IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE DURANTE E PÓS-PANDEMIA COVID-19: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202602121206


Milena Maria Mendes Rodrigues Martins¹; Lívia Maria Villar Sales de Araujo²; Joana Mendes de Andrade Augusto Lima³; Helen Christina Castro Carlos da Cunha de Oliveira⁴; Aline Girão Chastinet Siqueira⁵; Elis Regina Bastos Alves⁶; Laura Emanuela Pinheiro Machado⁷; Lília Carla Bezerra e Azevedo⁸; Vitória Régia Santos Alves⁹; Maria Eveline Martins¹⁰; Joselito de Oliveira Neto¹¹.


RESUMO

Objetivo: analisar a saúde mental de profissionais da saúde durante e após a pandemia de COVID-19. Metodologia: trata-se de uma revisão sistemática da literatura. Foram encontrados 13 estudos selecionados entre 2.919 artigos encontrados nas bases SCIELO, PUBMED, LILACS e MEDLINE. A seleção seguiu critérios rigorosos de inclusão e exclusão, e a análise de conteúdo de Bardin foi aplicada para interpretar os dados qualitativos. Resultados: os artigos foram organizados para sistematizar o conhecimento sobre os efeitos da pandemia na saúde mental desses profissionais. Após análise criteriosa dos estudos foi encontrado uma alta prevalência de transtornos mentais em profissionais de saúde durante a pandemia de COVID-19, especialmente entre mulheres, jovens, com menor escolaridade e doenças crônicas. A exposição à linha de frente influencia a vulnerabilidade e fadiga emocional persistente após a retomada do trabalho. Conclusão: há necessidade urgente de intervenções psicológicas, suporte emocional e políticas institucionais para promover a saúde mental e garantir a sustentabilidade profissional desses trabalhadores.

Palavras-chave: Saúde Mental; Profissionais de Saúde; Pandemia e Covid-19.

ABSTRACT

Objective: To analyze the mental health of healthcare professionals during and after the COVID-19 pandemic. Methodology: This is a systematic literature review. Thirteen studies were selected from 2,919 articles found in the SCIELO, PUBMED, LILACS, and MEDLINE databases. Rigorous selection of inclusion and exclusion criteria, and Bardin’s content analysis were applied to interpret the qualitative data. Results: The articles were organized to systematize knowledge about the effects of the pandemic on the mental health of these professionals. After careful analysis of the studies, a high prevalence of mental disorders was found among healthcare professionals during the COVID-19 pandemic, especially among women, young people, those with lower education levels, and those with chronic diseases. Exposure to the frontline influences vulnerability and persistent emotional fatigue after returning to work. Conclusion: There is an urgent need for psychological interventions, emotional support, and institutional policies to promote mental health and ensure the professional sustainability of these workers.

Keywords: Mental Health; Healthcare Professionals; Pandemic and COVID-19.

1 INTRODUÇÃO

Relatos de pneumonia atípica surgiram em Wuhan, China, em dezembro de 2019. Esses casos foram atribuídos a um vírus inédito que demonstrou rápida propagação, alta efetividade de infecção e considerável taxa de mortalidade na população humana. Na época, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reagiu nomeando temporariamente o agente como o novocorona vírus 2019 (SARS-CoV-2) e a síndrome como COVID-19. A OMS não demorou a classificar o cenário como uma emergência de saúde pública de importância internacional (David et al., 2021).

Inicialmente, a pandemia de COVID-19 resultou em uma pressão sem paralelo sobre a infraestrutura social e os sistemas de saúde, levando à um impacto negativo por gerar aumento em número de casos de transtornos mentais tanto na população geral quanto nos profissionais de saúde e demais trabalhadores essenciais (Costa et al., 2020).

A pandemia de COVID-19, em seu estágio inicial, suscitou grandes preocupações, especialmente entre os profissionais de saúde na linha de frente. Além do receio de serem infectados, estes colaboradores enfrentaram um aumento de problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, além do estigma social. A intensa sobrecarga de atendimentos causada pela demanda do surto inicial também desencadeou sentimentos de pânico, medo e ansiedade nesses trabalhadores (Souza et al., 2021).

Estudos realizados há mais de uma década, durante o surto de síndrome respiratória aguda grave (SARS), já indicavam que os profissionais de saúde estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de ansiedade, depressão e estresse, tanto durante quanto após os períodos de pandemia (Wu et al., 2005).

