem pública por meio de mecanismos que respeitem os direitos individuais dos cidadãos e sejam limitados pela incidência irradiante do princípio da dignidade da pessoa humana, pedra-mestra do atual ordenamento jurídico pátrio.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Sem sombra de dúvida a noção complementar do professor a respeito da atuação do Delegado na investigação preliminar está o mais alinhada possível com o cenário do Estado Democrático de Direito. No âmbito da persecução penal, Celso de Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do habeas Corpus 84.568/SP, falou uma excelente frase que resume tudo: “O Delegado de Polícia é o primeiro garantidor da legalidade e da justiça”. Assim, antes do poder punitivo ser exercido, o agente público à frente dos trabalhos, deve ter claro no seu intelecto o seu papel para a sociedade e principalmente para o cidadão investigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por essa razão que no momento da instauração do inquérito policial a autoridade deve ter dentro da sua discricionariedade a responsabilidade na escolha de dar ou não início no ato, pois, consoante o art. 17 do CPP uma vez iniciado ele torna-se indisponível, não sendo possível o seu arquivamento pelo próprio Delegado. Desse modo, somente o Ministério Público tem o poder de arquivar o procedimento, dada sua complexidade e seriedade. Assim, sempre que possível a autoridade poderá antes da instauração do Inquérito utilizar da Verificação Preliminar de Informação (VPI), cujo objetivo é de examinar a procedência da notícia crime e a viabilidade ou não do seu prosseguimento em futura investigação preliminar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1 &nbsp;Formas de instauração do Inquérito Policial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A respeito da instauração do inquérito policial, é necessário destacar as possibilidades que podem ocorrer a depender da espécie de ação penal da respectiva infração cometida. O art. 100 do Código Penal apresenta o conceito de dois tipos de ação penal e como serão promovidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação penal pública é promovida pelo Ministério Público por meio de denúncia e será incondicionada (quando não depender da vontade da vítima para iniciar) ou condicionada (quando exige-se a representação da vítima ou requisição do Ministro da Justiça como condição de procedibilidade). A ação penal privada por sua vez é promovida pelo ofendido ou quem tenha qualidade de representá-lo por meio de queixa-crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, o art. 5° do CPP é quem vai definir as possibilidades apresentadas para o início do inquérito pela autoridade policial. No primeiro caso, após tomar conhecimento de um crime que seja de ação penal pública incondicionada, a autoridade é lícito instaurar o inquérito de ofício (inciso I), podendo ser por meio de uma peça chamada portaria ou auto de prisão em flagrante. Na segunda situação, a instauração pode ser através de requisição do Juiz ou do Ministério Público (inciso II), que consiste em ato obrigatório, pois vincula a iniciativa. Todavia, o requerimento do ofendido nesse mesmo inciso não é condição obrigatória para sua instauração. Uma terceira possibilidade é nos casos de delação por qualquer pessoa do povo (§3°), na qual fica a critério do Delegado em instaurar ou não, após verificar as procedências das informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos crimes de ação penal condicionada (§4°), a instauração do inquérito depende da representação do ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo. E aqui, diferentemente da requisição do inciso II, a representação não tem o condão vinculante na instauração do inquérito, podendo assim o Delegado proferir despacho denegatório. E para esse despacho que indeferir caberá recurso ao chefe de polícia na forma do §2º do respectivo artigo. Nessas mesmas ações pode haver o início por requisição do Ministro da Justiça, ato esse que obriga a instauração da investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma última modalidade de instauração do Inquérito é nos crimes de ação penal privada, na qual depende necessariamente como condição de procedibilidade, o requerimento do ofendido ou seu representante legal, na forma do art. 5°, § 5° do CPP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2 &nbsp;Visão Moderna sobre o Inquérito Policial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradicionalmente no modelo brasileiro o conceito difundido e aceito no meio acadêmico e jurídico é de o inquérito policial sendo um procedimento administrativo, dispensável, inquisitório, preparatório da fase processual, e que visa elucidar informações básicas que componha a estrutura da opinião delitiva do titular da ação criminal para seu ingresso. Porém, sob o ponto de vista do Estado Democrático de Direito, tal posicionamento pode realmente estar correto? Quais incongruências é possível indicar a partir do aspecto moderno?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando sob o enfoque constitucional com princípios e valores democráticos que englobam todo o arcabouço jurídico, muitos pensadores vem implementando uma releitura e novos questionamentos acerca da dogmática primitiva superficial que se tem consolidado a respeito do inquérito. Não rara às vezes os materiais produzidos em matéria processual penal são escritos por promotores de justiça, advogados e juízes de direito, que inevitavelmente a depender do escritor possui um certo viés tendente a valorizar mais um tópico em detrimento de outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, passaremos a analisar características que vêm sendo reformuladas a respeito deste instituto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1 Procedimento Administrativo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto dessa nova vertente diz respeito a natureza jurídica, o conceito convencional classifica o inquérito como um procedimento administrativo, pois a sua&nbsp;realização é presidida por uma autoridade administrativa, em sede de órgão vinculado ao poder executivo (não o judiciário), não tendo partes nem contraditório como no processo, não se convertendo assim em uma sanção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os contemporâneos acreditam ser possível classificá-lo como processo administrativo sui generis, dentro do contexto da teoria da processualização dos procedimentos, segundo o qual defende-se a possibilidade de aplicação dos princípios do devido processo legal na investigação preliminar. O termo processo aqui não seria somente o exclusivo do direito processual, mas sim um gênero incomum do processo dentro do âmbito administrativo. Além do mais,&nbsp;apesar de não ter aplicação de sanção nesse momento, haveria atos coercitivos de decisão do Delegado de Polícia que afetaria diretamente os direitos fundamentais do cidadão investigado, como por exemplo: prisão em flagrante, liberdade provisória com fiança, indiciamento e apreensão de bens e etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa linha, mesmo que a autoridade policial não seja vinculada ao judiciário, é alguém que exerce atividade de natureza jurídica (art. 2° da lei 12.830/2013) e a lei o legitimou expressamente e de maneira prévia a esse dever. Pois, em respeito ao princípio do investigador natural (pouco abordado na doutrina), ninguém poderia ser submetido a investigação de autoridade que antes não tenha sido selecionado pela lei para tal competência. Assim sua atuação só pode ocorrer nos limites de sua circunscrição, e esta será definida pelo local em que se consumou o fato ou em razão da natureza da infração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2 Procedimento Dispensável</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à dispensabilidade do inquérito para a fase processual, a nova corrente em sentido divergente argumenta que ele é um mecanismo indispensável. Levando em consideração que na atuação prática, a maioria das ações sobrevém mais do inquérito do que de outros elementos de informação, ou seja, esse se apresenta na realidade como uma verdadeira semente da totalidade dos litígios processuais criminais. A irrelevância às vezes apresentada dentro do Código de Processo Penal em alguns artigos, conforme ensina Garcez, Júnior e Jorge (2023, p. 258), tais dispositivos se referem à exceção, não é regra. Logo, não seria correto conceituar um instituto pela sua exceção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, mesmo que grandes doutrinadores defendem ser uma mera peça informativa e que não vincula o membro do MP a iniciar uma ação, o dia a dia nos revela que a utilização do inquérito é mais comum do que se imagina, e vem sendo mais um obstáculo do que passagem aberta para outros tipos de investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.3 Procedimento Inquisitivo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra característica propagada de maneira majoritária é a inquisitividade do inquérito. A expressão inquisição decorre de um movimento político-religioso da igreja Católica Apostólica Romana que buscava combater as heresias e novas crenças que ameaçavam a própria estabilidade da instituição. No sistema processual inquisitório, as funções de investigar, acusar, julgar e defender se concentravam nas mãos de uma única pessoa, o chamado Juiz-inquisidor. Essa figura atuava de ofício em todas as fases do processo e por não ter contraditório e nem ampla defesa o sujeito investigado era tratado como mero objeto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil o sistema processual adotado pelo código de processo Penal é o acusatório (art. 3º-A do CPP), nele existe a divisão das funções de investigar, acusar, julgar e defender na mão de diferentes pessoas, o Juiz é alguém equidistante e imparcial, o réu é um sujeito com direitos e garantias e as provas são produzidas por meio do contraditório e ampla defesa. Porém, muitos sustentam não ser puramente acusatório, em virtude da fase preliminar ser inquisitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que reforça essa alegação é a suposta não existência da ampla defesa, contraditório, as partes ou a publicidade como ocorre na fase processual. Contudo, para a visão moderna, o inquérito seria acusatório-mitigado,&nbsp;pois nem o sigilo e nem as vantagens do elemento surpresa da atuação policial seriam capazes de eliminar as garantias e os direitos fundamentais do investigado e de seu defensor. Ora, no atual cenário não é congruente a ideia de um instituto de suma relevância ser totalmente inquisitório, se esse fato fosse verdadeiro, por que então poderíamos ainda permitir o uso dessa ferramenta&nbsp;desde a promulgação da constituição cidadã de 1988?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado investigador possui sim vantagens para conseguir informações a respeito das infrações penais, todavia, o poder não pode estar apenas para o poder, deve antes de tudo ser diligente e promovedor de justiças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.4 Preparatório da fase processual</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da persecução penal, o inquérito policial é apresentado como uma prima fase pré-processual, meramente preparatória (unidirecional) e com a função de subsidiar a opinião delitiva e decisão do titular da ação penal. Contudo, nessa definição habitual, a polícia judiciária se apresenta com um aparente vínculo indissociável com a acusação, de modo que o seu trabalho no inquérito mais pareça ser parcial e unidirecional, tornando-se na verdade em uma burocracia para encontrar um culpado para a infração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por causa dessa ofuscação causada no conceito, é que muitos delegados de polícia estão verificando a necessidade de readequar as funções e características desse instituto com base em novas perspectivas. Assim, para os modernos, o processo investigatório preliminar seria na realidade apuratório (bidirecional) e autônomo que com frequência poderá ser convertido em ação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise individual dessas sub características é possível identificar a diferença e respeito ao texto constitucional. Quando se diz que o inquérito é apuratório (bidirecional), podemos imaginar que a solução preliminar que venha provir dali, deve ser uma resposta tanto em prol da vítima como em prol da defesa do investigado. Nas palavras de Gonzaga (2023, pág. 159) o inquérito visa não apenas constatar a materialidade e autoria do crime, mas também serve para subsidiar a defesa do sujeito passivo da investigação criminal. Ou seja, mesmo que haja um interesse e pressão social enorme em encontrar um responsável pelo ato criminoso, a utilidade maior dessa fase é não realizar injustiças em um futuro processo descabido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das características apuratória decorre uma outra que é a autonomia do inquérito. Quando se fala que ele é um procedimento autônomo, na realidade o que se quer dizer é que ele está livre de qualquer subordinação ao próprio início da ação criminal. Logo, mesmo que comumente o inquérito policial facilite o início da próxima fase persecutória, ele serve também de base para inibi-la, pois estando presente as causas de excludente do crime ou inexistindo justa causa, essa não vai chegar nem a existir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 A FUNÇÃO FILTRO DO INQUÉRITO POLICIAL E A IMPARCIALIDADE NAS INVESTIGAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após discorrer sobre as diferentes frentes apontadas pela posição moderna, o inquérito policial passa então a ser classificado em uma versão atualizada como processo administrativo, indispensável (pois seria uma regra), acusatório-mitigado e de caráter dúplice sendo tanto apuratório (bidirecional) como também autônomo. Desse modo, um outro tópico bastante importante para redirecionar o valor desse instituto à luz do Estado Democrático, diz respeito à chamada função filtro do inquérito policial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente para adentrar ao conceito dessa função é necessário contextualizar o que acontece&nbsp;na circunstância anterior ao período de responsabilização penal. Portanto, quando o Estado elabora uma lei em matéria criminal cominando sanção a determinadas condutas, surge para ele o direito de punir em abstrato aquele que venha a lei violar, ou seja, no momento que ocorrer a prática da infração penal o direito de punir em abstrato passa para um plano concreto gerando a chamada pretensão punitiva. Contudo, essa pretensão punitiva do Estado só pode ser efetivada por meio da persecução penal, e no seu estudo é possível dividi-la em duas fases totalmente distintas. A primeira fase é a da investigação criminal ou pré-processual já abordada nos tópicos anteriores e a segunda fase é a do processo judicial, por meio do qual os atores que compõem os polos da demanda e autoridade judiciária devem observar regras, princípios e garantias fundamentais a fim de exercer a jurisdição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o inquérito policial é apresentado na primeira fase da persecução como autônomo, que pode vim ou não dar início na segunda fase. E nessa ligação entre uma fase e outra, é que observamos a importância da função filtro. Nas palavras de Luís Gonzaga da Silva Neto (2023, p. 158): o inquérito visa proteger o indivíduo do constrangimento de responder a um processo judicial injustamente, funcionando como um filtro, que através dos elementos encontrados durante as investigações, determinará se o sujeito é passível de responder a um processo ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio dessa exposição, percebe-se que a função filtro pode ser caracterizada como um instrumento de baliza por meio do qual a autoridade estará sempre pautada para realizar um exame minucioso em todas as informações sobre o fato, na busca da verdade, afastando o que seja considerado desnecessário na resolução da investigação e se aproximando daquilo que é central.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nesse raciocínio, somada à defesa do princípio da imparcialidade dentro da investigação, explica Walter Martins Muller (2023, p. 126) que uma investigação regular parte do fato para o criminoso. Ou seja, no momento que houver a inversão do fluxo inicial de partida do trabalho policial do criminoso para o fato, necessariamente os investigadores serão conduzidos a trabalhar em prol de demonstrar a culpa de alguém, podendo quase sempre levar ao insucesso da primeira fase e automaticamente causar um processo injustificado, guiando a&nbsp;um juízo antecipado de culpa ferindo os princípios fundamentais do Estado democrático direito como a dignidade da pessoa humana, a presunção de inocência, e etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 A ATUAÇÃO DA DEFESA NO INQUÉRITO POLICIAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com objetivo de interpretar constitucionalmente o procedimento do Inquérito Policial e analisar o contexto fático que corrobora as investigações, é imprescindível discutir a respeito da atuação do advogado nessa fase e em especial os direitos e garantias a ele inerentes e de seu cliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto, onde se concentra grande parte das objeções e perspectivas negativas a respeito da atividade exercida na inquirição pelos órgãos investigatórios em contraposição ao direito de defesa. Tendo em vista o posicionamento tradicional na doutrina, no sentido de não existir contraditório e ampla defesa no inquérito policial, passaremos então a explorar as normas com uma interpretação sistemática, no caminho para compreender o que de fato acontece nesse exercício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na faceta principiológica, a ampla defesa é o direito fundamental garantido de maneira expressa no corpo da Constituição Federal, em seu art. 5°, inciso LV, para o acusado em geral, exercer de maneira positiva (utilizando de meios para confrontar a prova a respeito da materialidade e autoria) e/ ou de maneira negativa (o não exercício e nem a produção de provas) a sua defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp; Segundo a doutrina, a defesa pode ser dividida em dois aspectos, sendo uma à autodefesa (exercida pelo próprio indiciado ou acusado) e a outra é a defesa técnica (exercida pelo defensor ou advogado). Na primeira existe uma faculdade, sendo um direito disponível, ou seja, na investigação o indiciado pode ou não exercê-la e assim permanecer em silêncio sem que isso lhe prejudique. Enquanto na defesa técnica, não existe o direito de renúncia, sendo portanto necessária a qualquer procedimento e processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise do artigo ora mencionado, Aury Lopes Jr. (2019), vai descrever uma postura protetora do constituinte, em que não deve haver uma leitura restritiva voltada apenas para o processo em si. No que tange a expressão “processo administrativo”, em sua análise deveria o legislador ter falado procedimento, para considerar o inquérito, e no que diz respeito a palavra “acusado em geral”, deve ser levado em consideração o indiciado e outras série de situações que gere igual efeito, não só o acusado formal do processo. Em seu ponto de vista, a confusão terminológica causada por uma interpretação literal, não deve ser um obstáculo para sua aplicação ao inquérito policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O art. 5º, inciso LV da CF, além de falar da ampla defesa também menciona o contraditório como direito fundamental em todo e qualquer processo. Partindo do sentido estrito, não é possível computar o contraditório pleno com o Inquérito Policial, e nem poderia, uma vez que, neste momento não há formação da relação processual com as partes e o terceiro imparcial que caracteriza o processo propriamente dito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito embora não tenha compatibilidade no sentido estrito da palavra, o contraditório é um princípio que possui dois elementos cruciais no que diz respeito ao regime democrático, um deles é o direito de informação e o outro é o direito de participação (reação). Quanto se diz que o sujeito terá direito à informação, devemos levar em consideração que esse direito se dá de maneira regrada, pois está condicionada a conclusão das diligências policiais, como será explicado posteriormente. E, na seara criminal existe diferença com relação a outros ramos do direito, pois, não basta somente a informação, é necessário também o acompanhamento por meio de defesa técnica, sob consequência de gerar nulidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil por meio da Lei nº 8.906/94, em seu art. 7°, inciso XXI, vai complementar a constituição e o pensamento teórico e descrever como direito do defensor:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">XXI: Assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a) apresentar razões e quesitos” (Alterada pela Lei 13.245/2016)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a legislação resguardou os direitos fundamentais com eficiência, dado que na formação do interrogatório e o que dali for derivado sem a presença do defensor, existe a possibilidade de ser considerado nulo. Porém, diferentemente dessa posição, para Noberto Avena (2019) essa previsão legislativa não tirou o caráter inquisitivo do inquérito, pois na Lei nº 13.245/2016 o legislador não modificou o CPP e a intervenção que diz respeito a alínea “a” não é um ato capaz de conduzir a linha investigativa em alguma direção, pois é apenas uma mera faculdade concedida ao advogado e a autoridade policial a ela não estaria vinculado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente a afirmativa do professor tenha seus fundamentos, pois de fato o Delegado não é moldado em suas convicções a agir segundo as vontades do advogado, porém, não é possível a partir daí concluir necessariamente, que essa mesma autoridade pública, seja capaz de fazer tudo ao seu bel prazer durante o interrogatório. É necessário lembrar que o indeferimento deste pedido deve ter seus fundamentos certos e quando essa intervenção for necessária ao esclarecimentos dos fatos e controvérsias ela deverá ser autorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para suplementar o pensamento, o art. 14 do Código de Processo Penal, afirma que “O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não a juízo da autoridade”. Assim, com relação ao requerimento de diligências, a autoridade que preside as investigações não estará obrigada a deferi-las, más se houver o indeferimento e acreditando o advogado ser necessário, pode fazer um requerimento judicial a fim de realizar a prova indeferida, uma vez que, essa requisição para o Delegado funcionará como uma ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, comenta Marta Cristina Cury Saad Gimenes, a respeito do requerimento de diligências, que afirma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">(&#8230;) Em face do disposto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição da República, o requerimento de diligências pelo indiciado é um direito subjetivo seu, que não pode ser negado arbitrariamente pela autoridade e, na eventualidade de ser indeferido o pedido, o acusado pode fazer o uso do mandado de segurança, porque ferido direito líquido e certo, ou até se valer do habeas corpus (GIMENES, 2018, p. 79)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Além disso, não é possível afastar-se da ideia de que essa fase normalmente pode levar a potencial relativização de direitos e garantias da pessoa a ela submetida. Por essa razão, é que autoridade à frente dos trabalhos policiais, com sua devida formação acadêmica no curso de direito e conhecimentos técnicos deve observar os princípios que regem a estrutura administrativa, dentre eles destaca-se a legalidade e a impessoalidade. Pela legalidade, a atuação do agente púbico deve ser dentro dos limites da lei e quando ela permitir e em qualquer desvio ou excesso de poder, deve ser considerada ilegal. Enquanto na Impessoalidade, garante que esse serviço será isonômico e feito para órgão e não para promoção pessoal. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, nem sempre podemos dizer que quem conduz o interrogatório terá a mesma moderação no agir e pensar. Para corrigir essa naturalidade do ser humano e manter uma uniformidade de condutas com vista em evitar coação ou constrangimento do indiciado para confessar algo ou assumir uma culpa que ele não tenha. O advogado vem funcionar como essa força motriz com interesses opostos ao do Estado acusador e com uma presença eficaz nas investigações para influenciar o trabalho da autoridade a agir de maneira proba, ética, cautelar e dentro dos padrões de legalidade que se exige no Estado Democrático.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, um outro dispositivo que vai reforçar esse ideal de valores e fomenta as garantias do exercício da advocacia é a lei que dispõe a respeito dos crimes de abuso de autoridade, em seu art. 20, Lei n° 13.896/19, no qual há uma punição de detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa, para aquele que impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado. Assim, no íntimo da relação de confiança entre o advogado e cliente não é admissível o tratamento impeditivo de modo a tumultuar o contato entre eles.