O questionamento que norteou a realização dessa pesquisa foi: “Quais os principais impactos acarretados pela pandemia de COVID-19 aos profissionais de saúde?”

O objetivo dessa pesquisa foi estudar os impactos da saúde mental dos profissionais da área da saúde durante e após o período da pandemia de COVID-19.

2 METODOLOGIA

A presente pesquisa tratou-se de uma revisão integrativa, do tipo exploratória, descritiva, documental, longitudinal com abordagem qualitativa.

Para realização da busca referente ao tema abordado foram utilizadas as seguintes bases de dados: Scientic Eletronic Library Online (Scielo), PublicMedline (PUBMED), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências e Saúde (LILACS) e Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), através dos descritores em saúde, previamente checados na plataforma Descritores em Ciências da Saúde (DECS): “saúde mental”; “profissionais de saúde”; “pandemia” e “Covid-19” combinados com o operador booleano AND.

Foram incluídos artigos originais de estudos primários disponibilizados na íntegra publicados nos idiomas: inglês, espanhol e/ou português; nos últimos cinco anos, e de diferentes metodologias. Portanto, foram excluídos todos os estudos incompletos, monografias, dissertações, teses, artigos de revisão, opinião, reflexão, manuais e consensos, assim como aqueles que não abordavam sobre a temática e que não pertenciam ao período compreendido entre 2020 a 2025.

A análise dos resultados desta pesquisa ocorreu em quatro etapas: sendo a primeira um processo de levantamento dos artigos e leitura dos títulos. Na segunda etapa foram realizadas leituras atentas dos resumos e descritores, sendo selecionados os artigos que respondessem à proposta do estudo. Na terceira etapa, realizou-se na íntegra a leitura dos artigos selecionados identificando e transcrevendo as informações consideradas relevantes para este estudo, comparando os dados obtidos para identificação de convergências e/ou divergências entre os artigos selecionados e a quarta etapa, consistiu na confecção do texto final desta revisão.

O método que se utilizou na análise de dados, foi a análise de conteúdo de Bardin, sendo uma das formas de organizar dados dentro da pesquisa qualitativa. A análise de conteúdo, é o conjunto de instrumentos de fins metodológicos que se aplicam a discursos extremamente diversificados. Trata-se de um método que é focado no aprofundamento das vivências dos sujeitos tornando-se importante interpretar os dados corretamente e por fim chegar a uma conclusão baseando-se no referencial teórico utilizado (Bardin, 2016).

Ao realizar a pesquisa foram encontrados inicialmente 2.919 artigos de interesse, sendo excluídos 2.906 artigos de acordo com os critérios de exclusão pré-estabelecidos, dessa forma 13 artigos foram considerados elegíveis.

A sistematização e organização dos estudos foi realizado de acordo com autor, ano, título, objetivo, tipo de estudo metodológico e resultados. Depois dessa organização inicial, as informações dos estudos selecionados foram extraídas para permitir que os dados qualitativos fossem analisados por meio da análise de conteúdo. Essa etapa foi fundamental para auxiliar a interpretar os achados, apresentar a revisão e, finalmente, sintetizar o conhecimento gerado. Em resumo, os dados coletados foram apresentados em tabelas, e então analisados e interpretados de forma a atingir o objetivo principal desta pesquisa. A figura 01 demonstra o fluxograma de seleção dos estudos.

Figura 1. Fluxograma das etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos artigos utilizados nessa revisão.

Fonte: Elaborada pelos autores (2025).

3 RESULTADOS

Os resultados consolidados dos artigos selecionados estão organizados nas tabelas 1.

Tabela 1: Caracterização dos artigos quanto a autoria, título, objetivo, tipo de estudo e resultados.

AUTOR / ANOTÍTULOOBJETIVOTIPO DE ESTUDORESULTADOS
1Dal’Bosco et al., 2020A saúde mental da enfermagem no enfrentamento da COVID-19 em um hospital universitário regionalIdentificar a prevalência e fatores associados à ansiedade e depressão em profissionais de enfermagem que atuam no enfrentamento da COVID-19 em hospital universitário.Estudo observacional transversaHouve prevalência de ansiedade (48,9%) e de depressão (25%). A maioria da amostra foi composta por mulheres, com mais de 40 anos, casadas ou em união estável, de cor branca, com ensino superior ou pós-graduação, com renda superior a R$3.000,00, concursadas, com regime de trabalho de 40 horas semanais e tempo de atuação no hospital de 1 a 5 anos.
2Braule Pinto et al., 2021Aumento do risco de profissionais de saúde se sentirem traumatizados durante a pandemia de COVID-19Investigar como os profissionais de saúde que vivenciaram um evento traumático estão expressando sintomas de estresse pós-traumático e quais fatores se relacionam com o risco de maior sintomatologia do mesmo informando sobre como esses profissionais estão enfrentando seu papel nesta crise.Estudo transversal20,9% dos entrevistados apresentaram piores escores psicológicos (sofrimento psicológico global, somatização, depressão e ansiedade) e pior qualidade de vida (física, psicológica, social e ambiental) com magnitudes moderadas.
3Ulisses et al., 2022Estresse, coping e estados afetivos em profissionais da saúde durante a pandemiaRastrear a presença de sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em profissionais de saúde da linha de frente e verificar sua associação com estratégias de coping e estados afetivos durante a pandemia da COVID-19 no Brasil.Estudo longitudinalO sofrimento psicológico durante a pandemia foi majoritariamente causado por preocupações em transmitir e contrair o vírus, distanciamento da família e alterações físicas/psicossomáticas. Essas preocupações se mantiveram estáveis ao longo do tempo, exceto a preocupação em contrair o vírus, que diminuiu significativamente em um momento, mas essa diferença não se confirmou após ajuste estatístico. Com o passar do tempo, as preocupações relacionadas ao ambiente de trabalho se tornaram o quarto maior fator de incômodo psicológico decorrente da pandemia.
4Novas et al., 2022Frequência de ansiedade, estresse pós-traumático e “burnout” em profissionais de saúde em hospitais da Cidade de Buenos Aires, Argentina, no contexto da pandemia por COVID-19Determinar a frequência de ansiedade, burnout e estresse pós-traumático, de acordo com o grau de exposição, em profissionais de saúde durante a pandemia de COVID-19 em três unidades de saúde de diferentes níveis de complexidade no setor público da cidade de Buenos Aires, Argentina.Estudo multicêntrico, prospectivo e analíticoDurante a pandemia, houve uma maior prevalência de transtornos de ansiedade (41% leve e 27% moderada a grave) e dificuldades para dormir (73%), enquanto os níveis de estresse pós-traumático (36%) e burnout (19%) foram mais baixos. Testes indicaram associações entre cargos com maior exposição e sintomas psicológicos, e os profissionais em treinamento e com maior autopercepção de risco apresentaram mais sintomas psicológicos.
5Magalhães; Toralles;Jarero, 2022O protocolo ASSYST-RG reduz estresse  em profissionais da saúde na pandemiaFornecer os primeiros cuidados psicológicos, visando a reduzir as perturbações e melhorar o funcionamento adaptativo, evitando a evolução para quadros psicológicos mais disfuncionais, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)Estudo intervencionistaO protocolo ASSYST-RG foi eficaz na diminuição da ansiedade e da depressão.  
6Ponce et al., 2022Impacto na saúde mental de residentes de três programas de especialização médica da Universidade de Valparaíso durante a pandemia de COVID-19Descrever o impacto da pandemia de COVID-19 nos sintomas de depressão, estresse, ansiedade e resiliência no enfrentamento em áreas de Anestesiologia, Medicina Interna e Medicina de Emergência.Estudo transversal descritivoDos 90 residentes, 54 responderam à pesquisa, e 18 a 24% apresentaram sintomas graves ou muito graves de depressão, ansiedade e estresse. Aqueles com sintomas mais graves tiveram as menores pontuações na escala de resiliência e enfrentamento. Não houve associação significativa entre a gravidade dos sintomas e o gênero dos participantes.
7Bezerra et al., 2023Prevalência do sofrimento emocional em profissionais de  enfermagem no combate a covid-19Avaliar a prevalência do sofrimento emocional em profissionais de  enfermagem que atuam no combate a covid-19.Estudo transversalA prevalência do sentimento de incapacidade de controlar as preocupações foi de 71,02% e de facilidade em ficar aborrecido e irritado foi de 75,31%. A análise multivariada demonstrou que o sentimento de incapacidade de controlar as preocupações esteve prevalente entre mulheres, da raça preta, com renda entre 3-4 salários mínimos, residentes em municípios com mais de 100 mil habitantes, possuem diagnóstico prévio de transtorno mental, apresentam sudorese, dificuldade de respirar, náuseas ou palpitações, reconhecem que a pandemia comprometeu as  relações sociais, possuem sintomas de ansiedade e síndrome de Burnout.
8Santos et al., 2023Saúde física e mental de enfermeiros de uma UTI Pediátrica afastados  por infecção pela COVID-19Compreender a experiência dos enfermeiros atuantes em duas Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica de um complexo hospitalar Paulista, afastados do trabalho por suspeita de infecção pela COVID-19.Estudo prospectivo de abordagem qualitativaOnze enfermeiros foram afastados do trabalho, 90,9% era do sexo feminino e testou positivo para COVID-19, 81,8% sentiu maior impacto emocional no período. Ganho de peso, ansiedade, apreensão e medicação para dormir foram mudanças mais referidas. A Análise de Conteúdo evidenciou as Categorias: Dificuldades do afastamento, Sentimentos pós-diagnóstico, Consequências da infecção por COVID-19, Importância do apoio institucional.