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, traçando uma comparação com relação a presença do advogado no interrogatório e a produção e apresentação de razões e quesitos, além do crime de impedir a entrevista pessoal entre preso e advogado, como é possível então ainda classificar esse procedimento como inquisitório? &nbsp;Isso pode ser respondido simplesmente com a vasta ideia reducionista da Doutrina que atrela a inquisitividade ao sigilo, e por consequência essa é uma característica necessária do Inquérito policial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a transparência do sistema de direitos e garantias fundamentais que rege todo o entorno do inquérito, não deixar ser razoável negar a interferência do princípio do contraditório, por meio das suas duas faces, além dos crimes e consequências que podem originar de uma investigação ilegal. Evidentemente a atuação é bem mais limitada do que no processo, o próprio Supremo Tribunal Federal na edição da súmula vinculante nº 14 reconhece a incidência relativa. Contudo, utilizando das estratégias no melhor interesse do indiciado, o causídico pode oferecer reação, e ter acesso aos autos do inquérito, como será explicado no tópico seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 O Sigilo na Investigação e o Acesso do Advogado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos argumentos utilizados para reforçar o posicionamento de que o inquérito policial é inquisitivo é a sua característica de ser um procedimento sigiloso. O art. 20 do Código de Processo Penal, é o preceito responsável por estabelecer essa particularidade, e dispõe que “a autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Todavia, é necessário estabelecer um paralelo entre os limites da palavra “sigilo” nas investigações e as prerrogativas inerentes ao exercício da advocacia. A luz do Estado Democrático de Direito e sob a exigência do sistema acusatório é incompatível o sigilo absoluto na fase pré-processual, bem como, não é expressivo para a sociedade e as instituições a publicidade ampla da atuação do Estado-investigador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para estabelecer os limites sobre o sigilo do inquérito, e garantir a eficiência da atuação da polícia judiciária, no sentido de não abusar dos direitos e garantias inerentes ao indiciado, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, regulamentado pela lei nº 8.906/ 1994, em seu art. 7º, XIV, estabeleceu como direito do advogado:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">XIV &#8211; examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigação de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O posicionamento da Suprema Corte também não é diferente, pois, conforme a Súmula Vinculante nº 14, in verbis: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, temos aqui um primeiro obstáculo ao preceito do art. 20 do CPP, levando em conta que o advogado, no interesse do seu representado, deve ter acesso amplo aos autos do inquérito, no que tange às diligências já documentadas. Ora, se comparado com tempos antigos é evidente a evolução garantista ao investigado de que não seja tratado e considerado como mero objeto, mas sim, como sujeito dotado de direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa linha, explica Luís Gonzaga da Silva Neto:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O direito de examinar procedimentos investigativos, seja em sede policial, ou no Ministério Público, ou mesmo na Comissão Parlamentar de Inquérito, representa a materialização do direito de defesa e do contraditório, pois, em caso de haver a juntada de um laudo pericial, por exemplo, pode a defesa ou mesmo a vítima juntar uma perícia particular com o objetivo de contradizer o exame técnico anterior (SILVA NETO, 2023, p. 196)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, conforme o exemplo citado pelo professor do laudo pericial, uma prova cautelar não repetível e de produção antecipada durante o Inquérito policial, deve a autoridade observar o contraditório diferido, de modo a oportunizar a influência não só da vítima mas também da defesa. Para que, o sigilo não venha causar embaraço em uma futura ação penal a qualquer das partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro freio que reforça, a limitação ao sigilo e garante uma atuação das instituições com maior transparência e eficiência no sentido legal é a disposição prevista na Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019), uma vez que, havendo a possibilidade de fornecimento parcial dos autos ou de peças repetidas no procedimento e ainda no caso de não concessão de acesso aos autos para o advogado, é possível a responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade. O art. 32 dessa lei prevê:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Art. 32 &#8211; Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível: Pena – detenção, de 6 meses a 2 anos, e multa. (Lei nº 13.869/2019)&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é interessante mencionar que é possível a preservação ao sigilo externo, ou seja, da população e dos meios de comunicação, sem que haja ilegalidade. E nos autos onde for decretado sigilo, não haverá a configuração dessa conduta se o Delegado negar o acesso ao advogado que não apresente a devida procuração, para obter o acesso, conforme o art. 7º, § 10, Lei 8.906/94. Em outra disposição, no art. 7º § 11, inciso XIV, da Lei 8.906/94, fica permitido a autoridade dispor por meio de sua discricionariedade, o acesso aos elementos de prova, se as diligências estiverem em andamento e não tiver sido formalizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nítido que no último caso o legislador se atentou em conceder proteção a investigação, levando em conta que eventual publicidade poderia afetar negativamente a própria atividade na formação das informações quanto a materialidade e autoria. Ou seja, colocaria em risco a finalidade dessa etapa. É assim o que defende Henrique Hoffmann:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Nada mais correto. Afinal, fossem as diligências precedidas de prévio aviso ao investigado e os atos investigativos acessíveis a qualquer tempo, seriam inviáveis a localização de fontes de prova e a colheita dos elementos probatórios sem sobressaltos, impedindo a regular atuação do aparato policial. (HOFFMAN, 2016)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, sempre que possível e estando devidamente documentadas, deve ser concedido a peças do inquérito ao defensor. Como aduz Aury Lopes Jr: Destacamos que não existe sigilo para o advogado no inquérito policial e não lhe pode ser negado o acesso às suas peças nem ser negado o direito à extração de cópias ou fazer apontamentos (LOPES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidentemente, a publicidade nessa fase é bem mais reduzida se comparado ao processo, todavia é necessário levar em consideração cada colocação aqui feita, que colaboram para a formação de um sistema democrático, a fim de que não se utilize de algumas características do procedimento, para justificar argumentos reducionistas e infundados a respeito do inquérito policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caráter inquisitivo do inquérito policial à luz das garantias do exercício da advocacia e dos crimes de abuso de autoridade, é possível constatar a evolução do sistema jurídico brasileiro no sentido de assegurar os direitos e garantias fundamentais do investigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença do advogado no interrogatório e sua participação ativa nas investigações desempenham um papel crucial na defesa do indiciado, contrapondo-se aos interesses acusatórios do Estado. A atuação do advogado como uma força ética e prova nas investigações contribui para a preservação da justiça e do devido processo legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o amplo acesso do advogado aos autos do inquérito, dentro dos limites estabelecidos pela lei, possibilita o exercício do contraditório e o equilíbrio entre os interesses da defesa e os da acusação. Essa transparência fortalece o sistema democrático e evita abusos e constrangimentos durante a condução do procedimento investigativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a existência de leis que coíbem o abuso de autoridade e estabelecem sanções para aqueles que negam, sem justificativa adequada, o acesso do advogado aos autos do inquérito reforça a importância de garantir os direitos e prerrogativas da defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, é possível afirmar que, embora o inquérito policial possua características inquisitivas em sua estrutura original, as garantias do exercício da advocacia e os crimes de abuso de autoridade conferem elementos acusatórios e salvaguardam os direitos fundamentais do investigado. Essa abordagem mais equilibrada contribui para um sistema de justiça mais justo, democrático e respeitoso dos direitos individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">AVENA, Roberto, <strong>Processo Penal</strong>. 11. ed. Rio de Janeiro: Forense, São Paulo: MÉTODO, 2019, p. 189.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. [Constituição (1988)]. <strong>Constituição da República Federativa do Brasil</strong>. Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm</a>. Acesso em 30 de março de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de Outubro de 1941</strong>.&nbsp; Código de Processo Penal. Rio de Janeiro, RJ, 3 out. 1941. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm. Acesso em 28 de março de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Lei n. 8.906, de 4 de Julho de 1994</strong>.&nbsp; Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Brasília, DF, 4 jul. 1994. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm. Acesso em: 20 de março de 20023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GARCEZ, JÚNIOR, JORGE. William, Joaquim Leitão, Higor Vinicius Nogueira. <strong>Tratado de Inquérito Policial</strong>. Coord.&nbsp; Higor Vinícius Nogueira Jorge &amp; Waldir Antônio Covino Junior. São Paulo: Juspodivm, 2023, p.258.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIMENES, Marta Cristina Cury Sadd. <strong>Defesa no Inquérito Policial</strong>. Revista de Direito de Polícia Judiciária. Ano 2, n. 4, Jul-Dez 2018, p.79.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES JÚNIOR, Aury. <strong>Direito Processual Penal</strong>. 16. ed. – São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 174.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES JÚNIOR, Aury. Direito Processual Penal. 16. ed. – São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 177.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOPES JÚNIOR, Aury. <strong>Direito Processual Penal</strong>. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA NETO, Luís Gonzaga da. <strong>A Estigmatização processual e a função filtro do Inquérito Policial</strong>. Disponível em: <a href="https://jus.com.br/artigos/43269/a-estigmatizacao-processual-e-a-funcao-filtro-do-inquerito-policial">https://jus.com.br/artigos/43269/a-estigmatizacao-processual-e-a-funcao-filtro-do-inquerito-policial</a>. Acesso em: 30 de março de 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA NETO, Luís Gonzaga da. <strong>Academias de Polícia Judiciária</strong>, do recrutamento a formação. Coord.: Higor Vinicius Nogueira Jorge &amp; Joaquim Leitão Júnior. Leme/SP: Mizuno, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA NETO, Luís Gonzaga da. <strong>Tratado de Inquérito Policial</strong>. Coord. Higor Vinícius Nogueira Jorge &amp; Waldir Antônio Covino Junior. São Paulo: Juspodivm, 2023, p.196.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Graduando em Direito pela Faculdade Católica Dom Orione.<br>²Mestre em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense e Universidade Federal do Tocantins. Especialista em Ciências Criminais na Atualidade pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. Graduado em Direito pela Faculdade de Alagoas – FAL. Delegado de Polícia Civil no Estado do Tocantins. Professor da Faculdade Católica Dom Orione.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANÁLISE QUANTITATIVA DE ÓBITOS DECORRENTES DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO ESTADO DE RONDÔNIA ENTRE OS ANOS 2014 A 2020</title>
		<link>https://revistaft.com.br/analise-quantitativa-de-obitos-decorrentes-de-infarto-agudo-do-miocardio-no-estado-de-rondonia-entre-os-anos-2014-a-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 21:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=80912</guid>

					<description><![CDATA[QUANTITATIVE ANALYSIS OF DEATHS RESULTING FROM ACUTE MYOCARDIAL INFARCTION IN THE STATE OF RONDÔNIA BETWEEN 2014 TO 2020 REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8014252 Celio Roberto da Silva Borges1Douglas Rocha Santos2Igor Lourenço Ferreira3Eduardo Pereira Paschoal4 &#160;RESUMO Objetivo: &#160;Realizar&#160; a&#160; análise&#160; quantitativa&#160; sobre&#160; a&#160; ocorrência&#160; de&#160; óbitos&#160; por&#160; Infarto&#160; Agudo&#160; do&#160; Miocárdio&#160; no&#160; Estado&#160; de&#160; Rondônia,&#160; no&#160; período&#160; de&#160; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">QUANTITATIVE ANALYSIS OF DEATHS RESULTING FROM ACUTE MYOCARDIAL INFARCTION IN THE STATE OF RONDÔNIA BETWEEN 2014 TO 2020</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8014252</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Celio Roberto da Silva Borges<sup>1</sup><br>Douglas Rocha Santos<sup>2</sup><br>Igor Lourenço Ferreira<sup>3</sup><br>Eduardo Pereira Paschoal<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo: </strong>&nbsp;Realizar&nbsp; a&nbsp; análise&nbsp; quantitativa&nbsp; sobre&nbsp; a&nbsp; ocorrência&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; no&nbsp; Estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; a&nbsp; 2020. <strong>&nbsp;Metodologia: </strong>&nbsp;Para&nbsp; a&nbsp; seleção&nbsp; dos&nbsp; artigos&nbsp; utilizou-se&nbsp; a&nbsp; base&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; através&nbsp; do&nbsp; portal&nbsp; da&nbsp; Biblioteca&nbsp; Virtual&nbsp; em&nbsp; Saúde&nbsp; (BVS)&nbsp; das&nbsp; suas&nbsp; fontes&nbsp; integradas&nbsp; LILACS&nbsp; (Literatura&nbsp; Latino-Americana&nbsp; e&nbsp; do&nbsp; Caribe&nbsp; em&nbsp; Ciências&nbsp; da&nbsp; Saúde,&nbsp; MEDLINE&nbsp; e&nbsp; das&nbsp; bases&nbsp; SCIELO,&nbsp; PUBMED,&nbsp; Periódicos&nbsp; Online,&nbsp; utilizando&nbsp; a &nbsp;metodologia&nbsp; de&nbsp; Descritores&nbsp; em&nbsp; Ciências&nbsp; da&nbsp; Saúde&nbsp; (DecS).&nbsp; Foram&nbsp; selecionadas&nbsp; 20&nbsp; (vinte)&nbsp; obras&nbsp; para&nbsp; compor&nbsp; o&nbsp; presente&nbsp; estudo.&nbsp; Para&nbsp; coleta&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; foram&nbsp; utilizados&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; registrados&nbsp; no&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informação&nbsp; sobre&nbsp; Mortalidade ( SIM)&nbsp; através&nbsp; da&nbsp; ferramenta&nbsp; DATASUS/TABNET,&nbsp; e&nbsp; com&nbsp; as&nbsp; informações&nbsp; encontradas&nbsp; definimos&nbsp; os&nbsp; indicadores&nbsp; de&nbsp; saúde. <strong>&nbsp;Resultados: </strong>&nbsp;Em&nbsp; Rondônia&nbsp; o&nbsp; risco&nbsp; de&nbsp; morte&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; é&nbsp; 1,8&nbsp; vezes&nbsp; maior&nbsp; para&nbsp; pacientes&nbsp; do&nbsp; sexo&nbsp; masculino&nbsp; e,&nbsp; para&nbsp; ambos&nbsp; os&nbsp; sexos,&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; prevalecem&nbsp; em&nbsp; idades&nbsp; avançadas,&nbsp; além&nbsp; disso,&nbsp; a&nbsp; incidência&nbsp; se&nbsp; concentra&nbsp; em&nbsp; centros&nbsp; urbanos,&nbsp; principalmente&nbsp; na&nbsp; Região&nbsp; de&nbsp; Saúde&nbsp; Madeira&nbsp; Mamoré,&nbsp; no&nbsp; município&nbsp; de&nbsp; Porto &nbsp;Velho,&nbsp; vale&nbsp; ressaltar&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; hospital&nbsp; foi&nbsp; o&nbsp; local&nbsp; com&nbsp; mais&nbsp; mortos&nbsp; pela&nbsp; doença. <strong>&nbsp;Conclusão: </strong>&nbsp;Com&nbsp; os&nbsp; achados&nbsp; do&nbsp; estudo&nbsp; traçamos&nbsp; um&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; para&nbsp; pacientes&nbsp; acometidos&nbsp; pelo&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; durante&nbsp; período &nbsp;definido,&nbsp; a&nbsp; fim&nbsp; de&nbsp; auxiliar&nbsp; na&nbsp; redução&nbsp; da&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; morbidade&nbsp; por&nbsp; esta&nbsp; doença&nbsp; e&nbsp; promover&nbsp; melhorias&nbsp; no&nbsp; atendimento&nbsp; de&nbsp; IAM&nbsp; em&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; níveis&nbsp; assistenciais&nbsp; impactando&nbsp; na&nbsp; qualidade&nbsp; da&nbsp; saúde&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; do&nbsp; estado,&nbsp; também,&nbsp; para&nbsp; prestar&nbsp; apoio&nbsp; aos&nbsp; profissionais&nbsp; que&nbsp; realizam&nbsp; o&nbsp; diagnóstico&nbsp; e&nbsp; tratamento&nbsp; dos&nbsp; pacientes&nbsp; com&nbsp; suspeita&nbsp; de&nbsp; IAM,&nbsp; tendo&nbsp; em&nbsp; vista&nbsp; as&nbsp; grandes&nbsp; alterações&nbsp; cardíacas&nbsp; e&nbsp; orgânicas&nbsp; trazidas&nbsp; pela pandemia de COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong><strong> : </strong><strong>&nbsp;</strong>&nbsp;Análise&nbsp; Quantitativa;&nbsp; Mortalidade;&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio;&nbsp; Perfil&nbsp; epidemiológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objective: </strong>&nbsp;To&nbsp; carry&nbsp; out&nbsp; a&nbsp; quantitative&nbsp; analysis&nbsp; on&nbsp; the&nbsp; occurrence&nbsp; of&nbsp; deaths&nbsp; due&nbsp; to&nbsp; Acute&nbsp; Myocardial&nbsp; Infarction&nbsp; in&nbsp; the&nbsp; State&nbsp; of&nbsp; Rondônia,&nbsp; from&nbsp; 2014&nbsp; to&nbsp; 2020. <strong>&nbsp;Methodology: </strong>For&nbsp; the&nbsp; selection&nbsp; of&nbsp; articles,&nbsp; the&nbsp; database&nbsp; was&nbsp; used&nbsp; through&nbsp; the&nbsp; Virtual&nbsp; Health&nbsp; Library&nbsp; portal&nbsp; (VHL)&nbsp; from&nbsp; its&nbsp; integrated&nbsp; sources&nbsp; LILACS&nbsp; (Latin American and&nbsp; Caribbean&nbsp; Literature&nbsp; in&nbsp; Health&nbsp; Sciences,&nbsp; MEDLINE&nbsp; and&nbsp; from&nbsp; the&nbsp; SCIELO,&nbsp; PUBMED,&nbsp; Online&nbsp; Journals&nbsp; databases,&nbsp; using&nbsp; the&nbsp; methodology&nbsp; of&nbsp; Health&nbsp; Sciences&nbsp; Descriptors ( DecS).&nbsp; Twenty&nbsp; (20)&nbsp; were&nbsp; selected&nbsp; works&nbsp; to&nbsp; compose&nbsp; the&nbsp; present&nbsp; study.&nbsp; For&nbsp; data &nbsp;collection,&nbsp; deaths&nbsp; caused&nbsp; by&nbsp; AMI&nbsp; recorded&nbsp; in&nbsp; the&nbsp; Mortality&nbsp; Information&nbsp; System ( SIM)&nbsp; through&nbsp; the&nbsp; DATASUS/TABNET&nbsp; tool&nbsp; were&nbsp; used,&nbsp; and&nbsp; with&nbsp; the&nbsp; information&nbsp; found&nbsp; we&nbsp; defined&nbsp; the&nbsp; health <strong>&nbsp;indicators: </strong>&nbsp;In&nbsp; Rondônia,&nbsp; the&nbsp; risk&nbsp; of&nbsp; death&nbsp; from&nbsp; AMI&nbsp; is&nbsp; 1.8&nbsp; times&nbsp; greater&nbsp; for&nbsp; male&nbsp; patients&nbsp; and,&nbsp; for&nbsp; both&nbsp; sexes,&nbsp; deaths&nbsp; prevail&nbsp; at&nbsp; advanced&nbsp; ages,&nbsp; in&nbsp; addition,&nbsp; the&nbsp; incidence&nbsp; is&nbsp; concentrated&nbsp; in&nbsp; urban&nbsp; centers,&nbsp; mainly&nbsp; in&nbsp; the&nbsp; Health&nbsp; Region&nbsp; Madeira&nbsp; Mamoré,&nbsp; in&nbsp; the&nbsp; municipality&nbsp; of&nbsp; Porto&nbsp; Velho,&nbsp; it&nbsp; is&nbsp; worth&nbsp; mentioning&nbsp; that&nbsp; the&nbsp; hospital&nbsp; was&nbsp; the&nbsp; place&nbsp; with&nbsp; the&nbsp; most&nbsp; deaths&nbsp; from&nbsp; the&nbsp; disease. <strong>&nbsp;Conclusion: </strong>&nbsp;With&nbsp; the&nbsp; findings&nbsp; of&nbsp; the&nbsp; study,&nbsp; we&nbsp; drew&nbsp; an&nbsp; epidemiological&nbsp; profile&nbsp; for&nbsp; patients&nbsp; affected&nbsp; by&nbsp; acute&nbsp; myocardial&nbsp; infarction&nbsp; during&nbsp; a&nbsp; defined&nbsp; period,&nbsp; in&nbsp; order&nbsp; to&nbsp; help&nbsp; reduce&nbsp; the&nbsp; morbidity&nbsp; rate&nbsp; due&nbsp; to&nbsp; this&nbsp; disease&nbsp; and&nbsp; promote&nbsp; improvements&nbsp; in&nbsp; AMI&nbsp; care&nbsp; at&nbsp; all&nbsp; levels&nbsp; of&nbsp; care,&nbsp; impacting&nbsp; on&nbsp; the&nbsp; quality&nbsp; of&nbsp; health&nbsp; of&nbsp; the&nbsp; state&#8217;s&nbsp; population,&nbsp; also,&nbsp; to&nbsp; provide&nbsp; support&nbsp; to&nbsp; professionals&nbsp; who&nbsp; perform&nbsp; the&nbsp; diagnosis&nbsp; and&nbsp; treatment&nbsp; of&nbsp; patients&nbsp; with&nbsp; suspected&nbsp; AMI, in view of the major cardiac and organic changes brought about by the COVID-19 pandemic.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>&nbsp;Quantitative Analysis; Mortality; Acute myocardial infarction; Epidemiological profile.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMEN</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Objetivo: </strong>&nbsp;Realizar&nbsp; un&nbsp; análisis&nbsp; cuantitativo&nbsp; sobre&nbsp; la&nbsp; ocurrencia&nbsp; de&nbsp; muertes&nbsp; por&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; de&nbsp; Miocardio&nbsp; en&nbsp; el&nbsp; Estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; a&nbsp; 2020. <strong>&nbsp;Metodología: </strong>&nbsp;Para&nbsp; la&nbsp; selección&nbsp; de&nbsp; artículos,&nbsp; se&nbsp; utilizó&nbsp; la&nbsp; base&nbsp; de&nbsp; datos&nbsp; a&nbsp; través&nbsp; del&nbsp; portal&nbsp; Biblioteca&nbsp; Virtual&nbsp; en&nbsp; Salud ( BVS)&nbsp; de&nbsp; sus&nbsp; fuentes&nbsp; integradas&nbsp; LILACS ( Literatura&nbsp; Latinoamericana&nbsp; y&nbsp; del&nbsp; Caribe&nbsp; en&nbsp; Ciencias&nbsp; de&nbsp; la&nbsp; Salud,&nbsp; MEDLINE&nbsp; y&nbsp; de&nbsp; las&nbsp; bases&nbsp; de&nbsp; datos&nbsp; SCIELO,&nbsp; PUBMED,&nbsp; Online&nbsp; Journals,&nbsp; utilizando&nbsp; la&nbsp; metodología&nbsp; de&nbsp; Descriptores&nbsp; en&nbsp; Ciencias&nbsp; de&nbsp; la&nbsp; Salud&nbsp; (DecS).&nbsp; Se&nbsp; seleccionaron&nbsp; veinte&nbsp; (20)&nbsp; trabajos&nbsp; para&nbsp; componer&nbsp; el&nbsp; presente&nbsp; Para&nbsp; la&nbsp; recolección&nbsp; de&nbsp; datos,&nbsp; se&nbsp; utilizaron&nbsp; las&nbsp; muertes&nbsp; causadas&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; registradas&nbsp; en&nbsp; el&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Información&nbsp; de&nbsp; Mortalidad ( SIM)&nbsp; a&nbsp; través&nbsp; de&nbsp; la&nbsp; herramienta&nbsp; DATASUS/TABNET,&nbsp; y&nbsp; con&nbsp; la&nbsp; información&nbsp; encontrada&nbsp; se&nbsp; definieron&nbsp; los&nbsp; indicadores&nbsp; de&nbsp; salud. <strong>&nbsp;Resultado: </strong>&nbsp;En&nbsp; Rondônia,&nbsp; el&nbsp; riesgo&nbsp; de&nbsp; muerte&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; es&nbsp; 1,8&nbsp; veces&nbsp; mayor&nbsp; para&nbsp; los&nbsp; pacientes&nbsp; del&nbsp; sexo&nbsp; masculino&nbsp; y,&nbsp; para&nbsp; ambos&nbsp; sexos,&nbsp; las&nbsp; muertes&nbsp; prevalecen&nbsp; en&nbsp; edades&nbsp; avanzadas,&nbsp; además,&nbsp; la&nbsp; incidencia&nbsp; se&nbsp; concentra&nbsp; en&nbsp; los&nbsp; centros&nbsp; urbanos,&nbsp; principalmente&nbsp; en&nbsp; la&nbsp; Región&nbsp; de&nbsp; Salud&nbsp; Madeira&nbsp; Mamoré,&nbsp; en&nbsp; el&nbsp; municipio&nbsp; de&nbsp; Porto&nbsp; Velho,&nbsp; vale&nbsp; mencionar&nbsp; que&nbsp; la&nbsp; el&nbsp; hospital&nbsp; fue&nbsp; el&nbsp; lugar&nbsp; con&nbsp; más&nbsp; muertes&nbsp; por&nbsp; la&nbsp; enfermedad. <strong>&nbsp;Conclusión: </strong>&nbsp;Con&nbsp; los&nbsp; hallazgos&nbsp; del&nbsp; estudio,&nbsp; trazamos&nbsp; un&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; de&nbsp; los&nbsp; pacientes&nbsp; afectados&nbsp; por&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; de&nbsp; miocardio&nbsp; durante&nbsp; un&nbsp; período&nbsp; definido,&nbsp; con&nbsp; el&nbsp; fin&nbsp; de&nbsp; ayudar&nbsp; a&nbsp; reducir&nbsp; la&nbsp; tasa&nbsp; de&nbsp; morbilidad&nbsp; por&nbsp; esta&nbsp; enfermedad&nbsp; y&nbsp; promover&nbsp; mejoras&nbsp; en&nbsp; la&nbsp; atención&nbsp; del&nbsp; IAM&nbsp; en&nbsp; todos&nbsp; los&nbsp; niveles&nbsp; de&nbsp; atención.&nbsp; repercutiendo&nbsp; en&nbsp; la&nbsp; calidad&nbsp; de&nbsp; salud&nbsp; de&nbsp; la&nbsp; población&nbsp; del&nbsp; estado,&nbsp; además,&nbsp; brindar&nbsp; apoyo&nbsp; a&nbsp; los&nbsp; profesionales&nbsp; que&nbsp; realizan&nbsp; el&nbsp; diagnóstico&nbsp; y&nbsp; tratamiento&nbsp; de&nbsp; pacientes&nbsp; con&nbsp; sospecha&nbsp; de&nbsp; IAM,&nbsp; ante&nbsp; las&nbsp; importantes&nbsp; alteraciones cardíacas y orgánicas provocadas por la pandemia del COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Palabras llave: </strong>&nbsp;Análisis Cuantitativo; Mortalidad; Infarto agudo del miocardio; Perfil epidemiológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1&nbsp;INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; (IAM)&nbsp; pertence&nbsp; ao&nbsp; grupo&nbsp; das&nbsp; doenças&nbsp; cardiovasculares&nbsp; (DCV)&nbsp; é&nbsp; definido&nbsp; como&nbsp; um&nbsp; problema&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; pública&nbsp; no&nbsp; Brasil&nbsp; e&nbsp; no&nbsp; mundo,&nbsp; apresentando&nbsp; elevadas&nbsp; taxas&nbsp; e&nbsp; índices&nbsp; de&nbsp; mortalidade.&nbsp; A&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; no&nbsp; Brasil,&nbsp; por&nbsp; essa&nbsp; causa,&nbsp; está&nbsp; entre&nbsp; as&nbsp; maiores&nbsp; do&nbsp; mundo,&nbsp; similar&nbsp; à&nbsp; de&nbsp; países como a China e a Europa (leste) (SANTOS et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As&nbsp; doenças&nbsp; cardiovasculares&nbsp; (DCV)&nbsp; acometem&nbsp; uma&nbsp; parcela&nbsp; grande&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; brasileira,&nbsp; a&nbsp; principal&nbsp; delas&nbsp; é&nbsp; o&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; (IAM).&nbsp; Dados&nbsp; do&nbsp; Departamento&nbsp; de&nbsp; Informática&nbsp; do&nbsp; Sistema&nbsp; Único&nbsp; de Saúde ( DATASUS)&nbsp; de&nbsp; 2013&nbsp; demonstram&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; IAM&nbsp; foi&nbsp; a&nbsp; principal&nbsp; causa&nbsp; de&nbsp; morte&nbsp; por&nbsp; doenças&nbsp; cardíacas&nbsp; no&nbsp; Brasil ( MEDEIROS,&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2018).&nbsp; Já&nbsp; em&nbsp; 2014&nbsp; os&nbsp; dados&nbsp; demonstram&nbsp; que,&nbsp; entre&nbsp; as&nbsp; doenças&nbsp; cardiovasculares,&nbsp; o&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio ( IAM)&nbsp; é&nbsp; o&nbsp; primeiro&nbsp; nas&nbsp; causas&nbsp; de&nbsp; mortes&nbsp; no&nbsp; Brasil ( BRASIL,&nbsp; 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; Infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio ( IAM)&nbsp; é&nbsp; conhecido&nbsp; como&nbsp; uma&nbsp; Síndrome&nbsp; Isquêmica&nbsp; Miocárdica&nbsp; Instável,&nbsp; sua&nbsp; principal&nbsp; causa&nbsp; é&nbsp; a&nbsp; obstrução&nbsp; de&nbsp; uma&nbsp; placa&nbsp; aterosclerótica ocasionando&nbsp; em&nbsp; formação&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; trombo&nbsp; causando&nbsp; diminuição&nbsp; ou&nbsp; ausência&nbsp; no&nbsp; fluxo&nbsp; de&nbsp; sangue&nbsp; ao&nbsp; tecido&nbsp; cardíaco ( MARTINS,&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2016).&nbsp; Quando&nbsp; há&nbsp; morte&nbsp; do&nbsp; músculo&nbsp; cardíaco,&nbsp; ocorre&nbsp; principalmente&nbsp; pela&nbsp; presença&nbsp; de&nbsp; placa&nbsp; de&nbsp; ateroma&nbsp; na&nbsp; parede&nbsp; do&nbsp; vaso&nbsp; sanguíneo,&nbsp; que&nbsp; diminui&nbsp; a&nbsp; passagem&nbsp; do&nbsp; sangue&nbsp; levando&nbsp; a&nbsp; falta&nbsp; de&nbsp; nutrientes&nbsp; provocando&nbsp; morte&nbsp; na&nbsp; musculatura cardíaca (OUCHI et al., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">São&nbsp; fatores&nbsp; que&nbsp; aumentam&nbsp; os&nbsp; riscos&nbsp; de&nbsp; o&nbsp; indivíduo&nbsp; ter&nbsp; um&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio,&nbsp; a&nbsp; obesidade,&nbsp; o&nbsp; sedentarismo,&nbsp; a&nbsp; alta&nbsp; densidade&nbsp; de&nbsp; colesterol,&nbsp; o&nbsp; tabagismo, &nbsp;antecedência&nbsp; familiar&nbsp; com&nbsp; histórico&nbsp; de&nbsp; diabetes&nbsp; mellitus ( DM),&nbsp; hipertensão&nbsp; arterial&nbsp; sistêmica ( HAS) ( BRUNORI&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2014).&nbsp; Além&nbsp; disso,&nbsp; o&nbsp; quadro&nbsp; clínico&nbsp; de&nbsp; estresse&nbsp; e&nbsp; depressão&nbsp; contribuem&nbsp; direta&nbsp; ou&nbsp; indiretamente&nbsp; na&nbsp; ocorrência&nbsp; do&nbsp; infarto&nbsp; do miocárdio (ALVES; FRAGUAS; WAJNGARTEN, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp; Oliveira&nbsp; (2020)&nbsp; “fatores&nbsp; como&nbsp; histórico&nbsp; de&nbsp; doenças&nbsp; cardiovasculares&nbsp; nas&nbsp; famílias&nbsp; e&nbsp; predisposição&nbsp; genética,&nbsp; aliada&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; ausência&nbsp; de&nbsp; atividades&nbsp; físicas&nbsp; e&nbsp; alimentação&nbsp; saudável,&nbsp; são&nbsp; importantes&nbsp; para&nbsp; definir&nbsp; o&nbsp; aumento&nbsp; da&nbsp; mortalidade&nbsp; ocorrida&nbsp; por&nbsp; IAM”.&nbsp; Os&nbsp; pacientes&nbsp; que&nbsp; são&nbsp; os&nbsp; hipertensos,&nbsp; diabéticos,&nbsp; obesos,&nbsp; sedentários,&nbsp; e&nbsp; os&nbsp; que&nbsp; tem&nbsp; o&nbsp; alto&nbsp; índice&nbsp; da&nbsp; taxa&nbsp; do&nbsp; colesterol,&nbsp; tem&nbsp; altas&nbsp; chances&nbsp; de&nbsp; desenvolver&nbsp; o&nbsp; IAM,&nbsp; sendo&nbsp; orientados&nbsp; a&nbsp; realizar&nbsp; exames&nbsp; anualmente&nbsp; ou&nbsp; semestralmente&nbsp; para&nbsp; monitorar&nbsp; e&nbsp; auxiliar&nbsp; no&nbsp; controle &nbsp;dessas&nbsp; doenças,&nbsp; fatores&nbsp; que&nbsp; ajudam&nbsp; são&nbsp; da&nbsp; prática&nbsp; da&nbsp; atividade&nbsp; física&nbsp; e&nbsp; manter&nbsp; uma&nbsp; vida saudável (TEIXEIRA et al., 2015).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; diagnóstico&nbsp; de&nbsp; IAM&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; identificado&nbsp; quando&nbsp; houver&nbsp; aumento&nbsp; característico&nbsp; da&nbsp; troponina,&nbsp; mioglobina&nbsp; ou&nbsp; aumento&nbsp; e&nbsp; diminuição&nbsp; mais&nbsp; rápidos&nbsp; para&nbsp; Creatina&nbsp; fosfoquinase&nbsp; total&nbsp; (CK-MB-TOTAL),&nbsp; CK&nbsp; fração&nbsp; MB&nbsp; (CK-MB)&nbsp; acompanhados&nbsp; de&nbsp; alterações&nbsp; eletrocardiográficas&nbsp; e&nbsp; outros&nbsp; sintomas&nbsp; isquêmicos.&nbsp; Considerando&nbsp; a&nbsp; sensibilidade&nbsp; e&nbsp; especificidade,&nbsp; esses&nbsp; marcadores&nbsp; cardíacos&nbsp; são&nbsp; os&nbsp; mais&nbsp; indicados&nbsp; para&nbsp; realizar o diagnóstico do IAM&nbsp; ( ZARATIAN; BORJA, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; tratamento&nbsp; para&nbsp; pacientes&nbsp; com&nbsp; IAM&nbsp; clínico&nbsp; é&nbsp; realizado&nbsp; com&nbsp; terapia&nbsp; trombolítica&nbsp; ou&nbsp; a&nbsp; angioplastia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percutânea&nbsp; de &nbsp;emergência&nbsp; que&nbsp; diminui&nbsp; a&nbsp; lesão&nbsp; do&nbsp; músculo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; e&nbsp; reduz&nbsp; a&nbsp; dor&nbsp; (OLIVEIRA,&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2019).&nbsp; Um&nbsp; medicamento&nbsp; utilizado&nbsp; é&nbsp; o&nbsp; sulfato&nbsp; de&nbsp; morfina,&nbsp; que&nbsp; é&nbsp; um&nbsp; narcótico&nbsp; com&nbsp; função&nbsp; do&nbsp; alívio&nbsp; de&nbsp; dor&nbsp; aguda&nbsp; e&nbsp; crônica,&nbsp; diminuindo&nbsp; ansiedade,&nbsp; dor&nbsp; e&nbsp; relaxando&nbsp; os&nbsp; bronquíolos&nbsp; para&nbsp; estimular&nbsp; a&nbsp; oxigenação ( ROCHA et al., 2012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; pós-infarto&nbsp; acarreta&nbsp; problemas&nbsp; secundários&nbsp; que&nbsp; exigem&nbsp; mudanças&nbsp; radicais&nbsp; nos&nbsp; hábitos&nbsp; de&nbsp; vida&nbsp; e&nbsp; em&nbsp; seu&nbsp; dia&nbsp; a&nbsp; dia,&nbsp; portanto&nbsp; a&nbsp; família&nbsp; e&nbsp; seus&nbsp; cuidadores&nbsp; necessitam&nbsp; de&nbsp; mais&nbsp; conhecimento&nbsp; das&nbsp; fases&nbsp; da&nbsp; doença&nbsp; (VARGAS&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2017).&nbsp; Além&nbsp; do&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; estudo&nbsp; e&nbsp; investigação&nbsp; do&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; (IAM),&nbsp; é&nbsp; fundamental&nbsp; por&nbsp; sua&nbsp; alta&nbsp; incidência&nbsp; e&nbsp; morbimortalidade,&nbsp; devido&nbsp; a&nbsp; diversos&nbsp; fatores&nbsp; sociais,&nbsp; ambientais,&nbsp; fator&nbsp; de idade e fatores biológicos que perpassam a população brasileira (FERREIRA,&nbsp; et al., 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O vírus&nbsp; SARS-CoV-2&nbsp; acarretou&nbsp; uma&nbsp; pandemia&nbsp; que&nbsp; foi&nbsp; evidenciada&nbsp; nos&nbsp; últimos&nbsp; anos&nbsp; e&nbsp; trouxe&nbsp; graves&nbsp; problemas&nbsp; para&nbsp; assistência&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; de&nbsp; todo&nbsp; o&nbsp; mundo,&nbsp; afetando&nbsp; no&nbsp; atendimento&nbsp; hospitalar&nbsp; nos&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio,&nbsp; pois&nbsp; houve&nbsp; uma&nbsp; redução&nbsp; nítida&nbsp; nas&nbsp; admissões&nbsp; de&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; IAM&nbsp; ligados&nbsp; ao&nbsp; medo&nbsp; de&nbsp; contaminação&nbsp; e&nbsp; grandes&nbsp; medidas&nbsp; de&nbsp; isolamento,&nbsp; consequentemente&nbsp; o&nbsp; aumento&nbsp; da&nbsp; mortalidade&nbsp; desses&nbsp; pacientes&nbsp; pode&nbsp; estar&nbsp; associado&nbsp; a&nbsp; esse&nbsp; atraso&nbsp; dos&nbsp; quadros&nbsp; de&nbsp; IAM&nbsp; durante&nbsp; a&nbsp; pandemia (LOPES,&nbsp; 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste&nbsp; modo,&nbsp; a&nbsp; necessidade&nbsp; por&nbsp; se&nbsp; ampliar&nbsp; os&nbsp; estudos&nbsp; acerca&nbsp; do&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; se&nbsp; evidencia&nbsp; também&nbsp; após&nbsp; as&nbsp; grandes&nbsp; complicações&nbsp; e&nbsp; sequelas&nbsp; cardíacas&nbsp; deixadas&nbsp; pela&nbsp; pandemia&nbsp; de&nbsp; COVID-19,&nbsp; principalmente&nbsp; nos&nbsp; indivíduos&nbsp; que&nbsp; sofreram&nbsp; episódios&nbsp; de&nbsp; IAM.&nbsp; Há,&nbsp; também,&nbsp; a&nbsp; necessidade&nbsp; de&nbsp; novos&nbsp; estudos&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; implementação&nbsp; de&nbsp; novos&nbsp; protocolos&nbsp; específicos&nbsp; e&nbsp; condutas&nbsp; para&nbsp; promover&nbsp; uma&nbsp; educação&nbsp; continuada&nbsp; para&nbsp; toda&nbsp; a&nbsp; equipe&nbsp; multidisciplinar,&nbsp; em&nbsp; todas&nbsp; as&nbsp; esferas&nbsp; assistenciais,&nbsp; seja&nbsp; na&nbsp; rede&nbsp; pública ou privada</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um&nbsp; dos&nbsp; países&nbsp; que&nbsp; mais&nbsp; apresentam&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; IAM,&nbsp; é&nbsp; o&nbsp; Brasil&nbsp; sendo&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; sudeste&nbsp; é&nbsp; a&nbsp; região&nbsp; com&nbsp; o&nbsp; maior&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; casos&nbsp; com&nbsp; óbito&nbsp; (47,9%),&nbsp; seguido&nbsp; pela&nbsp; região&nbsp; nordeste&nbsp; (20,2%)&nbsp; (MEDEIROS,&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2018).&nbsp; Em&nbsp; pesquisas&nbsp; realizadas&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; população&nbsp; brasileira,&nbsp; foi&nbsp; evidenciado&nbsp; que&nbsp; há&nbsp; uma&nbsp; diferença&nbsp; etária&nbsp; e&nbsp; de&nbsp; gênero&nbsp; nos&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; IAM:&nbsp; há&nbsp; maior&nbsp; prevalência&nbsp; em&nbsp; homens&nbsp; de&nbsp; 60&nbsp; a&nbsp; 80&nbsp; anos,&nbsp; e&nbsp; em&nbsp; nas&nbsp; mulheres,&nbsp; a&nbsp; idade&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; ocorrência&nbsp; destes&nbsp; episódios,&nbsp; é&nbsp; um&nbsp; pouco&nbsp; mais&nbsp; tardia,&nbsp; mas&nbsp; ainda&nbsp; observa-se&nbsp; o&nbsp; alto&nbsp; índice&nbsp; em&nbsp; homens (TRONCOSO et al, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; IAM&nbsp; encontra-se&nbsp; comumente&nbsp; presente&nbsp; nas&nbsp; emergências&nbsp; dos&nbsp; hospitais,&nbsp; representando&nbsp; um&nbsp; sério&nbsp; problema&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; em&nbsp; função&nbsp; de&nbsp; sua&nbsp; alta&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; morbimortalidade&nbsp; (SANTOS&nbsp; &amp;&nbsp; CESÁRIO,&nbsp; 2019).&nbsp; Dados&nbsp; no&nbsp; Brasil,&nbsp; o&nbsp; Departamento&nbsp; de&nbsp; Informática&nbsp; do&nbsp; Sistema&nbsp; Único&nbsp; de&nbsp; Saúde&nbsp; (DATASUS),&nbsp; tiveram&nbsp; 1.066.194&nbsp; casos&nbsp; de&nbsp; internações&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; anos&nbsp; de&nbsp; 2010&nbsp; e&nbsp; 2021&nbsp; (BRASIL,&nbsp; 2021).&nbsp; No&nbsp; ano&nbsp; de&nbsp; 2010&nbsp; o&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; doenças&nbsp; isquêmicas&nbsp; do&nbsp; coração&nbsp; foi&nbsp; de&nbsp; 99.408 &nbsp;óbitos&nbsp; ou&nbsp; 52,11&nbsp; óbitos/100&nbsp; mil&nbsp; habitantes&nbsp; (PIEGAS,&nbsp; 2013).&nbsp; Com&nbsp; os&nbsp; dados&nbsp; de&nbsp; tais&nbsp; estudos&nbsp; epidemiológicos,&nbsp; obteve-se&nbsp; o&nbsp; seguinte&nbsp; questionamento:&nbsp; quais&nbsp; o&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; dos&nbsp; óbitos&nbsp; decorrentes&nbsp; de&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; anos&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp;e 2020 ?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As&nbsp; motivações&nbsp; elencadas&nbsp; para&nbsp; escolha&nbsp; do&nbsp; presente&nbsp; tema&nbsp; foram&nbsp; a&nbsp; necessidade&nbsp; de&nbsp; atualizações&nbsp; a&nbsp; respeito&nbsp; do&nbsp; assunto&nbsp; abordado,&nbsp; a&nbsp; busca&nbsp; por&nbsp; novos&nbsp; instrumentos&nbsp; de&nbsp; pesquisa&nbsp; que&nbsp; possam&nbsp; ser&nbsp; aprimorados&nbsp; para&nbsp; investigação&nbsp; dos&nbsp; dados&nbsp; epidemiológicos&nbsp; do&nbsp; IAM.&nbsp; Paralelamente&nbsp; a&nbsp; isso,&nbsp; serve&nbsp; de&nbsp; instrumento&nbsp; de&nbsp; atualização&nbsp; e&nbsp; preparo&nbsp; para&nbsp; os&nbsp; futuros&nbsp; profissionais&nbsp; da&nbsp; medicina,&nbsp; bem&nbsp; como&nbsp; outros&nbsp; profissionais&nbsp; da&nbsp; saúde,&nbsp; tendo &nbsp;em&nbsp; vista&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; educação&nbsp; continuada&nbsp; e&nbsp; atualização&nbsp; constante&nbsp; são&nbsp; primordiais&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; formação&nbsp; de&nbsp; qualidade dos acadêmicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2&nbsp;MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este&nbsp; artigo&nbsp; trata-se&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; estudo&nbsp; epidemiológico,&nbsp; descritivo&nbsp; e&nbsp; exploratório,&nbsp; em&nbsp; que&nbsp; objetivou-se&nbsp; descrever&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; ocorridos&nbsp; por&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; no&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; ocorridos&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de 2014 a 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp; fim&nbsp; de&nbsp; mensurar&nbsp; dados&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; rondoniense,&nbsp; foram&nbsp; coletados&nbsp; os&nbsp; dados&nbsp; a&nbsp; partir&nbsp; da&nbsp; ferramenta&nbsp; DATASUS/TABNET,&nbsp; os&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; compreendem&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; por infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; registrados&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; a&nbsp; 2020.&nbsp; A&nbsp; delimitação&nbsp; do&nbsp; tema&nbsp; partiu&nbsp; do&nbsp; que&nbsp; é&nbsp; observado&nbsp; em&nbsp; alguns&nbsp; artigos&nbsp; científicos,&nbsp; e&nbsp; levando&nbsp; em&nbsp; consideração&nbsp; o&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; provocados&nbsp; pelo&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio,&nbsp; a&nbsp; pesquisa&nbsp; reúne&nbsp; um&nbsp; intervalo&nbsp; de&nbsp; 7&nbsp; anos&nbsp; (2014&nbsp; a 2020) ,&nbsp; um&nbsp; período&nbsp; referente&nbsp; para&nbsp; realizar&nbsp; índices&nbsp; e&nbsp; caracterização&nbsp; coletados&nbsp; da&nbsp; base&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; DataSus&nbsp; no&nbsp; intuito&nbsp; de&nbsp; responder&nbsp; ao&nbsp; problema&nbsp; de&nbsp; pesquisa.&nbsp; Além&nbsp; disso,&nbsp; foram&nbsp; definidos&nbsp; como&nbsp; parâmetros&nbsp; para&nbsp; coleta&nbsp; de&nbsp; dados:&nbsp; a&nbsp; causa&nbsp; CID-BR-10,&nbsp; Município/UF,&nbsp; Faixa&nbsp; etária&nbsp; e&nbsp; sexo&nbsp; do&nbsp; paciente,&nbsp; e&nbsp; alcança&nbsp; apenas&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; registrados&nbsp; no&nbsp; sistema&nbsp; de&nbsp; informação&nbsp; sobre&nbsp; mortalidade ( SIM)&nbsp; durante&nbsp; o&nbsp; período&nbsp; supracitado.&nbsp; Os&nbsp; resultados&nbsp; e&nbsp; informações&nbsp; encontrados&nbsp; a&nbsp; partir&nbsp; do&nbsp; banco&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; foram&nbsp; quantificados&nbsp; em&nbsp; cinco&nbsp; tabelas&nbsp; e,&nbsp; a&nbsp; partir&nbsp; desse&nbsp; levantamento&nbsp; em&nbsp; conjunto&nbsp; com&nbsp; dados&nbsp; estatísticos&nbsp; do&nbsp; Instituto&nbsp; Brasileiro&nbsp; de&nbsp; Geografia&nbsp; e&nbsp; Estatística ( IBGE),&nbsp; foi&nbsp; realizado&nbsp; o&nbsp; cálculo&nbsp; do&nbsp; coeficiente&nbsp; de&nbsp; mortalidade,&nbsp; Letalidade,&nbsp; Razão&nbsp; de&nbsp; óbito&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; sexos&nbsp; e&nbsp; Mortalidade&nbsp; proporcional&nbsp; segundo&nbsp; a&nbsp; causa&nbsp; do&nbsp; óbito.&nbsp; Para&nbsp; os&nbsp; cálculos&nbsp; dos&nbsp; indicadores&nbsp; de&nbsp; saúde,&nbsp; foram desconsideradas as características da população marcadas como ignoradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Taxa&nbsp; de&nbsp; Mortalidade&nbsp; específica&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; calculada&nbsp; através&nbsp; de&nbsp; algumas&nbsp; características&nbsp; da&nbsp; população ou do óbito, logo, utilizamos a equação para definir a Taxa de mortalidade por causa e sexo:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="741" height="39" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-716.png" alt="" class="wp-image-81862" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-716.png 741w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-716-300x16.png 300w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência de óbitos entre os sexos pode ser apresentada através da razão de óbitos entre os sexos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="738" height="33" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-717.png" alt="" class="wp-image-81863" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-717.png 738w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-717-300x13.png 300w" sizes="(max-width: 738px) 100vw, 738px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por&nbsp; fim,&nbsp; o&nbsp; calculado&nbsp; da&nbsp; Mortalidade&nbsp; proporcional&nbsp; (MP)&nbsp; segundo&nbsp; a&nbsp; causa&nbsp; do&nbsp; óbito,&nbsp; que&nbsp; também&nbsp; se trata&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; indicador&nbsp; do&nbsp; tipo&nbsp; proporcional&nbsp; do&nbsp; óbito&nbsp; (por&nbsp; região)&nbsp; pelo&nbsp; total&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; (por&nbsp; região)&nbsp; em&nbsp; um&nbsp; determinado período.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="737" height="37" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-718.png" alt="" class="wp-image-81864" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-718.png 737w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-718-300x15.png 300w" sizes="(max-width: 737px) 100vw, 737px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; referencial&nbsp; bibliográfico&nbsp; foi&nbsp; selecionado&nbsp; através&nbsp; do&nbsp; portal&nbsp; da&nbsp; Biblioteca&nbsp; Virtual&nbsp; em&nbsp; Saúde&nbsp; (BVS)&nbsp; das&nbsp; suas&nbsp; fontes&nbsp; integradas&nbsp; LILACS,&nbsp; MEDLINE&nbsp; além&nbsp; das&nbsp; bases&nbsp; SCIELO,&nbsp; PUBMED.&nbsp; Adotou-se&nbsp; como&nbsp; termo&nbsp; de&nbsp; busca&nbsp; “<em> infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio</em> ”,&nbsp; como&nbsp; consta&nbsp; na&nbsp; plataforma&nbsp; Descritores&nbsp; em&nbsp; Ciências&nbsp; da&nbsp; Saúde&nbsp; (DeCS)&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; ampliação&nbsp; do&nbsp; acesso&nbsp; à&nbsp; informação&nbsp; científica&nbsp; e&nbsp; técnica.&nbsp; A&nbsp; estruturação&nbsp; da&nbsp; revisão&nbsp; integrativa&nbsp; teve&nbsp; 6&nbsp; fases&nbsp; para&nbsp; a&nbsp; busca&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; análise:&nbsp; 1. &nbsp;Elaboração&nbsp; da&nbsp; pergunta&nbsp; norteadora&nbsp; e&nbsp; identificação&nbsp; do&nbsp; tema;&nbsp; 2.&nbsp; Estabelecimento&nbsp; dos&nbsp; critérios&nbsp; de&nbsp; inclusão&nbsp; e&nbsp; exclusão;&nbsp; 3.&nbsp; Busca&nbsp; nas&nbsp; bases&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; e&nbsp; amostragem&nbsp; e&nbsp; coleta&nbsp; de&nbsp; dados;&nbsp; 4.&nbsp; Avaliação&nbsp; dos&nbsp; estudos&nbsp; incluídos;&nbsp; 5.&nbsp; Interpretação&nbsp; dos&nbsp; resultados;&nbsp; e&nbsp; 6.&nbsp; Síntese&nbsp; do&nbsp; conhecimento.&nbsp; As&nbsp; obras&nbsp; foram&nbsp; selecionadas&nbsp; no&nbsp; idioma&nbsp; português,&nbsp; respeitando-se&nbsp; a&nbsp; investigação&nbsp; ao&nbsp; nível&nbsp; territorial&nbsp; nacional.&nbsp; Foram&nbsp; selecionados&nbsp; 60(sessenta)&nbsp; artigos&nbsp; e&nbsp; após&nbsp; leitura&nbsp; prévia&nbsp; dos&nbsp; resumos&nbsp; estes&nbsp; foram&nbsp; analisados&nbsp; os&nbsp; critérios&nbsp; de&nbsp; inclusão&nbsp; de&nbsp; artigos&nbsp; para&nbsp; aqueles&nbsp; que&nbsp; estavam&nbsp; de&nbsp; acordo&nbsp; da&nbsp; temática,&nbsp; publicados&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; 2009&nbsp; a 2021 ,&nbsp; e&nbsp; uma&nbsp; atualização&nbsp; de&nbsp; 2022.&nbsp; Assim,&nbsp; verificaram-se&nbsp; 20 ( vinte)&nbsp; artigos&nbsp; relevantes&nbsp; para&nbsp; compor&nbsp; a&nbsp; base&nbsp; teórica&nbsp; do&nbsp; estudo,&nbsp; pois&nbsp; utilizamos&nbsp; o&nbsp; critério&nbsp; de&nbsp; exclusão&nbsp; nas&nbsp; 60&nbsp; obras&nbsp; iniciais&nbsp; para&nbsp; eliminar&nbsp; os&nbsp; estudos&nbsp; repetidos,&nbsp; pesquisas&nbsp; que&nbsp; não&nbsp; contemplavam&nbsp; a&nbsp; temática&nbsp; ou&nbsp; que&nbsp; apresentaram&nbsp; Descritores&nbsp; em&nbsp; Ciências&nbsp; da&nbsp; Saúde&nbsp; diferentes&nbsp; do&nbsp; tema&nbsp; proposto,&nbsp; pois&nbsp; não&nbsp; contribuíram&nbsp; com&nbsp; o&nbsp; embasamento&nbsp; da temática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente&nbsp; estudo&nbsp; foi&nbsp; estruturado&nbsp; utilizando-se&nbsp; uma&nbsp; abordagem&nbsp; mista&nbsp; das&nbsp; metodologias&nbsp; científicas&nbsp; atuais:&nbsp; análise&nbsp; quantitativa&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; coletados&nbsp; no&nbsp; sistema&nbsp; DATASUS/TABNET,&nbsp; complementação&nbsp; da&nbsp; pesquisa e elaboração do estudo através da revisão da literatura a respeito do tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp; os&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; do&nbsp; banco&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; do&nbsp; SUS ( DATASUS/TABNET),&nbsp; a&nbsp; região&nbsp; norte&nbsp; registrou&nbsp; o&nbsp; menor&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; mortes&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; (35.200&nbsp; óbitos)&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; a&nbsp; 2020.&nbsp; No&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; durante&nbsp; esse&nbsp; intervalo&nbsp; de&nbsp; tempo&nbsp; ocorreram&nbsp; 3.916&nbsp; óbitos,&nbsp; onde&nbsp; foi&nbsp; possível&nbsp; definir&nbsp; que&nbsp; o&nbsp; risco&nbsp; de&nbsp; morte&nbsp; por&nbsp; IAM ( taxa&nbsp; de&nbsp; mortalidade)&nbsp; que&nbsp; é 1 ,8&nbsp; vezes&nbsp; maior&nbsp; no&nbsp; sexo&nbsp; masculino&nbsp; (318,89&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; 100.000&nbsp; habitantes&nbsp; se&nbsp; comparado&nbsp; ao&nbsp; feminino&nbsp; (165,35&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; 100.000&nbsp; habitantes).&nbsp; Ademais,&nbsp; podemos&nbsp; destacar&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; menor &nbsp;proporção&nbsp; de&nbsp; mortes&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; foi&nbsp; verificada&nbsp; em&nbsp; 2020&nbsp; em&nbsp; ambos&nbsp; os&nbsp; sexos,&nbsp; mas,&nbsp; ainda,&nbsp; com&nbsp; preponderância para o sexo masculino (5,58%)(<strong> Tabela&nbsp; 1</strong> ).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Tabela&nbsp;1: </strong>&nbsp;Óbitos&nbsp; segundo&nbsp; a&nbsp; (CID-BR-&nbsp; 10&nbsp; &#8211;&nbsp; Infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio)&nbsp; mortalidade&nbsp; proporcional&nbsp; e&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; (por&nbsp; 1.000&nbsp; hab),&nbsp; por&nbsp; sexo,&nbsp; Rondônia, 2014 a 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="579" height="505" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-338.png" alt="" class="wp-image-80946" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-338.png 579w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-338-300x262.png 300w" sizes="(max-width: 579px) 100vw, 579px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>&nbsp;Fonte: </strong>&nbsp;BORGES,&nbsp; et&nbsp; al., 2023 ;&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; de&nbsp; MS/SVS/CGIAE&nbsp; &#8211;&nbsp; SIM&nbsp; &#8211;&nbsp; DATASUS/TABNET&nbsp; e&nbsp; IBGE.&nbsp; Diretoria&nbsp; de&nbsp; Pesquisas.&nbsp; Coordenação de&nbsp; População&nbsp;&nbsp; e&nbsp; Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica.</figcaption></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme&nbsp; a&nbsp; idade,&nbsp; o&nbsp; maior&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; mortes&nbsp; causadas&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; ocorre&nbsp; na&nbsp; faixa&nbsp; etária&nbsp; entre&nbsp; 70&nbsp; a&nbsp; 79&nbsp; anos,&nbsp; com&nbsp; um&nbsp; total&nbsp; de&nbsp; 966&nbsp; (24,67%)&nbsp; casos,&nbsp; seguida&nbsp; da&nbsp; faixa&nbsp; etária&nbsp; entre&nbsp; 60&nbsp; e&nbsp; 69&nbsp; anos,&nbsp; com&nbsp; 934&nbsp; (23,86%)&nbsp; registros.&nbsp; Para&nbsp; os&nbsp; pacientes&nbsp; com&nbsp; idade&nbsp; inferior&nbsp; a&nbsp; 40&nbsp; anos&nbsp; houve&nbsp; um&nbsp; registro&nbsp; de&nbsp; 149&nbsp; (3,81%)&nbsp; ocorrências,&nbsp; seguido&nbsp; de&nbsp; 312&nbsp; (7,97%)&nbsp; casos&nbsp; na&nbsp; faixa&nbsp; etária&nbsp; de&nbsp; 40&nbsp; a&nbsp; 49&nbsp; anos&nbsp; e&nbsp; 703&nbsp; (17,96%)&nbsp; entre&nbsp; 50&nbsp; e&nbsp; 59&nbsp; anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Entretanto, na faixa etária de 80 anos e mais, o número de casos diminui para 851 (21,73%)(<strong> Tabela 2)</strong> .</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Tabela&nbsp;2:&nbsp;</strong>Óbitos&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; pela&nbsp; faixa&nbsp; etária.&nbsp; Período&nbsp; de 2014&nbsp; a 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="511" height="584" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-342.png" alt="" class="wp-image-80952" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-342.png 511w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-342-263x300.png 263w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>&nbsp;Fonte: </strong>&nbsp;BORGES,&nbsp; et&nbsp; al.,&nbsp; 2023;&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; de&nbsp; MS/SVS/CGIAE&nbsp; &#8211;&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informações sobre Mortalidade &#8211; SIM</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme&nbsp; os&nbsp; registros&nbsp; de&nbsp; ocorrências&nbsp; por&nbsp; região&nbsp; de&nbsp; saúde,&nbsp; em&nbsp; Rondônia,&nbsp; podemos&nbsp; destacar&nbsp; a&nbsp; região&nbsp; Madeira&nbsp; Mamoré,&nbsp; a&nbsp; mais &nbsp;populosa&nbsp; do&nbsp; estado,&nbsp; com&nbsp; o&nbsp; maior&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; incidentes&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; IAM,&nbsp; somando&nbsp; 1.088&nbsp; (27,78%),&nbsp; na&nbsp; sequência,&nbsp; o&nbsp; segundo&nbsp; maior&nbsp; número&nbsp; na&nbsp; região&nbsp; do&nbsp; Central&nbsp; com&nbsp; 873&nbsp; (22,29%).&nbsp; Entretanto,&nbsp; na&nbsp; região&nbsp; Vale&nbsp; do&nbsp; Guaporé,&nbsp; com&nbsp; baixa&nbsp; concentração&nbsp; populacional,&nbsp; onde&nbsp; grande&nbsp; parcela&nbsp; é&nbsp; ribeirinha, houve o registro de 60 (1,53%) ocorrências de óbitos por infarto agudo do miocárdio (<strong> Tabela&nbsp; 3</strong> ).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Tabela&nbsp;3:&nbsp;</strong>Óbitos&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; de&nbsp; acordo&nbsp; com&nbsp; a&nbsp; região de saúde. Período de 2014 a 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="536" height="398" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-343.png" alt="" class="wp-image-80954" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-343.png 536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-343-300x223.png 300w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>&nbsp;BORGES,&nbsp; et&nbsp; al., 2023 ;&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; de&nbsp; MS/SVS/CGIAE&nbsp; &#8211;&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informações sobre Mortalidade &#8211; SIM.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp; quantidade&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; município&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; se&nbsp; concentra&nbsp; na&nbsp; capital,&nbsp; onde&nbsp; o&nbsp; município&nbsp; se&nbsp; destaca&nbsp; em&nbsp; número&nbsp; (968&nbsp; óbitos).&nbsp; Em&nbsp; contrapartida,&nbsp; a&nbsp; menor&nbsp; proporção&nbsp; de&nbsp; mortes&nbsp; causadas&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; verificada&nbsp; em&nbsp; Porto&nbsp; Velho (3 ,98%)&nbsp; que&nbsp; pode&nbsp; ser&nbsp; explicada&nbsp; pelo&nbsp; peso&nbsp; dos&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; outras&nbsp; causas,&nbsp; mesmo&nbsp; que&nbsp; os&nbsp; óbitos&nbsp; pela&nbsp; causa&nbsp; estudada&nbsp; seja&nbsp; equivalente&nbsp; a&nbsp; maior&nbsp; parcela&nbsp; dos&nbsp; óbitos&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; no&nbsp; estado(Tabela 4) .</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Tabela&nbsp;4:&nbsp;</strong>Mortalidade&nbsp; Proporcional&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; dos&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; Infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; cinco&nbsp; municípios&nbsp; com&nbsp; maior&nbsp; incidência&nbsp; no&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia.&nbsp; Período de 2014 a 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="524" height="381" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-345.png" alt="" class="wp-image-80958" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-345.png 524w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-345-300x218.png 300w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte: </strong>&nbsp;BORGES,&nbsp; et&nbsp; al., 2023 ;&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; de&nbsp; MS/SVS/CGIAE&nbsp; &#8211;&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informações sobre Mortalidade &#8211; SIM.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Verifica-se&nbsp; que,&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; 3.916&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; registrados&nbsp; no&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia&nbsp; durante&nbsp; o&nbsp; período, 161 (3 ,65%)&nbsp; ocorreram&nbsp; em&nbsp; via&nbsp; pública,&nbsp; 1.338 (34,17 %)&nbsp; em&nbsp; domicílios,&nbsp; 2.170 (55,41%)&nbsp; nas&nbsp; dependências&nbsp; do&nbsp; Hospital e 96 (2,53%) em outros estabelecimentos de assistência à saúde (<strong> </strong>Tabela 5 ).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;Tabela&nbsp;5:</strong> Óbitos&nbsp; por&nbsp; Local&nbsp; de&nbsp; ocorrência&nbsp; causados&nbsp; pelo&nbsp; IAM&nbsp; no&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia. Período de 2014 a 2020.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="536" height="279" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-349.png" alt="" class="wp-image-80969" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-349.png 536w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-349-300x156.png 300w" sizes="(max-width: 536px) 100vw, 536px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>&nbsp;Fonte: </strong>&nbsp;BORGES,&nbsp; et&nbsp; al., 2023 ;&nbsp; dados&nbsp; extraídos&nbsp; de&nbsp; MS/SVS/CGIAE&nbsp; &#8211;&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informações sobre Mortalidade &#8211; SIM.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp; estudo&nbsp; demonstrou&nbsp; os&nbsp; aspectos&nbsp; relacionados&nbsp; aos&nbsp; óbitos&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; durante&nbsp; o&nbsp; intervalo&nbsp; de&nbsp; tempo&nbsp; entre&nbsp; 2014&nbsp; a 2020 ,&nbsp; também,&nbsp; os&nbsp; achados&nbsp; demonstraram&nbsp; a&nbsp; prevalência&nbsp; das&nbsp; ocorrências&nbsp; em&nbsp; idades&nbsp; avançadas,&nbsp; onde&nbsp; os&nbsp; resultados&nbsp; alcançados&nbsp; apontam&nbsp; uma&nbsp; elevada&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; e&nbsp; maior&nbsp; risco&nbsp; de&nbsp; morte&nbsp; por&nbsp; essa&nbsp; doença&nbsp; no&nbsp; sexo&nbsp; masculino&nbsp; em&nbsp; todo&nbsp; o&nbsp; período&nbsp; que&nbsp; compreende&nbsp; a pesquisa se comparado ao sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No&nbsp; tocante&nbsp; da&nbsp; faixa&nbsp; etária&nbsp; evidenciou-se&nbsp; o&nbsp; maior&nbsp; risco&nbsp; de&nbsp; óbito&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; 70&nbsp; a&nbsp; 79&nbsp; anos,&nbsp; resultado&nbsp; que vai&nbsp; de&nbsp; encontro&nbsp; com&nbsp; o&nbsp; estudo&nbsp; de&nbsp; Medeiro&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2018)&nbsp; e&nbsp; Martins&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2016)&nbsp; que&nbsp; apresentam&nbsp; maior&nbsp; risco&nbsp; para&nbsp; indivíduos&nbsp; com&nbsp; 59&nbsp; anos&nbsp; ou&nbsp; menos.&nbsp; Em&nbsp; contrapartida,&nbsp; os&nbsp; achados&nbsp; encontrados&nbsp; se&nbsp; assemelham&nbsp; ao&nbsp; estudo&nbsp; da&nbsp; mortalidade&nbsp; por&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; no&nbsp; Brasil&nbsp; realizado&nbsp; por&nbsp; Santos&nbsp; et&nbsp; al. (2018) ,&nbsp; no&nbsp; qual&nbsp; foi&nbsp; verificada a maior taxa de mortalidade aos 80 anos e mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse&nbsp; sentido,&nbsp; devido&nbsp; à&nbsp; natureza&nbsp; crônica-degenerativa&nbsp; da&nbsp; doença&nbsp; e&nbsp; os&nbsp; fatores&nbsp; predisponentes&nbsp; da&nbsp; doença&nbsp; que&nbsp; são&nbsp; acumulados&nbsp; durante&nbsp; a&nbsp; vida,&nbsp; conforme&nbsp; os&nbsp; psicológicos&nbsp; elencados&nbsp; por&nbsp; Alves;&nbsp; Fráguas&nbsp; e&nbsp; WAJNGARTEN&nbsp; (2009),&nbsp; físicos&nbsp; e&nbsp; biológicos&nbsp; por&nbsp; Brunoli&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2014)&nbsp; e&nbsp; os&nbsp; biológicos,&nbsp; ambientais,&nbsp; de&nbsp; idade&nbsp; e&nbsp; sociais&nbsp; por&nbsp; Ferreira&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2022)&nbsp; respectivamente,&nbsp; aumentam&nbsp; a&nbsp; prevalência&nbsp; do&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; idosos,&nbsp; tendo&nbsp; em&nbsp; vista&nbsp; os&nbsp; riscos&nbsp; de&nbsp; intervenções&nbsp; invasivas&nbsp; associadas&nbsp; a&nbsp; outras&nbsp; alterações&nbsp; físicas&nbsp; e&nbsp; mentais comuns durante a faixas etárias mais avançadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corroborando&nbsp; com&nbsp; os&nbsp; resultados&nbsp; alcançados&nbsp; pelos&nbsp; autores&nbsp; Medeiro&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2018),&nbsp; Mertins&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (&nbsp; 2016)&nbsp; e&nbsp; Silva&nbsp; et&nbsp; al&nbsp; (2017),&nbsp; a&nbsp; proporção&nbsp; de&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; foi&nbsp; superior&nbsp; em&nbsp; homens&nbsp; do&nbsp; que&nbsp; nas&nbsp; mulheres&nbsp; e,&nbsp; durante&nbsp; o&nbsp; estudo,&nbsp; foi&nbsp; possível&nbsp; definir&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; diferença&nbsp; é&nbsp; em&nbsp; torno&nbsp; de&nbsp; 1,8&nbsp; vezes&nbsp; maior,&nbsp; especificamente,&nbsp; no&nbsp; estado de Rondônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme&nbsp; apontado&nbsp; por&nbsp; Martins&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2016)&nbsp; a&nbsp; região&nbsp; urbana&nbsp; é&nbsp; a&nbsp; que&nbsp; possui&nbsp; mais&nbsp; precedentes&nbsp; de&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio,&nbsp; no&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia&nbsp; as&nbsp; maiores&nbsp; quantidades&nbsp; se&nbsp; passaram&nbsp; na&nbsp; regional&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; Madeira&nbsp; Mamoré,&nbsp; a&nbsp; mais&nbsp; populosa.&nbsp; Além&nbsp; disso,&nbsp; Ferreira&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2022)&nbsp; destacou&nbsp; uma&nbsp; elevada &nbsp;quantidade&nbsp; registrada&nbsp; na&nbsp; capital&nbsp; do&nbsp; Alagoas,&nbsp; análogo&nbsp; o&nbsp; achado&nbsp; de&nbsp; nosso&nbsp; estudo&nbsp; que&nbsp; evidencia&nbsp; uma&nbsp; preponderância&nbsp; de&nbsp; casos&nbsp; em&nbsp; Porto&nbsp; Velho,&nbsp; capital&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; por&nbsp; mais&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; mortalidade&nbsp; proporcional&nbsp; tenha sido afetada por óbitos relacionados a outras causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia,&nbsp; o&nbsp; maior&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; causados&nbsp; por&nbsp; IAM&nbsp; foram&nbsp; registrados&nbsp; em&nbsp; hospitais,&nbsp; por&nbsp; isso,&nbsp; consoante&nbsp; Santos&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; (2018),&nbsp; destacamos&nbsp; a&nbsp; carência&nbsp; de&nbsp; uma&nbsp; rede&nbsp; hospitalar&nbsp; estruturada para promoção da melhora na assistência de IAM.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp; análise&nbsp; do&nbsp; estudo&nbsp; do&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; decorrentes&nbsp; de&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; entre&nbsp; os&nbsp; anos&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; e&nbsp; 2020&nbsp; permitiu&nbsp; a&nbsp; identificação&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; região&nbsp; norte&nbsp; tem&nbsp; menor&nbsp; número&nbsp; de&nbsp; ocorrência&nbsp; de&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio&nbsp; e&nbsp; a&nbsp; grande&nbsp; prevalência&nbsp; é&nbsp; nos&nbsp; centro&nbsp; urbanos.&nbsp; Evidenciou&nbsp; também&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; maioria&nbsp; dos&nbsp; casos&nbsp; ocorrem&nbsp; em&nbsp; pessoas&nbsp; do&nbsp; sexo&nbsp; masculino&nbsp; e,&nbsp; para&nbsp; ambos&nbsp; os&nbsp; sexos,&nbsp; na&nbsp; faixa&nbsp; etária&nbsp; varia&nbsp; entre&nbsp; 70&nbsp; a&nbsp; 79&nbsp; anos.&nbsp; A&nbsp; maior&nbsp; incidência&nbsp; de&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; município&nbsp; em&nbsp; Rondônia&nbsp; se&nbsp; concentra&nbsp; na&nbsp; capital&nbsp; Porto&nbsp; Velho.&nbsp; Assim,&nbsp; conclui-se&nbsp; por&nbsp; meio&nbsp; dos&nbsp; dados&nbsp; e &nbsp;informações&nbsp; levantadas&nbsp; no&nbsp; presente&nbsp; estudo&nbsp; evidenciam&nbsp; a&nbsp; necessidade&nbsp; do&nbsp; conhecimento&nbsp; de&nbsp; profissionais&nbsp; de&nbsp; saúde,&nbsp; principalmente&nbsp; o&nbsp; médico&nbsp; que&nbsp; se&nbsp; deparam&nbsp; constantemente&nbsp; com&nbsp; esse&nbsp; tipo&nbsp; de&nbsp; casos&nbsp; nos&nbsp; hospitais&nbsp; de&nbsp; urgência&nbsp; e&nbsp; emergências&nbsp; para&nbsp; que&nbsp; assim&nbsp; tenham&nbsp; ciência&nbsp; dos&nbsp; fatores&nbsp; de&nbsp; risco&nbsp; e&nbsp; tracem&nbsp; o&nbsp; perfil&nbsp; destes&nbsp; pacientes&nbsp; e&nbsp; saibam&nbsp; os&nbsp; índices&nbsp; epidemiológicos&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; que&nbsp; prestam&nbsp; atendimento.