9Cohen  et al., 2023Impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental de profissionais de saúde da linha de frente em uma região altamente afetada no Brasil.Avaliar a prevalência de desfechos de saúde mental e os fatores associados em profissionais de saúde que tratam pacientes com COVID-19 em uma das regiões mais afetadas do BrasilEstudo longitudinalAs taxas de prevalência para um rastreio positivo para transtornos mentais comuns foram de 34,9% em enfermeiros, 28,6% em médicos e 26,6% em técnicos de enfermagem. Os enfermeiros apresentaram uma maior prevalência de sintomas depressivos (23%). O rastreio positivo para uso problemático de álcool (10,5 a 14,0%), ansiedade (10,4 a 13,3%) e transtorno de estresse pós-traumático (3,3 a 4,4%) foi semelhante entre as categorias profissionais. Os principais fatores associados a transtornos mentais comuns em enfermeiros e médicos estavam relacionados a uma suscetibilidade intrínseca a doenças mentais, como histórico pessoal ou familiar de transtorno psiquiátrico, e sexo feminino. Entre os técnicos de enfermagem, os fatores relacionados ao trabalho, como acidentes com material biológico, apresentaram a associação mais forte com transtornos mentais comuns.
10Matielo et al, 2023Associações entre características sociodemográficas e de saúde de trabalhadores do Ministério da Saúde e COVID-19descrever as características sociodemográficas e de saúde dos trabalhadores do Ministério da Saúde e possíveis associações com o trabalho afetado pela COVID-19Pesquisa observacional, descritiva e transversalO estudo com 821 trabalhadores do Ministério da Saúde, predominantemente mulheres (67,6%), de raça/cor branca (53,3%) e com pós-graduação (66,7%), revelou que 65,4% tinham alguma doença, 69,2% possuíam plano de saúde, e a maioria consumia álcool e praticava atividade física. Mais da metade considerava sua saúde física e mental boa. Para 81,8%, a pandemia afetou o trabalho, sendo que aspectos emocionais foram apontados por 55% como principal fator de impacto
11Albuquerque et al., 2025Trabalho, saúde mental, qualidade de vida e suporte social de agentes comunitários de saúde durante e pós-pandemia de COVID-19 sob o recorte de gêneroAvaliar a saúde mental, qualidade de vida, suporte social e atividades desenvolvidas por agentes comunitários de saúde (ACS) duran te e após uma crise sanitária, sob o recorte de gênero.Estudo multicêntrico, quantitativo, longitudinalO estudo acompanhou 705 agentes comunitários de saúde (ACS) em 2021 e 2023, majoritariamente mulheres com idade média de 47,6 anos. Houve aumento da escolaridade e da renda, e mudanças em relação à violência, suporte social, qualidade de vida e saúde mental. Observou-se aumento na diversidade e quantidade de atividades realizadas, especialmente visitas domiciliares para entrega de medicamentos. A ansiedade relacionada à COVID-19 diminuiu, enquanto a autoeficácia aumentou. O suporte social, especialmente familiar e entre amigos, reduziu-se, mais acentuadamente entre mulheres. A violência contra ACS do sexo feminino diminuiu, mas aumentou contra os do sexo masculino, evidenciando a influência do período pandêmico e pós-pandêmico nessas dinâmicas.
12Li et al., 2025Fatores associados à depressão, ansiedade, estresse, transtorno de estresse pós-traumático  e fadiga da equipe médica durante a pandemia de COVID-19 em Xangai: um estudo transversal em duas fasesInvestigar os sintomas de depressão, ansiedade, estresse, transtorno de estresse pós-traumático e fadiga em profissionais de saúde durante o surto de COVID-19 e após a retomada do trabalho e da produção em Xangai.Estudo transversalA equipe médica relatou taxas comparativamente altas de depressão, ansiedade, estresse e, especialmente, sintomas de transtorno de estresse pós-traumático durante a pandemia de COVID-19 em Xangai. Nosso estudo indicou que, após a retomada do trabalho em Xangai, a saúde mental geral da equipe médica pareceu melhorar um pouco. No entanto, o alto nível de fadiga apresentado ainda não pode ser ignorado.
13Guimarães et al., 2025Prevalência e fatores associados a transtornos mentais comuns e transtorno de estresse pós-traumático entre profissionais de saúde em um centro de referência para doenças infecciosas durante a pandemia de COVID-19: um estudo transversal baseado em pesquisaEstimar a prevalência e fatores associados a transtornos mentais comuns e provável transtorno de estresse pós-traumático entre profissionais de saúde, comparando dois grupos representativos (linha de frente e não linha de frente) em duas fases da pandemia (2020 e 2021).Estudo transversalA prevalência de transtornos mentais comuns entre profissionais de saúde durante a pandemia foi de 34,3% em 2020 e 30,5% em 2021, enquanto a prevalência de transtorno de estresse pós-traumático foi de 25,4% em 2020 e 32,7% em 2021. Fatores que aumentaram a probabilidade de transtornos mentais comuns incluíram menor escolaridade, falta de atividade física, sintomas de COVID-19 em 2020, e doenças crônicas e testes para SARS-CoV-2 em 2021. Profissionais da linha de frente apresentaram menor chance de transtornos mentais comuns. O transtorno de estresse pós-traumático associou-se a sintomas de COVID-19, convívio com pessoas de alto risco e perda de familiares. Doenças crônicas aumentaram o risco de transtorno de estresse pós-traumático, enquanto a idade teve efeito protetor. Profissionais mais jovens com doenças crônicas vivendo com pessoas de alto risco foram os mais afetados. Esses dados reforçam a necessidade de suporte emocional direcionado a esses profissionais.