&nbsp; Além&nbsp; disso,&nbsp; são&nbsp; indispensáveis&nbsp; campanhas&nbsp; informativas,&nbsp; orientativas&nbsp; e&nbsp; conscientizadoras&nbsp; sobre&nbsp; o&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio,&nbsp; por&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; meios&nbsp; de&nbsp; informação,&nbsp; para&nbsp; que&nbsp; a&nbsp; população&nbsp; possa&nbsp; identificar&nbsp; os&nbsp; sintomas&nbsp; e&nbsp; assim&nbsp; buscar&nbsp; auxílio&nbsp; médico,&nbsp; pois&nbsp; o&nbsp; diagnóstico&nbsp; é&nbsp; um&nbsp; fator&nbsp; decisivo&nbsp; para&nbsp; um&nbsp; prognóstico&nbsp; eficaz&nbsp; e&nbsp; tratamento&nbsp; adequado&nbsp; do&nbsp; paciente,&nbsp; a&nbsp; fim&nbsp; de&nbsp; causar&nbsp; uma&nbsp; redução&nbsp; da&nbsp; taxa&nbsp; de&nbsp; morbidade&nbsp; por&nbsp; esta&nbsp; doença&nbsp; e&nbsp; promover&nbsp; melhorias&nbsp; na&nbsp; saúde&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; do&nbsp; estado&nbsp; de&nbsp; Rondônia.&nbsp; Ao&nbsp; utilizar&nbsp; a&nbsp; ferramenta&nbsp; TABNET&nbsp; encontramos&nbsp; dificuldade&nbsp; em&nbsp; relação&nbsp; a&nbsp; da&nbsp; disposição&nbsp; dos&nbsp; dados&nbsp; e&nbsp; o&nbsp; estudo&nbsp; ficou&nbsp; limitado&nbsp; apenas&nbsp; a&nbsp; análise&nbsp; quantitativa&nbsp; dos&nbsp; óbitos&nbsp; por&nbsp; ocorrência&nbsp; registrados&nbsp; no&nbsp; período&nbsp; de&nbsp; 2014&nbsp; a&nbsp; 2020,&nbsp; entretanto,&nbsp; os&nbsp; autores&nbsp; buscaram&nbsp; implementar&nbsp; a&nbsp; literatura&nbsp; para&nbsp; comparar&nbsp; e&nbsp; discutir&nbsp; os&nbsp; indicadores&nbsp; de&nbsp; saúde&nbsp; apontado&nbsp; por&nbsp; outros&nbsp; autores&nbsp; a&nbsp; fim&nbsp; de&nbsp; traçar&nbsp; um&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; da&nbsp; população&nbsp; rondoniense.&nbsp; Assim,&nbsp; o&nbsp; estudo&nbsp; abre&nbsp; portas&nbsp; para&nbsp; novas&nbsp; pesquisas&nbsp; e&nbsp; investigações&nbsp; acerca&nbsp; de&nbsp; novas&nbsp; abordagens&nbsp; para&nbsp; prevenção&nbsp; e&nbsp; redução&nbsp; das&nbsp; taxas&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; por&nbsp; IAM,&nbsp; além&nbsp; da&nbsp; otimização&nbsp; do&nbsp; atendimento&nbsp; em&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; níveis&nbsp; de&nbsp; atendimento,&nbsp; também,&nbsp; os&nbsp; resultados&nbsp; auxiliaram&nbsp; a&nbsp; traçar&nbsp; um&nbsp; perfil&nbsp; epidemiológico&nbsp; para&nbsp; que&nbsp; seja&nbsp; possível&nbsp; aumentar&nbsp; a&nbsp; eficácia&nbsp; do&nbsp; diagnóstico&nbsp; e&nbsp; tratamento&nbsp; de&nbsp; cardiopatias&nbsp; isquêmicas&nbsp; e&nbsp; outras&nbsp; doenças&nbsp; agudas graves no estado de Rondônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1 ALVES,&nbsp; T.C.T.F.;&nbsp; FRÁGUAS,&nbsp; R.;&nbsp; WAJNGARTEN,&nbsp; M.&nbsp; Depressão&nbsp; e&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio.&nbsp; Rev.&nbsp; Psiq. Clín. Rev Psiq Clín. 2009;36(3):88-92.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 BRASIL,&nbsp; Ministério&nbsp; da&nbsp; Saúde.&nbsp; Banco&nbsp; de&nbsp; dados&nbsp; do&nbsp; Sistema&nbsp; Único&nbsp; de&nbsp; Saúde&nbsp; &#8211;&nbsp; DATASUS.&nbsp; Infarto&nbsp; agudo do miocárdio é a primeira causa de mortes no País, 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 Jan. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 BRASIL,&nbsp; Ministério&nbsp; da&nbsp; Saúde.&nbsp; Banco de&nbsp;&nbsp; dados&nbsp; do&nbsp; Sistema&nbsp; Único&nbsp; de&nbsp; Saúde&nbsp; &#8211;&nbsp; DATASUS.&nbsp; Informações&nbsp; de Saúde,&nbsp;&nbsp; Sistema&nbsp; de&nbsp; Informações&nbsp; sobre&nbsp; Mortalidade. Disponível&nbsp; em:&nbsp; .&nbsp;&nbsp; Acesso&nbsp; em:&nbsp; 05&nbsp; jan.&nbsp; 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 BRUNORI,&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Associação&nbsp; de&nbsp; fatores&nbsp; de&nbsp; risco cardiovasculares&nbsp;&nbsp; com&nbsp; as&nbsp; diferentes&nbsp; apresentações&nbsp; da síndrome coronariana aguda. Revista Latino Americana de Enfermagem, jul.-ago. 2014;22(4):538-46.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 FERREIRA,&nbsp; S.&nbsp;&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Estudo&nbsp; epidemiológico&nbsp; do infarto&nbsp;&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; no&nbsp; município&nbsp; de&nbsp; Maceió&nbsp; no período de 2010 a 2020. Research, Society and Development, v. 11, n. 8, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 LOPES,&nbsp; G.D.,&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Impacto&nbsp; da&nbsp; pandemia&nbsp; de&nbsp; COVID-19&nbsp; na&nbsp; assistência&nbsp; aos&nbsp; pacientes&nbsp; com&nbsp; infarto&nbsp; agudo do miocárdio. Research, Society and Development, v. 11, n. 17, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7 MEDEIROS,&nbsp;&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Mortalidade&nbsp; por&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio.&nbsp; Rev&nbsp; Enferm UFPE&nbsp;&nbsp; on&nbsp; line.,&nbsp; Recife, 12(2):565-72 , fev., 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">8 MERTINS,&nbsp; M.&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Prevalência&nbsp; De&nbsp; Fatores&nbsp; De&nbsp; Risco&nbsp; Em&nbsp; Pacientes&nbsp; Com&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; Do&nbsp; Miocárdio. Avances en Enfermería, 2016;34(1):30-38.</p>



<p class="wp-block-paragraph">9 OLIVEIRA,&nbsp; L.&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Cuidados&nbsp; de&nbsp; Enfermagem&nbsp; ao&nbsp; com&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do&nbsp; Miocárdio.&nbsp; Uma&nbsp; Revisão&nbsp; Integrativa.&nbsp; Brazilian&nbsp; Journal&nbsp; of&nbsp; Surgery&nbsp; and&nbsp; Clinical&nbsp; Research&nbsp; &#8211;&nbsp; BJSCR&nbsp; -Vol.28,n.3,pp.77-79&nbsp; (Set-Nov&nbsp; 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">10 OLIVEIRA,&nbsp; G.&nbsp; ,&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Estatística&nbsp; Cardiovascular&nbsp; –&nbsp; Brasil&nbsp; 2020.&nbsp; Artigo&nbsp; Especial • Arq.&nbsp; Bras.&nbsp; Cardiol 115 (3) • Set 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11 OUCHI&nbsp; J.&nbsp; D,.,et&nbsp; al.&nbsp; Tempo&nbsp; de&nbsp; Chegada&nbsp; do&nbsp; Paciente&nbsp; Infartado&nbsp; na&nbsp; Unidade&nbsp; de&nbsp; Terapia&nbsp; Intensiva:&nbsp; a&nbsp; Importância do Rápido Atendimento. Cienc. Biol. Agrar. Saúde, v.21, n.2, p. 92-97, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12 PIEGA S,&nbsp; L.&nbsp; et&nbsp; al.&nbsp; Comportamento&nbsp; da&nbsp; síndrome&nbsp; coronariana&nbsp; aguda: resultados&nbsp;&nbsp; de&nbsp; um&nbsp; registro&nbsp; brasileiro. Arq. Bras. Cardiol. São Paulo , v. 100, n. 6, p. 502-510, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">13 ROCHA,&nbsp;&nbsp; A.&nbsp; P.&nbsp; F. et&nbsp;&nbsp; al.&nbsp; Atendimento&nbsp; inicial&nbsp; ao&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio.&nbsp; Revista&nbsp; literatura&nbsp; docente&nbsp; e discente. Nova Friburgo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">14 SANTOS,&nbsp; et al.&nbsp; Mortalidade&nbsp;&nbsp; por infarto&nbsp;&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio&nbsp; no Brasil&nbsp; e&nbsp; suas&nbsp;&nbsp; regiões&nbsp; geográficas:&nbsp; análise do efeito da idade-período-coorte. Ciência &amp; Saúde Coletiva, 23(5):1621-1634, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15 SANTOS,&nbsp; F&nbsp;&nbsp; A.S.,&nbsp; CESÁRIO&nbsp; J.M.S.Atuação&nbsp; da&nbsp; enfermagem&nbsp; ao&nbsp; paciente&nbsp; com&nbsp; infarto&nbsp; agudo do miocárdio (IAM). São Paulo: Revista Recien. 2019,(9)27:62-72.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16 SILVA,&nbsp; F.&nbsp;&nbsp; O.; DA&nbsp;&nbsp; SILVA,&nbsp; W.&nbsp; M.,&nbsp; &amp; FERNANDES,&nbsp; G.&nbsp;&nbsp; C. G.&nbsp;&nbsp; Percepção&nbsp; do&nbsp; enfermeiro&nbsp; sobre o&nbsp; atendimento&nbsp; ao&nbsp; paciente&nbsp; com&nbsp; suspeita&nbsp;&nbsp; de&nbsp; infarto&nbsp; agudo&nbsp; do&nbsp; miocárdio.&nbsp; 2017. 13&nbsp; f.&nbsp; –&nbsp; Acadêmicos&nbsp; do&nbsp;&nbsp; curso&nbsp; de&nbsp; enfermagem da universidade de São Francisco, São Francisco, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17 TEIXEIRA, A.&nbsp;&nbsp; F.J et&nbsp;&nbsp; al.&nbsp; Atuação&nbsp; da&nbsp; equipe de&nbsp;&nbsp; enfermagem&nbsp; no atendimento&nbsp;&nbsp; de emergência&nbsp; ao&nbsp;&nbsp; paciente com infarto agudo do miocárdio. Revista Fafibe on-line, Bebedouro SP, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">18 TRONCOSO, L.T.; Oliveira,N.&nbsp; C.&nbsp; C.;&nbsp; Laranjeira, N.R.F;.&nbsp;&nbsp; Leporaes, R.C.A.;&nbsp;&nbsp; Eira,&nbsp; T.L.;&nbsp; Pinheiro, V.P. <strong>Estudo&nbsp;&nbsp; Epidemiológico&nbsp; Da&nbsp; Incidência Do&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp;&nbsp; Do&nbsp; Miocárdio&nbsp; Na População&nbsp; Brasileira.&nbsp; </strong>Revista Caderno de Medicina No 1, Vol 1 2018. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">19 VARGAS,&nbsp; R.A.;&nbsp;&nbsp; Riegel, F.;&nbsp; Junior,&nbsp; N.O.;&nbsp; Siqueira,&nbsp; D.S.;&nbsp; Crossetti,&nbsp; M.G.O.;&nbsp; <strong>Qualidade&nbsp; De&nbsp;&nbsp; Vida De&nbsp;&nbsp; Pacientes Pós Infarto Do Miocárdio. </strong>&nbsp;Rev enferm UFPE&nbsp; on line, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20 ZARATIAN,&nbsp; M.&nbsp; B&nbsp;&nbsp; .&nbsp; A;&nbsp; BORJA,&nbsp; A.&nbsp; Aspectos Clínicos&nbsp; e&nbsp; Laboratoriais&nbsp;&nbsp; no&nbsp; Diagnóstico&nbsp; do&nbsp; Infarto&nbsp; Agudo&nbsp; do Miocárdio. Revista Acadêmica &#8211; Faculdade Oswaldo Cruz, Ed. 21, 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Graduando de medicina. União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental &#8211; UNNESSA &#8211; Porto Velho/E-mail: roberto.ro.2006@hotmail.com<br><sup>2</sup>Graduando de medicina. União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental &#8211; UNNESSA &#8211; Porto Velho/E-mail: douglasrochamed2020@gmail.com<br><sup>3</sup>Graduando de medicina. União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental &#8211; UNNESSA &#8211; Porto Velho/E-mail: i.g@msn.com<br><sup>4</sup>Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Professor de Ensino&nbsp; Superior da União de Ensino Superior da&nbsp; Amazônia Ocidental &#8211; UNNESSA &#8211; Porto Velho/E-mail: eduardoppaschoal@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ESTUDANTES DO CURSO DE MEDICINA SOBRE O PRIMEIRO CONTATO DOS ALUNOS COM O ELETROCARDIOGRAMA EM SALA DE AULA, DURANTE A MATÉRIA DE ELETROCARDIOGRAFIA EM PARNAÍBA, PIAUÍ.</title>
		<link>https://revistaft.com.br/relato-de-experiencia-de-estudantes-do-curso-de-medicina-sobre-o-primeiro-contato-dos-alunos-com-o-eletrocardiograma-em-sala-de-aula-durante-a-materia-de-eletrocardiografia-em-parnaiba-piaui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 19:26:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=80902</guid>

					<description><![CDATA[EXPERIENCE REPORT OF MEDICAL STUDENTS ON THE STUDENTS&#8217; FIRST CONTACT WITH THE ELECTROCARDIOGRAM IN THE CLASSROOM, DURING THE ELECTROCARDIOGRAPHY SUBJECT IN PARNAÍBA, PIAUÍ. REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8017321 Luis Gustavo Caldas de Araújo1Carlos Daniel Spindola Melo1Igor de Oliveira Silva1Vanessa Cristina de Castro Aragão Oliveira2Marcio Braz Monteiro2 RESUMO&#160; O presente artigo tem como objetivo relatar o primeiro contato [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">EXPERIENCE REPORT OF MEDICAL STUDENTS ON THE STUDENTS&#8217; FIRST CONTACT WITH THE ELECTROCARDIOGRAM IN THE CLASSROOM, DURING THE ELECTROCARDIOGRAPHY SUBJECT IN PARNAÍBA, PIAUÍ.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8017321</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Luis Gustavo Caldas de Araújo<sup>1</sup><br>Carlos Daniel Spindola Melo<sup>1</sup><br>Igor de Oliveira Silva<sup>1</sup><br>Vanessa Cristina de Castro Aragão Oliveira<sup>2</sup><br>Marcio Braz Monteiro<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente artigo tem como objetivo relatar o primeiro contato de alunos do curso de medicina com um eletrocardiograma utilizando a disciplina de eletrocardiografia. Mostrando a importância de métodos ativos para a apropriação do conhecimento sobre tal exame. Neste sentido, este relato vem demonstrar a importância do conhecimento morfofuncional do coração para a real compressão da funcionalidade do exame. Além disso, o conhecimento do eletrocardiógrafo para seu manuseio e o treinamento visual para analisar o eletrocardiograma e reconhecer patologias básicas que podem acometer tal sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: ECG. ECG com 12 derivações. Eletrocardiografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">This article aims to report the first contact of medical students with an electrocardiogram using the discipline of electrocardiography. Showing the importance of active methods for the appropriation of knowledge about this exam. In this sense, this report demonstrates the importance of morphofunctional knowledge of the heart for the real compression of the functionality of the exam. In addition, knowledge of the electrocardiograph for its handling and visual training to analyze the electrocardiogram and recognize basic pathologies that can affect this system.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords</strong>: ECG. ECG with 12 leads. Electrocardiography.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O eletrocardiograma pode ser caracterizado como uma das mais importantes ferramentas de diagnóstico e estabelecimento de condutas para doenças cardiovasculares. O que o torna um exame de grande relevância quando consideramos a incidência dessas doenças. Isso se faz realidade não só dentro da especialidade de cardiologia, assim como também, no acompanhamento de pacientes na clínica médica ou na medicina da família e em serviços de emergência (MORAES; NUNES, 2019).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, o ECG é laudado por um médico, mas isso requer conhecimento técnico, treinamento e tempo para avaliação do exame. Sua correta avaliação é de extrema importância não apenas para cuidados clínicos ao paciente, mas também para estudos epidemiológicos A qualidade do sinal, as medidas de frequência cardíaca, amplitude, morfologia das ondas e duração dos intervalos e complexos associados aos dados clínicos, precisam ser considerados para o diagnóstico final, o que requer tempo e esforço. (Chung, <em>et al.,</em> 2018; Marcolino <em>et al</em>., 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve-se levar em conta, ainda, que a orientação prática na formação médica pode influenciar diretamente a capacidade de decisões em situações de urgência, bem como a habilidade em procedimentos médicos. O que pode ser relacionado com o fato de que a falta de contato com o eletrocardiograma na prática, e a ausência de aplicação da habilidade adquirida durante a formação do aluno pode causar a perda do conhecimento (BARROS, <em>et al</em>., 2016).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disciplina de eletrocardiografia é fundamental na formação de profissionais da área da saúde, uma vez que o eletrocardiograma é uma das ferramentas mais utilizadas no diagnóstico de doenças cardiovasculares. No entanto, o ensino do eletrocardiograma pode ser desafiador, visto que envolve o conhecimento de conceitos complexos e a interpretação de traçados eletrocardiográficos (SILVA; ASSUNÇÃO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">São encontrados na literatura estudos que demonstram deficiências nas habilidades de interpretação do ECG nos estudantes de Medicina em diversos países. No entanto, muitos médicos já em sua vida profissional não têm consciência de suas limitações quando se trata de interpretar este exame. Esta deficiência pode encontrar justificativa na dificuldade do ensino desse conteúdo. Tanto por parte dos professores, que encontram obstáculos nos métodos de ensino, quanto por parte dos alunos, que muitas vezes se desinteressam frente à dificuldade de aprendizagem (MORAES; NUNES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, diversos estudos têm sido realizados com o objetivo de avaliar estratégias de ensino que possam contribuir para uma aprendizagem mais efetiva do eletrocardiograma. Apesar da importância da disciplina de eletrocardiografia na formação de enfermeiros e médicos, ainda existem lacunas no ensino dessa disciplina, e que a utilização de tecnologias educacionais e de metodologias ativas pode contribuir para uma aprendizagem mais significativa dos alunos (CANNAVAN; AOLI; GOMES,2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a eficácia da metodologia ativa de aprendizagem na disciplina de eletrocardiografia durante o internato em clínica médica, mostra que a utilização de simulações clínicas e discussões de casos clínicos pode contribuir para uma aprendizagem mais significativa e para a aquisição de habilidades práticas pelos alunos (SILVA; ASSUNÇÃO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo relevante na área foi realizado por Pereira et al. (2020), que desenvolveram um sistema tutor inteligente gamificado instrutor de eletrocardiograma. O sistema utiliza a gamificação como estratégia para tornar o processo de aprendizagem mais motivador e envolvente para os alunos, e o sistema tutor inteligente proporciona um feedback personalizado e imediato, favorecendo a aprendizagem autônoma e a identificação de pontos de melhoria pelos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, é importante que as instituições de ensino busquem estratégias que possam contribuir para uma formação mais completa dos alunos na área da eletrocardiografia. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo relatar a experiência da disciplina de eletrocardiografia em uma instituição de ensino superior, descrevendo a metodologia adotada e os resultados alcançados com a utilização de tecnologias educacionais e de metodologias ativas de aprendizagem. Espera-se, com isso, contribuir para a discussão sobre a importância da disciplina de eletrocardiografia na formação de profissionais da área da saúde e para a busca por estratégias de ensino mais efetivas na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trate-se de um estudo descritivo de natureza relato de experiência, elaborado a partir da vivência de alunos do curso de medicina ao contato com a matéria de eletrocardiografia, mostrando a evolução no conhecimento e na prática de eletrocardiograma na cidade de Parnaíba Piauí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foram utilizados artigos em inglês e português das plataformas, pubmed, scielo e google acadêmico, sendo selecionados artigos dos anos 2016 até 2023, e utilizando como descritores “eletrocardiograma”, “aprendizado ativo”, “ECG”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RELATO DE EXPERIÊNCIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciamos este relato através de palestras que serviram como forma de revisão sobre a anatomia, fisiologia de todo o sistema cardiovascular e somatórios de vetores. Além disso, fomos incentivados a nossa auto-capacitação para a melhor compreensão do que estava sendo ministrado nas palestras. O entendimento do tema abordado em sala de aula é exigido para o aprendizado de eletrocardiografia (LIMA <em>et al.,</em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Revisado a anatomia e fisiologia do sistema cardiovascular, percebemos que dando ênfase ao sistema de condução elétrico específico do coração, podemos ter o raciocínio desse impulso elétrico coordenado justificando as características do ECG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que foi exposto no parágrafo anterior é descrito da seguinte forma: o nó sinusal inicia um impulso elétrico que se espalha pelos átrios. Pelos feixes internodais posterior, médio e anterior, até o nó atrioventricular. Pelo feixe interatrial anterior ou Bachmann até o átrio esquerdo. Esses eventos levam as contrações dos mesmos. Do nó atrioventricular, o impulso parte pelo feixe atrioventricular comum ou feixe de His e se espalha para impulso às fibras de Purkinje que o espalhará por todo ventrículo direito. O ramo esquerdo do feixe His levará o impulso pela divisão ântero-superior esquerda e póstero inferior esquerda também as fibras de Purkinje que o espalhará por todo ventrículo esquerdo (MORAES; NUNES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, revisamos as ondas, intervalos e segmentos encontrados em um eletrocardiograma normal, após este entendimento, aprendemos as derivações que devem ser vistas, qual parte do coração essas derivações eram responsáveis por captar sinais. (CANNAVAN; AOKI; GOMES, 2023). Vimos também, como saber que o eletrocardiograma foi feito de forma adequada, contando com identificação do paciente e estandardização adequada. Por fim, tivemos contato com vários exemplares de exames que foram realizados por nosso professor, tais exemplares treinaram nosso olhar sobre o exame. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o aprendizado teórico bem compreendido e o treinamento do olhar, começamos a ter o contato com o eletrocardiógrafo, e aprendemos como manuseá-lo, neste momento aprendemos a colocar as ventosas em suas localizações adequadas, analisar a estandardização e a fazer o exame de forma simples e didática. Com a participação dos alunos fazendo o papel de pacientes e também de médicos em formação para a análise e interpretação do ECG, detalhando ritmo, eixo, morfologia, duração, amplitude das ondas, intervalos e segmentos<strong>.</strong> Mostrando a importância do método ativo para a aprendizagem dentro da área da saúde (FARIA; AMARAL,2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltamos novamente para aula teórica, onde aprendemos sobre o triângulo de Einthoven, vimos a divisão das derivações em unipolares e bipolares, e como as derivações bipolares, D1, D2 e D3 formavam este triângulo juntamente com AVF, AVL e AVR que formam a parte intrínseca deste triângulo. Compreender este conhecimento é de suma importância para a aprendizagem de eletrocardiografia (ALVES; CHAVES; MUNIZ,2021). Vimos também o eixo que é formado através deste triângulo. A angulação entre -30<sup>o</sup> e 90<sup>o</sup> é considerada normal, e qualquer alteração desta angulação pode significar alguma patologia ou erro no exame.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o aprendizado fisiológico, iniciamos o aprendizado patológico. Iniciamos vendo arritmias, onde vimos a arritmia sinusal, auricular, flutter atrial, batimentos prematuros e as extras sístoles. Além disso, os bloqueios de condução, tanto do nó atrioventricular como os de ramos também. Vimos como detectar as dilatações e hipertrofias de todas as câmaras cardíacas, além de como detectar sobrecargas das câmaras cardíacas e extrassístoles. (MACHADO <em>et al.,</em>2019). O conhecimento sobre essas alterações contribui para os diagnósticos de futuros pacientes que teremos contato. O nosso entendimento sobre tais patologias citadas anteriormente são importantes para o prognóstico do paciente, exemplo disso seria o acompanhamento de um paciente com hipertrofia ventricular esquerda, o mesmo é visto e diagnosticado com essa patologia através do índice de Sokolov-Lyon e tal patologia por ocasionar hiper ação dos cardiomiócitos podem evoluir para um infarto agudo do miocárdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O infarto agudo do miocárdio, é uma patologia com grande índice de mortalidade e além de normalmente deixar sequelas nos pacientes acometidos. Essa patologia apresenta alguns fatores que o predispõem, à idade é um deste fatores, além dos níveis elevados de colesterol, o diabetes, o tabagismo, obesidade, patologias cardíacas preexistentes e até fatores hereditários. Os sinais e sintomas mais frequentes do IAM são: dor torácica persistente, de início súbito e forte intensidade, localizada sobre a região esternal com irradiação para o braço esquerdo e mandíbula. Vale estacar que juntos da sintomatologia supracitada, essa enfermidade pode vir acompanhada de sudorese, náusea, vômito, palidez, podendo ocorrer uma síncope (OLIVEIRA; DE MARQUES, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a confirmação desta patologia, é necessário a utilização do eletrocardiograma, essa doença apresenta três fases. Inicia-se com isquemia o que é visto no ECG como um apliculamento da onda T, vale lembrar que é necessário o aparecimento desta alteração em pelo menos duas derivações contiguas, isso ocorre com pouco tempo do inicio da patologia. Em seguida, o coração terá uma lesão que aparecerá como supradesenvolvimento do segmento ST ou infradesenvolvimento de deste mesmo segmento, mais uma vez sendo duas derivações contíguas. E sua última fase, na necrose que aparecerá a onda Q patológica (SIQUEIRA <em>et al.,</em>2021; BARROS <em>et al</em>.,2019). O conhecimento sobre infarto agudo do miocárdio e de outras patologias já citadas anteriormente são importantes para a nossa conduta e manejo com nossos pacientes no futuro. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, o processo de aprendizado em eletrocardiografia foi abrangente e enriquecedor. Começamos com uma revisão detalhada da anatomia e fisiologia do sistema cardiovascular, compreendendo o funcionamento do sistema de condução elétrico específico do coração. Isso nos permitiu entender as características do eletrocardiograma (ECG) e como interpretá-lo corretamente. Avançamos para o estudo das ondas, intervalos e segmentos presentes em um ECG normal, além de explorar as derivações e sua relação com as diferentes partes do coração. Através de exemplos práticos e da interação com o eletrocardiógrafo, adquirimos habilidades na realização do exame e na análise dos resultados. O aprendizado teórico aliado à prática nos preparou para identificar ritmos cardíacos, avaliar parâmetros como eixo, morfologia, duração e amplitude das ondas, bem como reconhecer alterações e patologias, permitindo-nos oferecer diagnósticos mais precisos aos futuros pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em adição, destacamos a importância do método ativo de aprendizagem dentro da área da saúde. Ao desempenharmos o papel de pacientes e médicos em formação durante as atividades práticas, desenvolvemos habilidades de observação, análise e interpretação do ECG. Essa abordagem prática nos permitiu aprimorar nosso olhar clínico, além de reforçar os conhecimentos teóricos adquiridos. A compreensão do triângulo de Einthoven, bem como a identificação das diferentes arritmias, bloqueios de condução, sobrecargas atriais e ventriculares, extrassístoles, hipertrofias ventriculares, atriais e até infarto agudo do miocárdio, foram fundamentais para o desenvolvimento de habilidades diagnósticas mais precisas. As práticas propiciaram confiança e aprimoramento, e o conhecimento adquirido na disciplina eletrocardiografia nos capacitou para uma futura prática clínica mais eficaz e segura, contribuindo para o cuidado e bem-estar dos nossos futuros pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Felipe Vieira; CHAVES, Ciro Campos; MUNIZ, Tarcila Oliveira Matos. Sistema para Aquisição de Sinais de Eletrocardiograma como Ferramenta para Fins Acadêmicos. <strong>VETOR-Revista de Ciências Exatas e Engenharias</strong>, v. 31, n. 1, p. 1122, 2021.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, João Victor et al. A relação do supra-desnível do segmento st e o infarto agudo do miocárdio. <strong>Cadernos da Medicina-UNIFESO</strong>, v. 2, n. 2, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, M.N.D.S., et al. Nova metodologia de Ensino do ECG: Desmistificando a Teoria na Prática – Ensino Prático do ECG. <strong>Rev. bras. educ. med.;</strong> v. 40, nº4, p. 751756, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CANNAVAN, Priscila Moreno Sperling; AOKI, Roberta Nazario; GOMES, Roni Daniel. O ensino do eletrocardiograma na educação superior em enfermagem: revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 12, n. 1, p. e5012139411e5012139411, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chung, D., et al. Construction of an electrocardiogram database including 12 lead waveforms. <strong>Healthcare informatics research</strong>, v. 24, nº 3, p. 242—246, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DE MELLO, Paulo Roberto Bezerra et al. Retorno Às Atividades Presenciais Pós Pandemia: Relato De Experiência No Ensino De Medicina. <strong>In: Anais do Workshop de Boas Práticas Pedagógicas do Curso de Medicina</strong>. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARIA, Bárbara Caroline Dias; AMARAL, Clésio Gontijo do. O uso de metodologias ativas de ensino-aprendizagem em pediatria: uma revisão narrativa. <strong>Revista Brasileira de Educação Médica</strong>, v. 45, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, Carlos José Mota de et al. Desenvolvimento e Validação de um Aplicativo Móvel para o Ensino de Eletrocardiograma. <strong>Revista brasileira de educação médica</strong>, v. 43, p. 157-165, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACHADO, André Willian et al. Eletrocardiograma e telemedicina: uma revisão sistemática sem metanálise. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCOLINO, M.S., et al. Cardiovascular emergencies in primary care: An Observational retrospective study of a large-scale telecardiology service. São Paulo <strong>Medical Journal</strong>, v.135, nº 5, p. 481-487, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAES, Ana Carolina; NUNES, Carlos P. Aprendizado em Eletrocardiografia entre Alunos da UNIFESO. <strong>Revista da Faculdade de Medicina de Teresópolis</strong>, v. 3, n. 2, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OLIVEIRA, L. A. M.; DE, MARQUES. Cuidados de enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio: uma revisão integrativa. <strong>Brazilian Journal of sugery and clinical research</strong>, v. 28, n. 3, p. 77-79, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Larissa Acioli et al. Desenvolvimento de sistema tutor inteligente gamificado instrutor de eletrocardiograma. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSA, Sales José Lopes Gonçalves et al. Educação em tempos de pandemia: o contexto do ensino médico no Brasil<strong>. Itinerarius Reflectionis</strong>, v. 17, n. 3, p. 18-33, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Márcia Cristina Amélia da; ASSUNÇÃO, Maria Elisa Lucena Sales de Melo. Eficácia de Metodologia Ativa de Aprendizagem do ECG no Internato em Clínica Médica. <strong>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</strong>, v. 119, p. 22-26, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SIQUEIRA, Luciano et al. Biomarcadores de necrose miocárdica precoce. <strong>Revista Ciência &amp; Humanização do Hospital de Clínicas de Passo Fundo</strong>, v. 1, n. 1, p. 105-122, 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Discente do curso de Medicina da FAHESP/IESVAP, Parnaíba Piauí Brasil<br>²Docente do curso de Medicina da FAHESP/IESVAP, Parnaíba Piauí Brasil</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL</title>