4 DISCUSSÃO

Dal’Bosco et al. (2020) desenvolveram um estudo transversal em que avaliou 88 profissionais de enfermagem de um hospital universitário visando identificar a prevalência e fatores associados à ansiedade e depressão durante a pandemia de COVID-19. Foi identificada uma prevalência de 48,9% para ansiedade e 25% para depressão, sendo a maioria mulheres, acima de 40 anos, casadas, brancas, com ensino superior/pós-graduação, renda superior a R$3.000,00, concursadas, com jornada de trabalho de 40 horas semanais e experiência hospitalar entre 1 a 5 anos. Os autores destacavam a necessidade de estratégias para mitigar o impacto da pandemia na saúde mental desses profissionais.

Um relevante estudo avaliou 49.767 profissionais de saúde brasileiros que relataram vivência de eventos traumáticos durante a pandemia da COVID-19, identificando dois perfis distintos de sintomas de estresse pós-traumático: um grupo com elevada sintomatologia (20,9%) e outro com baixos níveis de sintomas (79,1%). O perfil de elevado estresse pós-traumático demonstrou pior saúde mental, evidenciada por maior sofrimento psicológico, depressão e ansiedade, bem como redução na qualidade de vida. Fatores sóciodemográficos e experiências relacionadas à COVID-19 mostraram-se preditores significativos do perfil com maior gravidade de estresse pós-traumático. Embora a maioria dos participantes não apresentasse sintomas clínicos intensos, os indivíduos no grupo de elevado estresse pós-traumático foram significativamente impactados em termos psicológicos (Pinto et al., 2021).

Ulisses et al. (2022) realizaram uma pesquisa em que visou rastrear a presença de sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático em 51 profissionais da saúde residentes nas cinco regiões do país que atuavam na linha de frente e investigar sua associação com estratégias de coping e estados afetivos durante a pandemia COVID-19 no Brasil. Os resultados indicavam aumento do risco para desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais, especialmente estresse pós-traumático e dificuldades na regulação emocional, ressaltando a necessidade urgente de intervenções psicológicas direcionadas a esses profissionais.

Um robusto estudo multicêntrico avaliou 1.391 profissionais de saúde do setor público da cidade de Buenos Aires durante a pandemia de COVID-19, investigou ansiedade, burnout e estresse pós-traumático segundo o grau de exposição. Foram aplicados questionários online com instrumentos específicos e análise estatística. Os resultados mostraram alta prevalência de ansiedade leve e moderada/grave e dificuldades de sono, com níveis menores de estresse pós-traumático e burnout. Profissionais em formação e com maior risco auto percebido apresentaram mais sintomas psicológicos. A auto percepção de risco revelou-se um fator importante para sintomatologia. Recomenda-se a implementação imediata e contínua de intervenções para o bem-estar mental, especialmente para jovens, mulheres e profissionais da linha de frente (Novas et al., 2022).

Um estudo avaliou a eficácia do Protocolo para Estabilização da Síndrome do Estresse Agudo remoto (Assyst-RG), aplicado em formato grupal para profissionais de saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Participaram 23 psicólogos que realizaram duas sessões de terapia online e responderam às escalas específicas antes e após a intervenção. Os resultados indicaram redução significativa na ansiedade e sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, além de diminuição na depressão, embora esta não tenha sido estatisticamente significativa. Os achados corroboram a eficácia, viabilidade e segurança do protocolo, sem relatos de efeitos adversos, contribuindo para o cuidado psicológico precoce e prevenção de quadros mais graves (Magalhães; Toralles; Jarero, 2022).

Ponce et al. (2022) avaliaram o impacto da pandemia de COVID-19 nos sintomas de depressão, estresse, ansiedade e coping resiliente em 90 residentes de Anestesiologia, Medicina Interna e Medicina de Emergência, sendo que 54 desses responderam a uma pesquisa online com escalas específicas, demonstrando que entre 18% e 24% apresentaram sintomas severos a extremamente severos de depressão, ansiedade e estresse, associados a menores escores de resiliência. Não houve associação significativa entre sintomas e gênero. Os resultados indicam que uma parte dos residentes enfrentou sofrimento psicológico significativo e baixa resiliência durante a pandemia.

Um estudo em caráter transversal avaliou o sofrimento emocional em profissionais de enfermagem que atuam no combate à COVID-19 no Rio Grande do Norte, Brasil, por meio de pesquisa online. Encontrou prevalência de 71,02% para sensação de incapacidade de controlar preocupações e 75,31% para facilidade em ficar aborrecido ou irritado. A análise multivariada indicou maior prevalência entre mulheres, negras, com renda de 3-4 salários mínimos, moradoras de grandes cidades, com diagnóstico prévio de transtornos mentais e sintomas físicos, além de reconhecimento do impacto da pandemia nas relações sociais, ansiedade e síndrome de Burnout. Conclui-se que os impactos na saúde mental podem persistir e causar efeitos negativos mesmo após o período pandêmico (Bezerra et al., 2023).

Um estudo qualitativo prospectivo objetivou compreender a experiência de enfermeiros afastados do trabalho por suspeita de infecção por COVID-19 em duas Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica de um complexo hospitalar em São Paulo. Participaram da pesquisa onze enfermeiros, dos quais 90,9% eram do sexo feminino e testaram positivo para COVID-19. A maioria relatou impactos emocionais significativos durante o período de afastamento, incluindo ganho de peso, ansiedade, apreensão e uso de medicamentação para indução do sono. A análise de conteúdo das respostas evidenciou as categorias: dificuldades enfrentadas durante o afastamento, sentimentos após o diagnóstico, consequências da infecção e a importância do apoio institucional. Os resultados indicam que os impactos físicos e psicológicos decorrentes da infecção por COVID-19 influenciam diretamente o retorno ao trabalho, enfatizando a necessidade de que as instituições de saúde proporcionem suporte integral à saúde física e mental dos profissionais (Santos et al., 2023).

Cohen et al. (2023) utilizaram o método Respondent-Driven Sampling para avaliar riscos de infecção por COVID-19 e sintomas de transtornos mentais em profissionais da linha de frente na região metropolitana do Recife. Foram analisados dados de 865 trabalhadores da saúde, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos, por meio de instrumentos validados para transtornos mentais comuns (SRQ-20), uso problemático de álcool (AUDIT-C), ansiedade (GAD-7), depressão (PHQ-9) e transtorno de estresse pós-traumático (PCL-5). Estimativas ponderadas foram obtidas pelo estimador de amostragem sucessiva de Gile, e regressão de Poisson com variância robusta identificou fatores associados ao rastreamento positivo para transtornos mentais comuns (TMC). A prevalência de TMC foi maior entre enfermeiros (34,9%) em comparação com médicos (28,6%) e técnicos de enfermagem (26,6%). Sintomas depressivos foram mais frequentes em enfermeiros (23%). A prevalência de uso problemático de álcool, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático foi semelhante entre as categorias profissionais. Histórico pessoal ou familiar de doença mental foi fator predominante associado ao TMC em enfermeiros e médicos.