		<link>https://revistaft.com.br/perfil-epidemiologico-da-leishmaniose-visceral-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 16:15:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=80884</guid>

					<description><![CDATA[REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8015499 Éryca Maria Teixeira da Silva1Sâmia de Sá Moreira Braga2Marcello de Alencar Silva3Rayssa Maria De Araujo Carvalho4João de Jesus Cantinho Júnior5Gabriela Dantas Carvalho6Suely Moura Melo7Klégea Maria Câncio Ramos Cantinho8 RESUMO INTRODUÇÃO:A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose transmitida pela picada do flebótomo fêmea Lutzomyia longipalpis, tendo como hospedeiros intermediário os cães de ambiente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8015499</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Éryca Maria Teixeira da Silva<sup>1</sup><br>Sâmia de Sá Moreira Braga<sup>2</sup><br>Marcello de Alencar Silva<sup>3</sup><br>Rayssa Maria De Araujo Carvalho<sup>4</sup><br>João de Jesus Cantinho Júnior<sup>5</sup><br>Gabriela Dantas Carvalho<sup>6</sup><br>Suely Moura Melo<sup>7</sup><br>Klégea Maria Câncio Ramos Cantinho<sup>8</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">INTRODUÇÃO:A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose transmitida pela picada do flebótomo fêmea <em>Lutzomyia longipalpis</em>, tendo como hospedeiros intermediário os cães de ambiente doméstico. Dentre os países da América Latina, o Brasil detém o maior número de casos documentados, onde 90% dos casos notificados são da região do Nordeste OBJETIVO: Descrever os fatores que pode influenciar na incidência da Leishmaniose Visceral no Brasil. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão sistemática, realizada no período setembro de 2020 à abril de 2021, através da busca nas bases de dados <em>on-line</em>: SCIELO, PUBMED e LILACS, através dos descritores: “leishmaniose visceral’’, “socioeconômico”, “clima” , “saneamento básico” e “cão”, nas línguas portuguesa e inglesa. Foram incluídos estudos com foco na LV no Brasil, publicados dentro do recorte temporal entre 2015 e 2020. Os dados foram organizados através do software Excel e foram expressos em tabelas. RESULTADOS: Foram selecionados 17.736 artigos, destes apenas 16 estudos foram contemplados. Os autores relataram que a população mais afetada vive em condições socioeconômicas precárias, tendo como principal fator a falta de saneamento básico nessas regiões e animais, como os cães, que por viverem no mesmo ambiente aumentando a possibilidade de se tornarem soropositivos para a doença. Segundo alguns autores, as mudanças climáticas ajudam na proliferação da doença, tanto por fazer com que o processo de migração de pessoas seja constante, por estarem em lugares onde o clima não favorece a sua vivência e levando as pessoas a morarem em possíveis áreas endêmicas, quanto pelas temperaturas influenciarem na multiplicação do vetor. Enfim, por meio do estudo realizado é possível averiguar que os fatores urbanos influenciam na infecção por Leishmaniose Visceral, porém não só os fatores urbanos, quanto a doença, não possuem uma visibilidade adequada como deveria ter.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chaves: </strong>Leishmania visceral. Clima. Cão. Saneamento Básico. Socioeconômico</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ, 2013), a leishmaniose é uma doença causada pelo protozoário do gênero <em>Leishmania,</em> da família Trypanosomatídae, podendo ser dividida em leishmaniose tegumentar americana, que acomete a pele e mucosa dos infectados; e leishmaniose visceral (LV), conhecida popularmente como “calazar ou barriga d’água”, que acomete os órgãos internos, ao qual destaca-se pela alta letalidade, tendo maior prevalência pela periferia de zonas urbanas e rurais de regiões tropicais e subtropicais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LV é uma zoonose transmitida pela picada do flebótomo fêmea <em>Lutzomyia longipalpis, </em>onde os cães de ambiente domésticos (<em>Canis familiaris)</em> são os mais comuns hospedeiros intermediários e frequentes reservatório para os vetores, e em ambientes silvestres são as raposas e os marsupiais e tendo como hospedeiro definitivo o ser humano (GUIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, 2016; LEWGOY <em>et al.,</em> 2020).<strong>&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O período da incubação da LV no ser humano varia de 10 dias a 24 meses, com uma média de 2 a 6 meses, estando as crianças e os idosos mais propensos a serem acometidos pela doença, nos quais manifestarão a sintomatologia de forma aguda com febre, tosse, diarreia e hepatoesplenomegalia, ou crônica, apresentando caquexia, edema, hemorragias, piodermites, otite média aguda, infecções no trato respiratório e urinário, linfadenopatia, leucopenia com anemia, hipergamaglobulinemia e hipoalbuminemia (ALAVRENGA <em>et al., </em>2010).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os 12 países da América Latina onde a doença já foi notificada, é no Brasil o maior número de casos documentados (SCANDAR <em>et al., </em>2011), onde 90% dos casos notificados teve como foco a região Nordeste (COSTA <em>et al.,</em> 2018). Nos últimos dez anos, foram registrados 42.067 casos no Brasil. Diante disso, ocorreram 2.704 óbitos, e a incidência média foi de 1,92 casos por 100.000 habitantes (BRASIL, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o controle da LV está centrado no diagnóstico e tratamento precoces, redução da população de vetores e eutanásia de cães com diagnóstico sorológico e/ou parasitológico positivo(BRASIL, 2006), contudo, a ecologia e epidemiologia da doença é complexa, uma vez que o vetor apresenta elevada capacidade de adaptação a diferentes ambientes, inclusive o urbano, possibilitando a reativação constante do ciclo de transmissão(SILVA, et al., 2012; COSTA, et al., 2013).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Drumond e Costa (2011), a incidência da doença está diretamente relacionada com os fatores socioeconômicas, tendo como principal agravante a falta de saneamento básico e a alta incidência de cães abandonados nas ruas que são susceptíveis a serem soropositivos para LV (COSTA et al., 2018; OMS, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério da saúde (2019), na área urbana, o cão (<em>Canis familiaris</em>) é a principal fonte de infecção. O governo brasileiro desenvolveu o Programa de Controle da Leishmaniose Visceral para o combate da doença através da criação de estratégias pactuadas para diminuir a transmissão do parasito a fim de controlar a ação dos vetores e reservatórios (BRASIL, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partindo disso, uma das formas de promover o controle dos vetores é intervir de forma precoce no processo de disseminação parasitária. Diante deste cenário, considerando o alto índice de contaminação da LV na zona urbana, o objetivo deste estudo é investigar os fatores que podem influenciar na incidência da LV na área urbana no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 METODOLOGIA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma revisão sistemática, realizada no período setembro de 2020 à abril de 2021, através da busca nas bases de dados <em>on-line</em>: Scientific Electronic Library Online (SCIELO), a U. S. National Library of Medicine (PUBMED) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), através dos descritores em ciências da saúde da BIREME (DECs): “leishmaniose visceral’’, “socioeconômico”, “clima” , “saneamento básico” e “cão”, nas línguas portuguesa e inglesa, de forma isolada e combinada, utilizando o operador booleano “and”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos estudos foi realizada pelos autores que compõem o presente trabalho de forma independente. Os artigos foram selecionados, inicialmente, pela leitura do título e resumo do trabalho, em seguida, os estudos potencialmente relevantes para a revisão foram analisados por meio da leitura do texto completo afim de se confirmarem os critérios de elegibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contemplaram como critérios de inclusão: estudos com foco na LV no Brasil, publicados dentro do recorte temporal entre 2015 e 2020, sendo inclusos artigos observacionais transversais e de coorte, estudos retrospectivos, relato de casos, estudo de caso-controle, qualitativos, inquéritos, estudos ecológicos, descritivos, seccional, epidemiológicos, análise de impactos e ensaios clínicos randomizados. Foram excluídas publicações em anais de eventos, resumos de congressos, capítulos de livros, artigos de revisão ou sem metodologia clara e artigos duplicados, boletins informativos, cartas, dissertações e teses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade metodológica foi analisada por dois avaliadores, e qualquer problema de divergência foi resolvido por consenso. Na elaboração da pergunta da pesquisa e na busca nas bases de dados foi baseada na estratégia do anagrama PICOS, onde vai evidenciar a população estudada,a intervenção, a comparação, o desfecho e o tipo de estudo (GALVÃO; PEREIRA, 2014). Sendo assim, pôde-se apurar melhor os dados encontrados. A seguir a tabela contendo os componentes da pergunta da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram organizados utilizando o software Excel<sup>®</sup>, sendo expressos em forma de tabelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram selecionados 17.736 artigos, destes apenas 13 estudos foram contemplados conforme os critérios de seleção apresentados, conforme descrito na Tabela 1. A estratégia de busca e seleção está sumarizada na Figura 1.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1:</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Banco de bases</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Descritores</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="4">&nbsp; &nbsp; SCIELO e na LILACS &nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">“leishmaniose visceral <em>AND</em> clima”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“leishmaniose visceral <em>AND</em> fatores socioeconômico”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“leishmaniose visceral <em>AND</em> cão”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“leishmaniose visceral <em>AND</em> saneamento”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" rowspan="4">&nbsp; &nbsp; PUBMED &nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">“visceral leishmaniasis <em>AND</em> climate”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“visceral leishmaniasis AND socioeconomic factors”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“visceral leishmaniasis AND dog”</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">“visceral leishmaniasis AND sanitation”</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria própria (2020)</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1: </strong>Fluxograma com seleção dos estudos</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-310.png" alt="" class="wp-image-80887" width="385" height="613" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-310.png 385w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image-310-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 385px) 100vw, 385px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Fonte:</strong> Autoria própria (2020)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os artigos selecionados são apresentados Tabela 2, onde descrevem a caracterização dos artigos selecionados.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: </strong>Caracterização dos estudos incluídos nessa revisão.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>AUTOR/ANO</strong></td><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>OBJETIVOS</strong></td><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>TIPOS DE ESTUDOS</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(ORTIZ; ANVERSA., 2015)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Descrever as características epidemiológicas dos casos de leishmaniose visceral notificados no município de Bauru, no período de 2004 a 2012.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Estudo descritivo, com dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), gerido pela Secretaria Municipal de Saúde.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(CARMO; LUZ; BEVILACQUA., 2016)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Compreender a percepção de agentes de saúde e população sobre as ações de prevenção e controle da LV, procurando identificar lacunas, desafios e perspectivas.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Qualitativa que se volta para os significados e a intencionalidade das ações nos contextos das estruturas sociais.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(COSTA&nbsp;<em>et al.,&nbsp;</em>2016)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Descrever a atuação da Vigilância Ambiental em Saúde no controle da Leishmaniose visceral em um condomínio do Distrito Federal no ano de 2012.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Relato de caso, foram realizadas, em parte, medidas de prevenção e controle da LV frente a ocorrência de casos de LVH no Distrito Federal.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(MENEZES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2016)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Investigar o conhecimento da população sobre as leishmanioses e a ocorrência de fatores de risco&nbsp;peri domiciliares&nbsp;associados à população no município de Formiga, Minas Gerais.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Inquérito domiciliar com uma amostra de 427 indivíduos entre maio e julho de 2011. &nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(FIGUEREDO&nbsp;<em>et al.,&nbsp;</em>2017)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Examinar o papel de fatores ambientais relacionados à ocupação urbana na ocorrência de infecção por <em>L.&nbsp;infantum</em>&nbsp;em cães, utilizando imagens de sensoriamento remoto (SR).</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Estudo caso-controle em que foram definidos como domicílios com, pelo menos, um cão com infecção por <em>L.&nbsp;infantum</em>, e controles (n = 453) corresponderam a moradias onde não foram registrados cães infectados.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(RODRIGUES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2017)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Analisar os dados relacionados à transmissão da leishmaniose visceral, no município de Fortaleza, e discutir a respeito da distribuição do vetor, reservatório doméstico e casos humanos ocorridos no período de 2009 a 2013.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Estudo é do tipo descritivo realizado por meio de levantamento de dados secundários.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(TOLEDO&nbsp;<em>et al.,&nbsp;</em>2017)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Analisar os determinantes da ocorrência da leishmaniose visceral humana vinculados às condições de vulnerabilidade.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Trata-se de um estudo ecológico, cuja unidade de análise espacial foi a Unidade de Análise Territorial em Araguaína, Estado do Tocantins, Brasil, de 2007 a 2012.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(ABRANTES&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2018)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Avaliar a associação entre características ambientais obtidas por sensoriamento remoto e a ocorrência da leishmaniose visceral canina em área de recente introdução da doença no bairro do Jacaré, Município de Niterói.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Estudo seccional para avaliação da prevalência de leishmaniose visceral canina, definida por meio da positividade no teste&nbsp;imunocromatográfico&nbsp;rápido.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(RANGEL., 2018)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Descrever os atuais cenários e os desafios da vigilância e do controle para o enfrentamento da doença no estado de São Paulo.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">O estudo realizado foi do tipo descritivo retrospectivo, considerando a detecção e a frequência dos principais elementos da cadeia de transmissão da leishmaniose visceral e período de ocorrência nos diversos municípios e mesorregiões do estado de São Paulo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(REIS&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2019)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Identificar a correlação entre a taxa de incidência de leishmaniose visceral e fatores climáticos e ambientais, nos municípios do Estado do Tocantins de 2007 a 2014.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Estudo ecológico e analítico que utiliza como unidades de análise os municípios do Estado do Tocantins.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(EVARISTO&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Determinar a&nbsp;soroprevalência, fatores associados à soropositividade à&nbsp;infecção por&nbsp;<em>Leishmania</em>&nbsp;em cães e análise espacial em seis municípios do semiárido de Pernambuco, Brasil.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Um inquérito sorológico, observando a distribuição espacial e outros fatores associados à leishmaniose entre cães em áreas endêmicas para este parasita nos municípios deste estudo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(MORAIS&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Analisar as ações desenvolvidas para o controle da leishmaniose visceral a partir de indicadores epidemiológicos de controle de reservatórios caninos e as associações entre esses indicadores e a ocorrência de leishmaniose visceral em Belo Horizonte.</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Trata-se de um estudo longitudinal observacional, onde foram utilizados indicadores para avaliar o controle do reservatório da leishmaniose visceral canina consolidado para Belo Horizonte.</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left">(VAZ&nbsp;<em>et al.,</em>&nbsp;2020)</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Determinar a prevalência atual de cães soro reagentes para LVC no município de&nbsp;Iguatama&nbsp;e observar o impacto das eutanásias de cães soro reagentes para LV como única medida de controle realizada neste município, considerado área&nbsp;enzoótica&nbsp;para a doença</td><td class="has-text-align-left" data-align="left">Um novo inquérito epidemiológico canino no município de&nbsp;Iguatama, seguindo as normas do Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong> Autoria própria (2020).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3: </strong>Avaliação da qualidade metodológica dos estudos incluídos nessa revisão</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>DESCRIÇÃO</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>ABREVIAÇÃO</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>COMPONENTES DA PERGUNTA</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">População</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">P</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">População Brasileira</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Intervenção</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">I</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fatores urbanos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Comparação</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">C</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Influência na infecção por leishmaniose visceral</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Desfecho</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">De que forma os fatores urbanos influenciam na infecção por LV.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Tipos de estudos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">S</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Estudos observacionais, descritivos, epidemiológicos e seccionais.</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Fonte: </strong>(Modificado) GALVÃO, PEREIRA (2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ortiz e Anversa (2015), realizaram um estudo descritivo utilizando dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e de acordo com o tempo em que foi feito a pesquisa, evidenciaram que a maioria dos casos envolve a população que mora na periferia dos bairros, com condições socioeconômicas precárias e. escassez de saneamento básico, fazendo com que haja um aumento da transmissão da parasitose devido ao grau elevado de exposição dessa população ao vetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma complementar, Toledo <em>et al. </em>(2017) ao relatarem a vulnerabilidade da população de Araguaína (TO) em relação a LV no período de 2007 a 2012, mostrou que houve aumento da população em 30% no período avaliado. Segundos os autores, a falta de saneamento básico e infraestrutura nas regiões consideradas endêmicas fazem com que esse ambiente se torne propício para a proliferação do vetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Manual da Vigilância e Controle da LV (ano) medidas simples como limpeza urbana, eliminação dos resíduos sólidos orgânicos e destino adequado dos mesmos, eliminação de fonte de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, entre outras, contribuem para evitar ou reduzir a proliferação do vetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menezes <em>et al. </em>(2016) realizaram um levantamento a respeito do conhecimento da população sobre as formas de contrair a LV, das 427 pessoas entrevistadas, apenas 7,5% demostraram algum conhecimento em relação a doença. Concomitante a isso, foi investigado os riscos do desenvolvimento de LV no local, evidenciando a presença dos fatores peri domiciliares, tais como os animais domésticos, matas, criatório de galinhas, arvores frutíferas, dentre outros. Essa multiplicidade de fatores ecológicos e epidemiológicos, associada à ocupação urbana desordenada e a outros subjacentes a esse processo, tais como, condições insalubres de moradia e saneamento básico e dificuldades no acesso e na organização dos serviços de saúde, contribuem para a conformação de cenários heterogêneos de transmissão da LV (WERNECK, 2008).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que uma das grandes problemáticas para o controle da LV está no desconhecimento por parte da população sobre os fatores de risco envolvidos na transmissão do vetor. Semelhante ao estudo de Menezes <em>et al.</em> (2016), o estudo realizado por Carmo, Luz, Bevilacqua. (2016), relata as incertezas da parte dos moradores em relação a forma de transmissão da doença. Conforme a descrição da população investigada a falta do saneamento básico foi dita como um dos fatores que influenciam na proliferação da doença e a falta de informação sobre o vetor fez com que os moradores correlacionassem com o mosquito da dengue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somado aos fatores de saneamento básico, o clima é um dos fatores que influencia na proliferação dos flebotomíneos, por se desenvolverem em ambientes úmidos na sua forma larval. Segundo Reis <em>et al. </em>(2019) em Tocantins no período entre os anos de 2007 a 2014 foram evidenciados 2.885 casos de LV. Os autores descrevem que clima ajuda na distribuição da infecção de forma significativa, através da elevação da temperatura no período na noite, a umidade do ar tanto elevada quanto baixa, índice de vegetação melhorado e a precipitação. Contudo, apesar da LV ser caracterizada como uma doença de clima tropical e subtropical, Lima <em>et al.</em> (2021) relatam que a doença apresenta aspectos climáticos, sociais e geográficos diferenciados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do saneamento básico e o clima favorecerem o desenvolvimento dos vetores, há consenso entre os estudos que a principal forma de transmissão se dá pelo <em>Canis familiaris, </em>como mostra os estudos de Rangel (2018) e Morais <em>et al.</em> (2020) que descrevem a alta infecção de LV em São Paulo e Belo Horizonte, avaliados como um dos dois grandes centros urbanos com maior incidência de LV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma semelhante, Costa <em>et al</em>. (2016) discorreram em seu relato de caso a contaminação de uma criança de 11 anos com LV no Distrito Federal, sendo observadas medidas de prevenção com o controle por meio da população humana, o vetor e para os cães. Segundo os autores, mesmo com todas as medidas de controle e de segurança adotada, no mesmo ano um novo caso foi notificado no mesmo condomínio e diante disso foi proposto seguir as medidas de prevenção de acordo com o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, enfatizando o saneamento básico no ambiente, controle dos cães em forma de vacinas, coleiras ou em casos extremos a eutanásia e controle do vetor com a utilização de inseticidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evaristo&nbsp;<em>et al. </em>(2020), evidenciou no inquérito sorológico realizado com a coleta de amostra sanguínea de 467 cães, 77 de cada município de Pernambuco, detectando a positivo para a soroprevalência canina em 42,8%, tendo uma variação no município de Cabrobó de 29,8% a 55,8% considerando a área em que foi realizada do estudo endêmica por conta dos altos níveis de casos, que são associados aos fatores socioeconômicos, ambientais e a presença de cães positivos para a doença, apresentando um risco de transmissão muito grande para a população do municípios de Cabrobó.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rodrigues <em>et al.</em> (2017), a LV no município de Fortaleza no período de 2006 a 2008 evidenciou uma alta transmissão por meio dos cães soropositivo. Dos cães testados, 39.626 os animais positivaram para a doença e destes apenas 14.313 passaram pelo processo da eutanásia, com predomínio para as regiões urbanas: Centro, Quintino Cunha, Messejana, Couto Fernandes, Moundobim e Barra do Ceará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O convívio do cão com outros cães e animais silvestres levou Abrantes <em>et al. </em>(2018), em seu estudo a evidenciar um aumento na presença de Leishmaniose Visceral Canina (LVC). A doença passou a ser observada de forma endêmica e epidêmica nas regiões urbanas devido a migração e urbanização, o que era limitada nas zonas rurais nas regiões no Estado do Rio de Janeiro, tendo uma grande dificuldade de eliminação dos reservatórios e do vetor pela sua capacidade de se adaptar e falta de medidas para o controle de ambos. Os fatores relacionados ao clima e a ocupação de áreas com uma vegetação com muitas florestas, faz com que o ambiente peri domiciliar e domiciliar se torne propício para o vetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LVC foi evidenciada na cobertura de estruturas residenciais domiciliares, com um número de ≤ 25m² por área, ou seja, duas vezes maior quando assemelhada com áreas com pouca vegetação com alcance de ≥ 600m². E a junção de morar em locais com vegetação ampla, com clima propício e proximidade com o ciclo silvestre e peri doméstico faz com que haja uma elevação do número de flebótomos, reforçando a evidência de que os fatores ambientais influenciam na infecção por LVC, que, consequentemente, vai influenciar na infecção por LV humana (FIGUEREDO&nbsp;<em>et al.,&nbsp;</em>2017). De acordo com Silva <em>et al.