Estudo observacional, descritivo e transversal avaliou características sociodemográficas e de saúde de 821 trabalhadores do Ministério da Saúde entre julho e outubro de 2021. A amostra foi composta majoritariamente por mulheres (67,6%), 53,3% declararam raça/cor branca, 66,7% possuíam pós-graduação e 38,7% tinham renda entre 5 e 10 salários mínimos. Observou-se que 65,4% relataram alguma doença, 69,2% tinham plano de saúde, 64,5% consumiam álcool, 6,1% eram fumantes e 67,4% praticavam atividade física. Mais da metade considerou sua saúde física (53,8%) e mental (52,2%) boas. Para 81,8%, o trabalho foi impactado pela pandemia, com nível educacional e saúde mental associados significativamente a esse impacto. Aspectos emocionais foram indicados por 55% como a principal variável afetando o trabalho. Os achados podem orientar políticas de proteção e promoção da saúde para trabalhadores, destacando a importância de estudos futuros, sobretudo para profissionais não diretamente na linha de frente da COVID-19, mas essenciais à gestão da crise pandêmica (Matielo et al., 2023).

Um estudo multicêntrico, longitudinal e quantitativo avaliou a saúde mental, qualidade de vida, suporte social e atividades de 705 agentes comunitários de saúde (ACS) durante e após a crise sanitária ocasionada pela pandemia COVID-19, considerando diferenças de gênero. Realizado em oito cidades do Nordeste brasileiro entre 2021 e 2023. Os resultados, analisados por recorte de gênero (masculino e feminino), tempo (durante e após a pandemia de COVID-19) e sua interação, demonstraram efeitos do tempo na violência territorial, atividades realizadas, ansiedade relacionada ao coronavírus, saúde mental e qualidade de vida. Observou-se redução do suporte social (amigos) em mulheres ACS, além de maior realização de visitas domiciliares e de atividades no Programa Saúde nas Escolas por ACS do sexo masculino. Encontrou-se diminuição da violência contra ACS femininas e aumento para os homens. Apesar de compartilharem desafios similares, as mulheres apresentaram maior desgaste físico e emocional, além de maior vulnerabilidade ao adoecimento, especialmente em contextos de crise sanitária, evidenciando o impacto do gênero na experiência profissional durante eventos críticos (Albuquerque et al., 2025).

Estudo recente realizado por Li et al. (2025), utilizou um caráter transversal sendo realizado em duas fases onde avaliou sintomas de depressão, ansiedade, estresse, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e fadiga em profissionais de saúde em Xangai durante a pandemia de COVID-19 e após a retomada ao trabalho. Na Fase I, as prevalências de depressão, ansiedade, estresse e TEPT foram elevadas (45,48%, 41,93%, 20,35% e 75,55%, respectivamente), enquanto na Fase II, essas prevalências reduziram significativamente, exceto para estresse que aumentou (19,79%, 21,44%, 28,23% e 12,22%). A fadiga média aumentou da Fase I para a Fase II. Fatores de risco psicológicos incluíram histórico pessoal e familiar de doenças crônicas, ocupação, local de trabalho, tempo de experiência e participação na equipe de amostragem. Os resultados indicam melhora parcial da saúde mental após a retomada das atividades, porém a fadiga permanece elevada e deve ser considerada nas estratégias de suporte aos profissionais.