</em> (2016), ao analisarem as amostras sanguíneas de 362 cães para avaliar a prevalência da LV canina no estado de Paraíba, o número de cães de sexo masculino está duas vezes mais propenso a contrair a doença, dando assim enfoque ao cão como um principal fator de risco para a transmissão da LVC para o humano, tanto de zona rurais como de zonas urbanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carvalho <em>et al., </em>(2020) ressaltam a importância do controle não apenas dos cães de rua, mas chamam atenção para os cães domésticos. Segundo os autores, 385 cães foram testados no município de Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso, destes, 54 positivaram para LVC, onde seus donos desconheciam sobre a doença, evidenciando que a doença ainda segue de forma negligenciada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida de controle do reservatório da LV mais utilizada é a eutanásia, e no município de Iguatama em Minas Gerais, com a realização do primeiro inquérito sorológico em cães, no ano de 2013, foi constatado a prevalência de 8,3% da <em>Leishmania infantum </em>nos cães reagentes e desses animais 84% passaram pelo processo de eutanásia e os demais 16% morreram. Diante disso, um novo inquérito epidemiológico foi realizado na mesma cidade, utilizando amostras sanguíneas de 270 cães, onde apenas 21 dos animais testados positivaram. Foram feitas novas testagens em animais que dera resultados inconclusivos para ambos os testes e o 1 animal que deu positivo no teste de ELISA e indeterminado no teste de DPP, teve soroconverção após 4 meses após a realização dos testes (VAZ <em>et al., </em>2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E de acordo com Vaz <em>et al. </em>(2020), o município de Iguatama necessita de novas medida de controle da doença, por relatar no seu estudo a grande quantidade de casos de LVC, a população que veio a falecer nesse período há a possibilidade de terem sido diagnosticado incorretamente, por não terem registrado nenhum caso de LV no município, evidencia a importância da eutanásia de animais soropositivos para LV, o monitoramento, uso de outras medidas de controle da infecção e o conhecimento da população sobre o procedimento, ressaltando que isso prejudica na eficácia da eutanásia no município de Iguatama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos dados que foram apresentados, pôde-se averiguar que os fatores urbanos mencionados e descritos no trabalho podem influenciar de forma significativa na infecção por Leishmaniose Visceral, diante da avaliação feita em cada estudo discutido sobre a população alvo mencionada. O estudo também ressaltou que a correlação entre os fatores socioeconômicos e os fatores urbanos, influência no aumento da doença por conta das condições de moradias dessas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E de acordo com o que foi abordado em todo o trabalho, pôde-se observar que a doença ainda é negligenciada, levando em conta os níveis de pobreza, falta de saneamento básico e falta de informação adequada sobre a doença de forma geral, ressaltando desde como acontece a infecção, evolução, sintomas e de como se prevenir em relação a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazendo-se necessário investir em mais campanhas de divulgação sobre e a doença e capacitação para profissionais da saúde que lidam com a população mais vulnerável, para que assim possam transmitir um conhecimento maior sobre a doença para a população que se encontram em áreas de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABRANTES, T. R.&nbsp;<em>et al</em>. Fatores ambientais associados à ocorrência de leishmaniose visceral canina em uma área de recente introdução da doença no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.&nbsp;<strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v.&nbsp;34, n.&nbsp;1, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVARENGA, D.G. <em>et al.</em> Leishmaniose visceral: estudo retrospectivo de fatores associados a letalidade. Rev Soc Bras Med Trop 43: 194-197, 2010</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil. Ministério da Saúde.&nbsp;<em>Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral</em>&nbsp;Brasília: MS; 2006. Disponível em: <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_controle_leishmaniose_visceral.pdf">https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_controle_leishmaniose_visceral.pdf</a> Acesso: jun. de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral</strong>. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. <strong>Guia de Vigilância em Saúde: volume único</strong> [recurso eletrônico], 3a. ed. 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARMO, R. F.; LUZ, Z. M. P.; BEVILACQUA, P. D. Percepções da população e de profissionais de saúde sobre a leishmaniose visceral. <strong>Revista Ciência &amp; Saúde Coletiva</strong>, v. 21, n. 2, p. 621-628, fev. 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARVALHO, M.R. <em>et al</em>. Canine visceral leishmaniasis: perception, prevalence, and spatial distribution in municipality of Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso, Brazil. <strong>Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária</strong>, v. 29, n. 2, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, P.L. <em>et al</em>. Ecology of Lutzomyia longipalpis in an area of visceral leishmaniasis transmission in north-eastern Brazil.&nbsp;<strong>Acta Trop.</strong>, v. 126, n. 2, p. 99-102, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, G.R.T. et al. Atuação da Vigilância Ambiental em saúde no controle da Leishmaniose visceral em condomínio horizontal na Região Administrativa Jardim Botânico, Distrito Federal. <strong>Com. Ciências Saúde</strong>, v.27, n. 2, p. 167-172, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COSTA, D.N.C.C. <em>et al.</em> Human visceral leishmaniasis and relationship with vector and canine control measures. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 52, p. 92, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DRUMOND, K.O.; COSTA, F.A.L. Forty years of visceral leishmaniasis in the State of Piaui: a review. <strong>Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo</strong>, v. 53, n. 1, p. 3–11, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">EVARISTO, A.M.C.F. <em>et al</em>. Canine leishmaniasis in the semi-arid region of Pernambuco, northeastern Brazil: epidemiology, factors associated with seropositivity and spatial analysis.<strong>Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária</strong>, v.&nbsp;29, n.&nbsp;2, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGUEIREDO, A.B.F. <em>et al</em>. Uso e cobertura do solo e prevalência de leishmaniose visceral canina em Teresina, Piauí, Brasil: uma abordagem utilizando sensoriamento remoto orbital.&nbsp;<strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v.&nbsp;33, n.&nbsp;10, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Fundação&nbsp;Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Fiocruz Notícias; 2013.Disponível em: &lt;https://agencia.fiocruz.br/leishmaniose&gt;. Acesso em: 2&nbsp;jul.&nbsp;2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIMA, R.G. et al. Perfil epidemiológico da leishmaniose visceral no Brasil, no período de 2010 a 2019. <strong>Revista Eletrônica Acervo Saúde,</strong> v. 13, n. 4, p. 1-10, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEWGOY, B.; MASTRANGELO, A.; BECK, L. Tanato política e biossegurança: dois regimes de governo da vida para a leishmaniose visceral canina no Brasil. <strong>Horizontes Antropológicos</strong>, v. 26, n. 57, p. 145–176, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MENEZES, J.A. <em>et al</em>. Fatores de risco peridomiciliares e conhecimento sobre leishmaniose visceral da população de Formiga, Minas Gerais.&nbsp;<strong>Revista Brasileira de Epidemiologia</strong>, v.&nbsp;19, n.&nbsp;2, p.&nbsp;362–374, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORAIS, M. H. F. <em>et al</em>. Actions to control visceral leishmaniasis: epidemiological indicators to assess its effectiveness in urban areas in Brazil.&nbsp;<strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v.&nbsp;36, n.&nbsp;6, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORTIZ, R. C.; ANVERSA, L. Epidemiologia da leishmaniose visceral em Bauru, São Paulo, no período de 2004 a 2012: um estudo descritivo.&nbsp;<strong>Epidemiologia e Serviços de Saúde</strong>, v.&nbsp;24, n.&nbsp;1, p.&nbsp;97–104, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RANGEL, O. Reflexões sobre cenários, vigilância epidemiológica e controle da transmissão de leishmaniose visceral no estado de São Paulo.&nbsp;<strong>Rev. Inst. Adolfo Lutz</strong>, p.&nbsp;1–5, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REIS, L.L. dos&nbsp;<em>et al</em>. Leishmaniose visceral e sua relação com fatores climáticos e ambientais no Estado do Tocantins, Brasil, 2007 a 2014.&nbsp;<strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v.&nbsp;35, n.&nbsp;1, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES, A.C.M. <em>et al</em>. Epidemiologia da leishmaniose visceral no município de Fortaleza, Ceará.&nbsp;<strong>Pesquisa Veterinária Brasileira</strong>, v.&nbsp;37, n.&nbsp;10, p.&nbsp;1119–1124, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SCANDAR, S.A.S. <em>et al</em>. Ocorrência de leishmaniose visceral americana na região de São José do Rio Preto, estado de São Paulo, Brasil. <strong>BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista (Online)</strong>, v. 8, n. 88, p. 13–22, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, J.P. <em>et al.</em> Factors associated with&nbsp;<em>Leishmania chagasi</em>&nbsp;infection in domestic dogs from Teresina, State of Piauí, Brazil.&nbsp;<strong>Rev. Soc. Bras. Med. Trop</strong>., v. 45, n. 4, p. 480-484, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, R. B.S&nbsp;<em>et al</em>. Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral canina na zona rural do semiárido paraibano e análise de técnicas de diagnóstico.&nbsp;<strong>Pesquisa Veterinária Brasileira</strong>, v.&nbsp;36, n.&nbsp;7, p.&nbsp;625–629, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">TOLEDO, C.R.S. <em>et al</em>. Vulnerability to the transmission of human visceral leishmaniasis in a Brazilian urban area.&nbsp;<strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v.&nbsp;51, n.&nbsp;0, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VAZ, T. P. <em>et al</em>. Evaluation of the euthanasia of seropositive dogs for canine visceral leishmaniasis as the only method of controlling the disease in the enzootic area in the Midwestern Minas Gerais. <strong>Pesquisa Veterinária Brasileira</strong>, v. 40, n. 2, p. 107–112, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WERNECK, G.L. Forum: geographic spread and urbanization of visceral leishmaniasis in Brazil. Introduction.&nbsp;<strong>Cad Saude Publica</strong>, v. 24, n. 12, p. 2937-2940, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WORLD HEALTH ORGANIZATION.&nbsp;<strong><em>Leishmaniasis</em></strong>. 2020. Disponível em: https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis. Acesso em: 17 out. 2020.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>https://orcid.org/0000-0002-6541-1009<br><sup>2</sup>https://orcid.org/0009-0000-1718-7703<br><sup>3</sup>https://orcid.org/0000-0001-9451-2979<br><sup>4</sup>https://orcid.org/0000-0002-2567-0209<br><sup>5</sup>https://orcid.org/0000-0001-7025-3845<br><sup>6</sup>https://orcid.org/0000-0002-9571-3323<br><sup>7</sup>https://orcid.org/0000-0001-9996-0850<br><sup>8</sup>https://orcid.org/0000-0002-1685-5658</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>VIOLAÇÕES SOFRIDAS PELAS DETENTAS NO PERÍODO GESTACIONAL: UM ESTUDO SOBRE O SISTEMA PRISIONAL FEMININO NO PIAUÍ¹</title>
		<link>https://revistaft.com.br/violacoes-sofridas-pelas-detentas-no-periodo-gestacional-um-estudo-sobre-o-sistema-prisional-feminino-no-piaui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 15:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Jurídicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 123/JUN 2023]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistaft.com.br/?p=80875</guid>

					<description><![CDATA[VIOLATIONS SUFFERED BY FEMALE INMATES DURING PREGNANCY: A STUDY ON THE FEMALE PRISON SYSTEM IN PIAUÍ REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8014336 Marilucia Castro da Silva2 Samya Karine de Sousa Sá Carvalho3Gustavo Luís Mendes Tupinambá Rodrigues4 RESUMO O atual sistema prisional feminino é caracterizado por expressões de violações direitos femininos, cuja estrutura é inadequada, não oferece as mínimas condições [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">VIOLATIONS SUFFERED BY FEMALE INMATES DURING PREGNANCY<strong>: </strong>A STUDY ON THE FEMALE PRISON SYSTEM IN PIAUÍ</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.8014336</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Marilucia Castro da Silva<sup>2</sup><br> Samya Karine de Sousa Sá Carvalho<sup>3</sup><br>Gustavo Luís Mendes Tupinambá Rodrigues<sup>4</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O atual sistema prisional feminino é caracterizado por expressões de violações direitos femininos, cuja estrutura é inadequada, não oferece as mínimas condições de higiene e saúde, nem integridade física e moral, à proteção da dignidade humana, tanto das gestantes, quanto das parturientes e nascituras e até mesmo em relação à própria vida dessas mulheres que se encontram custodiadas pelo estado.&nbsp; Nesse sentido os objetivos consistem em analisar as violações sofridas pelas detentas no período gestacional e puerperal durante o cárcere nas penitenciárias do Brasil, em especial no Piauí, durante o período de 2015 a 2022. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. O levantamento bibliográfico foi realizado através dos artigos indexados nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no Google Acadêmico e nas revistas jurídicas, assim como nos sites do STF e do Juris.sp. As publicações selecionadas foram dos últimos anos compreendidos entre 2015 a 2022. Os resultados evidenciaram que a situação da mulher encarcerada no Piauí é marcada pela invisibilidade e pela ausência de direitos, constituindo, dupla violência, tanto para as detentas quanto para os filhos, não há acompanhamento do pré-natal, nem puerpério, também as instalações não oferecem berçários e nem creches. Conclui-se que a precarização do sistema prisional contribui para as violações sofridas pelas detentas no período gestacional e puerperal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave</strong>: Detentas. Sistema Prisional. Violações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The current female prison system is characterized by expressions of violations of female rights, whose structure is inadequate, does not offer the minimum conditions of hygiene and health, nor physical and moral integrity, the protection of human dignity, both of pregnant women, women in labor and unborn children. and even in relation to the very lives of these women who are in the custody of the state. In this sense, the objectives are to analyze the violations suffered by the detainees in the gestational and puerperal period during imprisonment in Brazilian penitentiaries, especially in Piauí, during the period from 2015 to 2022. The methodology used was bibliographical research. The bibliographic survey was carried out through articles indexed in the Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (CAPES), Google Scholar and legal journals, as well as on the websites of the STF and Juris .sp. The selected publications were from the last years between 2015 and 2022. The results showed that the situation of incarcerated women in Piauí is marked by invisibility and the absence of rights, constituting double violence, both for the inmates and for the children, there is no prenatal care, nor puerperium, also the facilities do not offer nurseries or daycare centers. It is concluded that the precariousness of the prison system contributes to the violations suffered by the inmates during the gestational and puerperal period.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Keywords: </strong>Female inmates. Prison system. Violations.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo delimita-se a análise temática do tratamento dispensado à mulher no sistema prisional do Piauí, principalmente em relação à sua invisibilidade, uma vez que se trata de um indicador complexo e preocupante do atual sistema penal brasileiro, ao não proporcionar tratamento digno, bem como não cumprir a função principal da pena que é de ressocialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, há problemas estruturais, culturais, políticos e éticos relacionados ao cárcere feminino, que vão desde o conjunto arquitetônico inadequado às mulheres, passando pela superlotação, até à violência obstétrica que quando não fere fisicamente, se materializa em violência psicológica e emocional. Observa-se que o tratamento e assistência inadequados que o sistema prisional brasileiro oferece para às mulheres em estado gestacional e puerperal não atendem o que determina a Constituição Federal do Brasil e a Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/84), sendo uma afronta aos Direitos Humanos, devido à ausência da tutela aos direitos básicos conferidos às mulheres que se encontram custodiadas pelo Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a esse contexto que ultrapassa as celeumas sociais e jurídica, o estudo tem como problema de pesquisa o seguinte indagamento: Quais as dificuldades enfrentadas pelas presidiárias durante o período gestacional e puerpério no Piauí?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses questionamentos serão esclarecidos por uma pesquisa bibliográfica, do tipo estudo sistematizado ou pesquisa integrativa, com abordagem qualitativa e documental, que se construiu através de levantamento de dados encontrados na literatura já existente, por meio da consulta em livros e artigos originais, acerca do tema da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>Na pesquisa bibliográfica, a fonte das informações está sempre na forma de documentos, escritos, podendo estar impressos ou eletrônicos. O levantamento bibliográfico foi realizado através dos artigos indexados nas bases de dados <em>Scientific Eletronic Library Online </em>(SCIELO), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no Google Acadêmico e nas revistas jurídicas, assim como nos sites do STF e do Juris.sp. As publicações selecionadas foram dos últimos anos compreendidos entre 2015 a 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, os objetivos desse estudo consistem analisar as violações sofridas pelas detentas no período gestacional e puerperal durante o cárcere nas penitenciárias do Brasil, em especial no Piauí, durante o período de 2015 a 2022. Assim como revisar a bibliografia sobre a trajetória histórica do encarceramento feminino e a influência do atual sistema prisional brasileiro, além de demonstrar por meio da literatura a invisibilidade da mulher em situação de cárcere no âmbito do tratamento dispensado à presa grávida e puérpera à luz da Lei de Execução</p>



<p class="wp-block-paragraph">Penal e refletir sobre a violência obstétrica sentida por mulheres encarceradas, desde o período pré-natal até o puerpério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Justifica-se o estudo pela necessidade em atualizar as evidências científicas sobre a situação carcerária em que vivem as mulheres, a fim de contribuir com ações e estratégias mais eficazes sobre esse tema. Assim, como apresentar a missão do estado em relação aos problemas estruturantes e a precariedade higiênica do sistema penitenciário feminino no Brasil, assim como a violência obstétrica sentida por mulheres encarceradas, desde o período pré-natal até o pós-parto e puerpério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma melhor compreensão do estudo dividiu-se em capítulos. No primeiro capítulo, será tratado sobre a trajetória do encarceramento feminino e a influência do atual sistema prisional brasileiro. No segundo capítulo, será analisado a invisibilidade da mulher em situação de cárcere no Âmbito do tratamento dispensado à presa grávida e puérpera à luz da Lei de Execução Penal. No terceiro capítulo serão apresentados os dados da violência obstétrica sentida por mulheres encarceradas no Piauí, desde o período pré-natal até o puerpério.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 A TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO ENCARCERAMENTO FEMININO E A INFLUÊNCIA DO&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ATUAL SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher é historicamente submissa ao homem, nascida e criada para cumprir com os deveres e obrigações de casa aos quais estavam destinadas. Desse modo, qualquer outra atribuição que a mulher exercesse na sociedade era considerada secundária, sem relevância, devido a cultura do patriarcalismo e o machista estrutural, que permeou o Brasil, até a promulgação da Constituição de 1988. Assim, competia a mulher a responsabilidade por todo o serviço de casa, que incluía limpeza, cozinha, e a criação e educação de seus filhos, vista como o sexo frágil, não detinha direitos nem poderes, diferente do homem, o qual possuía o pátrio poder, conferido ao chefe da família, que tinha o dever de prover o sustento, a alimentação, a saúde, ou seja, era o provedor (ALVES; DA SILVA, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa divisão sexual do trabalho, assim como a trajetória do feminismo tem seu início teórico e ideológico a partir dos movimentos de luta por direitos civis, e por meio de pensadoras como Simone Beauvoir e Virgínia Wolf desencadearam-se intensos debates sobre os direitos das mulheres e a suas demandas sociais, com disseminação de textos reflexivos que situavam a mulher no seu meio, despertando a consciência de seus pares para a sua importância social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, é notório que o sistema capitalista usa dos estigmas e padrões impostos pela sociedade para selecionar classes consideradas menos favorecidas para explorar exaustivamente sua mão de obra em favor do lucro e dessa maneira aumentar a exploração de uma classe sobre a outra, e isso não é diferente com as mulheres, pois, apesar do grande espaço conquistado pela mulher, a mesma ainda é vista como inferior. Dessa forma, esse fato acaba intensificando ainda mais a divisão sexual do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colaborando com esse posicionamento e com a reflexão da divisão sexual do trabalho os pensadores e percursores do socialismo no mundo vem explicar a posição da mulher na sociedade e no mercado de trabalho, entendendo que, a divisão do trabalho, provoca contradições, e repousa por sua vez na divisão natural do trabalho na família e na separação da sociedade em famílias isoladas e opostas umas às outras. Assim, a divisão do trabalho significa a repartição do trabalho e de seus produtos, distribuição desigual, na verdade, tanto em quantidade quanto em qualidade (MARX; ENGELS, 1988).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse estudo, os autores deixam clara a posição que a mulher é vista na sociedade, principalmente em relação aos homens. Os próprios escritores destacam a relação de escravidão sofrida, principalmente em função do homem. Ademais, no mesmo trecho, ainda se fala sobre a distribuição desigual, tanto na qualidade de emprego, quanto na quantidade dos mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, esse machismo secular ainda reverbera n sociedade e a luta pela igualdade de gênero, só recentemente tem obtido resultados satisfatório, haja vista que as mulheres veem paulatinamente conquistando direitos sociais e políticos como foi o direito ao voto, ao trabalho, mas ainda lutam para serem reconhecidas, para receberem o mesmo valor do salário pago aos homens que executam a mesma função, assim como para serem respeitadas, entre tantas outras coisas, e grande parte da luta está em discutir e divulgar as diferenças de tratamento e as consequências desta situação (PESTANA et al., 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa busca por igualdade é refletida também no sistema prisional brasileiro, que foi construído basicamente para o sexo masculino, no início ainda no século XVII as mulheres por serem minorias eram colocadas em presídios masculinos junto com os homens, pois o Estado não sentia a necessidade de se preocupar com a construção de presídios para as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, a pena de prisão nem sempre foi a única ou principal forma de resposta diante de um ato considerado como desrespeitoso às leis vigentes. Até a idade moderna, nos séculos XVII e XVIII, a prisão existia apenas com a função de custodiar temporariamente aqueles que seriam submetidos a castigos corporais e/ou à pena de morte (SILVA; BORBA; BARALDI, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, reforça-se que no século XX, mais precisamente na década de 1930, foi realizada diversas reformas relacionadas ao modo de organização e regulamentação dos sistemas prisionais do Brasil, nesse período foram regularizados o Regimento das Correições com a pretensão de reorganizar o regime carcerário, além da criação do Fundo e do Selo Penitenciário em 1934, para arrecadar fundos para melhorar os estabelecimentos prisionais. Já em 1935, o Governo Federal editou o Código Penitenciário da República e em 1941, instaurou o novo Código Penal (SILVA, 2014).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalta-se que foi após a promulgação do Código Penitenciário da República, que as mulheres presas eram separadas dos homens, de acordo com os desígnios das autoridades responsáveis no ato da prisão e de acordo com as condições físicas para tal. Assim, o 2º parágrafo, do Art. 29, do Código Penal de 1940, determinou-se que o cumprimento da pena para as mulheres seria em estabelecimento especial, não disponível no município ou no estado, em secção adequada de penitenciária ou prisão comum, ficando sujeitas a trabalho interno (SILVA; BORBA; BARALDI, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, em uma análise no estudo de Andrade (2015) foi possível observar que a criminologia do final do século XIX e início do século XX, diferenciavam a tipologia de crimes cometidos por mulheres e meninas em comparação com os homens e meninos. Assim, os crimes femininos apresentados naquele período eram identificados como prostituição, à promiscuidade sexual e o furto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Penitenciária de Mulheres de Bangu foi o primeiro presídio feminino no Brasil, foi idealizado pelo Presidente Getúlio Vargas construído para atender questões intrínsecas ao aprisionamento feminino, com a perspectiva de aplicação humanizada da pena. Trata-se de um estabelecimento referência, o marco da modernidade, havia a separação das detentas por escalonamento de periculosidade, como bem determina o Código Penal e as leis posteriores que tratam desse tema (MARTINS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a detenção feminina ainda obedece a padrões de criminalidade diferenciados do público masculino. Enquanto 57% dos crimes relacionados ao tráfico são praticados por mulheres, os homens respondem apenas a 23%. “Por outro lado, o número de crimes de roubo registrados para homem é três vezes maior do que para mulheres” (SANTOS; VITTO, 2017, p.30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a violência, a superlotação dos presídios, rebeliões, mortes, entre outras situações são vividas por homens e mulheres que estão custodiados pelo Estado, sendo que, o&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; atual sistema prisional brasileiro tem materializado o abandono das instituições, deixando de cumprir a ressocialização e recuperação dos presos, assim como a cura dos internados dos manicômios judiciários, sendo esses indícios de crise generalizada no sistema criminal brasileiro (FERREIRA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a esse contexto negativo que são submetidos à população carcerária brasileira, as mulheres em situação de cárcere ainda precisam conviver com a invisibilidade que o sistema impõe em relação ao tratamento dispensado à presa grávida e puérpera à luz da Lei de Execução Penal, que omitem direitos e reverbera problemas sociais, e tantos outros que serão evidenciados no tópico a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 A INVISIBILIDADE DA MULHER EM SITUAÇÃO DE CÁRCERE NO ÂMBITO DO TRATAMENTO DISPENSADO À PRESA GRÁVIDA E PUÉRPERA À LUZ DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que ocorrem os avanços nos direitos fundamentais das mulheres encarceradas, nota-se um excesso de moderação no reconhecimento do mérito e sua aplicabilidade, que resulta na mora e eventual inefetividade das garantias do Estado, que não cumpre o seu papel para com essa população marginalizada (MARTINS, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prisão é por si só nas sociedades democráticas, o instrumento de veto do poder, que observa que a ideologia estadista incrimina. As mulheres são biologicamente diferentes dos homens com necessidades e anatomia particular. Por esta perspectiva é que a figura feminina na sociedade é única, individual. Assim, a exclusão das mulheres no mundo público se converte em um elemento fundamental, o qual legitimará as novas explicações científicas e as amoldam ao âmbito penal (FOUCAULT, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a essa perspectiva, observa-se que há violação de direitos em relação à condição da mulher encarcerada, que vai além da liberdade, contemplando direitos e perspectiva de melhorias nas condições sociais, que é estigmatizada pelos preconceitos e elementos que permitem a diferenciação de valores pela determinação de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O sistema penitenciário no Brasil é regido pelas leis penais e constitucionais do país e regulamentações posteriores, tratando-se de um sistema caracterizado pela presença de usuários que são prioritariamente pessoas que pertencem às classes de poder aquisitivo baixo, com um mínimo de instrução educacional e profissional, que estão às margens da sociedade. São instituições com estruturas falhas, que não possuem capacidade para custodiar as mulheres, sem suporte necessário, falta desde materiais higiênicos, produtos de limpeza, até mesmo estrutura física, tornando as mulheres invisíveis, sem representatividade (FERREIRA, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, vale pontuar, que a Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/84) não contemplava de forma especial as mulheres que estavam sobre custodia do Estado, haja vista que a criminalidade feminina não tinha tanta visibilidade, embora em seu artigo 82, § 1º da LEP expressa que as mulheres deverão ser recolhidas a estabelecimento prisional próprio, adequado à sua condição pessoal. Nesse sentido Mirabete (2012) explica que a expressão “condição pessoal”, é uma forma pejorativa de tratar a mulher, como se o sistema penitenciário não fosse projetado para as mulheres, materializando ainda mais a sua invisibilidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A invisibilidade e problemas estruturantes das mulheres em cárcere são evidenciados em dados divulgados pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), os tipos de estabelecimentos penais, a maioria está voltada para os presos do sexo masculino, totalizando 74% dos estabelecimentos penais. Apenas 7% é destinado ao público feminino e 17% são estabelecimentos penais mistos, restando 2% dos quais não há informação. Os dados coleados observaram ainda que, no país há 49% de estabelecimentos penais femininos com local específico para visitação, considerando os ambientes destinados exclusivamente para as visitas e para atividades sociais, que são diferentes dos ambientes de pátio de sol e celas. Nos estabelecimentos penais mistos este número cai para 33% (INFOPEN, 2017, p. 25).