Guimarães et al. (2025) avaliou a prevalência e os fatores associados a transtornos mentais comuns (TMC) e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) em trabalhadores da saúde nos anos de 2020 e 2021. A prevalência de TMC foi de 34,3% em 2020 e 30,5% em 2021, enquanto a de TEPT aumentou de 25,4% para 32,7%. Fatores de risco para TMC incluíram menor escolaridade, falta de atividade física, sintomas de COVID-19, doenças crônicas e realização de teste para SARS-CoV-2. Profissionais da linha de frente apresentaram menor risco para TMC. Enquanto TEPT, sintomas de COVID-19, convívio com pessoas de alto risco, perda de entes queridos e doenças crônicas foram associados a maior risco, enquanto a idade apresentou efeito protetor. Trabalhadores mais jovens com condições crônicas e que convivem com grupos vulneráveis foram os mais afetados. Os resultados reforçam a necessidade de programas específicos de suporte emocional e manejo do estresse para profissionais da saúde.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os estudos revisados evidenciam a alta prevalência de transtornos mentais comuns, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático entre profissionais de saúde durante a pandemia de COVID-19, afetando especialmente mulheres, profissionais jovens, com menor escolaridade, e aqueles com doenças crônicas ou contato com grupos de risco. A exposição direta à linha de frente foi associada a diferentes níveis de vulnerabilidade, muitas vezes moderando os resultados. Além disso, a fadiga e o desgaste emocional persistem mesmo após a retomada das atividades. Intervenções psicológicas específicas, programas de suporte emocional e estratégias de promoção da saúde mental são urgentemente necessários para mitigar esses impactos, considerando também fatores sociodemográficos e o recorte de gênero. Destaca-se a importância do apoio institucional e a implementação contínua de políticas voltadas ao bem-estar físico e mental dos profissionais da saúde, visando garantir sua sustentabilidade profissional e qualidade de vida, especialmente em cenários de crise sanitária.

REFERÊNCIAS

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¹Especialista em Terapia Intensiva. Gestora Hospitalar do Setor da Fisioterapia do Hospital Fernandes Távora. Preceptora da Residência em Oncologia da ESP-CE. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-3601-9593. E-mail: fisioterapiahft5445@gmail.com;
²Fisioterapeuta especialista em Terapia Intensiva. Coordenadora do Serviço de Terapias Assistenciais do Unimed Lar – Unimed Fortaleza. Fisioterapeuta estatutária do Instituto Dr. José Frota (IJF). ORCID: https://orcid.org/0009-0007-2798-9030. E-mail: liviamvsalesa@gmail.com;
³Fisioterapeuta do Serviço de Terapias Assistenciais da Unimed Lar – Unimed Fortaleza. Especialista em Terapia Intensiva. Especialista em Saúde do Idoso. Mestrado em Saúde Coletiva. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8820-7529. E-mail: joanaugusto86@gmail.com;
⁴Mestrado em Saúde Coletiva (UNIFOR). Especialização em Fisioterapia Cardiorrespiratória (Inspirar). Formação em Cuidados Paliativos (Paliative-se). Fisioterapeuta do setor de Terapias Assistenciais da Unimed Lar – Unimed Fortaleza. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3800-8748. E-mail: helenchristinafisio@gmail.com;
⁵Especialista em Fisioterapia Respiratória e Cardiovascular. Especialista em Fisioterapia Neonatal e Pediátrica. Fisioterapeuta do Hospital Geral Dr. Waldemar de Alcântara e da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-2956-0293. E-mail: alinechastinet@hotmail.com;
⁶Especialista em Centro Cirúrgico, Urgência e Emergência e Unidade de Terapia Intensiva. Gerente de Enfermagem do Hospital Fernandes Távora. ORCID: https://orcid.org/0000-8964-2576. E-mail: elisregina36@yahoo.com.br;
⁷Especialista em Clínica-Cirúrgica. Enfermeira do Hospital Fernandes Távora. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-1889-6669. E-mail: laurapinheiro88@hotmail.com;
⁸Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória – UNIFOR. Fisioterapeuta do Serviço de Terapias Assistenciais da Unimed Lar – Unimed Fortaleza. Coordenadora do Serviço de Fisioterapia da Policlínica Márcia Moreira de Meneses. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-8275-2742. E-mail: liliabeaz@gmail.com;
⁹Residência em Enfermagem Obstétrica (UECE). Especialista em Auditoria (FAHOL). Especialista em Atenção Primária com Ênfase na Saúde da Família (FAHOL). Enfermeira do Hospital Fernandes Távora. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1768-2135. E-mail: vitoria.al.ra17@gmail.com;
¹⁰Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Fisioterapeuta do setor de Terapias Assistenciais da Unimed Lar – Unimed Fortaleza. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-3048-7101;
¹¹Doutorado em Biotecnologia (UFC). Fisioterapeuta Especialista em Respiratória pela Ebserh (HC-UFU). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3857-8495. E-mail: joselitoneto@yahoo.com.br.