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, essa realidade é ainda mais alarmante quando se observa que apenas 14% dos presídios brasileiros possuem berçário ou centro de referência materno-infantil e 3% possuem creches, com o total de 72 unidades prisionais com creches no país distribuídas apenas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (INFOPEN, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a falta de efetividade do Estado em garantir o mínimo de dignidade a mãe e ao filho, acordo em Assembleia Geral das Nações Unidas as Regras de Bangkok, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a incapacidade do Estado (como fez com a ADPF-347) e concedeu ordem ao Habeas Corpus coletivo (143.641/SP). A seguir a ementa:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Ementa: HABEAS CORPUS COLETIVO. ADMISSIBILIDADE. DOUTRINA BRASILEIRA DO HABEAS CORPUS. MÁXIMA EFETIVIDADE DO WRIT. MÃES E GESTANTES PRESAS. RELAÇÕES SOCIAIS MASSIFICADAS E BUROCRATIZADAS. GRUPOS SOCIAIS VULNERÁVEIS. ACESSO À JUSTIÇA. FACILITAÇÃO. EMPREGO DE REMÉDIOS PROCESSUAIS ADEQUADOS. LEGITIMIDADE ATIVA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DA LEI 13.300/2016. MULHERES GRÁVIDAS OU COM CRIANÇAS SOB SUA GUARDA. PRISÕES PREVENTIVAS CUMPRIDAS EM CONDIÇÕES DEGRADANTES. INADMISSIBILIDADE. PRIVAÇÃO DE CUIDADOS MÉDICOS PRÉ-NATAL E PÓS-PARTO. FALTA DE BERÇARIOS E CRECHES. ADPF 347 MC/DF. SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO. ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL. CULTURA DO ENCARCERAMENTO. NECESSIDADE DE SUPERAÇÃO. DETENÇÕES CAUTELARES DECRETADAS DE FORMA ABUSIVA E IRRAZOÁVEL. INCAPACIDADE DO ESTADO DE ASSEGURAR DIREITOS FUNDAMENTAIS ÀS ENCARCERADAS. OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO E DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. REGRAS DE BANGKOK. ESTATUTO DA PRIMEIRA INFÂNCIA. APLICAÇÃO À ESPÉCIE. ORDEM CONCEDIDA. EXTENSÃO DE OFÍCIO. […] (HC 143641, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 20/02/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-215 DIVULG 08-10-2018 PUBLIC 09-10-2018) (BRASIL, 2018).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse contexto, o sistema prisional brasileiro não proporciona um tratamento que atenda às demandas femininas e auxilie na reabilitação das presas, há uma estrutura prisional totalmente voltada aos presos do sexo masculino, que repercute diretamente na reincidência aos crimes, pois há inversão da função reintegradora da pena privativa de liberdade para a função exclusiva de castigar e punir, que reverbera no meio social e faz coro como sendo uma estratégia para que as infratoras pagarem pelo mal que causaram à vida comum dos cidadãos, permanecendo seus direitos invisíveis (CRUVINEL, 2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, os juristas e aplicadores do Direito reconhecem a dificuldade que há em garantir a efetividade da legislação vigente em relação à infraestrutura mínima para a saúde das mães, dos bebês, e crianças dentro dos presídios brasileiros. Assim, como em estabelecer o que determina a lei em relação às sanções de isolamento ou segregação disciplinar às mulheres gestantes, lactantes ou com filhos (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, 2016, p.25).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher que está encarcerada não tem apenas a penalidade da restrição da liberdade imposta pelo Poder Judiciário pelo delito cometido, mas, vai além, pois são privados do direito de viver com a mínima dignidade, sem a higiene adequada, sem amor e o carinho de familiares e sem poder formar o vínculo familiar com seu filho recém-nascido. Isto tudo, decorrente de uma omissão da sociedade e do Estado, que prejudica a ressocialização dessas mulheres, aumentando o risco de sua reincidência no mundo do crime (SILVA; BORBA; BARALDI, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, o próximo tópico vem discorrer sobre a violência que as mulheres encarceradas vivenciam desde a gestação até o pós-parto, a violência obstétrica que torna ainda mais vulnerável as mulheres encarceradas que tem direitos suprimidos, por quem deveria constitucionalmente garantir o mínimo de dignidade e direitos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a><strong>4 OS DADOS DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA SENTIDA POR MULHERES ENCARCERADAS NO PIAUÍ, DESDE O PERÍODO PRÉ-NATAL ATÉ O PUERPÉRIO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica é compreendida como grave fenômeno social decorrente de toda e qualquer ação ou omissão com relação à mulher, seja durante o pré-natal, o parto ou pós-parto, não só por parte dos médicos, como também de todos profissionais da saúde que prestem atendimento a gestante/puérpera, de forma direta ou indireta (SANTOS, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica se materializa por meio do tratamento desumanizado, abuso de medicamentos e patologização dos processos naturais, contribuindo para a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seu corpo e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres gestantes (BRASIL, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a violência obstétrica também pode ser manifestada pela privação de alimentos, a cesariana eletiva sem indicação médica, o uso da ocitocina sintética, hormônio utilizado para acelerar as contrações, a tricotomia<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>, o enema, a proibição da movimentação da gestante, a manobra de Kristeller<a href="#_ftn2" id="_ftnref2"><sup>[2]</sup></a>, humilhações, ofensas, omissão de informações, informações prestadas à gestante usando apenas a linguagem técnica, a episiotomia, que consiste no corte feito no períneo para a passagem do bebê em partos normais, o desrespeito à cultura e religião da gestante, os exames de toque invasivos, a posição ginecológica que dificulta a passagem do bebê, entre outros procedimentos que violam a gestante (ROCKEMBACK; VAILATTI, 2020).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência obstétrica sofrida por mulheres encarceradas também pode ser observada pela proibição do acompanhante durante e após o parto, comumente acompanhada exclusivamente pelas agentes prisionais e a equipe médica. Após o nascimento, as parturientes ficam isoladas das demais mães da maternidade, acompanhadas novamente apenas das agentes prisionais e com reforço policial nas portas, tratadas como se fossem presas de alta periculosidade (VIDEOSAÚDE DISTRIBUIDORA DA FIOCRUZ, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias – Infopen Mulheres de 2022, são 42.694 mulheres encarceradas no Brasil, sendo que no Estado do Piauí essa população é de apenas 161 mulheres. Sendo 31 em regime fechado, 41 em regime semiaberto e 89 em prisão provisória. Embora seja a terceira menor população de mulheres encarceradas, a taxa de ocupação feminina nos presídios do Piauí é de 96,99%, uma vez que só disponibiliza 166 vagas (CNMP, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Barbosa et al., (2021) o perfil sociodemográfico feminino em sistema carcerário do Piauí é mulheres na faixa etária entre 26-40 anos (63,0%), cor da pele preta/parda (85,2%), com filhos (81,5%), baixa escolaridade (74,1%) e renda familiar até dois salários mínimos (94,4%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados colaboram com os dados fornecidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias – Infopen Mulheres de 2022 e com o relatório realizado pelo Ministério Público do Piauí, que verificou que há um percentual significativo de mulheres com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), observando que 44,4% com sífilis e 11,1% infecção pelo HIV. Chama a atenção que pouco mais da metade das mulheres (57,4%) eram fumantes ativas, com predomínio de fumar menos de uma carteira de cigarro/dia (77,4%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que mesmo essa população tendo essas comorbidades o estado só recentemente, em 2015 havia aderido ao Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, de modo que essa população quando necessita de serviços da saúde com consultas especializadas e cirurgias da população carcerária é obrigada utilizar a rede regular de saúde, ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não dispõem de planejamento familiar, nem realização do Pré-natal (BARBOSA et al, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo essa realidade não é apenas do estado do Piauí ao fazer um levantamento da situação carcerária brasileira verifica-se que a Saúde materno-infantil nas prisões, se caracterizam por inúmeras situações de violências, vivenciadas por mães de crianças menores de 01 ano nascidas durante o cárcere. O não acesso ao pré-natal adequado, o uso de algemas, xingamentos, ausência de um acompanhante, alimentação não adequada, demora no atendimento e instalações insalubres e precárias, foram alguns das violações observadas por Mordolo (2022) entre as mulheres que exercem a maternidade intramuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que as políticas públicas de oferta de saúde dentro do sistema prisional, não atendem aos requisitos legais, assim, tem sido cada vez mais comum a judicialização de ações para que a gestante cumpra sua pena em prisão domiciliar, para que fora do sistema prisional, ela possa ter uma rede de apoio institucional, sendo uma oportunidade de maior qualidade de vida para o desenvolvimento gestacional (DI PIETRO; ROCHA, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo o Infopen (2021) evidencia que no Brasil existem apenas 59 estabelecimentos prisionais femininos que possuem celas ou dormitórios específicos para as gestantes e apenas 49 unidades contam com berçários e espaços materno-infantis destinados aos cuidados das crianças de até 2 anos. No tocante às creches, responsáveis por abrigar os filhos das detentas maiores de 2 anos, apenas 10 das unidades prisionais femininas e mistas contam com tais instalações, recebendo até 168 crianças.&nbsp; Dentre essas instituições está a de Corumbá no estado do Mato Grosso do Sul é uma das dez instituições prisionais referência, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) (INFOPEN, 2021).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a gravidez intramuro no Brasil é considerada como dupla violência: para a mulher encarcerada, haja vista que não terá atendimento médico adequado, e para a criança que, na maioria dos casos, é impedida de ser amamentada, de ter vínculo com a mãe. Contudo, a mulher que se encontra custodiada pelo Estado tem direitos a amamentação, a realizar exames ginecológicos e a separação, quanto ao delito cometido (MORDOLO, 2022).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como direito humano fundamental à promoção da cidadania, a saúde deve ser ofertada aos cidadãos, sobretudo, aos que se encontram no sistema prisional. Dessa forma, as políticas públicas voltadas para essa população precisam ser implementadas com a finalidade de garantir a visibilidade a essas mulheres que já são privados do convívio familiar e social, estigmatizadas e duplamente punidas, uma vez que estão condicionadas a verem seus filhos crescerem sem o vínculo materno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é possível identificar que o cárcere viola direitos básicos como a saúde, a dignidade humana, pois considera a pessoa privada de sua liberdade como não merecedora de um tratamento digno e assim, o direito à maternidade conferido a elas não pode ser exercido, por falta de infraestrutura, ausência de médicos e unidades básicas de saúde, falta de acompanhamento do pré-natal e puerpério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É, portanto, uma invisibilidade absoluta, que viola diversos direitos garantidos constitucionalmente, como a maternidade, configurando-se como uma violência emocional e psicológica. Desse modo, as detentas são vítimas violência obstétrica, pois não podem exercer sua maternidade conforme as orientações e recomendações do Ministério da Saúde e das organizações internacionais como a ONU. Sendo extenso rol de direitos das parturientes que são negligenciados, há também a violência obstétrica, pois muitas detentas são estigmatizadas na hora do parto pela equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, vale ressaltar que há diversos instrumentos que resguardam os direitos das parturientes que estão no sistema prisional como a Lei de Execução Penal (Lei nº 7210/84), as s Regras de Bangkok, a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e tantas outras normativas que se colocadas em prática resguardam a mulher encarcerada dessas situações de violência obstétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ALVES, Dariane Ingrid Ferreira; DA SILVA, Larissa de Araújo Alves Rodrigues. <strong>Encarceramento Feminino</strong>: Análise Da Trajetória E Realidade Das Mulheres No Sistema Prisional Brasileiro. Trabalho de Conclusão de Curso de Direito da Universidade Potiguar, Natal –RN, 29 fl. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. <strong>Nota Técnica n.º 17/2020/DIAMGE/CGCAP/DIRPP/DEPEN/MJ</strong>. 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, Supremo Tribunal Federal. <strong>Habeas Corpus nº 143.641/SP da Segunda Turma</strong>, Brasília, DF, 20.2.2018. Disponível em: &lt; http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/visualizarEmenta.asp?s1=000265354&amp;base=b aseAcordaos&gt;. Acesso em: 13 out. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. <strong>Regras de Bangkok</strong> &#8211; Regras Das Nações Unidas Para O Tratamento De Mulheres Presas E Medidas Não Privativas De Liberdade Para Mulheres Infratoras. 1.ed. Brasília: Conselho Nacional de Justiça, 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CRUVINEL, Tatiely Vieira. <strong>A violação aos Direitos Humanos das gestantes no Sistema Penitenciário Feminino Brasileiro</strong>. 2018. 64 f. Monografia (Graduação em Direito). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DI PIETRO, Josilene Hernandes Ortolan; ROCHA, Ana Cláudia dos Santo. Violência obstétrica: mulheres encarceradas e o uso de algemas. <strong>Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília</strong>, Marília, v.3, n.1, p. 23-34, Jan./Jun., 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">INFOPEN. <strong>Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias </strong>– Infopen Mulheres, 2. ed. 2017. Disponível em: &lt;<a href="http://antigo.depen.gov.br/DEPEN/depen/sisdepen/infopenmulheres/infopenmulheres_arte_07-03-">http://antigo.depen.gov.br/DEPEN/depen/sisdepen/infopenmulheres/infopenmulheres_arte_07-03-</a> 18.pdf&gt;. Acesso em 20 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Tarla Atatiana. <strong>Reflexões sobre o sitema prisonal feminino</strong>: garantias e direitos fundamentais. 3. ed. revista, atualizada e ampliada. Florianópolis: Empório do Direito, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FOUCAULT, Michel. <strong>Vigiar e Punir</strong>: Nascimento da Prisão. Trad. Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIL, Antonio Carlos. <strong>Como elaborar projetos de pesquisa</strong>. 6 ed. São Paulo, Atlas, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. <strong>Fundamentos de metodologia científica</strong>. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARIANI, Adriana Cristina, NASCIMENTO NETO, José Osório do. Violência obstétrica como violência de gênero institucionalizada: Breves considerações a partir dos direitos humanos e do respeito às mulheres. <strong>Revistas Unibrasil: Caderno de direito</strong>, v2, n. 2, p. 45- 67, 2016. Disponível em: &lt; <a href="http://revistas.unibrasil.com.br/cadernosdireito/index.php/direito/article/viewFile/865/822%3e.">http://revistas.unibrasil.com.br/cadernosdireito/index.php/direito/article/viewFile/865/822&gt;.</a> Acesso em 20 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARTINS, Kauane Souza. <strong>A invisibilidade da maternidade no cárcere</strong>: reflexos na efetividade dos direitos para as mães presas e seus filhos. 2019. 74 f. Monografia (Bacharelado em Direito) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal do Mato Grosso, Barra do Garças, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MARX, Karl; ENGELS, F. Manifesto comunista. Org. de Osvaldo Coggiola. 4a reimpressão. São Paulo: Boitempo, 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIRABETE, Júlio Fabbrini. <strong>Manual de Direito Penal</strong>. São Paulo: Atlas, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MODOLO, Jéssica Castor. A violência obstétrica na prisão: instrumentos legais de proteção à mãe encarcerada. Orientadora: Ana Gabriela Mendes Braga. Coorientadora: Maiane Cibele de Mesquita Serra. 2022. 84 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Franca, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VIDEOSAÚDE DISTRIBUIDORA DA FIOCRUZ. Nascer nas prisões: Gestar, nascer e cuidar. Youtube, 01 de junho de 2017. Disponível em: &lt; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oJY0drA11TI">https://www.youtube.com/watch?v=oJY0drA11TI</a>&gt;. Acesso em: 19 set. 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PESTANA, B.M. et al. <strong>O Trabalho Doméstico Assalariado Em Tempos De Pandemia Na Sociedade Brasileira</strong>. In: Questão Social em Tempos de Pandemia. org: NOZABIELLI, S.R.; VAZQUEZ, D.A. NOGUEIRA, C.M. Assis: Gráfica &amp; Editora Triunfal, 2018.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">PIRES, Deborah Oliveira <strong>A realidade da mulher encarcerada</strong>: Maternidade no encarceramento feminino no Brasi. Inhumas: FacMais, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROCKEMBACK, Ana Claudia; VAILATT, Natálie. <strong>Mulheres Encarceradas E A Violência Obstétrica A Partir Das Intersecções De Raça, Sexo/Gênero E Classe</strong>. Editora: PUCRS, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Izabella Cristina Siqueira. <strong>Mulheres encarceradas</strong>: a violência obstétrica no sistema prisional brasileiro. 2017. 41 f. Monografia (Graduação em Direito). Instituto Brasiliense de Direito Público, Brasília, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Maria Helena de Araújo; VITTO, Cassia Virginia de. <strong>A inserção da</strong> <strong>mulher na criminalidade: uma análise do perfil socioeconômico das apenadasdo pavilhão feminino Complexo Penal Dr. João chaves</strong> – Natal/RN. In: XXI Seminário de Pesquisa do CCSA: cidadania em tempos de intolerância. Natal, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Jonatas dos Santos; BORBA, Talita Cristina da Silva Barbosa; BARALDI, Flávia Guariente. Mulheres Em Cárcere: Um Estudo Sobre A Situação Carcerária Feminina No Brasil. <strong>Revista Vertentes do Direito</strong>, v. 08, n.02, p. 01 -26, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, Iranilton Trajano da. <strong>Uma Breve Análise Histórica E Legal Sobre O Encarceramento Feminino No Brasil</strong>. 2014. Disponível em &lt; https://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/3636/uma-breve-analise-historicalegal-encarceramento-feminino-brasil&gt; Acesso em 20 set. de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VARELLA, Dráuzio. <strong>Prisioneiras</strong>. Companhia das Letras, 2017.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1"><sup>[1]</sup></a> Raspagem dos pelos pubianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref2" id="_ftn2"><sup>[2]</sup></a> Manobra em que o profissional da saúde empurra a barriga da parturiente;</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><sup>1</sup>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA, Teresina-PI, 22 de junho de 2023.<br><sup>2</sup>Acadêmica do curso de bacharelado em Direito do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. <em>E-mail</em>: <a href="mailto:marilucia89@hotmail.com">marilucia89@hotmail.com</a><br><sup>3</sup>Acadêmica do curso de bacharelado em Direito do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. <em>E-mail</em>: <a href="mailto:samyasa840@gmail.com">samyasa840@gmail.com</a><br><sup>4</sup>Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do sul-PURS, Professor do curso de Direito do Centro Universitário Santo Agostinho – UNIFSA. <em>E-mail</em>: <a href="mailto:gustavotupi@unifsa.com.br">gustavotupi@unifsa.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EFEITO AGUDO DA MANIPULAÇÃO LOMBAR NA DOR,MOBILIDADE E ATIVAÇÃO MUSCULAR EM MULHERES COM DOR LOMBAR CRÔNICA</title>
		<link>https://revistaft.com.br/efeito-agudo-da-manipulacao-lombar-na-dormobilidade-e-ativacao-muscular-em-mulheres-com-dor-lombar-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revistaft HE]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2023 14:43:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[*]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 27 - Edição 122/MAI 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[ACUTE EFFECT OF SPINAL MANIPULATION ON PAIN, MOBILITY AND MUSCLE ACTIVATION IN WOMEN WITH CHRONIC LOW BACK PAIN REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7987483 Giovanna Correa Benvengo1Isabella Vaccaro Rodrigues1Marcelo Tavella Navega2Deborah Hebling Spinoso2 RESUMO A manipulação lombar é uma técnica de terapia manual comumente utilizada na prática clínica para o tratamento de indivíduos com dor lombar. Entretanto, a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>ACUTE EFFECT OF SPINAL MANIPULATION ON PAIN, MOBILITY AND</em> <em>MUSCLE ACTIVATION IN WOMEN WITH CHRONIC LOW BACK PAIN</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">REGISTRO DOI: 10.5281/zenodo.7987483</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Giovanna Correa Benvengo<sup>1</sup><br>Isabella Vaccaro Rodrigues<sup>1</sup><br>Marcelo Tavella Navega<sup>2</sup><br>Deborah Hebling Spinoso<sup>2</sup></p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-0-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-0-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RESUMO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A manipulação lombar é uma técnica de terapia manual comumente utilizada na prática clínica para o tratamento de indivíduos com dor lombar. Entretanto, a eficácia da técnica nos aspectos clínicos ainda são pouco elucidados. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito agudo da manipulação lombar na intensidade de dor, mobilidade lombar e ativação muscular em mulheres jovens com dor lombar crônica. Estudo duplo-cego randomizado controlado, no qual participaram 20 mulheres, com idade entre 18 a 30 anos e queixa de dor lombar há pelo menos seis meses, randomizadas em grupo manipulação (GM) e grupo controle (GC). Primeiramente foi realizada uma anamnese para verificar a elegibilidade das voluntárias, aplicação do questionário de funcionalidade Roland-Morris, avaliação da intensidade de dor pela Escala Numérica da Dor (END), algômetro de pressão nas vértebras lombares e teste de Schober. Posteriormente foi avaliada a atividade eletromiográfica do multífido e iliocostal durante a atividade funcional: agachamento com carga. Após a avaliação, as voluntárias do GM receberam a técnica de manipulação lombar, enquanto as voluntárias do GC foram apenas posicionadas de forma semelhante, sem execução do thrust. Ao término da intervenção, todas as voluntárias foram reavaliadas. Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre GM e GC, para as variáveis analisadas. Conclui-se que uma sessão de manipulação lombar não é capaz de alterar aspectos clínicos e biomecânicos de mulheres jovens com dor lombar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Palavras-chave: </strong>Eletromiografia, Manipulação da Coluna, Fisioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABSTRACT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">The spinal manipulation is a manual therapy technique commonly used in clinical practice for the treatment of individuals with low back pain. However, the technique’s effectiveness on the clinical aspects are still a little elucidated. This study’s aim was to evaluate the low back handling acute effect on the intensity of pain, low back mobility and muscular activation on young women with chronic low back pain. Controlled randomized double-blind study, in which 20 women participated, around 18 and 30 years old with low back pain complaints for at least six months, randomized in the handling group (HG) and control group (CG). First of all, it was made an anamnesis to verify the volunteer’s eligibility, Roland-Morris functionality questionnaire application, intensity of pain evaluation through the Numerical Rating Scale (NRS), pressure algometer on the low back vertebrae and Schober’s test. Afterwards, it was evaluated the multifidus and iliocostal electromyographic activity during the functional activity: weighted squat. After the evaluation, the HG volunteers received the spinal manipulation, while the PG volunteers were only placed in a similar way, without the thrust execution. By the end of the intervention, all of the volunteers were reevaluated. The results have shown that there is no significant difference between HG and PG, for the analyzed variables. It is concluded that a low back handling session is not capable of changing the clinical and biomechanical aspects of young women with low back pain.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Key-words: </strong>Electromyography, Spinal Manipulation, Physiotherapy</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 INTRODUÇÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dor lombar é um dos problemas de saúde mais comuns nas sociedades industrializadas, podendo afetar 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida¹ e gera impacto pessoal, ocupacional, social e econômico². Muitas vezes causa absenteísmo ao trabalho e é a segunda maior causa de procura pela assistência médica nos Estados Unidos<sup>3</sup>. À medida que a população envelhece, é provável que o número global de indivíduos com dor lombar aumente substancialmente nas próximas décadas⁴ .</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, aproximadamente 10 milhões de brasileiros ficam incapacitados em razão da dor lombar⁵ e em 2007, a dor lombar foi a primeira causa de invalidez entre as aposentadorias previdenciárias e acidentárias⁶, com prevalência anual superior a 50% em indivíduos adultos⁷.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dor lombar é uma condição multifatorial, que pode estar relacionada ao trabalho, fatores organizacionais, físicos, psicossociais e sociológicos. Segundo o estudo de Alyousef (2020), altos níveis de incapacidade causada por dor nas costas estão relacionados à baixa atividade física diária total ⁸.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O isolamento social por conta da pandemia de COVID-19 teve um efeito crescente na dor lombar<sup>9</sup>. Segundo San et al. (2021), houve uma relação significativa entre o nível de atividade e a intensidade da dor, e seus resultados também mostraram que os pacientes em que foram administradas injeções espinhais no período pré-pandêmico apresentaram dor menos intensa⁹. Outro estudo, mostrou que a redução da atividade física total teve um impacto profundamente negativo na saúde psicológica e no bem estar da população, resultando em aumento da dor<sup>10</sup>. A pesquisa de Silva e colaboradores (2021) também associou o aumento de comportamentos sedentários e <em>home office </em>durante a quarentena ao agravamento de dores nas costas de adultos brasileiros <sup>11</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da lombar recomendado pelas diretrizes atualmente envolve exercícios de mobilidade articular, exercícios resistidos globais, terapia manual e educação em dor<sup>12</sup>. O objetivo é a redução da dor, manutenção contínua da atividade física, prevenção da incapacidade permanente e restauração da capacidade de trabalho. Para isso, podem ser utilizados medicamentos e programas de gerenciamento multidisciplinar, incluindo fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental e programas de treinamento curtos, que ajudarão a restaurar a função <sup>1314</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as técnicas manuais para tratamento da dor lombar, a terapia manipulativa espinhal atua sobre os vários componentes do movimento vertebral causando distração das articulações, redução da pressão intradiscal, promove o alongamento dos músculos paravertebrais e induz um efeito analgésico de curta duração (para obter um efeito terapêutico de longo prazo, deve-se postular um mecanismo reflexo, por exemplo, a interrupção de um ciclo dor-espasmo-dor)<sup>15</sup>. Ou seja, a manipulação espinhal atua sobre os neurônios aferentes primários dos tecidos paravertebrais, o sistema de controle motor e o processamento da dor <sup>16</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo de Faitão e Fernandes (2011) foi analisado o efeito da manipulação lombar na mobilidade e na dor em profissionais de enfermagem com dor lombar crônica. Foi coletado o Índice de Schober (IS) e Escala Visual Analógica (EVA) pré e pós intervenção do</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo 1 (placebo) e Grupo 2 (experimental). Os resultados da EVA do G1 tiveram média de 4,8 (pré) e 3,2 (pós), enquanto os do G2 foram 4,5 (pré) e 0,4 (pós). Já o IS do G1 teve média de 15,3 (pré) e 15,5 (pós), enquanto do G2 teve média de 15 (pré) e de 16,1 (pós). Esses dados demonstraram a viabilidade da manipulação de forma complementar ao tratamento<sup>17</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estrázulas (2019) também obteve resultados imediatos significativos de redução da dor e de aumento da mobilidade em seu ensaio clínico randomizado duplo-cego, em que teve como objetivo investigar os efeitos de técnicas manipulativas em trabalhadores feirantes com dor lombar crônica inespecífica <sup>18</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de alguns estudos demonstrarem eficácia da técnica de manipulação vertebral em pacientes com dor lombar, não há estudos que investiguem a resposta da realização do thrust para outros desfechos, como sensibilidade à pressão e ativação muscular. Diante disso, o objetivo deste estudo é avaliar o efeito agudo da manipulação lombar na intensidade de dor, mobilidade e ativação muscular dos músculos espinhais em mulheres jovens com dor lombar crônica. A hipótese deste estudo é de que a manipulação lombar cause um efeito imediato de redução da dor, aumento da mobilidade lombar, maior ativação muscular de multífidos e menor ativação de iliocostal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 MÉTODOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.1&nbsp;Sujeitos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um estudo duplo-cego randomizado controlado, com grupo intervenção e grupo controle. O avaliador e o terapeuta que executou a técnica foram cegos. Foram recrutadas 20 voluntárias mulheres jovens, com idade de 18 a 30 anos e queixa de dor lombar há pelo menos seis meses para a coleta de dados randomizadas em dois grupos: grupo manipulação (GM) e grupo controle (GC). Os critérios de não inclusão foram: <em>red flags </em>(tumores, alterações vasculares, doenças inflamatórias ou infecciosas); cirurgias prévias na coluna vertebral; apresentar alguma contra indicação à manipulação da coluna lombar; dor radicular severa; medo da execução da técnica. A tabela 1 mostra a caracterização da amostra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (N° do parecer: 5.731.995 ) (ANEXO 1) e todas as participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO 2) .</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1:</strong> Caracterização da amostra</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="641" height="327" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1545.png" alt="" class="wp-image-77660" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1545.png 641w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1545-300x153.png 300w" sizes="(max-width: 641px) 100vw, 641px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2&nbsp; Procedimentos de Avaliação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os procedimentos de avaliação foram realizados em um único dia no Laboratório de Biomecânica da UNESP, Campus de Marília, por um único avaliador, que não tinha a informação de qual grupo as participantes tinham sido alocadas. Primeiramente, foi realizado anamnese para obtenção dos dados pessoais, aplicação do Questionário de Funcionalidade Roland-Morris, Escala Numérica da Dor (NRS), e exame físico (algometria, teste de Schober e eletromiografia). Posteriormente, foi realizada a intervenção com aplicação da técnica manual de manipulação lombar ou apenas posicionamento, de acordo com a alocação dos grupos. Após a intervenção, as voluntárias foram reavaliadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.1&nbsp;Questionário Roland-Morris</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para avaliar a capacidade funcional das voluntárias, foi utilizado o Questionário de Roland Morris, constituído de 24 itens em que o indivíduo assinala os que se identifica. O escore se dá pela soma das respostas assinaladas, podendo ser de 0 a 24. Quanto mais alta for a pontuação, maior é a incapacidade do indivíduo com dor lombar crônica. Este questionário tem como ponto de corte o escore 14, ou seja, os indivíduos com escore maior que este valor apresentam incapacidade <sup>19</sup>. (ANEXO 3)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.2&nbsp; Escala numérica da dor (END)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escala numérica da dor (END) é utilizada para verificar a intensidade da dor, sendo composta por uma linha numerada de 0 a 10, onde o avaliador pede ao participante que classifique verbalmente sua dor através da escala mencionada, sendo que 0 representa ausência de dor, 5 dor moderada e 10 dor insuportável. Essa forma de avaliação possui como vantagens o baixo custo e a aplicação rápida e fácil <sup>20</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.3&nbsp; Algômetro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação do limiar de dor à pressão foi feita com a utilização do algômetro de digital pressão. A vantagem do uso deste equipamento é o alcance do mesmo tipo de nociceptor atingido por meio da palpação <sup>21</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Previamente a realização dos testes, o algômetro foi aplicado nos músculos do antebraço dos participantes, instruídos a informar quando a sensação de pressão se tornar uma sensação dolorosa, estando desta forma, familiarizados com o aparelho. Em seguida ao processo de familiarização, os participantes foram orientados a se posicionar em decúbito ventral. Com o algômetro posicionado perpendicularmente aos processos espinhosos lombares no sentido póstero-anterior foi avaliada a sensibilidade dolorosa desses tecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes foram novamente instruídos a relatar quando sentissem dor ou desconforto, informando o momento em que a sensação de pressão passar de desagradável para dolorosa. No momento em que a voluntária comunicava o início da sensação de dor, o teste era interrompido e registrada a quantidade final de pressão aplicada <sup>22</sup>. O teste foi realizado nas vértebras lombares baixas (L3, L4 e L5), apenas uma vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.4&nbsp; Teste de Mobilidade da Coluna Lombar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilidade foi avaliada pelo Teste de Schober, no movimento de inclinação anterior do tronco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a realização do teste, foram feitas duas marcações: uma marcação inicial ao nível de L5, utilizando as espinhas ilíacas póstero-superiores como pontos de referência, e outra marcação 10 centímetros acima. Em seguida, foi solicitado que o indivíduo realizasse flexão de tronco, e então foi feita a medição entre um ponto e outro. De acordo com a literatura, em indivíduos com boa mobilidade lombar espera-se uma nova medida de 14 a 15 centímetros<sup>23</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para análise dos dados, foi considerada a diferença entre o desempenho no teste antes e após a intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.2.5&nbsp;Eletromiografia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a captação dos sinais eletromiográficos foi utilizado um módulo de aquisição de sinais biológicos EMG System do Brasil® (São José dos Campos &#8211; SP, Brasil), de 8 canais, filtros analógicos passa-faixa com frequência de corte em 10-1000 Hz e calibrados com frequência de amostragem de 2000 Hz, com 16 bits de resolução e amostragem simultânea dos sinais, software para coleta, processamento e armazenamento de dados. Foram utilizados eletrodos de superfície de Ag/AgCl (Miotec®), em configuração bipolar, com área de captação de 1 cm de diâmetro e distância intereletrodos de 2 cm. Foi realizada a limpeza da pele com álcool previamente a colocação dos eletrodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a análise eletromiográfica dos músculos multífidos o eletrodo foi colocado em um ponto formado pela reta do espaço intervertebral entre L1 e L2 e a espinha ilíaca póstero superior (EIPS), na altura do processo espinhoso de L5 (2 a 3 centímetros da linha média). Para análise do ílio costal foi traçada uma reta entre o ponto mais baixo da última costela e a EIPS, e o eletrodo foi colocado na altura de L2-L3, a um dedo de distância para medial referente à reta traçada, de acordo com as normas do SENIAM. A figura 1 ilustra o posicionamento dos eletrodos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 1:</strong> Posicionamento dos eletrodos nos músculos: multífidos (A) e iliocostal lombar (B</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="438" height="257" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1546.png" alt="" class="wp-image-77662" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1546.png 438w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1546-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 438px) 100vw, 438px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após a colocação dos eletrodos, a paciente ficou em ortostatismo, com a coluna vertebral ereta e os joelhos em extensão, e foi colocada à sua frente uma caixa com caneleiras contendo 10% da sua massa corporal. Foi solicitado que a voluntária realizasse o movimento de agachamento para pegar a caixa e retornasse à posição inicial. Este movimento foi repetido por 3 vezes, tendo um intervalo de 30 segundos entre eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para análise dos dados eletromiográficos, foram utilizadas rotinas específicas desenvolvidas em ambiente Matlab (Mathworks, Natick, MA, EUA). Para o cálculo da amplitude do sinal eletromiográfico durante a atividade funcional proposta, foi criado um envelope linear por meio da retificação de onda inteira e suavização dos sinais, com a utilização de filtro passa baixa de 4ª ordem, com frequência de corte de 10 Hz. A média do valor do envelope linear foi normalizado pelo valor da amplitude pico do envelope linear obtido entre as três tentativas <sup>18</sup>. Os dados foram expressos em porcentagem do envelope linear de maior valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.3&nbsp;Intervenção e simulação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos: Grupo Manipulação (GM) e Grupo Controle (GC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No GM foi realizada a manipulação vertebral global de alta velocidade e baixa amplitude bilateralmente. As pacientes foram posicionadas em decúbito lateral, com o membro inferior de cima em flexão de quadril e de joelho e dorso do pé em repouso na fossa poplítea do membro contralateral. O terapeuta ficou na altura do abdome do paciente, em contato com a vértebra a ser manipulada. Para a manipulação, um braço do terapeuta foi apoiado no sulco deltopeitoral do paciente, e o outro braço apoiado na região glútea e posterior da pelve. Durante a expiração do paciente, foi realizada rotação de tronco e quadril até a barreira restritiva, e ao final das expirações, realizou-se a técnica global de <em>thrust.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No GC os indivíduos foram posicionados igualmente e foi apenas rotacionado o quadril antes da barreira restritiva e não houve realização do movimento de manipulação. A figura 2 ilustra o posicionamento das voluntárias.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Figura 2: </strong>Posição da voluntária para manipulação lombar (A) e controle (B)</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="173" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1547.png" alt="" class="wp-image-77663" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1547.png 602w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1547-300x86.png 300w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.4&nbsp;Análise Estatística</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise estatística foi realizada por meio do software PASW <em>Statistics </em>18.0® (SPSS). Após verificação da normalidade e homogeneidade dos dados foi aplicado o teste <em>Anova Medidas Repetidas </em>para comparação entre os grupos e condições. Em todos os testes estatísticos foi adotado o nível de significância de p&lt;0,05.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 RESULTADOS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste <em>Anova Medidas Repetidas </em>mostrou que não há diferença para as variáveis intensidade de dor, mobilidade e limiar de dor a pressão na comparação entre grupos (p = 0,344), condição antes e após a manipulação (p = 0,148) e interação entre os grupos e as condições analisadas (p = 0,563). A tabela 2 mostra os valores de média e desvio padrão das variáveis dor, mobilidade e limiar de dor a pressão.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2: </strong>Efeito da manipulação lombar global na intensidade de dor, mobilidade e limiar de dor a pressão</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="491" height="599" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1548.png" alt="" class="wp-image-77666" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1548.png 491w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1548-246x300.png 246w" sizes="(max-width: 491px) 100vw, 491px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a ativação muscular durante a atividade funcional, a <em>Anova Medidas Repetidas </em>não mostrou diferenças significativas entre os grupos (p = 0,833), condição antes e após a manipulação (p = 259) e interação entre os grupos e as condições analisadas (p = 0,254). A tabela 3 mostra os dados normalizados da atividade eletromiográfica do extensores de tronco.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Tabela 3: </strong>Efeito da manipulação lombar na ativação dos músculos lombares durante atividade funcional</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="606" src="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1549.png" alt="" class="wp-image-77667" srcset="https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1549.png 537w, https://revistaft.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1549-266x300.png 266w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 DISCUSSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito imediato da manipulação lombar na intensidade da dor, mobilidade e ativação muscular. Os dados coletados refutam a hipótese inicial, uma vez que não houve diferença significativa entre os grupos após a intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manipulação lombar é uma técnica de terapia manual, realizada em alta velocidade e pequena amplitude, com a finalidade de reduzir dor, promover ajustes articulares, alterar a atividade muscular, e consequentemente melhorar a funcionalidade da coluna lombar <sup>24</sup>. Por isso, tem sido comumente utilizada no tratamento conservador por fisioterapeutas, quiropratas e osteopatas, contendo cada vez mais comprovação científica de sua eficácia <sup>25</sup>. Entretanto, o número de sessões necessárias para atingir esse objetivo ainda não permanece claro. O presente estudo mostrou que, para mulheres jovens com queixa de dor lombar crônica, uma única intervenção de manipulação vertebral lombar não foi suficiente para promover melhora clínica significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as diretrizes para tratamento da dor lombar de 2021 do Jornal de Fisioterapia Ortopédica e Esportiva (JOSPT), as técnicas de manipulação de alta velocidade, como a realizada por esse estudo, apresentam nível A de evidência para redução da dor e melhora da mobilidade<sup>12</sup>. Entretanto, o fato desse estudo não ter encontrado diferença nesses parâmetros após a aplicação da técnica, pode ser justificada pelo fato das voluntárias não apresentarem déficit de mobilidade lombar e relatar dor há mais de seis meses, não se adequando assim aos critérios clínicos de pacientes que melhor se beneficiam da manipulação lombar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados desse estudo corroboram com Selhorst e colaboradores (2015), que também não encontraram nenhum benefício extra ao incluir a manipulação lombar em um programa de exercícios para adolescentes com dor lombar aguda<sup>26 </sup>e com o estudo de Silva e colaboradores (2015), no qual também não foi encontrada diferença significativa na algometria dos processos espinhosos comparando pré e pós manipulação na região lombar dos grupos controle e intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao efeito imediato na manipulação na intensidade de dor, os achados do presente estudo discordam de Silva e colaboradores (2015), que observaram redução da dor após a manipulação. Essa diferença pode ser justificada pelo fato do presente estudo ter avaliado indivíduos com dor lombar crônica e o estudo citado, indivíduos com dor lombar aguda. A redução da dor após a manipulação pode ser atribuída ao estiramento provocado nos tecidos periarticulares como cápsula articular, ligamentos e músculos, que ativaram mecanorreceptores e estes por sua vez, atuariam modulando a informação dolorosa haja vista que apresentam velocidade de condução mais rápida comparado com os nociceptores, tendo como resultado hipoalgesia<sup>21</sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a resposta da manipulação na mobilidade lombar, os achados do presente estudo discordando de Estrazulas e colaboradores (2019), que observaram melhora da mobilidade após a realização da técnica de manipulação de alta velocidade e baixa amplitude em relação ao grupo placebo. A diferença pode ser justificada pelo fato de no estudo citado os participantes apresentarem déficit de mobilidade lombar pré-intervenção, o que não ocorreu no presente estudo. A melhora da mobilidade é atribuída ao efeito mecânico da manipulação vertebral, que causa ruptura de aderências peri articulares que possam estar bloqueando o movimento intra articular das vértebras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como nas demais variáveis, na eletromiografia não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos na ativação muscular durante a atividade funcional. No estudo de Bicalho e colaboradores (2010), a manipulação vertebral de forma aguda causou diminuição da ativação dos músculos superficiais do tronco, durante o movimento de extensão e flexão do tronco<sup>27</sup>. Os pacientes com dor lombar comumente apresentam aumento da ativação da musculatura superficial (iliocostal e espinhais) devido a uma insuficiência na ativação dos estabilizadores de tronco (multífidos), que contribui para dor e diminuição da mobilidade na região lombar<sup>28</sup>, podendo a manipulação lombar ser uma ferramenta de intervenção para melhorar o controle neuromuscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, com a crescente incidência de dor lombar e suas repercussões negativas na qualidade de vida dos indivíduos, estudos que procuram investigar os efeitos de técnicas de tratamento, como a terapia manual, pode auxiliar os profissionais de fisioterapia na escolha das estratégias de intervenção mais eficazes bem como no entendimento de qual desfecho essas técnicas podem proporcionar melhores resultados. Sugere-se que novos estudos sejam feitos com população que apresente déficit de mobilidade e maior intensidade de dor para compreensão do tamanho do efeito da manipulação lombar nessa condição clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.1 Limitações do Estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário evidenciar que o presente estudo apresenta limitações. O número amostral com 20 voluntárias, sendo 10 do Grupo Manipulação e 10 do Grupo Controle é pequeno, podendo levar ao erro do tipo 2. Além disso, as voluntárias apresentavam baixo nível de dor, podendo ter contribuído para que a diferença não tenha sido significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator que pode influenciar nos resultados é o nível de atividade física das voluntárias coletadas, que não foi padronizado neste estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 CONCLUSÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma sessão de manipulação lombar não foi capaz de reduzir a intensidade de dor, melhorar a mobilidade e o controle neuromuscular em mulheres jovens com queixa de dor lombar crônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1 DEYO, Richard A. et al. Cost, controversy, crisis: low back pain and the health of the public. <strong>Annual review of public health</strong>, v. 12, n. 1, p. 141-156, 1991.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 DUFFY, Robert Lamar. Low back pain: an approach to diagnosis and management. <strong>Primary Care: Clinics in Office Practice</strong>, v. 37, n. 4, p. 729-741, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 DO NASCIMENTO, Carlos Alberto Gomes et al. Tratamento Manipulativo Osteopático na Dor Lombar Crônica-Centro Municipal de Reabilitação Engenho de Dentro/RJ-Estudo Transversal, <strong>Práticas Integrativas e Complementares: Visão Holística e Multidisciplinar</strong>, p.263-272, 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 HOY, Damian et al. A systematic review of the global prevalence of low back pain. <strong>Arthritis &amp; Rheumatism</strong>, v. 64, n. 6, p. 2028-2037, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 SILVA, Marcelo Cozzensa da; FASSA, Anaclaudia Gastal; VALLE, Neiva Cristina Jorge. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. <strong>Cadernos de saúde pública</strong>, v. 20, p. 377-385, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 MEZIAT FILHO, Ney; SILVA, Gulnar Azevedo. Invalidez por dor nas costas entre segurados da Previdência Social do Brasil. <strong>Revista de Saúde Pública</strong>, v. 45, p.494-502, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">7 NASCIMENTO, Paulo Roberto Carvalho do; COSTA, Leonardo Oliveira Pena. Prevalência da dor lombar no Brasil: uma revisão sistemática. <strong>Cadernos de saúde pública</strong>, v. 31, p. 1141-1156, 2015</p>



<p class="wp-block-paragraph">8 ALYOUSEF, Bothaina et al. High levels of low back disability, but not low back pain intensity, are associated with reduced physical activity: a community-based, cross-sectional study. 2020. available at Research Square[<a href="https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-74076/v1">https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-74076/v1</a>]</p>



<p class="wp-block-paragraph">9 SAN, Ayca Uran; KESIKBURUN, Serdar; TEZEL, Kutay. The Effect of Social Isolation During the COVID-19 Pandemic on Patients with Chronic Low Back Pain Who Underwent a Spine Intervention. <strong>Pain Physician</strong>, v. 24, n. 5, p. 319-325, 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">10 MAUGERI, Grazia et al. The impact of physical activity on psychological health during Covid-19 pandemic in Italy. <strong>Heliyon</strong>, v. 6, n. 6, p. e04315, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">11 SILVA, Danilo R. et al. Changes in movement behaviors and back pain during the first wave of the COVID-19 pandemic in Brazil. <strong>Brazilian Journal of Physical Therapy</strong>, v. 25, n. 6, p. 819-835, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">12 GEORGE, Steven Z. et. al. Intervenções para o manejo da dor lombar aguda e crônica: Revisão 2021. <strong>Journal of Orthopaedic &amp; Sports Physical Therapy, </strong>v. 51,n. 11, p. CPG1-CPG60, 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph">13 LEE, Daniel. Low back pain intervention: conservative or surgical?. <strong>Journal of surgical orthopaedic advances</strong>, v. 12, n. 4, p. 200-202, 2003</p>



<p class="wp-block-paragraph">14 ILLES, Sándor Tamas. Low back pain: when and what to do. <strong>Orvosi hetilap</strong>, v. 156,n. 33, p. 1315-1320, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">15 MAIGNE, Jean-Yves; VAUTRAVERS, Philippe. Mechanism of action of spinal manipulative therapy. <strong>Joint bone spine</strong>, v. 70, n. 5, p. 336-341, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">16 PICKAR, Joel G. Neurophysiological effects of spinal manipulation. <strong>The spine journal</strong>, v. 2, n. 5, p. 357-371, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">17 FAITÃO, Camila Arroxellas; FERNANDES, Walkyria Vilas Boas. Manipulação vertebral de alta velocidade em profissionais de enfermagem portadores de dor lombar crônica. <strong>Curitiba-PR, Ter Man</strong>, v. 9, n. 44, p. 393-397, 2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">18 ESTRÁZULAS, Jaisson Agne. Efeitos da manipulação osteopática em trabalhadores feirantes com dor lombar crônica inespecífica: ensaio clínico randomizado. 2019. 63f. <strong>Dissertação (Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia) </strong>Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2019</p>



<p class="wp-block-paragraph">19 NUSBAUM, L et al. Translation, adaptation and validation of the Roland- Morris Questionnaire, <strong>Brazilian Journal of Medical Biological Research</strong>, v. 34, p. 203210, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">20 PÁDUA, Gleide Santos; SILVA, Maria Milena dos Santos. Eficácia da ventosaterapia para tratamento da dor lombar inespecífica : um ensaio clínico aleatório controlado por placebo. 2019. <strong>Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) </strong>&#8211; Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">21 ANGELI, Taise Boff. Comparação dos efeitos de dois programas de terapia manual na dor e funcionalidade de indivíduos com dor lombar crônica não específica. 2019.67 f., il. <strong>Dissertação (Mestrado em Ciências da Reabilitação) —Universidade de Brasília</strong>, Brasília, 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">22 SILVA, Luciano de Souza da. Efeitos imediatos de uma técnica de manipulação lombar sobre a sensibilidade dolorosa e o controle postural de indivíduos com dor lombar de origem inespecífica: um ensaio clínico randomizado. 2015. <strong>Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano)- Universidade Federal do Rio Grande do Sul</strong>, Porto Alegre, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">23 DE CARVALHO LIMA, Monique Fátima. Avaliação e comparação da elasticidade do tronco com aplicação do teste de Schober em indivíduos desempregados sedentários e trabalhadores sedentários e ativos. <strong>Nova Fisio, Revista Digital</strong>. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 87, Julho/Agosto de 2012</p>



<p class="wp-block-paragraph">24 LIMA, Maria; VIANA, Thalia; SÁ, Matteus. EFEITOS DA MANIPULAÇÃO NA LOMBALGIA CRÔNICA. <strong>Revista Saúde dos Vales</strong>, v. 1, n. 1, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">25 ALMEIDA, Frederico Cunha; DE FARIA, Marcus Vinícius Afonso. EFEITO DA TÉCNICA DE MANIPULAÇÃO NA DOR LOMBAR CRÔNICA.<strong>Trabalho De</strong> <strong>Conclusão De Curso (Graduação Em Fisioterapia) &#8211; </strong>Faculdade Presidente Antônio Carlos De Teófilo Otoni<strong>, </strong>2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">26 SELHORST, Mitchell; SELHORST, Brittany. Lumbar manipulation and exercise for the treatment of acute low back pain in adolescents: a randomized controlled trial. <strong>J Man Manip Ther</strong>, <strong>v. </strong>23, n.4, p. 226-233, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">27 BICALHO, Eduardo. et. al. Immediate effects of a high-velocity spine manipulation in paraspinal muscles activity of nonspecific chronic low-back pain subjects. <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/manual-therapy"><strong>Manual </strong></a><a href="https://www.sciencedirect.com/journal/manual-therapy"><strong>Therapy</strong></a>. <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/manual-therapy/vol/15/issue/5">V.15,</a> <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/manual-therapy/vol/15/issue/5">n.5</a>, P. 469-475, 2010</p>



<p class="wp-block-paragraph">28 SILVEIRA, Aline Prieto de Barros et al. Efeito imediato de uma sessão de treinamento do método Pilates sobre o padrão de cocontração dos músculos estabilizadores do tronco em indivíduos com e sem dor lombar crônica inespecífica.<strong>Fisioterapia e Pesquisa</strong>, v. 25, p. 173-181, 2018.</p>



<hr class="wp-block-separator has-text-color has-ast-global-color-3-color has-alpha-channel-opacity has-ast-global-color-3-background-color has-background is-style-wide"/>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">¹Fisioterapeuta. Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Marília, SP, Brasil.<br>²Doutor em Fisioterapia. Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Marília, SP, Brasil.</p>
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